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CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR
Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026 | Ano 23 - Nº 4020 | R$ 5,00 (dia útil)
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Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026 | Ano 23 - Nº 4020 | R$ 5,00 (dia útil)

BAIRRO BOÊMIO
Bares movimentados e prédios de alto padrão atraem maior circulação de pessoas e veículos. Crescimento populacional no Americano exige melhorias para mobilidade. Governo de Lajeado iniciou projeto de requalificação do pavimento e promete avanços nos serviços na área
TRANSPORTE FERROVIÁRIO
Governo federal confirma leilão para dezembro
O futuro do transporte por trens entra no centro da disputa dos três estados do Sul com o governo federal. Em debate na Fiergs, o Rio Grande do Sul, ao lado de Santa Catarina e Paraná, defende uma
concessão integrada da Malha Sul. O Estado opera hoje com apenas 921 quilômetros, e a ANTT projeta até R$ 2 bilhões em aportes para viabilizar a futura concessão e a recuperação dos trechos danificados.
PÁGINA | 6

DE FRANGO
Embargo aos frigoríficos brasileiros perdurava desde 2024 por focos de doença de Newcastle em Anta Gorda e gripe aviária em Montenegro. Após vistorias em outubro passado, reabertura do mercado foi confirmada esta semana. Cenário também favorece parceria entre a cooperativa e a JBS.
PÁGINA | 9
INVESTIGAÇÃO EM LAJEADO Trabalhos da CPI avançam à fase final
Vereadores têm até fevereiro para entregar relatório definitivo com análise detalhada sobre possíveis irregularidades em obras.
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Aferrovia gaúcha vive mais uma encruzilhada histórico. E o risco, como tantas vezes antes, é escolher o caminho errado. O debate aberto na Fiergs escancara um consenso raro: o modal está sucateado, lento, caro e perdeu relevância nacional. Divergem, porém, as soluções. Enquanto o RS e os demais estados do Sul defendem integração e previsibilidade da Malha Sul, o governo federal aposta em leilões fragmentados.
A experiência recente recomenda cautela. A concessão atual se encerra em 2027 deixando um legado de abandono, agravado pelas enchentes, com uma malha empurrando cargas para rodovias já saturadas. Repetir esse modelo, ainda que com novo operador, seria institucionalizar o atraso.
Repetir esse modelo, ainda que com um novo operador, seria institucionalizar o atraso”
O discurso federal de grandes investimentos precisa se traduzir em contratos robustos, com governança clara, metas exigentes e participação efetiva dos estados. Fragmentar a concessão pode facilitar leilões, mas compromete a integração. Sem isso, o risco logístico permanece e o custo segue recaindo sobre a economia regional.
O caso do Trem dos Vales é emblemático. Pequeno em extensão, mas gigante em simbolismo, ele mostra que a ferrovia pode cumprir múltiplas funções quando há coordenação e vontade política. O que está em jogo não é apenas um contrato, mas o papel do Sul na logística nacional. Se a decisão for tomada sem diálogo real e visão sistêmica, o Estado pode até ganhar um corredor mínimo. Perderá, contudo, a chance de reconstruir uma ferrovia à altura do seu desenvolvimento.

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica
“Entre remadas e equilíbrio, encontrei no rio um refúgio de bem-estar”
Arelaçãocomoriovai alémdapaisagempara
Gilvani Rohr, 42 anos, conhecido em Arroio do Meio como Giu. Praticante decaiaqueestand-up paddle,eletransformou aáguaemespaçode lazer,exercícioeequilíbrio emocional. Para ele, remar éumaformade“desligarde tudo”,renovarasenergiase manter o corpo e a mente em movimento
Como surgiu o seu interesse pelo esporte?
O rio, a água, sempre estiveram presentes na minha vida. Sempre gostei de estar nesses momentos vagos junto da água, porque isso me faz bem no geral.
Em que momento da sua vida você teve o primeiro contato com o caiaque ou o stand-up paddle?
O caiaque foi o primeiro contato. Foi quando percebi que era aquilo que eu precisava para acessar lugares mais especiais do rio, pontos que só com o caiaque é possível chegar. Depois disso conheci o stand-up, que trouxe a mesma sensação
O que mais chamou sua atenção nessa experiência inicial?
No caiaque, foi a segurança que ele proporciona, principalmente porque o nosso rio tem águas movimentadas. Já no stand-up, o que mais chama atenção é o exercício: equilíbrio, força, coordenação e a conexão com a natureza
Quais são os locais do rio que você mais costuma

praticar essas atividades?
O meu local predileto é o trecho da ponte de ferro, o nosso ‘Jurerê’. Para o stand-up, esse ponto é surreal, tanto no entardecer quanto no amanhecer. O balneário de Arroio do Meio também é um lugar muito bom para a prática
Existe algum ponto que considere especial ou desafiador?
O Arroio Forqueta é o mais desafiador da volta. A cada remada ele está diferente, sempre com alguma novidade. Também tem a descida de Roca Sales até Arroio do Meio, que é uma experiência marcante
Você já participou de eventos relacionados ao caiaque ou ao stand-up paddle?
Sim, já participei de eventos. Gosto de
eventos em locais diferentes, não repetitivos. No caiaque, participo mais porque envolve o dia inteiro, exige planejamento e levar mantimentos como água e comida. O stand-up, para mim, é algo mais rápido, uma ou duas horas no rio
O que a prática desses esportes representa para você atualmente?
É um momento em que a gente desliga de tudo, faz exercícios, renova as energias e tem uma sensação muito grande de bem-estar
Quais benefícios você percebeu com a prática regular?
Principalmente movimento e concentração. O nosso rio, assim como qualquer ponto de água, exige sempre o uso de equipamentos de segurança. Isso é essencial.

CPI EM LAJEADO
Com prazo até fevereiro, vereadores começam debates sobre informações a serem incluídas no documento que concentra todo o trabalho da comissão
Henrique Pedersini
henrique@grupoahora.net.br
LAJEADO
Após debates, depoimentos, perícias e trocas de acusações, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na câmara de Lajeado evolui para uma fase decisiva, a elaboração do relatório definitivo que inclui a análise dos vereadores sobre todas as etapas da apuração das denúncias. O prazo para entrega encerra na última semana de fevereiro. O documento será redigido

em conjunto pelos integrantes da CPI, presidente Mozart Lopes (PP), relator Ramatis de Oliveira (PL) e o secretário Éder Spohr (MDB). Para chegar até a versão final será necessário superar
divergências sobre a inclusão das acusações feitas por Gilberto Vargas, o “Giba” nas oitivas desta semana. Ramatis não abre mão de incluir as acusações referentes a direcionamento de licitações para
favorecer a PDS. “Eu colocarei com 100% de certeza tudo o que aconteceu ontem, acho que foi um dia proveitoso. Uma cereja no bolo! Fiquei satisfeito com o que foi dito, corroborou com o pensamento que tenho”, garante. Representante do governo, Mozart questiona a credibilidade e a falta de elementos que comprovem a veracidade dos apontamentos feios pelo denunciante. “Insisto com os colegas que o relatório seja mantido sobre as 50 perícias e não com comentários atirados ao vento na câmara no sentido de acusar outras pessoas”, avalia.
Proponente da criação da CPI, Éder Spohr (MDB), defende uma averiguação sobre as supostas interferências em processos licitatórios. “A oitiva desta semana auxilia a esclarecer o que foi superfaturado, tentar resgatar este dinheiro e encontrar os reais culpados. É preciso dar uma resposta efetiva para comunidade”, alerta. Outro aspecto considerado importante para o relatório final é a
defesa feita por Marlon Pretto, em nome da PDS. Para os vereadores, a participação do representante da empresa investigada definiu quem é o verdadeiro dono da PDS e revelou bastidores do trâmite dentro da secretaria de Obras. “Ele disse que obras eram feitas sem ter empenho, não havia nenhuma noção sobre os valores referentes ao trabalho. Este não é o rito natural”, cobra Ramatis.
Elemento base da CPI, as análises técnicas da perita contratada pelo Legislativo está próxima do fim. Das 50 denúncias, 20 ainda serão entregues. A previsão é que um nove lote seja remetido até o final deste mês. Ao mesmo tempo, serão analisados os apontamentos feitos a partir dos laudos preliminares. Existe a possibilidade de reconsiderações em relação a avaliação inicia. Até o momento, 30 perícias foram apresentadas aos vereadores. O superfaturamento apurado é de R$ 373 mil.


Osusto foi grande, as informações e os microdados ainda são reavaliados, mas a poeira mais densa baixou. E tudo resta mais claro e compreensível. Passada a turbulência, e ao ler e analisar as recentes avaliações, parcerias, indicadores, inovações, resultados e investimentos, eu posso afirmar, sem titubear, que a melindrosa nota baixa no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) não condiz com a qualidade do Curso de Medicina da Universidade do Vale do Taquari (Univates). Basta lembrar que, em abril de 2025, o Ministério da Educação (MEC) e o mesmo Inep realizaram vistoria in loco no campus da Univates, em Lajeado, e o resultado foi um celebrado 5, a nota máxima na criteriosa avaliação. No entanto, e isso é importante ressaltar, o recente recorte analítico que proporcionou o conceito abaixo do esperado precisa acender um alerta nas salas de aula e gabinetes. A sistemática é nova, é bem verdade, e outras tantas univer-
sidades Brasil afora – inclusive com notas mais altas – também questionam critérios do Inep. Mas isso já não importa na ordem do dia. A Univates tem que agir. E os líderes da academia deixaram isso claro durante as entrevistas concedidas ontem à Rádio A Hora. Com a maturidade e a resiliência necessárias para compreender as razões e consequências da questionável nota 2, e para desenhar os caminhos à reação, os membros da Reitoria demonstraram humildade, sim, mas também reforçaram de forma veemente a plena confiança em todo o ecossistema do Curso de Medicina. E com razão. Afinal, a nota do Enamed não pode, sob risco de grave injustiça contra muitos professores, médicos, demais profissionais e estudantes, servir de terra arrasada. Muito pelo contrário. É momento para chacoalhar eventuais dispersões e/ou descomprometimentos e buscar ainda mais a excelência no atendimento e no ensino. Isso sempre fez parte da rica história da nossa Univates. É vida que segue!
Após implementar novo modelo de coleta de lixo, o governo de Lajeado inicia em breve um diagnóstico do aterro sanitário para avaliação de alternativas. Entre as possibilidades, a con-
cessão do aterro para a iniciativa privada gerenciar e explorar com soluções rentáveis, ou mesmo o fechamento do aterro na próxima década e envio dos futuros resíduos a outros municípios

rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
O que “arquivou” um projeto aprovado por unanimidade?
É no mínimo curioso o destino final do polêmico projeto de lei que previa multa de um terço do salário-mínimo aos usuários flagrados consumindo ou portando drogas em espaços públicos de Lajeado. Aprovado por unanimidade na câmara de vereadores no dia 9 de dezembro, a proposta não foi vetada e tampouco sancionada pela prefeita dentro do prazo estabelecido na legislação municipal. Ou seja, Gláucia Schumacher (PP) optou por “silenciar” e, a partir deste tramite legal, caberia ao novo presidente da câmara, Neco dos Santos (PL), promulgar ou não a nova lei em um prazo de até 24h após o “silêncio” da prefeita. Entretanto, o Legislativo está em recesso e o vereador não foi comunicado de tal prazo. Assim como o vice-presidente da casa, o colega Lorival Silveira (PP), que poderia ter promulgado dentro de outro prazo de 48h, mas também não teria sido avisado do tramite legal. Diante disso, e até mesmo de possíveis desencontros entre agentes do poder Executivo que divergem da tal multa administrativa, o projeto foi estranhamente “arquivado”.
Os líderes do PL projetam para segunda ou terça-feira uma reunião com a prefeita Gláucia Schumacher (PP), para tratar do novo secretário de Meio Ambiente (Sema). O ex-presidente do PL e empresário, Luís Mörschbächer, é o “ficha 1” do partido, o Assessor Técnico da Sema/ RS, Valmir Zanatta, e o “ficha 2”, e Letícia Sena a “ficha 3”.
- Prefeito reeleito de Muçum e pré-candidato a deputado estadual, Mateus Trojan (MDB) tem trabalhado e caminhado muitos nos bastidores para conquistar apoio de líderes e representantes do MDB na região alta e, também, na região baixa do Vale do Taquari. Nessa quarta-feira, por exemplo, ele se reuniu com o vice-prefeito de Teutônia, Evandro Biondo (MDB).
- A Brigada Militar foi chamada e se fez presente no início da polêmica oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da câmara de Lajeado, realizada na quarta-feira. A guarnição optou pela correta discrição. Ao fim, não ocorreu nada que justificasse a preocupação.
- Ainda sobre a CPI que investiga supostas obras irregulares em Lajeado, o depoimento de Gilberto de Vargas (o popular Giba) iniciou com 30 telespectadores na página do Legislativo no YouTube. E chegou a picos de 180.
- Para reforçar: hoje ocorre a eleição virtual da nova diretoria da Associação dos Vereadores do Vale do Taquari (Avat). E o novo presidente será o vereador de Fazenda Vilanova, Sérgio Cenci (PP).
- Cotado para assumir a Secretaria de Agricultura e Obras de Encantado, o vereador Leonardo Lorenzi (MDB) declinou do convite do prefeito Jonas Calvi (PSD) e sugeriu que o vice-prefeito Agostinho Orsolin (MDB) assuma tal função.
Vereadores já participam de reuniões da base do governo
Na edição de quarta-feira, escrevi sobre a aproximação de membros do PDT de Teutônia – o partido do ex-prefeito Celso Forneck, derrotado nas eleições de 2024 – com o atual governo de Renato Altmann (PSD), que reúne também o MDB, o PP, o PRD e o Republicanos. A aliança ainda depende de alguns detalhes. Altmann retorna hoje das
férias e deverá, ao lado do vice-prefeito Evandro Biondo (MDB), avalizar ou não algumas decisões e/ ou negociações partidárias. Paralelo a isso, e segundo um interlocutor da situação, os vereadores do PDT já participam de algumas reuniões com a base do governo. Ou seja, a reunião dos partidos é só uma questão de tempo…
Relator da CPI das obras irregulares em Lajeado, o vereador Ramatis de Oliveira (PL) viaja de férias com a família aos Estados Unidos na próxima semana. Por lá, além de visitar o mundo encantado da Disney com os filhos, o agente público – que projeta nos bastidores a pré-candidatura a deputado estadual – vai tentar se encontrar com o blogueiro Allan dos Santos, que deixou o país em 2020 após ordem de prisão do STF e o avanço do famigerado – e
interminável – inquérito das fake news. As tentativas de contato já iniciaram por parte do vereador, mas nada está confirmado. Em tempo, Oliveira retorna dia 8 para finalizar o relatório da CPI ainda em fevereiro.


Passagem inferior no quilîmetro 345, em Lajeado, opera em sentido único desde janeiro. Concessionária avalia mudança com ANTT e PRF, mas não há prazo definido
LAJEADO
Aconcessionária ViaSul, responsável pela administração da BR-386, estuda transformar em mão dupla o retorno localizado no bairro Montanha, em Lajeado. O acesso, que utiliza a passagem inferior do viaduto no quilômetro 345 da rodovia, foi liberado de forma definitiva no dia 5 de janeiro, porém funcionando apenas em sentido único. De acordo com a ViaSul, empresa do grupo Motiva, a intenção é avaliar tecnicamente a liberação do fluxo em dois sentidos na passagem inferior sob o viaduto, modelo semelhante ao que já ocorre no retorno do bairro Conventos, no quilômetro 342 da BR-386. No entanto, a concessionária ressalta que ainda não há definição nem data prevista para eventual alteração. A análise é feita em conjunto com o órgão regulador, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo o comandante e chefe da 4ª Delegacia da PRF, Marcos Cesar Barbosa, a liberação inicial em sentido único foi uma decisão tomada de forma conjunta, motivada por questões
de segurança viária. Ainda conforme Barbosa, após a liberação do acesso existe, sim, a possibilidade de mudanças no fluxo, desde que sejam mantidas as condições de segurança no local. “Qualquer alteração precisa ser estudada e acordada entre os órgãos envolvidos”, destacou. Até o momento, porém, não há nenhuma definição oficial.
Há uma única pendência em todo o trecho sob responsabilidade da concessionária ViaSul. A via lateral projetada no sentido capital/interior ainda não está 100% concluída. Isso porque há um ponto em obras no bairro Olarias, nas proximidades da divisa com o bairro Centenário.
Segundo a concessionária responsável pela rodovia, a intervenção ocorre por conta de obras de contenção da encosta, necessárias após os impactos das enxurradas que atingiram a região em maio de 2024. Os trabalhos ocorrem entre o Country Club e a Moamar, próximo à passarela construída na ligação entre o Olarias e o bairro Montanha. A previsão é de que a contenção seja finalizada em fevereiro deste ano, informa a ViaSul.

Debate na Fiergs expõe consenso por modernização das ferrovias e divergência sobre o desenho da concessão.
RS opera com 921 quilômetros e ANTT estima R$ 2 bilhões para recuperar trechos após enchentes
Ofuturo da ferrovia gaúcha preocupa tanto o setor produtivo quanto o de logística, como o governo do Estado. Em encontro na Federação das Indústrias do RS (Fiergs), representantes do poder público gaúcho, do país e líderes empresariais discutiram o modelo de concessão para substituir o contrato operado pela Rumo, com vencimento em 2027. Como recado convergente, o entendimento unânime da necessidade de reconstruir e modernizar a ferrovia, mas com um ponto de tensão, o conceito distinto entre os três estados do sul e a estratégia do Ministério dos Transportes.
De fato, o RS, Santa Catarina e o Paraná querem integração e previsibilidade da Malha Sul, como forma de não repetir o ciclo de abandono. Já a Secretaria Nacional das Ferrovias, avança para leilões distintos entre trechos dos estados.
Depois das inundações, a situação de abandono e sucateamento do modal no RS piorou. Hoje, apenas 921 quilômetros estão operando no eixo Cruz Alta/Rio Grande, com velocidade em torno de 12 km/h, em uma malha que perdeu conexão nacional e sofreu
danos estruturais. Esse cenário elevou custos, aumentou o risco logístico e empurrou ainda mais cargas para as rodovias.
O secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, detalha que o plano federal de outorgas integra um pacote nacional de oito leilões e prevê investimentos de grande porte no setor.
Para o corredor gaúcho, o traçado trabalhado é de 880 quilômetros, com foco em carga geral, granéis sólidos agrícolas e granéis líquidos. O cronograma aponta a publicação do edital em setembro e leilão em dezembro.
Na visão do setor produtivo, a urgência é evitar que a nova concessão reproduza a baixa confiabilidade atual. O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, afirma que o Estado não pode esperar mais e defende uma ferrovia mais ágil e integrada, com um contrato robusto e capaz de garantir investimentos compatíveis com o atraso acumulado.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) calcula um investimento de R$ 2 milhões para subsidiar reformas após as inundações. O superintendente de Transporte Ferroviário, Alessandro Baumgartner, afirma que esse recurso será destinado para o futuro contrato, como uma forma de garantir equilíbrio econômico e participação pública na recomposição.
O governo do Estado, por sua vez, manteve a posição de que é preciso garantir um acordo com participação e transparência, como forma de garantir protagonismo regional ao modal ferroviário.
O secretário-adjunto de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, afirma que o RS participa


Presidente da Fiergs, Claudio Bier, realça que futuro contrato de concessão das ferrovias não pode repetir erros do passado, sob risco de desestruturar para sempre o modal no RS
das discussões com a Secretaria Nacional e cobra acesso aos estudos contratados pela União junto à Infra S.A.
De acordo com ele, no âmbito do Codesul (Consórcio dos Estados do Sul), foi decidido pela contratação de consultoria internacional para comparar modelos e buscar uma alternativa que dialogue com padrões globais de operação e regulação.
Magalhães reforça que o assunto é estratégico para o desenvolvimento econômico do país e dos três estados, pela vocação exportadora e pela centralidade dos portos do Sul. Para ele, o modelo federal precisa ser claro e incorporar contribuições dos estados para garantir uma ferrovia viável, que aumente competitividade e reduza custos logísticos.
O encontro, na prática, abriu a fase política de uma disputa técnica. A consulta pública e o desenho final da concessão devem concentrar o embate entre integração, governança e garantias de aporte para reconstrução. Para o RS, a prioridade é impedir que a malha se torne um ativo residual, restrito a um corredor mínimo, enquanto o restante do país avança em eficiência e capacidade logística.
O futuro do Trem dos Vales foi incorporado ao debate sobre a nova concessão da Malha Sul como um teste concreto da capacidade do Estado de preservar e reativar trechos ferroviários com múltiplas funções.
O coordenador do Conselho de
• Oito leilões ferroviários previstos no pacote nacional
• Corredor gaúcho com cerca de 880 km no desenho preliminar
• Edital previsto para setembro
• Leilão previsto para dezembro
• Possibilidade de participação da União em investimentos, com mecanismos de financiamento e contas vinculadas sob fiscalização da ANTT
• Apenas 921 km operando hoje, no eixo Cruz Alta–Rio Grande
• Velocidade operacional citada: cerca de 12 km/h
• Enchentes de 2024 agravaram danos e interromperam operações em trechos do Tronco Sul
• Estimativa da ANTT: cerca de R$ 2 bilhões para recuperar trilhos afetadas
• Ponto de tensão
• Estados do Sul defendem malha integrada e regras que mantenham atratividade
• Preocupação: modelo que concentre interesse privado apenas em trechos mais rentáveis e deixe o RS com menor capacidade de investimento
• Consulta pública e consolidação do modelo em 2026
• Nova concessão substitui o contrato atual, com vencimento em 2027
Infraestrutura da Fiergs, Ricardo Portella, afirma que o segmento turístico precisa estar protegido no novo contrato federal.
“O trecho turístico é pequeno em extensão, mas enorme em simbolismo. Ele mostra que a ferrovia pode voltar a operar, gerar receita e atrair pessoas.”
Segundo ele, a retomada do Trem dos Vales depende de decisão institucional. “Os danos ali são pontuais. Há recursos liberados pelo Estado. O que não pode
acontecer é a concessão ignorar esse tipo de uso.”
A recuperação inicial de 16 quilômetros entre Muçum e Vespasiano Corrêa, tratada como projeto-piloto, foi citada como exemplo de que a reativação é possível quando há coordenação entre Estado, municípios e setor produtivo. “O Trem dos Vales pode voltar ainda este ano. Isso precisa estar compatibilizado com o modelo de concessão que virá”, reforça.

Bares movimentados e prédios de alto padrão se concentram no Americano. Expansão força melhorias para o tráfego de veículos
LAJEADO
Na avenida Acvat a movimentação inicia antes do sol se pôr. Neste verão, as mesas são colocadas em frente aos pubs ainda as 17h, quando os frequentadores começam a aparecer para o “happy hour”. O bairro Americano é “boêmio”, ao valorizar vida social.
Durante o dia, é endereço de famílias. Na região, multiplicamse prédios de alto padrão que atraem moradores de toda a região. Agora, as reformas estruturais buscam mudar o trânsito. A remoção do pavimento é uma das etapas iniciadas pela prefeitura. O objetivo é requalificar a base para reposição dos paralelepípedos. Assim, garantir melhor fluxo.
O bairro está próximo da Avenida Alberto Pasquallini, um dos principais corredores de entrada e saída da cidade. O fluxo intenso de veículos e pessoas valoriza a região e atrai novos empreendimentos.
Segundo o presidente da Associação de Moradores do Americano, Adair Ruppenthal, a
Avenida Acvat virou o coração da vida noturna. Ali se concentram pizzarias, restaurantes, lancherias e, principalmente, pubs. Eles tomaram o lugar das antigas baladas. Os pubs funcionam, em geral, de terça a domingo e oferecem atrações variadas. “Em uma noite tem pagode, em outra karaokê ou música ao vivo”., salienta ele. Esse rodízio mantém o movimento constante e espalha público pelo entorno.
O empresário Rodrigo Kober, do pub e restaurante Marreta, diz que o bar ajudou a puxar o lado boêmio da Avenida Acvat. “Quando a gente chegou aqui, era tudo muito mais vazio. Tinha até mato alto nos canteiros”, lembra.
Ele avalia que o crescimento de Lajeado empurrou a Acvat para um novo papel, o de polo gastronômico e cultural. “As pessoas gostam de
sair à noite”, resume.
Para Kober, o Bairro Americano virou referência por um conjunto de vantagens difíceis de copiar: a Acvat é uma das avenidas mais largas da cidade, tem facilidade de estacionamento e fica bem posicionada, perto da BR e com ligação rápida com outros bairros. O avanço das construções, segundo ele, também vem da infraestrutura do entorno, com escolas, mercados e farmácias a poucos minutos.
Neodira Locattelli saiu de


Encantado e, há três anos, escolheu o Bairro Americano para morar. Os filhos compraram um apartamento para ela na região. Instalou-se no sétimo andar e pegou gosto pela rotina: no fim da tarde, desce para passear com a cadela Luna. “É um bairro ótimo”, resume.
Ela trocou o pátio da casa pela vida em apartamento e diz que o movimento noturno não incomoda. “Com a música, dá para conviver”, afirma, enquanto continua o passeio com Luna. O crescimento traz desafios. Adair avalia que, em algum momento, pode ser necessário fechar a avenida à noite para controlar o fluxo de veículos, diante da grande concentração de pessoas. Para ele, essa “ebulição” também é o que dá identidade ao bairro. Hoje, quase todos os pontos comerciais da Acvat estão ocupados. A procura é alta e concorrida.
“O metro quadrado de terreno à venda está em torno de R$ 10 mil. Já a locação gira perto de R$ 50 por metro quadrado. Na prática, um ponto comercial de 100 metros sai por cerca de R$ 5 mil por mês”, calcula ele. Para valorizar ainda mais a região, Adair aponta a necessidade de medidas permanentes pelo Poder Público, como a manutenção de calçadas, pintura das faixas e limpeza.

Números que explicam o
• R$ 10 mil/m² é o patamar mínimo citado para terreno comercial
• R$ 50/m² por mês na locação, em média
• R$ 5 mil/mês é o exemplo de aluguel para um ponto de 100 m²

• DE DIA: a Praça João Zart Sobrinho, ponto de encontro de famílias, com espaço para crianças e clima de passeio.
• À NOITE: pubs, restaurantes, pizzarias e lancherias, com programação variada, como música ao vivo, karaokê e opções de gastronomia para todos os gostos.
Quando a gente chegou aqui, era tudo muito mais vazio. Tinha até mato alto nos canteiros. o Bairro Americano virou referência por um conjunto de vantagens difíceis de copiar”

HORÁRIO-CHAVE
A partir das 18h, pubs começam a encher.
DIAS COM MOVIMENTO De terça a domingo.
PICOS DA SEMANA Quinta, sexta e sábado.
Sexta-feira,

vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR


OGrupo Premium anunciou um plano de expansão que prevê a construção e ampliação de um complexo industrial em Cruzeiro do Sul e a abertura de uma loja conceito em Lajeado, ampliando sua presença regional e o portfólio de soluções.
O investimento na nova estrutura física em Cruzeiro do Sul ultrapassa 2.600 metros quadrados e será executado de forma escalonada até 2030, com a entrega de um pavilhão por ano. O espaço irá
concentrar as áreas estratégica, de estoque, manutenção e operação das quatro marcas do grupo. Além da Premium Engenharia e Automação e da Premium Energia Solar, já consolidadas, o grupo lança em 2026 a Premium Home, com distribuição exclusiva de ar-condicionado Vertis Home e soluções de automação residencial e comercial da WEG. Em fevereiro, também entra em operação a Premium Mobilidade, voltada à mobilidade elétrica, com representação exclusiva da VATS Motos,
marca do grupo Multilaser.
A loja conceito em Lajeado, localizada na rua Saldanha Marinho, reunirá showroom de energia solar, automação, climatização e veículos elétricos. Segundo Gustavo Scheibler, diretor da empresa, a iniciativa busca aproximar o cliente final, arquitetos e profissionais do setor, reforçando o posicionamento do Grupo Premium como um hub de soluções sustentáveis, com foco em qualidade, tecnologia e eficiência energética.



Capsexpress fecha 2025 celebrando bons resultados
A Capsexpress, com sede em Estrela, encerra 2025 com resultados sólidos e inicia 2026 projetando um novo ciclo de crescimento. A empresa figura entre as principais fabricantes nacionais de suplementos por terceirização, atuando no desenvolvimento de marcas próprias em todo o Brasil.
Ao longo do último ano, a companhia priorizou a consolidação opera-
cional, o ganho de eficiência produtiva e o fortalecimento do portfólio regulatório. Destaca-se pelo elevado número de fórmulas próprias com registro e notificação junto à Anvisa, assegurando agilidade e segurança no lançamento de produtos. Para 2026, a projeção é de expansão sustentável, com novos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e parcerias estratégicas.
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor de forma provisória já em março. A sinalização ocorre apesar do envio do tratado ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar sua aplicação plena.
Liderada pela França, a oposição ao acordo tem provocado protestos de agricultores em Paris, contrários ao aumento das importações agrícolas do bloco sul-americano.
Dólar: R$ 5,28 Ibovespa: 175.349,34

A Docile promoveu na quarta-feira, 21, o KickOff Lideranças 2026, que reúne gestores de diferentes regiões do Brasil em um encontro voltado ao alinhamento estratégico e à definição das prioridades do novo ciclo. O evento marcou o início de uma etapa decisiva para a companhia, reforçando a integração entre áreas e o papel da liderança na transformação da estratégia em resultados concretos.
Com foco em troca de experiências, inspiração e direcionamento, o encontro destacou o compromisso da empresa com um futuro construído
com propósito, responsabilidade e foco em desempenho.
O KickOff contou com a presença do presidente do grupo, Ricardo Heineck, dos sócios conselheiros Alexandre Heineck e Fernando Heineck, além do patriarca da família, Nestor Heineck.
Ontem, a Docile voltou a se reunir, desta vez em convenção exclusiva com o time de vendas Brasil. A iniciativa reforça o posicionamento de investir continuamente em liderança, colaboração e visão de longo prazo, consolidando o lema do evento: juntos para construir um novo amanhã.


Embargo aos frigoríficos brasileiros perdurava desde 2024 por focos de doença de Newcastle em Anta Gorda e gripe aviária em Montenegro. Após vistorias em outubro passado, reabertura do mercado foi confirmada esta semana
Joilson Pereira
centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Com o anúncio da suspensão do embargo chinês à carne de frango produzida no Rio Grande do Sul feito ontem, 21, a Cooperativa Languiru, que tem uma das oito plantas do Estado credenciadas no mercado do país asiático espera retomar negócios já nas próximas semanas.
O presidente liquidante da Cooperativa Languiru Paulo Birck comemorou a suspensão do embargo. “A Languiru é uma das oito plantas no estado do Rio Grande Sul que tem habilitação China. É um mercado importante para nós, diretamente, e também para parceiros como a JBS, porque todo o frango que a gente abate para eles aqui na nossa planta, também pode ser exportado para

a China, e a JBS tem um volume significativo de exportações” conta.
O mercado chinês apresenta peculiaridades no consumo de cortes específicos de aves, o que potencializa itens que não tem valorização no mercado brasileiro. “É um mercado que paga melhor e consome um tipo de produto que no país não se consome, principalmente pé de galinha,
meio de asa e ponta de asa. No mercado nacional o pé de galinha no quilo está em R$ 2,83 o quilo. Na China, o mesmo pé de galinha, a gente consegue vender a R$12 ou R$13 o quilo. É algo atrativo, que agrega valor” afirma. Não há data fixada para o começo do envio de cortes, que precisa ser via marítima. No momento, a cooperativa opera com capacidade de abate de 45 mil aves por dia.
A Cooperativa Languiru buscava autorização para comercializar produtos no mercado chinês desde 2009 e apenas em março de 2024 conseguiu efetivar o credenciamento. Em maio daquele ano foi registrado um foco da doença de Newcastle, em um frigorífico no município de Anta Gorda, que

É um mercado importante para nós, diretamente, e também para parceiros como a JBS, porque todo o frango que a gente abate para eles aqui na nossa planta”
resultou no embargo a produtos brasileiros.
Passado um ano, em maio de 2025, ainda sob embargo chinês, o município de Montenegro registrou um caso de gripe aviária, postergando o fechamento ao mercado brasileiro.
Em outubro de 2025, uma missão chinesa auditou diversas plantas frigoríficas no estado e a perspectiva de reabertura das relações comerciais no setor animou o mercado interno.
A suspensão do embargo foi divulgada ontem pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.

Depois da entrega de dez pontes, programa avança para drenagens e contenções mais sofisticadas
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Adiretoria da Câmara da Indústria e Comércio (CIC-VT) fez uma série de vistorias técnicas em obras da 2ª fase do Reconstrói RS no Vale do Taquari. A agenda marcou um novo momento do programa, com menos obras emergenciais e mais intervenções complexas em drenagem urbana, contenção de encostas e reconstrução estrutural.
O presidente da entidade, Angelo Fontana, avalia que o Vale entra agora na fase mais desafiadora do programa. “A primeira etapa foi essencial para restabelecer acessos, com a construção de dez pontes no interior. Agora estamos falando de engenharia pesada, de obras que exigem projeto, estudo hidrológico, estabilidade de solo e acompanhamento permanente”, resume.
Segundo ele, o avanço só foi possível graças a um esforço coordenado entre líderes empresa-

riais, representação comunitária e governos municipais. Esse movimento conjunto foi determinante para a aprovação dos projetos junto aos institutos financiadores. “Houve um trabalho intenso de articulação regional para viabilizar os recursos do Instituto Ling e do Instituto Floresta. Nada disso acontece sem organização e credibilidade”, afirma Fontana.
O Reconstrói RS é uma inicia-
tiva da Federação das Entidades Empresariais do RS (Federasul) e conta com a operação e financiamento dos institutos Ling e Floresta.
Dados consolidados do programa indicam que o Vale do Taquari

Na 2ª fase, o aporte da parceria público privado passou dos R$ 30 milhões em 48 obras escolhidas para 24 cidades do Vale
concentra R$ 30,5 milhões dos R$ 83,5 milhões mobilizados na segunda fase do Reconstrói RS. Isso equivale a 36,5% do total. Após a entrega das dez pontes da primeira fase, com investimento de R$ 7,88 milhões, o programa ampliou o escopo. A segunda etapa reúne 48 obras em 24 municípios, sendo 30 intervenções consideradas prioritárias. No detalhamento, são 13 de drenagem, 12 de contenção e cinco novas pontes. Apenas nos projetos articulados pela CIC-VT, o volume chega a R$ 26,3 milhões, somando aportes privados e recursos complementares. Há ainda a participação do Funrigs, com R$ 11,5 milhões, no modelo em que 30% do custo das obras é compartilhado entre Estado e municípios, ampliando a capacidade de execução.
Durante as vistorias, a CIC-VT acompanhou frentes já concluídas e outras em andamento. Em Imigrante, três contenções em muros de gabião e uma galeria de drenagem estão finalizadas, enquanto outros dois trechos entram na reta final. Arroio do Meio concluiu uma galeria de grande porte na Picada Arroio do Meio. Progresso entregou duas drenagens com sistemas pré-moldados.
R$ 30,5 milhões captados via CIC-VT
R$ 7,88 milhões aplicados na 1ª fase (10 pontes)
R$ 26,3 milhões em drenagem e contenção (2ª fase)
R$ 11,5 milhões via Funrigs
48 obras em 24 municípios
30 intervenções prioritárias
13 drenagens
12 contenções
5 pontes
Também há obras em execução ou com cronograma definido em Colinas, Muçum, Putinga, Vespasiano Corrêa, Nova Bréscia, Sério, Coqueiro Baixo e Roca Sales, esta última com projetos que incluem pontes nas linhas Parobé e Campinhos.
Fontana observa que, diferentemente da primeira fase, as intervenções atuais têm impacto direto na redução de riscos futuros. “Não é só reconstruir o que caiu. É reorganizar o território, aumentar a capacidade de escoamento da água e reduzir a vulnerabilidade a novos eventos extremos”, pontua.
A liberação de cada frente depende de validação técnica e jurídica do comitê do programa. Municípios como Ilópolis, Nova Bréscia, Poço das Antas e Sério tiveram início autorizado recentemente, enquanto um terceiro grupo aguarda liberação para fevereiro. As entregas se estendem até março de 2026, conforme o estágio de cada projeto. Para a CIC-VT, a experiência do Reconstrói RS deixa um legado institucional. “O Vale mostrou que consegue organizar demandas, apresentar projetos e executar. Isso cria um padrão para futuras políticas de prevenção e infraestrutura”, conclui Fontana.
Policiais detalham estratégias após caso no Centro da cidade, alertam para os riscos da receptação e pedem que moradores formalizem denúncias
Amanda Jommertz centraldejornalismo@grupoahora.net.br
LAJEADO
Ofurto de cabos na avenida Benjamin Constant trouxe novamente ao debate a recorrência de delitos cometidos por indivíduos que, embora detidos, respondem em liberdade. O crime ocorreu no Centro da cidade, nas proximidades da sede do Grupo A Hora, e foi executado por dois homens com anteceden-

Caso ocorreu no Centro da cidade, nas proximidades da sede do Grupo A Hora
tes criminais.
A major da Brigada Militar, Carmine Brescovit, esclarece que a legislação atual permite que os suspeitos de crimes dessa natureza aguardem o julgamento fora da prisão. Diante desse cenário, a oficial destaca que a corporação tem focado na inteligência e na análise estratégica de dados
para prevenir novas ocorrências. “Lajeado apresenta uma queda nos índices de criminalidade e é considerada uma cidade segura”, pontua a major.
O capitão Isaac Borghetti reforça que a participação da comunidade é fundamental.
Segundo ele, o registro formal das ocorrências permite que a Brigada Militar mapeie os casos e identifique criminosos reincidentes. “O trabalho de análise facilita

o reconhecimento da maioria dos infratores, muitas vezes identificados por características como tatuagens e vestimentas”, explica. Além do policiamento ostensivo, a Brigada Militar atua no “pós-furto” em operações conjuntas com a Polícia Civil para fiscalizar estabelecimentos. Os policiais também alertaram a população sobre o crime de receptação: adquirir produtos por valores muito abaixo do mercado, sem procedência clara, alimenta o ciclo do crime.
Para aumentar a segurança residencial, a BM orienta a instalação de câmeras e o fortalecimento de laços entre vizinhos. Outro
ponto de atenção é o comportamento nas redes sociais, evitando a exposição de períodos em que os imóveis estarão vazios.
Borghetti fez ainda um apelo sobre a questão social e o tráfico de drogas. Ele solicita que a população evite dar esmolas a pessoas em situação de rua, explicando que esses valores muitas vezes são usados para a compra de entorpecentes.
“Esse auxílio financeiro direto acaba retroalimentando o crime organizado. Existem suportes oficiais, como alimentação e banho, oferecidos pela Assistência Social”, ressalta.


ERS-130
Fenômeno foi percebido por motoristas durante obras no asfalto. EGR explica que tremores são normais e não indicam risco de colapso



VALE DO TAQUARI
Motoristas que trafegavam pela ERS-130, na ponte do Rio Forqueta, entre Arroio do Meio e Lajeado, relataram vibrações na estrutura durante paradas no trânsito ao longo da semana. O fato aconteceu enquanto equipes faziam obras de recuperação do asfaltamento no local, o que exigiu interrupções momentâneas no fluxo de veículos.

Vídeos nas redes sociais e relatos feitos por condutores que aguardavam a liberação da pista, levantaram questionamentos sobre a intensidade dos tremores e a qualidade da obra.
A ponte, inaugurada em abril de 2025, foi construída após a queda da estrutura anterior durante a enchente histórica registrada 11 meses antes. O novo investimento foi de aproximadamente R$ 22 milhões. A travessia possui 170 metros de extensão, 51 metros a mais que a antiga, e está 5,10 metros mais alta, com duas faixas de tráfego. A estrutura é composta por
24 vigas apoiadas em dez pilares, dimensionadas para suportar cargas elevadas e esforços contínuos do tráfego.
De acordo com o engenheiro e presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Luiz Fernando Vanacor, as vibrações percebidas são consideradas normais em pontes modernas. Segundo ele, esse tipo de estrutura é projetado com critérios de elasticidade justamente para resistir e absorver esforços, impactos e vibrações causadas pela passagem de veículos, especialmente os de grande porte. Vanacor explica ainda que o fenômeno tende a ser mais perceptível quando há veículos parados sobre a ponte, situação registrada durante as obras no pavimento. “Com parte dos veículos estacionados e outra faixa em movimento, ocorre uma combinação de cargas que torna a vibração mais sensível para quem está parado”, detalha. Apesar da percepção dos motoristas, o engenheiro reforça que não há qualquer indício de comprometimento estrutural. “Não existe risco de colapso. A ponte está dentro dos parâmetros de segurança para os quais foi projetada”, afirma. A EGR destaca que o monitoramento da estrutura é contínuo e que as intervenções no asfalto não afetam a integridade da ponte.



Alex Achernar da Rosa Wendt assume o clube para o biênio 2026/27 com foco na base, estrutura e retomada esportiva
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
OCentauros Rugby, de Estrela, inicia um novo ciclo administrativo no biênio 2026/27.
Aos 33 anos, o analista de TI Alex Achernar da Rosa Wendt assume a presidência do clube após integrar a diretoria anterior. Ele define a transição como um passo natural e reforça a proposta de continuidade do trabalho desenvolvido pela gestão passada. O novo presidente reforça que a gestão mantém a linha administrativa já estabelecida, sem mudanças bruscas. “A ideia é dar continuidade ao trabalho da última gestão. Isso fica mais fácil por já conhecer os caminhos e ter uma boa relação com o último presidente”, destaca. Entre as principais metas
do clube está o fortalecimento da base, com a implantação da categoria juvenil, voltada a atletas entre 16 e 19 anos. No aspecto esportivo, o Centauros projeta retorno ao protagonismo no rugby gaúcho. “Nossa principal meta é desenvolver o juvenil e, em campo, voltar a disputar pelo menos as semifinais do Estadual”, projeta Alex.
A escolinha mantém bom número de crianças nas categorias infantis. O foco agora recai sobre a ampliação do trabalho no juvenil, considerado estratégico para o futuro do clube. No masculino adulto, o Centauros vive um ano de reconstrução e busca retomar o patamar competitivo de 2024. “Temos um elenco adulto muito bom e priorizamos desenvolver os talentos que surgem dentro do próprio clube”, explica.
Fora de campo, a diretoria executa melhorias estruturais. A nova sede, no antigo prédio da Corsan, no Parcão, entra em fase final de conclusão. O clube mantém contato com a Prefeitura de Estrela e com a Secretaria Municipal de Esportes. “O foco é ampliar a escolinha e contar com o apoio da Secretaria, que auxilia na iluminação do campo”, relata o presidente.
Mesmo acumulando as funções de presidente e atleta, Wendt afirma que separa os papéis com clareza. “Quando coloco as chuteiras, foco só no que posso fazer dentro de campo”, ressalta. Para ele, a atuação dupla facilita a gestão. “Estar no grupo ajuda a ouvir diretamente as necessidades e entender onde precisamos melhorar”, completa. Para a temporada, o Centauros estabelece como meta o terceiro lugar nas disputas de rugby XV e sevens. Ao torcedor, o presidente projeta entrega. “O grupo está muito focado em atingir os objetivos. A entrega não vai faltar”, garante.
Wendt também destaca a importância das parcerias. “O rugby é um esporte amador no Brasil. Sem apoio público e privado, o clube tem muita dificuldade de existir”, afirma. Por fim, ele resume o objetivo da gestão. “Quero deixar o clube em um lugar melhor do que encontrei, mesmo sabendo que viemos de uma excelente administração”, conclui
@FOTODOFARIAS/DIVULGAÇÃO

Wendt acumula as funções de atleta e presidente. Na gestão pretende atrais mais atleta as equipes
EZEQUIEL NEITZKE
ezequiel@grupoahora.net.br

Roca Sales construiu, ao longo dos anos, um dos campeonatos municipais mais respeitados do Vale do Taquari. Por isso, soa quase inconcebível a possibilidade de não haver competição em 2026. Mais do que um problema esportivo, o impasse revela uma crise de diálogo, compromisso e visão coletiva.
Nos bastidores, a resistência de clubes tem pesado mais do que o esforço da coordenação de esportes. Jean Johans deixa claro que alternativas não faltaram. Houve flexibilização para atletas de fora, depois recuo; tentou-se o ranqueamento de jogadores da casa para equilibrar forças; buscou-se um modelo que reduzisse custos e preservasse a identidade local. Em todas as etapas, o caminho foi o da escuta e adaptação das necessidades dos times.
Ainda assim, a negativa persistiu. O argumento financeiro, legítimo em qualquer esporte amador, foi considerado. A pergunta que fica é: até que ponto o custo justifica abrir mão de um campeonato que movimenta comunidades, fortalece laços e mantém viva a tradição esportiva do município?
Com apenas três equipes dispostas a jogar, a saída momentânea será apostar no veterano e tentar salvar o futuro da categoria titular. Mas o alerta está dado. Se interesses individuais continuarem se sobrepondo ao coletivo, Roca Sales corre o risco de perder muito mais do que um campeonato: perde história, identidade e paixão pelo futebol.
O Campeonato Municipal de Arroio do Meio caminha para ser o mais equilibrado e disputado dos últimos anos. O União, de Arroio Grande, mesmo após mudar sua base depois de dois títulos consecutivos, segue como forte candidato ao tricampeonato. A régua elevada pelo atual campeão, porém, provocou reação imediata. Nos bastidores, os demais clubes se mexeram. Rui Barbosa e Forquetense apostaram em atletas renomados e acostumados a decisões no Vale. Esperança, Palmense e Cruzeiro também buscaram reforços pontuais. O resultado é um cenário raro: hoje, apontar favoritos ou prever quem ficará pelo caminho na fase classificatória virou quase um exercício de adivinhação. Para o torcedor, é o melhor dos mundos.
Circula nos bastidores a possibilidade de retorno da Taça da Amizade. A ideia seria organizar o torneio como uma competição paralela ao Regional Aslivata, reunindo clubes que não pretendem disputar a Copa Certel/Sicredi. A iniciativa, no entanto, levanta questionamentos. Justamente no ano em que os patrocinadores projetam realizar a maior edição da história, a criação de um campeonato paralelo pode gerar ruídos desnecessários. Mais do que dividir clubes, a situação pode estremecer relações construídas com esforço ao longo do tempo. Resta saber se a busca por alternativas não acabará enfraquecendo o conjunto do futebol regional.

por Raica Franz Weiss



A sede em 2006, no mesmo local
O fundador da atual Beuren Ferramentas, Canísio Beuren, começou vendendo máquinas na Casa do Agricultor de Lajeado em 1969. Depois, em 1970, se mudou para Veranópolis e, no ano seguinte, foi para Garibaldi. Lá, Canísio fundou a loja que, na época, vendia máquinas agrícolas para o interior da região de Garibaldi.
O negócio veio a Lajeado em 1976, também focado no mesmo segmento. Em 2006, há 20 anos, os jornais da época comentavam os 30 anos da empresa na cidade. Foi por volta de 1985, que a Beuren começou a mudar o ramo e trabalhar mais com ferramentas e maquinário industrial.
Por cerca de 40 anos, a Beuren permaneceu no mesmo endereço, na Avenida Alberto Pasqualini, na entrada de Lajeado. Há quase uma década, a empresa funciona na Avenida Acvat, no prédio da antiga rodoviária.
- Dia Internacional da Medicina Integrativa
Santo do dia: Santo Ildefonso
A nova sede da Weiand S.A. Veículos estava em construção às margens da BR-386, então chamada Rodovia Presidente Kennedy, em Lajeado. Na época, as obras já estavam em andamento há cerca de 20 meses. O telhado era o grande diferencial da obra, construído em forma de abóbada. Cerca de um ano antes, os jornais da época noticiavam que uma equipe de uruguaios tinha sido especialmente contratada pelo Grupo Weiand para a obra. O telhado seria feito com tijolos especiais e, conforme a Imprensa da época, seria uma “construção sui generis no Alto Taquari, um cartão de visitas para os que chegam a nossa cidade”. De fato, o telhado arredondado foi construído na sede da Apomedil, concessionária da Mercedes Benz, que até hoje funciona às margens da BR-386, na entrada de Lajeado.



Conselheiro de Administração
Segundo os autores do livro “Lentes da Governança – aspectos de longevidade para negócios em família”, Bruno L. F. Salmeron e Cristiano A. Venâncio, qualquer negócio tem três caminhos possíveis: crescer, morrer ou ser transferido para outros proprietários. No Brasil, 90% das empresas são familiares e empregam cerca de 75% da força de trabalho (IBGE/ Sebrae). O livro também apresenta dados da PwC que indicam que 75% das empresas familiares brasileiras quebram após serem assumidas pelos herdeiros, e que menos de 4% sobrevivem até a terceira geração.
Empresas que apresentam resultados ruins tendem a afastar interessados, inclusive membros da própria família”
Quando um negócio cresce de forma consistente — em faturamento, margem, lucro e caixa — ele gera desenvolvimento e riqueza para todos os envolvidos. É comum, nesses casos, surgir algum familiar interessado, que pode até acreditar ter direito a uma participação na empresa, quando, de fato, não o tem. Todo negócio deveria ter como objetivo principal a geração de valor e riqueza, independentemente de ser ou não uma empresa familiar. No entanto, nem sempre isso acontece.
Empresas que apresentam resultados ruins tendem a afastar interessados, inclusive membros da própria família. Nesse cenário, o desfecho pode ser a morte do negócio, com seu encerramento. Uma alternativa, antes que isso ocorra, é buscar a venda da empresa
para outros proprietários. Essa decisão também pode ser considerada quando o mercado de atuação está saturado ou quando não existe uma linha sucessória claramente definida na empresa familiar.
Estabelecer uma sucessão estruturada é responsabilidade dos proprietários que lideram a empresa no momento atual. Se muitas empresas quebram quando os herdeiros assumem, a responsabilidade recai sobre quem permitiu essa promoção sem o preparo adequado. Caso não existam pessoas com o perfil necessário dentro da família, é plenamente possível recorrer ao mercado, buscando profissionais alinhados à cultura, aos valores e ao perfil de liderança desejados. Nesses casos, estruturas de apoio à governança familiar tornam-se ainda mais relevantes.
O fato é que não se pode permitir que uma empresa familiar simplesmente morra — essa é uma hipótese em que toda a governança familiar falhou. Em uma era repleta de exemplos de sucesso e insucesso amplamente disponíveis, espera-se dos proprietários de empresas familiares sabedoria e visão para governar seus negócios, gerando riqueza e perpetuando a reputação de suas famílias.
“Na árvore da existência há mortes diferentes: muitas caem como folhas; poucas como sementes.” Ítalo João Balem


Secretária da Mulher do RS
Amulher pode ser o que ela quiser. Esta frase potente resume o compromisso que precisamos assumir como Estado e como sociedade. Liberdade, autonomia e protagonismo feminino não podem ser apenas um desejo: precisam ser uma realidade. Mas o mundo está, de fato, preparado para isso?
No Brasil, as mulheres são maioria na população e têm conquistado espaços importantes nas empresas, na política, no esporte e em outras áreas. Mas também temos fragilidades.
No Rio Grande do Sul, de janeiro a outubro de 2025, 69 mulheres foram vítimas de feminicídio. Cada número representa uma vida interrompida, uma família impactada, sonhos que não se realizaram. Em muitos casos, essas mortes acontecem porque ainda persiste a ideia de que a mulher não pode decidir sobre a própria história, resultado de uma cultura marcada pela superioridade masculina que, em sua forma extrema, leva ao feminicídio. Mudar essa realidade exige enfrentar essa cultura. Desde que o governador Eduardo Leite recriou a Secretaria da Mulher, temos trabalhado ainda mais para fortalecer políticas públicas e aproximar o Estado dos municípios. A construção de uma rede de cuidado e proteção, integrando educação, saúde e assistência social, é um caminho essencial. Em cada atendimento, é preciso um olhar sensível, atento e acolhedor.
A
construção de uma rede de cuidado e proteção, integrando educação, saúde e assistência social, é um caminho essencial”
Essa responsabilidade, porém, não é apenas do poder público, forças de segurança e das mulheres. Instituições, empresas, entidades, sociedade civil, homens e mulheres: todos fazem parte dessa causa. Em dezembro, o governo do Estado lançou a campanha “Não maquie, denuncie”, para prevenir a violência contra as mulheres, especialmente neste período de fim de ano, quando os conflitos tendem a aumentar. A mensagem é direta: não esconder, não normalizar, não silenciar. Acolher e denunciar salva vidas.
Reforçamos o convite para que os homens se unam a nós de maneira ativa e comprometida. Proteger cada mulher é um dever coletivo. Só assim garantiremos que ela tenha condições de mostrar ao mundo sua força e que ela pode, sim, ser o que ela quiser.
Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Fechamento da edição: 18h MÍN: 17º | MÁX: 35º O tempo permanece firme e ensolarado na Região, mas, nas primeiras horas do dia, pode ocorrer a formação de nevoeiro isolado.


Concessionária avalia a liberação em dois sentidos a passagem sob a BR-386, no acesso ao bairro Montanha, em Lajeado. No início do mês, a ViaSul concluiu a obra, contudo, somente um sentido é permitido. Mudanças estão em análise na ANTT e PRF
OBRAS NA RODOVIA PÁGINA | 5



Com atividades interativas e mais de 800 almoços vendidos, o encontro reforçou a identidade comunitária e o fortalecimento das localidades de Estrela.
Páginas 12 e 13
Levantamento do ISSQN de 2024 evidencia que o município mantém uma economia diversificada, sustentada principalmente pela logística e por serviços especializados. Os números reforçam o papel de Estrela como polo estratégico de apoio à cadeia produtiva do Vale do Taquari.

PARTIU FUTURO RECONSTRUÇÃO
Estrela inicia segunda turma de programa de qualificação a jovens
O projeto do governo do Estado visa atender jovens de famílias atingidas pelas cheias e inscritas no CadÚnico. A nova turma reúne 15 jovens, que já estão contratados pelo município e passam a integrar diferentes setores da administração pública. A proposta alia formação teórica e vivência prática.
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AVANÇO NA INFRAESTRUTURA Bom Retiro do Sul tem mais de R$ 10 milhões em obras licitadas
O município inicia 2026 com R$ 10,4 milhões de obras licitadas. Previsão é de início já nos primeiros meses do ano. A maior parte dos investimentos previstos está concentrada em obras estruturantes, especialmente nas áreas de educação, habitação, assistência social e infraestrutura urbana.
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Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
Carlos Loreno de Borba, 72, é natural de Roca Sales mas mora em Estrela há 52 anos. No CTG Estrela do Rio Grande, construiu uma trajetória marcada pela constância, pelo respeito à tradição e pelo trabalho silencioso que sustenta a vida do galpão. Entre funções na diretoria, passagens como patrão e, hoje, à frente da cozinha, ele carrega a certeza de que o tradicionalismo se aprende fazendo — e permanecendo.
Como iniciou tua ligação com o tradicionalismo?
Carlos Loreno de Borba – Iniciou quando cheguei a Estrela. Um conhecido me convidou para ajudar nos eventos do CTG e, desde então, nunca mais me afastei. Comecei ajudando em tudo que precisava, depois fui patrão, sempre participei da diretoria. Todos os patrões que passam por ali eu procuro orientar, ajudar no que posso, dividir experiência. Hoje sigo contribuindo principalmente na cozinha. Cozinhar para tanta gente, ver tudo funcionando e receber o reconhecimento das pessoas é uma satisfação muito grande. Minha casa, meu chão, é aqui. O CTG Estrela do Rio Grande sempre foi e sempre será o único na minha vida.
Tu sente diferença entre o tradicionalismo de antigamente e o de hoje?
Carlos – Sinto muita diferença, principalmente nos costumes. Antigamente existiam regras claras de respeito. Não se entrava em ambiente fechado de chapéu. Ao chegar na casa de alguém, se tirava a faca da cintura e as esporas da bota. Isso era educação. A indumentária também mudou bastante. A bombacha precisa sobrar na perna, ser larga. A medida quase sempre era a cintura do homem para definir o tecido da perna. Hoje está ficando curta, justa, parecendo outra coisa. Falta conhecer mais a história, entender o porquê da tradição.
Entre tantos anos vividos
ARQUIVO PESSOAL

no CTG, o que mais te marcou?
Carlos – Vivi muita coisa, mas o que mais marcou foi o último fim de semana, na 29ª edição do Rodeio Crioulo Estadual. Foram dias inteiros na cozinha, preparando feijoada, carreteiro, churrasco, alimentando todos os trabalhadores. Amo o que faço e faço com muito carinho. E também teve a homenagem na abertura oficial. Recebi uma faca e um quadro. Às vezes quem está mais nos bastidores não aparece, mas carrega uma responsabilidade enorme. Aquilo me emocionou muito.
Que conselho tu deixa para os jovens que seguem a tradição hoje?
Carlos – Que aprendam com os mais antigos. Que escutem conselhos, peçam ajuda e tenham paciência. Tenho orgulho da piazada que mantém a tradição viva, mas é importante ouvir mais, conhecer como era antes. Isso dá outra visão de vida e fortalece o respeito pelo que se construiu.
Depois das enchentes, o que significou ver o CTG sediar novamente o rodeio em Estrela?
Carlos – Foi um dos momentos mais difíceis e, ao mesmo tempo, mais marcantes. Teve muitos metros de água sobre o nosso galpão. Perdemos muita coisa e ainda estamos em recuperação. Ver tudo debaixo d’água dói. Mas voltar, mostra a força da entidade e das pessoas.


Iniciativa chega ao segundo ano e busca apoiar crianças e jovens no início do ano letivo; doações seguem até 6 de fevereiro
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
Com a proximidade do retorno às aulas, ações solidárias ganham ainda mais importância para famílias que enfrentam dificuldades para garantir o material escolar básico. Em Estrela, o Registro de Imóveis, que também atende o município de Colinas, promove pelo segundo ano consecutivo uma campanha de arrecadação de material escolar, voltada a crianças e jovens da rede pública. A iniciativa é organizada pela equipe do cartório e segue até o dia 6 de fevereiro, com recebimento de doações diretamente na sede da instituição, localizada no Centro da cidade. A proposta é contribuir para que estudantes iniciem o ano letivo com mais dignidade, motivação e condições adequadas de aprendizagem.
EXPEDIENTE
Integrante da equipe do Registro de Imóveis de Estrela, Tainara Bauermann explica que a campanha nasceu da compreensão coletiva sobre o papel social da educação. “Acreditamos que a educação pode transformar vidas. Por isso, pelo segundo ano consecutivo, decidimos promover essa campanha para ajudar crianças e jovens nesse início de ano letivo”, afirma.
Segundo ela, a experiência do primeiro ano reforçou a importância da mobilização comunitária. Em 2025, a ação resultou na montagem de 16 kits escolares completos, com cadernos, tesouras, pastas e outros itens essenciais, além do recebimento de mochilas.
A campanha aceita materiais novos ou usados em bom estado, ampliando as possibilidades de contribuição da comunidade. Entre os itens mais necessários estão cadernos, lápis, canetas, estojos, mochilas, pastas, tesouras e demais materiais de uso escolar.
“Qualquer tipo de material
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escolar é bem-vindo. Às vezes, algo que sobra em casa pode fazer toda a diferença para uma criança”, destaca Tainara. Neste ano, os materiais arrecadados serão destinados à Escola Estadual de Educação Básica Nicolau Müsnich, em Estrela. No ano passado, a campanha beneficiou outra escola da rede estadual, ampliando o alcance da iniciativa no município e reforçando o caráter solidário da ação.
Para a equipe organizadora, a escolha da escola ocorre a partir do diálogo com a comunidade escolar e da identificação de demandas reais.
Ao falar sobre o engajamento esperado, Tainara reforça que a campanha é construída a partir de gestos simples. “Um gesto simples pode mudar vidas. Um caderno, um lápis ou uma mochila podem representar muito para quem está começando o ano letivo”, relata.
A mobilização segue aberta à participação de toda a comunidade até o início de fevereiro, fortalecendo uma rede de apoio que ultrapassa o ambiente escolar.
CIRCULAÇÃO • Estrela • Bom Retiro do Sul • Fazenda Vilanova • Colinas • Imigrante
Uma publicação do ecossistema
Dados do imposto municipal sobre serviços evidenciam empresas que sustentam a economia local
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
OImposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, ISSQN, tem se consolidado como um dos principais termômetros da economia de Estrela. O levantamento das 150 maiores empresas geradoras do imposto, com dados consolidados de 2024 pela Secretaria Municipal da Fazenda, mostra que o município não depende de um único setor, mas opera a partir de um ecossistema econômico integrado, ancorado na logística, na indústria de suporte, na tecnologia e em serviços especializados.
Mais do que uma lista de contribuintes, o ranking evidencia como Estrela se posicionou estrategicamente no Vale do Taquari: como um polo de apoio à cadeia produtiva regional, onde transporte, manutenção industrial, tecnologia da informação, engenharia, serviços financeiros, saúde e consultorias caminham juntos.
O que é este tributo e por que ele importa?
O ISSQN é um imposto municipal cobrado sobre a prestação de serviços.

Diferente de tributos ligados à circulação de mercadorias, ele reflete diretamente a atividade econômica cotidiana, o volume de contratos, a complexidade técnica dos serviços e a capacidade de geração de valor dentro do município.
Na prática, quanto mais diversificado e qualificado é o setor de serviços, mais estável tende a ser a arrecadação, mesmo em cenários de oscilação econômica.
Para o secretário municipal da Fazenda, Marco Wermann, o comportamento do ISSQN traduz com precisão a realidade local. “O imposto mostra como Estrela construiu uma base sólida, diversificada e conectada às atividades logísticas e industriais. Ele reflete o dinamismo do setor de serviços e sua capacidade de sustentar o crescimento econômico do município”, afirma.
A análise das empresas listadas mostra a forte presença de transportadoras, fabricantes e
mantenedoras de implementos rodoviários, empresas de rastreamento, manutenção pesada, oficinas especializadas, engenharias e prestadores de serviços técnicos voltados à cadeia logística.
Esse perfil não é casual. Estrela se consolidou como ponto estratégico de circulação regional, o que atraiu empresas capazes de atender desde a operação do transporte até o suporte técnico, tecnológico e administrativo necessário para manter esse sistema funcionando.
Ao mesmo tempo, cresce de forma consistente o número de empresas ligadas à tecnologia da informação, desenvolvimento de softwares, telecomunicações, consultorias técnicas e serviços de gestão, ampliando o valor agregado da economia local.
Para o secretário municipal de Planejamento e Sustentabilidade, Rafael Mallmann, os dados
Sede da Metanox, na Linha Lenz, às margens da RST-453, onde a empresa concentra produção e manutenção de implementos rodoviários voltados ao transporte de líquidos

O conjunto das 150 maiores geradoras de ISSQN reforça Estrela como um município com infraestrutura econômica funcional, mão de obra qualificada e serviços capazes de atender demandas complexas.
1️ Metanox Ltda
Sede: RST-453, km 43, Linha Lenz – Estrela
Atua na manutenção e fabricação de implementos rodoviários para transporte de líquidos a granel. A empresa evoluiu da prestação de serviços para a produção própria de equipamentos, com atuação nacional e no Mercosul. É referência em tecnologia aplicada ao setor logístico.
2️ Dendron Brasil Serviços em Informática Ltda
revelam um ambiente econômico mais maduro. “A presença significativa de empresas de manutenção industrial, engenharia, tecnologia e serviços técnicos mostra que Estrela se organizou para dar suporte permanente ao setor produtivo. Isso cria um ecossistema equilibrado, competitivo e preparado para crescer de forma sustentável”, destaca.
Segundo ele, essa diversificação reduz a dependência de ciclos específicos e aumenta a capacidade de recuperação do município em momentos de crise.
Sede em Estrela: Rua Coronel Mussnich, 557 – Centro Com matriz em São Paulo, a empresa atua no desenvolvimento e licenciamento de softwares customizáveis. A unidade de Estrela reforça o crescimento do setor de tecnologia da informação no município e sua integração ao ambiente corporativo regional.
3️ Funerária Diersmann Ltda
Sede: Rua Geraldo Pereira, 450 –Alto da Bronze Fundada em 1989, integra o Grupo Diersmann, com atuação regional consolidada. A empresa é uma das marcas mais lembradas do setor no Vale do Taquari e no Rio Grande do Sul, destacandose pela estrutura de serviços e assistência.


Há 14 anos no mercado imobiliário, Luciani Machado é diretora da Viver Bem Imobiliária, a empresa participou do Podcast O Meu Negócio do Grupo A Hora, no dia 12 de janeiro (entrevista completa disponível em nosso portal), e diz que a cidade vive um momento de crescimento com perspectiva de longo prazo, puxada por loteamentos, áreas de expansão e pela expectativa em torno da nova ponte e de mudanças na mobilidade urbana. “Quem for para Estrela não se arrepende”, afirma.
Nascida em Taquari e criada em Estrela desde cedo, Luciani Machado se define como “apaixonada por pessoas”. O nome Viver Bem, diz, surgiu dessa ideia, a compra de um imóvel está ligada a um propósito, morar melhor, investir, realizar um sonho.
Nascida em Taquari e criada em Estrela desde cedo, Luciani Machado se define como “apaixonada por pessoas”

Fabiano Petter comercial@jornalng.net.br
25 de janeiro – Nexsul Conectividade (19 anos)
25 de janeiro – Planeta Hambúrguer (9 anos)
26 de janeiro –Município de Lajeado (135 anos)
Sua empresa também pode ser mencionada neste espaço, envie a sua data comemorativa! Parabéns e um cordial abraço a todos.
Dia 8 de fevereiro: 10h: Festa Anual Com. da Figueira, em Estrela.

Veja as matérias completas no site: jornalng.net.br
- A Prost Bier lançou seu refrigerante de romã, com insumos importados do Líbano, esta diversificação acompanha a tendência de redução no consumo de álcool. Apesar disso, a cerveja segue como foco central da marca, mantendo sempre os investimentos em qualidade e novos estilos, sem abrir mão de sua essência.
- O mercado de livre de energia da Certel trouxe resultados positivos à cooperativa e seus parceiros. A Ecovale, na Linha Geraldo, Estrela, é uma das empresas que aderiram ao processo.

- A EEEPE, Escola profissionalizante de Estrela, abre inscrições para 3 novos cursos sugeridos pelo Núcleo de Inovação para o Trabalho (NIT), formado na escola, apresentando novas possibilidades de formações à comunidade. Os 3 cursos ofertados são: Gestão de tempo, Modelagem em Impressão 3D e Sketchup - Modelagem Arquitetônica. A matrícula pode ser feita na secretaria da Eeepe ou pelo telefone (51) 3712-1185.
- Adesão ao parcelamento do IPVA 2026 em até seis vezes sem juros vai até 30 de janeiro.
Por isso, a imobiliária adotou valores “inegociáveis”, como seriedade e transparência. “A gente pode perder um negócio, mas jamais perde um cliente”, resume. E também defende que o corretor não vende “um produto qualquer”, mas algo que pode ser o patrimônio de uma vida inteira. E alerta, além de olhar preço e financiamento, é preciso avaliar a liquidez do imóvel. “Ele é uma moeda de troca. Amanhã pode surgir uma proposta em outra cidade e tu precisa vender rápido”, diz.
No ano que a Cooperativa Certel, completa sete décadas dedicadas ao Cooperativismo e ao desenvolvimento regional. Para celebrar, uma noite de música e cultura foi pensada para comemorar esse momento importante em comunidade. “Estes 70 anos representam a força da união. Queremos celebrar a trajetória da Cooperativa com quem nos impulsiona todos os dias: nossos associados”, convidam o presidente, Erineo José Hennemann e o vice-
presidente, Daniel Luis Sechi. O evento voltado para toda a família será realizado no dia 6 de fevereiro, a partir das 19h30min, no ginásio da Associação PróDesenvolvimento de Languiru (APDL), no Bairro Languiru, em Teutônia. A recepção da noite será com a animação do Cirkou Trupe e toda a magia das artes circenses. Na sequência, os talentos regionais se apresentam: violão instrumental com o músico Lucas Welp e o saxofonista
Cristiano Ludwig. O concerto da Orquestra de Barão promete emocionar o público com arranjos exclusivos. Todo romantismo pop da dupla Claus & Vanessa garante muita energia positiva ao som dos hits “Tá Com Medo de Amar” e “Sentimento Vai Além”. Para encerrar a noite em grande estilo, a Banda Corpo e Alma sobe ao palco para fazer o público cantar e dançar ao som de “Perigosa e Linda”, “Tá Faltando Beijo” e “Bandida”.

Prefeito Celso Pazuch afirma que primeiro ano foi de planejamento e construção coletiva; habitação, educação, saúde e pavimentação concentram maior volume de investimentos
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
BOM RETIRO DO SUL
Oprimeiro ano do novo mandato de Celso Pazuch foi marcado menos por grandes entregas visíveis e mais por organização interna, planejamento e definição de metas de longo prazo. Após assumir novamente o Executivo em 2025, o prefeito afirma que o foco esteve em projetar o município para os próximos anos, com participação direta da comunidade, conselhos, entidades e Legislativo. O resultado desse processo começa a aparecer em 2026, com mais de R$ 10,4 milhões em obras já licitadas.
Segundo Pazuch, o Plano Plurianual (PPA) foi o principal instrumento desse primeiro ano. “Foi um ano de planejamento. A gente construiu, junto com a sociedade, uma visão de futuro para Bom Retiro do Sul. Isso dá mais segurança para executar agora”, resume.
A maior parte dos investimentos previstos para 2026 está concentrada em obras estruturantes, especialmente nas áreas de educação, habitação, assistência social e infraestrutura urbana.
Educação e habitação concentram maior volume
Entre os principais projetos está a construção da nova Escola Genny de Souza da Silva, obra que ultrapassa R$ 8 milhões em investimento. Ainda na educação infantil, duas escolas passam por ampliação, somando R$ 785 mil, para atender uma demanda crescente por vagas.
Na área habitacional, o município avança em diferentes frentes. Estão incluídas seis casas do PAC 2, programa iniciado em 2009, durante a primeira gestão de Pazuch, além da entrega prevista de 66 casas de um plano habitacional em parceria com o governo do Estado e a ONG Movimento União BR. A projeção é que essas unidades sejam entregues nos próximos meses.
Saúde, assistência e pavimentação
Outro destaque é a construção de uma nova sede do CRAS, com mais de 200 metros quadrados, além da entrega da UBS do bairro


São João e do início das obras de uma nova unidade de saúde no Centro. Na infraestrutura, a pavimentação segue como prioridade. No fim de 2025, foram concluídos capeamentos em vias estratégicas, e para 2026 já estão licitadas novas pavimentações, com investimento superior a R$ 359 mil em apenas dois trechos.
O prefeito também projeta o capeamento asfáltico para a localidade do Pinhal, ampliando a conexão entre interior e área urbana.
Gestão, orçamento e articulação
O orçamento bruto do município para 2026 está estimado em R$ 94,7 milhões. Apesar do crescimento da receita, Pazuch afirma que as demandas aumentam em ritmo ainda maior. “A gestão precisa ser prática e responsável. Nem

A construção da Escola Genny de Souza da Silva e planos habitacionais concentram o maior investimento do município
Prefeito Celso Pazuch destaca a participação da comunidades e entidades do município na elaboração do plano de trabalho do município
sempre a arrecadação acompanha tudo o que a cidade precisa”, avalia.
Para enfrentar esse cenário, a estratégia passa pela Central de Projetos, responsável por agilizar trâmites, e pela busca constante de recursos externos. “Estado, governo federal, Câmara e Assembleia são fundamentais. Sozinho, o município não consegue dar conta de tudo”, diz.
Relação política e estrutura administrativa
Um dos diferenciais apontados pelo prefeito é a relação com o Legislativo. Bom Retiro do Sul conta hoje com os nove vereadores alinhados à base do governo. “Isso mostra unidade em torno de um projeto. O diálogo é aberto, respeitoso e facilita muito a execução”, afirma. Na estrutura administrativa, ajustes feitos no início do mandato também são destacados. A separação clara entre Obras Urbanas e Agricultura permitiu mais eficiência no atendimento tanto da cidade quanto do interior.
“Investimentos devem chegar onde a comunidade precisa”
O que ficou de aprendizado em 2025?
Celso Pazuch – A importância da construção conjunta. Planejar com conselhos, entidades, vereadores e comunidade faz diferença. O PPA não é só um documento, é uma visão de futuro.
Onde estão as principais prioridades para 2026?
Celso Pazuch – Obras. Educação, habitação, saúde e pavimentação. São investimentos que impactam diretamente a vida das pessoas e já estão licitados ou em fase final.
Qual o maior desafio da gestão hoje?
Celso Pazuch – Equilibrar orçamento e demanda. As necessidades crescem rápido, então precisamos ser criativos, buscar recursos fora e ter equipe preparada.
A estrutura administrativa dá conta?
Celso Pazuch – Sim. Ajustes feitos em 2025 funcionaram bem, principalmente na divisão entre Obras e Agricultura. Isso melhorou o atendimento urbano e rural.
Que mensagem o senhor deixa para a comunidade?
Celso Pazuch – Gratidão e compromisso. A comunidade é parceira, compreende os desafios, e em 2026 vai ver resultados concretos desse planejamento.
Projeção de futuro
Ao comparar este mandato com experiências anteriores, Pazuch destaca o aumento da capacidade de investimento, mas reforça que o propósito permanece o mesmo. “Com orçamento pequeno ou grande, a responsabilidade é igual: projetar o município”, afirma. Ele cita como exemplo decisões passadas, como a aquisição da área que hoje abriga o Distrito Industrial, e aponta novos projetos estruturantes, como a área do Reifer, que deve receber um ginásio poliesportivo e equipamentos públicos. Para 2026, a expectativa é de um ano marcado por entregas. “Teremos obras que vão melhorar, de fato, a qualidade de vida da nossa comunidade”, projeta.
Criança de um ano e cinco meses sofreu traumatismo craniano; caso reacende debate sobre responsabilidade dos tutores e tramitação de nova lei no município
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
Um ataque envolvendo um cão da raça pitbull deixou um bebê de um ano e cinco meses ferido na noite de domingo, 18, no Bairro das Indústrias, em Estrela. O episódio, além de provocar lesões graves na criança, trouxe à tona uma discussão recorrente no município: a responsabilidade dos tutores de cães de grande porte e o cumprimento das normas de segurança. O caso ocorreu na rua Leopoldo Keller, quando o menino Yan estava com os pais, Liz Alves da Silva, 39 anos, e Jonas da Rocha, 39, retornando de bicicleta
Ele vive normalmente, brinca, caminha, está ativo como qualquer criança da idade dele. Mas existe o risco, e por isso seguimos acompanhando.”
o meu filho, que estava sentado na cadeirinha”, afirma.

acomodada na cadeirinha, como de costume, quando o ataque aconteceu.
Segundo a mãe, o cão saiu do pátio de uma residência com o portão aberto e avançou diretamente contra o cachorro da família, que também acompanhava o passeio. “Não teve provocação, não teve reação nossa. Ele saiu correndo do portão e veio direto no nosso cachorrinho”, relata Liz.
Na sequência, o animal pulou sobre a bicicleta. “No meio dessa confusão, ele acabou derrubando
Com a queda, Yan sofreu traumatismo craniano, fratura no osso da cabeça, rompimento do tímpano e comprometimento da audição. O bebê foi socorrido por pessoas que passavam pelo local e levado imediatamente ao Hospital Estrela, onde recebeu atendimento emergencial. Após avaliação médica, a criança teve alta, mas segue em acompanhamento clínico, com consultas e exames para monitorar a recuperação auditiva. Atualmente, segundo a família, Yan apresenta boa evolução.
“Ele vive normalmente, brinca, caminha, está ativo como qualquer criança da idade dele. Mas existe o risco, e por isso seguimos acompanhando”, relata a mãe.
Histórico de saúde aumenta preocupação
Yan, de um ano e cinco meses, ao lado da irmã Maria Alicia da Silva, 16 anos, que auxilia nos cuidados do pequeno
Liz explica que o filho nasceu prematuro extremo, com apenas seis meses de gestação, e ficou um mês internado na UTI neonatal. “Desde que ele nasceu, sempre tivemos um cuidado enorme. Ele já é uma vitória para nós”, afirma. O episódio reacendeu um medo vivido anteriormente. “Quando ele nasceu, foi a primeira vez que tive medo de perder um filho. Agora foi a segunda vez”, relata.

Prioridade é evitar novos acidentes
A família mantém contato com os responsáveis pelo animal, que, segundo Liz, não negaram diálogo. Ainda assim, a principal preocupação não é financeira. “O que eu quero, antes de qualquer coisa, é uma atitude em relação ao cachorro”, afirma. Ela relata que, após o ataque, voltou a ver o animal solto. “O portão estava aberto novamente, o cachorro sem coleira. Isso não pode continuar”, avalia.
Liz afirma que não defende medidas extremas contra o animal. “Eu gosto de cachorro, tenho cachorro. O que foi atacado era meu”, destaca. Para ela, o ponto central é o cumprimento das regras.
“Quem tem cães de grande porte precisa ter canil, corrente, focinheira e portão fechado. Não é contra o animal, é sobre responsabilidade”, afirma.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Estrela,
que instaurou inquérito para apurar a responsabilidade dos tutores e as circunstâncias do ataque.
A reportagem procurou a delegacia, mas não obteve retorno sobre o andamento do caso até o fechamento desta edição.
O episódio também chegou à Câmara de Vereadores de Estrela. O vereador e advogado Valderês da Rosa (PSD) afirma que acompanha o caso e prestou apoio à família, ele segue dando suporte. Segundo ele, um projeto de lei já está protocolado e deve ser discutido a partir de fevereiro. A proposta prevê multas, restrições à posse de novos animais e facilitação do recolhimento de cães em situações de negligência.
“A população cobra punição para quem não cuida da segurança das pessoas. Só assim se evita que novos casos aconteçam, principalmente envolvendo crianças”, afirma o vereador.
Caso revela problema recorrente
Mais do que um episódio isolado, o ataque expõe uma fragilidade já conhecida no município: a falta de fiscalização efetiva e de cumprimento das normas de guarda responsável de cães de grande porte.
Enquanto a criança segue em recuperação, o caso reforça a necessidade de ações preventivas, fiscalização e conscientização, para que situações semelhantes não se repitam nas ruas da cidade.

Veículo amplia acesso ao transporte de pessoas com deficiência e reforça a rede de assistência social
Omunicípio de Estrela recebeu, na tarde de terça-feira, 20, uma van adaptada para o transporte de pessoas com deficiência. A entrega ocorreu em cerimônia oficial em Rio Grande, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e contou com a participação do prefeito em exercício, Márcio Mallmann, e da secretária municipal de Desenvolvimento Social, Ciane Hauschild. O veículo integra o MobSUAS, programa vinculado ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS), política pública responsável por organizar e executar serviços de proteção social em todo o país. Nesta etapa, apenas dois municípios do Rio Grande do Sul foram contemplados: Estrela e Rio Grande, o que evidencia o caráter seletivo da entrega e o peso institucional da articulação construída pelo município.
política e construção institucional
A participação do prefeito em exercício no ato, ao lado do presidente da República, vai além do protocolo. Ela expressa a capacidade de diálogo da gestão municipal e o papel do Executivo local na transformação de programas federais em estrutura concreta para a população.
Márcio Mallmann destaca que o resultado é fruto de organização técnica e articulação política. “Para que um programa federal chegue ao município, é preciso projeto bem construído, documentação em dia e diálogo institucional. Essa entrega mostra que Estrela está preparada para buscar e receber investimentos”, afirma. O cadastro para recebimento do veículo foi encaminhado ainda em dezembro, após trabalho conjunto da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Central de Projetos do município.
A van passa a integrar a frota da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e atende usuários do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). Esses serviços acompanham famílias em situação de vulnerabilidade social, risco pessoal e violação de direitos. O veículo possui capacidade para dez passageiros, elevador para cadeirantes, espaço interno adaptado e estrutura de segurança conforme a legislação nacional de trânsito, permitindo deslocamento seguro para atendimentos técnicos, grupos de convivência, acompanhamentos familiares e demais ações da rede socioassistencial.
Para a secretária Ciane
Hauschild, a entrega representa um avanço estrutural na política pública de assistência social.“A mobilidade é condição básica para garantir acesso. Esse veículo fortalece o trabalho das equipes, amplia o acompanhamento das famílias e assegura que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida consigam participar das atividades e atendimentos”, relata.
“Quando o serviço chega até a pessoa, o direito se concretiza. É assim que o SUAS se materializa no território”, pontua.
Com a incorporação da van adaptada, Estrela amplia a capacidade de atuação da rede socioassistencial, fortalecendo ações de proteção social básica e especializada. O investimento contribui para reduzir barreiras de acesso, qualificar o atendimento e aproximar o poder público das famílias que dependem da política de assistência social.
Em um cenário de demandas crescentes, o novo veículo representa mais do que um equipamento: consolida a presença do Estado onde ela é mais necessária — no cotidiano das pessoas.



Programa do governo do Estado, em parceria com o CIEE e a prefeitura, oferece formação, prática profissional e primeiro vínculo de trabalho para jovens do município
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
Oinício da vida profissional nem sempre acontece no mesmo tempo para todos. Em muitos casos, ele depende de acesso, orientação e oportunidade. Com esse propósito, começou em Estrela a segunda turma do programa Partiu Futuro Reconstrução, iniciativa do governo do Estado, em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e a prefeitura de Estrela.
A nova turma reúne 15 jovens, todos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), que já estão contratados pelo município e passam a integrar diferentes setores da administração pública ao longo do programa. A proposta alia formação teórica, vivência prática e acompanhamento contínuo, criando um caminho estruturado para quem está ingressando no mercado de trabalho.
A primeira etapa do programa consiste em 30 dias úteis de
Eles conseguem entender como funciona o ambiente de trabalho, o atendimento ao público, as rotinas administrativas. sso dá sentido ao que foi aprendido em sala e ajuda muito na construção profissional.”
aulas presenciais, realizadas todas as manhãs no Memorial de Estrela. Nesse período, os jovens participam de encontros diários voltados à formação básica para o mundo do trabalho.
O professor do programa em Estrela, Paulo Oliveira, explica que o módulo inicial é fundamental para nivelar conhecimentos e preparar os participantes para a rotina profissional.
“Esse começo é muito importante porque muitos estão vivendo a primeira experiência formal de trabalho. Aqui eles aprendem comunicação oral e
escrita, leitura e interpretação de textos, raciocínio lógico, noções de direitos trabalhistas e educação financeira”, afirma.
Segundo ele, a proposta vai além do conteúdo técnico. “É também um espaço de orientação, de troca e de construção de confiança. A ideia é que eles se sintam preparados para os desafios que vêm depois”, relata.
Concluída a etapa inicial, os jovens ingressam na fase prática, com atuação direta nos setores da prefeitura de Estrela. Nessa etapa, a rotina passa a ser organizada em quatro dias de trabalho nos setores administrativos e um encontro semanal teórico, voltado à revisão de conteúdos e acompanhamento do processo formativo. Paulo destaca que a vivência prática é o diferencial do programa. “Eles conseguem entender como funciona o ambiente de trabalho, o atendimento ao público, as rotinas administrativas. Isso dá sentido ao que foi aprendido em sala e ajuda muito na construção profissional”, conta.
O Partiu Futuro Reconstrução tem duração total de 12 meses. Nos últimos 30 dias, os participantes passam por uma etapa de avaliação, revisão e coleta de feedback. “É uma turma muito empenhada. Eles entenderam a oportunidade que estão recebendo e estão aproveitando.”

Levantamento feito por engenheiro de tráfego identificou pontos de maior demanda por vagas de estacionamento
Joilson Pereira joilson@grupoahora.net.br
TEUTÔNIA
Um estudo técnicocientífico sobre a viabilidade do estacionamento rotativo encomendado pela administração de Teutônia foi apresentado a autoridades e representantes dos Poderes Executivo, Legislativo, Brigada Militar e da sociedade civil, no Auditório da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços (CIC Teutônia).
O levantamento dos principais problemas apresentados nas zonas de maior fluxo dos bairros Canabarro e Languiru, foi conduzido pelo engenheiro de tráfego Rui Voldinei Pires, da RVP Tecnologia em Engenharia. De acordo com o IBGE, o município conta com uma população de 34.023 habitantes e em contrapartida são 29.088 veículos emplacados. “Se descontarmos a população menor de 18 anos e os idosos que já não dirigem, a média supera um veículo por habitante”
explica Marco Antônio Franck, subsecretário de Planejamento e Mobilidade Urbana.
A pesquisa focou na identificação dos espaços disponíveis para estacionamento em um raio próximo aos principais centros comerciais de cada bairro. No bairro Canabarro, o mais populoso do município, foram identificados nas imediações e na rua Capitão Schneider, a tradicional “Rua do Comércio” o levantamento apontou 259 vagas disponíveis. Enquanto no raio do entroncamento das ruas Major Bandeira e 3 de outubro, e nas ruas 25 de julho e Fernando Ferrari, todas no bairro Languiru, foram apontadas 520 vagas de estacionamento.
A conclusão do relatório aponta como sugestão, a adoção de sistema de estacionamento rotativo pago, com isenções para idosos e PCDs e tempo de tolerância de 15 minutos, gerido pelo município para que os recursos arrecadados possam ser reinvestidos em serviços para a população.
O coordenador de trânsito do município Roger Lagemann reitera que a sociedade será ouvida por vários representantes. “Vamos debater com a participação do Conselho de trânsito e representação da câmara de Vereadores, temos que trazer essa questão para quem está diretamente envolvido nisso. Não temos nada definido quanto à qual modalidade de
Estudo indica necessidade de mais vagas para estacionamento em Teutônia. Implantação de rotativo está em análise
Bairro Canabarro:
Na região da Rua Capitão Schneider (Rua do Comércio), foram identificadas apenas 259 vagas disponíveis.
Bairro Languiru:
No entroncamento das ruas Major Bandeira e 3 de Outubro, além das vias 25 de Julho e Fernando Ferrari, o estudo contabilizou 520 vagas.
estacionamento vamos implantar, mas precisamos tomar alguma atitude para tentar minimizar esse problema e melhorar o fluxo nestas áreas centrais” finaliza. De acordo com subsecretário Marco Franck esse estudo é uma etapa preliminar de um projeto maior de mobilidade. “Nós estamos buscando fundamentação para estes problemas da demanda por estacionamento rotativo que possibilite um maior fluxo também no comércio, mas integra uma série de ações que estamos também buscando estudos para solucionar outra gargalos do trânsito no município” conta.



aepan.ong@gmail.com

Afotografia registra um momento importante da história de Estrela: a visita da Comissão dos Festejos do Jubileu de Diamante, em 1951, às obras de montagem da 1ª Exposição Regional do Alto Taquari. Reunidos no local, os integrantes da comissão analisam plantas e documentos, definindo a localização e a distribuição dos
estandes. A imagem revela o cuidado e a organização envolvidos na preparação de um evento que marcou as comemorações dos 75 anos do município.
Da esquerda para a direita aparecem Dr. Lauro Reinaldo Müller, presidente da comissão; José Moesch, secretário-geral; Helmuth Mallmann, 1º secretário; Otacílio Engler, técnico da
exposição; Armando Mallmann, tesoureiro; Wendelino Dewes, maestro do Coro Orfeônico; Dr. José Cachapuz Medeiros e Oscar Leopoldo Kasper, então prefeito de Estrela. A cena revela o espírito de união e de trabalho coletivo que contribuiu para a realização de momentos importantes da vida social, cultural e econômica de Estrela.
Cala a boca – Etelvina: o teatro amador

O Grupo Teatral de Amadores de Estrela marcou época ao apresentar a peça “Cala a Boca – Etelvina” durante as comemorações do Jubileu de Diamante do município, em espetáculo realizado na Soges. A fotografia registra uma das cenas da apresentação e revela o empenho e o talento dos atores locais, que deram vida a personagens cheios de
humor e situações do cotidiano. O teatro amador tinha forte presença na vida cultural da cidade e reunia a comunidade em torno da arte e da convivência social.
Escrita por Armando Gonzaga, no Rio de Janeiro, em 1925, a peça continuava muito atual nos anos 1950, quando foi encenada pelo grupo de Estrela. Classificada como
comédia de costumes, retrata a vida da pequena burguesia e as peripécias das classes populares, sempre com leveza e ironia. O sucesso da obra foi tão grande que ganhou adaptação para o cinema em 1958, confirmando sua importância na história do teatro brasileiro e também na memória cultural estrelense, preservada com carinho.
As autoridades municipais no Jubileu de Diamante de Estrela – 1951

Em 1951, durante as comemorações do Jubileu de Diamante de Estrela, foi registrada a foto oficial das autoridades municipais que conduziam os destinos do município naquele período. Estão presentes o prefeito Oscar Leopoldo Kasper, o vice-prefeito Augusto Driemeyer e os vereadores Alberto Schmitz (presidente), João José Horn, João Spies, Irineu Rota, Ewaldo Ahlert, Willibaldo Wiethoelter, Fridolino Stapenhorst, Adolfo Lautert e Ruben Gerhardt.
A imagem retrata um momento de organização e responsabilidade
pública em um ano marcante da história estrelense. Na abertura oficial das comemorações, as autoridades municipais tiveram a honra de receber o governador do Rio Grande do Sul, Ernesto Dorneles, reforçando a importância do jubileu para Estrela e para toda a região. A presença do chefe do Executivo estadual valorizou o evento reconhecendo o crescimento e a relevância do município naquele momento, consolidando o Jubileu de Diamante como um marco político e institucional na memória da cidade.
Em 1951, a senhorita Romilda Vier foi escolhida Rainha da Festa do Jubileu de Diamante de Estrela, tornando-se um dos grandes destaques das comemorações dos 75 anos do município.
Representando a juventude estrelense, Romilda destacou-se pela elegância, alegria e pelo orgulho da comunidade em um momento especial da história local, marcado por festas, encontros e celebrações que envolveram toda a cidade.
O ponto alto das comemorações foi o desfile de carros alegóricos, que apresentou temas ligados aos diversos setores da vida estrelense. O carro que conduzia a Rainha do Jubileu recebeu atenção especial do público e emocionou os presentes. Realizado no dia 20 de maio, o desfile percorreu as principais ruas da cidade, acompanhado por uma multidão jamais vista, sob aplausos, entusiasmo e manifestações de carinho que ficaram guardados na memória coletiva de Estrela.


Festa reuniu quase 800 almoços, atividades interativas e reforçou o vínculo entre tradição comunitária e participação popular, em Estrela
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
AComunidade Católica São Luís recebeu, no domingo, 18, a 35ª edição da
Caravana Conexão NG, abrindo oficialmente o calendário de ações do projeto em 2026. A iniciativa integrou a programação da tradicional festa da comunidade e manteve o foco na convivência, no reencontro de famílias e na valorização das práticas comunitárias que atravessam gerações.
A programação iniciou com missa às 10h. Ao meio-dia, o salão e o tradicional puxado ao ar livre concentraram o público para o almoço comunitário, com carnes de res, frango e suína, além de massa, molho, saladas diversas e cuca. A organização contabilizou quase 800 almoços servidos ao longo do dia, confirmando a força


da festa no calendário local. Após o almoço, a música do grupo Novo Encontro, de Venâncio Aires, conduziu a tarde festiva, mantendo o salão movimentado e o público reunido até o fim da programação.
soma
A Caravana Conexão NG participou da festa com ações de interatividade, sem interferir na estrutura tradicional do evento. As atividades envolveram brincadeiras coletivas, dança das cadeiras, desafios em grupo e distribuição de brindes, reunindo diferentes faixas etárias.
Moradora de Lajeado, Neusa Lima da Rosa acompanha a Caravana em diversas comunidades e destacou o clima das brincadeiras. “Sempre participo. O pessoal já se conhece, torce junto, vibra. Desta vez fiquei em terceiro lugar e, na dança da cadeira em casal, o público decidiu na torcida. Agora até convenci o marido a participar”, conta.
Para o presidente da Comunidade São Luís, Francisco
Klafke, a presença da Caravana amplia o envolvimento do público. “Começa com as crianças e termina nos adultos. Tem muita risada, muita correria. A minha favorita é a dança da bolinha, porque o pessoal torce, dá risada, a bolinha vai escorregando pelo nariz, pela boca. É divertido e motiva as pessoas a virem mais para o interior, é um diferencial do projeto”, afirma.
Os brindes distribuídos durante as atividades foram oferecidos pelos patrocinadores Certel, Cresol Essência, Redemac Moreli, Cervejaria Prost Bier, Nutritec, Ótica Lauro, Krabbe Imóveis e Grupo Diersmann, além de exemplares do livro Vale do Taquari, produzidos em parceria com a Amturvales.
A primeira Caravana Conexão NG de 2026 reforçou a proposta do projeto: estar presente nas comunidades, acompanhar de perto as festas tradicionais e valorizar as histórias que seguem sendo construídas no interior.













ÁRIES: Na vida a dois, as finanças do casal ganham destaque, mas precisam chegar a um acordo sobre os gastos.
TOURO: Nada vai cair de brinde no seu colo, mas pode se surpreender com o que é capaz de conquistar graças aos seus esforços.
GÊMEOS: Agir discretamente também ajuda a chegar mais longe, porque será mais fácil manter os invejosos fora dos seus negócios.
CÂNCER: Deixe a desconfiança de lado para experimentar novas maneiras de realizar as tarefas do dia a dia.
LEÃO: À noite, vale a pena cuidar melhor da saúde, checar a alimentação e até se movimentar mais. Saia do sofá e espante a preguiça!
VIRGEM: A Lua favorece os planos para uma viagem, mas é preciso manter o foco no serviço e separar as coisas.
LIBRA: Em
mensagens irritadas e começar uma briga, deixe para conversar pessoalmente com o par à noite.
ESCORPIÃO: Aproveite para conversar sobre projetos e tarefas que dependem de colaboração, marcar reunião, etc.
SAGITÁRIO: Confira duas vezes um e-mail para não se esquecer de algo importante, e evite se distrair com conversinhas paralelas.
CAPRICÓRNIO: O desejo de comprar tudo o que vê pela frente pode fazer um buraco e tanto na sua conta bancária. Vale esconder o cartão!
AQUÁRIO: Concentre-se no que exige mais atenção, mas também reserve um tempinho para deixar a sua casa em ordem.
PEIXES: Você corre o risco de dizer mais do que deve, perder informação importante e até se envolver em mal-entendido.
Ponto turístico carioca
São raras em CDs de coletâneas
"Certo", em "ortopedia" Perfume (poét.)
Misturar (as partes de um texto)
Idolatrar
Poesia (?), gênero da "Ilíada" (Lit.)
Avaliar de acordo com um modelo Astro composto de plasma
O mais alto de todos os animais
Agência que planeja uma viagem a Marte
Atrações da Semana de Moda
Calçado da bailarina Démodé
Ginete, western e inglesa
Mesmo, em inglês Arma medieval
Pátio de igrejas
Atividade popular no ecoturismo, seu destino costuma ser uma cachoeira Produto de uso indispensável em locais com muitos mosquitos (pl.)
(?) pé nem cabeça: destituído de lógica
Cruella de (?), vilã de "101 Dálmatas"
PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO
Sexta-feira – 23/01
15h30min – Missa São Pedro, Vovolândia.
Sábado – 24/01
15h30min – Missa São Francisco Xavier, Glória. 15h30min – Missa Santa Rita de Cássia, Santa Rita. 17h – Missa São José, Hospital. 18h30min – Missa Santo Antônio, Santuário. 18h30min – Missa Nossa Senhora Auxiliadora, Auxiliadora.
20h – Missa São João Batista, São João.
Domingo – 25/01
8h30min – Missa Santo Antônio, Santuário. 10h – Missa São Pedro Apóstolo, Delfina. 19h – Missa Santo Antônio, Santuário.
Terça-feira – 27/01
18h30min – Missa Santo Antônio, Santuário.
Quarta-feira – 28/01
18h30min – Missa São José, Hospital.
Sábado – 31/01
17h – Missa São José, Hospital. 18h30min – Missa Santo Antônio, Santuário.
PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO
Sábado – 24/01
18h – Missa Matriz São Cristóvão.
19h30min – Missa São Vito, Novo Paraíso.

Eventos ocorrem no Balneário Cupido e no Sítio Moinhos do Campo
OPele do rosto Fritada (Cul.)
(?) Chanel, estilista Parte da ópera Grito de guerra Utensílio culinário
(?)nascido: "hóspede" do berçário
(?) Adams, artista veterano de HQs
Moderna tecnologia de televisores
Sílvio de Abreu, novelista paulista
Logo, em inglês Título de Elton John Santo (abrev.) Impulsionar (a canoa)
Domingo – 25/01
8h30min – Missa Matriz São Cristóvão – Bodas de Prata de Vida Religiosa de Ir. Maria Liliane dos Santos.
10h – Missa São José, Linha São José.
Sábado – 31/01
10h – Missa Santa Maria Goretti, Linha Santo Antônio, Colinas.
18h – Missa Matriz São Cristóvão.
19h30min – Missa Matriz São Cristóvão, com batizados.
19h30min – Missa Nossa Senhora Aparecida, Bairro das Indústrias.
Domingo – 01/02
8h30min – Missa Matriz São Cristóvão.
10h – Missa Sagrado Coração de Jesus, Colinas.
PARÓQUIA CRISTO VIVE
Domingo
Expressão de desfecho em uma frase
(?) de caligrafia: auxilia no treino da escrita
Unidade de venda do prédio comercial
(?) de arrasto: é usada na pesca predatória
Clássico console de videogames
Produto de máscaras faciais caseiras
Interjeição de espanto Energia (símbolo)

(?) de três, cálculo utilizado em proporções
19h – Missa na Comunidade Cristo Vive.
SIMÃO SULZBACH
Morreu na quarta-feira, 21 de janeiro, aos 95 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico de Colinas, em Colinas.
DOMINGO STANKIEVICZ
Morreu no domingo, 18 de janeiro, aos 72 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico de Canabarro, em Teutônia.
REINOLDO MATHIAS MADERS
Morreu no domingo, 18 de janeiro, aos 56 anos. Foi sepultado no Cemitério Municipal de Novo Paraíso, em Estrela.
verão, estação marcada pela energia, pelo calor e pela convivência ao ar livre, será palco de mais uma atração esportiva na região. Está confirmado o Torneio de Verão de Vôlei Quarteto Misto, que promete dois dias de muita disputa, diversão e espírito esportivo, reunindo atletas e amantes da modalidade.
A primeira etapa ocorre no dia 7 de fevereiro, no Balneário Cupido, em Estrela, enquanto a segunda será em 21 de fevereiro, no Sítio Moinhos do Campo, também em Estrela. Em ambas as datas, os jogos têm início previsto para 13h30min.
Um dos diferenciais do torneio é o ambiente das partidas. As quadras com grama natural nos dois locais garantem um clima descontraído e tornam os confrontos ainda mais dinâmicos, valorizando a integração entre os participantes e o contato com a natureza. Além do caráter esportivo, o evento também terá cunho solidário. A inscrição será feita mediante a doação de 2kg de alimento não perecível por atleta, reforçando o compromisso social da organização. O link para inscrição está disponível na bio do perfil oficial do evento.
Com a proposta de unir esporte, lazer e confraternização, o Torneio de Verão de Vôlei Quarteto Misto convida atletas, amigos e torcedores a montarem seus quartetos e viverem grandes momentos dentro e fora da quadra, celebrando o verão com muita vibração e espírito coletivo.



Equipe vai substituir São Pedro da Serra. Confirmação deve ocorrer nos próximos dias
ACopa Rota da Serra –torneio que integra as cidades do Vale do Taquari e da Serra, deve ganhar uma nova equipe neste ano. Com a saída de São Pedro da Serra, Teutônia deve passar a integrar a competição.
Segundo Jair Welter, o “Pivi”, organizador da competição faltam apenas alguns detalhes como quem vai organizar as equipes livre e sub-15. A tendência é que a participação seja confirmada até o início da semana.
Ficou definido que uma chave vai jogar nas quintas-feiras e a outra nas sextas-feiras. O início do torneio está previsto para o fim de março.
As equipes participantes são: Teutônia, Fazenda Vilanova, Imigrante, Colinas, Westfália, Boa Vista do Sul, Coronel Pilar e Barão




A expectativa é de que oito a dez clubes participem do encontro

Encontro ocorre dia 27 de janeiro e vai alinhar regulamento, formato e organização
ASecretaria da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) de Estrela promove na próxima terça-feira, 27, uma reunião de alinhamento com representantes das equipes, dirigentes e comunidades que participam do Campeonato Amador de Futebol 2026.
O encontro ocorre às 20h, no antigo prédio da Corsan, localizado na Rua Júlio de Castilhos, 657, e tem como objetivo tratar de temas fundamentais para a próxima temporada, como regulamento da competição, formato dos jogos e demais encaminhamentos organizacionais.
De acordo com a Sejel, a participação de todos os envolvidos é considerada essencial para a construção coletiva de um campeonato forte, bem organizado e competitivo, fortalecendo ainda mais o esporte amador no município.
A reunião marca o início oficial das tratativas para a edição 2026 da competição, que tradicionalmente mobiliza atletas, dirigentes e torcedores das comunidades locais. A expectativa é de que oito a dez clubes participem do encontro.
