Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva Assessoria Débora Diegues
Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Ana Cristina Bezerra Oliveira, Carlos Eduardo de Almeida Ogawa, Jéssica Vieira de Faria, Mariana Renó Faria; Patrícia Maria Tierno Fuin (coord.), Bunni Costa, Mirella Abrahão Crevelaro
Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam
Produção de conteúdo digital Deborah D’Almeida Leanza (coord.), André Tomio Lopes Amano, Fabio Bonna Moreirão, Tami Buzaite
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design Andréa Dellamagna (coord.), Sergio Cândido (criação), Ana Carolina Orsolin
Projeto de capa Sergio Cândido
Imagem de capa The Stock Guy/stock.adobe.com
Arte e produção Vinicius Fernandes (coord.), Marcia Cunha do Nascimento, Jacqueline Nataly Ortolan (assist.)
Diagramação BLA design
Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga
Licenciamento de textos Erica Brambila
Iconografia Jonathan Santos, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)
Ilustrações Beatriz Mayumi, Biry Sarkis, Bruna Assis Brasil, Clara Gavilan, Clarissa França, Ednei Marx, Estúdio Ornitorrinco, Estúdio Dois de Nós, Gustavo Campos, Héctor Gómez, Heitor Primo, Ideário Lab, Reinaldo Rosa, Ilustra Cartoon/José Luís Juhas, Larissa Souza, Lentini, Leo Fanelli/Giz de Cera, Luis Moura, Marco Aragão/Estúdio Mil, Mathias Townsend, Nathália Ichioka, Raitan Ohi, Renan Oracic, Roberto Weigand, Roberto Zoellner, Rodrigo Faccio, Rodrigo Figueiredo/Yan Comunicação, Sonia Vaz, Tel Coelho/Giz de Cera, Thais Castro, Thiago Bento
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Entrelaços : ciências da natureza, história e geografia : 2o ano : ensino fundamental : anos iniciais / Maria Angela Gomez Rama... [et al.]. – 1. ed. – São Paulo : FTD, 2025.
Outros autores: Denise Cristina Christov Pinesso, Gislane Campos Azevedo Seriacopi, Reinaldo Seriacopi, Roberta Aparecida Bueno Hiranaka, Thiago Macedo de Abreu Hortencio
Componente curricular: Interdisciplinar de Ciências da natureza, História e Geografia.
ISBN 978-85-96-06136-0 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06137-7 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06138-4 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06139-1 (livro do professor HTML5)
1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) 2. Geografia (Ensino fundamental) 3. História (Ensino fundamental) I. Rama, Maria Angela Gomez. II. Pinesso, Denise Cristina Christov. III. Seriacopi, Gislane Campos Azevedo. IV. Seriacopi, Reinaldo. V. Hiranaka, Roberta Aparecida Bueno. VI. Hortencio, Thiago Macedo de Abreu. 25-292410 CDD-372.19
Índices para catálogo sistemático:
1. Ensino integrado : Livros-texto : Ensino fundamental 372.19
Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Caro professor,
Esta coleção integra as áreas de Ciências da N atureza e Ciências Humanas, promovendo o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para que os estudantes possam compreender e atuar de forma ética, criativa e responsável nos desafios do mundo contemporâneo.
Este livro apresenta orientações pedagógicas para apoiar seu trabalho com os estudantes em sala de aula. As orientações estão organizadas em duas partes: uma específica e outra geral. A parte específica apresenta a reprodução das páginas do livro do estudante na íntegra, acompanhada de orientações para encaminhamento, respostas, comentários e orientações de atividades, além de sugestões práticas para as aulas. A parte geral apresenta os fundamentos teórico-metodológicos, a relação da coleção com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), algumas tendências da educação, o papel do professor, entre outros tópicos. Com isso, nosso intuito é auxiliar no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem e propor o melhor aproveitamento possível desta coleção.
Estas orientações e as sugestões feitas ao longo do material, aliadas à sua experiência profissional, buscam contribuir para a ampliação das práticas pedagógicas e apoiá-lo na jornada letiva, valorizando seu lado curioso, investigativo, pesquisador e criativo. Dessa maneira, você e os estudantes podem desenvolver ainda mais a autonomia para o aprendizado e a consciência de agir individual e coletivamente para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
Bom trabalho!
ORGANIZAÇÃO GERAL DA OBRA
Esta coleção é composta de dois volumes destinados aos 1o e 2o anos do ensino fundamental. Para cada ano escolar, a coleção constitui-se de livro do estudante e livro do professor, nas versões impressa e digital.
Livros impressos
Livro do estudante
Cada volume está organizado em quatro unidades, divididas em capítulos. Ao longo dos capítulos, são trabalhados conteúdos voltados para desenvolver habilidades e competências das áreas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza em uma estrutura clara e prática para ser abordada em sala de aula.
3
AS SÃOESCOLASDIFERENTES
BNCC HABILIDADES (EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário. (EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois). (EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares. (EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência. (EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua). (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS (TCTs • Direitos da criança e do adolescente.
escolas brasileiras propondo algumas questões para a turma sobre a escola onde estudam, incentivando a troca de impressões entre os estudantes. Faça perguntas como: nossa
realizadas de diversas formas, pensando-se naquela que melhor se adequa à turma. Na atividade 3 é possível elaborar uma lista na lousa com as semelhanças e diferenças levantadas pelos estudantes para cada uma das fotografias. Depois, eles podem escolher uma delas e registrar no caderno. Na atividade 4 os estudantes deverão escrever as principais características da escola onde estudam. Ajude-os a realizar a atividade; para isso, faça um levantamento coletivo das características da escola registre-as
Livro do professor
Além dos subsídios iniciais para o professor, este livro reproduz o livro do estudante na íntegra, em miniaturas com respostas em magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução do livro do estudante, são apresentados introdução à unidade, objetivos de aprendizagem da unidade e de cada capítulo, habilidades da BNCC por capítulo, sugestões de encaminhamento dos conteúdos para apoiar a rotina, comentários ou respostas sobre as atividades, orientações para o encaminhamento das propostas, bem como ampliações e aprofundamentos para enriquecer as abordagens pedagógicas. Este livro contém também textos e atividades complementares e ainda sugestões de leitura, filmes, entre outros recursos.
Livros digitais
Livro do estudante e livro do professor no formato digital, em HTML, o que permite o acesso ao material em diferentes dispositivos digitais: smartphones, notebooks e tablets, por exemplo.
Objetos digitais
Ao longo do volume, ícones indicam infográficos e mapas clicáveis que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica.
capítulo
SUMÁRIO
ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS
1
Unidade 1 – CONHECENDO MELHOR A ESCOLA 10
Unidade 2 – A NOSSA COMUNIDADE 74
Unidade 3 – NÓS E O AMBIENTE
Unidade 4 – ATIVIDADES HUMANAS E O AMBIENTE
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
MATERIAL COMPLEMENTAR
ORIENTAÇÕES GERAIS VII
Proposta teórico-metodológica da coleção
VII
Por que uma obra interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia VII
As especificidades dos componentes curriculares VIII
A BNCC e as áreas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas XII
Competências XIV
Habilidades
XV
Estudo do meio e trabalho de campo XVI
Uso da cartografia XVII
Trabalho com projetos XVII
O papel do livro didático XVIII
Povos indígenas, afrodescendentes e o livro didático XIX
Inclusão no ensino fundamental XIX
Pensando o papel do professor XXI
As Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) na educação XXII
Avaliação formativa XXIII
Planejamento e conteúdos XXV
Sugestões de cronograma XXV
Matriz de planejamento de rotina XXIX
Matriz de planejamento de sequência didática XXIX
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
XXX
CIÊNCIAS DA NATUREZA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA
ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPONENTE CURRICULAR: INTERDISCIPLINAR DE CIÊNCIAS DA NATUREZA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA
ROBERTA APARECIDA
BUENO HIRANAKA
MESTRA EM ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA
PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP-SP)
ESPECIALISTA EM JORNALISMO CIENTÍFICO
PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP-SP)
BACHARELA E LICENCIADA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR-SP)
AUTORA E EDITORA DE LIVROS DIDÁTICOS
THIAGO MACEDO DE ABREU HORTENCIO
BACHAREL EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
AUTOR E EDITOR DE LIVROS DIDÁTICOS
GISLANE CAMPOS
AZEVEDO SERIACOPI
MESTRA EM HISTÓRIA SOCIAL PELA PONTIFÍCIA
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO (PUC-SP)
ATUOU COMO PROFESSORA UNIVERSITÁRIA, PESQUISADORA E PROFESSORA DE HISTÓRIA
DOS ENSINOS FUNDAMENTAL E MÉDIO NAS REDES PÚBLICA E PRIVADA
AUTORA DE LIVROS DIDÁTICOS
REINALDO SERIACOPI
BACHAREL EM LETRAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP) E EM COMUNICAÇÃO SOCIAL
PELO INSTITUTO METODISTA DE ENSINO SUPERIOR
AUTOR E EDITOR DE LIVROS DIDÁTICOS
MARIA ANGELA GOMEZ RAMA
MESTRA EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
ESPECIALISTA EM ENSINO DE GEOGRAFIA PELA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO (PUC-SP)
BACHARELA E LICENCIADA EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
LICENCIADA EM PEDAGOGIA PELA UNIVERSIDADE DE FRANCA (UNIFRAN-SP)
ATUOU COMO PROFESSORA NA EDUCAÇÃO
BÁSICA E NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTORA DE LIVROS DIDÁTICOS
DENISE CRISTINA
CHRISTOV PINESSO
MESTRA EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
BACHARELA E LICENCIADA EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
ATUOU COMO COORDENADORA DE GEOGRAFIA NA REDE PARTICULAR DE ENSINO E COMO PROFESSORA NO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE PÚBLICA
Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva Assessoria Débora Diegues
Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Ana Cristina Bezerra Oliveira, Carlos Eduardo de Almeida Ogawa, Jéssica Vieira de Faria, Mariana Renó Faria; Patrícia Maria Tierno Fuin (coord.), Bunni Costa, Mirella Abrahão Crevelaro
Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam
Produção de conteúdo digital Deborah D’Almeida Leanza (coord.), André Tomio Lopes Amano, Fabio Bonna Moreirão, Tami Buzaite
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design Andréa Dellamagna (coord.), Sergio Cândido (criação), Ana Carolina Orsolin
Projeto de capa Sergio Cândido
Imagem de capa The Stock Guy/stock.adobe.com
Arte e produção Vinicius Fernandes (coord.), Marcia Cunha do Nascimento, Jacqueline Nataly Ortolan (assist.)
Diagramação BLA design
Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga
Licenciamento de textos Erica Brambila
Iconografia Jonathan Santos, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)
Ilustrações Beatriz Mayumi, Biry Sarkis, Bruna Assis Brasil, Clara Gavilan, Clarissa França, Ednei Marx, Estúdio Ornitorrinco, Estúdio Dois de Nós, Gustavo Campos, Héctor Gómez, Heitor Primo, Ideário Lab, Reinaldo Rosa, Ilustra Cartoon/José Luís Juhas, Larissa Souza, Lentini, Leo Fanelli/Giz de Cera, Luis Moura, Marco Aragão/Estúdio Mil, Mathias Townsend, Nathália Ichioka, Raitan Ohi, Renan Oracic, Roberto Weigand, Roberto Zoellner, Rodrigo Faccio, Rodrigo Figueiredo/Yan Comunicação, Sonia Vaz, Tel Coelho/Giz de Cera, Thais Castro, Thiago Bento
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Entrelaços : ciências da natureza, história e geografia : 2o ano : ensino fundamental : anos iniciais / Maria Angela Gomez Rama... [et al.]. – 1. ed. – São Paulo : FTD, 2025.
Outros autores: Denise Cristina Christov Pinesso, Gislane Campos Azevedo Seriacopi, Reinaldo Seriacopi, Roberta Aparecida Bueno Hiranaka, Thiago Macedo de Abreu Hortencio
Componente curricular: Interdisciplinar de Ciências da natureza, História e Geografia.
ISBN 978-85-96-06136-0 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06137-7 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06138-4 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06139-1 (livro do professor HTML5)
1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) 2. Geografia (Ensino fundamental) 3. História (Ensino fundamental) I. Rama, Maria Angela Gomez. II. Pinesso, Denise Cristina Christov. III. Seriacopi, Gislane Campos Azevedo. IV. Seriacopi, Reinaldo. V. Hiranaka, Roberta Aparecida Bueno. VI. Hortencio, Thiago Macedo de Abreu. 25-292410 CDD-372.19
Índices para catálogo sistemático:
1. Ensino integrado : Livros-texto : Ensino fundamental 372.19
Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
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Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
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APRESENTAÇÃO
OLÁ, ESTUDANTE!
UM LIVRO É UMA AVENTURA, UMA JANELA PARA NOVOS CONHECIMENTOS.
ESTE LIVRO VAI AJUDAR A COMPREENDER MELHOR O MUNDO ONDE VOCÊ VIVE, ESTUDANDO A HISTÓRIA DAS PESSOAS, A
NATUREZA, OS ANIMAIS, AS PLANTAS, MUITOS LUGARES E MUITAS PAISAGENS.
NESTA AVENTURA, VOCÊ VAI FAZER DIVERSAS
ATIVIDADES NA COMPANHIA DE COLEGAS, PROFESSORES E PESSOAS COM QUEM CONVIVE.
SEJA CURIOSO E FAÇA PERGUNTAS! ESSE É O
SEGREDO PARA APRENDER SEMPRE, TODOS OS DIAS, DURANTE TODA A VIDA. TENHA UMA ÓTIMA JORNADA!
OS AUTORES.
CONHEÇA SEU LIVRO
ABERTURA DE UNIDADE
NA ABERTURA DE UNIDADE, VOCÊ VAI DESPERTAR SUA CURIOSIDADE, EXPLORAR IMAGENS E TROCAR IDEIAS COM OS COLEGAS.
ATIVIDADE ORAL
VOCÊ VAI ENCONTRAR DIFERENTES CONTEÚDOS E APRENDER MUITO.
ESTE ÍCONE INDICA AS ATIVIDADES QUE DEVEM SER RESPONDIDAS ORALMENTE.
Pintando com café Da mesma maneira que as pessoas podem ter origem em diferentes países, muitas plantas cultivadas no Brasil vieram de outros países. Um exemplo é o café. Essa bebida é uma das mais populares do Brasil e é preparada a partir das sementes do cafeeiro. Café é o nome do fruto do cafeeiro. O cafeeiro veio de um país chamado Etiópia, localizado na África. Ele cresce bem em lugares onde não há muita chuva e onde faz frio em certas épocas do ano. No Brasil, o café é muito cultivado em áreas altas, como nas serras. Quando os frutos do café são colhidos, a semente é retirada. Depois essa semente é seca, torrada e moída, dando origem ao pó que faz a bebida do café.
IDEIA PUXA IDEIA
ESTE É UM CONVITE PARA VOCÊ APROFUNDAR OS TEMAS ESTUDADOS CONVERSANDO COM OUTRAS ÁREAS DO CONHECIMENTO E TRATANDO DE TEMAS DIVERSOS E DE CIDADANIA.
No Museu da Imigração, por exemplo, acontece a Festa do Imigrante. Essa festa promove apresentações artísticas de grupos de diferentes nacionalidades e seus descendentes que vieram para o Brasil. Observe
Na sequência, temos: cafeeiro com frutos (1); frutos de café partidos ao meio (2); e sementes torradas de café (3).
Observe o esquema a seguir. LARISSA A borra do café é o pó que resta depois que a bebida é preparada.
fez.
5 Juntos, organizem um mural na sala de aula para que todos os colegas possam ver as pinturas produzidas.
MÃO NA MASSA
É A HORA DE REALIZAR ATIVIDADES PRÁTICAS PARA COLOCAR SEU CONHECIMENTO EM AÇÃO!
Arte e cultura Além de visitar os museus, é possível saber mais a respeito da cultura de uma população através de sua arte. Por meio de pinturas, canções, danças, esculturas, histórias, filmes e representações teatrais, podemos aprender sobre os costumes, as práticas e a história de grupos e de pessoas de diferentes lugares. Em comemoração aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, a artista Tomie Ohtake produziu algumas esculturas. Uma delas está na cidade de Santos, no estado de São Paulo. Observe a imagem da escultura, que aponta para o mar, por onde os primeiros japoneses chegaram.
AO LONGO DO LIVRO, VOCÊ VAI ENCONTRAR INFORMAÇÕES SOBRE PESSOAS IMPORTANTES CITADAS NO TEXTO.
Material repelente contra insetos
CIENTISTA MIRIM
CHEGOU A HORA DE FAZER EXPERIMENTOS! VOCÊ VAI ENCONTRAR PROPOSTAS PARA REALIZAR ATIVIDADES DINÂMICAS COM MÉTODO CIENTÍFICO.
É HORA DE RETOMAR OS PRINCIPAIS ASSUNTOS ESTUDADOS EM CADA UNIDADE.
Exposição sobre o bairro ou a comunidade da escola Duração sugerida: 2 semanas Você já pensou em criar uma exposição? Neste projeto, vamos criar uma exposição de memórias do bairro ou da comunidade onde a escola está localizada. Você e os colegas vão trabalhar juntos para tornar isso possível. Etapa 1: conhecendo uma exposição As exposições podem acontecer em diferentes lugares. Observe as fotografias.
BOXES
GLOSSÁRIO
APRESENTA O SIGNIFICADO DE PALAVRAS E EXPRESSÕES QUE TALVEZ VOCÊ AINDA NÃO CONHEÇA.
DICA
Converse com os colegas e o professor sobre estas questões. a) Quando ouve a palavra exposição do que você se lembra? b) Você já foi a uma exposição? Se sim, em que lugar ela ocorreu? c) Tem alguma exposição ou algum museu que você gostaria de visitar?
d) O que você gostaria de ver em um museu?
Etapa 2: entrevistas
Nesta etapa, cada estudante vai entrevistar um adulto que vive no bairro ou na comunidade para conhecer um pouco melhor sua história. Com o auxílio do professor, em uma data combinada com os adultos responsáveis, a turma vai fazer uma saída de campo pelos arredores da escola para a realização das entrevistas. Lembrem-se de levar os materiais necessários e de respeitar os combinados feitos com o professor e com a turma!
FIQUE LIGADO
PROJETO
AO FINAL DO SEMESTRE, JUNTE-SE AOS COLEGAS E AO PROFESSOR PARA REALIZAR UM PROJETO QUE ENVOLVE TODA A ESCOLA E TAMBÉM SUA COMUNIDADE.
APRESENTA DICAS E PISTAS QUE AUXILIAM NA RESOLUÇÃO DE ATIVIDADES.
CONCEITO
DESTACA OS PRINCIPAIS CONCEITOS ESTUDADOS.
ATENÇ ÃO
TRAZ ORIENTAÇÕES SOBRE CUIDADOS NECESSÁRIOS PARA A REALIZAÇÃO DE DETERMINADAS ATIVIDADES.
OBJETOS DIGITAIS
OS ÍCONES A SEGUIR IDENTIFICAM OS INFOGRÁFICOS E OS MAPAS CLICÁVEIS, QUE SÃO OBJETOS DIGITAIS PRESENTES NESTE VOLUME. OS OBJETOS DIGITAIS APRESENTAM ASSUNTOS COMPLEMENTARES AO CONTEÚDO DO LIVRO, AMPLIANDO SUA APRENDIZAGEM.
APRESENTA SUGESTÕES DE LIVROS, SITES, MÚSICAS E OUTROS MATERIAIS PARA ENRIQUECER SEU CONHECIMENTO. FIQUE LIGADO
TEM MAIS
APRESENTA CURIOSIDADES E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES AO TEMA ESTUDADO.
UNIDADE 2
DO MEU DIA A DIA
MÃO NA MASSA – PRAÇA: UM ESPAÇO DA COMUNIDADE
BAIRROS E COMUNIDADES
MIRIM – DENGUE? TÔ FORA!
PUXA IDEIA – O QUE NOS UNE? O QUE NOS SEPARA?
NA MASSA – FISCAL DE SEGURANÇA
MIRIM – INVESTIGANDO A FLUTUAÇÃO
OBJETOS DIGITAIS
UNIDADE 4
ATIVIDADES HUMANAS E O AMBIENTE
CAPÍTULO 1 TRABALHO E TRABALHADORES
AGRICULTURA E PECUÁRIA
MATERIAIS RETIRADOS DA NATUREZA
IDEIA PUXA IDEIA – PLANTAS SUPERÚTEIS
DIFERENTES TIPOS DE TRABALHADORES
MÃO NA MASSA – ENTREVISTA COM UM TRABALHADOR
CAPÍTULO 2 CUIDAR DO AMBIENTE
MIRIM – TIPOS DE RESÍDUOS
COMUNIDADES QUE CUIDAM DO AMBIENTE
RUAS
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: ANIMAIS DE CRIAÇÃO NO CAMPO
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: MATERIAIS EM CASAS ANTIGAS
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Nesta unidade, a temática da escola é apresentada sob uma perspectiva de construção da cidadania, com o entendimento de que a educação é um direito de todas as crianças. No Capítulo 1, os objetos escolares são o foco de análise. Para isso, convidamos os estudantes a observar os materiais escolares, buscando identificar do que eles são feitos e a refletir sobre o significado deles como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal e escolar.
O Capítulo 2 tem a sala de aula como fio condutor. Nele serão trabalhadas a representação espacial e a localização, com foco na elaboração de maquetes. Também são abordados aspectos relacionados às memórias de estudantes de outros tempos com a análise de um documento histórico, o boletim escolar de um estudante.
O Capítulo 3 aborda o espaço escolar de forma mais abrangente, propondo que os estudantes conheçam e observem características de diferentes escolas, relacionando-as ao contexto ambiental e cultural em que estão inseridas. Também são abordados os documentos necessários para os estudantes serem matriculados na escola, aspectos da rotina e da segurança no ambiente escolar, com o objetivo de prevenir acidentes.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer que os objetos escolares são feitos de diferentes materiais.
• Identificar de que materiais eram feitos alguns objetos escolares no passado.
• Investigar o efeito da radiação solar em superfícies claras e escuras.
• Discutir aspectos sobre a prevenção de acidentes na escola.
UNіDADE
CONHECENDO MELHOR A ESCOLA
• Compreender a escola como um espaço de aprendizagem, convivência e interação.
• Compreender a importância de objetos e documentos como registros históricos.
• Observar e comparar marcos de memória material, percebendo mudanças e permanências.
• Conhecer diferentes formas de representação espacial.
• Localizar e posicionar objetos utilizando referenciais espaciais.
• Identificar semelhanças e diferenças entre diversas escolas brasileiras.
ENCAMINHAMENTO
Ao trabalhar a escola como espaço de aprendizagem, convivência e interação, os estudantes são incentivados a valorizar o ambiente em que estudam e a reconhecer a importância do respeito, da colaboração e da participação no dia a dia escolar. Organize a sala de aula em círculo e proponha uma roda de conversa para facilitar a troca de opiniões e introduza o tema, convidando os estudantes a comentar sobre as experiências deles na escola.
Pró�ima atividade: hora da leitura
Que espaço está representado nesta cena?
Que objetos você reconhece na imagem?
Quais outros espaços fazem parte da escola onde você estuda?
Faça a leitura da imagem de abertura da unidade e, depois, encaminhe as atividades. Caso julgue adequado, é possível registrar as respostas por escrito na lousa, para que os estudantes as copiem no caderno. É importante que as estratégias sejam adaptadas aos diferentes níveis de aquisição de leitura e escrita da turma.
Esteja atento ao longo do processo de ensino e aprendizagem: estudantes com deficiência, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e/ou dislexia, por exemplo, podem ter dificuldade no processamento de informações grafomotoras ou
na percepção e/ou orientação visuoespacial, bem como fragilidades na memória de trabalho. Dessa forma, podem pular linhas durante a leitura ou esquecer rapidamente o que acabaram de ler. Para ajudá-los a se localizar, sugira que utilizem uma régua para acompanhar o texto. Procure sempre ler os textos em conjunto com os estudantes ou explicar trecho a trecho após a leitura realizada por eles, verificando se compreenderam e ratificando as informações.
Na atividade 1, espera-se que os estudantes respondam que se trata de uma sala de aula.
Aproveite para perguntar a eles quais semelhanças e diferenças notam entre a sala de aula da ilustração e a sala onde estudam.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam a lousa, as cadeiras, os livros, entre outros.
Na atividade 3, espera-se que os estudantes citem, de forma geral, salas de aula, refeitório, banheiros, pátio, secretaria, biblioteca, quadra esportiva, entre outros.
ATIVIDADES
Aproveite a ilustração da abertura para trabalhar noções de lateralidade e de localização, propondo as seguintes questões para a turma:
• Onde estão guardados os livros da sala? (À direita da imagem, em uma estante baixa.)
• Os estudantes estão organizados de que forma? (Estão sentados ou deitados em círculo, um ao lado do outro, olhando para a professora.)
• Como está a professora? O que ela tem nas mãos? (Está ajoelhada. Ela está segurando um livro.)
• A lousa está na frente ou atrás da professora? (Atrás.) Essas questões podem ser adaptadas para a sala de aula de vocês.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• SMITH, Penny; SHALEV, Zahavit. Escolas como a sua: um passeio pelas escolas ao redor do mundo. 2. ed. São Paulo: Ática, 2019. Este livro mostra estudantes e escolas de diversos países: como eles se vestem, como são as construções, os materiais utilizados, a alimentação, brincadeiras e outros aspectos que fazem parte da vida escolar.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer objetos escolares do passado e do presente e os materiais dos quais são feitos.
• Identificar e representar objetos escolares com base em diferentes pontos de vista.
• Localizar objetos em representações diversas de salas de aula.
• Selecionar objetos pessoais de membros da família e identificar como eles guardam lembranças e histórias.
• Entender a função e o uso de objetos e documentos pessoais.
• Compreender objetos e documentos como fonte de memória.
• Organizar uma exposição com objetos escolares do passado, usados pelos familiares.
• Comparar o efeito da radiação solar em materiais claros e escuros.
BNCC
HABILIDADES
(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.
(EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.).
(EF02CI08) Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em diferentes tipos de superfície (água, areia, solo, superfícies escura, clara e metálica etc.).
(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pes-
1 OBJETOS DA ESCOLA
Você confere sua mochila antes de ir para a escola? Esse hábito vai ajudar você a não esquecer os livros, os lápis, a borracha e outros materiais que serão usados durante as aulas. Também é importante verificar se o seu caderno está na mochila. Leia a história em quadrinhos a seguir.
Escreva os nomes de três objetos que Bia leva para a escola.
Os estudantes poderão escolher três objetos entre aqueles que estão representados na história em quadrinhos: estojo, cadernos, livros, lápis, borracha, apontador, régua, canetinhas.
soais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.
(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu significado.
(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).
(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais,
como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Ciência e tecnologia.
Ou quase tudo...
Sim, pai! Já está tudo aqui.
Bia, já conferiu se todos os materiais estão na mochila?
Converse com os colegas sobre a história em quadrinhos.
a) Qual objeto Bia queria levar para a escola?
Uma boneca.
b) Você pode levar esse objeto para a escola? Se puder, em que situação?
Resposta pessoal. Veja orientações e comentários no Encaminhamento
Observe agora os materiais escolares a seguir. Com certeza você já utilizou alguns desses objetos e sabe para que eles servem. Você sabe do que eles são feitos?
1 2 3
Os lápis de cor são usados para desenhar e pintar.
O apontador serve para afiar os lápis.
A mochila é usada para guardar e transportar diversos objetos.
Os objetos desta página são feitos de diferentes materiais. Os lápis são feitos de madeira. O apontador pode ser de plástico e metal. A mochila pode ser de tecido.
Madeira, plástico, metal e tecido são exemplos de materiais usados pelas pessoas na fabricação de objetos. Além desses materiais, existem outros, como vidro, borracha e papel.
FIQUE LIGADO
• McQuINN, Anna. Lulu vai para a escola. Ilustrações: Rosalind Feardshaw. Rio de Janeiro: Pallas, 2023. Nesse livro, Lulu se prepara para o primeiro dia de aula na escola e precisa arrumar sua mochila. Na escola, ela vai aprender coisas novas, conhecer amigos e descobrir novas brincadeiras. 13
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
19/09/2025 11:39
• ROCA, N. A origem dos materiais: naturais ou artificiais. Portugal: Educação Nacional, 2018.
O livro aborda a origem dos materiais, diferenciando-os entre naturais e artificiais.
Na escola, os estudantes costumam manipular diferentes materiais (papel, plástico, madeira, argila etc.), bem como alguns objetos para cortar, furar, escrever, fazer medidas, colorir, entre outras atividades. Com isso, aprendem sobre as propriedades físicas e químicas dos materiais, bem como sobre seu funcionamento e uso. Peça a eles que observem os objetos ao redor deles e analisem de que material eles foram feitos. Pergunte também qual é a utilidade de cada objeto. Esse enfoque permite trabalhar a habilidade EF02CI01. Se julgar oportuno, retome a explicação de que os materiais podem ser naturais, quando são obtidos diretamente da natureza, ou artificiais, quando são fabricados pelas pessoas. Provavelmente, os estudantes têm vários objetos feitos de plástico. Explique que o plástico é um material artificial. Já os lápis são feitos de madeira, um exemplo de material natural. Caso os estudantes mostrem interesse por esse assunto, recomende a leitura do livro sugerido no boxe Conexão Na atividade 2. b), a resposta deve estar de acordo com as regras e os combinados da escola onde os estudantes estudam.
ELEMENTOS FORA DE PROPORÇÃO.
ENCAMINHAMENTO
Introduza o conteúdo com a pergunta: um objeto ou uma paisagem pode parecer diferente dependendo da posição de onde o observamos? Ouça as respostas dos estudantes – espera-se que eles percebam que sim, desenvolvendo assim a habilidade EF02GE09
As imagens usadas nas atividades da página dão início ao estudo dos diferentes pontos de vista, ou perspectivas de representação, que são importantes no processo de alfabetização cartográfica, já que envolvem diferentes visões (frontal, oblíqua e vertical) de objetos. Para a leitura de mapas e plantas, por exemplo, é necessária a compreensão de que eles representam o espaço na versão vertical, conceito que será retomado e trabalhado em momentos posteriores, tanto neste volume quanto ao longo dos anos iniciais. Ao trabalhar os pontos de vista, pode ser introduzida, desde já, a linguagem cartográfica convencional: ponto de vista frontal (de frente), ponto de vista oblíquo (de cima e de lado) e ponto de vista vertical (de cima para baixo). No entanto, os estudantes não devem ser cobrados quanto ao uso dessa nomenclatura neste momento, pois o objetivo, agora, é compreender que os objetos podem ser visualizados e representados de diferentes pontos de vista. Para introduzir o assunto, foram escolhidos objetos que fazem parte do cotidiano dos estudantes na escola.
Solicite aos estudantes que observem as imagens do apontador e peça que identifiquem os pontos de vista pelos quais o apontador foi representado. Para conferir um aspecto mais concreto à observação, proponha aos estudantes que escolham objetos pessoais (apontador,
PONTOS DE VISTA
Podemos observar os objetos e os lugares a partir de diferentes pontos de vista
Observe o exemplo do apontador de lápis.
De cima para baixo.
De cima e de lado.
De frente.
Identifique o ponto de vista em que cada objeto foi fotografado.
borracha, estojo, livro etc.) e os coloquem sobre a carteira ou no chão para observá-los de diferentes pontos de vista.
Para estudantes cegos ou com baixa visão, é possível orientá-los a tocar os objetos nas diferentes faces deles, que correspondem aos pontos de vista. Tomando o exemplo do apontador, atenção especial deve ser dada à lâmina do objeto, a fim de que o estudante não se machuque ao tocá-lo. Oriente-o a:
• visão de cima para baixo: tocar a parte da lâmina;
• visão de cima e de lado: tocar a parte lateral e um pouco da parte próxima à lâmina;
• visão de frente: tocar a parte do furo por onde o lápis é introduzido ou a extremidade oposta.
Caso julgue oportuno, leve para a sala de aula fotografias de diversos objetos e mostre as imagens para a turma, para que possa exercitar o olhar com base em perspectivas diferentes.
De cima para baixo.
De frente.
De cima e de lado.
De cima e de lado.
lIFESTFlETRAvElPHOTO /SHuTTERSTOCk.COM
CHATHAM172/SHuTTERSTOCk.COM
De cima para baixo.
Escreva os nomes dos materiais de que são feitos os objetos que apareceram na atividade 1
Nome do objeto
Estojo
Borracha
Caderno
Do que ele é feito
Tecido (em geral)
Borracha (látex)
Papel. Se algum estudante citar o espiral, informe que ele pode ser feito de metal, como o da fotografia, ou de plástico.
Escolha um objeto que está na sala de aula e depois faça o que se pede.
a) Desenhe esse objeto visto de frente e de cima para baixo.
De frente
Produção pessoal, de acordo com o objeto escolhido pelos estudantes.
De cima para baixo
PARA O PROFESSOR
• PASSINI, Elza. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de geografia. São Paulo: Cortez, 2012. Esse livro apresenta uma discussão sobre diversos aspectos da alfabetização cartográfica, propondo a construção de conhecimentos com base nas leituras de mundo por meio de suas representações.
b) Escreva o nome desse objeto.
Resposta pessoal, dependendo do objeto escolhido.
c) Escreva os nomes dos materiais de que esse objeto é feito.
Resposta pessoal. Avalie se os estudantes conseguem identificar de que materiais os objetos escolhidos são feitos.
d) Explique para um colega a utilidade desse objeto.
Resposta pessoal. Avalie se os estudantes conseguem identificar como esse objeto é utilizado.
Na atividade 1, caso os estudantes apresentem dificuldades, solicite que manipulem os objetos representados (caderno, estojo e borracha). Essa manipulação dos objetos também auxiliará a turma a realizar a atividade 2, quando deverão indicar os materiais dos quais são feitos, atendendo a habilidade EF02CI01.
Na atividade 3, oriente os estudantes a não escolher objetos que já tenham sido trabalhados anteriormente e, se necessário, traga para a sala de aula objetos diferentes para serem desenhados. Caso os estudantes demonstrem
dificuldade, auxilie-os na observação dos objetos. É possível também separar os estudantes em trios para realização da atividade, assim um pode ajudar o outro na observação. Esta atividade permite avaliar como os estudantes estão apreendendo o conteúdo. Observe como eles manuseiam o objeto que pretendem desenhar e como o observam de diferentes pontos de vista. Com os desenhos prontos, solicite que compartilhem com os colegas os desenhos na visão vertical, para que adivinhem de qual objeto se trata.
19/09/2025 11:39
ENCAMINHAMENTO
Pensando na consolidação das aprendizagens e no desenvolvimento da habilidade EF02GE10, sempre que possível faça menção aos referenciais espaciais (direita, esquerda, frente, atrás, em cima, embaixo, dentro, fora), de forma lúdica ou mais intencional, relacionada a conteúdos específicos.
Introduza o conteúdo solicitando que cada estudante anote no caderno o nome do colega ou do objeto que está: na frente dele; atrás dele; à direita; à esquerda. Depois, proponha uma atividade lúdica de adivinhação, de acordo com a localização de cada estudante, perguntando em voz alta quem está na frente de um estudante específico; quem está à direita de outro estudante específico, e assim por diante.
Encaminhe a realização da atividade 2 de forma coletiva, certificando-se de que os estudantes identificam corretamente a personagem Bia. A imagem pode ser explorada mais detalhadamente, perguntando sobre a posição de outras personagens, preparando a realização da atividade seguinte.
Na atividade 3, auxilie os estudantes a localizar corretamente os colegas de Bia. Para isso, peça a eles que se atentem às indicações nas frases como: “na frente”, “atrás”, “à direita” e “à esquerda”. Observe se conseguem identificar corretamente essas direções, e se necessário, faça a correção coletiva da atividade, colocando os nomes dos personagens na lousa. Nesta atividade, trabalham-se os pontos de referência e o raciocínio matemático, que também é importante para a construção da alfabetização cartográfica.
LOCALIZAÇÃO NA SALA DE AULA
Observe a sala de aula de Bia com bastante atenção.
Marque um no ponto de vista a partir do qual parte da sala de aula foi desenhada.
De frente
De cima para baixo
De cima e de lado
Localize Bia na ilustração. Em seguida, escreva a letra D no quadrinho da mão direita de Bia e a letra E no quadrinho da mão esquerda.
Descubra quais são os nomes dos estudantes na ilustração.
a) Cauê está sentado do lado direito de Bia.
b) Laura está sentada em frente à Cauê.
c) Júlia está sentada na frente de Bia.
d) Felipe está sentado do lado esquerdo de Júlia.
e) João está sentado atrás de Felipe.
ATIVIDADES
A brincadeira O mestre mandou é uma oportunidade de trabalhar a lateralidade de forma lúdica. Adapte as regras para incluir, nas ordens do mestre, a relação do corpo com os objetos da sala de aula. Organizados em grupos ou em círculo, os estudantes deverão cumprir todas as ordens do mestre, que pode ser o professor ou um estudante.
Por exemplo: o mestre mandou colocar a mão direita na carteira do colega da frente; o mestre mandou dar um passo para a direita com uma perna só; o mestre mandou esticar o braço esquerdo em direção à porta etc. Pode-se combinar com os estudantes o revezamento do papel do mestre.
Felipe
João Júlia Laura Cauê
Bia
Agora, a professora chamou Bia para fazer uma atividade na lousa. Observe a imagem.
4
Complete as lacunas das frases.
a) Bia está segurando a caneta com a mão direita .
b) A professora está à direita de Bia.
Bia terminou a atividade e perguntou aos colegas o que ela desenhou. Observe a imagem.
Complete as lacunas das frases.
a) Bia está segurando a caneta com a mão direita
b) A professora está à esquerda de Bia.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos; COSTELLA, Roselane Zorzan. Brincar e cartografar com os diferentes mundos geográficos: a alfabetização espacial. 2. ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2016.
19/09/2025 11:39
Esse livro apresenta um conjunto de propostas de atividades que partem de brincadeiras para trabalhar a alfabetização cartográfica. Nele, são ativados diversos conhecimentos e conceitos: lateralidade, legenda, orientação, visão vertical do mundo etc.
As atividades 4 e 5 têm por objetivo aprofundar a observação e a apreensão da noção de espelhamento da lateralidade, ou seja, da projeção da lateralidade, que deve ser trabalhada pelos estudantes em diferentes momentos. Explique aos estudantes que os objetos e as pessoas na cena permaneceram nas mesmas posições, e que a mudança de posição da menina alterou a posição dos objetos e pessoas em relação a ela. Se julgar conveniente, é possível reproduzir a atividade em sala de aula. Solicite aos estudantes que fiquem em pé, ao lado de suas respectivas carteiras. Em seguida, pergunte o que ou qual colega está na frente deles. Depois, oriente-os a virar-se para trás e repita a pergunta.
Ao finalizar as atividades, questione a turma: o que aconteceu com a posição da caneta que Bia está segurando? Espera-se que eles respondam que a caneta mudou de posição, mas permaneceu na mão direita dela. Em seguida, pergunte: quem mudou de posição? Bia ou a professora e os colegas? Espera-se que eles respondam que foi Bia quem mudou de posição e que, portanto, as pessoas e os objetos mudaram de posição em relação a ela. Por fim, pergunte: para os colegas de Bia, o que aconteceu com a caneta que estava na mão dela? Assim como na atividade anterior, espera-se que eles respondam que Bia mudou de posição e que, portanto, o objeto na mão dela também mudou de posição em relação aos colegas.
ORGANIZE-SE
Para a realização das atividades propostas, providencie com os estudantes: tesoura com pontas arredondadas e cola.
ENCAMINHAMENTO
Introduza o trabalho solicitando aos estudantes que analisem a ilustração atentamente, identificando os estudantes e os objetos representados. Depois, oriente-os na realização das atividades. Essa abordagem mobiliza o desenvolvimento da habilidade EF02GE10.
Na atividade 1, leia com os estudantes os itens que deverão ser recortados do Material complementar para serem colados na ilustração. Se julgar oportuno, localize oralmente e de forma compartilhada onde cada uma das figuras deverá ser colada. A atividade 2 traz um desafio para os estudantes, que deverão seguir as indicações dadas para identificar dois personagens na ilustração. Esta atividade pode ser conduzida de várias formas, considerando as características da turma: os estudantes poderão se organizar em duplas ou trios e realizar a atividade de forma autônoma, compartilhando as respostas com o grupo posteriormente; ou os estudantes poderão realizar a atividade individualmente com autonomia e, depois, se juntarem a um colega para verificar as respostas dadas e discutir a linha de raciocínio que utilizaram; ou, ainda, de forma compartilhada, com base na leitura de cada dica e identificação das personagens citadas, até que o grupo chegue às respostas solicitadas nos itens 1. a) e 1. b)
Localizando objetos na sala de aula
Na sala de aula de Bia tem vários objetos. Observe quais são esses objetos.
RENAlDO
Felipe
João
Júlia
Bia
Laura Cauê
Vamos completar a sala de aula com os objetos que faltam? Para isso, faça o que se pede.
a) Recorte as figuras da página 275 do Material complementar.
b) Cole as figuras nos lugares corretos, seguindo as instruções:
• o cesto de lixo do lado direito da porta;
• a caixa de brinquedos no fundo da sala, ao lado do armário;
• o globo terrestre em cima da mesa da professora;
• a mochila embaixo da carteira de Júlia.
Júlia vai fazer aniversário na semana que vem e a professora está preparando um lindo cartão coletivo com a ajuda da turma. Só que a professora não lembra com quem está o cartão. Vamos ajudar? Observe novamente a imagem da sala de Bia. Depois, siga as dicas e descubra!
• A professora entregou o cartão à pessoa que está na frente dela.
• Essa pessoa passou o cartão para quem está atrás.
• Quem recebeu o cartão da pessoa que está na frente entregou para quem está à sua esquerda.
• Por fim, a última pessoa colocou o cartão na carteira de quem estava à esquerda dela.
a) Com quem está o cartão?
O cartão está com João.
b) Quem ainda não assinou o cartão?
Felipe ainda não assinou o cartão.
23/09/2025 13:38
Localização
Localizar-se no espaço e localizar outras pessoas e objetos, e elementos do espaço, no espaço, são habilidades complexas que levam vários anos para serem dominadas. Muitos adultos revelam não tê-las completado ao se confundirem com as noções de lateralidade, ou ao se perderem num espaço desconhecido. Portanto, é necessário um trabalho regular e sistemático ao longo da escolaridade.
A construção do conceito de localização inicia-se pelo aprendizado das noções topológicas (dentro, fora, ao lado, em frente de, no meio, em volta de, em frente, atrás, em cima, embaixo, perto, longe). A construção da lateralidade, fundamental para a localização, precisa começar cedo. Todavia, para a maioria dos estudantes, seu domínio acontecerá no final do Ensino Fundamental I. Para que isso aconteça, será necessário um trabalho coordenado entre os membros da equipe pedagógica desse segmento. Essas noções são trabalhadas a partir do corpo da criança e, em seguida, precisam de um trabalho em que se usem maquetes para que a “mudança de ponto de vista” seja operada. Aconselha-se promover atividades no pátio da escola, em rodinhas de estudantes, com desenhos no piso (do tipo “amarelinha”), para o estudante vivenciar a mudança de posição no próprio corpo e com relação aos outros pontos de referência (pessoas ou elementos do espaço).
LESANN, Janine. Geografia no Ensino Fundamental I Belo Horizonte: Fino Traço, 2011. p. 49.
ENCAMINHAMENTO
Oriente a leitura da história em quadrinhos de Rebeca e sua mãe. Chame a atenção dos estudantes para os elementos verbais e visuais. Depois, peça a eles que realizem a atividade 1, em que deverão interpretar a história que acabaram de ler. Caso perceba que os estudantes estão com dificuldade para realizar essa atividade, e se julgar oportuno, proponha a correção coletiva. Outra possibilidade é pedir aos estudantes que realizem a leitura da história em quadrinhos e da atividade 1 em casa, contando com a ajuda de um adulto. Nesse caso, a correção deve ser feita em sala de aula com sua mediação e intervenção.
Realize a correção da atividade 2, de forma que os estudantes possam apresentar coletivamente suas hipóteses, um complementando a resposta do outro. Com base nas respostas apresentadas, comente com eles que o caderno da mãe da Rebeca é uma fonte de memória, ou seja, um objeto que guarda lembranças e que a ajuda a recordar o passado. Comente, ainda, que esses objetos ajudam a contar a história do seu dono; nesse caso, a mãe da Rebeca.
Na atividade 3, destaque que o objeto escolhido deve guardar lembranças e ter alguma relação com a história do estudante, assim como no caso do caderno da mãe de Rebeca. Explique que pode ser, por exemplo, um lápis que o estudante ganhou de uma pessoa querida; uma mochila de um personagem de que gosta; ou um livro que pertenceu à sua mãe, situação similar à da personagem da história. Oriente o
OBJETOS DO PASSADO
Alguns objetos que guardamos nos ajudam a lembrar de acontecimentos do nosso passado. Nesta história em quadrinhos, Rebeca fez sua mãe se lembrar dos tempos de escola dela.
Rebeca encontrou no armário a caixa de lembranças de sua mãe.
Que
Posso mostrar seu caderno para meus amigos na escola?
Mas cuide bem dele. Meu caderno está velhinho.
Puxa vida! Esse é meu caderno de escola de quando eu tinha sua idade!
No dia seguinte...
Olha o caderno de escola da minha mãe. Ela era muito estudiosa!
momento da socialização de forma que todos os estudantes possam apresentar o desenho do objeto escolhido e a justificativa aos colegas. Se achar oportuno, peça a eles que, no caderno, façam um pequeno texto ou ao menos uma frase para explicar a escolha do objeto desenhado.
As atividades sobre formas de registro das experiências pessoais e as fontes de registro
da história ajudam os estudantes a compreender que a memória pode ser preservada de diferentes maneiras – por meio de objetos, fotografias, relatos orais, desenhos, cadernos e registros oficiais – e promove o desenvolvimento das habilidades EF02HI04 e EF02HI05. Isso contribui para que percebam que cada pessoa e cada grupo social possui uma história que pode ser contada e compartilhada.
RODRIGO FACCIO
Que letra bonita, mãe!
Uau!
caderno é esse?
Uau!
Claro!
Responda às questões sobre a história em quadrinhos que você acabou de ler.
a) Que objeto despertou as memórias na mãe de Rebeca?
O caderno que a mãe de Rebeca usou em seu tempo de escola.
b) Qual era a função desse objeto inicialmente?
O objeto foi usado pela mãe de Rebeca para escrever e desenhar.
c) Rebeca conseguiu transmitir as memórias da mãe para os colegas? Explique.
Sim, com a ajuda do caderno e do relato feito pela mãe.
2. Resposta pessoal. As respostas podem variar, mas espera-se que os estudantes reconheçam que o caderno serve como recordação da fase de escola da vida dela.
Em sua opinião, por que a mãe de Rebeca guardou o caderno?
Se você fosse escolher algum dos seus materiais escolares para guardar de lembrança, qual seria? Desenhe-o e depois fale sobre ele com os colegas.
Produção pessoal. Valorize a escolha dos estudantes incentivando-os a explicar os sentimentos ou as lembranças relacionados ao objeto.
ATIVIDADES
Proponha aos estudantes uma atividade de entrevista com os pais ou outros adultos com quem morem ou convivam. O desafio será questioná-los sobre suas memórias do tempo da escola. Os estudantes podem usar o seguinte roteiro para as entrevistas:
• Nome:
• Idade:
• Que lembranças você tem da sua escola?
• Conte uma lembrança com um dos seus professores.
• Do que você mais gostava na hora do intervalo?
• Quem era seu/sua melhor amigo(a)?
Combine o dia em que eles deverão compartilhar as entrevistas. No dia da apresentação, prepare a sala de aula para que todos os estudantes possam apresentar seus resultados à turma.
21
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• UP – Altas aventuras. Direção: Pete Docter. EUA: Walt Disney Pictures, 2009. Streaming (96 min). A animação mostra a importância dos objetos pessoais para a vida do personagem principal e sua esposa.
19/09/2025 11:39
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção, providencie com os estudantes: material escolar de seus pais, responsáveis ou outros adultos de sua convivência, cartolina e tesoura com pontas arredondadas.
ENCAMINHAMENTO
Oriente os estudantes sobre os materiais necessários para a organização e a montagem da exposição de memórias escolares proposta na seção Mão na massa
O primeiro passo é a montagem da ficha expositiva. Caso algum estudante tenha dificuldades, ajude-o a cortar a cartolina. Nessa etapa, como os estudantes estão em processo de alfabetização, é possível que alguns tenham dificuldade em transcrever os textos. Para garantir a realização da atividade da melhor forma, se possível, organize a turma em duplas. Busque compor agrupamentos produtivos, ou seja, formados por estudantes que possam se ajudar mutuamente e cujos saberes sejam complementares. Por exemplo, um estudante que domine a hipótese alfabética pode ser agrupado com outro que esteja em uma hipótese anterior do processo de alfabetização, como a silábica ou a silábico-alfabética.
MÃO NA MASSA
Montar uma exposição
Agora que já sabem que alguns objetos servem para lembrar acontecimentos e experiências do passado, vocês vão organizar uma Exposição de memórias escolares. Material
• material escolar de seus pais, responsáveis ou outros adultos de sua convivência
• cartolina
• tesoura com pontas arredondadas
Como organizar a exposição
1. Elaborar a ficha expositiva
• Com a ajuda do professor, corte a cartolina com uma tesoura com pontas arredondadas fazendo pequenas fichas em formato retangular.
• Depois, reproduza nas fichas de cartolina o modelo a seguir. Para isso, use uma caneta e uma régua.
NOME DO OBJETO:
A QUEM ELE PERTENCE:
ANO EM QUE FOI USADO:
PARA QUE SERVIA:
QUE LEMBRANÇAS ELE DESPERTA:
Veja orientações sobre o preparo para a entrevista no Encaminhamento
2. Escolha do objeto
• Converse com familiares, responsáveis ou outros adultos de sua convivência sobre como foi a trajetória escolar deles. Pergunte se eles ainda guardam algum objeto que usaram na época em que estudavam. Pode ser um caderno usado, um estojo, um boletim, entre outros objetos.
• Pergunte se você pode trazer esse objeto até a escola para compor uma exposição. Se o objeto for frágil ou importante para a pessoa, procure levar uma fotografia impressa do objeto ou uma fotocópia colorida.
• Com a ajuda do dono do objeto, preencha a ficha. Se preferir, faça um rascunho no caderno e depois preencha a ficha com a ajuda do professor.
• Peça também à pessoa que fale sobre a história da relação dela com o objeto para que você possa contar aos colegas.
3. Montagem
da exposição
• Traga o objeto no dia combinado com o professor.
• Com as carteiras organizadas de acordo com as orientações do professor, coloque o objeto sobre uma mesa ou sobre a carteira e coloque a ficha logo em frente.
• Apresente o objeto para as pessoas que visitarem a exposição, transmitindo a elas as memórias que o dono do objeto contou para você.
ATENÇ ÃO
Peça aos visitantes que não toquem sem permissão nos objetos que os colegas trouxeram.
Como forma de preparar os estudantes para a entrevista, faça simulações em sala de aula antes de encaminhar a tarefa para casa. Assim, um dos estudantes poderá lhe fazer as perguntas do roteiro sugerido. Nesse momento, será possível prever possíveis dúvidas da entrevista e orientá-los a respeito do registro na cartolina. Vale destacar que é desejável que os estudantes façam um rascunho no caderno antes de transcrever as respostas na cartolina.
Peça aos estudantes que contem brevemente ao adulto escolhido para a entrevista a história da mãe de Rebeca. Essa estratégia facilitará o entendimento do entrevistado em relação à escolha do objeto, que deve ser uma fonte de memória. Oriente-os sobre o cuidado que devem ter com o objeto e reforce que não devem trazer para a escola objetos frágeis ou de alto valor.
Organize a montagem da exposição, pensando na disposição dos objetos e dos cartazes. Converse com os estudantes para que eles se preparem para apresentar seus trabalhos aos visitantes. É fundamental que eles se sintam seguros nesse momento. Caso algum estudante não se sinta confortável para a apresentação, seja por timidez, seja por alguma barreira linguística, pense em alternativas, como a apresentação em duplas ou grupos.
19/09/2025 11:39
RENAlDOROSA
ENCAMINHAMENTO
Convide os estudantes a descrever alguns objetos que costumam usar no dia a dia na escola. Ajude-os a perceber que a maioria dos materiais usados na fabricação dos mais variados objetos é retirada da natureza. Alguns deles são utilizados da forma como são encontrados, enquanto outros são transformados nas indústrias. Atualmente, temos tecnologia para criar diferentes objetos utilizando materiais plásticos, tecidos sintéticos e cola.
Incentive os estudantes a citar outros materiais usados pelos seres humanos. Caso julgue oportuno, retome a observação dos objetos da sala de aula ou que fazem parte do material escolar e peça a eles que indiquem do que são feitos. Da mesma forma, explore as imagens dos diferentes objetos mostrados nessa dupla de páginas. Além de reconhecer de que materiais são feitos os diferentes objetos, pergunte para que serve cada um deles.
Na atividade 1, leve os estudantes a perceber que alguns objetos eram feitos com outros materiais no passado. Era muito comum, por exemplo, as réguas e os estojos serem feitos de madeira. Atualmente, muitos objetos são feitos de plástico, que é um material bastante versátil, por ser leve e durável. No item 1. b), espera-se que os estudantes respondam que o estojo serve para guardar materiais escolares, como lápis e borracha. A régua serve para medir e traçar linhas retas. A carteira serve para sentar-se e apoiar-se ao escrever. A borracha serve para apagar traços feitos a lápis. No item 1. c), espera-se que os estudantes respon-
DE QUE MATERIAIS SÃO FEITOS OS
OBJETOS?
Alguns objetos do nosso dia a dia são tão comuns que às vezes esquecemos que eles já foram diferentes. Muitos objetos mudam com o tempo, pois novos materiais e formas de fabricação vão surgindo.
As imagens a seguir mostram alguns materiais escolares do passado. Em duplas, façam o que se pede.
a) Vocês conhecem estes objetos? Escrevam os nomes de cada um deles nos espaços.
b) Para que serve cada um desses objetos?
c) De que material cada um desses objetos é feito?
d) Atualmente, de que material cada um desses objetos é feito? Converse com os colegas e o professor.
dam que o estojo e a régua são de madeira. A carteira é de madeira e metal. A borracha é feita de látex (borracha natural). No item 1. d), espera-se que os estudantes respondam que a maioria dos estojos atuais é feita de tecido, geralmente sintético. A régua costuma ser de acrílico ou outro tipo de plástico. A carteira escolar normalmente combina metal, madeira ou plástico. A borracha pode ser feita de látex ou de borracha sintética.
Estojo.
Carteira escolar.
Régua. Borracha escolar.
Veja respostas e comentários no Encaminhamento
Leia o texto a seguir e depois responda às questões.
No passado, o giz de cera era feito com cera de abelha e pigmentos Atualmente, a cera foi substituída por parafina, a mesma substância de que são feitas as velas.
Pigmento: substância que confere cor a um material.
a) Que substâncias eram usadas para fazer giz de cera no passado?
Cera de abelha e pigmentos.
b) Que substâncias são usadas para fazer giz de cera atualmente?
Parafina e pigmentos.
Para conhecer as diferenças entre os objetos atuais e os objetos de antigamente, é possível conversar com pessoas mais velhas.
Para a atividade 2, leia o texto com os estudantes. É comum que eles pensem que certos objetos, como o giz de cera, sempre foram do jeito como são atualmente. Aproveite para explicar que, com a evolução de novas técnicas e a fabricação de materiais sintéticos, muitos objetos de uso cotidiano são feitos com materiais diferentes daqueles usados no passado. O giz de cera, por exemplo, era feito com cera de abelhas; atualmente, utiliza-se parafina em sua fabricação. Explique à turma que a parafina é um derivado do petróleo, assim como o plástico.
Na atividade 3, ao sugerir aos estudantes que entrevistem uma pessoa idosa, a atividade incentiva a participação familiar e a troca entre gerações, fortalecendo vínculos e favorecendo a reflexão sobre mudanças e memória.
Escolha uma pessoa idosa de seu convívio para entrevistar.
a) Pergunte como era o material escolar na época em que ela tinha sua idade.
b) Peça a ela que descreva ao menos dois materiais escolares.
c) Preencha a ficha a seguir com as informações solicitadas.
NOME DO ENTREVISTADO:
MATERIAL 1: DO QUE É FEITO:
MATERIAL 2: DO QUE É FEITO:
d) Converse com os colegas sobre sua entrevista e compare as fichas dos materiais escolares. 3
Produção pessoal. As respostas também são pessoais e podem variar de acordo com as pessoas entrevistadas. Veja orientações no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE PARA O PROFESSOR
• PLENARINHO. Conheça a origem e curiosidades de alguns brinquedos. EBC, 5 fev. 2014. Disponível em: https://memoria.ebc. com.br/infantil/ja-sou-grande/2014/02/ conheca-a-origem-e-curiosidades-de -alguns-brinquedos. Acesso em: 15 set. 2025.
19/09/2025 11:39
Nessa matéria jornalística são apresentados brinquedos tão antigos quanto a história da humanidade. Muitos desses brinquedos ainda existem; no entanto, sua origem remonta a civilizações antigas, e vários deles permaneceram inalterados ao longo do tempo.
ELEMENTOS FORA DE PROPORÇÃO.
FORDHAMDAFNEF/SHuTTERSTOCk.COM
ENCAMINHAMENTO
Explique para a turma que o plástico é obtido do petróleo e que esse é um material natural. Por meio de algumas transformações, o petróleo dá origem ao plástico, que é um material sintético, ou seja, que passou por um processo de industrialização.
Comente que, hoje em dia, há tecnologias que permitem ao ser humano fabricar certos materiais em laboratório. São versões sintéticas de materiais como couro e lã, que, em termos de extração, podem agredir menos a natureza e os animais, mas podem causar outros danos, dependendo da forma como são fabricados e descartados pelas pessoas.
Leia o texto sobre o plástico com a turma. Aproveite para verificar se há termos que os estudantes desconhecem. Caso haja, ajude-os a procurar o significado no dicionário.
Ressalte os aspectos positivos e negativos do plástico. Caso os estudantes se interessem, dê mais informações sobre os microplásticos. Comente que essas minúsculas partículas de plástico já foram encontradas em todos os tipos de ambiente e no corpo de animais, incluindo os seres humanos.
A atividade 1 permite trabalhar a compreensão de texto e traz informações importantes sobre as vantagens e desvantagens do plástico. O Texto complementar sugerido aborda uma alternativa mais sustentável ao uso do plástico feito do petróleo. Se julgar oportuno, compartilhe as informações com os estudantes.
O plástico
O plástico é um material resistente, leve e que pode ser facilmente moldado.
Atualmente, muitos utensílios, brinquedos, ferramentas e embalagens são feitos de plástico. Objetos produzidos com esse material têm a vantagem de ser mais baratos que objetos similares feitos de metal, madeira ou vidro, por exemplo.
O plástico é produzido a partir do petróleo, um líquido extraído de camadas profundas do solo.
Similar: parecido, semelhante. Azul. Verde.
Plásticos como náilon e poliéster são usados para fazer tecidos. Garrafas PET são feitas de plástico.
Uma desvantagem do plástico é que ele pode permanecer muito tempo no ambiente quando descartado de maneira inadequada. Além disso, com o passar dos anos, ele pode se quebrar em pequenos pedaços que podem ser ingeridos por animais.
1
Vermelho.
No texto anterior, sublinhe:
Veja orientações no Encaminhamento
a) de o trecho que explica de onde vem o plástico.
b) de o trecho que apresenta uma vantagem do plástico.
c) de o trecho que explica uma desvantagem do plástico.
TEXTO COMPLEMENTAR
Plásticos do futuro
Já parou para pensar quantos objetos são feitos de plástico? Há brinquedos, copos, pratos, garrafas, mesas, cadeiras e tantos outros que é impossível listar todos. [...] Enquanto isso prejudica o meio ambiente. Atentos à importância desse material, mas também à quantidade de lixo que ele pode gerar, os cientistas estão produzindo plásticos a partir de matéria-prima biodegradável – isto é, que desaparece rapidamente na
natureza. Esses novos plásticos podem ser reciclados e – acredite! – até mesmo ingeridos, sem fazer mal.
Um plástico feito de mandioca
Ele foi desenvolvido para servir de embalagem para alimentos como bombons, balas, sanduíches e biscoitos, podendo até ser mastigado junto com o produto. É, esse plástico você pode comer! Isso porque ele é feito a partir da mandioca.
Para produzi-lo, amido da mandioca, açúcares e outros componentes são misturados com água. Esse mingau é então
Os materiais dos quais são feitos alguns objetos mudam com o tempo. Veja o exemplo da caneta.
fora
Antigamente, penas de aves eram usadas como caneta. A ponta da pena era cortada, afiada e mergulhada em tinta.
Pena de ave usada para escrever.
Atualmente, o corpo da caneta é feito de plástico. A tinta fica dentro da caneta, em um tubo fino também feito de plástico. Na ponta, existe uma pequena esfera de metal que, ao girar, permite que a tinta saia.
Caneta esferográfica.
Esfera: objeto com formato redondo.
As canetas digitais foram criadas faz pouco tempo. Elas não têm tinta e só são usadas para escrever ou desenhar em dispositivos digitais. Em geral, elas são feitas de plástico ou de borracha e têm componentes eletrônicos.
Pessoa usando uma caneta digital.
Contorne no texto as palavras que foram usadas para marcar a passagem do tempo.
Os estudantes devem contornar “antigamente”, “atualmente” e “faz pouco tempo”.
Quais materiais eram usados para fazer as canetas no passado?
Penas de aves.
Desses objetos de escrita, qual é o mais antigo e qual é o mais recente?
O mais antigo é a pena e o mais recente é a caneta digital.
aquecido, espalhado em placas e colocado em estufa para secar. O resultado é um plástico bem fininho, chamado de filme.
[...]
Uma embalagem feita de plástico comum demora cerca de um século para se decompor, já a que é feita à base de mandioca e açúcares leva apenas alguns meses, reduzindo o impacto ambiental causado pelas embalagens atuais. [...]
CIÊNCIAS HOJE DAS CRIANÇAS. Plásticos do futuro. Disponível em: https://chc.org.br/plasticosdo-futuro/. Acesso em: 15 set. 2025.
23/09/2025 13:38
Aproveite as atividades para falar sobre a evolução tecnológica que vivenciamos no momento, mobilizando o TCT Ciência e tecnologia. Ao retratar a evolução da caneta, um objeto que é considerado bastante comum, é possível conversar sobre noções relacionadas ao tempo. Certifique-se de que os estudantes são capazes de reconhecer no texto as palavras que marcam a passagem do tempo. Se necessário, escreva outras frases na lousa e peça aos estudantes que digam qual palavra é usada para indicar a passagem do tempo. Essa atividade permite complementar o trabalho com a habilidade EF02CI01.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE PARA O PROFESSOR
• O IMPACTO dos microplásticos no ambiente. Publicado por: TV Unicamp. [S. l.: s. n.] 2024. 1 vídeo (ca. 6 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=vPeOdsQmDZ8. Acesso em: 29 set. 2025.
Nesse vídeo, pesquisadores do laboratório de química ambiental do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) falam sobre os impactos do microplásticos no ambiente, a partir do descarte incorreto de materiais plásticos e da fabricação de produtos que têm microplástico em sua composição.
Elementos
de proporção.
ENCAMINHAMENTO
O estudo dos materiais e de suas propriedades deve começar com fenômenos observáveis: perceber o que é resistente, transparente ou frágil, elástico etc. Ajude os estudantes a estabelecer relações entre algumas propriedades dos materiais e seus usos, como o fato de a transparência de certos vidros ser utilizada em objetos que permitem enxergar através deles, como lentes de óculos, janelas etc.
Por meio de exemplos do cotidiano, o estudante poderá confrontar aquilo que observa com as explicações da ciência acerca de diferentes fenômenos. Sempre que possível, durante as aulas ou atividades práticas, proponha uma roda de conversa, para que todos tenham a oportunidade de dialogar e expor suas ideias.
Peça aos estudantes que citem exemplos de outros materiais transparentes, flexíveis ou resistentes. Aproveite para recordar quais são os opostos dessas palavras. Pergunte: qual é o oposto de flexível? Espera-se que os estudantes citem inflexível, que não se dobra com facilidade ou rígido. Um tecido pode ser flexível; um pedaço de madeira pode ser rígido. Qual é o oposto de transparente? Espera-se que os estudantes digam que é opaco. Eles podem citar como exemplos de materiais transparentes, saquinhos plásticos e peças de acrílico. Qualquer outro material que não permita enxergar através dele é opaco. Uma folha de jornal é opaca. Qual é o oposto de resistente? Espera-se que os estudantes digam que é frágil, algo que se quebra com facilidade. Uma barra de ferro é resistente, enquanto uma peça de cerâmica é frágil. Comente que um material pode ter várias características ao mesmo tempo. Por exem-
As características dos materiais
Cada material tem suas próprias características, e conhecer essas características ajuda a pensar no melhor material para produzir cada objeto.
ELEMENTOS FORA DE PROPORÇÃO.
O vidro costuma ser transparente, por isso ele é usado em janelas. Mas ele também é frágil e pode se quebrar com facilidade.
Cachorro observa o ambiente através do vidro de uma janela.
O jornal é feito de papel e pode ser dobrado com facilidade, pois ele é flexível.
plo, um copo de vidro pode ser transparente e frágil ao mesmo tempo. Essa atividade permite o desenvolvimento de vocabulário.
Na atividade 1, oriente a discussão dos estudantes no sentido de que eles percebam que conhecer as características dos materiais é importante para a confecção dos objetos. Essa abordagem favorece o trabalho com a habilidade EF02CI02.
A atividade 2 permite enriquecer o vocabulário dos estudantes. Ajude-os a completar as frases com os termos do diagrama.
Os metais são resistentes e alguns suportam altas temperaturas. Por isso, são usados para fazer panelas, por exemplo.
Jornais empilhados.
Panela de alumínio, um tipo de metal.
Forme dupla com um colega. Juntos, analisem o que aconteceria se:
a) o guarda-chuva fosse feito de papel. Ele se desmancharia durante a chuva.
b) o para-brisa do carro fosse feito de madeira. O motorista e as pessoas dentro do veículo não enxergariam o exterior.
c) as botas fossem feitas de metal. Elas seriam muito desconfortáveis e pesadas e poderiam machucar o pé de quem as estivesse usando.
Encontre no diagrama as palavras que completam as frases.
a) A toalha é feita de um tecido macio .
b) A madeira usada parar fazer móveis é resistente .
c) O material usado para fazer as lentes dos óculos precisa ser transparente .
d) Um material frágil é aquele que se quebra facilmente.
e) O plástico das garrafas não deixa a água passar. Isso quer dizer que esse material é impermeável
S E A V N K G J G H
19/09/2025 11:39
ATIVIDADES
Organize a turma em grupos e associe a cada grupo um material: plástico, madeira, metal etc. Peça que procurem e recolham objetos feitos com esses materiais, tanto na sala de aula quanto na escola. O grupo que arrecadar mais objetos será o vencedor.
Outra sugestão de atividade é pedir a cada estudante que traga recortes de revistas mostrando objetos feitos de diferentes tipos de material. Em grupo, eles devem descrever as propriedades de cada material. Apresente outras propriedades além das citadas no livro, como textura, cor, dureza etc.
Atenção: objetos cortantes, pontiagudos ou afiados não devem estar ao alcance dos estudantes, para evitar que eles se machuquem.
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção, providencie com os estudantes: 2 copos plásticos transparentes e iguais, tinta branca, tinta preta, 2 pincéis, jornal, 2 cubos de gelo do mesmo tamanho.
Para ampliar a atividade é possível usar um termômetro.
ENCAMINHAMENTO
Na pergunta inicial, verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses.
Explique aos estudantes que o experimento proposto na seção Cientista mirim conta com duas partes: a primeira parte é a pintura dos copos, e a segunda parte é a observação.
Leia a lista dos materiais e peça aos estudantes que acompanhem a leitura de cada item. Faça o mesmo para o procedimento, verificando se a turma entendeu o passo a passo. Pergunte se os estudantes têm dúvidas sobre a primeira parte da atividade. Certifique-se de que eles estão seguindo corretamente o passo a passo.
Na segunda parte do experimento, os estudantes vão observar o que acontece com os cubos de gelo e aguardar 30 minutos. Certifique-se de que eles sabem marcar corretamente a passagem dos minutos e auxilie-os, se necessário. Após a observação, espera-se que os estudantes concluam que a cor dos objetos influencia a maneira como eles são aquecidos pelo Sol. Outra possibilidade para essa atividade é que, em vez de pintar os copos e colocar cubos de gelo em cada um deles, seja possível usar dois baldes pequenos, um branco e outro preto, e colocar a
CIENTISTA MIRIM
Os materiais e o calor
Antes de vestir uma roupa, você já deu uma olhada no tempo? Nos dias quentes, para que as pessoas não sintam tanto calor, as roupas precisam ser mais frescas e, nos dias frios, elas devem ajudar a aquecer o corpo. Será que a cor da roupa tem relação com isso?
Pergunta inicial
Materiais claros e escuros aquecem da mesma forma sob o sol?
Em grupos, conversem sobre essa pergunta e marque um na sua resposta.
Sim Não
Resposta pessoal.
Agora, com um colega, investiguem essa pergunta.
Material
• 2 copos plásticos transparentes e iguais
• tinta branca
• tinta preta
Procedimento
1 Forrem com jornal o local onde vocês vão preparar o material para a atividade.
mesma quantidade de água nos dois. Usando um termômetro digital, medir a temperatura da água. Deixe os baldes expostos ao Sol por cerca de uma hora e verifique novamente a temperatura da água. É esperado que a água no balde preto tenha se aquecido mais do que a água no balde branco. Isso porque a cor escura absorve mais a radiação solar. Esse princípio é usado nos painéis solares. Pergunte se os estudantes já notaram que esses painéis têm uma parte preta. Caso eles desconheçam esse equipamento, é possível mostrar algumas imagens e explicar o princípio de seu funcionamento.
• 2 pincéis
• jornal
• 2 cubos de gelo do mesmo tamanho
2 Pintem um dos copos de preto e o outro de branco. Passem a tinta somente no lado de fora dos copos.
3 Deixem os copos pintados sobre a bancada e esperem a tinta secar.
4 Quando a tinta estiver seca, coloquem um cubo de gelo em cada copo.
5 Coloquem os dois copos em um local ensolarado.
6 Observem o que acontece com o gelo dos copos ao longo de 30 minutos.
Conclusão
2
4
O que aconteceu com o gelo dos copos? Marque um na resposta.
O gelo nos dois copos derreteu com a mesma velocidade.
O gelo do copo branco derreteu mais rapidamente que o gelo do copo preto.
O gelo do copo preto derreteu mais rapidamente que o gelo do copo branco.
O que fez o gelo dos copos derreter?
2. O aquecimento faz o gelo derreter. Nesse caso, espera-se que os estudantes relacionem o aquecimento à exposição à luz solar.
Depois de fazer a observação dos copos, você mudaria a resposta da Pergunta inicial ? Veja orientações no Encaminhamento
De acordo com essa atividade, marque um no tipo de roupa que é mais confortável em um dia ensolarado. Explique.
Roupa clara
Roupa escura
A roupa clara se aquece menos sob o sol. Em um dia quente, é recomendável usar roupas claras.
23/09/2025 13:38
As atividades 1 e 2 permitem trabalhar os resultados da atividade prática. Espera-se que os estudantes notem que o Sol aquece os copos, fazendo com que os cubos de gelo derretam. Espera-se também que eles percebam que o gelo derreteu mais rapidamente no copo escuro.
Na atividade 3, espera-se que os estudantes confrontem a hipótese inicial com os resultados e concluam se a previsão inicial deles se confirmou. Nesse caso, a conclusão esperada é que os materiais claros e escuros não se aquecem da mesma maneira. Essa atividade permite sintetizar a conclusão da atividade prática: a cor dos objetos influencia a forma como eles são aquecidos. Retome as hipóteses iniciais dos estudantes e analise com a turma se elas foram rejeitadas ou confirmadas.
Para a atividade 4, os estudantes devem responder que a roupa clara se aquece menos sob o sol. Em um dia quente, ela deve ser mais fresca. Permita que os estudantes extrapolem os resultados para uma situação do cotidiano deles. Recorde com eles a recomendação de usar roupas leves e claras em dias ensolarados e quentes. Ressalte que cores escuras absorvem mais a radiação solar e, com isso, aquecem mais. No caso das roupas, considerando peças de cores diferentes feitas com o mesmo tecido, as roupas escuras dão a sensação maior de calor quando comparadas às roupas claras. Essa abordagem favorece o trabalho com a habilidade EF02CI08.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Compreender a sala de aula e a escola como espaços de sociabilidade.
• Reconhecer diferentes formas de organização das salas de aula.
• Representar as salas de aula sob diferentes pontos de vista.
• Conhecer as características de uma maquete e de uma planta.
• Construir uma maquete da sala de aula, considerando as características dos materiais para representar cada item.
• Compreender o significado de documentos pessoais como fontes de memória.
• Selecionar e analisar documentos pessoais, reconhecendo as informações e lembranças que eles revelam.
BNCC
HABILIDADES
(EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.).
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.
(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.
(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu significado.
capítulo 2
A sala de aula é um dos espaços mais importantes da escola. Leia o poema a seguir para conhecer diferentes maneiras de organizar uma sala de aula.
Na minha sala de aula, Tudo muda de lugar. Depende do que a turma Vai fazer ou estudar. Se é para conversar, A gente faz uma roda. Sentamos no chão, E todo mundo se acomoda. Quando é para trabalhar em grupo,
A gente junta as carteiras. Formamos pequenos times, Com ideias muito maneiras. Tem dia que é engraçado, Até parece brincadeira. Em outros tudo fica bem alinhado E as carteiras formam fileiras.
MINHA sala de aula. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.
(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).
(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.
NA
Contorne no poema a organização da sala de aula de que você mais gosta.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Converse com os colegas e o professor sobre a organização da sua sala de aula. Agora, responda:
a) Os objetos e as pessoas mudam de lugar?
Sim Não
b) Em quais momentos há mudanças na organização da sala?
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
Observe a fotografia e depois responda às questões.
Estudantes em escola no município de Manaus, no estado do Amazonas, em 2022.
a) Qual atividade os estudantes da fotografia estão realizando?
Os estudantes estão jogando em grupo.
b) Em sua opinião, os estudantes poderiam realizar essa atividade sentados em fileiras?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que não.
Observe a organização da sua sala de aula e faça um desenho dela em uma folha de papel avulsa.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• FOTÓGRAFOS registram salas de aula em vários países do mundo UOL Educação, [s. d.]. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/album/ mobile/2015/09/30/fotografos-registramsalas-de-aula-em-varios-paises-do-mundo. htm#fotoNav=17. Acesso em: 30 set. 2025. Neste site há fotografias de salas de aula em diferentes países. Entre tantos aspectos, podem ser observadas as formas de organização da turma.
19/09/2025 16:37
Com a turma organizada em círculo, faça a leitura do poema de forma compartilhada. Durante a leitura, pergunte aos estudantes: como a sala de aula do poema é organizada para conversar (uma roda) e para trabalhar em grupo (juntam-se as carteiras e formam-se pequenos times)? Como a sala de aula é organizada para que tudo fique bem alinhado? (as carteiras formam fileiras).
Para a realização da atividade 1, garanta que os estudantes identifiquem as formas de organização da sala de aula. Para isso, oriente-os a contornar ou sublinhar: roda, pequenos times, fileiras.
Na atividade 2, converse com os estudantes sobre as diferentes formas de organização da sala de aula de acordo com as atividades realizadas no cotidiano. A turma poderá indicar reorganização da sala para atividades em dupla (frente a frente, lado a lado), ou para a atividade de debate, em que as carteiras podem estar em círculo, em formato de “U”, em grupos menores para atividades em grupo etc.
Na atividade 3. b), espera-se que os estudantes reconheçam que há formas de organização da sala de aula que correspondem melhor às diferentes atividades realizadas neste espaço. A atividade retratada, por exemplo, seria difícil de acontecer com os estudantes em fileiras, de costas um para o outro.
Para a atividade 4, depois que os estudantes desenharem a sala de aula, relacione oralmente a organização da sala de aula às atividades realizadas quando o desenho foi feito.
ENCAMINHAMENTO
A sala de aula é o espaço onde os estudantes passam boa parte do dia enquanto estão na escola, e, por isso, esse foi o espaço escolhido para trabalhar as representações espaciais, mobilizando as habilidades EF02GE08, EF02GE09 e EF02GE10. Nesta dupla de páginas são trabalhados diferentes pontos de vista, e, para se aproximar da linguagem dos estudantes e tornar a explicação mais direta e concreta, são usadas as expressões “de cima para baixo” (para a visão vertical) e “de cima e de frente” (para a visão oblíqua).
Faça o encaminhamento das atividades de forma coletiva, chamando a atenção dos estudantes para as representações da sala de aula, perguntando: as representações são da mesma sala de aula? Por que vocês acham isso? Quantas mesas de estudantes há na sala de aula representada? Esse número é maior ou menor que o das mesas da nossa sala de aula?
DIFERENTES REPRESENTAÇÕES DA
SALA DE AULA
Observe as representações de uma sala de aula feitas a partir de diferentes pontos de vista.
De qual ponto de vista a sala de aula foi representada? Marque um na resposta correta.
a) Na imagem 1: de frente. de cima e de lado.
b) Na imagem 2: de cima para baixo. de frente.
Imagine que você está sentado na mesa do professor e faça o que se pede na imagem 2
a) Escreva a letra P na porta da sala.
b) Escreva a letra L na lousa.
c) Escreva a letra M na mesa do professor.
d) Escreva a letra J em uma das janelas.
e) Identifique o lado direito da sala com a letra D e o lado esquerdo com a letra E
Observe a fotografia. Depois, em uma folha de papel avulsa, faça um desenho dessa sala de aula vista de cima para baixo.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
TEXTO COMPLEMENTAR
Alfabetização cartográfica como instrumento para a significação do espaço geográfico [...]
O estudante conhece o espaço concreto onde mora, estuda e circula para viver sua rotina diária. O conhecimento que ele tem desse espaço é empírico, o espaço sensório-motor, perceptivo e intuitivo. Para ele entender a Geografia do espaço da sua vida, deve tomá-lo como um objeto de estudo, desvendá-lo e sistematizá-lo. A elaboração de mapas e gráficos proporciona
Sala de aula no município de Lençóis, no estado da Bahia, em 2024.
a vivência da sistematização e o estudante avança nos níveis de compreensão da geografia do espaço que conhece, elaborando uma segunda leitura. O sujeito que passa por essa aprendizagem significativa desenvolve as estruturas lógico-matemáticas por meio da leitura das relações e a função simbólica pela necessidade de relacionar o espaço que observa aos códigos, articulando significado e significante.
PASSINI, Elza. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de geografia. São Paulo: Cortez, 2012. p. 29.
Na atividade 2, procure observar se há estudantes com dificuldades em estabelecer a relação entre o significante e o significado, ou seja, entre o desenho (representação) e o objeto representado (realidade).
Na atividade 3, verifique se os estudantes conseguem realizar o exercício de projetar a imagem da sala de aula representada na fotografia com os elementos na visão vertical. Analise as dificuldades surgidas nesse primeiro momento, que poderão ser trabalhadas ao longo do capítulo, nas atividades relacionadas à construção da maquete da sala de aula. Ainda que os estudantes não desenhem os mesmos elementos da fotografia, a intenção principal é que eles tentem transpor os pontos de vista. Pode-se, por exemplo, sugerir que eles imaginem que estão vendo a sala de aula de cima, como se fosse um drone sobrevoando, e que façam o desenho sob esse ponto de vista. Para os estudantes que tiverem dificuldades, sugira que sejam desenhados apenas alguns objetos da sala de aula da fotografia.
Sugerimos a leitura do Texto complementar como disparador para aprofundamento sobre a relação entre o espaço concreto e o espaço representado no âmbito da alfabetização cartográfica.
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla de páginas é trabalhado o conceito de maquete, comparando o tamanho da casa da história com o da representação que está sendo produzida por um dos personagens. O objetivo é trabalhar a noção de proporção, que é fundamental para a compreensão da maquete enquanto forma de representação tridimensional.
Na atividade 1. a), a criança da tirinha não sabe o que é uma maquete. No item 1. b), verifique se os estudantes respondem corretamente o que é maquete, para aqueles que assinalarem a alternativa “sim”. No item 1. c), se julgar adequado, é possível registrar na lousa, com palavras-chave, as hipóteses dos estudantes, que poderão ser retomadas após o desenvolvimento do conteúdo.
O trabalho com maquetes emprega conceitos e noções que fazem parte do processo de alfabetização cartográfica, como representação tridimensional e perspectiva, proporção entre os objetos, redução, lateralidade, referências e orientação espacial. Nas maquetes, é possível visualizar o objeto representado em três dimensões (comprimento, largura e volume-altura).
Para que os estudantes compreendam melhor o que é uma representação em três dimensões, faça uma comparação entre um objeto qualquer e o desenho dele. Escolha um objeto simples de desenhar, como um dado ou uma bola. Peça aos estudantes que desenhem esse objeto em seus cadernos. Explique que os desenhos têm apenas duas dimensões (comprimento e largura, mas sem volume). Em seguida, mostre o objeto para a turma, explicando que ele tem três dimensões, pois sua forma pode ser percebida ao tocá-lo.
Maquete
Leia a tirinha e depois responda às questões. 1
Que legal! A casinha está muito parecida com a minha casa de verdade, vovô!
Pois é! Como se fosse uma maquete!
Maquete?
O que é isso?
a) A criança da tirinha sabe o que é uma maquete?
b) E você sabe o que é uma maquete?
Resposta pessoal.
Sim Não
c) Por que você acha que o avô da menina chamou a representação da casa de maquete?
Resposta pessoal. Verifique os conhecimentos prévios dos estudantes acerca do tema.
Observe que os elementos da casa que o avô está construindo na tirinha não estão em tamanho real.
Modelos reduzidos ou miniaturas de objetos, lugares e ambientes recebem o nome de maquete
1. a) Espera-se que os estudantes respondam que não, a partir da leitura da tirinha e da informação disponível no segundo quadrinho.
TEXTO COMPLEMENTAR
Trabalho com maquete em sala de aula O trabalho com uma representação da sala de aula facilita o processo de aquisição de noções espaciais fundamentais –considerando-se que o espaço é comum a todas as crianças de uma mesma turma – e retrata um espaço conhecido, de vivência em grupo. É relativamente restrito para ser observado e retratado em sua totalidade.
Uma maquete é uma representação tridimensional de um espaço real que se constitui num instrumento de trabalho privilegiado para a estruturação das noções de espaço e de escala, noções básicas para o estudo da Geografia. Com a elaboração e exploração da maquete, o professor e seus estudantes têm a oportunidade de trabalhar, em vários momentos, a observação de um espaço real; os tipos de representação; as relações de proporção (portanto, a construção das noções de número e de
Podemos fazer maquetes de diversos lugares, como a maquete de um cômodo de uma casa, de um prédio, bairro ou município.
Observe a maquete de uma sala de aula.
Maquete de uma sala de aula.
Quais objetos da sala de aula foram representados na maquete?
Espera-se que os estudantes mencionem as carteiras, as cadeiras, a mesa do professor, a lousa, a porta e os armários.
Para reforçar o trabalho com as noções de proporção e de redução, cite outros modelos em miniatura (muitos deles brinquedos), como carrinhos, casinhas de boneca, bonecos etc. Se achar oportuno, avalie se os estudantes compreenderam corretamente o que significa proporção, perguntando a eles se uma carteira escolar poderia ser representada em tamanho maior que uma lousa, por exemplo.
Comente também que as maquetes são muito usadas para mostrar, antecipadamente, como se espera que fique uma moradia, uma escola, um parque ou outro lugar, mesmo antes de serem construídos. Sugerimos a leitura do Texto complementar, que explicita como a elaboração da maquete, atividade que será realizada posteriormente, contribui para o desenvolvimento de noções espaciais fundamentais.
Pinte a palavra do quadro que preenche corretamente a frase.
igual maior menor
Os objetos da sala de aula foram representados em tamanho menor que a realidade na maquete.
A sala de aula da maquete se parece com sua sala de aula?
Quais são as principais semelhanças e diferenças entre elas? 2 3 4
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a observar a maquete, estabelecendo comparações entre essa forma de representação e a sala de aula em que estudam.
quantidade); a posição relativa dos objetos através das relações topológicas; as noções de orientação, utilizando os pontos cardeais e a posição do sol; as operações de mudança de ponto de vista dentro de um espaço conhecido e transformável ao longo do tempo. A maquete é uma representação de um espaço de vida, mutável no tempo, em função das necessidades da turma. Por isso, a maquete nunca está acabada: toda mudança ocorrida no espaço real pode, e deve, ser representada na maquete.
Como instrumento de percepção e representação do espaço, a maquete – a representação tridimensional do espaço, uma vez que são representadas as alturas, as larguras e os comprimentos dos objetos contidos na maquete – possibilita, ainda, a passagem da percepção tridimensional para a bidimensional [...]
19/09/2025 16:37
LESSAN, Janine. Geografia no ensino fundamental 1. Belo Horizonte: Fino Traço, 2011. p. 142.
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção, providencie com os estudantes: caixas de papelão de tamanhos variados; materiais reaproveitados diversos, como tampas de garrafas de plástico, rolo de papel higiênico, botões e outros; cola; palitos de madeira diversos (de picolé, de dente); canetas hidrocor; tesouras com pontas arredondadas.
ENCAMINHAMENTO
Organize a turma em grupos de cinco ou seis estudantes para a realização das atividades propostas na seção. Atente para a formação dos grupos, para que sejam diversos em relação às características cognitivas e às habilidades dos estudantes. No Texto complementar, há indicações de leitura sobre como formar os grupos, a divisão de funções entre os estudantes, entre outros aspectos que garantem a interação dos estudantes e o alcance dos objetivos. A seção fomenta o desenvolvimento da habilidade EF02GE08
Na atividade 1, é importante ressaltar que os modelos de maquetes de sala de aula apresentados não conseguem abarcar a diversidade das salas de aula das escolas brasileiras. Sugerimos, então, que sejam realizadas adaptações para que a maquete represente, da forma mais fiel possível, a sala de aula dos estudantes.
TEXTO COMPLEMENTAR
MÃO NA MASSA
Maquete da sala de aula
Em grupos, vamos construir uma maquete da sala de aula.
Material
• caixas de papelão
• materiais reaproveitados diversos: tampas de garrafas de plástico, rolo de papel higiênico, botões e outros
Planejando a maquete
1
• palitos de madeira diversos (para picolé, de dente)
• canetas hidrocor e cola
• tesoura com pontas arredondadas
Observem a sala de aula atentamente e registrem as informações solicitadas na ficha.
• Quantas carteiras e cadeiras existem na sala?
• A sala de aula está organizada: em fileiras. em círculos. em grupos.
• Tem fileiras? Se sim, quantas são?
• Quantas portas?
• Quantas janelas?
• Quantos armários?
• Que outros objetos da sala de aula vocês querem representar na maquete?
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
Papéis operacionais e diversidade É importante lembrar, também, que há papéis operacionais a serem executados dentro de cada grupo. Assim, nem sempre o professor precisa determiná-los, mas é necessário garantir que haja rotatividade entre eles. Se um estudante tem dificuldade de se comunicar, por exemplo, pode ser interessante desafiá-lo a ser a pessoa que vai apresentar a atividade para a turma. Se outro é sempre o líder, ele pode executar outra tarefa de vez em quando. “Uma das finalidades do trabalho em grupo é romper com as hierarquias. Um é bom em desenhar, outro em desenhar ou falar”, explica Sidecleia [consultora pedagógica da Nova escola]. “Se ajudarmos os estudantes a definir papéis operacionais, inclu-
sive mudando as pessoas de papel com frequência, todos podem desenvolver novas habilidades”, acrescenta. Outra orientação na hora de montar os grupos é quebrar as “panelinhas”. “Na minha vida, eu preciso aprender a trabalhar com pessoas das quais eu não gosto ou que tenho dificuldade de ouvir, porque o princípio básico do grupo é o respeito pelo outro”, salienta Ana Maria [professora de psicologia da Universidade Estadual de Campinas]. [...]
A importância da mediação
Para fazer mediações como as citadas por Marcela [professora dos Anos Iniciais], é essencial que os professores estejam atentos aos estudantes no momento em que as atividades estão sendo realizadas. Os educadores podem
Agora, vocês vão fazer desenhos detalhados da sala de aula para construir a maquete. Sigam as instruções.
• Desenhem os objetos nas posições em que eles estão na sala de aula.
• Procurem desenhá-los como se estivessem observando a sala de aula de cima para baixo.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 39
se fazer algumas perguntas ao observar a sala para entender se é necessário intervir. Por exemplo:
• Participação: todos os estudantes estão participando? Eles estão interagindo entre si?
• Respeito: os estudantes estão deixando os colegas se expressarem? Há alguma situação de conflito?
• Papéis: os estudantes estão desempenhando os papéis que deveriam? Todos estão contribuindo para a realização do trabalho?
• Missão: está claro o que deve ser feito? Os estudantes entenderam a atividade?
Ao intervir, o professor deve ter cuidado para não acabar interferindo no processo de construção de conhecimento dos estudantes, dando respostas ou indicando caminhos tidos como corretos.
Na atividade 2, cabe destacar que, ao longo do processo de alfabetização cartográfica, os estudantes são convidados a fazer diversas representações da sala de aula com enfoques distintos para garantir a progressão do processo de alfabetização cartográfica. Nesse caso, além de respeitar a disposição dos objetos na sala de aula, o estudante é convidado a tentar representar esses objetos sob a visão vertical.
Observe a execução da tarefa e, se julgar necessário, faça intervenções pontuais para verificar a compreensão dos estudantes sobre o tema, de forma a direcioná-los em relação aos itens solicitados no comando da atividade. Esse desenho será utilizado como referência para que os estudantes montem a maquete.
A realização da dinâmica proposta na seção mobiliza o desenvolvimento da habilidade EF02GE08.
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“As intervenções devem ser feitas a partir de questionamentos, para que os estudantes cheguem à resposta ou para que eles possam rever o percurso e escolher outras alternativas”, considera Ana Cecilia [formadora de professores da Nova Escola]. “Essa mediação do professor vai permitir que as crianças avancem, que utilizem o conhecimento que já possuem, reflitam sobre o que estão fazendo e o que estão alcançando até o momento, entendendo a necessidade de replanejamento.”
COUTINHO, Dimítria. Trabalho em grupo: entenda a sua importância e como promovê-lo na escola. Jornalismo Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/21687/trabalho-em-grupoentenda-a-sua-importancia-e-como-promove-lo-na-escola. Acesso em: 16 set. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Explique aos estudantes que, quando construímos uma casa, por exemplo, é preciso pensar em qual material é mais adequado para cada parte. Instigue-os a refletir sobre o uso de determinados materiais, fazendo perguntas como: por que usamos vidro nas janelas? Por que usamos telhas e não papel no telhado? Conduza a conversa de modo que eles percebam que conhecer as características dos materiais é importante em diversos tipos de construção. Da mesma forma, é preciso pensar quais materiais e objetos podem ser usados na construção da maquete, tendo em vista os objetivos traçados no início da atividade. Essa abordagem favorece o trabalho com a habilidade EF02CI02.
Peça aos estudantes que indiquem quais materiais e objetos pretendem usar para a construção da maquete, justificando suas escolhas. O papelão, por exemplo, pode ser usado para representar as paredes da sala de aula por ser dobrável e resistente; caixinhas de fósforo podem representar as carteiras, por terem o formato parecido com o desses móveis. Incentive o protagonismo dos estudantes e permita que eles explorem os diversos objetos e materiais disponíveis para a atividade.
Na atividade 5, incentive os estudantes a selecionar os materiais, decidir sobre o uso deles para representar os objetos da sala de aula e verificar se há necessidade de buscar objetos suplementares para a realização da maquete.
A resposta da atividade 5 depende de cada realidade, ou seja, das características de cada sala de aula. Assim, pode ser que os estudantes necessitem de outros materiais, como uma tampinha de pasta de dente para representar um cesto de lixo, uma
Escolhendo os materiais
Vamos escolher e separar os materiais que serão usados na construção da maquete.
3
Pinte de o quadro do objeto que pode ser usado para representar as paredes e o chão da sala de aula.
Caixa de papelão Garrafa plástica Canudo de plástico
• Por que você e os colegas escolheram esse objeto?
Espera-se que os estudantes reconheçam que o formato da caixa se aproxima melhor do formato da sala de aula que os demais objetos apresentados. 4
Escreva o nome de um objeto que pode ser usado na maquete para representar cada item a seguir.
a) As carteiras:
b) A porta:
c) As janelas:
d) A lousa:
5
Respostas pessoais. Os estudantes poderão indicar caixas de fósforo para as carteiras, pedaços de papelão para as portas, as janelas e a lousa, entre outros materiais disponíveis.
Que outros objetos vocês vão precisar para construir a maquete? Conversem e façam uma lista no caderno.
Resposta pessoal.
Com a ajuda de seus familiares ou responsáveis, separem os objetos que vocês listaram para a construção da maquete. No dia combinado, levem esses itens para a escola.
caixinha de sabonete para representar um armário, entre outros materiais.
Reforce aos estudantes que os materiais a serem utilizados devem estar limpos e não podem estar amassados ou rasgados.
Na etapa de construção da maquete, o primeiro passo é organizar a sala de aula de forma que as equipes tenham espaço para trabalhar e dispor os materiais e as maquetes.
Uma ideia é juntar as mesas dos estudantes, formando uma grande mesa onde os materiais podem ser dispostos, ou trabalhar em um espaço mais amplo da escola, com mesas maio-
res. Depois, oriente-os a seguir as etapas 6 a 11. No boxe Conexão, há uma indicação para adaptar a produção de maquetes e mapas para estudantes cegos ou com baixa visão.
Na orientação da montagem dos objetos e da maquete, não se deve cobrar dos estudantes uma reprodução totalmente realista de formas e cores, por exemplo.
Com a atividade concluída, se considerar conveniente e se houver acesso a um dispositivo com câmera, ajude os estudantes a fotografar a maquete nos pontos de vista frontal, vertical e oblíquo, retomando assim o trabalho
10. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes avaliem suas produções, verificando se a disposição dos objetos nas maquetes é semelhante àquela dos objetos na sala de aula.
Construção da maquete
Organizados em grupos, sigam estas etapas.
Escolham o material que vocês vão usar para fazer o chão e as paredes da sala de aula.
Retornem na ficha da página 38 e separem os objetos que serão representados e os objetos usados.
Observem os desenhos da sala de aula que vocês fizeram na atividade da página 39. Depois, organizem os objetos na maquete, colocando-os nos lugares correspondentes.
Verifiquem se tudo está no lugar e colem os elementos na maquete com cuidado. Depois, façam os detalhes que vocês quiserem, para deixar a maquete bem parecida com a sala de aula.
A disposição dos objetos da maquete ficou parecida com a disposição dos objetos da sala de aula?
Em relação ao tamanho, como a sala de aula foi representada na maquete: em tamanho maior, menor ou igual à sala de aula real?
PARA O PROFESSOR
• VENTORINI, Silvia E.; SILVA, Patrícia A. da; ROCHA, Gisa F. S. Cartografia tátil e a elaboração de material didático para alunos cegos. Geographia Meridionalis, v. 1, n. 2, 2015. Disponível em: https://periodicos. ufpel.edu.br/index.php/ Geographis/article/ view/6330. Acesso em: 17 set. 2025.
O artigo apresenta a pesquisa em cartografia tátil, que desenvolveu ações voltadas a estudantes cegos, como a elaboração de mapas táteis e maquetes com e sem recursos sonoros.
com diferentes perspectivas. Arquive as fotografias para uma apresentação digital dos trabalhos da turma.
Ao final do trabalho, sugerimos uma autoavaliação, para que os estudantes possam analisar o desempenho deles, como se sentiram durante cada etapa do processo de confecção da maquete, ressaltando as facilidades e dificuldades encontradas na execução do trabalho. Oriente os estudantes a escrever no caderno o item a ser avaliado e indicar se foi fácil; médio ou difícil.
ENCAMINHAMENTO
Comente com a turma que a planta é uma representação do espaço sob a visão vertical. Esse tipo de representação consegue apresentar uma quantidade maior de detalhes de um espaço pequeno; portanto, utiliza escalas grandes, ou seja, em uma planta 1 centímetro desenhado pode representar alguns metros, por exemplo. Já as representações cartográficas (por exemplo, mapas que representam espaços maiores, como um município, um país ou mesmo o mundo), utilizam escala pequena, ou seja, representam grandes áreas; assim, 1 centímetro no mapa equivale a muitos quilômetros. Por essa razão, a planta é o tipo de representação espacial utilizada para o trabalho nos anos iniciais, já que nesta etapa os lugares de vivência ganham destaque.
Nesta dupla de páginas, são apresentados aos estudantes a leitura da planta e a utilidade da legenda, mobilizando aspectos das habilidades EF02GE08 e EF02GE09.
Se considerar necessário, retome a observação da sala de aula em diferentes pontos de vista (perspectivas): de frente, de cima para baixo (vertical) ou de cima e de lado (oblíquo).
Um dos elementos das representações cartográficas é a legenda, sobre a qual iniciamos o trabalho de forma mais sistematizada. Os estudantes deverão relacionar o significante (formas) ao significado (objetos) com base na leitura da planta. O uso e a leitura de legendas são parte importante na alfabetização cartográfica.
Planta da sala de aula
Esta fotografia mostra a visão que temos da maquete de uma sala de aula ao observá-la do alto, de cima para baixo.
Maquete da sala de aula vista de cima para baixo.
Podemos fazer desenhos para representar lugares e objetos vistos de cima.
Imagine o desenho dessa sala de aula vista de cima para baixo. O resultado é parecido com a imagem a seguir.
Desenhos reduzidos de lugares e objetos, vistos de cima para baixo, recebem o nome de planta
Quais são as principais diferenças entre a maquete e a planta?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento 2
Observe a planta da sala de aula e faça o que se pede.
• Escreva o que representa cada imagem desenhada na planta.
Para facilitar a leitura das diferentes representações que fazemos dos lugares e dos objetos, usamos desenhos, símbolos e cores organizados em uma legenda
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• PONTUSCHKA, Nídia Nacib et al. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2009.
O livro é voltado à formação docente, com discussões sobre o ensino de Geografia
23/09/2025 13:43
e orientações teórico-práticas. O capítulo “Representações cartográficas: plantas, mapas e maquetes” traz observações importantes sobre o trabalho com a transposição da maquete para a planta pelos estudantes.
Na atividade 1 espera-se que os estudantes diferenciem as representações e identifiquem que a maquete é uma representação tridimensional, enquanto a planta é uma representação bidimensional. Espera-se que eles observem que, na maquete, é possível visualizar a largura, o comprimento e a altura dos elementos (representação tridimensional); na planta, é possível visualizar somente a largura e o comprimento (bidimensional). Eles também poderão dizer, por exemplo, que na maquete é possível pegar ou manusear as miniaturas (elementos representados), enquanto na planta isso não é possível. Também poderão afirmar que, na planta, os objetos e móveis são desenhados, enquanto na maquete há miniaturas. Destaque para a turma que ambas as representações espaciais reduzem os lugares e objetos representados.
Lousa
Mesa do professor
Carteira
Cesto de lixo
ENCAMINHAMENTO
Promova a leitura coletiva dos relatos transcritos e comente com a turma que a memória está relacionada às lembranças e às representações do passado que são mantidas por uma pessoa ou por determinado grupo. Explique que a memória – revelada, por exemplo, em relatos escritos ou orais, festas e modos de vida – se torna um vestígio que contribui para o entendimento do passado. Comente que os relatos podem ser registrados de forma escrita, mas também podem ser transmitidos oralmente de geração em geração. Destaque que, mesmo quando feitos oralmente, esses relatos são fundamentais para a preservação da memória.
MEMÓRIAS DA ESCOLA
É comum as pessoas terem lembranças do tempo em que frequentaram a escola.
Vamos conhecer algumas dessas lembranças a partir da leitura de trechos de depoimentos de Abel e Aida, que frequentaram a escola durante as décadas de 1930 e 1940.
Abel estudou em uma escola no município de São Paulo, no estado de São Paulo, e Aida estudou em uma escola no município de Imbituba, no estado de Santa Catarina.
Leia o depoimento de Abel.
[…] As salas de aulas eram bem grandes, […] onde se abrigavam vinte e cinco a trinta alunos. As carteiras, de madeira, eram de dois alunos. […] As carteiras tinham um buraquinho para colocar o tinteiro. A caneta tinha uma pena. A caneta era de pau, com uma pena que a gente enfiava na ponta e molhava no tinteiro. Em casa nós tínhamos o tinteiro também para fazer as lições. […]
SILVA, Vera Lucia Gaspar da; SCHÜEROFF, Dilce (org.). Memória docente: histórias de professores catarinenses (1890-1950). Florianópolis: Udesc, 2010. p. 40. Disponível em: https://www1.udesc.br/arquivos/id_submenu/2317/livro_memoria_docente_historias_de_ professores_catarinenses__1890_1950_.pdf. Acesso em: 22 jul. 2025.
Agora, leia o depoimento de Aida.
Na primeira escola em [...] Vila Nova [...], as carteiras eram grandes. Nelas cabiam sete ou oito alunos. Nas salas de alvenaria ficavam, às vezes, cinquenta, sessenta alunos ali dentro, amontoadinhos. Em Araranguá, eram meninos numa sala e meninas noutra. […] E eram em carteiras individuais.
SILVA, Vera Lucia Gaspar da; SCHÜEROFF, Dilce (org.). Memória docente: histórias de professores catarinenses (1890-1950). Florianópolis: Udesc, 2010. p. 79. Disponível em: https://www1.udesc.br/arquivos/id_submenu/2317/livro_memoria_docente_historias_de_ professores_catarinenses__1890_1950_.pdf. Acesso em: 22 jul. 2025.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• LE GOFF, Jacques. História e memória. Tradução de: Bernardo Leitão et al. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 1990. (Coleção repertórios). Essa obra tem relação direta com o conteúdo deste volume e pode contribuir para a sua formação e preparação para as aulas. Nela, Le Goff destaca como a memória coletiva é construída, mostrando como o passado pode ser lembrado e reinterpretado.
Quais são as semelhanças e as diferenças entre as carteiras das escolas em que Abel e Aida estudaram?
Qual das carteiras descritas nos depoimentos mais se parece com a sua? Por quê?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Podemos observar mudanças na escola de um ano para o outro. Em duplas, conversem sobre mudanças e permanências que vocês identificaram na escola onde estudam entre o ano passado e este ano.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.
Imagine que no futuro uma pessoa queira saber como era sua escola.
a) Faça uma breve descrição dos ambientes, dos objetos e de outras características da escola que você gostaria que essa pessoa conhecesse.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
b) Quais objetos você poderia apresentar a essa pessoa para mostrar como foi o tempo em que você estudou na escola?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que poderiam mostrar fotos, trabalhos escolares, cadernos, boletins, entre outras recordações.
Em relação à atividade 1, espera-se que os estudantes destaquem que, na escola de Abel, as carteiras apresentavam espaço para tinteiro e comportavam dois estudantes. Já nas escolas em que Aida estudou, as carteiras tinham capacidade para sete ou oito estudantes e, com o passar do tempo, passaram a ser individuais.
Na atividade 2, oriente os estudantes a comparar as carteiras do relato com as que utilizam na sala de aula. Nesse momento, é interessante chamar a atenção para os materiais utilizados. As carteiras do relato de Abel, por exemplo, eram feitas de madeira. Já as carteiras atuais podem ser feitas de madeira, mas também de materiais sintéticos, como plástico.
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Oriente a formação das duplas para a realização da atividade 3. Tente diversificar os estudantes de forma a potencializar as reflexões sobre as mudanças e permanências observadas na escola. Reunir estudantes com menor proximidade pode ser uma estratégia nesse momento. Essa atividade tem por objetivo incentivar os estudantes a perceber que as coisas muitas vezes mudam com o tempo, mesmo quando o tempo é de apenas um ano. Complemente a atividade sugerindo que eles indiquem algo que gostariam de que tivesse mudado e que melhoraria o ambiente escolar; assim, é possível despertar o olhar crítico dos estudantes em relação ao espaço que eles frequentam, incrementando o sentimento de pertencimento ao espaço escolar.
Na atividade 4, os estudantes poderão explorar a competência escritora, permitindo a interdisciplinaridade com o componente curricular de Língua Portuguesa.
ENCAMINHAMENTO
Antes de iniciar o trabalho sugerido nesta dupla de páginas, pergunte aos estudantes se eles sabem o que são documentos. Uma boa estratégia para esse momento é pedir a eles que enumerem os documentos que possuem ou que conheçam. Ouça as respostas dos estudantes e conclua que, nesse caso, documentos são registros que trazem informações oficiais e que podem ser emitidos por órgãos do governo ou por entidades, como no caso das escolas públicas e também as privadas, que emitem o boletim.
A abordagem desta e da dupla de páginas seguinte mobiliza o desenvolvimento das habilidades EF02HI03, EF02HI04 e EF02HI05. Oriente a leitura do boletim, ajudando os estudantes no reconhecimento de cada uma das partes que o compõem, como a identificação da escola, a lista de componentes curriculares e as respectivas notas.
Proponha a realização das atividades 2 e 3 em casa, de forma que os estudantes contem com a ajuda dos pais ou de outro adulto responsável que more com eles para a sua realização. Como estratégia, peça a eles que façam a atividade antes da abordagem em sala de aula, instigando o interesse e mobilizando-os para o conteúdo que será apresentado.
Boletim escolar
Você sabe qual documento consultar para saber seu desempenho escolar ao longo do ano? O boletim escolar! Ele é um documento com valor histórico e pode nos apresentar diversas informações.
Observe o boletim escolar a seguir.
Permite descobrir os componentes curriculares cursados pelo estudante.
Pode apresentar informações sobre a escola.
Mostra o desempenho escolar de um estudante.
Qual é o nome da escola exibida na fotografia?
Colégio Oswaldo Cruz.
Mostre a fotografia desse boletim para um adulto. Peça a ele que comente as semelhanças e as diferenças entre o boletim da fotografia e as recordações dele nos tempos de escola. Registre a resposta dele e depois compartilhe com os colegas e o professor.
Semelhanças:
Resposta pessoal.
Diferenças:
Com o auxílio de um adulto, consulte seu boletim escolar do ano escolar anterior e compare com o boletim escolar da fotografia. Quais semelhanças e diferenças você observa?
Resposta pessoal.
• Conte aos colegas e ao professor o que você descobriu.
Se no futuro uma pessoa encontrar seu boletim, o que ela pode saber sobre você por meio dele?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que é possível observar os dados da vida escolar deles, como o nome da escola, o ano escolar, os componentes curriculares que estudaram, as notas, entre outros.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• CHAPEUZINHO de todas as cores | O Boletim (T1/E04). Publicado por: ANIMAFLIX. [S. l.: s. n.], 2019. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=7FfrzINo4rs. Acesso em: 17 set. 2025.
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A animação é indicada para o público infantil e aborda, de forma leve e divertida, a relação das crianças com o boletim escolar. É um vídeo curto. Se possível, organize sua apresentação para os estudantes e, depois, promova uma roda de conversa sobre a história.
A atividade 3 vai depender da realidade de cada escola. O boletim reproduzido foi preenchido à mão, com letra cursiva, enquanto provavelmente o do estudante seja impresso ou esteja disponível somente na versão digital. Os estudantes também podem comparar se os componentes curriculares são os mesmos e se existe espaço para o responsável assinar. Um aspecto semelhante é que os dois boletins mostram as notas. Essa atividade permite que eles percebam mudanças na educação e nos modos de registrar informações ao longo do tempo, além de compreender que documentos como os boletins são fontes de memória, que ajudam a contar histórias pessoais e escolares.
Ainda a respeito do boletim, chame a atenção dos estudantes para outros aspectos, como a fase escolar “ginasial”, questionando se eles sabem a que etapa da escolaridade atual essa fase corresponderia. Explique, então, que essa fase corresponde aos anos finais do ensino fundamental (6o ao 9o ano). Se achar oportuno, comente que essa denominação deixou de existir em 1971, quando houve uma reforma da educação no Brasil.
Destaque os componentes curriculares que atualmente não são comuns, como canto orfeônico, trabalhos manuais e latim. Explique que esses componentes revelam aspectos da época em que esse documento foi produzido. Na atividade 4, os estudantes devem constatar que, se alguém analisar o boletim deles no futuro, irá descobrir informações relacionadas ao seu desempenho escolar. Reflita com eles que, assim como no caso do boletim de 1956, podem ter ocorrido mudanças nos componentes curriculares e até no sistema usado para indicar o desempenho do estudante, como notas ou menções.
ENCAMINHAMENTO
Retome e amplie os estudos sobre fonte de memória propostos no capítulo anterior, e destaque que documentos como o boletim escolar também cumprem esse papel, pois guardam informações e lembranças sobre o passado.
Na atividade 5, os estudantes serão convidados a analisar um histórico escolar. Explique que, diferentemente do boletim, o qual mostra o desempenho do estudante em determinada etapa da escolaridade, o histórico mostra os resultados ao longo dos anos. Oriente a análise do histórico e chame a atenção para aspectos como os anos/ séries cursados e os respectivos anos; os componentes curriculares e o desempenho do estudante em cada um deles; a carga horária e o resultado final, que pode ser aprovado, reprovado, transferido ou concluinte.
Auxilie os estudantes na comparação entre o histórico escolar e o boletim, destacando as semelhanças e as diferenças. É importante que eles reconheçam, por exemplo, as mudanças em relação aos componentes curriculares.
Quando terminamos uma etapa de estudos como o ensino fundamental, a escola elabora um documento chamado histórico escolar. Nele estão as notas finais e os componentes curriculares cursados ao longo dos anos.
Em duplas, observem o histórico escolar a seguir. Depois, respondam às questões.
Notas do estudante no fim do 2o ano.
a) Marque um nos componentes curriculares que o estudante cursava quando estava no 2o ano.
X Língua Portuguesa
Ciências Físicas e Biológicas
X Matemática
X Ensino da História e Geografia
X Artes
X Educação Física
Ensino Religioso
Estudos Amazônicos
Língua Estrangeira – Inglês
Estudos Sociais
b) Os componentes curriculares são os mesmos avaliados no boletim escolar da página 46?
Espera-se que os estudantes percebam que os componentes curriculares avaliados mudaram.
c) Existe algum componente curricular que você estuda na sua escola e não aparece no histórico escolar da página 48?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
29/09/2025 17:03
ATIVIDADES
Se julgar oportuno, proponha que os estudantes, organizados em grupos, criem um boletim escolar imaginário. Explique que o desafio será usar a criatividade para inventar componentes curriculares diferentes, como “habilidade de empinar pipa”, “cuidados com o animal de estimação” ou “campeonato de brigadeiro”, atribuindo notas, escrevendo um pequeno comentário do “professor” sobre o desempenho e ilustrando o boletim de forma divertida. Ao final, organize uma conversa com a turma sobre quais áreas costumam aparecer nos boletins reais, por que a escola escolhe avaliá-las e quais outros saberes importantes aprendemos fora da escola. Para concluir, os grupos podem apresentar seus boletins aos colegas e cada estudante pode escrever um breve parágrafo contando qual componente inventado mais gostou, bem como o que ele revela sobre os talentos e interesses das pessoas.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar e comparar características de diferentes escolas.
• Identificar espaços da escola e as funções deles.
• Reconhecer a função dos documentos pessoais como forma de identificação e acesso a direitos, como a matrícula escolar.
• Reconhecer que a educação é um direito de todos os cidadãos.
• Elaborar uma planta da escola com legenda.
• Investigar os tipos e as causas de acidentes na escola.
• Organizar fatos do cotidiano em ordem cronológica.
• Relacionar situações do cotidiano à percepção da passagem do tempo.
BNCC
HABILIDADES
(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).
(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.
AS ESCOLAS SÃO DIFERENTES 3
As escolas podem ser muito diferentes umas das outras.
Observe as fotografias.
Escola no município de Mirassol D'Oeste, no estado de Mato Grosso, em 2024.
Escola no município de Matias Cardoso, no estado de Minas Gerais, em 2022.
(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).
(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Direitos da criança e do adolescente.
• Diversidade cultural.
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
Escola no município de Portel, no estado do Pará, em 2024.
Escola no município de Nísia Floresta, no estado do Rio Grande do Norte, em 2024.
Qual das escolas chamou mais sua atenção? Por quais motivos?
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
Qual das escolas representadas mais se parece com a sua?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Escolha uma das fotografias. Depois, diga quais são as semelhanças e as diferenças entre essa escola e a sua. Quais são as principais características da escola onde você estuda?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.
ENCAMINHAMENTO
Introduza o tema da abertura de capítulo relacionado à diversidade de escolas brasileiras propondo algumas questões para a turma sobre a escola onde estudam, incentivando a troca de impressões entre os estudantes. Faça perguntas como: nossa escola é grande ou pequena? Ela fica próxima da cidade ou da zona rural? O que tem no entorno dela?
Explore as diferenças entre as escolas em geral chamando a atenção para o tamanho (algumas são grandes; outras, pequenas), a
mais chamaram a atenção deles e por quê. Eles poderão mencionar elementos tanto das escolas quanto do entorno delas. Se julgar oportuno, solicite aos estudantes que escrevam frases curtas no caderno descrevendo a fotografia escolhida por eles. Na atividade 2, espera-se que os estudantes escolham a fotografia que mais se parece com a escola onde estudam. Proponha que realizem a atividade individualmente e, depois, compartilhem as respostas com os colegas. Nesse momento, será possível avaliar se os estudantes conseguem identificar semelhanças e diferenças entre as escolas. Caso os estudantes respondam que nenhuma das escolas retratadas se parece com a deles, peça para que argumentem, trazendo elementos das fotografias.
19/09/2025 12:07
localização (há escolas localizadas no campo, nas cidades, em comunidades quilombolas ou indígenas, entre outras), o tipo de construção (com muitas ou poucas dependências, escolas térreas ou com vários andares) etc.
Na sequência, promova a observação compartilhada das fotografias que mostram diferentes escolas brasileiras, mobilizando a habilidade EF02GE04.
Para realizar a atividade 1 organize a sala de aula para uma roda de conversa, dessa forma os estudantes podem compartilhar suas impressões comentando sobre quais escolas
As atividades 3 e 4 podem ser realizadas de diversas formas, pensando-se naquela que melhor se adequa à turma. Na atividade 3, é possível elaborar uma lista na lousa com as semelhanças e diferenças levantadas pelos estudantes para cada uma das fotografias. Depois, eles podem escolher uma delas e registrar no caderno. Na atividade 4, os estudantes deverão escrever as principais características da escola onde estudam. Ajude-os a realizar a atividade; para isso, faça um levantamento coletivo das características da escola e registre-as na lousa para que os estudantes possam copiá-las. Essa prática ajudará aqueles que, eventualmente, ainda apresentam dificuldades na escrita.
Caso deseje direcionar a observação dos estudantes, proponha algumas questões, como: o prédio da escola tem um ou mais pavimentos? Na escola há apenas anos iniciais do ensino fundamental ou há outros níveis de ensino? Há quantos períodos de funcionamento na escola?
ENCAMINHAMENTO
Em Escolas indígenas são apresentas algumas características da educação indígena, que é tão diversa quanto o número de povos presentes no território brasileiro.
Para explorar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre as escolas indígenas, proponha algumas questões, que poderão ser retomadas posteriormente no encerramento do tópico: existem escolas nas aldeias indígenas? Como você acha que são essas escolas? O que os estudantes aprendem nessas escolas?
Espera-se que os estudantes compreendam que algumas aldeias possuem escolas próprias e que elas são diferentes entre si, seja pela localização, pelos materiais utilizados na sua construção, por serem bilingues ou apresentarem componentes curriculares que atendam às demandas de cada povo.
Essa abordagem permite trabalhar com o TCTs Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
Introduza o tema com um excerto do livro Guayarê: o menino da aldeia do rio, no qual o protagonista faz uma breve fala sobre a escola onde estuda na língua maraguá. O objetivo é chamar a atenção dos estudantes para a diversidade, com base na grafia das palavras. Para abrir a discussão, encaminhe as atividades 1 e 2, solicitando aos estudantes que analisem o trecho citado. Questione-os se compreenderam algo e se conseguem identificar alguma palavra grafada de forma semelhante à língua portuguesa.
Promova a leitura compartilhada do excerto em português, aproveitando para verificar se as hipóteses levantadas pelos estudantes nas atividades 1 e 2 se con-
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem as palavras Santa Maria e, apesar da grafia um pouco diferente, as palavras escola (scola) e, talvez, estudar (estudári).
ESCOLAS INDÍGENAS
Leia o trecho do livro a seguir.
Çe scola i-rêra Santa MariaYãbetue’y, o ikó Yãbetue’y’náwa-pe. Koema arame ~ ygaraçára o raçó yãdé piry ya estudári.
YAMÃ, Yaguarê. Guayarê: o menino da aldeia do rio. São Paulo: Biruta, 2021. p. 15.
1
2
Você reconhece a escrita e o significado das palavras do trecho do livro? Se sim, quais?
Você imagina qual é o tema do trecho do livro lido?
Resposta pessoal. É possível que os estudantes não identifiquem nenhum tema. Nesse caso, incentive-os a associar o trecho ao título Escolas indígenas.
Agora, leia o trecho do livro traduzido para a língua portuguesa.
Minha escola se chama Santa Maria Yãbetue’y e fica na aldeia principal, Yãbetue’y, a uma hora de viagem. Toda manhã o catraieiro nos leva para estudar.
YAMÃ, Yaguarê. Guayarê: o menino da aldeia do rio. São Paulo: Biruta, 2021. p. 14.
Catraieiro: pessoa que dirige uma catraia, um tipo de barco pequeno.
O trecho do livro apresenta parte da história do menino Guayarê. Ele pertence ao povo indígena maraguá, que vive às margens do Rio Guarinamã, no estado do Amazonas.
Na escola onde Guayarê estuda, é falada a língua do povo dele e são aprendidas a cultura e as tradições dos Maraguá, mas também são dadas aulas de Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, História, Ciências, entre outras.
FIQUE LIGADO
• YamÃ, Yaguarê. Guayarê: o menino da aldeia do rio. são Paulo: Biruta, 2021. O livro narra a história de Guayarê, uma criança indígena maraguá. Ele conta como é a aldeia onde vive e outros aspectos de sua vida, com os familiares e os amigos.
firmaram ou não. Espera-se que eles indiquem que o texto fala sobre a escola que o personagem frequenta. Explique aos estudantes que o texto inicial está escrito em maraguá, idioma falado pelo povo Maraguá. Reforce que, com base no excerto, entende-se que o personagem vai para a escola de barco.
Faça a leitura do texto da página 52. Essa leitura pode ser realizada de formas compartilhada; por exemplo, leia para a turma e proponha que os estudantes que desejem leiam trechos do texto. Durante a leitura, formule algumas questões para localização de informações, como: Qual é o nome do personagem?
A qual povo ele pertence? Onde ele mora? O que o personagem estuda na escola dele? É possível trabalhar as questões oralmente ou com registros escritos no caderno.
Reforce as diferentes formas de ensinar e aprender nas escolas indígenas para que os estudantes compreendam tanto a universalidade dessas práticas quanto a historicidade das instituições dedicadas a esses fins. Comente que as crianças indígenas aprendem muitas coisas acompanhando os adultos nas tarefas diárias: nadar no rio, remar, descascar mandioca e abóbora, pescar etc.
19/09/2025 12:07
No Brasil, a maioria das escolas indígenas está localizada em aldeias no campo. Mas também existem escolas indígenas nas cidades. Observe as fotografias.
Escola indígena da etnia Guarani mbya, na aldeia Tekoa Takuari, no município de Eldorado, no estado de São Paulo, em 2024.
Escola indígena da etnia Pataxó, no município de Santa Cruz Cabrália, no estado da Bahia, em 2024.
3
4
Escola indígena da etnia Xavante, na aldeia Nossa Senhora das Graças, na Terra Indígena São Marcos, no município de Barra do Garças, no estado de Mato Grosso, em 2025.
4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem a da fotografia 1, à qual os estudantes podem chegar em embarcações. 5
Cite duas diferenças entre as escolas das fotografias.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Em sua opinião, qual das escolas apresentadas nas fotografias mais se parece com a escola de Guayarê? Explique.
Qual das escolas apresentadas nas fotografias mais se parece com sua escola? Em que elas se parecem?
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE PARA O PROFESSOR
• INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Jeitos de aprender. Povos Indígenas no Brasil Mirim, [s. d.]. Disponível em: https:// www.mirim.org/como-vivem/aprender. Acesso em: 17 set. 2025.
O artigo traz informações interessantes sobre as formas de aprender de diferentes povos indígenas.
21:12
Na observação das fotografias, espera-se que os estudantes percebam que as escolas são bastante diferentes. Aproveite para comentar que, embora no Brasil a maioria das escolas indígenas esteja situada no campo, existem também escolas indígenas nas cidades, como mostrado na fotografia 2
Para a atividade 3, espera-se que os estudantes observem que as fotografias 1 e 3 apresentam mais elementos naturais no entorno da escola, características de uma área rural, enquanto a fotografia 2 retrata uma área urbana.
Na atividade 5, espera-se que os estudantes identifiquem, entre as fotografias, aquela que mais se parece com a escola que estudam, com base na observação e comparação dos elementos da paisagem representados nas fotografias e no entorno da escola.
ENCAMINHAMENTO
Inicie a seção Ideia puxa ideia perguntando aos estudantes se eles sabem o que é um estatuto. Proponha a eles que busquem o significado dessa palavra no dicionário e compartilhem as descobertas com os colegas. Construa coletivamente um significado para essa palavra e registre-o na lousa. Por fim, conclua informando que chamamos de estatuto uma lei que define direitos e deveres a respeito de determinado tema ou de um grupo de pessoas, como no caso do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), apresentado nesta seção. Comente com os estudantes que no Brasil existem também o Estatuto do Idoso (2003), o Estatuto da Igualdade Racial (2010) e o Estatuto da Pessoa com Deficiência (2015). Como forma de ampliar a análise, apresente aos estudantes o seguinte trecho do ECA.
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
[...]
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-lhes: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
[...]
BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 15 ago. 2025.
IDEIA PUXA IDEIA
O direito à educação
Estudar é um direito de toda criança!
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é o documento que garante esse direito às crianças e aos adolescentes que vivem no Brasil.
É responsabilidade do governo disponibilizar espaços para o funcionamento das escolas, contratar professores e outros funcionários e oferecer materiais didáticos e alimentação adequados às necessidades das crianças.
Ao mesmo tempo, é obrigação dos pais ou responsáveis matricular as crianças na escola e garantir que elas frequentem esse espaço e participem das aulas e das atividades oferecidas
Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.
Escola no município de Penedo, no estado de Alagoas, em 2022.
FIQUE LIGADO
• Brasil . Câmara dos deputados. Estatuto da criança do adolescente em tirinhas para crianças. 4. ed. Brasília, dF: edições Câmara, 2015. disponível em: https://plenarinho.leg.br/wp-content/uploads/2018/07/eCa_2015_150dpi.pdf. acesso em: 4 jun. 2025.
Essa obra apresenta em tirinhas os principais aspectos do ECA.
Chame a atenção dos estudantes para o fato de a oferta de educação e de outros direitos essenciais, como esporte, lazer, saúde e alimentação, ser dever de toda a sociedade, da família ao poder público. Destaque ainda que, segundo o ECA, a educação possibilita o pleno desenvolvimento da criança e do adolescente. Questione-os também sobre o que seriam “acesso” e “permanência” na escola. Após ouvir as hipóteses dos estudantes, comente que essas palavras se referem ao direito de a criança e o adolescente serem
matriculados e conseguirem concluir seus estudos em uma escola.
Ainda em relação ao conteúdo desta seção, é importante destacar que ele possibilita o trabalho com o TCT Direitos da criança e do adolescente. Assim, como forma de ampliar esse tema, comente com os estudantes que existem outras leis e mecanismos no âmbito nacional e internacional cuja finalidade é proteger os direitos de crianças e adolescentes.
Frequentar a escola também é um direito das pessoas com deficiência (PCD). Na escola, fazemos amigos, brincamos e aprendemos muito!
Escola no município de Bento Gonçalves, no estado do Rio Grande do Sul, em 2023.
1
Vamos ajudar Renata a chegar à escola? No caminho, ela deve resgatar alguns dos direitos que o ECA garante para as crianças e os adolescentes.
2
Na sua escola, todas as crianças participam das atividades, dos jogos e das brincadeiras?
Resposta pessoal. Veja comentários e orientações no Encaminhamento 3
Quais atitudes garantem que a escola seja um espaço de acolhimento para todos os estudantes?
Resposta pessoal. Veja comentários e orientações no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
29/09/2025 17:10
Na atividade 1, explique aos estudantes o significado de cada símbolo que a personagem vai encontrar pelo caminho do labirinto: a bola significa o direito ao lazer e ao esporte; o prato de comida significa o direito a uma alimentação saudável; o hospital significa o direito à saúde; a nota musical significa o direito à cultura.
Na atividade 2, a resposta é pessoal, no entanto, ela propõe uma importante reflexão sobre a acessibilidade e a inclusão na escola. Por isso, se achar oportuno, faça a correção dessa atividade em uma roda de conversa, debatendo com a turma formas de incluir todos as crianças da escola. Na atividade 3, é importante que os estudantes reconheçam que ter espaços acessíveis e atividades inclusivas podem garantir o acolhimento a estudantes com necessidades especificas.
ATIVIDADES
Como forma de explorar os direitos de crianças e adolescentes previstos no ECA, organize os estudantes em quatro grupos. Cada um dos grupos ficará responsável por um direito: saúde, educação, alimentação e moradia. Os grupos deverão pesquisar em jornais e revistas imagens que mostrem situações de respeito e de desrespeito ao seu tema. Uma vez selecionadas as imagens, eles deverão recortá-las e organizá-las em um cartaz. Agende um dia para que os grupos apresentem suas produções, explicando o porquê das escolhas.
• CALISSI, Luciana; SILVEIRA, Rosa Maria Godoy Silveira (org.). O ECA nas Escolas: perspectivas interdisciplinares. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2012. Disponível em: https://site.mppr.mp.br/sites/hotsites/arquivos_restritos/files/migrados/ File/publi/eca/eca_nas_escolas_1__ufpb_2013.pdf. Acesso em: 17 set. 2025. Documento publicado em parceria entre a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e o Ministério da Educação com diversos textos sobre as múltiplas temáticas contidas no ECA.
PARA O ESTUDANTE
• ROCHA, Ruth; ROTH, Otávio. Declaração Universal dos Direitos Humanos. 11. ed. São Paulo: Salamandra, 2014. O livro é uma adaptação da Declaração Universal dos Direitos Humanos para crianças.
ENCAMINHAMENTO
Oriente a leitura das imagens e peça aos estudantes que digam o nome de cada um dos documentos retratados. O trabalho com documentos ajuda a fortalecer a construção da identidade dos estudantes, seu senso de pertencimento e entendimento de que registros civis fazem parte dos direitos dos cidadãos, mobilizando a habilidade EF02HI04
Na atividade 1, solicite aos estudantes que digam se sabem para que serve cada um dos documentos retratados. Pode ser que muitos estudantes, por conta da idade, desconheçam alguns desses documentos e, se for o caso, explique a eles. Dessa forma, vão perceber que os documentos podem ter diferentes usos. Destaque que a Carteira de Identidade Nacional (CIN) é emitida pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de cada unidade da federação e é o documento de identificação dos brasileiros. O passaporte é emitido pela Polícia Federal e tem como finalidade possibilitar que um cidadão brasileiro realize viagens internacionais. Em relação à Carteira de Trabalho, informe que se trata de um documento que registra as atividades profissionais. Comente que, atualmente, esse documento também pode ser emitido no formato digital. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é um documento oficial emitido pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e que atesta a aptidão de um cidadão para conduzir veículos automotores em vias públicas.
NA HORA DA MATRÍCULA
Para se matricular na escola, é necessário apresentar diversos documentos.
Neste caso, documentos são papéis, fotografias ou arquivos que guardam informações importantes sobre uma pessoa, uma família ou um lugar.
1
Contorne os documentos pessoais oficiais que você conhece.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
2
Pergunte a seus pais ou responsáveis quais documentos eles tiveram de apresentar para realizar sua matrícula na escola. Escreva os nomes desses documentos.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Na atividade 2, espera-se que os pais ou responsáveis indiquem documentos pessoais dos estudantes, como a certidão de nascimento, a carteira de identidade nacional, a carteira de vacinação, o passaporte (para os nascidos fora do Brasil), além de documentos pessoais dos responsáveis que comprovem o vínculo entre eles e do comprovante de residência. Se julgar pertinente, solicite à secretaria da escola a lista de documentos exigidos pelo estabelecimento para a realização da matrícula tanto dos estudantes brasileiros quanto dos estrangeiros.
Documento de identificação
Um documento importante e que pode ser apresentado na matrícula da escola é a Carteira de Identidade Nacional (CIN).
A CIN registra informações básicas sobre as pessoas e nos ajuda a conhecer alguns aspectos de nossa história. Observe um modelo desse documento.
Com a ajuda de um adulto, observe sua Carteira de Identidade Nacional. Depois, complete o quadro com os seus dados.
Eu nasci no dia de de .
Sou natural de . Minha nacionalidade é .
Os nomes que aparecem no campo “Filiação” são: .
Trabalhe com a turma a importância da carteira de identidade nacional como documento vinculado à garantia de direitos ao registrar informações que identificam cada brasileiro. Essa abordagem tem como objetivo valorizar a identidade dos estudantes e que eles compreendam como documentos pessoais fazem parte da vida em sociedade. Na atividade 1, oriente os estudantes a preencher o quadro com a ajuda de um adulto de confiança em casa, sem necessidade de trazer o documento original para a escola. Reforce que cada carteira de identidade é única e que eventuais diferenças devem ser respeitadas. Caso algum estudante não tenha acesso às informações, permita que faça um preenchimento parcial ou fictício para não se sentir excluído.
Data de expedição: data em que foi emitido, lançado.
A data de expedição da minha Carteira de Identidade Nacional é:
Resposta pessoal. Caso o estudante não tenha a CIN, oriente-o a identificar os dados na certidão de nascimento. Veja comentários no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
PARA O PROFESSOR
• NEVES, André. Certidão de nascimento poético. Belo Horizonte: Abacatte, 2023. Esse livro infantojuvenil explora de forma poética o nascimento, convidando os leitores a refletir sobre suas origens.
29/09/2025 17:10
ENCAMINHAMENTO
Introduza o assunto da dupla de páginas solicitando aos estudantes que identifiquem as dependências da escola onde estudam: salas de aula, quadras de esportes, biblioteca, cantina, sala de vídeo, sala dos professores etc. Em seguida, proponha algumas questões oralmente: qual é a função de cada dependência? Quais são os profissionais que trabalham nesses espaços? Esses espaços podem ser frequentados livremente pelos estudantes? Quais são as regras de convívio e uso desses espaços? Permita que os estudantes compartilhem suas respostas e, se necessário, faça intervenções. Depois, peça a eles que observem e descrevam atentamente as fotografias que mostram duas bibliotecas de escolas diferentes.
Na atividade 3, espera-se que os estudantes descrevam as características da biblioteca da escola onde estudam, comparando-a com as bibliotecas das fotografias. Caso julgue adequado, peça à turma que desenhe, em uma folha de papel avulsa, a biblioteca da escola.
DIFERENTES REPRESENTAÇÕES DA ESCOLA
Apesar de serem diferentes, as escolas têm espaços com funções semelhantes. Observe as fotografias.
Escola no município de Mateiros, no estado do Tocantins, em 2023.
1 2
Escola no município de Campo Mourão, no estado do Paraná, em 2025.
Qual espaço da escola está representado nas fotografias?
Biblioteca.
Quais atividades podem ser realizadas nesse espaço?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem, por exemplo, a leitura ou o empréstimo de livros.
Na escola onde você estuda tem esse espaço? Ele é parecido com alguma das fotografias?
Respostas pessoais. Veja comentários e orientações no Encaminhamento
Observe a imagem que foi feita de uma escola.
Solicite à turma que observe a imagem da quadra esportiva de uma escola em visão vertical atentamente e descreva os elementos que consegue identificar, com destaque para a quadra de esportes desenvolvendo a habilidade EF02GE09.
Na atividade 4, é importante retomar conceitos e noções de lateralidade, referenciais espaciais e diferentes formas de representação do espaço, favorecendo a consolidação do processo de alfabetização cartográfica.
Pinte o quadro que indica o ponto de vista do qual a escola e o entorno dela foi fotografada.
De cima para baixo
Observe a imagem a seguir e marque um no nome do tipo de representação que foi feita.
Imagem de satélite de escola no município de Regente Feijó, no município de Ponta Grossa, no estado do Paraná, em 2025. Maquete
ATIVIDADES
Organize uma saída de reconhecimento pela escola para que os estudantes possam identificar e analisar as dependências dela. Peça a eles que observem:
• a conservação do espaço e dos objetos;
• as condições de limpeza;
• outros aspectos que lhes chamarem a atenção. Depois, em sala de aula ou em outro espaço da escola, promova uma conversa sobre o que os estudantes viram. Peça a eles que respondam às seguintes perguntas:
Na atividade 5, espera-se que os estudantes reconheçam que a planta também é uma representação espacial em visão vertical e que, no exemplo dado, foi elaborada com base na imagem de satélite. Caso os estudantes sintam dificuldade em associar a imagem de satélite, que representa a quadra esportiva, à planta, proponha questões que os auxiliem nesse processo, chamando a atenção deles para as formas, as cores e a organização dos elementos tanto na imagem de satélite quanto na planta da quadra de esportes.
• Quais espaços da escola estão mais bem conservados?
19/09/2025 12:07
• Há espaços que podem ser melhorados? Se houver, quais são eles?
• Como os estudantes podem contribuir para a limpeza e a organização da escola?
Por fim, organize os estudantes em grupos e oriente-os a elaborar cartazes sobre as formas de contribuição para a limpeza e a organização da escola que acabaram de sugerir. Cada grupo deve fazer um cartaz sobre uma dessas formas. Depois, exponha os cartazes produzidos pelos corredores, pelo pátio ou por outro ambiente em que estudantes e funcionários possam vê-los.
ENCAMINHAMENTO
Neste capítulo, trabalhamos a planta simples, que não segue todas as convenções cartográficas, pois, nesse momento, o objetivo é apresentar aos estudantes esse tipo de representação, indicando as suas funções.
Dessa forma, desenvolvem-se aspectos das habilidades EF02GE08, EF02GE09 e EF02GE10, à medida que os estudantes precisam aplicar princípios de localização e posição para interpretar a planta de uma escola.
Nesta dupla, aprofunda-se o estudo das plantas como forma de representação espacial. Em um primeiro momento, explore a leitura dos elementos de uma planta, retomando as características e funções de uma legenda. Na sequência, os estudantes deverão desenhar uma planta simples da escola onde estudam.
Inicie com a leitura coletiva da planta da escola hipotética, trabalhando a identificação e a localização dos espaços representados. Faça perguntas aos estudantes, como: quantas salas de aula há na planta dessa escola? Quais espaços estão representados? Quantos banheiros há na escola?
Na atividade 1, peça aos estudantes que observem a planta novamente, identificando os símbolos nela aplicados. Pergunte se eles sabem o que estes representam. Depois, peça que completem o quadro, que é a legenda da planta, elaborando símbolos para os espaços indicados.
Desenhando a planta da escola
Observe a planta de parte de uma escola.
2
Complete a legenda criando símbolos para representar os espaços indicados. Depois, desenhe os símbolos na planta.
Espaço da escola
Sala de aula
Pátio
Refeitório
Símbolo
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes elaborem símbolos que tenham alguma relação com os espaços a serem representados.
Espaço da escola Símbolo
Banheiros
Sala dos professores
Secretaria
Para que serve a legenda que você ajudou a criar?
Espera-se que os estudantes respondam que a legenda ajuda na identificação dos espaços da escola.
Caso necessário, retome o conceito de legenda já apresentado no capítulo 2 desta unidade e pergunte aos estudantes qual objeto ou característica melhor representa cada um dos espaços escolares, pedindo que justifiquem as escolhas deles. É interessante que eles relacionem as atividades realizadas e os objetos utilizados em cada espaço ao símbolo que desenharão.
Sala de aula
Sala de aula
Sala de aula
Sala de aula
Sala de aula
Sala de aula
Quadra de esporte Banheiro Banheiro
Secretaria
Sala dos professores Pátio
Refeitório
Portão
Vamos desenhar a planta dos principais espaços de sua escola? Para isso, siga estas etapas.
a) Com o auxílio do professor, dê uma volta pela escola.
b) Registre o número de:
• Salas de aula: . • Banheiros .
c) Observe atentamente a localização dos espaços.
d) De volta para a sala de aula, desenhe a planta da escola.
Use a planta da página anterior como modelo, imaginando que você está vendo a escola de cima para baixo. Depois, elabore uma legenda para sua planta.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
A atividade 3 demanda uma organização prévia com o restante da equipe escolar para a realização do reconhecimento dos espaços da escola. Além disso, é importante orientar os estudantes para que realizem a atividade sem fazer muito barulho e de forma tranquila, mantendo, dessa forma, o bom andamento das atividades das outras turmas. Essa atividade pode ser desenvolvida em conjunto com a seção Cientista mirim da página 62, que investiga a segurança na escola. Durante a dinâmica, chame a atenção dos estudantes para a localização das dependências usando os referenciais espaciais, desenvolvendo a habilidade EF02GE10. Caso a escola tenha mais de um pavimento, proponha aos estudantes que façam um desenho para cada pavimento em folhas separadas.
ATIVIDADES
Aproveite a imagem da planta de uma escola fictícia, trabalhada no Livro do Estudante, para explorar com a turma a leitura desse tipo de representação. Faça perguntas a eles, como: Quantas dependências há na escola? (12, contando com a quadra de esportes.) Qual dependência está à direita da secretaria? (A sala dos professores.) Qual dependência está à esquerda do portão? (A secretaria.) Onde está localizado o refeitório? (No pátio, entre as salas de aula).
Em seguida, questione os estudantes sobre a necessidade de representar algum espaço que possa não ter sido desenhado na planta e que é comum em uma escola, como uma biblioteca, um parquinho, uma brinquedoteca etc. Com essa pergunta, motive-os a refazer o desenho da planta em uma folha de papel avulsa, incluindo o espaço que eles indicarem. Ao final do desenho, peça a eles que criem uma legenda explicativa, incluindo esse novo símbolo.
19/09/2025 12:07
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção, providencie com os estudantes: caderno, lápis e câmera fotográfica (opcional).
ENCAMINHAMENTO
Nesta seção Cientista mirim, os estudantes são convidados a investigar a segurança na escola em relação a acidentes.
Na pergunta inicial, verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses.
Leia o Procedimento para os estudantes e certifique-se de que eles entenderam como fazer a atividade. Oriente-os a observar com atenção os diferentes espaços da escola, as pessoas e as situações. O estado de conservação do prédio e dos equipamentos pode aumentar o risco de acidentes: um piso danificado, por exemplo, pode aumentar o risco de quedas; instalações elétricas antigas podem causar choques elétricos; vidros quebrados podem ocasionar cortes. É importante que os estudantes não exponham a identidade das pessoas observadas.
Como a escola também é um local onde as crianças passam grande parte do tempo, é importante identificar situações que oferecem perigo e propor soluções para preservar a integridade física dos estudantes e funcionários. Medidas de prevenção de acidentes devem ser ensinadas às crianças desde cedo. Para saber mais a respeito deste tema sugerimos a leitura do Texto complementar.
CIENTISTA MIRIM
Investigando a segurança na escola
Pergunta inicial
Que tipos de acidente podem acontecer na escola?
No caderno, faça desenhos para representar os acidentes que você acha que podem ocorrer nesse ambiente.
Agora, forme dupla com um colega para investigar esse tema.
Material
• caderno • lápis • câmera fotográfica (opcional)
Para utilização desse material, veja orientações no Encaminhamento
Procedimento
1 Com a orientação do professor, observem os diferentes espaços da escola.
2 Ao andar pela escola, investiguem as situações que podem oferecer riscos de acidente em cada espaço.
• As pessoas usam a escada segurando no corrimão e tomando cuidado?
• No pátio, os estudantes andam tranquilamente ou costumam correr?
• Alguns estudantes andam com os cadarços desamarrados?
• Nos espaços que os estudantes acessam, existem objetos pontudos ou afiados que podem machucar?
TEXTO COMPLEMENTAR
A segurança na escola
[...] o papel de todos na escola tem como objetivo facilitar a permanência das crianças nesse ambiente. Permitindo-as adaptar-se aos espaços e rotinas, prevenindo acidentes e atendendo prontamente, de maneira eficaz, casos que possam eventualmente acontecer.
[...]
As crianças, em especial, são seres suscetíveis a acidentes por sua natural inquietação e imprevisão. O ambiente da escola se torna local propício a acidentes
devido à grande aglomeração de crianças e adolescentes agitados, que interagem o tempo todo [...].
[...] dentre os fatores intrapessoais apontam-se as características da criança que poderiam contribuir para a ocorrência do acidente são: Estágio do desenvolvimento motor; Estágio do desenvolvimento social e cognitivo; A constituição biológica e estrutura psíquica.
Sendo assim, os professores e funcionários das escolas, além do seu compromisso educacional e pedagógico, são também responsáveis em zelar pela segurança das crianças, dedicando-se a sua formação e
• Existem locais onde o chão fica molhado e escorregadio?
• Se a escola tem parquinho, os brinquedos estão bem conservados? Eles são usados de maneira correta?
3 Registrem as informações no caderno, com texto ou desenhos das situações de risco.
4 Compartilhem as anotações da dupla com a turma.
Conclusão
1
Escrevam no quadro os principais riscos de acidentes na escola, de acordo com as observações da turma.
Riscos de acidentes observados na escola
A resposta depende das observações feitas pelos estudantes. Eles podem escrever da maneira como conseguirem.
2
O que pode ser feito para diminuir ou eliminar esses riscos?
A resposta depende das observações feitas pelos estudantes.
Após a investigação, vocês mudariam as respostas que deram à Pergunta inicial ? Todos os tipos de acidentes desenhados no caderno podem acontecer na escola?
Sim
3 Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento. kimerodrigues/doisdenÓs 63
Não
bem-estar. Considera-se necessário que as abordagens e estudos de comportamentos preventivos devem ser iniciados na família e estendidos ao ambiente escolar, com a participação das crianças e de seus responsáveis nas discussões referentes a segurança de todos.
CONTI, K. L. M. de; ZANATTA, S. C. Acidentes no ambiente escolar: uma discussão necessária. In: Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE, Paraná, 2014. Disponível em: https://www.diaadiaeducacao.pr.gov. br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_ pde/2014/2014_unespar-paranavai_cien_artigo_ kesia_liriam_meneguel.pdf. Acesso em: 18 set. 2025.
23/09/2025 13:55
A dinâmica da atividade 1 requer que os estudantes escrevam as situações observadas. Como eles ainda estão em processo de alfabetização, a escrita pode ser feita de maneira espontânea, da forma que conseguirem. Eles também podem desenhar as situações observadas.
Em sala de aula, faça uma tabela na lousa com as situações observadas pela turma. Assim, as observações ficam sistematizadas e os estudantes têm a chance de verificar a escrita. Depois, encaminhe a conversa de modo que eles identifiquem as possíveis causas dos acidentes. Eles podem citar, por exemplo, desatenção dos estudantes, falta de manutenção dos objetos, estrutura danificada, entre outras.
Na atividade 2, incentive a troca de ideias entre os estudantes. Caso eles notem que alguns acidentes podem acontecer porque as crianças costumam correr pelo pátio, explique que correr faz parte de muitas brincadeiras, contudo, é recomendável brincar em locais apropriados para reduzir o risco de acidentes.
Na atividade 3, espera-se que os estudantes confrontem a hipótese inicial com os resultados e concluam se sua previsão inicial se confirmou. Neste caso, a conclusão vai depender das observações feitas pela turma.
ORGANIZE-SE
Para a realização da atividade 2 providencie com os estudantes: tesoura com pontas arredondadas e cola.
ENCAMINHAMENTO
Antes de iniciar o trabalho com o tema A rotina escolar, pergunte aos estudantes o significado das palavras “rotina” e “regularidade”. Peça a eles que falem livremente suas percepções e anote as respostas na lousa. Se julgar oportuno, consulte em um dicionário para ler o significado dessas palavras. Esse trabalho é fundamental, pois possibilita a ampliação do repertório lexical dos estudantes, contribuindo para a compreensão do texto.
Faça a leitura das ilustrações de forma coletiva com a turma, reconhecendo a sequência temporal (antes, durante e depois) representada. Proponha, então, a realização da atividade 1, que inicialmente pode ser feita de forma oral, para que depois os estudantes possam completar os espaços no livro. Reconhecer a sequência temporal é fundamental para o trabalho com o tempo histórico, mas esse conhecimento não será adquirido de uma vez, ele se desenvolverá aos poucos. Essa abordagem favorece o desenvolvimento da habilidade EF02HI06
Se possível, antes de dar sequência ao trabalho, proponha a realização da atividade sugerida em +Atividades
A ROTINA ESCOLAR
Você já percebeu que costumamos realizar algumas atividades quase todos dias ao longo de uma semana?
Ir para a escola de segunda-feira a sexta-feira, tomar banho todos os dias, praticar um esporte duas vezes na semana e, ir ao parque no sábado são exemplos de atividades que podem fazer parte da nossa rotina
Rotina é o nome dado às atividades que fazemos com regularidade e quase sempre em uma mesma ordem.
Observe a rotina escolar de Marcos.
Complete os espaços a seguir com as palavras antes ou depois
Marcos brinca depois de comer.
Marcos lancha antes da aula de Arte.
ATIVIDADES
Divida os estudantes em quatro grupos. Procure formar grupos que reúnam estudantes com diferentes níveis de proficiência. Cada grupo deverá elaborar um relato oral utilizando expressões que marcam a passagem do tempo, a saber:
Grupo 1: “antes” e “depois”;
Grupo 2: “ontem” e “hoje”;
Grupo 3: “amanhã” e “outro dia”;
Grupo 4: “antigamente” e “há muito tempo”.
O relato deve explorar as expressões indicadas para cada um dos grupos. Essa atividade aprofunda os estudos sobre a sequência temporal e possibilita uma abordagem interdisciplinar com o componente curricular de Língua Portuguesa.
As atividades da rotina escolar de Marcos estão organizadas em ordem cronológica, isto é, de acordo com a ordem em que acontecem a partir do momento em que ele chega à escola.
Agora, vamos organizar sua rotina escolar?
a) Recorte os cartões da página 275 do Material complementar.
b) Escolha seis cartões que representem as atividades que você realiza em um dia da semana em que você vai à escola.
c) Organize os cartões em ordem cronológica e depois cole nos espaços a seguir.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Antes da leitura do texto da página 65, pergunte aos estudantes qual é o significado da expressão “ordem cronológica”. Após ouvir as impressões deles, comente que essa expressão está relacionada à organização de fatos em ordem temporal, ou seja, do mais antigo para o mais recente. Se julgar oportuno, comente que a palavra cronológica tem origem no grego chronos, que significa tempo.
A atividade 2 incentiva os estudantes a observar, comparar e organizar ações do cotidiano, promovendo o raciocínio lógico e a construção de uma linha do tempo pessoal. Ela também fortalece o sentimento de pertencimento, ao valorizar a rotina de cada criança e sua vivência escolar. Auxilie-os na manipulação do Material complementar e, antes de colarem os cartões, façam diferentes combinações.
19/09/2025 12:07
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
ENCAMINHAMENTO
Proponha aos estudantes a leitura da história em quadrinhos. Chame a atenção para os elementos que compõem a história e destaque que os textos no alto das cenas têm a função de conduzir a narrativa, trazendo informações sobre o tempo e o espaço onde as ações ilustradas acontecem. O tempo em que as ações acontecem também está presente nas marcações de horário inseridas no canto inferior direito de cada cena. A identificação dessas informações contribuirá para a realização das atividades propostas, uma vez que destacará os marcadores temporais, ajudando os estudantes na identificação das expressões que mostram a passagem do tempo.
As rotinas diárias das pessoas não são iguais e variam de uma pessoa para outra. Observe as rotinas de Marcos e de seu pai.
Ainda cedo, os dois se levantam e tomam café da manhã juntos.
Depois do café da manhã, o pai de Marcos acompanha o filho até a escola e segue para o escritório onde trabalha.
Enquanto Marcos está estudando, seu pai participa de reuniões no trabalho.
7
Quando duas ou mais atividades acontecem ao mesmo tempo, ainda que sejam em locais diferentes, chamamos isso de simultaneidade.
Quais atividades Marcos e seu pai fazem juntos?
Espera-se que os estudantes respondam que eles tomam o café da manhã e saem de casa juntos.
Contorne na ilustração os quadros que mostram um exemplo de simultaneidade.
Espera-se que os estudantes contornem os quadros que marcam 9:00.
Quais outras atividades estão acontecendo simultaneamente na escola enquanto você está estudando? Converse com os colegas e registre.
Resposta pessoal.
Com um colega, converse sobre a rotina de vocês quando estão em casa. Depois, anotem e comparem suas atividades. 3 4
Ao abordar com os estudantes o conceito de simultaneidade, explique os conceitos de anterioridade (atividades que acontecem antes) e posterioridade (atividades que acontecem depois). Essa compreensão será essencial para o entendimento das linhas do tempo, tema que será apresentado nas próximas páginas.
Espera-se que os estudantes respondam que, enquanto eles estão na sala de aula, há colegas em outras salas ou no pátio fazendo outras atividades, ou citem o que está sendo feito por algum funcionário da escola.
Pergunte a seus pais ou responsáveis o que eles fazem enquanto você está na escola.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
Minhas atividades
Atividades do colega
19/09/2025 12:07
Como forma de ampliar a proposta da atividade 3, peça aos estudantes que, em parceria com os pais ou outros adultos que convivem, elaborem um relato sobre atividades que realizam juntos durante determinado período, como um dia, uma semana ou um mês.
Na atividade 6 a resposta é pessoal. A atividade visa reforçar a compreensão do conceito de simultaneidade, tomando como parâmetro o estudante e seus familiares.
Na atividade 7 as respostas também são pessoais e tem por objetivo fazer os estudantes compararem entre si suas atividades rotineiras com o intuito de compreender que pessoas diferentes tem atividades diferentes ao longo do dia.
ENCAMINHAMENTO
Para trabalhar com o conteúdo desta dupla de páginas, é importante que os estudantes compreendam a noção de sequência temporal e ordem cronológica, pois esses são conhecimentos essenciais para que eles entendam o que é uma linha do tempo.
Comente com os estudantes que a linha do tempo é um recurso visual que traz a representação de acontecimentos em ordem cronológica. Com base nesse recurso, é possível identificar a duração e o intervalo entre os acontecimentos, bem como entender possíveis relações de causa e efeito entre eles.
LINHA DO TEMPO
Quando organizamos os acontecimentos em ordem cronológica, estamos montando uma linha do tempo. Ao fazermos uma linha do tempo da vida de uma pessoa, por exemplo, devemos selecionar os fatos mais marcantes ou significativos de sua história.
Em uma linha do tempo, os acontecimentos mais antigos ficam à esquerda dos mais recentes.
Observe a linha do tempo da vida de Marcos.
Nascimento - 2020
Viajou com a família para a praia - 2022
Entrou nos anos iniciais do ensino fundamental - 2026
na pré-escola - 2024
As linhas do tempo não são usadas apenas para mostrar eventos da vida das pessoas. 1 2
Qual é o acontecimento mais antigo observado na linha do tempo da vida de Marcos?
O nascimento dele.
Cite um evento importante que aconteceu com Marcos depois que ele aprendeu a andar e a falar.
Os estudantes podem mencionar a viagem com a família, a entrada na pré-escola ou o ingresso no ensino fundamental.
Entrou
Aprendeu a andar e a falar - 2021
Observe a linha do tempo a seguir. Ela registra a sequência de acontecimentos de um jogo de futebol a que Marcos assistiu com seu pai.
O gol aconteceu antes ou depois do intervalo do jogo?
O gol aconteceu antes do intervalo.
Marque um no que aconteceu primeiro.
O gol.
O cartão amarelo.
Vamos montar a linha do tempo de sua vida? Para isso, escreva em cada quadro um acontecimento importante da sua história.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
29/09/2025 17:10
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• GOES, Peter. Linha do tempo: uma viagem pela história. Tradução: Mariângela Guimarães. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2023.
Este livro traz ilustrações e textos explicativos que compõem uma linha do tempo sobre a história da humanidade, desde as origens até os dias atuais. Vale a pena compartilhá-lo com os estudantes, fazendo diferentes recortes temporais.
• ROSATI, Luisa Duque Estrada. O tempo histórico em sala de aula: desafios e possibilidades. 2016. 135 f. Dissertação
A atividade 4 desenvolve a noção de sequência temporal (antes, durante e depois), permitindo que os estudantes reconheçam a passagem do tempo e compreendam a cronologia como uma forma de organizar os fatos do cotidiano e mobiliza a habilidade EF02HI06.
Em relação à atividade 5, se achar mais adequado, peça aos estudantes que desenhem em uma folha de papel sulfite ou em uma cartolina cortada ao meio os acontecimentos inseridos na linha do tempo. Essa ilustração pode ser feita com desenhos ou com fotografias; nesta última opção, comunique antecipadamente os responsáveis pelos estudantes para que eles possam providenciar copias das fotografias que poderão ser utilizadas nas atividades. Eles podem usar, por exemplo, fotografias do nascimento ou do primeiro aniversário. Essa é uma atividade que pode envolver toda a família. A atividade também favorece a oralidade, a escuta, a observação e a valorização da rotina compartilhada com os colegas, fortalecendo vínculos e o sentimento de pertencimento ao grupo.
(Mestrado Profissional em Ensino de História) – Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, 2016. Disponível em: https:// www.ppghsuerj.pro.br/wp-content/uploads/2021/04/ Dissertacao-Luisa-Rosati.pdf. Acesso em: 16 ago. 2025. Este trabalho apresenta diversas sugestões de jogos para explorar o conceito de tempo em sala de aula de forma lúdica e divertida. Se possível, adapte um desses jogos à realidade da sua turma. Há algumas sugestões que envolvem a construção de uma linha do tempo.
Início do jogo Gol
Intervalo Cartão amarelo Fim do jogo
ENCAMINHAMENTO
Na seção O que estudei, buscamos retomar os principais conteúdos trabalhados ao longo da unidade, com o objetivo de sistematizar e consolidar conceitos estudados. Essa sistematização não é apenas um momento de revisão, mas também de reflexão, no qual os estudantes são convidados a analisar o próprio percurso de aprendizagem e a realizar uma autoavaliação. Esse processo contribui para que cada estudante reflita sobre o que aprendeu, como aprendeu e quais aspectos ainda precisam de maior atenção.
Essa seção, em conjunto com as atividades distribuídas ao longo dos capítulos, tem a função de criar oportunidades constantes de avaliação do processo de ensino e aprendizagem. Com base nessas avaliações, redirecione ou ajuste o plano de trabalho, adaptando estratégias, conteúdos e metodologias para garantir que todos os objetivos de aprendizagem previstos sejam alcançados.
Ao incentivar a reflexão sobre os conteúdos e a realização de uma autoavaliação, oferecem-se aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprendizagem.
Explique à turma que este é o momento de retomar o que foi trabalhado ao longo da unidade, identificando avanços e reconhecendo eventuais dificuldades. Essa prática favorece o desenvolvimento de processos metacognitivos, ajudando cada estudante a compreender seu próprio aprendizado e a perceber a evolução ocorrida.
Para estudantes com deficiência, de maneira geral, é essencial o uso de adaptações e de recursos de acessi-
O QUE
ESTUDEI
1
Observe a sala de aula onde Artur estuda e depois responda às questões.
a) A imagem mostra a sala de Artur vista de qual ponto de vista?
De frente.
De cima para baixo.
De cima e de lado.
b) Qual é a carteira de Artur? Siga as dicas e escreva na ilustração o nome de Artur na carteira correspondente.
• Artur senta na frente de Caio.
• Beatriz se senta à direita de Artur.
• Daniela se senta na frente de Artur.
• Artur se senta à direita de Eduardo.
bilidade que possibilitem a plena participação. Dessa forma, garante-se que todos, independentemente de suas necessidades específicas, tenham condições de refletir sobre o próprio aprendizado e expressar suas percepções.
Ao final, promova um momento coletivo de troca de ideias, no qual os estudantes possam compartilhar impressões sobre o que aprenderam e sobre os desafios que encontraram. Essa prática valoriza a diversidade da turma, incentiva a escuta ativa e reforça a noção de
que o aprendizado é um processo colaborativo e inclusivo, no qual cada voz e cada experiência contribuem para o crescimento de todos.
A atividade 1 mobiliza as habilidades EF02GE09 e EF02GE10. Retome os conteúdos já estudados sobre pontos de vista caso considere necessário, e permita que os estudantes tentem responder o item 1. b) com autonomia, para depois verificar, de forma compartilhada, se estão conseguindo utilizar os referenciais espaciais para localizar pessoas e objetos.
Daniela Caio
Eduardo Beatriz Artur
2
A professora de Artur pediu aos estudantes que coloquem seus materiais escolares sobre a carteira. Observe como ficou a mesa de Artur.
Agora, escreva o nome de um objeto de Artur:
a) feito de papel: caderno ou livro
b) feito de plástico: régua, caneta, estojo (tecido sintético)
c) feito de madeira: lápis
d) transparente: régua
e) usado para recortar: tesoura
f) usado para apagar lápis: borracha
3
Em uma aula, a professora de Artur levou dois exemplares de um mesmo objeto escolar para os estudantes observarem.
a) Em sua opinião, qual das réguas é mais antiga?
Espera-se que os estudantes indiquem que a régua de madeira é mais antiga.
b) Quais são as semelhanças e as diferenças entre as réguas?
Espera-se que os estudantes respondam que ambas servem para medir, mas foram feitas de materiais diferentes.
ATIVIDADES
Na atividade 2, aproveite para aferir o desenvolvimento da habilidade EF02CI01, que trata do que são feitos os objetos e como eles são utilizados. A atividade possibilita também recordar o que foi estudado sobre as características dos materiais, relacionando-se com a habilidade EF02CI02
Na atividade 3, em sua primeira proposta, ao comparar as réguas, espera-se que os estudantes percebam qual delas é a mais antiga, identificando semelhanças e diferenças de uso e de material. Oriente os estudantes a observar atentamente os detalhes (madeira/ plástico, marcas de uso, formato), destacando que, apesar das mudanças, a função do objeto permanece a mesma. No item 1. c), incentive-os a desenhar outros objetos que mudaram com o tempo, como telefones, mochilas ou lancheiras, valorizando a percepção de permanências e transformações no cotidiano escolar. A atividade também permite aferir o desenvolvimento da habilidade EF02HI03
19/09/2025 12:07
Propomos uma atividade complementar para explorar a ilustração disponível na atividade 1. Ela pode ser feita oralmente ou registrada na lousa para que os estudantes a copiem no caderno.
• Marque V nos itens verdadeiros e F nos itens falsos.
(V) A lousa fica na frente de Artur.
(F) A porta fica à esquerda de Artur.
(F) A mesa do professor fica à direita da mesa de Beatriz.
(V) A lousa fica atrás da mesa da professora.
• Agora, reescreva corretamente as frases que você apontou como falsas:
A porta fica à direita de Artur.
A mesa do professor fica à frente de Beatriz.
ENCAMINHAMENTO
Na atividade 4, os estudantes trabalham com a ideia de anterioridade, posterioridade e simultaneidade, completando frases sobre as ações de Artur no recreio. No item 1. a), oriente-os a refletir sobre o que acontece antes, depois e ao mesmo tempo em suas próprias rotinas, incentivando-os a dar exemplos pessoais. Essa atividade contribui para que eles compreendam melhor a sequência dos acontecimentos e a coexistência de diferentes ações no mesmo período, mobilizando a habilidade EF02HI06. Nos itens 1. b) a 1. d) valorize as respostas pessoais, incentive o compartilhamento das observações e assegure-se de que os estudantes percebam como essas noções de tempo são importantes para entender a vida cotidiana.
A atividade 5 propõe um momento de troca entre os estudantes e o professor, retomando os temas estudados na unidade. É possível solicitar à turma que enumere os conteúdos estudados, que podem ser registrados na lousa. Permita que os estudantes tragam os conteúdos e aspectos que mais chamaram a atenção de cada um durante o estudo, e observe se eles citam eventuais dificuldades, que poderão ser trabalhadas durante as aulas.
4
c) Desenhe nos espaços a seguir:
um objeto atual que se parece com um do passado.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.
um objeto atual que é diferente de como ele era no passado.
Na hora do recreio na escola, Artur fez muitas coisas. Observe as cenas.
a) Complete as frases usando as palavras do quadro para contar como foi o recreio de Artur.
Depois Ao mesmo tempo Antes
Antes de se alimentar, Artur lavou as mãos.
Depois de comer, ele foi pular amarelinha.
Ao mesmo tempo que ele brincava, os colegas conversavam.
b) Escreva uma atividade que faz parte da sua rotina antes de ir à escola.
Resposta pessoal.
c) Escreva uma atividade que faz parte da sua rotina depois de sair da escola.
Resposta pessoal.
d) Escreva uma atividade que você e sua família fazem ao mesmo tempo.
Resposta pessoal.
Em roda, conversem sobre o que vocês aprenderam nesta Unidade.
• Compartilhe suas dúvidas e ouça as dúvidas dos colegas.
• Quem souber ajuda aquele que tem dúvida. Se for necessário, o professor pode ajudar nesta tarefa.
AUTOAVALIAÇÃO
Respostas pessoais.
marque um em uma das opções para avaliar suas ações ao longo dos estudos desta unidade.
aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.
Sempre Às vezes Nunca
Respeitei o professor e os colegas?
Prestei atenção nas explicações?
Pedi ajuda quando tive dúvidas?
Contribuí nas atividades em grupo?
19/09/2025 12:07
A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu e o que ainda precisa melhorar no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver estudantes com deficiência na turma, de maneira geral, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas, quando necessário. Finalize pedindo um compromisso para a próxima aula, para que a autoavaliação tenha consequência prática. Ao final, promova um momento coletivo de troca de ideias, no qual os estudantes possam compartilhar impressões sobre o que aprenderam e sobre os desafios que encontraram. Essa prática valoriza a diversidade da turma, incentiva a escuta ativa e reforça a noção de que o aprendizado é um processo colaborativo e inclusivo, no qual cada voz e cada experiência contribuem para o crescimento de todos.
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Nesta unidade, a comunidade é o objeto de estudo e ponto de partida para investigações dos estudantes sobre os espaços de socialização, os papéis sociais das pessoas na comunidade, as migrações, as mudanças e as permanências, a segurança e os componentes naturais do ambiente. As representações espaciais são trabalhadas em sua leitura e produção pelos estudantes, de forma a servirem como meio para que eles possam identificar, reconhecer e localizar lugares e objetos.
O Capítulo 1 aborda os espaços de convivência e socialização. Neste capítulo são propostas atividades que versam sobre a vida em comunidade por meio de ações como mutirões e campanhas de combate ao mosquito transmissor da dengue.
No Capítulo 2, o foco se volta para as pessoas e as histórias da comunidade, abrangendo o estudo de migrações, mudanças e permanências e a memória.
O Capítulo 3 promove reflexões e discussões sobre segurança. São trabalhadas ideias acerca dos cuidados com o espaço público e, em especial, da prevenção de acidentes domésticos.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Elaborar diferentes formas de representação espacial para representar lugares de vivência, localizando os diferentes elementos que compõem a paisagem.
• Descrever aspectos das migrações no bairro ou comunidade em que vive.
• Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive,
UNіDADE
A NOSSA COMUNIDADE
Descreva o que você vê nesta imagem.
Agora, descreva como é o lugar onde você vive. Ele se parece com o lugar apresentado nesta imagem?
1. e 2. Veja sugestões de respostas e comentários no Encaminhamento
As crianças da Vila Jacilo, de Helena Coelho, 2003. Óleo sobre tela, 40 centímetros x 60 centímetros.
reconhecendo a importância do respeito às diferenças.
• Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos.
• Identificar mudanças nos lugares de vivência relacionadas a melhorias nos serviços públicos prestados a comunidade.
• Observar e reconhecer as diferenças entre diversos tipos de plantas (vegetação).
• Identificar e reconhecer o ciclo de vida do mosquito transmissor da dengue.
• Identificar riscos e formas de prevenção de acidentes domésticos.
• Reconhecer espaços de convivência na comunidade, identificando o que aproxima as pessoas nesses espaços.
• Identificar práticas e papéis sociais das pessoas na comunidade, compreendendo a importância desses papéis para a vida em grupo.
• Observar mudanças e permanências nas experiências da comunidade.
• Valorizar relatos e registros de lembranças e memórias da família e da comunidade.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
PARA O ESTUDANTE
• GALERIA Jacques Ardies. Helena Coelho. Disponível em: https://ardies.com/ collection/helena-coelho/. Acesso em: 30 set. 2025.
Nesse site, é possível conhecer brevemente a obra da artista Helena Coelho e conhecer algumas das pinturas produzidas por ela.
Inicie o trabalho com a unidade realizando a análise da pintura de Helena Coelho que está na abertura. Solicite aos estudantes que observem e busquem descrever os elementos que compõem a obra, como as cores, a paisagem, as atividades que as pessoas estão fazendo, os animais, as plantas e tudo o mais que percebem na imagem. Aproveite para comentar que a autora dessa obra de arte, Helena Coelho, nascida em 1949, iniciou sua carreira artística aos 49 anos e que suas obras se destacam por apresentar temas populares como paisagens brasileiras e o cotidiano da população. Se julgar pertinente, apresente outras pinturas da artista para a turma; no boxe Conexão há a indicação de um site que apresenta algumas das obras produzidas pela artista.
Na atividade 1, espera-se que os estudantes indiquem que a imagem representa um lugar com casas, quadra de esportes e comércios; ao redor, há morros com vegetação, animais e algumas residências. Eles também podem citar algumas atividades que as pessoas estão fazendo, como andando de bicicleta, jogando bola, andando de ônibus, conversando com os vizinhos entre outros.
Na atividade 2, incentive os estudantes a descrever as semelhanças e as diferenças que identificam entre o lugar representado na obra de arte e o lugar onde vivem. Questione-os se, no lugar onde vivem, há quadras ou outros espaços de convivência; se há mais prédios ou casas; entre outros.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar e elaborar diferentes formas de representação espacial para representar lugares de vivência.
• Reconhecer características de diferentes vegetais.
• Identificar elementos da paisagem em desenhos, imagens aéreas, fotografias e croquis.
• Reconhecer espaços de sociabilidade na comunidade de vivência.
• Relacionar características do Aedes aegypti às formas de combate às doenças que ele transmite.
• Identificar que as relações sociais são pautadas por afinidades e diferenças.
• Reconhecer práticas sociais da vida em comunidade.
BNCC
HABILIDADES
(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.
(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.
(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).
(EF02GE10) Aplicar princípios
capítulo 1
VIVER EM COMUNIDADE
No livro Da minha janela, o personagem conta o que vê da janela da casa onde mora.
Com a ajuda do professor, leia o texto a seguir e perceba como o personagem descreve o que ele vê.
Da minha janela vejo o campinho vazio, que volta a se encher de gente quando fecho os olhos. Gente que sonha em fazer golaço no Maracanã lotado.
JÚNIOR, Otávio. Da minha janela. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2019.
1
Como são as casas da comunidade onde o personagem mora?
Permita que os estudantes expressem livremente as observações deles. Veja orientações no Encaminhamento.
de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco.
(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Vida familiar e social.
• Educação em direitos humanos.
• Diversidade cultural.
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
4
3. Resposta de acordo com a comunidade ou o bairro onde os estudantes vivem.
De acordo com o texto, qual é o local que fica cheio de gente num piscar de olhos?
O campinho.
No lugar onde você vive tem um espaço onde as pessoas costumam se encontrar?
A seguir, desenhe o que você observa da janela da sua casa.
ATENÇ ÃO
Peça a ajuda de um adulto para fazer a observação pela janela.
Produção pessoal, de acordo com a paisagem que os estudantes podem observar da janela de onde moram.
FIQUE LIGADO
• JÚNIOR, Otávio. Da minha janela. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2019. Da janela de sua casa, o personagem vê as construções e o dia a dia das pessoas do lugar onde mora.
23/09/2025 14:20
A abertura do capítulo traz um trecho do livro Da minha janela, de Otávio Júnior. O texto do livro reflete a relação afetiva entre as pessoas e seu lugar de vivência.
Faça a leitura compartilhada do texto e peça aos estudantes que observem a imagem que o acompanha. Pergunte a qual trecho do texto a imagem se refere e como chegaram a essa conclusão. Espera-se que eles apontem o trecho “que volta a se encher de gente quando fecho os olhos”, pois a imagem mostra várias crianças brincando.
Na atividade 1, os estudantes podem observar as cores, os materiais de construção, a proximidade entre as casas, entre outras características. Nesse momento, aproveite para trabalhar com a turma o respeito à diversidade.
Na atividade 3, os estudantes podem citar, por exemplo, campos ou quadras para prática de esportes, praças púbicas, áreas comuns de um condomínio, academia, clube, calçadas em frente às casas, ruas de lazer, centro de convivência de idosos, entre outros espaços.
Na atividade 4, observe a partir de quais pontos de vista os estudantes elaboram o desenho e, se for possível, peça a eles que compartilhem os desenhos com a turma, mostrando o que mais chamou a atenção de cada um. Pode ocorrer que as moradias de alguns estudantes não tenham janelas ou que a visão da janela seja bastante limitada. Nesse caso, você pode orientá-los a desenhar os arredores da casa considerando outro ponto, como a porta da moradia, sempre acompanhados de um adulto de confiança.
ENCAMINHAMENTO
Em Lugares do meu dia a dia, há o trabalho com um mapa mental, um tipo de representação espacial elaborada com base na memória sobre o espaço representado. A produção do mapa mental pelos estudantes é uma estratégia que pode ser usada em outros momentos do processo de ensino das representações cartográficas. Para melhor compreender o conceito e ampliar o uso do mapa mental, indicamos a leitura da sugestão apresentada no boxe Conexão e, também, do Texto complementar
Outro significado de mapa mental, bastante utilizado no ensino, é uma representação que possibilita a organização das informações de forma visual, usando diferentes recursos, como desenhos, símbolos, formas geométricas, palavras-chave, setas etc. No entanto, esse tipo de mapa mental não se refere a uma representação espacial.
Oriente a leitura do mapa mental e peça aos estudantes que identifiquem os diferentes lugares representados (casas, igreja, piscina e escola). Essa leitura orientada auxiliará na realização das atividades propostas na sequência.
Ao propor a atividade 1, oriente os estudantes a ler cada uma das opções e a realizar uma nova análise do mapa mental, reconhecendo os lugares representados. Ao executar essa atividade, eles terão a oportunidade de reconhecer os espaços de sociabilidade, desenvolvendo a habilidade EF02HI01.
A atividade 2 desafia os estudantes a criar um mapa mental dos seus lugares de vivência. Essa atividade tem como objetivo incentivá-los a reconhecer e valorizar seus vínculos afetivos, promovendo a autoconsciência, fortalecendo sua identidade e ampliando a noção de comunidade e de pertencimento.
LUGARES DO MEU DIA A DIA
É comum que pessoas de uma comunidade vivam próximas umas das outras, como em um bairro, por exemplo. No desenho a seguir, uma criança representou os lugares que ela costuma frequentar em seu dia a dia.
Esse tipo de desenho pode ser chamado de mapa mental. No mapa mental, desenhamos lugares de acordo com o que lembramos.
TEXTO COMPLEMENTAR
1
2
Marque um nos lugares que foram representados no mapa mental.
Piscina Igreja
Observe se os estudantes marcam corretamente as alternativas de acordo com o desenho.
Oficina mecânica Escola
No espaço a seguir, faça um mapa mental dos lugares que você costuma frequentar em sua comunidade.
• Escreva o nome de cada lugar e dê um título para seu mapa.
Produção pessoal. Fique atento à realização dessa atividade, oferecendo ajuda aos estudantes que apresentarem possíveis dificuldades. 79
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• CONEXÃO ESCOLA. Geografia: o mapa mental. Secretaria Municipal de Educação de Goiânia. Disponível em: https:// sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ eaja/geografia-o-mapa-mental/. Acesso em: 20 set. 2025. Nesse link, você acessa texto e vídeo sobre os usos do mapa mental. Embora tenham sido produzidos para a EJA, também podem servir de referência para o público dos Anos Iniciais.
20/09/2025 13:26
• RICHTER, Denis. O mapa mental no ensino de geografia: concepções e propostas para o trabalho docente. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2011.
O livro, referência nas pesquisas sobre o uso do mapa mental, é fruto de estudos do autor, nos quais ele investigou o raciocínio geográfico desenvolvido por estudantes , tomando-se por base a construção de mapas mentais da cidade de Presidente Prudente (SP).
[...] Representações, como omapa mental, explicitam a subjetividade, valores, opiniões e emoções, aspectos que estão, geralmente, ocultos nos chamados mapas oficiais. Assim, os mapas mentais podem ser inseridos nas aulas como possibilidade do trabalho com a alfabetização e letramento cartográfico, como forma de ampliação da aprendizagem dos conteúdos de Geografia para apreender os conhecimentos sobre o espaço vivido, concebido e percebido, entre outros usos. [...]
[...] Ele poderá ser utilizado com o intuito de identificar os conhecimentos dos alunos sobre a localidade em que residem (no caso de promover a construção de mapas mentais sobre a cidade onde estão inseridos, como foi o contexto desta pesquisa); auxiliar na construção das primeiras noções cartográficas; analisar os conhecimentos referentes aos conteúdos da Cartografia; analisar como os estudantes compreendem os fenômenos geográficos e como os representam; verificar se os alunos conseguem representar espacialmente esses fenômenos no mapa; e, por último, identificar se os alunos estão se apropriando do conhecimento geográfico para fazer a leitura do espaço e da realidade em que vivem.
CÂNDIDO, A. R. O ensino de Geografia e a linguagem cartográfica: os mapas mentais e sua contribuição para a formação continuada de professores da educação básica. 2018. 116 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) –Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2018. Disponível em: https://repositorio.bc.ufg.br/tede/ items/7bf8680c-4431-4a9a-86ff10ddba992f03. Acesso em: 20 set. 2025.
ORGANIZE-SE
Organize a turma em duplas ou grupos e indique as páginas que devem ser recortadas do Material complementar
ENCAMINHAMENTO
Nesta seção, os estudantes são convidados a pensar em um espaço de convivência comum nos bairros e comunidades: as praças. Por meio de uma atividade lúdica, o olhar da turma é direcionado para diferentes plantas que podem fazer parte desse espaço. Com essa dinâmica, é introduzido o trabalho com as habilidades EF02CI04 e EF02CI06, que serão retomadas e aprofundadas na Unidade 3. No boxe Conexão são apresentadas sugestões sobre a relevância do uso de jogos no processo educativo.
Inicie a conversa fazendo um levantamento dos conhecimentos e vivências dos estudantes acerca do tema. Questione-os se conhecem praças e se têm o costume de brincar nelas. Solicite que descrevam esses espaços e comentem o que mais gostam neles. Ao longo desse bate-papo, direcione o foco para as plantas presentes nesses locais, enfatizando seus diferentes tamanhos, formatos e as vantagens que oferecem às pessoas. Comente que as árvores, principalmente as maiores, projetam sombras que deixam o local mais agradável. Arbustos também auxiliam na remoção de certos poluentes do ar e ajudam a abafar os ruídos ao redor. As plantas floridas embelezam o lugar, contribuindo para a sensação de bem-estar. Além disso, plantas de todos os tipos podem fornecer alimento para diversos animais, como abelhas e aves.
Explique para a turma o que será feito e oriente-os na preparação do jogo. Apresente as regras do jogo e realize uma
MÃO
NA MASSA
Praça: um espaço da comunidade
As praças são espaços de um bairro ou comunidade onde as pessoas podem se reunir para passear, brincar ou descansar.
As praças também podem ter plantas: diferentes tipos de árvores, flores diversas, arbustos de diferentes tamanhos, grama.
Praças com diversidade de plantas costumam ser espaços com mais sombra e menos ruído e proporcionam sensação de bem-estar. As plantas também podem fazer parte das brincadeiras e tornar o espaço mais divertido.
Além de ser um espaço para o lazer das pessoas, as praças são importantes espaços para plantas e animais que vivem nas cidades.
Nesta atividade, seu desafio é montar uma praça sorteando as plantas que vão fazer parte dela.
Preparando o jogo
Esta atividade pode ser feita com mais de um colega.
1 Recorte as cartas e as fichas das páginas 277 e 279 e o tabuleiro da página 281 do Material complementar
2 Embaralhe as cartas e reúna todas elas viradas para baixo em uma única pilha.
3 Separe as fichas em 4 pilhas. As fichas devem estar agrupadas pelo tipo: árvore, flor, arbusto, grama.
4 Cada jogador ficará com o próprio tabuleiro.
5 Faça um sorteio para escolher qual jogador começa. O próximo a jogar é sempre quem estiver à esquerda.
partida de demonstração com um estudante. Peça às duplas ou grupos que observem essa dinâmica, pois deverão repeti-la na atividade. O sorteio para determinar quem começa pode ser feito de diferentes maneiras, à escolha do professor: usando um dado, cara ou coroa, par ou ímpar, entre outros.
Determine um tempo da aula para a realização do jogo e deixe os grupos livres. Circule pela sala de aula para acompanhar a dinâmica e auxiliar os estudantes com possíveis dúvidas. Ao final do jogo, eles devem ilustrar uma praça com base nas plantas representadas em suas
cartas. Nesse momento, atente-se para como eles representam esses vegetais, avaliando se respeitam o tamanho, o formato e se reconhecem diferentes partes das plantas. Se julgar oportuno, faça orientações e comentários para chamar a atenção da turma para partes das plantas, como tronco, folhas, flores e raízes.
Alternativamente, as cartas podem ser substituídas por partes das plantas (folhas, flores, ramos com folhas e/ou flores, entre outros). Essa adaptação contribui para a inclusão de estudantes com deficiência visual, permitindo que tateiem essas partes das plantas para conhecê-las.
DICA
Jogando
O jogo vai acontecer em turnos. Em cada turno, o jogador deve:
PARA O PROFESSOR
1
Pegar a primeira carta no topo da pilha, observar a imagem e escolher a ficha correspondente. Por exemplo, ao sortear a imagem de uma margarida, a ficha escolhida deve ser a da flor.
a) Se acertar, coloque a imagem e a ficha, viradas para cima, nos espaços vazios do seu tabuleiro.
b) Se errar, devolva a carta, virada para baixo, para o final da pilha com outras cartas e a ficha para a pilha correspondente.
Depois de completar os espaços do seu tabuleiro, observe as plantas sorteadas.
Os outros jogadores continuam a jogar até completarem seus tabuleiros.
Após o jogo, em uma folha de papel avulsa, desenhe como ficou sua praça com as plantas que você sorteou. As plantas sorteadas deixaram sua praça agradável?
O que você faria para deixar esse ambiente ainda mais agradável? Complete seu desenho com outras plantas e objetos que você gostaria de encontrar em uma praça. Mostre seu desenho aos colegas e veja os desenhos deles.
20/09/2025 13:26
• LINO de Macedo explica a importância dos jogos na aprendizagem escolar. Publicado por: NOVA ESCOLA. 2013. 1 vídeo (ca. 5 min).
Nesse vídeo, o professor aposentado do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Lino de Macedo, traz reflexões sobre o uso de jogos na sala de aula e a capacidade que eles possuem de mobilizar conhecimentos diversos.
• GUIMARÃES, Roberta F. de S. A importância do lúdico na aprendizagem: o uso de jogos no ensino de ciências naturais. 2019. Monografia (Especialização em Educação em Ciências) – Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufmg. br/items/dd8183b9-35e446bc-a0cc-8ba7b830b6f0. Acesso em: 20 set. 2025. O trabalho de monografia indicado apresenta a importância da atividade lúdica na aprendizagem, analisando como o uso de jogos nas atividades educacionais pode ser uma alternativa para promover o aprendizado de conteúdos considerados complexos, especialmente no ensino de Ciências da Natureza.
ENCAMINHAMENTO
Em Diferentes bairros e comunidades, ocorre o desenvolvimento de parte da habilidade EF02GE09, pois os estudantes identificam construções e elementos da natureza em fotografias de visão oblíqua. Neste momento, são apresentados bairros e comunidades com a intenção de abarcar diferentes realidades. Há que se alertar para o fato de que, no Brasil, um mesmo tipo de espaço pode receber diferentes denominações, como é o caso das favelas. No Texto complementar, o artigo trata do uso desse termo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Antes de encaminhar as atividades, promova uma leitura sistematizada das fotografias por meio de algumas perguntas exploratórias, como: todos esses lugares estão no Brasil? Como você sabe? Pode acontecer que alguns estudantes observem a legenda das fotografias e reconheçam os nomes de municípios e estados citados como parte do Brasil. Este não é um conhecimento que se espera nesta etapa de ensino, mas pode ser acionado para ampliar o repertório dos estudantes. Se achar pertinente, leve para a sala de aula um mapa político do Brasil e convide alguns estudantes a indicar com o dedo a localização dos estados mencionados nas legendas das fotografias.
DIFERENTES BAIRROS E COMUNIDADES
No Brasil, existem diferentes tipos de bairros e comunidades. Veja alguns deles nas fotografias a seguir.
Vista de parte da comunidade do Quilombo Iriritiua, na Reserva Extrativista de Itapetininga, no município de Bequimão, no estado do Maranhão, em 2024.
TEXTO COMPLEMENTAR
O IBGE está substituindo o termo “Aglomerados Subnormais”, usado em seus Censos e pesquisas desde 1991, por “Favelas e Comunidades Urbanas”. Após ampla discussão com diversos setores, o Instituto optou por essa nova denominação, retomando o termo “Favela”, utilizado desde 1950, e adicionando o termo “Comunidades Urbanas”. Não houve mudança nos critérios que orientam a identificação e mapeamento dessas áreas [...].
Para a divulgação dos resultados do Censo Demográfico 2022, o IBGE está ana-
lisando a comparabilidade com os dados de 2010, identificando os territórios previamente não reconhecidos e aqueles que sofreram mudanças, seja em expansão ou remoção.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA IBGE adota “Favelas e Comunidades Urbanas” em substituição à denominação “Aglomerados Subnormais”. IBGE Educa – jovens Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/ materias-especiais/22002-ibge-adota-favelase-comunidades-urbanas-em-substituicao-adenominacao-aglomerados-subnormais.html. Acesso em: 20 set. 2025.
Vista do bairro Jardim Primavera no município de Londrina, no estado do Paraná, em 2021.
Vista de bairro no município de Santarém, no estado do Pará, em 2024.
Vista do bairro Souza no município de Belém, no estado do Pará, em 2025.
1. É possível que os estudantes associem prédios de apartamentos às fotografias 2 e 3; também podem associar ruas arborizadas às fotografias 4, 3, 2 e 1.
Relacione cada elemento da paisagem à fotografia correspondente.
1 3 2
Poucas casas e muitas áreas verdes.
Um conjunto de prédios de apartamentos.
Muitas casas e ruas de terra.
Uma rua arborizada entre as construções. 4
Observe novamente as fotografias e depois responda.
a) O que há de semelhante entre os lugares retratados?
Resposta pessoal. As imagens apresentam vegetação ao longo das ruas e próximo das casas.
b) O que há de diferente entre esses lugares?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que as fotografias apresentam paisagens diferentes com elementos diversos, como construções, plantações, ruas etc.
c) O lugar onde você mora tem elementos semelhantes ou diferentes de alguns bairros ou comunidades retratadas?
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a comentar as comparações. 3
Pinte o número da fotografia que retrata o lugar que mais se parece com o bairro ou a comunidade onde se localiza sua escola.
Resposta pessoal. 1 3 2 4
23/09/2025 14:20
Na atividade 1, esclareça aos estudantes que os elementos da paisagem se referem ao que eles podem observar na fotografia, como casas, árvores, ruas, prédios etc. ou seja, elementos que são visíveis, podendo ser elementos físico-naturais (floresta, rio, morro etc.) e elementos humanos ou culturais (prédios, casas, praças ruas, plantações etc.).
Na atividade 2, oriente os estudantes sobre o que devem observar para identificar semelhanças e diferenças. O foco deve ser nos elementos da paisagem e na forma como estão organizados.
Na atividade 3, permita que os estudantes estabeleçam os próprios critérios de comparação, por exemplo, lugar com mais casas ou com mais prédios; lugar no campo ou na cidade etc. Pode ser que os estudantes tenham dificuldades em relacionar os lugares retratados com a localização da escola. Para auxiliá-los, faça perguntas exploratórias como: nossa escola fica no campo, como na fotografia 4, ou em um bairro da cidade com muitas árvores, como na fotografia 3? Nossa escola fica em um bairro onde só tem prédios, como na fotografia 2, ou em um lugar com ruas não pavimentadas, como na fotografia 1?
ENCAMINHAMENTO
Em Diferentes pontos de vista, é possível desenvolver as habilidades EF02GE08 e EF02GE09, pois os estudantes identificam diferentes formas de representação de lugares de vivência em visão vertical (imagem aérea e croqui) e oblíqua (fotografia).
Oriente a observação da imagem aérea e do desenho (croqui) e comente que mapas são produzidos com base em imagens aéreas. Provoque os estudantes com a pergunta: como vocês acham que essas imagens foram feitas? Se julgar oportuno, pesquise imagens de drones e de satélites artificiais para mostrar aos estudantes. O Texto complementar traz informações sobre satélites e drones, que podem subsidiar uma conversa com a turma, ampliando o repertório dos estudantes.
Para analisar as imagens da página 84, retome os pontos de vista já estudados anteriormente. Encaminhe a análise e a identificação dos elementos da paisagem em cada uma das imagens (nas visões oblíqua e vertical), para que os estudantes possam, oralmente, responder à questão proposta na atividade 1.
Depois, apresente para a turma o croqui feito com base na imagem aérea que retrata o bairro na visão vertical. Ressalte que um croqui é um desenho semelhante a um mapa, mas que não é feito de forma precisa, pode ser feito à mão sem muita preocupação com proporção dos elementos representados e outras informações que costumam ser apresentadas nos mapas. Na atividade 2, é esperado que os estudantes identifiquem os elementos representados no croqui nas ilustrações recortadas. Caso os estudantes apresentem dificuldade, oriente-os a observar as imagens da página 84
DIFERENTES PONTOS DE VISTA
Na página 77, você representou o lugar onde vive a partir da observação da janela de sua casa. Agora, você vai conhecer outras formas de observar a comunidade a partir de diferentes pontos de vista
Vista do alto e de lado
Esta imagem apresenta um bairro visto do alto e de lado.
Vista de cima
Vista de parte do bairro Malhado no município de Ilhéus, no estado da Bahia, em 2025.
Esta imagem apresenta um bairro visto do alto, de cima para baixo.
Vista de parte do bairro Malhado no município de Ilhéus, no estado da Bahia, em 2025.
Em qual das imagens é mais fácil identificar os elementos que compõem a paisagem? Por quê?
Na imagem 1, pois aparecem as fachadas das construções. Já na imagem 2 fica mais difícil visualizar, pois aparecem apenas os telhados delas.
Agora, veja o mesmo lugar da página anterior representado em um croqui
O croqui é um desenho parecido com um mapa. Ele ajuda a localizar os elementos da paisagem.
Ligue cada desenho à palavra correspondente. 2
árvores ruas
igreja casas quadra de esportes
TEXTO COMPLEMENTAR
Os satélites artificiais apresentam diferentes funções e usos: exploração do Universo e do Sistema Solar; observação do ambiente terrestre; comunicação ao enviar sinais de televisão, rádio, telefonia e internet; navegação ao serem utilizados por diversas embarcações; monitoramento do tempo e o clima no planeta Terra; e o uso militar. O primeiro satélite brasileiro foi lançado no ano de 1993. O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) utilizou um foguete (Pegasus) estadunidense para
ATIVIDADES
Peça aos estudantes que, em uma folha de papel avulsa, façam um croqui do bairro ou da comunidade onde vivem. Lembre-os de representar os elementos da paisagem, como ruas importantes, praças, construções, comércios, entre outros. Depois, oriente-os a compartilhar os desenhos com os colegas. Na correção, verifique se os estudantes conseguiram desenhar aquilo que poderiam identificar observando o bairro de cima, como estradas, casas, prédios, campinhos de futebol, plantações, matas, córregos, entre outros elementos que fazem parte do lugar de vivência.
20/09/2025 13:26
colocar o satélite brasileiro (SCD-1, Satélite de Coleta de Dados) na órbita terrestre. Os drones surgiram por volta dos anos 1960, mas foi durante os anos 1980 que começaram a chamar atenção, por causa do uso militar, com a vantagem de efetuar missões sem colocar vidas em risco, pois são equipamentos não tripulados, controlados à distância. Por isso, esses equipamentos também são chamados de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs).
Texto elaborado especialmente para esta obra pelos autores.
ENCAMINHAMENTO
Antes da leitura do texto Vizinhos, proponha uma exploração prévia, na qual os estudantes deverão levantar hipóteses por meio do título. Faça perguntas como: a partir do título, você consegue imaginar o que será tratado no texto? Quem seriam os vizinhos? Será que os vizinhos do texto são legais? Essa estratégia possibilita levantar conhecimentos prévios e despertar a curiosidade dos estudantes para a leitura.
Faça uma leitura compartilhada, em que você lê em voz alta, empregando entonações e pausas para atribuir sentido ao texto. Se os estudantes da sua turma apresentarem bom desenvolvimento da competência leitora, proponha uma leitura coletiva, em que cada estudante lerá um trecho.
NOSSOS VIZINHOS
Com a ajuda do professor, leia o texto a seguir. Vizinhos
Tem vizinhos que a gente encontra todos os dias.
Outros que a gente quase não vê.
Tem vizinhos que a gente conhece há bastante tempo.
Outros que acabamos de conhecer.
Tem vizinhos com quem a gente joga bola.
Outros, com quem a gente vai para a escola.
Mas tem sempre algum vizinho morador da casa ao lado
Que parece apressado e gostar de andar sozinho
Um mundo bom pra viver é de gente amiga e cheia de carinho, e que, quando precisa, ajuda o vizinho.
VIZINHOS. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.
1
2
No espaço a seguir, faça um desenho de uma das partes do poema que chamou sua atenção.
3
Converse com os colegas e o professor sobre seus vizinhos.
a) Você tem vizinhos parecidos com os do poema?
b) Você ou as pessoas da sua família já foram ajudados por algum vizinho ou precisaram ajudá-lo?
c) Você conhece algum vizinho seu? Se você respondeu que sim, conte para os colegas o que você sabe a respeito dele.
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
Escreva uma frase descrevendo o tipo de vizinho que você é.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Produção pessoal. Permita que os estudantes escolham o trecho para desenhar. 87
20/09/2025 13:26
O objetivo da atividade 1 é que os estudantes representem, por meio de desenho, os elementos da realidade indicados no poema, demonstrando, assim, a compreensão do texto. Mais uma vez, é possível estabelecer uma abordagem interdisciplinar com Arte, visto que o desenho é uma das formas de expressão artística exploradas nesse componente curricular. Na Atividade 2, no item 2. a) e no item 2. b), forme uma roda de conversa, convidando os estudantes a responder às perguntas. Aproveite a oportunidade para tratar de regras de convivência entre vizinhos. No item 2. a), pode acontecer de eles responderem que têm vizinhos parecidos com os do poema. Questione-os sobre como os estudantes são como vizinhos, respeitando a individualidade de cada um e a vontade daqueles que não se sentem confortáveis para falar. No item 2. b), converse com os estudantes sobre ações de ajuda mútua e solidariedade entre vizinhos, considerando que, muitas vezes, são as pessoas mais próximas e acessíveis para apoiar uns aos outros. No item 2. c), permita que os estudantes se expresse livremente, ainda em roda, no entanto atente-se para comentários que possam soar preconceituosos ou desrespeitosos e busque orientá-los na valorização da diversidade e na privacidade de cada pessoa.
Na atividade 3, os estudantes podem se identificar com algumas das descrições do poema ou descrever outras características deles como vizinhos. Eles podem escrever, por exemplo: Sou um vizinho que não gosta de conversar com outras pessoas. Sou um vizinho que cumprimenta as pessoas quando as encontro na comunidade etc.
ORGANIZE-SE
Para o trabalho com esta seção, solicite aos estudantes que levem antecipadamente: repelente contra insetos, caderno e lápis. Ainda podem ser providenciados os itens opcionais elencados: 1 lanterna, 1 lupa e 1 dispositivo com câmera.
ENCAMINHAMENTO
Nessa atividade, os estudantes são convidados a realizar uma investigação pela escola, com o objetivo de identificar possíveis focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Explique que essa é uma ação de grande importância para a saúde pública e que todos podem colaborar para evitar a proliferação desse inseto. Incentive-os a participar ativamente, não apenas dentro da escola, mas também a repetir a atividade em casa, envolvendo familiares, reforçando que essa é uma maneira de proteger toda a família e a comunidade ao redor.
Na pergunta inicial, verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses com os resultados obtidos.
CIENTISTA MIRIM
Dengue? Tô fora!
Cuidar da comunidade ou do bairro onde se vive depende da participação de todos os moradores.
Um exemplo de cuidado com a comunidade é o combate ao mosquito que transmite a dengue e outras doenças.
Observe na imagem a seguir o ciclo de vida desse mosquito.
deposita os ovos na água.
A fêmea do mosquito procura locais com água parada.
Dos ovos nascem larvas.
Quando pica uma pessoa, o mosquito pode transmitir doenças.
crescem e originam mosquitos.
Representação do ciclo de vida do mosquito que transmite a dengue e outras doenças.
A fêmea do mosquito procura locais com água parada para colocar seus ovos. Quando não há locais com água parada, o mosquito não consegue se reproduzir.
Nesta atividade, a turma vai se reunir para investigar a seguinte pergunta:
Pergunta inicial
Resposta pessoal.
Nossa comunidade se protege contra a dengue?
Antes da prática, leia o texto explicativo e análise com a turma as imagens que ilustram simplificadamente o ciclo de vida do mosquito e os principais focos de reprodução que podem estar presentes nas casas e nos espaços coletivos. Verifique se todos compreendem que a fêmea deposita seus ovos em locais com água parada, e que essa informação é fundamental para o combate às doenças transmitidas pelo inseto. Peça que observem com atenção as figuras que mostram recipientes que podem ser possíveis criadouros, e, em seguida, questione se lembram de outros lugares onde o mosquito possa se reproduzir. Valorize todas as contribuições, selecionando as mais relevantes e anotando-as na lousa. Explique também que, por se tratar de uma ação de campo, será necessário que todos passem repelente antes de sair, como medida preventiva contra picadas. Em seguida, organize a turma para um passeio exploratório pelas dependências da escola, utilizando as informações e imagens discutidas como guia. Oriente-os a observar atentamente áreas como jardins, pátios, depósitos, ralos e outros locais. A lanterna será útil para iluminar locais
escuros; a lupa ajudará a identificar larvas que possam estar presentes; e a câmera fotográfica permitirá registrar os focos encontrados para posterior análise em sala de aula.
No item 3 do Procedimento, avalie os desenhos dos estudantes para verificar a compreensão do assunto. Comente que é importante registrar locais onde larvas tenham sido encontradas, para que medidas apropriadas possam ser tomadas. Verifique se eles compreendem como essas medidas dificultam a reprodução do mosquito e, consequentemente, reduzem a transmissão das doenças.
ELEMENTOS FORA DE PROPORÇÃO.
Ela
Larvas
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes relatem as situações encontradas e avaliem se elas favorecem a reprodução do mosquito (água parada).
Material
• repelente contra insetos
• 1 caderno
• 1 lápis
Procedimento
• 1 lanterna (opcional)
• 1 lupa (opcional)
• 1 dispositivo com câmera (opcional)
2. Espera-se que os estudantes reconheçam que, se alguém não seguir as medidas de proteção em sua casa, os mosquitos que ali nascerem podem afetar a vizinhança.
1 Seguindo o professor, apliquem repelente para se proteger contra mosquitos.
2 O professor vai guiar a turma em uma investigação pela escola. Durante o passeio, procurem situações em que possa existir água parada. Por exemplo:
Pratos de vaso com água.
• Com a ajuda do professor, verifiquem se há larvas de mosquito no ambiente. A lanterna e a lupa podem ser úteis nesse momento.
3 Desenhem ou anotem no caderno o que vocês observaram.
Conclusão
1
3
3. Resposta pessoal. Deve ficar claro que a investigação proposta nesta atividade não contempla toda a comunidade, apenas uma pequena amostra dela. O combate ao mosquito deve ser permanente para ser eficaz.
Após a visita guiada, conversem sobre as questões a seguir.
Vocês encontraram situações que favorecem a reprodução do mosquito que transmite a dengue? Expliquem.
Por que o combate à dengue depende de toda a comunidade?
Voltem à Pergunta inicial . Depois de fazer esta atividade, vocês mudariam a resposta?
Com a ajuda dos familiares, repitam esta atividade em casa. Assim, vocês se protegem contra o mosquito e ajudam a proteger a comunidade!
CONEXÃO
Objetos que podem acumular água da chuva, como pneus e garrafas. 89
PARA O ESTUDANTE
• TeleSSaúde UERJ. Como se prevenir da dengue? Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=u3TydQGMmls. Acesso em: 20 set. 2025.
Vídeo que explica a importância de combater o mosquito da dengue e apresenta orientações sobre como realizar essa prevenção.
23/09/2025 14:20
ENCAMINHAMENTO
Em O que tem no bairro, os estudantes irão usar referenciais espaciais para localizar construções em uma representação espacial, no caso, um desenho. Em seguida, eles são convidados a elaborar um desenho para representar o lugar onde vivem, destacando componentes da paisagem e utilizando o desenho da página como referência para essa elaboração.
O trabalho feito na atividade 2 pode ser ampliado com algumas perguntas complementares, como:
1. Olhando a imagem:
a) O que está à direita do posto de saúde?
b) O que há à esquerda da farmácia?
c) O que está na frente da escola?
d) O que está atrás do centro comunitário?
Respostas: a) A praça. b) O salão de beleza. c) A praça. d) o córrego.
2. Imagine que você precisa explicar para Laura o caminho que ela deve seguir da casa dela até o campinho de futebol. Explique o trajeto que ela deve seguir usando os comandos “siga em frente”, “vire à esquerda”, “vire à direita”. Oriente os estudantes a imaginarem que Laura está saindo pela frente da casa. Assim, eles terão que fazer o espelhamento da lateralidade. Uma atividade de dramatização pode ser realizada nesse momento, conforme sugerido em + Atividades.
O QUE TEM NO BAIRRO
Observe a imagem a seguir para descobrir o que tem no bairro onde Laura mora.
Pinte os quadros que indicam o que tem no bairro onde Laura mora.
Córrego
ATIVIDADES
Nesta atividade, a turma vai organizar a sala de aula de forma a reproduzir os elementos dos arredores da casa de Laura, conforme representados no desenho. Será montado um cenário no qual os estudantes poderão interagir. As mesas dos estudantes e do professor podem representar as construções. Podem ser feitas plaquinhas identificando cada local (farmácia, escola etc.). Entre as construções, devem ser formados os caminhos (ruas/calçadas). Você pode dividir a turma em grupos e orientar que cada grupo faça um trajeto, como: da casa à escola; da casa à farmácia; do mercadinho à casa etc. Esse comando deverá ser feito na prática por um estudante do grupo, enquanto os demais escrevem o trajeto usando comandos como “siga em frente”, “vire à esquerda”, “vire à direita”.
2
Relacione cada imagem à frase correspondente.
3
Fica ao lado da casa de Laura.
Fica em cima do canal do córrego.
Fica ao lado da pracinha.
Fica entre a farmácia e o mercadinho.
4. a) Espera-se que os estudantes identifiquem o que tem no bairro ou na comunidade para, em seguida, comparar com o que tem no bairro da personagem.
Em uma folha de papel avulsa, desenhe o que tem no seu bairro ou na sua comunidade.
Produção pessoal. Oriente os estudantes a se inspirar na ilustração da página anterior. 4
Mostre seu desenho para os colegas e o professor. Depois, conversem sobre as questões a seguir.
a) O bairro ou a comunidade onde você mora tem os mesmos elementos que o bairro onde Laura mora?
b) No seu bairro ou na sua comunidade tem mais moradias ou mais comércio?
Espera-se que os estudantes identifiquem na paisagem do bairro ou da comunidade se há mais moradias ou comércio, como lojas, mercado, farmácia etc.
91
23/09/2025 14:20
Na atividade 3, incentive os estudantes a incluírem nos desenhos plantas ou animais que eles costumam encontrar em seus lugares de vivência. No caso dos animais, solicite que representem também os locais onde são encontrados. Essa atividade propicia um trabalho inicial com a habilidade EF02CI04, que será retomada e desenvolvida especialmente na Unidade 3.
ENCAMINHAMENTO
Aborde com os estudantes os diferentes lugares que podemos frequentar e os grupos nos quais estamos inseridos. Para isso, oriente a leitura das imagens e dos textos da página 92. É importante que eles reconheçam os personagens, relacionando-os com lugares, como o centro comunitário, a quadra e a praça; e com as ações, como aula de dança, jogar futebol e jogar damas. Essa análise favorecerá a realização das atividades propostas na sequência.
Converse com os estudantes sobre os grupos em que estamos inseridos como a família, a escola, a igreja e outros espaços de sociabilidade, reconhecendo os fatores que nos aproximam ou nos afastam desses grupos.
Ao propor a atividade 3, destaque que é papel dos adultos cuidadores, como pais e responsáveis, zelarem pelo bem-estar e pela segurança das crianças e dos adolescentes, acompanhando-os em suas ações.
Fazemos parte de grupos
No bairro onde Laura mora, as pessoas costumam frequentar diferentes lugares. Observe as imagens a seguir.
Laura e Joana estudam na mesma escola. Às quartas-feiras, depois da escola, Laura vai para o centro comunitário fazer aula de dança.
O senhor Daniel gosta de jogar dama com outros amigos na praça do bairro. Eles costumam conversar sobre os netos e os acontecimentos do dia a dia.
Aos domingos, Joana joga futebol com outras crianças na quadra da comunidade. Seu avô Daniel não perde um jogo!
Dona Lourdes é amiga do senhor Daniel. Recentemente, Daniel e outros amigos do bairro conseguiram uma cadeira de rodas para dona Lourdes, doada pelo posto de saúde do bairro.
2 3 4
Relacione os personagens aos lugares que eles frequentam.
Praça pública
Quadra de futebol
O que Laura faz no centro comunitário?
Aula de dança
Aula de futebol
Aula de damas
Centro comunitário
ATIVIDADES
Proponha aos estudantes que façam um esquema sobre os grupos sociais em que estão inseridos. Eles precisarão de folha de papel avulsa e canetas hidrocor ou lápis coloridos. Para isso, devem seguir os passos a seguir:
1. Peça aos estudantes que reflitam sobre os grupos sociais dos quais participam em seu cotidiano.
2. Em uma folha de papel avulsa, solicite que os estudantes façam um desenho de si mesmos, ou de algo que os represente.
3. Com base nesse desenho, devem traçar linhas coloridas para cada grupo social em que estão inseridos, como família, escola, clube, igreja, entre outros.
4. Em cada linha, eles devem escrever o nome de duas pessoas com quem convivem nesses espaços.
O senhor Daniel acompanha a neta Joana até a quadra de futebol. Quando precisa ir a algum lugar, quem é o responsável que acompanha você?
Resposta pessoal. A atividade busca estimular a reflexão sobre o papel social e de responsabilidade que essa pessoa tem em relação aos estudantes.
As pessoas do bairro conseguiram uma cadeira de rodas para dona Lourdes. Esse gesto é um exemplo de qual sentimento?
Raiva Solidariedade Tristeza
93
20/09/2025 13:26
5. Eles devem fazer desenhos ou símbolos para ilustrar o esquema.
ENCAMINHAMENTO
Esta seção aborda os TCTs
Vida familiar e social, Educação em direitos humanos, Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
Antes de ler o texto e observar a imagem da seção, pergunte aos estudantes se eles sabem o que significa ter afinidade. Permita que eles falem livremente e construam, de forma coletiva, o significado dessa palavra. Também é possível concluir lendo a definição para a palavra “afinidade” indicada no glossário da página 94.
Comente com os estudantes que temos afinidades para algumas coisas, assim como com algumas pessoas. Sendo assim, eles podem mudar de círculo todas as vezes que se identificam com a nova frase lida pelo professor. Assim, cada círculo será formado, muitas vezes, por diferentes estudantes. Espera-se que eles projetem os resultados da atividade proposta na seção para a vida em comunidade, percebendo que as comunidades costumam reunir pessoas com interesses afins, mas nem sempre as pessoas que participam de uma comunidade vão participar de outra. Incentive-os a reconhecer semelhanças e diferenças, promovendo respeito, convivência e diversidade. Essa é uma ótima oportunidade para ressaltar a diversidade humana, até mesmo nas relações mais próximas.
Ao explorar as atividades 1 e 2, se possível, estabeleça uma conexão interdisciplinar com Matemática, pois os estudantes terão de exercitar a contagem e a comparação de números.
IDEIA PUXA IDEIA
O que nos une? O que nos separa?
Todos nós pertencemos a diferentes grupos, como o grupo de nossa família, o da escola ou o do bairro onde moramos.
E, mesmo tendo afinidades com pessoas de cada grupo a que pertencemos, também podemos ter interesses diferentes em algumas questões.
A atividade a seguir pode ajudar a entender melhor como os seres humanos são diversos.
Como fazer?
Afinidade: gostos ou interesses em comum.
Para esta atividade, o professor vai reunir a turma no pátio da escola ou em outro espaço amplo, vai desenhar 10 círculos no chão e numerar de 1 a 10.
Em seguida, o professor vai ler 10 frases, cada uma correspondendo a um círculo.
Então, ele vai ler a frase número 1 e quem se identificar com o que foi dito entra no círculo 1. Depois ele vai ler a frase número 2 e quem se identificar com ela entra no círculo 2. E assim sucessivamente até chegar ao círculo número 10.
No final, façam uma roda e conversem sobre as questões a seguir.
Respostas pessoais. O objetivo da atividade é mostrar aos estudantes que os interesses das pessoas nem sempre são os mesmos.
Qual dos círculos teve mais estudantes? E qual deles teve menos?
Em quantos círculos você entrou?
É possível que você não tenha encontrado todos os colegas nos mesmos círculos por onde passou. Em sua opinião, por que isso aconteceu?
O que você aprendeu com esta atividade?
O que mais chamou sua atenção nesta atividade?
20/09/2025 13:26
PARA O ESTUDANTE
• LLENAS, Anna. O monstrinho das cores. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2012.
Esse livro é destinado ao público infantil e aborda a importância da empatia nas relações sociais.
ATIVIDADES
Proponha aos estudantes a seguinte atividade: divididos em grupo de quatro integrantes, eles devem montar uma tabela coletiva em uma folha de papel avulsa, com o nome dos componentes, destacando as afinidades e as diferenças entre eles. Para isso, peça que montem a tabela com o seguinte modelo: Nome do colega, afinidades, diferenças.
Se possível, monte na lousa um quadro e dê exemplos aos estudantes, como: o nome do colega pode ser Bruno; a afinidade pode ser gostar de jogar bola; e a diferença pode ser torcer para times diferentes. Ou, ainda, o nome da colega pode ser Larissa; a afinidade pode ser que gostam da mesma música; e a diferença pode ser que uma prefere desenhar e a outra contar histórias. Ao final, os estudantes devem compartilhar sua tabela com a turma. Aproveite para ressaltar a importância do respeito pelas diferenças entre todos.
CONEXÃO
ENCAMINHAMENTO
Destaque para os estudantes que o mutirão é uma atividade pautada pela solidariedade, ou seja, pelo desejo de apoiar ou ajudar alguém que precisa. Explique que a situação representada no Livro do estudante é muito comum em comunidades de todo o Brasil, quando vizinhos se reúnem para ajudar voluntariamente na construção da casa de alguém ou na realização de outras tarefas. Também são frequentes os casos em que membros da comunidade se unem para construir um bem comum, como uma escola, uma igreja ou um espaço de lazer, entre outros.
Na atividade 4, espera-se que os estudantes respondam que diferentes tipos de mutirão podem ser realizados dentro do espaço escolar. Alguns exemplos são: construção de uma horta comunitária, organização da biblioteca ou brinquedoteca, retirada de lixos eletrônicos, entre outros, conforme as demandas de cada escola. Essa atividade também pode ser realizada de forma coletiva, com toda a turma, para pensar no que pode ser melhorado na escola e se é possível realizar um mutirão para realizar essas melhorias.
O MUTIRÃO
Roberto está trabalhando na construção de sua casa. No momento de fazer a laje, ele contou com a ajuda dos amigos do bairro. Essa ajuda foi muito importante, pois a construção da laje tem de ser feita em um único dia. E para realizar essa tarefa as pessoas se organizam em mutirão
Laje: estrutura, em geral de ferro e concreto, usada para fazer o piso ou a parte de cima de uma construção.
O mutirão é um exemplo de trabalho coletivo sem qualquer pagamento pelo serviço prestado. A intenção do mutirão é fazer um trabalho solidário, em que as pessoas se unem para ajudar a realizar uma ação.
Ao final do trabalho, estavam todos cansados, mas felizes com o resultado. E, para agradecer, Roberto serviu um churrasco para todos.
O trabalho foi intenso. Além dos amigos, a família de Roberto também ajudou: a esposa e os filhos participaram servindo água para todos.
TEXTO COMPLEMENTAR
A temática da solidariedade, quando trazida para os bancos escolares, deve se expressar em práticas cujo objetivo deve ser o de apresentar um avanço sob uma perspectiva educacional que considere a pessoa e, mais especificamente, o estudante em sua completude ou totalidade, em que a dimensão solidária seja privilegiada como caráter integrativo do processo de formação para a vida em sociedade e, concomitantemente, para a sua humanização.
[...]
Nunca podemos esquecer que os ambientes escolares, assim como o familiar, são espaços privilegiados de desenvolvimento, nos quais os processos educativos são fatores contribuintes para uma representação que os estudantes têm da realidade e, neste exercício reflexivo, encontram-se pilares básicos para a construção da solidariedade.
Assim, é fácil concluir que a forma mais assertiva de se incentivar práticas solidárias na escola é por intermédio da autorrefle-
Marque um na resposta correta.
• Por que Roberto reuniu os amigos?
Estava com saudades deles.
Queria fazer um churrasco com eles.
Precisava de ajuda para construir a laje de sua casa.
Converse com os colegas e o professor sobre a importância dos mutirões para uma comunidade.
Leia as frases a seguir. Depois, complete os espaços com as palavras do quadro.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes destaquem a importância do trabalho coletivo e solidário.
laje mutirão construção família
a) Roberto precisou da ajuda de seus amigos para a construção da laje de sua casa.
b) Ao final do trabalho, com a laje construída, todos aproveitaram o churrasco.
c) Além dos amigos, a família de Roberto ajudou servindo água aos trabalhadores.
d) O mutirão é um tipo de trabalho não remunerado com a finalidade de colaborar de forma solidária.
Reúna-se com dois colegas. Juntos, pensem em um mutirão que poderia ser realizado em sua escola com o objetivo de promover melhorias. Depois, escrevam no caderno em quais melhorias pensaram e como esse mutirão poderia ser organizado.
A atividade tem por objetivo despertar nos estudantes a importância da coletividade e da solidariedade. 97
xão, convencendo e fazendo com que os estudantes possam enxergar a si mesmos em todas as suas ações. O objetivo é que o professor consiga chegar a esse ponto (um verdadeiro nível de inflexão em termos educacionais), em que os estudantes tenham a mínima capacidade de analisar as próprias condutas e, ao mesmo tempo, depurar o sentimento solidário com o próximo. E, por fim, como formas de construções práticas da solidariedade (em sala de aula e fora desta) e de sua entronização na personalidade do indivíduo, tem-se as dinâ-
micas das disciplinas (de forma isolada ou multidisciplinar), as quais exteriorizam as teorias e as trazem para o mundo da práxis, constituindo-se como excelentes ferramentas para que o valor solidário seja entendido, percebido e, por fim, praticado. [...]
20/09/2025 13:26
SANTOS, Leonardo Watson dos; SANTANA, Zionel (orient.). A escola e a prática da solidariedade. 2021. Disponível em: https://educapes.capes.gov.br/ bitstream/capes/602794/2/A%20escola%20e%20 a%20pr%C3%A1tica%20da%20solidariedade_ Vers%C3%A3o_final.pdf. Acesso em: 20 set. 2025.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Conhecer diferentes manifestações culturais da comunidade onde vive.
• Conhecer histórias de pessoas migrantes da comunidade onde vive.
• Identificar motivos que levam as pessoas a migrarem.
• Valorizar a diversidade cultural na comunidade.
• Identificar mudanças e permanências nas paisagens por meio de fotografias
• Identificar diferentes partes de um vegetal.
• Caracterizar os museus como espaços de preservação da história e da cultura.
• Reconhecer a arte como registro das memórias, dos costumes e da história.
• Compreender objetos e documentos pessoais como fonte histórica.
• Reconhecer mudanças e permanências no lugar onde vive, com base nas histórias da comunidade.
BNCC
HABILIDADES
(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.
(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.
(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais
2
HISTÓRIAS E PESSOAS DAS COMUNIDADES
Cada bairro ou comunidade tem uma história.
Leia a história que o senhor Geraldo contou ao seu bisneto Lucas sobre como era o passado do bairro onde eles vivem.
Este cartão-postal era do meu avô. Ele mostra nosso bairro no passado. Essa imagem é muito antiga. No passado, aqui tinha muita plantação de café.
como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.
(EF02HI08) Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes.
(EF02HI09) Identificar objetos e documentos pessoais que remetam à própria experiência no âmbito da família e/ou da comunidade, discutindo as razões pelas quais alguns objetos são preservados e outros são descartados.
(EF02GE01) Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive.
(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.
(EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos.
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.
Hoje, tem muita casa no lugar do cafezal.
1
2
3
Ah, mas tem coisa que não mudou… O trem continua passando…
Eu sei outra coisa que para mim não mudou, biso... Você! Que continua o melhor biso do mundo!
De acordo com a história que o senhor Geraldo contou, como é o bairro onde ele vive hoje?
Hoje o bairro tem muitas casas no lugar das plantações de café.
E como era esse bairro no passado?
O bairro tinha plantações de café e uma ferrovia.
De acordo com a história, há algo do passado que permanece no bairro onde o senhor Geraldo e seu bisneto vivem. O que permanece?
A ferrovia/o trem.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Vida familiar e social.
• Educação em direitos humanos.
• Diversidade cultural.
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
ENCAMINHAMENTO
20/09/2025 18:00
Este capítulo tem como fio condutor as histórias das pessoas que fazem parte da comunidade. Com base neste tema, é possível explorar outros assuntos, como as mudanças e permanências nas paisagens, as histórias das famílias e da comunidade e as contribuições culturais dadas pelos migrantes vindos de dentro e de fora do Brasil para a comunidade em que vivem.
Considerando o papel central das histórias familiares e comunitárias, é importante conversar com os familiares dos estudantes sobre a importância da participação deles nos momentos em que serão solicitados a dar depoimentos e a providenciar materiais de memória, como fotografias. Nesse sentido, o capítulo é uma oportunidade para aproximar os membros da comunidade da escola e promover a partilha dessas memórias comuns, que estão diretamente relacionadas à noção de pertencimento. Introduza o tema questionando a turma sobre o que conhece acerca da história do bairro ou da comunidade onde vivem. Os estudantes poderão trazer elementos de situações narradas por familiares ou membros mais antigos da comunidade. Caso tenham se mudado recentemente, é possível que tenham poucas informações. Nesse caso, ressalte que, durante o estudo do tema, poderão aprender mais sobre o lugar onde vivem atualmente.
Promova a leitura da história em quadrinhos, adotando a estratégia que melhor se adapte à realidade da sua turma. Sugerimos, em um primeiro momento, que os estudantes entrem em contato com o texto individualmente, buscando extrair informações com base nos elementos visuais e textuais, independentemente do nível de aquisição da leitura e da escrita em que se encontrem. Na sequência, peça a eles que apresentem para a turma o que compreenderam da história. Finalmente, explore as mudanças e permanências apresentadas na história em quadrinhos, relacionando o tema à história pessoal da turma. Pergunte aos estudantes se conseguem observar algo do passado que permanece na paisagem do entorno da escola ou do lugar onde vivem.
ENCAMINHAMENTO
Introduza o tema perguntando aos estudantes se na comunidade onde vivem há festas tradicionais ou outros eventos que reúnem as pessoas. Permita que eles tragam as próprias vivências. Caso todos façam parte da mesma comunidade, é possível que tragam respostas semelhantes. Nesse caso, aprofunde a discussão acerca dos elementos que giram em torno dessas tradições: a importância delas para a comunidade, como as pessoas participam dessas festividades, se os estudantes tomam parte nessas tradições etc. Este tema permite o desenvolvimento da habilidade EF02GE02. Promova a leitura compartilhada do texto e das ilustrações da página, que trazem dois exemplos de festividades tradicionais que costumam fazer parte da cultura de diversas comunidades brasileiras: o Carnaval e as festas dos imigrantes. Questione a turma sobre o que conhece acerca do Carnaval. Você pode anotar algumas palavras e frases na lousa para registrar a conversa por escrito. Neste momento, reflita com os estudantes sobre de que maneira o Carnaval se insere na vida das comunidades das quais fazem parte.
As festas dos imigrantes também acontecem com frequência em diversas comunidades brasileiras. Comente com a turma que a população brasileira é formada por pessoas de diversas origens, incluindo aquelas vindas de outros países, e que essas festas têm por objetivo apresentar a cultura dos imigrantes para a comunidade e per-
TEM DIVERSÃO NO BAIRRO
No bairro onde Lucas vive há duas festas que atraem muitas pessoas: o Carnaval e a Festa dos imigrantes.
Durante o Carnaval, os blocos e as escolas de samba desfilam e contam com a participação de toda a comunidade. Lucas sempre participa dos desfiles.
No Carnaval, Lucas se diverte muito nos desfiles dos blocos pelo bairro.
A Festa dos imigrantes também conta com a participação de toda a comunidade. Nessa festa há danças e comidas típicas de diferentes países. Lucas sempre vai a essa com seu tio Juan, que veio da Espanha.
Na Festa dos imigrantes, Lucas conhece outras culturas, como a de seu tio Juan, um imigrante espanhol que mora no bairro a muitos anos.
mitir que eles permaneçam em contato com a cultura da terra natal deles.
Questione os estudantes se há imigrantes no bairro ou na comunidade onde vivem ou nas famílias deles. O tema relacionado às migrações no bairro e na comunidade será abordado ao longo do capítulo.
Pinte o nome das festas que acontecem no bairro onde o Lucas mora.
Carnaval
Festa junina
Festa dos imigrantes
Converse com os estudantes sobre as festas ou outros eventos comemorativos que acontecem no bairro onde eles moram ou onde a escola se localiza.
No bairro onde você vive, existe alguma festa que acontece todo ano? Converse com os colegas e o professor.
• No espaço a seguir, faça um desenho de uma festa que acontece no lugar onde você vive.
Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
101
23/09/2025 14:26
A atividade 1 traz o nome de algumas festas que podem acontecer em diferentes comunidades. Para ampliar a atividade, verifique com os estudantes se algumas dessas festas acontecem no lugar onde vivem ou onde a escola está situada. Depois, elabore na lousa uma lista de festejos e comemorações que fazem parte da vida deles. Com base nesta lista, eles poderão fazer comentários sobre a importância de cada uma dessas festas na vida da comunidade. Na atividade 2, caso todos os estudantes morem em bairros próximos à escola, explore as comemorações dessas localidades. Caso algum estudante viva em área distante da escola, questione se acontecem festas semelhantes às do bairro hipotético da história em quadrinhos, destacando diferenças e semelhanças entre os locais.
ENCAMINHAMENTO
Em Gente de muitos lugares, a temática das migrações no bairro ou na comunidade em que os estudantes vivem é abordada com base nos aspectos da história de vida de personagens hipotéticos, tendo Duda como elemento central. Neste momento, há o trabalho com as habilidades EF02GE01, EF02HI03 e EF02HI04
Introduza o tema perguntando aos estudantes se eles conhecem pessoas que vieram de lugares diferentes do que moram atualmente. É possível que tragam exemplos de familiares ou que os próprios estudantes sejam migrantes. Valorize as vivências deles relacionadas ao tema, incentivando o respeito à diversidade. Promova a leitura da história em quadrinhos, compartilhada com os estudantes, certificando-se de que todos compreenderam quem são os personagens e a origem deles. Na sequência, convide-os a observar o mapa do Brasil. Antes de explicar as informações nele representadas, questione se já viram essa representação e em que situações, levantando os conhecimentos prévios da turma sobre o tema.
GENTE DE MUITOS LUGARES
Duda mora no município de Salvador, no estado da Bahia. No bairro onde ela mora, existem pessoas que vieram de outros estados.
Leia os quadrinhos com a ajuda do professor.
Naquela casa, mora dona Iracema. O sobrinho dela, o João, acabou de se mudar para cá. Eles vieram da Paraíba.
O senhor Mário e a dona Lúcia moram naquela outra casa. Eles vieram de Minas Gerais.
E eu e meus pais nascemos aqui mesmo, em Salvador.
Observe o mapa do Brasil. Esse mapa mostra a Bahia, o estado onde Duda mora, e os estados de onde vieram os vizinhos dela.
Brasil: alguns estados
RORAIMA
50° O
AMAPÁ
Equador 0°
AMAZONAS PARÁ
ACRE
RONDÔNIA
CEARÁ MARANHÃO
RIO GRANDE DO NORTE
PARAÍBA
PERNAMBUCO PIAUÍ
ALAGOAS
MATO GROSSO
OCEANO PACÍFICO
Trópico de Capricórnio
SONIA VAZ
1
TOCANTINS
DISTRITO FEDERAL GOIÁS
MATO GROSSO DO SUL
SÃO PAULO
MINAS GERAIS
BAHIA
SERGIPE
OCEANO ATLÂNTICO
ESPÍRITO SANTO
RIO DE JANEIRO
PARANÁ
RIO GRANDE DO SUL SANTA CATARINA
Limite estadual Limite internacional 0 420
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.
Pinte os quadrinhos a seguir com a cor do estado de onde vieram os vizinhos e os pais de Duda.
Os pais da Duda
O senhor Mário e a dona Lúcia
O sobrinho de dona Iracema
laranja verde rosa
No bairro onde você mora, existem pessoas que vieram de outros lugares? Converse sobre isso com um familiar ou vizinho. Depois, registre no caderno o que descobriu e compartilhe os registros com a turma.
2 Oriente os estudantes a registrar o que descobriram da maneira que conseguirem. Eles podem produzir um texto curto ou fazer um desenho. Esta atividade será retomada e ampliada no projeto que se encontra ao fim da unidade 2.
Explique aos estudantes as informações representadas no mapa, que destaca os estados da Bahia, da Paraíba e de Minas Gerais, estados de origem dos personagens da história em quadrinhos. Chame a atenção da turma para outros elementos presentes no mapa, como a rosa dos ventos, a escala e a legenda. Você pode levantar as hipóteses da turma sobre a função de cada um deles ou trazer uma breve explicação, já que o trabalho mais sistematizado com os elementos dos mapas será realizado ao longo do ensino fundamental. Na atividade 2, oriente os estudantes a fazerem as perguntas aos adultos que serão entrevistados. No momento da partilha das informações coletadas, sugerimos que um registro escrito coletivo seja sistematizado para consulta da turma durante o estudo dos temas propostos ao longo do capítulo. Você pode fazer uma lista com os lugares de origem dos entrevistados, a qual poderá ficar afixada no mural da sala de aula.
23/09/2025 14:26
ENCAMINHAMENTO
Dê continuidade à abordagem da história de Duda, iniciada nas páginas anteriores. Para isso, proponha a leitura do texto A história de um migrante, comentando com os estudantes sobre o que eles entendem por “lugar de origem”. Peça a eles que levantem hipóteses e, se julgar oportuno, registre as respostas na lousa. Ao final, explique que se chama de lugar de origem o lugar onde determinada pessoa nasceu.
Para a leitura do texto, adote estratégias que melhor se adaptem à turma. É possível organizar uma leitura compartilhada, na qual os estudantes que se sentirem à vontade poderão ler uma frase ou parágrafo do texto ou pode-se fazer uma leitura pausada, certificando-se de que todos compreenderam a história. Para trabalhar com a interpretação dos elementos centrais do texto, os estudantes poderão fazer no caderno um desenho representando o que é narrado em cada parágrafo, desenvolvendo a noção de temporalidade e a compreensão da sequência dos fatos.
Comente com os estudantes que muitos são os motivos que levam as pessoas a deixarem seu lugar de origem. Destaque que, no caso mencionado, a mudança foi motivada por estudo e explique que, em geral, esse é um motivo voluntário, ou seja, resulta de uma escolha pessoal. Também são exemplos de deslocamentos voluntários aqueles feitos por pessoas que se mudam para trabalhar, para se reunir com a família ou para satisfazer um desejo pessoal. Explique a eles que, no entanto, existem deslocamentos que acontecem de forma involuntária, ou seja, quando as pessoas são forçadas a deixar seu lugar de
A história de um migrante
Um dos vizinhos de Duda, o João, é uma pessoa que saiu de seu local de origem para viver em um novo lugar. Acompanhe a história de João.
João era agricultor e vivia na zona rural de Campina Grande, no estado da Paraíba. Mas ele se mudou para Salvador, no estado da Bahia, para morar com seus tios Iracema e Antônio.
João precisou se mudar para poder estudar. Em breve ele vai realizar o sonho de começar um curso em uma faculdade da Bahia.
No dia de sua viagem, João embarcou em um ônibus na rodoviária. O trajeto de Campina Grande até Salvador durou aproximadamente 17 horas.
Quando desembarcou na rodoviária de Salvador, João encontrou seus tios. Ele então comentou a respeito do tempo que levou para chegar a Salvador. E sua tia Iracema disse:
origem. São exemplos desses casos as guerras e as mudanças climáticas extremas, como enchentes e secas.
Caso os estudantes manifestem interesse, mostre imagens dos municípios de Campina Grande (PB) e Salvador (BA). Se possível, como forma de mobilizá-los, sugira que eles se organizem em grupos e façam uma dramatização do texto. Para isso, eles deverão decidir quem serão os personagens (João, Iracema e Antônio) e dividir o texto em diálogos. Essa es-
tratégia pode ser desenvolvida em um espaço aberto, como o pátio ou a quadra, e possibilita uma abordagem interdisciplinar com Arte, com base na exploração de elementos da linguagem teatral.
A atividade 2 possibilita um trabalho interdisciplinar com Matemática, visto que solicita que os estudantes estabeleçam comparações entre números.
Na atividade 3, incentive os estudantes a se lembrarem de histórias contadas por adul-
— Como as coisas mudaram! Quando fiz essa mesma viagem, 40 anos atrás, ela durou quase 30 horas! Naquele tempo as estradas eram ruins, e os ônibus andavam bem devagar. Chegamos bem cansados.
JOÃO, o migrante. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.
TEXTO COMPLEMENTAR
BIRySARkIS
Leia novamente o texto sobre a história de João.
• Agora, complete o trecho a seguir usando as palavras do quadro.
ônibus rural estudar
João se mudou da zona rural de Campina Grande, na Paraíba, para Salvador, na Bahia, para estudar Para viajar de uma cidade a outra, ele
fez seu trajeto de ônibus
1. Esta atividade permite um trabalho interdisciplinar com Língua Portuguesa. 2 3
Ao comparar os tempos de viagem de João e de Iracema, qual deles demorou mais tempo?
• Você se lembra de alguma história que algum adulto contou a você sobre o passado dele? Converse com os colegas e o professor. 1
A viagem de João. A viagem de Iracema.
A história que Iracema contou a seu sobrinho sobre sua viagem é um relato passado. Esse é um exemplo de uma história oral.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento.
tos de sua convivência. Caso eles não se recordem desses relatos, é possível encaminhar essa atividade para ser realizada em casa, pedindo a um adulto que conte uma história de seu passado aos estudantes. Posteriormente, peça a eles que recontem a história em sala de aula para os colegas. Também é possível orientar os estudantes para que relatem suas próprias histórias, contando fatos de seu passado de que se lembrem. Por meio dessa atividade, eles reconhecem a história oral como fonte de memória.
23/09/2025 14:26
Outra fonte importante de pesquisa histórica são as informações obtidas pela História Oral. Até pouco tempo, a História de muitas sociedades era transmitida apenas oralmente e, em algumas culturas, a tradição oral tem permanecido viva até hoje. “A tradição oral perpetua relatos do passado de um povo, as recordações populares, as crenças, os valores e os hábitos sociais compartilhados” (Cooper, 2002: 82). Mesmo em sociedades que vivem sob o império da escrita, as entrevistas e a coleta de depoimentos têm sido muito utilizadas como fonte de pesquisa histórica, pois proporcionam o acesso a testemunhos únicos, ampliando as possibilidades de interpretação do passado.
Não há por que não trabalhar com História Oral no ensino fundamental 1. A confecção de entrevistas que servem de base para esse tipo de História costuma provocar um grande envolvimento das crianças com o ensino-aprendizagem. Elas ficam entusiasmadas com o contato com pessoas mais velhas e seus relatos sobre acontecimentos passados e o cotidiano em outros tempos.
FERMIANO, Maria Belintane; SANROA, Adriane Santarosa. Ensino de História para o Fundamental 1: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014. p. 99.
ENCAMINHAMENTO
Explore com os estudantes a fotografia das pessoas no saguão do aeroporto reproduzida na página 106, destacando o caráter documental desse tipo de registro. Retome os estudos sobre as fontes de memória realizados nos capítulos anteriores e explique que as fotografias são fontes materiais muito utilizadas pelos historiadores em suas pesquisas.
Durante a correção da atividade 2, é possível fazer perguntas para os estudantes, levando-os a perceber que, apesar de as malas continuarem sendo utilizadas em viagens, hoje elas são diferentes das malas do passado. Pergunte o porquê da existência de rodinhas e das alças longas nas malas atuais, para que a turma observe que essas modificações facilitam o transporte das malas por parte dos viajantes. Explore também as diferenças nos materiais empregados na fabricação das duas malas (a primeira foi produzida com couro e a segunda com plástico), retomando o trabalho com os materiais estudado anteriormente. Dessa maneira, é possível trabalhar as habilidades EF02HI03 e EF02HI04.
A atividade 3 permite trabalhar a habilidade EF02HI09, uma vez que os estudantes deverão reconhecer a importância da fotografia para a preservação da memória familiar. Como forma de ampliar essa atividade, pergunte aos estudantes se eles guardam algum objeto como recordação de alguma pessoa querida ou de sua própria história.
Memórias preservadas
Como na história de João, muitas pessoas se mudam de seu local de origem para novos locais. Essas mudanças ocorrem por diversos motivos.
Muitas pessoas já saíram e ainda saem de sua terra natal para trabalhar, estudar ou fazer tratamentos de saúde em outros lugares.
Terra natal: local de nascimento, de origem.
A imagem a seguir mostra pessoas no saguão do aeroporto de Congonhas, no estado de São Paulo, esperando para viajar para diferentes destinos. Essa imagem é da mesma época em que dona Iracema, tia de João, saiu de sua terra e foi para Salvador.
Pessoas em aeroporto no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 1979.
As fotografias também podem servir para guardar recordações. Por meio delas, é possível relembrar o passado ou mesmo saber como eram as coisas antes de nascermos.
Desembaralhe as sílabas a seguir e forme palavras.
as gra fo to fi fotografias
cor ção da re recordação
do pas sa passado
• Agora, complete o texto com as palavras formadas.
As fotografias podem ser guardadas como recordação . Elas também servem para nos lembrar de nosso passado ou nos apresentar coisas que existiam antes de nascermos.
Observe novamente a fotografia das pessoas no aeroporto. Agora, marque um na mala que mais se parece com a mala das pessoas na fotografia.
3 Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento
Em casa, com um adulto, procure uma fotografia que mostre você no passado. É importante que essa fotografia traga a você uma memória de algum acontecimento marcante de sua vida, como um passeio ou um aniversário.
• Na sala de aula, converse com os colegas e o professor sobre as memórias que você tem do momento registrado naquela fotografia. Se for possível, leve uma cópia ou a própria fotografia para apresentar aos colegas.
Os estudantes devem assinalar a primeira imagem, da mala antiga de couro. 107
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
ATIVIDADES
Peça aos estudantes que escolham três familiares que tenham nascido em um lugar diferente do que moram atualmente. Eles deverão entrevistar esses familiares e apresentar os resultados obtidos para os demais colegas. Para essa entrevista, disponibilize para eles o roteiro a seguir:
1. Nome do entrevistado.
2. Grau de parentesco.
3. Idade.
4. Lugar de origem.
5. Onde mora atualmente.
6. Uma lembrança do lugar de origem.
Explique que os estudantes podem anotar as respostas em uma folha de papel avulsa ou gravá-las, caso a escola tenha condições de receber os arquivos. Organize um dia para que todos compartilhem os resultados das suas pesquisas. No momento da socialização, comente com os estudantes que quase 20 milhões de brasileiros vivem em uma região diferente da que nasceram, segundo dados mais recentes do Censo Demográfico de 2022 (IBGE. Censo 2022. Disponível em: https:// agenciadenoticias.ibge.gov.br/ agencia-noticias/2012-agenciade-noticias/noticias/43815censo-2022-19-2-milhoes-depessoas-vivem-fora-de-suaregiao-de-nascimento. Acesso em: 21 set. 2025).
20/09/2025 18:00
• CHIESA, Mariana. Migrando. São Paulo: Editora Pulo do Gato, 2017. Este livro, destinado ao público infantojuvenil, aborda as migrações de forma lúdica, destacando a coragem das pessoas que deixam seu lugar de origem.
Este curta-metragem de animação mostra a história de dois ursos-polares obrigados a deixar seu lugar de origem e os desafios que encontram em seu destino.
ENCAMINHAMENTO
Em Visitando um museu, faça as perguntas indicadas no primeiro parágrafo do texto para os estudantes. Com isso, é possível iniciar um debate sobre o conhecimento deles a respeito dos museus. Peça a eles que comentem com os colegas sobre as experiências que já tiveram em museus. Caso na turma haja estudantes que ainda não tenham ido a um museu, peça a eles que imaginem como seria essa experiência e, se possível, realize com a turma alguma visita virtual a museus brasileiros. No boxe Conexão há uma indicação de visita virtual ao Museu da Imigração.
Como forma de ampliar o tema, comente com os estudantes que, além de guardar registros da história e da cultura, os museus têm outras funções, como a exposição desses registros, de forma a possibilitar o acesso da comunidade; a preservação do acervo, cuidando para que os bens não se deteriorem; e a educação, propondo ações de difusão das informações relacionadas aos bens do acervo.
Comente, ainda, que existem diferentes tipos de museu, como os museus de arte, que guardam objetos artísticos, como pinturas e esculturas; os museus de ciência, que explicam e exploram estudos sobre fenômenos da natureza; e os museus históricos, que retratam acontecimentos, pessoas ou lugares históricos. O Museu da Imigração, abordado na página, é um exemplo de museu histórico que conta a história de diferentes pessoas que saíram de seu local de origem por diferentes motivos. A abordagem desse tema possibilita um trabalho interdisciplinar com Arte.
VISITANDO UM MUSEU
Você já foi a um museu? Sabe qual é a função desse local? Um museu é como um guardião da história, da cultura e da memória das pessoas e dos lugares. Cada museu tem uma coleção própria, que pode contar diferentes histórias. No Brasil, existem muitos museus, e entre eles está o Museu da Imigração.
No Museu da Imigração, há fotografias e documentos de pessoas que vieram de diferentes lugares do mundo para o Brasil. Também apresenta registros de brasileiros que saíram de seu local de origem e foram para outros locais do país.
1
Marque um no objeto que deve compor o acervo de um museu da imigração.
Ossos de animais antigos.
Carta de parentes.
Invento científico.
Acervo: nome dado ao conjunto de objetos que fazem parte de um museu.
Fachada do Museu da Imigração no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2025.
Relacione os objetos a seguir ao museu a que eles devem ser destinados. 2
2 Museu dos Brinquedos
3 Museu da Aviação
1 Museu do Futebol
As paisagens também podem contar uma história. Observe as fotografias a seguir.
Contorne a imagem que apresenta a paisagem mais antiga.
As atividades propostas exploram elementos da habilidade EF02HI09, uma vez que destacam a importância de objetos e documentos para a construção e preservação da história e da memória da comunidade.
Na página 109, temos um par de imagens do município de Salvador em dois momentos diferentes e algumas questões para que os estudantes possa analisar as mudanças e permanências na paisagem, desenvolvendo a habilidade EF02GE05.
Chame a atenção dos estudantes para a fotografia de Salvador em 1928 e peça que descrevam os elementos da paisagem. Se julgar adequado, anote na lousa os elementos trazidos por eles. Depois, proceda da mesma forma com a fotografia que retrata Salvador em 2025 e, finalmente, proponha aos estudantes que comparem as duas fotografias, apontando oralmente as mudanças e as permanências que são visíveis nas paisagens. Após esta etapa, eles poderão responder às questões propostas na atividade 3.
ATIVIDADES
b) Que mudanças aconteceram na paisagem retratada? 3 Espera-que os estudantes respondam que há mais construções, como prédios, que as ruas foram asfaltadas e que há a abertura de novas ruas onde antes havia uma praça.
a) Por que você acha que a imagem que você marcou é a mais antiga?
Espera-se que os estudantes respondam que é porque a fotografia não é colorida (existem fotografias atuais que são em preto e branco, mas essa está amarelada) e porque não há prédios nela, além de citar outros elementos da paisagem.
109
20/09/2025 18:00
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• Museu da Imigração. Visita virtual. Disponível em: https://bit.ly/TourVirtualMI? fbclid=IwAR0UZd7CvzHKoJxptVgiX_Zdl7 VHM2WPBAvS4EAWcaArZ_3F6HK2vrAr 2yc. Acesso em: 21 set. 2025. Neste site, é possível realizar uma visita virtual pelo Museu da Imigração, localizado no estado de São Paulo, conhecendo seu acervo permanente e exposições itinerantes.
Peça aos estudantes, em grupos, que realizem uma pesquisa sobre um museu que esteja localizado no município ou na região em que a escola está localizada. Eles deverão descobrir informações sobre o acervo e a história dessa instituição. Ao final, farão um cartaz para apresentar as informações obtidas e compartilhá-lo com os colegas.
Município de Salvador, no estado da Bahia, em 1928.
Município de Salvador, no estado da Bahia, em 2025.
ENCAMINHAMENTO
Ao abordar o conteúdo da seção, converse com os estudantes sobre a importância da arte como expressão da cultura, da história e da memória. Explique que a arte pode se manifestar por meio de diferentes linguagens, como a visual, musical, teatral e da dança. É possível que eles reconheçam essa relação mais facilmente com base nas criações visuais, como pinturas e esculturas, mas é fundamental que eles reconheçam, por exemplo, que letras de canções, encenações teatrais ou apresentações de dança também revelam aspectos relacionados aos valores e à história de determinados grupos. Esse reconhecimento das linguagens artísticas possibilita uma abordagem interdisciplinar com Arte e também possibilita a exploração dos TCTs Cidadania e civismo e Multiculturalismo
Destaque a importância de artistas imigrantes, como Tomie Othake, mencionada na seção. Explique que, ao longo dos anos, artistas como ela têm contribuído para a formação da identidade cultural do Brasil, com base na introdução de elementos de diferentes matrizes estéticas no país.
IDEIA PUXA IDEIA
Arte e cultura
Além de visitar os museus, é possível saber mais a respeito da cultura de uma população através de sua arte.
Por meio de pinturas, canções, danças, esculturas, histórias, filmes e representações teatrais, podemos aprender sobre os costumes, as práticas e a história de grupos e de pessoas de diferentes lugares.
Em comemoração aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, a artista Tomie Ohtake produziu algumas esculturas. Uma delas está na cidade de Santos, no estado de São Paulo.
Observe a imagem da escultura, que aponta para o mar, por onde os primeiros japoneses chegaram.
Tomie Othake (1913-2015) era uma imigrante. Ela veio do Japão quando jovem e se tornou uma importante artista no Brasil.
Monumento aos 100 Anos da Imigração Japonesa, em imagem gerada por drone, no Parque Municipal Roberto Mário Santini no município de Santos, no estado de São Paulo, em 2023.
No Museu da Imigração, por exemplo, acontece a Festa do Imigrante. Essa festa promove apresentações artísticas de grupos de diferentes nacionalidades e seus descendentes que vieram para o Brasil.
Observe a imagem a seguir.
1
Descendente: filho, neto, bisneto e todos os familiares que nasceram depois de uma pessoa.
Grupo boliviano Kantuta em apresentação no Museu da Imigração, no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2023.
Marque um nas manifestações artísticas representadas nas imagens.
Filme
Dança
Pintura
Escultura
Poesia
Veja comentários no Encaminhamento
2 Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento.
No lugar onde você vive existe alguma manifestação artística que representa sua comunidade? Se sim, como é essa manifestação? Converse com os colegas e o professor.
111
ATIVIDADES
Peça aos estudantes que façam desenhos de algum costume que sua família ou comunidade tem. Eles devem usar uma folha de papel avulsa para essa produção. Ao final, deverão mostrar o desenho aos colegas e ao professor e comentar qual costume foi representado. Explique que eles devem contar quando acontece, se tem alguma época do ano específica para ocorrer e qual é a importância desse costume para eles.
20/09/2025 18:00
Comente com os estudantes sobre a Festa do Imigrante e chame a atenção para a fotografia com o registro de uma apresentação de dança boliviana. Comente que a comunidade boliviana tem um número significativo de pessoas vivendo no Brasil, muitas vezes sem ter acesso a direitos básicos.
Na atividade 1, caso os estudantes apresentem dúvidas quanto aos diferentes tipos de produção, peça a eles que observem com atenção as imagens e que leiam as legendas das fotografias. A primeira imagem (página 110) apresenta uma escultura, e a segunda (página 111) mostra uma apresentação de dança.
Na atividade 2, auxilie os estudantes a pensarem em uma manifestação artística que acontece no município ou no bairro em que se localiza a escola ou a moradia deles. A intenção dessa atividade é levar os estudantes a identificarem na arte uma forma de representação da memória e da cultura de um povo, trabalhando, assim, a habilidade EF02HI08.
ENCAMINHAMENTO
Pergunte aos estudantes se eles sabem em que município nasceram e se sempre moraram no mesmo local. Se houver diversidade de origens, incentive-os a citar o nome dos lugares onde nasceram ou moraram anteriormente, como o bairro, o município, o estado etc. Explique que muitas pessoas podem se mudar para outro lugar dentro de um mesmo bairro, município, estado ou país ao longo da vida.
O tema De outros países trabalha com a habilidade EF02GE01, pois os estudantes vão descrever a história das migrações no bairro ou na comunidade em que vivem, e a habilidade EF02HI08, ao abordar a compilação de histórias da família e da comunidade registradas em diferentes fontes. Nesta dupla de páginas também são apresentados aspectos da vida de dois imigrantes no Brasil: um de origem síria e outro de origem venezuelana.
Promova a leitura compartilhada dos textos, destacando com a turma as seguintes informações: país de origem; onde vivem no Brasil; o que gostam de fazer, costumes, tradições etc.; rotina no Brasil. Se julgar oportuno, trabalhe com a turma a localização dessas informações sublinhando-as no texto.
Na página 113, são propostas atividades mais lúdicas que complementam as informações trazidas no texto. Nas atividades 1 e 2, é possível solicitar aos estudantes que escrevam os nomes dos pratos típicos representados e dos objetos indicados na atividade 3. Caso haja presença significativa de grupos de imigrantes na comunidade, é possível elaborar com a turma uma lista de pratos típicos trazidos por esses grupos.
DE OUTROS PAÍSES
Em muitos bairros ou comunidades brasileiras existem pessoas que vieram de outros países. Essas pessoas têm diferentes costumes e jeitos de viver.
Conheça agora a história de duas pessoas que vieram de outros países.
Fátima mora em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ela veio com a família da Síria para o Brasil.
Fátima adora receber os amigos em casa. Quando eles vão visitá-la, a mãe de Fátima prepara pratos típicos sírios, como quibes e esfirras.
Toda semana Fátima vai com a família a uma mesquita, onde encontra os amigos brasileiros e sírios que também vieram para o Brasil.
Imigrantes venezuelanos jogando beisebol no município de Maringá, no estado do Paraná, em 2024.
Vista da mesquita Omar Ibn Al-Khatab no município de Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, em 2024.
Diego veio da Venezuela com a família. Ele mora em Maringá, no Paraná.
Diego joga beisebol todos os domingos. Na Venezuela, esse esporte é muito popular. Aqui no Brasil, os imigrantes venezuelanos se reúnem para praticar e ensinar beisebol para os amigos brasileiros.
ATIVIDADES
1 2
Desembaralhe as letras e escreva os nomes dos países de onde Diego e Fátima vieram.
V – A – E - L – Z – U – E – N – E
R – Í – A – S – I
Contorne os pratos típicos que a mãe de Fátima prepara quando os amigos dela vão visitá-la em casa.
Contorne os objetos que representam o esporte que Diego pratica.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
PARA O PROFESSOR
• Coleção Imigrantes do Brasil. São Paulo: Panda Books, 2012. A coleção é formada por nove títulos que narram encontros entre crianças e seus avós de diferentes nacionalidades, apresentando ao leitor aspectos da cultura desses países e a contribuição dos imigrantes para a cultura brasileira.
Sugira aos estudantes que assistam ao clipe da canção “Eu”, do grupo Palavra Cantada (EU. Intérprete: Palavra Cantada. Compositor: Paulo Tatit. In: CANÇÕES curiosas. Intérprete: Palavra Cantada. São Paulo: Palavra Cantada Produções Musicais, 2023. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=GBMQ FJXaYLA. Acesso em: 22 set. 2025). Acompanhe o vídeo e peça aos estudantes que prestem atenção aos lugares citados, anotando-os no caderno.
Pergunte aos estudantes:
• De onde veio a mãe? (Ela nasceu em Curitiba, filha de gaúchos que trabalhavam no campo.)
• De onde veio o pai? (Ele nasceu em Recife, filho de um baiano que era vendedor ambulante no Sertão.) Leve um mapa político do Brasil para indicar a localização dos municípios citados na canção, conforme já sugerido na perspectiva de ampliar o contato com mapas desde os anos iniciais do ensino fundamental.
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla de páginas, há a continuidade do tema abordado na dupla anterior. Promova a análise e a leitura compartilhada da ilustração que representa um mapa-múndi lúdico na página 114. Nele, os estudantes vão identificar o “lugar” de nascimento das pessoas mencionadas na dupla anterior. Peça a eles que observem a imagem e pergunte se sabem o que ela representa. Ao apresentar a leitura de um mapa-múndi estilizado aos estudantes estamos ampliando o contato com representações cartográficas diversas e em escalas variadas.
Na atividade 4, auxilie os estudantes a identificarem e a registrar os países de origem das personagens e o território brasileiro. Os nomes dos países podem ser escritos pelos estudantes na própria ilustração do mapa, assim como os nomes dos personagens: Venezuela (Diego) e Síria (Fátima). Peça a eles que escrevam também o nome do Brasil, facilitando a realização do que se pede nos itens 4. a), 4. b) e 4. c). Para os itens 4. a) e 4. b), auxilie os estudantes a traçarem as setas que indicam os fluxos migratórios no mapa. Se julgar oportuno, providencie uma cópia do mapa para afixar na lousa e realizar o traçado das setas com a turma. No item 4. c), permita que os estudantes apresentem as hipóteses deles acerca do significado das setas, esperando que indiquem que se trata do lugar de destino e de origem dos personagens.
Na atividade 6, no item 6. a), os estudantes farão uma pesquisa inicial, pois o assunto será retomado no projeto sugerido ao final da Unidade 2. No item 6. b), converse com os estudantes sobre a importância de respeitar os costumes e o jeito de viver de cada grupo e cul-
Observe a imagem a seguir, que mostra a localização de alguns países pelo mundo.
MAPA ILUSTRATIVO. NÃO APRESENTA ESCALA NEM ORIENTAÇÃO.
Agora, localize na imagem os países de onde Fátima e Diego vieram.
a) Desenhe uma seta do país de onde Fátima saiu até chegar ao Brasil.
b) Desenhe outra seta do país de onde Diego saiu até chegar ao Brasil.
c) O que as setas que você desenhou representam? Converse com o professor e os colegas.
Observe novamente a imagem. Agora, pinte o nome do país que fica mais próximo do Brasil.
Síria Venezuela 4 Veja comentários no Encaminhamento.
tura, como a religião professada, os hábitos alimentares, os esportes praticados, o jeito de falar, o sotaque etc. No item 6. c), espera-se que os estudantes desenhem as descobertas feitas nos itens 6. a) e 6. b), Solicite aos estudantes que compartilhem as produções deles e avalie se conseguiram representar de forma respeitosa os costumes e as práticas de pessoas estrangeiras que vivam em sua comunidade. Caso haja algum estudante estrangeiro, essa pode ser uma oportunidade para que ele apresente para a turma a sua história de vida e a de sua família, por meio de desenhos e relatos orais.
Fátima
ATIVIDADES
Em casa, converse com os familiares ou vizinhos sobre as questões a seguir. Depois, compartilhe suas descobertas com a turma.
Para trabalhar esta atividade, veja orientações no Encaminhamento
a) No bairro ou na comunidade onde você vive, existem pessoas que vieram de outros países? Se sim, escreva de onde elas vieram.
b) Você conhece algum costume de outros países que considera interessante? Se sim, qual é esse costume? Descreva com suas palavras.
c) No espaço a seguir, faça um desenho sobre o que você descobriu.
Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
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Oriente os estudantes a conversarem com um familiar para descobrir a história da família. Peça a eles que anotem no caderno as respostas para as seguintes perguntas.
• Onde seus antepassados nasceram?
• Eles se mudaram de um lugar para outro?
• Se eles se mudaram, como foi a mudança: de um município para outro ou de outro país para o Brasil?
Esta proposta requer a participação das famílias dos estudantes, por isso, oriente-os, previamente, a consultar seus familiares, anotando ou pedindo ajuda para registrar o que os adultos contarem. Eles também podem pedir, se possível, para ver fotografias antigas da família e solicitar aos entrevistados que citem em que ano ocorreram os fatos relatados e se já eram adultos quando se mudaram. É preciso adequar as atividades para incluir as diversas configurações familiares dos estudantes, que nem sempre têm ou moram com os pais. Nesses casos, podem falar sobre os familiares ou responsáveis com quem moram.
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção, providencie antecipadamente com os estudantes os materiais indicados: meia xícara de borra de café, 1 colher de sopa de cola branca, água, 1 pote ou copo plástico, 1 pincel e 1 folha de papel sulfite.
ENCAMINHAMENTO
Ao migrarem para outro país ou estabelecerem relações comerciais com outra nação, as pessoas podem levar consigo não apenas seus objetos pessoais, mas também plantas e animais. Esse processo, que ocorre há séculos, pode modificar hábitos alimentares, modos de produção e até mesmo a paisagem local, já que muitas espécies passam a ser cultivadas em territórios onde antes não existiam. Nesta seção, essa noção será explorada com base em um exemplo muito significativo para a economia e a cultura brasileiras: o cafeeiro, planta que deu origem a uma das bebidas mais consumidas no mundo.
MÃO NA MASSA
Pintando com café
Da mesma maneira que as pessoas podem ter origem em diferentes países, muitas plantas cultivadas no Brasil vieram de outros países. Um exemplo é o café. Essa bebida é uma das mais populares do Brasil e é preparada a partir das sementes do cafeeiro. Café é o nome do fruto do cafeeiro.
O cafeeiro veio de um país chamado Etiópia, localizado na África. Ele cresce bem em lugares onde não há muita chuva e onde faz frio em certas épocas do ano. No Brasil, o café é muito cultivado em áreas altas, como nas serras.
Quando os frutos do café são colhidos, a semente é retirada. Depois essa semente é seca, torrada e moída, dando origem ao pó que faz a bebida do café.
Durante a atividade, o olhar dos estudantes será direcionado para partes específicas da planta relacionadas à produção do café — desde o fruto até o grão torrado. Essa abordagem retoma e reforça a habilidade EF02CI06. Convide os estudantes a lerem trechos em voz alta, atribuindo a cada estudante um parágrafo ou até mesmo uma única frase. Durante a leitura, oriente quanto à entonação, clareza e ritmo, lembrando que a fala deve ser pausada o suficiente para permitir que todos compreendam o conteúdo. Inclua nessa dinâmica estudantes com diferentes níveis de proficiência leitora, oferecendo apoio aos que encontram mais dificuldade e incentivando-os a praticar. Reforce que o ambiente deve ser de acolhimento e respeitoso, para que todos se sintam à vontade para participar sem medo de errar. Reconheça e valorize cada esforço, celebrando o progresso individual e coletivo. Explore com a turma as imagens que mostram a planta de café, o fruto cortado ao meio — revelando a semente — e o grão torrado. Aproveite para explicar que, na maioria das plantas, a semente se encontra no interior do fruto. Esclareça que, no caso do café, a polpa
do fruto não é utilizada para a bebida e costuma ser descartada, enquanto as sementes passam por um processo de torrefação que altera sua cor, sabor e aroma. Depois, elas são moídas e transformadas no pó, que é o produto usado na infusão que dá origem ao café. Pergunte aos estudantes se sabem como o café é preparado. É provável que muitos já tenham visto algum adulto fazendo café em casa, devido à popularidade da bebida. Explique que, de maneira geral, o preparo envolve adicionar água quente ao pó de café, permitindo que a
Observe o esquema a seguir.
Na sequência, temos: cafeeiro com frutos (1); frutos de café partidos ao meio (2); e sementes torradas de café (3).
Nesta atividade, você vai fazer um desenho usando a borra de café como tinta. Vamos lá?
Material
• meia xícara de borra de café
• 1 colher de sopa de cola branca
• água
• 1 pote ou copo plástico
• 1 pincel
• 1 folha de papel sulfite
Procedimento
A borra do café é o pó que resta depois que a bebida é preparada.
1 Para preparar a tinta, misture no pote ou no copo plástico a borra de café, a cola e um pouco de água.
2 Coloque água até que a mistura fique parecida com tinta guache.
3 Com o pincel, desenhe na folha de papel sua fruta favorita.
4 Escreva o nome da fruta abaixo do desenho. Depois, coloque seu nome para que os colegas saibam quem fez.
5 Juntos, organizem um mural na sala de aula para que todos os colegas possam ver as pinturas produzidas.
água absorva o sabor e o aroma. Em seguida, a mistura é filtrada, separando a borra (resíduo sólido) do líquido pronto para consumo.
Explique à turma que a atividade que farão será sobre o uso criativo desse resíduo.
Conte que a borra de café pode ser utilizada para produzir tintas naturais. Verifique se os estudantes compreendem como a tinta deve ser produzida, com base nas orientações fornecidas no livro. Comente que a cola ajuda a fixar o pigmento no papel, dando estabilidade à tinta.
no papel, dependendo da quantidade de tinta aplicada. Incentive os estudantes a representarem as frutas de que mais gostam, podendo incluir outros elementos relacionados – folhas da planta ou algum prato feito com essa fruta. Peça que escrevam a lápis o nome da fruta na parte de baixo da folha.
Ao final, promova uma exposição das pinturas. Incentive os estudantes a observarem o trabalho dos colegas e a compartilharem o que sabem sobre as frutas retratadas.
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Convide os estudantes a acrescentarem a água aos poucos à borra de café e misturá-la, testando a tinta no papel até obter um resultado satisfatório. Essa abordagem fomenta o protagonismo dos estudantes e incentiva a investigação. Enquanto eles executam a pintura, circule pela sala de aula avaliando os trabalhos e fazendo as orientações necessárias. Verifique se os desenhos realmente representam frutas ou outras partes da planta.
Embora a tinta produzida tenha apenas a cor marrom, é possível obter diferentes tons
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Compreender o pertencimento a grupos.
• Conhecer formas de interação em diferentes espaços.
• Identificar mudanças e permanências em lugares de vivência relacionadas a melhorias nos serviços públicos.
• Reconhecer e categorizar riscos de acidentes domésticos.
• Discutir cuidados necessários para a prevenção de acidentes domésticos.
BNCC HABILIDADES
(EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza, medicamentos etc.).
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco.
(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.
(EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos.
TEMA CONTEMPORÂNEO TRANSVERSAL (TCT)
• Diversidade cultural.
VIVER BEM E COM SEGURANÇA 3
Os espaços que costumamos frequentar devem ser seguros.
Você já observou se existe algum risco à sua segurança nos espaços que frequenta? Já pensou em como esses espaços poderiam ser melhorados para se tornarem mais seguros?
MUDANÇAS NO BAIRRO
Todos os dias, Beto vai para a escola a pé com seu pai. No caminho, eles identificam alguns problemas.
Observe a seguir alguns riscos que existem no bairro onde Beto mora.
a) Calçadas malcuidadas, com lixo e buracos; área verde abandonada com mato e lixo; lixeiras quebradas; muro pichado; ruas esburacadas, com pouca sinalização, muito movimento e com faixa de pedestres distante da entrada da escola.
1
Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
a) Quais problemas Beto encontra no caminho para a escola?
b) Em sua opinião, o menino corre algum risco no caminho para a escola?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
c) Seu bairro ou sua comunidade tem problemas parecidos?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Os adultos responsáveis pelos estudantes e os funcionários da escola se reuniram para discutir os problemas do entorno da escola. Eles escreveram para a prefeitura para cobrar melhoria e, depois de um tempo, foram feitas obras no local.
Observe na imagem como ficou o entorno da escola depois das obras.
2 3
Espera-se que os estudantes percebam que as calçadas e as ruas foram arrumadas; o mato foi cortado; a área verde foi limpa e ganhou um parquinho;
Contorne as melhorias que foram feitas no espaço. Depois, conte aos colegas quais foram as melhorias que você encontrou.
o lixo foi recolhido e as lixeiras substituídas; o muro foi pintado; a sinalização foi melhorada e foi criada uma faixa de pedestres próxima à entrada da escola.
Em sua opinião, o caminho que Beto faz para a escola ficou melhor para ele e outras pessoas do bairro? Por que você acha isso? Converse com os colegas e o professor.
Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois agora há mais segurança para caminhar.
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla de páginas, apresentam-se situações em que os estudantes devem identificar elementos da paisagem que fazem parte do cotidiano e que interferem no viver bem e na segurança da comunidade como um todo. Inicie o trabalho com o tema proposto promovendo uma discussão sobre a importância da acessibilidade para garantir segurança a todos.
Faça questionamentos como: que dificuldades uma pessoa com mobilidade reduzida ou cega teria no espaço representado na ilustração da
lugar em diferentes tempos. No contexto apresentado, pode-se inferir que o período que decorre entre uma imagem e outra é relativamente curto; ainda assim, os estudantes podem perceber a passagem do tempo considerando as alterações na paisagem. Mobiliza-se, assim, de forma parcial a habilidade EF02GE05
Na atividade 1, no item 1. b), ainda que os estudantes não vivenciem problemas parecidos, incentive-os a fazer a leitura da imagem e inferir consequências dos problemas apresentados, como risco de queda nas ruas e calçadas esburacadas, risco de atropelamento por falta de semáforos e faixas de pedestre em frente à escola. Também podem apontar a falta de lixeiras e o problema do lixo espalhado pelo ambiente, que pode torná-lo favorável à proliferação de animais transmissores de doenças.
Na atividade 1, no item 1. c), incentive os estudantes a expressar as observações que fizeram, com o cuidado de mediar a conversa de forma a não expor quem não se sinta à vontade para isso. É possível fazer questões direcionadas à realidade da comunidade ou do bairro onde a escola se localiza, considerando características ou problemas locais.
Na atividade 2, destaque também que foi introduzido um recurso de acessibilidade: semáforo sonoro.
20/09/2025 21:30
página 118? Essa abordagem permite desenvolver as habilidades EF02HI01 e EF02HI02.
As ilustrações representam cenas fictícias, mas com elementos que podem refletir a realidade de muitos estudantes do nosso país. Por meio do texto, os estudantes ainda podem identificar práticas sociais no lugar de vivência, como a articulação das pessoas da comunidade para reivindicar na prefeitura soluções para os problemas locais.
Neste momento, os estudantes devem analisar mudanças na paisagem do caminho casa-escola, comparando ilustrações de um mesmo
Na atividade 3, comente com os estudantes, usando uma linguagem acessível, a importância de melhorias na comunidade ou no bairro para a segurança de todos. As sinalizações de trânsito, por exemplo, reduzem o risco de atropelamento e acidentes entre veículos; a zeladoria realizada pela prefeitura, como a varrição de ruas, e a fiscalização das condições das calçadas também interferem no bem-estar e na segurança das pessoas, evitando consequências negativas para a saúde, como a propagação de doenças e quedas nas calçadas.
ENCAMINHAMENTO
Esta dupla de páginas continua o trabalho com as mudanças na paisagem de lugares de vivência, mas agora a proposta é que os estudantes pensem em soluções para os problemas que vão identificar na ilustração. Nos contextos apresentados, os estudantes devem inferir que, para que as melhorias sejam implementadas nos locais, deve haver a passagem do tempo, mobilizando, assim, de forma parcial a habilidade EF02GE05
Faça uma leitura da imagem com a turma, perguntando sobre os problemas que podem ser observados na praça. Espera-se que eles respondam: brinquedos e banco quebrados, lixo espalhado, mato alto, poça de água. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que há poucas pessoas na praça. Proponha que a atividade 1 seja feita em dupla para que, assim, os estudantes possam conversar sobre as melhorias que vão desenhar. Caso haja estudantes com dificuldade em percepção visual na turma, circule pela sala de aula durante a realização da atividade, auxiliando as duplas na interpretação das imagens.
Na atividade 2, ainda que os problemas apontados pelos estudantes demandem ações complexas e coordenadas, envolvendo diversos atores (diferentes esferas de governo, cidadãos, empresários locais etc.), é possível que eles reflitam sobre os problemas ao apresentarem soluções simples, de acordo com suas vivências, conhecimentos prévios e capacidade de fazer inferências. Essa é uma boa oportunidade de trabalhar com a turma situações de pertencimento e de reconhecimento na comunidade.
Melhorias na praça
Perto da casa de Beto existe uma praça que também precisa ser cuidada. Observe como está essa praça.
Agora, desenhe como a praça vai ficar ao passar por uma reforma e limpeza.
Produção pessoal. Espera-se que os estudantes desenhem a praça com melhorias: os brinquedos consertados, o mato cortado, o lixo recolhido e várias pessoas circulando pela praça.
A atividade pode ser ampliada com um trabalho de campo, indicado na seção + Atividades. Trabalho de campo, saída a campo, aula-passeio e estudo do meio são estratégias que envolvem a saída da escola com uma intencionalidade pedagógica. Nas Orientações gerais deste Livro do professor, apresentamos os aspectos desse tipo de trabalho, como as etapas e os cuidados com a segurança das
crianças no tópico Estudo do meio e trabalho de campo.
Na atividade 3, oportunize momentos para que os estudantes que se sentirem à vontade possam falar sobre suas produções. Comente as produções deles, destacando os locais escolhidos, os problemas que mais foram apontados e as soluções encontradas pelos estudantes.
Agora você vai conhecer melhor o lugar onde vive. Converse com um adulto de sua convivência sobre um problema encontrado nas ruas, nas calçadas e em outros espaços do bairro ou da comunidade onde vive. Depois, faça o que se pede.
Desenhe o problema sobre o qual vocês conversaram.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
ATIVIDADES
Desenhe como o problema pode ser resolvido.
Na sala de aula, mostre os desenhos que você fez para os colegas e o professor. Conte qual foi o espaço que você escolheu, o problema que você desenhou e a solução que você propôs. Veja orientações no Encaminhamento 3
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23/09/2025 14:39
Trabalho de campo e mapa mental O trabalho deve ser planejado com antecedência, de forma a providenciar o que é necessário para sua execução, tal como a definição do trajeto, da data e horário da saída, dos professores e/ou familiares que vão acompanhar a turma etc. (Para mais dicas e orientações sobre o trabalho de campo, consulte tópico Estudo de meio e trabalho de campo na parte geral do Livro do professor). Antes de sair a campo, ainda na sala de aula, oriente os estudantes a observar nos arredores da escola elementos e características do local que consideram representar um problema a ser resolvido e o que eles acham que está adequado. Explique a eles que não precisarão fazer anotações, apenas observar. Faça paradas estratégicas quando algo chamar a atenção da turma.
Na sala de aula, organize a turma em grupos de quatro ou cinco estudantes e distribua uma cartolina para cada grupo. Oriente os estudantes a conversarem sobre o que viram e o local onde viram. Depois, eles vão produzir um mapa mental daquilo que lembram.
Promova uma exposição dos mapas mentais e converse sobre as semelhanças e diferenças em relação ao que foi representado. Instigue os estudantes a apresentar sugestões para alguns dos problemas apresentados, de forma a melhorar a vida das pessoas.
ENCAMINHAMENTO
Este tópico volta a atenção dos estudantes para o ambiente ao redor, desta vez com foco nos riscos e perigos mais comuns, especialmente naqueles que estão relacionados às maiores taxas de morte e hospitalização entre crianças dessa faixa etária. O assunto mobiliza a habilidade EF02CI03. A questão da segurança infantil é um tema delicado e muito importante, que deve ser tratado com cuidado, clareza e responsabilidade. Por ser um assunto que vai além dos muros da escola, é fundamental envolver também a família no processo, já que grande parte dos acidentes ocorre em casa e os responsáveis podem adotar medidas de prevenção no dia a dia. Assim, ao longo das discussões, é essencial conversar com os estudantes, ouvir as dúvidas e acolher as experiências deles, trazendo para o debate as questões que surgirem. Para iniciar a conversa sobre acidentes domésticos, procure fazer uma sondagem dos conhecimentos prévios dos estudantes. Pergunte, por exemplo, o que eles entendem pelos termos “acidente” e “doméstico”. Anote na lousa palavras-chave das respostas fornecidas, para que a turma visualize a diversidade de ideias. Em seguida, complemente as definições, explicando que um acidente é um acontecimento inesperado, casual e não planejado, que geralmente resulta em algum tipo de dano ou prejuízo, seja físico, emocional ou material. Já o termo doméstico se refere ao que está ligado à casa ou ao ambiente familiar. Dessa forma, acidente doméstico é todo acontecimento inesperado que ocorre em casa e que pode ferir alguém, causando desde um machucado leve até situações mais graves que necessitam de atendimento médico. Essa diferenciação ajuda a estruturar o
OS ACIDENTES DOMÉSTICOS
No caminho de casa à escola, Beto passava por locais que ofereciam risco de acidente para as pessoas. Mas você sabia que a maioria dos acidentes envolvendo crianças acontece dentro de casa? É importante conhecer esses riscos para saber como ter mais segurança.
Os acidentes domésticos são aqueles que acontecem em casa e podem nos machucar. Os riscos mais comuns são de queimadura, cortes, quedas, intoxicação, sufocamento e afogamento.
Quando somos crianças, os adultos são responsáveis pela nossa segurança. É com eles que aprendemos quais são os riscos e como agir para evitar acidentes.
Intoxicação: envenenamento.
• aNGelI, aline. O livro das emergências. São Paulo: Ática, 2019. Esse livro conta a história de Áli, uma menina esperta que ensina as crianças como agir em situação de risco.
pensamento dos estudantes e cria uma base comum para as próximas atividades. Pergunte aos estudantes se algum deles já sofreu um acidente em casa. Permita que compartilhem suas experiências com a turma, estabelecendo combinados de respeito e escuta atenta para que todos se sintam à vontade para falar. Essa dinâmica contribui para tornar a aula mais significativa e próxima da realidade deles, além de favorecer o desenvolvimento da oralidade e da capacidade narrativa. Reserve alguns minutos para essas trocas, incentivando-os a contar como o acidente aconteceu, quem estava presente,
o que foi feito para ajudar e como se sentiram naquele momento. Ao final, questione se os estudantes acham que os acidentes relatados poderiam ter sido evitados e de que forma. Esse exercício de reflexão é importante para que percebam que, em muitos casos, pequenas mudanças de atitude podem reduzir riscos consideravelmente.
É importante reforçar que, embora a palavra acidente possa transmitir a ideia de algo inevitável, na realidade, a maioria dos acidentes pode ser prevenida. Escorregões, queimaduras, quedas, cortes e até mesmo intoxicações são, muitas vezes, resultado da falta de cuidado, de
FIQUE LIGADO
Para evitar queimaduras, não devemos mexer no fogão ou em panelas quentes.
Em caso de emergência, existem profissionais especializados para prestar socorro, como a Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os bombeiros.
Leia o quadro a seguir para conhecer os serviços de emergência que podem ser utilizados em diferentes situações. Depois, pinte cada número telefônico correspondente.
Serviço Quando ligar
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)
Bombeiros
Usado para chamar uma ambulância.
Usado para chamar uma equipe de bombeiros.
Polícia Militar
Função
Deve ser discado em situações que precisam urgentemente de atendimento médico.
Deve ser discado em caso de incêndios, desastres ambientais e outras situações de risco que não envolvam crimes.
Número
ATIVIDADES
Proponha aos estudantes que transcrevam para uma folha de papel avulsa as principais informações apresentadas no quadro da atividade 1. Oriente-os a criar um cartaz que possa, por exemplo, ser afixado na porta da geladeira ou em outro lugar de fácil acesso em suas residências. Peça que usem textos curtos (como “POLÍCIA MILITAR –190”; “SAMU – 192” e “BOMBEIROS – 193”) e desenhos relacionados a esses serviços, de maneira que as informações fiquem visualmente organizadas.
Usado para chamar uma equipe de policiais.
Deve ser discado para comunicar assaltos, invasões e outros crimes.
atenção ou de ambientes que não estão devidamente seguros para as crianças. Explique que, a partir deste momento, o objetivo dos estudos será compreender como os acidentes acontecem e, principalmente, como preveni-los. Ressalte que a prevenção é uma forma de cuidado consigo mesmo e com o outro, fortalecendo a ideia de responsabilidade coletiva e de proteção da vida.
Na atividade 1, solicite a alguns estudantes que se voluntariem para fazer a leitura em voz alta das informações do quadro. Peça a eles que descrevam exemplos de situações em que cada um desses serviços pode ser solicitado.
ENCAMINHAMENTO
A atividade proposta nesta seção possibilita um trabalho interdisciplinar com Língua Portuguesa, pois conecta o estudo da língua à valorização da cultura popular e à prevenção de acidentes. Os ditados são uma forma de sabedoria popular, condensada em frases curtas, que podem servir como conselhos, advertências ou reflexões. Os ditados populares fazem parte do patrimônio cultural de um povo e, portanto, a proposta também se relaciona ao TCT Diversidade Cultural. Eles são transmitidos de geração em geração e revelam modos de pensar, valores e formas de ver o mundo. É interessante destacar aos estudantes que ditados desse tipo não existem apenas no Brasil, mas em praticamente todos os países, cada um com expressões próprias que refletem aspectos da cultura local. Explique aos estudantes que os ditados populares costumam ser utilizados em conversas do dia a dia, especialmente em situações que envolvem dar um conselho, fazer um alerta ou ensinar uma lição de forma simples e fácil de lembrar. Para tornar o conteúdo mais acessível, cite alguns exemplos de ditados brasileiros e contextualize em quais situações eles podem ser usados.
Alguns exemplos:
• “A esperança é a última que morre.” – significa que é preciso ser perseverante, acreditar e não desistir diante das dificuldades. Exemplo: Continue treinando todos os dias. Você pode conquistar uma medalha. A esperança é a última que morre!
• “A mentira tem perna curta.” – ensina que uma mentira dificilmente se sustenta por muito tempo, já que a verdade costuma aparecer
IDEIA PUXA IDEIA
Ditados populares
Observe a situação a seguir. Você já ouviu esta frase alguma vez? Ela é um ditado popular e passa a seguinte mensagem: evitar que algo ruim aconteça é sempre melhor do que lidar com as consequências.
Prevenir é melhor do que remediar!
Como esse, existem outros ditados populares.
Mais vale a saúde que o dinheiro.
Devagar se vai longe. A pressa é inimiga da perfeição.
mais cedo ou mais tarde. Exemplo: Não acho certo mentir para os amigos. A mentira tem perna curta!
• “A pressa é inimiga da perfeição.” – mostra que, quando fazemos algo de forma apressada, é mais fácil cometer erros. Exemplo: Se tivesse feito a lição com calma, não teria errado tanto. A pressa é inimiga da perfeição! Para enriquecer a compreensão, pode-se acrescentar outros ditados conhecidos, como: “Quem espera sempre alcança”, que incentiva a paciência e a perseverança, ou “De grão
em grão a galinha enche o papo”, que ensina a importância da constância e do esforço em pequenas etapas para alcançar grandes objetivos. A inclusão de mais exemplos amplia o repertório cultural dos estudantes e favorece a identificação deles com as situações do dia a dia.
Oriente a turma sobre como realizar a atividade 1 em casa, envolvendo os familiares no processo. Peça aos estudantes que leiam para seus responsáveis (ou com o auxílio deles) o texto da página 124 e os ditados populares
Ditados populares como esses apresentam conselhos para a segurança das pessoas.
1
3
Em casa, compartilhe com seus familiares ou responsáveis os ditados populares da página anterior.
• Conversem sobre o significado de cada um dos ditados.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Questione os familiares ou responsáveis se conhecem outros ditados populares e, em caso afirmativo:
a) peça a um deles que explique o significado dos ditados e em que situação eles costumam ser usados.
b) anote dois desses ditados.
Respostas pessoais. Se necessário, o registro escrito pode ser feito com o auxílio dos familiares ou responsáveis.
3. Respostas pessoais. Incentive os estudantes a compartilhar seus registros. Fomente um ambiente de respeito e descontração. Avalie se os estudantes compreendem o que é um ditado popular e se os relacionam corretamente às situações a que dizem respeito.
Em sala de aula, compartilhe os ditados populares que você aprendeu com seus familiares ou responsáveis. Conte em que situação cada ditado costuma ser usado.
Com base nos ditados apresentados pelos colegas, escolha um deles que esteja relacionado com a prevenção de acidentes.
• Agora, registre esse ditado.
Resposta pessoal. Verifique se os ditados escolhidos realmente dizem respeito à prevenção de acidentes.
apresentados nas ilustrações. Essa leitura inicial ajuda a contextualizar e direcionar a conversa solicitada.
Explique que, posteriormente, cada estudante deve escolher alguns ditados citados na conversa solicitada na atividade 2, registrá-los por escrito e pedir a ajuda de alguém da família para explicar uma situação em que o ditado costuma ser utilizado. Essa troca gera momentos de conversa e desenvolve a prática da leitura e da escrita em contextos significativos fora da escola.
20/09/2025 21:31 TEXTO COMPLEMENTAR
De volta à sala de aula, na atividade 3, incentive os estudantes a compartilhar com a turma os ditados registrados. Esse momento pode ser organizado como uma roda de conversa ou como um mural coletivo, no qual cada criança cola o ditado aprendido em casa, acompanhado de um desenho.
Ao final, para a atividade 4, promova uma discussão em grupo, convidando a turma a refletir sobre como alguns desses ditados podem ser relacionados à prevenção de acidentes no trânsito ou em casa.
Ditos populares
Os ditados populares são construções curtas com o propósito de fazer uma advertência ou de aconselhar alguém em uma dada situação comunicativa. Além disso, os ditados caracterizam-se por se estenderem a variadas gerações em diferentes momentos da história. Eles representam um conhecimento popular, uma vez que constituem a cultura de um dado povo. Os sentidos são construídos ao longo da história. Assim, os ditos populares não pertencem a um indivíduo, uma vez que eles fazem parte de uma coletividade, da história de um povo.
ALVES FILHO, Francisco; ALVES, Lafity. Memória discursiva: a ressignificação dos ditados populares em letras de música brasileiras como forma de criticar os sujeitos em seus diferentes papéis sociais. Entremeios, Revista de Estudos do Discurso, [S. l.], n. 22, p. 255263, 2020.
ENCAMINHAMENTO
Explique para a turma que serão analisados diferentes tipos de acidentes domésticos e que o objetivo é aprender como identificar riscos e a preveni-los. Ressalte que esse estudo não se limita a observar exemplos prontos: é importante que os próprios estudantes tentem relacionar os riscos com situações reais da vivência deles, mencionando acontecimentos que já presenciaram ou que imaginam que podem ocorrer em suas residências.
Incentive-os a descrever em quais ambientes da residência esses perigos costumam estar presentes, como quarto, banheiro, cozinha ou área externa, e proponha que pensem em medidas práticas que ajudem a evitar acidentes. Durante esse processo, destaque que os adultos têm a responsabilidade de proporcionar um ambiente seguro para as crianças. Entretanto, também é essencial que os estudantes aprendam desde cedo a reconhecer quais atitudes de cuidado podem adotar e quais comportamentos devem evitar quando o assunto é segurança.
Ao tratar da prevenção contra cortes e perfurações, explique que os objetos afiados ou pontiagudos são especialmente perigosos, pois podem causar ferimentos sérios, que muitas vezes exigem atendimento médico. Por essa razão, seu uso deve ser restrito a adultos ou, quando necessário, sempre realizado sob supervisão. Reforce que a manipulação desses objetos requer muita atenção e que eles nunca devem ser usados como brinquedos. Traga para a conversa o exemplo das tesouras escolares, que, apesar de terem as pontas arredondadas para reduzir o risco, ainda podem machucar se não forem usadas com res-
Segurança em casa
Agora, observe como se prevenir de alguns tipos de acidentes domésticos.
Prevenindo cortes
Objetos cortantes ou perfurantes podem causar ferimentos graves.
Facas, cortadores de legumes, estiletes, tesouras com pontas afiadas e outros materiais cortantes devem ser usados apenas por adultos! Além disso, esses objetos devem ser mantidos fora do alcance de crianças.
Caso precise cortar algo, peça a ajuda de um adulto.
Prevenindo queimaduras
O risco de queimaduras é maior na cozinha. Por isso, os cabos das panelas devem ficar virados para dentro do fogão, evitando que alguém esbarre neles.
Nunca mexa nas panelas sem a permissão e a supervisão de um adulto. Se as panelas estiverem quentes, podem causar queimaduras graves. Cuidado!
Também não brinque com fósforos nem isqueiros!
ponsabilidade. Em seguida, peça aos estudantes que identifiquem na moradia deles onde são armazenados objetos que cortam ou perfuram. Provavelmente, eles vão citar a cozinha, onde ficam as facas e utensílios domésticos; a caixa de ferramentas, que pode conter pregos, estiletes e outros itens; e até o banheiro, onde podem estar tesourinhas de unha ou lâminas de barbear. Amplie a reflexão perguntando se eles conseguem imaginar outras situações em que esses objetos podem aparecer, ajudando-os a desenvolver um olhar mais atento sobre o ambiente doméstico.
Outro risco comum é o de queimaduras, que merece atenção especial. Destaque a cozinha como o local onde o risco é maior, principalmente durante o preparo de alimentos, quando panelas, assadeiras e o fogão, por exemplo, podem ficar muito quentes. Comente que esse tipo de acidente não ocorre apenas nesse espaço: ele também pode acontecer em situações cotidianas, como no uso do ferro de passar roupas, da chapinha de cabelo ou até ao encostar no escapamento de motocicletas, que aquece muito enquanto o veículo está em funcionamento. Chame a atenção da turma
Frascos de álcool líquido ou álcool em gel devem ser mantidos em local seguro e longe do fogão. Esses materiais são inflamáveis, ou seja, pegam fogo com facilidade. Isso pode causar queimaduras graves e até incêndios.
O ferro de passar roupas e a chapinha de cabelo ficam muito quentes durante o uso. Então, quando alguém estiver passando roupas ou alisando o cabelo, mantenha distância e não brinque por perto!
Contorne os objetos de acordo com o risco que cada um oferece, usando as cores a seguir.
de queimadura
Risco de corte
PARA O PROFESSOR
• FIGUEIREDO, Wilton Nascimento. Primeiros socorros na escola. Curitiba: CRV, 2024. Obra que contribui para a capacitação de professores e funcionários escolares em noções básicas de primeiros socorros. A obra está organizada em capítulos que abrangem diferentes situações de urgência e traz instruções sobre o que fazer em cada uma delas.
Os estudantes devem contornar em laranja os itens c e d
Os estudantes devem contornar em azul os itens a e b
para o fato de que, na maioria das vezes, não é possível identificar apenas olhando para um objeto, se ele está quente ou não. Canecas com líquidos, panelas recém-retiradas do fogão, ferros de passar e até mesmo aparelhos elétricos desligados há pouco tempo ainda podem estar em temperaturas altas, capazes de provocar queimaduras.
Nesse momento, oriente os estudantes sobre alguns cuidados básicos que ajudam na prevenção desses acidentes. Por exemplo: nunca mexer em panelas sobre o fogão, não segurar copos ou canecas com líquidos
quentes, evitar encostar em aparelhos elétricos que foram usados recentemente e manter distância de motocicletas que acabaram de ser desligadas. Aproveite para reforçar a importância de pedir ajuda a um adulto quando for necessário lidar com qualquer objeto que possa estar aquecido.
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Use a atividade 1 para avaliar se os estudantes categorizam corretamente os riscos apresentados. Solicite que descrevam uma situação em que um acidente poderia ocorrer envolvendo cada objeto representado e quais cuidados devem ser tomados nessas situações.
Risco
c)
d)
ENCAMINHAMENTO
Reserve alguns minutos da aula para que os estudantes possam observar as ilustrações e ler com calma as recomendações apresentadas nessas páginas. Nesse momento, é importante apoiar aqueles que apresentarem dificuldade, ajudando-os a identificar as letras, juntar sílabas e reconhecer palavras-chave que aparecem com frequência, como “cuidado”, “risco”, “perigo” e “segurança”. Esse exercício contribui para a compreensão do tema trabalhado e para o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita, ampliando o vocabulário. Sempre que possível, valorize as tentativas dos estudantes, reconhecendo o empenho deles nas atividades de leitura e escrita, reconhecendo que cada indivíduo apresenta características próprias, com ritmo de aprendizagem e dificuldades específicas. Considere ainda que, para estudantes com deficiência e/ou transtornos específicos de aprendizagem, é importante entender as especificidades de cada um deles, de modo a realizar o trabalho da melhor forma possível para atingir os objetivos de aprendizagem, valorizando as potências dos estudantes.
Depois dessa primeira leitura, explique para a turma que as situações mostradas nas páginas representam apenas alguns exemplos de como evitar acidentes em casa, mas que existem muitas outras recomendações importantes. Comente, por exemplo, sobre o risco de reutilizar embalagens de produtos de limpeza para guardar alimentos ou outros líquidos. Explique que essa prática pode causar uma intoxicação grave, já que restos do produto químico podem permanecer no recipiente e contaminar a comida ou a bebida. Esse tipo de explicação ajuda os estudantes a perceber que, mesmo quando o perigo não é visível, ele
Prevenindo intoxicações
A intoxicação acontece quando são ingeridas substâncias tóxicas. Entre essas substâncias, estão os produtos de limpeza e os inseticidas. Algumas plantas produzem substâncias que também podem causar intoxicação.
A intoxicação também pode ocorrer pelo consumo inadequado de medicamentos. Por isso, esses produtos devem ser guardados em caixas fechadas e longe do alcance de crianças e de animais de estimação.
Produtos de limpeza também devem ser armazenados em locais seguros, longe de crianças e de animais.
Nunca coloque plantas desconhecidas na boca, no nariz ou nos olhos.
O que acontece quando uma pessoa ingere uma substância tóxica? Procure a resposta no diagrama.
pode existir e trazer consequências sérias para a saúde.
Aproveite para ampliar a reflexão com exemplos próximos à realidade dos estudantes. Pergunte se já viram alguém em casa usando garrafas de refrigerante para guardar produtos como detergente, desinfetante ou querosene. Explique que, nesses casos, pode haver um risco de confusão, pois alguém pode acreditar que está consumindo água ou suco e, na verdade, estar ingerindo um produto tóxico. Reforce que, para garantir a segurança, produtos de limpeza sempre devem ser mantidos em suas embalagens originais, com o rótulo visível, e guardados
em locais altos ou trancados, fora do alcance das crianças e de animais de estimação.
Ao tratar da prevenção de quedas, destaque a importância de instalar redes de proteção em janelas e varandas, especialmente em apartamentos ou casas com mais de um andar. Explique que essas redes funcionam como uma barreira de segurança, impedindo que uma criança ou até mesmo um adulto sofra uma queda grave. Comente que não basta apenas instalá-las: é necessário garantir que sejam inspecionadas e trocadas periodicamente, pois, com o tempo e a exposição ao sol e à chuva, os fios podem se desgastar e perder a resistência.
Inseticida: um tipo de veneno usado para eliminar insetos.
Prevenindo quedas
A queda é um acidente doméstico bastante comum, afetando principalmente crianças e pessoas idosas. Algumas quedas podem ter consequências graves.
Para evitar quedas, são recomendados alguns cuidados como:
• manter o ambiente organizado e sem objetos espalhados pelo chão. Por isso, é importante sempre guardar os brinquedos depois de brincar para evitar tropeços;
• colocar tela de proteção ou grade nas janelas;
• andar com cuidado e atenção em locais com piso escorregadio ou molhado;
• prestar atenção ao subir e descer escadas, sempre segurando no corrimão e sem correr, e sempre peça ajuda de um adulto.
• ao andar de bicicleta, skate ou patinete, procurar locais seguros e usar equipamentos de segurança, como capacete, cotoveleiras e joelheiras.
Você já sofreu alguma queda? Se sim, esse tipo de acidente poderia ter sido evitado? 3
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
Se isso acontecer, a rede pode não cumprir sua função de proteção.
A atividade 2 consiste em um diagrama. Atividades desse tipo são ferramentas úteis para apoiar estudantes em processo de alfabetização, pois trabalham o reconhecimento das letras, a leitura e a formação das palavras. Ao procurar uma palavra dentro da grade, o estudante precisa identificar cada letra e observar a sequência correta. Esse processo ajuda a fixar a ortografia, amplia a familiaridade com o alfabeto e contribui para o desenvolvimento da atenção e da concentração. Além disso, o aspecto lúdico da atividade torna o aprendizado
ATIVIDADES
Oriente os estudantes a rever com os adultos responsáveis que moram com eles as recomendações para prevenir acidentes domésticos ilustradas nessas páginas. Reforce que é importante compartilhar essas recomendações com toda a família e que os estudantes podem ter uma participação ativa na promoção da segurança em suas residências.
21:31
mais divertido, incentivando a participação. Se julgar oportuno, organize os estudantes em duplas para que possam se auxiliar mutuamente, incentivando o aprendizado entre pares.
Na atividade 3, espera-se que os estudantes compartilhem suas experiências de queda e os modos de evitá-las, ampliando o repertório deles sobre como agir em situações com risco de queda.
Ao final do estudo do tópico, verifique se os estudantes identificam riscos de acidentes envolvendo corte, queimadura, intoxicação e queda. Para isso, retome com a turma as situações ilustradas nessas páginas e proponha que identifiquem situações similares em seu cotidiano.
ENCAMINHAMENTO
Em Prevenindo acidentes com eletricidade, os estudantes são convidados a discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos relacionados à eletricidade, um tema fundamental para a segurança de crianças nessa faixa etária. Para iniciar a conversa, pergunte se eles já tomaram um choque elétrico alguma vez ou se conhecem alguém que tenha passado por essa experiência. Dê espaço para que compartilhem seus relatos e sentimentos, valorizando a participação de cada um. Em seguida, conduza uma discussão para que eles avaliem se esses acidentes poderiam ter sido evitados e quais atitudes poderiam ter sido adotadas. Essa conversa é importante para que percebam que muitos acidentes acontecem por falta de atenção ou desconhecimento dos riscos.
Ao explorar as situações ilustradas nas páginas, peça para os estudantes ajudarem a identificar onde está o perigo em cada caso e qual deve ser a atitude correta para se proteger. Comente exemplos comuns, como inserir objetos em tomadas, manusear fios desencapados, usar aparelhos elétricos com as mãos molhadas ou brincar próximo a lugares onde há energia elétrica, como postes ou fios de rua. Explique que, mesmo que a eletricidade não seja visível, ela pode causar ferimentos graves, como queimaduras e até problemas mais graves, podendo levar a óbito. É importante que os estudantes compreendam que algumas situações, embora pareçam inofensivas, podem oferecer grandes riscos.
Reforce orientações de segurança que devem ser seguidas em casa. Converse com os estudantes para que
Prevenindo acidentes com eletricidade
No dia a dia, usamos energia elétrica para diversas atividades. Mesmo sendo tão necessária, ela pode oferecer risco de choque elétrico.
Para evitar esse tipo de acidente, devemos tomar alguns cuidados.
Não mudar a chave de temperatura (verão/inverno) com o chuveiro elétrico ligado.
Na rua, não pisar em fios caídos no chão. Peça a um adulto que avise a concessionária responsável e solicite o conserto.
Ao fazer a troca das lâmpadas, desligar o interruptor e não encostar na parte metálica.
Não ligar vários aparelhos na mesma tomada, pois isso pode causar sobrecarga.
Não encostar objetos ou as mãos nas tomadas.
eles sempre avisem um adulto sempre que perceberem fios soltos ou desencapados, sem jamais tentar resolver o problema sozinhos. Além disso, fale sobre o cuidado com extensões e tomadas sobrecarregadas, que podem causar curto-circuito ou incêndios. Essas orientações simples podem prevenir situações perigosas e salvar vidas.
Por fim, oriente-os a compartilharem essas informações com seus familiares, reforçando
o papel deles como multiplicadores de boas práticas de segurança em casa. Aqueles que tiverem irmãos ou primos menores podem compartilhar, com suas próprias palavras, o que aprenderam na escola, ajudando-os a compreender os perigos e a importância de se proteger. Assim, a aprendizagem vai além da sala de aula, contribuindo para a redução dos acidentes domésticos relacionados à eletricidade.
ESQUEMA ILUSTRATIVO. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.
Pedir ao responsável da sua casa para instalar protetores de plástico nas tomadas. E eles só devem ser retirados quando a tomada estiver sendo usada.
Tirar os aparelhos elétricos da tomada durante uma tempestade. Mas atenção: puxar sempre pelo plugue, nunca pelo fio.
Não mexer em eletrodomésticos com as mãos ou os pés molhados, nem deixar acumular água no local com aparelho ligado. A água torna o choque mais perigoso.
Desconectar os aparelhos elétricos da tomada antes de limpá-los.
Elaborado com base em: COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA. Energia elétrica sem riscos. Curitiba: Copel, c2025. Disponível em: https://www.copel.com/site/ educacao/energia-eletrica-sem-riscos/. Acesso em: 12 jul. 2025.
Na atividade 4, durante a confecção dos cartazes é possível trabalhar a produção de escrita e o desenvolvimento de vocabulário. A atividade pode ser enriquecida com a realização de uma campanha de alerta voltada às pessoas da comunidade escolar – ou até mesmo da comunidade em geral. O objetivo é conscientizar as pessoas sobre o perigo dos choques elétricos e apresentar algumas formas para prevenir esse tipo de acidente. A campanha pode ser divulgada no blogue da turma ou usando as redes sociais, caso existam. Ressalta-se, entretanto, que não é recomendado o uso de redes sociais e nem o acesso sem supervisão à internet para indivíduos na faixa etária dos estudantes.
ATIVIDADES
d) Exponham o cartaz no local determinado pelo professor. 4 Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
Em grupos, façam cartazes para alertar as pessoas para os perigos que envolvem a eletricidade.
a) Escolham uma das formas de prevenção de acidentes com energia elétrica apresentadas nestas páginas.
b) Em uma cartolina, façam desenhos chamativos e utilizem frases curtas e diretas. Sejam criativos!
c) Em um local bem visível no cartaz, escrevam o telefone dos bombeiros ou da unidade de saúde de sua região. Esses telefones devem ser utilizados em caso de acidente.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
PARA O PROFESSOR
• IESDE BRASIL. Criança Segura Brasil. In: SANTOS, Elizabete dos; DEMETERCO, Solange M. S. (coord.). Programa criança segura na escola. Livro do aluno – 1a e 2a séries. Disponível em: https://criancasegura.org.br/wp-content/
Livro que mistura histórias e atividades práticas com a temática da segurança infantil. Aborda diferentes tipos de risco e é ricamente ilustrado. Pode ser empregado como recurso complementar para motivar a turma para o estudo do tema.
Para tornar a aprendizagem mais lúdica, proponha à turma a produção de uma peça teatral com o tema “Prevenção de acidentes”. O foco pode ser apenas nos acidentes relacionados à eletricidade ou pode-se ampliar para outros tipos de acidentes do cotidiano. Os estudantes devem participar de todas as etapas do processo: elaboração do texto, escolha dos temas, seleção dos atores, escolha do figurino, montagem do cenário, produção dos convites para outras turmas, organização da apresentação etc. Ao final da apresentação, os estudantes podem distribuir ao público um material educativo, como folhetos explicativos. Esse trabalho tem potencial de grande impacto e pode até envolver toda a escola, de acordo com o planejamento e a conveniência das turmas.
ORGANIZE-SE
Para a proposta desta seção, destaque que cada estudante deve providenciar: lápis de cor azul e de cor vermelha, lápis e caderno.
ENCAMINHAMENTO
A atividade proposta nesta seção permite ampliar o que foi aprendido sobre prevenção de acidentes com eletricidade, sugerindo aos estudantes que verifiquem os potenciais riscos de choque elétrico em suas próprias casas. Pergunte quem acha que as pessoas que moram em sua casa não correm risco de choque elétrico. Pergunte também quem já levou choque em casa. Explique que, nessa atividade, eles vão investigar com atenção e avaliar se alguém corre risco de acidente com eletricidade na própria casa.
Leia para a turma o passo a passo da atividade prática. Certifique-se de que os estudantes compreenderam como fazer a investigação em suas casas. Explique que o desenho da casa deve indicar os cômodos da residência. Nesse momento, é recomendado retomar a produção de croquis proposta no Capítulo 1. Não é preciso desenhar detalhes, pois a ideia é apenas anotar em qual lugar da casa eles detectaram situações que podem levar a acidentes com a eletricidade. Comente que a observação atenta é um dos passos da investigação científica.
MÃO NA MASSA
Fiscal de segurança
Nesta atividade, você vai ser um fiscal de segurança.
Material
• Caderno
• Lápis comum
Procedimento
• Lápis de cor azul
• Lápis de cor vermelha
1 No caderno, desenhe a casa onde você mora. Imagine sua casa vista de cima e inclua os cômodos dela, como em uma planta.
2 Pegue esse desenho e os lápis azul e vermelho. Caminhe pelos cômodos analisando se existe algum risco de acidente com choque elétrico.
3 Avalie se existem fios soltos, se mais de um equipamento está ligado na mesma tomada e se as tomadas sem uso estão com protetores de plástico. Recorde o que aprendeu sobre prevenção de acidentes com choque elétrico.
4 Caso tudo esteja em ordem no cômodo analisado, marque um com o lápis azul no local correspondente do seu desenho.
Alerte os estudantes para que não mexam nos fios ou em equipamentos elétricos, caso constatem irregularidades ou potenciais situações de risco de acidente nos cômodos de suas residências. Nesses casos, eles devem mostrar o perigo a um adulto responsável.
Na atividade 1, retome com a turma algumas situações que podem ocasionar acidentes
Caso haja estudantes com deficiência visual na turma, oriente-o a realizar a atividade em conjunto com um adulto de sua casa. Esclareça que ele deve contar ao adulto o que precisam investigar e que o adulto o acompanhará nos cômodos da casa, observando e relatando aos estudantes os ricos de choque elétrico de cada cômodo. Pode ser necessário enviar um bilhete ao adulto responsável explicando qual é a participação dele na atividade.
com eletricidade. Caso haja crianças pequenas na residência, é importante que as tomadas tenham protetores de plástico, para evitar que elas coloquem o dedo ou algum objeto pontiagudo. Isso deve ser feito em todos os cômodos. Ressalte que a atividade 3 possibilita aos estudantes que coloquem em prática o que aprenderam sobre prevenção de acidentes domésticos. Por isso, é muito importante que os resultados da investigação sejam compartilhados com os familiares. Se for preciso, os pais ou responsáveis podem tomar as providências
5
Caso você tenha identificado algum problema no cômodo analisado, marque um com o lápis vermelho no local correspondente do desenho.
1
Você encontrou alguma situação na casa onde você mora que pode causar acidente por choque elétrico?
Sim Não
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento 2
Caso tenha encontrado algum problema, marque um no cômodo onde você identificou possibilidade de acidente com choque elétrico.
Quarto Cozinha
Resposta pessoal. Aproveite para averiguar com a turma se os cômodos onde eles identificaram perigo são os lugares com mais equipamentos elétricos. 3
Banheiro
Sala
Mostre o resultado da sua investigação para seus familiares ou responsáveis. Conte a eles o que você aprendeu sobre prevenção de acidentes com choque elétrico.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento 4
De volta à sala de aula, conte como foi a investigação e a conversa com os familiares. Ouça o relato dos colegas.
Veja comentários no Encaminhamento. Incentive o compartilhamento de experiências entre os estudantes.
necessárias para evitar acidentes e garantir a segurança de todos os moradores da casa.
Na atividade 4, espera-se que os estudantes compartilhem os riscos encontrados em suas residências, como foi a conversa com os familiares sobre esses riscos e se foram tomadas providências para deixar a residência mais segura. Essa troca pode aumentar o repertório dos estudantes sobre situações de risco de acidentes com eletricidade e sobre atitudes e medidas que podem ser adotadas para garantir a segurança de todos.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• APRENDA a prevenir. Criança Segura Brasil, [s.d.]. Disponível em: https://criancasegura. org.br/aprenda-aprevenir/por-idade/ como-evitar-acidentescom-criancas-de-5-a9-anos/. Acesso em: 19 set. 2025.
Este site apresenta dados sobre acidentes e formas de como preveni-los.
23/09/2025 14:39
ENCAMINHAMENTO
Acidentes envolvendo sufocamento têm letalidade bastante elevada em comparação a outros tipos de acidentes, como quedas e cortes. Nesse momento, é importante resgatar conhecimentos desenvolvidos no primeiro ano acerca do corpo humano, suas partes e respectivas funções. Relembre com a turma que precisamos respirar continuamente, 24 horas por dia, para nos manter vivos. O ar entra e sai preferencialmente pelo nariz, mas também pela boca. Dessa maneira, obstruir esses órgãos — com as mãos, sacolas ou qualquer outro objeto — nos coloca em risco extremo, pois impede a inspiração e a expiração. Essas considerações também se aplicam ao afogamento, que é a segunda principal causa de morte entre crianças de até 14 anos no Brasil, segundo Criança Segura Brasil (disponível em: https://criancasegura.org.br/ entenda-os-acidentes/; acesso em: 19 set. 2025).
A principal causa de mortes por acidentes em crianças nessa faixa etária é o trânsito, tanto na posição de ocupantes de veículos quanto na posição de pedestres. A responsabilidade pela segurança das crianças no trânsito é dos adultos, mas é importante educá-las sobre atitudes de segurança tanto dentro de veículos quanto ao transitar como pedestres. Esse tema é explorado na Unidade 4
Para aumentar a acessibilidade dessas explicações, é essencial usar recursos visuais, táteis e exemplos concretos. Para crianças com deficiência intelectual ou transtorno do espectro autista, utilize imagens claras, cartões com pictogramas e objetos reais, como brinquedos pequenos ou embalagens, para mostrar o que não deve ser colocado na boca. É im-
Prevenindo sufocamento ou engasgo
O sufocamento acontece quando a boca, o nariz ou a garganta são tapados, impedindo a respiração. Para evitar que isso aconteça, nunca cubra a cabeça com sacolas ou plásticos.
O engasgo acontece quando água, alimentos ou objetos entram no lugar errado no momento em que são engolidos, impedindo a passagem de ar para os pulmões.
Para evitar engasgos, mastigue bem os alimentos antes de engolir. Faça as refeições com tranquilidade. Enquanto estiver mastigando ou bebendo, evite falar ou dar risada.
Prevenindo acidentes com animais peçonhentos
Animais como aranhas, escorpiões e serpentes podem nos picar e causar acidentes sérios. Se isso acontecer, é preciso buscar ajuda médica urgentemente.
Caso encontre esses animais, mantenha distância e avise um
portante explicar, de forma simples, que certos objetos podem bloquear a respiração e causar perigo. Dramatizações são recursos eficazes: o professor pode usar bonecos para simular situações seguras e perigosas, incentivando as crianças a identificarem o risco e a dizer o que fariam. Para crianças com deficiência visual, a orientação deve incluir descrições detalhadas e o uso do tato, permitindo que explorem objetos para diferenciar o que é seguro e o que representa risco, sempre com supervisão.
No tópico Prevenindo afogamento, reforce para os estudantes que, quando forem passear em uma praia, rio, lago ou represa, nunca se afastem dos adultos que estão cuidando deles. Nesses locais, o risco de afogamento é maior do que em uma piscina. Oriente-os para que não entrem na água sozinhos e, se houver guarda-vidas no local, devem sempre obedecer às orientações dele.
Na atividade 5, incentive os estudantes a descreverem os riscos que reconhecem em
Escorpião-amarelo.
Serpente jararaca. Aranha-marrom.
ATIVIDADES
Prevenindo afogamento
Brincar na água pode ser divertido, mas é preciso tomar alguns cuidados para não se afogar.
É necessário estar acompanhado de um adulto quando for nadar em uma piscina, um rio ou no mar. Nunca fique na água sozinho!
Se você ainda não sabe nadar, use boias ou colete salva-vidas.
Não corra nem brinque de empurrar perto da piscina. Não pule na água sem a permissão de um adulto.
Quando não estiver sendo usada, a piscina deve ser protegida com cercas ou redes de proteção.
5
6
Em roda, conversem sobre as situações apresentadas nas páginas 126 a 135.
a) Na sua casa, vocês observam algum dos cuidados apresentados para evitar acidentes? Se sim, qual?
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento.
b) Existe algum cuidado que não foi apresentado nestas páginas, mas é considerado importante para prevenir acidentes em casa?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem alguma recomendação que receberam de seus pais ou responsáveis para evitar acidentes em casa.
Em casa, conte a seus familiares ou responsáveis o que você aprendeu sobre prevenção de acidentes domésticos.
A intenção é que os estudantes sejam divulgadores de informações e cooperem para a segurança em casa.
cada situação e a expressar os cuidados necessários para evitar acidentes, refletindo se esses cuidados são adotados em suas residências.
A atividade 6, mais uma vez, convida o estudante a compartilhar o que aprendeu sobre prevenção de acidentes com a família. Incentive-os comentando que essa conversa com os adultos responsáveis pode beneficiar a todos, incluindo outras crianças do convívio da família.
23/09/2025 14:39
Ao tratar de animais peçonhentos, informe-se sobre quais que são os principais responsáveis por acidentes na região em que a escola se localiza. Procure materiais de divulgação oficiais ou de fontes confiáveis — folhetos, cartazes, vídeos ou outros — e apresente-os à turma. Explore fotografias e vídeos desses animais, se possível. Explique à turma as respectivas medidas de proteção e o que fazer em caso de acidente com cada um desses animais. Em seguida, proponha à turma a criação de uma campanha informativa a ser compartilhada com toda a escola. O formato deve ser decidido coletivamente: cartazes com colagens, folhetos, vídeos ou outros.
ORGANIZE-SE
Providencie previamente os itens elencados em Material: lata de alumínio vazia, balde com água e mangueira de silicone. Para a segurança dos estudantes, utilize água potável para preencher os baldes e garanta que latinhas de alumínio e mangueiras de silicone estejam devidamente higienizadas.
ENCAMINHAMENTO
Nesta seção, a temática da segurança e da prevenção de afogamentos é utilizada como ponto de partida para uma investigação experimental envolvendo flutuação e o estudo dos materiais.
Solicite a um estudante que leia em voz alta o primeiro parágrafo do texto e a pergunta inicial. Verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses.
Proponha a seguir uma conversa coletiva orientada pela questão e ouça as respostas dos estudantes, valorizando a participação deles. No decorrer da discussão, faça perguntas no sentido de esclarecer os significados das palavras “inflável” e “flutuar”. Peça que forneçam exemplos de objetos infláveis (bolas, boias, bexigas ou balões de festa, entre outros) e conduza-os a relacionar esse termo ao fato de esses objetos terem o interior preenchido com ar. Direcione o foco para os materiais de que são feitos os objetos infláveis (plástico ou borracha, na maioria dos casos) e questione se outros materiais, como papel e tecido, são capazes de impedir a passagem de ar entre o interior e o exterior do objeto. Se julgar oportuno, comente que certos metais, como o alumí-
CIENTISTA MIRIM
Investigando a flutuação
Coletes infláveis e boias ajudam a flutuar na água. Esses objetos podem contribuir para a segurança das crianças durante brincadeiras na piscina.
Pergunta inicial
Ouça as hipóteses levantadas pelos estudantes.
Como os coletes infláveis ajudam as pessoas a flutuar?
Em grupos, conversem sobre essa pergunta e registrem a resposta no caderno.
Nesta atividade, vamos investigar a flutuação.
Criança usando colete inflável para flutuar na piscina.
ATENÇ ÃO
coletes infláveis e outras boias não são garantia de segurança. Sempre que for brincar na água, um adulto deve estar por perto, cuidando de você.
nio das latinhas, por exemplo, possuem essa característica; isto é, ele impede a passagem do ar. Assim, esse material é útil para armazenar bebidas gaseificadas, por exemplo. Essa conversa contribui para a realização das próximas etapas da atividade e para o desenvolvimento das habilidades EF02CI01 e EF02CI02.
Em seguida, direcione o bate-papo para o conceito de flutuação. Solicite aos estudantes que tentem explicar o que significa flutuar e apresentem exemplos. Verifique se compreendem que flutuar significa conservar-se à tona da água (ou de outro fluido), sem auxílio exter-
no — como estar preso a um cabo ou sendo segurado por alguém.
Organize a turma em grupos para a realização da parte investigativa da atividade. Forneça os materiais para os grupos e explique o que deve ser feito. Incentive os estudantes a tentar aplicar o que foi discutido na conversa inicial para a resolução do desafio. Enfatize que não podem encostar a mão na latinha, mas podem manipular a mangueira de silicone livremente. Embora os baldes contenham água potável, alerte-os para que não a suguem.
Material
• 1 lata de alumínio vazia
• 1 balde com água
Procedimento
• 1 metro de mangueira de silicone
1 Encham a lata totalmente com água.
2 Coloquem a lata cheia de água deitada no fundo do balde.
3 Usando a mangueira, como podemos fazer com que a lata flutue?
• Não vale encostar a mão na lata.
3. Incentive os estudantes a conversar entre si para elaborar e testar hipóteses. Encaminhe a atividade de modo que percebam que, quando sopram ar para dentro da lata através da mangueira, a lata flutua.
Conclusão
Vocês conseguiram fazer a lata boiar? Se sim, explique como fizeram.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes tenham soprado ar dentro da lata.
A solução que vocês encontraram tem semelhança com os coletes infláveis? Explique.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Volte à Pergunta inicial . Depois de fazer esta atividade, você mudaria sua resposta? Explique.
A solução esperada envolve usar a mangueira de silicone para soprar ar no interior da latinha. A entrada do ar desloca água para fora da latinha, que passa a flutuar. Talvez alguns estudantes tentem usar a mangueira para puxar a latinha para cima. Permita que se engajem nessa dinâmica por alguns instantes e, em seguida, questione-os se essa solução está coerente com o desafio proposto, isto é, se essa abordagem vai fazer a latinha realmente flutuar sobre a água. Oriente-os a reconhecer que a solução proposta por eles não envolve flutuação, já que a latinha conti-
também precisa estar cheio de ar para auxiliar o usuário a flutuar. Neste momento, não se espera que os estudantes utilizem conceitos relacionados à densidade ou ao empuxo. Caso os estudantes demonstrem interesse pela dinâmica de investigação da flutuação, considere realizar com a turma uma das atividades sugeridas em Conexão.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• SUBMARINO dentro da garrafa: faça em casa. Publicado por: Manual do mundo. 2023. 1 vídeo (1 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/ shorts/CyFodoTyXwQ. Acesso em: 23 set. 2025. Vídeo curto com instruções parar produção de um experimento conhecido como ludião ou flutuador cartesiano, usando materiais de fácil obtenção.
• MATEUS, Alfredo. Faça seu submarino na garrafa. XCiência, c2025. Disponível em: https:// www.xciencia.org/2021 /11/14/faca-seu-subma rino-na-garrafa/. Acesso em: 23 set. 2025. Página com instruções para construção de um ludião. Apresenta diferentes opções de material para produção do “submarino”, bem como a opção de criar um por impressão 3-D.
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nuará cheia de água e irá afundar assim que pararem de puxá-la. Consequentemente, a solução precisará ser repensada.
Na atividade 2, espera-se que reconheçam que, assim como a lata, os coletes infláveis precisam estar com ar em seu interior para que flutuem.
Na atividade 3, espera-se que os estudantes confrontem a hipótese inicial com os resultados e concluam se sua previsão inicial se confirmou. Neste caso, espera-se que os estudantes relacionem o fato de a latinha boiar quando está cheia de ar ao fato de que o colete inflável
ENCAMINHAMENTO
Na seção O que estudei buscamos retomar os principais conteúdos trabalhados ao longo da unidade, com o objetivo de sistematizar e consolidar conceitos estudados. Essa sistematização não é apenas um momento de revisão, mas também de reflexão, no qual os estudantes são convidados a analisar o próprio percurso de aprendizagem e a realizar uma autoavaliação. Esse processo contribui para que cada estudante reflita sobre o que aprendeu, como aprendeu e quais aspectos ainda precisam de maior atenção.
Essa seção, em conjunto com as atividades distribuídas ao longo dos capítulos, tem a função de criar oportunidades constantes de avaliação do processo de ensino e aprendizagem. Com base nessas avaliações, redirecione ou ajuste o plano de trabalho, adaptando estratégias, conteúdos e metodologias para garantir que todos os objetivos de aprendizagem previstos sejam alcançados.
Ao incentivar a reflexão sobre os conteúdos e a realização de uma autoavaliação, oferecemos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprendizagem.
Explique à turma que este é o momento de retomar o que foi trabalhado ao longo da unidade, identificando avanços e reconhecendo eventuais dificuldades. Essa prática favorece o desenvolvimento de processos metacognitivos, ajudando cada estudante a compreender seu próprio aprendizado e a perceber a evolução ocorrida.
Na atividade 1, envolva a turma na leitura dos balões e das fotografias e explique que o bairro de Canto da Praia se
O
QUE ESTUDEI
Acompanhe a conversa entre Manuela e seu avô. 1
Eu não nasci aqui, sabia? Vim para Itapema em 1968.
Aqui era muito diferente, vô?
Observe as fotografias e depois faça o que se pede.
a) Marque um no que mudou entre os anos de 1977 e 2025.
b) Marque um no que permaneceu igual.
localiza no município de Itapema, no estado de Santa Catarina. Faça um paralelo com o nome do bairro (ou comunidade), o município e o estado onde vocês vivem. No caso do Distrito Federal, pode ser feito um paralelo com as Regiões administrativas. Se possível, leve um mapa com a representação da divisão política do Brasil para a sala de aula e peça para os estudantes localizarem os estados citados. O conteúdo sobre entes federativos é trabalhado de forma sistematizada a partir do 3o ano. No entanto, aqui a intenção é aproximar os estu-
dantes da linguagem cartográfica mais formal, sem a necessidade de uma leitura mais rigorosa. Espera-se que os estudantes identifiquem a construção de residências e estradas como alterações da paisagem. Ao analisar as mudanças e permanências na paisagem retratada em tempos diferentes, os estudantes mobilizam a habilidade EF02HI02
Vista de parte do município de Itapema, no estado de Santa Catarina, em 1977.
Vista de parte do município de Itapema, no estado de Santa Catarina, em 2025.
Veja orientações no Encaminhamento 138
Acompanhe a continuação da conversa entre Manuela e seu avô. 2
Esse aqui é o seu pai, vô?
É sim! Lá em Santarém, no Pará, seu bisavô trabalhava na roça, plantando e colhendo café. Depois que eu nasci, ele trouxe a família para cá e foi trabalhar como pedreiro.
a) Ligue as colunas para indicar o trabalho que o bisavô de Manuela fazia em cada lugar.
Em Santarém, no Pará
Em Itapema, em Santa Catarina
Trabalhava como pedreiro.
Trabalhava na roça.
b) Observe a fotografia a seguir. De que parte da planta é feita a bebida café? Marque um na resposta correta.
Das folhas.
Das sementes.
Do caule.
Das raízes.
Na atividade 2. a), convide alguns estudantes a lerem os balões de fala em voz alta. Depois, pergunte para a turma os nomes das localidades citadas pelo personagem. Se possível, faça como sugerido na atividade 1, mostrando as localidades no mapa. O item 2. b) permite o trabalho com conceitos da habilidade EF02CI06. Peça aos estudantes que identifiquem as partes da planta de café na fotografia. Oriente-os a perceber que folhas, galhos, caule e frutos são visíveis, mas as raízes não. As sementes também não estão visíveis, pois se localizam no interior dos frutos. Se necessário, retome o que foi estudado sobre o assunto na seção Mão na massa, do Capítulo 2 desta unidade. O estudo das plantas será retomado e aprofundado na Unidade 3
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ENCAMINHAMENTO
A atividade 3 retoma noções de prevenção de acidentes domésticos, assunto desenvolvido no Capítulo 3 e que mobiliza a habilidade EF02CI03. Retome o assunto, se necessário. Se julgar oportuno, peça aos estudantes que indiquem os materiais que fazem parte da composição de cada objeto. Leve-os a perceber que objetos cortantes e perfurantes geralmente são feitos de materiais resistentes, como o metal. Vale comentar que um lápis com a ponta afiada também oferece riscos, pois pode causar lesão em partes mais sensíveis do corpo. Algumas informações sobre a propensão a acidentes entre crianças nesta faixa etária são apresentadas no boxe Conexão da página 133. Na atividade 4. a), se os estudantes apresentarem dificuldades em identificar os lugares representados nos desenhos, instigue-os com algumas perguntas, como: no primeiro desenho há uma cama; em qual lugar as camas geralmente estão? No desenho 2, Manuela está num lugar aberto, com jardim, brincado com os amigos; que tipo de lugar se parece com esse (praça, parque, quintal etc.)? O que há no desenho 3 que mostra que é uma sala de aula? No desenho 4, quem podem ser os personagens? (família de Manuela). No item 4. b), converse com os estudantes de forma que, antes de desenharem, eles pensem sobre quais lugares encontram diferentes pessoas no dia a dia. Espera-se que eles desenhem algum espaço da escola e da moradia. A depender da realidade dos estudantes, eles podem ainda desenhar a sede de uma ONG, um clube, uma igreja, a casa de familiares ou de vizinhos etc. A atividade mobiliza conceitos das habilidades EF02HI01 e EF02HI02
A mãe de Manuela não deixa a menina brincar no quarto de costura, pois ela pode se machucar nesse ambiente.
a) Contorne os objetos do quarto de costura que oferecem risco de acidente.
b) Marque um no tipo de risco que esses objetos oferecem. Queimadura. Afogamento. Corte.
Na escola, Manuela fez desenhos dos lugares que ela costuma frequentar.
a) Em quais desses lugares Manuela se encontra com outras pessoas? Contorne.
b) Em uma folha de papel avulsa, desenhe dois lugares onde você costuma se encontrar com outras pessoas.
• Depois, escreva o que você faz nesses lugares.
Produção e resposta pessoais. Avalie se os estudantes reconhecem espaços onde se encontram com outras pessoas em diferentes contextos.
A atividade 5 mobiliza aspectos da habilidade EF02GE09. Há a retomada do conteúdo sobre pontos de vista e noções de distância (perto e longe), trabalhadas em momentos anteriores, desde o volume 1. Se alguns estudantes apresentarem dificuldades em relação aos pontos de vista, sugerimos atividades para retomar essas noções, como a apresentada no + Atividades.
A atividade 6 oferece a oportunidade para que os estudantes compartilhem suas dúvidas e aprendam com seus pares. Adote o papel de mediador na conversa, esclarecendo
dúvidas e fazendo intervenções sempre que necessário.
A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu e o que ainda precisa melhorar no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver estudantes PCDs na turma, de maneira geral, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e
laRISSaSaNToS
5
Observe o desenho que Manuela fez da rua onde mora.
• Agora, marque V para as informações verdadeiras e F para as falsas.
V Esse desenho mostra a rua vista de cima para baixo.
V O avô mora mais perto da escola do que Manuela.
F Esse desenho mostra a rua vista de frente.
• Quem souber ajuda aquele que tem dúvida. O professor pode ajudar nesta tarefa, se for necessário. 6
Em roda, converse sobre o que aprenderam nesta Unidade.
• Compartilhe suas dúvidas e ouça as dúvidas dos colegas.
AUTOAVALIAÇÃO
Respostas pessoais.
marque um na opção que achar mais adequada para avaliar suas ações ao longo dos estudos desta unidade. aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.
SEMPRE ÀS VEZES NUNCA
Respeitei o professor e os colegas?
Prestei atenção nas explicações?
Pedi ajuda quando tive dúvidas?
Contribuí nas atividades em grupo?
solicitar apoio de mediadores ou colegas, quando necessário. Finalize pedindo um compromisso para a próxima aula, para que a autoavaliação tenha consequência prática.
Ao final, promova um momento coletivo de troca de ideias, no qual os estudantes possam compartilhar impressões sobre o que aprenderam e sobre os desafios que encontraram. Essa prática valoriza a diversidade da turma, incentiva a escuta ativa e reforça a noção de que o aprendizado é um processo colaborativo e inclusivo, no qual cada voz e cada experiência contribuem para o crescimento de todos.
ATIVIDADES
Peça aos estudantes que escolham um objeto (pode ser um material escolar). Organize-os em duplas para que um estudante guie o outro (e vice-versa) em diferentes momentos da atividade. Em seguida, solicite que desenhem o objeto em uma folha de papel avulsa, considerando três pontos de vista:
• De cima para baixo (visão vertical).
• De frente (visão frontal).
• De frente (ou de lado) e de cima ao mesmo tempo (visão oblíqua).
Depois, eles devem mencionar as diferenças entre cada ponto de vista.
23/09/2025 14:39
OBJETIVOS
DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer mudanças e permanências na comunidade com base na análise de diferentes fontes e relacionadas à presença ou à ausência de plantas e animais.
• Compreender objetos e documentos como fontes de memória.
• Comparar objetos antigos e atuais, identificando os materiais de que são feitos.
BNCC
HABILIDADES
(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.
(EF02GE01) Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive.
(EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos.
(EF02HI03) Reconhecer mudanças, permanências e vínculos de pertencimento e memória.
(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.
(EF02HI08) Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes.
(EF02HI09) Identificar objetos e documentos pessoais que remetam à própria experiência no âmbito da família e/ou da comunidade, discutindo as razões pelas quais alguns objetos são preservados e outros são descartados.
PROJETO
Exposição sobre o bairro ou a comunidade da escola
Duração sugerida: 2 semanas
Você já pensou em criar uma exposição? Neste projeto, vamos criar uma exposição de memórias do bairro ou da comunidade onde a escola está localizada. Você e os colegas vão trabalhar juntos para tornar isso possível.
Etapa 1: conhecendo uma exposição
As exposições podem acontecer em diferentes lugares. Observe as fotografias.
Exposição no Museu da Gente Sergipana, no município de Aracaju, no estado de Sergipe, em 2024.
Exposição no Museu do Pontal Barra da Tijuca, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2023.
Exposição no Museu de História Natural Mozart de Oliveira Vallim, no município de Cornélio Procópio, no estado do Paraná, em 2025.
Visita virtual a exposições do Museu de Arte de São Paulo (Masp), no estado de São Paulo.
ENCAMINHAMENTO
Este projeto propõe a criação de uma exposição sobre o bairro ou a comunidade da escola, envolvendo os estudantes em todas as etapas do processo: pesquisa, entrevistas, organização e apresentação. Trata-se de uma atividade que aproxima a memória local da realidade cotidiana dos estudantes e fortalece o sentimento de pertencimento à comunidade. Os objetos da exposição podem variar de acordo com cada realidade. Se julgar conve-
niente, a exposição pode se estender a outros bairros e comunidades.
Ao entrevistar moradores e identificar o que mudou e o que permaneceu no bairro ao longo do tempo, os estudantes exercitam a habilidade EF02HI03, reconhecendo mudanças, permanências e vínculos de pertencimento. Na coleta, análise e organização de objetos e documentos pessoais, mobilizam as habilidades EF02HI04 e EF02HI09, compreendendo o significado de tais materiais
Visita virtual ao Museu Casa de Portinari, no município de Brodowski, no estado de São Paulo.
Converse com os colegas e o professor sobre estas questões.
a) Quando ouve a palavra exposição, do que você se lembra?
b) Você já foi a uma exposição? Se sim, em que lugar ela ocorreu?
c) Tem alguma exposição ou algum museu que você gostaria de visitar?
d) O que você gostaria de ver em um museu?
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
Etapa 2: entrevistas
Nesta etapa, cada estudante vai entrevistar um adulto que vive no bairro ou na comunidade para conhecer um pouco melhor sua história.
Com o auxílio do professor, em uma data combinada com os adultos responsáveis, a turma vai fazer uma saída de campo pelos arredores da escola para a realização das entrevistas. Lembrem-se de levar os materiais necessários e de respeitar os combinados feitos com o professor e com a turma!
FIQUE LIGADO
• muSeu caSa de PoRTINaRI. Brodowski, c2025. disponível em: https://www. museucasadeportinari.org.br/TouR-vIRTual /. acesso em: 28 jul. 2025. Nesse site, é possível conhecer a casa onde o pintor Candido Portinari viveu durante a infância e a juventude.
como fontes de memória e discutindo por que alguns objetos são guardados e outros descartados. Ao reunir e sistematizar entrevistas, relatos e objetos, os estudantes colocam em prática a habilidade EF02HI08, compilando histórias da família e da comunidade em diferentes fontes e suportes.
Busque mediar cada etapa, incentivando os estudantes a elaborarem perguntas significativas, a respeitar os entrevistados e a valorizar diferentes experiências de vida. É importante
sumem o papel de guardiões da memória local, responsáveis por compartilhar com os visitantes o que aprenderam. Esse momento fortalece os vínculos entre escola, famílias e comunidade, ao mesmo tempo que evidencia para os estudantes a importância de preservar lembranças, histórias e objetos como parte da construção da identidade coletiva.
Na atividade 1, organize uma conversa coletiva para verificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre exposições e museus. Explique o que é uma exposição com exemplos ou imagens e incentive a participação de todos, mesmo que não tenham vivências diretas. A proposta favorece a interdisciplinaridade com Arte. Pode-se também lembrar exposições que já aconteceram na escola ou no município. Verifique se a escola tem acesso à internet e tela de projeção, ou sala de informática, e visite com a turma museus virtuais.
Na Etapa 2, o momento da saída a campo deve ser planejado com antecedência, seguindo as orientações que constam na parte geral do Livro do professor, no tópico Estudo de meio e trabalho de campo. Os combinados com a turma e as orientações sobre a entrevista devem ser feitos na sala de aula, antes da saída.
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orientar a turma para que, ao analisar objetos e documentos, reflita sobre seu valor simbólico e cultural, não apenas funcional. Você também, pode incentivar comparações entre os relatos de moradores mais antigos e daqueles que chegaram mais recentemente, ampliando a percepção de diversidade de trajetórias dentro do mesmo espaço.
A culminância na forma de uma exposição aberta à comunidade é essencial, pois transforma os estudantes em protagonistas: eles as-
ENCAMINHAMENTO
No momento das entrevistas (Etapa 2), divida a turma em grupos. Oriente os estudantes na divisão de tarefas: eles devem escolher os estudantes que serão responsáveis por fazer as perguntas e os que irão anotar as respostas. Procure organizar os grupos de forma a garantir a heterogeneidade em relação ao perfil de cada estudante, cuidando para que todos tenham papel ativo. Se os estudantes apresentarem dificuldades no registro escrito das respostas, uma opção é realizar a gravação das respostas com um dispositivo eletrônico, que deve ser operado pelo professor ou por outro adulto da escola; posteriormente, os estudantes podem transcrevê-las. Quanto às perguntas do questionário para a entrevista, utilizamos as categorias bairro e comunidade para contemplar diferentes realidades, como uma comunidade ribeirinha ou um bairro em uma cidade. As perguntas podem, no entanto, ser adaptadas de acordo com a nomenclatura usual no lugar de vivência.
Para as perguntas 7 e 8 do questionário, oriente os estudantes a indagarem se havia plantas ou animais que eram mais comuns e que agora raramente são vistos. Peça que perguntem também se há plantas ou animais que são comuns atualmente, mas que não eram encontrados no passado. Essa abordagem ajuda a construir a noção de que as ações humanas afetam outras espécies, podendo alterar a distribuição delas no espaço. Se houver registros fotográficos dessas mudanças, verifique a possibilidade de incluí-los na exposição.
Na Etapa 3, após a conversa sobre as entrevistas com toda a turma, solicite a cada grupo que organize as informações coletadas. Eles deverão selecionar os tre-
Faça as perguntas do questionário a seguir e anote as respostas no caderno.
1. Qual é seu nome e sua idade?
2. Em que ano você nasceu?
3. Em qual município e estado você nasceu?
4. Há quanto tempo você vive no bairro ou na comunidade?
5. Por que você vive neste bairro ou nesta comunidade?
6. Do que você mais gosta no bairro ou na comunidade?
7. Qual tipo de animal ou planta mais chama a sua atenção no bairro?
8. Ao longo do tempo, o que mais mudou no bairro ou na comunidade?
9. E o que se manteve?
Pergunte aos entrevistados se eles têm objetos ou documentos que possam ser doados ou emprestados para a exposição sobre a história do bairro ou da comunidade.
Etapa 3: organizando as informações
No dia combinado com o professor apresente para a turma as informações coletadas nas entrevistas. O professor vai registrar na lousa as informações repetidas e aquelas que foram inéditas.
Etapa 4: coletar e organizar os objetos e documentos
Com a ajuda do professor e de outros adultos, coletem objetos e documentos para montar a exposição. Procurem também fotografias dos animais e plantas de que os entrevistados falaram.
Lembrem-se de identificar os objetos e os documentos para devolver aos donos após a desmontagem da exposição.
chos mais relevantes dos relatos para compor um cartaz ou um painel sobre o entrevistado. Oriente-os a incluir desenhos ou outras imagens que se relacionem ao entrevistado.
Na Etapa 4, durante a coleta de objetos para a composição da exposição, retome a análise dos materiais iniciada na unidade 1. Oriente os estudantes a identificarem os materiais de que esses objetos são feitos e a compará-los com os materiais usados nos objetos mais recentes. Provavelmente, será possível constatar que o plástico substituiu muitos dos materiais
empregados no passado. Aproveite o momento para reforçar, mais uma vez, a importância do consumo consciente e da reciclagem, explicando que o plástico é um material que pode poluir o ambiente por muitas décadas quando descartado de maneira inadequada.
As fichas sobre o objeto ou documento devem ser feitas em uma folha de papel avulsa para serem coladas ao lado de cada um deles na exposição. Assim, o público terá acesso a informações sobre o que foi exposto. É importante garantir que, primeiro, os estudantes ela-
Montem fichas com dados do objeto ou documento.
NOME DO OBJETO OU DOCUMENTO:
DESCRIÇÃO DO OBJETO OU DO DOCUMENTO (COR, TAMANHO, PARA QUE SERVE):
PERTENCE A (NOME DO DONO OU FAMÍLIA):
Etapa 5: montar a exposição
A exposição deverá ser dividida em partes, de acordo com o que vai ser exposto:
• o bairro ou a comunidade da escola no passado;
• os relatos dos moradores;
• moradores antigos;
• pessoas que chegaram depois;
• objetos e documentos que contam história do bairro ou da comunidade.
Etapa 6: abrir a exposição para a comunidade
O professor vai reservar um dia para que a comunidade visite a exposição.
Vocês serão os guias da exposição! Cada grupo de estudantes será responsável por apresentar uma parte.
Reservem um caderno para, na saída, cada visitante assinar e deixar uma mensagem sobre o que mais gostou.
Etapa 7: roda de conversa
Após o dia da visitação, a exposição poderá ser desmontada. Em uma roda de conversa, falem sobre o que vocês mais gostaram da exposição e do trabalho que realizaram.
145
Na Etapa 6, organize com a gestão da escola e a coordenação um dia ou um período para a visitação da comunidade. A exposição também pode ficar em um espaço da escola de grande circulação (como a recepção), para que as pessoas possam visitá-la nos horários de entrada e saída dos estudantes.
Faça com a turma, de forma coletiva, um convite para a comunidade. Planeje o convite na lousa em conjunto com os estudantes, com a produção de um texto único que, depois, deverá ser reproduzido para ser distribuído à comunidade. Outra ideia é que o convite seja feito em duplas. Nesse caso, cada dupla escreve o texto e ilustra o convite com desenhos, colagens etc.
Na Etapa 7, faça uma avaliação com os estudantes sobre a realização do projeto. Converse com a turma sobre o destino que será dado aos cartazes após a desmontagem da exposição e cuide para que todos os objetos emprestados sejam devolvidos aos respectivos donos. Sugerimos as questões a seguir para uma autoavaliação quanto às ações durante a realização do projeto. Peça aos estudantes que respondam no caderno usando as palavras:
• Sempre
• Às vezes
• Nunca
a) Prestei atenção nas orientações e explicações sobre exposições?
borem a ficha no livro. Em seguida, verifique o texto e faça as correções necessárias para, só então, eles realizarem a versão final da ficha na folha de papel avulsa.
Na Etapa 5 são sugeridas algumas estações ou partes da exposição, mas você pode propor uma organização diferente. No mínimo, é recomendada a exposição dos relatos dos entrevistados e dos objetos, fotografias ou outros documentos que ajudam a contar a história do bairro ou comunidade, abordando migrações, permanências e mudanças. Além disso, é pos-
sível pensar em estações adaptadas para diferentes tipos de deficiência. Por exemplo, para pessoas com deficiência visual, uma estação pode contar com a opção de ouvir relatos gravados em áudio, e outra estação pode apresentar objetos a serem apreciados por meio do tato. Verifique ainda se a montagem da exposição está acessível para pessoas em cadeiras de rodas ou com mobilidade reduzida: há rampas que permitem o acesso? O espaço entre as estações da exposição permite que essas pessoas se desloquem tranquilamente?
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b) Fiz as atividades propostas?
c) Participei das entrevistas de acordo com o combinado?
d) Participei da montagem dos cartazes com o relato do entrevistado?
e) Fiz as tarefas destinadas a mim na montagem, durante e na desmontagem da exposição?
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Esta unidade desenvolve temas relacionados à passagem do tempo, às características de plantas e animais e à relação entre esses organismos, os seres humanos e o ambiente.
No Capítulo 1, os estudantes são convidados a conhecer como os seres humanos observaram e interpretaram a passagem do tempo. Também vão conhecer alguns instrumentos de medição do tempo e refletirão sobre o papel que eles desempenham em nosso cotidiano.
No Capítulo 2, é proposto o estudo das plantas, destacando suas características, diversidade e múltiplas formas de utilização pelos seres humanos. Questões como o ciclo vital das plantas e suas interações com os animais também serão exploradas.
O Capítulo 3 aborda a relação entre seres humanos e animais domésticos — tanto os de estimação quanto os que vivem no campo. As características desses animais, assim como os cuidados necessários para sua preservação e bem-estar, serão apresentados de maneira a ampliar a consciência dos estudantes sobre a importância da convivência responsável.
OBJETIVOS
DE APRENDIZAGEM
• Relacionar a percepção da passagem do tempo à observação da natureza.
• Compreender o movimento aparente do Sol.
• Observar o tamanho das sombras e a alteração de seu tamanho de acordo com a posição do Sol no céu.
• Investigar o aquecimento e a reflexão de diferentes materiais.
UNіDADE
NÓS E O AMBIENTE
A sombra do cajueiro, de J. Miguel, 2020. Xilogravura, 48 centímetros x 66 centímetros.
O cajueiro dá frutos apenas uma vez por ano. Em alguns povos indígenas, as pessoas contam a própria idade em cajus. Uma criança de sete anos, por exemplo, tem “sete cajus”.
• Reconhecer diferentes marcadores do tempo.
• Identificar diferentes usos das plantas pelos seres humanos.
• Conhecer algumas características e o ciclo vital das plantas.
• Conhecer o processo de fotossíntese.
• Investigar a importância da água e da luz para os vegetais.
• Reconhecer relações entre plantas e outros seres vivos.
• Reconhecer a importância cultural e social da produção artesanal.
• Reconhecer diferentes relações entre os seres humanos e outros animais.
• Aprender os cuidados de que um animal de estimação necessita.
• Descrever algumas características e o ciclo vital dos animais.
• Conhecer algumas características da criação de animais e da pesca.
Veja orientações no Encaminhamento
Como você conta a sua idade?
Descreva o que você observa na imagem.
As plantas, como o cajueiro, precisam do que para crescer?
ENCAMINHAMENTO
Inicie a unidade explorando a obra A sombra do cajueiro, de J. Miguel, com a turma. Comente que o cajueiro, árvore típica da região Nordeste, está representada de forma colorida e estilizada, lembrando a tradição da xilogravura e da literatura de cordel. A imagem convida a refletir sobre a relação entre a natureza e a cultura: o cajueiro não é apenas uma planta que fornece alimento, mas também um espaço de convivência, memória e histórias. Explore as características do cajueiro e dos animais retratados, relacionando-os ao ambien-
te em que vivem. Comente que os cajueiros são mais comuns nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte e discuta como o clima e a vegetação influenciam a vida das pessoas. Aproveite a oportunidade para explorar a xilogravura enquanto manifestação cultural popular. Dessa forma, a obra pode ser usada para discutir a diversidade natural e cultural brasileira, aproximando os estudantes da arte popular e da observação do cotidiano. Antes de avançar, pergunte se eles conhecem o caju, fruto do cajueiro. Em seguida, leia o texto introdutório com eles e destaque a tradição de alguns povos indígenas de contar a idade pelos cajus.
Na atividade 1, espera-se que os estudantes mencionem o ano em que nasceram, os aniversários ou o calendário. Outras respostas também são bem-vindas e devem ser valorizadas.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes identifiquem um cajueiro carregado de frutos, aves, bovinos e um lagarto.
Na atividade 3, não são esperadas respostas corretas ou completas; o objetivo é avaliar os conhecimentos prévios dos estudantes. Eles podem responder de maneira simplificada que as plantas necessitam de luz solar, água, ar e nutrientes.
PARA O ESTUDANTE
• ACIOLI, Socorro. Tempo de caju. Ilustrações: Maurício Negro. Curitiba: Maralto, 2020. O livro conta a história de Porã, um garoto indígena que vive em uma aldeia onde a idade das pessoas é contada pelas castanhas de caju que elas acumulam a cada temporada da fruta.
20/09/2025
CONEXÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer e comparar situações do cotidiano (como atividades realizadas de dia e de noite) para perceber mudanças nas rotinas pessoais e comunitárias.
• Organizar fatos da rotina diária utilizando noções temporais simples (antes, depois, ao mesmo tempo), desenvolvendo a compreensão da sequência do tempo no dia a dia.
• Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais.
• Descrever a posição do Sol no céu em diferentes horários do dia.
• Associar a posição do Sol no céu ao tamanho da sombra por ele projetada.
• Comparar o efeito da radiação solar em diferentes materiais e superfícies.
• Identificar e usar diferentes instrumentos e marcadores do tempo (relógios e calendários) para compreender como eles ajudam a organizar as atividades cotidianas.
BNCC
HABILIDADES
(EF02CI07) Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá-las ao tamanho da sombra projetada.
(EF02CI08) Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em diferentes tipos de superfície (água, areia, solo, superfícies escura, clara e metálica etc.).
(EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono etc.).
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco.
capítulo
1 A PASSAGEM DO TEMPO
Observe algumas atividades que Inaiê faz de dia e de noite.
FIQUE LIGADO
De
noite
• DAY & night. Direção: Teddy Newton. Estados Unidos, 2010. 1 vídeo (ca. 6 min). O filme conta a história do encontro entre o dia e a noite.
(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).
(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e calendário.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Saúde.
3
O que Inaiê faz durante o dia?
Espera-se que os estudantes respondam que ela vai para a escola, brinca com os amigos e com seu gato.
O que Inaiê faz durante a noite?
Espera-se que os estudantes respondam que ela janta com a família, ajuda a lavar a louça do jantar e dorme.
Desenhe uma atividade que você faz de dia e de noite.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
4
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento O que faço de dia
que faço de noite
Mostre seu desenho para um colega e conversem sobre as questões a seguir.
a) Vocês fazem as mesmas coisas durante o dia? E durante a noite?
b) Em quais momentos do dia vocês brincam?
20/09/2025 21:50
Inicie o estudo do tema questionando os estudantes sobre a rotina deles, tendo os períodos do dia e da noite como referência. Permita que descrevam as atividades que realizam de forma espontânea. Depois, peça que observem as ilustrações que mostram a rotina da personagem Inaiê. Solicite que analisem as atividades que ela realiza durante o dia e a noite e as comparem com a rotina deles. Ao identificar o que a personagem e os próprios estudantes fazem em diferentes momentos do dia, eles exercitam a noção de sequência temporal, distinguindo o que ocorre antes, depois ou ao mesmo tempo, mobilizando a habilidade EF02HI06. Além disso, ao relacionar dia e noite a diferentes tipos de atividades, eles também desenvolvem aspectos da habilidade EF02GE06.
Na atividade 3, no quadro “O que faço de dia”, os estudantes podem desenhar atividades realizadas na escola e outras que fazem fora do horário escolar. No quadro “O que faço de noite”, os estudantes podem desenhar atividades como jantar, escovar os dentes, tomar banho e dormir, por exemplo.
Na atividade 4, organize os estudantes em duplas para que troquem informações sobre a rotina de cada um. Caso deseje desenvolver a produção escrita da turma, peça que registrem no caderno as respostas dos itens 4. a) e 4. b). Os estudantes podem estar em diferentes fases do processo de alfabetização. Caso haja uma atividade de produção escrita, procure organizar a turma de forma que estudantes em fases de escrita mais avançadas fiquem com aqueles que estão em fases mais iniciais do processo de alfabetização. Assim, ao elaborarem hipóteses de escrita, pode-se incentivar o aprendizado entre os pares.
ENCAMINHAMENTO
Após ter explorado aspectos da rotina individual dos estudantes considerando os períodos do dia e da noite, aborda-se a observação das atividades que ocorrem na vida comunitária e do bairro nesses períodos, promovendo a habilidade EF02GE06. Também são mobilizadas de forma parcial as habilidades EF02HI01 e EF02HI03, ao se desenvolver com os estudantes a habilidade de reconhecer espaços de sociabilidade e os papéis que os indivíduos desempenham na vida coletiva. Além disso, ao distinguir que certas atividades acontecem em determinados momentos do dia, eles utilizam noções de tempo para organizar fatos da vida comunitária, mobilizando aspectos da habilidade EF02HI06.
Inicie o conteúdo da dupla de páginas questionando os estudantes sobre as atividades comerciais, escolares, de serviços e de lazer existentes na comunidade ou bairro onde moram. Elabore uma lista na lousa com os lugares citados pela turma (lojas, restaurantes, farmácias, escolas, parques, hospitais etc.). Depois, pergunte quais deles funcionam durante o dia, quais funcionam à noite ou, ainda, quais podem permanecer em funcionamento nos dois períodos.
Encaminhe a leitura compartilhada do texto e a análise dos pares de fotografias que mostram uma farmácia e duas escolas. Incentive os estudantes a analisarem o que funciona durante o dia e a noite, levantando algumas hipóteses sobre o horário de funcionamento. Depois, encaminhe a realização das atividades.
DIA E NOITE NA COMUNIDADE
Em muitas comunidades ou bairros, existem escolas que só funcionam de dia. Outras funcionam de dia e de noite. Existem lojas e outros comércios que abrem de dia e alguns que só abrem de noite. Também existem locais que funcionam de dia e de noite, como os hospitais.
Observe as fotografias.
Pintar de laranja.
Farmácia no município de Santo Antônio do Pinhal, no estado de São Paulo, em 2025.
Pintar de laranja.
Escola no município de Manaus, no estado do Amazonas, em 2025.
Nas atividades 2 e 3, caso considere pertinente, peça aos estudantes que respondam inicialmente ao que se pede e, depois, registrem individualmente as respostas. Incentive a participação dos estudantes na elaboração de hipóteses de escrita das palavras, processo fundamental para a alfabetização e que, quando realizado coletivamente, incentiva o aprendizado entre os pares.
Na atividade 5, converse com os estudantes se conhecem alguém que estuda no período noturno. Explique que isso é permitido
Pintar de vermelho.
Farmácia no município de Santo Antônio do Pinhal, no estado de São Paulo, em 2025.
Pintar de vermelho.
Escola no município de Goiânia, no estado de Goiás, em 2023.
apenas para jovens e adultos. Na maior parte das vezes, as pessoas estudam à noite porque têm outras atividades para fazer durante o dia, como trabalhar ou cuidar dos filhos.
Na atividade 6, oriente os estudantes a responder aos itens com base nas experiências deles nos lugares de vivência da comunidade e do bairro. Caso eles encontrem dificuldades para responder ao item 6. c), que aborda o funcionamento de espaços no período noturno, solicite que conversem com os adultos com quem convivem.
Pinte as molduras das fotografias de acordo com a legenda.
Dia Noite
O que tem de diferente entre as fotografias 1 e 2?
Espera-se que os estudantes respondam que na fotografia 1 está de dia e todos os comércios estão abertos; na fotografia 2 está de noite, e só está aberta a farmácia.
Por que você acha que a farmácia fica aberta de noite?
Espera-se que os estudantes respondam que é porque a farmácia vende medicamentos que podem ser de uso urgente. Explique que há farmácias que ficam abertas por 24 horas, ou seja, elas não fecham.
Observe as fotografias das imagens 3 e 4 e marque um na resposta correta.
• As escolas podem ter aulas:
somente de dia. somente de noite. de dia e de noite.
Alguns jovens e adultos estudam de noite. Por que você acha que isso acontece?
Espera-se que os estudantes reconheçam que alguns jovens e adultos podem ter outras responsabilidades durante o dia, como o trabalho.
Converse com o professor e os colegas sobre as questões a seguir.
Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento.
a) No lugar onde você vive, tem espaços que funcionam apenas durante o dia?
b) Se sim, quais são eles?
c) Tem espaços que funcionam apenas durante a noite?
23/09/2025 16:14
ATIVIDADES
É possível elaborar um álbum coletivo de imagens da comunidade ou do bairro onde a escola está inserida solicitando aos estudantes que representem os estabelecimentos que ficam abertos durante o dia, durante a noite e nos dois períodos. Esse álbum pode ser feito com desenhos dos próprios estudantes ou, se possível, com fotografias que podem ser obtidas na imprensa local ou na internet. No caso do uso da internet para realizar a atividade, é fundamental o acompanhamento de um adulto para fornecer orientações sobre como realizar a pesquisa e sobre o uso seguro das redes.
ENCAMINHAMENTO
Apresente a noção de movimento aparente para a turma a partir do exemplo apresentado na página 152 As noções de relatividade e referencial são fundamentais para a compreensão de diversos conceitos científicos.
Houve a opção por abordar o movimento de rotação da Terra por meio dos efeitos que podem ser percebidos por um observador na superfície do planeta. Além da sucessão de dias e noites, o movimento de rotação da Terra faz com que tenhamos a impressão de que o Sol muda de posição no céu ao longo do dia. É importante que os estudantes reconheçam que esse é um movimento aparente, pois, ao considerar o Sol como referência, é a Terra que se movimenta no espaço. É devido ao movimento aparente do Sol que as sombras mudam de posição e de tamanho ao longo do dia. Essa abordagem favorece o desenvolvimento da habilidade EF02CI07
Na atividade 1, incentive os estudantes a pensar como as sombras são formadas. É importante que eles percebam a necessidade de uma fonte de luz e de um corpo opaco (que não permita a passagem da luz) para a formação das sombras.
Na atividade 2, os estudantes vão observar as sombras formadas em cada situação e indicar qual é a posição do Sol quando se forma a menor sombra. Se necessário, ajude-os a perceber que o Sol está a pino, ou seja, no ponto alto do céu, provavelmente ao meio-dia. Aproveite para verificar se os estudantes compreenderam como é o movimento aparente do Sol e se conseguem associá-lo ao tamanho da sombra projetada.
Dia e noite: o Sol
As pessoas criaram diferentes maneiras para marcar a passagem do tempo. Uma delas estratégias foi a observação do céu e dos astros.
O Sol é um exemplo disso: enquanto ele está no céu, dizemos que é dia. Quando ele se põe, começa a noite.
Astro: corpo celeste como estrelas, planetas e cometas.
Para entender o movimento do Sol, vamos pensar em uma situação comum: quando estamos dentro de um carro em movimento, parece que estamos parados, não é? Afinal, estamos sentados dentro do veículo. Mas, ao olhar pela janela, percebemos a paisagem ficando para trás.
Com a Terra acontece algo parecido. Ao longo do dia, o Sol percorre um caminho em forma de arco no céu. De manhã, ele surge no horizonte e vai subindo até chegar ao ponto mais alto, próximo ao meio-dia. De tarde, ele vai descendo até sumir no outro lado do horizonte.
pôr do Sol
Representação das posições do Sol ao longo do dia.
Fonte: PICAZZIO, Enos. O céu que nos envolve. São Paulo: Odysseus, 2011. Disponível em: https://www.iag. usp.br/sites/default/ files/2023-01/2011_ picazzio_ceu_envolve-c.pdf. Acesso em: 12 jul. 2025.
Nesse exemplo, o Sol é como a paisagem do lado de fora do carro: parece que ele se move, mas somos nós que estamos em movimento. Isso ocorre porque a Terra gira em torno de si.
152
20/09/2025
meio-dia
nascer do Sol
ELEMENTOS FORA DE PROPORÇÃO.
LUIS MOURA
Conforme o Sol muda de posição no céu, as sombras vão mudando de tamanho e direção ao longo do dia.
Veja as imagens.
De manhã, as sombras estão esticadas. Próximo ao meio-dia, as sombras são menores.
ATENÇ ÃO
De tarde, as sombras ficam esticadas novamente, mas em outra direção.
Nunca devemos olhar diretamente para o Sol, pois a luz intensa dele pode machucar nossos olhos. 153
Complete a frase corretamente com as palavras dos quadros. luz sombras
As sombras são regiões mais escuras e não iluminadas. Elas são formadas quando algo impede que a luz passe.
Observe novamente as imagens e responda.
a) Em qual situação as sombras são mais curtas?
Escreva o número.
b) Qual é a posição do Sol nessa situação?
O Sol está bem alto no céu, acima da árvore.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• STUTZ, Victor Louis. O emprego da Lua. São Paulo: Formato, 2001. O livro conta a história da Lua, que, depois de ouvir os relatos feitos por um cometa sobre o nascer do Sol, resolveu conhecer o Sol. Órion, o gerente do céu, tenta impedi-la, mas ela vai mesmo assim, contrariando o patrão.
20/09/2025 21:50
ORGANIZE-SE
Para a realização das propostas desta seção, providencie com os estudantes: bandejas descartáveis de alumínio (4 unidades por grupo), água, areia, terra de jardim e um termômetro.
ENCAMINHAMENTO
A atividade investigativa desta seção Cientista mirim favorece o desenvolvimento da habilidade EF02CI08.
Na pergunta inicial, verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses.
Incentive a discussão e elaboração de hipóteses questionando se algum estudante já deixou algum brinquedo no quintal por alguns minutos, durante um dia de sol. Pergunte como estava o brinquedo ao tocá-lo: quente ou frio? Conduza a conversa de modo que os estudantes percebam que o calor do Sol aquece os objetos e os seres vivos. Pergunte se os materiais se aquecem da mesma forma ou se há alguns que se aquecem mais rapidamente que outros. Alguns materiais também refletem mais a luz do que outros. Embora a reflexão seja um conceito próprio da Física, não é necessário entrar em detalhes nesse momento do ensino. Basta que os estudantes associem a reflexão a situações do cotidiano, como a reflexão em um espelho ou da água de um lago, por exemplo. Na comparação da capacidade de absorver calor, os estudantes vão ter uma noção melhor de qual superfície está mais fria ou mais quente ao tocar duas delas ao mesmo tempo (uma mão em cada superfície). Oriente-os a realizar a atividade com cuidado. Eles podem perceber a sensação térmica dos materiais pela diferença de sensação de quen-
CIENTISTA MIRIM
Aquecimento e reflexão
Quando os materiais recebem luz do Sol, eles se aquecem. Além disso, eles podem refletir a luz. Nesta atividade, vamos verificar se diferentes materiais aquecem e refletem a luz do Sol do mesmo modo.
Pergunta inicial
1
Refletir: quando a luz atinge um objeto e retorna.
Se deixarmos diferentes materiais Sob o Sol, eles vão se aquecer com a mesma rapidez?
Sim Não
2
Os materiais refletem a luz do Sol da mesma maneira?
Sim Não
Em grupos, conversem sobre as questões e marquem um nas respostas. Agora, vamos investigar essas perguntas!
Material
• 4 bandejas descartáveis de alumínio
• água
Procedimento
• areia
• terra de jardim
1 Em uma das bandejas, coloquem água até quase encher.
2 Na segunda bandeja, coloquem areia.
te/frio entre as mãos. Dessa forma, as superfícies serão comparadas duas a duas. Ajude os estudantes a ordenarem os materiais considerando a sua capacidade de reflexão, do mais reflexivo para o menos reflexivo. Ao comparar e ordenar as superfícies de diferentes materiais, a atividade permite trabalhar noções de posição e medidas, integrando conteúdos com Matemática.
Alerte os estudantes de que não se deve olhar diretamente para o Sol, pois sua luz é muito forte e pode causar danos à visão.
Explique aos estudantes que a medição da temperatura com um termômetro seria mais adequada para constatar de forma científica
que alguns materiais se aquecem mais do que outros, já que a sensação transmitida pelo tato é um modo empírico e não exato de verificar a temperatura. Então, se houver na escola um termômetro infravermelho, considere usá-lo para mostrar à turma a temperatura em cada superfície antes e depois da exposição ao Sol. Comente que, idealmente, todas as superfícies deveriam estar à mesma temperatura no início da atividade. Após a exposição ao Sol, como cada superfície absorve a energia térmica de forma diferente, ao final da atividade, algumas delas vão estar mais quentes do que outras.
3
Na terceira bandeja, coloquem terra de jardim.
4 A quarta bandeja vai ficar vazia.
5 Deixem as quatro bandejas sobre uma mesa, em local ensolarado.
6 Toquem com as pontas dos dedos a superfície de cada material. Anotem a sensação, começando pelo que pareceu estar mais frio até o que pareceu estar mais quente.
7 Deixem as bandejas expostas ao Sol por 20 minutos. Depois desse tempo, com cuidado, toquem novamente a superfície de cada material. Anotem no caderno, começando pelo que pareceu estar mais frio até o que pareceu estar mais quente.
8 Observem como os materiais nas bandejas refletem a luz.
• Marquem um no material que reflete mais luz.
• Marquem um no material que reflete menos luz.
Água Areia Terra Alumínio (vazia) X O
Conclusão
No Procedimento 8 e na
Conclusão, espera-se que os estudantes compreendam que a bandeja de alumínio vazia reflita mais a luz do que as demais superfícies. É possível que eles tenham notado que a areia tem algumas partículas brilhantes que refletem a luz do Sol. Explique que essas partículas são compostas por certos minerais, como a sílica. A terra de jardim deve ser a superfície que reflete menos luz.
Na atividade 2, explique que alguns materiais absorvem mais energia térmica (que, nessa faixa etária, os estudantes podem chamar de “calor”) que outros, por isso atingem maior temperatura após algum tempo de exposição solar. Auxilie os estudantes na ordenação dos materiais, do mais frio para o mais quente.
Na atividade 3, espera-se que os estudantes confrontem a hipótese inicial com os resultados e concluam se suas previsões iniciais se confirmaram. Neste caso, a conclusão esperada para ambas as questões é de que não, os materiais não refletem luz e não se aquecem da mesma forma.
Todos os materiais refletem a luz da mesma forma?
Os materiais se aqueceram da mesma forma?
1. Espera-se que os estudantes tenham notado que uns materiais refletem mais a luz do que outros. 2 3
2. Espera-se que os
estudantes tenham notado que uns materiais se aquecem mais do que outros.
Volte à Pergunta inicial . Depois de fazer esta atividade, você mudaria suas respostas?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
ORGANIZE-SE
Para a realização das propostas desta seção, providencie com os estudantes: giz de diferentes cores.
ENCAMINHAMENTO
Antes de iniciar a dinâmica proposta para a seção Mão na massa, pergunte aos estudantes quem já brincou com as sombras. Recorde com a turma que, para a formação de uma sombra, é necessária uma fonte de luz e um objeto opaco. Na atividade proposta, a fonte de luz será o Sol, o que permite o desenvolvimento da habilidade EF02CI07
Leia o passo a passo da atividade para os estudantes. Certifique-se de que eles entenderam como executar a atividade. A proposta permite trabalhar as noções de posição e medidas, integrando o assunto com o componente curricular de Matemática. Aproveite para introduzir a temática da leitura das horas.
Reforce com os estudantes para nunca olharem diretamente para o Sol, pois isso pode causar danos à visão.
MÃO NA MASSA
Brincando com sombras
Esta atividade deve ser feita em um dia ensolarado. Caso você fique na escola somente de manhã ou somente à tarde, faça a atividade em casa ou em uma praça, por exemplo. Escolha um lugar onde você possa riscar o chão com giz. Nesse caso, conte com a ajuda de um adulto responsável.
Material
• Giz de diferentes cores
Procedimento
1 De manhã, vá ao local escolhido para a atividade. Forme dupla com um colega ou peça a ajuda de uma pessoa da família ou um adulto responsável.
2 Observem as sombras que vocês formam no chão.
3 Peça ao colega que fique parado por alguns minutos, enquanto você contorna a sombra dele no chão usando giz.
4 Ao lado da sombra desenhada, escreva o nome do colega e a hora.
5 Agora, é a vez do colega contornar sua sombra no chão. Ele deve usar uma cor de giz diferente e anotar seu nome e o horário ao lado do desenho.
6 Próximo ao meio-dia, voltem ao mesmo local onde estiveram de manhã. Procurem ficar nas mesmas posições que vocês ficaram de manhã.
7 Repitam os passos 3, 4 e 5.
8 Voltem ao mesmo local durante a tarde e repitam mais uma vez os passos 3, 4 e 5.
Agora, marque um no que vocês observaram.
a) O que acontece com o tamanho das sombras ao longo do dia?
Elas têm o mesmo tamanho.
Elas mudam de tamanho.
b) O que acontece com a direção das sombras ao longo do dia?
Elas têm sempre a mesma direção.
Elas mudam de direção.
c) No dia combinado, compartilhe com a turma os resultados desta atividade. Todos chegaram às mesmas conclusões? Espera-se que todos os estudantes cheguem a conclusões semelhantes.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• LEE, Suzy. Sombra. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2018.
A autora conta a história de uma menina que brinca com as sombras feitas com a lâmpada de seu sótão.
• QUEIROZ, Vanessa et al. O caminho do Sol pelo céu. Ilustrações: Lucas Gibim
20/09/2025 21:50
Rodrigues. Londrina: Eduel, 2012. Esse livro aborda o conhecimento sobre os pontos cardeais de maneira lúdica, com o objetivo de ampliar as noções de referência espacial, incentivando o leitor a utilizar em seu cotidiano noções básicas de Astronomia, observando o movimento aparente do Sol no céu.
No item 8. a), espera-se que os estudantes percebam que as sombras desenhadas mudam de tamanho ao longo do dia. No período da manhã, o tamanho das sombras diminui com o passar das horas, chegando ao menor tamanho próximo ao meio-dia. Após atingirem o menor tamanho, as sombras aumentam de tamanho ao longo da tarde. Essas diferenças são decorrentes da posição da fonte luminosa, no caso, a posição do Sol no céu, devido ao seu movimento aparente (causado pelo movimento de rotação da Terra).
No item 8. b), espera-se que os estudantes percebam que as sombras desenhadas de manhã são diferentes daquelas desenhadas de tarde também em relação à sua posição. Essas diferenças também são decorrentes da posição da fonte luminosa, no caso, a posição do Sol no céu, devido ao seu movimento aparente (causado pelo movimento de rotação da Terra).
No item 8. c), oriente a discussão dos resultados por meio de questões, como: em que horário a sombra estava menor? Em que horário estava maior? O que causa as sombras? O que explica esses resultados? Espera-se que todos os estudantes tenham chegado às mesmas conclusões, observando que as sombras mudam de tamanho e de posição ao longo do dia, por causa do movimento aparente do Sol.
RAITAN OHI
ENCAMINHAMENTO
Retome os estudos realizados sobre o dia e a noite, o movimento aparente do Sol e as sombras e destaque que a observação da natureza permitiu aos seres humanos medir a passagem do tempo. Ressalte o exemplo apresentado na fotografia no Livro do estudante e comente que a chegada dos cardumes de tainha é considerada um marcador natural da chegada do inverno por alguns povos indígenas, caiçaras e pescadores tradicionais das regiões Sul e Sudeste do país, mobilizando aspectos da habilidade EF02HI03
Se julgar oportuno, apresente outros exemplos de marcadores naturais para os estudantes, como a floração do ipê amarelo, árvore cujas flores desabrocham em certos locais do Brasil, marcando o fim do inverno. Outro exemplo que pode ser apresentado e explorado em sala de aula é o canto das cigarras, que, nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, marca o início do verão.
Proponha a realização da atividade 1 e peça aos estudantes que falem de suas impressões sobre acontecimentos que marcam o início do verão. Eles podem mencionar marcadores naturais, como o canto das cigarras mencionado anteriormente ou, ainda, outros exemplos, como a floração ou frutificação de uma planta ou a chegada de algum animal migratório. Esses eventos variam de acordo com a região do Brasil em que a escola está localizada. Ao associar esses eventos à mudança de estação do ano, os estudantes mobilizam aspectos da habilidade EF02HI03.
Explore os exemplos de instrumentos de medição do tempo apresentados. Esse tópico contempla aspectos da habilidade EF02HI07. Comente que esse tipo de ins-
MARCANDO O TEMPO
Além do Sol, outras observações da natureza ajudaram as pessoas a marcar a passagem do tempo.
As pessoas mediam a passagem do tempo observando, por exemplo, o período das secas e o período chuvas. Também observavam a época em que as árvores davam frutas, o período em que as plantas floresciam, entre outros acontecimentos. Esse conhecimento foi importante para definir melhores épocas de plantio e de colheita, por exemplo.
Pesca artesanal da tainha na praia de Gravatá, no município de Florianópolis, no estado de Santa Catarina, em 2023. Para alguns povos caiçaras, a chegada dos cardumes de tainha marca o início do inverno.
Você conhece ou já ouviu falar de um acontecimento que marca o início do verão?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
A necessidade de medir e registrar a passagem do tempo motivou a criação de diferentes instrumentos. Observe alguns exemplos. 1
Relógio de sol
No centro de uma base que geralmente é um círculo é colocada uma haste vertical. Ao receber a luz do Sol, a haste projeta sua sombra sobre o círculo. A posição da sombra indica a hora do dia.
trumento é utilizado por povos de diferentes culturas há muito tempo: há registros do uso de relógios de sol, por exemplo, com mais de 5 mil anos. Como forma de ampliar o tema, comente com os estudantes que a clepsidra, ou relógio de água, também é considerada um instrumento milenar, que possibilita medir a passagem do tempo por meio de um fluxo de água.
Ao abordar o relógio de vela, ressalte aos estudantes o perigo de acender ou manipular velas, destacando que apenas adultos podem fazê-lo.
Relógio de sol.
Ampulheta.
Relógio de vela
Ampulheta ou relógio de areia
Dentro da ampulheta existe areia. A areia escorre de uma parte para a outra ao longo de determinado tempo. O tempo varia de acordo com o tamanho da ampulheta: pode ser um minuto, cinco minutos ou mais.
O relógio de vela é uma vela com vários riscos. À medida que a vela queima, as pessoas sabem quanto tempo passou ao ver quantos riscos sumiram. Algumas pessoas colocavam pregos na vela. Quando a cera derretia e o prego caía, elas ouviam o barulho e sabiam que determinado tempo tinha passado.
ATENÇ ÃO
Relógio de vela.
3. Espera-se que os estudantes percebam que, apesar da utilidade desses relógios, eles apresentam limitações. O relógio de sol não pode ser utilizado à noite nem em dias chuvosos ou nublados, por exemplo, e o relógio de vela é utilizado uma única vez. 4
Não acenda nem manipule velas, pois elas podem oferecer perigo.
Marque um em qual destes relógios você usaria para marcar a passagem do tempo à noite.
Relógio de vela.
Relógio de sol.
Quais são as vantagens e as desvantagens dos relógios de vela e de sol?
Em sua opinião, qual é a importância da medição das horas na organização de nossas atividades cotidianas?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que a medição das horas nos permite organizar as atividades cotidianas e nos planejar para a realização delas.
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20/09/2025 21:50
ATIVIDADES
Proponha à turma a criação de uma clepsidra, um relógio de água. Essa atividade pode ser feita coletivamente, e todos os estudantes devem observar a clepsidra e fazer registros sobre a passagem do tempo.
Material necessário
• 2 garrafas plásticas pequenas
• Água
• Palitos de churrasco
• Fita adesiva
• Canetinha
• Relógio ou cronômetro Procedimento
1. Pegue uma das garrafas e faça um furo bem pequeno na tampa. Atenção: fure a tampa previamente, antes de oferecer a garrafa aos estudantes.
2. Encha essa garrafa de água.
3. Coloque essa garrafa de cabeça para baixo sobre a outra garrafa, que deverá estar vazia e sem tampa.
4. Use os palitos e a fita adesiva para dar estabilidade às garrafas e deixá-las em pé.
5. Peça aos estudantes que observem a passagem da água de uma garrafa para outra.
6. Eles devem usar as canetinhas para marcar, na garrafa de baixo, o nível da água minuto a minuto. Devem registrar, ainda, quanto tempo a garrafa levou para esvaziar.
PARA O PROFESSOR
PARA O ESTUDANTE
• AVANSINI, Carolina. Canto das cigarras anuncia o verão. Folha de Londrina, 27 out. 2009. Disponível em: https://www.folhadelondrina.com.br/cidades/canto-das-cigarrasanuncia-o-verao-698159.html. Acesso em: 20 ago. 2025. Reportagem que traz informações sobre o canto das cigarras e sua relação com a chegada do verão, o que acontece principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Esse texto divulga informações científicas em linguagem acessível ao público leigo. Portanto, caso seja realizada a mediação de leitura pelo professor, ela pode ser compartilhada com os estudantes.
CONEXÃO
ENCAMINHAMENTO
Comente com os estudantes que antes do uso do relógio digital ser amplamente difundido, os relógios mais utilizados eram os de ponteiros. Explique que o primeiro relógio digital comercial foi lançado na década de 1970. Se possível, mostre a eles um relógio de ponteiros e explique seu funcionamento.
O trabalho de leitura de horas e minutos em relógios digitais possibilita uma abordagem interdisciplinar com o componente curricular de Matemática.
Caso considere pertinente, ensine os estudantes a ler as horas em relógios analógicos, como proposto no +Atividades.
Nas atividades 1 e 2, caso os estudantes tenham dúvidas nas marcações do relógio, retome com eles alguns elementos explorados nesta dupla de páginas, como o posicionamento dos números que indicam as horas e os minutos, a função dos dois pontos e o aspecto dos algarismos de 0 a 9 tal como costumam aparecer nos relógios digitais. Essas atividades objetivam familiarizar os estudantes com a leitura das horas em um relógio digital, desenvolvendo parcialmente a habilidade EF02HI07. A atividade 2, ainda, pode contribuir para que os estudantes organizem temporalmente a sua rotina, mobilizando aspectos da habilidade EF02HI06. Na atividade 3, é possível que os estudantes mencionem, por exemplo, equipamentos como notebooks e forno de micro-ondas, além de alguns modelos de geladeira e televisão. Eles podem mencionar, ainda, estações de metrô, rodoviárias, aeroportos e alguns prédios comerciais. A atividade visa sensibilizar os estudantes para a percepção de que os relógios digitais
APRENDENDO A LER AS HORAS
Um dia dura 24 horas. Se você almoça todos os dias ao meio-dia, por exemplo, entre um almoço e outro passam 24 horas.
Atualmente, os relógios de ponteiros e os digitais são os objetos mais utilizados para a medição das horas.
Você pode encontrar relógios digitais em diferentes lugares e equipamentos.
Em relógios nas ruas.
Em relógios de mesa.
Vamos conhecer um relógio digital e aprender a ler as horas nele?
Este número indica as horas. Em geral, ele varia de 1 a 12. Os algarismos de 0 a 9 costumam ter o algarismo 0 no começo.
Os dois-pontos separam as horas dos
ou analógicos fazem hoje parte do dia a dia das pessoas e podem ser vistos em diferentes lugares e sob diferentes formatos, mobilizando a habilidade EF02HI07
Explique que as horas se repetem a cada 12 horas e que, por isso, muitas vezes as pessoas reforçam o horário dizendo “às 7 horas da manhã” ou “às 7 horas da noite”. Aproveite para explicar que 12:00 pode ser lido como “meio-dia” ou como “meia-noite”.
Domingo 7 Janeiro Na tela de dispositivos eletrônicos.
Este número indica os minutos. Ele vai de 00 a 59.
minutos.
Em um relógio digital, os algarismos muitas vezes aparecem desenhados da seguinte maneira: 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Marque nos relógios a seguir estes horários:
horas e dá 2 voltas no dia.
• Peça para os estudantes lerem exemplos simples: “Quando o ponteiro pequeno aponta para o 3, são 3 horas.”
5. Exploração dos minutos
• Explique que as marcações menores sinalizam os minutos e que, cada vez que o ponteiro se desloca de um número a outro, se passaram minutos.
4 horas e 38 minutos 10 horas e 59 minutos 7 horas e 26 minutos
Veja orientações no Encaminhamento 2
Marque nos relógios os horários em que você realiza cada uma das atividades de acordo com a sua rotina.
A hora em que você acorda.
A hora em que começam as suas aulas.
A hora em que acabam suas aulas.
A hora em que você vai dormir.
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento.
Conte para os colegas onde mais você já viu um relógio digital. 1
• Mostre exemplos das equivalências em minutos dos números que marcam as horas: 1 = 5 minutos, 2 = 10 minutos, 3 = 15 minutos.
• Faça exercícios práticos, sempre contando de 5 em 5.
6. Prática e jogo
• Posicione os dois ponteiros, representando diferentes horários no relógio, e peça para a turma ler.
• Deixe os estudantes manipularem os ponteiros e inventarem horários para os colegas adivinharem. Se houver estudantes com deficiência visual na turma, a construção do relógio pode ser adaptada para que eles possam realizar a leitura por meio do tato. Para isso, os números, as marcações e os ponteiros devem ser feitos em alto-relevo.
3
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
ATIVIDADES
Aprendendo a ver as horas no relógio analógico: passo a passo para o professor
1. Revisão da contagem
• Reforce a contagem de 1 a 60 com os estudantes.
• Brinque de contar objetos ou passos até 60.
• Treine também a contagem de 5 em 5.
2. Apresentação do tempo
• Explique os momentos do dia: manhã, tarde e noite.
• Relembre que o dia tem 24 horas e que cada hora tem 60 minutos.
3. Construção do relógio
20/09/2025 21:50
• Com um prato de papel, divida o círculo e marque os números de 1 a 12, que irão indicar as horas. Faça também as cinco marcações menores entre cada número, que indicarão os minutos.
• Faça dois ponteiros de papel (um menor para as horas e um maior para os minutos).
• Prenda-os com um alfinete ou tachinha.
4. Exploração das horas
• Mostre que o ponteiro pequeno marca as
ENCAMINHAMENTO
A seção Ideia puxa ideia permite trabalhar o TCT Saúde, além de possibilitar a integração com o componente curricular de Matemática, ao solicitar que os estudantes marquem as horas em um relógio digital.
Pergunte aos estudantes quem gosta de brincar e que tipo de brincadeiras costumam fazer em dias ensolarados. É provável que muitos deles gostem, por exemplo, de andar de bicicleta, empinar pipa, brincar na piscina, na praia ou em rios. Nesse momento, vale falar sobre a importância de se proteger do excesso de sol, pois isso pode causar danos à saúde. Pergunte quem já tomou sol sem protetor solar e ficou com a pele avermelhada e com sensação de ardência. Ressalte a importância do uso de protetor solar, bonés, chapéus e roupas apropriadas para proteger o corpo do sol. O Brasil é um país tropical, e é preciso se proteger do sol em todas as épocas do ano e até mesmo nos dias nublados. Isso é importante para evitar o envelhecimento da pele, o surgimento de manchas e até doenças mais sérias, como o câncer de pele. A exposição ao sol tem um efeito cumulativo, ou seja, os danos causados pelos raios ultravioletas (UV) ao longo do tempo se acumulam no organismo, podendo levar a problemas de pele a longo prazo.
Leia com a turma as informações dos quadros do infográfico da página 162. Certifique-se de que os estudantes compreenderam quais são os horários em que a exposição ao sol deve ser evitada. Se necessário, ajude-os a desenhar os horários nos relógios digitais.
IDEIA PUXA IDEIA
Horários de exposição ao Sol
O Sol aquece e ilumina a Terra. Se não fosse assim, a Terra seria um planeta muito frio e, provavelmente, não existiria vida.
Embora seja importante tomar alguns minutos de Sol por dia, o excesso de Sol pode causar queimaduras na pele e outros males à saúde. Por isso, é importante tomar alguns cuidados.
Evite exposição ao Sol das 10 horas às 16 horas, quando o calor e a luz são mais intensos.
Use óculos escuros e boné ou chapéu.
Use filtro solar.
Use roupas frescas, como camisetas e bermudas, e de cores claras.
Desenhe no relógio a seguir até que horário podemos tomar sol de manhã.
Os estudantes devem marcar 10:00.
Desenhe no relógio a seguir depois de que horário podemos tomar sol à tarde. 2 Os estudantes devem marcar 16:00. Alguns podem marcar 04:00 da tarde.
TEXTO COMPLEMENTAR
Verão, época de cuidados... [...]
A exposição exagerada e sem cuidados ao Sol é prejudicial à saúde e pode causar sérios problemas ao organismo. Queimaduras, envelhecimento rápido da pele, lesão nos olhos, desidratação, sardas e mesmo doenças mais graves, como o câncer da pele, são alguns exemplos. [...]
Ligue as colunas para relacionar os períodos do dia, a posição do Sol e os cuidados que devemos ter com o Sol. 3
Período O Sol
Começo da manhã.
Entre 10 horas e 16 horas.
Final da tarde.
Está bem alto no céu.
Está mais baixo no céu.
Cuidados
Podemos tomar sol.
Devemos evitar tomar sol.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• MARICONI, Renato. Dia de Sol. São Paulo: Jujuba Editora, 2010. O livro traz uma narrativa visual sobre os ciclos naturais que recomeçam a cada dia, como o nascer e o pôr do sol, dando a noção de que tudo é processo, percurso e tempo de espera.
[...] A exposição excessiva [ao sol] faz mal, mas por outro lado, a dosagem certa é uma aliada da nossa saúde. O Sol tem, por exemplo, a importante função de fixar a vitamina D em nosso organismo ou o cálcio nos ossos, para deixá-los mais fortes. Os médicos recomendam que se evite pegar sol no período das 10h às 16h [...]. É importante usar regularmente o protetor solar [...]. O protetor deve ser aplicado em casa 30 minutos antes da exposição ao Sol, sempre que sair da água e a cada duas horas de exposição contínua. Também é preciso ficar na sombra, usar chapéus e óculos de sol. [...]
VERÃO, época de cuidados... Ciência Hoje das Crianças, c2025. Disponível em: https:// chc.org.br/verao-epoca-decuidados/. Acesso em: 19 ago. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Este tópico dá continuidade ao desenvolvimento da habilidade EF02HI07, por meio da abordagem de calendários. Nesta dupla de páginas, é abordado o calendário gregoriano.
Ao tratar do calendário gregoriano, destaque que se trata de um dos calendários mais utilizados no mundo. Explique que esse calendário tem como referência a duração de um dia (24 horas), o que corresponde ao tempo que a Terra demora para dar uma volta completa em torno de si mesma. Outro elemento estruturante do calendário gregoriano é a duração de um ano (365 ou 366 dias), o que corresponde ao tempo aproximado que a Terra demora para dar uma volta em torno do Sol. Se julgar pertinente, explique aos estudantes que esses movimentos serão estudados em anos posteriores do ensino fundamental.
Ainda em relação ao calendário gregoriano, comente que ele foi instituído em 1582 pelo papa Gregório XIII. Como a origem dele está ligada à Igreja Católica, estabeleceu-se como ano 1 o do nascimento de Cristo, já que é uma data importante para a fé cristã.
Na cultura ocidental, o calendário gregoriano substituiu o calendário juliano, que tinha como principal problema não ser preciso em relação à contagem dos anos. Para saber mais sobre esse assunto, leia o texto indicado no boxe Conexão. Relembre os estudantes de que os meses são divididos em semanas. Cada semana completa tem sete dias. O início de uma semana é marcado pelo domingo e o fim dela pelo sábado.
O CALENDÁRIO CONTA OS DIAS, MESES E
ANOS
Com o relógio, contamos a passagem do tempo ao longo de um dia. Para contar um tempo maior, como vários dias, meses e até anos, utilizamos o calendário.
O calendário usado no Brasil chama-se calendário gregoriano
Nesse calendário, cada ano é formado por 365 ou 366 dias, divididos em 12 meses e 52 semanas. Os meses podem ter 30 ou 31 dias. O mês de fevereiro tem 28 ou 29 dias, dependendo do ano.
164
Calendário de 2027.
Você sabia que existe um truque para saber quantos dias tem cada mês? Veja como é simples. Feche a mão como na imagem a seguir. Cada “nó” do dedo, ou seja, a parte que fica mais alta quando fechamos as mãos representa um mês com 31 dias. Já os espaços entre os “nós” representam os meses com menos de 31 dias.
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
1
2
Nas atividades 1 e 2, mobiliza-se a habilidade EF02HI07, já que os estudantes devem fazer a leitura do calendário para responder às questões. Caso necessário, auxilie-os a entender a estrutura do calendário e a fazer a leitura dele.
Setembro
Agosto
Outubro
Novembro
Dezembro
Observe o calendário da página anterior e responda ao que se pede.
a) Quais dias do mês de agosto caem numa segunda-feira?
Dias 2, 9, 16, 23 e 30. 1, 7 e 8, 14 e 15, 21 e 22, 28 e 29.
b) Quais dias do mês de agosto caem em um fim de semana?
Marque um na resposta correta.
• O mês de fevereiro no calendário de 2027 tem:
28 dias
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• VEIGA, Edison. Calendário gregoriano: como papa Gregório 13 mudou contagem dos dias há 440 anos. BBC News Brasil, 5 mar. 2022. Disponível em: https://www. bbc.com/portuguese/geral-60496904. Acesso em: 22 set. 2025. A reportagem traz informações sobre a instituição do calendário gregoriano e o motivo de isso ter acontecido.
29 dias
20/09/2025 21:50
• MARACCINI, Gabriela. Por que 2024 teve 366 dias? Entenda o ano bissexto. CNN Brasil, 31 dez. 2024. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/ por-que-2024-teve-366-dias-entenda-oano-bissexto/. Acesso em: 22 ago. 2025. Reportagem que traz informações sobre o porquê de existirem os anos bissextos, ou seja, do porquê de os dias do mês de fevereiro ficarem com um dia a mais a cada 4 anos.
ENCAMINHAMENTO
Comente com os estudantes que os diferentes povos desenvolveram formas distintas para medir e registrar a passagem do tempo e que, por essa razão, existem diversos tipos de calendários. Explique que alguns desses calendários, assim como no caso do calendário gregoriano, têm suas origens relacionadas a aspectos religiosos. São exemplos: o calendário islâmico, que tem como ano 1 o ano de 622 d.C., quando, segundo a tradição dos muçulmanos, Maomé teria migrado de Meca para Medina; e o calendário judaico, que considera como ano 1 o ano de 3761 a.C., data que, segundo a tradição judaica, seria a correspondente à criação do mundo.
Oriente a leitura do calendário indígena e explique que os Kaxinawá vivem na fronteira entre o Brasil e o Peru. Destaque que o calendário desenvolvido por esse povo tem relação com a natureza e com atividades do cotidiano, como o plantio e a colheita.
Após ler o texto sobre o calendário chinês, pergunte aos estudantes o que ele tem de diferente do calendário gregoriano. Após ouvi-los, comente que, entre as diferenças, estão o fato de ele combinar os ciclos do Sol e da Lua para medir a passagem do tempo e o fato de a data do Ano-Novo mudar a cada ano.
Ao propor a realização das atividades 2 e 3, caso os estudantes tenham dificuldade, ajude-os na leitura do calendário, de forma que consigam localizar os anos citados no enunciado e o ano atual. Se julgar oportuno, proponha a realização da atividade em duplas.
Já a atividade 4 mobiliza a habilidade EF02HI07. Incentive os estudantes a falar sobre suas vivências e experiências, caso conheçam outros tipos de calendário.
Outros calendários
Observe dois calendários diferentes do calendário gregoriano.
Calendário do povo indígena kaxinauá.
O calendário do povo indígena kaxinauá é organizado pelo ciclo da natureza: períodos ideais para o plantio de determinados alimentos, como o milho e a mandioca; período em que a pesca é abundante, entre outros ciclos.
1
Observe o calendário do povo kaxinauá. Depois, responda às questões.
a) Em qual mês a tartaruga bota ovo?
No mês de julho.
b) Em qual mês ocorre a cheia do rio?
No mês de fevereiro.
c) Qual acontecimento ocorre durante o mês de outubro no calendário do povo kaxinauá?
A colheita do pequi, uma fruta tipica do Cerrado brasileiro.
23/09/2025 16:14
Fonte: GEOGRAFIA indígena: Parque Indígena do Xingu. São Paulo: Instituto Socioambiental: MEC, 1996. p. 55.
O calendário chinês segue o Sol e a Lua para contar os meses e os anos. Um ano pode ter 12 ou 13 meses. Cada ano é representado por um animal. O ano novo chinês se inicia sempre em uma data diferente. No primeiro dia do ano novo, os chineses fazem festa com luzes e danças.
ATIVIDADES
Promova a interdisciplinaridade com o componente curricular de Matemática por meio das atividades a seguir.
1. Escolha um animal do calendário chinês e observe os anos em que ele foi representante do calendário. Com qual periodicidade isso aconteceu?
Resposta: A cada 12 anos, o mesmo animal se torna o representante do calendário chinês.
2. Com base no animal que você escolheu, qual será o próximo ano em que ele representará o calendário chinês?
De acordo com calendário chinês apresentado qual é o animal que representa o ano de 2022? E qual animal representa o ano de 2057?
O ano de 2022 é representado pelo tigre e o ano de 2057 é representado pelo boi.
O ano atual corresponde a qual animal no calendário chinês?
A resposta pode variar de acordo com o ano do uso do livro. Se for 2027, o animal é a cabra; se for 2028, o animal é o macaco; se for 2029, o animal é o galo; e se for 2030, o animal é o cachorro.
No lugar onde você vive é utilizado algum calendário diferente dos apresentados?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
23/09/2025 16:14
OBJETIVOS DE
• Descrever as características das plantas e relacioná-las ao ambiente em que elas vivem.
• Identificar as principais partes de uma planta e a função desempenhada por cada uma delas.
• Reconhecer o uso de plantas na produção de brinquedos e artesanatos.
• Identificar a importância cultural e social da produção artesanal.
• Identificar e desenhar plantas presentes na comunidade onde vive.
• Conhecer o ciclo vital das plantas.
• Aprender sobre a fotossíntese e reconhecer sua importância para as plantas.
• Investigar a importância da água e da luz para os vegetais.
• Reconhecer as relações entre as plantas e os demais seres vivos.
BNCC
HABILIDADES
(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.
(EF02CI05) Investigar a importância da água e da luz para a manutenção da vida de plantas em geral.
(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.
(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.
capítulo AS PLANTAS 2
As plantas são usadas para muitas coisas. Observe os exemplos a seguir.
Na alimentação, podemos usar diversos tipos de hortaliças para fazer uma salada.
Na confecção de roupas de algodão.
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.
(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.
Troncos e galhos de árvores podem ser usados para fazer a fogueira, que é uma fonte calor.
Diferentes tipos de plantas foram escolhidos para formar esse jardim projetado por paisagismo.
Paisagismo: jeito de arrumar jardins e quintais, juntando plantas, pedras, vasos e outros objetos para embelezar um lugar.
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).
(EF02HI08) Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes.
(EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, seus significados, suas especificidades e importância.
Casa no município de Cavalcante, no estado de Goiás, em 2024.
Na construção de casas, como a de pau a pique, que tem o telhado feito com folhas de palmeira.
Usina de produção de etanol no município de Sebastianópolis do Sul, no estado de São Paulo, em 2024.
1
Na produção de combustíveis como o etanol, são usadas plantas como cana-de-açúcar e milho.
Desenhe uma planta que você conhece.
Produção pessoal. O objetivo da atividade é que, a partir da memória, os estudantes desenhem uma planta. Aproveite a atividade para identificar os conhecimentos prévios da turma sobre as partes que formam as plantas.
2
Escreva o nome de uma planta usada na alimentação.
Resposta pessoal. É possível pedir a cada estudante que diga uma planta diferente da dos colegas, aumentando, assim, o repertório da turma a respeito de alimentos de origem vegetal.
169
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Trabalho.
• Diversidade cultural.
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
ENCAMINHAMENTO
20/09/2025 21:48
Introduza o tema relacionado ao estudo das plantas, questionando os estudantes se costumam observar a presença de plantas no cotidiano deles e o que sabem sobre esses seres vivos. Esse momento inicial permite levantar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o tema, os quais poderão ser retomados ao longo do estudo do capítulo.
Ao abordar o uso das plantas pelos seres humanos, é imprescindível conversar acerca do impacto da exploração excessiva desse
recurso natural. Explique que os recursos naturais são elementos que fazem parte da natureza e são utilizados pelos seres humanos, como as plantas, a água e o solo. Apresente o conteúdo disponível na dupla de páginas, começando pela observação das fotografias e pela descrição dos diversos usos das plantas apresentados. Permita aos estudantes que compartilhem oralmente aquilo que observam, as dúvidas que possam ter e outros usos das plantas que não foram mencionados. Os estudantes poderão citar, por exemplo, que plantas podem servir como tempero ou ser usadas para o preparo de chás e medicamentos, como o boldo, a camomila e a erva-doce. Converse com a turma sobre a importância dos vegetais na produção de medicamentos, já que muitos princípios ativos dos remédios provêm deles. Comente que, atualmente, diversas empresas pesquisam a cultura, a indígena e a de outras populações tradicionais a fim de descobrir novas plantas e suas propriedades no tratamento e na cura de doenças. Os saberes populares e indígenas são passados de geração em geração. Com o desaparecimento de diversos povos indígenas, esses saberes podem ser completamente perdidos.
Destaque que, por trás do uso das plantas, existem formas de trabalho humano, como na agricultura, na construção de casas de pau a pique, no paisagismo, na produção de roupas e na confecção de alimentos. Comente também que cada forma de uso das plantas gera impactos ambientais, como a retirada de madeira para construção e outros usos, o cultivo em larga escala de cana-de-açúcar e do milho para combustível e até a alteração da paisagem pelo paisagismo.
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla de páginas, são apresentadas as plantas e suas características mais evidentes, partindo daquilo que os estudantes podem observar – o corpo do vegetal. É importante evidenciar que, assim como os animais, as plantas são seres vivos. A evidência mais forte de que as plantas estão vivas é a própria morte delas. Uma planta, se não receber água, luz ou outra substância da qual necessita, definha e morre. A importância da luz e da água para os vegetais será trabalhada de modo mais efetivo na seção Cientista mirim na página 184.
Explique aos estudantes que as plantas não se alimentam como os animais, mas produzem o próprio alimento por meio de componentes que retiram do ar e da água. Sempre que possível, associe as características das plantas ao ambiente em que cada uma delas vive. Explique que, assim como os animais e outros seres vivos, as plantas são adaptadas ao ambiente onde vivem. Por exemplo, um cacto, adaptado a viver em lugares quentes e com poucas chuvas, não sobrevive se for levado a um local frio e com chuvas intensas. Ao passo que uma samambaia, planta adaptada a viver em lugares sombreados e úmidos, morreria se fosse colocada em um lugar com sol pleno e seco. Essa abordagem favorece o desenvolvimento da habilidade EF02CI04.
Explore com os estudantes o esquema que mostra as principais partes do corpo vegetal. Ressalte que nem sempre vemos todas essas partes em uma planta. Isso depende do tipo de planta e da etapa do seu ciclo de vida. Esse assunto permite dar início ao desenvolvimento da habilidade EF02CI06
CARACTERÍSTICAS DAS PLANTAS
As plantas também são chamadas de vegetais. Como todos os seres vivos, elas precisam de alimento e água. Elas podem viver em diferentes ambientes.
Existem plantas aquáticas, isto é, que vivem na água, e plantas terrestres, que vivem em terra firme.
Algumas plantas são adaptadas a viver em ambientes onde chove bastante. Outras são adaptadas a viver em ambientes com pouca chuva.
Um ser vivo está adaptado a um ambiente quando sobrevive e se reproduz nesse ambiente.
A palma é uma planta que vive em ambientes quentes e com pouca chuva.
O aguapé é uma planta aquática que vive em rios ou lagos.
Aguapés no município de Andaraí, no estado da Bahia, em 2023.
Palmas no município de Buíque, no estado de Pernambuco, em 2018.
ATIVIDADES
A araucária vive em ambientes onde faz muito frio.
Araucárias no município de Bom Jardim da Serra, no estado de Santa Catarina, em 2022.
O corpo da maioria das plantas é formado por cinco partes principais, como mostra esta imagem.
Esquema das partes principais de uma planta
Folhas: participam da respiração e da produção de alimento pela planta.
Raízes: absorvem água e nutrientes do solo. Nas plantas de ambiente terrestre, as raízes ajudam a fixar o vegetal no solo.
Flores: participam da reprodução da planta. Das flores surgem os frutos e as sementes.
Frutos: envolvem e protegem as sementes da planta. Em algumas plantas, os frutos são comestíveis, como as laranjas.
Caule: sustenta a planta e faz a ligação entre as raízes e as outras partes da planta.
Nutriente: componente importante para o desenvolvimento dos seres vivos.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• CANN, Helen; SINGH, Rina; STAHEL, Monica. Uma floresta de histórias: contos de árvores mágicas do mundo todo. São Paulo: Martins Fontes, 2008. O livro apresenta sete contos inspirados no folclore de sete povos, nos quais a árvore, dotada de poderes mágicos, é a personagem central.
Leve os estudantes ao pátio ou jardim da escola, se houver, e escolha com eles uma planta para observação. Nesta atividade, são requisitadas as habilidades de observação e registro atenciosos. Distribua uma folha de papel sulfite e um lápis a cada um e peça que desenhem a planta que estão observando. Mostre aos estudantes a importância da observação atenta aos detalhes para realizar o registro.
Explique que muitos fenômenos e processos são mais facilmente compreendidos quando são representados por meio de desenhos. Solicite aos estudantes que identifiquem e escrevam os nomes das partes do vegetal que desenharam. Dessa forma, essa atividade também permite desenvolver a produção de escrita.
Para os estudantes, pode ser difícil perceber que as plantas estão vivas, já que elas não se locomovem como a maioria dos animais. Porém, as plantas nascem, crescem, se reproduzem e, depois de certo tempo, morrem. Ressalte esse ciclo durante o passeio, especialmente se observarem vegetais mortos. Aproveite para destacar a importância de cuidar dos vegetais e respeitá-los, como seres vivos que são.
Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.
ENCAMINHAMENTO
Pergunte aos estudantes se eles conhecem o nome de alguma planta. Permita que conversem livremente por alguns minutos e incentive a troca de ideias entre eles. O objetivo não é que eles conheçam as espécies de vegetais, mas sim demonstrem que existe uma diversidade de plantas, desde plantas minúsculas, que flutuam na superfície da água e medem poucos milímetros, até árvores com muitos metros de altura. Se possível, mostre imagens de diferentes plantas para que eles conheçam parte dessa diversidade.
Uma sugestão é plantar algumas sementes e permitir aos estudantes que acompanhem o desenvolvimento da planta. Girassóis e feijões costumam ser boas opções para trabalhar com a turma, pois têm cultivo relativamente fácil e desenvolvimento rápido.
Ao abordar os cactos, retome a ideia de que as plantas costumam ser adaptadas ao ambiente em que vivem. Explique que nos cactos, as folhas são modificadas em espinhos. Os espinhos são considerados uma adaptação desse tipo de planta a ambientes quentes e secos. A origem evolutiva dessas estruturas implicou a perda de uma grande superfície (como o limbo foliar), diminuindo, com isso, a perda de água por evapotranspiração.
As plantas são diferentes
As plantas têm tamanhos, formas e cores bem variadas. Nem sempre é possível observar todas as partes representadas na ilustração anterior no corpo de uma planta. Isso depende do tipo de planta e da época do ano.
Samambaias, por exemplo, são plantas sem flores e sem frutos, e vivem em locais sombreados e úmidos.
Nas primeiras semanas de vida, o tomateiro não tem flores nem frutos.
Além disso, cada parte pode variar de uma planta para outra. O caule, por exemplo, pode ser grosso e com galhos, como na araucária, ou fino e flexível, como no tomateiro.
Observe o exemplo do cacto: em vez de folhas largas, ele tem espinhos. O cacto vive em locais quentes e com pouca chuva.
Os espinhos do cacto são, na verdade, folhas modificadas.
Samambaia.
folhas (espinhos) caule
Acompanhe a leitura do professor. Depois, faça o que se pede.
O açaizeiro é uma palmeira que se desenvolve bem em ambientes quentes e úmidos. Seus frutos alimentam vários animais, como tucanos e papagaios. Suas flores alimentam abelhas e outros insetos.
a) Sublinhe no texto o tipo de ambiente onde o açaizeiro vive.
b) Que partes do açaizeiro alimentam vários animais? Pinte as respostas corretas.
Folhas Raiz Frutos Caule Flores
Agora, ouça a leitura do professor sobre o aguapé.
O aguapé é uma planta brasileira. Ela pode ser encontrada em rios e lagos de regiões de clima quente. É uma planta flutuante, e suas folhas e flores ficam acima da água. Suas raízes ficam submersas e podem ser abrigo para peixes, insetos e outros animais aquáticos.
a) Sublinhe no texto o tipo de ambiente onde o aguapé vive.
b) Que parte do aguapé pode ser abrigo para animais aquáticos? Pinte a resposta correta.
Submerso: debaixo da água.
Folhas Raiz Caule Flores
Pesquise na internet, em livros ou revistas imagens de açaizeiros e de aguapés. Reproduza as imagens no caderno, identificando cada planta.
ATENÇ ÃO
O acesso à internet deve ser supervisionado por um adulto.
Incentive os estudantes a observar as características de cada uma das plantas e a comparar com o que foi mencionado nas atividades anteriores.
173
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• LU, Xu. A menina que amava as plantas. Ilustrações: Alice Coppini. São Paulo: Cai cai, 2021.
O livro conta a história da pequena Tu Youyou, uma menina curiosa que se tornou uma grande cientista. Tu Youyou estudou no laboratório as plantas que tanto admirava e, com sua pesquisa científica e sua paixão pelas plantas, salvou a vida de muitas pessoas.
ATIVIDADES
O conteúdo apresentado pode ser ampliado por meio de um projeto de horta ou jardim, à medida que o conhecimento e o interesse pelo tema aumentem. Vale sempre ressaltar que o envolvimento com o objeto de estudo é importante para estimular atitudes de respeito, conservação e preservação da flora.
24/09/2025 10:24
ENCAMINHAMENTO
As brincadeiras dizem muito sobre o lugar onde se vive, assim como sobre a relação entre as pessoas e, também, com o lugar. Com a expansão do modo de vida urbano, a infância de muitas crianças foi privada do brincar ao ar livre e do contato com a natureza, especialmente nas grandes cidades.
Dada a importância do brincar ao ar livre para o desenvolvimento infantil, nos aspectos cognitivo, motor, sensorial, físico, entre outros, é importante valorizar e resgatar essa prática. Com esse objetivo, é interessante haver projetos e atividades na escola que incluam brincadeiras e passeios em áreas verdes, parques, praias ou outros lugares que permitam um contato mais próximo com o solo, as plantas, os animais. Essas atividades podem envolver os estudantes, seus pais ou responsáveis, bem como demais membros da comunidade.
Considerando esses aspectos, explora-se nestas páginas o uso de plantas na confecção de brinquedos, mobilizando a habilidade EF02GE04
Introduza o tema realizando a leitura do primeiro parágrafo da página 174 e questionando os estudantes sobre se eles utilizam materiais disponíveis na natureza para confeccionar brinquedos. As respostas podem variar bastante, de acordo com a realidade de cada estudante. Valorize as experiências compartilhadas pela turma.
PLANTAS NAS BRINCADEIRAS
Muitas crianças fazem brinquedos com o que encontram nos quintais e perto de casa. Esses brinquedos, muitas vezes, podem ser feitos com plantas que estão disponíveis na paisagem.
Leia os textos e observe as imagens.
Quando tem milharal por perto, podem ser usados a espiga, os grãos, as folhas, o sabugo e tudo o que a imaginação permitir para fazer bonecas e bonecos.
Existem palmeiras de muitos tipos. Em geral, as crianças gostam das palmeiras que soltam a capemba, uma folha larga e dura. Elas usam as capembas para escorregar morro abaixo com “carrinhos” feitos de folhas.
Depois, trabalhe a leitura das fotografias que representam as plantas, suas partes e os brinquedos fabricados com base nelas: uma boneca de espiga de milho, um “helicóptero” de folhas de mangueira e um “brinquedo para escorregar” feito com folha de palmeira. Questione os estudantes se já viram esses tipos de brinquedos e se conhecem outros brinquedos feitos com itens retirados da natureza.
REPRODUçãO/DEKORáSIA
Quais plantas foram usadas para fazer brinquedos nesses exemplos?
As plantas que as crianças usaram para produzir brinquedos foram o milho, a palmeira e a mangueira.
Ligue o nome do brinquedo ou da brincadeira à planta usada.
Boneca Mangueira
Helicóptero Milho
Brincar de escorregar Palmeira
Você já usou parte de alguma planta para construir algum brinquedo? Conte aos colegas e ao professor como foi essa experiência.
A depender da realidade da turma, pode ser que nenhum estudante tenha tido a experiência de construir brinquedos com partes de plantas de forma direta. Nesse caso, estenda a questão para outros itens, ainda que industrializados, como caixas de papelão, papel, palitos de sorvete e outros materiais reaproveitados.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
Folhas menores e mais leves também podem virar brinquedo. Um desses brinquedos é o helicóptero de folha, que pode ser feito de uma folha alongada, como a de uma mangueira. 175
• ROMEU, G. Terra de cabinha: pequeno inventário da vida de meninos e meninas do sertão. São Paulo: Peirópolis, 2016. A autora percorreu o Cariri e coletou informações sobre brinquedos, brincadeiras e muitos outros elementos relacionados às crianças nas áreas rurais daquela região.
• MATUOKA, Ingrid. Como o brincar com a natureza estimula o desenvolvimen-
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to da criança. Centro de Referência em Educação Integral, c2025. Disponível em: https://educacaointegral.org.br/ metodologias/como-o-brincar-naturezaestimula-desenvolvimento-criancas/. Acesso em: 22 ago. 2025. De forma breve, com base nas pesquisas de Gandhy Piorski, o texto explica como a relação das crianças com elementos da natureza contribui para o seu desenvolvimento.
Ao encaminhar a atividade 3, considere a realidade da turma. Caso os estudantes vivam em um ambiente predominantemente urbano, é provável que não costumem utilizar plantas para confeccionar brinquedos. Nesse caso, explore outros tipos de itens que possam ser reaproveitados, reforçando os aspectos apontados anteriormente no material sobre a conservação ambiental.
ENCAMINHAMENTO
Esta dupla de páginas desenvolve temas ligados aos TCTs Trabalho, Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras. Leia o título do texto da página 176 com os estudantes e peça que levantem hipóteses sobre o tema que será tratado nesta e na próxima página. Permita que compartilhem suas ideias livremente com os colegas. Após ouvi-los, explique que muitas plantas são utilizadas como matéria-prima para a confecção de objetos de artesanato, entendendo por matéria-prima todo material de origem natural usado na produção de algo. Explique também que, nesse contexto, artesanato pode ser compreendido como objetos produzidos manualmente, sem passar por processos industriais.
Em relação ao capim-dourado, esclareça que se trata de uma planta típica do Cerrado brasileiro e que, para transformá-la em objetos, os artesãos costuram suas hastes com a fibra da palmeira buriti.
Em seguida, destaque a importância da transmissão de saberes entre gerações, relacionando isso ao aprendizado de famílias da comunidade de Mumbuca, o que se relaciona com aspectos da habilidade EF02HI08, ligada à preservação de histórias e tradições familiares e comunitárias. Valorize também o papel social fundamental que essas mulheres artesãs desempenham na comunidade, aspecto relacionado à habilidade EF02HI02.
PLANTAS NO ARTESANATO
Muitas plantas têm fibras que são usadas pelos seres humanos para produzir artesanato.
Mulheres da comunidade quilombola de Mumbuca, localizada no estado do Tocantins, utilizam a planta capim dourado em produções de artesanato. Elas cortam os caules finos do capim dourado, põem para secar ao Sol e depois usam a planta para fazer pulseiras, colares, bolsas, cestos, chapéus e enfeites. Tudo o que elas fazem é vendido, e com isso conseguem cuidar de suas famílias.
Objetos feitos com capim dourado na comunidade quilombola de Mumbuca, no Parque Estadual do Jalapão, no município de Mateiros, no estado do Tocantins, em 2019.
Fazer objetos com o capim dourado é uma tradição originada do povo indígena xerente, adotada pela comunidade quilombola de Mumbuca. Nessa comunidade, muitas famílias foram formadas por negros e indígenas xerentes, que compartilharam conhecimentos aprendidos com seus antepassados. O modo de fazer artesanato com capim dourado é um desses costumes passados de geração em geração. Atualmente, 12 povoados vivem desse ofício e mantêm vivo o saber de seus antepassados.
Hastes das flores do capim dourado.
1
2
Guilhermina Ribeiro da Silva (1928-2010), conhecida como dona Miúda, aprendeu a fazer objetos com capim dourado com a mãe e ensinou diversas mulheres da comunidade de Mumbuca. Ela foi uma das fundadoras da Associação de Artesãos e Extrativistas do Povoado da Mumbuca.
A associação protege os interesses dos artesãos, organizando a produção, a venda e a divisão do dinheiro ganho com as peças de artesanato.
Elaborado com base em: REALI, Heitor. Entre filos de luz, histórias de artesão de Jalapão. 20 dez. 2016. Disponível em: https://casa.abril.com.br/bem-estar/ entre-filos-de-luz-historias-de-artesao-de-jalapao. Acesso em: 23 jul. 2025.
1. A transmissão de conhecimentos entre gerações permite preservar a memória dos antepassados e manter vivas tradições antigas.
Qual é a importância da transmissão de conhecimentos entre as gerações mencionada no texto?
As fotografias representam etapas da transformação de capim dourado em artesanato. Numere as etapas de 1 a 4 na ordem em que acontecem.
Esta atividade cumpre a função de uma linha do tempo, ajudando os estudantes a organizar em ordem cronológica as diferentes fases de produção e venda do artesanato feito com o capim dourado.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
Converse com os estudantes sobre como o artesanato está ligado à memória e ao pertencimento, já que o modo de fazer aprendido com os antepassados fortalece a identidade cultural das famílias e comunidades, mobilizando aspectos da habilidade EF02HI03. Destaque também a relevância econômica do artesanato para muitas comunidades, que garantem seu sustento por meio dessa prática, abordando conteúdo ligado à habilidade EF02HI10. Explique que, em alguns casos, os artesãos se organizam em associações ou cooperativas, como no exemplo da comunidade de Mumbuca, o que contribui para a valorização do trabalho coletivo e para a preservação desse saber tradicional. Se considerar oportuno, pesquise com os estudantes exemplos de associações ou cooperativas de artesãos na comunidade ou no município em que vivem. A atividade 2 mobiliza a habilidade EF02HI06, ao propor aos estudantes que organizem as etapas da transformação do capim-dourado em artesanato em ordem cronológica (antes, durante e depois). Para complementar, se possível, apresente aos estudantes o vídeo indicado no boxe Conexão, que mostra uma artesã realizando a produção de um item feito de capim dourado.
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• MESTRES da Torre Mariade Lourdes – Sousplat de capim dourado – Episódio 02. Publicado por: Feira da Torre de TV, 2021. 1 vídeo (ca. 6 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ItPT43Mkmws. Acesso em: 22 ago. 2025. Vídeo que mostra uma artesã confeccionando um item feito de capim dourado.
PARA O ESTUDANTE
• NEVES, Antônio. Artesanato com capim dourado agora é manifestação cultural nacional. Agência Brasil, 18 out. 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2024-10/artesanato-com-capimdourado-agora-e-manifestacao-cultural-nacional. Acesso em: 22 ago. 2025. A notícia aborda o reconhecimento do capim dourado enquanto manifestação cultural nacional.
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção Mão na massa, providencie com os estudantes: folhas de papel avulsas, prancheta ou caderno de capa dura para apoiar as folhas, lápis, borracha e lápis de cor.
A proposta envolve atividade de campo – que pode ser realizada dentro da escola ou fora dela. No caso de ser realizada fora da escola, solicite previamente à direção que autorize e organize para que outros adultos da escola acompanhem a turma, auxiliando no cuidado dos estudantes.
Caso haja estudantes em cadeiras de rodas ou com restrição de mobilidade na turma, procure escolher ambientes com acessibilidade.
ENCAMINHAMENTO
Explique aos estudantes que eles farão uma saída para observar as plantas que existem na escola ou na comunidade. Nesse sentido, vale a pena ressaltar que esse passeio não é apenas uma atividade de lazer; ele tem como objetivo observar e desenhar as plantas e os ambientes em que elas vivem.
Forneça orientações sobre como os estudantes devem se comportar durante a atividade, ressaltando cuidados como permanecer perto do grupo, ouvir as orientações do professor e de outros adultos responsáveis que estejam acompanhando a saída, além de seguir quaisquer instruções adicionais que você julgar pertinentes.
Oriente-os ainda a tratar os seres vivos do local visitado com respeito. Eles não devem tocar em animais encontrados, já que podem ser feridos pelos animais ou, ainda, ferir os
MÃO NA MASSA
Plantas na comunidade
Nesta atividade, o professor vai levar você e os colegas para observar as plantas que existem na escola ou na comunidade e os locais onde elas estão. Sigam as etapas.
Material
• 2 folhas avulsas
• prancheta ou caderno de capa dura para apoiar as folhas avulsas
• lápis
• borracha
• lápis de cor
Etapa 1: Passeio na escola ou na comunidade
O professor vai organizar um passeio com a turma. Levem as folhas avulsas, a prancheta, o lápis e a borracha.
Com um colega, escolham uma planta e observem as características dela, o local onde ela se encontra e o que tem perto dela.
Nas folhas avulsas, façam anotações e desenhos da planta e do que tem perto dela. Observem, por exemplo, o tamanho, a cor da planta e quais partes da planta são visíveis. Observem também se a planta está no solo, na água, sobre uma pedra ou no corpo de outra planta, se está próxima a construções ou em um local mais aberto, como no jardim de uma praça.
animais. Eles também não devem arrancar nem ingerir partes das plantas e devem evitar tocá-las, uma vez que algumas plantas apresentam substâncias tóxicas ou irritantes.
A etapa 1 – o passeio pela escola ou na comunidade – corresponde a um trabalho de campo, ou seja, a etapa de uma pesquisa que é feita para coletar informações in loco. Ao escolher uma planta, é preciso fazer uma observação atenta, prestando atenção nas partes do vegetal e no ambiente em que ele se desenvolve.
Avalie a possibilidade de fotografar os vegetais escolhidos pela turma e anexar as fotografias aos desenhos feitos pelos estudantes. Essa atividade permite o desenvolvimento das habilidades EF02CI04 e EF02CI06.
O desenho desempenha um papel importante no trabalho das habilidades de ciências mencionadas acima, pois, durante o processo de desenho, os estudantes podem desenvolver a capacidade de observação e de representação dos elementos da paisagem dos seus lugares de vivência, o que contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02GE08.
Etapa 2: Características da planta e do local onde ela está
Depois do passeio, compare seu desenho com o desenho feito pelo colega de sua dupla.
• Há algo que seu colega desenhou e você esqueceu? Se achar necessário, complete o desenho feito durante o passeio.
Resposta pessoal. 2
3
Marque um nas partes dessa planta que aparecem no seu desenho.
Resposta pessoal.
Raiz Caule Folhas
Flores
Frutos
Resposta pessoal. 4
Essa planta é: terrestre. aquática.
Etapa 3: Troca de ideias
b) Ouçam a descrição da planta da outra dupla e comparem com as características da planta que vocês observaram. Depois, em uma folha avulsa, escrevam um pequeno texto sobre as semelhanças e as diferenças encontradas entre as plantas de vocês. 1
4. a) Resposta pessoal. É provável que alguns estudantes tenham dificuldade em definir o tamanho da planta. Eles podem usar as mãos para indicar o tamanho. Outra sugestão é usar um objeto como parâmetro, por exemplo, uma régua. Assim, os estudantes podem dizer se a planta é maior ou menor que a régua.
Com o mesmo colega, mostrem seus desenhos para outra dupla e façam o que se pede.
a) Descrevam o que vocês desenharam dizendo:
• qual é a cor da planta;
• de que tamanho é a planta;
• como é o local onde ela está;
• se há flores nessa planta;
• se há frutos nessa planta;
• o que tem perto da planta.
4. b) É esperado que os estudantes estabeleçam semelhanças e diferenças entre as plantas, comparando o tamanho, as partes da planta que observaram, o formato, a cor, o local em que elas estavam, entre outras características. 179
Na etapa 2, os estudantes vão analisar os desenhos feitos em duplas. Esse é o momento de complementarem os desenhos, caso seja necessário. Se houver fotografias dos vegetais, permita que os estudantes observem as imagens e avaliem os desenhos feitos. Além de citarem as partes do vegetal que aparecem no desenho, os estudantes devem registrar informações sobre o ambiente onde a planta estava, indicando, se possível, se há outras plantas, se há incidência de mais sombra ou mais luz, se essas plantas fazem parte de um canteiro ou jardim, se elas estão em uma plantação ou em uma área de floresta, entre outros elementos do entorno. Os estudantes podem, inclusive, desenhar o local onde a planta se encontrava e os elementos identificados ao seu redor.
Caso haja estudantes cegos ou com baixa visão na turma, é possível propor que eles toquem as plantas, sentindo as texturas e as formas delas, para depois realizarem um desenho. Porém, para isso, é preciso identificar a planta e verificar se ela não apresenta substâncias que podem ser tóxicas ou irritantes para a pele ou, ainda, estruturas como espinhos, que podem machucar os estudantes. Também podem ser feitos decalques de folhas de plantas como atividade complementar. Embora essas páginas estejam centradas na observação de plantas, é possível estabe-
lecer uma relação pontual com a habilidade EF02HI10. Ao registrar e comparar as plantas da escola ou da comunidade, o professor pode incentivar os estudantes a perceberem como a ação humana interfere no ambiente, seja por meio do plantio em jardins, da poda, da construção de calçadas ao redor das árvores ou até mesmo da presença de lixo e poluição. Essa reflexão ajuda os estudantes a compreenderem que os seres humanos estão em constante interação com a natureza e que as ações humanas podem ter impactos positivos ou negativos no ambiente.
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Na etapa 3, os estudantes vão compartilhar informações entre as duplas. Incentive a troca de ideias e de vivências entre eles. Ajude os estudantes caso tenham dificuldade em descrever o tamanho do vegetal observado. Eles podem, por exemplo, usar objetos conhecidos para fazer comparações, dizendo se o vegetal tinha tamanho semelhante, se era menor ou maior que o objeto escolhido. Aqui, ao chamar a atenção dos estudantes para o tamanho dos vegetais, vamos introduzindo a noção de escala. Pergunte para eles se a planta que eles desenharam é maior ou menor do que a folha de papel, e o que precisaram fazer para que ela fosse representada em sua totalidade na folha. Eles poderão responder que precisaram reduzir o tamanho da planta – caso ela seja maior que a folha – ou que precisaram aumentá-la, caso seja muito pequena.
ENCAMINHAMENTO
Antes de iniciar o conteúdo desta dupla de páginas, pergunte aos estudantes quem já viu uma semente germinando. Permita que eles compartilhem suas experiências com os colegas. Como sugestão, é possível plantar algumas sementes com os estudantes para que eles acompanhem o desenvolvimento do vegetal (veja sugestão no +Atividades
Comente que nem toda planta nasce de sementes, algumas são provenientes de esporos, e há também a reprodução vegetal por estaquia ou brotamento. Nesse momento, optamos por não abordar outras formas reprodutivas, focando nas situações mais facilmente observáveis pelos estudantes dessa faixa etária.
Ao explorar as imagens do ciclo de vida do abacateiro, pergunte sobre as mudanças que acontecem com a planta ao longo do seu desenvolvimento: o crescimento, o surgimento de novas estruturas (folhas, flores ou frutos, quando for o caso). Ressalte que no esquema não foi representada a morte do vegetal, mas a morte faz parte do ciclo vital, e as plantas, assim como os animais, também morrem. Se não receberem os cuidados adequados, os vegetais podem morrer antes mesmo do seu tempo estimado de vida. Se julgar oportuno, como curiosidade, é possível citar o tempo de vida de algumas árvores. O abacateiro, por exemplo, pode viver mais de 30 anos. A araucária vive cerca de 500 anos ou mais. Algumas sequoias, árvores encontradas na Califórnia (Estados Unidos), têm mais de 4 000 anos.
O CICLO VITAL DAS PLANTAS
As plantas, como todo ser vivo, nascem, crescem, podem se reproduzir e morrem. O conjunto desses acontecimentos é chamado ciclo vital
A maioria das plantas nasce de uma semente. Mas há plantas que não formam sementes e têm ciclos vitais bem diferentes.
Observe o ciclo vital de um abacateiro.
Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.
Abacate e sua semente.
Semente de abacate germinando.
Abacateiro adulto.
Muda de abacateiro crescendo.
Forme dupla com um colega.
1. b) Espera-se que os estudantes respondam que as imagens mostram o ciclo vital de um abacateiro. Na imagem 1, é possível observar um fruto com semente em seu interior. Na imagem 2, é possível ver a semente germinando. Na imagem 3, há uma muda, ou seja, uma planta ainda jovem. Na imagem 4, há uma árvore já formada.
a) Leia as legendas que descrevem o que é mostrado cada uma das imagens da página anterior.
b) Descreva para o colega o que você observa em cada uma dessas imagens. Depois, ouça a descrição feita por ele.
De acordo com o que você observou, como nasce um abacateiro? Marque um na resposta correta.
Nasce de uma semente.
Nasce de uma folha.
Escreva números de 1 a 4 para ordenar as etapas da vida de um pé de feijão, começando pela semente.
FIQUE LIGADO
Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.
• MEDEIROS, Maria Augusta de. O riso da melancia. São Paulo: FTD, 2020. Poemas em cordel, tendo diversas frutas e árvores frutíferas como tema.
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ATIVIDADES
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Plantar e acompanhar o desenvolvimento de uma planta ao longo do ano também é uma atividade recomendada, como a que sugerimos a seguir. Ela pode fazer parte de um projeto para feira ou semana de Ciências.
Plantando girassóis
Forneça aos estudantes sementes de girassol, vasos para o plantio, pedras, terra para jardim, regador e água. Os vasos podem ser
feitos do reaproveitamento de garrafas PET. Para isso, basta cortá-las ao meio, transversalmente e cobrir as bordas cortadas com fita adesiva para que possíveis rebarbas não cortem a pele dos estudantes. Para escoar a água, é preciso fazer pequenos furos com um prego no fundo do vaso de garrafa.
Explique a eles que é necessário colocar pedras no fundo do vaso para ajudar a drenar o excesso de água. Sobre as pedras, peça que adicionem terra de jardim até quase a borda. Depois, oriente-os a fazer, com o auxílio de um palito de sorvete, três pequenos buracos na terra e a introduzir em cada buraquinho uma semente de girassol, cobrindo-as com um pouco mais de terra. Instrua-os a regar a terra o suficiente para deixá-la úmida, mas sem encharcá-la.
Os vasos devem ser colocados em um local bastante iluminado e regados todos os dias se o tempo estiver seco ou, se estiver úmido, regar um dia sim, outro não.
Ao acompanhar a germinação e o crescimento da planta de girassol, os estudantes poderão vivenciar processos típicos dos seres vivos, compreendendo que os vegetais também apresentam um ciclo vital. Quando as plantas produzirem inflorescências (conjuntos de flores reunidas na mesma estrutura), peça aos estudantes que observem para qual direção elas estão voltadas no período da manhã e que repitam o procedimento à tarde.
Se o plantio dos girassóis for realizado, forneça as garrafas já cortadas e com furos, evitando que os estudantes se machuquem ao manusear objetos pontiagudos ou cortantes.
ENCAMINHAMENTO
O estudo dos vegetais oferece diversas oportunidades para o trabalho com as habilidades de investigação. A ciência busca explicações para os fenômenos da natureza, e os cientistas agem como detetives em busca de provas e evidências que ajudem a comprovar uma hipótese. As hipóteses se apoiam em informações que já existem sobre o assunto. De acordo com o pensamento científico, todas as ideias e hipóteses são valiosas, mesmo que se perceba, mais tarde, que elas não são corretas. Além disso, as hipóteses levam os cientistas a propor maneiras de investigação que, muitas vezes, geram novas perguntas. Inicie o assunto com uma conversa com a turma por meio da pergunta: vocês já viram uma planta se alimentando? Aproveite para orientar os estudantes sobre como se expressar oralmente: falar de forma pausada, respeitar a fala do colega e escutá-lo com atenção. Anote na lousa as hipóteses da turma sobre como os vegetais se alimentam antes de prosseguir com a leitura do texto. É possível que alguns estudantes pensem que as plantas comem terra, se alimentam apenas de água, comem pequenos animais etc. Outros estudantes podem dizer que as plantas são capazes de produzir o próprio alimento. O interessante, nesse momento, é a discussão e o levantamento de hipóteses, preparando a turma para a explicação a seguir.
Nesse momento do ensino, optamos por não considerar as plantas parasitas, que não fazem fotossíntese e retiram seu alimento diretamente de outras plantas.
A fotossíntese ocorre na presença de luz, que é captada pela planta através da clorofila, pigmento presente nos cloroplastos, estruturas encontradas em maior quantidade nas folhas do vegetal.
A FOTOSSÍNTESE
Como qualquer ser vivo, as plantas precisam de alimento. Você já viu uma planta se alimentando?
As plantas se alimentam de uma maneira diferente dos animais. Elas produzem o próprio alimento por um processo chamado fotossíntese, que quer dizer “produção usando a luz”.
Na fotossíntese, as plantas utilizam:
• gás carbônico, que as plantas terrestres retiram do ar e as plantas aquáticas retiram da água;
• água, que as raízes da planta absorvem do solo;
• e luz, obtida principalmente do Sol.
Nesse processo, elas produzem:
• alimento;
• gás oxigênio, que é liberado para o ambiente.
Não é possível ver uma planta produzindo o alimento, mas podemos perceber que ela cresce e se desenvolve.
Esse assunto permite o desenvolvimento da habilidade EF02CI05.
Após a explicação sobre a fotossíntese, comente que a produção de gás oxigênio pelos vegetais é mais um exemplo da importância das plantas para os demais seres vivos, pois o gás oxigênio é fundamental para a respiração da maioria dos seres do planeta, inclusive dos próprios vegetais. Comente que uma parte do gás oxigênio produzida durante a fotossíntese é utilizada na respiração da própria planta e outra parte é liberada no ambiente, podendo ser utilizada por outros seres vivos.
Esquema ilustrativo.
Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.
Observe o ambiente mostrado na fotografia.
Gruta do Maquiné, no município de Cordisburgo, no estado de Minas Gerais, em 2024.
• Você acha que uma planta sobreviveria no interior de uma caverna? Explique sua resposta.
Espera-se que os estudantes respondam que a planta não sobreviveria no interior de uma caverna, pois nesse lugar não há luz, e os vegetais precisam da luz para produzir alimento.
Observe as fotografias a seguir e responda.
Paisagem da Caatinga no município de Coronel José Dias, no estado do Piauí, em 2024.
de Mata Atlântica, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2022.
a) Em qual ambiente existem mais plantas: o da fotografia A ou o da fotografia B?
O ambiente da fotografia B
b) Por que você acha que nesse ambiente existem mais plantas? Explique para um colega e ouça a explicação dele. Espera-se que os estudantes percebam que, em um ambiente com pouca ou nenhuma água (deserto), as plantas não se desenvolvem ou se desenvolvem menos em comparação a uma floresta.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• BRANCO, S. M. Florinha e a fotossíntese. São Paulo: Moderna, 2011. Uma menina curiosa, chamada Florinha, vai desvendar vários mistérios sobre o mundo das plantas, conversando com uma folha de primavera.
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Na atividade 1, certifique-se de que os estudantes compreenderam a importância da luz para a manutenção da vida do vegetal.
Na atividade 2, verifique se os estudantes reconhecem a importância da água para o desenvolvimento dos vegetais.
TEXTO COMPLEMENTAR
Fotossíntese: uma perspectiva histórica
A importância da fotossíntese não era reconhecida até relativamente pouco tempo. Aristóteles e outros filósofos gregos, observando que os processos vitais dos animais eram dependentes dos alimentos que eles ingeriam, pensavam que as plantas retiravam todo o seu alimento do solo.
Há mais de 350 anos, em um dos primeiros experimentos biológicos cuidadosamente planejados e reportados, o médico belga Jan Baptista van Helmont (1577-1644) ofereceu a primeira evidência experimental de que o solo sozinho não nutria a planta. Ele cultivou uma pequena árvore de salgueiro em um pote de cerâmica, adicionando apenas água ao recipiente. Ao final de 5 anos, o salgueiro tinha aumentado em peso cerca de 74,4 quilogramas, enquanto o solo tinha diminuído em peso cerca de 57 gramas. Com base nesses resultados, van Helmont concluiu que todas as substâncias da planta foram produzidas a partir da água e nenhuma a partir do solo! [...]
RAVEN, Peter H.; EVERT, Ray F.; EICHHORN, Susan E. Biologia vegetal. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. p. 261.
Área
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção Cientista mirim, providencie com os estudantes: vasos iguais com o mesmo tipo de planta (4 por grupo de estudantes); um armário; 4 etiquetas adesivas (4 por grupo de estudantes); caneta e água.
ENCAMINHAMENTO
A fisiologia vegetal, exemplificada pelo processo fotossintético, é um tema bastante complexo, porém necessário para que os estudantes reconheçam as plantas como seres vivos. A compreensão desse processo depende de conhecimentos extremamente sofisticados, que não estão ao alcance dos estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental. É suficiente que saibam, por ora, que os vegetais são capazes de produzir seu alimento e, para isso, necessitam de luz e água. Dessa forma, eles começam a compreender a importância dos vegetais como seres produtores na cadeia alimentar (que será estudada em anos posteriores).
Na pergunta inicial, verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na etapa de conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses.
É importante que os estudantes combinem e coloquem a mesma quantidade de água nos vasos. Por exemplo, estabeleçam que cada vaso vai receber meio copo de água. Assim, a quantidade de água não vai ser uma variável a ser considerada no experimento.
O grupo também deve compartilhar os resultados do experimento feito por cada dupla para que todos os membros compreendam o experimento como um todo. A sugestão de trabalharem em
CIENTISTA MIRIM
A luz, a água e as plantas
As plantas precisam de água e luz para realizar fotossíntese.
Pergunta inicial
Ouça atentamente as hipóteses levantadas pelos estudantes.
O que acontece quando uma planta fica sem água por vários dias? E quando uma planta fica sem luz por vários dias?
Com os colegas, conversem sobre essas perguntas e escrevam suas respostas no caderno. Agora, vamos investigar.
Material
• 4 vasos iguais com o mesmo tipo de planta
• armário
Procedimento
• 4 etiquetas adesivas
• caneta
• água
Não usar vasos com cactos.
1 Forme grupo com mais três colegas. Vocês vão trabalhar em duas duplas: a dupla A vai investigar a importância da luz para as plantas, e a dupla B , a importância da água.
2 Escrevam na primeira etiqueta adesiva a palavra LUZ e, na segunda, a palavra ESCURO. Na terceira etiqueta, escrevam COM ÁGUA e, na última, SEM ÁGUA.
3 Colem uma etiqueta em cada vaso.
4 A dupla A ficará responsável pelos vasos LUZ e ESCURO. A dupla B, pelos vasos COM ÁGUA e SEM ÁGUA.
5 A dupla A deve deixar o vaso LUZ próximo a uma janela, de modo que receba luz solar. O vaso ESCURO deve ser colocado dentro de um armário. O armário deve permanecer fechado e apenas ser aberto durante a rega da planta.
184
duplas foi feita para otimizar o estudo da fisiologia vegetal. No entanto, é possível investigar a importância desses dois fatores para os vegetais separadamente. Assim, caso julgue mais adequado, proponha a análise inicialmente da importância da água para o vegetal, trabalhando com apenas dois vasos (COM ÁGUA e SEM ÁGUA). E em outro momento, solicite que analisem a importância da luz para a planta, utilizando outros dois vasos (LUZ e ESCURO).
Os estudantes podem filmar ou fotografar a execução da atividade, divulgar os resultados e compartilhar a conclusão do experimento.
DICA
6 A dupla B deve colocar os vasos com as etiquetas COM ÁGUA e SEM ÁGUA ao lado do vaso com a etiqueta LUZ.
ATENÇ ÃO
Os vasos devem ser observados diariamente. O vaso com a etiqueta SEM áGUA não deve ser regado nenhuma vez. Os outros vasos devem regados.
Representação dos estudantes realizando a atividade.
7 No primeiro dia, desenhem no caderno os dois vasos da sua dupla. Prestem atenção na cor e na aparência das folhas.
8 Observem as plantas durante duas semanas. Escrevam a data da observação e façam anotações sobre diferenças observadas nas plantas.
9 Após duas semanas, façam no caderno desenhos de como as plantas de sua dupla ficaram.
Conclusão
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes confrontem as hipóteses iniciais com os resultados e concluam se a previsão inicial se confirmou. Neste caso, a conclusão esperada é a de que o desenvolvimento de uma planta é prejudicado se ela ficar sem água ou sem luz.
Esse experimento ajudou a comprovar que a luz:
é importante para o desenvolvimento da planta.
não influencia o desenvolvimento da planta.
Esse experimento ajudou a comprovar que a água: é importante para a manutenção da vida das plantas.
não influencia o desenvolvimento da planta.
Volte à Pergunta inicial . Depois de fazer esta atividade, você mudaria suas respostas?
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• RAVEN, Peter H.; EVERT, Ray F.; EICHHORN, Susan E. Biologia vegetal. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
O livro traz informações e conceitos sobre a biologia vegetal.
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Os Procedimentos de 7 a 9 propõem aos estudantes a observação e o registro do que acontece com as plantas na presença e na ausência de luz, bem como com e sem água. Assim, eles são levados a verificar a importância da luz e da água para a manutenção da vida dos vegetais.
As atividades 1 e 2 permitem a conclusão do experimento. Verifique se os estudantes conseguem chegar à conclusão de que a água e a luz são importantes para a vida dos vegetais por meio dos resultados obtidos.
Na atividade 3, espera-se que os estudantes confrontem as hipóteses iniciais com os resultados e concluam se a previsão inicial se confirmou. Neste caso, a conclusão esperada é a de que o desenvolvimento de uma planta é prejudicado se ela ficar sem água ou sem luz.
HÉCTOR GóMEZ
ENCAMINHAMENTO
Incentive os estudantes a trocarem ideias e a conversar sobre a importância das plantas na vida deles. Para ampliar a reflexão, comente que os vegetais também estão presentes em produtos e objetos do dia a dia, destacando a importância das plantas para as pessoas e demais seres vivos, trabalhando assim a habilidade EF02CI06
Após abordar o uso das plantas pelos seres humanos, é imprescindível conversar sobre o impacto da exploração excessiva desse recurso natural. Se necessário, retome com a turma o conceito de recurso natural: qualquer elemento da natureza utilizado pelo ser humano, como as plantas, a água e o solo.
Ressalte que as plantas não interagem apenas com os seres humanos, mas também com a maioria dos outros seres vivos. Muitas aves e outros animais, por exemplo, usam gravetos para a construção de seus ninhos.
Aproveite para comentar a importância dos vegetais para os animais e, com base na constatação de que as plantas servem de alimento a diversos outros seres vivos, introduza a noção de cadeia alimentar – relações de alimentação entre os seres vivos. Esse conceito será trabalhado e formalizado posteriormente.
O processo de fotossíntese mostra mais uma importância das plantas: a produção de gás oxigênio, fundamental para a respiração da maioria dos seres vivos.
Diversos outros usos das plantas podem ser mencionados, além dos apresentados nessas páginas. Muitas plantas servem de tempero e outras são usadas para o preparo de chás e medicamentos.
AS PLANTAS E OS ANIMAIS
Não são apenas as pessoas que utilizam as plantas para finalidades diversas. As plantas também são importantes para outros animais.
As plantas podem fornecer alimentos para os animais.
O macaco está se alimentando de caju, que vem de uma planta chamada cajueiro.
Muitas lagartas se alimentam de folhas das plantas.
As abelhas visitam as flores para se alimentar.
O caule e os galhos de muitas árvores podem ser usados como abrigo por animais.
O pica-pau está se abrigando em um buraco no caule de uma árvore.
O guaxe constrói ninhos, em forma de bolsa, com diferentes partes de plantas.
1
Marque um na resposta correta.
a) Os animais usam as plantas para: brincar. se alimentar. voar se abrigar.
b) Com diferentes partes de uma planta as aves podem: construir ninhos. se abrigar.
ATIVIDADES
No Brasil existem espécies de árvores que podem crescer muito e ficarem gigantes, passando dos 50 metros de altura. Infelizmente, essas árvores estão ficando cada vez mais raras. Um motivo é a derrubada delas para obtenção de madeira. Além disso, árvores muito grandes, quando isoladas, sem outras árvores próximas para sustentá-las, podem tombar pela ação de ventos fortes.
Solicite aos estudantes que, com a ajuda dos pais ou responsáveis, façam uma pesquisa sobre essas árvores gigantes a fim de responder às perguntas a seguir.
a) Onde essas árvores são encontradas? (Levantamentos recentes identificaram árvores gigantes na Floresta Amazônica.)
b) Qual é o nome de uma dessas árvores? (Um exemplo de árvore gigante é o Angelim vermelho, com mais de 80 metros de altura.)
c) O que pode ser feito para proteger essas árvores? (Incentivar ações contra o desmatamento, promover a educação ambiental, entre outras.)
Converse com os colegas e o professor sobre a questão a seguir.
• O que aconteceria com os diferentes animais se não existissem plantas?
2 Espera-se que os estudantes reconheçam que, sem as plantas, muitos animais ficariam sem alimento e outros perderiam o abrigo. O ser humano também sofreria o impacto da ausência dos vegetais, ficando sem muitos alimentos e objetos de origem vegetal.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
PARA O PROFESSOR
• VOCÊ consegue imaginar um mundo sem plantas? Publicado por: Food and Agriculture Organization of the United Nations. 2020. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=fUFnW95hi7Y. Acesso em: 19 ago. 2025. O vídeo mostra que, sem plantas, não há alimentos, ar puro nem vida. Além disso, aborda algumas atitudes que ajudam na conservação da diversidade vegetal.
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23/09/2025 16:19
No dia combinado, peça aos estudantes que compartilhem o resultado da pesquisa com os colegas. Eles podem enriquecer a pesquisa com imagens dessas árvores.
38 centímetros
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer diferentes relações entre os seres humanos e outros animais.
• Aprender os cuidados de que um animal de estimação necessita.
• Conhecer como evitar acidentes domésticos com animais de estimação.
• Reconhecer e descrever atividades desempenhadas por membros de uma comunidade quilombola.
• Relacionar histórias da família e da comunidade às fontes que as registram, como fotografias, reconhecendo sua importância para a preservação da memória coletiva.
• Identificar diferentes formas de trabalho ligadas à agropecuária e ao extrativismo animal (pesca).
• Conhecer aspectos da agropecuária e da pesca.
• Descrever algumas características dos animais.
• Aprender sobre o ciclo vital dos animais.
BNCC
HABILIDADES
(EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza, medicamentos etc.).
(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.
(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.
(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais.
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.
(EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo.
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco.
(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.
(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.
(EF02HI08) Compilar histórias da família e/ ou da comunidade registradas em diferentes fontes.
2
Ligue cada fotografia ao nome do animal correspondente.
Em geral, os animais de estimação das crianças mundurukus e de outros povos indígenas vivem soltos nas aldeias e no ambiente deles, que é a floresta.
Nas cidades, é proibida a criação dos animais silvestres, isto é, animais que nascem e vivem livres na natureza. A cutia e o tucano são exemplos de animais silvestres.
3
Desenhe alguns animais que você costuma ver na sua comunidade ou no seu bairro. Depois, converse com os colegas e o professor se esses animais são de estimação.
Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento.
(EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, seus significados, suas especificidades e importância.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Educação ambiental.
ENCAMINHAMENTO
189
23/09/2025 16:24
Introduza o estudo dos animais propondo aos estudantes algumas questões mais amplas relacionadas ao tema, como: que animais vocês conhecem? Quais são os animais preferidos de vocês? O que vocês sabem sobre os hábitos de alguns animais? Vocês têm animais de estimação? Aproveite o interesse natural dos estudantes pelo tema para incentivá-los no estudo do capítulo, verificando também os conhecimentos prévios que possuem. Leia o trecho do texto com os estudantes e destaque que a narrativa de Kabá Darebu
mostra como o povo Munduruku vive em comunidade, tratando os animais como parte da família e da vida coletiva, tema que mobiliza aspectos da habilidade EF02HI01. Explique que esse cuidado com os animais e a natureza é um exemplo de prática social que expressa valores, responsabilidades e papéis dentro da comunidade indígena – um tema relacionado à habilidade EF02HI02. Em seguida, proponha aos estudantes que comparem a forma como os Munduruku cuidam de seus animais, soltos na floresta, com a maneira como, nas cidades, os animais de estimação vivem em casa ou em espaços restritos. Essa comparação ajuda a perceber diferenças e semelhanças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares, desenvolvendo a habilidade EF02GE04. Na atividade 3, os animais representados podem variar de acordo com a realidade dos estudantes. Para aqueles que vivem em área rural, é possível que desenhem animais de criação, de estimação, animais usados para o transporte ou animais que vivem em matas próximas à moradia. Se vivem em bairros de cidades grandes e médias, é mais provável que desenhem cães, gatos, peixes e outros animais de estimação, além de aves como pombos e sabiás.
ATIVIDADES
Organize duas listas na lousa: uma para nomes de animais de estimação e outra para nomes de animais silvestres. Peça aos estudantes que, cada um em sua vez, escrevam na lousa o nome de um animal em uma das categorias. Depois, verifiquem qual das listas tem mais nomes de animais. É esperado que seja a lista de animais silvestres.
Papagaio
Tucano Cutia
Muitas crianças querem ter um animal de estimação, mas nem todas sabem a responsabilidade que é necessária no cuidado dos animais. Além de falar de cuidados para preservar a saúde dos animais, também são dadas recomendações para evitar que haja acidentes com os animais de estimação, o que contribui para a ampliação e desenvolvimento da habilidade EF02CI03. Explique que os animais agem por instinto em algumas situações e, às vezes, podem morder, arranhar ou bicar. Por isso, é importante respeitar o espaço do animal e cuidar dele com carinho. Explore as imagens com os estudantes. Disponibilize alguns minutos para que eles observem as recomendações ilustradas nessas páginas. Incentive-os a ler cada texto e ajude-os, se necessário. Os estudantes ainda estão sendo alfabetizados e, sempre que possível, devem ser incentivados a reconhecer as letras, as sílabas e algumas palavras. Isso contribui para o desenvolvimento da fluência em leitura oral.
ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO
Todo animal de estimação precisa de comida adequada, água, abrigo e carinho.
Os animais de estimação também precisam de atenção. Por isso, o tutor deve ter tempo para brincar com ele.
Periodicamente: de maneira regular, de tempos em tempos.
Tutor: pessoa responsável pelo cuidado e pela proteção de outra pessoa ou animal.
Cães e gatos precisam ser levados periodicamente ao veterinário para que tomem vacinas e tenham a saúde avaliada.
Para cães e gatos, uma dica é colocar uma coleira com placa de identificação. Nela, deve estar escrito o nome do animal e um número de telefone para contato. Assim, caso ele fuja ou se perca, poderá ser encontrado e devolvido aos tutores.
Para prevenir que o animal de estimação se machuque, é preciso cuidar da organização do ambiente. Objetos cortantes e pontiagudos devem ser retirados do local onde o animal costuma ficar.
Algumas plantas são tóxicas para os animais. Então, é necessário manter fora do alcance deles.
É recomendado manter medicamentos dentro de caixas fechadas e em locais sem acesso para os animais.
Pontiagudo: que tem a ponta afiada.
Produtos de limpeza também devem ser mantidos em local seguro, evitando que o animal tenha contato com eles.
Tóxico: que faz mal se for consumido, cheirado ou entrar em contato com a pele.
Você tem animal de estimação?
1 Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento
• Caso não tenha, você gostaria de ter algum? Se sim, qual?
• Caso tenha, conte para os colegas e o professor como são a rotina e os cuidados que você e sua família têm com seu animal de estimação.
191
ATIVIDADES
Para ampliar a atividade 1, vocês podem construir uma tabela na lousa com duas colunas:
• primeira coluna: deve se chamar “Animais” e conter os animais de estimação que os estudantes têm ou querem ter;
A parte gráfica e visual facilita a compreensão das recomendações. Peça aos estudantes que comentem o que entenderam sobre cada situação ilustrada. Permita que conversem livremente por alguns minutos. Assim, eles podem se sentir parte do processo de ensino-aprendizagem.
Estudantes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e/ou dislexia podem ter dificuldades no processamento de informações grafomotoras, na percepção e/ou orientação visuoespacial, além de apresentarem fragilidades na memória de trabalho. Dessa forma, durante a leitura, pode acontecer deles pularem linhas ou se esquecerem rapidamente do que acabaram de ler. Assim, é interessante recomendar aos estudantes a utilização de uma régua para que acompanhem a leitura. Além disso, sugere-se que, após a observação de cada imagem e a leitura do texto correspondente, sejam feitas pausas para esclarecer dúvidas, verificar a compreensão e reforçar as informações. Na atividade 1, promova uma roda de conversa, mediando a participação dos estudantes. Pode ser que muitos queiram falar ao mesmo tempo, já que é um assunto de interesse de grande parte das crianças. Aproveite o momento para retomar os combinados sobre respeitar a vez do outro falar. Durante a conversa, vale reforçar que é proibido criar animais silvestres.
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• segunda coluna: deve se chamar “Número de estudantes” e, nela, vocês devem inserir o número de estudantes que tem ou quer ter aquele animal de estimação. Essa atividade permite interdisciplinaridade com Matemática, ao trabalhar a representação de dados em tabelas.
ILUSTRAÇÕES:
ENCAMINHAMENTO
Continuando, disponibilize mais alguns minutos para que os estudantes observem as recomendações ilustradas nessas páginas. Estimule-os a ler cada texto e ajude-os, se necessário. Incentive-os também a reconhecer as letras, as sílabas e algumas palavras, prática que contribui para o desenvolvimento da fluência em leitura oral.
Pergunte aos estudantes se eles já sofreram algum acidente com um animal de estimação ou se já viram algum animal se acidentar. O aprendizado por meio do compartilhamento das experiências torna a prática educativa mais efetiva. Essa abordagem contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02CI03
A atividade 1 contribui para o desenvolvimento da coordenação motora. Parece simples, mas atividades como essas são importantes, pois ajudam os estudantes a desenvolver a destreza necessária para segurar o lápis e desenhar as letras com mais autonomia e segurança, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade de produção de escrita.
Outras dicas importantes
Não toque em um animal que você não conhece antes de ter certeza de que ele é manso. Então, antes de se aproximar, pergunte ao tutor dele se você pode fazer carinho.
Não puxe o rabo, as orelhas ou os pelos dos animais. Isso pode doer e machucar e, para tentar se defender, eles podem ficar agressivos.
Não coloque a mão na comida de um animal. Muitos animais não gostam que mexam na comida deles. Se você fizer isso, eles podem morder ou arranhar.
Antes de adotar um animal, pense se você e sua família vão conseguir cuidar bem dele até ele crescer, envelhecer e morrer. É importante que todos concordem com a adoção, pois ter um animal de estimação exige responsabilidade. Maus-tratos e abandono de animais são crimes.
Ajude a garota a levar seu animal de estimação até a clínica veterinária.
FIQUE LIGADO
• BRASIL. Ministério da Saúde. Gibi da saúde: guarda responsável de animais. Brasília, DF, ano 1, n. 1, 2012. Disponível em: http://bvsms. saude.gov.br/bvs/periodicos/gibi_da_saude_ano1_n1.pdf. Acesso em: 27 jul. 2025.
Essa revista educativa em quadrinhos e com passatempos traz dicas de como cuidar dos animais de estimação, além de informações importantes de como prevenir acidentes com eles.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• CARBONIERE, D. Vira e mexe, um pet. Cuiabá: Tanta Tinta, 2021. O livro mostra o cotidiano dos felinos que vivem pelas casas, telhados e muros da alameda do Arvoredo.
ATIVIDADES
Os estudantes podem fazer cartazes com algumas recomendações de como cuidar dos animais de estimação e de como prevenir acidentes com eles, informando os estudantes mais novos. Atividades como essas contribuem para que eles se sintam divulgadores do conhecimento e auxiliam no desenvolvimento da produção de escrita. Exponha os cartazes em um local onde possam ser vistos pelos estudantes de outras turmas.
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29/09/2025 17:17
ORGANIZE-SE
A atividade 3 solicita aos estudantes que realizem uma pesquisa sobre animais que podem fornecer leite para a produção de queijo. É necessário decidir se a pesquisa será realizada por meio de materiais físicos ou pela internet. Caso seja realizada com materiais físicos, selecione previamente livros, revistas ou materiais impressos da internet sobre o assunto. Caso seja realizada por meio da internet, programe e reserve com antecedência equipamentos com acesso à internet – caso haja disponibilidade na escola –, e solicite, se possível, a presença de outros adultos da escola para auxiliá-lo a orientar os estudantes na atividade.
ENCAMINHAMENTO
Oriente a leitura da história da página 194 e explique aos estudantes que comunidades quilombolas são formadas por grupos que descendem das pessoas escravizadas que, no passado, fugiam e se organizavam em quilombos.
Comente que os moradores dessas comunidades mantêm relações culturais e territoriais com os quilombos e lutam, no seu dia a dia, pela manutenção dessas relações. Esclareça, ainda, que a criação de animais é uma prática que acompanha os seres humanos há milhares de anos. Essa prática surgiu quando nossos ancestrais deixaram de viver apenas da caça e da coleta e passaram a desenvolver a agricultura e a criação de animais, o que garantiu a oferta de alimentos e de força de trabalho e contribuiu para o processo de sedentarização e para o surgimento das primeiras cidades.
Nesse contexto, é possível trabalhar as habilidades: EF02HI02, ao mostrar que, na comunidade quilombola, as pessoas exercem papéis so-
ANIMAIS NO CAMPO
Diferentes tipos de animais estão no campo. Além dos animais de estimação, pode haver animais de criação para a produção de alimentos, animais usados para o transporte, entre outros. Existem também os animais que vivem livres nesses ambientes.
Lúcia vive em uma comunidade quilombola no campo. Observe as cenas.
Um dia, Marina, amiga da escola, visitou Lúcia na comunidade. Lúcia mostrou para ela um álbum de fotografias.
Lúcia mora na comunidade quilombola Nova Esperança. Famílias quilombolas estão ali há gerações plantando e criando diferentes animais.
Quando era jovem, minha avó tirava leite das cabras para fazer queijo.
ciais ligados ao plantio e à criação de animais; EF02HI03, ao representar que a passagem do tempo e as mudanças na comunidade podem ser percebidas por meio da observação de fotografias da avó de Lúcia ordenhando a cabra; EF02HI04 e EF02HI08, ao valorizar o álbum de fotografias como fonte que conserva a memória familiar e comunitária; e EF02HI10, ao destacar a importância do trabalho com animais para a sobrevivência e organização econômica dessas comunidades.
A atividade 1 pode ser realizada em duplas, de modo a reunir estudantes em diferentes fa-
ses do processo de alfabetização, incentivando, assim, o aprendizado entre os pares. Todas as afirmações apresentadas são verdadeiras. Corrija a atividade com os estudantes e, caso tenham dúvidas, releia a história em quadrinhos com eles, auxiliando-os a localizar as informações que confirmam a veracidade das frases. Na atividade 3, caso a pesquisa seja feita por meio de materiais físicos, disponibilize-os para os estudantes. Se realizada pela internet, é fundamental que ela seja acompanhada por adultos da escola, que devem auxiliar os estudantes a realizar a busca, indicando fontes
Leia as frases com atenção e marque V (verdadeiro) ou F (falso).
V Lúcia mora em uma comunidade quilombola.
V É possível fazer queijo com leite de cabra.
V Na comunidade quilombola onde Lúcia mora, são criados diferentes animais.
Todas as frases são verdadeiras, conforme a história em quadrinhos. Veja comentários no Encaminhamento
Para falar sobre o passado, Lúcia mostra para Marina um objeto. Sobre esse objeto, responda às questões.
a) Qual é esse objeto?
Um álbum de fotografias.
b) Por que podemos dizer que esse objeto pode ajudar a conservar a memória de uma família ou comunidade?
Espera-se que os estudantes percebam que fotografias são registros em imagens de fatos passados, que auxiliam a preservar a memória e as histórias de uma comunidade.
Faça uma pesquisa e responda: além da cabra, quais outros animais podem fornecer o leite que é usado para a produção de queijo?
Dentre os animais encontrados no Brasil, os estudantes podem responder: vaca, ovelha e búfala.
confiáveis e abordando práticas seguras de uso da internet.
Indica-se, ainda, no boxe Conexão, o vídeo De onde vem o leite, que pode ser visualizado com a turma após um levantamento de hipóteses acerca da origem do leite que consumimos. O vídeo mostra os processos de transformação do leite de vaca até ser vendido em supermercados, podendo ser interessante para chamar a atenção dos estudantes para a transformação de produtos in natura em industrializados, tema que será aprofundado ao longo dos anos iniciais do ensino fundamental.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
20/09/2025 21:47
• COLLI, Isa. A Fazendinha. Rio de Janeiro: Colli Books, 2017. Esse livro infantil aborda a aventura de uma menina que mora na cidade, mas que faz uma viagem cheia de descobertas para o campo.
TEXTO COMPLEMENTAR
O texto a seguir traz mais informações sobre as comunidades quilombolas. Ele poderá apoiar a ampliação desse tema em sala de aula, caso você julgue pertinente.
O que é comunidade quilombola?
De acordo com o Artigo 2º do Decreto 4.887/2003, são considerados remanescentes das comunidades dos quilombos os grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida.
Tal caracterização deve ser atestada mediante autodefinição da própria comunidade. Esse ponto traz de uma forma clara a questão da consciência da identidade coletiva, da consciência do que se é, enquanto o parâmetro principal que todo grupo humano utiliza e sempre utilizou em toda a história, na construção de sua identidade coletiva. [...]
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA (INCRA). Perguntas e Respostas: Território Quilombola: Governança Fundiária. Brasília, DF: MDA, c2025. p. 4. Disponível em: https://www.gov.br/incra/pt-br/ assuntos/governanca-fundiaria/ perguntas_respostas.pdf. Acesso em: 23 ago. 2025.
• DE ONDE vem o leite? Episódio 11. Publicado por: De onde vem?, 2015. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=iGAwTwdB5NA&t=220s. Acesso em: 24 ago. 2025. Vídeo que explica a origem do leite consumido pelas pessoas e os processos de transformação envolvidos na produção do leite pasteurizado.
ENCAMINHAMENTO
A identificação e a descrição de práticas e de papéis sociais presentes na comunidade quilombola, como criar galinhas, plantar milho, feijão e abóbora, vender ovos na feira e preparar alimentos por meio da produção local, desenvolvem a habilidade EF02HI02. A abordagem de diferentes formas de trabalho e sua importância para o sustento das famílias e para a organização comunitária mobilizam a habilidade EF02HI10. O texto também possibilita reconhecer que as histórias da família e da comunidade podem ser registradas e transmitidas em diferentes fontes, como imagens e narrativas, desenvolvendo a habilidade EF02HI08. Promova a leitura compartilhada da história em quadrinhos, verificando a compreensão dos estudantes. Depois, proponha algumas questões para que a turma perceba que, na comunidade representada, os alimentos produzidos são para o consumo próprio (subsistência), e que o excedente é comercializado. Veja algumas sugestões de questões: Por que as pessoas criam galinhas na comunidade onde Lúcia vive? O que acontece com os ovos produzidos pelas galinhas? Além das galinhas, quais produtos são cultivados na comunidade para alimentar as pessoas?
Chame a atenção da turma para a palavra “comercializar”. Explique que ela deriva da palavra “comércio” e que, no contexto da dupla de páginas, está relacionada à produção de itens destinada à venda para pessoas de fora da comunidade. Ressalte que os seres humanos praticam o comércio há milhares de anos, tendo sua origem
Produzir para comer e comercializar
Lúcia continuou mostrando para Marina a comunidade onde mora.
As galinhas são muito importantes aqui. Nós nos alimentamos das galinhas e dos ovos. Os ovos que sobram vendemos na feira de domingo.
As galinhas também comem animais que não queremos perto de nossas casas, como aranhas e escorpiões.
As galinhas-d’angola comem até serpentes pequenas e ratos, Marina.
E o que seu pai está fazendo?
Ele está preparando o terreno para plantar abóbora, milho e feijão.
Vamos para casa? Minha mãe fez um bolo usando as coisas daqui: o milho, os ovos e o leite da nossa vaquinha.
no aumento da produção agrícola e do excedente de alimentos, que eram trocados entre comunidades vizinhas.
As atividades 1 e 2 contribuem para destacar o valor cultural, social e histórico das práticas de produção e comercialização nas comunidades quilombolas.
Na atividade 2, os estudantes devem relacionar imagens extraídas das histórias em quadrinhos das páginas 194 e 196 a textos verbais. Ela desenvolve habilidades de leitura, interpretação e associação de informações verbais e imagéticas. Pode ser interessante solicitar à turma que realize a atividade em duplas ou trios, reunindo estudantes com a habilidade de leitura mais consolidada com outros que estão em processo de desenvolvimento. Isso possibilitará a troca de ideias e o aprendizado entre pares.
1
Explique a importância das galinhas na comunidade onde Lúcia vive.
Elas fornecem alimentos, como ovos, e ainda se alimentam de animais indesejados, como aranhas, escorpiões, cobras e ratos. 2
Leia as afirmações com a ajuda do professor. Depois, faça o que se pede.
Veja comentários no Encaminhamento
A As fotografias ajudam a preservar a história das pessoas e dos lugares.
B Esses animais podem caçar pequenas serpentes e ratos.
C Diferentes animais são criados na comunidade.
D Animal usado no preparo do terreno para plantar alimentos.
• Agora, escreva no quadrinho de cada imagem a letra da afirmação que se relaciona com ela.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE PARA O PROFESSOR
• LUIZ, Viviane Marinho et al. (org.). Roça é vida São Paulo: Iphan, 2020. Disponível em: https:// acervo.socioambiental.org/acervo/livros/rocae-vida. Acesso em: 23 ago. 2025. Esse livro aborda o sistema agrícola quilombola como patrimônio imaterial brasileiro, reconhecendo suas raízes ancestrais. O material é ilustrado e pode ser compartilhado com os estudantes.
20/09/2025 21:47
ENCAMINHAMENTO
Esta dupla de páginas amplia a discussão acerca da criação de animais e introduz o conceito de extrativismo animal (caça e pesca) em diferentes comunidades brasileiras, desenvolvendo as habilidades EF02GE04 e EF02GE07.
Retome o conteúdo estudado nas páginas anteriores, destacando que a família da personagem Lúcia cria galinhas e vacas para o consumo de ovos, leite e carne. Depois, questione os estudantes sobre outros animais que podem ser criados com objetivos diversos – como alimentação, transporte, e a obtenção de couro e peles, por exemplo.
Promova a leitura compartilhada do texto e explique para a turma que, além da criação de animais, a pesca e a caça também são práticas que permitem a obtenção de alimentos, por meio da extração de animais dos rios, mares e florestas.
Aqui, é importante ressaltar que há leis que regulam a pesca e a caça no Brasil (ver indicações no boxe Conexão).
A Lei 6.001/1973, conhecida como o “Estatuto do Índio”, por exemplo, garante aos povos indígenas o direito de caçar e pescar nas terras que ocupam, desde que seja para fins de subsistência, sendo o comércio vedado. Há também outras leis e recomendações sobre a proibição da caça de animais silvestres e sobre os períodos em que a pesca é permitida. Na atividade 1, solicite que os estudantes observem atentamente as três fotografias e descrevam oralmente os elementos observados e as atividades que as pessoas estão realizando em cada uma delas. Depois, peça a eles que leiam as legendas e identifiquem qual pode ser associada a cada cena retratada, pintando a moldura da fotografia com a cor da legenda correspondente.
Criação e pesca
A família de Lúcia tem uma criação de pequenos animais. O boi é usado para ajudar a preparar a terra para a plantação. Outras comunidades no Brasil também vivem da criação de animais, além da pesca e da caça, por exemplo.
Observe as fotografias e faça o que se pede. 1
• Pinte a moldura de cada fotografia com a cor da legenda que corresponde a ela. Veja comentários no Encaminhamento.
Nessa comunidade, os animais são criados soltos. As pastagens são de uso coletivo. Isso quer dizer que os animais que pertencem a diferentes moradores da comunidade podem ficar nelas.
Os peixes são um dos principais alimentos desse tipo de comunidade, que vive às margens dos rios.
Ao corrigir a atividade, comente que a fotografia 1 representa uma comunidade tradicional de fundo e fecho de pasto. Esse tipo de comunidade é encontrado em várias partes do país, em especial no Nordeste. A moldura dessa fotografia deve ser colorida de laranja.
Sobre a comunidade representada na fotografia 2, esclareça que há várias comunidades tradicionais no litoral brasileiro que vivem da pesca, como os caiçaras (comuns em parte do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná) e os jangadeiros (em partes do litoral do
Nessa praia, a comunidade vive da pesca, mas também tem plantações e criação de pequenos animais.
Nordeste). A moldura dessa fotografia deve ser pintada de roxo.
Já a fotografia 3 representa uma comunidade ribeirinha. Essas comunidades vivem próximas aos rios e possuem uma vida bastante integrada a eles. A moldura dessa fotografia deve ser pintada de azul.
A página 199 traz informações relacionadas à pecuária e às diferentes formas como essa atividade pode ser realizada. Nas páginas anteriores, foram mostrados exemplos de pequenos criadores, cujo objetivo principal da atividade pecuária é a subsistência e, posteriormente,
Nas grandes fazendas
Muitas fazendas no Brasil são grandes criadoras de animais. Bois e vacas, por exemplo, são criados para o aproveitamento da carne e do leite. Esses produtos vão para as indústrias de alimentos, os açougues e os mercados.
Fazenda com criação de gado no município de Alto Garças, no estado de Mato Grosso, em 2025.
TEM MAIS
Assim como os animais de estimação, os animais criados para alimento não podem sofrer maus-tratos. Maus-tratos a animais são crime e devem ser denunciados às autoridades.
2
O pasto da fotografia anterior foi feito com a derrubada das árvores. Imagine o lugar mostrado antes de haver pasto.
a) Agora, em uma folha de papel avulsa, desenhe o que você imaginou.
b) Mostre seu desenho para a turma. Vocês imaginaram a mesma coisa? Conversem sobre isso.
Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
a venda do excedente da produção. Em Nas grandes fazendas, é importante ressaltar que há grandes propriedades que criam animais com o objetivo de fornecer carne e leite para as indústrias de alimentos.
Explique, ainda que de forma introdutória, que para criar animais em grandes fazendas, em geral, é necessário realizar o desmatamento, ou seja, derrubar áreas de floresta, o que pode causar impactos ambientais tanto no solo (pisoteamento, erosão, assoreamento) quanto na flora e na fauna que fazem parte desses ecossistemas, mobilizando aspectos da habilidade EF02GE11.
PARA O PROFESSOR
• BRASIL. Lei no 6.001, de 19 de dezembro de 1973. Dispõe sobre o Estatuto do Índio. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 21 dez. 1973. Disponível em: https://www.planalto.gov. br/ccivil_03/leis/l6001. htm. Acesso em: 24 ago. 2025.
O texto traz, entre diversos artigos, a regulamentação da caça e da pesca em territórios indígenas.
• BRASIL. Lei no 5.197, de 3 de janeiro de 1967. Dispõe sobre a proteção à fauna e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 jan. 1967. Disponível em: https:// www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l5197.htm. Acesso em: 24 ago. 2025. Entre os diversos artigos que tratam da proteção da fauna, encontra-se a regulamentação da caça de animais silvestres.
199
Em seguida, encaminhe a realização da atividade 2. Chame a atenção dos estudantes para o contraste entre a área de pasto e a área de floresta em segundo plano na fotografia, o que confirma a questão do desmatamento apontado anteriormente. A atividade desenvolve a habilidade EF02GE08, visto que, no desenho que os estudantes irão fazer, espera-se que representem a mesma paisagem, porém, no lugar do pasto, deverão desenhar as árvores como as que aparecem na fotografia. Assim, eles farão uma representação do espaço considerando as permanências e as mudanças na paisagem.
20/09/2025 21:47
• BRASIL. Lei no 11.959, de 29 de junho de 2009. Dispõe sobre a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, regula as atividades pesqueiras, revoga a Lei no 7.679, de 23 de novembro de 1988, e dispositivos do Decreto-Lei no 221, de 28 de fevereiro de 1967, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 jul. 2009. Disponível em: https://www.planalto.gov. br/ccivil_03/_ato20072010/2009/lei/l11959.htm. Acesso em: 24 ago. 2025. O texto da lei aborda aspectos para a promoção da pesca e da aquicultura de forma sustentável.
ENCAMINHAMENTO
Pergunte aos estudantes qual característica permite dizer que os animais são seres vivos. É provável que muitos considerem a capacidade de movimento como a principal característica dos animais. Nesse momento, comente que nem todos os animais se locomovem. Peça a eles que citem uma característica que seja comum a todos os animais. Incentive os estudantes a participar da conversa e escreva algumas das ideias mencionadas por eles na lousa para retomá-las no final do estudo.
Comente que existem animais aquáticos e animais terrestres. Alguns são grandes, como as baleias, e outros são bem pequenos, como as pulgas. Esta dupla de páginas, ao descrever as características dos animais, favorece o desenvolvimento da habilidade
EF02CI04.
AS CARACTERÍSTICAS DOS ANIMAIS
Os animais são seres vivos. Eles nascem, crescem, podem se reproduzir e morrem. Nós, seres humanos, também somos animais. Existem animais aquáticos e animais terrestres. Alguns são grandes, como as baleias, e outros são bem pequenos, como as pulgas.
A baleia-azul é o maior animal que existe.
A cor e a forma do corpo também variam muito entre os animais. A estrela-do-mar, por exemplo, tem cinco braços.
A estrela-do-mar é um animal aquático, e a maioria delas tem pequenos espinhos cobrindo parte do corpo.
Existem muitos tipos de cobertura do corpo. Alguns animais têm pelos, como o coelho e o gato. Outros, como muitos peixes e serpentes, têm escamas. As aves têm penas. As pererecas e os sapos têm o corpo coberto por uma pele fina.
Ao contrário das plantas, os animais não conseguem produzir o próprio alimento. Eles se alimentam de outros seres vivos.
ATIVIDADES
Para explorar o repertório dos estudantes e incentivar o processo de alfabetização, proponha uma brincadeira. A cada letra do alfabeto, eles devem citar o nome de um animal que comece com essa letra. Pode ser que eles tenham dificuldade em certas letras, como K (kiwi – ave da Nova Zelândia), X (xaréu – peixe de água
salgada) e Y (yak – mamífero do Himalaia parecido com o boi). Para sanar essa dificuldade, se houver disponibilidade de equipamentos, é possível propor uma pesquisa na internet, buscando o nome do animal com a respectiva letra. Nesse caso, aproveite para explorar com a turma as imagens do animal, algumas de suas características e o ambiente em que vive.
Predador: animal que caça e se alimenta de outro animal.
A maioria dos animais, como as formigas e os pássaros, se locomove pelo ambiente. Isso permite, por exemplo, buscar alimentos e se esconder de predadores. Existem animais que têm pernas e andam, correm e saltam. Outros animais não têm pernas e se movem rastejando, como as serpentes. As aves têm asas, e a maioria delas voa. Os peixes têm nadadeiras e nadam, mas muitos outros animais também podem nadar. Existem ainda animais que não se deslocam de um lugar para outro, como as cracas.
As cracas são animais que vivem fixos em rochas banhadas pelo mar. Elas se alimentam de pequenos organismos que vivem na água.
De modo geral, as características dos animais permitem que eles vivam em determinado ambiente.
FIQUE LIGADO
• ROCHAEL, Denise. Proibido para maiores. São Paulo: Formato, 2019. Nesse livro, você vai ler poemas divertidos sobre diversos animais pequenos, como a abelha, a aranha, o escaravelho e o mede-palmos.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
PARA O PROFESSOR
• A FUGA das galinhas. Direção: Peter Lord e Nick Park. Reino Unido: Aardman Animations, 2000. 1 vídeo. (168 min).
Esse filme conta a história de um bando de galinhas que conhece o galo Rocky e vê nele a esperança de escapar de uma fazenda, antes de se tornarem recheio de torta. É um ponto de partida para uma conversa sobre liberdade.
• DUMBO. Direção: Ben Sharpsteen. Estados Unidos: Walt Disney Productions, 1941. 1 vídeo. (64 min).
Explore a imagem das cracas. Embora a craca tenha características bem peculiares, ela é um animal (crustáceo), parente dos siris e camarões. Diferentemente do gato ou do cachorro, ela não se movimenta e se alimenta filtrando e retendo pequenos organismos que estão na água do mar. Pelo exemplo da craca, os estudantes podem começar a compreender que os animais são muito diferentes entre si, mas mantêm algumas características em comum, como o fato de se alimentarem de outros seres vivos, já que não produzem o próprio alimento como as plantas.
Filmes e animações podem ser boas ferramentas que contribuem para o processo de ensino e aprendizagem. No boxe Conexão, há algumas indicações de animações sobre animais. Embora apresentem os animais com características humanizadas, as animações podem ajudar a abordar em sala de aula temas como respeito, amizade, ganância, liberdade, entre outros.
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Esse filme conta a história de Dumbo, um elefante ridicularizado por suas orelhas muito grandes. O filme é útil para abordar temas como o respeito e a aceitação das diferenças.
• O REI Leão. Direção: Roger Allers e Rob Minkoff. Estados Unidos: Walt Disney Feature Animation e Walt Disney Pictures, 1994. 1 vídeo. (89 min).
Nesse filme, é narrada a história do jovem leão Simba, que se sente culpado pela morte de seu pai, Mufasa, e foge do seu reino, sem saber que a morte foi planejada pelo seu tio Scar para tomar o poder. O filme permite falar sobre ganância e amizade.
LIACALDAS/SHUTTERSTOCK
ENCAMINHAMENTO
Se julgar oportuno, cante com a turma a canção sugerida no boxe Conexão. Depois, peça aos estudantes que identifiquem na música algumas características do gato. Essa atividade contribui para a compreensão de textos, além de ser uma atividade lúdica que propicia o desenvolvimento de habilidades como ritmo e desenvoltura.
A atividade 1 permite aos estudantes praticar a leitura por meio da troca de letras do alfabeto nas palavras, contribuindo para o processo de alfabetização. Se julgar oportuno, proponha outras trocas de letras para formar novas palavras. No item 1. c), incentive-os a descrever as características dos animas, relacionando-as ao ambiente onde eles vivem. No caso de haver estudantes com deficiência visual na turma, o estudo de animais pode ser enriquecido com o uso de modelos tridimensionais, que apresentem diferentes texturas para representar as coberturas do corpo. A utilização desses modelos, por se tratar de estratégias multissensoriais e dinâmicas, pode auxiliar todos os estudantes na compreensão das características dos animais, incluindo aqueles com deficiência intelectual e/ ou neurodivergências, já que possibilitam vivenciar o conteúdo de maneira concreta, proporcionando um aprendizado mais inclusivo.
A atividade 2 permite abordar diferentes características dos animais. Uma sugestão é dar outros exemplos de animais próximos do cotidiano dos estudantes e pedir que citem o ambiente onde o animal vive, seu modo de locomoção e o tipo de cobertura do corpo. A atividade contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02CI04
Descubra qual é o animal e escreva o nome dele.
a) Pego a palavra GATO e troco G por R. O novo animal é o rato
b) Pego a palavra RATO e troco R por P. O novo animal é o
pato
c) Imagine que você precise descrever esses três animais para uma pessoa que nasceu com deficiência visual. Conte a um colega o que você falaria sobre cada um desses animais. 1 Veja comentários no Encaminhamento
Complete o quadro com as características dos animais.
Ambiente onde vive (terrestre ou aquático)
Terrestre Anda, nada e salta Pelo 2
Modo de locomoção (anda, salta, nada ou voa)
Cobertura do corpo (pelo, pena ou escama)
Aquático Nada Escama
Passarinho. Onça-pintada.
Voa e anda
Terrestre
Pena
Peixe.
O urso-polar tem uma grossa camada de gordura debaixo da pele e o corpo coberto por pelos. Essas características ajudam esse animal a suportar o ambiente frio onde vive. 3
• O que aconteceria se o urso-polar fosse colocado em um ambiente quente e seco?
Veja comentários no Encaminhamento
4
Cite uma característica que é comum a todos os animais.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem, por exemplo, que os animais são seres vivos, que eles se alimentam de outros seres vivos, que apresentam um ciclo vital etc.
203
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
Na atividade 3 espera-se que os estudantes reconheçam que o urso-polar não está adaptado para viver em ambientes quentes e secos. Esse animal não sobreviveria nessas condições. As características dos animais estão diretamente relacionadas ao ambiente onde vivem. Se julgar oportuno, comente sobre a crise climática e como o aumento da temperatura média da Terra tem colocado em risco de extinção vários animais, como os ursos-polares.
Na atividade 4, espera-se que as respostas dos estudantes estejam mais elaboradas do que aquelas dadas no início do estudo do tema. Certifique-se de que eles reconheçam que todos os animais são seres vivos, apresentam um ciclo vital e se alimentam de outros seres vivos, entre outras características. Para isso, no momento da correção, solicite aos estudantes que compartilhem as características que escreveram e faça uma lista na lousa com as características comuns a todos os animais.
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• MORAES, Vinicius de. O gato. Intérprete: Vinicius de Moraes. Compositores: Toquinho, Vinicius de Moraes e Luis Bacalov. In: MORAES. Vinicius de. A Arca de Noé. 1980. Disponível em: https://www.viniciusdemoraes.com.br/br/musica/musica/200/o-gato. Acesso em: 20 ago. 2025. Por meio dessa música, os estudantes vão conhecer algumas características do gato. Você pode acessá-la em sites ou aplicativos para que a turma ouça.
• O’NEAL, T. Respeito é bom e faz bem. São Paulo: Paulus, 2002. Segundo os autores desse livro, respeito é um jeito bom de ser e uma maneira de ser bom. É uma forma de se importar com os outros, com nós mesmos e com o nosso mundo.
ENCAMINHAMENTO
O conteúdo desta seção provoca uma reflexão a respeito do desaparecimento ou diminuição da ocorrência de animais, motivados por diferentes fatores, como desmatamento, queimadas, poluição das águas, entre outros, possibilitando o trabalho com o TCT
Educação ambiental. Introduza o conteúdo da dupla de páginas lendo o poema Anta. Depois, encaminhe as atividades 1 a 4, que trabalham com aspectos relacionados à identificação e interpretação de informações no texto, contribuindo para o processo de alfabetização.
Na sequência, proponha a análise do esquema que ilustra como as antas atuam como jardineiras da floresta e questione a turma: como as antas jardinam a floresta? É esperado que os estudantes indiquem que as fezes das antas carregam sementes que, em contato com o solo, germinam, dando origem a novas plantas.
Para ampliar a reflexão, é possível questionar os estudantes sobre outros animais que cumprem essa função de “jardinar”, ou seja, de dispersar as sementes pelas florestas.
Comente que a população de antas diminuiu no Brasil de maneira geral, por conta de atividades como o desmatamento, a agricultura em larga escala e a caça, entre outros fatores, que variam de acordo com o bioma onde as antas se encontram. Caso queira ampliar esse tema, consulte o texto disponível em: https:// www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2020/04/ jardineiras-da-floresta-ameaca-antas-poe-em-risco-biodiversidade-de-ecossistemas; acesso em: 22 ago. 2025.
Encaminhe a atividade 5 organizando os trios, oriente os estudantes para a realização das entrevistas. Se possível, forme grupos heterogêneos para que os estudantes possam se ajudar com base nas habilidades de cada um. Para o item 5. a), os estudantes de-
IDEIA PUXA IDEIA
A jardineira da floresta
A anta é um animal que vive em várias partes do Brasil. Leia o poema sobre ela e observe a fotografia.
Anta
Anta É bem giganta Tem tromba Igual elefanta.
Antes, Eram tantas
As antas! Hoje, Existem Quantas?
LALAU; LAURABEATRIZ. Novos brasileirinhos São Paulo: Cosac & Naify, 2002. p. 4.
A anta é conhecida como a jardineira da floresta, pois ajuda a espalhar as sementes de plantas nos terrenos por onde anda. Veja como isso acontece.
Esquema ilustrativo.
Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.
vem ouvir as respostas do entrevistado e realizar algum registro escrito, para depois, no item 5. b), poderem contar aos colegas o que descobriram. Se houver disponibilidade, os adultos entrevistados podem gravar a resposta em um aparelho eletrônico para que, posteriormente, os estudantes possam ouvi-la novamente e registrar a informação central coletada. Em + Atividades, consulte opções de ampliação desta atividade. Caso os estudantes vivam em ambientes urbanizados ou locais onde a fauna não tenha sofrido alterações significativas, sugira que façam uma pesquisa sobre algum exemplo dessas mudanças na fauna.
A anta come várias partes das plantas, inclusive os frutos com sementes.
Ela anda por diversos locais da floresta.
As sementes saem com as fezes da anta e podem germinar e dar origem a novas plantas, espalhando vários tipos de planta pela floresta.
1. Os estudantes devem contornar anta e elefanta. Se necessário, comente que elefanta é a fêmea do elefante.
Contorne no poema os nomes dos animais.
Um dos animais do poema não vive no Brasil. Desembaralhe as sílabas para descobrir que animal é esse.
LE TA E FAN
Elefanta.
De acordo com o poema, qual é a semelhança entre a anta e a elefanta?
Ambas têm tromba.
Pinte no poema a palavra que indica que a anta é um animal bem grande.
ATENÇ ÃO
Forme um trio com os colegas e façam as atividades a seguir.
a) Conversem com um morador mais antigo do bairro onde um de vocês vive. Pode ser um parente ou vizinho.
• Façam estas perguntas para a pessoa:
Veja comentários e orientações no Encaminhamento
• Tem algum animal que era comum no passado e hoje não vemos mais neste bairro? Por que você acha que isso aconteceu?
• Hoje, existem animais que são comuns neste bairro e que não costumavam ser vistos no passado? Por que você acha que isso aconteceu?
b) Na sala de aula, contem o que descobriram para os colegas e o professor.
Organize uma roda de conversa para que cada grupo conte o que descobriu. Pergunte para a turma se as respostas foram parecidas.
Pelo menos um adulto responsável por vocês deve acompanhar toda a conversa. 205
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ATIVIDADES
A atividade 5 pode ser complementada com as sugestões a seguir.
1. Desenhem o que descobriram com a entrevista realizada na atividade 5. Dica: os desenhos podem ser acompanhados de frases simples que expliquem as imagens.
2. Converse com uma pessoa que veio de outro lugar para morar na comunidade:
• Que animais existiam no lugar de onde você veio e que não são encontrados aqui? E que animais há aqui que não existiam no lugar de onde você veio?
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
PARA O PROFESSOR
• AGUIAR, Pablito. “Vocês, Cutias, são as nossas jardineiras”, diz Castanheira-do-pará (reportagem em quadrinhos). Sumaúma – Jornalismo do Centro do Mundo, 30 abr. 2025. Disponível em: https://sumauma.com/voces-cutias-sao-as-nossas-jardineiras-dizcastanheira-do-para/. Acesso em: 23 ago. 2025. Essa reportagem em quadrinhos pode ser compartilhada com os estudantes como forma de explorar o tema apresentado na seção.
ENCAMINHAMENTO
Solicite aos estudantes que observem as imagens dos seres vivos e descrevam suas características físicas. A intenção é acessar os conhecimentos prévios da turma por meio da exploração das imagens. É importante criar um ambiente respeitoso, em que eles não tenham receio de expor suas ideias. Toda resposta pode ser aproveitada e conduzida para a construção de conhecimento, valorizando a competência comunicativa. Pergunte se alguém já acompanhou o desenvolvimento de um animal. Incentive a participação de toda a turma. Peça aos estudantes que tenham ou que já tiveram animal de estimação para contarem como foi a experiência de acompanhar o crescimento dele.
Na atividade 1, oriente os estudantes a relacionar as imagens com as etapas do ciclo vital do cachorro: nascimento, crescimento e reprodução. Conduza a conversa de modo que eles percebam que os seres vivos nascem, crescem, podem se reproduzir, envelhecem e morrem. Ressalte que esse processo/ ciclo não acontece com os componentes não vivos do ambiente. Esses componentes até podem se modificar ao longo do tempo – por exemplo, uma rocha pode se desgastar pela ação do vento e da água, mas ela não é capaz de se reproduzir. Outro tema que pode ser questionado pelos estudantes é a morte, um acontecimento inevitável e natural na vida dos seres vivos. Pergunte a eles se já tiveram um animal de estimação que morreu. Incentive-os a descrever as sensações que tiveram nesse momento. É importante que os estudantes tenham oportunidade de lidar com as emoções e expressar
O ciclo vital dos animais
Como todo ser vivo, os animais têm um ciclo vital ou um ciclo de vida.
Observe parte do ciclo vital de um cachorro.
Forme dupla com um colega. Conversem sobre o que cada uma das imagens mostra.
Os filhotes de alguns animais têm a aparência muito diferente da aparência dos animais adultos. Quando isso acontece, dizemos que esses animais passaram por transformações durante o ciclo vital.
1. Espera-se que os estudantes digam que as imagens mostram o ciclo vital de um cachorro. Na imagem 1, um cachorro ainda filhote. Na imagem 2, o cão um pouco crescido. Na imagem 3, dois cães adultos. Na imagem 4, uma cachorra com filhotes.
o que sentem. Crianças nessa faixa etária muitas vezes apresentam dificuldades para identificar e nomear o que sentem. Se for o caso, faça mediações que os auxiliem a nomear os sentimentos, contribuindo para o desenvolvimento de competências socioemocionais.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes percebam que o filhote é diferente do animal adulto. Só depois da metamorfose é que o animal adquire a aparência do adulto. Oriente os
estudantes a compararem as transformações que ocorrem no organismo dos seres vivos com as mudanças que acontecem com os objetos ao longo do tempo. O que é diferente? O que é semelhante? Possibilite a troca de informações entre eles. Se julgar oportuno, retome o que foi abordado sobre o mosquito da dengue, no Capítulo 1 da Unidade 2. Ressalte que o mosquito da dengue também passa por metamorfose durante seu ciclo de vida.
ATIVIDADES
Do casulo, sai a borboleta adulta. 4
Ovo de borboleta colocado por uma borboleta adulta.
Do ovo nasce a lagarta. 2 Depois de um tempo, a lagarta forma um casulo. Esse estágio é chamado pupa ou crisálida. 3
Esquema ilustrativo.
Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.
As cores não correspondem aos tons reais.
a) Como se chama a fase da borboleta depois que ela sai do ovo?
Lagarta.
b) Compare a lagarta com a borboleta adulta. Cite duas diferenças entre elas.
Espera-se que os estudantes percebam que a lagarta é diferente do animal adulto e que só depois da metamorfose o animal fica com a aparência do adulto. As diferenças podem ser: a lagarta não tem asas, mas o adulto (borboleta) tem; a lagarta se locomove rastejando, mas a borboleta pode voar.
O conjunto de mudanças que ocorre ao longo da vida de alguns animais, como a borboleta, é chamado metamorfose.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• MUDANÇA mágica (borboletas e mariposas). Publicado por: imagoUFRJ. 2011. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://www.youtube.com/user/imagoUFRJ/featured. Acesso em: 20 ago. 2025. O vídeo apresenta informações sobre insetos e sobre a metamorfose das borboletas.
A metamorfose dos insetos é algo que costuma fascinar a maioria das crianças. Comente com os estudantes que vários insetos passam por metamorfose em seu ciclo vital, como borboletas, besouros, moscas e mosquitos, por exemplo. Mostre aos estudantes fotografias das larvas e dos respectivos animais adultos. Peça a eles que discutam as diferenças observadas nos animais com o passar do tempo.
Se for possível, peça aos estudantes que montem ciclos de vida de alguns desses animais utilizando fotografias pesquisadas na internet. Oriente-os em uma pesquisa para conhecerem melhor os animais que passam por metamorfose durante o ciclo vital.
20/09/2025 21:47
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção, providencie com cada trio de estudantes: papel-cartão, régua, lápis, lápis de cor e tesoura com pontas arredondadas.
ENCAMINHAMENTO
A atividade contribui para o desenvolvimento da autonomia dos estudantes ao solicitar que eles mesmos confeccionem o jogo.
Leia a lista dos materiais necessários e o passo a passo para a confecção das cartas do jogo. Depois, oriente os estudantes a se organizarem e a dividirem as tarefas. Esclareça que o trabalho em equipe possibilita que as tarefas sejam cumpridas com maior rapidez e de forma colaborativa. Ao solicitar aos estudantes que escrevam o nome do animal, a atividade favorece a produção de escrita. Aproveite o momento para incentivar que formulem e expressem suas hipóteses de escrita dos nomes e, se necessário, ajude-os escrevendo os nomes dos animais na lousa. Depois das cartas prontas, explique as regras do jogo. Combine com a turma o tempo que será destinado ao jogo. É importante que os estudantes aprendam a respeitar os prazos determinados para cada atividade.
MÃO NA MASSA
Jogo da memória
Nesta atividade, você vai formar um trio com os colegas para criar um jogo da memória e brincar com ele.
Material
• papel-cartão
• régua
• lápis
Procedimento
• lápis de cor
• tesoura com pontas arredondadas
1 Na folha de papel-cartão, desenhem 12 quadrados iguais. Esses serão os cartões do jogo. Elementos fora de proporção. As cores não correspondem aos tons reais.
2 Recortem os cartões.
3 Organizem os cartões em seis pares. Em cada par:
a) Desenhem e pintem um animal em um cartão.
b) Escrevam o nome desse animal no outro cartão.
Representação das crianças recortando os cartões.
TEXTO COMPLEMENTAR
A diversidade de vida
Ao olharmos a nossa volta, durante um passeio pelo campo ou por uma floresta, é impossível não notarmos a magnífica diversidade da vida. [...] Fica difícil não nos perguntarmos de onde vem essa diversificação da vida, essa incrível variedade entre os seres vivos, ou quem é esse tal maestro, responsável por toda essa diversidade.
Representação das crianças desenhando os cartões.
Representação das crianças desenhando e escrevendo nos cartões.
Foram essas as perguntas a que Charles Darwin tentou responder durante as suas explorações pelo mundo. [...]
Em suas viagens, especialmente pela América do Sul, Darwin percebeu que existia uma profunda relação entre a história dos seres vivos e a história geológica da Terra. [...] A partir de suas observações, Darwin concluiu não só que o mundo era bem mais velho do que se imaginava, mas também que os seres vivos sofriam lentas modificações com o tempo.
Hora do jogo!
O jogo deve continuar até acabar os cartões. Ganha quem fizer mais pontos. 1 2 3 4
Embaralhem os cartões sobre uma mesa, com o desenho e os nomes dos animais virados para baixo.
Decidam quem vai começar o jogo e a sequência.
O primeiro jogador escolhe um cartão e vira para ver o desenho ou o nome que está nele. Em seguida, o mesmo jogador vira mais um cartão para tentar formar o par correspondente: o cartão com o desenho e o cartão com o nome do animal.
a) Se acertar, o jogador, fica com os cartões e passa a vez para o outro colega.
b) Se errar, vira novamente os cartões e passa a vez para o colega.
DICA
Os outros participantes podem aproveitar para memorizar o que indica cada cartão virado pelo colega.
Representação das crianças jogando o jogo da memória.
Depois de finalizar a brincadeira, conversem:
a) Como foi fazer seu próprio jogo da memória?
b) Todos os integrantes do grupo cooperaram para o jogo?
c) Em casa, conte aos seus familiares como foi fazer o próprio jogo. Vocês podem fazer um novo jogo da memória para brincarem juntos. 5 Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
Espécies sofrem mudanças involuntárias durante a sua reprodução, que hoje chamamos de mutações genéticas. Embora, em geral, essas mutações sejam extremamente destrutivas, de raro em raro uma mutação acaba por beneficiar a sobrevivência de uma espécie. Por exemplo, se um rato nascer mais peludo do que os outros de sua espécie, ele terá melhores chances de sobreviver se uma mudança climática provocar uma
Na atividade 5. a) e 5. b), permite-se que os estudantes avaliem como foi a atividade. Ao realizarem uma autoavaliação, eles podem identificar pontos a melhorar em futuras atividades em grupo. Aproveite para perguntar a eles qual nome de animal foi mais fácil e qual foi o mais difícil de escrever. Se achar oportuno, peça que escrevam as palavras no caderno novamente, praticando assim a escrita. No item 5. c), sugira aos estudantes que compartilhem com seus familiares as impressões que tiveram ao fazer o jogo da memória. Incentive-os a criar outro jogo com os pais ou responsáveis.
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queda brusca na temperatura. Ao se reproduzir, ele poderá gerar mais ratos peludos até que, após um longo tempo, sobreviverão apenas os ratos peludos. Darwin havia encontrado o maestro que conduz a sinfonia da diversificação biológica na Terra: a seleção natural. [...]
GLEISER, Marcelo. In: BIZZO, Nélio Marco Vicenzo. Darwin: do telhado das Américas à teoria da evolução. São Paulo: Odysseus Editora, 2002, p. 9-12. (Coleção imortais da ciência.)
ENCAMINHAMENTO
Na seção O que estudei, buscamos retomar os principais conteúdos trabalhados ao longo da unidade, com o objetivo de sistematizar e consolidar conceitos estudados. Essa sistematização não é apenas um momento de revisão, mas também de reflexão, no qual os estudantes são convidados a analisar o próprio percurso de aprendizagem e a realizar uma autoavaliação. Esse processo contribui para que cada estudante reflita sobre o que aprendeu, como aprendeu e quais aspectos ainda precisam de maior atenção.
Essa seção, em conjunto com as atividades distribuídas ao longo dos capítulos, tem como função criar oportunidades constantes de avaliação do processo de ensino e aprendizagem. Com base no resultado dessas avaliações, é possível redirecionar ou ajustar o plano de trabalho, adaptando estratégias, conteúdos e metodologias para garantir que todos os objetivos de aprendizagem previstos sejam alcançados.
Ao incentivar a reflexão sobre os conteúdos e a realização de uma autoavaliação, oferecemos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprendizagem.
Explique à turma que este é o momento de retomar o que foi trabalhado ao longo da unidade, identificando avanços e reconhecendo possíveis dificuldades. Essa prática favorece o desenvolvimento de processos metacognitivos, ajudando cada estudante a compreender seu próprio aprendizado e a perceber a evolução ocorrida.
O QUE
ESTUDEI
A turma de Janaína fez um passeio para o Museu de Zoologia da cidade. Dias antes do passeio, a professora mandou um bilhete para os adultos responsáveis pelos estudantes com informações importantes. Leia o que estava escrito.
Car�� resp��s�is,
No dia 11 de de��m��o de 2026, farem�� um passeio ao Museu de �o����ia da �idade.
Os estudantes de��m che�ar à es�o�a às 8 h��as da manhã. Ret��narem�� à es�o�a às 5 h��as da tarde.
a) Pinte no calendário a seguir a data em que ocorreu o passeio ao Museu de Zoologia, incluindo o dia, o mês e o ano.
DEZEMBRO DE 2026
Domingo Segunda-feira Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira Sábado
b) Em que dia da semana aconteceu o passeio?
Sexta-feira.
Observe a tarefa que a professora passou. 2 3
O Museu de Zoologia abre às 9 horas da manhã e fecha às 4 horas da tarde. Esse período corresponde: ao dia. à noite.
Vocês vão escolher dois animais e fazer uma ficha com as características deles.
• Ajude Janaína a completar as fichas dos animais escolhidos.
Nome: Ema
Vive em ambiente: Terrestre
Cobertura do corpo: Penas
Nome: Tamanduá-bandeira
Vive em ambiente: Terrestre
Cobertura do corpo: Pelos
20/09/2025 21:47
A atividade 1 permite recordar com os estudantes o que eles aprenderam sobre calendários e a passagem do tempo, assuntos do Capítulo 1, mobilizando a habilidade EF02HI07. Se julgar oportuno, complemente a atividade solicitando aos estudantes que indiquem, em um relógio digital, o horário em que a turma de Janaína deve chegar à escola para o passeio e o horário que eles vão retornar.
Aproveite a atividade 2 para relembrar com a turma o movimento aparente do Sol, que é decorrente do movimento de rotação da Terra. Esse movimento resulta na sucessão de dias e noites, assunto do Capítulo 1
A atividade 3 permite avaliar o desenvolvimento da habilidade EF02CI04 Aproveite para recordar com os estudantes as características dos animais, assunto do Capítulo 3
ENCAMINHAMENTO
A atividade 4 permite aferir o desenvolvimento da habilidade EF02CI06. Aproveite para recordar com os estudantes as características das plantas e as principais partes do corpo vegetal, assunto do Capítulo 2
Aproveite a atividade 5 para se certificar de que os estudantes compreendem que as plantas estão adaptadas ao ambiente em que vivem. O aguapé, por exemplo, tem estruturas que permitem que a planta flutue na água.
A atividade 6 permite recordar com a turma o movimento aparente do Sol no céu durante o dia, relembrando que o Sol atinge o ponto mais alto no céu próximo ao meio-dia. A atividade favorece mobiliza a habilidade EF02CI07.
A atividade 7 possibilita o aprendizado entre pares. Esse momento de trocas pode ser muito proveitoso para esclarecer dúvidas remanescentes sobre o conteúdo. Oriente a turma a agir com respeito, ouvindo os colegas sem fazer julgamentos de valor e esperando a vez de falar. Proporcione um ambiente confortável para que todos se sintam à vontade para se expressarem.
Durante o passeio, Janaína viu animais se alimentando no ambiente onde viviam e percebeu que muitos animais comem plantas. Escreva a parte da planta que cada animal está comendo: raiz, fruto ou folhas.
a) Gafanhoto: folhas .
b) Peixe: raiz .
c) Macaco: fruto
Próximo ao meio-dia, Janaína e os colegas fizeram uma pausa para comer. Eles se sentaram perto de um lago, na área externa do museu, onde puderam ver diferentes plantas.
a) Em que ambiente vive o aguapé? Marque um na resposta. Aquático. Terrestre.
b) Em que ambiente vive o agapanto? Marque um na resposta.
Aquático.
Terrestre.
Complete o texto com as palavras do quadro.
Sol Tarde Manhã
A excursão para o museu começou de manhã e terminou de tarde . Quando a turma parou para almoçar, o Sol estava bem alto no céu.
Em roda, conversem sobre o que aprenderam nesta Unidade.
• Compartilhe suas dúvidas e ouça as dúvidas dos colegas.
• Quem souber ajuda aquele que tem dúvida. Se for necessário, o professor pode ajudar nesta tarefa.
AUTOAVALIAÇÃO
Respostas pessoais.
Marque um em uma das opções para avaliar suas ações ao longo dos estudos desta Unidade.
Aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.
Sempre Às vezes Nunca
Respeitei o professor e os colegas?
Prestei atenção nas explicações?
Pedi ajuda quando tive dúvidas?
Contribuí nas atividades em grupo?
20/09/2025 21:47
A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu e o que ainda precisa melhorar no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver estudantes PcD na turma, de maneira geral, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas, quando necessário. Finalize pedindo um compromisso para a próxima aula, para que a autoavaliação tenha consequência prática.
Ao final, promova um momento coletivo de troca de ideias, no qual os estudantes possam compartilhar impressões sobre o que aprenderam e sobre os desafios que encontraram. Essa prática valoriza a diversidade da turma, incentiva a escuta ativa e reforça a noção de que o aprendizado é um processo colaborativo e inclusivo, no qual cada voz e cada experiência contribuem para o crescimento de todos.
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Nesta unidade, o estudo se volta para as relações entre as atividades humanas e o ambiente. A partir de uma abordagem interdisciplinar, são propostas reflexões e investigações acerca das atividades produtivas, do trabalho, dos meios de transporte e de comunicação, levando em consideração a dependência de recursos naturais e os impactos gerados sobre a natureza.
O Capítulo 1 versa sobre trabalho e os trabalhadores, abordando atividades produtivas e extrativas, seus impactos no ambiente e as práticas e papéis sociais das pessoas nas diferentes funções que exercem.
O Capítulo 2 explora diferentes impactos ambientais resultantes de ações humanas sobre o ambiente, apresenta diferentes iniciativas de soluções para os danos ambientais e, por fim, mostra como diferentes comunidades se relacionam com o ambiente de forma sustentável.
O Capítulo 3 encerra a unidade voltando o foco para os meios de transporte e as telecomunicações. Ao longo do capítulo, são abordadas as mudanças tecnológicas nesses serviços e as transformações sociais associadas a eles.
UNіDADE 4
ATIVIDADES HUMANAS E O AMBIENTE
No filme A fuga das galinhas, as galinhas de uma granja estão cansadas de ter de botar tantos ovos. Um dia, os donos dessa granja decidem parar de vender ovos e começar a vender tortas de galinha. Ao descobrirem isso, o pânico toma conta do galinheiro. Com medo de virarem torta, as galinhas se organizam para fugir do galinheiro, e para isso constroem um avião.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Relacionar alimentos e materiais de uso cotidiano com atividades produtivas de diferentes lugares.
• Identificar formas de trabalho e sua importância para a vida coletiva.
• Reconhecer animais e plantas criados pela agropecuária.
• Identificar partes das plantas que são usadas pelas pessoas.
• Identificar impactos ambientais provenientes de atividades produtivas, em especial os relacionados ao uso da água e do solo.
• Reconhecer impactos ambientais relacionados ao trabalho humano.
• Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação no tempo e no espaço.
• Conhecer as principais características dos meios de transporte e comunicação.
Você sabe o que é uma granja?
Você sabe o que acontece com um ovo desde que ele sai da granja até chegar à sua casa?
Qual meio de transporte as galinhas construíram para fugir da granja?
Pergunte aos estudantes se eles reconhecem a cena do filme apresentado na abertura e solicite que relatem do que se lembram. Se julgar oportuno, projete alguns trechos da animação ou mesmo a obra completa, que aborda alguns dos assuntos que serão desenvolvidos ao longo da unidade. Encaminhe a conversa para a temática da produção agropecuária, questionando os estudantes sobre de onde vêm os ovos e a carne de frango que consumimos. Verifique se eles identificam a participação de diferentes trabalhadores nas atividades que englobam a granja, o transporte aos frigoríficos e aos mercados, responsáveis pela produção, distribuição e venda dos ovos e da carne das aves citadas. Avalie as respostas para sondar os conhecimentos prévios da turma acerca do tema. Use as questões propostas para engajar os estudantes, incentivando-os a usar a criatividade para propor soluções para os problemas enfrentados pelas galinhas do filme.
Na atividade 1, ouça as respostas dos estudantes e esclareça que uma granja é um local destinado à criação de aves, especialmente galinhas, para fins comerciais (produção de ovos ou carne).
Na atividade 2, avalie as respostas dos estudantes e destaque aquelas que se referem à cadeia produtiva dos ovos, como transporte, armazenamento e comercialização. Esse assunto será desenvolvido ao longo da unidade.
Na atividade 3, a resposta esperada é avião; os estudantes podem obter essa informação a partir da leitura do texto ou relembrando a história, caso tenham assistido ao filme. Aproveite a conversa para avaliar se eles compreendem o conceito de meio de transporte, que será desenvolvido ao longo da unidade.
Cena do filme A Fuga das galinhas, dirigido por Nick Park e Peter Lord. Reino Unido e Estados Unidos, 2000.
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar exemplos de animais e plantas que são criados pela agropecuária.
• Conhecer a origem de materiais extraídos da natureza.
• Reconhecer partes de plantas que têm utilidade para as pessoas.
• Identificar diferentes formas de trabalho e sua importância para a vida coletiva.
• Reconhecer diferentes formas de trabalho existentes na comunidade.
• Relacionar práticas de trabalho à organização da vida em comunidade.
BNCC
HABILIDADES
(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.
(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.
(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.
(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais.
(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.
1 TRABALHO E TRABALHADORES
Leia a história em quadrinhos a seguir.
Hummm… o cherinho da comida tá muito bom, mamãe!
Então, vamos ver se você aprendeu mesmo. Nesta comida tem o trabalho de quem?
Das pessoas que trabalharam nas plantações e as que criaram os animais. Ah, e tem os motoristas que levaram tudo de um lugar para outro.
(EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, seus significados, suas especificidades e importância.
TEMAS CONTEMPORÂENOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Diversidade cultural.
• Trabalho.
Marina, me conta o que você aprendeu na escola hoje.
Hoje a professora explicou que tudo o que usamos ou comemos teve o trabalho de alguém.
E para completar também tem os vendedores do supermercado onde comprei todas estas coisas.
Estamos esquecendo de alguém muito importante: a minha mamãe! Que fez essa comida deliciosa.
ENCAMINHAMENTO
Neste início de capítulo, por meio de uma história em quadrinhos, são contextualizadas as temáticas que serão trabalhadas ao longo do estudo, relacionando o consumo do dia a dia a diferentes atividades produtivas e às inúmeras formas de trabalho. Ao longo de todo o capítulo há o desenvolvimento do TCT Trabalho.
Está mesmo!
De acordo com a história em quadrinhos, o que Marina aprendeu na escola?
Marina aprendeu sobre a importância do trabalho das pessoas e sobre quantas delas estão envolvidas em um processo que começa no campo e termina em uma refeição.
Pinte os nomes dos alimentos que aparecem nas imagens da história da página anterior.
ATIVIDADES
Separe os estudantes em duplas e peça que cada uma escolha um objeto da sala de aula. No caderno, eles devem fazer uma lista dos trabalhadores necessários para produzir o objeto escolhido até que ele esteja pronto para ser usado. Ao final, construa na lousa um quadro coletivo com as informações que cada dupla coletou.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
Na cozinha da casa de Marina existem vários objetos que foram feitos com o trabalho de muitas pessoas.
• Observe as imagens. Depois, relacione os objetos aos trabalhadores que os produziram.
Inicie o trabalho com o capítulo fazendo uma leitura dos quadrinhos; em seguida, dê encaminhamento para a realização das atividades. Na atividade 3, retome o primeiro quadrinho da história, no qual é possível observar diferentes objetos presentes na cozinha da casa de Marina. Peça aos estudantes que observem os objetos presentes nesse espaço e busquem compreender, ao observar as fotografias, como
• CHU, Teddy. Do campo a mesa: o caminho dos alimentos. São Paulo: Moderna, 2012. Nesse livro é possível conhecer alguns exemplos de alimentos em seus percursos desde o cultivo, passando pelo transporte e distribuição até a mesa do consumidor. Apesar de ser um livro infantil, seu conteúdo ainda é complexo para a faixa etária dessa etapa da educação; por isso, sugerimos sua leitura pelo professor e, se achar conveniente, pode-se apresentar algum dos exemplos à turma trabalhando-o em sala de aula de forma coletiva.
24/09/2025 17:45
eles foram produzidos pelo trabalho de diferentes pessoas. Incentive-os a observar as imagens e a estabelecer relações entre os objetos e os trabalhadores que os produziram. Esse exercício ajuda a perceber como os papéis sociais se articulam e como o trabalho humano está presente em quase tudo o que utilizamos no dia a dia. Essa atividade mobiliza a habilidade EF02HI10.
ENCAMINHAMENTO
Em Agricultura e pecuária e Materiais retirados da natureza, são trabalhadas diferentes atividades produtivas: a agricultura, a pecuária, o extrativismo vegetal e o extrativismo mineral, o que contribui para mobilizar a habilidade EF02GE07. Os impactos ambientais relacionados a essas atividades serão tratados no Capítulo 2 desta unidade.
Inicie o trabalho promovendo uma leitura compartilhada do texto, chamando a atenção dos estudantes para as fotografias. Faça algumas perguntas para explorar as imagens e as legendas, como: qual produto é plantado nos lugares retratados nas fotografias 1 e 2? Esses produtos fazem parte da refeição do seu dia a dia? Neste momento, talvez seja necessário explicar à turma que a mandioca tem outros nomes, como aipim e macaxeira, dependendo da região.
Continue a exploração das fotografias perguntando: que tipo de gado foi retratado nas fotografias 3 e 4? Você conhece outros tipos de animais criados para aproveitar a carne, o leite ou os ovos? Você vive ou já foi em algum lugar onde se pratica a agricultura ou a pecuária? Ao abordar os animais criados para subsistência ou fins econômicos, proponha perguntas para que os estudantes tentem relacionar os diferentes produtos aos animais que os originam. Avalie se eles identificam que os ovos que consumimos se originam de aves (galinhas em especial, mas também codornas, patas e outras); que a carne provém de bois, porcos, frangos e outros; e que o leite é obtido sobretudo de vacas, mas também de cabras e ovelhas.
O conteúdo apresentando nesta dupla de páginas também mobiliza habilidades ligadas à compreensão das práticas sociais e das formas de trabalho. O texto e as ima-
AGRICULTURA E PECUÁRIA
A maioria dos ingredientes utilizados na refeição preparada pela mãe de Marina foi produzida no campo
No campo, são realizadas inúmeras atividades. Entre as principais estão a agricultura e a pecuária. Na agricultura, é feito o plantio de vegetais para produção de alimentos. Também ocorre o cultivo de plantas utilizadas para produzir roupas, combustíveis e muitas outras coisas.
Observe as fotografias que mostram atividades relacionadas à agricultura.
Plantação de feijão-mucuná no município de Joinville, no estado de Santa Catarina, em 2018.
Colheita de mandioca no município de Ivinhema, no estado de Mato Grosso do Sul, em 2024.
Já a pecuária consiste na criação de animais para produção de alimentos, como carnes, ovos, leite, queijo, entre outros. Também é possível produzir mel e couro, que é usado na fabricação de calçados e roupas, entre outros produtos.
gens destacam atividades humanas ligadas ao plantio, à colheita e à criação de animais, que são fundamentais para a produção de alimentos, roupas, combustíveis e outros itens usados no cotidiano. Isso possibilita que os estudantes identifiquem e descrevam as atividades realizadas por pessoas que trabalham no campo (EF02HI02). Além disso, o estudo evidencia diferentes formas de trabalho — no caso, o trabalho na agricultura e na pecuária — presentes em diferentes comunidades do Brasil (EF02HI10).
Na atividade 3, entre as respostas apresentadas pelos estudantes, é possível que eles ci-
tem os alimentos que aparecem na ilustração inicial do capítulo, assim como outros produtos que fazem parte da alimentação deles no dia a dia. Na coluna da agricultura, poderão citar: arroz, feijão, mandioca (com a qual se faz a farinha, por exemplo), alface, tomate etc. Na coluna da pecuária, poderão citar: carne de boi (ou de vaca), carne de porco, frango, leite, queijo, iogurte etc. Essa atividade pode ser feita de forma coletiva, com a participação de toda a turma, fazendo os registros na lousa e solicitando aos estudantes que copiem o quadro disponível no livro.
ATIVIDADES
Observe as fotografias a seguir, que mostram atividades relacionadas à pecuária.
3 4
Criação de gado no município de Uberaba, no estado de Minas Gerais, em 2025.
1
2
3
Criação de galinhas no município de Breves, no estado do Pará, em 2022.
Pinte os números que representam as fotografias que representam a agricultura.
1 3 2 4
Pinte os números que representam as fotografias que representam a pecuária.
1 3 2 4
Escreva nos espaços correspondentes os nomes de alimentos que vêm da agricultura e da pecuária.
Veja orientações no Encaminhamento
Agricultura
Pecuária
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21/09/2025 00:46
Ao longo do estudo do capítulo, solicite que os estudantes providenciem imagens das atividades produtivas estudadas: agricultura, pecuária e extrativismo. Oriente-os a colar a imagem em uma folha de papel avulsa e escrever um pequeno texto com as seguintes informações: qual é a atividade; onde está sendo realizada a atividade (campo ou cidade) e, se possível, a localização (município, estado e país); e o que está sendo produzido.
Providencie um espaço na parede da sala de aula para colar um papel kraft, onde os estudantes poderão colar as imagens e o texto escrito por eles. A colagem pode ser feita ao final do estudo de cada atividade abordada neste capítulo, formando um grande mural com atividades diversas. Converse com os estudantes sobre as diferenças e semelhanças entre as atividades retratadas, chamando a atenção para os produtos e o trabalho envolvido em cada uma delas.
ENCAMINHAMENTO
A extração mineral é a fonte de muitos dos materiais utilizados em objetos de uso cotidiano. Ao explorar as imagens destas páginas, solicite aos estudantes que apresentem exemplos de objetos cujos materiais constituintes foram obtidos por meio do extrativismo. Metais, cerâmica, areia e até o sal usado na culinária podem ser mencionados. Encaminhe a conversa de modo a evidenciar que a extração mineral é uma atividade fundamental para a sociedade, dada a ampla gama de matérias-primas que fornece. Com essa abordagem, há o desenvolvimento da habilidade EF02CI01
Comente com os estudantes que as atividades de retirada de madeira e de minerais da natureza devem ser feitas de acordo com as leis ambientais, para que não causem danos ao ambiente. A retirada de árvores para a produção de madeira, por exemplo, não pode ocorrer em áreas protegidas. Em geral, a retirada de madeira ocorre na atividade chamada silvicultura, que é o plantio de árvores especificamente para a produção madeireira.
O sal, presente na refeição preparada pela avó de Marina, é um exemplo importante para compreender como os recursos da natureza se transformam em parte da vida cotidiana. Comente com a turma que, desde tempos muito antigos, o sal é utilizado pelas sociedades humanas como tempero e como forma de conservação de alimentos, quando ainda não existiam geladeiras. Povos de diferentes regiões do mundo desenvolveram técnicas para extrair o sal, seja em minas subterrâneas, seja em áreas litorâneas conhecidas como
MATERIAIS RETIRADOS DA NATUREZA
Na história do início deste capítulo, a mãe de Marina preparou uma refeição para compartilhar com sua filha. Ao preparar essa refeição, ela usou diferentes temperos. Entre os temperos utilizados está o sal.
O sal é um produto extraído da natureza. Observe uma das formas de extração do sal na fotografia a seguir.
O sal pode ser extraído das salinas, onde é separado da água do mar.
Salina no município de Macau, no estado do Rio Grande do Norte, em 2019.
Além do sal, é possível identificar na cozinha da mãe de Marina objetos feitos com outros materiais retirados da natureza. A geladeira e o fogão, por exemplo, têm partes produzidas com ferro. O minério de ferro é extraído das rochas.
salinas. O sal também pode ser retirado de plantas, como é a prática de muitos povos indígenas. Sobre isso, sugerimos os vídeos indicados no boxe Conexão
Ao observar a fotografia da extração do sal, os estudantes podem perceber que esse produto passa por processos de trabalho até chegar às cozinhas. Agricultores, trabalhadores das salinas, comerciantes e cozinheiros fazem
Minério de ferro: rocha da qual o ferro pode ser extraído.
Escavadeira retirando minério de ferro no município de Congonhas, no estado de Minas Gerais, em 2016.
parte de uma cadeia que conecta natureza, trabalho e consumo.
Essa discussão mobiliza as habilidades EF02HI02 e EF02HI10. Ao relacionar o uso cotidiano do sal com sua história, os estudantes aprendem a valorizar tanto os saberes tradicionais quanto os processos de produção que mantêm viva uma prática presente em diversas culturas.
Além dos utensílios que observamos na cozinha da mãe de Marina, existem outros objetos, como os materiais de construção da casa.
A maior parte dos materiais usados na construção também foi extraída da natureza. Tijolos e azulejos, por exemplo, são feitos de argila.
Observe a extração de argila na fotografia a seguir.
Argila sendo extraída do solo no município de Boa Vista, no estado de Roraima, em 2022.
PARA O PROFESSOR
• POVO Waurá e o sal do aguapé: documentário. Publicado por: Embrapa. 2024. 1 vídeo (ca. 20 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch? v=ngGmFOxmSc. Acesso em: 22 set. 2025.
O povo Waurá possui uma técnica tradicional de extrair sal da planta utilizando o aguapé, que ocorre em algumas lagoas da região.
b) Um objeto produzido com argila. 1 2
Observe novamente as fotografias. Depois, complete as frases.
a) Na fotografia 1, é possível observar a separação do sal da água do mar, nas chamadas salinas.
b) Na fotografia 2, é retratada a extração de minério de ferro da natureza.
c) Já a fotografia 3 mostra a retirada de argila do solo.
Com a ajuda de um adulto, encontre em sua casa:
a) Um objeto produzido com ferro.
Resposta pessoal. Verifique se os estudantes escreveram corretamente o nome dos objetos. Entre os exemplos que eles podem citar estão a geladeira e o fogão, que apareceram na história em quadrinhos, o micro-ondas ou alguma panela de ferro.
Resposta pessoal. Verifique se os estudantes escreveram corretamente o nome dos objetos. Entre os exemplos que eles podem citar estão o filtro de barro, que apareceu na história em quadrinhos, vasos, pratos ou canecas.
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• DE ONDE vem o sal? Publicado por: De onde vem? 2015. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ok3p5bO5-c0. Acesso em: 22 set. 2025. Kika quer saber de onde vem o sal e sua mãe responde que vem do saleiro. Não era essa resposta que ela esperava. Então, o sal vira um personagem para explicar de onde vem e o caminho que percorre a partir das salinas.
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21/09/2025 00:46
• POVO Kayabi e o sal da palmeira inajá: documentário. Publicado por: Embrapa. 2024. 1 vídeo (ca. 18 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch? v=FEPHzU0C6MM. Acesso em: 7 out. 2025. O conhecimento tradicional dos Kayabi é aplicado na produção de sal utilizando um tipo de palmeira.
• VANZOLINI, Marina; WINKLER, Yuri. Os donos do sal. Piseagrama, Belo Horizonte, edição especial Vegetalidades, p. 8891, set. 2023. Disponível em: https://piseagrama. org/artigos/os-donosdo-sal/. Acesso em: 22 set. 2025.
Da autoria de antropólogos, o artigo trata de aspectos da produção do sal pelos Aweti utilizando o aguapé.
ENCAMINHAMENTO
Em Produtos retirados das plantas, a atividade produtiva trabalhada é o extrativismo vegetal. Nestas páginas são apresentadas diferentes práticas de extração vegetal no Brasil, como a coleta de látex, de castanha-do-pará e de erva-mate. Procure ampliar os exemplos, perguntando para a turma quais produtos eles usam no dia a dia, além dos alimentos, que têm origem em plantas. Traga novamente o exemplo do sal, citado na dupla anterior deste manual, que é produzido por meio de folhas de certas plantas, como indicado no boxe Conexão da dupla de páginas passada.
As atividades extrativistas retratadas nas fotografias permitem compreender os papéis sociais e as práticas de trabalho desenvolvidas em comunidades tracionais e pelos povos originários. O texto também valoriza a transmissão de conhecimentos de geração em geração, destacando como saberes comunitários orientam o cuidado com as árvores e plantas e garantem a continuidade das tradições, o que se relaciona com a preservação de memórias e histórias locais. Além disso, evidencia-se que a extração vegetal é uma forma de trabalho fundamental para muitas comunidades, responsável tanto pelo sustento quanto pela valorização cultural, o que possibilita discutir sua importância e especificidades, promovendo o desenvolvimento das habilidades EF02HI02 e EF02HI10. Se julgar oportuno, comente que óleos vegetais podem ser extraídos de diferentes partes das plantas. Por exemplo, os óleos essenciais, muito utilizados nas indústrias farmacêutica e cosmética,
A atividade trabalhada nesta dupla é o extrativismo vegetal. No entanto, não há necessidade de conceituá-lo neste momento, pois o foco agora é nas noções relacionadas ao conceito.
Produtos retirados das plantas
Em nosso dia a dia, podemos consumir diferentes produtos extraídos da natureza. Muitos deles são retirados diretamente de plantas. Entre esses produtos estão frutos, sementes, óleos, raízes e muitos outros.
A extração vegetal em áreas florestais é muito comum em comunidades tradicionais em diferentes partes do Brasil. As pessoas aprendem como fazer a extração vegetal com seus familiares. A relação dessas comunidades com a floresta busca respeitar as plantas, não causando desmatamento e deixando que elas se recuperem a cada retirada de frutos ou folhas, por exemplo. Observe as fotografias a seguir.
Coleta de látex no município de Mocajuba, no estado do Pará, em 2020. O líquido retirado da seringueira se chama látex. Com ele, é feita a borracha.
Coleta de castanha-do-pará no município de Apuí, no estado do Amazonas, em 2020.
podem ser extraídos de folhas (eucalipto, hortelã e citronela, por exemplo), troncos (cedro, copaíba, pinho e pau-rosa, por exemplo) ou flores (jasmim e lavanda, por exemplo).
Muitas comunidades tradicionais no Brasil dependem da atividade extrativista em diversas regiões do país, mas foi na Amazônia que houve maior organização enquanto movimento social, como apontado no Texto complementar.
O latex é um dos materiais usados na produção de pneus.
A castanha-do-pará pode ser consumida in natura ou pode ser usada como ingrediente de diversos produtos.
Coleta de folhas de erva-mate no município de Venâncio Aires, no estado do Rio Grande do Sul, em 2010.
Com a ajuda de um adulto, pesquise produtos de origem na extração vegetal que vocês consomem na sua casa. Anote os nomes desses produtos e depois compartilhe com os colegas e o professor.
Resposta pessoal. Entre os produtos que podem ser indicados pelos estudantes estão: sabonetes (que utilizam óleo de sementes vegetais), balões de festa (produzidos com látex), leites vegetais (como de castanhas), entre outros. 2
Complete o texto a seguir com as palavras do quadro. plantas produtos conhecimentos
a) Muitas comunidades no Brasil têm como principal trabalho a retirada de produtos vegetais da natureza.
b) Com os conhecimentos passados de geração em geração, as pessoas da comunidade sabem que devem cuidar bem de todas as árvores e de outros tipos de plantas .
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
Extrativistas
Famílias que vivem da extração de produtos, principalmente de origem vegetal. Apesar de existirem extrativistas em todo o território nacional, a categoria começou a ser organizar enquanto movimento social na Amazônia e, portanto, são chamados também de povos da floresta. São famílias e comunidade que tem nas atividades do extrativismo além de sua base de subsistência, sua reprodução social, cultural e material. Começaram a se organizar em torno do extrativismo de seringa e hoje possuem um Conselho Nacional dos Extrativistas (CNS) que também representa comunidades que se organizam em torno do extrativismo de outros produtos de origem agro ou vegetal como: castanheiros, coletores de açaí, balateiros, piaçabeiros, integrantes de projetos agroflorestais, extratores de óleo e plantas medicinais. Possuem uma forte relação com a conservação da biodiversidade e produção de produtos da sociobiodiversidade.
21/09/2025 00:47
• SOUZA, Vivian. Gente do campo: extrativista mostra como é viver da floresta entre a coleta de frutos e ameaças de morte. G1, 31 mar. 2022. Disponível em: https://g1.globo.com/ economia/agronegocios/agro-a-industria-riqueza-do-brasil/noticia/2022/03/31/gente-docampo-extrativista-mostra-como-e-viver-da-floresta-entre-a-coleta-de-frutos-e-ameacas-demorte.ghtml. Acesso em: 22 set. 2025. O artigo aborda as ameaças que atingem líderes de comunidades extrativistas pelas denúncias que fazem contra invasões e desmatamentos.
BRASIL. Ministério do desenvolvimento e assistência social, família e combate à fome. Extrativistas. Brasília, DF: MDS, 25 jun. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mds/ pt-br/acoes-e-programas/ acesso-a-alimentos-e-a-agua/ articulacao-de-politicaspublicas-de-san-para-povose-comunidades-tradicionais/ extrativistas. Acesso em: 22 set. 2025.
O chá-mate é uma bebida muito apreciada em todo o país.
ENCAMINHAMENTO
Nesta atividade, os estudantes são convidados a refletir sobre usos das plantas pelo ser humano, com foco nas plantas que possuem usos diversificados, envolvendo todas ou quase todas as partes do vegetal. Com essa dinâmica, é favorecido o desenvolvimento da habilidade EF02CI06.
Auxilie a turma na leitura da imagem, destacando os nomes das partes do açaizeiro e os usos que se faz delas. Questione os estudantes se eles conhecem essa planta e se a consomem de alguma forma. O creme de açaí é bastante popular e pode ser citado nesse momento; verifique se os estudantes reconhecem que esse alimento é produzido a partir do fruto do açaizeiro. Em seguida, leia com a turma as orientações das atividades e esclareça dúvidas que eventualmente surgirem.
Para a atividade 1, oriente os estudantes a realizar entrevistas com pessoas da comunidade que tenham bastante conhecimento sobre o assunto. Essas entrevistas podem ser feitas com avós, vizinhos, agricultores, raizeiros, benzedeiras, feirantes ou com jardineiros da própria escola ou do bairro. Ao conversar com essas pessoas, os estudantes terão contato direto com saberes tradicionais, que fazem parte da memória e das práticas culturais da comunidade. Assim, eles passam a valorizar o conhecimento local, compreendendo que existem diferentes formas de aprender sobre o mundo natural.
IDEIA PUXA IDEIA
Plantas superúteis
O açaí é o fruto de uma palmeira muito comum na Amazônia, o açaizeiro. Do açaizeiro se aproveita quase tudo.
Observe a imagem.
Usos do açaí
Cacho (sem frutos)
Usada para fazer telhados, artesanatos e ração animal.
Utilizado em artesanatos e outros produtos, como vassoura e adubo.
Semente Usada em artesanatos e para fazer adubo.
Fruto Usado como alimento e corante.
Palmito Consumido como alimento.
Usada como remédio em algumas comunidades. Utilizado em construções, para produzir papel e como adubo.
IMAZON. Boas práticas para manejo florestal e agroindustrial: produtos florestais não madeireiros. Belém, 23 jan. 2014. Disponível em: https://imazon.org.br/boas-praticas-para-manejo-florestal-eagroindustrial-produtos-florestais-nao-madeireiros/. Acesso em: 21 jul. 2025.
Assim como o açaizeiro, existem outras plantas das quais se usa quase tudo.
Essa dinâmica de trazer para a sala de aula os saberes botânicos que circulam na comunidade amplia a experiência educativa, pois permite que o conhecimento escolar dialogue com os saberes tradicionais, populares e científicos. Ao ouvir relatos de como determinadas plantas são usadas para a alimentação, para o preparo de chás medicinais, para rituais culturais ou até para a ornamentação das casas, os estudantes percebem a riqueza de significados que as plantas possuem. Esse processo fortalece o vínculo entre escola e comunidade, desperta o respeito pelas tradições e ajuda os estudantes a compreenderem que existem diversas formas de se relacionar com a
natureza. Por isso, essa proposta se articula ao TCT Diversidade cultural, já que reconhece e valoriza os diferentes modos de vida, costumes e práticas de grupos sociais que compõem a realidade dos estudantes.
Várias plantas podem ser citadas pelos estudantes, como a bananeira, o buriti, a carnaúba etc. Se possível, busque orientá-los a fazer a pesquisa sobre plantas comuns na comunidade ou no bairro em que vivem.
Folha
Raiz
Caule
Pesquise outra planta da qual são aproveitadas todas as partes ou quase todas.
• Você pode conversar com um adulto do seu convívio para saber se ele conhece alguma dessas plantas, ou pode fazer uma pesquisa em livros ou na internet, com a supervisão de um adulto.
Para esta atividade, providencie duas folhas avulsas de papel sulfite.
a) Em uma das folhas, faça um desenho da planta que você pesquisou. Escreva na parte de cima o nome da planta. Na parte de baixo, escreva o seu nome.
b) Na outra folha, escreva uma lista dos diferentes usos da planta pesquisada. Não se esqueça de escrever a parte da planta que serve para cada uma dessas utilidades.
No dia combinado, a turma vai fazer uma exposição com todos os desenhos que foram produzidos.
Use fita adesiva para prender as duas folhas, como no exemplo.
Agora é só aproveitar a exposição! Observe o trabalho dos colegas e aprenda sobre os usos de outras plantas.
FIQUE LIGADO
• LENDA do açaí. Publicado por: Quintal da Cultura. 2012. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=d5PsTaWJhUs. Acesso em: 21 jul. 2025. Nesse vídeo, você vai conhecer uma história indígena sobre a origem do açaí.
21/09/2025 00:47
PARA O PROFESSOR
• CASCUDO, Luís da Câmara. História da alimentação no Brasil. 2. ed. São Paulo: Melhoramentos; Brasília: INL, 1967. 2 v. Disponível em: https:// bdor.sibi.ufrj.br/bitstream/ doc/370/1/323%20 PDF%20-%20OCR%20 -%20RED.pdf. Acesso em: 23 set. 2025.
Essa obra resgata práticas alimentares brasileiras desde os tempos indígenas e coloniais até a atualidade. Por meio de relatos etnográficos e históricos, Cascudo apresenta a trajetória cultural do pão, do sal, dos temperos e de pratos típicos, mostrando sua valorização nas culturas populares e sua transformação ao longo do tempo.
ENCAMINHAMENTO
Em Diferentes tipos de trabalhadores, apresente a cena inicial com diferentes profissionais próxima à escola de Luiz. Converse com os estudantes sobre como cada trabalho contribui para a vida em comunidade. Incentive-os a relacionar esses trabalhadores com o cotidiano que observam no bairro ou na comunidade em que vivem, reconhecendo semelhanças e diferenças com a cena apresentada. Convide-os a reconhecer que todos os trabalhos têm importância e que a boa convivência em sociedade depende da colaboração de muitas pessoas.
Na atividade 1, comente que a professora ensina os estudantes; o motorista da van escolar transporta as crianças em segurança; o gari deixa as ruas e calçadas limpas; o porteiro orienta as pessoas e controla o acesso de moradores e visitantes ao prédio; o garçom serve refeições no restaurante; o pedreiro realiza diversas construções; e a taxista transporta pessoas pela cidade. Aproveite para explorar se os estudantes conseguem identificar algumas profissões que eles observam em seu caminho cotidiano. Eles poderão citar os exemplos que aparecem na ilustração, mas permita a eles que explorem outros exemplos, ampliando seu repertório.
Na atividade 2, solicite que os estudantes relacionem os profissionais representados no material com os familiares ou vizinhos conhecidos por eles. Incentive-os a perceber que os trabalhos presentes em sua vida cotidiana também são fundamentais para a organização da comunidade. Caso seja possível, traga um pequeno texto ou vídeo sobre profissões essenciais (como gari, motorista, porteiro, cozi-
DIFERENTES TIPOS DE TRABALHADORES
Em seu caminho de casa até a escola, Luiz nota muitas pessoas trabalhando. Observe a imagem a seguir.
O trabalho de cada uma dessas pessoas é muito importante para o funcionamento de toda a comunidade.
Converse com os colegas e o professor sobre a importância de cada trabalhador que aparece na imagem.
Veja comentários e sugestões no Encaminhamento 2
Agora, observe estas fotografias e tente descobrir o nome da profissão de cada um dos familiares de Luiz. Depois, escreva o nome dessas profissões. 1
nheira), mostrando que todas colaboram para a vida em sociedade, no boxe Conexão há uma sugestão de vídeo. Essa proposta mobiliza as habilidades EF02HI02 e EF02HI10.
Antes de iniciar a atividade 3, reforce o uso de tesouras com pontas arredondadas, garantindo que cada criança saiba manuseá-las corretamente. Se houver estudantes que ainda não dominam bem o recorte, ofereça ajuda individual ou peça apoio de um colega para o trabalho em dupla.
Caso algum estudante tenha dificuldades motoras, visuais ou de leitura, proponha que jogue em dupla com outro colega, de forma cooperativa. Uma alternativa é deixar que esse estudante seja o responsável por virar as cartas, enquanto o colega ajuda a ler ou identificar as imagens. Se necessário, prepare cartas em tamanho maior ou com cores contrastantes para facilitar a visualização.
Para turmas com maior dificuldade de concentração, o jogo pode ser simplificado: em vez
Eu sou a mãe do Luiz. Eu trabalho no posto de saúde. Um dos meus trabalhos é aplicar vacinas.
Eu sou o pai de Luiz. Com meu trabalho, levo alegria para muitas pessoas.
Enfermeira/auxiliar de enfermagem. Músico.
Que tal aprender o que faz cada trabalhador por meio de um jogo?
• Vá às páginas 283 e 285 do Material complementar.
• Com uma tesoura com pontas arredondadas, recorte as cartas.
• Depois, embaralhe as cartas e as coloque sobre a mesa, com a face para baixo.
• Chame um colega para jogar. Tirem par ou ímpar para ver quem vai começar.
• Quem começa o jogo vira duas cartas. Se em uma carta aparecer o desenho de um trabalhador, na outra deverá aparecer a descrição do que esse trabalhador faz. Assim você montará um par.
• Se as cartas não formarem par, elas devem ser viradas novamente e a vez passa para o próximo jogador.
• Vence o jogador que acumular o maior número de cartas.
usar todas as cartas ao mesmo tempo, selecione apenas alguns pares de trabalhadores e funções para começar ampliando gradualmente conforme a turma se familiarize com a dinâmica. Outra possibilidade é adaptar o jogo para uma versão coletiva na lousa, colando as cartas com fita adesiva. Assim, a turma toda participa em rodadas, discutindo juntos quais pares formam trabalhador e função.
ATIVIDADES
Depois do jogo, organize a turma em uma roda de conversa e proponha que cada estudante escolha um dos trabalhadores representados nas cartas que ele considera importante para o funcionamento da comunidade. Em seguida, peça que explique por que fez essa escolha. Incentive-os a estabelecer relações com o cotidiano, lembrando de familiares, vizinhos ou pessoas conhecidas que realizam essas funções, valorizando assim a diversidade de ocupações presentes em sua realidade.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• BOM DIA DF. Profissões essenciais: conheça a história de profissionais que não param nem no Dia do Trabalhador, c2025. Disponível em: https://globoplay.globo. com/v/13561772/. Acesso em: 30 set. 2025. Mesmo em feriados, alguns profissionais — como padeiros, profissionais de saúde, motoristas de ônibus, entre outros — continuam trabalhando. A reportagem apresenta histórias de pessoas que mantêm suas funções nesses dias e destaca a importância do trabalho delas para a sociedade.
EDNEIMARX
227
ENCAMINHAMENTO
Em Uma comunidade caiçara, explique aos estudantes que comunidades tradicionais, como as caiçaras, desenvolveram modos de vida baseados na cooperação e na relação sustentável com a natureza. Mostre que práticas como a pesca artesanal, a agricultura em pequena escala, o artesanato e o preparo coletivo de alimentos expressam valores de solidariedade, partilha e pertencimento ao território.
É importante destacar que esse tipo de organização social revela como o trabalho humano se distribui entre diferentes funções e como cada uma delas é indispensável para o bem-estar coletivo. A pesca, por exemplo, garante o alimento; o artesanato transmite cultura e identidade; o trabalho com o restaurante fortalece a economia local; e a agricultura diversifica a produção de alimentos. Assim, os estudantes percebem que o trabalho é mais do que fonte de renda: é também memória, cultura e forma de viver em comunidade.
Para aproximar o tema da realidade dos estudantes, incentive-os a observar os diferentes trabalhos exercidos em seu bairro ou comunidade. Para isso, faça perguntas como: quem garante a limpeza da rua? Quem prepara os alimentos que chegam até nós? Quem cuida da saúde ou da segurança? Essa reflexão amplia a noção de que a diversidade de ocupações sustenta a vida coletiva e que todos os trabalhos têm relevância social. Essa abordagem dá continuidade ao trabalho iniciado nas páginas anteriores, mobilizando as habilidades EF02HI02 e EF02HI10
Na atividade 2, entre as respostas que podem ser apresentadas pelos estudan-
Uma comunidade caiçara
Em cada comunidade podemos observar diferentes trabalhadores. Na comunidade onde Tiago mora não é diferente. Tiago mora em uma comunidade caiçara em Cananeia, no estado de São Paulo. As pessoas de sua família utilizam diferentes recursos da natureza para trabalhar.
A comunidade caiçara é uma das inúmeras comunidades tradicionais que vivem no Brasil. Essa comunidade vive em áreas do litoral, próximas à praia. Entre as atividades que pratica, a pesca é uma das principais.
tes estão: o pescador ajuda a abastecer a comunidade com peixes frescos; a agricultora fornece verduras e legumes para a alimentação da família e da comunidade; o restaurante fornece alimentos para a comunidade e para os turistas que visitam a região; a artesã confecciona produtos artísticos com elementos retirados da natureza, transmitindo cultura pela arte. A atividade permite desenvolver noções de interdependência e valoriza o esforço das pessoas na vida em comunidade.
Na atividade 3, a resposta é pessoal, além disso é possível que os estudantes citem os nomes e as profissões diversas de familiares, parentes ou de vizinhos e de outras pessoas que trabalham na comunidade ou no bairro. A atividade valoriza as formas de trabalho existentes na comunidade e reforça a identidade dos estudantes. Também incentiva a escuta ativa e a oralidade ao permitir que as crianças falem em primeira pessoa (“Meu tio trabalha com…”).
Hoje a pescaria foi boa.
Mamãe, o vovô acabou de trazer peixes frescos e a vovó já vai trazer as verduras para fazer a salada.
Essas bonecas ficarão à venda no restaurante da nossa mãe.
Hoje colhi as verduras, amanhã vou colher os legumes.
O avô de Tiago é pescador e sai quase todos os dias em seu barco para pescar peixes e coletar mariscos. Ele tem uma horta no quintal de casa.
Andréa é dona de um pequeno restaurante na comunidade. Ela trabalha com o marido, João.
A irmã de Tiago, Taís, faz artesanato com as cabaças que colhe no quintal da avó.
Relacione os parentes de Tiago com seus trabalhos.
avó b) avô c) mãe d) pai e) irmã
Veja comentários e orientações no Encaminhamento
Converse sobre a importância do trabalho de cada uma das pessoas da família de Tiago para a comunidade onde vivem.
Você sabe qual é o trabalho dos seus pais ou responsáveis?
Conte aos colegas e ao professor.
21/09/2025 00:47
ATIVIDADES
Convide os estudantes a organizar uma pequena dramatização sobre a comunidade onde vivem. Cada grupo escolhe um conjunto de trabalhadores (por exemplo: pescador e cozinheira; agricultora e feirante; artesã e turista; gari e motorista). Em seguida, eles devem montar uma cena curta mostrando como esses trabalhos se relacionam para o bem da comunidade.
Eles podem usar objetos da sala de aula como adereços (uma vassoura pode virar um remo ou vara de pescar; uma caixa pode representar uma banca de feira). Dê liberdade para que incluam falas simples, gestos ou sons (como remar, cozinhar, vender, limpar etc.).
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• VAZ, Beatriz. O caiçarinha. Ubatuba: Selo Asinha, 2025.
Esse livro traz a história de Cadu, um menino que vive na comunidade caiçara de Ubatuba. Ele participa de festas tradicionais, observa costumes locais, interage com pescadores e aprende sobre as ações culturais e ambientais da comunidade.
• FIGUEIREDO, Janaína de. Seu Tainha. Ilustrações: Bruna Lubambo. São Paulo: Tigrito, 2022.
Esse livro apresenta a vida em uma comunidade caiçara por meio dos olhos de uma criança que observa um barco pesqueiro passando pela janela. A narrativa desperta o olhar para a pesca artesanal, os costumes do litoral brasileiro e o vínculo afetivo com o território.
ILUSTRAÇÕES:
ORGANIZE-SE
Organize os estudantes em trios e forneça as autorizações para a realização da atividade. Oriente também os responsáveis pelos estudantes sobre como essa atividade vai acontecer.
ENCAMINHAMENTO
Explique aos estudantes que, ao registrar histórias de trabalhadores da comunidade, eles estão construindo uma memória coletiva. Esta atividade articula linguagem, tecnologia, cidadania, colaboração e criatividade em uma experiência prática e lúdica, mobilizando a habilidade EF02HI10.
Devido aos riscos de segurança digital, é recomendável que um adulto de confiança supervisione os estudantes durante as entrevistas. Deixe claro que aparelho celular ou outro dispositivo eletrônico será usado apenas como recurso pedagógico. Os estudantes devem filmar somente o entrevistado, se o mesmo autorizar, cuidando para que nenhuma outra pessoa apareça nas imagens. Também há a possibilidade de a entrevista ser feita por meio de áudio. Antes da gravação, é necessário pedir autorização por escrito ao entrevistado para participar da atividade. A seguir, sugerimos um modelo de autorização de uso de imagem, que deve ser fornecido aos estudantes para que o entrevistado o preencha. Oriente os estudantes a levarem no dia da apresentação a autorização preenchida.
MÃO NA MASSA
Entrevista com um trabalhador
Que tal conhecer um pouco mais sobre o trabalho realizado pelas pessoas de sua comunidade conversando com os próprios trabalhadores?
Nesta atividade, você deverá gravar uma entrevista com algum trabalhador do lugar onde você vive. Para isso, siga estas orientações.
Organizando a entrevista
1 Forme um grupo com mais dois colegas.
2 Decidam quem fará as filmagens e quem fará a entrevista.
3 Escolham algum trabalhador para ser entrevistado. Pode ser algum familiar, um vizinho ou um amigo da família.
4 Façam uma lista de questões. Vejam algumas sugestões.
• Co� o que vo�� tra�alha?
• Onde vo�� tra�alha?
• Do que vo�� mais �o�ta no seu tra�alho?
• Tem al�o do tra�alho de que vo�� não �o�ta?
MODELO DE AUTORIZAÇÃO
para uso pedagógico de áudio e vídeo
Eu, ______________________________________________________, documento de identidade nº: ________________, autorizo os estudantes do _____ ano do ensino fundamental da escola ______________________________ a divulgar, na escola ou evento ligado à unidade escolar, a entrevista concedida por mim em áudio e vídeo na realização de uma atividade escolar. Esta autorização é válida apenas para este fim. (local)__________________________________, (data) ______/________/_______.
Assinatura do entrevistado: ___________________________________________.
Também é necessário que os responsáveis pelos estudantes autorizem o uso dos dispositivos eletrônicos com essa finalidade pedagógica. A seguir, fornecemos um modelo de documento que pode ser usado para autorização dos responsáveis pelos estudantes para a realização da atividade.
5 O vídeo da entrevista deve ter três minutos de duração no máximo.
Gravando a entrevista
1 Antes de gravar o vídeo, ensaiem as questões.
2 Verifiquem se o aparelho que vão utilizar para gravação tem bateria e memória suficientes.
3 Busquem um lugar silencioso.
4 Falem com um tom de voz bem claro e devagar e sejam simpáticos com o entrevistado. Ao final, agradeçam a ele pela entrevista.
Apresentando
O professor vai organizar a apresentação das entrevistas. Na data combinada da apresentação, prestem atenção nas entrevistas que os colegas gravaram.
Depois, façam uma roda de conversa para responder às questões a seguir.
Quais trabalhadores foram entrevistados?
Quais entrevistas foram as mais interessantes? Por quê?
3 Veja orientações no Encaminhamento
O que vocês aprenderam sobre o trabalho na comunidade?
MODELO DE AUTORIZAÇÃO para uso de equipamento digital para atividade escolar
Eu,__________________________________, responsável legal pelo(a) estudante ________________________________________, do ___ ano do ensino fundamental, autorizo a participação de meu(minha) filho(a) na atividade pedagógica proposta pela escola, que consiste em realizar uma entrevista com trabalhadores da comunidade utilizando celular (somente para gravação da fala ou da imagem do entrevistado adulto).
Declaro estar ciente de que:
A gravação terá finalidade exclusivamente pedagógica e não será publicada em redes sociais ou plataformas abertas.
O(a) estudante não aparecerá na filmagem, que será direcionada apenas ao entrevistado adulto.
O material será utilizado apenas em sala de aula ou em eventos internos da escola, podendo ser armazenado temporariamente em ambiente institucional da escola ou da secretaria de educação.
Local e data: _________________________________________________
Aproveite o momento para dialogar com os estudantes sobre os cuidados que devemos ter em relação ao uso da tecnologia. Explique que vídeos e fotos podem ser facilmente compartilhados sem controle, por isso a proteção da própria imagem é fundamental. Mostre a importância de nunca divulgar informações pessoais, de pedir consentimento antes de registrar alguém e de sempre usar os recursos digitais com responsabilidade. Essa reflexão ajuda os estudantes a desenvolverem consciência crítica sobre segurança digital, privacidade e cidadania no mundo conectado.
Para esta atividade, recomende que o material final seja exibido apenas em sala de aula, no dia combinado para a apresentação. Caso a escola opte por armazenar digitalmente, utilize apenas serviços institucionais (da própria secretaria de educação) e sempre com autorização formal dos responsáveis. Caso não seja possível gravar o vídeo ou a escola não permita, proponha que os estudantes façam entrevistas escritas com trabalhadores da comunidade. Organize as respostas em um “mural coletivo dos trabalhos da comunidade”. Oriente os estudantes a escutarem com atenção e sem julgamento, mostrando respeito por todos os tipos de profissão. Na atividade 1, identifiquem os diferentes profissionais entrevistados sempre deixando claro que cada profissão tem sua importância dentro da sociedade. Na atividade 2, as respostas são pessoais, mas todas as informações colhidas são interessantes para que se possa conhecer mais sobre as profissões e os profissionais que as realizam. Na atividade 3, ouça atentamente o que cada estudante ou grupo observou sobre o trabalho na comunidade onde vivem.
OBJETIVOS
• Reconhecer a importância do solo e da água.
• Reconhecer formas de trabalho e relações com a natureza que contribuem para a sustentabilidade ambiental.
• Identificar impactos positivos e negativos do trabalho humano no ambiente.
• Relacionar práticas de cuidado ambiental às responsabilidades individuais e coletivas.
• Valorizar experiências comunitárias que preservam a natureza.
• Refletir sobre a coleta seletiva e colocá-la em prática.
BNCC
HABILIDADES
(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.
(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.
(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais.
(EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo.
(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.
2 CUIDAR DO AMBIENTE
A ÁGUA E O SOLO
A água e o solo são muito importantes para a sobrevivência dos seres vivos. Eles também são muito importantes em diferentes atividades humanas, como a agricultura, a pecuária e a pesca.
Observe algumas situações em que a água é usada.
Plantação de milho no município de Madalena, no estado do Ceará, em 2023.
(EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, seus significados, suas especificidades e importância.
(EF02HI11) Identificar impactos no ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive.
Gado bovino no município de Londrina, no estado do Paraná, em 2024.
Preparo de café no município de Socorro, no estado de São Paulo, em 2024.
Pescador no município de Porto de Pedras, no estado de Alagoas, em 2023.
O solo também tem grande importância para muitas atividades humanas. Observe as fotografias.
Extração de argila no município de Sorriso, no estado de Mato Grosso, em 2021.
Área de armazenamento de toras de árvores no município de Ferreira Gomes, no estado do Amapá, em 2024.
Criação de gado solto no município de Campinorte, no estado de Goiás, em 2025.
Produção de hortaliças no município de Ponta Grossa, no estado do Paraná, em 2025.
Escreva no quadrinho o número da fotografia que corresponde ao texto.
8 O solo é importante para a produção de vegetais.
7 As madeiras usadas na fabricação de móveis e casas são extraídas de árvores.
5 A argila é usada para fazer materiais de construções e muitos outros produtos.
6 O solo é importante na criação de animais.
ATIVIDADES
Peça aos estudantes que, em uma folha de papel avulsa, façam um desenho ou uma colagem de uma situação que explique a importância da água no dia a dia deles e das pessoas de seu convívio. Espera-se que, nesse desenho, os estudantes elaborem cenas do cotidiano que envolvam a água, como bebê-la, tomar banho, preparar comida, nadar, irrigar as plantas, usar a água como via de transporte, pescar etc.
21/09/2025 01:29
Em A água e o solo, os estudantes são convidados a refletir sobre a importância da água e do solo para todos os seres vivos e, em especial, para as atividades humanas, como a agricultura, a pecuária e a pesca.
Promova a leitura compartilhada dos textos e das fotografias e incentive os estudantes a acionarem conceitos trabalhados no capítulo anterior. Sobre as fotografias 1 a 8, questione: Quais fotografias retratam a agricultura? Por que a água é importante para essa atividade? Quais fotografias mostram a pecuária? Que uso da água pode ser observado em uma das fotografias? Qual atividade mostrada pode ser realizada em rios e oceanos? Por que a água é importante para a agricultura e para a pecuária?
Chame a atenção dos estudantes para a fotografia 5, esclarecendo que ela mostra a retirada de minerais do solo, lembrando a importância desses produtos para a fabricação de diversos objetos. A fotografia 7 mostra a retirada de árvores para a produção de madeira, que pode acontecer nas florestas de acordo com a lei, mas que muitas vezes são retiradas de maneira ilegal. Vale lembrar também que há produção de madeira de reflorestamento. Comente com a turma que a retirada de minerais, assim como a de árvores, precisa acontecer de acordo com a leis, para que não causem danos ainda maiores ao ambiente e às comunidades próximas às áreas de extração.
ENCAMINHAMENTO
Em Poluição da água, os estudantes são convidados a identificar algumas causas da poluição da água relacionadas a diferentes atividades humanas, como o despejo de esgoto doméstico e industrial, o uso de agrotóxicos na agricultura e a mineração, mobilizando as habilidades EF02GE07, EF02GE11, EF02HI10 e EF02HI11
Oriente a turma a observar as fotografias, explicando aos estudantes que as águas dos rios e dos oceanos acabam recebendo esgoto e lixo que vêm de muitos lugares, dos mais próximos ao mais distantes. Convide-os a discutir se situações semelhantes às observadas nas imagens acontecem na comunidade em que vivem, estimulando a comparação entre o conteúdo do livro e a realidade local. Uma possibilidade é organizar uma roda de conversa em que os estudantes relatem o estado de rios, córregos, lagos ou represas de seus bairros ou comunidades. Outra possibilidade é levantar possibilidades de cuidado com a água que já acontecem ou poderiam ser realizadas na escola e na comunidade, fortalecendo a percepção de responsabilidade coletiva.
Ao analisar a fotografia 4, que retrata um lago poluído por atividades de garimpo, retome o que foi estudado no Capítulo 1 sobre extração mineral. O garimpo é a atividade de mineração, artesanal ou mecanizada, que visa à extração de minérios como ouro, diamantes, entre outros. Existem garimpos legais, que possuem autorização e licenciamento ambiental, e garimpos ilegais, que operam clandestinamente, geralmente em terras indígenas ou unidades
Poluição da água
A poluição das águas pode acontecer de diversas formas, por exemplo: quando o esgoto de casas, comércios e indústrias é jogado nas águas de um rio sem nenhum tratamento. Outro exemplo é quando agrotóxicos usados na agricultura vão parar nas águas dos rios, causando poluição e morte de plantas e animais aquáticos.
A retirada de minerais da natureza também causa poluição das águas.
Esgoto sendo despejado em córrego no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2022.
Água poluída em rio no município de Piracicaba, no estado de São Paulo, em 2024.
de conservação, causando sérios danos ambientais e sociais. Esse problema é especialmente grave quando há o uso do mercúrio — um metal pesado de alta toxicidade, usado no garimpo ilegal para separa o ouro do solo —, pois afeta não apenas a flora e a fauna aquáticas, mas também as populações humanas que consomem a água e os peixes dos locais onde a atividade do garimpo ocorre.
Agrotóxico: produto usado na agricultura para combater plantas daninhas ou animais indesejados.
Praia poluída por esgoto no município de São Sebastião, no estado de São Paulo, em 2021.
Lago poluído por garimpo em Serra Pelada, no município de Curionópolis, no estado do Pará, em 2022.
Resposta pessoal. Oriente os estudantes a observar as fotografias e fazer a leitura dos textos para identificar o problema e verificar se ele ocorre, ou já ocorreu, no lugar onde vivem.
O lugar onde você vive enfrenta ou já enfrentou algum dos problemas retratados nas fotografias?
Converse com os colegas e o professor sobre algum rio, córrego, praia, açude, represa, lago ou lagoa existente no lugar onde vocês vivem. Busque identificar:
a) os usos que se faz das águas; b) se a água é limpa ou poluída; c) se existem épocas em que falta água.
Açude: construção artificial para represar água. Represa: barreira para represar água.
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento 3
Registre o que você descobriu na conversa. Você pode escrever um pequeno texto e fazer um desenho.
Produção pessoal. Incentive os estudantes a desenhar o corpo de água, caracterizando-o como poluído ou não, os usos que são feitos de suas águas e, ainda, se há alguma variação em seu leito, como estiagem e cheia, ao longo do ano. 235
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• KRENAK: Vivos na natureza morta: 5 episódios. Brasil, 2017. Disponível em: https:// globoplay.globo.com/krenak-vivos-nanatureza-morta/t/YZMyTHfxsN/. Acesso em: 23 set. 2025.
Muitas comunidades foram afetadas pelo crime ambiental de Mariana, em 2015, em Minas Gerais. Entre elas, está a comunidade do povo krenak, mencionada nos vídeos. O crime ambiental, que também foi um
24/09/2025 09:33
desastre, resultou do rompimento de uma barragem de rejeitos minerais.
• SCHMIDT, Sarah. Solos de Maceió afundam há 20 anos. Revista Pesquisa FAPESP, c2025. Disponível em: https://revistapesquisa. fapesp.br/solos-de-maceio-afundam-ha-20anos/. Acesso em: 23 set. 2025.
O artigo trata dos impactos da extração mineral em áreas de Maceió, onde ocorreu o afundamento do solo, com tremores e rachaduras em construções.
Na atividade 1, pode ser que, no lugar onde os estudantes vivem, haja rios ou córregos poluídos próximos às moradias; ou, se os estudantes nunca observaram os cursos de água no lugar onde vivem, incentive-os a fazê-lo. Se na comunidade não houver cursos de água, traga informações ou questione os estudantes sobre comunidades próximas.
A atividade 2 é uma forma de retomar a conversa sobre os corpos hídricos na comunidade. No item 2. a), os estudantes poderão citar usos da água para pesca, para geração de energia elétrica, para irrigação de plantações etc., a depender do lugar onde vivem. No item 2. b), deverão identificar a situação das águas quanto à poluição: elas podem estar poluídas em diferentes níveis ou não apresentar poluição. No item 2. c), converse com os estudantes sobre a possível falta de água relacionada, por exemplo, à estação do ano.
ENCAMINHAMENTO
Em Mau uso do solo, os estudantes entram em contato com diferentes problemas relacionados ao mau uso do solo, como erosão, deslizamentos, contaminação por agrotóxicos e descarte inadequado de lixo, mobilizando as habilidades EF02GE11 e EF02HI11.
Na atividade 3, solicite aos estudantes que ao identificarem o problema pesquisem e tragam para a sala de aula, notícias de jornais e revistas, ou impressos de sites, que mostrem problemas de erosão, poluição do solo ou deslizamentos, relacionando o conteúdo estudado à realidade brasileira. Assim, eles ampliam a percepção de como o trabalho humano transforma o meio ambiente e quais são as responsabilidades coletivas que podem ser assumidas para evitar ou diminuir esses impactos.
Ao comentar sobre erosão e deslizamento de terra, explore com a turma fotografias que mostram esses fenômenos. Solicite aos estudantes que observem cada imagem e descrevam o que veem. Valorize todas as respostas e observações, mesmo as mais simples, pois isso incentiva a participação. Com base nessas descrições, conduza a conversa para destacar que as imagens retratam áreas com relevo acentuado, ou seja, terrenos inclinados, onde a parte superior foi desmatada para dar lugar à construção de residências ou para a realização de outras atividades humanas. Explique que essa prática de desmatamento e ocupação do solo em locais inadequados traz sérias consequências ao ambiente.
Mau uso do solo
As atividades humanas também podem causar diferentes problemas no solo. Observe alguns exemplos.
Agrotóxico sendo aplicado em plantação de laranja no município de Campinorte, no estado de Goiás, em 2025.
Deslizamento de terra no município de Ipatinga, no estado de Minas Gerais, em 2025.
TEXTO COMPLEMENTAR
Deslizamentos de terra são movimentos de massa que ocorrem quando uma porção do solo se desloca devido a fatores como chuvas intensas, desmatamento, e inclinação do terreno. Eles podem causar danos significativos à vida humana, infraestruturas e ao meio ambiente. Esta cartilha visa fornecer informações essenciais para a prevenção de deslizamentos de terra, ajudando comunidades a se protegerem e a mitigarem os riscos.
Solo erodido no município de Buriticupu, no estado do Maranhão, em 2023.
Descarte inadequado de lixo no município de Salto do Jacuí, no estado do Rio Grande do Sul, em 2024.
[...]
3. Medidas Preventivas
Para proprietários e moradores:
Vegetação: Plante e mantenha vegetação nativa em encostas, pois as raízes ajudam a estabilizar o solo.
Drenagem: Instale sistemas de drenagem para direcionar a água da chuva para longe de encostas.
Construções: Evite construções em áreas de alto risco e siga as orientações técnicas para construções seguras.
3
Pinte as molduras das fotografias da página anterior com a cor correspondente ao texto indicado a seguir.
Quando a vegetação é retirada do solo, ele fica mais exposto e isso pode levar à formação de grandes buracos e desmoronamentos. Dizemos que o solo sofreu erosão
Fotografia 3
Construções feitas em locais inadequados ou de modo incorreto podem fazer o solo deslizar morro abaixo.
Fotografia 4
Quando o lixo é descartado de modo inadequado, ele pode contaminar o solo, prejudicando os seres que vivem nele.
Fotografia 1
Agrotóxicos e outros produtos usados na agricultura podem contaminar o solo.
2. Respostas pessoais. Auxilie os estudantes a identificar problemas no solo no lugar onde vivem. Se possível, forneça casos noticiados na imprensa, por exemplo.
No lugar onde você vive existe algum dos problemas retratados nas fotografias? Ou há outros tipos de problemas com o solo? Converse com os colegas e o professor. Agora, escreva o problema que você identificou na questão anterior.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.
Fotografia 2 237
Terraplenagem: Realize movimentações de terra com acompanhamento de profissionais capacitados.
[...]
4. Ações Durante Chuvas Fortes Medidas de emergência: Alerta: Fique atento aos avisos meteorológicos e siga as instruções das autoridades.
Evacuação: Se houver sinais de deslizamento iminente, evacue imediatamente a área.
Quando a vegetação é retirada, a água das chuvas passa a atingir o solo de forma mais intensa e direta, pois já não existem mais as copas das árvores para suavizar o impacto da chuva e reduzir a velocidade com que a água flui sobre o solo. Além disso, as árvores desempenham uma função fundamental ao reter a terra com suas raízes, mantendo o solo firme e coeso. Sem essa proteção natural, o solo se torna mais suscetível a ser carregado pela passagem da água. Esse processo leva ao desgaste do solo, que é chamado de erosão, e pode evoluir para situações mais graves, como os deslizamentos de terra, que representam grande perigo para as pessoas que vivem nessas áreas.
Ressalte que esses deslizamentos podem causar danos materiais, como a destruição de casas e estradas, mas também podem colocar vidas em risco. Reforce a importância do cuidado com a preservação das árvores e de um planejamento adequado do uso do solo como medidas fundamentais para evitar tragédias e garantir a segurança das comunidades.
Sobre os deslizamentos de solo, o Texto complementar amplia as informações. Se julgar necessário, trabalhe algumas delas com os estudantes.
21/09/2025 01:29
Abrigos: Conheça os abrigos temporários mais próximos e os caminhos seguros para acessá-los.
Comunicação: Mantenha meios de comunicação funcionando para receber e enviar alertas.
DEFESA CIVIL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Entendendo os deslizamentos de terra, c2025. Disponível em: https://www.defesacivil.rj.gov.br/ index.php/para-o-cidadao/como-agirem-desastres/12-cartilha-de-deslizamento. Acesso em: 23 set. 2025.
ORGANIZE-SE
Para a proposta desta seção, providencie antecipadamente com os estudantes: 1 caixa de plástico, tela mosquiteira ou tecido para cobrir a caixa, terra de jardim, algum resíduo orgânico, como cascas de fruta ou de legumes, e um ou mais resíduos inorgânicos, como canudo de plástico e latinha de alumínio.
ENCAMINHAMENTO
Nesta atividade, a temática da produção de resíduos é mobilizada para convidar os estudantes a investigarem a decomposição dos materiais. O estudo dos microrganismos e do papel deles na decomposição é proposto no 3o ano; neste momento, o objetivo é propor um contato inicial com o assunto. Com base nesses resultados obtidos, espera-se que os estudantes concluam o quão é importante a separação correta de resíduos para que tenham uma destinação adequada, com foco na distinção entre materiais orgânicos e inorgânicos. Essa proposta dá continuidade ao desenvolvimento da habilidade EF02CI01. Solicite a alguns estudantes que se voluntariem para realizar a leitura em voz alta do texto inicial. Escreva na lousa os termos “orgânico” e “inorgânico” e solicite a eles que apresentem mais exemplos desses tipos de materiais. Avalie as respostas e encaminhe a conversa de modo a esclarecer a definição com eles. Em seguida, organize a turma em grupos de 5 ou 6 estudantes para dar início à investigação. Na pergunta inicial, verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses.
Oriente os grupos na montagem experimental e, se pos-
CIENTISTA MIRIM
Tipos de resíduos
Os resíduos são restos descartados, também chamado lixo. Eles podem ser classificados em diferentes tipos.
Chamamos de orgânicos os resíduos que se originam de seres vivos. Restos de alimentos, cascas de frutas e folhas caídas são exemplos de lixo orgânico.
Lixeiras para coleta seletiva de lixo orgânico e reciclável no município de Criciúma, no estado de Santa Catarina, em 2025.
O resíduo inorgânico, por outro lado, não tem origem em seres vivos. Vidros, metais e plásticos são exemplos de materiais inorgânicos. E muitos desses resíduos são recicláveis.
Para que os resíduos tenham um destino adequado e não causem a poluição do solo e da água, é preciso que sejam separados por tipos.
Pergunta inicial
Ouça as hipóteses levantadas pelos estudantes.
O que acontece com os diferentes tipos de resíduo ao longo do tempo?
Em grupos, conversem sobre essa pergunta e escrevam a resposta no caderno. Em seguida, vamos investigar.
Material
• 1 caixa de plástico
• tela mosquiteira ou tecido para cobrir a caixa
• terra de jardim
sível, forneça terra enriquecida com composto orgânico, pois isso enriquece o solo com a presença de microrganismos decompositores. Com as montagens preparadas, oriente os estudantes na realização dos registros. Durante a experiência, armazene as caixas em local arejado, cobertas com tela para evitar a entrada de animais indesejados. Combine com os grupos como será feito o acompanhamento do experimento. Se possível, proponha que sejam feitas duas observações por semana, o que possibilita perceber as transformações graduais que
• algum resíduo orgânico, como casca de fruta ou de legume
• um ou mais resíduos inorgânicos, como canudo de plástico e latinha de alumínio
ocorrem com a matéria orgânica. Ao longo do período de observação, auxilie-os a descrever as transformações ocorridas: em geral, muitos materiais orgânicos são ricos em água e, com o passar do tempo, essa água é perdida para o ambiente, fazendo com que o material murche. Os estudantes poderão observar também mudanças de cor e de textura. Também é esperado que surjam manchas e bolor (fungo), revelando a atividade de microrganismos. Os materiais inorgânicos provavelmente se manterão inalterados ao longo do mesmo período.
Procedimento
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que o lixo inorgânico permanece inalterado no ambiente, ao contrário do orgânico. Ao separar o lixo, ajudamos a reduzir a poluição, evitando que materiais inorgânicos sejam despejados no ambiente.
1 Com o auxílio do professor, coloquem a terra de jardim na caixa plástica, até passar um pouco da metade dela.
2 Distribuam os resíduos sobre a terra, de modo que fiquem separados.
3
Desenhem no caderno os resíduos que foram colocados na caixa e anotem a data. Cubram a caixa com a tela mosquiteira.
4 Depois de uma semana, observem como estão os resíduos. Desenhem novamente no caderno o aspecto dos resíduos e anotem a data.
5 Repitam o passo anterior ao longo de quatro semanas.
6 Ao final da atividade, os resíduos que sobraram devem ser retirados da caixa, limpos e descartados na lixeira adequada.
Conclusão
1
4
1. Espera-se que o resíduo orgânico tenha se modificado ao longo do tempo, apresentado decomposição avançada. Os resíduos inorgânicos devem ter permanecido sem alteração.
Após a última observação, converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir. O que aconteceu com os resíduos colocados na caixa ao longo do tempo? Explique.
Com base no que foi observado, você consegue entender por que é recomendado separar o lixo orgânico do lixo inorgânico?
3. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar a reutilização de alguns materiais e a reciclagem.
Que destino podemos dar para os resíduos inorgânicos?
Depois de realizar esta atividade, você mudaria a resposta que deu à Pergunta inicial ?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Decomposição de materiais
Materiais Tempo de decomposição Materiais Tempo de decomposição
Papel De 3 a 6 meses
Metal
Panos De 6 meses a 1 ano Alumínio
Filtro de cigarro Mais de 5 anos
Madeira pintada Mais de 13 anos
Náilon Mais de 20 anos
Plástico
Vidro
Com base nesses resultados observados, proponha as questões sugeridas.
Na atividade 2, avalie se os estudantes reconhecem que materiais orgânicos e inorgânicos devem ter destinações diferentes ao serem descartados. Como os materiais inorgânicos não se decompõem, eles podem permanecer por muito tempo na natureza; os materiais orgânicos, por outro lado, são transformados e podem ser incorporados ao solo. Na atividade 4, verifique que se os estudantes retomam a resposta inicial e conseguem refletir sobre o que opinaram inicialmente, é possível, que muitos mudem as respostas após as observações do experimento. Informações simplificadas sobre o tempo de decomposição na natureza de diferentes materiais são apresentadas no Texto complementar. Se julgar oportuno, apresente essas informações à turma.
Mais de 100 anos
Mais de 200 anos
Mais de 400 anos
Mais de 1.000 anos
Borracha Indeterminado
BRASIL. Ministério da Educação. Consumo sustentável: manual de educação. Brasília, DF: Consumers International/ MMA/ MEC/ IDEC, 2005. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao8. pdf. Acesso em: 23 set. 2025.
LARISSASANTOS
ENCAMINHAMENTO
Ao trabalhar o tópico Comunidades que cuidam do ambiente, explique aos estudantes que essas práticas não são apenas uma forma de produzir alimentos ou garantir renda, mas são também uma maneira de preservar tradições e fortalecer vínculos entre gerações.
Mostre que a agricultura orgânica e o manejo sustentável do pirarucu são exemplos de como grupos sociais criam estratégias coletivas para equilibrar suas necessidades com a preservação da natureza. Destaque que o cuidado com o ambiente não é uma invenção recente e que povos tradicionais, como ribeirinhos, indígenas e quilombolas, transmitem saberes de manejo e respeito à natureza há muito tempo. Ao mesmo tempo, cientistas e técnicos contribuem com novos conhecimentos, mostrando que tradição e ciência podem caminhar juntas. Essa articulação ajuda os estudantes a perceberem que o trabalho humano está sempre ligado ao contexto cultural e ambiental em que se realiza.
Incentive-os a pensar em exemplos próximos de práticas sustentáveis, como hortas comunitárias, coleta seletiva, reaproveitamento de materiais, campanhas de reflorestamento ou cuidados com animais e rios. Pergunte: De que forma as pessoas da comunidade também ajudam a cuidar do ambiente? Essa aproximação valoriza as vivências locais e mostra que todos podem colaborar para transformar o espaço em que vivem. Essa proposta mobiliza as habilidades EF02HI02, EF02HI10 e EF02HI11.
COMUNIDADES QUE CUIDAM DO
AMBIENTE
O mau uso dos recursos do ambiente gera impactos que prejudicam não apenas as pessoas, mas também plantas e outros animais. Por isso, ações de cuidado com o ambiente são fundamentais. Vamos conhecer algumas dessas ações!
Plantações sem o uso de agrotóxicos
Existem plantações onde não são usados agrotóxicos e fertilizantes sintéticos. Esse tipo de prática faz parte da chamada agricultura orgânica ou ecológica, que ajuda na proteção do ambiente e evita a contaminação da água e do solo.
Horta orgânica no município de Porto Seguro, no estado da Bahia, em 2024.
Alguns insetos podem ser prejudiciais às plantações. Para evitar isso, garrafas plásticas vazias podem ser reaproveitadas para fazer armadilhas ecológicas que auxiliam na captura deles.
Armadilha ecológica em plantação no município de Londrina, no estado do Paraná, em 2023.
Cuidados na pesca
O manejo sustentável de peixes é uma prática de cuidado com o ambiente. Ribeirinhos que vivem na região amazônica, por exemplo, praticam o manejo sustentável do pirarucu. Esse peixe é conhecido por ser muito grande, fazer parte da alimentação da população local e ser fonte de renda para ela.
O manejo sustentável do pirarucu feito pelos ribeirinhos envolve uma série de ações, como pescar somente depois de as fêmeas terem colocado seus ovos, não pescar mais do que o permitido por lei e vigiar o lago para impedir a ação de pescadores ilegais.
Pescadores transportando pirarucu manejado no município de Carauari, no estado do Amazonas, em 2022.
Reunião para discutir o manejo do pirarucu no município de Carauari, no estado do Amazonas, em 2023.
O cuidado com a pesca do pirarucu é passado de uma geração para outra e envolve os ensinamentos das pessoas mais velhas que fazem parte da comunidade e o apoio de cientistas e pesquisadores.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• CHALOBA, Rosa Fátima de Souza; CELESTE FILHO, Macioniro; MESQUITA, Ilka Miglio de (org.). História e memória da educação rural no século XX. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2020. Disponível em: https://educapes.capes.gov.br/bitstream/ capes/603297/2/Ebook_Histo%CC%81r
Manejo sustentável: cuidar da natureza enquanto usamos seus recursos, sem desperdiçar nem destruir. 241
O livro discute as políticas públicas voltadas ao campo, a atuação de professores e professoras, os desafios enfrentados pelas comunidades rurais e a forma como diferentes práticas educativas se relacionam com a vida no campo.
ATIVIDADES
Depois da discussão sobre agricultura orgânica e manejo do pirarucu, organize a turma para a criação de um mural das ações sustentáveis. Para isso, divida uma cartolina ou uma folha de papel kraf em três partes: “Na comunidade”, “Na escola” e “Em casa”, e peça aos estudantes que, em trios, desenhem ou escrevam práticas de cuidado com o ambiente que conhecem, como separar o lixo, economizar água, plantar sem agrotóxicos, cuidar de hortas, pescar apenas no tempo certo ou reutilizar objetos. Ao final, monte o mural com todas as contribuições e exponha-o em um espaço coletivo da escola. Essa atividade ajuda os estudantes a relacionarem os exemplos apresentados no livro com sua própria realidade, valorizando o saber local, incentivando atitudes responsáveis e mostrando que cada pequena ação é parte de um esforço coletivo maior para cuidar do ambiente.
ENCAMINHAMENTO
Ao tratar dos Trabalhadores da reciclagem, comente sobre como essa atividade está ligada a processos históricos e sociais mais amplos. Explique aos estudantes que a reciclagem, feita por esses trabalhadores, não surgiu apenas como uma forma de cuidar do ambiente, mas também como uma alternativa de sobrevivência para muitas famílias que encontraram na coleta de materiais uma fonte de renda. Com o tempo, esse trabalho passou a ser reconhecido como fundamental para a sociedade, pois ajuda a dar um destino correto aos resíduos e estimula práticas de responsabilidade coletiva.
Contextualize que, em várias cidades brasileiras, os catadores lutaram por direitos e reconhecimento, conquistando espaço por meio da criação de associações e cooperativas. Nessas organizações, o trabalho é compartilhado: todos contribuem para separar, organizar e vender os materiais, e juntos decidem como dividir os ganhos e defender melhorias nas condições de trabalho. Esse aspecto revela o valor da cooperação e mostra aos estudantes que o trabalho coletivo pode transformar realidades, gerar dignidade e fortalecer a cidadania.
É interessante relacionar a atividade com a ideia de invisibilidade social. Muitas vezes, os catadores estão presentes no cotidiano, mas não são devidamente valorizados. Promova uma reflexão com os estudantes sobre como cada pessoa pode reconhecer e respeitar esses trabalhadores ajudando a combater preconceitos e a valorizando sua contribuição para a comunidade. Essa proposta mobiliza as habilidades EF02HI02, EF02HI10 e EF02HI11. O pro-
Trabalhadores da reciclagem
Os catadores são trabalhadores da reciclagem que coletam, separam, limpam e organizam papel, plástico, vidro, metal e outros materiais recicláveis. Esses itens são vendidos a indústrias que transformam esses materiais em novos produtos.
A reciclagem reduz o uso dos lixões, evita a poluição do solo, da água e do ar e gera renda para muitas famílias. Os catadores costumam se organizar em associações e cooperativas e são fundamentais para as cidades.
Trabalhadores em cooperativa de reciclagem no município de Ubatuba, no estado de São Paulo, em 2024.
Caminhão carregado de garrafas plásticas prensadas para reciclagem no município de Santos, no estado de São Paulo, em 2025.
fessor pode aproveitar o momento da atividade para perguntar aos estudantes se conhecem trabalhadores ou iniciativas de reciclagem em sua cidade, aproximando o conteúdo do cotidiano da comunidade.
O objetivo da atividade 2 é incentivar os estudantes a refletirem sobre a comunidade onde vivem. Procure mostrar que muitas vezes é possível demonstrar preocupação com o ambiente mesmo em locais como a casa ou a
comunidade em que eles vivem, promovendo a separação do lixo, fazendo a compostagem de alimentos, entre outras atitudes.
A atividade 3 tem resposta pessoal e convida os estudantes a reconhecerem seu papel social de cuidador do ambiente, valorizando sua participação na preservação da natureza e no senso de responsabilidade e pertencimento ao perceberem que todos podem ajudar o meio ambiente.
PARA O PROFESSOR
Por que os ribeirinhos defendem a pesca do pirarucu em momentos específicos do ano?
Porque o pirarucu só deve ser pescado depois de se reproduzir (“desovar”): assim os filhotes nascem e crescem, garantindo peixes para o próximo ano e evitando o esgotamento da espécie.
No lugar onde você vive existem ações como as apresentadas para cuidar do ambiente? Comente sobre elas.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
O que você pode fazer para ajudar a cuidar do ambiente?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.
Qual é a importância de reciclar materiais como fazem os catadores?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que a reciclagem ou o
reúso de materiais que seriam descartados contribui para a diminuição de lixo.
21/09/2025 01:30
• SILVA, Zélia Lopes da (org.). Memória dos catadores de materiais recicláveis de Assis (2001-2007). Assis: Unesp – Faculdade de Ciências e Letras de Assis, 2012. Disponível em: https://www.assis.unesp. br/Home/pesquisa/cedap/ memoria-catadores_2012. pdf. Acesso em: 24 set. 2025.
A obra reúne histórias e fotografias de pessoas que fizeram parte da Cooperativa de Catadores de Santa Cruz do Sul, resgatando memórias e trajetórias desses trabalhadores.
• SUPERINTENDÊNCIA DE ADMINISTRAÇÃO DO MEIO AMBIENTE (SUDEMA). Você sabe como fazer coleta seletiva em casa? João Pessoa, 27 jul. 2022. Disponível em: https://sudema.pb.gov.br/ noticias/voce-sabe-comofazer-coleta-seletiva-emcasa. Acesso em: 24 ago. 2025.
A notícia publicada pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema) apresenta orientações práticas para separar corretamente os resíduos domésticos. O texto explica como identificar materiais recicláveis e reforça a importância dessa prática para reduzir a quantidade de lixo destinada a aterros e lixões. A publicação também destaca o papel da coleta seletiva na preservação do solo, da água e do ar, além de valorizar o trabalho dos catadores e das catadoras que atuam em cooperativas.
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção, providencie com os estudantes: 4 caixas de papelão grandes, 4 sacos de lixo que caibam nas caixas de papelão, 4 cartolinas, lápis de cor e fita adesiva.
ENCAMINHAMENTO
Nesta seção, a temática da coleta seletiva – investigada de maneira introdutória na seção Cientista mirim – é retomada e aprofundada com foco nos materiais recicláveis. Essa dinâmica mobiliza a habilidade EF02CI01.
Organize os estudantes em grupos, atribuindo um tipo de material (papel, plástico, metal ou vidro) para cada grupo. Solicite a cada grupo que discuta entre si para identificar que objetos podem ser descartados na categoria que foi atribuída a eles. Determine um tempo para que escrevam uma lista desses objetos antes de iniciar os desenhos. Circule pela sala de aula, acompanhando o trabalho e solucionando dúvidas. Aproveite para avaliar os objetos listados, fazendo as correções necessárias. Mais informações sobre isso são apresentadas no Texto complementar Escolha um local da sala de aula onde as caixas de papelão serão dispostas. Solicite a participação dos estudantes para colocar as caixas no lugar e posicionar os sacos de lixo corretamente dentro delas. Em seguida, afixe cada cartaz acima da caixa correspondente.
Finalize a atividade retomando a discussão sobre limpar ou não os resíduos antes de descartá-los. Avalie as ideias dos estudantes e explique que é importante limpar esses objetos antes do descarte, para evitar que restos de alimentos, por exemplo, entrem em decomposição e comecem a exalar um odor
MÃO NA MASSA
Coleta seletiva
Para que os resíduos cheguem até a reciclagem, eles precisam ser separados na hora do descarte. Você sabe fazer essa separação?
Nesta atividade, toda a turma vai fazer a coleta seletiva na escola!
Material
• 4 caixas de papelão grandes
• 4 sacos de lixo que caibam nas caixas de papelão
Preparando a coleta
• 4 cartolinas
• lápis de cor
• fita adesiva
1 Em cada cartolina, escrevam um tipo de material reciclável.
a) o nome do material deve ser escrito bem grande na cartolina.
b) cada material deve ser escrito em uma cor diferente, como no modelo.
2 Converse com os colegas e o professor sobre estas questões.
a) Quais resíduos podem ser descartados em cada caixa?
b) Antes de jogar um resíduo na caixa, ele deve estar limpo e seco. Por que esse cuidado é importante?
forte. Por fim, reforce o compromisso de todos em realizar o descarte dos materiais conforme combinado.
Passada uma semana, reúna a turma para analisar o conteúdo das caixas. Use as questões da atividade 7 para orientar uma conversa sobre os tipos de lixo que são produzidos em maior quantidade pela turma e o que pode ser feito para reduzir a produção de resíduos. No item 7. c), verifique se eles reconhecem que a destinação correta desses materiais é a reciclagem. Se possível, verifique com a administração escolar qual é o destino desses resíduos e apresente essa informação para a turma.
Embora a proposta da página esteja mais vinculada à Educação Ambiental, é possível relacioná-la a conteúdos de História ao discutir como diferentes formas de trabalho estão presentes na comunidade. A coleta seletiva e a reciclagem permitem destacar a atuação de catadores e cooperativas, mostrando sua relevância econômica e social, mobilizando a habilidade EF02HI10. Além disso, a prática reforça a consciência de que o descarte inadequado de resíduos causa impactos no ambiente e na vida das pessoas, enquanto a separação correta contribui para reduzir esses problemas, desenvolvendo a habilidade EF02HI11.
3 Desenhem ou escrevam nas cartolinas os resíduos que podem ser descartados em cada caixa.
4 Coloquem as caixas no lugar recomendado pelo professor e insiram nas caixas os sacos de lixo.
5 Prendam cada cartolina na parede, logo acima das caixas.
6 Ao longo de uma semana, todos os resíduos recicláveis que vocês produzirem na escola devem ser descartados nessas caixas.
7 Após uma semana, observem o conteúdo de cada uma das caixas. Depois, conversem sobre as questões a seguir.
a) Todos conseguiram separar os resíduos nas caixas corretas?
Resposta pessoal. Incentive uma autoavaliação individual e coletiva, questionando se todos contribuíram para a atividade e se tiveram dificuldade na identificação de algum material.
b) Qual dos cestos ficou mais cheio? Quais resíduos foram descartados nele?
Respostas pessoais. Incentive os estudantes a avaliar que tipo de material é descartado em maior quantidade pela turma.
c) Para onde vão os resíduos que vocês separaram?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
21/09/2025 01:30
TEXTO COMPLEMENTAR
Metais que podem ser reciclados: Latas de bebidas e alimentos, tampas de recipientes de vidro, latas de biscoito, bandejas e panelas, ferragens, grampos, fios elétricos, chapas, embalagens de marmitex, alumínio, cobre, aço e latas de produtos de limpeza.
Metais que NÃO podem ser reciclados: Latas de aerossóis, latas de tinta, pilhas, latas de inseticida e latas de pesticida.
[...]
Papéis que podem ser reciclados: Jornais, papéis de computador, sacos de papel, papéis de escritório e cadernos.
Papéis que NÃO podem ser reciclados: Papéis engordurados, carbonos, celofanes; papéis plastificados e papéis parafinados (fax).
[...]
Plásticos que podem ser reciclados: Embalagens de alimentos, embalagens de produtos de beleza, embalagens de produtos de limpeza, tampas, brinquedos, peças plásticas, canetas esferográficas, escovas de dente, baldes e artigos de cozinha.
Plásticos que NÃO podem ser reciclados: Celofanes, embalagens a vácuo, fraldas descartáveis, adesivos, embalagens engorduradas e siliconados.
[...]
Vidros que podem ser reciclados: Copos, frascos de remédio, jarras, garrafas e vidros coloridos.
Vidros que NÃO podem ser reciclados: Vidros de automóvel, vidros de janelas, pirex, espelhos, tubos de TV, lâmpadas, óculos, cristais, ampolas de medicamentos, vidros temperados planos ou de utensílios domésticos.
SANETRAN. Quais são os materiais que podem ser reciclados?, 2023. Disponível em: https://sanetran.com.br/ quais-sao-os-materiais-quepodem-ser-reciclados/. Acesso em: 23 set. 2025.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar meios de transporte mais usados no lugar de vivência.
• Reconhecer e diferenciar as vias utilizadas pelos meios de transporte.
• Perceber a importância dos meios de transporte na circulação de pessoas.
• Discutir o uso de diferentes meios de transporte, reconhecendo as vantagens das opções coletivas.
• Reconhecer e aprender a evitar riscos relacionados ao trânsito.
• Identificar diferentes tipos de meios de comunicação.
• Reconhecer a importância dos meios de comunicação na aproximação entre pessoas.
• Identificar propriedades dos materiais relacionadas à transmissão dos sons.
• Identificar usos que são feitos da internet no dia a dia e reconhecer a necessidade de cuidados nesses usos.
BNCC
HABILIDADES
(EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.).
(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável.
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco.
3 TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO
Vamos conhecer mais sobre as diferentes formas de nos locomovermos e de nos comunicarmos?
MEIOS DE TRANSPORTE
No dia a dia, muitas pessoas usam meios de transporte para ir de um lugar a outro. Os meios de transporte também são usados para levar objetos para diferentes lugares.
Barco escolar no município de Manaus, no estado do Amazonas, em 2022.
Ônibus escolar com símbolo que indica que pode transportar estudantes cadeirantes no município de Monsenhor Gil, no estado do Piauí, em 2022.
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.
(EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, seus significados, suas especificidades e importância.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Educação para o trânsito.
• Ciência e Tecnologia.
Desembaralhe as letras e escreva os nomes dos meios de transporte apresentados nas fotografias.
a b o r c
barco i ô u s b n
ônibus
De que forma o transporte escolar mostrado na fotografia da página 246 pode atender estudantes que usam cadeiras de rodas?
Para levar à escola crianças que vivem em áreas rurais ou que moram em lugares que têm ruas e estradas com buracos, é preciso ter veículos preparados. Observe um desses veículos na fotografia.
Veja comentários e orientações no Encaminhamento.
3. Produção pessoal. Incentive os estudantes a produzir os desenhos e compartilhar com os colegas.
Escolha uma das fotografias dos veículos escolares apresentados. Em uma folha de papel avulsa, desenhe como imagina que seja o caminho de um estudante que utiliza o veículo que você escolheu. Em seu desenho, não se esqueça de indicar onde ficam a casa e a escola desse estudante.
Escreva o meio de transporte que você utiliza para ir de casa até a escola.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
Você enfrenta alguma dificuldade em seu caminho de casa até a escola? Conte para os colegas e o professor.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
ENCAMINHAMENTO
Micro-ônibus para transporte escolar rural no município de Boa Esperança, no estado do Espírito Santo, em 2022. 247
Introduza o estudo propondo duas questões aos estudantes: Quais meios de transporte e comunicação vocês conhecem? Quais deles são mais utilizados no dia a dia por você e sua família? Essas questões têm o objetivo de sensibilizá-los para o estudo do tema do capítulo, além de levantar os conhecimentos prévios deles. Explique aos estudantes que os diferentes meios de transporte escolar também refletem a história da ocupação do território brasileiro. Em
lizados para chegar à escola, permitindo que os estudantes formulem suas hipóteses, por exemplo, para indicar aqueles que melhor se adequam à realidade de cada lugar.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam que possivelmente há estudantes que precisam de transportes adaptados às necessidades deles, principalmente os cadeirantes.
Na atividade 4, espera-se que os estudantes citem se utilizam algum meio de transporte para ir à escola ou se vão a pé. É importante que todas as formas de locomoção sejam respeitadas e valorizadas, não sendo permitidas atitudes discriminatórias. Aproveite para comentar sobre a importância de realizar o trajeto acompanhado por um adulto ou por pessoa de confiança da família. Nessa faixa etária, não é recomendado irem à escola sozinhos nem acompanhados por desconhecidos. Ainda assim, é importante manter um ambiente acolhedor e afetivo na sala de aula caso haja relatos de crianças que se locomovem sozinhas.
Na atividade 5, organize uma roda de conversa para que os estudantes comentem sobre eventuais dificuldades encontradas no trajeto da casa até a escola. Incentive-os a propor soluções para as possíveis dificuldades enfrentadas.
21/09/2025 01:44
áreas ribeirinhas, por exemplo, o barco escolar mostra a importância dos rios como vias de circulação. Já o ônibus escolar adaptado traz a ideia de inclusão, que garante a acessibilidade de todas as crianças à escola. Esse olhar histórico ajuda a compreender como o espaço geográfico, as tecnologias disponíveis e as lutas sociais influenciam o modo como os estudantes se deslocam.
Oriente a atenta observação das imagens e, antes de encaminhar as atividades, faça uma comparação entre os meios de transporte uti-
Caso haja estudantes com deficiência motora que utilizem cadeira de rodas, incentive a turma a perguntar a eles como seria um transporte ideal para seu deslocamento, valorizando a experiência deles. Para estudantes com deficiência visual podem ser elaboradas maquetes simples ou carrinhos/barquinhos em miniatura para que a criança possa manipular e sentir as formas dos diferentes meios de transporte. Também é possível traçar os caminhos em relevo com barbante ou cola quente.
ENCAMINHAMENTO
Em De um lugar para outro, os estudantes acompanham os deslocamentos cotidianos de Jonas e de seus familiares, observando como cada um realiza esses trajetos entre casa, escola e trabalho. O exercício favorece a compreensão dos espaços de sociabilidade que aproximam e organizam a vida em comunidade, como a escola, o posto de saúde e a prefeitura.
Proponha a leitura compartilhada do texto, verificando se os estudantes compreenderam as informações apresentadas. Depois, explore a ilustração oralmente com a turma, identificando os personagens e as construções (principalmente a casa da família e os locais de destino – escolas, posto de saúde e prefeitura). Antes de traçarem o percurso, conforme indicado na atividade 2, incentive a turma a descrever oralmente o trajeto realizado por cada um dos personagens, relacionando texto e imagem.
Se houver estudantes com deficiência visual na turma, é possível adaptar a ilustração, preparando uma versão tátil com linhas em relevo representando as ruas e pequenos objetos (sementes ou botões) representando os edifícios e personagens.
De um lugar para outro
Jonas estuda na Escola Ipê. Ele vai a pé com sua mãe que o acompanha para ajudá-lo a travessar a rua. Depois de deixar Jonas na escola, ela segue a pé para o trabalho. A mãe de Jonas trabalha no posto de saúde, que fica ao lado da escola Ipê.
Maria, a irmã de Jonas, vai para a escola de bicicleta. Ela estuda na Escola Manacá, que é mais distante de casa. Em seu caminho ela segue pela ciclovia.
O pai de Jonas vai para o trabalho de ônibus. Ele trabalha na prefeitura.
Responda utilizando as informações do texto.
a) A pessoa que faz o menor trajeto é: Jonas
b) A pessoa que faz o maior trajeto é: O pai de Jonas .
ATIVIDADES
Agora, vamos desenhar esses trajetos para confirmar suas respostas.
Escolha quatro lápis de cores diferentes para indicar Jonas e seus familiares. Depois, pinte os quadrinhos com a cor escolhida para cada um deles. Em seguida, trace os caminhos que Jonas e seus familiares fazem para se deslocar de um lugar a outro, indicando o caminho com a cor escolhida para cada um.
O pai e a irmã de jonas fazem trajetos mais longos. Escreva quais meios de transporte eles usam para se deslocar.
a) A irmã de Jonas se desloca de: bicicleta .
b) O pai de Jonas se desloca de:
24/09/2025 10:11
Estabeleça um diálogo entre os percursos feitos pelos familiares de Jonas e os modos de deslocamento em diferentes épocas. No passado, caminhar era a forma mais comum de ir à escola ou ao trabalho. Já o uso de ônibus está ligado ao crescimento das cidades e à necessidade de transporte coletivo.
1. Proponha que os estudantes comparem como seus pais ou avós faziam esses trajetos quando eram crianças, ampliando a percepção histórica sobre permanências e mudanças nos modos de deslocamento.
2. Peça aos estudantes que perguntem a uma pessoa do seu convívio sobre como ela se desloca no seu dia a dia. Depois, promova uma conversa coletiva com a turma, permitindo que eles compartilhem os trajetos relatados pelas pessoas entrevistadas. Com essas atividades, oriente a turma a ouvir a pessoa questionada e, depois, eles podem registrar o conteúdo da conversa por meio de desenhos ou pequenos textos no caderno, identificando o meio de transporte utilizado.
Jonas Mãe Maria Pai
ENCAMINHAMENTO
Esta dupla de páginas apresenta aos estudantes a classificação dos tipos de transporte com base em dois critérios: de acordo com as vias pelas quais circulam (aéreos, terrestres e aquáticos) e de acordo com a capacidade de transporte de passageiros (individual e coletivo).
Introduza o tema escrevendo na lousa as seguintes palavras, para montar três listas: terrestre, aquático e aéreo. Questione os estudantes se conhecem o significado dessas palavras. Depois, permita que apresentem as hipóteses deles e explique o que elas significam dentro do contexto do estudo dos transportes. Peça aos estudantes que deem exemplos de transportes de cada categoria e registre as informações nas listas. Se achar oportuno, peça que os próprios estudantes façam o registro na lousa.
Uma vez que as listas estiverem completas, encaminhe as atividades, orientando os estudantes a colar as imagens nos lugares correspondentes. Caso precisem de auxílio, poderão consultar os registros feitos coletivamente.
Sobre os transportes individuais e coletivos, é possível propor a mesma dinâmica anterior: organizar duas listas na lousa – individual e coletivo – e questionar o significado dos termos, focando depois no contexto dos transportes e dando exemplos para cada uma das categorias.
Se achar oportuno, explique para a turma que, com o crescimento das cidades, foi preciso criar diferentes formas de transporte para transportar muitas pessoas ao mesmo tempo. Com base nisso, é possível explorar com a turma o histórico dos meios de transporte urbanos.
Pela terra, água e ar
De acordo com o caminho por onde os meios de transporte se deslocam, eles podem ser terrestres , aquáticos ou aéreos .
1
Recorte as imagens da página 287 do Material complementar. Depois, cole-as nos espaços correspondentes.
• Os meios de transporte terrestres fazem o caminho por terra, como estradas, ruas, avenidas e ferrovias.
• Os meios de transporte aquáticos fazem o caminho por água, como rios e mares.
Os estudantes deverão colar no espaço a fotografia que mostra pessoas andando de bicicleta.
• Os meios de transporte aéreos fazem caminhos pelo ar.
Os estudantes deverão colar no espaço a fotografia que mostra um barco.
Antigamente, no Brasil, havia bondes puxados por cavalos, que andavam pelos trilhos nas ruas. Depois, esses bondes passaram a ser elétricos. Mais tarde, apareceram os trens urbanos e os metrôs, que ajudam a transportar muitas pessoas de uma só vez, evitando que as ruas fiquem cheias de carros.
Em seguida, converse com os estudantes sobre como esses meios de transporte surgiram, por que as cidades cresceram e por
Os estudantes deverão colar no espaço a fotografia que mostra um avião.
que novas tecnologias foram inventadas. Essa abordagem contribui para que percebam a relação entre o desenvolvimento das cidades, a invenção de novas tecnologias e as mudanças no modo de viver das pessoas ao longo do tempo. Caso julgue oportuno, auxilie os estudantes a pesquisarem imagens de transportes coletivos antigos e, depois, organize-as em um mural ou cartaz, do mais antigo para o mais recente.
Transporte coletivo e individual
Os meios de transporte também podem ser coletivos ou individuais.
Trem do metrô no município de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, em 2025.
Ônibus coletivo no município de Boa Vista, no estado de Roraima, em 2023.
Barco de transporte de passageiros no município de Belém, no estado do Pará, em 2025.
Veículos no município de Brusque, no estado de Santa Catarina, em 2025.
Os meios de transporte coletivos podem levar muitas pessoas ao mesmo tempo. Os meios de transporte individuais levam uma pessoa ou um pequeno grupo de pessoas.
2
Pinte os quadrinhos de acordo com a classificação dos meios de transporte.
Coletivo: trem e barco. Individual: motocicleta e bicicleta.
transporte coletivo transporte individual
Trem Bicicleta
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
• Vienno. Na minha rua passa um carro. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2024.
Na rua desse livro passam veículos de diversos tipos, vendendo os produtos mais variados.
Barco Motocicleta
251
24/09/2025 10:11
ATIVIDADES
A utilização do transporte coletivo é uma situação do dia a dia de muitas pessoas. Será que elas se lembram de como eram os transportes coletivos antigamente? Vamos investigar!
Entreviste uma pessoa idosa sobre os meios de transporte que ela usava quando criança. Anote as principais informações no caderno. Na data marcada pelo professor, conte suas descobertas aos colegas.
ENCAMINHAMENTO
Esta dupla de páginas propõe que os estudantes reflitam sobre o transporte nos centros urbanos e os principais problemas relacionados ao excesso de veículos nas grandes cidades.
Essa discussão é importante, pois envolve a comparação de diferentes meios de transporte, percebendo o papel na conexão entre lugares e discutindo os riscos para o meio ambiente, ao abordar a questão da poluição atmosférica e dos congestionamentos, que afetam a saúde das pessoas. Esse trabalho desenvolve a habilidade EF02GE03
Explique para a turma que a poluição do ar provocada por alguns meios de transporte é gerada pela queima de combustíveis, como gasolina, etanol e diesel. Assim, veículos que usam esses combustíveis lançam gases no ambiente, que provocam a poluição do ar, prejudicando a saúde das pessoas.
Destaque a importância de dar preferência aos transportes coletivos e àqueles que causam menos poluição.
Proponha que os estudantes analisem as fotografias e identifiquem os problemas retratados: poluição do ar e congestionamentos, iniciando a atividade 1. Para estudantes que vivem em centros urbanos, essa identificação pode ser mais simples, pois essas cenas fazem parte do cotidiano deles. Caso essa não seja a realidade do local onde a escola está situada, chame a atenção da turma para os elementos das paisagens retratadas: excesso de veículos que se deslocam com dificuldade, fumaça saindo do caminhão.
TRANSPORTE NA CIDADE
Em muitas cidades, o movimento de grande quantidade de veículos motorizados nas ruas e avenidas pode causar problemas.
Observe nas fotografias a seguir alguns desses problemas.
em avenida no município de Salvador, no estado da
Motorizado: que funciona com motor.
2 Poluição do ar 1 Congestionamento 1
Escreva o número da fotografia ao lado do nome do problema que ela mostra.
Responda às questões a seguir. Depois, converse com os colegas e o professor sobre suas conclusões.
a) O que os congestionamentos podem causar na vida das pessoas?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
Na atividade 2. a), algumas respostas possíveis: perda de tempo nos deslocamentos diários, que poderia ser dedicado ao descanso, ao lazer e ao trabalho; atraso em compromissos, entre outros. Incentive os estudantes a se posicionar sobre o tema, provocando reflexões por meio de algumas questões: Imaginem se uma pessoa estiver passando mal e precisar ir a um hospital? E se estiver com fome, sede, ou mesmo vontade de ir ao banheiro? Vocês já passaram por situações parecidas? No item 2. b), espera-se que os estudantes respondam que os veículos soltam gases que poluem o ar e prejudicam a saúde das pessoas, provocando diversas doenças, que afetam principalmente crianças
e idosos. Caso julgue oportuno, oriente a turma a realizar uma pesquisa sobre os impactos da poluição do ar na saúde das pessoas. Os resultados dessa pesquisa podem ser organizados e divulgados em cartazes.
Na atividade 3. c), entre as soluções que os estudantes podem apresentar estão: maior incentivo ao uso de meios de transporte coletivos, como ônibus; ou, ainda, implantação de ciclofaixas para incentivar o uso de bicicletas, entre outras.
Congestionamento
Bahia, em 2024.
Caminhão soltando fumaça escura pelo escapamento no município de Ponta Grossa, no estado do Paraná, em 2025.
b) O que a poluição do ar pode causar à saúde das pessoas?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
Leia a charge a seguir. Depois, responda às questões.
a) O que está acontecendo na charge?
Os carrinhos de Joãozinho estão parados em um congestionamento.
b) Você vê mais meios de transporte individuais ou coletivos?
Há mais meios de transporte individuais.
c) Em sua opinião, de que forma o problema mencionado por um dos meninos poderia ser solucionado?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento 253
21/09/2025 01:44
ATIVIDADES
Apresentar meios de transporte alternativos, menos poluentes e que proporcionem melhoria da qualidade de vida e da mobilidade urbana, é um tema de grande relevância para os nossos dias. Pensando nisso, sugere-se esta atividade sobre os meios de transporte inovadores. Se possível, separe e mostre para os estudantes imagens de monociclos elétricos e patinetes elétricos e pergunte se eles já viram pessoas nas ruas usando esses tipos de meios de transporte –ou se eles mesmos já se deslocaram em algum deles. Em seguida, instigue-os a pensar nas vantagens e desvantagens de meios de transporte elétricos em relação a veículos movidos a gasolina, etanol ou diesel
Em Como melhorar o trânsito, os estudantes são convidados a refletir sobre alternativas que podem melhorar o trânsito nas cidades. Essas propostas permitem compreender diferentes práticas sociais ligadas à mobilidade e ao deslocamento de pessoas, além de possibilitar a discussão sobre a importância do trabalho de profissionais envolvidos no transporte público e na organização urbana, evidenciando como essas atividades estruturam a vida comunitária. Além disso, o conteúdo favorece a reflexão sobre os impactos ambientais do excesso de carros e a contribuição de meios de transporte coletivos e não motorizados para reduzir congestionamentos e a poluição, mobilizando a habilidade EF02GE03.
Antes de introduzir o conteúdo da dupla, questione os estudantes sobre ideias que poderiam melhorar a questão dos congestionamentos e da poluição. Permita que eles compartilhem suas opiniões e, se julgar pertinente, anote as sugestões na lousa para serem discutidas posteriormente.
Se julgar oportuno, aproxime a reflexão das experiências vividas pelos estudantes. Incentive-os a observar a realidade do lugar onde vivem: quais meios de transporte mais circulam, que problemas aparecem no trânsito local e quais alternativas poderiam melhorar a qualidade de vida da população nesse sentido. Encaminhe a análise das fotografias, que mostram uma ciclovia, um corredor de ônibus e o metrô. Questione a turma se essas opções estão disponíveis onde vivem e se eles já se deslocaram por essas vias, utilizando os meios
Como melhorar o trânsito
Para melhorar o trânsito nas cidades, algumas ações dos governos podem ser feitas, como a construção de corredores de ônibus, de ciclovias e metrôs. Observe as fotografias.
Ciclovia no município de Recife, no estado de Pernambuco, em 2022.
Ponto de ônibus no município de Teresina, no estado do Piauí, em 2022.
Estação de metrô no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2024.
Complete o texto a seguir com as palavras do quadro. ciclovias poluição trens carro
movimentam grande metrôs
Nas ciclovias , as pessoas ficam mais seguras
para andar de bicicleta. Elas se movimentam e deixam de usar meios de transporte motorizados, que ocupam mais
espaço e podem causar poluição Com ônibus novos e que andam em corredores só para eles, muitas pessoas deixam de andar de carro .
Metrôs/trens e trens/metrôs não causam congestionamentos, não poluem o ar e levam um grande número de pessoas ao mesmo tempo.
de transporte exemplificados. Na sequência, explique em que medida essas alternativas podem melhorar a mobilidade e encaminhe a atividade 1, que pode ser realizada individualmente ou de forma coletiva.
Caso deseje ampliar a discussão, apresente para a turma soluções adotadas em diferentes lugares, como ciclovias, transporte coletivo de qualidade ou áreas exclusivas para pedestres.
Na página 255 há uma ilustração que representa a capacidade de transporte de passageiros para transportes individuais e coletivos. Explore a ilustração estabelecendo comparações entre eles, e encaminhe a atividade 2. Espera-se que os estudantes concluam que o transporte coletivo sempre é a melhor alternativa para melhorar a mobilidade nas cidades.
ATIVIDADES
Observe a imagem a seguir.
Ônibus, trem, carros e bicicletas são exemplos de meios de transporte utilizados nas cidades.
Nas cidades, o uso de transportes coletivos, como ônibus, trens e metrôs, auxilia no deslocamento das pessoas e ajuda a reduzir os congestionamentos e a poluição do ar. As bicicletas também são uma boa alternativa para quem precisa percorrer distâncias mais curtas, pois elas não poluem e ainda incentivam a prática de atividade física.
Agora pense no problema apresentado a seguir.
c) Qual tipo de transporte causaria maior trânsito em ruas ou avenidas de uma cidade? Por que você acha isso? 2 Espera-se que os estudantes indiquem que os carros, pois eles ocupariam mais espaço que um ônibus, já que é necessário um número maior de carros para carregar a mesma quantidade de pessoas que um ônibus pode levar.
a) Um carro comum transporta até cinco pessoas. Para transportar 40 pessoas, quantos carros seriam necessários?
Seriam necessários oito carros.
b) Imagine que essas mesmas 40 pessoas precisam ser transportadas usando ônibus. Quantos ônibus seriam necessários?
Seria necessário apenas um ônibus para transportar essas mesmas 40 pessoas.
Dê preferência para o transporte público. 255
21/09/2025 01:44
Solicite que os estudantes desenhem, em uma folha de papel avulsa, ideias para melhorar o trânsito na comunidade ou no bairro onde vivem. Depois, promova um momento para que os estudantes compartilhem as produções deles.
ENCAMINHAMENTO
Nesta seção, os estudantes são convidados a refletir sobre a importância de alguns cuidados no trânsito para a segurança de todos. O trânsito é um espaço de sociabilidade em que diferentes grupos — motoristas, ciclistas e pedestres — convivem e precisam respeitar regras comuns, mobilizando assim a habilidade EF02HI01.
A observação das fotografias permite identificar práticas que cada pessoa exerce nesse contexto, como o pedestre que atravessa na faixa ou o ciclista que usa capacete. É possível ampliar a discussão mostrando que os cuidados e os equipamentos de segurança no trânsito não existiram sempre, mas foram criados ao longo do tempo, conforme os conhecimentos sobre os riscos de acidentes foram evoluindo, o que auxilia na percepção de mudanças no cotidiano e na organização da vida em comunidade, desenvolvendo o trabalho com a habilidade EF02HI03. Proponha uma conversa com a turma sobre como era atravessar ruas ou andar de bicicleta no tempo dos pais e avós dos estudantes, estimulando a percepção histórica e o pertencimento à comunidade.
A seção também dialoga diretamente com o TCT Educação para o Trânsito. Acidentes no trânsito estão entre as principais causas de internação e morte de crianças no Brasil; assim, trabalhar esse tema em sala de aula é uma prática necessária e que expande o trabalho com a habilidade EF02GE03. Proponha que os estudantes analisem as fotografias e comentem sobre os itens de segurança retratados. Se julgar oportuno, solicite que os estudantes elaborem frases curtas no caderno, falando sobre a importância desses itens. Na atividade 2, verifique se os estudantes compreendem corretamente o significado das cores do semáforo: vermelho – pare, verde – siga e amarelo – atenção. Aproveite o mo-
IDEIA PUXA IDEIA
Cuidados no trânsito
A segurança no trânsito é muito importante para evitar acidentes. Observe as fotografias a seguir.
2023.
Pai e filho andando de bicicleta em ciclovia, no município de Piracicaba, no estado de São Paulo, em 2020.
mento para comentar que é comum encontrar em algumas ruas os semáforos de 3 cores para motoristas e o de 2 cores para pedestre. No semáforo de pedestres, as cores, em geral, também são associadas ao movimento que o pedestre deve fazer: vermelho – bonequinho parado; e verde – bonequinho caminhando. Nas respostas apresentadas pelos estudantes, é possível que apareçam essas indicações de “bonequinho andando e parado”. Caso entre os estudantes da turma tenha algum portador de daltonismo, aceite a resposta dele baseada no movimento do bonequinho, sem associar a cor do semáforo. Caso a sala tenha estudantes com deficiência vi-
Pessoas atravessando em faixa de pedestre no município de Divinópolis, no estado de Minas Gerais, em 2024.
sual, explique que existem semáforos adaptados com indicação sonora, no entanto, esse recurso ainda é pouco utilizado em todo o país.
ATIVIDADES
Considere fazer uma simulação na sala de aula ou no pátio, mostrando aos estudantes como proceder para atravessar uma rua com segurança. Os estudantes podem representar veículos, pedestres e faróis (semáforos ou sinais), o que possibilita abordar diferentes situações. Explique que crianças menores de 10 anos de idade não devem atravessar as ruas sem o acompanhamento de um adulto.
Criança em cadeirinha no banco traseiro de carro, em
Motociclista usando capacete, em 2023.
1. Resposta pessoal. Entre as respostas que podem ser dadas pelos estudantes, espera-se que eles indiquem: o uso de capacete, de cinto de segurança, da faixa de pedestre, da ciclovia.
Você costuma praticar atitudes de segurança como as mostradas nas fotografias? Se sim, quais?
Os semáforos, em geral, apresentam três luzes coloridas: verde, amarelo e vermelho.
Você sabe o que significa cada uma das cores do semáforo? Converse com os colegas e o professor.
Veja orientações no Encaminhamento
Complete as frases corretamente, indicando qual deve ser a atitude dos motoristas de veículos e dos pedestres diante das cores apresentadas pelo semáforo.
atenção parar seguir
a) Quando a luz verde acende para os veículos, os pedestres devem parar e os veículos devem seguir
b) Quando a luz vermelha acende para os veículos, os pedestres devem seguir e os veículos devem
parar .
c) E, quando a luz amarela acende, tanto pedestres como motoristas devem ter atenção
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• CRIANÇA SEGURA BRASIL. Programa Criança Segura Pedestre , São Paulo, c2025. Disponível em: https://criancasegu ra.org.br/wp-content/uploads/2021/03/ Manual-para-Educadores-pedestre.pdf. Acesso em: 24 set. 2025. Cartilha voltada para educadores, com informações e orientações para desenvolver noções de segurança no trânsito com crianças. Pode ser utilizada como ponto de partida para expandir o conteúdo deste tópico.
TEXTO COMPLEMENTAR
257
24/09/2025 17:51
A Criança Segura recomenda que somente a partir dos 10 anos de idade as crianças possam andar desacompanhadas de adultos.
Isso porque, no geral, até essa idade meninas e meninos ainda não desenvolveram plenamente diversas capacidades cognitivas, físicas e emocionais que são necessárias para se manterem seguros no trânsito.
Diante disso, cabe aos pais, familiares, responsáveis e cuidadores desde cedo dar o exemplo de como se comportar de forma segura, explicar os conceitos de segurança no trânsito para os pequenos e observarem as crianças durante os trajetos para perceberem se elas já estão preparadas para andarem sozinhas na rua com segurança.
[…]
Corpo
O corpo da criança é mais frágil que de um adulto. Seus ossos e músculos ainda estão em desenvolvimento e, devido ao seu tamanho menor, são menos tolerantes a um impacto. Em caso de acidentes, isso aumenta a possibilidade de lesões mais gravidade.
Baixa estatura
O tamanho pequeno das crianças, além de tornar mais difícil para um motorista as enxergar quando estão atrás de uma árvore ou carro estacionado, também aumenta o risco de lesão grave em caso de acidente. Isso porque, em um atropelamento, o automóvel atingiria as regiões da cabeça e abdômen, que são as partes mais frágeis do corpo humano.
Percepção tempo x velocidade x espaço
Até por volta dos 10 anos, meninas e meninos ainda não desenvolveram plenamente o discernimento preciso sobre distância, velocidade e posição dos veículos no trânsito. Por isso, quando vão atravessar a rua podem ter dificuldade para calcular o tempo que precisam para concluir a travessia em segurança.
CRIANÇA SEGURA BRASIL. Como ensinar crianças a se locomoverem de forma autônoma e segura, 2019. Disponível em: https:// criancasegura.org.br/wp-content/ uploads/2020/12/15646760 94EBOOK_-_Criana_Segura_ Mobilidade__1.pdf. Acesso em: 24 set. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Levante os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os meios de comunicação que conhecem. Depois, peça a eles para que imaginem como seria a vida deles e das pessoas que conhecem sem esses meios de comunicação. A abordagem desse tema mobiliza o TCT Ciência e tecnologia. Introduza o estudo do tema apresentando a situação da personagem Nina, que mora em outro país e conversa com a família por chamadas de vídeo no computador. Questione os estudantes se eles já fizeram esse tipo de chamada e em quais contextos, explorando o contato que eles têm com as tecnologias de comunicação e informação por meio de aplicativos e redes sociais. Verifique quais são os dispositivos que eles mais utilizam para se comunicar, como computadores, smartphones, tablets etc.
Ao apresentar cada meio de comunicação representado nas fotografias, faça pausas para conversar com os estudantes, incentivando-os a falar qual é a finalidade de cada um. O celular com conexão à internet, por exemplo, é um meio de comunicação utilizado em diversas situações, pois possibilita que as pessoas se comuniquem por redes sociais, leiam diferentes tipos de textos, assistam a desenhos, filmes e séries etc. A revista semanal divulga e analisa as principais notícias da semana e o rádio apresenta notícias do dia a dia e fornece entretenimento (transmissão de músicas ou esportes). Além disso, os meios impressos e escritos, como cartas e jornais, podem ser apresentados como fontes de memória pessoal e coletiva, reforçando o trabalho com documentos históricos.
Comente com a turma que, ao longo da história, as pessoas foram inventando diferentes formas de se comuni-
MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Nina mora em outro país, mas ela conversa com a família quase todos os dias. Observe a imagem.
Como os familiares de Nina conversam com ela? 1
Por chamada de vídeo no computador.
Em uma chamada de vídeo, o meio de comunicação utilizado pode ser o computador ou o aparelho celular conectados à internet.
Existem muitas outras formas de se comunicar e outros meios de comunicação.
Observe alguns exemplos de meios de comunicação nas fotografias a seguir.
car. Durante muito tempo, a carta escrita à mão foi a principal maneira de falar com alguém que estava longe. Depois, chegou o telefone fixo, e, mais tarde, o rádio, que se espalhou no Brasil. A televisão trouxe a possibilidade de ver notícias e programas em tempo real. Hoje, a internet tornou a comunicação ainda mais rápida e variada. Converse com os estudantes sobre como cada um desses meios mudou o dia a dia das pessoas, destacando como as transformações tecnológicas também modificaram os hábitos de convívio social e a forma de acompanhar acontecimentos no Brasil e no mundo.
Para trabalhar com estudantes portadores de deficiência visual, leve para a sala de aula objetos reais para manipulação (uma carta em braile, um jornal com fonte ampliada, um telefone antigo) e permita que os estudantes reconheçam pela textura ou formato. Caso haja estudantes com dificuldades em estabelecer comparações entre diversos meios de comunicação, busque simplificar as atividades, por exemplo, peça que o estudante escolha apenas dois meios de comunicação (um antigo e um atual) e os compare de forma simples (ex.: “A carta demora. O celular é rápido.”).
Celular. Televisão.
Rádio. Carta.
Jornal. Telefone fixo.
saLvadOr
Computador.
Radiocomunicador.
Contorne os meios de comunicação que você e seus familiares costumam usar.
Marque um nos meios de comunicação que você nunca usou.
Resposta pessoal. Os estudantes podem identificar o orelhão e o radiocomunicador como aparelhos que eles provavelmente nunca usaram.
Em casa, converse com uma pessoa mais velha sobre os meios de comunicação que ela usava no passado.
a) Mostre a ela as fotografias dos diferentes tipos de meios de comunicação.
5
b) Pergunte a essa pessoa quais diferenças ela percebe entre os meios de comunicação que eram usados antigamente e os usados hoje em dia.
c) Escreva uma frase sobre o que você descobriu.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Na sala de aula, retome as atividades anteriores e converse com os colegas e o professor sobre estas questões.
Veja orientações no Encaminhamento
a) Quais meios de comunicação foram indicados como os mais usados?
b) Quais diferenças foram indicadas entre os meios de comunicação usados no passado e os usados atualmente?
c) Em sua opinião, a maneira como as pessoas se comunicam mudou ao longo do tempo? 2
Telefone público, conhecido como orelhão. 259
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes contornem os meios mais utilizados na atualidade. 3
Na atividade 4, a resposta é variada, uma vez que os estudantes precisam entrevistar pessoas mais velhas sobre os meios de comunicação que utilizavam no passado.
Na atividade 5. a), incentive os estudantes a compartilharem suas respostas, chamando a atenção deles para os meios de comunicação que são pouco utilizados atualmente, apesar de ainda muito comuns, como as cartas, o telefone fixo e os orelhões. No item 5. b), uma das princi-
pais diferenças é a funcionalidade e a agilidade do uso da internet, que nos permite entrar em contato com qualquer pessoa em tempo real, proporcionando a sensação de proximidade, mesmo a uma distância muito grande. No item 5. c), espera-se que os estudantes respondam que sim, citando mudanças no uso dos meios de comunicação. Por exemplo, muitas pessoas deixaram de usar telefones fixos e passaram a usar apenas aparelhos celulares para se comunicar.
21/09/2025 01:44
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção, providencie com os estudantes: diferentes recipientes, como latas vazias, copos plásticos, casca de coco partida ao meio, entre outros; diferentes fios com o mesmo comprimento: fio de linha de costura, barbante fino, barbante grosso, fitilho, entre outros; e palitos de dente com as pontas removidas.
ENCAMINHAMENTO
Nesta atividade, os estudantes são convidados a explorar, de forma investigativa, diferentes tipos de materiais com o objetivo de identificar quais deles são mais eficazes na transmissão do som de um lado do “telefone” ao outro. Essa proposta favorece o desenvolvimento da habilidade EF02CI02.
Para iniciar, questione os estudantes se já ouviram falar no brinquedo popularmente conhecido como “telefone de lata”. Com base nesse diálogo inicial, peça que eles expliquem como acreditam que esse brinquedo funciona. Em seguida, desenhe na lousa um esquema simples desse “telefone”, destacando os principais elementos: dois recipientes (latas, copos descartáveis ou potes leves) conectados por um fio, como o barbante. Chame a atenção para um detalhe essencial: o fio precisa estar bem esticado para que o som seja transmitido com mais clareza.
Na pergunta inicial, verifique as hipóteses apresentadas pelos estudantes. Depois do experimento, na conclusão, eles vão confrontar essas hipóteses.
Em seguida, organize a turma em grupos e solicite que leiam as instruções. Circule pela sala de aula acompanhando o trabalho, certificando-se de que compreen-
CIENTISTA MIRIM
Telefone de lata
Você conhece a brincadeira do telefone de lata? Ela é feita com um brinquedo caseiro que tem duas partes: os “telefones” e o fio que os une.
Pergunta inicial
Ouça as hipóteses apresentadas pelos estudantes.
Que materiais são melhores para fazer um telefone de lata?
Reúnam-se em grupos e conversem sobre essa pergunta. Depois, escrevam a resposta no caderno.
Material
• diferentes recipientes, como latas vazias, copos plásticos, casca de coco partida ao meio, entre outros
• diferentes fios com o mesmo comprimento: fio de linha de costura, barbante fino, barbante grosso, fitilho, entre outros
• palitos de dente com as pontas removidas
Procedimento
ÃO
Peça ajuda a um adulto para cortar as pontas dos palitos de dente.
1 O professor vai fazer um furo no fundo dos recipientes que serão os telefones.
2 Amarrem um palito de dente em cada ponta dos fios. Isso vai facilitar a montagem dos brinquedos.
deram corretamente as etapas da atividade. Sempre que necessário, ofereça esclarecimentos. Essa mediação ajuda a garantir que os estudantes se sintam incluídos e consigam participar de forma ativa.
Distribua os materiais para os grupos. É importante que os recipientes que servirão de “telefones” já estejam previamente preparados, ou seja, furados no centro da base, com orifícios de tamanho adequado para a passagem do fio com o palito amarrado em sua extremidade. O furo deve estar bem no meio do recipiente e com um tamanho que permita
a passagem do palito de dente com um pouco de folga. Essa preparação evita atrasos e permite que os estudantes se concentrem na montagem e na observação dos resultados. É fundamental que os recipientes utilizados não tenham bordas cortantes nem superfícies que ofereçam risco de machucar, garantindo assim a segurança da turma.
Ao longo da montagem, incentive cada grupo a discutir e registrar suas hipóteses. Esse momento de antecipação enriquece a atividade, pois faz com que os estudantes utilizem a imaginação, construam previsões e, depois,
ATENÇ
3
Para testar uma combinação de telefone e fio, façam o seguinte:
a) Passem o palito de dente com o fio amarrado pelo furo do telefone.
b) Repitam esse passo na outra ponta do fio, com o outro telefone.
c) Em dupla, estiquem o fio e testem o brinquedo.
4
Para falar, coloquem o recipiente bem perto da boca. Para escutar, encostem o recipiente na orelha.
• Você consegue ouvir bem o que o colega fala no telefone dele?
E será que o colega consegue ouvir você?
5 O desafio do grupo é testar diferentes tipos de recipiente e diferentes tipos de fio, até descobrir qual combinação funciona melhor.
Conclusão
Depois, cada grupo mostra para a turma o brinquedo que teve o melhor resultado.
Sentados em círculo, conversem.
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
Os brinquedos que cada grupo apresentou são parecidos?
Quais materiais deram os melhores resultados?
Quais materiais deram os piores resultados?
Você gostaria de testar algum material diferente dos que estavam disponíveis?
Volte à Pergunta inicial . Depois de fazer esta atividade, você mudaria sua resposta?
comparem suas ideias com os resultados obtidos. A investigação, dessa maneira, coloca em prática o método científico de levantar hipóteses, testar e tirar conclusões — ainda que de maneira simplificada. Como haverá mais de um grupo realizando testes ao mesmo tempo, é importante que haja um distanciamento adequado entre eles, para evitar que o barulho ao redor atrapalhe a investigação. Se possível, realize a atividade em um espaço amplo, como a quadra ou o pátio, onde os grupos possam se distanciar adequadamente.
que materiais moles ou muito finos, como copo plástico e fio de costura, geralmente apresentam resultados piores. Na atividade 4, avalie a possibilidade de repetir a atividade incluindo os materiais citados pelos estudantes. Na atividade 5, espera-se que os estudantes confrontem suas ideias iniciais com os resultados observados e adaptem suas novas respostas, se necessário.
21/09/2025 01:44
Ao final, reúna a turma novamente para que compartilhem suas descobertas, comentem o que perceberam e comparem os diferentes materiais utilizados, reforçando a importância da observação, da experimentação e do trabalho em equipe.
Na atividade 1, incentive os estudantes a identificarem as semelhanças entre os brinquedos apresentados. Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam que materiais mais rígidos, como o metal, geralmente oferecem melhores resultados. Na atividade 3, espera-se que os estudantes respondam
ENCAMINHAMENTO
Faça uma sondagem inicial com os estudantes sobre o acesso à internet, perguntando quando, como e com qual objetivo a utilizam.
O tema possibilita reconhecer práticas sociais atuais ligadas à comunicação e ao convívio comunitário por meio de aparelhos digitais. Também favorece a comparação com outras épocas, quando os meios de comunicação eram diferentes. Além disso, é possível destacar que os registros digitais — como mensagens, fotografias e postagens — podem ser considerados documentos pessoais, pois guardam memórias e histórias da vida das pessoas. O trabalho com esse tema mobiliza o TCT Ciência e tecnologia
A sondagem inicial ajuda a orientar a discussão sobre os usos da internet. Espera-se que os estudantes percebam a multiplicidade e diversidade de usos dessa tecnologia para além dos representados nas fotografias. É importante reconhecer que o uso da internet é variado, mas também desigual em acesso, muitas pessoas no Brasil, por exemplo, têm acesso restrito ou baixa conectividade.
Observe com os estudantes quantos usam apenas os computadores da escola ou não têm nenhum acesso à internet em casa. Se a maioria tiver acesso pessoal (em casa, no computador ou no celular), proponha uma comparação, pedindo que os estudantes pensem, por exemplo, nas maneiras de acessar a internet sem computador ou celular em casa. Cuide para que haja respeito e sensibilidade durante esses relatos, de modo que não sejam criadas situações de constrangimento para os estudantes.
Chame a atenção da turma para os itens que apre-
Cuidados no uso da internet
Aparelhos conectados à internet são cada vez mais utilizados como meios de comunicação entre as pessoas em todo o mundo.
Criança utilizando computador com supervisão de um adulto no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2022.
Trabalhadora em cooperativa gravando vídeo no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2024.
A internet está cada vez mais presente em nossa vida, mas é preciso ter alguns cuidados no uso.
Na escola, a internet deve ser usada apenas para pesquisas e com a orientação dos professores.
O uso do celular por muito tempo é prejudicial para a saúde de todas as pessoas!
Aula de informática no município de Palmeiras, no estado da Bahia, em 2022.
sentam medidas importantes para o uso seguro da internet, que abordam: a privacidade dos dados pessoais, orientando os estudantes a não compartilharem informações pessoais em ambiente de rede; os cuidados a serem tomados em conversas com estranhos na internet; e o acesso a conteúdo apropriados para a faixa etária.
Se julgar oportuno, peça para os estudantes escolherem um dos itens que considerem importantes ou que mais chamou a atenção deles para elaborar um desenho no caderno ou em
uma folha de papel avulsa. Essa atividade permite avaliar a compreensão da turma acerca dos itens. No boxe Conexão, indicamos materiais sobre segurança na internet que podem servir como referência para o aprofundamento do tema.
A atividade 1 traz uma charge em que as crianças trocam os brinquedos por aparelhos celulares. Promova uma roda de conversa e trabalhe com a turma a mensagem transmitida pela charge. No item 1. a), as crianças estão utilizando aparelhos celulares. No item 1. b), entre as respostas que podem ser apresenta-
1
Conheça alguns cuidados importantes ao acessar a internet.
Navegue apenas em sites seguros e indicados para sua idade e com a supervisão de um adulto responsável.
Nunca converse com desconhecidos.
Só utilize a câmera com autorização de um adulto responsável.
Não publique fotografias nem dados pessoais.
Nunca fale seu endereço, nome da sua escola ou telefone.
Nunca fotografe e publique fotografias de outras pessoas sem autorização.
Se tiver alguma dúvida, converse com um adulto responsável por você.
Observe a charge. Depois, responda às questões em seu caderno.
Veja orientações no Encaminhamento.
a) O que as crianças da imagem estão fazendo?
b) Escreva o nome de dois brinquedos da imagem.
c) Na imagem, as crianças demonstram interesse pelos brinquedos? Em sua opinião, por que isso acontece?
Nesse vídeo, você vai conhecer alguns cuidados que deve ter ao usar a internet.
das pelos estudantes, estão: pipa/papagaio/ raia, peteca, bola de gude/bila/fubeca, bola de vôlei (ou, simplesmente bola), pião, carrinho de rolimã e estilingue. Espera-se que, no item 1. c), eles indiquem que as crianças da charge estão mais interessadas pelos celulares do que pelos brinquedos. Questione os estudantes se essa situação já aconteceu com eles e o que pensam sobre o uso excessivo de telas.
ATIVIDADES
24/09/2025 10:11
Solicite aos estudantes que perguntem às pessoas com quem convivem se elas costumam utilizar a internet e para que finalidades elas utilizam esse meio de comunicação. É possível que a maioria dos estudantes responda que sim, pois hoje o acesso à internet é cada vez maior, principalmente para estudo, trabalho, entre outros usos.
PARA O PROFESSOR
• CENTRO DE ESTUDOS, RESPOSTA E TRATAMENTO DE INCIDENTES DE SEGURANÇA NO BRASIL. Cartilha internet segura: divirta-se e aprenda a usar a internet de forma segura, c2025. Disponível em: https:// internetsegura.br/pdf/ guia-internet-segura.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025. Essa cartilha virtual é dirigida aos estudantes e apresenta várias atividades que podem ser desenvolvidas e adaptadas de acordo com as necessidades de cada turma.
• CENTRO DE ESTUDOS, RESPOSTA E TRATAMENTO DE INCIDENTES DE SEGURANÇA NO BRASIL. Cartilha de segurança para internet, c2025. Disponível em: https://cartilha.cert.br/ livro/cartilha-segurancainternet.pdf. Acesso em: 4 jun. 2021.
Acessar com os estudantes a cartilha virtual com recomendações para uso seguro da internet, desde como proteger as senhas até como se prevenir de golpes.
ENCAMINHAMENTO
Na seção O que estudei, buscamos retomar os principais conteúdos trabalhados ao longo da unidade, com o objetivo de sistematizar e consolidar os conceitos estudados. Essa sistematização não é apenas um momento de revisão, mas também de reflexão, no qual os estudantes são convidados a analisar o próprio percurso de aprendizagem e a realizar uma autoavaliação. Esse processo contribui para que cada estudante reflita sobre o que aprendeu, como aprendeu e quais aspectos ainda precisam de maior atenção.
Essa seção, em conjunto com as atividades distribuídas ao longo dos capítulos, tem a função de criar oportunidades constantes de avaliação do processo de ensino e aprendizagem. Com base nessas avaliações, é possível redirecionar ou ajuste o plano de trabalho, adaptando estratégias, conteúdos e metodologias para garantir que todos os objetivos de aprendizagem previstos sejam alcançados.
Ao incentivar a reflexão sobre os conteúdos e a realização de uma autoavaliação, oferecemos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer protagonismo no próprio processo de aprendizagem.
Explique à turma que este é o momento de retomar o que foi trabalhado ao longo da unidade, identificando avanços e reconhecendo eventuais dificuldades. Essa prática favorece o desenvolvimento de processos metacognitivos, ajudando cada estudante a compreender seu próprio aprendizado e a perceber a evolução ocorrida.
O QUE ESTUDEI
1
2
Miriam e sua família moram em um sítio onde são produzidos alimentos que são vendidos na cidade. Observe algumas atividades que são realizadas nesse sítio.
• Marque um na alternativa correta.
A única atividade do sítio é a agricultura.
A única atividade do sítio é a pecuária.
No sítio são praticadas a agricultura e a pecuária.
Os familiares de Miriam têm diferentes profissões. Para descobrir a profissão de cada um deles, desembaralhe as sílabas.
DI-CA-MÉ Médica
RO-NHEI-ZI-CO Cozinheiro
SOR-PRO-FES Professor
RA-BOM-BEI Bombeira
Na atividade 1, o objetivo é que os estudantes identifiquem as atividades relacionadas à agricultura e à pecuária, temas desenvolvidos no Capítulo 1. Espera-se que eles associem a agricultura ao plantio de vegetais e a pecuária à criação de animais.
A atividade 2 solicita que os estudantes desembaralhem sílabas das palavras para descobrir nomes de profissões, tema trabalhado no Capítulo 1. Caso julgue oportuno, solicite aos estudantes que liguem os nomes das profissões às ilustrações correspondentes.
Produção de verduras. Produção de ovos de galinha.
Escreva o nome de uma profissão que você acha interessante ou na qual gostaria de trabalhar quando adulto. Escreva também o que as pessoas que têm essa profissão fazem. Resposta pessoal.
• Depois, conte aos colegas por que você escolheu essa profissão.
Resposta pessoal. Avalie se os estudantes reconhecem profissões e suas formas de atuação.
A produção no sítio da família de Miriam não usa agrotóxicos. Quais problemas esses produtos podem causar para os seres vivos e o ambiente?
Espera-se que os estudantes respondam que o uso de agrotóxicos pode causar a poluição do solo e da água, além de provocar a morte de animais e prejudicar a saúde das pessoas. 5
Toda semana, o pai de Miriam leva para a cidade os resíduos recicláveis que são produzidos no sítio.
a) Escreva o nome do material que está em cada um dos sacos.
Na atividade 3, acompanhe o processo de produção textual dos estudantes e incentive os mais proficientes a ajudarem os colegas. Aproveite para relacionar a atividade com o presente dos estudantes, perguntando quais profissões existem em suas famílias ou em sua comunidade. Isso ajuda a perceber como diferentes trabalhos estão ligados ao cotidiano de cada um e como fazem parte da história de suas vidas. Caso os estudantes ainda tenham muitas dificuldades com a escrita, ou restrições motoras, possibilite que eles possam realizar a atividade por meio de um desenho.
Na atividade 4, o uso de agrotóxicos e suas consequências para o ambiente foi abordado no Capítulo 2. Aproveite para retomar oralmente o que são agrotóxicos e os impactos que o uso dessas substâncias pode causar no ambiente e nos seres vivos. Depois, promova o registro escrito de forma coletiva e aproveite para questionar a turma sobre as vantagens de cultivar a terra sem o uso de agrotóxicos.
Na atividade 5. a), observe se os estudantes identificam e classificam corretamente os tipos de materiais que podem ser destinados à reciclagem. Esse assunto é explorado no Capítulo 2, em especial na seção Mão na massa, e pode ser retomado, se necessário.
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Vidro
Plástico Papel Metal
ENCAMINHAMENTO
No item 5. b), retoma-se a importância da reciclagem como uma forma adequada de destinar esses materiais; solicite a alguns estudantes que leiam, em voz alta, o texto com as lacunas preenchidas. Se julgar oportuno, inicie uma conversa com base nessa leitura para consolidar o que foi estudado.
A atividade 6 explora o conteúdo relacionado aos meios de transporte, estudados no Capítulo 3. Os estudantes deverão mobilizar os conhecimentos adquiridos para escolher o meio de transporte mais adequado para o transporte de cargas em uma área rural. Em seguida, deverão identificar a via que esse transporte vai usar para realizar o deslocamento e, finalmente, classificá-lo como transporte individual ou coletivo. É possível propor que os estudantes classifiquem os outros meios de transporte representados nas imagens de acordo com as categorias propostas nos itens 6. b) e 6. c).
A atividade 7 explora o conteúdo relacionado aos meios de comunicação, estudados no Capítulo 3. Retome os meios de comunicação apresentados e questione a turma sobre aqueles que seriam mais adequados para que a personagem Miriam se comunique com a avó que mora longe.
6
b) Complete a frase com as palavras do quadro.
reciclagem diminuir extração aumentar
Sabia que aumentar a reciclagem de materiais é uma das ações para diminuir a extração de recursos da natureza?
Para levar a produção do sítio para a cidade, o pai de Miriam precisa utilizar um tipo de veículo.
a) Contorne o veículo utilizado pelo pai de Miriam.
b) Pinte a via de transporte utilizada pelo veículo do pai de Miriam.
Terrestre Aérea
Aquática
c) Agora, pinte o tipo de transporte que o pai de Miriam utilizou.
Transporte coletivo
Transporte individual
FaBrikasimF/shutterstOck cOm
A avó de Miriam mora na cidade. Observe na imagem como elas costumam conversar.
a) Como Miriam se comunica com a avó?
Por chamada de vídeo pelo celular.
b) Marque um em outros meios de comunicação que podem ser usados para conversar com alguém.
Televisão Jornal Telefone fixo
Em roda, conversem sobre o que aprenderam nesta Unidade.
• Compartilhe suas dúvidas e ouça as dúvidas dos colegas.
• Quem souber ajuda aquele que tem dúvida. Se for necessário, o professor pode ajudar nessa tarefa.
AUTOAVALIAÇÃO
Respostas pessoais.
marque um em uma das opções para avaliar suas ações ao longo dos estudos desta unidade.
aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.
Sempre Às vezes Nunca
Respeitei o professor e os colegas?
Prestei atenção nas explicações?
Pedi ajuda quando tive dúvidas?
Contribuí nas atividades em grupo?
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A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu e o que ainda precisa melhorar no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver estudantes PcDs na turma, de maneira geral, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas, quando necessário. Finalize pedindo um compromisso para a próxima aula, para que a autoavaliação tenha consequência prática.
Ao final, promova um momento coletivo de troca de ideias, no qual os estudantes possam compartilhar impressões sobre o que aprenderam e sobre os desafios que encontraram. Essa prática valoriza a diversidade da turma, incentiva a escuta ativa e reforça a noção de que o aprendizado é um processo colaborativo e inclusivo, no qual cada voz e cada experiência contribuem para o crescimento de todos.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Propor o uso de diferentes materiais para construção de objetos, levando em conta propriedades desses materiais.
• Conhecer formas de comunicação do passado.
• Identificar pinturas, objetos e documentos como fontes de memória e história.
• Registrar e analisar relatos da comunidade para compor histórias coletivas.
• Valorizar o trabalho em grupo, compreendendo a importância de diferentes tarefas no resultado comum.
• Refletir sobre as possibilidades de evolução dos meios de comunicação no futuro.
BNCC
HABILIDADES
(EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.).
(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável.
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.
PROJETO
Exposição da comunicação
Duração sugerida: 2 semanas
Neste projeto, vamos criar uma exposição sobre os meios de comunicação!
Etapa 1: construindo as estações
A exposição será formada por cinco estações. Cada estação tem um exemplo de meio de comunicação ao longo do tempo.
Estação 1: pintura rupestre
A pintura rupestre é um tipo de pintura feita em rochas, dentro ou fora de cavernas. Esse tipo de pintura foi uma das primeiras formas de comunicação dos seres humanos. Pinturas rupestres antigas no deserto do Saara, na Argélia, em 2015.
Material
• papel kraft grosso
• giz de cera ou canetas hidrocor
• fita adesiva
• tesoura com pontas arredondadas
Com o auxílio do professor, colem o papel de modo que se pareça com a área interna de uma caverna e desenhem exemplos de pinturas rupestres.
No dia da exposição, convidem os visitantes a fazer registros de aspectos de seu cotidiano no painel.
ORGANIZE-SE
Para as propostas desta seção, providencie com os estudantes: papel kraft grosso, giz de cera, canetas hidrocor, fita adesiva, tesoura com pontas arredondadas, caixas plásticas, areia fina e seca, cartolina, caixas de papelão, latas ou potes vazios, baquetas ou colheres de pau, cartolina, bloco de notas adesivas e papel sulfite. Também é necessário determinar, com auxílio da administração escolar, o espaço mais adequado para receber a exposição. Um espaço amplo e coberto, como a quadra ou o pátio, são ideais.
oral, mostrando que existem diferentes jeitos de compartilhar saberes.
Estação 2: o nascimento da escrita
Diferentes povos desenvolveram símbolos para a comunicação escrita, como os antigos egípcios.
Vista de uma parede de hieróglifo na cidade histórica de Gizé, no Egito, em 2023.
Com o auxílio do professor, façam cartões com os símbolos e organizem as carteiras com as caixas de areia para que os visitantes possam desenhar com os dedos das mãos os diferentes símbolos de escrita exibidos nos cartões.
Os tambores também tiveram um papel importante, pois, em várias regiões da África e entre as comunidades negras no Brasil, eles serviam para transmitir mensagens a grandes distâncias e para manter vivas as tradições culturais. Mais tarde, o telefone revolucionou o modo de conversar, aproximando vozes que estavam longe e ampliando os laços entre as pessoas. Hoje, a internet e os celulares permitem que a comunicação seja quase imediata, mas também exigem atenção ao que escolhemos compartilhar.
Material
• 3 caixas plásticas
• areia fina e seca
• cartolina
• tesoura com pontas arredondadas
• caneta hidrocor
Estação 3: tambores
A comunicação por tambor é realizada por povos de diferentes lugares e é praticada até os dias de hoje. Existem diferentes tipos de batidas, cada uma significando uma mensagem diferente.
ENCAMINHAMENTO
A comparação entre formas de comunicação antigas e atuais favorece a reflexão sobre mudanças e permanências nos modos de registrar e transmitir mensagens e sobre o papel que exerceram e exercem na conexão entre as pessoas, desenvolvendo as habilidades EF02GE03 e EF02HI03. A divisão de tarefas na construção, apresentação e montagem das estações, ao solicitar que os estudantes selecionem os materiais mais adequados para a construção de cada uma delas, também reforça a habilidade EF02CI02.
Material
• caixas de papelão, latas ou potes vazios
• baquetas ou colheres de pau
• cartolina
• caneta hidrocor
269
Na etapa 1, divida a turma em cinco grupos, de modo que cada um ficará responsável por planejar e montar uma estação. Acompanhe os trabalhos de cada grupo, propondo que cada estudante se encarregue de uma tarefa para a execução de sua estação.
Na montagem da estação 1, você pode perguntar ao grupo como foi a experiência de transmitir uma mensagem sem o uso de palavras, apenas com desenhos. Na montagem da estação, cole no papel kraft cartazes com reproduções de pinturas rupestres para servir de amostra das pinturas rupestres feitas por esses povos do passado. Use outro tipo de papel caso não haja papel kraft, como caixas de papelão por exemplo.
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Comente com a turma que, desde os primeiros grupos humanos, a comunicação ajudava a organizar tarefas, transmitir conhecimentos, compartilhar experiências e criar laços que davam sentido à vida em comunidade. As pinturas nas cavernas, por exemplo, eram mensagens sobre caçadas e rituais que ajudavam a contar histórias. Com o tempo, surgiu a escrita, que abriu novas possibilidades. Ela ajudou a registrar acontecimentos e tornou-se uma ferramenta importante para a vida em sociedade. No Brasil, muitos povos indígenas continuaram se comunicando de outras formas, como os grafismos e a tradição
Na estação 2, se o fundo da caixa tiver uma cor diferente da cor da areia, a escrita ganhará mais destaque. Você pode propor que os estudantes elaborem cartões com alguns desses sistemas do passado (como os dos egípcios, dos povos mesopotâmicos, dos fenícios, dos gregos), bem como do presente (o alfabeto latino, o alfabeto cirílico, ideogramas de povos orientais,) entre outras possibilidades.
ENCAMINHAMENTO
Na estação 3, temos um exercício lúdico que desenvolve a percepção auditiva, o pensamento lógico, a coordenação motora e o respeito à diversidade cultural ao mesmo tempo em que integra conteúdos de Linguagem (códigos e vocabulário), Matemática (sequência e contagem), Música (ritmo) e Ciências Humanas (saberes ancestrais e história). Para turmas maiores, sugere-se criar estações com códigos variados; para crianças com dificuldades auditivas ou motoras, recomenda-se o uso de baquetas mais leves, tambores de diferentes timbres e gestos visuais complementares. Procure montar essa estação em uma área aberta, permitindo que os estudantes percebam até que distância esse tipo de comunicação é eficiente.
Na estação 4, oriente os estudantes a explicarem como fizeram para identificar quais materiais foram mais eficientes na transmissão do som. Para enriquecer essa estação e integrar melhor o tema das telecomunicações, explorado no Capítulo 3, considere a possibilidade de colocar em exposição aparelhos de telefone reais — tanto telefones fixos quanto celulares. Alternativamente, podem ser expostas fotografias ou desenhos desses aparelhos.
Na estação 5, a ideia é provocar os estudantes e os visitantes da exposição a refletirem sobre como será a comunicação no futuro. Você pode propor que os estudantes façam desenhos sobre o tema, que depois serão utilizados para decorar a estação. Caso seja possível, providencie um gravador para registrar as respostas dadas pelos visitantes na estação 5.
Na etapa 2, os membros dos grupos devem alternar a apresentação de cada es-
Com o auxílio do professor, montem esta estação.
Posicionem as caixas, as latas ou os potes e as baquetas ou colheres para que os visitantes possam batucar. Criem um cartaz com códigos de batida seguindo o exemplo: Uma batida → Venham aqui! Duas batidas → Afaste-se! Três batidas → Perigo, se esconda!
Estação
4: telefone com fio
Recuperem os modelos de telefone com fio criados na página 260.
Com o auxílio do professor, posicionem os telefones sem fio nas carteiras para que os visitantes possam utilizá-los. Peçam a eles que comentem qual modelo transmitiu melhor a mensagem e qual modelo não transmitiu tão bem.
Estação 5: comunicação no futuro
A cada momento surgem novas formas de nos comunicar com outras pessoas. Será que no futuro nos comunicaremos de uma maneira muito diferente? Nesta estação, vamos imaginar o futuro!
tação, de modo que todos participem. Ao final, todos devem participar da desmontagem do museu.
Após a dinâmica, faça com os estudantes uma leitura das respostas apresentadas na estação 5 (ou ouça os áudios, caso tenham sido gravados). Peça para eles darem suas opiniões sobre os comentários deixados pelos visitantes e incentive-os a pensar sobre o que responderiam a essa pergunta. A atividade permite uma reflexão sobre o que poderá permanecer ao longo dos tempos e o que se modificará.
Material
• papel kraft
• canetas hidrocor
• bloco de notas adesivas
A etapa 3 é uma atividade de encerramento do projeto. Procure organizar uma roda de conversa para que os estudantes expliquem o que aprenderam e o que familiares e amigos acharam do museu montado pela turma. Convide-os a comentar sobre sua participação no projeto e sobre o resultado do trabalho. Procure incentivar a fala de todos os estudantes, evitando que alguns monopolizem a roda enquanto outros pouco se manifestam.
As atividades 1 a 7 são sugestões para esse momento de avaliação do projeto. É possível
imagens:BrunaassisBrasiL
Escrevam na parte de cima do papel: Como você imagina que as pessoas vão se comunicar daqui a 30 anos?
Com o auxílio do professor, peçam aos visitantes que escrevam nos blocos de notas adesivas como eles imaginam que será a comunicação do futuro.
Etapa 2: convidando a comunidade para a exposição
Com o auxílio do professor, criem os convites para a exposição. Lembrem-se de identificar o dia, horário e local combinado. Distribuam os convites para a comunidade escolar, os pais e responsáveis.
Veja orientações e comentário no Encaminhamento
Etapa 3: roda de conversa
Material
• papel sulfite
• canetas hidrocor
• tesoura com pontas arredondadas
Após a exposição, converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1 2 3 4 5 6 7
Como os visitantes reagiram à exposição?
Qual forma de se comunicar você achou mais interessante?
Por quê?
Quais foram as dificuldades encontradas para organizar a exposição?
O que você aprendeu com a realização da exposição?
O que você acha que poderia melhorar?
Você gostaria de ter acrescentado alguma estação diferente à exposição?
Como você avalia sua participação neste projeto?
propor que os estudantes conversem sobre essas questões em grupo e, em um segundo momento, compartilhem as respostas na roda de conversa com toda a turma, trazendo as impressões dos grupos sobre o processo de montagem das estações, os aprendizados e a exposição em si (atividades 1, 3, 4 e 5). Em seguida, proponha que os estudantes se manifestem individualmente, relatando como a experiência impactou cada um (atividades 2, 6 e 7).
CONEXÃO
PARA O ESTUDANTE
271
24/09/2025 10:11
• ROCHA, Ruth; ROTH, Otávio. O homem e a comunicação. São Paulo: Melhoramentos.
A coleção é composta de oito livros que contam histórias sobre a origem da comunicação.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
ALMEIDA, M. R. C. de. Os índios na história do Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2010.
• Essa obra apresenta uma leitura das abordagens tradicionais da relação entre indígenas e não indígenas nas chamadas sociedades coloniais e pós-coloniais.
BAZÍLIO, L. C.; KRAMER, S. Infância, educação e direitos humanos. São Paulo: Cortez, 2003.
• Essa obra apresenta a relevância dos direitos humanos e das políticas públicas para o desenvolvimento de crianças e jovens.
BITTENCOURT, C. M. F. Ensino de História: fundamentos e métodos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008.
• Nesse livro, a autora apresenta reflexões fundamentais sobre o ensino de História e aponta que a aprendizagem desse componente curricular vai muito além de mostrar a localização temporal e espacial dos fatos.
BRANCO, S. M. Natureza e seres vivos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2002.
• Esse livro explora temas relacionados à ecologia e à preservação do meio ambiente.
BREDA, T. V. “Por que eu tenho que trabalhar lateralidade?”: experiências formativas com professoras dos anos iniciais. Jundiaí: Paco, 2021.
• Esse livro traz reflexões sobre a experiência da autora com formação de professores e os processos de alfabetização cartográfica nos anos iniciais do ensino fundamental.
CANTO, E. L. do. Minerais, minérios, metais: de onde vêm? Para onde vão? 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004.
• Esse livro apresenta uma discussão sobre os aspectos científicos e tecnológicos do aproveitamento dos metais no contexto geoeconômico em que se inserem.
CARVALHO, A. M. P. de (org.). Ensino de Ciências por investigação: condições para implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning, 2013.
• Esse livro traz reflexões e orientações para a implementação de práticas de investigação nas aulas de Ciências da Natureza com foco no ensino fundamental.
CAVALCANTI, L. de S. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 18. ed. São Paulo: Papirus, 2011.
• Esse livro apresenta uma discussão sobre a importância da Geografia no contexto escolar para ajudar os estudantes a pensar e a atuar no mundo de maneira crítica.
CHASSOT, A. A ciência através dos tempos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004.
• Esse livro oferece uma visão panorâmica do conhecimento humano, desde a descoberta do fogo até as mais recentes conquistas da ciência e da tecnologia.
FERMIANO, M. B.; SANTOS, A. S. dos. Ensino de História para o fundamental 1: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014.
• Esse livro mostra como desenvolver as aulas de História articulando diretrizes pedagógicas, materiais e suportes diversos e o respeito à realidade dos estudantes.
FERRARO, N. G. et al. Física: ciência e tecnologia. São Paulo: Moderna, 2001.
• Esse livro apresenta conceitos sobre Física de maneira clara e objetiva.
LESANN, J. Geografia no ensino fundamental I . Belo Horizonte: Fino Traço, 2011.
• Esse livro apresenta aspectos da discussão teórico-metodológica para o ensino de Geografia e como construir conceitos fundamentais desse componente curricular ao longo dos anos iniciais.
PASSINI, E. Y. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de Geografia . São Paulo: Cortez, 2012.
• Nesse livro, a autora reflete sobre o ensino de conceitos, procedimentos e representações acerca do espaço no componente curricular Geografia.
PEREIRA, A. A.; MONTEIRO, A. M. (org.). Ensino de História e culturas afro-brasileiras e indígenas. Rio de Janeiro: Pallas, 2013.
• Nesse livro, os autores apresentam análises dos processos históricos relacionados à complexa formação étnico-cultural do Brasil, oferecendo repertório para a formação de professores.
PIORSKI, G. Brinquedos do chão: a natureza, o imaginário e o brincar. São Paulo: Peirópolis, 2016.
• Essa obra aborda o papel central do imaginário da criança nas brincadeiras e na sua relação com os elementos da natureza.
PONTUSCHKA, N. N.; PAGANELLI, T. I.; CACETE, N. H. Para ensinar e aprender Geografia . 3. ed. São Paulo: Cortez, 2009.
• Nessa obra, as autoras analisam temas como a formação docente e a história do componente curricular Geografia, além de propor uma série de questionamentos sobre a produção científica da área no país.
ROSSI, V. L. S.; ZAMBONI, E. (org.). Quanto tempo o tempo tem! 2. ed. Campinas: Alínea, 2005.
• Esse livro é uma produção coletiva multidisciplinar que trata da categoria do tempo em áreas como Astronomia, História, Psicologia e Educação.
SCHWARCZ, L. M.; STARLING, H. M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
• Essa obra é uma síntese atual da história do Brasil construída com base na análise de documentos inéditos de um período longo e complexo, que teve início às vésperas da chegada dos europeus à América.
SETUBAL, M. A. Educação e sustentabilidade: princípios e valores para a formação de educadores. São Paulo: Peirópolis, 2015.
• Essa obra apresenta conceitos da sustentabilidade para educadores trabalharem o tema com os estudantes.
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
• Esse livro apresenta textos que abordam a estrutura e a função dos órgãos do corpo humano e alguns de seus distúrbios.
WALDMAN, M.; SCHNEIDER, D. Guia ecológico doméstico. São Paulo: Contexto, 2003.
• Esse livro dá dicas para aqueles que estão preocupados com a conservação do meio ambiente e mostra como é possível ter comportamentos ecológicos em casa.
ZAMBONI, E.; GALZERANI, M. C. B.; PACIEVITCH, C. (org.). Memória, sensibilidades e saberes . Campinas: Alínea, 2015.
• Essa obra propõe reflexões sobre o papel da memória dos sujeitos históricos no campo da educação.
DOCUMENTOS OFICIAIS
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: https:// basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 16 jul. 2025.
• Esse documento define o conjunto de aprendizagens essenciais que os estudantes devem desenvolver ao longo da educação básica, de modo que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento.
BRASIL. Secretaria de Comunicação Social (coord.). Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom/PR, 2024. Disponível em: https://www. gov.br/secom/pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia. Acesso em: 16 jul. 2025.
• Esse documento apresenta recomendações para o uso de dispositivos digitais, principalmente para crianças e adolescentes, a fim de incentivar um uso mais saudável e adequado dos recursos digitais.
MATERIAL COMPLEMENTAR
UNIDADE 1 PÁGINA 19 • ATIVIDADE 1
UNIDADE 1 PÁGINA 65 • ATIVIDADE 2
HORA DE PRATICAR ATIVIDADE FÍSICA
HORA DE ASSISTIR À AULA
HORA DE LAVAR AS MÃOS
HORA DO RECREIO
HORA DE IR PARA CASA
HORA DE ESCOVAR OS DENTES
HORA DE BRINCAR
HORA DA AULA DE ARTE
HORA DA LEITURA
UNIDADE 2 PÁGINAS 80 E 81 • MÃO NA MASSA
UNIDADE 2 PÁGINAS 80 E 81 • MÃO NA MASSA
UNIDADE 2 PÁGINAS 80 E 81 • MÃO NA MASSA
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
Cole aqui
UNIDADE 4 PÁGINA 227 • ATIVIDADE 3
EDNEI MARX
UNIDADE 4 PÁGINA 227 • ATIVIDADE 3
Corta, penteia e arruma os cabelos das pessoas.
Cuida da limpeza das ruas das praças da cidade.
Vende frutas, legumes e outros produtos para a comunidade.
Organiza o trânsito e ajuda os pedestres.
Constrói e reforma casas e prédios.
Cuida da saúde das pessoas em hospitais e postos de saúde.
Planta e colhe alimentos no campo.
Toca instrumentos e canta.
UNIDADE 4 PÁGINA 250 • ATIVIDADE 1
ORIENTAÇÕES GERAIS
Proposta teórico-metodológica da coleção
Por que uma obra interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia
Nos anos iniciais do ensino fundamental, os estudantes estão em plena fase de descoberta do mundo. Ao chegar nesta etapa do ensino, as crianças já desenvolveram diferentes habilidades e competências, trabalhadas na educação infantil, e têm conhecimentos e vivências relacionados a seu corpo, suas preferências, o lugar onde vivem, a história da sua família e de sua comunidade.
Nos primeiros anos do ensino fundamental, esse conhecimento de mundo é integrado ao chamado conhecimento escolar, isto é, aquele que foi organizado e sistematizado a partir da trajetória de cada área do conhecimento (Ciências Humanas, Ciências da Natureza etc.) e de cada ciência (História, Geografia, Sociologia, Biologia, Química, entre outras). Ao longo do tempo, o conhecimento científico se especializou, com formulação de conceitos, categorias e métodos próprios de cada ciência.
Toda essa estrutura pautada na disciplinaridade, embora traga grandes contribuições ao processo de ensino, acaba por fragmentar o conhecimento, como se este ocupasse várias caixas, uma para cada componente curricular, sem integração entre elas. Assim, os estudantes aprendem os conteúdos em partes isoladas, sem conseguir perceber como se relacionam entre si e com a realidade.
Muitos pesquisadores e professores questionaram essa limitação nas suas práticas, trazendo críticas à grande especialização dos componentes curriculares e à necessidade de conectá-los para explicar o mundo onde vivemos. A interdisciplinaridade e um livro interdisciplinar se apresentam, assim, como alternativa para devolver ao conhecimento sua unidade e sua aplicabilidade.
Para Fazenda, a interdisciplinaridade é um movimento de passagem da subjetividade à intersubjetividade, ou seja, de uma visão individual para uma visão compartilhada do conhecimento. Nesse sentido, ela recupera a ideia de cultura como formação do ser humano total, inserido em sua realidade e capaz de agir sobre ela (FAZENDA, Ivani Catarina
Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro. São Paulo: Loyola, 2011).
Ainda segundo a autora, trata-se de superar a relação pedagógica baseada na transmissão linear de conteúdos e construir uma relação em que “a posição de um é a posição de todos” (FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro. São Paulo: Loyola, 2011. p. 93), marcada pelo diálogo e pela colaboração. Como afirma Morin, só um pensamento complexo — que articule parte e todo — pode enfrentar uma realidade igualmente complexa. Para isso, é preciso religar saberes, mostrando como os conteúdos escolares se conectam à vida (MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2005).
A interdisciplinaridade não significa o abandono das especificidades dos diferentes campos do saber, tampouco a criação de uma nova ciência que passaria a regular esses campos. Ela se manifesta no diálogo e na aproximação, evidenciando como construir novas formas de refletir sobre o mundo e pensar em soluções para as questões que nos são colocadas no dia a dia.
Uma maneira de realizar esse movimento interdisciplinar é trabalhar a partir de temas geradores ou situações-problema, como já sugeria Freire (FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1974). Nessas propostas, professores e estudantes se debruçam sobre um mesmo objeto de estudo e cruzam métodos, categorias, conceitos e saberes de diferentes áreas. O objetivo não é chegar a uma resposta final e única, mas cultivar a pesquisa, a dúvida, a troca de pontos de vista e a construção coletiva de significado.
A interdisciplinaridade não é, portanto, apenas uma forma de organizar o currículo, mas também um caminho para transformar a relação pedagógica. Ela estimula a curiosidade intelectual, fortalece práticas cidadãs e democráticas e ajuda a formar sujeitos capazes de intervir em sua realidade.
Para pensar e colocar em prática a interdisciplinaridade nesta obra, pautamo-nos nos autores aqui citados, nos pressupostos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e nos demais documentos que regem e orientam a educação escolar no Brasil.
Em nossa proposta, são mobilizados o conhecimento de mundo e a curiosidade dos estudantes
para que façam descobertas, pensem em soluções e reflitam sobre os diversos aspectos da natureza e da sociedade, conectando saberes escolares das Ciências da Natureza, da História e da Geografia. Nosso objetivo mais amplo é que os estudantes percebam sentido no que aprendem e se tornem protagonistas na construção de seu saber, apropriando-se de ferramentas das duas áreas do conhecimento. A BNCC respalda esse objetivo ao afirmar que o ensino nos anos iniciais deve articular campos do conhecimento em torno de práticas de investigação, linguagem e resolução de problemas, sempre a partir de contextos próximos da realidade da criança (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 set. 2025).
Nesse cenário, o professor não precisa ser especialista em cada componente curricular, mas deve criar situações que estimulem os estudantes a pesquisar, comparar, entrevistar, experimentar e registrar, favorecendo descobertas e reflexões. Dessa forma, os estudantes deixam de ser apenas receptores de informações e passam a se envolver ativamente no processo de aprendizagem, produzindo conhecimento a partir de sua vivência na comunidade e com as pessoas de seu convívio, considerando seu conhecimento prévio e suas experiências pessoais.
Os temas de cada unidade aproximam-se, assim, do conceito de tema gerador, de forma que cada componente curricular acione suas ferramentas para analisá-lo. Por exemplo, o tema alimentação permite investigar nutrientes (Ciências da Natureza), a origem dos alimentos (Geografia) e as me-
mórias familiares ligadas às refeições (História), culminando em uma feira de receitas. Já as festas da comunidade possibilitam estudar origens e transformações (História), vínculos com o território (Geografia) e elementos típicos, como alimentos e materiais (Ciências da Natureza).
Essas experiências mostram que a interdisciplinaridade vai além da soma de conteúdos: aproxima escola e vida, valoriza a cultura local e contribui para formar cidadãos críticos e participativos.
As especificidades dos componentes curriculares
Não há interdisciplinaridade sem os componentes curriculares e, ainda que o professor dos anos iniciais seja generalista, ele deve conhecer os objetos de estudo de cada componente para alcançar os objetivos com a turma. Para auxiliar nessa tarefa, este livro foi elaborado com o objetivo de contribuir para a formação continuada do professor.
Ao estarmos no mundo, vivenciamos suas diferentes dimensões (natural, cultural, econômica etc.) de forma integrada, sem nos preocupar com o âmbito de cada ciência. É na pesquisa científica e no processo de ensino que, respectivamente, cada ciência e cada componente curricular são acionados.
Quando afirmamos que um dos papéis da escola é proporcionar ferramentas para os estudantes realizarem a leitura do mundo, devemos pensar como cada componente curricular pode contribuir nesse processo. Ao ler o mundo em sua totalidade, os estudantes devem mobilizar as lentes e as ferramentas de cada componente curricular, fazendo perguntas e buscando respostas com o auxílio delas. No quadro a seguir são apresentadas algumas dessas perguntas.
Exemplos de perguntas feitas em cada componente curricular
Ciências da Natureza História
• Como cuidar da minha saúde e da saúde comunitária?
• De onde vêm e para onde vão os materiais que compõem os objetos do cotidiano?
• Quais são e como são os seres vivos que compõem o ambiente onde vivo?
• Como os seres vivos se relacionam entre si e com outros componentes do ambiente?
• De que maneiras podemos medir e marcar a passagem do tempo?
• Qual é a importância do Sol para a vida na Terra?
• Como as formas de viver mudaram ao longo do tempo?
• Que transformações a ação humana provocou na sociedade e no ambiente?
• O que permanece e o que mudou nas práticas culturais e no cotidiano?
• Como diferentes grupos sociais participaram da construção da comunidade?
• Quais memórias e relatos ajudam a entender o passado?
• Como as relações sociais transformaram modos de vida?
Geografia
• Onde as coisas estão?
• Por que estão em um lugar e não em outro?
• Por que há diferentes formas de organizar o espaço?
• Como a organização do espaço influencia os modos de vida?
• Como é a relação das pessoas com a natureza em cada território?
• O que transforma as paisagens?
• Que critérios definem as regiões?
Nesta coleção, cada componente buscou suas bases teórico-metodológicas nas pesquisas e discussões mais recentes sobre a didática e o ensino de cada uma delas, bem como nos pressupostos, nas habilidades e nas competências da BNCC.
Em Geografia , temos como objeto central de estudo o espaço geográfico , definido pelo resultado das relações entre sociedade e natureza ao longo da história. A perspectiva geográfica adotada na coleção busca superar a memorização e o conteúdo descritivo da chamada Geografia tradicional. Assim, a Geografia que colocamos em prática na produção desta obra busca analisar de que formas e com quais objetivos os seres humanos produzem o espaço geográfico, revelando as contradições socioespaciais, aproximando-se assim da chamada Geografia Crítica
Nesse processo de investigação espacial nos anos iniciais do ensino fundamental, são acionados diferentes conceitos, entre os quais se destacam: lugar, paisagem, natureza e território.
Esses conceitos aparecem nesta coleção como estruturadores do processo de ensino e aprendizagem, servindo como meio para leitura e compreensão do mundo e partindo das vivências dos estudantes. Há que se notar que esses conceitos são mobilizados e discutidos durante a educação básica, considerando a complexidade exigida para o desenvolvimento de conteúdos em cada ano letivo.
O conceito de lugar , enquanto espaço e vivência no qual os estudantes têm vínculos afetivos, é acionado em diversos momentos em que trabalhamos a realidade mais próxima dos estudantes, como a sala de aula onde se relacionam com colegas e professores; a moradia na qual convivem com familiares e outras pessoas; lugares da comunidade que frequentam no dia a dia, onde estabelecem contato com vizinhos, amigos, trabalhadores locais etc.
Já o conceito de paisagem, nesta obra, é entendido como o conjunto de formas que resultam da relação entre sociedade e natureza em diferentes momentos históricos (SANTOS, Milton. A natureza do espaço : técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2004. p. 103-104). Assim, esse conceito é central para aproximar o sujeito (o estudante) do objeto de estudo (espaço geográfico). Nesta coleção, a leitura da paisagem se dá a partir da observação e da análise do lugar de vivência e das representações espaciais de diversos lugares em fotografias, mapas mentais, ilustrações, pinturas etc.
Na especificidade da Geografia e na interseccionalidade com Ciências da Natureza, o conceito de natureza tem lugar na obra enquanto interação de elementos físico-naturais e como natureza transformada pela ação humana. São diversos os momentos em que questões ambientais são apresentadas, relacionadas diretamente ao lugar de vivência e à vida dos estudantes. Além de fomentar a abordagem interdisciplinar, as questões ambientais na obra permitem que os estudantes analisem criticamente a relação entre sociedade e natureza e exercitem seu senso crítico e reflexivo frente aos desafios ambientais contemporâneos, adotando uma postura cidadã e sustentável.
Embora o conceito clássico de território1 seja sistematizado em anos posteriores do ensino fundamental, nesta obra ele aparece principalmente em relação aos usos e às relações de poder entre diversos atores. Para aproximar os estudantes do conceito, tratamos dos usos e da organização da sala de aula, da escola, das moradias, dos espaços do brincar, buscando trazer as diversidades (étnico-culturais, campo/cidade etc.), permanências e mudanças.
Além dos conceitos geográficos, é importante destacar as escalas de análise espacial. Na obra, são usados diferentes recortes espaciais que se relacionam, tais como a moradia, a sala de aula, a escola, o bairro ou a comunidade, o Brasil e o mundo. Embora as escalas de análise espacial sejam tratadas como recortes para os estudos, elas não seguem uma hierarquia rígida. Assim, ao falar da sala de aula, podem ser feitas relações com salas de aula de outros lugares do Brasil e do mundo, de forma a atingir diferentes objetivos que envolvem identificar, comparar, relacionar, representar etc.
É importante que a realidade mais próxima dos estudantes esteja em conexão com outras realidades e lugares nos diferentes momentos do processo de ensino. Dessa forma, os estudantes são levados a analisar fenômenos espaciais em diferentes escalas, identificando relações de causa, efeitos, padrões, bem como outros aspectos que os ajudem a desenvolver o raciocínio geográfico e sua capacidade de análise crítica.
A História , como componente curricular e saber produzido no âmbito das universidades, tem como objeto central o estudo das relações sociais que ocorrem no transcorrer do tempo, compreendidas nas múltiplas formas de organização da vida em sociedade e nas transformações resultantes da ação humana.
1 O conceito de território é o que se relaciona ao poder do Estado e os limites legalmente estabelecidos.
O saber histórico construído nas escolas pela prática dos professores e no aprendizado dos estudantes também se pauta pelos mesmos princípios e objetivos, mas às vezes segue dinâmica própria, reelaborando o conhecimento histórico para atender às necessidades que lhe são próprias ou impostas.
Um reflexo dessa dinâmica foi a construção de um saber escolar que valorizava os grandes acontecimentos e os grandes personagens históricos. Não é à toa que essa visão do ensino de História tenha prevalecido durante a ditadura militar, quando o ensino esteve submetido aos desmandos do regime político vigente.
Esta coleção se coloca em tradição oposta: retoma os esforços de reconstrução de um ensino de História democrático e que valoriza a construção do Brasil por sujeitos históricos minorizados. Por isso, busca, por exemplo, superar a visão linear do tempo, baseado na noção de progresso, em que se classifica alguns modos de vida como avançados e outros como primitivos ou obsoletos. Assim, a História que é colocada em prática na coleção procura analisar como e por que os modos de vida se transformam ao longo do tempo, evidenciando conflitos, permanências e mudanças.
Além disso, a coleção leva em consideração as especificidades do aprendizado do componente nos anos iniciais. Assim, para trabalhar o conceito de tempo histórico, entendendo-o como a dimensão em que se situam as ações humanas e suas transformações, busca-se trabalhar as vivências dos estudantes, principalmente por meio de comparações entre o presente e o passado próximo.
Conteúdos como mudanças nos modos de brincar, nas formas de se comunicar e nas práticas familiares são abordados com o objetivo de desenvolver nos estudantes o conceito de transformação social. O trabalho com esse conceito destaca as razões pelas quais mudanças podem ocorrer sem, contudo, renunciar à adequação ao segmento dos anos iniciais. Por isso, os conceitos de mudança e de permanência são mobilizados em situações em que os estudantes percebem como certos aspectos da vida cotidiana se transformaram ao longo do tempo, enquanto outros permaneceram.
Outra consequência da superação da visão linear de tempo é o trabalho com o conceito de sujeito histórico, que passa a destacar grupos que antes eram pouco valorizados, como as mulheres, a população negra, os trabalhadores, entre outros. Na coleção, há atividades que incentivam os estudantes a considerarem a si próprios, suas
famílias e grupos da comunidade como sujeitos históricos e agentes produtores de transformações sociais. Essa prática evidencia que a História, como componente curricular, não se restringe aos já mencionados grandes personagens ou grandes acontecimentos, mas inclui também o cotidiano, as práticas culturais e as lutas sociais.
O trabalho com fontes históricas — orais, visuais, escritas, materiais ou imateriais — é apresentado como meio para analisar diferentes pontos de vista, a fim de incentivar os estudantes a interpretar documentos levando em consideração as condições em que esses foram produzidos e a compreensão de que toda narrativa histórica é resultado de escolhas e valores.
Outro conceito importante para o trabalho com o componente curricular nos anos iniciais do ensino fundamental é o de memória . Para abordá-lo em sala de aula, recorre-se a fontes como relatos, fotografias, objetos e espaços da comunidade. Conforme indica a BNCC, esses tipos documentais são os mais indicados por estarem relacionados às vivências familiares e ao cotidiano dos estudantes.
O trabalho com o conceito de memória consiste em mostrar que esses objetos e lugares são suportes de recordações e podem ser fontes de conhecimento histórico. Dessa forma, aproxima-se o sujeito (o estudante) do objeto de estudo (o passado vivido e transmitido).
Para Hobsbawm, uma das ameaças às sociedades seria a perda da memória histórica (HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998), razão pela qual a escola desempenha papel essencial na preservação e na transmissão das experiências coletivas resguardadas pela memória.
A coleção também convida os estudantes a reconhecer marcos temporais, iniciando a diferenciação entre tempo da natureza e as formas de controle da passagem do tempo criadas por diferentes culturas. Esses marcos temporais são trabalhados por meio de suas próprias histórias de vida, na trajetória da escola e na comunidade em que vivem. Assim, a História no âmbito dos 1º e 2º anos do ensino fundamental busca articular o tempo dos estudantes com tempos mais amplos, conectando experiências individuais e coletivas ao longo de diferentes escalas temporais.
Por fim, é importante destacar que o aprendizado do componente curricular História desde o primeiro ano do ensino fundamental é essencial para a formação crítica dos estudantes. A História fornece instrumentos de análise do mundo
que, ao serem construídos ao longo da formação escolar, permitem aos estudantes reivindicar melhorias e transformar positivamente a sociedade. Assim, pode-se dizer que a História é um componente fundamental para que os estudantes se tornem cidadãos participativos, que agem de forma ética e colaborativa na sociedade.
Em Ciências da Natureza, o objetivo central é permitir que os estudantes sejam letrados cientificamente. Entender os fundamentos da ciência é um instrumento poderoso para que as pessoas possam compreender o mundo, as implicações da tecnologia e das interferências humanas na natureza. Mais do que isso, compreender a ciência torna os indivíduos capazes de entender as necessidades de transformar positivamente o mundo, tomando decisões coerentes com esses propósitos.
Por isso, nos pautamos nos fundamentos da alfabetização científica. Essa linha didática pretende formar cidadãos críticos, conscientes e capazes de compreender temas científicos e aplicá-los para o entendimento do mundo e da sociedade em que vivem. Trata-se, portanto, de ensinar Ciências da Natureza para o exercício da cidadania.
No contexto escolar, a alfabetização científica tem dois propósitos intimamente relacionados e interdependentes: o entender ciência e o fazer ciência.
O entender ciência possibilita a incorporação dos saberes e da cultura científica no dia a dia e contribui para a formação de cidadãos mais críticos e conscientes de seu poder de decisão e de atuação. Isso influencia modos de pensar, agir e tomar decisões a partir de uma leitura do mundo em que se entendem as possibilidades de transformá-lo para melhor.
No fazer ciência, cada professor e cada estudante assumem o papel de autores, pesquisadores e produtores de conhecimento, participando da construção dos saberes à medida que ensinam e aprendem.
Para alcançar esses propósitos, buscamos apresentar propostas que incentivem o levantamento de conhecimentos prévios, o questionamento, o uso das habilidades de investigação e a discussão de questões com enfoque na cidadania. Incentivamos estudantes e professores a produzirem conhecimento de diferentes formas. Essa perspectiva permite o desenvolvimento e o aprimoramento da capacidade investigativa dos estudantes, de modo a torná-los críticos e reflexivos frente à produção de conhecimento.
Em Ciências da Natureza , a BNCC organiza os conteúdos em três grandes unidades temáticas que se articulam: Matéria e energia; Vida e evolução; e Terra e Universo. A unidade temática Matéria e energia aborda os materiais, suas propriedades e transformações, além das fontes e tipos de energia. Nos anos iniciais, parte-se da vivência das crianças, incentivando a observação dos objetos do entorno e de fenômenos cotidianos. Assim, é esperado que os estudantes construam noções que os permitam reconhecer os materiais que compõem os objetos e quais são as propriedades e os usos desses materiais. Também se trabalha a importância do uso sustentável dos recursos naturais, incentivando práticas como reciclagem e reaproveitamento, bem como a reflexão sobre hábitos saudáveis e seguros.
A unidade temática Vida e evolução propõe a compreensão da vida como fenômeno natural e social, destacando a diversidade dos seres vivos, as interações entre eles e com os elementos não vivos do ambiente e os processos evolutivos. Nos anos iniciais, explora-se a observação dos organismos do entorno, favorecendo o entendimento acerca de características dos seres vivos, incluindo modos de alimentação, locomoção, reprodução, entre outros. Também são trabalhados, além de cuidados com o corpo, a saúde e o respeito às diferenças, incentivando atitudes de acolhimento e inclusão.
A unidade temática Terra e Universo trata das características da Terra, do Sol, da Lua e de outros corpos celestes, bem como de seus movimentos, dimensões e forças. Nos anos iniciais, incentiva-se a curiosidade natural dos estudantes pela observação do céu, desenvolvendo noções espaciais e temporais que relacionam os fenômenos naturais às experiências cotidianas. Ao abordar como esse conhecimento se deu ao longo da história e em diferentes culturas, o estudo também valoriza saberes de diversas culturas, que extrapolam abordagens canônicas, como os de povos indígenas, que usavam, e muitos ainda usam, a observação dos astros para atividades agrícolas e organização social.
Essas três unidades temáticas devem ser trabalhadas de forma articulada, pois temas como saúde, ambiente e tecnologia atravessam todas elas. A tecnologia, por exemplo, pode melhorar a qualidade de vida, mas também gerar desigualdades e degradação ambiental. Compreender a relação entre ciência, tecnologia e sociedade, portanto, é fundamental para que os estudantes desenvolvam habilidades investigativas e se
tornem cidadãos críticos e responsáveis frente aos desafios contemporâneos.
A BNCC e as áreas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas
A BNCC é um documento elaborado por uma equipe composta de técnicos do Ministério da Educação (MEC), especialistas, associações científicas e professores universitários, que contou com ampla discussão e participação dos membros da sociedade. Esse documento indica os conhecimentos e as competências que se espera que todos os estudantes brasileiros desenvolvam ao longo da escolaridade; em outras palavras, define os conteúdos essenciais que os estudantes de todo o país devem aprender a cada ano escolar.
Na formulação da BNCC, os redatores se apoiaram em documentos como a Constituição Federal (BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil . Brasília, DF: Senado Federal, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/consti tuicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 14 set. 2025), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) (BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil , Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ leis/L9394.htm. Acesso em: 14 set. 2025), as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN) (BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais da educação básica . Brasília, DF: SEB, 2013. Disponível em: http://pactoensinomedio.mec.gov.br/images/pdf/ pceb007_10.pdf. Acesso em: 14 set. 2025) e o Plano Nacional de Educação (PNE) (BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o plano nacional de educação. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 26 jun. 2014. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005. htm. Acesso em: 20 set. 2025).
A BNCC é referência obrigatória na elaboração dos currículos de escolas públicas e particulares em todo o Brasil. No setor público, a BNCC deve servir de base para a elaboração dos currículos estaduais, municipais e federal, que devem definir como as habilidades propostas no documento serão implementadas
em sala de aula. Portanto, a BNCC e os currículos têm papéis complementares para assegurar as aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da educação básica. O documento afirma que:
No Brasil, um país caracterizado pela autonomia dos entes federados, acentuada diversidade cultural e profundas desigualdades sociais, os sistemas e redes de ensino devem construir currículos, e as escolas precisam elaborar propostas pedagógicas que considerem as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes, assim como suas identidades linguísticas, étnicas e culturais.
Nesse processo, a BNCC desempenha papel fundamental, pois explicita as aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver e expressa, portanto, a igualdade educacional sobre a qual as singularidades devem ser consideradas e atendidas. [...]
[...]
Para isso, os sistemas e redes de ensino e as instituições escolares devem se planejar com um claro foco na equidade, que pressupõe reconhecer que as necessidades dos estudantes são diferentes.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 15. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
A BNCC afirma o compromisso com a formação integral dos estudantes. Isso significa que essa formação deve se comprometer com a construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens que atendam às necessidades, às possibilidades e aos interesses dos estudantes, além de atentar aos desafios da sociedade contemporânea, de modo que prepare pessoas autônomas, capazes de usar essas aprendizagens em sua vida. Esse documento destaca o ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas como imprescindíveis para a formação integral dos estudantes:
A sociedade contemporânea está fortemente organizada com base no desenvolvimento científico e tecnológico. Da metalurgia, que produziu ferramentas e armas, passando por máquinas e motores automatizados, até os atuais chips semicondutores, ciência e tecnologia vêm se desenvolvendo de forma integrada com os modos de vida que as diversas sociedades humanas organizaram ao longo da história.
Para debater e tomar posição sobre alimentos, medicamentos, combustíveis, transportes, comunicações, contracepção, saneamento e manutenção da vida na Terra, entre muitos outros temas, são imprescindíveis tanto conhecimentos éticos, políticos e culturais quanto científicos. Isso por si só já justifica, na educação formal, a presença da área de Ciências da Natureza, e de seu compromisso com a formação integral dos alunos.
[...]
A área de Ciências Humanas contribui para que os alunos desenvolvam a cognição in situ, ou seja, sem prescindir da contextualização marcada pelas noções de tempo e espaço, conceitos fundamentais da área. Cognição e contexto são, assim, categorias elaboradas conjuntamente, em meio a circunstâncias históricas específicas, nas quais a diversidade humana deve ganhar especial destaque, com vistas ao acolhimento da diferença. O raciocínio espaçotemporal baseiase na ideia de que o ser humano produz o espaço em que vive, apropriandose dele em determinada circunstância histórica. A capacidade de identificação dessa circunstância impõese como condição para que o ser humano compreenda, interprete e avalie os significados das ações realizadas no passado ou no presente, o que o torna responsável tanto pelo saber produzido quanto pelo controle dos fenômenos naturais e históricos dos quais é agente.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 321, 353. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site. pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
A BNCC, além de outros documentos, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), enfatiza a importância do currículo contextualizado na realidade local, social e individual da escola e de seus estudantes, a valorização das diferenças e o atendimento à pluralidade e à diversidade étnico-cultural (BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais : terceiro e quarto ciclos. Brasília, DF: SEB, 1998. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/ seb/arquivos/pdf/introducao.pdf. Acesso em: 20 set. 2025).
É importante que o ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas não seja um apanhado de conceitos sem significado para os
estudantes. Mais do que acumular conceitos, os estudantes precisam ser habilitados a compreender e interpretar o mundo, bem como a transformá-lo, ou seja, interferir nele de forma consciente, sabendo que suas ações têm consequências que podem ser refletidas na vida individual e coletiva. De acordo com a BNCC:
No novo cenário mundial, reconhecerse em seu contexto histórico e cultural, comunicarse, ser criativo, analíticocrítico, participativo, aberto ao novo, colaborativo, resiliente, produtivo e responsável requer muito mais do que o acúmulo de informações. Requer o desenvolvimento de competências para aprender a aprender, saber lidar com a informação cada vez mais disponível, atuar com discernimento e responsabilidade nos contextos das culturas digitais, aplicar conhecimentos para resolver problemas, ter autonomia para tomar decisões, ser proativo para identificar os dados de uma situação e buscar soluções, conviver e aprender com as diferenças e as diversidades.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 14. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
A BNCC enfatiza a importância de incentivar os estudantes a exercitar a observação, a experimentação e a investigação. Nesse contexto, o processo investigativo deve ser entendido em seu sentido mais amplo.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, os conhecimentos prévios e as vivências dos estudantes devem ser o ponto de partida para a sistematização do conhecimento. Para tanto, é proposto que os assuntos sejam apresentados com base em elementos concretos, considerando a disposição emocional e afetiva dos estudantes. O ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas deve aguçar a curiosidade natural dos estudantes, incentivando a formulação de perguntas e, assim, tornando-os capazes de, no decorrer dos anos escolares, usar o conhecimento científico para avaliar as diferentes situações que lhe sejam impostas e nelas intervir, assumindo o protagonismo na escolha de posicionamentos e desenvolvendo uma visão sistêmica do mundo.
Competências
A BNCC descreve dez competências gerais da educação básica, além de oito competências específicas de Ciências da Natureza e sete competências específicas de Ciências Humanas para o ensino fundamental. Na BNCC, competência é definida como a “mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 8. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 20 set. 2025).
As competências gerais e específicas devem orientar a prática pedagógica em todos os anos da educação básica.
COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens — verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital —, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 9-10. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
Para cada área do conhecimento são definidas competências específicas de área, que
[…] possibilitam a articulação horizontal entre as áreas, perpassando todos os componentes curriculares, e também a articulação vertical, ou seja, a progressão entre o Ensino Fundamental — Anos Iniciais e o Ensino Fundamental — Anos Finais e a continuidade das experiências dos alunos, considerando suas especificidades.
Nas áreas que abrigam mais de um componente curricular (Linguagens e Ciências Humanas), também são definidas competências específicas do componente (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Geografia e História) a ser desenvolvidas pelos alunos ao longo dessa etapa de escolarização.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 28. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
Habilidades
As habilidades expressam as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos estudantes em cada ano do ensino fundamental. Ao indicar o que os estudantes devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos,
Ensino fundamental 2o ano
EF 02 CI 07
habilidades, atitudes e valores) e, especialmente, o que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana e do pleno exercício da cidadania), as habilidades articulam-se às competências específicas da área e, consequentemente, às competências gerais da educação básica, contribuindo para garantir o desenvolvimento delas.
Na BNCC, as habilidades são identificadas por códigos e estão listadas em quadros, agrupadas por componente curricular e por ano.
A título de exemplo, apresentamos uma breve descrição da estrutura da habilidade EF02CI07 . Essa estrutura se repete nas demais habilidades de todas as áreas.
A numeração sequencial das habilidades de cada ano não representa uma ordem ou hierarquia das aprendizagens. Nesta coleção, a sequência com que os assuntos são desenvolvidos nas unidades de cada volume reflete escolhas autorais relacionadas às relações de interdependência entre os conceitos, entre outros fatores. Destacamos, porém, que essa sequência é apenas uma sugestão e, portanto, não é obrigatória; a escola e o professor têm autonomia para determinar a grade curricular e a sequência de assuntos a serem desenvolvidos.
Componente curricular Ciências da Natureza Numeração sequencial
Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá-las ao tamanho da sombra projetada.
Verbo(s) que explicita(m) o(s) processo(s) cognitivo(s) envolvido(s) na habilidade.
Modificadores do(s) verbo(s) ou complemento do(s) verbo(s), que explicitam o contexto e/ou uma maior especificação da aprendizagem esperada.
Complemento do(s) verbo(s), que explicita o(s) objeto(s) de conhecimento mobilizado(s) na habilidade.
Elaborado com base em: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 29. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site. pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
Estudo do meio e trabalho de campo
Estudo do meio e trabalho de campo são importantes estratégias para a construção do conhecimento histórico, geográfico e científico, pois permitem uma relação direta entre os conteúdos escolares e a realidade mais próxima dos estudantes.
O estudo do meio é uma metodologia que envolve a apreensão do meio, portanto é mais abrangente que o trabalho de campo e deve começar e terminar na sala de aula. O trabalho de campo é uma das etapas do estudo do meio e pode, também, constituir uma atividade mais pontual.
Essas estratégias são propostas em vários momentos nesta obra. No livro do estudante, aparecem como passeio, visita, observação do
• Definir as saídas a campo no planejamento anual, trimestral ou bimestral.
• Realizar visita prévia ao local para identificar pontos de parada, riscos à segurança dos estudantes, necessidade de agendamento prévio etc.
• Mensurar com antecedência o tempo necessário para a realização da atividade.
• Relacionar com o conteúdo trabalhado na sala de aula.
• Identificar necessidades específicas de acordo com o local visitado, como reservar transporte e condições de acessibilidade.
• Deixar claro para os estudantes os objetivos da saída e o que deverão observar.
• Providenciar autorização prévia dos responsáveis.
entorno na escola e da moradia, entre outros, e atendem a diferentes objetivos, contribuindo para mobilizar habilidades diversas. Entre as propostas, destacamos o trabalho de campo nos arredores da escola para identificar diferentes aspectos, como problemas ambientais relacionados ao bem-estar da comunidade. Também podem fazer parte de trabalhos de campo e estudo do meio as visitas a museus, exposições e outros espaços fora da escola; visitas à prefeitura e a outros órgãos governamentais, a mercados, parques e praças, indústrias, propriedades rurais, entre outros.
Como ambos são realizados fora do espaço escolar, exigem cuidados e planejamento específicos relacionados, por exemplo, à segurança das crianças. No quadro, a seguir, destacamos alguns cuidados e dicas para a organização das saídas com a turma.
• Se houver estudantes com deficiência física ou com mobilidade reduzida na turma, pode ser necessário adaptar atividades.
• Fazer combinados de acordo com o local a ser visitado.
• Programar com antecedência os materiais que serão levados (caderno para anotação, por exemplo) e lanche (de acordo com o tempo e o horário que ocorrerá a saída).
• Definir previamente quais professores e outros funcionários vão acompanhar a turma, de forma a garantir a segurança dos estudantes.
Turma de estudantes em trabalho de campo no Bosque da Ciência em Manaus (AM), em 2025.
Uso da cartografia
Nesta obra, a cartografia tem papel de linguagem mediadora da construção dos conceitos e conhecimentos geográficos e históricos. Considera-se, assim, a cartografia como linguagem. Segundo Joly, “uma vez que uma linguagem exprime, através do emprego de um sistema de signos, um pensamento e um desejo de comunicação com outrem, a cartografia pode, legitimamente, ser considerada como uma linguagem” (JOLY, Fernand. A cartografia . Campinas: Papirus, 1997. p. 13).
As propostas de uso da cartografia nesta obra ocorrem em diferentes momentos. São trabalhadas a leitura de formas de representação cartográfica (especialmente os croquis e plantas) e a produção pelos estudantes de croquis, plantas, mapas mentais, maquetes etc. Entre os usos da cartografia estão: identificar, representar e analisar elementos dos lugares de vivência; representar trajetos do dia a dia e aqueles baseados em contos literários, histórias inventadas e brincadeiras.
Pretende-se contribuir para que os estudantes sejam leitores críticos e mapeadores conscientes, conforme preconizam diversos estudos sobre cartografia escolar que têm como perspectiva a alfabetização cartográfica . De acordo com Passini, a alfabetização cartográfica “é uma metodologia que estuda os processos de construção de conhecimentos conceituais e procedimentais que desenvolvem habilidades para que o aluno possa fazer leitura do mundo por meio de suas representações” (PASSINI, E. Y. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de Geografia. São Paulo: Cortez, 2012. p. 13).
Um aspecto importante sobre o uso da cartografia é a perspectiva decolonial, que tem intersecção em diversos pontos com a cartografia social e a etnocartografia
Essas cartografias entendidas como “não convencionais” vêm ganhando cada vez mais espaço na escola e em projetos que envolvem principalmente povos e comunidades tradicionais e populações urbanas periféricas.
Nas atividades de leitura e produção de representações cartográficas, destaca-se a necessidade de adaptações para uma cartografia inclusiva dirigida para pessoas com deficiências, como a cartografia tátil, que produz mapas e maquetes com materiais de diferentes texturas, entre outras técnicas. Outro exemplo
são os mapas em Libras, nos quais são usadas linguagens para estudantes surdos nas cotas e legendas (SANTOS NETO, Pedro Moreira dos. Cartografia escolar inclusiva para alunos surdos : mapas-libras em suas mãos. Goiânia: C&A Alfa Comunicação, 2020). Também se faz necessário adaptações nas atividades que envolvem a produção de mapas pelos estudantes, avaliando a necessidade de formação de duplas, uso de folhas avulsas maiores para a realização do desenho e orientação individualizada.
O mapeamento, portanto, deve ser considerado um direito humano, como afirma Girardi:
Quando me refiro ao mapeamento com direito humano, entendo que mapas são meios expressivos que a humanidade dispõe para expor ideias, informações e também opiniões sobre o mundo, reportandome, inclusive, à Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948), que em seu Artigo 19, diz que o direito à liberdade de opinião e expressão “inclui a liberdade de [...] procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios” [...]. Esta perspectiva não somente defende o reconhecimento do direito que atores sociais têm ao mapeamento [...], como aponta para novos desafios que tais práticas trazem para a explicação geográfica do mundo contemporâneo. É autoevidente a importância que isso deveria ter no âmbito escolar.
GIRARDI, Gisele. Para que a cartografia escolar mude sem ficar a mesma coisa. História, Natureza & Espaço, Vitória, 2022. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/ niesbf/article/view/79130/38. Acesso em: 10 set. 2025.
Trabalho com projetos
O trabalho com projetos nesta coleção se baseia nas metodologias ativas. As metodologias ativas têm sua origem no movimento Escola Nova, que se difundiu no Brasil nos anos 1930 e defendia uma metodologia de ensino centrada na aprendizagem pela experiência e no desenvolvimento da autonomia dos estudantes. As metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes, diferenciando-se da aprendizagem passiva. Veja essas diferenças no quadro a seguir.
DIFERENÇA ESQUEMÁTICA ENTRE ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM ATIVA E PASSIVA
Atividades de aprendizagem ativa
Observação de evidências no contexto
Formulação de hipóteses
Experimentação prática
Tentativa e erro
Comparação de estratégias
Registro (inicial, processual e final de aprendizagens)
Favorecimentos de foco atencional dinâmicos e mediado por colaboração entre pares
Atividades de aprendizagem passiva
Memorização
Reprodução de informações
Estudo teórico
Reprodução de protocolos ou tutoriais
Imitação de métodos
Ausência de registro
Foco atencional mais repetitivo, estático e individual
Elaborado com base em: BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Campinas: Papirus, 2012. p. 180.
Existem diferentes tipos de metodologias ativas, como sala de aula invertida, compartilhada, aprendizagem por projetos, contextualização e problematização da aprendizagem, criação de jogos etc., além de modelos híbridos, que são combinações de metodologias ativas e recursos digitais.
Uma das estratégias de aprendizagem ativa explorada na coleção é a investigação de problemas , presente na seção Projetos , que também se baseia na aprendizagem baseada em projetos
A aprendizagem baseada em projetos é uma metodologia:
[...] em que os estudantes se envolvem com tarefas e desafios para resolver um problema ou desenvolver um projeto que tenha ligação com a sua vida na escola ou fora da sala de aula. No processo, eles lidam com questões interdisciplinares, tomam decisões em equipe. Por meio dos projetos, são trabalhadas também suas habilidades de pensamento crítico e criativo e a percepção de que existem várias maneiras de se realizar uma tarefa, competências tidas como necessárias para o século XXI [...]
MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 16.
O conhecimento produzido nessas atividades é socializado por meio de propostas variadas, dando voz aos estudantes.
A aprendizagem baseada em projetos demanda que os estudantes, a partir de um problema,
exercitem suas habilidades de exploração e reflexão e apresentem soluções originais. Assim, a aprendizagem passar a ser, além de ativa, crítica e centrada nos estudantes.
O papel do livro didático
O livro didático é resultado de um trabalho coletivo, que envolve autores, editores, revisores, diagramadores e outros profissionais. Esse processo inclui escolhas sobre conteúdos, temas, imagens e formas de apresentação que, como lembra Timbó, transformam o livro em “um documento que comporta vários outros documentos na sua estrutura, um verdadeiro caleidoscópio de possibilidades” (TIMBÓ, Isaíde Bandeira. O livro didático de História e a formação docente: uma reflexão necessária. In: OLIVEIRA, M. M. D.; STAMATTO, M. I. S. (org.). O livro didático de História: políticas educacionais, pesquisas e ensino. Natal: EdUFRN, 2007. p. 65).
Produzir uma coleção didática implica enfrentar desafios: refletir a diversidade cultural e social do país, dialogar com leis e diretrizes educacionais, atender a prazos e custos e selecionar textos e imagens de qualidade. Como observa o MEC, o livro didático é não apenas um suporte de conteúdos, mas também um mediador entre a escola e os saberes historicamente construídos (BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Parâmetros Curriculares Nacionais : terceiro e quarto ciclos. Brasília, DF: SEB, 1998. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ introducao.pdf. Acesso em: 20 set. 2025).
No uso em sala de aula, professores e estudantes dão vida ao material, interpretando-o de
formas diversas. É nesse sentido que o livro não deve limitar o currículo escolar: ele é um recurso importante, mas precisa ser articulado a outros suportes, preservando a autonomia docente. Esta coleção se insere nessa perspectiva, buscando oferecer diversidade de textos e imagens, compondo um projeto articulado de ensino e aprendizagem, mas aberto às adaptações de cada realidade escolar.
Povos indígenas, afrodescendentes e o livro didático
A educação pública brasileira tem como desafio enfrentar silenciamentos históricos e valorizar a diversidade cultural que compõe a sociedade. Nesse sentido, a legislação educacional reforça esse compromisso: a Lei nº 10.639/2003 tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana, e a Lei nº 11.645/2008 ampliou essa exigência ao incluir a temática indígena. Essas determinações reconhecem que a formação da identidade nacional não pode ser compreendida sem o protagonismo dos povos indígenas e das populações de origem africana (BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 11 mar. 2008. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 23 set. 2025).
O livro didático desempenha, nesse cenário, papel decisivo. Ele deve não apenas transmitir informações, mas oferecer representações plurais, que mostrem esses povos como sujeitos históricos. Como o livro é “um caleidoscópio com diferentes possibilidades de uso” (TIMBÓ, Isaíde Bandeira. O livro didático de História e a formação docente: uma reflexão necessária. In : OLIVEIRA, M. M. D.; STAMATTO, M. I. S. (org.). O livro didático de História: políticas educacionais, pesquisas e ensino. Natal: EdUFRN, 2007. p. 65), autores e professores têm responsabilidade na construção de narrativas que rompam com estereótipos e invisibilizações.
A valorização da cultura afro-brasileira requer, como destaca Munanga, superar a lógica da folclorização e reconhecer a profundidade histórica e a diversidade cultural das matrizes africanas (MUNANGA, Kabengele. Superando o racismo na escola. Brasília, DF: MEC: Unesco, 2005). Do mesmo
modo, a abordagem sobre povos indígenas deve ir além de imagens cristalizadas e mostrar a multiplicidade de etnias, línguas, formas de organização e saberes tradicionais (GOMES, Nilma Lino. Educação e diversidade cultural: desafios para a escola contemporânea. Belo Horizonte: Autêntica, 2012).
Nosso compromisso, nesta coleção, é inserir essas perspectivas de forma transversal: ao longo do livro do estudante, articulando conteúdos, documentos, imagens, relatos orais e produções culturais. Este livro do professor oferece, ainda, orientações para ampliar esse repertório, incentivando a mediação crítica e a valorização das experiências culturais presentes nas próprias comunidades escolares.
Inclusão no ensino fundamental
Um dos maiores desafios da educação brasileira é garantir a equidade e a inclusão. Todos os estudantes deveriam ter as mesmas oportunidades de aprendizagem, independentemente de onde estudam ou de sua classe social. Um dos objetivos centrais da BNCC é fortalecer a equidade, definindo os conhecimentos, as competências e as habilidades que todos os estudantes devem aprender, não obstante sua raça, gênero, classe social ou origem geográfica.
Igualdade Equidade
Falar sobre conhecimento e aprendizado significa abordar o novo, as mudanças e a diversidade de conceitos e experiências. Para falar de diversidade e mudanças, principalmente no contexto escolar, é necessário tratar de inclusão.
A inclusão escolar é um princípio fundamental que busca garantir o direito à educação para todos com a possibilidade de igualdade de oportunidades e respeitando particularidades, ritmos e formas de expressão. Entre as suas características estão o respeito às diferenças, a eliminação de possíveis obstáculos físicos, sociais e pedagógicos, bem como a oferta de suportes adequados às necessidades de cada estudante, o que pode envolver adaptações curriculares,
CARLOS CAMINHA
uso de recursos de acessibilidade, formação e capacitação dos professores e um ambiente acolhedor.
Segundo Ferreira et al. , a inclusão educacional vai além da presença física de estudantes com deficiência em salas de aula regulares; ela envolve a adaptação do ensino para garantir a participação ativa de todos, respeitando suas necessidades e promovendo um ambiente de aprendizagem colaborativo e acessível (FERREIRA, A. B. et al. Inclusão escolar no Brasil: políticas públicas e desafios na Educação Especial. ISCI: Revista Científica, v. 11, n. 53, p. 13, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.5281/zenodo. 13974544. Acesso em: 24 set. 2025).
A inclusão também envolve a construção de relações saudáveis, promovendo a empatia, o respeito mútuo e o senso de pertencimento. Quando professor e escola se comprometem com a inclusão, o ambiente escolar se transforma em um espaço rico de encontros, trocas e desenvolvimento para todos. Os estudantes ganham mais autonomia, autoestima, aprendizado de valores e habilidades socioemocionais essenciais, como tolerância, responsabilidade social, respeito às diferenças, colaboração e cooperação.
Santos e Sardagna ressaltam que a inclusão contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e beneficia todos os estudantes envolvidos. Mais do que uma exigência legal, a inclusão é um compromisso ético e um pilar importante para a construção de uma sociedade mais justa, gentil e menos desigual (SANTOS, S. P. dos; SARDAGNA, H. V. Acessibilidade curricular e inclusão escolar: uma revisão de literatura. Educere et Educare , v. 18, n. 45, p. 434-454, 2023. Disponível em: https://saber.unioeste.br/ index.php/educereeteducare/article/view/30639. Acesso em: 14 set. 2025).
Para promover a acessibilidade, a segurança e a consequente participação de estudantes com necessidades educacionais específicas é necessário primeiramente organizar os espaços de aprendizagem, como manter espaço entre as carteiras para permitir a circulação de cadeiras de rodas, andadores ou acompanhantes, a fim de evitar excesso de móveis ou objetos que dificultem a locomoção, bem como deixar os objetos de uso diário sempre no mesmo lugar para facilitar a autonomia.
Como alguns estudantes podem apresentar hipersensibilidade sensorial, é importante, sempre
que possível, manter um ambiente com pouco ruído, além de luz suave (evitando sobrecarga visual com excesso de cartazes ou cores muito vibrantes, por exemplo) e avaliar a possibilidade de ter um espaço mais tranquilo para encaminhamento e para a realização de pausas. No caso de uso de vídeos, é importante que apresentem audiodescrição e não estejam em volume muito alto.
Pode ser desafiador para o professor se atentar às diferentes necessidades presentes em sala de aula e adaptar no momento da aula os materiais e o conteúdo para que todos os estudantes possam ter a oportunidade de aprendê-lo. Para auxiliar nessa questão, o livro do estudante conta com textos objetivos, esclarecimento de vocabulários, visualização confortável de textos, imagens e tabelas.
Diante de conteúdos mais complexos, com linguagem figurada ou vocabulário menos frequente no contexto dos estudantes, o professor contará com algumas sugestões de propostas e indicações de leituras para auxiliar a preparação da aula, contribuindo para a sua adaptação e consequentemente para a sua acessibilidade. No entanto, é possível que algumas dessas sugestões de adaptação propostas no material não sejam adequadas aos estudantes em questão por conta da diversidade de realidades. Sendo assim, as sugestões podem ser replicadas em contextos diversos a depender da escolha e da análise do professor ou podem inspirá-lo em seu planejamento e em suas práticas, assim como as indicações de leitura.
Uma dessas indicações de leitura se destaca por oferecer estratégias que beneficiam a todos os estudantes, contribuindo de fato para um ambiente inclusivo. Trata-se da obra Práticas para sala de aula baseadas em evidências , dos autores Fernanda Orsati, Tatiana Prontelli Mecca, Natália Martins Dias, Roselaine Pontes de Almeida e Elizeu Coutinho de Macedo, da Editora Memnon, 2015. Já a coleção Guia rápido para professores, o que fazer e o que evitar , da Editora Vozes, também é indicada por conter títulos que abordam Transtorno do Espectro Autista (TEA), Dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), entre outras possibilidades, que auxiliam com recomendações eficazes de como realizar o processo de inclusão não apenas na esfera pedagógica, mas também na esfera social.
É importante que o professor busque conhecer o histórico e as particularidades de cada estudante com necessidades educacionais específicas
para conseguir planejar com antecedência as estratégias mais eficientes e preparar os materiais de acordo com suas necessidades, promovendo um ambiente seguro e respeitoso. Além disso, é primordial que sensibilize os estudantes desde cedo para o respeito às diferenças e à convivência inclusiva, possibilitando momentos de reflexão e escuta ativa.
Porém, a inclusão não pode ser responsabilidade exclusiva do professor. É essencial envolver toda a comunidade escolar nesse processo, incluindo gestores, famílias, profissionais da saúde e membros da comunidade. A gestão escolar precisa assegurar recursos, formação e apoio à equipe docente. Já com relação à família, de acordo com Medina, a sensibilização e o envolvimento da família para participação em reuniões pedagógicas, projetos escolares e atividades extracurriculares é fundamental, uma vez que ela pode fornecer dados atuais sobre os estudantes, aproxima o contexto familiar ao ambiente pedagógico e garante que as necessidades dos estudantes sejam atendidas de forma mais personalizada (MEDINA, Maria Elba. O papel da família na inclusão escolar e a adaptação curricular. Humanidades & Tecnologia, São Paulo, v. 58, abr./jun. 2025. Disponível em: https:// revistas.icesp.br/index.php/FINOM_Humanidade_ Tecnologia/article/view/6268/3872 . Acesso em: 23 set. 2025).
A verdadeira inclusão somente acontece quando todos se apropriam de seus papéis e se responsabilizam por criar um ambiente escolar que acolhe, respeita e valida as diferenças. Não possui um guia único de como fazê-la; a inclusão acontece em sua busca contínua.
Pensando o papel do professor
Os professores desempenham um papel central no processo de formação social e cultural dos estudantes e são agentes fundamentais na construção do pensamento crítico e da cidadania. Assim, a profissão docente precisa ser constantemente valorizada, e sua formação inicial e continuada deve receber atenção especial, de modo que possam responder de maneira criativa e crítica às demandas educacionais do presente e do futuro. Nos anos iniciais do ensino fundamental, um dos maiores desafios é a inserção dos estudantes na cultura letrada. Nessa fase, os estudantes estão construindo as bases para todas as apren-
dizagens futuras, e o papel do professor torna-se determinante. No entanto, atender a esse desafio implica ultrapassar a figura do professor que apenas transmite conhecimentos ou executa decisões impostas por outros. É necessário adotar uma nova perspectiva: a do professor-pesquisador e a do professor-problematizador. O professor-pesquisador é aquele que transforma sua prática em objeto de análise, que investiga suas estratégias, busca novas referências, dialoga com colegas e promove uma postura reflexiva em si e em seus estudantes. O professor-problematizador, por sua vez, é aquele que parte da realidade da turma, escuta os estudantes, identifica seus interesses e necessidades e constrói com eles propostas significativas, que ultrapassam os limites do livro didático e estimulam a investigação, a comparação, a análise crítica e a produção de conhecimento.
Assumir esse papel reflete uma mudança profunda na forma de pensar o ensino em comparação ao papel tradicional do professor. É preciso entender que o professor é o próprio autor de sua prática pedagógica. Para isso, é fundamental que se questione continuamente. Para favorecer essa postura, algumas questões-chave podem nortear a autoavaliação docente:
• Compreensão e acessibilidade : Tenho clareza dos saberes básicos da minha área e consigo traduzi-los de forma acessível? Como posso adaptar minha linguagem e meus exemplos para diferentes perfis?
• Interdisciplinaridade: Consigo estabelecer relações entre diferentes áreas do conhecimento nas minhas aulas? Que temas poderiam integrar Matemática, Ciências da Natureza e História, por exemplo, de maneira significativa?
• Atualização constante: Estou atento às novas descobertas e aos debates no campo científico e educacional? Como incorporo essas novidades às minhas práticas?
• Metodologias diferenciadas: Quais metodologias ativas conheço e utilizo? Como posso diversificar ainda mais minhas abordagens, sem perder de vista os objetivos de aprendizagem?
• Escuta e observação: Ouço de fato os estudantes? Percebo suas dificuldades, seus interesses e dúvidas? Que estratégias posso adotar para que todos se sintam ouvidos?
• Uso crítico do material didático: Utilizo o livro didático como apoio ou dependo exclusivamente dele? De que forma posso complementá-lo com outras fontes e experiências?
• Práticas científicas : Tenho proporcionado experiências que aproximem os estudantes do fazer científico — como pesquisas, entrevistas, experimentos e visitas?
• Investigação e ética : Estimulo a reflexão sobre as implicações sociais e éticas do conhecimento que trabalhamos? Dou espaço para que os estudantes expressem opiniões e construam argumentos?
Essas reflexões apontam para a necessidade de um professor que não apenas ensina, mas que aprende continuamente e se reinventa. Como destaca Demo, “o desafio maior é a docência. Alunos — mais ou menos — saem à imagem e semelhança de seus professores: se estes são pesquisadores educadores, podemos esperar que os alunos também se tornem cidadãos que saibam pensar” (DEMO, P. Educação e alfabetização científica. Campinas: Papirus, 2010. p. 37).
Ser um professor-pesquisador e problematizador significa assumir a responsabilidade de contribuir para a formação de sujeitos capazes de compreender o mundo criticamente e atuar nele de forma ética e transformadora. Para isso, procure adotar uma postura colaborativa e questionadora e incentive os estudantes a fazerem o mesmo. Compartilhe suas ideias e práticas com os colegas e construa coletivamente soluções para os problemas que surgem no cotidiano escolar. Ao adotar essa postura, a sala de aula se torna um ambiente propício e favorável para trocas.
As Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs)
na educação
O uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) faz parte do cotidiano da maioria das crianças e dos adolescentes. Isso traz oportunidades, mas também riscos. Por isso, é essencial compreender como utilizar esses recursos de forma pedagógica, com intencionalidade, com base em legislação e orientações atuais sobre o tema.
No Brasil, duas leis recentes consolidam a importância da educação digital. A Lei nº 14.180/2021 , que institui a política de ino -
vação educação conectada , busca ampliar o acesso às tecnologias nas escolas (BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 14.180, de 1º de julho de 2021. Institui a política de inovação educação conectada. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2 jul. 2021). Posteriormente, a Lei nº 14.533/2023, que criou a política nacional de educação digital, reforçou a necessidade de desenvolver a alfabetização digital e promover o uso crítico e consciente das TDICs (BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 14.533, de 11 de janeiro de 2023. Institui a política nacional de educação digital. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 12 jan. 2023). Essas diretrizes são complementadas por documentos oficiais do Ministério da Educação, como o referencial Saberes digitais docentes , que orienta a formação de professores para integrar a tecnologia ao processo de ensino e aprendizagem (BRASIL. Ministério da Educação. Saberes digitais docentes. Brasília, DF: MEC, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/ 20240822MatrizSaberesDigitais.pdf. Acesso em: 12 set. 2025).
A BNCC também enfatiza que o uso das tecnologias deve estar ligado ao desenvolvimento de competências gerais, como a cultura digital, a capacidade de pesquisa e a resolução de problemas (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_ EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025). Isso significa que a tecnologia não deve ser vista como um acessório, mas como parte do processo de aprendizagem, desde que usada com objetivos pedagógicos claros e em equilíbrio com outras formas de ensino. Posteriormente foi publicado um documento que complementou a BNCC: a BNCC Computação – Complemento à BNCC. Entre os objetivos está orientar o uso de tecnologias computacionais e garantir direitos de aprendizagem relacionados ao uso crítico de ferramentas digitais (BRASIL. Ministério da Educação. Computação na Educação Básica – Complemento à BNCC. Brasília: MEC, [s. d.]. Disponível em: https:// www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/ BNCCComputaoCompletodiagramado.pdf. Acesso em 23 set. 2025).
Outro documento fundamental para pensar esse tema é o guia Crianças, adolescentes e telas , lançado pelo Governo Federal em 2025 com apoio das Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Ele foi elaborado a partir de estudos científicos
RECOMENDAÇÕES SOBRE USOS DE TELAS
e traz recomendações práticas para o uso saudável das telas.
• Crianças menores de 2 anos: sem uso de telas, salvo videochamadas acompanhadas por adultos.
• Até os 12 anos: não devem possuir smartphone próprio.
• Acesso a redes sociais: respeitar a classificação indicativa das plataformas.
• Entre 12 e 17 anos: uso deve ser acompanhado por adultos ou educadores.
• Evitar uso em refeições e antes de dormir; promover momentos de desconexão.
Elaborado em base em: BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom, 2025. p. 12. Disponível em: https://www.gov.br/ secom/pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia/guia-de-telas_sobre-usos-de-dispositivos-digitais_ versaoweb.pdf. Acesso em: 12 set. 2025.
O guia também recomenda que escolas e famílias definam regras para o uso de aparelhos digitais, criando uma cultura de equilíbrio. A criança deve usar a tecnologia como ferramenta de aprendizagem e convivência, e não como substituto de brincadeiras, leituras, jogos coletivos ou da vida em comunidade (BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom, 2025. p. 12. Disponível em: https://www.gov.br/secom/ pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancas-e -adolescentes/guia/guia-de-telas_sobre-usos-de -dispositivos-digitais_versaoweb.pdf. Acesso em: 12 set. 2025).
No espaço escolar, as telas podem ser recursos valiosos, mas, sem intencionalidade pedagógica, se transformam em distração. O uso desses recursos deve ser uma opção quando a tecnologia potencializa a aprendizagem, amplia o acesso à informação ou possibilita experiências que não seriam possíveis sem ela. Ao longo do livro, indicamos usos de tecnologias digitais em algumas atividades e acessos a sites , vídeos e outros materiais relacionados ao conteúdo trabalhado. Embora o livro apresente possibilidades de uso, este não é imprescindível para atender aos objetivos propostos em cada capítulo, considerando que muitos estudantes, sempre supervisionados por seus adultos responsáveis, podem ter dificuldade para acessar tecnologias digitais. Por fim, é importante lembrar a importância da mediação feita por professores e famílias Cabe ao professor e aos adultos responsáveis orientar, propor projetos, mediar o uso, mas também abrir espaço para que as crianças partici -
pem ativamente, reflitam sobre seu consumo digital e construam uma relação crítica e saudável com as tecnologias.
Avaliação formativa
O conceito de avaliação formativa está inserido em metodologias que propõem a participação ativa de estudantes e professores no processo de ensino e aprendizagem. Essa perspectiva entende que aprender não é apenas acumular informações, mas construir conhecimento de forma colaborativa, contínua e contextualizada. Por isso, a avaliação deixa de ser vista como um momento isolado, destinado a medir resultados finais, e passa a ser concebida como parte integrante do percurso de aprendizagem. Assim como os estudantes são convidados a realizar atividades que favoreçam a construção de noções, hipóteses e reflexões, eles também devem ser chamados a participar ativamente de seu próprio processo avaliativo, reconhecendo o que aprenderam, identificando dificuldades e traçando metas para avançar, em conformidade com a faixa etária dos discentes.
Para que cumpra esse papel, a avaliação precisa ser plural, contemplando diferentes formas e instrumentos que possibilitem aos estudantes demonstrar o que sabem de maneiras diversas, valorizando não apenas o produto final, mas, sobretudo, o percurso. Uma avaliação verdadeiramente formativa permite tanto ao professor quanto aos estudantes revisitar suas trajetórias, analisar os caminhos escolhidos, compreender os avanços e redefinir estratégias sempre que necessário. Ela deve criar situações de interação ricas e significativas: interação entre os próprios estudantes,
que aprendem ao trocar experiências e pontos de vista; interação entre estudantes e professores, em um processo dialógico e reflexivo; e interação entre estudantes e os objetos de conhecimento, de forma concreta, contextualizada e crítica.
Existem inúmeras possibilidades para a realização de avaliações com caráter formativo. Elas podem ocorrer individualmente, em dupla ou em grupo; podem assumir formatos escritos, orais, visuais ou multimodais; podem acontecer por meio da elaboração de trabalhos, cartazes, seminários, peças teatrais, jogos educativos, rodas de conversa, produções digitais, experimentos práticos, pesquisas de campo, provas formais, entre outros. Independentemente do formato, o aspecto central deve ser sempre o mesmo: criar oportunidades para que os estudantes pensem, analisem, problematizem e atuem sobre o conhecimento.
Nessa perspectiva, a avaliação torna-se um momento essencial para professores e estudantes. Para os professores, ela oferece um retrato dinâmico da aprendizagem da turma, confrontando o planejamento com a realidade vivida, revelando o que deu certo e o que precisa ser ajustado. Para os estudantes, é um momento de aprendizado em si, no qual podem refletir sobre suas conquistas, reconhecer seus desafios e compreender como se relacionam com conteúdos e práticas propostos. Mais do que medir resultados, a avaliação formativa propõe construir caminhos.
Para dar corpo à avaliação formativa e orientar práticas avaliativas consistentes e eficazes, a estrutura das unidades e as seções desta obra permitem realizar avaliações diagnóstica, formativa ou de processo e somativa.
A avaliação diagnóstica ou inicial tem como objetivo identificar o que os estudantes já sabem, quais experiências possuem e que concepções prévias carregam sobre determinado objeto de estudo. Essa etapa é fundamental, pois permite ao professor planejar intervenções adequadas ao perfil da turma. Uma forma interessante de realizá-la é por meio de rodas de conversa, nas quais os estudantes possam compartilhar experiências, levantar hipóteses e expressar expectativas. Atividades autobiográficas, como relatos orais ou escritos sobre vivências relacionadas ao tema, também são recursos importantes para essa etapa,
pois aproximam o conteúdo do universo pessoal dos estudantes, promovendo a valorização de sua bagagem cultural e social. Nesta obra, questões que podem se trabalhadas como parte das avaliações diagnósticas são propostas nas aberturas de unidade, e há no decorrer dos conteúdos levantamentos dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre diferentes assuntos.
A avaliação formativa ou de processo é contínua e acompanha o desenvolvimento do trabalho ao longo do tempo. Mais do que verificar se algo foi “aprendido”, ela busca compreender como o aprendizado está acontecendo, quais obstáculos surgem e que estratégias podem ser adotadas para superá-los. As atividades distribuídas ao longo do texto dos capítulos, em grande parte, foram elaboradas para propiciar momentos de avaliação de processo.
Por fim, a avaliação somativa (de resultados ou final) não se restringe a conferir notas ou aprovar conteúdos. Ela tem a função de verificar se os objetivos propostos foram atingidos, mas também de indicar novos rumos para os próximos ciclos de aprendizagem. É interessante que seja diversificada, permitindo diferentes formas de expressão. Produções escritas, apresentações orais, produtos artísticos, debates e atividades práticas podem revelar aspectos complementares da aprendizagem e oferecer ao professor um panorama mais completo do que foi construído. A seção O que estudei pode ser utilizada para compor a avaliação somativa. Dessa seção também faz parte um quadro de autoavaliação, a ser preenchido pelos estudantes de acordo com as ações deles ao longo do estudo de cada unidade, de forma a refletir sobre os pontos fortes e o que pode melhorar.
Ao longo de todo o processo, as avaliações devem estimular competências essenciais para o mundo contemporâneo, incentivar a autonomia, a colaboração, a argumentação e a criatividade dos estudantes, orientando ajustes e promovendo avanços significativos.
Planejamento e conteúdos
Os quadros a seguir apresentam sugestões de cronogramas ao longo das semanas letivas para o trabalho com os volumes 1 e 2 do livro do estudante. As propostas são: semanal, bimestral, trimestral e semestral. Estes cronogramas são apenas sugestões e podem ser adaptados conforme a realidade escolar.
Sugestões de cronograma
SEMANA
1a
CONTEÚDOS E SUGESTÕES DE CRONOGRAMA – 1º ANO
UNIDADE 1 – EU E OS OUTROS
CAPÍTULO 1 – Quem sou / Mão na massa – O autorretrato / Meu nome e sobrenome / Tudo sobre mim
2a Onde eu nasci / Quando eu nasci
3a Ideia puxa ideia – Quantos anos você tem? / Eu já tenho história
4a
5a
TRIMESTRE
SEMESTRE
BIMESTRE
CAPÍTULO 2 – Como sou / Cada pessoa é de um jeito / Diferentes, mas nem tanto / Meu corpo
Percebendo o ambiente / Cientista mirim – De que lado vem o som? / Os lados do corpo
6a Mão na massa – Boneco do corpo / Ao meu redor / Ideia puxa ideia – Seu corpo é só seu
7a
8a
CAPÍTULO 3 – Meus lugares / Lugares e pessoas / Regras de convivência
Moradia: espaço de convivência / Partes da moradia / Na moradia também tem regras
9a Hábitos de higiene / Cientista mirim – Higiene das mãos
10a O que estudei
11a
TRIMESTRE
BIMESTRE
UNIDADE 2 – VIVENDO EM FAMÍLIA E EM COMUNIDADE
CAPÍTULO 1 – Minha família, nossas famílias / As famílias são diferentes
12a Ideia puxa ideia – Certidão de nascimento / Famílias do passado e do presente / Famílias indígenas
13a Toda família tem história / Memórias de família / Etapas da vida
14a
15a
CAPÍTULO 2 – Nossa escola e nossa comunidade / Espaços da escola A sala de aula / Mão na massa – Desenho da sala de aula
Na escola também temos regras / Escolas no passado e no presente / As escolas também têm história
16a Cientista mirim – A conservação do papel / Vivendo em comunidade / Nossas comunidades
17a
CAPÍTULO 3 – Cuido de mim e dos outros / Cuidando de mim / Cuidados com nosso corpo
18a Cuidando de todos / Vacinação / Ideia puxa ideia – Carteira de vacinação / Quem cuida de nossa saúde
SEMESTRE
TRIMESTRE
19a Espaços de saúde / Alimentação saudável / Cientista mirim – Higiene e alimentos
20a O que estudei / Projeto – Uma escola para todos
21a
22a
UNIDADE 3 – BRINCADEIRAS E TRADIÇÕES
CAPÍTULO 1 – Brincadeiras e brinquedos / Espaços para brincar
Brincadeiras antigas e tradicionais / Mão na massa – Uma tarde de brincadeiras tradicionais / Os brinquedos e os materiais / Cientista mirim – Paraquedas de brinquedo
23a A bola é um brinquedo muito antigo / Futebol no passado e hoje / Ideia puxa ideia – Mexendo o corpo
24a
BIMESTRE
CAPÍTULO 2 – Brincadeiras pelo mundo / Brincadeiras do Brasil e do mundo / Muitos jeitos de brincar / Brincando de peteca / Brincando com bola
25a Brincando com jogos de tabuleiro / Brincando de pião / Brincando com cordas / Brincando com telas...
26a Como são os materiais / Brincar no Brasil / Ideia puxa ideia – Brincadeiras africanas e indígenas
27a CAPÍTULO 3 – De onde vêm e para onde vão os brinquedos / De onde vêm os materiais / Mesmo brinquedo, diferentes materiais
28a Para onde vão os materiais? / Ideia puxa ideia – O que é consumismo?
29a Nem tudo é lixo! / Mão na massa – Criando brinquedos / Cientista mirim – Papel reciclado
30a O que estudei
UNIDADE 4 – NATUREZA E VIDA
31a
32a
TRIMESTRE
CAPÍTULO 1 – Dias e noites / Dia e noite na cidade
Dia e noite no campo / Seres diurnos e seres noturnos Ideia puxa ideia – Os Tucunas e o Sol
33a Nossa rotina / Mão na massa – Organização diária / Cientista mirim – Protetor solar
34a
BIMESTRE
CAPÍTULO 2 – Clima e jeitos de viver / Como está o tempo? / Jeitos de se divertir / Jeitos de se vestir / Cientista mirim – Quente e frio
35a Jeitos de se alimentar / Mão na massa – De olho no tempo / Olha a chuva! / Ideia puxa ideia – Moradia nas histórias
36a Tipos de moradia / Moradias no Brasil / De onde vêm os materiais das moradias? / Casas de povos indígenas
38a Mão na massa – Meu calendário / Minhas festas e comemorações / Festas e comemorações familiares / Festas e comemorações escolares
39a Festas e comemorações da comunidade / Ideia puxa ideia – Dias das Crianças
40a O que estudei / Projeto – Feira de troca de brinquedos
1a
2a
3a
4a
BIMESTRE
TRIMESTRE
SEMESTRE
CONTEÚDOS E SUGESTÕES DE CRONOGRAMA – 2º ANO
UNIDADE 1 – CONHECENDO MELHOR A ESCOLA
CAPÍTULO 1 – Objetos da escola / Pontos de vista / Localização na sala de aula
Localizando objetos na sala de aula / Objetos do passado / Mão na massa – Montar uma exposição / De que materiais são feitos os objetos?
O plástico / As características dos materiais / Cientista mirim – Os materiais e o calor
CAPÍTULO 2 – A sala de aula / Diferentes representações da sala de aula / Maquete
5a Mão na massa – Maquete da sala de aula / Planta da sala de aula
6a
7a
Memórias da escola / Boletim escolar
CAPÍTULO 3 – As escolas são diferentes / Escolas indígenas / Ideia puxa ideia – O direito à educação
8a Na hora da matrícula / Documento de identificação / Diferentes representações da escola / Desenhando a planta da escola
9a Cientista mirim – Investigando a segurança na escola / A rotina escolar
10a Linha do tempo / O que estudei
UNIDADE 2 – A NOSSA COMUNIDADE
11a
12a
13a
14a
BIMESTRE
TRIMESTRE
CAPÍTULO 1 – Viver em comunidade / Lugares do meu dia a dia / Mão na massa – Praça: um espaço da comunidade
Diferentes bairros e comunidades / Diferentes pontos de vista / Vista do alto e de lado / Vista de cima / Nossos vizinhos / Cientista mirim – Dengue? Tô fora!
O que tem no bairro / Fazemos parte de grupos / Ideia puxa ideia – O que nos une? O que nos separa? / O mutirão
CAPÍTULO 2 – Histórias e pessoas das comunidades / Tem diversão no bairro / Gente de muitos lugares
15a A história de um migrante / Memórias preservadas / Visitando um museu
16a
17a
Ideia puxa ideia – Arte e cultura / De outros países / Mão na massa – Pintando com café
CAPÍTULO 3 – Viver bem e com segurança / Mudanças no bairro / Melhorias na praça / Os acidentes domésticos / Ideia puxa ideia – Ditados populares
18a Segurança em casa / Mão na massa – Fiscal de segurança
19a Prevenindo sufocamento ou engasgo / Prevenindo acidentes com animais peçonhentos / Prevenindo afogamento / Cientista mirim – Investigando a flutuação
20a O que estudei / Projeto – Exposição sobre o bairro ou a comunidade da escola
21a UNIDADE 3 – NÓS E O AMBIENTE
CAPÍTULO 1 – A passagem do tempo / Dia e noite na comunidade / Dia e noite: o Sol / Cientista mirim – Aquecimento e reflexão
22a Mão na massa – Brincando com sombras / Marcando o tempo / Aprendendo a ler as horas
TRIMESTRE
BIMESTRE
23a Ideia puxa ideia – Horários de exposição ao Sol / O calendário conta os dias, meses e anos / Outros calendários
24a CAPÍTULO 2 – As plantas / Características das plantas / As plantas são diferentes / Plantas nas brincadeiras
25a Plantas no artesanato / Mão na massa – Plantas na comunidade / O ciclo vital das plantas
26a A fotossíntese / Cientista mirim – A luz, a água e as plantas / As plantas e os animais
27a CAPÍTULO 3 – Os animais / Animais de estimação / Outras dicas importantes
28a
TRIMESTRE
BIMESTRE
Animais no campo / Produzir para comer e comercializar / Criação e pesca / Nas grandes fazendas
29a As características dos animais / Ideia puxa ideia – A jardineira da floresta / O ciclo vital dos animais
30a Mão na massa – Jogo da memória / O que estudei
31a UNIDADE 4 – ATIVIDADES HUMANAS E O AMBIENTE
CAPÍTULO 1 – Trabalho e trabalhadores / Agricultura e pecuária
32a Materiais retirados da natureza / Produtos retirados das plantas / Ideia puxa ideia – Plantas superúteis
33a Diferentes tipos de trabalhadores / Uma comunidade caiçara / Mão na massa – Entrevista com um trabalhador
34a CAPÍTULO 2 – Cuidar do ambiente / A água e o solo / Poluição da água / Mau uso do solo / Cientista mirim – Tipos de resíduos
35a Comunidades que cuidam do ambiente / Plantações sem o uso de agrotóxicos / Cuidados na pesca / Trabalhadores da reciclagem / Mão na massa – Coleta seletiva
36a CAPÍTULO 3 – Transporte e comunicação / Meios de transporte / De um lugar para outro / Pela terra, água e ar / Transporte coletivo e individual
37a Transporte na cidade / Como melhorar o trânsito / Ideia puxa ideia – Cuidados no trânsito
38a Meios de comunicação / Cientista mirim – Telefone de lata / Cuidados no uso da internet
39a O que estudei
40a Projeto – Exposição da comunicação
Matriz de planejamento de rotina
A seguir, é apresentada uma sugestão de matriz de planejamento de rotina. Ela é um recurso importante para a organização da aula, pois cria uma rotina previsível, otimiza o tempo e os recursos, além de facilitar o atendimento de estudantes com diferentes ritmos de aprendizagem. Cabe destacar que é uma sugestão e deve ser adaptada de acordo com a realidade de cada escola e turma.
Momento Tempo
Acolhida variável
Ativação de saberes variável
Desenvolvimento do conteúdo variável
Prática variável
Socialização variável
Encerramento variável
Ação
Recepção dos estudantes
Correção de tarefa, revisão de conteúdo etc.
Apresentação e discussão do conteúdo
Realização de atividades ou seções
Correção das atividades e compartilhamento dos resultados
Retrospectiva da aula e revisão de estudo
Objetivo Recurso
Criar um ambiente acolhedor
Identificar conhecimento prévio e defasagens
Introduzir ou ampliar o estudo de conceitos
Desenvolver habilidades e competências
Estimular a reflexão e a troca de ideias
Avaliar se os objetivos da aula foram alcançados
Matriz de planejamento de sequência didática
Roda de conversa, música etc.
Avaliação diagnóstica, jogos etc.
Lousa, atividades dinâmicas, vídeos etc.
Atividades individuais ou em grupo, jogos, brincadeiras etc.
Lousa, roda de conversa, correção cruzada etc.
Avaliação formativa ou de resultado, questionário, debate etc.
A seguir, é apresentada uma matriz de planejamento de sequência didática. O planejamento detalhado de uma sequência didática busca garantir a coerência no processo de ensino e aprendizagem e a efetividade dos objetivos definidos. A matriz apresentada é uma sugestão e deve ser adaptada de acordo com cada turma e o conteúdo a ser desenvolvido.
Etapa
Definições preliminares
Seleção e organização dos conteúdos
Recursos didáticos
Cronograma
Planejamento das aulas
Execução e monitoramento
Socialização e avaliação
Objetivo
Escolher o tema e os objetivos
Definir os conteúdos abordados
Elencar os recursos didáticos a serem utilizados
Estabelecer um cronograma
Definir o que será realizado em cada aula
Assegurar o alinhamento ao tema e aos objetivos definidos
Descrição
Definir um tema central e detalhar os objetivos a serem atingidos, indicando as competências e habilidades da BNCC a serem desenvolvidas
Delimitar os conteúdos, indicando os capítulos do livro do estudante e outros materiais a serem estudados
Listar e providenciar os recursos didáticos necessários em cada etapa, como materiais manipuláveis, instrumentos, jogos etc.
Detalhar o cronograma de acordo com cada etapa a ser realizada, incluindo a quantidade de aulas necessárias
Descrever de maneira detalhada o trabalho previsto em cada aula, incluindo atividades e outras práticas dos estudantes
No desenvolvimento das aulas, fazer os ajustes necessários ao ritmo da turma e realizar os registros sobre a participação individual e coletiva dos estudantes
Verificar se os objetivos definidos foram atingidos Avaliar a realização da sequência didática, a participação dos estudantes e o desenvolvimento da aprendizagem
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
ABREU, Martha; SOIHET, Rachel. Ensino de História: conceitos, temáticas e metodologias. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.
• O livro apresenta reflexões sobre os principais temas de ensino de História e metodologias de ensino para esse componente curricular.
ALMEIDA, Rosângela de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. São Paulo: Contexto, 2009.
• Esse livro apresenta uma reflexão sobre a aquisição das noções espaciais pelas crianças e sua relação com a elaboração de desenhos e mapas.
BARNES, R. D.; RUPPERT, E. E. Zoologia dos invertebrados. 7. ed. São Paulo: Roca, 2005.
• O livro apresenta textos e imagens que exploram a zoologia dos invertebrados.
BITTENCOURT, Circe (org.). O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997.
• Nesse livro, diferentes autores discutem as aplicações do saber histórico na sala de aula frente às mudanças sociais.
BIZZO, N. Pensamento científico: a natureza da ciência no ensino fundamental. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Coleção como eu ensino).
• Nesse livro, o autor apresenta a história do pensamento científico a partir dos trabalhos de Aristóteles, Galileu Galilei e Charles Darwin.
BOSI, Ecléa. Memória e sociedade. São Paulo: T. A. Queiroz; Edusp, 1987.
• O livro apresenta a conexão entre memória, relações afetivas e sociais e a construção do conhecimento histórico.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 14 set. 2025.
• Conjunto das leis que fundamentam e constituem o Estado brasileiro. Estabelece, entre outros direitos, que a educação básica é um direito de todos e dever do Estado.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Documento oficial do Ministério da Educação que serve de referência para a construção de currículos para todos os segmentos da educação básica. BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Brasília, DF: SEB, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/ publicacoes/institucionais/compromisso-nacional-crianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.
• Documento oficial que apresenta os fundamentos do CNCA. BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais da educação básica . Brasília, DF: SEB, 2013. Disponível em: http://pactoensinomedio.mec.gov.br/ images/pdf/pceb007_10.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Conjunto de diretrizes que orientam a elaboração dos currículos escolares em âmbito nacional. BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em: 14 set. 2025.
• Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ implementacao/contextualizacao_temas_contempo raneos.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Documento oficial que apresenta os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs).
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Guia elaborado pelo Ministério da Saúde para estimular a população brasileira a consumir alimentos mais saudáveis, a fim de melhorar os hábitos alimentares da população e as condições de saúde.
BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/ uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia/guia-de -telas_sobre-usos-de-dispositivos-digitais_versaoweb. pdf. Acesso em: 12 set. 2025.
• Guia elaborado pela Secretaria de Comunicação Social para dar recomendações sobre o uso de telas e outros dispositivos digitais por crianças e adolescentes, evidenciando os benefícios e as atenções que o uso desses equipamentos exigem.
BRASIL (2022). BNCC Computação - Complemento. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas -conectadas/BNCCComputaoCompletodiagramado.pdf
• O documento estrutura e orienta o trabalho com a computação na educação básica.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o plano nacional de educação. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 26 jun. 2014. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011 -2014/2014/lei/l13005.htm. Acesso em: 20 set. 2025.
• Documento com diretrizes do plano nacional de educação (PNE).
BRASIL. Ministério da Educação . Parâmetros Curriculares Nacionais : terceiro e quarto ciclos. Brasília, DF: SEB, 1998. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seb/ arquivos/pdf/introducao.pdf. Acesso em: 20 set. 2025.
• Documento que determina os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).
CAMPBELL, N. A. et al. Biology . 5th. Menlo Park: Benjamin/Cummings, 1999.
• O livro apresenta uma introdução geral às diferentes áreas da Biologia.
CARVALHO, I. S. Paleontologia. Rio de Janeiro: Interciência, 2000.
• O livro apresenta textos e imagens que exploram a Paleontologia.
CAVALCANTI, Lana de S. Ensinar e aprender Geografia: elementos para uma didática crítica. Goiânia: C&A Alfa Comunicação, 2024.
• O livro traz reflexões sobre o ensino de Geografia nos dias de hoje.
CAVALCANTI, Lana de S. O ensino de Geografia na escola. São Paulo: Papirus, 2012.
• O livro discute o papel da Geografia na escola e a importância de conhecer a cultura escolar e os saberes cotidianos dominados pelos estudantes para que seja traçado um planejamento mais adequado das aulas.
CHASSOT, A. Alfabetização científica : questões e desafios para a educação. 4. ed. Ijuí: Unijuí, 2006. (Coleção educação em química).
• Esse livro aborda questões sobre a mudança necessárias no ensino de Ciências e explora o seu ensino fora da sala de aula e nos saberes populares.
CHASSOT, A. Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social. Revista Brasileira de Educação , n. 22, jan./abr. 2003. Disponível em: www.scielo.br/pdf/ rbedu/n22/n22a09.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Nesse artigo, o autor discute sobre a importância da alfabetização científica para promover a inclusão social.
CONTI, K. L. M.; ZANNATA, S. C. Acidentes no ambiente escolar: uma discussão necessária. In: OS DESAFIOS da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE: artigos. Curitiba: Secretaria da Educação, 2014. (Cadernos PDE). Disponível em: http://www.diaadiaeducacao. pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_ pde/2014/2014_unespar-paranavai_cien_artigo_kesia_ liriam_meneguel.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Material sobre acidentes em ambiente escolar.
DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. História oral: memória, tempo, identidades. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
• Livro que aborda a importância dos relatos e da História oral para a construção do conhecimento.
DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A.; PERNAMBUCO, M. M. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. (Coleção docência em formação).
• Esse livro discute sobre o ensino das ciências e da tecnologia ser parte da cultura e de acesso por todos.
DEMO, P. Educação e alfabetização científica. Campinas: Papirus, 2010.
• Esse livro discute sobre a importância de formar indivíduos com conhecimentos em educação e alfabetização científica, valorizando a produção de conhecimento com uso da metodologia científica.
FERREIRA, A. B. et al. Inclusão escolar no Brasil: políticas públicas e desafios na Educação Especial. ISCI: Revista Científica, v. 11, n. 53, p. 13, 2024. Disponível em: https://doi. org/10.5281/zenodo.13974544. Acesso em: 24 set. 2025.
• Artigo que discute a importância das políticas públicas para assegurar a inclusão escolar no Brasil.
HAYDT, R. C. C. Curso de didática geral. 8. ed. São Paulo: Ática, 2006.
• Essa obra oferece suporte teórico para o professor decidir quais estratégias utilizar durante as aulas e quais recursos considerar em cada caso.
HEWITT, P. G. Física conceitual . Porto Alegre: Artmed, 2002.
• Livro de referência para introdução à Física em nível superior.
HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
• Obra do historiador britânico Eric Hobsbawm que aborda a teoria e a prática da História como componente curricular.
IESDE. Programa criança segura na escola . Curitiba: IESDE Brasil, 2004. Disponível em: https://criancasegura. org.br/wp-content/uploads/2021/01/1526395553crianca -segura-na-escola-livro-do-professor.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Material sobre prevenção de acidentes infantis na escola.
LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. São Paulo: Moraes, 1991.
• Livro de referência do filósofo e sociólogo francês Henri Lefebvre que discute os espaços urbanos e as possibilidades das pessoas que neles vivem.
LEPSCH, I. F. Solos: formação e conservação. São Paulo: Oficina de Textos, 1993.
• O livro ensina como os solos se formam e como tornar seu uso sustentável.
LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 2014.
• Essa obra discute sobre a avaliação da aprendizagem na escola como recurso para a garantia das atividades educativas.
MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.
• Esse livro discute sobre a diversidade encontrada na escola e como isso deve ser valorizado e acolhido.
MEDINA, Maria Elba. O papel da família na inclusão escolar e a adaptação curricular. Humanidades & Tecnologia , São Paulo, v. 58, abr./jun. 2025. Disponível em: https://revistas.icesp.br/index.php/FINOM_Humanidade_ Tecnologia/article/view/6268/3872 . Acesso em: 23 s et. 2025.
• Artigo que discute os desafios da inclusão escolar e como os adultos responsáveis, da família e da escola, são importantes para esse processo.
MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo . Porto Alegre: Sulina, 2005.
• Obra do filósofo e sociólogo francês Edgar Morin que aborda a complexidade do saber e defende que é necessário articular conhecimento de diversas áreas para constituir um pensamento complexo.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
• O livro faz uma análise crítica da identidade racial brasileira e o mito da democracia racial.
MUNANGA, Kabengele; GOMES, Nilma Lino. O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2006.
• A obra reflete sobre as questões raciais relacionadas à população preta no Brasil.
ODUM, E. P. Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988.
• O livro apresenta textos e imagens que exploram a Ecologia.
OKUNO, E.; CALDAS, I. L.; CHOW, C. Física para ciências biológicas e biomédicas. São Paulo: Harbra, 1982.
• O livro se propõe a introduzir métodos e conceitos fundamentais desenvolvidos em física e aplicados nas áreas biológicas e biomédicas.
PASSINI, E. Y. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de Geografia. São Paulo: Cortez, 2012.
• A autora reflete sobre o ensino de conceitos, procedimentos e representações acerca do espaço no componente de Geografia. A promoção da chamada alfabetização cartográfica e a aprendizagem de Geografia são fundamentais na formação dos estudantes da educação básica, já que oferecem ferramentas e conteúdos não só para o entendimento de mapas ou imagens de satélite, mas para uma leitura de mundo.
PIORSKI, Ghandy. Brinquedos do chão: a natureza, o imaginário e o brincar. São Paulo: Peirópolis, 2016.
• A obra aborda o papel central que o imaginário da criança tem nas brincadeiras e na sua relação com os elementos da natureza. O autor afirma que brincar usando a imaginação, e não apenas brinquedos prontos, é uma prática que promove a liberdade das crianças.
PONTUSCHKA, N. N.; PAGANELLI, T. I; CACETE, N. H. Estudo do meio: momentos significativos de apreensão do real. In: PONTUSCHKA, N. N.; PAGANELLI, T. I; CACETE, N. H. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2007. p. 171-212.
• O capítulo aborda a importância dos estudos do meio para o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes, especialmente para contextualizar o conhecimento e relacioná-lo com a vivência estudantil.
PORTUGAL, Jussara F. Educação geográfica: temas contemporâneos. Salvador: EdUFBA, 2017.
• O livro reúne textos que resultam de pesquisa, práticas de ensino e relatos de experiências que envolvem a educação geográfica e temas contemporâneos.
PRESS, F. et al. Para entender a Terra. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.
• O livro apresenta uma introdução às ciências da Terra.
PURVES, W. K. et al. Vida : a ciência da Biologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.
• Livro completo de introdução à Biologia que relaciona a teoria com o mundo à nossa volta.
RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; EICHHORN, S. E. Biologia vegetal. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
• Com textos objetivos e explicativos, o livro explora a Biologia vegetal.
RICKLEFS, R. F. A economia da natureza . 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
• Livro de referência para o estudo de Ecologia em nível superior.
SANTOS, Milton. Espaço do cidadão. São Paulo: Edusp, 2007.
• Ao longo do livro, Milton Santos trata de temas como cidadania, consumo, economia, pobreza e direito à cidade. O autor utiliza categorias do campo da Geografia para analisar a relação entre os cidadãos brasileiros e o espaço, refletindo em especial sobre o conceito de território.
SANTOS, S. P. dos; SARDAGNA, H. V. Acessibilidade curricular e inclusão escolar: uma revisão de literatura. Educere et Educare, v. 18, n. 45, p. 434-454, 2023. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/educereeteducare/article/view/30639. Acesso em: 16 set. 2025.
• Artigo que apresenta um compilado da literatura científica elaborada sobre acessibilidade e inclusão no ambiente escolar.
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. de. Alfabetização científica: uma revisão bibliográfica. Investigações em Ensino de Ciências, Porto Alegre, v. 16, n. 1, 2011. Disponível em: https://www.if.ufrgs.br/cref/ojs/index.php/ienci/ article/view/246. Acesso em: 14 set. 2025.
• O artigo de revisão sobre o conceito de alfabetização científica apresenta as definições atribuídas a esse termo e discute quais habilidades precisam ser desenvolvidas para um indivíduo ser alfabetizado cientificamente.
SCHENINI, F. Múltiplos instrumentos podem aperfeiçoar o processo de avaliação escolar. Portal do Professor , Brasília, DF, 11. ed., 17 dez. 2008. Disponível em: http:// portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?id Conteudo=272. Acesso em: 14 set. 2025.
• Esse texto discute as diferentes ferramentas e possibilidades para acompanhar o desempenho dos estudantes.
SCHMIDT-NIELSEN, K. Fisiologia animal : adaptação e meio ambiente. 5. ed. São Paulo: Livraria Santos, 2002.
• O livro apresenta textos que abordam a fisiologia dos animais.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; REIS, Letícia Vidor de Sousa. Negras imagens. São Paulo: Edusp, 1996.
• Livro que debate a história das populações africanas que chegaram ao Brasil.
SILVA, Aracy Lopes da; GRUPIONI, Luis Donisete Benzi. A temática indígena na escola : novos subsídios para professores de 1º e 2º graus. Brasília, DF: MEC: Mari: Unesco, 1995.
• Livro com estratégias para abordar a temática indígena em sala de aula sob uma perspectiva cidadã e inclusiva.
SIMIELLI, Maria Elena R. O mapa como meio de comunicação e a alfabetização cartográfica. In : ALMEIDA, Rosangela D. (org.). Cartografia escolar . 2. ed. São Paulo: Contexto, 2011. p. 71-93.
• A autora traz elementos de suas pesquisas de doutoramento e tese de livre-docência que analisam o mapa como meio de comunicação e sua leitura eficiente, tendo como conceito central a alfabetização cartográfica.
SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão (org.). Livros didáticos de História e Geografia: avaliação e pesquisa. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2006.
• O livro apresenta uma pesquisa sobre os livros didáticos de História e Geografia, incluindo temas e metodologias mais trabalhados nas salas de aula.
TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a Terra. 2 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009.
• O livro apresenta uma introdução a temas da Geologia.