CADERNO DE CONVERSA

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O� Abre a Rotla TintlolelêH

Queridas colegas,

Este Recurso Educativo tem o objetivo de compartilhar com outras professoras da Educação Infantil algumas práticas cotidianas com as linguagens oral escrita, que foram refletidas durante as Rodas de Conversa da nossa pesquisa de mestrado, que tinha como objetivo geral investigar como as professoras da EMEI Rosinha, que participaram do Curso Leitura e Escrita na Educação lnfantil-LEEI edição :?021-2022, avaliam as reverberações desse curso no seu Desenvolvimento Profissional Docente e em suas práticas pedagógicas voltadas para a ampliação das experiências das crianças com as linguagens oral e escrita. Para a pesquisa, o termo "reverberações" são os elementos perceptíveis nos depoimentos das professoras que guardam alguma relação com os conceitos, as premissas, as concepções expressas nos cadernos e nas atividades desenvolvidas pelo LEEI. Estas percepções foram extraídas dos diálogos com este grupo de professoras. Sendo assim, as práticas sociais de Leitura e Escrita, compartilhadas neste recurso, fazem parte do repertório das professoras da EMEI Rosinha e foram considerodas, por elas e por essa, pesquisa como aquelas práticas adequadas às concepções do LEEI, da qual estas professoras participaram. Nossa intenção é contribuir de alguma forma, com professoras que gostam de conversar sobre as experiências com as crianças na escola. O que pretendemos com este material é ampliar os diálogos entre nós, que às vezes, não damos valor para as coisinhas miúdas que realizamos no dia a dia e como disse, Mariana, uma das participantes, "são coisas que a gente já fazia, e nem dava valor".

Então vamos abrir a Roda? Esperamos que este caderninho de professora possa inspirar novas Rodas de Conversa!!

Grande abraço!!

Vera Otto, Doco e Mônico.

SUMÁRIO

Apresentação : Abre a Roda Tindolelê!

Conversa de professora, para professora

Como me tornei professora da Educação Infantil

Eu fiz e recomendo!! - Reverberações LEEI

Projeto Tecendo laços - profª Pity

Projeto identidade turma 1 ano - profª Catarina

Projeto horta - profª Simone

Ações do cotidiano - profª Eloísa, Gal, Lia e Sara Brincando com as palavras - profª Paola

Olhar e escuta atentos e sensíveis

Escuta isso amiga! (Recursos adicionais)

Mais um tiquinho… (Para saber mais do LEEI)

Ilustração: Graça Lima

Que relação há entre Desenvolvimento Profissional Docente (DPD) e o

LEEI?

O Desenvolvimento Profissional Docente-DPD se constrói a longo prazo, integrando diferentes oportunidades e experiências, que se relacionam com as identidades docentes (Formosinho, 2002; Diniz-Pereira, 2009; Marcelo, 2009). As mudanças no desenvolvimento profissional provocam deslocamentos na identidade docente, afetando tanto individual quanto coletivamente os profissionais que compartilham experiências na escola. O processo de construção da identidade docente é relacional, envolvendo interações com outros profissionais e com a prática. A formação em contexto, outra característica do LEEI, integra estudos teóricos, trocas de experiências e reflexões sobre a prática, dentro de uma concepção histórico-cultural, em que conhecimentos e mudanças se constroem coletivamente.

O LEEI é uma formação continuada, coletiva, reflexiva, que promove diálogos entre as participantes, incentivando a interação entre as professoras cursistas e análise do contexto da escola. Os cadernos da coleção oferecem referencial teórico de alta qualidade, afinados com as concepções e orientações do ordenamento legal para a Educação Infantil.

Além dos cadernos, os encontros de estudo com as tutoras também são construídos com base nas interações. Os conteúdos teóricos são entrelaçados com questões da prática das trocas de experiências, incluindo as formadoras.

O processo de ensinar, que implica o de educar e vice-versa, envolve a “paixão de conhecer” que nos insere numa busca prazerosa, ainda que nada fácil. Por isso é que uma das razões da necessidade da ousadia de quem se quer fazer professora, educadora, é a disposição pela briga justa, lúcida, em defesa de seus direitos como no sentido da criação das condições

e a formação LEEI

Baseados nas escutas das narrativas das cursistas em interações com os autores apontados, constatamos que o curso LEEI proporcionou a vivência da formação reflexiva em que, tanto a formadora quanto as formandas se compreendem como pessoas em desenvolvimento. As interações estabelecidas entre as professoras e suas colegas e entre elas com as tutoras demonstraram a perspectiva de formação permanente, em que os envolvidos vão se formando e se transformando. Essa dimensão dos processos contínuos de ação -reflexão e ação, presentes na ação docente, está representada na fala da professora: para a alegria na escola, um dos sonhos de Snyders... (Freire, 2015, p. 22).

Desenvolvimento Profissional Docente (DPD)

são processos contínuos ação -reflexão e ação, presentes na ação docente, está na fala da

-Sara: Mas você sabe que essa profissão, eu fico analisando, a cada ano eu vejo a Sara que começou na Educação Infantil, com a Sara agora. A cada dia, com os desafios, a gente aprende mais, porque os desafios que nos são impostos, nos fazem reaprender. Cada vez mais, a gente vai aprendendo alguma coisa, a gente vai refletindo o que funcionou, o que não funcionou, como é, e como não é. A gente tá sempre aprendendo! Tudo é um aprendizado! (Trecho da pesquisa) 11

O

A formação permanente pressupõe que o formador e o formando compreendam-se como seres inconclusos e que essa é uma condição humana que impele o homem a se enveredar, curiosamente, na busca pelo conhecimento de si e do mundo. Freire considera que essa é uma vocação ontológica e que, ao perceberem que o destino não está dado, os sujeitos possam, cada vez mais, ser capazes de (re)escrever suas histórias, contribuindo para a mudança da ordem social injusta que desumaniza e oprime. (Saul, A. M.; Saul, A. ,2016, p. 25 )

QUE FOI O LEEI PARA VOCÊ?

Alguns relatos das professoras pesquisadas

No primeiro Encontro com as cursistas, em que foi apre-sentada a pesquisa, percebemos que, de modo geral, falar do LEEI suscitou lembranças ligadas à memórias afetivas e primei-ras impressões do curso. Muitas destas manifestações foram marcadas pelas oportunidades que tiveram com os encontros semanais de formação, para as trocas de experiências pessoais, em que puderam conhecer as colegas de trabalho. Situação diferente das vividas no dia a dia da escola, devido a rotina e a organização do trabalho.

Relataram que durante as reuniões virtuais de formação do LEEI puderam expressar sentimentos, medos, choros e conhecer a vida, a casa, o ambiente por detrás da tela do computador ou do celular. Puderam se encantar com a estante de livro conhecer familiares e animais domésticos, que às vezes, passavam por perto da câmera.

Identificaram que este fato aproximou o grupo e em alguns casos “foi o que as salvou” tirando-as do afastamento necessário da época do Isolamento Social da Pandemia de Covid-19, além do fortalecimento da identidade de ser professora da Educação Infantil, o que foi evidenciado na fala de Mariana:

Mariana: Acho que foi um momento de valorizar a história da docência, as nossas próprias histórias, dentro da docência. E aí resgatando a nossa infância, falando do nosso papel como mulher também, isso foi muito colocado. O fortalecimento do coletivo, ainda mais num momento de muita fragilidade, que no momento da pandemia--

Era um momento em que a gente se encontrava, a gente falava muita coisa que a gente tava sentindo. Em muitos momentos a gente chorava , a gente falava de arte, a gente falava de poesia, de música, de literatura. [...] e foi aquela primeira experiência com o MEET, de Zoom, tecnologia… e a gente tava se vendo, uma na casa da outra. Hoje é tão normal, mas naquela época, a gente ficava assim, gente olha lá no fundo, a casa dela, [...] uma que não desliga o microfone… Então assim, a gente teve uma intimidade, né? (trecho da pesquisa)

Mariana: E uma outra coisa também, que eu achei muito importante aprender é como enxergar aquelas crianças, uma visão que a gente tem que começar a enxergar a criança como sujeito de direito, como sujeito pensante, como um sujeito que já chega com informação, que chega com coisas, que eu preciso considerar aquilo. Que eu sou adulto, mas eu não posso menosprezar o que aquela criança traz. ENTÃO O

LEEI TAMBÉM

TRAZ ISSO MUITO FORTE, DA RELAÇÃO DO PROFESSOR

COM A CRIANÇA, como que eu enxergo essa criança o que eu preciso ver nela.

Lelê: A minha postura de contar a história, de deixar eles interagirem com aquele texto, com aquele momento. Antes a gente queria que eles ficassem, só escutando. Hoje a gente deixa os meninos participarem mais dessa história, enquanto você está contando ali.

Simone: O direito de utilizar o espaço, de utilizar os materiais, de levar pra casa emprestado, em algum momento, porque às vezes, em casa ela não tem aquela oportunidade que tem na escola. A família não tem condições de oportunizar isso, não tem o tempo necessário. Mas, a partir do momento que ela leva pra casa, também ela vai compartilhar aquilo que ela está vivenciando na escola e vai compartilhar na escola aquilo que ela vivenciou fora dela, na casa dela.

Eloísa: Eu acho que o mais importante, coisas que a gente não acreditava que as crianças sabiam! A gente começou a pedir para trazer de casa as vivências deles, por exemplo, a gente tava trabalhando a alimentação, ao invés de falar só da alimentação, da importância da alimentação, a gente começou a trazer, pedir para mostrar em revistas, gravuras, o que eles comiam, o que a família comprava. Então fazer essa relação, que a gente não aproveitava antes. Foi legal. Porque, por exemplo, eu acreditava que a gente ia vir com uma coisa pronta e acabada. E não é assim. A gente tem que construir também.

Lelê: O LEEI, ele trouxe para mim momentos de reflexão. Rever a prática como professora leitora. Como eu apresento essa literatura, fazer essas escolhas com um olhar mais seletivo, mais criterioso, mais atento. Valorizando realmente essa importância da literatura. Não é só o momento de qualquer livro, de ser só uma contação de historinha, né? Existe uma importância, existe um cuidado. Então isso me faz refletir muito hoje, quando eu vou contar uma história. Que livro que eu vou trazer para essas crianças? [...] E não ficar mais assim, como aquela professora engessada: Agora é o momento da história, vocês vão ficar todo mundo calado prestando atenção e ouvindo. Porque não é assim. Eles têm aquele momento ali também. O DIREITO DE INTERAGIR, O DIREITO DE EXPRESSAR, O DIREITO DE INTERAGIR COM AQUELA LEITURA NO MOMENTO QUE VOCÊ ESTAVA CONTANDO AQUELA HISTÓRIA.

REFLETIR: O direito das crianças de expressar e de interagir com aquela leitura no momento que você está contando a história.

Mariana: A arte e a literatura não precisam ter um objetivo fora do que ela já é, PORQUE ELA É ARTE E LITERATURA! [...] é uma finalidade em si mesma. [...] É VIVER O PROCESSO! …

Flora: Muitas vezes, a gente não pensava, né Mariana? A gente escolhia livros pra comprar para a escola, a gente ia mais, pelos títulos, que eram mais comuns e tudo. Mas às vezes, a gente não pensava tanto na qualidade.

Na unidade 3 do caderno 1 as autoras do texto tratam da importância desta ação para a formação leitora das professoras. Informam que há estudos que apontam que ser leitora de livros de literatura não costuma ser características do coletivo de professoras, não faz parte de suas práticas culturais. As professoras costumam dar preferência para leitura de livros informativos ligados ao mundo profissional. Sabendo desta realidade e da importância da literatura na vida de todos a formação LEEI proporciona às cursistas momentos de saborear leituras de histórias e poemas sem a preocupação de aprendizagens teóricas ou didáticas. As cursistas experienciam ouvir leituras na voz das formadoras, transformando em sensação de prazer e leveza.

Sara: ampliou pra gente essa maneira de ver a literatura, né? A gente aprendeu mais critérios e que a gente não tem que só se basear em um ou em outro, mas ver uma diversidade de critérios pra apresentar aquele livro pra criança, aí a gente já visualiza os desenhos, o conteúdo, e muitas coisas, né?

Simone: Sim, eu coloquei a questão da Tertúlia também. Eu não havia vivenciado antes. Nesse momento foi importante para mim. [...] E pra mim também ficou bem clara essa questão de visualizar, desde a capa do livro, eu estou encantada…

Lelê: Pra mim, com o LEEI, o que ficou muito forte para mim e que me faz refletir até hoje é com relação às obras literárias… Ter clara importância de uma seleção criteriosa. Não só o autor, mas as figuras, as ilustrações... Pensar nesse texto, pensar nessa obra, pensar neste livro, com um objetivo. Porque antes eu escolhia qualquer livro! E aí no LEEI eu aprendi sobre isso. Dar essa importância literária desde pequeno. Desde aqui, na educação infantil, para que a criança cresça com essa compreensão. De trazer várias obras literárias, vários textos, gêneros textuais. Não ficar trabalhando só com textos tão infantilizados. Mas igual esse projeto que a Pity tá fazendo com a mala literária. Na semana passada com os livros étnico-raciais, que é uma riqueza muito grande, que os meninos não tinham contato com isso…

É na linguagem que as crianças desenvolvem sua experiência vital, que dão sentido ao seu entorno e a si próprias. Devido a isso, alguns especialistas enfatizam que o desenvolvimento da linguagem não é apenas mais um aspecto do desenvolvimento infantil e o consideram como a própria base da aprendizagem (Halliday, 1993 apud Sepúlveda e Teberosky 2016, p.61).

Rosa: Para mim, me tirou do mundo tradicional, aquela professora ali da frente, a detentora do conhecimento, é que eu estou aqui, você tem que cumprir regra! Foi uma coisa que eu pensei, gente, é isso! Essa sou eu! Então, para mim, foi assim…o LEEI me despertou de um tradicionalismo que eu fui criada, que eu fui direcionada, porque eu trabalhei sempre com magistério no Ensino Fundamental. Esse curso também me trouxe para uma outra realidade! [...] O curso abriu pra mim, você tem tantas maneiras de apresentar isso, (se referindo ao alfabeto, que anteriormente havia dito, que considerava que tinha que apresentar o alfabeto para todas as crianças) para as crianças, de outras maneiras, na brincadeira, nos joguinhos, nos livros, o acesso à leitura, acesso à escrita. A diversidade é imensa! […] é a vivência! É você ouvindo o bebê, é o outro ouvir, e o outro reconhecendo aquilo…tem hora que eu vejo os três sentados conversando, [...], gente, eles estão dialogando! Eles se abraçam, eles se beijam, eles se batem, eles se mordem! Mas é o modo que eles tentam se comunicar! Então, essa abertura, o curso me trouxe muito isso, CONHECIMENTO! Mas, assim, me abriu muito. Eu tenho muito ainda pra aprender na educação infantil. Muito mesmo…

Lelê: Eu acredito que a gente precisa apresentar o mundo letrado para as crianças. Seja ele letramento matemático, seja ele letramento de português. Por quê? Porque a gente falou uma vez lá no LEEI, quando você está fazendo uma lista com a criança, você está construindo um texto, quando você faz um combinado e coloca lá na parede da sala, no painel, você está construindo um texto. Então, necessariamente, você não precisa trazer um texto formal. Mas quando você traz uma história, quando você traz rótulos, eles estão vendo isso no supermercado. Então, isso é leitura. No rótulo tem número, tem o código de barra, tem as informações do alimento. Isso é para fazer uma leitura. Uma leitura de quê? De mundo. Daquele mundo ali no supermercado. Quando eles entram aqui na escola, eles veem um painel de aniversário, eles já sabem identificar o nome, de quem é no mural.

Pity: Até por isso, que eu acho que não deveria chamar de Leitura e Escrita, porque acho que reduz! Porque ele é tão amplo, porque pra mim, ele fala da Educação Infantil, da infância, de uma maneira muito ampla assim… até o olhar que a gente tem para a criança, para o desenvolvimento dela, a importância da arte, pra mim, isso ficou muito forte, a importância da arte… valorizar…assim, meu olhar mudou! Eu acho que eu era mais prática, então eu acho que eu fiquei mais sensibilizada pra isso! E a importância da literatura. Para mim, é o que ficou muito forte! Então eu acho que o nome reduz, otão amplo, que ele é! E acho que devia ser uma pós-graduação! Deveria ser reconhecido como uma pós, PORQUE ELE É MUITO …RICO, É MUITO … PROFUNDO! Resgatou coisas [...] da nossa história e … aí foi evoluindo, depois vem os cadernos, cada um com um tema, que engloba tanto outras coisas, que eu acho, que quando a gente fala, assim, Curso Leitura e Escrita na Educação Infantil, eu acho que [...] a gente não consegue pegar a dimensão do curso! Pra mim foi um dos melhores cursos que eu já fiz! Tô falando no todo! Desde a minha formação de graduação até hoje! Ele veio com uma pegada que pra mim, que foi muito diferenciada, que é a questão, de além do conteúdo do racional, da informação técnica… ele vem com [...] uma formação humana!

O desafio da docência na Educação Infantil consiste em cruzar fronteiras entre o tempo adulto e o tempo criança, nos modos de perceber o mundo como estratégias para construir uma pedagogia voltada para a intenção de estender pontes entre expressões culturais nos processos coletivos e de aprender a significar o vivido. Trata-se de conquistar um lugar que estabeleça o trânsito da linguagem entre gerações, pelo cruzamento de fronteiras entre os modos de produzi-la e compartilhá-la. (Richter, 2016, p. 36).

Práticas Sociais de Leitura e Escrita na

Educação Infantil

A Formação continuada-LEEI compreende que a leitura e escrita são formas de linguagem presentes na nossa cultura. Ana Maria de Oliveira Galvão, uma das autoras dos textos do Caderno 3 da coleção, entende que nas sociedades complexas em que vivemos a cultura escrita não é homogênea, que não existe um único lugar para oescrito. Cada grupo, em diferentes épocas e locais, atribuiu ou atribui significados e valores distintos ao escrito. Para essa autora, é no contexto das interações e interlocuções, nos espaços lúdicos das brincadeiras, dos jogos de linguagem, das cantigas e dos poemas, das histórias e dos relatos que as culturas do escrito são vividas pelas crianças, cabendo à Educação Infantil ampliar as possibilidades de participarem dessas culturas (2016, p.9).

Cultura escrita: o lugar – simbólico e material – que oescrito ocupa em/para determinado grupo social, comunidade ou sociedade. (Galvão, 2016, p.17)

Caderno 3

As práticas com a linguagem oral e com a linguagem escrita a serem efetivadas na Educação Infantil, [...] consideram as interações verbais, tanto na modalidade oral quanto na escrita, como um fenômeno social que ocorre a partir das condições concretas de vida das crianças. Significa, em outras palavras, reconhecer que as crianças se constituem como seres de linguagem, nas interações que estabelecem com o mundo. Uma prática pedagógica pautada nessa perspectiva discursiva de apropriação da linguagem verbal exige não apenas conhecer os usos que os meninos e as meninas fazem da linguagem oral e da linguagem escrita, dentro e fora das instituições educativas, no seu cotidiano, mas, sobretudo, significa incorporar esses usos no planejamento didático e nas situações de aprendizagem a serem propostas.

(Baptista et al, 2016, p p.19,20) Caderno 5 .19,20)

O que é?

O que é?

Segundo o Glossário do CENTRO DE ALFABETI CENTRO DE ALFABETI

Segundo o Glossário do CENTRO DE ALFABETI CENTRO DE ALFABETI-

ZAÇÃO, LEITURA E ESCRITA-CEALE , “literatura

oral” é uma expressão utilizada para designar um conjunto de textos em prosa e verso transmitidos oralmente (contos, lendas, mitos, adivinhações, provérbios, parlendas, cantos) e que se apresentam de modo diferente do falar cotidiano.

ZAÇÃO, LEITURA E , “literatura oral” é uma expressão utilizada para designar um conjunto de textos em prosa e verso transmitidos oralmente (contos, lendas, mitos, adivinhações, provérbios, parlendas, cantos) e que se apresentam de modo diferente do falar cotidiano.

Apresentamos Apresentamos a a seguir seguir uma uma tarefa tarefa realizada realizada pelas pelas cursiscursistas do LEEI tas do LEEI na na edição edição do do 2021/2022. 2021/2022. As As professoras professoras construíconstruíram ram uma uma coletânea coletânea com com músicas, músicas, parlendas, parlendas, poemas poemas e e histórias histórias orais e organizaram-nas em forma de ebook que foi comparti- orais e organizaram-nas em forma de ebook que foi compartilhado com as colegas. Esta é uma ótima proposta para com as colegas. Esta é uma ótima proposta para ser desenvolvida com as crianças e suas famílias! desenvolvida com as crianças e suas famílias!

Buscamos no e-book: Literatura oral: Repertório do curso LEEI- Edição 2021/2022 alguns exemplos de músicas, poemas, brincadeiras de tradição popular recolhidos pelas cursistas á época do curso. Com certeza você também conhece! Venha compartilhar conosco!

Buscamos no e-book: Literatura oral: Repertório do curso LEEI- Edição 2021/2022 alguns exemplos de músicas, poemas, brincadeiras de tradição popular recolhidos pelas cursistas á época do curso. Com certeza você também conhece! Venha compartilhar conosco!

A R DOUROURADO O

Alecrim, Alecrim dourado

Que nasceu no campo sem ser semeado Alecrim, Alecrim dourado

AlecrimDourado - CLIQUEAQU I

Que nasceu no campo sem ser semeado

Foi meu amor que me disse assim

Que a flor do campo é o alecrim

Foi meu amor que me disse assim

Que a flor do campo é o alecrim

CAI CAI BALÃO

A l ecrimDourado- CLIQUEAQU I

Cai cai balão, cai cai balão

Aqui na minha mão

Não Cai não, não cai não, não cai não

Caicaibalão - CLIQUEAQU I

Cai na rua do Sabão

Cai cai balão, cai cai balão

Aqui na minha mão

Não vou lá, não vou lá, não vou lá

Tenho medo de apanhar!

FUI PASSAR NA PINGUELINHA

Cai caibalão- CLIQUEAQUI

Fui passar na pinguelinha, Chinelinho caiu do pé.

Os peixinhos reclamaram: Que cheirinho de chulé.

CADÊ O TOUCINHO QUE

ESTAVA AQUI?

Cadê toucinho

que estava aqui? O gato comeu.

Cadê o gato?

Foi para o mato.

Cadê o mato?

Pegou fogo.

Cadê o fogo?

A água apagou.

Cadê a água?

LÁ EM CIMA DO PIANO

O boi bebeu.

Cadê o boi?

Foi amassar o trigo.

Cadê o trigo?

A galinha espalhou.

Cadê a galinha?

Foi botar ovo.

Cadê o ovo?

O padre comeu.

Cadê o padre?

Foi rezar a missa.

Cadê a missa?

Está no altar.

Cadê o altar?

Está na igreja.

Cadê a igreja?

Foi por aqui, por aqui, por aqui!

HOJE É DOMINGO

Hoje é domingo

Pé de cachimbo

Cachimbo é de barro

Bate no Jarro

Jarro é de Ouro

Bate no Touro

O touro é valente

Bate na gente

A gente é fraco

Cai no buraco

O buraco é fundo

Lá em cima do piano, tem um copo de veneno. Quem bebeu morreu, de menos eu. CadêoToucinho - CLIQUEAQU I

Acabou-se o mundo

CABRA CABRÊS

Onde vais com tanta pressa, coelhinho bonitinho?

Vou colher umas cenouras pra fazer o meu caldinho.

JANELA, JANELINHA

Janela, Janelinha, Porta, Campainha, Ding.

Tra lá lá lá, tra lá lá lá, tra lá lá lá lá lá.

Tra lá lá lá, tra lá lá lá, tra lá lá lá lá lá.

Eu sou o Cabra Cabrês, Vai te embora (nome do animal), que de um eu faço três.

O cabrito berrou

O boizinho mugiu

O gato miou

O cachorro latiu

Faz o zoom, zoom, zoom do mosquitinho

Pois o Cabra Cabrês já correu pelo caminho

GATA PINTADA

Gata pintada

Quem te pintou?

Foi uma menina pura

Aqui ela passou

Tempo de areia

Fazia poeira

Pega essa menina

Pela ponta das orelhas.

Encontramos outras versões para essa letra. Em uma delas, ao invés de Gata pintada, canta-se Lagarta pintada. Como é uma música do cancioneiro popular é comum ocorrer mudanças regionais.

Fui no Tororó beber água

Não achei

Achei linda Morena que no Tororó deixei

Aproveita minha gente

Que uma noite não é nada

Se não dormir agora

Dormirá de madrugada

Oh, Mariazinha

Oh, Mariazinha

Entra nesta roda

Ou ficarás sozinha!

Sozinha eu não fico

Nem hei de ficar!

Por que eu tenho Joãozinho

Para ser o meu par!

Curiosidade: Onde é a Fonte do “Itororó”?

A fonte, situada no chamado Recanto do Itororó, localizada no sopé do Monte Serrat, recebeu essa denominação devido ao ribeirão do mesmo nome que atravessava algumas ruas da região central (do Rosário e XV de Novembro), em direção ao mar. Esse recanto era um lugar aprazível, como relata Arnaldo Ferreira Marques, historiador do CONDEPASA - Conselho de Defesa do Patrimônio de Santos -, em artigos para o jornal A Tribuna: "as pessoas passeavam pelo Itororó atraídas tanto pela temperatura amena que a mata existente proporcionava, quanto pela água fresca que brotava da fonte"

A Fonte do Itororó faz parte dos atrativos turísticos da cidade de Santos, como um dos locais que pode ter servido de inspiração para a alegre canção que embalava as brincadeiras de ciranda e os lazeres de uma época não tão distante.

Ilustração: Graça Lima

O QUE FOI O LEEI PARA VOCÊ?

-Relações com a linguagem

Os relatos das professoras apontam para as relações do curso LEEI com a perspectiva histórico-cultural, que dá à linguagem um papel central na formação humana, e que, por meio dela, podemos nomear e construir sentidos para a realidade vivida. Na mesma direção as autoras Cecília Goulart e Adriana Santos no texto, “Linguagem oral e linguagem escrita: concepções e inter-relações”, no caderno 3, afirmam que “por meio da linguagem verbal, criamos, compomos e recompomos a realidade e a nós mesmos” (Goulart, Santos, 2016, p.45). Consideramos que os diálogos na época do curso, bem como aqueles que aconteceram nos Encontros da pesquisa, possibilitaram às cursistas refletir sobre as experiências vividas naquele contexto e identificar a importância das relações pessoais de cuidado e educação para o estabelecimento das interações com as colegas e com o Desenvolvimento Profissional.

Gal: Gostei muito das atividades, enquanto resgate de memórias afetivas, né!? Uma que eu lembro que o que mexeu muito comigo, que era um objeto de apego antigo, que eu lembrei de uma bolsinha que uma tia minha me deu há muitos anos, eu tinha 11, 12 anos, e eu ainda tenho essa bolsinha até hoje, ela resgata memórias afetivas. Dessa tia eu lembrei que ela contava histórias para a gente, eu ia muito para casa do meu avô… Então a gente foi resgatando isso, a nossa infância. Então eu fui relembrando disso [...]. Gostei também de lembrar dos momentos em sala com os alunos, das atividades que a gente fazia, que remontava, enquanto a elas (as tutoras) iam fazendo, encenando, né? Então eu fui me recordando de algumas coisas.

“Onde e como se dá a cultura escrita?”

Perguntamos às professoras o que elas pensavam sobre as perguntas de Ana Maria Galvão, em seu texto: “Crianças e Cultura”, no caderno 3: “Onde e como se dá a cultura escrita?” e “Como aproximar as crianças desde bebês, da cultura escrita, sem incorrer em problemas que ferem os modos de enxergar a criança pequena e o próprio papel da Educação Infantil instituído pelas DCNEI (Brasil, 2009)?” (Galvão, 2016, p.24).

ção Infantil instituído pelas DCNEI (Brasil, 2009)?” (Galvão,2016,p.24).

Catarina: Ah sim, o tempo todo, né? Eu até, tava pensando, [...] nesse final de semana, eu estava escrevendo as Mini-histórias, eu não sei se você quem estava no parquinho comigo na hora que o Ravi viu meu crachá. Ele pegou o meu crachá, estava em cima do muro, e ficou olhando… ele olhou para mim, olhou para crachá, e de repente ele falou comigo assim, “igual aqui Kaka!” Mostrando a blusa dele. Isso é um símbolo, isso para mim é uma cultura do escrito! O crachá, eles já estão identificando! [...] então assim, eu acho que isso faz parte, né, depois eu mostrei o crachá, a sala, falei do crachá, falei que é o meu nome, que a minha identificação, que eu trabalho e eles estudam.[...] Achei muito interessante a parte dele. Ele tem dois anos! Muito interessante! Então acho que também isso é o tempo todo, né? As músicas, as parlendas que a gente trabalha ... Lelê e Catarina: as músicas, as parlendas, os murais, o nome da sala, o nome deles no copo, na bolsinha, na hora que vai dormir... Isso tudo, tá participando do mundo letrado, néh? [...]

Catarina: A chamada, você começa a fazer a Chamada, os pequenininhos, primeiro eles começam: Tô aqui! “Vem não!” Eles olham, para ver se realmente, não veio todo mundo. Uma prática social, porque a chamada é uma prática cultural da educação. (Trechos da pesquisa) ai dormir... Isso a es a a ca

Existe relação entre linguagem oral e a linguagem escrita com o brincar?”

As crianças aprendem linguagem a partir da linguagem que escutam, ou seja, das palavras, expressões e formas de comunicação usadas pelos seus interlocutores. Por isso, afirma-se que os adultos fazem parte do processo de aprendizagem da linguagem (Teberosky; Jarque, 2014). A linguagem do adulto é um modelo a ser imitado, e são os adultos que repetem, reformulam e expandem o que as crianças dizem. Mas as crianças não aprendem somente escutando, elas precisam participar de situções comunicativas significativas e ter oportunidades frequentes de usar e produzir linguagem. (Sepúlveda e Teberosky, 2016, p.63)

ivas e ter de usar e produzirlinguagem.(SepúlvedaeTeberosky,2016,p.63)

Catarina: A melhor coisa para eles aprenderem a oralidade e a escrita é na brincadeira livre, porque aí eles conversam entre eles. Eles começam através do olhar, depois por balbucio. Então as crianças de 1 ano então, você vê isso acontecendo claramente, né? Aí depois agora, eles já começam a falar palavras... Agora eles já estão começando a formar frases! Então você vê nitidamente!

Lelê: Eles criam situações, você vê que eles criam situações. Outro dia eu dei panelinhas, aí não sei quem falou assim, então tá, nós vamos fazer um bolo! Aí vira um outro e fala assim, mas esse bolo vai ter o que? A outra fala, frutas! Então olha só, como que eles vão criando... A construção do bolo, vai ser de que? O que vamos colocar no bolo? Foram criando a receita! Eles mesmo foram criando a própria receita! Vai ser aniversário de quem? Vai ter bolo de aniversário? Olha quantas situações eles foram colocando diante de uma brincadeira.

Catarina: Eles foram recriando uma imitação que eles já viram. Porque pra chegar na escrita tem que ter oralidade.

Veja

Vejam o reaproveitamento dos espaços com propostas para uso das crianças. Nestas imagens temos a diversidade de possibilidades de interações com a vida cotidiana.

O Brincar e as relações com a cultura escrita

Pesquisadora: Vocês acham que a brincadeira é muito importante na vida das crianças?

Pity: Sim, a criança não separa a vida com o brincar...

Lelê: É o tempo todo brincando...

Pity e Lelê: a gente que faz essa separação. Às vezes vão escovar os dentes, estão brincando/ O tempo inteiro/ a escova vira avião, tudo vira brincadeira.

Catarina e Lelê: É tudo, basta deixar eles interagirem, que eles vão. Se você fizer sempre um robô, eles não conseguem, não, né, mas se deixar mais livre, eles brincam o tempo todo...

Lelê: é na brincadeira que tudo acontece, né, a imaginação vem, a percepção, o respeito, a interação, o criar, o falar … E acho que a nossa grande função é organizar os materiais e o espaço. [...] e observar e ficar ali atenta a escutar e observar.

“Eufiz e recomendo!”

Reverberações LEEI (Relatos de prática)

Ilustração: Graça Lima

Projeto Tecendo Laços - Profª Pity

Querida colega, Em 2023 criei O Projeto Mala de Histórias Diversidade Étnico-Racial e Cultural para desenvolver o Projeto Tecendo Laços Lendo o Mundo na Escola de Educação Infantil Santa Rosinha. Consciente da importância da educação antirracista e sensibilizada com o tema que tem sido cada vez debatido e difundido, considerei urgente desenvolver um projeto na escola centrado totalmente nas questões étnicas raciais, esperando que assim, estaríamos estimulando desde os primeiros anos de vida, orespeito a todas as pessoas e combatendo a discriminação.

Vislumbrei a literatura infantil como uma ferramenta potente e adequada para afetar e formar crianças tão pequenas.O intuito principal é que as crianças tivessem como referência de protagonismo, beleza e relevância pessoas negras e indígenas, entrar em contato frequentemente com estes personagens, conhecer e valorizar os costumes próprios da cultura afro-brasileira e indígena.

Iniciamos com uma mala contendo uma seleção de livros que a escola já tinha em seu acervo com personagens negros e indígenas. A mala iniciou “viajando” por diferentes espaços da escola levando livros para as crianças explorarem e eu, professora responsável pelo projeto, fazia a mediação da leitura e a contação de histórias. A atividade iniciou sendo realizada com duas turmas de crianças de 2 anos e duas turmas de crianças de 3 anos de idade.

Ao longo do ano, o projeto ampliou e adquirimos mais recursos. A direção comprou os materiais solicitados como novos livros, instrumentos musicais, bonecas, bonecos, brinquedos de origem indígena e referência e afro-brasileira.. Montamos um espaço nomeado como Dengos e Cafunés no hall de entrada para abrigar o projeto. Fizemos um painel com fotos de personalidades negras, exposição de imagens de obras artísticas indígena e negra, adquirimos novos tapetes e realizamos a sua inauguração na Semana da Educação Infantil apresentando oespaço e todos recursos adquiridos para todas as turmas, convidamos as professoras e as crianças para participarem explorarem os materiais.

As crianças de outras turmas fizeram desenhos para ornamentar a mala, escreveram a plaquinha de identificação do projeto, desenharam personalidades negras que conheciam e admiravam, e depois cada turma, por meio de uma eleição, escolheu um nome para bonecas e bonecos do projeto.

Para executar o projeto, o ambiente era previamente preparado e organizado de modo possibilitar a escolha e instigar o interesse das crianças pelos materiais no Espaço Dengos e Cafunés ou em outro local da escola, o que possibilitava o uso dos recursos por mais de uma professora e turma. A exploração dos materiais ocorreu, prioritariamente, em pequenos grupos fora da sala de referência, realizando-se um rodízio entre as crianças da mesma turma, respeitando os horários e a rotina da escola.

Tinha como expectativa promover um momento especial de leitura íntima e afetiva com um acervo previamente selecionado e direcionado com a temática étnico-racial, estimulando a identificação das crianças com os personagens, bonecos, bonecas de referência negra e indígena.

A pretensão era de que todos, meninas e meninos, enxergassem a beleza dos diferentes tons de pele marrons, a beleza dos cabelos anelados, crespos, lisos e as variadas possibilidades de penteados, conhecerem um pouco e se interessarem pelos artigos da cultura indígena e afro-brasileira, participando ativamente e explorando os diversos recursos ofertados.

Foi gratificante perceber o interesse e entusiasmo que as crianças tinham em participar do projeto e explorar os materiais. Os recursos, principalmente as bonecas e bonecos, criteriosamente selecionados, foram visivelmente cati- vantes para os alunos e acredito que o projeto proporcionou uma experiência significativa para eles.

Além disso, a identificação e admiração de algumas crianças com personagens e personalidades negras e indígenas sugerem que o projeto deu visibilidade e teve um impacto positivo da imagem que elas fazem de pessoas negras e indígenas, bem como no incentivo de modelos a serem seguidos e almejados.

Projeto Identidade: Turma de 1 AnoProfª Catarina

Objetivo geral:

Construção da própria Identidade e dos colegas da turma, conhecimento do corpo, suas partes e os sentidos.

Objetivos específicos:

• Possibilitar que a criança construa a sua identidade e autonomia, por meio das brincadeiras, das interações socioculturais e da vivência de diferentes situações;

•desenvolver a oralidade;

• familiarizar-se com a imagem do próprio corpo e compreender a finalidade dos órgãos dos sentidos;

• desenvolver a independência, a autoconfiança e a autoestima;

•participar da organização da rotina diária;

•participar de variadas situações de comunicação oral com os bonecos;

•participar de contação de história;

•familiarizar-se com a imagem do próprio corpo;

• explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar-se nas brincadeiras e nas demais situações.

• deslocar-se com destreza progressiva no espaço, desenvolvendo atitude de confiança nas próprias capacidades motoras.

Contexto da experiência:

O projeto foi realizado na EMEI Rosinha com a turma de crianças de 1 ano, novata na escola, os espaços utilizados foram a sala de aula, os corredores e parquinho.

Mediações:

Estímulo às expressões afetivas para consigo mesmo e para com os demais, incentivando-a a se expressar quando desejar manifestar algo (alimentação, proteção, abrigo, carinho, lazer etc.), chamando-a pelo nome, oferecendo-lhe experiências que sejam compartilhadas com as outras crianças.

Reconhecimento progressivo do próprio corpo, de seus limites, singularidades e das diferentes sensações que experimenta ao longo do dia.

Exploração de diferentes posturas corporais, como sentar-se em diferentes inclinações, deitar-se em diferentes posições, ficar ereto apoiado na planta dos pés com e sem ajuda, arrastar-se, engatinhar, rolar, andar, correr, saltar com a participação dos bonecos.

Minha Identidade

Todo mundo e todas as coisas têm nome. Organizar uma roda com as crianças sentadas em círculo, no tapete da sala de aula, para iniciar uma conversação dirigida. Falar o nome das crianças e dos objetos da sala, incentivando as crianças a aprenderem e repetir os nomes.

Para o desenvolvimento do Projeto, foram confeccionados bonecos do tamanho exato de cada criança:

1ª Etapa: Desenhar cada criança no papel Kraft.

2ª Etapa: Passar o desenho para o pano america no cru.

3ª Etapa: Costurar o boneco.

4ª Etapa: As crianças encheram os bonecos com manta acrílica.

5ª Etapa: Participação da família: Carac terizaram os bonecos de acordo com as características de cada criança.

6ª Etapa: Envio dos bonecos para escola.

7ª Etapa: Participação dos bonecos nas atividades realizadas na escola.

Obs: Essa prática ajudou o desenvolvimento das crianças em sua totalidade

As crianças se divertiram em todo processo.

Na Mostra Cultural foram apresentadas muitas destas experiências das crianças e seus bonecos.

Recomendo a você colega professora a realizar algo próximo a este trabalho, pois além de divertido e instigante, as crianças construíram uma identificação tamanha com seus bonecos, que ajudou além dos aspectos iniciais da identidade.

Espero ter contribuído!

Profª Catarina.

Projeto Horta e Florescer - Leitura e escrita no ambiente investigativo: Turma de 4 anos - Profª Simone

Como surgiu a atividade e como foi planejada:

O espaço da horta na escola é um ambiente em que as crianças estão em constante observação/investigação. Em alguns momentos do ano são necessárias revitalizações para manter o espaço como laboratório vivo para as crianças. Sendo assim, foram sugeridas atividades como o manejo da terra, plantio de novas mudas, irrigação, cuidado diário e preservação das plantas existentes no local.

Em sala de aula uma das propostas foi realizar a confecção de placas de identificação das hortaliças e demais plantas do espaço horta. Enquanto escriba eu utilizava o quadro para orientar as crianças quanto ao sentido da escrita (da esquerda para a direita), “sondar” com elas suas hipóteses em relação às letras que compõem as palavras e até mesmo o conhecimento que traziam sobre algumas das plantas.

As crianças foram auxiliadas na produção de desenhos em alusão a cada planta identificada no espaço. Para os registros utilizamos materiais simples como papel, canetinha, lápis de colorir e palito de churrasco para apoio das plaquinhas. Ao final plastificamos as plaquinhas e fixamos no espaço (pneus).

Outra experiência marcante foi o plantio de sementes de melancia que as crianças degustaram em uma tarde, no momento do lanche. Escolhemos um espaço “vago” na horta, manejamos a terra e as crianças plantaram as sementes separadas por elas. Também criamos roda de conversa sobre o processo de germinação das sementes. As crianças registraram desenhos de observação do espaço.Durante o percurso surgiu o Projeto Florescer ofertado pela prefeitura e a SMED. Claro que eu não poderia ficar de fora, pois seria mais uma oportunidade de aproximar as crianças com a linguagem e a natureza fazendo o uso de espaços ociosos da escola (muro e árvores); resgatando o hábito do cultivo o ambiente escolar mais investigativo e acolhedor para a comunidade.

com a linguagem e a natureza fazendo o uso de espaços ociosos da escola (muro e árvores); resgatando o hábito do cultivo de jardins e deixando o ambiente escolar mais investigativo e acolhedor para a comunidade.

A partir daí foram surgindo novas experiências, inclusive uma excursão com a turma na Fazendinha Jardim das Mangueiras. Antes da visitação fizemos uma lista no quadro com as expectativas das crianças sobre o que encontrariam no local. Enquanto as crianças falavam sobre suas hipóteses eu ia registrando. Elas ficaram muito envolvidas e animadas contribuíram bastante.

Recordo que houve uma criança que ao ser questionado se sabia o que era uma mangueira disse “Aquele que molhamos as plantas da horta”. Fiz a intervenção necessária demonstrando a árvore (mangueira) que havia no lote vizinho ao da nossa escola. Conversamos também sobre a planta e seu fruto que, aliás, na época não estava no tempo de colheita, etc. Estudamos

assuntos relacionados às estações do ano. Confeccionamos um mural sobre a temática. As crianças foram novamente auxiliadas por mim na escrita das palavras referentes às estações do ano.

A partir das expectativas das crianças sobre a “Fazendinha Jardim das Mangueiras” confeccionamos dois jogos de tabuleiro (trilha) do percurso da escola até o local da excursão. Auxiliei a turma na organização de grupos diversificados: grupo das crianças que iriam registrar números para o percurso para a trilha, grupo das crianças que iriam escrever as palavras início e fim do jogo e grupo das crianças que iriam contribuir nas ilustrações (desenhos da EMEI, Placas, ônibus, plantas, etc.).

Durante a excursão as crianças puderam vivenciar experiências significativas como interagir com o meio ambiente demonstrando atitudes de investigação, respeito e preservação da natureza. Demonstraram muita curiosidade pelo canto das cigarras. A descoberta da troca de pele das cigarras gerou interesse enorme da grande maioria das crianças.

Aos poucos o envolvimento no projeto foi ganhando força podendo ser abordado vários contextos de aprendizagem.

A escola como um todo ganhou uma nova ambientação. Ganhamos um pergolado, novas espécies de plantas passaram a serem cultivados no jardim com auxilio da turma e professora, novos bichinhos de jardim começaram a aparecer como as borboletas, por exemplo, e o ambiente passou a ser mais investigativo sendo possível ver o resultado até os dias atuais com as novas turmas da EMEI.

Recomendo o trabalho com a natureza na perspectiva de que todos nós somos parte dela!!!

Um abraço, Simone

Rodas para Socialização, Organização da Rotina e da Chamada

Relato de práticas sociais de leitura e escrita na turma de 1 ano

Querida colega, Trouxemos um breve relato sobre a Roda inicial para planejamento da rotina e as práticas realizadas em turmas de crianças de 1 ano, para auxiliá-la na na organização do trabalho pedagógico diário e para o conhecimento dos colegas a partir da chamada.

A rotina faz parte do desenvolvimento da criança na Educação Infantil onde as mesmas aprendem a relacionar-se com seus pares bem como com as professoras e as auxiliares. Através da rotina as crianças se organizam no tempo diário , aprendem a interagir com os colegas, respeitando os limites e várias possibilidades da socialização na escola.

Desejamos sucesso!

Sugestão: Roda para organização da rotina e a chamada diária - Turma de 1 ano

A atividade surgiu a partir da necessidade do acolhimento e desenvolvimento da prática e ampliar as interações entre a professora com as crianças e de cada criança com as outras. Como material de suporte utilizamos fichas com fotos e nome das crianças, instrumentos musicais da bandinha.

Desenvolvimento: Organizamos as crianças em roda no tapete redondo num cantinho específico da sala. Em seguida convidamos todas a participar das conversas em roda, compartilhar canções, organizar o dia e participar ativamente da chamada diária.

Chamada diária: utilizando a música da chamadinha (conhecida por todas as turmas e professoras da escola) e as fichas com fotos e nomes da turma. As crianças são convidadas a cantar juntas e ao identificar seu nome, pegar a sua ficha. Com o tempo elas vão reconhecendo os colegas nas fotos e aos poucos identificando também pela escrita dos nomes.

Variações: Fazer as rodas da organização da rotina, da chamada inicial e da socialização de músicas adicionando instrumentos musicais da bandinha.

Mediações: solicitamos que cada uma escolha um instrumento musical para que sejam observados e explorando o som produzido por cada um e apresentar aos colegas o som. Depois desta exploração, associamos o som dos instrumentos ao ritmo das músicas que já conhecemos. Para a chamada adicionamos as fichas contendo os nomes e fotos. Ao ouvir o nome as crianças são convidadas a pegar o sua ficha e colocar próximo a ela ou em algum local demarcado.

Ampliações:

•Relacionar ao número de crianças presentes no dia;

• reconhecimento de sua foto em outros locais e objetos, como cesta de pertences, mural da turma, mural de aniversariantes.

• reconhecimento do seu nome em outros objetos, como no copo de água, na pasta de atividades, no quadro de rotina diária, etc

•Ampliação do repertório musical e de instrumentos

• Utilização das músicas e movimentos rítmicos corporais nos deslocamentos para outros ambientes, como refeitório, biblioteca, parquinho…

Análise da proposta:

Acreditamos que as Rodas de planejamento e organização da rotina, é a ação mais importante na Educação Infantil, ela ajuda as crianças a se conhecer, a se organizar no tempo da rotina diária, na aprendizagem e socialização de músicas, danças e interações com a vida dos colegas, das professoras e auxiliares. As Rodas promovem o desenvolvimento da linguagem oral, a compreensão do uso social da linguagem escrita, o conhecimento dos colegas, socialização de músicas e ritmos, enfim a interagir com a cultura.

Recomendamos esta ação pela sua importância no fazer pedagógico, visando o pleno desenvolvimento das

crianças.

Professoras, Eloísa, Gal, Lia e Sara

Relato projeto brincando com as palavras - Trava-línguas: Turma de 5 anos- Prof.ª

Paola

Comecei o projeto “Brincando com as palavras” , eu mesma falando um trava-língua bem rápido: “O peito do pé do Pedro é preto” . Que delícia ouvir as risadas das crianças! Depois disso conversei com eles sobre este projeto que pretendia desenvolver nas nossas aulas. Juntas iríamos aprender vários trava-línguas e assim brincar muito com as palavras.

Desenvolvimento: Com o tempo, em que as crianças já estavam dominando oralmente o trava-língua, eu escrevia no quadro elas copiavam e ilustravam.

Ampliação: organizamos batalhas de trava-línguas, quem conseguisse falar mais rápido e corretamente ganhava a batalha.

Elas foram socializadas com as famílias e para finalizar o projeto apresentamos algumas delas na Rodona.

Olhar e escutaatentos Esensíveis:

Escrita e leitura de professoras

Ilustração: Graça Lima

Leitura e escrita de professoracompartilhando experiências

Nomeamos esta seção de Escrita de professoras para identificar que não é somente o processo de desenvolvimento da leitura e escrita das crianças presentes no contexto da Educação Infantil e também do LEEI.

Nos últimos tempos percebemos avanços na construção de registros das observações do desenvolvimento das crianças que buscam incluir a voz das crianças. Uma das formas vistas é aquela em que as professoras costumam apresentar por fotografias, trechos de falas para os registros, que servem de acompanhamento das famílias, para as professoras e também para as próprias crianças.

Compartilhamos com vocês dois exemplos de registros de professora sobre as observações das crianças. O primeiro contém 2 Mini histórias de crianças da turma de 5 anos; o segundo é um fragmento de um portfólio de crianças de 2 anos.

Estes exemplos revelam o que foi analisado pelas cursistas a respeito da importância de observar atentamente as crianças para acompanhar o seu desenvolvimento.

Eles também evidenciam que a observação e escuta aten-tas ajudam no estabelecimento de relações de confiança e respeito entre as professoras e as crianças. Ampliam os diálogos trazendo para o cenário o centro de interesse dos pequenos.

Sim, faço muito, por exemplo, a Mini-história eu vou pendurar na sala, para eles verem... isso é muito pra eles, quando a gente coloca o nome deles, quando a gente leva o livro de histórias pra eles, eles adoram contar…

Leitura e escrita de professora: Registros de observação

Registro de observação do desenvolvimento das crianças

Acompanhar e avaliar as crianças: escutar, olhar, observar, conhecer É importante o professor estar muito atento às suas expectativas sobre as crianças, não ter em mente uma “criança-modelo”. Cuidar para que suas expectativas sobre o que espera ver as crianças manifestarem não interfiram na sua observação. A observação das crianças precisa ser atenta, curiosa e investigativa, evidenciando os modos delas de aprender, agir, brincar, expressar-se de maneira particular, própria, única. Avaliar se relaciona a querer conhecer melhor cada criança. Nesse sentido, deve partir da identidade da criança que está sendo avaliada, assim como da identidade do professor que trabalha com ela. Nessa perspectiva, a avaliação se articula à ética, ao zelo, ao respeito e à atenção especial para com as crianças e seu bem-estar. O sentido da avaliação no contexto da Educação Infantil é a investigação, e não o julgamento. (Moro e Souza,2016,p.95) Caderno 6

Conforme Paulo Sergio Fochi (2019b, p. 231): A partir de uma breve narrativa imagética e textual, o adulto interpreta esses observáveis de modo a tornar visíveis as rapsódias da vida cotidiana. Essas rapsódias são fragmentos poéticos, portanto sempre episódicos, que, quando escolhidos para serem interpretados e compartilhados, ganham valor educativo, tornam-se especiais pelo olhar do adulto que acolhe, interpreta e dá valor para a construção de uma memória pedagógica.

Lívia contagia a todos com sua energia e disposição para subir e descer.

Escrita e leitura de professoras: Mini-histórias A ESCALADA

Gosta muito de brincar de escalar! Certo dia ela fala à sua colega:

“Juju vou subir na montanha! Lá é bem alto e tem um monte de obstáculos!”

Júlia responde:

“Será que você vai conseguir?”

E Lívia, confiante diz:

“Vai ser difícil, mas eu consigo.”

Determinada, observa o morro, sobe com facilidade até a parte em que há blocos, depois com cautela, analisa o restante da subida, avalia os detalhes, segura no tronco e chega ao seu objetivo.

Com o sorriso largo grita: “Olha, eu consegui! Cheguei ao alto da montanha!”

Turma de 5 anos 2022

Profªs Catarina e Gal

Turma 5 anos 2022 - EMEI Rosinha: Mini-histórias BALANÇO

Daniel observava Heloísa brincar de plantar um galho, olhando atentamente os detalhes da árvore pendurou-se no galho e gritou para os colegas:

“Corre, cabe todo mundo! Inventei o balanço!”

Sua colega Lívia responde: “Consegui até tirar o pé do chão!”

Daniel “Estou balançando...”

Profªs Catarina e Gal

Portifólio - 2024: Turma de 2 anos

Isabela

Depois de tantas conversas, sensibilização e expectativas,

chegou o grande dia!

Qual será o nome da nossa turma?

Foi com muita alegria que escolhemos a...

TURMA DA ACEROLA

Preparação do suco

A colheita

Saborear o suco

O registro do processo

Tertúlia: Leitura e trocas de experiências com as colegas:

Sim, eu coloquei a questão da Tertúlia também. Eu não havia vivenciado antes. Esse momento foi importante para mim.

O cotidiano da docência nos exige o exercício de leitura e registro de diferentes gêneros textuais de acordo com a função social do momento. Desde leitura de literatura à escrita de relatório do desenvolvimento das crianças.

Durante as Rodas de Conversa com as cursistas ouvimos que também experimentaram na formação LEEI a leitura de literatura para adultos. Tiveram a oportunidade de participar de uma ação de leitura coletiva de troca de experiências com as colegas sobre os sentimentos provocados por aquelas leituras. Algumas dessas professoras afirmaram que havia sido a primeira vez que participaram de uma tertúlia literária e que foi uma ótima experiência poder conversar sobre as percepções a partir das leituras. Se você quiser saber um pouco mais sobre esta experiência leia a unidade 3 do caderno 7 da coleção LEEI: “Tertúlia literária: Construindo caminhos para a formação das professoras como leitoras de literatura”. (Baptista et.al, 2016, p.87,124)

Escuta isso, amiga!

Recursos adicionais

Ilustração: Graça Lima

Recursos adicionais - Bebeteca UFMG

Siga a Bebeteca no Instagram, você vai encontrar muitas informações sobre literatura infantil. São vários projetos que poderão interessar:

Bebeteca Ufmg (@bebetecaufmg) • Instagram profile

•Brincadeiras de colo:

https://www.instagram.com/p/C8akj-1R-mv/?utm_source=ig_web_copy_link

•Brincos:

https://www.instagram.com/p/C9n3R9Txps9/

• Catálogos de indicações de livros de literatura de qualidade: Indicações Bebeteca UFMG - Edição 2021

https://issuu.com/projetoleituraescrita/docs/bebeteca_2021

• Catálogo Bebeteca FaE/UFMG 2023/1º Semestre Publicado em 27 de fevereiro de 2023

https://issuu.com/projetoleituraescrita/docs/cat_logo_bebeteca_2023

• Conheça o NEPEI -Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Infância e Educação Infantil- da FAE/UFMG :

•NEPEI no Youtube: https://nepei.fae.ufmg.br/visite-o-canal-do-nepei-no-youtube/

• Conheça o MIEIB- Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil: https://www.mieib.org.br/

•Documentos, produção de conhecimento e legislação: https://www.mieib.org.br/biblioteca/

Recursos adicionais - Cantigas e brincadeiras tradicionais

• Território do Brincar - YouTube

•Projeto Serelepe

•Pandalelê

•Brincadeiras de roda, estórias e canções de ninar: https:// www.youtube.com/watch? v=Fak3uRAJ67k

•Escute Contos MaravilhosAbra a Roda Tindolelê|

• Cantigas De Roda e Canções Infantis do Norte De Minas Gerais 1979( Álbum completo, FULL ALBUM)

https://www.youtube.com/ watch?v=mYUdLvLxmjQ

•Parlenda da Formiga Espetáculo Acalantos Músicaparabebês www.youtube.com/watch? v=2nRX8gffldA

• Podomatic | Ó bela Alice com Lydia Hortélio

• Ocupação Lydia

Ocupação Lydia Hortélio - A importância dos acalantos na construção da identidade e de fortes e saudáveis na primeira infância.

https://www.itaucultural.org.br/ocupacao/lydia-hortelio/

https://www.podomatic.com/podcasts/radioalmalondrina63480/ episodes/2014-08-08T15_01_08-07_00

Mais um tiquinho... Para saber mais:

Material do LEEI

Ilustração: Mariana Massarani

Mais um tiquinho...Para saber mais: Material

do LEEI

•Saber sobre o LEEI, acesse:

https://lepi.fae.ufmg.br/leei/curso/

• Sobre Publicações do Projeto Leitura e Escrita na Educação Infantil, acesse:

https://lepi.fae.ufmg.br/publicacoes/

• Coleção dos cadernos Leitura e Escrita na Educação Infantil

https://lepi.fae.ufmg.br/publicacoes/colecao/

• Outros Recursos Educativos relacionados à Leitura e Escrita na Educação Infantil

https://lepi.fae.ufmg.br/publicacoes/recursos-pedagogicos/

•Videoteca do LEPI e da BEBETECA

https://lepi.fae.ufmg.br/videoteca/10-anos-bebeteca/

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