A Hora – 17 e 18/01/2026

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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR

Fim de semana, 17 e 18 janeiro de 2026 | Ano 23 - Nº 4016 |

SOMA DAS RIQUEZAS

5,00 (dia útil)

9,00 (fim de semana)

Cinco cidades representam 60% do PIB regional

Desempenho do Vale do Taquari cresce na participação estadual e passa dos R$ 22 bilhões

O Vale amplia a participação na economia do RS. Conforme relatório do Departamento de Economia e Estatística, em 2023 alcançou um PIB de R$ 22,68 bilhões, cerca de 3,7% do estado. O crescimento,

porém, tem endereço definido: cinco municípios concentram quase dois terços da produção regional. Enquanto 11 cidades avançaram no período, a dependência de polos industrializados segue como marca.

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De raso a fundo:

RODRIGO MARTINI Depoimento e a expectativa

Lajeado apresentou balanço do primeiro ano de gestão e, após meses desafiadores, mira na execução de novos projetos.

ANOS os riscos no Taquari

Levantamento aponta variações em trecho de 11 quilômetros do principal rio da região. Em pontos mais rasos, o nível é de 3 metros. No mesmo Taquari, há locais com até 34 metros de profundidade, é o caso do paredão no bairro Carneiros. Diferenças expõem os perigos. No verão, bombeiros já atenderam 12 ocorrências de buscas e salvamentos, com dez óbitos em apenas um mês no Vale do Taquari. Especialistas apontam que a irregularidade no fundo do rio é uma característica natural da região. Batimetria pós-cheias indica que o leito ficou 17cm mais alto.

Profundidade na Ponte do Taquari, entre Lajeado e Estrela, oscila de 7 a 12m. Medição foi feita por meio de sonar

Com 9,3 mil alunos, instituição de ensino assume protagonismo em outras frentes, sem perder o caráter comunitário. Univates se reposiciona para ajudar a região PÁGINA | 8

Os dados mais recentes do Produto Interno Bruto dos municípios do Vale do Taquari escancaram a concentração econômica em poucos centros urbanos e a dependência crescente de um grupo restrito de municípios para sustentar o desempenho regional. De boa notícia, quando se olha para o retrovisor, antes da grande inundação de 2024, o Vale havia crescido em representação estadual, algo em torno dos 0,03%, alcançando o total de 3,7% da riqueza gaúcha.

É um resultado relevante, superior ao histórico recente da região. Mas o dado precisa ser lido com cuidado. Mais de 60% dessa produção está concentrada em apenas cinco cidades(Lajeado, Estrela, Teutônia, Encantado e Arroio do Meio).

O desafio do Vale do Taquari está em transformar a força econômica em equilíbrio sustentável”

Ao mesmo tempo, expõe as fragilidades de cidades menores, cuja dinâmica econômica depende, muitas vezes, de uma única empresa ou de um setor específico. Além da variação dentro do agro, com épocas de cheias ou de estiagem.

Em resumo, também é fundamental entender: o PIB sozinho não oferece a dimensão correta para entender a sociedade. Crescimento econômico precisa ser encarado como fator para qualidade de vida. O desafio do Vale do Taquari está em transformar a força econômica em equilíbrio sustentável. Isso passa por políticas públicas articuladas, diversificação produtiva, apoio a municípios menores e fortalecimento das cadeias locais.

Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

“O grande desafio é mostrar que comunidade vale a pena”

Nossa Senhora do Rosário, no bairro Canabarro, em Teutônia e no início deste ano comemorou 30 anos de sacerdócio

Joilson Pereira joilson@grupoahora.net.br

Quando entendeu que queria ser Padre?

A vontade de ser padre é desde os três anos, mas a gente não entende isto. Imagina chegar para uma criança e dizer que vai ter que cuidar de uma paróquia, rezar missa, atender confissões, ir para o hospital. A gente vai entendendo isto depois, a ideia vai amadurecendo essa ideia de ser padre com o passar do tempo, por mais que a gente saiba que gostaria de viver isso já desde o início.

Como foi a trajetória na vida religiosa?

Foram 15 anos de preparação, desde a sexta série, ensino médio, depois um ano de preparação chamado propedêutico, o seminário, duas faculdades de filosofia, teologia, mais um ano de estágio e depois o diaconato. Entrei no seminário em 1981

e me ordenei sacerdote, em 6 de janeiro de 1996. Depois comecei em Porto Alegre na catedral, me tornei pároco na Paróquia Coração de Jesus, também na capital. Atuei no seminário, em Gravataí, Bom Princípio, na Cúria em Montenegro, em Estrela. Depois, pároco em Salvador do Sul. E desde 2022, eu estou trabalhando aqui em Canabarro.

Ao longo destes 30 anos de carreira, qual o maior desafio que enfrentou?

Tudo aquilo que tu te propões a fazer e de repente se coloca uma barreira, tu te questionas, mas tens a força e a confiança na bíblia. Eu trago dentro de mim aquela inquietação de que a gente pode sempre melhorar. Então o maior desafio é a resistência diante da renovação. Pra mim sempre marca muito isto.

E qual a maior alegria que viveu?

Nesses 30 anos encontrei muitas pessoas que acreditam e caminham junto. São certezas que a gente traz de que estamos no caminho certo, quando uma comunidade ou um grupo diz, “Padre, estamos contigo, vamos em frente”. Na música também, tenho muitas alegrias de ajudar a formar e acreditar em pessoas que hoje cantam em comunidades. Outro dia, leigos me disseram que por minha causa hoje cantam na igreja.

Por quanto tempo o senhor

se vê atuando como padre?

Esse ‘SIM’ que a gente dá quando fica padre é até o último suspiro. Pode ser que daqui um tempo eu adoeça ou não possa exercer o ministério na vida de uma comunidade, daí a gente tem uma casa chamada Lar, sacerdotal em Gravataí, mas a gente não se aposenta, trabalha até o final da vida.

Quais os desafios de evangelizar nos dias de hoje?

Por um lado, nós temos jovens, crianças, casais que acreditam nesta causa, mas por outro lado também vivemos num mundo secularizado, onde instituição é algo que as pessoas não querem mais. Muitos dizem rezar em casa, ter conexão com Deus, mas Jesus sempre dizia, onde dois ou mais estão reunidos, ali no meio eu estou. Então eu penso que a gente precisa cada vez mais mostrar que é importante deixar o seu ‘eu’ e voltar-se a um grupo. O grande desafio é mostrar que comunidade vale a pena.

Padre Pedro Ritter, 58, é párocodaParóquiade
Filiado à

rodrigomartini@grupoahora.net.br

CPI DAS OBRAS EM LAJEADO

Presença de Giba no plenário gera (muita) apreensão nos bastidores

Oempresário Gilberto de Vargas, o popular “Giba”, tem experiência com CPI. No início da década de 90, ele foi um dos pivôs da primeira Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na principal cidade do Vale do Taquari. À época, ele denunciou supostas irregularidades e/ou sobrepreços de serviços de reparos e calçamentos públicos. Mais de três décadas se passaram e hoje

ele está novamente envolvido com outra investigação no legislativo lajeadense – e também junto ao Ministério Público. Desta vez, ele é o principal pivô da CPI que investiga 50 denúncias de supostas obras irregulares e/ou superfaturadas, e cujas perícias preliminares – realizadas por perita indicada pela Justiça –corroboram com as suspeitas levantadas e calculadas por Giba, e tornadas públicas pelo vereador Ederson Spohr (MDB).

As denúncias foram protocoladas pelo empresário, reforço, e com detalhes que impressionam o promotor de justiça, a oposição, e o próprio e atual governo. Não por menos, a convocação de Giba pela CPI para prestar depoimento na próxima quarta-feira à tarde gera muita apreensão entre diversos agentes políticos de Lajeado. Especialmente àqueles que definiam os principais rumos da administração municipal na gestão anterior.

Ceat pode reabrir teatro em 2026

Atingido pelas piores enchentes já registradas na história de Lajeado, o belíssimo Teatro do Ceat será reaberto ao público após reformas e garantia de seguro contra novos fenômenos climáticos. É uma notícia e tanto para o setor artístico e cultural do Vale do Taquari, que voltará – provavelmente ainda em 2026 – a contar com mais um aconchegante e moderno espaço para a propagação da arte.

Lucchese busca apoio do MDB em outras regiões

A pré-candidatura a deputado estadual do empresário Roberto Lucchese pode mexer com o tabuleiro político no Vale do Taquari, claro, mas também vai impactar planos e estratégias de agentes públicos e partidos de regiões vizinhas. No Vale do Rio Pardo, por exemplo, alguns líde-

TIRO

res do MDB já sinalizam apoio a Lucchese, que deve confirmar filiação ao partido em um grande evento projetado para o mês de fevereiro. E vale lembrar que o Vale do Rio Pardo já possui um deputado estadual eleito – Edivilson Brum – e que certamente vai concorrer à reeleição.

CASSAÇÃO EM LAJEADO

ERRATA: TRE ainda não se manifestou sobre Caso Podemos

Diferente do que foi publicado de forma errada neste espaço na edição de sexta-feira, 16, o desembargadorrelator do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), que avalia o recurso apresentado pelo vereador Antônio de Oliveira (Podemos), não se manifestou favorável ao pedido de cassação do parlamentar lajeadense. Em tempo, o voto do desembargador-relator restará sob segredo de justiça até a análise de todo o processo por parte do pleno do TRE, que estava prevista para ocorrer no dia três de fevereiro, mas foi protelada junto com outros processos que tramitam naquela corte.

NEGOCIAÇÃO E SANEAMENTO

Lajeado projeta nova rodada com Corsan/Aegea

O governo de Lajeado não conseguiu ajustar todas as arestas para assinar, em dezembro, o aditivo de contrato com a Corsan/Aegea para iniciar os investimentos milionários em saneamento. E o novo prazo estipulado pelo MP para a tomada de decisão – o município também pode optar por um novo processo licitatório – é cinco de março. Até lá, os representantes do poder público municipal querem realizar uma nova rodada de negociação com a direção da concessionária. Segundo interlocutores do Executivo, ainda é preciso “negociar ajustes contratuais de aspectos jurídicos”.

- O uso (ou desuso) de um prédio público repassado em janeiro pelo Estado ao município de Venâncio Aires gerou uma curiosa discussão virtual entre o Secretário de Governança e Gestão, Tiago Quintana (PDT), e o vereador Ezequiel Stahl (PL). E há quem diga que tal exposição não é benéfica a Quintana, que possivelmente será candidato a prefeito em 2028.

- Presidente da câmara de Estrela, Daniel da Silva (MDB) quer fazer parte da futura diretoria da Associação dos Vereadores do Vale do Taquari (Avat) e aproximar ainda mais o legislativo estrelense dos parlamentos vizinhos. Em tempo, a eleição ocorre no dia 23, e o vereador de Fazenda Vilanova, Sérgio Cenci (PP), é o mais cotado para assumir a presidência.

- Presidente da 2ª Expofest de Travesseiro, que ocorre em março, Tiago Weizenmann também já é cotado para concorrer a prefeito e ser o sucessor do atual gestor municipal, Gilmar Southier (MDB).

- Presidente e relator da CPI das supostas obras irregulares em Lajeado, Mozart Lopes (PP) e Ramatis de Oliveira (PL) são suplentes de vereadores e muito provavelmente deixarão as respectivas vagas ao fim da investigação conduzida pela comissão parlamentar.

E o imóvel do Daer?

O governo de Lajeado já iniciou a reavaliação do antigo e valioso imóvel do Daer, localizado na Av. Benjamin Constant. Inicialmente avaliado em R$ 15,5 milhões, a área repassada pelo Estado ao município em troca das obras no trecho urbano da ERS-130 valorizou desde 2021. E o novo valor será

o principal balizador do projeto de lei que deverá ir à câmara em fevereiro, para autorizar a negociação do imóvel com a iniciativa privada. E, como já antecipamos, uma das cláusulas do edital vai prever a necessidade do futuro proprietário garantir espaços de uso público no térreo.

“Baixo custo, alta liquidez e fácil locação atraem quem busca renda recorrente com imóveis”

O empresário nos recebeu no escritório da construtora para uma conversa sobre o setor. O mercado da construção civil em Lajeado vive um momento histórico, favorável a investidores, construtoras e compradores. Consolidada ao longo de 15 anos, a C2B mantém o foco em projetos que marcaram sua trajetória e reforçam sua presença no mercado imobiliário regional.

Qual avaliação do cenário de 2025?

Claudio Bergesch - Registramos o maior ano de vendas da história, confirmando que o consumo segue aquecido e que a cidade continua demandando imóveis para moradia. O desempenho positivo reflete a confiança do comprador e o crescimento urbano. No entanto, o setor convive com forte pressão inflacionária nos custos da construção. A alta é mais intensa na mão de obra, hoje um dos principais gargalos do mercado. A escassez de profissionais gera concorrência entre empresas e desafia o setor.

Na sua opinião, quais bairros concentram as boas oportunidades de investimento em Lajeado?

Bergesch - O mercado

imobiliário de Lajeado segue em expansão, impulsionado pela abertura de novos bairros e áreas disponíveis para crescer. Destaco o bairro Universitário, pela disponibilidade de terrenos e potencial de desenvolvimento. No pós-enchente, o Centro avançou verticalmente, com novo eixo formado pelas avenidas Benjamin Constant e Pasqualini. Esse movimento tende a se estender em direção ao bairro Americano, onde ainda há espaço para novos empreendimentos. A região de Olarias também desponta como promissora, pela localização logística favorável e oferta de empregos. Já o bairro Conventos mantém crescimento acelerado, com a população mais do que dobrando entre 2010 e 2022.

Indicadores

Dólar: 5,37

Ibovespa: 164.668,77

SELIC: 15%

IPCA: 4,26%

Nós buscamos oferecer imóveis de qualidade, alinhados à capacidade de pagamento do comprador.

CLAUDIO BERGESCH

SÓCIO ADMINISTRADOR DA C2B

Como está o sistema de financiamento no país?

Bergesch - As taxas de financiamento pelo FGTS seguem mais acessíveis, variando entre 5% e 7% ao ano, enquanto linhas da poupança via SBPE já operam entre 10% e 12%, conforme o vínculo do cliente com o banco. Esse cenário mantém aquecida a procura pelo FGTS em todo o País. A demanda não vem apenas de compradores finais, mas também de investidores. Nesse contexto, os imóveis compactos ganham protagonismo. O próprio imóvel acaba se pagando ao longo do tempo.

O mercado está mais flexível?

Bergesch - Hoje, é possível adquirir um imóvel com parcelas em torno de R$ 1 mil por mês, valor muitas vezes inferior ao

do aluguel. Ainda assim, falta planejamento e informação para parte dos consumidores, o que se torna um dos principais desafios do setor. Mais do que vender, o foco é trabalhar com propósito e responsabilidade financeira. Nós buscamos oferecer imóveis de qualidade, alinhados à capacidade de pagamento do comprador. Atualmente, cerca de 80% do faturamento da empresa vem de projetos enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida.

Como a nova campanha sustenta vendas e lançamentos?

Bergesch - Iniciamos a campanha comercial focada em facilidades ao consumidor, incluindo pagamento de documentação, brindes e sorteios. Até o fim de fevereiro, a empresa apresenta o lançamento da quarta família de produtos, no bairro Universitário. Será com padrão construtivo mais elevado e perfil premium. A aposta é manter o desempenho positivo registrado no último ano. Desde 2025, todos os empreendimentos passam a ser lançados com base em pesquisas de mercado. O novo projeto já nasce a partir de estudos periódicos sobre o comportamento do consumidor do Vale do Taquari.

Onde termina a obra e começa o sonho?

Bergesch - O empreendimento no bairro Moinhos, por exemplo, já está com cerca de 95% da obra executada, dentro do cronograma previsto. A expectativa agora é iniciar a fase de uso dos imóveis pelos moradores nos próximos meses. Mais do que concluir a construção, a realização está em ver as pessoas ocupando e usufruindo dos espaços. Para a empresa, esse retorno, esse sonho dos clientes representa o verdadeiro sucesso do projeto.

Sócio Administrador da C2B, Claudio Bergesch

PIB DO VALE

De 38 cidades, 11 elevaram produção econômica

Lajeado, Estrela, Teutônia, Encantado e Arroio do Meio somam 53,7% do total. Cidades mais industrializadas sustentam resultado do Produto Interno Bruto

Orecorte do PIB gaúcho, com uma análise de cada município, mostra que as cidades do Vale aumentaram a participação. Com dados do Departamento de Economia e Estatística (DEE), ligado à Secretaria Estadual de Planejamento, Governança e Gestão, referentes ao consolidado em 2023, deixa dois recados: houve um reforço na presença econômica do RS, mas uma grande dependência das cidades mais populosas e industrializadas. Na análise de 38 municípios, 11 tiveram crescimento no PIB entre 2021 e 2023, seis reduziram e 21 ficaram estáveis. Em valores, o PIB regional de 2023 (soma dos municípios) fecha em R$ 22,68 bilhões, o que se refere a cerca de 3,7% do resultado estadual.

Agora, estamos falando em uma elevação de 0,2%. O que pelo perfil das nossas cidades é bastante representativo.”

Deste total, Lajeado, Estrela, Teutônia, Encantado e Arroio do Meio respondem 63,7%. Essa “coluna vertebral” industrial e de serviços define o ritmo do Vale dentro do Estado.

A presidente do Conselho de Desenvolvimento (Codevat), a economista Cintia Agostini, destaca que houve um avanço considerável no resultado total da região. “Historicamente, o Vale representa entre 3% a 3,5%

do PIB gaúcho. Agora, estamos falando em uma elevação de 0,2%. O que pelo perfil das nossas cidades é bastante representativo.”

Para ela, quando se alcança algo em torno dos 3,7%, significa que, mesmo municípios considerados de pequeno porte, tiveram evolução produtiva. Ao mesmo tempo, chama atenção à leitura setorial: municípios com base industrial e de serviços tendem a sustentar melhor a trajetória, enquanto o agro sente mais as oscilações climáticas e de mercado.

A fotografia de 2023, porém, tem um detalhe: ainda não reflete o impacto econômico das enchentes de 2024. Para o consultor empresarial Fernando Röhsig, isso tende a reorganizar o mapa nos próximos levantamentos, com efeitos indiretos de reconstrução, migração interna, obras, recomposição de infraestrutura e fluxo de recursos públicos e privados. A tese dele é que o Vale pode ter surpresa positiva no agregado, mas com diferenças por município, conforme intensidade do dano, velocidade de recomposição e capacidade de reação do tecido produtivo.

Dinâmica urbana

Entre os municípios do Vale, diferença no PIB absoluto mostra que as cidades mais populosas concentram a geração de riquezas

Economista e consultor, Eloni Salvi reforça que o PIB deve

ser lido como um indicador de volume de negócios e não apenas como crescimento isolado. “O PIB é calculado com base em tudo o que foi produzido, ao seu preço final ao consumidor. Ou seja, é uma medida do volume de negócios gerados por um município, um estado ou um país”, explica.

Na avaliação dele, os dados do Vale evidenciam a dinâmica do setor produtivo. “Percebese, pela evolução do PIB, que as atividades empresariais se concentram em cinco municípios.

São esses que vêm ganhando posição”, analisa.

Para Salvi, o fenômeno dialoga com transformações estruturais da economia. “Este é um indicador que mostra a concentração de riqueza nos centros urbanos maiores. É fruto dos tempos modernos, em que os serviços têm a maior participação no PIB, chegando próximo de 74% de todo o valor produzido”, observa.

Três cenários

Como o mote é participação no PIB do Estado, o recorte revela três movimentos: a constância dos maiores municípios, o

avanço em cidades de pequeno porte e a perda de participação não significa derrocada econômica, conforma análise dos especialistas. O primeiro o grupo que puxa a região para cima. No topo, Lajeado mantém constância e escala, diz Röhsig.

O município sai de 0,96% do PIB do RS (2021) para 1,03% (2023), com PIB municipal de R$ 6,71 bilhões em 2023. O consultor chama atenção para um fator que costuma andar junto desse tipo de trajetória: crescimento populacional, mercado consumidor e encadeamentos regionais. “Esse ambiente amplia o efeito monetário mesmo quando a taxa percentual parece comportada”. Isso faz com que a cidade mais populosa e industrializada da região ocupe a 17ª maior economia do RS.

Logo em seguida, estão Estrela (54º colocado no RS) e Teutônia (60º posição). O crescimento de Estrela foi de 0,37%, com um total de R$ 2,38 bilhões. Teutônia, terceiro lugar no Vale subiu de 0,27% para 0,31% de participação no RS, e chega a R$ 2 bilhões de PIB em 2023.

Arroio do Meio e Encantado também ampliam participação no RS no período. Arroio do Meio vai de 0,26% para 0,30% e atinge R$ 1,94 bilhão em 2023. Encantado vai de 0,20% para 0,22% e fecha o ano com R$ 1,41 bilhão.

VALE DO TAQUARI
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Lajeado, Estrela, Teutônia, Encantado e Arroio do Meio respondem por 63,7% do valor total

Segunda: crescimento em silêncio

Fora dos cinco maiores, há um bloco de cidades que melhora participação e dá saltos no ranking estadual, ainda que com PIB absoluto menor. Entre elas estão Mato Leitão (participação de 0,03% para 0,05% e salto no ranking de 327º para 237º), Santa Clara do Sul (de 0,06% para 0,07%, ranking 222º para 171º), Tabaí (de 0,02% para 0,03%) e Bom Retiro do Sul (de 0,07% para 0,08%). Conforme Röhsig, esse tipo de movimento, em geral,

combina três coisas: crescimento industrial localizado, base de serviços em expansão e efeitos de formalização/registro econômico. “Em município menor, uma empresa a mais ou uma operação maior muda o desenho com rapidez.”

Terceira: perda não significa fracasso

Seis municípios reduziram participação no PIB do RS entre 2021 e 2023: Anta Gorda, Capitão, Colinas, Muçum e Westfália reduziram em 0,01%. Taquari teve uma queda maior. A participação anterior era de 0,19% no RS e foi para 0,17% em 2023. A pior redução foi a de Poço das Antas, que atingiu 34%.

Para Röhsig é preciso analisar com duas óticas. Primeiro: o percentual é arredondado, então pequenas variações reais podem aparecer como “estável” ou “queda”.

Segundo: perder participação não significa cair em valor absoluto. Taquari, por exemplo, cresce de R$ 1,02 bilhão (2022) para R$ 1,12 bilhão (2023), mas perde participação porque outros crescem mais rápido.

Top 10 do Vale

O caso que foge do padrão é Poço das Antas: o PIB cai 34,7% em 2023 (de R$ 154,36 milhões para R$ 100,77 milhões) e o ranking despenca de 337º para 428º. É o tipo de variação que, como Cíntia observa, pode ser explicada por um choque específico em município pequeno, onde uma empresa “pesa” demais no cálculo. No caso, foi o fechamento da unidade de suínos da cooperativa Languiru.

FERNANDO RÖHSIG CONSULTOR

Em município menor, uma empresa a mais ou uma operação maior muda o desenho com rapidez.”

Lajeado ocupa a 17ª posição entre as maiores economias do RS

O PIB municipal é calculado com dados consolidados e costumam ter dois anos de “delay” em relação aos resultados do país e dos estados.

Em 2023

PIB regional (38 municípios): R$ 22,68 bilhões

Participação no PIB do RS (pela soma dos percentuais arredondados): 3,7%

Concentração: Lajeado, Estrela, Teutônia, Encantado e Arroio do Meio) = 63,7%

ELONI SALVI ECONOMISTA E CONSULTOR

Universidade completa 57 anos e projeta futuro do Vale

Instituição faz aniversário neste sábado. Hoje com 9,3 mil alunos, reposiciona estratégia para responder a demografia, eventos climáticos e mudanças no mundo do trabalho, sem perder o caráter comunitário

Linha do tempo

AUnivates chega aos 57 anos com um desafio que extrapola a celebração: ajudar a região a atravessar um novo ciclo marcado por mudança demográfica, pressões econômicas e eventos climáticos extremos.

Junto a isso, mantém o compromisso de formar profissionais e segurar talentos no território ao passo em que reorganiza prioridades para ampliar impacto em áreas como saúde, sustentabilidade, inovação e serviços especializados.

Para a reitora Evânia Schneider, esse movimento contínuo e integrado com representações e líderes locais, se torna decisivo para a próxima década. Ela afirma que a instituição não pode tomar decisões “em paralelo” à realidade do Vale. Para ela, o legado histórico de uma universidade formada pela união da comunidade também precisa ser uma diretriz da gestão. “Ao longo de 57 anos, aprendemos que decisões institucionais não podem ser tomadas de maneira dissociada das necessidades reais da comunidade, das transformações sociais e das demandas emergentes do território”, diz.

Segundo Evânia, isso exige “escuta permanente, planejamento de longo prazo e compromisso com a formação de pessoas capazes de intervir criticamente na realidade

17 de janeiro de 1969: início do ensino superior no Vale do Taquari, com cursos em Lajeado como extensão da UCS

1972: manutenção passa a uma fundação local

1997: fusão de faculdades dá origem oficial à Univates

1999: credenciamento como Centro Universitário, com autonomia acadêmica e administrativa

2017: reconhecimento como Universidade do Vale do Taquari – Univates

2019: marco de 50 anos do ensino superior no Vale do Taquari

local, regional e estadual”. A Univates soma 9.328 alunos em diferentes modalidades. São 6.094 na graduação, 1.108 em cursos técnicos, 812 na pósgraduação lato sensu, 333 em programas stricto sensu e 981 na educação continuada.

Consolidação regional

Para Ney Lazzari, ex-reitor e integrante do conselho da Fuvates, a Univates consolidou-se como universidade comunitária com

papel que ultrapassa a sala de aula. Ao longo do tempo, passou a atuar como articuladora de projetos e agendas regionais em diferentes áreas, incluindo saúde, empreendedorismo, artes e cultura. Lazzari frisa que a instituição se tornou uma ponte entre demandas locais e conhecimento global. “Os estudos, intercâmbios com universidades de diferentes países e pesquisas voltadas às questões locais possibilitaram ao Vale aprofundar o conhecimento sobre sua própria realidade.”

Na análise do ex-reitor, houve decisões que consolidaram essa trajetória, em especial quando a Univates participou, nos anos 1990, de discussões que ajudaram a delimitar o Vale do Taquari como região, reforçando entidades como a Associação dos Municípios (Amvat), do Conselho de Desenvolvimento (Codevat) e da Câmara da Indústria e Comércio (CIC-VT).

Outros destaques são a ampliação de cursos nas áreas de engenharias e saúde, e o impulso dado em 2014 com estruturas como a Arena Univates, o Tecnovates e o Centro Cultural, que passaram a puxar esporte, inovação e cultura como dimensões de desenvolvimento.

Prioridades do próximo ciclo

A Fuvates, mantenedora da instituição, reforça que as duas operam como uma só estrutura. O presidente Carlos Cyrne afirma que a universidade “não existe à margem do Vale do Taquari, mas como parte ativa do desenvolvimento”.

Para ele, ensino, pesquisa, inovação e extensão precisam dialogar com desafios reais para produzir impacto no setor produtivo, no poder público e na sociedade civil.

Áreas de atenção à próxima década

Demografia: envelhecimento e mudanças no perfil do estudante e do trabalhador

Clima e resiliência: eventos extremos exigem engenharia, planejamento e soluções aplicadas

Saúde e cuidado: expansão de serviços e formação qualificada para um território mais complexo

Inovação e competitividade: conectar pesquisa e tecnologia a empresas, municípios e cadeias produtivas

Formação com profundidade: reforçar a “universidade como tempo de reflexão”, ante respostas fáceis e imediatistas

Univates em números

Total de estudantes: 9.328

Graduação (presencial e EAD/híbrido): 6.094

Técnicos: 1.108

Pós lato sensu: 812

Stricto sensu (mestrados e doutorados): 333

Educação continuada (cursos livres): 981

Ao projetar o futuro, Cyrne afirma que o Vale exigirá uma universidade mais conectada ao território e orientada por impacto social e ambiental. Ele aponta como prioridades: saúde e cuidado, sustentabilidade, inovação e apoio à competitividade regional.

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Univates soma mais de 9,3 mil alunos em diferentes modalidades
DIVULGAÇÃO

ENDIVIDAMENTO

Inadimplência recua em dezembro, mas fecha 2025 em patamar recorde

Índice no último mês do ano passado ficou em 32,1%, mas 2,4 pontos percentuais acima do percentual de dezembro de 2024. Cenário para 2026 é preocupante, alerta presidente da CDL

Mateus Souza

mateus@grupoahora.net.br

LAJEADO

Após atingir o maior índice da série histórica em novembro, a inadimplência no comércio local apresentou leve recuo em dezembro, mas ainda encerrou 2025 em um patamar elevado. O índice fechou o ano em 32,1%, abaixo dos 32,4% registrados no mês anterior, mas 2,4 pontos percentuais acima do percentual observado em dezembro de 2024. O número confirma um cenário

de forte pressão sobre o consumo e o crédito no município.

Os dados são da CDL Lajeado, obtidos junto à CDL Porto Alegre em parceria com a Equifax | Boa Vista. Ao todo, 21,2 mil pessoas físicas terminaram o ano com alguma restrição em crédito, cheque ou protesto na cidade. No cenário estadual, o comportamento foi semelhante: após alcançar 36% em

novembro, a inadimplência caiu para 35,8% em dezembro, acumulando alta de 3,2% em um ano. Para o economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank, a retração pontual no último mês do ano pode estar relacionada ao uso do 13º salário para a quitação parcial de dívidas. Ainda assim, alerta que o quadro permanece delicado.

Entre os fatores que pressionam o endividamento estão a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, a contratação inadequada de empréstimos consignados privados e o aumento de gastos com apostas on-line.

Projeções negativas

A presidente da CDL Lajeado, Giselda Hahn, avalia que a tendência para 2026 é de continuidade ou até de agravamento do problema. “Todas as previsões econômicas apontam para a manutenção ou aumento da inadimplência. As famílias seguem endividadas e, mesmo com a entrada do 13º salário, a renda acaba sendo insuficiente para reorganizar as finanças”, afirma. Segundo ela, fatores externos e eventos que impactam diretamente a economia reforçam a possibilidade de novos recordes ao longo do ano. Diante desse cenário, a entidade tem intensifi-

PERFIL

Quanto ao perfil dos inadimplentes em Lajeado, a maioria é do sexo masculino (43,52%), com idade entre 30 e 34 anos (13,87%) e renda média entre R$ 1.401,00 e R$ 3 mil (74,78%)

cado o apoio aos lojistas, especialmente por meio da parceria com a Equifax.

“Ela tem ajudado muito na renegociação de dívidas. Temos duas atendentes especializadas que auxiliam o lojista a conversar com o cliente e encontrar caminhos para a negociação. Não é possível resolver 100% dos casos, mas os resultados têm sido positivos”, explica.

Giselda destaca que o alto endividamento das famílias tem múltiplas causas e limita a capacidade de ação do comércio. “Muitos novos associados procuram a CDL porque estão enfrentando níveis de inadimplência como nunca tiveram. A renegociação tem sido uma das principais saídas”, conclui.

Dezembro teve leve retração após índice bater recorde no mês anterior
LUCIANE FERREIRA

AÇÕES E PERSPECTIVAS

Administração municipal define prioridades para 2026 em áreas essenciais

Infraestrutura, saúde, educação e segurança concentram as ações do governo, que apresentou o balanço de 2025 e os projetos previstos para este ano

Maira Schneider mairaschneider@grupoahora.net.br

LAJEADO

Infraestrutura, saúde, educação e segurança são as áreas que concentram as principais ações da administração municipal para 2026. As prioridades foram destacadas pela prefeita Gláucia Schumacher e pelo vice-prefeito Guilherme Cé durante a apresentação do balanço das atividades realizadas em 2025 e das perspectivas para este ano, divulgadas nessa sextafeira, 16, no Labilá.

Segundo a prefeita, o primeiro ano de governo teve como foco a prevenção e a reconstrução da cidade no período pós-enchentes. As ações envolveram programas habitacionais, investimentos em infraestrutura, construção de novas escolas, reformas de postos de saúde e melhorias em espaços de lazer. Parte significativa desses projetos recebeu aportes de recursos dos governos federal e estadual, que, conforme a administração, começam a ser efetivamente implementados ao longo deste ano.

Grandes serviços

Coleta de lixoNovo modelo de serviço; Corsan;

Estacionamento Rotativo - Novo projeto de lei deve ser encaminhado nas próximas semanas;

Reforma do Parque do Imigrante - Aguardando assinatura do convênio com Estado;

Requalificação da Júlio de Castilhos - Obras previstas para iniciarem em janeiro de 2027; PPP da Iluminação PúblicaEm fase de estruturação do diagnóstico com previsão para publicação de edital no 1º semestre de 2027;

Recuperação das vias consolidadas - Revitalização das ruas ao redor da Praça do Papai Noel;

Cras Santo Antônio - recursos do leilão para obras em bairros;

Ações executadas

Estação de meteorologia no heliponto do HBB

Instalação de sirenes

Instalação de sensor de monitoramento do nível do rio Forqueta

Atualização do Plano de Contingência

Programas habitacionaisConstrução de Moradias Defesa Civil da união (56 casas)O loteamento da área encontra-se em processo de finalização; A casa é sua (Estado RS - 30 Casas)Aguardando continuidade por parte do Estado; Uma Casa Por Dia (Ágil + Ministério Público - 10 casas)Em finalização - 95% concluida; Compra assistida257 famílias habilitadas

Calçamento Comunitário - Em 2025, foram executadas 37 ruas em 13 bairros.

Aumento do número de Alvarás de Construção em 2025 - 1.483 Projeto de Reforma da Casa de Cultura Obra de Macrodrenagem na Av. Décio Martins Costa - Projeto aprovado. (Aguardando ordem de início para licitar. Valor da obra R$ 12.989.159,09);

GLÁUCIA SCHUMACHER, PREFEITA DE LAJEADO

2026 será um ano de muita ação. Os projetos estão finalizados e começam a sair do papel.”

Entre os projetos de maior relevância está a reestruturação do Parque do Imigrante. De acordo com Gláucia, o espaço passará por uma transformação significativa para se consolidar como um grande centro de eventos e, ao mesmo tempo, como uma área resiliente para situações de emergência. A proposta prevê a adaptação do parque para funcionar como um ginásio apto a receber abrigamentos, em parceria com a Defesa Civil. “Será um grande avanço na estrutura do parque. É uma obra importante que deve iniciar ainda neste ano, possivelmente com a abertura do processo licitatório.”

Os serviços urbanos também tiveram destaque no balanço da administração municipal. Conforme o governo, mais de

Obra em andamento da Nova UBS São Cristóvão;

Obra em andamento do Novo Caps Infantil no bairro São Cristóvão;

Construção de um novo módulo da Emei Mundo Encantado bairro Morro 25;

Ampliação da Emef São José bairro Conventos;

Inauguração da Emef D. Pedro I;

Obra licitada da Emef Moinhos D’Água;

Obras licitadas da Emei São Cristóvão e da Emei Criança Feliz bairro Campestre;

Reforma em andamento do Antigo Sesquinho que passará a ser a Emei Mundo Mágico;

Revitalização de espaços esportivos, praças e parques;

Novos campos sintéticos nos bairros: Centenário Conservas Santo André

Iluminação

Pública - Bairros

100% LED - Nações, Santo André, Conservas, Morro 25;

Retiradas de fios obsoletos - 3 toneladas de fios retirados

Início do Projeto Sinal Verde Melhorias na Mobilidade Urbana - Sinalização viária, pavimentação, alargamentos, abertura de vias e novas rótulas;

Reorganização do Tráfego na Av. Benjamin Constant – Montanha/ Conventos.

Projeto Vida Santo Antônio com investimento de R$ 1.055.876,77;

Pista de Patinação (Parque Linear Engenho) com investimento de R$ 2.027.533,60;

Finalização da reforma do Centro de Saúde do Bairro Montanha;

140 espaços públicos passaram por reestruturações, incluindo melhorias na iluminação pública, limpeza de áreas comuns, manutenção de parques, poda de árvores e recuperação de brinquedos em praças.

Desafios enfrentados

A coleta de lixo foi apontada como um dos principais desafios enfrentados em 2025. A prefeita reconheceu as dificuldades durante o período de contrato emergencial e afirmou que a empresa contratada não conseguiu atender adequadamente às demandas do

Reuniões Comunitárias

Mutirões de Limpeza - 8 bairros receberam o mutirão;

Lajeado mais verde, com 4.183 mudas plantadas;

Inauguração da Clínica Veterinária;

Consolidação dos eventosSemana Farroupilha, Feira do Livro e Rústica de Natal, Natal no Coração;

Horário Estendido do Posto de Saúde Evolução das vagas Educação;

município. Durante esse período, a prefeitura realizou estudos para identificar as reais necessidades da cidade. A nova empresa responsável pelo serviço assumiu no final do ano e, segundo a gestão, os primeiros resultados já começam a ser percebidos, embora o serviço ainda esteja em fase de transição. Para 2026, a administração projeta um ano de intensa execução de projetos e entregas. “Será um ano de muita ação. Os projetos estão finalizados e começam a sair do papel. Vamos visualizar muitas obras nos mais diversos setores e esperamos que seja um ano extremamente produtivo para Lajeado”, conclui a prefeita.

Durante a divulgação das obras executadas no ano passado, prefeita destacou prioridades para este ano
HENRIQUE PEDERSINI

DO RASO AO FUNDO

Rio Taquari apresenta variações e profundidade chega a 34 metros

Levantamento identificou irregularidade no trecho de 11 quilômetros entre Lajeado e Cruzeiro do Sul. No verão, bombeiros já atenderam 12 ocorrências de buscas e salvamentos, com dez óbitos em apenas um mês

As variações de profundidade ao longo do Rio Taquari, intensificadas após as enchentes históricas de 2023 e 2024, aumentam o risco de afogamentos e limitam as atividades, especialmente no período do verão. Além do perigo para banhistas, as mudanças no leito do rio também elevam os riscos para atividades como a pesca, o transporte de produtos por meio da navegação e até a execução de obras nas margens e no próprio curso do rio. Em apenas um mês da temporada de verão, já foram registradas 12 ocorrências envolvendo buscas e salvamentos. Foram contabilizados 10 óbitos no Rio Taquari e em afluentes como o Rio Forqueta e os arroios Sampaio e Forquetinha. Os números acendem um alerta para a população e para as autoridades, diante de um cenário de alterações profundas no comportamento do rio.

Durante a semana, a reportagem percorreu cerca de 11 quilômetros do Rio Taquari, entre Lajeado e Cruzeiro do Sul, com apoio da Defesa Civil e uso de embarcação equipada com ecobatímetro (sonar para medição de profundidade). O levantamento identificou pontos com profundidades extremas, intercalados com áreas significativamente mais rasas, o que potencializa situações de risco, especialmente para quem desconhece as mudanças recentes

no leito.

No paredão do bairro Carneiros, em Lajeado, foi registrada a maior profundidade do trajeto, aproximadamente 34 metros. Em outros pontos do município, a profundidade chega a 13 metros. No Parque da Lagoa, o rio apresenta cerca de sete metros. Já na área da futura Ponte dos Vales de Cruzeiro do Sul, foram identificadas variações entre oito metros e até 12 metros no lado do município. Na ponte sobre o Rio Taquari, também há trechos com cerca de oito metros de profundidade.

Característica da região

As variações chamam atenção em um período marcado pelo aumento de ocorrências envolvendo o rio. De acordo com o gerente de Hidrologia e Gestão Territorial, Franco Turco Buffon, a irregularidade na profundidade do Rio Taquari é uma característica natural da região, mas foi agravada pelas enchentes recentes. “A variação na profundidade é uma característica do Taquari, mas em alguns pontos de erosão existe relação direta com as enchentes de 2023 e 2024, as maiores da história”, explica. Estudos divulgados no ano

passado pela SGB, Univates e pelo IPH da UFRGS apontam modificações relevantes no leito do rio. A batimetria realizada no trecho entre a ponte do Rio Taquari, entre Lajeado e Estrela, até a barragem de Bom Retiro do Sul, mostrou que o leito está, em média, 17 centímetros mais alto do que antes das cheias. “Há locais em que ocorreu maior erosão, deixando o rio até cinco metros mais profundo do que era antes. Em contrapartida, existem pontos com acúmulo de sedimentos e assoreamento”, detalha Buffon.

Segurança dos banhistas

Essas mudanças impactam diretamente a segurança no rio. O comandante da 2ª Companhia do 6º Batalhão de Bombeiros Militar, com sede em Santa Cruz do Sul, capitão Fabiano Cristiano Lopes, alerta que as alterações no curso da água aumentam o risco de afogamentos e acidentes. Segundo ele, as enchentes deixaram diversos pontos com correnteza mais forte e profundidade elevada, afetando não apenas banhistas, mas também pescadores, embarcações de transporte e equipes envolvidas em obras. “Locais tradicionalmente utilizados e considerados conhecidos pela comunidade agora exigem muito mais atenção. É fundamental reconhecer os pontos, pois houve muitas mudanças nos rios e conhecer suas limitações”, ressalta.

O comandante reforça ainda que não há locais próprios para banho no Rio Taquari, no Vale do Taquari, e destaca a ausência de guarda-vidas na maioria dos pontos utilizados pela população. “A recomendação é utilizar apenas locais que possuam serviço de salvamento, com profissionais capacitados e treinamento adequado”, orienta.

Paredão de Carneiros em Lajeado Ponte do Taquari
Profundidade na Ponte do Taquari, entre Lajeado e Estrela, oscila de 7 a 12m. Autoridades alertam aos perigos
Local próximo ao paredão no Carneiros está entre os mais profundos
Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br
FOTOS: GABRIEL SANTOS

MOBILIDADE URBANA

Frota de veículos cresce 10 mil em uma

década e pressiona trânsito de Lajeado

Aumento médio de 1 mil emplacamentos por ano muda a dinâmica da cidade, impacta acidentes, estacionamento e exige replanejamento viário

Ocrescimento da frota de veículos em Lajeado redesenha, de forma acelerada, a mobilidade urbana do município. Dados do governo gaúcho mostram que, entre 2016 e 2025, o número de automóveis e motocicletas registrados na cidade aumentou em aproximadamente 10 mil unidades, uma média de mil novos veículos por ano. Em 2016, Lajeado contabilizava 35.968 automóveis e 9.167

motocicletas. Em novembro de 2025, esses números passaram para 45.960 carros e 11.317 motos. O crescimento acompanha a expansão populacional do

município, que se aproxima dos 100 mil habitantes, mas também evidencia um desafio, hoje, a cidade opera com uma média próxima de um veículo para cada

dois moradores. Esse avanço é sentido de forma direta no cotidiano da população. A dificuldade para encontrar vagas de estacionamento nas

Quando a rua está cheia, sei que será um dia bom.”

áreas centrais, especialmente em horários comerciais, tornouse uma realidade constante. O aumento do fluxo também se reflete nos índices de acidentes e na pressão sobre a infraestrutura viária, pensada décadas atrás para uma cidade com outra escala. Segundo o chefe operacional do Departamento de Trânsito, Gabriel Becker, o impacto não se limita apenas aos veículos emplacados em Lajeado. “Existem na região o que chamamos de cidades-dormitório.

VALE DO TAQUARI
Fabiano Lautenschläger fabiano@grupoahora.net.br
No Vale, frota de carros cresceu mais de 20% em uma década. Cenário força investimentos na mobilidade

GABRIEL

Estamos falando de quase 40 mil veículos que circulam diariamente em Lajeado, além da frota local.”

Muitas pessoas moram em municípios vizinhos, mas trabalham aqui. Estamos falando de quase 40 mil veículos que circulam diariamente em Lajeado, além da frota local”, explica. O aumento de emplacamentos não é exclusivo de Lajeado. No Vale do Taquari, a frota também cresceu de forma significativa na última década. Em 2016, a região contabilizava 151.812 automóveis e 43.816 motocicletas. Em 2025, os números saltaram para 182.296 carros e 53.584 motos, um acréscimo superior a 40 mil veículos no período.

Fiscalização e acidentes

Com a carga viária diária ultrapassando a marca de 100 mil veículos em circulação, Becker destaca que o efetivo atual encontra dificuldades para dar conta dessa realidade. “Hoje somos 33 agentes de trânsito. Tentamos cobrir o máximo de áreas possíveis, mas um incremento no efetivo ajudaria diretamente na qualidade do serviço prestado”, afirma. Outro ponto citado por Becker é o uso de tecnologia. “Hoje contamos com um etilômetro que consegue detectar sinais de embriaguez apenas pela conversa, sem a necessidade do sopro. É um equipamento que, atualmente, só a PRF utiliza”, detalha. O crescimento da frota também tem reflexos nos indicadores de segurança viária. Em 2025, Lajeado foi o município com o maior número de vítimas fatais no trânsito do Vale do Taquari,

Nós escolhemos atacar primeiro os pontos com maior acidentalidade. Reduzir acidentes é o mais urgente.”

totalizando 17 mortes. Até 16 de outubro do mesmo ano, a Avenida Benjamin Constant havia registrado 118 acidentes, o que representa um sinistro a cada 2,4 dias. Três dessas ocorrências resultaram em mortes.

Estacionamento vira oportunidade

O aumento da frota também gera oportunidades econômicas. Proprietário de um estacionamento no Centro, Vaner Hofstetter decidiu ampliar recentemente a estrutura do negócio. Foram mais de R$ 42 mil investidos para transformar um terreno em um espaço com capacidade para mais de 100 veículos. “Quando a rua está cheia, sei que será um dia bom”, resume. Segundo ele, o investimento deve se pagar ao longo de cerca de dez anos. “Ter uma área com entrada por duas ruas atrai bastante as pessoas”, acrescenta.

A movimentação diária e mensal tem números positivos para o empreendedor, são uma média de 150 carros e motos circulando por dia, no mês, esse número passa de 3.000, números que são reflexo de um crescimento exponencial de Lajeado.

Rotativo

Outra mudança em discussão é o sistema de estacionamento rotativo. Anunciadas em janeiro de 2026, as propostas preveem a ampliação da Zona Azul para bairros como São Cristóvão e Conventos, acompanhando a descentralização do comércio e dos postos de trabalho. Desse

Lajeado – crescimento de emplacamentos de 2016 para 2025

Veículos leves e passageiros

Automóvel: 35.968 -> 45.960 (+9.992 | +27,8%)

Caminhonete: 4.184 -> 6.551 (+2.367 | +56,6%)

Camioneta: 2.540 -> 5.113 (+2.573 | +101,3%)

Utilitário: 832 -> 2.426 (+1.594 | +191,6%)

Carga e transporte

Caminhão: 2.287 -> 2.631 (+344 | +15,1%)

Caminhão trator: 872 -> 1.296 (+424 | +48,6%)

Reboque: 1.852 -> 2.702 (+850 | +45,9%)

Semi-reboque: 1.086 -> 1.804 (+718 | +66,1%)

Micro-ônibus: 172 -> 218 (+46 | +26,7%)

Ônibus: 286 -> 309 (+23 | +8,0%)

Duas e três rodas

Motocicleta: 9.167 -> 11.317 (+2.150 | +23,5%)

Motoneta: 4.259 -> 5.058 (+799 | +18,8%)

Ciclomotor: 155 -> 216 (+61 | +39,4%)

Triciclo: 13 -> 24 (+11 | +84,6%)

Side-car: 7 -> 1 (−6 | −85,7%)

Máquinas e especiais

Trator de rodas: 148 -> 161 (+13 | +8,8%)

Trator de esteira: 0 -> 4 (novo)

Chassi plataforma: 1 -> 0 (−1 | −100%)

Outros

Outros: 76 -> 506 (+430 | +565,8%)

Bonde: 0 -> 0 (sem variação)

Quadriciclo: 0 -> 0 (sem variação)

modo a ideia da prefeitura é incentivar a rotatividade em regiões de forte fluxo.

Além disso, está em análise um novo modelo sem limite fixo de tempo, com cobrança progressiva após duas horas, buscando reduzir multas administrativas e aumentar a rotatividade das vagas nas zonas centrais, perincipalmente em locais onde a população precisa ficar mais tempo, como hospitais e fórum por exemplo.

Mobilidade

O secretário de Planejamento, Urbanismo e Mobilidade, Alex Schmitt, avalia que a cidade enfrenta um limite físico claro. “Se a rua tem menos de oito metros,

Vale do Taquari crescimento de 2016 para 2025

182.296

2025 +30.484 veículos Crescimento: 20,1% +9.768 motos

ela não comporta estacionamento. É uma regra básica. E Lajeado tem muitas vias estreitas, de mão dupla, com estacionamento permitido. Isso é inviável do ponto de vista da engenharia”, explica. Schmitt afirma que a prioridade da pasta tem sido atuar onde há maior risco. “Nós escolhemos atacar primeiro os pontos com maior acidentalidade. Reduzir acidentes é o mais urgente”, destaca.

Ele também aponta que o Plano Diretor, revisado em 2020, já previa a descentralização urbana. “Hoje temos comércio mais pulverizado nos bairros. Isso evita deslocamentos longos e melhora a mobilidade”, avalia. Entre as medidas em estudo estão a revisão de sentidos viários, proibição parcial de estacionamento, criação de retornos, instalação de lombadas eletrônicas e equipamentos de fiscalização em semáforos. “Velocidade não causa o acidente, mas agrava muito a gravidade. Precisamos atuar nisso”, afirma.

MEDIDAS EMERGENCIAIS

Estrela restringe ocupação de solo em áreas de arraste

Decreto de caráter temporário permanece em vigor até implantação do novo Plano Diretor, com projeto conduzido pela Univates. Iniciativa busca reduzir riscos à população e às atividades econômicas

mediante análise e aprovação da Defesa Civil do município.

Aprefeitura de Estrela publicou recentemente um decreto que define diretrizes provisórias para uso do solo em áreas de risco. A norma fica vigente até a implantação do novo Plano Diretor, ainda em fase de estudos, e atende também a recomendação do Ministério Público para que o município não autorize a ocupação das zonas de perigo. As medidas decorrem dos impactos dos eventos climáticos extremos registrados na cidade. Além de recomendações do Ministério Público (MP), o texto também atende instruções da legislação federal de Proteção e Defesa Civil. O decreto tem caráter temporário e busca estabelecer critérios mínimos de ordenamento territorial com base no relatório de mapeamento de risco. Em área de arraste, consideradas de risco muito alto, fica vedada a religação de água e energia elétrica, bem como a autorização de projetos habitacionais, reformas ou regularizações de edificações. Já nas zonas de alagamento, enquadradas como de risco médio, o documento permite a aprovação de propostas de reforma ou normalização de construções existentes.

A única exceção se refere a imóveis industriais. O secretário-adjunto de Planejamento e Sustentabilidade, Emerson Musskopf, explica que atividades de comércio, indústria e serviços podem funcionar, desde que possuam Plano de Contingência,

“Neste caso é assinado um termo de responsabilidade que ateste a ciência dos riscos, de tal forma que o empreendimento tenha condições de reagir sem necessidade de ajuda pública”, esclarece Musskopf. Entre as áreas especificadas estão os bairros Moinhos, Indústrias e Vila Teresa, próximos à encosta do Rio Taquari.

Na prática

Ainda que grande parte das áreas de risco esteja desocupada, o cumprimento do decreto é acompanho pelo MP e pela Secretaria de Habitação. O secretário diz que os casos serão estudados de forma individual para adoção de conduta pertinente. Ele reforça que a prioridade é atender pessoas afetadas pelos eventos climáticos de 2023 e 2024.

“Existe consenso técnico e jurídico de que as áreas de arraste não são mais aptas a ocupação habitacional, mas é fundamental não deixar ninguém em área de risco, bem como sem moradia”, afirma. Atualmente, o município possui mais de 1,6 mil unidades habitacionais garantidas, número superior ao de casas destruídas pelas enchentes.

Construção do

Plano Diretor

O decreto tem caráter temporário e busca estabelecer critérios mínimos de ordenamento territorial enquanto estão em andamento os estudos técnicos para revisão do Plano Diretor, conduzi-

O QUE DIZ O DECRETO:

- Estabelece medidas a serem adotadas nas áreas de arraste e alagamento

- Veda qualquer projeto de construção, reconstrução e uso de solo para projeto habitacional em áreas de risco

dos pela Universidade do Vale do Taquari (Univates), em parceria com o governo do Estado.

As diretrizes apontadas no decreto estão alinhadas às definições impostas, até o momento, no Plano Diretor. “O projeto passou por reuniões e discussões com a comunidade e foi muito positivo.

A Univates está trabalhando para produzir uma versão final, que deve, em princípio, ser entregue ao município até o final de março”, frisa Musskopf.

A partir do documento final da universidade, o município promove novas audiências, com discussões setoriais, para encaminhar a proposta à câmara de vereadores.

- Imóveis industriais podem ocupar espaço, desde assumam o risco e possuam Plano de Contingência

- Nas áreas consideradas de alagamento fica autorizado projetos de reforma ou regularização de construções existentes, mediante declaração de responsabilidade a ser firmada pelo proprietário

MAPA

ROXO - Zona de arraste

VERMELHO – Zona de risco muito alto

LARANJA – Zona de risco alto

AMARELO – Zona de risco médio

Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
Bairro Moinhos está incluído na área de arraste e segue desabitado

@utopia.arqui

Um escritório que expressa a essência da empresa Claro Ambiental, de Lajeado: acolhedor, eficiente e visualmente marcante. Esse foi o norte do trabalho das arquitetas Vitória Portantiolo Klein e Andriéle Vieira Gonçalves, da Utopia Arquitetura & Interiores, provando que, mesmo em pequenos espaços, é possível criar ambientes inspiradores e cheios de personalidade.

As arquitetas contam que o escritório foi desenvolvido a partir de um grande desafio: criar um ambiente funcional e elegante em apenas 16 m², acomodando confortavelmente quatro profissionais. A proposta partiu da otimização consciente de cada centímetro, aliando estratégias de projeto que favorecem a organização espacial, o conforto visual e o bem-estar no dia a dia da equipe.

A curadoria dos materiais foi um dos pilares do projeto. Texturas, cores e acabamentos foram selecionados de forma precisa, buscando traduzir a identidade da empresa e, ao mesmo tempo, garantir durabilidade, conforto e fácil manutenção. O uso equilibrado de superfícies neutras, iluminação bem direcionada e detalhes em madeira trouxe acolhimento ao espaço, enquanto o mobiliário leve e contemporâneo contribuiu para a fluidez visual. O programa de necessidades contemplou estação de trabalho compartilhada, espaço para pequenas reuniões e uma copa compacta, todos integrados para potencializar o aproveitamento do ambiente reduzido. Soluções inteligentes de marcenaria e organização garantiram o suporte funcional sem comprometer a estética.

Compacto e cheio de personalidade

Vitória Portantiolo Klein e Andriéle
Vieira Gonçalves
Utopia Arquitetura & Interiores 51 99989 9537 contato@utopia.arq.br
DIULY PINHEIRO FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO
ARTUR PRETTO/DIVULGAÇÃO

UMAS & OUTRAS

Conteúdo sob pressão

Época de “férias”, com tempo livre para filosofar à vontade e resolver todos os problemas do mundo, na parceria do meu Cumpádi Belarmino, que tem um suposto direito adquirido para viajar até na maionese temporariamente, se Deus quiser e a polícia deixar. Favor dar um devido desconto aí por eventuais deslizes ideológicos, nesse entrevero que transformaram “ógicos” e “cistas” em geral.

A bem da verdade, com a exceção dos problemas imediatos dele e dos meus o resto foi tudo devidamente equacionado, inclusive a respeito da cada vez mais complexa geopolítica internacional.

Segue o baile: diz a meteorologia que a temperatura continua subindo lá pras bandas do Planalto Central e nas proximidades.

Não é novidade, mudanças climáticas costumam se acumular todo o santo dia em qualquer bibóca deste mundo, inclusive em ambientes e “ecossistemas” político-institucionais nas mais diferentes querências.

As batatas costumam ferver quando devidamente aquecidas e tem o estranho hábito de ameaçar até destampar panelas, causando um alvoroço geral na cozinha.

Pelo que dá para observar, nos bastidores de determinadas cozinhas planaltinas alguns paneleiros seguem tentando segurar algumas tampas selecionadas, ultimamente até queimando os próprios dedos.

E aí é mais ou menos como diz o meu Cumpádi Belarmino: do jeito que vai, não vai!

LIVRE PENSAR

É sempre muito cedo para ser tarde demais”

(autoria incerta)

O IDEAL É

INIMIGO DO BOM

É uma idaia-força, tipo paradigma seguido por muitos pragmáticos e mais calejados administradores, públicos ou privados tanto faz.

O “ideal” costuma estar muito bem descrito em livros, mas na prática a teoria é diferente. Pode até ser alcançado, com o tempo, esforço e dedicação, mas quando se chega lá o “ideal” já é outro, cada vez mais elevado ou diferenciado.

Não é lá muito diferente do que escalar uma “montanha”, seja ela pessoal, profissional, familiar, relacionamento social, ou seja lá o que for. No meio da escalada sempre vão surgir questionamentos, tipo assim: “P*rra! Já abri uma baita picada e ainda não cheguei nem perto do topo do morro!” Importante manter o foco sempre “pra cima”, mas de vez em quando não custa dar uma olhadinha também “pra baixo”, só pra conferir o quanto se cresceu e evoluiu na parada.

NEM TANTO

AO MAR, NEM TANTO À PRAIA

Há muitas variantes a essa ideia-força, tipo assim: administração (e política...) é a arte de explorar os limites do possível, num determinado espaço de tempo e contando com os recursos disponíveis (sempre limitados...), inclusive mobilizando positivamente potenciais interesses

SAIDEIRA

Neto pro nôno:

específicos, mas para atingir determinados objetivos de amplo interesse comum.

POLITICAMENTE INCORRETO

Mesmo na sua simplicidade iletrada, a nona tinha um “antídoto” ideológico caseiro bem mais eficiente para encarar a natural rebeldia juvenil, na sua eterna preocupação em preservar a harmonia na convivência familiar e comunitária.

Quando a “diplomacia” dela falhava o nôno era convocado para estabelecer limites, nem que fosse com uma solene tunda de laço com cinta ou relho sovando na bunda, tipo tratamento de choque.

Eram outros tempos, mas vale recordar porque muitos passaram por isso, sem guardar rancores ou traumas. Até porque acabava sendo considerado como um “tratamento justo”, de um jeito ou de outro. O nôno nem sabia direito porque batia, mas o neto imaginava bem porque apanhava, alguma coisa ele tinha aprontado...

A nona, sempre atenta, ficava de olho aberto e no máximo na terceira relhada já impunha sua soberania familiar: “Deu...e Chega!”. Afinal nós também fizemos nossas besteiras quando mais jovens, impetuosos e inexperientes. E se a repreensão for excessiva eles acabam desistindo até de entrar nos eixos!

Sei não...mas de certa forma a nona sabia das coisas.

- E aí, vô, muito vinho do reveillon?

- Até onde eu me lembro só bebi uma garrafa...

- Ôpa, bem legal! Então apreciou com a devida moderação?

- Não sei...depois dela eu não lembro de mais nada.

MARCOS FRANK ARTIGO

Médico Neurocirurgião

Sobre a natureza humana

“ Uma coisa é certa, uma grande mudança de nossa atitude psicológica é iminente. Isso é certo. Precisamos de mais psicologia. Precisamos de mais entendimento sobre a natureza humana, pois o único perigo real existente é o próprio homem. Ele é o grande perigo e lamentavelmente não temos consciência disso. Sabemos muito pouco sobre o homem. Sua psique deveria ser estudada, pois somos a origem de todo o mal vindouro.” (...) Sempre é bom lembrar que “O pêndulo da mente oscila entre sentido e absurdo, não entre certo e errado.”

Carl Jung

Adam Phillips é autor de dez livros e editor da nova tradução da obra de Sigmund Freud (1856-1939). Em março de 2003 ele concedeu entrevista à revista Veja nas chamadas “Páginas amarelas”. Algumas respostas permanecem tremendamente atuais:

1. Hoje as pessoas têm mais medo de morrer do que no passado. Há uma preocupação desmedida com o envelhecimento, com acidentes e doenças. É como se o mundo pudesse existir sem essas coisas.

2. A ideia de uma vida boa foi substituída pela de uma vida a ser invejada.

3. Hoje todo mundo fala de sexo, mas ninguém diz nada interessante. É uma conversa estereotipada atrás da outra. Vemos exageros até com crianças, que aprendem danças sensuais e são expostas ao assunto muito cedo. Estamos cada vez mais infelizes e desesperados, com o estilo de vida que levamos.

4. Nos consultórios, qualquer tristeza é chamada de depressão.

5.No século 14, se as pessoas fossem perguntadas sobre o que queriam da vida, diriam que buscavam a salvação divina. Hoje a resposta é: “ser rico e famoso”. Existe uma espécie de culto que faz com que as pessoas não consigam enxergar o que realmente querem da vida.

6.Os pais criam limites que a cultura não sanciona. Por exemplo: alguns pais tentam controlar a dieta dos filhos, dizendo que é mais saudável comer verduras do que salgadinhos, enquanto as propagandas dão a mensagem diametralmente oposta. O mesmo pode ser dito em relação ao comportamento sexual dos adolescentes. Muitos pais procuram argumentar que é necessário ter um comportamento responsável enquanto a mídia diz que não há limites.

7.Uma coisa precisa ficar clara de uma vez por todas: embora reclamem, as crianças dependem do controle dos adultos. Quando não têm esse controle, sentem-se completamente poderosas, mas ao mesmo tempo perdidas. Hoje há muitos pais com medo dos próprios filhos.

Município celebra São Sebastião Mártir com programação até terça

Festa do padroeiro reúne fé, música e gastronomia, com destaque para o feriado municipal, procissão e missa campal na terça

ezequiel@grupoahora.net.br

VENÂNCIO AIRES

Até terça-feira, 20, o município vive o auge da maior celebração religiosa do município.

A 150ª Festa de São Sebastião Mártir, padroeiro da cidade, mobiliza a comunidade com uma programação que une espiritualidade, cultura, música e uma variada oferta gastronômica, reunindo fiéis e visitantes de toda a região. O ponto alto ocorrerá justamente no dia 20, feriado

municipal, quando está prevista a tradicional procissão pelas ruas centrais, seguida da missa campal, momentos que simbolizam a devoção e a identidade religiosa do povo venâncio-airense. Ao longo de cinco dias, a festa também oferece

shows musicais, missas diárias e momentos de confraternização. Casal festeiro desta edição, Romeu Fagundes e Maria Teresinha Hanzen destacam o caráter espiritual e comunitário do evento. “A Festa de São Sebastião é uma festa grandiosa, de muitas

bênçãos. Todos que queiram uma bênção especial estão convidados a participar da nossa festa, da missa campal e da procissão que ocorre na terça-feira, dia 20. É um evento que reúne moradores de todos os municípios”, afirma Teresinha.

Gastronomia

Além da fé, a gastronomia é um dos grandes atrativos. A tradicional galinhada será servida no almoço e no jantar ao longo da programação, ao preço de R$ 20. Neste ano, também será comercializada a meia galinhada, por R$ 10. O Pastel do Bastião e o cachorro-quente custam R$ 10 cada. A cuca inteira será vendida a R$ 35, enquanto a fatia de torta terá o valor de R$ 7.

“Além da galinhada e do pastel, outro destaque é a cuca. Eu coordeno o setor das cucas e, neste ano, como sou festeira, uma colega está me ajudando na organização. Temos cachorro-

quente e culinária para todos os gostos, além de uma programação musical pensada para agradar todo mundo”, explica Teresinha. Romeu reforça o envolvimento voluntário do casal com a comunidade e a festa. “Nossa participação começou anos atrás, vem da nossa comunidade. Somos oriundos da Comunidade São Lucas, do Bairro Aviação. Sempre fizemos trabalhos comunitários e isso nos fez sentir prontos para ajudar na Festa de São Sebastião Mártir. Somos catequistas e esse trabalho voluntário nos motiva a participar dessa grande celebração”, destaca. Ele também chama atenção para os diferenciais gastronômicos e para a ação entre amigos. “No domingo, a galinhada terá maionese e aipim, vai ser diferenciado. A parte gastronômica é bastante variada e para todos os gostos. Convidamos todos para participar”, reforça.

Ezequiel Neitzke
Casal festeiro desta edição, Romeu Fagundes e Maria Teresinha Hanzen destacam o caráter espiritual e comunitário do evento
EZEQUIEL NEITZKE

CRUZADAS

Programa do Ministério do Esporte Arma incendiária usada no Vietnã

Problema

óculos

Ensino Fundamental (abrev.)

Narcotráfico Vida, em inglês

(?) Garrett, escritor Rio da Suíça

(?) Madrid, clube de futebol espanhol (?) de poder,

Triste Os filhos não consanguíneos

policial

Caixa de e-(?): sistema sobrecarregado pelo spam

É debitado diretamente na conta do devedor (Fin.)

(?) Klink, velejadora

de "gritar" 100, em romanos "La (?)", sucesso de Luis Miguel

Dar opinião (fig.)

Otis Dozovic, lutador

"A (?)", filme de Luis Buñuel

Mulheres inspiradoras Rondônia (sigla)

Iraniano Plutônio (símbolo)

Sílaba de "roubada"

Aeronáutica (abrev.) Vereador O vinho de uvas vermelhas

Instituto Militar de Engenharia (sigla)

"(?) Vânia", peça Couro, em francês Balneário capixaba (?) Fachin, jurista

Preposição que indica ausência

A lavoura (fig.)

Determinado (abrev.) André (?), ex-tenista

dos

vos", livro de Lima Barreto (?) em mente: levar em conta

(?) federativo: o Estado Os irmãos de minha mãe

Letra análoga ao tau grego

(?) Górki, escritor russo Desviar a atenção

Taciturno; calado

(?)-Codi, órgão do Regime Militar (BR) Coulomb (símbolo)

HORÓSCOPO

Solução

ÁRIES: Planeje os próximos passos na carreira e ligue o radar nas oportunidades de negócio durante o fim de semana.

TOURO: Explore outras culturas e planeje uma viagem ou curso que traga um senso de missão e sentido à sua jornada.

GÊMEOS: No trabalho, explore sua criatividade e faça o possível para manter o foco no que importa.

CÂNCER: Fortaleça suas parcerias e dedique tempo para ouvir e apoiar quem caminha ao seu lado.

LEÃO: No campo afetivo, a chegada de novas amizades e um ar de novidade nos relacionamentos trarão dinamismo e animação na vida social.

VIRGEM: Assuma maior protagonismo e reinvente a vida. Vênus trará mais harmonia nos relacionamentos de trabalho e chances de novas parcerias.

LIBRA: Invista no conforto da sua casa e resolva pendências domésticas com soluções práticas.

ESCORPIÃO: Aproveite o sábado para ampliar as comunicações, pesquisar informações de trabalho, circular e descobrir novidades.

SAGITÁRIO: Foque na administração financeira e planeje investimentos que tragam estabilidade e segurança para o futuro.

CAPRICÓRNIO: Novo empreendimento e uma visão estratégica de como administrar os seus recursos trarão oportunidades de ganhos inesperados.

AQUÁRIO: Aproveite para mudar o visual, cuidar da beleza e revelar seus poderes. Magnetismo em alta!

PEIXES: Fortaleça vínculos de amizade e abrace projetos que farão a diferença e darão um sentido maior à vida.

TRADIÇÃO GAÚCHA

Rodeio ganha força com retorno de famílias, laçadores e equipes de fora

Com mais de 800 competidores em todas as categorias, evento do CTG Estrela do Rio Grande reforça reconstrução do parque e projeta uma das maiores edições da história

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

ESTRELA

Oretorno do Rodeio Crioulo Estadual ao Parque do CTG Estrela do Rio Grande segue ganhando dimensão ao longo do fim de semana. Em sua 29ª edição, o evento não apenas marca a retomada das atividades da entidade após as cheias, como também evidencia a força do tradicionalismo ao reunir famílias inteiras, equipes de outros Estados e profissionais que acompanham o rodeio há décadas.

Ao longo desta sexta-feira, 16, o movimento intenso de competidores e equipes já indicava o tamanho da edição. Somadas todas as modalidades, a organização estima cerca de 800 laçadores, sendo aproximadamente 400 apenas nas provas de quarteto, além de centenas de bois em pista durante o rodeio.

“Depois de tudo o que aconteceu, ver o parque cheio de vida de novo emociona. Isso mostra que o tradicionalismo não abandonou Estrela”, resume o patrão do CTG, Vanderlei Carlson.

Entre os nomes presentes está a veterinária Luciani Maria da Silva, formada pela UFSM em

2002, que atua há muitos anos no rodeio do Estrela do Rio Grande. Natural de Lajeado, ela percorre o Brasil acompanhando eventos campeiros e retornou ao parque neste fim de semana.

“Já trabalhei aqui quando meus filhos ainda eram pequenos.

Voltar depois das cheias e ver o rodeio acontecendo de novo é muito significativo”, afirma. Luciani é responsável pela fiscalização dos animais, conferência das GTAs e acompanhamento veterinário durante as provas.

Hoje morando em Lucas do Rio Verde (Mato Grosso), ela passa parte do ano viajando com a família durante a temporada de rodeios. Os filhos também laçam.

Um deles é Alan Coutinho, de 17 anos, que compete na categoria Profissional A. Segundo ele, a ligação com o laço começou muito cedo. “Ganhei meu primeiro troféu com dois anos e oito meses. Desde então, nunca parei”, conta.

Edição histórica

Vice-patroa do CTG, Aline Possamai destaca que a organização

trabalha com expectativa elevada de público e competidores.

“Esperamos mais de 100 quartetos e mais de 400 laçadores só nessa modalidade. Somando todas as categorias, é uma das maiores edições que já tivemos”, projeta.

Ela ressalta que, além da programação esportiva, houve esforço coletivo para deixar o parque apto a receber o público. “A estrutura foi toda organizada para garantir segurança, acesso aos banheiros e conforto, mesmo com o galpão ainda em reconstrução.”

Gente que vem de longe

A retomada do rodeio também atrai equipes de outros Estados. O patrão do CTG Laço Navegantino, de Navegantes (SC), Amarildo Pedro Cota, percorreu cerca de 650 quilômetros para participar do evento pelo terceiro ano.

“É um rodeio bem conduzido, bom de laçar. A gente acompanhou tudo o que aconteceu aqui com as enchentes. Voltar e ver o

Movimentação no CTG iniciou com as primeiras competições na tarde dessa sexta-feira

parque se erguendo de novo dá esperança para todo o tradicionalismo”, afirma.

PROGRAMAÇÃO

SÁBADO

7h30min – Laço modalidades

Piá, Guri, Menina

Laço Pai e Filho (até 11 anos completos)

Laço Pai e Filho (12 anos ou mais)

Laço Pai e Filha (até 11 anos completos)

Laço Pai e Filha (12 anos ou mais)

Após – Taça Quarentão, Dupla do Rodeio, Quartetos, Classificatória do 6º Duelo das Estrelas do Rio Grande e Quartetos e Duplas do Rodeio

18h – Abertura oficial do Rodeio

Após – Taça Sicredi/Triauto e Força Alta – mata-mata

(Se necessário, a taça termina no domingo pela manhã)

DOMINGO

6h30min – Final da Taça Sicredi/ Triauto

Após – Retardatários (1 por equipe, 1 por dupla e prenda)

Final do 6º Duelo das Estrelas do Rio Grande

Duas voltas de mata-mata da dupla (50 em 50)

Final – Duplas Força C

(Encurta a raia até os 60 metros)

Após – Laço Quarteto

Final – Laço Equipes

Final – Duplas Força A e B

DANIÉLY SCHWAMBACH

365 VEZES NO VALE

365vezesnovaledotaquari@gmail.com

Descubra a cascata com camping a 80 metros da ERS 129

Gracioli mostra foto do camping antes da enchente histórica de 2024, com as cabanas e campo de futebol destruídos pela força da água. Camping se recupera tendo como foco a beleza natural da cascata

ACascata Camping encanta logo de cara quem a conhece. É um destino de facílimo acesso, a cerca de 80 metros da ERS 129. O ponto de referência é o Pórtico de Vespasiano Corrêa, do qual o ponto turístico também fica muito próximo. Com três décadas de tradição, o camping já sediou competições populares de futebol, torneios de pênalti e até o badalado concurso da “Miss Cascata”. Hoje atende especificamente o público que quer passar o dia na natureza ou acampar. O atrativo principal é a pequena cachoeira com a água caindo

Cascata Camping tem mais de 30 anos de tradição. O acesso fácil e espaço para banho em piscinas no riacho são atrativos do ponto turístico

nos paredões numa altura de aproximadamente cinco metros. No topo dela, outra grata surpresa: as piscinas naturais formadas pelo riacho no caminho de pedras.

Esses espaços de pouca profundidade costumam lotar de banhistas nos dias mais quentes do ano.

A Cascata Camping tem ainda bar com mesa de sinuca, venda de bebidas e outros produtos como picolés, além de estrutura com churrasqueiras e mesas, banheiros e até uma

fonte de água pura vinda da vertente local.

Silvano Gracioli é o atual administrador do espaço criado pela sua mãe Josefina. Ele reforça a acessibilidade como um dos diferenciais. É possível chegar de carro muito próximo da cascata. Todo o terreno é plano.

O custo para conhecer o local ou passar o dia é apenas R$ 5,00. Para acampamentos é cobrado R$ 50 por barraca. Mais informações na página @_cascatacamping no Instagram.

Patrocínio

@leonarda000

Sensação das últimas temporadas de verão no Vale, a cascata do Santuário Jardim das Deusas, em Pouso Novo, prova como uma beleza natural pode se transformar em destino de centenas de pessoas. A imagem é da Leonarda Silva

@tuxodatrip

O Arthur Teixeira é um dos maiores influencers de turismo do RS, com cerca de 130 mil seguidores nas redes sociais. Ele visitou recentemente a gigantesca Cascata Rasga Diabo, em Vespasiano Corrêa.

Use a #365_vezes_no_vale e compartilhe as belezas da região conosco!

GAUCHÃO

GRÊMIO BUSCA REAÇÃO.

INTER TENTA MANTER 100%

Terceira rodada reserva confrontos importantes neste fim de semana.

Rádio A Hora transmite jogos da dupla

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

OCampeonato Gaúcho

chega à terceira rodada com jogos decisivos para a sequência da fase classificatória. Após resultados distintos na rodada passada, Grêmio e Internacional entram em campo neste fim de semana com objetivos claros. No sábado, 16, às 19h, o Grêmio recebe o São Luiz, na Arena, pressionado pela necessidade de vitória. A equipe comandada por Luís Castro começou o Gauchão em alta, com uma goleada por 4

a 0 sobre o Avenida, mas acabou derrotada pelo São José por 1 a 0 na rodada seguinte. Diante do torcedor, o Tricolor aposta na força do elenco para voltar a vencer. Para o confronto, o técnico deve repetir a base da estreia, com os retornos de Arthur e Tiaguinho entre os titulares. A provável escalação do Grêmio tem: Gabriel Grando; Marcos Rocha, Balbuena, Kannemann e Caio Paulista; Arthur, Tiago, William, Roger, Amuzu e Carlos Vinícius. Do outro lado, o São Luiz ainda busca a primeira vitória no estadual. O time de Ijuí empatou na estreia em 1 a 1 com o Caxias e ficou no 0 a 0 diante do Inter de Santa Maria, fora de casa. No domingo, 18, às 18h, Ypiranga e Internacional se enfrentam no Colosso da Lagoa, em Erechim. O Inter chega embalado por duas vitórias consecutivas no Gauchão, incluindo uma goleada sobre o

AGENDA

Sábado

16h – Novo Hamburgo x São José

16h30min – Inter-SM x Juventude

19h – Grêmio x São Luiz

Domingo

16h – Caxias x Guarany

18h – Ypiranga x Internacional

19h – Monsoon x Avenida

Monsoon, e tenta manter o aproveitamento perfeito. Com Paulo Pezzolano à beira do campo e o elenco titular à disposição, o Colorado entra em campo como favorito.

O time deve ser o mesmo que venceu o Monsoon, com os acréscimos de Carbonero e Alan Patrick. O provável time titular tem Anthoni; Bruno Gomes, Mercado, Victor Gabriel, Bernabei; Benjamin Arhin, Ronaldo; Bruno Tabata, Carbonero, Alan Patrick; Rafael Borré.

Arthur volta ao time titular do Grêmio após revés na quarta. Colombiano Borré desencantou pelo Inter contra o Monsoon

FUTEBOL AMADOR

DOMINGO DE ESTREIAS NO VALE DO TAQUARI

Nova Bréscia, Putinga e Monte Alverne promovem jogos de abertura da temporada 2026

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

Oterceiro domingo de janeiro será marcado por estreias no Vale do Taquari e Rio Pardo. Nova Bréscia, Putinga e Monte Alverne promovem jogos de abertura da temporada 2026. Em Nova Bréscia, seis clubes disputam o título nas categorias titular e aspirante. Os jogos de estreia ocorrem na comunidade de Morro Seco, casa do atual campeão Esperança. Pela manhã o Atlético Caçadorense encara o Canarinho no aspirante e titular. Já pela tarde, o Botafogo encara o Cristal. Além desses clubes, o Imigrante também disputa o troféu.

EM PUTINGA

Linha Taquara recebe os jogos de abertura. O primeiro jogo é pela Série B. O Floresta pega o Vila Nova. Já na Série A, o Rui Barbosa, atual campeão, encara o Xarqueadense. Neste ano, cinco times disputam o título da Série A – Rui Barbosa, Xarqueadense, Tamandaré, Juventude e Palmeiras. Eles jogam em turno único, e os quatro primeiros se classificam para semifinal. Na Série B, os seis times – Floresta, Rui Barbosa, Xarqueadense, Tamandaré, Palmeiras e Vila Nova, foram

divididos em duas chaves de três times. Eles se enfrentam entre as chaves. Os dois primeiros de cada se classifica para semifinal.

MONTE ALVERNE

Um dos campeonatos mais tradicionais do futebol amador do interior do Rio Grande do Sul, o Campeonato de Futebol de Monte Alverne chega em 2026 à sua 46ª edição. Organizada pelo Departamento de Futebol de Monte Alverne, a competição promete alto nível técnico ao reunir, nos elencos dos cinco clubes participantes, os principais destaques do Regional Aslivata de 2025. Disputam o certame as equipes do terceiro distrito de Santa Cruz do Sul: São José, da sede de Monte Alverne; Boa Vista, de Linha Boa Vista; Saraiva, de Linha Saraiva; Monterey, de Linha Antão; e São Martinho, da localidade de São Martinho. O campeonato será realizado nas categorias titular e aspirante.

No sábado ocorre a abertura em Linha Saraiva. O Saraiva recebe o Monterey. Já no domingo, em São Martinho, o São Martinho recebe o Boa Vista. Os aspirantes iniciam às 14h45min e os titulares às 16h45min.

PROGRESSO

Os jogos ocorrem no sábado, 17, em São Luiz. O primeiro jogo às 14h30min é entre Achados e Perdidos contra o Flamengo de Xaxim, na categoria veterano. No principal jogo da tarde, o Internacional estreia no municipal contra o São João.

Em Nova Bréscia, o Esperança é o atual campeão da categoria titular. Equipe está de folga na estreia

AGENDA

SÁBADO

Monte Alverne – 1ª rodada

Linha Saraiva – Saraiva x Monterey Progresso – 4ª rodada

São Luiz – Achados e Perdidos x Flamengo Xaxim (veterano)

São Luiz – Internacional x São João (titular)

CLASSIFICAÇÃO

Veterano: São João, Amizade e Flamengo Cabeceira Tocas (3 pontos), Achados e Perdidos, Flamengo Xaxim (sem pontuar);

Titular: Flamengo Xaxim (6 pontos),

São João e Cruzeiro Alto Honorato (3), Gaúcho e Internacional (sem pontuar);

DOMINGO

Putinga – 1ª rodada

Linha Taquara – Floresta x Vila Nova (Série B)

Linha Taquara – Rui Barbosa x Xarqueadense (Série A)

Nova Bréscia 1ª rodada

Morro Seco – Atlético Caçadorense x Canarinho

Morro Seco – Botafogo x Cristal

Monte Alverne – 1ª rodada

São Martinho – São Martinho x Boa

Vista

Boqueirão do Leão – 2ª rodada

Pedras Brancas – Internacional x São

José

CLASSIFICAÇÃO

Titular: Esportivo (6 pontos), São José (3), 5 de Junho e São Roque (1), Internacional e Juventude (sem pontuar)

Aspirante: Esportivo (4 pontos), Juventude e São Roque (3), Esportivo e Internacional (1), 5 de Junho e São José (sem pontuar);

DIVULGAÇÃO

TRAVESSIA TORRES-TRAMANDAÍ

ATLETAS DO VALE DO TAQUARI LEVAM HISTÓRIAS DE SUPERAÇÃO À PROVA

Corredores da região participam da 20ª edição neste sábado, encarando desde estreias na areia até a ultramaratona solo de 84 quilômetros

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

ATravessia Torres-Tramandaí (TTT) volta a movimentar o litoral norte gaúcho neste sábado, 17, e terá, entre os cerca de cinco mil inscritos, atletas do Vale do Taquari que carregam trajetórias marcadas por superação, disciplina e paixão pela corrida. Eles encaram desde a ultramaratona solo até as modalidades de revezamento em uma das provas mais tradicionais do calendário esportivo de verão.

Régis Fell, 52, morador de Bom Retiro do Sul, vai enfrentar o maior desafio da trajetória esportiva que são os 84 quilômetros da ultramaratona solo. A corrida, para ele, simboliza uma profunda transformação de vida. “Comecei

a correr com 33 anos por motivos de saúde. Estava muito obeso, com exames alterados, e nesse meio tempo perdi meu pai. Resolvi começar com caminhadas, tomei gosto e seguimos até hoje”, relembra.

A rotina de acordar às 4h30min se tornou hábito, assim como o cuidado diário com o corpo e a mente. “A balança me motivou bastante, fui de 86 para 64 quilos.

A TTT solo era um sonho impensável até pouco tempo, mas com o incentivo de amigos passei a acreditar que era possível. A preparação tem sido de superação, resiliência, foco e disciplina, valores que levo para o resto da vida”, afirma. Confiante, projeta a prova como um momento especial. “Espero que tudo corra bem, estou bem preparado. Vai ser um momento de curtição com os colegas. Mesmo com 52 anos, me sinto melhor do que quando tinha 30, confiante de que o melhor ainda está por vir.”

Outro atleta da região que vai encarar os 84 quilômetros é Fernando Alan Siebeneichler, 28, morador de Santa Clara do Sul. Para ele, a corrida surgiu como uma forma de desafio pessoal. “O que me levou pra corrida foi a vontade de sair da zona de con-

forto. No começo era pela saúde, mas depois virou um espaço só meu, onde eu podia me testar e me conhecer melhor”, conta.

A motivação diária, segundo Fernando, está ligada aos objetivos traçados. “Cada treino tem um propósito. Não é só correr por correr, é construir algo maior. Mesmo nos dias difíceis, lembro do porquê comecei.” A decisão de correr a TTT solo veio de forma gradual. “No primeiro ano participei em quarteto, depois dobrei o desafio correndo uma maratona na praia. Este ano resolvi ir além e buscar a ultra de 84 km. Sempre vi a TTT como algo quase impossível, e isso virou um objetivo pessoal.”

A preparação, segundo ele, foi intensa física e mentalmente.

“Aprendi a lidar com o cansaço, com a dor e com os dias em que a cabeça quer desistir antes do corpo.” Para a prova, o principal objetivo é concluir o percurso.

“Quero viver a experiência e cruzar a linha sabendo que dei tudo de mim.”

CIRCUITO

DOS VALES

Outro

é Vitor da Silva, 18 anos, morador de Lajeado, que participa pela primeira vez da TTT. Ele vai competir na modalidade octeto, em um grupo formado exclusivamente por staffs do Circuito dos Vales. “Fui incentivado a correr pela minha mãe, que ia participar do Vamo pro Corre. A partir disso comecei a me apaixonar pela corrida e passei a participar de provas”, relata. A estreia na TTT surgiu de forma inesperada. “No começo eu ia apenas para acompanhar amigos e minha namorada. Nesta semana fui convidado para substituir um amigo e aceitei na hora.” Mesmo jovem, Vitor leva a preparação a sério. “Estou me dedicando todos os dias, controlando a alimentação e seguindo alguns treinos. Sei que correr na areia é bem diferente do asfalto e da pista, vai exigir mais cuidado, mas a ideia é dar o meu melhor e buscar um bom tempo.”

“É UM PRAZER CORRER NAS AREIAS DO LITORAL”

Experiência não falta para o

lajeadense Luis Carlos Ferrarini, que participa da Travessia pela quarta vez. “É sempre um grande prazer correr pelas areias do litoral gaúcho. É uma prova competitiva, mas que também traz alegria e uma sensação diferente. Areia, sol, mar e verão combinam muito com a corrida”, afirma. Após três participações na categoria quarteto, ele encara em 2026 o desafio do octeto misto. “Será diferente, com um trecho menor para cada atleta, mas com uma logística mais complicada, já que são oito corredores.”

Para Ferrarini, os obstáculos fazem parte da essência da TTT. “Vento contra, sol forte, areia fofa e até mar alto complicam o desempenho, mas quem vai para a TTT gosta de desafios. O principal objetivo é correr com alegria e gratidão, ao lado dos amigos. Se vier pódio, melhor ainda.”

SOBRE A TTT

A Travessia Torres-Tramandaí é uma das provas mais tradicionais das corridas de longa distância no Brasil e chega à sua 20ª edição em 2026. O percurso acompanha a orla entre as cidades de Torres e Imbé/Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul, com distâncias que variam de 8,3 km a 84,4 km, nas categorias solo e revezamento.

As largadas ocorrem a partir das 6h, em Torres, nas proximidades da Ponte do Passo de Torres. As demais categorias largam na sequência, com pontos distribuídos também em praias como Xangri-lá e Curumim, conforme o formato da prova. Neste ano, o evento alcançou o limite de 5 mil atletas inscritos.

Fernando Alan Siebeneichler, 28 anos, morador de Santa Clara do Sul, vai percorrer os 84km
Luis Ferrarini vai para a quarta participação. Atleta de Lajeado vai disputar no octeto
Régis Alexandre Fell, 52, morador de Bom Retiro do Sul, vai enfrentar o maior desafio da trajetória esportiva
FOTOS DIVULGAÇÃO

Boneca da Festa

Paróquia São Cristóvão promovia Festa dos Motoristas

Para comemorar o 13º aniversário de fundação da Paróquia São Cristóvão, de Lajeado, a comunidade organizava a tradicional Festa dos Motoristas. A programação iniciava pela manhã ainda, com a procissão de veículos e a bênção pelos padres franciscanos. Naquele ano, a procissão reuniu mais de 400 veículos.

Depois, ocorria o almoço, seguido das comemorações à tarde, quando era eleita a Boneca da Festa e o Rei dos Motoristas, ambos escolhidos por meio da venda dos votos. Em 1976, a Boneca da Festa foi Ednéia Bruxel, de 7 anos, filha de Ricardo e Célia Bruxel.

As demais candidatas que concorrem ao título foram: Angela Lago, de 9 anos, filha de Sadi e Maria Lago; Rosane Maria dos Santos, 8 anos, filha de João e Eni Pereira dos Santos; Silvia Maria Zanatta, 11 anos, filha de Natalício e Hilma Zanatta; e Rosane Inês Ewald, 10 anos, filha de Alício e Silda Ewald.

Sábado é Domingo é

- Dia dos Tribunais de Contas do Brasil

Santo do dia:

Santo Antão

O título de Rei dos Motoristas foi vencido por Sétimo Chemin, que disputou com os candidatos Noemi da Cunha, Érico Marquetto e Benvenuto Fornari. A Festa dos Motoristas ocorria desde 1964 e, mais tarde, o evento foi transferido para 25 de julho, Dia de São Cristóvão, época que é realizado até hoje. Fim da loja

- Dia da Manicure

- Dia da Universidade

- Dia Internacional do Riso

- Dia do Esteticista

Santo do dia:

Santa Margarida da Hungria

Otto Kunrath Foto de satélite de Lajeado era novidade

Um dos mais antigos estabelecimentos de Lajeado, a loja Otto Kunrath, na Júlio de Castilhos, anunciava seu fechamento. Na época, o sócio fundador Otto Kunrath, aos 85 anos, queria se aposentar. O negócio, fundado em 1947 por Otto e Reinaldo Klein, acompanhou o crescimento de Lajeado, desde os tempos da estrada de chão até o estacionamento rotativo na principal via do Centro. Apesar do anúncio, a loja de ferramentas funcionou alguns anos ainda, na esquina da Júlio com a Santos Filho. Otto Kunrath nasceu em Conventos, em 1920, era casado com Catarina Lucena Klein, pai de quatro filhos, e faleceu em 2007.

O último cadastro imobiliário da cidade tinha sido feito em 1992. Mais de dez anos depois, em 2006, uma foto de satélite de Lajeado seria tirada e usada para conferir o número de imóveis na cidade que, então, tinha 65 mil habitantes.

Além disso, o levantamento serviria para identificar o nível de arborização da cidade e mapear as áreas de maior crescimento urbano. Vinte anos mais tarde, a imagem via satélite da cidade pode ser conferida na internet a qualquer momento, por meio do Google Maps.

Rei dos Motoristas sendo coroado
Em 1968, foi construída uma nova igreja para a Paróquia
São Cristóvão

HENRIQUE PEDERSINI

Jornalista

O 2026 pode consolidar o governo de Gláucia Schumacher

Em pouco mais de uma hora, a prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher e o vice Guilherme Cé esmiuçaram os trabalhos de 2025 na administração em encontro com servidores, vereadores, empresários e imprensa no Labilá, nessa sexta-feira, 16. A gestora, em seu primeiro mandato, não escondeu sequer os problemas enfrentados. Citou o caos do recolhimento do lixo com a empresa contratada de forma emergencial, reconheceu os problemas, porém evidenciou a tranquilidade com as primeiras semanas de atividade da Fênix, que venceu a licitação e assumiu o serviço de vez. Antes de citar as ações em cada setor da administração, Gláucia anunciou para a próxima semana um encontro com a imprensa sobre a sindicância desenvolvida por servidores em relação aos contratos com a PDS Obras. Tudo sob o olhar atento de vereadores, inclusive alguns da oposição. Com relação aos projetos, fica evidente que o 2026 será de alguns movimentos interessantes. A assinatura do aditivo contratual com a Corsan/Aegea surge como o principal desafio pela necessidade de retomar as negociações. O sentimento é que o acordo já esteve bem mais próximo. Algumas obras como o novo Cras no bairro Santo Antônio, a recuperação das vias no entorno da Praça do Papai Noel, no Americano, novas

escolas e um plano robusto para modernizar a iluminação pública apontam que o volume de entregas será maior.

Modelo parecido com o pai

Na entrevista para a repórter do Grupo A Hora, Maira Schineider, a prefeita desconversou sobre mudanças no alto escalão do governo. Porém, é provável que ao menos uma mudança será concretizada

com a possível candidatura de Luis Benoitt para deputado estadual e um ou outro movimento de ajuste administrativo.

Quem acompanha a política lajeadense há mais tempo, vê semelhanças na trajetória da gestão de Gláucia e o pai dela, Cláudio Schumacher (1989 a 1993, 1196 a 1999 e 2000 a 2004). A coincidência está em um primeiro ano mais ajustado e de sobrevivência combinado a períodos de mais entregas no segundo, terceiro e quarto período da administração.

ARTIGO

ROGÉRIO WINK

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

Quem resolve vence

Vivemos um tempo em que o discurso dos chamados especialistas domina. Nas manchetes, nos eventos, nas redes sociais, quase tudo começa com a mesma frase: “segundo o especialista…”. Criou-se a ideia de que só existe segurança quando a opinião vem acompanhada de um título técnico. Especialistas são importantes, ninguém discute isso. O problema é transformar a especialização em resposta automática.

No mundo real dos negócios, pela experiência compartilhada a que tenho aceso há bastante tempo, as coisas funcionam diferente.

Quem está com a barriga no balcão sabe que a empresa não opera em ambiente só controlado. O cenário muda o tempo todo. Especialmente aqui no Brasil, a economia oscila, a política interfere pelo modelo de poder instalado, o consumidor muda de comportamento, a tecnologia avança, a legislação surpreende. Os problemas raramente se repetem do mesmo jeito. O empreendedor brasileiro precisa ficar ligado e, na maioria das vezes, é preciso decidir rápido, com informação incompleta.

Quando converso com empresários experientes, a lógica se repete: eles querem no time pessoas que resolvam problemas”

É nesse contexto que os generalistas ganham espaço. O generalista não é alguém que sabe pouco de tudo. É alguém que entende com experiência prática o suficiente de várias áreas para amarrar pontos, enxergar o todo e influenciar na tomada de decisões. Ele surfa entre operação do dia a dia, pessoas, números, clientes e mercado com naturalidade. Pensa, aprende e age rápido, se adapta com velocidade e não fica paralisado esperando a solução perfeita.

Nas empresas, isso fica muito claro nas operações. Bons gestores não são necessariamente os mais técnicos, mas os mais completos. São aqueles que conseguem lidar com pessoas, ajustar processos, interpretar números e manter o foco no cliente ao mesmo tempo. São eles que mantêm o negócio rodando enquanto o ambiente externo muda.

- Juvir Costella (MDB) será candidato a deputado federal. O secretário estadual de Logística e Transportes enxerga no Vale um espaço importante para obter votação representativa e “colar” com os possíveis candidatos locais a deputado estadual, Mateus Trojan e Roberto Lucchese

- A câmara de Lajeado terá sua primeira sessão ordinária no dia 3 de fevereiro. A composição em plenário ainda é mistério, pois

suplentes não tem permanência garantida na casa.

- Em Guaporé, os bastidores políticos estão agitados. Após o vice-refeito Pipo Baldissera anunciar sua saída do partido Podemos (mesmo do prefeito Odair Rossetto), vereadores preparam uma CPI para apurar denúncias atribuídas ao governo. O Ministério Público também está de olho.

- Na próxima quarta-feira, 21, as atenções da política lajeadense voltam-se para a reunião da CPI das obras públicas. É provável que o dia seja intenso e de muitos momentos de tensão no plenário. Terá transmissão das mídias oficias do Legislativo.

Quando converso com empresários experientes, a lógica se repete: eles querem no time pessoas que resolvam problemas e quem resolve vence. Pessoas que entendam o contexto e assumam responsabilidade. Especialistas entram quando o desafio é específico e exige conhecimento profundo e comprovado. Fora isso, excesso de especialização costuma gerar lentidão, dependência e burocracia.

O livro “Por que os generalistas vencem em um mundo de especialistas”, de David Epstein, ajuda a entender esse fenômeno. Ele mostra que a especialização funciona muito bem em ambientes previsíveis. Já em ambientes complexos e dinâmicos, como o mundo corporativo, a capacidade de adaptação faz mais diferença do que o conhecimento profundo em uma única área. Talvez defender o generalista seja nadar contra a corrente. Mas a prática mostra que empresas viáveis são construídas por gente versátil, curiosa e capaz de aprender o tempo todo. Especialistas são fundamentais, sim. Mas são os generalistas que mantêm as empresas vivas, ágeis e preparadas para os desafios. No fim das contas, no mundo dos negócios, vence quem se adapta melhor — não necessariamente quem sabe mais sobre um único assunto.

HENRIQUE PEDERSINI

Fim de semana, 17 e 18 janeiro de 2026

Fechamento da edição: 18h MÍN: 22º | MÁX: 33º No sábado, o tempo segue instável no Vale. O sol até aparece acompanhado de nuvens.

A face além do espelho

A cirurgia bucomaxilofacial atua no tratamento de dores crônicas, distúrbios da ATM, traumas e alterações ósseas que comprometem a qualidade de vida

Páginas 4 e 5

“Manter

o cuidado centrado na pessoa é um desafio diário”

A médica Cristiane Pimentel Hernandes é infectologista e especialista em Medicina de Família e Comunidade, com trajetória acadêmica e atuação voltadas à atenção integral e à promoção da saúde. Ocupa funções estratégicas na Unimed VTRP, é médica referência em genotipagem para HIV

O que te fez escolher a profissão e como foi esse início?

Escolhi a Medicina muito movida pelo desejo de cuidar das pessoas e de ter um trabalho com impacto real na vida dos outros. Desde cedo, a ciência me chamava a atenção, e a Medicina me possibilitou juntar estes dois aspectos tão importantes para mim: interações sociais e ciência. O início foi intenso e desafiador, como costuma ser para a maioria dos médicos. Saí da minha cidade e fui longe morar sozinha. A graduação em Pelotas exigiu muito estudo e dedicação, mas também me fez despertar para um mundo cheio de possibilidades. Nesse período, além de muito conhecimento, também adquiri grandes amigos que trago na minha vida.

Já a residência em Infectologia, em Porto Alegre, foi um período de grande amadurecimento profissional e pessoal. Foi ali que consolidei minha identidade médica, lidando diariamente com casos complexos, pacientes graves e a necessidade constante de tomada de decisão baseada em evidências, mas também em empatia.

Quais os maiores desafios da profissão hoje?

Hoje, vejo como grandes desafios a sobrecarga dos sistemas de saúde, a complexidade crescente dos pacientes e a necessidade de equilibrar qualidade assistencial com sustentabilidade. Além disso, há um desafio importante relacionado à valorização do tempo médico, à comunicação com pacientes cada vez mais informados (e por vezes desinformados) e à necessidade constante de atualização científica em um cenário de rápida produção de conhecimento. Manter o cuidado centrado na pessoa, sem perder a humanização, é um desafio diário.

Como você percebe a área hoje e o que nota como evolução daqui pra frente?

A área da saúde está em um momento de transição muito relevante. Vejo uma evolução clara

EXPEDIENTE

em direção a modelos de cuidado mais integrados, com maior foco em prevenção e promoção da saúde. Na infectologia, avanços diagnósticos, terapêuticos e na prevenção, como vacinas e novas tecnologias, têm mudado significativamente o prognóstico de muitas doenças. Para o futuro, acredito em uma Medicina cada vez mais baseada em valor, com uso racional de recursos, trabalho multiprofissional e maior protagonismo do paciente no seu cuidado.

Lembra de algum momento marcante de algum paciente que passou por você? Houve muitos momentos marcantes ao longo da minha trajetó-

Textos e fotos: Paulo Cardoso

EDITORIAL

Saúde na informação

Cria, mas alguns ficaram especialmente guardados. Lembro do meu primeiro paciente, que eu atendi na enfermaria da Santa Casa de Pelotas, ainda como acadêmica de medicina. Ouvir aquela história repleta de informações que eu ainda nem entendia bem me deixou fascinada, e me mostrou que eu estava no lugar certo. Lembro de inúmeros pacientes com doenças crônicas infecciosas que chegaram em situações muito difíceis, tanto do ponto de vista clínico quanto social, e que, ao longo do acompanhamento, conseguiram retomar projetos de vida, trabalho e vínculos familiares. E de outros também que não tiveram o desfecho esperado, mas ainda assim me ensinaram o valor da vida.

Textos: Bibiana Faleiro

uidar da saúde exige, antes de tudo, saber fazer perguntas. Perguntar por que dói, por que não se dorme bem, por que respirar se tornou um esforço. Durante muito tempo, a face e qualquer procedimento relacionado a ela estavam muito ligados à estética, à aparência, ao sorriso alinhado, à imagem. E essa relação ajudou a invisibilizar problemas que afetam funções básicas e, sobretudo, a qualidade de vida. A cirurgia bucomaxilofacial evidencia essa lacuna. Ao lidar com ossos, músculos e articulações que participam diretamente da mastigação, da fala, da respiração e do sono, a especialidade revela que a qualidade de vida também pode ser buscada em procedimentos faciais. Dor crônica na mandíbula, estalos ao abrir a boca ou noites mal dormidas não são desconexões do corpo, são sinais de esse corpo precisa de ajuda.

Há um ganho coletivo quando o conhecimento circula. Informação bem apurada reduz diagnósticos tardios, evita tratamentos paliativos e amplia o acesso a soluções que, muitas vezes, já existem, mas

permanecem restritas a círculos especializados.

Num cenário em que cresce a incidência de distúrbios do sono, dores musculoesqueléticas e condições relacionadas ao estresse, insistir numa visão fragmentada da saúde é um erro caro. Melhorar a saúde passa por reconhecer que estruturas pequenas, como uma articulação, podem gerar impactos desproporcionais quando negligenciadas.

Por isso, volto a reforçar a importância da informação. Afinal, conhecer é, muitas vezes, o primeiro passo para tratar. E, em saúde, ignorar um problema costuma custar tempo, bem-estar e qualidade de vida.

Boa leitura!

Afinal, conhecer é, muitas vezes, o primeiro passo para tratar”

Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke

Calor e oleosidade, os erros que aumentam a acne e como evitá-los

Entenda como rotina, higiene e exposição solar influenciam a saúde da pele no verão, e como cuidados simples ajudam a mantê-la equilibrada

No verão, a pele muda de comportamento. O calor intenso, a umidade e a exposição solar estimulam a produção de oleosidade e suor, criando um ambiente propício para o surgimento de espinhas. Durante a estação, protetor solar e cuidados específicos passam a ter papel central na rotina, e pequenos descuidos refletem no rosto e no corpo, tornando essencial atenção constante para manter a pele equilibrada e saudável.

óleo, conhecidas como oil free”

Thaís Cachafeiro dermatologista

Apesar da crença popular de que o sol “seca” a acne, o efeito é temporário e pode trazer consequências negativas. Segundo a dermatologista Thaís Cachafeiro (CRM 32977 | RQE 25605), após a exposição solar, a pele tende a reagir aumentando a oleosidade, obstruindo os poros, intensificando a inflamação e elevando o risco de manchas e cicatrizes.

“A radiação solar induz, como tentativa de proteção do organismo, uma reação inflamatória na pele, com liberação de substâncias

inflamatórias, como citocinas, que intensificam a inflamação do folículo piloso, um dos principais mecanismos de formação da acne”, explica a médica.

Agravantes além do sol

Além da exposição solar, hábitos comuns do verão também podem intensificar o surgimento. “O consumo excessivo de açúcares, frituras e bebidas alcoólicas favorece processos inflamatórios no organismo e pode desregular hormônios, contribuindo para o aparecimento de espinhas”, afirma Thaís. Nas férias,

Bem orientado, Blanger segue cuidados corretos, mas a dermatologista reforça que pessoas com pele acneica devem prestar atenção à composição dos produtos que usam. “O uso de filtro solar é imprescindível, mas é fundamental que pessoas com tendência à espinha optem por cosméticos em textura livre de óleo, conhecidas como oil free no mercado, e não comedogênica.” Cremes oleosos ou que obstruam

o folículo pilossebáceo estimulam a formação de queratina nessa unidade, piorando a acne. Além do filtro solar e da exposição controlada, outros cuidados básicos ajudam a prevenir crises. Limpar a pele corretamente e manter o tratamento da acne conforme orientação médica são medidas simples, mas eficazes. “Esses hábitos funcionam como uma prevenção contínua”, conclui a dermatologista.

quando esses alimentos são mais frequentes, os efeitos se tornam ainda mais evidentes. A higiene da pele merece atenção redobrada. Resíduos de areia, protetor solar e poluição que não são removidos corretamente podem obstruir os poros, criando um terreno favorável para o surgimento de novas lesões.

Outro fator importante é o vestuário. “Roupas apertadas, principalmente de tecidos sintéticos que não absorvem o suor, dificultam a ventilação da pele e estimulam a obstrução das unidades pilossebáceas”, salienta a especialista. Tecidos leves e arejados ajudam a reduzir esse impacto e manter a pele equilibrada.

Cuidados eficazes

O técnico em contabilidade Felipe Nonemacher Blanger, 21 anos, convive com acne desde os 15. Para tratar os casos mais graves, ele já passou por medicação específica, como o Roacutan, “que eliminou as espinhas mais intensas que eu tinha”, conta. Hoje, mantém cuidados diários com sabonetes específicos para o rosto e o uso constante de protetor solar.

Resíduos de areia, protetor solar e poluição que não são removidos corretamente podem obstruir os poros
ENVATO

Tratamentos da face impactam dor, sono e respiração

Especialidade

odontológica atua no tratamento de traumas, transtornos da ATM, deformidades faciais e até da apneia do sono, com impacto direto na saúde e na qualidade de vida

Muito além do sorriso, a saúde da face está diretamente ligada a funções vitais como mastigação, fala, respiração e sono. É nesse ponto que a cirurgia bucomaxilofacial ganha protagonismo. Apesar de ainda ser pouco conhecida fora do ambiente hospitalar e dos consultórios especializados, a área é responsável por tratar desde traumas faciais e tumores até transtornos da articulação temporomandibular (ATM) e alterações esqueléticas que podem comprometer a respiração durante o sono.

Trata-se de uma especialidade odontológica exercida exclusivamente por cirurgiõesdentistas com formação específica, e que exige atuação integrada com outras áreas da saúde, como medicina, fonoaudiologia, fisioterapia e psicologia, especialmente nos casos mais complexos.

Segundo o Conselho Federal de Odontologia (CFO), o Brasil conta atualmente com mais de 8,3 mil especialistas em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, número que reflete a crescente demanda por tratamentos que unem função, saúde e bem-estar.

O que faz um cirurgião bucomaxilofacial

A área abrange uma gama

Cirurgia ortognática promove reposicionamento dos ossos da face

extensa de procedimentos. Entre eles, estão o tratamento cirúrgico de cistos, tumores, infecções, fraturas decorrentes de acidentes, cirurgias da articulação temporomandibular e a chamada cirurgia ortognática, indicada para corrigir o posicionamento dos ossos da face.

Embora muitas pessoas associem esse tipo de cirurgia apenas à estética, o impacto funcional costuma ser o principal fator de indicação. Alterações na posição da maxila ou da mandíbula podem provocar dores crônicas, dificuldades mastigatórias, problemas na fala e até distúrbios respiratórios importantes.

“A cirurgia ortognática é extremamente funcional. O ganho estético acontece, mas ele é consequência da correção esquelética e da melhora das funções”, explica a cirurgiãdentista Luisa Grave, especialista em cirurgia bucomaxilofacial.

Quando respirar vira um desafio

A profissional destaca que um dos campos em que a cirurgia bucomaxilofacial tem ganhado destaque é no tratamento da apneia obstrutiva do sono. O distúrbio é caracterizado por pausas repetidas na respiração durante o sono, causadas pela obstrução das vias aéreas superiores.

De acordo com o Estudo Epidemiológico do Sono (EPISONO), do Instituto do Sono em São Paulo, cerca de 32,9% da população brasileira apresenta risco elevado para apneia obstrutiva do sono. O problema está associado ao aumento do risco cardiovascular, hipertensão, diabetes, fadiga crônica e queda na qualidade de vida.

Em casos específicos, o avanço cirúrgico da mandíbula e da maxila pode ampliar o espaço da via aérea, reduzindo ou até

EM NÚMEROS

- 8.368 cirurgiões-dentistas especialistas em cirurgia bucomaxilofacial no Brasil

- 32,9% da população brasileira com alto risco para apneia obstrutiva do sono

- Cerca de 30% da população mundial apresenta algum grau de ATM

eliminando os episódios de apneia.

“Quando reposicionamos as bases esqueléticas, não reposicionamos apenas os ossos, mas também as estruturas musculares. Isso desobstrui a via aérea e melhora significativamente a respiração do paciente”, destaca Luisa.

Impacto dos transtornos da ATM

Outro motivo frequente de procura pelos consultórios são os transtornos da articulação temporomandibular (ATM). A articulação liga a mandíbula ao crânio e está envolvida em funções básicas como falar, mastigar e bocejar.

Estudos internacionais indicam que até 30% da população mundial pode apresentar algum grau de ATM, embora nem todos os casos exijam tratamento cirúrgico. Dor ao mastigar, estalos, limitação de abertura da boca e dores de cabeça frequentes estão entre os sintomas mais comuns.

“Hoje, no consultório, dois em cada três pacientes procuram atendimento por dor relacionada à articulação temporomandibular”, relata a especialista.

Os transtornos podem ter origem muscular, articular ou uma combinação dos dois. Bruxismo,

estresse, alterações hormonais, privação de sono e excesso de telas estão entre os fatores que podem agravar o quadro.

Luisa reforça que a articulação temporomandibular possui uma estrutura chamada disco articular, responsável por amortecer o impacto entre os ossos durante os movimentos da boca, função semelhante à do menisco no joelho, mas em escala menor. Quando esse disco perde sua posição ideal, surgem os estalos e a dor.

“O barulho que o paciente escuta ao abrir a boca acontece porque o disco não está acompanhando corretamente o movimento do côndilo. É um sinal de que algo não está funcionando como deveria”, explica Luisa.

O diagnóstico correto é essencial para definir o tratamento, que pode variar desde abordagens conservadoras até cirurgias.

Luisa Grave cirurgiã-dentista atendimento por dor relacionada à articulação temporomandibular”

Entre a saúde e a estética

Ao longo das décadas, a evolução da cirurgia bucomaxilofacial abriu espaço para soluções mais precisas e menos invasivas, como as próteses faciais customizadas.

Segundo o doutor, mestre e especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Henrique Telles, esses dispositivos são indicados principalmente para pacientes com deficiência de queixo, os chamados “retrognatas”, que apresentam boa mordida e função mastigatória preservada, mas se incomodam com o perfil facial.

A partir de exames de imagem e planejamento digital, é possível desenvolver próteses sob medida para o próprio paciente, capazes de projetar o mento, redefinir o ângulo da mandíbula ou valorizar o rosto, com resultados harmônicos

e previsíveis. Diferente dos preenchimentos temporários, as próteses faciais são definitivas, biocompatíveis e podem ser instaladas, em muitos casos, no próprio consultório, com anestesia local e recuperação rápida. “É uma abordagem única, planejada milimetricamente, que devolve estética e, muitas vezes, melhora até a percepção funcional e a autoestima”, destaca Telles. O especialista reforça que não existe um padrão fixo de medidas, mas sim uma análise facial global, respeitando proporções e individualidades. Em um cenário em que a busca por harmonização e rejuvenescimento facial cresce, as próteses surgem como alternativa segura e personalizada, desde que indicadas após diagnóstico criterioso e avaliação completa das condições sistêmicas e emocionais do paciente.

Alterações na mandíbula e na maxila podem impactar funções básicas como mastigação, fala e respiração

Alimentação na infância: escolhas que moldam a saúde ao longo da vida

Da amamentação aos primeiros alimentos sólidos, hábitos familiares e apoio social são decisivos para o desenvolvimento infantil e a prevenção de doenças futuras

Da amamentação aos primeiros alimentos sólidos, hábitos familiares e apoio social são decisivos para o desenvolvimento infantil e a prevenção de doenças futuras

A alimentação na infância e na adolescência, além de nutrir, constrói as bases da saúde ao longo de toda a vida. Desde os primeiros dias, o que a criança consome influencia o desenvolvimento do intestino, da imunidade e do metabolismo, com reflexos que podem aparecer apenas na vida adulta. Por isso, falar sobre amamentação, fórmulas infantis e introdução alimentar é sinônimo de prevenção.

Segundo a gastropediatra

Letícia Remus, o aleitamento materno segue sendo o padrão ouro até os seis meses de vida, de forma exclusiva, sempre que possível. “O leite materno não é igual todos os dias. Ele muda conforme a alimentação, os hábitos e até o estresse da mãe, o que favorece o amadurecimento

do intestino e a diversidade da microbiota do bebê”, explica. Essa diversidade, conforme a profissional, é considerada essencial para uma boa resposta imunológica e para a saúde metabólica futura.

A alimentação nos primeiros anos de vida influencia o desenvolvimento do intestino, da imunidade e da saúde metabólica na infância e na vida adulta

Quando a amamentação exclusiva não é possível, as fórmulas infantis têm papel importante e seguro, desde que usadas com orientação médica. Letícia ressalta que esses produtos passam por rígidos regramentos e evoluíram ao longo dos anos, buscando se aproximar do leite materno, especialmente no equilíbrio de proteínas e sais minerais. “O excesso de proteína na infância pode estar associado à obesidade e a doenças metabólicas mais tarde, por isso essa adequação foi um avanço importante”, afirma.

Apesar das recomendações médicas, a especialista destaca que ainda há um descompasso entre o discurso e a prática social. Enquanto se orienta o aleitamento exclusivo até os seis meses, muitas mães precisam

Muitas mães retiram alimentos por conta própria, o que pode trazer prejuízos nutricionais”

Remus

retornar ao trabalho com apenas quatro meses de licença. “O bebê de quatro meses é completamente diferente do bebê de seis meses. Ainda temos muito a avançar em políticas de apoio à amamentação”, avalia. A partir do sexto mês, inicia-se a alimentação complementar, respeitando o desenvolvimento e as particularidades de cada criança. Alimentos como frutas, legumes e até iogurte natural podem ser introduzidos, sempre com acompanhamento profissional. A introdução precoce ou tardia de alimentos alergênicos, por exemplo, ainda gera dúvidas e exige orientação individualizada. Letícia alerta também para o risco de dietas

de exclusão sem necessidade, especialmente em casos de suposta alergia ao leite. “Existe um superdiagnóstico. Muitas mães retiram alimentos por conta própria, o que pode trazer prejuízos nutricionais”, diz. Mais do que uma responsabilidade individual, a alimentação saudável na infância envolve toda a família. Hábitos como sono adequado, controle do estresse e rotina equilibrada fazem parte desse processo. “Os primeiros mil dias de vida são uma janela de oportunidade única para trabalhar a microbiota e a saúde futura. Não é suplemento ou modismo que constrói imunidade, é o conjunto de hábitos”, resume a gastropediatra.

Alimentação infantil

- Aleitamento materno exclusivo é recomendado até os seis meses de vida;

- Fórmulas infantis são seguras quando indicadas por profissionais de saúde;

- A alimentação complementar deve começar, em geral, a partir do sexto mês;

- Dietas de exclusão sem diagnóstico podem causar prejuízos nutricionais;

- Hábitos familiares influenciam diretamente a saúde da criança.

ENVATO

Cláudia da Silveira Rohr

Nutricionista CRN 6058

Sucos para proteger a pele

Você já ouviu falar em suco fotoprotetor? Essa é uma bebida é uma bebida natural feita com frutas e vegetais ricos em antioxidantes, como betacaroteno e licopeno, e vitaminas (A, C, E), que ajudam na proteção da pele contra os danos solares, intensificam o bronzeado e mantém a pele saudável.

Mas, conforme afirma a nutricionista Cláudia da Silveira Rohr, o suco complementa os cuidados da pele e não substitui o protetor solar, combinando ingredientes como cenoura, laranja, mamão, beterraba, tomate, manga e frutas vermelhas, batidos com água ou água de coco.

Ingredientes Comuns e Seus Benefícios

RECEITA

Suco fotoprotetor

Ingredientes - 1 cenoura média - ½ manga - ½ beterraba

- Suco de 1 laranja

- Pedaço de gengibre - Água de coco ou água e gelo

Modo de preparo

Descasque e pique os ingredientes. Bata tudo no liquidificador até ficar homogêneo. Coe, se preferir, mas se não coar ele fica riquíssimo em fibras e ajuda no bom funcionamento do intestino. Sirva geladinho.

Betacaroteno (estimulam a melanina, tornando o bronzeado uniforme): Cenoura, mamão, manga, laranja. Licopeno (protege contra a vermelhidão provocada pelos raios solares): Tomate, melancia, goiaba. Vitamina C (uniformiza o tom e protege contra lesões): Acerola, laranja, limão, morango. • Outros: beterraba (cor e nutrientes), couve (estimula eliminação), gengibre (anti-inflamatório).

Importante: beba os sucos na hora para aproveitar melhor os nutrientes, sem coar se possível. Continue usando protetor solar e mantenha-se hidratado com água para uma proteção completa contra o sol.

Convulsão em reality show reacende debate sobre crises neurológicas

Caso do ator Henri Castelli chama atenção para diferenças entre episódio isolado e epilepsia, além dos cuidados durante e após as crises

Um episódio inesperado interrompeu a dinâmica do Big Brother Brasil e mobilizou a atenção do público. Durante a prova do líder, o ator Henri Castelli passou mal e sofreu uma convulsão. Após receber atendimento médico e retornar para casa, voltou a apresentar um novo mal-estar e acabou afastado definitivamente do programa.

Casos isolados podem acontecer em diferentes fases da vida e não significam, necessariamente, o diagnóstico de epilepsia. Segundo emergencista Vinicius Castro (CRM 47130 | RQE 47143), convulsão é um sintoma, enquanto a epilepsia é uma doença caracterizada pela repetição de crises sem um fator desencadeante imediato.

“O diagnóstico de epilepsia é considerado quando há crises recorrentes sem causa identificável ou quando existe uma lesão cerebral que aumenta de forma significativa o risco de novos episódios”, explica o médico.

Causas

O neurologista Gabriel Bispo (CRM 50125 | RQE 44302) explica que quando acontece uma crise, os neurônios do cérebro começam a disparar sinais

A posição lateral facilita a respiração e reduz o risco de aspiração de saliva ou vômito. O ambiente deve ser mantido calmo, sem estímulos excessivos, e não se deve forçar a retomada imediata das atividades.”

Vinicius Castro

Após o atendimento inicial, o acompanhamento médico é essencial para investigar a causa, definir se há necessidade de tratamento contínuo e orientar mudanças no estilo de vida

elétricos de forma exagerada, rápida e desorganizada. “É como se entrasse em um curtocircuito”, aponta. As causas mais comuns de episódios convulsivos variam conforme a faixa etária. De acordo com Castro, em crianças

pequenas é frequente que as convulsões estejam associadas à febre, especialmente durante infecções comuns da infância. Já entre idosos, os episódios tendem a estar relacionados a problemas neurológicos adquiridos ao longo dos anos. Além desses fatores, o emergencista ressalta que, em qualquer idade, uma convulsão também pode ser desencadeada por alterações no organismo, como distúrbios nos níveis de açúcar no sangue, desequilíbrios metabólicos, uso ou suspensão de medicamentos, consumo excessivo de álcool, abstinência ou infecções do sistema nervoso central.

Cuidados durante e pós crise

Após o fim de uma convulsão, é comum que a pessoa apresente confusão mental, sonolência ou desorientação por alguns minutos. Segundo Castro, esse momento exige atenção

e cuidados simples, mas fundamentais. De acordo com ele, a orientação inicial é posicionar a pessoa de lado. “A posição lateral facilita a respiração e reduz o risco de aspiração de saliva ou vômito”, explica. O profissional acrescenta que o ambiente deve ser mantido calmo, sem estímulos excessivos, e que não se deve forçar a retomada imediata das atividades. Castro também destaca a importância da observação clínica após o episódio. É necessário verificar se houve quedas, ferimentos ou dificuldade na recuperação da consciência. Caso a melhora não ocorra como esperado, surjam novos episódios ou apareçam sinais neurológicos, como fraqueza em um lado do corpo ou dificuldade para falar, a avaliação médica deve ser buscada com urgência.

Tratamento

O emergencista menciona que o tratamento depende da causa e da forma como elas se manifestam. “Em muitos casos, a crise termina espontaneamente e não exige uso imediato de medicamentos”, declara. No entanto, quando a convulsão é prolongada ou se repete sem que a pessoa recupere a consciência, trata-se de uma emergência médica que precisa de tratamento rápido com medicamentos específicos para interromper a crise e prevenir novas convulsões.

Castro concluiu que é importante observar se houve

Quando acontece uma elétricos de forma exagerada, rápida e desorganizada.”

Gabriel Bispo Neurologista

quedas, machucados ou dificuldade para recuperar a consciência. “Caso a recuperação não ocorra como esperado, haja novos episódios ou surjam sinais neurológicos como fraqueza ou dificuldade para falar, a avaliação médica deve ser feita o quanto antes. Em caso de dúvida, o serviço de emergência deve ser acionado através do número 192”, finaliza. Apesar disso, Bispo aponta que na maioria dos casos, uma convulsão isolada não causa dano permanente ao cérebro. “Eles podem acontecer se a crise convulsiva for muito prolongada, frequente, descontrolada e se a pessoa tiver comprometimento da respiração.

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