A Hora – 22/01/2026

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ANÁLISE, CURADORIA E

OBRAS SOB SUSPEITA Denunciante cita interferências de ex-prefeito. Caumo nega

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AERÓDROMO DE ESTRELA

OPINIÃO

RODRIGO MARTINI

Depoimento “bombástico”

OPINIÃO

VINI BILHAR

Sulgás amplia presença no Vale

Parceria surge como opção para nova pista

Grupo sugere cooperação público-privada para investir R$ 15 milhões

A limitação atual da pista, sem pavimentação, impõe restrições operacionais, dependência das condições climáticas e restrições de horário. Pelo formato avaliado, o município utilizaria parte da arrecadação

DUPLICAÇÃO DA BR-386

Empresas contratadas para obras no trecho de Fontoura Xavier a Soledade retiraram maquinários

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de ICMS e IPVA gerados pelas próprias empresas locais, enquanto os empresários se comprometeriam a buscar apoiadores do setor produtivo para custear o restante do projeto.

e profissionais da rodovia. Concessionária ViaSul e consórcio divergem sobre a situação financeira.

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ROTA DA ERVA-MATE

Turística e estratégica ao escoamento da produção, a ERS-332 passa por investimento histórico. Após anos de espera e obras paliativas, reconstrução do pavimento e trabalhos estruturantes buscam dar melhor condição de tráfego pela estrada que liga Encantado e Soledade. Com serviços contratados pelo Daer, custo para reestruturar a estrada é estimado em R$ 200 milhões.

NESTA EDIÇÃO | RA

Primeiro lote em execução contempla o trecho entre Anta Gorda e Soledade, com extensão de aproximadamente 59 quilômetros

GABRIEL SANTOS
MATHEUS GIOVANELLA LASTE

Reforço a um novo modal

Aproposta de parceria público-privada para pavimentar a pista do Aeródromo Regional de Estrela recoloca no centro do debate um tema recorrente no Vale do Taquari, que é a dificuldade de transformar consensos técnicos em decisões estratégicas. O projeto não surge por improviso. Há anos empresários, gestores públicos e lideranças regionais apontam o aeródromo como um ativo subutilizado. O modelo apresentado pela Cacis distribui responsabilidades. O poder público entra com parte da arrecadação gerada pelas próprias empresas locais, enquanto o setor produtivo assume o compromisso de buscar investidores para viabilizar o restante do aporte. Trata-se de uma lógica moderna, que reconhece o interesse coletivo envolvido e evita transferir todo o custo para o caixa municipal.

Os ganhos potenciais extrapolam Estrela. Um aeródromo com pista pavimentada qualifica a logística regional e facilita a atração de investimentos.”

Os ganhos potenciais extrapolam Estrela. Um aeródromo com pista pavimentada qualifica a logística regional, facilita a atração de investimentos e aproxima o Vale de centros decisórios. Em um ambiente de negócios competitivo, a agilidade no deslocamento de executivos e técnicos não é luxo, mas fator estratégico. Além disso, há um impacto social incontestável: a ampliação da capacidade para operações aeromédicas e atendimentos de alta complexidade.

Os entraves existem e não podem ser ignorados, especialmente a localização em área alagável. Ainda assim, a alternativa de começar do zero, com um novo aeródromo, significaria anos de licenciamento e incerteza. Avaliar com seriedade a viabilidade jurídica da parceria é o passo correto. Perder mais tempo, este sim, seria o maior custo para a região.

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

“Me sinto bem em fazer parte deste bairro”

Aos64anos,aaposentada

Lurdes da Silva está de voltaàpresidênciada AssociaçãodeMoradores do Bairro Morro 25. Com longoenvolvimento comunitário,jáhavia comandado a entidade na décadapassadaeagora retornaparalutarpormais melhorias em uma das áreas mais vulneráveis dacidade,quesofreu com danos severos nas enchentes de 2023 e 2024

Qual é a sua ligação com o bairro Morro 25?

Nasci em Alto Honorato, que na época ainda era município de Lajeado, e moro no Bairro Morro 25 há 44 anos. Aqui construí minha vida, criei meu filho e formei muitos laços. Sempre tive um bom convívio com as pessoas e me sinto parte do bairro de verdade.

Sua trajetória comunitária é longa. Como começou esse envolvimento?

Sempre participei muito. Fui coordenadora da Terceira Idade no bairro há 22 anos, participo do Clube de Mães desde 1983, 1984. Já fui presidente, secretária e hoje sou novamente presidente do Clube de Mães há dois anos. Também já fui presidente da Associação de Moradores em outros mandatos. Sempre estive em diretoria, conselho fiscal, ajudando como podia. É algo que faz parte da minha vida.

Você enfrentou muitos desafios pessoais ao longo dessa caminhada. Como

isso influenciou sua atuação comunitária?

Sou deficiente física e, no começo, tinha receio de ser malvista. Passei por muitas dificuldades, fiz mais de 20 cirurgias nos pés, fiquei cinco anos andando de muleta. No interior, enfrentei preconceito, mas quando vim para o Morro 25 fui acolhida. Algumas famílias praticamente me adotaram, me ajudaram muito. Isso me marcou profundamente e me deu ainda mais vontade de participar e ajudar os outros. Me sinto bem em fazer parte deste bairro.

Por que decidiu assumir novamente a presidência da associação?

Na verdade, eu não queria voltar, porque sei o trabalho que dá e como é difícil mobilizar pessoas. Mas não apareceu outra chapa, o antigo presidente estava saindo e a associação é fundamental para o bairro. Temos o Clube de Mães, atividades para crianças, eventos da terceira idade. O ginásio precisa funcionar. Então me convidaram e resolvi assumir. Decidi praticamente no último dia para montar a chapa, mas deu certo.

Quais são hoje as principais demandas do bairro Morro 25?

A principal é a abertura e alargamento da rua de acesso ao ginásio, que hoje é muito estreita e não permite a entrada de ônibus. Isso impede grandes eventos no bairro. Também precisamos construir uma copa separada, porque hoje cozinha, churrasqueira e copa ficam tudo junto, o que dificulta muito em festas maiores. Outra demanda urgente é o calçamento de uma rua que dá acesso à igreja, ao posto de saúde e à creche. É a mais movimentada e sofre muito com buracos em dias de chuva.

Como você vê a relação com o Poder Público para tirar esses projetos do papel?

Acredito muito na parceria. Já tive um bom relacionamento em outras gestões e espero manter agora. Já estamos conversando, buscando apoio para material e fazendo mutirões com a comunidade para a mão de obra. Sem o apoio do poder público fica impossível, então a ideia é trabalhar junto, dialogar e envolver também outras entidades do bairro.

Filiado à
Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
DIVULGAÇÃO

CPI EM LAJEADO

Depoimentos indicam licitação direcionada de obras para a PDS

Gilberto de Vargas, o “Giba”, alega modificações em requisitos para beneficiar empresa alvo da investigação

LAJEADO

Como era esperado, o relato de Gilberto de Vargas, o “Giba”, foi o mais contundente entre as seis pessoas convocadas pela CPI que apura supostas irregularidades em serviços públicos e contratos com a empresa PDS Obras Ltda. As oitivas mobilizaram os vereadores por seis horas durante a quarta-feira, 21, no plenário, e cumpriram etapas com grande carga de expectativa como a primeira manifestação formal da empresa envolvida.

Responsável pelo dossiê que deu origem à CPI na Câmara de Lajeado, Gilberto de Vargas, incluiu o ex-prefeito Marcelo Caumo e o ex-secretário de

Acontecia no gabinete dele. Em Lajeado, essas coisas a gente sabe há sete, oito anos. Nos serviços da PDS, o município tinha uma máquina da prefeitura à disposição”

GILBERTO DE VARGAS RESPONSÁVEL PELO DOSSIÊ QUE DEU ORIGEM À CPI

Obras, Fabiano Bergmann, em um esquema de favorecimento à PDS em licitações públicas. Além de acusar Caumo e Medonho, o denunciante identificou Renato Pretto como o responsável pelo contato da empresa com servidores públicos.

Giba sugeriu que itens do processo licitatório eram alterados para garantir as melhores condições à PDS em relação à capacidade de desempenhar os serviços solicitados. “Acontecia no gabinete dele. Em Lajeado,

essas coisas a gente sabe há sete, oito anos. Nos serviços da PDS, o município tinha uma máquina da prefeitura à disposição e materiais como brita; por isso, ela conseguia vencer com menor valor”, definiu. O denunciante também incluiu o ex-secretário de Obras e vereador Fabiano Bergmann (Medonho) como integrante do esquema. Conforme Giba, ele desempenhava fiscalização efetiva em contratos de outra empresa e não mantinha o mesmo rigor com a PDS. “Dispensava até engenheiro nas obras do Renato (Pretto, apontado como proprietário da empresa). O Medonho agia como dono da secretaria”, alegou.

Obras na casa de ex-secretário

O autor das denúncias afirmou que funcionários da PDS auxiliaram na construção de uma propriedade particular pertencente a Fabiano Bergmann. A informação teria sido repassada por um funcionário da empresa e demonstra, segundo Giba, uma relação atípica. “Disseram

que é uma casa de dois andares, que a parte de baixo é como um quiosque e que os trabalhos eram feitos pela PDS nos finais de semana”, complementou. Bergmann negou os apontamentos. Alegou que o serviço foi desempenhado por um casal do bairro Imigrante, com recursos próprios. “Tenho nota fiscal de tudo o que eu botei lá. Demorei quatro meses para fazer, fui pagando. Não tem vínculo nenhum com a PDS”, rebateu.

PDS fala pela primeira vez

As oitivas desta quarta-feira marcaram o primeiro contato formal de um representante da empresa PDS Obras Ltda. com a CPI. Marlon Pretto foi o último a prestar informações aos vereadores. Alegou ser responsável pelo controle das atividades nos locais de obra e no cuidado com os funcionários.

O representante da PDS rebateu acusações sobre regalias junto à Secretaria de Obras e disse que o mesmo modelo de contratação é adotado com outras empresas do ramo. “A empresa do Giba mesmo está fazendo uma obra no canil municipal. Recebe 500 horas de pedreiro e 250 horas de servente. Todas as empresas são pagas desta forma”, justificou. Em uma das respostas, Pretto reconheceu que alguns trabalhos eram feitos mesmo sem a documentação estar completamente preenchida e que muitas assinaturas e empenhos ocorriam após a entrega dos serviços.

Ao longo do dia, foram ouvidas outras seis pessoas. São elas: Jackson Luiz Waechter, engenheiro da Secretaria de Obras de Lajeado; Adriano Lima, chefe do Controle Interno da administração; Genésio Kamphorst, secretário de Obras de Lajeado; e Rosilene Schmitz, auxiliar administrativa na Secretaria de Obras.

Caumo nega acusações

Por meio de nota, o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, rebateu as afirmações e afirmou que o processo respeitou todos os trâmites burocráticos.

O ex-prefeito Marcelo Caumo esclarece que recebeu com indignação a acusação relacionada a uma suposta interferência ou alteração de procedimento licitatório em seu gabinete. A alegação não condiz com a realidade administrativa nem com o funcionamento legal dos processos públicos. “Os processos licitatórios observam rigorosamente ritos legais previamente definidos, iniciando-se com a elaboração do edital pela equipe técnica de compras, passando pelas fases de publicação, recebimento de propostas e julgamento,

culminando no ato formal de homologação. Qualquer proposta de modificação ou tentativa de interferência externa implicaria, necessariamente, o retorno do procedimento à fase anterior, com ciência formal e registro por parte dos diversos servidores envolvidos. Ressalta-se, ainda, que o procedimento licitatório assegura amplas oportunidades de impugnação, tanto por cidadãos quanto por interessados diretos, antes e durante sua tramitação. Após a conclusão, os processos são submetidos aos controles interno e externo, incluindo órgãos de fiscalização competentes, sem que tenha havido qualquer apontamento, ressalva ou irregularidade relacionada à contratação em questão que não tenha sido sanada.”

Henrique Pedersini henrique@grupoahora.net.br
Marlon Pretto, da PDS, foi o último a prestar informações aos vereadores
Giba sugeriu que itens do processo licitatório eram
condições à PDS

OBRAS SUSPEITAS EM LAJEADO

Depoimento de Giba atrela ex-prefeito Caumo à CPI

As previsões se confirmaram e o depoimento do empresário Gilberto de Vargas – o popular Giba – à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas obras irregulares em Lajeado foi “bombástico”. Sem apresentar provas, Giba atribuiu boa parte das supostas irregularidades diretamente ao ex-prefeito de Lajeado, ex-secretário estadual e pré-candidato a deputado estadual, Marcelo Caumo, à época no PP, e hoje filiado ao União Brasil. Segundo ele, editais de licitação teriam sido “modificados” no gabinete do ex -prefeito para favorecer a empresa PDS. “O pessoal do Zanatta (Natanael Zanatta, ex-chefe do setor de compras) fazia certo. Mas lá no

gabinete eles alteravam (o edital) para um ‘tipo’ de direcionamento”, sustenta o empresário e denunciante, afirmando que tal prática seria corriqueira nas gestões de Caumo. “Favoreciam quem tinha ajudado na campanha”, reforçou. “E eu não ajudei.” Questionado sobre o depoimento de Giba, Caumo preferiu não se manifestar para a Rádio A Hora, mas enviou nota oficial para se defender das acusações. No documento, o ex-prefeito rechaça as denúncias e sustenta que eventual alteração no edital seria naturalmente questionada por outros concorrentes do edital. E, segundo ele, isso não ocorreu. Mesmo assim, já iniciaram os rumores sobre a possível convocação de Caumo à CPI.

Investimento privado pode garantir pavimentação em 2026

O dia 2 de fevereiro pode ser decisivo para um importante avanço na logística aeroviária do Vale do Taquari. A data reserva um encontro entre representantes do setor privado e a prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União Brasil). Na mesa, em debate, a possibilidade de uma parceria público-privada para investimentos e melhorias no Aeródromo Regional. A ideia inicial é permitir que empresas

rodrigomartini@grupoahora.net.br

CASSAÇÃO DO VEREADOR

Julgamento do Caso Podemos

no TRE deve ocorrer dia 10/2

A analise final do recurso apresentado pelo partido Podemos para evitar, agora em segunda instância, a cassação de mandato do vereador Antônio de Oliveira foi reagendada para o dia 10 de fevereiro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Em tempo, a possível cassação do vereador já passou pelo crivo do judiciário lajeadense, e conta com parecer favorável do MPE. Com isso, a reversão do quadro é um desafio e tanto ao representante do Podemos, que pode sofrer uma dura pena em função de um suposto erro que não é dele, mas, sim, de uma candidatura feminina protocolada de forma questionável pelo Podemos na nominata de 2024.

Mörschbacher e Zanatta cotados à Sema de Lajeado

e/ou empresários assumam o custeio da pavimentação asfáltica, sinalização e outros serviços necessários para voos diurnos e noturnos de aeronaves maiores. E o acordo também deve prever contrapartidas, deveres, direitos e benefícios para ambas as partes, é claro. Em tempo, as tentativas junto ao Funrigs para angariar pouco mais de R$ 15 milhões às obras não vingaram….

A recente exoneração do secretário de Meio Ambiente (Sema) de Lajeado agita os bastidores. E todos querem saber quem será o substituto. A cúpula do PL sustenta a indicação inicial do empresário Luís Mörschbächer. Mas o nome de Valmir Zanatta também ganhou força nas últimas horas. No início da próxima semana, a prefeita Gláucia Schumacher (PP) se encontra com os postulantes para a definição.

TIRO

- O governo de Lajeado vai se inspirar em São Paulo e Belo Horizonte para formalizar o novo setor de Controladoria Interna. O modelo atual é antigo e possui só três servidores. A ideia é ampliar o poder de fiscalização com mais funcionários e reforçar o órgão que, entre outras atribuições, serve para “fiscalizar o fiscal”. E tudo isso só foi debatido após as denúncias de obras irregulares.

- O depoimento de Gilberto de Vargas, o Giba, à CPI em Lajeado, citou diversos agentes públicos e privados desta e de outras gerações. E afirmou que não havia “ajuste” em licitações e contratos nos governos do ex-prefeito Cláudio Schumacher (PP) e da saudosa ex-prefeita Carmen Regina Cardoso (PP). “Quem ganhava a licitação, fazia o serviço. Não interessava o partido”.

- Da mesma forma, Giba afirmou que os supostos direcionamentos de editais para a empresa PDS não ocorreram no atual governo de Gláucia Schumacher (PP). Mas a afirmação do empresário não convenceu o secretário da CPI, o vereador Ederson Spohr (MDB). Para o opositor, é muito suspeito que tais problemas não eram de conhecimento prévio do atual governo.

- Giba também afirmou que muitos fiscais e ex-secretários de Obras são “inocentes” e não teriam conhecimento das supostas irregularidades. Mas ele também deixou sob suspeita alguns citados. E apontou sérias suspeitas contra o ex-secretário e vereador Fabiano Bergmann (PP), o “Medonho”.

- Durante as primeiras perguntas, o relator Ramatis de Oliveira (PL) contou detalhes de um diálogo com o promotor de justiça, João Pedro Togni, que também investiga os fatos. E, segundo Oliveira, o depoimento de Giba à CPI ocorreu após aconselhamento do representante do Ministério Público.

- Nas oitivas de ontem, e pela primeira, vez, um representante da empresa PDS se manifestou publicamente. E, assim como os fiscais, ex-secretários e ex-prefeito, é preciso respeitar o contraditório e garantir amplo espaço às justificativas. E o julgamento caberá só ao judiciário.

Nosso peregrino voltou e nos presenteou com a belíssima imagem da Linha Perau Vermelho, no interior de Pouso Novo.

REPRESENTATIVIDADE

Vereador de Fazenda Vilanova deve assumir comando da Avat

Sérgio Cenci encabeça única chapa inscrita ao pleito que ocorre amanhã. Segundo ele, desafio é fortalecer a base associativa, com adesão de mais municípios

Overeador de Fazenda Vilanova, Sérgio Cenci (PP), é o provável novo presidente da Associação dos Vereadores do Vale do Taquari (Avat). O prazo para inscrição de chapas ao pleito encerrou na segunda-feira, 19 com apenas uma candidatura registrada. A eleição ocorre amanhã, em

formato virtual. Cenci encabeça a única chapa inscrita e integra a diretoria da entidade desde 2017. Segundo ele, a decisão de colocar o nome à disposição foi construída de forma coletiva, a partir da trajetória recente da associação e do espaço conquistado pela Avat nas discussões regionais.

“A Avat deu passos importantes nos últimos anos. Hoje, senta na mesa principal, tem representatividade, e isso é fundamental”, afirma ele, que é filho do ex-prefeito José Luiz Cenci, político de atuação destacada em entidade regional, quando presidiu a Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), em 2009.

A Avat reúne vereadores de dezenas de municípios do Vale e representa mais de 300 parlamentares. Para Cenci, esse número reforça o peso político e institucional da associação. Ele destaca que os vereadores são a instância mais próxima da população nos municípios e carregam uma diversidade maior de demandas e bandeiras.

“Os vereadores representam, de fato, os anseios da comunidade. Por isso, a Avat também representa muita gente e precisa ter vez e voz nos debates regionais”, pontua. Ele vai substituir Daiani Maria, vereadora de Cruzeiro do Sul e primeira mulher a presidir a entidade.

Desafios

Entre as prioridades da futura gestão está o fortalecimento da base associativa. Um dos objetivos é ampliar o número de câmaras filiadas, inclusive de municípios que ainda não integram

PRESIDENTE: Sérgio Cenci (Fazenda Vilanova)

VICE-PRESIDENTE: Alvimar Tremea (Anta Gorda)

SECRETÁRIO: Daniel Silva (Estrela)

TESOUREIRO: Diego Pretto (Encantado)

2º SECRETÁRIO: Neco dos Santos (Lajeado)

2ª TESOUREIRA: Ana Sirlei Vargas (Paverama)

DIRETOR SOCIAL: Dudu Luft (Venâncio Aires)

a entidade, como Arroio do Meio. “Talvez não seja possível filiar 100% das câmaras, mas quanto mais adesões tivermos, maior será a força da Avat”, ressalta. Outro foco anunciado é o apoio direto aos vereadores, especialmente aos de primeiro mandato. No terceiro mandato, Cenci afirma que a experiência mostra a dificuldade enfrentada por parlamentares que chegam às câmaras sem suporte técnico ou institucional. “Muitos entram meio desamparados. A ideia é oferecer mais assessoria e apoio, para que consigam desenvolver um bom trabalho”.

Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
Cenci está no terceiro mandato no parlamento de Fazenda Vilanova
DIVULGAÇÃO

Empresários organizam parceria para pavimentar pista

Grupo apresenta modelo de cooperação público-privada para viabilizar investimento de R$ 15 milhões e ampliar papel estratégico do modal aéreo na região

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

Odebate sobre o papel estratégico do Aeródromo Regional de Estrela avança e tem desdobramentos. Um grupo de empresários ligados à Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Estrela (Cacis) apresentou à prefeita Carine Schwingel uma proposta de parceria público-privada para viabilizar a pavimentação da pista de pousos e decolagens.

A estimativa de investimento gira em torno de R$ 15 milhões. Pelo formato, o município utilizaria parte da arrecadação de ICMS e IPVA gerados pelas próprias empresas locais, enquanto o grupo empresarial se comprometeria a buscar apoiadores do setor produtivo para custear o restante do projeto.

O presidente da Cacis, Rodrigo Tomasi, afirma que a proposta foi recebida de forma positiva pelo governo municipal. Segundo ele, a administração se comprometeu a fazer uma análise jurídica para verificar a viabilidade do modelo, enquanto os empresários buscam mobilizar investidores para estruturar a contrapartida privada.

“É uma forma de unir interesses públicos e privados em torno

de um ativo regional. O aeródromo não é apenas de Estrela, ele atende o Vale do Taquari como um todo”, destaca Tomasi.

Na avaliação da Cacis, a pavimentação da pista representa um salto de qualidade na logística regional, com potencial para a atração de investimentos. O aeródromo é usado, sobretudo, por executivos de empresas de médio e grande porte, além de servir para instrução de voos e operações pontuais.

A limitação atual da pista, sem pavimentação, impõe restrições operacionais, dependência das condições climáticas e restrições de horário, fatores que reduzem o potencial de uso por empresas que operam com agendas mais rígidas.

“Melhorar as condições do aeródromo facilita o deslocamento de executivos, aproxima investidores de outras regiões e qualifica o ambiente de negócios do Vale”, analisa Tomasi. Para ele, o tempo é um ativo estratégico, e o modal aéreo pode ser decisivo em processos de expansão empresarial.

Uso em saúde e situações críticas

Além da dimensão econômica, o projeto também tem impacto na área da saúde. A pista pavimentada amplia a capacidade

de atendimento em casos de alta complexidade, como transporte aeromédico, remoção de pacientes graves e operações envolvendo transplantes de órgãos.

Localizado na Linha São José, próximo à ERS-129, o aeródromo regional ocupa uma área de cerca de 24 hectares. A estrutura atual conta com uma pista homologada de 570 metros e outros 400 metros prontos para ampliação, o que permitiria atingir mil metros de extensão, condição considerada mínima para operação mais regular de aeronaves.

Nos últimos meses, após a limpeza da pista, pequenas aeronaves voltaram a operar no local. A média é de cerca de cinco voos por semana. Desde 2024, líderes empresariais e o poder público discutem alternativas de financiamento, incluindo a busca de recursos estaduais e federais. Há pedidos protocolados no Funrigs e junto à bancada gaúcha em Brasília.

Um dos entraves apontados pelo governo estadual é o fato de o aeródromo estar localizado em área alagável, com cota de referência de 29 metros. Ainda assim, a administração municipal defende que investir na estrutura existente é mais viável do que projetar um novo aeródromo, processo que exigiria anos de licenciamento e homologação.

Na inundação de maio de 2024, instalações do centro de operação, hangares e aeronaves foram danificados. Por estar em cota 29m, há dificuldades em aprovar uso de recursos do Funrigs em melhorias

DETALHES

PROJETO

• Pavimentação de cerca de 1 quilômetro da pista

• Melhorias em sinalização, segurança e operação

• Investimento estimado em R$ 15 milhões

• Proposta baseada em parceria público-privada (PPP)

MODELO DE FINANCIAMENTO

MUNICÍPIO: uso de parte da arrecadação de ICMS e IPVA gerados por empresas locais

INICIATIVA PRIVADA: captação de recursos junto ao setor produtivo, articulada pela Cacis

Em fase de análise jurídica sobre a viabilidade do modelo dentro do Executivo de Estrela

ESTRUTURA EXISTENTE

ÁREA TOTAL: 24 hectares

LOCALIZAÇÃO: Linha São José, próximo à ERS-129

USO ATUAL

• Voos executivos

• Instrução de voo

• Operações pontuais de transporte aéreo

IMPACTOS ESPERADOS

• Melhoria da logística regional

• Facilitação do deslocamento de executivos e investidores

• Apoio a operações de saúde de alta complexidade

• Transporte aeromédico e suporte a transplantes de órgãos

• Reforço à atratividade econômica do Vale do Taquari

LIMITAÇÕES TÉCNICAS

• Área classificada como alagável

• Cota de referência: 29 metros

• Condição considerada pelo governo estadual na liberação de recursos

ESTADO

Empresas terceirizadas que atuam na duplicação da BR-386 desmobilizaram máquinas e interromperam frentes de trabalho no trecho entre Soledade e Tio Hugo. A retirada de caminhões, escavadeiras e a redução de equipes ocorreram em razão de atrasos nos pagamentos, segundo relatos de prestadores de serviço ligados ao Consórcio

Construtor Via Sul.

Ao longo da rodovia, especialmente nas proximidades do quilômetro 242, próximo ao acesso a Soledade e ao Parador Itália, é possível visualizar equipamentos parados e frentes sem atividade. As empresas afirmam que os atrasos vêm sendo registrados desde novembro e atingem também setores como mecânica, fornecimento de combustível e outros serviços de apoio à obra.

As terceirizadas atuam para o Consórcio Construtor Via Sul, formado pela Odebrecht Engenharia e Construção e pela PowerChina, responsável pelas obras no segmento concedido à ViaSul, empresa do grupo Motiva. Conforme os relatos, além dos atrasos nos repasses, não há previsão clara para a regularização dos pagamentos, o que tem impactado diretamente a mobilização de equipes e equipamentos. O contrato de concessão prevê a duplicação de 57 quilômetros da BR-386, entre os quilômetros 214 e 270, com entrega total prevista para o primeiro semestre. Em 2026, a projeção da concessionária é investir cerca de R$ 690 milhões em quatro frentes de duplicação da rodovia. Neste ano, o foco principal está concentrado no trecho entre Tio Hugo e Soledade.

A estimativa de investimentos da ViaSul aponta cerca de R$

Com pagamentos atrasados, terceirizadas da Odebrecht

desmobilizam equipes

Empresas retiraram equipes e maquinários da rodovia no trecho entre Soledade e Tio Hugo. Concessionária e consórcio divergem sobre a situação financeira

340 milhões no segmento entre Fontoura Xavier e Soledade, onde as obras já alcançaram aproximadamente 85% de execução, com expectativa de liberação das faixas duplicadas ainda no primeiro trimestre. Já entre Soledade e Tio Hugo, os investimentos somam cerca de R$ 350 milhões, com conclusão dos trabalhos prevista para o segundo semestre de 2026.

Tratativas

Procurada pela reportagem, a ViaSul afirmou, em nota, que está em tratativas com a empresa responsável pela execução das obras e que não possui pagamentos em atraso referentes à duplicação da BR-386. Já o Consórcio Construtor Via Sul confirmou que tem conhecimento das reclamações envolvendo atrasos e reconheceu

a existência de um descompasso momentâneo no fluxo financeiro. Segundo o consórcio, as obras avançaram em ritmo acelerado nos últimos meses, com a mobilização de mais de 925 trabalhadores e 151 equipamentos, o que teria gerado um desajuste temporário entre a produção executada e o cronograma de desembolsos do projeto. A nota destaca ainda que há diálogo constante com a

VIASUL

A ViaSul, empresa do grupo Motiva, afirma que não possui pagamentos em atraso referentes à obra de duplicação da BR-386 junto ao consórcio construtor. Em nota, informou que está em tratativas com a empresa responsável pela execução dos serviços e reiterou que cerca de 85% dos trabalhos previstos estão concluídos, com previsão de conclusão do trecho entre Fontoura Xavier e Tio Hugo no segundo semestre de 2026.

CONSÓRCIO

O Consórcio Via Sul, formado pela Odebrecht Engenharia e Construção e pela PowerChina, reconhece as reclamações e afirma que houve um descompasso momentâneo entre a produção executada e o cronograma de desembolsos do projeto. Segundo a construtora, o avanço acelerado das obras, com a mobilização de mais de 925 trabalhadores e 151 equipamentos, gerou o ajuste temporário. O consórcio informa que mantém diálogo com a concessionária para regularizar a situação no menor prazo possível.

é a primeira vez nesta concessão que obras de duplicação são interrompidas por desacertos entre concessionária e terceirizada. No trecho de Marques de Souza a Lajeado foram pelo menos duas paralisações, em 2023 e 2024. No caso mais recente, o contrato com a Eurovias, terceirizada responsável à época, foi rescindido. Quem assumiu foi o mesmo consórcio que executa as obras nos trechos de Soledade a Tio Hugo e de Fontoura Xavier a Soledade.

concessionária, com o compromisso de equacionar a situação no menor prazo possível.

Quase mil trabalhadores chegaram a ser mobilizados na obra. Concessionária busca resolver impasse

vinibilhar@grupoahora.net.br

Sulgás apresenta planos de expansão em encontro na Acil

Representantes da diretoria da Associação

Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) receberam ontem a gerente executiva de Relações Institucionais da Sulgás, Carolina Bahia, e o assessor Guilherme Mazui Roesler.

O encontro teve como objetivo a apresentação institucional da companhia, distribuidora exclusiva de gás natural canalizado no Rio Grande do Sul, que amplia sua atuação em Lajeado. A reunião foi conduzida pelo presidente da Acil, Joni Zagonel.

Na ocasião, Carolina destacou que a Sulgás opera em 37 municípios gaúchos. A empresa conta com uma rede superior a 1,5 mil quilômetros. Atende cerca de 100 mil clientes em diferentes segmentos. Segundo a executiva, a visita buscou aproximar a companhia da comunidade local.

A Sulgás já opera no município e projeta novos investimentos. Atual-

mente, são cerca de 6,2 quilômetros de dutos em Lajeado. A capacidade de fornecimento chega a 8 mil metros cúbicos de gás por dia.

O edifício São Cristóvão, da Lyall, foi o primeiro do interior do Estado com gás encanado. O investimento da empresa no município iniciou

em 2022. O aporte inicial foi de R$ 2,5 milhões. Neste primeiro momento, o foco é o atendimento à indústria.

A expansão para os setores comercial e residencial está prevista, priorizando o atendimento à indústria.

Motomecânica lança

hoje, o novo Taos

A Motomecânica Volkswagen lança, na noite de hoje, o novo Volkswagen Taos, trazendo para Lajeado um dos principais lançamentos da marca. A concessionária, que completou 80 anos em 2025, celebra a trajetória com novidades aos clientes e ao público regional.

Segundo a montadora, o Taos é voltado a quem vive no próprio ritmo, reunindo presença marcante, conforto e tecnologia avançada. O modelo se destaca pela assinatura em LED, cores exclusivas e teto panorâmico, além da certificação cinco estre-

Inadimplência fecha 2025 elevada em Lajeado

Após atingir recorde histórico em novembro, a inadimplência no comércio de Lajeado apresentou leve queda em dezembro e fechou o ano em 32,1%. O índice é o mesmo registrado em outubro e 2,4 pontos percentuais acima do observado em dezembro de 2024. Levantamento da CDL Lajeado, em parceria com a CDL Porto Alegre e a Equifax Boa Vista, aponta 21.238 pessoas físicas com restrições de crédito no município.

No Rio Grande do Sul, o comportamento foi semelhan-

te. O índice estadual subiu em novembro, chegando a 36%. Em dezembro, recuou para 35,8%. No acumulado de um ano, o aumento foi de 3,2%.

Apesar disso, ele alerta para um cenário ainda complexo. A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano é um dos fatores de pressão. Também pesam a contratação inadequada de crédito consignado e gastos crescentes com apostas. O cenário exige maior cautela dos lojistas na concessão de crédito.

las no Latin NCAP. Durante o evento, serão apresentados dois veículos, e mais um já disponível para test-drive. A programação inicia às 18h30, com recepção aos convidados e coquetel oferecido pela equipe da concessionária. Na sequência, os carros serão revelados em todos os detalhes.

O lançamento também marca a fase final da reestruturação da loja. Os clientes poderão conhecer a nova estrutura, que será inaugurada em breve como parte das comemorações dos 80 anos da Motomecânica.

Indicadores

Dólar: R$ 5,31

Ibovespa: 171.678,55

SELIC: 15%

IPCA DEZ: 0,33%

LUCAS SANTOS/DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO

LOGÍSTICA E INFRAESTRUTURA

Fórum debate concessões e expõe divergências no modelo gaúcho

Encontro promovido por Setcergs e Federasul reuniu governo, setor produtivo e especialistas para discutir o plano dos Blocos 1 e 2

Oprimeiro encontro do Fórum de Debates do Sindicato das Transportadoras (Setcergs) ontem em Porto Alegre aprofunda a defesa por investimentos nas rodovias gaúchas. O evento reuniu representantes do setor produtivo, especialistas em logística e o governo do Estado em torno das estratégias para financiar a recuperação e modernização da malha rodoviária sem elevar de forma excessiva o custo ao usuário.

O encontro abriu a série de três debates que seguem nos dias 4 e 20 de fevereiro. A proposta é construir um processo escalonado: apresentação do modelo, recebimento de contribuições e, ao fim, indicação do que pode ser incorporado pelo Executivo estadual nos pacotes de concessões. Na abertura, o governador Eduardo Leite apresentou a modelagem desenvolvida em parceria com o BNDES, destacando que o Estado enfrenta um passivo histórico de infraestrutura e não dispõe de capacidade operacional para executar, sozinho, obras de grande porte em prazo compatível com a urgência logística. O debate evidenciou divergências dentro do próprio setor produtivo. Uma das mais sensíveis envolve o uso de recursos do Funrigs. A proposta defendida pelo presidente da Federação das Indústrias (Fiergs), Cláudio Bier, é retirar cerca de R$ 1,5 bilhão do fundo e executar as obras de forma direta, sem concessão. O governo rechaçou a alternativa. Segundo o governador Eduardo Leite, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) não tem estrutura técnica nem capacidade de projetos para absorver, em tempo hábil, um volume dessa magnitude. A avaliação compartilhada por entidades empresariais presentes

Encontro abriu a série de três debates que seguem nos dias 4 e 20 de fevereiro. A proposta da Federasul é construir um processo escalonado

é de que a retirada do aporte do modelo de concessão elevaria o risco financeiro e comprometeria a competitividade tarifária.

Estado mais atrasado do que o país

O presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Aurélio Barcelos, traçou um panorama nacional das concessões, em que o RS está em um cenário de subinvestimento na comparação com o país.

Para o vice-presidente da Câmara da Indústria e Comércio (CIC-VT), Adelar Steffler, o encontro deixou claro que o debate não pode ser reduzido à dicotomia “pedágio sim ou não”.

“O que está em discussão é como o Estado vai investir nas rodovias nos próximos anos. A situação é preocupante. Estrada ruim encarece frete, aumenta acidentes e corrói competitividade”, avalia.

Para o vice-presidente regional da Federasul, Ivandro Rosa, é preciso manter uma atenção à governança no pós-concessão, em especial ao papel dos conselhos de usuários. Segundo ele, o governador concordou que esses colegiados precisam acompanhar contratos e investimentos após a assinatura, com um olhar sobre o que é prioridade dentro das localidades.

PONTOS DE CONSENSO

• Necessidade de investimentos estruturantes

• Malha rodoviária impacta na segurança, custo logístico e competitividade

• Importância de governança e conselhos de usuários no pósconcessão

PRINCIPAIS DIVERGÊNCIAS

• Uso do Funrigs dentro ou fora do modelo de concessão

• Capacidade operacional do Estado para executar obras diretamente

PRÓXIMOS PASSOS

• 4 de fevereiro: envio de sugestões e propostas de aprimoramento

• 20 de fevereiro: governo indica quais contribuições serão incorporadas

Visão de futuro

Representantes do setor de transporte reforçaram que o custo logístico no RS já é elevado mesmo sem pedágios em rodovias adequadas. Desgaste de frota, consumo de combustível, manutenção e insegurança viária pesam diretamente no frete. “Não é uma discussão ideológica. É visão de futuro. Pagar pedágio em estrada ruim não faz sentido, mas não investir cobra um preço ainda maior. O que precisamos é modernizar o modelo de investimento nas rodovias”, resume Steffler.

ESTADO
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
VITOR ROSA/SECOM

www.coquetel.com.br

À míngua

Sandra Annenberg, jornalista e apresentadora do "Globo Repórter"

(?) cerimônia: à vontade

Estado brasileiro produtor de soja

CRUZADAS

Formação atmosférica de origem tropical capaz de elevar consideravelmente a temperatura de uma região

Lantejoula

Tira a umidade

Filme com Fernanda Montenegro À (?) de: ao modo de Escreveu "Eu e Outras Poesias"

Grande Prêmio (sigla) Outro, em espanhol

Número de dígitos do CEP

Carlos (?), roteirista de HQ

Dou forma circular a Conquista da Argentina na Copa (2022)

Homenagem

Funcionários de repartição pública

Liga de basquete dos EUA (sigla)

Definhados; enfraquecidos

Tipo de exame de urina (sigla)

Vermelho muito vivo (fem.)

Ibidem (abrev.)

Base da conduta profissional

Orlando Teixeira, poeta brasileiro

Rondônia (sigla)

Sufixo de "virose" Aparência (fig.)

(?) cuida-

dos de: significado de A/C

Principal rio da Suíça Alho, em espanhol

Rasgado, em inglês Sufixo de "suado"

Cônjuge feminino

Mario Vargas (?), contista peruano

BANCO 37 3/ajo. 4/otro — torn. 6/patati — preito.

HORÓSCOPO

ÁRIES: Desacelere e escute sua voz interior. O dia pedirá momentos de recolhimento para recarregar as baterias e sintonizar com os sonhos.

TOURO: Encontros com amigos e atividades de grupo animarão o dia. Participe de eventos, troque ideias e renove a confiança no futuro.

GÊMEOS: A intuição será uma bússola precisa nas decisões profissionais e para captar o clima no ambiente de trabalho.

CÂNCER: O dia convidará a sonhar alto e alargar os horizontes. Planeje uma viagem inspiradora ou mergulhe em um estudo que toque sua alma.

LEÃO: Um mergulho nos sentimentos iluminará caminhos para o futuro. O dia trará cura emocional e transformação de velhos padrões.

VIRGEM: A empatia e o cuidado com o outro marcarão os encontros e interações de hoje. Relacionamentos pessoais e profissionais fluirão mais suaves.

Solução

LIBRA: Traga mais inspiração e beleza para o seu cotidiano. O trabalho fluirá melhor se você usar a criatividade e ouvir a intuição.

ESCORPIÃO: Surpresas gostosas e imprevistos acontecerão simultaneamente. Solte a criatividade e enriqueça seus projetos.

SAGITÁRIO: O aconchego do lar será seu refúgio hoje. Aproveite para descansar, curtir momentos carinhosos em família e aliviar o estresse mental.

CAPRICÓRNIO: Palavras terão poder de cura, acolha pessoas queridas e use a sensibilidade para se comunicar melhor.

AQUÁRIO: A intuição será uma bússola valiosa para lidar com as finanças e os recursos materiais.

PEIXES: Emoções estarão à flor da pele, conte com empatia nos encontros e interações de hoje.

CARREIRA DO FUTURO

Aluno do GA passa em sete universidades dos EUA e escolhe área ligada à Nasa

João Pedro Carvalho, egresso do ensino médio no Colégio Gustavo Adolfo, escolheu a Embry-Riddle Aeronautical University, na Flórida, onde estudará construção de foguetes aeroespaciais

Andreia Rabaiolli centraldejornalismo@grupoahora.net.br

Oestudante João Pedro

Scherer de Sampaio Carvalho está próximo de embarcar para os Estados Unidos para viver a carreira almejada. Em maio, ele começa as aulas na centenária universidade da Flórida, Embry-Riddle Aeronautical University, a instituição que ensina “alunos a voar”, como destaca o site deles.

O egresso do Centro de Educação Básica Gustavo Adolfo, em Lajeado, foi selecionado para sete universidades americanas e se decidiu por esta pela afinidade com o espaço e a carreira de engenharia aeroespacial.

Com o pai piloto e uma forte tendência para tecnologia, física e matemática, o garoto, alfabetizado em inglês e mandarim, já foi para a Flórida, há três anos, para participar de um curso de foguetes e robótica oferecido pela Nasa. Foi esta passagem por lá que o ajudou a decidir pela aeronáutica.

A influência do colégio foi

Hora. Destaca que durante os anos em que o jovem permaneceu na escola, teve uma atuação marcante.

determinante para levar o aluno ao curso e isso deverá mudar todos os seus planos de futuro. Com a passagem pela formação da Nasa, João recebeu uma carta de recomendação do diretor, assinalando o empenho do garoto. “A trajetória que ele vem construindo é inspiradora”, atesta a carta do americano.

O diretor do Gustavo Adolfo, Edson Wiethölter, leu a carta de recomendação no ar, na rádio A

Alfabetizado em inglês e mandarim

João Pedro nasceu em Balneário Camboriú. Aos dois anos, foi morar na China com os pais, onde permaneceu até os 8 anos. Quando a família voltou para o Brasil e se fixou em Lajeado, escolheu o Gustavo Adolfo pelo ensino bilingue. Ele e o irmão tiveram dificuldades para ler e escrever em português e o colégio forneceu o suporte necessário para aprendizagem. Mais tarde, o garoto se destacou ao participar do curso na Agência Espacial Norte Americana, o que o levou à universidade aeroespacial na Flórida. “Estou finalizando os preparativos. Em abril, vou com meu pai até a universidade. Devo dormir no campus durante dois anos”, explica ele.

Universidade mira estudantes brasileiros

As universidades aeroespaciais buscam jovens talentos que saem do Ensino Médio e se comunicam com fluência em inglês. Segundo o diretor do G.A, a Nasa considera o estudante brasileiro “muito criativo”. E há falta de astronautas, engenheiros e eletricistas. Por isso, as instituições estão de olho em pessoas que queiram se preparar para o espaço aéreo.

A é a maior e mais antiga e mais completa universidade aeronáutica dos EUA. João Pedro vai aprender tudo sobre o espaço aéreo.

LAJEADO
João Pedro e o diretor do Gustavo Adolfo em entrevista para a Rádio A Hora
Estudante fez imersão na Flórida, há dois anos, o que o levou a optar pelo curso na Embry-Riddle Aeronautical University
ARQUIVO PESSOAL
FELIPE NEITZKE

INFRAESTRUTURA VIÁRIA

ERS-129 impulsiona expansão urbana em bairros de Estrela

Obras de pavimentação e recuperação reforçam a rodovia como eixo logístico, sustentam crescimento no Costão e qualificam acesso regional

AERS-129 voltou a ocupar posição central na dinâmica regional do Vale do Taquari.

Após ter funcionado, durante as enchentes, como principal rota de ligação da região alta do Vale, a rodovia passa agora por um conjunto de obras que reforçam sua importância estrutural para Estrela e municípios vizinhos.

A conclusão do asfaltamento no trecho entre Roca Sales e Colinas é somada à recuperação em pontos estratégicos estrelenses, como o trecho entre os bairros São José e Costão.

Para o secretário municipal de Planejamento e Sustentabilidade, Rafael Mallmann, a rodovia extrapola a função de simples corredor viário. Segundo ele, trata-se de um investimento que dialoga diretamente com o planejamento urbano e o desenvolvimento de longo prazo.

“A ERS-129 foi, por meses,

praticamente o único eixo de ligação da região alta do Vale do Taquari. Agora, com o asfaltamento entre Roca Sales e Colinas, essa integração se torna definitiva, fortalecendo Estrela como ponto de conexão entre diferentes regiões”, afirma.

Crescimento

Esse movimento se conecta à expansão planejada do Distrito de Costão, área fora da cota de enchente e que concentra novos empreendimentos imobiliários. Grupos como Lyall, Eidt, Richter e Roveda projetam, juntos, mais de mil novos lotes, o que deve praticamente dobrar a população local nos próximos anos. “Esse crescimento exige infraestrutura adequada, mobilidade qualificada e visão integrada. A rodovia cumpre papel essencial nesse contexto”, destaca Mallmann. Além da expansão urbana, a ERS-129 também garante acesso direto ao aeródromo regional, localizado na Linha São José. Conforme o secretário, o início de 2026 já apresentou movimentação expressiva no local. “O aeródromo tem potencial para atrair investimentos e fortalecer a logística regional. Com a futura pavimentação da pista e a melhoria dos acessos, Estrela se consolida como polo de conexões estratégicas”, projeta.

Forte investimento

No campo das obras, o Daer executa duas frentes simultâneas na ERS-129. São 6,1 quilômetros

MALLMANN

SECRETÁRIO MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO E

“Esse crescimento exige infraestrutura adequada, mobilidade qualificada e visão integrada. A rodovia cumpre papel essencial nesse contexto.”

de pavimentação entre Colinas e Roca Sales e 21 quilômetros de recuperação entre São José e Costão, em Estrela, além de trechos em Colinas. As interven-

INVESTIMENTO PARA O FUTURO

Na avaliação da prefeitura, os investimentos em infraestrutura viária, aliados à expansão urbana ordenada e à qualificação dos acessos logísticos, refletem uma estratégia de futuro. “Estamos falando de integração regional, segurança territorial e desenvolvimento sustentável. São ações que projetam Estrela para os próximos anos, com planejamento e responsabilidade”, resume Mallmann.

ções incluem fresagem e recomposição do pavimento asfáltico, com investimento total de R$ 55,9 milhões via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). A previsão é de conclusão do trecho entre São José e Costão até o fim do ano. Durante a execução, o acesso entre o bairro São José e o Costão chegou a ser interditado para retirada da camada antiga de asfalto e aplicação de novo pavimento com seis centímetros de espessura, além do nivelamento da via. O bloqueio temporário exigiu rotas alternativas e atenção redobrada dos motoristas, mas faz parte do processo de qualificação da rodovia.

Motoristas e trabalhadores

e siga pode chegar a 15

de espera entre os dois bairros

Na rotina de quem trabalha às margens da ERS-129, os reflexos das melhorias já são sentidos. A frentista Maríndia Walczak, do posto Beija Flor, no bairro Costão, lembra das dificuldades antes da obra. “O asfalto estava bem precário, tinha muito buraco. Era comum ver pneu furado e carro estragado”, relata. Segundo ela, o cenário mudou com a repavimentação. “Agora está bem melhor. O fluxo aumentou e os motoristas passam com mais tranquilidade.” Mesmo com os transtornos momentâneos do sistema pare e siga, Maríndia avalia que a intervenção era necessária. “Essas paradas incomodam um pouco, mas é para melhorar. No fim, é um bem para todo mundo”, afirma. Para quem depende diariamente da rodovia, a expectativa é de mais segurança, menos danos aos veículos e maior fluidez no tráfego.

Fabiano Lautenschläger centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Pare
minutos
Pedestres precisam passar pelo meio das obras para acessar os bairros
RAFAEL
SUSTENTABILIDADE

FUTEVÔLEI REGIONAL

LIGA DOS VALES CHEGA AO 5º ANO COM RECORDE

Competição terá dez etapas, três dias de jogos e novas regras para ampliar participação de atletas em 2026

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Criada a partir de uma ideia simples e que ganhou corpo ao longo dos anos, a Liga dos Vales de Futevôlei entra em 2026 em um dos momentos mais marcantes. No quinto ano de realização, a competição deve alcançar a marca histórica de 50 etapas desde a fundação, consolidando-se como um dos maiores torneios da modalidade no Rio Grande do Sul. Um dos idealizadores da Liga, Guto Dresch relembra que o projeto começou em 2022, a partir de uma iniciativa conjunta com Chiquinho (in memoriam) e Mateus Konzen. “A gente nunca soube até onde isso poderia chegar. Fomos buscando responsáveis em outras cidades, de preferência pessoas ligadas ao futebol e com escolas esportivas, e assim a Liga foi criando nome, corpo e crescendo a cada ano”, destaca.

Atualmente, a Liga reúne etapas em cidades como Taquari, Lajeado, São Jerônimo, Teutônia, Estrela, Encantada, Eldorado do Sul, Guaíba e Venâncio Aires. Mesmo algumas não pertencendo ao Vale do Taquari ou Vale do Sol, a organização optou por flexibilizar a participação devido ao alto número de atletas e ao fortalecimento do torneio. “Quem ganha com isso são os atletas. A expectativa é que 2026 seja ainda melhor do que 2025”, projeta Guto. Uma das principais novidades desta temporada é o aumento no formato da competição. Pela primeira vez, cada etapa contará

com três dias de jogos. Ao todo, serão dez etapas ao longo do ano, com nove categorias em disputa: aprendiz, iniciante, intermediário, open, misto A, misto B, feminino e carregador. Segundo Murilo Corbellini, atleta e integrante da organização, o crescimento no número de duplas motivou a ampliação. “A cada ano entram mais atletas, e isso exige novas categorias e mais dias de competição”, explica. Outra mudança importante diz respeito à participação de atletas de fora das cidades-sede. Tradicionalmente fechada apenas para moradores locais, a Liga passa a permitir, em 2026, a inscrição de jogadores de outras cidades nas categorias superiores, atendendo a pedidos recorrentes dos competidores.

O campeonato funciona por meio de um sistema de ranking. Cada cidade possui um representante responsável pelas inscrições e pelo nivelamento técnico dos atletas. A cada etapa, os pontos são somados, e ao final do ano são conhecidos os campeões gerais de cada categoria. Para Murilo, as etapas mais aguardadas seguem sendo a primeira e a última. “A estreia marca o retorno após a

pausa, e a final define os campeões da temporada”, resume. Com a nova regra de abertura das categorias, a expectativa é de um crescimento de até 50% no número de duplas. Em 2025, algumas etapas chegaram a reunir mais de 150 duplas, como ocorreu em Lajeado. As vagas por etapa variam conforme a cidade-sede e a quantidade de quadras disponíveis. As inscrições são feitas etapa por etapa, permitindo troca de dupla e de categoria ao longo da temporada.

Existe uma data simbólica chamada de Dia dos Desistentes (Quitter’s day) que, de acordo com uma análise de dados do Aplicativo Strava, é definida como o momento em que grande parte das pessoas abandona suas resoluções de Ano Novo — especialmente aquelas relacionadas à saúde, estilo de vida e comportamento.

Agora vem o que mais me surpreendeu: essa data é “comemorada” na segunda sexta-feira do ano!

A esperança que vem com o ano novo se encerra em no máximo 14 dias! Não estou aqui para julgar, muito pelo contrário, estou aqui para ajudar:

Quem se encaixa nesse perfil fez um plano, estabeleceu uma meta, por algum motivo sabia que uma mudança seria necessária.

Cada um de nós tem os seus costumes, a sua rotina, o seu ambiente… e modificar o nosso comportamento é uma tarefa que em um primeiro momento parece simples, mas não é.

Dormir e acordar mais cedo pra ter tempo de treinar antes do trabalho, reservar tempo para organizar o seu lanche, trocar o sono até mais tarde do fim de semana para participar daquele evento esportivo, resistir a piadinhas de quem está observando o teu esforço, associar essa “nova fase” tentando não prejudicar a rotina de quem está próximo (filhos, esposa, pais).

O desafio é grande mas a recompensa é maior! Sei que um dos motivos que faz com que algumas pessoas se tornem parte dessa estatística é não saber por onde começar, então aqui vão 5 dicas valiosas:

1 - Planejamento:

Precisamos reservar um dia da semana para organizar a agenda. Organizar compromissos e identificar em quais horários conseguimos encaixar o treino. Tomar isso como um dever com o chefe: não se atrasar e nem questionar.

2 - Começar o dia acertando:

Quando fazemos isso, temos uma tendência maior a seguir fazendo boas escolhas. Por exemplo: se treinei logo pela manhã, vou querer caprichar no café da manhã. Se caprichei no café da manhã, vou fazer o possível pra fazer um lanche saudável. Acertei no lanche, agora quero fazer um almoço balanceado; etc.

3 - Comemorar as pequenas conquistas:

Precisamos nos orgulhar das pequenas vitórias! Consegui acordar pra treinar: ponto pra mim! Consegui tomar 2 litros de água em um dia: ponto pra mim! Me alimentei bem todo o dia: ponto pra mim! Devemos lembrar que objetivos maiores são feitos de muitas pequenas vitórias e é comemorando-as que renovamos a energia e a motivação para seguir em frente.

4 - Modular o ambiente:

Somos uma média das 5 pessoas que mais convivemos. Se queremos nos tornar mais ativos precisamos ter contato com pessoas ativas: modificar o comportamento passa por conhecer outras pessoas, outros assuntos e outros ambientes.

5 - Revisitar os objetivos:

De tempos em tempos precisamos voltar a visualizar as nossas resoluções de ano novo. Às vezes para recalcular a rota e às vezes para confirmar que estamos no caminho certo. Vale a máxima: para quem não sabe onde vai qualquer caminho serve.

Não faz diferença se entramos ou não para a estatística do dia dos desistentes.

O que importa é que desistir de uma vida saudável é desistir de quem mais importa em nossas vidas e isso não pode ser normalizado.

Desistir de hábitos é humano.

Desistir de si não pode ser. 2026 ainda está só começando.

Além de atuar, Murilo Corbellini é responsável por ajudar a organizar o evento
DIVULGAÇÃO

A cidade estava às vésperas de completar então 85 anos. Na época, eram cerca de 65 mil habitantes e mais de 1.040 km². Hoje são apenas 91 km² e quase cem mil habitantes. A foto de 1976 mostra Lajeado de cima do prédio Lincoln, com vista para a rua Júlio de Castilhos e Santos Filho. A torre da Igreja Evangélica aparece em destaque, assim como o edifício Metrópole. Bem ao fundo, na Av. Pasqualini, é possível ver a caixa d’água da Souza Cruz.

Lajeado vista de cima

Hoje é

Navio graneleiro de Taquari era inaugurado

O Navio Mercante Germano Becker era batizado pela madrinha Silvia Helena Becker Livi. A cerimônia ocorreu no Cais Embarcadeiro, em Porto Alegre, na presença dos descendentes de Germano Becker, um dos fundadores da Trevisa Investimentos, detentora da Navegação Aliança. A embarcação já tinha sido notícia regional durante sua construção, em julho de 2005, quando estava sendo feito no estaleiro da Aliança, em Taquari. Com 1,4 mil toneladas de aço, mais de 115 pessoas trabalharam na construção.

O navio era lançado em homenagem aos 75 anos da Trevisa. A empresa passou a fabricar navios em 1983, com a Série Trevões. Há 20 anos, a companhia lançava a Série Fundadores. O primeiro era batizado de Germano Becker e levou 18 meses para ser concluído. Os outros navios da série também seriam feitos no estaleiro em Taquari, nomeados Frederico Madörin e João Mallmann.

A Navegação Aliança Ltda. foi fundada em 1932, em Bom Retiro do Sul. Depois, foi comprada pela Trevisa Investimentos, fundada dois anos antes. Em 2006, a Navegação Aliança tinha 21 embarcações, todas operavam na Bacia Sul do Brasil, nos portos de Estrela, Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande, com terminais em Santa Clara e Taquari.

Dia da Fundação de São Vicente
Santo do dia: São Vicente
O então governador Antônio Hohlfeldt participou da cerimônia
Construção do navio, em Taquari

FILIPE FALEIRO

Jornalista colunafaleiro@grupoahora.net.br

Sem dinheiro novo

Ofundo social do Banco Nacional de Desenvolvimento

ARTIGO

Educacional

América Latina e a guinada à direita Estancar a violência contra a mulher é missão de todos

OEconômico e Social (BNDES), anunciado em R$ 15 bilhões pelo governo federal, tem mais problemas do que a mancha de inundação e a falta de garantias financeiras por parte de empresas atingidas pela catástrofe.

Há outra questão que só nesta semana as instituições financeiras se deram conta. A temática é complexa, vou tentar ser claro para todos entenderem. Imaginem o seguinte: o banco faz a solicitação de dinheiro ao BNDES para operação no semestre.

s números de feminicídios neste início de 2026 martelam sobre a sociedade gaúcha. Faltando nove dias para terminar o mês, foram sete assassinatos de mulheres. Número superior a todo dezembro. Uma morte a cada 68 horas. Esse é um padrão de crime que não se pode tratar como acaso.

Esse recurso alimenta os créditos de mercado, voltados para projetos do agro e das empresas. Para o segundo semestre de 2024, o pedido foi feito em abril. Antes da grande inundação.

Digamos que o banco “Faleiro”

Olhar

É o ponto final de uma escalada de violência que começa muito antes do golpe fatal. Começa no controle, no ciúme travestido de cuidado, na ideia torta de posse. Homens que acreditam ser donos da vida das mulheres. Que confundem relação com domínio. Durante décadas, isso foi chamado de “crime passional”. Uma expressão enganosa, quase indulgente. Não há paixão no assassinato. Há ódio, frustração, desejo de controle. O Direito já reconheceu isso.

Emoção não exclui culpa. Ciúme não atenua pena. A chamada “defesa da honra” foi varrida do ordenamento jurídico, mas sobrevive, de forma silenciosa, na mentalidade de parte dos homens.

recebeu R$ 2 bilhões em julho para firmar os contratos já inscritos. Quando a demanda por reconstrução, compra de máquinas e capital de giro da inundação chegou, não houve aporte subsequente. Com isso, o gerente do “meu” banco fez o pedido de mais

ao Pronampe

DIVULGAÇÃO/PALÁCIO PIRATINI

Os dados deste início de ano reforçam o diagnóstico.

Em quase todos os casos, os suspeitos são companheiros ou ex-companheiros. A motivação se repete: inconformidade com o fim da relação. Há outro elemento recorrente: a ausência de denúncia prévia. Muitas mulheres morrem sem nunca terem registrado ocorrência. Medo, vergonha, dependência emocional, desconhecimento da rede de proteção. O Estado só age quando é chamado. E, muitas vezes, o chamado não chega a tempo. Isso não isenta o poder público de responsabilidade. Os órgãos de segurança pública ampliaram estruturas, criaram delegacias especializadas, patrulhas Maria

dinheiro ao BNDES. A resposta foi: use o montante já depositado no semestre, daquele balde periódico e previsto em abril.

Ao fim e ao cabo, o recurso às empresas e aos agricultores prejudicados pela tragédia foi negado, pois não houve entrada de dinheiro novo.

da Penha e canais digitais para pedido de medida protetiva. Mas nada disso funciona isoladamente. Feminicídio é violência estrutural. Exige enfrentamento coletivo. Família, vizinhos, amigos, colegas de trabalho. Não é “briga de casal”. Nunca foi. É crime. O silêncio ao redor também mata.

E o governo do Estado…

Há um ponto incômodo que precisa ser dito com todas as letras: parte dos homens não sabe lidar com frustração emocional. Não foi educada para isso. Aprende a competir, a dominar, a vencer. Não aprende a perder, a ouvir, a elaborar dor sem transformar sofrimento em agressão.

O prazer em transpor obstáculos

NGovernos de direita estão retomando com força o continente sul-americano, e os EUA retomando a hegemonia da América Latina. Os governos e populações que prezam pela liberdade de expressão e regime democrático verdadeiro, de acordo com o que rege a Constituição, estão muito satisfeitos. A retórica dos opositores da liberdade de forma geral, tentam a todo custo martelar na ideia que o interesse estrangeiro estaria somente interessado no petróleo e riquezas minerais. Na prática, o que os norte-americanos mais prezam é a continuidade do regime capitalista, aliado à livre iniciativa, e o acesso às riquezas, claro.

Na prática, China, Rússia, Irã e Cuba tomaram conta das riquezas minerais da Venezuela por muitos anos. E fatalmente trazem em seu bojo a ideologia socialista e de total controle sobre as liberdades, combinando com a barbárie imposta no país vizinho.

Quanto à riqueza do subsolo, a população na verdade não se beneficia com sua exploração.

O tom do confronto e o limite do respeito

Ainda aguardo uma resposta. O Pronampe seguirá a lógica da liberação dentro da mancha? Ou será como na primeira fase, pelo decreto de calamidade, indiferente da sede da empresa ter sido atingida ou não pela água?

A segunda fase do Pronampe, para empresas do Simples Nacional, começa a operar nos próximos dias. Esse modelo, ainda que com falhas,

A cena do governador Eduardo Leite enfrentando o público em Rio Grande ultrapassou as fronteiras gaúchas. Em meio às vaias, as palavras abafadas e a tensão no ar, o chefe do Piratini decidiu não baixar a cabeça. Elevou o tom e foi para o enfrentamento. É do seu estilo. Pode agradar ou incomodar, mas não surpreende. Há um ponto que precisa ser separado do barulho. O evento não era político-partidário. Não era comício. Era institucional. Estavam ali as representações máximas da República e do Rio Grande do Sul para anunciar investimentos públicos, contratos, obras. Nesse ambiente, a lógica é outra. Aplaudir ou vaiar faz parte do jogo quando o palanque é eleitoral. Não era o caso. Mesmo com a participação prejudicada pelas vaias, Leite acertou ao marcar essa diferença. Ao lembrar que o país saiu de uma

tem resultados melhores do que as linhas do Fundo Social do BNDES, em termos de capilaridade. Por ser para MEIs, micro e pequenos negócios, os recursos totais por CNPJ alcançam no máximo R$ 150 mil. O pulo do gato está na subvenção de 40%. Nos corredores do governo federal, esse formato é a “menina dos olhos” do presidente Lula.

eleição apertada, disse o óbvio que muitos evitam repetir: quase metade do eleitorado pensou diferente. Tratar essa metade como inimiga não reconstrói nada. Só aprofunda fissuras.

Nas últimas semanas, tenho insistido com a equipe do secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, para conceder uma entrevista ao Grupo A Hora. Pode ser para este escriba ou mesmo para a programação da rádio. Até agora, só negativas.

segundo. Quem decide, paga a conta. Sempre.

O assunto é macro, reconstrução da logística regional, de onde buscar parcerias e, acima de tudo, qual a perspectiva do plano de concessões. Gostaria mesmo de saber qual a ideia do Estado, tendo em vista que será muito complicado convencer o setor primário a assumir estradas tão degradadas e manter investimentos sempre à sombra de uma nova catástrofe.

A narrativa política

Na gestão, um governante acerta e erra. Neste segundo mandato, a popularidade de Eduardo Leite sofre revés. A agenda de ajuste fiscal, a revisão de benefícios no funcionalismo e as decisões duras sobre gastos públicos corroem popularidade. As concessões, o debate sobre o uso do Funrigs e os conflitos com setores organizados também pesam. Governar o Rio Grande do Sul nunca foi tarefa fácil. Muito menos depois de crises fiscais e ambientais em sequência.

Ainda assim, há um dado que não pode ser ignorado: foi a primeira vez que um governador gaúcho conseguiu a reeleição. Isso diz algo sobre o primeiro ciclo e explica, em parte, o desgaste do

O que se viu em Rio Grande foi um retrato do ambiente político nacional. Um país que ainda confunde divergência com hostilidade e que reage com raiva ao contraditório. Leite falou diante de uma claque alinhada ao presidente Lula. Fez isso sem romper a liturgia do cargo, sem deslegitimar a eleição, sem faltar com respeito institucional. Concorde-se ou não com o conteúdo, o gesto adiciona ao debate público. Pensar diferente não pode ser sinônimo de afronta pessoal. Direita, esquerda, centro são visões políticas, não identidades morais. Alimentar a ideia de que o outro é inimigo é o atalho mais curto para empobrecer a democracia.

Em conversa com amigos de São Paulo e de Minas Gerais, a impressão que tive é que o resto do Brasil considera que a reconstrução do RS está em vias de se consolidar. Ledo engano. Essa análise precipitada se deve à narrativa política. Da visão torpe de que todas as medidas possíveis foram adotadas pelo governo federal. As casas populares, os investimentos em infraestrutura, a assistência social, os créditos às empresas. Todas as políticas estão com pontas soltas. Há muito trabalho pela frente. Terminei a conversa com a seguinte frase: Não esqueçam do Rio Grande do Sul.

No fim, o episódio deixa uma lição simples. O confronto de ideias é saudável. O confronto de gritos, não. A política precisa de firmeza, mas também de limites.

ascemos vencendo obstáculos. Crescemos e nos tornamos adultos, e as adversidades continuam fazendo parte de nosso cotidiano. Muitos são fáceis de vencer, outros nem tanto. Mas também têm aqueles que num primeiro momento acreditamos ser impossíveis de transpor. Todas as vicissitudes, sem exceção, nos trazem lições e reforçam nossa musculatura em vencer desafios, nos deixando mais fortes. Várias vezes enfrentamos um revés e só entenderemos seu benefício mais tarde. Nós como pais, em um reflexo de proteção, cometemos o erro de querer desvencilhar nossos filhos de passar pelos infortúnios naturais da vida. Ao tomar essa decisão estamos cometendo um erro e fazendo um desfavor ao desenvolvimento dos nossos rebentos. Continuamos a viver num período onde observamos a cada ano um número maior de ‘bananas’ sendo educados, sem controle emocional e pouco preparo para enfrentar os problemas mais banais. O que precisamos são de pessoas com calma e equilíbrio, o talento vem em segundo plano, como diz Ryan Holiday em sua obra, onde aborda a questão.

Basta ver o valor que nós pagamos nos combustíveis e no valor exorbitante do maior imposto praticado no planeta, aqui no Brasil. Somos assaltados diariamente pelo próprio governo que deveria zelar pela sua população.

A humanidade precisa de pessoas abertas, que questionem

No
para encontrar soluções, para ajudar outrem. Não dê tanta atenção para o que dizem os outros”

mundo ocidental sempre vivemos e crescemos em meio à liberdade ampla, desde a expressão até a econômica, com raras exceções.”

Devemos reunir toda nossa energia na solução de problemas e não na reação e na crítica, que nada acrescenta. Quando temos o ponto de vista correto sobre um fato, tem um jeito estranho de reduzir o tamanho dos obstáculos e das adversidades, acrescenta o autor acima referido. Na filosofia estóica, Epicteto que colocava a ética em primeiro lugar, já nos lembrava que quando estamos frente a um problema, nosso primeiro trabalho é distinguir e dividir os eventos em duas categorias: se é um evento externo, não podemos controlar. Se são escolhas que fizemos frente ao problema colocado, essas nós controlamos. Onde encontrei o que é bom e o que é ruim? Em mim, em minhas escolhas. E o que depende de nós são nossas emoções, opiniões, decisões, pontos de vista, criatividade, atitude, desejos e nossa determinação. Esse é nosso espaço no qual podemos jogar. Em nosso cotidiano nos deparamos com muitas cenas onde vemos pessoas, inclusive nós, discutindo, reclamando, desistir, o que são escolhas. E essas escolhas não nos auxiliam em nada para chegarmos na solução ou onde queremos chegar.

No mundo ocidental sempre vivemos e crescemos em meio à liberdade ampla, desde a expressão até a econômica, com raras exceções, todas catastróficas. E Cuba e Venezuela jamais serão exemplos de prosperidade, enquanto tiverem governos socialistas. Muito pelo contrário.

O que vimos no tabuleiro geopolítico da atualidade são novos rearranjos de forças, finalmente. Até pouco tempo os EUA adotaram uma postura de conivência com a vinda desenfreada da China para o Ocidente. Agora no atual governo, estamos vendo movimentos claros da reorganização do regime capitalista aliado à liberdade.

A humanidade precisa de pessoas abertas, que questionem para encontrar soluções, para ajudar outrem. Não dê tanta atenção para o que dizem os outros. Inclusive quem empreende, geralmente tem a capacidade de atuar e ver oportunidades, onde outros ainda não tinham visto nada de interessante. E nenhuma sensação é mais gratificante do que vencer uma dificuldade.

Vivenciamos um processo de desacoplamento tecnológico e o fortalecimento de blocos ideológicos, como o G7 e novas alianças dos EUA no Indo-Pacífico para conter a expansão militar e comercial chinesa. Uma postura de segurança nacional e ideológica clara. Chegou ao fim a cegueira geoeconômica. Estamos observando o que muitos analistas chamam de capitalismo de segurança e a consolidação do friend-shoring (trazer a produção de bens para países aliados).

Corretor de Imóveis e Professor
ILUSTRAÇÃO GERADA POR IA

Quinta-feira, 22 janeiro de 2026

Fechamento da edição: 18h

REGIÃO ALTA | |

Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Nova estação reforça alerta e monitora o Rio Taquari em tempo real

Equipamento instalado na ERS-129 integra sistema estadual, mede nível do rio e variáveis climáticas e amplia a prevenção e a resposta da Defesa Civil a cheias e eventos extremos

Na ponte de Muçum

Ainstalação de uma estação hidrometeorológica na ponte da ERS-129, entre Encantado e Roca Sales, marca um novo avanço na prevenção e no monitoramento de eventos climáticos extremos no Vale do Taquari. O equipamento, que integra o sistema estadual de alerta, ainda passa por ajustes finais antes de entrar em operação plena, mas já é considerado um reforço estratégico para a atuação da Defesa Civil.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Roca Sales, Alexandre Gerhardt, a estrutura vai além da medição do nível do rio. “Ela não vai apenas marcar as elevações, os níveis de água, mas também o vento, pressão atmosférica para possível granizo, quantidade de raios. É bem completa”, destaca.

O equipamento faz parte de um pacote contratado pelo Governo do Estado nas ações do Plano Rio Grande, que prevê a instalação de 130 novas estações para monitorar 24 bacias hidrográficas gaúchas. No caso do Rio Taquari, o sistema permitirá acompanhar o comportamento do rio ao longo de praticamente toda a sua extensão, incluindo trechos do Rio das Antas.

Apesar de já instalada, a estação ainda aguarda a colocação das réguas físicas, que complementam o sistema de sensores. “A câmera permite que, caso falhe o sensor, a régua continue funcionando, além de servir para comparar os dados e evitar disparidade nas medições”, explica Gerhardt.

Informação acessível à população

A expectativa é que, com dados atualizados a cada 15 segundos,

a Defesa Civil ganhe agilidade na tomada de decisões em situações de risco. Outro ponto importante é o acesso às informações pela população. Após a entrada em operação completa, parte dos dados estará disponível por meio de um link público.

“O principal, a elevação das águas, vai estar disponível para todos, para cada um poder fazer o seu próprio plano de contingência, saber o quanto a água vai subir e se preparar”, ressalta o coordenador. O foco da Defesa Civil é a prevenção e a orientação. O município trabalha para fortalecer essa cultura, especialmente em áreas historicamente afetadas por cheias.

A estação funciona a partir de uma concessão do Governo do Estado, em parceria com a empresa responsável pelo sistema, cabendo às defesas civis municipais o acompanhamento e uso das informações.

Mesmo em cenários críticos, como falta de energia elétrica, o sistema deve continuar operando. “Ele conta com energia fotovoltaica, garantindo em torno de uma semana de funcionamento contínuo mesmo sem rede elétrica”, completa o coordenador.

Muçum também conta com um sistema próprio de monitoramento de cheias na Ponte Brochado da Rocha. O equipamento possui sensor de alta precisão, câmera 360º, sirene de alerta e autonomia energética, com transmissão por fibra óptica e redundância via Starlink. A iniciativa busca qualificar o monitoramento no município, reduzir a dependência das réguas físicas e ampliar a precisão dos dados.

Coordenador da Defesa Civil de Roca Sales, Alexandre Gerhardt, ao lado do sensor instalado

Além do monitoramento do rio, a Defesa Civil de Roca Sales também avança em outras frentes de prevenção, como a elaboração de planos

de contingência para escolas, reforçando a preparação da comunidade diante de eventos extremos cada vez mais frequentes na região.

Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br

Muçum avança na retirada de moradias de áreas de risco

Município demole casas condenadas por eventos climáticos, limpa novos terrenos no bairro São José e impede a reocupação de zonas classificadas como de risco extremo

MUÇUM

Muçum deu continuidade, nesta semana, ao seu processo de expansão urbanística resiliente, com a demolição de residências condenadas pelos eventos climáticos extremos e a limpeza de mais 14 terrenos localizados na Rua Libório Fernando Bastiani, no bairro São José.

As ações integram uma estratégia já em andamento desde o ano passado, quando outros terrenos em áreas de risco extremo começaram a ser desocupados e limpos pelo município. O objetivo é garantir que espaços considerados de alto risco durante as catástrofes climáticas de 2023 e 2024 não sejam novamente ocupados.

As famílias que residiam nesses locais já foram realocadas para novas residências em áreas seguras, fora da mancha de inundação, por meio de programas habitacionais da iniciativa privada. Conforme previsto, após receberem as novas moradias, os beneficiários realizam a doação

Estamos pensando no futuro. Precisamos seguir firmes nas políticas de realocação das zonas de risco, migrando as famílias para locais seguros, onde possam reconstruir suas vidas sabendo que não perderão tudo novamente”

dos terrenos atingidos à prefeitura de Muçum.

O governo municipal assume a responsabilidade pela limpeza dos espaços que, posteriormente, receberão intervenções de baixo custo para uso público, criando novas áreas de lazer e convivência para a população.

O prefeito Mateus Trojan ex-

plicou que a medida faz parte de um planejamento de longo prazo:

“Estamos pensando no futuro. Para garantir uma cidade mais segura, resiliente e minimizar os efeitos de grandes enchentes, precisamos seguir firmes nas políticas de realocação das zonas de risco, migrando as famílias para locais seguros, onde possam

reconstruir suas vidas sabendo que não perderão tudo novamente”, destacou o prefeito.

Ao todo, mais de 400 famílias muçunenses deverão ser retiradas de áreas de risco, sendo contempladas por programas habitacionais da iniciativa privada, do governo federal e do governo estadual.

ExpoSanta prepara 4ª edição e busca se firmar no calendário regional

Evento será promovido nos dias 20, 21 e 22 de março, no entorno da Praça do Porto e da Praça Norte, e promete movimentar a cidade e a região

Daqui a dois meses, Santa Tereza volta a ser palco de um dos eventos mais aguardados do calendário regional. A 4ª ExpoSanta já tem data marcada e será realizada nos dias 20, 21 e 22 de março, no entorno da Praça do Porto e da Praça Norte, reunindo comunidade local e visitantes em uma programação voltada à valorização da identidade, do desenvolvimento e dos encontros que fortalecem o município. Consolidada como uma vitrine das potencialidades de Santa Tereza, a ExpoSanta chega à sua

quarta edição embalada pelo sucesso do último ano. Em 2025, a 3ª ExpoSanta reuniu mais de 30 mil pessoas ao longo de um fim de semana histórico, superando expectativas e se firmando como um dos principais eventos da região alta.

A edição anterior foi marcada por intensa programação cultural e musical, com apresentações de corais, grupos instrumentais e atrações que transitaram pela música italiana, sertaneja e rock gaúcho. Além dos shows, o público encontrou uma ampla variedade de produtos locais, com destaque para vinícolas, cachaçarias, arte-

sanato e gastronomia típica, que reforçaram a identidade cultural do município.

No encerramento da última edição, a prefeita Gisele Caumo ressaltou a união de esforços como fator decisivo para o sucesso da feira. “Superamos as duas edições com recordes de público, e tudo isso graças a vocês. Essa festividade não foi feita somente com as mãos da prefeita, foram muitas mãos”, afirmou, ao agradecer equipes, entidades, expositores, patrocinadores e a comunidade.

Para 2026, a expectativa é de que a 4ª ExpoSanta amplie ainda mais seu papel como espaço de celebração, negócios e convivência, movimentando Santa Tereza e reafirmando o evento como símbolo de fortalecimento comunitário e projeção regional.

SANTA TEREZA
Feira proporciona uma intensa programação cultural e musical. Grupo Thol foi uma das atrações
Governo fez a limpeza de mais 14 terrenos no bairro São José. Ao todo, mais de 400 famílias serão retiradas de áreas de risco
MATEUS

INFRAESTRUTURA VIÁRIA

Investimento histórico recupera a ERS-332 e reforça a logística

Com investimento superior a R$ 200 milhões, rodovia passa por restauração completa, com foco em segurança, durabilidade do pavimento e integração regional

Estratégica para a logística regional e fundamental para o escoamento da produção e o desenvolvimento do turismo, a ERS-332 começa a passar por um processo de recuperação considerado histórico. Após anos de intervenções pontuais e sucessivos danos agravados por períodos chuvosos e pelo aumento do tráfego pesado, tiveram início as obras de restauração da rodovia que liga Encantado a Soledade.

Anunciada em abril de 2025 pelo secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, a intervenção foi definida como “o maior investimento da história da ERS-332”. O projeto prevê não apenas a recuperação do pavimento, mas também um conjunto de ações estruturais voltadas à prevenção de deslizamentos e ao reforço da segurança viária.

O primeiro lote em execução contempla o trecho entre Anta

Na subida do Morro da Guabiroba, os caminhões carregados não passam de 20 ou 30 quilômetros por hora. Precisaríamos de uma terceira faixa.“

Gorda e Soledade, com extensão de aproximadamente 59 quilômetros e investimento de R$ 107,2 milhões, oriundos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O projeto já foi aprovado e as obras estão em andamento.

De acordo com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), os serviços iniciais envolveram a limpeza de sarjetas e meios-fios entre os quilômetros 32,2 e 38. Na semana passada, começaram os trabalhos de fresagem (processo de remoção do pavimento existente) com recomposição asfáltica a partir do km 32, em direção a Arvorezinha.

O diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, explica que essa etapa é fundamental para garantir

A fresagem permite retirar as camadas deterioradas e preparar a base para um novo pavimento, adequado às atuais condições de tráfego.”

a durabilidade da nova pavimentação. “A fresagem permite retirar as camadas deterioradas e preparar a base para um novo pavimento, adequado às atuais condições de tráfego”, destaca.

Trecho EncantadoAnta Gorda entra na próxima fase

O segundo lote da ERS-332 compreende os 32 quilômetros entre Encantado e Anta Gorda, com investimento previsto de R$ 93,1 milhões. Conforme o Daer, o projeto está em fase final de elaboração e a previsão é de que as obras tenham início nos próximos meses.

Assim como no trecho já em execução, o contrato será realizado no regime de Contratação Integrada (RCI), no qual a empresa vencedora é responsável tanto pelo projeto quanto pela execução da obra. Colaboradores do Grupo MPX, que atuam na limpeza do trecho, comentaram que estão na expectativa para já em fevereiro

dar início ao trabalho. “É incontestável a importância da ERS-332, tanto para a parte alta e baixa, como para o Estado todo, não apenas pela riqueza do Vale, pela produção e todos os setores que hoje produzem, mas também porque acaba ligando a Serra e região metropolitana. Então, será uma rodovia antes das enchentes de 2024 e uma totalmente diferenciada após pronta”, salienta o secretário Costella.

Rodovia exige solução duradoura

Ao longo dos últimos anos, a ERS-332 recebeu apenas manutenções emergenciais, insuficientes para resolver problemas estruturais de uma pista marcada por curvas acentuadas, irregularidades e desgaste constante. A situação se agravou após eventos climáticos extremos, quando o aumento do fluxo de veículos, provocado pela restrição de outras rotas, acelerou o processo de deterioração.

Diante do volume de recursos investidos, a expectativa é de uma solução definitiva. O projeto completo inclui recuperação do pavimento, obras de contenção, recomposição de aterros, reforço e revitalização de pontes e cabeceiras, além da adequação da rodovia para suportar veículos com cargas de até 45 toneladas. Para o secretário Costella, a população deve ficar em cima e cobrar o melhor serviço possível.

LUCIANO
Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
Empresa Traçado trabalha em várias frentes entre Anta Gorda e Soledade
Quando o serviço está sendo realizado, tanto de recuperação quanto limpeza, o trânsito fica em pare e siga
Obra iniciou com os trabalhos de fresagem (processo de remoção do pavimento existente) com recomposição asfáltica a partir do km 32

“Sabemos que o pavimento hoje existente na 332 sofreu muitas intempéries durante esses anos todos. Por isso, tem que se melhorar não apenas a camada asfáltica, mas também a base da rodovia,

JUVIR COSTELLA SECRETÁRIO ESTADUAL DE LOGÍSTICA E TRANSPORTE

É incontestável a importância da ERS332, é preciso que todos fiscalizem, denunciem, se acharem que a obra não está sendo bem executada.”

Colaboradores do Grupo MPX finalizam os trabalhos de limpeza e conservação até Linha Cordilheira em Anta Gorda

onde tem infiltração, onde tivemos danos maiores. É preciso que todos fiscalizem, denunciem, se acharem que a obra não está sendo bem executada”, comenta.

Prazos, pedágio e demandas locais

O presidente da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat) e prefeito de Doutor Ricardo, Alvaro Giacobbo, relembra que a rodovia segue fora do sistema de concessões. “A previsão, mesmo com os atrasos, é que as obras sejam concluídas até o fim de 2026. A ERS-332 não integra o plano de concessão das rodovias e, por pelo menos cinco anos, ela fica fora dos pedágios”, aponta. Giacobbo reforça que a expectativa é por uma nova rodovia. “Lá atrás, o governo aportou R$ 22 milhões para essa estrada e, em pouco menos de dois anos, ela voltou a ficar esburacada. Então (com esses R$ 200

milhões), o trabalho precisa ser bem feito. E o que a gente conseguiu acompanhar da Traçado é muito bom”, ressalta.

O prefeito cita que nas principais demandas regionais está a necessidade de intervenções para melhorar a fluidez do tráfego pesado, especialmente em pontos críticos. “Na subida do Morro da Guabiroba, os caminhões carregados não passam de 20 ou 30 quilômetros por hora. Precisaríamos de uma terceira faixa ou, pelo menos, pontos de refúgio para desafogar o trânsito”, conta.

Outro local que preocupa é o acesso de Jacarezinho, na ligação com Nova Bréscia, (“é um trevo muito perigoso”). Por fim, Giacobbo aponta que os gestores não tiveram acesso ao projeto executivo e que, embora o investimento seja elevado, não sabem tudo que será contemplado no serviço. “Pelo valor investido, dá para fazer muita obra. Mas o que a gente vê é a reforma da pista que já existe, sem ampliação. Isso é necessário, mas pode ser insuficiente para o movimento que a ERS-332 tem hoje,” concluí.

Cobrança das entidades

Em junho de 2025, entidades representativas do setor produtivo da parte alta encaminharam um ofício ao Daer solicitando informações atualizadas e detalhadas

sobre o processo de reestruturação da ERS-332. O documento foi assinado pela ACISAR (Arvorezinha), ACI/CDL de Ilópolis, ACIP de Putinga e CIC Anta Gorda, que juntas representam os interesses empresariais e industriais de seus municípios.

O presidente da Acisar, Jardel Dall Agnol, em dezembro, quando o trabalho de recuperação não havia iniciado, chegou a declarar a obra como perdida. A frustração era motivada pelo prazo de conclusão e a possibilidade de paralisação com o período eleitoral.

“Queremos que o trabalho siga

constante, o governo afirma que o recurso está garantido, mas a empresa tem dois anos para fazer a obra e a gente pega metade desse tempo no período eleitoral, do pleito estadual. Depois de tudo que aconteceu nos outros anos, a gente fica com bastante receio, porque tudo pode acontecer”, pondera Dall Agnol.

Em resposta aos questionamentos das entidades, a assessoria do Daer declarou que o órgão “é uma autarquia, portanto não haverá interferência no calendário e cronograma de obras durante o período eleitoral”.

É possível perceber vários trechos onde houve “remendos” que não aguentaram o clima e tráfego no local

Presidente da Acisar, Jardel Dall Agnol

Esperança reativa quadro social

Presidente Rodrigo Alex detalha desvinculação da comunidade, crescimento de sócios e projeta obras e retorno a competições regionais

ROCA SALES

OEsporte Clube Esperança, da localidade de Fazenda Lohmann, vive um novo momento fora das quatro linhas. Sob a presidência de Rodrigo Alex, o clube reativa o quadro social e consolida uma gestão mais independente, com foco em organização, obras estruturais e fortalecimento do futebol.

A decisão de desvincular o clube da comunidade surge, segundo o presidente, da necessidade de dar autonomia administrativa ao Esperança. “A comunidade já possui seus sócios. Tudo junto não permitia associar as pessoas diretamente ao clube”, afirma. Além disso, conflitos de uso de espaço inviabilizavam jogos em casa quando havia eventos no salão comunitário. “A separação permite o clube caminhar com as próprias pernas, com sócios próprios e espaço definido”, destaca.

O resultado aparece já no

primeiro ano do novo modelo. Aproximadamente 70 pessoas aderem ao quadro social. A estratégia prevê novas associações e renovações a partir da metade do ano. Entre os benefícios, o sócio tem direito a participar do almoço anual, realizado em novembro, além de pagar menos para locar o pavilhão, não arcar com ingressos em jogos e campeonatos e usufruir de vantagens exclusivas. No campo estrutural, o Esperança mantém um planejamento ambicioso. A diretoria projeta a troca das telas do campo, melhorias no gramado, instalação de iluminação e o fechamento do pavilhão social. O vestiário passou por reforma recente. Iniciada em janeiro, com trabalho concentrado aos sábados e também durante a semana. “Não é um espaço grande, mas fica funcional e bem organizado”, pontua Rodrigo.

O histórico de reconstrução do clube reforça o perfil comunitário do projeto. Há cerca de dez anos, o objetivo inicial se limita à reabertura do Esperança. Com o tempo, a diretoria retoma a

Grande parte da obra conta com mão de obra voluntária de moradores, dirigentes e jogadores, muitos deles profissionais da área da construção

sede social, começando pelo telhado, piso e pavilhão. Grande parte da obra conta com mão de obra voluntária de moradores, dirigentes e jogadores, muitos deles profissionais da área da construção. A sede, com cerca

Obra de drenagem avança

Investimento de R$ 2,8 milhões soma 1,2 mil metros de rede pluvial e está entre as maiores obras executadas pela entidade no Estado

PUTINGA

O presidente da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), Ângelo Fontana, esteve em Putinga para uma visita técnica às frentes de trabalho de uma das mais importantes obras de drenagem já realizadas no município. A agenda foi acompanhada pelo prefeito Juliano Moretto e teve como objetivo avaliar o andamento da execução, reforçando a governança, o monitoramento e a responsabilidade institucional sobre o projeto. A intervenção integra o Programa Reconstrói RS e contempla a implantação de 1,2 mil metros de rede pluvial, com foco na recuperação das bacias de drenagem, na redução de riscos e na prevenção de novos danos causados por eventos climáticos extremos. Pelo porte e impacto, a obra está entre as maiores executadas pela CIC-VT dentro

de um conjunto que envolve 22 municípios gaúchos e 48 obras estruturantes.

O investimento total é de R$ 2,8 milhões, viabilizado por meio da articulação entre Instituto Ling, Federasul e Instituto Cultural Floresta, evidenciando a força da cooperação institucional para garantir soluções concretas à população. Em Putinga, a drenagem deixa de ser promessa e se consolida como política pública com planejamento, resultado e visão de futuro. Durante a visita, Ângelo

Fontana destacou a evolução dos trabalhos e a relevância da obra para o município. “Estamos fiscalizando e vendo que o andamento está indo muito bem. Saio daqui satisfeito ao ver que um projeto que foi embrião por muito tempo está em pleno andamento. A expectativa é concluir esta etapa até o final de fevereiro”, afirmou. Fontana também ressaltou que a obra faz parte de um

de 85 metros quadrados, inclui cozinha, copa, banheiros e despensas, além de laje preparada para futura cabine de rádio. No futebol, o discurso é de cautela, mas também de ambição. A diretoria acredita na retomada do Esperança em competições regionais e na superação dos limites municipais. “É isso que o clube almeja”, resume o presidente, ao reforçar que organização fora de campo sustenta resultados dentro dele.

com visita técnica da CIC-VT

Saio daqui satisfeito ao ver que um projeto que foi embrião por muito tempo está em pleno andamento. A expectativa é concluir esta etapa até o final de fevereiro”

investimento global de R$ 36,5 milhões do Reconstrói RS e que, em Putinga, o projeto é 100% doado ao município. “É uma obra sem custo algum para a prefeitura e para a comunidade, que poderá usufruir desse sistema e, principalmente, evitar danos e transtornos como os já vividos”, completou.

DIVULGAÇÃO
ÂNGELO FONTANA PRESIDENTE DA CIC-VT
DIVULGAÇÃO
Presidente Ângelo Fontana, acompanhou o andamento das obras de drenagem durante visita técnica às frentes de trabalho. Obra é anseio antigo da comunidade

CDL aprova incorporação à Aci-E em assembleia virtual

A 1ª assembleia ocorreu em 9 de dezembro na prefeitura, sendo a única presencial

Decisão foi confirmada após três assembleias e garante quórum mínima. Entidade vai incorporar patrimônio e associados da CDL e criar diretoria voltada ao comércio

ENCANTADO

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Encantado aprovou, em assembleia virtual nessa terça-feira, 20, a incorporação da entidade pela Associação Comercial e Industrial de Encantado (Aci-E). A decisão encerra um processo iniciado em dezembro e atende ao quórum exigido no estatuto.

Ao todo, a CDL possui 76 associados. Somadas as três assembleias convocadas para tratar do tema, 64 sócios participaram da votação, número suficiente para alcançar os 80% de quórum necessários à aprovação. Foram registrados 56 votos favoráveis e oito contrários à incorporação.

A primeira assembleia, única realizada presencialmente, ocorreu em 9 de dezembro e contou com 26 votos, sendo apenas um contrário. A segunda, já em formato virtual, teve a participação de 22 associados, com dois votos contra. Na terceira e última assembleia, realizada na terça, mais 16 sócios votaram,

cinco deles contrários à proposta. Com a aprovação, a Aci-E incorporará o patrimônio da CDL e receberá seus associados. A entidade também prevê a criação de uma diretoria específica voltada ao comércio e ao varejo, buscando representar diretamente os interesses do setor na nova estrutura.

Segundo as entidades, o objetivo da união é fortalecer a representação empresarial em Encantado, unificando esforços e ampliando a capacidade de atuação institucional. “Como já vinha sendo difícil conseguir a participação de pessoas no voluntariado e vários sócios já estão nas duas entidades, sentimos a necessidade de unir forças. E a Aci-E trabalha com atenção ao varejo, assim teremos mais força perante a comunidade e poder público”, salientou Diogo Spessatto, vice presidente tanto da CDL quanto Aci-E.

Os próximos passos do processo ainda serão definidos, com a entrada da área jurídica para estabelecer os encaminhamentos formais da incorporação.

Aprovação de projeto garante R$

1,1 milhão

para ampliar iluminação em LED

Município receberá quantia via Procel Reluz para instalar cerca de mil luminárias, elevar a cobertura para 70% e reduzir consumo, custos e manutenção

ENCANTADO

Município foi aprovado no Programa Procel Reluz e vai receber R$ 1,1 milhão para investir na modernização da iluminação pública com tecnologia LED. O recurso permitirá ampliar significativamente a cobertura desse sistema mais eficiente e sustentável na cidade. Atualmente, Encantado possui cerca de 5 mil pontos de iluminação pública, dos quais aproximadamente 2,5 mil já utilizam lâmpadas de LED. Com o valor conquistado, serão adquiridas cerca de mil novas luminárias, fazendo com que o município passe a contar com aproximadamente 3,5 mil pontos

de luz em LED, representando cerca de 70% de toda a iluminação pública com essa tecnologia.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, José Caetano Turatti Ost, destacou a relevância técnica e financeira da conquista. “Essa aprovação é resultado de muito trabalho técnico e planejamento.

O Procel Reluz é um programa extremamente concorrido, e conseguir a aprovação mostra que Encantado apresentou um projeto bem estruturado, com foco em eficiência energética, economia e melhoria da infraestrutura urbana. É um investimento que traz retorno direto para o município e para a população”, afirmou.

Na prática, o projeto vai garantir: ruas mais iluminadas e seguras; redução no consumo de energia elétrica; menor gasto com manutenção; maior durabilidade das lâmpadas; mais sustentabilidade ambiental. A tecnologia LED consome menos energia e possui vida útil muito superior às lâmpadas convencionais, representando economia permanente aos cofres públicos e melhora da qualidade da iluminação nos bairros e vias da cidade.

O prefeito reforçou ainda que os benefícios vão além da iluminação. “Além de melhorar a iluminação, esse projeto nos permite economizar recursos que poderão ser aplicados em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura. É uma melhoria que a população percebe no dia a dia”, completou. Agora, Encantado inicia os trâmites técnicos e administrativos necessários para a execução do projeto e, na sequência, dará início à instalação das novas luminárias de LED.

O prefeito Jonas Calvi também ressaltou o impacto positivo do projeto para a comunidade. “Estamos falando de mais de R$ 1,1 milhão investidos diretamente na nossa cidade, melhorando a iluminação das ruas, aumentando a segurança e reduzindo custos com energia elétrica. É uma conquista muito importante para Encantado, que mostra nosso compromisso com a modernização, com a sustentabilidade e com o cuidado com o dinheiro público”, destacou.

Encantado possui cerca de 5 mil pontos de iluminação pública, metade disso é em LED
MATHEUS LASTE

Três cascatas para descobrir no interior de Guaporé 365 VEZES NO VALE

365vezesnovaledotaquari@gmail.com

Guaporé é reconhecido como a Terra das Joias e da Lingerie, além do famoso Autódromo. Mas no interior dessa bela cidade na divisa do Vale e Serra, outros atrativos naturais chamam atenção: as cascatas.

Salto do Arroio Taquara

Uma das mais belas que já vi ganha o nome de Salto do Arroio Taquara. O diferencial é ter duas quedas de água no mesmo local. Elas formam uma cortina de água que envolve o visitante. Cenário deslumbrante. O acesso é gratuito, mas exige

certo esforço físico do trilheiro. No topo, um caminho curto pela mata e riacho. A encrenca começa para quem quer descer até os pés (local da foto). Ai é preciso encarar uma trilha que passa por ribanceiras e trechos bem íngremes. Até uma corda foi instalada para facilitar a aventura. O destino está localizado a cerca de cinco quilômetros do centro de Guaporé. São apenas dois quilômetros de estrada de chão. Não há nenhuma estrutura, apenas o que a natureza criou.

Patrocínio

Gruta do Seminário

Também conhecido como Gruta dos Padres, esse espaço que une religiosidade e natureza fica a menos de um quilômetro do Salto do Taquara. O bom observador vai ver as placas no caminho, mas a localização também está no Google Maps. A formação rochosa se transformou em lar para a imagem de Nossa Senhora de Lourdes – uma tradição comum em terras colonizadas por italianos. O altar fica de frente para bancos que são ocupados em celebrações religiosas. O charme fica para uma pequena cascata de frente a gruta. O caminho até lá também é deslumbrante com a estrada passando pela vegetação verde e árvores. O acesso é gratuito.

Cascata do Bíscaro

Localizado na Linha Três de Maio, a Cascata do Bíscaro talvez seja a mais popular de Guaporé. Isso em função do charme natural e do fácil acesso: uma trilha curta por um potreiro e na floresta aberta. A queda de água tem cerca de cinco metros com um poço profundo e bom para banho. O visitante que for entrar na água precisa garantir a própria segurança, visto que não há nenhuma estrutura no local. O destino também não tem cobrança de entrada. Observação importante: jamais deixe o lixo em nenhum desses locais.

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