
ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR
Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026 | Ano 23 - Nº 4025 | R$ 5,00
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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR
Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026 | Ano 23 - Nº 4025 | R$ 5,00

Acordo firmado no Palácio Piratini garante recursos estaduais para recuperar o trecho turístico entre Muçum e Vespasiano Corrêa.
O governo do RS assinou ontem o termo que marca o início da recuperação do Trem dos Vales. A cerimônia no Palácio Piratini oficializou o repasse de recursos para a reconstrução do atrativo turístico. O acordo formaliza a cooperação entre o governo estadual e a entidade responsável pelo projeto.
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NÚMEROS DO CAGED TRÂNSITO DE LAJEADO
Região cria
Ao todo, 29 cidades cresceram. Lajeado lidera o ranking local com 1.211 vagas criadas. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelos setores da indústria e dos serviços.
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Levantamento do Centro Integrado de Operações Policiais indica que o sistema de monitoramento por câmeras de Lajeado registra até 80 mil leituras de placas por dia. Os dados reforçam a cidade como polo regional de circulação e base para ações de trânsito, segurança e planejamento urbano.

EDIÇÃO | NG Câmeras
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Obras na antiga praça Luís Inácio Müssnich alteram trânsito
Os números do Caged de 2025 trazem uma mensagem clara de reação do Vale do Taquari. O saldo positivo de 2.279 empregos formais ao longo do ano não é um detalhe estatístico, mas um indicativo de resiliência após um período marcado por enchentes, retração econômica e incertezas. Em um cenário ainda instável no país, fechar o ano no azul é um resultado que merece ser reconhecido.
O dado mais relevante não está no tropeço de dezembro, previsível e recorrente em todo o Brasil, mas na constância observada ao longo do ano. Foram dez meses consecutivos de geração líquida de vagas, impulsionados principalmente pela indústria e pelos municípios com maior grau de formalização do trabalho.
A reconstrução pósenchentes, somada à dinâmica econômica regional, criou um ambiente favorável à retomada, ainda que desigual.”
Esse desempenho também evidencia o papel do investimento privado como motor do emprego. A reconstrução pós-enchentes, somada à dinâmica econômica regional, criou um ambiente favorável à retomada, ainda que desigual. O contraste com o meio rural, que segue enfrentando dificuldades de crédito e financiamento, expõe um desequilíbrio que não pode ser ignorado.
O Vale do Taquari avança, mas não de forma homogênea. O desafio para 2026 será consolidar essa recuperação, ampliar o alcance da geração de empregos e garantir que o crescimento não fique restrito a poucos setores ou municípios. Os números são positivos, mas exigem leitura crítica e ação contínua.
à

Fundado em 1º de julho de 2002
Foram cinco dias de peregrinação, totalizando cerca de 174 km, que os irmãos Sheila e Carlos Bonne, de EstânciaVelha, percorreram até chegar ao Cristo Protetor, em Encantado. Durante o trajeto, a dupla passou por diversas cidades do RS, visitando locais religiosos até chegar ao Vale. A jornada teve como propósito a reflexão e dedicação do tempo à espiritualidade
Eloisa Silva eloisasilva@grupoahora.net.br
Por que escolheram o Cristo Protetor como destino final?
Carlos - Inicialmente, pensávamos em fazer o Caminho de Santiago de Compostela, mas, com o passar do tempo, percebemos que, por causa das agendas e principalmente da duração — cerca de 40 dias com aproximadamente 800 km—, o projeto teria que ficar para o futuro. Mesmo assim, a vontade de colocar algo em prática era grande. Então, desenhei um trajeto aqui no Brasil e apresentei para minha irmã.
Teve algum motivo especial que impulsionou essa decisão?
Carlos - De minha parte, a motivação foi a busca pelo silêncio, poder entregar todo o meu tempo a Deus e me afastar da pressa e da euforia que marcam essa época do ano (Natal e o fim de ano).
Também foi uma forma de dar testemunho de que estar em oração é ainda

melhor.
Sheila - O principal motivo foi ficar em silêncio, sair do agito e da correria do dia a dia, ter um momento de introspecção e reflexão, realizar um sonho e oferecer todo o percurso a Deus.
Fazer essa jornada juntos mudou ou fortaleceu a relação de vocês?
Carlos - Somos quatro irmãos. Estávamos dois caminhando, mas, de certa forma, sempre éramos quatro. Sou o primogênito, e minha irmã Sheila, a terceira, foi muito aguardada e desejada em nossa família. Compartilhar esses momentos com ela, que amo de todo o coração, fortaleceu ainda mais esse amor.
Sheila - Fazer essa jornada juntos foi muito especial. Tornou tudo ainda mais valioso, desde os treinos, o planejamento e a compra dos acessórios, até cada passo dado. Foi uma experiência vivida e sentida por nós dois, algo
que ninguém poderá apagar, e que também fortaleceu o amor entre nós.
O que passou pela cabeça ao avistar o Cristo Protetor?
Carlos - Foi uma mistura de sentimentos. Alegria por chegar, por ter conseguido, por saber o quanto valeu cada passo. Vieram à memória todas as pessoas que viveram esse momento conosco, que cuidaram de nós, nos acolheram, rezaram, acenaram ou até diminuíram a velocidade dos carros para não levantarem tanto pó.
Sheila - Deu uma enorme vontade de chorar. Um filme passou pela cabeça, trazendo lembranças de pessoas, dores, dúvidas e alegrias. Havia uma alegria imensa por alcançar o destino programado. E, curiosamente, após batermos juntos o sino dos peregrinos, Deus nos abençoou com uma chuva calma e leve. Depois, o sol voltou a aparecer, nos presenteando com aquela vista maravilhosa do Cristo Protetor.
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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica
Vale do Taquari - Lajeado - RS Diretor Executivo: Adair

Sistema de câmeras confirma a cidade como polo regional de circulação.
Monitoramento orienta ações de trânsito, segurança pública e planejamento urbano
VALE DO TAQUARI
Entre os principais municípios estão Arroio do Meio (7%), Cruzeiro do Sul (6%) e Estrela (5%), formando o núcleo imediato de deslocamento diário. Também aparecem, de forma recorrente, Santa Clara do Sul, Porto Alegre, Venâncio Aires, Encantado, Teutônia, Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul e até Belo Horizonte, indicando circulação intermunicipal e

interestadual constante.
O sistema é operado a partir de uma rede de 132 câmeras, integradas ao CIOP, com uso de tecnologia de Reconhecimento
Monitoramento de Lajeado tem mais de 130 câmeras. Em torno de 40% com capacidade para identificar placas dos veículos
Óptico de Caracteres (OCR). As câmeras captam placas, horários e pontos de passagem, permitindo o cruzamento de informações para gestão do trânsito e apoio aos
órgãos de segurança pública.
Conforme a Secretaria Municipal de Segurança Pública, entre 32% e 40% das câmeras fazem a leitura de placas, conforme posicionamento e condições operacionais. O volume diário de dados permite mapear padrões de circulação, horários de pico e rotas mais usadas.
“O monitoramento nos dá inteligência operacional. Ele mostra como a cidade se move e onde precisamos atuar com mais presença e fiscalização”, afirma o secretário de Segurança Pública, Paulo Locatelli.
O sistema atua como ferramenta permanente de segurança urbana.
O acompanhamento em tempo real e o histórico de deslocamentos permitem identificar veículos suspeitos, apoiar investigações e orientar respostas rápidas das forças de segurança, diz.
Segundo Locatelli, o monitoramento transforma a circulação em informação estratégica. “O

• 132 câmeras integradas ao CIOP
• Tecnologia OCR (leitura automática de placas)
• Cobertura em pontos estratégicos da cidade
• Até 80 mil leituras de placas por dia
ORIGEM DOS VEÍCULOS
• Lajeado: 51%
• Arroio do Meio: 7%
• Cruzeiro do Sul: 6%
• Estrela: 5%
• Outras cidades: 31%
• Fiscalização de trânsito;
• Apoio à segurança pública;
• Identificação de veículos suspeitos;
• Análise de rotas e padrões de circulação.
deslocamento dos veículos revela comportamento, rotina e padrão. Isso fortalece a prevenção e a capacidade de reação”, resume.


Os mais antigos lembram daquela plaquinha junto às câmeras de vigilância com os seguintes dizeres: “Sorria, você está sendo filmado”. Ainda era uma novidade e muitos comerciantes optavam por “câmeras
escondidas”, instaladas de uma forma muito mais discreta. Como se estivessem lá para servir tão somente de prova posterior ao delito. E não para intimidar. Pois bem. A tecnologia avançou e os conceitos de segurança, também. Hoje é mais comum deixar claro
FUTURO DE CAUMO
TCE ainda não aprovou as contas de 2024. E polêmicas sempre podem influenciar...
O ex-prefeito de Lajeado enfrenta um martírio nos últimos meses. “São os riscos de ser ex -prefeito”, avisara um experiente agente público. Justa ou não, o fato é que a situação de Marcelo Caumo (União Brasil) às vésperas do tão aguardado período de campanha é delicada. Abatido pela Operação Lamaçal, que deixou mais dúvidas do que certezas acerca dos contratos pós-enchentes e do cofre com dinheiro em espécie no escritório do pai do ex-gestor, e mais recentemente pela CPI que investiga supostas obras irregulares em Lajeado,
o advogado e ex-secretário estadual também aguarda pela aprovação das contas públicas de 2024 por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE). É bom que se diga: o TCE aprovou todas as demais contas anteriores do primeiro e do segundo mandato. Resta só o último ano, reforço. Mas, o que aparentemente seria aprovado sem muitas ressalvas, passa a correr o risco de ser influenciado pelos lampejos e narrativas da Operação Lamaçal e da CPI. E o maior temor, claro, é por uma eventual inelegibilidade...

rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
aos criminosos e arruaceiros que existem câmeras por todos os lados. E mais. Além de identificar meliantes, os aparelhos instalados em Lajeado realizam a imediata leitura das placas de veículos, identificando a origem e as pendências judiciais e/ou ocorrências policiais vinculadas a todos que trafegam pela cidade. E nada de ser discreto. Todos precisam saber que “você está sendo filmado” em Lajeado, e aqui você muito provavelmente será flagrado – e gravado – ao incorrer em erros, acidentes ou crimes. E só para o leitor ter uma ideia, entre 1º de março e 31 de dezembro de 2025, as mais de 130 câmeras instaladas verificaram mais de 80 mil placas – muitos carros são verificados mais de uma vez – trafegando na cidade e o resultado é curioso. Durante o período, 51% dos veículos eram de Lajeado, 7% de Arroio do Meio, 6% de Estrela, 5% de Cruzeiro do Sul, e 31% de outras cidades.
UNIÃO BRASIL NO VALE
Diehl desiste da Assembleia, e Passaia sonha com o Congresso
Assessor de comunicação em Estrela e jornalista, Fabiano Diehl (União Brasil) desistiu de concorrer a deputado estadual. Ele havia anunciado a pré-candidatura nas redes sociais e, da mesma forma, anunciou a desistência via Instagram. Por outro lado, o colega de partido Daniel Passaia, o vereador mais votado em Encantado no pleito municipal de 2024 com 858 votos, confirma a vontade de concorrer a deputado federal. Na próxima semana, o vereador e advogado vai a Porto Alegre se reunir com líderes do partido para debater as estratégias e viabilidades da candidatura.
- Em Encantado, o vereador Ivanor Daltoé (União Brasil) pediu licença do Legislativo para assumir como Coordenador de Obras no governo municipal. É um movimento no mínimo curioso para um parlamentar experiente – já são seis mandatos. A vaga dele será ocupada pelo suplente Rogério Meira (União Brasil).
- Em tempo, outro experiente vereador de Encantado seguiu o mesmo caminho faz algumas semanas. Valdecir Gonzatti (PSDB) assumiu como Chefe de Gabinete da administração municipal.
- Já em Teutônia, o vereador Hélio Brandão (PSDB) antecipou em entrevista a Rádio A Hora que o governo municipal deve encaminhar projeto de lei para criação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Aguardemos!
- Em tempo, três pré-candidatos do Vale do Taquari prestigiaram ontem a assinatura do convênio pelo Trem dos Vales: Carlos Ranzi (MDB), Mateus Trojan (MDB) e Roberto Lucchese (ainda sem partido).
- O governo de Lajeado deve anunciar hoje Luís Mörschbächer como novo secretário de Meio Ambiente e Valmir Zanatta como novo Diretor de Meio Ambiente. Ao menos são essas as indicações do PL.
RETORNO DO TREM DOS VALES

O fim da tarde de ontem foi histórico ao Vale do Taquari. Reunidos no Palácio Piratini, em Porto Alegre, líderes regionais, empresários e empreendedores da área do turismo prestigiaram a assinatura do convênio entre governo estadual e a ABPF para iniciar, ao custo de R$ 6 milhões, a quase utópica reconstrução da Ferrovia do Trigo entre a estação ferroviária de Muçum e o imponente V-13, em Vespasiano Correa. O trecho de 18,5 quilô-
metros será o símbolo da retomada do Trem dos Vales. E a luta não pode parar. Sobre isso, aliás, é preciso reforçar a necessidade dos agentes públicos e privados de Lajeado, Estrela e Teutônia lutarem mais pelos milhares de turistas que logo mais retornarão ao Vale para trazer dinheiro novo. A região alta fez o tema de casa e não vai sossegar até o trem retornar à Dois Lajeados e Guaporé. E o mesmo precisa valer para Colinas.

Iniciativa prevê 15 ações ao longo do ano, com foco na retirada de fios ociosos, segurança da população e melhoria da estética urbana
LAJEADO
Obairro Americano foi o escolhido para receber a primeira ação conjunta de 2026 do projeto “Poste Limpo”, que prevê ao longo do ano a realização de 15 intervenções em diferentes pontos do município. A iniciativa tem como objetivo promover a

Equipes da prefeitura e de telecom atuaram na retirada de fios ociosos no bairro Amerciano. Ao longo do ano, estão previstas 15 ações de grande porte
limpeza e organização da fiação aérea, garantindo mais segurança à população e melhorando a
estética urbana. A ação busca reduzir o excesso de cabos inativos e desordenados,
minimizando o risco de acidentes e combatendo a poluição visual. O trabalho é realizado com o apoio da prefeitura, em parceria com concessionárias de energia elétrica e provedores de internet e telefonia.
Ao longo de 2025, o projeto contabilizou oito ações de grande porte, além de iniciativas menores e contínuas. Bairros como São Cristóvão e Conventos, além das avenidas Benjamin Constant e Senador Alberto Pasqualini, foram beneficiados. No total, cerca de três toneladas de fios ociosos, sem qualquer utilidade, foram retiradas das vias públicas.
“As ações visam garantir a segurança de transeuntes, motoristas e moradores, além de inibir a poluição visual”, destaca a secretária de Desenvolvimento Urbano, Elisete Mayer.
Nessa quinta-feira, 29, equipes atuaram nas ruas Dom Pedro II, Barão do Triunfo, Almirante Barroso e Marcílio Dias, promovendo a limpeza e organização de fios obsoletos. A ação contou com o apoio da FBNet e da RGE.
Segundo Elisete, o bairro Americano possuía um ponto crítico na rua Dom Pedro II, que já estava no cronograma de execução. “Contamos com o apoio de equipes
técnicas dos provedores, que têm experiência para lidar com a fiação e evitar danos maiores.”
Durante os trabalhos, devido à grande quantidade de fios acumulados, houve o rompimento de um cabo da rede elétrica, deixando a região sem energia por cerca de 1h30min. Equipes da RGE foram acionadas, e a via foi isolada pelos agentes de trânsito até o restabelecimento do serviço.
Para Tiago Pacheco, responsável pelos projetos da FBNet, o trabalho exige esforço concentrado, mas a manutenção constante é fundamental. “A FBNet é parceira na região e apoia a limpeza dos postes não somente no Centro, mas em todas as áreas de abrangência. Se cada companhia cumprir com suas responsabilidades, é possível evitar que o problema de emaranhados de fios volte a se repetir em curto espaço de tempo.”
A expectativa da Secretaria de Desenvolvimento Urbano é intensificar ainda mais as ações em 2026. Conforme Elisete, a meta é realizar intervenções quinzenais, avançando posteriormente para um cronograma semanal. “Queremos conscientizar a comunidade e os prestadores de serviço para que nos ajudem a cuidar da cidade.”

Uma retomada simbólica ao setor turístico do Vale do Taquari. A assinatura do termo de recuperação do trecho ferroviário do Trem dos Vales marca uma nova etapa do passeio cultural pelos trilhos. O ato ocorreu no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini, em Porto Alegre, com presença de autoridades estaduais e da região.
As intervenções no trecho de 18,5 quilômetros iniciam em fevereiro. O prazo para recuperação total dos trilhos está estimado em seis meses. A expectativa do coordenador do Trem dos Vales e presidente da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), Rafael Fontana, é que os passeios sejam retomados em agosto.
O percurso inicial será feito entre os municípios de Muçum e Vespasiano Correa. O trecho integra a passagem pelo Viaduto 13, um dos cartões-postais do Vale do Taquari. “Voltar com esse trajeto, que passa por uma das maiores sensações da região e com destino à Ponte Brochado da Rocha tem um simbolismo muito grande”, diz Fontana.
A recuperação do trajeto ocorre a partir da cessão de uso do trecho à Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), autorizada pela Secretária Nacional de Transporte Ferroviário e com investimento de R$ 6,3 milhões por parte do Estado. Para viabilizar o aporte, a Amturvales elaborou um dossiê com dados que apontam o impacto turístico e econômico na região.
O Trecho da Ferrovia do Trigo foi fortemente afetado em função dos eventos climáticos, o que forçou a paralisação do projeto turístico. A estrutura é considerada essencial para retomada plena do turismo da região, bem como para a movimentação da economia. Para o coordenador, os números do Trem dos Vales foram decisivos para superar as etapas burocráticas.
Responsável pela articulação junto ao governo federal, o vice-governador Gabriel Souza ressaltou a função estratégica do passeio para a região devido ao impulsionamento econômico. “É um dos passeios mais bonitos do turismo gaúcho. Todos saem encantados com a beleza do Vale do Taquari e com o aspecto histórico”, afirmou.
Avanço dos trabalhos
O documento formaliza o repasse do aporte em quatro parcelas de R$ 1,5 milhão. Após o atendimento das exigências técnicas, as equipes iniciam a

Assinatura do termo para recuperação do trecho turístico entre Vespasiano
Correa e Muçum ocorreu nessa quinta-feira, 29. Intervenções iniciam em fevereiro, com prazo de seis meses para conclusão. Percurso de 18 quilômetros terá investimento de R$ 6 milhões com aporte do Estado
mobilização para a obra, com instalação do canteiro na Estação Ferroviária de Muçum. Segundo o presidente da ABPF, Marlon Ilg, o trecho foi escolhido por ter sido o menos afetado pelos eventos climáticos.
“Para colocar o Trem dos Vales em funcionamento foi necessário mobilizar diversas frentes e avaliar o que menos demandaria tempo e recursos. No trecho de 18,5 quilômetros há um viaduto que será recuperado pela Rumo Logística”, explica Ilg. A expectativa da associação é garantir a recuperação do trecho total do passeio e preservar os acordos em uma próxima concessão.
Entre 2019 e 2022, mais de 112
• Trecho de 18,5 quilômetros entre Muçum e Vespasiano Correa
• Aporte de R$ 6,3 milhões com recursos do governo do Estado
• Obras iniciam em fevereiro
• Retomada do passeio está prevista para agosto
• 210 viagens entre 2019 e 2023
• Movimentação de mais de R$ 10 milhões
• Seriamos covardes se não tentássemos reformar
• Beneficia gastronomia, hotelaria, comércio e serviços, além de valorizar o aspecto histórico
• Roteiro original possui mais de 46 quilômetros entre Muçum e Guaporé
trajeto original entre Guaporé e Muçum. A suspensão dos passeios impactou hotéis, restaurantes,

agências e operadores de turismo em todo o Vale do Taquari. Segundo Fontana, mais de R$ 10
Assinatura de
autoridades e marcou
etapa do Trem dos Vales
milhões já foram movimentados em razão do Trem dos Vales. De acordo com o levantamento, 213 agências comercializam o produto, sendo 21 localizadas no Paraná e em Santa Catarina, enquanto outras 180 pertencem a diferentes regiões do estado. Cerca de 70% dos visitantes eram de fora da região e o ticket médio de consumo girava em R$ 310 por pessoa, afirma o coordenador. Com a expectativa da retomada, Muçum e Vespasiano Correa começam a pensar estratégias para atender a demanda de turistas. Os planos em ambos municípios são fortalecer rotas turísticas locais, com foco na gastronomia, no comércio e belezas naturais. Além disso, surge a oportunidade de expandir empreendimento da área. O prefeito de Vespasiano Correa, Tiago Michelon, defende a oportunidade de qualificar os produtos no município. “Não faltam atrativos para permanecer na cidade. Há possibilidade das pessoas ficarem e conhecerem campings, cascatas e novas rotas”, reforça. Quando a recuperação do trecho, o gestor celebra. “Seriamos covardes se não tentássemos reformar.”
Apesar da burocracia, o prefeito de Muçum, Mateus Trojan, também destaca que a conquista impulsiona novas ações para recuperação total do trajeto de 46 quilômetros do passeio. No município, ele destaca a Estação Ferroviária está pronta para receber os turistas. “A volta do Trem dos Vales agrega valor à economia, à gastronomia e ao turismo qualificado”, frisa.
Embora o último mês do ano passado tenha sido de forte retração, acumulado em 12 meses é o melhor desde 2022. Lajeado puxa lista dos melhores desempenhos do Vale no período. Ao todo, 29 cidades mais contrataram do que demitiram
Apesar de um fechamento expressivo de vagas em dezembro, o Vale do Taquari encerrou 2025 com saldo positivo de 2.279 empregos formais, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado consolida a recuperação regional após um período anterior marcado por enchentes, retração econômica e dificuldades no setor rural.
Ao longo do ano passado, dez dos doze meses tiveram mais admissões do que demissões, com destaque para fevereiro, que abriu 1.334 postos, e para o desempenho consistente entre janeiro e outubro. Para a economista Cintia Agostini, o saldo anual positivo reforça a capacidade de reação da região, sobretudo nos municípios com perfil industrial.
“Dezembro é historicamente um mês de saldo negativo no Brasil inteiro, por causa do encerra-

Há uma combinação entre reconstrução, retomada produtiva e dinâmica própria da região. Os investimentos voltaram a acontecer, e isso se reflete no emprego formal”
mento de contratos temporários. Isso não é uma particularidade do Vale”, explica. Segundo ela, o que merece atenção é o acumulado do ano. “Mesmo com dezembro ruim e alguns meses de estabilidade, fechar 2025 com saldo positivo é muito bom para a região.”
A análise do Caged mostra que a indústria e os serviços foram os principais motores da geração de empregos, concentrando as vagas nos municípios onde a formalização é mais intensa. Lajeado lidera o ranking regional, com 1.211 vagas abertas, seguido por Teutônia (257) e Encantado (234).

Enquanto muitos lugares enfrentam dificuldades, seguimos crescendo. Fruto de quem produz, de quem empreende, investe e acredita no futuro da cidade”

Indústria e os serviços foram os principais motores da geração de empregos
– Dezembro teve o pior desempenho regional em 2025, com 1,8 mil vagas fechadas. Pior resultado desde dezembro de 2024, quando foram extintos 1,4 mil postos de trabalho;
– No total, apenas sete cidades do Vale registraram saldo positivo em dezembro. Todos são municípios com população inferior a 10 mil habitantes;
– As cidades mais populosas da região tiveram saldo negativo no último mês de 2025, mas fecharam o ano no azul. A exceção é Taquari, que fechou 340 postos no acumulado de 12 meses;
– Em 2025, apenas os meses de novembro e dezembro registraram mais demissões do que admissões na região. Foram dez meses consecutivos de saldo positivo no Vale, entre janeiro e outubro;
– 29 cidades da região contrataram mais do que demitiram em 2025.
FONTE: MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
CIDADES COM
Taquari: -340
Santa Clara do Sul: -62
Bom Retiro do Sul: -56
Boqueirão do Leão: -21
Sério: -16
9
CIDADES COM SALDO NEGATIVO, NO TOTAL
Combinação
Mesmo cidades fortemente impactadas pelas enchentes conseguiram retomar suas atividades. “Há uma combinação entre reconstrução, retomada produtiva e dinâmica própria da região. Os investimentos voltaram a acontecer, e isso se reflete no emprego formal”, avalia Cintia.
No comparativo histórico, 2025 aparece como o terceiro melhor resultado dos últimos cinco anos, atrás de 2021 e 2022. Em 2023, o Vale havia registrado saldo negativo em 12 meses.
Já o meio rural segue como ponto de atenção. A economista destaca que o setor ainda sofre com atraso na liberação de crédito e com uma dinâmica de trabalho predominantemente familiar, que não aparece com força nos dados do Caged.
Para 2026, conforme Cintia, a expectativa é de manutenção de bons níveis de emprego, puxados principalmente pelo setor privado. “O investimento público tende a perder força ao longo do ano, mas os anúncios de novos negócios e ampliações produtivas são positivos”.
O mês de dezembro teve o pior desempenho do Vale em 2025, com o fechamento de 1.853 postos de trabalho, o resultado mais negativo desde dezembro de 2024. O movimento, no entanto, é considerado sazonal e ocorre em todo o país, devido à dispensa de trabalhadores temporários contratados para o fim de ano. Apenas sete municípios do Vale tiveram saldo positivo em dezembro, todos com população inferior a 10 mil habitantes. As cidades mais populosas fecharam o mês no vermelho, mas mantiveram saldo positivo no acumulado do ano. A exceção é Taquari, que encerrou 2025 com saldo negativo.
Em três anos
Em Lajeado, embora o número de postos fechados em dezembro tenha sido o maior do Vale, o saldo de 2025 é positivo e com uma marca importante. As 1.211 vagas abertas representam o melhor resultado em três anos. Números comemorados pela prefeita Gláucia Schumacher. “Os números confirmam que Lajeado é uma cidade que dá certo. É o melhor resultado dos últimos três anos. Enquanto muitos lugares enfrentam dificuldades, seguimos crescendo. Fruto de quem produz, de quem empreende, investe e acredita no futuro da cidade”, destaca.

vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
Parceira oficial do maior festival de música do Sul do Brasil, a Docile chega ao Planeta 2026 com uma estratégia de marca 360º. O destaque desta edição é a Fábrica da Gentileza, ativação inédita que integra experiência, engajamento, conteúdo e mídia ao longo de toda a jornada do evento.
O festival ocorre hoje e amanhã, em Atlântida, e contará com a presença da marca em diferentes espaços. Entre as ações estão ativações no Baixo Camarote, áreas de descanso na Arena, distribuição de produtos e brindes, além da venda direta nos bares. A proposta é acompanhar o público durante todo o evento, oferecendo momentos de pausa e energia entre os shows.
O destaque da operação é a Pulseira Docile, produto símbolo

do festival e alinhado ao público jovem. No Camarote, a Fábrica da Gentileza promove uma dinâmica cooperativa, com participantes atuando em duplas para liberar prêmios. A ação simula o funcionamento de uma fábrica de doces, com guloseimas, brindes exclusi-
A Clínica Experts definiu como principal meta para 2026 a consolidação nos mercados de Medicina e Odontologia. A startup de Lajeado, já referência em gestão para clínicas de Estética, anunciou o novo posicionamento durante reunião de kick-off.
O encontro reuniu colaboradores e lideranças no auditório Hugo Schmidt, da Construtora Diamond. Na ocasião, foram apresentadas as diretrizes estratégicas do ano, com foco em crescimento sustentável, inovação e experiência do cliente.
O CEO e fundador, Tiago Mário, destacou a trajetória da empresa e os pilares do novo ciclo. Também foram divulgadas metas de desempenho e iniciativas de melhoria de processos e relacionamento com clientes. Atualmente, a empresa conta com 87 colaboradores.
A projeção é dobrar o quadro e alcançar 170 profissionais até o fim de 2026. Segundo Mário, a aplicação de inteligência artificial exige um time forte e integrado. A meta é posicionar a Clínica Experts como marca empregadora de destaque no Vale do Taquari.
vos e vouchers de desconto.
Segundo a gerente de Marketing, Jaqueline Hartmann, o festival reforça o posicionamento
“Gentileza Muda Tudo”. Influenciadores locais também integram a estratégia, ampliando a mensagem institucional da campanha.

Dólar: R$ 5,20
Ibovespa: 184.086,83
SELIC: 15%



Cacis Estrela inicia 2026 com planejamento e agenda de eventos
O ano começou em ritmo acelerado na Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Estrela. A posse oficial da nova diretoria está marcada para o dia 10 de fevereiro, mas os trabalhos já estão em andamento com foco na organização das atividades do calendário anual.
Nesta semana, uma nova reunião reuniu diretoras e responsáveis pelos setores de eventos e comercial para alinhar as iniciativas previstas. Estão sendo planejadas campanhas de incentivo ao comércio local, que terão sequência após o início da temporada 2025/26 com a Campanha Estrela Premiada. Ao todo, outras cinco promoções devem ser realizadas
ao longo do período. Também integram o calendário as Reuniões-Almoço, cursos técnicos do programa Capacita Cacis e ações do Cacis Mulher. Eventos empresariais voltados à integração, ao associativismo e ao empreendedorismo também estão no radar da entidade. A programação inclui ainda o Dia A do Associativismo, Cafés Empresariais, encontros em formato de happy hour e o Dia do Agro. Além da agenda empresarial, a Cacis mantém atuação como parceira em ações sociais, culturais e ambientais no município. Entre as atividades previstas estão o Dia D do Descarte, o Viva o Taquari-Antas Vivo e a Semana do Meio Ambiente.


Intervenção é etapa essencial para retirada do canteiro central, criação de retornos e sincronização semafórica que deve reduzir o tempo de deslocamento entre a BR-386 e os bairros São Cristóvão e Universitário

Fabiano Lautenschläger centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Aimplantação do projeto
Sinal Verde em Lajeado entrou nesta semana em uma nova fase com o início da transposição dos postes da rede de energia elétrica na Avenida Senador Alberto Pasqualini, no bairro São Cristóvão. A intervenção ocorre no trecho entre as ruas Felipe Craide e Maurício Cardoso, no sentido bairro-centro, e faz parte da requalificação viária prevista para melhorar o fluxo de veículos na principal ligação entre a região norte da cidade e o Centro.
A obra consiste na realocação dos postes que hoje estão no canteiro central para a calçada da avenida. O serviço está sendo executado pela RGE, com custeio da Prefeitura de Lajeado, e é considerado fundamental para viabilizar as próximas etapas do projeto. Segundo o secretário de Planejamento, Urbanismo e Mobilidade, Alex Schmitt, a mudança permitirá a retirada dos canteiros centrais e o redimensionamento das pistas, criando novas faixas de conversão livre à direita e pontos de travessia mais eficientes. “A transposição da rede é necessária para que a gente faça a supressão desses canteiros e reorganize as pistas, principalmente nas quadras onde será possível criar conversões mais ágeis”, explica.
Após a realocação dos postes, a próxima fase envolve o capeamento de duas ruas paralelas à avenida, que servirão como retornos estratégicos. Esses novos acessos permitirão que os cruzamentos deixem de operar em quatro tempos semafóricos, passando para dois tempos, o que deve reduzir significativamente os congestionamentos, especialmente em pontos críticos como o entroncamento com a rua Piraí.
Além disso, está prevista a obra civil de retirada definitiva dos canteiros centrais e a aplicação de nova camada asfáltica no trecho, preparando a via para receber a sinalização vertical e horizontal que integrará o sistema do Sinal Verde.
O investimento na transposição da rede elétrica ultrapassa os R$ 100 mil, valor já repassado à RGE no segundo semestre do ano passado. A execução entrou agora no cronograma da concessionária, permitindo o avanço das demais frentes da obra.
A expectativa da Secretaria é de que toda essa etapa estrutural seja concluída até o fim do primeiro semestre de 2026. “Pretendemos ter até o final de junho essa fase de
Intervenção ocorre no trecho entre as ruas Felipe Craide e Maurício Cardoso, no sentido bairro-centro
Lajeado conta com 38 pontos semafóricos distribuídos em 24 cruzamentos. O projeto Sinal Verde prevê a ampliação desse parque semafórico, especialmente ao longo da Avenida Senador Alberto Pasqualini, além de novas pavimentações, criação de retornos estratégicos e a instalação de um pórtico na rua Ceará.
obras finalizada, para então avançar plenamente na sincronização semafórica”, projeta Schmitt. Com o projeto totalmente implementado, a previsão é de uma mudança significativa na mobilidade urbana da região. De acordo com o secretário, após a conclusão das obras e a ativação do sistema de semáforos inteligentes, os motoristas deverão conseguir se deslocar da BR-386 até a Univates sem paradas ao longo do trajeto.
“A nossa estimativa é que esse percurso passe a ser feito em pouco mais de três minutos, em uma velocidade mais segura, em torno de 40 a 45 quilômetros por hora, sem os constantes bloqueios que hoje acabam gerando filas e lentidão”, destaca.

Auditores afirmam que parecer técnico sobre concessões segue em estudos. Primeiro depoimento na CPI das concessões aponta como fato inédito governo manter leilão mesmo sem ter o relatório final do Tribunal de Contas
Odepoimento dos técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pedágios acrescenta perspectivas ao debate sobre as concessões: a confirmação de que a análise técnica está em andamento e, apesar do cronograma do leilão para março, há chance de mais apontamentos.
No primeiro depoimento à CPI, na quarta-feira, o auditor de Controle Externo, Roberto Tadeu de Souza Júnior, integrante da equipe responsável pelo relatório entregue no ano passado, afirmou que há 28 pontos técnicos ainda sob avaliação nos contratos do programa RS Parcerias.
“Enquanto eu não fechar com a informação, eu não posso dizer que há irregularidade. Existem potenciais problemas, alguns mais graves, outros menos”, destacou o auditor aos deputados.
A manifestação ocorreu após questionamentos dos parlamentares sobre a publicação do edital de concessão antes da conclusão do parecer final do órgão de controle. Segundo o auditor, as respostas encaminhadas pelo governo estadual às recomendações do Tribunal ainda estão sendo analisadas e novas informações técnicas devem ser incorporadas ao processo. O presidente da CPI, deputado Paparico Bacchi, realça que, no atual governo, não havia registro de edital de concessão publicado antes do encerramento da análise final do TCE, o que motivou parte da apuração da comissão. “Essa é uma decisão inédita. Como lançar um edital se ainda há chance de mudanças?”, questiona.
A CPI foi criada para examinar

a modelagem econômico-financeira das concessões, com foco em tarifas, taxa de retorno do capital, investimentos previstos e impactos aos usuários. O Bloco 2, que concentra a maior parte das discussões, envolve mais de 400 quilômetros de rodovias em 32 municípios, incluindo trechos estratégicos para o Vale do Taquari.
Durante o depoimento, o auditor explicou que o papel do TCE nesta fase é técnico e preventivo, com o objetivo de apontar riscos e inconsistências antes da consolidação definitiva dos contratos. Segundo ele, a existência de pontos em análise não significa ilegalidades. Ainda assim, a confirmação de que o parecer não está encerrado reforça a posição da CPI de aprofundar a fiscalização antes da conclusão do processo. Antes da oitiva, a comissão aprovou 20 requerimentos, entre convocações, pedidos de informação e diligências técnicas sobre a concessão.
A CPI dará sequência nas próximas semanas. Estão previstos depoimentos de técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que atuaram na modelagem financeira dos contratos, além de representantes da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agergs), da EGR e do Daer.
Outro ponto é a aprovação de audiências públicas no interior do Estado. Lajeado está incluída na lista de municípios que devem receber a CPI, embora a data ainda não tenha sido confirmada.
Para o Vale do Taquari, a expectativa é que as audiências regionais concentrem o debate sobre o impacto tarifário, a ERS130, a RSC-453 e os reflexos do modelo de concessão sobre o transporte de cargas e a competitividade regional.
• Análise técnica dos contratos ainda não está concluída
• Existência de 28 pontos sob avaliação
• Respostas do governo seguem em exame pelo Tribunal
• Parecer final ainda será consolidado
• Posição do governo do Estado
• Afirma que a auditoria integra o rito legal do processo
• Diz ter encaminhado respostas às recomendações do TCE
• Sustenta a continuidade do cronograma da concessão
PRÓXIMOS
PASSOS DA CPI
• Depoimentos do BNDES, Agergs, EGR e Daer
• Audiências públicas em municípios do interior, incluindo Lajeado
• Consolidação de relatório final após a fase de depoimentos

Auditor de Controle Externo, Roberto de Souza Júnior, diz que respostas do Estado aos apontamentos estão em análise e fazem parte do rito de apuração

Sistema terá galerias de grande porte e busca melhorar também condições sanitárias do entorno
Paulo Cardoso centraldejornalismo@grupoahora.net.br
ENCANTADO
Omunicípio de Encantado investe mais de R$ 20 milhões em ações de prevenção a alagamentos, com a implantação de duas galerias pluviais em um arroio localizado entre a estação rodoviária e a empresa Fontana S/A, no centro da cidade.
Segundo o prefeito Jonas Calvi, as estruturas terão 2,50 metros de largura por 2 metros de altura e devem ampliar a capacidade de escoamento das águas, reduzindo os impactos durante períodos de cheia. “Isso permitirá um melhor tratamento desses fluxos e, em momentos de enchente, deve minimizar significativamente os alagamentos, trazendo mais segurança para a população”, afirmou.
Com extensão aproximada de 1 quilômetro, a obra será executada em duas etapas: uma no Centro da cidade e outra no bairro Porto XV, na Rua Aurélio Hélio Moesch. Neste trecho, parte do sistema já recebeu uma galeria, com investimento de quase R$ 3 milhões, área que costuma ser uma das primeiras atingidas pelas cheias do rio Taquari. Agora, será implantado um novo segmento para interligação com a Travessa da Lagoa, garantindo a continuidade da canalização ao longo de todo o percurso. Calvi avalia que, além da drenagem, a intervenção vai alterar

JONAS CALVI PREFEITO DE ENCATADO
Nunca houve um aporte dessa magnitude para enfrentar um problema tão grande, que também é de saúde pública.”
de forma estrutural o comportamento do curso d’água. “É claro que, em uma enchente maior, a água pode passar por cima, mas com a canalização o volume que vai circular será muito superior ao que passa hoje”, disse.
Hoje, o córrego apresenta trechos com mais de seis metros de largura, mas com profundidade reduzida, formando praticamente um fio d’água. Segundo o gestor, a canalização vai concentrar o volume no mesmo leito, evitando o avanço da água sobre áreas vizinhas.
“Com essa canalização, a gente concentra o volume de água no mesmo local, fazendo com que ela não se espalhe. Canalizamos o curso para que ele não se alargue e não avance sobre novas propriedades”, explicou.
Além da drenagem, a obra deve mitigar problemas recorrentes de mau cheiro e proliferação de mosquitos, além de reduzir a necessidade de limpeza constante das margens. Com a intervenção, apenas a água seguirá pelo trecho canalizado, o que deve qualificar as condições sanitárias do entorno.
De acordo com o histórico do município, obras desse porte não são realizadas há mais de 30 anos. A última intervenção semelhante ocorreu durante a gestão de Luiz Pedro Dalla Lasta, nos anos 1990. Por isso, o prefeito classifica o investimento como histórico. “Nunca houve um aporte dessa magnitude para enfrentar um problema tão grande, que também é de saúde pública”, concljuiu.
Segundo ele, a atual gestão tem como prioridades dois eixos principais: infraestrutura e desenvolvimento social. Dentro desse planejamento integrado, o município investe em saneamento, educação infantil, construção de creches e escolas, além de centros de atendimento social e habitação. “Encantado é um dos municípios que mais aprovou projetos tanto junto ao governo do Estado quanto ao governo federal. Temos uma equipe técnica preparada, que estrutura e protocola projetos com agilidade”, afirmou.


Estruturas terão 2,50 metros de largura por 2 metros de altura e devem ampliar a capacidade de escoamento das águas, reduzindo os impactos durante períodos de cheia

Instituição registra em dez anos um crescimento de 100% no número de alunos. Para 2026, novo espaço coberto e parcerias de intercâmbio
LAJEADO
OColégio Madre Bárbara – Rede ICM celebra, nesta sexta-feira, 30, 129 anos de atuação em Lajeado. Consolida-se como uma das mais tradicionais instituições de ensino da região. Próximo de completar 130 anos, o colégio também comemora um crescimento expressivo: desde a implantação da Educação Infantil, há dez anos, o número de estudantes dobrou, de 650 para aproximadamente 1,3 mil alunos, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Para a chegada oficial dos estudantes no dia 18 de fevereiro, a instituição apresentará à comunidade as mudanças da área coberta, que ganhará uma estrutura totalmente remodelada, com novos espaços de convivência e integração. Atualmente, o Colégio possui cerca de 230 profissionais entre professores e colaboradores.
Segundo a vice-diretora Simone Elisa Faleiro, que atua na instituição desde 1996, os 129 anos do colégio têm um significado especial
para a comunidade lajeadense, especialmente por coincidirem com os 135 anos do município. “Essa proximidade reforça o papel histórico do colégio no desenvolvimento da região, onde, desde sempre, formamos excelentes profissionais. Por muitos anos fomos pioneiros no curso normal, formando educadores que seguiram suas carreiras na área”, destaca.
Conforme Simone, a contribuição do Colégio para a cidade se renova diariamente, por meio da formação de cidadãos conscientes, solidários e comprometidos com a construção de um mundo melhor. “Desde a inauguração do prédio da Educação Infantil, em 2015, nossos estudantes podem iniciar a educação básica ainda bebês, por volta dos quatro meses, e concluir o Ensino Médio conosco, aos 17 ou 18 anos, vivenciando um processo formativo completo, que envolve convívio social, construção da personalidade, respeito às normas e ao próximo, além do desenvolvimento da resiliência frente aos desafios da vida”, afirma.
Entre as novidades previstas para 2026, o Colégio Madre Bárbara anuncia uma parceria com o Programa de Intercâmbio da empresa Experimento. Estão programadas viagens para estudantes de 13 a 17 anos, com destino a Londres, em julho deste ano, e Toronto, em janeiro de 2027.
As melhorias do espaço coberto contemplam uma área total de 501,18 m² e inclui reforma dos

sanitários, troca de revestimentos, nova iluminação, implantação de uma nova sala de coordenação, além de adequações de acessibilidade e PPCI. O Colégio também contará com um Espaço Maker totalmente equipado e a aquisição de mais de 70 Chromebooks, que serão utilizados em práticas pedagógicas em sala de aula.
O ano letivo começou com intensa programação por meio do projeto “CMB: Edição Férias”, realizado de 2 a 30 de janeiro no Espaço de Formação da Rede ICM. A iniciativa acolheu estudantes de 4 anos até o 5º ano do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, com uma agenda diversificada que incluiu oficinas de culinária, psicomotricidade, hora do conto, atividades ao ar livre, cuidados com a horta, banho de piscina e diversas brincadeiras.
As crianças também utilizaram as quadras esportivas e participaram de atividades orientadas de contato com animais, como cavalos, pintos, porcos, cordeiros e patos, aprendendo sobre manejo, alimentação e características de cada espécie.



Segundo a defesa, homem que estava há dois dias preso tinha problemas de saúde e não teve o acompanhamento correto dentro da casa prisional
LAJEADO
Afamília de Reinoldo Mathias Maders, de 56 anos, ingressou com uma ação indenizatória contra o Estado após a morte do detento no Presídio Estadual de Lajeado. O óbito ocorreu no dia 18 de janeiro, cerca de dois dias após ele dar entrada na casa prisional, onde cumpriria pena de 26 anos de reclusão. O caso foi registrado como suicídio.
De acordo com a defesa, Maders foi recolhido ao presídio no dia 16 de janeiro e, desde o ingresso no sistema prisional, já apresentava sinais de sofrimento psicológico. Conforme o advogado Israel de Borba, responsável pela ação, o detento manifestava o desejo de não permanecer preso, alegava não ter cometido crime e demonstrava indícios de ideação suicida que, segundo a família, não teriam sido devidamente acompanhados pelo Estado.
Ainda conforme a defesa, Maders realizava tratamento médico desde 2017 contra depressão e alcoolismo, condição que, na avaliação dos familiares, exigiria monitoramento e acompanhamento psicológico específico durante o período de custódia. O advogado informou que chegou a solicitar à Justiça a realização de um laudo pericial psicológico, com o objetivo
de avaliar o estado emocional do detento, porém o pedido não foi deferido.
“A família contesta as circunstâncias da morte, alegando que o preso teria permanecido em isolamento, sem vigilância adequada, mesmo diante do histórico clínico conhecido. Houve omissão e falha no dever de cuidado por parte do poder público, uma vez que o detento estava sob responsabilidade do Estado no momento da morte”, afirma a defesa.
Em nota, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) informou que o detento não estava em cela individual. Segundo o órgão, na data do fato, agentes penitenciários foram comunicados da morte pelos próprios colegas de cela. O caso foi registrado como suicídio e gerou ocorrência policial, sendo encaminhado à Polícia Civil, que acompanha a apuração.
A Polícia Penal acrescentou que está à disposição da família para esclarecimentos e reforçou que todos os detentos têm acesso a acompanhamento médico sempre que necessário, incluindo atendimento de saúde e fornecimento de medicamentos, conforme avaliação técnica.
Mais detalhes sobre o caso não foram divulgados.


Em nota, Susepe afirmou que está a disposição da família de Maders para esclarecimentos



















Novo vínculo de David da Silva foi publicado no BID da CBF em contrato até o fim de 2026
Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br
OInternacional renovou com uma peça importante para a base feminina. O técnico
David da Silva, natural de Estrela, tinha vínculo até dezembro de 2025 e agora estendeu o contrato até o final deste ano. A oficialização foi publicada no BID da CBF na última quarta-feira, 28. Com 35 anos, ele é o responsável por grandes conquistas na base colorada. No cenário nacional, conquistou as taças de Brasileirão sub-16, sub-17 (duas vezes) e sub-20. Além de já ter sido campeão do Gauchão, da Libertadores e da Liga de Desenvolvimento.
No Inter desde o final de 2018, com uma breve saída no período, também foi importante na formação de grandes atletas. A goleira Gabi Barbieri, a atacante Priscila e a lateral Carol Gil são algumas das meninas que passaram por David da Silva.

• Brasileirão sub-16 (2020)
• Brasileirão sub-17 (2022 e 2024)
• Brasileirão sub-20 (2022)
• Libertadores sub-16 (2020)
• Gauchão sub-14 (2019)
• Gauchão sub-16 (2019)
• Gauchão sub-17 (2023 e 2025)
• Gauchão sub-20 (2025)
Agora, ele seguirá à frente das Gurias Coloradas nas categorias sub-17 e sub-20. No sub-15, atua como auxiliar de Helen Oliveira.

FUTEBOL AMADOR

Sem interessados para comandar a entidade no biênio 2026-27, Liga Lajeadense de Futebol
Amador entra em impasse e gera incerteza sobre a realização do campeonato municipal
ALiga Lajeadense de Futebol Amador (Lilafa) vive um dos momentos mais delicados de sua história recente. Em reunião realizada na noite de quarta-feira, 28, a entidade não conseguiu definir um presidente para o biênio 202627, já que não houve interessados em assumir o cargo. Com isso, a estrutura diretiva fica incompleta e o Campeonato Municipal de Futebol Amador de Lajeado corre sério risco de não ser realizado em 2026.
À frente da entidade nos últimos quatro anos, Jeferson Klauck, o Jefinho, afirmou que poderia permanecer no cargo por mais dois anos, conforme prevê o estatuto, mas optou por encerrar o ciclo. Segundo ele, a decisão foi motivada pela falta de apoio.
“Faltou união para fortalecer o futebol. Sem apoio dos próprios clubes, não há como seguir”, afirmou.
Jefinho destacou ainda que havia projetos e planejamento para os próximos anos, mas que o cenário interno inviabilizou a continuidade. Para ele, o futebol amador precisa se organizar de forma coletiva, e não apenas em momentos de cobrança à diretoria da liga.
Em resposta, o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Carlos Reckziegel, explicou que o apoio da administração sempre ocorreu dentro de um papel específico. “O município contribui financeiramente, especialmente com a arbitragem, mas a organização é responsabilidade da Liga e dos clubes”, pontuou.
O secretário também ressaltou que o cenário esportivo mudou nos últimos anos e que a Secretaria tem priorizado projetos sociais e de base, que hoje atendem cerca de 2,5 mil pessoas em oito modalidades. “Sem investimento na base, o futuro da competição fica comprometido”, avaliou.
Reckziegel ainda questionou a baixa participação de clubes tradicionais no Campeonato Municipal e afirmou que não há viabilidade para organizar uma competição em curto prazo para
Competição foi retomada nos últimos anos e deve voltar a ter hiato
2026. “Sugiro questionar os clubes que hoje brilham nos Regionais por que eles não participam do Municipal? Se olharmos as últimas três edições, veremos que muitos estiveram ausentes.”
Segundo ele, a Secretaria já iniciou um diagnóstico sobre o futebol amador e pretende dialogar com os clubes ao longo do primeiro semestre. A expectativa, conforme o secretário, é de que, havendo união e organização, o Campeonato Municipal Amador de Lajeado possa retornar em 2027.
EZEQUIEL NEITZKE
ezequiel@grupoahora.net.br

O futebol amador do Vale vive, mais uma vez, um daqueles debates que parecem antigos, mas seguem absolutamente atuais. Dias atrás escrevi sobre a velha discussão de pagar atletas da categoria aspirante. Agora, volto ao tema motivado por uma reportagem pertinente do Grupo Popular, escrita por Luís Huppes, sobre a falta de mão de obra nos clubes: os mais velhos estão cansando, os mais jovens não se interessam. Até aí, um diagnóstico duro, porém realista. O que me fez escrever este artigo, no entanto, foi um comentário de leitor nas redes sociais dessa matéria: extinguir a categoria aspirante e realizar apenas um jogo, porque as pessoas não querem mais passar tantas horas do seu dia trabalhando em prol da comunidade. Respeito a opinião, mas discordo dela.
A categoria aspirante não serve apenas para formar atletas. Ela forma pessoas. Forma dirigentes, voluntários, líderes comunitários e, principalmente, cria pertencimento. É no aspirante que muitos jovens dão os primeiros passos dentro de um clube, aprendem a respeitar regras, horários, companheiros e a própria comunidade que representam. Acabar com essa categoria pode até reduzir o tempo de envolvimento, mas também reduz, e muito, o futuro do futebol amador.
Precisamos olhar novamente com carinho para isso. Criar jovens com identificação com as comunidades não é romantizar o passado, é pensar no amanhã. Pode parecer estranho, mas são cada vez mais raros os casos de filhos que seguem a paixão dos pais no futebol amador do Vale. E isso acontece porque
muitos sequer tiveram a oportunidade de jogar ou de acompanhar alguém próximo atuando pelo clube da sua localidade. Sem vivência, não há vínculo. Sem vínculo, não há continuidade.
Outro ponto pouco debatido é que o aspirante também funciona como porta de entrada para quem não será, necessariamente, atleta do time principal. Nem todos vão chegar lá, e tudo bem, eu fui um desses casos. Alguns vão ajudar na organização, outros no caixa, outros no churrasco de domingo ou na manutenção do campo. É assim que as comunidades se mantêm vivas. Reduzir o futebol amador a apenas um jogo é ignorar todo esse ecossistema social que gira em torno dele.
O futebol amador sempre rende discussão. E sim, nem sempre estou certo no que escrevo. A intenção nunca foi trazer verdades absolutas, mas provocar reflexão. Questionar caminhos que, à primeira vista, parecem soluções simples para problemas complexos.
E antes que apontem o dedo dizendo que critico por frustração, faço um esclarecimento necessário: posso não ter jogado, mas já ajudei diversas comunidades na montagem de elencos e na organização financeira. Hoje, ao lado da minha esposa, sou tesoureiro de uma comunidade do interior de Venâncio Aires. Falo, portanto, com a vivência de quem está dentro, não apenas com o olhar de fora. Extinguir o aspirante pode até parecer moderno. Manter e fortalecer essa categoria, no entanto, é pensar no futuro do futebol amador e das comunidades que ele representa.


O Vale do Taquari vivia um momento de expectativa e projeção logística quando o ministro dos Transportes, general Dirceu Nogueira, visitava as obras do entroncamento rodo-hidro-ferroviário de Estrela. Ele percorreu, naquela tarde, um dos projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento do RS.
O entroncamento seria responsável por concentrar rodovias, ferrovia e hidrovia em uma área de elevada produção. Estrela foi escolhida pela posição estratégica e pela capacidade de integração regional.
O complexo era pensado como ponto de convergência entre a re-
gião produtiva e as áreas de colonização, com ligação pela Estrada da Produção, pela RS-423 e pela estrada de ferro L-35, que estava sendo construída pela pasta a partir de Passo Fundo, passando por Roca Sales e Estrela.
A construção do porto e do cais também estava encaminhada. A mesma empresa executava os armazéns de carga geral, enquanto avançavam as obras de um silo de concreto com capacidade para 40 mil toneladas e de um armazém graneleiro.
A previsão indicava que o complexo estaria concluído no ano seguinte, permitindo que a safra de soja já fosse escoada pelo porto



de Estrela. A navegação pelo Taquari passava a ser vista como permanente após a conclusão da barragem de Bom Retiro do Sul. Ao final da visita, Nogueira seguiu para Bom Retiro do Sul, onde inspecionou a barragem. A passagem do ministro pelo Vale do Taquari reforçava a percepção de que o entroncamento de Estrela se consolidava como peça-chave na integração dos modais de transporte.

Às margens do Rio Taquari, a construção do estaleiro marcava uma fase de expansão da indústria naval na região. As obras avançavam para a etapa final e o empreendimento se consolidava como referência na construção de embarcações no RS. A previsão era de que as operações tivessem início em março, após cerca de
um ano de trabalhos em Taquari. A estrutura projetada chamava atenção pela dimensão. O estaleiro figurava entre os maiores do Estado.
Paralelamente ao avanço do estaleiro, a atividade fluvial seguia intensa. Uma barca realizava diariamente o transporte de veículos entre Taquari e General Câmara.
Com 1,1 mil metros quadrados destinados a estacionamento, a barca apresentava capacidade de transporte de até 1,4 mil toneladas.
Durante a implantação, onze famílias que residiam às margens do rio receberam indenização e passaram a ocupar novas residências.

é
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- Dia Mundial do Croissant Santo do dia: Santa Jacinta Marescotti
MATEUS SOUZA
Jornalista

Onúmero é impactante.
E partiu de um cálculo feito pela reportagem.
Não há nenhuma garantia de que isso vai, de fato, acontecer. Mas não é impossível.
A população de Lajeado deve seguir em rápido crescimento nos próximos anos. E, se mantiver o mesmo padrão observado nos últimos 25 anos, essa alta pode fazer a população passar da marca dos 150 mil moradores.
Para chegar neste número, considerei que o crescimento até 2051 vai repetir os 62% registrados entre 2000 e 2025. Nesse recorte, Lajeado passou de 59 mil para 96 mil habitantes, uma alta muito superior a de cidades gaúchas que, na virada do século, tinham porte populacional semelhante – entre 50 e 70 mil habitantes.
Se chegar a esse patamar de população, Lajeado deve subir mais posições no ranking das maiores cidades do RS. E também pode se beneficiar no aspecto da arrecadação aos cofres públicos, com mudança na faixa populacional do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ou seja, mais dinheiro no caixa da administração para investimentos públicos. Como falei no início deste tópico: é difícil cravar que Lajeado mantenha o mesmo ritmo obser-

vado em 25 anos. Não há dúvidas, entretanto, que a cidade continuará sendo um polo regional, atraindo pessoas não apenas dos municípios vizinhos, mas também de outras regiões gaúchas, de outros estados e, também, de outros países.
Falar em uma Lajeado com 150 mil habitantes no futuro não é nenhum absurdo. Tanto que a própria Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) cogita essa hipótese. No programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102,9, apresentado na segundafeira passada, a expansão populacional veio à tona como um dos principais assuntos da edição alusiva ao aniversário de Lajeado.
“Não adianta pensar na cidade para 100 mil habitantes, precisamos pensar para 130 mil, 150 mil”, disse o futuro presidente da entidade, Eduardo Gravina. E ele está certo. Um dos principais desafios de Lajeado está em pensar a cidade para além do presente. E isso dialoga diretamente com o desenvolvimento e a infraestrutura urbana.
Já falamos diversas vezes neste espaço para onde Lajeado cresce e tende a crescer nos próximos anos e décadas. Mas são bairros e regiões da cidade que precisam estar preparados para suportar um número tão expressivo de novos moradores. Do contrário, a tão celebrada qualidade de vida está ameaçada. Crescer sim, mas de forma planejada e com direção.
O bairro Igrejinha foi o primeiro a fazer assembleia para eleição da nova diretoria
da Associação dos Moradores. E, para o próximo biênio, a entidade contará mais uma


MAURO FALCÃO
advogado e escritor
Como
As facções criminosas se converteram em um poder paralelo no Brasil. Organizadas hoje como verdadeiras corporações, estendendo seus tentáculos em redes financeiras, conexões institucionais e políticas. Contudo, sua gênese não está em gabinetes nem em planos sofisticados, mas no interior do sistema carcerário — um ambiente que, em tese, seria impróprio à organização racional. Não surgiram do acaso nem prosperaram por mero desvio moral individual. São fruto de um processo histórico, social e institucional que precisa ser encarado sem hipocrisia. Na base desse fenômeno está um instinto primário: o da sobrevivência. O abandono histórico do Estado no sistema prisional não apenas falhou em ressocializar; produziu um vácuo de poder que, gradualmente, foi ocupado. Em um ambiente marcado pela violência permanente, pela supressão de direitos mínimos e pela desordem estrutural, esse instinto emergiu de forma brutal, impulsionando a criação de organizações internas capazes de oferecer aquilo que o Estado negou: proteção e previsibilidade de existência.
Desde os primórdios, o ser humano se organiza em grupos para sobreviver. Se antes prevalecia o mais forte fisicamente, hoje impera o mais astuto. O líder da facção é o cérebro que planeja, organiza e garante segurança. Em troca, exige lealdade absoluta. O cárcere, nesse contexto, deixa de ser apenas espaço de punição e passa a funcionar como laboratório de estruturas de poder paralelas.
Desde os primórdios, o ser humano se organiza em grupos para sobreviver.”
Contudo, o terror, por si só, não sustenta uma organização. É necessária viabilidade econômica. O crime passa a ser planejado e distribuído hierarquicamente. Cada integrante recebe sua parte. Todos “ganham”. Drogas e tráfico cumprem dupla função: financiam a estrutura e anestesiam o sofrimento dos próprios membros, servindo como válvula de escape emocional e mecanismo de controle. As armas reforçam tanto a coerção imposta quanto a adesão voluntária. O sistema torna-se autossuficiente e se fecha sobre si mesmo.
vez com a atuação de Cleber de Castro na presidência. Ele foi reeleito por aclamação no último domingo, 25.
No seu novo mandato, Castro considera como principal demanda a reforma do salão comunitário do bairro, considerado uma referência para os moradores. Outra situação que preocupa ele é a pavimentação (ou a falta de) nas ruas do bairro.
O Igrejinha é um dos bairros que receberá investimentos públicos nos próximos anos, com a construção de moradias do Minha Casa, Minha Vida. Serão 68 novas casas, destinadas a famílias que perderam seus imóveis nas enchentes de 2023 e 2024.
É a partir dessa base econômica que se consolida um dos vínculos mais profundos e perversos das facções: o amparo às famílias dos presos. A proteção não se limita ao cárcere. As organizações passam a auxiliar financeiramente companheiras, filhos e parentes, criando uma rede criminal de apoio. O vínculo, então, deixa de ser sustentado apenas pelo medo e passa a ser mantido pela dependência material e emocional, aprofundando a fidelidade e dificultando qualquer ruptura. Nesse cenário, até o policial é deixado à própria sorte, exposto a riscos contínuos.
Mas a responsabilidade não é apenas estatal. A sociedade, incapaz de encarar a tragédia que ajudou a construir, rejeita investimentos no sistema prisional, como se ignorar o problema fosse suficiente para fazê-lo desaparecer. Para os políticos, isso “não dá voto”. E assim o ciclo se perpetua: o Estado finge que age, as facções se fortalecem e quem paga, invariavelmente, é a própria sociedade. Romper esse ciclo exige visão institucional e maturidade social.
Enquanto o sistema prisional for tratado como um depósito humano, continuará funcionando como incubadora de organizações criminosas. Defender direitos no cárcere não é “defender bandido”; é defender a sociedade. Prisões desestruturadas produzem facções estruturadas. Ignorar essa equação é optar conscientemente pela perpetuação do caos.
Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Fechamento da edição: 18h
MÍN: 20º | MÁX: 31º O tempo não fica totalmente firme no Vale. O dia terá períodos de sol intercalados com momentos de maior nebulosidade.


Colégio comemora conquistas em mais de um século e prepara novidades para o ano letivo. Um novo espaço coberto, sala de criação, investimento em tecnologia e parcerias de intercâmbio estão entre as ações em 2026. Investimentos também permitiram duplicar número de alunos em uma década

Fundado em 13/1/1966
Avulso: R$ 5,90
Estrela • Teutônia • Bom Retiro do Sul • Fazenda Vilanova • Colinas • Imigrante
Sexta-feira, 30 de janeiro 2026 | Ano 60 | Edição nº 3105
Formação inédita na rede pública estadual precisa atingir número mínimo de matrículas até 6 de fevereiro para garantir abertura da primeira turma. Até o momento, apenas oito
estudantes confirmaram matrícula. Caso o quantitativo não seja atingido, o curso pode ser suspenso, mesmo estando devidamente homologado e com estrutura física pronta.
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BAIRRO GOIABEIRA
quase R$ 9 mi
Bom Retiro do Sul anunciou um pacote de obras licitadas que passam de R$ 10,4 milhões. O planejamento destaca educação, habitação e assistência social.
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Estrela avança com obras na área de lazer Luís Inácio Müssnich. Espaço destruído nas enchentes de 2023 e 2024 ganha técnica de sustentabilidade para minimizar impactos em novos extremos climáticos. Serviços provocam mudanças no fluxo de veículos e no estacionamento no entorno
RETIRO DO SUL
Com proposta de valorizar a cultura local, o Carnaval de Rua será realizado no dia 21 de março, reunindo música, arte e diferentes expressões populares.
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PÁGINAS | 6 e 7
Após comunidade pedir melhorias na ponte da rua João José Schonarth, a Secretaria de Obras interditou a via e iniciou a remoção da madeira antiga para substituição. Trânsito no local está interditado. ALTO DA BRONZE E IMIGRANTES Setor de
Página 8
DANIÉLY SCHWAMBACH

Me conta como começa a tua caminhada profissional.
Antônio Carlos Muller – Começa muito cedo. O Jornal Nova Geração foi meu primeiro emprego com carteira assinada. Eu tinha 12 anos e entregava jornal a pé, no Centro, de porta em porta. Tinha lista, roteiro, horário. Aquilo ensina compromisso. Não era só entregar, era entregar bem feito.
O que esse início te ensinou?
Antônio – Muita coisa. Contato com as pessoas, respeito, responsabilidade. A gente era recebido nas casas, conversava, criava vínculo. Tenho um carinho enorme pelo jornal porque ele faz parte da minha formação. Foi ali que aprendi o valor do trabalho.
Depois disso, como o trabalho foi te levando para outros caminhos?
Antônio – Fui passando por diferentes experiências aqui em Estrela, sempre trabalhando. Em um momento atuei na indústria, no almoxarifado, serviço pesado. E ali comecei a observar os representantes comerciais chegando. Aquilo despertou algo em mim.
Foi ali que nasce a vontade de empreender?
Antônio – Sim. Eu via aquele pessoal da área comercial, com outro ritmo, outro tipo de atuação, e pensei que queria aquilo para mim. Pedi as contas e comecei como representante. Foram muitos anos rodando, aprendendo, conhecendo empresas, entendendo o mercado por dentro.
E quando a empresa
Formação inédita na rede pública estadual precisa atingir número mínimo de matrículas até 6 de fevereiro para garantir abertura da primeira turma
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
Fundada em 8 de novembro, a empresa nasce da iniciativa do empresário Antônio Carlos Muller, que segue à frente da empresa desde a fundação
própria entra nessa história?
Antônio – A empresa nasce dessa bagagem. Depois de muitos anos como representante, senti que era hora de dar um passo maior. Começamos com a ideia de atender melhor, oferecer mais do que produto. Hoje trabalhamos com uma linha ampla de equipamentos para diferentes segmentos e buscamos sempre orientar o cliente.
Esse cuidado virou um diferencial?
Antônio – Com certeza. A gente não vende só equipamento. Explica, orienta, mostra como funciona. Investimos em treinamento, demonstração, porque quando o cliente entende, o resultado aparece. Isso cria relação, não só venda.
Como tu define a empresa hoje?
Antônio – É uma empresa sólida, construída com constância. Tem equipe, representantes, atende várias regiões do Estado. Mas mantém algo que nunca mudou: proximidade. A gente conhece quem atende.
Depois de tudo isso, o que ainda te move?
Antônio – Gosto do que faço. Gosto de trabalhar. Olhar para trás e ver que tudo começou com um guri entregando jornal e hoje sustenta uma empresa dá orgulho. E o Jornal Nova Geração sempre vai ter um lugar especial nessa história.
Ocurso técnico em Alimentos, autorizado pelo governo do Estado e considerado uma das principais apostas de qualificação profissional para o setor produtivo regional, corre risco de não abrir sua primeira turma por falta de inscrições. A formação, gratuita e oferecida em escola pública, precisa alcançar o número mínimo de 15 alunos matriculados até o dia 6 de fevereiro para garantir o início das aulas, previsto para o dia 18. Até o momento, apenas oito estudantes confirmaram matrícula. Caso o quantitativo não seja atingido, o curso pode ser suspenso, mesmo estando devidamente homologado, com estrutura física pronta e currículo aprovado.
A qualificação é inédita na rede estadual de ensino profissionalizante e surge para atender uma demanda histórica do Vale do Taquari, especialmente nas áreas ligadas à cadeia do leite, industrialização de alimentos e análises laboratoriais.
Curso autorizado, mas sem turma formada
O curso técnico em Alimentos foi credenciado pelo Estado em julho de 2025, com autorização válida por três anos. Apesar disso, nenhuma turma chegou a

iniciar até agora, justamente pela dificuldade em alcançar o número mínimo de estudantes exigido.
A base curricular foi homologada pela Superintendência da Educação Profissional do Estado, com participação da 3ª Coordenadoria Regional de Educação e de profissionais da área. O currículo segue o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos e contempla conteúdos como legislação do setor, industrialização de leite, carnes e vegetais, tecnologias derivadas e análises físicoquímicas.
Formação por módulos e certificações intermediárias
A diretora da Escola Estadual de Educação Profissional Estrela, Cláudia Petter, destaca que o curso possui um diferencial importante: a certificação por módulos, que permite ao aluno sair qualificado mesmo antes da conclusão total.
“O curso técnico em Alimentos tem duração de um ano e meio, com aulas cinco noites por semana. Ao concluir cada módulo, o estudante já recebe
Fundado em 13 de janeiro de 1966
uma qualificação: assistente de laboratório, assistente de laboratório industrial e auxiliar de laboratório de análises físicoquímicas”, explica.
Segundo ela, trata-se de uma formação estratégica não apenas para o município, mas para toda a região. “É uma grande conquista oferecer esse curso de forma gratuita, em uma escola pública. Ele foi pensado para atender o Vale do Taquari como um todo. Aceitamos alunos de qualquer localidade”, ressalta.
A criação do curso começou a ser discutida há cerca de dois anos, diante da escassez de técnicos em alimentos, especialmente no setor leiteiro, que é um dos pilares econômicos da região. A proposta também busca incentivar a diversificação produtiva, agregação de valor e inovação nas indústrias locais.
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Enredo da Escola de Samba Inhandava
valoriza a história da Sociedade União
BOM RETIRO DO SUL
Com proposta de valorizar a diversidade cultural local, o Carnaval de Rua será realizado no dia 21 de março, reunindo música, arte e diferentes expressões populares. De acordo com o coordenador municipal de Cultura, Denilson de Oliveira, filho de Nézio de Oliveira (um dos fundadores da Escola de Samba Inhandava), a iniciativa busca ampliar o formato do desfile e integrar ao carnaval outras manifestações culturais do município.
“A ideia é que o carnaval seja um grande encontro cultural. Além da escola de samba, queremos valorizar corais, orquestras e outros grupos artísticos que

fazem parte da nossa identidade”, destaca Denilson. Neste ano, a Escola de Samba Inhandava leva para a avenida um enredo em homenagem à Sociedade União, entidade histórica de Bom Retiro do Sul que completa 94 anos. Segundo Denilson, o tema reforça a
importância de preservar a memória e a história local.
“A Sociedade União é um espaço que representa encontros, convivência e momentos importantes da nossa comunidade. Contar essa história na avenida é uma forma de manter viva a nossa identidade”, afirma.
A entidade surgiu da união de antigas associações do município e, ao longo dos anos, se consolidou como um importante ponto de convivência social e cultural, sendo palco de bailes, apresentações musicais e eventos marcantes para a cidade. Também recebeu celebrações importantes da história do município, como a emancipação e eventos ligados à Barragem Eclusa.
A Escola de Samba Inhandava, que completa 43 anos em 2026, é atualmente presidida por Rafael Schuh. A escola tem forte participação comunitária e se consolida como referência cultural em Bom Retiro do Sul. “Esse carnaval tem um valor afetivo muito grande. Ele conecta a história da cidade, da escola de samba e de muitas famílias. É um enredo que fala de pertencimento, memória e identidade”, conclui Denilson.




Fabiano Petter comercial@jornalng.net.br

Oano de 2025 foi marcado por fortes desafios para o setor agropecuário. Segundo a direção da Cooperagri São Jacó, a boa colheita de milho no início do ciclo deu lugar a um período de seca severa, que comprometeu de forma significativa a produção de soja. Ainda assim, o impacto mais profundo veio no quarto trimestre, com a queda acentuada do preço do litro de leite pago ao produtor. O movimento desencadeou uma crise em toda a cadeia
produtiva, que se estende até os dias atuais. Diante desse cenário, a cooperativa intensificou sua estratégia de diversificação de produtos voltados a produtores e agropecuárias. A iniciativa permitiu à cooperativa encerrar 2025 com faturamento de R$ 71 milhões, registrando crescimento de 13% nas vendas.
Para 2026, mesmo com novas dificuldades no setor leiteiro, a projeção é de alta de 15% no faturamento, com ampliação do portfólio e da área de atuação.
25 de janeiro – Planeta Hambúrguer (9 anos)
26 de janeiro – Município de Lajeado (135 anos)
31 de janeiro – Vallis
Automação(18 anos)
1º de fevereiro – Rhodoss Implementos (19 anos)
Sua empresa também pode ser mencionada neste espaço, envie a sua data comemorativa!
Parabéns e um cordial abraço a todos.


Veja as matérias completas no site: jornalng.net.br
- O Circuito dos Vales, principal circuito de corridas do interior do Rio Grande do Sul, anunciou a cidade de Arroio do Meio como sede da primeira etapa da temporada 2026. A prova ocorre no dia 22 de março, marcando o retorno do município ao calendário após dois anos de ausência. As inscrições já estão abertas.
- O Município de Estrela, divulgou resultado da apuração das 150 maiores empresas geradoras do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), e reforça um movimento estrutural já consolidado na economia local. O município se firma como um ecossistema integrado, no qual logística, indústria, inovação e serviços especializados se complementam e sustentam o desenvolvimento econômico.
- Languiru lançou o Programa Jovem Aprendiz do Campo, dia 12, uma

iniciativa que reúne 17 adolescentes em uma jornada de 18 meses de formação teórica e prática. O projeto é realizado em parceria com os municípios de Estrela e Bom Retiro do Sul, contando com o apoio educacional do Colégio Agrícola Teutônia. O programa foi estruturado para oferecer uma base sólida aos jovens com idades entre 14 e 16 anos. Ao todo, são 1.104 horas de capacitação, sendo 400 horas de aulas teóricas e 704 horas de atividades práticas desenvolvidas diretamente nas propriedades das famílias.
- O Colégio Teutônia implanta dois novos ambientes de laboratório, que irão qualificar ainda mais a formação prática dos cursos Técnico em Eletrotécnica e Técnico em Eletromecânica. Os espaços contarão com áreas de 80m² e 28m², sendo um deles destinado à prática de soldagem e usinagem de precisão, necessitando de exaustão.
Inaugurada na última semana a primeira unidade física da Sistemilk fora de Bom Retiro do Sul (RS). Localizada em Varginha, no Sul de Minas Gerais, a filial marca um novo capítulo na história da empresa, que nasceu no Vale do Taquari e vem expandindo sua presença nacional ao longo dos anos, esta expansão com a unidade, tem como principal objetivo facilitar o acesso, o contato e a proximidade com produtores, parceiros e revendas, especialmente em regiões estratégicas do país, permitindo ampliar sua capacidade de atendimento e fortalecer o relacionamento com o mercado, acompanhando o crescimento da demanda por suas soluções. A Sistemilk, é especialista em soluções de conforto e bem-estar animal, alinhada à evolução do agronegócio e à busca por tecnologias que unem produtividade, eficiência operacional e cuidado com os animais. O movimento faz parte de uma estratégia de crescimento sustentável e planejado.

Bom Retiro do Sul anunciou um pacote de obras licitadas que passam de R$ 10,4 milhões. O planejamento destaca educação, habitação e assistência social
BOM RETIRO DO SUL
Mais de R$ 10,4 milhões em obras públicas já licitadas. O investimento do município envolve habitação, educação, assistência social e infraestrutura urbana. Os projetos contemplam diferentes regiões do município e atendem demandas consideradas históricas pela administração. Um dos destaques é a finalização de mais seis casas do PAC 2, com investimento total de R$ 795 mil, o que representa R$ 132 mil por unidade, cada uma com 53 metros quadrados. As moradias integram ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), lançado em 2009, que levou ao bairro São Francisco obras de infraestrutura, pavimentação, regularização fundiária e a construção de novas residências.
Também está licitada a construção da sede própria do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), com investimento de R$ 569.831,77, sendo R$ 35.031,77 de contrapartida do município. A nova estrutura terá 203,82 m² e será construída no bairro São Francisco, próxima à Estratégia de Saúde da Família. Atualmente funcionando em imóvel alugado, o CRAS passará

a contar com espaço adequado para atendimentos e para o desenvolvimento de oficinas como música, artesanato e judô.
Na área da educação, foi licitado o início da construção da nova Escola Municipal de Ensino Fundamental Genny de Souza da Silva, com investimento superior a R$ 8 milhões e área aproximada de 3 mil metros quadrados, seguindo projeto padrão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A escola foi atingida pela enchente de maio de 2024, no bairro Goiabeira, e a definição do novo terreno no mesmo bairro busca preservar o vínculo histórico da instituição com a comunidade local.
A administração também avança na ampliação da estrutura da educação infantil. A Escola
Álvaro Haubert, que atendia cerca de 80 alunos com estrutura considerada insuficiente, será ampliada com investimento de R$ 409.564,11, incluindo a construção de uma nova sala e dois novos banheiros. A EMEI Criança Feliz receberá ampliação com aporte de R$ 375.500,00, em resposta à crescente demanda por vagas na educação infantil no município.
Pavimentações recebem investimento
Na infraestrutura urbana, está licitada a obra de pavimentação das ruas Antônio Wermann e Antônio da Silva Pereira, com investimento de R$ 359.565,14. A execução depende apenas da análise final do processo pela Caixa Econômica Federal. O prefeito Celso Pazuch afirma que os investimentos refletem planejamento e atenção às necessidades da população. “São obras que atendem demandas antigas e estruturais do município. Todas passaram pelo processo de licitação e têm recursos definidos, o que dá segurança para a execução e para o acompanhamento por parte da comunidade”, destaca.

A nova escola Genny será construída no mesmo bairro do antigo prédio, em área alta e segura



Mudanças no fluxo de veículos e no estacionamento acompanham a obra em uma das áreas mais movimentadas de Estrela, destruída pelas cheias de maio
Daniély Schwambach
daniely@grupoahora.net.br
Areconstrução da Praça Luís Inácio Müssnich, em Estrela, avança para uma nova etapa e provoca alterações no trânsito do entorno. Localizada em uma área central da cidade, próxima ao Parque Princesa do Vale e em frente à antiga sede do Imec, a praça foi totalmente destruída pelas cheias de maio de 2024 e passa por uma obra completa de recomposição do espaço público. Tradicional ponto de convivência da comunidade, o local precisou ser integralmente refeito após os danos causados pela enchente, que comprometeu estruturas, mobiliário urbano e redes básicas. A intervenção busca restabelecer a função social da praça, aliando segurança, acessibilidade e novas soluções urbanísticas.
O projeto prevê a implantação de novos brinquedos, recuperação dos jardins,
paisagismo, melhorias nos espaços de permanência, além do restabelecimento das redes elétrica e hidráulica e do cercamento da área. A proposta é devolver à população um espaço de lazer consolidado, agora com estruturas mais adequadas às condições climáticas e ao intenso uso diário da região.
O investimento total da obra é de R$ 342.854,47, conforme valor licitado. Desse montante, R$ 49.568,46 são recursos da Defesa Civil Nacional, aplicados especificamente nas etapas de cercamento e nas instalações elétrica e hidráulica. O restante corresponde à contrapartida do município.
De acordo com Daniel Pedrini, da Central de Projetos da Prefeitura de Estrela, a reconstrução da praça segue um conceito técnico voltado à integração com o ambiente urbano e à sustentabilidade. O projeto arquitetônico, assinado por Mauro Ayres, contempla o uso de pisos drenantes, jardins de chuva e brinquedos em madeira, priorizando drenagem adequada e conforto ambiental.
“A praça foi pensada para oferecer uma alternativa diferente de lazer, principalmente para as crianças. As estruturas


A Rua Geraldo Pereira, para quem desce no sentido do hospital, passa a ter duas opções: dobrar à direita em direção ao STR ou seguir reto até a rótula da Júlio de Castilhos. A partir dali, é possível acessar o Centro ou o bairro Cristo Rei.”
incentivam mais movimento e interação, fugindo do padrão convencional, além de trazer soluções que auxiliam na drenagem da água da chuva”, explica Pedrini.
Segundo ele, ainda em 2024, após as cheias, o projeto original precisou passar por ajustes técnicos. “As adequações foram feitas ainda no ano passado, especialmente nas questões de circulação e trânsito no entorno da praça. A partir dessas análises, o projeto foi reavaliado e aprovado pelos órgãos competentes”, detalha.

Praça foi totalmente destruída pelas cheias de maio de 2024 e passa por uma obra completa de recomposição do espaço público
Alterações no trânsito acompanham a obra
As mudanças no trânsito decorrem do elevado fluxo de veículos na região, que concentra acesso ao Hospital Estrela, supermercados, áreas residenciais e vias estruturais do município. Conforme o coordenador do Departamento de Trânsito de Estrela, Airton Lehnen, o Tuti, a reorganização busca garantir mais segurança a motoristas, pedestres e, principalmente, às famílias que frequentarão o espaço.
“A Rua Geraldo Pereira, para quem desce no sentido do hospital, passa a ter duas opções: dobrar à direita em direção ao STR ou seguir reto até a rótula da Júlio de Castilhos. A partir dali, é possível acessar o Centro ou o bairro Cristo Rei”, explica.
Outra mudança envolve o acesso ao comércio da região.
“Quem vem da Júlio de Castilhos não poderá mais acessar diretamente a Geraldo Pereira. O trajeto deverá ser feito pela Rua Bruno Schwertner e, na sequência acessando à direita, pela Fernando Abott”, afirma.
Também estão sendo implantadas vagas de


A obra ultrapassou o prazo inicialmente previsto, que indicava conclusão em julho de 2025. O cronograma foi impactado, principalmente, pelos ajustes técnicos realizados ainda em 2024, após as cheias, além das condições climáticas registradas ao longo da execução, que interferiram no andamento dos trabalhos. Com essas adequações concluídas e as etapas em execução, a expectativa é de que a reconstrução seja finalizada entre o fim de fevereiro e o mês de março, permitindo a entrega do espaço à comunidade.
estacionamento oblíquas nas ruas Fernando Abott e Geraldo Pereira, além de nova sinalização viária. Durante o período de adaptação, fiscais de trânsito devem atuar no

A obra integra o conjunto de ações de reconstrução realizadas em Estrela com recursos da Defesa Civil Nacional. O município já contabiliza 13 obras concluídas, além de duas em execução e outras duas com início encaminhado, todas voltadas à recuperação de áreas atingidas pelas cheias. Dentro dessa articulação institucional, está prevista para a segunda quinzena de fevereiro a visita do secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros, que deve acompanhar de perto as obras já realizadas e aquelas em andamento no município.
local para orientar os condutores. “É uma área de grande movimento diário. Todas as alterações foram pensadas para aumentar a segurança”, ressalta Tuti.

As estruturas incentivam mais movimento e interação, fugindo do padrão convencional, além de trazer soluções que auxiliam na drenagem da água da chuva.”


Ligação entre os bairros Imigrantes e Alto da Bronze apresenta deterioração na estrutura de tábuas
Aponte sobre o arroio Estrela, na Rua João José Schonarth, que liga os bairros Imigrantes e Alto da Bronze, popularmente conhecida como “Ponte do Cotovelo”, é alvo de preocupação de moradores e usuários da via devido ao desgaste dos pranchões de madeira que recobrem a estrutura, oferecendo riscos aos usuários, tanto pedestres, quanto motoristas de carros e especialmente motos.
O governo de Estrela emitiu comunicado informando que a ponte está cadastrada na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano-SEDUR, visando à construção de uma nova estrutura, feita de concreto, mas que ainda não recebeu resposta positiva do governo do Estado.
Enquanto a aprovação de uma nova ponte não acontece, como forma de mitigar riscos de acidentes, a secretaria municipal de Obras iniciou o processo de reparos com a substituição do madeiramento. “Vamos bloquear a rua a iniciar o processo de substituição de todas as madeiras para trocar os pranchões e barrotes que estão comprometidos” informa o secretário da pasta Humberto Canigia Rerig. Durante o período de reparos, o trânsito está totalmente interditado.
Morador do bairro desde que nasceu, Egídio Caye, 48, conta que devido às condições da parte de madeira, degradada pelo tempo e tráfego de caminhões que

COM AIRTON
aepan.ong@gmail.com
Passagem foi interditada na tarde dessa quintafeira, 29, para remoção das tábuas antigas e substituição do material
ignoram a proibição de atravessar a passagem, muitos acidentes. “Algumas mulheres de motos acabam caindo ali em cima, escorregando, porque está desparelho, está liso os trilhos em cima, e tem uns buracos agora que acabaram se formando também” conta. Morador do bairro há 30 anos, Paulo Inácio Knecht destaca que a ponte é alvo de promessas de melhorias há muito tempo. “Essa ponte aí foi prometida já vários anos aí que iam fazer mais alta, que ela é a ponte mais baixa de Estrela. Qualquer cheia que o rio atinge, fecha aqui para nós. E ‘volta e meia’ essas madeiras estragam” relata.
Outro fator que atinge a estrutura é a enchente. Localizada em um dos pontos mais baixos do município, é uma das primeiras vias interditadas com a elevação do nível das águas do arroio. De acordo com a administração municipal, a partir da cota 18 metros a estrutura já fica submersa. O governo de Estrela enviou nota à reportagem informando que o desgaste da ponte na Rua João Schonarth, “é um problema histórico, que se arrasta há décadas e foi significativamente agravado pelas últimas enchentes, assim como ocorreu com as pontes das localidades de Novo Paraíso (Tangará) e São Jacó. Desde o início da atual gestão, a substituição dessas estruturas por novas pontes é tratada como prioridade. No caso de São Jacó, os recursos já foram conquistados junto à Defesa Civil Nacional, e as obras da nova ponte encontram-se em andamento”.

O mês de maio de 1966 ficou marcado na história de Estrela. Naquele ano, o município comemorava seus 90 anos de emancipação e viveu uma semana de intensa programação. Ruas, praças e salões receberam eventos que reuniram autoridades, lideranças locais e, principalmente, a comunidade. As comemorações mostraram uma cidade confiante, em crescimento e consciente de sua trajetória. Estrela já se destacava como polo regional, com comércio forte, indústria em expansão e uma vida cultural ativa. O sentimento era de orgulho e pertencimento: a cidade se via como resultado do trabalho de muitas gerações.

FEMAI-66: o retrato de uma Estrela em crescimento
O grande destaque daquele mês foi a FEMAI-66 – Feira de Maio. O evento reuniu indústria, comércio e agropecuária, mostrando o que Estrela produzia e projetando o futuro do município.
A presença do Governador do Estado e do Comandante do III Exército deu importância política à feira, mas o principal significado estava no reconhecimento: Estrela deixava de ser apenas um centro local menor e afirmava sua força no Vale do Taquari. Na mesma época, importantes obras urbanas foram entregues. Casas populares no bairro Boa União, melhoramentos na Avenida Rio Branco e a instalação da fonte luminosa na então Praça Benjamin Constant (atual Menna Barreto), doada pela Cervejaria Polar, mostravam o cuidado com moradia, lazer e embelezamento da cidade.
Outro momento marcante das comemorações foi a escolha da Rainha da FEMAI-66. A vencedora foi a Srta. Aneli Fuchs, acompanhada pelas princesas Nilce Borba dos Santos, Nelice Nery e Vânia Rücker. A entrega da coroa pela rainha dos 75 anos do município, Sra. Romilda Vier, marcou a passagem do tempo e a continuidade da história de Estrela, em um gesto carregado de significado e emoção. O jornal Nova Geração, em sua edição extra do dia 20 de maio de 1966, em
matéria de capa, afirmava que nunca a Princesa do Vale do Taquari foi tão maravilhosamente representada. “Aneli Fuchs, de graciosidade cativante, ostenta, com justiça, o título de Rainha da Festa de Maio.”


Iniciativa da Junior Achievment do RS em parceria com a CIC Teutônia oportunizará a jovens do Ensino Médio experiência de criação e gestão de Miniempresa
TEUTÔNIA
Jovens de turmas de segundos anos do ensino médio das escolas Afonso Augustín no bairro Canabarro e Gomes Freire do bairro Languiru poderão vivenciar e entender os desafios de gestão de uma empresa, desde a formatação da ideia e montagem do plano de negócios, até a operacionalização prática. É a proposta do programa

Miniempresa da organização
Junior Achievment - JA em parceria com a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços –CIC Teutônia. O programa Miniempresa é uma das iniciativas da Junior
Achievment no Rio Grande do Sul e busca apresentar aos alunos os conceitos de empreendedorismo e livre iniciativa. No processo, as turmas de no mínimo 20 e no máximo 40 estudantes, criam os produtos, produzem relatórios,
calculam margem de lucro, e passam por toda a experiência de como ter um empreendimento envolvendo RH, finanças, produção, marketing e vendas.
Em Teutônia a iniciativa ocorre em parceria com a CIC, sob a coordenação da diretora executiva da entidade Carina Bolfe, para quem o programa oferece perspectiva de futuro aos jovens. “É um trabalho muito interessante porque faz o aluno se experimentar, tanto como um empresário, mas também nas diversas áreas de uma empresa, o que pode ser um motivo para depois, quando ele definir o futuro dele, qual é o setor que deseja seguir” afirma.
As inscrições serão abertas após o início do ano letivo e as turmas interessadas farão encontros por 13 semanas sob orientação de instrutores voluntários. Ao final, os participantes receberão certificado de participação com carga horária total de 39 horas.
O programa tem suporte de material didático de preparação tanto para instrutores quanto para alunos fornecido pela Junior Achievment e a CIC ainda busca formar as equipes de profissionais voluntários para orientação das turmas. “Serão quatro voluntários por turma e essa é a ligação mais rica do programa, é ligar o profissional que já atua em
É um trabalho muito interessante porque faz o aluno se experimentar, tanto como um empresário, mas também nas diversas áreas de uma empresa, o que pode ser um motivo para depois, quando ele definir o futuro dele, qual é o setor que deseja seguir.”
um setor, de recursos humanos, produção, vendas, marketing e finanças para auxiliar a orientar estes jovens” conta Carina. Os profissionais de Teutônia e região que desejarem se voluntariar como instrutores do programa Miniempresa, podem contatar a CIC Teutônia através do contato de telefone e whatsapp 51 3762-1233. Cada instrutor do programa também recebe certificação.

Crosta de pão Fator mental reduzido com um estilo de vida saudável
O carrossel, por seu movimento
Bebida apreciada pelos vikings
"Nada (?)", sucesso do Kid Abelha
Planta de desertos
Tecla que apaga o caractere selecionado pelo cursor
Produto proibido em linhas de pipas
O suposto piloto do óvni
Prefixo de "megahertz"
És-nordeste (abrev.)
Zagueiro (?), posição do futebol
Tombados Divisão de cidades
Elis Regina, a Pimentinha da MPB
A torcida do Fluminense (fut.)
"Corra!" ou "O Exorcista" (Cin.)
Vitaminas presentes na acerola Adoro
Unidade de carga, nos transportes
O chocolate sem leite
Pontos que ligam vertentes opostas
Adolescente, em inglês
Técnica de descida com cordas Buscar
Sintoma da cólica Administrar
Matéria das dunas Leite fresco
Bom arranjo Saudação telefônica
Que apresenta poucos sintomas Lugar de perdição e vícios
Deus citado na bandeira saudita
Competições reúnem modalidades esportivas e incentivam a participação de crianças, jovens e adultos no Parque Pôr do Sol
Ceda com fins caritativos (?)-Codi, órgão do Regime Militar (BR)
O rock brasileiro da década de 1960
Punta (?) Este, cidade uruguaia
Deixar, em inglês
Fonema que distingue o inglês britânico
Coisa sem valor
3/c e a — let. 4/teen. 6/iê-iê-iê — tentar. 8/hidromel. 17/oligossintomático.

ÁRIES: Conversas em família resolverão antigos conflitos. Encontre seu lugar e assuma novos desafios. No amor, vire o jogo e reformule planos de moradia.
TOURO: Encontros do dia terão um caráter transformador. Você poderá formalizar uma parceria ou firmar um acordo comercial, converse sobre detalhes.
GÊMEOS: Será um bom momento para finalizar um projeto e iniciar outro com melhor perspectiva de retorno.
CÂNCER: Se estiver planejando uma viagem, aproveite o período da noite para encontrar boas condições.
LEÃO: Aproveite este momento para conversas importantes com a família. Reencontros trarão revelações e entendimento de experiências passadas.
VIRGEM: Uma nova jornada começará com bons acordos e relações estimulantes. Conversas de hoje poderão mudar sua opinião sobre alguém.
LIBRA: Aproveite uma oportunidade de se associar ou de renegociar um contrato profissional e pense a longo prazo. Sucesso!
ESCORPIÃO: Conexões com estrangeiros, mestres e autoridades estarão aquecidas. Repense objetivos e determine prioridades do orçamento.
SAGITÁRIO: Aproveite o dia para circular, descobrir novidades, surpreender em entrevistas ou reuniões de trabalho e implantar novos conceitos.
CAPRICÓRNIO: Assuntos financeiros pedirão calma nas decisões e visão estratégica, evite repetir erros do passado, pense diferente.
AQUÁRIO: Se puder, tire um tempo só para você. Será bom momento para renovar sua imagem e encerrar processos do passado.
PEIXES: Valerá fazer terapia e atividades que promovam equilíbrio emocional e bem-estar. Portas se abrirão na carreira em breve.
BOM RETIRO DO SUL
Estão abertas até o dia 3 as inscrições para os Jogos de Verão de Bom Retiro do Sul, que chegam à segunda edição reunindo esporte, lazer e integração comunitária. As competições ocorrem no Parque Pôr do Sol e são organizadas pela Secretaria de Turismo, Esporte, Lazer e Cultura
A programação contempla diversas modalidades, entre elas vôlei de dupla masculino e feminino, futevôlei masculino e feminino e futebol de areia. No futebol de areia, haverá disputas nas categorias de base Sub-9, Sub-11, Sub-13 e Sub-15, além da categoria adulta. Conforme o secretário de Turismo, Esporte, Lazer e

Cultura, José Luís Costa, os Jogos de Verão reforçam o compromisso do município com o esporte e com o uso dos espaços públicos. “Os Jogos de Verão fortalecem o esporte como ferramenta de convivência, saúde e inclusão. É um evento que envolve famílias, incentiva as categorias de base e valoriza o Parque Pôr do Sol como espaço de encontro da comunidade”, destaca o secretário.
Além da competição, o evento também tem papel formativo, especialmente para os atletas
mais jovens. Para Pedro Cárdias Steffens, que atua na escolinha EBF, a iniciativa é fundamental para o desenvolvimento esportivo. “É muito importante ter campeonatos assim, porque a gente aprende, ganha experiência e se motiva a continuar treinando. Jogar em casa, com a torcida e com amigos, é algo muito especial”, afirma o jovem atleta. As inscrições devem ser feitas na STELC, junto ao Parque Pôr do Sol, conforme regulamento divulgado pela organização.
PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO
Sábado – 31/1
10h – Missa Santa Maria Goretti, Linha Santo Antônio, Colinas 18h – Missa Matriz São Cristóvão, com batizados
19h30min – Missa Nossa Senhora Aparecida, Bairro das Indústrias
Domingo – 1/2
8h30min – Missa Matriz São Cristóvão
10h – Missa Sagrado Coração de Jesus, Colinas
Segunda-feira – 2/2
19h30min – Pré-catequese familiar – Primeira Eucaristia, Matriz São Cristóvão
20h15min – Pré-catequese familiar – Primeira Eucaristia,
JOSÉ AFONSO BIRCK
Morreu na quinta-feira, 29 de janeiro, aos 84 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico da Linha Arroio do Ouro, em Estrela.
ILSE SCHROER KOEFENDER
Morreu na quarta-feira, 28 de janeiro, aos 93 anos. Foi sepultada no Cemitério Evangélico de Geralda Alta, em Estrela.
Nossa Senhora Aparecida, Bairro das Indústrias
Sábado – 7/2
18h – Missa Matriz São Cristóvão
AVISO - INSCRIÇÕES PARA O CASAMENTO COMUNITÁRIO
Atenção, casais.
Estão abertas as inscrições para o Casamento Comunitário.
Data: 17 de maio de 2026
Horário: 18h
Local: Paróquia São Cristóvão
As inscrições devem ser feitas até o dia 30 de março de 2026, na Secretaria Paroquial.
PARÓQUIA EVANGÉLICA
LUTERANA DE ESTRELA
Domingo, 1/2:
GENI ORILDES SILVEIRA
19h Culto Estrela.
Terça-feira, 3/2: 19h30min Encontro de Famílias, Novo Paraíso.
Quarta-feira, 4/2: 19h30min Culto São José.
Quinta-feira, 5/2: 14h30min OASE, Comunidade São Lucas da Linha Wink. 19h Culto Bairro Pinheiros.
Sexta-feira, 6/2: 15h15min Culto Vovolândia. 19h Assembleia da Comunidade, Novo Paraíso.
CRISTO VIVE
Todos os domingos 19h – Missa Cristo Vive
Morreu na segunda-feira, 26 de janeiro, aos 76 anos. Foi sepultada no Cemitério Municipal de Novo Paraíso, em Estrela.
LORENA SIQUEIRA Morreu ontem, 29, aos 89 anos. O velório ocorre no Memorial Jardim da Montanha - capela “A”, em Lajeado. O sepultamento será hoje, 30, às 11h, no no Cemitério Católico do Florestal, em Lajeado.


Taça Intermunicipal, Municipal de Imigrante e Municipal de Paverama projetam início entre fevereiro e março e prometem movimentar comunidades
Atemporada 2026 do futebol amador começa a ganhar forma na região com a definição de datas, formatos e projeções de três importantes competições: a Taça Intermunicipal, envolvendo Teutônia, Westfália e Poço das Antas; o Campeonato Municipal de Imigrante; e o Municipal de Paverama. Juntas, as disputas devem reunir dezenas de clubes e mobilizar comunidades até o mês de junho.
A Taça Intermunicipal divulgou nessa terça-feira, 27, a tabela oficial da competição. A abertura está marcada para o dia 21 de fevereiro, em jogo noturno no campo do Gaúcho, em Teutônia, com o clássico local entre Gaúcho e Ouro Verde. A primeira rodada será completada no dia 22, com partidas em Poço das Antas, Teutônia e Westfália.
A competição contará com nove
clubes e terá oito rodadas na primeira fase. Cada equipe fará seis jogos, três em casa e três fora, com apenas o último colocado sendo eliminado. Os oito melhores avançam às quartas de final. O calendário prevê ainda cinco datas de folga geral em função de eventos regionais e datas comemorativas.
As finais estão projetadas para os dias 14 e 21 de junho.
Já em Imigrante, o Campeonato Municipal inicia no dia 1º de março, na comunidade de Daltro Filho, com seis equipes confirmadas. A principal novidade para 2026 é a inclusão do Juventude, de Barra da Seca, ampliando a competição e fortalecendo a integração entre as comunidades. Os jogos ocorrerão sempre pela manhã e tarde, com três partidas por rodada e almoço comunitário ao meio-dia.
Segundo a coordenação de esportes, o formato busca repetir e ampliar o sucesso da edição
anterior, promovendo convivência entre atletas, dirigentes e torcedores. A competição passará por diferentes localidades do município até o encerramento da primeira fase, previsto para o início de abril.
Em Paverama, o Campeonato Municipal de Futebol de Campo ainda está em fase de organização, mas já desperta grande interesse. Sete clubes manifestaram intenção de participar da edição 2026, que tem início projetado para o dia 22 de fevereiro. A reunião decisiva ocorre em 10 de fevereiro, quando serão confirmados os participantes, apresentados os elencos e sorteada a primeira rodada. Para disputar o municipal, os atletas precisarão comprovar vínculo com o município por meio de documentação específica, com exigência mínima de seis meses. As diretrizes finais da competição também serão definidas no próximo encontro.



Competição terá nove equipes, 13 rodadas e caráter comemorativo pelos 150 anos do município
ASecretaria de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) de Estrela promoveu nessa semana a primeira reunião do Campeonato Municipal de Futebol Amador de 2026. O encontro serviu para alinhar regulamento, modelo de disputa e um calendário preliminar da competição, que neste ano ganha importância especial por integrar as comemorações dos 150 anos de emancipação do município.
De acordo com o secretário Cristian Eidelwein, o “Dumbo”, nove equipes confirmaram participação. Na fase inicial, os times jogam entre si em turno único. Ao final, apenas uma equipe será eliminada, com as oito melhores campanhas avançando para as quartas de final. Quem vencer jogara a semifinal da Ouro,
enquanto as perdedoras jogarão a Prata. O regulamento foi aprovado por unanimidade pelos representantes dos clubes.
O campeonato terá 13 rodadas e duração aproximada de quatro meses. Apesar do calendário extenso, a organização destaca o impacto positivo para as comunidades. Cada equipe terá, no mínimo, dois jogos em sua própria localidade, para favorecer a circulação de torcedores e o aquecimento da economia local.
A abertura está prevista para o dia 1º de março, no campo do União, no Bairro Boa União, atual bicampeão municipal. O lançamento oficial ocorre em 25 de fevereiro.
A rodada inicial será dividida em dois domingos, nos dias 1º e 8 de março. A partir da segunda rodada, os jogos passam a acontecer em dois campos simultaneamente.
O calendário prevê pausas na Páscoa, Dia das Mães, Festa de Estrela e Corpus Christi. O encerramento está projetado para o final de junho, dependendo das condições climáticas. A possibilidade de finais únicas nas Séries Ouro e Prata será avaliada ao longo da competição,

Atual bicampeão municipal, o União busca repetir o feito de 20 anos atrás e conquistar três troféus seguidos
levando em conta o início do Campeonato Regional, em agosto. Diretor esportivo do União, atual bicampeão, acredita que é possível repetir a façanha de 20 anos atrás quando conquistaram o tricampeonato seguido em 2004, 2005 e 2006. Segundo ele, metade do elenco foi modificado, e a equipe vai repetir o modelo do ano passado quando
mesclou atletas experientes com mais jovens. “Esperamos que a gente consiga também fazer esse feito, estamos trabalhando para isso.”
Sobre a fórmula de disputa, Ortiz enfatiza que será bom, pois a praça de esportes no Bairro Boa União vai voltar a receber jogos. Em 2025, por conta de alteração no calendário, o time não atuou em casa. “Um
campeonato mais longo é bom para a cidade também, pois mobiliza a cidade, as pessoas tem como ir olhar no final de semana apreciar futebol e é bom para gente que tá sempre envolvido”, cita. Além do União, vão participar do campeonato Dossul, Alto da Bronze (dois times), Geraldense, Atlântico, Aimoré, Delfinense e São Luís.
