A Hora – 24 e 25/01/2026

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CURADORIA

Fim de semana, 24 e 25 de janeiro de 2026 | Ano 23 - Nº 4021 |

135 anos de Lajeado

Lajeado chega aos 135 anos como polo regional em rápido crescimento, mas o avanço precisa agora de planejamento. Mobilidade, moradia, ocupação urbana e clima exigem decisões difíceis. O futuro depende menos de crescer e mais de dar direção ao crescimento.

O primeiro Gre-Nal do ano será neste domingo, 25, às 20h, no estádio Beira-Rio. O clássico 449 terá pouco peso na classificação para a segunda fase do Gauchão. No entanto, será o primeiro grande teste para ambas as equipes, que passam por reestruturação nesta temporada.

de uma cidade que cresce

Especialistas apontam que o descanso regular ajuda a reduzir o estresse, estimula a criatividade e fortalece a saúde emocional dos trabalhadores em um cenário marcado pela hiperprodutividade. PESSOAS E BEM-ESTAR A importância das férias ao cuidado com o corpo e a mente

Concessão, CPI e as narrativas

Oano eleitoral faz com que o debate da concessão do Bloco 2 esteja contaminado pela política eleitoral. Com isso, a avaliação técnica precisa ser justificada, enquanto narrativas do governo e do parlamento se confundem para o simples sim ou não do plano.

De um lado, o governo do Estado sustenta que a CPI das Concessões é essencialmente política e com o propósito de desgastar a imagem do Executivo gaúcho perante aos investidores. De outro, o Parlamento reivindica o papel constitucional de fiscalização sobre contratos de longo prazo que envolvem recursos públicos, tarifas e impactos diretos sobre a economia regional.

A leitura honesta do momento exige ir além desse confronto superficial. É inegável que há componente político na CPI. O tema pedágio mobiliza emoções, gera rejeição popular e costuma ser instrumentalizado em anos eleitorais. Ignorar isso seria ingenuidade.

O conflito real está em outro plano: quanto custa esse investimento

e quem paga a conta.”

Mas também é um erro reduzir a CPI a esse rótulo. O parlamento cumpre, neste caso, uma função institucional legítima: questionar a modelagem econômico-financeira de contratos de 30 anos.

O Vale conhece o custo da precariedade logística. Rodovias degradadas encarecem o frete, aumentam acidentes, afastam investimentos e comprometem competitividade. A concessão surge, portanto, como instrumento necessário para destravar obras que o Estado, sozinho, não consegue executar no ritmo exigido.

O conflito real está em outro plano: quanto custa esse investimento e quem paga a conta. É nesse espaço que deve ser o debate, para criar caminhos mais equilibrados, menos onerosa e mais segura.

à

Fundado em 1º de julho de 2002

“Cada pedacinho da Florestal é um

PauloSaueressig,62 anos,lideraumaequipe de 35 colaboradores na Florestal Alimentos. A empresa comemorou recentemente 90 anos, e Paulo contribuiu com 45 deles,acompanhando grandepartedesua história e crescimento. Ele compartilhasuatrajetória marcadaporcompromisso, transparênciaeamor pelotrabalho,mostrando comoalealdadeàequipe eàempresaconstróiuma carreirasólida,inspiradora e duradoura

O que te marcou e fez permanecer tantos anos na empresa?

Comecei na empresa quando ela ainda era pequena, com apenas 22 funcionários. À medida que a Florestal cresceu, eu também cresci junto. Cada pedacinho da empresa carrega um pouco de mim, tornando minha trajetória algo familiar — não apenas para mim, mas para minha família, pois meu pai, irmãos, filhos, noras e esposa também trabalharam aqui. O que me fez permanecer tantos anos não foi apenas o trabalho diário, mas o apoio da família, da equipe e a oportunidade de atuar com seriedade, honestidade e amor pelo que faço. Considero a Florestal parte da minha família e não consigo me imaginar fora dela. Como você define seu estilo de liderança?

pouco de mim”

a honestidade e a clareza são fundamentais para criar confiança. Para motivar a equipe, é essencial acompanhar de perto o trabalho, estar ao lado das pessoas e apoiá-las em cada etapa.

Como você consegue equilibrar a vida profissional com a pessoal?

Consigo equilibrar minha vida profissional e pessoal mantendo-os separados. O trabalho é uma coisa, e a família em casa é outra. Jamais levo os problemas da empresa para casa, nem os assuntos pessoais para o trabalho. Essa separação me permite manter uma rotina equilibrada e saudável.

Quais mudanças mais marcaram a empresa e como elas impactaram seu trabalho?

Para construir uma carreira longa dentro de uma empresa, é essencial ter conhecimento, levar o trabalho a sério e fazer tudo com dedicação e de coração. Sempre busco executar minhas tarefas da melhor maneira possível. Mesmo após 45 anos de empresa, continuo me empenhando para garantir que a Florestal alcance bons resultados. Para mim, comprometimento e dedicação constante são fundamentais para uma trajetória sólida e consistente.

O que ainda te motiva a liderar a equipe após tantos anos?

O que me motiva é a minha equipe. Criamos laços de amizade e parceria ao longo dos anos. Tenho colegas no meu setor com mais de 20 anos de empresa, e essa convivência inspira a continuar em frente, sempre buscando melhorar os resultados. Para mim, é essencial levar o trabalho a sério e fazer tudo bem feito, e a equipe é a grande motivadora nesse processo.

Quais são seus próximos passos na empresa?

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

Vale do Taquari - Lajeado - RS Diretor

Meu estilo de liderar é bastante simples: busco ser o mais transparente possível. As pessoas não gostam de ser enganadas ou ouvir apenas elogios que depois não se confirmam. Acredito que

Para mim, a mudança mais significativa foi o crescimento da empresa. No início, tudo era feito manualmente, e hoje contamos com mais tecnologia e maquinários modernos. Isso exigiu que eu me adaptasse a essas novidades e, ao mesmo tempo, ensinasse outras pessoas a utilizá-las. Foi um processo desafiador, mas também muito gratificante, pois vivenciei a evolução da empresa de perto, fruto do esforço e do trabalho dedicado de toda a equipe.

Quais habilidades são essenciais para uma carreira longa e consistente?

Não vejo grandes mudanças à frente, pois já contribuí muito para a Florestal e continuarei contribuindo. Embora esteja aposentado e pudesse ficar em casa, não consigo me imaginar fora da empresa, longe da minha equipe. Certamente vou reduzir um pouco o ritmo, mas sempre mantendo a vontade de fazer o melhor, tanto para mim quanto para a empresa.

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A Hora convoca a sociedade e projeta dossiê aos pré-candidatos do Vale do Taquari

OGrupo A Hora iniciou nesta semana o projeto “Pensar Eleições 2026”. Com o propósito de dar voz e vez aos líderes comunitários na formatação de um dossiê com as problemáticas e oportunidades latentes no Vale do Taquari, o primeiro debate abordou a temática “logística”, tão fundamental à qualidade de vida, à segurança, ao desenvolvimento econômico e social e à atração de novos negócios. O resultado do encontro gerou uma lista de demandas prioritárias (ver box). Nas próximas semanas e meses, novos encontros vão debater temáticas sobre “mão de obra”, “agronegócio”, “indústria e comércio”, “turismo” e “prevenção de cheias”. E os principais pontos serão compilados no dossiê a ser entregue aos candidatos do Vale e, também, aos postulantes ao Palácio Piratini.

Além de entregar o documento com as principais demandas regionais aos futuros candidatos (e/ ou candidatas), o movimento jornalístico também busca fincar pé em um assunto que ainda precisa ser melhor compreendido pela imensa maioria dos eleitores, cabos eleitorais, vereadores, prefeitos e prefeitas, e demais agentes com capacidade (ou não) de influenciar votos na região. E eu falo, claro, da imperiosa necessidade do Vale do Taquari voltar a ter representantes na Assembleia Legislativa gaúcha e no Congresso Nacional. Mais do que isso. O Vale precisa retomar protagonismo político nos poderes legislativos e, sobremaneira, escolher e apostar em candidatos verdadeiramente comprometidos com a coletividade e o nosso desenvolvimento regional. Independente de bandeiras, credos ou ideologias sociais, o Vale precisa apostar em quem é do Vale e sempre luta de forma genuína e associativista pelo Vale.

- Garantir as duplicações de rodovias já projetadas e atentar para bons acessos aos terrenos lindeiros nas vias estaduais e federal, como forma de garantir segurança e fluidez viária e, também, possibilitar a atração e instalação de novas empresas e indústrias e/ ou ampliação dos negócios;

- Lutar pela manutenção, conservação e ampliação da malha ferroviária no Vale do Taquari, como forma de potencializar o turismo regional e garantir conexões e novas oportunidades de negócios e transporte (compra e venda) para empresas e indústrias da região;

- Criar estratégias para retomar a pleno o transporte de cargas e insumos por meio da hidrovia do Rio Taquari, recuperando e reconstruindo parte do Porto de Estrela e outras estruturas portuárias no trecho entre a ponte da BR-386, a eclusa e a foz do Taquari no Rio Jacuí.

- Defender uma visão mais empreendedora ao modal aeroviário, com ênfase às melhorias e ampliações no Aeródromo Regional de Estrela, mas também com debates sobre a construção de novos aeródromos ou até mesmo aeroportos no Vale do Taquari.

- Projetar anéis viários e interconexões municipais, além de novas conexões regionais com a Serra Gaúcha e do Vale do Rio Pardo, especialmente. Construção de novas pontes, ampliação da ERS-332, pavimentação da Rota do Pão e Vinho e melhorias na ERS-129 são outras demandas pontuais.

GLÁUCIA X CAUMO

A relação entre a atual e o ex-prefeito já foi bem melhor

A parceria de oito anos à frente da prefeitura de Lajeado não foi suficiente para criar uma boa e duradoura relação de amizade entre o ex-prefeito, Marcelo Caumo (União Brasil), e a ex-vice-prefeita e atual prefeita lajeadense, Gláucia Schumacher (PP). Não há ruídos públicos, é bem verdade. A cordialidade ainda predomina. Entretanto, e nos bastidores, as pessoas mais próximas a ambos – e os

próprios agentes públicos – reconhecem que a relação já foi bem melhor e dificilmente haveria uma nova parceria nos dias de hoje. Mais do que isso. Eu não me surpreenderia tanto assim com uma eventual disputa entre eles pela prefeitura de Lajeado já nas eleições de 2028. Claro, desde que o ex-prefeito não conquiste a sonhada vaga na assembleia legislativa gaúcha.

TIRO

- A equipe de comunicação do governo de Estrela está divulgando nos canais oficiais as festas das comunidades. A repercussão tem sido positiva e são milhares de visualizações. A ideia é dar espaço de fala aos líderes comunitários e o projeto deve ser balizado pelo Calendário de Eventos.

- Aliás, parte da equipe de comunicação do governo de Estrela está em Xangri-lá neste sábado para registrar a participação do município no evento Paleta Atlântida, como forma de divulgar a realização de evento similar em solo estrelense, e marcado para o mês de maio.

- Ah, e para quem estiver pelo litoral norte gaúcho neste fim de semana, o espaço do governo estrelense ficará muito próximo à guarita 91.

- E por falar em comunicação, reconhecidas agências de Porto Alegre estão sendo demandadas para auxiliar alguns futuros prováveis candidatos a deputado estadual no Vale do Taquari.

- Assim como o empresário Roberto Lucchese, o prefeito de Muçum Mateus Trojan também espera apoio público do vice-governador Gabriel Souza (MDB), pré-candidato ao governo estadual, e que estará em Lajeado para evento regional do partido no dia 26 de fevereiro.

- O Departamento de Trânsito de Lajeado finaliza estudos para a formatação de dois projetos de lei. O primeiro visa regulamentar o uso dos autopropelidos, que são aquelas motos, patinetes e afins eletrônicos que caíram na graça da gurizada – e de muitos adultos, claro. Já o segundo projeto visa o enrijecimento das regras sobre veículos abandonados e/ou depositados em vias públicas.

- Suplente de vereador e atual presidente da CPI das obras de Lajeado, Mozart Lopes quer assumir a presidência do PP municipal. E ele diverge de muitas ações da prefeita Gláucia Schumacher (PP).

- Ainda sobre a CPI e o PP, um dos principais nomes do partido, o vereador e ex-secretário de Obras Fabiano Bergmann, deve estar muito incomodado com os depoimentos prestados em plenário. E há quem aposte em possíveis processos por danos morais e afins.

- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou a pré-candidatura ao governo estadual. Com isso, supõe-se que o caminho à direita ficará ainda mais aberto para a manutenção da família Bolsonaro. E no caminho à esquerda o único nome é Lula (PT), sempre.

LIDIANE MALLMANN

vinibilhar@grupoahora.net.br

“Investir em um ambiente estruturado e oferecer as ferramentas adequadas faz toda a diferença”

Reconhecido como concessionário de grandes marcas automotivas, o Grupo Betiolo intensifica sua presença no Vale do Taquari com a expansão para o setor imobiliário. À frente dos negócios, Bino Betiolo imprime dinamismo e visão estratégica à diversificação do grupo. A localização geográfica privilegiada da região tem impulsionado as multiplataformas de investimento. A BR 386 é a grande “artéria” que margeia as operações, tanto no segmento automobilístico quanto imobiliário.

Como o Grupo Betiolo atua em áreas distintas de negócios e como elas se complementam dentro da organização?

Bino Betiolo - Nós temos no setor automotivo nosso principal foco de atuação. Com a expansão das operações e a abertura de novas filiais, surgiu a necessidade de investir em infraestrutura e localização estratégica, o que levou o grupo a ingressar no mercado imobiliário. Hoje, essa atuação complementa o negócio original: a empresa desenvolve imóveis de grande porte, é seu próprio inquilino e também atende outras organizações que buscam expandir suas operações em pontos de fácil acesso e alto potencial comercial.

O mercado automotivo tem passado por mudanças relevan-

tes. Como você avalia o comportamento do consumidor hoje?

Betiolo - O comportamento do consumidor no mercado automotivo evoluiu significativamente nos últimos anos. Hoje, o cliente não busca apenas o produto em si, mas uma experiência completa de compra, que envolva segurança na negociação, transparência na documentação, qualidade do veículo, garantia e um pós-venda eficiente.

No segmento imobiliário, quais oportunidades o Grupo Betiolo identifica no cenário econômico atual?

Betiolo - No cenário econômico atual, identificamos oportunidades especialmente no Vale do Taquari, região considerada estratégica pela sua localização.

A proximidade com a BR-386, principal ligação entre a capital e o interior, favorece o desenvolvimento do mercado imobiliário. Esse contexto abre espaço para a construção de imóveis de grande porte, voltados a empresas que buscam ampliar e expandir suas operações em pontos logísticos privilegiados.

Em quais frentes ou regiões o grupo mira o próximo ciclo de expansão?

Betiolo - Para o próximo ciclo de expansão, o Grupo Betiolo concentra sua estratégia em regiões com até 100 quilômetros de distância entre si, priorizando a identificação de pontos com alto potencial operacional. Cidades como Lajeado, Montenegro, Santa Cruz do Sul e Caxias do Sul, localizadas no eixo Porto

Alegre–Canoas, fazem parte do nosso planejamento. A proximidade entre essas regiões facilita a logística, a contratação de mão de obra e garante maior eficiência e segurança no deslocamento das equipes entre as unidades.

De que forma a gestão de pessoas e a formação de equipes impactam o desempenho dos negócios do grupo?

Betiolo - A gestão de pessoas é um dos pilares do nosso desempenho. Entendemos que o sucesso do negócio está diretamente ligado à qualidade de suas equipes, por isso investimos continuamente em treinamentos e no aprimoramento profissional dos colaboradores. Ter um time capacitado, que dá retorno aos clientes e colegas, alinhado aos valores da empresa e com profundo conhecimento dos

produtos é determinante para a geração de resultados e a sustentabilidade dos negócios.

Que mensagem você deixaria para empresários e investidores que acompanham o atual momento da economia regional?

Betiolo - A principal mensagem aos empresários e investidores é a importância da organização e da gestão eficiente. A padronização, alinhamento e o controle dos processos são fatores decisivos para a construção de negócios de alto desempenho. Uma equipe organizada, com rotinas claras e com uma agenda de tarefas atualizada. Além disso, investir em um ambiente de trabalho estruturado e oferecer as ferramentas adequadas para que as equipes possam atuar com excelência faz toda a diferença nos resultados.

Indicadores

Dólar: R$ 5,28

Ibovespa: 178.205,16

SELIC: 15%

Diretor do Grupo Betiolo, Bino Betiolo

PESQUISA REGIONAL

Estudo projeta envelhecimento acelerado do Brasil até 2070

Análise da Univates

aponta queda da fecundidade, inversão da pirâmide etária e pressão sobre previdência, saúde e mercado de trabalho

Apesquisa “Demografia em Mudança: a evolução demográfica brasileira segundo as teorias da Primeira e da Segunda Transição Demográfica e as projeções para 2070”, do bacharel em Relações Institucionais pela Univates, Frederico Luiz Kittel, aponta que o país vive um percurso híbrido de transição demográfica, combinando fatores estruturais e mudanças comportamentais. Esses movimentos aceleram o processo de envelhecimento populacional nas próximas décadas, com impactos diretos sobre políti-

cas públicas, economia e organização social. A pesquisa projeta que, até 2070, o país terá fecundidade abaixo de 1,5 filho por mulher, crescimento vegetativo próximo de zero e predominância de idosos entre a população dependente. Segundo o autor, o cenário exi-

ge respostas antecipadas do poder público. “O envelhecimento está em curso e tende a se intensifica, com reflexos sobre previdência, saúde, mercado de trabalho e planejamento urbano”, afirma. O estudo analisa a trajetória nacional a partir das quatro fases da

Primeira Transição Demográfica. Até meados do século 20, o país apresentava altas taxas de natalidade e mortalidade. Entre 1950 e 1980, o crescimento populacional atingiu seu pico, próximo de 3% ao ano, impulsionado pela queda da mortalidade.

A partir da década de 1960, inicia-se a desaceleração, marcada por uma redução abrupta da fecundidade: de 5,8 filhos por mulher para cerca de 1,7 de hoje. Como comparação, em 1970, 42% da população tinha até 14 anos. Em 2070, os idosos com 65 anos ou mais serão o principal grupo entre os dependentes.

Expectativa de vida

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a expectativa de vida no Brasil pode chegar a 83,9 anos até 2070. A razão de dependência dos idosos na proporção entre população economicamente ativa e população acima dos 60 anos deverá ultrapassar a dos jovens, alterando

de forma estrutural o equilíbrio demográfico e fiscal do país. Kittel classifica o fenômeno como uma “avalanche de envelhecimento”, impulsionada não apenas por ganhos de longevidade, mas pela manutenção de níveis muito baixos de fecundidade ao longo do tempo.

Impactos econômicos

Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), esse fenômeno que se desenha no Brasil é a tendência em todo o mundo. Do ponto de vista da produção, o aumento no número de idosos pressiona o sistema previdenciário. De acordo com a análise de Kittel, o gasto público com esta faixa etária é dez vezes maior do que com as crianças, além de ampliar a demanda por serviços de saúde voltados ao tratamento de doenças crônicas.

No mercado de trabalho, a redução do contingente jovem tende a gerar escassez de mão de obra. O estudo aponta a migração qualificada como uma possível estratégia para mitigar déficits produtivos, além da necessidade de requalificação de trabalhadores mais velhos.

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
RS é o estado mais envelhecido do país. Projeções apontam que a reversão da pirâmide etária se acentua a partir do próximo ano
DIVULGAÇÃO

Vale acompanha CPI e avalia impactos no Bloco 2

Reuniões com o relator da CPI, Miguel Rossetto, e com o secretário Pedro Capeluppi sinalizam nova etapa do debate. Região reconhece avanço do projeto desde 2021, mas concentra pedido para baixar custo do pedágio e formação do conselho de usuários

Em meio a disputa entre governo do Estado e Assembleia Legislativa, a região mantém encontros com representantes dos dois poderes. Na quinta-feira, o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o deputado estadual Miguel Rossetto, esteve em Encantado e conversou com líderes empresariais sobre o andamento da apuração.

Em menos de 24 horas, na sexta-feira, o secretário da Reconstrução, Pedro Capeluppi, esteve em Arroio do Meio, para detalhar o intuito do Estado, o desenho do edital e o modelo de cobrança.

No centro do movimento regional está uma tese que tenta se manter distante do “sim ou não” ao pedágio. Para integrantes do grupo de trabalho formado desde 2020 para estudar as concessões, o projeto de hoje

evoluiu em relação ao que foi apresentado no primeiro ciclo de concessões, lançado em 2021.

Ainda assim, há o entendimento de que a tarifa-teto de R$ 0,19 por quilômetro rodado ainda é elevada às condições da população e dos transportadores. Com isso, a estratégia tem três eixos: tentar a redução de preço aos usuários, estabelecer como exigência uma proximidade regional à governança do contrato (via conselho de usuários) e transparência sobre investimentos.

No encontro com o deputado Miguel Rossetto, líderes regionais pediram detalhes sobre o motivo da CPI. De acordo com o parlamentar, a função dele enquanto redator é conduzir a comissão com foco técnico. “Estamos falando de um contrato de 30 anos. Não sou contra a concessão, nem contra o free flow, nossa discordância está no modelo econômico e financeiro do Estado.”

A avaliação do deputado é que

Saiba mais

Extensão do Bloco 2: 409 km

Rodovias: ERSs 128, 129, 130, 135, 324 e 453

Modelo: concessão por 30 anos

Critério: menor tarifa por km rodado

Tarifa-teto: R$ 0,19 por km

Investimentos previstos: R$ 6 bilhões

Primeiros 10 anos: R$ 4,6 bilhões

Obras: duplicações, terceiras faixas, acostamentos, passarelas, marginais e reforço de drenagem

Free flow: cobrança automática por leitura de placa, com fase de transição prevista no edital

a CPI passa a ser um canal para destravar informações e reduzir ruído político em torno do projeto. Para Rossetto, o Executivo não

abriu espaço institucional para debater a proposta de concessão das rodovias.

Entre os principais questionamentos estão o cálculo do Custo Médio Ponderado de Capital (WACC), a composição de investimentos (CAPEX) e de despesas operacionais (OPEX), além de inconsistências de engenharia.

A concessão abrange trechos das ERSs 128, 129, 130, 332 e 453. Conecta os vales do Taquari e Caí a polos logísticos do norte e da Serra. O Bloco 2 reúne 415 quilômetros de rodovias em 32 municípios. Estão previstas duplicações, terceiras faixas, acostamentos, passarelas e marginais. Entre as obras mais aguardadas estão as duplicações da ERS-130 (entre Lajeado e Arroio do Meio) e da RSC-453 (Rota do Sol).

Depoimento na quarta-feira

Na próxima semana, um ponto considerado decisivo dentro da CPI será o depoimento dos técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) responsáveis pelo relatório que revisa a concessão, com debate previsto na TV Assembleia. A expectativa é que a audiência explicite, com base técnica, os pontos mais sensíveis da modelagem econômicofinanceira, em especial sobre o custo do capital (WACC), as

O objetivo é criar o conselho assim que for assinado o contrato com a concessionária vencedora, para evitar os transtornos como os que estão acontecendo no Bloco 3. Queremos um conselho forte e independente. Desta forma ele poderá atuar focado nos objetivos e necessidades da região.”

planilhas de obras e as regras do free flow.

Para o Vale do Taquari, o projeto atual é resultado de anos de discussão, com avanços em comparação com a proposta original. Dentro do grupo de trabalho, existe apoio para o andamento do plano. Junto com isso, uma tentativa de reduzir a tarifa. “O projeto melhorou muito, mas o preço ainda é

VALE DO TAQUARI
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Plano do Estado é atrair mais de R$ 4,5 bilhões em investimentos e aplicar R$ 1,5
Na sexta-feira, integrantes do grupo de trabalho, Adelar Steffler (e) e Leandro Eckert (d) entregaram ao secretário Capeluppi, uma proposta sobre o conselho de usuários
GABRIEL SANTOS

ponto de discussão. No nosso entendimento, o teto deveria estar em R$ 0,14”, afirma o diretor de Infraestrutura da Associação Comercial e Industrial de Encantado (Aci-E), Luciano Moresco.

Dentro do Executivo gaúcho, a leitura é que o número pode cair com ajustes de modelagem e com maior competição, desde que o edital ofereça segurança, previsibilidade e regras claras.

Conselho de usuários

A reunião na sexta-feira com o secretário Pedro Capeluppi ocorreu na Valelog. Dentro da agenda oficial, o encontro serviria para tratar sobre as regras de formação do conselho de usuários do Bloco 2. Nos bastidores, o encontro também serve para reforçar o apoio frente à apuração da CPI e de movimentos contrários à proposta.

Pelo entendimento regional, com um contrato de longo prazo, é preciso estabelecer mecanismos de acompanhamento, transparência sobre receitas e investimentos e canal de revisão de distorções ao longo do contrato.

Conforme o vice-presidente de Infraestrutura da Câmara da Indústria e Comércio (CIC-VT), Leandro Eckert, foi entregue ao secretário a minuta do conselho de usuários. “O objetivo é criar o conselho assim que for assinado o contrato com a concessionária vencedora, para evitar os transtornos como os que estão acontecendo no Bloco 3. Queremos um conselho forte e independente. Desta forma ele poderá atuar focado nos objetivos e necessidades da região.”

Conforme o secretário Capeluppi, o Estado tenta acelerar a organização dos conselhos, com possibilidade de dividir as regiões. “Nossa ideia é um aqui para o Vale do Taquari e outro voltado para o Norte.”

O que a CPI quer destrinchar

Modelagem econômicofinanceira do Bloco 2

Base de cálculo da tarifa por quilômetro

Critérios do WACC e seus impactos no preço ao usuário

Planilhas de obras e justificativas técnicas

Regras do free flow, pórticos e transição

Transparência das bases usadas pelo governo e pelo BNDES

Agenda

28 de janeiro: oitiva dos técnicos do TCE na CPI (TV Assembleia)

9 de março: entrega das propostas do leilão (B3)

13 de março, 14h: leilão do Bloco 2 na B3, em São Paulo

ENTREVISTA

MIGUEL ROSSETTO • Deputado estadual, relator da CPI das Concessões

“Estamos falando das tarifas mais caras do Brasil”

A Hora – Qual é a função da CPI das Concessões neste momento?

Miguel Rossetto – A CPI é essencial. Fiscalizar os atos do governo é, na nossa opinião, o trabalho mais importante do parlamento. E o que está em debate aqui são concessões com tarifas muito elevadas, que causam indignação na sociedade e que não se justificam tecnicamente. Usamos a avaliação técnica do Tribunal de Contas do Estado sobre o Bloco 2. Os apontamentos são críticos. Pelo relatório apresentado em 1º de outubro, existe uma taxa de retorno artificialmente elevada. O Tribunal fala, de forma muito clara, em transferência de renda da população para a concessionária superior a R$ 1 bilhão ao longo do contrato. Aponta, ainda, a não necessidade de determinados parâmetros adotados e lista sete irregularidades graves. Estamos falando de cerca de R$ 3 bilhões envolvidos em dois blocos, com recursos públicos. Temos a responsabilidade de acompanhar esse aporte.

– O que precisa acontecer para garantir justiça tarifária e investimento?

Rossetto – O pior cenário possível

é um contrato mal feito com duração de 30 anos. Quando isso acontece, o erro se perpetua. O Estado tem recursos via Funrigs, precisa investir, precisa agilizar, mas precisa fazer isso com responsabilidade. Na nossa visão, é fundamental revisar a relação entre tarifa, investimento e a condição econômica da região. Garantir investimentos, sim, mas sem comprometer ou desestimular o desenvolvimento econômico.

Para se ter uma ideia, hoje, um caminhão que faz o trajeto de ida e volta entre Passo Fundo e Lajeado paga cerca de R$ 30 de pedágio. Com o novo modelo, esse mesmo caminhão vai pagar algo próximo de R$ 200. Esse é o assunto central. Estamos falando das tarifas mais caras do Brasil.

– O senhor descarta totalmente o modelo de concessão?

Rossetto – Não. Eu não estou descartando a concessão. O que defendo é rigor, atenção, diálogo e uma construção correta. Existem investimentos necessários, isso é evidente. Mas eles precisam estar associados a tarifas justas e compatíveis com a realidade econômica do Estado e das regiões.

1,5 bi por meio do Funrigs na concessão de 400 quilômetros de rodovias
Conforme plano do Estado, duplicação entre Lajeado e Arroio do Meio ocorrerá até 2030

135 ANOS DE LAJEADO

Rádio A Hora terá programação itinerante nesta segunda-feira

Cinco espaços da programação serão apresentados ao vivo de diferentes locais da cidade. Programação de aniversário do município no Parque dos Dick será neste domingo

LAJEADO

Apróxima semana inicia com a comemoração alusiva aos 135 de Lajeado. Próximo de ultrapassar a marca dos 100 mil habitantes e com uma força econômica impulsionada pelas indústrias, construção civil, comércio e prestação de serviço, a cidade consolida-se como a referência da região e se mantém no radar de novas empresas, agregada à capacidade de atrair moradores.

O Grupo A Hora organiza programas itinerantes para esta segunda-feira, 26, data do aniversário. Ao longo do dia, cinco espaços da grade normal da emissora deixam o estúdio

Lajeado comemora 135 anos nesta segunda-feira. Rádio A Hora terá programação especial

Acompanhe na 2ª feira

- Frente e Verso no gabinete da prefeita das 8h10 até 10h

- Vale em Pauta direto de Conventos das 10h até 12h

- Conexão Regional das 15h até 17h do São Cristóvão

- O Meu Negócio, 19h até 20h, na Acil

- Rumo, 20h até 21h, do Labilá

situado no Centro e abordam aspectos positivos em diferentes pontos.

A agenda abre com o “Frente e Verso”, das 8h10 até 10h. Como aborda aspectos políticoeconômicos, o programa será transmitido de dentro do gabinete da prefeita Gláucia Schumacher, com o propósito de mostrar bastidores do local onde ocorrem as decisões estratégicas da gestão. Além da prefeita e do vice Guilherme Cé, será entrevistado também o ex-prefeito Cláudio Schumacher.

Nas ruas

A partir das 10h, a Rádio A Hora transfere o estúdio para as margens da rua Pedro Theobaldo Breitenbach e amplia o olhar para Conventos, o mais populoso entre os 28 bairros e com uma estimativa que supera os 10 mil moradores.

“O Vale em Pauta” vai até as 12h e aborda o crescimento daquela região e debate a perspectiva de empresários com investimentos no local. Além da reportagem espalhada por outras partes da cidade, será entrevistado o diretor da C2b, Cláudio Bergesch.

Durante a tarde, outro bairro em pleno desenvolvimento recebe a programação da Rádio A Hora, a partir da avenida Piraí, no bairro São Cristóvão. Chamada de segundo Centro, esta parte do município concentra empreendimentos habitacionais e uma conexão com outros bairros pujantes como o Universitário e Alto do Parque.

Na pauta do “Conexão Regional”, uma conversa com o empresário Roberto Lucchese, o secretário de Planejamento, Mobilidade e Urbanismo, Alex Schmitt, além da presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Giselda Hahn.

Evento no Parque dos

Dick é neste domingo

Shows musicais, passeios de pedalinho e brinquedos infláveis são atrações gratuitas no evento que celebra os 135 anos de Lajeado. A comemoração será no domingo, 25, das 8h às 22h, no Parque dos Dick. O aniversário da emancipação político-administrativa de Lajeado ocorre no dia 26 de janeiro, mas os festejos serão um dia antes.

A programação gratuita começa às 8h, com mateada, seguida de show infantil com personagens interativos. Às 10h, ocorre a apresentação da Turminha da Boneca LOL e, às 11h, o show de música gauchesca com Alan Moreira. No período da tarde, às 15h, o público pode conferir novamente

o show infantil com personagens interativos, e às 16h, sobem ao palco Rodolfo, Sandro e Alemão, reunindo os estilos sertanejo, bailão, gauchesco. A partir das 18h, ocorre o show sertanejo da banda Tô de Novo, e, às 20h, o encerramento será com o show gauchesco do Grupo Tchê Chaleira. Durante o evento, terão brinquedos infláveis gratuitos, food trucks com área de alimentação e bebidas, exposição de artesanato local, ervateira e local coberto em frente ao palco. Outra atração são os passeios gratuitos de pedalinho pelo lago do parque. Esta atração já estará disponível também no sábado, 24, das 9h às 19h, por ordem de chegada.

Associativismo e mercado

Os últimos dois programas externos são voltados ao mundo dos negócios. Apresentado por Rogério Wink, “O Meu Negócio” recebe Joni Zagonel, atual presidente da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e o seu sucessor, Eduardo Gravina. A transmissão ocorre no salão de eventos da entidade e aborda o protagonismo dos empresários no crescimento da cidade e os rumos de Lajeado para os próximos anos. Logo após, Vini Bilhar, analisa os desafios para atender a demanda de profissionais pelas empresas lajeadenses no “Rumo – O Futuro da Mão de Obra, das 20h até 21h. As entrevistas ocorrem no Laboratório de Inovação de Lajeado (Labilá) com a participação de Tiago Guerra, diretor da Agil, Rodrigo Cury, especialista em Inovação e Tânia Rodrigues, coordenadora do Pacto Pela Paz.

Henrique Pedersini henrique@grupoahora.net.br

Estande em XangriLá convida público para evento de 30 de maio e antecipa retorno econômico e turístico dos 150 anos

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

ESTRELA

Estrela transforma o Paleta Atlântida em vitrine estratégica para um dos maiores eventos da sua história recente. O município participa, neste sábado, 24, da edição realizada em Xangri-Lá com um espaço gratuito voltado à divulgação do evento marcado para 30 de maio, que integra oficialmente a programação dos 150 anos da cidade. A presença tem como foco convidar o público, atrair visitantes e antecipar o retorno econômico e social que o festival deve gerar no município. O estande funciona como ponto de contato direto com os participantes do Paleta, evento que reúne centenas de assadores e milhares de visitantes em torno do churrasco gaúcho. A edição de Xangri-Lá é considerada a principal do calendário e, neste ano, deve repetir números expressivos: em 2025, o evento reuniu cerca de 150 mil pessoas, além de uma edição especial em Porto Alegre, que atraiu aproximadamente 15 mil participantes.

Divulgação sem recurso público

Segundo a diretora de Projetos do município, Elaine Strehl, a participação de Estrela ocorre sem qualquer aporte de recursos públicos.

Estrela garante espaço no Paleta

Atlântida para divulgar edição histórica no município

“O espaço é totalmente cedido. Não há investimento do município para montagem do estande ou deslocamento. Toda a ação acontece com apoio de empresas de Estrela, e o objetivo é divulgar o município, suas potencialidades e convidar o público para o evento do dia 30 de maio”, afirma.

Ela explica que a equipe percorre todo o circuito do Paleta, que soma cerca de 4,5 quilômetros, visitando estande por estande para convidar os participantes.

“Estamos distribuindo porta-copos com o convite para o Paleta em Estrela. É um trabalho direto, corpo a corpo, que gera retorno econômico porque esse público acaba consumindo no nosso município. Essa é a nossa expectativa”, relata.

Evento cresce e chega ao interior

Criado em 2017, o Paleta Atlântida nasceu como um encontro entre amigos em Xangri-Lá e se consolidou como um dos maiores eventos de churrasco simultâneo do mundo. Pela primeira vez, o festival sai do litoral e chega ao interior do Estado — e Estrela foi o município escolhido para sediar essa edição histórica.

O evento de 30 de maio deve ocupar pontos emblemáticos da cidade, como a Escadaria, o Parque da Lagoa, a Rua da Polar e áreas próximas ao Parque Princesa do Vale. A estimativa é de um circuito com cerca de 4 quilômetros de extensão, superando a edição de 2024, que teve aproxi-

madamente 3 quilômetros.

Ação social

Além do impacto turístico e gastronômico, Estrela aposta em uma contrapartida social inédita.

Aproximadamente 160 mil tijolos, utilizados na construção das churrasqueiras do evento, serão reaproveitados em um programa municipal de reforma de residências parcialmente atingidas pelas enchentes de 2023 e 2024.

A proposta é transformar a estrutura do evento em benefício direto à comunidade, atendendo famílias que tiveram danos em suas casas e não conseguiram acessar políticas públicas de reforma. A iniciativa reforça o caráter solidário da edição e conecta o

AGENDA SEGUE EM PORTO ALEGRE

Antes de chegar a Estrela, o Paleta Atlântida ainda terá uma edição em Porto Alegre, no dia 25 de abril, ampliando a visibilidade do evento e reforçando a estratégia de divulgação adotada pelo município.

A edição de 30 de maio, em Estrela, será a primeira do Paleta Atlântida no interior do Rio Grande do Sul e se consolida como um dos principais marcos da programação comemorativa dos 150 anos.

Identidade estrelense

O estande de Estrela também valoriza produtos locais e a identidade dos 150 anos. A Latvida participa com doação de queijo e doce de leite, enquanto a RK Doces produz bolachas personalizadas alusivas ao aniversário do município, distribuídas ao público durante o evento.

As camisetas utilizadas pela equipe são patrocinadas pela Estela’s Uniformes, já com a identidade visual do Paleta Estrela – 30 de maio, ampliando a divulgação ao longo do circuito.

Tradição gaúcha

A ação conta ainda com a presença dos dois CTGs do município, Estrela do Rio Grande e Raça Gaudéria, fortalecendo a identidade cultural junto ao público. Empresas como Recuerdos Carnes, Lume Eventos, Esquinão Supermercados e a Rota Indústria Gráfica também integram a mobilização. O apoio é da Cacis.

Paleta ao processo de reconstrução do município.
Estrela participa, neste sábado, 24, da edição em Xangri-Lá com um espaço voltado à divulgação do evento local
FOTOS DIVULGAÇÃO

ASSOCIAÇÃO

DOS

VEREADORES

Cenci é aclamado

presidente e projeta atuação na entidade

Vereador de Fazenda Vilanova foi candidato único à presidência e defende capacitação técnica e maior integração entre as câmaras do Vale

O vereador de Fazenda Vilanova, Sérgio Cenci (PP) foi eleito presidente da Associação de Vereadores do Vale do Taquari (Avat). Ao todo, a chapa liderada por ele, única inscrita, recebeu 165 votos. O processo eleitoral ocorreu nessa sextafeira, 23, de forma online. Ele substitui Daiani Maria (MDB), de Cruzeiro do Sul, no cargo. A Avat reúne vereadores de 29 municípios do Vale do Taquari e representa mais de 300 parlamentares. Entre as prioridades da futura gestão está o fortalecimento da base associativa, com a ampliação do número de câmaras filiadas, inclusive de municípios que ainda não integram a entidade. Outro foco anunciado por Cenci é o apoio direto aos vereadores, especialmente aos de primeiro mandato. No terceiro mandato, ele afirma que a experiência mostra a dificuldade enfrentada por parlamentares que chegam às câmaras sem suporte técnico ou institu-

SINDICÂNCIA INTERNA

Município

abre processo

disciplinar contra oito servidores

Cerca de 95% dos vereadores não sabem a força que têm. É preciso preparálos para ampliar o conhecimento e qualificar o trabalho junto à comunidade”

SÉRGIO CENCI

cional. “Muitos entram meio desamparados. A ideia é oferecer mais assessoria e apoio, para que consigam desenvolver um bom trabalho”, afirma.

Segundo Cenci, parte expressiva dos vereadores ainda desconhece o alcance do próprio papel institucional. “Cerca de 95% não sabem a força que têm. É preciso prepará-los para ampliar o conhecimento e qualificar o trabalho junto à comunidade”, afirma. Na avaliação dele, o fortalecimento do Legislativo passa pela capacitação e pela compreensão do impacto das decisões tomadas nas câmaras municipais.

Avanços

Ao avaliar sua gestão como presidente, Daiani destaca que houve progresso, apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do processo.

Segundo ela, ainda há resistências por parte de algumas câmaras, mas a associação evoluiu e hoje representa o Vale de forma mais ampla. “É um processo difícil, com realidades e características diferentes, no entanto avançamos”, afirma.

Relatório identificou inconformidades técnicas e administrativas em obras públicas. Empresa também responde a processo de responsabilização

Fabiano Lautenschläger centraldejornalismo@grupoahora.net.br

LAJEADO

Aadministração municipal avançou para a fase disciplinar na apuração das suspeitas envolvendo obras públicas. O relatório final da sindicância interna identificou inconformidades técnicas e administrativas que agora serão analisadas por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que envolve oito servidores municipais, além da abertura de um Processo Administrativo para Apuração de Responsabilidade do Fornecedor em relação à empresa contratada. Segundo a prefeita Gláucia Schumacher, a sindicância teve caráter técnico e preliminar, e funciona como um instrumento para iden-

tificar falhas nos procedimentos e apontar os responsáveis a partir de critérios administrativos e legais. Conforme a gestora municipal, a apuração não se restringiu a um único ponto do processo, mas analisou o fluxo completo das obras públicas, desde os procedimentos internos até a atuação dos agentes responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização dos contratos. “As falhas apontadas referem-se à fiscalização inadequada e ao descumprimento do rito do processo administrativo público.”

De acordo com a Gláucia, essas inconformidades indicam problemas na condução dos processos formais exigidos pela administração pública, o que motivou o avanço para a fase disciplinar, na qual cada servidor terá sua conduta analisada de forma individual, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

Apuração específica

Além da responsabilização administrativa dos agentes públi-

cos, a empresa envolvida também será alvo de apuração específica. O processo administrativo voltado ao fornecedor poderá resultar em sanções como advertência, multa, impedimento de contratar com o poder público e eventual ressarcimento ao erário, conforme o resultado das análises técnicas.

O material produzido pela sindicância interna também pode servir de subsídio para os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras, em andamento na câmara de vereadores. Embora os procedimentos sejam independentes, os dados técnicos levantados pelo Executivo ajudam a esclarecer falhas de gestão e de fiscalização identificadas ao longo da apuração.

A expectativa da administração municipal é de que os processos administrativos tenham prazo inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação conforme a complexidade das análises. Ao final, as decisões poderão resultar em penalidades aos servidores e à empresa, além de medidas corretivas nos fluxos internos da prefeitura.

Parlamentar está no terceiro mandato em Fazenda Vilanova
FELIPE NEITZKE
Reforma na Ponte do Saraquá está entre as obras investigadas. Além da apuração interna, CPI tramita na câmara

FORNECIMENTO DE ENERGIA

Nova subestação promete qualificar serviço a 10 mil clientes

RGE aporta R$ 33,7 mil milhões em estrutura para ampliar carga e reduzir quedas frequentes no fornecimento em cinco cidades da região

ARGE iniciou a construção de uma subestação em Imigrante, um projeto de R$ 33,7 milhões que visa atacar um dos problemas mais críticos da região: a instabilidade no fornecimento de energia. A obra promete beneficiar diretamente 10 mil clientes e ocorre em um momento de forte pressão por parte da comunidade e lideres locais por melhorias na rede elétrica.

Além de Imigrante, o empreendimento terá impacto direto em Colinas, Coronel Pilar, Boa Vista do Sul e Roca Sales. A unidade está localizada estrategicamente ao final da Avenida Ito João Snel, área de expansão urbana e industrial.

O investimento chega após anos de críticas severas à qualidade do serviço no Vale do Taquari. A região tem sido castigada por um “efeito combinado” de eventos climáticos e infraestrutura que, historicamente, se mostrou vulnerável.

Entre 2023 e 2024, o Vale enfrentou eventos meteorológicos

Estamos aplicando tecnologias avançadas para que o sistema suporte não apenas o consumo atual, mas também a ampliação de novas cargas.”

extremos, incluindo as enchentes históricas que deixaram milhares de famílias sem luz por dias. Em episódios de temporais, o tempo de resposta da concessionária foi alvo de ações civis públicas movidas pelo Ministério Público, especialmente em cidades como Lajeado e arredores.

O setor agropecuário — base da economia local — é um dos que mais sofre. Produtores de leite, suínos e aves relatam com frequência, perdas financeiras significativas devido a interrupções prolongadas, que afetam sistemas de refrigeração e ventilação de aviários.

Por meio da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), prefeitos têm elevado o tom contra a RGE, exigindo planos de contingência mais eficazes e a substituição de redes antigas,

muitas ainda sustentadas por postes de madeira em áreas rurais.

Robustez para o crescimento

A nova subestação terá capacidade de 18,75 MVA. Segundo o diretor executivo da RGE, Ricardo Dalan, o foco é a robustez: “Estamos aplicando tecnologias avançadas para que o sistema suporte não apenas o consumo atual, mas também a ampliação de novas cargas”.

O projeto integra o plano de R$ 9,3 bilhões da distribuidora para o ciclo 2024-2028, que prevê a construção de 24 novas subestações em todo o Rio Grande do Sul.

Prioridades da região

As prioridades definidas por entidades regionais incluem a ampliação de subestações em áreas de crescimento demográfico, melhorias de carga e tensão em regiões rurais e industriais, revisão dos cronogramas de atendimento e ajustes nas redes afetadas pela vegetação.

Conforme o presidente da CIC-VT e integrante do conselho de usuários da RGE, Ângelo Fontana, os documentos das associações mostram que a falta de poda próximo a rede de transmissão é a causa principal dos desligamentos. Fontana observa que esse trabalho preventivo deve ter participação dos municípios.

• Investimento: R$ 33,7 milhões

• Capacidade: 18,75 MVA

• População beneficiada: 10 mil clientes

• Cidades contempladas: Imigrante, Colinas, Coronel Pilar, Boa Vista do Sul e Roca Sales

Subestação em construção deve atender demanda de 10 mil usuários da RGE no entorno de Imigrante
DIVULGAÇÃO

TRATAMENTO HUMANIZADO NO VALE

Cannabis medicinal transforma tratamento de crianças com autismo

Medicamento aplicado com prescrição médica apresenta resultados satisfatórios e proporciona qualidade de vida no interior do RS

Oavanço da medicina tem ampliado, de forma significativa, as possibilidades de tratamento para doenças, síndromes e condições neurológicas que até pouco tempo atrás tinham poucas alternativas terapêuticas. Entre essas novas frentes está o uso do canabidiol (CBD), substância derivada da cannabis medicinal, que vem sendo incorporada de forma cada vez mais consistente em protocolos clínicos ao redor do mundo. No interior do Vale do Taquari, essa realidade já começa a se consolidar. Em Santa Clara do Sul, município com pouco mais de seis mil habitantes, a Associação de Suporte e Apoio ao Autista de Santa Clara do Sul (Asaas) tem acompanhado resultados expressivos do uso do canabidiol em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente nos casos de maior complexidade.

A medicação, que durante anos esteve cercada por estigmas e desinformação, passou a representar uma alternativa concreta para famílias que enfrentavam crises severas, agressividade, dificuldades de socialização e limitações motoras.

Pesquisa e evidencias

A história de Arthur Lemos, hoje com sete anos, ilustra esse cenário. Diagnosticado com TEA nível 2 e TDAH, ele passou por diferentes tratamentos medicamentosos desde os primeiros anos de vida. “Tentamos várias medicações. Algumas até davam resultado no início, mas depois as crises voltavam”, relata a mãe, Magáli Wendt.

A medicação, que durante anos esteve cercada por estigmas, passou a representar uma alternativa concreta para famílias

Segundo ela, a indicação do canabidiol surgiu após muita pesquisa e troca de informações com outros pais. “Foi nossa última opção. E demorou, levou quase cinco meses para começar a fazer efeito, mas a mudança foi visível.”

Com o início do tratamento, Arthur passou a apresentar menos crises, maior tranquilidade e avanços significativos na fala e na

Tentamos várias medicações. Algumas até davam resultado no início, mas depois as crises voltavam. Foi nossa última opção. E demorou, levou quase cinco meses para começar a fazer efeito, mas a mudança foi visível. Conseguimos voltar a sair de casa

socialização. “Conseguimos voltar a sair de casa, colocar ele no futebol, no jiu-jitsu. Hoje ele participa de campeonatos. É outra criança”, resume Magáli. A principal dificuldade, no entanto, segue sendo o custo do medicamento. “É muito caro. Já conseguimos via judicial, mas o fornecimento foi cortado. Estamos recorrendo e fazendo campanhas para manter o tratamento.”

A Associação de Suporte e Apoio ao Autista de Santa Clara do Sul (Asaas) tem acompanhado resultados expressivos do uso do canabidiol

Superação do tabu Esperança e inclusão

Segundo Carina Dullius, representante da Asaas, o uso da cannabis medicinal não é novo, mas ainda enfrenta resistência.

“O canabidiol sempre foi um tabu. Hoje temos mais informação, mais estudos e mais segurança para falar sobre isso”, afirma.

De acordo com ela, o acompanhamento médico especializado tem mostrado ganhos importantes em aspectos como agressividade, rigidez cognitiva, motricidade e comportamento geral das crianças. “É um fármaco que pode ser usado isoladamente ou associado a outros medicamentos, sempre com prescrição e acompanhamento.”

Carina destaca que, no passado, o canabidiol era mais associado a tratamentos de doenças como Parkinson e Alzheimer. No autismo, especialmente nos quadros mais severos, os resultados têm chamado atenção. “Ele atua nas comorbidades, melhora a coordenação motora fina e ampla, ajuda na socialização e na qualidade de vida como um todo”, explica.

Outro ponto importante é a mudança na percepção das famílias. “Há alguns anos, existia muito medo. Hoje os pais chegam mais abertos, mais informados”, observa. O avanço da regulamentação também contribuiu para isso. “Atualmente, o medicamento já pode ser adquirido em farmácias, o que ajuda a desmistificar a ideia de que se trata de algo ilegal ou experimental.”

Mais do que um novo medicamento, o canabidiol representa uma ampliação das possibilidades terapêuticas para crianças autistas e suas famílias.

Em municípios pequenos, onde o acesso a tratamentos especializados nem sempre é fácil, a experiência de Santa Clara do Sul demonstra que a ciência, quando aliada à informação e ao acompanhamento correto, pode romper tabus e devolver coisas essenciais, como a qualidade de vida, inclusão e esperança.

O canabidiol sempre foi um tabu. Hoje temos mais informação, mais estudos e mais segurança para falar sobre isso. Há alguns anos, existia muito medo. Hoje os pais chegam mais abertos, mais informados.”

VALE DO TAQUARI
Fabiano Lautenschläger centraldejornalismo@grupoahora.net.br
CARINA DULLIUS SECRETARIA EXECUTIVA DA ASSOCIAÇÃO

NEGÓCIOS E MORADIAS

Área às margens da ERS-130 concentrará novos investimentos

Investidores projetam construção de um loteamento residencial, centro comercial e um posto de combustíveis

Duas áreas com cerca de cinco hectares às margens da ERS-130 em Arroio do Meio, entre

a rodovia estadual e a rua do Umbu, no bairro Barra da Forqueta, começam a ganhar novos contornos com a projeção de dois investimentos distintos voltados aos setores imobiliário, comercial e de combustíveis.

A movimentação no local chama a atenção de moradores e de quem

trafega pela região, considerada estratégica por ligar diferentes pontos do município e servir de acesso à Forqueta Baixa.

Um dos investimentos é liderado pela Faiskas Participações LTDA, que aposta na implantação de um loteamento residencial e comercial com foco na valorização urbana da Barra da Forqueta. O projeto foi aprovado pela Secretaria de Planejamento e está em execução em uma área total de 33 mil metros quadrados.

Do total do terreno, cerca de 5 mil metros quadrados serão destinados à área institucional. O empreendimento contará com 39 lotes, sendo parte deles voltada ao uso comercial e outra destinada à área residencial. Os lotes residenciais terão, em média, 370 metros quadrados, buscando atrair novos moradores e qualificar o perfil urbanístico do bairro. Já os comerciais terão 1,8 mil metros quadrados.

Segundo um dos investidores do projeto, Régis Luis Majolo, a proposta é agregar valor à Barra da Forqueta e em uma área

estratégica na rodovia oferecendo infraestrutura completa, com abertura de ruas, pavimentação e acessos planejados tanto para a ERS-130 quanto para a rua do Umbu, principal ligação interna do bairro e acesso à comunidade da Forqueta Baixa onde há intenção de construir uma nova ponte de ligação com Lajeado sobre o rio Forqueta.

Posto de combustíveis

Outro investimento previsto às margens da rodovia é a construção de um posto de combustíveis da Rede de Postos Faleiro, de Lajeado. O projeto contou com apoio do governo municipal por meio de uma lei de incentivo. O investimento previsto é de R$ 5 milhões. O apoio do município contou com a doação de uma área de 2,1 mil metros quadrados.

Como contrapartida à doação do terreno, a empresa deverá cumprir uma série de exigências legais. Entre elas, instalar e iniciar as atividades no prazo máximo de dois anos a partir da outorga da escritura pública, manter o funcionamento do empreendimento por pelo menos 15 anos e comprovar, por meio de documentos fiscais, o investimento mínimo de R$ 5 milhões em obras civis, acessos, infraestrutura, drenagem pluvial e operacionalização do posto.

Novo posto de combustíveis e loteamento estão entre os projetos na área às margens da rodovia ERS-130
ARROIO DO MEIO
FELIPE NEITZKE

VIDA REAL

Jonas Sulzbach mostra à família gaúcha que amadureceu no BBB 26

Da sala de casa, em Lajeado, o pai Fernando Sulzbach diz que o filho voltou ao reality show mais experiente, observa o jogo antes de atacar e evita grandes confrontos

Andreia Rabaiolli andreia@grupoahora.net.br

LAJEADO

De Lajeado, o professor de Educação Física Fernando Sulzbach, o Nandão, 68 anos, acompanha quando pode, a rotina do filho Jonas Sulzbach no Big Brother Brasil 2026. Ele diz que vê o participante mais experiente. “Ele está maduro porque não está se digladiando com ninguém. Quem vive ali dentro sabe que tem confronto de gênios e não é fácil. Ele está observando mais, entendendo o jogo. Isso é amadurecimento”, afirma.

Na casa, Jonas mantém a rotina de atleta, treinos regulares, alimentação regrada e corrida. Essa disciplina vem de família. Nandão sempre viveu a educação física, já foi fisiculturista e segue treinando, até hoje, crianças no campo do sítio.

O caminho de Lajeado a São Paulo

Jonas saiu de Lajeado aos 17 anos, rumo a São Paulo, para tentar a carreira de modelo. Antes de “dar certo”, trabalhou como recepcionista de hotel. No BBB

Pai e filho, duas histórias parecidas

12, em 2012, já era conhecido por concursos de mister e terminou em terceiro lugar, sendo um dos finalistas daquela edição.

A projeção do programa ajudou a consolidar o que viria depois: a imagem ligada à vida fitness. Hoje, ele soma 3,6 milhões de seguidores no Instagram.

Nandão conta que o filho sempre fala da faculdade que não fez.

“Ele lamenta muito não ter feito

Educação Física. Foi cedo para São Paulo. Mas hoje ele trabalha com esporte e com vida fitness. Mantém clientes no Parque Ibirapuera”, diz.

Pai e filho têm um ponto em comum que Nandão repete com jeito de confidência, os dois foram pais solteiros. Jonas sempre morou com a mãe, mas, enquanto estava em Lajeado, o pai participava do cotidiano como dava. “Eu levava na escola, visitava, acompanhava”, recorda.

O reencontro mais recente foi no Natal de 2025, quando Jonas veio a Lajeado com o filho, João Lucas, de 10 anos. O menino vive com a mãe, a empresária mineira Natália Vieira, no interior de Minas. Juntos, Nandão e o neto jogaram futebol no sítio que

mantém para treinos. Nandão diz que eles se veem, em geral, nas datas de fim de ano. “É um filho que só traz coisa boa. Está sempre disponível para ajudar”, afirma. Uma característica diferenciada entre pai e filho é a tecnologia. Enquanto Jonas vive do digital, como influenciador fitness e dependente das redes sociais, o pai Nandão segue no modo analógico. Ele não tem nem WhatsApp e acompanha o BBB pela TV, quando consegue.

Responsabilidade

O pai credita parte do jeito organizado do filho ao fato de ter sido criado pela mãe. “Ele aprendeu cedo noção de responsabilidade. Nunca ninguém precisou levar uma xícara de café para ele ou colocar uniforme”, diz.

O pai afirma que Jonas sempre soube lidar com dinheiro, portanto, se ganhar, vai saber multiplicar. Tem orgulho desta característica do filho. “Desde muito cedo eu vi que ele sabia lidar com as questões financeiras”

Segundo ele, Jonas investe em São Paulo, tem perfil empreendedor, mas ainda não investiu em imóveis em Lajeado. Além do trabalho com a imagem e as redes, Jonas oferece treinos ao ar livre no Parque Ibirapuera, em São Paulo, voltados a quem cansou da rotina de academia. O método, é baseado em exercícios com o peso do corpo e dinâmica de grupo, com a comunidade “Maha Play”.

A projeção do programa ajudou a consolidar o que viria depois: a imagem ligada à vida fitness. Hoje, ele soma 3,6 milhões de seguidores no Instagram

É um filho que só traz coisa boa. Está sempre disponível para ajudar. Ele aprendeu cedo noção de responsabilidade. Nunca ninguém precisou levar uma xícara de café para ele ou colocar uniforme”

FERNANDO SULZBACH PAI DE JONAS
Para Nandão, o filho Jonas vive posição de expectador porque amadureceu na segunda passagem pelo programa
Jonas mantém a rotina de atleta, treinos regulares, alimentação regrada e corrida
FOTOS: DIVULGAÇÃO

Jonas e as três tias: Inês, Virgínia e Eunice, a família de Lajeado

Tia aposta no carisma do sobrinho

A tia Inês Sulzbach é fã número 1 do sobrinho, assiste ao BBB e torce para que ele chegue à final. “Nesta edição, ele se mostra uma pessoa educada, solícita e prestativa”, diz.

Segundo Inês, o influenciador fitness é muito apegado à mãe, que está construindo a residência definitiva em Forquetinha. Mesmo em São Paulo, Jonas nunca se afastou de Lajeado. Em datas festivas, faz questão de voltar à região para rever e abraçar parentes.

“Nunca vi o Jonas triste”, afirma a tia. Para ela, essa leveza ajuda a explicar o carisma do participante e a conexão que ele cria com os seguidores nas redes. Se há um defeito, Inês aponta justamente a ingenuidade: “Ele não vê maldade nas pessoas”. Em um jogo como o BBB, tal característica pode custar caro.

Nesta edição, ele se mostra uma pessoa educada, solícita e prestativa. Ele não vê maldade nas pessoas.”

Em sua primeira participação, Jonas tinha 29 anos

Tietado pelas fãs e apoio à ex-namorada

– Em duas ocasiões, Jonas Sulzbach conversou com a reportagem do A Hora. Em 2012, ele esteve na cidade natal semanas após o fim do reality show. Convidado para uma promoção das Lojas Dullius, no Centro de Lajeado, ele atraiu uma multidão de fãs. Posou para fotos e também atendeu a imprensa no local. Na conversa, afirmou que gostaria de voltar a residir em Lajeado em “no máximo 10 anos”, comentou sobre a trajetória no jogo e falou sobre os projetos para o futuro.

– Oito anos depois, Jonas Sulzbach foi entrevistado em um contexto diferente: sua namorada à época, a influencer fitness Mari Gonzalez participou do BBB 20, uma das edições de maior sucesso da história do programa e que, pela primeira vez, levou famosos à casa mais vigiada do país. Na ocasião, ele declarou torcida à então companheira – eles terminaram o relacionamento em 2023 –, destacou as oportunidades pós-reality e brincou sobre a promessa feita em 2012, de voltar à morar no município. Algo que não se concretizaria. Ele permanece com residência fixa em São Paulo.

Jonas visitou a família em Lajeado, com o filho de dez anos e reforçou o vínculo com o pai, Nandão

INÊS SULZBACH TIA DE JONAS

Produtores do Vale são contemplados no Programa Desenvolve RS Rural

Iniciativa prevê investimento de até R$ 2 milhões para implantação e qualificação de agroindústrias ligadas ao setor do pescado

Produtores do Vale foram contemplados no resultado preliminar de habilitação do Programa Desenvolve RS Rural – Fomento Produtivo para Aquicultura Familiar – Apoio à Agroindustrialização do Pescado divulgado na quarta-feira, 22, pelo governo do RS.

Os produtores da região contemplados são Dani José Petter e Lourdes de Fátima Kern, de Bom

Retiro do Sul, e Lisane Gerhardt, de Colinas.

O programa é operado pelo Fundo Estadual de Apoio aos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), e prevê o investimento de até R$ 2 milhões para implantação e qualificação de agroindústrias ligadas à aquicultura familiar no Rio Grande do Sul.

Com a divulgação do resultado

preliminar, se inicia o prazo para eventuais pedidos de recursos a respeito da publicação e/ou apresentação de documentação complementar. As solicitações deverão ser encaminhadas para o e-mail ddapa@sdr.rs.gov.br no prazo de até cinco dias úteis, contados a partir da data da publicação (dia 21). As listagens dos inscritos habilitados e inabilitados foram

Programa é pioneiro no incentivo às agroindústrias familiares com recursos específicos para beneficiamento do pescado

elaboradas em conformidade com os critérios estabelecidos no edital e com as informações prestadas no formulário de inscrição.

Valores e limites por projeto

O Desenvolve RS Rural –Fomento Produtivo Aquicultura

Familiar é coordenado pelo Departamento de Desenvolvimento Agrário, Pesqueiro, Aquícola, Indígena e Quilombola (Ddapa), e tem como objetivo fortalecer a aquicultura familiar com ações voltadas à inclusão produtiva, sustentabilidade e geração de renda.

O programa é pioneiro no incentivo e na qualificação de agroindústrias voltadas à aquicultura familiar, ao destinar, de forma inédita, recursos específicos para a agroindustrialização do pescado.

“Trata-se de uma iniciativa em fase inicial, com potencial de ampliação e consolidação nos próximos anos, conforme a evolução da demanda e os resultados alcançados”, afirmou o secretário Vilson Covatti.

As propostas podem prever a ampliação, modernização ou implantação de agroindústrias. Cada município poderá ser contemplado com um projeto, respeitando o limite de R$ 300 mil por região funcional do Estado. Os valores máximos destinados por proposta serão até R$ 100 mil para projetos coletivos apresentados por associações ou cooperativas e até R$ 50 mil para projetos individuais.

DIVULGAÇÃO

Madeira como protagonista

Evandro Hauschild e Marina Dezen

Arcco Arquitetura

@arccoarquitetura

Mari Perin e Finger

Móveis Planejados

Um projeto repleto de aconchego e funcionalidade. Esse foi o conceito norteador do trabalho dos arquitetos Evandro Hauschild e Marina Dezen, da Arcco Arquitetura, para o interior de um apartamento. A proposta parte de uma base neutra e atemporal, com o protagonismo da madeira e a fluidez dos espaços, criando um interior elegante, leve e pensado para o dia a dia.

A ilha em pedra natural Mont Blanc define o espaço com presença e leveza, destacando os veios e o desenho preciso que valoriza o bloco esculpido. A marcenaria em madeira acrescenta aconchego e equilíbrio visual, enquanto a composição dos volumes e a iluminação pontual reforçam a leitura limpa e sofisticada do ambiente. O projeto ainda valoriza a amplitude visual e a conexão fluida entre os espaços do living. A disposição dos volumes e a continuidade dos materiais criam uma leitura única do apartamento, onde estar, jantar e cozinha se relacionam de forma equilibrada. A marcenaria em madeira percorre os ambientes, trazendo aconchego e reforçando a sensação de unidade em todo o espaço. Como parte do ambiente, os móveis soltos da Mari Perin e Finger Móveis Planejados agregam à composição.

Casal promove rifa para custear tratamento oncológico

Claudemir Winter e Margarete Barkert foram diagnosticados com tumor no rim e cérebro, respectivamente

Um casal de Santa Clara do Sul iniciou uma campanha solidária para ajudar a custear o tratamento de saúde após ambos serem diagnosticados com câncer. Claudemir Winter descobriu um tumor no rim e precisou passar por uma cirurgia de emergência há pouco mais de um mês. A esposa dele, Margarete Barkert, já faz tratamento oncológico há algum tempo e, no último fim de semana, após uma forte crise de dor de cabeça, foi submetida a exames que identificaram cinco tumores no cérebro. Diante do

quadro, Margarete precisará passar por uma cirurgia de urgência. Para enfrentar os altos custos com procedimentos, deslocamentos e demais despesas do tratamento, o casal organizou uma rifa solidária. Cada número custa R$ 10 e o sorteio está marcado para o dia 23 de março, com diversos prêmios.

Quem quiser ajudar pode obter mais informações e adquirir números da rifa por meio do perfil do casal no Instagram.

HORÓSCOPO

ÁRIES: Pode fugir das coisas que já foram feitas e ter ideias ousadas para ganhar mais dinheiro. Talvez surjam oportunidades inesperadas. 21/03 a 19/04

ÁRIES: A Lua na Casa da Comunicação e Marte na Casa do Conhecimento incentivarão você a conversar mais com as pessoas em busca de dicas.

TOURO: Tudo indica que vai deixar a rotina em stand-by, mudando a forma como faz as coisas e buscando novas experiências.

TOURO: O céu anuncia um dia com boas oportunidades de ganhar dinheiro, e quem trabalha por comissão pode conseguir boas vendas.

GÊMEOS: Pode pintar uma paixão avassaladora, com boas chances de assumir um namoro.

GÊMEOS: Logo cedo, o clima em casa deve ser pra lá de gostosinho e você pode curtir momentos animados com a família. Há sinal de mudanças.

CÂNCER: Nas amizades, há sinal de diversidade, excelentes vibes e conversas inteligentes, que podem te render ótimas ideias. Mais amável e sociável.

CÂNCER: Vai mostrar iniciativa, coragem e espírito de liderança, o que deve garantir maior produtividade, agilidade e visibilidade no emprego.

LEÃO: O desejo de ter uma carreira independente e sem patrão pra dar pitaco no seu serviço talvez cresça, aí você deve tomar atitudes ousadas.

LEÃO: Lua e Marte acentuam a sua criatividade, e você irá encontrar soluções incríveis para resolver qualquer tipo de situação!

VIRGEM: Com a mente mais inovadora, liberal e moderna, você pode brilhar na carreira, especialmente se trabalha com ensino e propaganda.

VIRGEM: Você pode tomar decisões importantes para o lar e a família, mas converse antes de agir para evitar brigas.

Como se destacou a norte-americana Maria Callas

Rainha egípcia nascida em Alexandria

Pedra do anel do engenheiro

O percurso entre duas cidades

LIBRA: Trabalhar só ou pode ser um sucesso, e buscando mais liberdade, há chance de investir numa parceria de negócio

facilidade para aprender e memorizar, você vai se interessar por tudo que possa abrir a sua mente.

ESCORPIÃO: Ótimas vibrações para as suas finanças. Você vai sentir vontade de correr atrás do dinheiro e garantir uma vida melhor.

ESCORPIÃO: tudo indica que vai atrair novas parcerias profissionais, inclusive com amigos. O céu envia harmonia para essas relações.

SAGITÁRIO: Sem apego a regras ou ao passado, deve ter ideias criativas para inovar, modernizar e agilizar as tarefas.

SAGITÁRIO: Você terá muita facilidade para defender suas ideias e convencer as pessoas, e trabalhar em equipe é outra boa opção.

CAPRICÓRNIO: Talvez mostre seu lado criativo, o que deve render bons frutos. Se atua na área de ensino tem tudo pra se dar bem.

CAPRICÓRNIO: Pode pintar uma forte atração por colega, mas você vai querer disfarçar ou manter o romance em segredo.

AQUÁRIO: Pode rolar mudança de casa, pra melhor, e há a chance de receber uma ajuda financeira que vai te dar mais liberdade.

AQUÁRIO: Marte na Casa das Associações estimula as parcerias e indica que você pode contar com os amigos para tudo que precisar.

PEIXES: Com a mente afiada e alerta, deve fazer ótimos contatos, dar sugestões criativas e se expressar com facilidade.

PEIXES: Bom dia para tomar decisões importantes em conjunto com a família. No trabalho, você não medirá esforços para provar seu valor.

CRUZADAS

(?) Volpi, pintor ítalobrasileiro

(?) Christi, feriado religioso

Foco da trama da telenovela Tony Ramos, ator

Revistas COQUETEL

Uma das regiões administrativas do DF Ambiente de contos de fadas (Lit. inf.)

Projeto para execução na engenharia

Vantagem Raduan Nassar, escritor

Tratamento dado a freiras (?) de bens, documento do inventário (?) Niña, fenômeno meteorológico (?) médico: justifica a falta ao trabalho

Falatório; mexerico

Derrubou a Ciclovia

Tim Maia (Rio) "Let (?) Be", sucesso dos Beatles

A terceira maior cidade da Colômbia

(?) Leste, via da capital paulista O governo do chefe de Estado ditatorial

Utensílio eleitoral Limpeza (?), crime

Truque (gíria) Vingar

José Lins do (?), escritor de "Banguê"

Ou, em inglês Espaço de portos

Arnaldo Niskier, escritor "imortal"

(?)-rolhas, brinde na compra de vinhos

Lavra Matériaprima do caviar (pl.)

Mentira (pop.) Lábio, em inglês

Garantia no aluguel de imóveis

"Golpe", em "facada" (Gram.)

2/it — or. 3/lip. 4/cali. 6/corpus

A vida de Bela

Reunir para procriação

Conheça as histórias e os segredos do talento teen por trás das câmeras!

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SANTA CLARA DO SUL
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Teiniaguá leva dança gaúcha ao Chile

Grupo independente representa o folclore sul-rio-grandense em festival internacional e reforça o intercâmbio cultural entre povos

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Ofolclore gaúcho vai ganhar novos palcos fora do Brasil. O grupo O Teiniaguá Arte e Cultura participa de um festival internacional no Chile. O evento inicia na próxima segunda-feira e segue até 4 de fevereiro. A ideia da entidade do Vale do Taquari é levar ao público latino-americano uma mostra fiel das danças tradicionais do Rio Grande do Sul. A delegação, formada por cerca de 20 integrantes, promove apresentações em diferentes comunidades, entre elas Angol, Victoria e Perquenco. À frente do projeto está Jefferson Valente, delegado cultural da Associação Folclórica Latino -Americana (AFLA), instrutor e integrante da diretoria do grupo

O Teiniaguá surge com o entendimento de que precisamos mostrar a nossa cultura para fora do Estado e do país, levando o que somos para outros povos.”

ao lado da esposa, Tatiane. Ele explica que O Teiniaguá nasce com uma proposta distinta da lógica tradicionalista mais conhecida.

“Somos um grupo de folclore, arte e cultura que não está vinculado a entidades tradicionalistas, como os CTGs. Reunimos pessoas que dançam ou já dançaram em diversas entidades da região, de Arroio do Meio, Lajeado, Estrela e Cruzeiro do Sul, todas com um amor muito grande pela tradição”, afirma.

Segundo Valente, o diferencial está na forma de encarar a cultura

A preparação do grupo ocorre ao longo de todo o ano, com ensaios intensos que vão além da coreografia

gaúcha. “Muitas vezes fazemos cultura gaúcha para gaúchos, o que é muito importante para mantê-la viva, mas isso não pode ser a única meta. O Teiniaguá surge com o entendimento de que precisamos mostrar a nossa cultura para fora do Estado e do país, levando o que somos para outros povos”, destaca. Ele lembra que, em festivais internacionais, é comum encontrar diferentes identidades gaúchas. “Existem gaúchos argentinos, uruguaios, portenhos. Nós levamos o gaúcho brasileiro, com suas características próprias”, completa. O convite para integrar o festival no Chile surgiu por meio da AFLA, entidade que organiza um calendário anual de eventos culturais em diferentes países da América Latina. Embora esta não seja a primeira experiência internacional do grupo, Valente ressalta o significado da participação. “É uma oportunidade ímpar de levar algo que amamos para pessoas que, assim como nós, também amam a cultura do seu local de nascimento. Cada viagem é uma experiência de vida”, resume. No repertório apresentado no Chile, O Teiniaguá Arte e Cultura leva exclusivamente danças do

folclore gaúcho sul-rio-grandense, respeitando pesquisas consagradas de estudiosos como Paixão Côrtes e Barbosa Lessa. Estão previstas entre 14 e 15 danças diferentes, entre elas a dança dos facões, tirana do lenço, anu, balaio, querumana e cana-verde.

As apresentações variam de 10 a 15 minutos e ocorrem em diversos momentos e locais da programação, sempre com foco na autenticidade e na valorização cultural. “Não fazemos releitura ou interpretação livre. Apresentamos as danças conforme a pesquisa folclórica”, enfatiza.

A preparação do grupo ocorre ao longo de todo o ano, com ensaios intensos que vão além da coreografia. A interpretação e a expressividade recebem atenção especial. “Esse é um diferencial nosso. Muitas danças de outros países são mais sisudas. A nossa tem alegria, tem vivacidade, e isso chama muito a atenção”, observa o instrutor. O grupo também se destaca pela diversidade etária, reunindo crianças a partir de nove anos até dançarinos com mais de 60. “Não temos categorias mirim, juvenil ou adulta. Dançamos todos juntos, como uma família, o que representa muito do espírito do tradicionalismo”, completa.

Integrantes destacam a experiência

Para a dançarina Daiane Janes, o intercâmbio cultural é um dos maiores ganhos da experiência internacional. “A participação em festivais internacionais proporciona troca de conhecimentos, vivências e saberes entre diferentes povos. Para nós, dançarinos, isso é fundamental. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade de mostrar a riqueza do folclore e da identidade gaúcha”, avalia. Ela acredita que o grupo retorna do Chile com aprendizados que contribuem tanto para o crescimento artístico quanto pessoal de cada integrante.

Laura Kerber, de Lajeado, reforça a importância da vivência. “Esse intercâmbio é uma oportunidade única de mostrar quem somos e de onde viemos, levando o tradicionalismo gaúcho além das fronteiras. Também é um aprendizado enorme conhecer culturas diferentes e entender como cada povo preserva suas tradições”, afirma. Para ela, a expectativa é voltar com histórias, memórias e inspirações capazes de fortalecer a comunidade e incentivar outros jovens.

Jeferson Valente e a esposa Tatiane estão a frente do projeto
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TRADIÇÃO

CTG Espora Nativa promove grande festa campeira

24ª edição ocorre neste fim de semana, reúne competidores de todo o Estado e distribui mais de R$ 30 mil em prêmios

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

FORQUETINHA

Omunicípio se prepara para um dos momentos mais aguardados do calendário tradicionalista com a realização da 24ª Festa Campeira do CTG Espora Nativa. O evento ocorre neste fim de semana, de sexta a domingo, e promete reunir cultura, tradição e integração, atraindo competidores e visitantes de diversas regiões do Rio Grande do Sul. Reconhecida como uma das maiores festas do município de Forquetinha, a programação contempla três dias intensos de

provas campeiras, com mais de R$ 30 mil em premiação distribuída entre as modalidades. O patrão do CTG Espora Nativa, Marco Müller, destaca que a festa vem sendo construída com muito trabalho e dedicação ao longo dos anos. “É uma grande satisfação para o CTG Espora Nativa saber que vem fazendo história na cultura gaúcha desde a emancipação do município de Forquetinha”, afirma.

Segundo Müller, a cada edição a entidade busca avançar na organização e na estrutura oferecida ao público e aos competidores. “A cada ano a entidade procura melhorias para bem receber o público e os participantes da festa”, salienta. Ele reforça que o evento já ultrapassa as fronteiras do município. “Ficamos honrados em receber visitantes de todo o Estado e até mesmo de fora dele, o que mostra a força da nossa festa campeira”, acrescenta.

O patrão ressalta ainda que

a reformulação na premiação teve como objetivo atrair ainda mais competidores. “A entidade procurou migrar essa premiação justamente para atrair mais competidores e tornar o evento ainda mais grandioso”, explica. Outro ponto destacado é a decisão de manter a raia sem encurtamento.

“Essa escolha foi feita para garantir uma competição justa para todos e para abrilhantar ainda mais a festa”, enfatiza.

Além das provas, o CTG Espora Nativa oferece estrutura completa ao público. “O CTG disponibiliza praça de alimentação completa, copa, muita sombra e pontos de comércio para quem vem prestigiar o evento”, destaca Müller. Ele lembra também das melhorias realizadas nos acampamentos. “Houve reestruturação na parte elétrica e hidráulica para melhor atender os acampados”, pontua. Para o patrão, o maior desafio é manter o evento fortalecido ao longo do ano. “O desafio é manter

um fluxo constante de visitas, buscando trazer outros CTGs para o evento da casa e seguir unidos para que os valores da tradição gaúcha não se percam”, conclui.

A programação iniciou na sexta-feira, com a abertura do parque e provas individuais, segue no sábado com diversas modalidades campeiras e encerra no domingo com as finais e a abertura oficial do rodeio. Informações adicionais

Programação iniciou na sexta-feira, com a abertura do parque e provas individuais, segue no sábado com diversas modalidades campeiras e encerra no domingo com as finais e a abertura oficial do rodeio

podem ser obtidas pelos telefones (51) 9.9305-1706, com Marco Müller, e (51) 9.9464-6451, com Caio Ferrari, capataz do CTG Espora Nativa.

365 VEZES NO VALE

365vezesnovaledotaquari@gmail.com

Gruta do Seminário

Colinas ganha nova hospedagem com cabanas em estilo farmhaus

AVila de Colinas está prestes a abrir as portas com cabanas no estilo “farmhaus” (casa de campo). Uma hospedagem que revela arquitetura sofisticada e prioriza a calmaria, mesmo tendo fácil acesso às margens da ERS 129, em Colinas.

A nova opção de pernoite é idealizada pelo arquiteto Eduardo Dienstmann. Fica ao lado do Antigo Armazém Bistrô, outro empreendimento do arquiteto já consolidado na área da gastronomia de experiência.

Na Vila de Colinas, três cabanas já estão concluídas e prontas para receber os hóspedes. O diferencial desses espaços é a decoração vintage, sendo que parte do mobiliário e louça foi repassado de geração em geração na família do proprietário.

A construção das cabanas também reaproveitou esquadrias e materiais de demolição de um antigo salão de festas do Costão(Estrela), dando ares retrô à hospedagem.

Os ambientes da Vila de Colinas

A Cabana Toscana é a maior de todas com capacidade para abrigar até oito hóspedes. O diferencial dela é ter um quarto principal para casal, sala com lareira e um mezanino com várias camas e banheira.

As cabanas Beija Flor e Girassol são semelhantes. Ambas têm capacidade para quatro pessoas, ideal para famílias.

Outra construção é o celeiro rústico, mas com decoração sofisticada. Além de embelezar a área externa, o espaço deverá ser aproveitado para locação de eventos intimistas, com número menor de convidados.

No gramado amplo e bem ajardinado da Vila de Colinas, há áreas de uso comum dos hóspedes: piscina, balanço, fogo de chão, pergolado e um charmoso lago.

Nos planos de Dienstmann ainda está a construção de uma quarta cabana. Ela se chamará Floresta e será focada em casais.

A expectativa é ter a obra finalizada até julho.

O sonho do arquiteto

A construção da Vila de Colinas iniciou em 2023. O motivador foi o fato de Dienstmann ter uma área de terra em desuso

e materiais de demolição sem destino, além do conhecimento em arquitetura. Assim, tirou do papel o projeto próprio.

A agenda para se hospedar na Vila de Colinas já está aberta. Mais informações podem ser obtidas pelo 51 98428-9717. As novidades também são postadas na página @viladecolinas no Instagram.

UMAS & OUTRAS

SOLAVANCOS LITORÂNEOS

Conversa vai, conversa vem e entre uma caipirinha, um milho verde e uma cervejota à beira-mar surgem dados que até impressionam.

Tipo assim: estimativas de sete bilhões de reais em negócios registrados de imóveis no litoral norte gaúcho, aí incluídos os cada vez mais nobres e seguros condomínios fechados, conforme a régua VGV (volume geral de vendas). E mais, em dois municípios específicos o volume de investimentos no setor imobiliário é projetado em um bilhão e meio cada, num horizonte de pouco mais de 18 ou 24 meses.

Se examinar os números mais de perto isso equivale à duplicação dos atuais respectivos PIBs, à ocupação horizontal de todo o território ainda remanescente e posterior verticalização, crescentes e aceleradas pressões sobre a infraestrutura, potencial elevação da densidade populacional e respectivas demandas, num espaço de tempo relativamente curto.

A cada ano que passa mesmo um leigo no assunto pode observar a sempre crescente troca de domicílio definitivo no rumo ¨das praias¨, em busca de climas mais amenos, melhor qualidade de vida, panoramas mais aprazíveis, sem abrir mão da acessibilidade a modernas tecnologias

inclusive no ambiente profissional.

Bom momento para possíveis investidores e também para confiáveis intermediários locais. Alguns estão vindo meio de longe, inclusive uns reconhecidos bons de bola.

O QUE A RÉGUA MEDE?

Toda a régua é importante, assim como os convencionados pesos e medidas em geral. Já pesquisaram qual a referência internacional de um segundo, um quilo, um centímetro? É bem legal, cliquem no Google prá conferir.

O momentaneamente famoso

Enamed também é uma régua, com suas qualidades e deficiências. Com esse foco específico existem outras réguas de medições e ninguém está livre de sair circunstancialmente meio mal na foto numa delas, no mais das vezes é questão de apenas ajustar melhor as peças num determinado tabuleiro.

Tipo assim o meu Cumpádi Belarmino em seu bolicho de campanha. Arremessando no ponto ou na bochada costuma acertar nove em cada dez, índice que nem o nôno consegue igualar.

Picaretagens em determinadas

NO FRIGIR DOS OVOS

Acordos comerciais internacionais sempre são bem-vindos, mas passada a euforia inicial não custa examinar melhor quais podem ser os reais benefícios potenciais e em quanto tempo e volume podem realmente acontecer.

Aqui pelas barrancas do Taquari a balança comercial com o exterior é bastante concentrada em carne de frango e suínos, destinadas a mercados mais distantes da tal União Europeia.

Daqui pra lá costumam ser destinadas farinhas proteicas para alimentação animal, calçados especializados, couros e até pedras de cantaria, que na maioria já sofrem baixa tarifação.

De lá prá cá vem leite em pó (de forma direta ou por tabela), equipamentos industriais, vez em quando um vinho e outros produtos com certificados de origem, de boa qualidade. Num primeiro momento não muda muita coisa e num segundo momento vai depender de futuras aprovações e negociações, envolvendo potenciais mudanças no panorama geopolítico e econômico internacional.

Pra não acabar dando meros chutes na lua, passo logo a palavra prá quem tem maiores e melhores conhecimentos no assunto e reais vivências nesses ambientes comercias.

canchas podem até existir em outras querências, como ocorre em qualquer atividade humana, e devem ser coibidas, tem vacina prá isso. Mas certamente elas não existem aqui pelos recantos do bolicho do cumpádi, onde o histórico de idealizadores, administradores e freqüentadores forjaram e consolidaram uma forte cultura interna imune a esse tipo de vírus.

OLHO NO LANCE!

O assunto pelo jeito passou meio batido, mas vale destacar um recente decreto federal que regulamenta o acesso das chamadas instituições comunitárias de ensino superior a convênios, contratos, licitações em pé de igualdade (ou mais próximas) das concedidas às de caráter público. Entidades representativas muito sérias já vinham trabalhando nessa construção há tempos, até prá reduzir entraves jurídicos-administrativos que exigiam muita ginástica institucional, inclusive de agentes facilitadores, e sempre para atingir objetivos meritórios.

Quem já teve ou ainda tem alguma vivência mais aprofundada nisso imagino que vai concordar: comungar esforços costuma render bons frutos.

LIVRE PENSAR

Depois da onça morta, todo mundo vira caçador. autoria incerta

SAIDEIRA

Nôno veraneando na praia liga pra defesa civil: -Alô, podem me informar qual a previsão meteorológica prá hoje?

- Ciclone sub-tropical se aproximando rapidamente, trazendo ventos e chuvas muito fortes, por prudência fique em casa!!

- E porque eu deveria ficar trancado em casa?

- Porque de feio na rua já chega o tempo que tá se criando...

ARTIGO

Médico Neurocirurgião

País do futuro?

“Além de corrupto sou cleptomaníaco.” Millor Fernandes

Decerto não é novidade para ninguém que a crise moral e financeira continuará castigando o Brasil em 2026... Levará ainda muito tempo para desaparecer, pois nossa crise não é algo mágico ou imprevisível como um terremoto ou uma tormenta.

Nossa crise é fruto da imprevidência, da falta de planejamento e da permissividade. Por aqui pode-se tudo e isso explica até a velocidade da justiça. Aqui nada se planeja, pois daí fica mais fácil aditivar.

A sabedoria popular nos ensina que momentos de crise são momentos de criar... Talvez seja mesmo, mas como um bom tratamento depende de um ótimo diagnóstico vamos então perguntar aos sábios brasileiros do passado que lições aprenderam e que conselhos podem nos dar...

Se têm uma coisa que brasileiro não gosta é de crítica. É verdade que nada ofende mais um brasileiro do quê ser criticado?

Responde Paulo Francis (1930-1997) jornalista, crítico de teatro, diretor e escritor brasileiro:

“Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. Meu tom às vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação do amante rejeitado.”

Há algo em nossa história, em nosso passado, a retardar ou impedir nosso desenvolvimento?

Responde Darcy Ribeiro(1922-1997), antropólogo, escritor e político brasileiro “O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso.” O Brasil cresceu visivelmente nos últimos 80 anos. Cresceu mal, porém. Cresceu como um boi mantido, desde bezerro, dentro de uma jaula de ferro. Nossa jaula são as estruturas sociais medíocres, inscritas nas leis, para compor um país da pobreza na província mais bela da terra. Sendo assim, no Brasil do futuro, a maioria da gente nascerá e viverá nas ruas, em fome canina e ignorância figadal, enquanto a minoria rica, com medo dos pobres, se recolherá em confortáveis campos de concentração, cercados de arame farpado e eletrificado. Entretanto, é tão fácil nos livrarmos dessas teias, e tão necessário, que dói em nós... ”

Há um futuro dourado esperando pelo Brasil? Responde Roberto Campos economista, diplomata e político brasileiro (1917-2001): “A psicologia de berçário, que herdamos do hino nacional (gigante… deitado eternamente em berço esplêndido …) e o ufanismo das riquezas naturais (as quais são apenas recursos à espera de investimentos), que mamamos nos livros escolares, têm agido como narcotizantes da vontade nacional de desenvolvimento, transformando-nos no país do futuro, enquanto afanosamente conquistam o presente. Infelizmente, como já disse alhures, a chupeta do otimismo é mau substituto para a bigorna do realismo”(...) “Persistem em nossa cultura e em nosso caráter elementos antagonísticos ao desenvolvimento. O primeiro desses elementos é o baixo nível de racionalidade de nosso comportamento, associado talvez ao tipo de educação beletrista e memorativa. A capacidade de exteriorizar emoções é mais prezada que a capacidade de resolver problemas.”

APÓS DESTAQUE NA COPINHA, INTEGRAÇÃO AO

PROFISSIONAL

Atleta disputou a última edição do torneio pelo Água

Zagueiro Nicolas Prade, de 18 anos, natural de Roca Sales, destaca amadurecimento, gol decisivo e conquista espaço após a Copa São Paulo

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Adisputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior marcou mais um capítulo importante na trajetória do zagueiro Nicolas Kauã Lutz Prade, de 18 anos. Natural de Roca Sales e morando atualmente em São Paulo, o defensor viveu a sua segunda participação na principal competição de base do país e transformou a experiência em aprendizado, visibilidade e avanço na carreira. Após o torneio, foi integrado ao elenco profissional do Água Santa.

Mesmo já tendo vivido a Copinha anteriormente, Nicolas define a competição como única. “A emoção é sempre a mesma. É uma competição muito grande, com muita visibilidade e jogos em alto

CRAQUES DO VALE VOO LIVRE

fase, quando marcou um gol importante que ajudou na classificação. “Foi especial para mim e para a equipe”, relembra.

A visibilidade da Copinha, tradicionalmente acompanhada por olheiros e profissionais do futebol, trouxe pressão, mas também motivação. “Procurei lidar com naturalidade e focar no meu trabalho. Encarei como uma oportunidade positiva”, conta. O torneio também contribuiu para o amadurecimento pessoal. Nicolas afirma que aprendeu a lidar melhor com cobrança, responsabilidade e expectativa, fatores que refletem tanto no desempenho esportivo quanto na vida fora dos gramados. Na avaliação individual, considera que teve boas atuações, regularidade defensiva e ainda conseguiu contribuir ofensivamente.

MARCELO WICKERT QUEBRA RECORDE HISTÓRICO

Piloto percorre 328,5 quilômetros em voo de parapente, cruza a fronteira e entra para a história do esporte no Sul do Brasil

nível. A cada edição você aprende algo novo e cresce como atleta”, afirma. O jogador também faz questão de destacar o apoio fora de campo, citando a família, os pais e a família da namorada como pilares fundamentais ao longo da caminhada.

A preparação para o torneio foi intensa, com treinos fortes e foco total da equipe. A expectativa, segundo o zagueiro, era alta tanto no aspecto coletivo quanto individual. “Eu estava confiante e preparado para aproveitar a oportunidade”, resume.

A equipe avançou à segunda fase, mas acabou eliminada na sequência para o Ituano. Ainda assim, Nicolas avalia a campanha de forma positiva. “A Copinha mostra que tudo é decidido nos detalhes. Mesmo com a eliminação, o aprendizado foi enorme. Saímos mais maduros e conscientes do nível de exigência”, analisa. Dentro de campo, a competição exigiu intensidade máxima, concentração constante e boa leitura de jogo. Atuando como zagueiro, Nicolas precisou se manter atento tanto na marcação quanto na saída de bola, aspectos que considera essenciais no futebol atual. Um dos momentos mais marcantes foi o jogo decisivo antes da segunda

Pensando no futuro, o zagueiro aponta evolução física, força, velocidade, saída de bola e tomada de decisão como prioridades. “A Copinha reforçou a certeza de que estou no caminho certo, mas que preciso trabalhar ainda mais”, afirma.

O principal resultado veio logo após o torneio: a integração ao elenco profissional. “Foi uma conquista muito importante. Agora o foco é aprender, evoluir e conquistar meu espaço”, projeta. Hoje ele integra o elenco que busca botar o Água Santa de volta a elite nacional. A equipe ocupa a quarta colocação da Série A2.

DA ESCOLINHA AO PROFISSIONAL

A história de Nicolas no futebol começou cedo, aos 8 anos, no CiadaBola, time de sua cidade natal. Lá, contou com o incentivo dos treinadores Ricardo Bronca e Jean Johans, que tiveram papel decisivo em sua formação inicial. Aos 9 anos, seguiu para o Grêmio, onde permaneceu até os 12, adquirindo base sólida. Depois, passou pelo Juventude, pelo projeto Ivo10, em Teutônia, e pelo futebol baiano, disputando o Campeonato Baiano Sub-20. O destaque na Bahia despertou o interesse do Água Santa, clube pelo qual disputou a Copa São Paulo.

Um voo tranquilo, preciso e histórico. Assim pode ser definido o desempenho de Marcelo Wickert, 46, profissional da área de Tecnologia da Informação e piloto de voo livre, que estabeleceu um novo recorde de distância ao percorrer 328,5 quilômetros em um único voo. A marca foi alcançada no dia 20 de janeiro, com decolagem em Caçapava do Sul e pouso no interior do Uruguai, no município de Artigas.

A conquista representa a realização de um sonho antigo. Wickert iniciou no voo livre em 2004, após conhecer o esporte por meio de um amigo, mas a ligação com o céu vem da infância.

O recorde anterior era de 326 quilômetros, estabelecido em 2012 por três pilotos, também com decolagem em Caçapava do Sul e pouso em Maçambará. Agora, mais de uma década depois, supera a marca em voo solo.

As condições climáticas no dia eram consideradas boas, mas não ideais para um recorde. O voo iniciou apenas às 11h, depois de uma espera na rampa desde as 9h30min. “Para voos acima de 320 km, normalmente são necessárias pelo menos oito horas no ar. Eu já não acreditava mais”, admite. No entanto, ao longo do dia, tudo começou a se encaixar. Foram 7 horas e 50 minutos de voo, em um percurso marcado por ar estável, térmicas fortes e pouca turbulência. Segundo Marcelo,

RESUMO

Piloto: Marcelo Wickert, 46 anos (TI)

Data do voo:

20 de janeiro de 2026

Origem: Cerro da Angélica, Caçapava do Sul

Destino: Artigas (Uruguai)

Distância voada: 328,5 km (novo recorde Sul-Brasileiro e gaúcho)

Tempo no ar: 7h50min

Condições do dia: céu claro, térmicas fortes, vento moderado a forte

Velocidade máxima registrada: até ~85 km/h em trechos

Recorde anterior: 326,8 km (2012)

foi um dos voos de distância mais tranquilos que já realizou. O maior desafio surgiu no fim, com o cansaço físico e o sol de frente, além da preocupação em encontrar um local seguro para pouso.

Ao tocar o solo, a surpresa. Marcelo foi informado por funcionários de uma fazenda que já estava em território uruguaio. O apoio local foi fundamental para que conseguisse retornar, sendo levado até Quaraí.

A experiência acumulada ao longo dos anos foi decisiva. “A leitura das condições, principalmente no início do voo, quando as térmicas são mais fracas, é fundamental”.

Santa
DIVULGAÇÃO
Marcelo Wickert permaneceu 7h50min no ar. Durante o período chegou a registrar velocidade de até 85 km/h
DIVULGAÇÃO

Paulo Pezzolano e Luís

CLÁSSICO

GRE-NAL FAZ HISTÓRIA COM SOTAQUES

Uruguaio e português estreiam no comando do clássico neste domingo, às 20h, no Beira-Rio

OGre-Nal 449, marcado para este domingo, 25, às 20h, no Estádio Beira-Rio, entra para a história do futebol gaúcho. Pela primeira vez em 116 anos de confrontos entre Internacional e Grêmio, os dois rivais terão técnicos estrangeiros simultaneamente à beira do campo. De um lado, o uruguaio Paulo Pezzolano comanda o Colorado. Do outro, o português Luís Castro lidera o Tricolor. A Rádio A Hora 102,9 transmite a partir das 18h.

A partida, válida pela quinta rodada do Campeonato Gaúcho, marca também a estreia dos treinadores em clássicos no Rio Grande do Sul. No Inter, Pezzolano assume o desafio de

reconstruir a equipe após uma temporada frustrante. Já no Grêmio, Luís Castro inicia um novo ciclo, sendo o primeiro treinador português da história do clube.

Luís Castro é o 11º técnico estrangeiro a comandar o Grêmio, enquanto Paulo Pezzolano é o 18º profissional de fora do país à frente do Internacional, o oitavo uruguaio e o sexto estrangeiro contratado durante a gestão do presidente Alessandro Barcellos. Apesar da coincidência inédita, os trabalhos seguem caminhos distintos neste início de temporada. No Internacional, Paulo Pezzolano começa a desenhar sua equipe titular após vitória na rodada anterior. A principal indefinição está no

setor defensivo: Félix Torres, que marcou em sua estreia, disputa posição com Victor Gabriel na zaga. O provável time titular tem Rochet; Bruno Gomes, Mercado, Victor Gabriel (Félix Torres) e Bernabei; Ronaldo, Paulinho, Vitinho, Alan Patrick e Carbonero; Borré.

SEM SURPRESAS

No Grêmio, Luís Castro optou por respeitar o planejamento definido pela nova diretoria e tem promovido uma mescla no elenco desde as primeiras rodadas, priorizando atletas em melhor condição física. O Tricolor deve repetir a base da equipe que goleou o São Luiz, com a principal dúvida sendo a permanência do goleiro Weverton, que estreou na última rodada e pode ganhar sequência no clássico. O provável time titular tem Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Martins, Wagner Leonardo e Marlon; Arthur, Tiaguinho, Tetê, Cristaldo e Amuzu; Carlos Vinícius. Além do peso histórico, o clássico também pode ser determinante para a consolidação dos dois projetos. Uma vitória no primeiro Gre-Nal do ano representa mais do que três pontos: pode significar respaldo imediato para trabalhos ainda em construção.

ARBITRAGEM

A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) confirmou a arbitragem

Opinião dos profissionais do A Hora

João Lucas Catto, comentarista:

Castro comandam o GreNal com sotaques distintos. Uruguaio e português tentam iniciar o ano com vitória em clássico

AGENDA

Sábado

16h – São Luiz x Ypiranga 20h – Guarany x Inter-Sm 18h – Avenida x Novo Hamburgo

Domingo 18h – Juventude x Monsoon 20h – Internacional x Grêmio

Segunda-feira 19h – São José x Caxias

do clássico em audiência pública realizada nas redes sociais da entidade. Lucas Horn será o árbitro principal do Gre-Nal 449, estreando no comando do maior duelo do Estado. Ele terá como assistentes Tiago Augusto Kappes Diel e Michael Stanislau. O VAR ficará sob responsabilidade de Jean Pierre Lima.

“Clássico Gre-Nal é uma caixinha de surpresas, mas o Grêmio chega melhor. Tem um time mais encaixado, com peças remanescentes do ano passado e reforços pontuais que acrescentam ainda mais qualidade. Já o Internacional até apresenta evolução, mas ainda muito pouco, tendo em vista o ano, quase, catastrófico que terminou 2025. Dito isso, ainda que um chegue melhor que o outro, clássico Gre-Nal é jogo diferente, onde jamais o favoritismo vai entrar em campo.”

Jhon Tedeschi, repórter: “As primeiras rodadas do Gauchão 2026 deixam pistas claras sobre quem está mais adiantado na preparação para a temporada. O Grêmio mostra maior consistência neste início de ano, joga com naturalidade e, para mim, chega mais pronto para o clássico 449. Sem contar o número muito maior de opções no elenco em comparação ao rival. Por outro lado, a estreia dos titulares do Inter passou longe de empolgar e deixou mais dúvidas do que certezas, com resquícios do time que assustou o torcedor no ano passado.”

Daniel Félix, narrador: “Acho que quem chega melhor para Gre-Nal é o Grêmio. Inclusive, não só chega melhor, como é favorito também para ganhar o clássico. O Grêmio tem uma estrutura mais pronta, tanto de gestão quanto de grupo de jogadores nesse momento. Portanto, no meu entendimento, chega bem mais pronto que o Inter. Apesar da campanha ser igual dos dois, acho que, tecnicamente, o Grêmio tem um time melhor, mais qualificado e mais pronto que o Internacional, que ainda tem dúvidas e que tem jogadores que até aqui se mostraram ineficientes”

RICARDO DUARTE/INTER
LUCAS UEBEL/GRÊMIO

FUTEBOL AMADOR

ENCONTRO DOS ÚLTIMOS CAMPEÕES EM NOVA BRÉSCIA

Jogo ocorre no sábado, em Linha Estefânia, e terá transmissão do Grupo A Hora

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Arodada deste fim de semana do futebol amador inicia no sábado e termina no domingo. Monte Alverne, Nova Bréscia, Progresso, Putinga e Boqueirão do Leão terão confrontos.

Em Nova Bréscia ocorre os confrontos da segunda rodada. Atual campeão, o Esperança estreia na competição. A equipe manteve a base campeã do ano passado com destaque para o atacante Bagé e o meia Zequi Fraporti. O adversário é o Imigrante, campeão de 2024 e tem no elenco nomes como Jonathan Walker, Yan Lima e Allan Schons.

O jogo tem transmissão do Grupo A Hora, em live na página do A Hora Esportes no Youtube e também no dial 102,9 FM. O Concentração inicia às 15h. A Jornada

Campeonato Municipal de Nova Bréscia segue neste sábado com o complemento da primeira rodada

Esportiva inicia às 15h40min. Já o jogo começa às 16h.

PROGRESSO

Os confrontos ocorrem no domingo, no campo do Gaúcho, no Centro. Pelo titular, o São João pode assumir a liderança

SÁBADO

AGENDA

NOVA BRÉSCIA - 2ª RODADA

Linha Estefânia – Esperança x Imigrante

MONTE ALVERNE

2ª RODADA

São Martinho – São Martinho x São José

DOMINGO

BOQUEIRÃO DO LEÃO

2ª RODADA

Linha Araçá – Juventude x 5 de Junho

CLASSIFICAÇÃO

TITULAR: Esportivo (6 pontos), São José e Internacional (3), 5 de Junho e São Roque (1) e Juventude (sem pontuar);

Aspirante: Internacional e Esportivo (4 pontos), São Roque e Juventude (3), São José e 5 de Junho (sem pontuar);

da competição em caso de vitória sobre os donos da casa, além disso, pode confirmar a classificação para semifinal com um novo êxito. Já o Gaúcho ainda não pontuou e necessita vencer para deixar a lanterna.

No veterano, o Achados e Perdidos busca os primeiros pontos no certame, enquanto que o Flamengo Cabeceira de Tocas pode assumir a liderança isolada.

PUTINGA – 2ª RODADA

Série B – Xarqueadense x Palmeiras

Série A - Tamandaré x Juventude

PROGRESSO – 6ª RODADA

Centro – Achados e Perdidos x Flamengo Cabeceira de Tocas (Veterano)

Centro – Gaúcho x São João (Titular)

CLASSIFICAÇÃO

TITULAR: Flamengo (6 pontos), São João (4), Cruzeiro (1), Gaúcho e Internacional Campo Branco (sem pontuar);

VETERANO: Amizade, São João, Flamengo Cabeceira de Tocas e Flamengo Xaxim (3 pontos), Achados e Perdidos (sem pontuar);

MONTE ALVERNE 2ª RODADA

Linha Antão – Monterey x Boa Vista

DEMAIS CAMPEONATOS

Monte Alverne terá rodada dupla. Os jogos ocorrem em São Martinho, no sábado, e em Linha Antão, no domingo. Em Boqueirão do Leão o confronto de Linha Araçá fecha a segunda rodada. Em Putinga, os confrontos também são pela segunda rodada e serão disputadas na Série A e B.

CAMPING DO GERMANO SEDIA A 8ª RODADA

A bola volta a rolar neste sábado, 24, a partir das 13h, no Camping do Germano, em Linha Perau, interior de Marques de Souza. A organização do 19º Intercamping está a cargo da Aemaso, com apoio da Administração Municipal e patrocínio da Cooperativa Sicredi Integração RS/MG. O valor do ingresso é de R$ 10 por pessoa, e esta será a última rodada da 1ª fase. Os jogos começam com Bote Farra x Vagaboys (sub-21), Pafé x Resenha (sub-21), Capitão x Misturadão (Feminino), Rabaioli/Compagnoni x Arranca Toko

(livre), Problemáticas x Bar 100 Lona (feminino) e Audax x Real Praty (livre); Na semana passada ocorreram os jogos da 7ª rodada. Maravilha 3 x 1 Sem Carinho (livre), Canudos do Vale 1 x 6 Matilha FC (livre), Camping do Irio 1 x 4 Cruzeirinho (livre), Bar 100 Lona 1 x 3 Misturadão (Feminino), Borrachos FC 2 x 2 Resenha (Sub-21), Amusa 1 x 2 Malaguetas (feminino) e Ajax RS 0 x 2 Magnus (livre);

Camping do Írio é um dos times que joga o torneio

DIVULGAÇÃO

Lajeado: 135 anos de história

A foto em destaque é entre os anos 1940 e 1950 e mostra o principal acesso a Lajeado naquela época. A fotografia expõe o encontro das ruas Silva Jardim e Parobé, no Centro de Lajeado, próximo a barranca do rio. Ao fundo está o antigo supermercado Trierweiler.

A emancipação política de Lajeado chega aos seus 135 anos. Na segunda-feira de 26 de janeiro de 1891, a pequena vila se separou de Estrela. No século seguinte, consolidou-se como cidade polo do Vale do Taquari e referência estadual.

Ligada à capital pela BR-386 e pela sólida ponte sobre o Rio Taquari, Lajeado nem sempre esteve “a um pulo” de Porto Alegre. Na verdade, antes da ponte ser erguida, em 1962, a ida à capital era uma verdadeira viagem.

A BR-386 foi construída na década de 1960, juntamente com a ponte entre Lajeado e Estrela. Até então, a viagem era por barco à vapor e ônibus. Quem tem lembranças dessa época é Marisa Martins Hädrich, 84. Em entrevista à edição de dezembro/2025 do caderno Um Novo Olhar sobre os Bairros, sobre o Centro de Lajeado, Marisa contou das antigas viagens que fazia com a família até a capital.

“Eu era uma jovem moça na época, a gente se vestia toda arrumada para a viagem, com luvinhas nas mãos e até chapéu”, lembra. Na época, a família Martins era dona de uma empresa de ônibus que fazia o transporte de pas-

sageiros de Lajeado até Mariante, em Venâncio Aires, onde Marisa e a mãe embarcavam no Vapor Porto Alegre no fim da tarde. “Nós tínhamos uma cabine para dormir à noite, no barco, e chegávamos a Porto Alegre quando estava amanhecendo”, conta. Para quem não viajava de vapor, existiam outras rotas. Para ir da capital até Lajeado, primeiro era necessário seguir até São Leopoldo, depois até Montenegro e Taquari. Dali, era preciso pegar um barco na chamada Reserva, ou Passo da Reserva, e atravessar o Rio Taquari até Mariante, em Venâncio Aires. Depois, o trajeto continuava por Cruzeiro do Sul até finalmente adentrar Lajeado pelo bairro Conservas, que era a entrada principal da cidade antes da construção da BR-386. O tempo mínimo era de 6 horas de viagem.

A Escadaria de Estrela, onde os vapores ancoravam

Naquele tempo também, a travessia entre Lajeado e Estrela era feita por uma balsa, no chamado Passo de Estrela, em Cruzeiro do Sul. A localidade foi nomeada Passo de Estrela porque era naquelas imediações que o rio ficava mais estreito e facilitava a passagem, o passo, até a Escadaria de Estrela.

A Escola Particular Abreu Lima, do Distrito de Forqueta, em Arroio do Meio, seria contemplada com a construção de um novo prédio para o educandário. O pedido tinha sido feito pelo vereador Aloysio Weschenfelder, que era residente da localidade. Essa seria a primeira vez que a escola receberia auxílio do governo estadual. Cinquenta anos mais tarde, a escola ainda existe em Forqueta, mas é municipal e tem o nome de Emef Arlindo Back.

Sábado é Domingo é

- Dia dos Aposentados - Dia Mundial da Cultura Africana e Afrodescendente

- Dia Internacional da Educação

- Dia da Previdência Social

- Dia do Carteiro

- Dia dos Correios e Telégrafos - Dia Nacional da Bossa Nova - Dia Mundial contra a Hanseníase

Santo do dia 24: São Francisco de Sales
Santo do dia 25: Conversão de São Paulo

HENRIQUE PEDERSINI

Jornalista

CPI esperava mais do depoimento de Giba

Aconsiderar por toda a expectativa criada e as informações de bastidores para possíveis revelações bombásticas, a presença de Gilberto de Vargas, o “Giba” na CPI decepcionou. Mesmo que tenha ficado por cerca de uma hora e meia ao microfone e feito acusações contra o governo do ex-prefeito Marcelo Caumo, os vereadores esperavam mais.

A tentativa era que apresentasse nomes do alto escalão do governo anterior e que talvez estejam nos corredores da prefeitura até hoje. Não aconteceu, nem mesmo a partir da insistência de Ramatis de Oliveira (PL) e Éder Spohr (MDB). Já Mozart Lopes (PP) era e é contra protagonismo ao denunciante no processo de investigação.

Aliás, Gilberto se identificou como um fiscalizador com quatro décadas de atuação e histórico de “descobertas” em vários municípios. Irreverente, chegou a brincar com a CPI ao lembrar que certa vez nomeou um cachorro de Mozart em “homenagem” ao

então secretário de Obras, com quem tinha vínculo por prestar serviços de capina ao município.

Giba fez graves acusações, mas não entregou provas. Aliás, o vereador e ex-secretário de Obras, Fabiano Bergmann, prepara ação criminal após a afirmação de que funcionários da PDS reformaram a casa de Bergmann em Alto Conventos. Sobre a interferência em licitações para favorecer a PDS, o depoente foi cirúrgico ao não pes-

Greicy com moral

A Coordenadora Regional de Educação, Greicy Weschenfelder, ganhou pontos com o governo do Estado. Nos últimos meses o núcleo liderado por ela foi escolhido como o melhor entre todas as coordenadorias do estado por alguns meses consecutivos. Aplicação de recursos financeiros, aulas e a gestão geral dos cerca de 1,6 mil docentes e milhares de alunos renderam elogios pelo próprio governador em reunião nos últimos dias.

ARTIGO

ROGÉRIO WINK

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora

Trocando figurinhas com Romulo Vier, lojista inquieto e curioso, nasceu este texto sobre um tema inadiável: os novos — nem tão novos assim — tempos do varejo.

Quem ainda discute “se” a tecnologia vai entrar no atendimento está debatendo o sexo dos anjos enquanto o caixa fecha. A transformação é muito parecida com o que aconteceu nos bancos. Primeiro, a promessa de comodidade. Depois, a resistência. Por fim, a constatação óbvia: não era opcional. O atendimento, antes quase um ato artesanal — vendedor, conversa, balcão — virou um organismo híbrido, onde gente e máquina dividem o palco. E quem não entendeu isso ainda acha que WhatsApp é só para mandar bom dia.

soalizar a denúncia ao ex-prefeito Caumo. Endossou que as supostas mudanças nas licitações ocorreram no gabinete do então prefeito. Em um contexto de perícias, depoimentos dos fiscais, relato de uma rotina bagunçada na Secretaria de Obras, o relato de Giba até endossa o cenário de fraudes na relação com a PDS, mas ficou bem abaixo da “metralhadora de revelações” que alguns vereadores projetavam.

Rapidinho…

- O vice-prefeito Baixinho Orsolin é o novo secretário de Agricultura e Obras no governo de Jonas Calvi (PSD) em Encantado. O emedebista assume após a negativa de Leonardo Lorenzi em trocar o cargo de vereador pelo comando da secretaria.

- O secretário estadual da Reconstrução, Pedro Capeluppi, menciona que há “um número considerável” de empresas que solicitaram dados para competir no leilão do Bloco 2 na concessão de rodovias. Aliás, o integrante do governo Eduardo Leite não parece preocupado com a CPI instalada na Assembleia Legislativa.

- Agende aí: terça-feira, 27, as 16h, representantes da empresa PDS estarão no programa Conexão Regional da Rádio A Hora. Será a primeira entrevista após a criação da CPI. Mais do que justo a empresa se defender. E importante a gente perguntar, não é?

- Eduardo Leite estará em Encantado no dia 10 de fevereiro. O governador visita Santa Tereza, Muçum e deve passar pela cidade do Cristo Protetor para um encontro com empresários e políticos.

Uma reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em agosto de 2025, escancara o óbvio que muitos fingem não ver: grandes redes já substituíram parte do atendimento humano por inteligência artificial integrada ao WhatsApp. Não é futuro. É expediente normal. Aquilo que parecia distante virou rotina. Conheço uma rede local que já opera assim. A IA não é enfeite de PowerPoint. Ela está no centro das campanhas, do atendimento e da análise de resultados. Os dados cruzam leads com vendas, loja por loja, comportamento por comportamento. O gerente — ainda humano — acompanha os números todos os dias e decide. Não por intuição romântica, mas por evidência concreta. Isso acende um alerta que dói em quem ainda vive de processos velhos. Atendimento que apenas repassa informação básica virou custo morto. Não gera valor, não gera vínculo, não gera venda. O consumidor de hoje não quer esperar, não quer repetir pergunta e não quer ouvir “vou verificar”. Ele quer resposta. Agora. Grandes redes já entenderam isso. Treinam robôs para atender clientes com naturalidade quase constrangedora. Outras investem pesado em equipes que não vendem produtos — ensinam a máquina a vender. A IA atende milhares de pessoas ao mesmo tempo.

Quem não entendeu isso ainda acha que WhatsApp é só para mandar bom dia.”

A IA mostra produtos, envia vídeos, sugere tamanhos, indica cores, explica condições de pagamento e acompanha a jornada inteira. Algumas redes conseguiram algo quase ofensivo para o varejo tradicional: recuperar vendas perdidas. Tudo isso 24 horas por dia.

Para a empresa, os benefícios são claros: produtividade, escala e dados. Muitos dados. Dados que revelam desejo, hesitação e objeção. Dados que ajudam a comprar melhor, estocar melhor e vender melhor. Em tempos de juros altos, este ciclo ajustado faz toda a diferença no caixa do final do mês.

E aí surge a pergunta: “Então o vendedor vai acabar?” Não. Mas aquele vendedor, que só informa preço, tamanho e parcela… esse já acabou.

O vendedor que fica é outro. É o humano que faz o que a máquina ainda não sabe: ler o olhar, perceber insegurança, negociar, criar confiança, construir relação. O vendedor vira estrategista da decisão. E sua marca pessoal passa a valer tanto quanto o produto que vende.

O atendimento híbrido é uma realidade. Máquinas cuidam da velocidade. Pessoas cuidam da conexão. O resto vira passado.

Fim de semana, 24 e 25 de janeiro de 2026

Fechamento da edição: 18h

MÍN: 17º | MÁX: 35º

No sábado, o tempo continua firme e ensolarado, com amplos períodos de céu claro na região.

O corpo pede pausa

No lugar da urgência do dia a dia, férias se tornam importantes para garantir saúde e bem-estar

Páginas 4 e 5

ARTIGO

JULIANA THOMAS

Enfermeira e professora @juuthomas5

De janeiro a janeiro

Terça-feira, 20 de janeiro.

A rede na sacada é aconchego no findar de um dia após o trabalho. O chimarrão acompanha o momento. O céu, iluminado pelo sol de verão, convida a olhar através do vidro e observar o leve balanço das folhas da palmeira que alcançam o quinto andar do edifício. Entre uma brisa e outra, o vôo dos pássaros é uma dança que distrai o tempo.

A buzina do trânsito se mistura com o trote dos que aproveitam a temperatura para movimentar o corpo e correr na rua. Um entardecer com a vida acontecendo do outro lado da janela. Enquanto isso, aqui dentro, acolho a pausa. Reconheço que esta cena surgiu como promessa de início de ano, com mais cuidado e descanso. Com um respiro entre uma atividade e outra. Exatamente o que este mês nos convida a sentir.

O janeiro nos lembra uma folha de papel em branco, onde

podemos desenhar traços, recalcular rotas e escolher caminhos totalmente diferentes para o ano que inicia. Este 2026.

O Instituto de Desenvolvimento Janeiro Branco, criado pelo psicólogo Leonardo Abrahão, tem como tema “Paz · Equilíbrio · Saúde Mental”, convidando à reflexão e cuidado individual e coletivo em um mundo acelerado. A campanha utiliza o post-it para ressignificar a pressa em mensagens de autocuidado e bem-estar, reforçando a urgência de transformar estresse e exaustão em serenidade, através de diálogo e ações preventivas. O mesmo postit que alerta nossas demandas, pode ser usado para lembrar o cuidado comigo e com o outro. Em um cenário onde a urgência emerge diariamente na nossa rotina, um bilhete pode ser a lembrança para evitar que nos percamos de nós mesmos e como esperamos viver este novo capítulo da história. Pode ser uma memória de cuidado que deu certo

O janeiro nos lembra uma folha de papel em branco, onde podemos desenhar traços, recalcular rotas e escolher caminhos totalmente diferentes.”

no ano passado, um lembrete para olhar para si com mais carinho ou também pensar o que te faz bem. Desejo que 2026 seja um ano onde a saúde, principalmente a mental, não precise pedir licença para existir. E então, o que você escreveria no seu post-it?

EXPEDIENTE

Textos

EDITORIAL

Pausa para poder continuar

No mundo atual, criou-se a ideia de que parar é sinônimo de fraqueza. Que descansar demais é desperdício. Que férias são um prêmio para quem aguenta mais tempo no limite. Embora comum, essa cultura cobra um preço alto, que se reflete no corpo, no humor, na memória e na forma como nos relacionamos com o mundo. No debate sobre saúde, fala-se muito em alimentação, sono e atividade física. Mas pouco se fala sobre o tempo. O tempo de pausa, de desvio da rotina. E é nesse ponto que tirar férias se tornou tão importante, porque interrompem o modo automático em que vivemos grande parte do ano. Ao suspender horários rígidos, metas imediatas e demandas contínuas, o organismo deixa de funcionar em estado de alerta permanente. Não se trata de viajar, postar fotos ou cumprir roteiros de descanso produtivo. O efeito das férias está menos no destino e mais na quebra. Quebra de ritmo, de expectativa, de pressão. É nesse intervalo que o sistema nervoso desacelera, que o pensamento ganha fôlego e que

o corpo tem a chance rara de não reagir o tempo todo. Ignorar a importância das férias tem consequências. Aumento de quadros de ansiedade, irritabilidade, dores persistentes, distúrbios do sono e queda da capacidade de concentração não surgem do nada. São sinais de um desgaste contínuo que poderia ser atenuado com pausas para além de fins de semana prolongados ou feriados encaixados entre compromissos. Defender as férias como parte da saúde é também uma discussão social. Nem todos conseguem parar, e isso revela desigualdades. Mas normalizar a exaustão como virtude só amplia o problema. Uma sociedade que não valoriza o descanso produz pessoas cansadas tomando decisões importantes, seja no trabalho, na família ou até mesmo no trânsito. Férias não curam tudo. Mas funcionam como uma espécie de recarga. Um lembrete de que a vida não é apenas aquilo que se repete de segunda a sexta. E que saúde inclui o direito de desligar, mesmo que por alguns dias, da urgência constante de estar sempre disponível.

e fotos: Paulo Cardoso
Textos: Bibiana Faleiro
Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke

Se comer pouco fosse garantia de emagrecer, não existiriam tantas mulheres cansadas, frustradas e presas no efeito sanfona. É o que afirma a nutricionista Alana Kolling. A profissional observa que, na prática clínica, o que mais aparece são pessoas que comem cada vez menos e, mesmo assim, não emagrecem. Ou emagrecem por um tempo e depois ganham tudo de volta.

Segundo Alana, isso não acontece por falta de força de vontade. Acontece porque o corpo não funciona como uma simples calculadora. O organismo humano foi programado para sobreviver. “ Quando você come pouco demais por muito tempo, ele entende que está em perigo.”

A nutricionista alerta que, nesses casos, o corpo diminui o gasto de energia, desacelera o metabolismo, aumenta a fome e intensifica a vontade por doces e carboidratos. Ou seja: quanto mais você tenta “forçar” o emagrecimento, mais o corpo se defende.

Isso explica porque tantas

Omelete Funcional que sacia

Simples, rápida e ideal para quem quer emagrecer

Ingredientes

2 ovos

1 colher de sopa de queijo branco ou cottage

1 punhado de legumes picados (tomate, cebola, espinafre ou abobrinha)

Sal e pimenta a gosto

1 fio de azeite

pessoas vivem cansadas, irritadas e com dificuldade para perder gordura, mesmo comendo pouco.

Alana reforça que, em consultório, o foco não é “quanto menos, melhor”. O foco é quanto seu corpo precisa para funcionar bem. Emagrecer com saúde envolve: refeições que dão saciedade, proteína suficiente, fibras para o intestino funcionar e horários minimamente organizados.

“Quando o corpo entende que está nutrido, ele libera gordura com mais facilidade. Sem briga. Sem pânico. Sem efeito rebote.”

Modo de preparo

Bata os ovos com o queijo e os temperos. Aqueça a frigideira com o azeite, acrescente os legumes e refogue rapidamente. Despeje os ovos batidos, tampe e deixe cozinhar até firmar. Pronto.

Para a profissional, um erro muito comum é pular refeições achando que isso vai “ajudar”. Mas, na prática, isso leva a compulsão no fim do dia, exageros noturnos, descontrole nos finais de semana e sensação constante de culpa.

Ela reforça que emagrecer não é sobre comer cada vez menos. É sobre comer melhor, com estratégia e constância. Quando a alimentação passa a trabalhar a favor do corpo, o resultado aparece de forma mais leve, duradoura e saudável.

Férias além da pausa

Especialistas destacam os impactos do descanso regular prolongado na redução do estresse, na criatividade e na saúde emocional dos trabalhadores em um contexto de hiperprodutividade

Entre agendas cheias, medo de se afastar do trabalho e a dificuldade de se desligar mentalmente, o período de férias, que deveria servir para recompor energias, muitas vezes é atravessado por ansiedade, culpa e cobranças internas. Nesse contexto, especialistas destacam a importância do descanso para a saúde e o bem-estar. Profissionais afirmam que o descanso prolongado é um uma necessidade biológica e emocional. As férias exercem um papel fundamental na redução do estresse, na prevenção de doenças e na recuperação da capacidade de concentração, criatividade e

que demoram uma semana inteira.”

Cláudia Ballico, médica do trabalho

convivência social. Para a médica do trabalho e pós-graduada em psiquiatria, Cláudia Ballico, o desligamento não acontece de forma imediata. “Em média, a gente leva de dois a cinco dias para começar a se desconectar da rotina. Tem pessoas que demoram uma semana inteira”, explica.

Por isso, segundo ela, períodos muito curtos de férias tendem a ser pouco eficazes. “Quando tu finalmente começa a relaxar, a diminuir o estresse circulante, já precisa voltar a trabalhar.” Esse processo varia de pessoa para pessoa e exige planejamento. “A programação precisa ser financeira, prática e emocional”, afirma a médica.

A diferença entre trabalhadores com carteira assinada e autônomos, por exemplo, pode pesar nesse contexto. Enquanto o regime CLT garante salário e adicional de férias, o trabalhador autônomo muitas vezes associa descanso à perda financeira. “Se eu não trabalho, não recebo. E aí vem a culpa, a angústia, o pensamento de que estou parado enquanto as contas continuam chegando”.

Sem organização, as férias podem se transformar em mais uma fonte de estresse.

A médica observa que muitos profissionais evitam se afastar por medo do acúmulo de tarefas ou até de perder espaço no trabalho. “Existe o receio de voltar e encontrar alguém fazendo melhor, ou de ter tudo te esperando na volta. Isso precisa ser trabalhado individualmente, inclusive do ponto de vista psicológico.”

Do ponto de vista físico, os benefícios do descanso são claros. A redução do cortisol — hormônio ligado ao estresse — melhora o sono, diminui processos inflamatórios e ajuda o organismo a se reorganizar.

“A pessoa passa a dormir melhor, acorda mais descansada, consegue tomar café com a família, fazer atividades que não cabem na rotina”, explica Cláudia. Já os ganhos psicológicos, segundo ela, são ainda maiores, como a sensação de renovação, melhora do humor, diminuição da ansiedade e maior clareza mental.

Para desconectar

A própria médica viveu essa experiência recentemente. Aos 57 anos, ela tirou, pela primeira vez, 40 dias de férias consecutivos, planejados ao longo de mais de um ano. “Foi transformador. Voltei com outra energia, outra cabeça. Parece que eu renasci”, conta. Durante esse período, optou por se desconectar também das redes sociais. “Eu sempre digo para os meus filhos: olhem com os olhos, não com o celular. A memória que fica não é a da foto, é a do que foi

O descanso prolongado permite desacelerar e fortalecer vínculos

Mais do que viajar ou sair da rotina, as férias representam um tempo de recomposição

recomposição física e emocional, essencial para reduzir o estresse

vivido.”

Essa desconexão, segundo ela, é essencial para que as férias cumpram seu papel. O uso excessivo do celular e das redes sociais cria uma falsa sensação de conexão, mas empobrece a experiência. “Tu está ali consumindo algo sozinho, comparando a tua vida com realidades inalcançáveis, sem estar presente no momento”, afirma. O mesmo vale para crianças: limitar o tempo de tela estimula a criatividade, a brincadeira e a capacidade de lidar com o tédio. Outro ponto central das férias é o espaço para o chamado “ócio criativo”. Longe da pressão diária, ideias surgem com mais facilidade. “Caminhar na praia, ficar em silêncio, fazer algo sem objetivo produtivo permite pensar sem filtro. Coisas que não aparecem

no meio da correria do dia a dia”, explica a médica. Para ela, descansar não é, necessariamente, não fazer nada, e sim fazer o que causa prazer. Ainda assim, Cláudia alerta que nem toda vivência de férias é simples ou idealizada. Nem sempre estar com a família é fácil e nem todo contexto é saudável. “Tempo de qualidade depende do vínculo. Às vezes, ficar sozinho é melhor do que se forçar a estar em ambientes que geram mais tensão.” O importante é que o período seja coerente com a realidade e as necessidades de cada pessoa.

Cargas emocionais

Para a psicóloga Carla Schwarzer, que também é psicanalista em formação, o desejo pelas férias está cada vez mais

as férias chegam, não conseguem relaxar.”

Carla Schwarzer, psicóloga

comum entre os trabalhadores Por outro lado, percebe que nunca foi tão difícil aproveitá-las. Na clínica e nas conversas do cotidiano, ela observa um cansaço que vai além do físico.

“Existe uma sobrecarga emocional muito intensa. As pessoas querem parar, querem descansar, mas quando as férias chegam, não conseguem relaxar”, analisa. Segundo ela, o desligamento exige uma série de condições alinhadas, como financeiras, organizacionais e emocionais, que nem sempre estão presentes, o que faz com que o período de pausa seja atravessado por preocupações com dinheiro, trabalho acumulado e cobranças internas.

Essa dificuldade, segundo Carla, está diretamente ligada à cultura da produtividade que invade todas as esferas da vida. “Não é só no trabalho que se precisa ser produtivo. É nos relacionamentos, na vida social, e até nas férias”, afirma. As redes sociais, nesse contexto, acabam funcionando como mais uma fonte de pressão. A necessidade de mostrar viagens, momentos felizes e experiências “dignas de postagem” impede a vivência genuína do descanso.

“Existe uma diferença enorme entre tirar uma foto para guardar uma lembrança e produzir uma imagem para os outros. Quando a preocupação é mostrar, o momento já não é mais de relaxamento”, pontua.

Benefícios para a saúde e o bem-estar

Redução do estresse e melhora do humor: estudos mostram que períodos de descanso têm impacto positivo no bem-estar psicológico, com queda significativa em sensações de tensão, irritabilidade, cansaço e mal-estar.

Melhora da qualidade do sono: uma semana de férias com atividades físicas tem sido associada a melhorias significativas na qualidade do sono, incluindo maior tempo de sono profundo e facilidade para adormecer — fatores essenciais para a saúde física e mental.

Aumento do bem-estar e relaxamento: Pesquisas indicam que o bem-estar geral melhora durante férias mais longas, com maiores níveis de relaxamento, prazer e sensação de controle sobre o tempo, componentes associados a menor estresse e melhor recuperação emocional.

Benefícios para a saúde física: Quem tira férias regularmente têm menor risco de desenvolver síndrome metabólica — um conjunto de fatores que aumentam risco de doenças cardíacas e diabetes. Também há uma redução de até 30% no risco de morte por causas cardiovasculares em pessoas que viajam anualmente ao longo de vários anos.

Relações sociais mais fortes: Tempo de descanso é oportunidade para fortalecer vínculos familiares e afetivos, o que por si só melhora bem-estar emocional e sensação de pertencimento, aspectos correlacionados à menor ansiedade e maior satisfação com a vida.

Homeopatia ganha espaço na saúde

Especialidade médica aposta na observação detalhada do paciente e tem auxiliado no tratamento e prevenção de doenças em crianças e adolescentes

Tema cercado de curiosidade, dúvidas e, por vezes, preconceitos, a homeopatia segue despertando interesse de famílias que buscam alternativas ou complementos aos tratamentos convencionais. Reconhecida como especialidade médica no Brasil desde 1982, a prática tem origem no século 18, e utiliza elementos naturais para tratamento e prevenção de doenças.

A lógica da homeopatia parte da observação de que uma substância capaz de provocar determinados sintomas em uma pessoa saudável pode, quando diluída e preparada de maneira específica, estimular o organismo de um paciente doente a reagir e recuperar o equilíbrio.

A descoberta surgiu após Samuel Hahnemann testar em si mesmo a quina, substância usada, na época, para tratar febres, e perceber que ela provocava sintomas semelhantes aos da doença.

No Brasil, por ser uma

Reconhecida como especialidade médica no Brasil, a homeopatia propõe um cuidado individualizado, baseado na observação detalhada dos sintomas físicos e emocionais do paciente especialidade médica, a homeopatia exige formação específica. Médicos homeopatas passam por cursos de pós graduação que duram entre dois e três anos, além da graduação em medicina. O atendimento, segundo a médica homeopata Edel Holderrie, começa com diagnóstico clínico, exame físico e análise de exames complementares. “Não se substitui um tratamento essencial. Em muitos casos, a homeopatia atua de forma complementar”, explica. Em adultos com doenças crônicas, como hipertensão ou diabetes, a homeopatia pode ser associada ao tratamento convencional, sem a retirada de medicamentos alopáticos. Já entre crianças e adolescentes que, em geral, fazem menos uso de remédios contínuos, a abordagem pode ser alternativa, especialmente em casos de infecções respiratórias de repetição, alergias, distúrbios do sono e alterações de comportamento.

Cada consulta é única. O que direciona o tratamento não é só a doença, mas a forma como aquele paciente reage ao mundo.”

O diferencial do atendimento está no tempo e no nível de detalhamento da consulta. Em média, uma primeira avaliação dura cerca de uma hora. No caso das crianças, os pais participam ativamente da conversa. Sono, alimentação, comportamento, reações ao clima, histórico da gestação e até características emocionais entram no roteiro da entrevista. “Tudo isso é sintoma para nós”, afirma a médica. A partir desse conjunto de informações, é escolhido o medicamento que mais se aproxima do perfil do paciente. A homeopatia também diferencia o tratamento de crises agudas do acompanhamento preventivo. Em quadros como tosse intensa ou infecções respiratórias, a medicação pode ser administrada com maior frequência. Após a melhora, entra o cuidado preventivo, com doses mais espaçadas, com o objetivo de reduzir a recorrência dos sintomas ao longo do tempo. Apesar de frequentemente associada a práticas espirituais, a homeopatia é descrita pela médica como ciência baseada em observação clínica, experimentação e registro

O que diferencia a homeopatia da fitoterapia

Fitoterapia: utiliza diretamente plantas ou extratos vegetais, como chás e infusões.

Homeopatia: pode usar substâncias de origem vegetal, mineral ou animal, que passam por processos específicos de diluição e dinamização.

Os medicamentos homeopáticos são preparados a partir da chamada tintura-mãe e seguem técnicas farmacêuticas próprias.

A manipulação exige formação específica do farmacêutico homeopata.

sistemático de sintomas. “Não tem relação com espiritismo. É um método terapêutico médico, com protocolos, estudos e congressos científicos”, reforça.

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Edel Holderrie, médica homeopata

Melatonina se populariza, mas esconde riscos

Vendida sem prescrição e associada à ideia de produto “natural”, substância pode provocar efeitos adversos e dependência psicológica, alerta especialista

Amelatonina se popularizou como solução rápida para problemas de sono. Em gotas, comprimidos ou balas de goma, o suplemento é divulgado como um meio de adormecer com mais facilidade e de melhorar a duração e a qualidade do descanso. Vendida livremente em farmácias, inclusive em versões destinadas ao público infantil, é apresentada como o chamado “hormônio do sono”, associado a uma imagem de naturalidade e segurança que dispensa prescrição médica. Essa percepção, no entanto, é imprecisa. Embora a melatonina seja produzida naturalmente pelo organismo, sua ingestão artificial não é isenta de riscos. “A quantidade real do hormônio pode variar muito entre os produtos, o que aumenta o risco de doses inadequadas. Além disso, podem

ocorrer interações com outros medicamentos, algo que muitas pessoas desconhecem”, afirma a médica da família, Sílvia Regina Dartora (CRM-RS 21939 | RQE 13154).

Casos de dependência

Apesar de não provocar dependência química, como alguns medicamentos utilizados para induzir o sono, a melatonina pode levar à dependência psicológica. Foi o que aconteceu com a estudante Elisa Rodrigues, 19 anos. Diante de uma rotina intensa de estudos para o vestibular, ela passou a utilizar o suplemento de forma esporádica, com o objetivo de melhorar o descanso. Com o tempo, porém, o consumo tornou-se frequente e os efeitos foram contrários ao esperado. Segundo a estudante, o uso contínuo passou a causar sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça, náuseas e dificuldade de concentração, comprometendo a rotina e o desempenho. Ela relata ainda que passou a associar o ato de dormir ao uso do suplemento. “Se eu não tomasse, acreditava que não conseguiria pegar no sono.” Para a especialista, a melatonina ganhou espaço por ser percebida como uma alternativa

Sílvia Regina Dartora Médica da família suplemento pode mascarar problemas e atrasar mudanças necessárias no estilo de vida”

simples, “natural” e mais segura do que medicamentos controlados. Segundo ela, essa percepção reforça a ideia de que dormir bem depende apenas do uso de um produto. “O sono é resultado de um conjunto de hábitos, rotinas e fatores comportamentais. Reduzi-lo a um suplemento pode mascarar problemas e atrasar mudanças necessárias no estilo de vida”, afirma.

Requer atenção

Alternativas

A principal abordagem para a insônia crônica não é hormonal. As estratégias mais seguras e eficazes incluem medidas de higiene do sono, como manter horários regulares, reduzir o uso de telas à noite, manejar o estresse e praticar atividade física de forma regular.

Silvia menciona que o tratamento com melhor evidência científica é a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I), embora ainda não seja amplamente acessível. “Medicamentos ou suplementos devem ser considerados apenas após avaliação médica e como parte de um plano terapêutico mais amplo, nunca como solução isolada”, conclui.

A medica reconhece que, em alguns casos, a melatonina pode auxiliar no início do sono, mas ressalta que isso não significa melhora da qualidade global do descanso. “Quando usada sem critério, pode causar sono fragmentado, prejuízo da atenção e do desempenho cognitivo ao longo do dia”, sintomas encontrados em Elisa. Outros sinais também exigem atenção, como sonolência diurna intensa, necessidade de aumentar a dose por conta própria, uso prolongado sem melhora significativa do sono e dificuldade para dormir sem o suplemento. “Podem surgir ainda efeitos como irritabilidade, alterações de humor, dor de cabeça e sensação persistente de cansaço”, acrescenta.

Quantidade real do hormônio pode variar entre as opções, o que aumenta o risco de doses inadequadas
PAULO CARDOSO

O impacto do trabalho excessivo na saúde mental

Com o avanço do burnout e alta nos afastamentos, nova exigência obriga empresas a mapear riscos psicossociais e repensar rotinas de trabalho

Os primeiros sinais surgiram no corpo e nas emoções. Depois, veio o apagão cognitivo. Durante uma apresentação, a empresária Sabrina Bender perdeu o raciocínio diante dos ouvintes. Nem isso, porém, foi suficiente para que reduzisse o ritmo, apesar da recomendação clara do psiquiatra e do psicólogo para adotar uma rotina mais sustentável.

A compreensão da gravidade chegou em outro momento, mais concreto e impossível de ignorar. “O episódio que realmente me fez entender o que estava acontecendo foi quando, em uma reunião, meu dispostivo disparou um alerta de possível infarto por causa da minha frequência cardíaca”, relata. Não era um problema no coração. Era o corpo reagindo aos efeitos de um estresse crônico prolongado, diretamente associado à rotina de trabalho. O diagnóstico veio em seguida, burnout.

Histórias como a de Sabrina ajudam a dimensionar um fenômeno que já aparece nas estatísticas oficiais. Os afastamentos por síndrome de esgotamento profissional se multiplicaram por seis em quatro anos e passaram a pressionar os gastos da Previdência Social. Dados do Ministério da

(NR-1) para incluir a saúde mental no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. A partir de maio de 2026, empresas passam a ser obrigadas a identificar, avaliar e controlar riscos psicossociais como estresse, assédio, sobrecarga e exaustão no ambiente de trabalho.

A psicóloga e consultora em gestão organizacional Denise Cirne destaca que cargas horárias extensas, cobrança por metas inatingíveis, assédio moral e sexual, estilos de liderança inadequados e excesso de informações aceleram o adoecimento mental dos trabalhadores.

“As empresas devem mapear esses riscos, criar planos de ação para promover o bem-estar e capacitar líderes, integrando a saúde mental à segurança e saúde no trabalho”, afirma. “Isso reduz afastamentos e melhora o ambiente organizacional.”

diagnósticos associados. Além disso, profissionais informais, que não contribuem com o INSS, permanecem fora das estatísticas. Diante do avanço dos casos, o governo federal atualizou a Norma Regulamentadora 1

Ela ressalta, no entanto, que a avaliação de riscos não obriga as empresas a tratar diretamente os problemas psicológicos individuais. “A função da empresa é identificar os riscos e adotar medidas para reduzilos, criando um ambiente de trabalho mais seguro e saudável. Um clima harmonioso aumenta a motivação e faz com que as pessoas permaneçam engajadas e produtivas”, diz.

ENVATO
Em 2024, o INSS concedeu 472,3 mil auxílios doença ligados à saúde mental, totalizando 3,6 milhões de afastamentos
Denise Cirne consultora em gestão organizacional

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