Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva Assessoria Débora Diegues
Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Ana Cristina Bezerra Oliveira, Carlos Eduardo de Almeida Ogawa, Jéssica Vieira de Faria, Mariana Renó Faria; Patrícia Maria Tierno Fuin (coord.), Bunni Costa, Mirella Abrahão Crevelaro
Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam Produção de conteúdo digital Deborah D’Almeida Leanza (coord.), André Tomio Lopes Amano, Fabio Bonna Moreirão, Tami Buzaite
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design Andréa Dellamagna (coord.), Sergio Cândido (criação), Ana Carolina Orsolin
Projeto de capa Sergio Cândido
Imagem de capa Dmitr/stock.adobe.com
Arte e produção Vinicius Fernandes (coord.), Marcia Cunha do Nascimento, Jacqueline Nataly Ortolan (assist.)
Diagramação BLA design
Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga
Licenciamento de textos Erica Brambila
Iconografia Jonathan Santos, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)
Ilustrações Alexandre Matos, Beatriz Mayumi, Biry Sariks, Bruna Assis Brasil, Caca França, Camila de Godoy, Daniel Wu, Estúdio Mil, Estúdio Ornitorrinco, Fabiana Faiallo, Fernanda Monteiro, Gus Campos, Héctor Gómez, Hiro Kawahara, Kime Rodrigues/Dois de Nós, Leandro Lassmar, Lentini, Leo Teixeira, Nathalia Ichioka, Sidney Meireles/Giz De Cera, Silvia Otofuji, Thamires Paredes, Vanessa Alexandre, Veridiana Scarpelli
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Entrelaços : ciências da natureza, história e geografia : 1o ano : ensino fundamental : anos iniciais / Maria Angela Gomez Rama...[et al.]. – 1. ed. – São Paulo : FTD, 2025.
Outros autores: Denise Cristina Christov Pinesso, Gislane Campos Azevedo Seriacopi, Reinaldo Seriacopi, Roberta Aparecida Bueno Hiranaka, Thiago Macedo de Abreu Hortencio
Componente curricular: Interdisciplinar de Ciências da natureza, História e Geografia
ISBN 978-85-96-06132-2 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06133-9 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06134-6 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06135-3 (livro do professor HTML5)
1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) 2. Geografia (Ensino fundamental) 3. História (Ensino fundamental) I. Rama, Maria Angela Gomez. II. Pinesso, Denise Cristina Christov. III. Seriacopi, Gislane Campos Azevedo. IV. Seriacopi, Reinaldo. V. Hiranaka, Roberta Aparecida Bueno. VI. Hortencio, Thiago Macedo de Abreu. 25-292006
CDD-372.19
Índices para catálogo sistemático:
1. Ensino integrado : Livros-texto : Ensino fundamental 372.19
Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Caro professor,
Esta coleção integra as áreas de Ciências da N atureza e Ciências Humanas, promovendo o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para que os estudantes possam compreender e atuar de forma ética, criativa e responsável nos desafios do mundo contemporâneo.
Este livro apresenta orientações pedagógicas para apoiar seu trabalho com os estudantes em sala de aula. As orientações estão organizadas em duas partes: uma específica e outra geral. A parte específica apresenta a reprodução das páginas do livro do estudante na íntegra, acompanhada de orientações para encaminhamento, respostas, comentários e orientações de atividades, além de sugestões práticas para as aulas. A parte geral apresenta os fundamentos teórico-metodológicos, a relação da coleção com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), algumas tendências da educação, o papel do professor, entre outros tópicos. Com isso, nosso intuito é auxiliar no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem e propor o melhor aproveitamento possível desta coleção.
Estas orientações e as sugestões feitas ao longo do material, aliadas à sua experiência profissional, buscam contribuir para a ampliação das práticas pedagógicas e apoiá-lo na jornada letiva, valorizando seu lado curioso, investigativo, pesquisador e criativo. Dessa maneira, você e os estudantes podem desenvolver ainda mais a autonomia para o aprendizado e a consciência de agir individual e coletivamente para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
Bom trabalho!
ORGANIZAÇÃO GERAL DA OBRA
Esta coleção é composta de dois volumes destinados aos 1o e 2o anos do ensino fundamental. Para cada ano escolar, a coleção constitui-se de livro do estudante e livro do professor, nas versões impressa e digital.
Livros impressos
Livro do estudante
Cada volume está organizado em quatro unidades, divididas em capítulos. Ao longo dos capítulos, são trabalhados conteúdos voltados para desenvolver habilidades e competências das áreas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza em uma estrutura clara e prática para ser abordada em sala de aula.
e comunidade. BNCC HABILIDADES (EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, mee anos. (EF01HI01) Identificar aspectos do seu crescimento por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de sua família e/ou de sua comunidade. (EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade. (EF01HI03) Descrever e distinguir seus papéis e responsabilidades relacionados à família, à escola e à comunidade. (EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços. (EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares. (EF01GE08) Criar mapas mentais e desenhos com base em itinerários, contos literários, histórias inventadas e brincadeiras. TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS (TCTs) • Direitos da criança e do adolescente. ENCAMINHAMENTO Antes de iniciar a atividade 1 oriente os estudantes a observar atentamente as imagens, identificando as ações e brincadeiras que aparecem. Incentive-os
desenhos e contar, se desejar, por que deixou de fazer certas atividades ou por que manteve outras. Reforce que essas mudanças fazem parte do crescimento e ajudam a contar a história de cada um. TEXTO COMPLEMENTAR O projeto pedagógico para diversidade se constitui em um grande desafio para o sistema educativo como um todo, que deve pensar a aprendizagem não apenas na dimensão individual,mas de forma coletiva. Essa é a função social da escola, manifesta nas formas de interação entre pessoas, escola, família e comunidade.Assim, as crenças, as intenções, as atitudes éticas, os desejos, as necessidades, as prioridades dos alunos com necessidades educacionais especiais deverão ser discutidos pela comunidade escolar e inscritos no projeto pedagógico para a diversidade. [...] BRASIL. Ministério da Educação. Educação
Livro do professor
Além dos subsídios iniciais para o professor, este livro reproduz o livro do estudante na íntegra, em miniaturas com respostas em magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução do livro do estudante, são apresentados introdução à unidade, objetivos de aprendizagem da unidade e de cada capítulo, habilidades da BNCC por capítulo, sugestões de encaminhamento dos conteúdos para apoiar a rotina, comentários ou respostas sobre as atividades, orientações para o encaminhamento das propostas, bem como ampliações e aprofundamentos para enriquecer as abordagens pedagógicas. Este livro contém também textos e atividades complementares e ainda sugestões de leitura, filmes, entre outros recursos.
Livros digitais
Livro do estudante e livro do professor no formato digital, em HTML, o que permite o acesso ao material em diferentes dispositivos digitais: smartphones, notebooks e tablets, por exemplo.
Objetos digitais
Ao longo do volume, ícones indicam infográficos e mapas clicáveis que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica.
SUMÁRIO
ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS
1
Unidade 1 – EU E OS OUTROS 10
Unidade 2 – VIVENDO EM FAMÍLIA E EM COMUNIDADE 74
Unidade 3 – BRINCADEIRAS E TRADIÇÕES 144
Unidade 4 – NATUREZA E VIDA 204
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS 270
MATERIAL COMPLEMENTAR 272
ORIENTAÇÕES GERAIS
Proposta teórico-metodológica da coleção
VII
VII
Por que uma obra interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia VII
As especificidades dos componentes curriculares VIII
A BNCC e as áreas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas XII
Competências XIV
Habilidades
XV
Estudo do meio e trabalho de campo XVI
Uso da cartografia XVII
Trabalho com projetos XVII
O papel do livro didático XVIII
Povos indígenas, afrodescendentes e o livro didático XIX
Inclusão no ensino fundamental XIX
Pensando o papel do professor XXI
As Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) na educação XXII
Avaliação formativa XXIII
Planejamento e conteúdos XXV
Sugestões de cronograma XXV
Matriz de planejamento de rotina XXIX
Matriz de planejamento de sequência didática XXIX
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
XXX
CIÊNCIAS DA NATUREZA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA
ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPONENTE CURRICULAR: INTERDISCIPLINAR DE CIÊNCIAS DA NATUREZA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA
ROBERTA APARECIDA
BUENO HIRANAKA
MESTRA EM ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA
PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP-SP)
ESPECIALISTA EM JORNALISMO CIENTÍFICO
PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP-SP)
BACHARELA E LICENCIADA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR-SP)
AUTORA E EDITORA DE LIVROS DIDÁTICOS
THIAGO MACEDO DE ABREU HORTENCIO
BACHAREL EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
AUTOR E EDITOR DE LIVROS DIDÁTICOS
GISLANE CAMPOS
AZEVEDO SERIACOPI
MESTRA EM HISTÓRIA SOCIAL PELA PONTIFÍCIA
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO (PUC-SP)
ATUOU COMO PROFESSORA UNIVERSITÁRIA, PESQUISADORA E PROFESSORA DE HISTÓRIA
DOS ENSINOS FUNDAMENTAL E MÉDIO NAS REDES PÚBLICA E PRIVADA
AUTORA DE LIVROS DIDÁTICOS
REINALDO SERIACOPI
BACHAREL EM LETRAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP) E EM COMUNICAÇÃO SOCIAL
PELO INSTITUTO METODISTA DE ENSINO SUPERIOR
AUTOR E EDITOR DE LIVROS DIDÁTICOS
MARIA ANGELA GOMEZ RAMA
MESTRA EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
ESPECIALISTA EM ENSINO DE GEOGRAFIA PELA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO (PUC-SP)
BACHARELA E LICENCIADA EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
LICENCIADA EM PEDAGOGIA PELA UNIVERSIDADE DE FRANCA (UNIFRAN-SP)
ATUOU COMO PROFESSORA NA EDUCAÇÃO
BÁSICA E NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTORA DE LIVROS DIDÁTICOS
DENISE CRISTINA
CHRISTOV PINESSO
MESTRA EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
BACHARELA E LICENCIADA EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
ATUOU COMO COORDENADORA DE GEOGRAFIA NA REDE PARTICULAR DE ENSINO E COMO PROFESSORA NO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE PÚBLICA
Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva Assessoria Débora Diegues
Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Ana Cristina Bezerra Oliveira, Carlos Eduardo de Almeida Ogawa, Jéssica Vieira de Faria, Mariana Renó Faria; Patrícia Maria Tierno Fuin (coord.), Bunni Costa, Mirella Abrahão Crevelaro
Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam Produção de conteúdo digital Deborah D’Almeida Leanza (coord.), André Tomio Lopes Amano, Fabio Bonna Moreirão, Tami Buzaite
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design Andréa Dellamagna (coord.), Sergio Cândido (criação), Ana Carolina Orsolin
Projeto de capa Sergio Cândido
Imagem de capa Dmitr/stock.adobe.com
Arte e produção Vinicius Fernandes (coord.), Marcia Cunha do Nascimento, Jacqueline Nataly Ortolan (assist.)
Diagramação BLA design
Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga
Licenciamento de textos Erica Brambila
Iconografia Jonathan Santos, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)
Ilustrações Alexandre Matos, Beatriz Mayumi, Biry Sariks, Bruna Assis Brasil, Caca França, Camila de Godoy, Daniel Wu, Estúdio Mil, Estúdio Ornitorrinco, Fabiana Faiallo, Fernanda Monteiro, Gus Campos, Héctor Gómez, Hiro Kawahara, Kime Rodrigues/Dois de Nós, Leandro Lassmar, Lentini, Leo Teixeira, Nathalia Ichioka, Sidney Meireles/Giz De Cera, Silvia Otofuji, Thamires Paredes, Vanessa Alexandre, Veridiana Scarpelli
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Entrelaços : ciências da natureza, história e geografia : 1o ano : ensino fundamental : anos iniciais / Maria Angela Gomez Rama...[et al.]. – 1. ed. – São Paulo : FTD, 2025.
Outros autores: Denise Cristina Christov Pinesso, Gislane Campos Azevedo Seriacopi, Reinaldo Seriacopi, Roberta Aparecida Bueno Hiranaka, Thiago Macedo de Abreu Hortencio
Componente curricular: Interdisciplinar de Ciências da natureza, História e Geografia
ISBN 978-85-96-06132-2 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06133-9 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06134-6 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06135-3 (livro do professor HTML5)
1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) 2. Geografia (Ensino fundamental) 3. História (Ensino fundamental) I. Rama, Maria Angela Gomez. II. Pinesso, Denise Cristina Christov. III. Seriacopi, Gislane Campos Azevedo. IV. Seriacopi, Reinaldo. V. Hiranaka, Roberta Aparecida Bueno. VI. Hortencio, Thiago Macedo de Abreu. 25-292006
CDD-372.19
Índices para catálogo sistemático:
1. Ensino integrado : Livros-texto : Ensino fundamental 372.19
Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
OLÁ, ESTUDANTE!
UM LIVRO É UMA AVENTURA, UMA JANELA PARA NOVOS CONHECIMENTOS.
ESTE LIVRO VAI AJUDAR A COMPREENDER MELHOR O MUNDO ONDE VOCÊ VIVE, ESTUDANDO A HISTÓRIA DAS PESSOAS, A NATUREZA, OS ANIMAIS, AS PLANTAS, MUITOS LUGARES E MUITAS PAISAGENS.
NESTA AVENTURA, VOCÊ VAI VAI FAZER DIVERSAS ATIVIDADES NA COMPANHIA DE COLEGAS, PROFESSORES E PESSOAS COM QUEM CONVIVE.
SEJA CURIOSO E FAÇA PERGUNTAS! ESSE É O SEGREDO PARA APRENDER SEMPRE, TODOS OS DIAS, DURANTE TODA A VIDA. TENHA UMA ÓTIMA JORNADA! OS AUTORES.
CONHEÇA SEU LIVRO
ABERTURA DE UNIDADE
ABERTURA DE UNIDADE, VOCÊ VAI DESPERTAR SUA CURIOSIDADE, EXPLORAR IMAGENS E TROCAR IDEIAS COM OS COLEGAS.
CAPÍTULOS NOS CAPÍTULOS, VOCÊ VAI ENCONTRAR DIFERENTES CONTEÚDOS E APRENDER MUITO.
MEXENDO O CORPO VOCÊ SABIA QUE PRATICAR ATIVIDADES FÍSICAS FAZ BEM PARA A SAÚDE DO CORPO E DA MENTE? BRINCADEIRAS, DANÇAS E ESPORTES NOS AJUDAM A MEXER O CORPO. MUITAS DESSAS ATIVIDADES TAMBÉM PERMITEM FAZER AMIGOS! TODAS AS CRIANÇAS TÊM O DIREITO DE BRINCAR. APESAR DISSO, ALGUMAS BRINCADEIRAS DEIXAM DE FORA AS CRIANÇAS QUE TÊM ALGUMA DEFICIÊNCIA. AGORA, VOCÊ VAI CONHECER DUAS ATIVIDADES INCLUSIVAS QUE PODE PRATICAR COM TODOS OS COLEGAS. VÔLEI SENTADO É UM ESPORTE DE VERDADE! CADA EQUIPE FICA EM UM LADO DA QUADRA. O OBJETIVO É JOGAR A BOLA POR CIMA DA REDE. UM TIME FAZ PONTO QUANDO A BOLA CAI NA QUADRA ADVERSÁRIA. TODOS OS JOGADORES FICAM SENTADOS DURANTE A
ATIVIDADE ORAL
ESTE ÍCONE INDICA AS ATIVIDADES QUE DEVEM SER RESPONDIDAS ORALMENTE.
ESCONDE-ESCONDE SONORO É UMA BRINCADEIRA MUITA PARECIDA COM O ESCONDE-ESCONDE. NESSA VERSÃO, A CRIANÇA QUE VAI PROCURAR AS OUTRAS DEVE USAR UMA VENDA NOS OLHOS. SEMPRE QUE ELA FALAR “CADÊ VOCÊS?”, AS CRIANÇAS ESCONDIDAS DEVEM FAZER ALGUM BARULHO, COMO BATER PALMAS, USAR UM CHOCALHO OU ALGUM BRINQUEDO QUE FAÇA SOM.
IDEIA PUXA IDEIA
ESTE É UM CONVITE PARA VOCÊ APROFUNDAR OS TEMAS ESTUDADOS DIALOGANDO COM OUTRAS ÁREAS DO CONHECIMENTO E TRATANDO DE TEMAS DIVERSOS E DE CIDADANIA.
DA COSTA, BRASIL, SEM DATA. O AUTORRETRATO QUANDO FAZEMOS UM DESENHO DE NÓS MESMOS, DAMOS O NOME DE AUTORRETRATO OBSERVE O RETRATO
AO LONGO DO LIVRO, VOCÊ VAI ENCONTRAR INFORMAÇÕES SOBRE PESSOAS IMPORTANTES CITADAS NO TEXTO.
MÃO NA MASSA É A HORA DE REALIZAR ATIVIDADES PRÁTICAS PARA COLOCAR SEU CONHECIMENTO EM AÇÃO!
PROJETO
LISTA DE MATERIAIS
DE TECIDO ESCURO CARTOLINA áPIS DE COR E CANETA HIDROCOR
VOCÊ SABE O QUE É UM PROJETO? É UMA ATIVIDADE QUE ENVOLVE
ALGUMAS PESSOAS PRECISAM DE APOIO PARA SE LOCOMOVER, ENXERGAR, OUVIR OU SE COMUNICAR. SÃO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (PCDs)
BOXES
GLOSSÁRIO
APRESENTA O SIGNIFICADO DE PALAVRAS E EXPRESSÕES QUE TALVEZ VOCÊ AINDA NÃO CONHEÇA.
DICA
APRESENTA DICAS E PISTAS QUE AUXILIAM NA RESOLUÇÃO DE ATIVIDADES.
CIENTISTA MIRIM
CHEGOU A HORA DE FAZER EXPERIMENTOS! VOCÊ VAI ENCONTRAR PROPOSTAS PARA REALIZAR ATIVIDADES DINÂMICAS COM MÉTODO CIENTÍFICO.
O QUE
ESTUDEI
É HORA DE RETOMAR OS PRINCIPAIS ASSUNTOS ESTUDADOS EM CADA UNIDADE.
PROJETO
AO FINAL DO SEMESTRE, JUNTE-SE AOS COLEGAS E AO PROFESSOR PARA REALIZAR UM PROJETO QUE ENVOLVE TODA A ESCOLA E TAMBÉM SUA COMUNIDADE.
CONCEITO
DESTACA OS PRINCIPAIS CONCEITOS ESTUDADOS.
ATENÇ ÃO
TRAZ ORIENTAÇÕES SOBRE CUIDADOS NECESSÁRIOS PARA A REALIZAÇÃO DE DETERMINADAS ATIVIDADES.
OBJETOS DIGITAIS
OS ÍCONES A SEGUIR IDENTIFICAM OS INFOGRÁFICOS E OS MAPAS CLICÁVEIS, QUE SÃO OBJETOS DIGITAIS PRESENTES NESTE VOLUME. OS OBJETOS DIGITAIS APRESENTAM ASSUNTOS COMPLEMENTARES
APRESENTA SUGESTÕES DE LIVROS, SITES, MÚSICAS E OUTROS MATERIAIS PARA ENRIQUECER SEU CONHECIMENTO. FIQUE LIGADO
TEM MAIS
APRESENTA CURIOSIDADES E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES AO TEMA ESTUDADO.
UNIDADE 2
VIVENDO EM FAMÍLIA E EM COMUNIDADE
CAPÍTULO 1 MINHA FAMÍLIA, NOSSAS FAMÍLIAS 76 AS FAMÍLIAS SÃO DIFERENTES
PUXA IDEIA – CERTIDÃO DE NASCIMENTO
DO PASSADO E DO PRESENTE
CAPÍTULO 2 NOSSA ESCOLA E NOSSA COMUNIDADE
ESPAÇOS DA ESCOLA
NA MASSA – DESENHO DA SALA DE AULA
ESCOLA TAMBÉM TEMOS REGRAS
NO PASSADO E NO PRESENTE
MIRIM – A CONSERVAÇÃO
FERNANDA MONTEIRO
UNIDADE
4
NATUREZA E VIDA
CAPÍTULO 1 DIAS E NOITES
DIA E NOITE NA CIDADE
DIA E NOITE NO CAMPO
SERES DIURNOS E SERES NOTURNOS
PUXA IDEIA – OS TUCUNAS E O SOL
ROTINA
MÃO NA MASSA – ORGANIZAÇÃO DIÁRIA
MIRIM – PROTETOR
2 CLIMA
NA MASSA – MEU CALENDÁRIO
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Nesta unidade, os estudantes serão convidados a refletir sobre quem são, quais histórias fazem parte de suas vidas e de que maneira elas se conectam às histórias das pessoas com quem convivem e aos lugares que frequentam. No Capítulo 1, o foco está no autoconhecimento e na compreensão de que todos temos uma história. No Capítulo 2, os estudantes são convidados a identificar características próprias e dos colegas, a perceber e a se orientar no ambiente por meio do corpo e a refletir sobre o papel da acessibilidade para que todas as pessoas tenham suas necessidades atendidas. No Capítulo 3, são introduzidos os lugares de vivência dos estudantes, como a moradia e a escola, e abordadas diferentes regras de convivência nesses lugares, bem como a importância da higiene. Ao longo da unidade, as atividades têm como objetivo ampliar o repertório de autoconhecimento dos estudantes. Além disso, busca-se desenvolver a capacidade de observar, registrar e comparar situações, elementos e contextos, habilidades necessárias para o estudo integrado da História, da Geografia e das Ciências nos anos iniciais.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer diferentes escalas de tempo no calendário.
• Identificar partes do corpo e suas funções.
• Reconhecer, respeitar e valorizar a diversidade humana.
• Compreender a importância de hábitos de higiene.
• Conhecer aspectos do modo de vida de crianças de diferentes lugares.
• Identificar regras aplicadas em situações de convívio na moradia e na escola.
UNіDADE
1 EU E OS OUTROS
O MENINO IAN FICAVA DE FORA DAS BRINCADEIRAS
PORQUE TINHA DIFICULDADE DE SE LOCOMOVER.
QUANDO OS COLEGAS DE IAN PERCEBERAM QUE ELE
ESTAVA TRISTE POR FICAR DE FORA DAS BRINCADEIRAS,
BUSCARAM UMA SOLUÇÃO. ELES INVENTARAM
BRINCADEIRAS EM QUE TODOS PODIAM PARTICIPAR!
• Conhecer os referenciais espaciais, tendo o corpo como referência.
• Identificar semelhanças e diferenças entre as pessoas, respeitando a diversidade.
ENCAMINHAMENTO
Esteja atento ao longo do processo de ensino e aprendizagem: estudantes com deficiência, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e/ou dislexia, por exemplo, podem ter dificuldade no processamento de informações grafomotoras ou na percepção e/ou orientação visuoespacial, bem como fragilidades na memória de trabalho. Dessa forma, podem pular linhas durante a leitura ou esquecer rapidamente o que acabaram de ler. Para ajudá-los a se localizar, sugira que utilizem
O QUE ESTÁ ACONTECENDO NESTA CENA?
QUAIS PARTES DO SEU CORPO VOCÊ MOVIMENTA
DURANTE SUA BRINCADEIRA FAVORITA?
NA ESCOLA, TODOS OS COLEGAS PARTICIPAM
NA HORA DAS BRINCADEIRAS?
CENA EXTRAÍDA DE IAN: CORTO ANIMADO, DE 2018. DISPONÍVEL EM: https://youtu.be/OHma93eZiBY. ACESSO EM: 12 JUN. 2025.
uma régua para acompanhar o texto. Procure sempre ler os textos em conjunto com os estudantes ou explicar trecho a trecho após a leitura realizada por eles, verificando se compreenderam e ratificando as informações.
Inicie esta unidade pedindo aos estudantes que observem a imagem e descrevam o que veem: quem são as pessoas representadas, o que elas estão fazendo, onde estão e como estão organizadas. Incentive-os a comparar com situações vividas pelos próprios estudantes, como momentos em família, na escola ou em outros grupos de convivência.
Converse com os estudantes a respeito do fato de Ian ser cadeirante e sobre as dificuldades que uma pessoa nessa condição enfrenta em seu dia a dia em razão dos problemas de acessibilidade. Comente também a importância de respeitar a diversidade e estratégias que podem ser adotadas para evitar que pessoas com deficiência (PcDs) sofram qualquer tipo de discriminação.
Na atividade 1, espera-se que os estudantes percebam que Ian, o garoto na cadeira de rodas, está com outras crianças em um espaço ao ar livre.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes mencionem a brincadeira favorita e as partes do corpo que são movimentadas nela. Observe se eles indicam corretamente o nome das partes do corpo, como braços, pernas, cabeça etc.
Na atividade 3, promova um ambiente de acolhida e respeito. Incentive os estudantes a pensar em brincadeiras que possam ser compartilhadas por todos da turma ou por grupos de estudantes, incluindo aquelas adaptadas para quem tem alguma deficiência. Nesse momento, a escola é destacada por ser um espaço comum aos estudantes, mas também é possível perguntar a eles sobre brincadeiras realizadas em outros espaços, como uma praça ou a rua onde moram.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
11/09/2025 17:47
Em seguida, faça a leitura coletiva do texto de abertura, esclarecendo palavras ou expressões que possam gerar dúvidas, como a palavra “locomover”, que significa “mover-se de um lugar a outro”.
Explique que, ao longo desta unidade, eles vão conhecer melhor a si próprios e os grupos dos quais fazem parte, observando semelhanças e diferenças e valorizando as histórias que os aproximam. Reforce que todos têm responsabilidades nesses grupos e que atitudes de respeito e cuidado são importantes para a boa convivência.
• GUIMARÃES, Selva. Ensinar história: fundamentos e métodos. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2016. A autora apresenta fundamentos teóricos e práticos para o ensino de História nos anos iniciais, com propostas que favorecem a construção de identidades e o trabalho com memórias pessoais e coletivas.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer o aniversário como uma data comemorativa que se repete anualmente.
• Identificar semelhanças e diferenças entre os seus lugares de vivência e os de outras pessoas.
• Trabalhar o autoconhecimento, tomando por base informações sobre o próprio estudante, como nome, lugar de nascimento, gostos etc.
• Compreender o conceito de autorretrato e o papel dele como forma de expressão e construção da identidade.
• Reconhecer fotografias pessoais como registros que guardam lembranças e indicam mudanças relacionadas à passagem do tempo.
• Relacionar a história de sua vida com a da família e comunidade.
BNCC HABILIDADES
(EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, meses e anos.
(EF01HI01) Identificar aspectos do seu crescimento por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de sua família e/ou de sua comunidade.
(EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade.
(EF01HI03) Descrever e distinguir seus papéis e responsabilidades relacionados à família, à escola e à comunidade.
(EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços.
(EF01GE01) Descrever características observadas de seus
1 capítulo
QUEM SOU
NA IMAGEM A SEGUIR, OBSERVE O QUE AS CRIANÇAS GOSTAM DE FAZER.
CONTORNE NA IMAGEM O QUE VOCÊ TAMBÉM GOSTA DE FAZER. 1 Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.
(EF01GE08) Criar mapas mentais e desenhos com base em itinerários, contos literários, histórias inventadas e brincadeiras.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Direitos da criança e do adolescente.
ENCAMINHAMENTO
Antes de iniciar a atividade 1, oriente os estudantes a observar atentamente as imagens, identificando as ações e brincadeiras que aparecem. Incentive-os a nomear o que cada criança está fazendo e a comentar quais dessas atividades também fazem parte do dia a dia deles. Explique que, ao contornar o que gostam de fazer, eles estão registrando preferências pessoais, o que ajuda a conhecer mais sobre si mesmos e a compartilhar interesses com os
2. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a falar sobre as diferentes coisas de que eles gostavam de fazer ou de suas brincadeiras preferidas. Mantenha atitudes de respeito e acolhimento com os estudantes que não quiserem se manifestar.
AO LONGO DE NOSSAS VIDAS, NÓS CRESCEMOS E APRENDEMOS COISAS NOVAS.
MUITAS COISAS QUE FAZÍAMOS QUANDO ÉRAMOS MENORES NÃO FAZEMOS MAIS DEPOIS QUE CRESCEMOS.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS DE ANDRÉ QUE A FAMÍLIA DELE GUARDOU.
VOCÊ SE LEMBRA DO QUE GOSTAVA DE FAZER OU DE BRINCAR QUANDO ERA MENOR?
ATIVIDADES
Proponha aos estudantes que, em uma folha de papel avulsa dobrada ao meio, façam dois desenhos: em um lado, uma brincadeira ou atividade que costumavam fazer quando eram menores; no outro, uma brincadeira ou atividade que gostam de realizar atualmente. Depois, peça que observem e comparem os dois desenhos, identificando o que mudou e o que permaneceu.
Organize um momento de socialização, em que cada estudante possa mostrar seus desenhos e contar, se desejar, por que deixou de fazer certas atividades ou por que manteve outras. Reforce que essas mudanças fazem parte do crescimento e ajudam a contar a história de cada um.
TEXTO COMPLEMENTAR
3
VOCÊ AINDA GOSTA DAS COISAS QUE FAZIA OU BRINCAVA? 2
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
colegas. Promova um momento de conversa em que os estudantes possam dizer o que escolheram e por que gostam dessas atividades, respeitando aqueles que preferirem não falar. Nas atividades 2 e 3, peça aos estudantes que se lembrem das brincadeiras ou atividades que faziam quando eram menores e comentem se ainda gostam delas ou se hoje preferem outras. Explique que, ao longo da vida, aprendemos e mudamos: algumas coisas continuam fazendo parte da nossa rotina, enquanto outras ficam no passado.
Finalize retomando a importância de valorizar as lembranças, pois elas fazem parte da história de cada um e mostram que todos estamos em constante transformação, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade EF01HI01. A ideia trabalhada é a de mudança e permanência, articulada à memória individual como fonte para compreender o passado e estabelecer relações com o presente, reforçando que cada experiência pessoal é parte da construção da vida e da memória social do grupo.
15/09/2025 15:08
O projeto pedagógico para diversidade se constitui em um grande desafio para o sistema educativo como um todo, que deve pensar a aprendizagem não apenas na dimensão individual, mas de forma coletiva. Essa é a função social da escola, manifesta nas formas de interação entre pessoas, escola, família e comunidade. Assim, as crenças, as intenções, as atitudes éticas, os desejos, as necessidades, as prioridades dos alunos com necessidades educacionais especiais deverão ser discutidos pela comunidade escolar e inscritos no projeto pedagógico para a diversidade.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Educação infantil: saberes e práticas da inclusão. Brasília, DF: Seesp, 2006. Disponível em: https://portal. mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ introducao.pdf. Acesso em: 10 ago. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Inicie a seção Mão na massa apresentando aos estudantes a obra Autorretrato, do pintor brasileiro Arthur Timótheo da Costa (1882-1922). Comente sua trajetória como artista do início do século XX, reconhecido por retratos, paisagens e trabalhos decorativos. Explique que um autorretrato é uma imagem produzida pela própria pessoa para se representar, podendo revelar como ela se vê ou como deseja ser vista. Ao relacionar memória individual ao coletivo o conteúdo possibilita aos estudantes perceber como suas histórias se conectam com a de outros, mobilizando a habilidade EF01HI02.
Na atividade 1, oriente a observação atenta da obra. Peça aos estudantes que descrevam o que veem: cores, expressão facial, posição do corpo e vestimenta.
Na atividade 2, incentive a interpretação da expressão do artista (alegre, séria, pensativa ou outra) e peça que justifiquem suas respostas com base nos elementos visuais.
Na atividade 3, conduza uma conversa sobre o uso das cores. Pergunte quais cores chamaram mais a atenção deles, quais eles usariam no lugar e por quê. Valorize diferentes percepções, incentivando que associem cores a sentimentos, lembranças ou significados pessoais.
Na atividade 4, proponha que cada estudante produza seu próprio autorretrato. Caso seja possível, disponibilize um espelho para que observem o formato do rosto, os cabelos, as expressões e outros detalhes. Explique que não é necessário copiar cada detalhe com exatidão: o essencial é representar aspec -
MÃO NA MASSA
O AUTORRETRATO
QUANDO FAZEMOS
UM DESENHO DE NÓS
MESMOS, DAMOS O NOME
DE AUTORRETRATO.
OBSERVE O RETRATO
QUE O PINTOR BRASILEIRO
ARTHUR TIMÓTHEO DA
COSTA FEZ DELE MESMO.
1
2
AUTORRETRATO, DE ARTHUR TIMÓTHEO DA COSTA, BRASIL, SEM DATA.
O QUE VOCÊ ACHOU DO AUTORRETRATO DE ARTHUR TIMÓTHEO DA COSTA?
Resposta pessoal. Aproveite esse momento para verificar os pontos da obra de arte que chamaram a atenção dos estudantes.
COMO VOCÊ ACHA QUE O ARTISTA SE REPRESENTOU?
ALEGRE TRISTE
DE OUTRO JEITO. QUAL? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.
Resposta pessoal. Fique atento às diferentes percepções que os estudantes têm de como o artista se representou.
VOCÊ GOSTOU DAS CORES USADAS PELO PINTOR? SE FOSSE VOCÊ, QUE CORES USARIA?
Respostas pessoais. Se achar interessante, incentive os estudantes a comentar sobre o uso das cores, perguntando de que tons da cor citada eles gostam (se claro ou escuro), as combinações que acham possíveis etc.
tos que consideram importantes sobre si, seja pelo desenho, pelas cores ou por elementos simbólicos.
Para finalizar, organize um momento de socialização. Cada estudante pode apresentar seu autorretrato e comentar suas escolhas, caso se sinta à vontade. Promova o respeito e a valorização da diversidade, reforçando que cada autorretrato é único e reflete a identidade de quem o fez.
ARTHUR TIMÓTHEO DA COSTA (1882-1922) NA sCEU NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, NO E sTADO DO RIO DE JANEIRO. ElE PINTAVA PAIsAGENs , PEssOAs E RETRATOs , MAs sEMPRE GOsTOU DE DECORAR E FAZER CENÁRIOs .
FAÇA SEU AUTORRETRATO NO ESPAÇO A SEGUIR.
DICA AGORA VOCÊ É O ARTISTA!
PARA FACIlITAR sEU DEsENHO, VOCÊ PODE UsAR UM EsPElHO. PEÇA AJUDA A UM ADUlTO.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
ATIVIDADES
Proponha aos estudantes que criem um autorretrato com elementos que os representem. Para essa representação, eles podem utilizar recortes de revistas, papéis coloridos, tecidos ou outros materiais disponíveis. Em vez de representarem fielmente seus rostos, eles devem selecionar imagens, cores, formas e texturas que expressem seus gostos, sentimentos, sonhos e aspectos importantes de sua personalidade.
Antes de iniciar a atividade, converse com a turma sobre como a identidade pode ser expressa não apenas pela aparência física, mas também por elementos que nos representam simbolicamente, como aquilo que gostamos ou achamos bonito. Caso seja possível, apresente exemplos de obras ou colagens artísticas que utilizem elementos não figurativos para transmitir ideias e emoções.
Após a produção, organize uma exposição na sala de aula ou no corredor da escola. Se possível, monte um painel intitulado “Quem somos”.
TEXTO COMPLEMENTAR
[...]
11/09/2025 17:47
O autorretrato é forma de expressão utilizada por diversos artistas, – pode-se citar alguns que se destacaram, como Frida Kahlo, Vicent Van Gogh e Pablo Picasso – que trazem aspectos singulares, desde a maneira de traçar a linha até a personalidade deles próprios. Com isso, o autorretrato se mostra um elemento de grande significado estético e sensível que merece ser aprofundado no ensino de arte na escola.
[...]
DINIZ, Daniela Graciere Feitoza. O autorretrato e a narrativa de si: uma possibilidade no ensino de arte nos últimos anos do ensino fundamental. 2020. Dissertação (Pós-graduação em Artes) – Escola de Belas Artes, Universidade Federal de Minas Gerais, Contagem, 2020. p. 12. Disponível em: https://repositorio. ufmg.br/bitstream/1843/37376/1/Dissertacao_%20O%20Autorretrato%20e%20a%20 Narrativa%20de%20Si.pdf. Acesso em: 21 ago. 2025.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• FRANCASTEL, Pierre. A realidade figurativa. São Paulo: Perspectiva, 1993.
O livro apresenta reflexões sobre a representação visual, incluindo a maneira como os artistas se retratam e constroem narrativas visuais sobre si.
ENCAMINHAMENTO
Leia o texto com a turma, explicando o significado de “nome” e de “sobrenome”. Mostre exemplos de nomes completos, incluindo os de pessoas conhecidas pelos estudantes (podem ser professores, funcionários da escola, personagens de livros ou desenhos). Esclareça que, no Brasil, muitas pessoas têm dois sobrenomes, um da família da mãe e outro da família do pai, mas que também existem pessoas com apenas um sobrenome – seja o da mãe, seja o do pai. Ressalte que todas as formas de nome são igualmente importantes e válidas, e que o sobrenome ajuda a identificar vínculos familiares, mas não define o valor ou a importância de uma pessoa. Comente ainda que é direito de toda criança ter nome e sobrenome, mobilizando o TCT Direitos da criança e do adolescente
Aproveite o momento para mostrar que, em outros países, as regras podem ser diferentes. Explique que o nome de cada um é parte de sua identidade e deve ser respeitado.
Comente com a turma que é direito de toda criança ter um nome e um registro. Explique que o nome é importante para documentos, para a escola e para a convivência, mas também carrega histórias e afetos. O nome da pessoa faz parte da história dela. Este conteúdo mobiliza a habilidade EF01HI02. Convide os estudantes a compartilhar a história de seus nomes – quem escolheu, se tem algum significado especial, se sabem sua origem e se gostam dele –, sempre respeitando quem preferir não compartilhar detalhes. Os estudantes que não souberem detalhes podem perguntar a um familiar ou responsável e contar para a turma em outro momento.
MEU NOME E SOBRENOME
TODO MUNDO TEM UM NOME.
Converse com os estudantes sobre a importância dos nomes. As pessoas são chamadas e reconhecidas pelo nome.
ESCREVA, COMO SOUBER, SEU NOME NO ESPAÇO ABAIXO.
Resposta pessoal.
PINTE NO QUADRO A PRIMEIRA LETRA DO SEU NOME.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
• ALGUMA LETRA DO SEU NOME APARECE MAIS DE UMA VEZ? SE ISSO ACONTECER, CONTORNE ESSA LETRA.
RECORTE A PÁGINA 273 DO MATERIAL COMPLEMENTAR E SIGA AS INSTRUÇÕES.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
A) ESCREVA SEU NOME E PINTE COMO PREFERIR.
B) COM A AJUDA DO PROFESSOR, MONTE SEU CRACHÁ DE MESA.
ATENÇ ÃO
UsE UMA TEsOURA COM PONTAs ARREDONDADAs PARA RECORTAR O CRACHÁ.
Para a correção da atividade 1, peça aos estudantes que respondam oralmente e registre na lousa os nomes, respeitando as especificidades de escrita de cada um deles. Desse modo, os estudantes poderão visualizar se responderam adequadamente.
Na atividade 2 verifique se os estudantes reconhecem a primeira letra do nome deles. Caso ainda tenham dificuldades, peça para que consultem um suporte visual onde o nome deles esteja registrado. Pode ser o registro da lousa sugerido na atividade 1, por exemplo.
Na atividade 3, oriente os estudantes a utilizar uma tesoura com pontas arredondadas para recortar o crachá disponível no Material complementar. É possível que alguns deles ainda não consigam escrever o nome; neste caso, auxilie-os na escrita. Se achar oportuno, peça a eles que façam um rascunho do nome no caderno e depois copiem no crachá. No espaço para a fotografia, eles podem inserir um desenho do próprio rosto. Uma sugestão é retomar a produção do autorretrato que foi realizada na seção Mão na massa, na página 15.
CACAFRANÇA
ALÉM DO NOME, AS PESSOAS TÊM UM SOBRENOME. GERALMENTE, AS PESSOAS TÊM DOIS OU MAIS SOBRENOMES. UM DELES COSTUMA SER O SOBRENOME DA FAMÍLIA DA MÃE E O OUTRO É O SOBRENOME DA FAMÍLIA DO PAI. MAS TAMBÉM EXISTEM MUITAS PESSOAS QUE TÊM APENAS UM SOBRENOME.
MINHA MÃE SE CHAMA
MARIA ALMEIDA DA SILVA MEU PAI SE CHAMA
CARLOS OLIVEIRA CAMPOS
EU ME CHAMO
CAROLINA DA SILVA CAMPOS
PESSOAS INDÍGENAS PODEM TER O NOME DE SEU POVO COMO SOBRENOME. ARISSANA PATAXÓ, POR EXEMPLO, PERTENCE AO POVO PATAXÓ.
ARISSANA PATAXÓ NAsCEU EM 1983 NO MUNICÍPIO DE PORTO sEGURO, NO EsTADO DA bAHIA. El A É ARTIsTA E PROFEssORA DE ARTE EM EsCOl As INDÍGENAs
COM A AJUDA DO PROFESSOR, ESCREVA SEU SOBRENOME. 4 Resposta pessoal. Verifique se os estudantes conseguem escrever corretamente os sobrenomes e, em caso de dúvida ou dificuldade, auxilie-os.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• BRENMAN, Ilan. De onde vêm os nomes? 2. ed. São Paulo: Moderna, 2019. O livro conta as histórias e os caminhos por trás de vários nomes, funcionando como um incentivo para que os estudantes pesquisem a origem do próprio nome.
15/09/2025 15:08
Ao identificar o próprio sobrenome e associá-lo à história de suas famílias, os estudantes desenvolvem a habilidade EF01HI06.
Além disso, o conteúdo permite abordar conceitos como identidade pessoal, diversidade cultural, vínculos familiares e pluralidade de formas de organização social, favorecendo a compreensão de que, assim como os nomes, as histórias de vida são diversas e igualmente valiosas.
Converse com a turma sobre como cada pessoa tem um jeito próprio de ser e gostos que a diferenciam das demais. Explique que, ao registrar suas preferências, sentimentos e informações pessoais, elas contarão um pouco sobre quem são e ajudando os colegas a conhecê-las melhor.
Na atividade 1, oriente os estudantes a completar o desenho com as informações solicitadas, incentivando a reflexão sobre suas preferências, interesses e características. Ressalte que não há respostas certas ou erradas e que cada registro reflete os gostos, a identidade e um pouco da experiência de vida de quem o produziu.
TUDO SOBRE MIM
TODA PESSOA TEM UM JEITO DE SER. PARA SABER MAIS SOBRE UMA PESSOA, PODEMOS OBSERVAR AS COISAS DE QUE ELA GOSTA.
FAÇA ESTA ATIVIDADE PARA QUE OS COLEGAS CONHEÇAM UM POUCO MAIS SOBRE VOCÊ.
1
PINTE A IMAGEM E COMPLETE AS FRASES COM PALAVRAS OU DESENHOS.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
ALGUNS DIAS ESTAMOS FELIZES, EM OUTROS DIAS ESTAMOS TRISTES. TEM COISAS QUE NOS DEIXAM FELIZES, E OUTRAS QUE NOS DEIXAM TRISTES.
DESENHE O QUE DEIXA VOCÊ FELIZ. 2 Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Na atividade 2, peça que desenhem algo que os deixa felizes. Incentive-os a pensar em situações do cotidiano, evitando comparações entre os colegas. É importante que essa atividade seja realizada individualmente. Para concluir, é possível propor uma roda de conversa para compartilhar as produções; destaque que todos temos diferentes motivos para alegria ou tristeza e que todas as emoções são legítimas.
Na atividade 3, organize a formação de duplas para a troca de informações. Oriente para que cada estudante fale sobre si (com quem mora, se tem irmãos e/ou animais de estimação, o que gosta de fazer e outro aspecto que considere importante) e ouça com atenção o colega. Incentive o respeito, a escuta ativa e a valorização das diferenças.
FORME DUPLA COM UM COLEGA. AGORA, FALE PARA ELE UM POUCO DE VOCÊ, CONTANDO:
• COM QUEM VOCÊ MORA;
• SE VOCÊ TEM IRMÃOS;
• SE TEM ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO;
• O QUE VOCÊ COSTUMA FAZER;
• OUTRA COISA QUE ACHE IMPORTANTE. DEPOIS, ESCUTE O QUE SEU COLEGA TEM A DIZER A RESPEITO DELE. 3 19
15/09/2025 15:08
Ao final, retome com a turma o que aprenderam sobre si mesmos e sobre os colegas, reforçando a importância de conhecer e respeitar as histórias e características de cada pessoa.
As atividades propostas contribuem para o desenvolvimento das habilidades EF01HI01, EF01HI03 e EF01HI06 e promovem a empatia e a cooperação entre os estudantes, além da valorização e do respeito às diferenças.
ENCAMINHAMENTO
O objetivo deste tópico é convidar os estudantes a observar e, em algumas situações, conhecer características do lugar onde nasceram.
Antes de explorar o tema, sensibilize a turma perguntando aos estudantes se eles sabem o nome do lugar onde nasceram e se é o mesmo lugar onde eles moram. Caso considere necessário, comente o nome do lugar onde você nasceu e o do lugar onde vive, para que os estudantes tenham um exemplo.
Essas perguntas iniciais são importantes, pois permitem levantar os lugares de origem dos estudantes.
Inicie o estudo do tema propondo a leitura coletiva tanto dos balões de fala das personagens quanto das fotografias de partes dos municípios de São Paulo e Manaus. Convide os estudantes a descrever os elementos presentes nas paisagens, atendendo parcialmente à habilidade EF01GE01
Se julgar oportuno, anote na lousa os nomes dos elementos citados pelos estudantes para cada uma das fotografias. Essa lista servirá como suporte textual para a realização das atividades 2 e 3.
Na atividade 4, espera-se que os estudantes apresentem, com base na leitura inicial da paisagem, elementos que indiquem semelhanças ou diferenças entre as fotografias e o lugar onde vivem. Caso a escola esteja situada nos municípios de São Paulo ou Manaus, também é possível trabalhar essas semelhanças e diferenças, que se manifestam em diferentes escalas geográficas, como os bairros e regiões.
ONDE EU NASCI
DESCUBRA ONDE RAFAELA E PEDRO NASCERAM.
VISTA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2024.
MEU NOME É RAFAELA.
TENHO 5 ANOS E NASCI NA CIDADE DE SÃO PAULO.
VISTA DO MUNICÍPIO DE MANAUS, NO ESTADO DO AMAZONAS, EM 2023.
MEU NOME É PEDRO. TENHO 6 ANOS E NASCI NA CIDADE DE MANAUS.
de. Explique a importância do envolvimento da família nas atividades escolares para a faixa etária.
A atividade 6 requer que os estudantes conheçam alguns aspectos do lugar onde nasceram. Nesse sentido, sugere-se o envolvimento da família ou responsáveis para que os estudantes possam obter essas informações.
Organize previamente com os responsáveis pelos estudantes a realização da ativida-
Na atividade 5, a análise será feita por meio das escolhas individuais dos estudantes. Nesse sentido, é possível organizar uma roda de conversa para que cada estudante explique o que observou e quais aspectos mais chamaram a atenção.
Oriente os responsáveis a reservar um momento para conversar com os estudantes sobre o lugar onde nasceram. Essa descrição pode considerar múltiplas escalas, como a comunidade e o próprio município. Além disso, os adultos poderão compartilhar como se sentem em relação a esse lugar, indicando o que gostam ou não gostam nele.
COMPLETE OS NOMES DAS CIDADES ONDE AS CRIANÇAS
NASCERAM:
SÃO P A UL O M A N A US
PINTE O NOME DO QUE VOCÊ VÊ NA FOTOGRAFIA 1
PRÉDIOS MAR ÁRVORES CACHOEIRA
AGORA, PINTE O NOME DO QUE VOCÊ VÊ NA FOTOGRAFIA 2 .
MONTANHAS BARCOS PRÉDIOS RIO
AS CIDADES DAS FOTOGRAFIAS SE PARECEM COM O LUGAR ONDE VOCÊ MORA?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
ESCOLHA UMA DAS CIDADES RETRATADAS NAS FOTOGRAFIAS. DEPOIS, CONTE PARA OS COLEGAS QUAIS SÃO AS SEMELHANÇAS E AS DIFERENÇAS ENTRE A CIDADE ESCOLHIDA E O LUGAR ONDE VOCÊ MORA.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 6
CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE O LUGAR ONDE VOCÊ NASCEU.
A) VOCÊ NASCEU NUMA CIDADE PARECIDA COM AS CIDADES RETRATADAS NAS FOTOGRAFIAS?
B) O QUE VOCÊ PODERIA CONTAR SOBRE O LUGAR ONDE NASCEU?
C) CONVERSE COM UM FAMILIAR OU PESSOA DO SEU CONVÍVIO PARA SABER MAIS SOBRE O LUGAR ONDE VOCÊ NASCEU.
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento 21
TEXTO COMPLEMENTAR
Leia a seguir o trecho de um artigo que aborda a importância do estudo do lugar nos anos iniciais do ensino fundamental. O processo de alfabetização em geografia, nos primeiros anos de escolarização ou na educação infantil, começa no momento em que as crianças reconhecem lugares e identificam objetos e fenômenos organizados em espaços vividos, concebido e percebidos. Entendemos que a alfabetização
não se trata apenas da linguagem ou da matemática, mas também da geografia, estimulando, portanto por meio da educação geográfica o raciocínio espacial. O raciocínio espacial nas crianças pode ocorrer por meio de estratégias de ensino que proponham a localização de símbolos em espaços conhecidos ou que identifiquem, como, por exemplo, no mapa, lugares de tamanhos diferentes (grande ou pequeno), distância (perto ou longe), e localizem lugares com cores e símbolos que estimulem
noções como hierarquização espacial.
Nesta perspectiva ao se trabalhar com o lugar de vivência das crianças, possibilitamos articulações com as relações familiares da criança e com outras que são vivenciadas socialmente, estimulando estudos comparativos com situações familiares de culturas diferentes. As crianças podem por meio das atividades de pesquisa identificar diferentes lugares com traços do passado e do presente e, ainda, articulando com as situações vividas e hábitos culturais já observados em culturas diferentes da sua. Daí se concretiza a relação espaço-tempo, sociedade-natureza, tendo a linguagem cartográfica como procedimento que materializa o espaço vivido por meio dos mapas mentais ou trajetos dos lugares vivenciados pelas crianças.
[...]
CALLAI, Helena Copetti; CAVALCANTI, Lana de Souza; VANZELLA CASTELLAR, Sonia Maria. O estudo do lugar nos anos iniciais do ensino fundamental. Terra Livre, v. 1, n. 38, p. 79, 2015. Disponível em: https://publicacoes.agb.org. br/terralivre/article/view/461. Acesso em: 13 ago. 2025.
16/09/2025 01:54
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla, damos sequência ao trabalho realizado nas páginas anteriores, cujo ponto de partida é o lugar de nascimento dos estudantes para a observação e descrição das características dos lugares de vivência.
Se, na dupla anterior, o objetivo era explorar aspectos dos lugares de vivência com base em uma perspectiva mais relacionada às características físicas e à organização espacial das paisagens, nesta dupla a ideia é apresentar aos estudantes diferentes lugares onde as pessoas podem nascer, considerando o lugar como espaço físico determinado e com uma função específica.
Além dessa abordagem, o objetivo é que os estudantes verifiquem que as pessoas nascem de diferentes formas e, portanto, em diferentes lugares, de acordo com a cultura da qual fazem parte.
Introduza o tema propondo a leitura coletiva do texto inicial, que aborda algumas possibilidades de lugares onde as pessoas nascem.
Em seguida, organize uma roda de conversa para a leitura do trecho do texto citado de Ailton Krenak. Se possível, exiba para a turma uma fotografia do escritor, para que os estudantes possam associar o autor ao texto.
Verifique se a turma identificou onde Ailton Krenak nasceu. Explore as palavras do glossário e proponha algumas reflexões sobre o texto, que revelam aspectos da cultura dos Krenak. Sugere-se retomar a questão de que alguns povos indígenas têm como sobrenome o nome do povo do qual fazem parte e questionar a importância do córrego do Itaberinha para os Krenak.
HOJE EM DIA, A MAIORIA DOS BEBÊS NASCE EM HOSPITAIS. MAS ALGUNS BEBÊS NASCEM EM OUTROS LUGARES, COMO NA CASA DA FAMÍLIA.
NO PASSADO, ERA COMUM AS MÃES TEREM SEUS BEBÊS EM CASA.
O PROFESSOR VAI LER UM TEXTO DO ESCRITOR INDÍGENA
AILTON KRENAK CONTANDO SOBRE ONDE ELE NASCEU. ACOMPANHE A LEITURA.
MEU NOME É AILTON. AILTON KRENAK. POIS EU FAÇO
PARTE DO POVO KRENAK [...]. EU NASCI À BEIRA DE UM CÓRREGO, O CÓRREGO DO ITABERINHA. PARA NÓS, OS KRENAK, A ÁGUA DO ITABERINHA CORRE ATÉ O RIO
DOCE E ELE LEVA TODAS AS NOSSAS IDEIAS, PEDIDOS, LEMBRANÇAS, LAMENTOS E DESPEJA LÁ NO MAR!
SANTOS, JOSÉ. CRIANÇAS DO BRASIL: SUAS HISTÓRIAS, SEUS BRINQUEDOS, SEUS SONHOS. SÃO PAULO: PEIRÓPOLIS, 2018. P. 49.
ONDE AILTON KRENAK NASCEU? PINTE A RESPOSTA CORRETA.
HOSPITAL CASA BEIRA DO CÓRREGO
• ESSE LUGAR É DIFERENTE DO LUGAR ONDE VOCÊ NASCEU? CONVERSE COM OS COLEGAS.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
NO ESPAÇO A SEGUIR, DESENHE COMO VOCÊ IMAGINA O LUGAR ONDE AILTON KRENAK NASCEU. DEPOIS, MOSTRE SEU DESENHO PARA OS COLEGAS.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
15/09/2025 15:08
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• SANTOS, José. Crianças do Brasil: suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos. São Paulo: Peirópolis, 2009. O livro apresenta uma coletânea de histórias de crianças brasileiras que viveram em diferentes regiões e épocas, abordando questões relacionadas à memória, à vida escolar e familiar, e às características dos lugares onde cresceram.
Na atividade 7, espera-se que os estudantes comparem o lugar onde nasceram com o lugar onde Ailton Krenak nasceu. Incentive-os a descrever esses lugares, destacando, de acordo com a realidade de cada um, as semelhanças e diferenças entre eles. É importante valorizar as vivências trazidas pelos estudantes, que poderão ter histórias diferentes para contar.
A atividade 8 mobiliza a habilidade EF01GE08, ao solicitar aos estudantes que elaborem um desenho do lugar onde Ailton Krenak nasceu. Se necessário, retome a leitura do texto e explore oralmente com os estudantes as hipóteses deles sobre as características desse lugar. Quando os estudantes tiverem concluído os desenhos, proponha que apresentem as produções para os colegas, indicando os elementos representados. Caso eles tenham representado no desenho algo muito distante daquilo que está descrito no excerto, sugira uma releitura do texto, incentivando-os a imaginar as características desse lugar.
ENCAMINHAMENTO
Nestas páginas, o livro convida os estudantes a olharem para si próprios sob a perspectiva da idade. Essa temática mobiliza, de maneira interdisciplinar, saberes de Matemática, e contribui para o desenvolvimento da habilidade EF01CI05.
Inicie a conversa perguntando aos estudantes o que significa a palavra “aniversário”. Ouça atentamente as respostas, que provavelmente mencionarão elementos concretos do cotidiano, como festas, bolos, presentes e celebrações em família. Valorize essas falas, pois elas revelam as experiências pessoais e afetivas dos estudantes, e aproveite para conduzir a reflexão à ideia central: o aniversário é uma marcação do tempo que indica quantos anos a pessoa já viveu desde o seu nascimento. Explique que ele acontece uma vez por ano, no mesmo mês e no mesmo dia em que cada um nasceu.
Para facilitar a compreensão, trabalhe com exemplos concretos. Faça perguntas como: se uma pessoa nasceu no dia 12 de maio, quando será o próximo aniversário dela? Quantos anos você tinha no ano passado nessa mesma data? Esse diálogo ajuda a construir a noção de passagem do tempo e de contagem dos anos vividos. Demonstre que, para registrar o aniversário, usamos duas informações diferentes: o nome do mês e o número que indica o dia. Verifique se os estudantes reconhecem que, a cada aniversário, acrescentamos um ano à nossa idade. Por exemplo, se no ano passado um estudante tinha 6 anos, ao completar o próximo aniversário, passará a ter 7.
Se possível, traga para a sala de aula um calendário
QUANDO EU NASCI
O ANIVERSÁRIO É A COMEMORAÇÃO DO DIA DO NASCIMENTO DE UMA PESSOA.
ELE É COMEMORADO UMA
VEZ POR ANO, NO MESMO MÊS
E NO MESMO DIA EM QUE A PESSOA NASCEU.
OBSERVE ESTA CENA.
1
AGORA, CONVERSE COM OS COLEGAS E RESPONDA À QUESTÃO.
O aniversariante está fazendo 6 anos. Para responder a essa questão, os estudantes devem observar o número de velas sobre o bolo.
• QUANTOS ANOS O ANIVERSARIANTE ESTÁ FAZENDO? EXPLIQUE COMO VOCÊ DESCOBRIU ISSO.
NAS FESTAS DE ANIVERSÁRIO, É COMUM COLOCAR
VELAS SOBRE O BOLO PARA REPRESENTAR A IDADE DO ANIVERSARIANTE.
2
DESENHE SOBRE O BOLO UMA VELA PARA CADA ANIVERSÁRIO QUE VOCÊ JÁ FEZ.
Produção pessoal. A quantidade de velas depende da idade de cada estudante.
grande, que possa ser facilmente visualizado por todos, ou organize a turma em grupos, distribuindo calendários impressos. Mostre a estrutura básica do calendário: os quadros organizados por meses, com seus nomes escritos na parte superior, e dentro de cada quadro, a sequência numérica dos dias. Explique que cada mês começa no número 1 e termina no número 30 ou 31, com exceção de fevereiro, que pode ter 28 ou, em anos bissextos, 29 dias. Neste momento, o objetivo é apenas proporcionar um primeiro contato com o calendário e com a contagem de anos, meses e dias. Esse conteúdo será retomado e aprofundado na Unidade 4, quando os estudantes já terão mais bagagem para compreender outros aspectos, como a noção de semanas e meses consecutivos.
PINTE OS OBJETOS QUE PODEMOS ENCONTRAR EM UMA FESTA DE ANIVERSÁRIO.
3 Os estudantes devem pintar os balões de festa, a jarra de suco, vela e chapéu de festa.
VOCÊ SABE EM QUAL MÊS É COMEMORADO SEU ANIVERSÁRIO?
O PROFESSOR VAI ANOTAR NA LOUSA O MÊS DE NASCIMENTO DE CADA UM DOS COLEGAS.
SERÁ QUE NA SUA TURMA TEM ALGUM COLEGA QUE FAZ ANIVERSÁRIO NO MESMO MÊS QUE VOCÊ?
4
PINTE UM BALÃO PARA CADA COLEGA QUE FAZ ANIVERSÁRIO NO MESMO MÊS QUE VOCÊ.
Resposta pessoal. Observe se os estudantes registraram corretamente os colegas do mesmo mês.
Na atividade 1, oriente os estudantes a observar a cena e pergunte se é possível saber quantos anos o menino está fazendo. Ouça as respostas e avalie se os estudantes relacionam o número de velas no bolo à idade do aniversariante. Se necessário, realize a contagem das velas em voz alta com a turma.
Na atividade 2, explique para a turma o que deve ser feito e circule pela sala de aula au-
relacionados a determinados contextos. Se julgar oportuno, realize a atividade coletivamente, pedindo aos estudantes que identifiquem cada um dos objetos e, em seguida, reconheçam aqueles que estão relacionados a festas de aniversário. Por fim, solicite que pintem estes últimos.
Na atividade 4, escreva o nome dos meses na lousa e, para cada mês, pergunte quem faz aniversário nesse mês, solicitando aos estudantes que levantem as mãos. Peça que ajudem a contar o número de mãos levantadas e registre esse número na frente do nome do mês. Se julgar oportuno, solicite aos estudantes que copiem essas informações no caderno ou, de maneira mais simplificada, que cada estudante copie o nome do mês do seu aniversário e o número de colegas que também fazem aniversário nesse mês.
11/09/2025 17:47
xiliando os estudantes. Verifique se eles compreendem que desenhar uma vela para cada aniversário feito corresponde à idade da pessoa em anos. Pergunte quantos anos eles têm e quantas velas vão desenhar para se certificar de que entenderam a proposta.
Na atividade 3, o objetivo é trabalhar com os estudantes a noção de que os objetos cumprem funções específicas e, portanto, estão
CACA FRANÇA
ENCAMINHAMENTO
Esta seção Ideia puxa ideia dá continuidade ao estudo da leitura e escrita de datas e ao desenvolvimento da noção de passagem e contagem do tempo, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade EF01CI05. Além disso, ela oportuniza interdisciplinaridade com Matemática.
Explique aos estudantes como podemos expressar uma data oralmente, usando como exemplo a data do dia. Escreva essa data na lousa e ressalte que ela se inicia com o número do dia, seguida pelo nome do mês e, por fim, pelo número que representa o ano. Explore com a turma outros exemplos de datas, como a data de fundação da escola, alguma data comemorativa, entre outros. Em cada caso, ressalte cada componente (dia, mês e ano).
Pergunte aos estudantes quem sabe a própria data de nascimento e solicite que a compartilhem com a turma. Ouça as respostas e avalie se eles conseguem expressar a data corretamente, incluindo o ano de nascimento. Aproveite o momento para fazer orientações e correções, se necessário. Em seguida, dê início à realização das atividades.
Na atividade 1, os estudantes devem identificar na figura e pintar o número que corresponde ao dia do aniversário. Considere a possibilidade de fazer a leitura dos números em voz alta enquanto escreve cada número na lousa, solicitando aos estudantes que acompanhem na figura. Circule pela sala de aula para acompanhar o trabalho e auxiliar eventuais dificuldades. Aproveite esse momento para avaliar a fluência dos estudantes na identificação dos números. Para a realização da atividade 2, é interessante retomar o trabalho realizado na atividade 4 da página 25. Caso os estudantes tenham registrado
IDEIA PUXA IDEIA
QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?
CENTOPEIA O DIA DE SEU ANIVERSÁRIO. 1
VOCÊ SABE EM QUE DIA DO MÊS VOCÊ NASCEU? PINTE NA
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
no caderno o mês em que fazem aniversário, podem retomar essa informação para identificar o nome do mês que devem circular. Como alternativa, escreva e leia em voz alta os nomes dos meses na lousa, na mesma disposição em que aparecem no livro e em letra bastão.
Na atividade 3, pode ser mais fácil para os estudantes identificar o último algarismo do ano. Dê exemplos, como: “Se uma pessoa nasceu em 2025, o último algarismo do ano é o 5”. Com base nessa informação, espera-se que os estudantes consigam identificar o ano de nascimento. Circule pela sala de aula auxi-
liando os estudantes e fazendo as orientações necessárias.
Se necessário, oriente os estudantes a pedir ajuda a um adulto da família para escrever a data de nascimento no caderno.
Nas atividades 4 e 5, peça aos estudantes que representem com os dedos quantos anos têm e quantos anos farão no próximo aniversário, identificando em seguida as figuras correspondentes. A contagem com os dedos é uma das estratégias mais comuns e acessíveis para crianças nesta etapa da educação, e essas atividades têm como objetivo explorar esse recurso.
CONTORNE O MÊS DO SEU ANIVERSÁRIO. 2
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
SETEMBRO FEVEREIRO
JUNHO AGOSTO
3
PINTE O ANO DE SEU NASCIMENTO. SE PRECISAR, PERGUNTE A UM ADULTO DO SEU CONVÍVIO.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
ATIVIDADES
Finalizadas as atividades da seção, considere dar continuidade ao trabalho de escrita de datas com os estudantes. Solicite a eles que, em duplas, escrevam em uma folha de papel avulsa o próprio nome e a data de nascimento. Em seguida, oriente-os a trocar a folha com o colega e fazer a leitura em voz alta, tanto do nome quanto da data de nascimento do colega. Essa dinâmica contribui para o processo de alfabetização e fortalece o contato dos estudantes com o registro de datas.
4 Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
5
QUANTOS ANOS VOCÊ TEM? PINTE AS MÃOS QUE MOSTRAM ESSE NÚMERO.
QUANTOS ANOS VOCÊ VAI FAZER NO PRÓXIMO ANIVERSÁRIO? PINTE AS MÃOS QUE MOSTRAM ESSE NÚMERO.
15/09/2025 15:08
ENCAMINHAMENTO
Antes de iniciar a leitura do texto com os estudantes, explique que todas as pessoas, independentemente da idade, têm uma história de vida. Contextualize que a história não se refere apenas a fatos muito antigos ou a personagens famosos, mas também às experiências cotidianas de cada um.
Leia o texto com a turma, fazendo pausas para comentar palavras-chave como “passado”, “memória” e “recordar”, relacionando-as a exemplos simples da vida dos estudantes. Incentive-os a observar atentamente as imagens e a conversar sobre o que representam, identificando diferentes maneiras de lembrar o passado, como ler livros, observar fotografias e assistir vídeos.
Nas atividades 1 e 2, ao propor a conversa em casa, oriente os estudantes a formular perguntas simples aos familiares ou adultos próximos, como: do que eu gostava de brincar quando era menor? O que eu fazia quando era bebê? Você se lembra de algo engraçado que aconteceu comigo? Explique que essas histórias podem vir acompanhadas de objetos, como brinquedos antigos, roupas ou fotografias, que ajudem a lembrar momentos importantes.
Na atividade 3, durante o momento da socialização em sala de aula, organize os estudantes em círculo para que todos possam se ver e ouvir. Dê tempo para que cada um apresente seu objeto e explique por que ele é importante, incentivando a escuta respeitosa e o interesse pelas histórias dos colegas. Destaque que, assim como no estudo da história, ouvir diferentes versões e memórias enriquece o conhecimento que temos sobre as pessoas e sobre o mundo.
As atividades propostas têm como objetivo incentivar a pesquisa e o diálogo intergeracional, valorizando a oralidade e o registro de
EU JÁ TENHO HISTÓRIA
TODOS NÓS TEMOS UM PASSADO.
MUITAS HISTÓRIAS DO PASSADO PERMANECEM EM NOSSA MEMÓRIA. OUTRAS HISTÓRIAS ACABAM ESQUECIDAS COM O
PASSAR DOS ANOS.
EXISTEM DIFERENTES MANEIRAS DE RECORDAR NOSSA HISTÓRIA. OBSERVE ALGUNS EXEMPLOS.
VOCÊ ADORAVA
BRINCAR COM UM URSO DE PELÚCIA
CONVERSANDO COM PESSOAS DO NOSSO CONVÍVIO.
ESTA FOTOGRAFIA É DO DIA DO SEU PRIMEIRO ANIVERSÁRIO.
OBSERVANDO FOTOGRAFIAS ANTIGAS.
QUANDO ERA MAIS NOVA.
informações. Oriente os estudantes a conversar com familiares ou pessoas mais idosas sobre como era o cotidiano quando eles eram crianças e peça que descrevam as roupas e as brincadeiras. Combine um momento para que os estudantes compartilhem com a turma o que descobriram e, se possível, que tragam uma fotografia, um objeto ou um desenho que represente o que foi descrito. Essa socialização deve ser feita em roda de conversa, incentivando a escuta atenta, o respeito às falas e a comparação entre as experiências apresentadas.
O conteúdo fomenta o desenvolvimento das habilidades EF01HI01, EF01HI02 e EF01HI06
ASSISTINDO A VÍDEOS.
NESTE DIA, VOCÊ VIU O MAR PELA PRIMEIRA VEZ.
1
LENDO TEXTOS.
EM CASA, CONVERSE SOBRE SUA HISTÓRIA COM OS ADULTOS DO SEU CONVÍVIO. PERGUNTE A ELES COMO VOCÊ ERA NO PASSADO, DO QUE GOSTAVA DE BRINCAR E O QUE GOSTAVA DE FAZER.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 2
TRAGA DE CASA UM OBJETO DE QUANDO VOCÊ ERA MAIS NOVO E CONTE POR QUE ELE É IMPORTANTE PARA VOCÊ.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
3
TEXTO COMPLEMENTAR
A contação de histórias é uma prática ancestral que ultrapassa o entretenimento: constitui-se como um processo pedagógico fundamental na Educação Infantil. Ela promove o desenvolvimento da linguagem, da imaginação, da empatia e, sobretudo, da memória. Ao ouvir narrativas, as crianças estabelecem conexões entre passado e presente, entre real e imaginário, fortalecendo seu repertório cultural, afetivo e identitário – em outras palavras, construindo sua própria memória social dentro da comunidade.
PANTOJA, Leliane Maria Barroso; BASTOS, Jaqueline Mendes. A importância da contação de histórias na educação infantil: um processo de reafirmação da memória como processo de ensino e aprendizagem. Revistaft, Educação, v. 29, n. 148, 2025. Disponível em: https://revistaft.com.br/aimportancia-da-contacao-dehistoria-na-educacao-infantilum-processo-de-reafirmacaoda-memoria-como-processo-deensino-e-aprendizagem/. Acesso em: 9 ago. 2025.
EM SALA DE AULA, COMPARTILHE COM OS COLEGAS UM ACONTECIMENTO DE SUA VIDA QUE VOCÊ ACHA IMPORTANTE. OUÇA TAMBÉM AS HISTÓRIAS QUE ELES VÃO CONTAR.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
ATIVIDADES
Proponha aos estudantes que, organizados em pequenos grupos ou individualmente, construam uma breve linha do tempo ilustrada da própria vida. Entregue a cada um folhas de papel divididas em três partes: “quando eu era menor”, “como sou agora” e “como me imagino no futuro”. Oriente que desenhem ou colem imagens que representem momentos
importantes, brincadeiras, pessoas ou objetos marcantes de cada período.
16/09/2025 01:54
Incentive que tragam de casa um objeto, fotografia ou lembrança de quando eram menores para compartilhar com a turma, explicando por que esse item é importante. Durante a socialização, cada estudante ou grupo poderá apresentar sua linha do tempo e ouvir as histórias dos colegas, observando semelhanças e diferenças.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer a diversidade humana e a importância de valorizar, acolher e respeitar as diferenças.
• Localizar, nomear e representar graficamente partes do corpo, reconhecendo suas funções.
• Perceber que as relações sociais se constroem também com base na valorização das diferenças e da convivência com pessoas diversas.
• Identificar os referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo), tendo o corpo como referência.
• Localizar e desenhar elementos dos lugares de vivência considerando os referenciais espaciais e tendo o corpo como referência.
• Compreender noções de consentimento e respeito em relação ao próprio corpo e o dos outros.
• Reconhecer atitudes de respeito e responsabilidade na convivência com colegas e na comunidade escolar.
BNCC
HABILIDADES
(EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções.
(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças.
(EF01HI03) Descrever e distinguir os seus papéis e responsabilidades relacionados à família, à escola e à comunidade.
(EF01GE08) Criar mapas mentais e desenhos com base em itinerários, contos literários, histórias inventadas e brincadeiras.
(EF01GE09) Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivên-
COMO SOU 2 capítulo
VOCÊ SE ACHA PARECIDO COM ALGUM AMIGO?
PODEMOS ATÉ SER UM POUCO PARECIDOS COM ALGUMA PESSOA, MAS NINGUÉM É IGUAL A NÓS. POR EXEMPLO, AS PESSOAS TÊM CABELOS
DIFERENTES. A COR DA PELE E A COR DOS OLHOS TAMBÉM SÃO DIFERENTES E ALTURAS E PESOS VARIAM. CHAMAMOS ISSO DE DIVERSIDADE.
1
O POEMA A SEGUIR É SOBRE DIVERSIDADE. ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.
DE PELE CLARA DE PELE ESCURA [...]
OLHO REDONDO OLHO PUXADO NARIZ PONTUDO OU ARREBITADO
CABELO CRESPO
CABELO LISO [...]
TUDO É HUMANO, BEM DIFERENTE ASSIM, ASSADO TODOS SÃO GENTE
CADA UM NA SUA E NÃO FAZ MAL DI-VER-SI-DA-DE É QUE É LEGAL. [...]
BELINKI, TATIANA. DIVERSIDADE. SÃO PAULO: QUINTETO, 1999. P. 22, 24, 26, 32, 33.
cia, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Direitos da criança e do adolescente.
• Saúde.
ENCAMINHAMENTO
Proponha à turma a pergunta inicial e dê tempo para que os estudantes pensem e se
expressem livremente, incentivando que compartilhem suas opiniões de forma espontânea. Valorize cada resposta apresentada, mostrando que todas as percepções são importantes e merecem ser ouvidas. Enquanto escuta, observe os critérios que eles utilizam para fazer essas comparações com os colegas — alguns podem se basear na aparência física, outros no jeito de falar, na forma de se vestir ou até em gostos e preferências. Aos poucos, direcione a conversa para que o foco seja nas características físicas. Explique que as características físicas são um conjunto de aspectos que varia bastante
1. A) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes entendam que as diferenças físicas observadas entre as pessoas são exemplos da diversidade humana.
A) O QUE VOCÊ ENTENDEU DO POEMA? CONTE PARA OS COLEGAS E OUÇA O QUE ELES TÊM A DIZER.
B) PELE CLARA OU ESCURA SÃO CARACTERÍSTICAS FÍSICAS. CONTORNE OUTRA CARACTERÍSTICA FÍSICA CITADA NO POEMA.
1. B) Observe se os estudantes contornam as palavras corretamente.
2
VAMOS BRINCAR DO JOGO “QUEM SOU EU”.
Para realizar a brincadeira, veja orientações no Encaminhamento
• ESCOLHA UM COLEGA DA TURMA, MAS NÃO CONTE PARA NINGUÉM QUEM VOCÊ ESCOLHEU.
• OS COLEGAS VÃO FAZER PERGUNTAS SOBRE QUEM VOCÊ ESCOLHEU. POR EXEMPLO: TEM CABELOS ESCUROS? USA ÓCULOS? TEM OLHOS CLAROS?
• VOCÊ SÓ PODE RESPONDER “SIM” OU “NÃO”.
• DEPOIS DE CINCO PERGUNTAS, OS COLEGAS VÃO TENTAR ADIVINHAR QUEM VOCÊ ESCOLHEU.
• EM SEGUIDA, VOCÊ PASSA A VEZ PARA OUTRO COLEGA CONTINUAR O JOGO.
ATENÇ ÃO
VoCÊ DEVE Tr ATAr SEU CoLEGA CoM rESPEiTo. NÃo FAÇA PErGUNTAS QUE PoSSAM DEiXAr o CoLEGA SEM Gr AÇA oU CoM VErGoNHA.
sobre empatia, solidariedade e inclusão. Reforce que todas essas diferenças — sejam na cor da pele, no corpo ou nas habilidades — devem ser valorizadas, acolhidas e respeitadas, e que contribuem para que o mundo seja mais plural e interessante. Incentive os estudantes a enxergar a diversidade não como algo que separa, mas como uma força que enriquece as relações e nos ajuda a aprender uns com os outros.
Para as atividades 1 e 2, organize a turma em duplas. Leia o poema e peça aos estudantes que expliquem o que entenderam. Valorize as respostas e avalie se eles reconhecem que o poema fala de diversidade de maneira positiva, acolhendo-a. No item 1. b), espera-se que os estudantes contornem as características que identifiquem com mais facilidade. Nesse momento, pode ser interessante ler novamente o poema para a turma, pausadamente, dando ênfase aos versos que devem ser contornados.
de indivíduo para indivíduo. Dê exemplos: cor da pele, cor e textura do cabelo, cor dos olhos, altura, formato do rosto, entre outros. Reforce que essas variações são completamente naturais e fazem parte da riqueza da diversidade humana. Aproveite o momento para esclarecer que as diferenças entre pessoas também incluem as PcDs. Comente alguns exemplos, como o uso de cadeira de rodas, aparelhos auditivos, próteses e outros. Trate desse assunto com naturalidade e respeito, ressaltando que essas diferenças não diminuem o valor ou a capacidade de ninguém,
11/09/2025 17:46
mas apenas mostram que cada ser humano é único.
Durante a leitura do poema, valorize a expressão oral dos estudantes e aproveite para explicar que, historicamente, muitas pessoas já foram discriminadas por causa de suas características físicas, e que isso gerou injustiças que precisamos evitar.
É fundamental criar um ambiente acolhedor e respeitoso para tratar desse tema, sobretudo se houver estudantes PcDs na turma. Assim, os estudantes podem aprender não apenas sobre diversidade física, mas também
Após os estudantes contornarem as características no poema, peça a eles que mencionem outras características físicas que não estão no poema e que podem ser usadas para mostrar a diversidade entre as pessoas. Conduza a atividade 2 com foco no desenvolvimento da habilidade EF01CI04. Leia para a turma o quadro Atenção e destaque a importância de tratar os colegas com respeito. Se julgar oportuno, faça uma lista das características que podem ser questionadas, evitando eventuais constrangimentos. Altura (Essa pessoa é mais alta que eu?), cor da pele (A cor da pele é igual à minha?), cor do cabelo, cor dos olhos, uso de óculos são algumas possibilidades.
O trabalho com o tema destas páginas contribui para o desenvolvimento das habilidades EF01CI02 e EF01CI04
Ao fim, é importante que os estudantes reconheçam a importância de valorizar e respeitar as diferenças. Sempre que possível, reforce que as pessoas são diferentes umas das outras e que todas merecem ser respeitadas.
Na atividade 1, é importante fornecer um espelho para que os estudantes possam se ver e responder às questões. Conduza a atividade oralmente, fazendo a leitura em voz alta de cada item e orientando os estudantes a pintar os quadros que correspondem às suas próprias características. Alternativamente, os estudantes podem ser organizados em duplas, para que um colega auxilie o outro na identificação das características apontadas.
Na atividade 2, os estudantes são convidados a falar um pouco de si e a conhecer melhor os colegas. Deixe os estudantes livres para comparar as características físicas e os gostos pessoais, sempre lembrando a eles a importância de respeitar as diferenças entre as pessoas. A atividade permite a socialização e favorece os laços de amizade. Incentive os estudantes a reconhecer e a valorizar as diferenças entre si. Se julgar interessante, sugira às duplas que contem um ao outro o que cada um gosta em si mesmo, reforçando suas características positivas, reconhecendo o jeito único de ser de cada um e trabalhando a autoestima. Se considerar oportuno, reproduza a canção sugerida no boxe Conexão para a turma.
CADA PESSOA É DE UM JEITO
CADA PESSOA TEM CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS, OU SEJA, CADA PESSOA É DE UM JEITO ÚNICO. COM O PASSAR DOS ANOS, MUITAS CARACTERÍSTICAS
PODEM MUDAR.
OBSERVE SEU ROSTO EM UM ESPELHO. DEPOIS, PINTE OS QUADRINHOS DE ACORDO COM SUAS CARACTERÍSTICAS.
• NORMAL é ser diferente. Publicado por: Grandes Pequeninos. 2015. 1 Vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oueAfq_XJrg. Acesso em: 26 ago. 2025. Canção que trata da diversidade humana de maneira respeitosa e promovendo a sua valorização.
• RIBEIRO, Nye. Jeito de ser. Ilustrações: Maurício Veneza. São Paulo: Editora do Brasil, 2013.
O livro aborda aspectos da individualidade e da diversidade propondo perguntas que levam o leitor a pensar em si mesmo e a ter empatia pelos outros.
C) MEUS CABELOS SÃO: LISOS. CRESPOS. CACHEADOS. ONDULADOS.
OUTROS! QUAL? Resposta pessoal.
D) EU PRECISO DE: ÓCULOS.
APARELHO AUDITIVO
NENHUM DESSES OBJETOS.
CADEIRA DE RODAS.
APARELHO DE DENTES.
OUTROS! QUAL? Resposta pessoal.
AGORA, OLHE PARA TODOS OS COLEGAS DA SALA DE AULA E ESCOLHA UM QUE SEJA PARECIDO COM VOCÊ. CONVERSE COM ELE PARA DESCOBRIR:
A) EM QUE VOCÊS SÃO PARECIDOS.
B) EM QUE VOCÊS SÃO DIFERENTES.
C) CONTE O QUE VOCÊ MAIS GOSTA NO COLEGA.
D) DEPOIS É A VEZ DE O COLEGA CONTAR DO QUE ELE MAIS GOSTA EM VOCÊ.
• CONTE PARA O RESTANTE DA TURMA O QUE VOCÊ DESCOBRIU SOBRE O COLEGA.
TEXTO COMPLEMENTAR
Existem evidências claras e consistentes apontando que ambientes educacionais inclusivos podem oferecer benefícios significativos de curto e longo prazos aos alunos com e sem deficiência. Um grande número de pesquisas indica que estudantes incluídos desenvolvem habilidades mais fortes em leitura e matemática, têm maiores taxas de presença, são menos propensos a ter problemas comportamentais e estão mais aptos a completar o ensino médio, comparado com estudantes que não são
As respostas são pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
EU GOSTO DAS ONDAS DO SEU CABELO! OBRIGADA.
ensino que beneficiam todos os alunos. A inclusão efetiva de um estudante com deficiência exige que os professores e os administradores escolares desenvolvam capacidades para apoiar as necessidades individuais de todos os alunos, não apenas daqueles com deficiência. Resultados de pesquisas sugerem que, na maioria dos casos, estudar em ambientes que valorizam a diversidade promove efeitos benéficos em pessoas sem deficiência. Algumas pesquisas indicam que pessoas sem deficiência que estudam em salas de aula inclusivas têm opiniões menos preconceituosas e são mais receptivas às diferenças. […]
No entanto, muitos estudantes com deficiência ainda lutam para acessar programas inclusivos eficazes. Concepções errôneas de longa data sobre as capacidades das crianças com deficiência intelectual, mental, física, sensorial ou de aprendizagem levam alguns educadores a continuar segregando os alunos com deficiência dos sem deficiência.
OS BENEFÍCIOS da educação inclusiva para estudantes com e sem deficiência. São Paulo: Instituto Alana, ago. 2016. Disponível em: https://alana.org. br/wp-content/uploads/2016/11/ Os_Beneficios_da_Ed_Inclusiva_ final.pdf. Acesso em: 21 ago. 2025.
15/09/2025 16:19
incluídos. Quando adultos, alunos com deficiência que foram incluídos são mais propensos a ser matriculados no ensino superior, encontrar um emprego ou viver de forma independente. Entre as crianças com síndrome de Down, há evidências de que a quantidade de tempo passado com os colegas sem deficiência está associada a uma variedade de benefícios acadêmicos e sociais, como uma melhor memória e melhores habilidades de linguagem e alfabetização.
A inclusão de alunos com deficiência pode promover melhorias nas práticas de
ENCAMINHAMENTO
Este tópico tem como objetivo principal mostrar aos estudantes que, apesar de todas as diferenças individuais — sejam elas relacionadas à aparência física, às habilidades, à cultura ou aos costumes —, existem necessidades básicas que são comuns a todos os seres humanos, e isso pode aproximar as pessoas, promovendo mais empatia e compreensão mútua.
Introduza o conceito de acessibilidade, explicando que ele está diretamente relacionado à garantia de que todas as pessoas, sem exceção, possam exercer seus direitos e participar plenamente da vida em sociedade. Comente que acessibilidade não significa apenas rampas ou elevadores — embora essas sejam medidas importantes —, mas envolve também recursos, serviços e atitudes que permitam que cada indivíduo, de acordo com suas condições, tenha oportunidades iguais. Ressalte que a sociedade deve se organizar para oferecer condições justas e adequadas para todos, independentemente de idade, condição física, social ou qualquer outra característica. Essa construção de conhecimento deve ser feita de forma acolhedora e respeitosa, incentivando os estudantes a compreender que as diferenças não diminuem o valor, a dignidade ou a capacidade de ninguém.
DIFERENTES, MAS NEM TANTO
TODAS AS PESSOAS DEVEM SER RESPEITADAS E TRATADAS COM CARINHO.
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, OU PCD, SÃO AQUELAS
QUE TÊM ALGUMA DIFICULDADE FÍSICA, INTELECTUAL OU DOS SENTIDOS PERMANENTEMENTE OU POR MUITO TEMPO. PESSOAS CEGAS, POR EXEMPLO, NÃO CONSEGUEM ENXERGAR E PERCEBEM O MUNDO USANDO OUTROS SENTIDOS.
1
ACOMPANHE A LEITURA QUE O PROFESSOR VAI FAZER. DEPOIS, RESPONDA ÀS QUESTÕES.
A) FORME DUPLA COM UM COLEGA E RECONTE A TIRINHA PARA ELE.
Resposta pessoal. O intuito é desenvolver e avaliar a compreensão de texto e a capacidade narrativa dos estudantes.
B) COMO DORINHA, A PERSONAGEM COM DEFICIÊNCIA VISUAL QUE APARECE NO ÚLTIMO QUADRINHO, CONSEGUE PERCEBER COMO OS AMIGOS SÃO?
PARA QUE TODAS AS PESSOAS POSSAM EXERCER SEUS DIREITOS, É NECESSÁRIO QUE EXISTA ACESSIBILIDADE. ISSO QUER DIZER, POR EXEMPLO, QUE ESPAÇOS COMO ESCOLAS E CALÇADAS PRECISAM SER SEGURAS E CONFORTÁVEIS PARA TODAS AS PESSOAS, NÃO APENAS PARA AQUELAS PESSOAS SEM DEFICIÊNCIA.
1. B) Espera-se que os estudantes respondam que ela usa o tato para perceber as características físicas, além de perceber outras características pela maneira como é tratada por eles.
Para tornar a conversa mais concreta e inspiradora, utilize o boxe que apresenta Dorina Nowill como exemplo. Comente que Dorina foi uma mulher que perdeu a visão ainda jovem, mas que não deixou que essa condição limitasse seus sonhos ou sua atuação no mundo. Pelo contrário, ela dedicou sua vida à inclusão de pessoas cegas, com atenção especial às crianças, lutando para que tivessem acesso à educação, à leitura e a oportunidades de desenvolvimento. Conte que, devido ao seu trabalho e à sua determinação, muitos livros foram adaptados para o sistema braile e diversas iniciativas de apoio foram criadas, impactando positivamente a vida de milhares de pessoas. Esse exemplo pode mostrar aos estudantes que, quando a sociedade oferece condições de acessibilidade e respeito, todos podem contribuir de maneira significativa para o bem coletivo.
Na atividade 1, peça aos estudantes que descrevam o que observam em cada quadro e façam a leitura dos balões de fala. Comente com a turma as características desse gênero textual: geralmente, a história é contada em quadros, com pequenos textos e imagens. Para compreender a história, é preciso entender como esses elementos se inter-relacionam.
Na atividade 2, peça aos estudantes que descrevam os dois símbolos. O primeiro representa uma pessoa cadeirante e, assim,
SOUSA, MAURICIO DE. DORINHA. SÃO PAULO: MSP, [20--].
2
ÔNIBUS ADAPTADO NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2025. AS RAMPAS E OS ELEVADORES AJUDAM NA ACESSIBILIDADE DE PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA.
EM 2025, O BRASIL MUDOU O SÍMBOLO PARA REPRESENTAR A ACESSIBILIDADE. O SÍMBOLO ANTIGO, QUE ERA
ASSOCIADO APENAS A PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA, FOI SUBSTITUÍDO PELO SÍMBOLO INTERNACIONAL
DA ACESSIBILIDADE. OBSERVE.
3
SÍMBOLO ANTIGO DA ACESSIBILIDADE
SÍMBOLO NOVO DA ACESSIBILIDADE
• POR QUE É IMPORTANTE TER UM SÍMBOLO PARA A ACESSIBILIDADE?
COMO PODEMOS DEMONSTRAR RESPEITO POR OUTRAS PESSOAS? Veja orientações no Encaminhamento
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
DORINA NOWILL (1919-2010) NASCEU No ESTADo DE SÃo PAULo E FiCoU CEGA AoS 17 ANoS. ELA Foi UMA iMPorTANTE EDUCADor A BrASiLEir A. A PErSoNAGEM DoriNHA DA TUrMA DA MÔNiCA É UMA HoMENAGEM A DoriNA PELo Tr ABALHo DELA CoM PESSoAS CoM DEFiCiÊNCiAS ViSUAiS.
está mais associado a deficiências relacionadas à mobilidade. Enfatize que existem muitos outros tipos de deficiência, relacionadas à visão, à audição, à cognição etc. O novo símbolo para acessibilidade é composto por um círculo com uma figura humana de braços abertos no centro, simbolizando a ideia de acessibilidade universal. Tal proposta se alinha às diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU) e reflete um entendimento mais amplo de inclusão. Essa substituição
tarefas de casa; considerar a singularidade de cada pessoa; atender às pessoas idosas em seus direitos etc. Essa dinâmica contribui para o desenvolvimento da habilidade EF01HI03
Para tornar a atividade mais concreta, exemplifique para a turma diversas situações comuns no dia a dia, em que as pessoas demonstram (ou não) respeito umas pelas outras. Por exemplo:
• Na hora do recreio, todos têm direito ao lanche. Você respeita a fila da merenda?
• Nas conversas em sala de aula, todos têm direito a expressar suas ideias. Você respeita a vez de o colega falar?
• Há assentos reservados para pessoas com deficiência nos transportes coletivos. Você respeita esses lugares?
• Há adultos que agridem as crianças para que elas façam o que eles querem. Você acha que essas crianças estão sendo respeitadas?
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
01:55
também evidencia o avanço do modelo biomédico para o modelo social da deficiência, ou seja, desloca o foco da limitação corporal para as barreiras impostas pelo ambiente e pela sociedade.
Na atividade 3, converse com a turma sobre algumas atitudes que mostram respeito às outras pessoas e dê exemplos como: prestar atenção ao que os colegas dizem e auxiliá-los nas tarefas; escutar o professor em seu momento de fala; ajudar os familiares nas
• BISCOITOS da Amizade. Publicado por: Fundação Dorina Nowill para Cegos. 2024. 1 vídeo (ca. 35 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=YXn FSes5fPc. Acesso em: 26 ago. 2025. Audiolivro com um conto sobre amizade. Pode ser utilizado para apresentar aos estudantes diferentes recursos de acessibilidade, como Libras, legenda e audiodescrição.
ENCAMINHAMENTO
Antes da realização da atividade 1, pergunte aos estudantes quais nomes de partes do corpo humano eles conhecem. Explore, com a turma, o nome e a funcionalidade de algumas partes do corpo. Comente que o corpo é formado por três partes principais: cabeça, tronco e membros. Pergunte o que eles entendem por membros. É provável que alguns estudantes não relacionem esses termos aos braços e às pernas. Se julgar oportuno, classifique-os em superiores e inferiores: membros superiores são os braços e membros inferiores são as pernas. Explique que superior indica a parte de cima e inferior, a parte de baixo.
Certifique-se de que os estudantes sabem o que é tronco. Explique que determinadas partes do corpo podem ser conhecidas por mais de um nome, alguns mais técnicos e outros mais populares, como a barriga, que pode ser chamada de abdômen, ou o peito, que pode ser chamado de tórax. Incentive a turma a dizer para que serve cada uma das partes do corpo; por exemplo: para que servem as pernas? É provável que muitos estudantes digam que servem para a locomoção. Incentive-os a perceber que as pernas também ajudam a nos manter em pé.
Atividades que trabalham os detalhes do corpo contribuem para que os estudantes desenvolvam a consciência corporal. Sugere-se apresentar músicas e danças que abordem as partes do corpo, como a cantiga popular “Fui ao mercado” (ver boxe Conexão). Peça aos estudantes que fiquem em roda e, ao cantarem a canção, façam gestos mostrando a formiguinha
MEU CORPO
1
ACOMPANHE A LEITURA DA CANÇÃO A SEGUIR, QUE SERÁ FEITA PELO
PROFESSOR.
ONDE SE FABRICA O PENSAMENTO
EM CIMA DO PESCOÇO, DEBAIXO DO CABELO
É “AONDE” ESTÁ SUA CABEÇA
É NELA QUE MORAM OS OLHOS, A BOCA,
O NARIZ E O OUVIDO TAMBÉM
E ELA É RAINHA, COMANDA E DESMANDA
E O CORPO DA GENTE OBEDECE BEM
LEVANTE OS BRAÇOS PRO CÉU
GIRANDO IGUAL CARROSSEL.
BITA E O CORPO HUMANO: ÁLBUM COMPLETO. PUBLICADO POR: MUNDO BITA. 2021. 1 VÍDEO (CA. 35 MIN). DISPONÍVEL EM: https://www.youtube.com/ watch?v=kMyFG81dF70. ACESSO EM: 23 ABR. 2025.
• CONTE A UM COLEGA OS NOMES DAS PARTES DO CORPO QUE APARECEM NA CANÇÃO.
Espera-se que os estudantes citem as partes do corpo mencionadas na canção: pescoço, cabelo, cabeça, olhos, boca, nariz, ouvido e braços. Incentive-os a indicar as partes mencionadas apontando para o próprio corpo enquanto fazem a atividade.
andando na parte do corpo citada na letra e sacudam o corpo, simulando como fariam para espantá-la. A música e a dança são instrumentos de expressão corporal e colaboram com o autoconhecimento. Para que a atividade seja mais inclusiva, ela pode ser feita com os estudantes sentados.
Na atividade 1, leia o poema para os estudantes e, se julgar oportuno, escreva na lou-
sa os nomes das partes do corpo citadas na canção. Assim, eles podem prestar atenção à escrita das palavras e encontrá-las mais facilmente no texto.
Na atividade 2, avalie a necessidade de realizar essa atividade coletivamente, escrevendo na lousa, com ajuda dos estudantes, os nomes das partes do corpo que são indicadas na figura. Permita aos estudantes que digam livremente as funções que
2
COMPLETE AS PALAVRAS A SEGUIR ESCREVENDO OS NOMES DAS PARTES DO CORPO.
ATIVIDADES
• CADA PARTE DO CORPO TEM UMA FUNÇÃO. VOCÊ SABE
QUAL É A FUNÇÃO DE CADA PARTE DO CORPO MOSTRADA
NA IMAGEM? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.
Veja comentários no Encaminhamento
DESENHE SEU CORPO NO ESPAÇO A SEGUIR. 3
Produção pessoal.
conhecem para cada parte do corpo. Eles podem indicar funções diversas, por exemplo: que os pés nos permitem caminhar; as pernas, nos manter em pé; os braços, abraçar; as mãos, pegar objetos; os joelhos, agachar; os cotovelos, dobrar os braços; a cabeça, proteger o cérebro.
Na atividade 3, valorize os desenhos feitos pelos estudantes. Incentive-os a incluir o má-
11/09/2025 17:46
ximo de detalhes que puderem. Essa atividade permite conhecer qual é a percepção que os estudantes têm do próprio corpo. É importante lembrar que a construção da autoestima tem início na infância. Então, sempre que possível, aproveite para elogiar alguma característica ou atitude dos estudantes. A atenção e o afeto são essenciais para o desenvolvimento deles.
Com os estudantes organizados em duplas, coloque-os sentados um em frente ao outro. Explique que vão brincar de “siga o mestre”. Um estudante da dupla será o mestre e deve fazer pequenos movimentos — encostar o dedo na orelha, abrir a boca, fazer uma careta —, mantendo-se sentado. O outro estudante da dupla deve tentar imitar perfeitamente, como se fosse um espelho. Oriente-os a observar com atenção os traços e as características físicas do colega, notando suas diferenças e conversando respeitosamente sobre elas. Após dois ou três minutos, o papel de mestre passa para o outro estudante, e a brincadeira recomeça.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE PARA O PROFESSOR
• FORMIGUINHA/Fui ao mercado. Publicado por: Mabô e Fifi. 2022. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v= H8zKx3sRPCs&list=R DH8zKx3sRPCs&start_ radio=1. Acesso em: 26 ago. 2025. Essa canção popular ajuda a desenvolver a consciência corporal de maneira lúdica.
ENCAMINHAMENTO
Para iniciar a abordagem sobre os sentidos, pergunte aos estudantes como eles percebem o ambiente ao redor no dia a dia. Dê tempo para que todos que desejarem possam responder, valorizando cada participação e incentivando que tragam exemplos concretos, como o som de um passarinho, o cheiro de comida sendo preparada ou a sensação de vento no rosto. Aproveite esse momento para direcionar gradualmente a atenção da turma para os órgãos dos sentidos, estabelecendo uma ligação entre as experiências que relataram e as partes do corpo relacionadas a elas. Aponte com o dedo para cada um dos principais órgãos: olhos, orelhas, língua, nariz e pele. Ao indicar cada um, pergunte como se chama essa parte do corpo e qual é sua função. Por exemplo: o que fazemos com os olhos? Para que servem as orelhas? O que sentimos com a língua? Avalie as respostas, corrigindo e completando quando necessário. Em seguida, proponha uma pequena atividade prática: peça que fechem os olhos por alguns instantes e prestem atenção ao que conseguem perceber sem enxergar — sons, cheiros, sensações na pele, entre outros. Essa vivência ajuda a entender como outros sentidos ficam mais ativos quando um deles é temporariamente “desligado”.
PERCEBENDO O AMBIENTE
NOSSO CORPO É CAPAZ DE PERCEBER O QUE ACONTECE AO NOSSO REDOR.
OS OLHOS NOS PERMITEM ENXERGAR.
COM A LÍNGUA SENTIMOS O GOSTO DOS ALIMENTOS.
COM AS ORELHAS CONSEGUIMOS OUVIR OS SONS.
COM O NARIZ SENTIMOS OS CHEIROS.
POR MEIO DA PELE, PERCEBEMOS SENSAÇÕES COMO DOR, FRIO E CALOR E SABEMOS SE UM OBJETO É LISO OU ÁSPERO.
ÁSPERO: QUE É irrEGULAr Ao ToQUE, rUGoSo, DESiGUAL.
Explique que os olhos, as orelhas, o nariz, a pele e a língua são os órgãos responsáveis por nos colocar em contato com o ambiente e nos permitir perceber tudo o que está ao nosso redor. Mostre que eles funcionam como “portas de entrada” de informações sobre o mundo, ajudando-nos a interagir, nos proteger e aproveitar as experiências do dia a dia. Caso considere adequado, complemente dizendo que esses órgãos captam diferentes tipos de estímulos — luz, som, temperatura, textura, sabor, cheiro — e que todos esses sinais são enviados ao encéfalo, que é a parte do sistema nervoso localizada dentro da cabeça.
reforçar o conteúdo, leia para a turma o texto da página, ajudando-os a sintetizar e organizar o que aprenderam.
Se achar pertinente para a faixa etária, explique de forma simplificada que o encéfalo atua como um “centro de controle”, interpretando as informações enviadas pelos sentidos e ajudando o corpo a reagir. Por exemplo, quando sentimos cheiro de fumaça, o cérebro entende que pode haver perigo e nos alerta para agir. Para
Mostre que, desde muito tempo atrás, as pessoas inventam coisas para ajudar os sentidos, como óculos para ver melhor ou instrumentos musicais para ouvir sons diferentes. A brincadeira das caixas misteriosas ajuda a perceber como usamos o tato para descobrir coisas.
A atividade 1 propõe uma forma lúdica de estudar os sentidos. Para que ela seja realizada de maneira segura, é importante escolher
1. Consulte o Encaminhamento para orientações sobre como organizar a brincadeira.
VAMOS BRINCAR? SIGA AS ORIENTAÇÕES DO PROFESSOR.
• O PROFESSOR VAI COLOCAR TRÊS CAIXAS MISTERIOSAS UMA AO LADO DA OUTRA.
• COM OS OLHOS FECHADOS, COLOQUE A MÃO EM UMA CAIXA E TENTE ADIVINHAR O QUE TEM DENTRO DELA.
• AGORA, FAÇA O MESMO COM AS OUTRAS DUAS CAIXAS.
• PARA CADA ACERTO, VOCÊ GANHA UM PONTO.
A) FOI FÁCIL ADIVINHAR O QUE ESTAVA DENTRO DE CADA CAIXA?
Resposta pessoal.
SIM NÃO ÀS VEZES
B) QUAL PARTE DO CORPO AJUDOU VOCÊ A PERCEBER
QUAIS ERAM OS OBJETOS NAS CAIXAS?
OLHOS LÍNGUA
ORELHAS
NARIZ X PELE
FIQUE LIGADO
• SANToS, JorGE FErNANDo DoS. AS CORES NO MUNDO DE LÚCIA. SÃo PAULo: PAULUS, 2010.
LÚCiA É UMA MENiNA iNTELiGENTE, ALEGrE E CAriNHoSA. ELA NÃo ENXErGA E EXPLorA AS CorES Do MUNDo USANDo ToDoS oS oUTroS SENTiDoS.
objetos que não ofereçam riscos de corte ou perfuração, por exemplo. Itens familiares aos estudantes, como borracha, régua, lápis, chinelo, boné, bonecos, animais de pelúcia e colher, são exemplos de objetos que podem ser utilizados. Podem ser usadas caixas de sapato ou outras caixas de papelão. Faça um buraco em cada caixa por onde a mão dos estudantes passe sem muita folga, dificultando a observação dentro delas. Se julgar pertinente, utilize uma venda de pano sobre os olhos do estudante que vai colocar a mão nas caixas,
PARA O ESTUDANTE
• SANTOS, Jorge Fernando dos. As cores no mundo de Lúcia. São Paulo: Paulus, 2010. O livro mostra como uma menina cega conhece o mundo usando outros sentidos.
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para enfatizar que não é permitido olhar dentro da caixa. Pergunte aos estudantes por que é mais difícil identificar os objetos com os olhos fechados. Verifique se eles reconhecem que, com os olhos fechados, não recebemos as informações sobre o ambiente que a visão pode nos proporcionar.
Valorize a participação de cada estudante na atividade. Ao final, pergunte qual foi o sentido que eles utilizaram para identificar os objetos e avalie se eles reconhecem que foi o tato. Com base nessa resposta, oriente-os a responder ao item 1. b).
ENCAMINHAMENTO
Nesta seção, na pergunta inicial, verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses.
Inicie esta seção pedindo aos estudantes que ouçam atentamente os sons do ambiente. Pergunte o que eles conseguem ouvir e a refletir sobre o fato de que as pessoas têm capacidades auditivas diferentes. Aproveite para conversar sobre as pessoas que não conseguem ouvir ou ouvem muito pouco. Algumas dessas pessoas conseguem lidar com a falta de audição utilizando aparelho auditivo. Se houver na turma algum estudante com deficiência auditiva, peça a ele que compartilhe algumas de suas vivências com os colegas, caso se sinta confortável com isso. Para incluir estudantes com deficiência auditiva na brincadeira, convide-os a ficar responsáveis por tocar o sino para os colegas.
Nesta dinâmica, os estudantes podem desenvolver a percepção sonora e identificar a posição da fonte sonora. Eles se sentem motivados a colocar em prática e testar como seus sentidos funcionam.
Explique que os sentidos são importantes para todos os animais, não apenas para o ser humano. Por meio dos sentidos, interagimos com o ambiente e recebemos informações por eles. Os sentidos também informam sobre as sensações do nosso corpo.
Auxilie os estudantes a perceber que somos capazes de determinar, com razoável precisão, de que lado da cabeça vem o som. A direção do som, quando este vem de um dos lados da cabeça, pode ser mais facilmente percebida do que quando ele vem do alto da cabeça. Isso acontece porque, no centro da cabeça,
CIENTISTA MIRIM
DE QUE LADO VEM O SOM?
PERGUNTA INICIAL
SOMOS CAPAZES DE LOCALIZAR UM OBJETO APENAS OUVINDO O SOM DELE?
MARQUE UM NA SUA RESPOSTA. SIM NÃO
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
FORME DUPLA COM UM COLEGA PARA INVESTIGAR ESSA PERGUNTA.
MATERIAL
• 1 SINO PEQUENO
• 1 PEDAÇO DE TECIDO ESCURO PARA VENDAR OS OLHOS
PROCEDIMENTO
1 UM COLEGA VAI FICAR DE OLHOS VENDADOS E SENTADO EM UMA CADEIRA.
2 VOCÊ VAI TOCAR O SINO EM TRÊS POSIÇÕES DIFERENTES AO REDOR DELE.
as duas orelhas recebem o som com igual intensidade. Recorde com a turma que as orelhas, além de captarem os sons, também são responsáveis pelo equilíbrio do corpo.
Após a atividade, promova com a turma uma conversa sobre a importância da audição no cotidiano das pessoas. Peça aos estudantes que expliquem como se sentem em um ambiente barulhento e se as sensações nessa situação são diferentes daquelas vivenciadas em um ambiente silencioso. Comente também situações em que a audição exerce papel cru-
cial: quando um veículo buzina, por exemplo, chama a atenção das pessoas ao redor, e isso pode ser necessário para evitar um acidente. Quando chamamos alguém pelo nome, essa pessoa percebe que sua atenção está sendo solicitada. Peça aos estudantes que listem outros exemplos de situações em que a audição é importante.
Pergunte quais sons eles ouvem na escola ou em casa. Explique que, no passado, as pessoas usavam sinos, tambores ou apitos para mandar recados, e que hoje também temos
3 APÓS TOCAR O SINO UMA VEZ, PERGUNTE AO COLEGA VENDADO: DE ONDE VEM O SOM?
O COLEGA DEVE APONTAR PARA A DIREÇÃO DE ONDE
ACHA QUE O SOM VEIO.
4 TROQUE DE LUGAR COM O COLEGA E REPITA OS PASSOS.
CONCLUSÃO
ATIVIDADES
Distribua aos estudantes fotografias de um cão, de uma coruja e de um morcego. Leia para eles os textos a seguir e peça que descubram a que animal cada descrição se refere:
• O olfato desse animal é muito aguçado: consegue perceber cheiros escondidos e até disfarçados por outros cheiros. Por causa do “supernariz”, esse animal trabalha com os policiais para localizar pessoas e objetos. (Resposta: cão)
• Mesmo no escuro, esse animal consegue enxergar muito bem. Dessa forma, lá no alto, ele pode localizar um rato ou outro pequeno animal no chão e capturá-lo. (Resposta: coruja)
1 Resposta pessoal. 2 ORELHA
VOCÊ E OS COLEGAS ACERTARAM DE ONDE VEIO O SOM? MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
NUNCA ALGUMAS VEZES TODAS AS VEZES
CUBRA AS LETRAS QUE COMPÕEM O NOME DA PARTE DO CORPO QUE NOS AJUDA A CAPTAR OS SONS.
• As orelhas desse animal o ajudam a se localizar no escuro. Ele usa os sons para se guiar e, assim, consegue evitar obstáculos e localizar frutas e insetos dos quais se alimenta. (Resposta: morcego)
3 Veja orientações no Encaminhamento
AGORA, VOLTE À PERGUNTA INICIAL . DEPOIS DE FAZER ESSAS ATIVIDADES, VOCÊ MUDARIA SUA RESPOSTA?
campainhas, alarmes e celulares. Converse sobre como podemos adaptar esses sons para que todas as pessoas percebam, como usar luzes piscando para quem não ouve bem. Amplie essa conversa incluindo pessoas com deficiência auditiva. Esclareça que há diferentes recursos para garantir a acessibilidade dessas pessoas em diferentes situações. Vídeos com legendas ou Libras, por exemplo, contribuem para que elas possam assistir a produções visuais, como filmes,
desenhos e outros. Campainhas e alarmes, como o “sinal” da escola, podem contar com luzes ou dispositivos de vibração para garantir que pessoas com deficiência auditiva saibam quando eles tocam. Se houver estudantes ou funcionários da escola com deficiência auditiva, considere a possibilidade de convidá-los a compartilhar suas vivências com a turma, explicando como realizam algumas tarefas e quais recursos de acessibilidade eles consideram mais importantes.
16/09/2025 01:55
ENCAMINHAMENTO
A partir deste capítulo inicia-se o trabalho sistemático com o desenvolvimento da noção de lateralidade, fundamental no processo de alfabetização cartográfica.
Nesse sentido, é fundamental que os referenciais espaciais sejam incluídos nos processos de aprendizagem sempre que possível, em situações diversas, para que os estudantes possam gradativamente, e de acordo com o desenvolvimento individual, internalizar essas relações espaciais.
Introduza o tema organizando uma roda de conversa. Questione: vocês já ouviram falar nas palavras “direita” e “esquerda”? Sabem o que significam?
Permita que os estudantes apresentem as hipóteses deles. Depois, explique que nosso corpo possui dois lados, o direito e o esquerdo, que nos auxiliam a nos localizar, além de localizar objetos e lugares no espaço.
Como preparação para o trabalho com a canção, peça aos estudantes que identifiquem os lados direito e esquerdo do corpo. Eles podem usar, por exemplo, adesivos ou canetas de cores diferentes, ou ainda escrever as letras D e E nas mãos e nos pés.
Terminada a identificação, retome a explicação de que cada lado do nosso corpo tem um nome diferente: direito e esquerdo. Pergunte se foi difícil identificar esses lados e explique que serão propostas mais atividades que os auxiliarão a realizar essa identificação.
Ensine a canção para a turma e organize um momento para que cantem e dancem várias vezes, realizando os movimentos solicitados de forma livre. Enquanto isso,
OS LADOS DO CORPO
A canção é uma paródia de Palminhas, que pode ser acessada em: https://www.youtube.com/ watch?v=60QGImhNzsE (acesso em: 5 ago. 2025).
NOSSO CORPO TEM DOIS LADOS. VAMOS
CANTAR A CANÇÃO E APRENDER UM POUCO?
PALMINHAS, PALMINHAS
NÓS VAMOS BATER
DEPOIS AS MÃOZINHAS
PRA TRÁS ESCONDER
PARA O LADO DIREITO, NÓS VAMOS BATER
DEPOIS A MÃO DIREITA
PRA TRÁS ESCONDER
PALMINHAS, PALMINHAS
NÓS VAMOS BATER
DEPOIS AS MÃOZINHAS
PRA TRÁS ESCONDER
PARA O LADO ESQUERDO, NÓS VAMOS BATER
DEPOIS A MÃO ESQUERDA
PRA TRÁS ESCONDER
PALMINHAS, PALMINHAS
NÓS VAMOS BATER
DE UM LADO E DO OUTRO
PRA CIMA E PRA BAIXO
PRA FRENTE E PRA TRÁS
NÓS VAMOS BATER
A TUrMA PoDE CoMBiNAr CoM o ProFESSor E CANTAr A MÚSiCA rEALiZANDo oS MoViMENToS CiTADoS NELA.
observe os estudantes, verificando aqueles que eventualmente tenham mais dificuldades em identificar os lados direito e esquerdo. É importante ressaltar que, nesse primeiro momento, não há necessidade de corrigir os movimentos, pois essas noções devem ser trabalhadas ao longo da escolarização e levam tempo para se consolidar. Os encaminhamentos devem ser realizados de forma lúdica e respeitando a diversidade dos corpos.
Caso haja estudantes com dificuldades motoras, incentive-os a realizar os movimentos de forma adaptada e descontraída. O desenvolvimento da habilidade EF01GE09 pode ser feito de forma interdisciplinar com o professor de Educação Física, que poderá propor jogos e atividades complementares para o desenvolvimento da lateralidade.
Para finalizar a proposta, auxilie os estudantes a elaborar as respostas da atividade 1. No item 1. a), peça para os estudantes contornarem na
DICA
PEZINHOS, PEZINHOS
NÓS VAMOS BATER
DE UM LADO E DO OUTRO
NÓS VAMOS BATER
O PÉ DIREITO, NÓS VAMOS BATER
DEPOIS O PÉ DIREITO
PRA TRÁS ESCONDER
PEZINHOS, PEZINHOS, NÓS VAMOS BATER
DE UM LADO E DO OUTRO
NÓS VAMOS BATER
O PÉ ESQUERDO, NÓS VAMOS BATER
DEPOIS O PÉ ESQUERDO
PRA TRÁS ESCONDER.
PALMINHAS, PALMINHAS NÓS VAMOS
BATER. 2025. CANTIGA POPULAR ADAPTADA ESPECIALMENTE PARA ESTA OBRA.
PARA O PROFESSOR
• BORA, Laura Beatriz; CARDOSO, Vanessa Thomazini; TONI, Plínio Marco de. Assimetria Direita-Esquerda e desenvolvimento neuropsicomotor humano. Revista CES Psicología, v. 12, n. 1, p. 54-68, 2019. Disponível em: https:// revistas.ces.edu.co/ index.php/psicologia/ article/view/4455/2954
Acesso em: 27 ago. 2025. O artigo traz observações sobre como a lateralidade se desenvolve nos seres humanos do ponto de vista neurológico e sobre alguns impactos nas aprendizagens relacionados a problemas psicomotores que envolvem a lateralidade.
C) QUE PARTES DO CORPO NÃO APARECEM NA CANÇÃO? 1
DEPOIS DE SE DIVERTIR COM A CANÇÃO, RESPONDA ÀS QUESTÕES A SEGUIR COM A AJUDA DO PROFESSOR.
A) COMO SE CHAMAM OS DOIS LADOS DO NOSSO CORPO MENCIONADOS NA CANÇÃO?
Lados direito e esquerdo.
B) QUE PARTES DO CORPO APARECEM NA CANÇÃO?
Mão e pé.
Espera-se que os estudantes citem as partes do corpo que já foram citadas nas páginas anteriores, como cabeça, braço, cotovelo, orelhas etc. Avalie as respostas apresentadas por eles.
letra da canção as palavras DIREITA, ESQUERDA, FRENTE, TRÁS, CIMA, BAIXO.
Aproveite o item 1. c) para retomar os nomes de diferentes partes do corpo, dando continuidade ao desenvolvimento da habilidade EF01CI02. Se julgar oportuno, amplie a atividade, incluindo outras partes do corpo que ocorrem em pares, como ombros, cotovelos, punhos, joelhos etc. Essa dinâmica contribui para ampliar o vocabulário dos estudantes, bem como o conhecimento deles sobre o próprio corpo.
11/09/2025 17:46
ENCAMINHAMENTO
Considerando a abordagem já apresentada na dupla anterior, o foco agora será o trabalho com a lateralidade com base na observação das mãos. Comente que as mãos nos permitem trabalhar, brincar, cumprimentar e criar muitas coisas. Ressalte que, em diferentes culturas, gestos com as mãos podem ter significados diferentes e importantes.
Introduza o conteúdo retomando a identificação dos lados direito e esquerdo. Para isso, vire-se na mesma direção que os estudantes e, juntos, levantem as mãos ao mesmo tempo, de acordo com os seguintes comandos:
• Levantar o braço direito.
• Levantar o braço esquerdo.
• Apontar os dois braços para frente.
• Apontar os dois braços para trás.
Depois, repita a atividade, só que dessa vez dê os comandos e observe os estudantes.
Oriente os estudantes na realização da atividade 2. É possível realizar a atividade coletivamente. Leia o comando de cada item e aguarde que os estudantes façam a atividade proposta antes de passar para o item seguinte. Nesse intervalo, é possível circular entre os estudantes para verificar se há dificuldades, retomando sempre a identificação das mãos direita e esquerda.
Na atividade 3, os estudantes poderão escolher a mão que irão contornar. Permita que eles realizem esse primeiro momento com autonomia. Depois, antes que realizem o item 3. c), peça a cada um que indique oralmente a mão que contornou.
ESQUERDA E DIREITA, DIREITA E ESQUERDA...
2
OBSERVE O DESENHO DAS MÃOS E DEPOIS FAÇA O QUE SE PEDE.
Curativo
Relógio de pulso
A) ESCREVA A LETRA E NO QUADRADO EMBAIXO DA MÃO
ESQUERDA.
B) ESCREVA A LETRA D NO QUADRADO EMBAIXO DA MÃO
DIREITA
C) DESENHE UM RELÓGIO NO PULSO ESQUERDO
D) DESENHE UM CURATIVO EM UM DOS DEDOS DA MÃO
DIREITA
Espera-se que os estudantes desenhem os elementos solicitados conforme as orientações.
É importante ressaltar que é inadequado realizar associações do tipo: “o lado direito é o lado da mão que você escreve” ou “o lado esquerdo é o lado onde está o coração”. Essas generalizações, embora tenham o intuito de auxiliar o estudante a memorizar os lados, podem dar a impressão de que direita e esquerda são referenciais fixos, quando, na
verdade, são referenciais relativos, que dependem da posição dos objetos em relação aos outros.
Continue incentivando os estudantes a identificar as mãos direita e esquerda, empregando os nomes dos referenciais no cotidiano escolar para a identificação de partes do corpo e de objetos no ambiente.
AGORA É SUA VEZ! VOCÊ VAI DESENHAR SUAS MÃOS.
A) NO ESPAÇO A SEGUIR, TRACE O CONTORNO DE UMA DAS SUAS MÃOS.
Produção pessoal.
B) PINTE O DESENHO DA MÃO COM A COR MAIS PRÓXIMA À COR DA SUA PELE.
Resposta pessoal.
C) CONTORNE O NOME DA MÃO QUE VOCÊ DESENHOU.
ESQUERDA
DIREITA
Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na realização da atividade. 45
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
TEXTO COMPLEMENTAR
A lateralidade é a representação dos hemisférios corporais, e a sua projeção nesse processo ocorre com a construção das noções de direita e esquerda, frente e atrás, por meio de deslocamento mental direto e reversível. Já o esquema corporal é a imagem intuitiva do eu físico e a representação do corpo atuando no mundo exterior.
A descentralização ocorreria então seguindo um processo evolutivo das passagens das relações topológicas (a) para as projetivas (b, c):
Análise do espaço ocupado pela criança para o espaço ocupado pelo objeto;
Análise da posição dos objetos em relação a ela mesma, para a relação entre outros objetos; Análise da posição dos objetos com relação a ela mesma para a análise dos movimentos dos objetos em relação ao ponto de referência.
BREDA, Thiara Vichiato. “Por que eu tenho que trabalhar lateralidade?”: experiências formativas com professoras dos anos iniciais. Jundiaí: Paco, 2020. p. 155.
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• BREDA, Thiara Vichiato. “Por que eu tenho que trabalhar lateralidade?”: experiências formativas com professoras dos anos iniciais. Jundiaí: Paco, 2020.
A obra, decorrente da tese de doutorado da pesquisadora Thiara Vichiato Breda, apresenta reflexões sobre a experiência dela na formação de professores e nos processos de alfabetização cartográfica nos anos iniciais.
ENCAMINHAMENTO
Dando continuidade ao desenvolvimento da habilidade EF01GE09, esta dupla de páginas trabalha com os referenciais frente e trás. Geralmente, o reconhecimento desses referenciais é mais simples que o dos referenciais de direita e esquerda, sendo a frente reconhecida pela visão — o que vemos — e atrás, o sentido oposto — o que não está no campo da nossa visão.
Introduza o trabalho com o tema solicitando aos estudantes que identifiquem objetos que estão à frente deles. Depois, pergunte se conseguem identificar objetos que estão atrás deles. Provavelmente, eles indicarão que precisam olhar para trás para visualizar os elementos.
Também é possível, com os estudantes sentados ou em pé em fileiras, que eles identifiquem, oralmente, os colegas que estão à frente e atrás de cada um.
Na atividade 4, espera-se que os estudantes identifiquem corretamente, nas ilustrações, a criança que está representada de frente e de costas. Aproveite para solicitar aos estudantes que observem atentamente as ilustrações, explorando os nomes das partes do corpo que se localizam na parte da frente (olhos, nariz, boca, umbigo, barriga ou abdômen, peito ou tórax, entre outros) e na parte de trás (nuca, costas, bumbum ou nádegas, batata da perna ou panturrilha, calcanhar, entre outros).
Esse trabalho contribui para expandir o vocabulário dos estudantes e dá continuidade ao desenvolvimento da habilidade EF01CI02
Na atividade 5, organize a turma em duplas, garantin-
NA FRENTE E ATRÁS
COM O NOSSO CORPO, PODEMOS LOCALIZAR TUDO O QUE ESTÁ À NOSSA VOLTA.
ALÉM DOS LADOS DIREITO E ESQUERDO, TEMOS AS PARTES DA FRENTE E DE TRÁS DO CORPO.
4
OBSERVE AS FIGURAS A SEGUIR E FAÇA O QUE SE PEDE.
A) PINTE O DESENHO QUE MOSTRA O GAROTO DE FRENTE.
B) CONTORNE O DESENHO QUE MOSTRA O GAROTO DE COSTAS.
O aluno deve pintar este desenho.
do que elas tenham espaço para trabalhar à vontade. Oriente os estudantes para que representem o colega de corpo inteiro, conforme a referência da página 46
Na atividade 6, se julgar oportuno, explore novamente a ilustração da página 46 para a realização da atividade. Leia o nome de cada parte do corpo no quadro e solicite aos estu-
dantes que indiquem em qual das ilustrações (frente ou costas) ela aparece.
Peça aos estudantes que identifiquem quais das partes do corpo mencionadas são órgãos dos sentidos (resposta: olhos, língua, nariz e orelhas). Chame a atenção para o fato de que esses órgãos estão concentrados na cabeça.
ATIVIDADES
Produção pessoal. Espera-se que os estudantes representem corretamente o corpo do colega visto de frente e de costas.
FORME DUPLA COM UM COLEGA. DEPOIS, DESENHE NOS
CONTE PARA OS COLEGAS AS PARTES DO CORPO QUE PODEMOS VER NAS PESSOAS QUANDO ELAS ESTÃO DE FRENTE OU DE COSTAS PARA NÓS. 6 SEU COLEGA DE COSTAS
15/09/2025 16:19
Para consolidar as noções com os referenciais espaciais e estimular o estudante a experimentar e a fixar na “memória corporal” as partes e os lados de seu corpo, proponha à turma a atividade a seguir. Banho de papel
Distribua para cada estudante uma folha de papel (de preferência folhas já utilizadas, de rascunho).
Peça aos estudantes que imaginem que vão tomar banho. Dê comandos que deverão ser seguidos pela turma:
• Faça de conta que você vai tomar banho. Finja que vai tirar a blusa, a meia, a calça etc.
• Abra o chuveiro imaginário. Amasse a folha de papel, que será sua bucha.
• Esfregue as partes do corpo:
a) Esfregue a parte de trás da cabeça.
b) Esfregue a parte da frente do pescoço.
c) Esfregue sua nuca.
d) Esfregue seu braço direito... e assim por diante, utilizando as palavras “direita”, “esquerda”, “frente” e “atrás”.
Peça que deixem a folha no chão e se enxaguem.
Em seguida, os estudantes deverão se enxugar. Solicite que desamassem a folha de papel, que servirá como toalha. Dê comandos como:
a) Enxugue a cabeça.
b) Enxugue a parte de trás da sua perna direita... e assim por diante, até que os estudantes tenham acabado de “se secar”.
ORGANIZE-SE
Para a proposta desta seção, providencie com os estudantes: folhas de papel pardo grande, tesouras com pontas arredondadas, canetas hidrográficas, giz de cera ou lápis de cor.
ENCAMINHAMENTO
Nesta seção, os estudantes farão um “boneco do corpo” em uma folha de papel pardo. Inicie o trabalho questionando a turma: de que forma é possível representar nosso corpo inteiro, em tamanho real?
Permita que os estudantes apresentem as hipóteses deles oralmente. É provável que citem a fotografia ou o desenho. Se for o caso, explique para a turma que, quando desenhamos ou fotografamos um objeto, uma pessoa ou um lugar, seu tamanho real é reduzido para que ele possa ser representado em tamanhos diferentes.
Ao apresentar essa reflexão estamos introduzindo a noção de escala, essencial para a compreensão dos diversos fenômenos geográficos. Caso nenhum dos estudantes cite a confecção de um boneco, apresente a atividade que será realizada, explicando que o boneco que irão confeccionar é uma representação do corpo inteiro em tamanho natural (real).
Esta atividade tem como objetivo incentivar os estudantes a identificar e representar as principais partes do corpo humano, promovendo o desenvolvimento das habilidades EF01CI02 e EF01GE09.
Para que a experiência seja satisfatória, é importante que a atividade seja desenvolvida em um es-
MÃO NA MASSA
BONECO DO CORPO
COM UM COLEGA, VOCÊ VAI CRIAR UM BONECO DO SEU CORPO. PARA ISSO, SIGA AS ORIENTAÇÕES DO PROFESSOR.
MATERIAL
Auxilie os estudantes na execução desta atividade. Veja orientações no Encaminhamento
• 2 FOLHAS DE PAPEL PARDO GRANDE
• TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS
• CANETAS HIDROGRÁFICAS, GIZ DE CERA OU LÁPIS DE COR
PROCEDIMENTO
1 ESTENDA UMA FOLHA DE PAPEL PARDO NO CHÃO.
2 DEITE-SE SOBRE O PAPEL COM OS BRAÇOS E AS PERNAS AFASTADOS DO CORPO.
3 O COLEGA VAI DESENHAR O CONTORNO DE SEU CORPO. NÃO SE MEXA!
paço amplo, que permita a movimentação confortável de todos os participantes. Os estudantes deverão estender as folhas de papel pardo no chão e deitar-se sobre elas para a realização do contorno. Caso a sala de aula seja utilizada, recomenda-se mover as carteiras e cadeiras para um canto, criando uma área livre e segura. Se houver disponibilidade, o pátio ou a quadra da escola po -
4 TROQUE DE POSIÇÃO. É SUA VEZ DE CONTORNAR O CORPO DO COLEGA, USANDO A OUTRA FOLHA DE PAPEL PARDO.
5 AGORA, CADA UM VAI RECORTAR O CONTORNO DO BONECO DO PRÓPRIO CORPO.
dem ser alternativas ainda mais adequadas, pois oferecem mais espaço para circulação e maior liberdade de organização.
Após escolher o local, organize a turma em duplas e explique que o trabalho colaborativo será essencial para a realização do contorno. Explique oralmente cada passo da atividade, certificando-se de que todos compreendem o que deverá ser feito. Se possível, faça uma
6 NA FRENTE DO BONECO, DESENHE O ROSTO, AS ROUPAS E OS CALÇADOS.
7 EM SEGUIDA, VIRE O BONECO E DESENHE OS DETALHES DA PARTE DE TRÁS.
AGORA, ESCREVA EM SEU BONECO:
A) SEU NOME.
B) A PALAVRA DIREITA NO BRAÇO DIREITO E NA PERNA DIREITA.
C) A PALAVRA ESQUERDA NO BRAÇO ESQUERDO E NA PERNA ESQUERDA.
DESENHE EM SEU BONECO:
Veja orientações no Encaminhamento 3
A) UMA PULSEIRA NO PULSO DIREITO.
B) UM BOLSO NA PERNA ESQUERDA.
COLOQUE O BONECO DE COSTAS PARA VOCÊ, COMO SE ESTIVESSEM EM UMA FILA.
A) LEVANTE O BRAÇO DIREITO DELE E SEU BRAÇO DIREITO.
B) OS BRAÇOS LEVANTADOS ESTÃO DO MESMO LADO?
Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois com o boneco de costas para eles os braços levantados ficam do mesmo lado. 4
AGORA, COLOQUE O BONECO DE FRENTE PARA VOCÊ.
A) LEVANTE O BRAÇO DIREITO DELE E SEU BRAÇO DIREITO.
B) OS BRAÇOS LEVANTADOS ESTÃO DO MESMO LADO? POR QUE ISSO ACONTECEU? 1 2
levantados ficam em lados opostos. Veja comentários no Encaminhamento
Espera-se que os estudantes respondam que não, pois com o boneco de frente para eles os braços 11/09/2025 17:46
demonstração prática: convide um estudante para deitar-se sobre o papel pardo, e mostre, de maneira cuidadosa, como o colega deve contornar o corpo com canetinha. Aproveite este momento para reforçar a importância do respeito e do consentimento no contato físico, já que poderá ser necessário que um estudante toque, ainda que minimamente, o outro.
Oriente-os a sempre pedir permissão antes de iniciar o contorno, utilizando frases como “Posso encostar aqui para fazer o contorno?”. Explique que essa atitude demonstra respeito pelo espaço pessoal do colega e contribui para um ambiente escolar mais acolhedor e seguro. Caso ocorra um toque não intencional em uma área sensível, incentive o uso de uma desculpa imediata e since -
ra, como “Desculpe, foi sem querer”, para manter o clima de confiança. Esse momento é valioso para trabalhar competências socioemocionais, como empatia, respeito e comunicação assertiva.
Acompanhe a confecção dos bonecos (etapas 1 a 7), circulando entre as duplas para esclarecer dúvidas e fornecer apoio didático.
Na atividade 1, é importante auxiliar os estudantes na identificação dos lados esquerdo e direito do boneco para a realização das atividades seguintes.
Para facilitar o processo, é possível solicitar aos estudantes que coloquem o boneco deitado de frente no chão e que se posicionem em pé sobre a cabeça do boneco. Dessa forma, os lados direito e esquerdo do boneco ficam na mesma direção que os lados direito e esquerdo do estudante.
Na atividade 2, verifique se os estudantes identificaram o lado direito dos bonecos corretamente para fazer o desenho solicitado.
Na atividade 4, o objetivo é introduzir a questão da lateralidade espelhada. Enquanto, na atividade 3, o estudante percebe que, quando está na mesma posição (olhando para a mesma direção), os lados direito e esquerdo coincidem, na atividade 4 ele é provocado a observar que, quando em posições diferentes (ou olhando para direções diferentes), os lados direito e esquerdo divergem.
Caso julgue oportuno, peça para os estudantes confirmarem a hipótese se posicionando aos pés do boneco. Lembre-se de que esta é uma primeira aproximação para a lateralidade espelhada, que será aprofundada e retomada posteriormente.
ENCAMINHAMENTO
Este tópico tem por objetivo consolidar de forma mais efetiva o trabalho com os referenciais espaciais, tomando o corpo como referência.
Sugere-se, antes da realização da atividade 1, que a localização de objetos na sala de aula seja explorada oralmente, com tempo para respostas. É possível solicitar aos estudantes que se manifestem individualmente, um de cada vez, alternando os referenciais: uma parte da turma fala o que vê à sua frente, outra o que vê à sua esquerda, e assim por diante. Dessa forma, todos entenderão o objetivo da atividade. Aqui também há oportunidade para que os estudantes identifiquem o que está ao redor deles em posições variadas. Essa sugestão pode ser colocada em prática na sala de aula ou em outros espaços da escola.
Acompanhe o trabalho dos estudantes durante a realização da atividade 1, auxiliando a turma quando necessário.
AO MEU REDOR
VAMOS LOCALIZAR OBJETOS AO NOSSO REDOR?
OBSERVE TUDO O QUE ESTÁ PERTO DE VOCÊ. DEPOIS, DESENHE NOS ESPAÇOS A SEGUIR O QUE VOCÊ VÊ EM CADA POSIÇÃO.
Resposta pessoal. Verifique se os estudantes representam corretamente os elementos que os cercam.
FRENTE
À SUA ESQUERDA
À SUA DIREITA
RITA E OS COLEGAS ESTÃO NA ESCOLA ASSISTINDO A UMA APRESENTAÇÃO DE MARIONETES FEITA PELAS PROFESSORAS.
CONTORNE A PALAVRA QUE COMPLETA AS FRASES.
A) RITA SEGURA A MARIONETE COM A MÃO .
DIREITA ESQUERDA
B) ANA ESTÁ DO LADO DE LUCAS.
DIREITO ESQUERDO
C) AS CRIANÇAS ESTÃO DAS PROFESSORAS.
NA FRENTE ATRÁS
15/09/2025 16:19
Explore oralmente com a turma o que está acontecendo na cena. Se julgar oportuno, é possível elaborar um texto simples sobre ela.
Na atividade 2, os estudantes deverão utilizar os referenciais espaciais para localizar objetos e pessoas, dessa vez sem utilizar o próprio corpo como referência, avançando no processo de aquisição das relações topológicas.
Se julgar oportuno, é possível propor outras situações em que os estudantes possam localizar os colegas e objetos na sala de aula.
ENCAMINHAMENTO
A seção Ideia puxa ideia aborda uma temática delicada, porém fundamental: o consentimento.
Esse assunto está diretamente relacionado aos TCTs Saúde e Direitos da criança e do adolescente, pois tem como objetivo ajudar os estudantes a compreender que cada pessoa tem direito de decidir sobre o próprio corpo, respeitando seus limites.
O consentimento é um conceito presente em situações do dia a dia, e podemos percebê-lo em diversas situações, como quando queremos (ou quando as outras pessoas querem) dar a mão, oferecer um abraço ou emprestar um objeto.
Tomamos por base uma história em quadrinhos que mostra situações corriqueiras na vida das crianças e que abordam o toque físico. É importante que os estudantes comecem a compreender que o corpo de cada um deve ser respeitado e que, para tocarmos outra pessoa, é preciso pedir permissão. Nesse sentido, é necessário interferir sempre que uma situação de desrespeito aos limites entre colegas ocorrer.
O trabalho de sensibilização pode ser feito de forma gradual e constante, por meio do uso de títulos de literatura infantil disponíveis sobre o tema, indicados tanto no livro do estudante quanto no boxe Conexão
É desejável também que projetos interdisciplinares em torno do tema sejam organizados ao longo da trajetória escolar dos estudantes.
Introduza o assunto organizando uma roda de conversa e perguntando aos estudantes como se sentem quando são tocados sem serem prevenidos ou questionados. Esteja atento às falas trazidas de forma espontânea pelos estudantes e acolha as
IDEIA PUXA IDEIA
SEU CORPO É SÓ SEU
LEIA COM O PROFESSOR A HISTÓRIA EM QUADRINHOS
A SEGUIR.
BIA É MUITO CARINHOSA E GOSTA DE ABRAÇAR TUDO E TODOS.
ÀS VEZES PODE SER LEGAL SÓ FICAR PERTINHO.
BIA SABE QUE NEM TODO MUNDO GOSTA DE ABRAÇO.
SEMPRE É BOM PERGUNTAR SE A PESSOA QUER UM ABRAÇO. SE A RESPOSTA FOR SIM, VÁ EM FRENTE!
SE A RESPOSTA FOR NÃO, RESPEITE O QUE O OUTRO SENTE!
LASSMAR, LEANDRO. BIA, RESPEITE O QUE O OUTRO SENTE. 2025. QUADRINHO ELABORADO ESPECIALMENTE PARA ESTA OBRA.
FIQUE LIGADO
• ArCAri, CAroLiNE; AYUMi, PAULA. QUE LEGAL O ABRAÇO DE CACAU. CUriTiBA: CAQUi, 2024.
CACAU É UMA CAPIVARA QUE ADORA ABRAÇOS. NESSA HISTÓRIA, ELA APRENDE QUE É IMPORTANTE PEDIR PARA ABRAÇAR SEUS AMIGOS.
• ArCAri, CAroLiNE; SANToS, iSABELA. PIPO E FIFI: ENSiNANDo ProTEÇÃo CONTRA VIOLÊNCIA SEXUAL. CURITIBA: CAQUI, 2023.
PIPO E FIFI SÃO DOIS IRMÃOS QUE ENSINAM SOBRE AS PARTES DO CORPO E COMO SE PROTEGER DE TOQUES INDESEJADOS.
experiências relatadas. Permita que eles se manifestem de forma livre, sem forçar ninguém a se expressar.
Depois, promova a leitura compartilhada da história em quadrinhos. Peça aos estudantes que descrevam oralmente as situações representadas nos três primeiros quadrinhos.
Na sequência, peça que elenquem outras situações semelhantes, nas quais as interações com colegas podem ter sido agradáveis ou desagradáveis. Também é possível propor simulações em que os estudantes precisem responder a convites, observando que o con-
sentimento precisa ser livre, claro e pode ser repensado a qualquer momento.
11/09/2025 17:46
A atividade 1 propicia o desenvolvimento da habilidade EF01GE08. As situações propostas indicam o que as crianças podem fazer em caso de uma abordagem inadequada. Reforce com a turma que o professor é uma pessoa de confiança, que pode ser uma referência caso os estudantes se sintam constrangidos com alguma situação.
Na atividade 2, promova uma roda de conversa para que os estudantes possam se expressar livremente sobre o tema. Caso julgue
DESENHE BIA E OUTROS PERSONAGENS DE ACORDO COM O QUE ESTÁ ESCRITO. O PROFESSOR VAI AJUDAR COM A LEITURA.
1 Espera-se que os estudantes elaborem desenhos coerentes com os trechos da história representados, relacionados às vivências individuais com o tema. Veja mais comentários no Encaminhamento.
VOCÊ NÃO É OBRIGADO A ABRAÇAR, A TOCAR, NEM A BEIJAR NINGUÉM.
SE ALGUÉM TOCAR EM VOCÊ DE UM JEITO QUE O DEIXA TRISTE, ASSUSTADO OU CONFUSO, NÃO GUARDE SEGREDO. CONTE TUDO PARA UM ADULTO EM QUEM VOCÊ CONFIA, SEM MEDO.
PARA O ESTUDANTE
• MENDONÇA, Roseli. Meu corpo, meu corpinho! Curitiba: Matrescência, 2024. O livro aborda, de maneira lúdica, questões importantes como a integridade física da criança, o consentimento, a privacidade e a proteção.
• SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Eu me protejo, c2025. Disponível em: https://www.eumeprotejo.com/_files/ ugd/f04b3c_4d7e03d c22c9443fb043fa57 aabed521.pdf. Acesso em: 27 ago. 2025. Cartilha com orientações para ensinar crianças a identificar situações de assédio e o que fazer para denunciar e se proteger.
2 Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
E VOCÊ, GOSTA DE ABRAÇO COMO A BIA? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.
oportuno, peça à turma que faça desenhos que representem interações positivas e consentidas entre colegas de escola e familiares. Durante a atividade, é importante não expor individualmente nenhum estudante, valorizando tanto o “sim” quanto o “não”, demonstrando que esse respeito deve acontecer em todas as relações, inclusive entre adultos. Como desdobramento, a turma pode criar um acordo coletivo para garantir o respeito aos limites corporais no convívio escolar, fortalecendo a empatia, a cidadania e a convivência saudável.
PARA O PROFESSOR
11/09/2025 17:46
• BUENO, Guilherme. Cinco brincadeiras divertidas para ensinar consentimento para as crianças. Revista Crescer, 5 mar. 2025. Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/criancas/comportamento/noticia/ 2025/03/5-brincadeiras-divertidas-para-ensinar-consentimento -para-as-criancas.ghtml. Acesso em: 14 ago. 2025. A notícia traz brincadeiras para trabalhar com o consentimento de forma lúdica em sala de aula.
CONEXÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar e reconhecer as diferentes atividades realizadas nos lugares de vivência.
• Compreender e discutir a importância das regras de convivência em diferentes contextos.
• Localizar elementos dos lugares de vivência, considerando os referenciais espaciais e tendo o corpo como referência.
• Reconhecer e valorizar diferentes lugares da comunidade, identificando seus usos, funções e significados sociais.
• Reconhecer hábitos de higiene e discutir a importância deles.
BNCC
HABILIDADES
(EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene do corpo (lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas etc.) são necessários para a manutenção da saúde.
(EF01HI03) Descrever e distinguir os seus papéis e responsabilidades relacionados à família, à escola e à comunidade.
(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.
(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.
(EF01GE04) Discutir e elaborar, coletivamente, regras de convívio em diferentes espaços (sala de aula, escola etc.).
3 capítulo
MEUS LUGARES
NO DIA A DIA, FREQUENTAMOS DIFERENTES LUGARES E TAMBÉM CONVIVEMOS COM MUITAS PESSOAS.
OBSERVE NAS CENAS A SEGUIR OS LUGARES E AS PESSOAS COM QUEM LIA CONVIVE.
EM CASA COM SEUS FAMILIARES. NA PRAÇA COM SEUS AMIGOS.
(EF01GE09) Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Vida familiar e social.
• Saúde.
3. Produção pessoal. Espera-se que os estudantes desenhem lugares de sua vivência. Eles podem desenhar parques ou praças onde costumam ir, mas também podem desenhar a casa de algum familiar onde vão muitas vezes, um sítio, entre outras possibilidades.
1
NA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
NA BIBLIOTECA DA ESCOLA.
CONTORNE OS NOMES DOS LUGARES QUE
APARECEM NAS CENAS REPRESENTADAS.
FAZENDA BIBLIOTECA MERCADO
PRAÇA
CASA
2
CINEMA
POSTO DE SAÚDE
A atividade fortalece a leitura e a identificação de vocabulário do dia a dia e incentiva a reconhecer a correspondência entre a palavra escrita e a experiência vivida.
O QUE LIA FAZ EM CADA UM DESSES LUGARES?
Espera-se que os estudantes descrevam as atividades representadas em cada cena. 3
EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, DESENHE UM LUGAR QUE VOCÊ COSTUMA FREQUENTAR.
4
MOSTRE SEU DESENHO PARA OS COLEGAS E CONTE O QUE
VOCÊ FAZ NESSE LUGAR.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento 5
ALGUM COLEGA DESENHOU O MESMO LUGAR QUE VOCÊ?
Resposta pessoal.
• SE ALGUÉM DESENHOU O MESMO LUGAR, POR QUE VOCÊ ACHA QUE ISSO ACONTECEU?
Resposta pessoal. Pode ser que os estudantes respondam, por exemplo, que ele e o colega têm atividades em comum ou moram perto dos lugares que frequentam. 55
ENCAMINHAMENTO
Introduza o tema de estudo do capítulo questionando os estudantes sobre os lugares que frequentam no cotidiano. Verifique se os lugares indicados são os mesmos, caso a maioria dos estudantes faça parte de uma mesma comunidade. Se essa hipótese se confirmar, é possível questionar a turma sobre as características desses lugares e resgatar conhecimentos prévios acerca das regras de convivência adotadas em cada um deles.
É possível organizar uma roda de conversa e solicitar aos estudantes que, de forma organizada, descrevam as cenas observadas, destacando tanto as características dos lugares quanto as atividades representadas, bem como as semelhanças e diferenças entre eles.
Os conteúdos desenvolvidos entre as páginas 54 e 61 contribuem para a promoção do TCT Vida familiar e social
Na atividade 1, auxilie os estudantes a reconhecer os nomes dos lugares retratados nas cenas, de acordo com o nível de aquisição da leitura em que cada um se encontra. Caso os estudantes apresentem dificuldades, proponha uma etapa de escrita coletiva das palavras na lousa, para que possam exercitar as hipóteses deles sobre a escrita. Depois, uma vez que as palavras estiverem registradas corretamente na lousa, os estudantes poderão contornar os nomes no livro impresso.
Na atividade 4, ao mostrar o desenho para os colegas e contar o que fazem nesse lugar, os estudantes exercitam a expressão oral e a organização de ideias, ampliam seu vocabulário de ações cotidianas, praticam a escuta ativa e o respeito pelas histórias dos colegas, além de fortalecer o vínculo com o grupo por meio do compartilhamento de experiências pessoais.
15/09/2025 17:02
O conteúdo destas páginas contribui para o desenvolvimento das habilidades EF01HI04 e EF01GE01.
Neste tópico, o conceito de lugar refere-se aos locais frequentados no bairro ou na comunidade, como a escola, a praça, o supermercado, entre outros.
Trabalhe coletivamente a leitura das ilustrações que representam situações que acontecem em casa, na praça, na escola e no posto de saúde.
Na atividade 5, ao refletir por que outro colega desenhou o mesmo lugar, os estudantes desenvolvem a capacidade de formular hipóteses, exercitam o pensamento crítico e a argumentação simples. O reconhecimento de experiências comuns fortalece a consciência de pertencimento a um grupo com vivências compartilhadas.
NO POSTO DE SAÚDE TOMANDO VACINA.
ENCAMINHAMENTO
Leia com a turma as orientações da atividade 1, promova a observação das imagens e retome com os estudantes os lugares de vivência que fazem parte da vida da personagem retratada nas páginas 54 e 55
Depois, explique para a turma que, nos diferentes lugares que frequentamos em nosso cotidiano, encontramos pessoas diferentes. Questione os estudantes sobre as pessoas que convivem com eles na moradia e na escola, por exemplo, e se eles acham importante conviver com elas. Permita que expressem suas opiniões e incentive-os a mencionar pessoas que não sejam do círculo familiar.
Oriente a observação das imagens, identificando com a turma as pessoas que convivem entre si em diferentes lugares, como a escola, a casa, a praça ou outros espaços da comunidade.
Promova um momento de conversa sobre como as relações com familiares, amigos, vizinhos e colegas influenciam o cotidiano, incentivando os estudantes a reconhecer a importância do cuidado e da colaboração nessas interações, bem como o respeito às diferenças.
Peça aos estudantes que, oralmente, indiquem a função que cada um dos personagens desempenha nos espaços indicados. Essa etapa permite introduzir a habilidade EF01GE07, que será desenvolvida ao longo deste volume.
É possível solicitar aos estudantes que indiquem nomes de outros profissionais que trabalham na escola e no posto de saúde, caso tenham interesse no assunto.
Durante o desenvolvimento da atividade 2, circule pela sala de aula para auxiliar na organização das ideias e no registro visual, incentivando os estudantes a compartilhar o motivo de terem escolhido
LUGARES E PESSOAS
OBSERVE NOVAMENTE AS IMAGENS DA ROTINA DE LIA.
• AGORA, LIGUE AS PESSOAS AOS LUGARES ONDE ELAS ESTAVAM.
aquela pessoa e reforçando a escuta atenta e o respeito pelas histórias dos colegas. Essa proposta mobiliza a habilidade EF01HI03 e também favorece o trabalho com conceitos como identidade pessoal, vínculos comunitários, diversidade de relações sociais, participação e pertencimento.
O conteúdo desta dupla também contribui para o desenvolvimento das habilidades EF01HI04 e EF01GE01.
Verifique as respostas dos estudantes para o item 2. b). É possível que as pessoas representadas nos desenhos convivam com os estu-
dantes em lugares diferentes. Nesse caso, peça que socializem as respostas com a turma.
CONVIVEMOS COM PESSOAS DIFERENTES NOS LUGARES QUE COSTUMAMOS FREQUENTAR.
2 Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
DESENHE UMA PESSOA QUE VOCÊ ENCONTRA EM CASA E UMA PESSOA QUE VOCÊ ENCONTRA NA ESCOLA.
ATIVIDADES
Solicite aos estudantes que indiquem outros lugares que costumam frequentar e as pessoas que encontram nesses lugares. Essa atividade pode ser feita oralmente em roda de conversa, para que os estudantes possam reconhecer os laços sociais em seu cotidiano, desenvolvendo a empatia ao pensar nas pessoas que fazem parte da vida deles e aprofundando o sentido de pertencimento à comunidade escolar e familiar.
A) QUAIS SÃO OS NOMES DAS PESSOAS QUE VOCÊ DESENHOU? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento.
B) VOCÊ ENCONTRA ESSAS PESSOAS EM OUTROS LUGARES?
57
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• AUERBACH, Patricia. O lenço. São Paulo: Brinque-Book, 2015. O livro aborda memórias afetivas e relações familiares de maneira sensível e acessível, possibilitando aos estudantes reconhecer a importância dos vínculos e a preservação das lembranças.
11/09/2025 17:43
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla de páginas é feita uma introdução acerca das regras de convivência que regem diferentes espaços de convivência. Apresente o tema questionando os estudantes sobre as regras gerais de convivência que eles conhecem. Pergunte, ainda, sobre a importância que atribuem a essas regras no cotidiano, verificando as hipóteses da turma sobre o tema.
O trabalho com estas páginas contribui para o desenvolvimento das habilidades EF01HI04 e EF01GE04. Pergunte aos estudantes os lugares que estão representados nas ilustrações da página 58. Na sequência, incentive a turma a elaborar, oralmente, as regras de convivência representadas.
É possível que os estudantes formulem textos alternativos àqueles indicados no Livro do estudante, como “levantar a mão para falar” em vez de “esperar a vez de falar”, e isso não é um problema.
Após esse primeiro momento, proponha a leitura compartilhada das regras representadas. Depois, sugere-se que os estudantes expliquem, com base em suas próprias vivências, a importância de cada uma delas para a vida em comunidade.
REGRAS DE CONVIVÊNCIA
PARA VIVER BEM COM OUTRAS PESSOAS NO DIA A DIA, É
PRECISO RESPEITAR AS REGRAS DE CONVIVÊNCIA.
AGORA, VAMOS CONHECER ALGUMAS DESSAS REGRAS.
SEGUIR OS HORÁRIOS COMBINADOS.
ESPERAR A VEZ DE FALAR.
ATRAVESSAR A RUA NA FAIXA DE PEDESTRES.
JOGAR O LIXO NA LIXEIRA.
NO ESPAÇO A SEGUIR, DESENHE UMA REGRA QUE VOCÊ ACHA IMPORTANTE PARA A BOA CONVIVÊNCIA ENTRE AS PESSOAS EM SEU BAIRRO OU NA COMUNIDADE. 1 Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
Organize o momento de trocas de ideias, de modo que os estudantes respeitem o momento de fala do colega e esperem a vez de ele falar. Além disso, é preciso respeitar o estudante que não quer falar, evitando constrangimentos. Essas regras podem fazer parte dos combinados com a turma.
• AGORA, EXPLIQUE PARA A TURMA A REGRA QUE VOCÊ DESENHOU.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• BRASIL. Ministério da Educação. Educação em Direitos Humanos: Diretrizes Nacionais. Brasília, DF: SEB, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/ navegue-por-temas/educacao-em-direitos-humanos/ DiretrizesNacionaisEDH.pdf. Acesso em: 28 ago. 2025. Parecer do governo que oferece subsídios para a promoção do respeito, da cooperação e da convivência harmoniosa, alinhados às regras e normas em espaços coletivos.
Na atividade 1, os desenhos devem levar em conta a realidade de cada estudante. Considerando as possíveis vivências, eles poderão representar cenas relacionadas às seguintes regras: revezar o uso do campinho público, dos brinquedos da praça ou da quadra do condomínio, por exemplo; jogar bola em espaços e momentos que não atrapalhem as pessoas; pedir licença, falar “por favor” e “obrigado” etc.
Ao desenhar uma regra de convivência, os estudantes refletem sobre a importância dessas normas e exercitam a expressão visual e simbólica. Ao explicar para a turma o desenho, desenvolvem a linguagem oral, a argumentação e fortalecem o respeito mútuo.
Após o momento da partilha das regras desenhadas pelos estudantes, verifique se houve regras que se repetiram. É possível, pensando no processo de desenvolvimento da leitura e da escrita, elaborar na lousa ou em um cartaz uma lista coletiva com essas regras, que poderão ser afixadas na sala de aula e retomadas no decorrer do estudo das regras de convivência em outros lugares de vivência.
59
11/09/2025 17:43
ENCAMINHAMENTO
Organize uma roda de conversa e questione os estudantes sobre as pessoas que convivem com eles na moradia e quais atividades eles mais gostam de fazer quando estão em casa. O início se dá pela moradia, pois se trata do primeiro espaço de socialização dos seres humanos, sobre o qual os estudantes muito têm a dizer. É importante, ao abordar o tema das moradias, conduzir as rodas de conversa com bastante delicadeza, pois os estudantes podem viver em moradias com características diferentes quanto à localização, ao número de cômodos etc. Nesse sentido, busque garantir que todos se sintam confortáveis em trazer para o grupo aspectos da sua vida doméstica, evitando estigmatizações.
Promova a leitura compartilhada do trecho do poema. Na sequência, proponha um trabalho de identificação das palavras que indicam quem são os moradores das casas. Os estudantes podem usar quatro lápis de cores diferentes para contornar as palavras ABELHA, BARATA, ELEFANTE e GENTE.
Depois, chame a atenção da turma para as palavras que rimam com as palavras anteriores: TELHA, LATA, ELEGANTE e REPENTE. Peça que identifiquem e circulem essas palavras com as mesmas cores utilizadas anteriormente, formando pares de palavras.
Na atividade 2, provoque os estudantes com a questão: como seria uma casa de gente? Abra uma roda de conversa para que a turma responda à questão, indicando características de moradias de acordo com as vivências de cada um. Depois, peça aos estudantes que desenhem e, se julgar oportuno, compartilhem suas produções com os colegas.
MORADIA: ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA
VAMOS LER O TRECHO DE UM POEMA?
Realize a leitura do trecho do poema com os estudantes, acompanhando-os e incentivando-os a lerem também.
[...]
ESSA CASA É DE TELHA
QUEM MORA NELA É A ABELHA.
ESSA CASA É DE LATA
QUEM MORA NELA É A BARATA.
ESSA CASA É ELEGANTE
QUEM MORA NELA É O ELEFANTE.
E DESCOBRI DE REPENTE
QUE NÃO FALEI EM CASA DE GENTE.
JOSÉ, ELIAS. A CASA E O SEU DONO. 5. ED. SÃO PAULO: PROJETO, 2022.
1
LIGUE A CASA AO PERSONAGEM QUE MORA NELA.
CASA DE TELHA
CASA DE LATA
CASA ELEGANTE ELEFANTE ABELHA BARATA
2
LEIA NOVAMENTE AS DUAS ÚLTIMAS LINHAS DO POEMA.
AGORA, DESENHE UMA CASA DE GENTE.
Produção pessoal. A produção é livre, pois cada estudante pode desenhar uma casa de acordo com sua imaginação e suas referências. Se julgar pertinente, explique aos estudantes que o texto é um poema organizado em versos, e que cada linha do poema é um verso.
A MORADIA É UM LUGAR IMPORTANTE. É NELA QUE VOCÊ COSTUMA PASSAR BOA PARTE DO TEMPO QUANDO NÃO ESTÁ NA ESCOLA.
QUEM MORA COM VOCÊ? PINTE AS PALAVRAS PARA RESPONDER A ESSA QUESTÃO.
3 Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento.
PAI MÃE
TIOS
AVÓS
OUTRAS PESSOAS
IRMÃOS
PRIMOS
FAZEMOS MUITAS COISAS NA MORADIA. LIGUE CADA CENA À PALAVRA CORRESPONDENTE.
FIQUE LIGADO
• RAMOS, ANNA CLAUDIA; RAQUEL, ANA. CASA. 3. ED. SÃO PAULO: FORMATO, 2000. (COLEÇÃO TODO MUNDO TEM).
ESSE LIVRO APRESENTA TIPOS DE CASA DIFERENTES, E ALGUMAS DELAS VOCÊ NEM IMAGINA!
16/09/2025 01:56
Na atividade 3, é possível solicitar aos estudantes que façam a atividade individualmente, para depois compartilhar as respostas. Porém, caso apresentem dificuldades na leitura dos nomes, sugere-se a elaboração de uma lista com os graus de parentesco e de relações entre pessoas na lousa, para que os estudantes tenham uma referência escrita para auxiliá-los.
Na atividade 4, verifique se os estudantes associam corretamente as palavras com as cenas. Caso apresentem dificuldade, peça que descrevam o que observam em cada cena.
Para iniciar o tema, realize uma pesquisa prévia de imagens que mostrem cômodos de moradias com configurações variadas. Organize uma roda de conversa com os estudantes e pergunte a eles quais são as partes de uma moradia. Depois, mostre para eles as imagens de moradias diferentes.
O foco da leitura dessas imagens deve ser dado à organização dos cômodos dessas moradias, com o objetivo de mostrar para a turma que as pessoas vivem em moradias diversas, muitas vezes sem uma divisão tradicional dos cômodos.
Se julgar oportuno, e caso os estudantes se sintam à vontade, questione-os sobre qual das moradias ou cômodos apresentados se parece mais com a moradia de cada um.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam qual cômodo ou parte da casa gostam de frequentar, que pode ser um canto onde fica o sofá, um corredor, o quintal etc. É importante considerar a realidade de estudantes que vivem em situação de vulnerabilidade ou em instituições de acolhimento, cuidando para que se sintam acolhidos ao comentar ou não sobre o lugar onde moram.
Na atividade 3, incentive os estudantes a desenhar objetos e pessoas com as quais se relacionam nesse espaço. Depois, explore oralmente os motivos que os fazem gostar dessa parte da moradia, incentivando-os a relacionar o cômodo com as atividades realizadas nesse lugar. É importante que eles percebam, reconheçam e respeitem as relações afetivas que cada um tem com sua moradia ou com parte dela.
PARTES DA MORADIA
MUITAS CASAS SÃO DIVIDIDAS EM PARTES. ESSAS PARTES SÃO CHAMADAS CÔMODOS
OBSERVE AS IMAGENS A SEGUIR. DEPOIS, COMPLETE O NOME DOS CÔMODOS COM AS LETRAS QUE FALTAM. 1
COM A AJUDA DO PROFESSOR, ESCREVA ONDE VOCÊ MAIS
GOSTA DE FICAR NA SUA MORADIA. VOCÊ PODE ESCOLHER UM CÔMODO OU UM CANTO DA CASA.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, FAÇA UM DESENHO DO CÔMODO OU DO CANTO DA MORADIA QUE VOCÊ ESCREVEU.
• MOSTRE SEU DESENHO PARA OS COLEGAS E CONTE POR QUE VOCÊ ESCOLHEU ESSA PARTE DA MORADIA.
Produção e resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
OBSERVE UM CÔMODO DA CASA DE JOÃO.
4. João está no quarto. Espera-se que os estudantes respondam que João está brincando ou guardando os brinquedos.
JOÃO ESTÁ EM QUAL CÔMODO? O QUE ELE ESTÁ FAZENDO? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.
MARQUE UM NO OBJETO QUE ESTÁ EM CIMA DA CAMA. AGORA, CONTORNE O OBJETO QUE ESTÁ EMBAIXO DA CAMA.
PINTE DE AMARELO O NOME DO OBJETO QUE ESTÁ NA FRENTE DO JOÃO E PINTE DE AZUL O NOME DO OBJETO QUE ESTÁ ATRÁS DA CAMA DELE.
Azul
QUADRO
ARMÁRIO
Amarelo
DESENHE NA IMAGEM DOIS BRINQUEDOS À DIREITA DE JOÃO.
Produção pessoal. Observe se os estudantes desenham os brinquedos na posição correta.
ATIVIDADES
As atividades desta página solicitam aos estudantes que exercitem a localização de elementos presentes na ilustração de um quarto infantil, utilizando referenciais espaciais, desenvolvendo a habilidade EF01GE09. Se necessário, retome as noções de esquerda e direita, frente e trás, em cima e embaixo, dentro e fora, tomando como referência o corpo dos estudantes.
Ao trabalhar conceitos de representação espacial, ligados à lateralidade, ou seja, às relações que os estudantes desenvolvem com o espaço geográfico utilizando o próprio corpo como referência, o processo de alfabetização cartográfica é retomado e ampliado.
É possível realizar cada atividade proposta por meio da leitura compartilhada dos enunciados, concedendo um tempo para que os estudantes realizem as atividades com autonomia.
Para a verificação das atividades, se possível, projete para a turma a imagem com a localização correta dos objetos. Dessa forma, os estudantes poderão avaliar o desempenho deles.
16/09/2025 01:56
Caso os estudantes encontrem dificuldades na localização dos objetos, proponha questões complementares que explorem as relações topológicas elementares, contribuindo para a retomada e a ampliação do processo de alfabetização cartográfica.
• O que há em cima do tapete?
• O que há do lado esquerdo de João?
• E do lado direito?
• O que está embaixo da janela?
Dependendo do domínio da turma sobre o conteúdo de lateralidade, também pode ser explorado o espelhamento da lateralidade, ou seja, a projeção, com estas questões:
• Se João estivesse representado de frente para você, o que estaria à direita dele? E à esquerda?
ENCAMINHAMENTO
Retome a discussão sobre as regras de convivência, explicando para a turma que o foco agora será nas regras de convivência na moradia.
Inicie a abordagem perguntando aos estudantes se as regras de convivência da moradia deles são as mesmas que as regras da escola. Pergunte também por que eles acham que as regras de convivência mudam conforme os lugares.
Acolha as respostas e solicite aos estudantes que observem, com base na exploração das imagens e legendas, que algumas regras podem variar de uma moradia para outra.
Pergunte aos estudantes quais são as regras em suas moradias em relação a refeições, banho, horários de acordar e de dormir, responsabilidade pelos cuidados com os animais domésticos, entre outros, e registre na lousa as respostas apresentadas. Ao final, peça que comparem as semelhanças e diferenças entre elas.
Ao contar para os colegas sobre regras de suas moradias, os estudantes organizam ideias, desenvolvem a linguagem oral e o respeito às normas alheias, exercitam a escuta ativa e enriquecem o vocabulário ao comparar diferentes acordos familiares em sala de aula.
Para a realização das atividades 1 e 2, organize uma roda de conversa para que os estudantes possam falar sobre as regras de guardar brinquedos na própria moradia e outras regras que organizam a vida doméstica.
NA MORADIA TAMBÉM TEM REGRAS
PARA VIVER BEM NA MORADIA, AS PESSOAS QUE MORAM
JUNTAS COSTUMAM TER REGRAS. HORÁRIO PARA DORMIR E LOCAL PARA FAZER AS REFEIÇÕES SÃO EXEMPLOS DE REGRAS
QUE UMA FAMÍLIA PODE TER.
AGORA, VEJA OUTROS EXEMPLOS.
NA CASA DE TÉO, ELE E A
IRMÃ DEVEM GUARDAR OS BRINQUEDOS ASSIM QUE ACABAM DE BRINCAR.
NA CASA DE SAMUEL, ELE DEVE GUARDAR OS BRINQUEDOS À NOITE, ANTES DE DORMIR.
CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR: QUAL É A
REGRA PARA GUARDAR OS BRINQUEDOS NA SUA CASA?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento 2
RESPEITAR NA SUA CASA? 1
QUE OUTRAS REGRAS DE CONVIVÊNCIA VOCÊ DEVE
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes expliquem o tipo de organização estabelecido pela família para o uso do espaço da casa e para as atividades realizadas pelas pessoas que convivem nela.
EM CASA, AS CRIANÇAS PODEM REALIZAR ALGUMAS TAREFAS PARA COLABORAR COM A ORGANIZAÇÃO. ESSAS TAREFAS NÃO PODEM SER PERIGOSAS NEM ATRAPALHAR OS ESTUDOS.
PINTE AS CENAS A SEGUIR. ELAS MOSTRAM ALGUMAS TAREFAS QUE AS CRIANÇAS PODEM FAZER. 3
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
DAR COMIDA PARA O ANIMAL DE ESTIMAÇÃO.
• VOCÊ FAZ ALGUMAS DAS TAREFAS DAS CENAS APRESENTADAS?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento 4
EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, DESENHE UMA TAREFA QUE VOCÊ FAZ EM CASA.
Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento 5
VOCÊ ACHA IMPORTANTE AJUDAR NAS TAREFAS DE CASA? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
ARRUMAR A CAMA. AJUDAR A COLOCAR E A RETIRAR OS PRATOS DAS REFEIÇÕES. 65
Aspecto Tarefas domésticas Trabalho infantil explorado
Finalidade Educação social e emocional, senso de cooperação e pertencimento familiar
Caráter Voluntário, com limites claros de tempo e intensidade
Local e supervisão Realizadas em ambiente seguro, sob supervisão de um adulto
Impacto na escola Não interfere na frequência e no rendimento escolar
Na atividade 3, ao identificar e marcar as tarefas que realiza em casa, o estudante reforça a autonomia, a responsabilidade e a noção de contribuição à rotina familiar, enquanto pratica a leitura e a associação entre texto e ação.
Na atividade 4, ao desenhar uma tarefa que faz em casa, o estudante aprimora a coordenação motora fina, reconhece e valoriza suas responsabilidades domésticas e exercita a expressão criativa ao compartilhar seu trabalho com os colegas.
Na atividade 5, diferencie tarefas de casa de trabalho infantil: explique que ajudar com pequenas tarefas (arrumar a cama, alimentar um animal de estimação, retirar pratos) é importante, mas deve ser sempre compatível com a idade e nunca impedir o direito ao brincar, ao estudo ou ao descanso. Utilize o quadro desta página para diferenciar tarefas domésticas do trabalho infantil.
11/09/2025 17:43
Produção econômica ou substituição de adultos
Obrigatório, com jornada excessiva
Em locais potencialmente perigosos, sem supervisão
Prejudica a frequência e o desempenho escolar
ENCAMINHAMENTO
Dando continuidade ao trabalho de construção e aprofundamento das noções relacionadas a regras, inicie um diálogo perguntando aos estudantes se eles já conhecem ou praticam regras ligadas à higiene pessoal. Dê exemplos, como “lavar as mãos antes das refeições” ou “escovar os dentes ao acordar e antes de dormir”. Ouça as respostas e valorize cada contribuição, mostrando interesse genuíno pelo que cada um compartilha. Em seguida, peça que se lembrem e listem, oralmente ou por meio de registros escritos ou ilustrados, outros hábitos relacionados à higiene, como tomar banho diariamente, cortar as unhas regularmente, pentear os cabelos, lavar frutas, entre outros. O conteúdo propicia o trabalho com o TCT Saúde. Aproveite as manifestações dos estudantes para avaliar o que eles compreendem por higiene, observando se associam o termo apenas à limpeza visível ou também à prevenção de doenças. Ao longo da conversa, faça as orientações e correções necessárias, esclarecendo possíveis equívocos. Por exemplo, se alguém citar “passar perfume” como higiene, você pode explicar que, embora seja um cuidado com a aparência e o cheiro, não substitui ações de limpeza, como o banho. Esse momento também é propício para introduzir, de forma lúdica e acessível, noções básicas de microbiologia, explicando que existem microrganismos invisíveis (“seres minúsculos”) que podem causar doenças, e que os hábitos de higiene ajudam a removê-los ou impedir sua proliferação.
HÁBITOS DE HIGIENE
ALÉM DAS REGRAS DE CONVIVÊNCIA, É PRECISO CUIDAR
DA LIMPEZA DA CASA E DA HIGIENE DO NOSSO CORPO. CUIDAR DA HIGIENE É UM HÁBITO NECESSÁRIO PARA NOS PROTEGER DE VÁRIAS DOENÇAS.
MARQUE UM NAS IMAGENS QUE MOSTRAM HÁBITOS DE HIGIENE QUE DEVEMOS TER.
Enfatize o significado da palavra “hábito”, mostrando que ela se refere a ações que realizamos com frequência e que acabam fazendo parte da nossa rotina diária. Para tornar o conceito mais concreto, peça exemplos de outros hábitos que não estejam relacionados à higiene, como tomar café da manhã todos os dias, fazer a lição de casa depois da escola ou alimentar um animal de estimação. Essa comparação ajuda os estudantes a entender que um hábito é algo repetitivo e constante, mas que pode ter diferentes funções e impactos na vida. Destaque que hábitos
saudáveis de higiene não são apenas regras impostas por adultos ou pela escola, mas atitudes de autocuidado e de respeito pelo próprio corpo. Reforce que, quanto mais cedo eles se tornam parte da rotina, mais naturalmente serão mantidos ao longo da vida, ajudando a garantir saúde, disposição e qualidade de vida.
Depois, retome as ações de higiene citadas e pergunte por que elas devem se tornar hábitos permanentes. Ouça atentamente as respostas,
SE ALIMENTAR.
CORTAR AS UNHAS.
LAVAR AS MÃOS.
BRINCAR COM OS ANIMAIS.
TOMAR BANHO.
ESCOVAR OS DENTES.
ACOMPANHE A LEITURA DESTA CANÇÃO.
LAVAR AS MÃOS
[...]
DEPOIS DE BRINCAR NO CHÃO DE AREIA A TARDE INTEIRA
ANTES DE COMER, BEBER, LAMBER, PEGAR NA MAMADEIRA
LAVA UMA (MÃO), LAVA OUTRA (MÃO)
LAVA UMA, LAVA OUTRA (MÃO)
LAVA UMA
A DOENÇA VAI EMBORA JUNTO COM A SUJEIRA
VERME, BACTÉRIA, MANDO EMBORA EMBAIXO DA TORNEIRA
ÁGUA UMA, ÁGUA OUTRA
ÁGUA UMA (MÃO), ÁGUA OUTRA
ÁGUA UMA
NA SEGUNDA, TERÇA, QUARTA, QUINTA E SEXTA-FEIRA
NA BEIRA DA PIA, TANQUE, BICA, BACIA, BANHEIRA
LAVA UMA MÃO, MÃO, MÃO, MÃO
ÁGUA UMA MÃO, LAVA OUTRA MÃO
LAVA UMA MÃO
LAVA OUTRA, LAVA UMA
BICA: CANAL POR ONDE A ÁGUA SAI; PODE SER UM CANO, POR EXEMPLO.
LAVAR AS MÃOS (MÃO). INTÉRPRETE E COMPOSITOR: ARNALDO ANTUNES. IN: CASTELO RÁ-TIM-BUM. SÃO PAULO: VELAS, 1995. FAIXA 13.
A) CONTORNE NA LETRA DA CANÇÃO OS MOMENTOS EM QUE SE RECOMENDA LAVAR AS MÃOS.
B) SUBLINHE O TRECHO QUE RESPONDE: POR QUE DEVEMOS LAVAR AS MÃOS?
C) EM QUE OUTRAS SITUAÇÕES É IMPORTANTE LAVAR AS MÃOS? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar que é importante lavar as mãos antes e depois de usar o banheiro, por exemplo. Aproveite para reforçar com eles a importância de lavar as mãos, comentando que muitas doenças são evitadas com esse hábito.
valorizando as explicações que apontam para benefícios à saúde e ao bem-estar. Conduza a conversa para evidenciar a relação direta entre higiene e saúde, explicando que manter o corpo limpo ajuda a prevenir doenças e, consequentemente, contribui para o cuidado da saúde.
Utilize exemplos do cotidiano escolar para reforçar essa relação, como o hábito de lavar as mãos após usar o banheiro ou antes de manipular alimentos na cantina. Explique que
Na atividade 2 , se possível, reproduza a canção Lavar as mãos para a turma (disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=CaTXg mHyMSk&list=RDCaTXgmHy MSk&start_radio=1; acesso em: 29 ago. 2025). Incentive a conversa sobre em quais situações é preciso lavar as mãos: antes das refeições, depois de brincar, antes e depois de usar o banheiro, assim que chegar em casa etc. Reforce com a turma que, por meio dos hábitos de higiene, nos livramos da sujeira e de potenciais causadores de doenças que possam estar nela.
16/09/2025 01:56
essas atitudes simples impedem que os microrganismos invisíveis que causam doenças se espalhem, protegendo não apenas a própria pessoa, mas também os colegas e familiares.
Na atividade 1, peça aos estudantes que descrevam, oralmente, cada uma das situações. Se julgar oportuno, esclareça que se alimentar e brincar com os animais são atitudes que contribuem para a saúde, mas não constituem hábitos de higiene.
ORGANIZE-SE
Para realizar esta proposta, providencie com os estudantes: tinta guache, tira de tecido para vendar os olhos.
ENCAMINHAMENTO
A seção Cientista mirim permite que os estudantes avaliem se estão lavando as mãos da maneira adequada, com base em uma abordagem investigativa. As atividades reforçam o trabalho com o TCT Saúde
Na pergunta inicial , verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão , eles vão confrontar essas hipóteses.
Leia o parágrafo introdutório e a pergunta inicial para a turma. Oriente os estudantes a registrar suas respostas individuais no livro e, em seguida, explique oralmente como será realizada a atividade que vai investigar essa questão.
Conduza os estudantes até o lavatório, organizados em grupos. O tamanho dos grupos pode ser determinado pela quantidade de torneiras disponíveis.
Comente que não é correto desperdiçar água e mostre como eles devem proceder, fechando a torneira enquanto ensaboam as mãos. Aproveite para comentar que, para a limpeza adequada do corpo, não são necessários mais de 10 minutos de banho. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a duração ideal do banho seja de 5 minutos, a fim de promover um uso sustentável de água e energia.
Certifique-se de que as tintas usadas pelos estudantes para pintar as mãos sejam atóxicas.
Após os estudantes realizarem a lavagem das mãos e
CIENTISTA MIRIM
HIGIENE DAS MÃOS
SABEMOS QUE LAVAR AS MÃOS AJUDA A EVITAR DOENÇAS, MAS É PRECISO FAZER ISSO DA MANEIRA CORRETA.
PERGUNTA INICIAL
O JEITO QUE VOCÊ LAVA AS MÃOS RETIRA TODA A SUJEIRA DELAS?
MARQUE UM NA SUA RESPOSTA.
SIM NÃO
VAMOS INVESTIGAR ESSA QUESTÃO?
MATERIAL
Resposta pessoal.
• LOCAL PARA LAVAR AS MÃOS COM ÁGUA E SABÃO
• TINTA GUACHE
• TIRA DE TECIDO PARA VENDAR OS OLHOS
PROCEDIMENTO
1 VÁ ATÉ O LOCAL PARA LAVAR AS MÃOS: PODE SER A PIA DO BANHEIRO OU O LAVATÓRIO DA ESCOLA.
2 O PROFESSOR
VAI COLOCAR UM POUCO DE TINTA NAS SUAS MÃOS.
retirarem as vendas, peça que lavem as mãos até remover totalmente a tinta. Depois, com as mãos secas, eles podem retornar para a sala de aula e responder às questões do tópico Conclusão. Incentive a participação de todos.
Ajude os estudantes na interpretação do resultado. Se a tinta usada para cobrir as mãos for removida completamente durante a lavagem, a limpeza das mãos está sendo realizada de forma adequada. Caso reste vestígio da tinta nas mãos, é sinal de que a lavagem não está sendo feita de maneira eficiente. Leve-os
a relacionar a tinta usada para cobrir as mãos com a sujeira que pode estar presente nelas após uma brincadeira no parque, por exemplo.
Ao final, espera-se que os estudantes confrontem a hipótese inicial com os resultados e concluam se suas previsões iniciais foram confirmadas. Caso as mãos dos estudantes tenham ficado completamente limpas de tinta, eles podem afirmar que sim, toda a sujeira vai embora quando eles lavam as mãos. Caso tenha restado tinta, eles não podem afirmar isso corretamente.
3 ESPALHE BEM A TINTA NOS DEDOS, NA PALMA E NAS COSTAS DA MÃO.
4 AGORA, O PROFESSOR VAI VENDAR SEUS OLHOS COM O TECIDO.
5 COM OS OLHOS VENDADOS, LAVE AS MÃOS DO JEITO QUE ESTÁ ACOSTUMADO.
6 QUANDO TERMINAR, PEÇA A ALGUÉM QUE TIRE A VENDA DE SEUS OLHOS E ENTÃO OBSERVE SUAS MÃOS.
CONCLUSÃO
APÓS OBSERVAR SUAS MÃOS, É POSSÍVEL DIZER QUE ELAS FICARAM LIMPAS? MARQUE UM NA SUA RESPOSTA.
SIM, COMPLETAMENTE. NÃO.
MAIS OU MENOS.
Resposta pessoal.
A MANEIRA COMO VOCÊ COSTUMA LAVAR AS MÃOS ELIMINOU TODA A SUJEIRA?
Resposta pessoal.
SIM. NÃO, PRECISO MELHORAR.
DESEMBARALHE AS SÍLABAS E DEPOIS COMPLETE A FRASE.
JEI RA SU
• LAVAR CORRETAMENTE AS MÃOS ELIMINA TODA
A SUJEIRA .
AGORA, VOLTE À PERGUNTA INICIAL . DEPOIS DE FAZER ESSA ATIVIDADE, VOCÊ MUDARIA SUA RESPOSTA? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE ISSO.
Veja comentários no Encaminhamento.
Para finalizar, se possível, mostre a eles a maneira correta de lavar as mãos. Há um vídeo sobre isso no boxe Conexão.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
16/09/2025 01:56
• COMO lavar as mãos corretamente: passo a passo. Publicado por: HCor. 2020. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=t4Yyf-cEJfM. Acesso em: 12 ago. 2025. O vídeo mostra de maneira objetiva e simples como lavar as mãos corretamente.
ENCAMINHAMENTO
Na seção O que estudei buscamos retomar os principais conteúdos trabalhados ao longo da unidade, com o objetivo de sistematizar e consolidar conceitos estudados. Essa sistematização não é apenas um momento de revisão, mas também de reflexão, no qual os estudantes são convidados a analisar o próprio percurso de aprendizagem e a realizar uma autoavaliação. Esse processo contribui para que cada estudante reflita sobre o que aprendeu, como aprendeu e quais aspectos ainda precisam de maior atenção.
Essa seção, em conjunto com as atividades distribuídas ao longo dos capítulos, tem a função de criar oportunidades constantes de avaliação do processo de ensino e aprendizagem. Com base nessas avaliações, redirecione ou ajuste o plano de trabalho, adaptando estratégias, conteúdos e metodologias para garantir que todos os objetivos de aprendizagem previstos sejam alcançados.
Ao incentivar a reflexão sobre os conteúdos e a realização de uma autoavaliação, oferecemos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprendizagem.
Explique à turma que este é o momento de retomar o que foi trabalhado ao longo da unidade, identificando avanços e reconhecendo eventuais dificuldades. Essa
O QUE ESTUDEI
OBSERVE ESTE
AUTORRETRATO DE ANA. 1
Relembre aos estudantes que autorretrato é o nome que damos a um desenho que fazemos de nós mesmos.
• AGORA, PINTE AS RESPOSTAS CORRETAS.
A) EM QUAL POSIÇÃO ANA SE DESENHOU?
DE COSTAS DE FRENTE
B) QUE PARTES DO CORPO ELA DESENHOU?
PERNAS CABEÇA
TRONCO BRAÇOS
• AGORA, FALE DUAS PARTES DO CORPO QUE ANA NÃO DESENHOU. Os estudantes podem citar: pernas, pés, costas, entre outras.
ANA VAI FAZER
ANIVERSÁRIO. A FAMÍLIA
DELA ESTÁ PREPARANDO
UMA FESTA. ACOMPANHE
A LEITURA DO CONVITE DE ANIVERSÁRIO DE ANA.
A) NO CONVITE, CONTORNE QUANTOS ANOS ANA VAI FAZER.
B) EM QUE DIA ANA VAI COMEMORAR O ANIVERSÁRIO DELA?
PINTE ESSE NÚMERO DE AZUL NO CONVITE.
Os estudantes devem pintar o número quatro.
C) EM QUE MÊS ANA VAI COMEMORAR O ANIVERSÁRIO
DELA? PINTE O NOME DO MÊS DE VERDE NO CONVITE.
Os estudantes devem pintar a palavra maio
D) EM QUE LUGAR SERÁ A FESTA DE ANA? MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
X NO QUINTAL DA CASA DELA.
NA ESCOLA.
NO CLUBE.
NA PRAÇA.
ANA CONVIDOU MUITOS AMIGOS PARA A FESTA.
• MARQUE UM NAS REGRAS QUE AJUDAM TODOS A SE DIVERTIR E SE RESPEITAR.
X PEDIR LICENÇA PARA DAR UMA IDEIA DE JOGO.
FALAR ALTO E XINGAR OS COLEGAS.
X DEIXAR TODOS PARTICIPAREM DAS BRINCADEIRAS.
FICAR BRAVO QUANDO O COLEGA NÃO QUER BRINCAR.
prática favorece o desenvolvimento de processos metacognitivos, ajudando cada estudante a compreender seu próprio aprendizado e a perceber a evolução ocorrida. Na atividade 1 são retomados conceitos relacionados à identificação de referenciais espaciais, tendo o corpo como referência e as partes do corpo, mobilizando a habilidade EF01GE09. Se julgar necessário, retome os conteúdos com a turma. É importante conversar com os estudantes sobre a personagem central da seção, Ana, que é portadora da síndrome de Down. Comente que a pessoa com síndrome de Down possui muito mais semelhanças com outras pessoas do que diferenças e deve ser encorajada a brincar, se comunicar e interagir com os demais colegas, criando vínculos afetivos com a turma, o que contribui de maneira significativa para o seu processo de inclusão na escola.
As atividades 2 e 3 contribuem para reforçar a ideia da inclusão, uma vez que versam sobre a organização da festa de aniversário de Ana. Além disso, elas retomam conteúdos relacionados às habilidades EF01CI05 , EF01HI03 , EF01HI04 , EF01GE01 e EF01GE04 .
16/09/2025 01:56
ORGANIZE-SE
Para realizar esta proposta, providencie com os estudantes: tesoura com pontas arredondadas, cola.
ENCAMINHAMENTO
Na atividade 4, são retomados conceitos relacionados à localização de elementos do local de vivência, considerando os referenciais espaciais e tendo o corpo como referência, mobilizando a habilidade EF01GE09. Como se trata de uma atividade de recorte de páginas do Material complementar, é importante que os estudantes tenham disponível tesoura com pontas arredondadas e cola. Para evitar que eles recortem e colem as imagens nos lugares errados, faça inicialmente a leitura dos itens e a localização deles, para que depois os elementos sejam colados.
Na atividade 5, é solicitado aos estudantes que elaborem uma lista de convidados para uma hipotética festa de aniversário deles. O objetivo da atividade é incentivar os estudantes a refletir sobre as pessoas que fazem parte de seu convívio social, na família, na escola ou na comunidade, mobilizando aspectos da EF01HI04. Instigue os estudantes com perguntas como: de que forma escolhemos quem convidar? Como nos sentimos quando somos convidados para uma festa ou quando convidamos alguém? Procure valorizar as respostas que mencionam temas como amizade, família, respeito e inclusão. Explique para os estudantes que fazer a lista é um ato de pensar nas pessoas com quem gostamos de conviver, que fazem parte de nossa vida e que consideramos importantes por diferentes motivos.
Na atividade 6 é retomada a relação entre higiene e
4
OBSERVE COMO O QUINTAL DA CASA DE ANA FOI
ORGANIZADO PARA A FESTA.
• RECORTE AS IMAGENS DA PÁGINA 275 DO MATERIAL COMPLEMENTAR E SIGA AS INSTRUÇÕES.
A) COLE OS BALÕES DO LADO DIREITO DE ANA.
B) COLE AS CRIANÇAS BRINCANDO DE BONECA DO LADO ESQUERDO DE ANA.
C) COLE OS PRESENTES EM CIMA DA MESA ATRÁS DE ANA
Veja comentários no Encaminhamento
5
ANA CONVIDOU VÁRIOS AMIGOS E FAMILIARES PARA A FESTA. AGORA É SUA VEZ! QUEM VOCÊ CONVIDARIA PARA SUA FESTA DE ANIVERSÁRIO?
• COM A AJUDA DO PROFESSOR, FAÇA EM SEU CADERNO UMA PEQUENA LISTA COM OS NOMES DOS CONVIDADOS. DEPOIS, CONTE PARA OS COLEGAS QUEM SÃO SEUS CONVIDADOS.
Ajude os estudantes na elaboração da lista.
saúde, mobilizando aspectos das habilidades EF01CI03 e EF01HI04.
Na atividade 7 retoma-se o trabalho com a identificação e nomeação das diferentes partes do corpo, necessário para alcançar a habilidade EF01CI02. Ao tratar da sensibilidade da menina em relação a sons altos, é importante fomentar o respeito e o acolhimento às vivências individuais e à diversidade. Embora exista muita variação entre o grau de tolerância das pessoas no que diz respeito à intensidade dos sons, é importante reconhecer que há casos
em que essa sensibilidade tem origens em transtornos, como o Transtorno de Processamento Sensorial (TPS), que afeta especialmente pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para essas pessoas, sons altos ou imprevistos podem gerar desorganização mental e até crises. Assim, é fundamental criar no ambiente escolar condições para que tais estudantes sintam-se seguros, acolhidos e respeitados.
A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conse-
NA CASA DE ANA, A HIGIENE É MUITO IMPORTANTE! NO DIA DA FESTA, TODAS AS CRIANÇAS TIVERAM DE LAVAR AS MÃOS ANTES DE COMER.
• DESEMBARALHE AS SÍLABAS E COMPLETE A FRASE EXPLICANDO POR QUE É IMPORTANTE LAVAR AS MÃOS.
EN DO ÇAS
LAVAR AS MÃOS AJUDA A NOS PROTEGER DE DOENÇAS .
ANA SE SENTE INCOMODADA COM SONS MUITO ALTOS.
A) CONTORNE A PARTE DO CORPO QUE CAPTA OS SONS.
B) CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE COMO DEIXAR ANA MAIS CONFORTÁVEL
DURANTE A FESTA.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
AUTOAVALIAÇÃO
Respostas pessoais.
MARQUE UM EM UMA DAS OPÇÕES PARA AVALIAR SUAS AÇÕES AO LONGO DOS ESTUDOS DESTA UNIDADE.
APROVEITE ESTE MOMENTO PARA REFLETIR SOBRE OS SEUS PONTOS FORTES E AS ATITUDES QUE VOCÊ PODE MELHORAR.
SEMPRE ÀS VEZES NUNCA
RESPEITEI O PROFESSOR E OS COLEGAS?
PRESTEI ATENÇÃO NAS EXPLICAÇÕES?
PEDI AJUDA QUANDO TIVE DÚVIDAS?
CONTRIBUÍ NAS ATIVIDADES EM GRUPO?
guiu e o que ainda precisa ser melhorado no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver estudantes PcD na turma, de maneira geral, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas, quando necessário. Finalize pedindo um compromisso
para a próxima aula, para que a autoavaliação tenha consequências práticas.
Ao final, promova um momento coletivo de troca de ideias, no qual os estudantes possam compartilhar impressões sobre o que aprenderam e os desafios que encontraram. Essa prática valoriza a diversidade da turma, incentiva a escuta ativa e reforça a noção de que o aprendizado é um processo colaborativo e inclusivo, no qual cada voz e cada experiência contribuem para o crescimento de todos.
ATIVIDADES
Como atividade complementar, proponha que cada estudante crie um desenho representando três espaços importantes da vida dele: sua casa, sua escola e sua comunidade. Em cada um, deve ilustrar algo que considere especial — pode ser uma pessoa, um objeto, um ambiente ou uma atividade que costuma realizar ali. Depois, convide-os a compartilhar suas produções com a turma, explicando o que escolheram e por que é importante para eles. Durante a conversa, destaque semelhanças e diferenças entre as experiências e os lugares representados, reforçando a ideia de que todos vivemos em diferentes espaços e que cada um deles faz parte da nossa história. Para finalizar, organize os desenhos em um mural coletivo, permitindo que toda a turma visualize e depois comente as diferentes formas de viver e conviver.
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Ao longo desta unidade, serão abordadas formas de viver em família, na escola e na comunidade, bem como os cuidados necessários com a saúde e com o ambiente. Serão apresentadas diferentes formas de organização familiar, evidenciando que essas estruturas mudam ao longo do tempo e variam de acordo com a cultura e a história de cada grupo. Também será tratado o papel da escola como espaço de convivência e aprendizagem, destacando a importância do cuidado mútuo e da preservação dos espaços compartilhados.
Outro eixo de estudo será o cuidado com o corpo, a mente e a alimentação, contemplando hábitos saudáveis, higiene, vacinação e a atuação de profissionais da saúde. Também será investigado como atitudes individuais e coletivas contribuem para o bem-estar da comunidade.
Ao final da unidade, espera-se que os estudantes reconheçam que cuidar de si, dos outros e do lugar onde vivem constitui uma responsabilidade compartilhada, que envolve respeito, colaboração e atenção às diferenças, favorecendo a valorização da diversidade e a construção de ambientes mais acolhedores e saudáveis para todos.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar as diferentes etapas da vida de uma pessoa.
• Refletir sobre a conservação do papel.
• Conhecer hábitos que cooperam para a manutenção da saúde do corpo e da mente.
• Reconhecer que o cuidado com a saúde é um ato coletivo que envolve diferentes profissionais de saúde.
UNіDADE 2
• Investigar se a sujeira das mãos pode estragar os alimentos.
• Identificar e reconhecer diferentes arranjos familiares.
• Conhecer diferentes tipos de organização familiar.
• Conhecer aspectos da organização escolar de diferentes lugares e identificar permanências e mudanças entre elas no presente e no passado.
• Conhecer regras aplicadas em situações de convívio na escola.
• Localizar elementos no espaço considerando os referenciais espaciais.
• Identificar mudanças ligadas ao crescimento pessoal a partir de memórias e registros.
• Estabelecer vínculos entre vivências familiares e individuais com acontecimentos da comunidade escolar.
• Observar semelhanças e diferenças entre os espaços de convivência, reconhecendo práticas e normas próprias de cada ambiente.
• Reconhecer que a memória da escola é construída coletivamente, envolvendo contribuições de diferentes pessoas.
ENCAMINHAMENTO
Inicie a exploração convidando os estudantes a comentar brevemente o que entendem por família, comunidade e cuidado, registrando na lousa palavras-chave que surgirem. Esse levantamento inicial servirá como ponto de comparação com os conhecimentos adquiridos ao final da unidade, permitindo que percebam a ampliação de seu repertório.
Ao realizar as atividades propostas, valorize as produções orais e escritas, bem como as representações gráficas (desenhos), incentivando o uso de descrições detalhadas. Durante a realização das atividades, aproveite para introduzir e reforçar conceitos-chave como laços de parentesco, redes de convivência, hábitos de cuidado e cuidado coletivo. Use exemplos concretos, adequados ao contexto local, e promova rodas de con-
versa para que os estudantes percebam semelhanças e diferenças em suas vivências, exercitando a escuta atenta e o respeito às falas dos colegas.
Na atividade 1 espera-se que os estudantes identifiquem que a cena mostra uma família de bichos-preguiça formada por pai, mãe e dois filhos. Eles também podem citar algumas características de cada um dos personagens.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes contem sobre as pessoas que fazem parte da família deles e os laços afetivos ou de parentesco que unem todas as pessoas.
Na atividade 3, espera-se que os estudantes mencionem pessoas com as quais convivem, mas que não fazem parte da família deles. Essa proposta contribui para ampliar a compreensão de comunidade e fortalecer o reconhecimento de redes de apoio e cuidado que extrapolam o núcleo familiar.
Na atividade 4, além dos cuidados com a saúde, os estudantes podem mencionar a atenção, o carinho e outras formas de cuidar de si e dos outros.
As atividades propostas articulam noções de família, comunidade, cuidado e saúde, abordando tanto aspectos físicos (higiene, alimentação, prevenção de doenças) quanto aspectos socioemocionais (respeito, empatia, atenção e afeto). Também desenvolvem a compreensão de que as formas de organização familiar são diversas e historicamente construídas, que a convivência comunitária é essencial para o bem-estar coletivo e que o cuidado consigo e com os outros é uma responsabilidade compartilhada.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer que, ao longo da vida, o corpo passa por muitas mudanças.
• Reconhecer que os arranjos familiares são variados.
• Identificar diferentes composições familiares, no presente e no passado.
• Conhecer aspectos da história de diferentes organizações familiares.
• Reconhecer a organização familiar e as moradias de povos indígenas.
BNCC
HABILIDADES
(EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções.
(EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade.
(EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços.
(EF01HI07) Identificar mudanças e permanências nas formas de organização familiar.
(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.
MINHA FAMÍLIA, NOSSAS FAMÍLIAS 1
A LETRA DA CANÇÃO A SEGUIR MOSTRA DIFERENTES TIPOS DE FAMÍLIA. ACOMPANHE A LEITURA QUE O PROFESSOR VAI FAZER.
MORO COM MEU PAI, MINHA MÃE E MINHA IRMÃ
EU MORO COM A MINHA AVÓ
MORO COM MINHA MÃE, MEU AVÔ E MEU IRMÃO
EU MORO SÓ COM O MEU PAI
MORO COM MEU PAI, MINHA MÃE E TRÊS IRMÃOS
MEU CACHORRO MORA AQUI TAMBÉM
MORO COM A MINHA MÃE, SEU MARIDO E MEIO-IRMÃO E NO SÁBADO COM MEU PAI [...]
FAMÍLIA. INTÉRPRETES
E COMPOSITORES: RITA
RAMEH E LUIZ WAACK. IN: POR QUÊ? BRASIL: TRATORE, 2006. 1 CD, FAIXA 5.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Educação em direitos humanos.
• Direitos da criança e do adolescente.
• Diversidade cultural.
MORO COM MINHA MÃE, MEU AVÔ E MEU IRMÃO.
ENCAMINHAMENTO
Caso seja possível, inicie a aula promovendo um momento de sensibilização à escuta, e toque a música Família (disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=C9XfBzdJFdU; acesso em: 30 ago. 2025). Convide os estudantes a ouvir atentamente, observando as diferentes formas de família citadas. Aproveite para incentivá-los a acompanhar a leitura da letra, mobilizando a habilidade leitora.
EU MORO COM A MINHA AVÓ.
MORO COM MEU PAI, MINHA MÃE E TRÊS IRMÃOS.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• ASQUITH, Ros. O grande e maravilhoso livro das famílias. São Paulo: SM, 2011. Livro ilustrado que apresenta, com humor e linguagem acessível, muitos tipos de família e rotinas do dia a dia, reforçando que cada família é diferente e especial.
Converse com a turma sobre os variados arranjos familiares, ressaltando que todos devem ser respeitados, independentemente de sua composição.
Na atividade 1, oriente os estudantes a associar corretamente os trechos da canção às famílias correspondentes nas imagens. Trabalhe o reconhecimento visual e o letramento, incentivando que verbalizem como perceberam cada arranjo. Esse momento também pode incluir diálogo sobre a vivência de estudantes que moram com familiares diferentes dos pais ou que estejam em serviços de acolhimento, promovendo empatia e escuta respeitosa.
Essa dupla de páginas favorece o desenvolvimento do TCT Diversidade cultural, propiciando o reconhecimento da pluralidade de arranjos familiares presentes na sociedade brasileira.
ENCAMINHAMENTO
Oriente a leitura das imagens e a condução do diálogo de forma a incentivar a observação atenta das ilustrações, possibilitando que os estudantes identifiquem elementos semelhantes, como cuidado, afeto, convivência e responsabilidades, e também reconheçam diferenças, como número de pessoas, quem mora junto, famílias monoparentais ou reconstituídas, animais de estimação e lares de acolhimento. Ao apresentar este último, explique de maneira clara que o lar de acolhimento é uma medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Trata-se de uma medida temporária destinada a garantir cuidado e direitos quando a convivência familiar está fragilizada. Ressalte com a turma importância de evitar a exposição de histórias pessoais ou detalhes sensíveis a respeito do tema. Esse conteúdo articula-se ao TCT Direitos da criança e do adolescente
Na atividade 1. a), espera-se que os estudantes apontem a imagem que mais se aproxima da sua realidade ou das pessoas que consideram família, sempre reforçando que arranjos familiares podem variar e que é fundamental adotar posturas acolhedoras e respeitosas ao ouvir as respostas dos colegas.
Na atividade 1. b), oriente os estudantes a citar aspectos como cuidado, afeto, apoio, tarefas compartilhadas e a presença de adultos responsáveis.
Na atividade 1. c), incentive os estudantes a mencionar variações no número de integrantes, na composição e na forma de convivência, incluindo exemplos como guarda compartilhada, casais homoafetivos e famílias extensas.
AS FAMÍLIAS SÃO DIFERENTES
OBSERVE NAS ILUSTRAÇÕES O QUE OS PERSONAGENS
CONTARAM SOBRE A FAMÍLIA DELES.
EU E MEU IRMÃO
FICAMOS MUITO FELIZES
QUANDO NOSSOS PAIS
NOS ADOTARAM. FOI O DIA MAIS FELIZ DE NOSSAS VIDAS!
MINHA FAMÍLIA É BEM PEQUENA: SÓ EU E MINHA MAMÃE.
Ao conduzir a dinâmica, estabeleça combinados para garantir uma escuta respeitosa, evitando comparações pejorativas. Caso algum estudante declare não ter família, acolha a fala e ofereça a alternativa de representar pessoas de referência e cuidado, como profissionais do acolhimento, vizinhos, padrinhos, amigos ou professores. Ao abordar os lares de acolhimento, destaque que se trata de um direito de proteção e não de punição, e não solicite informações particulares. Para assegurar um ambiente segu-
ro, organize a turma inicialmente em duplas para trocas mais reservadas e, em seguida, promova a socialização voluntária no coletivo.
Essa proposta contribui para o desenvolvimento das habilidades EF01HI02, EF01HI06 e EF01HI07. Também mobiliza conceitos como diversidade cultural, permanência e mudança, memória e identidade, articulados ao reconhecimento das múltiplas configurações familiares e ao respeito às diferenças como parte constitutiva da sociedade.
FAMÍLIA FORMADA POR PAIS E FILHOS.
FAMÍLIA FORMADA POR MÃE E FILHO.
NÃO TEMOS FILHOS. VIVEMOS COM NOSSOS ANIMAIS.
FAMÍLIA FORMADA POR UM CASAL E SEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO.
EU VIM PARA ESTE LAR DE ACOLHIMENTO QUANDO ERA BEBÊ.
AS PESSOAS DAQUI SE TORNARAM MINHA GRANDE FAMÍLIA!
FAMÍLIA FORMADA POR CRIANÇAS E ADULTOS EM UM LAR DE ACOLHIMENTO.
1
OBSERVE NOVAMENTE AS FAMÍLIAS MOSTRADAS NESTE CAPÍTULO. DEPOIS, CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE AS QUESTÕES.
A) QUAL FAMÍLIA MAIS SE PARECE COM A SUA?
B) EM QUE AS FAMÍLIAS SE PARECEM?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
C) EM QUE AS FAMÍLIAS SÃO DIFERENTES?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
ATIVIDADES
Peça a cada estudante que construa, em uma folha de papel avulsa, um “mapa” ou uma “teia” que represente as pessoas que cuidam dele ou que considera parte de sua família ou rede de afeto. No centro da folha, deve desenhar a si mesmo e, ao redor, colocar desenhos ou colagens representando essas pessoas (ou grupos) e indicar com setas ou linhas o tipo de cuidado ou convivência que oferecem. Por exemplo: “faz comida”, “me ajuda na lição”, “brinca comigo”, “me leva à escola”, “me ouve quando estou triste”.
Durante a socialização, cada estudante poderá, se quiser, apresentar seu mapa, explicando quem são essas pessoas e por que são importantes. Reforce que todas as representações são válidas, mesmo quando não se referem a laços de parentesco biológico, e que a diversidade de experiências enriquece a convivência na turma.
1. a) Resposta pessoal. Oriente os estudantes a observar novamente as imagens das famílias nas páginas 76 a 79 para responder à questão.
11/09/2025 18:16
• ANDRADE, Gabriel; SALIM, Thídila. Qual a trajetória dos serviços de acolhimento de crianças. Nexo Jornal, 14 jan. 2022. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso /2022/01/14/qual-a-trajetoria-dos-servicos-de-acolhimento-de-criancas. Acesso em: 30 ago. 2025.
A reportagem traz um panorama para compreender como o acolhimento de crianças em situações de vulnerabilidade tem se transformado no Brasil desde a promulgação do ECA. Mostra como o acolhimento institucional, inicialmente mais frequente, passou a conviver com medidas alternativas como o acolhimento em família acolhedora — uma modalidade prevista no ECA, que prioriza a convivência em ambiente familiar e a proteção temporária.
NÓS
ENCAMINHAMENTO
Inicie o conteúdo retomando brevemente a conversa da dupla anterior, reforçando a ideia de que cada família é única e que a composição familiar pode variar bastante, mantendo, no entanto, elementos comuns como cuidado, afeto e convivência. Apresente novamente as imagens e os desenhos que mostram diferentes arranjos familiares e incentive os estudantes a observar atentamente detalhes como número de integrantes, idade aproximada das pessoas, presença de avós, irmãos, animais de estimação, entre outros aspectos.
No caso da atividade de desenho, oriente-os para que as representações sejam feitas sem julgamento ou imposição de um modelo único, destacando que todas as composições familiares e redes de convivência são legítimas.
Nas atividades 2 e 3, incentive os estudantes a reconhecer os arranjos familiares apresentados e a comparar com o seu. Oriente-os a observar, por exemplo, o número de familiares e quais membros compõem a família.
A atividade 6 fortalece o respeito à diversidade familiar e a empatia, pois cada estudante conta quem faz parte de seu núcleo e identifica quem mora ou não com ele, aproximando colegas e valorizando diferentes arranjos familiares.
Ao longo das atividades, destaque que as representações não precisam seguir um modelo “ideal” de família e que toda forma de cuidado e convivência respeitosa é válida. Esse trabalho dialoga diretamente com as habilidades EF01HI02, EF01HI06 e EF01HI07, articulando conceitos de diversidade cultural, permanência e mudança, identidade e memória familiar.
DESENHE SUA FAMÍLIA NO ESPAÇO A SEGUIR. 2
Produção pessoal. Espera-se que os estudantes representem os integrantes da família deles no desenho ou de pessoas próximas que eles consideram familiares. Veja orientações no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Serviço de acolhimento para crianças e adolescentes: orientações técnicas. Brasília, DF: MDS; Conanda, 2009. Disponível em: https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/ cadernos/orientacoes-tecnicas-servicos-de-alcolhimento.pdf. Acesso em: 30 ago. 2025. Este documento normativo apresenta parâmetros nacionais para a organização e o funcionamento dos serviços de acolhimento institucional e familiar. Traz orientações sobre os princípios, objetivos e diretrizes que regem o atendimento, reforçando que a medida deve ser excepcional, provisória e voltada à reintegração familiar.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 4
MOSTRE SEU DESENHO PARA UM COLEGA. QUAIS SÃO AS SEMELHANÇAS E AS DIFERENÇAS QUE EXISTEM ENTRE SUA FAMÍLIA E A DO COLEGA? QUANTAS PESSOAS VOCÊ DESENHOU?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem o número de pessoas representadas no desenho.
CUBRA AS LETRAS PONTILHADAS QUE COMPÕEM OS FAMILIARES QUE VOCÊ DESENHOU.
Avó Avô Irmã Irmão
5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes associem as palavras aos integrantes da família deles representados no desenho.
6
QUEM MAIS FAZ PARTE DE SUA FAMÍLIA?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 7
O QUE VOCÊ MAIS GOSTA DE FAZER QUANDO ESTÁ COM SUA FAMÍLIA?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes relatem eventos familiares, como comemorações, ou situações cotidianas, como fazer as refeições juntos ou passear no fim de semana, entre outras possibilidades.
TEXTO COMPLEMENTAR
11/09/2025 18:16
Entendemos que ao lado da mudança dos paradigmas, no que concerne às atribuições e deveres das famílias e do Estado frente às crianças e aos adolescentes, ainda persiste a compreensão de que as famílias pobres são incapazes de cuidar de seus filhos, o que acaba por justificar a aplicação da medida de acolhimento institucional, reforçando a velha prática da institucionalização calçada no mito de que elas [crianças] estariam protegidas e em melhores condições […].
PAIVA, Arony Silva Cruz. O acolhimento de crianças e adolescentes como medida de proteção social: dilemas e contradições. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/215822/PGSS0245-D. pdf?isAllowed=y&sequence=-1&utm. Acesso em: 21 ago. 2025.
ENCAMINHAMENTO
A seção Ideia puxa ideia trabalha com a Certidão de Nascimento, um documento oficial que registra informações essenciais sobre a identidade de uma pessoa, seus pais e avós. Contextualize que, antes desse documento, o bebê recebe o Certificado de Nascido Vivo, emitido pelo estabelecimento de saúde. Aproveite para conversar sobre a importância de documentos para a vida civil e para o exercício da cidadania, explicando que eles asseguram direitos como matrícula escolar, acesso a serviços de saúde e participação em programas sociais.
Nas atividades 3 e 4, propicie um momento de socialização, perguntando: quem aqui conhece o sobrenome dos avós? Explique que os sobrenomes ajudam a contar a história da família.
Durante as atividades, incentive os estudantes a compartilhar, se desejarem, informações sobre a origem de seus próprios nomes ou sobrenomes, sempre com respeito à diversidade e sem obrigatoriedade.
Para aferir e remediar possíveis defasagens, caso algum estudante apresente dificuldade de leitura do documento, é recomendável retomar os textos utilizando letras móveis ou cartões com nomes, de forma a apoiar a compreensão.
O trabalho desenvolvido nesta proposta dialoga com o TCT Educação em direitos humanos, ao abordar o registro civil como uma garantia de direitos.
IDEIA PUXA IDEIA
CERTIDÃO DE NASCIMENTO
OS DOCUMENTOS PESSOAIS CONTÊM INFORMAÇÕES
IMPORTANTES SOBRE A VIDA DE CADA PESSOA.
A CERTIDÃO DE NASCIMENTO É UM DOS PRIMEIROS DOCUMENTOS DOS BRASILEIROS. ELA TRAZ INFORMAÇÕES
IMPORTANTES SOBRE A PESSOA E A FAMÍLIA DELA.
LEIA A CERTIDÃO DE NASCIMENTO A SEGUIR COM A AJUDA DO PROFESSOR.
Espera-se que os estudantes identifiquem as informações pessoais no documento com o auxílio do professor, reforçando as habilidades de letramento.
VAMOS CONHECER MELHOR ESSE DOCUMENTO?
CONTORNE O NOME DA MÃE DE CAMILA. 1
MARTA LUCIANA
COMPLETE O NOME DO PAI DE CAMILA COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO.
L E A NDR O
PINTE DE AMARELO O SOBRENOME DO AVÔ MATERNO DE CAMILA.
PEREIRA VIEIRA
AGORA, PINTE DE VERMELHO O SOBRENOME DO AVÔ PATERNO DE CAMILA.
SILVA RAMOS
COPIE O NOME E O SOBRENOME DA PESSOA QUE APARECEU NA CERTIDÃO DE NASCIMENTO.
CAMILA PEREIRA DA SILVA.
COPIE A DATA DE NASCIMENTO QUE APARECEU NA CERTIDÃO DE NASCIMENTO.
O estudante pode escrever 28/09/2020 ou 28 de setembro de 2020.
PARA O PROFESSOR
ATIVIDADES
Peça aos estudantes que, com ajuda de um familiar ou responsável, escreva o próprio nome completo em uma folha de papel avulsa e registre a origem ou o significado de pelo menos um dos seus nomes ou sobrenomes. Explique que pode tanto ser o significado literal como também afetivo, como uma homenagem a alguma pessoa, por exemplo.
Combine um dia de partilha voluntária, no qual os estudantes possam contar curiosidades sobre seus nomes. Caso prefiram, podem apenas desenhar algo que represente o que aprenderam. Essa atividade reforça vínculos afetivos, valoriza a identidade pessoal e amplia o repertório cultural da turma.
17/09/2025 14:06
• BRASIL. Ministério dos Direitos Humanos. Registro civil de nascimento. Brasília, DF: Ministério dos Direitos Humanos, [2023?]. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/ navegue-por-temas/registro-civil-de-nascimento. Acesso em: 5 set. 2025. O material apresenta de forma clara a importância do Registro Civil de Nascimento como garantia de cidadania e acesso a direitos. Mostra ações governamentais para ampliar o registro, como unidades em maternidades e mutirões, reforçando o compromisso com a inclusão social.
CONEXÃO
ENCAMINHAMENTO
Apresente aos estudantes as fotografias que retratam famílias brasileiras em diferentes épocas, valorizando-as como documentos históricos que registram modos de vida, relações e contextos sociais. Explique que as imagens são fontes históricas importantes e que, assim como textos e objetos, ajudam a compreender mudanças e permanências ao longo do tempo.
Ressalte que já houve um momento no passado em que a maioria das famílias brasileiras vivia no campo e que, com a urbanização e as transformações nas condições de vida, a composição familiar, os espaços de moradia e as atividades cotidianas se modificaram.
As atividades mobilizam as habilidades EF01HI02 e EF01HI07 e possibilitam o desenvolvimento integrado de habilidades de observação, leitura e interpretação de imagens e expressão oral, contribuindo para a consolidação de conceitos históricos como permanência, mudança e diversidade cultural. Também desenvolvem conceitos fundamentais do pensamento histórico, como tempo histórico, mudança e permanência, além de trabalhar a noção de fontes históricas, destacando a fotografia como um registro que preserva memórias e permite a interpretação de diferentes contextos sociais e culturais ao longo do tempo.
FAMÍLIAS DO PASSADO E DO
PRESENTE
ANTIGAMENTE, QUANDO A MAIORIA DOS BRASILEIROS VIVIA NO CAMPO, AS FAMÍLIAS COSTUMAVAM TER MUITOS FILHOS.
QUANDO MUITOS BRASILEIROS PASSARAM A MORAR NAS CIDADES, ESSA REALIDADE MUDOU. NAS CIDADES, AS CASAS SÃO MENORES E OS ADULTOS PASSAM MUITO TEMPO TRABALHANDO FORA DE CASA. POR CONTA DISSO, É MAIS DIFÍCIL CUIDAR DE MUITAS CRIANÇAS.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS DO PASSADO E DO PRESENTE E VEJA COMO AS FAMÍLIAS MUDARAM AO LONGO DO TEMPO.
FAMÍLIA BRASILEIRA NO MUNICÍPIO DE CASINHAS, NO ESTADO DE PERNAMBUCO, NA DÉCADA DE 1920.
PINTE O NÚMERO DA FOTOGRAFIA MAIS ANTIGA.
2
POR QUE VOCÊ ACHA QUE ESSA FOTOGRAFIA É A MAIS ANTIGA?
Resposta pessoal. Chame a atenção dos estudantes para as características da fotografia (em tons de cinza e branco) e para as roupas das pessoas. 3
A FOTOGRAFIA 1 FOI TIRADA HÁ MAIS DE 100 ANOS. QUANTOS FILHOS TEVE O CASAL? CONTE EM VOZ ALTA COM OS COLEGAS E O PROFESSOR. DEPOIS, ESCREVA A RESPOSTA.
Dezessete filhos.
AS FAMÍLIAS DO PASSADO SE PARECEM COM AS DO PRESENTE? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
Nas atividades 1 e 2, oriente os estudantes a identificar e pintar o número correspondente à fotografia mais antiga, incentivando a justificativa da escolha com base em elementos visuais como cores (preto e branco ou sépia), vestimentas, penteados, postura das pessoas, cenário e enquadramento da imagem. Essa análise propicia o desenvolvimento do pensamento histórico e da capacidade de fazer inferências a partir de indícios.
Na atividade 3, oriente a contagem de quantos filhos o casal da fotografia mais antiga teve, incentivando a contagem oral e coletiva.
Na atividade 4, promova um diálogo guiado em que os estudantes observem atentamente os detalhes de ambas as imagens, comparando semelhanças e diferenças nas famílias retratadas. Instigue-os a perceber aspectos como roupas, expressões faciais, número de integrantes, disposição dos membros, presença de crianças e adultos. Reforce a importância de valorizar a diversidade e evitar julgamentos ou comparações que possam gerar constrangimento. Essa atividade desenvolve competências de escuta ativa, argumentação oral e respeito à diferença.
16/09/2025 02:06
• INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Estimativas da População: 2021. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/ livros/liv101849.pdf. Acesso em: 1º set. 2025. A publicação apresenta dados atualizados sobre a composição das famílias brasileiras, evidenciando a diversidade de arranjos e as mudanças demográficas ao longo das últimas décadas.
FAMÍLIA BRASILEIRA NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2024.
Introduza o tema questionando os estudantes acerca da palavra indígena: se já ouviram falar sobre ela e em quais contextos.
Explique que os povos indígenas são os povos originários, ou seja, os primeiros povos que habitaram o território que hoje corresponde ao Brasil, muito antes da chegada dos europeus. Ressalte que eles mantêm e renovam suas tradições, ao mesmo tempo que participam da vida social, política e econômica contemporânea.
Explique que reconhecer e valorizar a presença indígena, seja na comunidade, seja na própria turma ou em outras regiões do país, é fundamental para compreender a diversidade cultural brasileira e para cultivar atitudes de respeito.
Para introduzir o tema, explique que há diversos povos indígenas presentes em todas as regiões do país, inclusive em áreas urbanas, e que as famílias indígenas também são bastante diversas. Ressalte que cada povo tem língua, organização social, modo de viver e tradições próprias.
Explore oralmente, a partir da análise das fotografias, as características das moradias e as organizações familiares apresentadas.
Incentive os estudantes a observar e descrever as moradias, indicando os materiais usados, a estrutura etc. Pergunte quais semelhanças e diferenças eles identificam entre as moradias indígenas e suas moradias.
FAMÍLIAS INDÍGENAS
AS FAMÍLIAS INDÍGENAS PODEM SER MUITO DIFERENTES ENTRE SI.
ALGUMAS FAMÍLIAS SÃO GRANDES, COMO AS FAMÍLIAS YANOMAMIS, FORMADAS POR PAI, MÃE, FILHOS E OUTROS PARENTES, COM TODOS VIVENDO JUNTOS NA MESMA MORADIA.
MORADIA YANOMAMI NA ALDEIA WATORIKI, NO MUNICÍPIO DE BARCELOS, NO ESTADO DO AMAZONAS, EM 2021.
JÁ OS GUARANI VIVEM COM OS PAIS, OS FILHOS OU OS NETOS EM MORADIAS SEPARADAS DOS OUTROS PARENTES.
INDÍGENAS DA ALDEIA TEKOÁ PORÃ DA ETNIA GUARANI MBYÁ, NO MUNICÍPIO DE SALTO DO JACUÍ, NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, EM 2021.
QUAL FOTOGRAFIA MOSTRA A MORADIA DE UMA FAMÍLIA MAIS NUMEROSA? PINTE O NÚMERO COM A RESPOSTA CORRETA.
X 1 2
ESCREVA OS NOMES DOS DOIS POVOS INDÍGENAS QUE FORAM APRESENTADOS NAS FOTOGRAFIAS.
VOCÊ, ALGUÉM DE SUA FAMÍLIA OU DE SUA COMUNIDADE É INDÍGENA? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE ISSO.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
OBSERVE NOVAMENTE AS FOTOGRAFIAS. DEPOIS, FAÇA O QUE SE PEDE.
Veja respostas e orientações no Encaminhamento
A) DESCREVA A MORADIA DOS YANOMAMI.
B) DESCREVA A MORADIA DOS GUARANI MBYÁ.
C) EM QUAL DOS DOIS POVOS OS PARENTES VIVEM JUNTOS? E EM QUAL DELES OS PARENTES VIVEM SEPARADOS?
D) E NA SUA MORADIA? MORAM MUITAS OU POUCAS PESSOAS? VOCÊ MORA PERTO OU AFASTADO DE OUTROS PARENTES? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE ISSO.
FIQUE LIGADO
• HOFFMAN, MARY. O GRANDE E MARAVILHOSO LIVRO DAS FAMÍLIAS ILUSTRAÇÕES: ROS ASQUITH. SÃO PAULO: EDIÇÕES SM, 2011. ESSE LIVRO MOSTRA QUE EXISTEM FAMÍLIAS DE TODOS OS JEITOS E ENSINA, COM HUMOR, QUE CADA FAMÍLIA É DIFERENTE E ESPECIAL!
4. d) Se julgar necessário, releia o texto para os estudantes e solicite a eles que observem novamente as fotografias das moradias indígenas para compará-las com as suas. 87
15/09/2025 17:59
Na atividade 1, oriente os estudantes a observar atentamente as imagens e a identificar, por meio de pistas visuais, aquela que representa a família mais numerosa.
Na atividade 3, proponha uma roda de conversa sobre a presença indígena na comunidade, na família ou nas histórias conhecidas pelos estudantes. Incentive-os a compartilhar memórias, relatos ou informações.
Caso os estudantes não conheçam pessoas ou histórias relacionadas a povos indígenas, sugira que descrevam o que já aprenderam ou observaram em livros, vídeos ou visitas culturais.
Na atividade 4, trabalhe características da organização familiar dos Guarani e Yanomami. Caso julgue oportuno, se houver interesse da turma, é possível realizar uma pesquisa prévia sobre a organização familiar dos dois povos e trazer informações complementares para os estudantes. No item a, espera-se que os estudantes indiquem que a moradia dos Yanomami representada na fotografia mostra uma moradia grande e unificada, onde todos os membros da família vivem juntos. No item b, espera-se que os estudantes indiquem que a moradia dos Guarani Mbyá são moradias menores, ocupadas por famílias nucleares menores. No item c, os Guarani Mbyá vivem separados dos outros parentes, enquanto os Yanomami vivem todos juntos. No item d, espera-se que os estudantes comparem as vivências deles em relação à organização familiar e das moradias, observando as relações entre os membros da família.
Yanomami e Guarani.
ENCAMINHAMENTO
Inicie o tema reforçando com os estudantes a ideia de que fotografias e outros registros visuais são fontes históricas importantes para preservar a memória pessoal, familiar e comunitária. Explique que, assim como cartas, objetos e documentos, as fotografias ajudam a contar histórias sobre quem somos, de onde viemos e como vivemos em diferentes momentos da vida. Mostre exemplos variados: fotografias impressas, digitais, em preto e branco, coloridas, guardadas em álbuns, caixas, pastas ou armazenadas em dispositivos eletrônicos. Ao apresentar essas imagens, provoque o olhar investigativo dos estudantes, perguntando sobre elementos que indicam época, local ou contexto, tais como roupas, penteados, cenários e objetos. Promova uma conversa sobre como o ato de guardar e organizar lembranças mudou ao longo do tempo, destacando que antes era comum imprimir e guardar fotos físicas, enquanto hoje muitas ficam armazenadas em celulares, computadores ou na “nuvem”. Discuta com os estudantes os cuidados necessários para evitar a perda dessas memórias, tanto no formato físico (proteger da luz, da umidade e do manuseio excessivo) quanto no digital (fazer cópias, salvar em locais seguros).
Na atividade 1. c) verifique se os estudantes compreendem a importância das fotografias e de outros registros como fontes históricas e elementos de preservação da memória pessoal, familiar e comunitária. Observe se eles conseguem estabelecer relações entre suas próprias histórias e a de suas famílias, identificando mudanças e permanências nas formas de registrar lembranças. Ve-
TODA FAMÍLIA TEM HISTÓRIA
PAIS, AVÓS E OUTROS FAMILIARES ADULTOS NASCERAM ANTES DE VOCÊ E, POR ISSO, MUITA COISA
JÁ ACONTECEU NA VIDA DELES.
ESSES ACONTECIMENTOS FAZEM PARTE DA HISTÓRIA DA FAMÍLIA.
JÚLIA ENCONTROU UMA CAIXA DE RECORDAÇÕES
E SUA AVÓ APROVEITOU PARA CONTAR ALGUMAS HISTÓRIAS DA FAMÍLIA.
BISAVÔ: PAI DO AVÔ OU DA AVÓ.
rifique também a capacidade de escuta ativa e de diálogo com familiares ou responsáveis, bem como a clareza e a organização no registro das informações coletadas.
Na atividade 1. d), oriente os estudantes a conversar com familiares ou responsáveis sobre fotos antigas e atuais, incentivando que escutem atentamente, façam perguntas e registrem as respostas com clareza. Mostre como formular perguntas abertas que incentivem relatos mais ricos, como: o que estava acontecendo no dia desta fotografia? Quem
tirou essa fotografia e por quê? Reforce a importância de manter uma escuta respeitosa, sem interromper, e de valorizar as histórias contadas, mesmo que sejam diferentes das suas próprias vivências.
Esse trabalho contribui para o fortalecimento dos laços afetivos e para a construção da identidade, ao mesmo tempo que desenvolve habilidades de comunicação oral, registro escrito, análise de fontes históricas e valorização do patrimônio afetivo e cultural. Além disso, favorece a compreensão de que a memória
ESTE AQUI É MEU PAI, NECO, E NO COLO DELE SOU EU. NECO É SEU BISAVÔ!
E ESSA MEDALHA, VÓ?
GANHEI COM MEU TIME DE BASQUETE. FOMOS CAMPEÃS, ACREDITA?
JÚLIA, PEGUE ALGUMAS
FOTOGRAFIAS SUAS COM AS AMIGAS E COLOQUE AQUI NA CAIXA.
E ESTA É A PRIMEIRA CADERNETA ESCOLAR DE SUA MÃE.
IH, VÓ! ESTÃO TODAS NO CELULAR DA MAMÃE...
CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE AS QUESTÕES A SEGUIR.
A) A CAIXA TEM RECORDAÇÕES DE QUAIS FAMILIARES DE JÚLIA?
Da avó, da mãe e do bisavô.
B) POR QUE JÚLIA NÃO COLOCOU NA CAIXA AS FOTOGRAFIAS DELA COM AS AMIGAS?
Porque as fotografias estão no celular da mãe dela.
C) VOCÊ ACHA IMPORTANTE TER FOTOGRAFIAS EM PAPEL? POR QUÊ?
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
D) IMAGINE QUE VOCÊ VAI MONTAR UMA CAIXA DE RECORDAÇÕES. CONVERSE COM OS FAMILIARES SOBRE OS OBJETOS QUE PODEM SER GUARDADOS NELA E QUE AJUDAM A CONTAR A HISTÓRIA DA FAMÍLIA. 1
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento IMAGENS:KIMERODRIGUES
é construída a partir de diferentes suportes e que cada registro carrega não apenas uma imagem, mas também significados e emoções associados ao momento vivido. Esta dupla permite desenvolver as habilidades EF01HI02 e EF01HI07. Os estudantes são incentivados a identificar a relação entre as próprias histórias e as histórias da família e da comunidade, e começar a compreender os conceitos de memória, identidade, fonte histórica, permanência e mudança, além de patrimônio cultural e afetivo.
PARA O ESTUDANTE
15/09/2025 17:59
• ALBERGARIA, Lino de. Álbum de família. Ilustrações: Ana Maria Moura. 2. ed. São Paulo: SM, 2015. O livro conta a história de uma menina que revisita suas memórias familiares por meio de fotografias, conversas com os avós e cotidiano compartilhado.
CONEXÃO
ENCAMINHAMENTO
Comece o tema retomando a importância de compreender o lugar onde se vive e as memórias associadas a ele, explicando que o local de moradia não é apenas um espaço físico, mas também um conjunto de experiências, afetos e histórias compartilhadas.
Para realizar a atividade 2, proponha uma roda de leitura compartilhada para a análise do texto com as memórias de Zélia Gattai. Chame a atenção da turma para as palavras indicadas no glossário, certificando-se de que os estudantes compreenderam o sentido do texto.
A atividade 3 requer uma organização prévia com os responsáveis pelos estudantes para que estejam cientes da necessidade de tirar um momento para conversar sobre a história da moradia, relacionada à história da família.
Uma vez recolhidas as informações pelos estudantes, utilize a metodologia de roda de conversa estruturada, em que cada estudante compartilha informações sobre “desde quando” e “onde antes” a família morava.
Registre na lousa palavras-chave ou dados comuns, promovendo reflexões sobre mudanças e permanências nas histórias de vida e reforçando vínculos com a comunidade.
Na atividade 4, promova uma dinâmica de contação de histórias: os estudantes narram memórias afetivas ligadas à moradia, enquanto colegas ouvem atentamente e fazem perguntas. Isso mobiliza a escuta ativa, amplia a empatia e valoriza diferentes vivências e contextos de moradia.
MEMÓRIAS DE FAMÍLIA
O TEXTO TRAZ UMA RECORDAÇÃO DA FAMÍLIA DA ESCRITORA ZÉLIA GATTAI. ACOMPANHE A LEITURA QUE O PROFESSOR VAI FAZER.
NUM CASARÃO ANTIGO, SITUADO NA ALAMEDA SANTOS NÚMERO 8, NASCI, CRESCI E PASSEI PARTE DE MINHA ADOLESCÊNCIA.
ERNESTO GATTAI, MEU PAI, ALUGARA A CASA POR VOLTA DE 1910, CASA ESPAÇOSA, PORÉM DESPROVIDA DE CONFORTO. TEVE MUITA SORTE DE ENCONTRÁ-LA, ERA EXATAMENTE O QUE PROCURAVA: RESIDÊNCIA AMPLA PARA A FAMÍLIA EM CRESCIMENTO [...].
GATTAI, ZÉLIA. ANARQUISTAS, GRAÇAS A DEUS. RIO DE JANEIRO: RECORD, 1979. P. 9.
ALAMEDA: RUA COM MUITAS ÁRVORES.
DESPROVIDO: QUE NÃO POSSUI ALGUM OBJETO OU QUALIDADE.
AMPLO: GRANDE, ESPAÇOSO.
ZÉLIA GATTAI (1916-2008) FOI UMA ESCRITORA BRASILEIRA FILHA DE IMIGRANTES ITALIANOS. ELA FOI AUTORA DE NOVE LIVROS E TAMBÉM ERA FOTÓGRAFA.
LEIA AS QUESTÕES COM A AJUDA DO PROFESSOR. DEPOIS, MARQUE UM NAS RESPOSTAS CORRETAS.
A) QUAL É A RECORDAÇÃO DE ZÉLIA GATTAI QUE APARECE NO TEXTO DESTA PÁGINA?
DOS AMIGOS DE INFÂNCIA.
DA CASA ONDE NASCEU.
A atividade 5, os estudantes podem desenhar o lugar onde vivem atualmente, mostrando detalhes como portas, janelas, quintal, jardim ou móveis. Caso prefiram, podem representar uma moradia em que já tenha morado, lembrando características importantes desse espaço, como cores, objetos ou pessoas que conviviam ali.
B) COMO A AUTORA DESCREVEU A CASA?
PEQUENA E ANTIGA.
GRANDE E SEM CONFORTO.
3
4
5
AGORA, CONVERSE SOBRE SUA MORADIA COM SEUS FAMILIARES OU COM AS PESSOAS COM QUEM VOCÊ CONVIVE.
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento.
A) DESDE QUANDO VOCÊS VIVEM NESSA MORADIA?
B) ONDE VOCÊS MORAVAM ANTES?
SUA MORADIA DESPERTA ALGUMA LEMBRANÇA EM VOCÊ?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.
DESENHE SUA MORADIA ATUAL OU ALGUMA ONDE JÁ TENHA MORADO.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
91
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• WOOD, Audrey; WOOD, Don. A casa sonolenta. São Paulo: Ática, 2004. A história retrata, de forma divertida e poética, um lar repleto de personagens e situações cotidianas. O livro pode inspirar reflexões sobre como diferentes casas guardam inúmeras histórias e formas de convivência.
11/09/2025 18:16
ATIVIDADES
Proponha aos estudantes que criem um “Cartão-Postal da Minha Casa”. Eles podem desenhar, colorir e escrever uma breve frase sobre o que mais gostam nesse lugar. Depois, exponha os cartões em um mural na sala de aula ou no corredor da escola, criando uma Galeria de Lugares Afetivos. Essa atividade incentiva a expressão artística, a síntese escrita e o reconhecimento da identidade local.
ENCAMINHAMENTO
Para introduzir o tema, considere a possibilidade de solicitar aos estudantes que contem a própria história de vida, despertando um interesse especial pelo estudo das fases da vida.
Solicite previamente a eles que levem para a aula fotografias de quando eram bebês, da família, dos irmãos, dos avós, entre outras. Promova uma conversa, pedindo que contem como é cada pessoa, quais são suas atividades diárias e suas responsabilidades, por exemplo.
Separe a lousa em duas partes, com os dizeres “O que eu fazia quando era bebê” e “O que eu faço agora que sou criança”. Promova uma conversa inicial para levantar as respostas e anotá-las na lousa. Explore as diferenças e as capacidades que o ser humano adquire ao crescer e se desenvolver.
Amplie a conversa sobre as capacidades adquiridas ao longo do tempo, abordando como eram e como são os cuidados com a higiene do corpo dos estudantes. Eles devem perceber que, quando bebês, seus cuidados de higiene eram realizados, sobretudo, pelos adultos que cuidavam deles, e, atualmente, já têm mais autonomia para realizar alguns cuidados, como lavar as mãos, tomar banho e escovar os dentes.
É preciso conversar com os estudantes sobre a importância de respeitar os mais velhos, principalmente os idosos, que, assim como as crianças, devem ter seus direitos atendidos. Se julgar oportuno, proponha um trabalho com a leitura do livro indicado no boxe Conexão. É possível fazer a leitura do livro em sala de aula, um trecho por vez, permitindo que os estudantes conversem sobre o que foi lido e, ao final, façam um desenho que resuma a ideia principal do livro
ETAPAS DA VIDA
AO LONGO DA VIDA, NOSSO CORPO PASSA POR MUITAS MUDANÇAS.
A INFÂNCIA COMEÇA NO NASCIMENTO E VAI ATÉ MAIS OU MENOS OS 12 ANOS DE IDADE.
OS BEBÊS SÃO MUITO DEPENDENTES DOS ADULTOS.
A ADOLESCÊNCIA VAI DOS 12 ANOS AOS 18 ANOS DE IDADE, APROXIMADAMENTE.
O CORPO E A MENTE DOS ADOLESCENTES PASSAM POR GRANDES MUDANÇAS.
A FASE ADULTA COMEÇA, MAIS OU MENOS, AOS 19 ANOS E VAI ATÉ OS 59 ANOS DE IDADE.
NA FASE ADULTA, O CORPO ESTÁ TOTALMENTE DESENVOLVIDO.
A VELHICE COMEÇA AOS 60 ANOS DE IDADE.
NA VELHICE, O CORPO COMEÇA A ENFRAQUECER E PODE FICAR MAIS FRÁGIL.
e expressem sua opinião sobre a leitura que foi realizada.
Apresente aos estudantes imagens com pessoas em diferentes etapas da vida. Solicite a eles que identifiquem em qual etapa da vida as pessoas estão. Aproveite a dinâmica para ressaltar que, independentemente da fase da vida, todas as pessoas merecem ser tratadas com respeito. Aproveite a atividade 1 para citar as partes do corpo e suas funções, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade EF01CI02. Comente com os estudantes que, ao longo da vida, nosso corpo passa por muitas mudanças.
Converse com a turma sobre o que eles já aprenderam mesmo tendo pouca idade: a andar, a falar, a desenhar e tantas outras coisas. Ao comparar o que faziam quando bebês e o que fazem agora, eles desenvolvem a consciência histórica sobre as fases da vida, reconhecendo que suas habilidades e responsabilidades se transformam com o passar do tempo. As fotografias e os relatos pessoais funcionam como fontes históricas, permitindo que os estudantes percebam que suas histórias individuais fazem parte de histórias familiares e comunitárias mais amplas.
2
2. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que aprenderam muitas ações que são importantes para a segurança deles, como não mexer em objetos cortantes, não brincar na rua sozinhos, entre outras.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS E DEPOIS FAÇA O QUE SE PEDE
A) MARQUE UM NA ETAPA DA VIDA DA PESSOA RETRATADA NAS IMAGENS.
INFÂNCIA
ADOLESCÊNCIA
FASE ADULTA VELHICE
B) QUAIS PARTES DO CORPO A PESSOA DA IMAGEM 1 ESTÁ USANDO PARA SE MOVIMENTAR?
Pernas e braços.
C) E QUAIS PARTES DO CORPO A PESSOA DA IMAGEM 2 ESTÁ USANDO PARA SE MOVIMENTAR?
Pernas.
QUANDO SOMOS CRIANÇAS, APRENDEMOS MUITAS COISAS COM OS ADULTOS. OBSERVE ESTA FOTOGRAFIA.
ADULTO ATRAVESSANDO A RUA DE MÃOS DADAS COM DUAS CRIANÇAS.
A) O QUE ESSA IMAGEM MOSTRA?
B) O QUE SEUS PAIS OU RESPONSÁVEIS ENSINARAM A VOCÊ QUE É IMPORTANTE PARA SUA SEGURANÇA?
2. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que a imagem mostra um adulto ensinando as crianças a atravessar a rua com segurança.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE PARA O PROFESSOR
• CARVALHO, M. Gente de muitos anos Belo Horizonte: Autêntica Infantil e Juvenil, 2009.
O livro trata dos direitos dos idosos. São propostas diversas situações cotidianas de socialização entre gerações de forma lúdica.
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ENCAMINHAMENTO
Na atividade 3, peça aos estudantes que observem atentamente as imagens antes de numerá-las e certifique-se de que eles conseguem ordenar as etapas da vida adequadamente.
Na atividade 4, incentive os estudantes a expor suas ideias. Eles podem responder que os adultos são maiores que as crianças, têm mais responsabilidades, precisam trabalhar, não têm tanto tempo para brincar, entre outras coisas.
Embora a atividade 5 deva ser feita em casa, é importante ler com os estudantes as orientações e as fichas que deverão ser preenchidas. Certifique-se de que eles compreenderam como a atividade deve ser feita.
Ao identificar diferenças entre crianças e adultos, os estudantes desenvolvem a percepção de mudanças e permanências nas características físicas, nas responsabilidades e nas formas de participação social ao longo do tempo. As discussões e os registros estimulam a compreensão de que o crescimento está relacionado a transformações individuais e coletivas, reforçando conceitos como linha do tempo, memória, identidade e ciclos de vida. Além disso, o trabalho com as orientações para atividades em casa fortalece o vínculo entre escola e família, valorizando o papel das narrativas pessoais como fontes históricas e promovendo a participação ativa de diferentes gerações no processo de aprendizagem.
AS CRIANÇAS SÃO DIFERENTES DOS ADULTOS. CITE ALGUMAS DESSAS DIFERENÇAS PARA OS COLEGAS E O PROFESSOR.
4. Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 5
ENTREVISTE UM FAMILIAR MAIS VELHO QUE VOCÊ E, COM A AJUDA DESSA PESSOA, PREENCHA A FICHA COM AS INFORMAÇÕES DELA. 4
NOME DO FAMILIAR:
IDADE DO FAMILIAR:
FASE DA VIDA EM QUE ESSA PESSOA ESTÁ:
INFÂNCIA
ADOLESCÊNCIA
FASE ADULTA VELHICE
• COMPARTILHE AS INFORMAÇÕES COM UM COLEGA. DIGA QUEM VOCÊ ENTREVISTOU E OUÇA AS INFORMAÇÕES SOBRE O FAMILIAR QUE ELE ENTREVISTOU. Atividade de pesquisa. Veja orientações no Encaminhamento
95
17/09/2025 14:06
• Reconhecer a escola e a sala de aula como espaços coletivos e diversos.
• Identificar e comparar características de materiais de uso cotidiano.
• Observar, descrever e nomear diferentes espaços, funções e atividades do ambiente escolar.
• Estabelecer relações entre os espaços e papéis desempenhados na escola e em outros espaços de convivência, identificando semelhanças e diferenças.
• Representar, por meio de desenhos, elementos da sala de aula tendo o corpo como referência.
• Conhecer e discutir regras de convivência no ambiente escolar.
• Reconhecer aspectos do próprio crescimento a partir de memórias e registros.
• Relacionar a história individual e familiar com a trajetória da escola e da comunidade.
• Comparar lugares de convivência, identificando hábitos e regras próprias de cada um.
• Valorizar histórias da escola, reconhecendo o papel de diferentes pessoas nesses espaços.
BNCC
HABILIDADES
(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.
(EF01HI01) Identificar aspectos do seu crescimento por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de sua família e/ou de sua comunidade.
NOSSA ESCOLA E NOSSA COMUNIDADE 2
OS ESTUDANTES FREQUENTAM A ESCOLA PARA ESTUDAR, FAZER AMIZADES E REALIZAR DIVERSAS OUTRAS ATIVIDADES. A ESCOLA TAMBÉM É O LOCAL DE TRABALHO DE PROFESSORES, MONITORES, FAXINEIROS E DE OUTRAS PESSOAS. JUNTOS, ESTUDANTES, PAIS OU RESPONSÁVEIS E TRABALHADORES DA ESCOLA FORMAM A COMUNIDADE ESCOLAR.
MERENDEIRAS EM ESCOLA NO MUNICÍPIO DE IBIPEBA, NO ESTADO DA BAHIA, EM 2024.
BIBLIOTECÁRIA EM ESCOLA NO MUNICÍPIO DE MANGA, NO ESTADO DE MINAS GERAIS, EM 2022.
PROFESSOR EM ESCOLA DA ALDEIA AIHA, NO PARQUE INDÍGENA DO XINGU, NO ESTADO DE MATO GROSSO, EM 2024.
(EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade.
(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.
(EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços.
(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola
etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.
(EF01GE04) Discutir e elaborar, coletivamente, regras de convívio em diferentes espaços (sala de aula, escola etc.).
(EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.
(EF01GE09) Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência.
LEIA AS ADIVINHAS COM A AJUDA DO PROFESSOR. DEPOIS, PREENCHA OS QUADRINHOS COM O NÚMERO DA FOTOGRAFIA CORRESPONDENTE.
A) COM MEU TRABALHO, AJUDO OS ESTUDANTES A APRENDER MUITAS COISAS. EU SOU A PESSOA
DA FOTOGRAFIA 3 .
B) NA HORA DO RECREIO, OS ESTUDANTES FORMAM FILAS PARA COMER O QUE COZINHEI. EU SOU A PESSOA
DA FOTOGRAFIA 1
C) VIVO CERCADA POR LIVROS E COSTUMO CONTAR HISTÓRIAS. EU SOU A PESSOA DA FOTOGRAFIA 2 .
VAMOS FAZER UMA VISITA AOS DIFERENTES ESPAÇOS DA ESCOLA?
• APROVEITE ESTE MOMENTO PARA CONHECER AS PESSOAS QUE TRABALHAM NA ESCOLA ONDE VOCÊ ESTUDA.
• DEPOIS, COM O AUXÍLIO DO PROFESSOR, REGISTRE OS NOMES DAS PESSOAS QUE VOCÊ CONHECEU.
Produção pessoal. Auxilie os estudantes na elaboração das respostas. Espera-se que eles identifiquem, por exemplo, o nome dos professores, do diretor ou da diretora, dos responsáveis pela limpeza e pela manutenção, dos funcionários da cozinha, entre outros.
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TEXTO COMPLEMENTAR
A participação da comunidade escolar é condição indispensável para transformar a escola no espaço democrático que almejamos. Somente com o engajamento de educadores, pais, alunos e demais integrantes será possível dialogar, planejar metas e articular ações que efetivamente atendam ao cotidiano escolar.
WAGNER, Véra Lúcia Schwingel. A participação da comunidade escolar. 2015. Dissertação (Especialização em Gestão Escolar) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2015. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/ handle/10183/151560. Acesso em: 2 set. 2025.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
11/09/2025 18:31
• WAGNER, Véra Lúcia Schwingel. A participação da comunidade escolar. 2015. Dissertação (Especialização em Gestão Escolar) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2015. Disponível em: https:// lume.ufrgs.br/handle/10183/151560. Acesso em: 2 set. 2025. Trata da importância da cooperação e da construção coletiva de regras e espaços de convivência.
Inicie o conteúdo propondo um momento de sensibilização sobre o que é a comunidade escolar e por que ela é importante. Converse com os estudantes sobre o conceito de comunidade, destacando que a escola é um espaço coletivo onde cada pessoa exerce funções que contribuem para o aprendizado e o bem-estar de todos. Utilize recursos visuais, como fotografias ou ilustrações de diferentes profissionais e espaços da escola, para que os estudantes façam associações com sua própria vivência. Explore, de forma lúdica, a ideia de que a escola funciona como um time, em que cada integrante tem uma função específica e necessária para que todos aprendam e convivam bem, incentivando-os a compartilhar experiências e lembranças de interações com esses profissionais e valorizando o respeito pelo trabalho de cada um. Na atividade 2, organize previamente uma visita guiada pela escola, planejando um roteiro que permita o contato com diferentes profissionais. Oriente os estudantes a formular questões simples e objetivas e a registrar informações por meio de desenhos ou palavras-chave, lembrando-os de se comportar com cortesia nos espaços escolares, cumprimentando os funcionários e agradecendo pelas respostas. Aproveite a atividade para que os estudantes identifiquem os diferentes espaços da escola e descrevam a função de cada um, contribuindo no atendimento da habilidade EF01GE01.
O trabalho desenvolvido neste início de capítulo contribui para o desenvolvimento das habilidades EF01HI03, EF01HI04 e EF01HI06.
ENCAMINHAMENTO
O conteúdo desta dupla de páginas contribui para o desenvolvimento das habilidades EF01GE01 e EF01GE07.
Ao explorar os espaços da escola e suas diferentes funções, destaque que as escolas, assim como outros espaços coletivos, se transformam ao longo do tempo. A forma como as salas de aula são organizadas, os recursos disponíveis e até os ambientes destinados ao lazer e à leitura refletem mudanças nas práticas educativas e nas necessidades da comunidade escolar. Ao observar e nomear os diferentes espaços, os estudantes também podem compreender que esses locais fazem parte da memória da escola e carregam histórias vividas por outras turmas e gerações, o que contribui para o desenvolvimento da noção de permanências e mudanças no tempo.
Antes de encaminhar as atividades, retome o que os estudantes identificaram no passeio pela escola indicado na atividade 2 da página 97. Para isso, de forma coletiva, faça uma lista dos espaços da escola que os estudantes visitaram, relembrando a função de cada um e os trabalhadores a eles associados. Aproveite para fazer outras questões sobre cada espaço, tais como: quais espaços não são destinados aos estudantes? Por quê? Há espaços destinados a mais de um tipo de atividade? Quais espaços são usados todos os dias pelos estudantes e quais não são? Quais espaços têm um tamanho maior? Por que esses espaços são grandes? Os espaços são adaptados para pessoas com deficiência? Se achar adequado, promova mais um passeio pela escola, agora com um olhar mais dirigido aos espaços e suas funções.
ESPAÇOS DA ESCOLA
A ESCOLA É FORMADA POR DIVERSOS ESPAÇOS ONDE
REALIZAMOS DIFERENTES ATIVIDADES.
COMPLETE AS PALAVRAS COM AS VOGAIS QUE FALTAM E DESCUBRA O NOME DE ALGUNS ESPAÇOS QUE EXISTEM NA ESCOLA.
Depois, peça aos estudantes que observem os espaços ilustrados e pergunte a eles se a escola em que estudam dispõe desses espaços e, em caso afirmativo, que apontem as diferenças e semelhanças entre eles. Pergunte também quais outros espaços há na escola e quais atividades são feitas em cada um deles, incluindo a identificação de quem trabalha neles. Finalize a explanação questionando os estudantes sobre quais espaços não existem na escola e que eles gostariam que existisse, justificando suas respostas.
Se considerar conveniente, organize a turma em duplas para a realização das atividades. Para complementar a atividade 1, solicite aos estudantes que registrem no caderno, ao modo deles, os nomes de outros espaços da escola (cozinha, refeitório, banheiro, secretaria etc.).
A atividade 3 promove a comparação entre o espaço escolar e o espaço doméstico. A resposta é pessoal e varia de acordo com cada realidade. Pode ser, por exemplo, que
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem que na quadra esportiva são realizadas atividades de esporte e lazer. Já na sala de aula, há atividades de estudo variadas.
QUAIS SÃO AS ATIVIDADES QUE FAZEMOS EM CADA UM DESSES ESPAÇOS?
PARA O PROFESSOR
3
NESSES ESPAÇOS, VOCÊ FAZ ATIVIDADES QUE NÃO FAZ EM SUA CASA? SE SIM, QUAIS ATIVIDADES?
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento 4
DESENHE O ESPAÇO DE QUE VOCÊ MAIS GOSTA EM SUA ESCOLA. DEPOIS, CONTE AOS COLEGAS E AO PROFESSOR POR QUE VOCÊ ESCOLHEU ESSE ESPAÇO.
Produção e resposta pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
os estudantes respondam que na escola eles praticam esportes que não praticam em casa; que encontram amigos que não encontram em casa etc.
Na atividade 4, relembre novamente os espaços que há na escola. A atividade de desenho trabalha a percepção espacial e formas de representação, além de acionar habilidades relacionadas à produção de um mapa mental. Durante a correção, verifique os elementos que os estudantes associaram ao espaço desenhado.
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15/09/2025 18:27
• OLIVEIRA, Ana Flávia Teodoro de Mendonça. Autistas e os espaços escolares adaptados. São Paulo: Mercado das Letras, 2021. O livro trata da necessidade de espaços físicos para apoiar o desenvolvimento das habilidades de estudantes autistas, reduzindo os déficits sensoriais. A autora apresenta, por exemplo, propostas de design e arquitetura para organização dos ambientes da escola, como salas e jardins sensoriais para promover a calma e a organização comportamental no autismo.
ENCAMINHAMENTO
Esta dupla de páginas apresenta salas de aula em diferentes lugares do mundo. Embora, na maior parte das vezes, os conteúdos e atividades sejam voltados aos lugares de vivência dos estudantes, é importante o trabalho com espaços fisicamente distantes da realidade da turma. Nesse sentido, trabalha-se com diferentes escalas espaciais, sendo possível relacionar a cultura local com a cultura de outros países ou regiões do mundo. Nas observações, os estudantes são convidados a identificar semelhanças e diferenças, reconhecendo aproximações com crianças de outros lugares. Ao trabalhar a observação e a comparação de diferentes salas de aula no mundo, espera-se que os estudantes identifiquem que as formas de organizar o espaço escolar são diversas e acompanham diversidades sociais, tecnológicas e culturais.
Embora o estudo sistematizado de mapas de escala pequena (como o planisfério) seja feito em anos posteriores, nesse momento é possível indicar, em um globo terrestre ou em um planisfério, a localização dos países onde estão as salas de aula retratadas. Pergunte aos estudantes se já ouviram falar de cada um dos países. Se algum estudante tiver experiências, conhecimentos prévios ou histórias relacionadas a algum dos países, convide-o a compartilhar com os colegas, caso se sinta à vontade para isso.
Encaminhe a leitura compartilhada do texto e oriente os estudantes a observar com bastante atenção cada fotografia. Solicite a eles que participem da descrição de cada foto, de modo a observar:
• Como as mesas dos estudantes estão organizadas.
A SALA DE AULA
A SALA DE AULA É UM ESPAÇO MUITO IMPORTANTE DA ESCOLA. É NELA QUE VOCÊ ASSISTE ÀS AULAS E PASSA BOA PARTE DO TEMPO QUANDO ESTÁ NA ESCOLA.
OBSERVE NAS FOTOGRAFIAS A SEGUIR COMO AS SALAS DE AULA PODEM SER BEM DIFERENTES UMAS DAS OUTRAS.
• O que há nas paredes visíveis nas fotografias.
• O que os estudantes estão fazendo.
• Como são as vestimentas dos estudantes.
Garanta que as falas dos estudantes sejam respeitosas e livres de preconceitos, racismo e xenofobia.
Na atividade 1, pergunte aos estudantes os motivos pelos quais a sala de aula indicada mais chamou a atenção deles.
Nas atividades 2 e 3, os estudantes vão estabelecer comparações entre a sala de aula deles e as retratadas nas fotografias.
Após a realização das atividades, solicite aos estudantes que falem as diferenças e semelhanças entre as salas de aula retratadas e, depois, entre cada uma delas e a sala de aula onde estudam, observando os mesmos aspectos indicados na sugestão de observação das fotografias.
SALA DE AULA EM CARCÓVIA, NA UCRÂNIA, EM 2023.
SALA DE AULA EM HAVANA, CUBA, EM 2023.
SALA DE AULA EM XINHUA, NA CHINA, EM 2024.
SALA DE AULA EM HYDERABAD, NA ÍNDIA, EM 2023.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes expressem suas opiniões, destacando os elementos que mais chamaram a atenção deles nas fotografias das diferentes salas de aula.
SALA DE AULA EM ZANZIBAR, NA TANZÂNIA, EM 2025.
AGORA, CONTORNE DE VERMELHO A SALA DE AULA QUE MENOS SE PARECE COM A SUA. 1
QUAL DAS SALAS DE AULA APRESENTADAS CHAMOU MAIS SUA ATENÇÃO?
CONTORNE DE AZUL A SALA DE AULA QUE MAIS SE PARECE COM A SUA.
2. e 3. Respostas pessoais. Auxilie os estudantes na identificação das semelhanças e das diferenças entre as salas de aula apresentadas.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
101
16/09/2025 02:06
• OLIVEIRA, Rayssa. Espaços afetivos: habitar a escola. São Paulo: Diálogos Embalados, 2024.
O livro mobiliza o leitor considerar a relação afetiva das crianças com os espaços escolares. A autora apresenta relatos de crianças e jovens sobre esses espaços.
ENCAMINHAMENTO
A seção Mão na massa busca trabalhar com o desenho da sala de aula, desenvolvendo referências espaciais. Considerando o desenho da sala de aula como um mapa mental, o conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF01GE09.
Encaminhe a realização coletiva da atividade 1, de modo que todos os estudantes identifiquem onde está a frente, a parte de trás, o lado esquerdo e o lado direito da sala de aula. Se considerar necessário, organize a turma em duplas para a elaboração das listas de objetos.
Peça aos estudantes que compartilhem os itens indicados nas listas e registre na lousa para conferir se estão de acordo com os referenciais espaciais indicados.
Na atividade 2, embora seja um desenho livre, sem exigência, por exemplo, de formas ou dimensões relacionadas à realidade, espera-se que os estudantes desenhem os objetos nas posições de acordo com a realidade, ainda que expressem sua criatividade e imaginação ao desenhá-los. É importante ressaltar que nos desenhos dos estudantes manifestam-se diferentes operações mentais. Para saber mais sobre essas operações mentais, leia o trecho citado no boxe Texto complementar.
Na atividade 3, organize a turma em roda de conversa para que cada estudante mostre o desenho que produziu e, depois, todos apontem diferenças e semelhanças entre as produções. Oriente-os a realizar comparações a respeito de quais objetos foram desenhados e como foram desenhados, cuidando para que não ocorram julgamentos relacionados ao traço de cada estudante.
MÃO NA MASSA
DESENHO DA SALA DE AULA
VAMOS FAZER UM DESENHO DE SUA SALA DE AULA? A IDEIA É QUE OS COLEGAS E O PROFESSOR RECONHEÇAM A SALA DE AULA APENAS OBSERVANDO O DESENHO, COMO SE ELE FOSSE UMA FOTOGRAFIA.
PARA ISSO, OBSERVE OS DETALHES DE SUA SALA DE AULA E SIGA OS PASSOS.
1
Produção pessoal. Auxilie os estudantes a identificar e a registrar os itens que farão parte da lista.
COM O AUXÍLIO DO PROFESSOR, MONTE UMA LISTA DOS OBJETOS QUE VOCÊ OBSERVA AO SEU REDOR.
NA PARTE DA FRENTE DA SALA DE AULA
DO LADO ESQUERDO DA SALA DE AULA
NA PARTE DE TRÁS DA SALA DE AULA
DO LADO DIREITO DA SALA DE AULA
AGORA, FAÇA O DESENHO DE SUA SALA DE AULA. LEMBRE-SE DE DESENHAR OS OBJETOS QUE ESTÃO AO SEU REDOR. 2
Produção pessoal. Verifique, durante a elaboração dos desenhos, se os estudantes conseguem representar os objetos da sala de aula em conformidade com os referenciais espaciais.
3 Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
MOSTRE SEU DESENHO PARA A TURMA E OBSERVE OS DESENHOS FEITOS PELOS COLEGAS.
• DEPOIS, CONVERSE COM ELES E O PROFESSOR SOBRE AS SEMELHANÇAS E AS DIFERENÇAS ENTRE OS DESENHOS.
15/09/2025 18:27
TEXTO COMPLEMENTAR
[…]
O ato desenhar se dá no presente imediato. Para a criança, o presente seria o desejo impulsionando a ação, o movimento. O desenho, como exercício do desejo, se transforma em manifestos de identidade.
[…]
Eu olho a cadeira que pretendo desenhar. A cadeira lembra um acontecimento do dia anterior. Desenhar evoca o acontecimento incitando a invenção e a projeção de uma nova situação para a cadeira, num outro tempo, num outro espaço. Na criança, esse jogo criativo se faz de forma natural, solta, aparentemente caótica, sem método. O resultado gráfico do desenho, às vezes, pode até não corresponder ao grau de intensidade vivida no ato de desenhar. Mas, com certeza, manifestam-se operações mentais como: imaginar, lembrar, sonhar, observar, associar, relacionar, simbolizar, reapresentar.
No ato de desenhar está implícita uma conversa entre o pensar e o fazer, entre o que está dentro e o que está fora. Recebemos inúmeros estímulos a todo instante. Relacionamos alguns selecionamos, outros, valorizamos, negamos… e desse movimento interno vão surgindo as configurações de significados que se transformarão em futuros entes gráficos. […]
O desenho é pensamento visual, adaptando-se a qualquer natureza do conhecimento, seja ele científico, artístico, poético ou funcional. A observação, a memória e a imaginação estarão sempre presentes.
DERDYK, Edith. Formas de pensar o desenho: desenvolvimento do grafismo infantil. São Paulo: Panda Educação, 2020. p. 76-80.
ENCAMINHAMENTO
O conteúdo desta dupla de páginas contribui para o desenvolvimento da habilidade
EF01GE04
Relembre com a turma a importância que as normas e os combinados têm para a organização de diferentes espaços, incluindo a escola. Explique que, assim como em outros contextos, as regras surgem para garantir o respeito, a segurança e o bom funcionamento da vida coletiva.
Comente com a turma que as regras podem ser mudadas ao longo do tempo conforme mudam as necessidades e os valores da comunidade. Essa atividade ajuda a compreender que a construção de regras é um processo histórico e participativo, no qual todos podem contribuir. Um exemplo que pode ser de conhecimento de alguns é a restrição do uso de celulares na escola, em vigor desde janeiro de 2025. Explique para os estudantes que a regra sobre o uso de celulares na escola passou a vigorar no mesmo ano. Antes disso, os celulares já eram usados com restrições em muitas situações, mas não havia uma lei específica. Assim, eles entendem que as regras podem mudar conforme as necessidades da comunidade.
NA ESCOLA TAMBÉM TEMOS REGRAS
EM NOSSA CASA, PRECISAMOS SEGUIR ALGUMAS REGRAS.
NA ESCOLA, TAMBÉM TEMOS REGRAS QUE PRECISAM SER SEGUIDAS PARA O BEM-ESTAR E A BOA CONVIVÊNCIA ENTRE TODOS.
OBSERVE AS ILUSTRAÇÕES PARA CONHECER ALGUMAS
DESSAS REGRAS E ACOMPANHE A LEITURA QUE O PROFESSOR VAI FAZER.
FALE “POR FAVOR”, “OBRIGADO” OU “OBRIGADA”, “COM LICENÇA” E “DESCULPA”.
LEVANTE A MÃO PARA FALAR.
ORGANIZE OS MATERIAIS ESCOLARES.
DESCARTE O LIXO NA LIXEIRA.
OBRIGADA!
1
2
COM O AUXÍLIO DO PROFESSOR, LEIA AS FRASES A SEGUIR. DEPOIS, PINTE OS COMBINADOS QUE AJUDAM A PROMOVER A BOA CONVIVÊNCIA NA ESCOLA.
LEVANTAR A MÃO QUANDO QUISER FALAR.
ANDAR DEVAGAR PELOS ESPAÇOS ESCOLARES.
ATRAVESSAR A RUA NA FAIXA DE PEDESTRES.
ESCUTAR O PROFESSOR E OS COLEGAS.
ESCOVAR OS DENTES ANTES DE DORMIR.
SUA TURMA TEM COMBINADOS QUE TODOS PRECISAM SEGUIR? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.
Resposta de acordo com a realidade da turma. Veja orientações no Encaminhamento 3
COM A AJUDA DO PROFESSOR, REÚNA-SE COM OS COLEGAS E FAÇAM CARTAZES COM OS COMBINADOS DA TURMA. PARA ISSO, SIGAM AS INSTRUÇÕES:
• ILUSTREM OS CARTAZES COM FOTOGRAFIAS OU DESENHOS.
• EXPONHAM OS CARTAZES NO MURAL DA SALA DE AULA PARA QUE TODOS POSSAM CONSULTAR OS COMBINADOS SEMPRE QUE FOR NECESSÁRIO.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
16/09/2025 02:06
Na atividade 1, espera-se que os estudantes identifiquem comportamentos que favorecem o respeito mútuo e a segurança no convívio escolar. A atividade propicia o reforço e a compreensão de regras de boa convivência.
Nas atividades 2 e 3, caso os combinados ainda não tenham sido estabelecidos com os estudantes, aproveite o momento e as propostas das atividades para organizar as regras de convivência na sala de aula e em outros espaços da escola.
Aproveite a atividade 2 para conversar com os estudantes sobre os combinados da turma, se eles são respeitados, como os estudantes reagem quando algum combinado é desrespeitado e se há outro combinado que os estudantes gostariam de sugerir para os colegas.
A atividade 3 pode ser ampliada propondo aos estudantes que desenhem em uma folha de papel avulsa uma regra de convivência que deve ser respeitada em alguns espaços, como pátio, quadra esportiva, refeitório, biblioteca, corredor ou outro espaço da escola.
ENCAMINHAMENTO
Antes de iniciar as atividades, apresente aos estudantes o conceito de mudança e permanência no tempo, relacionando-o ao cotidiano escolar. Mostre imagens antigas e atuais de salas de aula, destacando elementos como mobiliário, disposição das carteiras, materiais de estudo e presença de recursos tecnológicos. Incentive a observação atenta e a comparação entre essas imagens para que os estudantes possam perceber tanto as diferenças quanto aquilo que permanece igual. Explique que as escolas refletem os valores, as necessidades e os recursos disponíveis em cada época, o que torna possível compreender aspectos da vida social e cultural a partir da análise desses espaços.
Observe se os estudantes utilizam vocabulário adequado, como “no passado”, “atualmente”, “permanece” e “mudou”, para descrever suas conclusões.
ESCOLAS NO PASSADO E NO PRESENTE
AS ESCOLAS NO PASSADO ERAM MUITO DIFERENTES DAS ESCOLAS QUE EXISTEM ATUALMENTE. OBSERVE AS FOTOGRAFIAS A SEGUIR.
SALA DE AULA DA ESCOLA PEDRO VARELA NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 1923.
SALA DE AULA NO MUNICÍPIO DE SANTA CRUZ CABRÁLIA, NO ESTADO DA BAHIA, EM 2024.
A FOTOGRAFIA 1 FOI TIRADA HÁ MAIS DE 100 ANOS. NAQUELA ÉPOCA MENINOS E MENINAS ESTUDAVAM EM SALAS DE AULA DIFERENTES. ALÉM DISSO, TAMBÉM ESTUDAVAM ASSUNTOS DIFERENTES.
CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE O QUE MAIS CHAMOU SUA ATENÇÃO NA FOTOGRAFIA 1
Resposta pessoal. A atividade incentiva a observação de detalhes visuais, expande o vocabulário descritivo e promove a reflexão sobre as mudanças no tempo e na cultura.
2. Resposta pessoal. Aproveite a oportunidade para promover a observação crítica dos estudantes. Espera-se que eles identifiquem mais similaridades entre a fotografia 2 e a sala de aula deles.
QUAL DAS DUAS FOTOGRAFIAS MOSTRA UMA SALA DE AULA MAIS PARECIDA COM A SUA?
OS MÓVEIS E OS MATERIAIS ESCOLARES TAMBÉM MUDARAM COM O PASSAR DO TEMPO.
OS OBJETOS PODEM NOS AJUDAR A CONHECER UM POUCO A HISTÓRIA DE UM LUGAR E A IDENTIFICAR MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS AO LONGO DO TEMPO.
LIGUE OS MÓVEIS E OS MATERIAIS ESCOLARES DO PASSADO AOS CORRESPONDENTES DO PRESENTE.
ELEMENTOS FORA DE PROPORÇÃO.
Na atividade 3, incentive a observação comparativa, permitindo que os estudantes identifiquem como a tecnologia e o design escolar foram modificados. A atividade reforça também as noções de passado e presente. Essa abordagem favorece o desenvolvimento da habilidade EF01HI04 e de temas como tempo histórico, memória e patrimônio escolar.
ATIVIDADES
Proponha aos estudantes que entrevistem familiares ou pessoas mais velhas que façam parte de sua vivência para que contem como eram as salas de aula quando eles estudavam. Os relatos podem ser registrados em forma de desenho ou pequeno texto, e os estudantes devem destacar semelhanças e diferenças em relação às salas em que estudam. Monte um mural com os registros, possibilitando que toda a turma visualize as produções.
ENCAMINHAMENTO
Inicie o tema apresentando aos estudantes a importância de pesquisar e registrar a história da escola como forma de preservar a memória coletiva e compreender as transformações ocorridas nela ao longo do tempo. Explique que a escola é um espaço social que guarda histórias de diferentes gerações e que, ao investigar seu passado, é possível identificar mudanças e permanências nas regras, nos espaços e nas práticas escolares. Se possível, utilize fotografias antigas, documentos e relatos orais para ilustrar como a estrutura física e o funcionamento da escola podem se modificar, mantendo, no entanto, certos elementos que caracterizam a vida escolar. O conjunto de atividades propicia o desenvolvimento das habilidades EF01HI01, EF01HI02, EF01HI06 e EF01GE01. Ao investigar, registrar e comparar informações, os estudantes desenvolvem a capacidade de estabelecer relações entre passado e presente, valorizar as experiências de diferentes gerações e compreender que a história é construída a partir de múltiplas vozes e fontes, fortalecendo o senso de pertencimento e a identidade coletiva.
Antes de propor a realização da atividade 1, certifique-se sobre a data de criação da escola e se o nome ou a localização dela mudaram ao longo do tempo.
Na atividade 2, explique à turma que considerar uma escola nova ou antiga pode variar de acordo com o ponto de vista. Para alguns, uma escola inaugurada há 20 anos pode parecer antiga; para outros, pode ser recente. Por isso, é importante discutir critérios objetivos, como o ano de fundação ou a comparação com a idade
AS ESCOLAS TAMBÉM TÊM HISTÓRIA
AS ESCOLAS FAZEM PARTE DA HISTÓRIA DAS PESSOAS, MAS AS ESCOLAS TAMBÉM TÊM SUA PRÓPRIA HISTÓRIA. ESTE TEXTO CONTA COMO A ESCOLA JOSÉ LOPES FOI NOMEADA. ELA ESTÁ LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE ITAPEVA, NO ESTADO DE SÃO PAULO.
A PRIMEIRA ESCOLA ERA NA IGREJA DA PIEDADE. MAIS TARDE, A PREFEITURA DOOU UM TERRENO [...] ONDE FOI CONSTRUÍDA UMA NOVA ESCOLA, INAUGURADA EM 1976. O NOME DA ESCOLA FOI ESCOLHIDO DEVIDO A JOSÉ LOPES SER UM HOMEM TRABALHADOR E HONESTO.
CARVALHO, ANA CAROLINA. MEMÓRIAS DE ITAPEVA, SÃO MIGUEL E VOTORANTIM: PROJETO MEMÓRIA LOCAL NA ESCOLA VOTORANTIM. SÃO PAULO: MUSEU DA PESSOA, 2008. P. 22. DISPONÍVEL EM: https://museudapessoa.org/wp-content/uploads/2021/08/ livro_escola_votorantim-2.pdf. ACESSO EM: 7 MAIO 2025.
AGORA, VAMOS CONHECER A HISTÓRIA DE SUA ESCOLA?
COM O AUXÍLIO DO PROFESSOR, PREENCHA A FICHA COM INFORMAÇÕES SOBRE A HISTÓRIA DE SUA ESCOLA. 1
Atividade de pesquisa. Veja orientações no Encaminhamento NOME DA ESCOLA:
ANO DE CRIAÇÃO DA ESCOLA:
A ESCOLA ONDE VOCÊ ESTUDA É:
SIM NÃO 2 3 108
NOVA . ANTIGA .
A ESCOLA SEMPRE ESTEVE LOCALIZADA ONDE ESTÁ?
dos próprios estudantes e professores. Dessa forma, os estudantes compreendem que as noções de “novo” e “antigo” dependem tanto da experiência pessoal quanto de informações concretas.
Na atividade 3, oriente os estudantes a investigar se a escola mudou de localização em caso positivo, o motivo pelo qual aconteceu.
A atividade 4 incentiva a curiosidade histórica e a comunicação ao propor aos estudantes que perguntem aos seus familiares
sobre como era a escola quando eles a frequentavam. Ela desenvolve habilidades de pesquisa (formular perguntas e ouvir respostas), fortalece o vínculo entre casa e escola, e ajuda a comparar mudanças nos espaços e nas regras, como a separação entre meninos e meninas e os tipos de ambientes escolares. Avise os pais ou responsáveis sobre a realização da atividade e combine com a turma um dia para que possam compartilhar as informações coletadas.
17/09/2025 14:10
ATIVIDADES
LEMBRANÇAS DO TEMPO DE ESCOLA
MUITOS ADULTOS COSTUMAM SE LEMBRAR COM CARINHO DO SEU TEMPO DE ESCOLA.
OS APRENDIZADOS E AS AMIZADES CONSTRUÍDAS NESSE PERÍODO MARCARAM A VIDA DE MUITAS PESSOAS ATÉ A FASE ADULTA.
4
REPRESENTAÇÃO DE UMA FOTO DE RECORDAÇÃO ESCOLAR ANTIGA.
VAMOS DESCOBRIR COMO ERA A ESCOLA ONDE SEUS PAIS, FAMILIARES OU RESPONSÁVEIS ESTUDARAM?
PARA ISSO, SIGA O ROTEIRO DE PERGUNTAS E REGISTRE AS RESPOSTAS EM SEU CADERNO, COM O AUXÍLIO DE UM ADULTO.
Atividade de pesquisa. Espera-se que os estudantes respondam às questões com o auxílio de um adulto. Caso o estudante já escreva com fluência, poderá registrar as respostas sozinho.
A) AS TURMAS ERAM SEPARADAS EM MENINOS E MENINAS?
B) QUAIS ERAM OS ESPAÇOS DA ESCOLA?
C) QUAIS MATERIAIS ESCOLARES OS ESTUDANTES UTILIZAVAM?
D) CONTE AOS COLEGAS E AO PROFESSOR AS SEMELHANÇAS E AS DIFERENÇAS QUE MAIS CHAMARAM SUA ATENÇÃO.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006. Nesta obra, o autor apresenta como as lembranças individuais estão ligadas às memórias compartilhadas por um grupo social, como a família, a comunidade ou a escola.
11/09/2025 18:32
Organize a turma em grupos, dividindo os aspectos da pesquisa sobre a história da escola: um grupo pode levantar fotografias antigas, outro pode ouvir relatos orais de professores, funcionários ou ex-estudantes, e outro pode produzir desenhos ou reunir objetos que representem diferentes momentos da instituição. Caso sejam feitas entrevistas, oriente os estudantes a escutar as pessoas mais velhas da comunidade escolar e a registrar apenas as informações principais, sem necessidade de produções escritas extensas. Explique que organizar os acontecimentos na ordem em que aconteceram ajuda a compreender a passagem do tempo. Ao final, cada grupo apresenta sua contribuição e, juntos, montam um painel coletivo, que poderá ser exposto em área comum da escola, com espaço reservado para futuras atualizações.
ORGANIZE-SE
Para a proposta desta seção, providencie com os estudantes: folha de papel sulfite, canetas hidrográficas de diferentes cores, água, prato de plástico
ENCAMINHAMENTO
Nesta seção Cientista mirim os estudantes são convidados a refletir sobre a conservação do papel, um material bastante utilizado no ambiente escolar. Comente que, atualmente, há uma infinidade de tipos de papel que podem ser usados em diferentes atividades escolares: papel sulfite, papel kraft, cartolina, papel de seda, entre tantos outros. E apesar de ser um material comum e frequente, é necessário pensar em sua conservação.
Comente que muitas pessoas costumam guardar os materiais e trabalhos escolares como lembranças do tempo de escola. Muitos pais e responsáveis, por exemplo, guardam os trabalhos escolares dos filhos como recordação. Então, é preciso conservar esses materiais para que eles durem mais tempo e possam ser o registro de parte da nossa história. Leia a pergunta inicial com os estudantes. Solicite a eles que exponham suas ideias. Elas são as hipóteses iniciais. Alguns estudantes podem dizer que, quando o papel é molhado, ele se rasga. Outros podem falar que o papel se dissolve ou, então, que, depois de molhado, não dá para ler o que estava escrito. Anote algumas dessas ideias no quadro e explique que, ao final da atividade, a turma vai analisar se elas estavam corretas ou não.
Depois, parta para a leitura do passo a passo da atividade
CIENTISTA MIRIM
A CONSERVAÇÃO DO PAPEL
O PAPEL É UM MATERIAL MUITO UTILIZADO NAS ESCOLAS, TANTO NO PASSADO COMO NO PRESENTE.
PERGUNTA INICIAL
O QUE ACONTECE COM O PAPEL QUANDO ELE É MOLHADO?
Resposta pessoal.
MATERIAL
• 1 FOLHA DE PAPEL SULFITE
• CANETAS HIDROGRÁFICAS DE DIFERENTES CORES
• ÁGUA
• 1 PRATO DE PLÁSTICO
PROCEDIMENTO
1 EM DUPLAS, DIVIDAM A FOLHA DE PAPEL AO MEIO. CADA ESTUDANTE DEVE FICAR COM UMA PARTE DA FOLHA.
2 FAÇAM UM DESENHO NO PEDAÇO DE PAPEL USANDO AS CANETAS HIDROGRÁFICAS.
3 COLOQUEM UM DOS DESENHOS SOBRE O PRATO E DESPEJEM UM POUCO DE ÁGUA, MOLHANDO O PAPEL COMPLETAMENTE.
4 O OUTRO PEDAÇO DE PAPEL
COM O DESENHO DEVE FICAR SOBRE A BANCADA, LONGE DA ÁGUA.
com a turma. Certifique-se de que os estudantes compreenderam o que devem fazer. Sugere-se que eles trabalhem em duplas, mas é possível fazer outros arranjos, a depender do número de estudantes na sala de aula e da quantidade de material disponível, entre outros fatores.
Dê um tempo para que os estudantes façam os desenhos nos pedaços de papel. Explique que o desenho não precisa ser muito elaborado e cada estudante pode desenhar o que
quiser, não sendo necessário que a dupla faça desenhos iguais.
Para facilitar o andamento da atividade, aguarde até que todos tenham feito o desenho. Dê o comando para que os estudantes coloquem um dos desenhos no prato e despejem a água. É importante que o pedaço de papel fique encharcado. Marque 15 segundos e peça aos estudantes que retirem o desenho do prato com água.
KIME RODRIGUES/DOIS DE NÓS
5 AO COMANDO DO PROFESSOR, RETIREM O PAPEL DO PRATO COM ÁGUA E O COLOQUEM SOBRE A BANCADA AO LADO DO PAPEL SECO.
CONCLUSÃO
COMPAREM O PAPEL SECO COM O PAPEL MOLHADO E RESPONDAM ÀS QUESTÕES MARCANDO UM
A) EM QUAL DOS PAPÉIS O DESENHO PERMANECEU INTACTO?
X NO PAPEL SECO.
1. b) Espera-se que o papel molhado tenha apresentado algum tipo de dano. O desenho pode ter manchado e o papel pode ter ficado frágil, rasgando com facilidade. 2
INTACTO: SEM ALTERAÇÃO.
NO PAPEL QUE FOI MOLHADO.
B) QUAL DOS PAPÉIS PARECE ESTAR DANIFICADO?
O PAPEL QUE PERMANECEU SECO.
X O PAPEL QUE FOI MOLHADO.
CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE AS QUESTÕES A SEGUIR.
A) DOS OBJETOS QUE VOCÊS USAM NA ESCOLA, QUAIS SÃO FEITOS DE PAPEL?
Caderno, livros, folhas de papel sulfite, cartolina, entre outros.
B) POR QUE É IMPORTANTE EVITAR QUE ESSES OBJETOS SEJAM MOLHADOS?
Porque o papel se danifica quando é molhado.
C) DEPOIS DE REALIZAR O EXPERIMENTO, VOCÊ MUDARIA A RESPOSTA QUE DEU À PERGUNTA INICIAL ? 1
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes confrontem a hipótese inicial com os resultados e concluam se a previsão inicial deles se confirmou. Nesse caso, a conclusão esperada é que o papel se danifica quando é molhado.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• DE ONDE vem o papel? Episódio 15. Publicado por: De Onde Vem? 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=rjUaQW0VG0k. Acesso em: 2 set. 2025.
Nesse vídeo, a garota Kika descobre de onde vem o papel e conhece um pouco da história antes da invenção desse material.
16/09/2025 02:06
Ajude os estudantes na observação dos resultados e na conclusão da atividade. Ao comparar os dois pedaços de papel, bem como os desenhos feitos neles, use os termos “intacto” e “danificado”. Aproveite para trabalhar vocabulário com os estudantes. Se julgar oportuno, busque esses termos no dicionário e compartilhe o significado de cada um com a turma. Espera-se que os estudantes percebam que o papel molhado apresentou algum tipo de dano. Retome as hipóteses iniciais da turma e analise com os estudantes quais delas se confirmaram e quais foram rejeitadas.
Comente que a atividade sugere que a turma investigue o que acontece com o papel quando ele é molhado. Mas, além da água, outros fatores podem danificar o papel. Explique que, além de proteger o papel da água, também é importante protegê-lo da exposição solar, pois o Sol pode danificar esse material.
A atividade propicia o desenvolvimento da habilidade EF01CI01. Aproveite para conversar sobre o uso consciente do papel e de outros materiais escolares, evitando o desperdício.
ENCAMINHAMENTO
Antes de iniciar o conteúdo, apresente aos estudantes uma das definições do conceito de comunidade: um grupo de pessoas que compartilham espaços, interesses, costumes e histórias. Incentive a turma a compartilhar experiências sobre como participam da comunidade da qual fazem parte, desde ações cotidianas, como ajudar um vizinho, até eventos coletivos, como festas, mutirões ou assembleias. Promova a observação atenta das imagens, relacionando-as a vivências reais, e ressalte que a participação ativa e respeitosa contribui para melhorar a vida de todos. Valorize também a diversidade de modos de organização e de participação social que podem existir de uma comunidade para outra, reforçando que cada grupo tem sua história e suas formas próprias de cooperação.
As atividades propostas na dupla de páginas contribuem para o desenvolvimento das habilidades EF01HI02 e EF01HI04. Também mobiliza conceitos como comunidade, participação social, cooperação, pertencimento e diversidade cultural.
Ao relacionar vivências pessoais a práticas coletivas, os estudantes aprendem a valorizar a história e a memória das comunidades a que pertencem, a compreender que cada grupo constrói modos próprios de convivência e organização e a perceber que sua atuação individual pode influenciar positivamente a coletividade.
Além disso, o tema reforça a noção de que a história não se constrói apenas em grandes acontecimentos, mas também nas ações do cotidia-
VIVENDO EM COMUNIDADE
NÓS NÃO VIVEMOS SOZINHOS. ESTAMOS SEMPRE
RODEADOS DE OUTRAS PESSOAS. ISSO ACONTECE PORQUE NÓS VIVEMOS EM COMUNIDADE
COMUNIDADE É UM GRUPO DE PESSOAS QUE
COMPARTILHAM HISTÓRIAS, QUE PODEM VIVER NO MESMO LUGAR E TER INTERESSES EM COMUM.
NOSSA FAMÍLIA, NOSSA ESCOLA E AS PESSOAS COM AS QUAIS CONVIVEMOS EM DIFERENTES LUGARES SÃO EXEMPLOS DE COMUNIDADES.
QUAIS ATIVIDADES SÃO REPRESENTADAS NESTA PINTURA? 1
FEIRA BAIANA, DE WILMA RAMOS, 1999. ÓLEO SOBRE TELA, 50 CENTÍMETROS x 70 CENTÍMETROS.
JOGO DE FUTEBOL DESCANSO
COMÉRCIO APRESENTAÇÃO TEATRAL
QUE ATIVIDADES VOCÊ FAZ NA SUA COMUNIDADE? 2
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem atividades cotidianas, como brincar e acompanhar os adultos, por exemplo, ir à feira e fazer compras e visitar parentes e amigos.
no que fortalecem os vínculos e a identidade comunitária.
Complemente o conteúdo exibindo para os estudantes obras de artistas brasileiros que retratam a vida em comunidade, como Ana Denise (1950-), Ana Maria Dias (1950-), Constância Nery (1936-), C. Sidoti (1976-) e Edmar Fernandes (1982-), presentes no site indicado no boxe Conexão.
NOSSAS COMUNIDADES
AS PESSOAS DE UMA COMUNIDADE GERALMENTE DIVIDEM OS MESMOS ESPAÇOS E TÊM INTERESSES EM COMUM.
1
2
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS E MARQUE UM NAS ATIVIDADES QUE VOCÊ OBSERVA NA SUA COMUNIDADE.
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a observar e a analisar atentamente as fotografias apresentadas.
HORTA COMUNITÁRIA NO MUNICÍPIO DE CURITIBA, NO ESTADO DO PARANÁ, EM 2025.
MORADORES PROTESTANDO PELA MELHORIA DO SERVIÇO DE SAÚDE EM SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2022.
PESSOAS REALIZANDO ATIVIDADE FÍSICA EM PRAÇA PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 2024.
NA COMUNIDADE ONDE VOCÊ VIVE, ALGUMA ATIVIDADE É FEITA POR VÁRIAS PESSOAS, COMO FOI MOSTRADO NAS FOTOGRAFIAS?
Resposta pessoal. Promova um espaço de acolhimento e respeito das diferentes atividades mencionadas pelos estudantes.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• GALERIA JACQUES ARDIES. c2025. Disponível em: https://ardies.com/ artistas-2025/. Acesso em: 3 set. 2025. O site apresenta disponibiliza obras de diversos artistas brasileiros.
16/09/2025 02:06
ENCAMINHAMENTO
Converse com a turma sobre a importância de preservar e compartilhar memórias, especialmente as ligadas à família e à comunidade. Explique que cada pessoa guarda lembranças que ajudam a contar a história de um grupo e que essas memórias, quando registradas, tornam-se parte do patrimônio coletivo. Ressalte que ouvir relatos de adultos é uma forma de aprender sobre o passado e de perceber como as experiências vividas por outras gerações influenciam a vida no presente.
Para a realização das atividades 3 e 4, é essencial que os estudantes conversem com os pais ou responsáveis. Oriente-os sobre como conduzir uma conversa respeitosa com essas pessoas, incentivando-os a fazer questões claras, anotar respostas e registrar detalhes importantes. Mostre exemplos de relatos curtos e simples, destacando como é possível transmitir emoções e fatos em poucas frases, e incentive que também perguntem sobre costumes, tradições e mudanças vividas ao longo do tempo.
Peça aos estudantes que compartilhem com a turma as produções feitas para a atividade 4. Incentive-os a comentar o que sabem sobre o acontecimento registrado. É possível que alguns estudantes apresentem produções similares por fazerem parte de uma mesma comunidade. Verifique se eles compreendem o conceito de memória familiar e reconhecem a importância de preservar e compartilhar histórias do passado.
MEMÓRIAS DAS COMUNIDADES
OS ACONTECIMENTOS DE UMA COMUNIDADE FICAM REGISTRADOS NA MEMÓRIA DAS PESSOAS. ESSAS MEMÓRIAS REFORÇAM OS LAÇOS DE AMIZADE E DE CONVIVÊNCIA.
FOTOGRAFIA DE LEMBRANÇA ESCOLAR DO COLÉGIO IMPERATRIZ LEOPOLDINA, NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2001.
FAMÍLIA ACOMPANHANDO A FILHA À ESCOLA, NO COLÉGIO IMPERATRIZ LEOPOLDINA, NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2025.
VOCÊ FAZ PARTE DE ALGUMA COMUNIDADE QUE SEUS PAIS OU RESPONSÁVEIS FIZERAM PARTE NO PASSADO? 3
Resposta pessoal. Caso considere pertinente, sugira aos estudantes que conversem com os pais ou responsáveis para responder à atividade.
PARA O ESTUDANTE
• MACHADO, Ana Maria. Menina bonita do laço de fita. 9. ed. São Paulo: Ática, 2008.
O livro, além de falar de identidade e autoestima, aborda memórias familiares, histórias de origem e tradições passadas de geração em geração.
CONEXÃO
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.
FIQUE LIGADO
• MUSEU DA PESSOA. SÃO PAULO, C2025. DISPONÍVEL EM: https://museudapessoa.org/historias/. ACESSO EM: 27 MAIO 2024. NO SITE DO MUSEU DA PESSOA, ESTÃO DISPONÍVEIS RELATOS DE VIDA DE PESSOAS DE TODO O BRASIL EM ÁUDIOS, VÍDEOS E TEXTOS.
15/09/2025 18:53
Acompanhe a participação dos estudantes nas conversas coletivas e a capacidade de ouvir atentamente o relato dos colegas, demonstrando respeito e interesse.
O conjunto de atividades contribui para o desenvolvimento das habilidades EF01HI01, EF01HI02 e EF01HI06 e mobiliza aspectos de memória individual e coletiva, identidade, patrimônio cultural e tempo histórico, permitindo que os estudantes percebam que a história é construída a partir de múltiplas vozes e registros, e que suas próprias experiências fazem parte dessa construção contínua.
ENCAMINHAMENTO
Promova um momento de sensibilização com a turma sobre a relação entre memória e lugar. Explique que alguns espaços que frequentamos ao longo da vida se tornam significativos porque estão ligados a experiências que nos marcaram. Essas lembranças podem estar associadas a acontecimentos felizes, como festas, passeios e encontros; a conquistas, como aprender algo novo; ou até a momentos de superação. Mostre imagens de diferentes ambientes, tais como praças, cozinhas, salas de aula, quintais, ruas e bibliotecas, e convide os estudantes a comentar, de forma breve e espontânea, se algum desses espaços desperta lembranças. Em seguida, introduza o conceito de memória afetiva, explicando que ela envolve não apenas o que aconteceu, mas também os sentimentos e sensações associados ao momento vivido. Oriente-os a prestar atenção nos elementos que tornam cada lembrança única: sons que estavam presentes (como o canto de pássaros ou vozes conhecidas), cheiros característicos (como o de comida caseira ou de um jardim), cores e luzes percebidas, além de objetos ou pessoas que estavam no local. Reforce que registrar e compartilhar memórias é uma forma de preservar histórias individuais e coletivas, contribuindo para que outras pessoas conheçam mais sobre nossa vida e sobre os espaços que fazem parte da nossa identidade.
Para que todos se sintam à vontade, crie um ambiente seguro e acolhedor, onde cada estudante possa falar sem interrupções e com escuta atenta dos colegas. Valorize
A COMUNIDADE RECONHECE
EM 2025, NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, O DESFILE DA ESCOLA DE SAMBA BEIJA-FLOR HOMENAGEOU O CARNAVALESCO LUIZ FERNANDO RIBEIRO DO CARMO, CONHECIDO COMO LAÍLA. ELE ERA LÍDER DA COMUNIDADE E FOI MUITO IMPORTANTE PARA A HISTÓRIA DESSA ESCOLA DE SAMBA.
CARNAVALESCO: PESSOA QUE ORGANIZA UM DESFILE DE CARNAVAL.
todas as contribuições, demonstrando que, independentemente do tamanho ou da importância aparente da lembrança, ela é significativa para quem a viveu. Caso haja estudantes que não queiram compartilhar oralmente, permita que escrevam ou desenhem sua memória para apresentá-la de forma alternativa.
DESFILE DA ESCOLA DE SAMBA BEIJA-FLOR NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 2025.
DESENHE NO QUADRO UMA DE SUAS MEMÓRIAS DA COMUNIDADE ONDE VOCÊ VIVE. DEPOIS, CONTE PARA OS COLEGAS E O PROFESSOR O MOTIVO DE SUA ESCOLHA.
Produção e resposta pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
11/09/2025 18:32
A atividade 5 mobiliza a memória afetiva ao solicitar que os estudantes resgatem experiências em lugares familiares. Além disso, fortalece a expressão oral e a empatia ao explicar aos colegas por que aquela memória foi escolhida.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar e discutir hábitos saudáveis e maneiras de cuidar da saúde física e mental.
• Reconhecer a importância da vacinação para proteger a saúde individual e da população em geral.
• Identificar profissionais da saúde que atuam na comunidade e descrever suas atividades.
• Identificar espaços dedicados à saúde na comunidade.
• Utilizar mapas simples para traçar itinerários considerando os referenciais espaciais.
BNCC
HABILIDADES
(EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene do corpo (lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas etc.) são necessários para a manutenção da saúde.
(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.
(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.
(EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.
(EF01GE09) Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência.
CUIDO DE MIM E DOS OUTROS 3
O PROFESSOR VAI FAZER. 1
ACOMPANHE A LEITURA DA HISTÓRIA EM QUADRINHOS QUE
E ESCOVAR OS DENTES SEMPRE DEPOIS DE COMER?
QUE COMER VERDURAS?
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Saúde.
• Educação alimentar e nutricional.
• Educação em direitos humanos.
MÃE, POR QUE PRECISO DORMIR AGORA? PREFIRO VER TV.
TENHO MESMO
PAI, POR QUE PRECISO TOMAR BANHO TODOS OS DIAS?
2
CUIDAMOS DO CORPO QUANDO COMEMOS E DORMIMOS BEM E QUANDO FAZEMOS NOSSA HIGIENE DIÁRIA.
FILHO, TUDO ISSO SÃO HÁBITOS PARA CUIDAR DA SAÚDE. TER SAÚDE É MANTER O BEM-ESTAR DO CORPO E DA MENTE.
CUIDAMOS DA MENTE
ESTUDANDO, LENDO E NOS DIVERTINDO. BOM TAMBÉM É DAR E RECEBER CARINHO DE QUEM GOSTAMOS.
POR FALAR EM SAÚDE, ESTÁ NA HORA DE DORMIR. MAS ANTES EU VOU TE CONTAR UMA HISTÓRIA.
• MARQUE UM NOS HÁBITOS QUE VOCÊ TEM PARA CUIDAR DA SAÚDE.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
TOMAR BANHO TODOS OS DIAS.
ESCOVAR OS DENTES DEPOIS DE COMER.
COMER FRUTAS E VERDURAS.
DORMIR CEDO.
QUE OUTROS HÁBITOS SAUDÁVEIS VOCÊ PRATICA EM SEU
DIA A DIA?
Resposta pessoal. Os estudantes podem citar outros
hábitos saudáveis, como lavar as mãos antes das refeições e depois de usar o banheiro, manter as unhas aparadas e limpas, ler livros, brincar ao ar livre etc. Aproveite a atividade para avaliar se eles sabem o que significa ser saudável
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• LLEWELLYN, Claire; GORDON, Mike. Por que devo me lavar: aprendendo sobre higiene pessoal. São Paulo: Scipione, 2004.
O livro trata dos benefícios para a saúde de manter uma boa higiene pessoal.
16/09/2025 02:07
Inicie o capítulo perguntando aos estudantes o que eles entendem por hábito. Conduza a conversa de modo que eles reconheçam que hábito é uma ação repetida várias vezes, ou, ainda, é uma ação adquirida pela repetição. Então, solicite a eles que falem sobre os hábitos que têm para cuidar da saúde.
Se possível, leia para a turma o livro recomendado do boxe Conexão. Aproveite o momento para perguntar aos estudantes quais hábitos de higiene eles já praticam sozinhos e em quais precisam de ajuda.
Auxilie os estudantes na leitura da história em quadrinhos (HQ), promovendo uma leitura em voz alta para que eles acompanhem. A HQ aborda algumas noções de higiene. É fundamental que os estudantes compreendam o porquê desses cuidados com a higiene: os hábitos de tomar banho, escovar os dentes, comer verduras, entre outros, diminuem as chances de os microrganismos patogênicos entrarem no corpo. É importante que os estudantes consigam fazer essa relação e, assim, desenvolvam a habilidade EF01CI03.
Na atividade 1, incentive os estudantes a citar os hábitos que eles mantêm para cuidar da saúde.
Na atividade 2, estipule um tempo para que os estudantes troquem experiências entre eles e conversem sobre o assunto. Há várias maneiras de cuidar da saúde e, nesse momento, podem ser citados hábitos para o cuidado com a saúde mental, como ler livros, brincar, descansar, entre outros.
ENCAMINHAMENTO
Pergunte aos estudantes o que eles entendem por saúde. Após essa conversa, escreva na lousa uma definição de saúde que esteja de acordo com as ideias da turma. Comente que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é um estado de equilíbrio e completo bem-estar físico, mental e social. Então, saúde é mais do que simplesmente a ausência de doença. Explique que a saúde é, antes de tudo, uma questão social. Procure conversar com os estudantes sobre doenças causadas pelas más condições do ambiente, da água, do solo etc. Muitas pessoas ficam doentes em razão da falta de saneamento básico, de água tratada ou mesmo de alimentos, fatores que fogem ao controle estritamente pessoal.
Comente que, para evitar doenças, além de cuidar da higiene pessoal e do ambiente, é importante cuidar das emoções. Pergunte em que tipo de ambiente eles se sentem melhores: em um lugar todo bagunçado e sujo ou em um lugar limpo e organizado. A saúde mental envolve a habilidade das pessoas de lidar com as circunstâncias da vida pessoal, profissional e social. O conceito de saúde mental é diferente de acordo com a cultura e o período histórico considerado. Porém, atitudes simples, como as apresentadas, são fundamentais para o desenvolvimento saudável. Explore as imagens da atividade 1 com os estudantes e incentive-os a citar outras maneiras de cuidar da saúde da mente. Pergunte a eles que atividades costumam trazer sensação de bem-estar e deixá-los felizes.
CUIDANDO DE MIM
PARA TER BOA SAÚDE, É NECESSÁRIO CUIDAR DE NOSSO
CORPO E DE NOSSA MENTE.
ALÉM DISSO, É IMPORTANTE MANTER A LIMPEZA DO AMBIENTE ONDE VIVEMOS, DOS OBJETOS QUE COSTUMAMOS USAR E DOS ALIMENTOS QUE VAMOS CONSUMIR.
CONTORNE AS IMAGENS QUE MOSTRAM COMO PODEMOS CUIDAR DE NOSSA MENTE.
1 Todas as imagens devem ser contornadas.
TOCAR E OUVIR UM INSTRUMENTO MUSICAL OU FAZER OUTRA ATIVIDADE QUE NOS DÊ PRAZER.
RESERVAR UM TEMPO PARA BRINCAR E SE EXERCITAR.
LER, OUVIR E CONTAR HISTÓRIAS.
CONVERSAR COM UM ADULTO SOBRE AS COISAS QUE NOS DEIXAM TRISTES.
TER TEMPO PARA DESCANSAR.
TEXTO COMPLEMENTAR
Saúde mental infantil: como cuidar do bem-estar emocional das crianças
Conheça os problemas que mais afetam a faixa etária e saiba como proteger o seu filho
Nossas avós repetiam à exaustão: aproveite a infância, a melhor fase da vida. Entretanto, a realidade — ao menos a atual — é um pouco diferente. Estima-se que, no mundo, uma em cada quatro a cinco crianças e adolescentes tenha algum transtorno mental. No Brasil, onde faltam pesquisas, acredita-se que a incidência va-
rie dos 7% aos 20%. Além disso, entre 50% e 75% dos transtornos mentais surgem até os 18 anos.
Entre as principais causas, está o que especialistas chamam de “estresse tóxico” na primeira infância, período que vai de zero a seis anos: traumas grandes ou leves, mas contínuos, que, a longo prazo, minam a saúde mental dos pequenos. Em suma, são as vivências negativas rotineiras que a criança ainda não tem capacidade de gerenciar: entram desde violência física e verbal, abuso sexual, negligência, falta de afeto e desnutrição
CUIDADOS COM NOSSO CORPO
PRECISAMOS CUIDAR BEM DE NOSSO CORPO PARA QUE ELE SEJA SAUDÁVEL.
HIGIENE PESSOAL É O NOME DADO À LIMPEZA E AO CUIDADO COM NOSSO CORPO.
O ATO DE ESCOVAR OS DENTES É UMA DAS MANEIRAS PELAS QUAIS FAZEMOS NOSSA HIGIENE PESSOAL.
PARA TER UMA BOCA SAUDÁVEL, É RECOMENDADO ESCOVAR OS DENTES APÓS TODAS AS REFEIÇÕES E ANTES DE IR DORMIR.
REPRESENTAÇÃO DE CRIANÇA FAZENDO A HIGIENE PESSOAL.
AO ESCOVAR OS DENTES E USAR O FIO DENTAL, EVITAMOS TER DOR DE DENTE E OUTROS PROBLEMAS MAIS GRAVES.
MAS VOCÊ JÁ SE PERGUNTOU COMO AS PESSOAS
CUIDAVAM DA HIGIENE DA BOCA ANTES DA INVENÇÃO DA ESCOVA DE DENTE COMO A CONHECEMOS HOJE?
FIQUE LIGADO
• SOUSA NETO, ANTONIO DE; CRUZ, LUÍZA ESTER ALVES DA; FREITAS, DANIELA REIS JOAQUIM DE. ESCOVAR OS DENTES POR QUÊ? SÃO PAULO: DIALÉTICA, 2023.
ESSE LIVRO CONTA A HISTÓRIA DE ANINHA, UMA GAROTA QUE NÃO ESCOVAVA OS DENTES, MAS QUE DEPOIS APRENDE A IMPORTÂNCIA DA ESCOVAÇÃO PARA A SAÚDE DA BOCA.
até hábitos mais naturalizados, como cobrança exagerada, agenda repleta de atividades e excesso de tempo em frente à tela.
[…]
O estresse tóxico também está relacionado ao aumento do risco para problemas de comportamento (dificuldades em aprender e memorizar, concentrar-se, ter disciplina) e para transtornos como autismo, ansiedade, obsessivo-compulsivo (TOC), hiperatividade e déficit de atenção (TDAH), depressão, esquizofrenia e dependência de drogas e álcool. E os problemas
Explore a expressão “higiene pessoal” com a turma. Pergunte o que os estudantes entendem quando alguém diz que é importante cuidar da higiene pessoal. Explique que “higiene” tem a ver com limpeza e “pessoal” refere-se à pessoa. Então, a higiene pessoal está relacionada com práticas diárias de limpeza e cuidado com o corpo mantidos por uma pessoa. Comente que podemos cuidar da higiene pessoal por meio de vários hábitos: tomar banhos diários, lavar as mãos antes das refeições, aparar as unhas etc. Nesse momento, no entanto, será discutido o hábito de escovar os dentes. Comente que, para manter a saúde da boca, é recomendado escovar os dentes após as refeições, fazer uso do fio dental e visitar o dentista regularmente. Pergunte quem já foi ao dentista e incentive a troca de vivências entre os estudantes. Aproveite para desmistificar a ida ao dentista, de modo que os estudantes desfaçam medos e apreensões.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• ALCÂNTARA, Ivan. Eu adoro meus dentes: conversando sobre higiene. São Paulo: Escala Educacional, 2009. (Coleção o futuro cidadão).
Por meio de linguagem simples e lúdica, o livro aborda diversas noções de higiene e sua importância.
15/09/2025 18:56
não se encerram no cérebro: conforme artigo publicado em 2017 pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), cresce o risco de diabetes, pressão alta, doenças pulmonares, autoimunes e no coração, além de acidentes vasculares encefálicos.
[…]
HARTMANN, Marcel. Saúde mental infantil: como cuidar do bem-estar emocional das crianças. GZH, 8 jun. 2018. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs. com.br/saude/vida/noticia/2018/06/saude-mentalinfantil-como-cuidar-do-bem-estar-emocionaldas-criancas-cji67wmxa0es701qo79bq3act.html. Acesso em: 5 set. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Apresente a sequência sobre as escovas de dente e mostre como diferentes povos e culturas, em épocas distintas, criaram maneiras próprias de cuidar da higiene bucal. Antes da leitura, questione os estudantes sobre como imaginam que as pessoas limpavam os dentes no passado e incentive hipóteses criativas. Em seguida, explore as imagens e as legendas, destacando que cada objeto e cada prática estão relacionados ao contexto histórico, às condições de vida, aos recursos disponíveis e às tradições culturais de seu tempo e lugar.
Explique que faz parte do estudo da História investigar o cotidiano e os hábitos das pessoas. A maneira como cuidamos da higiene, por exemplo, está vinculada a transformações tecnológicas, descobertas científicas, trocas culturais e mudanças sociais. O tema propicia desenvolver a habilidade EF01HI04
Se achar interessante, comente com os estudantes que a civilização egípcia se desenvolveu no nordeste da África, no entorno do rio Nilo. O período conhecido como Egito Antigo compreende os anos entre 3200 a.C. e 30 a.C.
OBSERVE NAS IMAGENS A SEGUIR OS OBJETOS QUE ERAM UTILIZADOS PELAS PESSOAS PARA ESCOVAR OS DENTES AO LONGO DO TEMPO.
ELEMENTOS FORA DE PROPORÇÃO.
VARETAS DE PLANTA AROMÁTICA.
NO PASSADO, POVOS COMO OS EGÍPCIOS MASCAVAM VARETAS DE PLANTAS AROMÁTICAS ESSAS VARETAS DEIXAVAM O HÁLITO REFRESCANTE, MAS NÃO LIMPAVAM BEM OS DENTES.
POR VOLTA DE 1500, OS CHINESES DESENVOLVERAM UMA ESCOVA DE DENTE COM O CABO FEITO DE OSSO OU DE BAMBU E COM AS CERDAS FEITAS DE PELOS DE PORCO OU DE JAVALI.
ESCOVA DE DENTE COM CABO DE BAMBU E CERDAS DE PELOS DE PORCO OU DE JAVALI.
MODELO DE ESCOVA DE DENTE INGLESA.
POR VOLTA DE 1780, OS INGLESES PASSARAM A USAR CERDAS DE PELO DE CAVALO NAS ESCOVAS DE DENTE. ESSAS ESCOVAS FORAM VENDIDAS PARA VÁRIOS PAÍSES DO MUNDO.
A PARTIR DE 1938, OS ESTADOS UNIDOS PASSARAM A PRODUZIR ESCOVAS DE DENTE COM O CABO E AS CERDAS FEITOS DE PLÁSTICO.
AROMÁTICO: CHEIROSO.
ESCOVA DE DENTE COM CABO E CERDAS DE PLÁSTICO.
CERDA: PODE SER DE PELO OU DE FIBRA, USADOS EM PINCÉIS E ESCOVAS.
Para incrementar o trabalho com o conteúdo, é possível apresentar para os estudantes um planisfério para identificar os territórios atuais dos países e civilizações citados.
Na atividade 1, a resposta pode variar conforme o objeto que os estudantes utilizam em casa. Atente para que não haja comentários pejorativos quanto ao modelo de escova de
Durante a leitura, incentive a observação atenta das imagens, promovendo a comparação dos materiais, formatos e usos das escovas em cada momento retratado. Ao final, organize uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem o que acharam mais interessante e discutam se acreditam que, no futuro, poderão existir novas formas e materiais para os objetos de uso diário. O tema mobiliza conceitos como o tempo histórico, que ajuda a compreender que hábitos e objetos se transformam conforme o período e o contexto cultural; o cotidiano, que valoriza práticas e objetos do dia a dia como fontes de estudo; a cultura material, que relaciona os objetos produzidos e usados pelas pessoas ao seu modo de vida; e a noção de mudança e permanência, que permite identificar o que se transformou e o que permaneceu nos hábitos de higiene bucal ao longo do tempo.
dente utilizado por cada estudante. Reforce que, nesse contexto, não há escova de dente inadequada.
Após a realização das atividades, convide os estudantes a formar uma roda de conversa e refletir sobre o que perceberam de diferente entre as práticas apresentadas e o modo como cuidam da higiene bucal hoje. Incentive-os a comparar os materiais utilizados, as técnicas de limpeza e a aparência dos objetos, questionando: o que mudou com o passar do tempo? O
INFELIZMENTE, O USO DO PLÁSTICO PARA PRODUZIR ESCOVAS DE DENTE CONTRIBUI PARA AUMENTAR A POLUIÇÃO DO PLANETA.
POR ISSO, ALGUMAS PESSOAS DEFENDEM O USO DE ESCOVAS COM CABO DE BAMBU E DE OUTROS MATERIAIS QUE POLUEM MENOS O AMBIENTE.
YRABOTA/SHUTTERSTOCK
ESCOVA DE DENTE COM CABO DE BAMBU E CERDAS DE PLÁSTICO.
1. Espera-se que os estudantes indiquem as escovas de dente presentes nas fotografias 4 ou 5
REGISTRE NO QUADRINHO O NÚMERO DA ESCOVA DE DENTE QUE MAIS SE PARECE COM A SUA.
2
MARQUE UM NOS OBJETOS QUE PODEM SER USADOS PARA A HIGIENE DA BOCA. 1
ELEMENTOS FORA DE PROPORÇÃO.
JOHNFOTO18/SHUTTERSTOCK
ENXAGUANTE
que permaneceu igual? Por que vocês acham que essas mudanças aconteceram? Será que todas as pessoas, em todas as épocas e lugares, tinham acesso aos mesmos cuidados?
Aproveite para relacionar as respostas com o contexto histórico e cultural, mostrando que os hábitos cotidianos também contam histórias sobre como viviam as pessoas, quais recursos tinham disponíveis e como as necessidades de saúde e higiene foram sendo atendidas em diferentes épocas.
PARA O ESTUDANTE
11/09/2025 20:18
• SOUSA NETO, Antonio de; CRUZ, Luíza Ester Alves da; FREITAS, Daniela Reis Joaquim de. Escovar os dentes por quê?
São Paulo: Dialética, 2023.
O livro conta, de forma lúdica, a história de Aninha, uma menina que aprende sobre a importância da escovação para manter a saúde bucal.
FIO
CONEXÃO
ENCAMINHAMENTO
Inicie o tema perguntando se alguém da turma já tomou vacina. Pergunte se os estudantes sabem por que tiveram de tomar vacinas. Permita que eles exponham as ideias livremente. Depois, complemente as ideias deles, explicando que as vacinas ajudam a prevenir muitas doenças, e que por isso é essencial mantermos a vacinação em dia.
Pergunte se os estudantes se lembram de alguma campanha de vacinação. Explique que as vacinas ofertadas nas unidades básicas de saúde (UBS) são oferecidas gratuitamente e que há campanhas periódicas do governo para lembrar a população de se vacinar. Comente que a vacinação contra a gripe, por exemplo, é realizada todos os anos, por volta do mês de abril.
CUIDANDO DE TODOS
ALGUNS CUIDADOS SÃO MUITO IMPORTANTES PARA PROTEGER NOSSA SAÚDE E A SAÚDE DA POPULAÇÃO.
POR EXEMPLO, USAR MÁSCARA FACIAL, QUANDO ESTIVER RESFRIADO, GRIPADO OU COM COVID, É IMPORTANTE PARA EVITAR TRANSMITIR DOENÇAS PARA AS OUTRAS PESSOAS.
VACINAÇÃO
A VACINAÇÃO É UMA MANEIRA DE CUIDAR DA SAÚDE. MUITAS DOENÇAS PODEM SER PREVENIDAS OU ATÉ MESMO ELIMINADAS QUANDO GRANDE PARTE DA POPULAÇÃO É VACINADA.
AS CRIANÇAS, OS ADOLESCENTES, OS ADULTOS E OS IDOSOS DEVEM SE VACINAR.
O CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO, FEITO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE, INDICA QUAIS VACINAS DEVEM SER TOMADAS E A IDADE CERTA PARA TOMAR CADA UMA DELAS.
FONTE: VACINAÇÃO
INFANTIL: COVID-19. CORDEIRO: SECRETARIA DE SAÚDE, 2024. 1 CARTAZ, COLOR.
TEXTO COMPLEMENTAR
Volta de doenças controladas ameaça saúde das crianças brasileiras
Doenças como poliomielite e sarampo já foram eliminadas no país, mas podem voltar pela falta de vacinação
Desde 2016, o Brasil sofre uma queda nos índices de vacinação e, desde 2020, a cobertura vacinal total da população não chega a 70%, de acordo com o DataSUS. Estes dados são alarmantes, visto que o ob-
jetivo do Ministério da Saúde é manter as taxas em 95%. Dentre os índices afetados, estão os das vacinas que evitam doenças infantis como a poliomielite e o sarampo, ambas abaixo da meta. Essas doenças já foram eliminadas ou controladas no país, no entanto, o constante declínio da cobertura vacinal aumenta o risco de retorno dessas enfermidades.
A poliomielite, por exemplo, foi erradicada do território nacional em 1994, então são quase 30 anos sem casos detectados.
NO BRASIL, AS VACINAS OBRIGATÓRIAS SÃO APLICADAS GRATUITAMENTE NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE (UBS).
TOMAR VACINAS É UMA MANEIRA DE CUIDAR DA SAÚDE. AO MESMO TEMPO, AJUDAMOS A PROTEGER AS OUTRAS PESSOAS, EVITANDO QUE ELAS FIQUEM DOENTES.
ACOMPANHE A LEITURA DA HISTÓRIA EM QUADRINHOS QUE O PROFESSOR VAI FAZER. 1
SOUSA, MAURICIO DE. TURMA DA MÔNICA. SÃO PAULO: MSP, [20--].
A) O QUE FEZ O PERSONAGEM DUDU SE SENTIR INVENCÍVEL? CUBRA O PONTILHADO PARA DESCOBRIR A RESPOSTA.
B) POR QUE É IMPORTANTE TOMAR VACINAS? MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
PARA GANHAR PRESENTE.
PARA SE PROTEGER DE DOENÇAS.
Porém, o país tem alto risco de reintrodução da doença. […].
O sarampo também é uma doença que ameaça voltar. As campanhas de vacinação levaram o Brasil a conquistar o certificado de eliminação da doença em 2016, mas três anos depois, em 2019, o país perdeu o reconhecimento. Naquele ano, o país registrou 81,5% de cobertura vacinal, mas desde então os índices caíram e em 2022 a cobertura foi de apenas 53% conforme dados do DataSUS.
Essa é uma boa oportunidade para os responsáveis verificarem se a vacinação dos estudantes está em dia. Caso não esteja, é recomendado levá-los ao posto de saúde para fazer a atualização.
Para a realização da atividade 1, leia a tirinha para os estudantes. Peça a eles que recontem a história. Certifique-se de que eles compreenderam por que Dudu e seus pais estavam tão contentes. Aproveite a atividade 1. b) para verificar se os estudantes compreenderam a importância das vacinas.
PARA O ESTUDANTE
• MONTEIRO, Márcio. Francis aprende como as vacinas funcionam. [S l.]: Gato Garboso Edições, 2020. O livro, por meio de linguagem simples e lúdica, aborda a importância da vacinação.
11/09/2025 20:18
Para a infectologista pediátrica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Maria Clara Valadão, o cenário é preocupante. A médica relata que nos últimos anos se tornou comum atender pacientes com o calendário vacinal incompleto. […]
KROLL, Rebeca Villaça. Volta de doenças controladas ameaça saúde das crianças brasileiras Revista Arco – Jornalismo Científico e Cultural, 27 jul. 2023. Disponível em: https://www.ufsm.br/ midias/arco/volta-de-doencas-controladas. Acesso em: 5 set. 2025.
VACINA
CONEXÃO
ENCAMINHAMENTO
A seção Ideia puxa ideia busca trabalhar a carteira de vacinação como um documento com função prática no cuidado com a saúde e também um registro da nossa própria história. Ela registra informações importantes que podem ser exigidas em diversos momentos da vida, como ao fazer matrícula na escola ou ao viajar, e também reflete políticas públicas, avanços científicos e mudanças nas estratégias de prevenção de doenças.
Proponha aos estudantes que observem o modelo de carteira de vacinação presente no livro. Explique que esse tipo de documento guarda informações importantes, como quais vacinas foram aplicadas, quando isso aconteceu e contra quais doenças elas protegem. Mostre que, ao analisar um documento como esse, podemos entender não só a vida de uma pessoa, mas também o que estava acontecendo em determinado momento, como as campanhas de imunização realizadas, as doenças que eram prioridade e as formas de prevenção usadas. Assim, os estudantes percebem que certos objetos e registros guardam memórias e informações que contam histórias sobre o nosso modo de viver.
Esse momento também favorece o trabalho com o TCT Saúde, reforçando a importância da vacinação como medida de proteção individual e coletiva.
Na atividade 1. b), é possível que alguns estudantes não tenham seus registros de vacinação organizados ou que tenham modelos diferentes de carteira. Nesses casos, é fundamental adotar
CARTEIRA DE VACINAÇÃO
TODAS AS PESSOAS QUE MORAM NO BRASIL TÊM
DIREITO À CARTEIRA DE VACINAÇÃO
ESSE DOCUMENTO APRESENTA MUITAS INFORMAÇÕES SOBRE A SAÚDE, COMO O CALENDÁRIO
E O REGISTRO DE VACINAS QUE TOMAMOS AO LONGO DA VIDA.
A CARTEIRA DE VACINAÇÃO É UM DOCUMENTO
MUITO IMPORTANTE, POIS PODE SER EXIGIDO EM DIVERSOS MOMENTOS DA VIDA, COMO NA HORA DE FAZER A MATRÍCULA NA ESCOLA OU PARA FREQUENTAR CLUBES DE ESPORTE E LAZER, OU ATÉ MESMO PARA VIAJAR, SEJA DENTRO DO BRASIL OU PARA OUTROS PAÍSES.
COM O AUXÍLIO DO PROFESSOR, OBSERVE A CARTEIRA DE VACINAÇÃO DE UMA CRIANÇA DE 6 ANOS DE IDADE NO INÍCIO DE 2027.
precauções para evitar qualquer forma de discriminação ou julgamento. Disponibilize modelos impressos para observação e garanta um ambiente acolhedor, no qual todos possam participar igualmente.
Finalize com uma roda de conversa sobre como a vacinação ajuda a manter as pessoas saudáveis e sobre a importância de guardar
bem a carteira de vacinação, pois ela registra cuidados importantes que fazemos ao longo da vida.
Caso algum estudante apresente dificuldade em compreender a relação entre vacina e prevenção, retome o assunto com exemplos concretos, uso de imagens e relatos breves, de forma a reforçar a aprendizagem.
COM O AUXÍLIO DE UM ADULTO OU RESPONSÁVEL, OBSERVE SUA CARTEIRA DE VACINAÇÃO E DEPOIS FAÇA O QUE SE PEDE.
A) QUANDO VOCÊ TOMOU SUA PRIMEIRA VACINA? ESCREVA A DATA NO ESPAÇO A SEGUIR.
O calendário vacinal brasileiro prevê que a criança tome as vacinas BCG (dose única) e hepatite B (primeira dose de três) logo ao nascer. Assim, espera-se que os estudantes indiquem as datas de nascimento como sendo as datas em que eles tomaram essas vacinas.
B) SUA CARTEIRA DE VACINAÇÃO É PARECIDA COM A DA IMAGEM?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
C) CONTE E ANOTE QUANTAS VACINAS VOCÊ JÁ TOMOU.
Resposta pessoal.
2. Resposta pessoal. Promova um ambiente de acolhida com a troca de experiências pessoais dos estudantes.
VOCÊ SE LEMBRA DE ALGUMA VACINA QUE TENHA TOMADO? CONTE PARA OS COLEGAS E O PROFESSOR COMO FOI SUA EXPERIÊNCIA.
ENCAMINHAMENTO
Aproveitando o mote da vacinação, questione os estudantes sobre o local onde precisam ir para se vacinar e quem aplica as vacinas neles.
O objetivo da questão é levantar conhecimentos prévios dos estudantes acerca dos espaços de cuidado com a saúde presentes nas comunidades onde vivem e dos profissionais que trabalham na área da saúde, mobilizando as habilidades EF01GE01 e EF01GE07
Permita que os estudantes apresentem as hipóteses deles. Se julgar oportuno, crie duas listas na lousa — Lugares para cuidar da saúde e Trabalhadores da saúde — e registre as respostas dos estudantes. Esse trabalho prévio de elaboração de listas auxiliará a turma a realizar as atividades propostas.
Em uma roda de conversa, oriente os estudantes para a realização da leitura das fotografias que mostram profissionais da saúde trabalhando.
Peça a eles que descrevam uma fotografia de cada vez, indicando o que os profissionais representados estão fazendo em cada uma das situações e, quando a fotografia oferecer elementos, que descrevam também as características do lugar.
Verifique se os estudantes conhecem todos os profissionais representados nas fotografias. Caso tenham dificuldade em reconhecer alguns deles, como a fisioterapeuta, por exemplo, explique o que essa profissional faz.
Se julgar oportuno, auxilie os estudantes a elaborar frases sobre as atividades que os profissionais da saúde realizam, cuidando sempre para que as informações estejam corretas.
Na atividade 1, permita que os estudantes tentem completar os nomes das profissões individualmente ou
QUEM CUIDA DE NOSSA SAÚDE
MUITOS TRABALHADORES NOS AJUDAM A CUIDAR DE NOSSA SAÚDE.
COMPLETE AS PALAVRAS COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO PARA CONHECER ALGUNS TRABALHADORES DA SAÚDE.
COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO IMBIRAL CABEÇA BRANCA NO MUNICÍPIO DE PEDRO DO ROSÁRIO, NO ESTADO DO MARANHÃO, EM 2024.
PARQUE INDÍGENA DO XINGU NO MUNICÍPIO DE GAÚCHA DO NORTE, NO ESTADO DE MATO GROSSO, EM 2025.
em duplas, para que possam testar as hipóteses deles sobre a escrita. Depois, promova a correção conjunta da atividade, para que os estudantes possam verificar a produção deles e fazer ajustes caso necessário.
Na atividade 2, incentive os estudantes a narrar livremente experiências deles com profissionais da saúde. Além dos aspectos emocionais relacionados às vivências, sobre como se sentiram quando eventualmente necessitaram de cuidados médicos, busque direcionar as observações dos estudantes para as atividades que esses profissionais realizaram.
MUNICÍPIO DE PORTO SEGURO, NO ESTADO DA BAHIA, EM 2024.
ATENDIMENTO A UMA CRIANÇA NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2024.
2 Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento F I S I OT E R A P E UT A
PESSOA SENDO ATENDIDA NO BALCÃO DE UMA FARMÁCIA NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2021.
VOCÊ JÁ FOI ATENDIDO POR ALGUMA DESSAS PESSOAS? COMO FOI ESSA EXPERIÊNCIA?
18:57
ENCAMINHAMENTO
Retome a discussão sobre lugares para cuidar da saúde. Peça aos estudantes que observem atentamente as fotografias, primeiro de forma isolada e depois comparando as duas. Questione a turma se no município onde a escola está localizada há hospitais e UBS. Em caso positivo, os estudantes poderão observar semelhanças e diferenças entre esses espaços e os espaços representados nas fotografias.
Caso os estudantes perguntem, explique que um hospital oferece serviços mais complexos que uma UBS, que costuma realizar atendimentos mais simples e, por vezes, emergenciais.
Na atividade 1, permita que os estudantes se expressem livremente, verificando se eles conseguem identificar espaços dedicados ao cuidado com a saúde no lugar onde vivem.
A oferta de serviços relacionados à saúde, seja ela pública, seja privada, pode variar muito em função dos municípios e do lugar que ocupam na hierarquia urbana. Os próprios estudantes poderão notar isso durante a roda de conversa. Pode ser que na comunidade onde vivem haja apenas uma UBS e que, para cuidados especializados, os habitantes precisem se dirigir para municípios vizinhos. Aqui é importante ressaltar que o acesso à saúde é um direito de todos os cidadãos.
A atividade 2 tem como objetivo desenvolver a habilidade EF01GE09.
Inicie a atividade realizando uma leitura compartilhada dos elementos da planta. Auxilie os estudantes a identificar as construções que estão representadas, principalmente a casa do Paulo e a UBS, que podem funcionar como
ESPAÇOS DE SAÚDE
OS PROFISSIONAIS DA SAÚDE PODEM TRABALHAR EM DIFERENTES ESPAÇOS, COMO HOSPITAIS, UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE (UBS), CLÍNICAS, CONSULTÓRIOS E FARMÁCIAS.
HOSPITAL NO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS, NO ESTADO DE GOIÁS, EM 2025.
UNIDADE BÁSICA
DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE BEQUIMÃO, NO ESTADO DO MARANHÃO, EM 2024.
NO LUGAR ONDE VOCÊ VIVE, EXISTE ALGUM ESPAÇO PARA CUIDAR DA SAÚDE? 1 Resposta pessoal. Aproveite a oportunidade para elencar se há espaços dedicados aos cuidados com a saúde nos lugares de vivência dos estudantes.
pontos de referência e auxiliar a turma a traçar itinerários na planta.
Feita essa primeira etapa, encaminhe a realização dos itens a e b. Para o item a, o traçado do trajeto é mais simples, pois neste exemplo a lateralidade não é espelhada. Porém, no item b, temos a lateralidade espelhada, o que ainda pode gerar certa confusão para os estudantes. Se necessário, proponha a dinâmica sugerida em + Atividades para retomar esse aspecto.
É possível realizar a atividade de forma compartilhada. Verifique a possibilidade de projetar a imagem para a turma, para que todos possam observá-la enquanto as instruções são lidas. Ainda que os estudantes apresentem dificuldades com a lateralidade espelhada, o que é esperado para a faixa etária, eles poderão pensar no trajeto usando os pontos de referência disponíveis na planta. Observe as estratégias adotadas pelos estudantes para traçar o caminho.
OBSERVE O CAMINHO FEITO POR PAULO E SEU PAI DA CASA DELES ATÉ A UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE.
A) POR QUAIS CONSTRUÇÕES PAULO E SEU PAI PASSARAM ATÉ CHEGAR À UBS?
Igreja, mercado e escola.
B) SIGA AS INSTRUÇÕES E TRACE O CAMINHO QUE PAULO E SEU PAI FIZERAM DA UBS ATÉ A FARMÁCIA.
• AO SAIR DA UBS, ELES VIRARAM À ESQUERDA, ATRAVESSARAM A RUA EM DIREÇÃO AO HOSPITAL E CONTINUARAM NA CALÇADA ATÉ AVISTAR A PADARIA.
• DEPOIS, VIRARAM À DIREITA E ATRAVESSARAM A RUA, CAMINHANDO PELA CALÇADA DA PRAÇA ATÉ A FAIXA DE PEDESTRES AO LADO DA LIVRARIA.
• ELES ATRAVESSARAM A RUA, VIRARAM À ESQUERDA E CONTINUARAM NA CALÇADA, PASSANDO NA FRENTE DA LIVRARIA E DO BANCO.
• FINALMENTE, VIRARAM À DIREITA PARA ATRAVESSAR A RUA E CHEGARAM À FARMÁCIA!
C) PAULO E SEU PAI PODERIAM FAZER OUTROS CAMINHOS PARA IR DA UBS ATÉ A FARMÁCIA?
Sim. Incentive os estudantes a traçar outros trajetos usando os referenciais espaciais.
15/09/2025 18:57
ATIVIDADES
Escolha dois estudantes e peça que se posicionem no centro de uma roda, sentados de frente um para o outro. Em seguida, peça que apontem o que está à direita ou à esquerda de cada um deles. Caso ambos acertem e estendam seus braços em sentidos opostos, pergunte: quem está certo e quem está errado?
Ouça o que os estudantes têm a dizer e depois explique, simplificadamente, que nem sempre à direita ou à esquerda estão no mesmo lado, pois isso depende do referencial.
ENCAMINHAMENTO
Atualmente, muito se tem comentado sobre a relação entre a má alimentação e problemas como obesidade, pressão alta e diabetes. Muitos hábitos alimentares inadequados se iniciam na infância, e é papel da escola falar sobre alimentação saudável com os estudantes, desde cedo. Essa abordagem permite o trabalho com os TCTs Saúde e Educação alimentar e nutricional. Comente com a turma que as frutas, as hortaliças, os cereais (como o arroz), as leguminosas (como o feijão), a carne, o leite e o peixe são alimentos saudáveis por conterem nutrientes importantes para a saúde do corpo. Os doces, as frituras (batata frita, por exemplo), os lanches gordurosos (hambúrguer, pizza) e os refrigerantes não são saudáveis por conterem poucos nutrientes, muito açúcar e/ou gordura, além de aditivos industriais, que podem prejudicar a saúde.
Na atividade 1, é possível que existam diferenças culturais entre os estudantes ou mesmo aqueles que enfrentem situações de insegurança alimentar. Nessas circunstâncias, promova um ambiente de acolhida das respostas. Caso considere pertinente, faça uma lista com os alimentos indicados pelos estudantes e os incentive a identificar semelhanças e diferenças nos alimentos que consomem em cada refeição.
Na atividade 2, ressalte que, se não houver restrição médica, nenhum alimento é proibido. Mas há alimentos que cooperam com a nossa saúde e outros que a prejudicam; estes últimos devem
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
UMA ALIMENTAÇÃO VARIADA E EM QUANTIDADE
ADEQUADA TAMBÉM NOS AJUDA A CUIDAR DE NOSSA SAÚDE. ALÉM DISSO, PRECISAMOS DA ENERGIA QUE VEM DOS
ALIMENTOS PARA ESTUDAR, BRINCAR E REALIZAR DIVERSAS OUTRAS ATIVIDADES.
É RECOMENDADO FAZER TRÊS REFEIÇÕES PRINCIPAIS POR DIA: O CAFÉ DA MANHÃ, O ALMOÇO E O JANTAR.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS.
O CAFÉ DA MANHÃ COSTUMA SER A PRIMEIRA REFEIÇÃO DO DIA E É FEITO NO PERÍODO DA MANHÃ.
O ALMOÇO É A REFEIÇÃO QUE COSTUMA OCORRER PERTO DO MEIO-DIA.
É RECOMENDADO FAZER UM LANCHE ENTRE AS REFEIÇÕES PRINCIPAIS. PARA ISSO, AS FRUTAS SÃO BOAS OPÇÕES PARA O LANCHE.
O QUE VOCÊ GOSTA DE COMER EM CADA REFEIÇÃO? 1 Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
FIQUE LIGADO
• LIMA, LULU. QUEM ABRE O BOCÃO? SÃO PAULO: MIL CARAMIOLAS, 2020. ESSE LIVRO APRESENTA AS VERDURAS PARA AS CRIANÇAS DE MODO DIVERTIDO.
ser consumidos com moderação ou mesmo ser evitados. Assim, é preciso ficar atento à alimentação e dar preferência ao consumo de alimentos in natura e minimamente processados, ou seja, evitar alimentos industrializados, como bolachas recheadas e comidas congeladas.
PARA TER UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, É NECESSÁRIO CONSUMIR ALIMENTOS COMO FRUTAS, LEGUMES, VERDURAS, CARNES E PEIXES, DE PREFERÊNCIA PREPARADOS EM CASA OU NA ESCOLA.
FRITURAS E DOCES NÃO SÃO CONSIDERADOS ALIMENTOS SAUDÁVEIS E DEVEM SER EVITADOS OU CONSUMIDOS COM MODERAÇÃO.
2
CONTORNE OS ALIMENTOS SAUDÁVEIS E MARQUE UM NOS ALIMENTOS NÃO SAUDÁVEIS.
ESQUEMA ILUSTRATIVO.
OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI. AS CORES NÃO CORRESPONDEM AOS TONS REAIS.
IMAGENS:KIMERODRIGUES/DOISDENÓS
PARA O PROFESSOR
• O QUE é comida de criança? Publicado por: Aliança pela Alimentação. 2022. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=TDpYAekhce4. Acesso em: 5 set. 2025. Nesse vídeo, é reforçada a necessidade de as crianças comerem comida de verdade.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. Disponível em: http://bvsms.saude.gov. br/bvs/publicacoes/guia_ alimentar_populacao_ brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 8 ago. 2025. Documento do Ministério da Saúde com orientações para uma alimentação saudável.
11/09/2025 20:18 TEXTO COMPLEMENTAR
As principais doenças que atualmente acometem os brasileiros deixaram de ser agudas e passaram a ser crônicas. Apesar da intensa redução da desnutrição em crianças, as deficiências de micronutrientes e a desnutrição crônica ainda são prevalentes em grupos vulneráveis da população, como
em indígenas, quilombolas e crianças e mulheres que vivem em áreas vulneráveis. Simultaneamente, o Brasil vem enfrentando aumento expressivo do sobrepeso e da obesidade em todas as faixas etárias, e as doenças crônicas são a principal causa de morte entre adultos. O excesso de peso acomete um em cada dois adultos e uma em cada três crianças brasileiras.
Para o enfrentamento desse cenário, é emergente a necessidade da ampliação de ações intersetoriais que repercutam positivamente sobre os diversos determinantes da saúde e nutrição. […]
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. Disponível em: https://bvsms. saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_ populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
ORGANIZE-SE
Para a proposta desta seção, providencie com os estudantes: pacote de pão de forma, sacos plásticos transparentes e canetas hidrocor.
ENCAMINHAMENTO
Antes da aula, providencie os materiais utilizados no experimento da seção Cientista mirim. A caneta deve marcar os sacos plásticos e permanecer legível ao longo da atividade. Se preferir, utilize etiquetas autoadesivas ou fita crepe para identificar os sacos.
A atividade proposta é investigativa e coloca os estudantes em contato com o fazer científico, desenvolvendo noções sobre o planejamento e a execução de experimentos. Um dos objetivos é que a turma desenvolva noções sobre a importância da higiene no preparo de alimentos.
Esclareça que eles vão investigar a importância da higiene na manipulação e no armazenamento dos alimentos.
Peça a dois estudantes de cada grupo que lavem as mãos adequadamente. Em seguida, forneça os materiais para os grupos e oriente-os na execução do experimento, lendo cada etapa, observando as imagens e orientando as ações. É fundamental que a bancada esteja limpa e, preferencialmente, desinfetada com álcool. Acompanhe de perto cada grupo, auxiliando no que for preciso. Espera-se que todos os membros do grupo contribuam para o trabalho, mesmo que de maneiras distintas.
Após duas semanas, deve ser possível notar o emboloramento das fatias que foram
CIENTISTA MIRIM
HIGIENE E ALIMENTOS
PERGUNTA INICIAL
A SUJEIRA DAS MÃOS PODE ESTRAGAR OS ALIMENTOS?
Resposta pessoal.
MARQUE UM NA SUA RESPOSTA.
SIM NÃO
COM A AJUDA DO PROFESSOR, FORME GRUPOS DE QUATRO ESTUDANTES PARA INVESTIGAR ESSA PERGUNTA.
MATERIAL
• 3 FATIAS DE PÃO DE FORMA
• 3 SACOS PLÁSTICOS TRANSPARENTES
• CANETA HIDROCOR
PROCEDIMENTO
1 O PROFESSOR VAI ORGANIZAR AS FATIAS DE PÃO E OS SACOS PLÁSTICOS COMO MOSTRA A IMAGEM.
tocadas por “mãos sujas”. Caso isso não ocorra, aguarde mais alguns dias para dar seguimento ao trabalho. Se, mesmo assim, o resultado esperado não for alcançado, aproveite a oportunidade para esclarecer que o trabalho científico é composto de erros e acertos, e sempre oferece possibilidade de reflexão e aprendizagem. Explique qual era o resultado esperado (emboloramento maior nas fatias tocadas por “mãos sujas”, devido à contaminação) e proponha uma roda de conversa sobre o que pode ter ocorrido com o experimento realizado. Dependendo do que foi observado, é possível especular que houve contaminação durante a manipulação das fatias ou o pão utilizado estivesse perto demais do vencimento, por exemplo.
b) Espera-se que os estudantes reconheçam que lavar as mãos evitou (ou diminuiu) a decomposição do pão (fez com que não estragasse ou estragasse parcialmente).
2 DUAS PESSOAS DO GRUPO VÃO LAVAR BEM AS MÃOS. DEPOIS, VÃO ENCOSTAR A MÃO NA FATIA A .
3 AS OUTRAS DUAS PESSOAS, SEM LAVAR AS MÃOS, VÃO ENCOSTAR A MÃO NA FATIA B .
4 NINGUÉM PODE ENCOSTAR NA FATIA C
ESTUDANTES QUE NÃO LAVARAM AS MÃOS
ESTUDANTES QUE LAVARAM AS MÃOS
5 AGORA, O PROFESSOR VAI GUARDAR CADA FATIA EM UM SACO PLÁSTICO.
CONCLUSÃO
1
a) Espera-se que a fatia do saco plástico B apresente maior decomposição (esteja mais estragada) que as fatias dos outros sacos. A fatia do saco plástico A deve estar parecida com a do saco plástico C
DEPOIS DE DUAS SEMANAS, OBSERVEM AS FATIAS E RESPONDAM ÀS QUESTÕES.
A) O QUE ACONTECEU COM CADA UMA DAS FATIAS?
DESENHE NO CADERNO.
B) LAVAR AS MÃOS FEZ ALGUMA DIFERENÇA?
C) DEPOIS DO EXPERIMENTO, VOCÊ MUDARIA A RESPOSTA QUE DEU À PERGUNTA INICIAL ?
Veja orientações no Encaminhamento.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE PARA O PROFESSOR
15/09/2025 18:57
• BRASIL. Ministério da Saúde. Como higienizar as mãos com água e sabonete? Brasília, DF: MS, c2025. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/ servicosdesaude/prevencao-e-controle-de-infeccao-e-resistencia-microbiana/CartazAzulA 3_LogosAtualizadas22.pdf. Acesso em: 5 set. 2025. Guia ilustrado com instruções sobre a lavagem correta das mãos.
ENCAMINHAMENTO
Na seção O que estudei buscamos retomar os principais conteúdos trabalhados ao longo da unidade, com o objetivo de sistematizar e consolidar conceitos estudados. Essa sistematização não é apenas um momento de revisão, mas também de reflexão, no qual os estudantes são convidados a analisar o próprio percurso de aprendizagem e a realizar uma autoavaliação. Esse processo contribui para que cada estudante reflita sobre o que aprendeu, como aprendeu e quais aspectos ainda precisam de maior atenção.
Essa seção, em conjunto com as atividades distribuídas ao longo dos capítulos, tem a função de criar oportunidades constantes de avaliação do processo de ensino e aprendizagem. Com base nessas avaliações, redirecione ou ajuste o plano de trabalho, adaptando estratégias, conteúdos e metodologias para garantir que todos os objetivos de aprendizagem previstos sejam alcançados.
Ao incentivar a reflexão sobre os conteúdos e a realização de uma autoavaliação, oferecemos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprendizagem.
Explique à turma que este é o momento de retomar o que foi trabalhado ao longo da unidade, identificando avanços e reconhecendo eventuais dificuldades. Essa prática favorece o desenvolvimento de processos metacognitivos, ajudando cada estudante a compreender seu próprio aprendizado e a perceber a evolução ocorrida.
Leia a história em quadrinhos com os estudantes para a realização da atividade 1 Certifique-se de que eles en-
O QUE ESTUDEI
1
ACOMPANHE A LEITURA DA HISTÓRIA EM QUADRINHOS QUE O PROFESSOR VAI FAZER E DEPOIS MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
NOSSA, VOVÓ! VOCÊ
TEM MUITOS IRMÃOS! EM CASA, SOMOS SÓ NÓS DOIS!
ESTA FOTOGRAFIA É DO DIA EM QUE ME CASEI COM O AVÔ DE VOCÊS NO DIA SEGUINTE, MUDAMOS PARA ESTA CASA EM QUE MORAMOS ATÉ HOJE.
A) NO PASSADO, ERA COMUM QUE AS FAMÍLIAS FOSSEM:
MAIS NUMEROSAS.
MENOS NUMEROSAS.
B) QUE ACONTECIMENTO IMPORTANTE PARA A HISTÓRIA DA FAMÍLIA A AVÓ RELATA?
QUANDO ELA CONHECEU O AVÔ DAS CRIANÇAS.
QUANDO ELA SE CASOU COM O AVÔ DAS CRIANÇAS.
tenderam de quem são as falas em cada um dos quadros. Além de trabalhar a compreensão de texto, a atividade retoma os conceitos relacionados à organização familiar, mobilizando as habilidades EF01HI06 e EF01HI07.
Leia o quadrinho da atividade 2 com os estudantes e certifique-se de que eles compreenderam o texto do balão. Reforce a importância das fotografias como um documento por meio do qual é possível trazer questões ligadas à memória, mobilizando, assim, a habilidade EF01HI06
ANTIGAMENTE ERA COMUM OS CASAIS TEREM MUITOS FILHOS.
A AVÓ DOS MENINOS ESTÁ RELEMBRANDO MOMENTOS DE QUANDO TRABALHAVA.
ACOMPANHE A LEITURA QUE O PROFESSOR VAI FAZER. DEPOIS, FAÇA O QUE SE PEDE.
ESTA FOTOGRAFIA É DA ÉPOCA EM QUE TRABALHEI COMO MERENDEIRA NA ESCOLA ONDE O PAI DE VOCÊS ESTUDOU. EU GOSTAVA MUITO DE TRABALHAR LÁ.
A) QUAL ERA A PROFISSÃO DA AVÓ DOS MENINOS? MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
PROFESSORA
MERENDEIRA
BIBLIOTECÁRIA
B) ENCONTRE NO DIAGRAMA A SEGUIR O NOME DO ESPAÇO DA ESCOLA ONDE A AVÓ DAS CRIANÇAS TRABALHAVA. S L U E
16/09/2025 02:07
ENCAMINHAMENTO
A história em quadrinhos continua na atividade 3, abordando hábitos de higiene. No item a, aproveite para recordar com a turma a importância de lavar as mãos antes das refeições para eliminar a sujeira e prevenir doenças, verificando a aprendizagem da habilidade EF01CI03. Recorde também o que foi estudado sobre a conservação dos alimentos. O item b possibilita aferir o desenvolvimento da habilidade EF01GE09. O quadrinho da atividade 4 permite retomar regras de convivência e aferir a habilidade EF01HI03
3
ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR. DEPOIS, FAÇA O QUE SE PEDE.
ALMOÇO PRONTO! VAMOS COMER!
A) POR QUE É IMPORTANTE LAVAR AS MÃOS ANTES DAS REFEIÇÕES? MARQUE UM NAS RESPOSTAS ADEQUADAS.
PARA ELIMINAR A SUJEIRA.
PARA PREVENIR DOENÇAS.
PARA AS MÃOS FICAREM MAIS BONITAS.
B) NA ILUSTRAÇÃO, TRACE O CAMINHO QUE AS CRIANÇAS DEVEM PERCORRER DA SALA ATÉ A PIA DO BANHEIRO.
NA ESCOLA, TEMOS QUE LAVAR AS MÃOS ANTES DE COMER.
EM CASA TAMBÉM!
OBSERVE A REGRA DE BOA CONVIVÊNCIA APRESENTADA NA IMAGEM. DEPOIS, FAÇA O QUE SE PEDE. 4
GOSTEI DE VER! AS CRIANÇAS
ESTÃO AJUDANDO A TIRAR A MESA!
• NA CASA DAS CRIANÇAS, AJUDAR A TIRAR A MESA É UMA REGRA DE BOA CONVIVÊNCIA.
AGORA, ESCREVA UMA REGRA DE BOA CONVIVÊNCIA
ADOTADA EM SUA CASA.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.
AUTOAVALIAÇÃO
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
MARQUE UM EM UMA DAS OPÇÕES PARA AVALIAR SUAS AÇÕES AO LONGO DOS ESTUDOS DESTA UNIDADE.
APROVEITE ESTE MOMENTO PARA REFLETIR SOBRE OS SEUS PONTOS FORTES E AS ATITUDES QUE VOCÊ PODE MELHORAR.
SEMPRE ÀS VEZES NUNCA
RESPEITEI O PROFESSOR E OS COLEGAS?
PRESTEI ATENÇÃO NAS EXPLICAÇÕES?
PEDI AJUDA QUANDO TIVE DÚVIDAS?
CONTRIBUÍ NAS ATIVIDADES EM GRUPO?
16/09/2025 02:07
A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu e o que ainda precisa ser melhorado no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver estudantes PcD na turma, de maneira geral, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas, quando necessário. Finalize pedindo um compromisso para a próxima aula, para que a autoavaliação tenha consequências práticas. Ao final, promova um momento coletivo de troca de ideias, no qual os estudantes possam compartilhar impressões sobre o que aprenderam e os desafios que encontraram. Essa prática valoriza a diversidade da turma, incentiva a escuta ativa e reforça a noção de que o aprendizado é um processo colaborativo e inclusivo, no qual cada voz e cada experiência contribuem para o crescimento de todos.
ORGANIZE-SE
Para a proposta desta seção, providencie com os estudantes: papel sulfite, lápis preto, pranchetas, pedaços de tecido escuro, cartolinas, lápis de cor e canetas hidrocor.
OBJETIVOS
DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer semelhanças e diferenças entre as pessoas.
• Compreender o que é acessibilidade e por que ela é importante.
• Observar o espaço escolar com olhar crítico para a acessibilidade.
• Representar o espaço escolar com desenhos.
• Propor mudanças que visem tornar o ambiente escolar mais inclusivo.
ENCAMINHAMENTO
Este Projeto propõe uma investigação coletiva sobre a acessibilidade na escola, promovendo empatia, respeito às diferenças e senso de responsabilidade social entre os estudantes. De forma lúdica e reflexiva, eles devem analisar o espaço escolar com olhar crítico e propor mudanças para tornar a escola mais inclusiva. A escuta ativa, a observação atenta e o trabalho em grupo favorecem o desenvolvimento da empatia e do pensamento crítico, fomentando a formação cidadã. Esta proposta permite o trabalho com o TCT Educação em direitos humanos
PROJETO
UMA ESCOLA PARA TODOS
DURAÇÃO SUGERIDA: 2 SEMANAS
LISTA DE MATERIAIS
• PAPEL SULFITE
• L áPIS PRETO
• PRANCHETAS
• PEDAÇO DE TECIDO ESCURO
VOCÊ
• CARTOLINA
• L áPIS DE COR E CANETA HIDROCOR
SABE O QUE É UM PROJETO?
É UMA ATIVIDADE QUE ENVOLVE VÁRIAS PESSOAS. NA
ESCOLA, TODA A TURMA SE REÚNE PARA PARTICIPAR DE UMA ATIVIDADE EM GRUPO E COLOCAR A MÃO NA MASSA.
NESTE PROJETO, VAMOS OBSERVAR SE NOSSA ESCOLA
PODE SER FREQUENTADA COM SEGURANÇA POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA.
VAMOS REALIZAR AS ATIVIDADES E TROCAR IDEIAS COM OUTRAS PESSOAS PARA PENSAR NO QUE É POSSÍVEL FAZER
PELA NOSSA ESCOLA E PELOS LUGARES ONDE VIVEMOS.
ETAPA 1: SOMOS TODOS DIFERENTES
ALGUMAS PESSOAS
PRECISAM DE APOIO
PARA SE LOCOMOVER, ENXERGAR, OUVIR OU SE COMUNICAR. SÃO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (PCDs)
Na etapa 1, os estudantes são convidados a conhecer o termo “PcD”. Explique que há diferentes tipos de deficiência: visual, auditiva, física e intelectual. E em cada tipo de deficiência, há uma gama de manifestações e níveis de comprometimento. Reforce, assim, a ideia de que cada pessoa é única e todas merecem ser tratadas com respeito. Aproveite a oportunidade para trabalhar a habilidade EF01CI04, reforçando com a turma a importância de reconhecer a diversidade e promover a valorização, o acolhimento e o respeito às diferenças.
Explore com a turma as fotografias, que mostram pessoas com diferentes tipos de deficiência.
OBSERVE ESTAS FOTOGRAFIAS.
CRIANÇA INTERAGINDO COM MAPA TÁTIL EM SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2024.
TÁTIL: QUE PODE SER SENTIDO PELO CONTATO COM A PELE.
CRIANÇA E PROFESSORA
CONVERSANDO EM LIBRAS NA SALA DE AULA DE UMA ESCOLA EM SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2025.
ETAPA 2: ESPAÇOS ACESSÍVEIS
SALA DE AULA NO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2024.
UM ESPAÇO ACESSÍVEL É AQUELE QUE PODE SER USADO COM SEGURANÇA E DE MANEIRA CONFORTÁVEL PELA MAIORIA DAS PESSOAS. ISSO SIGNIFICA QUE AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA PODEM CAMINHAR POR ESSES ESPAÇOS SEM PRECISAR DE AJUDA O TEMPO TODO.
A CONSTRUÇÃO DE RAMPAS E A INSTALAÇÃO DE ELEVADORES E DE PISO TÁTIL SÃO MANEIRAS DE TORNAR UM ESPAÇO MAIS ACESSÍVEL PARA ESSAS PESSOAS.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• SANTOS, Jorge Fernando dos. As cores no mundo de Lúcia. São Paulo: Paulus, 2010.
O livro aborda, em forma de prosa poética, a história de Lúcia, uma menina cega que é alegre e carinhosa. Ela enxerga o mundo usando os outros sentidos, como a audição, o olfato, o paladar e o tato.
11/09/2025 20:18
Na etapa 2, os estudantes são levados a refletir sobre o que é um espaço acessível, bem como avaliar se o espaço escolar é acessível à maioria das pessoas. Dê exemplos de construções e recursos que permitem a acessibilidade aos diferentes espaços, como rampas, piso tátil, avisos sonoros, elevadores, entre outros.
ENCAMINHAMENTO
Explore as fotografias da atividade 1 com a turma e verifique se os estudantes reconhecem os espaços acessíveis. Para a realização da atividade 2, organize as duplas. Para essa vivência, o integrante da dupla com os olhos vendados será guiado pelo colega. O guia deve orientar sobre o caminho, alertando sobre desníveis do solo, presença de degraus, paredes, desvios, obstáculos etc. Estipule o trajeto que a dupla deve fazer e acompanhe a dinâmica de perto para garantir a segurança dos estudantes. Depois, peça a eles que troquem de papéis: o guia agora será vendado e deverá ser guiado pelo colega. Para dificultar a dinâmica, pode ser sugerido outro caminho a ser percorrido pela dupla. Garanta que as funções da dupla sejam trocadas, para que ambos experimentem o papel de guiar e o de ser guiado pelo caminho. Para evitar acidentes, é importante que todos andem com cuidado, devagar e sempre à vista dos adultos que acompanharão a atividade.
Ao final, as percepções sobre a atividade devem ser compartilhadas em uma roda de conversa, permitindo que cada estudante conte as dificuldades que enfrentou. Anote o que for dito por cada estudante, garantindo uma comparação entre os conhecimentos prévios do grupo com os saberes que serão construídos ao longo do projeto.
Na etapa 3, os estudantes são convidados a conversar com uma pessoa com deficiência. Uma sugestão é conversar com pessoas com deficiência que frequentem o espaço escolar. Se for o caso, priorize os depoimentos dos estudantes com deficiência ou daqueles que convivem com pessoas que tenham al-
1
CONTORNE A FOTOGRAFIA QUE MOSTRA UM ESPAÇO ACESSÍVEL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA SE DESLOCAREM.
1 2
CRIANÇA QUE NÃO CONSEGUE
ACESSAR O ANDAR SUPERIOR POR FALTA DE UMA RAMPA ACESSÍVEL.
2
CRIANÇAS SE LOCOMOVENDO POR RAMPA EM UMA ESCOLA DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2024.
EM DUPLAS, VOCÊ E UM COLEGA VÃO SE DESLOCAR PELA
ESCOLA COM OS OLHOS VENDADOS. DECIDAM QUEM FICARÁ VENDADO E QUEM SERÁ O GUIA. CAMINHEM JUNTOS POR UM TRECHO QUE O PROFESSOR DETERMINAR. DEPOIS, INVERTAM AS POSIÇÕES.
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
AO FINAL, CONVERSEM SOBRE ESTAS QUESTÕES.
• COMO FOI ANDAR COM OS OLHOS VENDADOS?
• O QUE FOI MAIS DIFÍCIL?
• O QUE AJUDOU OU ATRAPALHOU VOCÊS NO CAMINHO?
ETAPA 3: CONVERSANDO COM UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
COM O AUXÍLIO DO PROFESSOR, VOCÊS VÃO CONVERSAR COM UMA PESSOA QUE TENHA DEFICIÊNCIA PARA SE MOVIMENTAR OU ENXERGAR.
guma deficiência. Se a escola contar com um funcionário em seu quadro que tenha alguma deficiência, consulte-o sobre a possibilidade de ele ser entrevistado pelos estudantes. Essa também é uma oportunidade de ampliar o olhar dos estudantes em relação ao trabalho e às funções desempenhadas pelos funcionários da escola.
A etapa 4 possibilita o trabalho com a habilidade EF01GE01. Acompanhe a turma durante a visita aos diferentes ambientes da escola e direcione o olhar dos estudantes para
que identifiquem se eles são acessíveis. Se necessário, retome com a turma o significado do termo “acessível” e reforce a ideia de que espaços acessíveis são aqueles em que a maioria das pessoas pode circular com autonomia e segurança.
Na etapa 5, reúna os estudantes em roda e promova uma conversa sobre o que aprenderam em cada etapa deste projeto e os problemas de acessibilidade que eles conseguiram identificar nos diferentes espaços da escola. Uma sugestão é elencar os problemas na lou-
CONSIDERANDO O QUE VOCÊS APRENDERAM NAS ATIVIDADES PROPOSTAS, CONVERSE COM A PESSOA CONVIDADA SOBRE A ACESSIBILIDADE DOS ESPAÇOS DA ESCOLA.
APROVEITEM A PRESENÇA DESSA PESSOA NA ESCOLA E PERGUNTEM COMO É O DIA A DIA DELA, COMO ELA ENFRENTA AS DIFICULDADES NOS ESPAÇOS QUE COSTUMA FREQUENTAR E OUTRAS DÚVIDAS QUE CONSIDERAREM IMPORTANTES.
ETAPA 4: OBSERVANDO A ACESSIBILIDADE DA ESCOLA
SEGUINDO AS ORIENTAÇÕES DO PROFESSOR, VISITEM OS DIFERENTES ESPAÇOS DA ESCOLA PARA IDENTIFICAR SE ELES SÃO ACESSÍVEIS PARA QUE AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA CONSIGAM SE DESLOCAR COM SEGURANÇA.
EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, REGISTREM COM TEXTO OU IMAGENS O QUE VOCÊS OBSERVARAM.
ETAPA 5: VAMOS PROPOR MUDANÇAS?
COM TODA A TURMA, LISTEM OS PROBLEMAS DE ACESSIBILIDADE QUE VOCÊS IDENTIFICARAM NA ESCOLA. DEPOIS, REGISTREM AS INFORMAÇÕES EM CARTAZES E REÚNAM TODAS ELAS EM UM PAINEL QUE DEVE SER EXIBIDO A TODA A COMUNIDADE ESCOLAR. VOCÊS PODEM UTILIZAR OS REGISTROS FEITOS NA ETAPA ANTERIOR.
RESERVEM UM ESPAÇO NO PAINEL PARA SUGERIR MUDANÇAS QUE POSSAM SER FEITAS PARA TORNAR A ESCOLA MAIS ACESSÍVEL. DEPOIS, CONVERSEM COM O PROFESSOR SE AS MUDANÇAS PROPOSTAS SÃO VIÁVEIS.
SE A ESCOLA JÁ APRESENTAR INICIATIVAS PARA A ACESSIBILIDADE, ELAS PODEM SER DESTACADAS NO PAINEL. 143
sa, à medida que eles forem citados pelos estudantes. Nesse caso, o professor será o escriba. Incentive os estudantes a propor soluções para os problemas citados. Dentre as soluções possíveis, os estudantes podem propor a instalação de corrimãos e pisos táteis, a construção de rampas, o rebaixamento de patamares, sinalizações adequadas em braile, entre outras. Também é possível que os estudantes pensem em mudanças menos estruturais e de natureza mais organizacional, como a troca do uso de salas de um andar para outro.
15/09/2025 18:57
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Esta unidade trabalha o tema brincadeiras e tradições, com o intuito de mobilizar os estudantes no estudo de tradições da comunidade, de materiais utilizados em brinquedos e na localização de diferentes brincadeiras pelo mundo. Além disso, propõe situações e atividades que fomentam o respeito e a inclusão.
No capítulo 1, são desenvolvidas noções relacionadas às funções dos diferentes espaços relacionados ao brincar. Neste capítulo, os estudantes são levados a analisar brincadeiras do passado para identificar semelhanças e diferenças em relação às brincadeiras atuais. Ao abordar os brinquedos, o capítulo trabalha com a identificação dos materiais de que eles são feitos.
O capítulo 2 expande a exploração de brincadeiras de lugares, trazendo exemplos de diversas partes do Brasil e do mundo. O trabalho a respeito dos materiais de que são feitos os brinquedos é aprofundado, abordando agora as propriedades desses materiais.
O capítulo 3 encerra a unidade propondo reflexões de educação ambiental. Por meio do trabalho com o tema brinquedos, são analisadas as origens dos materiais e as maneiras como eles podem e devem ser descartados quando não são mais utilizados. Também são desenvolvidas as noções de consumismo e reciclagem ao longo do capítulo.
O conteúdo indicado no boxe Conexão pode fornecer referências para enriquecer as aulas durante o estudo dessa unidade.
UNіDADE
BRINCADEIRAS E TRADIÇÕES
NA ANIMAÇÃO CORDAS, DE PEDRO SOLÍS GARCÍA (ESPANHA, 2013), A MENINA MARIA FAZ AMIZADE COM NIKOLAS, UM MENINO COM PARALISIA CEREBRAL. PARA BRINCAR COM ELE, MARIA INVENTA E ADAPTA BRINCADEIRAS.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Conhecer jogos e brincadeiras de outras épocas e lugares, buscando identificar as semelhanças e as diferenças com as brincadeiras atuais que ocorrem no lugar de vivência.
• Identificar espaços de lazer na comunidade e compreender que as brincadeiras podem ser uma forma de interação social.
• Identificar os materiais de que são feitos os brinquedos, reconhecer as características desses materiais e descrever as maneiras corretas de descartá-los.
• Refletir sobre as maneiras de descartar os materiais.
• Comparar diferentes brinquedos, considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.
• Refletir sobre o tempo de uso de brinquedos eletrônicos.
Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento
COM QUE BRINQUEDO AS CRIANÇAS ESTÃO BRINCANDO?
COMO VOCÊ SE SENTE QUANDO É CHAMADO PARA BRINCAR COM OUTROS COLEGAS? 1 2
O QUE MARIA FEZ PARA QUE O AMIGO PUDESSE BRINCAR? O QUE VOCÊ ACHOU DA ATITUDE DE MARIA?
O curta de animação Cordas (Espanha, 2013), apresentado na imagem de abertura desta unidade, retrata a amizade entre Maria e Nicolas, que tem paralisia cerebral. No filme, a menina Maria se esforça para adaptar diferentes brincadeiras, respeitando as limitações e possibilidades de seu amigo. Se possível, projete o filme para a turma e, ao final da exibição, promova uma roda de conversa, abordando questões como respeito à diversidade e inclusão. Nesse momento, atente-se para a possibilidade de algum estudante apresentar comentários insensíveis, e aproveite para cultivar o respeito e a empatia da classe, sobretudo se houver um estudante com deficiência.
Na atividade 1, espera-se que os estudantes respondam que eles estão brincando com uma pipa ou outras variações do nome do brinquedo, dependendo da região onde vivem.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam, com base na observação da imagem e na leitura compartilhada da legenda, que Maria adaptou a brincadeira com a pipa. Ressalte a importância da empatia nas relações entre as pessoas.
Na atividade 3, ressalte a importância de promover um ambiente inclusivo, respeitoso e acolhedor nos diferentes espaços de convivência dos estudantes.
Esse site foi criado com base em filme documental que apresenta diversas formas de brincar pelo Brasil. Nele é possível encontrar fotografias e instruções de como realizar as brincadeiras.
CONEXÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar espaços para brincar na comunidade.
• Identificar brincadeiras do passado e do presente.
• Identificar os materiais de que são feitos alguns brinquedos.
• Refletir sobre a diversidade e a inclusão de crianças nas brincadeiras.
BNCC
HABILIDADES
(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.
(EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções.
(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças.
(EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares.
(EF01GE03) Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças, parques) para o lazer e diferentes manifestações.
(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.
BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS
BRINCAR FAZ PARTE DA VIDA. QUANDO A GENTE BRINCA, SOLTA A IMAGINAÇÃO, APRENDE A CONVIVER, A SE EXERCITAR E AINDA SE DIVERTE.
OBSERVE ESTA PINTURA. 1
VÁRIAS BRINCADEIRAS, DE IVAN CRUZ, RIO DE JANEIRO, 2006. 130 CENTÍMETROS x 170 CENTÍMETROS.
(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.
(EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Educação em direitos humanos.
• Direitos da criança e do adolescente.
A) QUE BRINCADEIRAS VOCÊ CONSEGUIU IDENTIFICAR NESSA PINTURA? CONTE PARA OS COLEGAS E O PROFESSOR.
B) CONTORNE AS BRINCADEIRAS DE QUE VOCÊ MAIS GOSTA DE BRINCAR.
C) MARQUE UM NAS BRINCADEIRAS QUE VOCÊ NÃO CONHECE.
D) MOSTRE A PINTURA PARA UM ADULTO. PERGUNTE A ELE QUAIS BRINCADEIRAS ELE COSTUMAVA BRINCAR QUANDO ERA CRIANÇA.
DESENHE SUA BRINCADEIRA FAVORITA NO ESPAÇO A SEGUIR. DEPOIS, EXPLIQUE PARA OS COLEGAS E O PROFESSOR COMO SE BRINCA.
2 Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento 147
ENCAMINHAMENTO
Faça a leitura da obra de arte com a turma, destacando o título, a data e o local de produção. Incentive a observação atenta dos elementos representados e explique que as brincadeiras pintadas fazem parte de práticas culturais e que, ao longo do tempo, algumas permanecem e outras se transformam ou não são mais praticadas.
a compreensão de mudanças e permanências. No item 1. a), os estudantes podem citar: balanço, futebol, pião, boneca, avião de papel, caracol, telefone sem fio, futebol de botão, bolinha de sabão, gangorra, pipa, entre outras. No item 1. b), antes de realizar a atividade, certifique-se de que os estudantes identificaram todas as brincadeiras representadas na pintura. No item 1. d), durante a aula, promova um momento para que os estudantes possam compartilhar as descobertas realizadas com base na conversa com os adultos. Essa atividade permite um trabalho conjunto com o componente curricular de Educação Física, proporcionando momentos de experimentação prática das brincadeiras apresentas na pintura.
Na atividade 2, incentive os estudantes a desenhar as brincadeiras favoritas deles. Depois, em uma roda de conversa, peça que cada estudante diga o nome da brincadeira que representou. Caso haja estudantes que tenham desenhado a mesma brincadeira, organize-os em grupos, e peça que conversem sobre as regras dela para apresentá-las em conjunto para os colegas.
ATIVIDADES
16/09/2025 02:19
Na atividade 1, oriente os estudantes a identificar as brincadeiras conhecidas por eles que estão presentes na obra de arte. Para os que não conseguirem reconhecer algumas das brincadeiras, promova uma roda de conversa, incentivando a troca de conhecimentos sobre modos de brincar. Aproveite para dialogar sobre os fatores que fazem com que algumas brincadeiras deixem de ser praticadas e outras se mantenham ao longo do tempo, favorecendo
Solicite aos estudantes que, em casa, conversem com um adulto e peçam que explique alguma brincadeira de sua infância. Depois, em sala de aula, converse com os estudantes para que eles apresentem como é essa brincadeira. Por fim, proponha à turma que registre coletivamente os nomes das brincadeiras em um mural visual, com desenhos das brincadeiras.
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla são apresentados espaços onde geralmente ocorrem algumas brincadeiras tradicionais, iniciando a conceitualização de termos como espaço, função e cultura.
Inicie o trabalho dessa dupla de páginas realizando a leitura do texto e das imagens. Para explorar as imagens, faça questões aos estudantes como: em que lugar cada criança ou grupo de criança parece estar? Que brincadeira ou jogo está acontecendo em cada cena? Você já participou de algumas dessas brincadeiras ou jogos? Você costuma brincar em lugares como os apresentados nas imagens? Em que outros lugares você costuma brincar? Quais são as diferenças entre os jogos mostrados, o de tabuleiro e jogo eletrônico? Quais brincadeiras estão sendo feitas em locais abertos? Essas brincadeiras e jogos poderiam acontecer em outros espaços que não os mostrados? Essas questões permitem o trabalho com a habilidade EF01GE02
No capítulo 2 serão trabalhados outros tipos de brincadeiras e jogos, incluindo os jogos eletrônicos e as implicações relacionadas a eles. No entanto, é possível aproveitar a cena em que aparece o jogo eletrônico para comentar sobre a importância de a criança não passar muito tempo brincando com esse tipo de jogo, reforçando a necessidade de brincar ao ar livre e ter contato com outros colegas.
Caso considere oportuno, ao abordar os espaços para brincar, incentive os estudantes a refletir sobre como esses locais mudaram ao longo do tempo. Questione se eles conhecem histórias, contadas por familiares ou pessoas mais velhas, sobre praças, ruas, quintais ou campos que eram usados para brincadeiras no passado e que hoje podem ter outras funções. Essa
ESPAÇOS PARA BRINCAR
VOCÊ PODE BRINCAR DE MUITAS MANEIRAS E EM MUITOS LUGARES.
OBSERVE AS ILUSTRAÇÕES A SEGUIR.
investigação favorece o desenvolvimento da habilidade EF01HI04. Proponha aos estudantes que registrem, em desenhos, como imaginam que eram os espaços de brincar em outras épocas, comparando-os com os que utilizam atualmente.
1 PR A Ç A
COMPLETE AS PALAVRAS COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO. DEPOIS, IDENTIFIQUE OS NOMES DOS LUGARES ONDE AS CRIANÇAS ESTÃO BRINCANDO.
B IBLI O T E C A
E S C O L A
C A S A
TEXTO COMPLEMENTAR
COM BASE NAS ILUSTRAÇÕES DA PÁGINA ANTERIOR, FAÇA O QUE SE PEDE.
A) PINTE OS NÚMEROS DAS BRINCADEIRAS QUE VOCÊ PODE BRINCAR SOZINHO.
1 3 2 4
B) AGORA, PINTE OS NÚMEROS DAS BRINCADEIRAS QUE VOCÊ PODE BRINCAR DENTRO DE CASA. 1 3 2 4
C) PINTE OS NÚMEROS DAS BRINCADEIRAS QUE VOCÊ PODE BRINCAR NA PRAÇA OU NO PARQUE. 1 3 2 4 2
16/09/2025 02:19
Para sua reflexão, sugerimos a leitura de um trecho da entrevista dada por Priscila do Rocio Costa (pedagoga da área de desenvolvimento infantil) à Pastoral da Criança. Como devem ser esses espaços para que as crianças brinquem em segurança? Devem ser atrativos, que chamem a atenção das crianças. Organizar os ambientes com brinquedos e propostas de brincadeiras em diferentes níveis e de modo acessível às crianças, de forma que atenda à amplitude corporal e gestual delas de acordo com a idade. Nós precisamos oferecer materiais que proporcionem construções desafiadoras, porém, seguras para todas. É necessário a livre escolha delas, de com que e como brincar, de brincar com outras crianças. E nós, adultos, também precisamos brincar junto com elas, oferecendo ajuda quando preciso e de acordo com as demandas nas construções, incentivando a criatividade, mas não fazer tudo por elas, isso incentiva ao desenvolvimento da autonomia. Planejar atividades por faixa etárias, quando é um grupo grande de crianças, por exemplo, combinar regras para que os maiores respeitem o espaço dos menores e planejar que as atividades aconteçam, envolvendo a interação das crianças com todos de forma atrativa, divertida e segura. ESPAÇOS seguros para as crianças brincarem. Pastoral da Criança, 20 jun. 2022. Disponível em: https://www. pastoraldacrianca.org.br/ desenvolvimento-infantil/ espacos-seguros-para-as -criancas-brincarem. Acesso em: 8 set. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla há a continuação do trabalho com os espaços para brincar, agora com foco em espaços públicos. Inicie o trabalho com a leitura das fotografias, questionando os estudantes: o que é possível observar em cada uma das fotografias? Quais dos lugares retratados mais chamou sua atenção e por quê? Perto da sua casa ou da escola há lugares parecidos com os apresentados nas fotografias?
Se achar oportuno, trabalhe com os estudantes a localização informada na legenda das fotografias. Embora o conteúdo relacionado à divisão político-administrativa brasileira seja tratado em anos posteriores, já é possível iniciar a leitura de mapas. Para isso, leve para a sala de aula um mapa político do Brasil e apresente para a turma a localização dos estados que aparecem nas fotografias. Caso os estudantes manifestem interesse em conhecer a localização dos municípios citados, é possível utilizar mapas disponíveis em meios eletrônicos, como o Atlas geográfico escolar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (disponível em: https://atlasescolar. ibge.gov.br/ ; acesso em: 20 set. 2025).
Na atividade 3, caso os estudantes respondam afirmativamente, aproveite para questionar sobre as características e o estado de conservação dessas praças e parques. Caso respondam negativamente, explore quais lugares eles já visitaram para brincar e se esse local era distante de onde residem.
Na atividade 4, permita que os estudantes se expressem livremente. Além das praças e parques, os estudantes poderão citar outros espaços, como: casas de parentes e colegas, quadras esportivas,
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS DE ALGUNS ESPAÇOS ONDE É POSSÍVEL BRINCAR PELO BRASIL.
PARQUE EM PRAÇA NO MUNICÍPIO DE ITAJAÍ, NO ESTADO DE SANTA CATARINA, EM 2025.
PARQUE NO MUNICÍPIO DE SALVADOR, NO ESTADO DA BAHIA, EM 2022.
PARQUE EM PRAÇA NO MUNICÍPIO DE GAÚCHA DO NORTE, NO ESTADO DE MATO GROSSO, EM 2023.
PARQUE EM PRAÇA NO MUNICÍPIO DE BOA VISTA, NO ESTADO DE RORAIMA, EM 2023.
EXISTEM PRAÇAS E PARQUES NO LUGAR ONDE VOCÊ VIVE?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 4
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
QUAIS LUGARES VOCÊ COSTUMA FREQUENTAR PARA BRINCAR? 3
áreas de lazer em shopping centers, a própria escola, entre outros.
A atividade 6 é uma produção livre, na qual os estudantes vão acionar memórias afetivas. É possível que no desenho dos estudantes estejam representados amigos, familiares, brinquedos e elementos da paisagem, tais como árvores, rios, lagos, lojas, lanchonetes etc.
O boxe Fique ligado traz a indicação do site Território do brincar. Indique aos familiares a navegação nesse site com os estudantes, sugerindo que o adulto traga suas memórias de infância e das brincadeiras que
realizava. Caso a escola tenha acesso à internet e equipamentos de projeção, mostre para os estudantes o conteúdo do site, apresentando algumas brincadeiras e exibindo vídeos. Importante ressaltar que os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.
COM A AJUDA DO PROFESSOR, ESCREVA OUTRAS ATIVIDADES QUE PODEMOS REALIZAR EM PRAÇAS E PARQUES.
Resposta pessoal. Os estudantes podem citar andar de bicicleta, jogar bola, caminhar, tomar um lanche, brincar, entre outras possibilidades.
DESENHE UM LOCAL ONDE VOCÊ COSTUMA BRINCAR.
FIQUE LIGADO
• TERRITÓRIO DO BRINCAR. BRINCADEIRAS PELO BRASIL. SÃO PAULO, C2025. DISPONÍVEL EM: https://territoriodobrincar.com.br/brincadeiras-pelo-brasil/. ACESSO EM: 26 MAIO 2025.
NESSE SITE, VOCÊ VAI CONHECER DIFERENTES BRINCADEIRAS PELO BRASIL.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 151
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• SANTOS, Paula Manoela dos; SAMIOS, Ariadne; OLIVEIRA, Larissa; CORRÊA, Fernando. Como qualificar espaços públicos para a infância? Experiências e aprendizados em São Paulo. WRI Brasil, 26 maio 2022. Disponível em: https://www. wribrasil.org.br/noticias/como-qualificar-espacos-publicos -para-infancia-experiencias-e-aprendizados-em-sao-paulo. Acesso em: 9 set. 2025.
O artigo e o vídeo trazem experiências de engajamento de comunidades na periferia de São Paulo, sendo ações inspiradoras para outros lugares.
12/09/2025 10:35
• PENA, Ana Cândida; LA TERZA, Carolina. Ruas de brincar resgatam o espaço público para crianças. Ecoa UOL, 4 mar. 2022. Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/ primeira-infancia/2022/03/04/ruas-de-brincar-resgatam-o -espaco-publico-para-as-criancas.htm. Acesso em: 9 set. 2025.
O artigo traz casos de lugares no Brasil e no mundo nos quais foram implementadas as chamadas ruas de lazer (que podem ter outro nome, como ruas de brincar). A ação consiste em fechar uma rua para veículos em determinados dias e horários, ficando disponível para a população local.
Comente com os estudantes que as brincadeiras e os brinquedos são parte importante da história e da cultura de diferentes povos. Ressalte que as formas de brincar mudam com o tempo, mas algumas permanecem como tradições transmitidas de geração em geração. Apresente as imagens destacando a diferença entre brinquedos contemporâneos e antigos. Essa atividade permite mobilizar a habilidade EF01GE02.
A respeito da fotografia dos brinquedos encontrados na Turquia, explique aos estudantes que são brinquedos muito antigos e feitos de cerâmica ou barro. Comente que, no período em que eles foram produzidos, não existiam carros como conhecemos hoje, por isso, as peças representam carruagens puxadas por animais, o que nos ajuda a entender como era a vida e a imaginação das crianças daquela época. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF01HI05
A atividade 3 mobiliza a habilidade EF01GE06, ao solicitar aos estudantes que descrevam o material com o qual os brinquedos foram feitos. É possível solicitar que eles citem outros brinquedos feitos com os mesmos materiais, estabelecendo relações com os brinquedos mostrados nas imagens.
Em seguida, apresente a brincadeira da Cordinha, praticada em Manacapuru (AM). Destaque que essa brincadeira é transmitida oralmente e vivida de forma coletiva, o que reforça o papel da memória e da oralidade na preservação cultural. Incentive os estudantes a identificar brincadeiras semelhantes que conheçam e a compartilhar suas experiências, favorecendo o reco -
BRINCADEIRAS ANTIGAS E TRADICIONAIS
ALGUMAS BRINCADEIRAS E ALGUNS BRINQUEDOS DE HOJE EM DIA PODEM SER MUITO DIFERENTES DE COMO ERAM NO PASSADO.
1
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS. DEPOIS, MARQUE UM NA
FOTOGRAFIA QUE MOSTRA O CARRINHO MAIS ANTIGO.
AGORA, OBSERVE ESTES BRINQUEDOS. ELES FORAM ENCONTRADOS POR PESQUISADORES EM UM PAÍS CHAMADO TURQUIA E FORAM FEITOS HÁ MUITO TEMPO. Os brinquedos apresentados na fotografia são de 5 000 anos atrás e foram encontrados por pesquisadores na Turquia.
PESQUISADOR: PESSOA QUE PESQUISA INFORMAÇÕES SOBRE UM ASSUNTO.
2
BRINQUEDOS ANTIGOS DE MUITOS ANOS ATRÁS, ENCONTRADOS NA TURQUIA, EM 2017.
QUAIS BRINQUEDOS VOCÊ CONSEGUIU IDENTIFICAR NA FOTOGRAFIA?
VOCÊ ACHA QUE ESSES BRINQUEDOS FORAM FEITOS COM QUAL MATERIAL?
2. Espera-se que os estudantes respondam que parecem carrinhos, mas, na verdade, são carruagens. Comente com eles que na época em que esses brinquedos foram criados não existiam carros motorizados.
ou barro.
nhecimento da diversidade cultural no Brasil. Caso considere oportuno, organize a turma para brincar de Cordinha no pátio, respeitando o ritmo e a participação de todos.
Na atividade 4, proponha que cada estudante conte se conhece brincadeiras de roda e descreva como se brinca, registrando na lousa as respostas para criar um repertório coletivo da turma. Permita que os estudantes se expressem livremente, trazendo os conhecimentos deles sobre brincadeiras tradicionais. Se possível, anote os nomes das brincadeiras na lousa.
Na atividade 5, incentive a construção de uma lista com outras brincadeiras de roda, valorizando tanto as conhecidas nacionalmente quanto aquelas específicas da região onde a escola se localiza, integrando história e práticas da cultura local.
Cerâmica
CARRINHO DE MADEIRA DE 1903. CARRINHO DE CONTROLE REMOTO ATUAL.
ALGUMAS BRINCADEIRAS SÃO TRADICIONAIS, OU SEJA, SÃO TRANSMITIDAS AOS MAIS JOVENS PELAS PESSOAS MAIS VELHAS. AS CRIANÇAS DO MUNICÍPIO DE MANACAPURU, NO ESTADO DO AMAZONAS, BRINCAM DE CORDINHA. ESSA BRINCADEIRA DE RODA VEM PASSANDO DE GERAÇÃO A GERAÇÃO.
COM A AJUDA DO PROFESSOR, LEIA O TEXTO QUE EXPLICA COMO SE BRINCA DE CORDINHA.
AS CRIANÇAS FORMAM UMA RODA E CANTAM A MÚSICA ABAIXO. QUANDO CANTAM “VAMOS PULAR CORDA” TODOS PULAM. E, QUANDO CANTAM “VAMOS PENEIRAR”, CHACOALHAM O CORPO E FINGEM QUE PENEIRAM COM AS MÃOS.
VAMOS PULAR CORDA, MINHA GENTE VAMOS PENEIRAR!
[...] BATE O PÉ NO CHÃO LEVANTA A MÃO VAMOS REQUEBRAR
[...]
DÊ UMA VOLTINHA, UMA REQUEBRADINHA PRA LÁ E PRA CÁ.
MAPA DO BRINCAR. CORDINHA. SÃO PAULO, C2025. DISPONÍVEL EM: https://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/roda/ 603-cordinha. ACESSO EM: 10 JUN. 2025.
Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento
4
5
VOCÊ CONHECE ALGUMA BRINCADEIRA PARECIDA COM A CORDINHA? QUAL?
COM A AJUDA DO PROFESSOR, FAÇA UMA LISTA COM OS NOMES DE OUTRAS BRINCADEIRAS DE RODA NO CADERNO.
Resposta pessoal, de acordo com os nomes das brincadeiras que os estudantes mencionarem.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• ALVES, Álvaro M. P.; GNOATO, Gilberto. O brincar e a cultura: jogos e brincadeiras na cidade de Morretes na década de 1960. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 8, n. 1, p. 111-117, jan./jun. 2003. Disponível em: https:// www.scielo.br/j/pe/a/cG7D4K87dWBKwb ZdDyqSfhg/?format=html&lang=pt. Acesso em: 9 set. 2025.
12/09/2025 10:35
Esse estudo de caso analisa, por meio de memórias individuais e entrevistas, a relação entre brincadeira e cultura em Morretes (PR), na década de 1960, revelando como as práticas lúdicas são constitutivas da identidade cultural local e não devem ser vistas como simples entretenimento. A pesquisa destaca ainda o papel da oralidade e da memória como veículos de transmissão cultural.
VERIDIANA
SCARPELLI
ENCAMINHAMENTO
A atividade da seção Mão na massa tem o nome de “Uma tarde de brincadeiras tradicionais”, mas, para os casos de turmas que ocorrem no período da manhã, adapte com os estudantes o nome da atividade para “Uma manhã de brincadeiras tradicionais”.
Explique aos estudantes que muitas brincadeiras tradicionais se mantêm vivas porque são ensinadas por pessoas como pais, avós, tios e outros familiares às crianças. Convide-os a observar a fotografia, leia a legenda e comente que esse gesto de ensinar uma brincadeira é também uma forma de transmitir cultura, memória e afeto.
Na atividade 1 , oriente os estudantes a escrever o nome de uma brincadeira que aprenderam com um adulto, incentivando que pensem em experiências próprias ou observadas na comunidade.
Para a atividade 2 , organize uma lista coletiva na lousa com as brincadeiras mencionadas pela turma, registrando apenas nomes que não se repitam para ampliar o repertório. Peça que copiem a lista no espaço indicado no livro. Depois, verifique se os estudantes conhecem todas as brincadeiras listadas. Em caso negativo, se achar conveniente, faça uma roda de conversa com a turma para ensinar as brincadeiras que eles não conhecem.
TEXTO COMPLEMENTAR
Como o ato de brincar contribui no desenvolvimento de crianças com deficiência
A alegria proporcionada pelo ato de brincar é um dos benefícios que associamos ao momento de diversão das crianças. [...]
MÃO NA MASSA
UMA TARDE DE BRINCADEIRAS TRADICIONAIS
QUAIS BRINCADEIRAS
TRADICIONAIS EXISTEM NA
NOSSA COMUNIDADE? VAMOS INVESTIGAR JUNTOS.
NETA E AVÓ BRINCANDO NO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2023.
COM A AJUDA DO PROFESSOR, ESCREVA O NOME DE UMA BRINCADEIRA QUE VOCÊ APRENDEU COM UM ADULTO.
PODE SER UM FAMILIAR OU ALGUM CONHECIDO.
Resposta pessoal.
2. Resposta pessoal, de acordo com as brincadeiras citadas pela turma. Anote apenas os nomes das brincadeiras que não se repetem.
AGORA, O PROFESSOR VAI ORGANIZAR UMA LISTA COM OS NOMES DESSAS BRINCADEIRAS NA LOUSA. COPIE OS NOMES DAS BRINCADEIRAS NO ESPAÇO A SEGUIR.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
O desenvolvimento proporcionado pelo ato de brincar pode ser físico, social e intelectual.
A brincadeira desperta na criança inúmeras possibilidades de melhorias pessoais, como melhora da autonomia, aprendizado sobre seguir regras, teste de suas habilidades naturais, entendimento sobre perder e ganhar, além do ganho da autoestima. [...]
Os pais e responsáveis, inclusive, devem ser os primeiros a oportunizar a brincadeira no cotidiano das crianças com de-
ficiência, desempenhando o papel de instrutores e incentivadores das atividades. Adaptar as brincadeiras à realidade da criança com deficiência é promover acessibilidade e assegurar que a criança com deficiência se sinta incluída e apta a participar das atividades com outras crianças. Muitas vezes, os pais e responsáveis têm uma interpretação distorcida sobre o prazer de uma criança com deficiência no ato de brincar, pensando que sua limitação irá deixá-la em uma situação difícil, ou não conseguir integrar-se. No entanto,
QUE TAL ORGANIZAR UMA TARDE DE BRINCADEIRAS TRADICIONAIS COM OS COLEGAS DE OUTRAS TURMAS? PARA ISSO, SIGA ESTAS ETAPAS.
1 FORMEM GRUPOS DE NO MÁXIMO SEIS ESTUDANTES.
2 CADA GRUPO VAI ESCOLHER UMA BRINCADEIRA DA LISTA.
3 COM A AJUDA DO PROFESSOR, VOCÊS VÃO ESCREVER AS REGRAS DESSA BRINCADEIRA.
4 DEPOIS, FAÇAM DESENHOS PARA ILUSTRAR COMO SE BRINCA COM ELA.
5 COM OS DESENHOS, VOCÊS VÃO FAZER UM CARTAZ.
6 NO DIA COMBINADO PELOS PROFESSORES DA ESCOLA, CADA GRUPO VAI APRESENTAR SUA BRINCADEIRA PARA OS COLEGAS DE OUTRAS TURMAS.
7 NÃO SE ESQUEÇAM DE TRAZER OS MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA A BRINCADEIRA (BOLA, PAPEL, CORDA, PIÃO, ENTRE OUTROS).
talvez seja o momento mais oportuno de inserirmos a criança com deficiência em uma atividade social, aproveitando toda a inocência infantil para criar melhores possibilidades futuras, o que chamamos de inclusão.
COMO o ato de brincar contribui no desenvolvimento de crianças com deficiência. Comitê Paralímpico Brasileiro, 15 dez. 2020. Disponível em: https://cpb.org.br/ noticias/como-o-ato-de-brincar-contribui-no -desenvolvimento-de-criancas-com-deficiencia/. Acesso em: 9 set. 2025.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
Auxilie a formação dos grupos e oriente os estudantes na escolha de uma das brincadeiras da lista. Durante a escolha, converse com eles para que optem por brincadeiras que são conhecidas de todos. No processo de elaboração das regras das brincadeiras, solicite que uma parte dos estudantes comece pelos desenhos enquanto os outros começam pelos textos. Depois, inverta os grupos.
Organize com antecedência, com os professores das outras turmas de 1o ano, um momento para que os estudantes possam apresentar as brincadeiras para os colegas e brincar. No dia combinado, certifique-se de que haja um clima colaborativo e de respeito entre as turmas. Lembre os grupos de trazer e conferir previamente os materiais necessários. Após as apresentações, conduza uma conversa entre os estudantes para que reflitam sobre o que aprenderam e sobre a importância de manter as brincadeiras tradicionais, explicando que elas fazem parte da nossa cultura.
Caso haja na turma um estudante com deficiência, adapte a organização da atividade para garantir a participação de todos. Mantenha o caráter coletivo e cultural das brincadeiras, ajustando movimentos, ritmo ou materiais para que todos possam participar ativamente. No boxe Conexão, há algumas referências que podem auxiliar na adaptação de brincadeiras para crianças com diferentes deficiências.
12/09/2025 10:35
• FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA. Guia do brincar inclusivo: projeto incluir brincando. Sesame Workshop; Unicef, 2012. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/media/8141/file. Acesso em: 9 set. 2025. Nesse guia, elaborado pela Unicef, em parceria com os criadores da Vila Sésamo, há diferentes brincadeiras que foram adaptadas para crianças com deficiências diversas.
BIRY SARKIS
Neste momento, o olhar dos estudantes é direcionado para os brinquedos, com foco nos materiais de que são feitos. Trata-se de um assunto cujo estudo é favorecido pela investigação prática. Solicite aos estudantes que tragam de casa ou forneça para a turma brinquedos diversos. Analise-os com os estudantes, chamando a atenção para os materiais de que são feitos e as características que permitem identificá-los. Comente sobre a flexibilidade da borracha, o brilho do metal, a transparência de alguns plásticos, entre outras características. O conteúdo pode mobilizar as habilidades EF01CI01 e EF01GE06.
Na atividade 1, questione os estudantes se eles reconhecem a brincadeira mostrada na imagem. É possível que ela seja conhecida por outro nome na região. Caso algum estudante saiba brincar, solicite que explique para os colegas, respeitando a vontade dele caso rejeite o convite. Questione os estudantes como eles podem saber o material de que as bolinhas são feitas. Verifique se empregam termos como “transparência” e “duro” para descrever o material.
Na atividade 2, solicite aos estudantes que tentem desenhar e pintar o brinquedo escolhido com as mesmas formas e cores que ele tem na realidade. Em seguida, eles devem marcar os materiais presentes na constituição do objeto. Se achar válido, essa atividade pode ser ampliada para um trabalho em dupla; para isso, peça aos estudantes que expliquem para um colega qual é o brinquedo desenhado e os materiais que o compõem. Circule pela sala de aula avaliando a participação dos estudantes e orientando-os em caso de dúvidas e dificuldades.
OS BRINQUEDOS E OS MATERIAIS
OS BRINQUEDOS PODEM SER FEITOS DE DIFERENTES MATERIAIS. VOCÊ JÁ REPAROU DE QUAL MATERIAL UMA BOLA PODE SER FEITA? E DE QUAL MATERIAL UM CARRINHO É FEITO?
MUITAS BOLAS SÃO FEITAS DE BORRACHA, COMO AS BOLAS DE BASQUETE.
MUITOS CARRINHOS SÃO FEITOS DE PLÁSTICO.
BORRACHA, PLÁSTICO, PAPEL, METAL E VIDRO SÃO EXEMPLOS DE MATERIAIS. OS BRINQUEDOS E MUITOS OUTROS OBJETOS DE NOSSO DIA A DIA SÃO FEITOS COM ESSES MATERIAIS.
1
OBSERVE A CENA. DEPOIS, PINTE O QUADRINHO REFERENTE AO MATERIAL DE QUE É FEITA A BOLINHA DE GUDE.
Na atividade 4, os estudantes devem mobilizar conhecimentos sobre tipos de materiais e suas características. Proponha reflexões como: o que aconteceria se o avião fosse feito de vidro? Se o patinho fosse feito de ferro, daria para brincar com ele? Avalie se os estudantes propõem novos tipos de material levando em conta a adequação das características desse material para o brinquedo.
PAPEL
PLÁSTICO
VIDRO
CRIANÇAS BRINCANDO COM BOLINHAS DE GUDE.
3
DESENHE UM BRINQUEDO DE QUE VOCÊ GOSTA.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
4
• AGORA, MARQUE UM NOS MATERIAIS QUE FORAM USADOS PARA FAZER ESSE BRINQUEDO.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
PAPEL PLÁSTICO MADEIRA
METAL VIDRO BORRACHA
TECIDO OUTRO. QUAL?
LIGUE A IMAGEM DO BRINQUEDO AO NOME DO MATERIAL DE QUE ELE É FEITO.
NEWAFRICA/ShUTTERSTOCKCOM
BORRACHA
PAPEL
QUE OUTRO MATERIAL PODERIA SER USADO PARA FAZER ESSES BRINQUEDOS?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que os brinquedos podem ser feitos de outro material. O avião, por exemplo, pode ser feito de plástico, e o patinho, de madeira.
ATIVIDADES
Organize a turma em grupos e atribua a cada grupo um tipo específico de material, como papel, plástico, tecido, madeira ou metal. Explique a tarefa: cada grupo deverá procurar pela sala de aula e reunir sobre uma carteira ou mesa objetos feitos, predominantemente, com o material que lhes foi atribuído. Combine um tempo máximo para a busca e, se possível, espalhe alguns objetos pela sala de aula (garrafa PET, bicho de pelúcia, origami, entre outros).
• Estudantes com deficiência visual: ofereça amostras táteis de materiais (pedaços de tecido, madeira, plástico, papel, metal) antes da busca, para que possam reconhecer textura, flexibilidade e outras características. Durante a coleta, permita que trabalhem em dupla com um colega-guia e incentivem a exploração tátil dos objetos.
• Estudantes com deficiência auditiva: apresente instruções de forma visual (cartaz, slides, cartões com imagens e nomes dos materiais) e use gestos ou Libras sempre que possível.
• Estudantes com deficiência intelectual: simplifique as etapas da atividade, usando cartões ilustrados para indicar o material que devem procurar. Durante a análise final, faça questões simples e objetivas (esse objeto é duro ou mole? É pesado ou leve?) e ofereça apoio verbal e visual.
16/09/2025 02:19
Ao final da coleta, reúna a turma e conduza uma análise coletiva dos objetos encontrados. Avalie com eles se o material de cada objeto corresponde ao solicitado para o grupo. Destaque que muitos objetos do cotidiano contêm mais de um material em sua composição. Nesses casos, convide os estudantes a identificar tais materiais e verificar se a classificação do objeto foi correta.
Para tornar a atividade mais acessível e inclusiva, algumas adaptações são possíveis:
ORGANIZE-SE
Para a proposta desta seção, providencie com os estudantes: 1 saco plástico, 1 pedaço de tecido, 1 folha de papel de seda, tesoura com pontas arredondadas, 1 boneco pequeno de plástico, linha de costura, fita adesiva, cronômetro.
ENCAMINHAMENTO
A atividade da seção Cientista mirim é uma proposta lúdica que convida os estudantes a ter contato com procedimentos próprios da Ciência, como testar hipóteses, fazer registros e comparar resultados, neste caso, verificando se determinado material é adequado para cumprir a função de um paraquedas.
Na pergunta inicial, verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses.
Para essa atividade, prepare com antecedência os três paraquedas, usando os materiais indicados: saco plástico, tecido, papel de seda (este pode ser substituído por folha de jornal). Os três paraquedas devem ter o mesmo diâmetro, e os fios devem ter o mesmo comprimento; isso contribui para isolar a variável que se quer estudar, que é o material de que é feito o paraquedas. O boneco de brinquedo pode ser substituído por um pregador de roupas, o que elimina a necessidade da fita adesiva, pois o pregador pode ser fixado diretamente ao nó, usando sua capacidade de preensão.
Permita aos estudantes que manipulem os paraquedas e analisem os materiais usados em cada um. Oriente-os a fazer isso com cuidado, pois os paraquedas são frágeis e podem se rasgar.
CIENTISTA MIRIM
PARAQUEDAS DE BRINQUEDO
PERGUNTA INICIAL
O MATERIAL INFLUENCIA A QUEDA DE UM PARAQUEDAS DE BRINQUEDO?
MARQUE UM NA SUA RESPOSTA. SIM NÃO
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
AGORA, FORME UM GRUPO COM OS COLEGAS PARA INVESTIGAR ESSA PERGUNTA.
MATERIAL
• 1 SACO PLÁSTICO
O cronômetro pode ser do relógio ou do celular. No caso do celular, o uso deve ser mediado pelo professor.
• 1 PEDAÇO DE TECIDO
• 1 FOLHA DE PAPEL DE SEDA
• TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS
• 1 BONECO PEQUENO DE PLÁSTICO
PROCEDIMENTO
• LINHA DE COSTURA
• FITA ADESIVA
• CRONÔMETRO
ATENÇ ÃO
CUIDADO AO USAR A TESOURA. PEÇA AJUDA A UM ADULTO.
Os estudantes vão utilizar a tesoura para cortar os círculos e fazer os furos dos paraquedas.
1 O PROFESSOR VAI AJUDAR VOCÊS A RECORTAR E MONTAR A PARTE DE CIMA DO PARAQUEDAS, COMO MOSTRAM AS FIGURAS A SEGUIR. VOCÊS VÃO FAZER TRÊS
PARAQUEDAS:
É importante que os paraquedas sejam lançados da mesma altura e com a mesma técnica. Avalie se os estudantes compreendem isso fazendo questões como: se eu jogar o paraquedas para cima, cada vez em uma altura diferente, vamos conseguir descobrir qual é o melhor material? Oriente-os a perceber que os testes precisam ser padronizados para isolar a variável em estudo, fortalecendo o raciocínio científico nos estudantes. Para os lançamentos, segure o paraquedas pelo centro, usando a ponta dos dedos, de modo que o boneco fique
pendurado. Estique o braço para frente e abra os dedos, apenas deixando o paraquedas cair livremente.
Para dispensar a necessidade de cronômetro, os três paraquedas podem ser lançados ao mesmo tempo, permitindo avaliar qual deles demora mais para chegar ao chão. Nesse caso, cada montagem precisa ter um boneco (ou pregador de roupas) exatamente igual.
Pode ser interessante fazer alguns lançamentos-teste, usando esse momento para combinar com os estudantes o que deve ser feito e
• O PRIMEIRO, USANDO O PLÁSTICO;
• O SEGUNDO, USANDO O TECIDO;
• O TERCEIRO, USANDO O PAPEL.
2 JUNTEM AS PONTAS DAS LINHAS QUE FICARAM SOLTAS EM CADA PARAQUEDAS. DEPOIS, AMARREM AS PONTAS FAZENDO UM NÓ.
3 COM A FITA ADESIVA, PRENDAM O BONECO NA PONTA DOS FIOS DO PARAQUEDAS, EM CIMA DO NÓ.
4 AGORA, DIRIJAM-SE ATÉ O LOCAL ONDE SERÃO FEITOS OS LANÇAMENTOS. UM ESTUDANTE VAI SOLTAR O PARAQUEDAS ENQUANTO O OUTRO VAI FICAR EMBAIXO PARA AVISAR QUANDO O BONECO ATINGIR O CHÃO.
• O PROFESSOR VAI AJUDAR VOCÊS A MARCAR O TEMPO DE QUEDA, USANDO O CRONÔMETRO.
5 REPITAM OS PASSOS 3 E 4 USANDO OS OUTROS TIPOS DE PARAQUEDAS.
CONCLUSÃO
1
2
3
OS TRÊS PARAQUEDAS DEMORARAM O MESMO TEMPO PARA ATINGIR O CHÃO?
SIM NÃO
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
QUAL DOS PARAQUEDAS CAIU MAIS LENTAMENTE?
O DE PLÁSTICO O DE TECIDO
O DE PAPEL
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
DEPOIS DO EXPERIMENTO, VOCÊ MUDARIA A RESPOSTA QUE DEU À PERGUNTA INICIAL ?
como. Se julgar oportuno, comente que repetir os testes permite obter resultados mais confiáveis. Ao longo de toda a atividade, incentive a postura investigativa por parte dos estudantes, apoiando questionamentos, acolhendo dúvidas no procedimento investigativo e enfatizando o protagonismo da turma.
Após a realização dos testes e dos registros, reúna a turma para a etapa de conclusão. O resultado obtido pode variar em função dos materiais utilizados; em nossos testes, o
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento. 15/09/2025 19:52
paraquedas de sacola plástica foi o que demorou mais para chegar ao chão. A partir dos resultados observados na atividade, conduza com a turma as conclusões finais. Espera-se que, na atividade 3 da conclusão, os estudantes confrontem a hipótese inicial com os resultados e concluam se a previsão inicial deles se confirmou. Nesse caso, a conclusão esperada é que o tipo de material influencia, sim, a velocidade de queda de um paraquedas de brinquedo.
PARA O PROFESSOR
• COMO fazer paraquedas de brinquedo, experimento ao ar livre. Publicado por: Física para crianças: Profª Rosana Cavalcanti. 2024. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=Kpg -YkQTsdA. Acesso em: 9 set. 2025.
Nesse vídeo, há uma proposta alternativa para construção e teste de um paraquedas de brinquedo feito com sacola plástica. Nesse experimento, a variável em estudo é o diâmetro do paraquedas e não o material utilizado. Essa pode ser uma boa atividade para ser realizada em conjunto com o componente curricular de Matemática.
ENCAMINHAMENTO
Ao longo do trabalho com o tema A bola é um brinquedo muito antigo, espera-se que os estudantes identifiquem diferenças entre as bolas de contextos históricos distintos, reconhecendo as variações de materiais (folhas, cabelo e borracha) e relacionando com os utilizados em brincadeiras e jogos de bolas atuais. Espera-se também que consigam apontar exemplos de permanências — como o uso da bola como objeto central de interação e do caráter coletivo — e de transformações — mudanças nos materiais.
Organize a aula de forma a promover conexões entre passado e presente, incentivando os estudantes a usar as imagens e as legendas como ponto de partida para compreender como as bolas foram se transformando ao longo do tempo.
Faça a leitura das imagens pedindo aos estudantes que identifiquem elementos que indicam o contexto cultural e social de cada registro, como as roupas e as formas de interação, e comente como esses aspectos influenciavam o modo de brincar.
A BOLA É UM BRINQUEDO MUITO ANTIGO
A BOLA É UM BRINQUEDO COMUM E ANTIGO. EXISTEM BOLAS DE DIFERENTES TIPOS E TAMANHOS, CADA UMA PARA UM ESPORTE OU UMA BRINCADEIRA.
1
LIGUE CADA JOGADOR À BOLA UTILIZADA NA MODALIDADE ESPORTIVA CORRESPONDENTE.
Ao analisar esses registros visuais, os estudantes são levados a reconhecer que a história dos jogos e brincadeiras é preservada por meio de diferentes suportes (arte, relatos, vestígios arqueológicos) e valorizada como parte do patrimônio cultural da humanidade. A proposta mobiliza as habilidades EF01HI04, EF01HI05, EF01GE02 e EF01GE06. Comente que o jogo praticado pelos maias era conhecido como Tlachtli (ou Ullamaliztli, em língua náuatle). Caso deseje aprofundar essa questão, explique que outros povos da Mesoamérica também praticavam esse jogo, como os astecas, civilização que viveu seu auge no século XV e que, com algumas variantes, o jogo sobrevive até os dias de hoje. Comente também que o Tlachtli era mais que um simples jogo: tinha dimensões cerimoniais e simbólicas ligadas à religião e à organização social maia. Para ampliar a compreensão, sugira aos estudantes que comparem o jogo praticado pelos maias com esportes ou brincadeiras que conhecem. Essa comparação pode ser registrada cole-
tivamente em um quadro ou cartaz, com colunas para “antes” e “hoje”, possibilitando visualizar o que se manteve e o que se modificou. É possível que o uso do aro leve os estudantes a pensar que o jogo maia se assemelha ao basquete atual, e o uso dos quadris e os joelhos, ao futebol ou ao futevôlei. Anote essas comparações na lousa e leve-os a perceber que os jogos e as brincadeiras se transformaram ao longo do tempo.
AS BOLAS ANTIGAS ERAM MUITO DIFERENTES DAS BOLAS QUE CONHECEMOS HOJE. LEIA OS EXEMPLOS A SEGUIR COM A AJUDA DO PROFESSOR.
EGITO
O Egito Antigo compreende o período entre 3200 a.C e 30 a.C.
NO EGITO ANTIGO, AS BOLAS ERAM FEITAS COM TIRAS DE TECIDO, COURO, FOLHAS DE PLANTAS E OUTROS MATERIAIS.
DETALHE DE UM MURAL EGÍPCIO COM MULHERES JOGANDO BOLA.
MÉXICO
GRÉCIA
A Grécia Antiga compreende o período entre 1200 a.C e 146 a.C.
NA GRÉCIA ANTIGA, OS GREGOS FAZIAM BOLAS COM CABELOS ENROLADOS EM UM TIPO DE TECIDO.
Os maias são povos nativos que vivem onde hoje estão países como o México, a Guatemala e Belize.
NO PASSADO, OS MAIAS VIVIAM ONDE HOJE É O MÉXICO. ELES PRATICAVAM UM JOGO DISPUTADO ENTRE DUAS EQUIPES. O OBJETIVO ERA FAZER COM QUE A BOLA ATRAVESSASSE UM ARO DE PEDRA. OS JOGADORES SÓ PODIAM TOCAR A BOLA COM OS JOELHOS OU OS QUADRIS.
2
MOLDE PARA PRODUÇÃO DE BOLA DE BORRACHA
PARA O ANTIGO JOGO DE TLACHTLI. MUSEU NACIONAL DE ANTROPOLOGIA, NO MÉXICO.
COM QUAL DESSAS BOLAS
ANTIGAS VOCÊ GOSTARIA DE BRINCAR?
COURO: MATERIAL PRODUZIDO A PARTIR DA PELE DE ALGUNS ANIMAIS.
ARO: TIPO DE ANEL OU ARGOLA, EM FORMATO DE CÍRCULO.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem com os colegas as razões pelas quais fizeram suas escolhas.
PARA O PROFESSOR
• BROUGÈRE, Gilles. Brinquedo e cultura. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2000.
O autor analisa o brinquedo como um objeto cultural, destacando que seu significado não está apenas em sua função lúdica, mas também nas práticas sociais, valores e representações que carrega. Brougère propõe uma reflexão sobre como os brinquedos são produzidos, apropriados e reinterpretados pelas crianças em diferentes contextos, mostrando que o ato de brincar é uma construção cultural e não apenas uma atividade espontânea.
ATIVIDADES
Organize com a turma uma adaptação do jogo Queimada (também chamada de Baleado ou Borra-bola, a depender da região) utilizando bolas leves de borracha ou tecido, para garantir a segurança dos estudantes.
Divida a turma em dois grupos e delimite o espaço de jogo com cones ou fitas no chão. Para favorecer a cooperação, explique que o objetivo não é “eliminar” colegas, mas acertar a bola suavemente no corpo do adversário para que ele se junte à equipe oposta, promovendo a integração de todos. Ao final, conversem sobre as estratégias usadas, a importância do respeito às regras e como o jogo pode ser adaptado para incluir todos os participantes, por exemplo, ajustando a distância dos arremessos ou permitindo passes extras antes de tentar acertar a bola.
Essa atividade permite o trabalho em conjunto com o componente curricular de Educação Física.
12/09/2025 10:35
• PELOTA maia: o futebol com quadris. Publicado por: AFP Português. 2021. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=F0A3IYoWD9o. Acesso em: 9 set. 2025. Nesse vídeo é apresentado o jogo do Tlachtli praticado pelas populações maias ainda existentes.
• QUAL é a origem do basquete. Superinteressante, Saúde. 31 out. 2016. Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/ qual-e-a-origem-do-basquete/. Acesso em: 9 set. 2025. Essa reportagem busca descobrir a origem do basquete, associando a antigos jogos praticados por povos originários americanos.
PINTURA EM VASO GREGO DE MENINAS JOGANDO BOLA.
CONEXÃO
ENCAMINHAMENTO
Explique aos estudantes que o futebol, além de ser um esporte popular, é uma brincadeira que atravessa gerações e culturas.
Retome as informações do texto destacando a evolução dos materiais e das técnicas de produção das bolas ao longo do tempo, relacionando-as com o desenvolvimento tecnológico e as mudanças nas condições de jogo. Incentive os estudantes a refletir sobre como as mudanças nos materiais e na fabricação impactam diretamente o desempenho, a segurança e o acesso ao esporte. Use as imagens das páginas para promover essa reflexão.
Aponte como, no passado, o couro e os cordões costurados à mão influenciavam a forma de jogar, e com a introdução de materiais sintéticos mais leves ocorreram mudanças no andamento do jogo. Finalize reforçando que, embora a forma de produzir a bola e a maneira de jogar tenham mudado, o futebol mantém elementos de permanência, como a interação entre equipes, o objetivo de marcar gols e o espírito de coletividade.
FUTEBOL NO PASSADO E HOJE
O FUTEBOL É UM ESPORTE E TAMBÉM UMA BRINCADEIRA.
NESSE ESPORTE, OS JOGADORES CHUTAM E CABECEIAM A BOLA COM A INTENÇÃO DE FAZER O GOL. O FUTEBOL COMO É JOGADO HOJE FOI INVENTADO PELOS
INGLESES EM 1863.
EM 1894, O PAULISTANO CHARLES MILLER TROUXE UMA BOLA DE FUTEBOL PARA O BRASIL APÓS VOLTAR DE UMA
TEMPORADA DE ESTUDOS NA INGLATERRA. ELA ERA FEITA DE COURO E COSTURADA COM CORDÕES GROSSOS.
AS BOLAS ERAM COSTURADAS À MÃO EM OFICINAS DE ARTESANATO.
BOLA DE FUTEBOL ANTIGA, FEITA DE COURO E COM CORDÕES GROSSOS.
OS CORDÕES MACHUCAVAM A TESTA DOS JOGADORES QUANDO ELES CABECEAVAM A BOLA.
EM DIAS CHUVOSOS, O COURO SE ENCHARCAVA E A BOLA FICAVA MAIS PESADA, DIFICULTANDO OS CHUTES.
MADEIRA METAL COURO 1
MARQUE UM NO MATERIAL QUE ERA USADO PARA FAZER A BOLA NO PASSADO.
PAPEL
PLÁSTICO
A atividade 1 avalie a compreensão das informações por parte dos estudantes ao solicitar que retomem a informação de que a bola era de couro antigamente. Explore com eles a fotografia que mostra uma bola antiga composta desse material.
Na atividade 2, avalie se os estudantes conseguem resgatar a informação de que a maioria das bolas de futebol é feita de plástico atualmente. Enfatize que esse é um material diferente do couro que era utilizado no passado,
Ao apresentar a história do futebol e as transformações nas bolas utilizadas ao longo do tempo, a proposta mobiliza a habilidade EF01GE02, pois leva os estudantes a reconhecer semelhanças e diferenças entre a prática do esporte no passado e no presente. Ao contextualizar a chegada do futebol ao Brasil por meio de Charles Miller e ao explorar registros históricos — como descrições e imagens de bolas antigas —, mobiliza a habilidade EF01HI05, permitindo identificar e valorizar diferentes formas de registrar e transmitir memórias e histórias relacionadas à cultura esportiva. Também é acionada a habilidade EF01GE06, pois os estudantes comparam os materiais das bolas (couro e plástico).
destacando que o desenvolvimento tecnológico trouxe mudanças ao esporte, e a bola é um registro disso.
Na atividade 3, caso os estudantes apresentem dificuldade com essa atividade, retome com eles os dois últimos parágrafos do texto da página 162, nos quais são apresentadas desvantagens da bola de couro em relação à de plástico.
Na atividade 4, oriente os estudantes a observar com atenção as fotografias apresentadas, comparando detalhes como o ambiente, as máquinas e as pessoas retratadas.
COM O PASSAR DO TEMPO, OUTROS MATERIAIS FORAM SENDO USADOS
PARA FAZER AS BOLAS.
ATUALMENTE, AS BOLAS DE FUTEBOL SÃO FEITAS COM PLÁSTICO, POIS COM ESSE MATERIAL FICAM MAIS
LEVES E SEM COSTURAS. ESSAS BOLAS SÃO PRODUZIDAS EM FÁBRICAS, COM A AJUDA DE MÁQUINAS.
MARQUE UM NO MATERIAL USADO PARA FAZER A BOLA ATUALMENTE.
PAPEL
PLÁSTICO
QUAL BOLA É MELHOR PARA JOGAR FUTEBOL? MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
BOLA DE COURO COM COSTURAS GROSSAS.
BOLA DE PLÁSTICO SEM COSTURAS.
MARQUE UM NA FOTOGRAFIA QUE MOSTRA ONDE AS BOLAS SÃO FABRICADAS HOJE EM DIA.
PRODUÇÃO DE BOLAS NOS ESTADOS UNIDOS, EM 1948.
FÁBRICA DE BOLAS DE BASQUETE NA CHINA, EM 2024.
PARA O PROFESSOR
• HUIZINGA, Johan. Homo ludens. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2000. Huizinga argumenta que práticas como a arte, a guerra, o direito, a ciência e a religião carregam estruturas lúdicas em sua origem e desenvolvimento. Ao analisar diferentes períodos históricos e manifestações culturais, o autor demonstra como o “espírito de jogo” influencia a organização social, os rituais e as expressões artísticas.
• MUSEU DO FUTEBOL. São Paulo, c2025. Disponível em: https://museu dofutebol.org.br/. Acesso em: 9 set. 2025. Para quem está em São Paulo, é possível a visita educativa com agendamento prévio. Para quem está em outros municípios, é possível a realização de interações educativas on-line, também com agendamento. No site, há diversos materiais sobre a história do futebol, como podcasts, fotografias e textos.
BOLA DE FUTEBOL ATUAL.
ENCAMINHAMENTO
Nesta seção Ideia puxa ideia a temática é explorada de maneira interdisciplinar, com o componente curricular de Educação Física. A proposta também se alinha aos TCTs Educação em direitos humanos e Direitos da criança e do adolescente. Fomente um ambiente de respeito e acolhimento, em que a diversidade humana seja respeitada e valorizada. Esse trabalho dá continuidade ao desenvolvimento da habilidade EF01CI04. Ao tratar de deficiências físicas, é importante reconhecer que elas podem ser congênitas ou adquiridas. No último caso, inserem-se, por exemplo, as pessoas com membros amputados, que podem ou não utilizar próteses, e pessoas ostomizadas.
Faça a leitura dos tópicos em voz alta e leve a turma para a quadra, para que possam praticar as brincadeiras mostradas. Incentive a cooperação e a empatia, levando os estudantes a reconhecer que todas as crianças têm direito de brincar e se divertir, independentemente das deficiências que possam ter. Se houver crianças com deficiência na turma, convide-as a expressar para os colegas as adaptações que podem ser feitas nas brincadeiras para que elas participem.
IDEIA PUXA IDEIA
MEXENDO O CORPO
VOCÊ SABIA QUE PRATICAR ATIVIDADES FÍSICAS FAZ BEM
PARA A SAÚDE DO CORPO E DA MENTE?
BRINCADEIRAS, DANÇAS E ESPORTES NOS AJUDAM A MEXER O CORPO. MUITAS DESSAS ATIVIDADES TAMBÉM
PERMITEM FAZER AMIGOS!
TODAS AS CRIANÇAS TÊM O DIREITO DE BRINCAR.
APESAR DISSO, ALGUMAS BRINCADEIRAS DEIXAM DE FORA AS CRIANÇAS QUE TÊM ALGUMA DEFICIÊNCIA.
AGORA, VOCÊ VAI CONHECER DUAS ATIVIDADES
INCLUSIVAS QUE PODE PRATICAR COM TODOS OS COLEGAS.
VÔLEI SENTADO
É UM ESPORTE DE VERDADE! CADA EQUIPE FICA EM UM LADO DA QUADRA. O OBJETIVO É JOGAR A BOLA POR CIMA
DA REDE. UM TIME FAZ PONTO QUANDO A BOLA CAI NA QUADRA ADVERSÁRIA.
TODOS OS JOGADORES FICAM SENTADOS DURANTE A
ESCONDE-ESCONDE SONORO
É UMA BRINCADEIRA MUITA PARECIDA COM O ESCONDE-ESCONDE. NESSA VERSÃO, A CRIANÇA QUE VAI PROCURAR AS OUTRAS DEVE USAR UMA VENDA NOS OLHOS. SEMPRE QUE ELA FALAR “CADÊ VOCÊS?”, AS CRIANÇAS ESCONDIDAS DEVEM FAZER ALGUM BARULHO, COMO BATER PALMAS, USAR UM CHOCALHO OU ALGUM BRINQUEDO QUE FAÇA SOM.
1
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento. 2
CONTE PARA OS COLEGAS UMA BRINCADEIRA, UMA DANÇA OU UM ESPORTE QUE VOCÊ GOSTA DE PRATICAR. AGORA, PENSE EM SUA BRINCADEIRA FAVORITA.
A) QUE PARTES DO CORPO SÃO USADAS NESSA BRINCADEIRA?
Respostas pessoais. A intenção é promover uma conversa sobre inclusão e respeito às diferenças.
B) COMO A BRINCADEIRA PODE SER ADAPTADA PARA PERMITIR QUE TODOS CONSIGAM BRINCAR?
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12/09/2025 10:35
Na atividade 1, os estudantes são convidados a compartilhar com a turma as brincadeiras de que mais gostam. É um momento lúdico, que amplia o repertório cultural dos estudantes e contribui para o desenvolvimento das habilidades EF01HI05 e EF01GE02. Na atividade 2, os estudantes devem identificar as partes do corpo utilizadas nas brincadeiras e refletir sobre possibilidades de adaptação para torná-las inclusivas. Essa proposta contribui para o desenvolvimento das habilidades EF01CI02 e EF01CI04
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes lugares.
• Comparar modos de brincar no Brasil e em outros países.
• Valorizar a diversidade cultural expressa nas brincadeiras.
• Descrever e comparar diferentes brinquedos, considerando os materiais utilizados em sua produção.
• Reconhecer algumas propriedades dos materiais.
• Refletir sobre o tempo de uso de brinquedos eletrônicos.
BNCC
HABILIDADES
(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.
(EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.
(EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares.
TEMAS
CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Diversidade cultural.
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
BRINCADEIRAS PELO MUNDO
EM TODO O MUNDO, CRIANÇAS COMO VOCÊ BRINCAM E SE
DIVERTEM TODOS OS DIAS.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS A SEGUIR. ELAS MOSTRAM
CRIANÇAS BRINCANDO EM DIFERENTES PARTES DO MUNDO.
CRIANÇAS BRINCANDO DE TRENÓ NA NEVE NA SUÉCIA, EM 2023.
CRIANÇAS BRINCANDO DE BOLA NO RIO AFUÁ, NA ILHA DE MARAJÓ, NO ESTADO DO PARÁ, EM 2024.
CRIANÇAS BRINCANDO DE EMPINAR PIPA NA INDONÉSIA, EM 2023.
VOCÊ CONHECE AS BRINCADEIRAS QUE APARECEM NAS
FOTOGRAFIAS?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
ENCAMINHAMENTO
As brincadeiras e os brinquedos fazem parte da história das sociedades, também mudam com o tempo e podem ter variações conforme o lugar onde as pessoas vivem. Assim, cada brincadeira carrega informações sobre o contexto em que surgiu e sobre quem a pratica.
Faça a leitura do texto e das fotografias, questionando os estudantes: algum dos lugares retratados se parece com o lugar onde vivemos? Como você acha que está o tempo: quente ou
frio? Qual das brincadeiras só acontece se tiver vento? Oriente-os a perceber detalhes que podem revelar o tempo atmosférico e o tipo de paisagem.
Na atividade 1, caso a resposta seja sim, permita que os estudantes expressem, de forma organizada, as experiências deles. Caso a resposta seja não, questione como imaginam que é fazer essas brincadeiras nos lugares retratados.
Na atividade 2, se a resposta for sim, permita que os estudantes expressem, de forma
3
ATIVIDADES
VOCÊ JÁ BRINCOU COM ALGUM DOS BRINQUEDOS QUE APARECEM NAS FOTOGRAFIAS?
SIM NÃO
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam afirmativa ou negativamente à questão.
QUAL DAS FOTOGRAFIAS MAIS CHAMOU SUA ATENÇÃO? POR QUE VOCÊ ESCOLHEU ESSA FOTOGRAFIA?
Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento 4 5
PINTE O NOME DA BRINCADEIRA QUE APARECE NA FOTOGRAFIA 3.
PEGA-PEGA PIPA MÃE DA RUA
LEIA O TEXTO A SEGUIR COM A AJUDA DO PROFESSOR. 2
UMA FOLHA DE CADERNO PRESA A UMA LINHA JÁ É O SUFICIENTE PARA COMEÇAR A BRINCADEIRA.
AS VARETAS FAZEM A ARMAÇÃO NA QUAL O PAPEL (OU O PLÁSTICO) SERÁ PRESO. OS FORMATOS DAS PIPAS VARIAM ENTRE CAIXAS, ESTRELAS, LOSANGOS PEQUENOS E GRANDES. LEMBRAM O DESENHO DE UM PEIXINHO.
MAPA DO BRINCAR. DISPONÍVEL EM: https://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/pipa/.
A) QUAL É O NOME DESSA BRINCADEIRA NO LUGAR ONDE VOCÊ MORA?
Resposta pessoal. Aproveite esse momento para promover uma conversa com a turma sobre a variação dos nomes e sua diversidade pelo país.
B) EM DUPLAS, CONVERSEM SOBRE AS REGRAS DESSA BRINCADEIRA.
Resposta pessoal de acordo com o lugar onde os estudantes vivem. 6
DESENHE EM UMA FOLHA AVULSA COMO VOCÊ BRINCA DE PIPA. DEPOIS, MOSTRE SEU DESENHO AOS COLEGAS.
Produção pessoal. Espera-se que os estudantes representem, no desenho, aspectos relacionados à brincadeira.
organizada, as experiências deles. Caso respondam não, é possível que falem sobre qual das brincadeiras representadas gostariam de participar. Questione se no lugar onde vivem poderiam acontecer as brincadeiras retratadas, incentivando que reconheçam a relação entre os elementos da natureza e a brincadeira. Na atividade 3, abra espaço para que os estudantes possam compartilhar as impressões deles, destacando elementos naturais da paisagem, os brinquedos, as vestimentas e características físicas das crianças, entre outros.
Mostre para a turma pipas de diferentes formatos (como as em forma de losango, triângulo e estrela) e explique que cada uma pode voar de uma maneira diferente. Questione os estudantes se percebem quais partes da pipa lembram formas geométricas que já conhecem. Depois, entregue folhas de papel avulsas em branco para que cada estudante desenhe uma pipa simples, identificando no desenho as formas que aparecerem, como triângulo ou quadrado. Incentive que pintem a pipa com desenhos repetidos de um lado e do outro, para que os dois lados fiquem iguais, trabalhando a ideia de simetria de forma lúdica. Ao final, monte um mural colorido com as “pipas geométricas” da turma. Essa atividade pode ser feita em conjunto com o componente curricular de Matemática.
16/09/2025 02:19
Na atividade 5, é possível que o nome indicado pelos estudantes seja pipa ou, papagaio, arraia, pandorga ou cafifa, já que a brincadeira recebe nomes diferentes a depender da região do país. Essa variação de nomes está relacionada à diversidade cultural e linguística e, apesar das diferenças no jeito de chamar, a essência da brincadeira é a mesma. Comente sobre regras de segurança, observando os possíveis riscos, como movimentos de veículos, fios de eletricidade, pisos irregulares e sobre não usar elementos cortantes como o cerol.
ENCAMINHAMENTO
As cantigas fazem parte do patrimônio cultural e são transmitidas de geração em geração, muitas vezes atravessando fronteiras e se adaptando a diferentes línguas e costumes. Use a cantiga A Dona Aranha como exemplo, explicando que, no passado, músicas e histórias eram levadas a diferentes lugares do mundo por viajantes, comerciantes e imigrantes, e que hoje muitos meios de comunicação aceleram esse processo.
Após cantar a versão em português, apresente para a turma a versão em norueguês da canção (disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=7d4HA9ovSPA; acesso em: 11 set. 2025). Incentive os estudantes a perceber as diferenças em relação ao som das palavras, ao ritmo e à pronúncia.
Na atividade 1, é esperado que os estudantes expressem livremente suas sensações e ideias ao ouvir a cantiga A Dona Aranha em outra língua. Oriente-os a respeitar e escutar as opiniões dos colegas, incentivando que comentem o que acharam curioso, diferente ou parecido com a versão que já conhecem.
Na atividade 2, é esperado que os estudantes identifiquem e contornem todas as ocorrências da palavra “aranha” na letra da canção. Certifique-se de que todos compreenderam a tarefa e, se necessário, realize a conferência coletiva na lousa para verificar se encontraram todas as palavras.
Na atividade 3, é esperado que os estudantes recortem as imagens da página indicada e as colem na sequência correta, de acordo com a ordem dos acontecimentos na músi-
BRINCADEIRAS DO BRASIL E DO MUNDO
BRINCADEIRAS, CANTIGAS E HISTÓRIAS QUE VOCÊ
CONHECE TAMBÉM SÃO CONHECIDAS POR CRIANÇAS QUE MORAM EM DIFERENTES LUGARES.
VOCÊ JÁ OUVIU A CANTIGA A DONA ARANHA? ELA É CONHECIDA EM MUITOS PAÍSES.
PRESTE ATENÇÃO NA CANÇÃO QUE O PROFESSOR VAI CANTAR PARA VOCÊS! DEPOIS, QUE TAL CANTAR E DANÇAR A CANTIGA COM OS COLEGAS?
A DONA ARANHA
A DONA ARANHA SUBIU PELA PAREDE VEIO A CHUVA FORTE E A DERRUBOU JÁ PASSOU A CHUVA, O SOL JÁ VEM SURGINDO E A DONA ARANHA CONTINUA A SUBIR
ELA É TEIMOSA E DESOBEDIENTE SOBE, SOBE, SOBE E NUNCA ESTÁ CONTENTE
A DONA ARANHA. [S. L.: S. N.], [19--].
ESSA CANTIGA TAMBÉM É CANTADA PELAS CRIANÇAS DE UM PAÍS CHAMADO NORUEGA.
O PROFESSOR VAI COLOCAR A CANÇÃO DA DONA ARANHA EM NORUEGUÊS PARA VOCÊ OUVIR.
As orientações e o link para acessar a canção em norueguês encontram-se no Encaminhamento
ca. Oriente-os a conferir a letra da canção para garantir a sequência correta e auxilie aqueles que apresentarem dúvidas. Caso considere oportuno, convide-os a cantar a música durante a colagem, pois isso reforça a memorização e a relação entre texto, imagem e melodia. Auxilie individualmente quem tiver dificuldade com a sequência.
NORUEGUÊS: LÍNGUA FALADA NA NORUEGA.
PARA O ESTUDANTE
• BAROUKH, Josca Aline; ALMEIDA, Lucila Silva de. Cantigas para brincar. São Paulo: Panda Books, 2023. O livro apresenta diferentes cantigas, cirandas e outras canções para acompanhar brincadeiras.
CONEXÃO
1
2 3
1. Resposta pessoal. Permita que os estudantes manifestem livremente as opiniões deles, garantindo que a turma escute e respeite todas as opiniões.
O QUE VOCÊ ACHOU DE OUVIR A CANTIGA A DONA ARANHA EM OUTRA LÍNGUA?
VOLTE PARA A LETRA DA CANTIGA E CONTORNE TODAS AS VEZES QUE APARECER A PALAVRA ARANHA.
RECORTE AS IMAGENS DA PÁGINA 275 DO MATERIAL COMPLEMENTAR. EM SEGUIDA, COLE ESSAS IMAGENS NOS ESPAÇOS INDICADOS, NA ORDEM EM QUE APARECEM NA CANTIGA A DONA ARANHA
DONA ARANHA SUBINDO PELA PAREDE.
ATENÇ ÃO
UTILIZE TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS.
CHUVA FORTE DERRUBANDO A DONA ARANHA.
DONA ARANHA CONTINUA A SUBIR PELA PAREDE. 1 2 3 4
JÁ PASSOU A CHUVA, O SOL JÁ VEM SURGINDO.
Espera-se que os estudantes colem as imagens de acordo com a ordem em que as frases estão indicadas nos espaços. Se julgar necessário, auxilie a turma.
PARA O PROFESSOR
• CENTRO DE TECNOLOGIAS ALTERNATIVAS DA ZONA DA MATA. Projeto construindo o futuro da agricultura familiar: reencantando a infância com cantigas, brincadeiras e diversão. Viçosa: 2009. Disponível em: https://ead-ntm. itaipuparquetec.org.br/ntm/pluginfile.
ATIVIDADES
Organize a turma em roda e cante com eles a versão em português da cantiga A Dona Aranha. Depois, toque a versão em norueguês e incentive-os a tentar repetir algumas palavras ou trechos, mesmo que seja apenas imitando os sons. Em seguida, proponha um jogo: enquanto cantam, um estudante será a “aranha” e ficará no centro da roda, imitando os movimentos de subir pela parede. Quando chegar a parte da letra em que a chuva derruba a aranha, todas as crianças fazem gestos de chuva com as mãos, e a “aranha” deve se abaixar ou se sentar. Na retomada do sol, a “aranha” volta a subir e a música continua.
A cada repetição da cantiga, troque a criança que interpreta a aranha, até que todos tenham participado. Ao final, converse rapidamente sobre como essa brincadeira ajudou a memorizar a música e como gestos e movimentos também são formas de contar histórias.
Esse material trata das origens das brincadeiras e jogos infantis no Brasil e reúne diversos exemplos como cantigas de roda, parlendas, trava-línguas entre outras.
CONEXÃO
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla de páginas, são apresentadas duas brincadeiras de diferentes lugares, permitindo que os estudantes ampliem seu repertório cultural e desenvolvam as habilidades EF01HI05 e EF01GE02. O texto e as imagens dão destaque aos objetos necessários para a realização dessas brincadeiras, evidenciando os materiais de que são feitos. Dessa forma, também se fortalece o desenvolvimento da habilidade EF01CI01
Inicie uma conversa com a turma questionando quais dessas brincadeiras eles já brincaram. Esse momento de socialização favorece a oralidade, a escuta atenta e a construção coletiva do conhecimento. Em seguida, faça a leitura do texto em voz alta, com entonação adequada e pausas estratégicas para verificar a compreensão. Enquanto lê, destaque as palavras relacionadas aos materiais de que são feitos os brinquedos, ajudando os estudantes a fazer conexões entre a fala, a escrita e a imagem. Peça a eles que localizem no texto os nomes desses materiais e os contornem. Essa atividade promove a percepção de informações e contribui para o desenvolvimento de estratégias de leitura. Destaque quais são os materiais naturais citados e comente que eles são retirados do ambiente (principalmente de plantas) e utilizados sem transformações, ou com transformações mínimas. Depois, diferencie esses materiais naturais daqueles produzidos industrialmente, como os plásticos.
Na atividade 1, se possível, leve diferentes petecas para a sala de aula e permita que os estudantes explorem as características dos materiais que foram usados em sua
MUITOS JEITOS DE BRINCAR
CRIANÇAS DE TODOS OS LUGARES UTILIZAM BRINQUEDOS PRODUZIDOS COM MATERIAIS RETIRADOS DA NATUREZA. CONHEÇA ALGUNS EXEMPLOS.
BRINCANDO DE PETECA
A PETECA É UM BRINQUEDO DE ORIGEM INDÍGENA MUITO POPULAR ENTRE AS CRIANÇAS DO BRASIL E DO MUNDO TODO.
CRIANÇAS INDÍGENAS DA ETNIA KALAPALO BRINCANDO DE PETECA, NO PARQUE INDÍGENA DO XINGU, NO ESTADO DE MATO GROSSO, EM 2024.
A PETECA PODE SER FEITA DE PALHA DE MILHO OU FOLHAS DE ÁRVORES, COMO A PALMEIRA E A BANANEIRA. TAMBÉM PODEM SER USADAS PENAS DE AVES.
HOMEM DA ETNIA GUARANI FAZENDO PETECA COM FOLHA DE PALMEIRA, NO NÚCLEO CACHOEIRA DA ALDEIA DO RIO SILVEIRA, EM BERTIOGA, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2022.
fabricação e o funcionamento do brinquedo. O vídeo sugerido no boxe Conexão apresenta uma proposta de construção de peteca com palha de milho, atividade que pode ser realizada com a turma. No item 1. a), espera-se que os estudantes indiquem que a peteca mostrada na imagem é feita de plástico. No item 1. b), reforce a noção de que a peteca encontrada em vários povos indígenas é feita de materiais naturais, ao contrário da peteca de plástico.
Na atividade 2, com o professor do componente curricular de Educação Física, planeje um momento para que os estudantes participem do jogo indicado no tópico Brincando com bola Eles podem ser apresentados ao futevôlei, caso não conheçam. Também é possível jogar com outras regras, combinadas entre os estudantes, de forma a criar um jogo. É importante pensar em adaptações para incluir estudantes com deficiência.
1
OBSERVE A FOTOGRAFIA DA PETECA.
A) VOCÊ SABE DE QUAL MATERIAL ESSA PETECA É FEITA?
Espera-se que os estudantes respondam que a peteca mostrada na imagem é feita de plástico.
B) VOCÊ ACHA QUE ELA É DIFERENTE DAS PETECAS
FEITAS PELOS POVOS INDÍGENAS?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
BRINCANDO COM BOLA
NA ÁSIA, EXISTE UMA BRINCADEIRA DE BOLA QUE TEM AS SEGUINTES REGRAS:
• ARMAR UMA REDE NO MEIO DE UM CAMPO;
• JOGAR A BOLA DE UM LADO PARA O OUTRO USANDO OS PÉS;
• NÃO DEIXAR A BOLA DO ADVERSÁRIO CAIR DENTRO DA ÁREA DE SEU CAMPO.
A BOLA USADA NESSA BRINCADEIRA É FEITA COM FIBRAS DE PALMEIRA.
OBSERVE A IMAGEM A SEGUIR.
2
TOBIASTITZ/GETTYIMAGES
CRIANÇAS JOGANDO BOLA COM OS PÉS EM MIANMAR, EM 2020.
VOCÊ JÁ PARTICIPOU DESSA BRINCADEIRA? SE SIM, COMO ELA SE CHAMA NO LUGAR ONDE VOCÊ MORA?
Respostas pessoais. Originalmente, essa brincadeira se chama sepak takraw e é muito popular no Sudeste Asiático. No Brasil, apesar de ela não ser tão popular, há jogos similares, como o futevôlei.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
12/09/2025 10:46
• PETECA com palha de milho. Publicado por: Prof. Roberta Vianna. 2023. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=jPTyNxurXQ4. Acesso em: 11 set. 2025. Nesse vídeo há instruções para confecção de uma peteca feita com palha de milho. Essa atividade pode ser realizada em sala de aula de forma interdisciplinar com os componentes de Arte e Educação Física.
ENCAMINHAMENTO
Esta dupla continua a trabalhar com brincadeiras de diferentes lugares, explorando algumas características, como o material com o qual são feitos brinquedos, o que contribui para o atendimento das habilidades EF01CI01, EF01HI05 e EF01GE02
Chame a atenção dos estudantes para a expressão “jogos de tabuleiro”, levantando as hipóteses deles sobre o que define esse tipo de jogo. Peça que deem exemplos de jogos de tabuleiro, esperando que citem alguns mais comuns, como Dama, Xadrez, Trilha, entre outros. Se possível, providencie com antecedência alguns jogos de tabuleiro para ilustrar o conceito e promover um momento de vivência desse tipo de jogo.
Se achar pertinente, apresente para a turma um planisfério ou um globo terrestre indicando a localização da África e da Ásia, continentes citados no texto. É comum que os estudantes tenham curiosidades sobre a localização do ponto onde se encontram no globo ou no mapa. Aproveite o momento para que eles explorem as representações cartográficas, ainda que não sejam objeto de estudo do 1o ano.
Na atividade 3, verifique se os estudantes associam a madeira às árvores. Se julgar oportuno, proponha a manipulação de objetos de madeira pelos estudantes e comente que esse material é originado do tronco de algumas árvores. É possível que os estudantes reconheçam as peças do jogo como pedras. Aproveite para esclarecer que neste jogo também podem ser utilizadas sementes e bolinhas de gude, mas talvez esses objetos tenham outro nome na região.
Na atividade 4, espera-se que os estudantes representem em seus desenhos os ele-
BRINCANDO COM JOGOS DE TABULEIRO
A MANCALA É UM JOGO MUITO COMUM EM PAÍSES DA ÁFRICA E DA ÁSIA.
ELE É JOGADO EM UM TABULEIRO FEITO DE MADEIRA. QUANDO NÃO EXISTE TABULEIRO, OS JOGADORES PODEM
FAZER BURAQUINHOS NA TERRA PARA JOGAR. AS PEÇAS DO JOGO PODEM SER FEITAS DE SEMENTES, PEDRAS OU BOLINHAS DE GUDE.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS. DEPOIS, MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
A) A MADEIRA UTILIZADA PARA FAZER O TABULEIRO DA MANCALA TEM ORIGEM:
NOS MARES. NAS ÁRVORES.
B) NA FOTOGRAFIA 2, AS PEÇAS SÃO: PEDRAS. SEMENTES.
mentos centrais da Brincadeira do boi descritos no texto, com o círculo riscado no chão, um pião posicionado no centro e crianças em volta tentando recuperá-lo.
Se possível e achar oportuno, leia para os estudantes outro trecho do texto sobre a Brincadeira do boi, que complementa o inserido na atividade 4 (no Texto complementar, a seguir). Procure fazer paradas estratégicas com questões e comentários de forma a incentivar a turma a interagir com o texto.
CRIANÇAS JOGANDO MANCALA EM MOÇAMBIQUE, EM 2022.
BRINCANDO DE PIÃO
O PIÃO É UM BRINQUEDO ANTIGO, MAS MUITO POPULAR EM TODO O MUNDO. ELE É FEITO DE MADEIRA E PODE TER UMA PONTA DE METAL. EM GERAL, UM PEDAÇO DE BARBANTE É USADO PARA FAZER O PIÃO GIRAR.
CRIANÇAS BRINCANDO DE PIÃO NA INDONÉSIA, EM 2023.
LEIA O TRECHO DE UM TEXTO COM A AJUDA DO PROFESSOR. ELE FALA DE UMA BRINCADEIRA FEITA COM O PIÃO.
UMA BRINCADEIRA POPULAR ENTRE OS MENINOS DA VILA ALTA, UM BAIRRO DE NOVA OLINDA, É A DO BOI. [...] PARA BRINCAR DE BOI, OS COMBATENTES RISCAM PRIMEIRO UM CÍRCULO NO CHÃO. ALI, NO CENTRO DELE, ENTERRAM UM PIÃO. A MISSÃO DOS CABINHAS É LANÇAR O BRINQUEDO NO CÍRCULO, TENTAR DESENTERRAR O OUTRO PIÃO QUE LÁ ESTÁ E AINDA FAZER COM QUE ELE SAIA RODOPIANDO.
ROMEU, GABRIELA. TERRA DE CABINHA: PEQUENO INVENTÁRIO DA VIDA DE MENINOS E MENINAS DO SERTÃO. SÃO PAULO: PEIRÓPOLIS, 2016. P. 30. E-BOOK
• EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, FAÇA UM DESENHO PARA REPRESENTAR AS REGRAS DA BRINCADEIRA DO BOI. DEPOIS, MOSTRE SEU DESENHO PARA OS COLEGAS. Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
CABINHA: MODO COMO AS CRIANÇAS SÃO CHAMADAS NO SERTÃO DO CARIRI, NO ESTADO DO CEARÁ.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• BARBOSA, Rogério Andrade. Kakopi, Kakopi!: brincando e jogando com as crianças de vinte países africanos. São Paulo: Melhoramentos, 2019. O livro traz descrições detalhadas de jogos africanos, com orientações práticas para serem reproduzidos na escola, possibilitando um trabalho interdisciplinar entre os compo-
12/09/2025 10:46
nentes curriculares de História, Geografia e Educação Física.
• TERRA de cabinha: Batalha de pião. Publicado por: Editora Peirópolis 2016. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=7Yc_tWYkpFs. Acesso em: 11 set. 2025. O vídeo mostra uma das maneiras como as crianças do Cariri brincam com o pião.
TEXTO COMPLEMENTAR
Brincar de boi
Quando é tempo de chuva no Cariri cearense, entre os meses de dezembro e junho, começa a temporada do pião. A terra fica batida e o pião roda que é uma beleza. Em todo canto se vê um menino e um pião. Há algum tempo, Zé de Quenga vivia de fazer brinquedo. Esculpia num só dia dezenas deles no miolo de goiabeira, do carvoeiro ou de outros paus de árvore. Hoje está aposentado dessa função. As crianças já compram os piões nas bodegas (vendinhas) das cidades sertanejas. Nas mãos ligeiras dos cabinhas, os piões ganham mil manobras. Giram na palma da mão, no braço e até na unha do dedão — com o perdão da rima. Já vi um menino lançar para o alto um pião que desce girando até aterrissar em sua mão. O cabinha batizou o movimento de pião de guerra.
ROMEU, Gabriela. Terra de cabinha: pequeno inventário da vida de meninos e meninas do sertão. São Paulo: Peirópolis, 2016. p. 30.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• ROMEU, Gabriela. Terra de cabinha: pequeno inventário da vida de meninos e meninas do sertão. São Paulo: Peirópolis, 2016. O livro traz as brincadeiras das crianças da região do Cariri, no Ceará. Reúne brincadeiras, receitas, versos, entre outros elementos que contam a relação das crianças com o lugar onde vivem.
GUSANDRADE/SHUTTERSTOCK COM
ENCAMINHAMENTO
A apresentação das diferentes cordas usadas pelas crianças nas fotografias serve como gancho para direcionar o olhar dos estudantes para os materiais e suas origens. Neste momento, o objetivo é reforçar a ideia de que alguns materiais são extraídos da natureza e usados com pouca ou nenhuma transformação, e outros materiais não existem na natureza e são criados em indústrias. Se julgar oportuno, retome o exemplo das petecas explorado anteriormente.
Se possível, leve para a sala de aula uma corda de pular feita de materiais sintéticos. Comente que ela é feita com diferentes tipos de plástico: um plástico mais rígido nas manoplas, e um plástico mais flexível compõe a corda. Empregar adjetivos para descrever essas características contribui para ampliar o vocabulário dos estudantes e aprofundar a compreensão deles acerca das características dos materiais. Forneça também cordas de sisal, algodão e/ou juta e explique que são feitas de fibras vegetais, ou seja, trata-se de um material natural retirado de plantas. Permita que os estudantes observem e manipulem esses materiais, para que percebam as diferenças e semelhanças entre eles.
Na atividade 5, avalie se os estudantes conseguem diferenciar materiais sintéticos e naturais. Solicite que descrevam as cordas mostradas nas duas imagens e auxilie-os a notar que as cordas sintéticas têm uma aparência mais uniforme, com menos variações quando comparadas com as cordas feitas de materiais naturais.
Na atividade 6, os estudantes devem localizar os nomes de materiais que foram citados como componentes de brinquedos. Explique que as palavras podem estar tanto na horizontal quanto na vertical.
BRINCANDO COM CORDAS
PULAR CORDA É UMA BRINCADEIRA MUITO POPULAR EM
DIFERENTES PARTES DO MUNDO. NA CHINA, POR EXEMPLO, PULAR CORDA FAZ PARTE DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA.
AS CRIANÇAS DA ETNIA MASSAI, TAMBÉM BRINCAM DE PULAR CORDA.
ELAS SE DIVERTEM FAZENDO DIFERENTES BRINCADEIRAS.
CRIANÇAS PULANDO CORDA EM ESCOLA NA CHINA, EM 2024.
ETNIA: GRUPO DE PESSOAS QUE COMPARTILHAM A MESMA LÍNGUA, CULTURA E O MESMO MODO DE VIDA.
AS CORDAS QUE AS CRIANÇAS
UTILIZAM PARA BRINCAR EM TODO O MUNDO PODEM SER FEITAS DE FIBRAS VEGETAIS OU DE MATERIAIS SINTÉTICOS.
CRIANÇAS DO POVO
NAS INDÚSTRIAS, COMO O PLÁSTICO.
ENCONTRE NO DIAGRAMA OS NOMES DE QUATRO MATERIAIS QUE SÃO USADOS PARA FAZER BRINQUEDOS. 5 6
OBSERVE NOVAMENTE AS FOTOGRAFIAS. AGORA, MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
A) A CORDA QUE AS CRIANÇAS ESTÃO USANDO NA FOTOGRAFIA 1 É FEITA DE:
FIBRAS VEGETAIS. MATERIAIS SINTÉTICOS.
B) A CORDA QUE AS CRIANÇAS ESTÃO USANDO NA FOTOGRAFIA 2 É FEITA DE:
FIBRAS VEGETAIS. MATERIAIS SINTÉTICOS.
ATIVIDADES
Agora que os estudantes conheceram alguns tipos de brincadeiras e os brinquedos usados para realizá-las, oriente-os a conversar com familiares ou adultos de sua convivência sobre essas brincadeiras. Para isso, peça aos estudantes que mostrem as páginas estudadas até aqui e solicitem aos adultos que observem as imagens e compartilhem suas próprias experiências, comentando se conhecem essas mesmas brincadeiras ou versões parecidas, relatando emoções, memórias e conhecimentos. O objetivo é valorizar o diálogo entre gerações, pois ele ajuda a identificar o que se mantém igual e o que mudou ao longo do tempo, construindo uma visão histórica sobre como as culturas se transformam. Como produto dessa atividade, os estudantes podem produzir um texto ou um desenho elaborado com o auxílio do adulto que participou da atividade.
N O
• AGORA, ESCREVA OS NOMES DOS MATERIAIS QUE VOCÊ ENCONTROU.
Plástico
Palha
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
Fibra
Madeira
• PIORSKY, Gandhy. Brinquedos do chão: a natureza, o imaginário e o brincar. 2. ed. São Paulo: Peirópolis, 2025.
Nesse livro, o autor traz análises do brincar relacionado à terra, de onde as crianças tiram os materiais para construir seus brinquedos e se relacionam com natureza.
• EXTRA do livro: Brinquedos do chão, de Gandhy Piorsky. Publicado por: Editora Peirópolis. 2021. 1 vídeo (ca. 10 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ivwc7KAC_Zg. Acesso em: 11 set. 2025.
Esse vídeo é integrado ao livro Brinquedos do chão, com análises que tratam do elemento terra e sua relação com as pessoas, a paisagem e as brincadeiras.
ENCAMINHAMENTO
O tópico Brincando com telas... traz um assunto muito sensível e importante que deve ser tratado em todos os componentes curriculares e discutido por todos os grupos e setores da sociedade, sendo fundamental o papel da escola e da família. Assim, a orientação e a supervisão relacionadas ao uso de telas pelas crianças, especialmente nos dispositivos com possibilidade de conexão à internet, devem ser uma constante. Algumas recomendações e orientações são citadas no Texto complementar
Os conteúdos relacionados à contagem do tempo serão desenvolvidos posteriormente, mas na atividade 7 já é possível, por exemplo, mostrar em um relógio digital a passagem desse período. Ou, ainda, acionar um cronômetro indicando o início e o final do período, para que os estudantes tenham uma ideia do tempo transcorrido.
Na atividade 9, verifique as respostas dos estudantes. Caso haja respostas negativas para a questão, aprofunde a discussão perguntando se eles têm acesso a celulares de adultos da família para brincar.
Na atividade 10, proponha uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem como são as regras para o uso de telas adotadas na casa de cada um, lembrando que, independentemente dos combinados, o ideal é usar as telas com moderação, privilegiando brincadeiras variadas.
TEXTO COMPLEMENTAR
O uso de dispositivos digitais deve se dar aos poucos, conforme vá aumentando a autonomia progressiva da criança ou adolescente:
— Recomenda-se o não uso de telas e aparelhos digitais para crianças com menos de 2 anos, salvo
BRINCANDO COM TELAS...
LEIA O QUADRINHO A SEGUIR COM A AJUDA DO PROFESSOR.
FILHOS, VOCÊS TÊM
MEIA HORA PARA BRINCAR! DEPOIS, VAMOS SAIR PARA TOMAR SORVETE.
POR QUANTO TEMPO AS CRIANÇAS DA CENA AINDA PODEM JOGAR? MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
UMA HORA X MEIA HORA
ESCREVA O NOME DE DOIS APARELHOS QUE APARECEM NA CENA.
Aparelho celular, computador e videogame
MUITAS PESSOAS HOJE EM DIA FICAM MUITO TEMPO EM FRENTE ÀS TELAS DE APARELHOS COMO OS QUE APARECEM NA CENA.
ESSES APARELHOS SÃO USADOS PARA FAZER DIVERSAS
ATIVIDADES, COMO TRABALHAR, SE COMUNICAR COM OUTRAS PESSOAS, FAZER PESQUISAS E TRABALHOS ESCOLARES, ENTRE OUTRAS.
AS CRIANÇAS QUE USAM ESSAS TELAS PARA BRINCAR E SE DIVERTIR GERALMENTE ASSISTEM A VÍDEOS OU PRATICAM JOGOS. ISSO PODE SER MUITO LEGAL!
SE USA, QUE ATIVIDADES VOCÊ REALIZA NELES? 7 8
VOCÊ USA APARELHOS COMO OS MOSTRADOS NA CENA?
Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento
para contato com familiares por videochamada, acompanhada de pessoa adulta; — Orienta-se que crianças (antes dos 12 anos) não devem possuir aparelhos celulares do tipo smartphone próprios, sendo que, quanto mais tarde se der a posse ou aquisição de aparelho próprio, melhor; — O acesso a redes sociais deve observar a faixa etária sinalizada pela Classificação Indicativa, através de ícones quadrados coloridos vinculados aos aplicativos nas lojas virtuais onde podem ser baixados. Reforça-se que a maioria das redes sociais
não foi projetada para crianças, contendo padrões que estimulam o uso prolongado e potencialmente problemático, além de que a presença de crianças nelas pode pressionar outras a fazerem o mesmo, pelo receio de se sentirem excluídas daquele ambiente; — O uso de dispositivos eletrônicos, aplicativos e redes sociais durante a adolescência (12 a 17 anos) deve se dar com acompanhamento familiar ou de educadores; — O uso não pedagógico de dispositivos digitais no ambiente escolar, em qualquer
AH, NÃO É JUSTO. NÃO VAI DAR TEMPO DE PASSAR DE FASE.
NA SUA CASA, HÁ REGRAS PARA O USO DE TELAS, COMO O CELULAR OU O COMPUTADOR?
Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento
CELULARES, VIDEOGAMES E COMPUTADORES DEVEM SER USADOS COM MODERAÇÃO, OU SEJA, COM POUCO TEMPO DEDICADO A ELES E SEMPRE ACOMPANHADO DE UM ADULTO.
VOCÊ SABE POR QUE DEVE USAR ESSES APARELHOS COM MODERAÇÃO? OUÇA O QUE O PROFESSOR VAI LER.
• PARA VOCÊ PULAR, CORRER, DANÇAR E MEXER O CORPO.
• PARA VOCÊ INVENTAR SUAS PRÓPRIAS BRINCADEIRAS.
• PARA VOCÊ SE DIVERTIR COM OUTRAS PESSOAS.
• PARA VOCÊ NÃO FICAR AGITADO ANTES DE DORMIR.
• PARA VOCÊ SABOREAR AS REFEIÇÕES COM ATENÇÃO.
FIQUE LIGADO
• TAM, BUI PHUONG. LARGA ESSE CELULAR! TRADUÇÃO: CAMILA wERNER. SÃO PAULO: CAMINHO SUAVE, 2024. CONHEÇA A HISTÓRIA DE ANA, UMA MENINA QUE BRINCA MUITO COM O CELULAR, MAS QUE DESCOBRE UM MUNDO REPLETO DE DIVERSÃO QUANDO TEM DE DEIXAR O APARELHO DE LADO.
etapa de ensino, pode trazer prejuízos para o processo de aprendizagem e desenvolvimento de crianças e adolescentes;
— Escolas devem avaliar criteriosamente o uso de aparelhos, como celulares ou tablets, para fins pedagógicos na Primeira Infância, evitando seu uso individual pelos estudantes.
— Escolas devem evitar tarefas pedagógicas que estimulem a posse de aparelhos celulares próprios, bem como o uso de aplicativos de mensagem, por crianças (antes dos 12 anos).
PARA O ESTUDANTE
• SBP lança vídeo educativo sobre o uso seguro de telas. Publicado por: Sociedade Brasileira de Pediatria. 2020. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=eO_RM v-50JE. Acesso em: 11 set. 2025.
O vídeo lançado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) trata da segurança no uso de telas por crianças e adolescentes. A personagem VeVê apresenta dicas para um uso mais saudável de aparelhos computadores, tablets, celulares e televisão.
PARA O PROFESSOR
12/09/2025 10:47
— Deve ser estimulado o uso de dispositivos digitais, para fins de acessibilidade ou superação de barreiras, por crianças ou adolescentes com deficiência, independentemente de faixa etária.
BRASIL. Secretária de Comunicação Social. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/secom/ pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancas-eadolescentes/guia/guia-de-telas_sobre-usos-dedispositivos-digitais_versaoweb.pdf. Acesso em: 11 set. 2025.
• BRASIL. Secretaria de Comunicação Social. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom, 2024. Disponível em: https:// www.gov.br/secom/ pt-br/assuntos/uso -de-telas-por-criancas -e-adolescentes/guia/ guia-de-telas_sobre -usos-de-dispositivos -digitais_versaoweb.pdf. Acesso em: 11 set. 2025. O guia, lançado pelo governo federal, apresenta recomendações para pais, responsáveis e educadores sobre o uso de telas por crianças e adolescentes. Alguns temas abordados são: impacto das telas na saúde mental, segurança on-line, cyberbullying e a importância de equilibrar atividades digitais e do mundo real.
ENCAMINHAMENTO
Nesta etapa, o foco está em ampliar o vocabulário dos estudantes, apresentando e explorando termos que descrevem diferentes características dos materiais. Essas palavras são importantes para que eles consigam observar, identificar e comparar objetos do cotidiano de maneira mais precisa. É provável que muitos desses termos (como flexibilidade, resistência, transparência) já façam parte, de forma intuitiva, das experiências dos estudantes. No entanto, a apresentação formal e sistematizada desses conceitos pode não apenas refinar e sofisticar essa compreensão, mas também corrigir possíveis equívocos construídos no dia a dia.
Ao introduzir cada característica, utilize objetos reais que exemplifiquem a propriedade em questão. Por exemplo, para explicar flexibilidade, mostre uma régua de plástico maleável e compare-a com uma régua de madeira rígida; para transparência, compare o vidro da janela à parede da sala de aula.
Durante a apresentação, convide os estudantes a fornecer exemplos, incentivando-os a observar e compartilhar objetos da sala de aula que apresentem as características discutidas. Além disso, proponha pequenas atividades de classificação: organize um conjunto variado de materiais sobre uma mesa e solicite aos estudantes que os agrupem de acordo com a propriedade que está sendo estudada. Essa ação promove a observação, a comparação e a tomada de decisão.
COMO SÃO OS MATERIAIS
CADA MATERIAL TEM SUAS CARACTERÍSTICAS APROVEITAMOS ESSAS CARACTERÍSTICAS PARA PRODUZIR DIFERENTES OBJETOS.
ACOMPANHE A LEITURA QUE O PROFESSOR VAI FAZER SOBRE AS CARACTERÍSTICAS DE ALGUNS TIPOS DE MATERIAL.
CARACTERÍSTICA: FLEXIBILIDADE. A BORRACHA É UM MATERIAL FLEXÍVEL QUE SE DOBRA OU ESTICA COM FACILIDADE.
CARACTERÍSTICA: RESISTÊNCIA. O METAL É UM MATERIAL RESISTENTE, ISTO É, DIFÍCIL DE SER
CARACTERÍSTICA: TRANSPARÊNCIA.
O ACRÍLICO É UM MATERIAL TRANSPARENTE. ISSO QUER DIZER QUE É POSSÍVEL ENXERGAR ATRAVÉS DELE.
OBSERVE AS IMAGENS. DEPOIS, COMPARE AS CARACTERÍSTICAS DOS DIFERENTES BRINQUEDOS.
A) CONTORNE O BRINQUEDO MAIS FLEXÍVEL.
B) CONTORNE O BRINQUEDO MAIS RESISTENTE.
C) CONTORNE O BRINQUEDO FEITO COM MATERIAL TRANSPARENTE.
AGORA, MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
A) QUAL É O OPOSTO DE RESISTENTE?
FRÁGIL
COLORIDO
B) QUAL É O OPOSTO DE TRANSPARENTE?
FIRME OPACO
C) QUAL É O OPOSTO DE FLEXÍVEL?
RÍGIDO MOLE
Questões orientadoras ajudam a construir o entendimento sobre as características e permitem avaliar o grau de compreensão dos conceitos apresentados, como: que materiais são mais flexíveis? Que materiais são pouco flexíveis? Quais materiais deixam passar a luz? Quais não deixam? Quais materiais quebram com facilidade e quais são mais resistentes?
Para fortalecer o processo de alfabetização, registre na lousa as palavras que possam ser novas aos estudantes, destaque suas sílabas e incentive os estudantes a criar frases simples que as utilizem. Também é possível elaborar cartões ilustrados com o termo escrito de um lado e a imagem ou o objeto correspondente do outro, formando um recurso visual de consulta permanente para a turma. Por fim, proponha um momento de síntese: cada estudante escolhe um material e apresenta oralmente para a turma suas características. Essa atividade contribui para a ampliação do vocabulário, a expressão oral e a autoconfiança.
Utilize as atividades 1 e 2 para avaliar a compreensão dos estudantes sobre as características dos materiais. Para a atividade 2, certifique-se de que eles compreendem o que significa “oposto”. Se necessário, forneça exemplos para esclarecer essa noção: quente é o oposto de frio; cheio é o oposto de vazio, entre outros. Caso os estudantes desconheçam o significado de “opaco”, trabalhe a leitura inferencial. Questione qual é o oposto de “firme”, uma palavra mais comum, e verifique se eles associam a noções como mole, frágil, instável ou bambo. Oriente-os, então, a concluir que a resposta esperada é “opaco”. Assim, um material opaco não permite que se observe através dele, ao contrário de um material transparente.
ENCAMINHAMENTO
As brincadeiras podem ter diferentes nomes e modos de brincar, tanto no Brasil como em outros países. Faça a leitura dos textos para os estudantes, incentivando-os a falar sobre diferenças e semelhanças entre as brincadeiras do livro e outras que fazem parte do cotidiano deles, mobilizando as habilidades EF01HI05 e EF01GE02
Comente que o Bole-bole tem outros nomes, como Jogo das pedrinhas, Cinco marias, Capitão e Pingolé. Aproveite para exibir o vídeo indicado no boxe Conexão, que mostra como crianças de uma comunidade na região Norte aproveitam sementes para realizar a brincadeira.
O Gulu também é chamado de Doidinho e Bobinho. A brincadeira conta com variante na qual a bola é jogada com os pés, o que inclui dribles como no futebol.
Além do Buque, há muitas outras maneiras de brincar com as bolinhas de gude. Questione os estudantes se conhecem alguns desses modos. Aproveite para combinar um momento para vivência desses modos de brincar. No Texto complementar há dois exemplos, e no site indicado no boxe Conexão há vídeos que que ensinam cinco formas de brincar com as bolinhas que podem ser exibidos aos estudantes.
A atividade 2 tem muitas possibilidades de resposta, de acordo com a região onde os estudantes vivem. Apresente a eles variações de nomes de algumas brincadeiras encontradas pelo Brasil, como: Amarelinha: Amarela, Marelinha, Academia, Cademia, Sapata, Avião, Maré, Macaca e Pular-macaco; Jogo de Taco: Bete-ombro, Bets, Tacobol, Pau na lata; e Pega-pega: Pique-pega, Picula, Trisca, Manja, Pira.
BRINCAR NO BRASIL
O BRASIL É UM PAÍS GRANDE, COM MUITAS BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS DIFERENTES. OBSERVE OS EXEMPLOS A SEGUIR.
BOLE-BOLE
PARA BRINCAR DE BOLE-BOLE, BASTA JOGAR AS PEDRINHAS OU CAROÇOS PARA CIMA E DEIXAR QUE ELES CAIAM NO CHÃO.
DEPOIS, JOGUE APENAS UMA PEDRINHA OU CAROÇO PARA CIMA E PEGUE OUTRO ANTES QUE O PRIMEIRO CAIA.
A BRINCADEIRA SEGUE ATÉ QUE VOCÊ PEGUE TODAS AS PEDRINHAS OU CAROÇOS QUE ESTAVAM NO CHÃO.
GULU
O GULU TAMBÉM É CONHECIDO COMO DOIDINHO.
NESSA BRINCADEIRA, OS JOGADORES PASSAM A BOLA DE UM PARA O OUTRO. ENQUANTO ISSO, UMA CRIANÇA FICA ENTRE ELES TENTANDO PEGAR A BOLA.
QUANDO A CRIANÇA PEGA A BOLA, ELA TROCA DE LUGAR COM O ÚLTIMO JOGADOR QUE PASSOU A BOLA.
TEXTO COMPLEMENTAR
Bolinhas de gude: relembre (ou conheça) 7 brincadeiras clássicas
1. Triângulo, retângulo ou estrela
Primeiramente, a forma geométrica escolhida é desenhada no chão. Com até três jogadores, coloca-se uma bolinha em cada quina. Se tiver mais, as bolinhas podem ficar na linha ou dentro do desenho.
Na vez de cada jogador, ele deve tentar tirar as outras bolinhas do desenho, e vai ficando com elas enquanto conseguir. A bolinha atirada que ficar dentro deve permanecer lá. Ou seja, para a jogada seguinte, é necessário usar outra.
[…]
7. Serpentina
Essa dá para jogar na calçada, no pátio da escola ou em outro lugar com chão liso.
FERNANDAMONTEIRO
FERNANDAMONTEIRO
BUQUE
OS JOGADORES FAZEM
UM BURACO CHAMADO
BUQUE NO CHÃO E COLOCAM
SUAS BOLINHAS DE GUDE AO REDOR DELE.
O OBJETIVO É ACERTAR AS BOLINHAS DE GUDE DO ADVERSÁRIO PARA QUE
ENTREM NO BURACO. QUEM ACERTAR MAIS BOLINHAS DO ADVERSÁRIO GANHA A PARTIDA.
1
FERNANDAMONTEIRO
DERRETE
MANTEIGA
PARA BRINCAR DE DERRETE MANTEIGA, UMA DAS CRIANÇAS É ESCOLHIDA PARA SER O PEGADOR.
A CRIANÇA QUE É TOCADA PELO PEGADOR DEVE “DERRETER”, OU SEJA, SE ABAIXAR BEM DEVAGAR.
SE OUTRA CRIANÇA TOCAR AQUELA QUE ESTÁ DERRETENDO ANTES QUE ELA CHEGUE AO CHÃO, ELA VOLTA PARA A BRINCADEIRA. SE ELA NÃO FOR SALVA, VIRA O PEGADOR.
VOCÊ JÁ BRINCOU DE ALGUMA DESSAS BRINCADEIRAS? SE SIM, QUAIS?
Respostas pessoais. Verifique se os estudantes trazem as mesmas brincadeiras ou variantes delas, com nomes semelhantes ou diferentes daqueles indicados no Livro do estudante 2
ESSAS BRINCADEIRAS TÊM NOMES IGUAIS OU DIFERENTES NO LUGAR ONDE VOCÊ MORA?
Resposta pessoal. Explore com os estudantes cada uma dessas brincadeiras e estimule a turma a encontrar as semelhanças e as diferenças entre as brincadeiras apresentadas.
Primeiramente, uma linha é demarcada com giz. Depois, as bolinhas de gude são colocadas nessa linha.
O objetivo é acertar as bolinhas e levá-las para fora da linha. Aqui vem outra particularidade: o jogador ganha não só a bolinha atingida, mas todas que estiverem à direita.
LÊ. Bolinhas de gude : relembre (ou conheça) 7 brincadeiras clássicas. 9 fev. 2023. Disponível em: https://le.com.br/blog/ bolinhas-de-gude. Acesso em: 11 set. 2025. Textos (para o professor) e vídeos (para o professor e o estudante) que ensinam algumas brincadeiras com bolinhas de gude.
PARA O ESTUDANTE
• LÁ NO meu quintal: veja como se joga bole-bole: Norte do Brasil. Publicado por: Editora Peirópolis. 2019. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=QFper L1Fqtg&t=68s. Acesso em: 11 set. 2025. O vídeo mostra crianças jogando Bole-bole, uma brincadeira feita com sementes ou caroços de frutas típicas da região Norte do país.
PARA O PROFESSOR
• ROMEU, Gabriela; PERET, Marlene. Lá no meu quintal: o brincar de meninas e meninos de norte a sul. São Paulo: Peirópolis, 2019. As autoras viajaram Brasil afora, incluindo aldeias indígenas, comunidades quilombolas, vilas e tantos outros lugares para conhecer como as crianças brincam e o lugar onde isso acontece.
FERNANDAMONTEIRO
ENCAMINHAMENTO
A seção Ideia puxa ideia abrange os TCTs Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras e permite um trabalho interdisciplinar com o componente curricular de Educação Física.
Apresente à turma as brincadeiras propostas nesta seção: o Ampe (brincadeira de Gana) e o Kipa´ê (dos indígenas terenas, no Brasil), e explique que ambas fazem parte do patrimônio cultural de seus povos. Comente, brevemente, que patrimônio cultural é tudo aquilo que um grupo de pessoas considera muito importante para a sua história, como festas, músicas, brincadeiras, comidas e jeitos de falar. Essas práticas são ensinadas de pais e mães para filhos e filhas, para que não sejam esquecidas. Ressalte que elas não exigem brinquedos industrializados, mas sim a participação ativa e a interação entre as pessoas, mostrando que o brincar é uma prática social que se torna histórica ao passar de geração para geração. Converse com os estudantes sobre como cada brincadeira reflete aspectos culturais distintos: no Ampe, o desafio está na agilidade e na atenção; no Kipa´ê, a roda representa o ninho da ema, que é um animal importante para diversos povos indígenas. As brincadeiras aqui apresentadas são recomendadas para crianças a partir de quatro anos de idade.
No item 1. a) , verifique os conhecimentos da turma e, independentemente das respostas, promova um momento para que possam experimentar as brincadeiras, ampliando o repertório dos estudantes.
IDEIA PUXA IDEIA
BRINCADEIRAS AFRICANAS E INDÍGENAS
VOCÊ VAI CONHECER UMA BRINCADEIRA PARA SE DIVERTIR
COM OS COLEGAS. ELA É DE GANA, PAÍS AFRICANO.
NOME: AMPE
PAÍS: GANA
NÚMERO DE PARTICIPANTES: 3 OU MAIS
COMENTÁRIO: QUANTO
MAIS RÁPIDO, MAIS
DIVERTIDO FICA O JOGO.
NESSA BRINCADEIRA, UM JOGADOR É O LÍDER E OS
ADVERSÁRIOS FICAM EM FILA NA FRENTE DELE.
O LÍDER E A PRIMEIRA PESSOA DA FILA DÃO UM SALTO E BATEM PALMA, AO MESMO TEMPO. AO FINAL DO SALTO, ELES DEVEM DESCER COM UM PÉ À FRENTE E O OUTRO ATRÁS.
SE OS DOIS JOGADORES COLOCAREM PÉS DIFERENTES PARA A FRENTE, O LÍDER VENCE E O ADVERSÁRIO VAI PARA O FIM DA FILA. MAS, SE OS DOIS COLOCAREM O MESMO PÉ PARA A FRENTE, O LÍDER PERDE E VAI PARA O FIM DA FILA.
COM ISSO, O ADVERSÁRIO SE TORNA O NOVO LÍDER E ENTÃO A BRINCADEIRA CONTINUA.
182
No item 1. b), espera-se que os estudantes comentem sobre aspectos das brincadeiras que tenham considerado desafiadores ou atrativos. Acolha todas as impressões da turma. Caso haja estudantes com algum tipo de deficiência, pense com o grupo em formas de inclusão, permitindo a participação de todos.
Na atividade 2, explique e demonstre as regras das duas brincadeiras antes de começar. No Ampe, simule alguns turnos para que a turma entenda como funciona a mudança de líder. No Kipa´ê, defina o espaço que será o “ninho” e oriente sobre o momento certo para correr, destacando a importância de respeitar os limites do jogo e a segurança de todos.
ATIVIDADES
AGORA, VOCÊ VAI CONHECER UMA BRINCADEIRA PRATICADA PELOS POVOS INDÍGENAS BRASILEIROS.
NESSA BRINCADEIRA, AS CRIANÇAS DEVEM ESCOLHER UM KIPA´Ê, A EMA. AS DEMAIS SERÃO DIVIDIDAS EM DUAS EQUIPES, EM QUE CADA UMA TERÁ UM LÍDER.
AS CRIANÇAS FAZEM UMA RODA, QUE REPRESENTA UM NINHO. A KIPA´Ê DEVE FICAR NO CENTRO DO NINHO E TENTAR FUGIR.
NOME: KIPA´Ê
PAÍS: BRASIL
NÚMERO DE PARTICIPANTES: 10 OU MAIS COMENTÁRIO: KIPA´Ê
SIGNIFICA EMA, UM ANIMAL IMPORTANTE PARA OS ÍNDIGENAS DA ETNIA TERENA.
AO ESCAPAR, OS LÍDERES DAS DUAS EQUIPES CORREM ATRÁS DA KIPA´Ê. AQUELE QUE CAPTURÁ-LA, DÁ A VITÓRIA PARA SUA EQUIPE.
1
Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento
FAÇAM UMA RODA E CONVERSEM SOBRE AS QUESTÕES A SEGUIR.
A) VOCÊS CONHECIAM ESSAS BRINCADEIRAS?
B) O QUE VOCÊS ACHARAM DELAS?
2 Veja comentários no Encaminhamento
AGORA, O PROFESSOR VAI ORGANIZAR A TURMA PARA VOCÊS TESTAREM AS DUAS BRINCADEIRAS APRESENTADAS.
183
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• NHANDEWA, Tiago. Onimangá. São Paulo: Cintra, 2023.
Nessa obra, o escritor indígena Tiago Nhandewa ensina diferentes brincadeiras infantis tradicionais de povos indígenas brasileiros.
12/09/2025 10:47
Organize um desafio de criação de brincadeiras inspirado no Ampe e no Kipa´ê. Explique para os estudantes que eles deverão inventar uma nova brincadeira misturando elementos das duas brincadeiras apresentadas na seção Ideia puxa ideia. Comente que eles podem adaptar movimentos, regras e até criar um nome para a brincadeira inventada.
Converse brevemente com a turma sobre as principais características de cada jogo — atenção, agilidade, cooperação e uso de elementos culturais —, para que os estudantes percebam como podem combiná-las. Use exemplos dos próprios jogos apresentados ao longo do capítulo para que eles compreendam as diferenças entre tais características. Por exemplo: a agilidade é uma habilidade importante para se brincar de Gulu e do Kipa´ê; a destreza é importante para brincar de Bole-bole, e assim por diante. Em seguida, divida a turma em pequenos grupos para que planejem como será a nova brincadeira. Cada grupo deve decidir as regras, o número de participantes, o espaço necessário e os gestos ou movimentos que farão parte do jogo. Depois, cada grupo apresentará sua criação para os colegas e todos poderão experimentar as novas brincadeiras. Ao final, cada grupo fará um pequeno desenho ilustrando a brincadeira inventada. Pode-se também propor uma conversa com os estudantes para que eles exponham o que mais gostaram da brincadeira inventada e as dificuldades que encontraram no processo de criação.
LENTINI
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos do cotidiano.
• Conhecer a origem de diferentes materiais.
• Debater o modo como materiais são descartados, reconhecendo maneiras conscientes de fazer esse descarte.
• Identificar e debater o consumismo.
• Valorizar os brinquedos e brincadeiras tradicionais como parte da cultura de um povo.
BNCC HABILIDADES
(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.
(EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares.
(EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade.
(EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS (TCTs)
• Educação ambiental.
• Educação para o consumo.
capítulo
3 DE ONDE VÊM E PARA ONDE VÃO OS
BRINQUEDOS
VOCÊ JÁ IMAGINOU DE ONDE VEIO SEU BRINQUEDO
PREFERIDO? SABE COMO ELE FOI PRODUZIDO? CONHECE OS CAMINHOS QUE ELE PERCORREU ATÉ CHEGAR À SUA CASA?
E VOCÊ JÁ PENSOU NO QUE VAI ACONTECER COM ESSE BRINQUEDO QUANDO VOCÊ NÃO QUISER MAIS BRINCAR COM ELE?
1
NO ESPAÇO A SEGUIR, VOCÊ VAI DESCOBRIR O QUE ACONTECEU COM UM CARRINHO, DESDE SUA FABRICAÇÃO ATÉ O DESCARTE. PARA ISSO, SIGA ESTAS ETAPAS.
A) RECORTE AS FIGURAS DA PÁGINA 277 DO MATERIAL COMPLEMENTAR.
B) COLE CADA FIGURA NA ORDEM E NO ESPAÇO CORRETOS. SE PRECISAR DE AJUDA, VEJA OS NÚMEROS ATRÁS DAS FIGURAS.
COLE AQUI 1 2 COLE AQUI
AGORA, MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
A) DE QUE MATERIAL É FEITO O CARRINHO?
DE PAPEL DE VIDRO DE PLÁSTICO
B) EM QUAL LOCAL O CARRINHO FOI FEITO?
EM UMA CASA EM UMA FÁBRICA
OBSERVE A SEQUÊNCIA DE IMAGENS QUE VOCÊ MONTOU.
O QUE ACONTECEU COM O CARRINHO DEPOIS QUE ELE QUEBROU?
3. Espera-se que os estudantes respondam que o carrinho foi jogado em uma lixeira de cor vermelha, que na coleta seletiva corresponde aos resíduos plásticos.
O QUE VOCÊ IMAGINA QUE VAI ACONTECER COM O CARRINHO DEPOIS QUE ELE FOR DESCARTADO?
Espera-se que os estudantes mencionem que o carrinho será reciclado. O objetivo da questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes acerca da reciclagem e do reaproveitamento de materiais, que serão abordados no decorrer deste capítulo.
ENCAMINHAMENTO
Proponha aos estudantes refletir sobre as questões que aparecem nos primeiros parágrafos do texto. Procure criar um clima de curiosidade dando-lhes um tempo para que possam pensar antes de responder. Incentive-os a compartilhar suas ideias com a turma, lembrando sempre que todas as contribuições são válidas e merecem ser ouvidas.
Enquanto os estudantes respondem, observe atentamente os diferentes pontos de vista ma-
de conhecimento. É possível, inclusive, agrupar as palavras por temas — como origem e destino dos brinquedos — para facilitar a organização do pensamento coletivo.
Aproveite os conhecimentos prévios dos estudantes para aprofundar as discussões sugeridas na abordagem inicial. Dessa forma, o estudo se torna mais significativo, pois parte da realidade e das experiências dos próprios estudantes que serão utilizadas para construção do conhecimento.
Fomente um clima de diálogo aberto e acolhedor, lembrando que o objetivo dessa conversa não é apenas responder a questões, mas refletir sobre o ciclo de vida dos objetos que usamos, compreendendo que tudo o que consumimos tem uma história antes de chegar até nós e um destino depois que deixamos de utilizá-lo. Essa consciência é o primeiro passo para formar cidadãos mais críticos, responsáveis e atentos às consequências de suas escolhas no dia a dia.
Na atividade 1, os estudantes podem ser organizados em grupos para a realização da atividade, promovendo o trabalho coletivo. Incentive-os a tentar identificar a sequência dos fatos apenas observando as imagens. Em seguida, oriente-os a olhar a numeração das figuras para verificar se acertaram. Esse trabalho favorece a interdisciplinaridade com o componente curricular de Matemática.
16/09/2025 02:19
nifestados e avalie quais informações eles já têm sobre o tema. Por exemplo, alguns podem imaginar que todos os brinquedos são feitos apenas de plástico, ou que, quando descartados, desaparecem rapidamente.
Enquanto as respostas surgem, anote ou faça desenhos na lousa das palavras-chave mencionadas pelos estudantes, como fábrica, loja, caminhão de lixo, reciclagem, entre outras. Essas anotações servirão de registro visual para todos, permitindo que a turma perceba conexões entre as ideias apresentadas e identifique lacunas
Nas atividades 2 a 4, verifique se os estudantes reconhecem que o carrinho mostrado nas imagens é feito de plástico e relacione isso ao fato de ele ter sido descartado em uma lixeira de cor vermelha. Questione os estudantes se eles sabem o que são essas lixeiras coloridas e para que servem. O conceito de reciclagem será retomado e aprofundado adiante.
ENCAMINHAMENTO
Peça aos estudantes que observem com atenção os objetos ao redor deles e analisem de que materiais eles são feitos. Essa observação pode ser iniciada na própria sala de aula, onde é comum as crianças terem contato com diversos tipos de materiais, como papel, plástico, madeira, metal, tecido, argila, cola e outros, bem como com ferramentas e instrumentos usados para cortar, furar, escrever, medir ou colar. Por meio dessas experiências, os estudantes têm a oportunidade de aprender um pouco mais sobre as propriedades dos materiais.
Durante a atividade, incentive os estudantes a descrever não apenas o nome dos materiais, mas também as características que conseguem perceber. Para estudantes com deficiência visual, é importante disponibilizar materiais para exploração tátil, permitindo que sintam a forma, textura e temperatura dos objetos. Se possível, utilize legendas em braile ou audiodescrição para complementar a experiência. Para estudantes com deficiência auditiva, apresente os conceitos com o apoio de imagens e cartazes.
Ajude a turma a perceber que a maior parte dos materiais utilizados para produzir diversos objetos vem da natureza. Alguns são empregados praticamente da mesma forma como são encontrados e outros passam por transformações antes de serem utilizados. Aproveite para explorar imagens de diferentes objetos, comentando sua composição. Explique, por exemplo, que o vidro é obtido a partir da areia e que o plástico é derivado
DE ONDE VÊM OS MATERIAIS
O SER HUMANO RETIRA DA NATUREZA DIFERENTES TIPOS DE MATERIAL PARA CRIAR OBJETOS. DE ACORDO COM A ORIGEM, ESSES MATERIAIS PODEM SER CLASSIFICADOS EM VEGETAL, ANIMAL E MINERAL.
VEGETAL
OS MATERIAIS DE ORIGEM VEGETAL SÃO AQUELES OBTIDOS DE PLANTAS. POR EXEMPLO, O ALGODÃO TEM ORIGEM NO ALGODOEIRO E É USADO NA FABRICAÇÃO DE TECIDOS E ROUPAS. A MADEIRA VEM DOS TRONCOS DAS ÁRVORES E É USADA NA FABRICAÇÃO DE DIVERSOS OBJETOS E NA CONSTRUÇÃO DE CASAS.
ALGODOEIRO NO MUNICÍPIO DE CRISTALINA, NO ESTADO DE GOIÁS, EM 2024.
ANIMAL
O COURO TEM ORIGEM NA PELE DE ALGUNS ANIMAIS. ELE É USADO NA FABRICAÇÃO DE CHAPÉUS, SAPATOS, BOLSAS E ROUPAS. JÁ O FIO DE SEDA USADO PARA FAZER TECIDOS É OBTIDO A PARTIR DO CASULO DO BICHO-DA-SEDA, UM TIPO DE MARIPOSA.
CASULO:
do petróleo. A areia e o petróleo são materiais naturais retirados da natureza, que, por meio de processos industriais, se transformam em novos produtos. Para estudantes com deficiência intelectual, utilize exemplos concretos e simples, reforçando as informações por meio de repetições, comparações visuais e recursos multimídia.
OFICINA DE PRODUÇÃO DE CHAPÉU DE COURO NO MUNICÍPIO DE CABACEIRAS, NO ESTADO DA PARAÍBA, EM 2023.
ESTRUTURA QUE ENVOLVE O ANIMAL DURANTE UMA FASE DE SUA VIDA.
Nesse contexto, a expressão “origem mineral” refere-se aos produtos cuja origem é a atividade de mineração e extração de minérios.
MINERAL
MINERAIS SÃO RETIRADOS DO SOLO OU DE ROCHAS. UM EXEMPLO É A ARGILA, QUE PODE SER USADA NA FABRICAÇÃO DE PRATOS E VÁRIOS OUTROS UTENSÍLIOS. JÁ O VIDRO É FEITO A PARTIR DA AREIA, E COM ELE SÃO FABRICADOS DIVERSOS OBJETOS, COMO COPOS E PRATOS.
1
CERÂMICA DE ARGILA PRODUZIDA NO MUNICÍPIO DE BELÉM, NO ESTADO DO PARÁ, EM 2025.
CLASSIFIQUE OS OBJETOS A SEGUIR DE ACORDO COM SUA ORIGEM: VEGETAL, ANIMAL OU MINERAL.
FILTRO DE BARRO.
Origem mineral.
Origem animal.
MADEIRA DO LÁPIS.
Origem vegetal.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• DE ONDE vem o plástico? #Episódio 16. Publicado por: De onde vem? 2015. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=uV0R0f1sy4Q.
Acesso em: 12 set. 2025.
O vídeo explica a origem do plástico e discute a importância da coleta seletiva e da reciclagem.
PARA-BRISA DO ÔNIBUS.
Origem mineral.
12/09/2025 10:58
Comente que existem tecnologias capazes de fabricar materiais sintéticos em laboratórios e indústrias. Exemplos disso são o couro sintético e a lã sintética, que muitas vezes têm como objetivo reduzir o uso de recursos animais, podendo causar menos impacto direto na fauna. Entretanto, é importante explicar que a fabricação e o descarte desses materiais podem gerar outros tipos de impactos ambientais, dependendo de como são produzidos e do que acontece com eles depois que deixam de ser usados.
Ao final, incentive uma reflexão coletiva sobre o ciclo de vida dos materiais, considerando de onde eles vêm, como são transformados, para que servem e para onde vão depois que não têm mais utilidade, retomando ideias apresentadas na conversa inicial do capítulo.
No boxe Conexão, é sugerido um vídeo que pode ser exibido em sala de aula e que propicia aprofundar os conhecimentos sobre a origem do plástico e conversar sobre diversos assuntos, como a importância da coleta seletiva e da reciclagem.
Na atividade 1, motive os estudantes a relacionar cada material à sua origem a partir dos textos que foram apresentados previamente. Considere a possibilidade de escrever as respostas na lousa para facilitar o registro por parte deles.
ENCAMINHAMENTO
O estudo das brincadeiras, além de engajar os estudantes, proporciona oportunidades para o desenvolvimento de atividades lúdicas, e é um recurso para promover a aprendizagem significativa. Ao brincar, as crianças mobilizam habilidades motoras, cognitivas, sociais e emocionais, estabelecendo relações com o conhecimento de forma prazerosa e espontânea. Esse tipo de estudo vai muito além do simples entretenimento: ele permite que os estudantes explorem conceitos, façam descobertas e desenvolvam a criatividade enquanto interagem com colegas e professores.
Converse com os estudantes sobre como funciona a brincadeira do futebol de botão. Questione-os se alguém conhece a brincadeira, se já brincou com ela e explique as regras para quem não a conhece. Se possível, promova um espaço de conversa para que eles possam trocar informações sobre a brincadeira e suas experiências com ela. Resgate informações históricas sobre como as crianças brincavam no passado e como as brincadeiras se transformaram com o tempo. Relacione o jogo às mudanças nos materiais e a tecnologias de cada época: no passado, muitas crianças confeccionavam seus próprios brinquedos, aproveitando botões de roupa, tampas de garrafa ou materiais encontrados em casa. Hoje, é comum encontrar jogos e brinquedos prontos, industrializados, que reproduzem em miniatura elementos do futebol real. Comente com a turma que o jogo começou como uma brincadeira de criança e hoje existe até campeonato mundial com a participação de adultos.
MESMO BRINQUEDO, DIFERENTES MATERIAIS
O FUTEBOL DE BOTÃO É UM JOGO QUE FOI CRIADO NO BRASIL MUITOS ANOS ATRÁS. ELE LEMBRA UMA PARTIDA DE FUTEBOL.
CADA TIME TEM DEZ JOGADORES DE LINHA — OS BOTÕES — E UM GOLEIRO. PARA MOVIMENTAR OS BOTÕES, É USADA UMA PALHETA
PALHETA: AEQUENO OBJETO, AERALMENTE DE ALÁSTICO, QUE AODE SER USADO AARA MOVER OS BOTÕES NO FUTEBOL DE BOTÃO, AOR EXEMALO.
AS PARTIDAS DE FUTEBOL DE BOTÃO PODEM SER JOGADAS NO CHÃO, EM CIMA DE UMA MESA COMUM OU
SOBRE UMA MESA COM MARCAÇÕES IGUAIS ÀS DE UM CAMPO DE FUTEBOL.
AO LONGO DO TEMPO, O JOGO E AS REGRAS FORAM SE MODIFICANDO. OS PRÓPRIOS BOTÕES USADOS NO JOGO TAMBÉM PASSARAM POR MUDANÇAS.
MENINO JOGANDO FUTEBOL DE BOTÃO NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2025.
Converse com a turma sobre como a criatividade e a disponibilidade de materiais influenciavam o modo de brincar. Convide os estudantes a comparar as regras, os materiais e os espaços utilizados no futebol de botão de antigamente com os equivalentes de hoje, identificando mudanças (como o uso de palhetas, campos padronizados, campeonatos) e permanências (o objetivo de fazer gols, a disposição em equipes, a diversão coletiva). Essa
abordagem contribui para a percepção de que as brincadeiras também são parte da história e refletem transformações sociais e culturais. A análise das brincadeiras também se beneficia de uma abordagem interdisciplinar, pois atravessa e dialoga com diversos campos do conhecimento. O trabalho proposto nestas páginas contribui para o desenvolvimento das habilidades EF01CI01, EF01HI05 e EF01GE02.
LEIA OS QUADRINHOS COM A AJUDA DO PROFESSOR.
EU FAZIA MEU
MEU TIME ERA COM BOTÕES DE PALETÓ, QUE ERAM FEITOS DE OSSO.
TIME COM VIDRO DE RELÓGIO, QUE EU PINTAVA.
1
Osso, vidro e plástico, respectivamente. 2
EU JOGO COM BOTÕES DE PLÁSTICO.
QUAIS MATERIAIS FORAM UTILIZADOS PARA FAZER OS TIMES DE BOTÃO DO AVÔ, DO PAI E DA FILHA? DE ACORDO COM A HISTÓRIA QUE VOCÊ LEU, QUAL DOS TIPOS DE BOTÃO É O MAIS ANTIGO? MARQUE UM NA RESPOSTA.
UM DOS PERSONAGENS DA HISTÓRIA QUE VOCÊ LEU DISSE QUE FAZIA SEU PRÓPRIO TIME DE BOTÃO. VOCÊ TEM ALGUM BRINQUEDO QUE FOI FEITO POR VOCÊ? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR 3 Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
189
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• PRIORE, Mary Del (org.). História das crianças no Brasil. 7. ed. São Paulo: Contexto, 2010.
A obra reúne estudos de historiadores, sociólogos e educadores que tratam a infância como categoria histórica e investigam seu papel em diferentes períodos do Brasil. Por meio de uma abordagem interdisciplinar,
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o livro apresenta temas como a presença das crianças nas embarcações do século XVI, a catequização indígena, a escravidão infantil, a infância nas elites e nas camadas populares, a participação de menores em conflitos como a Guerra do Paraguai, o trabalho infantil no processo de industrialização e as vivências lúdicas que marcaram diferentes gerações.
ENCAMINHAMENTO
O uso e o descarte dos materiais constituem parte fundamental do TCT Educação ambiental para o desenvolvimento sustentável e serão explorados em diferentes oportunidades ao longo de toda a coleção. Nestas páginas, o conceito de reciclagem começa a ser formalizado.
Convide os estudantes a refletir sobre o uso racional dos recursos naturais. Para isso, providencie uma caixa de papelão grande para armazenar sucata na sala de aula; ela será útil para várias atividades, como na que é proposta na seção Mão na massa deste capítulo. Incentive-os a abastecer a caixa com embalagens, papéis e outros materiais.
Na atividade 1, ao mostrar lixeiras para material reciclável, a atividade oferece a oportunidade de falar sobre descarte adequado dos materiais e propicia uma conversa sobre reciclagem e educação ambiental, cooperando para o desenvolvimento de parte da habilidade EF01CI01. Possivelmente a própria escola conte com lixeiras desse tipo. Ao solicitar aos estudantes que leiam o que está escrito em cada lixeira, a atividade coopera para a fluência em leitura oral.
Informe aos estudantes que reciclagem significa que o material usado será levado à linha de produção novamente, compondo a matéria-prima de um novo objeto. O vidro, por exemplo, será moído e usado para a produção de novos objetos de vidro. A canção sugerida no boxe Conexão pode motivá-los no estudo do tema. Se possível, reproduza a música em sala aula para que a turma possa conhecer e cantar.
PARA ONDE VÃO OS MATERIAIS?
COMO VOCÊ E SEUS FAMILIARES DESCARTAM OS OBJETOS QUE NÃO USAM MAIS?
PARA DESCARTAR CORRETAMENTE OS OBJETOS, PODEMOS USAR LIXEIRAS COMO AS MOSTRADAS NA FOTOGRAFIA.
ESSAS LIXEIRAS
SERVEM PARA SEPARAR OBJETOS FEITOS DE DIFERENTES MATERIAIS.
EM MUITOS LUGARES, EXISTEM LIXEIRAS PARA COLETA SELETIVA COMO ESSAS.
VOCÊ JÁ VIU LIXEIRAS ASSIM?
LIXEIRAS PARA COLETA SELETIVA NO MUNICÍPIO DE MANOEL EMÍDIO, NO ESTADO DO PIAUÍ, EM 2022.
COM A AJUDA DO PROFESSOR, LEIA O QUE ESTÁ ESCRITO EM CADA LIXEIRA. DEPOIS, LIGUE CADA OBJETO À LIXEIRA EM QUE DEVE SER DESCARTADO. 1
Aproveite a oportunidade para falar sobre a produção de papel. A maior parte dele, hoje em dia, é feita de madeira de árvores plantadas especificamente para esse fim, garantindo, assim, que a obtenção de matéria-prima não envolva novos eventos de desmatamento de florestas nativas.
QUANDO OS OBJETOS SÃO DESCARTADOS DE MODO INCORRETO, ELES PODEM POLUIR O AMBIENTE, PREJUDICANDO, POR EXEMPLO, PLANTAS E ANIMAIS.
OBJETOS DESCARTADOS DE MODO INCORRETO, POLUINDO AS ÁGUAS DE UM CÓRREGO NO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA, NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, EM 2024.
2
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento TAMBÉM PODEM ATRAIR ANIMAIS COMO INSETOS E RATOS, QUE SÃO TRANSMISSORES DE DOENÇAS.
OBJETOS DESCARTADOS INCORRETAMENTE E ÁGUA ACUMULADA NO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2021.
COMO VOCÊ E SEUS FAMILIARES DESCARTAM OS
OBJETOS QUE NÃO USAM MAIS?
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• É PRECISO reciclar. Compositores: M. Araújo e R. Bala. In: TURMA da Mônica.
Brasil: Planeta Terra, 2004. A música passa uma mensagem, de maneira lúdica, para as crianças sobre a importância da reciclagem.
Na atividade 2, é provável que alguns estudantes digam que em casa fazem uso de duas lixeiras: uma para materiais recicláveis e outra para materiais orgânicos. Esse tipo de separação é mais simples do que o exemplificado na atividade anterior, mas já coopera bastante para a coleta seletiva. Talvez alguns estudantes relatem que moram em locais onde não há coleta seletiva, ou mesmo onde não exista qualquer coleta de lixo. Respeitosamente, explique aos estudantes como funciona a coleta seletiva, ou até mesmo a coleta de lixo como um todo. Explique que, infelizmente, esse serviço não está disponível em todo o território nacional, o que é um problema a ser resolvido pelo poder público. Ainda assim, é possível cooperar com a reciclagem, embora essa condição não seja ideal. Separar materiais para encaminhar a cooperativas de catadores e outras iniciativas organizadas pela sociedade civil é uma atitude que pode ser incentivada nesses casos.
ATIVIDADES
Organize a turma em quatro grupos, atribuindo a cada grupo uma categoria de material reciclável: papel, metal, plástico e vidro. Cada grupo deverá desenhar, em folhas de papel avulsas e usando lápis de cor, objetos que podem ser descartados na lixeira da respectiva categoria. O grupo “plástico”, por exemplo, pode desenhar copos descartáveis, garrafas PET, embalagens plásticas e outros itens. Incentive os estudantes a escrever o nome desses objetos, contribuindo para o trabalho de desenvolvimento da habilidade escrita. Ao final, os desenhos produzidos podem ser expostos para a turma toda, categorizados por tipo de material.
ENCAMINHAMENTO
Na seção Ideia puxa ideia o TCT Educação para o consumo é mobilizado para a contextualização do estudo. Incentive os estudantes a cuidar de seus brinquedos e materiais escolares e evitar substituí-los por outros quando não houver necessidade. Faça uma roda de conversa para que eles exponham o que pensam sobre comprar produtos que estão “na moda”, mesmo que não sejam necessários para suas atividades cotidianas.
Os hábitos de consumo de grande parte da população mundial estão entre as causas de diferentes problemas ambientais. Conscientizar as pessoas sobre isso é tão ou mais importante do que falar sobre reciclagem, por exemplo. Reduzir deve ser sempre a primeira opção. Desde cedo, motive os estudantes a refletir sobre as coisas que consomem e sobre a real necessidade delas em suas vidas.
A atividade 1 permite trabalhar com a compreensão de textos. Leia a tirinha com os estudantes e ajude-os na interpretação. Converse com os estudantes sobre o que é consumismo. Permita que eles expressem suas ideias e reflitam sobre os próprios hábitos de consumo. Explique que o consumismo envolve a aquisição de produtos que não são necessários, mas despertam desejo por diferentes motivos. Querer algo porque um amigo ou colega tem aquele objeto; ou querer algo porque um influenciador ou outra personalidade indicou, sem refletir se é necessário, são exemplos de atitudes consumistas. Vale ressaltar que, embora seja mais comum entre pessoas com maior poder aquisitivo, o consumismo pode atingir indivíduos de todos os grupos sociais.
IDEIA PUXA IDEIA
O QUE É CONSUMISMO?
ACOMPANHE A LEITURA DA TIRINHA QUE O PROFESSOR VAI FAZER. DEPOIS, RESPONDA À QUESTÃO.
POR QUE A PERSONAGEM MÔNICA DESISTIU DE FAZER O PEDIDO DE NATAL AO PAPAI NOEL?
Espera-se que os estudantes respondam que ela percebeu que já tinha muitos brinquedos.
VOCÊ SABE O QUE É CONSUMISMO? CONSUMISMO É O HÁBITO DE COMPRAR COISAS ALÉM DO QUE PRECISAMOS, COMO BRINQUEDOS, ROUPAS, CALÇADOS E OBJETOS EM GERAL. O CONSUMISMO CAUSA O DESPERDÍCIO DE MATERIAIS RETIRADOS DA NATUREZA, AUMENTA O DESCARTE DE OBJETOS E O GASTO DE DINHEIRO. POR ISSO, DEVEMOS EVITAR ESSA ATITUDE!
FIQUE LIGADO
• AIROTTO, RICARDO. FÁBRICA DE BRINQUEDOS. BARUERI: AIRASSOL, 2017. NESSE LIVRO, VOCÊ VAI DESCOBRIR COMO USAR OBJETOS QUE SERIAM DESCARTADOS PARA OBTER BRINQUEDOS DIVERTIDOS E CRIATIVOS.
Antes de iniciar a atividade 2, proponha aos estudantes que escolham uma das imagens para pintar e questione-os o que cada uma mostra. É importante que eles percebam que o garoto no primeiro quadro está rodeado de brinquedos, enquanto as crianças do segundo quadro estão brincando de pular corda. As duas situações mostram crianças brincando, mas na segunda as crianças estão se divertindo sem fazer uso de muitos brinquedos.
Leia para a turma o enunciado da atividade 3 e deixe que eles conversem e troquem
ideias sobre ela. Essa atividade permite trabalhar com a fluência oral, pois os estudantes devem organizar as ideias antes de expô-las aos colegas. Questione quais brincadeiras podem ser feitas sem o uso de tantos objetos. Brincadeiras como Pega-pega e Esconde-esconde são alguns exemplos, entre tantas outras. No boxe Conexão, há a indicação de um link com sugestões de brincadeiras sem brinquedos. Se julgar oportuno, proponha que a turma passe algum tempo brincando com algumas delas.
É POSSÍVEL SE DIVERTIR SEM PRECISAR DE TANTOS BRINQUEDOS? 3 Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que sim e deem exemplos de brincadeiras como a da imagem da criança pulando corda.
12/09/2025 10:58
PARA O PROFESSOR
• 6 BRINCADEIRAS para fazer com crianças sem usar brinquedos. Catraca Livre, 19 jan. 2017. Disponível em: https:// catracalivre.com.br/cria tividade/6-brincadeiras -para-fazer-com-crian cas-sem-usar-brinque dos/. Acesso em: 20 set. 2025.
A página traz dicas de brincadeiras que podem ser realizadas sem o uso de brinquedos.
PARA O ESTUDANTE
• CRIANÇA E CONSUMO. c2025. Disponível em: https://criancaeconsu mo.org.br. Acesso em: 18 set. 2025. O portal reúne conteúdos sobre o combate ao consumismo na infância e oferece uma vasta biblioteca de recursos pedagógicos para desenvolver o tema em sala de aula.
ENCAMINHAMENTO
Em Nem tudo é lixo!, damos continuidade ao trabalho com educação ambiental e ao TCT Educação para o consumo, com o aprofundamento das reflexões sugeridas anteriormente. O foco agora está voltado para a conscientização sobre atitudes cotidianas que podem contribuir para a redução da quantidade de resíduos que produzimos. Trata-se de incentivar mudanças de hábitos que, somadas, geram impactos positivos no meio ambiente.
É importante reforçar com os estudantes a relevância dos 3 Rs: Repensar, Reutilizar e Reciclar. Chame a atenção para o fato de que essas três palavras começam com a letra R, o que facilita a memorização dessa recomendação, conhecida como regra dos 3 Rs. Embora existam variações que incluem quatro, cinco ou até mais palavras iniciadas com R (como Recusar e Reduzir), o objetivo é sempre o mesmo: reduzir o impacto ambiental causado pelo consumo excessivo e pelo descarte inadequado de resíduos.
Ao trabalhar o conteúdo, incentive uma conversa investigativa: questione os estudantes sobre como cada um pode contribuir individualmente com cada um dos 3 Rs. Reciclar implica separar corretamente o lixo para que ele possa ser transformado em matéria-prima novamente. Oriente-os a perceber que ações simples, como colocar garrafas, latas e papéis nas lixeiras corretas, têm um efeito direto na reciclagem e, consequentemente, ajudam a reduzir os impactos ambientais. Esse tema será aprofundado mais adiante, na seção Cientista mirim.
Ao tratar do tema redução do consumo, dê exemplos concretos de itens cujo uso pode ser reduzido, principalmente produtos feitos de plástico de uso único, como
NEM TUDO É LIXO!
A SEPARAÇÃO CORRETA DOS OBJETOS QUE SERÃO DESCARTADOS É IMPORTANTE PARA O PROCESSO DE RECICLAGEM.
SÍMBOLO DE RECICLAGEM.
RECICLAR É REAPROVEITAR O MATERIAL USADO EM UM OBJETO QUE NÃO TEM MAIS UTILIDADE PARA PRODUZIR UM NOVO OBJETO.
ALÉM DE RECICLAR, É IMPORTANTE REDUZIR O CONSUMO, OU SEJA, COMPRAR SOMENTE O QUE REALMENTE É NECESSÁRIO.
TAMBÉM DEVEMOS TENTAR REUTILIZAR OS OBJETOS QUE SERIAM DESCARTADOS. ASSIM, AJUDAMOS A DIMINUIR A QUANTIDADE DE OBJETOS DESCARTADOS.
GARRAFAS PET PODEM VIRAR VASOS PARA PLANTAS.
ALÉM DE RECICLAR, REDUZIR E REUTILIZAR, PODEMOS TER OUTRA ATITUDE PARA DIMINUIR A QUANTIDADE DE OBJETOS DESCARTADOS.
canudos, copos descartáveis e embalagens desnecessárias. Converse sobre alternativas sustentáveis, como usar garrafas reutilizáveis, usar copos de material durável e optar por sacolas retornáveis nas compras. Convide os estudantes a pensar sobre como pequenas mudanças em suas rotinas podem gerar grandes diferenças quando adotadas por muitas pessoas.
A reutilização é outro aspecto fundamental para a destinação adequada de determinados resíduos. Trabalhe com a turma a imagem do vaso de plantas feito a partir de uma garrafa PET reaproveitada. A partir dessa observação,
proponha questões abertas que incentivem a criatividade, como: que outros objetos que seriam descartados podem ser transformados em algo útil? Aproveite para incentivar a elaboração de pequenos projetos de reaproveitamento, motivando o raciocínio criativo e a compreensão das características dos materiais. Comente que o processo de reutilização não apenas prolonga a vida útil dos objetos, mas também reduz a demanda por novos produtos, o que significa menos exploração de recursos naturais e menos energia gasta em processos de fabricação e transporte.
1. a) Resposta pessoal. A reutilização dos objetos ajuda a diminuir a quantidade de materiais descartados.
PENSE POR UM INSTANTE: O QUE VOCÊ FAZ COM OS BRINQUEDOS DE QUE NÃO GOSTA MAIS? E COM AS ROUPAS E OS CALÇADOS QUE NÃO SERVEM MAIS EM VOCÊ?
BRINQUEDOS, ROUPAS, CALÇADOS E OUTROS OBJETOS EM BOM ESTADO PODEM SER DOADOS.
DOAÇÃO DE BRINQUEDOS NO MUNICÍPIO DE SOROCABA, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2016.
1
ACOMPANHE A LEITURA DA TIRINHA QUE O PROFESSOR VAI FAZER. DEPOIS, RESPONDA ÀS QUESTÕES.
A) O QUE VOCÊ ACHA DA IDEIA DO CASCÃO DE REUTILIZAR MATERIAIS PARA CRIAR BRINQUEDOS?
B) VOCÊ JÁ CRIOU ALGUM BRINQUEDO OU OUTRO OBJETO REUTILIZANDO MATERIAIS?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
23/09/2025 11:47
Antes de realizar a leitura da tirinha, questione os estudantes sobre os nomes dos personagens e verifique se a turma consegue identificá-los. Pode ser interessante explicar quem são os personagens e comentar que a principal característica da Magali é o fato de ela sempre estar disposta a comer. Essa informação contribui para a compreensão do humor da tirinha, quando Magali diz que fornece matéria-prima para o Cascão — ela quer dizer que fornece embalagens como o pote de iogurte e a caixa de pizza que Cascão cita no primeiro quadro. Verifique se os estudantes reconhecem essa relação.
Após a leitura da tirinha, proponha as questões da atividade e ouça as respostas dos estudantes. Valorize a participação deles e avalie se reconhecem que aproveitar materiais que seriam descartados para criar brinquedos se encaixa dentro da regra dos 3 Rs, pois se trata de reutilização. Uma atividade prática com esse objetivo é proposta na seção Mão na massa deste capítulo. Incentive os estudantes a compartilhar experiências familiares ou comunitárias que envolvam a reutilização.
SOUSA, MAURICIO DE. CASCÃO. TURMA DA MÔNICA, SÃO PAULO: GLOBO, N. 400, P. 34, MAIO 2002.
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção, providencie com antecedência: sucatas diversas, limpas e sem bordas cortantes, pontas perfurantes ou outras características que possam oferecer risco aos estudantes; tesoura com pontas arredondadas; cola; barbante; fita adesiva; papel colorido; e tinta guache.
ENCAMINHAMENTO
A atividade da seção Mão na massa permite o desenvolvimento da habilidade EF01CI01 . Além disso, são trabalhadas competências socioemocionais, como autogestão, engajamento com os outros e abertura ao novo. Consulte o material indicado no boxe Conexão para saber mais sobre competências socioemocionais. O Texto complementar versa sobre as vantagens que uma dinâmica desse tipo fornece para a prática pedagógica.
Reúna as carteiras da sala de aula para obter uma superfície grande, de modo a espalhar as sucatas que serão utilizadas pelos estudantes. Faça a leitura em voz alta das orientações com pausas a cada parágrafo, parando para se certificar de que eles compreenderam o que deve ser feito. Após esclarecer dúvidas e fazer as orientações necessárias, peça aos estudantes que iniciem a atividade.
MÃO NA MASSA
CRIANDO BRINQUEDOS
EMBALAGENS, GARRAFAS, POTES E OUTROS OBJETOS, DEPOIS DE USADOS, GERALMENTE SÃO DESCARTADOS, MAS ISSO PODE SER DIFERENTE.
COM UM POUCO DE CRIATIVIDADE, ALGUNS DELES PODEM SE TRANSFORMAR EM BRINQUEDOS. É O QUE VOCÊ VAI FAZER NESTA ATIVIDADE!
MATERIAL
• SUCATAS DIVERSAS E LIMPAS, COMO POTES DE SORVETE, TAMPINHAS DE GARRAFA, GARRAFAS PET, ROLINHOS DE PAPEL HIGIÊNICO, FRASCOS DE XAMPU, ENTRE OUTRAS.
• TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS
• COLA
• BARBANTE
• FITA ADESIVA
• PAPEL COLORIDO
• TINTA GUACHE
PROCEDIMENTO
1 REÚNA TODAS AS SUCATAS SOBRE UMA MESA GRANDE, ONDE TODOS POSSAM VER.
2 IMAGINE UM BRINQUEDO QUE POSSA SER FEITO COM OS MATERIAIS DISPONÍVEIS.
• FAÇA UM DESENHO DO BRINQUEDO ANTES DA MONTAGEM. ISSO VAI AJUDAR VOCÊ A PENSAR NAS ETAPAS DE PRODUÇÃO DELE.
TEXTO COMPLEMENTAR
Através do lúdico é possível trabalhar concretamente. A possibilidade de a criança construir seu próprio brinquedo auxilia a prática educativa em que se valoriza a criatividade, a interação social, a construção e a transformação, proporciona também a conscientização ambiental e a reflexão sobre o consumismo, além de ser viável financeiramente.
Muitos brinquedos podem alimentar mais o consumismo do que o desenvolvimento da criança. […] A criança sente grande valor afetivo ao brinquedo construído por ela própria, quanto mais ela se dedica à construção do brinquedo, maior sua felicidade ao final da tarefa. Essa construção traz para a criança uma imagem positiva de si mesma. Tal trabalho ainda pode resgatar os brinquedos populares.
3
CONTE PARA OS COLEGAS OS MATERIAIS DE QUE VOCÊ VAI PRECISAR.
• CASO OUTRO ESTUDANTE PRECISE DO MESMO MATERIAL QUE VOCÊ, CONVERSE COM ELE SOBRE A POSSIBILIDADE DE SUBSTITUIR OU DIVIDIR O MATERIAL.
4 CONSTRUA O BRINQUEDO! SOLICITE A AJUDA DO PROFESSOR OU DOS COLEGAS QUANDO SENTIR NECESSIDADE.
5 AO FINAL, COMPARTILHE COM OS COLEGAS SUA CRIAÇÃO.
ESTAS CRIANÇAS ESTÃO SE DIVERTINDO COM BRINQUEDOS QUE ELAS MESMAS CRIARAM.
[...] Entende-se por brinquedo de sucata o objeto construído artesanalmente, utilizando-se materiais como madeira, papel, lata, plástico e outros de uso cotidiano que teriam como destino o lixo, pois já cumpriram sua função principal, mas ainda podem ser transformados para ter novas funções. […]
A construção de brinquedos com uso de sucata favorece a conscientização, a pesquisa, a construção, a criatividade, a imaginação e a viabilidade. A criação de um brinquedo a partir de sucata leva à apren-
No momento de fabricação dos brinquedos, caso mais de um estudante manifeste interesse pela mesma sucata, fomente o diálogo para a resolução do conflito. Peça a cada um dos envolvidos que pensem sobre a possibilidade de substituição desse objeto e de negociação de uma solução. Incentive a criatividade auxiliando os estudantes e fazendo as orientações que forem necessárias. Aproveite o momento para avaliar se todos estão engajados na atividade, seguindo os combinados que foram feitos. Ao final, valorize a participação de todos e propicie um tempo para que brinquem com seus brinquedos e compartilhem com os colegas.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• COMPETÊNCIAS socioemocionais dos estudantes. São Paulo: Instituto Ayrton Senna, c2025. Disponível em: https:// institutoayrtonsenna.org. br/o-que-defendemos/ competencias-socioemocionais-estudantes. Acesso em: 14 set. 2025. O texto apresenta de maneira sucinta as competências socioemocionais e traz reflexões sobre a relação entre o desenvolvimento delas e o desempenho escolar dos estudantes.
17/09/2025 14:22
dizagem, conhecimento, troca de interações sociais, alegria, respeito mútuo e cooperação. A reutilização de materiais para confecção de brinquedo, além da questão ambiental e financeira, desperta na criança a capacidade de criação que é um caminho para a saúde física e mental […].
GREGORIO, Fabricio. O brinquedo de sucata como recurso de educação ambiental na pré-escola. Revista Educação Ambiental em Ação, v. XV, n. 58, dez. 2016/ fev. 2017. Disponível em: https://www.revistaea.org/ artigo.php?idartigo=2554. Acesso em: 14 set. 2025.
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção, providencie com antecedência: folhas de papel usado, balde, água, liquidificador, bacia, peneira plana que caiba na bacia ou tela de silk screen. Considere preparar previamente a mistura de papel picado com água, com três dias de antecedência. Também é interessante produzir com antecedência algumas folhas de papel reciclado, seguindo as orientações do livro. Dessa maneira, será possível iniciar e concluir a atividade na escola no mesmo dia, mostrando aos estudantes o resultado da prática. Isso não exclui a necessidade de concluir a reciclagem que foi iniciada em sala de aula, com os estudantes; é importante que eles acompanhem o processo do começo ao fim, para que possam perceber as transformações pelas quais o material passa. O vídeo indicado no boxe Conexão apresenta um procedimento similar e pode ser consultado para sanar dúvidas sobre a realização da atividade.
ENCAMINHAMENTO
A seção Cientista mirim propõe uma investigação prática e guiada, por meio da qual os estudantes poderão compreender, de forma vivencial, o processo de reciclagem do papel. A proposta oferece a oportunidade de transformar um conceito abstrato em algo palpável e concreto, permitindo que os estudantes acompanhem, passo a passo, como um material que poderia ser descartado pode ganhar uma nova utilidade. Para essa faixa etária, a presença e a mediação ativa do professor são fundamentais. Conduza o procedimento, explicando cada etapa com clareza, motivando a curiosidade dos estudantes por meio de questões instigantes. Na pergunta inicial,
CIENTISTA MIRIM
PAPEL RECICLADO
PERGUNTA INICIAL
É POSSÍVEL FAZER PAPEL NOVO A PARTIR DE PAPEL USADO?
Resposta pessoal.
MARQUE UM NA SUA RESPOSTA.
SIM NÃO
AGORA, FORME DUPLA COM UM COLEGA PARA INVESTIGAR ESSA PERGUNTA.
MATERIAL
• FOLHAS DE PAPEL USADO
• BALDE
• ÁGUA
• LIQUIDIFICADOR
PROCEDIMENTO
• BACIA
• PENEIRA PLANA
QUE CAIBA NA BACIA
1 PIQUE AS FOLHAS DE PAPEL USADO E COLOQUE EM UM BALDE. EM SEGUIDA, CUBRA COM ÁGUA. DEIXE A MISTURA DE MOLHO POR TRÊS DIAS.
2 O PROFESSOR VAI COLOCAR O CONTEÚDO DO BALDE AOS POUCOS NO LIQUIDIFICADOR E BATER ATÉ FORMAR UMA MASSA.
verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses. No desenvolvimento da atividade, auxilie os estudantes a identificar quatro etapas principais: a primeira é a hidratação do papel, quando os pedaços são colocados de molho na água. Esse processo ajuda a amolecer o material, soltando as fibras e preparando-o para a próxima fase. A segunda etapa é a trituração do papel hidratado, que transforma o papel amolecido em uma mistura de água e pedaços muito pequenos, quase como uma polpa. Esse passo é essencial
ATENÇ ÃO
O LIQUIDIFICADOR DEVE
SER UTILIZADO AOR UM ADULTO. AARA ISSO, AEÇA AJUDA AO AROFESSOR.
para que, mais adiante, seja possível moldar o papel reciclado com uniformidade. Na terceira etapa, ocorre a colocação da massa triturada em uma forma, que pode ser uma peneira ou uma tela fina. É esse suporte que dará formato à nova folha, permitindo que a massa se espalhe e se compacte de maneira adequada. Por fim, na quarta etapa, realiza-se a secagem da massa, cujo objetivo é eliminar o excesso de água e solidificar a nova folha de papel. Cada uma dessas fases deve ser comentada e questionada com os estudantes, explorando a função e a importância de cada ação.
3 DESPEJE A MASSA DO LIQUIDIFICADOR NA BACIA. AO FINAL, CUBRA A MASSA COMPLETAMENTE COM ÁGUA. MEXA O CONTEÚDO DA BACIA E ESPERE ALGUNS MINUTOS.
4 DEPOIS, MERGULHE A PENEIRA NA BACIA ATÉ O FUNDO. AGITE A MISTURA PARA QUE A MASSA SE DEPOSITE SOBRE A PENEIRA.
5 COM CUIDADO, LEVANTE A PENEIRA E ESPERE QUE O EXCESSO DE ÁGUA ESCORRA.
6 COLOQUE A PENEIRA EM LOCAL AREJADO E DEIXE SECAR POR PELO MENOS UM DIA. DEPOIS, RETIRE CUIDADOSAMENTE A FOLHA DE PAPEL DA PENEIRA.
CONCLUSÃO
COMPARE O PAPEL COMUM COM O PAPEL RECICLADO. ELES TÊM CARACTERÍSTICAS SEMELHANTES?
1 Espera-se que os estudantes percebam que o papel reciclado tem as mesmas características do papel usado como matéria-prima.
2
DEPOIS DO EXPERIMENTO, VOCÊ MUDARIA A RESPOSTA QUE DEU À PERGUNTA INICIAL ?
Veja orientações no Encaminhamento.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• COMO fazer papel reciclado em casa (experimentos de Química). Publicado por: Manual do Mundo. 2013. 1 vídeo (ca 5 min). Disponível em: https://www.you tube.com/watch?v=fjt5gWCx120. Acesso em: 14 set. 2025.
Vídeo com um passo a passo para a reciclagem do papel bastante similar ao que é proposto no livro. Pode ser utilizado como material de consulta.
12/09/2025 10:58
Ao longo do processo, adote uma abordagem investigativa, incentivando os estudantes a fazer questões e a refletir sobre o que estão observando. É interessante mostrar que a ciência começa com a curiosidade e a vontade de entender como e por que as coisas acontecem. Por isso, vale propor variações que fujam do procedimento descrito no livro. Por exemplo, questione: o que acontece se o papel ficar de molho por apenas alguns minutos, em vez de três dias? O que muda se triturarmos o papel rapidamente, deixando pedaços maiores na mistura? Essas questões abrem espaço para que os estudantes percebam como pequenas mudanças nas condições de um experimento podem afetar o resultado final. É importante acolher e valorizar as ideias que surgirem espontaneamente. Essas variações ajudam a desenvolver a autonomia intelectual e mostram, de forma introdutória, que a investigação científica envolve testar hipóteses, registrar observações e comparar resultados. Ao final, é interessante fazer um momento de socialização, no qual os estudantes possam compartilhar coletivamente o que observaram e discutir o que deu certo ou não.
Para concluir, espera-se que os estudantes confrontem a hipótese inicial com os resultados e concluam se a previsão inicial deles se confirmou. A conclusão esperada é que é possível fazer, sim, papel novo a partir de papel usado.
ENCAMINHAMENTO
Na seção O que estudei, buscamos retomar os principais conteúdos trabalhados ao longo da unidade, com o objetivo de sistematizar e consolidar conceitos estudados. Essa sistematização não é apenas um momento de revisão, mas também de reflexão, no qual os estudantes são convidados a analisar o próprio percurso de aprendizagem e a realizar uma autoavaliação. Esse processo contribui para que cada estudante reflita sobre o que aprendeu, como aprendeu e quais aspectos ainda precisam de maior atenção.
Essa seção, em conjunto com as atividades distribuídas ao longo dos capítulos, tem a função de criar oportunidades constantes de avaliação do processo de ensino e aprendizagem. Com base nessas avaliações, redirecione ou ajuste o plano de trabalho, adaptando estratégias, conteúdos e metodologias para garantir que todos os objetivos de aprendizagem previstos sejam alcançados.
Ao incentivar a reflexão sobre os conteúdos e a realização de uma autoavaliação, oferecemos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprendizagem.
Explique à turma que este é o momento de retomar o que foi trabalhado ao longo da unidade, identificando avanços e reconhecendo eventuais dificuldades. Essa prática favorece o desenvolvimento de processos metacognitivos, ajudando cada estudante a compreender seu próprio aprendizado e a perceber a evolução ocorrida.
O QUE ESTUDEI
AS PROFESSORAS ANA E MARTA VÃO CONTAR COMO ERAM OS BRINQUEDOS NA ÉPOCA EM QUE ELAS ERAM CRIANÇAS.
LEIA OS QUADRINHOS A SEGUIR COM A AJUDA DO PROFESSOR. 1
QUANDO
CRIANÇAS, FAZÍAMOS NOSSOS PRÓPRIOS
BRINQUEDOS: BONECOS DE ESPIGAS DE MILHO-VERDE, CAVALINHO COM CABO DE VASSOURA… HOJE EM DIA, MEU FILHO ADORA JOGAR VIDEOGAME
MÃE SEPARAVA CAIXAS DE PAPELÃO, LATAS DE MOLHO DE TOMATE, POTES DE IOGURTE PARA QUE MEUS IRMÃOS E EU FIZÉSSEMOS NOSSOS PRÓPRIOS BRINQUEDOS.
A) PARA FAZER OS BRINQUEDOS, A PROFESSORA ANA USAVA MATERIAIS DE QUAL ORIGEM? MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
ANIMAL MINERAL VEGETAL
B) DE ONDE VINHAM OS BRINQUEDOS DA PROFESSORA MARTA? MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
ERAM FEITOS COM SUCATAS.
ERAM COMPRADOS EM LOJAS.
C) VOCÊ JÁ FEZ UM BRINQUEDO USANDO ALGUM MATERIAL CITADO NOS QUADRINHOS? SE SIM, CONTE PARA OS COLEGAS. Resposta pessoal.
PROFESSORA ANA PROFESSORA MARTA
MINHA
LIGUE AS FOTOGRAFIAS AOS NOMES DOS BRINQUEDOS CORRESPONDENTES. 2
UROSAAETROVIC/ISTOCA/AETTY
VIDEOGAME CAVALO DE MADEIRA BONECA DE PANO
• AGORA, RESPONDA ÀS QUESTÕES.
A) QUAL DESSES BRINQUEDOS É O MAIS RESISTENTE?
CAVALO DE MADEIRA BONECA DE PANO
VIDEOGAME
B) QUAL DESSES BRINQUEDOS É FEITO COM MATERIAL MAIS FLEXÍVEL?
CAVALO DE MADEIRA BONECA DE PANO
VIDEOGAME
C) QUAL DESSES BRINQUEDOS É O PREFERIDO DO FILHO DA PROFESSORA ANA?
CAVALO DE MADEIRA BONECA DE PANO
VIDEOGAME
Na atividade 1, são retomados conceitos relacionados aos materiais, desenvolvidos no capítulo 3. Se julgar oportuno, escreva na lousa a lista de materiais que a professora Ana cita e analise-os com os estudantes um a um, auxiliando-os a perceber que se trata de materiais de origem vegetal, isto é, que são retirados de plantas. O mesmo pode ser feito com os materiais listados pela professora Marta, auxiliando os estudantes a reconhecer que se trata de itens que seriam descartados, geralmente chamados de sucata. A atividade 2 retoma a noção de que as brincadeiras podem mudar ao longo do tempo, e que alguns brinquedos servem de registro dessas mudanças, como brinquedos que deixam de ser usados, brinquedos novos que surgem etc. Essa temática é explorada no capítulo 1 da unidade. De maneira concomitante, a atividade retoma também noções sobre propriedades dos materiais, assunto que é desenvolvido ao longo da unidade, com foco maior no capítulo 2
ENCAMINHAMENTO
A atividade 3 retoma o conteúdo visto no capítulo 1, permitindo trabalhar as habilidades EF01HI05 e EF01GE02. Peça aos estudantes que comparem os lugares citados pela professora Ana com os lugares onde eles brincam hoje, orientando-os a destacar as semelhanças e diferenças.
A atividade 4 está relacionada ao capítulo 1, que aborda brinquedos e brincadeiras, e mobiliza as habilidades EF01GE02 e EF01HI05. Peça aos estudantes que escrevam o nome do lugar em que mais gostam de brincar atualmente. Em seguida, promova uma conversa para que compartilhem suas escolhas e expliquem as razões pelas quais esses lugares lhe são prazerosos.
Na atividade 5, a temática das brincadeiras é mobilizada para desenvolver um trabalho de leitura e escrita com os estudantes. Considere a possibilidade de copiar na lousa os nomes das brincadeiras citadas pela professora Marta, orientando-os a identificar as palavras que devem contornar. Se possível, auxilie-os a copiar também essas palavras no caderno e a escrever o nome da brincadeira que aprenderam com um adulto. Peça que expliquem brevemente, de forma oral, como é essa brincadeira. Esse trabalho contribui para o desenvolvimento das habilidades EF01GE02 e EF01HI05.
A atividade 6 retoma o que foi estudado sobre a origem e o destino dos materiais, tema desenvolvido no capítulo 3 Espera-se que os estudantes reconheçam os materiais de que cada brinquedo é feito e relacionem cada tipo de material à lixeira correspondente. Essa dinâmica dá continuidade ao desenvolvimento da habilidade EF01CI01.
AS PROFESSORAS ANA E MARTA TAMBÉM CONTAM COMO ERAM SUAS BRINCADEIRAS DE INFÂNCIA.
EU BRINCAVA
NA RUA, EM CASA, NA CASA DOS PARENTES E NA CASA DA AVÓ.
ONDE A PROFESSORA ANA BRINCAVA?
SOMENTE NA RUA
SOMENTE NA CASA DELA
EU BRINCAVA DE ESCONDE-ESCONDE, PEGA-PEGA, CASINHA, BOLINHA DE GUDE, PASSA ANEL E CANTIGAS DE RODA.
NA RUA, NA CASA DELA E NA CASA DE OUTRAS PESSOAS
ESCREVA O NOME DO LUGAR ONDE VOCÊ MAIS GOSTA DE BRINCAR.
Resposta pessoal.
A PROFESSORA MARTA FALOU OS NOMES DE BRINCADEIRAS TRADICIONAIS. CONTORNE, NO BALÃO DE FALA, OS NOMES DAS BRINCADEIRAS CITADAS QUE VOCÊ CONHECE.
Resposta pessoal.
• AGORA, ESCREVA O NOME DE UMA BRINCADEIRA QUE VOCÊ APRENDEU COM UM ADULTO. SE PRECISAR, PEÇA AJUDA AO PROFESSOR.
Resposta pessoal.
A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu e o que ainda precisa melhorar no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver estudantes PcD na turma, de maneira geral, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas, quando necessário. Finalize pedindo um compromisso para a próxima aula, para que a autoavaliação tenha consequência prática.
PROFESSORA ANA
PROFESSORA MARTA
LEIA ESTE TEXTO COM A AJUDA DO PROFESSOR.
OBJETOS FEITOS DE PLÁSTICO, METAL, VIDRO E PAPEL PODEM SER RECICLADOS. PARA ISSO, É IMPORTANTE DESCARTAR ESSES OBJETOS NAS LIXEIRAS APROPRIADAS.
• AGORA, TRACE O CAMINHO QUE LEVA CADA BRINQUEDO À LIXEIRA ADEQUADA.
AUTOAVALIAÇÃO
Respostas pessoais.
MARQUE UM EM UMA DAS OAÇÕES AARA AVALIAR SUAS AÇÕES AO LONAO DOS ESTUDOS DESTA UNIDADE.
AAROVEITE ESTE MOMENTO AARA REFLETIR SOBRE OS SEUS AONTOS FORTES E AS ATITUDES QUE VOCÊ AODE MELAORAR.
SEMPRE ÀS VEZES NUNCA
RESPEITEI O PROFESSOR E OS COLEGAS?
PRESTEI ATENÇÃO NAS EXPLICAÇÕES?
PEDI AJUDA QUANDO TIVE DÚVIDAS?
CONTRIBUÍ NAS ATIVIDADES EM GRUPO?
PARA O ESTUDANTE PARA O PROFESSOR
• MINIDOCUMENTÁRIO Lá no meu quintal: o brincar de meninos e meninas de Norte a Sul. Publicado por: Editora Peirópolis. 2019. 11 vídeos (ca. 25 min). Playlist. Disponível em: https://www.youtube.com/playlist? list=PLf9KaUAtkADPwVgd9vPdduPYcieTQ7f7a. Acesso em: 14 set. 2025.
A playlist sugerida apresenta vídeos em formato de minidocumentários do livro Lá no meu quintal:
12/09/2025 10:58
o brincar de meninos e meninas de Norte a Sul, de Gabriela Romeu e Marlene Peret.
A playlist sugerida apresenta vídeos em formato de minidocumentários do livro Terra de cabinha, de Gabriela Romeu.
CONEXÃO
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Esta unidade enfoca temas associados à natureza e à vida.
No capítulo 1, serão abordados os períodos do dia (manhã, tarde e noite) com base na observação inicial dos astros e da descrição das mudanças que os estudantes podem verificar nas paisagens durante o dia e a noite, com foco nos hábitos de animais noturnos e diurnos, bem como nas atividades realizadas pelas pessoas nos diferentes períodos. Os estudantes também são convidados a pensar sobre a organização e o planejamento da própria rotina, considerando os períodos do dia.
O capítulo 2 amplia a compreensão dos estudantes acerca dos ciclos naturais, com foco na observação dos elementos do clima e da influência deles na vida cotidiana, considerando os hábitos de alimentação, vestimenta, lazer e características das moradias, principalmente quanto aos materiais usados nos diferentes tipos de construção.
Já o capítulo 3 aborda a questão dos festejos familiares, escolares e da comunidade em um sentido mais amplo, propondo que os estudantes reflitam sobre as características de cada um e possam associá-las à própria história individual e à comunidade. Para dar apoio ao trabalho com as festas e datas comemorativas, introduzimos o estudo e a utilização do calendário como ferramenta de organização da rotina em períodos mais longos (semana, mês, ano).
UNіDADE 4
NATUREZA E VIDA
CENA DA ANIMAÇÃO
MOANA 2, DE DAVID G. DERRICK JR., JASON HAND E DANA LEDOUX MILLER, ESTADOS UNIDOS, 2024.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer o Sol como fonte de luz e calor para a Terra.
• Identificar os períodos do dia e reconhecer que a sucessão de dias e noites influencia o ritmo de atividades dos seres vivos.
• Investigar se o uso de protetor solar protege a pele da incidência dos raios solares.
• Investigar se o tato é a melhor forma de inferir a temperatura de um objeto.
• Conhecer e comparar diferentes tipos de moradia e os materiais utilizados em cada uma delas.
• Compreender a organização de um calendário.
• Identificar ciclos naturais e sua influência na vida cotidiana.
• Observar as variações nos ritmos da natureza e nas condições de vida dos lugares de vivência.
• Reconhecer o papel das festas e comemorações em diferentes contextos (escolar, familiar e comunitário).
• Desenhar mudanças nos ciclos naturais, comemorações e moradias diferentes dos lugares de vivência.
EM QUAL PERÍODO DO DIA ESTÁ
ACONTECENDO A CENA REPRESENTADA: DE DIA OU À NOITE? COMO VOCÊ CHEGOU A ESSA RESPOSTA? 1 À noite. 2 Veja orientações e comentários no Encaminhamento
Antes de introduzir o tema da unidade, pergunte aos estudantes se já assistiram ao filme representado. Em caso positivo, permita que recontem a história, promovendo assim o desenvolvimento da oralidade. Caso eles não tenham assistido ao filme, e julgue oportuno, é possível verificar a possibilidade de projetá-lo para a turma.
Feita essa etapa de sensibilização, solicite à turma que observe e descreva a imagem, que mostra Moana e outros personagens navegando durante a noite, com uma baleia fluorescente iluminando o caminho.
Depois, encaminhe a realização das atividades. Oriente os estudantes a observar as características do céu: cores e presença de estrelas e da Lua. Explique para a turma que, ao longo do tempo, o ser humano pautou sua rotina com base nas diferenças observadas no céu. O dia, por exemplo, com a luz do Sol, favorece trabalhos ao ar livre e deslocamentos; a noite, com menor luminosidade, normalmente é associada ao descanso, ao convívio familiar e, em muitas culturas, a celebrações e rituais.
Caso seja possível, mostre imagens ou pinturas de diferentes épocas representando cenas diurnas e noturnas, e peça aos estudantes que comparem detalhes como luz, sombra, sons imaginados e ações das pessoas. Esse exercício ajuda a desenvolver a percepção das características de cada período e a compreender que, mesmo com a iluminação artificial, essas diferenças ainda podem influenciar nossas atividades diárias.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar e nomear os períodos do dia: manhã, tarde e noite.
• Citar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo das atividades humanas e de outros seres vivos.
• Reconhecer que, em diferentes tempos e lugares, as pessoas utilizaram a observação dos movimentos do Sol e da alternância entre dia e noite para organizar as atividades cotidianas.
• Identificar variações nas atividades diurnas e noturnas realizadas na cidade e no campo.
BNCC
HABILIDADES
(EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, meses e anos.
(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos.
(EF01GE05) Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com outras.
TEMAS
CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Diversidade cultural.
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
1 DIAS E NOITES
DURANTE O DIA, MUITAS VEZES PODEMOS VER O SOL BRILHAR NO CÉU. O SOL ILUMINA E AQUECE A TERRA, PLANETA ONDE VIVEMOS.
À NOITE, NÃO VEMOS O SOL, MAS VEMOS OUTRAS ESTRELAS E, ALGUMAS VEZES, TAMBÉM A LUA.
ELEVADOR LACERDA NO MUNICÍPIO DE SALVADOR, NO ESTADO DA BAHIA. A FOTOGRAFIA 1 FOI TIRADA DURANTE O DIA, EM 2023. A FOTOGRAFIA 2 FOI TIRADA À NOITE, EM 2022.
ENCAMINHAMENTO
Inicie o tema conversando com os estudantes sobre o que eles identificam no céu durante o dia e durante a noite. Faça perguntas como: será que o céu é igual ao longo do dia todo? Será que o céu é igual todos os dias? O Sol está no céu mesmo quando o dia está chuvoso e nublado? E durante a noite, para onde vai o Sol? E a Lua é igual todas as noites? Espera-se que os estudantes já tenham notado que o céu é diferente durante a noite e durante
o dia. Também podem ter percebido que o céu muda ao longo do dia: o Sol está mais alto e mais “forte” no meio do dia do que no início da manhã ou no final da tarde. Essa variação no céu obedece a um ciclo que se repete diariamente. Pergunte se eles já perceberam outros fenômenos que se repetem. É possível que alguns se lembrem que a posição da Lua no céu muda ao longo de uma noite e que, no acumulado de dias, ela também muda de aspecto.
Nos grandes centros urbanos, a observação do céu noturno fica prejudicada pela quanti-
PINTE AS PALAVRAS MAIS ADEQUADAS PARA COMPLETAR A FRASE A SEGUIR.
ILUMINA ESCURECE ESFRIA AQUECE
O SOL ILUMINA E AQUECE O PLANETA TERRA.
2
NAS CENAS A SEGUIR, DESENHE E PINTE O CÉU CONFORME
O QUE SE PEDE.
DURANTE O DIA
À NOITE
Produção pessoal. Espera-se que os estudantes representem o céu diurno com cor azul-clara, com Sol e nuvens, e o céu noturno com tons mais escuros de azul, ou preto, além da Lua e das estrelas.
dade de luzes artificiais. Essa situação pode motivar uma pesquisa com os estudantes que vivem nesse tipo de ambiente, trazendo a oportunidade para a busca de imagens do céu.
Na realização da atividade 1, comente com os estudantes que o modo como a vida se desenvolveu no planeta Terra é consequência do fornecimento de luz e calor do Sol. Se julgar oportuno, conte para a turma que há planetas do Sistema Solar em que as temperaturas são muito altas e outros em que as temperaturas são muito baixas. Comente que ainda não foram
PARA O ESTUDANTE
• FRANÇA, Mary; FRANÇA, Eliardo. Dia e noite. 20. ed. São Paulo: Ática, 2019.
O livro conta a história de uma garota que não consegue se decidir se prefere o dia ou a noite.
12/09/2025 15:23
encontradas provas de vida em outros lugares do Universo, mas que há áreas da ciência que se dedicam a essa busca. Nesse momento, destaque o caráter dinâmico da ciência, em que o conhecimento é constantemente construído de acordo com as novas pesquisas e descobertas.
Na atividade 2, incentive os estudantes a usar a criatividade e ilustrar elementos que podem ser vistos de dia ou de noite.
ENCAMINHAMENTO
O conteúdo desta dupla de páginas favorece o desenvolvimento da habilidade
EF01GE05.
Após a exploração inicial das características do céu durante o dia e a noite, o objetivo é focar na observação das mudanças nas paisagens urbanas durante o dia e a noite, relacionadas principalmente às atividades realizadas pelas pessoas.
Os conceitos de campo e de cidade serão sistematizados posteriormente; portanto, não é necessário focar neles agora. Os estudantes dessa faixa etária já possuem conhecimentos prévios que permitem distinguir um espaço do outro por meio da observação dos elementos que constituem as paisagens. Neste momento, o objetivo central é observar e descrever mudanças na paisagem ao longo do dia.
Enriqueça a abordagem trazendo a perspectiva histórica de como as cidades funcionavam antes da iluminação elétrica, quando grande parte das atividades se encerrava ao anoitecer e a vida noturna era restrita a encontros domésticos ou a eventos comunitários iluminados por lamparinas, lampiões ou fogueiras.
Compare essa realidade com diferentes contextos socioeconômicos do país na atualidade: em alguns centros urbanos, há presença de iluminação pública ampla, comércio 24 horas, serviços e lazer que se estendem pela madrugada; em outros, a iluminação ainda é limitada, e as atividades noturnas se concentram em espaços comunitários ou domésticos.
Para tornar a atividade mais concreta, proponha que os estudantes pesquisem ou tragam fotografias antigas e atuais de seu município ou bairro, ou, se não houver re-
DIA E NOITE NA CIDADE
OBSERVE AS CENAS A SEGUIR.
REPRESENTAÇÃO DA CIDADE DURANTE O DIA
ESQUEMA ILUSTRATIVO. OS ELEMENTOS NÃO
FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.
REPRESENTAÇÃO DA CIDADE À NOITE
gistros, que façam desenhos baseados em relatos de familiares, identificando mudanças na iluminação, nas construções e nas atividades realizadas, promovendo a reflexão sobre como as transformações tecnológicas modificaram, de forma desigual, a ocupação e o uso do espaço urbano ao longo do tempo.
Solicite aos estudantes que observem e descrevam atentamente cada uma das imagens. Nessa etapa de exploração oral das imagens, é
possível elaborar duas listas na lousa, nas quais poderão ser listados os elementos presentes nas paisagens diurna e noturna.
Na atividade 3, se julgar oportuno, questione os estudantes sobre os sons que eventualmente possam perceber durante o dia e a noite no lugar onde vivem.
Para a atividade 4, organize uma roda de conversa e incentive os estudantes a comentar sobre as diferenças observadas no entorno da
O QUE MUDOU DE UMA CENA PARA A OUTRA?
AGORA, CONTORNE OS LOCAIS QUE CONTINUARAM ABERTOS À NOITE.
QUE SONS VOCÊ IMAGINA QUE ESTÃO SENDO OUVIDOS EM CADA CENA?
CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE AS DIFERENÇAS ENTRE O DIA E A NOITE NA CASA DE VOCÊS E NO ENTORNO DELA.
1. Espera-se que os estudantes respondam que a escola fechou, que há obras sendo realizadas, que há menos veículos circulando nas ruas e que as pessoas que estão na rua realizam atividades de lazer (no teatro e no restaurante). As luzes das ruas e dos estabelecimentos abertos estão acesas, entre outras possibilidades. 209
Espera-se que os estudantes citem os sons dos veículos (brum, fom-fom), da britadeira (treeee), do latido dos cachorros (au-au), do vendedor chamando para a compra (Venham aproveitar a promoção!), entre outros. 4
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
5
DESENHE SUA CASA E O ENTORNO DELA DURANTE O DIA. DEPOIS, MOSTRE AOS COLEGAS.
Produção pessoal. Espera-se que os estudantes usem as informações obtidas na atividade 4 para fazer os desenhos.
casa deles durante o dia e a noite. Eles poderão trazer exemplos do cotidiano envolvendo as atividades realizadas por eles e por familiares, e poderão mencionar que, geralmente, durante a noite há menos pessoas e veículos nas ruas, e que a maior parte das pessoas se dedica ao descanso e ao lazer. Incentive-os a criar hipóteses com base em suas experiências. Depois, é esperado que representem essas diferenças por meio de desenhos, conforme solicitado na atividade 5.
Motive os estudantes a desenhar as atividades realizadas no lugar onde vivem durante o dia. Em seguida, faça questionamentos para auxiliar a produção dos desenhos, como: quais serviços ou estabelecimentos comerciais funcionam apenas durante o dia? Quais funcionam apenas à noite? Há serviços que funcionam tanto de dia quanto à noite? Se houver, quais são? E quanto aos familiares e às outras pessoas da convivência, quais atividades realizam durante o dia e quais realizam durante a noite?
17/09/2025 14:27
ENCAMINHAMENTO
Esta dupla dá continuidade ao desenvolvimento da habilidade EF01GE05, convidando os estudantes a observar as diferenças de ritmos naturais (dia e noite) no campo, em comparação com a própria realidade.
Solicite aos estudantes que observem e descrevam atentamente cada uma das imagens, que retratam uma paisagem rural durante o dia e durante a noite. Nessa etapa de exploração oral das imagens, é possível elaborar duas listas na lousa, nas quais poderão ser listados os elementos presentes nas paisagens diurna e noturna.
Incentive os estudantes a descrever as diferenças entre as representações do dia e da noite. Na imagem noturna, aparecem a Lua e as estrelas no céu, as pessoas estão recolhidas em suas moradias, alguns animais dormem, outros aparecem etc. As diferenças entre o dia e a noite podem ser notadas também nos sons e nos cheiros.
A atividade 1, que chama a atenção dos estudantes para a observação dos animais com hábitos diurnos e noturnos nas paisagens, pode ser utilizada para levantar conhecimentos prévios dos estudantes sobre o tema, que será abordado na sequência. Com os desenhos finalizados, solicite que falem os nomes dos animais representados por eles. Caso julgue oportuno, registre na lousa duas listas: uma de animais diurnos e outra de animais noturnos.
DIA E NOITE NO CAMPO
OBSERVE AS CENAS A SEGUIR.
REPRESENTAÇÃO DO CAMPO DURANTE O DIA.
ESQUEMA ILUSTRATIVO. OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.
REPRESENTAÇÃO DO CAMPO DURANTE A NOITE.
DESENHE UM ANIMAL QUE VOCÊ PODE ENCONTRAR NO CAMPO: 1
DURANTE O DIA.
DURANTE A NOITE.
No quadro que representa o dia, os estudantes poderão desenhar bois, cavalos, galinhas, porcos e outros animais de hábitos diurnos. No quadro que representa a noite, poderão desenhar morcegos, corujas, vaga-lumes e outros animais de hábitos noturnos. 211
AGORA, OBSERVE NOVAMENTE AS SITUAÇÕES REPRESENTADAS NAS CENAS DA PÁGINA ANTERIOR. EM CADA QUADRO, ESCREVA DIA OU NOITE DE ACORDO COM A CENA REPRESENTADA.
A) OS ANIMAIS ESTÃO RECOLHIDOS. Noite.
B) OS VEÍCULOS ESTÃO SE MOVIMENTANDO. Dia.
C) OS AGRICULTORES ESTÃO TRABALHANDO. Dia.
D) POUCAS PESSOAS ESTÃO ACORDADAS. Noite.
3 Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reproduzam os sons dos animais, como o das galinhas, dos cachorros, dos gatos, das aves, entre outros, além dos sons dos motores da caminhonete e do carro.
VOCÊ E OS COLEGAS VÃO FALAR EM VOZ ALTA OS SONS QUE PODEM SER OUVIDOS EM CADA CENA REPRESENTADA. LEMBREM-SE DE AGUARDAR SUA VEZ DE FALAR.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• KING, Stephen Michael. A fazenda dos Mirtilos. São Paulo: Brinque Book, 2024. O livro conta a história de um dia na Fazenda dos Mirtilos, onde humanos e animais convivem em harmonia.
16/09/2025 01:14
ENCAMINHAMENTO
Antes de iniciar a leitura, pergunte se alguém na turma conhece algum animal que faça suas atividades apenas durante o dia. Anote os nomes dos animais citados pelos estudantes na lousa. Explique que animais que fazem a maior parte de suas atividades durante o dia são chamados de animais diurnos.
Em seguida, pergunte se eles conhecem algum animal que faça a maior parte de suas atividades à noite. Mais uma vez, escreva os nomes dos animais citados na lousa. Comente que animais que fazem a maior parte de suas atividades durante a noite são chamados de animais noturnos.
A abordagem do tema Seres diurnos e seres noturnos oportuniza o desenvolvimento da habilidade EF01CI06.
Para ampliar o vocabulário e verificar se os estudantes compreenderam o significado dos termos, peça a eles que criem frases usando as palavras “diurno” e “noturno”.
Chame a atenção da turma para as fotografias e a escala que indica o tamanho real dos animais representados em centímetros. Ao observar que as fotografias não representam os animais em tamanho real, os estudantes começam a operar, ainda que de forma intuitiva, com a noção de escala.
Explique que não são apenas os animais que são influenciados pela sucessão de dias e noites, mas também outros seres vivos. Pergunte se os estudantes já perceberam que algumas plantas têm o hábito de abrir suas flores apenas à noite, enquanto outras o fazem apenas durante o dia. Tome o mandacaru como
SERES DIURNOS E SERES NOTURNOS
OS ANIMAIS PRECISAM REALIZAR DIFERENTES ATIVIDADES NO COTIDIANO DELES, COMO BUSCAR ALIMENTO, ENCONTRAR PARCEIROS OU CONSTRUIR ABRIGOS.
OS ANIMAIS QUE REALIZAM SUAS ATIVIDADES PRINCIPALMENTE DURANTE O DIA SÃO CHAMADOS ANIMAIS DIURNOS.
BORBOLETA SE ALIMENTANDO EM UMA FLOR DURANTE O DIA.
CUTIA SE ALIMENTANDO DE UMA FRUTA DURANTE O DIA.
OUTROS ANIMAIS SÃO MAIS ATIVOS À NOITE E POR ISSO ELES SÃO CHAMADOS ANIMAIS NOTURNOS.
MORCEGOS SE ALIMENTANDO DE NÉCTAR DE FLOR DURANTE A NOITE.
exemplo e aponte o morcego como um animal que costuma se alimentar do néctar da flor dessa planta.
Comente que flores de plantas com hábitos noturnos atraem animais que também são mais ativos à noite. Leve a turma a perceber que esses grupos de seres vivos se relacionam por compartilharem a vida noturna.
A MAIORIA DOS VAGA-LUMES TEM HÁBITOS NOTURNOS.
ASSIM COMO OS ANIMAIS, AS PLANTAS PODEM APRESENTAR COMPORTAMENTOS DIURNOS OU NOTURNOS.
AS FLORES DA CHANANA, TAMBÉM CONHECIDA COMO ONZE-HORAS OU FLOR-DO-GUARUJÁ, SÓ ABREM DURANTE O DIA.
6
AS FLORES DO MANDACARU ABREM DURANTE A NOITE.
PINTE O ANIMAL QUE COSTUMA SER MAIS ATIVO DURANTE A NOITE. 1 Espera-se que os estudantes pintem a coruja.
BEM-TE-VI
ELEMENTOS FORA DE PROPORÇÃO. CORUJA
TEM ALGUM ANIMAL QUE VOCÊ COSTUMA VER OU OUVIR SÓ DURANTE O DIA? E SÓ DURANTE A NOITE? SE SIM, QUAIS? CONTE AOS COLEGAS E AO PROFESSOR. 2 Respostas pessoais.
23/09/2025 11:56
Na atividade 1, caso os estudantes apresentem dificuldade em saber qual animal devem colorir, cite algumas características de cada uma das aves ilustradas, de modo que eles reconheçam que a coruja é uma ave de hábitos noturnos.
Durante a realização da atividade 2, incentive a troca de ideias e vivências entre os estudantes, aproximando o conteúdo estudado da realidade deles.
ENCAMINHAMENTO
Trabalhar com o mito do povo indígena Tucuna, na seção Ideia puxa ideia, é uma oportunidade para apresentar aos estudantes a importância das narrativas orais como forma de explicar fenômenos da natureza e transmitir conhecimentos, valores e tradições. Saliente que diferentes povos possuem narrativas próprias para explicar o mundo e os fenômenos naturais, e que esses relatos fortalecem a identidade cultural, preservam a memória coletiva e expressam a relação com o meio ambiente.
Durante a leitura, destaque os elementos culturais presentes no texto, como o uso do urucu na pintura corporal e o trabalho comunitário. Ressalte que esses elementos fazem parte do cotidiano de muitos povos indígenas até hoje, estando associados tanto a funções práticas quanto a significados simbólicos.
Após a leitura, incentive os estudantes a identificar os personagens e os acontecimentos principais, relacionando-os ao desfecho da história: a transformação do jovem em Sol. Reforce que, para os Tucuna, essa narrativa explica como o Sol passou a iluminar e aquecer o mundo, integrando o conhecimento sobre a natureza com elementos culturais.
Caso considere oportuno, promova uma roda de conversa sobre como diferentes culturas interpretam a origem do Sol, apresentando brevemente outras lendas ou mitos (como os de povos indígenas de outras etnias, de origem africana, asiática ou europeia), destacando que não há uma única forma de explicar os fenômenos e que cada narrativa reflete uma visão de mundo específica. Valorize as contribuições dos estudantes e, se possível, registre as falas na lousa para que toda a turma perceba a
IDEIA PUXA IDEIA
OS TUCUNAS E O SOL
Veja no Encaminhamento a sugestão de uma encenação dessa história que pode ser realizada como atividade complementar com os estudantes.
OS TUCUNAS (OU TICUNAS), POVO INDÍGENA DA REGIÃO
AMAZÔNICA, CONTAM UMA HISTÓRIA PARA EXPLICAR O SURGIMENTO DO SOL.
LEIA O TEXTO A SEGUIR COM A AJUDA DO PROFESSOR.
ANTIGAMENTE, MUITO ANTIGAMENTE, NO TEMPO EM QUE
VIVIA ENTRE OS TUCUNA, O SOL ERA UM MOÇO FORTE
E MUITO BONITO. […] O RAPAZ AJUDAVA SUA VELHA
TIA NO PREPARO DA TINTA DE URUCU. IA À MATA
E TRAZIA UMA MADEIRA MUITO VERMELHA, CHAMADA MUIRAPIRANGA. CORTAVA A LENHA
PARA O FOGO ONDE A VELHA FERVIA O URUCU PARA PINTAR OS TUCUNA. A TIA DO MOÇO [...]
ESTAVA SEMPRE A [...] PEDIR MAIS LENHA. UM DIA O SOL TROUXE MUITA MUIRAPIRANGA E A VELHA
FRUTO DO URUCU.
URUCU: PLANTA COM SEMENTE VERMELHA USADA PELOS INDÍGENAS PARA FAZER PINTURAS CORPORAIS. TAMBÉM CHAMADA URUCUM.
MUIRAPIRANGA: TIPO DE ÁRVORE, TAMBÉM CONHECIDA COMO AMAPÁ-DOCE.
INDÍGENA DA ETNIA MEHINAKO COM PINTURA CORPORAL FEITA DE URUCUM, NA ALDEIA UYAPIYUKU, NO MUNICÍPIO DE GAÚCHA DO NORTE, NO ESTADO DE MATO GROSSO, EM 2022.
diversidade de formas de explicar o mesmo fenômeno.
Esta seção propõe um trabalho interdisciplinar com o componente curricular de Língua Portuguesa e articulado aos TCTs Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
Oriente os estudantes a reconhecer o valor das tradições orais na preservação da memória e da identidade de diferentes povos, com destaque para a cultura indígena, valorizando seus conhecimentos, práticas e modos de vida.
TIA AINDA RESMUNGAVA INSATISFEITA. O RAPAZ RESOLVEU ENTÃO QUE ACABARIA COM TODA AQUELA TRABALHEIRA. OLHOU PARA O FOGO QUE ARDIA, SOLTANDO LONGE SUAS FAÍSCAS. OLHOU PARA O URUCU […]. DESEJOU BEBER AQUELE LÍQUIDO […]. […] À MEDIDA QUE IA BEBENDO A TINTURA QUENTE, O RAPAZ IA FICANDO CADA VEZ MAIS VERMELHO, TAL QUAL O URUCU E A MUIRAPIRANGA.
DEPOIS, SUBINDO PARA O CÉU, INTROMETEU-SE ENTRE AS NUVENS.
E PASSOU DESDE ENTÃO A ESQUENTAR E A ILUMINAR O MUNDO.
MITO INDÍGENA DO SOL (ÍNDIOS TUCUNA, VALE DO RIO SOLIMÕES, AMAZONAS). IN: ALVES, MARIA JOSÉ DE CASTRO; PEREIRA, MARIA ANTONIETA (COORD.). LENDAS E MITOS DO BRASIL. BELO HORIZONTE: UFMG, 2007. P. 39-41. DISPONÍVEL EM: https://dn720001.ca.archive.org/0/items/lendas-e-mitos-do-brasil/ Lendas%20e%20Mitos%20do%20Brasil_text.pdf. ACESSO EM: 8 JUL. 2025.
ATIVIDADES
1
2
O QUE VOCÊ ACHOU DESSA HISTÓRIA? CONVERSE
COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.
MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes expressem suas impressões citando, se possível, trechos da história.
A) COMO SE CHAMA A PLANTA QUE É USADA PARA COLORIR OS CORPOS?
AMOREIRA
GOIABEIRA
URUCU
B) COMO O JOVEM INDÍGENA SE TRANSFORMOU NO SOL?
ELE MORREU NA MATA E VIROU SOL.
ELE BEBEU O LÍQUIDO VERMELHO E DEPOIS SUBIU PARA O CÉU.
UM FEITICEIRO FEZ UMA MAGIA.
PARA O ESTUDANTE
• ALVES, Maria José de Castro; PEREIRA, Maria Antonieta (coord.). Lendas e mitos do Brasil. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, 2007. Disponível em: https://archive.org/details/lendas-e -mitos-do-brasil. Acesso em: 8 set. 2025. A obra reúne narrativas tradicionais de diferentes povos e regiões do Brasil.
Proponha que a turma realize uma encenação coletiva da história presente no livro sobre a origem do Sol para os Tucuna. Divida os papéis entre os estudantes, ou proponha que cada um, voluntariamente, escolha o papel que prefere interpretar. Certifique-se de que alguns interpretem os personagens principais (o jovem e a tia) e outros representem elementos da narrativa, como a mata, o fogo e o próprio Sol. Combine gestos, expressões e sons que ajudem a contar a história, como, por exemplo, bater palmas e assoviar para simbolizar o vento na mata, ou movimentos de braços para representar as chamas do fogo.
Se achar oportuno, escolha um dos estudantes para representar o papel de narrador ou assuma essa parte da encenação, conduzindo a história enquanto eles realizam as ações combinadas. Ao final, todos podem se unir em círculo para representar o Sol iluminando o mundo. Essa atividade estimula a expressão corporal, a cooperação e o respeito às tradições culturais, além de reforçar a compreensão da sequência dos acontecimentos do mito.
215
17/09/2025 14:27
• BRAZ, Júlio Emílio. Sikulume e outros contos africanos Ilustrações de Luciana Justiniani. São Paulo: Pallas, 2006. O livro apresenta contos africanos diversos, entre eles um sobre como a água fez a Lua e o Sol morarem no céu.
• SOARES, Maria de Nazaré Mello e Silva. As maravilhosas lendas amazônicas e outros contos. Ilustrações: Anderson Pinto. Belém: Amazônia, 2012. O livro apresenta lendas da região amazônica.
CONEXÃO
ENCAMINHAMENTO
Espera-se que os estudantes previamente já tenham a percepção de que o dia é dividido em diferentes períodos: manhã, tarde e noite. Para se certificar de que eles têm essa noção, faça algumas perguntas, como: em qual período do dia costumam acontecer as aulas? Em que período vocês costumam jantar?
O conteúdo desenvolvido nesta dupla favorece o desenvolvimento das habilidades EF01CI05 e EF01CI06
Comente com os estudantes que, assim como acontece com os animais e as plantas, as atividades das pessoas são influenciadas pelos períodos do dia. Peça que alguns estudantes, que se sintam confortáveis, narrem como é a rotina de um dia das pessoas que moram em sua casa. Oriente-os a usar os termos “manhã”, “tarde” e “noite”. Continue a conversa sobre como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo das atividades diárias das pessoas. Pergunte se eles conhecem alguma profissão em que as pessoas têm que trabalhar à noite. Nos grandes centros urbanos, é cada vez mais comum que vários estabelecimentos fiquem abertos dia e noite. Mas, geralmente, a maior parte das atividades é feita durante o dia e, à noite, a maioria das pessoas costuma descansar e dormir.
Converse com os estudantes sobre por que as pessoas costumam dividir o dia em períodos. Conduza a conversa de modo que eles percebam que a divisão do tempo é uma convenção humana que ajuda as pessoas a organizar as suas atividades. Comente também que a alternância de períodos claros (dias) e escuros (noites) orienta o ritmo do nosso organismo. É por isso que a maioria das pessoas se sente ativa durante o dia e, quando a noite chega, percebe que é hora de descansar.
NOSSA ROTINA
AS ATIVIDADES QUE COSTUMAMOS REALIZAR NOS MESMOS PERÍODOS DO DIA FAZEM PARTE DA NOSSA ROTINA
TOMAR CAFÉ DA MANHÃ, ESCOVAR OS DENTES E IR À ESCOLA, POR EXEMPLO, SÃO ATIVIDADES DA ROTINA DE MUITAS PESSOAS.
DESENHE UMA ATIVIDADE QUE FAÇA PARTE DE SUA ROTINA. 1
Produção pessoal. Incentive os estudantes a desenhar atividades além das que foram citadas anteriormente.
EXISTEM TAMBÉM AS ATIVIDADES QUE NÃO TÊM HORA CERTA PARA ACONTECER. POR EXEMPLO, EM UM DIA, VOCÊ PODE DESCANSAR DURANTE A MANHÃ. EM OUTRO DIA, PODE DESCANSAR À TARDE.
2
CONTE PARA OS COLEGAS UMA ATIVIDADE SUA QUE NÃO
TEM HORA CERTA PARA ACONTECER.
Resposta pessoal. Os estudantes podem citar atividades de lazer com a família, como viagens e passeios, além de atividades extraordinárias, como visitas ao médico.
Na atividade 3, peça aos estudantes que observem atentamente os quadrinhos e levantem hipóteses sobre o que o personagem está realizando em cada um deles. Comente com a turma que é possível contar uma história usando apenas imagens.
Essa atividade pode ser ampliada solicitando aos estudantes que identifiquem semelhanças e diferenças entre um dia de suas vidas e um dia da vida de Miguel. É provável que eles percebam que alguns eventos são comuns e se repetem na vida da maioria das pessoas, como tomar café no período da manhã e jantar no
período da noite. Outras atividades, no entanto, podem variar. Há crianças que vão à escola no período da manhã, enquanto outras vão no período da tarde, por exemplo. Pergunte aos estudantes se eles já ouviram os termos “matutino”, “vespertino” e “noturno”. Em seguida, explique que esses termos se referem aos períodos do dia. Questione a qual período do dia se refere cada um dos termos. É provável que alguns estudantes relacionem corretamente o termo “matutino” ao período da manhã e “noturno” ao período da noite. A palavra “vespertino”, por não ter muita relação
16/09/2025
OBSERVE NOS QUADRINHOS COMO É A ROTINA DE MIGUEL.
REPRESENTAÇÕES DE ALGUMAS ATIVIDADES QUE MIGUEL REALIZA NO DIA A DIA.
3. a) Espera-se que os estudantes respondam que observaram que o garoto tirou o pijama e foi para a escola logo após o café da manhã.
A) EM QUAL PERÍODO DO DIA MIGUEL VAI À ESCOLA? MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
MANHÃ TARDE NOITE
• COMO VOCÊ DESCOBRIU ISSO?
B) CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES.
• O QUE MIGUEL FAZ NO PERÍODO DA TARDE?
• O QUE MIGUEL FAZ NO PERÍODO DA NOITE?
• QUE OUTRAS ATIVIDADES VOCÊ ACHA QUE MIGUEL PODE FAZER DURANTE O DIA, MAS QUE NÃO ESTÃO REPRESENTADAS? Ele almoça, faz a lição de casa e brinca. Ele toma banho, janta e escova os dentes antes de dormir.
Os estudantes podem mencionar que Miguel pode fazer a lição de casa, assistir a programas de TV, praticar algum esporte, entre outras possibilidades.
fonética com a palavra “tarde”, pode representar maior dificuldade de compreensão. Nesse momento, é válido apresentar algumas frases aos estudantes para que os novos termos sejam assimilados. Leia as frases a seguir e peça que eles indiquem a qual período do dia se refere cada uma (manhã, tarde ou noite):
• O curso de informática vai acontecer no período vespertino. (tarde)
• João vai à escola no período matutino. (manhã)
• Andrea faz faculdade no período noturno. (noite)
PARA O PROFESSOR
• PENSAMENTO infantil: a noção do tempo. Publicado por: Nova Escola. 1 vídeo (ca. 6 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=nW04Xyqp USA. Acesso em: 8 set. 2025. O vídeo aborda como é o pensamento infantil sobre o tempo.
PARA O ESTUDANTE
• MINKOVICIUS, Ivo. O tempo. São Paulo: Editora de Cultura, 2013. O livro apresenta, de forma lúdica, questões referentes à duração do tempo, à inevitabilidade de sua passagem e às relações entre passado, presente e futuro.
17/09/2025 14:27
ORGANIZE-SE
Para a proposta desta seção, providencie com os estudantes: tesoura com pontas arredondadas, fita dupla-face.
ENCAMINHAMENTO
Antes de iniciar a dinâmica da seção Mão na massa, pergunte aos estudantes se eles têm o hábito de organizar as tarefas que precisam realizar em cada dia. Se algum estudante disser que tem esse costume, pergunte como ele faz para se organizar, se anota em algum lugar ou se simplesmente tenta memorizar tudo o que precisa fazer no dia. Indague também se alguém já deixou de fazer alguma tarefa ou de ir a algum lugar por puro esquecimento. Nesse momento, comente que as pessoas podem anotar as tarefas que têm que fazer em uma agenda ou um quadro.
Ajude os estudantes a localizar as páginas do Material complementar que devem ser recortadas para a montagem do quadro. Além de permitir que os estudantes organizem suas tarefas diárias, o quadro possibilita que eles prestem atenção em como está o tempo e como eles se sentem. É importante que os estudantes consigam perceber os seus sentimentos e identificar se estão tristes, felizes, chateados etc. Também é muito importante que eles sejam capazes de reconhecer o que costuma despertar tais sentimentos.
Ao registrar as informações no quadro de organização, os estudantes colocam em prática o que aprenderam sobre as escalas de tempo, como os períodos do dia e os dias da semana, além de perceberem que o tempo dita o ritmo das suas atividades.
Certifique-se de que eles compreenderam o que é rotineiro e o que não é. Cite algu-
MÃO
NA MASSA
ORGANIZAÇÃO DIÁRIA
PARA MANTER UMA BOA ROTINA, É IMPORTANTE PLANEJAR AS ATIVIDADES DIÁRIAS. PARA ISSO, VOCÊ PODE USAR UM QUADRO DE ORGANIZAÇÃO. COM A AJUDA DO PROFESSOR, SIGA AS INSTRUÇÕES.
MATERIAL
• PÁGINAS 279, 281 E 283 DO MATERIAL COMPLEMENTAR
• TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS
• FITA DUPLA-FACE
PROCEDIMENTO
1 RECORTE O QUADRO DE ORGANIZAÇÃO DIÁRIA DAS PÁGINAS 279 E 281.
2 RECORTE AS IMAGENS DA PÁGINA 283.
3 RECORTE PEDACINHOS DA FITA DUPLA-FACE. ELA VAI SER USADA PARA COLAR AS FIGURAS NO QUADRO.
4 AGORA, COMPLETE O QUADRO DE ORGANIZAÇÃO DIÁRIA.
A) ESCREVA SEU NOME NO CAMPO EU ME CHAMO
B) NO ESPAÇO HOJE É, COLE O NOME DO DIA DA SEMANA.
C) NO ESPAÇO HOJE O DIA ESTÁ, COLE A IMAGEM QUE REPRESENTA SE O DIA ESTÁ ENSOLARADO, NUBLADO OU CHUVOSO. 3. Oriente os estudantes a cortar pedaços pequenos da fita dupla-face, de modo que as figuras possam ser destacadas e substituídas diariamente.
mas atividades e pergunte se tal ação costuma fazer parte da rotina. Por exemplo, escovar os dentes antes de dormir é uma atividade que faz parte da rotina? Ir ao mercado comprar ovos faz parte da rotina? Incentive os estudantes a participar da conversa e expressar suas ideias.
Na atividade 1, aproveite para rever com os estudantes a função do quadro de organização diária: ele deve ajudar a não esquecer as atividades e a planejar o dia de modo que seja possível fazer tudo o que foi proposto.
Na atividade 2, aproveite para rever os períodos do dia: manhã, tarde e noite. Se julgar oportuno, recorde com a turma os termos matutino, vespertino e noturno, relacionando-os aos períodos do dia.
Na atividade 3, incentive a troca de vivência entre os estudantes. É possível que eles percebam que têm várias atividades em comum.
Na atividade 4, incentive os estudantes a compartilhar uma parte de seu dia a dia com os colegas.
D) NO ESPAÇO COMO ME SINTO, COLE A IMAGEM QUE REPRESENTA COMO VOCÊ ESTÁ SE SENTINDO HOJE.
E) NOS TRÊS ESPAÇOS MAIORES, COLE AS IMAGENS DAS ATIVIDADES QUE VOCÊ COSTUMA FAZER DE MANHÃ, DE TARDE E À NOITE, UMA EM CADA ESPAÇO.
LEVE O QUADRO E AS IMAGENS PARA CASA. NO FIM DO DIA, VOCÊ PODE CONFERIR SE FEZ TUDO O QUE PLANEJOU.
DICA S
• CONVERSE COM SEUS FAMILIARES PARA ENCONTRAR O MELHOR LUGAR PARA DEIXAR O QUADRO.
• VOCÊ PODE AFIXAR O QUADRO E AS IMAGENS USANDO FITA DUPLA-FACE.
AGORA, CONVERSE COM OS COLEGA E O PROFESSOR SOBRE AS QUESTÕES A SEGUIR.
1
2
QUAIS DAS ATIVIDADES PLANEJADAS VOCÊ CONSEGUIU REALIZAR?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comparem as atividades que colaram no quadro com as que eles conseguiram realizar.
EM QUAL PERÍODO DO DIA TEVE MAIS ATIVIDADES: DE MANHÃ, DE TARDE OU À NOITE? ESCREVA SUA RESPOSTA.
Resposta pessoal.
3
4
COM OS COLEGAS, COMPAREM SEUS QUADROS E RESPONDAM:
Respostas pessoais.
A) QUAIS ATIVIDADES FORAM PARECIDAS?
B) QUAIS ATIVIDADES FORAM DIFERENTES?
VOCÊ REALIZOU ALGUMA ATIVIDADE COM SEUS FAMILIARES QUE NÃO ESTAVA NO QUADRO DE ORGANIZAÇÃO? CONTE AOS COLEGAS E AO PROFESSOR.
Resposta pessoal. Veja orientações e comentários no Encaminhamento
219
12/09/2025 15:23
ORGANIZE-SE
Para a proposta desta seção, providencie com os estudantes: 1 cartolina colorida, 1 envelope plástico transparente, tesoura com pontas arredondadas, protetor solar.
ENCAMINHAMENTO
Inicie o tema da seção
Cientista mirim perguntando aos estudantes quem já sentiu a pele ardendo ou percebeu que ela ficou avermelhada depois de brincar ao ar livre, ir à praia ou à piscina. Questione por que isso aconteceu. Incentive a troca de vivências entre os estudantes. É provável que alguns deles relacionem a alteração na pele à exposição solar. Nesse momento, pergunte quem tem o hábito de usar protetor solar. Saliente que o protetor solar deve ser usado todos os dias, até mesmo nos dias nublados.
Esclareça que a dinâmica proposta tem o objetivo de verificar se o protetor solar realmente protege a pele do Sol. Na pergunta inicial, verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses. Faça uma enquete na sala de aula pedindo aos estudantes que concordam que o protetor solar protege a pele do Sol que levantem a mão. Depois, peça que levantem a mão aqueles que acham que o protetor solar não protege a pele. Anote esses números na lousa para que os estudantes possam retomá-los ao final da investigação.
Leia o passo a passo da atividade com os estudantes e esclareça que a ação do protetor solar será testada sobre uma cartolina colorida, que, no caso, representa a nossa pele. Pergunte por que um pedaço da cartolina vai ser guardado em um local onde não bata Sol. Conduza a conversa de modo que os estudantes percebam que esse pedaço de
CIENTISTA MIRIM
PROTETOR SOLAR
BRINCAR AO AR LIVRE É IMPORTANTE E DEVE FAZER PARTE DA ROTINA DAS CRIANÇAS, MAS É PRECISO ATENÇÃO!
EMBORA SEJA IMPORTANTE TOMAR SOL DURANTE ALGUNS MINUTOS POR DIA, O EXCESSO DE SOL PODE FAZER MAL À SAÚDE.
FICAR NA SOMBRA E USAR CHAPÉU SÃO ALGUMAS MANEIRAS DE SE PROTEGER DO SOL, ALÉM DE USAR PROTETOR SOLAR.
PERGUNTA INICIAL
Resposta pessoal. Nesse primeiro momento, espera-se que os estudantes conversem com os integrantes de seu grupo e elaborem a hipótese inicial de acordo com experiências prévias.
O PROTETOR SOLAR REALMENTE PROTEGE A PELE DO SOL?
MARQUE UM NA SUA RESPOSTA.
SIM NÃO
FORME UM GRUPO COM OS COLEGAS PARA INVESTIGAR ESSA PERGUNTA.
MATERIAL
• 1 CARTOLINA COLORIDA
• 1 ENVELOPE PLÁSTICO TRANSPARENTE
PROCEDIMENTO
• TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS
• PROTETOR SOLAR
1 CORTE A CARTOLINA EM DUAS PARTES IGUAIS.
2 O PROFESSOR VAI GUARDAR UMA DAS PARTES DA CARTOLINA EM UM LOCAL ONDE NÃO BATA SOL.
cartolina será o grupo controle, ou seja, será usado na análise dos resultados.
É importante que o desenho seja feito sobre o envelope plástico, pois, caso o desenho seja feito diretamente sobre a cartolina, o protetor penetraria no papel e dificultaria a observação dos resultados. A cartolina com o desenho feito com o protetor solar deve ficar exposta ao Sol diretamente. Cuidado apenas para que ela fique abrigada da chuva e do sereno, já que deve permanecer nesse local até o dia seguinte.
Quanto maior o fator de proteção do protetor solar, mais evidente será o resultado da ativi-
dade. É esperado que, ao retirar a cartolina do envelope plástico, os estudantes visualizem o desenho feito com o protetor (essa parte deve ter preservado a cor original da cartolina, enquanto o restante dela deve estar desbotado).
Ao comparar o pedaço da cartolina que ficou abrigado da luz com a cartolina que foi exposta ao Sol, é esperado que os estudantes percebam que o Sol danificou a cor da cartolina, mas o mesmo dano não é observado nas partes cobertas com protetor solar, comprovando que o protetor realmente protege dos efeitos danosos da radiação solar.
3 COLOQUE A OUTRA PARTE DA CARTOLINA DENTRO DO ENVELOPE PLÁSTICO.
4 FAÇA UM DESENHO SOBRE O PLÁSTICO USANDO O PROTETOR SOLAR. PARA ISSO, USE OS DEDOS PARA DESENHAR.
5 EM UM LUGAR COM
SOL, COLOQUE A CARTOLINA QUE ESTÁ DENTRO DO PLÁSTICO COM O DESENHO FEITO COM O PROTETOR SOLAR.
6 NO DIA SEGUINTE, OBSERVE COMO FICARAM AS DUAS PARTES DA CARTOLINA.
CONCLUSÃO
1
COMPARE A CARTOLINA QUE FICOU NO SOL COM A PARTE DA CARTOLINA QUE O PROFESSOR GUARDOU. DEPOIS, MARQUE UM NAS RESPOSTAS CORRETAS.
Veja orientações e comentários no Encaminhamento
A) A COR ESTÁ IGUAL?
SIM NÃO
B) O PROTETOR SOLAR FEZ ALGUMA DIFERENÇA?
SIM NÃO
2
3
O QUE ACONTECEU COM O DESENHO QUE VOCÊ FEZ?
DEPOIS DO EXPERIMENTO, VOCÊ MUDARIA A RESPOSTA QUE DEU À PERGUNTA INICIAL ?
Resposta pessoal. Veja orientações e comentários no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• O QUE significam os fatores do protetor solar? Publicado por: Drauzio Varella. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=5PyK9McbJdY. Acesso em: 8 set. 2025. Nesse vídeo, o médico Drauzio Varella explica a importância do uso do protetor solar e como deve ser utilizado esse produto.
PARA O ESTUDANTE
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• SOUSA, Mauricio de. Turma da Mônica: a pele e o Sol. São Paulo: MSP, 2013. Disponível em: https://www.santoandre.sp.gov. br/biblioteca/pesquisa/ebooks/413716.pdf. Acesso em: 9 set. 2025.
A história em quadrinhos, criada em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), aborda a importância dos cuidados com a exposição da pele ao Sol.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Investigar se o tato é confiável para determinar se algo está quente ou frio.
• Conhecer e comparar os diferentes tipos de moradia, bem como os materiais utilizados na construção delas.
• Observar a variação dos elementos do clima (temperatura, precipitação e ventos) nos lugares de vivência.
• Descrever características gerais do tempo atmosférico nos lugares de vivência.
• Associar mudanças de vestuário, alimentação e lazer durante o ano aos ciclos da natureza.
• Elaborar desenhos de moradias com base em brincadeiras e histórias (reais ou inventadas).
BNCC
HABILIDADES
(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.
(EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções.
(EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, meses e anos.
(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.
(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.
CLIMA E JEITOS DE VIVER
NO MUNDO TODO, EXISTEM MUITAS CRIANÇAS COMO VOCÊ, MAS QUE VIVEM DE FORMAS BASTANTE DIFERENTES.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS.
(EF01GE05) Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com outras.
(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.
(EF01GE08) Criar mapas mentais e desenhos com base em itinerários, contos literários, histórias inventadas e brincadeiras.
(EF01GE10) Descrever características de seus lugares de vivência relacionadas aos ritmos da natureza (chuva, vento, calor etc.).
(EF01GE11) Associar mudanças de vestuário e hábitos alimentares em sua comunidade ao longo do ano, decorrentes da variação de temperatura e umidade no ambiente.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Educação ambiental.
• Diversidade cultural.
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
• Educação alimentar e nutricional.
BELARUS, EM 2024.
EGITO, EM 2025.
MUNICÍPIO DE BREVES, NO ESTADO DO PARÁ, EM 2022.
1
QUAL DAS FOTOGRAFIAS DA PÁGINA ANTERIOR MAIS CHAMOU SUA ATENÇÃO? ESCREVA O NÚMERO DA FOTOGRAFIA NO QUADRINHO.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 2
AGORA, CONTE PARA OS COLEGAS E O PROFESSOR POR QUE VOCÊ ESCOLHEU ESSA FOTOGRAFIA.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 3
MARQUE UM NO QUADRINHO DA FOTOGRAFIA QUE MAIS SE PARECE COM O LUGAR ONDE VOCÊ VIVE.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 4
ALGUMA DAS MORADIAS SE PARECE COM A SUA?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento. 5 6
VOCÊ GOSTARIA DE MORAR EM ALGUMA DAS MORADIAS RETRATADAS NAS FOTOGRAFIAS? CONTE AOS COLEGAS E AO PROFESSOR QUAL É A MORADIA E EXPLIQUE POR QUÊ.
RESPONDA ÀS QUESTÕES PINTANDO OS NÚMEROS
DAS FOTOGRAFIAS E ESCREVENDO COMO SOUBER. SE PRECISAR, PEÇA AJUDA AO PROFESSOR.
6. a) e b) Veja orientações no Encaminhamento
A) EM QUAIS FOTOGRAFIAS VOCÊ ACHA QUE AS CRIANÇAS
ESTÃO SENTINDO CALOR?
1 2 3
• POR QUE VOCÊ ACHA ISSO?
5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes justifiquem suas respostas dando as características das moradias e dos ambientes apresentados nas fotografias.
B) EM QUAIS FOTOGRAFIAS VOCÊ ACHA QUE AS CRIANÇAS
ESTÃO SENTINDO FRIO?
1 2 3
• POR QUE VOCÊ ACHA ISSO?
ENCAMINHAMENTO
A dupla de páginas introduz os conteúdos que serão tratados no capítulo, com base na leitura e análise de fotografias de lugares bastante diferentes entre si.
Antes de encaminhar a realização das atividades, comente com os estudantes que Belarus e Egito são países, assim como o Brasil. Se possível, mostre à turma a localização deles. Para isso, leve para a sala de aula um planisfério ou um globo terrestre. Neste momento, pode ser que os estudantes tenham curiosidade sobre a
ções, lembranças, curiosidade e conhecimentos prévios.
Na atividade 3, pode ser que os estudantes não identifiquem nenhuma semelhança entre os lugares fotografados e o lugar onde vivem. Nesse caso, eles não deverão assinalar nenhum quadradinho. Aproveite este momento para perguntar quais são as diferenças entre os lugares retratados e o lugar onde eles vivem.
Na atividade 4, também pode ocorrer de os estudantes não identificarem semelhanças entre as moradias retratadas e a moradia onde vivem. Assim como conduzido na atividade anterior, aproveite o momento para perguntar aos estudantes o que diferencia a moradia deles das moradias que aparecem nas fotografias.
Na atividade 6, espera-se que os estudantes indiquem, no item 1. a), a fotografia 3 e, no item 1. b), a fotografia 1
Verifique se as argumentações apresentadas pelos estudantes são coerentes com a escolha das fotografias. Espera-se que eles citem elementos relacionados às vestimentas e, possivelmente, ao tempo atmosférico representado, como a neve na fotografia 1.
As atividades possibilitam o trabalho com as habilidades EF01GE01 e EF01GE06.
223
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localização de outros países, o que é uma boa oportunidade para aproximá-los da linguagem cartográfica e ampliar o repertório deles. Providencie também um mapa do Brasil para indicar a localização do estado do Pará.
Trabalhe as atividades de forma coletiva, solicitando a participação dos estudantes.
Para realizar a atividade 1, oriente os estudantes a observar atentamente as fotografias.
Na atividade 2, abra espaço para que alguns estudantes compartilhem sobre a escolha deles, solicitando que justifiquem a resposta. Embora pareça uma atividade simples, ela mobiliza emo-
ENCAMINHAMENTO
Esta dupla de páginas inicia o trabalho com noções de clima e de tempo atmosférico, conceitos que serão sistematizados em anos posteriores. O tópico mobiliza diferentes habilidades relacionadas a esses conceitos, como as habilidades EF01GE05, EF01GE10 e EF01GE11
Após a leitura do texto inicial e a observação das fotografias, pergunte aos estudantes se, no lugar onde eles moram, há mais dias quentes ou frios ao longo do ano.
Neste momento, é possível estabelecer um diálogo sobre como a relação das pessoas com o clima, com a temperatura e com os recursos naturais sofre transformações. Antes do acesso a tecnologias como termômetros, previsões meteorológicas e sistemas de aquecimento ou refrigeração, as comunidades adaptavam seus hábitos e rotinas conforme a observação direta dos ritmos da natureza. A percepção das estações do ano, por exemplo, orientava o plantio e a colheita, a organização das festas comunitárias e as mudanças no vestuário e na alimentação.
Na atividade 1, oriente os estudantes a considerar que uma fotografia foi tirada quando o tempo estava quente (provavelmente verão) e outra quando o tempo estava frio (provavelmente inverno). Assim, eles podem inferir sobre o tempo atmosférico na primeira fotografia, mesmo que esta não apresente elementos que indiquem que estava quente.
Na atividade 2, verifique se os estudantes percebem que se trata do mesmo lugar. Peça a eles exemplos com base nos elementos da paisagem, tais como a estrada, a cerca, as árvores etc.
Na atividade 3, direcione as respostas dos estudantes
COMO ESTÁ O TEMPO?
EM ALGUNS LUGARES DO MUNDO FAZ FRIO QUASE O ANO TODO! EM OUTROS LUGARES, A MAIORIA DOS DIAS É QUENTE. TAMBÉM É POSSÍVEL ACONTECER PERÍODOS MAIS
QUENTES E OUTROS MAIS FRIOS AO LONGO DO ANO.
DIAS QUENTES, FRIOS, SECOS E CHUVOSOS FAZEM PARTE DO CLIMA DOS LUGARES.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS DE UM LUGAR NO BRASIL EM DOIS MOMENTOS DIFERENTES DO ANO.
MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM NO ESTADO DE SANTA CATARINA, EM 2023 E EM 2021.
MARQUE UM NA FOTOGRAFIA QUE MOSTRA QUE O TEMPO ESTAVA QUENTE E UM NA FOTOGRAFIA QUE MOSTRA QUE O TEMPO ESTAVA FRIO.
COMO VOCÊ SABE QUE AS FOTOGRAFIAS SÃO DO MESMO LUGAR? CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 3
QUAIS SÃO AS DIFERENÇAS QUE VOCÊ OBSERVA ENTRE AS FOTOGRAFIAS?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 4
AS PESSOAS FAZEM COISAS DIFERENTES QUANDO O TEMPO ESTÁ FRIO E QUANDO O TEMPO ESTÁ QUENTE?
CITE ALGUNS EXEMPLOS.
Espera-se que os estudantes respondam afirmativamente, indicando diferentes atividades de acordo com a realidade em que vivem.
para o lugar onde vivem. Pode ser, no entanto, que onde vivem não tenha grandes diferenças de temperatura ao longo do ano. Nesse caso, discuta mudanças no tempo relacionadas à presença de chuva, por exemplo, ou outro fenômeno atmosférico.
Na atividade 4, solicite aos estudantes que forneçam exemplos de atividades que costumam fazer quando o tempo está quente, eles podem citar atividades como nadar, passear,
brincar ao ar livre etc. No caso das atividades nos períodos de tempo frio, os estudantes podem citar que ficam em casa, ou consomem alimentos quentes, como chás, sopa ou chocolate quente. Caso a escola se localize em uma região onde não ocorre grande diferença térmica ao longo do ano, adapte a atividade para período de seca e de chuva, e confirme se os exemplos de atividades realizadas pelos estudantes fazem sentido, de acordo com a realidade do local.
JEITOS DE SE DIVERTIR
EXISTEM BRINCADEIRAS QUE COSTUMAMOS BRINCAR DURANTE O ANO TODO, COMO ESCONDE-ESCONDE. MAS EXISTEM ALGUMAS BRINCADEIRAS QUE SÓ BRINCAMOS QUANDO O DIA ESTÁ FRIO OU QUANDO ESTÁ QUENTE.
CONTE AOS COLEGAS E AO PROFESSOR DO QUE VOCÊ GOSTA DE BRINCAR QUANDO O DIA ESTÁ QUENTE.
• DEPOIS, COM A AJUDA DO PROFESSOR, ESCREVA OS NOMES DAS TRÊS BRINCADEIRAS MAIS CITADAS.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
O LIVRO GUAYARÊ: O MENINO DA ALDEIA DO RIO FALA SOBRE A VIDA DE UM MENINO INDÍGENA DE 7 ANOS DO POVO MARAGUÁ, QUE VIVE NO ESTADO DO AMAZONAS. NO TRECHO A SEGUIR, O PERSONAGEM CONTA QUAIS SÃO SUAS BRINCADEIRAS PREFERIDAS.
BEIRADA: MARgEM dO RIO. [...] BRINCAR DE PEGA-PEGA DENTRO D’ÁGUA E PESCAR PEIXINHOS NA BEIRADA EM FRENTE À ALDEIA.
YAMÃ, YAGUARÊ. GUAYARÊ: O MENINO DA ALDEIA DO RIO. SÃO PAULO: BIRUTA, 2019. P. 10.
A) EM UMA FOLHA AVULSA, DESENHE GUAYARÊ BRINCANDO DE PEGA-PEGA NA ÁGUA.
Produção pessoal.
B) VOCÊ ACHA QUE É UMA BOA IDEIA BRINCAR DE PEGA-PEGA NA ÁGUA QUANDO FAZ FRIO? CONVERSE SOBRE ISSO COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que não e indiquem alternativas de brincadeiras para os períodos de baixa temperatura. 225
16/09/2025 01:27
No tópico Jeitos de se divertir , na atividade 1 , a depender da região onde os estudantes vivem, pode ser que os dias sejam sempre quentes. Nesse caso, questione-os sobre como a presença do Sol, por exemplo, influencia as brincadeiras ou se há brincadeiras que eles preferem realizar na sombra de uma árvore etc.
Na atividade 2. a), os estudantes devem usar a imaginação para produzir o desenho, já que o personagem não apresentou detalhes sobre a brincadeira. Chame a atenção deles sobre onde ocorre a brincadeira (dentro d’água).
ENCAMINHAMENTO
A dupla de páginas explora a relação entre as condições climáticas e as vestimentas, mobilizando a habilidade EF01GE11.
Na atividade 1, depois que os estudantes completarem o diagrama com as vogais, pergunte se eles não conhecem alguma das peças de roupas ou calçados. Em caso afirmativo, explique ou mostre imagens de cada peça, considerando também que podem apresentar nomes diferentes.
Considere que, nos outros itens da atividade 1. a) e b), os estudantes podem querer colorir uma mesma vestimenta para as duas situações indicadas. Uma bota, por exemplo, pode ser usada mesmo em dias quentes ou uma camiseta pode ser usada por baixo de outras roupas em dias frios.
JEITOS DE SE VESTIR
AS PESSOAS SE VESTEM DE MANEIRAS DIFERENTES QUANDO O TEMPO ESTÁ QUENTE OU FRIO.
TROQUE OS SÍMBOLOS PELAS VOGAIS E DESCUBRA OS NOMES DE PEÇAS DE ROUPA E CALÇADOS.
ATIVIDADES
Materiais necessários: papel kraft (ou outro papel de tamanho grande para afixar na parede), cola, tesouras com pontas arredondadas, revistas, jornais ou outros materiais para recorte. Passo a passo
1. Organize a turma em grupos de 3 ou 4 estudantes e distribua os materiais de recorte e as tesouras. Oriente-os a selecionar e recortar imagens de:
• Alimentos servidos quentes, mais adequados para dias frios, e alimentos servidos frios, mais adequados para dias quentes.
Caso considere necessário, peça aos estudantes que produzam desenhos para as situações em que não encontrarem as imagens solicitadas.
2. Divida o papel kraft em duas colunas e identifique-as com os títulos: “calor” e
• Peças de roupas de inverno e peças de roupas de verão. Podem ser imagens de pessoas vestidas ou de vitrines de lojas, por exemplo.
A) PINTE DE OS NOMES DAS PEÇAS DE ROUPA E CALÇADOS QUE COSTUMAMOS USAR QUANDO O TEMPO ESTÁ QUENTE.
Os estudantes devem pintar de laranja as palavras camiseta, bermuda, saia e sandália.
B) PINTE DE OS NOMES DAS PEÇAS DE ROUPA E CALÇADOS QUE COSTUMAMOS USAR QUANDO O TEMPO ESTÁ FRIO.
Os estudantes devem pintar de verde as palavras touca, casaco, cachecol e bota 2
COPIE OS NOMES DE PEÇAS DE ROUPA E CALÇADOS DA ATIVIDADE 1 QUE VOCÊ NUNCA USOU.
Resposta pessoal. É possível que estudantes que morem em locais onde o tempo costuma ser quente a maior parte do ano não tenham usado itens como touca ou cachecol. No caso dos meninos, eles também podem escrever que nunca usaram saia.
Na atividade 3, atente-se para que não ocorra desrespeito em relação a gostos, jeitos de se vestir ou preconceito em relação à renda. É possível que na turma haja estudantes que usam majoritariamente peças doadas ou que já foram usadas por outros familiares mais velhos.
Produção pessoal.
DESENHE EM UMA FOLHA AVULSA COMO VOCÊ COSTUMA SE VESTIR. DEPOIS, MOSTRE PARA OS COLEGAS. OBSERVE A ILUSTRAÇÃO E ENCONTRE CINCO ELEMENTOS QUE PARECEM NÃO COMBINAR COM A CENA REPRESENTADA. MARQUE UM EM CADA UM DELES.
“frio”. Cada coluna deverá ser separada em duas partes: uma para colar as imagens de roupas e outra para colar as imagens de alimentos.
3. Solicite que cada grupo cole as imagens selecionadas no espaço correto. Se necessário, providencie mais de uma folha de papel kraft
4. Depois que todos os grupos colarem as imagens, converse com os estudantes sobre a relação do vestuário e hábitos alimentares com a variação de temperatura.
Faça perguntas como: Quais dessas roupas e quais desses alimentos são mais comuns no lugar onde vivemos? Todas essas roupas costumam ser usadas pelas pessoas do lugar onde vivemos ao longo do ano? Se sim, em que época do ano? Se não, por que não são usadas? Quais desses alimentos são encontrados no lugar onde vivemos? Eles são consumidos ao longo do ano ou em determinadas épocas? O assunto será retomado e ampliado nas páginas 230 e 231, quando serão abordados aspectos relacionados à alimentação.
16/09/2025 01:27
ORGANIZE-SE
Para a proposta desta seção, providencie com os estudantes: bacias, água fria, água em temperatura ambiente, água morna, fita-crepe, caneta hidrográfica, toalha, tesoura com pontas arredondadas.
ENCAMINHAMENTO
Caso a escola se localize em uma região com temperaturas baixas ou se no dia da realização do experimento da seção Cientista mirim estiver muito frio, para garantir que a água fria esteja em uma temperatura inferior à água em temperatura ambiente, sugere-se acrescentar alguns cubos de gelo nela. Além disso, para evitar queimaduras, a água da outra bacia deve estar morna e não quente. Recomenda-se testar as três amostras de água para confirmar que estão em temperaturas seguras para os estudantes.
Recorde com a turma que a pele é o órgão responsável pelo tato. É pela pele que podemos sentir as sensações de quente e frio. Essa abordagem favorece o trabalho com a habilidade EF01CI02.
Na pergunta inicial, verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses.
Faça a leitura do passo a passo e verifique se a turma compreendeu o que será feito. Para garantir o resultado esperado, as perguntas devem ser respondidas enquanto os estudantes estiverem com as mãos nas bacias.
Pergunte qual é a sensação quando as duas mãos são colocadas na água em temperatura ambiente. É esperado que os estudantes respondam que cada mão passou uma sensação térmica diferente: a mão que estava na água gelada passa a sensação de que a
CIENTISTA MIRIM
QUENTE E FRIO
ATRAVÉS DA PELE PERCEBEMOS AS SENSAÇÕES DE QUENTE E DE FRIO.
PERGUNTA INICIAL
CONSEGUIMOS TER CERTEZA SE ALGO ESTÁ QUENTE OU FRIO APENAS ENCOSTANDO AS MÃOS?
MARQUE UM NA SUA RESPOSTA. SIM NÃO
Resposta pessoal.
FORME UM GRUPO COM OS COLEGAS PARA INVESTIGAR ESSA PERGUNTA.
MATERIAL
• 3 BACIAS
• ÁGUA FRIA, ÁGUA EM
TEMPERATURA AMBIENTE E ÁGUA MORNA
• FITA-CREPE
PROCEDIMENTO
ATENÇ ÃO
PARA EvITAR QUEIMAdURAS, A ÁgUA dEvE ESTAR MORnA, E nÃO QUEnTE. O PROFESSOR dEvE FORnECER A ÁgUA MORnA E COnFIRMAR SE ESTÁ EM TEMPERATURA SEgURA.
• CANETA HIDROGRÁFICA
• TOALHA
• TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS
1 CORTE TRÊS PEDAÇOS DE FITA-CREPE. EM UM DELES, ESCREVA A LETRA A, COLE EM UMA DAS BACIAS E PREENCHA COM ÁGUA FRIA. EM OUTRO, ESCREVA A LETRA
B, COLE NA SEGUNDA BACIA E PREENCHA COM ÁGUA EM TEMPERATURA AMBIENTE. NO ÚLTIMO, ESCREVA A LETRA
C, COLE NA TERCEIRA BACIA E AGUARDE O PROFESSOR PREENCHER COM ÁGUA MORNA.
água em temperatura ambiente está quente e a mão que estava na água morna passa a sensação de que a água em temperatura ambiente está fria. Mas por que isso acontece se as duas mãos estão agora mergulhadas no mesmo recipiente e, portanto, a água está à mesma temperatura?
Esse fato pode ser explicado pela transferência de calor entre as mãos e a água.
A água em temperatura ambiente parecerá mais fria para a mão que veio da água morna, pois ela perderá calor para a água. A água em temperatura ambiente parecerá quente para a
mão que veio da água fria, pois ela receberá calor da água.
Quando se coloca uma mão na água morna e a outra na água fria, elas buscam o equilíbrio térmico (igualar a temperatura da pele com a da água). Portanto, a mão direita estará com uma temperatura mais baixa que a do ambiente, e a mão esquerda estará um pouco mais quente que a temperatura do ambiente. Quando ambas são postas na água em temperatura ambiente, a mão direita (que estava na água fria) recebe calor, por estar em uma temperatura mais baixa, e a esquerda (que estava na água morna) cede
2 AGORA, COLOQUE AS TRÊS BACIAS SOBRE A BANCADA, UMA AO LADO DA OUTRA.
4 CONTE ATÉ DEZ E, DEPOIS, COLOQUE AS DUAS MÃOS AO MESMO TEMPO NA BACIA B
ELEMENTOS FORA DE PROPORÇÃO.
3 COLOQUE UMA DAS MÃOS NA BACIA A E A OUTRA MÃO NA BACIA C.
5 ENXUGUE AS MÃOS COM A TOALHA E DEPOIS RESPONDA.
CONCLUSÃO
1
2
3
4
3. Espera-se que os estudantes respondam que cada mão passou uma sensação diferente, a que estava anteriormente na bacia A foi de quente, já a que estava anteriormente na bacia C foi de frio.
QUANDO A MÃO ESTAVA NA BACIA A , QUAL ERA A SENSAÇÃO?
Espera-se que os estudantes respondam que a sensação era de frio.
QUANDO A MÃO ESTAVA NA BACIA C , QUAL ERA A SENSAÇÃO?
Espera-se que os estudantes respondam que a sensação era de quente.
QUANDO AS DUAS MÃOS ESTAVAM NA BACIA B , O QUE ACONTECEU?
VOLTE À PERGUNTA INICIAL ? DEPOIS DA ATIVIDADE, VOCÊ MUDARIA SUA RESPOSTA?
Resposta pessoal. Veja orientações e comentários no Encaminhamento
calor, por estar em uma temperatura mais alta que a da água da bacia.
Por isso, o tato não fornece informações precisas sobre a temperatura de um corpo. Para medir a temperatura de forma adequada, é recomendado o uso de um termômetro. Retome a pergunta inicial com a turma e avalie se a hipótese foi confirmada ou rejeitada. Nesse caso, espera-se que os estudantes concluam que não é possível ter certeza de que algo está quente ou frio apenas tocando com as mãos.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
16/09/2025 01:27
• TURINO, Fernanda. Mão não é termômetro. Ciência Hoje das Crianças, 8 out. 2012. Disponível em: https://chc.org.br/ mao-nao-e-termometro/. Acesso em: 9 set. 2025.
Nessa notícia, é explicado por que não devemos confiar na sensação térmica percebida pela pele.
ENCAMINHAMENTO
Esta dupla de páginas trata de aspectos da relação entre a produção de alimentos e as estações ou épocas do ano. Ao explorar a sazonalidade de alguns alimentos em função do clima, o tema contribui para a mobilização do TCT Educação alimentar e nutricional
Para a realização da atividade 3, combine previamente com algum funcionário da cozinha da escola um momento em que possam conversar com os estudantes, de forma a não atrapalhar as atividades na cozinha.
Durante ou após o trabalho com esta dupla de páginas, converse com os estudantes sobre como os hábitos alimentares mudaram ao longo do tempo em diferentes regiões do Brasil. Comente que, no passado, a disponibilidade de alimentos dependia das estações do ano, das técnicas agrícolas e do tipo de conservação. Em períodos mais frios, eram comuns pratos quentes e calóricos, preparados com ingredientes preservados por técnicas como secagem, pelo uso do sal ou defumação.
Ressalte também que as condições climáticas e o ambiente influenciavam a produção e a coleta de alimentos entre diferentes povos, incluindo práticas indígenas, africanas e de imigrantes. Caso considere oportuno, incentive os estudantes a entrevistar familiares mais velhos para descobrir receitas antigas e compreender como mudanças climáticas, avanços tecnológicos e transformações sociais alteraram o jeito de comer ao longo das gerações.
O conteúdo remete à discussão sobre a importância de se consumir alimentos “da época” ou “da estação”. Para conversar sobre essa importância com estudantes, familiares, entre seus pares e até com a comunidade, recomenda-se acessar a notícia indicada no boxe Conexão.
JEITOS DE SE ALIMENTAR
NOSSO JEITO DE COMER TAMBÉM PODE MUDAR QUANDO O TEMPO ESTÁ FRIO OU QUENTE OU QUANDO CHOVE BASTANTE OU ESTÁ MAIS SECO. LEIA A HISTÓRIA COM A AJUDA DO PROFESSOR.
OI, MEU NETO. COMO FOI NA ESCOLA?
QUE DELÍCIA!
AGORA NO VERÃO É ÉPOCA DE UMBU. FOI TUDO BEM. TEVE UMBUZADA NA MERENDA.
ESTAVA MUITO GOSTOSO, VÓ! SE EU PUDESSE, TOMAVA UMBUZADA O ANO INTEIRO!
O UMBUZEIRO É UMA ÁRVORE QUE CRESCE EM LUGARES QUENTES. OS FRUTOS SE DESENVOLVEM SEM MUITA CHUVA.
UMBUZEIRO. UMBU. UMBUZADA.
O UMBU É O FRUTO DO UMBUZEIRO, E A UMBUZADA É UMA BEBIDA GERALMENTE FEITA COM UMBU, LEITE E AÇÚCAR.
EXPERIMENTOU ESSA FRUTA? 1
VOCÊ JÁ TINHA OUVIDO FALAR EM UMBU? SE SIM, JÁ
Respostas pessoais. Essa planta é mais prevalente em alguns locais do país. Assim, é provável que estudantes da região Nordeste estejam mais familiarizados com essa fruta.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• PETROSKI, Patricia Soeiro. Vantagens de consumir frutas e verduras da época. Laranja na Colher, 20 fev. 2024. Disponível em: https://www.ufrgs.br/ laranjanacolher/2024/02/20/vantagens -de-consumir-frutas-e-verduras-da -epoca/. Acesso em: 9 set. 2025.
Notícia apresenta a importância de se consumir alimentos “da época” ou “da estação”.
ALGUMAS PLANTAS PRECISAM DE CONDIÇÕES ESPECÍFICAS PARA SE DESENVOLVER. CONHEÇA ALGUNS EXEMPLOS.
O MORANGO SE DESENVOLVE
MELHOR EM TEMPO FRIO E SECO.
O AÇAÍ SE DESENVOLVE
MELHOR EM TEMPO QUENTE E CHUVOSO.
ESSAS CONDIÇÕES INFLUENCIAM NOSSA ALIMENTAÇÃO, JÁ
QUE OS INGREDIENTES COSTUMAM VARIAR DURANTE O ANO NAS REFEIÇÕES DAS CASAS E NAS MERENDAS DAS ESCOLAS.
2
3
2. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento
QUAL É O ALIMENTO QUE VOCÊ MAIS GOSTA DE COMER NA MERENDA? ESSE ALIMENTO COSTUMA APARECER DURANTE O ANO TODO OU SÓ EM DETERMINADAS ÉPOCAS?
AGORA, REÚNA-SE COM OS COLEGAS PARA ENTREVISTAR UMA DAS PESSOAS QUE PREPARA A MERENDA DA ESCOLA. COM A AJUDA DO PROFESSOR, ANOTEM AS RESPOSTAS NO ESPAÇO A SEGUIR.
Resposta pessoal de acordo com a pessoa entrevistada pelos estudantes. Veja orientações no Encaminhamento
A) QUAL É SEU NOME?
B) QUE ALIMENTO SÓ COSTUMA APARECER NA COZINHA DA ESCOLA EM DETERMINADA ÉPOCA DO ANO?
C) ESSE ALIMENTO COSTUMA APARECER EM QUAIS CONDIÇÕES DE TEMPO: QUENTE, FRIO, CHUVOSO OU SECO?
TEXTO COMPLEMENTAR
Comida de época: por que respeitar a sazonalidade dos alimentos
[...]
“Os itens sazonais tendem a ser cultivados com menor quantidade de pesticidas e fertilizantes”, destaca a nutricionista
Lara Natacci, Ph.D. pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e uma das precursoras na difusão da chamada dieta planetária no Brasil. Aliás, o melhor cenário é aquele em que se alinha o pico da colheita ao que é pro-
Acompanhar a ciranda da natureza ajuda a entender as razões do prestígio dos alimentos sazonais. No campo, durante as etapas de desenvolvimento, a planta conta com diversas estratégias de defesa. Geralmente, o gosto do vegetal é mais azedo ou amargo nas fases em que as sementes ainda não estão totalmente prontas. Assim, predadores não se atrevem a devorá-lo, o que garante que grãos tão preciosos permaneçam bem guardados.
Diversos compostos, próprios de cada espécie, também são produzidos e blindam as plantas das variações do clima, do sol intenso e até de pragas. Muitos deles têm ação antioxidante, substâncias que neutralizam danos às células — as do vegetal e a de quem ingeri-lo depois. É para combater tais prejuízos que a uva se enche desses componentes. As videiras suportam temperaturas baixas para que, lá na frente, seus frutos estejam plenos e, consumidos por pássaros e pequenos mamíferos, possam continuar disseminando a espécie.
“De modo geral, conforme se dá o amadurecimento do vegetal, ocorrem reações para atrair os animais capazes de ajudar a propagar a planta”, explica o engenheiro-agrônomo Leonardo Boiteux, pesquisador da Embrapa Hortaliças.
[...]
12/09/2025 15:40
duzido localmente — ou mais próximo da sua casa.
“Além do frescor, esses alimentos não precisam viajar muitos quilômetros para chegar à mesa do consumidor, o que também ajuda a reduzir desperdícios na cadeia de produção”, justifica a nutricionista
Aline Martins de Carvalho, professora da FSP-USP.
Quanto menor a distância, menos emissão de carbono e de outros poluentes pelo trajeto. O planeta agradece. Tal proximidade ainda promove a valorização dos alimentos regionais.
Respeitar o tempo de plantio e maturação da planta traz vantagens ao futuro consumidor. Segundo uma análise recente, isso impacta a quantidade de fibras que o alimento irá fornecer.
[...]
PEREIRA, Regina Célia. Comida de época: por que respeitar a sazonalidade dos alimentos. Veja Saúde, 23 mar. 2023. Disponível em: https://saude.abril.com.br/ alimentacao/comida-de-epoca. Acesso em: 10 set. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Nesta seção Mão na massa as observações e os registros das condições do tempo atmosférico não serão feitos com instrumentos (como termômetros), mas sim a olho nu (analisando o céu) e pelas sensações (de frio e de calor). É importante que a observação e o registro sejam feitos sempre no mesmo horário para que possam ser estabelecidas comparações e observadas as mudanças no tempo atmosférico.
Aproveite a atividade para trabalhar as diferentes escalas de tempo, no caso, a sucessão de dias, favorecendo o trabalho com as habilidades EF01CI05 e EF01GE05
Dias antes de realizar as atividades de observação do tempo, sugira aos estudantes que, com a ajuda de um adulto, observem a previsão do tempo para o dia seguinte ou para toda a semana. Ou, se a escola tiver acesso à internet e tela de projeção, acesse algum site de previsão do tempo como o do Instituto Nacional de Meteorologia (InMET) (disponível em: https://portal.inmet.gov.br/; acesso em: 10 set. 2025) ou o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) (disponível em: https://www. cptec.inpe.br/; acesso em: 10 set. 2025) e, de forma coletiva, realize a navegação indicando aos estudantes os elementos que aparecem. Anote informações da previsão do tempo em um cartaz. Quando as atividades da seção forem finalizadas, retome as anotações da previsão do tempo, analisando com os estudantes se elas se cumpriram.
Leia o nome de cada um dos dias da semana em voz alta e pergunte à turma que dia da semana é hoje. Faça outras perguntas, como: que dia da semana foi ontem?
MÃO NA MASSA
DE OLHO NO TEMPO
VAMOS OBSERVAR E REGISTRAR AS VARIAÇÕES NO TEMPO. PARA OS REGISTROS, RECORTE OS SÍMBOLOS DA PÁGINA 285 DO MATERIAL COMPLEMENTAR. DEPOIS, VOCÊ VAI COLAR, NO COMEÇO DA AULA, O SÍMBOLO ADEQUADO NOS ESPAÇOS INDICADOS DURANTE CINCO DIAS. O PROFESSOR VAI AJUDAR NA ATIVIDADE.
COMO ESTÁ O TEMPO?
SEGUNDA-FEIRA
TERÇA-FEIRA
QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA
LEGENDA: ESTÁ CHOVENDO?
SEGUNDA-FEIRA
LEGENDA:
MUITO QUENTE QUENTE CONFORTÁVEL
FRIO MUITO FRIO
TERÇA-FEIRA
QUARTA-FEIRA
QUINTA-FEIRA
SEXTA-FEIRA
SEM CHUVA CHUVA FORTE CHUVA FRACA TEMPESTADE
Que dia da semana vai ser amanhã? Aproveite para avaliar se os estudantes conhecem os dias da semana.
Explique que a atividade será feita durante cinco dias, de segunda-feira a sexta-feira, por isso não estão representados o sábado e o domingo. O trabalho com as escalas de tempo será retomado e ampliado no próximo capítulo. No momento, é suficiente que os estudantes conheçam o nome dos dias da semana.
Na atividade 1, as respostas devem estar relacionadas às sensações. Assim, os estudantes antes de colarem os ícones, podem descrever o que sentem usando palavras do senso comum que exprimam cada sensação. Entre as opções de resposta podem aparecer termos como: frio, calor, morno etc.
Assim como na atividade 1, antes que os estudantes colem os ícones correspondentes, permita que nas atividades 2 e 3 eles também
COMO ESTÃO AS NUVENS NO CÉU? OBSERVE UMA PARTE DO CÉU E DESENHE EM UMA FOLHA AVULSA O QUE VOCÊ VÊ. NÃO SE ESQUEÇA DE MARCAR OS DIAS DA SEMANA EM QUE VOCÊ FEZ A OBSERVAÇÃO.
AGORA QUE VOCÊ TERMINOU SUAS ANOTAÇÕES, RESPONDA AS QUESTÕES A SEGUIR.
As respostas dependem das condições do tempo atmosférico durante o período de observação.
A) NESSE PERÍODO HOUVE MAIS DIAS QUENTES OU FRIOS?
B) O TEMPO ESTAVA MAIS CHUVOSO OU MAIS SECO?
C) OS VENTOS ESTAVAM MAIS CALMOS OU AGITADOS?
D) O CÉU FICOU MAIS ENSOLARADO OU NUBLADO?
possam responder o que percebem, mas, nessas atividades eles deverão responder apenas “sim” ou “não”. E, se considerar pertinente, oriente-os a comentar sobre a intensidade da chuva e do vento, usando palavras como forte, moderada(o), fraca(o) etc.
Para a realização da atividade 4, oriente os estudantes a separar uma folha de papel sulfite e desenhar sobre ela um quadro indicando os dias da semana. Leve a turma para um espaço o mais aberto possível da escola, como a qua-
dra poliesportiva, de forma que seja possível visualizar o céu. Os estudantes deverão levar o livro com eles para que possam desenhar o céu no momento da observação. Se achar conveniente, amplie os dias de observação para os finais de semana, em casa. Outra possibilidade é aumentar os dias de observação para duas semanas, por exemplo.
17/09/2025 14:33
ENCAMINHAMENTO
Faça a leitura coletiva da ilustração e do trecho do livro Tapajós , de Fernando Vilela. Além das atividades propostas, faça perguntas como: como está o céu no lugar ilustrado? O que vai acontecer com o tempo? A escola está em uma construção chamada palafita, que é feita sobre estacas. Por que você acha que, nesse lugar, há construções assim?
Comente com a turma que a relação com os rios é parte essencial da vida de diferentes povos e culturas ao longo do tempo, incluindo povos indígenas, comunidades quilombolas, entre outros, que se estabeleceram às margens dos rios. Explique que, em cada contexto, o rio cumpre funções variadas: fonte de alimento, via de transporte, espaço de sociabilidade, território de práticas culturais.
OLHA A CHUVA!
NO BRASIL, EXISTEM MUITOS RIOS. ÀS MARGENS DESSES RIOS VIVEM OS POVOS QUE SÃO CHAMADOS RIBEIRINHOS.
COM A AJUDA DO PROFESSOR, LEIA O TRECHO DE UM LIVRO QUE CONTA UMA HISTÓRIA QUE SE PASSA EM UMA
PEQUENA VILA RIBEIRINHA.
NO FINAL DA AULA, O CÉU ESCURECE. — O INVERNO CHEGOU! — GRITA ALGUÉM.
AQUI NO PARÁ SÓ TEM DUAS ESTAÇÕES:
VERÃO E INVERNO. NO VERÃO, TEM MUITO SOL, É BEM SECO, O RIO FICA RASINHO E DÁ ATÉ PARA ANDAR NELE A PÉ.
MAS NO INVERNO CHOVE MUITO, TODO DIA, SEM
PARAR. — OLHA A CHUVA!
VILELA, FERNANDO. TAPAJÓS. SÃO PAULO: BRINQUE-BOOK, 2015. P. 12.
Ressalte que os modos de vida ribeirinhos atuais, tais como a pesca, a agricultura nas várzeas, a coleta de frutos, o artesanato e o uso de embarcações, mantêm saberes tradicionais transmitidos de geração em geração e, ao mesmo tempo, dialogam com recursos e necessidades contemporâneas. Relacione o conhecimento das estações do ano locais (períodos de cheia/ chuva – inverno – e seca – verão) com a organização das atividades econômicas, sociais e culturais, reconhecendo esse saber como parte fundamental da história e da identidade dessas comunidades. Destaque que, em grande parte do Brasil, as pessoas reconhecem essas duas estações, já que as mudanças entre as quatro são difíceis de perceber. Proponha que os estudantes comparem a importância e o uso dos rios no passado e no presente em diferentes regiões do Brasil, valorizando tanto as permanências quanto as transformações. Essas abordagens promovem o desenvolvimento das habilidades EF01GE01 e EF01GE05.
1
ILUSTRAÇÕES DE FERNANDO VILELA, AUTOR DO LIVRO TAPAJÓS, PUBLICADO PELA EDITORA BRINQUE-BOOK, EM 2015.
MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA.
A) NO PARÁ, QUANDO CHOVE O TEMPO TODO É: VERÃO. INVERNO.
2. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes indiquem algumas características do clima no lugar onde vivem durante essas épocas do ano. Se necessário, retome com a turma os aspectos observados na seção Mão na massa deste capítulo.
B) NO PARÁ, QUANDO FAZ SOL E CHOVE POUCO É: VERÃO. INVERNO.
2
3
4
COMO É O VERÃO NO LUGAR ONDE VOCÊ MORA? E O INVERNO?
O QUE VOCÊ ACHA QUE ACONTECE COM OS RIOS DO PARÁ QUANDO É INVERNO?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que os rios enchem em função do grande volume de chuvas durante o período.
O QUE ACONTECE QUANDO CHOVE MUITO NO LUGAR ONDE VOCÊ MORA? FAÇA UM DESENHO PARA MOSTRAR.
Produção pessoal.
235
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
12/09/2025 15:40
• MACHADO, Ana Maria. Severino faz chover. 3. ed. São Paulo: Salamandra. 2019. O livro conta a história de como Severino e seus amigos conseguem o que parecia impossível: fazer chover!
ATIVIDADES
Para aprofundar o tema, reproduza para a turma a canção Chuva, chuvisco, chuvarada (disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=nvHNbHBX1Lw; acesso em: 10 set. 2025). Se possível, projete a letra da canção ou a escreva na lousa para que a turma possa cantar. Após a audição, organize uma roda de conversa e faça perguntas para a turma como: o que acontece com a terra e com a planta quando chove, segundo a letra da canção? Vocês já viram isso acontecer no lugar onde moram? Contem como foi. Na opinião de vocês, o que quer dizer o trecho “E eu gosto da chuva também. Ela lá e eu aqui”? O que acontece com a personagem quando chove? O que a personagem bebe e come quando está chovendo? E vocês, comem ou fazem algo diferente quando chove?
ENCAMINHAMENTO
A seção Ideia puxa ideia introduz o tema sobre os tipos de moradia com enfoque na descrição, na comparação de diferentes tipos de moradias e nos materiais e técnicas utilizados nessas construções, mobilizando o desenvolvimento das habilidades EF01CI01 e EF01GE06. Essa abordagem também será desenvolvida nas páginas subsequentes, até o fim do capítulo.
Aproveite a oportunidade para um trabalho interdisciplinar com o componente curricular de Língua Portuguesa ao explorar as características das moradias em diferentes histórias infantis, que fazem parte do universo dos estudantes. Proponha a leitura compartilhada do texto inicial. Depois, pergunte se a turma conhece a história de João e Maria, verificando se, eventualmente, há estudantes que desconhecem a narrativa.
Caso considere necessário, reproduza a história para a turma. Sugere-se executar o áudio do podcast Era uma vez um podcast: João e Maria (disponível em: https:// eraumavezumpodcast.com. br/joao-e-maria/; acesso em: 10 set. 2025).
Uma vez que a turma esteja familiarizada com a história, encaminhe a leitura compartilhada da ilustração e dos quadrinhos que resumem a trama para realizar as atividades 1 e 2. Caso haja estudantes com dificuldades para compreender que a bruxa utilizou doces para atrair as crianças, questione-os se gostam de doces e como reagiriam se vissem uma casa assim.
IDEIA PUXA IDEIA
MORADIA NAS HISTÓRIAS
AGORA, VAMOS SABER MAIS SOBRE JEITOS DE MORAR.
MAS, ANTES, QUE TAL PENSAR UM POUCO SOBRE AS MORADIAS NAS HISTÓRIAS INFANTIS?
NESSAS HISTÓRIAS, EXISTEM CASAS DE VÁRIOS TIPOS. POR
EXEMPLO, OBSERVE A CASA DA BRUXA DA HISTÓRIA DE JOÃO E MARIA.
NA HISTÓRIA, OS IRMÃOS JOÃO E MARIA SE PERDEM NA FLORESTA. ENQUANTO TENTAM ACHAR O CAMINHO DE VOLTA, AS CRIANÇAS ENCONTRAM A CASA DE UMA SENHORA QUE PARECIA SER MUITO GENTIL.
NA VERDADE, ESSA SENHORA ERA UMA BRUXA QUE QUERIA ENGANAR USANDO ESSA CASA PARA ATRAIR AS CRIANÇAS ATÉ ELA.
COM ESSES MATERIAIS? 1 2
ESCREVA DO QUE É FEITA A CASA DA BRUXA DESSA HISTÓRIA.
A casa é feita de doces, como balas, chocolates e pirulitos.
POR QUE VOCÊS ACHAM QUE A CASA DA BRUXA FOI FEITA
Espera-se que os estudantes concluam que a casa era feita de doces para atrair as crianças.
3
AGORA, PENSE NAS CONDIÇÕES DE TEMPO QUE VOCÊ
ESTUDOU (DIAS QUENTES, FRIOS, CHUVOSOS, COM VENTO) E RESPONDA:
• NA VIDA REAL, SERIA POSSÍVEL VIVER EM UMA CASA IGUAL À CASA DA HISTÓRIA DE JOÃO E MARIA? POR QUÊ?
Espera-se que os estudantes concluam que não seria possível viver em uma casa assim, já que os doces não resistiriam às condições de tempo e a casa seria facilmente destruída. 4
PENSE EM OUTRAS CASAS DE HISTÓRIAS INFANTIS, FILMES OU DESENHOS ANIMADOS. NO ESPAÇO A SEGUIR, DESENHE A CASA QUE VOCÊ IMAGINOU. SE PREFERIR, INVENTE UMA CASA USANDO SUA IMAGINAÇÃO.
Produção pessoal. Essa atividade tem o objetivo de sensibilizar os estudantes para o tema e promover uma conversa sobre como os tipos de casa se relacionam com cada contexto ou lugar, ainda que fictício. Assim, por exemplo, a casa de João e Maria foi feita de guloseimas porque a bruxa queria atrair as crianças para lá.
16/09/2025 01:28
A atividade 4 incentiva os estudantes a organizar e a ampliar o repertório deles acerca de histórias, filmes e desenhos animados que conhecem, pensando em moradias curiosas. Após a elaboração dos desenhos pelos estudantes é possível organizar uma roda de conversa comentando os títulos das histórias que eles se basearam para a realização do desenho. Se achar oportuno, escreva na lousa os títulos das histórias que poderão ser sugeridos para que assistam ou leiam com os familiares ou na escola.
Ao solicitar aos estudantes que elaborem desenhos de moradias de personagens da ficção ou inventados, mobiliza-se a habilidade EF01GE08. Organize um momento para que os estudantes apresentem suas produções.
ENCAMINHAMENTO
Inicie o conteúdo com uma sensibilização. Apresente para os estudantes imagens de diferentes tipos de moradia e verifique se eles conseguem identificar o que é uma casa térrea, o que é um sobrado, o que é um prédio de apartamentos, o que é um imóvel feito de madeira ou de tijolos, e o que é uma moradia indígena, entre outros.
Ao apresentar os diferentes tipos de moradia, ressalte os materiais usados em cada uma delas. Comente que as pessoas constroem diferentes tipos de moradia de acordo com suas necessidades e condições, levando em conta também as características naturais dos lugares, trabalhando com a habilidade EF01GE10. As palafitas são um bom exemplo dessa relação entre os tipos de construção e ambiente. Geralmente, as palafitas são encontradas em áreas de inundação de rios, cujas águas sobem durante o período das cheias. Questione os estudantes sobre o que poderia acontecer se uma palafita fosse construída sem as estacas. A resposta esperada é que as águas poderiam invadir as casas, conforme temas já abordados no capítulo.
Pergunte aos estudantes qual das moradias (alvenaria ou palafita) exibidas na página 238 se parece mais com a moradia deles. Essa etapa mobiliza o trabalho com a habilidade EF01GE01.
TIPOS DE MORADIA
EXISTEM MORADIAS DE DIFERENTES TIPOS: ELAS PODEM SER GRANDES, PEQUENAS, DE TIJOLOS, DE MADEIRA, QUE FICAM NA CIDADE, QUE FICAM NO CAMPO E MUITAS OUTRAS.
MORADIAS NO BRASIL
OBSERVE ALGUMAS MORADIAS QUE PODEM SER ENCONTRADAS NO BRASIL.
A PALAFITA É UM TIPO DE CONSTRUÇÃO
QUE FICA ELEVADA EM ESTACAS PARA QUE A ÁGUA NÃO ENTRE NESSE TIPO DE HABITAÇÃO.
GERALMENTE A PALAFITA É FEITA DE MADEIRA.
MUNICÍPIO DE CAREIRO, NO ESTADO DO AMAZONAS, EM 2025.
A CASA DE ALVENARIA É FEITA DE TIJOLOS, BLOCOS, CIMENTO, ENTRE OUTROS MATERIAIS.
MUNICÍPIO DE PRADO, NO ESTADO DA BAHIA, EM 2022.
2
LIGUE
CASA DE ALVENARIA
PALAFITA
AS MORADIAS DE SUA COMUNIDADE SE PARECEM COM ALGUMA DAS MORADIAS MOSTRADAS NAS FOTOGRAFIAS? CONVERSE COM OS COLEGAS E DEPOIS MARQUE UM NA SUA RESPOSTA.
Resposta pessoal.
SIM NÃO
A) SE A RESPOSTA FOR SIM, EM QUE ELAS SE PARECEM?
B) SE A RESPOSTA FOR NÃO, FALE COMO SÃO AS CASAS DE SUA COMUNIDADE.
FIQUE LIGADO
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a comparar o tipo de material usado na construção, a quantidade de pisos, o tamanho, entre outros itens.
• ROCHA, AndRÉ SAnTOS dA; CHALOUb, PEdRO dA POIAn. OS TIPOS DE CASAS. SÃO PAULO: InSTITUTO ALFA E bETO, 2021. CAdA CASA É dE UM JEITO E EXISTEM CASAS bEM dIFEREnTES! ESSE LIvRO MOSTRA dIvERSAS MORAdIAS PARA dIFEREnTES JEITOS dE vIvER.
12/09/2025 15:40
Cuide para não expor os estudantes que eventualmente não se sintam à vontade para falar sobre as características da moradia onde vivem na atividade 2. Converse com os estudantes sobre a importância das moradias, discutindo que, independentemente do tipo de moradia e dos materiais usados na construção dela, ela serve para nos proteger do frio, da chuva e do calor. Além disso, a moradia é onde convivemos com nossos familiares.
ENCAMINHAMENTO
Na página 240, apresentamos uma casa de plástico, material pouco convencional para a construção de moradias. Solicite aos estudantes que observem as fotografias atentamente e levantem hipóteses para explicar a técnica utilizada na construção. Espera-se que citem que, além das garrafas PET, foi utilizado outro material como argila ou cimento para agregar as garrafas. Ao apresentar a casa feita com garrafas de plástico, aproveite para falar sobre o caráter sustentável desse tipo de construção, que dá um novo uso a um objeto que seria descartado. Se julgar oportuno, compartilhe algumas informações sobre esse tipo de construção, disponíveis no boxe Texto complementar. Na atividade 4, converse com os estudantes sobre a importância da conservação ambiental, permitindo que expressem os conhecimentos deles. Incentive-os a pensar sobre como seria o descarte dessas garrafas, que em muitos casos é feito em aterros sanitários, embora grande parte seja reciclada. Além disso, incentive-os a pensar em como o reaproveitamento de materiais evita a retirada de mais recursos da natureza. Essa abordagem mobiliza o TCT Educação ambiental.
EXISTEM CASAS FEITAS DE MATERIAIS QUE NÃO COSTUMAM SER USADOS NAS CONSTRUÇÕES. OBSERVE AS FOTOGRAFIAS.
CASA FEITA COM GARRAFAS DE PLÁSTICO NA ÁFRICA DO SUL, EM 2025.
A CASA DA FOTOGRAFIA FOI FEITA COM GARRAFAS DE PLÁSTICO QUE FORAM DESCARTADAS PELAS PESSOAS. AS GARRAFAS FORAM USADAS NO LUGAR DE TIJOLOS OU BLOCOS.
COMO O USO DESSE MATERIAL AJUDA A CONSERVAR O MEIO AMBIENTE? 3
QUAL É O PRINCIPAL MATERIAL USADO PARA CONSTRUIR ESSA CASA?
Garrafas de plástico usadas. CONSERVAR: PROTEgER, MAnTER EM bOM ESTAdO. 4
Esse uso permite reaproveitar as garrafas PET, além de evitar a utilização de novos materiais que são produzidos a partir de recursos da natureza. Veja comentário no Encaminhamento
TEXTO COMPLEMENTAR
“Casa de Botellas”
Nigéria, Uruguai e Argentina são alguns dos países do mundo que têm casas construídas com garrafas PET. Uma das experiências pioneiras, contudo, ocorreu na Bolívia, quando a artesã e advogada Ingrid Vaca Diez desenvolveu um projeto para usar esse material na construção de casas
para comunidades carentes. A iniciativa Casas de Botellas (“Casas de garrafas”, em espanhol), inaugurou a primeira residência em 2000: com 170m² e 36 mil garrafas. O projeto de Diez está hoje em diferentes países da América Latina, incluindo México e Panamá. Nele, as garrafas são preenchidas com sedimentos e fixadas na horizontal, com cal e cimento. A construção lembra a de Morbidelli [pedreiro Ed
DE ONDE VÊM OS MATERIAIS DAS MORADIAS?
COM A AJUDA DO PROFESSOR, LEIA ESTA HISTÓRIA EM QUADRINHOS.
VÔ, HOJE TENHO TAREFA DE CASA. VOU PRECISAR DA SUA AJUDA. TENHO QUE PESQUISAR DE ONDE VÊM OS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO.
AH, E NÃO VALE DIZER QUE VÊM DA LOJA!
COM A AJUDA DO AVÔ, VITÓRIA DESCOBRIU DE ONDE VÊM
DOIS MATERIAIS MUITO USADOS PARA CONSTRUIR
ALGUMAS MORADIAS.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS.
EXTRAÇÃO DE MATERIAL USADO NA CONSTRUÇÃO DE CASAS DE ALVENARIA, NO MUNICÍPIO DE BOA VISTA, NO ESTADO DE RORAIMA, EM 2022.
ARMAZENAMENTO DE MATERIAL USADO NA CONSTRUÇÃO DE PALAFITAS, NO MUNICÍPIO DE FERREIRA GOMES, NO ESTADO DO AMAPÁ, EM 2024.
B) FOTOGRAFIA 2: madeira 5
ESCREVA O MATERIAL MOSTRADO EM CADA FOTOGRAFIA.
A) FOTOGRAFIA 1: areia
Mauro Aparecido Morbidelli, que construiu uma casa com garrafas PET, em Extrema (MG), em 2010], que preencheu suas garrafas com areia e utilizou barro para assentar. [...]
VALLE, Leonardo. Garrafa PET pode substituir tijolo em casa sustentável. Instituto Claro, 12 jan. 2021. Disponível em: https://www.institutoclaro.org. br/cidadania/nossas-novidades/reportagens/garrafa -pet-pode-substituir-tijolo-em-casa-sustentavel/ Acesso em: 11 set. 2025.
17/09/2025 14:33
O conteúdo desta página tem por objetivo explicar aos estudantes que os materiais usados na construção dos diferentes tipos de moradia são retirados da natureza. Ao mostrar as diferentes moradias para diferentes jeitos de viver, a dupla também mobiliza a habilidade EF01HI04.
Promova a leitura compartilhada da história em quadrinhos, verificando se os estudantes compreenderam a fala da menina sobre a origem dos materiais de construção. Para incentivar a turma a responder à questão inicial da página, questione: se os materiais de construção usados para construir as moradias não vêm da loja, eles vêm de onde?
Permita que os estudantes expressem suas hipóteses. Se julgar oportuno, registre-as na lousa. Depois, comente que, para a construção de uma casa de alvenaria, é necessário, entre outros materiais, areia.
Essa areia geralmente é retirada dos leitos dos rios, como mostra a fotografia 1 Já para a construção de palafitas é usada a madeira, que vem dos troncos de árvores. Nesse momento, explore com os estudantes a fotografia 2, que mostra toras de madeira sendo carregadas em um caminhão.
Comente que é importante que a madeira seja proveniente de áreas de reflorestamento, evitando, assim, a destruição de florestas nativas. Ao tratar a origem dos materiais, o tema permite o trabalho com a habilidade EF01CI01
ENCAMINHAMENTO
Inicie o tema comentando com a turma que, no Brasil, existem aproximadamente 279 povos indígenas, falando mais de 150 línguas diferentes, espalhados em diferentes regiões do país. Segundo o Censo 2022 do IBGE, a população indígena é de 1 693 535 pessoas. Os tipos de moradias indígenas são tão diversos quanto a quantidade de povos presentes em nosso território. Essa abordagem mobiliza os TCTs Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras. Também mobiliza a habilidade EF01HI04, ao abordar os diferentes tipos de moradia.
Promova a leitura compartilhada do poema. Verifique se os estudantes compreenderam o texto, principalmente as palavras destacadas no glossário. Na sequência, encaminhe a realização das atividades 6 e 7, que envolvem a localização de informações no texto do poema.
Explore com os estudantes as fotografias, que representam diferentes moradias indígenas, ressaltando os materiais usados em cada uma delas. Peça à turma que cite os materiais que conseguir identificar em cada fotografia. Se necessário, organize três listas na lousa, uma para cada moradia. Essa etapa auxiliará os estudantes a realizar a atividade 8 com maior autonomia.
Na casa da aldeia da etnia Guarani, em Bertioga, é possível observar que o telhado é feito de palha e as paredes são de bambu e barro. Na casa da etnia Kulina, no estado do Acre, as paredes das casas são feitas de tábuas, que são peças planas de madeira, geralmente com alguns centí-
CASAS DE POVOS INDÍGENAS
O POEMA A SEGUIR FALA DE UM TIPO DE CASA INDÍGENA.
EM SEIS DIAS LEVANTAMOS
ESTA CASA EM QUE MORAMOS. NOSSO BARRO É O CONCRETO, NOSSO POVO É O ARQUITETO.
CONCRETO: MASSA USAdA EM COnSTRUÇÕES dE ALvEnARIA.
ARQUITETO: PROFISSIOnAL QUE PLAnEJA AS COnSTRUÇÕES.
OBEID, CÉSAR. SOU INDÍGENA E SOU CRIANÇA. SÃO PAULO: MODERNA, 2014. P. 22.
CONTORNE NO TEXTO O MATERIAL QUE É USADO PARA FAZER A CASA.
EM QUANTOS DIAS A CASA FICOU PRONTA? 6
EXISTEM MUITOS OUTROS TIPOS DE CASAS INDÍGENAS.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS.
metros de espessura. Já a casa da aldeia Merure, no estado de Mato Grosso, é de alvenaria, com telhado feito de telhas de barro. É importante desmistificar a imagem estereotipada acerca das moradias indígenas, destacando a diversidade e o uso de materiais diversos. Nesse sentido, é possível ampliar a proposta pesquisando com a turma fotografias de outras moradias indígenas, presentes nas áreas rural e urbana.
ALDEIA DA ETNIA GUARANI NA TERRA INDÍGENA RIBEIRÃO SILVEIRA, NO MUNICÍPIO DE BERTIOGA, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2024.
ALDEIA DA ETNIA KULINA NA TERRA INDÍGENA ALTO RIO PURUS, NO MUNICÍPIO DE MANOEL URBANO, NO ESTADO DO ACRE, EM 2024.
8
ALDEIA MERURE DA ETNIA BOE BORORO, NO MUNICÍPIO DE GENERAL CARNEIRO, NO ESTADO DE MATO GROSSO, EM 2025.
PINTE O QUADRINHO DE ACORDO COM A COR DA MOLDURA DA FOTOGRAFIA CORRETA.
CASA DO POVO GUARANI.
Amarelo
CASA DO POVO BOE BORORO.
CASA DO POVO KULINA.
Azul
CASA FEITA DE MADEIRA E FOLHAS.
Azul
CASA FEITA DE PAU A PIQUE OU TAIPA.
Amarelo
CASA FEITA DE TIJOLO E CIMENTO.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• ARQUEOLOGIA brasileira: casas subterrâneas. Publicado por: LAAAE-USP. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=KJWh9KyukNg. Acesso em: 11 set. 2025. Nesse vídeo, de um seminário realizado pelo Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade de São Paulo (USP), são
17/09/2025 14:33
apresentados casos de casas subterrâneas construídas por povos indígenas.
• AS CASAS subterrâneas Kaingang. Instituto Socioambiental, 18 fev. 2026. Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/acervo/ noticias/casas-subterraneas-kaingang. Acesso em: 11 set. 2025.
A notícia comenta aspectos das casas subterrâneas construídas por indígenas da etnia Kaingang.
Rosa
Rosa
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Conhecer a função do calendário.
• Identificar a divisão do tempo em dias, semanas, meses e ano.
• Reconhecer diferentes tipos de festas e comemorações, identificando seus significados no contexto familiar, escolar e comunitário.
• Relacionar lembranças pessoais a fatos celebrados coletivamente, valorizando a memória como fonte histórica.
• Identificar semelhanças e diferenças entre festas e comemorações que ocorrem em diferentes contextos (escolar, familiar e comunitário).
• Identificar os espaços públicos onde ocorrem festas e outras comemorações.
BNCC
HABILIDADES
(EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, meses e anos.
(EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade.
(EF01HI08) Reconhecer o significado das comemorações e festas escolares, diferenciando-as das datas festivas comemoradas no âmbito familiar ou da comunidade.
(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.
(EF01GE03) Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças, parques) para o lazer e diferentes manifestações.
VAMOS FESTEJAR!
FESTAS SÃO MOMENTOS DE ALEGRIA!
AS PESSOAS FAZEM FESTAS PARA COMEMORAR MOMENTOS IMPORTANTES DO PRESENTE OU DO PASSADO.
OBSERVE COMO FORAM AS FESTAS QUE DAVI COMEMOROU COM A FAMÍLIA E OS AMIGOS.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Vida social e familiar.
• Direitos da criança e do adolescente.
• Diversidade cultural.
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
• Educação para o consumo.
TEXTO COMPLEMENTAR
[...] As pessoas e grupos populares não têm como primeira forma de expressão o domínio da escrita. Seus textos são escritos em forma de dança, de cânticos rimados para facilitar a memorização, são troças, lendas, ditados, com muita, mas muita comidinha gostosa. É dessa forma que o povo escreve suas memórias, seus valores, seus códigos de regras, suas crenças, suas angústias pelo árduo trabalho, suas esperanças e fantasias.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que as pessoas estão alegres e felizes em participar das comemorações representadas. Oriente a leitura das imagens, atentando para as expressões das pessoas e o que elas estão fazendo.
O QUE ESTÁ SENDO FESTEJADO EM CADA IMAGEM?
LIGUE O NÚMERO DAS IMAGENS À COMEMORAÇÃO RETRATADA EM CADA UMA DELAS.
DIA DOS PROFESSORES
CASAMENTO
FESTA DE ANIVERSÁRIO DO BAIRRO
COMO VOCÊ ACHA QUE AS PESSOAS ESTÃO SE SENTINDO EM CADA FESTA?
DESENHE UMA LEMBRANÇA DE UMA FESTA OU COMEMORAÇÃO DA QUAL VOCÊ PARTICIPOU. DEPOIS, MOSTRE O DESENHO PARA OS COLEGAS E O PROFESSOR E CONTE PARA ELES COMO FOI ESSE MOMENTO.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.
Os ingredientes que compõem a festa popular são também textos por meio dos quais a gente simples manifesta tudo aquilo que lhe toca mais profunda e intensamente.
PESSOA, Jadir de Morais. Aprender e ensinar nas festas populares: proposta pedagógica. In: BRASIL. Ministério da Educação. Salto para o Futuro: aprender e ensinar nas festas populares. Brasília, DF: MEC, 2014. Disponível em: https://repositorio. bc.ufg.br/riserver/api/core/bitstreams/dd806eb4 -a5a4-41af-811d-7e21df785f23/content. Acesso em: 12 set. 2025.
ENCAMINHAMENTO
12/09/2025 15:50
Apresente o tema do capítulo, destacando que as festas fazem parte da vida das pessoas e acontecem em diferentes contextos, como no ambiente familiar, na escola e na comunidade.
Explique que cada comemoração tem um motivo, um local e uma forma de organização, podendo envolver músicas, comidas, danças, decorações e outros elementos culturais. Para
maior interação dos estudantes, aproveite para perguntar quais festas eles mais gostam e se costumam frequentar festas na comunidade. Para trabalhar a leitura das imagens, conduza a observação dos elementos que caracterizam cada celebração, como quem participa, o motivo, o local e as formas de organização (decoração, música, comidas, roupas). Essas pistas ajudam a compreender que cada festa tem um significado e um contexto específico.
Mostre que celebrar também é uma forma de preservar histórias e lembranças, tanto da vida pessoal quanto da vida coletiva, e que isso contribui para compreender o passado. Relacione as festas apresentadas a diferentes formas de comemoração existentes em outras regiões e culturas, evidenciando permanências e mudanças ao longo do tempo.
Explore oralmente os lugares onde cada uma das festas ilustradas está sendo celebrada e pergunte aos estudantes sobre a participação deles nesses tipos de festa e em outras comemorações da comunidade onde estão inseridos.
Na atividade 3, peça aos estudantes que incluam no registro informações sobre quem esteve presente, o local, o motivo da comemoração e o que aconteceu.
Caso considere oportuno, apresente exemplos de festas de diferentes culturas e regiões brasileiras, como congadas, maracatus, festas de São João, folias de reis, festa da uva e celebrações indígenas, para valorizar o TCT Diversidade cultural. Ressalte a importância de respeitar o fato de que nem todas as pessoas participam das mesmas comemorações.
ENCAMINHAMENTO
Comente com os estudantes que algumas datas comemorativas também ajudam a lembrar eventos importantes e a cuidar das pessoas, dos lugares e da natureza. Explique que essas datas servem para lembrar acontecimentos do passado, homenagear pessoas importantes ou falar sobre assuntos que precisamos cuidar hoje, como o meio ambiente e a saúde.
É possível trabalhar com as datas comemorativas em uma perspectiva interdisciplinar. No Dia da Árvore, por exemplo, podemos plantar mudas e aprender sobre o cuidado com as plantas; no Dia Mundial da Água, podemos conversar sobre como economizar e preservar os mananciais; e no Dia Nacional da Saúde, podemos lembrar dos cuidados com o corpo e com a alimentação. Espera-se que os estudantes compreendam que as datas comemorativas fazem parte da memória de um povo e ajudam a contar a história dele.
As datas comemorativas podem ser de alcance global, nacional ou regional. Um exemplo de data comemorativa global é o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Essa data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação ambiental e promover ações em prol da sustentabilidade.
Uma data comemorativa nacional é o Dia da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro. Essa data é um feriado nacional e celebra a emancipação política do país em relação a Portugal. Já uma data comemorativa da região Nordeste, por exemplo, é o Dia do Nordestino, celebrado em 8 de outubro. Essa data homenageia a cultura, a história e as contribuições dos nordestinos para o Brasil.
DATAS COMEMORATIVAS
AO LONGO DE UM ANO, ORGANIZAMOS AS FESTAS EM DATAS COMEMORATIVAS
O ANIVERSÁRIO É UMA DATA COMEMORATIVA QUE CAI NO MESMO DIA E NO MESMO MÊS DO NASCIMENTO DE UMA PESSOA.
JÁ O DIA DAS MÃES NÃO TEM DATA FIXA. ELE SEMPRE É COMEMORADO NO SEGUNDO DOMINGO DO MÊS DE MAIO.
ALGUMAS DATAS COMEMORATIVAS SÃO FERIADOS E, NESSES DIAS, MUITAS PESSOAS NÃO TRABALHAM OU NÃO VÃO À ESCOLA.
1
FIXO: QUE NÃO SE MOVE.
CONTORNE AS DATAS COMEMORATIVAS QUE SÃO FERIADOS NO BRASIL.
19 DE ABRIL DIA DOS POVOS INDÍGENAS DIA PARA LEMBRAR A LUTA DOS POVOS INDÍGENAS PELO DIREITO À TERRA, À SAÚDE E À EDUCAÇÃO.
1. Se julgar oportuno, explique aos estudantes que o Natal celebra o nascimento de Jesus na religião cristã. Porém, no Brasil, pessoas de outras religiões celebram a data sem considerar o significado religioso.
8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER DIA PARA CELEBRAR A IMPORTÂNCIA DA LUTA DAS MULHERES POR DIREITOS NA SOCIEDADE.
Ainda assim, por conta dos contextos históricos locais, algumas regiões celebram em outras datas a consolidação da independência. No Piauí — onde tropas leais a Portugal entraram em confronto com os defensores da emancipação brasileira —, o dia 19 de outubro marca a adesão da então província piauiense à independência. Na Bahia, a consolidação da independência é celebrada no dia 2 julho, data em que forças populares e tropas brasileiras expulsaram da província da Bahia as tropas portuguesas contrárias à emancipação.
Mostre, com o suporte das imagens e textos, as datas comemorativas, o que está sendo comemorado em cada uma delas e como a comemoração acontece.
Explique que nem sempre as festas são comemoradas da mesma forma e que, em cada lugar do Brasil, elas podem ter músicas, comidas e brincadeiras diferentes.
Encaminhe as atividades 1 a 3, explorando as vivências dos estudantes sobre o assunto e aproveitando para levantar os conhecimentos prévios da turma.
1o DE MAIO
DIA DO TRABALHO
DIA PARA LEMBRAR AS LUTAS DOS TRABALHADORES POR DIREITOS COMO SALÁRIOS E FÉRIAS.
2 DE JULHO
DIA NACIONAL DA CONSOLIDAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL DATA QUE RELEMBRA A LUTA DOS BAIANOS PELA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL. NESSE DIA TAMBÉM SE COMEMORA A BRAVURA DE MARIA QUITÉRIA, PRIMEIRA MULHER A LUTAR NO EXÉRCITO BRASILEIRO.
2
3
IMAGENS:
CONSOLIDAR: TORNAR EFETIVO, ESTABELECER.
25 DE DEZEMBRO
NATAL
INICIALMENTE UMA DATA RELIGIOSA, O NATAL SE TORNOU UMA CELEBRAÇÃO FAMILIAR.
Explique aos estudantes que uma imagem desta página apresenta uma criança fantasiada de Maria Quitéria, personalidade da história nacional, por ser uma mulher que lutou nas tropas brasileiras pela expulsão dos portugueses do então território autônomo e independente do Brasil.
QUAIS OUTRAS DATAS COMEMORATIVAS VOCÊ CONHECE?
Resposta pessoal. Os estudantes podem citar, por exemplo, o dia das crianças, o Carnaval, o aniversário de alguma pessoa próxima a eles, entre outras possibilidades.
DAS DATAS COMEMORATIVAS QUE VOCÊ CONHECE, QUAIS
DELAS VOCÊ COMEMORA COM SUA FAMÍLIA E QUAIS
COMEMORA COM A COMUNIDADE?
Resposta pessoal. Caso considere pertinente, organize um quadro com a turma para diferenciar as datas comemorativas dos diferentes grupos sociais de que os estudantes fazem parte.
247
17/09/2025 14:45
ATIVIDADES
Proponha aos estudantes que pesquisem em revistas, jornais e outras fontes imagens de datas comemorativas de alcance global (Natal, 1o de Maio, Dia Internacional da Mulher, Páscoa) em diferentes épocas e lugares do mundo. Depois, elabore cartazes com as imagens e peça a eles que identifiquem semelhanças e diferenças nas formas de realizar essas comemorações, observando mudanças e permanências no modo de celebrar.
Essa atividade permite que os estudantes compreendam que muitas datas comemorativas estão ligadas a acontecimentos do passado, mas que continuam a ter relevância no presente, reconhecendo que fazemos parte de uma história que continua sendo construída a cada dia.
ENCAMINHAMENTO
Inicie a conversa com a turma perguntando se algum estudante já observou um calendário. Espera-se que parte deles já tenha tido contato com esse objeto. Aproveite o momento para também perguntar quem sabe para que serve um calendário. Anote as hipóteses dos estudantes na lousa e retome-as no final da conversa, permitindo que eles revejam suas ideias iniciais.
Essas páginas mobilizam o trabalho com a habilidade EF01CI05. As atividades propostas permitem a articulação interdisciplinar com o componente curricular de Matemática. Por meio delas, os estudantes vão aprender quantos dias tem uma semana e quantos meses tem um ano. Leve um calendário impresso para a sala de aula e permita que os estudantes o manipulem. Pergunte a eles qual é o mês em que se comemora o Natal no Brasil ou em que mês as aulas tiveram início, por exemplo.
A noção de tempo é construída aos poucos e, gradativamente, vai adquirindo significado para as crianças. Sempre que possível, utilize um calendário nas aulas, perguntando aos estudantes que dia da semana é hoje ou que dia da semana foi ontem ou será amanhã, por exemplo. Aos poucos, eles vão adquirindo a noção de presente, passado e futuro.
Mostre aos estudantes as datas comemorativas apresentadas na dupla de páginas anterior no calendário, reforçando a apresentação desse sistema de organização e contagem do tempo em dias, meses e anos.
Se julgar oportuno, amplie a atividade 2, perguntando aos estudantes em qual dia da semana as aulas costumam começar e qual dia da semana é o último dia de aula.
O CALENDÁRIO
O CALENDÁRIO É USADO PARA CONTAR OS DIAS, AS SEMANAS E OS MESES DO ANO.
OS DIAS DA SEMANA
UMA SEMANA CORRESPONDE A UM PERÍODO DE SETE DIAS CONSECUTIVOS, QUE COMEÇA NO DOMINGO E TERMINA NO SÁBADO.
MUITAS PESSOAS TRABALHAM E ESTUDAM DE SEGUNDA-FEIRA A SEXTA-FEIRA. PARA ELAS, O SÁBADO E O DOMINGO SÃO CONSIDERADOS DIAS DE DESCANSO.
OS DIAS DA SEMANA ESTÃO ORGANIZADOS NO CALENDÁRIO DA SEGUINTE MANEIRA: 2027 AGOSTO
DOMINGO SEGUNDA-FEIRA
PRIMEIRA SEMANA DO MÊS DE AGOSTO DE 2027.
QUANTOS DIAS TEM UMA SEMANA? MARQUE UM NA RESPOSTA CORRETA. 1 7 10
PINTE OS QUADROS COM OS DIAS DA SEMANA EM QUE VOCÊ COSTUMA IR À ESCOLA.
DOMINGO SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA
O MÊS
UM ANO É FORMADO POR 12 MESES. CADA MÊS PODE
TER ENTRE 28 DIAS E 31 DIAS. OS MESES SE REPETEM SEMPRE NA MESMA ORDEM, DE JANEIRO A DEZEMBRO. QUANDO DEZEMBRO ACABA, NO DIA 31, UM NOVO ANO INICIA NO DIA 1o DE JANEIRO.
OBSERVE O CALENDÁRIO DO MÊS DE DEZEMBRO.
CONTORNE QUAL É O MÊS ANTERIOR A DEZEMBRO. 3 4
NESSE CALENDÁRIO, PINTE O DIA EM QUE O MÊS DE DEZEMBRO DE 2027 TERMINA.
CALENDÁRIO DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2027. 249
SETEMBRO JANEIRO OUTUBRO NOVEMBRO
12/09/2025 15:50
Na atividade 3, aproveite para explicar que o dia 31 de dezembro é o último dia do ano. No dia seguinte, um novo ano tem início, recomeçando o mês de janeiro.
A atividade 4 visa trabalhar não só o conceito de sucessão de meses no ano, mas também as ideias de anterioridade e posteridade, contribuindo para a compreensão da passagem do tempo.
ORGANIZE-SE
Para a proposta desta seção, providencie com os estudantes: tesoura com pontas arredondadas, cola e lápis preto.
ENCAMINHAMENTO
Para facilitar a realização da atividade proposta nesta seção Mão na massa, é interessante mostrar um calendário pronto aos estudantes. Aproveite para comentar que, além do calendário impresso, há também o calendário digital, que pode ser consultado em computadores, smartphones ou outros dispositivos digitais.
Recorde com a turma que o calendário traz a divisão do tempo em dias da semana e meses do ano. Ele auxilia no planejamento de atividades, indica datas comemorativas e feriados e ajuda a contar períodos de tempo. Pergunte à turma em quais situações podemos fazer uso do calendário. Anote algumas ideias dos estudantes na lousa e complemente-as, se necessário. Comente que é possível, por exemplo, marcar o dia do aniversário no calendário para não se esquecer da data ou verificar quanto tempo falta para essa data comemorativa.
Na atividade 1, é solicitado aos estudantes que preencham a folhinha do mês de outubro. Então, oriente-os a escrever o ano e o nome do mês. Em seguida, peça que preencham com os dias. É possível que alguns estudantes anotem o dia 1o no primeiro quadrinho. Nesse momento, explique que o dia 1o do mês nem sempre é no domingo devido à forma como os meses e os dias da semana são estruturados. Relembre que os meses têm duração variável. Há meses com 30 ou 31 dias, e fevereiro pode ter 28 ou 29 a depender do ano, se bissexto ou não. Então, mostre aos estudantes em que dia da semana devem marcar o número 1. Depois disso, os demais números
MÃO NA MASSA
MEU CALENDÁRIO
VAMOS FAZER UM CALENDÁRIO DO MÊS DE OUTUBRO
DESTE ANO? ASSIM, FICA MAIS FÁCIL PLANEJAR SUAS
TAREFAS. VOCÊ TAMBÉM VAI DESCOBRIR SE OS FERIADOS E OUTRAS DATAS COMEMORATIVAS ESTÃO PRÓXIMOS OU NÃO.
PARA FAZER UMA FOLHA DE CALENDÁRIO, VOCÊ VAI
PRECISAR DE:
MATERIAL
• TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS
• COLA
• LÁPIS PRETO
• IMAGENS DO MATERIAL COMPLEMENTAR
devem ser preenchidos sequencialmente até o número 31. Leve os estudantes a perceber que o mês de outubro tem 31 dias. Pergunte em que dia da semana cai o dia 1o e em qual dia da semana é o dia 31. Assim, eles vão se familiarizando com o uso do calendário.
Auxilie os estudantes na realização da atividade 2. É possível que alguém da turma faça aniversário em outubro. Peça a essa pessoa que diga em qual dia é o seu aniversário e oriente os estudantes a indicar essa data no calendário, colando a figura do bolo presente no Material complementar. No Brasil, o mês de outubro
tem diversas datas comemorativas, como o Dia de Nossa Senhora Aparecida e o Dia das Crianças, celebrados em 12 de outubro, o Dia do Professor (dia 15) e o Dia das Bruxas (dia 31). Ajude os estudantes a localizar o dia 12 no calendário e oriente-os na colagem da figura. A atividade 3 permite que os estudantes recordem uma das funções do calendário, que é ajudar no planejamento das tarefas. Nesse momento, verifique se eles conseguem construir a noção de passado, presente e futuro. É esperado que, aos poucos, eles aprendam a lidar com a noção do tempo.
COM A AJUDA DO PROFESSOR, PREENCHA OS DIAS DO MÊS NO CALENDÁRIO DE OUTUBRO.
ANO: ___________ MÊS: _________________
DOMINGO SEGUNDA-FEIRA
-FEIRA
-FEIRA
DIA DIA DIA DIA DIA DIA
DIA DIA DIA DIA DIA DIA DIA
DIA DIA DIA DIA DIA DIA DIA
DIA DIA DIA DIA DIA DIA
DIA DIA DIA DIA DIA DIA DIA
DIA DIA DIA DIA DIA DIA DIA
AINDA COM A AJUDA DO PROFESSOR, RECORTE AS IMAGENS DA PÁGINA 287 DO MATERIAL COMPLEMENTAR E COLE:
A) O BOLO DE ANIVERSÁRIO NA DATA EM QUE VOCÊ OU ALGUÉM DE QUEM VOCÊ GOSTA FAZ ANIVERSÁRIO.
B) UMA BOLA NOS FERIADOS DO MÊS.
C) O CADERNO NOS DIAS MARCADOS PARA ENTREGAR TAREFAS DE CASA OU FAZER AVALIAÇÕES.
VOCÊ CONSEGUIU PLANEJAR SEU MÊS USANDO O CALENDÁRIO?
2 3 Resposta pessoal. Pergunte aos estudantes se eles conseguem prever as atividades futuras deles ao utilizar o calendário. Veja orientações no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• MOTOMURA, Marina. Por que os dias da semana têm “feira” no nome? Mundo estranho, 27 mar. 2019. Disponível em: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/ por-que-os-dias-da-semana-tem-feira-no -nome/. Acesso em: 13 set. 2025. Nessa matéria, é explicado quando o termo de origem no latim começou a ser empregado.
16/09/2025 01:46
DIA
DIA
Explique aos estudantes que as festas e comemorações familiares são momentos especiais que ajudam a fortalecer os laços entre parentes e pessoas próximas. Ressalte que elas também fazem parte da história de cada um e ajudam a guardar lembranças importantes. Mostre que algumas dessas festas se repetem todos os anos, como aniversários e datas comemorativas, enquanto outras acontecem em momentos únicos, como casamentos. Ressalte que existem datas ligadas ao âmbito familiar que, muitas vezes, estão associadas a datas comerciais. Além disso, existem comemorações que podem ocorrer no espaço escolar ou em outros ambientes, com a participação de colegas e professores.
Enfatize que as famílias podem ter diferentes formas de organização e que as comemorações variam de acordo com as tradições culturais e as escolhas de cada grupo familiar. Algumas festas podem ser simples e acontecer em casa, enquanto outras reúnem muitas pessoas em espaços maiores.
Incentive os estudantes a descrever a festa representada na fotografia, destacando o local, as pessoas presentes, bem como os objetos e símbolos presentes na cena. Explique para a turma que há diferentes formas de celebração e que todas merecem respeito. Reforce a importância de registrar essas comemorações por meio de fotografia, filmagens, desenhos ou relatos, a fim de preservar a memória.
MINHAS FESTAS E COMEMORAÇÕES
COSTUMAMOS PARTICIPAR DE DIFERENTES TIPOS DE FESTAS E COMEMORAÇÕES, COMO AS FESTAS FAMILIARES, AS FESTAS ESCOLARES E AS FESTAS DA COMUNIDADE.
ESSAS FESTAS E COMEMORAÇÕES PODEM ACONTECER EM DIFERENTES LUGARES.
FESTAS E COMEMORAÇÕES FAMILIARES
O ANIVERSÁRIO, O CASAMENTO DE UM PARENTE, O DIA DAS MÃES, O DIA DOS PAIS, O DIA DOS AVÓS E O NATAL SÃO EXEMPLOS DE COMEMORAÇÕES FAMILIARES.
ESSAS COMEMORAÇÕES SERVEM PARA DEMONSTRAR O CARINHO QUE TEMOS PELA NOSSA FAMÍLIA.
FESTA DE ANIVERSÁRIO NO RIO DE JANEIRO, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 2023.
COM A AJUDA DE UM RESPONSÁVEL, ESCREVA OS NOMES DAS FESTAS OU COMEMORAÇÕES QUE VOCÊ COSTUMA CELEBRAR COM A FAMÍLIA.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.
A atividade 1 deve ser realizada com o auxílio dos familiares dos estudantes. Se julgar oportuno, solicite aos estudantes que realizem a atividade previamente, para que você desenvolva o conteúdo com base nas informações pesquisadas com antecedência.
LEMBRE-SE DE IDENTIFICAR O NOME DA FESTA OU COMEMORAÇÃO. 2 Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
ESCOLHA UMA DESSAS FESTAS OU COMEMORAÇÕES E DEPOIS FAÇA UM DESENHO DELA NO ESPAÇO A SEGUIR.
253
ATIVIDADES
Proponha que os estudantes criem um livreto das comemorações. Em folhas de sulfite dobradas ao meio, eles poderão fazer desenhos ou colar recortes que representem diferentes festas das quais já participaram com a família, na escola ou na comunidade. Ao lado de cada ilustração, com o apoio de um adulto, poderão escrever o nome da festa e uma palavra ou
Na atividade 2, oriente a turma para a elaboração do desenho. Depois de elaborados os desenhos, reserve um momento para que os estudantes compartilhem as produções, explicando por que escolheram representar aquela comemoração.
Este conteúdo propicia o desenvolvimento das habilidades EF01HI02 e EF01GE01 e mobiliza os TCTs Vida social e familiar e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
12/09/2025 15:50
frase curta que lembre o que aconteceu nesse dia (por exemplo: “bolo de chocolate”, “dança”, “brincadeira no pátio”).
Organize um momento para que os estudantes compartilhem suas produções com a turma, valorizando as diferentes formas de comemorar e mostrando que todas são especiais, independentemente do tamanho, do local ou das pessoas envolvidas.
ENCAMINHAMENTO
Pergunte aos estudantes se eles já participaram de festas na escola, se eles se lembram dos nomes dessas festas e do que estava sendo comemorado. Depois, pergunte se eles acham que as festas na escola ensinam assuntos importantes, aproveitando para avaliar os conhecimentos prévios da turma sobre o tema.
Este também pode ser um bom momento para refletir sobre a relação entre as festividades e o currículo pedagógico, buscando aprimorar o que for necessário.
Comente com a turma que as festas e comemorações escolares, como festas juninas, apresentações de final de ano, gincanas, feiras culturais e eventos de datas comemorativas, são momentos para reunir toda a comunidade escolar.
Explique, de forma simples e próxima, que, além de serem momentos de alegria e diversão, essas comemorações também ajudam a aprender sobre diferentes culturas, tradições e temas estudados em sala de aula. Explique ainda que cada escola organiza suas festas de um jeito próprio, escolhendo músicas, danças, comidas, enfeites e atividades que representem a identidade da comunidade escolar.
Encaminhe o conteúdo iniciando pela leitura das fotografias e textos das legendas com os estudantes, destacando os elementos presentes em cada uma delas. Faça perguntas como: o que as pessoas estão comemorando? Quem está participando dessas comemorações? Em quais espaços da escola elas estão acontecendo? Esse tipo de festa acontece na sua escola?
FESTAS E COMEMORAÇÕES ESCOLARES
AS FESTAS ESCOLARES NOS AJUDAM A APRENDER SOBRE O MUNDO ONDE VIVEMOS. ALÉM DISSO, ELAS SÃO MUITO DIVERTIDAS!
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS A SEGUIR.
COMEMORAÇÃO DO DIA DA FAMÍLIA EM UMA ESCOLA NO MUNICÍPIO DE CALMON, NO ESTADO DE SANTA CATARINA, EM 2025.
FESTA DA PRIMAVERA EM UMA ESCOLA NO MUNICÍPIO DE SANTO ANTÔNIO DE POSSE, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2022.
DE MACAÉ, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 2023.
1 2
3
QUAIS SÃO AS FESTAS E COMEMORAÇÕES QUE
ACONTECEM NA ESCOLA ONDE VOCÊ ESTUDA?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem algumas festas e datas comemorativas, como Carnaval, festa junina, festa da primavera, festa do folclore, Dia das Mães, Dia dos Pais, dia da família, dia das crianças, dia do professor, dia do meio ambiente etc.
2. Espera-se que os estudantes comentem que as festas e as comemorações escolares são um momento de diversão e de aprendizado.
QUAL É A IMPORTÂNCIA DESSAS FESTAS E COMEMORAÇÕES
NA ESCOLA?
EXISTE ALGUMA FESTA OU COMEMORAÇÃO QUE ACONTECE
NA ESCOLA E TAMBÉM NA SUA FAMÍLIA E EM OUTROS LUGARES DE VIVÊNCIA?
Resposta pessoal. Aproveite a oportunidade para identificar com a turma as festas que podem ser comemoradas em mais de um local.
12/09/2025 15:50
Na atividade 1, incentive os estudantes a compartilhar se já participaram de eventos escolares, comentando como se prepararam, quem ajudou na organização e o que mais gostaram de fazer nessas ocasiões. Destaque que as festas escolares também fazem parte da história da escola e ajudam a criar lembranças que ficam para a vida toda. Reforce que todas as formas de comemorar devem ser respeitadas, valorizando a diversidade cultural e social de cada grupo. Na atividade 3, também é possível explorar as diferenças entre as festas e comemorações escolares e as familiares e da comunidade, mobilizando as habilidades EF01HI08 e EF01GE01. Faça perguntas relacionadas a quem organiza as festas e comemorações na escola, o que se comemora nesses eventos, quem participa e onde acontecem. Depois, compare essas festas e comemorações com as familiares, que geralmente são restritas à família e a amigos e ocorrem em âmbito doméstico.
COMEMORAÇÃO DO DIA DO FOLCLORE EM UMA ESCOLA NO MUNICÍPIO
ENCAMINHAMENTO
Introduza o tema sobre Festas e comemorações da comunidade perguntando para os estudantes sobre eventos que fazem parte da rotina comunitária e que, necessariamente, são realizados em espaços públicos (praças, ruas, avenidas, centros comunitários, parques etc.).
Explique para a turma que, nas comunidades, as festas e comemorações, além de momentos de lazer, são oportunidades para resgatar a história e reforçar os vínculos de pertencimento com a comunidade e o lugar. Destaque a importância de respeitar e valorizar a diversidade cultural, reconhecendo que cada comunidade tem suas próprias maneiras de celebrar. Essa abordagem favorece o desenvolvimento do TCT Diversidade cultural.
Explore as fotografias da página 256, que mostram exemplos de comemorações. Convide a turma a observar onde cada uma delas acontece e a levantar hipóteses sobre as músicas e danças, as comidas, os enfeites e os trajes que as caracterizam. Proponha que relacionem essas informações com vivências próprias, comparando comemorações de diferentes lugares e percebendo suas semelhanças e diferenças.
FESTAS E COMEMORAÇÕES DA COMUNIDADE
AS FESTAS DA COMUNIDADE SÃO VARIADAS: PODEM SER ANTIGAS, COMO AS FESTAS RELIGIOSAS, E TAMBÉM PODEM SER RECENTES, COMO A INAUGURAÇÃO DE UMA PRAÇA. ESSAS FESTAS COSTUMAM ACONTECER NAS RUAS, NAS PRAÇAS, NOS PARQUES E EM OUTROS ESPAÇOS FREQUENTADOS PELA COMUNIDADE.
INAUGURAÇÃO DE ESPAÇO PARA CRIANÇAS NO MUSEU DO ÍNDIO, NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 2023.
COMEMORAÇÃO DO ANO-NOVO CHINÊS NO BAIRRO DA LIBERDADE, NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2025.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• LIMA, Célia Fernanda. Como as crianças podem curtir o Carnaval em cada parte do país? Lunetas, 9 fev. 2024. Disponível em: https://lunetas.com.br/como-as-criancaspodem-curtir-o-carnaval-em-cada-parte-do-pais/. Acesso em: 14 set. 2025.
O artigo sintetiza alguns aspectos legais relacionados à participação de crianças no Carnaval no Brasil, trazendo elementos para reflexão acerca do papel dos adultos na proteção e na segurança de crianças e adolescentes.
PARA O ESTUDANTE
• FERREIRA, Felipe; MASSARANI, Mariana. A escola do cachorro sambista. São Paulo: Ática, 2009.
A história é contada por um cachorrinho que participa do dia a dia da escola de samba Unidos do Batuque, mostrando, de forma divertida, como as pessoas se organizam para o Carnaval.
VAMOS CONHECER ALGUMAS COMEMORAÇÕES DA COMUNIDADE?
CARNAVAL
O CARNAVAL É UMA DAS FESTAS MAIS FAMOSAS
DO BRASIL E É CONHECIDA NO MUNDO INTEIRO. ELA
ACONTECE NOS MESES DE FEVEREIRO OU MARÇO E É MARCADA POR UMA DIVERSIDADE DE FESTAS, BLOCOS DE RUA E DESFILES DE ESCOLAS DE SAMBA.
CRIANÇAS E ADULTOS
COMEMORAM O CARNAVAL EM BLOCO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2025.
CRIANÇAS EM DESFILE DE ESCOLA DE SAMBA NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 2023.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS QUE RETRATAM O CARNAVAL. O QUE MAIS CHAMOU SUA ATENÇÃO
NESSAS IMAGENS?
Promova a leitura compartilhada do texto que fala sobre o Carnaval. Na sequência, questione os estudantes sobre o que conhecem dessa festa, levantando os conhecimentos da turma. Se julgar adequado, faça uma lista de palavras-chave na lousa sobre o tema. Explique para a turma que o Carnaval é uma festa bastante diversa, com manifestações variadas em todo o país. Para aprofundar o aspecto da diversidade, realize a atividade proposta no boxe + Atividades. Encaminhe a realização das atividades propostas em uma roda de conversa. Na atividade 1, permita que os estudantes expliquem os elementos que mais chamaram a atenção deles nas fotografias. Caso a comunidade ou os estudantes estejam envolvidos com o Carnaval, é possível destacar semelhanças e diferenças entre aspectos representados nas fotografias e as vivências dos estudantes.
VOCÊ JÁ PARTICIPOU DE UMA FESTA DE CARNAVAL? 1
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 2
Resposta pessoal. Acolha as respostas dos estudantes. É possível que alguns deles nunca tenham participado das comemorações de Carnaval por motivos diversos.
ATIVIDADES
Com a turma, elabore um painel com imagens de diferentes manifestações do Carnaval ao redor do Brasil. Oriente a pesquisa de imagens, trazendo para a sala de aula o nome de algumas expressões do Carnaval: escolas de samba, blocos de rua, trios elétricos, frevo, maracatu, bonecos gigantes de Olinda, carnaboi, entre outras.
Com as imagens pesquisadas, sejam impressas ou digitalizadas, é possível descrever os elementos de cada manifestação, chamando a atenção para a diversidade cultural.
12/09/2025 15:50
ENCAMINHAMENTO
Continue o estudo das festas populares que fazem parte da vida comunitária, apresentando as Festas Juninas e as Festas do Boi aos estudantes. Comente com a turma que essas festas fazem parte de tradições culturais muito importantes no Brasil, com origens que se misturam à história das comunidades. Explique que essas celebrações trazem elementos que ajudam a conhecer o passado, como músicas, danças, comidas e roupas, e que continuam até o presente.
Encaminhe a leitura compartilhada do texto sobre as Festas Juninas, verificando se os estudantes apresentam dúvidas e sanando-as, se necessário. Explore os elementos presentes na fotografia e, novamente, ressalte que, apesar de elementos comuns, pode haver variações na forma de se comemorar essas festas pelo Brasil.
As Festas Juninas foram trazidas ao Brasil pelos colonizadores portugueses, inspiradas em festas europeias do solstício de verão, ou seja, no dia que começa o verão nesses países, e foram incorporadas ao calendário católico em homenagem a santos como Santo Antônio, São João e São Pedro.
No Brasil, ganhou características próprias, unindo elementos do campo e das tradições locais: comidas típicas como milho, mandioca e amendoim; danças como a quadrilha, inspirada em coreografias francesas; brincadeiras como pescaria e correio elegante; e enfeites como bandeirinhas coloridas. É celebrada em diversas regiões, principalmente no mês de junho, em escolas, praças e comunidades rurais e urbanas.
FESTAS JUNINAS
AS FESTAS JUNINAS SÃO COMEMORADAS PELOS
PORTUGUESES HÁ MUITO TEMPO E VIERAM COM ELES PARA O BRASIL, ONDE RECEBERAM INFLUÊNCIAS
INDÍGENAS E AFRICANAS.
ELAS ACONTECEM EM MUITOS LUGARES DO BRASIL, COM DIFERENTES COMIDAS, MÚSICAS, DANÇAS E BRINCADEIRAS QUE DIVERTEM CRIANÇAS E ADULTOS.
CRIANÇAS E ADULTOS PARTICIPAM DE FESTA JUNINA NO MUNICÍPIO DE NATAL, NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, EM 2025.
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PREENCHA OS QUADRINHOS COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO E DESCUBRA QUAIS SÃO AS COMIDAS E AS DECORAÇÕES QUE FAZEM PARTE DE MUITAS FESTAS JUNINAS BRASILEIRAS.
A atividade 3 tem por objetivo desenvolver a escrita. Para os estudantes com maior facilidade, que já consolidaram a escrita, é possível desafiá-los, sugerindo que elaborem frases com as palavras descobertas. Para os estudantes com dificuldade, é possível solicitar que trabalhem em duplas, testando as hipóteses que têm sobre a escrita.
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FESTAS DO BOI
AS FESTAS DO BOI CONTAM A LENDA DE UM VAQUEIRO QUE PRECISA DAR VIDA A UM BOI QUE TINHA MORRIDO.
O FESTIVAL FOLCLÓRICO DE PARINTINS, NO ESTADO DO AMAZONAS, É A MAIOR FESTA DO BOI DO BRASIL.
AS FESTAS DO BOI TAMBÉM ACONTECEM NOS ESTADOS DO MARANHÃO E DE SANTA CATARINA, ALÉM DE MUITOS
OUTROS LUGARES DO BRASIL.
CRIANÇAS OBSERVAM A APRESENTAÇÃO DOS BOIS CORRE CAMPO E TIRA PROSA NO MUNICÍPIO DE PARINTINS, NO ESTADO DO AMAZONAS, EM 2024.
VOCÊ JÁ PARTICIPOU DE ALGUMA FESTA JUNINA OU FESTA DO BOI?
Resposta pessoal. Acolha as respostas dos estudantes. É possível que alguns deles nunca tenham participado das comemorações mencionadas por motivos variados.
VOCÊ CONHECE OUTRAS FESTAS QUE PODEM ACONTECER
NAS RUAS, NAS PRAÇAS OU NOS PARQUES?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
QUAIS SÃO AS FESTAS E COMEMORAÇÕES QUE
ACONTECEM EM SUA COMUNIDADE?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem as festas e as comemorações que acontecem nas comunidades onde moram. É possível que alguns deles partilhem das mesmas festas e comemorações.
ATIVIDADES
Proponha que a turma crie, coletivamente, uma encenação simplificada do Bumba meu boi. Comece contando a história do boi, destacando os personagens principais: o boi, o dono, Catirina, Pai Francisco, índios, vaqueiros e músicos. Depois, divida a turma em grupos: um ficará responsável pelos personagens, outro pelo som e pelos instrumentos (podem ser chocalhos, latas, tambores improvisados)
e outro pela confecção de adereços simples, como máscaras de papelão, flores de papel ou fitas coloridas.
Reserve um espaço da escola para a apresentação, simulando a chegada dos personagens, o momento da “morte” e a “ressurreição” do boi. Durante a dramatização, incentive que todos brinquem com o ritmo e dancem de forma livre, reproduzindo o clima alegre da festa.
Sobre as Festas do Boi, proponha igualmente a leitura compartilhada do texto e a descrição da fotografia que representa um festejo no estado do Amazonas.
Explique que o Bumba meu boi é uma festa popular presente em vários estados brasileiros, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para Maranhão, Piauí, Pará e Amazonas. Essa festa mistura teatro, música e dança para contar, de forma alegre e colorida, a história de um boi que morre e depois ressuscita. Sua narrativa e seus elementos artísticos nasceram do encontro de culturas indígenas, africanas e europeias.
Na atividade 4, caso os estudantes respondam negativamente, pergunte se eles gostariam de participar dessas celebrações. Acolha as opiniões dos estudantes, valorizando as experiências e preferências de cada um. Para incentivar os estudantes e ampliar o repertório deles, selecione e exiba vídeos que mostrem cenas de Festas Juninas e do Boi para assistirem juntos.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• AMARAL, Rita de Cássia Mello Peixoto. Festa à brasileira: significados do festejar no país que “não é sério”. 1998. Tese (Doutorado em Antropologia) — Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 1998.
Nesta pesquisa, a autora apresenta a festa brasileira como uma forma de linguagem simbólica, capaz de mediar diferenças sociais e culturais, criando pontes entre grupos com realidades e utopias distintas.
ENCAMINHAMENTO
A seção Ideia puxa ideia aborda o Dia das Crianças, com foco nas atividades que são realizadas na data por diferentes atores da comunidade: escolas, clubes, igrejas, organizações não governamentais (ONGs), entre outros. Introduza o tema questionando os estudantes sobre a importância dessa data, o que eles pensam sobre ela e como costumam comemorar.
Aproveite para conversar com eles sobre os Direitos das Crianças, explicando que elas têm direito, por exemplo, à educação, à saúde, ao lazer e à proteção contra a violência. Essa temática permite o trabalho com o TCT Direitos da criança e do adolescente. Encaminhe a leitura compartilhada do texto e, na sequência, a leitura das fotografias. É possível solicitar que, em duplas, os estudantes analisem as fotografias e elaborem frases simples descrevendo as atividades realizadas em cada uma delas. Depois, eles poderão compartilhar as produções oralmente com os colegas.
IDEIA PUXA IDEIA
DIA DAS CRIANÇAS
NO BRASIL, O DIA DAS CRIANÇAS É COMEMORADO NO DIA 12 DE OUTUBRO. NESSA DATA, CELEBRAMOS A INFÂNCIA.
PARA COMEMORAR O DIA DAS CRIANÇAS, A COMUNIDADE OU A PREFEITURA COSTUMA ORGANIZAR FESTAS COM JOGOS E BRINCADEIRAS.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS A SEGUIR.
FESTA DO DIA DAS CRIANÇAS NO MUNICÍPIO DE TREZE DE MAIO, NO ESTADO DE SANTA CATARINA, EM 2022.
Pergunte aos estudantes se já realizaram algumas das atividades retratadas, ou se já realizaram atividades diferentes nessa data. Depois, explore a habilidade EF01GE03, na atividade 1. b), questionando os estudantes sobre os lugares onde comemorações para o Dia da Criança podem ocorrer na comunidade onde vivem.
COMEMORAÇÃO DO DIA DAS CRIANÇAS EM ESCOLA NO MUNICÍPIO DE FEIRA DE SANTANA, NO ESTADO DA BAHIA, EM 2024.
APRESENTAÇÃO DE GRUPO CIRCENSE EM COMEMORAÇÃO AO DIA DAS CRIANÇAS NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 2023.
LUCIANA WHITAKER/PULSAR IMAGENS
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FESTA EM COMEMORAÇÃO AO DIA DAS CRIANÇAS PARA CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA NO MUNICÍPIO DE LAGOA SECA, NO ESTADO DA PARAÍBA, EM 2023.
AGORA, RESPONDA.
A) EM QUAIS ESPAÇOS ESTÃO ACONTECENDO AS FESTAS EM COMEMORAÇÃO AO DIA DAS CRIANÇAS?
1: na rua; 2: na escola; 3: no teatro; 4: na quadra da escola. 2
B) NO LUGAR ONDE VOCÊ VIVE, ACONTECEM FESTAS DE COMEMORAÇÃO DO DIA DAS CRIANÇAS?
Resposta pessoal. Ainda que o poder público não ofereça atividades no dia das crianças, é possível que entidades, como igrejas, escolas, clubes e organizações não governamentais (ONGs), promovam comemorações nessa data.
Na atividade 2, os estudantes são convidados a imaginar uma festa do Dia das Crianças em um parque. Esta atividade também pode ser realizada em duplas ou trios, para que eles trabalhem juntos e se auxiliem, caso necessário. Os estudantes poderão indicar atividades da preferência deles ou que gostariam de realizar, levando em conta que elas deverão ser realizadas em um espaço público, nesse caso um parque, regido por regras. Solicite aos estudantes que compartilhem as produções com os colegas.
IMAGINE QUE VOCÊ VAI ORGANIZAR UMA COMEMORAÇÃO
DO DIA DAS CRIANÇAS EM UM PARQUE. QUAIS ATIVIDADES VOCÊ ESCOLHERIA PARA AS CRIANÇAS?
CONVERSE COM OS COLEGAS E DEPOIS DESENHE ESSAS ATIVIDADES EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA.
Resposta e produção pessoais. Incentive os estudantes a citar atividades de que gostam ou gostariam de participar, preferencialmente ao ar livre.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• O QUE é o ECA? Publicado por: TV Plenarinho. 1 vídeo (ca. 6 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=tQDQ2uLQVno. Acesso em: 14 set. 2025.
Nesse vídeo é explicado, de modo didático e em linguagem acessível para crianças, o que é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
16/09/2025 01:46
ENCAMINHAMENTO
Na seção O que estudei, buscamos retomar os principais conteúdos trabalhados ao longo da unidade, com o objetivo de sistematizar e consolidar conceitos estudados. Essa sistematização não é apenas um momento de revisão, mas também de reflexão, no qual os estudantes são convidados a analisar o próprio percurso de aprendizagem e a realizar uma autoavaliação. Esse processo contribui para que cada estudante reflita sobre o que aprendeu, como aprendeu e quais aspectos ainda precisam de maior atenção.
Essa seção, em conjunto com as atividades distribuídas ao longo dos capítulos, tem a função de criar oportunidades constantes de avaliação do processo de ensino e aprendizagem. Com base nessas avaliações, redirecione ou ajuste o plano de trabalho, adaptando estratégias, conteúdos e metodologias para garantir que todos os objetivos de aprendizagem previstos sejam alcançados.
Ao incentivar a reflexão sobre os conteúdos e a realização de uma autoavaliação, oferecemos aos estudantes parâmetros claros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprendizagem. Explique à turma que este é o momento de retomar o que foi trabalhado ao longo da unidade, identificando avanços e reconhecendo eventuais dificuldades. Essa prática favorece o desenvolvimento de processos metacognitivos, ajudando cada estudante a compreender seu próprio aprendizado e a perceber a evolução ocorrida.
O QUE ESTUDEI
OBSERVE AS ILUSTRAÇÕES E DEPOIS FAÇA O QUE SE PEDE. 1
A) ESCREVA NOS QUADRINHOS O PERÍODO (DIA OU NOITE) REPRESENTADO EM CADA CENA.
B) AGORA, COMPARTILHE COM A TURMA TRÊS ATIVIDADES QUE VOCÊ REALIZA DURANTE O DIA
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem atividades que realizam durante o dia, como frequentar a escola e outras atividades extraescolares, ou atividades acompanhados de seus familiares. 2
OBSERVE ALGUMAS ATIVIDADES DA ROTINA DE LAURA. DEPOIS, ESCREVA NOS QUADROS EM QUAL PERÍODO DO DIA ELAS ACONTECEM.
Oriente a observação das imagens da atividade 1. Espera-se que, no item 1. a), os estudantes relacionem o céu escuro e as luzes dos estabelecimentos acesas com o período noturno.
A atividade 2 permite aferir o trabalho com a habilidade EF01CI05, ao solicitar que os estudantes relacionem as imagens com os períodos do dia. Se julgar oportuno, trabalhe com eles os termos correlatos: “matutino”, “vespertino” e “noturno”.
LAURA MORA NA CIDADE DE LAGES, NO ESTADO DE SANTA CATARINA. EM ALGUMAS ÉPOCAS DO ANO FAZ CALOR E EM
OUTRAS FAZ FRIO.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS E DEPOIS CONTORNE AS ROUPAS QUE LAURA DEVE USAR EM CADA ÉPOCA DO ANO RETRATADA. 3
A atividade 3 mobiliza a habilidade EF01GE11. Para a realização da atividade 4 é importante realizar a leitura compartilhada do texto que fala sobre a araucária e a sazonalidade, mobilizando também a habilidade a EF01GE11. Para melhor compreensão do excerto, indicamos a utilização das fotografias disponíveis no item 4. a).
O PINHÃO É COMIDO NA ÉPOCA MAIS FRIA DO ANO, QUE É QUANDO AS PINHAS CAEM DO ALTO DAS ÁRVORES E PODEM SER COLHIDAS. 4
COM A AJUDA DO PROFESSOR, LEIA O TEXTO A SEGUIR. DEPOIS, FAÇA O QUE SE PEDE.
NA ÉPOCA MAIS FRIA DO ANO, LAURA E SEUS FAMILIARES COSTUMAM
COMER PINHÃO. PINHÃO É A SEMENTE DA PINHA, ESTRUTURA QUE FICA NOS GALHOS DE UMA ÁRVORE QUE SE CHAMA ARAUCÁRIA.
A PINHA PARECE UMA BOLA FORMADA PELAS SEMENTES, QUE SÃO UTILIZADAS NO PREPARO DE MUITOS ALIMENTOS.
12/09/2025 15:50
ENCAMINHAMENTO
A atividade 5 permite trabalhar a compreensão de texto. Aproveite para pedir à turma que indique os dias da festa do pinhão em um calendário. Se julgar oportuno, pergunte aos estudantes se há algum alimento que eles consomem apenas em uma época do ano e que época é essa.
A) EM CADA FOTOGRAFIA, ESCREVA O NOME CORRESPONDENTE.
B) POR QUE LAURA COME PINHÃO QUANDO FAZ FRIO?
NO LUGAR ONDE LAURA VIVE, ACONTECE UMA FESTA IMPORTANTE PARA TODA A COMUNIDADE. OBSERVE O CARTAZ DE DIVULGAÇÃO DESSA FESTA.
CARTAZ DE FESTA DO PINHÃO DO MUNICÍPIO DE LAGES, NO ESTADO DE SANTA CATARINA.
A) QUAL É O NOME DA FESTA?
Festa do Pinhão.
4. b) Espera-se que os estudantes respondam que é nesse período do ano que as pinhas caem da copa das araucárias, permitindo a colheita das sementes.
B) EM QUE DIA, MÊS E ANO ESSA FESTA ACONTECEU?
Entre os dias 6 e 22 de junho de 2025.
Araucária
Pinha
Pinhão
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C) ONDE A FESTA ACONTECEU? MARQUE UM NAS RESPOSTAS CORRETAS.
RUA. PRAÇA. PARQUE. ESTÁDIO.
OS PÁSSAROS QUE APARECEM NO CARTAZ DA PÁGINA
ANTERIOR SÃO GRALHAS-AZUIS. COM A AJUDA DO PROFESSOR, LEIA A FICHA A SEGUIR.
VIVE EM GRUPOS DE 4 ATÉ 15 PÁSSAROS. TEM HÁBITOS DIURNOS.
ALIMENTA-SE DE FRUTOS DIVERSOS, SEMENTES INSETOS E OVOS, POR EXEMPLO.
ESCONDE OS PINHÕES PARA COMER. OS PINHÕES ESQUECIDOS GERMINAM E DÃO ORIGEM A NOVAS ÁRVORES.
• MARQUE UM NAS RESPOSTAS SOBRE A AVE.
A) ELA VIVE: EM GRUPOS. SOZINHA.
B) ELA SE ALIMENTA DE: RAÇÃO. PINHÃO.
C) ELA ESTÁ MAIS ATIVA DURANTE: O DIA. À NOITE.
AUTOAVALIAÇÃO
Respostas pessoais.
MARQUE UM EM UMA DAS OPÇÕES PARA AVALIAR SUAS AÇÕES AO LONGO DOS ESTUDOS DESTA UNIDADE.
APROVEITE ESTE MOMENTO PARA REFLETIR SOBRE SEUS PONTOS FORTES E AS ATITUDES QUE VOCÊ PODE MELHORAR.
SEMPRE ÀS VEZES NUNCA
RESPEITEI O PROFESSOR E OS COLEGAS?
PRESTEI ATENÇÃO NAS EXPLICAÇÕES?
PEDI AJUDA QUANDO TIVE DÚVIDAS?
CONTRIBUÍ NAS ATIVIDADES EM GRUPO?
17/09/2025 14:45
A atividade 6 permite trabalhar a compreensão de texto, pois os estudantes vão ter que localizar as informações na ficha. Aproveite para rever com os estudantes o que são seres diurnos e seres noturnos. A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu e o que ainda precisa ser melhorado no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver pessoas com deficiência na turma, de maneira geral, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas, quando necessário. Finalize pedindo um compromisso para a próxima aula, para que a autoavaliação tenha consequências práticas.
Ao final, promova um momento coletivo de troca de ideias, no qual os estudantes possam compartilhar impressões sobre o que aprenderam e sobre os desafios que encontraram. Essa prática valoriza a diversidade da turma, incentiva a escuta ativa e reforça a noção de que o aprendizado é um processo colaborativo e inclusivo, no qual cada voz e cada experiência contribuem para o crescimento de todos.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer a importância de cuidar bem dos brinquedos e outros objetos, para que durem por mais tempo.
• Refletir sobre o consumismo.
• Ajudar na organização de um evento escolar.
• Organizar um espaço para acolher a feira de trocas.
• Exercitar a empatia.
• Aprender a lidar com conflitos e outras situações.
BNCC
HABILIDADES
(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.
(EF01GE04) Discutir e elaborar, coletivamente, regras de convívio em diferentes espaços (sala de aula, escola etc.).
(EF01HI03) Descrever e distinguir os seus papéis e responsabilidades relacionados à família, à escola e à comunidade.
TEMAS
CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Educação para o consumo.
• Direitos da criança e do adolescente.
PROJETO
FEIRA DE TROCA DE BRINQUEDOS
DURAÇÃO SUGERIDA: 2 SEMANAS
VOCÊ JÁ PENSOU QUE AQUELE BRINQUEDO QUE VOCÊ
NÃO USA MAIS PODE FAZER OUTRA CRIANÇA FELIZ? E QUE
VOCÊ PODE TER UM BRINQUEDO DIVERTIDO SEM PRECISAR
COMPRAR UM NOVO?
NESTE PROJETO, VAMOS REALIZAR UMA FEIRA DE TROCA DE BRINQUEDOS! VOCÊ E OS COLEGAS VÃO TRABALHAR
JUNTOS PARA TORNAR ISSO POSSÍVEL.
COM A AJUDA DO PROFESSOR, VOCÊS VÃO:
• CONVERSAR SOBRE OS BRINQUEDOS E A ORGANIZAÇÃO
DA FEIRA DE TROCA;
• ESCOLHER UMA DATA PARA A REALIZAÇÃO DA FEIRA;
• CRIAR CONVITES PARA EXPLICAR O EVENTO AOS PAIS OU RESPONSÁVEIS;
• PREPARAR E PARTICIPAR DA TROCA DE BRINQUEDOS.
ETAPA 1: BATE-PAPO
NESTA ETAPA, VAMOS CONVERSAR SOBRE ASSUNTOS IMPORTANTES PARA A REALIZAÇÃO DA FEIRA DE TROCA DE BRINQUEDOS. ANTES DE COMEÇAR, SENTEM-SE EM RODA, PARA QUE TODOS
POSSAM OBSERVAR E OUVIR OS COLEGAS.
ENCAMINHAMENTO
Inicie o Projeto perguntando aos estudantes se sabem o que é uma feira de troca. Explique que é um evento no qual as pessoas se reúnem para trocar objetos usados, sem a necessidade de usar dinheiro. É o que os especialistas chamam de economia colaborativa, que promove a redução do consumo e fortalece o sentido de comunidade. Comente que, neste projeto, a turma vai organizar uma feira de troca de brinquedos. O desenvolvimento do projeto mobiliza o TCTs Educação para o consumo e Direitos da criança e do adolescente.
Na etapa 1, a ideia é destacar o caráter cooperativo e solidário da feira. A conversa deve despertar a empatia e o interesse dos estudantes. É um momento de definir algumas das regras do evento com a turma. Comente que a feira de troca é uma forma de diminuir o consumismo. Durante a conversa, aproveite para falar sobre os materiais de que são feitos os brinquedos, as características desses materiais importantes para a conservação dos brinquedos, tipos de brincadeiras etc.
Leia as perguntas para a turma, uma de cada vez, dando alguns minutos para que os estudan-
DEPOIS, CONVERSEM SOBRE AS QUESTÕES A SEGUIR.
Respostas pessoais.
COMO A FEIRA DE TROCA PODE NOS AJUDAR A CONHECER BRINQUEDOS DIFERENTES SEM A NECESSIDADE DE COMPRAR BRINQUEDOS NOVOS?
A FEIRA É UMA OPORTUNIDADE PARA APRENDER NOVAS BRINCADEIRAS?
COMO ESCOLHER UM BRINQUEDO PARA TROCAR?
POR QUE É IMPORTANTE CUIDAR BEM DOS BRINQUEDOS?
COMO PODEMOS CUIDAR DOS BRINQUEDOS?
POR QUE OS BRINQUEDOS TRAZIDOS PARA A FEIRA PRECISAM ESTAR BEM CONSERVADOS?
SE DOIS ESTUDANTES QUISEREM O MESMO BRINQUEDO, O QUE PODE SER FEITO?
O QUE É POSSÍVEL FAZER PARA QUE TODOS PARTICIPEM DA FEIRA?
ETAPA 2: PREPARAÇÃO
NESTA ETAPA, VAMOS PREPARAR O EVENTO.
É PRECISO ORGANIZAR A SALA DE AULA PARA REALIZAR A FEIRA. PARA ISSO, LEVEM EM CONTA OS ASPECTOS A SEGUIR.
A) A SALA DE AULA DEVE SER ORGANIZADA PARA QUE AS PESSOAS POSSAM CIRCULAR LIVREMENTE.
B) OS BRINQUEDOS DEVEM SER ORGANIZADOS EM MESAS, BANCOS OU NO CHÃO, EM CIMA DE TOALHAS, PARA QUE FIQUEM À MOSTRA.
COMO ORGANIZAR OS BRINQUEDOS?
• ESCOLHAM UM CRITÉRIO COMO TAMANHO OU TIPO DE BRINQUEDO.
tes respondam e deem a opinião deles. Conduza a conversa de modo que nenhum estudante se sinta constrangido ou desrespeitado. A ideia é que eles reflitam sobre consumismo e sustentabilidade. Ressalte que, durante a feira de troca, eles podem dar um novo destino a um brinquedo do qual não gostam mais e adquirir um novo brinquedo sem ter que comprá-los. Lembre-os que brincar é um direito da criança e que para brincar é importante que se tenham brinquedos.
Na pergunta 7 proponha uma simulação, onde os estudantes mostram como podem agir
nessa situação. É importante que os estudantes aprendam a lidar com conflitos e reconheçam que essas situações podem ser resolvidas com diálogo, respeito e educação.
12/09/2025 15:50
Na etapa 2, organize os estudantes em grupos de 3 ou 4 membros. As responsabilidades podem ser divididas: alguns grupos desenham o mapa da feira, outros desenham os cartazes de divulgação. As discussões podem ser coletivas, envolvendo a turma toda. A data e o horário da feira devem ter aprovação da direção da escola. Se julgar oportuno, forme uma comissão com 2 estudantes para a conversa com o(a) diretor(a).
Isso pode ajudá-los a entender o funcionamento da escola. É importante que os pais ou responsáveis fiquem cientes do evento e ajudem na escolha do brinquedo que será levado para a feira de troca.
ENCAMINHAMENTO
Na etapa 3 , é preciso combinar previamente com os estudantes quantos brinquedos cada um pode pegar/ trocar. Uma sugestão é que, por exemplo, se um estudante trouxe dois brinquedos para a feira, ele tenha direito a escolher dois novos brinquedos. É importante também rever com os estudantes os combinados feitos no início do projeto, principalmente se dois ou mais estudantes gostarem de um mesmo brinquedo. Nessas situações, os estudantes terão oportunidade de lidar com conflitos e buscar soluções para o problema enfrentado por eles. Ressalte a importância do diálogo para a resolução de conflitos.
Aproveite para orientar os estudantes. Eles serão livres para escolher o brinquedo que quiserem, contudo, é importante que reflitam e analisem se realmente vão fazer uso do brinquedo escolhido. Retome a conversa sobre consumismo.
Ao final da feira, caso tenha sobrado alguns brinquedos, os estudantes poderão encaminhá-los para alguma instituição do município, doando brinquedos para crianças carentes, por exemplo.
3
NO QUADRO A SEGUIR, DESENHE COMO VOCÊS DECIDIRAM ORGANIZAR O ESPAÇO DA SALA DE AULA PARA A FEIRA.
Produção pessoal. A produção depende da sala de aula dos estudantes.
DEFINAM UMA DATA E UM HORÁRIO PARA A REALIZAÇÃO DA FEIRA.
ELABOREM UM CONVITE PARA OS PAIS OU RESPONSÁVEIS. LEMBREM-SE DE:
• INSERIR O NOME DO EVENTO;
• ESCREVER A DATA DO EVENTO;
• INDICAR O LOCAL DO EVENTO;
• EXPLICAR POR QUE A FEIRA É IMPORTANTE.
DECOREM COMO QUISER O CARTAZ COM DESENHOS SOBRE O TEMA.
EM CASA, CONVERSE COM OS PAIS OU RESPONSÁVEIS SOBRE A REALIZAÇÃO DA FEIRA. PEÇA A AJUDA DELES PARA ESCOLHER UM OU MAIS BRINQUEDOS PARA A FEIRA. SE VOCÊ NÃO PUDER LEVAR NENHUM BRINQUEDO, NÃO TEM PROBLEMA. O IMPORTANTE É PARTICIPAR!
ETAPA 3: A FEIRA
NA DATA COMBINADA PARA A REALIZAÇÃO DA FEIRA, LEVEM PARA A ESCOLA OS BRINQUEDOS QUE PODEM SER TROCADOS.
COM OS COLEGAS, PREPAREM A SALA DE AULA PARA A FEIRA, CONFORME COMBINADO COM O PROFESSOR NAS ETAPAS ANTERIORES.
FEIRA DE TROCA DE BRINQUEDOS NO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2024.
APÓS ORGANIZAREM A FEIRA, CONHEÇAM OS BRINQUEDOS QUE OS COLEGAS LEVARAM.
BRINQUEM COM OS BRINQUEDOS PARA ESCOLHER AQUELE QUE VOCÊS VÃO LEVAR PARA CASA.
QUANDO O PROFESSOR AVISAR, ESCOLHAM O BRINQUEDO QUE GANHARÁ UM NOVO LAR. CASO HAJA MAIS DE UM ESTUDANTE INTERESSADO NO MESMO BRINQUEDO, CONVERSEM PARA CHEGAR A UM ACORDO.
APÓS O FIM DA FEIRA, A TURMA DEVE SE SENTAR EM RODA PARA CONVERSAR SOBRE COMO FOI A EXPERIÊNCIA DE PARTICIPAR DA FEIRA DE TROCA DE BRINQUEDOS.
12/09/2025 15:50
REPRODUÇÃO/SEMASA/PREFEITURA DE SANTO ANDRÉ
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
ALMEIDA, M. R. C. de. Os índios na história do Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2010.
• Essa obra apresenta uma leitura das abordagens tradicionais da relação entre indígenas e não indígenas nas chamadas sociedades coloniais e pós-coloniais.
BAZÍLIO, L. C.; KRAMER, S. Infância, educação e direitos humanos. São Paulo: Cortez, 2003.
• Essa obra apresenta a relevância dos direitos humanos e das políticas públicas para o desenvolvimento de crianças e jovens.
BITTENCOURT, C. M. F. Ensino de História: fundamentos e métodos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008.
• Nesse livro, a autora apresenta reflexões fundamentais sobre o ensino de História e aponta que a aprendizagem desse componente curricular vai muito além de mostrar a localização temporal e espacial dos fatos.
BRANCO, S. M. Natureza e seres vivos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2002.
• Esse livro explora temas relacionados à ecologia e à preservação do meio ambiente.
BREDA, T. V. “Por que eu tenho que trabalhar lateralidade?”: experiências formativas com professoras dos anos iniciais. Jundiaí: Paco, 2021.
• Esse livro traz reflexões sobre a experiência da autora com formação de professores e os processos de alfabetização cartográfica nos anos iniciais do ensino fundamental.
CANTO, E. L. do. Minerais, minérios, metais: de onde vêm? Para onde vão? 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004.
• Esse livro apresenta uma discussão sobre os aspectos científicos e tecnológicos do aproveitamento dos metais no contexto geoeconômico em que se inserem.
CARVALHO, A. M. P. de (org.). Ensino de Ciências por investigação: condições para implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning, 2013.
• Esse livro traz reflexões e orientações para a implementação de práticas de investigação nas aulas de Ciências da Natureza com foco no ensino fundamental.
CAVALCANTI, L. de S. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 18. ed. São Paulo: Papirus, 2011.
• Esse livro apresenta uma discussão sobre a importância da Geografia no contexto escolar para ajudar os estudantes a pensar e a atuar no mundo de maneira crítica.
CHASSOT, A. A ciência através dos tempos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004.
• Esse livro oferece uma visão panorâmica do conhecimento humano, desde a descoberta do fogo até as mais recentes conquistas da ciência e da tecnologia.
FERMIANO, M. B.; SANTOS, A. S. dos. Ensino de História para o fundamental 1: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014.
• Esse livro mostra como desenvolver as aulas de História articulando diretrizes pedagógicas, materiais e suportes diversos e o respeito à realidade dos estudantes.
FERRARO, N. G. et al. Física: ciência e tecnologia. São Paulo: Moderna, 2001.
• Esse livro apresenta conceitos sobre Física de maneira clara e objetiva.
LESANN, J. Geografia no ensino fundamental I . Belo Horizonte: Fino Traço, 2011.
• Esse livro apresenta aspectos da discussão teórico-metodológica para o ensino de Geografia e como construir conceitos fundamentais desse componente curricular ao longo dos anos iniciais.
PASSINI, E. Y. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de Geografia . São Paulo: Cortez, 2012.
• Nesse livro, a autora reflete sobre o ensino de conceitos, procedimentos e representações acerca do espaço no componente curricular Geografia.
PEREIRA, A. A.; MONTEIRO, A. M. (org.). Ensino de História e culturas afro-brasileiras e indígenas. Rio de Janeiro: Pallas, 2013.
• Nesse livro, os autores apresentam análises dos processos históricos relacionados à complexa formação étnico-cultural do Brasil, oferecendo repertório para a formação de professores.
PIORSKI, G. Brinquedos do chão: a natureza, o imaginário e o brincar. São Paulo: Peirópolis, 2016.
• Essa obra aborda o papel central do imaginário da criança nas brincadeiras e na sua relação com os elementos da natureza.
PONTUSCHKA, N. N.; PAGANELLI, T. I.; CACETE, N. H. Para ensinar e aprender Geografia . 3. ed. São Paulo: Cortez, 2009.
• Nessa obra, as autoras analisam temas como a formação docente e a história do componente curricular Geografia, além de propor uma série de questionamentos sobre a produção científica da área no país.
ROSSI, V. L. S.; ZAMBONI, E. (org.). Quanto tempo o tempo tem! 2. ed. Campinas: Alínea, 2005.
• Esse livro é uma produção coletiva multidisciplinar que trata da categoria do tempo em áreas como Astronomia, História, Psicologia e Educação.
SCHWARCZ, L. M.; STARLING, H. M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
• Essa obra é uma síntese atual da história do Brasil construída com base na análise de documentos inéditos de um período longo e complexo, que teve início às vésperas da chegada dos europeus à América.
SETUBAL, M. A. Educação e sustentabilidade: princípios e valores para a formação de educadores. São Paulo: Peirópolis, 2015.
• Essa obra apresenta conceitos da sustentabilidade para educadores trabalharem o tema com os estudantes.
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
• Esse livro apresenta textos que abordam a estrutura e a função dos órgãos do corpo humano e alguns de seus distúrbios.
WALDMAN, M.; SCHNEIDER, D. Guia ecológico doméstico. São Paulo: Contexto, 2003.
• Esse livro dá dicas para aqueles que estão preocupados com a conservação do meio ambiente e mostra como é possível ter comportamentos ecológicos em casa.
ZAMBONI, E.; GALZERANI, M. C. B.; PACIEVITCH, C. (org.). Memória, sensibilidades e saberes . Campinas: Alínea, 2015.
• Essa obra propõe reflexões sobre o papel da memória dos sujeitos históricos no campo da educação.
DOCUMENTOS OFICIAIS
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: https:// basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 16 jul. 2025.
• Esse documento define o conjunto de aprendizagens essenciais que os estudantes devem desenvolver ao longo da educação básica, de modo que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento.
BRASIL. Secretaria de Comunicação Social (coord.). Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom/PR, 2024. Disponível em: https://www. gov.br/secom/pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia. Acesso em: 16 jul. 2025.
• Esse documento apresenta recomendações para o uso de dispositivos digitais, principalmente para crianças e adolescentes, a fim de incentivar um uso mais saudável e adequado dos recursos digitais.
MATERIAL COMPLEMENTAR
UNIDADE 1 PÁGINA 16 • ATIVIDADE 3
COLE AQUI
UNIDADE
1 PÁGINA 72 • ATIVIDADE 4
UNIDADE 3 PÁGINA 169 • ATIVIDADE 3
UNIDADE 3 PÁGINA 184 • ATIVIDADE 1
1 2
3 4
5 6
UNIDADE 4 PÁGINA 218 • ATIVIDADE 1
EU ME CHAMO .
ORGANIZAÇÃO DIÁRIA
HOJE É
HOJE O DIA ESTÁ COMO ME SINTO
ATIVIDADES DA MANHÃ
UNIDADE 4 PÁGINA 218 • ATIVIDADE 1
ATIVIDADES DA TARDE
ATIVIDADES DA NOITE
UNIDADE 4 PÁGINA 218 • ATIVIDADE 2
ESCOVAR OS DENTES
ESCOVAR OS DENTES
ESCOVAR OS DENTES
TOMAR CAFÉ DA MANHÃ ALMOÇAR JANTAR BRINCAR BRINCAR IR À ESCOLA
TOMAR BANHO
FAZER A LIÇÃO DE CASA DESCANSAR LER UM LIVRO ASSISTIR À TV DORMIR
PASSEAR ENSOLARADO NUBLADO CHUVOSO
DOMINGO SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA
QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA SÁBADO
FELIZ
UNIDADE 4 PÁGINA 232 • ATIVIDADES 1 a 3
UNIDADE 4 PÁGINA 251 • ATIVIDADES 1 E 2
ORIENTAÇÕES GERAIS
Proposta teórico-metodológica da coleção
Por que uma obra interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia
Nos anos iniciais do ensino fundamental, os estudantes estão em plena fase de descoberta do mundo. Ao chegar nesta etapa do ensino, as crianças já desenvolveram diferentes habilidades e competências, trabalhadas na educação infantil, e têm conhecimentos e vivências relacionados a seu corpo, suas preferências, o lugar onde vivem, a história da sua família e de sua comunidade.
Nos primeiros anos do ensino fundamental, esse conhecimento de mundo é integrado ao chamado conhecimento escolar, isto é, aquele que foi organizado e sistematizado a partir da trajetória de cada área do conhecimento (Ciências Humanas, Ciências da Natureza etc.) e de cada ciência (História, Geografia, Sociologia, Biologia, Química, entre outras). Ao longo do tempo, o conhecimento científico se especializou, com formulação de conceitos, categorias e métodos próprios de cada ciência.
Toda essa estrutura pautada na disciplinaridade, embora traga grandes contribuições ao processo de ensino, acaba por fragmentar o conhecimento, como se este ocupasse várias caixas, uma para cada componente curricular, sem integração entre elas. Assim, os estudantes aprendem os conteúdos em partes isoladas, sem conseguir perceber como se relacionam entre si e com a realidade.
Muitos pesquisadores e professores questionaram essa limitação nas suas práticas, trazendo críticas à grande especialização dos componentes curriculares e à necessidade de conectá-los para explicar o mundo onde vivemos. A interdisciplinaridade e um livro interdisciplinar se apresentam, assim, como alternativa para devolver ao conhecimento sua unidade e sua aplicabilidade.
Para Fazenda, a interdisciplinaridade é um movimento de passagem da subjetividade à intersubjetividade, ou seja, de uma visão individual para uma visão compartilhada do conhecimento. Nesse sentido, ela recupera a ideia de cultura como formação do ser humano total, inserido em sua realidade e capaz de agir sobre ela (FAZENDA, Ivani Catarina
Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro. São Paulo: Loyola, 2011).
Ainda segundo a autora, trata-se de superar a relação pedagógica baseada na transmissão linear de conteúdos e construir uma relação em que “a posição de um é a posição de todos” (FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro. São Paulo: Loyola, 2011. p. 93), marcada pelo diálogo e pela colaboração. Como afirma Morin, só um pensamento complexo — que articule parte e todo — pode enfrentar uma realidade igualmente complexa. Para isso, é preciso religar saberes, mostrando como os conteúdos escolares se conectam à vida (MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2005).
A interdisciplinaridade não significa o abandono das especificidades dos diferentes campos do saber, tampouco a criação de uma nova ciência que passaria a regular esses campos. Ela se manifesta no diálogo e na aproximação, evidenciando como construir novas formas de refletir sobre o mundo e pensar em soluções para as questões que nos são colocadas no dia a dia.
Uma maneira de realizar esse movimento interdisciplinar é trabalhar a partir de temas geradores ou situações-problema, como já sugeria Freire (FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1974). Nessas propostas, professores e estudantes se debruçam sobre um mesmo objeto de estudo e cruzam métodos, categorias, conceitos e saberes de diferentes áreas. O objetivo não é chegar a uma resposta final e única, mas cultivar a pesquisa, a dúvida, a troca de pontos de vista e a construção coletiva de significado.
A interdisciplinaridade não é, portanto, apenas uma forma de organizar o currículo, mas também um caminho para transformar a relação pedagógica. Ela estimula a curiosidade intelectual, fortalece práticas cidadãs e democráticas e ajuda a formar sujeitos capazes de intervir em sua realidade.
Para pensar e colocar em prática a interdisciplinaridade nesta obra, pautamo-nos nos autores aqui citados, nos pressupostos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e nos demais documentos que regem e orientam a educação escolar no Brasil.
Em nossa proposta, são mobilizados o conhecimento de mundo e a curiosidade dos estudantes
para que façam descobertas, pensem em soluções e reflitam sobre os diversos aspectos da natureza e da sociedade, conectando saberes escolares das Ciências da Natureza, da História e da Geografia. Nosso objetivo mais amplo é que os estudantes percebam sentido no que aprendem e se tornem protagonistas na construção de seu saber, apropriando-se de ferramentas das duas áreas do conhecimento. A BNCC respalda esse objetivo ao afirmar que o ensino nos anos iniciais deve articular campos do conhecimento em torno de práticas de investigação, linguagem e resolução de problemas, sempre a partir de contextos próximos da realidade da criança (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 set. 2025).
Nesse cenário, o professor não precisa ser especialista em cada componente curricular, mas deve criar situações que estimulem os estudantes a pesquisar, comparar, entrevistar, experimentar e registrar, favorecendo descobertas e reflexões. Dessa forma, os estudantes deixam de ser apenas receptores de informações e passam a se envolver ativamente no processo de aprendizagem, produzindo conhecimento a partir de sua vivência na comunidade e com as pessoas de seu convívio, considerando seu conhecimento prévio e suas experiências pessoais.
Os temas de cada unidade aproximam-se, assim, do conceito de tema gerador, de forma que cada componente curricular acione suas ferramentas para analisá-lo. Por exemplo, o tema alimentação permite investigar nutrientes (Ciências da Natureza), a origem dos alimentos (Geografia) e as me-
mórias familiares ligadas às refeições (História), culminando em uma feira de receitas. Já as festas da comunidade possibilitam estudar origens e transformações (História), vínculos com o território (Geografia) e elementos típicos, como alimentos e materiais (Ciências da Natureza).
Essas experiências mostram que a interdisciplinaridade vai além da soma de conteúdos: aproxima escola e vida, valoriza a cultura local e contribui para formar cidadãos críticos e participativos.
As especificidades dos componentes curriculares
Não há interdisciplinaridade sem os componentes curriculares e, ainda que o professor dos anos iniciais seja generalista, ele deve conhecer os objetos de estudo de cada componente para alcançar os objetivos com a turma. Para auxiliar nessa tarefa, este livro foi elaborado com o objetivo de contribuir para a formação continuada do professor.
Ao estarmos no mundo, vivenciamos suas diferentes dimensões (natural, cultural, econômica etc.) de forma integrada, sem nos preocupar com o âmbito de cada ciência. É na pesquisa científica e no processo de ensino que, respectivamente, cada ciência e cada componente curricular são acionados.
Quando afirmamos que um dos papéis da escola é proporcionar ferramentas para os estudantes realizarem a leitura do mundo, devemos pensar como cada componente curricular pode contribuir nesse processo. Ao ler o mundo em sua totalidade, os estudantes devem mobilizar as lentes e as ferramentas de cada componente curricular, fazendo perguntas e buscando respostas com o auxílio delas. No quadro a seguir são apresentadas algumas dessas perguntas.
Exemplos de perguntas feitas em cada componente curricular
Ciências da Natureza História
• Como cuidar da minha saúde e da saúde comunitária?
• De onde vêm e para onde vão os materiais que compõem os objetos do cotidiano?
• Quais são e como são os seres vivos que compõem o ambiente onde vivo?
• Como os seres vivos se relacionam entre si e com outros componentes do ambiente?
• De que maneiras podemos medir e marcar a passagem do tempo?
• Qual é a importância do Sol para a vida na Terra?
• Como as formas de viver mudaram ao longo do tempo?
• Que transformações a ação humana provocou na sociedade e no ambiente?
• O que permanece e o que mudou nas práticas culturais e no cotidiano?
• Como diferentes grupos sociais participaram da construção da comunidade?
• Quais memórias e relatos ajudam a entender o passado?
• Como as relações sociais transformaram modos de vida?
Geografia
• Onde as coisas estão?
• Por que estão em um lugar e não em outro?
• Por que há diferentes formas de organizar o espaço?
• Como a organização do espaço influencia os modos de vida?
• Como é a relação das pessoas com a natureza em cada território?
• O que transforma as paisagens?
• Que critérios definem as regiões?
Nesta coleção, cada componente buscou suas bases teórico-metodológicas nas pesquisas e discussões mais recentes sobre a didática e o ensino de cada uma delas, bem como nos pressupostos, nas habilidades e nas competências da BNCC.
Em Geografia , temos como objeto central de estudo o espaço geográfico , definido pelo resultado das relações entre sociedade e natureza ao longo da história. A perspectiva geográfica adotada na coleção busca superar a memorização e o conteúdo descritivo da chamada Geografia tradicional. Assim, a Geografia que colocamos em prática na produção desta obra busca analisar de que formas e com quais objetivos os seres humanos produzem o espaço geográfico, revelando as contradições socioespaciais, aproximando-se assim da chamada Geografia Crítica
Nesse processo de investigação espacial nos anos iniciais do ensino fundamental, são acionados diferentes conceitos, entre os quais se destacam: lugar, paisagem, natureza e território.
Esses conceitos aparecem nesta coleção como estruturadores do processo de ensino e aprendizagem, servindo como meio para leitura e compreensão do mundo e partindo das vivências dos estudantes. Há que se notar que esses conceitos são mobilizados e discutidos durante a educação básica, considerando a complexidade exigida para o desenvolvimento de conteúdos em cada ano letivo.
O conceito de lugar , enquanto espaço e vivência no qual os estudantes têm vínculos afetivos, é acionado em diversos momentos em que trabalhamos a realidade mais próxima dos estudantes, como a sala de aula onde se relacionam com colegas e professores; a moradia na qual convivem com familiares e outras pessoas; lugares da comunidade que frequentam no dia a dia, onde estabelecem contato com vizinhos, amigos, trabalhadores locais etc.
Já o conceito de paisagem, nesta obra, é entendido como o conjunto de formas que resultam da relação entre sociedade e natureza em diferentes momentos históricos (SANTOS, Milton. A natureza do espaço : técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2004. p. 103-104). Assim, esse conceito é central para aproximar o sujeito (o estudante) do objeto de estudo (espaço geográfico). Nesta coleção, a leitura da paisagem se dá a partir da observação e da análise do lugar de vivência e das representações espaciais de diversos lugares em fotografias, mapas mentais, ilustrações, pinturas etc.
Na especificidade da Geografia e na interseccionalidade com Ciências da Natureza, o conceito de natureza tem lugar na obra enquanto interação de elementos físico-naturais e como natureza transformada pela ação humana. São diversos os momentos em que questões ambientais são apresentadas, relacionadas diretamente ao lugar de vivência e à vida dos estudantes. Além de fomentar a abordagem interdisciplinar, as questões ambientais na obra permitem que os estudantes analisem criticamente a relação entre sociedade e natureza e exercitem seu senso crítico e reflexivo frente aos desafios ambientais contemporâneos, adotando uma postura cidadã e sustentável.
Embora o conceito clássico de território1 seja sistematizado em anos posteriores do ensino fundamental, nesta obra ele aparece principalmente em relação aos usos e às relações de poder entre diversos atores. Para aproximar os estudantes do conceito, tratamos dos usos e da organização da sala de aula, da escola, das moradias, dos espaços do brincar, buscando trazer as diversidades (étnico-culturais, campo/cidade etc.), permanências e mudanças.
Além dos conceitos geográficos, é importante destacar as escalas de análise espacial. Na obra, são usados diferentes recortes espaciais que se relacionam, tais como a moradia, a sala de aula, a escola, o bairro ou a comunidade, o Brasil e o mundo. Embora as escalas de análise espacial sejam tratadas como recortes para os estudos, elas não seguem uma hierarquia rígida. Assim, ao falar da sala de aula, podem ser feitas relações com salas de aula de outros lugares do Brasil e do mundo, de forma a atingir diferentes objetivos que envolvem identificar, comparar, relacionar, representar etc.
É importante que a realidade mais próxima dos estudantes esteja em conexão com outras realidades e lugares nos diferentes momentos do processo de ensino. Dessa forma, os estudantes são levados a analisar fenômenos espaciais em diferentes escalas, identificando relações de causa, efeitos, padrões, bem como outros aspectos que os ajudem a desenvolver o raciocínio geográfico e sua capacidade de análise crítica.
A História , como componente curricular e saber produzido no âmbito das universidades, tem como objeto central o estudo das relações sociais que ocorrem no transcorrer do tempo, compreendidas nas múltiplas formas de organização da vida em sociedade e nas transformações resultantes da ação humana.
1 O conceito de território é o que se relaciona ao poder do Estado e os limites legalmente estabelecidos.
O saber histórico construído nas escolas pela prática dos professores e no aprendizado dos estudantes também se pauta pelos mesmos princípios e objetivos, mas às vezes segue dinâmica própria, reelaborando o conhecimento histórico para atender às necessidades que lhe são próprias ou impostas.
Um reflexo dessa dinâmica foi a construção de um saber escolar que valorizava os grandes acontecimentos e os grandes personagens históricos. Não é à toa que essa visão do ensino de História tenha prevalecido durante a ditadura militar, quando o ensino esteve submetido aos desmandos do regime político vigente.
Esta coleção se coloca em tradição oposta: retoma os esforços de reconstrução de um ensino de História democrático e que valoriza a construção do Brasil por sujeitos históricos minorizados. Por isso, busca, por exemplo, superar a visão linear do tempo, baseado na noção de progresso, em que se classifica alguns modos de vida como avançados e outros como primitivos ou obsoletos. Assim, a História que é colocada em prática na coleção procura analisar como e por que os modos de vida se transformam ao longo do tempo, evidenciando conflitos, permanências e mudanças.
Além disso, a coleção leva em consideração as especificidades do aprendizado do componente nos anos iniciais. Assim, para trabalhar o conceito de tempo histórico, entendendo-o como a dimensão em que se situam as ações humanas e suas transformações, busca-se trabalhar as vivências dos estudantes, principalmente por meio de comparações entre o presente e o passado próximo.
Conteúdos como mudanças nos modos de brincar, nas formas de se comunicar e nas práticas familiares são abordados com o objetivo de desenvolver nos estudantes o conceito de transformação social. O trabalho com esse conceito destaca as razões pelas quais mudanças podem ocorrer sem, contudo, renunciar à adequação ao segmento dos anos iniciais. Por isso, os conceitos de mudança e de permanência são mobilizados em situações em que os estudantes percebem como certos aspectos da vida cotidiana se transformaram ao longo do tempo, enquanto outros permaneceram.
Outra consequência da superação da visão linear de tempo é o trabalho com o conceito de sujeito histórico, que passa a destacar grupos que antes eram pouco valorizados, como as mulheres, a população negra, os trabalhadores, entre outros. Na coleção, há atividades que incentivam os estudantes a considerarem a si próprios, suas
famílias e grupos da comunidade como sujeitos históricos e agentes produtores de transformações sociais. Essa prática evidencia que a História, como componente curricular, não se restringe aos já mencionados grandes personagens ou grandes acontecimentos, mas inclui também o cotidiano, as práticas culturais e as lutas sociais.
O trabalho com fontes históricas — orais, visuais, escritas, materiais ou imateriais — é apresentado como meio para analisar diferentes pontos de vista, a fim de incentivar os estudantes a interpretar documentos levando em consideração as condições em que esses foram produzidos e a compreensão de que toda narrativa histórica é resultado de escolhas e valores.
Outro conceito importante para o trabalho com o componente curricular nos anos iniciais do ensino fundamental é o de memória . Para abordá-lo em sala de aula, recorre-se a fontes como relatos, fotografias, objetos e espaços da comunidade. Conforme indica a BNCC, esses tipos documentais são os mais indicados por estarem relacionados às vivências familiares e ao cotidiano dos estudantes.
O trabalho com o conceito de memória consiste em mostrar que esses objetos e lugares são suportes de recordações e podem ser fontes de conhecimento histórico. Dessa forma, aproxima-se o sujeito (o estudante) do objeto de estudo (o passado vivido e transmitido).
Para Hobsbawm, uma das ameaças às sociedades seria a perda da memória histórica (HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998), razão pela qual a escola desempenha papel essencial na preservação e na transmissão das experiências coletivas resguardadas pela memória.
A coleção também convida os estudantes a reconhecer marcos temporais, iniciando a diferenciação entre tempo da natureza e as formas de controle da passagem do tempo criadas por diferentes culturas. Esses marcos temporais são trabalhados por meio de suas próprias histórias de vida, na trajetória da escola e na comunidade em que vivem. Assim, a História no âmbito dos 1º e 2º anos do ensino fundamental busca articular o tempo dos estudantes com tempos mais amplos, conectando experiências individuais e coletivas ao longo de diferentes escalas temporais.
Por fim, é importante destacar que o aprendizado do componente curricular História desde o primeiro ano do ensino fundamental é essencial para a formação crítica dos estudantes. A História fornece instrumentos de análise do mundo
que, ao serem construídos ao longo da formação escolar, permitem aos estudantes reivindicar melhorias e transformar positivamente a sociedade. Assim, pode-se dizer que a História é um componente fundamental para que os estudantes se tornem cidadãos participativos, que agem de forma ética e colaborativa na sociedade.
Em Ciências da Natureza, o objetivo central é permitir que os estudantes sejam letrados cientificamente. Entender os fundamentos da ciência é um instrumento poderoso para que as pessoas possam compreender o mundo, as implicações da tecnologia e das interferências humanas na natureza. Mais do que isso, compreender a ciência torna os indivíduos capazes de entender as necessidades de transformar positivamente o mundo, tomando decisões coerentes com esses propósitos.
Por isso, nos pautamos nos fundamentos da alfabetização científica. Essa linha didática pretende formar cidadãos críticos, conscientes e capazes de compreender temas científicos e aplicá-los para o entendimento do mundo e da sociedade em que vivem. Trata-se, portanto, de ensinar Ciências da Natureza para o exercício da cidadania.
No contexto escolar, a alfabetização científica tem dois propósitos intimamente relacionados e interdependentes: o entender ciência e o fazer ciência.
O entender ciência possibilita a incorporação dos saberes e da cultura científica no dia a dia e contribui para a formação de cidadãos mais críticos e conscientes de seu poder de decisão e de atuação. Isso influencia modos de pensar, agir e tomar decisões a partir de uma leitura do mundo em que se entendem as possibilidades de transformá-lo para melhor.
No fazer ciência, cada professor e cada estudante assumem o papel de autores, pesquisadores e produtores de conhecimento, participando da construção dos saberes à medida que ensinam e aprendem.
Para alcançar esses propósitos, buscamos apresentar propostas que incentivem o levantamento de conhecimentos prévios, o questionamento, o uso das habilidades de investigação e a discussão de questões com enfoque na cidadania. Incentivamos estudantes e professores a produzirem conhecimento de diferentes formas. Essa perspectiva permite o desenvolvimento e o aprimoramento da capacidade investigativa dos estudantes, de modo a torná-los críticos e reflexivos frente à produção de conhecimento.
Em Ciências da Natureza , a BNCC organiza os conteúdos em três grandes unidades temáticas que se articulam: Matéria e energia; Vida e evolução; e Terra e Universo. A unidade temática Matéria e energia aborda os materiais, suas propriedades e transformações, além das fontes e tipos de energia. Nos anos iniciais, parte-se da vivência das crianças, incentivando a observação dos objetos do entorno e de fenômenos cotidianos. Assim, é esperado que os estudantes construam noções que os permitam reconhecer os materiais que compõem os objetos e quais são as propriedades e os usos desses materiais. Também se trabalha a importância do uso sustentável dos recursos naturais, incentivando práticas como reciclagem e reaproveitamento, bem como a reflexão sobre hábitos saudáveis e seguros.
A unidade temática Vida e evolução propõe a compreensão da vida como fenômeno natural e social, destacando a diversidade dos seres vivos, as interações entre eles e com os elementos não vivos do ambiente e os processos evolutivos. Nos anos iniciais, explora-se a observação dos organismos do entorno, favorecendo o entendimento acerca de características dos seres vivos, incluindo modos de alimentação, locomoção, reprodução, entre outros. Também são trabalhados, além de cuidados com o corpo, a saúde e o respeito às diferenças, incentivando atitudes de acolhimento e inclusão.
A unidade temática Terra e Universo trata das características da Terra, do Sol, da Lua e de outros corpos celestes, bem como de seus movimentos, dimensões e forças. Nos anos iniciais, incentiva-se a curiosidade natural dos estudantes pela observação do céu, desenvolvendo noções espaciais e temporais que relacionam os fenômenos naturais às experiências cotidianas. Ao abordar como esse conhecimento se deu ao longo da história e em diferentes culturas, o estudo também valoriza saberes de diversas culturas, que extrapolam abordagens canônicas, como os de povos indígenas, que usavam, e muitos ainda usam, a observação dos astros para atividades agrícolas e organização social.
Essas três unidades temáticas devem ser trabalhadas de forma articulada, pois temas como saúde, ambiente e tecnologia atravessam todas elas. A tecnologia, por exemplo, pode melhorar a qualidade de vida, mas também gerar desigualdades e degradação ambiental. Compreender a relação entre ciência, tecnologia e sociedade, portanto, é fundamental para que os estudantes desenvolvam habilidades investigativas e se
tornem cidadãos críticos e responsáveis frente aos desafios contemporâneos.
A BNCC e as áreas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas
A BNCC é um documento elaborado por uma equipe composta de técnicos do Ministério da Educação (MEC), especialistas, associações científicas e professores universitários, que contou com ampla discussão e participação dos membros da sociedade. Esse documento indica os conhecimentos e as competências que se espera que todos os estudantes brasileiros desenvolvam ao longo da escolaridade; em outras palavras, define os conteúdos essenciais que os estudantes de todo o país devem aprender a cada ano escolar.
Na formulação da BNCC, os redatores se apoiaram em documentos como a Constituição Federal (BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil . Brasília, DF: Senado Federal, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/consti tuicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 14 set. 2025), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) (BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil , Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ leis/L9394.htm. Acesso em: 14 set. 2025), as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN) (BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais da educação básica . Brasília, DF: SEB, 2013. Disponível em: http://pactoensinomedio.mec.gov.br/images/pdf/ pceb007_10.pdf. Acesso em: 14 set. 2025) e o Plano Nacional de Educação (PNE) (BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o plano nacional de educação. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 26 jun. 2014. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005. htm. Acesso em: 20 set. 2025).
A BNCC é referência obrigatória na elaboração dos currículos de escolas públicas e particulares em todo o Brasil. No setor público, a BNCC deve servir de base para a elaboração dos currículos estaduais, municipais e federal, que devem definir como as habilidades propostas no documento serão implementadas
em sala de aula. Portanto, a BNCC e os currículos têm papéis complementares para assegurar as aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da educação básica. O documento afirma que:
No Brasil, um país caracterizado pela autonomia dos entes federados, acentuada diversidade cultural e profundas desigualdades sociais, os sistemas e redes de ensino devem construir currículos, e as escolas precisam elaborar propostas pedagógicas que considerem as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes, assim como suas identidades linguísticas, étnicas e culturais.
Nesse processo, a BNCC desempenha papel fundamental, pois explicita as aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver e expressa, portanto, a igualdade educacional sobre a qual as singularidades devem ser consideradas e atendidas. [...]
[...]
Para isso, os sistemas e redes de ensino e as instituições escolares devem se planejar com um claro foco na equidade, que pressupõe reconhecer que as necessidades dos estudantes são diferentes.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 15. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
A BNCC afirma o compromisso com a formação integral dos estudantes. Isso significa que essa formação deve se comprometer com a construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens que atendam às necessidades, às possibilidades e aos interesses dos estudantes, além de atentar aos desafios da sociedade contemporânea, de modo que prepare pessoas autônomas, capazes de usar essas aprendizagens em sua vida. Esse documento destaca o ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas como imprescindíveis para a formação integral dos estudantes:
A sociedade contemporânea está fortemente organizada com base no desenvolvimento científico e tecnológico. Da metalurgia, que produziu ferramentas e armas, passando por máquinas e motores automatizados, até os atuais chips semicondutores, ciência e tecnologia vêm se desenvolvendo de forma integrada com os modos de vida que as diversas sociedades humanas organizaram ao longo da história.
Para debater e tomar posição sobre alimentos, medicamentos, combustíveis, transportes, comunicações, contracepção, saneamento e manutenção da vida na Terra, entre muitos outros temas, são imprescindíveis tanto conhecimentos éticos, políticos e culturais quanto científicos. Isso por si só já justifica, na educação formal, a presença da área de Ciências da Natureza, e de seu compromisso com a formação integral dos alunos.
[...]
A área de Ciências Humanas contribui para que os alunos desenvolvam a cognição in situ, ou seja, sem prescindir da contextualização marcada pelas noções de tempo e espaço, conceitos fundamentais da área. Cognição e contexto são, assim, categorias elaboradas conjuntamente, em meio a circunstâncias históricas específicas, nas quais a diversidade humana deve ganhar especial destaque, com vistas ao acolhimento da diferença. O raciocínio espaçotemporal baseiase na ideia de que o ser humano produz o espaço em que vive, apropriandose dele em determinada circunstância histórica. A capacidade de identificação dessa circunstância impõese como condição para que o ser humano compreenda, interprete e avalie os significados das ações realizadas no passado ou no presente, o que o torna responsável tanto pelo saber produzido quanto pelo controle dos fenômenos naturais e históricos dos quais é agente.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 321, 353. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site. pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
A BNCC, além de outros documentos, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), enfatiza a importância do currículo contextualizado na realidade local, social e individual da escola e de seus estudantes, a valorização das diferenças e o atendimento à pluralidade e à diversidade étnico-cultural (BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais : terceiro e quarto ciclos. Brasília, DF: SEB, 1998. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/ seb/arquivos/pdf/introducao.pdf. Acesso em: 20 set. 2025).
É importante que o ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas não seja um apanhado de conceitos sem significado para os
estudantes. Mais do que acumular conceitos, os estudantes precisam ser habilitados a compreender e interpretar o mundo, bem como a transformá-lo, ou seja, interferir nele de forma consciente, sabendo que suas ações têm consequências que podem ser refletidas na vida individual e coletiva. De acordo com a BNCC:
No novo cenário mundial, reconhecerse em seu contexto histórico e cultural, comunicarse, ser criativo, analíticocrítico, participativo, aberto ao novo, colaborativo, resiliente, produtivo e responsável requer muito mais do que o acúmulo de informações. Requer o desenvolvimento de competências para aprender a aprender, saber lidar com a informação cada vez mais disponível, atuar com discernimento e responsabilidade nos contextos das culturas digitais, aplicar conhecimentos para resolver problemas, ter autonomia para tomar decisões, ser proativo para identificar os dados de uma situação e buscar soluções, conviver e aprender com as diferenças e as diversidades.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 14. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
A BNCC enfatiza a importância de incentivar os estudantes a exercitar a observação, a experimentação e a investigação. Nesse contexto, o processo investigativo deve ser entendido em seu sentido mais amplo.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, os conhecimentos prévios e as vivências dos estudantes devem ser o ponto de partida para a sistematização do conhecimento. Para tanto, é proposto que os assuntos sejam apresentados com base em elementos concretos, considerando a disposição emocional e afetiva dos estudantes. O ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas deve aguçar a curiosidade natural dos estudantes, incentivando a formulação de perguntas e, assim, tornando-os capazes de, no decorrer dos anos escolares, usar o conhecimento científico para avaliar as diferentes situações que lhe sejam impostas e nelas intervir, assumindo o protagonismo na escolha de posicionamentos e desenvolvendo uma visão sistêmica do mundo.
Competências
A BNCC descreve dez competências gerais da educação básica, além de oito competências específicas de Ciências da Natureza e sete competências específicas de Ciências Humanas para o ensino fundamental. Na BNCC, competência é definida como a “mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 8. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 20 set. 2025).
As competências gerais e específicas devem orientar a prática pedagógica em todos os anos da educação básica.
COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens — verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital —, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 9-10. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
Para cada área do conhecimento são definidas competências específicas de área, que
[…] possibilitam a articulação horizontal entre as áreas, perpassando todos os componentes curriculares, e também a articulação vertical, ou seja, a progressão entre o Ensino Fundamental — Anos Iniciais e o Ensino Fundamental — Anos Finais e a continuidade das experiências dos alunos, considerando suas especificidades.
Nas áreas que abrigam mais de um componente curricular (Linguagens e Ciências Humanas), também são definidas competências específicas do componente (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Geografia e História) a ser desenvolvidas pelos alunos ao longo dessa etapa de escolarização.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 28. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
Habilidades
As habilidades expressam as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos estudantes em cada ano do ensino fundamental. Ao indicar o que os estudantes devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos,
Ensino fundamental 2o ano
EF 02 CI 07
habilidades, atitudes e valores) e, especialmente, o que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana e do pleno exercício da cidadania), as habilidades articulam-se às competências específicas da área e, consequentemente, às competências gerais da educação básica, contribuindo para garantir o desenvolvimento delas.
Na BNCC, as habilidades são identificadas por códigos e estão listadas em quadros, agrupadas por componente curricular e por ano.
A título de exemplo, apresentamos uma breve descrição da estrutura da habilidade EF02CI07 . Essa estrutura se repete nas demais habilidades de todas as áreas.
A numeração sequencial das habilidades de cada ano não representa uma ordem ou hierarquia das aprendizagens. Nesta coleção, a sequência com que os assuntos são desenvolvidos nas unidades de cada volume reflete escolhas autorais relacionadas às relações de interdependência entre os conceitos, entre outros fatores. Destacamos, porém, que essa sequência é apenas uma sugestão e, portanto, não é obrigatória; a escola e o professor têm autonomia para determinar a grade curricular e a sequência de assuntos a serem desenvolvidos.
Componente curricular Ciências da Natureza Numeração sequencial
Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá-las ao tamanho da sombra projetada.
Verbo(s) que explicita(m) o(s) processo(s) cognitivo(s) envolvido(s) na habilidade.
Modificadores do(s) verbo(s) ou complemento do(s) verbo(s), que explicitam o contexto e/ou uma maior especificação da aprendizagem esperada.
Complemento do(s) verbo(s), que explicita o(s) objeto(s) de conhecimento mobilizado(s) na habilidade.
Elaborado com base em: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 29. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site. pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
Estudo do meio e trabalho de campo
Estudo do meio e trabalho de campo são importantes estratégias para a construção do conhecimento histórico, geográfico e científico, pois permitem uma relação direta entre os conteúdos escolares e a realidade mais próxima dos estudantes.
O estudo do meio é uma metodologia que envolve a apreensão do meio, portanto é mais abrangente que o trabalho de campo e deve começar e terminar na sala de aula. O trabalho de campo é uma das etapas do estudo do meio e pode, também, constituir uma atividade mais pontual.
Essas estratégias são propostas em vários momentos nesta obra. No livro do estudante, aparecem como passeio, visita, observação do
• Definir as saídas a campo no planejamento anual, trimestral ou bimestral.
• Realizar visita prévia ao local para identificar pontos de parada, riscos à segurança dos estudantes, necessidade de agendamento prévio etc.
• Mensurar com antecedência o tempo necessário para a realização da atividade.
• Relacionar com o conteúdo trabalhado na sala de aula.
• Identificar necessidades específicas de acordo com o local visitado, como reservar transporte e condições de acessibilidade.
• Deixar claro para os estudantes os objetivos da saída e o que deverão observar.
• Providenciar autorização prévia dos responsáveis.
entorno na escola e da moradia, entre outros, e atendem a diferentes objetivos, contribuindo para mobilizar habilidades diversas. Entre as propostas, destacamos o trabalho de campo nos arredores da escola para identificar diferentes aspectos, como problemas ambientais relacionados ao bem-estar da comunidade. Também podem fazer parte de trabalhos de campo e estudo do meio as visitas a museus, exposições e outros espaços fora da escola; visitas à prefeitura e a outros órgãos governamentais, a mercados, parques e praças, indústrias, propriedades rurais, entre outros.
Como ambos são realizados fora do espaço escolar, exigem cuidados e planejamento específicos relacionados, por exemplo, à segurança das crianças. No quadro, a seguir, destacamos alguns cuidados e dicas para a organização das saídas com a turma.
• Se houver estudantes com deficiência física ou com mobilidade reduzida na turma, pode ser necessário adaptar atividades.
• Fazer combinados de acordo com o local a ser visitado.
• Programar com antecedência os materiais que serão levados (caderno para anotação, por exemplo) e lanche (de acordo com o tempo e o horário que ocorrerá a saída).
• Definir previamente quais professores e outros funcionários vão acompanhar a turma, de forma a garantir a segurança dos estudantes.
Turma de estudantes em trabalho de campo no Bosque da Ciência em Manaus (AM), em 2025.
Uso da cartografia
Nesta obra, a cartografia tem papel de linguagem mediadora da construção dos conceitos e conhecimentos geográficos e históricos. Considera-se, assim, a cartografia como linguagem. Segundo Joly, “uma vez que uma linguagem exprime, através do emprego de um sistema de signos, um pensamento e um desejo de comunicação com outrem, a cartografia pode, legitimamente, ser considerada como uma linguagem” (JOLY, Fernand. A cartografia . Campinas: Papirus, 1997. p. 13).
As propostas de uso da cartografia nesta obra ocorrem em diferentes momentos. São trabalhadas a leitura de formas de representação cartográfica (especialmente os croquis e plantas) e a produção pelos estudantes de croquis, plantas, mapas mentais, maquetes etc. Entre os usos da cartografia estão: identificar, representar e analisar elementos dos lugares de vivência; representar trajetos do dia a dia e aqueles baseados em contos literários, histórias inventadas e brincadeiras.
Pretende-se contribuir para que os estudantes sejam leitores críticos e mapeadores conscientes, conforme preconizam diversos estudos sobre cartografia escolar que têm como perspectiva a alfabetização cartográfica . De acordo com Passini, a alfabetização cartográfica “é uma metodologia que estuda os processos de construção de conhecimentos conceituais e procedimentais que desenvolvem habilidades para que o aluno possa fazer leitura do mundo por meio de suas representações” (PASSINI, E. Y. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de Geografia. São Paulo: Cortez, 2012. p. 13).
Um aspecto importante sobre o uso da cartografia é a perspectiva decolonial, que tem intersecção em diversos pontos com a cartografia social e a etnocartografia
Essas cartografias entendidas como “não convencionais” vêm ganhando cada vez mais espaço na escola e em projetos que envolvem principalmente povos e comunidades tradicionais e populações urbanas periféricas.
Nas atividades de leitura e produção de representações cartográficas, destaca-se a necessidade de adaptações para uma cartografia inclusiva dirigida para pessoas com deficiências, como a cartografia tátil, que produz mapas e maquetes com materiais de diferentes texturas, entre outras técnicas. Outro exemplo
são os mapas em Libras, nos quais são usadas linguagens para estudantes surdos nas cotas e legendas (SANTOS NETO, Pedro Moreira dos. Cartografia escolar inclusiva para alunos surdos : mapas-libras em suas mãos. Goiânia: C&A Alfa Comunicação, 2020). Também se faz necessário adaptações nas atividades que envolvem a produção de mapas pelos estudantes, avaliando a necessidade de formação de duplas, uso de folhas avulsas maiores para a realização do desenho e orientação individualizada.
O mapeamento, portanto, deve ser considerado um direito humano, como afirma Girardi:
Quando me refiro ao mapeamento com direito humano, entendo que mapas são meios expressivos que a humanidade dispõe para expor ideias, informações e também opiniões sobre o mundo, reportandome, inclusive, à Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948), que em seu Artigo 19, diz que o direito à liberdade de opinião e expressão “inclui a liberdade de [...] procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios” [...]. Esta perspectiva não somente defende o reconhecimento do direito que atores sociais têm ao mapeamento [...], como aponta para novos desafios que tais práticas trazem para a explicação geográfica do mundo contemporâneo. É autoevidente a importância que isso deveria ter no âmbito escolar.
GIRARDI, Gisele. Para que a cartografia escolar mude sem ficar a mesma coisa. História, Natureza & Espaço, Vitória, 2022. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/ niesbf/article/view/79130/38. Acesso em: 10 set. 2025.
Trabalho com projetos
O trabalho com projetos nesta coleção se baseia nas metodologias ativas. As metodologias ativas têm sua origem no movimento Escola Nova, que se difundiu no Brasil nos anos 1930 e defendia uma metodologia de ensino centrada na aprendizagem pela experiência e no desenvolvimento da autonomia dos estudantes. As metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes, diferenciando-se da aprendizagem passiva. Veja essas diferenças no quadro a seguir.
DIFERENÇA ESQUEMÁTICA ENTRE ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM ATIVA E PASSIVA
Atividades de aprendizagem ativa
Observação de evidências no contexto
Formulação de hipóteses
Experimentação prática
Tentativa e erro
Comparação de estratégias
Registro (inicial, processual e final de aprendizagens)
Favorecimentos de foco atencional dinâmicos e mediado por colaboração entre pares
Atividades de aprendizagem passiva
Memorização
Reprodução de informações
Estudo teórico
Reprodução de protocolos ou tutoriais
Imitação de métodos
Ausência de registro
Foco atencional mais repetitivo, estático e individual
Elaborado com base em: BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Campinas: Papirus, 2012. p. 180.
Existem diferentes tipos de metodologias ativas, como sala de aula invertida, compartilhada, aprendizagem por projetos, contextualização e problematização da aprendizagem, criação de jogos etc., além de modelos híbridos, que são combinações de metodologias ativas e recursos digitais.
Uma das estratégias de aprendizagem ativa explorada na coleção é a investigação de problemas , presente na seção Projetos , que também se baseia na aprendizagem baseada em projetos
A aprendizagem baseada em projetos é uma metodologia:
[...] em que os estudantes se envolvem com tarefas e desafios para resolver um problema ou desenvolver um projeto que tenha ligação com a sua vida na escola ou fora da sala de aula. No processo, eles lidam com questões interdisciplinares, tomam decisões em equipe. Por meio dos projetos, são trabalhadas também suas habilidades de pensamento crítico e criativo e a percepção de que existem várias maneiras de se realizar uma tarefa, competências tidas como necessárias para o século XXI [...]
MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 16.
O conhecimento produzido nessas atividades é socializado por meio de propostas variadas, dando voz aos estudantes.
A aprendizagem baseada em projetos demanda que os estudantes, a partir de um problema,
exercitem suas habilidades de exploração e reflexão e apresentem soluções originais. Assim, a aprendizagem passar a ser, além de ativa, crítica e centrada nos estudantes.
O papel do livro didático
O livro didático é resultado de um trabalho coletivo, que envolve autores, editores, revisores, diagramadores e outros profissionais. Esse processo inclui escolhas sobre conteúdos, temas, imagens e formas de apresentação que, como lembra Timbó, transformam o livro em “um documento que comporta vários outros documentos na sua estrutura, um verdadeiro caleidoscópio de possibilidades” (TIMBÓ, Isaíde Bandeira. O livro didático de História e a formação docente: uma reflexão necessária. In: OLIVEIRA, M. M. D.; STAMATTO, M. I. S. (org.). O livro didático de História: políticas educacionais, pesquisas e ensino. Natal: EdUFRN, 2007. p. 65).
Produzir uma coleção didática implica enfrentar desafios: refletir a diversidade cultural e social do país, dialogar com leis e diretrizes educacionais, atender a prazos e custos e selecionar textos e imagens de qualidade. Como observa o MEC, o livro didático é não apenas um suporte de conteúdos, mas também um mediador entre a escola e os saberes historicamente construídos (BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Parâmetros Curriculares Nacionais : terceiro e quarto ciclos. Brasília, DF: SEB, 1998. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ introducao.pdf. Acesso em: 20 set. 2025).
No uso em sala de aula, professores e estudantes dão vida ao material, interpretando-o de
formas diversas. É nesse sentido que o livro não deve limitar o currículo escolar: ele é um recurso importante, mas precisa ser articulado a outros suportes, preservando a autonomia docente. Esta coleção se insere nessa perspectiva, buscando oferecer diversidade de textos e imagens, compondo um projeto articulado de ensino e aprendizagem, mas aberto às adaptações de cada realidade escolar.
Povos indígenas, afrodescendentes e o livro didático
A educação pública brasileira tem como desafio enfrentar silenciamentos históricos e valorizar a diversidade cultural que compõe a sociedade. Nesse sentido, a legislação educacional reforça esse compromisso: a Lei nº 10.639/2003 tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana, e a Lei nº 11.645/2008 ampliou essa exigência ao incluir a temática indígena. Essas determinações reconhecem que a formação da identidade nacional não pode ser compreendida sem o protagonismo dos povos indígenas e das populações de origem africana (BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 11 mar. 2008. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 23 set. 2025).
O livro didático desempenha, nesse cenário, papel decisivo. Ele deve não apenas transmitir informações, mas oferecer representações plurais, que mostrem esses povos como sujeitos históricos. Como o livro é “um caleidoscópio com diferentes possibilidades de uso” (TIMBÓ, Isaíde Bandeira. O livro didático de História e a formação docente: uma reflexão necessária. In : OLIVEIRA, M. M. D.; STAMATTO, M. I. S. (org.). O livro didático de História: políticas educacionais, pesquisas e ensino. Natal: EdUFRN, 2007. p. 65), autores e professores têm responsabilidade na construção de narrativas que rompam com estereótipos e invisibilizações.
A valorização da cultura afro-brasileira requer, como destaca Munanga, superar a lógica da folclorização e reconhecer a profundidade histórica e a diversidade cultural das matrizes africanas (MUNANGA, Kabengele. Superando o racismo na escola. Brasília, DF: MEC: Unesco, 2005). Do mesmo
modo, a abordagem sobre povos indígenas deve ir além de imagens cristalizadas e mostrar a multiplicidade de etnias, línguas, formas de organização e saberes tradicionais (GOMES, Nilma Lino. Educação e diversidade cultural: desafios para a escola contemporânea. Belo Horizonte: Autêntica, 2012).
Nosso compromisso, nesta coleção, é inserir essas perspectivas de forma transversal: ao longo do livro do estudante, articulando conteúdos, documentos, imagens, relatos orais e produções culturais. Este livro do professor oferece, ainda, orientações para ampliar esse repertório, incentivando a mediação crítica e a valorização das experiências culturais presentes nas próprias comunidades escolares.
Inclusão no ensino fundamental
Um dos maiores desafios da educação brasileira é garantir a equidade e a inclusão. Todos os estudantes deveriam ter as mesmas oportunidades de aprendizagem, independentemente de onde estudam ou de sua classe social. Um dos objetivos centrais da BNCC é fortalecer a equidade, definindo os conhecimentos, as competências e as habilidades que todos os estudantes devem aprender, não obstante sua raça, gênero, classe social ou origem geográfica.
Igualdade Equidade
Falar sobre conhecimento e aprendizado significa abordar o novo, as mudanças e a diversidade de conceitos e experiências. Para falar de diversidade e mudanças, principalmente no contexto escolar, é necessário tratar de inclusão.
A inclusão escolar é um princípio fundamental que busca garantir o direito à educação para todos com a possibilidade de igualdade de oportunidades e respeitando particularidades, ritmos e formas de expressão. Entre as suas características estão o respeito às diferenças, a eliminação de possíveis obstáculos físicos, sociais e pedagógicos, bem como a oferta de suportes adequados às necessidades de cada estudante, o que pode envolver adaptações curriculares,
CARLOS CAMINHA
uso de recursos de acessibilidade, formação e capacitação dos professores e um ambiente acolhedor.
Segundo Ferreira et al. , a inclusão educacional vai além da presença física de estudantes com deficiência em salas de aula regulares; ela envolve a adaptação do ensino para garantir a participação ativa de todos, respeitando suas necessidades e promovendo um ambiente de aprendizagem colaborativo e acessível (FERREIRA, A. B. et al. Inclusão escolar no Brasil: políticas públicas e desafios na Educação Especial. ISCI: Revista Científica, v. 11, n. 53, p. 13, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.5281/zenodo. 13974544. Acesso em: 24 set. 2025).
A inclusão também envolve a construção de relações saudáveis, promovendo a empatia, o respeito mútuo e o senso de pertencimento. Quando professor e escola se comprometem com a inclusão, o ambiente escolar se transforma em um espaço rico de encontros, trocas e desenvolvimento para todos. Os estudantes ganham mais autonomia, autoestima, aprendizado de valores e habilidades socioemocionais essenciais, como tolerância, responsabilidade social, respeito às diferenças, colaboração e cooperação.
Santos e Sardagna ressaltam que a inclusão contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e beneficia todos os estudantes envolvidos. Mais do que uma exigência legal, a inclusão é um compromisso ético e um pilar importante para a construção de uma sociedade mais justa, gentil e menos desigual (SANTOS, S. P. dos; SARDAGNA, H. V. Acessibilidade curricular e inclusão escolar: uma revisão de literatura. Educere et Educare , v. 18, n. 45, p. 434-454, 2023. Disponível em: https://saber.unioeste.br/ index.php/educereeteducare/article/view/30639. Acesso em: 14 set. 2025).
Para promover a acessibilidade, a segurança e a consequente participação de estudantes com necessidades educacionais específicas é necessário primeiramente organizar os espaços de aprendizagem, como manter espaço entre as carteiras para permitir a circulação de cadeiras de rodas, andadores ou acompanhantes, a fim de evitar excesso de móveis ou objetos que dificultem a locomoção, bem como deixar os objetos de uso diário sempre no mesmo lugar para facilitar a autonomia.
Como alguns estudantes podem apresentar hipersensibilidade sensorial, é importante, sempre
que possível, manter um ambiente com pouco ruído, além de luz suave (evitando sobrecarga visual com excesso de cartazes ou cores muito vibrantes, por exemplo) e avaliar a possibilidade de ter um espaço mais tranquilo para encaminhamento e para a realização de pausas. No caso de uso de vídeos, é importante que apresentem audiodescrição e não estejam em volume muito alto.
Pode ser desafiador para o professor se atentar às diferentes necessidades presentes em sala de aula e adaptar no momento da aula os materiais e o conteúdo para que todos os estudantes possam ter a oportunidade de aprendê-lo. Para auxiliar nessa questão, o livro do estudante conta com textos objetivos, esclarecimento de vocabulários, visualização confortável de textos, imagens e tabelas.
Diante de conteúdos mais complexos, com linguagem figurada ou vocabulário menos frequente no contexto dos estudantes, o professor contará com algumas sugestões de propostas e indicações de leituras para auxiliar a preparação da aula, contribuindo para a sua adaptação e consequentemente para a sua acessibilidade. No entanto, é possível que algumas dessas sugestões de adaptação propostas no material não sejam adequadas aos estudantes em questão por conta da diversidade de realidades. Sendo assim, as sugestões podem ser replicadas em contextos diversos a depender da escolha e da análise do professor ou podem inspirá-lo em seu planejamento e em suas práticas, assim como as indicações de leitura.
Uma dessas indicações de leitura se destaca por oferecer estratégias que beneficiam a todos os estudantes, contribuindo de fato para um ambiente inclusivo. Trata-se da obra Práticas para sala de aula baseadas em evidências , dos autores Fernanda Orsati, Tatiana Prontelli Mecca, Natália Martins Dias, Roselaine Pontes de Almeida e Elizeu Coutinho de Macedo, da Editora Memnon, 2015. Já a coleção Guia rápido para professores, o que fazer e o que evitar , da Editora Vozes, também é indicada por conter títulos que abordam Transtorno do Espectro Autista (TEA), Dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), entre outras possibilidades, que auxiliam com recomendações eficazes de como realizar o processo de inclusão não apenas na esfera pedagógica, mas também na esfera social.
É importante que o professor busque conhecer o histórico e as particularidades de cada estudante com necessidades educacionais específicas
para conseguir planejar com antecedência as estratégias mais eficientes e preparar os materiais de acordo com suas necessidades, promovendo um ambiente seguro e respeitoso. Além disso, é primordial que sensibilize os estudantes desde cedo para o respeito às diferenças e à convivência inclusiva, possibilitando momentos de reflexão e escuta ativa.
Porém, a inclusão não pode ser responsabilidade exclusiva do professor. É essencial envolver toda a comunidade escolar nesse processo, incluindo gestores, famílias, profissionais da saúde e membros da comunidade. A gestão escolar precisa assegurar recursos, formação e apoio à equipe docente. Já com relação à família, de acordo com Medina, a sensibilização e o envolvimento da família para participação em reuniões pedagógicas, projetos escolares e atividades extracurriculares é fundamental, uma vez que ela pode fornecer dados atuais sobre os estudantes, aproxima o contexto familiar ao ambiente pedagógico e garante que as necessidades dos estudantes sejam atendidas de forma mais personalizada (MEDINA, Maria Elba. O papel da família na inclusão escolar e a adaptação curricular. Humanidades & Tecnologia, São Paulo, v. 58, abr./jun. 2025. Disponível em: https:// revistas.icesp.br/index.php/FINOM_Humanidade_ Tecnologia/article/view/6268/3872 . Acesso em: 23 set. 2025).
A verdadeira inclusão somente acontece quando todos se apropriam de seus papéis e se responsabilizam por criar um ambiente escolar que acolhe, respeita e valida as diferenças. Não possui um guia único de como fazê-la; a inclusão acontece em sua busca contínua.
Pensando o papel do professor
Os professores desempenham um papel central no processo de formação social e cultural dos estudantes e são agentes fundamentais na construção do pensamento crítico e da cidadania. Assim, a profissão docente precisa ser constantemente valorizada, e sua formação inicial e continuada deve receber atenção especial, de modo que possam responder de maneira criativa e crítica às demandas educacionais do presente e do futuro. Nos anos iniciais do ensino fundamental, um dos maiores desafios é a inserção dos estudantes na cultura letrada. Nessa fase, os estudantes estão construindo as bases para todas as apren-
dizagens futuras, e o papel do professor torna-se determinante. No entanto, atender a esse desafio implica ultrapassar a figura do professor que apenas transmite conhecimentos ou executa decisões impostas por outros. É necessário adotar uma nova perspectiva: a do professor-pesquisador e a do professor-problematizador. O professor-pesquisador é aquele que transforma sua prática em objeto de análise, que investiga suas estratégias, busca novas referências, dialoga com colegas e promove uma postura reflexiva em si e em seus estudantes. O professor-problematizador, por sua vez, é aquele que parte da realidade da turma, escuta os estudantes, identifica seus interesses e necessidades e constrói com eles propostas significativas, que ultrapassam os limites do livro didático e estimulam a investigação, a comparação, a análise crítica e a produção de conhecimento.
Assumir esse papel reflete uma mudança profunda na forma de pensar o ensino em comparação ao papel tradicional do professor. É preciso entender que o professor é o próprio autor de sua prática pedagógica. Para isso, é fundamental que se questione continuamente. Para favorecer essa postura, algumas questões-chave podem nortear a autoavaliação docente:
• Compreensão e acessibilidade : Tenho clareza dos saberes básicos da minha área e consigo traduzi-los de forma acessível? Como posso adaptar minha linguagem e meus exemplos para diferentes perfis?
• Interdisciplinaridade: Consigo estabelecer relações entre diferentes áreas do conhecimento nas minhas aulas? Que temas poderiam integrar Matemática, Ciências da Natureza e História, por exemplo, de maneira significativa?
• Atualização constante: Estou atento às novas descobertas e aos debates no campo científico e educacional? Como incorporo essas novidades às minhas práticas?
• Metodologias diferenciadas: Quais metodologias ativas conheço e utilizo? Como posso diversificar ainda mais minhas abordagens, sem perder de vista os objetivos de aprendizagem?
• Escuta e observação: Ouço de fato os estudantes? Percebo suas dificuldades, seus interesses e dúvidas? Que estratégias posso adotar para que todos se sintam ouvidos?
• Uso crítico do material didático: Utilizo o livro didático como apoio ou dependo exclusivamente dele? De que forma posso complementá-lo com outras fontes e experiências?
• Práticas científicas : Tenho proporcionado experiências que aproximem os estudantes do fazer científico — como pesquisas, entrevistas, experimentos e visitas?
• Investigação e ética : Estimulo a reflexão sobre as implicações sociais e éticas do conhecimento que trabalhamos? Dou espaço para que os estudantes expressem opiniões e construam argumentos?
Essas reflexões apontam para a necessidade de um professor que não apenas ensina, mas que aprende continuamente e se reinventa. Como destaca Demo, “o desafio maior é a docência. Alunos — mais ou menos — saem à imagem e semelhança de seus professores: se estes são pesquisadores educadores, podemos esperar que os alunos também se tornem cidadãos que saibam pensar” (DEMO, P. Educação e alfabetização científica. Campinas: Papirus, 2010. p. 37).
Ser um professor-pesquisador e problematizador significa assumir a responsabilidade de contribuir para a formação de sujeitos capazes de compreender o mundo criticamente e atuar nele de forma ética e transformadora. Para isso, procure adotar uma postura colaborativa e questionadora e incentive os estudantes a fazerem o mesmo. Compartilhe suas ideias e práticas com os colegas e construa coletivamente soluções para os problemas que surgem no cotidiano escolar. Ao adotar essa postura, a sala de aula se torna um ambiente propício e favorável para trocas.
As Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs)
na educação
O uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) faz parte do cotidiano da maioria das crianças e dos adolescentes. Isso traz oportunidades, mas também riscos. Por isso, é essencial compreender como utilizar esses recursos de forma pedagógica, com intencionalidade, com base em legislação e orientações atuais sobre o tema.
No Brasil, duas leis recentes consolidam a importância da educação digital. A Lei nº 14.180/2021 , que institui a política de ino -
vação educação conectada , busca ampliar o acesso às tecnologias nas escolas (BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 14.180, de 1º de julho de 2021. Institui a política de inovação educação conectada. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2 jul. 2021). Posteriormente, a Lei nº 14.533/2023, que criou a política nacional de educação digital, reforçou a necessidade de desenvolver a alfabetização digital e promover o uso crítico e consciente das TDICs (BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 14.533, de 11 de janeiro de 2023. Institui a política nacional de educação digital. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 12 jan. 2023). Essas diretrizes são complementadas por documentos oficiais do Ministério da Educação, como o referencial Saberes digitais docentes , que orienta a formação de professores para integrar a tecnologia ao processo de ensino e aprendizagem (BRASIL. Ministério da Educação. Saberes digitais docentes. Brasília, DF: MEC, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/ 20240822MatrizSaberesDigitais.pdf. Acesso em: 12 set. 2025).
A BNCC também enfatiza que o uso das tecnologias deve estar ligado ao desenvolvimento de competências gerais, como a cultura digital, a capacidade de pesquisa e a resolução de problemas (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_ EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025). Isso significa que a tecnologia não deve ser vista como um acessório, mas como parte do processo de aprendizagem, desde que usada com objetivos pedagógicos claros e em equilíbrio com outras formas de ensino. Posteriormente foi publicado um documento que complementou a BNCC: a BNCC Computação – Complemento à BNCC. Entre os objetivos está orientar o uso de tecnologias computacionais e garantir direitos de aprendizagem relacionados ao uso crítico de ferramentas digitais (BRASIL. Ministério da Educação. Computação na Educação Básica – Complemento à BNCC. Brasília: MEC, [s. d.]. Disponível em: https:// www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/ BNCCComputaoCompletodiagramado.pdf. Acesso em 23 set. 2025).
Outro documento fundamental para pensar esse tema é o guia Crianças, adolescentes e telas , lançado pelo Governo Federal em 2025 com apoio das Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Ele foi elaborado a partir de estudos científicos
RECOMENDAÇÕES SOBRE USOS DE TELAS
e traz recomendações práticas para o uso saudável das telas.
• Crianças menores de 2 anos: sem uso de telas, salvo videochamadas acompanhadas por adultos.
• Até os 12 anos: não devem possuir smartphone próprio.
• Acesso a redes sociais: respeitar a classificação indicativa das plataformas.
• Entre 12 e 17 anos: uso deve ser acompanhado por adultos ou educadores.
• Evitar uso em refeições e antes de dormir; promover momentos de desconexão.
Elaborado em base em: BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom, 2025. p. 12. Disponível em: https://www.gov.br/ secom/pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia/guia-de-telas_sobre-usos-de-dispositivos-digitais_ versaoweb.pdf. Acesso em: 12 set. 2025.
O guia também recomenda que escolas e famílias definam regras para o uso de aparelhos digitais, criando uma cultura de equilíbrio. A criança deve usar a tecnologia como ferramenta de aprendizagem e convivência, e não como substituto de brincadeiras, leituras, jogos coletivos ou da vida em comunidade (BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom, 2025. p. 12. Disponível em: https://www.gov.br/secom/ pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancas-e -adolescentes/guia/guia-de-telas_sobre-usos-de -dispositivos-digitais_versaoweb.pdf. Acesso em: 12 set. 2025).
No espaço escolar, as telas podem ser recursos valiosos, mas, sem intencionalidade pedagógica, se transformam em distração. O uso desses recursos deve ser uma opção quando a tecnologia potencializa a aprendizagem, amplia o acesso à informação ou possibilita experiências que não seriam possíveis sem ela. Ao longo do livro, indicamos usos de tecnologias digitais em algumas atividades e acessos a sites , vídeos e outros materiais relacionados ao conteúdo trabalhado. Embora o livro apresente possibilidades de uso, este não é imprescindível para atender aos objetivos propostos em cada capítulo, considerando que muitos estudantes, sempre supervisionados por seus adultos responsáveis, podem ter dificuldade para acessar tecnologias digitais. Por fim, é importante lembrar a importância da mediação feita por professores e famílias Cabe ao professor e aos adultos responsáveis orientar, propor projetos, mediar o uso, mas também abrir espaço para que as crianças partici -
pem ativamente, reflitam sobre seu consumo digital e construam uma relação crítica e saudável com as tecnologias.
Avaliação formativa
O conceito de avaliação formativa está inserido em metodologias que propõem a participação ativa de estudantes e professores no processo de ensino e aprendizagem. Essa perspectiva entende que aprender não é apenas acumular informações, mas construir conhecimento de forma colaborativa, contínua e contextualizada. Por isso, a avaliação deixa de ser vista como um momento isolado, destinado a medir resultados finais, e passa a ser concebida como parte integrante do percurso de aprendizagem. Assim como os estudantes são convidados a realizar atividades que favoreçam a construção de noções, hipóteses e reflexões, eles também devem ser chamados a participar ativamente de seu próprio processo avaliativo, reconhecendo o que aprenderam, identificando dificuldades e traçando metas para avançar, em conformidade com a faixa etária dos discentes.
Para que cumpra esse papel, a avaliação precisa ser plural, contemplando diferentes formas e instrumentos que possibilitem aos estudantes demonstrar o que sabem de maneiras diversas, valorizando não apenas o produto final, mas, sobretudo, o percurso. Uma avaliação verdadeiramente formativa permite tanto ao professor quanto aos estudantes revisitar suas trajetórias, analisar os caminhos escolhidos, compreender os avanços e redefinir estratégias sempre que necessário. Ela deve criar situações de interação ricas e significativas: interação entre os próprios estudantes,
que aprendem ao trocar experiências e pontos de vista; interação entre estudantes e professores, em um processo dialógico e reflexivo; e interação entre estudantes e os objetos de conhecimento, de forma concreta, contextualizada e crítica.
Existem inúmeras possibilidades para a realização de avaliações com caráter formativo. Elas podem ocorrer individualmente, em dupla ou em grupo; podem assumir formatos escritos, orais, visuais ou multimodais; podem acontecer por meio da elaboração de trabalhos, cartazes, seminários, peças teatrais, jogos educativos, rodas de conversa, produções digitais, experimentos práticos, pesquisas de campo, provas formais, entre outros. Independentemente do formato, o aspecto central deve ser sempre o mesmo: criar oportunidades para que os estudantes pensem, analisem, problematizem e atuem sobre o conhecimento.
Nessa perspectiva, a avaliação torna-se um momento essencial para professores e estudantes. Para os professores, ela oferece um retrato dinâmico da aprendizagem da turma, confrontando o planejamento com a realidade vivida, revelando o que deu certo e o que precisa ser ajustado. Para os estudantes, é um momento de aprendizado em si, no qual podem refletir sobre suas conquistas, reconhecer seus desafios e compreender como se relacionam com conteúdos e práticas propostos. Mais do que medir resultados, a avaliação formativa propõe construir caminhos.
Para dar corpo à avaliação formativa e orientar práticas avaliativas consistentes e eficazes, a estrutura das unidades e as seções desta obra permitem realizar avaliações diagnóstica, formativa ou de processo e somativa.
A avaliação diagnóstica ou inicial tem como objetivo identificar o que os estudantes já sabem, quais experiências possuem e que concepções prévias carregam sobre determinado objeto de estudo. Essa etapa é fundamental, pois permite ao professor planejar intervenções adequadas ao perfil da turma. Uma forma interessante de realizá-la é por meio de rodas de conversa, nas quais os estudantes possam compartilhar experiências, levantar hipóteses e expressar expectativas. Atividades autobiográficas, como relatos orais ou escritos sobre vivências relacionadas ao tema, também são recursos importantes para essa etapa,
pois aproximam o conteúdo do universo pessoal dos estudantes, promovendo a valorização de sua bagagem cultural e social. Nesta obra, questões que podem se trabalhadas como parte das avaliações diagnósticas são propostas nas aberturas de unidade, e há no decorrer dos conteúdos levantamentos dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre diferentes assuntos.
A avaliação formativa ou de processo é contínua e acompanha o desenvolvimento do trabalho ao longo do tempo. Mais do que verificar se algo foi “aprendido”, ela busca compreender como o aprendizado está acontecendo, quais obstáculos surgem e que estratégias podem ser adotadas para superá-los. As atividades distribuídas ao longo do texto dos capítulos, em grande parte, foram elaboradas para propiciar momentos de avaliação de processo.
Por fim, a avaliação somativa (de resultados ou final) não se restringe a conferir notas ou aprovar conteúdos. Ela tem a função de verificar se os objetivos propostos foram atingidos, mas também de indicar novos rumos para os próximos ciclos de aprendizagem. É interessante que seja diversificada, permitindo diferentes formas de expressão. Produções escritas, apresentações orais, produtos artísticos, debates e atividades práticas podem revelar aspectos complementares da aprendizagem e oferecer ao professor um panorama mais completo do que foi construído. A seção O que estudei pode ser utilizada para compor a avaliação somativa. Dessa seção também faz parte um quadro de autoavaliação, a ser preenchido pelos estudantes de acordo com as ações deles ao longo do estudo de cada unidade, de forma a refletir sobre os pontos fortes e o que pode melhorar.
Ao longo de todo o processo, as avaliações devem estimular competências essenciais para o mundo contemporâneo, incentivar a autonomia, a colaboração, a argumentação e a criatividade dos estudantes, orientando ajustes e promovendo avanços significativos.
Planejamento e conteúdos
Os quadros a seguir apresentam sugestões de cronogramas ao longo das semanas letivas para o trabalho com os volumes 1 e 2 do livro do estudante. As propostas são: semanal, bimestral, trimestral e semestral. Estes cronogramas são apenas sugestões e podem ser adaptados conforme a realidade escolar.
Sugestões de cronograma
SEMANA
1a
CONTEÚDOS E SUGESTÕES DE CRONOGRAMA – 1º ANO
UNIDADE 1 – EU E OS OUTROS
CAPÍTULO 1 – Quem sou / Mão na massa – O autorretrato / Meu nome e sobrenome / Tudo sobre mim
2a Onde eu nasci / Quando eu nasci
3a Ideia puxa ideia – Quantos anos você tem? / Eu já tenho história
4a
5a
TRIMESTRE
SEMESTRE
BIMESTRE
CAPÍTULO 2 – Como sou / Cada pessoa é de um jeito / Diferentes, mas nem tanto / Meu corpo
Percebendo o ambiente / Cientista mirim – De que lado vem o som? / Os lados do corpo
6a Mão na massa – Boneco do corpo / Ao meu redor / Ideia puxa ideia – Seu corpo é só seu
7a
8a
CAPÍTULO 3 – Meus lugares / Lugares e pessoas / Regras de convivência
Moradia: espaço de convivência / Partes da moradia / Na moradia também tem regras
9a Hábitos de higiene / Cientista mirim – Higiene das mãos
10a O que estudei
11a
TRIMESTRE
BIMESTRE
UNIDADE 2 – VIVENDO EM FAMÍLIA E EM COMUNIDADE
CAPÍTULO 1 – Minha família, nossas famílias / As famílias são diferentes
12a Ideia puxa ideia – Certidão de nascimento / Famílias do passado e do presente / Famílias indígenas
13a Toda família tem história / Memórias de família / Etapas da vida
14a
15a
CAPÍTULO 2 – Nossa escola e nossa comunidade / Espaços da escola A sala de aula / Mão na massa – Desenho da sala de aula
Na escola também temos regras / Escolas no passado e no presente / As escolas também têm história
16a Cientista mirim – A conservação do papel / Vivendo em comunidade / Nossas comunidades
17a
CAPÍTULO 3 – Cuido de mim e dos outros / Cuidando de mim / Cuidados com nosso corpo
18a Cuidando de todos / Vacinação / Ideia puxa ideia – Carteira de vacinação / Quem cuida de nossa saúde
SEMESTRE
TRIMESTRE
19a Espaços de saúde / Alimentação saudável / Cientista mirim – Higiene e alimentos
20a O que estudei / Projeto – Uma escola para todos
21a
22a
UNIDADE 3 – BRINCADEIRAS E TRADIÇÕES
CAPÍTULO 1 – Brincadeiras e brinquedos / Espaços para brincar
Brincadeiras antigas e tradicionais / Mão na massa – Uma tarde de brincadeiras tradicionais / Os brinquedos e os materiais / Cientista mirim – Paraquedas de brinquedo
23a A bola é um brinquedo muito antigo / Futebol no passado e hoje / Ideia puxa ideia – Mexendo o corpo
24a
BIMESTRE
CAPÍTULO 2 – Brincadeiras pelo mundo / Brincadeiras do Brasil e do mundo / Muitos jeitos de brincar / Brincando de peteca / Brincando com bola
25a Brincando com jogos de tabuleiro / Brincando de pião / Brincando com cordas / Brincando com telas...
26a Como são os materiais / Brincar no Brasil / Ideia puxa ideia – Brincadeiras africanas e indígenas
27a CAPÍTULO 3 – De onde vêm e para onde vão os brinquedos / De onde vêm os materiais / Mesmo brinquedo, diferentes materiais
28a Para onde vão os materiais? / Ideia puxa ideia – O que é consumismo?
29a Nem tudo é lixo! / Mão na massa – Criando brinquedos / Cientista mirim – Papel reciclado
30a O que estudei
UNIDADE 4 – NATUREZA E VIDA
31a
32a
TRIMESTRE
CAPÍTULO 1 – Dias e noites / Dia e noite na cidade
Dia e noite no campo / Seres diurnos e seres noturnos Ideia puxa ideia – Os Tucunas e o Sol
33a Nossa rotina / Mão na massa – Organização diária / Cientista mirim – Protetor solar
34a
BIMESTRE
CAPÍTULO 2 – Clima e jeitos de viver / Como está o tempo? / Jeitos de se divertir / Jeitos de se vestir / Cientista mirim – Quente e frio
35a Jeitos de se alimentar / Mão na massa – De olho no tempo / Olha a chuva! / Ideia puxa ideia – Moradia nas histórias
36a Tipos de moradia / Moradias no Brasil / De onde vêm os materiais das moradias? / Casas de povos indígenas
38a Mão na massa – Meu calendário / Minhas festas e comemorações / Festas e comemorações familiares / Festas e comemorações escolares
39a Festas e comemorações da comunidade / Ideia puxa ideia – Dias das Crianças
40a O que estudei / Projeto – Feira de troca de brinquedos
1a
2a
3a
4a
BIMESTRE
TRIMESTRE
SEMESTRE
CONTEÚDOS E SUGESTÕES DE CRONOGRAMA – 2º ANO
UNIDADE 1 – CONHECENDO MELHOR A ESCOLA
CAPÍTULO 1 – Objetos da escola / Pontos de vista / Localização na sala de aula
Localizando objetos na sala de aula / Objetos do passado / Mão na massa – Montar uma exposição / De que materiais são feitos os objetos?
O plástico / As características dos materiais / Cientista mirim – Os materiais e o calor
CAPÍTULO 2 – A sala de aula / Diferentes representações da sala de aula / Maquete
5a Mão na massa – Maquete da sala de aula / Planta da sala de aula
6a
7a
Memórias da escola / Boletim escolar
CAPÍTULO 3 – As escolas são diferentes / Escolas indígenas / Ideia puxa ideia – O direito à educação
8a Na hora da matrícula / Documento de identificação / Diferentes representações da escola / Desenhando a planta da escola
9a Cientista mirim – Investigando a segurança na escola / A rotina escolar
10a Linha do tempo / O que estudei
UNIDADE 2 – A NOSSA COMUNIDADE
11a
12a
13a
14a
BIMESTRE
TRIMESTRE
CAPÍTULO 1 – Viver em comunidade / Lugares do meu dia a dia / Mão na massa – Praça: um espaço da comunidade
Diferentes bairros e comunidades / Diferentes pontos de vista / Vista do alto e de lado / Vista de cima / Nossos vizinhos / Cientista mirim – Dengue? Tô fora!
O que tem no bairro / Fazemos parte de grupos / Ideia puxa ideia – O que nos une? O que nos separa? / O mutirão
CAPÍTULO 2 – Histórias e pessoas das comunidades / Tem diversão no bairro / Gente de muitos lugares
15a A história de um migrante / Memórias preservadas / Visitando um museu
16a
17a
Ideia puxa ideia – Arte e cultura / De outros países / Mão na massa – Pintando com café
CAPÍTULO 3 – Viver bem e com segurança / Mudanças no bairro / Melhorias na praça / Os acidentes domésticos / Ideia puxa ideia – Ditados populares
18a Segurança em casa / Mão na massa – Fiscal de segurança
19a Prevenindo sufocamento ou engasgo / Prevenindo acidentes com animais peçonhentos / Prevenindo afogamento / Cientista mirim – Investigando a flutuação
20a O que estudei / Projeto – Exposição sobre o bairro ou a comunidade da escola
21a UNIDADE 3 – NÓS E O AMBIENTE
CAPÍTULO 1 – A passagem do tempo / Dia e noite na comunidade / Dia e noite: o Sol / Cientista mirim – Aquecimento e reflexão
22a Mão na massa – Brincando com sombras / Marcando o tempo / Aprendendo a ler as horas
TRIMESTRE
BIMESTRE
23a Ideia puxa ideia – Horários de exposição ao Sol / O calendário conta os dias, meses e anos / Outros calendários
24a CAPÍTULO 2 – As plantas / Características das plantas / As plantas são diferentes / Plantas nas brincadeiras
25a Plantas no artesanato / Mão na massa – Plantas na comunidade / O ciclo vital das plantas
26a A fotossíntese / Cientista mirim – A luz, a água e as plantas / As plantas e os animais
27a CAPÍTULO 3 – Os animais / Animais de estimação / Outras dicas importantes
28a
TRIMESTRE
BIMESTRE
Animais no campo / Produzir para comer e comercializar / Criação e pesca / Nas grandes fazendas
29a As características dos animais / Ideia puxa ideia – A jardineira da floresta / O ciclo vital dos animais
30a Mão na massa – Jogo da memória / O que estudei
31a UNIDADE 4 – ATIVIDADES HUMANAS E O AMBIENTE
CAPÍTULO 1 – Trabalho e trabalhadores / Agricultura e pecuária
32a Materiais retirados da natureza / Produtos retirados das plantas / Ideia puxa ideia – Plantas superúteis
33a Diferentes tipos de trabalhadores / Uma comunidade caiçara / Mão na massa – Entrevista com um trabalhador
34a CAPÍTULO 2 – Cuidar do ambiente / A água e o solo / Poluição da água / Mau uso do solo / Cientista mirim – Tipos de resíduos
35a Comunidades que cuidam do ambiente / Plantações sem o uso de agrotóxicos / Cuidados na pesca / Trabalhadores da reciclagem / Mão na massa – Coleta seletiva
36a CAPÍTULO 3 – Transporte e comunicação / Meios de transporte / De um lugar para outro / Pela terra, água e ar / Transporte coletivo e individual
37a Transporte na cidade / Como melhorar o trânsito / Ideia puxa ideia – Cuidados no trânsito
38a Meios de comunicação / Cientista mirim – Telefone de lata / Cuidados no uso da internet
39a O que estudei
40a Projeto – Exposição da comunicação
Matriz de planejamento de rotina
A seguir, é apresentada uma sugestão de matriz de planejamento de rotina. Ela é um recurso importante para a organização da aula, pois cria uma rotina previsível, otimiza o tempo e os recursos, além de facilitar o atendimento de estudantes com diferentes ritmos de aprendizagem. Cabe destacar que é uma sugestão e deve ser adaptada de acordo com a realidade de cada escola e turma.
Momento Tempo
Acolhida variável
Ativação de saberes variável
Desenvolvimento do conteúdo variável
Prática variável
Socialização variável
Encerramento variável
Ação
Recepção dos estudantes
Correção de tarefa, revisão de conteúdo etc.
Apresentação e discussão do conteúdo
Realização de atividades ou seções
Correção das atividades e compartilhamento dos resultados
Retrospectiva da aula e revisão de estudo
Objetivo Recurso
Criar um ambiente acolhedor
Identificar conhecimento prévio e defasagens
Introduzir ou ampliar o estudo de conceitos
Desenvolver habilidades e competências
Estimular a reflexão e a troca de ideias
Avaliar se os objetivos da aula foram alcançados
Matriz de planejamento de sequência didática
Roda de conversa, música etc.
Avaliação diagnóstica, jogos etc.
Lousa, atividades dinâmicas, vídeos etc.
Atividades individuais ou em grupo, jogos, brincadeiras etc.
Lousa, roda de conversa, correção cruzada etc.
Avaliação formativa ou de resultado, questionário, debate etc.
A seguir, é apresentada uma matriz de planejamento de sequência didática. O planejamento detalhado de uma sequência didática busca garantir a coerência no processo de ensino e aprendizagem e a efetividade dos objetivos definidos. A matriz apresentada é uma sugestão e deve ser adaptada de acordo com cada turma e o conteúdo a ser desenvolvido.
Etapa
Definições preliminares
Seleção e organização dos conteúdos
Recursos didáticos
Cronograma
Planejamento das aulas
Execução e monitoramento
Socialização e avaliação
Objetivo
Escolher o tema e os objetivos
Definir os conteúdos abordados
Elencar os recursos didáticos a serem utilizados
Estabelecer um cronograma
Definir o que será realizado em cada aula
Assegurar o alinhamento ao tema e aos objetivos definidos
Descrição
Definir um tema central e detalhar os objetivos a serem atingidos, indicando as competências e habilidades da BNCC a serem desenvolvidas
Delimitar os conteúdos, indicando os capítulos do livro do estudante e outros materiais a serem estudados
Listar e providenciar os recursos didáticos necessários em cada etapa, como materiais manipuláveis, instrumentos, jogos etc.
Detalhar o cronograma de acordo com cada etapa a ser realizada, incluindo a quantidade de aulas necessárias
Descrever de maneira detalhada o trabalho previsto em cada aula, incluindo atividades e outras práticas dos estudantes
No desenvolvimento das aulas, fazer os ajustes necessários ao ritmo da turma e realizar os registros sobre a participação individual e coletiva dos estudantes
Verificar se os objetivos definidos foram atingidos Avaliar a realização da sequência didática, a participação dos estudantes e o desenvolvimento da aprendizagem
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
ABREU, Martha; SOIHET, Rachel. Ensino de História: conceitos, temáticas e metodologias. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.
• O livro apresenta reflexões sobre os principais temas de ensino de História e metodologias de ensino para esse componente curricular.
ALMEIDA, Rosângela de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. São Paulo: Contexto, 2009.
• Esse livro apresenta uma reflexão sobre a aquisição das noções espaciais pelas crianças e sua relação com a elaboração de desenhos e mapas.
BARNES, R. D.; RUPPERT, E. E. Zoologia dos invertebrados. 7. ed. São Paulo: Roca, 2005.
• O livro apresenta textos e imagens que exploram a zoologia dos invertebrados.
BITTENCOURT, Circe (org.). O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997.
• Nesse livro, diferentes autores discutem as aplicações do saber histórico na sala de aula frente às mudanças sociais.
BIZZO, N. Pensamento científico: a natureza da ciência no ensino fundamental. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Coleção como eu ensino).
• Nesse livro, o autor apresenta a história do pensamento científico a partir dos trabalhos de Aristóteles, Galileu Galilei e Charles Darwin.
BOSI, Ecléa. Memória e sociedade. São Paulo: T. A. Queiroz; Edusp, 1987.
• O livro apresenta a conexão entre memória, relações afetivas e sociais e a construção do conhecimento histórico.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 14 set. 2025.
• Conjunto das leis que fundamentam e constituem o Estado brasileiro. Estabelece, entre outros direitos, que a educação básica é um direito de todos e dever do Estado.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Documento oficial do Ministério da Educação que serve de referência para a construção de currículos para todos os segmentos da educação básica. BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Brasília, DF: SEB, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/ publicacoes/institucionais/compromisso-nacional-crianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.
• Documento oficial que apresenta os fundamentos do CNCA. BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais da educação básica . Brasília, DF: SEB, 2013. Disponível em: http://pactoensinomedio.mec.gov.br/ images/pdf/pceb007_10.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Conjunto de diretrizes que orientam a elaboração dos currículos escolares em âmbito nacional. BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em: 14 set. 2025.
• Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ implementacao/contextualizacao_temas_contempo raneos.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Documento oficial que apresenta os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs).
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Guia elaborado pelo Ministério da Saúde para estimular a população brasileira a consumir alimentos mais saudáveis, a fim de melhorar os hábitos alimentares da população e as condições de saúde.
BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/ uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia/guia-de -telas_sobre-usos-de-dispositivos-digitais_versaoweb. pdf. Acesso em: 12 set. 2025.
• Guia elaborado pela Secretaria de Comunicação Social para dar recomendações sobre o uso de telas e outros dispositivos digitais por crianças e adolescentes, evidenciando os benefícios e as atenções que o uso desses equipamentos exigem.
BRASIL (2022). BNCC Computação - Complemento. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas -conectadas/BNCCComputaoCompletodiagramado.pdf
• O documento estrutura e orienta o trabalho com a computação na educação básica.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o plano nacional de educação. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 26 jun. 2014. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011 -2014/2014/lei/l13005.htm. Acesso em: 20 set. 2025.
• Documento com diretrizes do plano nacional de educação (PNE).
BRASIL. Ministério da Educação . Parâmetros Curriculares Nacionais : terceiro e quarto ciclos. Brasília, DF: SEB, 1998. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seb/ arquivos/pdf/introducao.pdf. Acesso em: 20 set. 2025.
• Documento que determina os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).
CAMPBELL, N. A. et al. Biology . 5th. Menlo Park: Benjamin/Cummings, 1999.
• O livro apresenta uma introdução geral às diferentes áreas da Biologia.
CARVALHO, I. S. Paleontologia. Rio de Janeiro: Interciência, 2000.
• O livro apresenta textos e imagens que exploram a Paleontologia.
CAVALCANTI, Lana de S. Ensinar e aprender Geografia: elementos para uma didática crítica. Goiânia: C&A Alfa Comunicação, 2024.
• O livro traz reflexões sobre o ensino de Geografia nos dias de hoje.
CAVALCANTI, Lana de S. O ensino de Geografia na escola. São Paulo: Papirus, 2012.
• O livro discute o papel da Geografia na escola e a importância de conhecer a cultura escolar e os saberes cotidianos dominados pelos estudantes para que seja traçado um planejamento mais adequado das aulas.
CHASSOT, A. Alfabetização científica : questões e desafios para a educação. 4. ed. Ijuí: Unijuí, 2006. (Coleção educação em química).
• Esse livro aborda questões sobre a mudança necessárias no ensino de Ciências e explora o seu ensino fora da sala de aula e nos saberes populares.
CHASSOT, A. Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social. Revista Brasileira de Educação , n. 22, jan./abr. 2003. Disponível em: www.scielo.br/pdf/ rbedu/n22/n22a09.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Nesse artigo, o autor discute sobre a importância da alfabetização científica para promover a inclusão social.
CONTI, K. L. M.; ZANNATA, S. C. Acidentes no ambiente escolar: uma discussão necessária. In: OS DESAFIOS da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE: artigos. Curitiba: Secretaria da Educação, 2014. (Cadernos PDE). Disponível em: http://www.diaadiaeducacao. pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_ pde/2014/2014_unespar-paranavai_cien_artigo_kesia_ liriam_meneguel.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Material sobre acidentes em ambiente escolar.
DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. História oral: memória, tempo, identidades. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
• Livro que aborda a importância dos relatos e da História oral para a construção do conhecimento.
DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A.; PERNAMBUCO, M. M. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. (Coleção docência em formação).
• Esse livro discute sobre o ensino das ciências e da tecnologia ser parte da cultura e de acesso por todos.
DEMO, P. Educação e alfabetização científica. Campinas: Papirus, 2010.
• Esse livro discute sobre a importância de formar indivíduos com conhecimentos em educação e alfabetização científica, valorizando a produção de conhecimento com uso da metodologia científica.
FERREIRA, A. B. et al. Inclusão escolar no Brasil: políticas públicas e desafios na Educação Especial. ISCI: Revista Científica, v. 11, n. 53, p. 13, 2024. Disponível em: https://doi. org/10.5281/zenodo.13974544. Acesso em: 24 set. 2025.
• Artigo que discute a importância das políticas públicas para assegurar a inclusão escolar no Brasil.
HAYDT, R. C. C. Curso de didática geral. 8. ed. São Paulo: Ática, 2006.
• Essa obra oferece suporte teórico para o professor decidir quais estratégias utilizar durante as aulas e quais recursos considerar em cada caso.
HEWITT, P. G. Física conceitual . Porto Alegre: Artmed, 2002.
• Livro de referência para introdução à Física em nível superior.
HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
• Obra do historiador britânico Eric Hobsbawm que aborda a teoria e a prática da História como componente curricular.
IESDE. Programa criança segura na escola . Curitiba: IESDE Brasil, 2004. Disponível em: https://criancasegura. org.br/wp-content/uploads/2021/01/1526395553crianca -segura-na-escola-livro-do-professor.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Material sobre prevenção de acidentes infantis na escola.
LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. São Paulo: Moraes, 1991.
• Livro de referência do filósofo e sociólogo francês Henri Lefebvre que discute os espaços urbanos e as possibilidades das pessoas que neles vivem.
LEPSCH, I. F. Solos: formação e conservação. São Paulo: Oficina de Textos, 1993.
• O livro ensina como os solos se formam e como tornar seu uso sustentável.
LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 2014.
• Essa obra discute sobre a avaliação da aprendizagem na escola como recurso para a garantia das atividades educativas.
MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.
• Esse livro discute sobre a diversidade encontrada na escola e como isso deve ser valorizado e acolhido.
MEDINA, Maria Elba. O papel da família na inclusão escolar e a adaptação curricular. Humanidades & Tecnologia , São Paulo, v. 58, abr./jun. 2025. Disponível em: https://revistas.icesp.br/index.php/FINOM_Humanidade_ Tecnologia/article/view/6268/3872 . Acesso em: 23 s et. 2025.
• Artigo que discute os desafios da inclusão escolar e como os adultos responsáveis, da família e da escola, são importantes para esse processo.
MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo . Porto Alegre: Sulina, 2005.
• Obra do filósofo e sociólogo francês Edgar Morin que aborda a complexidade do saber e defende que é necessário articular conhecimento de diversas áreas para constituir um pensamento complexo.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
• O livro faz uma análise crítica da identidade racial brasileira e o mito da democracia racial.
MUNANGA, Kabengele; GOMES, Nilma Lino. O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2006.
• A obra reflete sobre as questões raciais relacionadas à população preta no Brasil.
ODUM, E. P. Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988.
• O livro apresenta textos e imagens que exploram a Ecologia.
OKUNO, E.; CALDAS, I. L.; CHOW, C. Física para ciências biológicas e biomédicas. São Paulo: Harbra, 1982.
• O livro se propõe a introduzir métodos e conceitos fundamentais desenvolvidos em física e aplicados nas áreas biológicas e biomédicas.
PASSINI, E. Y. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de Geografia. São Paulo: Cortez, 2012.
• A autora reflete sobre o ensino de conceitos, procedimentos e representações acerca do espaço no componente de Geografia. A promoção da chamada alfabetização cartográfica e a aprendizagem de Geografia são fundamentais na formação dos estudantes da educação básica, já que oferecem ferramentas e conteúdos não só para o entendimento de mapas ou imagens de satélite, mas para uma leitura de mundo.
PIORSKI, Ghandy. Brinquedos do chão: a natureza, o imaginário e o brincar. São Paulo: Peirópolis, 2016.
• A obra aborda o papel central que o imaginário da criança tem nas brincadeiras e na sua relação com os elementos da natureza. O autor afirma que brincar usando a imaginação, e não apenas brinquedos prontos, é uma prática que promove a liberdade das crianças.
PONTUSCHKA, N. N.; PAGANELLI, T. I; CACETE, N. H. Estudo do meio: momentos significativos de apreensão do real. In: PONTUSCHKA, N. N.; PAGANELLI, T. I; CACETE, N. H. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2007. p. 171-212.
• O capítulo aborda a importância dos estudos do meio para o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes, especialmente para contextualizar o conhecimento e relacioná-lo com a vivência estudantil.
PORTUGAL, Jussara F. Educação geográfica: temas contemporâneos. Salvador: EdUFBA, 2017.
• O livro reúne textos que resultam de pesquisa, práticas de ensino e relatos de experiências que envolvem a educação geográfica e temas contemporâneos.
PRESS, F. et al. Para entender a Terra. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.
• O livro apresenta uma introdução às ciências da Terra.
PURVES, W. K. et al. Vida : a ciência da Biologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.
• Livro completo de introdução à Biologia que relaciona a teoria com o mundo à nossa volta.
RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; EICHHORN, S. E. Biologia vegetal. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
• Com textos objetivos e explicativos, o livro explora a Biologia vegetal.
RICKLEFS, R. F. A economia da natureza . 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
• Livro de referência para o estudo de Ecologia em nível superior.
SANTOS, Milton. Espaço do cidadão. São Paulo: Edusp, 2007.
• Ao longo do livro, Milton Santos trata de temas como cidadania, consumo, economia, pobreza e direito à cidade. O autor utiliza categorias do campo da Geografia para analisar a relação entre os cidadãos brasileiros e o espaço, refletindo em especial sobre o conceito de território.
SANTOS, S. P. dos; SARDAGNA, H. V. Acessibilidade curricular e inclusão escolar: uma revisão de literatura. Educere et Educare, v. 18, n. 45, p. 434-454, 2023. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/educereeteducare/article/view/30639. Acesso em: 16 set. 2025.
• Artigo que apresenta um compilado da literatura científica elaborada sobre acessibilidade e inclusão no ambiente escolar.
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. de. Alfabetização científica: uma revisão bibliográfica. Investigações em Ensino de Ciências, Porto Alegre, v. 16, n. 1, 2011. Disponível em: https://www.if.ufrgs.br/cref/ojs/index.php/ienci/ article/view/246. Acesso em: 14 set. 2025.
• O artigo de revisão sobre o conceito de alfabetização científica apresenta as definições atribuídas a esse termo e discute quais habilidades precisam ser desenvolvidas para um indivíduo ser alfabetizado cientificamente.
SCHENINI, F. Múltiplos instrumentos podem aperfeiçoar o processo de avaliação escolar. Portal do Professor , Brasília, DF, 11. ed., 17 dez. 2008. Disponível em: http:// portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?id Conteudo=272. Acesso em: 14 set. 2025.
• Esse texto discute as diferentes ferramentas e possibilidades para acompanhar o desempenho dos estudantes.
SCHMIDT-NIELSEN, K. Fisiologia animal : adaptação e meio ambiente. 5. ed. São Paulo: Livraria Santos, 2002.
• O livro apresenta textos que abordam a fisiologia dos animais.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; REIS, Letícia Vidor de Sousa. Negras imagens. São Paulo: Edusp, 1996.
• Livro que debate a história das populações africanas que chegaram ao Brasil.
SILVA, Aracy Lopes da; GRUPIONI, Luis Donisete Benzi. A temática indígena na escola : novos subsídios para professores de 1º e 2º graus. Brasília, DF: MEC: Mari: Unesco, 1995.
• Livro com estratégias para abordar a temática indígena em sala de aula sob uma perspectiva cidadã e inclusiva.
SIMIELLI, Maria Elena R. O mapa como meio de comunicação e a alfabetização cartográfica. In : ALMEIDA, Rosangela D. (org.). Cartografia escolar . 2. ed. São Paulo: Contexto, 2011. p. 71-93.
• A autora traz elementos de suas pesquisas de doutoramento e tese de livre-docência que analisam o mapa como meio de comunicação e sua leitura eficiente, tendo como conceito central a alfabetização cartográfica.
SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão (org.). Livros didáticos de História e Geografia: avaliação e pesquisa. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2006.
• O livro apresenta uma pesquisa sobre os livros didáticos de História e Geografia, incluindo temas e metodologias mais trabalhados nas salas de aula.
TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a Terra. 2 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009.
• O livro apresenta uma introdução a temas da Geologia.