A Hora – 27/01/2026

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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR

Terça-feira, 27 de janeiro de 2026 | Ano 23 - Nº 4022 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

Trem dos Vale volta aos trilhos

Ato no Palácio Piratini oficializa repasse de R$ 6 milhões e confirma o início das obras no trecho turístico entre Vespasiano Corrêa e Muçum. Projeto entra na fase operacional, com seis meses de execução e expectativa de retomada dos passeios ainda neste ano.

Produtores de grãos enfrentam dificuldades para concluir a safra. A maior oferta ocorre de forma repentina, lota os silos e ocasiona filas nos pontos de descarregamentos. A condição se acentuou no fim da semana passada e deve se prolongar até os primeiros dias de fevereiro.

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Regras de urbanização traçam caminho para mitigar impactos de cheias

Análise para atualizar planos diretores de sete cidades chega na etapa final. Entre as principais decisões está impedir de maneira definitiva a reconstrução de casas em áreas de ar-

raste. Minuta das novas regras urbanas para Encantado, Arroio do Meio, Colinas, Estrela, Muçum, Roca Sales e Cruzeiro do Sul criam base legal e começam a chegar nas câmaras.

MARTINI

Passeios de trem também até Colinas

Líderes regionais conseguiram a obra para o trecho de Muçum a Vespasiano Corrêa. O pleito deve continuar.

As enchentes de 2023 e, sobretudo, a catástrofe de maio de 2024 deixaram uma constatação inequívoca: reconstruir sem mudar regras é repetir o erro. Nesse contexto, a entrada dos novos planos diretores de sete municípios na fase final de consolidação é mais do que um rito administrativo, pois ali estão decisões estruturais sobre o futuro da região.

Com o convênio do governo do Estado e Univates, são estabelecidos os marcos sobre a reocupação das áreas de arraste. Ao transformar esse entendimento técnico em regra urbanística, os municípios deixam de tratar a inundação como exceção e passam a incorporá-la como variável permanente do planejamento.

O mérito central do projeto é devolver ao plano diretor a função original sem acomodar pressões imediatas da especulação imobiliária.”

O mérito central do projeto é devolver ao plano diretor a função original sem acomodar pressões imediatas da especulação imobiliária. Precisa-se organizar o território com base em critérios técnicos, previsibilidade jurídica e interesse coletivo. Outro ponto relevante é a construção institucional do processo. As propostas passaram por audiências públicas e resultam de um trabalho multidisciplinar financiado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano. Isso confere legitimidade e reduz o risco de definições empíricas.

Esse processo tem como ônus reestruturar bairros inteiros e apagar parte da vivência da própria comunidade em áreas consolidadas. Porém, os benefícios são maiores. Há um caminho em curso para consolidar uma ocupação em pontos capazes de mitigar futuras inundações.

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“Preservar a história de uma cidade auxilia

na

construção de uma identidade cultural”

NascidoemLajeado,ohistoriadorepesquisadorMarcos RogérioKreutzsempreteveinteressenahistóriaregional.Hojeé historiadornaCasadeCulturaenoArquivoHistóricoMunicipal econduzoCircuitoCulturalnofimdatardedestaterça-feira, 27.Aprogramaçãofazpartedascomemoraçõesdos135anos deLajeadoecontemplaumacaminhadapeloCentro,passando pelosprédiosdoPatrimônioHistóricodacidade.Oevento, gratuitoesemnecessidadedeinscrição,éconduzidoporMarcos, apartirdas18h30min,comsaídadaCasadeCultura.

Raica Franz Weiss raica@grupoahora.net.br

Qual é a sua formação?

Sou formado em Letras e História. Tenho mestrado, doutorado e fiz um pós-doutorado. Já escrevi livros sobre a história regional. Além das obras sobre a história de municípios e instituições, também pesquiso e escrevo sobre a história pré-colonial, ou seja, de grupos indígenas que estavam aqui, no Vale do Taquari antes da chegada dos europeus.

Quando começou a se interessar por História?

Desde de criança. Lembro da época que estava no Ensino Fundamental, eu gostava muito das aulas de História, já as de Matemática não tinha muito interesse. E a paixão só cresceu. Gosto muito da área das Ciências Humanas.

O que você faz hoje na Secel?

Iniciei minhas atividades em agosto de 2025. Fui contratado como historiador. Assim, faço pesquisas históricas, atendo na Casa de Cultura e no Arquivo Histórico, especialmente escolas. Além disso, auxilio na organização de exposições na Casa de Cultura, museu e participo de eventos organizados pela Secretaria da Cultura.

Conte sobre o evento programado para hoje. Ontem Lajeado completou 135 anos como município. Entre as atividades programadas para comemorar a data histórica, está o Circuito Cultural. Trata-se de uma caminhada saindo da Casa de Cultura, passando por alguns prédios que integram o Inventário do Patrimônio Histórico de Lajeado. A atividade é gratuita e ocorre hoje, às 18h30min, com saída da Casa de Cultura. Além disso, também organizamos a exposição “Lajeado 135 Anos – Olhares do Século XX”, na Casa de Cultura. São imagens de eventos, prédios e locais que contam um pouco da história de Lajeado.

Qual a importância de realizar momentos assim?

É a partir deles que podemos conhecer um pouco mais da história de Lajeado. Eventos desse tipo despertam o sentimento de pertencimento que nós temos de um local e de sua cultura. Conhecer a história faz com que aprendamos a ter consciência crítica dos fatos. Permite que possamos refletir sobre situações e acontecimentos. Preservar a história de uma cidade auxilia na construção de uma identidade cultural.

O que é o site “Vale do Taquari – Uma história de longa duração”?

Antes de iniciar minhas atividades na Secretaria da Cultura, desenvolvi, juntamente com pesquisadores do Laboratório de Arqueologia da Univates, um site abordando a história regional, com foco para as populações indígenas pré-coloniais. O site apresenta resultados das pesquisas desenvolvidas na Univates com foco na Arqueologia e História Regional. Quando elaboramos o projeto pensamos em disponibilizar, especialmente para professores, material didático que possa ser utilizado em sala de aula. Muitas vezes o que é produzido na academia circula em um ambiente mais restrito. Pensamos em dividir o conhecimento com a comunidade. Também é Importante dizer que a elaboração do site contou com recursos públicos oriundos da Lei Paulo Gustavo.

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RAICA FRANZ WEISS

RECONSTRUÇÃO

Planos diretores redefinem cidades e vetam ocupação em áreas de arraste

Minutas elaboradas pela Univates para sete municípios entram na reta final e estabelecem zonas de risco permanente, com proibição de moradia e uso condicionado do solo após as enchentes de 2024

Areconstrução urbana do Vale do Taquari começa a ganhar forma jurídica. Os novos planos diretores de sete municípios da região, elaborados pela Univates por meio de convênio com o governo do Estado, entram na fase final de consolidação e devem impedir de forma definitiva a reocupação de áreas de arraste, consideradas de muito alto risco à vida após as enchentes de 2023 e de maio de 2024.

As minutas dos Planos Diretores de Desenvolvimento Urbano (PDDU), dos projetos de parcelamento do solo e das leis de definição das áreas urbanas e rurais estão em etapa de fechamento e serão entregues às administrações públicas para debate e votação nas câmaras de vereadores. O pacote legal redefine o futuro do território de Muçum, Encantado, Roca Sales, Arroio do Meio, Colinas, Estrela e Cruzeiro do Sul.

Segundo a arquiteta e urbanista Flávia Monteiro, chefe da Divisão de Programas e Projetos Especiais da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur), todos os municípios avançaram na delimitação técnica das áreas de arraste, em trechos onde houve perda total de solo, destruição de edificações e risco recorrente em novos eventos extremos.

“As áreas de arraste são aquelas classificadas como de muito alto risco à vida. Nelas, a ocupação não deverá ocorrer. Essa é uma diretriz técnica consolidada nos planos”, afirma.

O convênio para reestruturação das cidades foi assinado em julho de 2024. Três meses após a maior tragédia natural da história do país. A inundação de maio daquele ano teve mais 170 mortos e dezenas de desaparecidos. Estimativas apontam para 20 mil imóveis atingidos no Vale do Taquari. Mais de 2,1 milhões de pessoas foram afetadas pelo episódio no RS.

Zonas proibidas para moradia

O ponto central dos novos planos diretores é a mudança de zoneamento. As áreas atingidas por arraste deixam de ser passíveis de ocupação habitacional, encerrando décadas de permissividade urbana em faixas ribeirinhas e zonas vulneráveis.

Em alguns municípios, a proposta é de restrição total à ocupação. Em outros, as áreas passam a ter uso exclusivamente público, com destinação para parques urbanos, áreas verdes, faixas de amortecimento de cheias ou Áreas de Preservação Permanente (APPs).

“Cada município adotou a estratégia mais adequada à sua realidade, mas todas foram discutidas em audiências públicas, com participação da população local”, explica Flávia.

Além da dimensão urbanística, os planos incorporam um papel técnico fundamental das áreas de arraste: a proteção hidrológica das cidades.

Ao permanecerem desocupadas, essas áreas ampliam a permeabilidade do solo, funcionando como zonas de absorção da água em cheias futuras. A recuperação de matas ciliares e vegetação nativa aumenta a rugosidade do terreno.

“Essas áreas atuam como esponjas naturais. Elas reduzem o impacto das inundações não só no próprio município, mas também nos municípios a jusante”, frisa a arquiteta.

Desapropriações e reassentamentos

Os novos planos diretores também cumprem a base legal para que o Estado e os municípios possam desapropriar áreas, reassentar famílias e direcionar

Análise sobre uso do solo chega na etapa final. Propostas serão apresentadas às câmaras de vereadores e em audiências públicas

O que está sendo entregue

- Minutas dos Planos Diretores de Desenvolvimento Urbano (PDDU); - Minutas das leis de parcelamento do solo urbano; - Minutas das leis de definição das áreas urbanas e rurais.

investimentos, como programas de compra assistida e habitação social.

O convênio entre Estado e Univates envolve cerca de 40 profissionais, entre arquitetos, engenheiros, juristas e economistas.

Municípios contemplados

Muçum

Encantado

Roca Sales

Arroio do Meio

Colinas

Estrela

Cruzeiro do Sul

Áreas de arraste

Classificadas como zonas de muito alto risco à vida; Proibição de ocupação habitacional; Definição técnica baseada em perda de solo, destruição de edificações e recorrência de cheias.

Destinação prevista para essas áreas

- Restrição total à ocupação; - Possibilidade de parques urbanos, áreas verdes, APPs e faixas de amortecimento de cheias; - Ampliação da permeabilidade do solo; - Redução da lâmina d’água em cheias;

- Diminuição da velocidade das correntezas;

- Recuperação de matas ciliares.

Impacto administrativo

Base legal para desapropriações; Fundamentação para reassentamento definitivo de famílias; Direcionamento de programas de habitação social.

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
FILIPE FALEIRO/ARQUIVO

FERROVIA DO TRIGO

Trem dos Vales (também) precisa voltar até Colinas

Aassinatura do convênio entre governo estadual e Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (Abpf) para o início das obras de recuperação da Ferrovia do Trigo em um trecho de 16 quilômetros entre a estação ferroviária de Muçum e o viaduto 13, o popular “V-13”, em Vespasiano Correa, precisa ser devidamente celebrada. E o aguardado e complexo acordo será firmado nesta quinta-feira. Após o fim das obras, orçadas em pouco mais de R$ 6 milhões e com previsão de iniciar ainda no primeiro trimestre, a Associação dos Municípios de Turismo do Vale do Taquari (Amturvales) poderá enfim iniciar a retomada dos

valiosos passeios do Trem dos Vales. É uma vitória hercúlea e que contou com a articulação de diversos agentes regionais. Entre eles, o presidente da Amturvales, Rafael Fontana, prefeitos, políticos e empresários do Vale, e o vice-governador Gabriel Souza (MDB), considerado fundamental ao retorno do produto turístico regional. Dito isso, é hora de ampliar os horizontes e iniciar as tratativas para recuperar toda a malha ferroviária disponível aos vistosos passeios. Ou seja, e além de retornar à Guaporé, é preciso manter a união de esforços e levar o Trem dos Vales de volta até a sempre simpática Colinas, na região baixa do Rio Taquari.

rodrigomartini@grupoahora.net.br

Todos pelo Trem

É preciso reforçar: a reconquista do Trem dos Vales será um momento histórico ao Rio Grande do Sul. Mais um símbolo da reconstrução pós catástrofe. Não por menos, a Amturvales projeta levar mais de 150 pessoas para acompanhar o ato de assinatura do convênio estadual, nesta quinta-feira à tarde, no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Já estão confirmados ônibus de Muçum, Encantado e Guaporé. Presidente da Amvat e prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher (PP) também foi convocada. Assim como os prefeitos das cidades já citadas e outros tantos gestores e empresários do Vale do Taquari. É hora de agradecer. Mas também de demonstrar força e união.

NO LITORAL, UMA PRÉVIA PARA MAIO

Estrela busca reforçar conexões no Paleta Atlântida

O governo de Estrela participou pela primeira vez do Paleta Atlântida, evento realizado desde 2017 nas areias de Xangri-lá e que já se consolidou como “o maior churrasco de beira de praia do mundo”, atraindo mais de três mil assadores simultâneos em uma extensa faixa litorânea. O estande da administração estrelense recebeu centenas de visitantes durante todo o sábado. Entre esses, diversos empresários, deputados estaduais e federais, secretários estaduais e outros agentes públicos influentes na política gaúcha e nacional. Não por menos, o Executivo já havia firmado contrato com os organizadores para a realização de um evento similar – e de menor proporção, é claro – no Parque Princesa do Vale, no aniversário de 150 anos da cidade. E a expectativa é receber milhares de visitantes – e assadores – no dia 30 de maio, na primeira edição do Paleta Atlântida longe da brisa do mar. Aliás, e isso é novidade, a ideia do governo estrelense é garantir espaço, também, para os municípios vizinhos apresentarem suas peculiaridades gastro nômicas. Encantado com a carne suína, Teutônia com o frango, e Bom Retiro do Sul com o peixe, por exemplo.

ANIVERSÁRIO DE LAJEADO

Ex-prefeito

sugere novos movimentos à filha e atual prefeita

O dia de ontem foi de festa e reencontros nos ambientes da prefeitura de Lajeado. A principal cidade do Vale do Taquari completou 135 anos e celebra o crescimento exponencial da população. Há quem diga que já passamos de 100 mil habitantes – se contarmos os cartões SUS, são 103 mil. Aliás, um recente estudo aponta que o crescimento populacional vai perdurar até 2053, quando Lajeado deve atingir o pico de 121 mil pessoas em um raio geográfico de 90 quilômetros quadrados. Surgem novas oportunidades, problemas e desafios. E foi sobre isso, também, que o ex-prefeito Cláudio Schumacher conversou com a atual

prefeita Gláucia Schumacher (PP) durante a primeira visita dele ao prédio reformado. Já em entrevista ao Frente e Verso, lá dentro da prefeitura, ele aproveitou o espaço para sugerir novos movimentos à filha, como o fim do aterro sanitário municipal e o envio do lixo para aterros maiores em outros municípios. Por fim, o recordista em mandatos (ele foi três vezes prefeito) também sugeriu aos atuais mandatários a construção de um centro administrativo no antigo, valioso e cobiçado imóvel do Daer, no centro da cidade. Sobre isso, é bom lembrar, a intenção do atual governo é vender o imóvel à iniciativa privada.

ESGOTO

A ETE será um “elefante branco”?

A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) construída pela antiga Corsan no bairro Moinhos, em Lajeado, pode virar um “elefante branco”. A previsão foi confirmada pelo promotor de justiça João Pedro Togni, durante entrevista a Rádio A Hora. Segundo ele, a minuta do aditivo de contrato com a Corsan/Aegea – ainda sob análise do governo municipal e do próprio Ministério Público – não prevê a plena utilização da estrutura

inaugurada em 2009. À época, a expectativa era tratar 300 mil litros de esgoto diariamente, o que corresponderia a 1,6 mil residências. Mas a verdade é que a custosa ETE nunca funcionou a pleno, só gerou dor de cabeça aos poucos moradores conectados à rede coletora, e cuja inoperância serviu de objeto a uma ação judicial contra a Corsan e o município. É tanta notícia ruim com o dinheiro do cidadão que chega a dar um desânimo…

- Em Teutônia, ao menos três correligionários do PDT devem embarcar no governo de Renato Altmann (PSD) no mês de fevereiro. E todos já atuaram no Executivo municipal em outras gestões.

- Em Lajeado, e após as denúncias de supostas obras irregulares, o governo municipal já exonerou ao menos seis cargos de confiança, sem contar a saída do ex-secretário de Obras, Fabiano Bergmann (PP), o popular “Medonho”.

- Líderes do PL se reúnem hoje pela manhã com a prefeita de Lajeado para indicar os nomes de Luís Morschbacher e Valmir Zanatta para os cargos de Secretário e Diretor da Secretaria de Meio Ambiente.

Ato no Piratini oficializa recuperação do trecho turístico

Assinatura nesta quinta-feira formaliza repasse de recursos e confirma obras entre Vespasiano Corrêa e Muçum, primeiro passo para a retomada dos passeios no Vale do Taquari VALE DO TAQUARI

Ogoverno do Estado formaliza nesta quintafeira, 29 de janeiro, o início da recuperação do trecho turístico do Trem dos Vales, com a assinatura do Termo de Fomento destinado à reforma do percurso ferroviário entre Vespasiano Corrêa e Muçum.

Marcado às 17h, no Salão Negrinho do Pastoreiro do Palácio Piratini, em Porto Alegre, o ato marca a transição do projeto da fase burocrática para a etapa operacional. A cerimônia é promovida pela Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), em parceria com a Secretaria de Turismo do Estado, e oficializa o repasse de recursos estaduais para a recuperação de 16 quilômetros da Ferrovia do Trigo. O trecho é considerado estratégico por concentrar melhor condição técnica de recomposição e por abrigar o Viaduto 13, principal atrativo do percurso ferroviário.

Segundo o presidente da Amturvales, Rafael Fontana, a assinatura do termo consolida um trabalho que vinha sendo conduzido desde o segundo semestre de 2024, envolvendo autorizações federais, tratativas com a concessionária Rumo Logística e articulação entre Estado, municípios e entidades do setor turístico.

“Nos primeiros dias de fevereiro começa a estruturação das equipes e a montagem do pátio de obras em Muçum. Será necessário trazer locomotivas de Santa Catarina, organizar transporte, equipamentos e equipes. Essa primeira quinzena é toda de preparação operacional”, afirma Fontana.

A recuperação do percurso turístico ocorre em meio ao debate mais amplo sobre o futuro da Malha Sul, cuja concessão à Rumo Logística vence em 2027. A cessão do trecho para uso turístico já foi autorizada pela

Em recuperação

Extensão: 16 quilômetros

Percurso: Vespasiano Corrêa a Muçum

Linha: Ferrovia do Trigo

Cronograma das obras

29 de janeiro: assinatura do repasse

Início de fevereiro: montagem do pátio de obras em Muçum

Fevereiro: mobilização de equipes, transporte de locomotiva e equipamentos

Prazo estimado: 6 meses

Objetivo: liberação do trecho para retomada dos passeios no segundo semestre de 2026

Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário, vinculada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Cronograma definido

Conforme o planejamento apresentado pela Amturvales, o cronograma de obras é de seis meses. A previsão é que o trecho entre Vespasiano Corrêa e Muçum esteja recuperado ainda no primeiro semestre, permitindo que sejam iniciados os encaminhamentos para a retomada dos passeios no segundo semestre.

“Nosso prazo é de seis meses para deixar o trecho pronto. A partir disso, já começamos a tratar da retomada dos passeios turísticos. Em paralelo, precisamos avançar na segunda etapa, que é a recuperação do trecho de Vespasiano Corrêa até Guaporé”, detalha o presidente da Amturvales.

Além da mobilização das equipes técnicas, o início das obras depende da conclusão de licenças e liberações operacionais, que, segundo Fontana, já estão em encaminhamento junto aos órgãos competentes.

Primeiro trecho

A recuperação do percurso turístico ocorre após a autorização da Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário, vinculada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para a cessão do trecho da Malha Sul ao uso

Desde as inundações, Trem dos Vales foi suspenso. Na primeira fase da reforma, são 16 quilômetros. Entre os pontos, está o Viaduto 13, em Vespasiano Corrêa

turístico. A documentação para a aplicação de R$ 6 milhões em recursos do governo estadual está concluída, permitindo a formalização do início das obras.

O traçado original do Trem dos Vales liga Guaporé a Muçum, em um total de 46 quilômetros. A escolha dos 16 quilômetros iniciais se deu tanto por critérios técnicos quanto operacionais, funcionando como projeto-piloto para avaliar custos, modelo de operação e viabilidade de ampliação do percurso.

Impacto

Desde a paralisação dos passeios, após as enchentes de 2024, o setor turístico do Vale do Taquari registrou perdas significativas. Entre 2019 e 2023, mais de 112 mil turistas circularam pelo trajeto ferroviário, com pacotes comercializados por cerca de 200 agências nos três estados do Sul.

“O trem movimentava hotéis, restaurantes, agências e toda a cadeia do turismo regional. A retomada desse trecho é essencial para reativar esse fluxo”, afirma Fontana.

Contexto da Malha Sul

As enchentes de maio de 2024 danificaram mais de 700 quilômetros de trilhos no Rio Grande do Sul, interrompendo a ligação ferroviária com Santa Catarina e agravando a ociosidade da malha. Enquanto o Ministério dos Transportes prepara o novo modelo de concessão, com previsão de consulta pública e leilão, o Trem dos Vales passa a operar como um dos poucos projetos concretos de preservação e uso da infraestrutura ferroviária no Estado.

Para a Amturvales, a oficialização desta quinta-feira consolida

Recursos

Investimento: R$ 6 milhões

Origem: Governo do Estado

Gestão do projeto

Coordenação: Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales)

Parceria: Secretaria de Turismo do RS

Autorização federal: Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário / ANTT

o primeiro passo prático para a retomada do transporte turístico sobre trilhos no Vale do Taquari.

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
GABRIEL SANTOS

Agricultores fazem fila para despachar colheita

Supersafra de milho expõe carências na infraestrutura regional para secagem e estocagem de grãos

Estevão Heisler projetoagro@grupoahora.net.br

Em busca de melhores preços e de encerrar a colheita antes das chuvas, produtores de grãos da região enfrentam dificuldades na entrega. A maior oferta de milho úmido e que ocorre de forma repentina lota os silos das indústrias e, além de ocasionar filas nos descarregamentos, provoca suspensões nos recebimentos. A condição se acentuou no fim da semana passada e deve se prolongar até os primeiros dias de fevereiro.

Exemplo disto ocorre na Cooperagri, de Linha São Jacó, em Teutônia, que comunicou a suspensão do recebimento na sede até novo comunicado. A cooperativa informou ainda que as entregas na fábrica de rações Languiru, na BR-386, em Estrela, precisaram ser suspensas e tendem a ser retomadas ao longo da manhã desta terça-feira, 27. O trabalho segue normalizado junto a Certaja, em Taquari, embora acabe demandando maior deslocamento.

De acordo com o gerente administrativo e financeiro da Cooperagri, Lício Sulzbach, a condição está atípica neste ano. Ele atribui

o momento a duas situações. “Os agricultores estão correndo para colher antes das chuvas, pois querem plantar milho safrinha ou então ainda aproveitar a janela da soja, então está vindo tudo de vez.”

Além disto, Sulzbach atribui à procura por melhores preços. “O valor da saca está caindo e como não se faz venda futura na região, os produtores querem vender agora para garantir o melhor pagamento”, destaca ao informar que a cooperativa manteve a saca acima da média, em R$ 65,00, o que tem atraído novos interessados.

Menos silagem, mais grãos

A safra é considerada acima da média, impulsionada pelo aumento na área cultivada e pelas condições climáticas favoráveis. De acordo com boletim da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira, o aspecto fitossanitário da cultura está “muito bom” em todo o estado. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha. Sulzbach atenta para outra condição que tem colaborado para a grande oferta às fábricas de rações. “Geralmente 80% do milho cultivado na região é destinado à silagem. Mas como o preço da mesma está ruim, especialmente pela crise no setor leiteiro, muitos produtores preferiram deixar para vender o grão.”

R$ 15 mi em

investimento

A Cooperagri consegue secar em torno de mil sacas por dia, mas planeja aumentar este volume em dez vezes nos próximos anos. Em discussão há mais tempo, projeto que prevê o investimento de R$ 15 milhões para ampliação das instalações

Produção regional

Regional Da Emater

Rs-Ascar Lajeado

33 municípios do Vale do Taquari e Caí

Milho grão

cultivo 31 mil hectares rendimento 5,7 mil quilos por hectares

ultima atualização feita no dia 23 de janeiro. apresentou crescimento de 7% em relação ao ano anterior

Milho silagem

54 mil hectares cultivo rendimento médio de 36,5 toneladas por hectares

grão”, ressalta. Para o extensionista, ampliar os investimentos em armazenagem, especialmente nas propriedades rurais, é fundamental para reduzir perdas, melhorar a qualidade dos grãos e dar mais autonomia ao produtor no momento da comercialização.

“Precisamos investir em estocagem”

trava em duas condições: falta de área e alta taxa de juros.

“Temos uma área perfeita ao lado da nossa planta, mas não conseguimos licença ambiental em virtude da vegetação. Somado a isso, a Selic em 15% praticamente inviabiliza o investimento pois contrataríamos com a carga atual e teríamos poucos anos para quitar o valor”, observa Sulzbach ao informar que a decisão fora tomada em conjunto com os associados no ano passado. “O ideal é aguardarmos o momento certo.”

Trierweiler cita como exemplo um projeto recente desenvolvido para um produtor de Estrela, que instalou dois silos na propriedade para armazenar e secar o próprio milho. “Quando o produtor colhe, seca e armazena imediatamente, evita filas, perdas e problemas de fermentação e qualidade do

A falta de infraestrutura adequada de armazenagem no país é o foco do mestrado do engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar de Estrela, Álvaro Figueira Trierweiler. O estudo, em fase final na UFRGS, aborda a pós-colheita e a armazenagem de grãos, um dos principais gargalos estratégicos do agronegócio nacional.

Segundo Trierweiler, o país produz mais grãos do que consegue armazenar. A capacidade estática nacional é inferior ao volume colhido, ao contrário do que ocorre em países desenvolvidos, que mantêm estoques superiores à produção anual. “O Brasil tem um déficit histórico de armazenagem. Temos menos silos do que o necessário, o que gera problemas logísticos e de qualidade logo após a colheita”, explica.

VALE DO TAQUARI
Condição é agravada pelo período repentino de maior oferta em virtude da janela de replantio
Cooperativa mantém preço acima da média, cerca de R$ 65 por saca
FOTOS: GABRIEL SANTOS

vinibilhar@grupoahora.net.br

Lyall promove primeira Convenção de Vendas de 2026

ALyall realizou sua primeira Convenção de Vendas de 2026, reunindo cerca de 80 participantes entre imobiliárias parceiras, corretores e equipe interna. O encontro teve como foco o alinhamento comercial e a apresentação do portfólio de empreendimentos da construtora.

A programação começou no Viva Conventos, condomínio fechado desenvolvido pela empresa. Com ênfase em estratégia e conhecimento de produto, o evento incluiu visita técnica às obras em execução. Durante o percurso, os participantes acompanharam de perto o andamento dos empreendimentos.

O diretor Gustavo Lucchese apresentou os projetos LTC Trade Center, Do. Tower, Line Tower, Novo 300 e Passeio São Cristóvão. Os empreendimentos estão em diferentes fases de obra. Foram destacadas características, diferenciais construtivos e oportunidades de venda.

A convenção teve como temática a Copa do Mundo. O conceito reforçou trabalho em equipe, performance e metas. Dentro desse contexto, foi lançada a campanha comercial “É Seleção Lyall 2026”. A iniciativa irá premiar corretores e imobiliárias que atingirem metas ao longo do ano. Segundo a empresa, a ação fortalece o relacionamento com parceiros.

O encontro também reforçou o alinhamento entre produto, mercado e equipe comercial. A convenção marca o início de um novo ciclo de crescimento da Lyall em 2026.

Fruki Lab chega ao litoral gaúcho e catarinense

Durante o verão de 2026, a Fruki Bebidas promove nos litorais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina a edição especial de verão da ativação Fruki Lab. No último final de semana, a iniciativa passou por Tramandaí, com ações no letreiro Amo o Mar, no calçadão da praia.

A programação segue para Atlântida nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro. Na sequência, a ativação será realizada nas praias catarinenses de Itapema e Campeche. A

proposta convida o público a viver uma experiência sensorial e criativa.

A ação transforma a praia em um laboratório de cocriação de refrigerantes. Desde 2025, o Fruki Lab já resultou em mais de 22,4 mil combinações cocriadas com consumidores. Agora, o projeto avança para o desenvolvimento do primeiro sabor criado a partir da experiência.

No litoral, a ativação ocorre em um trailer itinerante com temática de fundo do mar. Os participantes

escolhem uma base entre seis sabores de refrigerantes da marca. As criações incluem xaropes e toppings inspirados no verão. O público também pode experimentar combinações desenvolvidas especialmente para a estação. Segundo a Fruki, o laboratório funciona como plataforma de escuta do consumidor. A iniciativa fortalece o vínculo da marca com o público. Em janeiro, o Fruki Lab já passou por Torres e Capão da Canoa.

Sistemilk inaugura primeira unidade fora do RS

A Sistemilk inaugurou sua primeira unidade física fora de Bom Retiro do Sul, dando um novo passo em sua trajetória de crescimento. A nova filial está localizada em Varginha, no Sul de Minas Gerais.

A expansão marca um novo capítulo para a empresa, que nasceu no Vale do Taquari. O objetivo da unidade é ampliar a proximidade com produtores, parceiros e revendas. A presença física facilita o acesso e fortalece o relaciona-

Indicadores

Dólar: R$ 5,27

Ibovespa: 178.852,16

SELIC: 15%

IPCA: 4%

mento com o mercado.

A estratégia acompanha o aumento da demanda por soluções da empresa. A nova filial reforça o posicionamento da Sistemilk no segmento de bem-estar animal. A atuação está alinhada à evolução tecnológica do agronegócio.

A unidade conta com estrutura para suporte técnico e agilidade logística. Com isso, a empresa amplia sua capacidade de atendimento regional. A expectativa é gerar novas oportunidades de negócios.

DANIEL BARBOSA - FRUKI

ANIVERSÁRIO

DA CIDADE

Claudio Schumacher defende sede própria para a câmara de Lajeado

Ex-prefeito afirma que município já deveria contar com prédio moderno para o Legislativo e cobra visão estratégica diante do crescimento urbano

Eu comentava

naquela época que, do jeito que Lajeado estava crescendo, o território disponível iria se esgotar. Muitos olhavam desacreditados, mas a cidade cresceu e se desenvolveu.”

Incorporadora aposta no crescimento populacional do bairro

C2B projeta primeiro prédio com elevador no bairro Conventos

LAJEADO

LAJEADO

Oex-prefeito Claudio Schumacher afirmou que Lajeado precisa avançar em infraestrutura institucional e planejamento estratégico, defendendo a construção de um prédio próprio para a Câmara de Vereadores e a adoção de projeções de longo prazo para acompanhar o crescimento do município.

Gestor há cerca de 35 anos, Schumacher avalia que a cidade já deveria contar, há décadas, com uma sede moderna e funcional para o Legislativo. Segundo ele, não há justificativa para que um município populoso, economicamente ativo e independente ainda não disponha de uma estrutura adequada para representar a população. Hoje, a Câmara funciona em um imóvel alugado, com custo aproximado de R$ 20 mil mensais, incluindo aluguel e condomínio.

“Lajeado merece há muitos anos um prédio para a Câmara de Vereadores. Não tem explicação

uma cidade desse porte não ter uma sede própria. Cadê a representação da população?

Está na hora de fazer um prédio. Temos área boa para construir um espaço moderno e funcional. O município Tem que iniciar”, afirmou.

Fora do radar

À frente do Legislativo no ano em que Lajeado celebra 135 anos, o presidente da Câmara, Neco Santos (PL), avalia que, embora a construção de uma sede própria seja uma necessidade, este não é o momento adequado para um investimento de grande porte.

“A cidade ainda se recupera dos impactos da enchente. Há pessoas sem casa, além de demandas sociais e de infraestrutura. Em meio à CPI e a esse contexto, não faz sentido falar em construção de uma nova câmara”, afirma. O parlamentar conclui reforçando que não pretende colocar o tema em pauta neste momento.

Crescimento acelerado

O ex-prefeito lembra que já alertava, ainda nos anos 2000, sobre a necessidade de antecipar o planejamento urbano. Segundo ele, o crescimento acelerado do município exigia ações estruturais desde então. “Eu comentava naquela época que, do jeito que Lajeado estava crescendo, o território disponível iria se esgotar. Muitos olhavam desacreditados, mas a cidade

cresceu e se desenvolveu. Planejamento é essencial”, disse. Para Schumacher, o cenário atual é resultado tanto de decisões passadas quanto da velocidade das transformações recentes, o que torna indispensável uma visão de futuro. Ele defende que o município trabalhe com horizontes de 20 a 30 anos, especialmente em temas como expansão urbana, reconstrução de áreas e gestão de recursos públicos, para garantir desenvolvimento sustentável e continuidade administrativa.

A C2B Incorporadora pretende construir o primeiro prédio residencial com elevador no bairro Conventos, em Lajeado. A iniciativa acompanha o avanço demográfico e econômico da região, hoje uma das que mais cresce no município em número de moradores e de CNPJs ativos. Segundo o sócio-diretor da empresa, Claudio Bergesch, a negociação para viabilizar o empreendimento está em fase avançada, mas ainda depende de ajustes com o proprietário da área de terra, localizada próxima a via principal do bairro, a avenida Pedro Theobaldo Breidenbach.

“É uma negociação já evoluída, mas que exige aparar várias arestas ao longo do caminho. O terrenista entra como parceiro e precisa acreditar no projeto, entender que a área vai se valorizar e que todos ganham. Isso constrói confiança para seguir

adiante”, afirma.

Além do edifício vertical, a C2B também desenvolve o Reserva Conventos, condomínio fechado de casas no mesmo bairro. O empreendimento reúne áreas de lazer, segurança 24 horas e localização próxima a escolas, comércio e vias de acesso, conforme informa a incorporadora.

De acordo com Bergesch, ainda restam cerca de dez unidades disponíveis para venda, com valores a partir de R$ 249 mil. As condições incluem parcelamento de até 20% direto com a construtora e financiamento do saldo pela Caixa Federal, com possibilidade de zero entrada e documentação inclusa.

“O cliente pode parcelar em até 72 vezes e financiar o restante. O empreendimento já está cerca de 20% executado e deve chegar a 90% para permitir entrega antecipada, cerca de um ano antes do prazo contratual”, explica.

Paulo Cardoso paulo@grupoahora.net.br
AMANDA CABRAL

Reforma do miniauditório da Biblioteca

Pública

Obra de cerca de R$ 100 mil recupera área atingida por enchentes e permitirá retomada de oficinas, ensaios artísticos e eventos comunitários no subsolo da Casa de Cultura

LAJEADO

Após anos de desgaste estrutural e danos provocados pelas enchentes de 2023 e 2024, o miniauditório da Biblioteca Pública Municipal de Lajeado passa por uma reforma completa e deve voltar a receber atividades culturais já nos próximos meses. Localizado no subsolo do complexo da Casa de Cultura, o espaço está sendo revitalizado com investimento de aproximadamente R$ 100 mil em recursos próprios do município.

A obra busca recuperar um ambiente pouco conhecido por parte da população, mas que historicamente teve papel im portante na formação cultural da cidade, especialmente com aulas de teatro, ensaios de grupos artísticos e encontros comunitários. Segundo o secretário municipal da Cultura, Esporte, Lazer e Turismo (Secel), Carlos Reckziegel, as intervenções se tornaram urgentes após as sucessivas inundações que atingiram o local.

“O miniauditório é um espaço muito especial, mas bastante afetado pelas cheias. Em duas enchentes recentes, a água chegou a invadir toda essa área, compro-

deve ser concluída até março

metendo o piso de madeira e a estrutura. A partir disso, aceleramos o projeto de reforma para restabelecer o espaço e garantir segurança e qualidade para as atividades”, explica.

Melhorias e investimento

Entre as principais melhorias está a substituição do antigo assoalho, que sofreu danos severos com a umidade, além de ajustes estruturais para tornar o ambiente mais adequado ao uso contínuo. A expectativa da

secretaria é concluir os trabalhos até o final de fevereiro ou início de março, permitindo a retomada da programação cultural ainda no primeiro semestre.

Os recursos utilizados vêm do orçamento próprio da Secel, direcionados especificamente para reformas e manutenção de espaços públicos. “Buscamos organizar os investimentos de forma estratégica. Canalizamos os recursos para este local justamente por entender sua importância para a comunidade e para o fortalecimento da cultura no município”, destaca Reckziegel.

O trabalho conjunto entre poder público, setor empresarial e comunidade reflete não só em bons números mas, principalmente, em uma cidade cada vez melhor para se viver e fazer negócios.”

Com a reabertura, o miniauditório deverá funcionar como espaço multiuso, abrigando oficinas artísticas, aulas de teatro, ensaios musicais, reuniões, fóruns e pequenos eventos culturais. A proposta é ampliar o acesso da população às atividades, além de integrar o local às ações já realizadas na Casa de Cultura e na própria Biblioteca Pública. “Aqui já aconteceram muitas atividades ao longo das décadas. Muita gente lembra das aulas de teatro que marcaram gerações. Agora, queremos retomar esse movimento e também abrir o espaço para novos usos, como encontros comunitários, oficinas e apresentações”, afirma o secretário.

Além de recuperar a estrutura física, a revitalização representa mais um passo no processo de reconstrução dos espaços públicos após os impactos das enchentes que atingiram

Lajeado. Nos últimos meses, a Casa de Cultura voltou a receber exposições, cursos e eventos, e a requalificação do mini-auditório complementa esse esforço de retomada.

“Foi um espaço duramente atingido, assim como tantos outros pontos da cidade. Poder restaurá-lo e devolvêlo à comunidade é motivo de muita satisfação. A cultura tem um papel fundamental na reconstrução social, no bem-estar das pessoas e na valorização da cidade”, ressalta Reckziegel. Com a conclusão das obras, a Secretaria da Cultura deve divulgar a nova programação de oficinas e atividades abertas ao público, incluindo ações voltadas a estudantes, artistas locais e grupos comunitários, fortalecendo o complexo cultural como um dos principais polos de formação e convivência de Lajeado.

Fabiano Lautenschläger fabiano@grupoahora.net.br
Mudança nos materiais do piso é pensado para durabilidade maior é um dos principais pontos da reforma
Obras devem ser concluídas ainda no primeiro semestre de 2026
CARLOS RECKZIEGEL
SECRETÁRIO DE CULTURA
FABIANO LAUTENSCHLÄGER

CATEGORIA RAIZ

Assador de Lajeado conquista 2º lugar no Paleta Atlântida

Willian Roncaglio subiu ao pódio ao lado de Rogério Torres, de Caçapava do Sul, representando a equipe Gurus do Paleta

Otradicional encontro de churrasqueiros do litoral gaúcho reuniu milhares de assadores no sábado, 24, e teve representante de Lajeado no pódio. Willian Paulo Roncaglio conquistou o 2º lugar na categoria “Paleta Raiz” do Paleta Atlântida 2026, ao lado de Rogério Torres, de Caçapava do Sul. A dupla representou o grupo Gurus do Paleta. O evento reuniu cerca de 1,8 mil assadores, entre amadores e profissionais, nas areias de Xangri-lá. A competição é realizada tradicionalmente antes do fim de semana do Planeta Atlântida, maior festival de música do interior do Estado – inspiração para o nome do encontro de churrasqueiros. Durante a disputa, todas as paletas de ovelha precisavam ser

finalizadas no local, utilizando apenas brasa de lenha ou carvão fornecidos pela organização. O concurso foi dividido em duas categorias: Raiz, em que a carne pode ser temperada somente com

sal, e Gourmet, que permite o uso livre de temperos.

Experientes no Paleta Atlântida, Willian e Rogério já acumulam participações e resultados expressivos. “Competimos há alguns anos e, assim como neste, já ficamos no pódio. Agora estamos em busca da primeira colocação, que é o que ainda nos falta”, afirma Willian.

Além de serem avaliados pelos pontos técnicos do assado – que incluem o sabor, textura e cor da carne – os competidores apresentaram as guarnições que acompanham a paleta.

Para a dupla, mais do que troféus, o evento representa encontro e tradição. “A competição sempre fica em segundo plano. O principal é reunir os amigos de todo o Rio Grande do Sul e até do Uruguai. É um momento de reencontro para manter viva a nossa tradição gaúcha da forma mais intensa: ao redor do fogo”, afirma.

Willian e Rogério já confirmaram que pretendem voltar nos próximos anos, em busca do lugar mais alto do pódio. A dupla também fez questão de lembrar de um nome importante na trajetória do grupo: Gabriel Santi, que não pôde participar da edição deste ano, mas é um dos pioneiros dos Gurus do Paleta Atlântida. Aos demais integrantes, deixaram o recado: “Nosso abraço e até 2027”.

O Paleta Atlântida

O Paleta Atlântida é considerado um dos maiores eventos de churrasco do mundo. Ele surgiu em 2017 como um encontro entre amigos em Xangri-Lá e hoje reúne milhares de pessoas na beira da praia – de diferentes cidades do estado e do exterior – para confraternizar e valorizar as raízes do prato típico gaúcho.

A cada edição, centenas de assadores participam do encontro e apre-

sentam diferentes cortes e estilos de preparo para a paleta de ovelha. Em 2025, o Paleta Atlântida cruzou as fronteiras do litoral gaúcho e realizou sua primeira edição itinerante, em Porto Alegre. Na ocasião, mais de 15 mil pessoas estiveram presentes no Cais Mauá, para degustar um bom churrasco. Em 2026, o município de Estrela receberá o evento, no dia 30 de maio, em alusão às comemorações de aniversário da cidade.

Churrasco nos 150 anos de Estrela

A presença de Estrela no Paleta Atlântida integrou a estratégia de promoção institucional do município em um dos maiores eventos gastronômicos do litoral gaúcho. Durante a programação, o idealizador Luciano Leon confirmou a realização de uma edição especial em Estrela, no dia 30 de maio. A atividade fará parte das comemorações dos 150 anos do município e ocorrerá na escadaria do Rio Taquari, para reforçar a conexão entre gastronomia, cultura e um dos principais espaços públicos da cidade. O estande de Estrela foi estruturado em parceria com o Supermercado Recuerdos, responsável pelo fornecimento das carnes, e contou com o apoio dos CTGs CTG Estrela do Rio Grande e CTG Raça Gaudéria. Centenas de pessoas visitaram o espaço ao longo do evento, consolidando a presença do município como ponto de destaque entre os expositores. A prefeita de Estrela, Carine Schwingel, destaca que a participação fortalece a integração entre municípios e gera resultados diretos. “Estar presente em um evento deste porte amplia a visibilidade de Estrela, promove a troca de experiências e cria oportunidades que se refletem em desenvolvimento, turismo e valorização da nossa identidade”, afirma.

Jéssica R. Mallmann
jessicamallmann@grupoahora.net.br
Willian Paulo Roncaglio conquistou o 2º lugar na categoria “Paleta Raiz”, ao lado de Rogério Torres, de Caçapava do Sul
Com estande em Xangri-lá, governo de Estrela prepara edição local em 30 de maio
FOTOS: DIVULGAÇÃO

EDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO

Associação oferece atividades diversas nas segundas, quintas e nas sextas. Aulas de música ocorrem nas manhãs de sexta-feira com o professor

Associação retoma inclusão de pessoas com deficiência visual

Apadev oferece música, artesanato, teatro e assistência social, estimulando autonomia e troca de experiências entre os participantes

Maira Schneider mairaschneider@grupoahora.net.br

LAJEADO

AAssociação dos Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (Apadev) de Lajeado retomou seus trabalhos após período de recesso, oferecendo uma série de serviços e atividades voltadas para pessoas com deficiência visual. A entidade mantém seus programas por meio de parcerias com o município de Lajeado e prefeituras de outras cidades da região, garantindo atendimento de qualidade aos usuários.

“Os recursos são necessários para manter os profissionais aqui, trabalhando e prestando um serviço de excelência aos usuários”, destaca Orlei da Costa, presidente da Apadev.

Atualmente, cerca de 15 usuários de Lajeado participam das atividades da associação, mas pessoas de outros municípios como Boqueirão do Leão, Encantado, Montenegro, Estrela e Arroio do Meio também frequentam os serviços.

“Algumas pessoas acabam desistindo, outras conquistam sua autonomia e deixam de participar, o que mostra que o trabalho está atingindo seus objetivos.”

Atividades Durante a semana, a Apadev oferece atividades de artes, artesanato e assistência social. Nas sextas-feiras pela manhã, acontece a aula de música ministrada pelo professor Marcelo Fortes. “Estou aqui há mais de uma década, compartilhando meu conhecimento e aprendendo com eles. Essa troca de experiências é o que torna nosso trabalho tão especial.”

Para Bruna de Vargas, usuária da Apadev, a música tem um papel transformador em sua vida. “É um momento de relaxamento e aprendizado. Tocar escaleta, cantar e aprender junto com o grupo tem sido muito enriquecedor. O professor é paciente e sempre repete as lições quando necessário. Fico muito feliz em participar”, afirma.

Ao longo do ano, a associação promove ações para arrecadar fundos, como café colonial em maio, almoço em agosto durante a Semana da Pessoa com Deficiência e promoções de cachorro-quente no final do ano, além da venda de artesanato.

A programação regular inclui atividades nas segundas-feiras à tarde, teatro às quintas, música nas sextas pela manhã e

É um momento de relaxamento e aprendizado. Tocar escaleta, cantar e aprender junto com o grupo tem sido muito enriquecedor.”

assistência social no período da tarde. “Sabemos que há muitas pessoas com deficiência visual que não participam por restrições, mas aqui elas aprendem a desenvolver autonomia. Nosso objetivo é mostrar que é possível realizar qualquer atividade, independentemente da limitação visual”, ressalta Orlei.

Mais informações sobre as atividades da Apadev podem ser obtidas pelo telefone (51) 995519958 ou pelo e-mail apadev. lajeado@gmail.com.

BRUNA DE VARGAS USUÁRIA DA APADEV
Marcelo Fortes
MAIRA SCHNEIDER

Vítimas de afogamento no litoral foram sepultadas em Teutônia

Caso aconteceu na manhã de sábado, 24, em área sem monitoramento de guardavidas. Terceira pessoa foi resgatada com vida

Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br

ESTADO

Foram sepultados nesse domingo, 25, no Cemitério Municipal de Teutônia, Elisângela Vaz Fontoura, de 52 anos, e o filho Davi Vaz Garcia da Rosa, de 10 anos. São vítimas de um afogamento ocorrido na manhã de sábado, em Tramandaí, no Litoral Norte do estado. Mãe e filho morreram afogados por volta das 11h de sábado, em um ponto do mar que não possui monitoramento de guarda-vidas, em uma área indicada como local de pesca. Conforme informações do Corpo de Bombeiros, o afogamento aconteceu nas proximidades da Rua Otávio Rocha, a cerca de 700 metros da última guarita de Tramandaí, no sentido de Nova Tramandaí, próximo ao Farol da Marinha. As vítimas chegaram a receber atendimento médico ainda no local e foram encaminhadas ao Hospital de Tramandaí, mas não resistiram. Uma terceira pessoa, de 24 anos, também foi resgatada durante a ocorrência, levada ao hospital e encontra-se em quadro estável.

Mulher e criança morreram na manhã desse sábado, 24, em área sem monitoramento de guarda-vidas

As circunstâncias do afogamento reforçam o alerta das autoridades para os riscos de banho em áreas não monitoradas. Em menos de um mês o Vale do Taquari registrou 10 ocorrências de afogamentos.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Lajeado, capitão Fábio Lopes, chama a atenção para os riscos. “É necessário que tenhamos cuidados para poder entrar com segurança nos rios e arroios da região. O primeiro é o reconhecimento do local. Busque entender se o local não tem buracos, se não tem pedras e conheça a sua capacidade técnica. Muitas vezes nós ficamos muito tempo em nadar e acreditamos que temos uma capacidade física ou conhecimento técnico adequado”, alerta.

É necessário que tenhamos cuidados para poder entrar com segurança nos rios e arroios da região.”

FÁBIO LOPES COMANDANTE DO CORPO DE BOMBEIROS DE LAJEADO

AÇÃO EM LAJEADO

Fepam flagra irregularidades em empresa ambiental

Fiscalização identificou armazenamento e transporte inadequado de resíduos perigosos; licença de operação já estava bloqueada desde 2025

Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br

Uma ação de fiscalização realizada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) na manhã dessa segunda-feira, 26, resultou na identificação de irregularidades em uma empresa ligada ao setor ambiental, com sede em Lajeado.

A operação ocorreu após uma série de denúncias e teve como foco o armazenamento e a destinação de resíduos perigosos.

A fiscalização foi realizada na rua Alfredo Jaeger, no bairro Olarias, onde os técnicos constataram que resíduos como filtros de

óleo, embalagens contaminadas, lubrificantes e outros materiais perigosos estavam sendo armazenados de forma irregular.

Conforme a Fepam, os resíduos eram mantidos dentro de um caminhão não apropriado e sem regularização para esse tipo de transporte.

De acordo com o órgão ambiental, o processo de apuração se arrasta desde o ano passado e conta com o acompanhamento de outros órgãos, como o Ministério Público e a Polícia Civil. O promotor responsável pelo caso é Sérgio Diefenbach.

Ainda segundo a Fepam, a empresa coletava resíduos em diversas empresas da região do Vale do Taquari, mas não realizava a destinação ambientalmente correta do material, além de não apresentar o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) aos contratantes do serviço, o que levantou suspeitas sobre a legalidade da operação.

Em razão das irregularidades, no dia 11 de abril de 2025, a Fepam já havia determinado o

Segundo a Fepam, a empresa coletava resíduos em diversas empresas da região do Vale do Taquari, mas não realizava a destinação ambientalmente correta do material

bloqueio da licença de operação da empresa e, na sequência, a suspensão do MTR. Paralelamente, a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e a Polícia Rodoviária Federal também identificaram que os veículos utilizados pela empresa apresentavam licenças irregulares.

Na ação realizada nessa segunda-feira, todos os resíduos que estavam armazenados de forma inadequada no caminhão foram recolhidos e encaminhados para processamento correto e destinação ambiental legalizada, conforme determina a legislação ambiental vigente.

VALE DO TAQUARI
GABRIEL SANTOS

www.coquetel.com.br

Crosta de pão Fator mental reduzido com um estilo de vida saudável

O carrossel, por seu movimento

Bebida apreciada pelos vikings

"Nada (?)", sucesso do Kid Abelha

Planta de desertos

Tecla que apaga o caractere selecionado pelo cursor

Produto proibido em linhas de pipas

O suposto piloto do óvni

Prefixo de "megahertz"

És-nordeste (abrev.)

Zagueiro (?), posição do futebol

Tombados

Divisão de cidades

Elis Regina, a Pimentinha da MPB

CRUZADAS

A torcida do Fluminense (fut.)

"Corra!" ou "O Exorcista" (Cin.)

Vitaminas presentes na acerola Adoro

Unidade de carga, nos transportes

O chocolate sem leite

Pontos que ligam vertentes opostas

Adolescente, em inglês

Técnica de descida com cordas Buscar

Sintoma da cólica Administrar

Matéria das dunas Leite fresco

Bom arranjo Saudação telefônica

Deixar, em inglês

Que apresenta poucos sintomas Lugar de perdição e vícios

Deus citado na bandeira saudita

OBITUÁRIO

Ceda com fins caritativos (?)-Codi, órgão do Regime

Militar (BR)

O rock brasileiro da década de 1960

Punta (?) Este, cidade uruguaia

Fonema que distingue o inglês britânico

Coisa sem valor

3/c e a — let. 4/teen. 6/iê-iê-iê — tentar. 8/hidromel. 17/oligossintomático.

HORÓSCOPO

ÁRIES: Agir em equipe será a melhor maneira de conseguir o que deseja, Áries, seja no trabalho ou na vida pessoal.

TOURO: O desejo de fazer só o que tem vontade pode crescer, mas aos poucos as coisas melhoram e você vai ter tempo de finalizar o serviço.

GÊMEOS: No trabalho, explore sua criatividade e faça o possível para manter o foco no que importa.

CÂNCER: Seu lado prático ajuda a encarar esses desafios e ainda vai sobrar pique para cuidar do serviço

LEÃO: Redobre o cuidado para não se distrair com tanta facilidade e confira duas vezes uma tarefa antes de partir para a próxima, evita problemas.

VIRGEM: O astral melhora aos poucos e você pode organizar o orçamento e até rever alguns compromissos financeiros que já assumiu.

Solução

LIBRA: No trabalho, trace metas mais ambiciosas e confie na sua capacidade para atingir seus objetivos!

ESCORPIÃO: Não deixe a desconfiança esfriar o romance, porque seu ciúme pode fazer hora extra e estremecer os laços com o mozão.

SAGITÁRIO: Seja paciente para lidar com as críticas e veja se você não está exagerando na hora de cobrar os colegas também.

CAPRICÓRNIO: Se tem planos para viajar não deixe nada ao acaso e tenha um plano B para driblar os imprevistos que podem surgir pelo caminho.

AQUÁRIO: Há sinal de novidades na conquista e pode até se envolver com alguém de outra cidade.

PEIXES: Bom humor e animação ajudam a movimentar a paquera, mas a distância talvez vire um problema.

PAULO ROQUE ZARTH , 73, faleceu ontem, 26. O velório ocorre na Câmara Mortuária de Santa Clara do Sul. O sepultamento ocorre hoje, 27, às 17h, no Cemitério Católico de Santa Clara do Sul.

CELITA RUWER , 85, faleceu ontem, 26. O sepultamento ocorreu no Cemitério de Picada Nova, em Venâncio Aires. CALIXTO JOSÉ PRETTO, 92, faleceu ontem, 26. O sepultamento ocorreu no cemitério de Jacarezinho, em Encantado.

ISONIA MARIA HAMMES 72, faleceu no domingo, 25. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Arroio Grande Central, em Arroio do Meio.

LAURO SCHEIBLER , 89, faleceu no domingo, 25. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Taquari.

ARLINDO VALENTIN VENDRAMIN, 80, faleceu no domingo, 25. O sepultamento ocorreu no cemitério de Linha Auxiliadora, em Encantado.

ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS, 79, faleceu no domingo, 25. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Taquari.

IVONE COSTA TEDESCO, 67, faleceu no domingo, 25. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Taquari.

ELIZANDRE VAZ FONTOURA, 78, faleceu no sábado, 24. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Teutônia.

DAVI VAZ GARCIA DA ROSA, 10, faleceu no sábado, 24. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Teutônia.

PREVENÇÃO E RESILIÊNCIA

Estrela recebe nova etapa do Desassorear

RS em área do

Após retirada de 31 mil m³ de sedimentos nos arroios urbanos, programa do Estado inicia intervenção na Linha Roncador, beneficiando comunidades atingidas por alagamentos recorrentes

Após a conclusão de uma das maiores frentes de desassoreamento já realizadas no município, Estrela volta a integrar o Programa Desassorear RS. O governo do Estado iniciou uma nova etapa de serviços no interior, desta vez em um ponto estratégico que beneficia diretamente a comunidade da Linha Roncador, região que enfrenta recorrentes episódios de alagamentos.

A intervenção prevê a retirada de mais de 4,2 mil metros cúbicos de sedimentos, acumulados ao longo do tempo pela ação das cheias e do escoamento superficial. O volume compromete a capacidade de vazão do curso d’água e agrava o risco de transbordamentos, mesmo em períodos de chuva menos intensa. Os trabalhos têm duração estimada de duas semanas.

Nova etapa após grandes intervenções no perímetro urbano

Ainda em 2025, Estrela já havia sido contemplada com o desassoreamento do Arroio Boa Vista e do Arroio Estrela, onde foram retirados cerca de 31 mil metros cúbicos de sedimentos.

A ação recuperou trechos críticos das calhas, ampliando a capacidade de escoamento e reduzindo a vulnerabilidade do município diante de novos eventos climáticos extremos.

A nova frente no interior reforça a lógica de continuidade do programa, que não se limita ao perímetro urbano e passa a atender também comunidades rurais historicamente afetadas por alagamentos e enxurradas.

O Desassorear RS é coordenado pela Secretaria

interior

Estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano e integra o Plano Rio Grande, criado para enfrentar os impactos deixados pelas cheias de 2023 e 2024. O foco é a recuperação da funcionalidade hidráulica de rios, arroios, sangas e canais de

drenagem, atuando de forma preventiva para reduzir riscos futuros.

Em 2025, o programa retirou mais de 3,3 milhões de metros cúbicos de sedimentos em cursos de água doce em todo o Rio Grande do Sul.

Trabalhos do Programa Desassorear RS iniciaram em Linha Roncador
DIVULGAÇÃO

IMIGRANTE GOLEIA O ESPERANÇA EM NOVA BRÉSCIA

Na estreia dos dois times, o representante de Tigrinho Alto fez 4 a 0 no time da comunidade de Morro Seco

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

No duelo dos últimos campeões municipais de Nova Bréscia, o Imigrante derrotou o Esperança (Morro Seco) por 4 a 0 em partida disputada na Linha Estefânia, nesse sábado,

Em Nova Bréscia, o Imigrante não tomou conhecimento do Esperança e goleou por 4 a 0

24, que complementou a primeira rodada. Fuentes, Bresolin, Edinei e Ian Lima fizeram os gols. Nos aspirantes, o Esperança derrotou o Imigrante por 3 a 2. Com o resultado, o Imigrante se junta ao Botafogo na liderança da competição. Canarinho e Caçadorense somam um ponto enquanto Cristal e Esperança estão zerados. A competição envolve seis times e quatro avançam para a semifinal. No final de semana passado, o Botafogo derrotou o Canarinho por 6 a 2, além do empate em 1 a 1 entre Canarinho e Caçadorense.

SAIBA MAIS

Resultados

Boqueirão do Leão – 2ª rodada

Juventude 2 x 0 5 de Junho (titular)

Juventude 2 x 0 5 de Junho (aspirante)

Classificação

Titular: Esportivo (6 pontos), Juventude, São José e Internacional (3), 5 de Junho e São Roque (1);

Aspirante: Juventude (6 pontos), Internacional e Esportivo (4), São Roque, 5 de Junho e São José (sem pontuar);

Progresso – 6ª rodada

Gaúcho 2 x 4 São João (titular)

Flamengo Cabeceira 3 x 2 Achados e Perdidos (veterano)

RECONSTRUÇÃO

NOVOS LÍDERES

A rodada desse domingo apresentou novos líderes nas duas categorias. No titular, o São João venceu o Gaúcho por 4 a 2. Henrique Petrini, Niquito, Kanu e Ladaia marcaram para o São João. Gedoz, em duas oportunidades, descontou para o Gaúcho. Com o resultado, o São João passou o Flamengo e é o novo líder do campeonato.

Já no veterano, o Flamengo, de Cabeceira de Tocas venceu o Achados e Perdidos por 3 a 2 e também assumiu a liderança.

CLUBE DE MATO LEITÃO RETOMA FUTEBOL APÓS

ENCHENTE DE 2024

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Classificação

Titular: São João (7 pontos), Flamengo (6), Cruzeiro (1), Gaúcho e Internacional Campo Branco (sem pontuar); Veterano: Flamengo Cabeceira de Tocas (6 pontos), Amizade, São João e Flamengo Xaxim (3), Achados e Perdidos (sem pontuar);

Monte Alverne – 2ª rodada

Titular

Monterey 3 x 3 Boa Vista

São Martinho 0 x 2 São José

Aspirante

São Martinho 2 x 0 São José

Monterey 0 x 3 Boa Vista

Putinga – 2ª rodada

Aerca Xarqueadense 1 x 1

Palmeiras (Série B)

EC Tamandaré 2 x 2 Juventude (Série A)

A Associação Esportiva e Social Sampaio (Assoessa) vive um novo capítulo de sua história. Com apoio da administração municipal de Mato Leitão, a entidade está recuperando o estádio de futebol localizado na Vila Sampaio, estrutura que foi severamente atingida pela enchente histórica de maio de 2024. Além do campo, a sede social e o ginásio de esportes também sofreram grandes danos. Por meio do Programa Municipal de Estruturação de Entidades Esportivas, Recreativas e Culturais, a Assoessa recebeu no ano passado um repasse de R$ 110 mil, recurso que vem auxiliando diretamente nas obras de recuperação. Uma das etapas mais avançadas é o alambrado do campo de futebol, cuja conclusão deve ocorrer nos próximos dias, deixando o espaço apto para receber jogos oficiais.

Presidente da entidade, Elonir Debald destaca o significado desse retorno. “Representa uma satisfação enorme em poder participar novamente. A gente sempre teve vontade de voltar, mas agora surgiu a oportunidade e nós aproveitamos”, afirma.

Segundo ele, o processo de reconstrução foi marcado por

dificuldades, mas também por união. “O estrago foi enorme, foi difícil reconstruir dentro e fora de campo. Graças à ajuda dos sócios, colaboradores e da prefeitura, foi possível”, ressalta.

Mesmo após um longo período sem atividades regulares, a Assoessa se prepara para disputar o Campeonato Vale do Sampaio de Futebol de Campo, além do Municipal de Futsal. Em 2025, o clube já havia retomado parcialmente suas ações ao participar do Municipal de Bocha. Quanto aos objetivos, o discurso é ambicioso, mas consciente. “Vamos querer competir pelo título. Sei que vai ser difícil, todos os times são bons”, projeta Debald. Ele também ressalta a emoção pessoal de ver o clube novamente em campo. “É uma alegria enorme. O retorno tem um significado especial para atletas, dirigentes e torcedores.”

O recomeço tem impacto direto na comunidade. “Trazendo o povo novamente para a sociedade, o esporte é um vínculo que reúne muito as pessoas. Isso ajuda a resgatar a autoestima da Vila Sampaio”, avalia.

Mesmo com as obras ainda em fase final, o planejamento segue dentro do cronograma. “Até o início do campeonato estará tudo pronto”, assegura o presidente.

ZIQUE NEITZKE
Após um longo período sem atividades regulares, a Assoessa se prepara para disputar o Campeonato Vale do Sampaio de Futebol de Campo

ESPORTE E TURISMO

CIRCUITO DOS VALES ABRE 2026 EM ARROIO DO MEIO

Após dois anos, município volta ao calendário com a Etapa Pérola do Vale; prova ocorre em março e inscrições já estão abertas

Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

ARROIO DO MEIO

OCircuito dos Vales, principal circuito de corridas do interior do Rio Grande do Sul, anunciou Arroio do Meio como sede da primeira etapa da temporada 2026. A prova ocorre no dia 22 de março, marcando o retorno do município ao calendário após dois anos de ausência. As inscrições já estão abertas. De acordo com o gestor do

Circuito dos Vales, Deivid Tirp, o retorno tem um significado especial. “A conexão de Arroio do Meio com o evento é tão grande que é quase impensável ter o Circuito sem a cidade, até pela relação do idealizador Guilherme Marder com o município”, destaca.

Tirp relembra que a etapa estava prevista para o segundo semestre de 2024, mas precisou ser transferida em razão da cheia de maio. Com isso, a

A organização do Circuito dos Vales deve confirmar, nas próximas semanas, as demais cidades e datas que integram a temporada 2026

prova também não ocorreu em 2025. “Após uma recepção muito positiva da administração municipal, conseguimos recolocar Arroio do Meio no calendário”, afirma. Mantendo o nome já definido anteriormente, a prova será

Mantendo o nome já definido anteriormente, a prova será chamada de Etapa Pérola do Vale, reforçando a identidade local e o potencial turístico da região

chamada de Etapa Pérola do Vale, reforçando a identidade local e o potencial turístico da região. “O nome valoriza o que Arroio do Meio tem de melhor e fortalece o olhar para o turismo regional”, completa o gestor.

A prefeita em exercício, Andréa Lange Bart, ressalta a importância da retomada. “Recoloca o município no mapa dos grandes eventos esportivos da região, fortalece o esporte, incentiva a prática de atividades físicas e projeta Arroio do Meio como uma cidade preparada para receber atletas e visitantes”, avalia.

A organização do Circuito dos Vales deve confirmar, nas próximas semanas, as demais cidades e datas que integram a temporada 2026.

Inscrições

As inscrições estão abertas e os valores são de R$ 89 para corrida, R$ 70 para caminhada e R$ 45 para a categoria kids. Também há a opção de combos, que garantem participação nas cinco etapas do circuito. Mais informações podem ser conferidas no Instagram oficial do Circuito dos Vales.

DIVULGAÇÃO

Festa de Lajeado

Mais de duas mil pessoas participavam do evento que marcou as comemorações dos 115 anos de Lajeado, em 2006. Na frente da Praça da Matriz foi montado um palco para shows, na rua

Borges de Medeiros, em frente à Casa de Cultura. Houve exposição de fotos e vídeos antigos da cidade, comercialização de artesanato, mateada e brinquedos infláveis para as crianças.

Uma das fotos apresentadas na exposição dos 135 anos de Lajeado, na Casa de Cultura, em 2026. A fotografia mostra a construção da ponte entre Lajeado e Arroio do Meio

Programação de aniversário

Vinte anos mais tarde, para comemorar o aniversário municipal, do Arquivo Histórico e da Biblioteca Municipal, Lajeado organiza o Circuito Cultural. O evento, conduzido pelo historiador Marcos Kreutz (que inclusive foi

entrevistado no Abre Aspas de hoje), promove um tour pelo centro histórico da cidade no fim da tarde de hoje, 27. A participação é gratuita e não exige inscrição prévia. A saída é da frente da Casa de Cultura, às 18h30min.

Progresso promovia tradicional rodeio

O CTG Sinuelo da Amizade, de Vila Progresso, então distrito de Lajeado, promovia o 11º Rodeio Ciroulo. Na época, a expectativa era reunir um público superior a dez mil pessoas no evento.

A sede do CTG ficava na propriedade de Getúlio Scheeren. Na época, vários caminhões, em diferentes localidades do Vale, fizeram o transporte dos tradicionalistas interessados em participar do rodeio. Infelizmente, naquele ano, o tempo chuvoso prejudicou a programação. Na prova de tiro de laço, os destaques foram Dom Peres Pinto e Juan Jacinto Almeida, do CTG Tropigia Andariega, do Uruguai, e Delfino da Silva Moreira e Manoel Dilamar Pereira, do CTG Los Tentos, também do Uruguai. O primeiro lugar na prova foi para a dupla Ivan Jandrei e Sebastião Silva Santos, do CTG Sinuelo da Amizade. Houve apresentação das invernadas e fandango.

Hoje é

Santo do dia: Santa Ângela Mérici

HENRIQUE PEDERSINI

Jornalista

“É fácil vender Lajeado”, diz empresário

Aafirmação não é do cidadão prestes a colocar-se na condição de candidato a deputado estadual, mas sim de um CPF responsável por um CNPJ com representativo sucesso em seu ramo de atuação. No caso, o mercado imobiliário. Na data em que Lajeado completou 135 anos, um dos cinco programas itinerantes da Rádio

A Hora foi ao São Cristóvão. A antiga área voltada a criação de ovelhas e potreiros agora consiste num aglomerado urbano pujante

e com circulação permanente de empresários e, claro, clientes. Roberto Lucchese lembrou dos primeiros empreendimentos verticais criados pela empresa e os quesitos que deram a segurança para o investimento milionário. Entres eles, o mais marcante: “É fácil vender Lajeado”.

Não é da metragem quadrada dos apartamentos, o acabamento das paredes ou da localização que ele se refere, mas sim de todo o resto a partir da porta para fora do edifício. Empregos, sistema

de saúde, educação, segurança e perspectivas de desenvolvimento. Frases como esta que intitula este espaço de opinião são estratégicas e necessárias. Em especial, para quem tem voz desde a associação comunitária até a tribuna do Legislativo. Apontar as mazelas é importante, mas cautela para não pintar a “casa” de 100 mil pessoas como um local degradante. Por isso: em negrito, itálico, sublinhado e letra maiúscula: “É FÁCIL VENDER LAJEADO”.

Rapidinho…

Neco Santos (PL) encaminha suas primeiras intervenções na presidência da câmara de Lajeado, mesmo que a primeira sessão ordinária ocorra apenas em 3 de fevereiro. Entre as medidas, o objetivo é reduzir a rotatividade de vereadores ao longo do ano. O entendimento é que há impacto na produtividade dos trabalhos. Nos planos dele, incluir o Legislativo nos grandes debates regionais em uma posição mais decisiva e manter o perfil de proximidade com a parte mais desestruturada do município.

- Em 2026 a CDL Lajeado completa 60 anos em um contexto de representação de lojistas e inserção nos grandes debates da cidade

- Experientes políticos de Encantado entendem que o presidente da câmara, Claudinho da Silva (MDB), precisa repensar alguns de seus conselheiros políticos. Sobretudo, o mais próximo.

ARTIGO

GLÁUCIA SCHUMACHER

Prefeita de Lajeado

135 anos de uma cidade que dá certo

Aniversário é momento de celebrar, e Lajeado chega aos seus 135 anos com inúmeros motivos para isso. Antes de ocupar qualquer cargo, sou uma lajeadense nata, orgulhosa desta cidade, do que construímos juntos e de como evoluímos ao longo dos anos. Hoje, Lajeado é uma cidade que dá certo.

Dá certo porque é feita de pessoas que trabalham, empreendem e acreditam na prosperidade desta terra. Dá certo porque, ao longo de sua história, contou com gestões comprometidas em servir aos lajeadenses e em manter o município em constante desenvolvimento. Lajeado dá certo porque preserva sua história, cuida do presente e projeta o futuro com responsabilidade. Deu certo até aqui, dá certo hoje e seguirá dando certo.

Nossa cidade é considerada a capital do Vale do Taquari e foi daqui que outros municípios tiveram origem. Lideramos a geração de emprego e renda na região e figuramos entre os melhores índices estaduais e nacionais quando o assunto é qualidade de vida e desenvolvimento econômico. Somos berço de grandes empresas e um município cada vez mais atrativo para empreendedores e investidores. O crescimento populacional é visível: a construção civil avança, o comércio se fortalece e a vida pulsa nas ruas, praças e parques.

- O desejo intenso de ser deputado estadual no futuro não está restrito apenas ao prefeito de Muçum, Mateus Trojan. Outros chefes de Executivo também se imaginam na Assembleia Legislativa.

- Curiosidade: em um estabelecimento da Serra se você disser ao garçom que não vai beber nada pois está na direção, a resposta é: “Aqui não tem lei seca”. Polêmico, mas é real.

Lajeado chega aos seus 135 anos mais moderna, segura e resiliente. Isso exige gestão, equilíbrio e responsabilidade com os recursos públicos. Realizamos investimentos históricos em parques e espaços de convivência, em iluminação pública, videomonitoramento e segurança. Avançamos em obras de infraestrutura, em ações de reconstrução e prevenção, e seguimos qualificando áreas essenciais como saúde, educação e os serviços nos bairros. Celebrar também é refletir sobre o caminho percorrido e sobre onde queremos chegar. Crescer traz novas responsabilidades, tanto na vida quanto na gestão pública. Enfrentamos os desafios do crescimento sem perder de vista o compromisso com as pessoas. É isso que faz Lajeado dar certo. Nossa missão é seguir construindo uma cidade que acolhe, que oferece oportunidades e que cuida de quem vive aqui. Renovamos nossa confiança no futuro, celebramos o presente e honramos as conquistas construídas até aqui. Parabéns, Lajeado e parabéns aos lajeadenses por tornarem esse lugar tão especial.

Dá certo porque é feita de pessoas que trabalham, empreendem e acreditam na prosperidade desta terra.”

Fim do rodízio

Terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Fechamento da edição: 18h

20º | MÁX: 34º

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