Entrelaços - Geografia - Volume 3

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GEOGRAFIA

ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA

Maria Angela Gomez Rama

Mestra em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP).

Especialista em Ensino de Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Bacharela e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP).

Licenciada em Pedagogia pela Universidade de Franca (Unifran-SP).

Atuou como professora na educação básica e na formação de professores.

Autora de livros didáticos.

Denise Cristina Christov Pinesso

Mestra em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP).

Bacharela e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP).

Atuou como coordenadora de Geografia na rede particular de ensino e como professora no ensino fundamental da rede pública.

Autora de livros didáticos.

LIVRO DO PROFESSOR

1a edição São Paulo – 2025

Entrelaços – Geografia – 5o ano (ensino fundamental – anos iniciais)

Copyright © Maria Angela Gomez Rama, Denise Cristina Christov Pinesso

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Assessoria Débora Diegues

Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Ana Cristina Bezerra Oliveira, Bianca Balisa, Jessica Vieira de Faria, Mariana de Lucena.

Preparação e revisão Maria Clara Paes (coord.), Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Ana Carolina Rollemberg, Anna Júlia Danjó, Cintia R. M. Salles, Denise Morgado, Desirée Araújo, Diogo Souza Santos, Elaine Pires, Eloise Melero, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Kátia Cardoso, Márcia Pessoa, Maura Loria, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam, Veridiana Maenaka, Yara Affonso

Produção de conteúdo digital Deborah D’Almeida Leanza (coord.), André Tomio Lopes Amano, Fabio Bonna

Moreirão, Tami Buzait

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.), Sergio Cândido (criação), Ana Carolina Orsolin

Projeto de capa Sergio Cândido

Imagem de capa Carlos Duarte/iStock/Getty Images

Arte e produção Vinicius Fernandes (coord.), Alexandre Tallarico, Marcia Cunha do Nascimento, Jacqueline Nataly Ortolan (assist.)

Diagramação Estúdio Diagrami

Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga

Licenciamento de textos Erica Brambila

Iconografia Jonathan Santos, Lucas Alves Profeta, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Claudia Marianno, Rodrigo Arraya, Tel Coelho/Giz de Cera, Ilustra Cartoon (José Luís Juhas), Claudia Marianno, Bruna Assis Brasil, Clarissa França, Selma Caparroz, Kami Queiroz, Fábio Cruz Da Silva (Fabio Eugenio), Gustavo Perg, Wandson Rocha, Estúdio Ampla Arena, Héctor Gómez, Yancom, Paulo Manzi, Estúdio Ornitorrinco

Cartografia Sonia Vaz, Robson Rocha, Mario Yoshid

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Rama, Maria Angela Gomez

Entrelaços : geografia : 5º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Maria Angela Gomez

Rama, Denise Cristina Christov Pinesso. -- 1. ed. -São Paulo : FTD, 2025.

Componente curricular: Geografia

ISBN 978-85-96-06148-3 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06149-0 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06150-6 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06151-3 (livro do professor HTML5)

1. Geografia (Ensino fundamental) I. Pinesso, Denise Cristina Christov. II. Título.

25-292640.0

CDD-372.891

Índices para catálogo sistemático:

1. Geografia : Ensino fundamental 372.891

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Caro professor, cara professora,

Esperamos que, em suas mãos, este Livro do professor se transforme em uma importante ferramenta de trabalho, apoiando-o no planejamento, nas práticas diárias, nas trocas de ideias com os colegas e nas reflexões sobre os diferentes aspectos do processo de ensino e aprendizagem e de formação contínua.

Para isso, o livro está organizado em duas partes: uma geral e outra específica. A parte geral apresenta os fundamentos teórico-metodológicos da coleção, a relação da coleção com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as estratégias de ensino, entre outros tópicos. A parte específica apresenta a reprodução das páginas do Livro do estudante acompanhadas de orientações para encaminhamento e comentários de atividades, além de sugestões práticas para a sala de aula.

Essas orientações e as sugestões feitas ao longo do material, aliadas à sua experiência profissional, têm grande potencial para o desenvolvimento de habilidades e competências de forma a promover ações individuais e coletivas na construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.

Bom trabalho!

As autoras.

ORGANIZAÇÃO GERAL DA OBRA

Esta coleção, destinada aos estudantes do 3o, 4 o e 5 o anos do Ensino Fundamental, é composta de Livro do estudante e Livro do professor, nas versões impressa e digital.

Livro do estudante

Cada volume está organizado em quatro unidades, divididas em capítulos. Ao longo dos capítulos, são trabalhados conteúdos para desenvolver habilidades e competências do componente curricular de Geografia em uma estrutura clara e prática para ser trabalhada em sala de aula.

Livro do professor

Livros digitais

Objetos digitais

10:17

Além do subsídio inicial para o professor, este livro reproduz o Livro do estudante na íntegra, em miniatura e com respostas em magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução do Livro do estudante, apresenta informações para planejamento e rotina, objetivos, introdução à unidade, planos de aula, respostas às atividades e sugestões de conteúdos que ajudarão a desenvolver as propostas, bem como ampliações e aprofundamentos para enriquecer as abordagens pedagógicas. Este livro contém também textos e atividades complementares e, ainda, sugestões de leitura, filmes, entre outros recursos.

Trata-se do Livro do estudante e do Livro do professor no formato digital, em HTML5, o que permite o acesso ao material em diferentes aparelhos digitais: smartphones, notebooks e tablets, por exemplo.

Ao longo do volume, ícones indicam infográficos e mapas clicáveis que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica.

SUMÁRIO

ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS PARA O 5º ANO

Unidade 1 – Nossa gente

Unidade 2 – Um país urbano

Unidade 3 – Trabalho e produção

Unidade 4 – Respeitar a natureza: dever de todos

GERAIS

Introdução ao livro de Geografia

Proposta teórico-metodológica e objetivos

Contemporâneos Transversais (TCTs)

Cartografia escolar

Estratégias e recursos: reflexões e práticas XXII

Uso do livro didático XXII

Formas de organização da turma XXIII

Estudo do meio e trabalho de campo XXIV

Novas tecnologias XXV A interdisciplinaridade XXVII

Metodologias ativas XXVIII

A inclusão no Ensino Fundamental XXX Cartografia inclusiva XXXII

Avaliação formativa XXXIV

Portfólio: um instrumento de avaliação XXXV

Reflexões sobre a prática docente XXXV

Planejamento e conteúdos XXXVIII

Quadro de conteúdos da coleção XXXVIII

Sugestões de planejamento e cronograma – 5º ano XL

Matriz de planejamento de rotina XLII

Matriz de planejamento de sequência didática XLII

Proposta de projeto – 5º ano XLIII

REFERÊNCIAS COMENTADAS XLVI

GEOGRAFIA

ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA

Maria Angela Gomez Rama

Mestra em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP).

Especialista em Ensino de Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Bacharela e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP).

Licenciada em Pedagogia pela Universidade de Franca (Unifran-SP).

Atuou como professora na educação básica e na formação de professores.

Autora de livros didáticos.

Denise Cristina Christov Pinesso

Mestra em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP).

Bacharela e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP).

Atuou como coordenadora de Geografia na rede particular de ensino e como professora no ensino fundamental da rede pública.

Autora de livros didáticos.

LIVRO DO PROFESSOR

1a edição São Paulo – 2025

Entrelaços – Geografia – 5o ano (ensino fundamental – anos iniciais)

Copyright © Maria Angela Gomez Rama, Denise Cristina Christov Pinesso

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Assessoria Débora Diegues

Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Ana Cristina Bezerra Oliveira, Bianca Balisa, Jessica Vieira de Faria, Mariana de Lucena.

Preparação e revisão Maria Clara Paes (coord.), Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Ana Carolina Rollemberg, Anna Júlia Danjó, Cintia R. M. Salles, Denise Morgado, Desirée Araújo, Diogo Souza Santos, Elaine Pires, Eloise Melero, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Kátia Cardoso, Márcia Pessoa, Maura Loria, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam, Veridiana Maenaka, Yara Affonso

Produção de conteúdo digital Deborah D’Almeida Leanza (coord.), André Tomio Lopes Amano, Fabio Bonna

Moreirão, Tami Buzait

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.), Sergio Cândido (criação), Ana Carolina Orsolin

Projeto de capa Sergio Cândido

Imagem de capa Carlos Duarte/iStock/Getty Images

Arte e produção Vinicius Fernandes (coord.), Alexandre Tallarico, Marcia Cunha do Nascimento, Jacqueline Nataly Ortolan (assist.)

Diagramação Estúdio Diagrami

Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga

Licenciamento de textos Erica Brambila

Iconografia Jonathan Santos, Lucas Alves Profeta, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Claudia Marianno, Rodrigo Arraya, Tel Coelho/Giz de Cera, Ilustra Cartoon (José Luís Juhas), Claudia Marianno, Bruna Assis Brasil, Clarissa França, Selma Caparroz, Kami Queiroz, Fábio Cruz Da Silva (Fabio Eugenio), Gustavo Perg, Wandson Rocha, Estúdio Ampla Arena, Héctor Gómez, Yancom, Paulo Manzi, Estúdio Ornitorrinco

Cartografia Sonia Vaz, Robson Rocha, Mario Yoshid

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Rama, Maria Angela Gomez

Entrelaços : geografia : 5º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Maria Angela Gomez

Rama, Denise Cristina Christov Pinesso. -- 1. ed. -São Paulo : FTD, 2025.

Componente curricular: Geografia

ISBN 978-85-96-06148-3 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06149-0 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06150-6 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06151-3 (livro do professor HTML5)

1. Geografia (Ensino fundamental) I. Pinesso, Denise Cristina Christov. II. Título.

25-292640.0

CDD-372.891

Índices para catálogo sistemático:

1. Geografia : Ensino fundamental 372.891

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Olá, estudante!

Este livro será seu companheiro na aventura de estudar Geografia!

Comece a folhear as páginas e veja quanta coisa vai ajudar você nesse aprendizado: mapas, desenhos, textos, fotografias e muito mais!

Diversas atividades serão realizadas, e elas convidam a muitas descobertas sobre o mundo onde você vive. Nessa aventura, você também terá a companhia de seus colegas de turma, familiares, vizinhos e outras pessoas de seu convívio. Preparado para começar?

As autoras.

CONHEÇA SEU LIVRO

ABERTURA DE UNIDADE

Na abertura de unidade, você vai despertar sua curiosidade, explorar imagens e trocar ideias com os colegas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

1 O que está acontecendo nas imagens?

2 Como você acha que as pessoas se sentem em lugares como esses? Por quê?

3 No bairro ou no município onde você mora, há locais com problemas semelhantes aos mostrados nas imagens? Quais?

4 Leia os adjetivos a seguir e copie no caderno aqueles que podem descrever as imagens da página anterior. tranquilo  agitado  agradável  barulhento  silencioso  poluído limpo  seguro  desagradável

5 Em sua opinião, o que pode ser feito para tornar esses espaços mais agradáveis para as pessoas?

Resposta pessoal. Consulte comentários no Encaminhamento

A poluição ocorre quando substâncias, como esgoto, resíduos sólidos, entre outras, são despejadas no ambiente pela ação humana, prejudicando os seres vivos.

A poluição pode contaminar as águas de rios, mares, lagos e lagoas, o ar que respiramos, as paisagens que observamos ou até mesmo o som do ambiente onde estamos. A poluição pode afetar a vida de plantas, animais e pessoas de diferentes maneiras. Por isso, é importante saber as causas dos diversos tipos de poluição e como evitá-las.

6 No caderno, associe cada imagem da página anterior ao tipo de poluição que ela representa. poluição do solo – poluição do ar – poluição visual –poluição das águas

4 1 3 2

A atividade levanta conhecimentos prévios dos estudantes sobre alguns tipos de poluição bastante comuns em muitas cidades.

FIQUE LIGADO

LORD, Michelle. A sujeira que fizemos Ilustrações: Julia Blattman. Tradução: Alexandre Boide. São Paulo: Melhoramentos, 2022. No livro, é possível aprender como a poluição das águas é prejudicial à vida na Terra e como fazer a diferença ajudando na preservação das águas.

Consulte respostas no Encaminhamento 115 30/09/2025 15:19

MÃO NA MASSA

MÃO NA MASSA

É hora de realizar atividades práticas para colocar seu conhecimento em ação!

CAPÍTULOS

Nos capítulos, você vai encontrar diferentes conteúdos e aprender com eles.

NÃO ESCREVA NO LIVRO. Vegetação e deslizamento de terra Em grupo, vocês vão fazer um experimento para verificar a relação entre a presença da vegetação e o deslizamento de terra. Vocês vão usar duas caixas com terra, uma representa um morro com vegetação, e a outra representa um morro sem vegetação e com construções. Materiais necessários

• Caixas de madeira com furos no fundo

• Forro de plástico com furos

• Terra

• Sementes de alpiste

• Caixas de fósforos vazias

• Regador

• Água

Etapas de trabalho

1 Forrem uma das caixas com plástico, coloquem terra e joguem as se- mentes de alpiste.

2 Deixem a caixa em local arejado na sombra e reguem a terra to- dos os dias.

4 Coloquem as duas caixas de for- ma inclinada em um local onde a água possa escorrer (também pode ser colocada uma bande- ja). Para simular a chuva, joguem água sobre ambas as caixas e observem o que acontece.

3 Quando as plantas já estiverem desenvolvidas, é hora do expe- rimento. Para isso, forrem a se- gunda caixa com o plástico e coloquem a terra. As caixas de fósforos devem ser colocadas sobre a terra como se fossem moradias.

No caderno, faça as atividades a seguir. a) Faça uma comparação entre as perdas de terra que ocorreram nas duas caixas.

1 Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

b) O que aconteceu com as plantas e com as construções?

c) Apresente hipóteses sobre o que você observou. d) Converse com os colegas e o professor sobre como esse experimento ajuda a entender os deslizamentos de terra que ocorrem nas cidades.

IDEIA PUXA IDEIA

Patrimônios históricos

Muitas cidades brasileiras têm construções antigas que contam parte de sua história. Podem ser igrejas, praças, pontes, teatros, casarões ou estações de trem. Esses lugares são considerados patrimônios históricos e são importantes registros para entender o modo de vida de diferentes épocas.

Por isso, devem ser protegidos e bem cuidados. Muitos desses patrimônios se tornaram atrações turísticas. Algumas cidades são famosas justamente por seus patrimônios históricos. Observe algumas delas.

A cidade de Ouro Preto (MG) atrai muitos turistas por causa de suas construções históricas, datadas do período da colonização do Brasil.

Rua de Ouro Preto (MG), em 2025.

Na região Sul do país, cidades como São Francisco do Sul (SC) também preservam edifícios antigos, que recebem muitos turistas.

Vista do centro histórico de São Francisco do Sul (SC), em 2023.

Na cidade de São Paulo (SP), o centro histórico reúne construções importantes, como o Pátio do Colégio, local onde a cidade foi fundada.

Pátio do Colégio em São Paulo (SP), em 2023.

Em Recife (PE), é possível visitar o bairro do Recife Antigo, que conta a história da cidade e apresenta muito de sua cultura. Rua do centro histórico de Recife (PE), em 2024.

Manter os patrimônios históricos exige cuidado, atenção e dinheiro. Essa responsabilidade é do governo e da comunidade, que pode cobrar ações e participar de projetos de preservação. Quando esses lugares não são cuidados, podem se deteriorar e até desabar.

O órgão responsável por identificar e proteger os patrimônios históricos no Brasil é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ele atua para garantir que construções antigas sejam restauradas, respeitando sua história e seus detalhes originais. A restauração ajuda a manter esses espaços seguros e preservados, além de gerar empregos e valorizar a cultura local.

IDEIA PUXA IDEIA

Este é um convite para você aprofundar os temas estudados, conversar com outras áreas do conhecimento e tratar de temas diversos e de cidadania.

Ao longo do livro, você vai encontrar informações sobre pessoas importantes citadas no texto.

Meninas também podem

Observe o gráfico e faça as atividades.

Brasil: atletas em Jogos Olímpicos por sexo (2016-2024)

Quantidade de atletas Sexo Elaborado com base em: BRASIL. Ministério das Mulheres. Observatório Brasil da Igualdade de Gênero. Relatório Anual Socioeconômico da Mulher Raseam 2025. Brasília, DF: Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, mar. 2025. ano 7, p.150. Disponível em: https://www.gov. br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/ publicacoes/raseam-2025.pdf/@@ download/file. Acesso em: 27 ago. 2025.

50 100 150 200 300 0 Homens Mulheres 268 166 215 163 Rio de Janeiro 2021: Tóquio Paris

1 Em qual edição dos Jogos Olímpicos o número de atletas mulheres foi maior que o de atletas homens?

Nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

Os Jogos Olímpicos de Paris, na França, foram os primeiros em que o número de atletas mulheres ultrapassou o número de atletas homens na delegação brasileira. As mulheres também se destacaram no quadro de medalhas. Do total de 20 medalhas, 13 foram conquistadas por mulheres nos seguintes esportes: boxe, futebol, ginástica artística, judô, skate surfe, vôlei e vôlei de praia. Esses dados mostram que, cada vez mais, as mulheres praticam esportes, inclusive aqueles que até pouco tempo atrás eram considerados masculinos.

SITUAÇÃO-PROBLEMA

Apesar dos avanços, o incentivo à prática de esportes ainda é maior para os meninos.

Além disso, ainda existe preconceito em relação a algumas modalidades esportivas, que são consideradas femininas ou masculinas.

34 01/10/25

1 Por que podemos afirmar que os patrimônios históricos contam parte da história das cidades?

2 Na área urbana do município onde você vive, há algum patrimônio histórico? Em duplas, pesquisem informações sobre esse local. Com a ajuda do professor, organizem uma visita ao patrimônio histórico do município. Durante a visita, façam anotações e, se possível, registrem com fotografias ou desenhos. Depois, utilizem essas observações para complementar as respostas da pesquisa. A pesquisa deve responder questões como as apresentadas a seguir.

a) Qual é a história desse local?

b) Essa construção está preservada ou precisa de restauração?

c) Esse local atrai visitantes pela sua história? Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

SECA E ACESSO À ÁGUA

A seca é um período longo sem chuvas, comum em algumas regiões do Brasil, como na região do Semiárido. Com as mudanças climáticas as secas ficaram mais longas e intensas em diferentes regiões do Brasil e do mundo. No campo, durante a seca, as plantas e os animais sofrem, e muitas famílias enfrentam problemas no acesso à água utilizada para beber, cozinhar e cuidar de plantações e criações. Em muitos lugares do Brasil, uma medida para garantir água para a população durante a seca é a instalação de cisternas e a abertura de poços. As cisternas armazenam a água da chuva para ser usada quando falta água nos rios e açudes. Mudança climática: alteração no clima do mundo, observada nas últimas décadas, que pode ser causada pela ação humana, como a queima de combustíveis fósseis.

Cisterna instalada em pequena propriedade em Madalena (CE), em 2023. Anna Luísa Beserra (1997-) é uma empreendedora ambiental do município de Salvador (BA) que, aos 15 anos, criou o Aqualuz: um sistema que usa energia solar para desinfetar a água da chuva armazenada em cisternas. Em 2019, ela recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU) por seu trabalho. Anna Luísa Beserra em 2019.

2 Em sua opinião, que tipos de preconceito existem contra esportes considerados “de menino”?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

Copie o quadro a seguir no caderno e preencha-o com os nomes de esportes praticados na escola onde você estuda e no município onde você vive. Observe os exemplos. Esportes e atividades que acontecem na minha escola Esportes e atividades promovidos pela Secretaria de Esportes do município Handebol Dança PENSANDO NA SOLUÇÃO

1 Com a ajuda do professor e dos colegas, identifique em quais dessas atividades há pouca participação de meninas. Para isso, entreviste os colegas da turma e os professores da escola.

2 Em grupo, pensem em uma campanha para incentivar a participação das meninas em alguns desses esportes ou atividades. Para isso, vocês devem pesquisar imagens de meninas praticando essa atividade. 3 Em seguida, produzam um vídeo ou um cartaz com textos e imagens de incentivo.

4 Em uma data previamente combinada com o professor, divulguem na escola a campanha feita por vocês.

Os governos também reali zam grandes obras para garantir o acesso à água, como a transposi ção de parte do Rio São Francisco. Essa obra desvia parte da água desse rio para áreas que precisam na região Nordeste. Foram cons- truídos canais, túneis e reserva- tórios para transportar a água por muitos quilômetros. Assim, mais fa- mílias no campo e na cidade podem ter acesso à água.

Canal de transposição do Rio São Francisco em Custódia (PE), em 2025.

Consulte resposta no Encaminhamento

1 A transposição do Rio São Francisco ajuda a levar água para regiões que sofrem com períodos de seca. Por que isso é importante? Em tempos de seca, algumas propriedades continuam verdes e cheias de água, enquanto outras sofrem com a falta de chuva. Observe a tirinha e, depois, responda às questões.

2 Na tirinha, o que a cerca separa? O que isso quer dizer?

3 Por que nem todos sofrem com a seca da mesma forma? O que isso significa em relação ao acesso à água?

TEM SOLUÇÃO!

O desafio é pensar em soluções para resolver uma situação-problema.

Restauro da fachada do Ministério Público do Estado de Goiás em casarão de Goiás (GO), em 2023. IMAGENS

O QUE ESTUDEI

É hora de retomar os principais assuntos estudados em cada unidade.

BOXES

CONCEITO

Destaca os principais conceitos estudados.

Traz orientações sobre cuidados necessários para a realização de determinadas atividades.

ÍCONES

ATIVIDADE

ORAL

Este ícone indica as atividades que devem ser respondidas oralmente.

SELOS

Alfabetização cartográfica

Elementos fora de proporção.

no trabalho, tecnologias, energia, transporte e comunicação.

começar, a gente precisa anotar algumas informações.

30/09/25 14:39

FIQUE LIGADO

Apresenta sugestões de livros, sites, músicas e outros materiais para enriquecer seu conhecimento.

TEM MAIS

Traz curiosidades e informações complementares ao tema estudado.

NO CADERNO

Este ícone indica as atividades que devem ser respondidas no caderno.

2 Um dos estudantes teve a ideia de apresentar uma história em quadri- nhos para fazer perguntas sobre o tema do seminário. Leia a história que ele encontrou e responda às questões.

Consulte respostas no Encaminhamento

ARIONAURO. [Relações entre o campo e a cidade]. S. l.]: Arionauro Cartuns, 19 mar. 2021. Disponível em: relacoes-entre-campo-cidade.html.http://www.arionaurocartuns.com.br/2021/03/quadrinhosAcesso em: 20 set. 2025.

a) Quais atividades de trabalho são mostradas na história em quadri- nhos e onde elas acontecem? b) Os meios de comunicação que aparecem na história em quadrinhos influenciaram, de alguma forma, as atividades de trabalho apresenta- das? Por quê? c) Como você acha que as batatas foram transportadas do campo até a cidade?

d) Quais fontes de energia podem ter sido utilizadas nas atividades re- tratadas na história em quadrinhos?

DICA

Apresenta dicas e pistas que auxiliam na resolução de atividades.

GLOSSÁRIO

Apresenta o significado de palavras e expressões que talvez você ainda não conheça.

EM CASA

Este ícone indica sugestão de atividades para casa, como pesquisas, por exemplo.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

As cores não correspondem aos tons reais.

OBJETOS DIGITAIS

MODELO PARA COPIAR

Os ícones a seguir identificam os infográficos e os mapas clicáveis, que são objetos digitais presentes neste volume. Esses objetos digitais apresentam assuntos complementares ao conteúdo do livro, ampliando sua aprendizagem.

CLICÁVEL

CLICÁVEL

14:39

UNIDADE

UNIDADE 4

OBJETOS DIGITAIS

Mapa clicável: Brasil: distribuição da população (2022) . . . . . . . .

Mapa clicável: Brasil: migração inter-regional (1960-1970) 16

Infográfico clicável: Envelhecimento da população brasileira . . . 31

Mapa clicável: Regiões metropolitanas do Brasil 59

Infográfico clicável: Brasília: cidade planejada

60

Infográfico clicável: Mobilidade urbana e acessibilidade 73

Infográfico clicável: Energia renovável no Brasil

Infográfico clicável: O que é poluição dos rios? 119

Infográfico clicável: Áreas verdes e controle de enchentes . . . . . 131

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, serão abordados alguns temas que possibilitam o aprendizado de aspectos que caracterizam a população brasileira e que configuram sua distribuição pelo território nacional.

O capítulo 1 aborda aspectos referentes à distribuição da população e apresenta processos históricos que configuraram a ocupação atual do território. Também aborda a transformação do Brasil em um país de população urbana, relacionando esse fato a alguns dos movimentos migratórios. Por fim, discute as desigualdades regionais e a importância do reconhecimento de territórios tradicionais.

O capítulo 2 aprofunda o estudo sobre as desigualdades sociais a partir da análise de dados do último Censo Demográfico. Para isso, o conteúdo aborda mudanças na população brasileira, como a redução da taxa de fecundidade e o aumento da expectativa de vida, assim como apresenta as atuais desigualdades presentes em nossa sociedade. As atividades desse capítulo convidam os estudantes a identificar ações que podem ser aplicadas em seu dia a dia para reduzir as injustiças e combater os preconceitos.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Conhecer diferentes movimentos populacionais no território ao longo da história.

• Compreender aspectos gerais da dinâmica populacional brasileira.

• Identificar diferenças étnico-raciais, étnico-culturais e desigualdades sociais que ocorrem no território brasileiro.

• Conhecer alguns órgãos e instâncias relacionados ao poder público e sua atuação na melhoria da qualidade de vida da população.

UNіDADE

NOSSA GENTE 1

1 Que ideias ou sensações lhe vêm à mente ao observar a pintura?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

2 O título que o artista Elian Almeida deu à pintura foi O mais importante é inventar o Brasil que nós queremos. Em sua opinião, o que essa frase tem a ver com a cena que ele pintou?

Consulte resposta no Encaminhamento

3 Se você pudesse inventar o Brasil de seu jeito, o que você mudaria?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 2, ainda que alguns estudantes tenham adiantado a resposta na atividade anterior, espera-se que agora todos leiam atentamente o título da obra e percebam que uma das relações possíveis com a cena é que as mulheres estão inventando o Brasil como querem. Isso está simbolizado no trabalho que elas estão fazendo com a bandeira, que pode ser visto como uma reforma, uma reinvenção do país.

O mais importante é inventar o Brasil que nós queremos, de Elian Almeida, 2022. Acrílica sobre tela, 160 cm x 215 cm.

30/09/25 15:19

Introduza o tema da unidade propondo, em uma roda de conversa, algumas questões para os estudantes acerca do que conhecem sobre a população brasileira: quantas pessoas vivem em nosso país? Há mais jovens ou pessoas idosas? Há concentração de pessoas em alguns lugares em detrimento de outros? Há desigualdades entre a população? Espera-se que os estudantes tragam aspectos observados nas vivências deles e já estudados até o momento. Depois, encaminhe a análise da imagem de abertura da unidade e a resolução das atividades de 1 a 3.

Na atividade 1, converse com os estudantes sobre as ideias e sensações que a pintura provoca neles, garantindo um espaço respeitoso e de pluralidade de ideias. Pode ser que alguns estudantes descrevam a cena de forma mais literal: um grupo de mulheres que parece estar costurando ou bordando a bandeira do Brasil; outros estudantes podem observar o título da obra e responder que elas estão refazendo a bandeira.

Explique para a turma que o pintor Elian Almeida retratou em algumas de suas obras, como a apresentada na abertura da unidade, mulheres negras, que durante a escravidão eram chamadas ganhadeiras. O termo ganhadeiras se refere às chamadas escravizadas de ganho. Durante o período em que havia escravidão no Brasil, as escravizadas de ganho realizavam trabalhos urbanos, como vender alimentos nas ruas e lavar roupas. Elas recebiam um ganho em dinheiro por esse trabalho, mas a maior parte ficava com os proprietários dessas mulheres escravizadas. Na atividade 3, acolha as contribuições dos estudantes, permitindo que todos possam expressar suas respostas. Espera-se que a explicação do termo ganhadeiras desperte neles o reconhecimento de diferentes condições de vida e da existência de injustiças históricas no país; assim, a pergunta pode despertar reflexões e sensibilizá-los a respeito das desigualdades sociais da população. Neste momento, deve-se evitar problematizar situações que reforcem estereótipos, orientando a conversa com o intuito de incentivar a empatia entre os estudantes.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Reconhecer que a distribuição da população pelo território brasileiro é desigual.

• Conhecer movimentos migratórios do século XX que configuraram o processo histórico de ocupação do território brasileiro.

• Identificar desigualdades regionais e refletir sobre os impactos decorrentes da falta de infraestrutura nas macrorregiões brasileiras.

• Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação e no município onde vive.

• Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e reconhecer desigualdades presentes em territórios indígenas e de comunidades tradicionais.

• Investigar movimentos migratórios que fazem parte da história da população do município.

BNCC

HABILIDADES

(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.

(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.

TEMA CONTEMPORÂNEO TRANSVERSAL (TCT)

Capítulo

1 POPULAÇÃO NO TERRITÓRIO

No Brasil, a população se distribui de maneira desigual pelo território. Observe o mapa.

Brasil: distribuição da população (2022)

1

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 117.

O que representam os pontos vermelhos no mapa?

2 De acordo com o mapa, como a população se distribui na Unidade da Federação onde você vive?

Cada ponto vermelho representa 10 mil habitantes. Resposta pessoal, de acordo com a Unidade da Federação onde os estudantes moram.

Para compreender a distribuição atual da população brasileira pelo território, precisamos voltar no tempo. No século 16, os povos europeus chegaram ao Brasil. Eles exploraram o pau-brasil em áreas próximas ao litoral e construíram fortes e vilas para proteger o território.

CONEXÃO

• Economia (Trabalho) PARA O PROFESSOR E PARA O ESTUDANTE

• IBGE: cidades e estados do Brasil. Rio de Janeiro, c2025. Site. Disponível em: https://cidades. ibge.gov.br. Acesso em: 25 set. 2025.

Nesse portal do IBGE, há informações detalhadas sobre os municípios brasileiros, incluindo temas como história, trabalho, educação, saúde, entre outros indicadores.

Com o surgimento de novas atividades econômicas, algumas dessas vilas no litoral brasileiro cresceram muito, e outras surgiram, assim como os portos. Esse é um dos motivos que ajuda a explicar a grande concentração populacional no litoral brasileiro. Observe a linha do tempo a seguir e conheça as principais atividades econômicas que influenciaram a ocupação do território em diferentes regiões do Brasil.

Séculos 16 e 17

Atividade econômica: produção de cana-de-açúcar Região: Nordeste (litoral)

Moinho de açúcar, de Johann Moritz Rugendas, c. 1835. Litografia, 19,9 cm × 28 cm.

Atividade econômica: exploração de ouro e outros minerais

Regiões: Sudeste e Centro-Oeste (Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso)

Lavagem de ouro em Itacolomi, Minas Gerais, de Johann Moritz Rugendas, 1827. Litografia, 30 cm × 26 cm.

Atividade econômica: instalação de fábricas e expansão da industrialização Regiões: Sudeste e Sul (áreas urbanas)

Bairro industrial em São Paulo (SP), em 1929.

Atividade econômica: produção de café Região: Sudeste

Se julgar pertinente, retome com os estudantes as grandes regiões do Brasil e questione quais delas são mais populosas e quais são menos. Espera-se que eles respondam que as regiões Sul, Sudeste e Nordeste são as mais populosas, enquanto Centro-Oeste e Norte são as menos populosas.

Encaminhe as atividades 1 e 2 em duplas e faça a correção compartilhada, anotando as respostas na lousa.

Promova a leitura do texto do Livro do estudante sanando eventuais dúvidas e explore a linha do tempo solicitando aos estudantes que descrevam as imagens que correspondem a cada período destacado.

Colheita de café na Fazenda Araraquara, no estado de São Paulo, no começo do século 20.

3 Quais atividades econômicas influenciaram a expansão do povoamento das regiões Nordeste e Sudeste?

No Nordeste, a produção de cana-de-açúcar; no Sudeste, a exploração de minerais, a produção de café e a instalação de fábricas.

4 Você sabe em que ano o município onde você mora foi fundado? Faça uma pesquisa e descubra quando ele foi fundado e quais foram as atividades econômicas que estimularam seu povoamento.

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

ENCAMINHAMENTO

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Introduza o tema do capítulo propondo a leitura do mapa Brasil: distribuição da população (2022). Solicite aos estudantes que comecem a leitura pelo título e pela legenda. A partir da leitura desses elementos, verifique se eles identificam que se trata de uma representação do território brasileiro. Em seguida, convide-os a identificar e diferenciar as porções de terra dos oceanos, os limites nacionais e entre as Unidades Federativas e, por fim, a identificar a Unidade da Federação onde vivem.

Em seguida, questione os estudantes sobre o significado dos pontos vermelhos no mapa, verificando se eles compreendem a diferença entre áreas que possuem maior ou menor quantidade de pontos. Espera-se que percebam que a quantidade de pessoas é maior onde há mais pontos vermelhos e que alguns locais apresentam maior concentração populacional do que outros.

Para que os estudantes possam relacionar o conteúdo da linha do tempo aos lugares de vivência, solicite que retomem o mapa com a distribuição da população no território. Espera-se que, ao relacionar as informações do mapa e da linha do tempo, percebam que a diversidade de atividades desenvolvidas ao longo dos séculos na região Sudeste contribuiu para o povoamento dessa região, em oposição a outras regiões que não estão representadas na linha do tempo ou, como no caso do Nordeste, que apresentam atividades que remontam aos séculos XVI e XVII.

Encaminhe a atividade 4, auxiliando os estudantes nas pesquisas relacionadas ao ano de fundação do município e às principais atividades econômicas que estimularam o povoamento. No boxe Conexão, indicamos o portal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que traz uma aba com aspectos da história e fotografias dos municípios brasileiros; se achar oportuno, indique esse site para a pesquisa dos estudantes.

Séculos 19 e 20
Século 17
Século 20

ENCAMINHAMENTO

Introduza o tema questionando os estudantes se conhecem a diferença entre os termos migrante, imigrante e emigrante. Caso haja dúvidas, traga exemplos que ilustrem essa diferença ou proponha a atividade indicada na seção +ATIVIDADES. Também é possível iniciar a conversa questionando os estudantes sobre o que entendem acerca da palavra migração, verificando os conhecimentos que possuem sobre o tema.

Promova a leitura compartilhada do poema O viajante, de António Moisés, e encaminhe as atividades. Embora o poema corresponda ao relato de um migrante internacional, ele traz aspectos que também se referem a migrações internas, apresentando questões comuns a muitas pessoas que deixam seus lugares de origem e passam a viver em um novo local em busca de melhores condições de vida.

As atividades 1 e 2 têm como objetivo promover a leitura e interpretação do poema. Nesse sentido, sugerimos que essas atividades sejam feitas em duplas ou trios para que os estudantes discutam entre si e desenvolvam algumas reflexões em conjunto. Na atividade 2, os estudantes podem indicar que o personagem afirma nos dois últimos versos do poema: “Como um ser humano, / Estou pronto para contribuir para o crescimento do país acolhedor!”, indicando que ele espera ser acolhido e tratado com dignidade e demonstrando desejo de contribuir para o crescimento do país.

A atividade 3 serve para fazer um levantamento dos conhecimentos prévios e incentivar os estudantes a refletir sobre problemas sociais, econômicos, políticos e ambientais presentes em diferentes lugares.

Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção.

MIGRAÇÕES

Migração é quando as pessoas saem de seu lugar de origem (município, região ou país, por exemplo) para viver em outro lugar.

Chamamos imigrante aquela pessoa que veio de outro lugar e se mudou para onde nós vivemos. Já emigrante é a pessoa que foi embora de onde nós vivemos e se mudou para outro lugar.

O autor do poema a seguir migrou de Angola para o Brasil e vive atualmente no estado do Paraná. Leia um trecho e responda às questões.

Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.

O viajante

[...]

Com a minha mala na mão, sou um imigrante em marcha Percorrendo o mundo em busca do meu destino!

Nesta mala, Carrego nela muitas coisas

Vou vagueando de terra em terra à busca da paz, Liberdade, Justiça, Abrigo, e finalmente um recomeço para viver a vida!

Sou imigrante

Feito uma andorinha, em busca da melhor estação!

Como quem apenas quer viver

De braços abertos estou para um trabalho para sobreviver!

Como um ser humano, Estou pronto para contribuir para o crescimento do país acolhedor!

ANTÓNIO, Moisés. O viajante. In: O VIAJANTE, poema de Moisés António. MigraMundo, [São Paulo], 28 jun. 2019. Disponível em: https://migramundo.com/o-viajante-poema-demoises-antonio/. Acesso em: 26 ago. 2025.

1 De acordo com o poema, o que motiva o migrante a sair de seu lugar de origem?

A busca por liberdade, paz, justiça, trabalho e melhores condições de vida.

2 Como o personagem espera ser recebido no local de destino? Qual trecho do poema afirma isso?

Consulte respostas no Encaminhamento

Os motivos que levam uma pessoa ou uma família a migrar são diversos. Os migrantes geralmente buscam melhores condições de vida. Eles podem migrar para fugir de problemas econômicos, políticos e sociais do lugar onde viviam e ter melhores oportunidades em outro lugar. Muitas pessoas migram para estudar ou buscar melhores empregos, por exemplo.

3 Converse com os colegas e, no caderno, faça uma lista de motivos que levam as pessoas a migrar.

Espera-se que os estudantes mencionem problemas como: falta de emprego, violência, seca, inundações, pobreza, falta de infraestrutura em saúde, educação, lazer ou esporte, entre outros.

ATIVIDADES

Para verificar se os estudantes compreenderam corretamente os conceitos de imigrante, migrante e emigrante, faça a atividade a seguir com eles.

1. Leia as frases a seguir e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.

a) Imigrante é, por exemplo, uma pessoa que se mudou de outro país para o Brasil.

b) Imigrante é, por exemplo, uma pessoa que se mudou do Brasil para outro país.

c) Emigrante é, por exemplo, a pessoa que migrou de minha cidade para outra região.

d) Emigrante é, por exemplo, a pessoa que migrou de outra região para a minha cidade.

e) Migrante é uma pessoa que se mudou de cidade, região ou país.

Resposta: frases verdadeiras: itens a, c e e.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

No século 20, muitas pessoas que viviam em áreas rurais no Brasil migraram para as cidades. Esse movimento populacional é chamado êxodo rural Isso aconteceu principalmente pelo crescimento das oportunidades de trabalho nas cidades: primeiro com a industrialização e, depois, com o avanço do setor de comércio e do setor de serviços

O setor de serviços, também chamado terciário, inclui trabalhos em diversas áreas, como saúde, educação, segurança, transporte, entretenimento, tecnologia e muitas outras.

Ao mesmo tempo, grande parte dos camponeses vivia em más condições nas áreas rurais. O uso de máquinas nas atividades agrícolas diminuiu a necessidade de mão de obra, o que fez com que várias pessoas perdessem seu trabalho. Além disso, havia grande concentração de terras no campo, ou seja, grandes propriedades de terra pertenciam a poucas pessoas, enquanto muitas outras não tinham terra para plantar nem para morar.

Com essas mudanças, a população brasileira começou a se tornar uma população urbana ao longo das décadas. Observe o gráfico.

4 Em quais décadas a maioria da população brasileira vivia em áreas rurais?

Brasil: população urbana e rural (1940-2022)

Fonte: SIQUEIRA, Breno; BRITTO, Vinícius. Censo 2022: 87% da população brasileira vive em áreas urbanas. Agência IBGE Notícias, Rio de Janeiro, 14 nov. 2024. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencianoticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/41901censo-2022-87-da-populacao-brasileira-vive-emareas-urbanas. Acesso em: 25 ago. 2025.

5 Quando a população brasileira passou a viver mais nas áreas urbanas? 1940, 1950 e 1960. A partir da década de 1960.

2. Depois, reescreva no caderno as frases da atividade 1 indicadas como falsas, corrigindo-as.

Respostas: No item b, espera-se que os estudantes escrevam que: imigrante é, por exemplo, uma pessoa que se mudou de um país estrangeiro para o Brasil. Já no item d, o estudante deve indicar que: emigrante é, por exemplo, uma pessoa que se mudou do Brasil para outro país.

Trabalhe a leitura do texto em voz alta, esclarecendo eventuais dúvidas. Em seguida, faça a leitura compartilhada do gráfico, orientando os estudantes na análise e interpretação dos dados. Sugerimos iniciar com a leitura do título e da legenda do gráfico e, depois, apresentar os eixos do gráfico, explicando que o eixo vertical representa a população e o eixo horizontal o período de evolução da população. Verifique se os estudantes compreendem os valores equivalentes ao milhão e, caso julgue necessário, explique anotando na lousa quantos zeros há em um milhar e quantos há em um milhão. Esclareça, como indicado no gráfico, que a população rural (linha roxa) apresentou um leve crescimento entre 1940 e 1960 e, depois, começou a declinar. Faça o mesmo com a linha azul, indicando que houve um crescimento da população urbana cada vez mais expressivo. Solicite aos estudantes que identifiquem o momento em que a população passou a ser majoritariamente urbana – que corresponde ao ponto em que as linhas se cruzam entre 1960 e 1970. Em seguida, peça-lhes que realizem as atividades 4 e 5 em duplas, para que possam desenvolver as habilidades de leitura de gráfico.

Faça a correção coletiva das atividades e, se achar oportuno, organize a turma em uma roda de conversa. Peça aos estudantes que elenquem as diferentes infraestruturas existentes no campo e nas cidades, evidenciando como a disponibilidade de certas infraestruturas e a diversidade de serviços favorecem os movimentos migratórios em busca de melhores oportunidades, mobilizando, assim, a habilidade EF05GE01.

Fotografia panorâmica de Goiânia (GO), em 2024.
SONIA

ENCAMINHAMENTO

Apresente os mapas explicando que as setas representam o fluxo, ou seja, o movimento de pessoas entre as regiões brasileiras. É importante que os estudantes compreendam que as setas indicam os locais de origem e de destino dos migrantes.

Caso haja estudantes com baixa visão ou outra condição que possa acarretar dificuldade na leitura e na comparação dos mapas, descreva as informações neles contidas, garantindo que todos os estudantes participem da resolução das atividades. Para isso, pode-se criar uma tabela na lousa, apresentando as informações dos mapas em um formato alternativo, e indicar, em cada período, quais foram as regiões que se caracterizaram como polos de expulsão e quais se tornaram polos de atração.

Sugerimos que os mapas sejam analisados separadamente antes da realização das atividades. Se julgar oportuno, escreva os nomes dos mapas na lousa e peça aos estudantes que citem os principais fluxos observados em cada um deles. Depois, encaminhe as atividades que exploram a leitura e a comparação dos mapas.

Na atividade 1, espera-se que os estudantes expliquem com as próprias palavras que as setas representam as migrações inter-regionais. Na atividade 2, o mapa 1 mostra os fluxos migratórios da região Nordeste para as demais regiões; e do Sul e do Sudeste para o Centro-Oeste.

Na atividade 3, o mapa 1 representa os migrantes que saíram do Nordeste e chegaram à região Norte e indica que o Centro-Oeste recebeu migrantes do Nordeste, do Sudeste e do Sul; e o mapa 2 indica os migrantes que saíram do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste em direção à região Norte e os que saíram do Nordeste para o Sudeste.

Migrações entre regiões

As migrações no Brasil não ocorreram apenas entre o campo e a cidade. Durante décadas, ocorreu intensa migração inter-regional, ou seja, migração entre as grandes regiões brasileiras. Os mapas a seguir mostram as principais migrações inter-regionais em dois momentos. Observe-os e faça as atividades. Consulte respostas no Encaminhamento.

Brasil: migração inter-regional (1960-1970)

Nordeste para o Norte

Nordeste para o Sudeste,

Sul e Centro-Oeste

Sul e Sudeste para o

Centro-Oeste

Regiões

Norte

Nordeste

Centro-Oeste

Sudeste

Sul

Limite estadual

Limite internacional

Fonte: SANTOS, Regina Bega. Migração no Brasil. São Paulo: Scipione, 1994. (Série ponto de apoio, p. 45).

Brasil:

1 O que as setas dos mapas representam?

2 Que migrações inter-regionais foram representadas entre os anos 1960 e 1970?

3 Qual é a diferença entre os dois mapas em relação às migrações para a região Norte?

4 Com base nos mapas, descreva as migrações inter-regionais da região onde você vive.

migração inter-regional (1970-1980)

Fonte: SANTOS, Regina Bega. Migração no Brasil São Paulo: Scipione, 1994. (Série ponto de apoio, p. 45).

Sudeste, Sul e Centro-Oeste para o Norte

Nordeste para o Sudeste

Regiões

Norte

Nordeste

Centro-Oeste

Sudeste

Sul

Limite estadual

Limite internacional

Na atividade 4 , observe se os estudantes identificam corretamente a região onde vivem. Espera-se que eles reconheçam parte do fenômeno migratório em sua região.

O texto da página 17 detalha o contexto econômico relacionado aos principais fluxos inter-regionais nos períodos representados nos mapas. Promova a leitura compartilhada do texto com os estudantes, sanando dúvidas quando necessário e aproveitando para incentivá-los a relacionar os fluxos apresentados às histórias familiares.

Ao final da discussão do conteúdo, sistematize os principais conceitos desenvolvidos. Escreva na lousa os termos migração inter-regional, migração de retorno e saldo migratório e solicite aos estudantes que tentem definir cada um desses termos elaborando pequenas frases que podem ser compartilhadas e registradas na lousa para que todos possam copiar no caderno.

Para aprofundar a abordagem do tema, proponha algumas reflexões à turma acerca da contribuição das migrações para o enriquecimento da cultura brasileira. Ressalte que, quando as

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Entre as décadas de 1960 e 1980, milhares de pessoas da região Nordeste migraram para a região Sudeste em busca de trabalho e melhores condições de vida, devido ao desenvolvimento econômico dessa região.

As regiões Norte e Centro-Oeste também se tornaram um atrativo para migrantes do Sul, do Sudeste e do Nordeste. A chegada desses migrantes foi incentivada pelas ofertas de trabalho em abertura de estradas, pela transferência da capital do país para Brasília (DF), por atividades de exploração mineral e pela abertura de grandes extensões de terras para agricultura e pecuária.

Nas últimas décadas, os movimentos migratórios mudaram. A partir da década de 1990, o Nordeste passou a ter um desenvolvimento econômico maior, atraindo de volta parte da população que havia migrado para outras regiões. Chamamos esse movimento migração de retorno.

O Censo de 2022 mostrou que Santa Catarina e Goiás foram as Unidades da Federação que mais atraíram migrantes de outras regiões nos últimos anos. Por outro lado, os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro tiveram índices negativos no saldo migratório

Saldo migratório: diferença entre o número de imigrantes e emigrantes.

30/09/25 15:19

pessoas migram, elas levam consigo aspectos da cultura de seu povo, sua comunidade ou sua região e que, algumas vezes, deparam-se com preconceitos ou choques culturais.

Verifique se os estudantes já vivenciaram ou presenciaram situações de preconceito contra migrantes e, em caso de resposta positiva, aproveite para promover uma conversa chamando a atenção para a riqueza que existe na diversidade e reforçando a importância do respeito às diferenças étnicas e culturais.

Explique que, durante décadas, muitas pessoas deixaram a região Nordeste para viver em outras regiões do Brasil, levando consigo diversos aspectos da cultura, como os ritmos musicais e a culinária. Ressalte que, ainda hoje, migrantes nordestinos desempenham um papel muito importante na cultura e na economia dos diversos lugares para onde migram. Em cidades brasileiras de todas as regiões, são encontradas lojas, restaurantes e centros de cultura nordestina. Dê como exemplo de cultura nordestina a tapioca, vendida em muitos locais do Brasil. A tapioca é um prato de origem indígena muito comum no Nordeste há bastante tempo.

Outro exemplo que pode ser citado é o da migração de sulistas para as regiões Centro-Oeste e Norte. A presença desses migrantes e seus descendentes pode ser notada em aspectos da cultura da região de origem, como o costume de tomar chimarrão, as festas tradicionais e a arquitetura de algumas cidades.

PARA O PROFESSOR

• BAENINGER, Rosana. Migrações internas no Brasil: tendências para o século XXI. Revista Necat, Florianópolis, v. 4, n. 7, p. 9-22, jan./jun. 2015. Disponível em: https://ojs.sites.ufsc. br/index.php/revistane cat/article/view/4481/3411. Acesso em: 25 set. 2025. O artigo discute mudanças nas migrações internas no Brasil, indicando tendências para o século XXI a partir do conceito de rotatividade migratória e da compreensão das mudanças na economia, que promovem fluxos migratórios diferentes daqueles que predominaram no século passado.

Trecho da Rodovia Transamazônica (AM), em 1975.
CONEXÃO

ENCAMINHAMENTO

Esta seção tem como objetivo introduzir a questão das desigualdades regionais a partir da análise de dados sobre a conquista de medalhas olímpicas por atletas brasileiros, relacionando essa informação com a participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro por região. A proposta apresentada desenvolve o Tema Contemporâneo Transversal Economia (Trabalho), ao relacionar os dados econômicos de cada região ao impacto das infraestruturas no desenvolvimento de profissões ligadas às práticas esportivas. Além disso, é possível desenvolver um trabalho interdisciplinar com Educação Física e Matemática. Para a realização das atividades 1 e 2, os estudantes deverão ler a tabela e utilizar o mapa Brasil: grandes regiões como referência. Oriente a turma a comparar os dados disponíveis na tabela por regiões e, depois, por Unidades da Federação. Essa etapa pode ser realizada oralmente, de forma compartilhada. Peça aos estudantes que identifiquem no mapa e na tabela a localização de sua Unidade da Federação, indicando a qual região pertence e a quantidade de medalhas obtidas.

Na atividade 3, a resposta é pessoal. Por isso, durante a correção, verifique as hipóteses levantadas pela turma. Espera-se que os estudantes associem a desigualdade ao número de habitantes das Unidades da Federação, dado analisado no início do capítulo. Aproveite essa atividade para chamar a atenção da turma para o fato de que as regiões Sul e Sudeste possuem maior infraestrutura e recursos, o que garante aos atletas maiores oportunidades de desenvolvimento na carreira. Antes de falar sobre o PIB das regiões brasileiras, promova uma roda de conversa perguntando aos estudantes o que eles sabem sobre as Olimpíadas e

IDEIA PUXA IDEIA

Desigualdades regionais

A primeira medalha que o Brasil ganhou em uma Olimpíada foi no ano de 1920, conquistada por Guilherme Paraense (1884-1968), atleta do Pará, na modalidade de tiro esportivo. Desde então, mais de 600 atletas conquistaram medalhas representando o Brasil. Observe o mapa e a tabela a seguir.

Brasil: grandes regiões

Fonte: GIRARDI, Gisele; ROSA, Jussara Vaz. Atlas geográfico. São Paulo: FTD, 2016. p. 47.

Medalhas olímpicas por região e Unidade da Federação (1920-2024) Região Nordeste Região Norte Região Centro-Oeste Região Sul Região Sudeste

UF Medalhas UF Medalhas UF Medalhas UF Medalhas UF Medalhas

MA 6 AP 0 MS 5 RS 50 SP 232

PI 5 RR 1 MT

18

Elaborada com base em: MADRUGA, Expedito. Ranking olímpico dos estados: veja a lista das medalhas conquistadas pelo Brasil desde 1920. GE, João Pessoa, 12 ago. 2024. Disponível em: https://ge.globo.com/pb/olimpiadas/noticia/2024/08/12/ranking-olimpico-dos-estados-veja-a-listadas-medalhas-conquistadas-pelo-brasil-desde-1920.ghtml. Acesso em: 26 ago. 2025.

sobre os treinamentos dos atletas. Identifique esportes que sejam comuns à realidade deles e faça-os refletir sobre os recursos, as instalações e os equipamentos necessários para praticar tais atividades. Use esses exemplos posteriormente durante a correção das atividades de 4 a 7.

As atividades 4 e 5 têm como objetivo promover a leitura e interpretação do gráfico Brasil: participação das regiões no PIB (2022) para que os estudantes possam identificar desigualdades regionais. É importante explicar a eles o conceito de PIB, indicador que oferece uma medida do que um país, uma Unidade da Federação ou um município ganha ao produzir tudo o que vende. Para a análise dos dados do gráfico, que indicam a participação das regiões no PIB nacional, retome, se necessário, os conteúdos relacionados ao cálculo de porcentagens, realizando uma atividade interdisciplinar com o componente curricular de Matemática. Promova a leitura coletiva do gráfico, orientando os estudantes em sua interpretação. Espera-se que eles identifiquem que as colunas menores indicam menor participação na produção nacional, ou seja, menor desenvolvimento econômico.

1 Quais regiões apresentam a maior e a menor quantidade de medalhas?

Maior: Sudeste; menor: Norte.

2 Qual Unidade da Federação possui a maior quantidade de medalhas?

São Paulo.

3 Em sua opinião, por que há grande desigualdade no número de medalhas entre as Unidades da Federação e entre as regiões do Brasil?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

Rebeca Andrade (1999-) nasceu no município de Guarulhos (SP). Ela começou a praticar ginástica artística devido ao projeto social Iniciação Esportiva, promovido pela prefeitura de seu município. Em 2024, ela ganhou seis medalhas na Olimpíada de Paris, na França, e se tornou a maior medalhista brasileira da história das Olimpíadas.

A atividade 5 exige que os estudantes comparem os dados do gráfico com os dados da tabela de medalhas, associando o desempenho profissional dos atletas à participação das regiões no PIB nacional e, assim, reconhecendo o impacto das desigualdades econômicas nos investimentos no esporte.

As atividades 6 e 7 têm como propósito estimular a reflexão dos estudantes e aproximar o conteúdo à realidade deles, promovendo uma discussão sobre o desenvolvimento das atividades esportivas no município onde vivem.

Rebeca Andrade em Paris, na França, em 2024.

O Produto Interno Bruto (PIB) é o valor total (em dinheiro) de todos os bens e serviços produzidos por atividades econômicas (indústria, comércio, agricultura, entre outras) em um país, região, estado ou município, geralmente ao longo de um ano. O PIB indica a riqueza gerada nesse período. O gráfico a seguir mostra a importância econômica de cada região brasileira para o PIB do Brasil. Observe-o e faça as atividades.

Brasil: participação das regiões no PIB (2022)

4 Qual região tem o maior PIB de acordo com o gráfico?

5 Aponte uma relação entre os dados do gráfico e os dados da tabela de medalhas.

Consulte resposta no Encaminhamento

6 Em sua opinião, como a economia de uma região ou de uma Unidade da Federação influencia a preparação de atletas?

7 Converse com os colegas e o professor: como seu município poderia ampliar e melhorar a formação de atletas? Sudeste.

Consulte resposta no Encaminhamento

Elaborado com base em: GOMES, Irene. Em 2022, PIB cresce em 24 unidades da federação. Agência IBGE Notícias, Rio de Janeiro, 14 nov. 2024. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov. br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/ noticias/41893-em-2022-pib-cresce-em-24unidades-da-federacao. Acesso em: 25 ago. 2025.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

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Na atividade 6, espera-se que os estudantes façam a relação direta de que quanto maior for o PIB de uma região, maior será o número de atletas com medalhas olímpicas.

Na atividade 7, dependendo da realidade do lugar de vivência dos estudantes, eles poderão mencionar que a prefeitura poderia ampliar as infraestruturas públicas para incentivar a prática de esportes, como a instalação de quadras e ginásios esportivos com aulas gratuitas.

Discuta com os estudantes a importância dos investimentos e serviços públicos em áreas além do esporte, como cultura, saúde, educação, empregabilidade etc. Aproveite este momento para incentivar os estudantes a participar de práticas esportivas gratuitas que estejam disponíveis para a faixa etária deles.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Promova a leitura compartilhada do conteúdo, explicando para os estudantes os conceitos de povos tradicionais e povos originários. Ressalte que os povos quilombolas fazem parte da categoria de povos tradicionais, e os povos indígenas são considerados povos originários. Entretanto, existem muitos outros povos tradicionais no país além desses dois grupos. No boxe Conexão – Para o professor e para o estudante, há uma sugestão de leitura que ajuda a conhecer um pouco mais a diversidade dos povos tradicionais que vivem no Brasil.

Explore as fotografias distribuídas na dupla de páginas, convidando os estudantes a refletir sobre o modo de vida dos povos retratados. Para isso, solicite que identifiquem aspectos presentes nas fotografias que demonstrem elementos da cultura e das atividades que praticam.

Promova uma roda de conversa para debater a importância do reconhecimento dos territórios e da posse da terra para os povos tradicionais, evidenciando sua relação com os recursos naturais. O conceito de território é fundamental nessa discussão. Nesse sentido, indicamos um texto na seção Texto complementar que oferece elementos para pensar em possibilidades significativas de abordagem do conceito em sala de aula.

Promova a leitura compartilhada do boxe Tem mais, ressaltando que, embora a demarcação dos territórios esteja garantida na Constituição Federal de 1988, essa questão ainda gera muitos conflitos no Brasil. Caso a escola esteja inserida em um território pertencente a uma comunidade tradicional, aproxime aspectos dessa discussão à realidade dos estudantes, de suas famílias e da comunidade em que vivem, incentivando que apresentem as percepções e vivências deles acerca da importância do território na manutenção do modo de vida.

TERRITÓRIOS TRADICIONAIS

Como você estudou neste capítulo, a população brasileira se concentra mais em algumas áreas do que em outras. Isso não quer dizer que o restante do território não seja habitado. Povos e comunidades tradicionais vivem tanto nessas regiões menos ocupadas quanto próximas a áreas mais povoadas.

Os territórios de povos e comunidades tradicionais não são apenas terras onde eles se estabeleceram para morar. Esses territórios têm grande importância para a preservação do modo de vida, para o sustento das famílias e para as relações entre as pessoas das comunidades.

Os territórios tradicionais também são muito importantes para a preservação ambiental, pois as populações que neles vivem, em geral, adotam práticas de produção sustentável, respeitando a natureza.

Observe, nas fotografias, alguns exemplos da importância dos territórios tradicionais.

As quebradeiras de coco-babaçu vivem do extrativismo, atividade que garante alimento, renda e preserva a cultura de sua comunidade. Em muitos casos, elas enfrentam dificuldades para acessar os babaçuais, muitas vezes controlados por grandes fazendeiros.

Quebradeiras de coco-babaçu, no povoado Barreiro II, em Viana (MA), em 2019.

Os povos indígenas, também chamados povos originários, são os primeiros habitantes das terras que formaram o território brasileiro. Desde a chegada dos europeus, ao longo de séculos, grande parte da população indígena foi expulsa de seus territórios.

Vista aérea da aldeia Macaúba, no Parque Nacional do Araguaia, em Pium (TO), em 2022.

A atividade 1 tem como objetivo promover uma reflexão sobre a relação dos povos tradicionais com seus territórios e a preservação do meio ambiente; por isso, espera-se que os estudantes respondam que os povos e as comunidades tradicionais têm práticas produtivas sustentáveis, que não desmatam e não degradam o ambiente. A atividade 2 propõe uma pesquisa para aprofundar o tema a partir do estudo de um povo ou uma comunidade tradicional específica, de acordo com a escolha dos estudantes. Oriente-os na realização da pesquisa proposta, indicando fontes de pesquisa que podem ser consultadas e o tempo previsto para a apresentação dos resultados. No dia da apresentação, utilize uma parede da sala de aula ou das áreas comuns da escola para os estudantes fixarem os cartazes elaborados. Depois, reserve um momento para que os grupos apresentem oralmente os resultados para toda a turma.

TEXTO COMPLEMENTAR

As comunidades caiçaras , entre outras comunidades tradicionais do litoral brasileiro vivem principalmente da pesca. O crescimento das cidades litorâneas dificulta a preservação de seus modos de vida, pois, além de ocupar seus territórios, causa poluição das águas.

Pescadores recolhem tainhas no Parque Estadual Ilha do Cardoso, em Cananéia (SP), em 2019.

Os territórios de povos e comunidades tradicionais no Brasil são garantidos pela Constituição Federal de 1988. Algumas leis tratam das terras indígenas e outras tratam das terras quilombolas e de outras comunidades tradicionais. Essa proteção é necessária para que os povos e as comunidades tradicionais tenham direito garantido a seu modo de vida.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

1 Explique de que maneira a relação de povos e comunidades tradicionais com seus territórios contribui para a preservação do meio ambiente.

2 Em grupo, com a orientação do professor, escolham um povo ou uma comunidade tradicional existente no Brasil.

a) Em casa, façam uma pesquisa para descobrir os pontos a seguir e anotem no caderno as informações encontradas.

• Nome do povo ou da comunidade tradicional.

• Território onde vive.

• Características do território.

• Atividades praticadas.

• Principais ameaças ao território.

• Características do modo de vida.

b) Em sala de aula, preparem um cartaz com o que descobriram e apresentem para a turma.

c) Depois, identifiquem as diferenças e semelhanças entre os povos ou as comunidades pesquisadas.

01/10/25 14:31

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR E PARA O ESTUDANTE

• BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Povos e comunidades tradicionais. Brasília, DF: MMA, c2025. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/ povos-e-comunidades-tradicionais. Acesso em: 25 set. 2025. A página explica quem são os povos e as comunidades tradicionais e traz informações sobre 28 povos e comunidades reconhecidos pelo Estado brasileiro, constituindo ótima fonte de pesquisa.

No caso específico do ensino, cabe, então, indagar sobre que conceito de território se quer ajudar os alunos a construírem. É importante trabalhar com os alunos conteúdos que fundamentem o papel histórico que têm desempenhado as formas de poder exercidas por determinados grupos e/ou classes sociais na construção da sociedade e de seus territórios, o que requer o tratamento do poder no âmbito das relações sociais mais estruturais. Mas isso não significa negligenciar a importância das atuações concretas, individuais e/ou grupais, na dinâmica da sociedade, nem negligenciar a reflexão de que, nas relações sociais, os grupos atuam através dos indivíduos, o que requer o tratamento do poder mais no âmbito do interpessoal, que contém algo de subjetivo. Trabalhar com os alunos na construção de um conceito de território como um campo de forças, envolvendo relações de poder, é trabalhar a delimitação de territórios na própria sala de aula, no lugar de vivência do aluno, nos lugares por ele percebidos (mais próximos – não fisicamente – do aluno); é trabalhar elementos desse conceito – territorialidade, nós, redes, tessitura, fronteiras, limites, continuidade, descontinuidade, superposição de poderes, domínio material e não-material – no âmbito do vivido pelo aluno. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 5. ed. Campinas: Papirus, 2003. (Coleção magistério: formação e trabalho pedagógico, p. 110).

TEM MAIS
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

O trabalho realizado nesta dupla de páginas busca aprofundar o tema da demarcação dos territórios de povos e comunidades tradicionais, com foco na garantia ao acesso à água.

Introduza o tema questionando os estudantes sobre a origem da água que consomem no dia a dia. Na sequência, promova a leitura compartilhada do texto e conduza a leitura e a interpretação dos gráficos para que os estudantes possam realizar as atividades propostas. Explique a eles que a distribuição de água e os demais serviços de saneamento são direitos básicos que deveriam ser ofertados pelo poder público. Esclareça que algumas comunidades tradicionais já possuem água encanada, mas muitas ainda dependem da água de rios ou de poços subterrâneos para realizar as atividades cotidianas. É fundamental que a turma compreenda que, se a água estiver contaminada, as pessoas podem adoecer e o acesso a esse recurso fica limitado, comprometendo o bem-estar dessas populações. Explore a fotografia em uma roda de conversa, incentivando os estudantes a refletir sobre os impactos da falta de água nas comunidades que não têm acesso à água encanada. Para isso, peça-lhes que imaginem como seria o cotidiano de uma criança da idade deles que depende da extração de água de poços subterrâneos localizados longe de sua moradia. Sugira que recordem alguma ocasião em que tenha faltado água em suas casas e contem como foi essa experiência.

Encaminhe as atividades de 1 a 4, que têm por objetivo chamar a atenção da turma para as desigualdades sociais presentes na realidade dos povos tradicionais, mobilizando a habilidade EF05GE02. Para isso, os estudantes deverão

Território demarcado para garantir acesso à água

O acesso à água é necessário para a vida de todas as pessoas e para diversas atividades de trabalho. Várias comunidades tradicionais possuem água encanada, que vem da rede geral de abastecimento, mas muitas ainda dependem da água de rios ou de poços subterrâneos para realizar atividades no dia a dia. Observe os gráficos a seguir.

Brasil: fontes de acesso à água da população geral (2022)

Brasil: fontes de acesso à água da população quilombola (2022)

Elaborado com base em: LOSCHI, Marilia. Censo 2022: 94,6% dos quilombolas em áreas rurais convivem com precariedades no saneamento básico. Agência IBGE Notícias, Rio de Janeiro, 9 maio 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/ agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/ noticias/43313-censo-2022-94-6-dosquilombolas-em-areas-rurais-convivem-comprecariedades-no-saneamento-basico.

Acesso em: 25 ago. 2025.

Elaborado com base em: LOSCHI, Marilia. Censo 2022: 94,6% dos quilombolas em áreas rurais convivem com precariedades no saneamento básico. Agência IBGE Notícias, Rio de Janeiro, 9 maio 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/ agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/ noticias/43313-censo-2022-94-6-dosquilombolas-em-areas-rurais-convivem-comprecariedades-no-saneamento-basico.

1 De onde vem a água que chega à sua casa?

Acesso em: 25 ago. 2025.

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

2 De onde vem a água que abastece a população quilombola de acordo com o segundo gráfico?

Consulte resposta no Encaminhamento

3 Compare nos dois gráficos a diferença entre o acesso à água da população geral e o da população quilombola.

As comunidades quilombolas consomem mais água oriunda principalmente de poços subterrâneos, nascentes e cursos de água e outras fontes do que a média da população brasileira em geral.

comparar e discutir a importância dos recursos hídricos e do abastecimento e tratamento de água para a população em geral e para esses povos especificamente.

Na atividade 1, espera-se que os estudantes identifiquem, entre as fontes de água indicadas no gráfico, a origem da água que chega às moradias deles, retomando a discussão feita na introdução do tema.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes indiquem a rede geral, os poços subterrâneos, as nascentes e os cursos de água. Ressalte que a análise dos gráficos indica que as comunidades quilombolas brasileiras consomem 46% de água oriunda de poços, nascentes, cursos de água e outras fontes e 54% de água da rede de abastecimento. Enquanto isso, a população em geral utiliza 82,9% de água da rede de abastecimento.

Na atividade 4, além das atividades domésticas, como tomar banho, cozinhar, escovar os dentes e limpar a casa, as comunidades tradicionais também precisam de água para plantar e criar seus animais, já que a grande maioria pratica agropecuária de subsistência.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
SONIA VAZ

Comunidades que vivem em regiões de clima Semiárido, como os geraizeiros, do estado de Minas Gerais, contam com o projeto Operação Carro-Pipa durante os períodos de seca. Essa operação leva água em carros-pipa para a população. Quando é época de chuva, essas comunidades plantam para recuperar a vegetação e proteger as nascentes dos rios. Promover a sustentabilidade e cuidar dos rios é parte de suas tradições.

Sustentabilidade: modo de produção ou atividade que tem como objetivo preservar os recursos naturais para as futuras gerações.

A demarcação das terras de povos e comunidades tradicionais é essencial para que eles tenham acesso à água e a outros serviços básicos, como energia, saúde, educação e transporte. A demarcação das terras desses povos é um direito e garante a posse da terra para a comunidade que nela vive. Sem a posse da terra, esses serviços não chegam às pessoas, e as famílias têm dificuldade até mesmo de construir uma casa ou plantar em suas terras. O poder público (governo) é responsável pela demarcação das terras de povos e comunidades tradicionais e pela garantia de acesso a direitos básicos.

Mimbó, em Amarante (PI), em 2022.

4 Considerando as comunidades tradicionais que vivem no campo, quais atividades dependem da água?

Consulte resposta no Encaminhamento

5 Quais serviços são importantes para garantir o modo de vida e a sustentabilidade das comunidades tradicionais? Cite dois exemplos .

Consulte resposta no Encaminhamento

6 Qual é o papel do poder público na garantia dos direitos básicos da população ?

Consulte resposta no Encaminhamento

7 Por que a demarcação de territórios tradicionais é tão importante?

Consulte resposta no Encaminhamento

23

30/09/25 15:19

Promova a leitura compartilhada do texto da página 23, destacando para a turma a importância da demarcação dos territórios dos povos tradicionais para garantir o acesso a direitos básicos. Na atividade 5, os estudantes podem citar o direito à água, à saúde, à educação, ao transporte, entre outros. Já na atividade 6, é responsabilidade do poder público garantir o acesso à água potável, a coleta de resíduos, o tratamento de esgoto e outros serviços, como distribuição de energia e construção de escolas e estradas. E, por fim, na atividade 7, espera-se que os estudantes respondam que a demarcação dos territórios tradicionais é importante para que os povos e as comunidades tradicionais possam ser donos da própria terra e, assim, manter seu modo de vida.

Mulher retira água de cisterna no Quilombo

ENCAMINHAMENTO

A seção Mão na massa tem como objetivo promover uma atividade de pesquisa sobre migrações no município onde os estudantes vivem, mobilizando a habilidade EF05GE01. Para isso, organize os estudantes em trios heterogêneos, para que todos os estudantes possam ser incluídos e participar da atividade com o apoio dos colegas.

Na etapa 1, oriente os grupos a conversar com pessoas da família, vizinhos, amigos ou funcionários da escola para encontrar migrantes que eles conheçam e possam convidar para uma entrevista. No caso de imigrantes que vivem no município, eles podem marcar uma entrevista pessoalmente; já no caso de pessoas que migraram para outro lugar, verifique a possibilidade de eles conversarem com essa pessoa por videochamada ou troca de mensagens de texto. Para isso, converse antecipadamente com os responsáveis pelos estudantes para que possam acompanhar a atividade. Caso um dos grupos não consiga entrar em contato com nenhum migrante, verifique a possibilidade de indicar uma pessoa do ambiente escolar que possa se deslocar até a escola e conversar com os estudantes.

Na etapa 2 , solicite aos estudantes que sugiram perguntas para a entrevista, além daquelas indicadas na seção. Anote as ideias na lousa, priorizando questões que envolvam as condições de vida e as infraestruturas presentes nos locais de origem e de chegada, além dos aspectos étnico-culturais de cada território (de origem e de destino).

Na etapa 3, defina um prazo para a realização das entrevistas e verifique se os estudantes têm alguma dúvida. Envie um bilhete para as famílias explicando a proposta da atividade e solicitando a ajuda dos familiares na realização das entrevistas.

MÃO NA MASSA

Migrações em nosso município

Nesta atividade, você e os colegas vão pesquisar as migrações em seu município. Para isso, vocês deverão entrevistar pessoas que nasceram em outras regiões ou países ou pessoas que viviam em seu município e se mudaram para outros lugares. Organizem-se em grupos, sigam as etapas a seguir e as orientações do professor.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

Etapa 1 – Escolha do entrevistado

1 Convidem uma pessoa para entrevistar que tenha migrado em algum momento da vida dela. Pode ser uma pessoa de sua família ou outra de seu convívio.

Etapa

2 – Roteiro de perguntas

2 Com a ajuda do professor, elaborem perguntas a serem feitas ao entrevistado. Vocês podem usar o roteiro a seguir.

• Nome e idade.

• Onde você nasceu e onde mora atualmente?

• Por que saiu do lugar onde morava?

• Por que foi para o lugar onde mora atualmente?

• Que característica de seu povo ou de sua comunidade você mantém?

• Que novos jeitos ou modos de viver você adquiriu no novo lugar onde vive?

• Que lembranças você tem do lugar de onde veio e do que sente falta?

• Do que você mais gosta no lugar onde vive hoje e o que poderia ser melhor?

Na etapa 4, organize a montagem de um painel horizontal com papel kraft em uma parede da sala de aula, possibilitando colocar lado a lado os materiais trazidos pelos estudantes. Nesse painel, pode ser adicionado um planisfério e um mapa político do Brasil. Para isso, faça o download dos mapas disponibilizados no site do IBGE, disponível em: https://educa.ibge.gov.br/professores/educa-recursos/ 18964-mapas.html (acesso em: 26 set. 2025), e os imprima para anexar no mural. Peça aos estudantes que, nesses mapas, sinalizem com uma seta os locais de origem e destino de seu entrevistado durante a apresentação. Ao final, eles poderão identificar movimentos migratórios comuns entre as pessoas que foram entrevistadas pela turma para responder às questões das atividades propostas na seção. Solicite aos estudantes que, em uma folha de papal avulsa, escrevam o nome da pessoa entrevistada e indiquem o município (ou UF ou país) de origem e o de destino e a data da migração, bem como insiram as fotografias no painel. Eles devem contar os relatos da pessoa entrevistada com suas próprias palavras. Caso julgue necessário, conduza os estudantes durante a apresentação fazendo perguntas que os motivem a lembrar do que conversaram com a pessoa entrevistada.

Etapa 3 – Entrevista

3 Com a supervisão de um adulto, encontrem-se, pessoal ou virtualmente, com a pessoa que vocês escolheram e façam a entrevista. Comecem se apresentando e agradecendo à pessoa por dedicar parte de seu tempo para responder às perguntas. É importante fazer uma pergunta de cada vez e anotar as respostas no caderno. Vocês também podem usar um aparelho eletrônico (como câmera ou celular) para gravar as respostas e, depois, anotá-las com calma no caderno.

4 Prestem atenção nas histórias que o entrevistado contar e demonstrem interesse. Vocês podem improvisar novas perguntas durante a conversa.

ATENÇ ÃO

Se vocês forem entrevistar essa pessoa fora de suas casas ou da escola, devem estar acompanhados de seus responsáveis.

5 Se possível, peçam ao entrevistado que compartilhe fotografias para ilustrar o trabalho e solicitem autorização para usar essas imagens. As imagens podem ser de antes e depois de migrar, mostrando como a vida do entrevistado mudou e o que ele encontrou no novo lugar.

Etapa 4 – Apresentação

6 Reúnam os relatos e as foto grafias do entrevistado e organizem esse material em um cartaz.

7 Apresentem o cartaz para o professor e para a turma, compartilhando o que vocês descobriram.

8 Depois, numa roda de conversa, respondam às questões a seguir.

1 O que vocês observaram durante as entrevistas? No município onde vocês moram, há mais pessoas que chegaram de outros lugares ou pessoas que foram embora?

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

2 Quais são os principais motivos que incentivam as pessoas a morar no município onde vocês moram ou a se mudar para outro lugar?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

CLAUDIA MARIANNO

30/09/25 15:19

Na atividade 1, espera-se que os estudantes identifiquem se o município em que vivem apresenta maior número de imigrantes ou de emigrantes, ou seja, se se trata de um polo atrativo ou expulsivo. Mesmo que os relatos trazidos não representem a totalidade dos dados, eles podem refletir sobre a realidade de sua cidade a partir das informações obtidas durante as entrevistas. Na atividade 2, espera-se que os estudantes identifiquem, em seu município, os motivos, como oportunidades disponíveis ou falta de infraestrutura, que influenciam esses movimentos migratórios presentes em sua realidade.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

• Conhecer o que é o Censo Demográfico e os dados levantados para estudar a população.

• Identificar o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como órgão do poder público e o Censo Demográfico como instrumento para propor políticas públicas que promovam a melhoria da qualidade de vida da população

• Identificar aspectos socioeconômicos relacionados ao crescimento e ao envelhecimento da população brasileira.

• Identificar o envelhecimento da população como fenômeno social e reconhecer a necessidade de políticas públicas voltadas para os direitos de pessoas idosas.

• Identificar os principais grupos atingidos pelas desigualdades socioeconômicas.

• Reconhecer a importância de combater as desigualdades entre homens e mulheres.

• Associar desigualdades sociais a questões raciais e de gênero.

BNCC

HABILIDADES

(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.

(EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

TEMA CONTEMPORÂNEO TRANSVERSAL (TCT)

• Cidadania e Civismo (Processo de envelhecimento, respeito e valorização do Idoso)

Capítulo POPULAÇÃO E DESIGUALDADES

O Brasil tem uma população de mais de 200 milhões de pessoas.

Para conhecer as características dessa população, censos são realizados periodicamente. Os recenseadores são as pessoas que realizam as entrevistas dos censos, visitando moradias e coletando informações sobre a população. Observe a fotografia a seguir.

Recenseador entrevista uma pessoa para o Censo Demográfico 2022 em Santos (SP), em 2022.

1 O que a fotografia retrata?

Um recenseador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entrevista uma pessoa.

2 O que você sabe sobre os censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)?

Resposta pessoal. Permita que os estudantes compartilhem seus conhecimentos com base nos conhecimentos prévios deles.

Censo Demográfico é uma pesquisa que coleta diferentes tipos de informação sobre a população de um país.

No Brasil, o Censo Demográfico é feito a cada dez anos. Mas, devido à pandemia de covid-19, o Censo 2020 só foi realizado em 2022.

ENCAMINHAMENTO

Promova uma leitura compartilhada do texto introdutório, que explica o que é o Censo Demográfico. Durante a leitura, comente com a turma a importância de levantar dados sobre a população para orientar a elaboração de políticas públicas, assunto que será abordado ao longo deste capítulo. Reforce que o Censo Demográfico é uma pesquisa feita em todos os domicílios do país, e que, para isso, muitos recenseadores são contratados para visitar os domicílios e entrevistar a população. Explique que são meses de trabalho para conseguir coletar todos esses dados e que essa pesquisa é essencial para compreender diversos aspectos de nossa sociedade.

Mencione que o Censo é feito pelo IBGE, escreva a sigla na lousa e explique o significado de suas iniciais: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Comente com a turma que Estatística é uma ciência que cria métodos para estudar dados, organizando números em tabelas, gráficos e mapas que nos ajudam a comparar e analisar as informações.

Observe no gráfico a seguir algumas informações levantadas pelo Censo 2022.

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo 2022: panorama. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Localizável em: subt. Cor ou raça. Disponível em: https:// censo2022.ibge.gov.br/panorama/.

Acesso em: 27 ago. 2025.

Brasil: população por cor ou raça (2022)

3 Que informação o gráfico apresenta?

O gráfico apresenta a porcentagem da população brasileira conforme cor ou raça.

4 De acordo com o gráfico, quais são os três grupos de cor ou raça mais presentes na população brasileira?

Branca, parda e preta.

5 Em sua opinião, por que é importante coletar dados sobre cor ou raça da população?

Resposta pessoal. Esse tipo de informação (raça e cor) nos permite compreender a diversidade da população brasileira.

ATIVIDADES

Organize a turma em grupos de, no máximo, quatro estudantes e promova um pequeno censo com a turma. Proponha alguns dos assuntos que devem ser pesquisados nesse censo e escreva os temas na lousa, como os meses de aniversário, os animais de estimação, os esportes favoritos, os componentes curriculares preferidos etc.

Domicílio: casa, apartamento, moradia. Renda familiar: quantidade de dinheiro que uma família recebe por mês.

No Brasil, o Censo Demográfico é realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2022, cerca de 107 milhões de domicílios foram visitados pelos recenseadores para a aplicação dos questionários. É muito importante que todos participem do Censo, atendendo os recenseadores e respondendo às perguntas. As informações coletadas pelo Censo são úteis para os governos planejarem ações de acordo com as características da população. Entre os dados coletados, estão a idade das pessoas, o tipo de moradia onde elas vivem, a renda familiar, entre outros.

FIQUE LIGADO

• INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Você sabe o que é o Censo? Rio de Janeiro: IBGEeduca, c2025. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/criancas/brasil/ atualidades/21056-o-ibge-esta-se-preparando-para-a-realizacao-do-censo-2020.html. Acesso em: 28 ago. 2025. Nessa página, você pode conhecer mais sobre o que é o Censo e como ele é realizado.

30/09/25 16:38

Relembre o contexto da pandemia de covid-19 e discuta com os estudantes as dificuldades de se realizar um Censo nessa situação, explicando todos os cuidados que foram necessários para sua realização em 2022.

As atividades desta dupla de páginas têm como objetivo promover a leitura do gráfico Brasil: população por cor ou raça (2022) e conhecer a opinião dos estudantes sobre a importância de se apontar as diversidades étnicas e raciais da população. No gráfico, os estudantes deverão identificar a distribuição da população por cor ou raça. Verifique se eles compreendem os termos que aparecem no boxe Glossário e explique que a renda familiar pode ser obtida através de salário, aposentadoria, programas sociais (como o Bolsa Família) ou de outros ganhos, como aluguéis, lucros de uma empresa etc.

Cada grupo deve compor de três a cinco questões para fazer aos colegas durante a aplicação do censo. Por exemplo: 1. Em sua moradia, há algum animal de estimação? 2. Quantos animais de estimação você tem? 3. Quais animais? 4. Quais são os nomes deles? 5. Quais são as cores predominantes? Durante a dinâmica da atividade, os recenseadores deverão “visitar” os outros grupos. Organize este momento para que ocorra uma rotação, garantindo que os recenseadores passem por um grupo de cada vez.

Para concluir a atividade, cada grupo deve apresentar seus resultados para o restante da turma. Eles podem construir uma tabela e alguns gráficos para demostrar o resultado da pesquisa. Essa atividade permite a interdisciplinaridade com Matemática.

Para introduzir o tema, organize os estudantes em pequenos grupos e peça que discutam as questões propostas nas atividades 1 e 2. Em seguida, solicite que compartilhem suas respostas e comentem as mudanças sociais que levam, atualmente, a maior parte das famílias a ser menos numerosa do que no passado. É importante que, nesse primeiro momento, eles reflitam e discutam essas mudanças a partir de conhecimentos prévios de mundo e deem exemplos próximos à realidade deles.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes identifiquem que as famílias da atualidade não têm tantos filhos como antigamente, indicando, por exemplo, que, antes, as mulheres só cuidavam das moradias e da família e não trabalhavam fora etc.

Os gráficos trazem dados que corroboram a comparação entre as fotografias e trazem uma nova informação: mulheres com maior escolaridade escolhem ter filhos mais tarde. Explique como é mensurada a taxa de fecundidade, indicando que se trata de uma média que corresponde ao total de filhos por mil mulheres.

Conduza a realização da atividade 3 com foco na leitura e interpretação dos gráficos. Instrua os estudantes na identificação das informações representadas nos gráficos de barras e na comparação entre os dados apresentados. Para isso, eles devem compreender que o primeiro gráfico compara informações entre dois períodos temporais diferentes e que o segundo traz informações atuais, comparando dois grupos em relação ao nível de estudos. Explique à turma os níveis que compõem a Educação Básica e o Ensino Superior (que corresponde à formação universitária). No item a, a taxa de fecundidade diminuiu. No item b, de acordo com o se-

FAMÍLIAS MENORES

A vida cotidiana é, atualmente, muito diferente de como era há 50 anos. Aspectos como os avanços da tecnologia e o êxodo rural modificaram o modo de vida das pessoas. Uma dessas mudanças tem a ver com o tamanho das famílias.

Observe, a seguir, as fotografias de duas famílias de épocas diferentes.

1 Compare as duas fotografias e responda às questões a seguir.

a) Em quais datas foram tiradas as fotografias 1 e 2?

A fotografia 1 é do ano de 1964, e a fotografia 2 é do ano de 2024.

b) Qual é a principal diferença entre a família mais antiga e a família mais atual?

A família mais antiga é mais numerosa, já a atual é menor.

c) Pense em duas famílias que você conhece. Em relação ao número de filhos, com qual família elas se parecem mais, com a da fotografia 1 ou a da 2?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem famílias de seu convívio, e é provável que elas se pareçam mais com a da fotografia 2

2 Em sua opinião, por que muitas famílias da atualidade são diferentes das de antigamente em relação ao número de filhos?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

Para compreender melhor como as famílias estão mudando, usamos alguns dados coletados pelo Censo. Um deles é a quantidade de pessoas que nasce a cada ano. A partir desse número, é possível calcular a taxa de fecundidade, ou seja, a média de filhos das mulheres adultas.

gundo gráfico, em média, mulheres com ensino fundamental incompleto têm filhos com 26,7 anos, e mulheres com Ensino Superior completo com 30,7.

Aprofunde as discussões explicando que, atualmente, as mulheres desempenham diferentes papéis na sociedade e reforçando que nem todas as mulheres preferem (ou podem) trabalhar fora de casa ou têm como prioridade estudar para ter uma profissão. Muitas ainda cuidam da casa e da família. Comente com os estudantes que muitas mulheres preferem estudar e ter filhos após uma determinada idade, enquanto outras não estudam e preferem formar uma família e cuidar da casa. Essa discussão não tem como objetivo abranger todos os aspectos desse assunto, mas possibilitar aos estudantes que reflitam sobre os diferentes papéis que homens e mulheres exercem na sociedade atual – assunto que será desenvolvido mais adiante –, reconhecendo que existem diferentes modos de viver em nossa sociedade.

Em relação à questão da gravidez e dos métodos contraceptivos, é possível que alguns estudantes não compreendam como as mulheres engravidam ou como se evita uma gravidez. Verifique

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Família em 1959.
Família tira selfie em São Paulo (SP), em 2024.

Observe os gráficos a seguir.

Brasil: taxa de fecundidade (1960 e 2022)

Elaborado com base em: BELLO, Luiz. Censo 2022 mostra um país com menos filhos e menos mães. Agência IBGE Notícias, Rio de Janeiro, 27 jun. 2025. Disponível em: https:// agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencianoticias/2012-agencia-de-noticias/ noticias/43837-censo-2022-mostraum-pais-com-menos-filhos-e-menosmaes. Acesso em: 27 ago. 2025.

Brasil: idade média em que mulheres

Elaborado com base em: BELLO, Luiz. Censo 2022 mostra um país com menos filhos e menos mães. Agência IBGE Notícias, Rio de Janeiro, 27 jun. 2025. Disponível em: https:// agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencianoticias/2012-agencia-de-noticias/ noticias/43837-Censo-2022-mostraum-pais-com-menos-filhos-e-menosmaes. Acesso em: 27 ago. 2025.

3 A partir da leitura dos gráficos, responda às questões no caderno.

Consulte respostas no Encaminhamento

a) O que houve com a taxa de fecundidade entre 1960 e 2022?

b) O que os gráficos mostram sobre a idade em que as mulheres têm filhos atualmente?

Os dados apresentados no primeiro gráfico demonstram que as mulheres têm menos filhos atualmente do que na década de 1960. Além disso, como podemos observar no segundo gráfico, muitas mulheres preferem ter filhos mais tarde, após os 30 anos. Isso acontece porque aumentou o número de mulheres que trabalham fora de casa. Muitas mulheres escolhem dar prioridade aos estudos ou, ainda, se dedicar à carreira profissional.

Outro ponto importante é que aumentou o acesso a métodos para evitar a gravidez ou planejar o momento de engravidar. Com isso, muitas famílias se planejam para decidir quantos filhos querem ter e quando isso poderá acontecer.

30/09/25 15:27

com a coordenação da escola qual seria o material mais adequado para orientar os estudantes da comunidade escolar sobre essa questão. Sugira também que eles conversem sobre esses temas com suas famílias.

PARA O PROFESSOR

• MACHADO, Laura; GORZIZA, Amanda; BUONO, Renato. A nova família brasileira. Piauí, Rio de Janeiro, 3 abr. 2023. Disponível em: https:// piaui.folha.uol.com.br/ nova-familia-brasileira/. Acesso em: 26 set. 2025. A reportagem traz a compilação de alguns dados que apontam mudanças nas dinâmicas familiares brasileiras nas últimas duas décadas.

ENCAMINHAMENTO

Este tema contribui para desenvolver a habilidade EF05GE12 e estabelece conexão com o Tema Contemporâneo Transversal Cidadania e Civismo (Processo de envelhecimento, respeito e valorização do Idoso)

Inicie a leitura do texto de forma coletiva e, depois, oriente os estudantes a realizar as atividades de 1 a 3 em trios. Promova uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem suas respostas e reflexões e identifique opiniões e perspectivas divergentes no grupo, pautadas nas experiências e observações deles, lembrando sempre da importância do tratamento digno à população idosa.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes identifiquem que uma boa alimentação, acesso a serviços de saúde e exercícios físicos podem melhorar a vida das pessoas idosas. Em seguida, oriente os estudantes na leitura e interpretação do gráfico, que mostra a evolução e a projeção da população idosa no Brasil entre 2010 e 2040. Comente com a turma que, em 2020, a cada 100 pessoas no Brasil, cerca de 7 eram idosas. Para 2040, as projeções indicam que a cada 100 pessoas, cerca de 23 serão idosas. Depois, questione a turma: como o envelhecimento da população brasileira pode mudar nossa sociedade? Que mudanças serão necessárias para atender às necessidades de um maior número de pessoas idosas? Permita que os estudantes apresentem suas opiniões. Ressalte que o aumento da população idosa demanda maiores investimentos na área da saúde (pois as pessoas idosas necessitam de maior acompanhamento médico), adaptação dos espaços com instalação de rampas, preparação e formação de profissionais como cuidadores e enfermeiros etc.

UMA POPULAÇÃO MAIS VELHA

Outro aspecto importante que o Censo identifica é a idade das pessoas que compõem a população brasileira. Assim, é possível saber, por exemplo, a quantidade de pessoas idosas que existem no país. O IBGE divide a população em três categorias: jovens (0 a 19 anos), adultos (20 a 59 anos) e pessoas idosas (60 ou mais anos).

Com esses dados, também é possível calcular quantos anos se espera que as pessoas vivam, ou seja, a expectativa de vida . Em 1940, o tempo de vida das pessoas no Brasil era, em média, de 45 anos. Já em 2022, esse número aumentou para 76 anos, em média.

1 Em sua família ou entre as pessoas de seu convívio há pessoas idosas?

Resposta pessoal. Comente que o Estatuto da Pessoa Idosa considera o cidadão com 60 anos ou mais como pessoa idosa.

2 As pessoas idosas da fotografia da página 31, se parecem com as que você conhece? Por quê?

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes comparem as pessoas idosas da fotografia com pessoas do convívio deles.

3 Em sua opinião, o que ajuda a melhorar a vida de uma pessoa idosa?

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

O percentual de pessoas idosas na população brasileira mudou ao longo dos anos. E as projeções indicam que continuará a mudar. Observe o gráfico.

Brasil: pessoas idosas (2010-2040)

Elaborado com base em: GOMES, Irene; BRITTO, Vinícius. Censo 2022: número de pessoas com 65 anos ou mais de idade cresceu 57,4% em 12 anos. Agência IBGE Notícias, Rio de Janeiro, 27 out. 2023. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/ agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/ noticias/38186-censo-2022-numero-de-pessoascom-65-anos-ou-mais-de-idade-cresceu57-4-em-12-anos. Acesso em: 27 ago. 2025. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira: 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2016. (Estudos e pesquisas: Informação demográfica e socioeconômica, n. 36, p. 15). Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/ liv98965.pdf. Acesso em: 27 ago. 2025.

4 De acordo com o gráfico, o que houve com o percentual da população idosa no Brasil entre 2010 e 2022?

O percentual da população idosa cresceu de 7,4% para 10,9%.

5 O que as projeções indicam sobre o futuro da população idosa no Brasil?

As projeções do gráfico indicam que o percentual da população idosa continuará crescendo no Brasil.

Na atividade 6, espera-se que os estudantes relacionem os dados do gráfico com o fato de as famílias terem cada vez menos filhos e concluam que é possível que, no futuro, haja mais pessoas idosas do que jovens.

Na atividade 7, auxilie os estudantes a pesquisar a existência de atividades voltadas para o bem-estar das pessoas idosas no município. Caso não haja tais projetos, peça-lhes que pensem em atividades que seriam interessantes e que possam ser colocadas em prática nesse sentido.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
SONIA VAZ

6 Se a expectativa de vida continuar aumentando e se as famílias continuarem a ter poucos filhos, você acredita que, no futuro, possa haver mais pessoas idosas do que jovens?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

As pessoas estão vivendo por mais tempo devido a algumas mudanças na sociedade brasileira. Houve, por exemplo, avanços na medicina e maior acesso a remédios e vacinas, que aumentam as chances de viver mais.

TEM MAIS

O Estatuto da Pessoa Idosa é uma legislação brasileira que define os direitos da população idosa. Ele garante que as pessoas idosas tenham acesso à saúde, ao esporte, ao lazer, à dignidade, entre outros aspectos. Pessoas idosas precisam de cuidados, já que, quando envelhecem, podem ter algumas habilidades físicas ou mentais reduzidas. Por isso, elas têm prioridade em filas e nos assentos do transporte público, por exemplo.

7 No bairro ou município onde você mora, há atividades gratuitas destinadas às pessoas idosas? Faça uma pesquisa a respeito desse assunto. Depois, em grupo, produzam um folheto informativo para compartilhar com a comunidade as informações encontradas. Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

Pessoas adultas e idosas se exercitam em parque em Santos (SP), em 2025.

ATIVIDADES

Para abordar habilidades socioemocionais relacionadas ao envelhecimento, valorizando o respeito e a empatia com as pessoas idosas, sugerimos a leitura compartilhada com os estudantes do texto apresentado na seção Texto complementar, que aborda o envelhecimento sob a perspectiva dos povos indígenas.

Após a leitura, auxilie os estudantes na atribuição de sentidos, questionando-os sobre alguns aspectos, como: vocês acham que a experiência das pessoas idosas é importante? Por quê? Em sua opinião, por que o autor afirma que as pessoas idosas são uma “biblioteca viva”? Você concorda com isso? Você convive com pessoas idosas? O que você aprende ou já aprendeu com elas?

TEXTO COMPLEMENTAR

Vamos imaginar uma árvore na floresta, quanto mais antiga essa árvore na floresta, mais diversidade de vida ela expressa, porque, no seu crescimento, ela começa a abrigar muitos outros organismos e forma verdadeiros bosques em seu corpo. A gente não pode olhar a questão etária só como uma marcação no sentido temporal, a passagem do tempo na vida daquele sujeito, mas olhar a experiência da vida para aquela pessoa e como ela foi capaz de expressar, não só entregando trabalho, mas produzindo sentido. […]

Seria maravilhoso se a gente pudesse compartilhar a ideia de que para os povos indígenas, para os povos originários, a experiência da vida não se conta apenas, ela se conta com a capacidade de produzir sentidos. As crianças olham os anciãos com uma vontade de um dia chegar lá, é maravilhoso. Isso deveria nos sugerir que o corpo, com a idade, é uma biblioteca viva. […]

KRENAK, Ailton. Entrevista com Ailton Krenak. [Entrevista cedida a] Mais 60. Revista Mais 60, São Paulo, 10 fev. 2023. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/ editorial/ed-84-entrevista-com -ailton-krenak/. Acesso em: 26 set. 2025.

ENCAMINHAMENTO

Introduza o tema promovendo a leitura do texto, que indica o percentual de homens e mulheres na população brasileira e afirma que há desigualdades entre os gêneros. Peça aos estudantes exemplos das desigualdades que eles observam no cotidiano e anote-os na lousa para retomá-los ao final do estudo do tema.

Depois, promova a leitura compartilhada do texto citado sobre desigualdades no mercado de trabalho, verificando se os estudantes compreendem todos os termos empregados e esclarecendo dúvidas, se necessário. Em seguida, peça-lhes que respondam às atividades 1 e 2, que lhes permite identificar desigualdades na distribuição dos salários e nos tipos de cargos e atividades exercidas por homens e mulheres. Aprofunde o assunto explicando que a diferença salarial também ocorre quando homens e mulheres ocupam os mesmos cargos, o que torna esse problema ainda mais controverso.

Na atividade 2, “desigualdade salarial” significa que, em média, homens recebem salários maiores que as mulheres. Caso julgue oportuno, realize a dinâmica proposta no vídeo indicado no boxe Conexão, que ilustra essas desigualdades de forma didática.

Em relação ao trabalho doméstico, ressalte que, por não ser remunerado, muitas mulheres acabam acumulando duas jornadas de trabalho: em casa e fora de casa. Essa discussão deve fazer com que os estudantes percebam que as mulheres estão em desvantagem e que reflitam sobre a importância do reconhecimento do trabalho feito pelas mulheres, que, muitas vezes, é invisibilizado.

Na atividade 3, no item a, a resposta é sim, porque, em 2024, somente 15 a cada 100 candidatos eram mulheres. Esses números indicam que existe uma grande desigual-

HOMENS E MULHERES NA POPULAÇÃO BRASILEIRA

O Censo 2022 mostrou que, no Brasil, 51,5% da população é formada por pessoas do sexo feminino e 48,5%, por pessoas do sexo masculino. Isso quer dizer que a quantidade de mulheres no Brasil é maior que a de homens.

As leis brasileiras garantem direitos para não permitir desigualdades entre homens e mulheres. No entanto, na prática, as desigualdades ainda estão presentes.

Leia o trecho do texto a seguir sobre um dos aspectos dessa desigualdade.

A participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou, mas a desigualdade salarial persiste. […] as mulheres ganham 20,9% a menos que os homens nos 53 014 estabelecimentos com 100 ou mais empregados(as). […]

Na remuneração média, os homens ganham R$ 4.745,53, enquanto as mulheres ganham R$ 3.755,01. […]

BRASIL. Ministério das Mulheres. 3o Relatório de Transparência Salarial: mulheres recebem 20,9% a menos do que os homens. Brasília, DF: MMulheres, 7 abr. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2025/abril/ 3o-relatorio-de-transparencia-salarial-mulheres-recebem-20-9-a-menos-do-que-oshomens. Acesso em: 29 jul. 2025.

1 Quais pessoas recebem maiores salários em média?

Pessoas do sexo masculino.

2 De acordo com o texto, o que significa “desigualdade salarial”?

Consulte resposta no Encaminhamento

A desigualdade salarial entre homens e mulheres existe no Brasil e em muitos outros países. Mesmo trabalhando tantas horas quanto os homens, os salários das mulheres costumam ser menores em muitos setores.

Isso acontece por diversos motivos. Muitas mulheres ainda realizam sozinhas as tarefas domésticas, além de trabalhar fora de casa.

Segundo o IBGE, a quantidade de horas dedicadas às tarefas domésticas é muito diferente entre homens e mulheres. As mulheres trabalham, em média, 21 horas por semana nas tarefas domésticas, enquanto os homens dedicam, em média, 12 horas

Tarefa doméstica: atividade de manutenção de um domicílio, como lavar louça, cozinhar, limpar a casa, cuidar de crianças ou pessoas idosas, entre outras.

dade na política brasileira. No item b, sim, as mulheres dedicam mais de 20 horas ao trabalho doméstico por semana, e os homens cerca de 12 horas – quase metade do tempo dedicado pelas mulheres.

A atividade 4 pode ser realizada em grupos de três ou quatro estudantes, que poderão apresentar propostas para reduzir as desigualdades de gênero de formas variadas: uma encenação curta, cartazes, um poema, uma canção, um vídeo, um texto propositivo etc. Ao final das apresentações, solicite aos estudantes que registrem no caderno, individualmente, as estratégias apontadas pela turma para a redução das desigualdades de gênero. No item a, espera-se que os estudantes mencionem diferentes exemplos, desde o tipo de cargos que as mulheres e os homens ocupam até a forma como participam dos afazeres domésticos. No item b, espera-se que os estudantes proponham estratégias para uma distribuição mais equilibrada das tarefas domésticas e de cuidado, bem como para aumentar a participação das mulheres em cargos de poder e assegurar a igualdade salarial entre os sexos.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

semanais para essas tarefas. Isso faz com que muitas empresas dificultem o acesso das mulheres a melhores salários e cargos de liderança, por acreditar que elas não têm tempo de se dedicar.

Antigamente, as mulheres tinham menos acesso à educação e menos direitos políticos: no Brasil, elas só puderam votar a partir de 1932. Hoje em dia, isso mudou. Os dados do Censo 2022 indicam que as mulheres no Brasil estudam, em média, mais do que os homens.

Geralmente, é mais comum que homens ocupem cargos de maior importância ou poder. Na política, por exemplo, a participação das mulheres ainda é muito pequena. Segundo dados do Senado brasileiro, nas eleições de 2024, a cada 100 candidatos a cargos públicos, 85 eram homens e apenas 15 eram mulheres.

3 Responda às questões no caderno.

Reunião da Bancada Feminina para eleição de cargos da Coordenadoria Geral do Observatório Nacional da Mulher na Política, da Procuradoria da Mulher e da Coordenadoria dos Direitos da Mulher. Brasília (DF), 2025.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

a) Existe desigualdade entre homens e mulheres na política? Justifique sua resposta apresentando dados.

b) Existe desigualdade entre homens e mulheres na distribuição das tarefas domésticas? Justifique sua resposta.

4 Discuta com os colegas as questões a seguir.

a) Como vocês percebem as desigualdades entre homens e mulheres em seu dia a dia?

b) Em sua opinião, o que pode ser feito para diminuir as desigualdades que afetam as mulheres?

30/09/25 15:27

PARA O PROFESSOR

• ANTONIO, Livia Guida. Economia do cuidado: o trabalho não remunerado das mulheres. Florianópolis: Politize!, 5 fev. 2024. Disponível em: https://www.politize.com. br/economia-do-cuidado. Acesso em: 26 set. 2025. O texto discute o protagonismo das mulheres no trabalho do cuidado, abordando o impacto econômico e social da invisibilidade dessas tarefas.

• CRIANÇAS fofas e igualdade salarial. [S. l.: s. n.], 2019. 1 vídeo ( ca. 4 min). Publicado pelo canal Oséas David. Disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=W8sFfN7s5JA. Acesso em: 26 set. 2025. O vídeo apresenta uma proposta de dinâmica que pode ser feita em sala de aula para demonstrar aos estudantes como funciona a desigualdade salarial.

• EQUIPO PLANTEL. As mulheres e os homens Ilustrações: Luci Gutiérrez. Tradução: Thaisa Burani. São Paulo: Boitempo, 2016. (Livros para o amanhã, 4). O livro aborda questões de gênero de maneira lúdica, promovendo reflexões sobre desigualdades salariais, realização de tarefas domésticas e outras questões sob uma perspectiva mais igualitária.

Estudantes universitárias no Paraná, em 2023.

ENCAMINHAMENTO

Esta seção tem como objetivo desenvolver a habilidade EF05FE12 e promover uma abordagem interdisciplinar com Educação Física. Portanto, sugerimos coordenar com o professor desse componente curricular uma atividade em conjunto ou o alinhamento das discussões para um melhor resultado. Introduza o estudo do tema propondo a leitura do gráfico e do texto, que situam os estudantes em relação aos avanços da participação das mulheres no esporte, principalmente nos Jogos Olímpicos. Aproveite a oportunidade para questionar os estudantes se eles praticam esportes e em quais modalidades.

Apresente a situação-problema para os estudantes. Questione se eles concordam com a afirmação de que há preconceito em relação a algumas modalidades esportivas. É possível que surjam citações estereotipadas, como, por exemplo: levantamento de peso é um esporte de meninos porque eles são mais fortes. No entanto, esse é um esporte praticado tanto por homens como por mulheres. Permita que os estudantes comentem esses posicionamentos, ressaltando que o desempenho do atleta depende dos treinos e que existem diferentes categorias, justamente para que todos possam participar, independentemente do sexo.

Caso deseje abordar a questão da desigualdade salarial no contexto esportivo, sugerimos a leitura compartilhada do texto indicado na seção Texto complementar.

Para pensar nas possíveis soluções para incentivar a participação de meninas em modalidades esportivas, converse com os estudantes sobre os equipamentos de esporte que existem no município onde a escola está situada, destacando a importância da Secretaria de Esporte e de atividades gratuitas para a população.

TEM SOLUÇÃO!

Meninas também podem

Observe o gráfico e faça as atividades.

Brasil: atletas em Jogos Olímpicos por sexo (2016-2024)

Quantidade de

Elaborado com base em: BRASIL. Ministério das Mulheres. Observatório Brasil da Igualdade de Gênero. Relatório Anual Socioeconômico da Mulher: Raseam 2025. Brasília, DF: Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, mar. 2025. ano 7, p. 150. Disponível em: https://www.gov. br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/ publicacoes/raseam-2025.pdf/@@ download/file. Acesso em: 27 ago. 2025.

1 Em qual edição dos Jogos Olímpicos o número de atletas mulheres foi maior que o de atletas homens?

Os Jogos Olímpicos de Paris, na França, foram os primeiros em que o número de atletas mulheres ultrapassou o número de atletas homens na delegação brasileira. As mulheres também se destacaram no quadro de medalhas. Do total de 20 medalhas, 13 foram conquistadas por mulheres nos seguintes esportes: boxe, futebol, ginástica artística, judô, skate, surfe, vôlei e vôlei de praia.

Esses dados mostram que, cada vez mais, as mulheres praticam esportes, inclusive aqueles que até pouco tempo atrás eram considerados masculinos. Nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

SITUAÇÃO-PROBLEMA

Apesar dos avanços, o incentivo à prática de esportes ainda é maior para os meninos. Além disso, ainda existe preconceito em relação a algumas modalidades esportivas, que são consideradas femininas ou masculinas.

Oriente os estudantes a copiar o quadro no caderno e preenchê-lo com informações coletadas na escola, em conversas informais com pessoas do convívio e na prefeitura municipal. Para esta última, sugerimos acessar o site da Secretaria de Esporte do município e descobrir quais esportes ela promove. Peça-lhes que verifiquem quais aulas são oferecidas e quais esportes são contemplados em competições locais.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes discutam as características desses esportes e identifiquem que podem ser praticados por todos, refletindo, assim, sobre o fato de que não existem esportes “de menino” ou “de menina”, e sim um preconceito em torno do tema.

Para concluir a atividade, com o professor de Educação Física, promova uma atividade em que meninos e meninas pratiquem juntos uma atividade diferente das que praticam no dia a dia ou em que geralmente são separados por sexo.

01/10/25

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Sexo

Atleta Isadora Pacheco, da equipe de skate feminino do Brasil, nos Jogos Olímpicos de Paris, na França, em 2024.

2 Em sua opinião, que tipos de preconceito existem contra esportes considerados “de menino”?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

PENSANDO NA SOLUÇÃO

Copie o quadro a seguir no caderno e preencha-o com os nomes de esportes praticados na escola onde você estuda e no município onde você vive. Observe os exemplos.

Esportes e atividades que acontecem na minha escola

Handebol

Esportes e atividades promovidos pela Secretaria de Esportes do município

Dança

1 Com a ajuda do professor e dos colegas, identifique em quais dessas atividades há pouca participação de meninas. Para isso, entreviste os colegas da turma e os professores da escola.

2 Em grupo, pensem em uma campanha para incentivar a participação das meninas em alguns desses esportes ou atividades. Para isso, vocês devem pesquisar imagens de meninas praticando essa atividade.

3 Em seguida, produzam um vídeo ou um cartaz com textos e imagens de incentivo.

4 Em uma data previamente combinada com o professor, divulguem na escola a campanha feita por vocês.

TEXTO COMPLEMENTAR

Marta chama atenção para desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte Maior goleadora na história das Copas do Mundo femininas e masculinas e única jogadora, entre homens e mulheres, a marcar gols em cinco Copas do Mundo; única jogadora ou jogador seis vezes eleita pela FIFA como melhor do mundo; única jogadora, entre tantos jogadores, a ter os pés eternizados na calçada da fama no Maracanã; maior goleadora pela Seleção Brasileira, entre homens e mulheres, e detentora de duas medalhas de prata olímpicas. Brasileira, nordestina do interior do estado de Alagoas, criada em uma família pobre pela mãe e sem a presença do pai – realidade de 11,6 milhões de lares brasileiros –, ela enfrentou e enfrenta diversos preconceitos pelo simples fato de ser uma mulher. Após superar inúmeras barreiras e com outras tantas pela frente, se tornou mundialmente conhecida não apenas por seu talento no futebol, como também por lutar pela igualdade de gênero no esporte e na sociedade.

[...] Ao empatar com o alemão Miroslav Klose no número de gols marcados em Copas do Mundo, Marta lançou a campanha #GoEqual, que chama a atenção para a imensa desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte e em diversas áreas. O texto da campanha diz: “Bola igual. Campo igual. Regras iguais. Se as mulheres jogam futebol da mesma forma que os homens, por que elas não recebem o devido reconhecimento? O devido apoio? A devida remuneração? Equidade é algo pelo qual devemos todas e todos lutar. Afinal, somos iguais”.

MARTA chama atenção para desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte.

Nações Unidas Brasil, Brasília, DF, 1 jun. 2019. Disponível em: https://brasil.un.org/pt -br/83575-marta-chama -aten%C3%A7%C3%A3o-para -desigualdade-salarial-entre -homens-e-mulheres-no -esporte. Acesso em: 26 set. 2025.

Para introduzir o estudo do tema, solicite aos estudantes que leiam o título da dupla de páginas e peça-lhes que tentem definir o que é desigualdade social. Anote na lousa as palavras-chave mencionadas por eles que são relacionadas ao conceito. Depois, promova a leitura compartilhada do texto e da definição do conceito, verificando se as respostas dos estudantes se aproximam ou não dela.

Explique os conceitos de insegurança alimentar e abismo social, presentes no texto e na tirinha. Comente com os estudantes que o termo bilionário se refere à pessoa que possui bens e valores acima de 1 bilhão de reais, ou seja, o equivalente a mil vezes um milhão. Ao falar sobre insegurança alimentar, ressalte a importância de uma alimentação equilibrada e a necessidade de se realizar ao menos três refeições ao longo do dia para garantir uma vida saudável. Explique que o termo passando fome, usado na tirinha, refere-se a uma situação de insegurança alimentar grave.

DESIGUALDADES SOCIAIS

O Brasil está entre os países com maior desigualdade social do mundo.

Desigualdade social é a grande diferença entre os mais ricos e os mais pobres numa sociedade. Isso quer dizer que há grupos de pessoas com alta renda e acesso a diversos bens e serviços de qualidade, enquanto outros grupos de pessoas vivem com poucos recursos.

Numa sociedade de grande desigualdade social há, por exemplo, pessoas em situação de rua, pessoas passando por insegurança alimentar, entre outras condições inadequadas.

Insegurança alimentar é quando uma pessoa não consegue ter acesso à quantidade adequada de alimentos para ter uma vida saudável. Essa insegurança pode ser leve ou grave, ou seja, quando chega a passar fome por não ter meios para conseguir comida.

Leia a tirinha a seguir e responda às questões.

1 Armandinho usou o termo abismo social para explicar uma situação existente no país. Que situação é essa?

2 Como a insegurança alimentar pode afetar a vida das pessoas?

Um dos aspectos que determinam a desigualdade social é a renda familiar. Com o dinheiro da renda, é possível obter bens e serviços, como comprar comida, Consulte resposta no Encaminhamento.

Promova uma discussão para responder à atividade 1, solicitando aos estudantes que expliquem a expressão abismo social de acordo com suas interpretações. Se julgar adequado, proponha aos estudantes que pesquisem imagens que ilustrem essas desigualdades e organize um cartaz coletivo, que poderá ser completado com textos que expliquem os aspectos representados. O personagem da tirinha usou o termo abismo social para explicar a desigualdade social ao comparar um pequeno grupo de pessoas bilionárias com milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar. Explique para a turma o conceito de renda familiar, indicador importante para que o poder público possa implementar políticas que reduzam as desigualdades sociais. Comente que, entre as medidas que podem ser adotadas para melhorar a qualidade de vida da população de baixa renda, está a renda básica universal, que pode ser definida como uma proposta em que os cidadãos recebem um pagamento periódico em dinheiro, individual, universal e incondicional. Indicamos, no boxe Conexão – Para o professor, um vídeo que explica o que é essa renda em detalhes. No Brasil, já existem municípios que aplicam programas que se aproximam dessa ideia e há uma lei, aprovada em 2004, que institui a renda básica de cidadania, mobilizando a habilidade EF05GE12.

Se uma pessoa não se alimenta adequadamente, isso pode afetar sua saúde e prejudicar outras áreas de sua vida, como a possibilidade de trabalhar ou estudar, entre outras.

3 Em sua opinião, a renda familiar é um dado importante a ser pesquisado pelo Censo? Por quê?

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes compreendam que os dados sobre renda possibilitam identificar as desigualdades sociais e planejar políticas para combater a pobreza.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BECK, Alexandre. [Uau! O Brasil tem onze novos bilionários…]. 2021. 1 tirinha, color.
ALEXANDRE
BECK

roupas ou ir ao dentista, por exemplo. Portanto, o combate à desigualdade social envolve o acesso à melhor renda e a serviços públicos de qualidade.

Algumas ações para reduzir a desigualdade social e melhorar as condições de vida das pessoas são:

• oferecer uma renda básica às pessoas que precisam, como acontece em muitos países, inclusive no Brasil;

• aumentar a oferta de empregos para que as pessoas tenham uma renda com o trabalho delas;

• oferecer às pessoas do campo acesso a terras onde possam morar e produzir alimentos para consumo e comercialização;

• oferecer serviços públicos de qualidade, como nas áreas da educação e da saúde, de acordo com a cultura e o modo de vida de cada povo ou comunidade.

Escola indígena em formato de tatu na aldeia Nossa Senhora das Graças, na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças (MT), em 2025.

Parque público de brinquedos em Gaúcha do Norte (MT), em 2023.

14:39

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

• FREITAS, Fernando. Renda básica: o que Maricá e Niterói nos ensinam? Outras Mídias, São Paulo, 28 ago. 2025. Disponível em: https://outraspalavras.net/outrasmidias/renda-basica-o-que-marica-e-niteroi-nos-ensinam/. Acesso em: 26 set. 2025. O artigo apresenta a experiência dos municípios de Maricá e Niterói, no estado do Rio de Janeiro, com programas de transferência de renda.

• O QUE é renda básica universal? [S. l.: s. n.], 2022. 1 vídeo (ca. 10 min). Publicado pelo canal Instituto Claro. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Ypj_JKqs0Sk. Acesso em: 26 set. 2025. No vídeo, a pesquisadora Katarina Pitasse Fragoso apresenta as características do conceito de renda básica universal e quais são seus benefícios e implicações.

ENCAMINHAMENTO

Inicie a abordagem do tema fazendo uma leitura do texto e conversando com os estudantes sobre o que significa a expressão desigualdade racial Explique que o termo associa as desigualdades sociais aos aspectos relacionados à raça, ou seja, para identificar como alguns grupos apresentam melhores ou piores condições de vida em relação a outros. Retome com os estudantes o gráfico estudado na abertura do capítulo, destacando que o IBGE faz o levantamento desses dados classificando a população brasileira por raça ou cor. É importante destacar que essas características são indicadas pela autoidentificação de cada indivíduo. Além disso, o gráfico apresentado neste momento retrata especificamente as cores branca, preta e parda. É importante explicar para os estudantes que esse é um recorte feito com objetivo de destacar algumas desigualdades entre esses grupos e, por isso, as populações amarelas e indígenas não foram mencionadas. É importante também discutir com os estudantes a composição étnica dos povos quilombolas e tradicionais, de forma que eles identifiquem que se trata principalmente da população preta e parda. Além disso, ressalte que, em geral, trata-se de povos miscigenados, e as pessoas podem se autodeclarar, o que possibilita analisar dados referentes a esses grupos no gráfico da página.

Retome o conceito de renda familiar e explique que, quando pessoas ou famílias estão abaixo da linha da pobreza, elas têm dificuldade em acessar a universidade; esse dado está relacionado à cor ou raça das pessoas, pois, geralmente, as pessoas que estão abaixo da linha da pobreza são pretas ou pardas, o que evidencia o abismo social e racial existente no Brasil.

Cor e raça: desigualdades

Para melhor compreender as desigualdades no Brasil, é preciso analisar os dados sociais. O IBGE organiza os dados em grupos que representam alguns aspectos da população. Esses grupos podem ser divididos por características como idade, sexo ou valor da renda familiar. Outro aspecto importante para estudar a população é definir grupos por cor ou raça, como observamos no gráfico Brasil: população por cor ou raça (2022), no início do capítulo. Isso significa que devemos considerar a forma como cada pessoa se autodeclara entre as seguintes categorias: indígena, branca, parda, negra ou amarela. Com esses dados, podemos estudar se existem desigualdades raciais em nosso país. Observe o gráfico a seguir.

Brasil: pessoas pretas, brancas e pardas abaixo da linha da pobreza (2021)

Cor ou raça

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. (Estudos e pesquisas: Informação demográfica e socioeconômica, n. 48, p. 6). Disponível em: https:// biblioteca.ibge.gov.br/index. php/biblioteca-catalogo?view= detalhes&id=2101972. Acesso em: 27 ago. 2025.

1 De acordo com o gráfico, quais são os dois grupos mais atingidos pela pobreza no Brasil?

Pessoas pardas e pretas são as mais atingidas pela pobreza.

2 Por que é importante reconhecer que alguns grupos são mais afetados pela pobreza do que outros?

Para entender como combater e reduzir a pobreza desses grupos.

No Brasil, a baixa renda familiar é um dos fatores que dificultam o acesso das pessoas pretas e pardas à universidade, por exemplo. Além disso, muitas delas sofrem preconceito racial, o que prejudica a busca por empregos e trabalhos formais. Chamamos esse tipo de preconceito de racismo . Na sociedade brasileira, a população indígena também é vítima de racismo, e muitos dados mostram grandes diferenças em relação às pessoas brancas, como no acesso à saúde e à educação.

Na atividade 3, solicite aos estudantes que realizem o desenho do super-herói conforme solicitado no item a. O objetivo da atividade é incentivar os estudantes a observar em si qualidades que podem ser associadas a um super-herói, trabalhando a autoestima. Caso os estudantes tenham dificuldades em encontrar qualidades em si, oriente-os a representar nesse personagem qualidades que desejam desenvolver. No item b, verifique se, nas produções dos estudantes, há predominância de aspectos que reforçam estereótipos. Em caso positivo, questione os padrões na representação dos super-heróis na televisão e no cinema, destacando que isso reforça alguns preconceitos, como o machismo e o racismo. Essa discussão possibilita abordar como mulheres negras sofrem preconceitos de gênero e raça, ampliando as vulnerabilidades, injustiças e desigualdades que atingem esse grupo. No item c, espera-se que os estudantes respondam que super-heróis representam pessoas poderosas. Quando são criados somente super-heróis brancos e/ou homens, transmite-se a ideia de que pessoas pretas, pardas e indígenas, por exemplo, bem como mulheres, não são poderosas, o que não é verdade.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Por isso, são importantes as ações dos governos para que pessoas pretas, pardas e indígenas tenham condições de frequentar as universidades, entre outros direitos

TEM MAIS

O racismo é, muitas vezes, reforçado em programas de televisão, filmes, novelas e propagandas. Porém, isso está mudando com a inclusão de personagens negros e indígenas. É dever de todos nós combater o racismo e promover uma sociedade mais justa.

3 Observe a imagem a seguir e siga as etapas da atividade. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

PARA O PROFESSOR

• PAINEL COR OU RAÇA NO BRASIL. Rio de Janeiro, c2025. Site. Disponível em: https://www.ibge.gov. br/painel-cor-ou-raca/. Acesso em: 26 set. 2025. Esse site disponibiliza um painel de dados levantados no Censo Demográfico de 2022 sobre a população brasileira, evidenciando o recorte de raça ou cor.

a) Desenhe um super-herói que tenha características físicas parecidas com as suas.

b) Apresente seu desenho aos colegas e comente os superpoderes e as principais qualidades do super-herói.

c) Por que é importante que todas as crianças se sintam representadas em animações e filmes?

FIQUE LIGADO

• D’MARIA, Cláudia A. Flor. Sou indígena! Ilustrações: Raquel Teixeira. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2024.

Nesse livro, saiba mais sobre o orgulho que os povos originários brasileiros sentem de sua origem e de sua identidade.

• REIS, Andressa. Da cor que eu sou. Ilustrações: Stefania Magalhães. Curitiba: Matrescência, 2021.

Ao ler esse livro, acompanhe Maria descobrindo as mil formas e cores que as pessoas podem ter.

01/10/25 14:41

Incentive os estudantes a refletir sobre essas representações por meio das seguintes perguntas: quem está sendo representado na maioria das vezes e quem está sendo invisibilizado? Como isso se reflete nas desigualdades presentes no Brasil?

Essa atividade deve promover um momento em que os estudantes demonstrem como eles gostariam de ser representados. Ao final, peça-lhes que apresentem seus desenhos à turma e discuta a importância de sermos representados como realmente somos para que os preconceitos sejam derrubados.

• INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. E se o Brasil tivesse 100 pessoas? Rio de janeiro: IBGEeduca, c2025. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/ criancas/brasil/atualida des/21233-e-se-o-brasil -tivesse-100-pessoas.html. Acesso em: 26 set. 2025. A página apresenta algumas informações sobre o trabalho do IBGE, bem como um vídeo que explica de maneira didática como interpretar as porcentagens do Censo e orienta os estudantes na leitura de gráficos.

ENCAMINHAMENTO

A seção O que estudei busca sistematizar e consolidar conceitos, sendo um momento de revisão e aplicação dos conteúdos em situações novas e de reflexão. Em conjunto com as atividades distribuídas ao longo dos capítulos, essa seção sugere oportunidades de avaliação.

Ao incentivar a reflexão sobre os conceitos principais e a realização de uma Autoavaliação, oferecemos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprender.

Ao final da unidade, promova um momento coletivo de troca de ideias em que os estudantes possam compartilhar impressões sobre o que aprenderam e sobre os desafios que encontraram. Essa prática valoriza a diversidade da turma, incentiva a escuta ativa e reforça a noção de que o aprendizado é um processo colaborativo e inclusivo no qual cada voz e cada experiência contribui para o crescimento de todos.

A atividade 1 tem como objetivo promover a leitura de paisagens urbanas, identificando a concentração populacional presente em cada um dos municípios retratados nas fotografias. No item b , espera-se que os estudantes reconheçam a existência de grandes cidades com elevada densidade/concentração populacional e de cidades menores próximas às áreas rurais, onde vivem menos pessoas e prevalecem grandes extensões de áreas naturais ou áreas voltadas para atividades agropecuárias. No item c, espera-se que os estudantes identifiquem aspectos da paisagem urbana e rural presentes no município onde vivem que sejam similares aos retratados nas fotografias.

O QUE ESTUDEI

1 Observe as fotografias e responda às questões.

a) Qual município apresenta maior concentração populacional?

Recife (PE), na fotografia 2

b) Quais elementos da paisagem permitem identificar se, nesses municípios, há maior ou menor concentração populacional?

Consulte resposta no Encaminhamento.

c) No município onde você mora, há paisagens parecidas com essas? Quais são as diferenças e semelhanças?

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

2 Leia o trecho da reportagem a seguir e responda às questões.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis (ICS) apontou que Recife é a segunda pior no Mapa da Desigualdade entre as Capitais do Brasil. O estudo levou em consideração […] 26 capitais brasileiras.

[…] A pontuação máxima possível era a de 1 040. O Recife, no entanto, obteve apenas 392 pontos. […]

RECIFE aparece como a segunda pior no Mapa da Desigualdade entre as Capitais do Brasil. CBN Recife, Recife, 27 mar. 2024. Disponível em: https://www.cbnrecife. com/artigo/recife-aparece-como-a-segunda-pior-no-mapa-da-desigualdade-entreas-capitais-do-brasil. Acesso em: 29 ago. 2025.

Na atividade 2, no item a, renda, acesso a serviços públicos, como educação, saúde, esporte, cultura, lazer, entre outros elementos. No item b, a pontuação de Recife (PE) foi de apenas 392 pontos, ou seja, uma pontuação muito baixa, já que a pontuação máxima era 1 040.

Isso significa que a capital tem muitos problemas sociais que configuram desigualdade social. No item c, o Censo Demográfico, elaborado pelo IBGE.

Na atividade 3, solicite aos estudantes que retomem os dados sobre expectativa de vida no Brasil, disponíveis na página 30, para responder à questão. Considerando que, em 2022, a expectativa média de vida do brasileiro era de 76 anos, espera-se que os estudantes respondam que a expectativa de vida em Recife está abaixo da média.

A atividade 4, no item a, trata-se de um fenômeno humano que ocorre quando as pessoas saem do campo para viver na cidade.

Na atividade 5, no item b, verifique se os estudantes conseguem relacionar que o cultivo de cana-de-açúcar no atual Nordeste brasileiro tem relação com o período colonial e que, nesse

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Fotografia panorâmica de Cassilândia (MS), em 2024.
Fotografia panorâmica de Recife (PE), em 2024.

Consulte respostas no Encaminhamento

a) Quais elementos podem ser avaliados para afirmar que existem desigualdades sociais em uma Unidade da Federação?

b) Qual foi a pontuação de Recife (PE)? O que isso significa?

c) Além da pesquisa citada no texto, existem outras para conhecer informações sobre uma população. Qual é o nome da pesquisa mais importante para coletar diversos dados da população brasileira?

3 De acordo com a Prefeitura de Recife (PE), a expectativa de vida no município é de 74,5 anos. Esse valor está abaixo ou acima da média de expectativa de vida no Brasil? O que isso significa?

Consulte respostas no Encaminhamento

4 A população de Recife cresceu bastante nas últimas décadas, e um dos fatores que explica esse crescimento é o êxodo rural. Responda às questões a seguir no caderno.

Consulte respostas no Encaminhamento.

a) O que significa êxodo rural?

b) Em geral, por quais motivos as pessoas migram?

5 No estado de Pernambuco, assim como em outros da região Nordeste, existe um cultivo agrícola bastante presente desde o período colonial até atualmente. Observe a imagem a seguir e leia a legenda. Depois, responda às questões.

4. b) Por diversos motivos: em busca de melhores condições de vida, para fugir dos problemas econômicos, políticos e/ou sociais que existem nos lugares onde viviam ou, então, para ter melhores oportunidades.

Plantação de cana-de-açúcar em Aldeias Altas (MA), em 2022.

a) Qual é o cultivo agrícola retratado na imagem? Em qual local?

Plantação de cana-de-açúcar no município de Aldeias Altas (MA).

b) Qual é a relação da produção de cana-de-açúcar no período colonial com o surgimento e o crescimento de cidades na região Nordeste?

Consulte resposta no Encaminhamento

c) Cite outras três atividades econômicas que tiveram destaque no surgimento de vilas, no crescimento das cidades e na expansão da ocupação do território brasileiro.

Mineração, cafeicultura e indústria.

período, o comércio entre Brasil (colônia) e Portugal (metrópole) ocorria por mar (meio de transporte marítimo) e, por isso, ao longo dos anos, a ocupação desse território se concentrou nas áreas litorâneas.

01/10/25 14:43

ENCAMINHAMENTO

A atividade 6 mobiliza principalmente a habilidade EF05GE12, ao solicitar a análise de um cartaz que promove uma campanha de denúncia de casos de racismo. Espera-se que os estudantes interpretem as diferentes informações contidas no cartaz identificando que se trata de uma iniciativa da prefeitura de Recife (PE). Além disso, espera-se que eles discutam a importância desse tipo de ação, levantando aspectos discutidos em sala de aula sobre atitudes que ajudam a combater as injustiças e mencionando exemplos que podem ser praticados no dia a dia, como, por exemplo, conversar com os professores sobre alguma situação similar que venha a ocorrer no ambiente escolar.

A atividade 7 aborda a importância do estudo da língua portuguesa e das línguas de cada etnia nas escolas indígenas, promovendo uma reflexão sobre o papel da educação na redução das desigualdades e no acesso ao conhecimento para essas comunidades. No item a, espera-se que os estudantes respondam que o acesso à educação é fundamental para que os povos indígenas possam reivindicar seus direitos, por exemplo. No item b, espera-se que os estudantes respondam que é importante estudar as línguas indígenas para manter as tradições e a cultura vivas. Além disso, o estudo da língua portuguesa é importante para que possam comunicar suas tradições, sua cultura e suas reivindicações para as pessoas não indígenas.

A atividade 8 promove a análise dos estudos sobre a população idosa a partir da realidade de Recife, que apresenta índices positivos em relação à qualidade de vida dessa população. Sugere-se apresentar aos estudantes mais informações sobre os aspectos que geram tais índices; para isso, acesse a reportagem indicada

6 Observe a imagem a seguir e responda às questões.

a) Qual é a mensagem desse cartaz?

b) Quem produziu esse cartaz?

c) Por que esse tipo de cartaz é importante?

PREFEITURA DO RECIFE. Secretaria de Direitos Humanos e Juventude. Recife sem racismo. 2025. 1 cartaz, color.

Uma campanha contra o racismo. Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, da prefeitura de Recife (PE). Porque ajuda a combater o racismo e as injustiças que existem devido às desigualdades raciais.

7 A desigualdade social não é um problema apenas no município de Recife. Ela atinge todo o Brasil e determinados grupos são mais prejudicados que outros. Converse com os colegas sobre as questões a seguir.

a) Por que a falta de acesso à educação pode agravar as desigualdades sociais para os povos indígenas?

Consulte resposta no Encaminhamento

b) Por que é importante que os povos indígenas estudem o português e as próprias línguas em escolas indígenas?

Consulte resposta no Encaminhamento

8 Pesquisas indicam que Recife é a melhor cidade do Nordeste para pessoas idosas. Assim como em Recife, a população do Brasil está envelhecendo e há cada vez mais pessoas idosas.

no boxe Conexão. No item a, espera-se que os estudantes retomem o Estatuto da Pessoa Idosa e relembrem que todos têm direito a uma vida digna, com acesso à saúde, ao lazer, à educação e à segurança. Para o item b, espera-se que os estudantes citem melhoria em calçadas, tempo de travessia em semáforos, acesso à rede de saúde gratuita e de qualidade, entre outros.

A atividade 9 propõe a realização de um censo escolar que faça o levantamento da quantidade de meninas e meninos e suas respectivas idades. No item a, oriente a turma a copiar o quadro no caderno, que deverá ser preenchido com as respostas dos colegas. O item b pode ser feito coletivamente, anotando os dados na lousa e pedindo aos estudantes que copiem as respostas no quadro. No item c, peça-lhes que respondam individualmente às questões no caderno com base nos dados coletados e indicados no quadro. O item d pode ser feito coletivamente, organizando as respostas em um parágrafo, indicando qual é o gênero e a faixa etária predominante no grupo.

A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu e o que ainda precisa melhorar no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Sobre isso, converse com os colegas e o professor.

Consulte respostas no Encaminhamento

a) Por que é importante que as pessoas idosas tenham boa qualidade de vida?

b) O que pode ser feito para melhorar a vida de pessoas idosas no campo e na cidade?

9 Agora, você vai fazer um censo da turma. Siga as orientações do professor.

a) Copie o quadro a seguir no caderno.

Nome Idade Sexo

b) Em seguida, entreviste todos os colegas da turma para obter as informações do quadro.

c) Depois, com os colegas e com a ajuda do professor respondam às questões a seguir.

• Qual é o total de estudantes?

• Desse total, quantos são meninos?

• E quantas são meninas?

• A maioria dos estudantes tem quantos anos?

d) Escreva um pequeno texto sobre o que descobriram com a pesquisa.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

AUTOAVALIAÇÃO

• Use as questões a seguir para avaliar suas ações ao longo desta unidade. No caderno, responda usando as palavras dos quadros. Aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.

Sempre

a) Respeitei o professor e os colegas?

b) Prestei atenção nas explicações?

c) Fiz as atividades propostas?

d) Pedi ajuda quando tive dúvidas?

e) Contribuí nas atividades em grupo?

Às vezes Nunca

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

8. b) Resposta pessoal. Os estudantes podem citar: melhores hospitais, áreas de lazer, transporte público adaptado às necessidades de pessoas idosas, entre outros pontos.

30/09/25 15:27

desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver estudantes PcD na turma, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas, quando necessário. Finalize pedindo um compromisso para a próxima aula, para que a autoavaliação tenha consequência prática.

PARA O PROFESSOR

• RECIFE é a capital do Nordeste mais bem posicionada em ranking de melhores cidades para pessoas idosas, aponta pesquisa. G1 , Recife, 5 jan. 2024. Disponível em: https://g1.globo. com/pe/pernambuco/ noticia/2024/01/05/ recife-e-a-capital-do -nordeste-mais-bem -posicionada-em-ranking -de-melhores-cidades -para-pessoas-idosas -aponta-pesquisa.ghtml. Acesso em: 26 set. 2025. A reportagem descreve os indicadores analisados para construir esse ranking e aponta em quais aspectos a capital pernambucana se destaca no que concerne à qualidade de vida da população idosa.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, os estudantes vão investigar como se organizam e funcionam as cidades brasileiras. Serão convidados a observar diferentes tipos de cidades, identificando suas funções, características e a forma como se relacionam dentro da hierarquia urbana. Ao longo do estudo, também serão discutidos os processos de crescimento das cidades, a formação das regiões metropolitanas, a conurbação e a rede urbana, sempre a partir da leitura de imagens, mapas e representações que estimulam a observação e a análise crítica do espaço geográfico.

Além disso, a unidade amplia o olhar para refletir sobre a vida cotidiana nas cidades: as pessoas que vivem nelas, como elas vivem e quais são os desafios para garantir que os espaços sejam mais justos, seguros e acolhedores. Questões como mobilidade, moradia, lazer, oferta de serviços, desigualdades e participação social incentivam os estudantes a refletir sobre o direito à cidade e sobre as contribuições de todos para a melhoria da qualidade de vida urbana.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Reconhecer as principais características e funções das cidades brasileiras, relacionando-as ao processo de urbanização do país.

• Analisar como o crescimento urbano gera redes de cidades, regiões metropolitanas e diferentes formas de organização do espaço.

• Refletir sobre a vida cotidiana nas cidades, considerando moradia, mobilidade, lazer e cultura como parte do direito à cidade.

• Identificar desigualdades presentes no espaço urbano e discutir o papel do poder público e da participação social para a construção de cidades mais justas.

UNіDADE

UM PAÍS URBANO 2

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

• Desenvolver raciocínio espacial e crítico a partir da leitura de imagens, mapas e representações que revelam a diversidade e os desafios da vida urbana.

A imagem de abertura da unidade, retirada do filme O menino e o mundo, propõe uma leitura sensível do espaço urbano e explora hipóteses sobre diferentes aspectos da vida urbana. Ao observar a paisagem noturna, com uma cidade extensa, iluminada e densamente construída, os estudantes iniciam uma reflexão sobre as múltiplas realidades das cidades brasileiras, considerando tanto a grandiosidade do espaço urbano quanto a diversidade de vivências.

Cena do filme O menino e o mundo, com direção de Alê Abreu. Brasil, 2013 (80 min).

1 A imagem mostra uma paisagem durante a noite. Que lugar está retratado na imagem?

2 A paisagem do lugar onde você vive se parece com a retratada? Identifique diferenças e semelhanças entre essas paisagens.

30/09/25 16:22

Na atividade 1, espera-se que os estudantes infiram que se trata de parte de uma cidade. Também podem responder se tratar de uma comunidade, uma vila, uma favela, a depender das referências que têm. Converse com os estudantes sobre a cena, de forma a incentivá-los a descrever a imagem, destacando o tamanho da cidade e a presença de muitas luzes que sugerem movimento, trabalho e vida mesmo durante a noite. Direcione o olhar para as construções em primeiro plano, levando os estudantes a identificar elementos que indicam vulnerabilidade e convivência.

Essas observações iniciais abrem espaço para um olhar mais amplo e estruturado sobre o Brasil urbano, que será desenvolvido ao longo dos dois capítulos da unidade.

Na atividade 2, a resposta é pessoal. Promova um olhar de comparação entre a imagem e o lugar onde os estudantes vivem. Essa atividade busca promover o reconhecimento da diversidade dentro das cidades e diferenças entre campo e cidade. Cuide para promover um espaço positivo no qual os estudantes possam se expressar com segurança e respeito às diferenças. Espera-se que os estudantes indiquem se vivem em área urbana ou rural e façam relação com a imagem,

identificando elementos parecidos (casas próximas, postes, movimento, iluminação etc.) ou diferentes (mais árvores, menos construções, ruas mais largas etc.), refletindo tanto sobre o que é comum nas cidades quanto sobre as diferenças no interior delas.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Reconhecer elementos característicos do espaço urbano em comparação ao espaço rural.

• Identificar diferentes funções das cidades.

• Analisar fatores que contribuem para o crescimento das cidades e para a formação de regiões metropolitanas.

• Refletir sobre o papel dos patrimônios históricos na preservação da memória.

• Conhecer exemplos de cidades planejadas no Brasil, compreendendo como o planejamento urbano influencia a organização do espaço.

• Estabelecer comparações e hierarquias entre diferentes cidades, iniciando o contato com a noção de rede urbana.

• Produzir e interpretar mapas e imagens que representem transformações na paisagem urbana ao longo do tempo.

BNCC

HABILIDADES

(EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.

(EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.

(EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.

(EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas.

Capítulo

1 CIDADES DE MUITOS TIPOS

As cidades são espaços com diversas construções, ruas, comércios, movimento de pessoas e veículos. Elas se diferenciam do campo porque concentram mais pessoas, têm construções mais próximas umas das outras e as atividades de trabalho estão principalmente no comércio, nas indústrias e no setor de serviços.

1 Que elementos da imagem apresentada ajudam a perceber que se trata de uma cidade, e não do campo?

O trânsito, o metrô (ou trem) e a concentração de construções. Não há áreas verdes ou plantações.

TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS (TCTs)

• Multiculturalismo (Diversidade Cultural)

• Multiculturalismo (Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais Brasileiras)

ENCAMINHAMENTO

Inicie o capítulo retomando com a turma as principais diferenças entre campo e cidade, considerando os elementos da paisagem, como quantidade de construções, presença de áreas verdes, tipos de trabalho e quantidade de pessoas. Essa retomada ajuda a ativar conhecimentos prévios e fundamenta a observação mais atenta das imagens apresentadas.

Nova estação, de Cristiano Sidoti, 2017. Óleo sobre tela, 80 cm x 100 cm.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

As cidades não são iguais. Algumas são grandes e movimentadas, com prédios altos e muitos veículos circulando por ruas e avenidas. Outras são pequenas e tranquilas, com menos habitantes e ruas mais calmas.

As cidades podem crescer por diferentes motivos e de formas variadas, dependendo da história de cada uma, da localização e das atividades que ali se desenvolvem.

2 Quais são as semelhanças e diferenças entre as cidades apresentadas nas fotografias?

Consulte respostas no Encaminhamento

3 Em qual cidade você acha que vivem mais pessoas? Justifique sua resposta.

Em Salvador (BA), porque tem muitos prédios altos, o que mostra que há mais pessoas morando e circulando pela cidade.

4 Como você imagina que seja o cotidiano das pessoas que vivem nessas cidades? Indique uma vantagem e uma dificuldade de morar em cada uma delas.

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

5 Em sua opinião, o que pode contribuir para o crescimento de uma cidade?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem fatores como a chegada de muitas pessoas, a construção de uma estrada ou ponte, a instalação de uma fábrica, a criação de empregos ou o turismo.

01/10/25 14:45

Na atividade 1, a obra de arte apresentada permite trabalhar a habilidade EF05GE03, ao incentivar os estudantes a reconhecer elementos típicos do espaço urbano, como construções agrupadas e ausência de áreas agrícolas. Mesmo sendo uma obra de arte, ela retrata com clareza a paisagem urbana, servindo como ponto de partida para a identificação de formas e funções das cidades. Em seguida, a proposta passa a tratar das diferentes formas que as cidades podem ter, preparando o terreno para o desenvolvimento da habilidade EF05GE09, ao incentivar comparações e estabelecimento de hierarquias e conexões entre diferentes tipos de cidades.

Na atividade 2, a comparação entre as paisagens das duas cidades mobiliza novamente a habilidade EF05GE03, ao incentivar a identificação de elementos presentes em ambas as cidades, mas também de elementos que só aparecem em uma delas. Em ambas as cidades existem casas, ruas e construções. Porém, na cidade da fotografia 1, é possível observar muitos prédios altos e vias expressas. Já na da fotografia 2, há mais áreas verdes, construções mais baixas e em menor quantidade.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes associem o número e o tamanho das construções à quantidade de pessoas que moram e circulam nas cidades maiores, desenvolvendo a habilidade EF05GE03 pela observação da relação entre forma urbana e função (moradia, trabalho, circulação).

Na atividade 4, promova uma escuta atenta das percepções dos estudantes sobre o cotidiano nas duas cidades, incentivando-os a relacionar os elementos observados nas imagens com sua própria experiência ou imaginação, cuidando para que todas as opiniões sejam respeitadas. Os estudantes podem comentar que, em cidades grandes, pode haver mais oportunidades de emprego e acesso a serviços, mas também pode haver muito barulho, poluição e trânsito, por exemplo. Em cidades pequenas, pode haver mais tranquilidade e contato com a natureza, mas menos opções de lazer e serviços.

Na atividade 5, os estudantes começam a pensar nas razões que ajudam a explicar o crescimento das cidades. Essa etapa ainda mobiliza de forma inicial a habilidade EF05GE03 ao discutir os fatores que podem provocar mudanças na forma e função das cidades, como aumento da população, novas construções, obras de infraestrutura ou atividades econômicas.

Vista aérea de prédios em Salvador (BA), em 2025.
Vista aérea de Prudentópolis (PR), em 2025.

ENCAMINHAMENTO

O objetivo da dupla de páginas não é classificar rigidamente as cidades, mas evidenciar que algumas funções se destacam em determinadas cidades. A noção de “função da cidade” como critério único de classificação deve ser abordada de forma crítica. Assim, oriente os estudantes na leitura das imagens, explicando ou questionando o que está representado em cada uma. Ressalte que as funções apresentadas são características de destaque, mas não únicas e exclusivas. Uma mesma cidade pode cumprir várias funções ao mesmo tempo, conforme os exemplos de Brasília (DF), Salvador (BA) e Caruaru (PE), citadas na resposta proposta para a atividade 2, e outros, como Itajaí (SC), que, além do porto, tem atividades turísticas. Manaus (AM) também concentra muitas outras atividades, como serviços e comércio. Destaque que a área retratada de Manaus se refere à chamada Zona Franca de Manaus. Sugerimos que as atividades sejam realizadas oralmente, promovendo a troca entre os estudantes, que poderão compartilhar suas experiências e ampliar o repertório sobre as diferentes funções das cidades brasileiras. Essa discussão desenvolve a habilidade EF05GE03, pois incentiva os estudantes a observar os diferentes usos do espaço urbano e a compreender que as atividades desenvolvidas nas cidades impactam diretamente a dinâmica social, econômica e ambiental.

Na atividade 1, espera-se que os estudantes façam conexões com suas vivências. Podem citar, por exemplo, Santos (SP), que também tem um porto importante como Itajaí (SC); Juazeiro do Norte (CE), que recebe muitos romeiros, assim como Aparecida (SP); ou alguma cidade próxima com comércio forte, como feiras e mercados, semelhante a Caruaru (PE).

CIDADES E SUAS FUNÇÕES

As cidades são diferentes entre si. Algumas têm muitas indústrias, outras recebem turistas o ano todo. Há cidades conhecidas por serem centros religiosos ou comerciais ou por concentrarem prédios administrativos do governo. Neste infográfico, você vai conhecer seis cidades brasileiras e suas funções mais marcantes. Porém, é importante lembrar que uma mesma cidade pode ter diversas funções.

Infográfico elaborado especialmente para esta obra em 2025.

Vista aérea do distrito industrial de Manaus (AM), em 2025.

Função industrial

Em Manaus (AM), há grandes áreas com muitas fábricas de produtos eletrônicos, motocicletas, alimentos e outros produtos. Esse tipo de cidade gera empregos e movimenta a economia do país.

Mapa elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.

Função portuária

Localizada no litoral do estado de Santa Catarina, Itajaí tem um dos principais portos do Brasil. Por lá, saem e chegam navios que levam produtos a outros países e trazem mercadorias de fora.

Navio cargueiro atracado no complexo portuário de Itajaí e Navegantes, em Itajaí (SC), em 2023.

SONIA VAZ
Brasil: algumas cidades

Função político-administrativa Brasília (DF) é a cidade onde está localizado o governo do Brasil. Nela, ficam os principais prédios administrativos, como o Congresso Nacional, os ministérios e o Palácio do Planalto, onde são tomadas decisões importantes para todo o país.

Praça dos Três Poderes em Brasília (DF), em 2025.

Função comercial Caruaru (PE) é famosa em todo o Brasil por sua feira. Cidades como essa se destacam pelo comércio, atraindo pessoas de diferentes regiões para comprar e vender produtos.

Lojas em centro comercial conhecido como Feira da Sulanca, em Caruaru (PE), em 2022.

Função turística Salvador (BA) atrai turistas do Brasil e do mundo por sua história, cultura e belezas naturais. O Pelourinho, por exemplo, é um centro histórico muito visitado.

Ladeira do Pelourinho em Salvador (BA), em 2025.

Função religiosa Aparecida (SP) é um destino religioso importante no Brasil. Milhares de pessoas vão até lá todos os anos para visitar o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e participar de celebrações.

Fiéis na Passarela da Fé e ao fundo o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida (SP), em 2024.

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

1 Você conhece alguma cidade com uma das funções apresentadas?

Explique que semelhança ela tem com as cidades retratadas.

2 Em sua opinião, que outras funções as cidades apresentadas podem ter?

3 Identifique a função principal da cidade onde você vive ou de alguma cidade próxima.

30/09/25 16:22

Na atividade 2, espera-se que os estudantes reconheçam que uma cidade pode ter mais de uma função. Por exemplo, Brasília (DF), além de ser a capital administrativa do país, também é um destino turístico devido à arquitetura de seus prédios. Salvador (BA), conhecida pelo turismo, também tem forte presença religiosa em festas tradicionais, como o Dia de Iemanjá. Caruaru (PE), além de ser um centro comercial, recebe muitos turistas durante o São João, por abrigar uma das maiores festas populares do país.

Na atividade 3, para aprofundar a discussão, incentive os estudantes a refletir sobre como identificar a função da cidade em que vivem ou de uma cidade próxima. Explique que isso pode ser feito observando quais atividades se destacam no dia a dia local: se há muitas fábricas, pode ser um centro industrial; se atrai muitos visitantes, pode ter função turística; se abriga prédios de administração, pode ser político-administrativa, e assim por diante. Para enriquecer, você pode trazer reportagens, fotografias, dados e/ou visitar o site oficial do município para investigar suas principais atividades econômicas ou culturais.

ENCAMINHAMENTO

Na seção Ideia puxa ideia, os estudantes são convidados a refletir sobre o papel dos patrimônios históricos na formação e transformação das cidades brasileiras. O texto introdutório apresenta exemplos de diferentes regiões do país e destaca como construções antigas guardam memórias e ajudam a compreender mudanças na organização urbana, na cultura e na economia ao longo do tempo.

É importante destacar que a preservação de patrimônios não significa congelar a cidade no passado, mas sim cuidar para que elementos importantes da história continuem presentes e acessíveis no presente e no futuro.

Na seção, é mobilizado o Tema Contemporâneo Transversal Multiculturalismo (Diversidade Cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais Brasileiras), ao reconhecer os patrimônios como expressões de diferentes identidades e histórias que compõem a sociedade brasileira. A contextualização histórica e geográfica dos patrimônios apresentados permite tratar da formação das culturas e sua relação com o espaço geográfico ocupado. O diálogo com o componente curricular de História é central, pois os patrimônios se configuram como documentos que permitem analisar permanências e mudanças ao longo do tempo.

Ao observar a última fotografia, promova a reflexão sobre a diferença entre reforma e restauração. Peça aos estudantes que discutam, em grupos, situações de seu município, Unidade da Federação ou região em que construções antigas foram modificadas. Questione: foram restauradas ou reformadas? O que muda em cada caso? Proponha que os estudantes observem os patrimônios históricos apresentados no texto e nas

IDEIA PUXA IDEIA

Patrimônios históricos

Muitas cidades brasileiras têm construções antigas que contam parte de sua história. Podem ser igrejas, praças, pontes, teatros, casarões ou estações de trem. Esses lugares são considerados patrimônios históricos e são importantes registros para entender o modo de vida de diferentes épocas. Por isso, devem ser protegidos e bem cuidados. Muitos desses patrimônios se tornaram atrações turísticas.

Algumas cidades são famosas justamente por seus patrimônios históricos. Observe algumas delas.

A cidade de Ouro Preto (MG) atrai muitos turistas por causa de suas construções históricas, datadas do período da colonização do Brasil.

Na região Sul do país, cidades como São Francisco do Sul (SC) também preservam edifícios antigos, que recebem muitos turistas.

Na cidade de São Paulo (SP), o centro histórico reúne construções importantes, como o Pátio do Colégio, local onde a cidade foi fundada.

imagens e discutam a quais funções urbanas eles podem estar relacionados, como turismo, comércio, lazer ou religião. Conduza a conversa de modo que percebam que os patrimônios não são apenas construções antigas, mas elementos que continuam a desempenhar papéis importantes na vida da cidade. Traga exemplos para apoiar a reflexão: igrejas que atraem visitantes em festas religiosas, centros históricos que funcionam como áreas comerciais ou espaços de lazer que reforçam a identidade cultural de uma região. Essa discussão ajuda os estudantes a relacionar a história da cidade com seu funcionamento atual e mobiliza a habilidade EF05GE03, que trata das formas e funções das cidades. Na atividade 1, a justificativa é que, por serem construções antigas, trazem marcas da cultura da época em que foram construídas e das transformações pelas quais a cidade passou ao longo do tempo. Esses patrimônios ajudam a entender como a cidade surgiu, se desenvolveu e mudou, revelando aspectos importantes da vida das pessoas em diferentes momentos históricos. A atividade propõe a compreensão dos patrimônios como testemunhos da história dos municípios, ao incentivar a análise de permanências e mudanças dos patrimônios.

Rua de Ouro Preto (MG), em 2025.
Vista do centro histórico de São Francisco do Sul (SC), em 2023.
Pátio do Colégio em São Paulo (SP), em 2023.

Em Recife (PE), é possível visitar o bairro do Recife Antigo, que conta a história da cidade e apresenta muito de sua cultura.

Manter os patrimônios históricos exige cuidado, atenção e dinheiro. Essa responsabilidade é do governo e da comunidade, que pode cobrar ações e participar de projetos de preservação. Quando esses lugares não são cuidados, podem se deteriorar e até desabar.

O órgão responsável por identificar e proteger os patrimônios históricos no Brasil é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ele atua para garantir que construções antigas sejam restauradas, respeitando sua história e seus detalhes originais. A restauração ajuda a manter esses espaços seguros e preservados, além de gerar empregos e valorizar a cultura local.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

1 Por que podemos afirmar que os patrimônios históricos contam parte da história das cidades?

2 Na área urbana do município onde você vive, há algum patrimônio histórico? Em duplas, pesquisem informações sobre esse local. Com a ajuda do professor, organizem uma visita ao patrimônio histórico do município. Durante a visita, façam anotações e, se possível, registrem com fotografias ou desenhos. Depois, utilizem essas observações para complementar as respostas da pesquisa. A pesquisa deve responder questões como as apresentadas a seguir.

a) Qual é a história desse local?

b) Essa construção está preservada ou precisa de restauração?

c) Esse local atrai visitantes pela sua história?

30/09/25 16:22

Na atividade 2, oriente os estudantes a realizar a pesquisa em sites confiáveis, como páginas da prefeitura, secretarias de cultura e turismo, ou grandes portais de notícias. Proponha que o resultado seja socializado por meio da elaboração de um cartaz ilustrado ou de uma apresentação oral em duplas, promovendo a troca entre os colegas e o contato com diferentes referências culturais. Se não houver patrimônios históricos onde os estudantes moram, peça a eles que escolham um dos exemplos apresentados na dupla de páginas.

PARA O PROFESSOR

• INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Brasília, DF, c2025. Site. Disponível em: https://www.gov.br/ iphan/pt-br. Acesso em: 30 set. 2025. No portal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão responsável pela proteção do patrimônio cultural brasileiro, é possível acessar notícias sobre ações de preservação, compreender os diferentes tipos de patrimônio, conhecer a legislação vigente e consultar a lista de bens tombados em todo o país.

Rua do centro histórico de Recife (PE), em 2024.
Restauro da fachada do Ministério Público do Estado de Goiás em casarão de Goiás (GO), em 2023.

ENCAMINHAMENTO

Esta dupla de páginas convida os estudantes a observar como as cidades brasileiras mudaram ao longo do tempo e a compreender o processo de urbanização.

Na atividade 1, se for possível e julgar interessante, complemente a atividade apresentando fotografias antigas e atuais do município da escola, caso se trate de uma área urbana, para observar com os estudantes as transformações na paisagem e o processo local de urbanização. A comparação com as imagens de João Pessoa (PB) e de outras cidades contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE03, ao permitir que os estudantes identifiquem mudanças nas formas e funções da cidade, relacionando-as ao crescimento urbano e às suas consequências sociais, econômicas e ambientais.

O relato de Mariana Soares Ferreira traz uma experiência pessoal que pode ser utilizada como ponto de partida para discutir algumas causas da urbanização no Brasil. Embora o texto não mencione diretamente a mecanização do campo ou a industrialização das cidades, é possível interpretar o depoimento à luz do êxodo rural, movimento em que muitas pessoas deixam o campo em busca de melhores condições de vida nos centros urbanos. Explique aos estudantes que esse processo foi especialmente intenso no Brasil a partir da segunda metade do século XX.

Se possível, contextualize o município da escola nesse processo, como um lugar que pode ter perdido ou ganhado população ao longo do tempo. Além disso, é possível perguntar se sabem de alguém da família que fez esse movimento do campo para a cidade e o que o motivou. Essa troca de experiências enriquece a aula, aproximando o conteúdo da

UM BRASIL CADA VEZ MAIS URBANO

Ao longo do século 20, o Brasil passou por grandes mudanças. As cidades cresceram rapidamente, e cada vez mais pessoas deixaram o campo para viver nas cidades.

Esse processo de crescimento e desenvolvimento das cidades se chama urbanização

Vamos entender melhor essas transformações?

Observe as imagens a seguir de parte da cidade de João Pessoa, capital da Paraíba.

realidade da turma e possibilitando o trabalho com a habilidade EF05GE04, ao permitir que os estudantes analisem as interações entre o campo e a cidade a partir de vivências e contextos reais, compreendendo melhor os fluxos e as relações presentes na rede urbana.

ATIVIDADES

Proponha que os estudantes façam desenhos comparativos para imaginar transformações ligadas ao processo de urbanização. Oriente conforme o contexto da escola.

• Se a escola estiver em área urbana: peça a eles que desenhem primeiro como acreditam que era o bairro da escola antes de ser urbanizado (com terrenos vazios, áreas verdes, sítios, poucas casas) e, no segundo desenho, como ele é hoje. A comparação permite observar as mudanças na paisagem e pensar em permanências.

• Se a escola estiver em área rural: peça a eles que imaginem como ficaria o bairro da escola caso passasse por um processo intenso de urbanização. No primeiro desenho, devem representar

Vista aérea da praia do Tambaú em João Pessoa (PB), em 1980.
Vista aérea da praia do Tambaú em João Pessoa (PB), em 2024.

É possível observar que a cidade cresceu muito. Em 1980, quase não havia prédios. Já em 2024, período após intensa urbanização, intensa, há muitos edifícios e construções.

1 Que mudanças é possível observar na paisagem de João Pessoa entre 1980 e 2024?

A urbanização no Brasil aumentou muito, principalmente a partir de 1950. Com o uso de máquinas no campo, que reduziu a necessidade de mão de obra para trabalhar a terra, muitas pessoas foram para as cidades, onde cresciam as oportunidades de trabalho e o acesso a serviços de saúde e educação, por exemplo. Assim, houve uma grande migração para as áreas urbanas em busca de melhores condições de vida.

Leia a seguir um trecho do relato de Mariana, uma menina de 17 anos que se mudou do campo para a cidade.

[…] nunca me vi morando na cidade, sempre gostei de ficar no silêncio, no campo, perto dos animais, do verde, do ar puro. Sempre quando vinha à cidade visitar meus familiares, voltava para casa com dor de cabeça, por ser tão acostumada com o campo, o silêncio, quando me deparava com a cidade tão barulhenta, com o ar poluído pela fumaça dos automóveis, me via enlouquecida com tanta diferença do campo e da cidade e ficava me perguntando “será que algum dia vou conseguir morar na cidade?”. Desde pequena meus pais falavam que quando eu crescesse e tivesse no ensino médio teria de ir embora para a região urbana, ou seja, para a cidade, para que eu pudesse estudar, fazer cursos e trabalhar, pois morando pra fora não conseguiria isto, pois o acesso a essas oportunidades só poderia ocorrer se eu viesse morar na cidade.

FERREIRA, Mariana Soares. Uma vinda da menina do campo para a cidade. São Paulo: Museu da Pessoa, c2025. Disponível em: https://museudapessoa.org/historia-de-vida/ uma-vinda-da-menina-do-campo-para-a-cidade. Acesso em: 27 ago. 2025.

2 Do que Mariana mais gostava na vida no campo?

Da tranquilidade, do contato com a natureza e do silêncio.

3 Por que ela precisou se mudar para a cidade?

Para estudar, fazer cursos e trabalhar, oportunidades que não estavam disponíveis onde ela morava. 53

30/09/25 16:22

o espaço atual, mais próximo da vivência deles; no segundo, devem mostrar a transformação esperada (com ruas asfaltadas, mais construções, comércio, transporte etc.).

Lembre os estudantes de representar não apenas as transformações, mas também os elementos que permaneceram ao longo do tempo: um rio, a escola, uma praça, uma estrada, entre outros. Essa atividade ajuda os estudantes a relacionar as imagens de João Pessoa (PB) com a realidade local, visualizando de forma concreta como a urbanização impacta o espaço vivido.

PARA O ESTUDANTE

• URBANIZAÇÃO: Quiz TV Escola. [S. l.: s. n.], 2011. 1 vídeo (ca. 3 min). Publicado pelo canal Videoteca. Disponível em: https:// www.youtube.com/wa tch?v=_-d2cPGkdnI. Acesso em: 30 set. 2025. Vídeo curto e em linguagem acessível que apresenta de forma lúdica o processo de urbanização no Brasil, suas características e consequências.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Antes de realizar as atividades, explore com os estudantes a ilustração das três cidades, pedindo a eles que identifiquem elementos como casas, prédios, escola, hospital, shopping, vias de circulação e veículos. Essa observação inicial favorece a familiarização com a noção de hierarquia urbana e a relação entre as cidades, ainda que de forma bastante esquemática nesse momento.

As atividades 1 e 2 contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF05GE04, ao analisar as interações entre cidades, compreendendo como uma depende da outra para acessar determinados serviços, como hospital ou aeroporto; e da habilidade EF05GE09, ao utilizar a ilustração como recurso para estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes tipos de cidades na rede urbana.

Na atividade 3, os estudantes podem citar situações como: ir a hospitais, feiras, centros comerciais, eventos culturais, shoppings ou ao trabalho em municípios vizinhos. Podem também lembrar de parentes que viajam todo dia para trabalhar ou estudar em outro município. Incentive-os a compartilhar visitas não turísticas a outros municípios. Quando possível, contextualize brevemente os municípios citados pelos estudantes, destacando suas características e localização em relação ao município da escola. Com isso, também se trabalham as habilidades EF05GE03 e EF05GE04, ao relacionar vivências reais às conexões entre os municípios na rede urbana e suas funções. Esse é um bom momento para contextualizar o município da escola dentro da temática da rede urbana. Converse com a turma sobre os serviços disponíveis localmente e aqueles que exigem deslocamento para outras cidades. Pode-se também identificar com os estudantes os municípios vizinhos com

As cidades se completam

Em muitos municípios brasileiros, é comum que pessoas se desloquem para outros municípios com diferentes objetivos: estudar, trabalhar, ir ao médico ou comprar algo. Isso acontece porque cidades de tamanhos distintos oferecem diferentes serviços . Por isso, elas se ligam e se completam, formando o que chamamos de rede urbana.

As cores não correspondem aos tons reais.

Ilustração elaborada especialmente para esta obra em 2025.

1 Se um morador de uma cidade pequena precisar se consultar com um médico especialista, que não está disponível em sua cidade, em qual cidade é mais provável que ele encontre esse atendimento?

Na cidade média ou na cidade grande, onde há um hospital maior.

2 Uma família que vive na cidade média vai fazer uma viagem de férias para outro país. Para pegar o avião, aonde ela precisa ir?

Para a cidade grande, onde há um aeroporto.

os quais há mais trocas e deslocamentos, caracterizando a posição deles na hierarquia urbana regional. Como ampliação da atividade, acesse previamente o site IBGE: cidades e estados do Brasil (indicado no boxe Conexão) e projete na sala de aula os dados do município da escola. A partir das informações demográficas, econômicas e sociais, é possível localizar o papel dele na hierarquia urbana e comparar com os municípios vizinhos. Essa iniciativa contribui para aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes e incentiva o desenvolvimento do pensamento geográfico com base em dados reais. Selecione os dados com antecedência e adapte a linguagem para a faixa etária da turma.

Na atividade 4, espera-se que os estudantes percebam que a tecnologia facilita o acesso a serviços e produtos de outras cidades ou até países, mesmo sem sair de casa. Isso mostra que a rede urbana hoje tem conexões diferentes e que as distâncias estão sendo reduzidas pela internet e pelos avanços nos meios de transporte. Podem citar estudos a distância, compras on-line ou consultas médicas virtuais. Essa reflexão permite trabalhar a habilidade EF05GE04 ao discutir novas formas de interação entre as cidades e entre o urbano e o rural.

Elementos fora de proporção.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3

Você ou alguém de sua família já precisou ir a outro município buscar algum serviço que não havia no município onde vive? Conte aos colegas e ao professor sua experiência.

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

Essa relação entre os municípios da rede urbana mudou com o tempo e a tecnologia. Antigamente, era preciso se deslocar com maior frequência em busca de serviços. Hoje, com o desenvolvimento dos transportes e da comunicação, é possível fazer compras pela internet, estudar e até consultar médicos a distância.

Observe, a seguir, exemplos de cidades brasileiras de pequeno, médio e grande portes.

Entorno da praça da Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Serra da Saudade (MG), em 2024. O município é conhecido por ter a menor população do país.

4

Vista aérea de parte do centro de Divinópolis (MG), em 2024.

Vista aérea de parte do centro de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, em 2023.

Você conhece alguém que estuda a distância, compra pela internet produtos vindos de longe ou realiza atividades que antes exigiam viajar para outra cidade? O que isso mostra sobre a relação entre as cidades? Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

01/10/25 14:48

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

• IBGE: cidades e estados do Brasil. Rio de Janeiro, c2025. Site. Disponível em: https://cidades. ibge.gov.br/. Acesso em: 30 set. 2025. Portal interativo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que reúne informações atualizadas sobre todos os municípios brasileiros, incluindo dados de população, densidade demográfica, escolarização, rendimento médio, Produto Interno Bruto (PIB), área urbanizada e muito mais.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Caso a escola esteja localizada em uma área de conurbação com outro município, é interessante aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes por meio de imagens de satélite da região ou mesmo um tour virtual com o auxílio de ferramentas como o Google Maps ou o Google Street View, mostrando pontos em que os municípios se encontram. Isso contribui para o reconhecimento do território vivido e para a leitura crítica da paisagem.

Na atividade 1, destaque a grande quantidade de construções e a proximidade entre elas. É importante que o estudante compreenda que o espaço urbano é classificado, entre outras características, pela densidade de construções.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes identifiquem a linha do metrô como possível marco visual do limite entre os municípios, já que ela aparece entre as duas áreas urbanas. Reforce que a linha do metrô, visível no centro da imagem, coincide com o limite entre os municípios de Fortaleza (CE) e Caucaia (CE) nesse trecho específico, mas que ela não necessariamente acompanha toda a extensão do limite. Aproveite para comentar que essa infraestrutura é certamente utilizada pela população dos dois municípios, facilitando o deslocamento entre eles. Essa discussão contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE04 ao reconhecer a interdependência entre os espaços urbanos e o papel das redes de transporte na articulação entre eles.

Na atividade 3, observe com os estudantes que, no exemplo de São Paulo (SP) e Osasco (SP), não há nenhum elemento visível que indique a divisão entre os municípios (como uma linha de trem, um rio ou uma grande avenida). Somente a placa indicativa permite

Quando as cidades se encontram

Você já notou que algumas cidades são tão próximas que parece que uma começa onde a outra termina? Às vezes, a área construída de uma cidade se junta com a de outra, formando um só espaço urbano, sem áreas rurais entre elas. Quando isso acontece, podemos afirmar que há uma conurbação, ou seja, um grande aglomerado contínuo de construções, ruas e avenidas. Observe o exemplo a seguir.

identificar que houve uma mudança de município. Seria possível, no entanto, identificar o limite consultando um mapa, mesmo sem a placa. Aproveite para destacar o aspecto de continuidade da paisagem urbana, típico de regiões conurbadas. Introduza uma reflexão sobre os impactos da conurbação no cotidiano da população e na logística dos serviços públicos e da administração municipal, exemplificando com situações como morar em uma cidade e trabalhar ou estudar em outra. Dessa forma, os estudantes são convidados a pensar em questões como transporte, saúde, educação, trânsito e planejamento urbano. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF05GE03, que propõe analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo crescimento das cidades. Você pode incentivá-los a participar da discussão com perguntas como: para ser atendido no postinho de saúde ou se matricular na escola, é necessário apresentar comprovante de residência. E se a pessoa mora em um município e o posto ou a escola mais próxima fica em outro? Vocês já observaram se os ônibus que vão de um município a outro são diferentes dos que circulam em nosso município? Essas perguntas

Imagem de satélite em que é possível observar as cidades de Caucaia (à esquerda) e de Fortaleza (à direita), no estado do Ceará, em 2025.
Caucaia
Fortaleza
Linha do metrô

As construções que você observou pertencem a dois municípios diferentes. Mas, se os nomes dos municípios não estivessem na imagem apresentada, você conseguiria perceber isso?

1 Que elementos da imagem permitem dizer que se trata de áreas urbanas?

Construções próximas umas às outras e ruas.

2 Que elemento da paisagem parece marcar a divisão entre as cidades de Caucaia e Fortaleza?

Consulte resposta no Encaminhamento

Agora, observe outro exemplo.

As construções, as ruas e os elementos urbanos apresentados na fotografia formam uma paisagem contínua. Só é possível perceber que estamos mudando de município por causa da placa indicativa.

3 Imagine que essa placa foi retirada. É possível saber onde termina um município e começa o outro? Justifique sua resposta.

Consulte resposta no Encaminhamento

No encontro das áreas urbanas de municípios vizinhos, muitas vezes não é possível notar diferenças na paisagem. Assim, muitas pessoas circulam entre as cidades diariamente, para acessar escolas, hospitais ou o comércio, sem perceber.

57

03/10/25 10:30

ajudam os estudantes a relacionar o conteúdo com suas vivências e a perceber os desafios concretos que surgem quando os limites políticos não coincidem com a organização da vida urbana.

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

• MOURA, Rosa; PÊGO, Bolívar. Aglomerações urbanas no Brasil e na América do Sul: trajetórias e novas configurações. Rio de Janeiro: Ipea, 2016. (Texto para discussão, 2203). Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/entities/publication/b665565b-ca1c-46d2-8c 54-44cfa8c9e88c. Acesso em: 2 out. 2025.

Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a rede urbana brasileira e as relações das cidades entre si e com outros territórios.

Limite entre São Paulo (SP) e Osasco (SP), em 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Se a escola está localizada em uma região metropolitana (RM), essa é uma excelente oportunidade para aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes. Organize previamente um mapa atualizado da região metropolitana em que a escola está inserida. Em sala, com os estudantes, localize o município da escola, a própria escola (aproximadamente) e a cidade principal (a metrópole), destacando como estão integrados. Comente sobre serviços compartilhados, como o de transporte público.

Aponte que, muitas vezes, as regiões metropolitanas levam o nome de sua cidade principal (metrópole) e que muitas regiões metropolitanas no Brasil têm como cidade principal a capital do estado, o que pode ser observado no mapa Brasil: regiões metropolitanas

A atividade 1 mobiliza a habilidade EF05GE09 ao propor a localização do município que dá nome à RM, reforçando a ideia de hierarquia urbana.

A atividade 2 também mobiliza a habilidade EF05GE09, sendo uma boa oportunidade para aprofundar com os estudantes a diferença entre conurbação e região metropolitana. A conurbação acontece quando duas ou mais manchas urbanas se unem fisicamente, formando um contínuo urbano, ainda que cada área pertença a um município diferente. Já a região metropolitana é uma organização oficial, prevista em lei, que reconhece essa integração intensa entre municípios e facilita o planejamento conjunto.

A atividade 4 dá continuidade à exploração dessa habilidade ao incentivar o estudante a consultar o mapa e localizar a própria Unidade da Federação (UF). Em caso positivo, apresente mais informações sobre a(s) RM(s) da UF, como número de municípios, população estimada e principais formas de integração.

Regiões metropolitanas

Camila mora em Betim e trabalha em Contagem, municípios de Minas Gerais. Todos os dias, ela pega um ônibus que atravessa o limite entre esses dois municípios, que são conurbados. Ela nem percebe quando sai de seu município e entra no outro.

Muitos municípios conurbados fazem parte de uma região metropolitana

Região metropolitana (RM) é uma organização oficial entre municípios que têm uma conexão intensa. As RMs são criadas para facilitar o planejamento dos governos.

As regiões metropolitanas são formadas por um município principal (a metrópole) e municípios ao redor que possuem forte integração e dependência mútua entre si. Observe, no mapa a seguir, os municípios que fazem parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte, incluindo aqueles por onde Camila circula.

Região Metropolitana de Belo Horizonte

Elaborado com base em: BELO HORIZONTE. Secretaria Municipal Adjunta de Gestão Compartilhada. Sala de situação. Região Metropolitana de Belo Horizonte Belo Horizonte: PBH, c2025. Disponível em: https://www.ufmg. br/prpg/wp-content/ uploads/2021/07/ Mapa-da-regiao -metropolitana-de-BeloHorizonte.pdf. Acesso em: 9 set. 2025.

Explique que o crescimento das cidades e a proximidade entre elas fazem com que precisem se organizar juntas. As regiões metropolitanas ajudam os municípios a trabalhar em parceria, oferecendo serviços importantes para a população. Assim, é possível pensar em soluções que atendam melhor quem vive e circula por essas cidades todos os dias. Essa reflexão mobiliza as habilidades EF05GE03, ao tratar das funções urbanas e das mudanças provocadas pelo crescimento das cidades, e EF05GE04, ao destacar as interações entre municípios dentro da rede urbana.

1 Qual município dá nome a essa região metropolitana?

2 Quais municípios fazem limite com o município principal, que dá nome à região metropolitana?

Contagem, Ribeirão das Neves, Vespasiano, Santa Luzia, Sabará, Nova Lima, Brumadinho e Ibirité.

O objetivo de organizar esses municípios em regiões é facilitar o planejamento e a execução de políticas públicas conjuntas, como o transporte intermunicipal, o controle da poluição, a coleta de resíduos sólidos e a construção de hospitais e escolas que recebam pessoas de diferentes municípios. Assim, é possível pensar em soluções que atendam melhor quem vive e circula nas RMs. Observe, no mapa a seguir, as regiões metropolitanas do Brasil. Belo Horizonte.

Brasil: regiões metropolitanas

VENEZUELA COLÔMBIA

SURINAME GUIANA

GUIANA FRANCESA (FRA)

Goiânia

BOLÍVIA

OCEANO PACÍFICO

Trópico de Capricórnio OCEANO ATLÂNTICO

CHILE ARGENTINA

PARAGUAI

Região Metropolitana (RM)

Limite estadual

Limite internacional Capital federal Capital estadual

Porto Alegre Belo Horizonte

São Paulo Curitiba

Rio de Janeiro

Florianópolis

URUGUAI

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 151.

3 Todas as cidades brasileiras fazem parte de uma região metropolitana? Justifique sua resposta.

Não, apenas aquelas que estão próximas de uma cidade maior, com forte integração e dependência mútua entre si.

4 Na Unidade da Federação onde você vive, existem regiões metropolitanas?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes consultem o mapa apresentado e localizem a Unidade da Federação (UF) onde vivem para responder. 59

30/09/25 16:23 ATIVIDADES

Peça aos estudantes que escolham um serviço essencial (como saúde, transporte, educação ou lazer) e imaginem como seria se ele tivesse de ser organizado de forma conjunta por municípios vizinhos. Eles podem desenhar e/ou escrever pequenas frases explicando as situações seguintes.

• Como as cidades se ajudariam?

• Quais seriam as vantagens de compartilhar esse serviço?

• Quais poderiam ser os desafios?

Essa proposta ajuda a compreender o papel das regiões metropolitanas e mobiliza as habilidades EF05GE03 e EF05GE04 ao relacionar o crescimento urbano às interações entre municípios.

ENCAMINHAMENTO

Faça a leitura do trecho de texto com os estudantes.

Na atividade 1, caso eles tenham dificuldade para identificar a cidade citada, destaque a função descrita no texto: capital do Brasil. Se julgar pertinente, explique que “o centro do Brasil” citado no texto refere-se à região central do Brasil, onde Brasília (DF) está localizada.

Ao abordar Brasília (DF) e seu plano piloto, aproveite para relacionar forma e função urbanas, mobilizando a habilidade EF05GE03. A cidade foi projetada como centro administrativo do país e apresenta características marcantes ligadas a essa função: o eixo monumental abriga os principais prédios do governo e há uma clara separação entre áreas residenciais e administrativas.

É interessante lembrar que uma cidade planejada também enfrenta problemas urbanos, que podem surgir do próprio planejamento ou do crescimento posterior. No caso de Brasília (DF), o plano original privilegiava o uso de automóveis, o que ainda hoje gera dificuldades no transporte público, como é possível verificar nos textos sugeridos no boxe Conexão. A cidade tem calçadas estreitas, poucas ciclovias e grandes distâncias entre os setores. Com o crescimento da população, muitas pessoas passaram a morar nas chamadas cidades-satélites, que, em geral, não foram planejadas com a mesma lógica e infraestrutura da capital. Essas cidades concentram grande parte dos trabalhadores da capital e têm desafios como mobilidade, trânsito intenso, desigualdade social e difícil acesso a serviços públicos. Esses aspectos permitem mobilizar, também, a habilidade EF05GE04 ao discutir as interações no espaço e as conexões da rede urbana marcada por desigualdades socioespaciais.

Na atividade 2, é importante que os estudantes consigam

CIDADES PLANEJADAS

Leia o trecho de texto a seguir.

Muitas cidades nascem espontaneamente, quando um povoado vai sendo criado e cresce à margem de um rio, em torno de um garimpo, ou perto de uma igreja. Não é o meu caso. Eu nasci de um plano, nasci do desejo popular de mudar a capital do Rio de Janeiro para o centro do Brasil. A ideia era trazer o desenvolvimento para as regiões do interior e ter uma capital mais protegida.

GARCEZ, Lucília. Brasília: de cerrado a capital da república. Ilustrações: Jô Oliveira. São Paulo: Cortez, 2006. p. 2.

1 A qual cidade você acha que o texto se refere?

Brasília (DF).

A maioria das cidades brasileiras foi crescendo aos poucos, à medida que as pessoas se estabeleciam e construíam suas moradias nesses lugares. Mas existem cidades que nasceram de forma diferente: foram planejadas antes de serem construídas.

Brasília (DF) é o exemplo mais famoso de cidade planejada no Brasil. Seu formato lembra um avião, com áreas separadas para moradia, comércio, governo e lazer. A ideia era criar uma cidade moderna e organizada, que pudesse oferecer qualidade de vida à população.

No desenho, é possível observar um formato que lembra um avião. As “asas” são as áreas residenciais, e o “corpo” abriga a parte administrativa do governo.

relacionar o desenho com a vista aérea de Boa Vista (RR). Essa associação desenvolve o raciocínio espacial e ativa a habilidade EF05GE09 ao reconhecer a correspondência entre o plano urbano (representação gráfica) e a cidade real.

Na atividade 3, se possível, realize uma pesquisa sobre cidades planejadas na UF da escola e traga imagens aéreas e dados de planejamento de alguma cidade próxima. Exemplos de outras cidades planejadas no Brasil são Goiânia (GO), Maringá (PR), Teresina (PI), Palmas (TO), entre outras.

Na atividade 4, os estudantes devem responder que planejar uma cidade permite organizar ruas, bairros e serviços públicos com antecedência. Isso facilita o transporte e o acesso a escolas, hospitais e outros serviços importantes para o dia a dia da população. Para chegar a essa resposta, incentive-os a refletir sobre as vantagens do planejamento urbano, o que mobiliza novamente a habilidade EF05GE03, ao analisar como a organização do espaço pode melhorar a circulação, o acesso a serviços públicos e a qualidade de vida.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
COSTA, Lúcio. [Plano Piloto de Brasília]. [S. l.: s. n.], 1957. 1 croqui, p&b.

O planejamento dessas cidades é feito para organizar melhor o espaço e a vida das pessoas que vão morar e trabalhar nesses lugares.

Outro exemplo de cidade planejada é Boa Vista, capital do estado de Roraima. Compare seu projeto, de 1946, à paisagem urbana atual.

DERENUSSON, Darcy Aleixo. [Plano radial-concêntrico de Boa Vista]. [S. l.: s. n.], 1946. 1 planta, p&b.

Vista de Boa Vista (RR) em 2024, que mostra como o projeto de 1946 foi seguido.

2 Quais são as semelhanças entre o plano desenhado e a cidade atual?

A cidade atual segue o desenho do plano original, com ruas que partem do centro como raios, criando um formato parecido com uma estrela.

3 Na Unidade da Federação onde você vive, existe alguma cidade que foi planejada? Qual?

Respostas pessoais.

4 Quais são as vantagens de planejar uma cidade antes de construí-la?

Consulte resposta no Encaminhamento

Oscar Niemeyer (1907-2012) foi um dos arquitetos mais importantes do Brasil e do mundo. Ele ficou conhecido por suas construções com formas curvas e criativas. Foi ele quem desenhou muitos prédios importantes de Brasília (DF), como o Palácio da Alvorada, o Congresso Nacional e a Catedral Metropolitana de Brasília.

Oscar Niemeyer em 1997.

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

• RENNÓ JUNIOR, Lucio Remuzat. “Brasília não foi desenhada para todos”, diz ex-presidente da Codeplan. [Entrevista cedida a] Gilberto Costa. Agência Brasil, Brasília, DF, 21 abr. 2020. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/ noticia/2020-04/brasilia-nao-foi-desenhada-para-todos-diz-ex-presidente-da-codeplan. Acesso em: 30 set. 2025. Essa entrevista discute as desigualdades sociais e os desafios urbanos de Brasília e de sua região metropolitana, mostrando que planejamento urbano e desigualdades podem caminhar juntos.

• OLIVEIRA, Thaísa; LADEIRA, Pedro. Brasília ainda desafia moradores a viverem sem carro 62 anos após inauguração. Folha de S.Paulo, São Paulo, 14 jun. 2022. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/06/brasilia-ainda-desafia -moradores-a-viverem-sem-carro-62-anos-apos-inauguracao.shtml. Acesso em: 30 set. 2025. Reportagem sobre os desafios da mobilidade urbana em Brasília, destacando a dependência do automóvel e os limites do transporte público.

ANDRE DIB/PULSAR IMAGENS

ORGANIZE-SE

• Folha de papel vegetal

• Lápis grafite

• Lápis de cor variados

ENCAMINHAMENTO

A atividade promove a leitura e a produção de representações cartográficas e o desenvolvimento do raciocínio geográfico, estimulando a observação e a interpretação das transformações espaciais. Além disso, contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE08, pois permite que os estudantes analisem as transformações na paisagem urbana de Palmas (TO) ao longo do tempo, comparando imagens de satélite de diferentes épocas.

Ao trabalhar com as imagens de 1995 e 2025, peça que observem as mudanças ocorridas ao longo do tempo. É provável que eles percebam o alargamento do rio Tocantins. Explique que essa transformação se deve ao represamento do rio para a construção da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães, em Lajeado (TO).

Na etapa 1 , oriente os estudantes no uso do papel transparente. Antes de posicioná-lo sobre a imagem de 1995 (imagem 1 ), lembre-os de reservar um espaço para escrever o título e a legenda, de modo que o mapa fique centralizado na folha de papel. É importante que ela fique firme e não se mova durante o contorno das áreas. Para isso, os estudantes podem usar clipes de papel, fita adesiva e sempre manusear a folha de papel com cuidado. Na hora de trocar da imagem 1 para a imagem 2 , oriente-os a escolher um ponto de referência comum às duas imagens (como o traçado da avenida central ou corredores de vegetação).

Também é possível utilizar as bordas das imagens como

MÃO NA MASSA

Elaboração de croquis com imagens de satélite

As imagens de satélite são muito usadas para estudar o crescimento das cidades, o desmatamento e outras transformações no espaço.

A seguir, observe as duas imagens de satélite da cidade de Palmas, capital do Tocantins.

guia: nesse caso, oriente-os a marcar as margens no papel vegetal enquanto contornam a imagem 1 , para alinhar corretamente na imagem 2

Na etapa 2, peça que os estudantes escolham duas cores diferentes para representar as áreas urbanizadas até 1995 e as áreas surgidas até 2025. Oriente que evitem o uso do azul, cor geralmente utilizada para representar corpos de água em mapas.

Na etapa 3, caso os estudantes tenham dificuldade para criar o título, mostre exemplos de mapas (inclusive os do próprio livro) para que entendam quais informações devem estar presentes. Alguns exemplos de títulos possíveis são: “Palmas (TO): crescimento urbano 1995–2025” ou “O crescimento da cidade de Palmas, no Tocantins, entre 1995 e 2025”.

Reforce com a turma a importância da legenda, que permite interpretar as informações do mapa. Nesse caso, a legenda deve explicar o que representa cada cor: a cor usada no contorno da imagem 1 indica a área já urbanizada até 1995 e a cor usada no contorno da imagem 2 mostra a expansão dessa área até 2025.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Imagem de satélite de Palmas (TO), em 1995.
Imagem de satélite de Palmas (TO), em 2025.

De uma visão mais aproximada, podemos perceber que a cidade de Palmas (TO) foi planejada. Observe suas ruas largas e seus quarteirões simétricos.

de satélite de parte do centro de Palmas (TO), em 2025.

Agora, você vai usar papel vegetal, lápis grafite e lápis de cor de cores diferentes para criar um croqui comparativo com base nas imagens de satélite apresentadas.

Etapa 1

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

1 Fixe o papel vegetal, ou o acetato, sobre a imagem 1, mais antiga (1995). Com lápis grafite, contorne a área da cidade que já estava urbanizada naquele ano.

2 Sem apagar o traçado anterior, reposicione o papel vegetal sobre a imagem 2 (2025), alinhando da melhor forma possível. Com o mesmo lápis, contorne as novas áreas urbanizadas até 2025.

Etapa 2

3 Use uma cor para pintar a área urbanizada até 1995.

4 Use outra cor para pintar as áreas que surgiram entre 1995 e 2025.

Etapa 3

5 Crie um título para o croqui, indicando o nome da cidade e a informação representada.

6 Monte uma legenda com as cores que você usou para representar as informações a seguir.

• Área urbanizada até 1995

• Crescimento urbano de 1995 a 2025

7 Agora, escreva um pequeno texto analisando a expansão urbana de Palmas (TO).

30/09/25 16:23

Ao final, retome com os estudantes o que observaram sobre o crescimento urbano de Palmas (TO). A produção textual ajuda a consolidar a análise espacial e integra a leitura de imagens com a expressão escrita.

PARA O PROFESSOR

• CAVALCANTE, Stefani; JANUÁRIO, Vitor. Quarteirões simétricos, rotatórias e conceito arquitetônico da antiguidade: veja como foi o planejamento de Palmas. G1, Palmas, 3 ago. 2024. Disponível em: https:// g1.globo.com/to/tocan tins/noticia/2024/08/03/ quarteiroes-simetricos-ro tatorias-e-conceito-arqui tetonico-da-antiguidade -veja-como-foi-o-planeja mento-de-palmas.ghtml. Acesso em: 30 set. 2025. A reportagem explica o processo de planejamento de Palmas (TO), destacando a escolha do território, o traçado urbano e as áreas não planejadas.

Imagem

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Reconhecer o direito à cidade como um princípio fundamental, que garante acesso a moradia, mobilidade, lazer e cultura.

• Identificar diferentes tipos de espaços públicos e refletir sobre a importância deles para a qualidade de vida nas cidades.

• Analisar desigualdades socioespaciais, compreendendo como moradia e infraestrutura variam entre diferentes bairros e grupos sociais.

• Refletir sobre a mobilidade urbana e os desafios de circulação para diferentes grupos.

• Discutir o papel do poder público e da participação social na construção de cidades mais justas, inclusivas e acolhedoras.

BNCC

HABILIDADES

(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.

(EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.

(EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

TEMA CONTEMPORÂNEO TRANSVERSAL (TCT)

• Cidadania e Civismo (Vida Familiar e Social)

Capítulo

CIDADES PARA TODOS 2

Nas cidades, moram muitas pessoas, cada uma com sua história e seu modo de viver. Todas elas precisam de espaços de lazer e convivência, inclusive as crianças, que necessitam de locais para se divertir, brincar e compartilhar momentos com a família e os amigos. Mas será que esses espaços existem em todas as partes da cidade? Quem é responsável por garantir que eles estejam disponíveis e bem cuidados?

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

1 Você gostaria de brincar no parquinho apresentado na fotografia a seguir? Por quê?

2 Onde você mora, existem espaços parecidos com o da imagem? Onde as crianças costumam brincar?

Brincar e se divertir é um direito de todas as crianças. Porém, muitas vezes, faltam espaços adequados e seguros para isso. Cabe aos governos garantir que existam locais de lazer em diferentes partes da cidade, assegurando que todas as crianças possam exercer o direito de brincar com segurança, independentemente de onde vivam.

ENCAMINHAMENTO

Este capítulo trata do direito à cidade, mostrando como a vida urbana precisa acolher todas as pessoas, garantindo moradia digna, mobilidade, áreas verdes e lazer. Esta dupla de páginas abre o capítulo a partir da experiência das crianças no espaço urbano, destacando o direito de brincar, de ocupar praças e parques e de ter lugares seguros e acessíveis perto da moradia. Os estudantes iniciam os estudos com uma reflexão sobre como as cidades nem sempre oferecem as mesmas condições para todos, mobilizando a habilidade EF05GE02 e discutindo o papel do poder público em garantir espaços de lazer de qualidade, mobilizando também a EF05GE12.

Na atividade 1, a resposta é pessoal. Faça a leitura da fotografia com os estudantes, identificando características positivas do lugar representado.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes reflitam sobre a presença (ou ausência) de parquinhos, praças, parques ou espaços seguros e apropriados para lazer no município onde vivem.

Parque infantil em praça em Nova Prata (RS), em 2023.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Gerson Gerloff/Pulsar

TEM MAIS

Você sabia que existe um documento oficial que estabelece os direitos e os deveres das crianças e dos adolescentes no Brasil?

o Estatuto da Criança e do Adolescente (eCa) tem o objetivo de proteger as crianças e os adolescentes e garantir seu acesso à educação, à saúde, ao lazer, à convivência com a família e com a comunidade, além de resguardá-los contra qualquer forma de violência, exploração ou abandono. o eCa existe para lembrar a sociedade e o governo de que crianças e adolescentes devem ser tratados com cuidado, respeito e dignidade.

Observe a pintura a seguir.

Futebol na favela, de Helena Coelho, 2006. Óleo sobre tela, 65 cm x 81 cm. Galeria Jacques Ardies.

3 Qual espaço de lazer aparece em destaque na pintura? No lugar onde você mora, há espaços como esse?

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

4 No lugar onde você mora, há espaços de lazer? Como são?

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

5 Em sua opinião, por que é importante ter espaços seguros e planejados para o lazer na cidade?

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

30/09/25 16:23

Pergunte que locais os estudantes frequentam para lazer com seus amigos e com a família. Aborde os espaços públicos, explicando que locais como shopping centers ou a casa de parentes não são responsabilidade do poder público. Durante a conversa com a turma, é possível identificar os diferentes lugares frequentados pelos estudantes, inclusive localizando-os em um mapa, junto com a escola, para analisar sua oferta e distribuição espacial. Caso existam pontos interessantes e acessíveis no entorno, mas não citados pelos estudantes, apresente-os.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes indiquem o campinho como espaço de lazer em destaque na pintura. Ao analisá-la, discuta as dificuldades de manutenção de espaços informais e destaque as atividades representadas e a falta de espaços livres, parques e praças, relacionando com a habilidade EF05GE03.

Na atividade 4, aproveite para identificar quais lugares são públicos e quais são privados, quais são acessíveis a todos e quais exigem pagamento ou deslocamento maior.

Essa conversa ajuda a relacionar o conteúdo com a realidade local dos estudantes e incentiva o pensamento crítico sobre a distribuição dos espaços de lazer no bairro, comunidade ou município onde vivem. Na atividade 5, espera-se que os estudantes percebam que espaços seguros e planejados evitam acidentes, protegem as crianças e tornam o brincar mais divertido e acessível para todos. Incentive-os a pensar em ações que a prefeitura poderia adotar, como construir praças, plantar árvores, cuidar dos brinquedos e garantir a limpeza e a segurança. Se possível, use um mapa para localizar os espaços de lazer mencionados na atividade 2 e discutir se estão bem distribuídos pela cidade. Essa reflexão contribui para a habilidade EF05GE12, pois mostra a importância do planejamento público na oferta de espaços de qualidade para todos.

Helena CoelHo GalerIa J a CQues arDIes

ENCAMINHAMENTO

Esta dupla de páginas introduz o tema do direito à moradia adequada, importante para que os estudantes compreendam que morar bem envolve muito mais que apenas ter um teto. Aproveite para explicar que a moradia adequada é um direito reconhecido internacionalmente, previsto pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Na atividade 1, espera-se que os estudantes citem elementos que indicam boa infraestrutura urbana, como acesso a transporte público (ônibus e ponto de ônibus), serviço postal (correio, representado pelo carteiro), áreas para descanso e lazer (praça), comércios, ruas asfaltadas etc. Convide a turma a identificar características similares e diferentes no bairro onde vivem, mas é importante tomar cuidado para que isso não leve a comparações entre colegas ou locais próximos, evitando qualquer situação que possa constranger estudantes que vivam em condições vulneráveis. Ressalte sempre o respeito entre os colegas e as diferentes realidades, promovendo a empatia. Essa discussão contribui para trabalhar a habilidade EF05GE02, permitindo que os estudantes reconheçam desigualdades sociais em diferentes territórios.

Na atividade 2, os estudantes podem citar água encanada e acesso à energia elétrica, por exemplo, além de serviços públicos, como postos de saúde, escolas, hospitais etc.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes compreendam que apenas ter um lugar para morar não garante esse direito, pois moradia adequada envolve também infraestrutura, segurança, acesso a serviços e outras condições. A atividade deve ser realizada individualmente e escrita com as próprias palavras dos estudantes, valorizando suas percepções e interpretações.

Na atividade 4, espera-se que os estudantes reflitam sobre

DIREITO À MORADIA

O direito à moradia está previsto pela Constituição Federal brasileira. Porém, ter moradia não significa apenas ter uma casa para morar. Esse direito inclui viver em um lugar seguro, com acesso a transporte, energia elétrica, água, escola, posto de saúde e espaços de lazer, como praças e áreas para brincar. Infelizmente, muitas pessoas ainda não têm acesso a essas condições. Por isso, é importante que todos conheçam esse direito para cobrar dos governos ações que garantam moradia digna e com qualidade de vida para toda a população. Observe a imagem a seguir.

Elementos fora de proporção.

As cores não correspondem aos tons reais.

Consulte respostas no Encaminhamento

1 Quais elementos permitem dizer que o local retratado tem condições básicas de moradia?

2 Além dos elementos presentes na imagem, quais outros são importantes para uma moradia digna?

elementos da infraestrutura do lugar onde moram (p. ex.: presença ou ausência de iluminação, praças, escolas próximas, transporte público) e possíveis melhorias (mais árvores, calçadas melhores, mais espaços de lazer, mais segurança). Após a realização da atividade, convide os estudantes a compartilhar suas reflexões sobre o lugar onde moram. Outra possibilidade é propor a realização da atividade de forma oral e coletiva ou em pequenos grupos.

TEXTO COMPLEMENTAR

O que é direito à moradia?

[...]

A moradia adequada foi reconhecida como direito humano em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tornando-se um direito humano universal, aceito e aplicável em todas as partes do mundo como um dos direitos fundamentais para a vida das pessoas.

[...]

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3 Se uma pessoa tem casa para morar, isso significa que ela tem o direito à moradia garantido? Explique.

Consulte respostas no Encaminhamento

A necessidade de acesso a uma boa infraestrutura vai além do espaço de moradia. Essa infraestrutura deve estar presente em toda a cidade e ser distribuída de forma justa, para que todas as pessoas possam viver e circular em um ambiente com boas condições. Esse princípio é conhecido como direito à cidade

O direito à cidade significa que todas as pessoas devem ter acesso a serviços públicos, como saúde, transporte, cultura, lazer e participação nas decisões sobre como a cidade deve ser organizada. Quando o direito à cidade não é respeitado em todo o município, por exemplo, surgem desigualdades entre os bairros, e muitas pessoas ficam sem as mesmas oportunidades para viver bem.

4 Em sua opinião, o que poderia melhorar no bairro ou na cidade onde você vive para que o direito à cidade seja garantido a todos?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

16:23

O direito à moradia integra o direito a um padrão de vida adequado. Não se resume a apenas um teto e quatro paredes, mas ao direito de toda pessoa ter acesso a um lar e a uma comunidade seguros para viver em paz, dignidade e saúde física e mental. A moradia adequada deve incluir:

Segurança da posse […]

Disponibilidade de serviços, infraestrutura e equipamentos públicos […]

Custo acessível […]

Habitabilidade: A moradia adequada tem que apresentar boas condições […]

Não discriminação e priorização de grupos vulneráveis […]

Localização adequada […]

Adequação cultural: A forma de construir a moradia e os materiais utilizados na construção devem expressar tanto a identidade quanto a diversidade cultural dos moradores e moradoras. […]

O QUE é direito à moradia? São Paulo: USP/FAU, c2025. Disponível em: http://www.direitoamoradia.fau.usp.br/?page_id=46&lang=pt. Acesso em: 30 ago. 2025.

Pessoas no Parque Municipal Milton Prates em Montes Claros (MG), em 2022.

ENCAMINHAMENTO

Esta dupla de páginas apresenta a importância do endereço para a cidadania, introduzindo o tema da cidadania postal. A temática dialoga com o Tema Contemporâneo Transversal Cidadania e Civismo (Vida Familiar e Social) ao mostrar que ter um endereço é parte fundamental do exercício da cidadania e do direito à cidade. A ausência de código de endereçamento postal (CEP) ou de reconhecimento oficial de um território significa, muitas vezes, exclusão de serviços públicos essenciais, o que aprofunda desigualdades e afeta diretamente a vida das famílias.

Explique que favelas e outros espaços semelhantes não foram previamente planejados para moradia nem oficialmente loteados. Isso ajuda a compreender por que muitos desses territórios não contam com serviços básicos e não têm CEP. Esse tema contribui para trabalhar a habilidade EF05GE03, ajudando os estudantes a entender as transformações sociais e urbanas ligadas ao crescimento das cidades, e a habilidade EF05GE02, ao permitir refletir sobre mais uma expressão da desigualdade social.

Caso a escola esteja localizada em uma favela ou próxima a uma, pode ser interessante verificar previamente se está mapeada em aplicativos como o Google Maps. É possível mostrar aos estudantes como algumas áreas que eles conhecem bem podem não aparecer ou aparecer incompletas nessas ferramentas digitais, o que ajuda a refletir sobre reconhecimento e acesso aos serviços.

Nesse contexto, um exemplo de iniciativa da comunidade é o Carteiro Amigo, uma empresa que surgiu no Rio de Janeiro (RJ), no início dos anos 2000, como solução comunitária para driblar a falta de CEP em áreas não regularizadas. Funciona

TEM SOLUÇÃO!

Importância do endereço

Ter um endereço completo pode parecer algo simples, mas é muito importante e, muitas vezes, nem percebemos isso. O código de endereçamento postal (CEP) serve para localizar com precisão cada rua do país, facilitando a entrega de cartas e encomendas e o acesso a diferentes serviços.

SITUAÇÃO-PROBLEMA

Em alguns locais, principalmente nas periferias das cidades ou em municípios pequenos do campo, mais afastados dos grandes centros urbanos, nem todas as ruas têm CEP. Isso ocorre porque, quando essas áreas foram ocupadas pela população, não houve planejamento pela prefeitura, por isso acabaram ficando sem registro oficial.

Sem o endereço oficial da residência, que inclui o CEP, a vida das pessoas fica mais complicada, porque é mais difícil receber correspondências e encomendas, fazer cadastros e até conseguir um emprego. Observe a tirinha a seguir.

Tirinha elaborada especialmente para esta obra em 2025.

Porque ele possivelmente não tem um endereço completo para informar, o que pode impedir que ele consiga um emprego ou se matricule em um curso.

1 Por que o personagem ficou preocupado, mesmo tendo conseguido a vaga de trabalho ou estudo?

como uma base local que recebe correspondências e encomendas e organiza a distribuição para os moradores cadastrados.

O uso do termo favela neste conteúdo está pautado na retomada de seu uso pelo IBGE no Censo 2022. Leia mais no boxe Conexão

Na atividade 1, além da situação ilustrada, é possível explorar com os estudantes outros exemplos, como o impacto da falta de endereço oficial no acesso a serviços de saúde (Unidade Básica de Saúde [UBS], por exemplo), na entrega de encomendas ou no recebimento de contas e documentos.

A atividade 2 mobiliza diretamente a habilidade EF05GE12 ao convidar os estudantes a pensar soluções que envolvem órgãos do poder público e a prática da cidadania.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

PENSANDO NA SOLUÇÃO

Para enfrentar o problema da falta de endereço, sem ajuda do poder público, muitas pessoas e comunidades encontram as próprias soluções. Em alguns lugares, as cartas são recebidas em associações de moradores ou em comércios locais. Há quem utilize o endereço de parentes para receber correspondências. Além disso, existem projetos que ajudam a organizar as entregas e até iniciativas criadas pelos próprios moradores para garantir esse serviço.

Para chegar aonde os carteiros do correio não vão, seja por falta de CEP ou segurança, lideranças de locais como a favela do Vidigal organizam sistemas de entrega comunitários, em que moradores locais cuidam da correspondência da comunidade.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

2 Em grupo, elaborem um cartaz sobre a importância de os governos garantirem o endereço completo das residências. O cartaz deve incluir:

a) um exemplo de endereço completo (nome da rua ou avenida, número da casa, complemento, CEP, cidade e estado);

b) os problemas que a falta de endereço pode causar na vida das pessoas;

c) possíveis soluções para enfrentar esses problemas.

01/10/25 15:00

PARA O PROFESSOR

• CORREIO (Temporada 1, ep. 3). Cidade dos homens. [Série]. Direção: Paulo Lins, Kátia Lund. Rio de Janeiro: O2 Filmes, 2022. Streaming (30 min). O episódio acompanha os personagens Acerola e Laranjinha em uma situação provocada pela falta de CEP na comunidade. Os meninos ficam responsáveis por recolher as cartas na associação de moradores e entregá-las para os destinatários. Para deixar de fazer esse trabalho, eles decidem mapear a favela, nomear as ruas e colocar placas. Mas o mapa acaba caindo nas mãos da polícia, que o utiliza para prender um bandido morador da favela. O episódio traz questões importantes sobre cidadania postal e sobre a importância dos mapas e do conhecimento do território. Como contém palavreado e cenas inadequadas para os estudantes, essa é uma sugestão para o professor assistir previamente, como material de apoio.

• NERY, Carmen; BRITTO, Vinícius. Favelas e comunidades urbanas: IBGE muda denominação dos aglomerados subnormais. Agência IBGE Notícias, Rio de Janeiro, 23 jan. 2024. Disponível em: https:// agenciadenoticias.ibge. gov.br/agencia-noticias/ 2012-agencia-de-noticias/ noticias/38962-favelas-e -comunidades-urbanas-i bge-muda-denominacao -dos-aglomerados-sub normais. Acesso em: 30 set. 2022.

Esse artigo explica a retomada do uso do termo favela e a adoção da expressão comunidades urbanas pelo IBGE no Censo 2022.

Carteiro comunitário entrega correspondência para moradora da favela do Vidigal, no Rio de Janeiro (RJ), em 2021.

ENCAMINHAMENTO

As árvores são muito importantes para melhorar o clima das cidades: elas fornecem sombra, diminuindo a temperatura nas ruas; liberam vapor de água pelas folhas (evapotranspiração), o que ajuda a refrescar o ar; e reduzem a poluição, já que filtram partículas e absorvem gás carbônico. Por isso, áreas arborizadas costumam ser mais frescas e agradáveis que locais sem árvores, mesmo em dias de calor intenso. Vale apontar exemplos próximos, como uma praça da região ou uma rua arborizada, destacando essa diferença para os estudantes. Caso a região tenha perdido ou ganhado muitas árvores ao longo do tempo, apresente aos estudantes imagens antigas e recentes, explicando o processo e a importância do cuidado com esses espaços, mobilizando a habilidade EF05GE12.

Na atividade 1, espera-se que os estudantes percebam que em Paraisópolis as casas são menores, mais próximas umas das outras e muito mais numerosas, bastante adensadas. No Morumbi, as casas são maiores, ocupando terrenos grandes, e ficam mais distantes umas das outras, além de muitas delas possuírem jardins. As ruas no Morumbi também são mais largas. Auxilie os estudantes na leitura da imagem. Explique, se necessário, o que é uma imagem de satélite e que ela mostra a cidade “vista de cima”. Oriente para que identifiquem as diferenças entre Paraisópolis e Morumbi, articulando a reflexão à habilidade EF05GE02. Ajude a entender que bairros ricos (também chamados de bairros nobres) tendem a ter mais espaços verdes porque receberam mais investimentos no planejamento urbano, enquanto áreas pobres muitas vezes sofrem abandono e descaso, alta ocupação e áreas verdes sem manutenção, sem poda e sem segurança, o que dialoga com as habilidades EF05GE03 e EF05GE12.

ÁREAS VERDES NA CIDADE

As áreas verdes, ou seja, locais com presença de árvores e outras plantas, são essenciais para a cidade e para a qualidade de vida das pessoas. Elas ajudam a refrescar o ambiente, melhoram o ar e oferecem espaços para brincar, caminhar e descansar.

No entanto, nem todos os bairros têm a mesma quantidade de árvores e áreas verdes. Muitas vezes, regiões mais ricas contam com ruas arborizadas e praças bem cuidadas, enquanto bairros mais pobres têm poucas árvores, menos sombra e sofrem mais com o calor e a poluição. Observe a fotografia a seguir.

1

Com base na imagem, além da diferença na quantidade de árvores, que outras diferenças podemos observar entre os dois bairros?

Direito ao lazer

O lazer também é um direito importante para as pessoas. Ele não significa apenas descansar ou brincar, mas também ter acesso a praças, parques, esportes e lugares de cultura, como bibliotecas, museus e teatros.

No tópico sobre o direito ao lazer, levante com os estudantes quais equipamentos culturais e de lazer existem no entorno da escola, diferenciando espaços públicos e privados. Pergunte como a rotina deles mudaria caso houvesse campo, teatro, biblioteca ou outro espaço próximo da moradia ou da escola. Se houver muitos equipamentos próximos, questione quem os utiliza e o que mudaria se eles deixassem de existir. Aproveite para destacar a dificuldade de usar equipamentos distantes, lembrando dos problemas enfrentados no transporte público (preço alto, lotação, trânsito), que acabam dificultando o acesso, mobilizando novamente a habilidade EF05GE12.

Consulte resposta no Encaminhamento
Imagem de satélite do bairro de Paraisópolis (à direita), com poucas árvores, e do bairro do Morumbi (à esquerda), com muitas árvores, em São Paulo (SP), em 2024.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
reProDuÇÃo/GooGle earTH
30/09/25

Periferia: região mais distante do centro da cidade que tem menos infraestrutura urbana.

Mesmo quando são gratuitos, geralmente esses locais ficam concentrados em bairros mais centrais. Com isso, as pessoas que moram nas periferias gastam muito tempo e dinheiro com transporte para poder ter acesso a esses locais. Assim, ter praças e espaços culturais próximos aos locais onde as pessoas moram é uma forma de garantir que todos possam ter lazer de qualidade.

1 Leia os dois trechos das reportagens a seguir. Depois, responda às questões.

Pesquisa da Rede Nossa SP revelou [...] que 18 distritos da cidade [de São Paulo] não têm nenhum tipo de equipamento de Cultura, como museus, teatros, cinemas, salas de show, centros de cultura, bibliotecas, ônibus-bibliotecas e Centros Educacionais Unificados (CEUs).

VIEIRA, Bárbara Muniz. 18 distritos da cidade de SP não têm nenhum equipamento de cultura, diz Mapa da Desigualdade. G1, São Paulo, 29 out. 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/10/29/18-distritos-da-cidade-de-spnao-tem-nenhum-equipamento-de-cultura-como-biblioteca-teatros-ou-museus-dizmapa-da-desigualdade.ghtml. Acesso em: 31 ago. 2025.

“Quando a gente fala em espaços culturais físicos, passa a impressão de que só existe cultura produzida no centro da cidade. Nas periferias existem produções sendo feitas, contrariando a ideia de que precisa de espaço para existir. Não porque não necessitam de espaços para que aconteçam, mas que elas acontecem até como uma forma de resistir e de existir apesar dessas ausências” [fala de Romário Almeida, produtor cultural].

GOMES, Brenda et al. Teimosos e insistentes, projetos culturais resistem nas periferias de Salvador. Marco Zero, Recife, 20 set. 2023. Disponível em: https:// marcozero.org/teimosos-e-insistentes-projetoss-culturais-resistem-nas-periferiasde-salvador/. Acesso em: 31 ago. 2025.

a) O que o primeiro trecho informa sobre alguns distritos da cidade de São Paulo?

Consulte resposta no Encaminhamento

b) De acordo com o segundo trecho, mesmo sem teatros ou museus, as pessoas da periferia criam cultura. Você conhece algum elemento cultural produzido nas periferias do município onde mora?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem exemplos como grupos de dança, grafite, música (como rap ou funk), artesanato ou outras manifestações culturais locais. 71

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

Na atividade 1 , explique que distritos são unidades de divisão territorial da cidade de São Paulo e que a cidade tem 96 distritos no total, para contextualizar a informação. No item a, espera-se que os estudantes respondam que muitos distritos não têm nenhum equipamento cultural, como bibliotecas, teatros ou museus, dificultando o acesso das pessoas à cultura. A leitura crítica do texto contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE02. No item b, incentive a turma a pensar na importância da proximidade de espaços culturais. Finalize reforçando que, embora a periferia produza muita cultura de forma viva e criativa, a falta de equipamentos culturais e de lazer dificulta que as pessoas tenham seu direito ao lazer e à cultura plenamente garantido.

30/09/25 16:23

• LIMA, Gabriel Villas Boas de A. et al. O direito à cidade arborizada: a arborização urbana como indicador da segregação socioeconômica em Belém do Pará. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, Curitiba, v. 15, n. 1, p. 79-96, 2020. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/340031290_O_DIREITO_A_CIDADE_ARBORIZADA_A_ ARBORIZACAO_URBANA_COMO_INDICADOR_DA_SEGREGACAO_SOCIOECONOMICA_ EM_BELEM_DO_PARA. Acesso em: 30 set. 2025. Esse artigo analisa a arborização urbana em Belém (PA) e mostra como a presença (ou ausência) de áreas verdes está diretamente ligada às desigualdades socioeconômicas, revelando o fenômeno do “privilégio verde”.

ENCAMINHAMENTO

Nesta dupla de páginas o tema é a mobilidade urbana e os desafios que surgem com o crescimento das cidades.

Na atividade 1, incentive que, na volta para casa, os estudantes observem aspectos da mobilidade: calçadas, pontos de ônibus, sinais semafóricos, faixas e outros elementos, identificando o que ajuda e o que dificulta a circulação de pedestres e de veículos.

Instigue os estudantes a pensar sobre a questão da acessibilidade. Se houver estudantes com deficiência na sala, cuide para que o ambiente seja respeitoso. Se eles se sentirem confortáveis, convide-os a compartilhar suas experiências sobre mobilidade. Pergunte à turma, por exemplo, se observam pessoas cegas ou com outras deficiências circulando. Explique que essas pessoas, muitas vezes, não ocupam os espaços públicos e perdem o direito de ir e vir porque as adaptações para as condições adequadas de mobilidade a todos não foram feitas. Ajude os estudantes a perceber essa lógica: não é que não haja piso tátil porque “não há pessoas cegas”, mas sim que as pessoas cegas deixam de ocupar o espaço porque ele não oferece condições seguras para que elas se locomovam.

Na atividade 2, o lixo foi descartado em local inadequado, obstruindo uma via de acesso. O problema poderia ser solucionado com a coleta de lixo e conscientizando as pessoas sobre o descarte correto de objetos que não servem mais.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes observem características como largura, presença de buracos, degraus, postes e ausência de acessibilidade e reflitam a respeito de possíveis melhorias (alargamento, calçamento adequado, mais segurança). Sugira aos estudantes que analisem as calçadas do entorno da escola quando chegarem para a aula e

MOBILIDADE NA CIDADE

O rápido crescimento da população e o mau planejamento urbano trouxeram diversos problemas às cidades, como transporte público lotado e trânsito intenso de automóveis, além de calçadas em más condições e com pouca acessibilidade. Todos os problemas mencionados prejudicam a mobilidade na cidade.

Acessibilidade: possibilidade de todas as pessoas usarem os espaços e serviços com segurança e autonomia.

Mobilidade é a forma como as pessoas se deslocam de um lugar para outro, usando ônibus, metrô, carro, bicicleta ou até caminhando pela cidade.

Observe a imagem a seguir.

Elementos para boa mobilidade nas cidades

As cores não correspondem aos

Transporte público variado

Calçadas seguras com rampas de acessibilidade

e faixas de pedestres

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes analisem as ruas da cidade em busca 1 Como é a mobilidade no município onde você vive? Há algum dos elementos apresentados na imagem?

de elementos que facilitem a mobilidade urbana. Caso morem em uma cidade pequena ou média, explique que a dinâmica urbana pode ser diferente, pois não há um fluxo tão intenso de pessoas e automóveis nas vias.

de outros lugares que frequentam, perguntando se são boas para caminhar. Depois, amplie o olhar para pessoas com diferentes deficiências: será que essas calçadas são boas também para pessoas cegas ou em cadeira de rodas? Explique que, em muitas cidades brasileiras, a responsabilidade pela construção e manutenção das calçadas é dos donos dos imóveis, mas que o poder público tem o dever de definir regras, fiscalizar e garantir que as calçadas sejam seguras e acessíveis para todos. Ou seja, mesmo que cada morador cuide de sua calçada, cabe ao poder público orientar e garantir que elas sirvam para todas as pessoas. A discussão mobiliza a habilidade EF05GE12. Se considerar conveniente, amplie a discussão sobre como muitas cidades foram planejadas priorizando os carros, sem pensar nas necessidades dos pedestres. Recomendamos a leitura prévia da reportagem indicada no boxe Conexão. Explique aos estudantes que linhas de desejo são caminhos criados pelas pessoas quando o trajeto para pedestres não foi bem planejado. Mostre que isso acontece muito em Brasília (DF) pela forma como a cidade foi pensada e construída, priorizando automóveis e esquecendo elementos importantes para quem anda a pé.

Elementos fora de proporção.
tons reais.
Ruas sinalizadas
Ciclovias
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Para garantir acessibilidade e permitir a circulação de todos, as calçadas devem ser largas, planas e seguras. Porém, em muitos lugares, são estreitas, cheias de buracos ou de obstáculos, o que dificulta a passagem de pedestres, principalmente pessoas idosas e pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Realizar obras e disponibilizar elementos para facilitar a mobilidade nas cidades é papel dos governos e é um direito da população. Transportes públicos de qualidade distribuídos por toda a cidade, ciclofaixas para incentivar o uso de bicicletas e manutenção e instalação de itens de acessibilidade nos calçamentos das ruas são alguns elementos importantes para facilitar a mobilidade urbana.

Consulte respostas no Encaminhamento

Descarte inadequado do lixo na calçada prejudica a mobilidade urbana em São Paulo (SP), em 2021.

2 Como o problema retratado na fotografia prejudica a mobilidade? E como ele poderia ser solucionado?

3 As calçadas do bairro onde você mora são acessíveis e seguras? O que poderia ser melhorado?

Lívia Suarez (1988-) mora em salvador (Ba ) e criou o projeto Preta, vem de bike!, que incentiva mulheres negras a pedalar e ocupar as ruas da cidade com mais liberdade. ela também desenvolveu um capacete pensado para proteger cabelos crespos e cacheados com cuidado e segurança.

Lívia Suarez em Salvador (BA), em 2025.

30/09/25 16:24

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

• ALEGRETTI, Laís. ‘Linhas de desejo’: os caminhos inventados por pedestres na cidade feita para carros. BBC News Brasil, Londres, 21 dez. 2022. Disponível em: https://www.bbc.com/ portuguese/brasil-64038880. Acesso em: 30 set. 2025. A reportagem mostra como, em Brasília, os pedestres criam “linhas de desejo”, caminhos improvisados que revelam a ausência de calçadas e a prioridade dada aos carros no planejamento urbano.

O boxe que apresenta Lívia Suarez pode ser explorado para discutir com os estudantes como o direito à cidade não se realiza de forma igual para todas as pessoas. Projetos como o dela evidenciam que a mobilidade urbana também envolve questões de gênero e raça, já que mulheres negras enfrentam desafios específicos para ocupar o espaço público com segurança e liberdade. Essa reflexão ajuda a ampliar o olhar sobre o tema estudado, mostrando que garantir o direito de ir e vir significa reconhecer diferentes necessidades e criar soluções que tornem a cidade mais justa e inclusiva para todos.

ENCAMINHAMENTO

Esta dupla de páginas aborda o tema da desigualdade socioespacial, que ocorre quando diferentes áreas da cidade apresentam condições muito discrepantes de moradia, infraestrutura e serviços. Ao explorar este tema com os estudantes, explique que desigualdade socioespacial significa que as desigualdades sociais também aparecem no espaço urbano, visíveis nos bairros e ruas, mobilizando as habilidades EF05GE02 e EF05GE03, pois essas habilidades envolvem reconhecer desigualdades sociais e compreender como o crescimento das cidades provoca mudanças sociais, econômicas e ambientais.

Na atividade 1, faça a leitura atenta das imagens com os estudantes, incentivando a observação de elementos que talvez não percebam imediatamente, como materiais das moradias, presença de calçadas, arborização e largura das ruas, entre outros.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes consigam identificar a desigualdade nas paisagens dos bairros do município onde vivem e reflitam sobre essas diferenças. Recomendamos que utilize imagens do município em que vivem os estudantes, ou de municípios próximos, para observar e comparar as diferenças entre bairros ricos e bairros mais pobres. É possível, inclusive, com auxílio de internet, computador e projetor, usar a ferramenta do Google Street View para fazer um passeio virtual por bairros predefinidos do município, observando esses contrastes. Cuide para garantir um ambiente respeitoso e que valorize a diversidade e as diferentes vivências dos estudantes.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes percebam que, mesmo estando próximos, os dois bairros são diferentes porque há desigualdade no investimento das verbas dos

QUANDO A CIDADE NÃO É IGUAL PARA TODOS

Em muitas cidades brasileiras, há grandes diferenças entre os bairros. Em alguns, há ruas largas e bem cuidadas, moradias grandes e muitos serviços públicos. Em outros, as ruas são estreitas, as casas foram construídas sem planejamento e falta infraestrutura básica, como rede de esgoto, água encanada, energia elétrica, entre outros serviços. Essas diferenças mostram como as desigualdades sociais ficam aparentes no espaço da cidade: é a chamada desigualdade socioespacial.

Nas imagens a seguir, observamos dois bairros de Recife (PE). A primeira mostra Brasília Teimosa, uma comunidade com casas construídas sem planejamento, com ruas estreitas e menos infraestrutura. A segunda mostra Boa Viagem, bairro com mais infraestrutura, edifícios altos e ruas largas e organizadas.

governos. Além disso, os moradores de cada bairro são de classes sociais diferentes: de um lado, têm mais dinheiro; do outro, menos.

Nas atividades 3 e 4, ao explicar o papel do poder público, esclareça que, mesmo que moradores e empresas privadas façam investimentos para cuidar de bairros de alto padrão, é o poder público o responsável por garantir serviços essenciais em todo o município: limpeza urbana, iluminação pública, segurança, manutenção de ruas e calçadas, rede de água e esgoto, entre outros. Esses serviços são garantidos com recursos públicos e deveriam atender igualmente a todos os bairros, o que nem sempre acontece.

Fale também sobre a ocupação e a autoconstrução que ocorrem em áreas sem infraestrutura inicial, ressaltando que, ao longo do tempo, a manutenção desses espaços e a oferta de serviços continuam sendo responsabilidade do poder público. Isso mobiliza a habilidade EF05GE12, que envolve compreender o papel dos órgãos públicos e da participação social na busca de soluções para melhorar a qualidade de vida.

Vista aérea do bairro Boa Viagem, em Recife (PE), em 2024. Ao centro da fotografia, está o Parque Dona Lindu, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Moradias no bairro Brasília Teimosa em Recife (PE), em 2022.

1

O que você observa nas duas imagens? Identifique as principais diferenças entre elas.

Tamanho, materiais e acabamento das moradias; largura e qualidade das ruas; presença de árvores e áreas verdes; calçadas etc.

2 No município onde você mora, é possível identificar diferenças socioespaciais? Explique.

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

A desigualdade socioespacial entre os bairros ocorre e se intensifica, principalmente, pela má distribuição dos investimentos que os governos fazem para a melhoria da cidade. Muitas vezes, os investimentos são priorizados em bairros onde a população tem mais recursos financeiros. A charge a seguir mostra que a desigualdade distancia ainda mais as realidades das pessoas de diferentes classes sociais, mesmo que elas convivam lado a lado nos espaços da cidade.

D’AGOSTINHO, Toni. [Dois Brasis]. [S. l.]: A Caricatura, 15 set. 2020. Disponível em: http://www.acaricaturadobrasil.com.br/2020/09/cartum-doisbrasis.html. Acesso em: 3 set. 2025.

3 Por que, mesmo tão próximos, os dois espaços são tão diferentes?

Consulte resposta no Encaminhamento

4 O que pode ser feito pelos governos para melhorar a vida das pessoas que moram no espaço à esquerda na charge?

Espera-se que os estudantes sugiram que os governos podem investir mais nessas regiões construindo espaços de lazer, melhorando as ruas, oferecendo serviços públicos e cuidando melhor da infraestrutura local.

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A charge apresentada foi inspirada em uma fotografia real e famosa de Tuca Vieira, registrada em 2004, que mostra o contraste entre um condomínio de luxo no Morumbi (bairro nobre) e a favela de Paraisópolis, na cidade de São Paulo (SP). Essa fotografia pode ser apresentada aos estudantes no boxe Conexão

ATIVIDADES

Proponha que os estudantes façam um desenho comparando dois bairros: um que conhecem e consideram bem cuidado e outro que não tem a mesma infraestrutura (pode ser real ou imaginado). Peça a eles que incluam elementos como calçadas, casas, praças, árvores, transporte, iluminação etc. Depois, em roda de conversa, incentive que compartilhem suas produções e discutam o que o governo poderia fazer para reduzir as desigualdades entre os dois espaços.

PARA O ESTUDANTE

• [PARAISÓPOLIS. S. l.]: Tuca Vieira, c2025. Disponível em: https://www.tucavieira.com.br/paraisopolis. Acesso em: 31 ago. 2025. Fotografia famosa de Tuca Vieira que mostra a desigualdade socioespacial ao registrar um prédio de luxo no Morumbi ao lado da favela de Paraisópolis, em São Paulo (SP), em 2004. Essa fotografia inspirou a charge da página 75.

• SÃO PAULO. [S. l.]: Unequal Scenes, c2025. Disponível em: https://unequalscenes.com/sao-paulo/. Acesso em: 31 ago. 2025. Página, em inglês, que mostra a recriação da fotografia do prédio do Morumbi ao lado da favela de Paraisópolis, 16 anos depois. O autor é o fotógrafo sul-africano Johnny Miller, que, em seu site, registra a segregação socioespacial no mundo.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
CONEXÃO

ENCAMINHAMENTO

A seção O que estudei busca consolidar conceitos, sendo um momento de revisão e aplicação dos conteúdos em situações novas. Em conjunto com as atividades distribuídas ao longo dos capítulos, essa seção oferece oportunidades de avaliação do processo de ensino e aprendizagem. Mas também pode servir como avaliação somativa.

A seção parte de uma situação com personagem fictícia com atividades relacionadas a diferentes aspectos das cidades brasileiras, como função, organização em regiões metropolitanas, conurbação, desigualdade socioespacial, urbanização e transformação da paisagem, serviços públicos e direito à cidade.

Na atividade 1, oriente os estudantes a observar atentamente as fotografias, chamando a atenção deles para o tipo de turismo presente na cidade de Natal (RN) (turismo de praia e turismo cultural).

No item a da atividade 1, se necessário, aponte elementos da imagem para ajudar os estudantes a identificar a função turística.

O QUE ESTUDEI

1 Clara, uma menina de 10 anos, tem parentes em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Ela viajou para lá com seus pais e quis passear para conhecer a cidade. Observe dois locais que a família visitou.

a) Qual função da cidade de Natal as fotografias mostram?

Função turística. Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

b) Cite uma cidade da UF onde você mora que tem a mesma função apresentada nas fotografias.

c) Além da função indicada na resposta anterior, cite outra função que uma cidade pode ter. Dê exemplos de cidades brasileiras que tenham essa função.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

d) A construção apresentada na fotografia 2 é um patrimônio histórico. Qual é a importância desse tipo de construção?

São importantes registros para entender o modo vida em outras épocas e a história do lugar.

No item b da atividade 1, a resposta é pessoal. Auxilie os estudantes a reconhecer as funções da cidade onde vivem ou das cidades próximas.

No item c da atividade 1, espera-se que os estudantes citem:

• função industrial: tem muitas indústrias e fábricas e recebe caminhões para transportar produtos para outras cidades. Exemplo: Manaus (AM);

• função comercial: tem shoppings, lojas e movimento de comerciantes vindos de outras cidades e até de outros estados. Exemplo: Caruaru (PE);

• função político-administrativa: concentra órgãos de administração governamental. Exemplo: Brasília (DF);

• função religiosa: recebe muitos fiéis em santuários religiosos e tem festividades religiosas famosas. Exemplo: Aparecida (SP).

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Memorial Câmara Cascudo em Natal (RN), em 2024.
Praia de Ponta Negra em Natal (RN), em 2024.

2

Consulte respostas no Encaminhamento

Ao chegar em Natal, Clara descobriu que sua tia trabalha no município de Parnamirim. Observe o mapa.

a) Explique o que é uma região metropolitana (RM) como a apresentada no mapa.

b) Quantos municípios fazem parte da RM de Natal?

c) Em qual direção cardeal Parnamirim está em relação a Natal?

Fonte: MAIA, Claudio Machado et al. A Região Metropolitana de Natal/RN: reconfiguração da rede urbana, cidades de pequeno porte e as articulações territoriais no espaço metropolitano. In: ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL, 20., 2023, Belém. Anais […]. Belém: Anpur, 2023. p. 1-14. p. 3. Disponível em: https://anpur.org.br/wp-content/ uploads/2023/05/st03-03.pdf. Acesso em: 20 set. 2025.

3 Clara foi com a tia conhecer o trabalho dela. No caminho, ela nem percebeu quando entrou em outro município. Observe a imagem de satélite.

Imagem de satélite de partes dos municípios de Natal e Parnamirim (RN), em 2025.

Região Metropolitana de Natal (RN)

a) Em sua opinião, por que Clara não percebeu que saiu do município de Natal e entrou no de Parnamirim?

Na atividade 2, faça uma leitura inicial do mapa de forma coletiva, aproveitando para retomar a função dos elementos do mapa (título, legenda, escala e rosa dos ventos). A atividade retoma o conteúdo sobre regiões metropolitanas, tomando a de Natal (RN) como exemplo concreto. No item a, espera-se que os estudantes respondam que região metropolitana (RM) é uma organização oficial entre municípios que têm uma conexão intensa. Elas são criadas para facilitar o planejamento dos governos. No item b, são 15 municípios. No item c, Parnamirim está ao sul de Natal.

Na atividade 3, encaminhe a leitura da imagem aérea de forma coletiva, instigando os estudantes a identificar os elementos da paisagem, tais como vias de circulação (ruas e avenidas), áreas construídas, áreas com vegetação etc. No item a, espera-se que os estudantes respondam que as cidades estão integradas e pode ser que, por onde Clara passou, não havia identificação de limites entre os dois municípios. No item b, espera-se que os estudantes respondam que a conurbação ocorre quando cidades crescem tanto que acabam se juntando.

b) A imagem de satélite mostra uma conurbação . Explique como isso ocorre.

A conurbação ocorre quando as áreas construídas de uma cidade se juntam às de outra devido ao crescimento urbano.

4 Assim como acontece em outras cidades brasileiras, Natal é marcada pela desigualdade socioespacial. Explique o que é isso. Consulte resposta no Encaminhamento Consulte resposta no Encaminhamento

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Retome as diferentes funções urbanas a partir da descrição de cidades com características bem definidas: turística, comercial, industrial, político-administrativa e religiosa. Pode ser interessante pedir que a turma pense em exemplos reais dessas funções em cidades conhecidas e discutir como essas funções também podem coexistir em um mesmo município.

Na atividade 4, espera-se que os estudantes respondam que a desigualdade socioespacial ocorre quando as desigualdades sociais ficam aparentes no espaço de uma cidade, como a falta de infraestrutura nos bairros periféricos em oposição à boa infraestrutura nos bairros mais centrais.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 5, item a, os estudantes devem notar o crescimento urbano de Natal. Espera-se que eles indiquem isso citando o aumento da quantidade e do tipo de construções, como prédios e pontes.

Na atividade 6, faça a leitura do texto de forma coletiva com a turma, garantindo que compreenderam os termos do glossário. Comente que o número de municípios brasileiros que têm transporte público gratuito cresceu bastante nos últimos anos, e que pode haver diferentes tipos de gratuidade. Há municípios nos quais a gratuidade acontece todos os dias para todas as pessoas; em outros há gratuidade nos finais de semana. Em meados de 2025, eram quase 150 municípios com tarifa zero. O artigo do boxe Conexão traz mais informações, com tabela e mapa apresentando dados.

No item b da atividade 6, os estudantes poderão responder, por exemplo, que ao não pagar a tarifa de transporte, as pessoas podem usar o dinheiro para outras necessidades (alimentação, lazer etc.), ter maior possibilidade de usar os espaços da cidade etc. Comente que a tarifa zero tem relação direta com o direito à cidade. Se necessário, retome o conceito de mobilidade, que é a forma como as pessoas se deslocam de um lugar para outro, usando ônibus, metrô, carro, bicicleta ou até caminhando na cidade.

No item c da atividade 6, os estudantes podem citar construção e conservação de calçadas, ciclovias, ruas, avenidas e outras vias de circulação; presença de sinalização de trânsito, adaptação do transporte público e de calçadas para garantir o acesso de PcD etc.

Em relação à atividade 7, o conceito de direito à cidade inclui diversos direitos, como morar e usar a cidade de forma digna, o que requer serviços

5 Os parentes de Clara vivem em Natal há bastante tempo. A cidade teve sua paisagem transformada ao longo dos anos. Isso pode ser observado nas imagens a seguir.

a) Que transformações ocorreram na paisagem de Natal?

b) As transformações na paisagem de Natal têm relação com a urbanização. No caderno, reescreva o texto a seguir, completando as lacunas com as palavras do quadro. cidades urbanização urbanas máquinas

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento. urbanização máquinas

cidades urbanas

A no Brasil cresceu muito, principalmente a partir de 1950. Isso aconteceu por vários motivos, entre eles, o uso de no campo, que reduziu a necessidade de pessoas para trabalhar na terra, enquanto nas cresciam as oportunidades de trabalho e acesso a serviços de saúde e educação, por exemplo. Assim, muitas pessoas mudaram para as áreas em busca de melhores condições de vida.

públicos de qualidade para que todas as pessoas possam viver e circular em um ambiente com boas condições.

A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu e o que ainda precisa melhorar no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver estudantes PcD na turma, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas, quando necessário. Finalize pedindo um compromisso para a próxima aula, para que a autoavaliação tenha consequência prática.

Vista aérea de Natal (RN), em 1931.
Vista aérea de Natal (RN), em 2024.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

6 Leia a notícia a seguir e faça as atividades.

Câmara de Natal debate em audiência tarifa zero no transporte público

A Câmara Municipal de Natal realizou uma audiência pública […] para debater a implementação da tarifa zero no transporte público da capital potiguar.

Audiência pública: reunião em que participam representantes do governo e cidadãos, que são ouvidos sobre um assunto de interesse da comunidade. Tarifa zero (de transporte): uso gratuito do transporte público.

CÂMARA MUNICIPAL DE NATAL. Câmara de Natal debate em audiência tarifa zero no transporte público. Natal: CMNAT, 12 abr. 2024. Disponível em: https://www. cmnat.rn.gov.br/noticias/3430/cmara-de-natal-debate-em-audncia-tarifa-zero-notransporte-pblico. Acesso em: 8 set. 2025.

a) Qual serviço público foi tema da audiência?

Transporte.

b) Em sua opinião, como o transporte gratuito pode melhorar a mobilidade urbana? Converse com os colegas e o professor.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

c) O que pode ser feito nas cidades para melhorar a mobilidade urbana?

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

7 Em uma folha de papel avulsa, faça um desenho para ilustrar o que faz parte do chamado direito à cidade. Em seguida, converse com os colegas e o professor sobre o que pode ser feito para que todos os moradores do município de vocês possam ter direito à cidade.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

AUTOAVALIAÇÃO

• use as questões a seguir para avaliar suas ações ao longo desta unidade. no caderno, responda usando as palavras dos quadros. aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.

Sempre

a) respeitei o professor e os colegas?

b) Prestei atenção nas explicações?

c) fiz as atividades propostas?

d) Pedi ajuda quando tive dúvidas?

e) Contribuí nas atividades em grupo?

Às vezes Nunca

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

16:24

PARA O PROFESSOR

• TARIFA zero cresce e chega a 145 cidades e 5,4 milhões de pessoas. Congresso em Foco, Brasília, DF, 30 mar. 2025. Disponível em: https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/107342/ tarifa-zero-cresce-e-chega-a-145-cidades-e-5-4-milhoes-de-pessoas. Acesso em: 30 set. 2025. O artigo apresenta dados sobre a tarifa zero, parcial ou total, em municípios brasileiros. Uma informação de destaque é que, dos 145 municípios que têm essa política pública, em 120 deles o benefício é válido todos os dias e para toda a população.

CONEXÃO

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, abordaremos os impactos das inovações tecnológicas no mundo do trabalho e da produção, aspectos centrais para a compreensão das dinâmicas que se estabelecem no espaço geográfico.

O capítulo 1 aborda as mudanças no trabalho ao longo do tempo e o uso da tecnologia como destaque dessas transformações nos diferentes tipos de trabalhos e nos diversos setores da economia, no campo e na cidade.

O capítulo 2 propõe aos estudantes o contato com temas relacionados à produção de energia e à evolução dos meios de comunicação e transporte, que integram o território brasileiro em diferentes escalas.

Para enriquecer os conteúdos abordados nesta unidade, foram utilizados diversos recursos didáticos, como fotografias, textos, ilustrações, gráfico e seções que trazem problemas reais, incentivando os estudantes a pensar em possíveis soluções, além de atividades variadas.

OBJETIVOS

DE APRENDIZAGEM

• Analisar alguns impactos das inovações tecnológicas no mundo do trabalho.

• Compreender as transformações nos meios de transporte e comunicação com o advento da internet e outras tecnologias.

• Conhecer a matriz energética brasileira e os principais usos das diferentes fontes de energia.

ENCAMINHAMENTO

Inicie o estudo do tema propondo a leitura compartilhada da imagem de abertura da unidade. Pergunte aos estudantes se conhecem o

UNіDADE

TRABALHO E PRODUÇÃO 3

Que trabalho o jovem está realizando na fotografia?

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

O que é necessário para realizar esse trabalho?

Os equipamentos que aparecem na fotografia precisam de energia elétrica para funcionar. Você sabe como é gerada a maioria dessa energia no Brasil?

trabalho apresentado na fotografia. Explique que, hoje, muitos trabalhos são realizados com o auxílio de computadores e que essa mudança é bastante recente. Ressalte que, com o avanço da informática, surgiram muitas profissões. Caso julgue oportuno, questione a turma sobre o que sabe das novas profissões, tema que será abordado posteriormente. Na sequência, proponha a resolução coletiva das atividades 1 a 3 e registre as respostas na lousa.

Na atividade 1, espera-se que os estudantes indiquem que o trabalho realizado é a criação de personagens para um videogame, feita por profissionais conhecidos como designers de games Eles são responsáveis por desenvolver e planejar personagens, cenários e outros elementos que compõem jogos diversos.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam que, para realizar esse trabalho, é necessário o uso de computadores, softwares específicos de design e programação, além de conhecimentos técnicos e criatividade para criar personagens, cenários e dinâmicas do jogo.

30/09/25 12:54

Na atividade 3, os estudantes apresentarão suas hipóteses sobre a geração de energia elétrica. Verifique e valorize os conhecimentos trazidos, esperando que respondam que, no Brasil, a maior parte dessa energia é proveniente de usinas hidrelétricas, que utilizam a força das águas dos rios para gerar eletricidade.

Jovem trabalha com imagens em 3D em um programa de computador de mesa, na Ucrânia, em 2023.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Compreender que as inovações tecnológicas geram mudanças no mundo do trabalho.

• Identificar exemplos de transformação do trabalho nos setores da agricultura, da indústria, do comércio e dos serviços.

• Comparar mudanças ocorridas no mundo do trabalho, considerando os avanços tecnológicos.

BNCC

HABILIDADE

(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.

TEMAS

CONTEMPORÂNEOS

TRANSVERSAIS (TCTs)

• Ciência e Tecnologia

• Economia (Trabalho)

• Cidadania e Civismo (Processo de envelhecimento, respeito e valorização do Idoso)

ENCAMINHAMENTO

Inicie o estudo do capítulo, propondo a leitura compartilhada do texto inicial. Em seguida, explique que as tecnologias digitais (celulares, tablets , computadores e aplicativos) estão cada vez mais presentes em nosso dia a dia. Depois, indague os estudantes com as seguintes questões: vocês já viram alguém marcar uma consulta médica pelo celular? Vocês já ajudaram alguém mais velho a usar a internet? Essas perguntas servem como ponto de partida para aproximar a realidade e a vivência deles aos conteúdos abordados.

Em seguida, explique que, ao longo do tempo, as tecnologias proporcionaram diversas trans-

Capítulo 1 MUDANÇAS NO TRABALHO

Muitos tipos de trabalho, tanto no campo como na cidade, tiveram grandes mudanças relacionadas aos avanços das tecnologias digitais. Estas incluem, por exemplo, celulares, tablets e computadores que contêm diferentes aplicativos e podem ser conectados à internet.

Muitas dessas tecnologias trouxeram facilidades para o dia a dia. Leia os quadrinhos.

Filho, confirmaram a consulta no postinho.

Elaborado especialmente para esta obra em 2025.

Nos quadrinhos, podemos observar uma tecnologia muito usada hoje em dia: o atendimento automático pelo celular. Esse tipo de serviço usa a inteligência artificial, uma tecnologia que imita a inteligência humana e que, em alguns casos, é utilizada para simular conversas com uma pessoa.

Além de facilidades no dia a dia, os avanços tecnológicos geraram mudanças nas atividades de trabalho e nas formas de produzir de diversos setores da economia, tais como serviços, comércio, indústria e agricultura, que estudaremos mais adiante neste capítulo.

1 Sobre a tecnologia representada nos quadrinhos, responda às questões.

a) O que, na tela do celular, indica que se trata de inteligência artificial?

A mensagem: “Olá, eu sou a assistente virtual da UBS Santa Cruz”.

b) Em qual serviço público a inteligência artificial está sendo utilizada?

Serviço de saúde; agendamento de consulta médica.

c) Como o agendamento seria feito sem o uso desse aplicativo?

d) Em sua opinião, todas as pessoas conseguem utilizar esse tipo de tecnologia?

Resposta pessoal. Consulte orientações no Encaminhamento

1. c) Por telefone, por ida presencial ao posto de saúde ou por agentes de saúde que atendem as famílias em suas moradias em alguns municípios do Brasil.

formações nos trabalhos realizados tanto no campo quanto nas cidades. Destaque que o exemplo da ilustração se refere a um contexto atual de mudanças no trabalho de atendimento on-line para marcar consultas por meio do uso de inteligência artificial, o que se conecta com a habilidade EF05GE05, que visa estudar as mudanças dos tipos de trabalho, associado ao desenvolvimento tecnológico nos diferentes setores econômicos.

Ressalte que, apesar da participação cada vez maior das tecnologias em nosso cotidiano, o acesso é desigual por diversas razões, que envolvem desde a renda até o etarismo, pois muitas pessoas idosas podem apresentar dificuldade para usar essas ferramentas. Esse processo pode gerar o que chamamos de exclusão digital, uma vez que impede que pessoas consigam realizar atividades e acessar serviços essenciais. Solicite aos estudantes que respondam às atividades 1 a 4.

No item d da atividade 1, após escutar a opinião da turma, ressalte que nem todas as pessoas conseguem utilizar a tecnologia representada na ilustração. É o caso de parte da população de pessoas idosas, as quais, quando eram crianças, jovens e adultos, não tiveram acesso a computadores,

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

O uso de tecnologias digitais no dia a dia é cada vez mais comum, o que facilita a vida de algumas pessoas, mas dificulta a de outras. Muitas pessoas não conseguem mais realizar alguns trabalhos ou utilizar alguns serviços, pois não têm acesso a equipamentos como celular, tablets e computadores ou não sabem como usá-los. Muitas dessas pessoas são idosas, que dependem dos mais jovens para auxiliá-las. Para tentar resolver esse problema, há municípios onde são disponibilizados cursos, inclusive gratuitos, para que esse público consiga usar a tecnologia com segurança e independência.

Divulgação do curso "Inclusão digital para idosos", da escola da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em 2024.

2 Você costuma ajudar alguma pessoa de seu convívio no uso de tecnologia?

3 Pesquise, em seu município ou um município próximo, um curso de inclusão digital gratuito para quem tem dificuldades para usar o computador ou o celular. O curso pode ser para pessoas idosas ou não. Depois, traga os resultados da pesquisa para a sala e compartilhe com os colegas.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

4 Cite outros tipos de comunicação ou atividades de trabalho que usam tecnologias digitais atualmente.

Consulte resposta no Encaminhamento

2. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

30/09/25 12:54

celulares e outros dispositivos, que não existiam ou ainda não eram tão democratizados. Sobre esse tema, recomenda-se a leitura da reportagem indicada no boxe Conexão

A resposta da atividade 2 é pessoal. Incentive os estudantes a compartilhar suas experiências pessoais, mas lembre-os de manter o respeito pelas pessoas idosas.

Na atividade 3, auxilie os estudantes na pesquisa das informações. Caso haja algum curso disponível, os estudantes poderão incentivar alguém de seu convívio a se matricular e aprender. É possível que, em algumas localidades, esses cursos não sejam oferecidos. Nesse caso, proponha que os estudantes redijam uma carta à prefeitura, solicitando a inclusão de um curso desse tipo para auxiliar a população.

Na atividade 4, espera-se que os estudantes percebam que as tecnologias digitais fazem parte de nosso cotidiano, citando alguns exemplos, como: o uso de chamadas de vídeo e aplicativos de mensagem para falar com outras pessoas; aulas on-line para estudar; aplicativos de banco para pagar contas e transferir dinheiro; entre outros. No trabalho, elas são utilizadas na venda de produtos, no atendimento ao cliente, na agricultura e em muitas outras atividades.

PARA O PROFESSOR

• JUVENASSI, Ana Julia Broc. Idosos enfrentam mais dificuldades e preconceito no uso das tecnologias digitais. Agência da Hora, Santa Maria, 1 set. 2021. Disponível em: https://www.ufsm.br/mi dias/experimental/agen cia-da-hora/2021/09/01/ idosos-enfrentam-mais -dificuldades-e-precon ceito-no-uso-das-tecnolo gias-digitais. Acesso em: 30 set. 2025.

A reportagem mostra que, embora a pandemia tenha impulsionado o uso da internet por pessoas idosas, elas ainda enfrentam dificuldades no aprendizado digital. O texto reforça a importância da empatia e da inclusão digital.

ENCAMINHAMENTO

Introduza o conteúdo proposto pedindo aos estudantes que observem atentamente a fotografia dos entregadores de leite em Jundiaí (SP), em 1957, e descrevam o trabalho realizado e os elementos que chamam a atenção na imagem. Em seguida, encaminhe as atividades 1 a 3, cujo objetivo é relacionar o modo como determinados trabalhos eram realizados antigamente e como são executados atualmente. Se julgar interessante, apresente o texto indicado no boxe Conexão, que traz alguns exemplos de profissões que não existem mais.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam que a profissão de leiteiro praticamente não existe mais, ainda que em áreas rurais a entrega de leite possa ser feita pelos próprios produtores.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes respondam que, atualmente, a maior parte das pessoas compra leite em mercados, padarias e mercearias, em embalagens produzidas pela indústria, como caixas ou pacotes. Porém, há uma pequena parcela da população que compra o leite direto do produtor.

Para prosseguir o trabalho com o conteúdo proposto, promova a leitura compartilhada do texto O mercadinho de seu Antônio, destacando que as tecnologias também transformam a compra e a venda de produtos.

Em seguida, converse com os estudantes sobre as mudanças apresentadas no texto, como a aceitação de cartões, o Pix, as mensagens por aplicativo e a presença em redes sociais. Explique que o comércio, mesmo em pequenas lojas, também se transforma com o uso das tecnologias digitais.

Incentive os estudantes a observar esses aspectos no lugar de vivência. Para auxiliar essa abordagem, faça-lhes as seguintes perguntas: há comér-

MUDANÇAS NO COMÉRCIO

Observe a imagem em que aparece um trabalhador.

1 Que trabalho foi retratado na fotografia?

Entrega de leite.

2 Esse trabalho ainda existe?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

3 Como a maioria das pessoas compra leite hoje em dia?

Consulte resposta no Encaminhamento

No Brasil, a profissão de leiteiro, ou entregador de leite, como mostrada na fotografia, não existe mais. Hoje, a maior parte do leite consumido nas residências passa por um processo industrial, que inclui ordenha mecânica, tratamento químico e embalagem, antes de chegar a supermercados, padarias, mercearias e outros pontos de venda. Isso é resultado do desenvolvimento tecnológico aplicado no processamento do leite, que ocorre nas indústrias, dando ao produto um prazo de validade bem maior. Dessa forma, o leite não precisa ser entregue e consumido no mesmo dia após a ordenha, pois pode permanecer nas prateleiras por vários meses, sem precisar ficar na geladeira. Porém, em alguns lugares do Brasil, principalmente no campo, ainda existem pessoas que consomem o leite não industrializado.

Entregadores de leite em Jundiaí (SP), em 1957.

Mulher verifica informações de embalagem de leite industrializado na China, em 2025.

cios que aceitam cartão e pagamento digital? Quais? Vocês conhecem pessoas que usam esses meios de pagamento? Em seguida, solicite aos estudantes que respondam às atividades 4 a 6

Promova uma roda de conversa para falar sobre a atividade 4. Muitos estudantes devem conhecer alguém do convívio que já fez compras por mensagens de celular ou sites de internet. Use isso para reforçar o quanto o comércio está presente em nossas rotinas.

Na atividade 5, espera-se que os estudantes usem a criatividade e relacionem tecnologias possíveis com situações de compra e venda, como robôs entregadores, hologramas, lojas virtuais ou pagamentos automáticos. Trabalhe a imaginação e a expressão artística dos estudantes. Peça a eles que compartilhem os desenhos com a turma e leiam suas frases.

Na atividade 6, valorize a interação com a família. Essa entrevista é uma forma de os estudantes perceberem como o comércio se transforma. Ajude-os a organizar as respostas e, se possível, monte um cartaz coletivo com as descobertas da turma (“O que mudou?”; “O que continua igual?”). Finalize a aula retomando a ideia central: o comércio muda com o tempo, mas continua

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Agora, leia o texto a seguir, que apresenta algumas mudanças no comércio.

O mercadinho de seu Antônio

ATENÇÃO ACEITAMOS

Lucas gosta de ir ao mercadinho da esquina comprar coisas gostosas e conversar com seu Antônio, um senhor idoso e simpático que está ali há muitos anos. Um dia, Lucas percebe que a loja está diferente: agora tem uma máquina para pagar com cartão, uma placa de pagamento com Pix e outra com o número do aplicativo de mensagens pelo celular e o endereço das redes sociais do mercadinho. Curioso, ele pergunta sobre a mudança, e seu Antônio explica que começou a aceitar pagamento digital e com cartões e a realizar vendas por aplicativo, tudo isso com a ajuda de seu neto, que o ensinou a utilizar essas tecnologias. Lucas acha incrível ver como a loja do seu Antônio se modernizou. É o mesmo lugar de sempre, mas com jeitos novos de vender. Apesar disso, Lucas continuará a comprar pessoalmente, pois gosta mesmo é da prosa com seu Antônio.

O MERCADINHO de seu Antônio. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

4 Alguém de sua família ou de seu convívio já comprou algum produto em aplicativos ou sites da internet?

Resposta pessoal. O objetivo é que os estudantes reconheçam se essa prática faz parte do cotidiano familiar. Produções pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

5 No caderno, faça um desenho que represente como você imagina que serão feitas as compras e vendas no futuro. Pense em outras tecnologias que poderão surgir. Depois, elabore um pequeno texto explicando seu desenho.

6 Peça a uma pessoa mais velha de seu convívio que responda à seguinte questão: como era fazer compras quando você era criança? Descubra duas coisas que mudaram e uma que continua igual.

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

30/09/25 12:54

sendo uma parte importante da vida das pessoas e da economia. Incentive o respeito por todas as formas de trabalho.

PARA O PROFESSOR E PARA O ESTUDANTE

• CEARÁ (Estado). Secretaria da Educação. Coordenadoria Estadual de Formação Docente e Educação a Distância. Profissões que não existem mais. Sobral: Seduc: Coded/CED, [2021]. Disponível em: https://www.ced.seduc.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/82/2021/02/FPR038-Profis soes-que-nao-existem-mais.pdf. Acesso em: 30 set. 2025.

O texto discute como transformações tecnológicas e sociais tornam obsoletas certas profissões que eram comuns no passado, como acendedor de poste, datilógrafo e operador de telex, entre outras.

CONEXÃO

ENCAMINHAMENTO

Esta dupla de páginas aborda a importância do setor de serviços no Brasil, reconhecendo suas características e transformações ao longo do tempo. Inicie o estudo apresentando a definição de setor de serviços, com exemplos próximos à realidade da turma. As informações sobre a população brasileira ocupada no setor de comércio e serviços está disponível em: https:// agenciadenoticias.ibge.gov.br/ agencia-noticias/2012-agencia -de-noticias/noticias/44145-o cupacao-no-comercio-cres ce-pelo-terceiro-ano-seguido -e-chega-a-10-5-milhoes-de -pessoas (acesso em: 30 set. 2025) e https://www.ibge.gov. br/estatisticas/economicas/ comercio/9075-pesquisa-anu al-de-comercio.html (acesso em: 30 set. 2025).

Oriente os estudantes a observar a obra de arte proposta e a identificar quais atividades representadas na pintura estão relacionadas ao setor de serviços, favorecendo a habilidade de interpretação e o reconhecimento da arte como fonte de informação sobre o mundo do trabalho.

Em seguida, encaminhe a atividade 1. Ressalte que não há apenas uma resposta correta, pois a pintura permite múltiplas interpretações. O mais importante é que consigam relacionar as atividades representadas com o setor de serviços.

Sugere-se que essa atividade seja conduzida nas seguintes etapas.

• Observação individual: dê um tempo para que cada estudante explore os detalhes da pintura.

• Troca em dupla: peça aos estudantes que conversem sobre as atividades humanas que encontraram.

• Compartilhamento coletivo: na lousa, anote as profissões citadas pela turma, destacando aquelas que pertencem ao setor de serviços, como eletricistas, pedreiros, professor na escola de computação, motorista.

MUDANÇAS NO SETOR DE SERVIÇOS

Atualmente, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria dos trabalhadores brasileiros faz parte dos setores de comércio e de serviços

O setor de serviços corresponde à prestação de serviços, como os realizados por programadores de computador, médicos, entregadores, carteiros, professores, cabeleireiros, profissionais da construção civil (como engenheiros, mestres de obras, pedreiros, eletricistas), advogados, porteiros, coletores de materiais recicláveis, entre outras profissões.

Na pintura a seguir, podemos observar atividades do setor de serviços.

A demolição, de Rodolpho Tamanini Netto, 2004. Óleo sobre tela, 30 cm x 100 cm. Galeria Jacques Ardies.

1 Na pintura, que trabalhos estão relacionados ao setor de serviços?

Estudamos, nas páginas anteriores, que o avanço das tecnologias digitais promoveu diversas mudanças no mundo do trabalho. O setor de serviços foi um dos que mais apresentaram mudanças, afetando diretamente as atividades de trabalho e o dia a dia da população. Observe alguns exemplos. Consulte resposta no Encaminhamento.

• Síntese: retome o conceito de setor de serviços e faça a conexão entre os exemplos da obra de arte e o cotidiano dos estudantes.

Na sequência, utilize os exemplos (educação a distância e GPS) para mostrar como essas inovações modificaram a maneira pela qual determinados serviços são realizados. Relacione-os com experiências dos estudantes: muitos já participaram de atividades on-line, usaram aplicativos de transporte ou acompanharam familiares que utilizam GPS. Para tornar a discussão mais rica, traga exemplos de outros serviços que também mudaram com a tecnologia. Essa comparação ajuda os estudantes a perceber que os serviços estão em constante transformação, acompanhando o avanço das tecnologias e as necessidades da sociedade.

Na atividade 2, oriente os estudantes a realizar as entrevistas com pessoas mais velhas e fazer o registro adequado das informações no caderno. Organize uma roda de conversa para compartilhamento das descobertas e produções.

Por fim, retome com a turma o conceito de setor de serviços, mostrando como a tecnologia tem modificado as profissões e impactado o dia a dia das pessoas.

Há cerca de 30 anos, não existia no Brasil a chamada Educação a Distância (EaD) como existe hoje em dia. Com o desenvolvimento de tecnologias digitais, foi possível transmitir as aulas, que até então eram presenciais, em formato digital para milhares de brasileiros, tornando a educação mais acessível para quem mora longe dos locais onde esses serviços de educação são oferecidos.

Estudante acompanha aula virtual da faculdade, no Rio de Janeiro (RJ), em 2024.

2

Antigamente, os motoristas tinham que memorizar as ruas da cidade, perguntar sobre caminhos ou usar mapas de papel para encontrar o destino. Hoje, no entanto, a maioria dos motoristas utilizam a tecnologia do Sistema de Posicionamento Global (GPS, do inglês Global Positioning System), que ajuda na localização e oferece opções de rotas.

Motorista de aplicativo utiliza GPS para se orientar em percurso durante serviço de transporte de passageiros, em Londrina (PR), em 2024.

Entreviste pessoas mais velhas de seu convívio sobre trabalhos do setor de serviços que mudaram ao longo do tempo.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

a) Pergunte quais trabalhos eles consideram que foram mais modificados pelas tecnologias ao longo do tempo.

b) Peça-lhes que indiquem quais foram as mudanças que esses trabalhos sofreram.

c) Registre as informações no caderno.

d) Faça um desenho ou uma pequena história em quadrinhos para mostrar suas descobertas para os colegas e o professor.

ATIVIDADES

TEXTO COMPLEMENTAR

Cursos rápidos e de graça para qualificação profissional em diversas áreas de conhecimento. A oportunidade está na plataforma “Aprenda Mais”, lançada pelo Ministério da Educação (MEC). Ao todo, são 255 capacitações de curta duração no formato de cursos abertos, online e em ambientes virtuais [...]. O projeto tem como objetivo ampliar o acesso à educação profissional e tecnológica para toda a população. […]

CORREA, Gabriel. MEC lança plataforma Aprenda Mais com 255 cursos online Rádio Agência, São Luís, 2 abr. 2024. Disponível em: https:// agenciabrasil.ebc.com.br/ radioagencia-nacional/educacao/ audio/2024-04/mec-lanca -plataforma-aprenda-mais-com -255-cursos-online. Acesso em: 30 set. 2025.

30/09/25 12:54

A atividade complementar é uma oportunidade para conversar com a turma sobre as mudanças que a tecnologia tem trazido para a área da educação. Para isso, realize uma leitura coletiva do texto da seção Texto complementar e depois proponha as atividades a seguir.

1. Qual é a principal informação do texto?

Resposta: A disponibilização gratuita de cursos a distância feita pelo MEC.

2. O uso da tecnologia de informática gerou mudanças nas atividades de trabalho de profissionais no setor educacional? Explique sua resposta.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes cheguem à conclusão de que as tecnologias de informática mudaram a maneira de trabalho de muitos profissionais do setor educacional, pois tiveram que adaptar suas aulas para o ensino remoto, on-line, ou para aulas gravadas. Isso também proporcionou a expansão do ensino para diferentes lugares do Brasil, possibilitando maior acesso a conteúdos educacionais, antes disponíveis somente em aulas presenciais.

Introduza a análise das transformações na atividade industrial questionando os estudantes sobre o que conhecem a respeito da indústria: o que ela produz, como o trabalho é organizado, quem são os trabalhadores etc. Essa etapa permite retomar conteúdos que já foram estudados nos anos anteriores e que são relacionados ao tema.

Em seguida, peça a eles que observem e descrevam as duas imagens que representam linhas de produção de épocas distintas. Se possível, projete as imagens na lousa e oriente a turma a identificar as diferenças entre as linhas de produção. Conduza essa etapa de forma oral para que todos possam compartilhar as próprias percepções. Na sequência, encaminhe as atividades 1 a 3.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes observem que a fotografia 1 retrata pessoas trabalhando na linha de montagem e realizando as tarefas manualmente. Na fotografia 2, os trabalhadores foram substituídos por máquinas modernas, que automatizam parte da produção.

Alguns estudantes podem se concentrar apenas no número de pessoas ou apenas nas máquinas. É importante que percebam a relação entre ambos: a presença de máquinas reduz a necessidade de tantos trabalhadores na linha de produção.

Destaque como as tecnologias transformaram o trabalho nas indústrias. Explique que máquinas, robôs e sistemas automatizados passaram a realizar tarefas repetitivas, diminuindo o esforço físico, mas exigindo que os trabalhadores desenvolvessem novas habilidades. Apresente exemplos de profissões surgidas com essas mudanças, como as exercidas pelos operadores de máquinas automatizadas e pelos programadores, e procure relacionar

MUDANÇAS NA INDÚSTRIA

Compare as imagens a seguir. Elas mostram a linha de produção em duas fábricas do setor industrial de automóveis em épocas diferentes.

1 O que está sendo produzido?

Carros.

2 Que diferenças você observa entre as produções retratadas nas fotografias?

Consulte respostas no Encaminhamento

3 Por que não aparecem pessoas trabalhando na fotografia 2 ?

Porque as máquinas fazem o trabalho que, antes, era feito por várias pessoas.

Antigamente, o trabalho nas indústrias era bastante repetitivo. Nas linhas de montagem, uma pessoa realizava a mesma tarefa ao longo de toda a jornada de trabalho.

Com o tempo e o avanço das tecnologias, máquinas modernas e programas de computadores passaram a fazer parte da produção. Atualmente, muitas fábricas utilizam robôs e sistemas inteligentes em suas linhas de montagem. Isso trouxe consequências para muitos setores produtivos, tais como:

• redução do esforço físico dos trabalhadores;

• substituição de operários por máquinas, muitas delas automatizadas;

• criação de novas profissões, como programadores e controladores de maquinário automatizado;

• necessidade de trabalhadores qualificados para trabalhar com as novas tecnologias.

essas transformações com situações próximas à realidade dos estudantes, como visitas a uma fábrica do município ou conversa com familiares que trabalham com tecnologia. É importante também falar sobre os impactos dessas mudanças na saúde e nos direitos dos trabalhadores. Mostre que, mesmo com a automação, algumas atividades continuam sendo repetitivas e podem causar lesões, e que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) garante intervalos para descanso, protegendo o trabalhador (BRASIL. Decreto-lei no 5.452, de 1o de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília, DF: Casa Civil, [2025]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/cc ivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em: 10 set. 2025). Esse momento permite refletir sobre a importância das leis trabalhistas e da segurança no trabalho, aproximando o conteúdo da realidade. Finalize a atividade com um registro no caderno, pedindo aos estudantes que indiquem as mudanças positivas trazidas pelas tecnologias, como a maior segurança, a criação de novas profissões e a necessidade de qualificação. Em seguida, organize uma roda de conversa, para que compartilhem as observações e percepções que tiveram.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Linha de produção de uma fábrica de automóveis, em São Bernardo do Campo (SP), em 1960.
Linha de produção de uma fábrica de automóveis, em São Bernardo do Campo (SP), em 2024.

Apesar dos avanços tecnológicos, muitas indústrias não se modernizaram, mantendo os trabalhadores em tarefas repetitivas e com esforço físico. Por um lado, isso mantém empregos, mas, por outro, provoca danos à saúde dos trabalhadores.

Atualmente, existem leis para proteger a saúde dos trabalhadores, determinando intervalos para descanso, principalmente em caso de esforços repetitivos, e exigindo equipamentos e posições de trabalho que garantam a segurança e o conforto do trabalhador.

O trabalho repetitivo pode causar lesões em punhos e mãos, por exemplo. Por isso, de acordo com o artigo 72 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o trabalhador que realiza esse tipo de atividade tem direito a intervalos para descanso de, no mínimo, 10 minutos a cada 90 minutos.

4

Elaborado especialmente para esta obra em 2025.

FIQUE LIGADO

• BRASIL. Decreto-lei no 5.452, de 1o de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília, DF: Casa Civil, [2025]. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em: 25 set. 2025.

A CLT é um decreto-lei brasileiro que unifica toda a legislação trabalhista do país. Ele descreve tanto os direitos como os deveres dos trabalhadores e empregadores.

Em geral, com o avanço das tecnologias, quais foram as mudanças positivas para os trabalhadores das indústrias? Copie a alternativa correta no caderno.

a) Os trabalhadores passaram a ter menos direitos e mais horas de trabalho.

b) As tarefas ficaram mais difíceis e o esforço físico aumentou.

c) O trabalho manual deixou de existir e tudo é feito por robôs.

d) Em geral, o trabalho ficou mais seguro, surgiram novas profissões e é preciso se qualificar mais.

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01/10/25 15:02

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

• MAPA do trabalho industrial: 2025-2027. Brasília, DF: Observatório Nacional da Indústria, 3 out. 2024. Disponível em: https://www.portaldaindustria.com.br/canais/observatorio-nacio nal-da-industria/produtos/mapa-do-trabalho-industrial-2025-2027. Acesso em: 30 set. 2025. O texto apresenta estudo desenvolvido pelo Observatório Nacional da Indústria, que identifica a demanda futura por trabalhadores na área industrial, considerando os setores com maiores demandas diante das transformações tecnológicas.

Solicite aos estudantes que, na atividade 4, após analisar as alternativas e selecionar aquela que está correta (alternativa d), reescrevam as alternativas incorretas no caderno, tornando-as verdadeiras.

A alternativa a é incorreta. Alguns estudantes podem pensar que o termo modernização significa redução de direitos ou o aumento da carga de trabalho, mas o avanço tecnológico, quando acompanhado das leis trabalhistas, busca melhorar a segurança, e não diminuir direitos. A alternativa b é incorreta, pois muitas tarefas ficaram menos desgastantes fisicamente, graças às máquinas que realizam os trabalhos repetitivos. A alternativa c é incorreta, pois o trabalho manual não desapareceu totalmente, e muitas funções ainda exigem a participação de pessoas, embora a tecnologia reduza o esforço delas e aumente a produtividade.

ENCAMINHAMENTO

Inicie o estudo das transformações da produção no campo promovendo a leitura compartilhada da história da família Santos, que tem como objetivo levar os estudantes a perceber a diferença entre o trabalho manual de antigamente e o uso de tecnologias modernas na agricultura.

Na sequência, oriente os estudantes a observar as quatro ilustrações que acompanham o texto, identificando as diferenças entre o trabalho manual e o uso de máquinas modernas. Esse momento motiva a observação, a interpretação e a reflexão sobre os impactos das tecnologias no dia a dia do agricultor. Peça aos estudantes que realizem as atividades 1 e 2.

Na atividade 1, espera-se que o estudante responda que o bisavô, João, no passado, trabalhava com enxada e bois, e tudo era feito com esforço manual. Atualmente, Ana usa computadores e drones para cuidar da lavoura com ajuda da tecnologia. Caso algum estudante responda apenas “mudou muito” ou “ficou mais moderno”, peça que ele explique como mudou, propondo algumas perguntas, como: o que a neta, Ana, faz que não era possível que o bisavô fizesse? Que ferramentas novas aparecem na história?

Espera-se que, na atividade 2, os estudantes respondam que as novas tecnologias trazem maior eficiência, segurança e produtividade. Reforce, por outro lado, que o uso da tecnologia não elimina a importância da ação e do conhecimento do trabalhador.

Apresente o conceito de agricultura de precisão, explicando de forma simples como sistemas de GPS, sensores, satélites e drones ajudam o agricultor a plantar, regar, adubar e proteger a plantação com mais eficiência, evitando desperdícios e aumentando a produção. Ressalte que nem todos os agricultores têm acesso a essas tecnologias, o que evidencia desigualdades

MUDANÇAS NA AGRICULTURA

Leia a história da família Santos.

Do arado ao drone: a história da família Santos

João, o bisavô, trabalhava no campo com uma enxada e contava com a força dos bois para arar a terra. Todo o trabalho era manual e levava muito tempo. Já o avô, Pedro, viu chegar os primeiros tratores, que ajudaram a plantar e colher mais rápido. O pai, seu Carlos, começou a usar máquinas modernas e irrigação automática na lavoura. Agora, a neta Ana, formada em Agronomia, trabalha na fazenda da família usando computadores e drones para cuidar da plantação. A produção aumentou e, o trabalho ficou mais seguro e rápido.

DO ARADO ao drone: a história da família Santos. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

no campo. Aproveite o momento para discutir com a turma a importância de políticas públicas que apoiem pequenos agricultores, como empréstimos para aquisição de equipamentos sustentáveis. Na atividade 3, os estudantes devem demonstrar, com as próprias palavras, que compreenderam o conceito de agricultura de precisão. Caso tenham dificuldade, retome o conceito com eles e dê exemplos concretos para ajudá-los a completar as frases. É possível organizar a sala para que os estudantes trabalhem em duplas a fim de completar as frases. Se julgar interessante, utilize ilustrações ou imagens de drones, sensores e satélites para apoiar a compreensão dos estudantes, especialmente daqueles que têm dificuldade na visualização abstrata. Ao longo da atividade, pergunte sempre o “porquê” das respostas, ajudando os estudantes a relacionar tecnologia, produtividade e sustentabilidade, e valorize todas as contribuições, reforçando que a participação e a explicação são tão importantes quanto a resposta correta.

Ofereça tempo a mais, apoio visual ou leitura guiada, garantindo que todos os estudantes acompanhem a atividade com compreensão e engajamento.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Consulte respostas no Encaminhamento

1 Que diferenças podem ser percebidas entre o trabalho realizado pelo bisavô, João, e o realizado pela neta, Ana, na fazenda da família Santos?

2 Em sua opinião, por que a família Santos passou a usar novas ferramentas e tecnologias na lavoura com o passar do tempo?

A história da família Santos mostra como o trabalho no campo foi se transformando ao longo das gerações: desde o trabalho com ferramentas manuais e a força dos bois para arar a terra, passando pelo uso de tratores e máquinas modernas que possibilitam a irrigação automática, até o uso de drones para controlar a produção. A tecnologia tornou o trabalho mais rápido, seguro e eficiente, bem como aumentou a produtividade.

Parte das tecnologias avançadas usadas no campo é chamada de agricultura de precisão

A agricultura de precisão é um jeito moderno de cuidar da plantação com a ajuda de tecnologias avançadas. O agricultor usa sistemas de mapeamento da colheita que contam com GPS, sensores, satélites e drones para saber exatamente onde, quanto e quando plantar, regar, adubar ou proteger a plantação. Por exemplo, se uma parte da lavoura está precisando de mais água, o sistema avisa o agricultor, que pode agir pontualmente, sem desperdiçar recursos.

Apesar dos avanços tecnológicos na produção agrícola, ainda há trabalhadores que usam ferramentas simples, pois não têm condições financeiras de comprar equipamentos mais modernos. Isso mostra a desigualdade ainda existente em muitos lugares no campo brasileiro.

Por isso, é importante que os governos tenham ações para auxiliar os pequenos agricultores. Uma dessas ações é facilitar o empréstimo de dinheiro para comprar equipamentos que ajudam na produção.

3 No caderno, copie as frases a seguir. Depois, complete-as com suas próprias palavras.

Agricultura de precisão é um jeito de…

cuidar da plantação com a ajuda da tecnologia.

As ferramentas usadas nesse tipo de agricultura são…

GPS, sensores, satélites, drones e computadores.

Isso ajuda os agricultores a…

Essa forma de cuidar da terra é importante porque…

plantar, regar e cuidar das lavouras com mais precisão, sem desperdício. ajuda a produzir mais alimentos e protege o meio ambiente.

No entanto, esse tipo de agricultura não é acessível a todos…

os agricultores.

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30/09/25 12:54

ATIVIDADES

A atividade aqui proposta tem como objetivo aprofundar a compreensão das transformações no modo de trabalho no campo ao longo do tempo, desenvolvendo a capacidade de comparar diferentes períodos e reconhecer mudanças sociais e culturais.

1. No caderno, represente, por meio de desenho e colagem, uma linha do tempo com quatro momentos. a) Tempo do bisavô, João. b) Tempo do avô, Pedro. c) Tempo do pai, Carlos. d) Tempo da neta, Ana. Em cada parte, retrate como era o trabalho na fazenda e escreva frases que expliquem as mudanças que foram ocorrendo. A produção é pessoal. Espera-se que os estudantes evidenciem como o trabalho no campo mudou ao longo das gerações, passando de atividades totalmente manuais para processos mais mecanizados e tecnológicos.

ENCAMINHAMENTO

A proposta da seção Mão na massa tem como objetivo convidar os estudantes a pensar sobre profissões do passado, do presente e do futuro, consolidando a compreensão de que o mundo do trabalho se transforma com o tempo e incentivando a pesquisa, a criatividade, a oralidade e o trabalho em grupo.

Para isso, inicie a atividade organizando a turma em grupos de três ou quatro estudantes. Explique que cada grupo ficará responsável por pesquisar e apresentar três profissões: uma do passado, uma do presente e uma do futuro. Incentive escolhas diversificadas, incluindo profissões que desapareceram, profissões atuais ligadas a novas tecnologias e profissões imaginadas, de modo que sejam favorecidas a reflexão e a criatividade. Seria importante garantir que os grupos escolham profissões diferentes. Oriente os estudantes a pesquisar as seguintes informações sobre cada profissão: o nome, a época em que existiu ou surgiu, os motivos de surgimento e de desaparecimento, importância, as ferramentas que eram utilizadas e as que ainda são utilizadas e as habilidades necessárias. A pesquisa pode ser feita em livros, em sites da internet (com supervisão) ou em conversas com familiares e membros da comunidade. É importante que percebam como as profissões refletem as mudanças da sociedade, da tecnologia e das formas de viver e produzir em cada tempo histórico.

Para retratar as profissões do futuro, incentive a imaginação e a criatividade. Os estudantes podem se inspirar em profissões atuais que tendem a mudar com os avanços tecnológicos ou em referências de filmes e animações de ficção científica. Oriente-os a registrar essas ideias em pequenos textos acompanhados

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

MÃO NA MASSA

Exposição das profissões

Você e seus colegas vão organizar uma exposição de profissões do passado, do presente e do futuro.

Etapa 1

Formem grupos de três ou quatro componentes. Cada grupo será responsável por pesquisar e apresentar uma profissão de cada tópico a seguir.

• Uma profissão do passado, ou seja, que não existe mais, que quase desapareceu ou que mudou bastante, como acendedor de lampião, datilógrafo, telefonista ou leiteiro.

• Uma profissão atual que surgiu com as novas tecnologias, como designer de jogos, técnico em energia solar, entre outras.

• Uma profissão do futuro. Nesse caso, sejam criativos, imaginem e apresentem uma profissão que vocês acham que pode surgir em um futuro próximo ou distante.

Etapa 2

As pesquisas sobre as profissões do passado e as atuais podem ser feitas em livros, em sites da internet (com a ajuda do professor ou dos responsáveis) e em conversas com familiares.

Pesquisem as seguintes informações sobre cada profissão, entre outras que vocês acharem interessantes:

• nome da profissão;

• época em que existiu ou surgiu;

• motivos pelos quais surgiu;

• importância da profissão;

• ferramentas que eram utilizadas;

• ferramentas que ainda são utilizadas;

• motivos pelos quais a profissão deixou de existir;

• conhecimentos ou habilidades necessários para exercer a profissão;

• imagens das profissões.

Registrem todas as informações no caderno e reservem as imagens.

de ilustrações, destacando que não há respostas certas ou erradas — cada proposta é uma interpretação criativa e deve ser valorizada.

Cada grupo deve organizar um cartaz para cada profissão, com informações simples e diretas: nome, breve descrição, curiosidade e imagens que representem a atividade. Oriente os estudantes a usar colagens, desenhos, fotografias e recursos visuais que tornem os cartazes atrativos e compreensíveis. Para estudantes com necessidades educacionais especiais, ofereça alternativas acessíveis, como cartazes digitais, audiodescrição das imagens, uso de letras ampliadas, apoio individual ou trabalho conjunto com colegas.

Na etapa de apresentação, incentive os grupos a falar com clareza, usar objetos que representem as profissões e, se possível, encenar situações ligadas ao trabalho pesquisado. Essa prática fortalece a expressão oral, a autoestima e a participação social. Se houver possibilidade, organize uma exposição para que outras turmas possam visitá-la, valorizando ainda mais o esforço dos estudantes.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Etapa

3

Usem a imaginação e a criatividade para pensar em uma profissão do futuro. Vocês podem se inspirar em profissões atuais que poderão sofrer mudanças devido aos avanços tecnológicos, por exemplo. Vocês também podem se inspirar em animações ou filmes aos quais já assistiram que representem uma ideia de futuro. Produzam um pequeno texto e alguns desenhos para explicar e representar essa profissão do futuro.

Etapa 4

Criem um cartaz para cada profissão. Em cada cartaz, apresentem o que descobriram. Deem destaque para as imagens, acompanhadas de textos curtos. No cartaz, deverão constar:

• nome da profissão;

• descrição simples;

• uma curiosidade;

• imagens de profissionais, ferramentas ou tecnologias usadas, ambiente de trabalho, entre outros.

Etapa 5

Organizem o que cada membro do grupo vai apresentar. Preparem uma apresentação curta para mostrar as profissões à turma. Vocês podem usar roupas que representem a profissão, levar ferramentas utilizadas ou encenar as atividades de trabalho.

12:54

Durante todo o processo, garanta um tempo a mais, quando necessário, ofereça apoio visual ou leitura guiada e valorize todas as formas de participação. Finalize a atividade com uma roda de conversa, convidando os estudantes a comentar o que aprenderam sobre a evolução das profissões e o impacto das transformações sociais e tecnológicas.

Valorize os Temas Contemporâneos Transversais Ciência e Tecnologia e Economia (Trabalho), que se relacionam à atividade proposta, e incentive os estudantes a refletir sobre as profissões que mais chamaram a atenção deles e por quê. Pergunte: qual dessas profissões você gostaria de conhecer melhor? Qual habilidade você acha que vai precisar desenvolver para trabalhar no futuro? Essa reflexão ajuda os estudantes a começar a pensar no próprio projeto de vida.

• Identificar diferentes fontes de energia e seus principais usos no cotidiano, reconhecendo a importância delas para a sociedade.

• Comparar a matriz energética brasileira com a mundial, analisando semelhanças e diferenças no consumo de fontes de energia renováveis e fontes de energia não renováveis.

• Relacionar o uso das fontes de energia aos impactos socioambientais, refletindo sobre formas de consumo mais consciente e sustentável.

• Reconhecer as transformações nos meios de transporte e comunicação ao longo do tempo, compreendendo como as inovações tecnológicas influenciam a vida das pessoas.

• Propor soluções para ampliar o acesso à energia limpa, aos transportes eficientes e aos meios de comunicação digitais, considerando o direito à cidadania e à inclusão social.

BNCC

HABILIDADES

(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.

(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.

(EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

capítulo ENERGIA, TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO 2

Observe as imagens a seguir. Elas mostram alguns usos da energia no funcionamento de equipamentos, meios de transporte e iluminação.

Abastecimento de carro em Maracás (BA), em 2023.

No campo ou na cidade, são usados diversos tipos de fonte de energia para fazer funcionar aparelhos, iluminar ruas e edifícios, movimentar meios de transporte, entre outros.

1 Quais são os tipos de energia utilizados em seu dia a dia? Consulte resposta no Encaminhamento.

O conjunto de fontes de energia utilizadas por um país é chamado matriz energética

TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS (TCTs)

• Ciência e Tecnologia

• Economia (Trabalho)

ATIVIDADES

• Meio Ambiente (Educação Ambiental)

Projete na lousa a linha do tempo com os marcos propostos. Converse com os estudantes e incentive-os a expor seus conhecimentos prévios sobre as invenções mencionadas.

Organize a turma em duplas e oriente que façam uma pesquisa rápida sobre cada etapa da linha do tempo. Eles podem consultar livros didáticos ou paradidáticos da escola e a internet, com apoio de um adulto e uso de fontes seguras.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Irrigação artificial em plantação de milho em Cristalina (GO), em 2024.
Vista aérea da orla de Recife (PE), em 2022.
Big Bang Fogo Vapor Para-raios Pilha Lâmpada Sistema gerador de eletricidade Primeira usina hidrelétrica

Observe, no gráfico a seguir, as fontes de energia utilizadas no Brasil.

Brasil: matriz energética (2024)

Elaborado com base em: BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Empresa de Pesquisa Energética. Matriz energética e elétrica Rio de Janeiro: EPE, 2025. Localizável em: subt. Matriz energética brasileira 2024. Disponível em: https://www.epe.gov. br/pt/abcdenergia/ matriz-energetica-eeletrica. Acesso em: 28 ago. 2025.

Existem fontes de energia renováveis e fontes de energia não renováveis.

As fontes de energia renováveis correspondem a recursos naturais que se renovam naturalmente ou por meio de cultivo.

Entre as fontes de energia que se renovam naturalmente estão a energia hidráulica (força da água), a eólica (força do vento) e a solar (calor do sol). Entre os recursos energéticos cultivados estão os derivados de cana-de-açúcar, como o etanol. As fontes de energia renováveis não se esgotam ou se renovam rápido quando comparadas às não renováveis.

Já as fontes de energia não renováveis correspondem a recursos naturais que demoram milhões de anos para se formar na natureza.

Os derivados de petróleo e o carvão mineral são exemplos de fontes de energia não renováveis. Quando essas fontes de energia se esgotam em determinada área, é necessário explorá-las em outra.

2 Observe novamente o gráfico para responder às questões a seguir.

a) Qual é a fonte de energia mais utilizada no Brasil?

Petróleo e derivados.

b) E quais são as duas fontes de energia renováveis mais utilizadas no Brasil?

Derivados de cana-de-açúcar e hidrelétrica.

30/09/25 14:39

Indique o site da Eletrobras, disponível em: https://www.eletrobras.com (acesso em: 30 set. 2025), que oferece materiais educativos. O registro pode ser feito no caderno, seguindo esta ordem: o nome da fonte ou invenção; o período aproximado (século ou ano); a utilidade daquela fonte ou da descoberta na época e uma curiosidade.

Após a pesquisa, os estudantes podem apresentar oralmente o que descobriram ou montar um cartaz coletivo da linha do tempo com imagens e informações. Essa socialização ajuda a consolidar o conteúdo e incentiva o trabalho em grupo, além de desenvolver a habilidade EF05GE07.

Neste capítulo, os estudantes vão estudar como as fontes de energia, os meios de transporte e os sistemas de comunicação se transformaram ao longo do tempo e como influenciam a vida em sociedade. Além disso, a proposta é incentivar a reflexão sobre os impactos socioambientais do uso dos recursos naturais, incentivando o consumo consciente.

Para iniciar os estudos sobre as fontes de energia e as maneiras pelas quais elas estão presentes em diferentes aspectos do dia a dia, explore com a turma as imagens propostas na primeira página da dupla. Incentive os estudantes a descrever o que observam em cada uma delas. Esse momento é importante para que percebam que a energia é necessária para a realização de várias atividades humanas, tanto na cidade quanto no campo.

Organize uma roda de conversa e peça à turma que responda à atividade 1. A questão aproxima o conteúdo da rotina dos estudantes e introduz o conceito de matriz energética, que será apresentado adiante. Espera-se que os estudantes identifiquem atividades simples do seu cotidiano. Cabe destacar que, ainda que os estudantes não tenham as informações sobre as fontes de energia, o mais importante é que percebam os usos de energia em diferentes situações. Na atividade 2, ao trabalhar o gráfico Brasil: matriz energética (2024), oriente os estudantes a observar quais fontes são mais utilizadas em nosso país. Espera-se que notem que, apesar de o petróleo e seus derivados ainda serem muito utilizados, há forte presença de fontes renováveis, como a hidrelétrica e a dos derivados de cana-de-açúcar. Ressalte a diferença entre as fontes de energia renováveis e as fontes de energia não renováveis, que serão detalhadas adiante.

ENCAMINHAMENTO

Para trabalhar as fontes de energia não renováveis, introduza o tema explorando as imagens com os estudantes. Pergunte o que eles sabem sobre as fontes retratadas — por exemplo, se já viram uma plataforma de petróleo ou conhecem a origem do gás de botijão usado em casa. Essa conversa inicial aproxima o tema da realidade deles e ajuda a avaliar os conhecimentos prévios.

Em seguida, faça a leitura compartilhada do texto. Explique, de forma simples, como os combustíveis fósseis levaram milhões de anos para se formar e, por isso, são classificados como fontes de energia não renováveis. No boxe Conexão, da página 97, há a indicação de um vídeo que pode ser exibido para a turma, no qual é mostrado o processo de formação do petróleo.

Finalize o trabalho com o tema explicando que o Brasil tem uma participação maior de fontes de energia renováveis do que a média mundial, mas ainda depende bastante dos combustíveis fósseis. Esse fechamento ajuda os estudantes a perceber os desafios da matriz energética, preparando-os para reflexões futuras sobre sustentabilidade e alternativas de energia limpa.

FONTES DE ENERGIA NÃO RENOVÁVEIS NO

BRASIL

As principais fontes de energia não renováveis consumidas no Brasil e no mundo são os combustíveis fósseis, como petróleo, gás natural e carvão mineral.

Combustíveis fósseis são fontes de energia encontradas no subsolo que se formaram a partir do acúmulo de matéria orgânica (plantas, algas e outros organismos). Esse material passa por transformações com a alta temperatura e a grande pressão ocorridas por milhões de anos, ou seja, desde muito antes da existência dos seres humanos.

Embora muito utilizados, principalmente no transporte e nas indústrias, o consumo de combustíveis fósseis em alta escala causa problemas ambientais. A queima desses combustíveis gera gases tóxicos que poluem o ar.

A seguir, conheça os principais combustíveis fósseis e seus usos.

Petróleo e derivados

Após ser extraído do subsolo dos continentes ou do fundo do mar, o petróleo é levado para refinarias, onde é transformado em combustíveis, como gasolina e diesel, e em outros produtos. Por sua vez, os combustíveis são queimados para gerar calor, eletricidade e movimentar veículos.

Os derivados de petróleo são usados em transportes, indústrias, residências (gás de botijão) e usinas termelétricas, que produzem energia elétrica. Esses derivados também são usados para produzir plásticos, tintas, cosméticos, tecidos e muitos outros produtos.

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

• PEROSSI, João. Diversificar matriz energética brasileira é a chave para proteger redes contra catástrofes climáticas. Jornal da USP, São Paulo, 26 nov. 2024. Disponível em: https://jornal. usp.br/radio-usp/diversificar-matriz-energetica-brasileira-e-chave-para-proteger-redes-con tra-catastrofes-climaticas/. Acesso em: 30 set. 2025. O texto mostra como os apagões estão ligados a catástrofes climáticas e explica que apenas depender da energia hidrelétrica não é suficiente. Além disso, destaca a necessidade de diversificar a matriz energética, investindo em fontes como a solar e a eólica e em políticas públicas e novas tecnologias que deixem a rede mais segura.

Plataforma de petróleo na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro (RJ), em 2025.
Distribuidora de gás de botijão (GLP) em São José dos Campos (SP), em 2021.

Gás natural

O gás natural é o combustível mais usado nas usinas termelétricas do Brasil.

Encontrado acima das reservas de petróleo, o gás natural é queimado em usinas e indústrias para gerar eletricidade e calor. Também é utilizado em residências para aquecer a água do chuveiro, nos fogões, como combustível para veículos, entre outras finalidades.

gás natural para geração de energia, em Ibirité (MG), em 2019.

Carvão mineral

Estoque de carvão em uma usina termelétrica em Wuhan,

O carvão mineral é utilizado principalmente em usinas termelétricas e siderúrgicas (onde se produz ferro e aço) para aquecer grandes fornos de alta temperatura.

No Brasil, as maiores jazidas de carvão mineral estão no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

CONEXÃO

PARA O ESTUDANTE

ATIVIDADES

Com o objetivo de aprofundar mais o trabalho com o tema “fontes de energia não renováveis”, organize a turma em três grupos. Cada um dos grupos ficará responsável pelos seguintes temas abordados na página.

• Petróleos e derivados.

• Gás natural.

• Carvão mineral. Cada grupo deve cumprir os seguintes passos.

1. Pesquisar sobre a origem da fonte de energia escolhida.

2. Identificar os principais usos dela no dia a dia e na indústria.

3. Apontar impactos ambientais associados ao seu uso.

4. Preparar uma apresentação ou cartaz com imagens, esquemas ou exemplos que ilustrem as informações.

5. Ao final, apresentar o trabalho à turma, permitindo comparações e discussões sobre as semelhanças e diferenças entre todas as fontes de energia trabalhadas.

97

30/09/25 14:39

• DE ONDE vem? Para onde vai?: petróleo. [S. l.: s. n.], 2011. 1 vídeo (ca. 4 min). Publicado pelo canal institutoakatu. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=C1vi5Rh3DOw. Acesso em: 30 set. 2025.

O vídeo explica, de forma simples e didática, o processo de formação do petróleo e aborda também a questão do consumo e do descarte dos derivados do petróleo e dos impactos ambientais relacionados.

Vista aérea de mina de carvão em Candiota (RS), em 2024.
na China, em 2024.
Vista aérea de usina termelétrica que utiliza

ENCAMINHAMENTO

Introduza o tema sobre as fontes de energia renováveis no Brasil explorando oralmente as imagens que mostram exemplos delas. Peça aos estudantes que observem e identifiquem quais fontes de energia foram retratadas.

Promova a leitura compartilhada dos textos com a turma, explicando como cada fonte é produzida, de onde ela vem e os usos dela no dia a dia. Relacione as fontes sempre com situações próximas à realidade dos estudantes, como a eletricidade em casa, o combustível dos veículos, o aquecimento da água ou o uso de aparelhos eletrônicos.

Ao trabalhar o etanol como um dos derivados de cana-de-açúcar, comente que o Brasil é referência mundial no uso de álcool como combustível e que, além dele, também é gerada energia elétrica pela queima do bagaço da cana em usinas. Sobre o funcionamento das hidrelétricas, explique para a turma que elas geram energia elétrica ao aproveitar a força da água dos rios para movimentar suas turbinas.

Sobre o carvão vegetal, comente que essa fonte de energia já foi muito utilizada em áreas rurais e pequenas indústrias, especialmente em fornos e siderúrgicas. Ressalte que seu uso tem diminuído, já que causa impactos ambientais, como desmatamento e poluição do ar.

Explique que o Brasil também tem se destacado na produção de energia eólica, especialmente na região Nordeste, onde os ventos são fortes e constantes. Comente com a turma que esse tipo de energia é produzido pela ação de grandes hélices chamadas aerogeradores, que transformam o movimento do vento em eletricidade. Ressalte que, além de ser limpa, é uma energia que ajuda a reduzir a dependência de fontes poluentes.

FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEIS

NO BRASIL

O Brasil usa diversas fontes de energia renováveis. Leia sobre elas a seguir.

O álcool (etanol) é produzido a partir do melaço da cana-de-açúcar, e os bagaços (restos de cana) são queimados em usinas para geração de energia elétrica.

Nas usinas de biogás, são utilizados tanto o bagaço como os restos líquidos da cana-de-açúcar. O biogás pode ser utilizado como combustível para veículos e, também, pode gerar energia elétrica.

O Brasil é líder mundial no uso de etanol como combustível.

A força da água dos rios move as turbinas das usinas hidrelétricas para gerar eletricidade. A energia elétrica gerada nas usinas é usada para diversos fins em residências, indústrias, hospitais, entre outros locais.

No Brasil, a maior parte da eletricidade é gerada em usinas hidrelétricas, já que o território brasileiro possui muitos rios com grande capacidade para gerar esse tipo de energia, com grandes quedas-d’água e correntezas fortes.

O carvão vegetal é queimado para gerar calor e energia, principalmente em áreas rurais. Pequenas indústrias também o utilizam como combustível.

O uso dessa fonte de energia vem diminuindo no Brasil, pois há outras mais eficientes disponíveis e por causar problemas ambientais, como o desmatamento (quando a madeira vem do corte ilegal de árvores) e a emissão de gases poluentes devido à queima do carvão.

Fornos de barro para

Comente que a energia solar vem crescendo no Brasil. Explique à turma que ela é obtida por placas que captam a radiação do Sol, sendo uma fonte limpa, mas que, ainda assim, causa impactos ambientais. Destaque que muitas casas, escolas e até comunidades indígenas já utilizam painéis solares para ter energia de forma sustentável. Vale destacar que, com o avanço da tecnologia, a instalação desse tipo de energia está cada vez mais acessível, o que facilita sua expansão. Indicamos, na seção Texto complementar, um texto sobre uma dessas fontes de energia renovável. Ao encaminhar a atividade 1, reserve um tempo para que os estudantes anotem suas hipóteses no caderno. O objetivo é estimular a reflexão sobre a importância da eletricidade e dos combustíveis em nosso cotidiano. Depois, promova uma roda de conversa para que as respostas sejam compartilhadas. Eles poderão indicar que não haveria iluminação artificial; que não haveria água, pois os sistemas de abastecimento dependem de energia para funcionar; que não seria possível cozinhar ou usar aparelhos eletrônicos; entre outras mudanças.

Vista aérea de usina de produção de álcool e açúcar em Ivinhema (MS), em 2024.
a produção de carvão vegetal, em Cruzília (MG), em 2022.
Vista aérea da Pequena Central Hidrelétrica de Funil, em Ubaitaba (BA), em 2025.

A energia solar é obtida por meio de placas que captam a radiação do Sol. É usada na produção de energia elétrica e no aquecimento de água.

No Brasil, esse tipo de produção de energia está se popularizando por ser considerada limpa, ou seja, por gerar menos impactos ambientais. Além disso, a instalação dos equipamentos tem ficado mais barata.

Painéis solares na aldeia Aiha da etnia kalapalo, no Parque Indígena do Xingu, em Querência (MT), em 2024.

A energia eólica é produzida com a força dos ventos. Para isso, são usadas torres com grandes hélices chamadas aerogeradores. Quando o vento sopra, essas hélices giram e movimentam uma máquina que transforma a energia cinética (movimento) em eletricidade.

Ela também é considerada uma fonte de energia limpa.

1

Parque eólico e paisagem tropical em Barreirinhas (MA), em 2024.

Imagine um dia de sua vida sem energia elétrica e sem combustível. O que mudaria?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

TEXTO COMPLEMENTAR

crescente. A necessidade de grandes áreas para a instalação das turbinas eólicas acarreta transformações significativas na paisagem e no ecossistema local, podendo causar desmatamento, fragmentação de habitats e até mesmo a extinção de espécies. Há também o risco de problemas sociais e de saúde para as comunidades próximas aos parques.

[…] No Brasil, especialmente no bioma da Caatinga, os parques eólicos têm sido criticados por causar desmatamento, afetar a fauna local e produzir barulho com o movimento das pás das hélices que transformam o sossego de antes no tormento de agora. Há casos em que os parques eólicos afetam inclusive a produção agrícola de subsistência. O que no início era a esperança de renda para a gente pobre do sertão nordestino, agora é um problema de saúde mental. […]

30/09/25 14:39

“Série energia”: energia eólica enfrenta desafios socioambientais no Nordeste […] O Brasil, e mais especificamente o Nordeste, experimentou um aumento significativo na instalação de parques eólicos. A região, que possui condições climáticas ideais para essa forma de geração de energia, lidera a produção eólica com cerca de 90% da capacidade instalada do País. São aproximadamente 19 GW de capacidade instalada. Para termos uma ideia de comparação, a capacidade inteira instalada em Portugal, contabilizando todas as fontes, está em torno de 23 GW. A energia eólica é vista como uma alternativa para a redução da dependência de combustíveis fósseis, contribuindo significativamente para a diminuição da emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global. Contudo, a instalação desses parques eólicos não está isenta de controvérsias. Os impactos sobre a biodiversidade e as comunidades locais têm sido pontos de preocupação

FERRAZ JÚNIOR, José Pedrosa. “Série energia”: energia eólica enfrenta desafios socioambientais no Nordeste. Jornal da USP, [Ribeirão Preto], 23 fev. 2024. Disponível em: https://jornal.usp.br/noticias/ serie-energia-energia-eolica -enfrenta-desafios-socio -ambientais-no-nordeste/. Acesso em: 12 set. 2025.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

A seção Ideia puxa ideia tem por objetivo promover uma discussão sobre os impactos socioambientais da construção de usinas hidrelétricas, mobilizando o Tema Contemporâneo Transversal Meio Ambiente (Educação Ambiental) e a interdisciplinaridade com o componente curricular de Língua Portuguesa.

Introduza o estudo do tema com a leitura compartilhada do texto, que apresenta os principais impactos socioambientais relacionados à construção de hidrelétricas. Depois, promova a leitura dos depoimentos de pessoas afetadas pela construção de barragens. Indicamos, no boxe Conexão, o site do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que pode ser consultado e utilizado como fonte de pesquisa para o preparo das aulas.

Aproveite a ocasião para questionar se os estudantes já leram ou acompanharam nas mídias notícias que abordem problemas socioambientais decorrentes da construção de hidrelétricas. Caso a comunidade onde a escola está inserida tenha sido afetada por essas obras, sugere-se que as vivências da população local sejam valorizadas e trazidas para a discussão proposta.

A atividade 2 é uma produção pessoal. Apresente a proposta do desenho que deverá ser feito explicando aos estudantes que eles devem mostrar a transformação do ambiente: o que mudou, quem foi afetado, elementos que surgiram ou desapareceram na paisagem. A atividade pode ser realizada em duplas, para que os estudantes com deficiência visual ou outras questões possam ser assessorados pelos colegas. Após a produção dos desenhos, proponha uma exposição na sala ou no corredor da escola e promova um momento em que os estudantes possam explicar aquilo que representaram.

IDEIA PUXA IDEIA

Os impactos das hidrelétricas

Você estudou que, no Brasil, a fonte de energia mais usada na produção de eletricidade é a hidrelétrica, uma fonte de energia renovável. Porém, a construção de grandes usinas causa impactos ambientais e sociais.

Na construção de hidrelétricas, são feitas barragens em rios. Para isso, as áreas próximas às barragens são alagadas, e os cursos dos rios são modificados. Grande parte dos animais são retirados, mas muitos acabam morrendo. A vegetação dessa área também morre devido ao alagamento.

As comunidades que vivem nas áreas alagadas, como os povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas, também sofrem os

alagada devido à construção de

impactos. Essas pessoas precisam deixar suas casas e suas terras e até mudar seus costumes e modos de vida. Por essas questões, em 2012, houve grande mobilização para que as barragens não fossem construídas no Rio Xingú.

Moradores em manifestação contra a construção de uma barragem no Rio Xingu, em Altamira (PA), em 2012.

Para entender melhor como essas construções impactam a vida das pessoas afetadas, leia os relatos a seguir.

Para o Senhor Raimundo, morador da Comunidade Quilombola Periperi, município de Amarante-PI “é inaceitável que se construa mais barragens no nosso rio e em cima de nossas casas. Já temos uma barragem construída no nosso rio e que atende à demanda de nosso povo [...] construir barragem em nosso território é causar a morte de nosso rio e de nossa gente”.

A atividade 3 propõe uma dinâmica que permite desenvolver habilidades de expressão oral, comunicação clara e organizada, escuta crítica e interação oral, além de observação de aspectos paralinguísticos como gestos, expressão corporal e tom de voz. Ao mesmo tempo, mobiliza a reflexão sobre a participação social e o papel do poder público na tomada de decisões que afetam a comunidade. Antes de organizar os grupos para o trabalho, retome com os estudantes os pontos positivos e negativos da construção de hidrelétricas. Se necessário, organize um registro escrito desses pontos na lousa, que poderá ser consultado pelos estudantes na preparação do julgamento. Explique para a turma que cada grupo terá um papel importante no julgamento. Organize os estudantes em três grupos equilibrados, conforme as orientações dadas no Livro do estudante. Dê um tempo para que os grupos se organizem e preparem os argumentos. Incentive o uso de anotações para facilitar a apresentação, ressaltando a importância do respeito às falas dos colegas. Na lousa, desenhe uma balança para que os juízes possam anotar os pontos positivos e negativos apresentados durante o julgamento.

Área
barragem no Rio Xingu em Altamira (PA), em 2025.

1. c) A construção das barragens ameaça não só o rio, mas também a história, a cultura e a tranquilidade das famílias que vivem nas margens do Rio Parnaíba. “Essas barragens só vão trazer coisas ruins para nós. Nosso município de Palmeirais ficará inteiro debaixo d’água e com isso nossa memória será afogada. Aqui nós temos nossas casas, nossas produções de alimentos saudáveis, e uma vida muita tranquila, com a chegada dessas barragens só vai gerar violências na nossa região e tirará nossa paz assim como já vem fazendo desde anunciaram esses projetos” alerta Orisvaldo do Assentamento Castelo, município de Palmeirais.

COLETIVO DE COMUNICAÇÃO DO MOVIMENTO DOS ATINGIDOS POR BARRAGENS NO PIAUÍ. Rio Parnaíba vira alvo da construção de novas hidrelétricas no Maranhão e Piauí. Movimento dos Atingidos por Barragens, São Paulo, 26 abr. 2021. Disponível em: https:// mab.org.br/2021/04/26/rio-parnaiba-vira-alvo-da-construcao-de-novas-hidreletricas-nomaranhao-e-piaui/. Acesso em: 1 set. 2025.

1 Responda às questões no caderno.

a) O que acontece com a natureza (rios, flora e fauna) quando se constrói uma barragem para uma hidrelétrica?

A vegetação nativa é alagada, o curso do rio é alterado e muitos animais e plantas morrem.

b) De que forma a construção de barragens muda a vida das pessoas que moram perto dos rios represados?

As pessoas precisam deixar suas casas e suas terras, bem como mudar seus costumes e modos de vida.

c) O que os relatos nos ajudam a entender sobre os impactos causados pelas hidrelétricas?

2 Em uma folha de papel avulsa ou cartolina, represente, por meio de dois desenhos, um rio antes e depois da construção da barragem de uma usina hidrelétrica. Depois, apresente seu trabalho aos colegas, explicando os impactos socioambientais que você ilustrou.

Produção pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

3 A construção de hidrelétricas tem pontos positivos, porém, como você estudou, também tem pontos negativos. Agora, em grupos, vocês devem simular um julgamento para decidir se uma barragem deve ou não ser construída em um rio próximo ao município onde moram. Para isso, dividam-se em três grupos, indicados a seguir.

• Grupo 1: defensores da barragem

Devem apresentar os benefícios da construção.

• Grupo 2: defensores do meio ambiente e das comunidades

Devem mostrar os impactos socioambientais da construção.

• Grupo 3: juízes

Devem analisar as apresentações e tomar a decisão final, explicando o motivo.

Cada grupo deve organizar seus argumentos e apresentá-los aos colegas e ao professor, com respeito. Os juízes podem usar uma balança desenhada na lousa para registrar os prós e os contras antes de anunciar o veredito.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

01/10/25 15:05

Ao final, os juízes anunciam o veredito dado pela turma, explicando sua decisão com base no debate. Finalize com uma reflexão coletiva, perguntando: o que foi mais difícil: defender uma ideia ou tomar uma decisão? O que foi aprendido sobre o uso dos rios e a produção de energia? Essa atividade motiva o pensamento crítico, o trabalho em grupo e a empatia.

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

• MOVIMENTO DOS ATINGIDOS POR BARRAGENS. São Paulo, c2025. Site. Disponível em: https://mab.org.br Acesso em: 30 set. 2025.

O site reúne informações relacionadas às lutas dos atingidos por barragens. São notícias, artigos e publicações que servem como fonte de estudo e preparo de aulas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Introduza o tema relacionado às transformações nos meios de transporte retomando conteúdos já estudados e questionando a turma sobre exemplos de evolução nos meios de transporte relacionados à tecnologia, de forma que, assim, se verifiquem os conhecimentos prévios dos estudantes.

Apresente o exemplo de evolução dos bondes para o metrô em São Paulo. Converse com os estudantes sobre as diferenças entre eles: quantidade de pessoas que podem transportar, velocidade e impacto na cidade. Mostre que cada época trouxe soluções diferentes de transporte conforme as necessidades e as tecnologias disponíveis. A abordagem do tema permite o desenvolvimento da habilidade EF05GE06.

Em seguida, destaque as tecnologias atuais ligadas ao transporte: GPS, semáforos inteligentes, aplicativos para pedir carro ou acompanhar ônibus. Pergunte como essas ferramentas ajudam as pessoas e facilitam o deslocamento pelo espaço urbano.

Os semáforos inteligentes funcionam de acordo com a quantidade de veículos circulando, para tornar o trânsito mais fluido. Câmeras instaladas nos cruzamentos contam a quantidade de veículos, e, com essa informação, o tempo de abertura dos semáforos é ajustado. Explique para a turma que os semáforos têm nomes diferentes no Brasil: sinal, sinaleira, farol, sinaleiro.

TRANSPORTES

Os meios de transporte no Brasil tiveram muitas mudanças ao longo do tempo. Observe um exemplo a seguir.

Em 1900, os primeiros bondes elétricos chegaram à cidade de São Paulo (SP). Esse meio de transporte facilitava o deslocamento das pessoas de um lugar a outro e, inicialmente, tinha a capacidade máxima de 45 passageiros.

No ano de 1974, chegaram os primeiros metrôs à cidade de São Paulo, como uma alternativa mais eficiente de transporte público. Eles conseguiam transportar uma quantidade muito maior de passageiros em relação a outros meios de transporte da época, além de não aumentar o trânsito nem gerar poluição diretamente, por serem movidos à eletricidade.

Atualmente, a capacidade de um trem do metrô de São Paulo pode chegar a dois mil passageiros.

Estação Brás em São Paulo (SP), em 2024.

GPS: sigla para Sistema de Posicionamento Global; indica uma localização usando uma rede de satélites.

O desenvolvimento das tecnologias possibilitou a criação de novos meios de transporte e o aumento da potência de motores, da resistência de pneus, da segurança de veículos, da produção de combustíveis e, inclusive, da sinalização de estradas. Hoje, tecnologias como GPS, semáforos inteligentes, aplicativos para solicitar transporte particular e para localizar veículos do transporte público facilitam ainda mais o dia a dia das pessoas.

A seguir, leia as informações sobre os principais meios de transporte utilizados no Brasil.

Dê continuidade ao conteúdo pedindo aos estudantes que tragam experiências próprias relacionadas ao uso dos meios de transporte, como viagens de carro, ônibus, trem, avião ou transportes hidroviários, como barcos, balsas, canoas, rabetas, entre outros. Aproveite para conversar com os estudantes sobre a situação dos transportes no município onde vivem, analisando, além dos meios mais utilizados, os pontos negativos e positivos.

Encaminhe a atividade 1. Ela propõe uma consulta ao mapa Redes de transportes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa consulta pode ser realizada em casa, com base na metodologia da sala de aula invertida (caso os estudantes tenham acesso à internet). Nessa situação, os estudantes podem consultar o mapa em casa e trazer percepções sobre ele para a sala de aula, para posterior realização da atividade.

Em relação ao GPS (Global Positioning System ou, em português, Sistema de Posicionamento Global), explique que é um sistema de alta tecnologia responsável por indicar a localização exata de pontos no globo terrestre. Ele funciona por meio de satélites que fornecem as coordenadas geográficas, como a latitude e a longitude. Vale ressaltar que não é o GPS que calcula rotas, uma vez que quem faz esse cálculo são os aplicativos de navegação instalados em celulares ou outros dispositivos, que usam as informações fornecidas pelo GPS para traçar o melhor caminho.

Bondes elétricos atravessam a rua São João (hoje avenida), em São Paulo (SP), cerca de 1900.

O transporte rodoviário é o mais usado para transportar passageiros e cargas, como alimentos, roupas, móveis e remédios. Caminhões e ônibus circulam por estradas e rodovias de todo o país.

Nos centros urbanos, as ferrovias são utilizadas para transportar passageiros, mas sua principal função no país é transportar grandes volumes de cargas, como minérios, grãos e combustíveis, para longas distâncias. É um transporte mais barato, se comparado ao rodoviário, e polui menos. Porém, ainda é pouco usado no Brasil.

As aeronaves são utilizadas principalmente para transportar passageiros e cargas especiais entre localidades distantes. É um meio de transporte muito rápido, porém mais caro.

O transporte hidroviário ocorre tanto nos rios como no mar e é utilizado principalmente para o transporte de mercadorias. O Brasil tem muito potencial para esse tipo de transporte devido à grande quantidade de rios e ao extenso litoral, mas ainda é uma modalidade pouco explorada.

1 Com a ajuda de um adulto de seu convívio, pesquise o mapa Redes de transporte disponível no site Atlas Geográfico Escolar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Depois, analise o mapa e responda às questões no caderno.

a) Em qual região do Brasil as rodovias e os aeroportos estão mais concentrados?

b) De acordo com o mapa, onde há mais ferrovias e hidrovias?

c) Por que é importante ter vários tipos de transporte bem distribuídos pelo país?

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

30/09/25 14:39

Caso a escola conte com acesso à internet e computadores suficientes, é possível organizar os estudantes em trios para realizar a atividade na instituição. Indicamos no boxe Conexão o link para o mapa no site do Atlas Geográfico Escolar, do IBGE.

Proponha a leitura compartilhada do mapa, iniciando pelo título e, na sequência, pela leitura dos símbolos e da legenda (que deve ser ativada no site), de modo que os estudantes consigam realizar uma interpretação correta das informações.

Após a leitura, reforce a importância de o país ter diferentes meios de transporte bem distribuídos em rede, facilitando a circulação de pessoas e mercadorias, otimizando custos e contribuindo para a redução da emissão de poluentes na atmosfera. Depois, reserve um tempo para que os grupos realizem as atividades propostas.

Ao final do estudo, faça os seguintes questionamentos: qual tipo de transporte é mais comum no seu município? Em sua opinião, todos os lugares do Brasil têm acesso fácil a transporte? Por quê? Como a falta de transporte pode dificultar a vida das pessoas? O que você acha que poderia melhorar nos transportes do lugar onde vive?

PARA O PROFESSOR E

PARA O ESTUDANTE

• IBGEEDUCA. Rio de Janeiro, c2025. Site. Disponível em: https://educa.ibge. gov.br. Acesso em: 19 set. 2025.

Esse portal do IBGE tem informações sobre o Brasil para estudantes e professores.

• REDES de transporte. In: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https:// atlasescolar.ibge.gov. br/brasil/3066-espaco -das-redes/redes-de -transporte.html. Acesso em: 30 set. 2025. O link leva direto ao mapa com informações detalhadas das redes de transporte brasileiras.

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

• AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES (ANTT). Brasília, DF, c2025. Site. Disponível em: https://www.gov.br/antt. Acesso em: 30 set. 2025. Esse portal traz informações variadas sobre o sistema de transportes brasileiro.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Vista aérea de rodovia em Registro (SP), em 2024.
Trem de carga em ferrovia em Rondonópolis (MT), em 2025.
Aviões em aeroporto em Campinas (SP), em 2024.
Barco de transporte de cargas na Hidrovia Tietê-Paraná em Barbosa (SP), em 2022.

ENCAMINHAMENTO

Inicie o estudo sobre os avanços dos meios de comunicação questionando a turma sobre os meios de comunicação que conhecem e partindo da leitura compartilhada do texto e da imagem propostos. A abordagem do tema permite o desenvolvimento da habilidade EF05GE06.

Em seguida, proponha a resolução das atividades 1 e 2, incentivando os estudantes a relatar as experiências que eles possam ter com os jornais. Verifique se eles têm contato com jornais impressos e em que contextos. Se julgar oportuno, providencie jornais impressos, que podem ser das mídias locais, regionais ou nacionais, para que os estudantes possam manuseá-los. Explique que, antes do advento da internet, as pessoas tinham o hábito de ler o jornal diariamente ou, pelo menos, aos domingos, quando os jornais publicavam uma edição especial com os principais fatos ocorridos na semana. Enfatize que o jornal era um dos principais meios de comunicação sobre diferentes tipos de informações, de economia a cultura. Com os recentes avanços tecnológicos e com a invenção da internet, popularizada no Brasil a partir das décadas de 1990 e 2000, as tiragens dos jornais impressos diminuíram, pois as pessoas começaram a ler as notícias nos jornais on-line disponíveis na internet, nos quais algumas notícias são liberadas gratuitamente e outras são pagas, por meio de assinaturas eletrônicas.

Ressalte que, nos jornais on-line, as notícias são atualizadas em “tempo real”, o que só é possível graças aos avanços das tecnologias de informática voltadas ao desenvolvimento dos meios de comunicação. Assim, quando ocorre algum evento climático extremo, como ciclones, furacões, terremotos ou tsunâmis, ou mesmo uma

MEIOS DE COMUNICAÇÃO

A evolução das tecnologias de comunicação proporcionou o desenvolvimento de meios de comunicação que permitem que pessoas localizadas em diferentes lugares do mundo se comuniquem de forma imediata. Os meios de comunicação atuais possibilitam que as pessoas troquem mensagens de texto, áudios e vídeos. Porém, nem sempre foi assim.

Observe a imagem a seguir.

jornal em São Paulo (SP), em 1958.

1 Você já foi a uma banca de jornal? Já leu um jornal impresso?

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

2 Você sabe como funciona um jornal impresso? O que ele traz de interessante?

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

O primeiro jornal impresso do mundo surgiu há mais de 400 anos, em 1605, na região onde hoje é a Alemanha. Nas edições semanais, eram publicados diferentes tipos de notícias sobre o dia a dia da comunidade, além de informações relacionadas à economia do país, à cultura, aos esportes, às vagas de emprego, entre outros temas.

A publicação diária ou semanal dos jornais proporcionou maior acesso a informações sobre o local onde as pessoas viviam por meio da comunicação escrita. Com o passar do tempo, o jornal impresso ganhou o mundo e chegou ao Brasil, onde foi publicado pela primeira vez em 1808.

Atualmente, muitos jornais deixaram de ser impressos e passaram a ser publicados de forma digital na internet, onde as informações podem ser atualizadas de maneira muito mais rápida do que na versão em papel.

guerra em um lugar distante do Brasil, em questão de minutos a notícia já está disponível nos mais diversos jornais on-line do país.

Encaminhe a atividade 3, propondo a leitura compartilhada do texto citado sobre a primeira linha de telégrafo do Brasil. Sugere-se, aqui, foco na ampliação do vocabulário dos estudantes, explorando o significado de palavras que eles desconheçam, num primeiro momento, com base no contexto e, posteriormente, com base em consultas ao dicionário. Verifique as palavras que geram dúvidas entre eles e, se julgar oportuno, peça-lhes que elaborem um glossário coletivo no caderno.

Esclareça quaisquer dúvidas que surgirem. A leitura compartilhada é importante para auxiliar estudantes com transtorno do espectro autista (TEA) ou com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), pois o texto traz muitas informações tecnológicas e históricas que podem não ser absorvidas rapidamente. Nesse sentido, é possível elaborar uma linha do tempo que organize os fatos indicados no texto, relacionados à evolução dos meios de comunicação.

Pessoa lê um jornal impresso em uma banca de

Portanto, o avanço das tecnologias nos meios de comunicação proporcionou a transmissão e o acesso em tempo real às informações publicadas em jornais, revistas e mídias sociais on-line disponíveis em diferentes locais do mundo. Hoje, por exemplo, é possível acessar, no Brasil, um jornal totalmente escrito na Angola ou na Tailândia.

3 Leia o texto a seguir. Depois, responda às questões propostas.

Consulte respostas no Encaminhamento

Há 168 anos, era inaugurada a primeira linha de telégrafo do Brasil

A primeira linha telegráfica do Brasil era subterrânea e possuía 4,3 mil metros de extensão. Construída por determinação de D. Pedro II – o imperador –, ligava o Palácio Imperial da Quinta da Boa Vista ao Quartel General do Exército no Campo de Sant’Anna, no Rio de Janeiro, então capital do império.

[…] no século XIX a realidade era outra, a informação chegava através de cartas. Ao menos até a invenção dos telégrafos […].

PARA O PROFESSOR E PARA O ESTUDANTE

• MUSEU INTERATIVO DA FÍSICA. Telégrafo. Belém: Minf, c2025. Disponível em: https://minf.ufpa.br/ telegrafo. Acesso em: 30 jul. 2025.

O texto apresenta a história e o funcionamento do telégrafo, desde os modelos ópticos até o Código Morse. Ele também destaca sua importância nas comunicações e no avanço das telecomunicações.

O telégrafo foi um sistema de comunicação desenvolvido antes do telefone, com o objetivo de transmitir mensagens de forma confiável e segura de um ponto a outro através de grandes distâncias. Foi muito utilizado pelos governos e corporações militares para transmitir mensagens por meio de uso de códigos e nenhuma outra mensagem poderia ser transmitida pelo mesmo fio antes que a primeira tivesse chegado ao seu destino final. O código Morse, criado por Samuel Morse, era amplamente utilizado em telégrafos.

Código Morse: código de comunicação com base em pontos e traços, desenvolvido por Samuel Morse. Esse código pode ser representado por meio de sons, luzes ou sinais visuais.

BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Há 168 anos, era inaugurada a primeira linha de telégrafo do Brasil. Rio de Janeiro: BN, 12 maio 2020. Disponível em: https://antigo.bn.gov.br/ acontece/noticias/2020/05/ha-168-anos-era-inaugurada-primeira-linha-telegrafo. Acesso em: 2 set. 2025.

a) Podemos considerar o telégrafo como um meio de comunicação? Explique sua resposta.

b) Antes do telégrafo, como as pessoas faziam para se comunicar com amigos e familiares que moravam em lugares distantes?

c) Quais são os três meios de comunicação citados no texto? O que foi necessário para eles evoluírem e qual é a importância dessa evolução?

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Indicamos, no boxe Conexão, um texto que explica o funcionamento e a importância do telégrafo como meio de comunicação.

No item a da atividade 3, espera-se que o estudante responda que sim, uma vez que, assim como afirmado no texto, o telégrafo foi um sistema de comunicação desenvolvido antes do telefone, que permitia a transmissão de mensagens a longas distâncias.

No item b, o estudante pode indicar que as pessoas utilizavam cartas para se comunicar com amigos e familiares distantes, o que podia tornar a troca de informações demorada.

No item c, os meios de comunicação citados são carta, telégrafo e telefone. A evolução ocorreu graças ao desenvolvimento científico e tecnológico, como a invenção de códigos e de aparelhos de transmissão. Reforce que essa evolução foi fundamental para agilizar a circulação de informações e transformar a comunicação em algo mais rápido e eficiente.

ENCAMINHAMENTO

A seção Tem solução! apresenta uma situação-problema relacionada à importância da conectividade das escolas e bibliotecas públicas, possibilitando a inserção dos usuários no mundo digital e ampliando o acesso às informações.

Promova a leitura compartilhada da contextualização do tema, conversando com os estudantes sobre as experiências deles de acesso gratuito à internet na escola e em outros espaços públicos. Nesse momento, já é possível problematizar a questão das desigualdades no acesso, observando as diversas experiências da turma.

Também é importante retomar, sempre que possível, a questão da regulamentação do uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante o período em que os estudantes estão na escola, conforme previsto no Decreto no 12.385, de 18 de fevereiro de 2025, disponível em: https://www. planalto.gov.br/ccivil_03/_ ato2023-2026/2025/decreto/ D12385.htm (acesso em: 1 out. 2025). Ressalte que o uso da internet, no contexto escolar, deve ser direcionado para fins de aprendizagem e ser sempre supervisionado pelo professor.

Apresente a situação-problema, verificando se todos os estudantes compreenderam o contexto. Caso a escola se enquadre na situação descrita, é possível trazer aspectos do cotidiano para pensar nas possibilidades de resolução do problema. Se a escola tiver acesso à internet, explique que, ainda hoje, no Brasil, há muitas escolas públicas, principalmente aquelas localizadas no espaço rural, onde os estudantes e a comunidade local não têm acesso à internet nem à infraestrutura adequada para recebê-la, como computadores e tablets.

Organize a turma em grupos de três ou quatro estudantes e solicite que leiam as indicações

TEM SOLUÇÃO!

Acesso à internet

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

Hoje, o acesso à internet é fundamental para diversas atividades do dia a dia e do trabalho.

No espaço escolar, por exemplo, durante a aula de Geografia, o acesso à internet permite que o professor explore diferentes temas em sala de aula. Na internet, o professor pode acessar textos, mapas, fotografias, vídeos e até mesmo imagens de satélite atualizadas para mostrar diversos aspectos de um país.

A internet disponibilizada nas bibliotecas públicas proporciona maior acesso às informações tanto para encontrar livros do próprio acervo como para procurar informações em sites de busca.

SITUAÇÃO-PROBLEMA

Imagine um bairro ou um município onde não há acesso gratuito à internet nas escolas, nas bibliotecas nem em outros locais públicos. Ou, mesmo que tenha internet, não há equipamentos suficientes para o público acessá-la ou, ainda, o sinal é fraco.

O que pode ser feito para que todos os estudantes e professores tenham condições de acessar a internet com qualidade e, assim, possam realizar pesquisas em sites e obter informações sobre os conteúdos trabalhados nas aulas?

PENSANDO NA SOLUÇÃO

Em grupo, vocês devem elaborar um roteiro indicando todas as ações necessárias para que o problema possa ser resolvido. Sigam as etapas.

1 Escolham um título para o roteiro.

2 Investiguem em quais locais a comunidade escolar poderia solicitar ajuda para resolver esse problema. Algumas sugestões:

• órgãos do poder público, como a prefeitura da cidade;

• canais de participação social.

dadas para cada etapa prevista para a elaboração do roteiro. Essas etapas podem ser realizadas no decorrer de aulas diferentes para que os estudantes tenham tempo de discutir e elaborar aquilo que se pede e para que você possa acompanhá-los da melhor forma, indicando fontes de pesquisa, revisando as produções etc.

Na etapa final de compartilhamento das produções, aproveite para anotar na lousa as ideias apresentadas pelos estudantes e, depois, em conjunto, proponha a construção de uma carta para um órgão público, ou um canal de participação social, com o pedido elaborado pela turma para o problema fictício proposto nesta seção. Pode ser um problema enfrentado pela comunidade onde a escola está inserida ou um problema da própria escola.

Em seguida, exponha a carta no mural da sala de aula para que os estudantes possam se reconhecer como protagonistas de uma ação social em prol da comunidade em que vivem. Caso julgue adequado, essa carta poderá ser encaminhada ao órgão competente do município onde a escola está situada. Essa ação, além de beneficiar a comunidade, desenvolve a

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Ícone de problema em rede sem fio.

3

Pensem em como a comunidade escolar pode relatar o problema aos órgãos do poder público ou nos canais de participação social.

4 É importante informar outros problemas, além de solicitar o acesso à internet e apresentar uma justificativa. Para isso, avaliem se tanto a escola quanto a biblioteca pública possuem a infraestrutura adequada para que as pessoas possam utilizar a internet, como a disponibilidade de computadores.

DICA

É possível, por exemplo, elaborar uma carta detalhando o problema vivido e sugerindo uma solução.

Discussão em sala

5 Após a conclusão do roteiro, é importante compartilhar as sugestões com o professor e a turma, gerando novas ideias e ampliando as possibilidades de solucionar o problema!

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habilidade EF05GE12, permitindo que os estudantes identifiquem os canais de participação social responsáveis por buscar soluções para melhorar a qualidade de vida da população do local onde vivem.

TEXTO COMPLEMENTAR

MEC atua para garantir acesso à internet nas escolas O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), busca garantir o acesso à internet de qualidade com fins educacionais em todas as escolas do País, utilizando a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec). Para isso, os estados estão fazendo uma repactuação dos planos de ação, visando definir como esses recursos serão utilizados em conformidade com a Lei n. 14.640/2023, que alterou a Lei n. 14.172/2021 sobre a garantia de acesso à internet com fins educacionais para os alunos e professores da educação básica pública.

A repactuação está prevista na Resolução n. 23/2023 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela liberação dos recursos. Ela deve ser realizada no módulo Fundo a Fundo, da Plataforma TransfereGov. […].

[…] A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, instituída pelo Decreto n. 11.713/2023, é um esforço do governo federal em colaboração com os sistemas de ensino. O intuito é direcionar e garantir a conectividade para fins pedagógicos e o apoio à aquisição e melhoria dos dispositivos e equipamentos em todas as escolas públicas de educação básica do País.

Para atingir esses objetivos, a Estratégia Nacional definirá, com base em parâmetros de referência, qual é a conectividade adequada para as escolas. Assim, vai assegurar o uso pedagógico da tecnologia em sala de aula e coordenar todos os recursos e atores do governo federal envolvidos no tema, garantindo a prioridade de conectar todas as escolas públicas da educação básica do Brasil […].

BRASIL. Ministério da Educação. MEC atua para garantir acesso à internet nas escolas. Brasília, DF: MEC, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/ assuntos/noticias/2024/janeiro/ mec-atua-para-garantir-acesso -a-internet-nas-escolas. Acesso em: 30 set. 2025.

ENCAMINHAMENTO

A seção O que estudei busca sistematizar e consolidar conceitos, sendo um momento de revisão e aplicação dos conteúdos em situações novas de reflexão. Em conjunto com as atividades distribuídas ao longo dos capítulos, essa seção sugere oportunidades de avaliação do processo de ensino e aprendizagem, mas também pode servir como avaliação somativa.

Ao incentivar a reflexão sobre os conceitos principais e a realização de uma autoavaliação, são oferecidos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprendizagem.

Ao final da unidade, promova um momento coletivo de troca de ideias, no qual os estudantes possam compartilhar impressões sobre o que aprenderam e sobre os desafios que encontraram. Essa prática valoriza a diversidade da turma, incentiva a escuta ativa e reforça a noção de que o aprendizado é um processo colaborativo e inclusivo, no qual cada voz e cada experiência contribuem para o crescimento de todos.

Nesta seção, os estudantes retomam e conectam aprendizagens dos capítulos 1 e 2, com atividades que seguem um fio condutor. A proposta é articular diferentes linguagens para que a turma aplique conceitos trabalhados na unidade em diferentes situações, resgatando e ampliando conhecimentos. Nos momentos de revisão, auxilie os estudantes a voltar às páginas citadas. Para esta unidade, escolhemos como fio condutor uma situação hipotética na qual estudantes estão se organizando para a elaboração de um seminário, cujo tema é “Mudanças no trabalho, tecnologias, energia, transporte e comunicação”.

O QUE ESTUDEI

Leia o diálogo entre alguns estudantes do 5o ano sobre o trabalho que precisam fazer. Depois, faça as atividades desta seção.

Mudanças no trabalho, tecnologias, energia, transporte e comunicação.

Qual é o tema mesmo?

Pessoal, precisamos organizar o seminário que o professor pediu.

Para começar, a gente precisa anotar algumas informações.

1 Cite exemplos de mudanças tecnológicas ocorridas:

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

a) no trabalho do campo, nas atividades agropecuárias;

b) no setor de serviços;

c) no setor do comércio;

d) no setor da indústria.

Na atividade 1, espera-se que os estudantes respondam, no item a, o uso de maquinários, como tratores e colheitadeiras nas atividades agrícolas e o uso de drones para o manejo do gado. No item b, poderão indicar o uso de tecnologias na prestação de serviços educacionais, por exemplo, a educação a distância (EaD). No item c, a venda de produtos on-line e a popularização de formas digitais de pagamento, como o Pix. Por fim, no item d, o uso de máquinas modernas e computadores no processo produtivo industrial, tornando-o mais rápido e eficiente. Na atividade 2, realize a leitura compartilhada da história em quadrinhos, promovendo uma associação entre o conteúdo e o título dela. Questione os estudantes se as tecnologias são, de certa maneira, as protagonistas da história. Verifique as respostas da turma e encaminhe a resolução dos itens. No item a, espera-se que os estudantes indiquem: no campo, a atividade agrícola, com o cultivo e a colheita de batatas; na cidade, a prestação de serviços, com as atividades realizadas no restaurante, além do serviço de entrega, que será realizado após a solicitação do cliente pelo aplicativo.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

2 Um dos estudantes teve a ideia de apresentar uma história em quadrinhos para fazer perguntas sobre o tema do seminário. Leia a história que ele encontrou e responda às questões.

ARIONAURO. [Relações entre o campo e a cidade]. [S. l.]: Arionauro Cartuns, 19 mar. 2021. Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/2021/03/quadrinhosrelacoes-entre-campo-cidade.html. Acesso em: 20 set. 2025.

Consulte respostas no Encaminhamento

a) Quais atividades de trabalho são mostradas na história em quadrinhos e onde elas acontecem?

b) Os meios de comunicação que aparecem na história em quadrinhos influenciaram, de alguma forma, as atividades de trabalho apresentadas? Por quê?

c) Como você acha que as batatas foram transportadas do campo até a cidade?

d) Quais fontes de energia podem ter sido utilizadas nas atividades retratadas na história em quadrinhos?

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No item b, espera-se que os estudantes respondam positivamente, pois, tanto no campo quanto na cidade, os meios de comunicação influenciaram o desenvolvimento das atividades econômicas. No campo, o pedido recebido por meio do tablet fez com que o agricultor aumentasse a produção de batatas. Na cidade, o uso do aplicativo, por meio do celular, impulsionou as vendas no restaurante e até mesmo o serviço de entrega (delivery).

No item c, espera-se que os estudantes citem o transporte rodoviário.

No item d, os estudantes poderão indicar o uso da energia elétrica, fornecida por meio das fontes de energia hidrelétrica, solar ou eólica. Já para o uso do trator, é necessário o uso de combustíveis fósseis, como o diesel, proveniente do petróleo. Por sua vez, os fornos, utilizados para o preparo dos alimentos, podem funcionar com energia elétrica ou gás de botijão, que é um derivado do petróleo.

ENCAMINHAMENTO

Dando prosseguimento às atividades da seção, para realizar a atividade 3, peça aos estudantes que observem a ilustração e digam o que a menina está fazendo. No item b, espera-se que eles indiquem que, antigamente, havia apenas o telefone, que tinha um fio, para fazer e receber chamadas e que, hoje, o telefone celular pode ter muitas funções, como fazer chamadas de vídeo, permitir comunicação escrita entre as pessoas, encontrar caminhos desconhecidos, fazer compras, entre outras.

No item c, espera-se que os estudantes expliquem que, antigamente, o jornal era totalmente impresso. Ao longo do tempo, com o advento da internet, as tiragens dos jornais impressos diminuíram, pois as pessoas começaram a ler essas notícias nos jornais disponíveis on-line, nos quais algumas notícias são liberadas gratuitamente e outras são pagas, por meio de assinaturas eletrônicas.

No item b da atividade 4, os estudantes devem responder que as fontes de energia renováveis se regeneram naturalmente ou são cultivadas; exemplos: solar, eólica, hidrelétrica etc. As não renováveis demoram muito tempo para se formar; exemplos: petróleo e carvão mineral.

A resposta do item c é a fácil instalação em locais distantes, onde a distribuição de energia elétrica não existe ou é precária.

3 Enquanto fazia o trabalho em casa, outra estudante teve a ideia de mostrar e explicar as transformações de um meio de comunicação. Observe a ilustração a seguir e faça as atividades.

a) Qual meio de comunicação aparece nas mãos da estudante?

b) Explique as mudanças que ocorreram nesse meio de comunicação ao longo do tempo.

Consulte respostas no Encaminhamento

c) Outro meio de comunicação que teve mudanças ao longo do tempo foi o jornal. Explique as mudanças desse meio de comunicação

Consulte respostas no Encaminhamento

4 Outro estudante que realizava o trabalho em casa apresentou uma notícia para falar de fontes de energia sustentáveis.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Telefone.

Aldeias Guarani no RS passam a contar com energia solar Duas aldeias Guarani do Rio Grande do Sul agora contam com sistemas próprios de geração de energia […].

[…]

[…] em Serra Bonita, na Teko’a Yvyty Porã, uma aldeia de difícil acesso […], foi adotada uma solução portátil e de fácil utilização: uma estação de energia solar pré-montada, com todos os compo- nentes integrados. O sistema permite que os próprios moradores conectem diretamente aparelhos como celulares,  notebooks e refri- geradores, garantindo autonomia energética em situações de queda da rede elétrica.

GITEL, Murilo. Aldeias Guarani no RS passam a contar com energia solar. Notícia Sustentável, [Salvador], 30 abr. 2025. Disponível em: br/energia-solar-indigenas-guarani/.https://www.noticiasustentavel.com. Acesso em: 4 set. 2025.

Consulte respostas no Encaminhamento.

solar pode ser apontada de acordo com a notícia?

Consulte respostas no Encaminhamento

5 Agora é a sua vez! Imagine que você é um dos componentes do grupo de estudantes. Proponha uma atividade para o seminário. Depois, troque-a com o colega para que um faça a atividade do outro. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a fazer uma pergunta que possa ser respondida com base nos conteúdos abordados na unidade.

AUTOAVALIAÇÃO

• Use as questões a seguir para avaliar suas ações ao longo desta unidade. No caderno, responda usando as palavras dos quadros. Aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.

Sempre

a) Respeitei o professor e os colegas?

b) Prestei atenção nas explicações?

c) Fiz as atividades propostas?

Às vezes

A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu e o que ainda precisa melhorar no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver estudantes PcD na turma, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas, quando necessário. Finalize pedindo um compromisso para a próxima aula, para que a autoavaliação tenha consequência prática.

Nunca

d) Pedi ajuda quando tive dúvidas?

e) Contribuí nas atividades em grupo? Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

30/09/25 14:39

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Esta unidade visa promover a reflexão sobre os impactos da ação humana no meio ambiente e a importância de práticas que preservam os recursos naturais.

No capítulo 1, serão abordados diferentes tipos de poluição, destacando suas causas e consequências para a qualidade de vida da população e para elementos físico-naturais (água, ar e solo).

O capítulo 2 envolve os estudantes em práticas de conscientização e reflexões sobre atitudes cotidianas que colaboram para a preservação ambiental, analisando ações individuais e coletivas voltadas à proteção da natureza, além de reconhecer o papel de órgãos públicos e da sociedade civil na construção de soluções.

A unidade também incentiva a leitura crítica de informações sobre o meio ambiente em diferentes fontes, como reportagens, imagens, mapas e campanhas educativas. Dessa forma, é possível encontrar oportunidades para desenvolver a autonomia dos estudantes na interpretação e na produção de ideias sobre sustentabilidade. A unidade busca, ainda, despertar o engajamento dos estudantes em práticas responsáveis, fortalecendo a consciência de que cuidar da natureza é uma responsabilidade de todos.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Reconhecer diferentes tipos de poluição, identificando suas causas e consequências para o ambiente e para a qualidade de vida das pessoas.

• Compreender como ações humanas afetam as paisagens naturais e culturais.

• Analisar práticas cotidianas de cuidado com o

UNіDADE

RESPEITAR A NATUREZA: DEVER DE TODOS 4

1

2

O que está representado na fotografia?

Um mutirão de limpeza da praia.

Em sua opinião, essa ação é importante para o meio ambiente?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento 3

Que tipos de problemas a ação da fotografia busca solucionar?

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

meio ambiente, compreendendo a importância de atitudes individuais e coletivas na preservação da natureza.

• Identificar o papel de órgãos públicos e organizações da sociedade civil na proteção e recuperação ambiental.

• Refletir sobre compromissos sociais e éticos relacionados à sustentabilidade.

• Ler e interpretar diferentes fontes de informação para compreender situações relacionadas à poluição e à preservação ambiental.

• Propor ações voltadas ao cuidado com o meio ambiente.

30/09/2025 15:19

Inicie a unidade com uma roda de conversa, chamando a atenção dos estudantes para o título e perguntando: o que significa “respeitar a natureza”? Que ações humanas indicam respeito à natureza? O que acontece quando a natureza não é respeitada? Por que respeitar a natureza é dever de todos?

Na atividade 2, incentive os estudantes a refletir sobre a importância de ações de limpeza e coleta de resíduos.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes respondam que esse tipo de atividade visa tornar o ambiente mais limpo, diminuir a poluição, melhorar a vida dos seres vivos que circulam e vivem nesse ambiente, entre outras respostas possíveis.

Explique aos estudantes que o plástico, representado na fotografia por elementos como as sacolas e redes, leva centenas de anos para se decompor na natureza e que, ao ser confundido com alimento por peixes e outros animais marinhos, pode provocar sua morte. No intuito de associar o tema à realidade dos estudantes e resgatar conhecimentos prévios, pergunte a eles se já notaram lixo plástico em ruas, rios ou praias e perto da moradia ou da escola. Em caso de respostas afirmativas, pergunte a eles como se sentiram ao se depararem com essa situação e se conseguem indicar maneiras de se evitar esse tipo de problema, mobilizando a habilidade EF05GE11. Ressalte a importância de sempre procurarmos lixeiras em locais públicos e, caso não as encontremos, guardarmos o lixo que produzimos conosco até encontrarmos um local adequado para o descarte.

Mutirão de voluntários para limpeza da praia da Amendoeira, no Rio de Janeiro (RJ), em 2024.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Identificar e diferenciar os principais tipos de poluição, compreendendo suas causas e consequências para a saúde humana e para o meio ambiente.

• Reconhecer a responsabilidade do poder público na criação e aplicação de leis e de campanhas educativas e em ações de fiscalização para reduzir a poluição.

• Valorizar a participação social na redução dos impactos ambientais.

• Compreender como a arte pode ser utilizada como recurso de conscientização e crítica sobre problemas ambientais.

• Ler e interpretar dados expressos em gráficos, desenvolvendo a capacidade de analisar informações em diferentes linguagens.

BNCC

HABILIDADES

(EF05GE10) Reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental e algumas formas de poluição dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras etc.).

(EF05GE11) Identificar e descrever problemas ambientais que ocorrem no entorno da escola e da residência (lixões, indústrias poluentes, destruição do patrimônio histórico etc.), propondo soluções (inclusive tecnológicas) para esses problemas.

(EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

1 TIPOS DE POLUIÇÃO

Observe as imagens a seguir.

TEMA CONTEMPORÂNEO TRANSVERSAL (TCT)

• Meio Ambiente (Educação Ambiental e Educação para o Consumo)

ATIVIDADES

Selecione diversas fotografias que mostrem diferentes tipos de poluição e exiba-as para os estudantes, perguntando-lhes se conseguem identificar quais elementos de cada paisagem estão sendo poluídos e qual é a fonte poluidora. Essa atividade também objetiva resgatar conhecimentos prévios; portanto, não é esperado que os estudantes analisem corretamente todas as situações.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

1 O que está acontecendo nas imagens?

2 Como você acha que as pessoas se sentem em lugares como esses? Por quê?

3 No bairro ou no município onde você mora, há locais com problemas semelhantes aos mostrados nas imagens? Quais?

4 Leia os adjetivos a seguir e copie no caderno aqueles que podem descrever as imagens da página anterior.

tranquilo  agitado  agradável  barulhento  silencioso  poluído limpo  seguro  desagradável

5 Em sua opinião, o que pode ser feito para tornar esses espaços mais agradáveis para as pessoas?

Resposta pessoal. Consulte comentários no Encaminhamento

A poluição ocorre quando substâncias, como esgoto, resíduos sólidos, entre outras, são despejadas no ambiente pela ação humana, prejudicando os seres vivos.

A poluição pode contaminar as águas de rios, mares, lagos e lagoas, o ar que respiramos, as paisagens que observamos ou até mesmo o som do ambiente onde estamos. A poluição pode afetar a vida de plantas, animais e pessoas de diferentes maneiras. Por isso, é importante saber as causas dos diversos tipos de poluição e como evitá-las.

6 No caderno, associe cada imagem da página anterior ao tipo de poluição que ela representa.

Consulte respostas no Encaminhamento

poluição do solo – poluição do ar – poluição visual –poluição das águas

A atividade levanta conhecimentos prévios dos estudantes sobre alguns tipos de poluição bastante comuns em muitas cidades. 4 1 3 2

FIQUE LIGADO

• LORD, Michelle. A sujeira que fizemos. Ilustrações: Julia Blattman. Tradução: Alexandre Boide. São Paulo: Melhoramentos, 2022. No livro, é possível aprender como a poluição das águas é prejudicial à vida na Terra e como fazer a diferença ajudando na preservação das águas.

ENCAMINHAMENTO

se sentiram, com o objetivo de contribuírem com relatos de suas próprias vivências. Deixe-os livres para compartilhar suas experiências, garantindo que nenhum estudante se sinta pressionado ou constrangido ao trazer suas contribuições.

Na atividade 3 , garanta que a conversa com a turma ocorra de forma a não expor os estudantes a situações constrangedoras.

Na atividade 5, a resposta é pessoal. É possível que os estudantes respondam: limpar o rio, governos proibirem carros e fábricas de soltar gases poluentes, entre outras ações. Peça que indiquem mudanças nas cenas, de modo que o local representado passe a ser mais agradável àqueles que o frequentam. Dessa maneira, é possível desenvolver com a turma atitudes propositivas para problemas observados no cotidiano.

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Inicie o capítulo solicitando aos estudantes que observem as cenas. Nesse momento, o objetivo é resgatar conhecimentos prévios e trabalhar a percepção dos estudantes a respeito das características presentes nas imagens, relacionando-as a emoções, opiniões e experiências pessoais.

Na atividade 1, peça aos estudantes que observem as cenas atentamente e indiquem o que está acontecendo em cada uma delas.

Na atividade 2, eles devem imaginar como as pessoas se sentem em ambientes como os representados, justificando suas respostas. O momento é oportuno para trabalhar a empatia. A atividade demanda o reconhecimento de algumas características presentes nas ilustrações. Um dos objetivos é verificar se os estudantes relacionam o adjetivo poluído às situações representadas nas cenas. Pergunte a eles se sabem o que significa um ambiente poluído e quais elementos das imagens se relacionam a essa condição. Pergunte também se já estiveram em um lugar parecido e como

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Inicie o trabalho com a dupla de páginas solicitando aos estudantes que observem a primeira fotografia e, a partir dela, respondam às perguntas propostas. Em seguida, trabalhe o conceito de poluição atmosférica (ou poluição do ar), mencionando as diversas atividades humanas que contribuem para esse processo e como ele ocorre no campo e na cidade. Explique, ainda, como esse tipo de poluição pode afetar áreas distantes daquelas onde é gerada por meio da ação dos ventos.

É importante que os estudantes compreendam que a emissão de gases tóxicos ocorre a partir das diversas atividades mencionadas. Além disso, esses gases podem ter efeitos nocivos à saúde humana e ao desenvolvimento dos demais seres vivos, uma vez que pode provocar doenças e desequilíbrios ambientais que afetam a qualidade de vida. Em seguida, trabalhe com os estudantes a ideia de que, embora ações individuais sejam importantes, o poder público deve formular leis e aplicar políticas públicas que garantam a redução da poluição. Dessa maneira, são trabalhadas noções de cidadania ao reconhecerem o papel dos agentes públicos na questão ambiental e a importância de a população acioná-los, auxiliando no trabalho com a habilidade EF05GE12. Questione quais das ações apresentadas eles conseguem identificar na comunidade, no bairro ou no município onde vivem, de modo a conectar os conhecimentos trabalhados na aula à vivência cotidiana deles, como demanda a habilidade EF05GE11.

Na atividade 4 , item a , espera-se que os estudantes respondam que é um ambiente urbano com fábricas e automóveis emitindo gases. No item b, o personagem parece aflito, com problema respiratório e

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

Observe a imagem a seguir.

1 Que atividade está liberando gases poluentes no ar?

2 Que danos esse tipo de poluição pode trazer aos seres vivos?

Doenças respiratórias em pessoas e animais, além de prejudicar o crescimento das plantas.

A fotografia mostra a poluição do ar, também chamada poluição atmosférica. Funcionamento de veículo motorizado.

A poluição atmosférica é causada pela liberação de gases poluentes no ar por diversas fontes, como indústrias, queima de combustíveis fósseis (por exemplo, o petróleo), queimadas em florestas ou plantações, entre outras.

Nas grandes cidades, há maior concentração de pessoas, veículos e atividades industriais; por isso, muitas vezes, a qualidade do ar é ruim. No campo e nas áreas de floresta, também ocorre poluição do ar. Nesse caso, os gases são gerados principalmente pelas queimadas. A poluição atmosférica pode chegar a locais distantes, porque os ventos carregam os gases poluentes. Observe a fotografia com a paisagem.

desejando estar em um lugar com ar mais puro. No item c, espera-se que os estudantes identifiquem que o balão de pensamento está mostrando que o personagem deseja estar em um lugar com mais verde e menos poluição, onde o ar é mais puro e saudável.

Por fim, utilize a charge como recurso para estimular o pensamento crítico. Esse recurso também promove maior engajamento e diálogo em sala de aula, uma vez que desperta a curiosidade e incentiva a troca de ideias.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Caminhão solta fumaça em estrada em Campo Mourão (PR), em 2025.
Fumaça de queimadas que ocorreram na Floresta Amazônica chegam a São Paulo (SP), em 2024.

Como reduzir esse problema?

Em nosso dia a dia, podemos adotar medidas para diminuir a emissão de gases poluentes. No entanto, é importante que os governos também definam ações que reduzam a poluição e ajudem a população a lidar com os efeitos dela.

Vamos conhecer algumas dessas medidas?

População

Preferir usar transporte pú- blico, bicicleta ou carona, sempre que possível.

Cobrar ações do governo e de empresas para reduzir a poluição.

Economizar energia elétrica em casa para, assim, usar menos energia de usinas termelétricas.

Governos

Fiscalizar e controlar as emissões de gases poluentes das indústrias.

Plantar e preservar árvores.

Não provocar queimadas.

TEXTO

COMPLEMENTAR

Oferecer transporte público eficiente, que incentive as pessoas a usá-lo.

Fazer campanhas para que as contribuampessoas para a melhoria do ar, como não realizar queimadas.

Monitorar a qualidade do ar e informar à população quando houver riscos à saúde.

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que ações individuais e governamentais podem impactar positivamente a redução da poluição atmosférica.

3 Quais das ações apresentadas são realizadas na comunidade, no bairro ou no município onde você vive?

4 Observe a charge e, depois, responda às questões.

Consulte respostas no Encaminhamento

a) Como é o local onde o personagem se encontra?

b) Como o personagem está reagindo à poluição?

c) O que o balão de pensamento está mostrando?

d) Por que, mesmo que o personagem alcance o desejo dele, é possível que enfrente o mesmo problema?

4. d) Porque em áreas de floresta e no campo também pode ocorrer poluição atmosférica devido a queimadas, por exemplo. ARIONAURO. [Poluição do ar: cidade]. [S. l.]: Arionauro Cartuns, 2 abr. 2024. Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/2024/04/ charge-poluicao-do-ar-cidade.html. Acesso em: 4 set. 2025.

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

A Política Nacional de Qualidade do Ar é instituída pela LEI NO 14.850, DE 2 DE MAIO DE 2024 e tem como principais objetivos assegurar a preservação da saúde pública, do bem-estar e da qualidade ambiental para as presentes e futuras gerações; assegurar o adequado monitoramento da qualidade do ar; fomentar a pesquisa científica aplicada à tecnologia e à inovação; reduzir progressivamente as emissões e as concentrações de poluentes atmosféricos; propor e estimular a adoção, o desenvolvimento e o aprimoramento de tecnologias limpas, com vistas à proteção da saúde e à melhoria da qualidade do ar; alinhar-se com as políticas de combate à mudança do clima; assegurar o acesso amplo a dados e informações públicas atualizadas de monitoramento e de gestão da qualidade do ar; e fortalecer a gestão da qualidade do ar nos órgãos e nas entidades que integram o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). […]

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• QUANDO o ar ‘pesa’: o que a Cetesb faz no período crítico de estiagem em SP. Agência SP, São Paulo, 26 ago. 2025. Disponível em: https://www.agenciasp.sp.gov.br/o-que-a-cetesb -faz-no-periodo-de-estiagem/. Acesso em: 29 set. 2025. A notícia menciona diversas medidas tomadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para lidar com a poluição atmosférica, principalmente em períodos de grande estiagem, nos quais a concentração de poluentes no ar aumenta consideravelmente.

SCABIN, Denise. Política Nacional de Qualidade do Ar São Paulo: Portal de Educação Ambiental, 12 ago. 2025. Disponível em: https://semil. sp.gov.br/educacaoambiental/ prateleira-ambiental/politica -nacional-de-qualidade-do-ar/. Acesso em: 29 set. 2025.

ENCAMINHAMENTO

O conteúdo sobre poluição das águas já foi trabalhado no volume 3 e é retomado a partir de uma abordagem mais minuciosa no volume 5. O objetivo é aprofundar as formas de poluição das águas, atendendo, assim, à habilidade EF05GE10.

Você pode iniciar a aula com a atividade proposta no boxe +ATIVIDADES, de forma a sensibilizar os estudantes para o tema.

Explore com os estudantes a fotografia, perguntando se já observaram cenas parecidas e onde isso ocorreu.

Amplie a atividade 2 questionando os estudantes sobre a origem do esgoto e do lixo que aparecem na fotografia. Explique que grande parte do esgoto e do lixo que chegam às águas dos rios e dos oceanos têm origem em localidades distantes.

Explore a ilustração da página 119 perguntando: qual é a função dos agrotóxicos nas plantações? Espera-se que os estudantes respondam que é combater as pragas que afetam as plantas. Em seguida, pergunte quais são as duas formas de aplicação de agrotóxicos que aparecem na imagem. A resposta é: aplicação por avião e manual (pelos trabalhadores). Pergunte também como ocorre a contaminação das águas subterrâneas. Os estudantes devem responder que o produto se infiltra no solo até alcançar essas águas e contaminá-las, chegando até mesmo aos corpos de água maiores, como rios e oceano.

Aproveite o momento para desenvolver a mentalidade marítima e a cultura oceânica, auxiliando os estudantes na compreensão de que os oceanos e rios fazem parte de nossa vida, mesmo quando não moramos perto deles ou quando não dependemos diretamente deles. Mencione que muitos dos produtos que consumimos chegam até nós

POLUIÇÃO DAS

ÁGUAS

Observe a imagem a seguir.

1 Que tipo de poluição aparece na fotografia?

2 O que está causando a poluição retratada?

3 Esse tipo de poluição prejudica a vida de pessoas e demais seres vivos? Explique. Poluição das águas.

Despejo de esgoto em rios e córregos. Explique que atividades domésticas, comerciais e de serviços nas cidades podem ser fontes poluidoras.

Sim, essa poluição faz com que a água fique imprópria para consumo, cause doenças nas pessoas e nos animais, mate peixes e plantas aquáticas e prejudique a pesca e o turismo.

A poluição das águas é a contaminação de águas de córregos, rios, lagoas, oceanos e outros corpos de água causada pelo descarte de esgoto, resíduos sólidos, agrotóxicos, petróleo, entre outras substâncias.

Além do despejo inadequado de esgoto, outras atividades podem poluir rios e mares, como a agricultura, a pecuária, a indústria, a pesca comercial e o extrativismo mineral.

No campo, os agrotóxicos e os fertilizantes usados nas plantações podem acabar em contato com o solo, infiltrando-o até contaminarem as águas subterrâneas

Água subterrânea: fonte de água abaixo da superfície terrestre.

por navios, que o mar influencia o clima e que o lixo produzido nas cidades pode parar nos oceanos. Faça perguntas como: mesmo morando longe do mar, como ele está presente em sua vida? Como o mar pode ser afetado por ações realizadas nas cidades?

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Córrego poluído por despejo de esgoto em São Paulo (SP), em 2024.

Observe a imagem a seguir.

Contaminação do solo e das águas subterrâneas

Na pecuária, os dejetos dos animais também podem ser levados pela chuva até rios e córregos, contaminando-os.

A indústria, por sua vez, ao descartar rejeitos de sua produção sem o devido tratamento, contamina as águas ao seu redor.

Elementos fora de proporção. As cores não correspondem aos tons reais.

Elaborado especialmente para esta obra em 2025.

TEXTO COMPLEMENTAR

O Brasil é o oitavo país do globo e o maior poluidor da América Latina quando o assunto é o descarte de plástico no oceano. São 1,3 milhão de toneladas lançadas anualmente revela o relatório Fragmentos da Destruição: impacto do plástico à biodiversidade marinha brasileira lançado […] pela Organização não Governamental (ONG) Oceana. Esse volume representa 8% desse tipo de poluição em todo o planeta.

[…]

A poluição das águas gera impactos negativos ao meio ambiente e aos seres vivos e prejudica a preservação das fontes de água potável no presente e para o futuro. Por isso, é importante que os governos criem leis para controlar o uso de substâncias poluentes e fiscalizem se o descarte dos rejeitos é realizado de maneira adequada, ou seja, com tratamento.

Outra ação importante para minimizar a poluição das águas é a construção de estações de tratamento de esgoto (ETEs). Essas estações têm a função de tratar o esgoto das moradias, do setor de comércio e serviços e das indústrias. Após o tratamento, a água pode ser devolvida com segurança aos rios, lagos ou mar, sem que os polua. Essa água não é potável, mas já está limpa o suficiente para não prejudicar o meio ambiente.

Água potável: água própria para consumo.

4 A poluição das águas ocorre apenas nas cidades? Explique.

Não. Atividades econômicas do campo também podem poluir as águas, como a agricultura e a pecuária.

5 De que forma a poluição das águas afeta todos os seres vivos? Explique.

Espera-se que os estudantes concluam que todos os seres vivos são afetados pela poluição das águas, pois a água é fundamental para a vida de animais e plantas.

ATIVIDADES

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Leve para a sala de aula dois recipientes transparentes, como garrafas PET cortadas ou potes de vidro. Encha um deles apenas com água limpa e, no outro, adicione água misturada a alguns resíduos simples, como pedaços de papel, tampinhas de plástico e/ou alumínio, pedaços de sacola plástica ou canudos. Mostre os dois recipientes aos estudantes e peça que observem atentamente. Em seguida, solicite que descrevam as diferenças entre os recipientes, destacando a cor, a presença de objetos e a visibilidade da água.

A partir dessa observação, pergunte o que acontece quando o lixo é descartado em rios ou no mar. Faça questionamentos como: vocês acham que os animais conseguem viver bem nesse ambiente? Como ficariam as pessoas que dependem dessa água para beber ou cozinhar?

A atividade convida os estudantes a refletir sobre os impactos causados pela poluição em corpos hídricos.

O impacto dessa poluição sobre os ecossistemas e até sobre a alimentação humana são algumas das evidências observadas pelos pesquisadores, que constataram a ingestão de plástico em 200 espécies marinhas, das quais 85% estão em risco de extinção. Desses animais, um em cada 10 morreu em decorrência de problemas como desnutrição e diminuição da imunidade após a exposição a compostos químicos nocivos às espécies, descreve o relatório.

[…]

SINIMBÚ, Fabíola. Brasil lança por ano 1,3 milhão de toneladas de plástico no oceano. Agência Brasil, Brasília, DF, 17 out. 2024. Disponível em: https:// agenciabrasil.ebc.com.br/meio -ambiente/noticia/2024-10/ brasil-lanca-por-ano-13-milhao -de-toneladas-de-plastico-no -oceano. Acesso em: 29 set. 2025.

Vista aérea de estação de tratamento de esgoto em Brusque (SC), em 2025.

ENCAMINHAMENTO

Trabalhe com os estudantes o conceito de marés negras, fenômeno causado pelo derramamento de petróleo no mar. Utilize a fotografia presente na página para mostrar aos estudantes como esse tipo de poluição se manifesta e pergunte: como vocês acham que essa mancha afeta os animais que vivem no mar? O que poderia ser feito para evitar esse tipo de problema? Quem deve ser responsabilizado pelo problema? É importante, ao longo de todo o capítulo, reforçar com os estudantes que as ações individuais são muito importantes na redução da poluição dos mais diversos tipos, mas que o poder público também é responsável por ações que controlem atividades potencialmente poluidoras e mitiguem os danos eventualmente causados pelas diversas atividades humanas.

Prossiga abordando a questão do descarte do óleo de cozinha, produto muito comum nos domicílios brasileiros. Utilize a ilustração para expor o caminho que o óleo realiza desde o momento em que deixa as residências até sua chegada aos corpos hídricos, bem como as consequências desse descarte inadequado. Pergunte aos estudantes como esse resíduo costuma ser descartado nas moradias deles, cuidando para que não haja constrangimento caso alguns deles reconheçam que suas famílias descartam o óleo de maneira inapropriada. Na atividade 2, a resposta é pessoal. Estabeleça as informações que os estudantes devem coletar ao realizar a pesquisa: nome da ONG ou do estabelecimento, localização, instruções de coleta do óleo, entre outras. Durante a realização da atividade, os estudantes podem descobrir que não há coleta de óleo no bairro, na comunidade ou no município onde vivem. Nesse caso, incentive-os a procurar

Marés negras

O petróleo é um combustível fóssil e um dos principais recursos naturais usados no mundo. Além de a queima de derivados de petróleo poluir o ar, há outros riscos de poluição, pois grande parte da exploração desse recurso acontece no mar. Navios e oleodutos transportam petróleo e seus derivados por longas distâncias, atravessando oceanos e mares.

Se há um acidente nas plataformas de exploração de petróleo ou com os navios petroleiros ou, ainda, o rompimento dos oleodutos, o petróleo ou seus derivados vazam e contaminam o ambiente, formando grandes manchas, chamadas maré negra. Esse é um grande problema ambiental, pois causa a morte de muitos animais marinhos. A limpeza das águas atingidas pode levar anos, prejudicando atividades como a pesca e o turismo. Observe a fotografia.

Oleoduto: tubulação para transporte de petróleo e seus derivados.

Derramamento de óleo no mar, na costa da Tailândia, em 2023.

Caminhos do óleo de cozinha

As atividades domésticas também geram substâncias que poluem as águas. Uma delas é o óleo de cozinha, que nunca deve ser descartado na pia, pois, ao chegar a rios e mares, pode prejudicar animais e plantas aquáticas e liberar gases poluentes.

Observe, a seguir, as etapas para se descartar corretamente o óleo usado.

1 Espere o óleo esfriar e retire as sobras de alimento com a ajuda de uma peneira.

Elementos fora de proporção. As cores não correspondem aos tons reais.

2 Com a ajuda de um funil, despeje o óleo que será descartado em uma garrafa PET.

3 Tampe a garrafa.

4 Pesquise um estabelecimento ou uma organização não governamental (ONG) que recicle esse tipo de material e, quando a garrafa estiver cheia, leve-a até o ponto de coleta.

Elaborado com base em: CONFIRA o caminho do óleo até a sua transformação em biodiesel. Curitiba: Óleo Amigo, c2025. Disponível em: https://www. oleoamigo.com. br/#coleta-2/. Acesso em: 2 set. 2025.

iniciativas em outras localidades e aproveite a inexistência da coleta para debater a dificuldade em adotar atitudes mais sustentáveis, que nem sempre dependem apenas da nossa vontade. Dessa maneira, é possível discutir a importância de ações de incentivo do poder público, de iniciativas individuais e de organizações preocupadas com questões ambientais.

Aproveite a discussão da atividade para introduzir o projeto de coleta de óleo e produção de sabão mostrado no texto “Sabão do Morro: projeto cria produtos de limpeza a partir do óleo reciclado na Rocinha”. Leia com os estudantes a notícia que apresenta o projeto. O exemplo mostra como práticas sustentáveis podem impactar positivamente comunidades, gerando renda, empregando mão de obra local e minimizando os impactos ao meio ambiente. Caso os estudantes não saibam o significado da palavra biodegradável, explique que se trata de um material que pode ser decomposto naturalmente por microrganismos em um período relativamente curto de tempo. Durante esse processo, ele se transforma em substâncias mais simples, que retornam ao ambiente sem causar grandes impactos.

1 Como é descartado o óleo de cozinha usado em sua moradia?

Resposta pessoal. Atente para não haver constrangimento entre os estudantes, caso eles reconheçam que a maneira como suas famílias descartam o óleo não é a correta.

2 Pesquise lugares como organizações não governamentais (ONGs) ou estabelecimentos comerciais em seu município onde o óleo possa ser entregue. Registre no caderno o que você descobriu.

Respostas pessoais. Consulte orientações no Encaminhamento

O óleo de cozinha também pode ser matéria-prima para a produção de outro produto: o sabão. Leia a notícia a seguir.

Sabão do Morro: projeto cria produtos de limpeza a partir do óleo reciclado na Rocinha

[…]

Em um dos acessos à Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, dentro do CIEP Ayrton Senna da Silva, você pode encontrar o projeto social Família na Mesa […]. Uma das iniciativas mais recentes do projeto é a reciclagem de óleo de cozinha usado para fazer sabão biodegradável: o Sabão do Morro, como já foi batizado.

[…] O objetivo do projeto é mostrar na prática como a comunidade pode combater o descarte inadequado de óleo de cozinha usado com a reciclagem.

[…]

Além dos moradores, o Biosabão também tem parceria com restaurantes e bares, que enviam o óleo para a fábrica do projeto. […]

Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), o “óleo coletado [na comunidade] é encaminhado para uma usina de reciclagem, onde passa por processo de filtragem e purificação, sendo transformado em sabão biodegradável por meio de um processo químico sustentável”.

LOPES, Osvaldo. Sabão do Morro: projeto cria produtos de limpeza a partir do óleo reciclado na Rocinha. Fala Roça, Rio de Janeiro, 3 ago. 2023. Disponível em: https://falaroca.com/sabao-projeto-oleo-rocinha/. Acesso em: 2 set. 2025.

3 Qual é a importância da reciclagem do óleo para a comunidade da Rocinha?

Ela ajuda a combater o descarte inadequado do óleo de cozinha no meio ambiente e permite a produção de sabão biodegradável, que pode ser usado na própria comunidade.

4 Quais grupos contribuem para o projeto “Biosabão”?

Moradores da Rocinha, bem como restaurantes e bares da região, que participam enviando o óleo usado para o projeto.

121

PARA O PROFESSOR

• DESCARTE de óleo de cozinha: como fazer. Univasf Sustentável , Petrolina, 15 fev. 2019. Disponível em: https:// portais.univasf.edu.br/ sustentabilidade/noticias -sustentaveis/descarte -de-oleo-de-cozinha -como-fazer. Acesso em: 30 set. 2025. O texto apresenta um guia para o descarte correto do óleo de cozinha e os impactos ambientais do descarte inadequado desse material.

Já os materiais não biodegradáveis demoram até centenas de anos para se desfazerem e tendem a se acumular no meio ambiente, gerando poluição e riscos aos seres vivos. Por fim, oriente os estudantes a retomar o conteúdo sobre o descarte e a reciclagem do óleo de cozinha, destacando as etapas principais do processo. Peça que registrem no caderno, por meio de desenhos, o percurso do óleo desde o uso na cozinha até a coleta, o armazenamento adequado e a transformação em novos produtos. Circule pela sala de aula para observar se eles compreenderam a ordem correta das etapas e incentive-os a usar legendas curtas para explicar cada desenho, garantindo que não apenas ilustrem, mas também expressem a compreensão do conteúdo. Valorize a criatividade sem perder de vista a clareza das informações, corrigindo eventuais equívocos conceituais de forma coletiva. Ao final, promova um momento de socialização, convidando alguns estudantes a compartilhar seus registros com a turma, de modo a favorecer a troca de ideias e a consolidação do aprendizado.

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

A seção Ideia puxa ideia mobiliza o Tema Contemporâneo Transversal Meio Ambiente (Educação Ambiental e Educação para o Consumo), realizando interdisciplinaridade com Arte.

Inicie a abordagem pedindo aos estudantes que observem a imagem da obra de Vik Muniz e pergunte se, em um primeiro olhar, eles afirmariam que ela foi elaborada com material descartado. Pergunte a eles, também, se a imagem pode ser considerada uma obra de arte e peça que justifiquem suas respostas. Espera-se que eles afirmem que a imagem pode ser considerada uma obra de arte, porque foi feita com intenção artística e transmite uma mensagem. A composição, a escolha dos materiais (itens recicláveis) e a representação de uma figura humana demonstram criatividade e intenção expressiva, elementos que caracterizam uma obra artística. Alguns estudantes podem hesitar em chamar de “arte” algo feito com lixo ou materiais reciclados. Incentive-os a refletir sobre como a arte contemporânea rompe com padrões tradicionais e valoriza novas formas de expressão. É uma boa oportunidade para apresentar diferentes estilos artísticos.

Na atividade 1, espera-se que os estudantes respondam, por exemplo, que é provável que o artista tenha querido chamar a atenção para o problema do lixo e para a situação dos trabalhadores que dele vivem.

A atividade 2 incentiva a imaginação e a capacidade de síntese dos estudantes, revelando como cada um pode interpretar a imagem de maneira diferente, o que é muito valorizado na apreciação artística. Aproveite para explicar que muitas obras de arte recebem nomes simbólicos e abertos à interpretação.

Aproveite o boxe para apresentar aos estudantes o artista

IDEIA PUXA IDEIA

Meio ambiente na Arte

Entre os anos de 2007 e 2009, o artista plástico Vik Muniz fotografou catadores de materiais recicláveis no bairro Jardim Gramacho, no município de Duque de Caxias (RJ). Na época, o bairro abrigava o maior lixão ao ar livre do Brasil. O artista criou obras de arte, com base nas fotografias que tirou, utilizando os materiais recolhidos por essas pessoas. Com isso, ele destacou a importância da reciclagem e das pessoas que trabalham com os materiais descartados. Observe uma dessas obras na imagem.

Irma, a portadora, de Vik Muniz, 2008. Instalação em grande escala.

1 Em sua opinião, que mensagem o artista quis transmitir ao usar materiais reaproveitados em suas obras?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

2 Que título você daria a essa obra? Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

Vik Muniz (1961-) é um artista brasileiro conhecido por utilizar diversos materiais em suas obras, como chocolate, brinquedos, materiais recicláveis e até açúcar.

Em 2012, o lixão que existia no bairro Jardim Gramacho teve suas atividades encerradas, pois os lixões passaram a ser proibidos no Brasil.

TEM MAIS

A Lei no 12.305/2010, que estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, trata de diversos casos que envolvem o descarte de materiais no Brasil. Ela define que os aterros sanitários com controle ambiental devem ser o destino dos resíduos sólidos.

brasileiro Vik Muniz, conhecido por criar diversas obras de arte com materiais inusitados (entre eles, lixo). Mencione também o documentário Lixo extraordinário, dirigido por Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley e produzido pela O2 Filmes em 2010, filmado a partir das obras que Vik Muniz produziu no antigo lixão que existia no bairro Jardim Gramacho, em Duque de Caxias (RJ). Explique que esse lixão não existe mais, pois a Lei no 12.305/2010 determinou que os aterros sanitários com controle ambiental são o destino adequado para os resíduos sólidos. No entanto, ainda há muitos municípios brasileiros que não cumprem essa lei (BRASIL. Lei no 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília, DF: Casa Civil, [2025]. https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm. Acesso em: 30 set. 2025).

Explore o gráfico com os estudantes, auxiliando-os na interpretação dos dados. Explique que os resíduos sólidos urbanos (ou lixo urbano) são todos os materiais descartados por atividades humanas em áreas urbanas, como residências, comércio e serviços. Eles incluem diversos

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Observe o gráfico, que mostra o destino dos resíduos sólidos urbanos em cada região do Brasil.

3 Em qual região do Brasil o percentual de resíduos sólidos urbanos descartados em local adequado é maior?

Na região Sudeste.

4 Em qual região o percentual de resíduos sólidos urbanos descartados em local inadequado é maior?

Na região Norte.

5 Em sua opinião, que problemas o descarte de resíduos sólidos em locais inadequados pode provocar?

Brasil: descarte de resíduos sólidos urbanos por região (2024)

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RESÍDUOS E MEIO

AMBIENTE. Panorama dos resíduos sólidos no Brasil 2024 São Paulo: Abrema, 2024. p. 35. Disponível em: https://www. abrema.org.br/panorama/. Acesso em: 2 set. 2025.

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

6 Você sabe para onde vão os resíduos sólidos produzidos em sua residência? Realize uma pesquisa e escreva no caderno um pequeno texto contando o que descobriu.

ATIVIDADES

Nesta atividade, os estudantes devem criar o Museu do Reaproveitamento. Para isso, instrua-os, com a ajuda de um responsável, a escolher alguns objetos da moradia que podem ter um novo uso ou que seriam descartados. Eles devem criar um uso para esses objetos e, com a ajuda do professor, organizar uma exposição com suas criações. No dia da exposição, as produções da turma devem ser apresentadas à comunidade escolar. É importante que os estudantes expliquem o que é sua criação e como o novo uso dado ao objeto escolhido contribui para reduzir a poluição do meio ambiente.

7 Você também pode produzir arte com objetos que seriam descartados. Realize os passos a seguir.

a) Com a ajuda de um adulto de seu convívio, selecione materiais que seriam descartados.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

b) Juntos, produzam uma pintura, colagem ou escultura. Peçam para alguém tirar uma fotografia do que vocês produziram.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento Produção pessoal.

c) Em sala de aula, compartilhe sua produção com os colegas, e conversem sobre como a arte pode ajudar o meio ambiente.

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

ATENÇ ÃO

Peça a ajuda de um adulto responsável para encontrar e selecionar os materiais para essa atividade. Não busque esses materiais fora de casa ou sem acompanhamento.

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tipos, como resíduos domiciliares, comerciais, públicos, de serviços de saúde, de construção civil e eletrônicos.

Na atividade 5, a resposta é pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que o descarte inadequado desses materiais provoca poluição e causa danos ao meio ambiente. Na atividade 6, oriente os estudantes a investigar se há coleta de resíduos sólidos, se essa coleta é seletiva ou não, entre outras possibilidades. Oriente-os a buscar informações em fontes confiáveis e oficiais. Na atividade 7, convide os estudantes a criar obras de arte com materiais recicláveis. No item a, incentive-os a solicitar auxílio aos responsáveis para o desenvolvimento da atividade, de modo que ocorra participação familiar no debate sobre o descarte do lixo. No item c, permita que os estudantes discutam livremente, sempre incentivando o respeito mútuo e a valorização do meio ambiente.

ENCAMINHAMENTO

Inicie explorando as fotografias na dupla de páginas e conversando com os estudantes sobre as atividades 1 e 2. Na atividade 1, espera-se que os estudantes percebam que o ambiente representado é uma estrada, com um longo engarrafamento de veículos e obras em andamento e, portanto, um ambiente barulhento. Na atividade 2, a resposta é pessoal. Permita que os estudantes se expressem e, se julgar pertinente, faça outras perguntas complementares, tais como: vocês conseguem se concentrar em um ambiente com barulho? O entorno da escola é silencioso ou barulhento? Se for barulhento, o que pode ser feito sobre isso?

Esse conteúdo aborda um tema próximo do cotidiano dos estudantes, capaz de gerar impactos no bem-estar deles. Por isso, é importante explorar o assunto com sensibilidade, partindo da realidade da turma. O objetivo é desenvolver a percepção crítica sobre os sons ao redor dos ambientes onde vivem e incentivar atitudes de respeito ao espaço coletivo. Isso pode ser feito em relação ao ambiente da sala de aula e a outros espaços da escola.

Leia com a turma o trecho explicativo sobre poluição sonora, fazendo pausas para comentar e explicar termos como decibéis.

A atividade 3 pede aos estudantes que identifiquem, entre diversas ações, aquelas que podem ajudar as pessoas e o poder público a reduzir a poluição sonora. Leia com eles cada um dos itens ou solicite que cada item seja lido em voz alta por um estudante, e a turma, então, deve sinalizar se a ação corresponde a uma ação positiva ou não. Após a realização dessa atividade, instrua os estudantes a registrar no caderno as ações indicadas como positivas.

OUTROS TIPOS DE POLUIÇÃO

Observe a cena da fotografia.

1 O que está acontecendo nessa imagem? Explique.

2 No lugar onde você mora, há sons que incomodam você ou as pessoas de seu convívio?

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

Congestionamento e obras na via em Mirassol (SP), em 2025.

A poluição sonora ocorre quando há excesso de ruídos e sons em um ambiente. Além de atrapalhar a concentração em atividades importantes, como estudo, trabalho ou descanso, a poluição sonora pode afetar a saúde humana e causar danos à audição.

Os ruídos de um local são medidos em decibéis (dB). De acordo com recomendações da Organização Mundial de Saúde, deve-se evitar ruídos acima de 75 decibéis. Uma buzina de carro, por exemplo, emite um ruído maior que 80 decibéis.

A poluição sonora não se acumula no meio ambiente como os outros tipos de poluição. Mas ela também prejudica a qualidade de vida das pessoas e de animais e é muito presente em cidades e em locais próximos a estradas e rodovias.

3 Leia as medidas a seguir e copie no caderno aquelas que podem ajudar as pessoas e os governos a reduzir a poluição sonora.

a) Ligar a TV em volume muito alto.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

b) Respeitar o horário de silêncio do local de moradia.

c) Buzinar no trânsito sempre que sentir vontade.

d) Limitar o horário de realização de obras e serviços barulhentos.

e) Fiscalizar o nível do som em comércios e indústrias.

f) Ouvir música no volume máximo.

ATIVIDADES

Para incentivar uma reflexão sobre o ambiente escolar, proponha como atividade complementar a criação coletiva de um cartaz com regras para promover o silêncio na escola e nas moradias, considerando os horários, as atividades e os espaços. Por exemplo, é aceitável que haja barulho em momentos de festa e em horários permitidos pela lei, mas não é aceitável barulho em horários não permitidos e que incomodem as pessoas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
TEM MAIS

Agora, observe as fotografias a seguir.

movimentada no centro comercial de Marília (SP), em 2023.

central arborizado em Teresina

2022.

4 Qual dos locais parece mais agradável para caminhar e apreciar?

Por quê?

Espera-se que os estudantes indiquem o lugar representado na fotografia 2, pois não há placas ou fios da rede elétrica como na fotografia 1

5 Em sua opinião, qual das fotografias retrata um local com poluição visual?

A fotografia 1

A poluição visual ocorre quando um local está repleto de letreiros, placas, propagandas, fios da rede elétrica e outros elementos visuais, afetando o bem-estar da população.

O excesso de informações visuais dificulta a concentração e prejudica até mesmo a capacidade de se orientar no espaço.

Além disso, com tantos elementos visuais espalhados pelas ruas, placas importantes de trânsito e de localização podem ser confundidas ou estar escondidas, prejudicando motoristas e pedestres.

Por isso, é importante a criação de leis que limitem o tamanho, a quantidade e o local onde placas e letreiros são instalados. Os comércios e serviços também devem priorizar o uso de letreiros discretos, e a população em geral deve evitar colar cartazes ou faixas em locais proibidos.

Para tratar do conteúdo sobre poluição visual, solicite inicialmente aos estudantes que observem e comparem as duas fotografias apresentadas. Depois, eles devem indicar qual dos locais parece mais agradável para caminhar e observar, justificando suas respostas. Eles podem, ainda, comparar o bairro onde vivem e estudam às imagens, indicando qual delas se assemelha mais à realidade vivida por eles. Em seguida, leia o texto com a turma e explique como a poluição visual pode prejudicar as pessoas e o desenvolvimento de atividades cotidianas em alguns espaços. Reforce com os estudantes, novamente, a importância da ação do poder público na criação de medidas e leis que evitem esse tipo de problema. Se julgar pertinente, mencione o caso do município de São Paulo (SP), que instituiu a Lei Cidade Limpa (indicada no boxe Conexão) com o objetivo de reduzir e padronizar a exposição de anúncios na paisagem urbana, combatendo a poluição visual. Se desejar, pesquise se há leis ou iniciativas semelhantes no município da escola.

6 Agora, você vai entender como a poluição sonora e visual está presente em seu dia a dia.

a) Em casa, faça um croqui do trajeto entre sua moradia e a escola.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

b) Em seguida, escolha uma cor para pintar em quais locais desse trajeto você percebe mais poluição sonora e visual e outra cor para aqueles com menos poluição.

Produção pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

c) Em sala de aula, observe os croquis dos colegas e, juntos, respondam: quais são os impactos da poluição sonora e visual na rotina de vocês?

Resposta pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

30/09/2025 15:19

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

• SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. Manual ilustrado de aplicação da Lei Cidade Limpa e normas complementares: lei no 14.223, de 26 de setembro de 2006: decreto no 47.950, de 5 de setembro de 2006. São Paulo: SMDU, 2016. Disponível em: https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/Cartilha-Lei -Cidade-Limpa.pdf. Acesso em: 30 set. 2025. O manual traz o texto da Lei Cidade Limpa do município de São Paulo (SP).

• BARBOSA, Francielly. Exposição ao som excessivo pode causar perda auditiva. Agência Brasil, Rio de Janeiro, 28 dez. 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2024-12/exposicao-ao-som-excessivo-pode-causar-perda -auditiva. Acesso em: 30 set. 2025.

Notícia que aborda os níveis seguros de intensidade de ruído.

Rua
Canteiro
(PI), em

ENCAMINHAMENTO

A atividade proposta na seção Tem solução! mobiliza as habilidades EF05GE11 e EF05GE12. Nessa seção, os estudantes farão um estudo do meio para explorar os arredores da escola e observar a questão do descarte de resíduos sólidos no bairro onde ela está localizada, visando refletir sobre a importância da reciclagem, do reaproveitamento e da limpeza urbana.

Para introduzir o estudo do meio, observe com os estudantes a fotografia da página 126 e peça a eles que respondam às atividades. Na atividade 2, permita que se expressem livremente e peça exemplos.

Em seguida, pergunte aos estudantes quais outros tipos de poluição podem existir ao redor da escola, introduzindo o tema do estudo do meio. Também pergunte a eles se costumam separar o lixo de suas residências para a reciclagem, atentando para o fato de que, em alguns bairros, essa não é uma prática comum. Fique atento para que não seja criado nenhum tipo de constrangimento com relação àqueles que não realizam a prática por quaisquer motivos (falta de informação, ineficiência da coleta de resíduos etc.).

Ainda em sala de aula, organize com os estudantes os pontos que deverão ser observados na saída a campo. Além das sugestões do Livro do estudante, há outras, como: há resíduos sólidos descartados na rua? A coleta de resíduos sólidos realizada no bairro parece ser suficiente? Há poluição sonora? Há poluição visual? Se houver córregos ou rios, as águas estão limpas ou poluídas? É possível identificar de onde vem os resíduos que poluem as águas e o ar?

Dedique um momento à organização prévia para a saída a campo, começando com a separação dos estudantes em pequenos grupos. Depois, leia com eles as perguntas que

TEM SOLUÇÃO!

Ambiente: problemas e soluções

Os problemas ambientais existem tanto na cidade quanto no campo. Observe a imagem.

Manaus (AM), 2023.

1 Qual é o problema ambiental retratado?

2 Você já observou esse tipo de poluição no município onde você vive?

Poluição das águas. Resposta pessoal.

SITUAÇÃO-PROBLEMA

Vocês farão um estudo dos arredores da escola para verificar possíveis problemas ambientais. Sigam as etapas com a orientação do professor.

Para cuidar do ambiente, é necessário observar o lugar onde vivemos e ter cuidado e responsabilidade com os ambientes que ocupamos. Você já pensou nos problemas ambientais do lugar onde vive?

• Combinem o dia e o horário com o professor.

• Levem para casa o pedido de autorização para o adulto responsável assinar.

• Combinem com o professor o caminho que será realizado durante o passeio.

• Façam uma lista do que será observado no passeio. Leiam, a seguir, algumas sugestões.

• Há acúmulo de resíduos sólidos ou descarte irregular em terrenos ou lixões?

• Como está a qualidade do ar?

• Há esgoto a céu aberto? Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

deverão ser respondidas no caderno de campo. Oriente-os indicando que cada grupo tenha um responsável pelas anotações ou que se revezem durante a realização dos registros. Caso seja possível, incentive a criação de registros fotográficos, a depender da realidade dos estudantes. Relembre com eles o que é o “descarte irregular” e como ele pode afetar a paisagem e a saúde pública.

Durante a saída a campo, explique que eles devem estar atentos aos detalhes: presença de lixo nas calçadas, falta de lixeiras, presença de entulho, entre outros pontos que devem ser observados. Espera-se que os estudantes consigam identificar os diferentes tipos de poluição presentes no entorno da escola. Para tanto, potencialize o trabalho de campo ao estimular o resgate dos diferentes tipos de poluição trabalhados ao longo do capítulo. Peça a eles que observem se há grande circulação de veículos ou presença de fábricas, que contribuem para a poluição atmosférica, muitas informações visuais, que geram poluição visual, ou, ainda, poluição sonora ou de corpos hídricos. Caso exista algum rio ou córrego nas proximidades da escola, inclua-o no roteiro do trabalho de campo.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

Produção pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

3 Cada grupo deve organizar suas observações. Elas poderão ser registradas em um texto ilustrado, uma história em quadrinhos ou um croqui do passeio. O grupo deverá apresentar suas observações para a turma e para o professor.

PENSANDO NA SOLUÇÃO

Vocês serão organizados pelo professor em grupos de quatro a cinco estudantes. Cada grupo deve ter um caderno de campo para anotar as observações feitas.

ATENÇ ÃO

Durante o estudo, fique sempre perto de um adulto responsável e dos colegas.

Cada grupo deverá apresentar soluções para um tipo de poluição ou problema observado, tais como: presença de lixão, resíduos sólidos espalhados por ruas e calçadas, poluição atmosférica, poluição das águas, entre outros problemas.

4 Com a ajuda do professor, escrevam uma carta coletiva com as sugestões de melhorias levantadas pela turma. A carta deverá ser enviada à prefeitura ou aos órgãos que cuidam do meio ambiente do município.

Espera-se que os estudantes sugiram diversas soluções, como: instalar lixeiras, criar pontos de coleta, realizar campanhas educativas para a população, entre outras.

01/10/25 15:11

Atente para a necessidade de suporte aos estudantes que apresentem dificuldade de mobilidade, garantindo que consigam se locomover pelo trajeto em segurança e participar ativamente da atividade.

A atividade 3 é o momento de sistematizar as informações levantadas pelos estudantes na saída a campo. Registre na lousa os principais problemas identificados. É possível realizar questionamentos adicionais, como: que tipos de resíduos sólidos vocês encontraram com mais frequência? Foi possível observar as fontes poluidoras das águas?

Por fim, o boxe Pensando na solução apresenta ações propositivas por parte dos estudantes, convidando à reflexão sobre ações individuais e coletivas que podem ser realizadas pela população local ou pelo poder público para minimizar os efeitos dos tipos de poluição observados.

Na atividade 4, solicite aos estudantes que escrevam uma carta coletiva, auxiliando-os no processo. A carta deverá ser endereçada à prefeitura ou a outros órgãos competentes, transmitindo os desejos e as propostas dos estudantes para a resolução dos problemas observados por eles.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Reconhecer a importância do cuidado coletivo com espaços públicos e recursos naturais.

• Identificar problemas ambientais urbanos e rurais, como enchentes, secas, deslizamentos e poluição.

• Relacionar a ocupação do solo e o crescimento urbano aos problemas ambientais.

• Discutir soluções para prevenir e reduzir impactos ambientais.

• Propor ações para melhorar a qualidade de vida na comunidade.

• Compreender a relação entre rios, córregos e oceanos e a necessidade de preservação.

BNCC HABILIDADES

(EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.

(EF05GE10) Reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental e algumas formas de poluição dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras etc.).

(EF05GE11) Identificar e descrever problemas ambientais que ocorrem no entorno da escola e da residência (lixões, indústrias poluentes, destruição do patrimônio histórico etc.), propondo soluções (inclusive tecnológicas) para esses problemas.

(EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

Capítulo

AMBIENTE E QUALIDADE DE VIDA 2

Neste capítulo, você vai estudar alguns dos problemas ambientais que acontecem no território brasileiro e conhecer e discutir ações que podem contribuir para reduzi-los ou resolvê-los.

Como você aprendeu no capítulo anterior, muitas ações humanas causam impactos negativos no meio ambiente. Ao mesmo tempo, outras atitudes podem gerar impactos positivos e ajudam a melhorar o meio ambiente e a vida de todos. Essas ações devem ser realizadas pelas pessoas de forma individual, em cada moradia (como, por exemplo, separar o lixo, economizar energia elétrica e água), pelos governos, pelas empresas, por organizações voltadas ao meio ambiente, entre outros.

Observe a fotografia.

TEMA CONTEMPORÂNEO TRANSVERSAL (TCT)

• Meio Ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

Inicie o capítulo com a leitura coletiva do texto inicial, encaminhando as atividades 1 e 2

Na atividade 1, oriente a leitura da fotografia com calma e atenção, chamando a atenção dos estudantes para a legenda. Aproveite para perguntar se já viram outros tipos de manifestações relacionadas a questões ambientais. Na atividade 2, incentive-os a compartilhar experiências ou ideias de reivindicações para resolver possíveis problemas no lugar onde vivem. Se possível, pesquise previamente exemplos ocorridos no município onde vivem, ou em outros, para contar à turma e tornar a conversa mais próxima da realidade deles.

Ativistas do Greenpeace em manifestação pelo clima na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), 2025.

1 O que as pessoas estão fazendo na imagem?

Espera-se que os estudantes respondam que é uma manifestação pelo clima, em oposição ao desmatamento.

2 Na comunidade ou no bairro onde você mora, já ocorreu algum protesto ou reivindicação junto aos órgãos do governo? Se sim, compartilhe com os colegas e o professor. Caso não tenha ocorrido, em sua opinião, há algum problema ambiental no lugar onde você vive que precisaria de ações dos governos?

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

Além de protestos e de reivindicações junto aos órgãos do governo, muitas outras coisas podem ser feitas de forma coletiva em busca de soluções. Uma dessas ações é a participação em conselhos com representantes da prefeitura e de outros órgãos do governo para discutir os problemas do município e das comunidades. Para tratar de questões ambientais, existem, por exemplo, os conselhos municipais do meio ambiente e os conselhos gestores de Unidades de Conservação.

TEM MAIS

Coletivo: em conjunto.

Os conselhos são formados por representantes do governo (municipal, estadual ou federal), especialistas e pessoas da população em geral. Além dos conselhos relacionados ao meio ambiente, existem vários outros, como: conselhos das Unidades Básicas de Saúde (também chamados conselhos de saúde), que discutem problemas relacionados ao atendimento médico da população, entre outras questões relacionadas à saúde; conselhos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que visam garantir os direitos de crianças e adolescentes; entre muitos outros.

Reunião de representantes do Conselho Consultivo da Floresta Nacional do Tapajós, na comunidade Jamaraquá, em Belterra (PA), em 2024.

Reforce que o Conselho Escolar é formado por representantes de diferentes segmentos da comunidade escolar (gestão, professores, funcionários, estudantes e familiares) e deve tomar decisões considerando o melhor para toda a comunidade escolar. Já o Grêmio Estudantil é composto por estudantes eleitos para representar as ideias e os interesses do grupo de estudantes e deve atuar em diálogo com a gestão da escola, ajudando a melhorar o ambiente escolar. Incentive a turma a entender que a participação nos conselhos e no grêmio são formas de exercer a cidadania dentro da escola e colaborar com a melhoria da convivência e da qualidade da educação, fazendo, assim, uma analogia a conselhos de escalas mais amplas.

3 Em sua opinião, como o conselho de saúde poderia ajudar a resolver um problema ambiental?

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

4 Que órgãos de participação existem na escola onde você estuda? Você os conhece? O que eles já fizeram na escola?

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes reconheçam o Grêmio Estudantil, o Conselho Escolar, entre outros.

30/09/2025 15:20

Aproveite também para resgatar a atividade realizada no capítulo 1 (seção Tem solução!), já que em alguns momentos deste capítulo ela será retomada para fazer relações com problemas ambientais no entorno da escola. Ao tratar da forma de participação da população em conselhos e outros órgãos relacionados ao meio ambiente, explique que existem diversos órgãos de participação popular em diferentes áreas e que todos são espaços importantes para o exercício da cidadania. Assim, faz-se um resgate do papel dos Conselhos Municipais, trabalhado no volume 4. A discussão mobiliza o Tema Contemporâneo Transversal Meio Ambiente (Educação Ambiental).

Na atividade 3, a resposta é pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que o ambiente e a saúde estão ligados e que o conselho pode ajudar sugerindo soluções para outros problemas da comunidade.

Na atividade 4, é importante verificar previamente se os órgãos de participação, como o Conselho Escolar e o Grêmio Estudantil, existem e estão atuantes na unidade escolar. Caso não estejam atuantes, explique à turma os motivos e qual seria o papel de cada um desses órgãos.

TARCÍSIO SCHNAIDER/PULSAR IMAGENS
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

A leitura comparativa das imagens de satélite e das ilustrações é uma oportunidade de trabalhar a habilidade EF05GE08, que envolve analisar transformações nas paisagens a partir de diferentes representações. Mostre aos estudantes como essas imagens revelam mudanças ao longo do tempo e como ajudam a compreender fenômenos como enchentes e alagamentos.

As inundações ocorrem quando a água de um rio extravasa do leito fluvial, ocupando as várzeas dos rios. Os alagamentos ocorrem quando as águas das chuvas ficam acumuladas em terrenos com baixa declividade, sem uma drenagem adequada. Já as enchentes são o acúmulo de água em áreas que não deveriam ser alagadas, como ruas, moradias etc. Para trabalhar os conceitos de planície de inundação, solo permeável e impermeável e os efeitos do crescimento urbano sobre o escoamento da água da chuva, use exemplos práticos e próximos dos estudantes, como observar o pátio da escola ou a rua da vizinhança, mostrando quais áreas permitem a infiltração da água (como jardins e canteiros) e quais não permitem (como calçadas e pisos de concreto).

Sobre a enchente em Porto Alegre (RS), comente com os estudantes que o Lago Guaíba tem características bem particulares. Apesar de ser popularmente chamado de rio, o Guaíba é considerado um lago porque suas águas circulam e se acumulam sem uma direção única, diferentemente de um rio, que segue um curso bem definido. Ele recebe águas de importantes rios gaúchos, como Jacuí, Sinos, Caí e Gravataí, e as escoa para a Lagoa dos Patos, que está ligada ao oceano Atlântico.

Essa configuração faz com que o Guaíba funcione como um grande reservatório, o que torna Porto Alegre vulnerável

ENCHENTES E ALAGAMENTOS

Em 2024, após várias semanas de chuvas muito fortes, algumas regiões do Rio Grande do Sul foram atingidas por grandes enchentes. No município de Porto Alegre, capital do estado, o Lago Guaíba transbordou e suas águas invadiram ruas e casas, especialmente nas áreas próximas às suas margens. Observe as imagens a seguir.

1 Quais são as datas em que cada imagem foi produzida?

Fotografia 1: 21 de fevereiro de 2024; fotografia 2 : 9 de maio de 2024.

2 Descreva as mudanças na paisagem entre uma data e outra.

De uma imagem para outra, ocorreram enchentes que alagaram grande parte da área retratada.

3 Você já acompanhou notícias nos meios de comunicação ou já presenciou enchentes como essa?

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

As enchentes ocorrem quando há o transbordamento das águas de um rio ou outro corpo de água, que se espalham pelas áreas ao redor.

Na maioria dos casos, as enchentes acontecem nas cidades onde as construções foram feitas em áreas chamadas planícies de inundação. Nesses terrenos, ou planícies, a água de rios, lagos ou lagoas transborda naturalmente quando chove muito.

Em geral, o solo dessas áreas é permeável, ou seja, a água da chuva consegue se infiltrar. Mas, com o crescimento das cidades, essas áreas foram ocupadas com ruas asfaltadas, calçadas, casas e outras construções

a inundações quando há muita chuva acumulada em toda essa rede de rios. Além disso, a ocupação urbana intensa e as áreas impermeabilizadas ao longo de suas margens aumentam os impactos das cheias.

Na atividade 1, a identificação das datas nas legendas das imagens de satélite contribui para que os estudantes entendam a importância desse tipo de dado na análise espacial e temporal.

Na atividade 3, a resposta é pessoal. É possível que os estudantes morem em áreas com risco de enchente; nesse caso, garanta um espaço seguro para que relatem as experiências deles. Ao falar sobre experiências pessoais com enchentes, cuide para que o ambiente seja acolhedor. Alguns estudantes podem ter vivenciado situações de risco, então é importante ouvir seus relatos com respeito e sem exposição. Essa atividade favorece o desenvolvimento da habilidade EF05GE11, pois estimula a identificação de problemas ambientais próximos à comunidade escolar. Essa abordagem aproxima o conteúdo à realidade dos estudantes e ajuda a tornar a discussão mais concreta e significativa.

Imagem de satélite de Porto Alegre (RS), em 21 de fevereiro de 2024.
Imagem de satélite de Porto Alegre (RS), em 9 de maio de 2024.

1

2

que tornam os solos impermeáveis, impedindo a infiltração da água, que se acumula na superfície. Observe a sequência de imagens.

Várzeas ou planícies de inundação são áreas localizadas próximas a rios.

Elementos fora de proporção.

As cores não correspondem aos tons reais.

Nos períodos de chuva intensa, o nível dos rios sobe, e essas áreas são invadidas pela água, que naturalmente se infiltra no solo.

3

Com as construções e a retirada da vegetação nas cidades, as águas das chuvas deixam de se infiltrar no solo e correm pela superfície.

4

Com isso, as águas se acumulam nas várzeas. As construções mais atingidas pelas enchentes geralmente são aquelas que ficam mais próximas a rios e córregos.

Elaborada com base em: OLIVEIRA, Nelson. Enchentes, enxurradas e deslizamentos podem ter solução: entenda como. Senado Notícias, Brasília, DF, 11 mar. 2022. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/ noticias/infomaterias/2022/03/enchentes-enxurradas-e-deslizamentospodem-ter-solucao-entenda-como. Acesso em: 4 set. 2025.

4 Quais são as semelhanças e diferenças entre as imagens com construções e as imagens sem construções?

Consulte resposta no Encaminhamento

5 Observe as fotografias de Porto Alegre (RS) e as duas últimas cenas da ilustração nesta página. O que essas imagens têm em comum?

As imagens mostram cidades construídas muito perto de rios ou lagos. Com chuvas intensas, essas áreas alagaram porque são planícies de inundação e o solo está coberto por construções que impermeabilizam o solo.

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

Na atividade 4, espera-se que os estudantes respondam que a semelhança é que, em ambas, o rio transbordou. A diferença é que, nas imagens 1 e 2, não havia moradias nem construções, e a água se espalhou pela planície de inundação; já nas imagens 3 e 4, a planície está ocupada por construções, que foram invadidas pela água. Na leitura das ilustrações, oriente a turma a comparar os dois pares de imagens, identificando os elementos naturais e os construídos.

ILUSTRAÇÕES: HÉCTOR GÓMEZ

30/09/2025 15:20

• GANDRA, Alana. Guaíba é rio ou lago?: especialistas explicam polêmica. Agência Brasil, Rio de Janeiro, 16 maio 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-05/ guaiba-e-rio-ou-lago-especialistas-explicam-polemica. Acesso em: 30 set. 2025. A reportagem traz informações atualizadas sobre as características do Lago Guaíba, ajudando a compreender por que ele tem um comportamento particular e como isso influencia a ocupação urbana e os impactos das enchentes.

ENCAMINHAMENTO

Inicie a aula conversando com os estudantes sobre a diferença entre enchente e alagamento, retomando os conceitos já apresentados nas páginas anteriores. Explique que os alagamentos, em geral, estão relacionados à falta de escoamento da água, muitas vezes causada pelo entupimento de bueiros ou pela ausência de sistemas de drenagem adequados.

Na atividade 1 , os estudantes podem citar que os governos poderiam melhorar os sistemas de drenagem e manter as ruas limpas para não acumular resíduos sólidos; as pessoas não deveriam descartar resíduos sólidos em locais inadequados (como em ruas e calçadas); entre outras ações que os estudantes podem citar.

Na atividade 2, as respostas são pessoais. Espera-se que os estudantes identifiquem como causas: a impermeabilização do solo, a presença de resíduos entupindo bueiros, entre outros.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes indiquem possíveis soluções e, por isso, recomendamos que, após a conversa inicial em duplas, seja organizada uma apresentação em sala em que eles compartilhem suas ideias. Esse momento de troca pode ser usado para promover um debate coletivo sobre diferentes soluções que moradores, escolas e o poder público poderiam adotar para reduzir os problemas causados pelas enchentes no bairro ou na cidade. Além de estimular a participação, essa discussão amplia o entendimento dos estudantes sobre o papel de cada um na busca por soluções e no cuidado com o lugar onde vivem.

Em muitos locais, principalmente nas cidades, podem ocorrer alagamentos após chuvas fortes.

Alagamento é o acúmulo de água em determinados pontos, geralmente devido a problemas de escoamento das águas das chuvas.

Os alagamentos muitas vezes ocorrem devido ao entupimento de bueiros e à falta de sistemas de drenagem adequados, ou seja, as águas não têm espaço para escoar e ficam acumuladas em partes mais baixas. Observe as fotografias a seguir.

Alagamento em Salvador (BA), em 2025.

Sistema de drenagem: conjunto de canais e tubulações que ajudam a escoar a água da chuva.

Bueiro entupido em rua de São Paulo (SP), em 2025.

1 O que poderia ser feito para a água não acumular nas ruas?

Consulte resposta no Encaminhamento

2 Há locais em seu município ou em outros municípios de sua Unidade da Federação onde ocorrem inundações ou alagamentos? Por que isso acontece?

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

3 Em sua opinião, o que os moradores e a prefeitura podem fazer para reduzir as inundações e os pontos de alagamento?

Espera-se que os estudantes pensem em soluções como a limpeza de bueiros, a separação correta de resíduos, a preservação de áreas verdes, a proibição de construções em áreas de risco, a drenagem urbana, entre outras.

Ao longo da aula, é importante reforçar que enchentes e alagamentos não acontecem apenas porque chove muito, mas também porque o modo como as cidades ocupam o solo, impermeabilizam as áreas próximas aos rios e lidam com o lixo contribui muito para que essas situações ocorram. Essa compreensão é fundamental para ajudar os estudantes a perceber que o ambiente onde vivem é resultado das interações entre natureza e sociedade e que a população e os governos podem agir para melhorar as condições de sua própria cidade, estimulando o exercício da cidadania.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

DESLIZAMENTO DE TERRA

Observe a fotografia a seguir. Depois, responda às questões no caderno.

Deslizamento de terra após chuvas em São Sebastião (SP), em 2023.

1 O que você observa na imagem?

2 O que os deslizamentos podem causar na comunidade atingida?

Deslizamento de terra com possível destruição de casas. Consulte resposta no Encaminhamento

O deslizamento de terra acontece quando o solo de encostas se solta e “escorrega”, movimentando tudo o que está sobre ele. Quando acontece em áreas com moradias e outras construções, provoca muitos acidentes.

Nas cidades, os deslizamentos acontecem na maior parte das vezes em locais onde as encostas foram ocupadas sem planejamento e sem fiscalização dos governos.

FIQUE LIGADO

Encosta: parte inclinada de um terreno, como as laterais de morros.

• PREVENÇÃO em ação: deslizamentos. [S. l.: s. n ], 2018. 1 vídeo (ca 3 min). Publicado pelo canal Ministério da Integração Desenvolvimento Regional. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mnhJmOdoFEI. Acesso em: 4 set. 2025. Esse vídeo da Defesa Civil mostra como perceber os sinais de risco e o que fazer para se proteger em caso de deslizamento.

30/09/2025 15:20

CONEXÃO

PARA O ESTUDANTE

• VÍDEO educativo sobre deslizamentos de terra: Poli/UFRJ. [S. l.: s. n.], 2014. 1 vídeo (ca. 7 min). Publicado pelo canal Marcos Barreto de Mendonça. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=K9i3JyXocgI. Acesso em: 30 set. 2025. O vídeo traz animações e um experimento com maquete que ajudam a visualizar de forma clara como ocorrem os deslizamentos.

Ao apresentar o tema dos deslizamentos de terra, destaque que eles ocorrem principalmente em áreas inclinadas (embora nem todas tenham risco de deslizamento) e estão relacionados a uma combinação de fatores: chuvas intensas, retirada da vegetação e construções nas encostas. Explique que características naturais, como o relevo e o clima, somam-se às ações humanas, como construções em áreas de risco, resultando em desastres ambientais. Esse entendimento é importante para que os estudantes percebam que a prevenção depende tanto de cuidados com o ambiente natural quanto de ações planejadas do poder público e da comunidade. Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam: destruição de casas e outras construções, perda de bens (carros, móveis, entre outros), danos às pessoas e até mortes. Garanta que ninguém se sinta constrangido, especialmente se houver estudantes que morem em áreas vulneráveis. Acolha os relatos com respeito, reforçando que a sala de aula é um espaço seguro de fala. Caso algum estudante compartilhe uma experiência pessoal, valorize o relato e conduza a conversa de forma a ampliar o olhar para os aspectos coletivos e estruturais, evitando que o foco fique em situações individuais.

ENCAMINHAMENTO

O texto e as imagens apresentados ajudam os estudantes a entender como o desmatamento e a ocupação desordenada de encostas deixam o solo mais vulnerável. Explique que a vegetação e as raízes das plantas ajudam a segurar a terra e a diminuir a força da água da chuva, dificultando que ocorra um deslizamento. Esse entendimento é essencial para que eles percebam a relação entre ações humanas, como desmatamento e construções, e desastres naturais.

Estimule uma conversa inicial para levantar as hipóteses dos estudantes sobre os motivos que levam famílias a morar em áreas de risco. Crie um ambiente acolhedor, em que os estudantes se sintam à vontade para se expressarem, mas promova uma discussão respeitosa e sensível. Intervenha sempre que necessário, com questionamentos como: será que essas famílias tinham outra opção de moradia? Ajude a turma a refletir de forma crítica sobre o tema. Oriente-a para que a conversa se concentre em situações gerais, sem citar casos de pessoas reais ou conhecidas.

É importante reforçar para a turma que muitas famílias vivem em áreas de risco não por escolha, mas por falta de opção. Explique, com base no trecho da reportagem da página 135, que terrenos mais seguros costumam ser caros, e a legislação impede que muitas áreas de encosta sejam oficialmente loteadas, o que faz com que essas áreas acabem sendo ocupadas informalmente por pessoas com menos recursos. Ajude os estudantes a compreender que se trata de um problema social complexo e que não deve haver preconceito contra quem vive nesses lugares.

A charge apresentada permite trabalhar essa reflexão, pois sugere que, quando tragédias

Causas dos deslizamentos

A retirada da vegetação contribui para aumentar o risco de deslizamento. Em áreas inclinadas e sem vegetação, a água da chuva faz com que o solo deslize mais facilmente. Além disso, o peso das construções nas encostas também contribui para o solo ceder.

Observe a imagem a seguir, que mostra a ação da chuva em terrenos com vegetação e sem vegetação.

As raízes ajudam a segurar o solo, e as plantas diminuem a força da água da chuva.

Elementos fora de proporção.

As cores não correspondem aos tons reais.

Sem raízes, o solo fica solto, e a ação da água o faz deslizar.

Elaborado com base em: BIANCHIN, Victor. O que provoca os deslizamentos de terra? Mundo Estranho, São Paulo, 22 dez. 2011. Disponível em: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/oque-provoca-os-deslizamentos-de-terra/. Acesso em: 6 set. 2025. TEIXEIRA, Wilson et al. (org.). Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000. p. 192, 201.

Para prevenir problemas sociais que envolvem os deslizamentos, os governos devem organizar a ocupação de morros e encostas (proibindo construções em algumas áreas e ajudando as famílias a construírem moradias seguras) e realizar obras para prevenir desastres, como plantio de vegetação e construção de muros de contenção e sistemas de drenagem.

Muro de contenção: estrutura construída em encostas e terrenos inclinados para segurar o solo e evitar que ele deslize.

Obra de contenção de deslizamento em Salvador (BA), em 2023.

como os deslizamentos ocorrem, há uma falha no cuidado coletivo e no cumprimento dos direitos básicos das pessoas. Aproveite para resgatar o conteúdo sobre o direito à moradia, trabalhado na unidade 2, lembrando que ter condições dignas de moradia é um direito de todos.

Chuva
Com vegetação
Sem vegetação

Áreas de risco

As áreas de risco são locais com maior chance de sofrer com enchentes ou deslizamentos, por exemplo. Geralmente essas áreas acabam ocupadas por famílias que não têm opção de moradia. Leia o trecho da reportagem e observe a charge.

As áreas urbanizadas em locais com risco de deslizamento de terra triplicaram no Brasil nas últimas quatro décadas […].

[…]

“Nesses últimos 38 anos, os governos estaduais e as prefeituras falharam em implementar políticas públicas que pudessem reduzir a ocupação de encostas de morros. A população que ocupa essas áreas não está lá por escolha, e sim por falta de opção, já que as imobiliárias não podem lotear esses terrenos e eles acabam se tornando a única chance de moradia para pessoas com menos recursos financeiros”, afirma Julio Pedrassoli, geógrafo e coordenador de mapeamento urbano do MapBiomas.

GAMA, Gabriel. Urbanização em áreas de risco de deslizamento triplicou nos últimos 38 anos no Brasil. Pública, São Paulo, 8 nov. 2024. Disponível em: https://apublica.org/nota/ urbanizacao-em-areas-de-risco-para-deslizamento-triplicou-nos-ultimos-38-anos-no-brasil/. Acesso em: 10 jul. 2025.

CABRAL, Ivan. [Deslizamento]. Natal: Sorriso Pensante, 19 jun. 2014. Disponível em: https:// www.ivancabral.com/2014/06/ charge-do-dia-deslizamento.html. Acesso em: 9 set. 2025.

1 Responda às questões no caderno.

a) Conforme o trecho da reportagem, por que muitas pessoas moram em lugares com risco de deslizamento?

Consulte resposta no Encaminhamento

b) A palavra cidadania aparece caindo com o deslizamento na charge. O que você acha que o autor quis mostrar com isso?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que, quando acontecem deslizamentos e tragédias como essa, a cidadania também está sendo “destruída”, pois nem todas as pessoas conseguem viver em segurança.

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

Na atividade 1 , item a , espera-se que os estudantes respondam que muitas pessoas moram nesses lugares porque não têm opção, já que terrenos seguros são caros e as prefeituras não oferecem moradias para todos. Incentive os estudantes a refletir sobre como decisões políticas e econômicas influenciam a vida das comunidades.

Aprofunde a discussão ao mostrar que o planejamento urbano e a participação social são fundamentais para a prevenção de tragédias, abordando, assim, o papel do poder público na prevenção dessas ocorrências e promovendo o trabalho com a habilidade EF05GE12.

30/09/2025 15:20

• BERNARDI, Alberto. Por que o solo é tão importante quanto a água e o ar? Embrapa, Brasília, DF, 4 dez. 2020. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/57867457/ artigo-por-que-o-solo-e-tao-importante-quanto-a-agua-e-o-ar. Acesso em: 30 set. 2025. O artigo trata da importância da conservação dos solos, um recurso natural não renovável que se perde devido à erosão, à desertificação ou à salinização.

No item b, promova um debate coletivo sobre o tema, retomando as respostas e incentivando os estudantes a compartilhar suas interpretações sobre o que a charge quer mostrar com a ideia de cidadania caindo com o deslizamento. Esse momento de troca pode ajudar a aprofundar a discussão sobre o papel do poder público e o cuidado com o bem comum, promovendo empatia, pensamento crítico e consciência social.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ORGANIZE-SE

• Caixas de madeira com furos no fundo. Caso não seja possível providenciar caixas de madeiras, use caixas de papelão bem firmes.

• Forro de plástico com furos

• Terra

• Sementes de alpiste

• Caixas de fósforos vazias

• Regador cheio de água

• Uma bandeja, caso não haja um local onde os estudantes possam escoar a água do experimento.

ENCAMINHAMENTO

Para a seção Mão na massa, planeje a atividade com antecedência, providenciando os materiais e o espaço adequado para reservar as caixas e, depois, para a simulação.

Na etapa 1, a sugestão de forrar a caixa com plástico é para conservá-la de forma a servir para outros experimentos. Não se esqueça de fazer furos no plástico para que a água escorra.

Na etapa 2, a caixa com o alpiste deve ficar em um local onde possa escorrer água. Caso contrário, deve ser colocada uma bandeja sob a caixa para coletar a água. Dica importante: cuide para não deixar a água parada na bandeja, a fim de evitar a proliferação de mosquitos.

A etapa 3 é para a montagem das caixas antes da simulação da etapa seguinte.

A etapa 4 é a simulação da chuva. Comece solicitando aos estudantes que joguem pouca água, simulando uma chuva fraca. Depois, peça para aumentarem gradativamente a quantidade e a intensidade de “chuva” até que o solo fique encharcado e, como é esperado, escorra.

Na atividade 1, item a, espera-se que os estudantes observem que, na primeira caixa, houve menos perda de terra (solo) em relação à segunda. No item b, espera-se que observem que as plantas ficaram fixas na terra (solo) e as construções (caixas de fósforo) escorregaram com a água e com a terra.

MÃO NA MASSA

Vegetação e deslizamento de terra

Em grupo, vocês vão fazer um experimento para verificar a relação entre a presença da vegetação e o deslizamento de terra. Vocês vão usar duas caixas com terra, uma representa um morro com vegetação, e a outra representa um morro sem vegetação e com construções.

Materiais necessários

• Caixas de madeira com furos no fundo

• Forro de plástico com furos

• Terra

• Sementes de alpiste

• Caixas de fósforos vazias

• Regador

• Água

Etapas de trabalho

1 Forrem uma das caixas com plástico, coloquem terra e joguem as sementes de alpiste.

No item c, espera-se que os estudantes mencionem que as raízes das plantas contribuem para que elas não escorreguem com o solo; que as plantas servem de proteção contra a força da água; que a quantidade de água não foi suficiente para arrancar as plantas do solo; e que a posição inclinada contribuiu para o deslizamento (isso não aconteceria se a superfície fosse plana).

Por fim, no item d, espera-se que os estudantes comentem que, nas cidades, em muitos lugares onde ocorrem deslizamentos, os mesmos fatores estão presentes: construções em morros (superfícies inclinadas) e chuvas fortes, o que faz com que as moradias deslizem com o solo. Traga para a discussão exemplos reais ocorridos em cidades brasileiras e, se for o caso, nos municípios onde os estudantes moram.

Após a realização da simulação e da atividade, se possível, exiba para os estudantes o vídeo indicado no boxe Conexão - Para o estudante, de forma que eles identifiquem relações com o experimento que realizaram.

2 Deixem a caixa em local arejado na sombra e reguem a terra todos os dias.

4 Coloquem as duas caixas de forma inclinada em um local onde a água possa escorrer (também pode ser colocada uma bandeja). Para simular a chuva, joguem água sobre ambas as caixas e observem o que acontece.

3 Quando as plantas já estiverem desenvolvidas, é hora do experimento. Para isso, forrem a segunda caixa com o plástico e coloquem a terra. As caixas de fósforos devem ser colocadas sobre a terra como se fossem moradias.

PARA O ESTUDANTE

• VOCÊ sabia que a erosão do solo pode intensificar os deslizamentos de terra? [S. l.: s. n.], 2025. 1 vídeo (ca. 2 min). Publicado pelo canal Planeta Campo. Disponível em: https:// www.youtube.com/shorts/ cKSi8ARM1QU. Acesso em: 30 set. 2025. O vídeo apresenta uma simulação de chuva em superfície de encosta com e sem vegetação, evidenciando a importância da vegetação para o escoamento da água.

No caderno, faça as atividades a seguir.

1 Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

a) Faça uma comparação entre as perdas de terra que ocorreram nas duas caixas.

b) O que aconteceu com as plantas e com as construções?

c) Apresente hipóteses sobre o que você observou.

d) Converse com os colegas e o professor sobre como esse experimento ajuda a entender os deslizamentos de terra que ocorrem nas cidades.

30/09/2025 15:20

CONEXÃO

PARA O PROFESSOR

• EXPERIMENTOS #6. Blog Programa Solo na Escola ESALQ-USP, Piracicaba, 24 nov. 2011. Disponível em: https://solonaescola. blogspot.com/2011/11/experimentos-6.html. Acesso em: 30 set. 2025. A página apresenta o passo a passo de um experimento similar ao proposto na seção, utilizando materiais simples, como garrafas PET.

• EXPERIMENTO mostra como vegetação ajuda a manter solo saudável. Produção: RBS TV. Rio de Janeiro: Globoplay, 2025. 1 vídeo (ca. 4 min). Publicado pelo canal Bom Dia Rio Grande. Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/12709267/. Acesso em: 30 set. 2025.

Pesquisadores do Departamento de Solos, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), simulam a chuva em três tipos de superfície: solo coberto por resíduos de soja, solo descoberto e solo de floresta. A simulação ajuda a explicar a grande perda de solo que ocorre durante intensas chuvas.

ENCAMINHAMENTO

Converse com os estudantes sobre como o acesso à água também pode ser um desafio no lugar onde moram ou próximo à escola, por exemplo, em épocas de estiagem, falta de água ou racionamento. Isso ajuda a tornar o tema mais próximo e relevante.

Sugerimos que o conceito de mudanças climáticas seja aprofundado, explicando que as alterações no clima, observadas nas últimas décadas, são causadas principalmente pelas ações humanas, como desmatamento, emissão de gases poluentes pelas indústrias e queima de combustíveis, por exemplo. Reforce que essas mudanças podem deixar as secas mais longas e intensas e provocar chuvas muito fortes em outros lugares, causando desequilíbrio no regime de chuvas no Brasil e no mundo.

Para trabalhar as informações sobre a transposição do Rio São Francisco, explique que a transposição é uma obra importante porque permite levar água a lugares que sofrem com a seca, mas que também envolve desafios para garantir que essa água chegue de fato a quem precisa e seja usada de forma justa e sustentável.

A tirinha de Antonio Cedraz é um bom ponto de partida para discutir desigualdades no acesso à água: mesmo em tempos de seca, algumas propriedades têm água e outras não. Oriente os estudantes a perceber como o problema da seca não é só causado pela falta de chuva, mas também por fatores sociais, como a falta de infraestrutura, de investimentos e de políticas públicas que garantam água para todos. Destaque que o acesso à água é um direito básico e que as desigualdades nesse acesso afetam a vida de muitas comunidades.

Na atividade 1, espera-se que os estudantes compreendam que a transposição é importante porque leva água

SECA E ACESSO À ÁGUA

A seca é um período longo sem chuvas, comum em algumas regiões do Brasil, como na região do Semiárido. Com as mudanças climáticas, as secas ficaram mais longas e intensas em diferentes regiões do Brasil e do mundo. No campo, durante a seca, as plantas e os animais sofrem, e muitas famílias enfrentam problemas no acesso à água utilizada para beber, cozinhar e cuidar de plantações e criações. Em muitos lugares do Brasil, uma medida para garantir água para a população durante a seca é a instalação de cisternas e a abertura de poços . As cisternas armazenam a água da chuva para ser usada quando falta água nos rios e açudes.

Mudança climática: alteração no clima do mundo, observada nas últimas décadas, que pode ser causada pela ação humana, como a queima de combustíveis fósseis.

Anna Luísa Beserra (1997-) é uma empreendedora ambiental do município de Salvador (BA) que, aos 15 anos, criou o Aqualuz: um sistema que usa energia solar para desinfetar a água da chuva armazenada em cisternas. Em 2019, ela recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU) por seu trabalho.

Luísa Beserra em 2019.

para pessoas que vivem em regiões onde chove pouco e que precisam dela para viver, plantar e cuidar dos animais.

Na atividade 2, a cerca separa uma área seca onde plantas, animais e pessoas sofrem de uma área verde com abundância de água. Isso mostra que a seca não afeta a todos da mesma maneira, pois há diferenças no acesso à água. Incentive os estudantes a refletir sobre o que a cerca representa na tirinha. A ideia é que eles percebam que existem barreiras sociais e econômicas que criam desigualdades, estimulando um olhar crítico sobre as injustiças e sobre a necessidade de participação social para promover mudanças.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes percebam que o acesso à água não depende só da seca e do clima, mas também de condições sociais e econômicas.

Aproveite e leia com os estudantes o boxe que apresenta Anna Luísa Beserra, jovem empreendedora baiana criadora do Aqualuz, um sistema inovador que utiliza energia solar para desinfetar a água armazenada em cisternas.

Cisterna instalada em pequena propriedade em Madalena (CE), em 2023.
Anna

Os governos também realizam grandes obras para garantir o acesso à água, como a transposição de parte do Rio São Francisco. Essa obra desvia parte da água desse rio para áreas que precisam na região Nordeste. Foram construídos canais, túneis e reservatórios para transportar a água por muitos quilômetros. Assim, mais famílias no campo e na cidade podem ter acesso à água.

Canal de transposição do Rio São Francisco em Custódia (PE), em 2025.

TEXTO COMPLEMENTAR

O Projeto de Integração do Rio São Francisco é a maior obra de infraestrutura hídrica do País, dentro da Política Nacional de Recursos Hídricos. Com 477 quilômetros de extensão em dois eixos (Leste e Norte), o empreendimento vai garantir a segurança hídrica de 12 milhões de pessoas em 390 municípios nos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, onde a estiagem é frequente.

[…]

1 A transposição do Rio São Francisco ajuda a levar água para regiões que sofrem com períodos de seca. Por que isso é importante?

Consulte resposta no Encaminhamento

Em tempos de seca, algumas propriedades continuam verdes e cheias de água, enquanto outras sofrem com a falta de chuva. Observe a tirinha e, depois, responda às questões.

Consulte respostas no Encaminhamento

2 Na tirinha, o que a cerca separa? O que isso quer dizer?

3 Por que nem todos sofrem com a seca da mesma forma? O que isso significa em relação ao acesso à água?

No Nordeste estão 28% da população brasileira e apenas 3% da disponibilidade de água do País. O Rio São Francisco detém 70% de toda a oferta de água da região, historicamente submetida a ciclos de seca rigorosa, como a que vivemos atualmente.

[…]

BRASIL. Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. O projeto. Brasília, DF: MDR, 2020. Disponível em: https:// www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/ seguranca-hidrica/projeto-sao -francisco/o-projeto. Acesso em: 30 set. 2025.

30/09/2025 15:20

Por fim, após a realização das atividades, promova uma conversa com a turma para retomar as ideias principais e explorar os diferentes pontos de vista. Incentive os estudantes a perceber que cuidar da água e participar das decisões sobre seu uso também é exercício de cidadania.

CONEXÃO

PARA O ESTUDANTE

• NEVES, André. Seca. São Paulo: Paulinas, 2000. (Coleção nordestinamente). Obra que apresenta, por meio de imagens poéticas, a experiência da seca no Sertão nordestino sob o olhar da infância.

CEDRAZ, Antonio. [Tem lugar, seu Zé...]. 2004. 1 tirinha, color.

ENCAMINHAMENTO

Antes de iniciar a seção, oriente os estudantes a fazer uma leitura cuidadosa do relato de dona Teresinha, que será o fio condutor de todas as atividades. Explique que o relato é fictício, mas retrata situações reais que podem ocorrer em diversos municípios e áreas rurais brasileiras. Se necessário, relembre o que são agrotóxicos, para que servem e os problemas que podem causar quando usados em excesso, como a contaminação da água, do solo e dos alimentos. Ressalte também que, em alguns momentos, uma mesma localidade ou região pode enfrentar períodos de seca e, em outros, chuvas intensas e enchentes, e que isso se torna mais frequente devido às mudanças no clima e à maneira como ocupamos e usamos o solo.

Na atividade 1, peça aos estudantes que leiam o relato da personagem dona Teresinha com atenção, destacando os problemas ambientais citados. A atividade mobiliza a habilidade EF05GE11, porque exige que os estudantes reflitam sobre soluções para os problemas apresentados e, também, a habilidade EF05GE12, pois discute a importância de conhecer e participar dos canais de participação social.

No item a, espera-se que os estudantes respondam: poluição da água, poluição do ar, alagamentos e seca.

No item b, possíveis causas da poluição da água: lançamento de resíduos e substâncias tóxicas nas águas, como esgoto, lixo, agrotóxicos, entre outros. Causas possíveis da poluição do ar: emissão de gases poluentes na atmosfera pela indústria, pela queima de combustíveis fósseis e pelas queimadas. Causas possíveis dos alagamentos: ocupação e impermeabilização das planícies de inundação. Por fim, a seca é um fenômeno natural que ocorre no Semiárido, mas é agravado pelas mudanças climáticas.

O QUE

ESTUDEI

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Atenção: este é um relato fictício. Isso significa que a história não aconteceu de verdade e que o bairro e o município não existem. Essa situação foi criada apenas para que seja possível refletir sobre problemas reais que podem ocorrer em muitas cidades brasileiras.

1 Leia o relato de dona Teresinha, moradora antiga do bairro Orquídeas, no município de Campina Alegre.

Quando eu era pequena, a água do riacho perto de casa era limpa e os peixes nadavam nela. Mas hoje está poluída, cheia de embalagens e resíduos dos agrotóxicos usados nas plantações. O ar também anda pesado por aqui. Em Campina Alegre, a gente sofre com meses de seca e precisamos usar a água da cisterna. Quando finalmente chove, vem tudo de uma vez, e o riacho transborda, alagando as casas mais próximas. Eu e meus vizinhos queremos soluções, mas nem sempre sabemos a quem pedir ajuda.

RELATO de dona Teresinha. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

a) Que problemas ambientais dona Teresinha relatou?

b) Escreva as causas relacionadas à cada problema ambiental indicado na resposta ao item a.

c) Em sua opinião, para quem dona Teresinha e os vizinhos dela poderiam pedir ajuda para solucionar os problemas do bairro?

d) Por que é importante que a população participe das decisões no município?

e) Imagine que dona Teresinha foi orientada a participar de uma reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Campina Alegre. O que ela poderia comentar nessa reunião sobre os problemas que enfrenta no bairro onde mora?

2 Observe a charge.

ARIONAURO. [Poluição: agrotóxicos]. [S. l.]: Arionauro Cartuns, 9 out. 2018. Disponível em: http://www. arionaurocartuns.com.

br/2018/10/charge-poluicaoagrotoxicos.html. Acesso em: 9 set. 2025.

No item c, espera-se que os estudantes citem conselhos municipais, associações de bairro, prefeitura e outros órgãos públicos que cuidam de questões de saneamento básico, saúde e meio ambiente. No item d, é importante a participação popular porque a população conhece os problemas do dia a dia da comunidade e pode cobrar soluções que melhorem a qualidade de vida de todos. No item e, dona Teresinha poderia comentar que os moradores enfrentam problemas como a poluição da água pelo uso de agrotóxicos, a falta de chuvas em certos períodos e os alagamentos que ocorrem quando chove de forma intensa e repentina. Ela poderia pedir o apoio do poder público (governos) para garantir água limpa, melhorar o escoamento da água da chuva e evitar que o riacho transborde. Na atividade 2, peça aos estudantes que observem as diferenças entre a poluição no campo e a na cidade e que relacionem isso ao caso de Campina Alegre. Aproveite para reforçar que problemas ambientais podem ocorrer tanto em áreas rurais quanto em áreas urbanas. A atividade mobiliza a habilidade EF05GE10 ao explorar formas de poluição e ajudar os estudantes a reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental.

Consulte respostas no Encaminhamento

a) Qual dos quadrinhos da charge tem relação com o relato de dona Teresinha? Por quê?

b) A poluição acontece só nas cidades ou também no campo?

3 A água do riacho perto da casa de dona Teresinha está contaminada por resíduos de agrotóxicos. Além da poluição da água e do ar, o uso dessas substâncias também pode causar a morte de insetos e outros animais. Leia a tabela e responda às questões.

Brasil: mortes de abelhas por agrotóxicos em municípios selecionados (2022)

Localidade

Pindorama (SP)

Sorriso, Ipiranga do Norte e Sinop (MT)

Ribeira do Pombal (BA)

Mauá da Serra (PR)

Número de abelhas mortas

112 milhões

100 milhões

80 milhões

8 milhões

Cotiporã e Veranópolis (RS)

6 milhões

São Sebastião do Paraíso (MG) 850 mil

Elaborada com base em: MONTENEGRO, Marcelo; DOLCE, Julia (org.). Atlas dos agrotóxicos: fatos e dados sobre agrotóxicos na agricultura 2023. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll, 2023. p. 27.

a) Qual é a informação apresentada na tabela?

O número de abelhas mortas por agrotóxicos no Brasil em 2022.

b) Quais Unidades da Federação foram mais afetadas por esse problema?

São Paulo, Mato Grosso, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

c) Pesquise a importância das abelhas para o equilíbrio do meio ambiente. Depois, compartilhe as informações com os colegas.

Produção pessoal. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento.

4 Leia o trecho da reportagem a seguir.

Mortes por problemas respiratórios, […] céu amarelado e cheiro de enxofre. Estes eram alguns dos problemas enfrentados por moradores de Cubatão (SP) no começo dos anos 80, quando a cidade ficou conhecida como “Vale da Morte” e foi considerada a mais poluída do mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU).

[…]

Isso fez com que as indústrias se unissem aos moradores e autoridades públicas para dar a volta por cima. O plano deu certo e Cubatão conseguiu controlar 98% do nível de poluentes do

01/10/25 15:15

No item a, espera-se que os estudantes indiquem o segundo quadrinho, pois, em seu relato, dona Teresinha comenta que a poluição é causada pelos agrotóxicos usados em plantações próximas.

No item b, a poluição acontece tanto nas cidades quanto no campo. O relato de dona Teresinha mostra que o ar e a água estão poluídos devido aos agrotóxicos nas plantações. A charge também mostra que há poluição no campo e na cidade.

Na atividade 3, explique aos estudantes a importância das abelhas para a manutenção dos ecossistemas e para a produção de alimentos. Muitas vezes, os estudantes conhecem apenas o papel das abelhas na produção de mel, mas não conhecem sua função como polinizadoras. Caso necessário, proponha um enriquecimento sobre o conteúdo nas aulas de Ciências da Natureza. Explique aos estudantes que, além da produção de mel, cera, própolis e outros produtos, as abelhas são polinizadoras, ou seja, ao se alimentarem, as abelhas colhem o pólen das flores e o dispersam, garantindo a produção de alimentos e a manutenção da biodiversidade.

ENCAMINHAMENTO

A atividade 4 é uma oportunidade para aprofundar a discussão sobre causas e soluções para problemas ambientais urbanos. No item d, a situação de Cubatão (SP) mostra que, quando moradores, governo e empresas trabalham juntos, é possível encontrar soluções e melhorar a qualidade de vida, assim como dona Teresinha espera que aconteça no bairro dela.

Na atividade 5, se necessário, explique que a ONU é a Organização das Nações Unidas e que seu papel é reunir os países para buscar soluções para problemas globais, como a proteção dos oceanos. Reforce que a poluição local, como a do riacho de Campina Alegre, também contribui para a poluição dos rios e dos mares, mostrando que tudo está conectado. A atividade mobiliza as habilidades EF05GE10 e EF05GE11. No item a, espera-se que os estudantes expliquem que a água é um recurso natural essencial para a manutenção das diferentes formas de vida na Terra e para o equilíbrio climático. Apesar de se tratar de um recurso renovável, é preciso cuidar da qualidade da água para evitar a propagação de doenças, garantir a oferta de água potável para a população, gerar energia em hidrelétricas, entre outros usos. No item b, espera-se que os estudantes compreendam que a poluição no riacho próximo à casa dela também afeta a rede de águas e pode alcançar rios e oceanos. No item c, possíveis respostas: reduzir o uso de agrotóxicos nas plantações próximas, evitar o descarte de resíduos sólidos e agrotóxicos no riacho, promover campanhas educativas sobre o cuidado com a água e fiscalizar práticas que provocam poluição.

Na atividade 6 , item a , espera-se que os estudantes identifiquem o deslizamento de terra. No item b, espera-se que os estudantes respondam

ar, recebendo um novo título da ONU, desta vez, Cidade Símbolo da Recuperação Ambiental, em 1992.

SOARES, Gyovanna. ‘Vale da Morte’: saiba como está a cidade brasileira que já foi considerada a mais poluída do mundo pela ONU. G1, Santos, 23 jun. 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2024/06/23/vale-damorte-saiba-como-esta-a-cidade-brasileira-que-ja-foi-considerada-a-mais-poluidado-mundo-pela-onu.ghtml. Acesso em: 6 set. 2025.

a) Qual foi o tipo de poluição que Cubatão enfrentou?

b) Quais setores agiram para solucionar o problema?

c) Por que Cubatão se tornou um exemplo positivo?

Poluição do ar. Indústrias, moradores e autoridades públicas trabalharam juntos para reduzir a poluição. Porque a cidade conseguiu recuperar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida da população.

d) O que a situação de Cubatão pode ensinar para os moradores de Campina Alegre?

Consulte resposta no Encaminhamento

5 A Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030) propõe ações para proteger mares, rios e lagos, com o objetivo de promover o uso sustentável dos recursos naturais, a redução da poluição, a preservação da biodiversidade marinha e a conscientização da população sobre a importância de cuidar das águas que usamos no dia a dia.

Consulte respostas no Encaminhamento.

a) Em sua opinião, por que é importante cuidar das águas que usamos no dia a dia?

Logotipo da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030).

b) Como a situação descrita por dona Teresinha se relaciona com os objetivos da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030)?

c) O que os moradores e a prefeitura de Campina Alegre poderiam fazer para melhorar a situação?

6 Nos últimos anos, houve mudanças no regime de chuvas em muitas regiões, com períodos de seca mais prolongados e de chuvas intensas em outros momentos.

Consulte respostas no Encaminhamento

a) Observe a fotografia do Morro dos Ferroviários, localizado no município de Gonçalves (MG). Com o aumento das chuvas, que problema ambiental ocorreu nesse lugar?

Morro dos Ferroviários em Gonçalves (MG), em 2022.

que parte do morro está densamente ocupada e que a vegetação foi retirada, aumentando o risco de deslizamento. Além disso, devem notar que a presença de construções na encosta aumenta esse risco ao sobrecarregar o solo.

Na atividade 7, item a, na primeira fotografia, as margens do rio estavam ocupadas por construções muito próximas; na segunda, as margens dos rios estão livres, a vegetação foi recuperada e há um espaço grande entre o rio e as construções. A leitura das imagens mobiliza a habilidade EF05GE08. No item b, a resposta é pessoal. Espera-se que os estudantes citem ações como limpar e cuidar do riacho, fiscalizar o uso de agrotóxicos, ajudar a população a usar as cisternas, construir moradias populares em áreas seguras, manter ou recuperar áreas verdes na planície de inundação e organizar campanhas educativas. No item c, a resposta é pessoal. Espera-se que as respostas reflitam a realidade de cada estudante e mostrem a compreensão de que o poder público tem papel importante para melhorar a qualidade de vida da comunidade.

b) O que fez essa encosta se tornar uma área de risco nesse caso?

7 Agora é a sua vez de pensar em soluções! Em Fortaleza (CE), a prefeitura fez um grande projeto para recuperar o Rio Maranguapinho: além de realizar obras para evitar transbordamentos, foram construídas casas para as famílias que moravam em áreas de risco, desocupando as planícies de inundação, e o sistema de saneamento básico foi melhorado. Observe as imagens de satélite a seguir.

Imagem de satélite de trecho do Rio Maranguapinho em Fortaleza (CE), em 2009.

Imagem de satélite de trecho do Rio Maranguapinho em Fortaleza (CE), em 2025.

Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

a) Quais são as diferenças entre as imagens de satélite?

b) Se você pudesse sugerir um projeto ao poder público para resolver os problemas de Campina Alegre, o que poderia ser feito?

c) Cite pelo menos dois problemas que você observa no bairro ou na comunidade onde vive. Depois, escreva uma solução que a prefeitura poderia adotar para cada um deles. Assim como dona Teresinha, você também pode ajudar a melhorar o lugar onde vive!

AUTOAVALIAÇÃO

Respostas pessoais. Consulte comentários e orientações no Encaminhamento

• Use as questões a seguir para avaliar suas ações ao longo desta unidade. No caderno, responda usando as palavras dos quadros. Aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.

Sempre

a) Respeitei o professor e os colegas?

b) Prestei atenção nas explicações?

c) Fiz as atividades propostas?

Às vezes Nunca

d) Pedi ajuda quando tive dúvidas?

e) Contribuí nas atividades em grupo?

15:20

Ao propor que os estudantes imaginem soluções para Campina Alegre e reflitam sobre os problemas em seu próprio bairro, valorize a participação de todos como exercício de cidadania. Organize pequenos grupos e oriente cada grupo a identificar ao menos dois problemas ambientais e sugerir duas soluções possíveis, considerando o papel do poder público. Ao final, promova um momento de compartilhamento: registre os problemas e soluções na lousa ou em um cartaz. Nessa atividade, são mobilizadas as habilidades EF05GE11 e EF05GE12.

A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu e o que ainda precisa melhorar no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver estudantes PcD na turma, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas, quando necessário. Finalize pedindo um compromisso para a próxima aula, para que a autoavaliação tenha consequência prática.

144 REFERÊNCIAS COMENTADAS

BRASIL. Decreto no 6.040, de 7 de fevereiro de 2007. Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. Brasília, DF: Casa Civil, 2007. Disponível em: https:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/ decreto/d6040.htm. Acesso em: 21 set. 2025.

• O decreto define as políticas e ações do Estado brasileiro para o reconhecimento, o fortalecimento e a garantia dos direitos dos povos e comunidades tradicionais.

BRASIL. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, DF: Casa Civil, [2025]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 22 set. 2025.

• Esse documento confere à família, à comunidade, à sociedade e ao poder público o dever de garantir a crianças e adolescentes diversos direitos, como à saúde, à educação, ao lazer, à convivência familiar e comunitária, entre outros.

BRASIL. Lei no 10.741, de 1o de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto da Pessoa Idosa e dá outras providências. Brasília, DF: Casa Civil, [2025]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ leis/2003/l10.741.htm. Acesso em: 21 set. 2025.

• Garante às pessoas idosas direitos como gratuidade no transporte público, atendimento preferencial na prestação de serviços e no acesso à Justiça, entre outros.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalco mum.mec.gov.br/. Acesso em: 21 set. 2025.

• Define aprendizagens essenciais que os estudantes devem desenvolver ao longo da educação básica, de modo que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento.

CAVALCANTE, Stefani; JANUÁRIO, Vitor. Quarteirões simétricos, rotatórias e conceito arquitetônico da antiguidade: veja como foi o planejamento de Palmas. G1, Palmas, 3 ago. 2024. Disponível em: https:// g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2024/08/03/ quarteiroes-simetricos-rotatorias-e-conceito-arqui tetonico-da-antiguidade-veja-como-foi-o-planeja mento-de-palmas.ghtml. Acesso em: 21 set. 2025.

• A reportagem trata de aspectos do planejamento da cidade de Palmas, capital do Tocantins.

CAVALCANTI, Lana de Souza. Ensinar e aprender Geografia: elementos para uma didática crítica. Goiânia: Alfa Comunicação, 2024.

• O livro traz reflexões sobre a didática da Geografia necessárias para o ensino dos conhecimentos geográficos na educação básica.

CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 18. ed. Campinas: Papirus, 2011.

• Apresenta uma discussão sobre a importância da Geografia no contexto escolar para ajudar os estudantes a pensar e a atuar no mundo de maneira crítica.

KRENAK, Ailton. Futuro ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

• Nessa coletânea de textos, Ailton Krenak traz importantes reflexões que reafirmam a importância dos conhecimentos ancestrais.

LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. Tradução: Rubens Eduardo Frias. São Paulo: Centauro, 2001.

• Livro clássico que traz o conceito de direito à cidade para o centro das discussões, defendendo o uso do espaço urbano por todas as pessoas.

ROSS, Jurandyr Luciano Sanches (org.). Geografia do Brasil. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2019. (Coleção didática, 3).

• Os autores trazem temas clássicos da Geografia que abordam especificidades do espaço geográfico brasileiro, sem deixar de fazer a relação com a escala global.

SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. 7. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2007. (Coleção Milton Santos, 8).

• O autor aborda a cidadania relacionando-a ao espaço e refletindo sobre a desigualdade socioeconômica nas cidades.

SANTOS, Milton; SILVEIRA, María Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006.

• O livro apresenta, com base em uma visão crítica, diversas temáticas sobre o território brasileiro.

ORIENTAÇÕES GERAIS

Introdução ao livro de Geografia

Nesta obra, cada um dos três volumes do Livro do estudante é dividido em quatro unidades temáticas, com dois capítulos cada. Os temas de unidades, capítulos, tópicos e seções estão apresentados no tópico Quadro de conteúdos da coleção.

A seleção e a organização dos conteúdos levam em conta a progressão de aprendizagens, em relação à apreensão de conhecimentos e à mobilização de conceitos, e têm como base o que se espera que os estudantes desenvolvam e alcancem em cada ano letivo, em consonância com as competências e habilidades da BNCC e com os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs), apresentados no tópico

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O volume do 3 o ano dá continuidade ao trabalho feito em anos anteriores, resgatando, ampliando e mobilizando conhecimentos e conceitos. Entre os conteúdos trabalhados estão a localização com pontos de referência e endereços, os modos de vida de comunidades tradicionais, as paisagens do campo e da cidade, as transformações na paisagem pela ação humana e ação da natureza, as origens e os usos dos recursos naturais, os problemas ambientais e as ações que visam criar um ambiente melhor para todos.

O volume do 4 o ano trabalha conteúdos em uma escala espacial mais ampla, ainda que relacionados a lugares de vivência. O território brasileiro é abordado destacando características relacionadas aos limites político-territoriais, às características físico-naturais, às origens étnico-culturais da população e às dinâmicas migratórias e de trabalho no campo e na cidade.

O último volume, do 5o ano, resgata e aprofunda conceitos trabalhados nos anos anteriores, trazendo maior complexidade aos estudos do componente curricular de Geografia. São abordadas questões relacionadas às características da população em relação à estrutura etária, às diferenças étnico-raciais

e às desigualdades sociais; à urbanização e ao direito à cidade; às mudanças no mundo do trabalho e nas atividades econômicas; aos problemas ambientais e às ações para reduzi-los ou minimizá-los.

Cada unidade do Livro do estudante está estruturada para oferecer uma experiência fluida de aprendizagem para professores e estudantes, com textos, seções e boxes organizados para que possam ser trabalhados de formas variadas, de acordo com as necessidades de cada grupo.

As aberturas de unidade têm por objetivo despertar a curiosidade dos estudantes para os temas que serão abordados, com foco na avaliação diagnóstica, ou seja, no levantamento de conhecimentos prévios dos estudantes. Nessa etapa inicial, é possível elaborar um registro coletivo das hipóteses da turma (o que sabemos sobre o tema), que poderá ser retomado no momento da autoavaliação (o que aprendemos sobre o tema), permitindo que professor e estudantes avaliem as aprendizagens.

Os capítulos trazem os conteúdos relacionados às habilidades da BNCC que se pretende desenvolver. Estão organizados em seções e boxes que podem ou não ter ocorrência fixa e que mobilizam diferentes competências, partindo de propostas variadas de pesquisa, abordagens interdisciplinares e resolução de problemas.

A seção Mão na massa propõe atividades práticas (pesquisas, entrevistas, estudo do meio etc.), que podem ser realizadas individualmente ou em grupos e que envolvem a apresentação de um produto (histórias em quadrinhos, croquis, cartas para órgãos do poder público, entre outros).

A seção Ideia puxa ideia traz propostas interdisciplinares, articulando a Geografia às demais áreas do conhecimento e aos Temas Contemporâneos Transversais, para discutir questões da atualidade. Abordamos, por exemplo, a importância da fauna para a conservação dos biomas (integração

com Ciências da Natureza e com o Tema Contemporâneo Transversal Meio Ambiente — Educação Ambiental), o uso seguro de aplicativos de localização no trânsito (integração com Língua Portuguesa e com o Tema Contemporâneo Transversal Cidadania e Civismo — Educação para o Trânsito) etc. A seção Tem solução! apresenta propostas para a resolução de problemas, desafiando os estudantes a encontrar soluções para uma situação-problema. As situações apresentadas envolvem diferentes escalas de análise, convidando os estudantes a estabelecer conexões com a realidade da comunidade onde vivem. Abordamos, por exemplo, a poluição das águas na Amazônia Azul, a falta de opções de lazer para crianças e adolescentes na comunidade, as desigualdades de acesso à internet, entre outras situações que fazem parte do cotidiano dos brasileiros. Finalmente, a seção O que estudei propõe, ao final de cada unidade, uma retomada dos conteúdos estudados, integrando o processo de avaliação somativa. As atividades que compõem a seção são estruturadas a partir de um fio condutor, geralmente uma situação hipotética, que mobiliza as habilidades desenvolvidas nos capítulos da unidade. A seção busca sistematizar e consolidar conceitos, sendo um momento de revisão e aplicação dos conteúdos em situações novas e de reflexão. Em conjunto com as atividades distribuídas ao longo dos capítulos, essa seção sugere oportunidades de avaliação do processo de ensino e aprendizagem, bem como pode servir como avaliação somativa. A última atividade da seção é uma autoavaliação. Ao incentivar a reflexão sobre os conceitos principais e a realização dessa autoavaliação, oferecemos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprender. Solicite aos estudantes que preencham o quadro de autoavaliação, refletindo sobre ações, atitudes e progressos que tiveram. Esse registro é útil para que identifiquem pontos fortes — aquilo que já dominam bem — e também seus pontos de melhoria, favorecendo o desenvolvimento de habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração.

Para estudantes PcD, de maneira geral, é essencial recorrer a adaptações e a recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Isso pode incluir o uso de recursos visuais, pictogramas,

pranchas de comunicação alternativa, legendas, Libras, leitura em voz alta ou materiais ampliados. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas, usando linguagem clara e objetiva nas instruções e, quando necessário, solicitando apoio de mediadores ou colegas. Dessa forma, garante-se que todos, independentemente de suas necessidades específicas, tenham condições de refletir sobre o próprio aprendizado e expressar suas percepções. Os boxes têm por objetivo destacar informações complementares ao conteúdo. São eles:

• boxe Conceito : traz a definição do principal conceito que será desenvolvido. Sugerimos que a leitura dos conceitos destacados seja realizada de forma compartilhada, após o levantamento de conhecimentos prévios. Os estudantes poderão utilizar as definições dadas para verificar as hipóteses deles.

• boxe Glossário: traz o significado de palavras e expressões que talvez os estudantes desconheçam. A leitura do glossário é muito importante para ampliar o vocabulário dos estudantes e pode ser o ponto de partida para a pesquisa de outras palavras e informações relacionadas ao tema.

• boxe Tem mais: traz curiosidades e informações complementares ao tema estudado, que podem despertar o interesse dos estudantes pela pesquisa de outros aspectos relacionados ao conteúdo.

• boxe Fique ligado : traz sugestões de livros, sites , músicas e outros materiais para enriquecer e ampliar o repertório dos estudantes. Essas sugestões podem ser usadas em sala de aula de acordo com os interesses e as necessidades da turma. Sugerimos também que os estudantes sejam encorajados a consultar os sites indicados acompanhados de um adulto responsável. Além destes, também há boxes de destaque que trazem informações sobre personalidades que se sobressaem nas áreas relacionadas aos temas estudados: pesquisadores, artistas, escritores, professores e lideranças comunitárias. O objetivo é chamar a atenção dos estudantes para a diversidade de pessoas que contribuem para avanços na sociedade brasileira.

Os ícones e selos indicam as formas de utilização do livro não consumível e devem ser apresentados aos estudantes, garantindo

a boa utilização do material no período em que estiver nas escolas.

Os ícones indicam as atividades que devem ser respondidas oralmente e as que devem ser respondidas no caderno. Também indicam as atividades que podem ser realizadas em casa.

Os selos trazem recados importantes para os estudantes, como “Não escreva no livro”, visando ao bom uso do material. Além disso, informam que, em algumas ilustrações e esquemas, os elementos representados estão fora de proporção e que as cores não correspondem às reais. Essas informações são importantes para que os estudantes analisem as imagens considerando que as representações não correspondem à realidade.

Proposta teórico-metodológica e objetivos

Nesta obra, orientamo-nos pelas discussões mais recentes sobre a didática e o ensino de Geografia, nossa experiência como professoras e todos os documentos que regem a sociedade e a educação brasileira, em especial a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Temos como pressuposto central os estudantes como sujeitos ativos no processo de ensino e aprendizagem e nas relações socioespaciais, o que envolve operar conceitos geográficos para compreender as relações entre os seres humanos e a natureza. Entendemos que o professor é mediador nesse processo, pois tem o papel de promover a superação do senso comum a partir

Princípio

de ferramentas do componente curricular (no caso, a Geografia), não só as conceituais (espaço geográfico, paisagem, lugar etc.), mas também as metodológicas (como a leitura da paisagem e a alfabetização cartográfica). A ilustração a seguir exemplifica essa relação.

Elementos da dinâmica do processo de ensino e aprendizagem

CONTEXTO

SOCIOCULTURALE ESCOLAR

com base em: CAVALCANTI, Lana de Souza. Ensinar e aprender geografia: elementos para uma didática crítica. Goiânia: Alfa Comunicação, 2024. p. 25.

De acordo com a BNCC, a grande contribuição da Geografia para a Educação Básica é desenvolver o pensamento espacial, estimulando o raciocínio geográfico , necessário para analisar o mundo em constante transformação e relacionar componentes da sociedade e da natureza. O raciocínio geográfico é constituído por princípios, conforme é apresentado no quadro a seguir.

Descrição dos princípios do raciocínio geográfico

Descrição

Analogia Um fenômeno geográfico sempre é comparável a outros. A identificação das semelhanças entre fenômenos geográficos é o início da compreensão da unidade terrestre.

Conexão Um fenômeno geográfico nunca acontece isoladamente, mas sempre em interação com outros fenômenos próximos ou distantes.

Diferenciação É a variação dos fenômenos de interesse da geografia pela superfície terrestre (por exemplo, o clima), resultando na diferença entre áreas.

Distribuição Exprime como os objetos se repartem pelo espaço.

Extensão Espaço finito e contínuo delimitado pela ocorrência do fenômeno geográfico.

Localização Posição particular de um objeto na superfície terrestre. A localização pode ser absoluta (definida por um sistema de coordenadas geográficas) ou relativa (expressa por meio de relações espaciais topológicas ou por interações espaciais).

Ordem Ordem ou arranjo espacial é o princípio geográfico de maior complexidade. Refere-se ao modo de estruturação do espaço de acordo com as regras da própria sociedade que o produziu.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília: MEC, 2018. p. 360. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

Elaborada
Professor: mediador do processo
Estudante: sujeito ativo no processo
Componente curricular: conteúdos para o desenvolvimento dos estudantes
EDITORIA DE ARTE

Nesta obra, promovemos o pensamento espacial e estimulamos o raciocínio geográfico no estudo dos conteúdos e nas diversas sugestões de atividades, integrando o desenvolvimento das competências e habilidades da BNCC — consulte os esquemas e quadros no tópico A Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Assim, como objetivos mais amplos que se desdobram nos objetivos de cada unidade temática e de cada capítulo, temos:

• desenvolver o raciocínio geográfico para ler o mundo e identificar problemas socioespaciais, discutindo-os e pensando em soluções;

• reconhecer as diversidades e desigualdades presentes na sociedade de forma a propor ações para uma sociedade mais justa para todas as pessoas, independentemente das origens étnico-raciais, da classe social, das deficiências, do gênero e da orientação sexual, por exemplo.

Entendemos, assim, que a Geografia escolar deve superar a memorização e o conteúdo descritivo, apresentando ferramentas para os estudantes analisarem de que formas e com quais objetivos os seres humanos produzem o espaço geográfico, revelando as contradições socioespaciais.

Entre essas ferramentas estão os conceitos geográficos apresentados a seguir.

Conceitos geográficos

Considerando que um dos papéis da escola é proporcionar ferramentas para os estudantes lerem o mundo, devemos pensar como cada componente curricular pode contribuir para esse processo.

Ao ler o mundo, os estudantes devem mobilizar ferramentas de cada componente, fazendo perguntas e buscando respostas com o auxílio delas. A seguir, são apresentadas algumas perguntas elaboradas pela Geografia para as quais as respostas são dadas a partir dos conhecimentos escolares deste e dos demais componentes, o que, em muitos momentos, demanda práticas interdisciplinares.

Exemplos de perguntas feitas pela Geografia

• Onde as coisas estão?

• Por que estão em um lugar e não em outro?

• Qual é o melhor caminho a seguir?

• Por que há diferentes formas de organizar o espaço?

• Como a organização do espaço influencia os modos de vida?

• Como ocorre a relação entre as pessoas e a natureza em cada território?

• O que transforma as paisagens?

• Que critérios definem as regiões?

Os conceitos da Geografia contemporânea (que organizam a BNCC e são trabalhados nesta obra) são acionados para responder a essas e outras perguntas sobre o mundo. O espaço geográfico é o conceito central e mais complexo, sendo entendido como resultado das relações entre sociedade e natureza ao longo da história. A esse conceito se juntam outros mais operacionais, como lugar, paisagem, território, região e natureza.

Na Geografia escolar, especialmente nos anos iniciais do Ensino Fundamental, esses conceitos devem ser trabalhados como meio, e não como fim, conforme destaca o edital: […] os conceitos e conteúdos geográficos não devem ser entendidos como o fim do processo de ensino-aprendizagem em Geografia, mas o meio por meio do qual os estudantes vão construindo raciocínios geográficos cada vez mais complexos, que lhes possibilitam entender e transformar o mundo em que vivem a partir da escala do lugar.

BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Secretaria de Educação Básica. Programa Nacional do Livro e do Material Didático: edital de convocação no 01/2025: MEC/FNDE: PNLD Anos Iniciais 2027: anexo 01: referencial pedagógico. Brasília, DF: MEC, jun. 2025. p. 44, grifo nosso. Disponível em: https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/ acoes-e-programas/programas/programas-do-livro/ consultas-editais/editais/pnld-anos-iniciais-2027-2030/ anexo-01-referencial-pedagogico_final.pdf/view. Acesso em: 26 set. 2025.

Consideramos, assim, que os conceitos geográficos são estruturadores do processo de ensino e aprendizagem nesta obra, o que inclui pensar a sequência didática de cada unidade temática e as atividades com base nesses conceitos, partindo das vivências dos estudantes e compreendendo que esses conceitos serão desenvolvidos durante a Educação Básica.

O conceito de paisagem é entendido como o conjunto de formas que resultam da relação entre sociedade e natureza em diferentes momentos históricos (SANTOS, Milton. A natureza do espaço : técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006). Assim, ele aproxima o sujeito (o estudante) do objeto de estudo (o espaço geográfico).

A leitura da paisagem se dá a partir da observação e análise do lugar de vivência (em trabalhos de campo, por exemplo) e das representações espaciais de diversos lugares em fotografias, mapas mentais, ilustrações, pinturas etc.

Vale atentar para as diferenças e relações entre espaço geográfico e paisagem, conforme aponta o geógrafo Milton Santos no trecho a seguir.

Uma necessidade epistemológica: a distinção entre paisagem e espaço

Paisagem e espaço não são sinônimos. A paisagem é o conjunto de formas que, num dado momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre homem e natureza. O espaço são essas formas mais a vida que as anima. […]

A paisagem existe através de suas formas, criadas em momentos históricos diferentes, porém coexistindo no momento atual. No espaço, as formas de que se compõe a paisagem preenchem, no momento atual, uma função atual, como resposta às necessidades atuais da sociedade. […]

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. (Coleção Milton Santos, 1, p. 66-67).

O conceito de lugar, enquanto espaço de vivência no qual os estudantes têm vínculos afetivos, é acionado em diversos momentos em que trabalhamos a realidade mais próxima na escala de análise espacial, como a comunidade e o bairro onde estabelecem relações interpessoais e começam a observar as dinâmicas que atuam na transformação do espaço geográfico. Essas escalas espaciais aparecem nas situações em que os estudantes são convidados a olhar para seus lugares de vivência e são ampliadas quando a comunidade ou o bairro são tomados como referência para compreender outras realidades.

O conceito de natureza na obra refere-se à interação entre elementos físico-naturais e à natureza transformada pela ação humana. São diversos os momentos em que questões ambientais são apresentadas, relacionadas diretamente ao lugar de vivência e à vida dos estudantes. As questões ambientais na obra permitem que os estudantes analisem criticamente a relação entre a sociedade e os elementos físico-naturais e exercitem seu senso crítico e reflexivo frente aos desafios ambientais contemporâneos, adotando uma postura cidadã, sustentável e propositiva.

O conceito de território está presente nesta obra considerando diferentes significados:

• território como espaço ligado ao poder do Estado, relacionando conceitos de limite, fronteira, entes federativos, poder político, entre outros;

• território como campo de atuação de diferentes grupos da sociedade civil, da comunidade onde os estudantes vivem e deles próprios.

A geógrafa Lana Cavalcanti reflete sobre o trabalho com o território na Geografia escolar, como apresentado no trecho a seguir.

Trabalhar com os alunos na construção de um conceito de território como um campo de forças, envolvendo relações de poder, é trabalhar a delimitação de territórios na própria sala de aula, no lugar de vivência do aluno, nos lugares por ele

percebidos (mais próximos – não fisicamente – do aluno); é trabalhar elementos desse conceito – territorialidade, nós, redes, tessitura, fronteira, limites, continuidade, descontinuidade, superposição de poderes, domínio material e não material – no âmbito do vivido pelo aluno.

[…]

[…] Ou seja, deve-se ampliar o conceito de território para a compreensão de sua construção nas diferentes escalas das relações de poder e para permitir a formação de convicções atinentes a essas diferentes escalas. Assim, o aluno deve entender que sua intervenção no território, nas diferentes escalas, deve ser feita com base em determinados objetivos e convicções, como o controle territorial e a igualdade social, respectivamente. […]

CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 2003. (Magistério: formação e trabalho pedagógico, p. 110-111).

Outro conceito importante a ser mobilizado pelos estudantes é o de escala geográfica ou escala espacial, para que compreendam a simultaneidade dos processos, ou seja, que fatos ocorridos no lugar de vivência podem ter relação com ocorrências regionais, nacionais e até globais. Na obra, são usadas diferentes escalas que se relacionam, tais como o bairro, a comunidade, o município, a Unidade da Federação, o Brasil e o mundo. Assim, ao tratar de município, por exemplo, devem ser feitas relações com outros municípios, com os municípios onde os estudantes moram e com outras escalas, como as Unidades da Federação, o Brasil, a América e o mundo.

Portanto, as relações entre as escalas geográficas devem ser levadas em conta no desenvolvimento dos conteúdos em sala de aula, conforme aponta Helena Callai no trecho a seguir.

[…] As coisas que acontecem nos mais variados recantos podem ter a ver (ou não) com lugares distantes daqueles onde ocorre o fato. O que acontece em qualquer lugar logo é sabido por todos e, mais que isso, pode interferir imediatamente na vida das pessoas que vivem muito longe inclusive.

[…] Portanto, as diversas escalas de análise devem estar presentes em tudo o que se estuda, sem o que corremos o risco de fazer interpretações que não deem conta do que queremos entender.

CALLAI, Helena Copetti. O município: uma abordagem geográfica nos primeiros anos da formação básica. In: CAVALCANTI, Lana de Souza (org.). Temas da geografia na escola básica. Campinas: Papirus, 2013. p. 135-158. p. 148.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) indica os conhecimentos e as competências a serem desenvolvidos pelos estudantes ao longo da escolaridade, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

Em sua formulação, os redatores se apoiaram em documentos como a Constituição Federal (BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 . Brasília, DF: Casa Civil, [2025]. Disponível em: https://www.pla nalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/consti tuicao.htm. Acesso em: 26 set. 2025), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) (BRASIL. Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996 . Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Casa Civil, [2025]. Disponível em: https:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394. htm. Acesso em: 27 set. 2025), as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica (DCN) (BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília, DF: MEC: SEB, 2013. Disponível em: https://www.gov. br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/media/ seb/pdf/d_c_n_educacao_basica_nova. pdf. Acesso em: 29 set. 2025) e o Plano Nacional de Educação (PNE) (BRASIL. Lei n o 13.005, de 25 de junho de 2014 . Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Brasília, DF: Casa Civil, [2023]. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/ l13005.htm. Acesso em: 29 set. 2025).

A BNCC é referência obrigatória na elaboração dos currículos estaduais, municipais e federal, que devem definir como as

habilidades propostas no documento serão implementadas em sala de aula. Também é referência na produção dos livros didáticos do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).

O documento afirma o compromisso com a formação integral dos estudantes, ou seja, aquela que conta com a construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens que atendam às necessidades, às possibilidades e aos interesses dos estudantes, além de atentar aos desafios da sociedade contemporânea, de modo que forme pessoas autônomas, capazes de usar essas aprendizagens em sua vida.

Na etapa do Ensino Fundamental, a BNCC está estruturada conforme o esquema a seguir.

Elementos da dinâmica do processo de ensino e aprendizagem

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 27. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec. gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

Competências

A BNCC descreve dez competências gerais da Educação Básica e sete competências específicas de Ciências Humanas para o Ensino Fundamental. A BNCC define competência como […] a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 8. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

Em conjunto, elas devem orientar a prática pedagógica em todos os anos da Educação Básica. O esquema a seguir apresenta a estrutura das competências.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 28. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

Os quadros a seguir apresentam as competências gerais da Educação Básica, as competências da área de Ciências Humanas e as competências específicas da Geografia.

COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4. Utilizar diferentes linguagens — verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital —, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE CIÊNCIAS HUMANAS

PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

1. Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plural e promover os direitos humanos.

2. Analisar o mundo social, cultural e digital e o meio técnico-científico-informacional com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, considerando suas variações de significado no tempo e no espaço, para intervir em situações do cotidiano e se posicionar diante de problemas do mundo contemporâneo.

3. Identificar, comparar e explicar a intervenção do ser humano na natureza e na sociedade, exercitando a curiosidade e propondo ideias e ações que contribuam para a transformação espacial, social e cultural, de modo a participar efetivamente das dinâmicas da vida social.

4. Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação a si mesmo, aos outros e às diferentes culturas, com base nos instrumentos de investigação das Ciências Humanas, promovendo o acolhimento e a valorização da diversidade de indivíduos e de

grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

5. Comparar eventos ocorridos simultaneamente no mesmo espaço e em espaços variados, e eventos ocorridos em tempos diferentes no mesmo espaço e em espaços variados.

6. Construir argumentos, com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, para negociar e defender ideias e opiniões que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental, exercitando a responsabilidade e o protagonismo voltados para o bem comum e a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

7. Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação no desenvolvimento do raciocínio espaço-temporal relacionado a localização, distância, direção, duração, simultaneidade, sucessão, ritmo e conexão.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 357. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas.

2. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história.

3. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.

4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas.

5. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas) para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia.

6. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza.

7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 366. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

Habilidades

As habilidades apresentadas na BNCC expressam as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos estudantes em cada ano do Ensino Fundamental. Ao indicar o que os estudantes devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, especialmente, o que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos,

habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana e do pleno exercício da cidadania), as habilidades articulam-se às competências.

Na BNCC, as habilidades são identificadas por códigos e estão listadas em quadros, agrupadas por componente curricular e por ano. A título de exemplo, apresentamos uma breve descrição da estrutura da habilidade EF02CI07. Essa estrutura se repete nas demais habilidades de todas as áreas.

Componente curricular

EF 02 CI 07

Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá-las ao tamanho da sombra projetada.

Verbo(s) que explicita(m) o(s) processo(s) cognitivo(s) envolvido(s) na habilidade.

Modificadores do(s) verbo(s) ou complementos do(s) verbo(s), que explicitam o contexto e/ou uma maior especificação da aprendizagem esperada.

Complemento do(s) verbo(s), que explicita(m) o(s) objeto(s) de conhecimento mobilizado(s) na habilidade.

Elaborado com base em: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 29, 335. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 26 set. 2025. Os modificadores das habilidades podem expressar também o desenvolvimento atrelado de atitudes e valores. Note que as habilidades não descrevem ações ou condutas esperadas do professor nem induzem à opção por abordagens ou metodologias. Essas escolhas devem ser feitas em concordância com o currículo e o projeto pedagógico de cada instituição escolar.

A numeração sequencial das habilidades de cada ano não representa uma ordem ou

hierarquia das aprendizagens. Nesta coleção, a sequência com que os assuntos são desenvolvidos nas unidades de cada volume reflete escolhas autorais relacionadas às interdependências entre os conceitos, entre outros fatores. Destacamos, porém, que essa sequência é apenas uma sugestão e, portanto, não é obrigatória; a escola e o professor têm autonomia para determinar a grade curricular e a sequência de assuntos a serem desenvolvidos.

Habilidades específicas de Geografia – 3o ano

Unidades temáticas Objetos

O sujeito e seu lugar no mundo

A cidade e o campo: aproximações e diferenças

Conexões e escalas Paisagens naturais e antrópicas em transformação

(EF03GE01) Identificar e comparar aspectos culturais dos grupos sociais de seus lugares de vivência, seja na cidade, seja no campo. (EF03GE02) Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e econômica de grupos de diferentes origens. (EF03GE03) Reconhecer os diferentes modos de vida de povos e comunidades tradicionais em distintos lugares.

(EF03GE04) Explicar como os processos naturais e históricos atuam na produção e na mudança das paisagens naturais e antrópicas nos seus lugares de vivência, comparando-os a outros lugares.

Ensino Fundamental 2o ano
de Ciências da Natureza Numeração sequencial

Mundo do trabalho

Formas de representação e pensamento espacial

Matéria-prima e indústria

Representações cartográficas

Produção, circulação e consumo

Natureza, ambientes e qualidade de vida

Unidades temáticas

Impactos das atividades humanas

(EF03GE05) Identificar alimentos, minerais e outros produtos cultivados e extraídos da natureza, comparando as atividades de trabalho em diferentes lugares.

(EF03GE06) Identificar e interpretar imagens bidimensionais e tridimensionais em diferentes tipos de representação cartográfica.

(EF03GE07) Reconhecer e elaborar legendas com símbolos de diversos tipos de representações em diferentes escalas cartográficas.

(EF03GE08) Relacionar a produção de lixo doméstico ou da escola aos problemas causados pelo consumo excessivo e construir propostas para o consumo consciente, considerando a ampliação de hábitos de redução, reúso e reciclagem/descarte de materiais consumidos em casa, na escola e/ou no entorno.

(EF03GE09) Investigar os usos dos recursos naturais, com destaque para os usos da água em atividades cotidianas (alimentação, higiene, cultivo de plantas etc.), e discutir os problemas ambientais provocados por esses usos.

(EF03GE10) Identificar os cuidados necessários para utilização da água na agricultura e na geração de energia de modo a garantir a manutenção do provimento de água potável.

(EF03GE11) Comparar impactos das atividades econômicas urbanas e rurais sobre o ambiente físico natural, assim como os riscos provenientes do uso de ferramentas e máquinas.

Habilidades específicas de Geografia – 4o ano

Objetos de conhecimento

Território e diversidade cultural

O sujeito e seu lugar no mundo

Conexões e escalas

Processos migratórios no Brasil

Instâncias do poder público e canais de participação social

Relação campo e cidade

Unidades político-administrativas do Brasil

Territórios étnico-culturais

Habilidades

(EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

(EF04GE03) Distinguir funções e papéis dos órgãos do poder público municipal e canais de participação social na gestão do Município, incluindo a Câmara de Vereadores e Conselhos Municipais.

(EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

(EF04GE06) Identificar e descrever territórios étnico-culturais existentes no Brasil, tais como terras indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos, reconhecendo a legitimidade da demarcação desses territórios.

Mundo do trabalho

Formas de representação e pensamento espacial

Natureza, ambientes e qualidade de vida

Trabalho no campo e na cidade

Produção, circulação e consumo

Sistema de orientação

Elementos constitutivos dos mapas

Conservação e degradação da natureza

Unidades temáticas

O sujeito e seu lugar no mundo

(EF04GE07) Comparar as características do trabalho no campo e na cidade.

(EF04GE08) Descrever e discutir o processo de produção (transformação de matérias-primas), circulação e consumo de diferentes produtos.

(EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

Habilidades específicas de Geografia – 5o ano

Objetos de conhecimento

Dinâmica populacional

Diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais

Conexões e escalas Território, redes e urbanização

Mundo do trabalho

Trabalho e inovação tecnológica

Formas de representação e pensamento espacial Mapas e imagens de satélite

Representação das cidades e do espaço urbano

Habilidades

(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.

(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.

(EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.

(EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.

(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.

(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.

(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.

(EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.

(EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas.

Natureza, ambientes e qualidade de vida

Qualidade ambiental

Diferentes tipos de poluição

Gestão pública da qualidade de vida

(EF05GE10) Reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental e algumas formas de poluição dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras etc.).

(EF05GE11) Identificar e descrever problemas ambientais que ocorrem no entorno da escola e da residência (lixões, indústrias poluentes, destruição do patrimônio histórico etc.), propondo soluções (inclusive tecnológicas) para esses problemas.

(EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 374-379. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 30 set. 2025.

Temas Contemporâneos Transversais (TCTs)

A BNCC destaca a importância do trabalho com Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) e o papel dos sistemas de ensino e das escolas na incorporação deles aos currículos e às propostas pedagógicas.

O trabalho com os TCTs contribui para a integração de conteúdos e de componentes curriculares e para a conexão entre os conteúdos

escolares e a realidade dos estudantes em diversos contextos. São temas emergentes e urgentes na sociedade que contribuem para a formação cidadã dos estudantes.

Os TCTs estão divididos em seis áreas temáticas, conforme o esquema a seguir. Na obra, os TCTs são trabalhados em diferentes momentos, com maior destaque na seção Ideia puxa ideia , quando também são mobilizados conhecimentos trabalhados por outros componentes curriculares.

MEIO AMBIENTE

Educação Ambiental

Educação para o Consumo

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Ciência e Tecnologia

MULTICULTURALISMO

Diversidade Cultural

Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais

Brasileiras

Temas

Contemporâneos

Transversais na BNCC

ECONOMIA

Trabalho

Educação Financeira

Educação Fiscal

SAÚDE

Saúde

Educação Alimentar e Nutricional

CIDADANIA E CIVISMO

Vida Familiar e Social

Educação para o Trânsito

Educação em Direitos Humanos

Direitos da Criança e do Adolescente

Processo de envelhecimento, respeito e valorização do Idoso

BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília, DF: MEC, 2019. p. 13. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/ contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 27 set. 2025.

Cartografia escolar

Trabalhar com a Cartografia vai muito além do decalque e da pintura de mapas, práticas que tiveram destaque por muito tempo na escola e tinham como principal objetivo a memorização de nomes e a localização de capitais, rios, estados e países, por exemplo. Segundo Rosângela Almeida, é

função da escola preparar o aluno para compreender a organização espacial da sociedade, o que exige o conhecimento de técnicas e instrumentos necessários à representação gráfica dessa organização.

ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. São Paulo: Contexto, 2001. p. 17.

A linguagem cartográfica se integra, assim, aos conceitos geográficos como meio para a construção de raciocínios geográficos mais complexos. Nesta obra, são trabalhadas diferentes representações cartográficas, tais como: mapas convencionais como os apresentados em atlas escolares, croquis e mapas mentais e digitais.

As propostas de uso da Cartografia ocorrem em diferentes momentos e são variadas. São trabalhadas a leitura e a produção pe -

VISÃO OBLÍQUA E VISÃO VERTICAL

los estudantes de croquis, plantas, mapas mentais, maquetes etc. Entre os usos da Cartografia para o segmento estão identificar, representar e analisar a organização de elementos do/no espaço.

Pretende-se contribuir para que os estudantes sejam leitores críticos e mapeadores conscientes, conforme preconizam diversos estudos sobre Cartografia escolar que se pautam na alfabetização cartográfica.

O conceito de alfabetização cartográfica ganhou destaque a partir do final da década de 1980 com os estudos da então pesquisadora e professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, Maria Elena Simielli. De acordo com Elza Passini, a alfabetização cartográfica

é uma metodologia que estuda os processos de construção de conhecimentos conceituais e procedimentais que desenvolvam habilidades para que o aluno possa fazer as leituras do mundo por meio das suas representações.

PASSINI, Elza Yasuko. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de geografia. São Paulo: Cortez, 2012. p. 13.

O esquema a seguir traz os elementos principais do processo de alfabetização cartográfica.

IMAGEM TRIDIMENSIONAL E IMAGEM BIDIMENSIONAL

ALFABETO CARTOGRÁFICO: PONTO LINHA ÁREA

CONSTRUÇÃO DA NOÇÃO DE LEGENDA

DESMISTIFICAÇÃO DA CARTOGRAFIA — DESENHO

COGNIÇÃO

PROPORÇÃO ESCALA

LATERALIDADE REFERÊNCIAS ORIENTAÇÃO

CARTOGRAFIA COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO, REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS

Elaborado com base em: SIMIELLI, Maria Elena R. O mapa como meio de comunicação e a alfabetização cartográfica. In: ALMEIDA, Rosângela Doin de (org.). Cartografia escolar. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2011. p. 71-94. p. 90.

Elza Passini faz uma analogia entre a linguagem cartográfica e a gramática da língua materna, na perspectiva da alfabetização cartográfica, como indicado no trecho a seguir.

O avanço nos níveis de leitura de mapas e gráficos permite ao leitor tornar-se reflexivo e crítico: ver o problema, analisá-lo e investigar caminhos para sua solução. Criar circunstâncias desafiadoras para que ocorram avanços nos níveis de leitura é objetivo da “Alfabetização cartográfica”.

Podemos fazer uma analogia com a gramática da língua materna e formular a pergunta: Como nós aprendemos a gramática de uma língua? Aprendemos lendo, reconhecendo e analisando as classes gramaticais, fazendo sentenças e textos para utilizá-las corretamente. Todos nós iniciamos nossa produção de textos com redações de temas simples – como “nossas férias”, “nossa família”… – e, aos poucos, aumentamos a complexidade tanto no conteúdo como na forma. Assim deve ser com a linguagem cartográfica, que busca a comunicação visual e tem uma gramática.

PASSINI, Elza Yasuko. Alfabetização cartográfica. In: PASSINI, Elza Yasuko; PASSINI, Romão; MALYSZ, Sandra T. (org.). Prática de ensino de geografia e estágio supervisionado São Paulo: Contexto, 2007. p. 143-155. p. 144-145.

Um aspecto importante sobre o uso da Cartografia é a perspectiva decolonial, que tem intersecção em diversos pontos com a Etnocartografia e a Cartografia inclusiva (sobre esta última, consulte o tópico Cartografia inclusiva).

A perspectiva decolonial na Cartografia é recente nos estudos acadêmicos e no uso

escolar, mas vem ganhando cada vez mais espaço na escola e em projetos que envolvem principalmente povos e comunidades tradicionais e populações urbanas periféricas. No Livro do estudante, trazemos algumas representações espaciais elaboradas por povos tradicionais e outros atores sociais com o intuito de apresentar para a turma exemplos de cartografias que dialogam com diferentes experiências de apreensão e construção do espaço. O mapeamento, portanto, deve ser acessível a todos e considerado um direito humano, como afirma Gisele Girardi a seguir.

Quando me refiro ao mapeamento com direito humano, entendo que mapas são meios expressivos que a humanidade dispõe para expor ideias, informações e também opiniões sobre o mundo, reportando-me, inclusive, à Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948), que em seu Artigo 19, diz que o direito à liberdade de opinião e expressão “inclui a liberdade de […] procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios” (GIRARDI, 2022). Esta perspectiva não somente defende o reconhecimento do direito que atores sociais têm ao mapeamento (WOOD, 2003) como aponta para novos desafios que tais práticas trazem para a explicação geográfica do mundo contemporâneo. É auto evidente a importância que isso deveria ter no âmbito escolar.

GIRARDI, Gisele. Para que a cartografia escolar mude sem ficar a mesma coisa. História, Natureza & Espaço, Rio de Janeiro, v. 12, n. 1, p. 1-20, 2023. p. 14. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/niesbf/article/ view/79130/38. Acesso em: 26 set. 2025

Croqui da aldeia Apiwtxa elaborado por indígenas do povo ashaninka, que vivem na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia (AC).

Estratégias e recursos: reflexões e práticas

A seguir, apresentamos algumas reflexões sobre o livro didático e as novas tecnologias, além de estratégias que podem auxiliar na prática pedagógica dentro da sala de aula.

Uso do livro didático

O livro didático é resultado de um trabalho coletivo, que envolve autores, editores, revisores, diagramadores e outros profissionais. Esse processo inclui escolhas sobre conteúdos, temas, imagens e formas de apresentação. Produzir uma coleção didática implica enfrentar desafios: refletir a diversidade cultural e social do país, dialogar com leis e diretrizes educacionais, atender a prazos e custos e selecionar textos e imagens de qualidade. O livro didático assume, assim, o

papel de mediador entre a escola e os saberes historicamente construídos.

No uso em sala de aula, professores e estudantes dão vida ao material, interpretando-o de formas diversas. Nesse sentido, o livro não deve limitar o currículo escolar: ele é um recurso importante, mas precisa ser articulado a outros suportes, preservando a autonomia docente.

Nossa obra se insere nessa perspectiva. Buscamos oferecer diversidade de textos e imagens, compondo um projeto articulado de ensino e aprendizagem, mas aberto às adaptações de cada realidade escolar.

Sobre o uso dos livros desta coleção, alguns cuidados devem ser observados e estratégias podem ser combinadas, com mediação do professor e incentivo à autonomia, ao protagonismo dos estudantes e à troca de ideias. Observe os itens a seguir.

• Explicar que o livro é não consumível, o que significa que os estudantes não podem escrever ou desenhar nele, pois será usado por outros estudantes (com exceção do último ano de uso).

• No primeiro uso do livro, orientar os estudantes a identificar o livro para que não o percam, sem que o risquem. Depois, mostrar os elementos e as partes que compõem o livro. Chame a atenção para a autoria e toda a equipe envolvida na produção e faça a leitura coletiva do texto de Apresentação, além de outros elementos que podem chamar a atenção da turma.

• Organizar a distribuição dos livros e as formas de uso para garantir que todos tenham acesso a eles e possam levá-los para casa, sempre orientando os estudantes em relação à responsabilidade e aos cuidados com o material.

• Na abertura de cada unidade temática, explorar a imagem e conversar com os estudantes sobre as perguntas sugeridas de forma a levantar conhecimentos prévios e sensibilizar a turma para o estudo.

• Orientar os estudantes a folhear as páginas de cada capítulo, antes do trabalho com os conteúdos, chamando a atenção deles para mapas, fotografias, ilustrações, entre outras imagens e perguntando como elas se relacionam com o tema estudado.

• Produzir, de forma coletiva, mapas conceituais, esquemas ou quadros para organizar, sistematizar e relacionar os conteúdos do capítulo.

• Diversificar a forma de trabalhar cada capítulo, seção ou atividade, oportunizando momentos de par ticipação de todos os estudantes.

• Relacionar conteúdos à realidade da turma, o que inclui particularidades de cada estudante, da escola, da comunidade, do bairro etc., valorizando a diversidade de experiências, opiniões e ideias.

• Ao finalizar o capítulo ou a unidade, organizar os estudantes em dupla e solicitar a eles que anotem, no caderno, termos que não conhecem ou verifiquem informações ou conceitos que não ficaram claros. Depois, sugerir-lhes que se reúnam com outra dupla de colegas para discutir as dúvidas.

Formas de organização da turma

Em diversos momentos do Livro do estudante e nas orientações específicas no Livro do professor, propomos sugestões de organização da turma levando em conta, por exemplo, a complexidade das atividades e a necessidade de divisão de tarefas entre os membros do grupo. São indicados estudos e tarefas individuais, em duplas, pequenos grupos ou de forma coletiva.

Essa diversificação na organização da turma tem o objetivo de garantir um ambiente de aprendizagem e de interações necessárias entre os estudantes.

Entretanto, especialmente nos anos iniciais, a turma deve ser orientada em relação à disposição de mesas e cadeiras, de forma a garantir a execução das tarefas. Assim, diferentes modelos de organização da sala de aula favorecem diferentes atividades, tais como as apresentadas no quadro a seguir.

Organização da turma e atividades

Modelos de organização Tarefas favorecidas

Enfileirada

Em semicírculo

Aulas expositivas; avaliação e outras tarefas individuais, seminários, apresentações de vídeos etc.

Aulas expositivas com interação entre os estudantes, seminários, leituras compartilhadas, atividades coletivas etc.

Professor e estudantes da etnia pataxó em sala de aula organizada em formato de círculo em Santa Cruz Cabrália (BA), em 2024.

Sala de aula organizada em grupos e duplas em Parnaíba (PI), em 2022.

Em círculo

Trocas de ideias, debates, leituras compartilhadas, atividades coletivas etc.

Em dupla ou trio Apoio mútuo entre estudantes.

Em grupo, com quatro ou mais mesas e cadeiras

Tarefas em que há necessidade de trocas constantes entre os estudantes.

Quanto à posição da mesa do professor, ela pode variar de acordo com o modelo escolhido. Assim, na organização em grupos, por exemplo, a mesa pode ocupar qualquer lugar na sala de aula, de modo que permita ao professor circular para orientar cada grupo. Os modelos de organização da sala de aula podem variar ao longo do ano ou até em uma mesma aula, a depender não só das propostas de aula, mas também do perfil e dos avanços da turma. Ressaltamos, ainda, que se deve levar em conta a opinião dos estudantes, conforme destaca o trecho de texto a seguir, que trata do design da sala de aula. O design não deve ser estático. O trabalho e os produtos dos seus estudantes devem ajudá-lo a decidir se sua sala de aula está funcionando. Os professores dedicam tempo à criação de suas salas de aula antes da chegada dos estudantes, mas muitas vezes o design que funciona no primeiro semestre

letivo não é o design que funciona no segundo. É importante reavaliar continuamente suas escolhas de design. A perspectiva dos estudantes pode ser uma parte importante da avaliação. Quando a opinião dos estudantes é incluída, o processo se torna mais transparente, e os estudantes podem entender que o design tem um propósito.

AYERS, Andrew; GLAUBER, Amelia. 4 formas de usar o design da sala de aula para desenvolver funções executivas. Porvir, São Paulo, 21 ago. 2023. Disponível em: https://porvir.org/4-maneiras-design-sala-de-aula -funcoes-executivas/. Acesso em: 26 set. 2025.

Estudo do meio e trabalho de campo

Estudo do meio e trabalho de campo são importantes estratégias para a construção do conhecimento histórico, geográfico e científico, pois permitem uma relação direta entre os conteúdos escolares e a realidade mais próxima dos estudantes.

O estudo do meio é uma atividade mais abrangente que o trabalho de campo e deve começar e terminar na sala de aula. O trabalho de campo é uma das etapas do estudo

• Definir as saídas a campo no planeja- mento anual, trimestral ou bimestral.

• Realizar visita prévia ao local para identificar o tempo necessário, os pontos de parada, os riscos à segu- rança dos estudantes, a necessidade de agendamento prévio etc.

• Relacionar a saída com o conteúdo trabalhado na sala de aula.

• Identificar necessidades específicas de acordo com o local visitado, como reservar transporte.

• Deixar claro para os estudantes os objetivos da saída e o que deverão observar.

• Providenciar a autorização dos res- ponsáveis.

• Se houver estudantes PcD na turma, pode ser necessário adaptar ativi - dades.

do meio e pode, também, constituir uma atividade mais pontual.

Em vários momentos, nesta obra, essas estratégias são propostas. No Livro do estudante aparecem como passeio, visita, observação do entorno da escola e da moradia, entre outras sugestões, e atendem a diferentes objetivos, contribuindo para mobilizar habilidades diversas. Entre as propostas, sugerimos o trabalho de campo nos arredores da escola para identificar diferentes aspectos, como elementos de segurança no trânsito, problemas ambientais e problemas relacionados ao bem-estar da comunidade. Também podem fazer parte de trabalhos de campo e estudos do meio as visitas a museus e exposições em outros espaços, à Prefeitura e a outros órgãos governamentais, a supermercados, a parques e praças, a indústrias, a propriedades rurais, entre outros locais.

Como são realizados fora do espaço escolar, ambos exigem cuidados e planejamentos específicos relacionados, por exemplo, à segurança dos estudantes. No quadro a seguir, destacamos alguns cuidados e dicas para a organização das saídas com a turma.

• Fazer acordos com o local a ser visi- tado.

• Combinar os materiais que serão leva- dos (caderno para anotação, por exem- plo) e lanche (de acordo com o tempo e o horário em que ocorrerá a saída).

• Definir previamente quais professo- res e outros funcionários vão acom- panhar a turma, de forma a garantir a segurança dos estudantes. Turma de estudantes em trabalho de campo no Bosque da Ciência em Manaus (AM), em 2025.

Novas tecnologias

O uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) faz parte do cotidiano de crianças e adolescentes. Esse fato traz oportunidades, mas também riscos. Por isso, é essencial compreender como utilizar esses recursos com intencionalidade, com base em legislação e orientações atuais sobre o tema.

No Brasil, duas leis recentes consolidam a importância da educação digital. A Lei n o 14.180/2021, que institui a Política de Inovação Educação Conectada, busca ampliar o acesso às tecnologias nas escolas (BRASIL. Lei n o 14.180, de 1 o de julho de 2021 . Institui a Política de Inovação Educação Conectada. Brasília, DF: Secretaria-Geral, [2023]. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/ l14180.htm. Acesso em: 30 set. 2025). Mais recentemente, a Lei n o 14.533/2023 , que criou a Política Nacional de Educação Digital , reforçou a necessidade de desenvolver a alfabetização digital e promover o uso crítico e consciente das TDICs (BRASIL. Lei no 14.533, de 11 de janeiro de 2023 . Institui a Política Nacional de Educação Digital […]. Brasília, DF: Secretaria-Geral, [2023]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14533. htm. Acesso em: 30 set. 2025). Essas diretrizes são complementadas por documentos oficiais do Ministério da Educação, como o Referencial de saberes digitais docentes, que orienta a formação de professores para integrar a tecnologia ao processo de ensino e aprendizagem (BRASIL. Ministério da Educação. Saberes digitais docentes. Brasília, DF: MEC, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas-co nectadas/20240822MatrizSaberesDigitais. pdf. Acesso em: 26 set. 2025).

Na BNCC, uma das competências gerais trata do tema:

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília: MEC, 2018. p. 9. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

O mesmo documento enfatiza que o uso das tecnologias deve estar ligado ao desenvolvimento de competências gerais, como a cultura digital, a capacidade de pesquisa e a resolução de problemas (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://basena cionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_ EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 26 set. 2025). Isso significa que a tecnologia não deve ser vista como um acessório, mas como parte do processo de aprendizagem, desde que usada com objetivos pedagógicos claros e em equilíbrio com outras formas de ensino.

Em 2022, foi publicado um documento que complementou a BNCC, conhecido como BNCC Computação. Entre os objetivos está orientar o uso de tecnologias computacionais e garantir direitos de aprendizagem relacionados ao uso crítico de ferramentas digitais (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: computação: complemento à BNCC. Brasília, DF: MEC, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/ escolas-conectadas/BNCCComputaoCom pletodiagramado.pdf. Acesso em: 26 set. 2025). O quadro a seguir apresenta as competências para a etapa do Ensino Fundamental, listadas no documento.

COMPETÊNCIAS DA BNCC COMPUTAÇÃO –

ENSINO FUNDAMENTAL

1. Compreender a Computação como uma área de conhecimento que contribui para explicar o mundo atual e ser um agente ativo e consciente de transformação capaz de analisar criticamente seus impactos sociais, ambientais, culturais, econômicos, científicos, tecnológicos, legais e éticos.

2. Reconhecer o impacto dos artefatos computacionais e os respectivos desafios para os indivíduos na sociedade, discutindo questões socioambientais, culturais, científicas, políticas e econômicas.

3. Expressar e partilhar informações, ideias, sentimentos e soluções computacionais utilizando diferentes linguagens e tecnologias da Computação de forma criativa, crítica, significativa, reflexiva e ética.

4. Aplicar os princípios e técnicas da Computação e suas tecnologias para identificar problemas e criar soluções computacionais, preferencialmente de forma cooperativa, bem como alicerçar descobertas em diversas áreas do conhecimento seguindo uma abordagem científica e inovadora, considerando os impactos sob diferentes contextos.

5. Avaliar as soluções e os processos envolvidos na resolução computacional de proble-

mas de diversas áreas do conhecimento, sendo capaz de construir argumentações coerentes e consistentes, utilizando conhecimentos da Computação para argumentar em diferentes contextos com base em fatos e informações confiáveis com respeito à diversidade de opiniões, saberes, identidades e culturas.

6. Desenvolver projetos, baseados em problemas, desafios e oportunidades que façam sentido ao contexto ou interesse do estudante, de maneira individual e/ou cooperativa, fazendo uso da Computação e suas tecnologias, utilizando conceitos, técnicas e ferramentas computacionais que possibilitem automatizar processos em diversas áreas do conhecimento com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários, valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, de maneira inclusiva.

7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, identificando e reconhecendo seus direitos e deveres, recorrendo aos conhecimentos da Computação e suas tecnologias para tomar decisões frente às questões de diferentes naturezas.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: computação: complemento à BNCC. Brasília, DF: MEC, 2022. p. 11. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/BNCCComputaoCompletodiagramado.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

Outro documento fundamental para pensar o uso das TDICs é o guia Crianças, adolescentes e telas, lançado pelo governo federal em 2025, com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Ele foi elaborado a partir de estudos científicos e traz recomendações práticas para o uso saudável das telas.

Recomendações sobre usos de telas

• Crianças menores de 2 anos: sem uso de telas , salvo videochamadas acompanhadas por adultos.

• Até os 12 anos: não devem possuir smartphone próprio

• Acesso a redes sociais: respeitar a classificação indicativa das plataformas

• Entre 12 e 17 anos: uso deve ser acompanhado por adultos ou educadores.

• Evitar uso em refeições e antes de dormir; promover momentos de desconexão.

Elaborado com base em: BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom/PR, 2024. p. 12, 26, 42, 53. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/ uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia/guia-de -telas_sobre-usos-de-dispositivos-digitais_versaoweb.pdf. Acesso em: 12 set. 2025.

Essas recomendações alertam para os riscos do uso precoce e excessivo: atraso no desenvolvimento da linguagem, dificuldades de concentração, alterações no sono e exposição a conteúdos impróprios. Além disso, quando usado sem supervisão, o ambiente digital pode aumentar a vulnerabilidade a riscos como cyberbullying e exposição de dados pessoais. O guia também recomenda que escolas e famílias definam regras para o

uso de aparelhos digitais, criando uma cultura de equilíbrio. Os estudantes devem aprender a usar a tecnologia como ferramenta de aprendizagem e convivência , e não como substituto de brincadeiras, leituras, jogos coletivos ou da vida em comunidade (BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom/PR, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/ uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/ guia/guia-de-telas_sobre-usos-de-dispositi vos-digitais_versaoweb.pdf. Acesso em: 12 set. 2025).

No espaço escolar, as telas podem ser recursos valiosos, mas, sem intencionalidade pedagógica, facilmente se transformam em distração. Por isso, o professor deve refletir: para que usar a tecnologia? O uso desses recursos deve ser uma opção quando a tecnologia potencializa a aprendizagem, amplia o acesso à informação ou possibilita experiências que não seriam possíveis sem ela. Ao longo do livro, indicamos usos de tecnologias digitais em algumas atividades e para acessar sites, vídeos e outros materiais relacionados ao conteúdo trabalhado. Embora o livro apresente possibilidades de uso, este não é imprescindível para atender aos objetivos propostos em cada capítulo, considerando que muitos estudantes e escolas podem não ter acesso às tecnologias digitais.

As possibilidades de uso das TDICs são muitas e variadas, mas é importante que não sejam usadas para cumprir a mesma função de outro tipo de tecnologia. No Livro do estudante e nas orientações de encaminhamento dos conteúdos, são propostas atividades de uso das TDICs, mas outras podem ocorrer. Entre os variados usos estão:

• apresentações digitais de trabalhos com o uso de ferramentas específicas para isso;

• pesquisas com diferentes objetivos, sempre orientando os estudantes com a indicação de fontes confiáveis;

• produção de vídeos e de podcasts para apresentação de trabalhos;

• registros de trabalhos de campo por meio de câmeras digitais de aparelhos celulares e gravações de entrevistas;

• visitas virtuais a museus e visualização de imagens de satélite e mapas digitais;

• exploração de mapas digitais para localizar a comunidade e comparar imagens aéreas atuais e antigas;

• uso de objetos digitais, como mapas clicáveis, jogos eletrônicos, linha do tempo, infográficos, vídeos etc.

Por fim, é importante lembrar a importância da mediação feita por professores e famílias. Cabe ao professor orientar, propor projetos e mediar o uso, mas também abrir espaço para que os estudantes participem ativamente, reflitam sobre seu consumo digital e construam uma relação crítica e saudável com as tecnologias.

A interdisciplinaridade

Ao longo do tempo, o conhecimento científico foi organizado e sistematizado a partir da trajetória de cada área (Ciências Humanas, Ciências da Natureza etc.) e de cada ciência (História, Geografia, Sociologia, Biologia, Química, entre outras), ocorrendo especializações e formulações de conceitos, categorias e métodos próprios.

Essa especialização teve reflexos na organização do ensino escolar e nos cursos de formação de professores. Em geral, a organização curricular, o planejamento, as avaliações, as aulas, os livros didáticos e os cursos de licenciatura que formam os professores têm os componentes curriculares como base.

Toda essa estrutura pautada na disciplinaridade, embora traga grandes contribuições aos processos de ensino e pesquisa, acaba por fragmentar o conhecimento, como se este ocupasse várias caixas, uma para cada componente curricular, sem integração entre elas. Assim, os estudantes aprendem os conteúdos em partes isoladas, sem conseguir perceber como se relacionam entre si e com a realidade.

Muitos autores e professores passaram a questionar essa limitação em suas práticas, trazendo críticas à grande especialização dos componentes curriculares e chamando a atenção para a necessidade de conectá-los para explicar o mundo em que vivemos.

A interdisciplinaridade se apresenta, assim, como alternativa para devolver ao conhecimento sua unidade e sua aplicabilidade. Ela se manifesta no diálogo e na aproximação, evidenciando como construir novas formas de refletir sobre o mundo e pensar em soluções para as questões que nos são colocadas no dia a dia.

Em geral, muitos professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental têm práticas interdisciplinares em suas aulas, especialmente em razão de sua formação em Pedagogia e da organização do sistema de ensino, que conta com o professor generalista nessa etapa. Ainda assim, são necessários um pensamento integrador e práticas nas quais os estudantes mobilizem conceitos e conhecimentos de diferentes componentes curriculares para entender o mundo onde vivem e resolver problemas.

Como afirma Edgar Morin, só um pensamento complexo — que articule parte e todo — pode enfrentar uma realidade igualmente complexa. Para isso, é preciso religar saberes, mostrando como os conteúdos escolares se conectam à vida (MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Tradução: Eliane Lisboa. Porto Alegre: Sulina, 2005).

No Livro do estudante, a seção com maior caráter interdisciplinar é a seção Ideia puxa ideia, que articula a Geografia a outros componentes curriculares.

Metodologias ativas

As metodologias ativas têm suas origens no movimento chamado Escola Nova, que defendia uma metodologia de ensino centrada na aprendizagem pela experiência e no desenvolvimento da autonomia dos estudantes.

Um dos expoentes da Escola Nova foi o filósofo estadunidense John Dewey (1859-1952). Dewey defendia a ideia de que os estudantes aprendem melhor realizando tarefas associadas aos conteúdos ensinados. Atividades manuais e criativas ganharam destaque no currículo, e os estudantes passaram a ser incentivados a experimentar e pensar por si mesmos.

As metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes, com ênfase na observação de evidências, na formulação de hipóteses, na experimentação prática, entre outras atividades que promovam uma aprendizagem ativa, diferenciando-se da aprendizagem passiva. Consulte essas diferenças no quadro a seguir.

Diferença esquemática entre estratégias de aprendizagem ativa e passiva

Atividades de aprendizagem ativa

Observação de evidências no contexto

Formulação de hipóteses

Experimentação prática

Tentativa e erro

Comparação de estratégias

Atividades de aprendizagem passiva

Memorização

Reprodução de informações

Estudo teórico

Reprodução de protocolos ou tutoriais

Imitação de métodos

Registro (inicial, processual e final de aprendizagens) Ausência de registro

Favorecimentos de foco atencional dinâmico e mediado por colaboração entre pares

Foco atencional mais repetitivo, estático e individual

ANDRADE, Julia Pinheiro; SARTORI, Juliana. O professor autor e experiências significativas na educação do século XXI: estratégias ativas baseadas na metodologia de contextualização da aprendizagem. In : BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora : uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2017. p. 175-198. (Série desafios da educação, p. 180).

Existem diferentes tipos de metodologias ativas, como sala de aula invertida, aprendizagem por projetos, aprendizagem baseada em problemas, criação de jogos etc., além de modelos híbridos, que são combinações

de metodologias ativas e recursos digitais. No quadro a seguir, são apresentadas algumas metodologias ativas e como podem ser aplicadas.

Metodologia ativa O que é Destaque na obra/aplicações

Resolução de problemas

Cultura maker

Sala de aula invertida

Trabalho de campo e estudo do meio

Metodologia que parte de uma situação-problema. Os estudantes mobilizam conhecimentos e conceitos para discutir soluções, desenvolvendo uma atitude investigativa.

Metodologia que entende o “fazer” como meio para o aprender. Pode envolver a construção de objetos, maquetes, simulações e ideias.

Metodologia que “inverte” a ordem de um ensino tradicional em sala de aula, com o professor orientando. O primeiro contato com o conteúdo a ser estudado é feito pelos estudantes a partir de um roteiro e estudo orientado pelo professor.

Seção Tem solução! no Livro do estudante

Elaboração de situações-problema fictícias com base na realidade ou em problemas reais observados na escola, na comunidade, no município etc.

Seção Mão na massa

Os estudantes devem planejar o trabalho com etapas e divisão de tarefas.

Cada capítulo ou parte de um capítulo do Livro do estudante pode ser base para os estudantes elaborarem roteiros de estudos de forma individual ou em pequenos grupos. Em seguida, o professor atua para tirar as dúvidas e identificar conteúdos a serem reforçados.

Projetos

Metodologia ativa que envolve espaços não formais de aprendizagem, tais como museus, fábricas, fazendas, sítios, entorno da escola, ruas da comunidade, estações de tratamento de água etc.

Metodologia que envolve diferentes etapas resultando em um produto que pode ser a apresentação de soluções para problemas na comunidade. A resolução de problemas pode fazer parte dos projetos, envolvendo mais de um componente curricular.

No Livro do estudante, são propostas saídas da escola em diferentes momentos, com orientações específicas.

Os projetos podem ser pensados com o apoio do Livro do estudante, para a realização de consultas e a mobilização de conceitos trabalhados. Inserimos uma sugestão de projeto para cada volume desta obra. Os tópicos apresentados podem servir de modelo para a construção de outros projetos, de acordo com cada realidade.

A inclusão no Ensino Fundamental

Um dos maiores desafios da educação brasileira é garantir a equidade e a inclusão, e todos os estudantes deveriam ter as mesmas oportunidades de aprendizagem. Um

A escola deve, assim, promover reflexões e ações que contribuam para garantir a equidade, respeitando as diferenças relacionadas aos mais diversos aspectos e oferecendo oportunidades para a inclusão.

A inclusão escolar é um princípio fundamental que busca garantir o direito à educação para todos com a possibilidade de igualdade de oportunidades e respeito às particularidades, aos ritmos e às formas de expressão. Entre suas características estão o respeito às diferenças, a eliminação de possíveis obstáculos físicos, sociais e pedagógicos e a oferta de suportes adequados às necessidades de cada estudante, o que pode envolver adaptações curriculares, uso de recursos de acessibilidade, formação e capacitação dos professores e ambiente acolhedor.

Segundo Andréa Ferreira et al., a inclusão educacional vai além, então, da presença física de estudantes com deficiência em salas de aula regulares; envolve a adaptação

dos objetivos centrais da BNCC é fortalecer a equidade, definindo os conhecimentos, as competências e as habilidades que todos os estudantes devem aprender, ano a ano, ao longo da vida escolar, independentemente de raça, gênero, classe social e/ou do lugar onde estudam ou moram.

do ensino para garantir a participação ativa de todos, respeitando suas necessidades e promovendo um ambiente de aprendizagem colaborativo e acessível (FERREIRA, Andréa Bezerra et al. Inclusão escolar no Brasil: políticas públicas e desafios na educação especial. ISCI : Revista Científica, Sinop, v. 11, n. 8, p. 1-13, 2024. Disponível em: https:// zenodo.org/records/13974544. Acesso em: 2 out. 2025).

A inclusão também envolve a construção de relações saudáveis, promovendo a empatia, o respeito mútuo e o senso de pertencimento. Quando professor e escola se comprometem com a inclusão, o ambiente escolar se transforma em um espaço rico de encontros, trocas e desenvolvimento para todos. Os estudantes ganham mais autonomia, autoestima, aprendizado de valores e habilidades socioemocionais essenciais, como tolerância, responsabilidade social, respeito às diferenças, colaboração e cooperação.

CARLOS CAMINHA

Simone Santos e Helena Sardagna ressaltam que a inclusão contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e beneficia todos os estudantes envolvidos. Mais do que uma exigência legal, a inclusão é um compromisso ético e um pilar importante para a construção de uma sociedade mais justa e gentil e menos desigual (SANTOS, Simone Pereira dos; SARDAGNA, Helena Venites. Acessibilidade curricular e inclusão escolar: uma revisão de literatura. Educere et Educare , Cascavel, v. 18, n. 45, p. 434454, 2023. Disponível em: https://saber.unio este.br/index.php/educereeteducare/article/ view/30639/22078. Acesso em: 14 set. 2025).

Para promover a acessibilidade, a segurança e a consequente participação de estudantes com necessidades educacionais específicas, é necessário primeiramente organizar os espaços de aprendizagem. Por exemplo, manter espaço entre as mesas e cadeiras para permitir a circulação de pessoas em cadeiras de rodas, com andadores ou acompanhantes, evitando excesso de móveis ou objetos que dificultem a locomoção e deixando os objetos de uso diário sempre no mesmo lugar para facilitar a autonomia.

Como alguns estudantes podem apresentar hipersensibilidade sensorial, é importante, sempre que possível, manter um ambiente com pouco ruído, além de luz suave (evitando sobrecarga visual com excesso de cartazes ou cores muito vibrantes, por exemplo) e avaliar a possibilidade de ter um espaço mais tranquilo para encaminhamento e realização de pausas. No caso de uso de vídeos, é importante que apresentem audiodescrição e não estejam em volume muito alto.

Pode ser desafiador para o professor atentar às diferentes necessidades presentes em sala de aula e adaptar, no momento da aula, os materiais e o conteúdo para que todos os estudantes possam ter a oportunidade de aprendê-lo. Para auxiliar nessa questão, o Livro do estudante conta com textos objetivos, esclarecimento de vocabulários, visualização confortável de textos, imagens e tabelas.

Diante de conteúdos mais complexos, com linguagem figurada ou vocabulário menos frequente no contexto dos estudantes, o professor contará com algumas sugestões

de propostas e indicações de leituras para auxiliar na preparação da aula, contribuindo para sua adaptação e, consequentemente, para sua acessibilidade. No entanto, é possível que algumas das sugestões de adaptação propostas no material não sejam adequadas aos estudantes em questão por causa da diversidade de realidades. Sendo assim, as sugestões podem ser replicadas em contextos diversos, a depender da escolha e análise do professor, ou podem inspirá-lo em seu planejamento e em suas práticas, assim como as indicações de leitura.

Uma dessas indicações de leitura se destaca por oferecer estratégias que beneficiam a todos os estudantes contribuindo, de fato, para um ambiente inclusivo. Trata-se da obra Práticas para sala de aula baseadas em evidências, de Fernanda Orsati et al., da Editora Memnon, 2015. Já a coleção O que fazer e o que evitar: guia rápido para professores, da Editora Vozes, também é indicada por conter títulos que abordam o transtorno do espectro autista (TEA), a dislexia, o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), entre outras possibilidades, que auxiliam ao apresentar recomendações eficazes de como realizar o processo de inclusão não apenas na esfera pedagógica, mas também na esfera social.

É importante que o professor busque conhecer o histórico e as particularidades de cada estudante com necessidades educacionais específicas para conseguir planejar com antecedência as estratégias mais eficientes e preparar os materiais de acordo com as necessidades dos estudantes, promovendo um ambiente seguro e respeitoso. Além disso, é primordial que sensibilize os estudantes desde cedo para o respeito às diferenças e à convivência inclusiva, possibilitando momentos de reflexão e escuta ativa.

Porém, a inclusão não pode ser responsabilidade exclusiva do professor. É essencial envolver toda a comunidade escolar nesse processo, incluindo gestores, famílias, profissionais da saúde e membros da comunidade. A gestão escolar precisa assegurar recursos, formação e apoio à equipe docente. Já com relação à família, de acordo com Vilma Lima e Maria Elba Barrios, a sensibilização

e o envolvimento das famílias em reuniões pedagógicas, projetos escolares e atividades extracurriculares é fundamental, uma vez que ela pode fornecer dados atuais sobre os estudantes, aproxima o contexto familiar ao ambiente pedagógico e garante que as necessidades dos estudantes sejam atendidas de forma mais personalizada (LIMA, Vilma Moreira da Silva; BARRIOS, Maria Elba Medina. O papel da família na inclusão escolar e a adaptação curricular. Humanidades & Tecnologia (Finom), Paracatu, v. 58, n. 1, p. 87-97, abr./jun. 2025. Disponível em: https://revistas. icesp.br/index.php/FINOM_Humanidade_ Tecnologia/article/view/6268/3872. Acesso em: 19 set. 2025).

A verdadeira inclusão somente acontece quando todos se apropriam de seus papéis e se responsabilizam por criar um ambiente escolar que acolhe, respeita e valida as diferenças. Não há um guia único que indique como colocá-la em prática, pois se trata de um processo contínuo.

Cartografia inclusiva

Uma das contribuições da Cartografia inclusiva é produzir mapas e maquetes para pessoas com deficiências visuais e auditivas.

Para pessoas surdas ou com baixa audição, podem ser produzidos os mapas-libras, em que são usadas línguas ou linguagens específicas em cotas e legendas. Nesse tipo de mapa, é possível utilizar a Língua Brasileira de Sinais (Libras), por meio da datilologia (um alfabeto manual em que se representa as letras em forma de sinais) e da visografia (representação gráfica de Libras) (SANTOS NETO, Pedro Moreira dos. Cartografia escolar e inclusiva para alunos surdos : mapa-libras em suas mãos. Goiânia: Alfa Comunicação, 2020).

Observe, a seguir, um exemplo de mapa-libras.

Planisfério elaborado para pessoas surdas por Pedro Moreira dos Santos Neto, pesquisador da Universidade Federal de Goiás. Entre outros elementos, no topo e à esquerda do mapa, os sinais correspondem às coordenadas geográficas.

Fonte: SANTOS NETO, Pedro Moreira dos. O mapa e a língua brasileira de sinais (Libras): possibilidades da linguagem cartográfica para construção do pensamento geográfico dos alunos surdos na/da educação básica. 2019. Tese (Doutorado em Geografia) – Instituto de Estudos Socioambientais, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2019. p. 181.

PEDRO MOREIRA

Já os mapas táteis são voltados para os estudantes com deficiência visual e podem ser elaborados por estudantes sem deficiência, conforme o passo a passo apresentado no quadro a seguir.

Como produzir mapas táteis

Passo

1.

Etapa

Selecionar um mapa para reproduzir em formato de mapa tátil. Dar preferência para mapas sem excesso de informação.

2. Recortar o mapa para que ele sirva como molde para o material escolhido representando cada parte do mapa tátil.

3.

Selecionar o material que será a base do mapa tátil. Sugestão: material EVA emborrachado e com cor em tom escuro, para aumentar o contraste.

4. Escolher materiais de diferentes texturas para representar diferentes partes do mapa.

5. Transcrever o mapa para a superfície dos materiais escolhidos para o mapa tátil.

6. Recortar e colar os diferentes materiais sobre o mapa tátil em sua posição correspondente.

Materiais

Mapas impressos, disponíveis em sites e livros.

Tesoura com pontas arredondadas.

EVA, cartolina, outros materiais.

Diferentes materiais: papelão, tecidos, entre outros.

Caneta colorida ou marcador permanente.

Cola e tesoura com pontas arredondadas.

7. Fazer as linhas divisórias do mapa com barbante. Cola e barbante.

8. Confeccionar a legenda em letras grandes e em Braille. Acetato transparente, caneta. Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Passo a passo: produção de mapas táteis para pessoas com deficiência visual. Rio de Janeiro: IBGEeduca, c2025. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/ professores/educa-recursos/20774-passo-a-passo-producao-de-mapas-tateis-para-pessoas-com-deficiencia-visual.html. Acesso em: 26 set. 2025.

Mapa tátil em escola em Campos dos Goytacazes (RJ), 2017.

Avaliação formativa

O conceito de avaliação formativa acompanha o desenvolvimento de metodologias de ensino que propõem a participação ativa de estudantes e professores no processo de ensino e aprendizagem. Essa perspectiva entende que aprender não é apenas acumular informações, mas também construir conhecimento de forma colaborativa, contínua e contextualizada. Por isso, a avaliação deixa de ser percebida como um momento isolado, destinado a “medir” resultados, e passa a ser concebida como parte integrante do percurso educativo. Assim como os estudantes são convidados a realizar atividades que favoreçam a construção de noções, hipóteses e reflexões, eles também devem ser chamados a participar ativamente de seus próprios processos avaliativos, reconhecendo o que aprenderam, identificando dificuldades e traçando metas para avançar — sempre respeitando a faixa etária dos discentes.

Para que cumpra esse papel, a avaliação precisa ser plural, contemplando diferentes formas e instrumentos que possibilitem aos estudantes demonstrar o que sabem de maneiras diversas, valorizando não apenas o resultado, mas, sobretudo, o percurso. Uma avaliação verdadeiramente formativa permite tanto ao professor quanto aos estudantes revisitar suas trajetórias, analisar os caminhos escolhidos, compreender os avanços e redefinir estratégias sempre que necessário. Ela deve criar situações de interação ricas e significativas: interação entre os próprios estudantes, que aprendem ao trocar experiências e pontos de vista; interação entre os estudantes e os professores, em um processo dialógico e reflexivo; e interação entre os estudantes e os objetos de conhecimento, de forma concreta, contextualizada e crítica. Existem inúmeras possibilidades para a realização de avaliações com caráter formativo, podendo:

• ocorrer individualmente, em dupla ou em grupo;

• assumir formatos escritos, orais, visuais ou multimodais;

• acontecer por meio da elaboração de car-

tazes, seminários, peças teatrais, jogos educativos, rodas de conversa, produções digitais, trabalhos de campo, provas formais, entre outros.

Independentemente do formato e do instrumento de avaliação, o aspecto central deve ser sempre o mesmo: criar oportunidades para que os estudantes pensem, analisem, problematizem e atuem sobre o conhecimento.

Nessa perspectiva, a avaliação torna-se um momento essencial para professores e estudantes. Para os professores, ela oferece um retrato dinâmico da aprendizagem da turma, confrontando o planejamento com a realidade vivida, revelando o que deu certo e o que precisa ser ajustado. Para os estudantes, é um momento de aprendizado em si em que podem refletir sobre suas conquistas, reconhecer seus desafios e compreender como se relacionam com os conteúdos e as práticas propostos. Mais do que medir resultados, a avaliação formativa propõe construir caminhos.

Para dar corpo à avaliação formativa e orientar práticas avaliativas consistentes e eficazes, a estrutura das unidades e as seções desta obra permitem realizar avaliações diagnóstica, formativa (ou de processo) e somativa

A avaliação diagnóstica ou inicial tem como objetivo identificar o que os estudantes já sabem, quais experiências possuem e que concepções prévias carregam sobre determinado objeto de estudo. Essa etapa é fundamental, pois permite ao professor planejar intervenções adequadas ao perfil da turma. Uma forma interessante de realizá-la é por meio de rodas de conversa em que os estudantes possam compartilhar experiências, levantar hipóteses e expressar expectativas. Atividades autobiográficas, como relatos orais ou escritos sobre vivências relacionadas ao tema, também são recursos poderosos, pois aproximam o conteúdo do universo pessoal dos estudantes, promovendo a valorização de sua bagagem cultural e social. Questões que abarcam avaliações diagnósticas são propostas nas aberturas de unidade e em diferentes momentos ao longo dos capítulos.

A avaliação formativa ou de processo é contínua e acompanha o desenvolvimento do trabalho ao longo do tempo. Mais do que verificar se algo foi “aprendido”, ela busca compreender como o aprendizado está acontecendo, quais obstáculos surgem e que estratégias podem ser adotadas para superá-los. As atividades distribuídas ao longo do texto dos capítulos, em grande parte, foram elaboradas para propiciar momentos de avaliação de processo.

A avaliação somativa (de resultados ou final) não se restringe a conferir notas ou aprovar conteúdos. Ela tem a função de verificar se os objetivos propostos foram atingidos e também de indicar novos rumos para os próximos ciclos de aprendizagem. É interessante que seja diversificada, permitindo diferentes formas de expressão: produções escritas, apresentações orais, produtos artísticos, debates e atividades práticas podem revelar aspectos complementares da aprendizagem e oferecer ao professor um panorama mais completo do que foi construído. A seção O que estudei pode ser utilizada para compor a avaliação somativa. Dessa seção também faz parte um quadro de Autoavaliação, a ser preenchido pelos estudantes de acordo com as ações deles ao longo do estudo de cada unidade, de forma a refletir sobre os pontos fortes e o que pode melhorar.

Ao longo de todo o processo, as avaliações devem estimular competências essenciais para o mundo contemporâneo, como a capacidade de analisar criticamente o contexto social, cultural, digital e científico em que vivemos. Devem, ainda, incentivar a autonomia, a colaboração, a argumentação e a criatividade dos estudantes. Dessa maneira, os instrumentos avaliativos tornam-se verdadeiros reguladores do processo de ensino e aprendizagem, orientando ajustes e promovendo avanços significativos.

Portfólio: um instrumento de avaliação

Entre os instrumentos de avaliação, destacamos o portfólio, bastante usado na Educação Infantil, mas que pode ser usado em todas as etapas de ensino. É um instrumento privilegiado para reunir os resultados de atividades propostas no Livro do estudante, de

forma a acompanhar o desempenho de cada estudante.

No texto a seguir, a coordenadora pedagógica Muriele Massucato destaca cinco pontos para o uso de portfólios considerando a experiência na escola em que trabalha.

Cinco pontos para organizar os portfólios dos estudantes

[…]

1) Identificação:

É importante produzir uma capa do portfólio com nome, a foto e/ou uma produção da criança para que o dono seja reconhecido facilmente e para que carregue a identidade do estudante. […]

2) Percurso de aprendizagem:

Guardar atividades marcantes da etapa anterior para que seja possível visualizar a trajetória percorrida. […]

3) Atividades mais significativas:

Durante a confecção do portfólio atual, é importante separar as produções e outros registros que atestem as aprendizagens mais significativas ao longo do trimestre (ou bimestre) letivo. […]

4) Diferentes tipos de registro:

Atividades significativas, contudo, não são necessariamente escritas. […] o portfólio pode abarcar outras formas de registros como desenhos, fotos com legendas, relatórios, vídeos e até falas das crianças. […]

5) Protagonismo infantil:

A organização precisa ainda respeitar as opiniões, preferências e considerações dos nossos estudantes. […]

MASSUCATO, Muriele. Cinco pontos para organizar os portfólios dos estudantes. Gestão escolar, São Paulo, 25 abr. 2017. Disponível em: https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1794/blog -coordenadoras-em-acao-cinco-pontos-para-organizar -os-portfolios-dos-alunos. Acesso em: 26 set. 2025.

Reflexões sobre a prática docente

Os professores desempenham um papel central no processo de formação social e cultural dos estudantes e são agentes fundamentais na construção do pensamento crítico e da cidadania. Em um mundo em constante transformação — marcado por avanços

tecnológicos, mudanças culturais e desafios sociais —, sua atuação vai muito além da sala de aula. Aos professores, é exigido não apenas ensinar, mas também propiciar aos estudantes o desenvolvimento humano, cultural, científico e tecnológico, preparando-os para compreender e intervir no mundo em que vivem. Assim, a profissão docente precisa ser constantemente valorizada, e a formação inicial e continuada deve receber atenção especial, de modo que os professores possam responder criativa e criticamente às demandas educacionais do presente e do futuro.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, os estudantes estão construindo as bases para todas as aprendizagens futuras, e o papel do professor torna-se determinante. Atender a esse desafio implica ultrapassar a figura do professor que apenas transmite conhecimentos ou executa decisões impostas por outros. Isso demanda uma mudança profunda na forma de pensar o ensino em comparação ao papel tradicional do professor.

É preciso entender que o professor não é um mero executor, mas sim um autor de sua prática pedagógica. Para isso, é fundamental que seja um constante pesquisador e questionador de sua prática e de seu papel. Diversas perguntas podem ser feitas como um exercício de autocrítica, que não prescinde das reivindicações de oportunidades de formação continuada em cada sistema de ensino e de melhores condições de trabalho. Indicamos algumas dessas questões a seguir.

• Como tenho conduzido minhas aulas?

• Elas estimulam a curiosidade e a autonomia dos estudantes?

• Minhas escolhas metodológicas refletem os desafios da sociedade atual?

• Estou criando oportunidades para que os estudantes façam perguntas e procurem respostas?

• Estou os incentivando a relacionar o que aprendem com o mundo à sua volta?

Reflexões desse tipo ajudam a transformar a prática em um processo vivo e conectado à realidade. Para nortear a autoavalia-

ção do trabalho docente, outras perguntas, indicadas a seguir, devem ser feitas sobre questões centrais do trabalho docente.

• Compreensão e acessibilidade : tenho clareza dos saberes básicos de minha área e consigo traduzi-los de forma acessível aos estudantes? Como posso adaptar minha linguagem e meus exemplos para diferentes perfis e níveis de aprendizagem?

• Interdisciplinaridade : consigo estabelecer relações entre diferentes áreas do conhecimento em minhas aulas? Que temas poderiam integrar Geografia, Ciências da Natureza e História, por exemplo, de maneira significativa?

• Atualização constante : estou atento às novas descobertas e aos debates no campo científico e educacional? Como incorporo essas novidades às minhas práticas?

• Metodologias diferenciadas : quais metodologias ativas conheço e utilizo? Como posso diversificar ainda mais minhas abordagens, sem perder de vista os objetivos de aprendizagem?

• Escuta e observação : ouço de fato os estudantes? Percebo suas dificuldades, seus interesses e suas dúvidas? Que estratégias posso adotar para que todos se sintam ouvidos?

• Uso crítico do material didático : utilizo o livro como apoio ou dependo exclusivamente dele? De que forma posso complementá-lo com outras fontes e experiências?

• Práticas : tenho proporcionado experiências que aproximem os estudantes do fazer científico em Geografia — como pesquisas, entrevistas e trabalhos de campo?

• Investigação e ética: estimulo a reflexão sobre as implicações sociais e éticas do conhecimento que trabalhamos? Dou espaço para que os estudantes expressem opiniões e construam argumentos? Essas reflexões apontam para a necessidade de um professor que não apenas en-

sina, mas também aprende continuamente e se reinventa, assumindo a responsabilidade de formar sujeitos capazes de compreender o mundo criticamente e atuar nele de forma ética e transformadora.

O desafio é grande, porém, factível. Para tanto, procure ser aquele que cria e inventa, que elabora e transforma. Produza conhecimento dentro e fora da sala de aula: crie um jornal escolar com os estudantes, organize exposições, trabalhos de campo e estudos do meio, desenvolva projetos interdisciplinares, grave podcasts sobre educação, elabore

roteiros e experimentos próprios. Questione o livro, o jornal, a revista, o site — e incentive os estudantes a fazer o mesmo. Compartilhe suas ideias e práticas com os colegas, troque experiências, construa coletivamente soluções para os problemas que surgem no cotidiano escolar. Ao adotar essa postura, sua sala de aula deixará de ser um espaço de transmissão vertical de conteúdos para se tornar um ambiente vivo de trocas em que todos — professor e estudantes — estarão envolvidos em um processo genuíno de pensar, aprender e ensinar.

Planejamento e conteúdos

Quadro de conteúdos da coleção

Neste quadro, apresentamos os temas e conteúdos que compõem os volumes desta coleção. Ao consultá-lo, o professor poderá observar a progressão de conteúdos a cada ano letivo, avaliar possibilidades de interdisciplinaridade e definir proposições para seu trabalho em sala de aula.

MUITOS LUGARES

Capítulo 1 – Representar e localizar os lugares

Representando lugares vistos do alto

Plantas e mapas

Se localizar com pontos de referência

3

Se localizar com o endereço

Tem solução! – Como chegar a um lugar?

Se localizar com mapas

Ideia puxa ideia – Uso seguro de aplicativos de localização

Capítulo 2 – Viver no campo e na cidade

Comunidades e povos tradicionais

Povos indígenas

Mão na massa – Grafismo kayapó

Comunidades quilombolas

Comunidades das águas

O que estudei

Unidade 1

NOSSO LUGAR, NOSSO MUNDO

Capítulo 1 – Onde estamos?

Municípios e distritos

Mão na massa – Produção de croqui

Cuidar do município

Tem solução! – Lazer para as crianças

Unidades da Federação do Brasil

Regiões brasileiras

O Brasil na América e no mundo

4

Ideia puxa ideia – Mapas têm história

Capítulo 2 – Direções cardeais e limites

A rosa dos ventos

Direções nos mapas

Ideia puxa ideia – Que rosa é essa?

Limites entre territórios

Limites nos mapas

O que estudei

5

NOSSA GENTE

Capítulo 1 – População no território

Migrações

Migrações entre regiões

Ideia puxa ideia – Desigualdades regionais

Territórios tradicionais

Território demarcado para garantir acesso à água

Mão na massa – Migrações em nosso município

Capítulo 2 – População e desigualdades

Famílias menores

Uma população mais velha

Homens e mulheres na população brasileira

Tem solução! – Meninas também podem

Desigualdades sociais

Cor e raça: desigualdades

O que estudei

MUITAS PAISAGENS

Capítulo 1 – O que tem na paisagem?

Observando as paisagens

Paisagens do campo

Croqui da paisagem

Paisagens da cidade

A cidade e a arte

Mão na massa – As paisagens do lugar onde vivo

Capítulo 2 – Mudanças nas paisagens

Mudanças feitas pelos seres humanos

Ideia puxa ideia – Mudanças na paisagem do bairro

Mudanças feitas pela natureza

Cheias e vazantes no Pantanal

Tem solução! – As chuvas e a paisagem

O que estudei

Unidade 2

NOSSA NATUREZA

Capítulo 1 – Elementos da natureza

Climas no Brasil

Rios no Brasil

Águas da Amazônia Azul

Tem solução! – Poluição na Amazônia Azul

Formas de relevo no Brasil

Capítulo 2 – Os biomas no Brasil

Devastação e preservação dos biomas

Ideia puxa ideia – Animais nos biomas

A Amazônia

Rios voadores

O Cerrado

O Pantanal

A Caatinga

O Pampa

O que estudei VOLUME

A Mata Atlântica

Mão na massa – Bioma em quadrinhos

O que estudei

UM PAÍS URBANO

Capítulo 1 – Cidades de muitos tipos

Cidades e suas funções

Ideia puxa ideia – Patrimônios históricos

Um Brasil cada vez mais urbano

As cidades se completam

Quando as cidades se encontram

Cidades planejadas

Mão na massa – Elaboração de croquis com imagens de satélite

Capítulo 2 – Cidades para todos

Direito à moradia

Tem solução! – Importância do endereço

Áreas verdes na cidade

Direito ao lazer

Mobilidade na cidade

Quando a cidade não é igual para todos

Unidade 1
Unidade 2
Unidade 1
Unidade 2

Unidade 3

RECURSOS NATURAIS

Capítulo 1 – De onde vêm os produtos?

Mão na massa – A alimentação escolar

Recursos naturais e trabalho

Agricultura

Extrativismo vegetal e silvicultura

Pecuária

Extrativismo mineral

Ideia puxa ideia – Paneleiras de Goiabeiras

Capítulo 2 – Usos e caminhos da água

Usos da água

Água na agricultura

Água na produção de energia elétrica

De onde vem a água?

Tem solução! – Consumo consciente da água

Poluição das águas

Saneamento básico

Ideia puxa ideia – Água limpa para todos

O que estudei

Unidade 3

NOSSAS RAÍZES, NOSSA CULTURA

Capítulo 1 – Os primeiros povos

Quem são os indígenas?

Ideia puxa ideia – Jogos e brincadeiras indígenas

Modos de vida

Terras Indígenas

Invasões de Terras Indígenas

Capítulo 2 – Povos que chegaram

Europeus

Culinária e festividades

Povos africanos

Contribuições africanas para a formação da cultura brasileira

Territórios quilombolas hoje

Asiáticos

Estrangeiros no Brasil atual

Mão na massa – Histórias de migrantes

O que estudei

TRABALHO E PRODUÇÃO

Unidade 3

Capítulo 1 – Mudanças no trabalho

Mudanças no comércio

Mudanças no setor de serviços

Mudanças na indústria

Mudanças na agricultura

Mão na massa – Exposição das profissões

Capítulo 2 – Energia, transporte e comunicação

Fontes de energia não renováveis no Brasil

Petróleo e derivados

Gás natural

Carvão mineral

Fontes de energia renováveis no Brasil

Ideia puxa ideia – Os impactos das hidrelétricas

Transportes

Meios de comunicação

Tem solução! – Acesso à internet

O que estudei

Unidade 4

UM AMBIENTE MELHOR PARA TODOS

Capítulo 1 – Lixo: de onde vem, para onde vai

Consumo e consumismo

Destinos do lixo

Cuidado com o que joga fora!

Lixões, aterros sanitários e usinas

Coleta seletiva

Mão na massa – Para onde vai o lixo da moradia?

Os cinco rs

Ideia puxa ideia – Roupas que viram lixo

Tem solução! – Lixo na escola

Capítulo 2 – Cuidar do ambiente

Problemas ambientais no campo

Viver melhor no campo

Ideia puxa ideia – Os quilombolas e a conservação da floresta

Problemas ambientais na cidade

Poluição do ar

Poluição sonora e visual

Viver melhor na cidade

Mão na massa – Áreas verdes no entorno da escola

O que estudei

Unidade 4

NOSSOS CAMPOS, NOSSAS CIDADES

Capítulo 1 – Entre o campo e a cidade

Produtos do campo

Ideia puxa ideia – Alimentação saudável

Gente que vai para a cidade

Gente que vai para o campo

Mão na massa – Feira de produtos locais

Capítulo 2 – Trabalho no campo e na cidade

Trabalho no campo

Trabalho e tecnologia no campo

Trabalho na cidade

Trabalho remoto e trabalho do cuidado

Tem solução! – O trabalho doméstico é de todos

Trabalho dentro da lei

O que estudei

Unidade 4

RESPEITAR A NATUREZA: DEVER DE TODOS

Capítulo 1 – Tipos de poluição

Poluição atmosférica

Como reduzir esse problema?

Poluição das águas

Marés negras

Caminhos do óleo de cozinha

Ideia puxa ideia – Meio ambiente na Arte

Outros tipos de poluição

Tem solução! – Ambiente: problemas e soluções

Capítulo 2 – Ambiente e qualidade de vida

Enchentes e alagamentos

Deslizamento de terra

Causas dos deslizamentos

Áreas de risco

Mão na massa – Vegetação e deslizamento de terra

Seca e acesso à água

O que estudei

Sugestões de planejamento e cronograma – 5o ano

O quadro a seguir apresenta sugestões de cronograma que podem ser aplicados ao longo das semanas letivas para o trabalho com o volume 5 do Livro do estudante. As propostas são: semanal, bimestral, trimestral e semestral. Esses cronogramas são apenas sugestões e podem ser adaptados conforme a realidade escolar.

Conteúdos e sugestões de cronograma – 5o ano

Bimestre

Trimestre

SEMESTRE

Bimestre

Trimestre

Semana

Unidade

1a 1

2a 1

3a 1

4a 1

5a 1

6a 1

7a 1

8a 1

9a 1

Unidade 1 – Nossa gente

Conteúdos

Capítulo 1 – População no território

Migrações

Migrações entre regiões

Ideia puxa ideia – Desigualdades regionais

Territórios tradicionais

Território demarcado para garantir acesso à água

Mão na massa – Migrações em nosso município

Capítulo 2 – População e desigualdades

Famílias menores

Uma população mais velha

Homens e mulheres na população brasileira

Tem solução! – Meninas também podem

Desigualdades sociais

Cor e raça: desigualdades

10a 1 O que estudei

11a 2

12a 2

13a 2

14a 2

15a 2

16a 2

17a 2

18a 2

19a 2

Unidade 2 – Um país urbano

Capítulo 1 – Cidades de muitos tipos

Cidades e suas funções

Ideia puxa ideia – Patrimônios históricos

Um Brasil cada vez mais urbano

As cidades se completam

Quando as cidades se encontram

Cidades planejadas

Mão na massa – Elaboração de croquis com imagens de satélite

Capítulo 2 – Cidades para todos

Direito à moradia

Tem solução! – Importância do endereço

Áreas verdes na cidade

Direito ao lazer

Mobilidade na cidade

Quando a cidade não é igual para todos

20a 2 O que estudei

Trimestre

21a 3

22a 3

23a 3

24a 3

Bimestre

25a 3

Unidade 3 – Trabalho e produção

Capítulo 1 – Mudanças no trabalho

Mudanças no comércio

Mudanças no setor de serviços

Mudanças na indústria

Mudanças na agricultura

Mão na massa – Exposição das profissões

Capítulo 2 – Energia, transporte e comunicação

Fontes de energia não renováveis no Brasil

Petróleo e derivados

Gás natural

Carvão mineral

26a 3 Fontes de energia renováveis no Brasil

27a 3 Ideia puxa ideia – Os impactos das hidrelétricas

28a 3 Transportes Meios de comunicação

29a 3 Tem solução! – Acesso à internet

30a 3 O que estudei

31a 4

32a 4

33a 4

34a 4

Bimestre

Unidade 4 – Respeitar a natureza: dever de todos

Capítulo 1 – Tipos de poluição

Poluição atmosférica

Como reduzir esse problema? Poluição das águas

Marés negras

Caminhos do óleo de cozinha

Ideia puxa ideia – Meio ambiente na Arte Outros tipos de poluição

35a 4 Tem solução! – Ambiente: problemas e soluções

36a 4

37a 4

Capítulo 2 – Ambiente e qualidade de vida Enchentes e alagamentos

Deslizamento de terra

Causas dos deslizamentos Áreas de risco

38a 4 Mão na massa – Vegetação e deslizamento de terra

39a 4 Seca e acesso à água

40a 4 O que estudei

Matriz

de planejamento de rotina

A seguir, é apresentada uma sugestão de matriz de planejamento de rotina. Ela é um recurso importante para a organização da aula, pois cria uma rotina previsível e otimiza o tempo e os recursos, além de facilitar o atendimento de estudantes com diferentes ritmos de aprendizagem. Cabe reforçar que é uma sugestão e deve ser adaptada de acordo com a realidade de cada escola e turma.

Momento Tempo

Acolhida Variável

Ativação de saberes Variável

Desenvolvimento do conteúdo

Variável

Prática Variável

Socialização Variável

Encerramento

Variável

Ação

Recepção dos estudantes

Correção de tarefa, revisão de conteúdo etc.

Apresentação e discussão do conteúdo

Realização de atividades ou seções

Correção das atividades e compartilhamento dos resultados

Retrospectiva da aula e revisão de estudo

Objetivo Recurso

Criar um ambiente acolhedor.

Identificar conhecimento prévio e defasagens.

Introduzir ou ampliar o estudo de conceitos.

Desenvolver habilidades e competências.

Incentivar a reflexão e a troca de ideias.

Avaliar se os objetivos da aula foram alcançados.

Matriz de planejamento de sequência didática

Roda de conversa, música etc.

Avaliação diagnóstica, jogos etc.

Lousa, atividades dinâmicas, vídeos etc.

Atividades individuais ou em grupo, jogos, brincadeiras etc.

Lousa, roda de conversa, correção cruzada etc.

Avaliação formativa ou de resultado, questionário, debate etc.

A seguir, é apresentada uma matriz de planejamento de sequência didática. O planejamento detalhado de uma sequência didática busca garantir a coerência no processo de ensino e aprendizagem e a efetividade dos objetivos definidos. A matriz apresentada é uma sugestão e deve ser adaptada de acordo com cada turma e cada conteúdo a ser desenvolvido.

Etapa

Definições preliminares

Seleção e organização dos conteúdos

Recursos didáticos

Cronograma

Planejamento das aulas

Execução e monitoramento

Socialização e avaliação

Objetivo

Escolher o tema e os objetivos.

Definir os conteúdos abordados.

Elencar os recursos didáticos a serem utilizados.

Estabelecer um cronograma.

Definir o que será realizado em cada aula.

Assegurar o alinhamento ao tema e aos objetivos definidos.

Verificar se os objetivos definidos foram atingidos.

Descrição

Definir um tema central e detalhar os objetivos a serem atingidos, indicando as competências e habilidades da BNCC a serem desenvolvidas.

Delimitar os conteúdos, indicando os capítulos do Livro do estudante e outros materiais a serem estudados.

Listar e providenciar os recursos didáticos necessários em cada etapa, como materiais manipuláveis, instrumentos, jogos etc.

Detalhar o cronograma de acordo com cada etapa a ser realizada, incluindo a quantidade de aulas necessárias.

Descrever de maneira detalhada o trabalho previsto em cada aula, incluindo atividades e outras práticas dos estudantes.

No desenvolvimento das aulas, fazer os ajustes necessários ao ritmo da turma e registrar a participação individual e coletiva dos estudantes.

Avaliar a realização da sequência didática, a participação dos estudantes e o desenvolvimento da aprendizagem.

Proposta de projeto – 5o ano

Projeto “Pessoas idosas na escola –aprendendo com a experiência”

A população brasileira está envelhecendo. Por isso, é importante refletir sobre o papel das pessoas idosas na sociedade.

Justificativa

Dados do Censo Demográfico 2022 demonstram um avanço importante nos índices de envelhecimento da população brasileira em relação ao Censo Demográfico 2010 (BRITTO, Vinícius; GOMES, Irene. Censo 2022: número de pessoas com 65 anos ou mais de idade cresceu 57,4% em 12 anos. Agência IBGE

Notícias, Rio de Janeiro, 27 out. 2023. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/ agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/ noticias/38186-censo-2022-numero-de-pes soas-com-65-anos-ou-mais-de-idade-cres ceu-57-4-em-12-anos. Acesso em: 7 out. 2025). A maioria da população idosa brasileira é ativa e contribui significativamente para a manutenção dos seus descendentes e para o desenvolvimento do país.

Estabelecer o perfil das pessoas idosas que fazem parte da comunidade escolar por meio da realização de um “censo” permite conhecer a realidade do entorno da escola. Com esses dados em mãos, é possível propor ações para o planejamento e estabelecimento de políticas públicas voltadas a esse grupo social.

Promover a valorização da pessoa idosa ao trazê-la para o espaço escolar, integrando suas vivências, seus saberes e suas histórias de vida, através do diálogo entre gerações, contribui para o fortalecimento da cultura do respeito e para a formação cidadã dos estudantes, bem como enriquece o processo educativo.

Este projeto está associado à unidade 1 do Livro do estudante, sobretudo ao capítulo 2.

Objetivos

• Realizar um censo das pessoas idosas da comunidade escolar e de seu entorno.

• Identificar as necessidades, os desejos e as histórias de vida das pessoas idosas

que compõem a comunidade escolar e vivem em seu entorno.

• Valorizar a memória, a história e a cultura local por meio dos relatos de pessoas idosas.

• Promover a reflexão sobre os direitos, os desafios e as contribuições das pessoas idosas para a comunidade.

• Desenvolver habilidades de escuta ativa, escrita, comunicação oral e pesquisa.

• Produzir textos e registros que expressem ideias e propostas de intervenção.

• Relacionar os dados de envelhecimento da população com os conteúdos de população e território.

Etapas do projeto

Duração: 4 semanas.

Interdisciplinaridade: Língua Portuguesa e História.

Cronograma sugerido

Semana 1 – Sensibilização (2 aulas): roda de conversa sobre o que é envelhecer; apresentação dos dados do Censo Demográfico 2022 sobre o envelhecimento da população brasileira; apresentação do projeto; divisão dos grupos e criação do formulário de coleta de dados.

Semana 2 – Realização do censo (2 aulas): visitas às residências e realização das entrevistas com aplicação do formulário.

Semana 3 – Apresentação dos resultados do censo (2 aulas): os grupos apresentarão o resultado das entrevistas com a tabulação dos dados e organizarão a Semana da Pessoa Idosa.

Semana 4 – Semana da Pessoa Idosa (2 aulas): apresentação do resultado da pesquisa.

Lista de materiais

• papel sulfite;

• cartolina;

• lápis preto e lápis de cor;

• caneta hidrocor;

• prancheta.

Etapa 1 – Planejamento inicial

Organize uma roda de conversa sobre o envelhecimento da população brasileira e ques-

tione os estudantes sobre as pessoas idosas que fazem parte do cotidiano deles e que vivem na comunidade escolar. Em seguida, com os estudantes, elaborem um formulário que deverá ser aplicado às pessoas idosas que moram no entorno da escola. Exemplo:

Nome e idade:

Local de nascimento:

Composição da moradia (se mora sozinho ou com quantas pessoas mora):

Condições de saúde:

Atividades que realiza no dia a dia:

Necessidades ou dificuldades que encontra no dia a dia:

Gostaria de participar de uma atividade na escola relacionada à semana da pessoa idosa?

Saberes que gostaria de compartilhar (ex.: culinária, artesanato, histórias, entre outros).

Etapa 2 – Mapeamento para a realização do censo

Na segunda etapa, a turma vai mapear (produção de planta ou croqui) a área do entorno da escola que será coberta pelo censo. Oriente os estudantes a se separarem em grupos de até seis pessoas. Cada grupo deverá realizar as entrevistas em um perímetro determinado previamente. Organize os grupos para que cada um registre a área de cobertura designada, com os nomes das ruas e os quarteirões que serão responsabilidade de cada grupo.

Etapa 3 – Realização do censo

Seguindo as orientações combinadas previamente em sala de aula e portando as pranchetas e os formulários de entrevista, cada grupo, com o acompanhamento de um adulto, deverá se dirigir à área designada para aplicação dos formulários. As respostas devem ser preenchidas diretamente nos formulários.

Etapa 4 – Organização e compartilhamento dos dados

Auxilie os estudantes a tabular os dados coletados em gráficos. Com os dados, oriente-os a elaborar mapas ou murais com os resultados e a identificar temas recorrentes que podem ter aparecido nos formulários. Em uma folha

de papel avulsa, oriente os estudantes a fazer os registros escritos, com desenhos ou fotos, para compartilhar esses dados.

Etapa 5 – Semana da Pessoa Idosa

Junto aos estudantes, organizem uma Semana da Pessoa Idosa na escola. O objetivo é apresentar os dados coletados no censo e realizar atividades com base nesses dados, propondo ações para melhorar as condições de vida das pessoas idosas da comunidade.

Orientação didática do projeto “Pessoas idosas na escola”

Compartilhe com os estudantes as informações do Censo Demográfico 2022 que mostram o crescimento da população de pessoas idosas no Brasil. Em uma roda de conversa, incentive os estudantes a levantar hipóteses sobre o que isso significa em relação à necessidade de serviços para essa comunidade, propondo questões como: vocês conhecem pessoas idosas? O que elas fazem? Que atividades de lazer ou esportivas podem ser praticadas por pessoas idosas? Como deve ser o transporte público adaptado para pessoas idosas?

Após a discussão, explique o projeto aos estudantes: a realização de um censo cujo objetivo será conhecer o perfil das pessoas idosas da comunidade, suas necessidades e seus saberes. Retome o que é um censo, qual é seu objetivo e a importância da realização do censo para o conhecimento da população e o estabelecimento de políticas públicas.

Para realização da etapa 1, oriente os estudantes sobre as questões que deverão constar do formulário de entrevista. Reforce a ideia de que os dados coletados servirão para identificar a realidade das pessoas idosas da comunidade escolar. As questões que constam do formulário são sugestões, podendo ser suprimidas ou acrescentadas novas perguntas.

Em seguida, para realização da etapa 2 , imprima uma planta com as ruas do entorno da escola para que seja definida e delimitada a área de realização do censo. Caso não seja possível, outra opção é a produção de um croqui ou mapa mental. Cada grupo deverá ser encarregado de cobrir uma determinada área, que

poderá ser dividida por setores. É importante que um adulto acompanhe cada um dos grupos, por isso organize a atividade previamente, pedindo também a autorização dos responsáveis pelos estudantes e dos entrevistados.

Se possível, organize cartazes ou folhetos a serem distribuídos no entorno da escola informando à população que a atividade será realizada e em quais datas ela ocorrerá. Se possível, organize junto à administração da escola a divulgação do evento em redes sociais digitais. Caso isso seja possível, a atividade deve ser divulgada nas redes pela escola e pelos professores, visto que os estudantes dessa idade não podem usar as redes.

Para a etapa 3, imprima os formulários que deverão ser entregues aos grupos e oriente a “capacitação” dos entrevistadores. Informe que essa é uma etapa importante para que o censo seja realizado de forma satisfatória. Nessa capacitação antes das entrevistas, oriente os estudantes a abordar as pessoas com respeito e empatia. Explique a eles que devem exercer uma escuta ativa e ser fiéis às respostas dadas. Também oriente sobre situações delicadas, por exemplo, com pessoas idosas com dificuldades de fala ou mobilidade. Se possível, envolva agentes comunitários ou familiares para facilitar o contato.

É fundamental garantir a participação de todos os estudantes nas diferentes etapas do projeto, uma vez que cada um vai colaborar de acordo com suas possibilidades, de forma a garantir a inclusão de todos.

Na etapa 4, os dados coletados serão organizados e analisados. Auxilie os estudantes a tabular os dados em gráficos de barras simples, com informações como: faixa etária, condições de moradia, condições de saúde, atividades que realizam, interesses etc. Os gráficos devem ser organizados de acordo com o número de entrevistas realizadas. Oriente os estudantes a confeccionar murais com os resultados, identificando temas recorrentes que foram levantados a partir dos dados, como solidão, saberes, saúde etc.

Para a etapa 5, oriente os estudantes a confeccionar convites para que as pessoas participem da “Semana da Pessoa Idosa na Escola – aprendendo com a experiência”. Nessa data, que poderá ser o dia 1o de outubro, em que é

celebrado o Dia da Pessoa Idosa, deverá ser organizada a devolutiva dos dados do censo realizado pelos estudantes e uma ação comunitária na escola.

Instrua os estudantes a convidar os idosos a compartilhar seus saberes. Organize oficinas, rodas de conversa, apresentações culturais, momentos de escuta e exposição de fotografias com a participação das pessoas idosas entrevistadas pelo censo. A partir dos dados coletados nas entrevistas, elaborem uma proposta de ação para melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas que fazem parte da comunidade escolar.

Habilidades desenvolvidas

• (EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.

• (EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.

• (EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

Referências úteis

• BUENO, Renata. Manuel, Rita, Flor... São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2024.

• GROSSMAN, David. Toda ruga tem uma história. Ilustrações: Maya Shleifer. Tradução: Paulo Geiger. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2024.

• MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS. Guia para construção de políticas públicas para a população idosa . [Goiânia]: MPGO, [2025]. Disponível em: https://www.mpgo.mp.br/portal/arquivos/2025/03/06/15_58_40_35_Guia_para_ Constru_o_de_Pol_ticas_P_blicas_para_a_ Popula_o_Idosa.pdf. Acesso em: 15 set. 2025.

REFERÊNCIAS COMENTADAS

ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. São Paulo: Contexto, 2001.

• Esse livro apresenta uma reflexão sobre a aquisição das noções espaciais pelos estudantes e sua relação com a elaboração de desenhos e mapas.

BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2017. (Série desafios da educação).

• Diversos autores analisam práticas pedagógicas, tanto na Educação Básica como no Ensino Superior, relacionadas à aplicação das metodologias ativas.

BATISTA, Renata Pereira. Educação especial: como tornar uma escola inclusiva. São Paulo: Panda Educação, 2024.

• A autora apresenta exemplos práticos para a inclusão na escola, em relação à elaboração de estratégias, à parceria com a família e à formação continuada.

BIZZO, Nélio. Pensamento científico: a natureza da ciência no ensino fundamental. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Coleção como eu ensino).

• Nesse livro, o autor apresenta a história do pensamento científico a partir dos trabalhos de Aristóteles, Galileu Galilei e Charles Darwin.

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Casa Civil, [2025]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ constituicao.htm. Acesso em: 26 set. 2025.

• Conjunto das leis que fundamentam e constituem o Estado brasileiro. Estabeleceu, entre outros feitos, que a Educação Básica é um direito de todos e dever do Estado.

BRASIL. Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Casa Civil, [2025]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ L9394.htm. Acesso em: 27 set. 2025.

• Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

BRASIL. Lei n o 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Brasília, DF: Casa Civil, 2008. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/ lei/l11645.htm. Acesso em: 27 set. 2025.

• Essa lei modifica a LDB e estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena no currículo oficial. O texto da lei reconhece que esses grupos étnicos também participaram da formação da população brasileira, contribuindo para as áreas social, econômica e política.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: computação: complemento à BNCC. Brasília, DF: MEC, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas -conectadas/BNCCComputaoCompletodiagramado.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

• Esse documento estrutura e orienta o trabalho com a computação na Educação Básica.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 27 set. 2025.

• Documento oficial do Ministério da Educação que serve de referência para a construção de currículos para todos os segmentos da Educação Básica.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília, DF: MEC: SEB, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso -a-informacao/media/seb/pdf/d_c_n_educacao_basica_nova.pdf. Acesso em: 27 set. 2025.

• Conjunto de diretrizes que orientam a elaboração dos currículos escolares em âmbito nacional.

BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Secretaria de Educação Básica. Programa Nacional do Livro e do Material Didático: edital de convocação n o 01/2025: MEC/FNDE: PNLD Anos Iniciais 2027: anexo 01: referencial pedagógico. Brasília, DF: MEC, jun. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/fnde/ pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/ programas-do-livro/consultas-editais/editais/pnld-anos-iniciais -2027-2030/anexo-01-referencial-pedagogico_final.pdf/view. Acesso em: 26 set. 2025.

• Anexo pedagógico do edital do Programa Nacional do Livro Didático de 2027.

BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília, DF: MEC, 2019. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contex tualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 27 set. 2025.

• Documento que apresenta os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs).

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_popu lacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 27 set. 2025.

• Guia elaborado pelo Ministério da Saúde para incentivar a população brasileira a consumir alimentos mais saudáveis, melhorando, assim, os hábitos alimentares e as condições de saúde.

BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom/PR, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancas -e-adolescentes/guia/guia-de-telas_sobre-usos-de-dispositivos -digitais_versaoweb.pdf. Acesso em: 12 set. 2025.

• Guia elaborado pela Secretaria de Comunicação Social para dar recomendações sobre o uso de telas e outros dispositivos digitais por crianças e adolescentes, evidenciando os benefícios e as atenções que o uso desses equipamentos exige.

CALLAI, Helena Copetti. O município: uma abordagem geográfica nos primeiros anos da formação básica. In: CAVALCANTI, Lana de Souza (org.). Temas da geografia na escola básica. Campinas: Papirus, 2013. p. 135-158.

• Nesse texto, a autora trabalha com o município na perspectiva do conceito de lugar, como possibilidade de não fragmentar o mundo nem a vida.

CARNEIRO, Rosalvo Nobre; ARAÚJO, Raimundo Lenilde de (org.). Didática da geografia: seus elementos e suas linguagens. Mossoró: Edições UERN, 2024. E-book. Disponível em: https://portal.uern.br/ wp-content/uploads/sites/14/2024/11/E-book-Didatica-da-Geografia -seus-elementos-e-suas-linguagens.pdf. Acesso em: 30 set. 2025.

• Essa obra reúne textos de autores que discutem o ensino de Geografia, apresentando temas diversos que se articulam a fim de contribuir para a formação continuada de professores.

CAVALCANTI, Lana de Souza. Ensinar e aprender geografia: elementos para uma didática crítica. Goiânia: Alfa Comunicação, 2024.

• A autora apresenta temas do estudo da Didática da Geografia fazendo uma síntese das discussões e abordagens mais recentes.

CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 2003. (Magistério: formação e trabalho pedagógico).

• Esse livro é uma referência nos estudos da relação entre conceitos cotidianos e conceitos geográficos, como lugar, paisagem, território e região.

CAVALCANTI, Lana de Souza. O ensino de geografia na escola. Campinas: Papirus, 2012. (Magistério: formação e trabalho pedagógico).

• Esse livro traz reflexões sobre o ensino de Geografia nos dias de hoje. Para que a escola cumpra sua função de transmitir e reproduzir saberes científicos, é prioritário conhecer a cultura escolar e os saberes cotidianos dominados pelos estudantes para que seja traçado um planejamento mais adequado das aulas.

CHASSOT, Attico Inacio. A ciência através dos tempos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004.

• Esse livro oferece uma visão panorâmica do conhecimento humano, desde a descoberta do fogo até as mais recentes conquistas da ciência e da tecnologia.

FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia? 5. ed. São Paulo: Loyola, 2002. (Coleção realidade educacional, 4).

• Nessa obra, a autora defende o uso da interdisciplinaridade e do conteúdo integrado no processo de ensino e aprendizagem. Nesse aspecto, a articulação interdisciplinar leva a estabelecer um elo entre o que é ensinado e o que é vivido pelos estudantes, permitindo sua identificação com a realidade.

FONSECA, Fernanda Padovesi; OLIVA, Jaime. Cartografia. São Paulo: Melhoramentos, 2013. (Coleção como eu ensino).

• Um livro necessário para entendermos a Cartografia como uma linguagem que produz “textos” que também devem ser lidos em suas entrelinhas e intencionalidade. Os autores problematizam a produção e os usos dos mapas.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 87. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2023.

• Essa obra lança luz sobre as injustiças e o medo da liberdade impostos aos oprimidos. A crítica à concepção bancária da educação, a promoção da dialogicidade e a libertação pelo ensino constituem alguns dos elementos fundamentais apresentados como resposta à ideologia opressora, delineando um meio de superação das desigualdades e da manipulação.

GIRARDI, Gisele. Para que a cartografia escolar mude sem ficar a mesma coisa. História, Natureza & Espaço, Rio de Janeiro, v. 12, n. 1, p. 1-20, 2023. Disponível em: https://www.e-publicacoes. uerj.br/niesbf/article/view/79130/38. Acesso em: 26 set. 2025.

• A autora traz um debate sobre a Cartografia levantando, entre outros pontos, a inclusão do mapeamento como direito humano na Geografia acadêmica e escolar.

GROTZINGER, John; JORDAN, Tom . Para entender a Terra Tradução: Iuri Duquia Abreu. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.

• Esse livro apresenta uma introdução às ciências da Terra. HAYDT, Regina Célia Cazaux. Curso de didática geral. 8. ed. São Paulo: Ática,2006. (Série educação em ação).

• Essa obra oferece suporte teórico para o professor decidir quais estratégias utilizar durante as aulas e quais recursos considerar em cada caso.

KATUTA, Ângela Massumi. A cartografia escolar no movimento da geografia crítica: elementos para debates. Revista GeoSertões, Cajazeiras, v. 5, n. 10, p. 126-150, jun./dez. 2020. Disponível em: https://cfp.revistas.ufcg.edu.br/cfp/index.php/geosertoes/article/ view/1524/pdf. Acesso em: 30 set. 2025.

• Esse texto traz reflexões a partir de estudos da autora com docentes da Educação Básica, povos originários, do campo e de comunidades tradicionais, evidenciando os desafios inerentes à Geografia ensinada em um movimento mais amplo de democratização das relações socioterritoriais.

KIMURA, Shoko. Geografia no ensino básico: questões e propostas. São Paulo: Contexto, 2008.

• Esse livro contribui para reflexões sobre o ensino de Geografia e a formação contínua de professores da Educação Básica.

LEPSCH, Igo F. Formação e conservação dos solos. São Paulo: Oficina de Textos, 1993.

• Esse livro ensina como os solos se formam e como tornar seu uso sustentável.

LESANN, Janine. Geografia no ensino fundamental I. Belo Horizonte: Fino Traço, 2011. (Coleção formação docente, 1).

• Esse livro apresenta aspectos da discussão teórico-metodológica para o ensino de Geografia e como construir conceitos fundamentais desse componente curricular ao longo dos anos iniciais.

LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. 22. ed. São Paulo: Loyola, 2008. (Coleção educar, 1).

• Nesse livro, o autor formula proposições para o fazer pedagógico crítico e apresenta reflexões sobre a didática, a psicologia da aprendizagem e a metodologia de ensino.

LOEB, Rodrigo Mindlin; LIMA, Ana Gabriela Godinho (org.). Cidade, gênero e infância. São Paulo: Romano Guerra, 2021.

• Esse livro trata de um dos compromissos fundamentais da sociedade: zelar pelo desenvolvimento saudável das crianças. Entre outros temas, os textos abordam segregação territorial, experiências de incentivo à brincadeira no espaço público e envolvimento da comunidade.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 2014. E-book

• Essa obra discute a avaliação da aprendizagem na escola como recurso para a garantia das atividades educativas.

MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Tradução: Eliane Lisboa. Porto Alegre: Sulina, 2005.

• Obra do filósofo e sociólogo francês Edgar Morin que aborda a complexidade do saber e defende que é necessário articular conhecimentos de diversas áreas para constituir um pensamento complexo.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Tradução: Catarina Eleonora F. da Silva, Jeanne Sawaya. 5. ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: Unesco, 2003.

• Renovando as reflexões pedagógicas, o autor propõe debates sobre a situação contemporânea e aborda desde a condição humana na era da incerteza até o convívio planetário de forma sustentável.

PASSINI, Elza Yasuko. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de geografia. São Paulo: Cortez, 2012.

• A autora reflete sobre o ensino de conceitos, procedimentos e representações acerca do espaço no componente curricular de Geografia. A promoção da chamada alfabetização cartográfica e a aprendizagem de Geografia são fundamentais na formação dos estudantes da Educação Básica, já que oferecem ferramentas e conteúdos não só para o entendimento de mapas ou imagens de satélite, mas também para uma leitura de mundo.

PASSINI, Elza Yasuko; PASSINI, Romão; MALYSZ, Sandra T. (org.). Prática de ensino de geografia e estágio supervisionado São Paulo: Contexto, 2007.

• Esse livro contribui para um maior aprofundamento do conhecimento geográfico no cotidiano escolar, indicado para estudantes de licenciaturas e professores do Ensino Básico.

PONTUSCHKA, Nídia Nacib; PAGANELLI, Tomoko Iyda; CACETE, Núria Hanglei. Para ensinar e aprender geografia. São Paulo: Cortez, 2007. (Coleção docência em formação. Série ensino fundamental).

• Essa obra tem como objetivo discutir como a Geografia, enquanto componente curricular, pode construir um saber escolar com base nos conhecimentos produzidos na universidade e nos conhecimentos prévios dos estudantes.

PORTUGAL, Jussara Fraga (org.). Educação geográfica: temas contemporâneos. Salvador: EDUFBA, 2017.

• Esse livro reúne textos que resultam de pesquisa, práticas de ensino e relatos de experiências que envolvem a educação geográfica e os temas contemporâneos.

PORTUGAL, Jussara Fraga; VEIGA, Léia Aparecida; TORRES, Eloiza Cristiane (org.). Didática da geografia: linguagens e abordagens. Goiânia: Alfa Comunicação, 2022. E-book

• Esse livro reúne textos de professores-pesquisadores sobre a didática da Geografia. Usos de música, literatura, maquetes e jogos estão entre as estratégias apresentadas nos textos.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. (Coleção Milton Santos, 1).

• Nesse livro, o geógrafo propõe a teoria geral do espaço, um conjunto indissociável de sistemas de objetos e de sistemas de ações no contexto da globalização.

SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. 7. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2007. (Coleção Milton Santos, 8).

• Ao longo do livro, Milton Santos trata de temas como cidadania, consumo, economia, pobreza e direito à cidade. O autor utiliza

categorias do campo da Geografia para analisar a relação entre os cidadãos brasileiros e o espaço, refletindo em especial sobre o conceito de território.

SANTOS NETO, Pedro Moreira dos. Cartografia escolar e inclusiva para alunos surdos: mapa-libras em suas mãos. Goiânia: Alfa Comunicação, 2020.

• O autor é professor e pesquisador, filho ouvinte de pais surdos. A tese de doutorado que gerou esse livro é fruto de estudos e vivência com a comunidade surda, para a qual, segundo o autor, os mapas inclusivos possibilitam a compreensão do território e a consolidação da identidade surda, sendo uma forma de resistência desse grupo. SASSAKI, Romeu Kazumi. Terminologia sobre deficiência na era da inclusão. Brasília, DF: Câmara dos Deputados, c2025. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/a-camara/estruturaadm/ gestao-na-camara-dos-deputados/responsabilidade-social-e-am biental/acessibilidade/glossarios/terminologia-sobre-deficiencia -na-era-da-inclusao. Acesso em: 27 set. 2025.

• Esse texto apresenta uma lista de termos relacionados a deficiências, com explicações sobre seu uso.

SCHENINI, Fátima. Múltiplos instrumentos podem aperfeiçoar o processo de avaliação escolar. Portal do Professor, [Brasília, DF], ed. 11, 17 dez. 2008. Disponível em: http://portaldoprofessor. mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=272. Acesso em: 27 set. 2025.

• Esse texto discute as diferentes ferramentas e possibilidades para acompanhar o desempenho dos estudantes.

SCHWARCZ, Lilia Moritz; REIS, Letícia Vidor de Sousa (org.). Negras imagens: ensaios sobre cultura e escravidão no Brasil. São Paulo: Estação Ciência: Edusp, 1996.

• Livro que debate a história das populações africanas que chegaram ao Brasil.

SILVA, Aracy Lopes da; GRUPIONI, Luís Donisete Benzi (org.). A temática indígena na escola: novos subsídios para professores de 1o e 2o graus. Brasília, DF: MEC: Mari: Unesco, 1995.

• Livro com estratégias para abordar a temática indígena em sala de aula sob uma perspectiva cidadã e inclusiva.

SIMIELLI, Maria Elena R. O mapa como meio de comunicação e a alfabetização cartográfica. In: ALMEIDA, Rosângela Doin de (org.). Cartografia escolar. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2011. p. 71-94.

• A autora traz elementos de suas pesquisas de doutorado e de tese de livre-docência, que analisam o mapa como meio de comunicação e sua leitura eficiente, tendo como conceito central a alfabetização cartográfica.

ZAMBONI, Ernesta; GALZERANI, Maria Carolina B.; PACIEVITCH, Caroline (org.). Memória, sensibilidades e saberes. Campinas: Alínea, 2015.

• Essa obra propõe reflexões sobre o papel da memória dos sujeitos históricos no campo da educação.

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