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Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026 | Ano 23 - Nº 4024 | R$ 5,00
EMENDAS PIX
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Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026 | Ano 23 - Nº 4024 | R$ 5,00
EMENDAS PIX
Em cinco
Estrela, Lajeado e Cruzeiro do Sul somam a maioria dos recursos destinados por meio da transferência especial entre 2021 e 2025. Modalidade per-

mite repasse de valores sem vinculação de projetos específicos. Especialistas alertam para a prática e os impactos no cenário eleitoral de 2026.
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
Não é só pelo turismo no Vale O retorno do Trem dos Vales, ainda em 2026, impulsiona o desenvolvimento regional.


OPINIÃO | VINI BILHAR
Passarela na Capital do Chimarrão Grupo investe R$ 25 milhões na unidade que inaugura até março, em Venâncio Aires.

Enquanto alguns estados eliminam a baliza, o Detran-RS mantém o exame completo. No Vale do Taquari, autoescolas apontam aumento da procura, ajustes na rotina e críticas à forma de implementação da reforma. Mudanças nas regras da CNH entraram em vigor no dia 5 de janeiro.
PÁGINA | 6
OPINIÃO | FILIPE FALEIRO
Crise no Banco Master
A aproximação perigosa entre grandes interesses financeiros e o Poder Judiciário.

CPI EM LAJEADO Empresa investigada contesta perícia nas obras
A PDS Obras Ltda pede a análise de seus contrapontos aos laudos preliminares da perícia da CPI antes da conclusão do relatório final, prevista para o fim de fevereiro. A solicitação foi reforçada por Marlon Pretto em entrevista à Rádio A Hora.
PÁGINA | 5
FERROVIA DO TRIGO
Comunidade

Movimenta emprego, comércio, agroindústria, tudo. A tendência é Muçum e o Vale crescerem muito no turismo daqui para frente.”
CADERNO |
Areforma do processo de habilitação para dirigir nasce sob um discurso sedutor: menos custos, menos burocracia e mais acesso. No papel, a modernização parece inevitável. Na prática, porém, o país assiste a uma transição desigual, apressada e carente de base técnica. O fato de nove estados terem eliminado a baliza enquanto outros, como o RS, optam por mantê-la expõe uma fragilidade grave: faltou coordenação nacional.
No Vale, os reflexos já são visíveis.
Autoescolas lidam com sistemas instáveis, concentração de provas e incertezas operacionais”
A cautela do Detran gaúcho, ao preservar a prova prática completa, soa menos como resistência ao novo e mais como compromisso com critérios mínimos de avaliação. A baliza não é um detalhe folclórico do exame, mas uma manobra que exige domínio do veículo, percepção espacial e controle, habilidades básicas para a segurança viária. Retirá-la sem um manual definitivo e sem debate técnico amplo é reduzir o exame a um rito simbólico, distante da realidade do trânsito. No Vale, os reflexos já são visíveis. Autoescolas lidam com sistemas instáveis, concentração de provas e incertezas operacionais. Mais preocupante, porém, é o empobrecimento do debate público. Falou-se muito em baratear, pouco em formar. Em agilizar, quase nada em educar. Modernizar não pode ser sinônimo de simplificar a qualquer custo. Dirigir é um ato de responsabilidade coletiva. Se o processo de habilitação perder densidade técnica hoje, o preço será cobrado amanhã. Em acidentes, imprudência e vidas interrompidas. Entre a pressa e a prudência, o trânsito exige a segunda.

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica
“Não existe perda ao estar em contato com a música”
Arelaçãodamaestrina
Maíra Lautert Scheeren com a música iniciou na infância e se transformou em uma trajetóriadesenvolvimento, conhecimento compartilhadoemudança devida.Mestrenaáreapela UFRJ,elaatuacomoregente decoraisnaregiãoeprojeta oretornoaospalcoscomo cantora
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
Como surgiu sua história com a música?
Aos quatro anos eu já tinha o costume de cantar e utilizava objetos que simulavam microfones. Eu subia na mesa de centro e fingia que tinha público na minha frente. Por volta dos sete anos, tive contato com a música clássica. Minha tia possuía discos que até hoje são considerados inesquecíveis. Ouvia no volume máximo. Assim surgiu a minha conexão com a regência. Eu sentia um prazer indescritível com a música, mesmo estando na infância e sem saber exatamente o que estava fazendo. A relação profissional surgiu aos 19 anos, quando eu ainda cursava Engenharia de Alimentos. Meu primo me convidou para cantar no casamento dele. Minha vida mudou ao iniciar as aulas de canto para esse momento, pois mudei de curso e ganhei meus primeiros prêmios. Fiz bacharelado em Música na Universidade Federal do Rio do Janeiro. Desde então, cantei óperas com grandes orquestras do país e em grandes espaços. Em 2019 decidi voltar ao RS, conheci meu marido e hoje moro em Estrela.
Quais foram os momentos mais marcantes em corais?
Cantei em um grupo semiprofissional para cantores líricos da capital gaúcha, o Coral Porto Alegre. Gravamos um CD

com as novenas do padre José Maurício Nunes Garcia, o primeiro compositor brasileiro. Ganhamos o Prêmio Açorianos de Música com esse trabalho e foi muito emocionante. Subi chorando no palco do Auditório Araújo Vianna, onde ocorreu a premiação. Outro momento marcante ocorreu no RJ, quando cantei a Nona Sinfonia de Beethoven. O trabalho com o grupo Sementes do Amanhã, de Bom Retiro do Sul, também me desperta emoção. A iniciativa é voltada às crianças da rede pública. Poder vê-los aprender e ver a plateia em pé para aplaudir me marca e me emociona porque sei que atingimos o objetivo de tocar o coração das pessoas.
Como o contato com a música pode mudar a vida de uma pessoa?
Eu sou um exemplo, porque a música mudou a minha vida. Fez eu conhecer o mundo. Abri mão de hábitos prejudiciais em função da minha voz. Também entendi a importância da saúde, do bem-estar emocional, físico e espiritual. Não existe perda ao estar em contato com a música. Vejo a transformação na vida dos alunos há 26 anos. A música traz calma, muda a percepção em relação ao mundo, oferece um conteúdo sensível ao ser humano, notas musicais que tocam as pessoas. A música tem esse propósito.
Como a música impacta no desenvolvimento infantil?
Fiz uma pesquisa, que será implementada em Bom Retiro do Sul, que sugere o contato com a música desde a Primeira Infância. Há determinados tipos de música que desenvolvem a criança cognitivamente, com segurança emocional e autoestima. São ricas em termos de composição, com instrumentos acústicos, que se conectam com o cérebro de maneira mais fácil que o som eletrônico. Faz com que a criança de desenvolva de forma propositiva e otimista. Por isso, existe a necessidade de levar isso para a escola. No coral temos crianças mais focadas, dispostas, atentas e disciplinadas. E claro, se divertindo.
Em quais projetos esteve presente?
Já cantei em mais de 20 óperas pelo Brasil e em países como Argentina, Inglaterra, Itália e EUA. Aprendi diferentes idiomas, fui premiada em três concursos líricos no país, fiz turnês com óperas e fui professora de artistas famosos. Hoje estou como maestrina no projeto Sementes do Amanhã, no Colégio Martin Luther e vou iniciar a trajetória no Colégio Evangélico Alberto Torres. Também retomo minha carreira como cantora no fim de fevereiro. A música clássica segue me dando disciplina e reforçando a busca pelo belo.

Estrela, Lajeado e Cruzeiro do Sul são os municípios que mais receberam transferências entre 2021 e 2025. O maior volume foi registrado em 2023, com direcionamento de R$ 34,2 milhões. Vale do Taquari é a quarta região no RS que mais foi contemplada com recursos
Modelo de repasse criado em 2019, as emendas Pix alcançam a grande maioria das cidades do Vale do Taquari. As “transferências especiais”, com recursos federais, são feitas de forma direta por deputados a municípios e estados. No ranking estadual, a região ocupa a quarta posição em volume de recursos. Entre 2021 e 2025, o Vale de Taquari recebeu cerca de R$ 95,7 milhões de deputados gaúchos, direcionados a 36 cidades. De acordo com dados por portal da transparência do governo federal, foram encaminhadas 113 emendas, destinadas a 342 beneficiários. O maior volume de transferências ocorreu em 2023, com R$ 34,26 milhões.
Os municípios com maiores soma de recursos são Estrela, Lajeado, Cruzeiro do Sul, Encantado e Muçum. As emendas financiaram ações em áreas como infraestrutura, saúde, assistência social e recuperação de danos causados por eventos climáticos extremos. Todos os municípios da região apresentaram planos de trabalho para aplicação dos valores. As transferências especiais correspondem a valores previstos no orçamento do governo federal. Diferente dos repasses tradicionais, a emenda Pix ocorre sem vinculação prévia a projetos e programas específicos do governo. No entanto, são de caráter indivi-
Quantidade de emendas 113
Quantidade de beneficiários 342
Valor total das emendas
R$ 95,7 milhões
Municípios favorecidos 36
dual e impositivo, o que garante o pagamento obrigatório.
Desta forma, a administração local fica livre para definir a destinação dos recursos dentro da legalidade, com posterior prestação de contas. Na região, os maiores direcionamentos foram feitos por Lucas Redecker (PSD), Luis Carlos Heinze (PP) e Alceu Moreira (MDB), com valores que ultrapassam os R$ 7 milhões.
O entendimento de que as emendas Pix impactam de forma direta em cenários eleitorais causa um alerta na região.
O diretor do Instituto Methodus, José Carlos Sauer, explica que o instrumento cria vínculos entre os parlamentares e as bases municipais, com apoio de prefeitos e vereadores nas regiões que recebem estes recursos. Esse mecanismo, segundo ele, gera

Especialistas alertam para o vínculo que o repasse cria com apoiadores na região e as eleições de 2026
vantagem para quem exerce o mandato, pois amplia redes de apoio político.
Na avaliação do diretor, a relação entre repasses e apoio político pode gerar um cenário de dificuldade para eleição de representantes regionais. Para ele, candidaturas fora do mandato exigem planejamento de médio e longo prazo, articulação com entidades, lideranças e conhecimento das demandas locais.
“É necessário construir apoio econômico com parceiros que estejam interessados na candida-
tura, atender as características e os anseios da comunidade”, frisa Sauer. Ele também alerta para um cenário de múltiplos candidatos. “Ter muitos concorrentes dispersa os votos”, ressalta. Advogado especialista em Direito Eleitoral, Fábio Gisch reforça a conjuntura e aponta desigualdade entre candidatos com mandato e aqueles sem acesso à estrutura pública. Segundo ele, gestores municipais tendem a apoiar parlamentares responsáveis pelos repasses.“Muitas vezes amarram políticos do Vale por meio de emendas, que ficam comprometidos com parte do seu grupo político, devendo retribuir por meio de votos”, diz.

Emenda individual: Indicação feita por deputado ou senador; Execução obrigatória pelo governo federal; Geralmente vinculada a área específica; Normalmente exige convênio ou instrumento similar; Maior rastreabilidade do destino do recurso.

Emenda de bancada: Apresentada de forma coletiva pelos parlamentares de cada estado; Foco em projetos estruturantes ou regionais; Execução obrigatória; Destinação previamente definida; Costuma envolver obras de maior porte.

Emenda de comissão: Elaborada por comissões permanentes do Congresso; Distribuição definida internamente no Legislativo; Execução depende de decisão política do governo; Criticada pela baixa transparência em alguns casos.

Emenda Pix (transferência especial): Modalidade de emenda individual; Transferência direta para estados e municípios; Dispensa convênio e análise técnica prévia; Aplicação definida pelo ente beneficiado; Exige apenas prestação de contas posterior; Proibida para despesas com pessoal e encargos permanentes.
No RS, o número de emendas Pix superou mil repasses em 2025. Foram 428 entes favorecidos que receberam mais de R$ 443 milhões por meio do mecanismo. De 31 deputados da bancada gaúcha, 29 apresentaram o pedido da transferência especial.
A legalidade das emendas PIX foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) em razão da falta de transparência e de mecanismos de rastreio. Em outubro de 2025, o ministro Flávio Dino determinou que estados e municípios adotem padrões federais de transparência e rastreabilidade na execução das emendas parlamentares.
Estrela – R$ 8,89 milhões
Lajeado – R$ 7,88 milhões
Cruzeiro do Sul – R$ 5,15 milhões
Encantado – R$ 5,11 milhões
Muçum – R$ 4,29 milhões
Anta Gorda – R$ 3,89 milhões
Taquari – R$ 3,85 milhões
Arvorezinha – R$ 3,59 milhões
Teutônia – R$ 3,56 milhões
Roca Sales – R$ 3,14 milhões
Bom Retiro do Sul – R$ 2,96 milhões
Arroio do Meio – R$ 2,89 milhões
Dois Lajeados – R$ 2,84 milhões
Vespasiano Correa – R$ 2,81 milhões
Nova Bréscia – R$ 2,79 milhões
Paverama – R$ 2,74 milhões
Progresso – R$ 2,70 milhões
Doutor Ricardo – R$ 2,66 milhões
Imigrante – R$ R$ 2,56 milhões
Putinga – R$ 2,50 milhões
Pouso Novo – R$ 2,34 milhões
Relvado – R$ 1,62 milhão
Tabaí – R$ 1,59 milhão
Westfália – R$ 1,55 milhão
Santa Clara do Sul – R$ 1,35 milhão
Fazenda Vilanova – R$ 1,35 milhão
Colinas – R$ 1,32 milhão
Marques de Souza – R$ 1,25 milhão
Forquetinha – R$ 1,17 milhão
Poço das Antas – R$ 1,11 milhão
Capitão – R$ 968 mil
Coqueiro Baixo – R$ 936 mil
Canudos do Vale – R$ 700 mil
Ilópolis – R$ 600 mil
Sério – R$ 550 mil
Travesseiro
Repasses por ano 2021

Não é só pelo turismo. É pelo desenvolvimento regional. E o ato de oficialização desta inédita e literal parceria para o retorno do Trem dos Vales restará marcado na história do Vale do Taquari e do Rio Grande do Sul. Governo estadual, Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (Abpf) e Amturvales juntos e imbuídos de uma nobre missão que só foi possível após uma intensa negociação com o governo federal, a Antt e a sempre distante concessionária. Tornarão possível o que parecia impossível logo após a tragédia de maio de 2024.
As primeiras imagens, todos lembram, eram desalentadoras ao valioso produto turístico. O fim precoce de algo tão sonhado parecia irreversível, reforço. Mas vai acontecer. O primeiro trecho a ser recuperado envolve 18,5 km entre a estação ferroviária de Muçum e o imponente V-13, em Vespasiano Correa. É a cereja do bolo. E tudo indica que ouviremos e veremos, ainda em 2026, os vagões cruzando novamente os nossos, rios, vales e montanhas. E dali em diante é só olhar pra frente e seguir na luta pelo crucial retorno, também, dos passeios até Guaporé e Colinas.
O governo estadual anuncia mais um ato institucional para o tão aguardado início das obras de recuperação da ERS-332, desta vez para o trecho entre Encantado e Anta Gorda. O evento está agendado para ocorrer amanhã, às 15h, próximo ao acesso de Anta Gorda, no km 32 da rodovia estadual. O governador Eduardo Leite (PSD) estará presente na companhia do vice e pré-candidato a governador, Gabriel Souza (MDB), e também do Secretário Estadual de Logística e Transporte do RS, Juvir Costella (MDB). E a expectativa regional, além do imediato inicio dos serviços, é pelo detalhamento mais aprofundado do aguardado projeto de reformulação da rodovia.

rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
Ex-prefeito da cidade e atual vice-prefeito de Encantado, o experiente Agostinho Orsolin (MDB) foi designado pelo gestor Jonas Calvi (PSD) para assumir, também, a secretaria de Agricultura e Serviços Urbanos. O popular “Baixinho” já atuava de forma interina à frente da pasta desde o início do ano. Neste intervalo, o prefeito convidou o vereador Leonardo Lorenzi (MDB) para assumir a secretaria. Mas o parlamentar optou por permanecer na câmara e indicou Orsolin ao posto.
Ex-prefeito de Arvorezinha e atual

Diretor-Presidente da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (Fgtas), José Scorsatto (PDT) já esteve muito mais otimista com a possibilidade de assumir um cargo no alto escalão do governo de Eduardo Leite (PSD). Ele estava cotado para assumir a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur) antes mesmo da recente queda do ex-secretário Marcelo Caumo (União Brasil). A expectativa inicial era confirmar a nomeação em janeiro. Entretanto, a expectativa foi transferida para a primeira quinzena de fevereiro. E agora as especulações murcharam e Scorsatto confirma estar “bem menos” otimista.
- Representante do Grupo de Trabalho do Vale do Taquari que debate intensamente o tema dos pedágios faz mais de cinco anos, o empresário Leandro Eckert também é diretor na CIC/VT e tem sido chamado de “pai do free flow”. Não por menos, ele esteve presente na oitiva dos representantes do TCE, ontem, durante a CPI dos Pedágios na Assembleia Legislativa.
- Ainda sobre a CPI dos Pedágios, a participação de representantes do Vale do Taquari pode ser positiva ou negativa. No caso do empresário Leandro Eckert, penso eu, é uma intervenção saudável e com olhos ao justo e democrático desenvolvimento regional. Mas há outros que podem atrapalhar.
- Em Colinas, os vereadores de oposição conseguiram rejeitar os reajustes salariais da classe política. A votação ocorreu ontem pela manhã, durante sessão extraordinária. Com isso, prefeito, vice, secretários e os próprios vereadores não receberão o “aumento” de 4,26% em 2026.
- A nova direção da Secretaria de Meio Ambiente de Lajeado deve iniciar a partir do dia 9 de fevereiro. E a expectativa é pelo anúncio do novo secretário já nesta quinta-feira. E, como já divulgamos anteriormente, as indicações do PL são Luís Mörschbächer e Valmir Zanatta.


Nosso peregrino não para de palmilhar pelos vales e montanhas da região. E hoje ele nos brinda com a singela imagem de um pórtico natural na Linha Herval, interior de Imigrante.

Empresa alega acusações falsas, interesses pessoais do denunciante e pede oportunidade de apresentar contrapontos sobre obras executadas
LAJEADO
No centro da investigação feita pela câmara de Lajeado, a PDS Obras Ltda requer uma avaliação de seus contrapontos aos laudos preliminares apresentados pela perícia contratada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), antes da conclusão do relatório final previsto para o final de fevereiro. A reivindicação foi reforçada em entrevista do administrador da empresa, Marlon Pretto, em entrevista ao programa Conexão Regional da Rádio A Hora.
Um pendrive com imagens de serviços desenvolvidos foram entregues para CPI após divulgação das primeiras perícias. Agora, a expectativa é ter acesso aos demais laudos para elaborar as divergências à avaliação preliminar da perícia.
A PDS ainda aguarda o recebimento de valores do município, referente a trabalhos considerados concluídos.
A investigação provocou a paralisação das atividades pela empresa em contratos públicos e, segundo Pretto, a necessidade de buscar crédito em agências bancárias para manter ativa a empresa.

um dos fatores que motivaram o dossiê é a derrota da empresa ligada a Giba no processo licitatório.

MARLON PRETTO
ADMINISTRADOR DA PDS
Enquanto os três vereadores que compõem a CPI debatem a inclusão das acusações feitas no depoimento de Gilberto de Vargas, o “Giba”, o gestor da PDS questiona as intenções e a credibilidade do autor das denúncias. De acordo com Pretto,
O favorecimento feito dentro do gabinete do ex-prefeito, Marcelo Caumo, para que a PDS vencesse o certame, foi rechaçado. “Eu poderia falar muitas coisas da empresa dele. Qual credibilidade o denunciante tem? É preciso ter provas. Acho que se é para fazer um relatório final transparente, é preciso incluir provas”, rebate.
Outra crítica está no trâmite da secretaria de Obras, onde muitos serviços eram solicitados sem a descrição minuciosa e alguns trabalhos eram feitos antes mesmo do empenho ser encaminhado. “Muita coisa foi colocada de forma equivocada, sem o teor correto da informação. Chamavam a gente, diziam o que era para fazer e depois diziam
que se daria um jeito de pagar. Era colocado um pouco mais de metragem para justificar serviços que não tinha ordem emitida pelo município”.
Pretto ainda negou o pagamento de valores para servidores públicos em troca de favorecimentos e que a empresa nunca efetuou obras na propriedade do ex-secretário, Fabiano Bergmann (Medonho), conforme apontado durante as oitivas da CPI. Nos próximos dias a perita entregará os últimos 20 laudos sobre as obras denunciadas. A etapa seguinte é a elaboração do relatório final.
Saídas na secretaria
Após o fim da sindicância feita por servidores municipais, a prefeita Gláucia Schumacher homologou o relatório e anunciou
Perícia da câmara aponta superfaturamento em dez obras

A maior polêmica do ano passado também marcou o início das atividades oficiais da câmara de Lajeado em 2026. Ocorreram na quarta-feira, 21, novas oitivas relacionadas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apura supostas irregularidades em contratos com a empresa PDS Obras Ltda. O objetivo foi acrescentar subsídios para produção do relatório final previsto, por enquanto, para fevereiro. Houve grande expectativa para o depoimento de Gilberto de Vargas, o “Giba”, ex-prestador de serviço na área de limpeza pública com contrato junto ao município e responsável pelo dossiê.
medidas para qualificar o processo de fiscalização. Entre elas, a criação da controladoriageral, inclusive com um engenheiro para supervisionar aspectos técnicos dos trabalhos. O governo também aceitou o pedido de exoneração do exsecretário de Obras, Fabiano Bergmann e dos servidores da pasta Nelson De Freitas Noronha (Guego), Carlos Storck e Rogério Lourenço (Rocha). Conforme a prefeita, são oito servidores que responderão processos administrativos. A prefeita também trocou os gestores da secretaria de Obras e nomeou Genésio Kamphorst como novo chefe da pasta.

Mudanças nas regras da CNH entraram em vigor no dia 5 de janeiro. Enquanto parte do país elimina a baliza, Detran gaúcho opta por manter a avaliação completa. No Vale do Taquari, autoescolas relatam aumento de demanda, ajustes operacionais e críticas à forma como a reforma foi implementada
As novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em vigor desde 5 de janeiro, começaram a produzir efeitos distintos pelo país. Nove estados retiraram a baliza do exame prático de direção.
No RS, o Detran manteve a
exigência e segue aplicando o teste completo aos candidatos. A decisão ocorre em meio à transição nacional provocada por resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que reformulou o processo de habilitação com a promessa de reduzir custos, simplificar etapas e digitalizar procedimentos.
Parte das mudanças ainda depende da publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, do Ministério
dos Transportes, o que explica a adoção desigual das novas regras entre os estados.
No Vale do Taquari, a terceira semana de vigência das alterações foi marcada por concentração de provas e ajustes nos sistemas.
Dados do Detran entre os dias 5 e 13 de janeiro nós sete dos maiores municípios da região aplicaram 269 exames (173 teóricos eletrônicos e 96 práticos).
Lajeado responde por 89 provas, cerca de um terço do total regional. Na sequência aparecem Teutônia, com 65 exames, e Encantado, com 63. Juntas, as três cidades concentraram mais de 80% das avaliações no período. No mesmo intervalo, o RS contabilizou 9.040 exames, somando provas teóricas e práticas.

Exame prático no RS segue a normativa atual. Mudança pode acontecer caso exigência seja retirada do Manual de Exames de Direção

MARCELO CASARIL PROPRIETÁRIO DO CFC CASARIL
Nunca se falou em vida, segurança ou educação no trânsito. Só em preço. Foi uma mudança drástica, sem base técnica”
– Redução da carga mínima de aulas práticas obrigatórias;
– Curso teórico com possibilidade de formato remoto e gratuito;
– Possibilidade de uso de veículo próprio no exame prático;
– Autorização para atuação de instrutores autônomos;
– Digitalização de etapas do processo de habilitação.


Estados que retiraram a baliza do exame prático
(até o momento)*
São Paulo
Rio de Janeiro
Minas Gerais
Espírito Santo Bahia
Pernambuco
Ceará Goiás
Distrito Federal
– Mudança focada em custo, sem debate técnico aprofundado
– Risco de formação mínima insuficiente
– Instabilidade nos sistemas de cadastro e liberação de etapas
– Dificuldade de planejamento operacional e de pessoal
Diferente de estados que retiraram a baliza do exame prático, o Detran gaúcho mantém a manobra nas avaliações. Entre os avaliadores, a leitura é de cautela diante da ausência de um manual nacional definitivo e da necessidade de preservar critérios mínimos de avaliação.
Nos Centros de Formação de Condutores (CFCs), a manutenção da baliza é vista como um contraponto à simplificação adotada em outros estados. Para os instrutores, a retirada dessa etapa é vista como uma facilitação perigosa para o futuro condutor e
para a segurança no trânsito.
“A resolução veio trazendo mudanças que não foram discutidas de forma técnica”, critica Jeferson Althaus, do CFC Schneider, de Teutônia. Segundo ele, os impactos não são imediatos, mas tendem a aparecer no médio prazo.
Nas duas primeiras semanas, os CFCs relatam instabilidade operacional. O modelo híbrido, com curso teórico remoto, redução da carga mínima de aulas práticas e novas possibilidades como uso de
veículo próprio e instrutores autônomos, ainda passa por ajustes no sistema.
“Não foi uma virada de chave. Tem aluno com certificado do teórico que não consegue avançar porque o sistema não libera a etapa seguinte”, relata Althaus. Em Encantado, o proprietário do CFC Casaril, Marcelo Casaril, avalia que o debate público ficou restrito à promessa de barateamento. “Nunca se falou em vida, segurança ou educação no trânsito. Só em preço. Foi uma mudança drástica, sem base técnica”, frisa.
(*) A adoção está vinculada à interpretação estadual da resolução do Contran e à ausência do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular.

Baliza mantida no exame prático Avaliação com manobras completas
Modelo adotado enquanto não há manual nacional definitivo
Detran-RS aponta cautela e preservação de critérios mínimos

(5 a 13 de janeiro)
269 exames aplicados 173 teóricos eletrônicos
96 práticos
Lajeado: 89 provas
Teutônia: 65
Encantado: 63
Três cidades concentram mais de 80% do total regional
Ações articuladas garantem investimentos milionários e acompanham obras em instituições públicas
VALE DO TAQUARI
Dois anos após as enchentes que atingiram severamente o Vale do Taquari, a reconstrução da infraestrutura educacional da região começa a ganhar novos contornos. Escolas públicas que sofreram perdas significativas avançam agora para uma etapa decisiva de retomada, com obras voltadas não apenas à recuperação dos danos, mas também ao fortalecimento da qualidade do ensino e da resiliência das comunidades escolares.
Nesse contexto, três instituições estaduais foram contempladas com recursos para reconstrução e melhorias estruturais: o Colégio Estadual Castelo Branco (Castelinho), de Lajeado; a Escola Estadual Guararapes, de Arroio do Meio; e a Escola Estadual de Ensino Fundamental Itaipava Ramos, de Cruzeiro do Sul. As obras têm início previsto para o primeiro trimestre de 2026. Os investimentos integram a etapa final da campanha +Juntos Pelo Sul, do Instituto MBRF, iniciativa criada para apoiar comunidades afetadas pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. Ao todo, cerca de 90% dos R$ 6 milhões arrecadados ao longo da mobilização estão sendo direcionados a ações de reconstrução, resiliência climática e fortalecimento social no Vale. De acordo com a 3ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), as intervenções são resultado de uma articulação entre o poder público e a iniciativa privada. “Não ficamos parados. Buscamos parcerias, articulamos soluções. Não há como enfrentar um desafio desse porte sozinho”, destaca Greicy Weschenfelder. O investimento prevê, por exemplo, cerca de R$ 1,5 milhão para a Escola Guararapes, onde a reconstrução do muro frontal, bastante danificado pelas enchentes, deve iniciar nos próximos dias, com conclusão prevista para maio.


DIENSTMANN
DIRETORA DA EEEM GUARARAPES
Poder entrar novamente pelo portão principal simboliza deixar a tragédia para trás.”
Guararapes: retomada gradual
Considerada uma das maiores escolas estaduais de ensino médio do Vale do Taquari, a EEEM Guararapes, de Arroio do Meio, vive um processo contínuo de reconstrução desde 2024. O Instituto MBRF já havia realizado uma ação solidária na escola em 2024. Conforme a diretora Valquíria Dienstmann, a instituição manteve as aulas desde junho daquele ano, inicialmente de forma escalonada, mesmo com obras em andamento. O novo investimento será destinado à reconstrução do muro da frente da escola, pintura da fachada e recuperação da biblioteca.
Em Cruzeiro do Sul, a escola Itaipava Ramos tornou-se referência de solidariedade durante as enchentes de maio de 2024, quando chegou a abrigar moradores que aguardavam resgate sobre o telhado. Com a água atingindo cerca de 1,5 metro, a instituição perdeu boa parte da estrutura. Após funcionar por nove meses em um espaço improvisado, a escola retomou as atividades com o apoio da comunidade e de parceiros. Para a diretora Maria Eloisa Schlosser de Freitas, o novo investimento representa um recomeço. “Esse projeto vai permitir que nossos alunos tenham um ambiente acolhedor e adequado para aprender.”
No Castelinho, a diretora Evenize Pires celebra a confirmação dos recursos. “Enviamos nosso pedido no início do ano e, logo depois, recebemos a notícia da contemplação. Estamos extremamente felizes e ansiosos para ver o resultado final”. As melhorias incluem a reforma dos laboratórios das quatro áreas do conhecimento, aquisição de equipamentos e adequações nas quadras e no pátio da escola. Os laboratórios estavam fechados desde a enchente e devem ser reabertos após as obras, previstas para o primeiro semestre, possibilitando a retomada de aulas práticas com segurança.


Não há como enfrentar um desafio desse porte sozinho.”

Esse projeto vai permitir que nossos alunos tenham um ambiente adequado para aprender.”

Estamos extremamente felizes e ansiosos para ver o resultado final.”
do primeiro pavimento do Castelinho seguem isoladas, aguardando recursos para reestruturação VALQUÍRIA

Telhado em quadra da escola Itaipava Ramos segue como prioridade para a comunidade escolar

vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR

OGrupo Passarela inicia 2026 com a inauguração de mais uma unidade da bandeira Via Atacadista, em Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo. A abertura está prevista para este trimestre e envolve investimento de R$ 25 milhões. O processo seletivo já está em andamento, com mais de 100 vagas disponíveis. As oportunidades abrangem desde o primeiro emprego até funções operacionais e cargos de liderança. Segundo
a diretora de RH, Érica Vizzotto Bach, as vagas já estão abertas. Os interessados podem procurar o Sine local ou entrar em contato pelo WhatsApp (51) 98262-0049. O pacote de benefícios inclui plano de carreira e acesso à Universidade Corporativa Passarela. Também são oferecidos plano de saúde, vale-alimentação, auxíliotransporte e prêmio por assiduidade. Somados, os benefícios ultrapassam R$ 600 mensais. De acordo com o presidente

Alexandre Simioni, a nova unidade reforça a estratégia de expansão regional. O modelo atacarejo atende às mudanças no perfil do consumidor brasileiro. A loja terá estrutura moderna e cerca de 10 mil itens no mix de produtos. O formato atende tanto famílias quanto pequenos comerciantes. A unidade de Venâncio Aires é a primeira de sete previstas no Estado em 2026. Ainda neste semestre, o grupo deve inaugurar lojas em Novo Hamburgo e Santa Maria.


A Medical San inicia 2026 com um calendário robusto de eventos no Brasil e no exterior. A agenda do ano começa com a participação no CIOSP, em São Paulo. Considerado um dos maiores congressos de odontologia e saúde do mundo, o evento começou ontem e vai até sábado.
Ao todo, a empresa já contabiliza 25 eventos previstos no país ao longo de 2026. Novas participações ainda devem ser confirmadas, ampliando o calendário anual. A presença em feiras e congressos segue como eixo estratégico da
companhia.
Em 2025, a Medical San participou de 35 eventos nacionais e internacionais. Para este ano, a estratégia mantém atuação em diferentes regiões do Brasil. Além das feiras setoriais, a empresa prevê a realização de eventos próprios.
As iniciativas visam fortalecer o relacionamento com profissionais da área. Nos encontros, a Medical San apresenta seu portfólio de tecnologias para saúde estética. Os estandes contam com espaços para workshops, demonstrações práticas e relacionamento.

Hub Vínculos promove noite de premiação e lança Planner 2026
O Hub Vínculos, programa exclusivo de relacionamento voltado a arquitetos, decoradores e designers de interiores, realiza nesta noite uma celebração especial de premiação referente a 2025.
A iniciativa tem como foco conectar, reconhecer e valorizar profissionais que transformam visão em resultados, por meio de networking, conteúdos e experiências voltadas ao aprimoramento pessoal e profissional. O evento acontece no Pê05, no Edifício 300, hoje a noite.
Com mais de 20 anos de atuação na Arabesco, a empresária Carmen Helena Dresch é uma das organizadoras do evento, que
propõe uma celebração discreta, elegante e significativa, dedicada a reconhecer trajetórias de excelência, decisões estratégicas e conexões que geraram impacto real ao longo do ano.
Além da premiação, o Hub Vínculos apresentará o Planner 2026, que reúne mais de 20 eventos já programados, entre ações nacionais e regionais, com o objetivo de fomentar boas ideias e oportunizar negócios entre marcas, parceiros e profissionais do ecossistema.
Entre os destaques do calendário está a terceira edição do Senses Arabesco, em outubro, que terá como tema a biofilia. Segundo Carmen, o evento contará com dois dias de workshops e um canal especial de negociação direta com fornecedores.


Cobrança de pedágio na rodovia aumenta 8% após reajuste aprovado pela Agergs. Agora, motoristas de carros de passeio desembolsam R$ 5,40. No segundo semestre, valor deve novamente sofrer alta
Desde a meia-noite de hoje, quem circula pela RSC-287 paga um valor maior nas cinco praças de pedágio da rodovia. A tarifa sofreu reajuste de 8%, aprovado pela Agência Estadual dos Serviços Públicos Delegados (Agergs) na terça-feira, 27. Agora, carros de passeio precisam desembolsar R$ 5,40 ao cruzarem as cancelas.
O percentual solicitado pela Rota de Santa Maria foi estabelecido com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e nos reequilíbrios econômicos do
contrato de concessão, em vigor desde o segundo semestre de 2021. A tarifa técnica chegou a R$ 5,3695, sendo posteriormente arredondada para R$ 5,40. Motos passam a pagar R$ 2,70, enquanto caminhões, ônibus e veículos com reboque terão valores entre R$ 8,10 e R$ 32,40, conforme o número de eixos. São cinco praças de pedágio ao longo dos 204 quilômetros da rodovia, entre Santa Maria e Tabaí. Na região, há cobrança em Venâncio Aires e Taquari.
A Agergs informou que o arredondamento será compensado no próximo reajuste, previsto para agosto de 2026. Como a atualização entrou em vigor com atraso, pois deveria ter ocorrido no segundo semestre de 2025, o próximo cálculo deverá considerar um aumento maior para recompor o período. Durante a análise, o conselheiro relator Alexandre Alves Porsse votou contra a aplicação de punição à Rota de Santa Maria pelo atraso na entrega das duplicações dos trechos urbanos de Santa Cruz do Sul e de Tabaí, previstas inicialmente para agosto de 2024, mas que só foram concluídos um ano depois.

Na região, rodovia conta com duas praças de pedágio
O entendimento do conselheiro considerou parecer jurídico da Secretaria da Reconstrução Gaúcha, que classificou os danos causados pela enchente de maio de 2024 como “evento de força maior”. O pleito foi acolhido de forma cautelar pela Agergs.
– Automóvel, caminhonete e furgão de dois eixos simples: R$ 5,40
– Caminhão leve, ônibus, caminhão-trator e furgão de dois eixos duplo: R$ 10,80
– Automóvel e caminhonete com semirreboque, três eixos simples: R$ 8,10
– Caminhão, caminhãotrator, caminhão-trator com semirreboque e ônibus com três eixos duplo: R$ 16,20
– Automóvel e caminhonete com reboque de quatro eixos simples: R$ 10,80
– Caminhão com reboque e caminhão-trator com semirreboque de cinco eixos duplo: R$ 21,69
– Caminhão com reboque e caminhão-trator com semirreboque de seis eixos duplo: R$ 32,40
– Motocicletas: R$ 2,70 Fonte: Agergs
Trecho a ser recuperado contempla 32 quilômetros entre Encantado e Anta Gorda e integra pacote com investimento histórico na rodovia

O governador Eduardo Leite estará na região alta do Vale do Taquari amanhã, 30, para participar do ato de assinatura da ordem de início das obras de recuperação do trecho Encantado–Anta Gorda da ERS-332. A solenidade ocorre às 15h, no quilômetro 32 da rodovia, próximo ao acesso ao município de Anta Gorda, e contará também com a presença do vice-governador Gabriel Souza e do secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella.
A obra integra o maior investimento já feito na ERS-332, rodovia estratégica para a ligação entre municípios da região e para o escoamento da produção local. O trecho a ser recuperado foi severamente impactado pelas catástrofes climáticas de 2023 e 2024, o que reforçou a necessidade de uma intervenção estrutural,
com foco em segurança viária, durabilidade e resiliência da infraestrutura. O projeto de recuperação da rodovia prevê melhorias profundas na pista, drenagem e contenções.
O trecho de 32 quilômetros entre Encantado e Anta Gorda integra o segundo lote de intervenções na 332 e o investimento previsto é de R$ 93,1 milhões. O contrato será realizado no regime de Contratação Integrada (RCI), no qual a empresa vencedora é responsável tanto pelo projeto quanto pela execução da obra. O primeiro lote, já em execução, contempla o trecho entre Anta Gorda e Soledade, com extensão de aproximadamente 59 quilômetros e investimento de R$ 107,2 milhões, oriundos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O projeto já foi aprovado e as obras estão em andamento desde o começo do ano.
Acusada de crime Ver, em inglês Daninha; nociva
de aborrecimento Possui
Nem, em inglês Respeitar ordem
Cantor de estilo diverso e de sucessos como "Oba, Lá Vem Ela" e "Taj Mahal"

ÁRIES: O dia favorece contatos rápidos, reuniões produtivas e troca de informações que abrirão portas para o futuro.
TOURO: Aposte em um novo caminho profissional e movimente os negócios.
GÊMEOS: Dedique o dia para você, jogue a autoestima para cima e atraia oportunidades.
CÂNCER: Desacelere, siga a intuição e desenhe estratégias para alcançar as metas profissionais ou concretizar mudanças no lifestyle.
LEÃO: Amplie sua participação social e faça parte de um mundo maior. Amigos e grupos trarão novidades estimulantes e convites irrecusáveis.
VIRGEM: Brilhe publicamente e ganhe popularidade com ideias inovadoras e ótimo desempenho em apresentações de projetos.
LIBRA: Estudos, leituras ou contato com pessoas de outras localidades alargarão os horizontes. Se estiver em busca de novas relações.
ESCORPIÃO: Troque confidências com
SAGITÁRIO: O diálogo será chave para harmonizar os relacionamentos. O dia favorecerá acordos, contratos e parcerias de todos os tipos.
CAPRICÓRNIO: Agilize a produção no trabalho, elimine tarefas e torne a rotina mais leve e flexível.
AQUÁRIO: Hoje, você será o centro das atenções. Brilhantismo, leveza, charme e elegância marcarão sua presença nos eventos do dia.
PEIXES: Aposte em mais leveza e empatia nas conversas em família e harmonize as relações.
Univates abre seleção para auxílio de R$ 800 por mês em licenciaturas. Nota do Enem entra na pontuação
Andreia Rabaiolli centraldejornalismo@grupoahora.net.br
LAJEADO
Estudantes do Ensino Médio poderão se inscrever para concorrer a bolsas do programa Professor do Amanhã, que ajudam a custear as despesas da faculdade. A iniciativa é bancada pelo Estado, com 47 vagas na Univates.
Os cursos contemplados são Letras e História. A universidade lançou o edital dia 27 e selecionará os alunos que ingressam ainda neste semestre letivo: 28 bolsas para Letras e 19 para História.
A coordenadora de Letras da Univates, Garine Keller, informa que os novos alunos começam a graduação neste semestre. Segundo ela, o programa ajuda a enfrentar a queda na procura pelas licenciaturas. “O fato de haver tanta procura pelas bolsas do Professor do Amanhã mostra que as pessoas querem ser professoras, mas falta a condição financeira”.
Ela destaca ainda que a alta demanda por professores com habilitação em Português e Inglês, ajuda a impulsionar a contratação. As escolas, mesmo no Ensino Fundamental, apostam
nos cursos bilíngues.
Como será a seleção
O edital com as regras de inscrição está na Univates e encerra em 10 de fevereiro. Os resultados serão publicados até o dia 19 de fevereiro. Uma das exigências é ter cursado escola pública e a nota mínima do Enem.
Em Lajeado, o programa na universidade começou em 2024 e conta com 64 bolsistas em formação. Parte dos estudantes está na metade do curso, participa do PIBID, programa federal de incentivo à docência, e já atua em sala de aula como estagiários.
Sonho de Luana
A estudante Luana Eduarda Weiss, 20 anos, ingressou como bolsista em 2024 no curso de Letras. Neste ano, inicia o quinto semestre e deve se formar em 2028, etapa em que já poderá ser contratada para atuar em sala de aula.
Egressa do Ensino Médio em

-O programa começou em 2024 e concede bolsa mensal de R$ 800 por até quatro anos.
-Após a formatura, os bolsistas devem atuar na rede estadual de ensino.
-Na Univates, são 64 estudantes bolsistas em formação mais 47 novos deste ano
- Em 2026, há 28 bolsas para Letras e 19 para História
- A seleção dos bolsistas na Univates encerra em 10 de fevereiro
- Os primeiros formandos devem ingressar na rede estadual entre 2028 e 2030.
• Ter cursado o Ensino Médio em escola pública;
• Nota do Enem;
• Atendimento aos requisitos do edital.
Venâncio Aires, Luana se desloca diariamente para Lajeado. “Os R$ 800 fazem muita diferença. Sem essa ajuda, seria muito difícil manter a faculdade”, relata. Com experiências iniciais de docência durante o curso, ela afirma já ter certeza da escolha profissional. “Quero muito seguir na sala de aula”.



365vezesnovaledotaquari@gmail.com
Um dos principais atrativos ecológicos de Arvorezinha, o Perau de Janeiro ostenta paisagens charmosas e uma boa estrutura de camping, além de histórias curiosas. Elenco aqui cinco motivos para conhecer esse verdadeiro paraíso do Vale do Taquari
O perau que nomeia o destino
O nome do ponto turístico faz alusão a um paredão com mais de 200 metros. Imponente, ele é visto de vários pontos da localidade de Pinhal Queimado e nas trilhas do Perau de Janeiro. São paisagens singulares que rendem boas fotografias. Em um ponto específico, é possível chegar junto ao rio Forqueta e de frente a gigantesca formação rochosa. O nome vem de um fenômeno que ocorre no perau apenas no primeiro mês do ano, quando o sol bate em toda a extensão do paredão e o deixa ainda mais iluminado e bonito.
Uma queda de água com aproximadamente quinze metros é o atrativo mais popular nas imagens repostadas pelos visitantes do Perau de Janeiro. Ela tem formato de catarata com longa corredeira, locais rasos no topo, mas um poço profundo na parte baixa. A trilha até lá tem cerca de três quilômetros ida e volta. É um atrativo à parte, devido ao charme da floresta. Em vários pontos, parece que estamos em cenário de filme, o que recompensa o esforço físico. A caminhada é leve em quase toda sua extensão. O mais
desafiador é um trecho em que é necessário atravessar o rio.
O sapinhoadmirável-debarriga-vermelha
O Perau de Janeiro é lar de um animal curioso e que está criticamente ameaçado de extinção.
O sapinho-admirável-de-barriga-vermelha mede apenas três centímetros e chama atenção pela sua coloração verde e vermelha. Há um movimento para tornar o sapinho patrimônio genético do Rio Grande do Sul. Outro fato marcante é que o animal impediu a instalação de uma pequena hidroelétrica, o que acabou possibilitando o uso do local para o turismo.
Ponto turístico assombrado
Outra curiosidade do Perau de Janeiro são as histórias assombradas. Contam que sussurros e outros barulhos estranhos podem ser ouvidos à noite. Há quem até afirme ter visto uma mulher vestida de branco, cachorros arrastando correntes e até túmulos submergindo das águas. O ponto onde esses fenômenos acontecem se chama Poço das Correntes.
O destino tem ótima estrutura para quem quer passar o dia ou até pernoitar no local. Há mais de 20 churrasqueiras e mesas na natureza. Chama atenção a jardinagem com bancos na sombra, paletes no gramado e balanço. Além da permissão de acampar no local por R$ 45,00 a pessoa, o Perau de Janeiro possui três cabanas para locação com capacidade para grupo de até quatro ou seis pessoas. A estrutura se completa com banheiros, quiosque e o bar com venda de lanches, picolés e bebidas. A entrada para passar o dia custa R$ 25. Mais informações no @peraudejaneiro.












Evento ocorre neste sábado. Largada está marcada para as 13h15min, na Comunidade de Sampainho
Santa Clara do Sul recebe neste sábado, 31, o 1º Encontro Tatus Folgados, evento voltado aos amantes do trilheirismo com motos. A programação ocorre na Comunidade de Sampainho e deve reunir participan-

Largada está marcada para as 13h15min deste sábado, com percurso aproximado de 60 quilômetros de trilhas



tes de toda a região para um dia de aventura, confraternização e contato com a natureza.
A largada está marcada para as 13h15min, com percurso aproximado de 60 quilômetros de trilhas, passando por diversos pontos com apoio aos participantes. Durante o trajeto, haverá pontos de água, borracharia no neutro, distribuição de energético e frutas, além de apoio nas trilhas.
As inscrições antecipadas custam R$ 80 e podem ser feitas pelo site www.trilhainfoco.com.br. No dia do evento, o valor será de R$ 90. O encontro é exclusivo para motos.
Entre os atrativos, a organização destaca a distribuição de 100 canecas para os primeiros inscritos, premiação para os maiores grupos, sorteio de brindes e a tradicional picada no final da trilha. Ao final do evento, também estão previstos 300 latões de cerveja para confraternização entre os participantes. O encontro contará ainda com cobertura fotográfica e estrutura de apoio, incluindo ônibus no neutro. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (51) 99789-1845, com Gustavo, ou (51) 99463-0746, com Victor.




Há 20 anos, a edição do Campeonato Municipal de Bocha mobilizava centenas de pessoas em Arroio do Meio. Considerado o maior torneio na época, a competição teve a participação de 400 atletas, divididos em 26 equipes. Das 18 sociedades presentes, oito competiram com dois times. As partidas foram organizadas em cinco chaves. Presidente da Liga de Bocha em 2006, Sidnei Eckert destacava o propósito de promover integração entre as equipes por meio da competição. O torneio se estendeu pelos meses seguintes, com o término do campeonato previsto para o mês de maio. Já o Baile de Premiação estava agendado para junho, na Sociedade Esportiva Forquetense.
Dia Nacional da Visibilidade Trans
Santo do dia: São Constâncio

A organização do Baile do Milho celebrava o sucesso e o grande público da sétima edição do evento. A festa teve a presença
do prefeito de Lajeado, Alípio Hüffner, e sua esposa, bem como do vice-prefeito Arlindo Goettens. Além deles, representantes das empresas que ofereceram prêmios estiveram no baile para agraciar os primeiros colocados. O concurso foi divido em três categorias: três espigas de milho tardio, três espigas de milho precoce e pés de milho mais produtivos. Após a solenidade e entrega da premiação, a noite foi embalada pela animação da Bandinha Flor da Serra. Os vencedores da competição foram:

1 – Breno Seidel (Alto Conventos)
2 – Silvério Scherer (Conventos)
3 – Ilson Eckhardt (Alto Conventos)
4 – Eldo Purper (São Bento)
5 – Marino Niederle (São Bento)
1 – Cláudio Schorr (Conventos)
2 – Breno Schuster (Conventos)
3 – Roque Rambo (Conventos)
4 – Auri José Koch (Conventos)
5 – Ivo Frantz (Conventos)
Pés de milho mais produtivos
1 – Auri José Koch (Conventos)
2 – Décio Selben (Conventos)
3 – Hilário Mann (Forquetinha)
4 – Arnildo Kremer (Forquetinha)
5 – Avelino Hübner (Marques de Souza)

Jornalista colunafaleiro@grupoahora.net.br
fundo social do Banco Nacional de Desenvolvimento
(BNDES), anunciado em R$ 15 bilhões pelo governo federal, tem mais problemas do que a mancha inundação e a falta de garantias nanceiras por parte de empresas atingidas pela catástrofe. Há outra questão que só nesta semana as instituições financeiras deram conta. A temática é complexa, vou tentar ser claro para todos entenderem. Imaginem o seguinte: o banco faz a solicitação dinheiro ao BNDES para operação no semestre. Esse recurso alimenta os créditos de mercado, voltados para projetos do agro e das empresas. Para o segundo semestre de 2024, o pedido foi feito em abril. Antes da grande inundação.

HDigamos que o banco “Faleiro”
para firmar os contratos já inscritos. Quando a demanda por reconstrução, compra de máquinas e capital de giro da inundação chegou, não houve aporte subsequente. Com isso, o gerente do “meu” banco fez o pedido de mais


ROGÉRIO WINK
IVANOR DANNEBROCK
Gestor
Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O
Educacional
Em um domingo recente, ao acompanhar um culto, ouvi o pastor fazer referência à Bíblia — o livro mais lido e influente da história — e a um ensinamento que atravessa séculos com impressionante atualidade. Ele citou
Provérbios 13:20:
N“O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal.”
Apesar de antigo, esse versículo descreve com precisão os desafios e as escolhas dos dias atuais. Vivemos em um tempo acelerado, marcado pelo excesso de informações, pressões constantes e decisões cada vez mais rápidas. Nesse contexto, a escolha das pessoas com quem convivemos deixou de ser apenas uma questão afetiva e passou a ser uma decisão estratégica de vida.
á crises que não explodem. Elas corroem. Devagar, dia após dia. O caso do Banco Master é desse tipo. No noticiário, mina, pouco a pouco, a confiança nas instituições que deveriam estar acima de qualquer suspeita. O problema vai além de apenas um banco investigado. O ponto central é a aproximação perigosa entre grandes interesses financeiros e o topo do Poder Judiciário, também nomes do Legislativo, do Executivo e do próprio mercado. Quando isso ocorre, a democracia entra em zona de risco.
decide de forma excepcional sem explicações públicas convincentes.
dinheiro ao BNDES. A resposta foi: use o montante já depositado no semestre, daquele balde periódico e previsto em abril.
Ao fim e ao cabo, o recurso às empresas e aos agricultores prejudicados pela tragédia foi negado, pois não houve entrada de dinheiro novo.
DIVULGAÇÃO/PALÁCIO PIRATINI
Desde dezembro de 2025, o inquérito envolvendo o Banco Master passou a orbitar diretamente o gabinete do ministro Dias Toffoli. Chamou para si a responsabilidade, fechou o acesso aos atos e provocou críticas em diferentes instâncias. O Banco Central estranhou, a Polícia Federal se posicionou de forma contrária e os juristas estranharam.
O Supremo Tribunal Federal (STF) existe para ser contrapeso. Guardião da Constituição. Instância final. Não pode operar sob sombra de dúvida. Justo neste bastidor quase desconhecido,
Ainda aguardo uma resposta. Pronampe seguirá a lógica da liberação dentro da mancha? Ou será como na primeira fase, pelo decreto de calamidade, indiferente sede da empresa ter sido atingiou não pela água?
Por quê? Pergunta repetida em redações país afora. Cada movimento passou a ser visto de perto pelos jornalistas. Há uma regra em todo veículo de imprensa que se dedica ao conteúdo profissional: quando surge o ruído, precisa ser apurado.
A situação ganhou contornos
A segunda fase do Pronampe, para empresas do Simples Nacional, começa a operar nos próximos dias. Esse modelo, ainda que com falhas, tem resultados melhores do que as linhas do Fundo Social do BNDES, em termos de capilaridade. Por ser para MEIs, micro e pequenos negócios, os recursos totais por CNPJ alcançam no máximo R$ 150 mil. O pulo do gato está na subvenção de 40%. Nos corredores do governo federal, esse formato é a “menina dos olhos” do presidente Lula.
ainda mais delicados com a revelação das estadias do ministro no resort Tayayá, custeadas com recursos públicos para a segurança. Resort que teria como sócios familiares do ministro, e com uso de dinheiro do fundo de acionistas do Master.
No Supremo, o desconforto é visível. Há ministros que defendem uma solução simples: redistribuir a relatoria para preservar a instituição. Toffoli resiste. Argumenta que abriria precedente perigoso.
A situação se agrava quando outros ministros passam a ser citados por vínculos indiretos com o mesmo grupo econômico. Democracias maduras entendem que imparcialidade não é só ausência de crime. É também a distância clara entre julgador e interesses privados.
Desconfiança como combustível político
Há um efeito colateral que dinamita a crença da população. Não aparece nos autos do rito jurídico, mas está nas ruas. Casos como o do Banco Master alimentam a ideia de que as instituições não respondem ao cidadão comum. Respondem entre si. Algo descrito por Yascha Mounk, no livro O povo contra a democracia.
Quando tribunais, parlamentos e governos deixam de ser transparentes, cresce a percepção de que a democracia representativa virou um clube fechado. Não por acaso, o discurso antissis-
tema avança onde a confiança se rompe. Ultrapassa o campo da indignação moral, e alcança o sentimento de que é preciso acabar com “tudo que está aí”. Mounk alerta: “democracias não morrem apenas por golpes. Morrem quando passam a ser vistas como irrelevantes. Quando o cidadão acredita que decisões importantes são tomadas em salas fechadas, entre atores que nunca enfrentam as consequências dos próprios atos.”
Nas últimas semanas, tenho insistido com a equipe do secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, para conceder uma entrevista ao Grupo A Hora. Pode ser para este escriba ou mesmo para a programação da rádio. Até agora, só negativas. O assunto é macro, reconstrução da logística regional, de onde buscar parcerias e, acima de tudo, qual a perspectiva do plano de concessões. Gostaria mesmo de saber qual a ideia do Estado, tendo em vista que será muito complicado convencer o setor primário a assumir estradas tão degradadas e manter investimentos sempre à sombra de uma nova catástrofe.
tem efeito devastador. Pode ser fantasiado de decisão dentro da legalidade. O que pouco importa, se não parecer legítimo às pessoas. Algo que não se sustenta em despacho monocrático e nem em nota oficial.
Nesse cenário, qualquer gesto que pareça privilégio, conivência ou proteção corporativa
Em conversa com amigos de São Paulo e de Minas Gerais, a impressão que tive é que o resto do Brasil considera que a reconstrução do RS está em vias de se consolidar. Ledo engano. Essa análise precipitada se deve à narrativa política. Da visão torpe de que todas as medidas possíveis foram adotadas pelo governo federal. As casas populares, os investimentos em infraestrutura, a assistência social, os créditos às empresas. Todas as políticas estão com pontas soltas.
O risco é conhecido. Ao enfraquecer a confiança no Judiciário, abre-se espaço para soluções autoritárias travestidas de “limpeza geral”. A história mostra que implodir instituições não fortalece a democracia. O paradoxo é: quando o Supremo vacila, não cai sozinho. Leva junto o próprio regime que deveria proteger.
ascemos vencendo obstáculos. Crescemos e nos tornamos adultos, e as adversidades continuam fazendo parte de nosso cotidiano. Muitos são fáceis de vencer, outros nem tanto. Mas também têm aqueles que num primeiro momento acreditamos ser impossíveis de transpor. Todas as vicissitudes, sem exceção, nos trazem lições e reforçam nossa musculatura em vencer desafios, nos deixando mais fortes. Várias vezes enfrentamos um revés e só entenderemos seu benefício mais tarde. Nós como pais, em um reflexo de proteção, cometemos o erro de querer desvencilhar nossos filhos de passar pelos infortúnios naturais da vida. Ao tomar essa decisão estamos cometendo um erro e fazendo um desfavor ao desenvolvimento dos nossos rebentos. Continuamos a viver num período onde observamos a cada ano um número maior de ‘bananas’ sendo educados, sem controle emocional e pouco preparo para enfrentar os problemas mais banais. O que precisamos são de pessoas com calma e equilíbrio, o talento vem em segundo plano, como diz Ryan Holiday em sua obra, onde aborda a questão.
Empresas, assim como pessoas, são reconhecidas pelas relações que constroem”
A humanidade precisa de pessoas abertas, que questionem para encontrar soluções, para ajudar outrem. Não dê tanta atenção para o que dizem os outros”
Ninguém é totalmente neutro às influências ao seu redor. O ambiente molda comportamentos, hábitos e valores. Hoje, “andar com alguém” vai muito além da presença física. Envolve quem nos aconselha, quem ouvimos com atenção, quem admiramos, quem seguimos nas redes sociais e quais comportamentos normalizamos no dia a dia. Essas influências, muitas vezes constroem ou enfraquecem. O texto bíblico não fala de perfeição, mas de direção. Amizades sábias não são aquelas que apenas concordam, mas as que confrontam com respeito, estimulam o crescimento, reforçam valores e ajudam a tomar decisões melhores. Por outro lado, relações desalinhadas relativizam princípios, incentivam atalhos e dificultam a reflexão necessária para aprender com os erros e evoluir. Com o tempo, isso cobra um preço Esse ensinamento se aplica diretamente ao mundo dos negócios e das marcas. Empresas, assim como pessoas, são reconhecidas pelas relações que constroem. Parcerias, fornecedores, lideranças, influenciadores e clientes estratégicos fazem parte da identidade de uma marca. Quando uma empresa se associa a práticas questionáveis ou discursos incoerentes, ela herda essa reputação, mesmo sem perceber.
Boas relações, no entanto, não surgem prontas nem perfeitas. Elas são construídas desde ambientes simples, muitas vezes no início da caminhada, e amadurecem ao longo do tempo. Não existe perfeição nas pessoas ou nos negócios; existem oportunidades contínuas de aprendizado, ajustes e evolução. Relações saudáveis se fortalecem com convivência, diálogo, escuta, feedback e reciprocidade.
No mundo digital, marcado pela instantaneidade, essa construção se torna ainda mais desafiadora — e, justamente por isso, mais essencial. Relações verdadeiras exigem tempo, presença, parceria e disposição para aprender com o outro. Não se constroem em um clique. No longo prazo, são decisivas para o crescimento pessoal, para a maturidade profissional e para o desenvolvimento dos negócios.
Devemos reunir toda nossa energia na solução de problemas e não na reação e na crítica, que nada acrescenta. Quando temos o ponto de vista correto sobre um fato, tem um jeito estranho de reduzir o tamanho dos obstáculos e das adversidades, acrescenta o autor acima referido. Na filosofia estóica, Epicteto que colocava a ética em primeiro lugar, já nos lembrava que quando estamos frente a um problema, nosso primeiro trabalho é distinguir e dividir os eventos em duas categorias: se é um evento externo, não podemos controlar. Se são escolhas que fizemos frente ao problema colocado, essas nós controlamos. Onde encontrei o que é bom e o que é ruim? Em mim, em minhas escolhas. E o que depende de nós são nossas emoções, opiniões, decisões, pontos de vista, criatividade, atitude, desejos e nossa determinação. Esse é nosso espaço no qual podemos jogar. Em nosso cotidiano nos deparamos com muitas cenas onde vemos pessoas, inclusive nós, discutindo, reclamando, desistir, o que são escolhas. E essas escolhas não nos auxiliam em nada para chegarmos na solução ou onde queremos chegar.
Provérbios 13:20 não é apenas um conselho. É uma orientação prática para decisões modernas. Seja na vida pessoal, na liderança ou na construção de marcas, o princípio permanece atual: as pessoas com quem andamos ajudam a definir quem nos tornamos e até onde conseguimos chegar. Fica o lembrete: ande com quem te puxa para cima, te faz subir a régua.
A humanidade precisa de pessoas abertas, que questionem para encontrar soluções, para ajudar outrem. Não dê tanta atenção para o que dizem os outros. Inclusive quem empreende, geralmente tem a capacidade de atuar e ver oportunidades, onde outros ainda não tinham visto nada de interessante. E nenhuma sensação é mais gratificante do que vencer uma dificuldade.
Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Fechamento da edição: 18h
MÍN: 20º | MÁX: 33º Ao longo do dia, instabilidades avançam sobre o Estado e provocam períodos de céu encoberto.




Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Obra vai modernizar a estrutura, ampliar a capacidade de atendimento e melhorar o conforto e a segurança de pacientes, acompanhantes e equipes
MUÇUM
OHospital Nossa Senhora Aparecida deu início a uma importante obra de reforma em sua estrutura. O investimento total é de R$ 1,59 milhão e contempla a modernização completa da unidade de emergência, localizada no andar inferior da instituição. De acordo com a direção do hospital, a reforma tem como principais objetivos ampliar a capacidade de atendimento, qualificar os fluxos assistenciais e oferecer mais conforto e segurança a pacientes, acompanhantes e colaboradores. As intervenções seguem rigorosamente as normas e padrões hospitalares vigentes. A previsão é de que as obras sejam concluídas em aproximadamente oito meses. Durante esse período, poderão ocorrer ruídos e movimentações típicas de um canteiro de obras, o que pode gerar transtornos pontuais no dia a dia da instituição. A direção ressalta, no entanto, que todas as etapas estão sendo cuidadosamente pla-
nejadas para minimizar impactos no atendimento à população.
Com a conclusão dos trabalhos, o Hospital Nossa Senhora Aparecida deverá contar com uma estrutura mais moderna, funcional e qualificada, refletindo diretamente na melhoria dos serviços de saúde oferecidos à comunidade de Muçum e região.
Além dos prejuízos estruturais, após a enchente de setembro de 2023, a estrutura esteve lotada, recebendo 150 hóspedes, quando a capacidade é de 31. “Os danos no hospital se aproximaram de R$ 1 milhão. Agora a sensação de todos é um ânimo ainda maior para seguir cumprindo todas as etapas que temos pela frente”, salientou o prefeito Mateus Trojan.
O Hospital Nossa Senhora Aparecida enfrentou, em agosto de 2025, um período de superlotação na área de internações. Na ocasião, segundo o diretor da instituição,

André Marcon, restavam apenas dois leitos disponíveis, mobilizando toda a equipe para atender à elevada demanda de pacientes. O aumento dos atendimentos esteve relacionado, principalmente, ao número elevado de pessoas com sintomas gripais, situação considerada atípica para o período pós-inverno. À época, a direção orientou que pessoas com esses sintomas utilizassem máscara, realizassem a higienização frequente das mãos e evitassem sair de casa ou visitar familiares internados.
Mesmo diante da pressão sobre a estrutura, o diretor afirmou que não houve risco de falta de leitos, medicamentos ou insumos. Outro ponto de atenção naquele período foi a Casa Geriátrica vinculada ao hospital, que atendia 31 idosos, número correspondente à sua capacidade máxima.
Além do cenário assistencial, Marcon também chamou atenção para as dificuldades financeiras enfrentadas pelo hospital, comuns a instituições de pequeno porte. “Desde 2015 não há reajuste na tabela SUS, enquanto os custos de medicamentos e materiais aumentam. É necessário que as instâncias maiores olhem com mais atenção para os hospitais de pequeno porte”, concluiu.

Reforma deve ser concluída em oito meses e ocorre após período de superlotação da instituição

Com obras previstas para 2026, retorno do trem anima empreendimentos, amplia o fluxo de visitantes e fortalece a economia regional

REGIÃO ALTA
Aperspectiva de retorno do Trem dos Vales movimentou diversos setores da região nessa semana com o anúncio do ato de hoje, 29. O governo do Estado oficializa o início da recuperação do percurso entre Vespasiano Corrêa e Muçum. A cerimônia ocorre às 17h em Porto Alegre e é promovido pela Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), em parceria com a Secretaria de Turismo do Estado.
Autoridades e representantes do Vale vão comparecer ao evento que marca o avanço do projeto desde a paralisação das operações após as enchentes. Por meio do repasse de recursos estaduais para a recuperação do trecho da Ferrovia do Trigo, espera-se que as obras iniciem no primeiro trimestre de 2026.
O acordo prevê investimento de R$ 6,3 milhões nesse trecho de 16 quilômetros de trilhos. Percurso que engloba o Viaduto 13, principal cartão-postal ferroviário da região e ponto de maior apelo turístico,
Não é fácil recomeçar depois de tudo o que aconteceu, mas o turismo está crescendo. Vale a pena tentar de novo e seguir em frente”
além de estar em melhor condição técnica e estratégica. Diante disso, não é surpreendente que os empreendimentos estratégicos na parte alta estejam otimistas com as possibilitadas futuras.
Entre 2019 e 2022, mais de 112 mil turistas circularam pelo trajeto original entre Guaporé e Muçum. A suspensão dos passeios impactou hotéis, restaurantes, agências e operadores de turismo em todo o Vale do Taquari. Com o retorno, empreendimentos como a Casa Brandão, a Destilaria Muçum do Brasil e o Camping Paraíso Tropical ventilam o que representa a retomada para o comércio turístico.
A retomada do Trem dos Vales reacende expectativas já conhecidas por quem vive do turismo na região. Em Muçum, o presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e proprietário da Destilaria Muçum do Brasil, Diego Zanchet, 43, avalia que o impacto vai além do setor turístico e atinge diretamente a dinâmica econômica do município. Segundo ele, a experiência anterior com o trem deixou claro o efeito multiplicador do atrativo. “Movimenta emprego, comércio, agroindústria, tudo. A cidade inteira sente”, afirma. Para o empresário, o diferencial do momento atual é a percepção de continuidade do projeto, o que dá segurança para investimentos de médio e longo prazo.
Esse cenário já se reflete em decisões práticas. A Destilaria Muçum do Brasil, que hoje opera com uma estrutura enxuta e atendimento concentrado nos fins de semana, iniciou a ampliação de suas instalações. A proposta é integrar produção industrial, visitação turística e empório em um único espaço, permitindo ao visitante acompanhar todo o processo de fabricação da cachaça. Com o aumento gradual do fluxo turístico, o empreendimento também projeta a ampliação dos dias de funcionamento e novas contratações.


na rota ferroviária muda a lógica de planejamento. “Exige organização, preparo e visão de longo prazo, pois o trem gera fluxo, visibilidade e novas possibilidades de parcerias, eventos e crescimento”, aponta.
Turismo resiliente
Fluxo ferroviário como indutor da permanência do turista
A relação entre o trem e a circulação de visitantes pela cidade é um ponto destacado pelos empreendedores. Zanchet lembra que, no período de operação regular, o fluxo chegava a cerca de mil pessoas por fim de semana apenas em Muçum, considerando os horários de ida e volta do passeio ferroviário. Boa parte desse público não se limitava ao embarque, mas circulava por atrativos como a Rota dos Túneis e Viadutos, o Viaduto 13 e os estabelecimentos locais.
Essa percepção é compartilhada pelo proprietário da Casa Brandão, Marciano Brandão. Para ele, a presença do trem valoriza a história local e cria um ambiente favorável para experiências ligadas à cultura e à gastronomia. Durante a paralisação, o empreendimento sentiu a redução no fluxo de turistas, o que exigiu maior esforço em divulgação e adaptação do modelo de negócio. “Essa ausência mostrou o quanto ele é importante para a vitalidade do turismo local”, reforça. Com a perspectiva de retomada, Brandão afirma que estar novamente inserido
Em Vespasiano Corrêa, onde está um dos principais pontos do percurso ferroviário, o impacto do trem se soma a uma dinâmica turística que se manteve ativa

Trecho: 16 km (Vespasiano Corrêa–Muçum)
Investimento: R$ 6,3 milhões
Obras: início previsto no primeiro trimestre
Destaque: Viaduto 13 Turistas (2019–2022): mais de 112 mil no trajeto original
Fluxo em Muçum: cerca de 1 mil visitantes por fim de semana Efeito local: expansão de empreendimentos e novas contratações

mesmo durante a paralisação. Proprietária do Camping Paraíso Tropical e vice-presidente da Associação dos Empreendedores de Turismo de Vespasiano Corrêa (Aetur), Jaíne Carvalhães avalia que o Trem dos Vales é um importante indutor de fluxo, mas não o único responsável pela movimentação da região.
Segundo ela, a visitação ao Viaduto 13 seguiu intensa mesmo sem os passeios ferroviários.

Entre 2019 e 2022, mais de 112 mil turistas circularam pelo trajeto original entre Guaporé e Muçum
“Para nós, o trem sempre agregou, mas o Viaduto 13 se manteve como grande atrativo mesmo quando os passeios estavam suspensos”. Ainda assim, a retomada do trem tende a ampliar a circulação e espalhar melhor os visitantes pelos atrativos locais, fortalecendo não apenas o setor turístico, mas também mercados, postos de combustível e serviços.
Após as enchentes, o Camping Paraíso Tropical passou por

reestruturação e voltou a registrar crescimento expressivo de público. “Depois que reabrimos, o movimento foi surpreendente. Tivemos fins de semana com mais de mil pessoas circulando aqui”, conta. Diante desse cenário, a família já projeta novas expansões, incluindo a implantação de um mini parque aquático e melhorias contínuas na estrutura.
Para os empreendedores, o retorno do Trem dos Vales se soma a outros atrativos consolidados ou em implantação no Vale do
Taquari, como o Cristo Protetor, o Viaduto 13 e o futuro Rosário em Muçum. Zanchet avalia que esse conjunto posiciona a região em um novo patamar turístico no Estado. “A tendência é Muçum e o Vale do Taquari crescerem muito no turismo daqui para frente”, projeta. Jaíne compartilha da visão, destacando que, apesar das incertezas climáticas, o turismo se mostra um setor em expansão e resiliente. Para ela, o momento exige persistência e planejamento, mas aponta para um futuro promissor. “Não é fácil recomeçar depois de tudo o que aconteceu, mas o turismo está crescendo. Vale a pena tentar de novo e seguir em frente”, resume.


Movimenta emprego, comércio, agroindústria, tudo. A cidade inteira sente”
Casa Brandão iniciou como um café colonial e se tornou um restaurante que já chegou a atender mais de cinco mil pessoas durante uma temporada do Trem


Os encantadenses têm hoje a oportunidade de conhecer detalhes de um dos maiores projetos de infraestrutura urbana. A audiência pública marcada para as 19h, no Auditório Brasil da Prefeitura, apresenta os estudos de impacto ambiental de duas obras de drenagem. O investimento total é de R$ 19,7 milhões, com recursos do governo federal. O edital para a contratação da empresa foi lançado. O processo licitatório ocorre pela internet e a sessão pública está marcada para sexta-feira, dia 6 de fevereiro, às 9h.
A primeira intervenção movimenta as ruas Bahia e Erich Franz Annerl, na direção do Rio Taquari, no bairro Santa Clara, nas proximidades da indústria Fontana (foto). O trabalho foca na colocação de galerias para cobrir o córrego que passa pelo local a fim de reduzir os riscos de inundação na cidade. A extensão se aproxima de mil metros. O prazo para conclusão é de 10 meses. A outra obra envolve a Rua Aurélio Hélio Moesch e a Travessa da Lagoa, no Bairro Porto Quinze, com entrega prevista em três meses a partir da assinatura da ordem de início.

diogofedrizzi@grupoahora.net.br
DIOGO FEDRIZZI


. Dois Lajeados integrou uma comitiva gaúcha que realizou visita técnica a municípios de Santa Catarina para conhecer o sistema antigranizo. A curiosa tecnologia reduz o tamanho das pedras de gelo que se desintegram antes de atingirem o solo e, assim, diminui os prejuízos nas lavouras, por exemplo.
. A ACI-E instalou um totem de autoatendimento do estacionamento rotativo no saguão da sede em Encantado. O equipamento permite o pagamento da tarifa, bem como a regularização do serviço.
. Em Roca Sales, o empresário Daniel Antônio Deolinda da Silva assume hoje a presidência do Rotary Club. O clube padrinho é a organização de Encantado, presidida pelo diretor do Sicredi Região dos Vales, Fabrício Tombini. O evento de posse e instalação ocorre às 19h30min na Sociedade Recreativa e Cultural Roca-Salense.
. Em Nova Bréscia, a Escola de Ensino Fundamental Madre Assunta foi uma das premiadas no Alfabetiza Tchê, reconhecimento que avalia a qualidade na alfabetização escolar. A avaliação baseou-se nos resultados do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do RS (Saers 2024). No Vale do Taquari, o educandário bresciense foi o terceiro melhor classificado.
. Em Coqueiro Baixo, o governo investe quase R$ 200 mil na revitalização do Centro Integrado da Escola Municipal de Ensino Fundamental Heitor Villa-Lobos.
Agora, a expectativa é saber se as intervenções solicitadas pelo governo de Encantado na
O governador Eduardo Leite e o vice Gabriel Souza são esperados amanhã à tarde na região alta para a assinatura da ordem de início das obras de revitalização da ERS 332, no trecho de 32 quilômetros entre Encantado e Anta Gorda. Os trabalhos de recuperação da rodovia já estão em andamento, e isso é animador.
área urbana serão atendidas. Os trechos mais críticos são o acesso ao Distrito Industrial, no bairro Lago Azul, o acesso à ERS 425 que liga a Nova Bréscia e a construção de nova ponte no bairro Jacarezinho.

Mais 14 famílias receberão as chaves da nova casa no Bairro Lambari, em Encantado, na próxima segunda-feira, 2. Com isso, restarão sete unidades para serem
entregues. A previsão é que, até a primeira quinzena de fevereiro, todas as 35 famílias estejam usufruindo do novo lar no Loteamento dos Ipês. O programa habita-
cional é o primeiro a ser concluído no município e integra o programa A Casa é Sua do governo do Estado, direcionado aos atingidos pelas históricas enchentes.
O advogado Gustavo Mezzomo assume como assessor jurídico da Câmara de Vereadores de Encantado. Ele ocupa o lugar de Lucas Brostolin Pezzi, que pediu exoneração no final do ano passado. Guto, como é conhecido, tem trajetória no MDB encantadense, mesmo partido do presidente do legislativo, Claudinho Neto. Ele também tem experiência na função em outros parlamentos da região. Mezzomo é irmão da secretária de Turismo, Karina Mezzomo, e nas últimas eleições

foi cogitado para concorrer a prefeito. Aliás, sonho que se mantém firme.
O ambiente político é de expectativa com relação a mais novidades no alto escalão do governo de Encantado. Há vagas a serem preenchidas, e isso certamente gera ansiedade entre os apoiadores do prefeito Jonas Calvi (PSD). Um dos cargos estratégicos “em aberto” é o comando da Secretaria de Governança. Desde a saída de Clarissa da Rosa Pretto Scatola, em setembro do ano passado, a pasta ficou com o interino Klaus Schack, titular da Gestão Financeira. Outra função indefinida é a do
gestor de desenvolvimento, exercida pelo empresário Marcelo Casaril até o início deste ano. Certeza é o novo responsável pela secretaria de Obras Públicas e Agricultura. Giovani Delazeri deixa o governo no início de fevereiro. Com a negativa do vereador Leonardo Lorenzi (MDB) ao convite do prefeito, quem assume é o vice-prefeito Agostinho Orsolin (MDB).
E ainda tem a coordenação do Encanta Hub, o Centro de Inovação e Tecnologia. Aguardemos!
Quando o governo do Estado vai anunciar os recursos para a continuidade da pavimentação da Rota do Pão e Vinho?