Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva
Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira
Edição Rogerio Eduardo Alves (coord.), Andreia Pereira, Maria Fernanda Neves, Sarita Borelli
Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda
Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam
Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.), Sarita Borelli
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)
Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)
Ilustração de capa Maike Bispo
Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Manuel Miramontes, Matheus Santiago Martins (assist.)
Diagramação Ponto Design Gráfico
Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga
Licenciamento de textos Erica Brambila
Iconografia Erika Neves do Nascimento, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)
Ilustrações Bentinho, Bruna Ishihara, Bruna Menezes, Carlitos Pinheiro, Claudia Marianno, Cristiano Silva Borges, Daniel Bogni, Daniel Wu, Danillo Souza - DS Ilustra, Dayane Raven Cabral, Estúdio Caramela, Flávia Borges, Galvão Bertazzi, João Joinles Silva, Marcos de Mello, Marcos Fillipe Martins de Lima, Roberto Weigand, Romont Willy, Yasmin Hassegawa
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Brito, Fernanda Magalhães
A conquista : produção de texto : 3º, 4º e 5º ano : ensino fundamental : anos iniciais : volume único / Fernanda Magalhães Brito, Heloisa Harue Takazaki. -- 1. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.
Componente curricular: Produção de texto.
ISBN 978-85-96-06120-9 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06122-3 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06121-6 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06123-0 (livro do professor HTML5)
1. Língua portuguesa (Ensino fundamental) 2. TextosProdução (Ensino fundamental) I. Takazaki, Heloisa Harue. II. Título.
25-291906.1
Índices para catálogo sistemático:
CDD-372.6
1. Língua portuguesa : Ensino fundamental 372.6
Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD.
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Caro professor,
Esta obra apresenta uma proposta de ensino e aprendizagem de produção de texto destinada aos estudantes dos 3º, 4º e 5º anos iniciais do ensino fundamental. Cada capítulo é organizado em torno de um gênero textual, o que resultou em uma seleção textual diversificada em autoria, temas, finalidades, circulação e campos de atuação, proporcionando aos estudantes contato com textos que efetivamente circulam em sociedade.
As propostas foram planejadas para valorizar o percurso de aprendizagem em que os estudantes são convidados a mobilizar conhecimentos prévios, ler e explorar diferentes textos, planejar suas próprias produções, revisá-las e reescrevê-las de forma individual ou colaborativa e compartilhar os resultados em situações de circulação reais. Embora a ênfase esteja no desenvolvimento das habilidades de produção textual, a obra trabalha de forma a retomar, aprofundar e consolidar a alfabetização. O objetivo é que as produções de textos sejam vivenciadas como experiência significativa, nas quais os estudantes reconheçam a função social da escrita e da oralidade para a participação ativa, crítica e autônoma na vida em sociedade.
Para você, professor, esta obra oferece orientações que apoiam uma mediação intencional e reflexiva, pois entendemos que, mais do que seguir etapas, você é quem cria as condições para que os estudantes compreendam e experimentem práticas de leitura, escrita e oralidade. Sua escuta atenta, condução das discussões e a maneira como adapta as atividades à realidade da turma fazem toda a diferença no percurso de aprendizagem.
Ao longo dos capítulos, os estudantes terão a oportunidade de adquirir conhecimentos, ampliar repertórios e desenvolver a criatividade, fortalecendo sua capacidade de ler, interpretar e produzir textos de forma consciente e participativa nas mais variadas situações comunicativas da sociedade. Esperamos, assim, que esta obra seja parceira no trabalho docente e contribua para que todos os estudantes avancem em suas trajetórias como leitores e produtores de textos mais críticos, autônomos e preparados para interagir nos diferentes espaços sociais em que a linguagem se faz presente.
Bom trabalho!
As autoras.
ORGANIZAÇÃO GERAL DA OBRA
Esta obra é destinada aos estudantes dos 3 o a 5o anos do ensino fundamental e é composta de livro do estudante e livro do professor, nas versões impressa e digital.
Livros impressos
Livro do professor
Além do subsídio inicial para o professor, este livro reproduz o livro do estudante na íntegra, em miniatura com respostas em magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução do livro do estudante, apresenta introdução ao capítulo, objetivos do capítulo e encaminhamento, que ajudarão a desenvolver as propostas, bem como ampliações e aprofundamentos para enriquecer as abordagens pedagógicas.
Livros digitais
balões de fala. • Planejar e produzir uma HQ. • Desenvolver estratégias de produção: planejamento, revisão, edição, reescrita e avaliação. • Planejar e produzir um convite oral. BNCC Habilidades: EF15LP01, EF15LP02, EF15LP03, EF15LP04, EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07, EF15LP09, EF15LP11, EF15LP12, EF15LP14, EF15LP18, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP10, EF35LP22, EF35LP25, EF35LP29. Tema contemporâneo transversal: Meio ambiente.
Livro do estudante
Este volume é único e está organizado em doze capítulos. Ao longo dos capítulos, são trabalhados conteúdos voltados para o desenvolvimento das práticas de produção de textos escritos, orais e multissemióticos, apresentados em uma estrutura clara e prática para apoiar o trabalho docente.
Livro do estudante e livro do professor no formato digital, em HTML, o que permite o acesso ao material em diferentes dispositivos digitais: smartphones, notebooks e tablets, por exemplo.
Objetos digitais
Ao longo do volume, ícones indicam infográficos clicáveis que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica.
SUMÁRIO
ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS
Seções dos capítulos
A obra e a BNCC
Os campos de atuação
O eixo Produção de textos na obra
O eixo Oralidade na obra XII
Os eixos Leitura e Análise Linguística/Semiótica XIII
Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva
Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira
Edição Rogerio Eduardo Alves (coord.), Andreia Pereira, Maria Fernanda Neves, Sarita Borelli
Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda
Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam
Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.), Sarita Borelli
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)
Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)
Ilustração de capa Maike Bispo
Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Manuel Miramontes, Matheus Santiago Martins (assist.)
Diagramação Ponto Design Gráfico
Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga
Licenciamento de textos Erica Brambila
Iconografia Erika Neves do Nascimento, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)
Ilustrações Bentinho, Bruna Ishihara, Bruna Menezes, Carlitos Pinheiro, Claudia Marianno, Cristiano Silva Borges, Daniel Bogni, Daniel Wu, Danillo Souza - DS Ilustra, Dayane Raven Cabral, Estúdio Caramela, Flávia Borges, Galvão Bertazzi, João Joinles Silva, Marcos de Mello, Marcos Fillipe Martins de Lima, Roberto Weigand, Romont Willy, Yasmin Hassegawa
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Brito, Fernanda Magalhães
A conquista : produção de texto : 3º, 4º e 5º ano : ensino fundamental : anos iniciais : volume único / Fernanda Magalhães Brito, Heloisa Harue Takazaki. -- 1. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.
Componente curricular: Produção de texto.
ISBN 978-85-96-06120-9 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06122-3 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06121-6 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06123-0 (livro do professor HTML5)
1. Língua portuguesa (Ensino fundamental) 2. TextosProdução (Ensino fundamental) I. Takazaki, Heloisa Harue. II. Título.
25-291906.1
Índices para catálogo sistemático:
CDD-372.6
1. Língua portuguesa : Ensino fundamental 372.6
Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD.
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Caros estudantes,
Este livro é um convite para conhecer, reconhecer, descobrir e redescobrir inúmeros textos orais e escritos, como poemas, notícias, histórias em quadrinhos, contos, textos de ciência, resenhas e muitos outros.
Aqui você não vai apenas ler. Vai também escrever, conversar, se divertir e criar.
Em cada capítulo, você poderá experimentar o que é ser autor. Afinal, escrever é uma maneira de mostrar o que se pensa, de contar o que se vive, de registrar histórias reais ou inventadas, de transcrever o que a imaginação dita e de participar do mundo.
Por isso, fazemos este convite: venha escrever para se relacionar com o mundo e, principalmente, para construir todos os mundos possíveis!
Bom trabalho!
As autoras.
CONHEÇA SEU LIVRO
ABERTURA DE UNIDADE
Você vai explorar imagens e trocar ideias com a turma.
Você
não tiver, gostaria de ter um?
2 Leia o título da HQ e observe as imagens. O que você acha que vai acontecer na história?
O MUNDO EM POEMAS
3
2
1
GÊNERO EM FOCO
Descubra como funciona o gênero do texto.
LEITURA
Hora de ler e aprender tudo o que o texto tem a ensinar.
FICHA TÉCNICA EM FOCO
Copie no caderno a opção correta que completa a frase a seguir.
As fichas técnicas lidas foram escritas para:
a) apresentar informações científicas sobre animais.
b) apresentar informações fictícias sobre animais.
2 Observe as fontes onde os textos foram publicados e responda no caderno.
Ciência Hoje das Crianças ano 29, n. 285, p. 11, 2016.
Ciência Hoje das Crianças ano 27, n. 257, p. 15, 2014.
a) Onde as fichas técnicas foram publicadas?
b) Onde mais é possível encontrar informações sobre animais em fichas técnicas?
c) Qual é o público-alvo desses textos?
3 De que maneira as informações da ficha técnica estão organizadas? Copie a resposta certa no caderno.
a) Em tópicos. b) Em versos e estrofes. c) Em balões de fala.
4 Se você quisesse se informar apenas sobre a alimentação do boto, seria necessário ler toda a ficha técnica? Responda e justifique sua resposta no caderno.
5 Transcreva no caderno as opções corretas sobre a linguagem usada nas fichas técnicas.
a) Usa algumas palavras técnicas do campo da Ciência.
b) Apresenta gírias e expressões informais.
c) Apresenta opiniões pessoais do autor.
d) Apresenta informações objetivas, sem a opinião do autor.
e) Emprega a norma-padrão de escrita.
COMPREENSÃO
Momento de entender melhor o que o texto diz.
Compreensão
1 A notícia trouxe as informações que você esperava encontrar? Comente.
2 Converse com os colegas e o professor sobre a notícia lida. a) Qual é o principal fato relatado? As buscas duraram por quanto tempo? b) Quem ajudou a procurar o garoto?
3 Releia o trecho a seguir. De acordo com o militar Roberto Mello, que participou da operação, os rastros deixados pelos cachorros foram essenciais para chegar até o menino.
VÍDEO: criança desaparecida por quase 24h é encontrada protegida por cães em mata no Amazonas.
• Qual palavra poderia substituir a palavra destacada, mantendo o mesmo sentido? Que sentido é esse?
4 Por que o título traz a palavra VÍDEO em letras maiúsculas? Justifique com elementos da notícia.
5 Converse com os colegas e o professor sobre estas questões. Em sua opinião, por que esse fato foi noticiado? Que sensações essa notícia despertou em você?
DAN ILLO SOUZA
PRODUÇÃO ESCRITA E PRODUÇÃO ORAL
Você vai planejar, criar e compartilhar seu próprio texto e mostrar como você se comunica em diferentes situações.
PRODUÇÃO
ORAL Declamação de poemas em sarau
Você e os colegas vão organizar um sarau de poemas para ser apresentado na escola. Sarau é um encontro em que pessoas se reúnem para recitar, ler e ouvir poemas. Geralmente, os saraus ocorrem em bibliotecas, escolas, livrarias. Além dos poemas, os saraus podem contar com apresentações de música, teatro e brincadeiras.
Planejamento
PLANEJAMENTO
Momento de pensar e organizar as ideias.
PRODUÇÃO ESCRITA Poema
Chegou o momento de você escrever um poema que será exposto na escola em um Varal de poemas. Os poemas serão lidos pelos colegas de outras turmas e pela comunidade escolar. Planejamento Tempestade de ideias 1. Colabore com a tempestade de ideias da turma. O poema que você vai escrever deve ter um dos temas a seguir.
Votação • Com a ajuda do professor, toda a turma fará uma votação para decidir quando e onde o sarau será realizado e quem será o público.
Pesquisa
1. Reúnam-se em trios e visitem a biblioteca da escola para pesquisar e ler alguns livros de poemas infantis.
2. Reproduzam no caderno o poema escolhido, o nome do poeta e o título do livro em que o poema foi publicado.
3. Com a ajuda do professor, assistam a alguns vídeos de saraus em que os participantes declamam poesias. Façam anotações no caderno, se neces sário.
Ensaio
ESCRITA OU PRODUÇÃO
Hora de colocar as ideias no papel ou de falar para a turma.
REVISÃO E REESCRITA
Leia de novo e melhore seu trabalho.
O professor vai escrever um tema na lousa e a turma deve dizer palavras que combinem com ele. Observe um exemplo.
gato brincadeiras animais família escola natureza
1. Antes de declamar, leiam o poema com atenção e conversem sobre estas questões.
Do que trata o poema?
Que sensações ou emoções o poema desperta?
Há dúvidas sobre o significado de alguma palavra?
Animais cachorro amizade correr leão saltar golfinho mar árvore
46
2. Escolha um dos temas e, no caderno, escreva as palavras relacionadas que surgirem na tempestade de ideias.
3. Pense nos leitores e decida se o poema será para divertir ou emocionar.
4. Planeje quantos versos e quantas estrofes você vai escrever.
5. Use os recursos sonoros do poema, como rimas e repetição de sons.
6. Decida o tipo de letra que usará para escrever o poema.
Escrita
1. Escreva a primeira versão do poema a lápis. Assim, você poderá apagar e reescrever sempre que quiser.
2. Use as palavras que você anotou na tempestade de ideias.
3. Dê um título ao poema e assine seu nome.
Revisão e reescrita
1. Releia o poema para verificar se: o poema é sobre o tema escolhido; os versos apresentam rimas; as palavras foram escritas corretamente e a pontuação foi adequada.
2. Mostre o poema para o professor e faça as alterações necessárias.
3. Em uma folha de papel avulsa, escreva a versão final do poema. Se preferir, use canetas.
Publicação
Exponha o seu texto no Varal de poemas conforme as orientações do professor.
Avaliação
Depois da escrita e da exposição dos poemas, converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1. O que você achou mais divertido ao escrever o poema?
2. Qual parte da escrita foi mais desafiadora? O que poderia melhorar nas próximas produções?
AVALIAÇÃO
Veja como ficou sua produção e o que pode melhorar.
PUBLICAÇÃO OU APRESENTAÇÃO
Mostre o que você criou.
2. Organizem a apresentação em três partes: 1 Apresentem-se e informem o título do poema e o nome do poeta. 2 Declamem o poema. 3 Agradeçam a atenção do público.
3. Definam as partes do poema que cada integrante do trio deverá declamar.
Dica: Vocês podem anotar ao lado dos versos ou das estrofes o que deve ser feito e como deve ser declamado. Vejam um exemplo. Sua vida não é sopa — do avesso pôs a roupa.
Faça uma expressão séria e um gesto negativo com a mão.
Faça um gesto indicando sua cabeça. Observe o ponto de exclamação e leia com uma entonação de surpresa. Leia com uma expressão de alegria.
Na cabeça — só mesmo ela! pôs, faceira, uma tigela... Não é mesmo distraída a alegre vovó Guida? BELINKY, Tatiana. A alegre vovó Guida, que é um bocado distraída São Paulo: Editora do Brasil, 2010. p. 8-9.
4. Durante os ensaios, troquem ideias entre vocês. Apresentação
No dia da apresentação, declamem o poema com tranquilidade e con- fiança. Ouçam a apresentação dos colegas com respeito e atenção.
Avaliação
Ao final dos trabalhos, será o momento de avaliar como foi apresentar o poema no sarau. Conversem com os colegas e o professor sobre as ques- tões a seguir.
1. Como você se sentiu ao declamar o poema?
2. O que ajudou na hora da apresentação?
3. O que poderia melhorar para a próxima vez?
DAYANE CABRAL
BOXES
CONCEITO
Destaca os principais conceitos estudados.
DICA
Traz informação extra sobre o que está sendo estudado.
DESCUBRA MAIS
Sugere materiais que podem enriquecer o estudo do conteúdo.
GLOSSÁRIO
centímetros
7 Leia o texto expositivo a seguir sobre a onça-pintada. As rainhas da floresta Onça-pintada! O nome popular da espécie faz referência à […] pelagem amarelada e cheia de manchas pretas, chamadas de rosetas. Elas são únicas em cada onça, assim como nossa impressão digital é específica para cada pessoa. […] O tamanho das onças-pintadas, medindo-se da ponta do nariz até a base do rabo, vai de 1,12 metro a 1,85 metro. Sua altura varia entre 45 e 75 centímetros e seu peso, entre 36 e 158 quilos. A cauda do animal é relativamente longa, podendo atingir 75 centímetros de comprimento. Versátil, o felino é capaz de viver em ambientes bastante diferentes, como a árida Caatinga e as úmidas várzeas amazônicas […]. Nessas regiões, a onça-pintada habita áreas de vegetação densa e está sempre perto da água, onde encontra seu alimento com maior facilidade. AS RAINHAS da floresta. Ciência Hoje das Crianças ano 26, n. 251, p. 3-5, 2013.
A ficha técnica apresenta informações importantes sobre um assunto. Uma ficha técnica de animal, por exemplo, geralmente, apresenta informações como o nome popular do animal, o nome técnico que os cientistas dão a esse animal, o local onde vive, do que se alimenta, o tamanho, entre outras.
No caderno, monte uma ficha técnica com as informações que podem ser obtidas nesse texto.
Dica: Leia o texto com atenção, identifique as informações principais e anote-as no caderno. Organize essas informações em tópicos para compor a ficha técnica. Escreva frases curtas e objetivas, utilizando a norma-padrão.
SAIBA QUE Mas, afinal, o que é essa tal de ameaça de extinção? Uma espécie ameaçada de extinção corre o risco de desaparecer da natureza. Para saber mais sobre espécies ameaçadas de extinção, acesse, com a ajuda de um responsável, o site do IBGE Educa (https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-especiais/22384-especies-ameacadas-de-extincao.html; acesso em: 2 jun. 2025).
SAIBA QUE
Apresenta curiosidades sobre um tema.
Produção
O professor vai ficar responsável por fazer a gravação da apresentação da notícia. Sigam o roteiro e caprichem na postura e na entonação da voz. Apresentação
Apresenta o significado de palavras que talvez você ainda não conheça.
O trecho do poema a seguir apresenta as confusões de Guida, uma vovó que, por ser muito distraída, causa algumas confusões. Antes de ler, responda. Pelo título e pela ilustração, que confusões você imagina que a vovó Guida fez? Acompanhe a leitura. Depois, leia o poema com os colegas, conforme a legenda. A alegre vovó Guida, que é um bocado distraída Ontem, na cozinha escura, pôs no forno a dentadura. E na boca, em lugar dela, colocou uma gamela. [...] Pra dar de beber ao gato, pôs o leite no sapato, e no pé — coisa maluca! ela pôs sua peruca. Sua vida não é sopa — do avesso pôs a roupa. Na cabeça — só mesmo ela! pôs, faceira, uma tigela... [...] BELINKY, Tatiana. A alegre
QUEM É?
Traz informações sobre o autor.
PRODUÇÃO ESCRITA Receita culinária
Quando todos os vídeos estiverem finalizados, o professor vai organizar
Durante a apresentação, assistam aos vídeos dos colegas com atenção e em silêncio.
um momento para que toda a turma possa assistir às notícias produzidas.
Avaliação
Ao fim da apresentação das notícias, o professor vai promover um momento para que a turma avalie as produções. Reúna-se em uma roda com os colegas e o professor para conversar sobre estas questões.
1. Conseguimos selecionar notícias de interesse da comunidade escolar?
2. Qual etapa da produção escrita foi a mais desafiadora? E da produção oral?
3. O que podemos melhorar nas próximas produções?
DESCUBRA MAIS
JORNAL DA CRIANÇA & JOVENS, São Paulo, c2025. Disponível em: https://jornaldacrianca. com.br/. Acesso em: 10 jul. 2025. O Jornal da Criança & Jovens é um site de notícias destinado ao público infantil. Nele, é pos- sível ler notícias sobre natureza, esportes, ciên- cia, cultura e outros assuntos que fazem parte do nosso dia a dia. Com a ajuda de um adulto, acesse site e leia as notícias de seu interesse.
Capa do Jornal da Criança & Jovens
Agora, chegou o momento de você registrar uma receita culinária da sua família para compartilhar com os colegas da escola. Depois, a receita será exposta em um mural chamado Assim, todos poderão ler, copiar ou tirar uma fotografia das receitas para fazer em casa.
ATENÇÃO
ATIVIDADE ORAL
As atividades com este ícone devem ser feitas oralmente. Aproveite para trocar ideias com seus colegas e professores.
Objetos digitais
1. Convide um adulto responsável para que vocês selecionem uma receita.
Planejamento
No caderno, escreva as informações a seguir.
Nome do adulto responsável: Essa pessoa é meu/minha:
• Principal ingrediente:
• Motivo da escolha:
3. Indiquem a origem do ingrediente escolhido. Para isso, podem pesquisar em sites ou livros.
4. Cozinhem juntos e confirmem se não está faltando algo na receita. Aproveitem para tirar uma fotografia do alimento pronto para ilustrar o registro da receita.
EDITORIA ARTE
Atenção! Sempre cozinhe com a supervisão de um adulto responsável. IMAGENS: QEERAW/SHUTTERSTOCK.COM
Fique atento: neste boxe você encontra a indicação de momentos em que deve tomar cuidado ou pedir a ajuda de um adulto.
2. Escreva por que vocês escolheram essa receita: é a preferida de algum de vocês? Por quê? Ela costuma ser feita em uma data especial? Ela remete a algum momento feliz?
ATIVIDADE EM GRUPO
Este ícone indica que a atividade será feita em conjunto com colegas.
O ícone ao lado identifica os infográficos clicáveis que são objetos digitais presentes neste volume. Esses objetos digitais apresentam assuntos complementares ao conteúdo do livro, ampliando sua aprendizagem. Ícones
ATIVIDADE EM DUPLA
Quando vir este ícone, é hora de se juntar a um colega da turma para fazer a atividade.
Infográfico clicável
SUMÁRIO
CAPÍTULO 1
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 3
CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 5
CAPÍTULO 6
CAPÍTULO 7
CAPÍTULO 8
CAPÍTULO 9
CAPÍTULO 10
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 12
Objetos digitais – infográficos clicáveis
Cuidar da natureza é nosso dever! .
Aipim, mandioca, macaxeira: o sabor do Brasil!
Por que alguns animais estão sumindo?
Criança também tem direitos!
Cada jeito de falar conta uma história 137
O teatro cabe em qualquer lugar 159 Referências bibliográficas
ENCAMINHAMENTO
Incentive os estudantes a observar o infográfico livremente. Em seguida, peça a eles que compartilhem o que identificaram nos textos e nas imagens e que comentem suas impressões. Explique, então, que o infográfico é um gênero textual usado para explicar algo de maneira visual e ágil, combinando palavras e imagens. Em meios digitais, para tornar as informações claras e atrativas, os infográficos podem apresentar também sons e vídeos.
Para iniciar a leitura, oriente os estudantes a observar a ilustração e o texto inicial que estão na parte superior esquerda. Se julgar necessário, chame a atenção para a ordem de leitura convencional proposta neste infográfico em particular: da esquerda para a direita e de cima para baixo. Chame a atenção para o tracejado que une os textos e para importância desse elemento visual, que indica o caminho da leitura. No entanto, ressalte que a liberdade criativa é uma característica importante do infográfico; muitos deles apresentam informações em uma ordem de leitura diferente ou até mesmo sem uma ordem preestabelecida.
COMEÇO DE CONVERSA
Você percebeu que os textos estão por toda parte? Estamos sempre em contato com diferentes textos, escritos ou orais, que servem para diversas finalidades.
Há textos que nos acompanham nas atividades do dia a dia, como as listas de compras, as receitas culinárias, os convites de aniversário, as cartas, os bilhetes, os manuais de instrução que ensinam regras de jogos e até as cantigas das brincadeiras.
Alguns textos são escritos para nos levar a um mundo de aventuras, por meio de histórias com personagens e cenários incríveis! Esses textos podem divertir, emocionar e até provocar o riso nos leitores. Poemas, histórias em quadrinhos, cantigas e fábulas são exemplos de textos que despertam a imaginação!
Para uma exploração mais aprofundada do tema e maior envolvimento dos estudantes com a atividade, conduza a leitura do infográfico por meio da metodologia ativa de rotação por estações. Organizados em grupos, os estudantes circulam por cinco estações na sala de aula para explorar exemplos de textos dos diversos campos de atuação. Neste momento, não é necessário sistematizar conceitos, mas mobilizar conhecimentos prévios, estimular a reflexão sobre os usos sociais da escrita e reconhecer a diversidade de gêneros presentes no cotidiano.
Organize a sala previamente em cinco estações, cada uma correspondendo a cada seção do infográfico, e disponibilize textos variados do campo de atuação abordado. A primeira estação será dedicada a textos de todos os campos de atuação; a segunda, ao campo da vida cotidiana; a terceira, ao artístico-literário; a quarta, ao campo da
vida pública; a quinta contemplará o campo das práticas de estudo e pesquisa. Para textos orais, caso não seja possível disponibilizar computadores, rádios ou celulares, sugere-se expor imagens que representem situações comunicativas em que eles são usados. Divida a turma em cinco grupos e distribua-os nas estações, estipulando um tempo aproximado de 10 minutos para cada rodada. Os grupos devem ler o texto do infográfico correspondente à estação e explorar os textos.
DANIEL BOGNI
DANIEL WU
Existem situações do dia a dia que nos fazem ler textos que têm a ver com cidadania e exercício de direitos. São as notícias que mostram o que acontece ao nosso redor e no mundo, as campanhas publicitárias e de conscientização, as regras, as leis e os regulamentos que precisamos seguir para viver em sociedade.
Além disso, há textos que explicam os fenômenos da natureza e os aspectos da realidade ao nosso redor: são aqueles dos livros didáticos, das enciclopédias, das revistas de ciências e das explicações que ouvimos de professores e especialistas. São esses textos que nos ajudam a compreender melhor como tudo funciona e a ampliar nosso conhecimento de mundo.
Cada texto tem uma característica especial e é importante conhecer cada um deles para saber ler, compreender e produzir esses textos no dia a dia.
Que tal começar agora?
Pegue seu lápis e caderno e mãos à obra!
Na primeira estação, o objetivo é ampliar a noção de texto. Como são estudantes recém-alfabetizados, pode ser que alguns ainda entendam que texto é apenas a reunião de frases e palavras em um papel. Disponibilize exemplares de textos de todos os campos de atuação, como livros, jornais, pintura, bulas de remédio, placas de aviso e algum suporte que reproduza ou represente um texto oral, como rádio, computador ou celular.
Na segunda estação, disponibilize textos do campo da vida cotidiana. Apresente listas de mercado, receitas culinárias, convites de aniversário, bilhetes e manuais de jogos. Se
possível, disponibilize um vídeo de programa de receita culinária ou tutorial de montagem de brinquedo.
15/09/25 18:52
Na terceira estação, o foco está nos textos que circulam no campo artístico-literário , que favorecem as experiências estética e de fruição. Disponha livros de poemas, fábulas, contos, HQs e cordéis. Se possível, de acordo com os recursos digitais disponíveis na escola, disponibilize vídeos de contação de histórias, declamação de poemas, canções ou cantigas.
Na quarta estação, os estudantes vão ter contato com alguns textos do campo da vida
pública . Apresente jornais, revistas, panfletos de conscientização e um exemplar do regimento escolar. Se possível, disponibilize um vídeo de uma entrevista, um áudio de campanha de conscientização, o site oficial do Estatuto da Criança e do Adolescente. (BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente Brasília, DF: Presidência da República, 1990. Disponível em: https://www. gov.br/mdh/pt-br/assuntos/ noticias/2021/julho/trinta-e-um -anos-do-estatuto-da-crianca -e-do-adolescente-confira-as -novas-acoes-para-fortalecer-o -eca/ECA2021_Digital.pdf. Acesso em: 1 out. 2025).
Na quinta estação, o objetivo é mostrar alguns textos do campo das práticas de estudo e pesquisa. Ofereça livros didáticos, enciclopédias, dicionários. Disponibilize vídeo de relato de experimento, infográfico animado, exposição oral ou uma reportagem sobre tecnologia, se possível. Durante a atividade, faça perguntas disparadoras, incentive a troca de ideias e acompanhe as discussões entre os grupos. Ao final, reúna os estudantes em uma roda de conversa e solicite que compartilhem o que aprenderam em cada estação. Aproveite os momentos de circulação entre os grupos e a conversa final para realizar uma avaliação diagnóstica. Observe e faça registros sobre os tópicos a seguir.
• Reconhecimento dos gêneros textuais: os estudantes identificam e nomeiam os textos apresentados?
• Conhecimentos prévios: os estudantes mobilizam conhecimentos e apresentam referências de experiências anteriores?
• Fluência em leitura em voz alta: os estudantes apresentam dificuldades durante as leituras?
Essas observações servirão de base para orientar as intervenções e o planejamento das próximas atividades.
BENTINHO
INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO
Neste capítulo, serão explorados os principais aspectos do gênero história em quadrinhos (HQs). Os estudantes terão a oportunidade de ler e interpretar diferentes HQs, analisando suas características composicionais e linguísticas, bem como os efeitos de sentido de recursos gráficos típicos do gênero, como balões, onomatopeias e pontuação. Um dos textos apresentados permite abordar o tema contemporâneo transversal que poderá ser debatido e aprofundado com a turma. Além disso, há atividades que favorecem o desenvolvimento do intercâmbio conversacional e da oralidade pública por meio da produção de um convite oral. Por fim, os estudantes terão a chance de mobilizar seus conhecimentos prévios e adquiridos para produzir uma história em quadrinhos que fará parte de uma exposição de HQs a ser organizada na escola.
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Ler e interpretar histórias em quadrinhos.
• Identificar e construir o sentido de HQs, interpretando recursos gráficos e a relação entre imagem e texto verbal.
• Observar e compreender a organização das sequências narrativas em HQs.
• Utilizar recursos gráficos para criar cenas e balões de fala.
• Planejar e produzir uma HQ.
• Desenvolver estratégias de produção: planejamento, revisão, edição, reescrita e avaliação.
• Planejar e produzir um convite oral.
CAPÍTULO HISTÓRIAS EM QUADRINHOS PARA RIR E REFLETIR
Observe a abertura deste capítulo e converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que os personagens representados na cena são Cascão, Magali e Mônica, da Turma da Mônica,
1 Qual é seu personagem de história em quadrinhos (HQ) preferido? Descreva esse personagem para os colegas e o professor.
Resposta pessoal.
criados por Mauricio de Sousa, e Menino Maluquinho, criado por Ziraldo.
2 Na cena apresentada, quais personagens você conhece? Fale o nome deles.
Inicie o capítulo solicitando aos estudantes que observem atentamente as páginas de abertura. Chame a atenção para o título do capítulo e verifique se todos compreendem o significado da palavra refletir . Caso tenham dúvidas, convide-os a procurar a palavra no dicionário. Questione-os se as histórias em quadrinhos são escritas apenas com o objetivo de entreter ou se também podem visar à reflexão, ou seja, que o leitor pense sobre algum tema como amizade, família, diferenças, respeito etc.
Inclua os estudantes com baixa visão ou cegos descrevendo as imagens oralmente. Realize a descrição de forma individualizada, ressaltando os elementos principais e oferecendo espaço para perguntas. Essa prática favorece a compreensão e assegura que participem da atividade junto aos colegas. Proceda dessa forma sempre que necessário.
1. Solicite aos estudantes que descrevam seus personagens de HQs preferidos, citando características físicas, traços de personalidade, se têm algum superpoder etc. Caso algum estudante não conheça nenhum personagem, contextualize de forma breve e disponibilize alguns gibis para serem explorados e lidos. Esse levantamento contribui para mapear repertórios individuais e coletivos, aproximando a leitura do material escolar da experiência cotidiana dos estudantes.
2. Aproveite para perguntar se eles costumam ler HQs em casa ou em outros locais além da escola.
ENCAMINHAMENTO
1. Após a leitura do parágrafo inicial, solicite aos estudantes que respondam à questão, valorizando a diversidade de experiências. Se julgar necessário, retome os conceitos de animais domésticos, aqueles que convivem com as pessoas e dependem dos seus cuidados, e animais silvestres, que vivem na natureza, não dependendo do ser humano para sobreviver. Incentive os estudantes que têm animais de estimação a compartilhar como é a convivência e quem é o responsável pelos cuidados, como alimentar e cuidar da saúde deles, entre outros.
2. Incentive os estudantes a levantar hipóteses e antecipar sentidos a partir dos recursos gráficos e das pistas textuais. Destaque o efeito visual no título e explique como esse recurso enriquece a leitura para além do texto verbal. Valorize as hipóteses formuladas, pois esse processo revela como cada estudante mobiliza conhecimentos prévios, articula o verbal e o não verbal e constrói percepções para compreender o texto. Registre algumas previsões na lousa e retome-as após a leitura.
LEITURA
Você vai ler uma história em quadrinhos do personagem Mingau, gato de estimação da Magali. A história foi publicada em uma revista em quadrinhos criada por Mauricio de Sousa.
1 Você tem algum animal de estimação? Se não tiver, gostaria de ter um?
Respostas pessoais.
2 Leia o título da HQ e observe as imagens. O que você acha que vai acontecer na história?
Resposta pessoal.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
SOUSA , Mauricio de. Almanaque historinhas de duas páginas, São Paulo: Panini Comics, n. 1, p. 53-54, 2007.
QUEM É?
Intruso: alguém que entra em um ambiente ou lugar sem ser convidado.
Mauricio de Sousa nasceu em 27 de outubro de 1935, no município de Santa Isabel, no estado de São Paulo. Iniciou a carreira profissional como repórter no jornal Folha de S.Paulo, onde publicou suas primeiras tirinhas. Em 1970, lançou a primeira HQ da Turma da Mônica com os famosos personagens Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão. Desde então, criou mais de 400 personagens, publicou mais de um bilhão de revistas em quadrinhos e ganhou diversos prêmios por suas obras.
Texto de apoio
De acordo com Mendonça (2010), o uso das HQs, também consideradas textos multimodais, em sala de aula, é fundamental atualmente, haja vista que imagem e palavra cada vez mais são associadas na construção de sentidos nos diversos contextos comunicativos. Nelas, a junção de cores, balões, ilustrações, o formato das letras, bem como expressões fisionômicas dos personagens colaboram para a produção de efeitos de sentidos que nos permitem, enquanto professores, explorar estratégias eficientes
Sugestão para os estudantes
• INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT. Coleção A turma do Ben. 11 abr. 2024. Disponível em: https:// www.gov.br/ibc/pt-br/ centrais-de-conteudos/ publicacoes/publicacoes -infantojuvenis-acessiveis/ a-turma-do-ben. Acesso em: 10 ago. 2025. Leia com os estudantes a coleção de HQs A turma do Ben , que aborda situações vividas por pessoas com deficiência em seu cotidiano. São alguns episódios que tratam de temas como mobilidade, albinismo, esportes paralímpicos etc. Recomenda-se a leitura prévia para verificar a adequação à turma.
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para estabelecer interações entre os alunos e as várias linguagens abordadas, fazer inferências junto com a turma, percebendo o não dito, relacionar o texto ao contexto, além de explorar os recursos semióticos como estratégias textuais-discursivas.
QUEIROZ, Kézia Barbosa de; AQUINO, Maria de Fátima de Sousa. História em quadrinhos: um gênero marcado pela multimodalidade. CONGRESSO BRASILEIRO DE LETRAS –CONBRALE, 1., 2017. Campina Grande. Anais [...]. Campina Grande: Universidade Estadual da Paraíba, 2017. Disponível em: https://editorarealize.com.br/ artigo/visualizar/30307. Acesso em: 10 ago. 2025.
ENCAMINHAMENTO
1. a) Retome com os estudantes as hipóteses levantadas, observando se elas se aproximaram do que acontece na história.
1. b) Incentive a troca de opiniões, de maneira organizada, com respeito às preferências individuais. Recomende que respeitem turnos de falas e que mantenham a escuta atenta.
1. c) Se julgar necessário, retome a leitura dos quadrinhos e oriente os estudantes a observar os recursos gráficos: expressões faciais, gestos, onomatopeias e a confusão causada pelo espelho. Incentive-os a perceber como a combinação de texto verbal e elementos visuais constrói o efeito de humor.
2. a) Se necessário, retome a leitura e auxilie nas repostas. Aproveite o momento em que eles devem transcrever os nomes dos personagens para observar as hipóteses de escrita, a pega do lápis, o movimento para formar as letras, se usam letra de imprensa ou cursiva, bem como uso de letra maiúscula em início de nome próprio.
2. b) e c) Faça a mediação das questões e chame a atenção para a tranquilidade da situação inicial e para o acontecimento que interrompe essa tranquilidade.
3. Verifique a compreensão dos estudantes sobre a estrutura narrativa e apresente ou retome os conceitos do boxe, se necessário. Esclareça o significado dos termos e convide os estudantes a responder à atividade em dupla. Em seguida, corrija a atividade de modo coletivo, esclarecendo possíveis dúvidas.
Compreensão
1. c) Resposta pessoal. Os estudantes podem comentar que o humor da HQ está na confusão que Mingau faz com o próprio reflexo, as reações e as expressões do gato ao longo da história e a reação final dele ao descobrir que estava enganado.
1 Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
a) Depois de ler a HQ, o que você achou que aconteceria na história se confirmou ou não?
Resposta pessoal.
b) Do que você mais gostou na história?
Resposta pessoal.
c) Em sua opinião, o que provoca humor na HQ?
2 Responda às questões no caderno.
a) Quais são os personagens da história? Transcreva os nomes deles para o caderno.
b) Como Mingau está se sentindo nos quatro primeiros quadrinhos da HQ?
Espera-se que os estudantes respondam que ele está feliz, tranquilo e confortável.
c) O que acontece na história que interrompe a tranquilidade de Mingau? Em qual dos quadrinhos isso ocorre?
d) Como Mingau se sente com esse acontecimento? Copie as opções no caderno e indique quais delas são corretas.
• Com medo.
• Bravo.
• Feliz.
• Animado.
2. c) Mingau acredita ter encontrado um intruso (outro gato) na casa/no apartamento onde mora. A cena acontece no sétimo quadrinho.
3 As histórias em quadrinhos geralmente são organizadas em quatro momentos: situação inicial, conflito, clímax e desfecho.
• Relacione os quadrinhos da HQ a cada um dos itens apresentados a seguir. Depois, copie os itens no caderno e escreva sua resposta.
a) Situação inicial.
Quadrinhos 1 a 6.
b) Conflito.
Quadrinhos 7 a 11.
c) Clímax.
Quadrinho 12.
d) Desfecho.
Quadrinhos 13 e 14.
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Magali Mingau Cebolinha
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Magali e Mingau.
As histórias em quadrinhos, conhecidas como HQs, são textos narrativos que contam uma história. Esses textos podem ser organizados em quatro momentos: situação inicial, em que são apresentados os personagens e o ambiente; conflito , ou seja, uma situação-problema que interrompe a situação inicial; clímax, que é o momento de maior tensão na história; e desfecho, que é a solução do conflito.
4 Qual é a linguagem usada pelos personagens da HQ O espelho? Transcreva a alternativa correta para o caderno.
a) A linguagem é formal, planejada e distante de como se fala em situações cotidianas.
b) A linguagem é informal, espontânea e parecida com a empregada no dia a dia.
5. b) Espera-se que os estudantes concluam que os personagens adotam uma linguagem informal na história.
5 Releia este quadrinho da HQ.
a) No caderno, reescreva o texto substituindo a palavra pedaço por outra que tenha o mesmo sentido.
Sugestões de resposta: lugar, casa, ambiente.
b) Na HQ que você leu, a palavra pedaço é uma gíria. Em sua opinião, o uso da gíria na HQ foi adequado?
SOUSA, Mauricio de. Almanaque historinhas de duas páginas São Paulo: Panini Comics, n. 1, p. 54, 2007.
Gírias são palavras ou expressões criadas por alguns grupos para serem usadas em situações de comunicação informal.
DESCUBRA MAIS
Você já ouviu falar em gibiteca? Gibiteca é um lugar dedicado às histórias em quadrinhos. É parecido com uma biblioteca, mas especializada em HQs. Peça ajuda a um familiar para pesquisar uma gibiteca no local onde você mora. Caso não encontre, algumas bibliotecas públicas também disponibilizam espaços dedicados às HQs.
Gibiteca de Curitiba, no município de Curitiba, no estado do Paraná, em 2025.
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ENCAMINHAMENTO
4. Antes de solicitar que respondam à questão, proponha aos estudantes que expressem o que sabem sobre linguagem formal e informal. Destaque que a linguagem pode variar conforme o gênero textual, a intenção do autor e a situação comunicativa. Pergunte aos estudantes se os personagens em HQs usam um jeito de falar mais próximo da conversa cotidiana. Comente que a linguagem informal pode se aproximar mais das características da língua falada. Alguns exemplos de gêneros que costumam apresentar linguagem informal são: HQs, poemas, bilhetes, cartas pessoais, entre outros.
5. a) Na hora de reescrever o trecho, ajude-os a escolher outras palavras que podem substituir o termo pedaço sem mudar o sentido da frase. Verifique se eles compreendem o sentido pelo contexto e, se julgar oportuno, oriente-os a usar o dicionário.
5. b) Proponha uma reflexão sobre o uso de gírias tanto em textos orais quanto escritos e ajude-os a reconhecer os contextos em que o uso é mais adequado.
ENCAMINHAMENTO
1. Incentive a turma a observar a articulação entre linguagem verbal e não verbal. Comente que, nesse gênero, a observação das imagens é indispensável para compreender a história. Pergunte aos estudantes em quais outros textos é comum observar a articulação entre texto verbal e imagens.
2. Explore a imagem com os estudantes e proponha a leitura da HQ do Mingau em outro sentido. Então pergunte se é possível compreender a história. Ressalte que a leitura dos quadrinhos segue o mesmo sentido de outros textos, como contos, parlendas e notícias — da esquerda para a direita e de cima para baixo da página.
4. Se possível, para esta atividade, apresente outros gibis e HQs para que os estudantes possam explorar os diversos tipos de balão em outros contextos. Incentive-os a criar as cenas com diálogos e situações que combinem com cada tipo de balão. Se julgar necessário, adéque o nível de complexidade da proposta.
Ressalte aos estudantes que, nas HQs, os textos geralmente são escritos em letra de imprensa, maiúscula, pois as letras ficam mais claras e uniformes dentro dos balões, facilitando a leitura.
2. Espera-se que os estudantes concluam que não é possível ler a HQ em outra direção, pois, do contrário, os momentos da narrativa não teriam sentido e, portanto, a história não seria compreendida.
HISTÓRIAS EM QUADRINHOS EM FOCO
1 Quais elementos compõem a HQ O espelho? Responda no caderno.
A HQ é composta de palavras e imagens.
2 Observe a imagem a seguir. Ela indica a direção de leitura das HQs.
• Releia a HQ O espelho e responda: é possível compreender a história lendo os quadrinhos em outra direção? Por quê?
3 Na HQ as falas e os pensamentos dos personagens são apresentados dentro de balões. Releia o quadrinho a seguir e responda às questões no caderno.
a) Qual personagem está falando?
Magali. Mingau.
b) Qual personagem está pensando?
SOUSA, Mauricio de. Almanaque historinhas de duas páginas, São Paulo: Panini Comics, n. 1, p. 54, 2007.
4 Além dos balões de fala e de pensamento, as HQs podem apresentar outros balões. Observe os exemplos.
Balão com linha contínua: fala.
Balão com linha tracejada: cochicho ou sussurro.
Balão com linha ondulada e ponta em formato de bolinhas: pensamento.
Balão com contornos pontudos: grito.
• Agora é a sua vez! No caderno, crie cenas e textos para cada um dos balões apresentados.
Produção pessoal.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
6. a) O desenho do redemoinho que está em cima da cabeça dele; sua expressão facial; os punhos estão fechados e o corpo está em uma posição rígida.
5 Que recurso é usado para indicar que a história terminou? Onde ele está localizado?
A palavra Fim, escrita na parte inferior do último quadrinho da HQ.
6 Nas HQs, são usados alguns recursos gráficos que também ajudam a contar a história. Releia o quadrinho a seguir.
• Identifique os recursos gráficos que foram usados neste quadrinho. No caderno, registre as respostas para cada um dos itens.
6. b) A sombra que está projetada embaixo do corpo de Mingau.
a) O que indica que Mingau está bravo?
b) O que indica que o gato está pulando?
c) O que nos faz perceber que as patas da frente de Mingau estão em movimento?
As ondinhas ou linhas de movimento que aparecem próximas a elas.
7 Agora, releia este outro quadrinho.
a) Que recursos gráficos indicam que Mingau levou um susto?
b) O que a expressão FSSST!! indica?
O som de rosnado emitido pelo gato.
, São Paulo: Panini Comics, n. 1, p. 54, 2007.
As HQs costumam apresentar onomatopeias , ou seja, palavras ou expressões que representam sons.
7. a) Os pelos arrepiados do gato, a expressão facial e corporal do personagem, os tracinhos em volta do gato indicando movimento e a onomatopeia FSSST!!
c) Que outra onomatopeia aparece na HQ O espelho? O que ela representa?
A onomatopeia FIUUUU no segundo quadrinho. Ela indica o som emitido pelo peixinho, o brinquedo do Mingau.
8 Agora, você é o quadrinista! No caderno, desenhe a cena e a onomatopeia correspondente para cada uma das situações a seguir.
Sugestões de resposta: BOOM; CABRUMM; AU-AU; CRASH; ZZZZ.
Balão de festa estourando Trovão
Cachorro latindo
Bebê dormindo Copo se quebrando
ENCAMINHAMENTO
5. Faça a mediação da atividade apoiando os estudantes na identificação e compreensão desse recurso.
6. Proponha a observação da cena e peça aos estudantes que compartilhem as respostas oralmente. Oriente-os a voltar na HQ e observar o quadrinho imediatamente anterior, comparando e identificando as diferenças nas ilustrações do Mingau. Pergunte: “se o quadrinho não apresentasse esses recursos, seria possível compreender
o tamanho das letras, as cores e os recursos de fundo podem dar mais expressividade à cena. Um exemplo é a onomatopeia BUMMM, que pode ser desenhada com letras grandes e cores fortes e vir acompanhada de um fundo esfumaçado, para reforçar a ideia de estouro.
8. Esta atividade é uma oportunidade para os estudantes começarem a refletir sobre a criação de quadrinhos. Recomende que desenhem as cenas e as onomatopeias em quadros semelhantes aos de HQs. Explique que cada onomatopeia deve estar representada em um contexto, por exemplo: um balão de festa estoura porque encostou em uma planta com espinhos, o cachorro late para pedir comida, entre outras possibilidades. Lembre-os de que, em HQs, as letras das onomatopeias podem ser coloridas e acompanhadas de efeitos visuais para dar mais impacto à cena. Ao final, promova uma exposição dos cadernos.
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a cena do mesmo jeito?”. Caso julgue relevante, informe que esse recurso gráfico é conhecido como linhas cinéticas. Reforce como os recursos gráficos contribuem para compreender melhor a cena.
7. b) e c) Verifique os conhecimentos dos estudantes sobre as onomatopeias, apresente o conceito e, se possível, disponibilize gibis e HQs para que reconheçam esse recurso em outras histórias. É importante que percebam que, nos quadrinhos, a onomatopeia não só representa um som como é usada como efeito visual. O formato e
SOUSA, Mauricio de. Almanaque historinhas de duas páginas, São Paulo: Panini Comics, n. 1, p. 54, 2007.
SOUSA, Mauricio de. Almanaque historinhas de duas páginas
ENCAMINHAMENTO
9. Pergunte aos estudantes se eles conhecem a personagem e se já leram alguma história com Marina. Explique que ela é retratada como uma menina bondosa, solidária e que gosta muito de desenhar e pintar. Possibilite a leitura individual. Então, peça a eles que recontem a história oralmente. Vá formulando perguntas que os ajudem a construir a compreensão.
9. b) Incentive os estudantes a relacionar a HQ à própria realidade. Pergunte se no bairro onde vivem há problemas como lixo no chão, queimadas, poluição do ar e da água, desmatamento, entre outros.
9. c) Incentive os estudantes a propor ações simples e possíveis de serem feitas pela comunidade. Valorize as sugestões e o engajamento da turma. Esse é um texto oportuno para abordar o tema contemporâneo transversal Meio ambiente, além de estabelecer interdisciplinaridade com o componente curricular Geografia, desenvolvendo a habilidade EF03GE08: Relacionar a produção de lixo doméstico ou da escola aos problemas causados pelo consumo excessivo e construir propostas para o consumo consciente, considerando a ampliação de hábitos de redução, reúso e reciclagem/descarte de materiais consumidos em casa, na escola e/ou no entorno.
9. a) O tema é a poluição e a destruição do meio ambiente. Esse tema é importante porque precisamos preservar a natureza.
9 Leia mais uma história em quadrinhos de Mauricio de Sousa, desta vez com a personagem Marina.
a) Qual é o tema da HQ? Por que ele é importante?
b) Onde você mora existem problemas semelhantes? Se sim, quais?
Respostas pessoais.
c) O que você e os colegas podem fazer para ajudar a preservar a natureza?
Resposta pessoal.
Texto de apoio
A transversalidade orienta para a necessidade de se instituir, na prática educativa, uma analogia entre aprender conhecimentos teoricamente sistematizados (aprender sobre a realidade) e as questões da vida real (aprender na realidade e da realidade). Dentro de uma compreensão interdisciplinar do conhecimento, a transversalidade tem significado, sendo uma proposta didática que possibilita o tratamento dos conhecimentos escolares de forma integrada. Assim, nessa abordagem, a gestão do conhecimento parte do pressuposto de que os sujeitos são agentes da arte de problematizar e interrogar, e buscam procedimentos interdisciplinares capazes de acender a chama do diálogo entre diferentes sujeitos, ciências, saberes e temas.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília, DF: MEC, 2013. p. 29. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/docman/julho-2013-pdf/13677-diretrizes-educacaobasica-2013-pdf/file. Acesso em: 11 ago. 2025.
SOUSA, Mauricio de. Almanaque historinhas de duas páginas, São Paulo: Panini Comics, n. 3, p. 80, 2009.
11. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes elaborem um texto com os seguintes elementos: céu azul, nuvem branca, Sol e pássaro amarelos, borboleta colorida, árvores, montanhas, grama verde, flores vermelhas.
10 Responda às questões no caderno.
a) Que recurso gráfico foi usado no rosto da Marina nos quadrinhos 1 e 3? O que ele significa?
10. a) O rosto duplicado, os riscos pretos e as gotas indicam que Marina está movimentando a cabeça e olhando para várias direções.
b) Em relação aos balões, qual é a principal diferença entre a HQ da Marina e a do Mingau?
10. b) Espera-se que os estudantes respondam que, na HQ da Marina, não há balões de fala ou de pensamento. Apenas no último quadrinho há um balão de fala que foi usado para transmitir a mensagem por imagem.
11 Releia o último quadrinho e depois responda às questões no caderno.
SOUSA, Mauricio de. Almanaque historinhas de duas páginas
São Paulo: Panini Comics, n. 3, p. 80, 2009.
a) O que a personagem foi procurar na seção de achados e perdidos?
Ela está procurando pela natureza, ou seja, um ambiente sem poluição e destruição.
b) Se o balão de fala da personagem Marina fosse um texto apenas com palavras, o que estaria escrito nele?
12 Em sua opinião, qual é a intenção da HQ que você leu? Transcreva as opções para o caderno e indique qual delas é a correta.
a) Provocar risos.
b) Ensinar a desenhar.
c) Provocar uma reflexão.
13 Copie estas frases no caderno. Depois, indique quais delas são verdadeiras ( V ) e quais são falsas ( F ). Ao final, corrija as frases falsas.
• Em relação às histórias em quadrinhos, é possível afirmar que:
a) podem ser lidas em revistas, livros ou sites.
b) não é possível compreender a história se não houver texto.
É possível compreender a história apenas com imagens.
c) geralmente apresentam linguagem formal, diferente de como se fala no dia a dia.
A linguagem da HQ é mais informal e do dia a dia.
d) costumam ser contadas com o apoio de recursos gráficos e de onomatopeias.
ENCAMINHAMENTO
12. Caso os estudantes tenham marcado outras opções, abra espaço para discussão sobre o que compreenderam da narrativa e de que forma chegaram a essa interpretação. Incentive-os a justificar suas respostas como forma de compreender seu raciocínio e a conclusão a que chegaram. Por fim, ressalte que os quadrinhos, além de divertir, também podem fazer os leitores refletirem sobre questões importantes.
13. O objetivo da atividade é consolidar as aprendizagens sobre o gênero história em quadrinhos. Ao analisar as afirmações, identificar quais são verdadeiras ou falsas e reescrevê-las corretamente, os estudantes mobilizam os conhecimentos adquiridos sobre a finalidade, o público, os recursos gráficos, a linguagem e a estrutura das HQs.
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10. a) Aproveite para perguntar se seria possível perceber que Marina estava se mexendo se não houvesse esses sinais. Conclua ressaltando que esse é mais um dos recursos visuais utilizados nos quadrinhos para transmitir uma mensagem.
10. b) Comente que, ao optar por criar uma HQ sem texto verbal, o quadrinista precisa garantir que a história seja compreendida por meio dos recursos visuais.
11. a) Verifique se os estudantes compreenderam o desfecho da HQ e identificaram, por meio da ilustração do balão, que Marina está à procura da natureza preservada e sem poluição.
11. b) Incentive-os a observar a ilustração e a identificar os elementos que representam a natureza preservada, como céu azul, nuvens brancas, árvores, flores coloridas e animais. Ressalte que eles devem planejar o texto conforme a cena, ou seja, espera-se que formulem uma pergunta ao rapaz da seção de Achados e Perdidos.
SOUSA
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Esta seção propõe a produção de uma HQ, que será exposta na escola. Reforce a importância de os estudantes conhecerem as condições de produção do texto antes mesmo de iniciar a etapa de planejamento. Proponha uma conversa coletiva sobre as questões: “o que eu vou escrever?”; “Com que objetivo?”; “Quem será o meu público leitor?”; “Onde o meu texto será publicado?”. Considere adaptar a proposta para adequá-la ao nível de aprendizagem da turma. Se julgar pertinente, a organização dos estudantes pode ser feita em duplas ou trios. Já a produção da HQ pode ser realizada de algumas formas: releitura de outra HQ, produção de um final diferente, ou ainda produção a partir dos quadrinhos iniciais da narrativa.
Planejamento
Explique aos estudantes que o planejamento é uma etapa essencial na produção da HQ, pois permite usar a criatividade, organizar as ideias e escolher o que se deseja produzir. Oriente-os a escolher um tema levando em conta a finalidade do texto. Alguns temas possíveis são: amizade, escola, brincadeiras, família, super-heróis, histórias fantásticas etc.
Oriente-os então a definir os personagens. Para elaborar o roteiro, retome com a turma a estrutura narrativa e ajude os estudantes a planejar o formato e a quantidade de quadrinhos levando em conta o espaço do papel em que a HQ será produzida. Por fim, oriente-os a pensar em um título criativo, que
PRODUÇÃO ESCRITA História em quadrinhos
Depois de ler algumas HQs e aprender suas principais características, chegou o momento de você criar a sua própria HQ.
As HQs da turma farão parte de uma exposição de quadrinhos para que todos da escola possam ler, refletir e se divertir.
Antes de iniciar o planejamento, separe os materiais necessários para a produção da HQ. Você vai precisar de:
• folhas de papel sulfite;
• lápis de cor e canetinhas coloridos;
• régua.
Planejamento
1. Pense no tema de sua história e com qual finalidade ela será escrita: para divertir o leitor, para refletir sobre algo importante ou para trazer algum ensinamento.
2. Defina os personagens e o local onde acontecerá a história.
3. Elabore um roteiro da história com os seguintes momentos: situação inicial, conflito, clímax e desfecho.
4. Defina a quantidade de quadrinhos para cada um dos momentos da história.
5. Pense em um título para a sua HQ que chame a atenção do leitor.
desperte a curiosidade do leitor para que ele sinta vontade de ler a HQ. Oriente o uso de letras de imprensa maiúscula e de cores. Comente que o título pode ser modificado e definido após a conclusão da narrativa.
Organize-se
• Folhas de papel sulfite
• Lápis de cor e canetinhas coloridas
• Régua
Escrita
Após o planejamento, é hora de fazer o rascunho da HQ. Para isso, siga as etapas.
1. Em uma folha de papel sulfite, desenhe os quadrinhos na quantidade que você planejou usando uma régua. Aproveite todo o espaço da página e lembre-se de reservar um espaço para o título.
2. Faça esboços das cenas que entrarão em cada quadrinho. Não se esqueça dos recursos gráficos e das onomatopeias que ajudam a contar a história. Veja o exemplo.
3. Desenhe os balões de fala e escreva os textos dentro deles. Você pode usar letra maiúscula para facilitar a leitura.
4. Escreva o título da HQ. Se quiser, use algum recurso gráfico ou uma ilustração que tenha relação com a história. Observe o título da HQ que você leu neste capítulo como exemplo.
Escrita
Esclareça que, nesta etapa, eles vão transformar o roteiro em quadrinhos com ilustrações, balões, onomatopeias e recursos gráficos. A primeira versão pode ser feita a lápis para que seja possível fazer as alterações necessárias.
Oriente-os a desenhar os quadrinhos em uma folha de papel avulsa, seguindo a quantidade definida no planejamento. As cenas podem ser apenas esboços simples neste momento, mas já podem incluir recursos gráficos e onomatopeias, pois esses elementos são fundamentais para dar dinamismo à história.
5. Assine sua HQ para que os leitores saibam que você é o quadrinista.
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Lembre a turma de escrever frases curtas e usar letra de imprensa maiúscula nos textos dos balões, para facilitar a leitura. Incentive os estudantes a pensar em um título criativo que desperte a curiosidade do leitor, podendo usar letras coloridas ou pequenas ilustrações relacionadas à história. Por fim, lembre-os de assinar a HQ, valorizando a autoria e a identidade de cada estudante como quadrinista.
Durante toda a etapa, caminhe pela sala de aula para apoiá-los na escrita, esclarecer dúvidas e incentivar a utilização correta da pontuação. Caso apresentem dificuldades com o uso da vírgula ou de outros sinais, reserve um momento da aula para revisar esses conteúdos, de modo que adquiram maior segurança no uso da pontuação.
SOUSA, Mauricio de. Cebolinha. Turma da Mônica. São Paulo: MSP, n. 436, 1999.
ENCAMINHAMENTO
Revisão e reescrita
1. Ressalte que, ao reler e revisar o próprio texto, o estudante verifica se a história está clara, organizada e adequada ao gênero.
2. Incentive a troca de textos entre colegas, orientando que as sugestões tenham o objetivo de melhorar o texto. Enfatize que a troca com os colegas seja feita de maneira respeitosa.
3. Durante a sua revisão, é importante oferecer sugestões de como deixar o texto mais claro. Para a revisão professor-estudante, sugere-se que a avaliação seja feita considerando a matriz de avaliação deste livro do professor, adotando os critérios destinados ao ano escolar dos estudantes.
4. Após a revisão, oriente a turma a passar a HQ a limpo em versão final, incorporando as alterações necessárias e finalizando as ilustrações.
Proponha o uso da caneta para a reescrita do quadrinho. Apresente a mudança como parte do desenvolvimento natural dos estudantes e aquisição de maior autonomia no processo de escrita. Ressalte que a caneta exige mais cuidado e atenção, mas que não deve ser motivo de ansiedade ou insegurança. Para sugestões de estratégias na transição do lápis para a caneta, consulte as orientações gerais deste livro do professor.
Publicação e circulação
Para a publicação das HQs produzidas, combine previamente com os estudantes o melhor local para expor as produções. Se necessário, peça autorização à gestão escolar para usar o corredor
Revisão e reescrita
1. Ao finalizar o rascunho, faça uma revisão seguindo estes critérios.
• A HQ tem um título?
• A história apresenta situação inicial, conflito, clímax e desfecho?
• As imagens ajudam a contar a história?
• Os balões de fala estão adequados com o que o texto quer representar?
• A pontuação e a grafia das palavras estão corretas?
2. Agora, entregue o rascunho de sua HQ para um colega avaliar. Quando chegar sua vez de avaliar a produção do colega, dê sugestões de maneira respeitosa, observando os critérios indicados e com o objetivo de melhorar a história em quadrinhos.
3. Depois, entregue seu rascunho para o professor. Ele poderá dar dicas de como você pode melhorar seu texto.
4. Em outra folha de papel sulfite, passe a limpo sua HQ. Use lápis de cor e canetinhas coloridos para deixar os desenhos atraentes. Capriche na escrita das letras!
Publicação e circulação
Agora que sua HQ está pronta, chegou o momento de organizar a exposição de quadrinhos da turma. Com os colegas e o professor, siga os passos para a realização do evento.
Organizando a exposição
1. Definam em que local da escola acontecerá a exposição.
2. Marquem as datas de início e fim da exposição.
3. Exponham as HQs no local definido.
4. Deem um nome para a exposição.
das salas ou a biblioteca/sala de leitura. É importante também definir data de início e fim da exposição.
Texto de apoio
Ler para revisar um escrito próprio [...]
É uma leitura crítica, útil, que nos ajuda a aprender a escrever e em que os componen-
tes metacompreensivos tornam-se muito evidentes. No contexto escolar, a autorrevisão das próprias redações escritas é um ingrediente imprescindível em um programa integrado de ensino da leitura e da escrita. É útil para capacitar as crianças no uso de estratégias de redação de textos.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura
Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 82.
PRODUÇÃO ORAL
Convite oral
Agora que o local da exposição está preparado, chegou o momento de convidar oralmente outras turmas para apreciar as HQs.
Planejamento
1. Reúna-se com alguns colegas para formar um grupo. Com a ajuda do professor, vocês e outros grupos da turma vão pensar no convite para a exposição da HQ.
2. No caderno, faça um roteiro com as principais informações que devem constar no convite oral. Lembre-se de:
• cumprimentar os convidados e informar de que turma seu grupo é;
• convidar os colegas para visitar a exposição;
• informar o que será exposto, o local e a data de início e fim da exposição;
• finalizar o convite, agradecendo a atenção da turma convidada.
3. Ensaie com o grupo algumas vezes o convite oral, observando os seguintes aspectos:
• postura reta e relaxada, olhando na direção dos colegas da turma convidada;
• tom de voz adequado para que todos da turma consigam ouvir.
Apresentação
• No dia combinado, cada grupo fará o convite a uma turma da escola. Depois, aproveitem a oportunidade para convidar outras pessoas que fazem parte do dia a dia da escola.
Avaliação
Depois de realizar a exposição de HQs, chegou o momento de avaliar a produção.
Reúna-se em uma roda com os colegas e o professor para conversar sobre as questões a seguir.
1. Todos os colegas da turma ajudaram a organizar a exposição?
2. O convite oral foi feito para outras turmas da escola?
3. Qual etapa da produção foi a mais desafiadora para você? Por quê? Respostas pessoais.
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Planejamento
1. Comente que, nesta seção, a turma vai convidar oralmente os colegas da escola para a exposição de HQs. Explique que o convite oral é um gênero que tem como finalidade chamar alguém para participar de um evento, uma comemoração ou uma atividade específica por meio da fala. Organize a turma em grupos de três ou quatro estudantes, e cada grupo convida algumas turmas da escola. Dessa forma, todos terão a chance de fazer o convite oral.
3. Oriente os ensaios, observando postura, tom de voz e contato visual, lembrando que esses aspectos são fundamentais para a comunicação ser clara e envolvente.
Apresentação
No dia combinado, acompanhe os grupos para apoiá-los nas interações com as outras turmas. Incentive-os a convidar também os funcionários da escola, familiares e outros membros da comunidade escolar.
Avaliação
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No momento da avaliação, utilize as questões propostas para oferecer aos estudantes a oportunidade de expressarem o que aprenderam ao longo do capítulo que culminou nas produções escrita e oral. Incentive-os a identificar os aspectos positivos e os desafios enfrentados, ressaltando que as reflexões desse momento contribuirão para orientar as produções futuras. Consulte a matriz de avaliação deste livro do professor como apoio ao processo avaliativo.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO
Neste capítulo, os estudantes terão a oportunidade de estudar e produzir cartazes de campanha de conscientização e campanha de conscientização oral, gêneros pertencentes ao campo de atuação da vida pública. Além da leitura e compreensão, eles terão a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre as condições de produção e recepção desse gênero e sobre os principais aspectos da textualidade. Os estudantes também serão mobilizados a refletir sobre as características multimodais que o gênero apresenta e os efeitos de sentido causados pela articulação de diferentes linguagens. A temática do capítulo permite, ainda, abordar o tema contemporâneo transversal Saúde
Por fim, os estudantes terão a chance de mobilizar os conhecimentos para produzir um cartaz de campanha de conscientização que será publicado em ambiente escolar.
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Ler e compreender cartazes de campanhas de conscientização.
• Identificar aspectos relacionados à composição do gênero cartaz de campanha de conscientização.
• Compreender os efeitos de sentido provocados pelos usos de recursos multissemióticos.
• Identificar condições de produção de texto oral de campanha de conscientização.
• Produzir cartaz de campanha de conscientização de acordo com o planejamento.
• Produzir texto de campanha de conscientização em áudio.
CAPÍTULO ESCREVER PARA CONSCIENTIZAR 2
• Desenvolver os procedimentos de escrita: planejamento, escrita, revisão, reescrita e edição ao produzir cartaz de campanha de conscientização.
• Compreender os efeitos de sentido provocados em texto de campanha oral pela escolha de ritmo, expressividade e efeitos sonoros.
Observe a abertura deste capítulo e converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1 Quais informações podem ser encontradas na caderneta de vacinação que a criança está segurando?
2 Em sua opinião, qual é a importância da vacinação? Resposta pessoal.
1. Espera-se que os estudantes reconheçam a caderneta de vacinação como um documento em que se registram quais vacinas foram administradas e quais serão as próximas.
ENCAMINHAMENTO
Organize os estudantes em uma roda e proponha uma conversa sobre o tema vacinação. Com o objetivo de antecipar sentidos e ativar conhecimentos prévios, pergunte o que eles sabem a respeito do tema, se já foram vacinados, quem os levou ao local de vacinação e se fizeram algo de especial no dia. Em seguida, leia o título do capítulo e verifique se os estudantes compreendem o significado da palavra conscientizar. Se julgar oportuno, peça a eles que consultem o dicionário e auxilie-os a identificar a acepção adequada ao contexto.
já tiveram a oportunidade de observar a própria caderneta de vacinação. Ressalte que as vacinas devem ser tomadas seguindo o calendário preestabelecido pelo Ministério da Saúde, que considera a idade das pessoas, as doenças sazonais e o coquetel de vacinas que podem ser aplicadas conjuntamente (fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Brasília, DF: SUS, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/ pt-br. Acesso em: 25 ago. 2025).
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Inclua os estudantes com baixa visão ou cegos na leitura da imagem de abertura, descrevendo-a oralmente. Realize a descrição de forma individualizada, ressaltando os elementos principais e oferecendo espaço para perguntas. Essa prática favorece a compreensão e assegura que todos participem ativamente da atividade. Proceda dessa forma sempre que necessário.
Por fim, solicite que observem a imagem de abertura e respondam às questões oralmente. 1. Explore os detalhes da imagem com os estudantes e aproveite para perguntar se eles
2. Incentive os estudantes a expressar suas opiniões sobre a importância da vacinação. Caso algum estudante não tenha opinião a respeito, comente que se trata de uma forma de proteger a saúde, pois as vacinas ensinam o corpo a reconhecer e combater certos vírus e certas bactérias antes que eles causem doenças. Por fim, após a explicação, retome a pergunta para que todos os estudantes opinem a respeito. Lembre-os de que poderão aprender mais sobre vacinação ao longo do capítulo. Informe aos estudantes que a caderneta de vacinação da imagem de abertura foi composta com função meramente ilustrativa. Se achar oportuno, apresente a caderneta de vacinação digital do aplicativo Meu Sus digital, lançada em 2025”: BRASIL. Ministério da Saúde. Caderneta digital da criança. Brasília, DF: SUS, 2025. Disponível em: https:// www.gov.br/saude/pt-br/ assuntos/saude-de-a-a-z/s/ saude-da-crianca/caderneta -digital-da-crianca. Acesso em: 19 ago. 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Leia o texto de introdução à seção e peça aos estudantes que respondam oralmente às questões, de modo que eles formulem expectativas e mobilizem conhecimentos prévios sobre o cartaz de campanha. Ao mediar a discussão, valorize as experiências individuais dos estudantes. Após a realização das atividades orais, esclareça possíveis dúvidas.
1. Espera-se que os estudantes observem as pistas que o texto apresenta, como imagens, cores e textos escritos, e as relacionem com os conhecimentos prévios.
2. Para responder, oriente os estudantes a pensar nos locais que costumam frequentar no dia a dia, como padarias, mercados, parques, bibliotecas etc. É importante eles reconhecerem que esse gênero faz parte do cotidiano em contextos diversos e fazerem reflexões iniciais sobre as diversas finalidades que esses cartazes podem ter. Durante as atividades orais, procure criar um ambiente de confiança e respeito, no qual todos se sintam acolhidos.
Escute com atenção e valorize as contribuições, de modo a reconhecer as diferentes formas de participação. Sempre que necessário, ofereça alternativas a quem tem dificuldade em se expressar oralmente, como registros escritos, recursos visuais ou digitais, dramatizações ou trabalhos em dupla. Dessa forma, será possível reduzir barreiras físicas, emocionais ou de linguagem que limitem o envolvimento. Lembre-se de considerar que a presença e a participação também se manifestam na escuta atenta, em pequenos gestos de apoio ou na colaboração mais silenciosa.
LEITURA
No dia a dia, é possível encontrar cartazes de campanhas com o objetivo de conscientizar, informar e incentivar a reflexão sobre temas relevantes para o bem-estar dos cidadãos e da sociedade. São realizadas campanhas sobre o meio ambiente, a saúde, o combate à violência, o incentivo a doações, entre outras.
1 Observe o seguinte cartaz de uma campanha de conscientização. Sobre o que você acha que ele vai tratar?
Resposta pessoal.
2 No trajeto da sua casa até a escola, você vê cartazes como esses? Se sim, em quais locais?
Respostas pessoais.
Texto de apoio
Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.
BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinar é nossa força. Brasília, DF: SUS, 2025. 1 cartaz, color. Disponível em: https://www.gov. br/saude/pt-br/campanhas-dasaude/vacinacao/vacinacaonas-escolas/acesse-as-pecas/ cartaz-ze-gotinha-azulvacinacao-nas-escolas-a4.pdf/ view. Acesso em: 14 jun. 2025.
Texto multimodal ou multissemiótico é aquele que recorre a mais de uma modalidade de linguagem ou a mais de um sistema de signos ou símbolos (semiose) em sua composição. Língua oral e escrita (modalidade verbal), linguagem corporal (gestualidade, danças, performances, vestimentas — modalidade gestual), áudio (música e outros sons não verbais — modalidade sonora) e imagens estáticas e em movimento (fotos, ilustrações, grafismos, vídeos, animações — modalidades visuais) compõem hoje os textos da contemporaneidade, tanto em veículos impressos como, principalmente, nas mídias analógicas e digitais.
ROJO, Roxane Helena; BARBOSA, Jaqueline P. Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos. São Paulo: Parábola, 2015. p. 108.
4. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que sim, pois o personagem apresenta características que o relacionam com o tema da vacinação.
Compreensão
1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que qualquer pessoa que tenha uma informação importante a ser divulgada pode fazer um cartaz de campanha.
1 Converse com os colegas e o professor.
a) Em sua opinião, o cartaz chama a atenção? Por quê?
Respostas pessoais.
b) Quem você acha que pode fazer um cartaz de campanha?
c) Você e seus familiares costumam manter a caderneta de vacinação em dia?
Resposta pessoal.
2 Qual é o objetivo da campanha? Transcreva a alternativa correta para o caderno.
a) Conscientizar sobre a importância de manter a caderneta de vacinação em dia.
b) Informar quais vacinas estão disponíveis nas unidades básicas de saúde (UBS).
c) Ensinar como as vacinas funcionam.
3. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que o uso equilibrado de textos, cores e imagens facilita a compreensão do cartaz e que a mistura sem cuidado de cores e imagens dificulta a compreensão da mensagem.
3 O cartaz da campanha tem palavras e frases (linguagem verbal) e imagens e recursos gráficos (linguagem não verbal).
a) O que chamou mais a sua atenção? Por quê?
Respostas pessoais.
b) Se o cartaz tivesse muitas cores e imagens misturadas, o que poderia acontecer?
4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes relacionem o nome do personagem a uma das formas de vacinação: em gotas.
4 O personagem do cartaz é conhecido como Zé Gotinha. Por que você acha que ele tem esse nome?
a) Você acha que foi adequado usar a imagem do personagem nessa campanha?
b) Identifique um recurso gráfico do cartaz que tenha relação com o personagem.
fundo amarelo atrás do personagem tem o formato de uma gota.
c) Se não houvesse imagens no cartaz, ele chamaria a atenção do público?
4. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que as imagens contribuem para despertar o interesse do público pelo cartaz.
ENCAMINHAMENTO
1. a) Solicite aos estudantes que verbalizem quais elementos do cartaz chamaram a atenção. Eles podem citar as cores, o personagem, a fonte das letras, entre outros aspectos. Se achar oportuno, explique que SUS é a abreviatura de Sistema Único de Saúde, sistema público de saúde do Brasil.
1. c) Oriente os estudantes a observar a própria caderneta de vacinação e as de outros membros da família como forma de incentivar o protagonismo da turma. Ressalte a importância de um familiar acompanhar esse momento.
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4. É importante os estudantes reconhecerem quais efeitos de sentido as escolhas de recursos visuais produzem no texto. Destaque que as escolhas de quem produziu o cartaz são planejadas e têm um objetivo. No caso do cartaz lido, a relação do personagem com a temática da campanha e a escolha da forma geométrica que dialoga com o personagem reforçam a temática e a finalidade do gênero. Conclua enfatizando que, nesse gênero, a escolha dos elementos verbais e não verbais que compõem o texto é feita com o objetivo de chamar a atenção do leitor e convencê-lo a aderir a uma ideia.
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2. Incentive os estudantes a relacionar todos os recursos do cartaz (não apenas a linguagem verbal, por exemplo) para reforçar a finalidade desse texto, que é conscientizar, convencer e incentivar o leitor a aderir à campanha.
3. Solicite aos estudantes que comparem as linguagens verbal e visual para perceber como elas contribuem com a finalidade do texto. Ressalte a importância de que a escolha venha acompanhada de uma justificativa que relacione a linguagem escolhida à função do cartaz.
Atividade complementar Promova um momento de reflexão sobre o slogan da campanha, ainda que sem usar a terminologia, que será explorada na seção Cartaz de campanha em foco . Escreva a frase “Vacinar é nossa força” na lousa e faça perguntas: “de quem é essa frase?” (da instituição de saúde); “a frase é destinada a quem?” (ao leitor do cartaz). Em seguida, ainda na lousa, destaque com cor o pronome nossa e verifique se eles identificam a quem se refere esse pronome, explorando o efeito de sentido de coletividade causado por essa escolha. Na sequência, destaque a palavra força e solicite a eles que verbalizem o que ela significa na frase. Esse slogan foi empregado para ressaltar que a vacinação é importante tanto para fortalecer o indivíduo quanto a sociedade, promovendo a saúde pessoal e coletiva.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
O
ENCAMINHAMENTO
5. Se necessário, esclareça o conceito de linguagem formal e informal . Comente que a linguagem simples e direta é frequentemente usada em textos de campanha de conscientização. A escolha dessa linguagem, aliada ao uso de frases curtas e de acordo com a norma-padrão, contribui para que o cartaz seja compreendido pelo maior número de pessoas possível, ampliando o alcance da mensagem. No entanto, o grau de formalidade em cartazes de campanha pode variar de acordo com os interlocutores.
6. Verifique se os estudantes reconhecem os elementos que indicam um recurso digital, neste caso, a página gov.br/vacinacao. Em seguida, leve os estudantes a refletir sobre a finalidade e importância dessa informação no cartaz, que indica ao leitor um endereço eletrônico oficial e confiável.
7. Leve os estudantes a perceber que a escolha das cores tem o objetivo de contribuir com o sentido do texto, pois elas reforçam a relação do texto com o público-alvo, os brasileiros.
Leia com os estudantes as informações do boxe Saiba que e aproveite as informações apresentadas para promover uma atividade interdisciplinar com o componente curricular Ciências da Natureza.
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5 Transcreva para o caderno a alternativa correta sobre o cartaz.
a) A linguagem empregada no cartaz é formal e apresenta vocabulário técnico.
b) A linguagem empregada no cartaz é simples e direta, adequada ao público em geral.
6 Releia um trecho do cartaz de campanha e reproduza, no caderno, a alternativa correta.
a) O objetivo do trecho é informar um endereço físico para obter informações sobre vacinação.
b) O objetivo do trecho é informar o endereço eletrônico para obter informações sobre vacinação.
7 Observe outro trecho do cartaz de campanha.
a) O que as cores lembram?
as cores da bandeira do Brasil.
b) Em sua opinião, por que a palavra Brasil está escrita em uma cor e em um formato diferentes do restante da frase?
7. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que o uso da cor verde se relaciona com a cor predominante na bandeira nacional.
SAIBA QUE
Anticorpos a nosso favor
A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças. As vacinas atuam protegendo o organismo contra vírus e bactérias, que são responsáveis por doenças graves, muitas vezes fatais.
As vacinas podem ser administradas por injeção ou via oral (em gotas) e funcionam estimulando a produção de anticorpos — substâncias responsáveis pela defesa do corpo. Esses anticorpos permanecem ativos no organismo, evitando o desenvolvimento da doença em contatos futuros com o agente causador.
Para saber mais a respeito das vacinas, com a ajuda do professor ou de um adulto, acesse a Cartilha de Vacinas: para quem quer mesmo saber das coisas (disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cart_vac.pdf; acesso em: 20 maio 2025).
Lembram
CARTAZ DE CAMPANHA EM FOCO
1 A qual público o cartaz de campanha se destina? Transcreva para o caderno a alternativa correta.
a) Crianças
b) Idosos
c) Público em geral
2 Essa campanha foi promovida por quem? No caderno, explique como você identificou isso.
Pelo SUS, Ministério da Saúde e Governo Federal. Os estudantes podem identificar os órgãos por meio dos logotipos localizados na parte inferior do cartaz.
3 Os cartazes de campanha costumam ser expostos em paredes, portas ou murais de locais públicos, além de ambientes virtuais, como redes sociais e sites. Onde seria mais adequado expor esse cartaz? Copie no caderno os locais corretos.
a) Restaurantes
b) Postos de saúde
c) Escolas
d) Hospitais
e) Jardins
4. a) Espera-se que os estudantes concluam que tanto as frases do cartaz quanto as palavras destacadas têm como finalidade orientar, instruir e indicar o que deve ser feito.
4 Releia as frases do cartaz de campanha e observe as palavras em destaque. Em seguida, responda no caderno.
Trecho 1
os cartazes de campanha. As palavras mantenha e procure são orientações diretas e se dirigem ao leitor, como se fosse “você”.
Mantenha a Caderneta de Vacinação sempre atualizada.
Trecho 2
4. c) Espera-se que os estudantes identifiquem a forma verbal saiba em Saiba mais, cuja função é convidar o leitor a visitar o site da campanha, ou em “Vacina sempre Brasil”, cuja função é incentivar o país a se vacinar.
Procure uma Unidade Básica de Saúde.
a) As frases do cartaz e as palavras em destaque são usadas com qual finalidade?
b) A quem essas frases são dirigidas? Quais palavras justificam sua resposta?
c) Identifique, no cartaz, mais uma ocorrência desse tipo de palavra e escreva no caderno. Explique com qual intenção a palavra foi usada.
Alguns verbos dão orientações ou recomendações e também servem para fazer pedidos ou indicar ações aos leitores. Por exemplo: participe, verifique, faça, venha, consulte, proteja, ajude, entre outros.
ENCAMINHAMENTO
1. Incentive os estudantes a justificar a resposta, resgatando os conhecimentos desenvolvidos até aqui. Dessa forma, a resposta será o resultado de análise e reflexão.
2. Se possível, apresente outros cartazes (impressos ou em meio digital) e explore com os estudantes os logotipos e as marcas que costumam aparecer na parte inferior dos cartazes.
4. b) As frases são dirigidas a quem lê 11/09/25 18:33
4. O uso dos verbos no modo imperativo provoca um efeito de sentido de instrução e orientação, aproximando-se do leitor e incentivando-o a realizar a ação proposta. Complemente que esse uso é comum em gêneros com a finalidade de orientar, convencer ou instruir, como receitas, propagandas, cartazes e manuais. Ao ler o boxe Conceito , não é necessário apresentar a nomenclatura e o conceito sistematizado do modo imperativo neste momento.
Atividade complementar Promova uma tempestade de ideias (ou brainstorming , como também é conhecida) com os estudantes sobre possíveis temas para uma campanha de conscientização. Primeiro, explique que tempestade de ideias é um recurso utilizado para estimular a criatividade e gerar o maior número de ideias possíveis a respeito de um tema, projeto e até resolução de problema. O importante é que, durante a atividade, os participantes sintam-se livres para expressar o que pensaram, sem julgar se a ideia é boa ou ruim. Posteriormente, as ideias devem ser analisadas pelos participantes, e as mais adequadas ao objetivo devem ser selecionadas. Apesar do nome, o foco desta atividade pode ser de ideias, palavras, perguntas, exemplos e até de imagens.
Retome a proposta, estabeleça um tempo, incentive os estudantes a citar qualquer tema que vier à mente e vá anotando na lousa. Por fim, juntos, classifiquem os temas e analisem aqueles que podem ou não ser usados em cartazes de campanha de conscientização.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
A atividade 6 permite algumas alternativas de abordagens. Ela pode ser conduzida coletivamente, por meio de agrupamentos produtivos, ou ainda de maneira individual. É possível também mediar a análise do primeiro cartaz coletivamente para, em seguida, alterar a estratégia. Por exercer um papel de facilitador e mediador das aprendizagens e ter conhecimento sobre a turma, recomenda-se que você, professor, decida pela abordagem que julgar mais adequada para os estudantes.
Caso seja oportuno, a atividade pode ainda ser conduzida como uma etapa de avaliação para verificar se os estudantes estão atingindo os objetivos de aprendizagem ou se será necessário algum planejamento para remediação de possíveis defasagens.
6. Oriente os estudantes a reproduzir os quadros a seguir no caderno e, com a sua mediação, peça a eles que completem com os dados solicitados resgatando as aprendizagens. Neste primeiro momento, recomenda-se observar cada cartaz separadamente, anotando as informações. Posteriormente, incentive a comparação entre os cartazes da atividade e o da vacinação.
5 Os cartazes de campanhas costumam apresentar uma frase curta e em destaque para chamar a atenção. Essas frases são chamadas slogans.
a) Identifique o slogan do cartaz de campanha e escreva no caderno.
b) O que você entendeu sobre esse slogan?
Cartaz 1
O slogan é “Vacinar é nossa força”. os estudantes compreendam que o slogan ressalta a importância da vacinação para manter as pessoas saudáveis.
Resposta pessoal. Espera-se que
6 As campanhas de conscientização podem abordar diversos temas importantes para a sociedade. Leia os cartazes a seguir.
VACINE seu pet contra a raiva. Blog da Maria Oliveira: maternidade e eu, Parauapebas, jan. 2025. 1 cartaz, color. Disponível em: https://www.blogdamariaoliveira.com/ search?q=vacina%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 22 jul. 2025.
CAMPANHA do agasalho 2025 será lançada no dia 2 de abril. Araçatuba, mar. 2025. 1 cartaz, color. Disponível em: https://aracatuba.sp.gov.br/ noticias/campanha-do-agasalho2025-sera-lancada-no-dia-2-deabril#gallery. Acesso em: 22 jul. 2025.
Tema: vacinação contra a raiva.
Objetivo: incentivar tutores a vacinar seus animais de estimação.
Slogan: “Vacine seu pet contra a raiva.”
Descrição da imagem principal: um cachorro e um gato em demonstração de afeto um pelo outro.
Cartaz 2
Tema: campanha do agasalho.
Objetivo: incentivar a doação de roupas para a campanha do agasalho.
Slogan: “Aqueça o coração / aqueça a vida!”
Descrição da imagem principal: uma peça feita de tricô em formato de coração envolto por um agasalho.
Cartaz 1
Cartaz 2
Cartaz 3
CRIANÇA não deve trabalhar, infância é para sonhar! Curitiba, jun. 2019. 1 cartaz, color. Disponível em: https://senalbapr. com.br/site/noticias_ler.php?i=367. Acesso em: 22 jul. 2025.
Cartaz 4
CAMPANHA de conscientização ao descarte de recicláveis na cidade de Bauru. Bauru, dez. 2022. 1 cartaz, color. Disponível em: https://www2. bauru.sp.gov.br/materia.aspx?n=42096. Acesso em: 22 jul. 2025.
• Reproduza o quadro no caderno e complete com as informações sobre as campanhas.
Cartaz 1 Cartaz 2 Cartaz 3 Cartaz 4
Tema
Objetivo
Slogan
Descrição da imagem principal
Professor, veja resolução na seção Encaminhamento
Cartazes de campanha de conscientização são textos que usam linguagem verbal (palavras faladas ou escritas) e linguagem não verbal (imagens, cores e símbolos) para transmitir mensagens importantes às pessoas. Eles servem para informar, orientar e fazer pensar sobre um assunto. Geralmente, esses cartazes apresentam slogans , informações e instruções práticas para quem lê.
ENCAMINHAMENTO
Cartaz 3
Tema: combate ao trabalho infantil.
Objetivo: conscientizar as pessoas de que crianças não devem trabalhar.
Slogan: “Criança não deve trabalhar, infância é para sonhar.”
6. A variedade de cartazes apresentada permite, além de retomar os aspectos estudados, desenvolver novas aprendizagens. Explore com os estudantes aspectos e recursos que não apareceram anteriormente, como o uso do humor e do jogo de palavras, o uso de sinais de pontuação e frases mais longas, linguagem informal que não esteja de acordo com a norma-padrão, entre outros. Peça-lhes também que analisem os recursos visuais empregados, como as imagens e formas usadas como plano de fundo, as diferentes fontes e letras usadas (bastão e de imprensa), a escolha das cores, o uso de fotografias e ilustrações etc. Por fim, chame a atenção para a distribuição dos elementos no espaço do cartaz, que geralmente é dividido em slogan na parte superior, imagem no centro e outros elementos na parte inferior.
Atividade complementar Os cartazes de campanha da atividade 6 podem ser usados como recursos para retomada, ampliação e consolidação de habilidades voltadas à alfabetização, como as destacadas a seguir.
Grafias do alfabeto: a leitura dos textos escritos com diversas fontes e formatos de letras. Após a leitura, com a sua mediação, peça que transcrevam no caderno os slogans usando letra cursiva.
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Descrição da imagem principal: ilustração de uma menina flutuando com objetos relacionados ao universo infantil.
Cartaz 4
Tema: reciclagem.
Objetivo: incentivar a população de Bauru a fazer o descarte adequado de resíduos.
Slogan: “Vamos reciclar.”
Descrição da imagem principal: o símbolo de reciclagem e as lixeiras de coleta seletiva.
Critério para diagnósticos: ler palavras escritas com diferentes formatos de letras.
Ordem alfabética: escreva na lousa as palavras dos cartazes e peça aos estudantes que as reproduzam no caderno em ordem alfabética.
Critérios para diagnósticos: conhecer a ordem alfabética, listar palavras em ordem alfabética com base nas três letras iniciais.
Padrões silábicos: oriente os estudantes a reproduzir as palavras no caderno e a separar as sílabas com um traço.
Critérios para diagnóstico: ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV.
ENCAMINHAMENTO
7. Verifique se os estudantes escolhem o recurso gráfico considerando a adequação à intencionalidade da campanha e não apenas ao critério estético ou ao gosto pessoal. Aproveite para perguntar em qual campanha a imagem a poderia ser usada (provavelmente em uma campanha em defesa da leitura ou da doação de livros). Em relação à imagem b, esteja atento à possibilidade de os estudantes indicarem o uso em uma campanha pelos direitos de pessoas com deficiência. Reforce que todos os elementos presentes na imagem se relacionam diretamente à intenção da campanha — no caso, a importância da higiene bucal, que é direcionada a todas as pessoas, com deficiência ou não.
8. Apoie os estudantes no momento da escrita do slogan circulando pela sala de aula para esclarecer eventuais dúvidas. Durante a escrita do slogan, observe se os estudantes utilizam a grafia correta de palavras conhecidas e se segmentam corretamente as palavras na frase. Se julgar necessário, retome os conteúdos para remediação de defasagens.
7 Assim como o Zé Gotinha, o uso de personagens em campanhas é um recurso que chama a atenção do leitor. Escreva no caderno qual personagem a seguir seria mais adequado para o uso em uma campanha de conscientização sobre a importância da higiene bucal.
8 Leia o cartaz de campanha a seguir, que tem o objetivo de incentivar as pessoas a higienizar as mãos para evitar a transmissão de doenças.
• O que você entendeu sobre o slogan do cartaz? Converse com os colegas e o professor sobre isso e escreva no caderno um novo slogan para esse cartaz.
DESCUBRA MAIS
9. Produção pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que o slogan “Segundos salvam vidas: higienize suas mãos” ressalta que higienizar as mãos é um hábito simples e rápido, que não exige muito tempo, mas é muito importante porque pode evitar doenças e, por consequência, salvar vidas.
Dica: Lembre-se de criar uma frase curta e impactante, que incentive os leitores, e usar letras grandes e coloridas.
• DOLZ, Carme. Com vacina, tudo em cima! São Paulo: Melhoramentos, 2022. Com texto gostoso de ler e ilustrações coloridas, esse livro apresenta informações sobre as vacinas e como elas funcionam. Há também explicações sobre o que acontece no corpo quando ficamos doentes e como podemos nos proteger.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
PRODUÇÃO
ESCRITA
Cartaz de campanha de conscientização
Você e os colegas vão produzir um cartaz de campanha de conscientização. Os cartazes serão expostos em locais de grande circulação de pessoas na escola.
Planejamento
1. Forme um grupo de três colegas. Juntos, escolham um tema importante para conscientizar a comunidade escolar. Algumas possibilidades são:
SAÚDE
Vacinação
Higiene das mãos
Alimentação saudável
MEIO AMBIENTE
Reciclagem
Limpeza das áreas comuns
Conservação de jardins e árvores
RESPEITO
Combate ao racismo
Combate ao bullying Inclusão
SOLIDARIEDADE
Doação de brinquedos
Arrecadação de alimentos
Doação de roupas
2. Para escolher um tema importante para a comunidade escolar, o grupo pode:
• observar os ambientes da escola e fazer anotações.
• conversar e pedir sugestões de temas a colegas de outras turmas e funcionários.
3. Após a escolha do tema, visitem a biblioteca da escola e façam pesquisas sobre o assunto.
33
Organize os estudantes em trios e apresente a proposta de produção de texto, enfatizando a situação comunicativa informada. É importante que, antes do planejamento, eles tenham clareza sobre o que vão escrever, para quem, com que objetivo e onde esse texto será publicado.
As campanhas de conscientização também podem ser direcionadas para contribuir com a resolução de dilemas ou questões específicas do ambiente escolar. Assim, uma possibilidade de variação para essa produção de texto é direcionar a campanha e os cartazes para um assunto que esteja em pauta na escola.
Planejamento
1. Inicialmente, leia os temas com os estudantes, esclarecendo possíveis dúvidas.
2. Para a escolha do tema, é importante que os estudantes tenham a chance de explorar o espaço da escola e de conversar com os colegas e funcionários e, assim, identificar as opções mais relevantes para a comunidade escolar. Essa etapa se destaca porque, além de os estudantes atuarem como protagonistas, a escolha com propósito aproxima ainda mais a produção ao contexto real.
Organize-se
• Folhas de papel avulsas
• Cartolinas (duas para cada estudante)
• Régua
• Materiais de escrita diversos
Texto de apoio
Selecionar informações e dados, argumentos e outras referências em fontes confiáveis impressas e digitais, organizando em roteiros ou outros formatos o material pesquisado, para que o texto a ser produzido tenha um nível de aprofundamento adequado (para além do senso comum, quando for esse o caso) e contemple a sustentação das posições defendidas.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 77.
3. Enfatize a importância de pesquisar informações sobre o tema escolhido. Caso a escola não tenha biblioteca, oriente os estudantes a buscar informações sobre o tema em fontes impressas e digitais confiáveis e entrevistar pessoas da comunidade, por exemplo.
ENCAMINHAMENTO
Planejamento
4. Leia o esquema com os estudantes e apoie-os na compreensão das conexões entre os conceitos. Oriente-os a fazer um planejamento do cartaz em uma folha de papel avulsa. Neste momento, eles devem ter clareza do objetivo da campanha, ou seja, o cartaz terá a finalidade de conscientizar a comunidade escolar. Em seguida, devem criar o slogan e selecionar as demais informações que pretendem utilizar.
Dê exemplos de slogans de marcas conhecidas. Muitos slogans fazem uso de linguagem abstrata ou analogias, então é importante que dê exemplos também de slogans mais objetivos para garantir que os estudantes com autismo possam compreender e, se possível, contribuir na criação de um. Caso o estudante tenha muita dificuldade, possibilite a participação de outra forma, por exemplo, na elaboração da imagem, na escrita ou outra função que esteja de acordo com suas potencialidades.
Escrita
1. Nesta etapa, é importante que, além da folha avulsa, os estudantes tenham à disposição a cartolina em que será feito o rascunho, já que o formato e o tamanho do suporte influenciarão na composição dos elementos do texto.
Se possível, faça a mediação desta etapa com os estudantes, pois a escrita em um suporte com dimensões maiores a que estão acostumados pode ser desafiadora para alguns.
Ainda nesta etapa, comente que os estudantes poderão testar e definir o espaço que os textos ocuparão no cartaz, o tamanho da imagem a ser desenhada ou impressa, o fundo — colorido, branco, com formas geométricas, onde serão dispostas as demais informações do cartaz, e como as letras serão escritas — se em letra de imprensa ou cursiva,
4. Pensem na mensagem que querem transmitir ao público e definam o que será registrado no cartaz. Planejem os itens a seguir.
FOTOS OU ILUSTRAÇÕES SOBRE O TEMA
FRASE CURTA
FÁCIL DE MEMORIZAR
IMAGENS
CARTAZ
INFORMAÇÕES SOBRE O TEMA
Escrita
CHAMAR A ATENÇÃO
FRASES COM INFORMAÇÕES, ORIENTAÇÕES OU SOLICITAÇÕES
1. Iniciem o rascunho do cartaz de campanha em uma folha de papel avulsa. Distribuam na folha as informações definidas no planejamento.
• Utilizem lápis e borracha para alterar o que for necessário enquanto estão criando.
• Usem letras coloridas e grandes. Vocês podem escrever com letra de imprensa ou cursiva.
• As imagens devem aparecer em destaque.
2. Após as definições, façam um rascunho do cartaz em versão colorida.
maiúscula ou minúscula.
No momento da produção textual, incentive os estudantes a utilizar corretamente a pontuação. Caso apresentem dificuldades com o uso da vírgula ou de outros sinais, reserve um momento da aula para revisar esses conteúdos, de modo que adquiram maior segurança no uso da pontuação.
2. Em seguida, os estudantes podem colorir os elementos para testar a composição das cores e os tipos de materiais mais adequados, como lápis de cor, canetinha, giz de cera, entre outros. Novamente, a mediação nesta etapa é importante.
Texto de apoio
No ciclo de alfabetização e letramento, a criança comete erros ortográficos, ou de pontuação, ou de paragrafação, ou de coesão porque está ainda em fase de aprendizagem das convenções da escrita e da produção de textos. A atenção da/o professor/a deve estar posta no processo de aprendizagem, e não no produto dela. Para isso, o procedimento é levar a criança a compreender seus erros, suas causas e corrigir.
SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2023. p. 278.
Revisão e reescrita
1. Façam a revisão do cartaz de campanha para verificar os itens a seguir.
• O tema da campanha é relevante para a comunidade escolar?
• O objetivo da campanha está claro?
• O slogan chama a atenção dos leitores?
• As imagens aparecem em destaque?
• Os textos foram escritos em letras grandes e chamativas?
• A grafia das palavras está correta?
• O anúncio criado vai convencer as pessoas a participarem da campanha?
2. Mostrem a produção para o professor. Ele fará observações e sugestões para que o cartaz fique ainda melhor. Após as revisões, produzam a versão final do cartaz.
Publicação e circulação
Vocês aprenderam que os cartazes de campanha são feitos para ser lidos por muitas pessoas. Por isso, os locais onde eles são expostos são muito importantes para o sucesso da campanha.
Pensando nisso, escolham o local mais adequado, ou seja, onde ele possa ser lido por todas as pessoas da escola. Lembrem-se de:
• consultar o professor para saber se no local escolhido é permitido colar cartazes.
• escolher um local em que o cartaz fique protegido da chuva e do vento.
• colar o cartaz em uma altura adequada para que todos possam ler.
ENCAMINHAMENTO
Revisão e reescrita
1. Nesta etapa, sugere-se que a revisão seja feita pelos próprios estudantes. Incentive-os a reler o que produziram e verificar os itens descritos no livro do estudante. Em seguida, organize a troca dos cartazes entre os trios e solicite que façam observações sobre a produção dos colegas oralmente. Eles podem se basear nos mesmos itens do livro do estudante e acrescentar outras observações.
2. Nesta etapa, é importante considerar os desafios que os estudantes em fase de consolidação da alfabetização podem enfrentar ao ter de lidar com vários aspectos do processo ao mesmo tempo. Proponha o uso da caneta na escrita da versão final do cartaz. Apresente a mudança como parte do desenvolvimento natural dos estudantes e da aquisição de maior autonomia no processo de escrita. Ressalte que a caneta exige mais cuidado e atenção, mas que não deve ser motivo de ansiedade ou insegurança. Para sugestões de estratégias na
transição do lápis para a caneta, consulte as orientações gerais deste livro do professor.
Para a revisão professor-estudante, sugere-se que a correção seja feita levando em conta a matriz de avaliação deste livro do professor considerando os critérios destinados ao ano escolar dos estudantes.
Publicação e circulação
Nesta etapa, é importante que os estudantes reflitam sobre os aspectos da situação comunicativa que foram enfatizados desde o início da produção: “O que eu vou escrever, para quem vou escrever e onde o texto vai circular”. Ressalte a importância dessas informações para o planejamento do texto desde o início, da maneira mais adequada ao público leitor.
Como os cartazes apresentam temáticas diversas, sugere-se que sejam expostos em diferentes lugares da escola, se possível. Para a escolha dos locais de exposição, proponha uma conversa com os estudantes sobre os espaços da escola mais adequados, considerando os seguintes aspectos: “Os locais são frequentados pelos leitores?”; “Os cartazes ficarão protegidos de danos físicos causados pelo tempo?”; “Qual é a melhor altura para dispor o cartaz para a legibilidade a todos?”. Acolha outros aspectos que os estudantes julgarem importantes, desde que sejam relevantes para que o texto cumpra sua função: conscientizar. Ao refletir sobre a publicação dos cartazes, possibilita-se aos estudantes avançar na compreensão de que os textos cumprem uma função social real e precisam chegar ao público de maneira eficaz.
ENCAMINHAMENTO
Inicie a seção Produção oral com a leitura do pré-texto, esclarecendo possíveis dúvidas sobre os suportes citados. Destaque que textos de campanhas de conscientização também são veiculados em áudio e pergunte se alguém já teve a oportunidade de ouvir esse tipo de texto pela internet ou pelo rádio.
1. Inicie a atividade dando mais detalhes sobre o contexto de publicação e circulação do áudio. Informe-os de que o áudio transcrito é uma campanha de conscientização contra a dengue, publicado no site da prefeitura de São Paulo. Em seguida, levante algumas hipóteses perguntando: “O que você sabe sobre essa doença?”; “O que você espera ler na transcrição a seguir sobre a dengue?”. Leia a transcrição em voz alta. Sua leitura servirá de modelo de fluência, entonação e expressividade.
Se possível, reproduza o áudio na íntegra: CAMPANHA contra a dengue. São Paulo: Secretaria Municipal da Saúde, 2009. 1 áudio (30 s). Disponível em: https://www. prefeitura.sp.gov.br/cidade/ secretarias/upload/saude/ PMSP%20CAMPANHA%20
Se preferir, é possível fazer download do arquivo antes da aula, assim, não será necessário acessar a internet para a reprodução.
Verifique se os estudantes sabem que texto transcrito é o registro escrito de algo que foi falado. Trata-se de um texto que reproduz exatamente o que foi dito. Chame a atenção para a frase inicial entre
PRODUÇÃO ORAL Campanha oral de
conscientização
Além do cartaz, existem outras maneiras de divulgar uma campanha de conscientização. As mensagens de uma campanha podem ser transmitidas em folheto, site, jornal, outdoor, televisão, e-mail, aplicativo de mensagens, rede social e rádio.
1. Agora, leia a transcrição de um áudio de uma campanha e responda no caderno qual é o principal objetivo desse áudio.
[Música de fundo e voz em tom sério]
1 Cuidado! A dengue pode matar.
1. Alertar a população sobre
a dengue e a importância de eliminar locais com água parada, para que o mosquito da dengue não se reproduza.
2 E o mesmo mosquito também transmite zica e chikungunya
3 Por isso, não deixe água parada acumulando e cubra todo o recipiente que armazene água. É neste ambiente que o mosquito se reproduz.
4 Receba e ajude os agentes de saúde da prefeitura.
5 O mosquito da dengue não para. O nosso trabalho também não.
6 Todos juntos contra a dengue, zica e chikungunya [...]
CAMPANHA contra a dengue. São Paulo: Secretaria Municipal da Saúde, 2009. 1 áudio (30 s). Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/PMSP%20CAMPANHA% 20DENGUE%20SPOT%20DICAS%2030%20%2009-12%20b.mp3. Acesso em: 22 jul. 2025.
2. Na transcrição do áudio da campanha, é possível identificar que as informações estão organizadas em:
Introdução Conclusão
Alerta e introdução ao tema da campanha.
Informações sobre o tema da campanha. Desenvolvimento
Encerramento com o slogan
• No caderno, indique a quais linhas da transcrição do áudio cada parte corresponde.
a) Introdução
b) Desenvolvimento.
Linha 1. Linhas 2 a 5.
c) Conclusão.
Linha 6.
colchetes e comente que esse é um recurso usado em textos transcritos para indicar marcações importantes ao entendimento, como risos, pausas, som ou música. Ao final da atividade, convide os estudantes a refletir sobre outras características do texto de campanha em áudio. Pergunte: “As frases são curtas ou longas?”; “Há verbos que dão orientações e recomendações ao ouvinte?”.
2. Se possível, transcreva o texto do áudio na lousa e faça a atividade com os estudantes, para que percebam a estrutura do texto apresentado. Ressalte que, mesmo sendo oral, o texto de campanha em áudio não apresenta falas improvisadas, como em uma conversa informal. São necessários estudo do tema, planejamento e escrita.
Texto de campanha em áudio
Agora, você e seu grupo vão criar um áudio de campanha com o mesmo tema do cartaz produzido para ser divulgado no site da escola e entre os colegas de outras turmas.
Roteiro
Em grupo, no caderno, elaborem um roteiro de gravação.
• Introdução: criem uma frase de efeito, chamando a atenção do ouvinte.
• Desenvolvimento : produzam um parágrafo com uma informação importante sobre a campanha e convidem o ouvinte a aderir a ela.
• Conclusão: reproduzam o slogan da campanha no final da gravação.
Gravação
1. Com o roteiro pronto, definam as frases que cada um vai gravar e qual tom de voz deve ser usado.
2. Ensaiem as falas algumas vezes.
3. Com a ajuda do professor, gravem o áudio, revisem e corrijam o que for necessário.
Publicação e circulação
O professor vai organizar os áudios e tocá-los para a turma. Ouça os áudios dos colegas com atenção e respeito.
Avaliação
Após a publicação dos áudios da campanha, chegou o momento de avaliar as produções. Em uma roda, converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1. Do que você mais gostou ao produzir o cartaz?
2. Do que você mais gostou ao produzir o áudio?
3. Os temas escolhidos pela turma ajudaram a comunidade escolar? De que forma?
4. Qual etapa da produção do cartaz foi a mais desafiadora?
5. Qual etapa da produção do áudio exigiu mais esforço?
Organize-se
• Lápis de cor
ENCAMINHAMENTO
A proposta do Texto de campanha em áudio amplia o trabalho iniciado com os cartazes, permitindo aos estudantes compreender que um mesmo tema pode ser abordado em
do cartaz para elaborar o texto que será gravado. O texto produzido por eles deve apresentar uma linguagem adequada ao gênero. Verifique se os estudantes identificam algumas dessas características e, por fim, sistematize na lousa. Se possível, selecione alguns áudios no site da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), disponível em: https:// radiogov.ebc.com.br/spots. Acesso em: 20 ago. 2025. Ouça com os estudantes para que conheçam mais sobre o gênero: como a linguagem pode variar e os recursos sonoros que podem ser utilizados.
Gravação
1. Ressalte que, antes da gravação final, os estudantes devem definir o que cada componente do trio vai ler, o ritmo que será usado e como será a variação do tom.
2. Peça que ensaiem algumas vezes e façam uma apresentação para que você possa avaliar a produção antes da gravação final. Nesta etapa, devem ser avaliadas a estrutura do texto, a manutenção do tema e a adequação da voz, como a entonação e o ritmo.
3. Agende uma data para que as gravações sejam feitas em um local silencioso.
Publicação e circulação
11/09/25 18:33
um gênero oral. Esclareça que os trios deverão criar um texto de campanha de conscientização em áudio. Esse áudio será publicado no site da escola para que toda a comunidade escolar possa ouvir a campanha.
Roteiro
Explique aos estudantes que o roteiro faz parte do planejamento do texto oral e é essencial ao êxito da gravação. Oriente-os a resgatar as informações coletadas na produção
Se possível, permita aos estudantes que acompanhem o upload dos arquivos de áudio no site da escola. Por fim, ouça com a turma os áudios de todos os trios.
Avaliação
Promova uma roda de conversa para que os estudantes possam refletir e avaliar as aprendizagens desenvolvidas ao longo do capítulo. Consulte a matriz de avaliação deste livro do professor como apoio ao processo avaliativo.
INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO
Neste capítulo, os estudantes terão a oportunidade de ler e produzir poemas, gênero do campo artístico-literário, explorando os recursos próprios desse gênero, como verso, estrofe, rima e recursos expressivos, além de identificar e refletir sobre as condições de produção desses textos. Ao longo do capítulo, os estudantes serão convidados a ler e analisar diferentes poemas, desenvolver habilidades de escrita compondo um texto desse gênero e habilidades orais ao se preparar para declamar poemas em um sarau. Também serão incentivados a explorar diferentes acervos e a ler outros poemas, desenvolvendo e ampliando seus hábitos de leitura, a apreciação estética e a fruição de textos desse gênero.
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Ler e compreender poemas.
• Estudar aspectos das condições de produção e recepção de poemas.
• Identificar e explorar recursos do poema: versos, estrofes, rimas e recursos expressivos.
• Planejar e produzir poemas.
• Desenvolver estratégias de produção escrita de poemas: planejamento, revisão, edição, reescrita e avaliação.
• Compreender características da declamação de poemas.
Tema contemporâneo transversal: Multiculturalismo.
CAPÍTULO O MUNDO
EM POEMAS 3
Texto
de apoio
A leitura de poemas pode proporcionar às crianças momentos de intenso prazer no contato com a linguagem. Aprende-se muito sobre a língua lendo, ouvindo, recitando ou se deliciando com os sons e as rimas presentes em um poema. [...] O trabalho com poemas é, portanto, possível e desejável, pois favorece que se criem situações didáticas com o uso de textos significativos e contribui para o processo de aprendizagem da leitura e da escrita na medida em que os aspectos sonoros, a linguagem usada, o aspecto formal, assim como a literalidade e a fixação desse tipo de texto, possibilitam que as crianças reflitam sobre as relações entre o oral e o escrito.
CADERNO de orientações: poemas. Brasília, DF: MEC; São Paulo: Instituto Natura, 2011. (Projeto trilhas). p. 21.
O bserve a abertura deste capítulo e converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1 Você já leu ou ouviu algum poema? Se sim, comente o que lembra com os colegas.
Respostas pessoais.
2 Que elementos você vê saindo do livro que a criança está lendo? Quais chamam mais a sua atenção?
Respostas pessoais.
3 Em sua opinião, esses elementos podem aparecer em poemas? Justifique. Respostas pessoais.
ENCAMINHAMENTO
de fala. Incentive os estudantes a identificar os elementos que saem do livro, tais como: baleia, fada, dragão, trem, Lua, amarelinha, astronauta, mosquito, nave. Inclua os estudantes com baixa visão ou cegos descrevendo a imagem de abertura oralmente. Realize a descrição de forma individualizada, ressaltando os elementos principais e oferecendo espaço para perguntas. Essa prática favorece a compreensão e assegura que os estudantes participem ativamente da atividade junto com os colegas. Proceda dessa forma sempre que necessário.
3. Promova uma conversa sobre como elementos que aparecem na imagem (e outros) podem inspirar temas para poemas. A exploração das imagens associada ao gênero poema favorece a conexão dos estudantes com conhecimentos prévios, valoriza o repertório e mobiliza antecipações de sentido. Se julgar oportuno, amplie a questão perguntando: “Se você tivesse de escolher um elemento da cena para escrever um poema, qual seria? Por quê?” .
11/09/25 20:06
Para iniciar, leia o título do capítulo e incentive os estudantes a refletir sobre as possibilidades de sentido que ele representa. Peça que comentem o que esperam estudar neste momento.
1. Apoie os estudantes no levantamento de conhecimentos prévios. Faça algumas perguntas para a turma, como: “Vocês têm um autor preferido?”; “Conhecem algum poema de memória?”; “Onde costumam ler poemas?”. Eles poderão citar poemas de livros escolares, de obras sugeridas pelos professores ou de livros ou sites que tenham lido em casa.
2. Convide os estudantes a explorar a imagem de abertura individualmente e em silêncio, incentivando-os a aproveitar o momento de fruição estética. Oriente-os a observar os detalhes e perceber quais emoções e sentimentos são despertados pela imagem. Em seguida, eles poderão responder à questão de maneira coletiva, respeitando os turnos
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Antes de propor a leitura do texto, converse com a turma aproveitando para levantar conhecimentos prévios e incentivar a expressão da oralidade. Faça perguntas como: “Vocês preferem ler textos que são acompanhados de ilustrações? Por quê?”; “Como uma ilustração pode ser importante para o leitor?”; “Ela deve ter relação com o conteúdo do texto? Por quê?”. Incentive-os a refletir sobre temas possíveis nos poemas, que podem mesclar situações reais e imaginárias.
Depois, pergunte aos estudantes como, ao escolher um livro, podemos saber quem escreveu um texto. Onde encontramos essa informação? Comente que é importante que todo texto criado tenha autoria reconhecida e que não devemos copiar ou usar um texto de outra pessoa sem lhe dar o devido crédito, ou mencionar a quem pertence. Na sequência, leia o parágrafo introdutório e faça a pergunta para o levantamento de hipóteses sobre o poema com base no título e na ilustração.
É importante que os estudantes sejam incentivados a observar a ilustração e relacioná-la com o título.
Faça uma primeira leitura em voz alta, com expressividade, marcando o ritmo e a sonoridade criados pelos versos e pelas rimas. Sua leitura servirá como modelo de fluência, expressividade e entonação. Auxilie-os na compreensão do texto, convidando os estudantes a refletir sobre a história.
LEITURA
O trecho do poema a seguir apresenta as confusões de Guida, uma vovó que, por ser muito distraída, causa algumas confusões. Antes de ler, responda.
• Pelo título e pela ilustração, que confusões você imagina que a vovó Guida fez?
Acompanhe a leitura. Depois, leia o poema com os colegas, conforme a legenda.
A alegre vovó Guida, que é um bocado distraída
de tigela grande.
Ontem, na cozinha escura, pôs no forno a dentadura. E na boca, em lugar dela, colocou uma gamela. [...]
Pra dar de beber ao gato, pôs o leite no sapato, e no pé — coisa maluca! ela pôs sua peruca.
Sua vida não é sopa — do avesso pôs a roupa. Na cabeça — só mesmo ela! pôs, faceira, uma tigela... [...]
Aproveite para perguntar o que acharam do poema e se há alguma expressão ou palavra que mais lhes chamou a atenção e por quê. Incentive a argumentação, de modo que os estudantes justifiquem suas respostas. Oriente-os a relacionar a ilustração ao texto verbal para que identifiquem como ela contribui para o sentido e o humor do poema.
BELINKY, Tatiana. A alegre vovó Guida, que é um bocado distraída. São Paulo: Editora do Brasil, 2010. p. 4-8.
Faceiro: quando alguém está alegre ou se sentindo bonito. Gamela: tipo
Grupo 1
Grupo 2
Resposta pessoal.
Compreensão
1 Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
a) A sua opinião sobre as confusões da vovó estava correta?
Resposta pessoal.
b) O que a vovó Guida fez para ser considerada uma pessoa distraída?
Espera-se que os estudantes citem as trocas narradas no poema.
2 Que sensações o poema despertou em você? Responda no caderno. • Alegria • Confusão • Tristeza • Carinho • Medo
Resposta pessoal.
3 Qual é o sentido da palavra bocado no título do poema? Indique a opção no caderno.
a) A palavra indica que a vovó é muito distraída.
b) A palavra indica que a vovó quase nunca se distrai.
4 Em sua opinião, o que significa o trecho a seguir? Escreva a opção correta no caderno.
Sua vida não é sopa — do avesso pôs a roupa.
BELINKY, Tatiana. A alegre vovó Guida, que é um bocado distraída São Paulo: Editora do Brasil, 2010. p. 8.
Que a vovó Guida não gosta de sopa.
Que a vida da vovó Guida é tranquila.
Que a vida da vovó Guida não é fácil.
QUEM É?
Tatiana Belinky nasceu na Rússia, em 1919, e veio com a família para o Brasil aos 10 anos de idade. Iniciou a carreira de escritora em 1985 e, desde então, não parou mais de escrever para crianças e jovens. Autora premiada, publicou mais de 250 livros e também trabalhou como roteirista e tradutora. Faleceu aos 94 anos, em São Paulo, em 2013.
ENCAMINHAMENTO
contextos que envolvam representações, analogias, metáforas e linguagem figurada. Dessa forma, você pode oferecer um exemplo ou refletir com os estudantes onde encontram as palavras em seu cotidiano.
Atividade complementar
Na língua portuguesa, algumas palavras podem ter diferentes sentidos. Observe.
• Quando usada com o seu significado mais comum ou usual, dizemos que o sentido da palavra é literal.
• Quando usada para expressar uma ideia diferente do sentido mais comum, dizemos que a palavra foi usada em sentido figurado. Leia as frases a seguir em voz alta e peça aos estudantes que indiquem o sentido em que a palavra foi usada.
• O mar estava agitado ontem. (literal) / Havia um mar de pessoas na praça. (figurado)
• As araras voaram direto para o ninho. (literal) / As crianças voaram para o parque. (figurado)
Se julgar oportuno, amplie os exemplos com expressões como “ficar de boca aberta”, “engolir sapo”, “pisar na bola”, “chutar o balde”, “estar com a cabeça nas nuvens” etc.
Texto de apoio
12/09/25 12:45
1. a) Recupere, com os estudantes, as hipóteses levantadas anteriormente e solicite que comentem se estavam ou não corretas.
2. Incentive os estudantes a refletir sobre como se sentiram ao ler ou ouvir o poema pela primeira vez. É possível que indiquem alegria e confusão. Aceite outras respostas, desde que justificadas.
3. Confirme se todos compreenderam o sentido da palavra. Se julgar oportuno, peça aos estudantes que formulem oralmente outras frases com a palavra mantendo o mesmo sentido.
4. Verifique se os estudantes compreendem o sentido figurado da palavra. Ressalte que, nos poemas, o uso dessa linguagem é frequente. Por meio da Atividade complementar, apresente ou retome o conceito de sentido literal (denotativo) e figurado (conotativo). É importante lembrar que pessoas com autismo ou deficiência intelectual podem apresentar, como característica de seus quadros, dificuldade em raciocínio abstrato e interpretações de
Textos poéticos para crianças no ciclo de alfabetização são, por um lado, jogos linguísticos, brincadeiras com as palavras e os sons delas, por outro lado, incentivo para uma percepção do mundo estética, emotiva. Poemas nesta fase não são para analisar, mas para apreciar, memorizar, cantar, recitar, perceber o jogo dos sons e dos sentidos das palavras.
SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2023. p. 212.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
1. Conduza a atividade coletivamente e, então, oriente os estudantes a responder às questões no caderno. Ao final, chame a atenção para o fato de que os versos não ocupam toda a página. Mostre um texto em prosa para que eles possam comparar a disposição de cada tipo de texto na página.
2. a) Realize a atividade coletivamente na lousa, incentivando a leitura em voz alta e a percepção de sons semelhantes. Troque as palavras por outras que não rimam e leia a estrofe para que eles percebam a diferença na sonoridade do poema. Incentive-os a ler as palavras em alta voz, prestando atenção nos sons semelhantes.
2. b) Finalize a atividade informando que as rimas são um recurso muito usado em poemas e podem ser empregadas no final de diferentes versos (rimas externas) ou no interior de um mesmo verso (rimas internas).
POEMA EM FOCO
1 Observe a disposição do poema na página e responda no caderno.
a) Os poemas são textos escritos em versos. Verso é cada linha do poema. O trecho do poema que você leu apresenta quantos versos?
Apresenta 12 versos.
b) Os versos são organizados em estrofes. Cada estrofe é separada por um espaço em branco. Quantas estrofes há no poema lido?
Há três estrofes.
c) As estrofes têm o mesmo número de versos?
Espera-se que os estudantes respondam que sim.
2 Releia a estrofe a seguir e responda no caderno.
Pra dar de beber ao gato, pôs o leite no sapato, e no pé — coisa maluca! ela pôs sua peruca.
a) Identifique as palavras que terminam com o mesmo som e em quais versos estão localizadas.
Gato e sapato, nos 1o e 2o versos; maluca e peruca, nos 3o e 4o versos.
b) Agora, escreva as palavras que terminam com o mesmo som da 1 a e da 3a estrofe e indique em quais versos estão localizadas.
1a estrofe: escura e dentadura no 1o e 2o versos / dela e gamela no 3o e 4o versos. 3a estrofe: sopa e roupa no 1o e 2o versos / ela e tigela no 3o e 4o versos.
A repetição de sons iguais ou parecidos nos finais das palavras é chamada rima
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BELINKY, Tatiana. A alegre vovó Guida, que é um bocado distraída. São Paulo: Editora do Brasil, 2010. p. 6.
BELINKY, TATIANA. A ALEGRE VOVÓ GUIDA, QUE
BOCADO DISTRAÍDA. SÃO PAULO: EDITORA DO BRASIL, 2010.
3 Escreva o título do poema no caderno, releia em voz alta e contorne as palavras que rimam.
A alegre vovó Guida, que é um bocado distraída
4 Agora é a sua vez de rimar! Complete as frases com nomes próprios que rimam com as palavras em destaque.
A minha amiga , que é muito tagarela.
Manuela/Gabriela/Estela
O guloso tio , que é muito comilão.
Simão/Jordão/João
A querida professora , que é muito divertida
Margarida/Frida
5 Você já fez algo confuso ou engraçado por estar distraído, assim como a vovó Guida? Se sim, conte para os colegas.
• Agora, você vai escrever um bilhete para a vovó Guida contando sobre alguma confusão que você fez enquanto estava distraído. Em uma folha de papel avulsa, explique o que aconteceu e o que você fez para resolver a situação.
Olá, vovó Guida!
DESCUBRA MAIS
• BELINKY, Tatiana. A alegre vovó Guida, que é um bocado distraída. São Paulo: Editora do Brasil, 2010.
Que tal buscar o livro na biblioteca da escola ou do seu bairro e descobrir que outras confusões a Vovó Guida aprontou? Conheça as outras histórias da distraída vovó, contada por Tatiana Belinky, e aprecie as divertidas ilustrações de Ana Terra.
• HAKIY, Tiago. A pescaria do curumim e outros poemas indígenas. Ilustração: Taisa Borges. São Paulo: Panda Books, 2015.
Esse livro apresenta brincadeiras, o modo de vida e a cultura do povo indígena da Amazônia sateré mawé com poemas encantadores.
ENCAMINHAMENTO
bilhete para alguém da família. Durante a atividade, observe as hipóteses de escrita dos estudantes, o uso da letra cursiva, o emprego da pontuação, o uso de maiúscula nos nomes próprios, a clareza da mensagem e os elementos estruturais.
Texto de apoio Em termos gerais, a coerência do texto poético tem de ser buscada fora das previsibilidades básicas de significado das palavras, além, portanto, do absolutamente convencional e previsível. Parte, então, daquele propósito de se conceder um “intervalo à realidade” para, fugindo de seus limites, criar um momento de fantasia, de ficção. Ou seja, a coerência do texto poético surge naquele instante em que se suspende a fidelidade ao mundo real para dar acesso ao mundo do imaginário. [...] Do ponto de vista linguístico, a coerência do texto poético é inteiramente imanente a ele. Ou seja, se cada texto, em alguma medida, cria sua própria coerência, no texto poético essa possibilidade é muito mais forte. Aí, as unidades linguísticas ganham autonomia de uso e de combinação, perdem a subserviência aos padrões impostos pelas convenções do sistema. São peças de um jogo cujas regras particulares se criam no próprio ato da enunciação, exatamente pela quebra do que era regularmente previsível.
12/09/25 12:47
3. Ressalte a importância de os estudantes reproduzirem o título e lerem em voz alta para identificar as rimas.
4. Oriente os estudantes a ler as frases em voz alta, a identificar o som final das palavras destacadas e a experimentar diversos nomes na construção da rima. O objetivo da proposta é favorecer a percepção sonora, a mobilização de conhecimentos sobre rimas e o exercício criativo. Se surgirem dúvidas, retome exemplos do poema ou faça a atividade coletivamente.
5. Retome com os estudantes as principais características do gênero bilhete: apresenta uma linguagem objetiva e tem a finalidade de transmitir uma mensagem breve a alguém. A estrutura costuma apresentar nome do destinatário, mensagem, despedida e assinatura de quem escreve. Oriente-os a escrever a primeira versão do bilhete no caderno para que possam reler e revisar e, então, a versão final em uma folha de papel avulsa. Proponha ainda que leiam o
ANTUNES, Irandé. Textualidade: noções básicas e implicações pedagógicas. São Paulo: Parábola, 2017. p. 87.
GALVÃO
BERTAZZI
ENCAMINHAMENTO
6. Antes da leitura, peça que observem o título do poema, a fim de inferirem o possível tema e levantarem hipóteses sobre a intenção do poema — se busca divertir, emocionar ou provocar reflexão.
Depois, realize uma leitura expressiva em voz alta, orientando-os a perceber o ritmo, a entonação e a expressividade do corpo durante a leitura.
Finalize verificando a compreensão da turma, retomando as hipóteses iniciais e perguntando quais sensações o poema despertou. Incentive-os a compartilhar e refletir sobre os sentimentos e emoções que a leitura de um texto poético pode provocar. Por último, solicite que respondam às questões propostas.
7. Retome com os estudantes o significado de onomatopeia, que é uma figura de linguagem utilizada para imitar ou representar sons por meio de fonemas ou palavras.
8. Antes de fazer as perguntas da questão, releia o poema mais uma vez em voz alta. Isso os ajudará a identificar os sons que se repetem e notar o ritmo do poema.
Sugestão para o professor
• SORRENTI, Neusa. A poesia vai à escola: reflexões, comentários e dicas de atividades. São Paulo: Autêntica, 2007.
A obra sugere atividades para explorar textos poéticos em sala de aula, dando subsídios ao professor para que, por meio da poesia, incentive o desenvolvimento dos estudantes, tornando-os mais críticos, humanos e participantes.
6 Leia o poema em voz alta e responda oralmente.
O bombeiro
Blen blen blen blen
Quem vem? Quem vem? É o bom bombeiro e vem ligeiro. Alguém o chama pra apagar a chama. Ele vem que vem blen blen blen blen.
José Paulo. Poemas para brincar. São Paulo: Ática, 2019. Não numerado.
a) Quem escreveu o poema?
José Paulo Paes.
b) Quantos versos e estrofes há no poema?
Há 8 versos e uma estrofe.
c) Identifique as rimas do poema.
Blen e vem / bombeiro e ligeiro / chama e chama / vem e blen.
7 Registre no caderno a onomatopeia presente no poema e o som que ela representa.
A onomatopeia é blen blen blen blen e representa o som da sirene do carro de bombeiro.
8 Responda às questões no caderno.
a) Quais são as consoantes que mais se repetem no poema?
As consoantes b e v
b) Qual é a vogal que mais se repete no poema?
A vogal e.
c) É possível afirmar que essa repetição:
• dá ritmo ao poema.
• dificulta a leitura do poema.
• dá a ideia de movimento rápido do bombeiro.
Os poemas podem apresentar repetição de alguns sons para dar ritmo e sonoridade ao poema. Assim como a rima, o recurso da repetição torna a leitura e a declamação do poema mais agradável.
PAES,
9 Leia o poema a seguir e, depois, responda no caderno.
Um riachinho
Um riachinho corre, desce a montanha, tem uma pressa danada, uma pressa de água. Carrega folhas, pedrinhas que brilham com o sol, que viram prata ao luar. Carrega folhas, nuvens que se debruçam do céu e muitas notas musicais.
• Sobre a linguagem do poema Um riachinho, pode-se afirmar que: a) apresenta uma linguagem técnica, com explicações científicas.
b) apresenta uma linguagem poética, com palavras que criam imagens e despertam sentimentos.
10 Reproduza o quadro no caderno e assinale as características presentes nos poemas lidos.
A alegre vovó Guida O bombeiro Um riachinho
Escrito em versos.
Apresenta rimas.
Apresenta repetição de sons.
Organizado em mais de uma estrofe.
9. Antes da leitura, pergunte aos estudantes se já leram algum poema da autora Roseana Murray. Peça que leiam o título e observem a ilustração para inferir o tema e levantar hipóteses sobre a intencionalidade do poema — se foi escrito para divertir, emocionar, provocar uma reflexão. Por fim, faça uma leitura expressiva em voz alta, orientando os estudantes a prestar atenção no ritmo, na entonação e na expressividade corporal. Então, verifique a compreensão dos estudantes e retome as hipóteses levantadas previamente. Pergunte que sensações o poema despertou neles, incentivando-os a compartilhar e a refletir sobre sentimentos e emoções provocados durante a leitura de um texto poético. Em seguida, oriente-os a responder às questões e peça-lhes que compartilhem a imagem poética que mais chamou a atenção deles.
10. Proponha que atividade seja feita em dupla ou em grupo para incentivar a troca de ideias. Depois, faça a correção coletiva e peça que justifiquem as escolhas. Ressalte a liberdade que os textos poéticos apresentam em relação a alguns aspectos de sua forma composicional.
MURRAY, Roseana. Vira virou. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2022. Não paginado.
ENCAMINHAMENTO
Leia a proposta e permita que os estudantes comentem o que sabem sobre sarau, se já participaram de um ou assistiram a algum sarau e se gostaram ou não. Pergunte também se já declamaram algum poema, onde foi e para quem. Durante a atividade, é essencial criar um ambiente acolhedor, pautado pela confiança e pelo respeito. Para isso, ouça os estudantes com atenção e valorize as contribuições de todos, observando e reconhecendo as diferentes formas de participação de cada um. Alguns podem ter maior dificuldade para se expressar oralmente, por isso é importante oferecer diferentes alternativas de interação e comunicação, como registro escrito, uso de recursos visuais ou digitais, dramatizações ou respostas em dupla. Dessa forma, eliminam-se barreiras físicas, emocionais ou de linguagem que possam limitar o envolvimento. Lembre-se de que a presença e a participação podem se manifestar de maneiras diversas, como a escuta atenta, o gesto de apoio ou a colaboração silenciosa na construção coletiva.
Planejamento
Organize a turma para a votação. Sugere-se que haja duas opções: sarau para turmas de 1o e 2o anos ou para turmas do 4 o ano. Avalie as possibilidades da escola; se julgar oportuno, o sarau pode envolver toda a comunidade escolar.
Após a votação, escreva na lousa e peça a eles que registrem no caderno as respostas às seguintes questões:
• Para quem vou declamar o poema? (O público que vai assistir ao sarau.)
• Onde o sarau será realizado? Em um palco? No pátio? Na sala de aula?
• Qual é a minha intenção ao declamar o poema? (Divertir, emocionar etc.)
1. Organize a turma em duplas ou trios, a depender da
PRODUÇÃO ORAL
Declamação de poemas em sarau
Você e os colegas vão organizar um sarau de poemas para ser apresentado na escola.
Sarau é um encontro em que pessoas se reúnem para recitar, ler e ouvir poemas. Geralmente, os saraus ocorrem em bibliotecas, escolas, livrarias. Além dos poemas, os saraus podem contar com apresentações de música, teatro e brincadeiras.
Planejamento
Votação
• Com a ajuda do professor, toda a turma fará uma votação para decidir quando e onde o sarau será realizado e quem será o público.
Pesquisa
1. Reúnam-se em trios e visitem a biblioteca da escola para pesquisar e ler alguns livros de poemas infantis.
2. Reproduzam no caderno o poema escolhido, o nome do poeta e o título do livro em que o poema foi publicado.
3. Com a ajuda do professor, assistam a alguns vídeos de saraus em que os participantes declamam poesias. Façam anotações no caderno, se necessário.
Ensaio
1. Antes de declamar, leiam o poema com atenção e conversem sobre estas questões.
• Do que trata o poema?
• Que sensações ou emoções o poema desperta?
• Há dúvidas sobre o significado de alguma palavra?
quantidade de estudantes. Oriente-os a pesquisar livros de poemas infantis pensando no público ouvinte. Se possível, sugira a pesquisa em sites específicos, sempre acompanhados de um adulto responsável. Para otimizar a pesquisa e a seleção dos poemas, organize com o bibliotecário uma pré-seleção de obras adequadas para a faixa etária da turma.
2. Relembre-os da importância de reproduzir o poema no caderno exatamente como está no livro, pois a disposição dos versos e das estrofes interfere na declamação.
3. Além de ampliar o repertório dos estudantes, aproveite a etapa para avaliar os poemas
escolhidos e a adequação ao sarau. Organize um momento para assistir aos vídeos a seguir com a turma. As sugestões são de saraus e declamações adequadas à faixa etária.
• A DONA baratinha em cordel: cordel animado 10 anos. Publicado por: Mari Bigio. 2022. 1 vídeo (ca. 8 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vCxCNeLXnp0. Acesso em: 10 ago. 2025.
• II SARAU literário poesia e arte. Publicado por: Colégio Católica Machado de Assis. 2011. 1 vídeo (7 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=bsPk12Dj7NQ. Acesso em: 23 ago. 2025.
2. Organizem a apresentação em três partes:
1a Apresentem-se e informem o título do poema e o nome do poeta.
2a Declamem o poema.
3a Agradeçam a atenção do público.
3. Definam as partes do poema que cada integrante do trio deverá declamar.
Dica: Vocês podem anotar ao lado dos versos ou das estrofes o que deve ser feito e como deve ser declamado. Vejam um exemplo.
Sua vida não é sopa — do avesso pôs a roupa.
Na cabeça — só mesmo ela! pôs, faceira, uma tigela...
Faça uma expressão séria e um gesto negativo com a mão.
Faça um gesto indicando sua cabeça.
Observe o ponto de exclamação e leia com uma entonação de surpresa.
Não é mesmo distraída a alegre vovó Guida?
Leia com uma expressão de alegria.
BELINKY, Tatiana. A alegre vovó Guida, que é um bocado distraída São Paulo: Editora do Brasil, 2010. p. 8-9.
4. Durante os ensaios, troquem ideias entre vocês.
Apresentação
No dia da apresentação, declamem o poema com tranquilidade e confiança. Ouçam a apresentação dos colegas com respeito e atenção.
Avaliação
Ao final dos trabalhos, será o momento de avaliar como foi apresentar o poema no sarau. Conversem com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1. Como você se sentiu ao declamar o poema?
2. O que ajudou na hora da apresentação?
3. O que poderia melhorar para a próxima vez?
ENCAMINHAMENTO
Ensaio
Explique aos estudantes que eles têm liberdade para escolher como declamar o poema. Cada grupo pode optar pela forma como se sentir mais à vontade: com ou sem apoio de texto escrito; alternância de versos: cada integrante do trio declama uma estrofe do poema; uníssono: todos recitam juntos o poema; com acompanhamento sonoro: podem ser palmas, estalos de dedos ou instrumentos simples.
de avaliação deste livro do professor.
Apresentação
No dia da apresentação, observe atentamente as reações emocionais dos estudantes. Verifique se demonstram desconforto, ansiedade, nervosismo ou muita timidez. Sinais como voz muito baixa, fala trêmula, choro, dificuldade em iniciar a leitura ou recusa em se apresentar devem ser acolhidos com sensibilidade. Algumas estratégias possíveis são: possibilitar que o estudante se apresente após observar a participação de alguns colegas ou oferecer alternativas, como ler um único verso ou apenas acompanhar os colegas do grupo. É importante criar um ambiente tranquilo e de confiança para que a turma compreenda que o sarau é um momento não só de aprendizado, mas de alegria, partilha e fruição.
Avaliação
Faça um fechamento das produções com os estudantes, explorando oralmente as questões propostas e outras que julgar pertinentes. Oriente a conversa de modo que reflitam não só sobre a produção final, mas também sobre as etapas de construção.
Sugestão para o professor
11/09/25 20:06
É importante destacar que essa proposta permite adaptações que se adéquam melhor à realidade da turma. Recomenda-se que a declamação seja realizada em trios, favorecendo a interação e oferecendo apoio aos estudantes mais tímidos. No entanto, se julgar adequado, ela pode ser feita individualmente ou em grupos maiores.
Após alguns ensaios, solicite que os estudantes declamem o poema para que você possa avaliar. Observe tom de voz, sonoridade, postura, expressões faciais e gestos. Para essa revisão, é possível ainda utilizar a matriz
• SARAUZIM: sarau infantil. Publicado por: Rodrigo Ciríaco. 2017. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=5pMZ0oSBtr8. Acesso em: 23 ago. 2025. Nesse vídeo, apresentado por seu idealizador, são exibidas cenas divertidas de declamação infantil.
ENCAMINHAMENTO
Planejamento
Após apresentar a proposta e esclarecer o contexto de produção, faça a mediação da primeira etapa do Planejamento . Proponha uma tempestade de ideias para cada tema (ou para alguns deles) e peça aos estudantes que sugiram palavras relacionadas. Escreva o tema na lousa e vá registrando as palavras que surgirem. Recorde-os de que o objetivo desse recurso é incentivar a imaginação, sem limitar as ideias apresentadas.
É importante ressaltar que a proposta permite adaptações ao nível de aprendizagem da turma. Se julgar adequado, a tempestade de ideias pode ser ampliada para frases curtas, situações do cotidiano ou imaginadas ou palavras que rimam.
Outra possível adaptação é propor a escrita em duplas ou trios se identificar necessidade de maior apoio, favorecendo a troca de hipóteses de escrita e a colaboração entre os estudantes. Incentive o protagonismo de cada um no papel de escritor, mas ajuste o nível de complexidade da proposta, mediando e facilitando as aprendizagens de acordo com a turma.
Após a escolha do tema, organize um momento de pesquisa e leitura. Permita que explorem o cantinho de leitura ou visitem a biblioteca da escola para ler poemas e outros gêneros relacionados ao tema. Incentive-os a observar obras de arte ou ouvir canções como forma de inspirar a escrita do poema.
PRODUÇÃO ESCRITA Poema
Chegou o momento de você escrever um poema que será exposto na escola em um Varal de poemas . Os poemas serão lidos pelos colegas de outras turmas e pela comunidade escolar.
Planejamento
Tempestade de ideias
1. Colabore com a tempestade de ideias da turma.
• O poema que você vai escrever deve ter um dos temas a seguir.
• O professor vai escrever um tema na lousa e a turma deve dizer palavras que combinem com ele. Observe um exemplo.
Para o varal de poemas, os estudantes podem escrever sua produção em uma folha de papel A4. Chame a atenção para o espaço disponível, pois considerar o suporte ao definir o tamanho do texto também é uma etapa importante no planejamento e mobiliza conhecimentos que serão necessários na edição da versão final do texto. Comente que os poemas podem ser escritos em letra de imprensa (maiúscula ou minúscula) ou em letra cursiva. No entanto, ressalte que a escolha do formato da letra interfere na organização visual do texto, na legibilidade e no espaço que o poema vai ocupar na folha.
Organize-se
• Folhas de papel A4
• Pregadores de roupa ou clipes grandes
• Barbantes ou corda de varal
2. Escolha um dos temas e, no caderno, escreva as palavras relacionadas que surgirem na tempestade de ideias.
3. Pense nos leitores e decida se o poema será para divertir ou emocionar.
4. Planeje quantos versos e quantas estrofes você vai escrever.
5. Use os recursos sonoros do poema, como rimas e repetição de sons.
6. Decida o tipo de letra que usará para escrever o poema.
Escrita
1. Escreva a primeira versão do poema a lápis. Assim, você poderá apagar e reescrever sempre que quiser.
2. Use as palavras que você anotou na tempestade de ideias.
3. Dê um título ao poema e assine seu nome.
Revisão e reescrita
1. Releia o poema para verificar se:
• o poema é sobre o tema escolhido;
• os versos apresentam rimas;
• as palavras foram escritas corretamente e a pontuação foi adequada.
2. Mostre o poema para o professor e faça as alterações necessárias.
3. Em uma folha de papel avulsa, escreva a versão final do poema. Se preferir, use canetas.
Publicação
Exponha o seu texto no Varal de poemas conforme as orientações do professor.
Avaliação
Depois da escrita e da exposição dos poemas, converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1. O que você achou mais divertido ao escrever o poema?
2. Qual parte da escrita foi mais desafiadora? O que poderia melhorar nas próximas produções?
ENCAMINHAMENTO
Escrita
Caminhe pela sala de aula e acompanhe a escrita do texto. Faça intervenções que auxiliem os estudantes a registrar o que querem escrever e oriente-os a retomar, sempre que necessário, o que foi estudado no capítulo. É importante que tenham um dicionário à mão, caso surjam dúvidas quanto à grafia de alguma palavra. Se julgar oportuno, faça registros para sondar as aprendizagens em relação ao gênero.
Revisão e reescrita
12/09/25 10:24
Incentive os estudantes a reler o poema algumas vezes em voz alta para verificar se está claro, se conseguiram transmitir as sensações pretendidas, se há ritmo e sonoridade. Peça, então, que avaliem o texto de acordo com os itens elencados no livro do estudante.
Se possível, faça a sua revisão com cada estudante. Dialogue sobre as correções e reforce o papel reflexivo e autônomo que eles devem ter ao produzir e revisar seus textos. Aproveite o momento para verificar outros aspectos discursivos e notacionais. Caso julgue
oportuno, sugere-se que a avaliação seja feita considerando a matriz de avaliação deste livro do professor, respeitando os critérios destinados ao ano escolar dos estudantes.
Após as revisões, acompanhe os estudantes na escrita da versão final. Para essa versão, é possível propor o uso da caneta. Apresente a mudança como parte do desenvolvimento natural dos estudantes e aquisição de maior autonomia no processo de escrita. Ressalte que a caneta exige mais cuidado e atenção, mas que não deve ser motivo de ansiedade ou insegurança. Para sugestões de estratégias na transição do lápis para a caneta, consulte as orientações gerais deste livro do professor. Peça que reservem um espaço aproximado de 3 cm na parte superior da folha A4 para que ela possa ser fixada no varal.
Publicação e circulação
Explore a imagem em que as crianças estão expondo poemas no varal. Informe aos estudantes em que local da escola o varal será exposto e possibilite que auxiliem na montagem.
Sugestão para o professor
• COMO trabalhar “rimas” em sala de aula com o escritor César Obeid. Publicado por: César Obeid. 2024. 1 vídeo ( ca . 5 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v= 5AFLE6EqSSs. Acesso em: 19 set. 2025.
De acordo com o escritor, rimas são combinações sonoras, portanto têm a ver com o som e não com a grafia das palavras. Ele sugere ainda que se comece a trabalhar a rima em sala de aula com os nomes dos estudantes.
INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO
Este capítulo apresenta uma proposta de produção textual escrita do gênero receita culinária. Os estudantes terão a oportunidade de ler algumas receitas e explorar as características e condições de produção desse gênero. Além disso, por meio das imagens de abertura e de um texto expositivo, eles poderão refletir e dialogar sobre culinária ancestral e ingredientes afrodiaspóricos. Os estudantes também terão a oportunidade de explorar os aspectos próprios das receitas culinárias, como o uso de formas verbais no modo imperativo, unidades de medida e recursos visuais. Por fim, eles terão a chance de mobilizar os conhecimentos para produzir uma receita culinária escrita considerando a situação comunicativa.
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Ler e interpretar texto instrucional receita culinária.
• Conhecer e explorar aspectos temáticos e estilísticos do gênero receita culinária.
• Identificar elementos composicionais do gênero receita culinária.
• Observar e compreender a relação entre texto e imagem nas receitas culinárias.
• Planejar e produzir uma receita culinária.
• Desenvolver estratégias de produção: planejamento, revisão, edição, reescrita e avaliação.
Observe a abertura deste capítulo e converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1 Você conhece algum desses alimentos? Qual deles você já experimentou e qual tem vontade de experimentar?
Respostas pessoais.
3. Resposta pessoal. Todos os alimentos retratados são de origem africana ou foram trazidos para o
2 Você já ajudou a preparar alguma receita culinária? Se sim, qual receita e com quem?
Respostas pessoais. Brasil pelos africanos escravizados.
3 Todos esses alimentos têm algo em comum. Em sua opinião, o que é?
ENCAMINHAMENTO
Para iniciar a conversa, incentive os estudantes a refletir sobre a origem dos alimentos que consomem. Alguns poderão dizer que vêm do mercado, enquanto outros lembrarão que a verdadeira origem dos alimentos está na terra. É importante promover uma reflexão sobre como a natureza proporciona os diversos alimentos de que o ser humano necessita. Depois da conversa, promova a observação da imagem. Inclua os estudantes com baixa visão ou cegos descrevendo a imagem de abertura oralmente. Realize a descrição de forma individualizada, ressaltando os elementos principais e dando espaço para que façam perguntas. Essa prática favorece a compreensão e assegura que todos participem ativamente da atividade e leitura de imagem. Proceda dessa forma sempre que necessário.
1. Solicite aos estudantes que observem as imagens e as legendas e verifique quais alimentos eles conhecem e quais já experimentaram. Caso algum alimento seja desconhecido, proponha, com o seu apoio, uma pesquisa em dicionários ou sites de busca. Outra possibilidade é pedir aos estudantes que conhecem determinado alimento que o descrevam aos colegas.
2. Incentive os estudantes a compartilhar suas experiências: qual alimento já ajudaram a preparar, de qual etapa participaram e quem era o adulto responsável pelo preparo. Com o objetivo de levantar conhecimentos prévios sobre o gênero, pergunte se, ao preparar o alimento, eles seguiram alguma receita e em qual suporte ela estava (livro, caderno ou site).
3. Peça aos estudantes que levantem hipóteses com base em seus conhecimentos prévios. Acolha as respostas com respeito e informe que os alimentos das imagens são de origem africana ou foram trazidos para o Brasil pelos africanos escravizados. Conclua a atividade informando que eles vão ler um texto com mais informações a respeito do tema na próxima página.
Sugestão para o professor
• BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira: versão resumida. Brasília, DF: MS, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude -brasil/publicacoes-para -promocao-a-saude/guia debolso2018.pdf. Acesso em: 21 ago. 2025. Esse guia oferece esclarecimentos sobre o que é uma alimentação saudável e sugere caminhos para escolhas alimentares mais adequadas, considerando aspectos sociais, culturais, regionais etc.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Informe aos estudantes que eles vão ler um texto de autoria da chefe de cozinha Aline Chermoula. Comente que o texto foi publicado no livro Cozinheirinhos da Diáspora , de autoria da chef . Nesse texto, a autora apresenta alguns conceitos, como a diáspora africana, além de abordar o tráfico de pessoas na condição de escravizadas e a forma como os povos africanos e afrodescendentes contribuíram e influenciaram na formação cultural alimentar do Brasil.
Aproveite o conteúdo produzido por Chermoula para promover uma atividade interdisciplinar com o componente curricular História. Leia o texto em voz alta, destacando as informações do glossário, e certifique-se de que todos compreenderam os conceitos apresentados. Em seguida, proponha uma roda de conversa para que os estudantes reflitam sobre a influência afrodescendente em seus hábitos alimentares em família.
Atividade complementar Organize uma roda para conversar com os estudantes sobre a importância de manter uma alimentação saudável e balanceada. Ressalte a importância de ingerir alimentos in natura ou minimamente processados, como verduras, legumes, grãos e frutas, e de evitar alimentos ultraprocessados. Combine um dia para que a turma vá à biblioteca da escola e pesquise livros e HQs que abordem o tema da alimentação saudável. Caso a escola não conte com biblioteca, conduza a pesquisa por meio de fontes impressas e digitais confiáveis e disponíveis.
LEITURA
Você vai ler uma receita criada pela chefe de cozinha Aline Chermoula, que utiliza como principal ingrediente o inhame, um alimento de origem africana. Antes, descubra um pouco mais sobre o continente africano e sua cultura.
Um pouco da história dos ingredientes e receitas afrodiaspóricas
A África é um continente com mais de 54 países, lá existem muitas culturas diferentes com diversas comidas saborosas e nutritivas.
[...]
A Diáspora africana foi um processo em que pessoas eram levadas à força para outros locais do mundo. Nesses lugares essas pessoas foram obrigadas a fazer trabalhos pesados na condição de escravizadas.
Escravizado é uma pessoa que perde sua liberdade, seu direito de escolhas, obrigada a realizar as vontades de outra pessoa que é sua dona. Quando os portugueses invadiram o local que hoje chamamos de Brasil, trouxeram muitos africanos para que fossem escravizados. Esses africanos trouxeram consigo suas danças, seus idiomas, suas religiões e seus costumes, inclusive alimentares, suas formas de preparar comidas, suas formas de comer e suas formas de servir essas comidas. Muitos destes costumes permanecem vivos em nossa cultura até hoje [...].
QUEM É?
A chefe de cozinha Aline Chermoula no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2025.
Afrodiaspórico: relacionado à dispersão de pessoas e culturas africanas promovida pelo tráfico de escravizados entre os séculos 15 e 19. Nutritivo: que serve para alimentar.
CHERMOULA, Aline. Cozinheirinhos da diáspora: sabores e saberes da nossa cozinha ancestral e afetiva. Rio de Janeiro: Conexão 7, 2022. p. 9-11.
Aline Chermoula é uma chefe de cozinha que nasceu em 1984, em Feira de Santana, no estado da Bahia. Ela se dedica a valorizar os sabores das culinárias africana e afro-brasileira. Com seu trabalho, ela mostra como a comida pode contar histórias e manter viva a cultura dos nossos antepassados.
Com o objetivo de promover uma alimentação saudável, essa publicação apresenta a enorme variedade de alimentos das regiões brasileiras, orienta seu uso em receitas e resgata e valoriza a cultura alimentar brasileira.
• CASCUDO, Luís da Câmara. História da alimentação no Brasil. 4. ed. São Paulo: Global, 2004. O autor apresenta um estudo completo sobre a cozinha brasileira, suas origens e influências ao longo do tempo.
Agora, leia a receita.
Requeijão de inhame
Ingredientes
• 300 g inhame cru
• 1 colher (sopa) azeite extravirgem
• dente de alho (ou 1 inteiro)
• 1 colher (chá) sal
• suco de limão
Modo de preparo
• Lave bem o inhame, coloque dentro de uma panela de pressão e cubra com água.
• Leve para cozinhar em fogo médio/alto; quando pegar pressão, deixe cozinhar por 15 minutos.
Atenção!
Sempre cozinhe com a supervisão de um adulto responsável.
• Acrescente os demais ingredientes e comece a bater.
• Bata bem até que tudo fique bem triturado e cremoso (o segredo é bater, mexer, bater de novo até ficar cremoso). Se for preciso, adicione um pouco de água para bater.
INHAME, amendoim, coco: 3 receitas africanas de Aline Chermoula. Nós, mulheres de periferia, São Paulo, 13 abr. 2021. Disponível em: https://nosmulheresdaperiferia.com.br/ inhame-amendoim-coco-3-receitas-africanas-de-aline-chermoula/. Acesso em: 25 jul. 2025.
SAIBA
O cultivo do inhame no Brasil
O inhame é cultivado há milhares de anos na África Ocidental, onde tem sua origem. Foi trazido para o Brasil durante o período da colonização e do tráfico de pessoas escravizadas e se tornou um alimento importante na dieta dos povos afrodescendentes.
O inhame se adaptou bem ao nosso clima e passou a fazer parte da alimentação em diversas regiões do Brasil.
Inhames recém-colhidos da horta no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2023.
20:24
Antes da leitura da receita, pergunte aos estudantes se já leram outras receitas culinárias e o que sabem a respeito desse gênero. Peça que leiam o título em voz alta e questione quem já experimentou esse alimento. Em um primeiro momento, proponha uma leitura silenciosa e individual. Em seguida, leia a receita em voz alta, fazendo pausas para elaborar questionamentos que auxiliem na construção dos significados do texto pelos estudantes. Por fim, comente que o inhame já tinha aparecido na abertura do capítulo e leia com eles as informações sobre o alimento no boxe Saiba que.
ENCAMINHAMENTO
1. Incentive os estudantes a expressar o que acharam da receita e se gostariam de experimentá-la. Explore a imagem que acompanha a receita e comente que, além de mostrar como fica o alimento depois de pronto, a fotografia pode aguçar a vontade do leitor e incentivá-lo a preparar a receita.
Reserve um momento para conversar com a turma sobre os riscos que existem em uma cozinha, como queimaduras, cortes, quedas e até engasgos. Caso os estudantes decidam preparar a receita lida, ou qualquer outra, oriente-os a convidar sempre um adulto para auxiliá-los.
2. Destaque que o inhame é um alimento que, por ter uma textura macia depois de cozido além de sabor suave, pode ser usado em diversas receitas como: sopas, massas de pães, bolos e tortas, sucos, recheios e doces. Relembre os estudantes dos alimentos já citados no capítulo e cite outros: coco, jiló, tâmara, melancia, couve, café, tamarindo, maxixe, azeite de dendê, pimenta malagueta. Incentive-os a citar os pratos que conhecem, como bolo de banana-da-terra, caruru com quiabo, acarajé feito com feijão-fradinho e azeite de dendê, suco de tamarindo etc.
3. Espera-se que os estudantes comentem que, em suas casas, as pessoas costumam seguir receitas para preparar os alimentos ou que cozinham usando a memória. Considere os diferentes contextos de vida dos estudantes, inclusive os que vivem em instituições de acolhimento ou em lares coletivos, e adapte a atividade se for necessário.
4. Esta atividade permite verificar a compreensão do
Compreensão
1 Você ficou com vontade de experimentar essa receita? Por quê?
Resposta pessoal.
2 Você conhece alguma receita que use inhame ou algum alimento de origem africana? Se sim, qual?
Respostas pessoais.
3 As pessoas que cozinham na sua casa costumam usar receitas para preparar os alimentos? Comente sobre isso.
Resposta pessoal.
4 No caderno, escreva os nomes dos alimentos que foram utilizados na receita de requeijão de inhame.
5 Escreva no caderno: em quantas partes a receita está dividida? Quais são elas?
Ela está dividida em duas partes: ingredientes e modo de preparo.
• Seria possível preparar o requeijão de inhame se a receita não apresentasse o modo de preparo? Responda no caderno.
Resposta pessoal.
Espera-se que os estudantes concluam que não, pois não têm como saber o que deve ser feito com os ingredientes.
6 Qual é a função dos números que aparecem na lista de ingredientes? Escreva no caderno a alternativa correta.
a) Indicar a ordem que os alimentos devem ser preparados na receita.
b) Indicar a quantidade necessária de cada alimento para preparar a receita.
texto por meio da localização de informações explícitas nele. Caso julgue necessário, avalie a escrita dos estudantes e retome a leitura e a escrita de palavras com dígrafos (lh, nh e ch) como forma de remediar possíveis defasagens.
5. Retome o texto com os estudantes para que eles identifiquem a organização e as partes que compõem a receita lida. Em seguida, permita que reflitam e conversem entre si sobre a questão. Peça que retomem o texto e cubram com a mão o Modo de preparo; depois, dê oportunidade para que verbalizem como raciocinaram para chegar à resposta. Por fim, solicite que respondam à questão no caderno.
6. Os estudantes deverão articular a linguagem verbal e os números para compreender a função no texto. Se algum estudante indicar a opção a , retome o texto e mostre por que essa alternativa não é a correta.
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Inhame Batata Azeite de oliva
Laranja
Limão Alho Sal Fubá
7 Releia o trecho a seguir e escreva no caderno a opção correta. 1 2 dente de alho (ou 1 dente inteiro)
• A palavra em destaque se refere a: a) um dente de alho. b) uma cabeça de alho.
8. Não, pois a receita não traz a informação de rendimento.
8 Im agine que você quer cobrir 20 torradas com o requeijão de inhame. É possível saber se essa receita vai render a quantidade suficiente?
• Como você faria para descobrir essa informação?
Resposta pessoal.
Espera-se que os estudantes respondam que é preciso preparar a receita e medi-la depois de pronta.
9 Observe a imagem e leia o verbete.
Agora, responda no caderno.
Requeijão sm. Alimento feito da mistura da coalhada com leite fresco, que é levado ao fogo para cozinhar.
MATTOS, Geraldo. Dicionário júnior da língua portuguesa. São Paulo: FTD, 2010. p. 646.
a) Por que a palavra requeijão foi usada no título da receita?
• Porque o alimento, depois de pronto, fica com a aparência semelhante à de requeijão.
• Porque a receita é feita com inhame, coalhada e leite.
b) Quais palavras poderiam substituir requeijão no título da receita?
• Creme • Farofa • Pasta • Suco
DESCUBRA MAIS
• CHERMOULA, Aline. Cozinheirinhos da diáspora: sabores e saberes da nossa cozinha ancestral e afetiva. Rio de Janeiro: Conexão 7, 2022.
Nesse livro, a chefe de cozinha Aline Chermoula reúne receitas de pratos inspirados na cultura culinária afro-ameríndia. São receitas ilustradas e consideradas fáceis para famílias que queiram reforçar os laços de afetividade por meio do preparo dos alimentos, além de promover conhecimento sobre a culinária afrodiaspórica.
ENCAMINHAMENTO
físicas, emocionais ou de linguagem que limitam o envolvimento são eliminadas. Ressalte que todas as manifestações devem ser reconhecidas, desde que mostrem engajamento na atividade.
9. Se possível, traga para a sala de aula outras receitas que apresentem títulos e leia com os estudantes para que eles ampliem o vocabulário usual do gênero. Esclareça que algumas receitas recebem títulos diferentes e até engraçados que não permitem ao leitor identificar os pratos de imediato, por isso é necessário ler os ingredientes e os modos de preparo. Sugere-se citar alguns exemplos: gelado de abacaxi (creme doce e consistente); orelha de padre (panqueca doce); toalha felpuda (bolo de coco); vaca atolada (cozido de costela bovina e mandioca).
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7. Pode ser que alguns estudantes não compreendam o sentido de dente neste contexto. Nesse caso, aproveite a oportunidade para ressaltar a importância do uso do dicionário. Se for oportuno, retome a imagem e mostre a diferença entre alho inteiro (ou “cabeça de alho”, como é comumente conhecida) e um dente de alho (que é uma unidade das que formam a cabeça de alho). Verifique também se os estudantes compreendem o conceito de 1/2 (meio) usado no trecho. Uma opção é mostrar uma folha de papel e, em seguida, rasgá-la ao meio em partes iguais, identificando as metades. Outra opção é desenhar na lousa um dente de alho inteiro e depois dividi-lo ao meio, esclarecendo a medida indicada na receita.
8. Incentive os estudantes a verbalizar como chegaram à resposta. Durante as atividades orais, pode ser que alguns deles apresentem dificuldade em se expressar oralmente. Por isso, ofereça diferentes alternativas de interação e comunicação, como o registro escrito, o uso de recursos visuais ou digitais, dramatizações ou respostas em dupla. Assim, barreiras
ENCAMINHAMENTO
1. Esta atividade permite aos estudantes reconhecer a finalidade do gênero receita culinária. Aproveite para incentivá-los a refletir sobre o propósito dos textos injuntivos instrucionais — ler para instruir, dar instruções — e peça que citem outros gêneros como: manuais de instruções, regras de jogos, tutoriais.
2. Antes de os estudantes responderem no caderno, promova um momento para que eles levantem hipóteses e reflitam sobre o público a que se destinam as receitas. Amplie a questão sobre os interlocutores do gênero perguntando: quem costuma escrever as receitas? É possível que eles respondam cozinheiro ou chefe de cozinha. Complemente explicando que qualquer pessoa que goste de cozinhar pode escrever receitas.
3. Releia as informações da fonte da receita e identifique com os estudantes que ela foi publicada em um site . As opções apresentadas são aquelas que os estudantes podem encontrar com mais frequência no dia a dia. Acolha outras opções, desde que pertinentes. Se possível, apresente exemplos reais de receitas em diferentes suportes e mídias.
4. Esta atividade pode ser feita coletivamente. Reproduza a estrutura da receita na lousa e peça aos estudantes que façam as associações oralmente. A cada item, pergunte: “se essa parte não constar na receita, ainda assim é possível preparar o alimento?”. Por fim, solicite que respondam no caderno.
RECEITA CULINÁRIA EM FOCO
1 Escreva a alternativa correta no caderno.
• A receita que você leu serve para:
a) informar o leitor sobre um alimento.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes digam que as receitas culinárias costumam ser lidas pelo público em geral que deseja aprender a preparar algum alimento.
b) ensinar o leitor a preparar um alimento.
2 Quem costuma ler receitas culinárias? Responda no caderno.
3 A receita que você leu está em um site. Copie no caderno as alternativas que indicam onde normalmente são publicadas as receitas culinárias.
a) Jornais
b) Vídeos
c) Gibis d) Podcasts e) Livros f) Dicionários
4 As receitas culinárias costumam apresentar partes bem definidas. No caderno, associe essas partes (indicadas por números) às suas funções (indicadas por letras).
a) Indica a sequência de ações necessárias para preparar a receita.
b) Indica quanto tempo é necessário para preparar a receita.
c) Informa sobre o que é a receita.
d) Indica a quantidade produzida do alimento.
e) Lista os ingredientes necessários para preparar a receita.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
5 Muitas receitas culinárias utilizam utensílios de cozinha para indicar a quantidade de ingredientes. São as chamadas medidas caseiras . Veja alguns exemplos.
Xícara de chá
Colher de sopa
Copo longo Jarra
Colher de chá Colher de café
• Escreva no caderno as medidas caseiras que foram usadas na receita de requeijão de inhame.
6 Releia um trecho do modo de preparo e observe as palavras em destaque. Depois, escreva as respostas no caderno.
• Acrescente os demais ingredientes e comece a bater.
• Bata bem até que tudo fique bem triturado e cremoso (o segredo é bater, mexer, bater de novo até ficar cremoso). Se for preciso, adicione um pouco de água para bater.
INHAME, amendoim, coco: 3 receitas africanas de Aline Chermoula. Nós, mulheres de periferia, São Paulo, 13 abr. 2021. Disponível em: https://nosmulheresdaperiferia.com.br/ inhame-amendoim-coco-3-receitas-africanas-de-aline-chermoula/. Acesso em: 28 jul. 2025.
Em receitas culinárias, algumas formas verbais, como bata, acrescente, adicione, são usadas para instruir e dar orientações ao leitor.
• Qual é a função dessas palavras?
a) Dar uma sugestão.
b) Dar instruções, orientar.
7 Leia a lista de ingredientes de uma receita de um suco verde.
Ingredientes
• 2 maçãs
• 400 mL de água gelada
• 1 colher (sopa) de linhaça
• 1 colher (sopa) de mel
• 2 folhas de couve sem o talo
• 1 pedaço (1 cm) de gengibre
BELA COZINHA. Suco verde com couve, maçã, gengibre e mel do ‘Bela Cozinha’. c2025. Disponível em: https://receitas.globo.com/receitas-da-tv/bela-cozinha/suco-verde-de-couve-maca-gengibre-e-mel-do-belacozinha-gnt.ghtml. Acesso em: 28 jul. 2025.
• No caderno, escreva como você acha que deve ser o modo de preparo dessa receita. Lembre-se de usar formas verbais adequadas para orientar o preparo, como bata, lave, sirva e coloque.
Resposta pessoal.
ENCAMINHAMENTO
7. Peça aos estudantes que leiam a etapa dos ingredientes e esclareçam dúvidas. Em seguida, oriente-os em relação ao planejamento da escrita. Peça que façam anotações no caderno para, em seguida, partirem para escrita da versão final do modo de preparo. Sugere-se que a escrita seja feita individualmente, com o objetivo de incentivar a leitura e a escrita autônomas. Ao finalizarem, escreva o modo de preparo original na lousa para que os estudantes possam comparar e avaliar com o que produziram. Ressalte que não é esperado que eles escrevam de forma idêntica à receita original. Proponha a alguns estudantes que leiam o texto produzido como forma de valorizar a escrita e a produção deles.
Modo de preparo
1. Corte as maçãs e retire as sementes.
2. Coloque no liquidificador com o restante dos ingredientes.
3. Bata e sirva.
BELA Cozinha. Suco verde com couve, maçã, gengibre e mel do ‘Bela Cozinha’. c2025. Disponível em: https://receitas. globo.com/receitas-da-tv/ bela-cozinha/suco-verde-decouve-maca-gengibre-e-mel-dobela-cozinha-gnt.ghtml. Acesso em: 21 ago. 2025.
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5. Leia o enunciado da atividade e chame a atenção dos estudantes para a palavra caseira. Verifique se eles identificam que ela deriva de casa e se usam esse conhecimento para compreender por que essas medidas recebem esse nome. Aproveite o conteúdo para desenvolver uma atividade interdisciplinar com Matemática, explorando a habilidade de medir capacidade e massa utilizando unidades de medida padronizadas e não padronizadas.
6. É importante que os estudantes compreendam a função das formas verbais no modo imperativo em receitas culinárias. Explique que essas formas verbais são comuns em textos cujo objetivo é orientar ou instruir algo. Nesse momento, não é preciso formalizar a nomenclatura modo verbal imperativo. Se possível, apresente outros textos injuntivos instrucionais e peça aos estudantes que identifiquem essas formas verbais.
ENCAMINHAMENTO
8. Leia o título e esclareça que a palavra inglesa brownie é usada para indicar um tipo de bolo macio e úmido, com altura baixa. Incentive os estudantes a comparar as duas receitas, observando os elementos textuais e as imagens, a numeração das etapas, a indicação do tempo de preparo e a quantidade prevista de rendimento, bem como o nível de dificuldade (mais comum em livros de receitas e sites especializados). Observe como se desenvolve a percepção dos estudantes sobre os elementos visuais, que têm a função de facilitar a compreensão da receita. Peça-lhes que digam qual receita consideram mais fácil de seguir e por quê. Em seguida, lembre-os de que, se decidirem preparar a receita, é importante pedir ajuda a um adulto.
Atividade complementar
Organize um momento para levar para a sala de aula os utensílios de cozinha usados para medir quantidades. Explore os objetos com os estudantes. Se possível, leve também uma balança ou um copo medidor, além de algum alimento como farinha ou açúcar, e faça algumas medições. Mostre as possíveis variações nas quantidades quando se usam medidas caseiras e destaque a maior precisão obtida ao se usar a balança ou o copo medidor. Finalize esclarecendo que as medidas caseiras são práticas por aproveitarem instrumentos do dia a dia, mas exigem atenção na hora do preparo, pois a variação nas quantidades pode
8 Leia esta receita ilustrada.
8. a) Espera-se que os estudantes citem as ilustrações que acompanham as etapas da receita. Eles poderão citar outras diferenças como: indicação de nível de dificuldade, tempo de preparo e rendimento, as etapas do modo de preparo estarem numeradas e o texto estar escrito em letra cursiva.
a) Observe a estrutura dessa receita e compare com a receita da página 53. Responda no caderno: quais as principais diferenças entre elas?
b) Na sua opinião, as imagens ajudam no preparo da receita? Responda no caderno.
Resposta pessoal. É possível que os estudantes respondam que sim, pois as imagens ilustram as informações do texto escrito.
c) Sem as imagens, é possível fazer a receita? Comente no caderno.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que sim, pois todas as etapas estão descritas nos textos.
A receita culinária é um texto que apresenta instruções para a preparação de um alimento. Geralmente, esse texto é organizado em partes, como: ingredientes, modo de preparo, tempo de preparo e rendimento.
interferir no resultado.
Sugestão para os estudantes
• ANIMAÇÃO acidentes domésticos. Publicado por: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. 2025. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=yw5HL1yl9qs. Acesso em: 23 ago. 2025. O vídeo, criado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, alerta para a prevenção de acidentes domésticos de modo lúdico e divertido. Se possível, assista ao vídeo com a turma.
PRODUÇÃO
ESCRITA
Receita culinária
Agora, chegou o momento de você registrar uma receita culinária da sua família para compartilhar com os colegas da escola.
Depois, a receita será exposta em um mural chamado Assim, todos poderão ler, copiar ou tirar uma fotografia das receitas para fazer em casa.
Planejamento
1. Convide um adulto responsável para que vocês selecionem uma receita. No caderno, escreva as informações a seguir.
• Nome do adulto responsável:
• Essa pessoa é meu/minha:
• Principal ingrediente:
• Motivo da escolha:
2. Escreva por que vocês escolheram essa receita: é a preferida de algum de vocês? Por quê? Ela costuma ser feita em uma data especial? Ela remete a algum momento feliz?
3. Indiquem a origem do ingrediente escolhido. Para isso, podem pesquisar em sites ou livros.
4. Cozinhem juntos e confirmem se não está faltando algo na receita. Aproveitem para tirar uma fotografia do alimento pronto para ilustrar o registro da receita.
ENCAMINHAMENTO
Atenção!
Sempre cozinhe com a supervisão de um adulto responsável.
cozinhar aos fins de semana ou que a avó faz em feriados. Dessa forma, eles compreenderão o sentido afetivo da proposta.
Oriente os estudantes a realizar a pesquisa acompanhados de um adulto. Eles podem consultar livros ou sites que falem sobre a origem do alimento principal do prato culinário que será preparado. Para os estudantes com transtorno do espectro autista (TEA), é importante considerar que alguns podem apresentar seletividade alimentar e restrições sensoriais. Nesses casos, é importante manter diálogo com a família para definir estratégias que favoreçam a participação. Também é possível adaptar a proposta e oferecer alternativas, como produções orais e visuais — desenhos, colagens ou a apresentação de algum objeto que represente a memória afetiva —, garantindo o envolvimento e a participação dos estudantes de modo inclusivo e respeitoso.
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Leia a proposta com os estudantes e esclareça que eles deverão coletar uma receita com alguém da família, registrá-la em folha de papel avulsa e expô-la em um mural no espaço escolar. É importante que os estudantes compreendam o contexto de produção e recepção do texto já no início da produção.
Planejamento
Leia com os estudantes cada etapa de forma pausada, esclarecendo possíveis dúvidas. Como esta etapa envolve a participação de um familiar ou de algum responsável pela criança, é importante avisar o adulto com dias de antecedência, seja por meio de um bilhete, seja por notificação da secretaria da escola.
Reforce com os estudantes que a receita escolhida deve ter um significado importante para eles. Por exemplo, algo que a mãe sempre preparou em reuniões familiares, que o pai costuma
ENCAMINHAMENTO
Escrita
Oriente os estudantes a escrever a primeira versão da receita a lápis para que tenham a possibilidade de fazer correções e melhorias. Ao propor o uso da caneta na reescrita, apresente a mudança como parte do desenvolvimento natural e aquisição de maior autonomia no processo de escrita. Ressalte que a caneta exige mais cuidado e atenção, mas que não deve ser motivo de ansiedade ou insegurança. Para sugestões de estratégias na transição do lápis para a caneta, consulte as orientações gerais deste livro do professor. Leia com eles cada item da etapa de escrita, solucionando dúvidas e retomando as características do gênero que foram estudadas no capítulo.
Peça aos estudantes que leiam também com o familiar as orientações da etapa de escrita. Eles poderão seguir o modelo de estrutura da receita apresentado no livro. Caso não estejam habituados a tirar fotografias, neste momento de execução da receita, comente que eles podem desenhar ou até pesquisar e imprimir a imagem do alimento para compartilhar posteriormente. Por fim, ressalte a importância de reler o que foi escrito para identificar o que ainda falta escrever.
Texto de apoio
De acordo com as postulações de Adam (2008), Schneuwly & Dolz defendem que todo texto é formado de sequências, esquemas linguísticos básicos que entram na constituição dos diversos gêneros e variam menos em função das circunstâncias sociais. Cabe ao produtor escolher, dentre as sequências disponíveis — descritiva, narrativa, injuntiva, explicativa, argumentativa, dialogal — a que lhe parecer mais adequada, tendo em vista os parâmetros da situação.
[...]
Escrita
1. Escreva no caderno o rascunho da receita com a ajuda do adulto responsável. Lembre-se de registrar todas as partes necessárias para que a receita dê certo. Copie a estrutura a seguir no caderno.
Título da receita:
Ingredientes:
Modo de preparo:
Tempo de preparo:
Rendimento:
Responsáveis pela receita: Imagem do alimento pronto:
2. Na etapa ingredientes, indique a quantidade de cada ingrediente.
3. Use formas verbais adequadas para orientar o modo de preparo
4. Na etapa tempo de preparo , indique o tempo necessário para preparar a receita. Caso o alimento seja assado, indique também quantos minutos deve ficar no forno e a qual temperatura.
5. Escreva quantas porções a receita rende. A quantidade pode ser em pedaços, tamanho, litros, gramas, unidades, porções, entre outras.
6. Escreva o seu nome e o nome do adulto responsável que ajudou a escolher a receita na etapa responsáveis pela receita
7. Por fim, reserve um espaço para a imagem do alimento pronto, que pode ser uma fotografia, um recorte ou um desenho.
Cabe, pois, à escola:
• possibilitar ao aluno o domínio do gênero, primeiramente, para melhor conhecê-lo ou apreciá-lo, de modo a ser capaz de compreendê-lo, produzi-lo na escola ou fora dela; para desenvolver capacidades que ultrapassam o gênero e são transferíveis para outros gêneros próximos ou distantes. Para realizar tais objetivos, torna-se necessária uma transformação, ao menos parcial, do gênero: simplificação, ênfase em determinadas dimensões, etc;
• colocar os alunos, ao mesmo tempo, em situações de comunicação o mais próximo possível das verdadeiras, que tenham para eles um sentido, para que possam dominá-las como realmente são.
Assim, quanto mais precisa a definição das dimensões ensináveis de um gênero textual, mais o trabalho didático facilitará a sua apropriação como (mega)instrumento e possibilitará o desenvolvimento de capacidades de linguagem diversas e relacionadas. Quanto mais claramente o objeto de trabalho é descrito e explicado, mais ele se torna acessível.
KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2015. p. 73-74.
Revisão e reescrita
1. Na data combinada, leve o rascunho do seu texto para a escola e troque seu rascunho com o de um colega, observando os itens a seguir:
• Escrevi um título para a receita?
• Indiquei a quantidade de ingredientes?
• O modo de preparo indica as ações que devem ser realizadas?
• Usei formas verbais para orientar o preparo?
• Tem uma imagem do prato finalizado ?
2. Faça sugestões de maneira respeitosa e observando os critérios indicados também no rascunho do colega, com o objetivo de melhorar a escrita e a apresentação da receita.
3. Feitas as correções apontadas pelo colega, entregue um esboço ao professor, que pode dar dicas de como melhorar seu texto.
4. Por fim, passe o texto a limpo, cole a imagem do prato ou faça uma ilustração.
Publicação e circulação
Com as receitas da turma finalizadas, chegou o momento de organizar o mural Receitas com afeto. Com os colegas e o professor, sigam estes passos.
Organizando o mural
1. Definam o local da escola para expor as receitas e a ordem delas.
2. Afixem as receitas no local definido e escrevam o título da exposição no mural: Receitas com afeto.
Avaliação
Após a finalização do mural de receitas, chegou o momento de avaliar a produção.
Em dupla, anote no caderno as respostas do colega para as questões a seguir. Ele vai anotar as suas respostas no caderno dele.
1. Do que você mais gostou ao produzir uma receita?
2. Foi fácil escolher uma receita com o seu convidado?
3. Alguma receita do mural chamou a sua atenção? Se sim, qual você quer preparar?
Assim que todos responderem, o professor vai compartilhar, em uma roda de conversa, as respostas obtidas. Na sua vez, compartilhe com respeito as respostas dadas pelo colega da dupla. 61
ENCAMINHAMENTO
Revisão e reescrita
considerando a matriz de avaliação deste livro do professor.
3. Com os rascunhos em mãos, proponha uma correção coletiva e interativa. Faça apontamentos escritos indicando o que precisa ser revisto e por que, dê sugestões e incentive os estudantes a refletir sobre suas escolhas. Lembre-se de reconhecer os acertos para manter a motivação e o engajamento.
4. Oriente os estudantes a escrever a versão final da receita. Neste momento, eles podem optar por escrever o texto à caneta. Incentive os estudantes a utilizar corretamente a pontuação. Caso apresentem dificuldades com o uso da vírgula ou de outros sinais, reserve um momento da aula para revisar esses conteúdos, de modo que adquiram maior segurança no uso da pontuação.
Publicação e circulação
A organização do mural é uma atividade coletiva e os acordos e combinados precisam estar claros para todos. Peça aos estudantes que distribuam as tarefas entre eles, incentivando o diálogo e a autonomia.
Avaliação
11/09/25 20:24
1. Para a revisão do texto, oriente os estudantes a copiar as frases do livro no caderno e verificar se eles atenderam aos critérios: se escreveram um título para a receita, se indicaram a quantidade de ingredientes, se o modo de preparo descreve as ações que devem ser realizadas, se usaram formas verbais adequadas para orientar o preparo e se acrescentaram uma imagem do prato finalizado. Essa avaliação da escrita é essencial para que os estudantes façam os ajustes necessários antes da escrita final. Se precisar, explique como devem avaliar os itens dando exemplos práticos na lousa. Circule entre os estudantes durante os ajustes no texto, observando as interações e dando sugestões ou tirando dúvidas de forma cuidadosa, evitando constrangimentos. Caso julgue oportuno, sugere-se que a revisão seja feita
Agende um momento para fazer a avaliação coletivamente com os estudantes em uma roda de conversa. Durante a atividade, valorize a participação dos estudantes, que poderão responder às questões propostas e apresentar outras contribuições que desejarem. Neste momento, é importante que eles avaliem não só a produção escrita final, mas a trajetória percorrida ao longo do capítulo. Aproveite para monitorar as aprendizagens dos estudantes e identificar intervenções necessárias para remediação de defasagens.
INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO
Neste capítulo, os estudantes terão a oportunidade de explorar a notícia, gênero pertencente ao campo da vida pública. A proposta é que realizem a leitura e a interpretação de notícias, identificando e analisando os principais aspectos desse gênero textual. Além disso, os estudantes serão convidados a refletir sobre o papel das notícias e sua importância na disseminação de informações no cotidiano das pessoas. Ao final do capítulo, eles mobilizarão suas aprendizagens para planejar e produzir uma notícia escrita e apresentá-la oralmente em formato de telejornal.
OBJETIVOS
DO CAPÍTULO
• Ler e compreender notícias.
• Identificar e compreender as principais características do gênero notícia.
• Planejar e produzir uma notícia de interesse do público a que se destina.
• Desenvolver os procedimentos de escrita: planejamento, escrita, revisão e reescrita ao produzir uma notícia.
• Participar de situações de intercâmbio oral.
• Produzir e apresentar oralmente uma notícia em formato de telejornal.
Tema contemporâneo transversal: Cidadania e civismo.
CAPÍTULO HERÓIS EM NOTÍCIA 5
Observe a abertura deste capítulo e converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1 Você costuma ler notícias? Se sim, sobre quais assuntos?
Respostas pessoais.
2 Acha importante se manter informado a respeito do que acontece ao seu redor?
Resposta pessoal.
3 Em filmes e desenhos, os heróis costumam ajudar quem está em perigo. E na vida real, você já leu alguma notícia sobre alguém que pode ser considerado um herói? Conte para os colegas.
Resposta pessoal.
ENCAMINHAMENTO
Ao iniciar esta seção, peça aos estudantes que observem a imagem de abertura e leiam o título. Pergunte, ainda, que tipo de notícia eles esperam encontrar com base no título do capítulo Heróis em notícia
Inclua os estudantes com baixa visão ou cegos descrevendo a imagem oralmente. Realize a descrição de forma individualizada, ressaltando os elementos principais e oferecendo espaço para perguntas. Essa prática favorece a compreensão e assegura que participem ativamente da atividade junto aos colegas. Proceda dessa forma sempre que necessário.
1. Inicie o diálogo perguntando aos estudantes quais temas mais lhes interessam, o que mais gostam de ler, sobre o que mais gostam de se informar e em quais veículos costumam procurar notícias sobre esses temas. Caso os estudantes não demonstrem muito interesse por notícias, mencione a importância de se manterem informados por fontes confiáveis de informação e que, atualmente, há diversos meios para isso.
2. Pergunte também qual é a importância de se manter informado sobre os acontecimentos da escola, da cidade e do mundo. Peça a eles que justifiquem sua resposta.
3. Possibilite aos estudantes compartilhar relatos sobre pessoas da vida real — ou animais — que tiveram um comportamento heroico. Pergunte como souberam de tais fatos e compartilhe com eles suas experiências.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Oriente os estudantes a observar a imagem e o título da notícia antes da leitura. Incentive-os a expressar oralmente o que eles esperam encontrar durante a leitura, verificando, assim, os conhecimentos prévios da turma sobre o tema e o gênero. Peça a eles que realizem a leitura silenciosa e grifem palavras cujo significado desconheçam. Após a leitura, escreva na lousa todas as palavras citadas pelos estudantes e, com uma leitura compartilhada, solicite que tentem, por inferência, chegar ao significado delas. Caso a dúvida persista, oriente-os a pesquisar no dicionário o sentido que melhor se encaixa no texto. Se houver muitas dúvidas sobre palavras comuns, que eventualmente já deveriam ser de conhecimento da maioria, instrua os estudantes a elaborar um glossário no caderno com as palavras encontradas e seus significados.
Atividade complementar
Como a notícia apresenta a localização e a data do ocorrido, aproveite para desenvolver um trabalho interdisciplinar com os componentes curriculares Geografia e/ou Ciências. Juntos, os estudantes podem explorar as características do clima e da vegetação do estado mencionado, descobrir como estava o clima à época do ocorrido — se fazia frio ou calor, se chovia ou estava seco — e qual é a vegetação predominante na região. Além disso, é possível pesquisar e entender o comportamento dos cachorros, seu instinto de proteção e como eles percebem e reagem a possíveis perigos para os humanos, sobretudo seus tutores.
LEITURA
Você vai ler uma notícia sobre dois cães que são considerados heróis na cidade onde moram. Essa história aconteceu no interior do Amazonas e foi publicada em um site de notícias.
• Antes de ler, observe a imagem e leia o título da notícia. Quais informações você espera encontrar?
Resposta pessoal.
Agora, faça a leitura silenciosa da notícia.
VÍDEO: Criança desaparecida por quase 24h é encontrada protegida por cães em mata no Amazonas
Por g1 AM 01/05/2025 16h39 Atualizado há 2 meses
Criança desaparecida é encontrada com dois cães que a protegiam em mata no Amazonas.
Uma criança de 2 anos, que havia desaparecido, foi encontrada ao lado de dois cachorros que a protegiam, próxima a um córrego no ramal da Realidade, na BR-319, a cerca de 100 quilômetros de Humaitá, no interior do Amazonas. O reencontro aconteceu na quarta-feira (30), após cerca de 24 horas de buscas — o desaparecimento havia sido registrado na terça-feira (29). Assista ao vídeo acima.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o menino sumiu enquanto brincava com os cães em uma área de cafezal na chácara da avó. Ele entrou na mata acompanhado dos animais.
Ramal: rua secundária que se conecta a uma rua principal.
Uma equipe composta de três militares foi acionada por volta das 20h da terça-feira e enviada para o local para iniciar as buscas. Cerca de 100 moradores da região também se mobilizaram para ajudar.
Acionar: fazer um grupo entrar em ação. Cafezal: plantação de café.
Os militares chegaram ao ramal do desaparecimento por volta da meia-noite e imediatamente iniciaram os trabalhos, que se estenderam pela madrugada. O pequeno Jorge Estevão dos Santos foi encontrado por volta das 7h30 da manhã de quarta-feira, a aproximadamente 600 metros do local do desaparecimento, em uma região de plantação de cafezais e mata fechada.
De acordo com o militar Roberto Mello, que participou da operação, os rastros deixados pelos cachorros foram essenciais para chegar até o menino.
Ainda segundo o bombeiro, ao se aproximar do local onde a criança estava, os animais tentaram protegê-la, latindo para os socorristas. O menino, assustado, repetia a palavra “casa”, como se buscasse voltar ao lar.
A mãe do garoto, Sabrina dos Santos, de 24 anos, explicou que os cachorros pertencem ao vizinho e que a amizade entre eles e o filho começou há cerca de dois meses.
“[…] agora eles fazem parte da família, são heróis de quatro patas da cidade”, disse Sabrina.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, Jorge Estevão foi encontrado com frio, alguns machucados no rosto e bastante assustado. Antes de ser entregue à família, foi avaliado por uma técnica de enfermagem.
VÍDEO: criança desaparecida por quase 24h é encontrada protegida por cães em mata no Amazonas. G1 Amazonas, 1o maio 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2025/05/01/ video-crianca-desaparecida-por-24h-e-encontrada-protegida-por-caesem-mata-no-amazonas.ghtml. Acesso em: 3 ago. 2025.
Texto de apoio
Notícia: relato (v.) ou narrativa (v.) de fatos, acontecimentos, informações, recentes ou atuais, do cotidiano, ocorridos na cidade, no campo, no país ou no mundo, os quais têm grande importância para a comunidade e o público leitor, ouvinte ou espectador. Esses fatos são, pois, veiculados em jornal, revista, rádio, televisão, internet...
Quanto à situação de produção de uma notícia, pode-se dizer primeiramente que seus leitores podem ser múltiplos e desconhecidos. Sabe-se, talvez, o perfil do leitor pelo tipo de jornal (revista) comprado: há os de grande circulação e os de circulação mais restrita. Há os considerados mais “sérios”, há os populares sensacionalistas etc.
[...]
Quanto ao objetivo, calcado num compromisso ético, a notícia visa informar os leitores o mais neutramente possível e com grande fidedignidade. Por isso o predomínio da 3ª pessoa, numa linguagem que tenta conciliar registros linguísticos formais e informais, seleção lexical própria, numa busca de comunicação eficiente e de grande aceitação social. Posições e aferições subjetivas devem ser evitadas para que o próprio leitor faça sua avaliação. [...]
COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. São Paulo: Autêntica, 2008. p. 173.
Criança desaparecida é encontrada ao lado de dois cachorros.
ENCAMINHAMENTO
1. Após a leitura, pergunte aos estudantes se a hipótese que levantaram a partir da análise da imagem e do título se concretizou ou não. Incentive-os a compartilhar suas impressões sobre o texto. Será que julgam que a criança sentiu medo, fome ou frio? Questione se, caso a situação acontecesse com eles, o que sentiriam e como agiriam. Por fim, faça uma reflexão sobre os cuidados que se deve ter para não se perder ou se afastar de casa ou dos responsáveis.
2. a) Caso os estudantes tenham dificuldade em sintetizar o conteúdo do texto para chegar à resposta, oriente-os a comentar o fato como se fossem fazer a chamada da notícia de forma sucinta.
2. b) Este item permite avaliar a localização de informações explícitas no texto. Caso julgue oportuno, verifique se os estudantes conseguem organizar e classificar as informações secundárias.
3. Relembre o conceito de sinônimos, palavras com significados semelhantes que, ao serem trocadas, não alteram o sentido do texto.
4. Como já mencionado, as notícias atualmente chegam de diversas formas, sobretudo nas mídias digitais. É comum que apareçam em vídeos, áudios, podcasts e hiperlinks. Caso os estudantes mencionem outros formatos, avalie a pertinência de apresentá-los. Lembre-se, ainda, de que eles tiveram pouco ou nenhum contato com veículos de notícias impressos, como jornais e revistas. Discuta com a turma as vantagens e as desvantagens desses formatos. Leve em conta a rapidez com que as notícias são divulgadas nos
3. Resposta pessoal. Sugestão de resposta: fundamentais, indispensáveis. Espera-se que os estudantes concluam que a palavra foi empregada para ressaltar a importância do rastro dos cães, que ajudou a encontrar o garoto.
Compreensão
1 A notícia trouxe as informações que você esperava encontrar? Comente.
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a retomar as hipóteses levantadas antes da leitura.
2 Converse com os colegas e o professor sobre a notícia lida.
a) Qual é o principal fato relatado? As buscas duraram por quanto tempo?
O resgate de um garoto perdido na mata. Aproximadamente 24 horas.
b) Quem ajudou a procurar o garoto?
Três militares e cerca de 100 moradores da região.
3 Releia o trecho a seguir.
De acordo com o militar Roberto Mello, que participou da operação, os rastros deixados pelos cachorros foram essenciais para chegar até o menino.
VÍDEO: criança desaparecida por quase 24h é encontrada protegida por cães em mata no Amazonas. G1 Amazonas, 1o maio 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2025/05/01/ video-crianca-desaparecida-por-24h-e-encontrada-protegida-por-caes-em-mata-no-amazonas.ghtml. Acesso em: 3 ago. 2025.
• Qual palavra poderia substituir a palavra destacada, mantendo o mesmo sentido? Que sentido é esse?
4 P or que o título traz a palavra VÍDEO em letras maiúsculas? Justifique com elementos da notícia.
5. Respostas pessoais. Incentive os estudantes a expressar suas emoções neste momento. É provável que eles citem que a leitura gera uma expectativa para descobrir como foi feito o resgate e como a criança foi encontrada.
5 Converse com os colegas e o professor sobre estas questões.
• Em sua opinião, por que esse fato foi noticiado? Que sensações essa notícia despertou em você?
4. Espera-se que os estudantes concluam que a palavra vídeo indica que há um vídeo sobre a notícia que pode ser assistido pelos leitores. Tanto a fotografia do frame do vídeo reproduzido quanto a frase “Assista ao vídeo acima”, escrita no primeiro parágrafo, indicam esse recurso.
modelos digitais, porém, pondere sobre sua qualidade e a facilidade com que informações falsas também se espalham. Se, por um lado, meios impressos demoram mais para chegar aos leitores, por outro, podem causar menos dano caso haja notícias mentirosas, uma vez que levam mais tempo para serem disseminadas. 5. Ao abordar esta questão, pergunte também o que os estudantes acharam sobre o comportamento dos cães ao proteger a criança, por exemplo, se consideram um comportamento esperado (pode ser retomada a discussão realizada com o componente curricular de Ciências). Releia o título do capítulo e proponha que os estudantes reflitam se esses cães podem ser considerados heróis — importante checar se eles compreendem o sentido da palavra nesse contexto. Caso julgue necessário, apresente o verbete herói na lousa e peça-lhes que criem, oralmente, exemplos de frases com a acepção adequada. Converse ainda sobre seus animais de estimação, quais animais eles têm, suas características, e peça que compartilhem histórias.
11/09/25
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
DANILLO SOUZA
4. a) É possível responder: Com quem aconteceu? Com uma criança de 2 anos. O que aconteceu? Garoto desaparecido é encontrado em mata acompanhado de dois cães que o protegiam. Quando aconteceu? Em 29 de maio de 2025. Onde aconteceu? Em Realidade, na BR 319, no interior do Amazonas.
NOTÍCIA EM FOCO
1 A notícia lida foi publicada em um site. Em que outros meios de comunicação as notícias podem ser veiculadas? Responda no caderno.
Em jornal impresso, revista, rádio e televisão.
2 Copie a resposta correta no caderno. A finalidade da notícia lida é:
a) apresentar informações fictícias.
b) apresentar informações reais sobre um fato.
3 Copie no caderno a(s) alternativa(s) correta(s). Sobre a notícia, é possível afirmar que:
4. b) Lendo apenas o 1o parágrafo, não é possível responder às perguntas “Como?” e “Por quê?”.
a) apresenta linguagem informal, com uso de gírias.
b) a linguagem empregada é formal e segue a norma-padrão.
c) o jornalista relata os fatos e dá opinião sobre eles.
d) é relatada de modo impessoal, ou seja, o jornalista não emite opinião sobre os fatos.
4 As notícias apresentam as principais informações do fato logo no primeiro parágrafo, chamado lide. Essas informações costumam responder às seguintes perguntas:
O quê? Com quem? Quando? Onde? Como? Por quê?
a) Escreva no caderno as informações da notícia lida que respondem a essas perguntas.
b) Quais perguntas não foram respondidas com as informações do primeiro parágrafo? Escreva no caderno.
c) É possível responder a essas perguntas lendo o restante da notícia? Justifique no caderno.
Dica: Nem sempre todas as perguntas são respondidas no lide.
4. c) Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois nos parágrafos seguintes há informações que explicam por que e como o fato ocorreu.
ENCAMINHAMENTO
dados fictícios seja recebida por parte significativa do público, a desconfiança pode permanecer abalada em uma grande parcela de pessoas.
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1. Proponha aos estudantes que voltem ao texto a fim de explorar as informações da fonte da notícia, destacando a função do endereço eletrônico, que, além de informar onde a notícia está hospedada, possibilita ao leitor ser direcionado à página com um clique. Se possível, faça uma demonstração do uso desse recurso para os estudantes.
2. Aproveite o assunto para conversar com os estudantes sobre o que se espera encontrar em notícias, auxiliando na reflexão sobre o papel do jornalismo profissional: a apuração dos fatos, a divulgação de informações sobre acontecimentos de interesse da sociedade e o uso de fontes confiáveis. Como discutido anteriormente, a facilidade com que as notícias são divulgadas bem como o alcance do compartilhamento pelos meios digitais promovem a propagação de informações falsas, as chamadas fake news. Essas informações falsas, divulgadas como notícias, podem causar diversos danos, pois, mesmo quando são desmentidas, não há garantia de que todos tenham acesso aos resultados do trabalho de verificação. Além disso, ainda que a retratação dos
3. Pergunte qual linguagem esperam encontrar em notícias e peça aos estudantes que apresentem suas características. Espera-se que mencionem que a linguagem não tem gírias, o tempo verbal é usado corretamente, não há marcas orais, é formal etc. Exemplos: “Uma criança de 2 anos, que havia desaparecido, foi encontrada ao lado de dois cachorros que a protegiam” e “Ele entrou na mata acompanhado dos animais”. Para auxiliar nesse exercício de compreensão da norma-padrão, peça aos estudantes que refaçam as frases do modo como eles contariam a notícia para um amigo em uma roda de conversa. 4. a) Para auxiliar na compreensão do lide, faça as perguntas: “Como?”; “Onde?”; “Por quê?”; “Com quem?”; “O quê?”; “Quando?”. Incentive os estudantes a procurar as respostas e a identificar, no caderno, o parágrafo em que elas se localizam. Lembre-os de que nem todas serão encontradas no primeiro parágrafo, mas a maioria sim. 4. c) A pergunta “como?” pode ser respondida com as informações dos parágrafos seguintes, que explicam que os rastros deixados pelos cachorros ajudaram no resgate e que eles protegeram a criança até a chegada dos bombeiros. A pergunta “por quê?” também é respondida ao longo do texto, ao revelar que a criança entrou na mata enquanto brincava com os cães, com quem tinha vínculo afetivo. Esses detalhes explicam a situação e o desfecho do caso.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
5. Verifique se os estudantes compreendem o conceito de manchete — título da notícia em destaque no veículo de comunicação, para atrair a atenção do leitor e despertar a curiosidade. Se possível, disponibilize jornais ou acesse sites de jornal — adequados à faixa etária — para que os estudantes possam observar alguns exemplos. Oriente a leitura das manchetes presentes na página e peça aos estudantes que prestem atenção nas principais características: tipo de letra, formato, cor, uso de maiúsculas e minúsculas, pontuação. Explique que a letra de imprensa costuma ser usada em notícias porque facilita a compreensão e a leitura.
6. Para facilitar a compreensão e o uso dos tempos verbais das notícias, relembre as características dos tempos verbais. No caso do tempo presente, usado no texto, serve para ações que acontecem no momento em que se fala e, ainda, para representar ações habituais, verdades universais ou permanentes. Dito isso, pergunte se a notícia lida foi escrita no momento presente, no agora. Espera-se que os estudantes percebam que não, mas que dão a ideia de atualidade na notícia, aproximando o leitor do fato lido.
Atividade complementar
Aproveite para estabelecer interdisciplinaridade com o componente curricular de Educação digital e midiática. Conduza os estudantes a uma reflexão sobre os perigos das fake news, por meio de vídeos e livros adequados à faixa etária e que abordem o tópico. Organize uma roda de conversa após pesquisa e
O lide apresenta de forma resumida as principais informações sobre o fato noticiado. Geralmente, responde no primeiro parágrafo às questões: o que, com quem, quando, onde, como e por que aconteceu. Os parágrafos seguintes compõem o corpo da notícia e acrescentam informações complementares sobre o fato.
5 Observe a manchete da notícia lida.
VÍDEO: Criança desaparecida por quase 24h é encontrada protegida por cães em mata no Amazonas
• Agora, leia outras duas manchetes.
Desmatamento cai em todos os biomas do Brasil
DESMATAMENTO cai em todos os biomas do Brasil. Jornal Joca, 21 maio 2025. Disponível em: https://www.jornaljoca.com.br/desmatamentocai-em-todos-os-biomas-do-brasil/. Acesso em: 2 ago. 2025.
Meninas de 7 e 8 anos escrevem livro sobre bullying em SP
MENINAS de 7 e 8 anos escrevem livro sobre bullying em SP. Diário do Povo, 27 jul. 2025. Disponível em: https://diario.dopovo.com.br/2025/07/27/meninas-de-7-e-8-anos-escrevem-livro-sobre-bullying-em-sp/. Acesso em: 2 ago. 2025
• Copie e classifique, no caderno, as frases a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F). Essas manchetes:
a) usam letras maiores que as letras dos textos das notícias para chamar a atenção do leitor.
b) apresentam um resumo da notícia.
c) não antecipam informações para o leitor.
d) não apresentam ponto-final.
6 Identifique as formas verbais nas manchetes e escreva no caderno em que tempo estão conjugadas.
As formas verbais são: é, cai e escrevem, respectivamente, e estão conjugadas no presente.
• Com que intenção esse tempo verbal foi empregado nas manchetes?
Copie a resposta no caderno.
a) Dar ao leitor a sensação de que a notícia está acontecendo agora, mostrando que o fato é atual.
b) Indicar ao leitor que o fato aconteceu em um tempo indeterminado.
construam juntos um mural com dicas para notar sinais de desinformação nas notícias a fim de ajudar a barrar a propagação de conteúdos enganosos. Se possível, apresente os vídeos a seguir aos estudantes.
• O QUE são as fake news?: dicas para reconhecê-las: fake news para crianças. Publicado por: Smile and Learn - Português. 26 maio 2020. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=xRWcW0RtYjY. Acesso em: 3 set. 2025.
• 5 CARACTERÍSTICAS das fake news para você saber identificar e denunciar. Publicado por: Ministério da Saúde. 6 nov. 2023. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://youtu.be/ V3atlyamy70?si=vICOT42K6Bt-QhPe. Acesso em: 3 set. 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
7 Um recurso usado para trazer mais informações à notícia é o depoimento , ou seja, a reprodução da fala das pessoas que participaram do fato.
• Localize o depoimento da notícia nas páginas 64 e 65 e responda no caderno.
a) De quem é o depoimento?
De Sabrina, mãe do garoto.
b) Que pontuação foi usada para indicar esse recurso?
9. a) Apresente cada tema e verifique a compreensão dos estudantes. Possibilite que levantem hipóteses caso não tenham conhecimento sobre alguns dos itens. Solicite aos estudantes que ajudem uns aos outros, compartilhando conhecimentos.
8 Observe novamente a fotografia e a legenda que acompanham a notícia nas páginas 64 e 65 e responda no caderno.
• O principal objetivo das imagens que acompanham as notícias é:
As aspas. X
a) deixar a notícia mais bonita e atrativa na página do site.
b) contribuir para dar veracidade, ou seja, ajudar a confirmar que o acontecimento é real.
9 Para facilitar a pesquisa, os jornais organizam as notícias por temas. Observe os temas que aparecem no menu de um jornal digital.
• Responda no caderno.
a) Em qual tema você buscaria a notícia lida?
Em “Brasil”.
b) Quais desses temas despertam seu interesse?
Resposta pessoal.
JORNAL DA CRIANÇA & JOVENS, São Paulo, c2025. Disponível em: https://jornaldacrianca.com.br/. Acesso em: 4 ago. 2025.
ENCAMINHAMENTO
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7. Para trabalhar o depoimento, mobilize conhecimentos prévios dos estudantes, perguntando o que eles entendem por depoimento e como eles imaginam que um depoimento aparece na notícia. Se achar pertinente, pergunte como falas de personagens e pessoas aparecem nos mais diversos gêneros textuais.
8. Além de trazer veracidade ao texto, as fotografias do fato também permitem a percepção de características que não necessariamente são transcritas na notícia e possibilitam aos leitores, muitas vezes, a percepção da atmosfera do local em que o fato ocorreu. Por exemplo, na matéria apresentada, podemos conhecer as características da vegetação do lugar e a aparência dos animais.
9. b) Incentive os estudantes a expressar suas preferências, justificando suas escolhas. Peça que deem sugestões de temas que não aparecem na lista.
Atividade complementar
Para complementar a atividade 9 , peça aos estudantes que pesquisem em jornais ou revistas impressos temas de notícias diversos e como são dispostos nas publicações. Você pode levar para a turma esses materiais ou incentivar os estudantes a buscá-los na biblioteca. Ademais, eles podem pesquisar, com auxílio dos responsáveis, em jornais on-line. Organize a turma em semicírculo e compartilhe as respostas encontradas.
Sugestão para o professor
• MEC orienta como garantir uso pedagógico do celular na escola. Gov.br, 12 fev. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mec/ pt-br/assuntos/noticias/ 2025/fevereiro/mec -orienta-como-garantir -uso-pedagogico-do -celular-na-escola. Acesso em: 3 set. 2025.
A respeito da restrição ao uso de dispositivos digitais, o texto visa reduzir o excesso de telas, além de proteger crianças e adolescentes. Tecnologia pode ser uma grande aliada quando utilizada com intencionalidade e planejamento.
JORNAL DA CRIANÇA
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
10. Aproveite a notícia para retomar conceitos aprendidos no capítulo; reveja o conceito de lide e suas características. Oriente a leitura silenciosa e peça aos estudantes que anotem no caderno as respostas às perguntas que devemos encontrar no lide — ou no restante da matéria. Esta atividade irá auxiliar na elaboração da Produção escrita
Sane eventuais dúvidas que possam surgir tanto na estrutura quanto no conteúdo da notícia. Se julgar pertinente, explique que a pontuação “[...]” encontrada no texto indica a retirada de alguns trechos da notícia que, provavelmente, não alteraram o sentido ou que não eram necessários para a realização das atividades. Caso queira, apresente o vídeo do fato, já que é tão marcado na notícia apresentada.
11. b) O objetivo desta atividade é oportunizar aos estudantes a chance de experimentar uma pequena produção, demonstrando compreensão do que é o lide e mobilizando os conhecimentos para selecionar e organizar as informações mais relevantes. Faça a mediação da atividade, orientando os estudantes a fazer uma leitura atenta da notícia e a planejar as informações que devem constar no lide. Ressalte que eles devem escrever a primeira versão do texto, reler e revisar, fazendo alterações necessárias para deixar o texto mais claro. Amplie a proposta, orientando que deverão ler o lide para alguém da família e observar se o texto despertou nessa pessoa o interesse pela leitura.
10 Agora, leia outra notícia.
VÍDEO: menino de 9 anos salva primo de ser atingido por boiada na zona rural de Palmeira dos Índios
Um vídeo que circula nas redes sociais nesta segunda-feira (12) mostra o momento em que um menino de 9 anos salvou o primo de apenas 4 de ser atingido por uma boiada em Palmeira dos Índios, no interior de Alagoas […].
As imagens foram registradas na zona rural do município, mostrando o garoto mais novo, Gabriel, correndo despreocupado por uma estrada de barro, sem perceber a aproximação dos animais. Ao notar o perigo, o primo mais velho, Mateus, saiu em disparada, atravessou uma porteira e alcançou o menino segundos antes da boiada passar.
[…]
Gabriel corria pela estrada sem perceber o perigo e Mateus correu para salvá-lo segundos antes de a boiada passar.
Gabriel não teve ferimentos. Mateus machucou a cabeça, mas recebeu atendimento em casa mesmo. Depois do susto, a família conversou com eles e explicou o perigo. Os pais disseram ter ficado bastante orgulhosos da iniciativa do filho, que evitou uma tragédia.
GONÇALVES, Heliana. Vídeo: menino de 9 anos salva primo de ser atingido por boiada na zona rural de Palmeira dos Índios. G1 Alagoas, 12 maio 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/al/alagoas/ noticia/2025/05/12/video-menino-de-9-anos-salva-primo-de-ser-atingido-por-boiada-na-zona-rural-depalmeira-dos-indios.ghtml. Acesso em: 10 jul. 2025.
Em Palmeira dos Índios, no interior de Alagoas.
a) Reproduza o quadro a seguir no caderno e complete com as informações da notícia.
O que aconteceu?
Com quem aconteceu?
Onde aconteceu?
Como aconteceu?
Por que aconteceu?
Quando aconteceu?
Um menino de 9 anos e seu primo de 4 anos.
Um garoto salvou o primo de ser atingido por uma boiada.
A notícia não informa a data em que o fato ocorreu.
b) Com base nas informações do quadro acima, escreva, no caderno, um novo lide para a notícia e leia para um familiar.
Resposta pessoal.
Sugestões para o professor
Porque Gabriel não percebeu a aproximação dos animais e Mateus agiu rapidamente para protegê-lo.
O documento apresenta informações que podem ser encaminhadas às famílias sobre bem-estar digital para crianças e adolescentes.
• SBP atualiza recomendações sobre saúde
de crianças e adolescentes na era digital. 11 fev. 2020. Disponível em: https://www.sbp. com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-atualiza-recomendacoes-sobre-saude-de-criancas-e-adolescentes-na-era-digital/. Acesso em: 3 set. 2025.
O site da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) aborda a urgência com que o tema da saúde de crianças e adolescentes na era digital deve ser tratado, mencionando a dependência digital.
11/09/25
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
PRODUÇÃO ESCRITA Notícia
Após a leitura e o estudo de algumas notícias, chegou o momento de você e os colegas produzirem notícias de interesse da comunidade escolar. As notícias serão digitadas e publicadas no site da escola.
Planejamento
1. Em dupla, pesquisem e escolham um fato recente que represente uma boa ação praticada por alguém da escola, da comunidade, do Brasil ou do mundo.
• Para selecionar o fato, pensem em temas e assuntos de interesse dos seus leitores, como:
Brasil Mundo Esporte Ciência Meio ambiente Educação Saúde Cultura
2. Após a escolha do tema, com a ajuda de um adulto, pesquisem sobre o fato que será noticiado. Vocês podem:
• coletar informações com as pessoas envolvidas no fato e registrar depoimentos;
• pesquisar em jornais e sites que tenham noticiado o fato.
3. Em uma folha de papel avulsa, registrem as informações obtidas respondendo às questões essenciais do acontecimento:
O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê?
4. Se possível, registrem ou selecionem imagens relacionadas à notícia.
Organize-se
• Folhas de papel avulsas
• Materiais de escrita diversos
ENCAMINHAMENTO
Planejamento
1. Apresente a proposta aos estudantes, explicando que deverão, em dupla, escrever uma notícia sobre uma boa ação. Ajude-os na escolha do fato a ser noticiado, que deve ser interessante ao público, no caso, os estudantes, familiares e outros membros da comunidade escolar que acessam o site da escola.
A complexidade da produção escrita pode ser ajustada conforme o nível de aprendizagem da turma.
A escolha do tema e do local onde ocorreu o fato também pode ser adaptada para o nível de complexidade adequado aos estudantes: noticiar um fato sobre o meio ambiente ocorrido em outro país, por exemplo, pode ser mais desafiador do que escrever uma notícia sobre uma campanha de doação no bairro. Incentivar a produção de notícias sobre acontecimentos da própria escola ou do bairro oferece aos estudantes a oportunidade de aplicar os conhecimentos em seu próprio território, reconhecendo-os como protagonistas de suas aprendizagens.
2. Para realizar a pesquisa em sites , oriente os estudantes a pedir auxílio dos responsáveis. A supervisão do adulto é fundamental, já que os estudantes vão navegar por diversos sites em busca de conteúdo e pode ser ainda um bom momento para as famílias — ou mesmo o professor — orientá-los acerca dos perigos da internet. Dito isso, o uso de tecnologias com fins pedagógicos, como laboratórios virtuais, simuladores e até a pesquisa em celulares, pode e deve ser feito respeitando o limite de exposição à tela recomendável para a faixa etária e com supervisão.
3. Auxilie os estudantes na organização das informações. Tal organização auxiliará na construção, estruturação e escrita da notícia feita por eles.
4. Caso o ocorrido tenha sido na escola, veja se é possível tirar fotografias para ilustrar os acontecimentos e dar veracidade à notícia.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Escrita
1. Oriente os estudantes a iniciar o processo de escrita da notícia. Lembre-os do tipo de linguagem das notícias, da pontuação, do uso de depoimentos (se houver) e de que a linguagem jornalística tende a ser sucinta e objetiva, evitando a repetição de informações. Caso apresentem dificuldades com o uso da vírgula ou de outros sinais, reserve um momento da aula para revisar esses conteúdos, de modo que adquiram maior segurança no uso da pontuação.
Revisão e reescrita Explique que, em uma redação de jornal, as notícias são editadas, revisadas e reescritas diversas vezes. Solicite a releitura do texto e, se julgar interessante, peça aos estudantes que troquem entre si as notícias criadas e, assim, com respeito e seriedade, leiam e opinem sobre a notícia um do outro, sobretudo em relação à clareza na redação.
2. Valorize os acertos e incentive-os a reescrever quantas vezes forem necessárias para aprimorar a notícia. Caso julgue oportuno, sugere-se que a avaliação seja feita considerando a matriz de avaliação deste livro do professor.
Aproveite este momento para avaliar aspectos relacionados à consolidação da alfabetização, da construção do sistema alfabético e da ortografia. Considere as habilidades da BNCC indicadas para o ano para identificar possíveis defasagens.
3. Por fim, acompanhe a reescrita, sanando possíveis dúvidas. Incentive o uso da caneta na reescrita do texto. Essa mudança é parte do desenvolvimento
Escrita
1. Em uma folha de papel avulsa, escrevam a primeira versão da notícia. Lembrem-se de seguir a estrutura usual da notícia:
Manchete
Lide
Corpo
Lembrem-se de incluir os depoimentos coletados, sinalizando com aspas.
Apresentem um resumo da notícia.
Ampliem as informações mais relevantes da notícia. Usem verbo no presente.
Se houver uma imagem para compor a notícia, não se esqueçam de criar uma legenda.
2 Ao escrever, usem uma linguagem objetiva e impessoal e sigam a norma-padrão.
3. Por fim, assinem os nomes de vocês para que os leitores saibam quem são os responsáveis pela notícia.
Revisão e reescrita
1. Ao finalizarem a primeira versão, façam uma revisão observando os itens a seguir.
• A notícia é sobre um fato atual?
• O lide é apresentado no primeiro parágrafo?
• A linguagem usada é objetiva e imparcial?
• O título chama a atenção do leitor?
2. Entreguem o texto para o professor. Ele fará apontamentos para deixar a notícia ainda melhor.
3. Façam as correções necessárias na folha de papel avulsa e preparem-se para produzir a notícia no computador.
• O texto da notícia deve ser digitado em um programa de edição de texto e ter imagens com legendas para ilustrar.
Publicação
Agora que a notícia foi finalizada, vocês e o professor vão publicar a notícia no site da escola.
natural dos estudantes e aquisição de maior autonomia no processo de escrita. Ressalte que a caneta exige mais cuidado e atenção, mas que não deve ser motivo de ansiedade ou insegurança. Para sugestões de estratégias na transição do lápis para a caneta, consulte as orientações gerais deste livro do professor.
Publicação
Caso haja algum estudante com algum tipo de deficiência visual ou auditiva, por exemplo, que requeira adaptações para ter acesso ao conteúdo, alternativas e adaptações podem e
devem ser feitas: leitura em voz alta pode ser realizada pelos estudantes ou até mesmo a gravação de áudios. Pode haver ainda a possibilidade da tradução para Libras e a explicação — escrita ou em áudio — dos elementos visuais da matéria.
Se a escola não tiver um site , as notícias podem ser publicadas nas redes sociais ou compartilhadas por meio de um jornal digital enviado para as famílias por e-mail.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
PRODUÇÃO ORAL Notícia em telejornal
Além da notícia para o site da escola, você e o colega vão apresentar a notícia em forma de telejornal. Em uma data combinada pelo professor, as notícias gravadas por vocês serão apresentadas para outras turmas da escola.
Planejamento
1. Na primeira etapa do planejamento, o professor vai organizar uma sessão para que a turma assista a alguns telejornais.
2. Observem as imagens de alguns estudantes que apresentaram telejornais.
Estudantes em gravação de telejornal, no Reino Unido, em 2018.
Estudantes organizando a apresentação do telejornal, em Singapura, no ano de 2024.
3. Ao final da sessão e depois de observar as imagens, completem o quadro a seguir no caderno. Escrevam, ao lado de cada item, os aspectos que vocês julgam importantes em um telejornal.
Postura corporal e gestos
Expressão facial
Dicção
Cenário
ENCAMINHAMENTO
Respostas pessoais.
11/09/25 20:35
Para a apresentação oral das notícias, prepare um cenário. Ele pode ser confeccionado com os estudantes, ou pode ser previamente preparado por você. Utilize TNT ou papel para encapar superfícies e mesas, ou faça o cenário de fundo. Escolha, junto à turma, um logo para o telejornal e peça aos estudantes que tragam elementos visuais, como canecas, microfones, entre outros, para ajudar na composição.
Planejamento
1. Organize uma sessão de apresentação de alguns telejornais para os estudantes assistirem. Dessa forma, eles poderão se familiarizar com a forma como são apresentados. Neste momento, oriente-os a tomar nota de elementos importantes para a construção do telejornal. Só então, organize as informações apresentadas e complemente-as da seguinte forma: Dicção: fala pausada e clara. Palavras bem pronunciadas.
Postura corporal : reta, confiante e natural. Evitar muitos movimentos. Expressão facial : adequada ao tema da notícia, sem exageros (séria, feliz, neutra).
Ritmo e entonação : variação da voz para não ficar monótona. Ênfase às palavras importantes. Interação com o colega: respeito aos turnos de fala, com passagens naturais de fala entre os apresentadores.
Apresentação visual : roupas neutras e apropriadas ao contexto. Retome trechos dos telejornais assistidos para ilustrar cada um desses itens, se houver tempo e julgar pertinente. Caso contrário, você poderá servir de modelo para ilustrar os aspectos relacionados à voz, e à expressão corporal e facial.
2. Solicite aos estudantes que observem atentamente as imagens da página. Aproveite para perguntar se algum deles já teve a oportunidade de participar de outra atividade semelhante. Incentive-os a expressar como se sentiram e, caso não tenham tido essa oportunidade, peça que levantem hipóteses sobre como acham que se sentiriam ao realizar uma apresentação oral de uma notícia.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Roteiro
Ressalte a importância da construção do roteiro para organizar a apresentação do telejornal, siga as etapas mencionadas no livro do estudante e esclareça possíveis dúvidas.
2. Explique as diferenças da notícia veiculada em meios escritos das veiculadas de forma oral. Diga que, para a apresentação oral, a notícia deve ser exposta de forma mais fluida que a dos textos escritos, além de ser clara e impessoal, justamente para prender a atenção do telespectador. Recorde-os de que a linguagem é formal, sem o uso de expressões como: “né”, “aí” e “então”, “tipo”, “hum”. Tais expressões são conhecidas como cacos — ou muletas — e, na hora de falar, podem ser consideradas também como palavras de preenchimento. Elas não acrescentam conteúdos, mas saturam o ouvinte, pois podem deixar a fala tediosa e desviar sua atenção.
4. Ensaie com os estudantes para as apresentações e oriente-os de modo a tornar o texto mais fluido e a deixá-los mais à vontade com a produção.
Roteiro
Preparem um roteiro de apresentação do telejornal a partir da notícia escrita anteriormente. A apresentação deve ter, aproximadamente, 5 minutos de duração. Sigam estas etapas.
1. Criem uma abertura para o telejornal, que pode vir acompanhada de um trecho de música. Anunciem o nome do jornal, apresentem-se e cumprimentem os telespectadores.
2. Verifiquem se a notícia está adequada para ser transmitida oralmente. Se precisarem, façam adaptações no texto, mantendo a linguagem clara e impessoal, sem o uso de expressões como: né, aí, e então, tipo, hum.
3. Definam as falas de cada integrante da dupla e ensaiem algumas vezes. Lembrem-se dos telejornais assistidos na etapa de planejamento e treinem o tom de voz e a maneira de se expressar.
4. Ensaiem uma vez com o professor. Ele poderá dar dicas e orientações para aprimorar a apresentação.
5. Ao final da notícia, encerrem a apresentação com uma frase de finalização e uma despedida.
Sugestão para o professor
• FARIA, Maria Alice. O jornal na sala de aula São Paulo: Contexto, 2007.
A obra destaca de que maneira o processo de ensino e aprendizagem da língua portuguesa pode ser enriquecido com a utilização de textos jornalísticos. Apresenta ainda em detalhe a estrutura de um jornal, o modo como é produzido e ressalta como a leitura crítica desse material pode tornar as aulas de língua portuguesa mais interessantes.
Produção
O professor vai ficar responsável por fazer a gravação da apresentação da notícia. Sigam o roteiro e caprichem na postura e na entonação da voz.
Apresentação
Quando todos os vídeos estiverem finalizados, o professor vai organizar um momento para que toda a turma possa assistir às notícias produzidas. Durante a apresentação, assistam aos vídeos dos colegas com atenção e em silêncio.
Avaliação
Ao fim da apresentação das notícias, o professor vai promover um momento para que a turma avalie as produções.
Reúna-se em uma roda com os colegas e o professor para conversar sobre estas questões.
1. Conseguimos selecionar notícias de interesse da comunidade escolar?
2. Qual etapa da produção escrita foi a mais desafiadora? E da produção oral?
3. O que podemos melhorar nas próximas produções?
DESCUBRA MAIS
• JORNAL DA CRIANÇA & JOVENS, São Paulo, c2025. Disponível em: https://jornaldacrianca. com.br/. Acesso em: 10 jul. 2025.
O Jornal da Criança & Jovens é um site de notícias destinado ao público infantil. Nele, é possível ler notícias sobre natureza, esportes, ciência, cultura e outros assuntos que fazem parte do nosso dia a dia. Com a ajuda de um adulto, acesse o site e leia as notícias de seu interesse.
ENCAMINHAMENTO
Produção
Prepare o material para a gravação. Caso não haja equipamentos na escola, utilize um celular e mantenha-o em um suporte ou tripé para que não haja movimentação da câmera. Um abajur ou high light também podem complementar a gravação.
Avaliação
Ao final da atividade, antes da avaliação geral com a turma, incentive os estudantes a realizar uma autoavaliação no caderno, respondendo às seguintes questões:
• alguma etapa da atividade me deixou desconfortável? Qual? Por quê?
• qual etapa da atividade foi mais difícil? Por quê?
• eu me dediquei à produção? Muito ou pouco?
• preciso melhorar em alguma etapa do trabalho? Por quê?
• qual etapa tive mais facilidade para desenvolver?
• em qual me diverti mais?
• em qual aprendi uma nova habilidade ou algo novo? Em seguida, acolha os estudantes e suas respostas e desenvolva a avaliação com a turma como descrito no livro do estudante. As respostas contidas na autoavaliação podem ajudar na avaliação coletiva proposta. Consulte a matriz de avaliação deste livro do professor como apoio ao processo avaliativo.
Capa do Jornal da Criança & Jovens
INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO
Neste capítulo, os estudantes terão a oportunidade de ler, estudar e produzir fichas técnicas, gênero textual pertencente ao campo das práticas de estudo e pesquisa. Um dos objetivos da produção escrita é aproximar os estudantes de um gênero cujo objetivo é divulgar conhecimentos científicos. Além disso, eles terão a oportunidade de desenvolver habilidades de seleção, análise e síntese de informações tendo em vista o objetivo e a confiabilidade. Já a proposta de exposição oral pretende oportunizar aos estudantes a mobilização de seus conhecimentos para transmitir informações científicas em situação oral pública. A temática do capítulo, animais em perigo de extinção, permite abordar transversalmente o tema contemporâneo transversal Meio ambiente, além de estabelecer a interdisciplinaridade com o componente curricular Ciências da Natureza.
OBJETIVOS
DO CAPÍTULO
• Ler e interpretar fichas técnicas.
• Compreender características relacionadas ao gênero textual ficha técnica.
• Desenvolver procedimentos de escrita: planejamento, escrita, revisão, reescrita e edição.
• Apresentar ficha técnica considerando as características do gênero e o contexto de publicação.
• Produzir um livro coletivo de fichas técnicas de animais ameaçados de extinção.
• Apresentar exposição oral, usando linguagem adequada à situação comunicativa.
Tamikuã Txihi “IMAKÃ UG KUHUKÊ” [Mãe e filha, abrigo para os sonhos em tempos difíceis], 2020, óleo sobre tela. Dimensão 30 x 20 cm. Coleção particular.
O bserve a abertura deste capítulo e converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1 Você acha que as onças-pintadas estão ameaçadas de extinção? Por quê?
Respostas pessoais.
2 Onde você pode procurar informações para conhecer melhor os animais e entender como eles vivem?
Respostas pessoais.
ENCAMINHAMENTO
as condições climáticas do planeta e provocam secas, alagamentos, formação de ciclones e degelo dos polos, o que afeta diretamente a natureza.
1. Espera-se que os estudantes respondam que sim e levantem hipóteses sobre o que ameaça as onças, como destruição da floresta, caça ou falta de alimento. Retome o tema da extinção de espécies e explique que, na natureza, há um equilíbrio entre presas e predadores, mas, quando esse equilíbrio se quebra, algumas espécies correm risco de desaparecer.
2. Espera-se que os estudantes citem livros de ciências, revistas sobre animais, enciclopédias, documentários, sites confiáveis, museus, zoológicos, além de conversas com professores ou especialistas como biólogos e veterinários.
O site mostra a situação de diversos animais na natureza, organizados em diferentes categorias, como extinto na natureza, regionalmente extintos, criticamente em perigo, entre outras.
15/09/25 19:14
Convide os estudantes a apreciar a imagem de abertura, da indígena Tamikuã Txihi, e pergunte o que mais chama a atenção deles e se conhecem outros murais semelhantes. Comente que Tamikuã Txihi gosta de retratar elementos da natureza para destacar o perigo de extinção de espécies animais.
Inclua os estudantes com baixa visão ou cegos, descrevendo a imagem em voz alta. Explique os pontos principais e deixe que façam perguntas. Assim, todos conseguem entender e participar da atividade com a turma. Faça isso sempre que for necessário.
A seguir, aborde o título do capítulo e questione: “vocês concordam com esse título? Por quê?”. Os estudantes podem citar fenômenos que causam desequilíbrio no planeta, como aquecimento global, emissão de gases de efeito estufa, queima de combustíveis fósseis, desmatamento, uso impróprio do solo com aplicação de agrotóxicos nas plantações, que alteram
• RAMOS, Karen. Arte indígena contemporânea: artistas exaltam ancestralidade e resistência. c2025. Disponível em: https://culturadoria. com.br/arte-indigena/. Acesso em: 3 set. 2025. No site, é possível encontrar algumas obras de artistas indígenas contemporâneos.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Inicie a seção com uma conversa sobre animais em perigo de extinção e animais extintos. Avalie os conhecimentos prévios dos estudantes e, se julgar relevante, aproveite o caráter interdisciplinar do conteúdo para relacioná-lo com o componente curricular Ciências.
1. Oriente os estudantes a observar brevemente as fichas técnicas. Chame a atenção para a forma do texto, os títulos, as imagens, as palavras destacadas e a organização. Solicite que levantem hipóteses e mobilizem conhecimentos prévios.
Em seguida, solicite a leitura individual e silenciosa das fichas técnicas. Garanta um ambiente de concentração, lembrando que cada estudante deve fazer a leitura em seu próprio ritmo. Caso tenham dúvidas em alguma palavra, peça que anotem no caderno.
LEITURA
Você vai analisar as fichas técnicas de dois animais brasileiros ameaçados de extinção.
1 Observe brevemente os textos e comente quais informações você acha que essas fichas técnicas apresentam.
Resposta pessoal.
• Agora, faça a leitura silenciosa das fichas técnicas.
Texto 1
Nome popular: boto ou golfinho-nariz-de-garrafa.
Nome científico: Tursiops truncatus
Comprimento e peso quando adulto: 3,8 metros e 350 kg.
Reprodução: começa a se reproduzir aos dez anos de idade. A gestação dura 12 meses e apenas um filhote nasce a cada período, com cerca de um metro de comprimento. Ele é amamentado pela mãe por mais de um ano.
Tempo de vida: em média, de 40 a 45 anos.
Alimentação: grande variedade de peixes, incluindo a tainha, a corvina e a pescada. Ocasionalmente, come algumas espécies de lulas.
Proteção: todas as espécies de baleias, botos ou golfinhos que ocorrem em águas brasileiras estão protegidas pela Lei Federal número 7.643, de 18 de dezembro de 1987. Não é permitido caçar, molestar ou capturar intencionalmente esses animais no país.
FICHA técnica. Ciência Hoje das Crianças, ano 29, n. 285, p. 11, 2016.
3,8 metros
Texto 2
PROCURA-SE
Nome científico: Tolypeutes tricinctus
Nome popular: tatu-bola (ou tatu-bola-da-caatinga).
Tamanho: do focinho à cauda, aproximadamente 25 centímetros. Pesa cerca de um quilo e meio.
Locais onde é encontrado: estado do Nordeste e Centro-Oeste.
Hábitat: na Caatinga e no Cerrado brasileiros.
Motivo da busca: animal ameaçado de extinção!
11/09/25 20:50
Após a leitura individual, faça uma leitura coletiva com pausas para perguntas, de modo a favorecer a compreensão. Aproveite para esclarecer as dúvidas anotadas pelos estudantes durante a leitura silenciosa.
O tópico Hábitat dos animais possibilita uma abordagem interdisciplinar com o componente curricular Geografia. Providencie um mapa político do Brasil, fixe-o na parede ou em outro tipo de suporte e, à medida que algum animal for apresentado no capítulo, confeccione uma ficha apenas com o nome comum do animal para ser afixada perto do estado ou região onde ele é encontrado.
Sugestão para os estudantes
• MUNDURUKU, Daniel. Coisas de onça . São Paulo: Mercuryo Jovem, 2011. O livro é composto de quatro fábulas que tematizam a relação entre a onça, animal dotado de muita força, e alguns animais pequenos, que têm de encontrar outros meios, como inteligência e sagacidade, para se relacionar com o poderoso o felino e/ou enfrentá-lo.
FICHA técnica. Ciência Hoje das Crianças, ano 27, n. 257, p. 15, 2014.
ENCAMINHAMENTO
Durante as atividades, crie um ambiente acolhedor, com respeito e confiança. Escute os estudantes com atenção e valorize todas as formas de participação. Alguns podem ter dificuldade para falar, então ofereça outras maneiras de se expressar, como escrever, usar imagens, dramatizar ou trabalhar em dupla. Assim, todos conseguem participar sem barreiras. Lembre-se de que a presença e atenção dos estudantes podem se manifestar de diferentes formas, como ouvir com atenção, apoiar os colegas ou ajudar de forma mais silenciosa.
1. Nesta atividade, valorize as respostas pessoais e incentive-os a compartilhar experiências. Essa etapa ativa o repertório da turma e amplia a motivação para a leitura.
2. É esperado que eles comentem alguns tópicos das fichas, como características físicas ou mesmo a curiosidade sobre a reprodução do boto. Acolha todas as respostas e pergunte se eles já conheciam essas informações.
3. Conduza a atividade oralmente e registre na lousa as diferenças levantadas pelos estudantes (número de tópicos, detalhamento das informações, estilo de apresentação). Esta atividade desenvolve a habilidade de comparar textos de mesma função social.
4. Ressalte que nesse gênero textual a imagem não é apenas ilustrativa: ela complementa as informações escritas e auxilia a compreensão. Se possível, incentive-os a observar detalhes que confirmem ou ampliem dados trazidos na ficha técnica. Depois, pergunte se alguém já viu um dos animais de perto e convide para contar como aconteceu, que
Compreensão
1 Você já conhecia os animais apresentados? Comente.
Respostas pessoais.
2 Qual informação das fichas técnicas você achou mais interessante?
Resposta pessoal.
3 Apesar de as duas fichas técnicas terem a mesma finalidade de apresentar informações sobre animais, elas não são idênticas.
• Identifique as diferenças entre essas duas fichas técnicas.
Espera-se que os estudantes citem as diferenças entre os tópicos apresentados e a quantidade de informações em cada texto.
4 As imagens que acompanham as fichas técnicas são importantes? Por quê?
Espera-se que os estudantes concluam que sim, pois, além de despertar a curiosidade do leitor, as imagens trazem informações sobre o animal e possibilitam a observação de dados trazidos pelo texto escrito.
5 A ficha técnica do tatu-bola apresenta um título. Responda às seguintes questões no caderno.
a) Localize e transcreva o título.
“Procura-se”.
b) Qual tópico da ficha está relacionado a esse título?
O tópico é “Motivo da busca: animal ameaçado de extinção!”.
6 Copie no caderno a opção correta que completa a seguinte frase.
No tópico “Motivo da busca: animal ameaçado de extinção!”, o ponto de exclamação (! ) foi usado para...
a) destacar a importância da informação.
b) dar uma ordem ao leitor da ficha técnica.
7 Releia o trecho a seguir.
7. a) Resposta pessoal. Oriente os estudantes a refletir sobre o papel dos animais no equilíbrio da natureza e a importância da biodiversidade para a manutenção da vida no planeta.
Proteção: todas as espécies de baleias, botos ou golfinhos que ocorrem em águas brasileiras estão protegidas pela Lei Federal número 7.643, de 18 de dezembro de 1987. Não é permitido caçar, molestar ou capturar intencionalmente esses animais no país.
FICHA técnica. Ciência Hoje das Crianças, ano 29, n. 285, p. 11, 2016.
a) Em sua opinião, por que é importante preservar as espécies animais?
b) Na região em que você mora existem animais ameaçados de extinção?
Resposta pessoal.
emoção sentiu, se observou alguma característica que não está descrita na ficha ou retratada na imagem.
5. Encaminhe a reflexão para que os estudantes percebam como o título Procura-se cria um efeito de sentido, aproximando-se do gênero anúncio. Em seguida, mostre que o tópico Motivo da busca explicita o objetivo informativo da ficha. Essa articulação reforça a importância de ler títulos e subtítulos para compreender a função de um texto.
6. Retome o uso do ponto de exclamação e verifique se os estudantes identificam sua função no contexto da ficha técnica: enfatizar e destacar a relevância da informação. Conclua que o efeito de sentido é de alerta, não de ordem.
7. a) Oriente os estudantes a refletir sobre a importância da preservação das espécies, pois todos os seres vivos fazem parte de um equilíbrio que mantém a vida no planeta.
7. b) Aproveite a oportunidade para incentivar os estudantes a conectar as aprendizagens da escola com o local em que vivem.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
FICHA TÉCNICA EM FOCO
1 Copie no caderno a opção correta que completa a frase a seguir.
As fichas técnicas lidas foram escritas para:
a) apresentar informações científicas sobre animais.
b) apresentar informações fictícias sobre animais.
2 Observe as fontes onde os textos foram publicados e responda no caderno.
Ciência Hoje das Crianças, ano 29, n. 285, p. 11, 2016.
Ciência Hoje das Crianças, ano 27, n. 257, p. 15, 2014.
a) Onde as fichas técnicas foram publicadas?
Na revista Ciência Hoje das Crianças
b) Onde mais é possível encontrar informações sobre animais em fichas técnicas?
Livros, sites, enciclopédias, jornais ou revistas.
c) Qual é o público-alvo desses textos?
Estudantes e público em geral interessado no tema.
3 De que maneira as informações da ficha técnica estão organizadas? Copie a resposta certa no caderno.
a) Em tópicos. b) Em versos e estrofes. c) Em balões de fala.
4 Se você quisesse se informar apenas sobre a alimentação do boto, seria necessário ler toda a ficha técnica? Responda e justifique sua resposta no caderno.
Espera-se que os estudantes respondam que não, pois a organização da ficha técnica em tópicos facilita a localização de informações.
5 Transcreva no caderno as opções corretas sobre a linguagem usada nas fichas técnicas.
a) Usa algumas palavras técnicas do campo da Ciência.
b) Apresenta gírias e expressões informais.
c) Apresenta opiniões pessoais do autor.
d) Apresenta informações objetivas, sem a opinião do autor.
e) Emprega a norma-padrão de escrita.
ENCAMINHAMENTO
2. b) Chame a atenção para as informações das fontes que indicam se tratar de uma revista impressa e pergunte como seria a fonte caso o texto tivesse sido publicado no site da revista. Talvez os estudantes citem que haveria a indicação do endereço do site na internet e a data de acesso. Em seguida, incentive-os a citar outros suportes em que textos científicos são publicados.
2. c) Em razão do nome da revista, pode ser que os estudantes respondam que o público-alvo são as crianças. No entanto, conduza a reflexão para que eles considerem os suportes citados na questão anterior e o interesse do público em geral no tema.
3. Ressalte que essa estrutura facilita a leitura de cada item, pois apresenta informações específicas, breves e diretas. Amplie a atividade, solicitando aos estudantes que comparem a organização das fichas técnicas com outros textos, como os poemas (geralmente, organizados em versos e estrofes); as HQs (com textos em balões de fala); as notícias (textos em parágrafos).
4. Aproveite a oportunidade para desenvolver a estratégia de leitura seletiva, importante para obter uma informação específica em um contexto que exige rapidez e objetividade.
11/09/25 20:50
1. O objetivo da atividade é verificar se os estudantes compreenderam que a finalidade das fichas técnicas é apresentar informações científicas sobre os animais, ou seja, informações baseadas em pesquisa, observação e comprovação. Certifique-se de que todos diferenciam as fichas da linguagem fictícia, presente em gêneros textuais como cantigas, contos, mitos etc., em que prevalecem imaginação, criação e liberdade artística. Aproveite para questionar: “no dia a dia, onde podemos encontrar exemplos de linguagem que utiliza informações científicas?”. Os estudantes podem citar, por exemplo, bulas de remédio, relatos de experimento, verbetes de enciclopédia, artigos de divulgação científica, entre outros.
2. a) Oriente a releitura da fonte dos textos lidos e pergunte se alguém conhece a revista e se já leu algo dela. Se possível, organize um momento com os estudantes para acessar o site da revista Ciência Hoje das Crianças e explore a publicação com eles. Verifique se há exemplares da revista na biblioteca da escola e disponibilize-os para leitura.
5. Esta atividade auxilia os estudantes a fixar as características do gênero textual ficha técnica.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
6. Esta atividade permite aos estudantes identificar os efeitos de sentido de recursos visuais em textos multissemióticos. Incentive-os a usar o dicionário, caso desconheçam alguma palavra e, se julgar oportuno, exponha um mapa-múndi para identificar a localização das regiões citadas no texto. Após certificar-se de que todos compreenderam o texto, peça-lhes que observem as imagens e apontem as principais diferenças entre elas. Apesar de as três fotografias serem do mesmo animal, espera-se que os estudantes identifiquem diferenças, como fundo da imagem, posição do animal, partes do corpo do animal que estão ocultas na imagem, cores, entre outras. Durante a conversa, ajude os estudantes a compreender que a imagem escolhida para acompanhar uma ficha técnica também precisa ter rigor, pois ela servirá para ilustrar, comprovar e até acrescentar informações apresentadas no texto. Uma fotografia que não mostre o animal por inteiro, por exemplo, prejudica a noção do comprimento total dele.
Aproveite para chamar a atenção dos estudantes para a finalidade e importância do recurso gráfico que consta nas fichas técnicas anteriores: o selo com régua que apresenta a medida do animal. É possível que os estudantes já tenham visto esse recurso em outros textos, especialmente nos livros de Ciências da Natureza. Explique que esse dado pode aparecer de formas diferentes e que a escolha da imagem é sempre fundamental.
6 As fichas técnicas costumam apresentar, além das informações escritas, imagens do ser vivo ou do objeto abordado. Leia a ficha técnica a seguir.
Tamanduá-bandeira
Curiosidades: Constitui a maior espécie de tamanduá. Seu nome se dá devido ao fato dos pelos alongados de sua cauda balançarem quando ele corre, se assemelhando a uma bandeira. […]
Dieta: São insetívoros, se alimentam de cupins, formigas e outros pequenos invertebrados. Caçam dia e noite.
[…]
Origem: Nativo da América Central e América do Sul. Originalmente ocorria em todos os estados brasileiros, mas atualmente está em risco de extinção.
[…]
Nativo: natural ou originário de um lugar.
GRUPO DE ESTUDO DE ANIMAIS SELVAGENS. Tamanduá-bandeira: Myrmecophaga tridactyla. São Paulo: Cruzeiro do Sul, 21 out. 2024. Instagram: @geasucs_sp. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DBY8y_HuH5P/?img_index=1. Acesso em: 2 jun. 2025.
• No caderno, indique qual das imagens a seguir é a mais adequada para compor a ficha técnica lida e explique sua escolha.
6. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem a alternativa a como a mais adequada para integrar a ficha técnica, pois é a que apresenta de modo mais visível as características físicas do tamanduá.
Texto de apoio
Ler para obter uma informação precisa É a leitura que realizamos quando pretendemos localizar algum dado que nos interessa. […]
Podemos afirmar que este tipo de leitura caracteriza-se por ser muito seletiva — à medida que deixa de lado grande quantidade de informação como requisito para encontrar a necessária —, por sua rapidez, quando se “passa os olhos” pela informação não relevante, e, por ser, ao mesmo tempo, muito minucioso, quando se encontra o que se busca. Assim, o fomento da leitura como meio para encontrar informações precisas tem a vantagem de aproximá-la de um contexto de uso real tão frequente que nem somos conscientes disso e, ao mesmo tempo, oferecer ocasiões significativas para trabalhar aspectos de leitura, como a rapidez, muito valorizados na escola.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 93.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
7 Leia o texto expositivo a seguir sobre a onça-pintada.
As rainhas da floresta
Onça-pintada! O nome popular da espécie faz referência à […] pelagem amarelada e cheia de manchas pretas, chamadas de rosetas. Elas são únicas em cada onça, assim como nossa impressão digital é específica para cada pessoa.
[…]
O tamanho das onças-pintadas, medindo-se da ponta do nariz até a base do rabo, vai de 1,12 metro a 1,85 metro. Sua altura varia entre 45 e 75 centímetros e seu peso, entre 36 e 158 quilos. A cauda do animal é relativamente longa, podendo atingir 75 centímetros de comprimento.
Versátil, o felino é capaz de viver em ambientes bastante diferentes, como a árida Caatinga e as úmidas várzeas amazônicas […]. Nessas regiões, a onça-pintada habita áreas de vegetação densa e está sempre perto da água, onde encontra seu alimento com maior facilidade.
AS RAINHAS da floresta. Ciência Hoje das Crianças, ano 26, n. 251, p. 3-5, 2013.
A ficha técnica apresenta informações importantes sobre um assunto.
Uma ficha técnica de animal, por exemplo, geralmente, apresenta informações como o nome popular do animal, o nome técnico que os cientistas dão a esse animal, o local onde vive, do que se alimenta, o tamanho, entre outras.
• No caderno, monte uma ficha técnica com as informações que podem ser obtidas nesse texto.
Dica: Leia o texto com atenção, identifique as informações principais e anote-as no caderno. Organize essas informações em tópicos para compor a ficha técnica. Escreva frases curtas e objetivas, utilizando a norma-padrão.
SAIBA QUE
Espera-se que os estudantes consigam extrair do texto lido as seguintes informações para uma ficha técnica: nome popular, características físicas, tamanho, peso e hábitat.
Mas, afinal, o que é essa tal de ameaça de extinção?
Uma espécie ameaçada de extinção corre o risco de desaparecer da natureza. Para saber mais sobre espécies ameaçadas de extinção, acesse, com a ajuda de um responsável, o site do IBGE Educa (https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-especiais/22384-especies-ameacadas-de-extincao.html; acesso em: 2 jun. 2025).
7. Leia o enunciado para a turma e explique aos estudantes que eles farão a leitura de um texto expositivo de divulgação científica sobre a onça-pintada. Proponha uma leitura silenciosa para que desenvolvam cada vez mais autonomia e, ao final, faça perguntas para verificar se compreenderam o texto e sua finalidade. Em seguida, incentive-os a comentar as principais diferenças desse texto em relação às fichas técnicas lidas e vá registrando as respostas na lousa. Faça perguntas sobre a composição dos textos (parágrafos × tópicos), a linguagem (explicativa × objetiva), frases longas e explicativas × frases curtas e objetivas.
11/09/25 20:50
Após a leitura do conceito, leia o enunciado, ressaltando que não se trata apenas de copiar as informações. Espera-se que os estudantes selecionem e organizem as informações necessárias e escrevam de acordo com as características do gênero textual ficha técnica. Valorize o processo de textualização, que pode ser mais desafiador para alguns estudantes. Ao fazer a mediação, considere as tentativas de seleção adequada de dados, o respeito à estrutura da ficha técnica e o uso de linguagem clara e objetiva. Se julgar adequado, como forma de adaptar a atividade para o nível de aprendizagem da turma, proponha que a escrita da ficha técnica seja feita em duplas, tornando o trabalho mais colaborativo. Após todos terem escrito as fichas, sugira a troca entre duplas para que possam avaliar de maneira respeitosa o trabalho dos colegas.
ENCAMINHAMENTO
Planejamento
Apresente a proposta aos estudantes, ressaltando as condições de produção dos textos. Faça a mediação das etapas incentivando-os a mobilizar os conhecimentos adquiridos ao longo do capítulo, bem como as habilidades de pesquisa, seleção e organização de informações, escrita e trabalho colaborativo. Informe-os de que a proposta é produzir um livro que será doado à biblioteca da escola. Outras possibilidades de doação incluem a sala de leitura, escolas vizinhas ou até mesmo a biblioteca do bairro.
1. Ressalte que a coleta de informações deve ser feita em fontes confiáveis. Se possível, indique previamente livros, enciclopédias e revistas para consulta. Eles poderão fazer pesquisas em sites desde que acompanhados de um adulto. É fundamental que os estudantes tenham clareza do objetivo da pesquisa, pois precisarão mobilizar conhecimentos para localizar o que desejam, compreender o que estão lendo e selecionar o que é pertinente.
Para garantir que a pesquisa seja feita em fontes confiáveis, ressalte alguns critérios de seleção: o autor está identificado, foi publicado por uma escola, universidade, revista ou jornal conhecidos, tem data de publicação, a informação aparece em mais de uma fonte.
Para a etapa de seleção de material, indique o uso de sumários de livros e revistas para localizar informações de maneira mais rápida e objetiva. Indique aos estudantes fazer anotações breves, esquemas ou mapas mentais com dados objetivos das informações localizadas. Além
PRODUÇÃO ESCRITA Ficha técnica
Chegou o momento de você escolher um animal ameaçado de extinção e produzir uma ficha técnica sobre ele.
As produções da turma serão reunidas em um livro que será doado à biblioteca da escola.
Planejamento
Animais ameaçados de extinção.
1. Em dupla, escolham um animal ameaçado de extinção para produzir a ficha técnica. Vocês podem pesquisar em livros, revistas e sites ou escolher uma das opções a seguir. CRÉDITOS: BOTO-COR-DE-ROSA MICHEL VIARD/ISTOCKPHOTO/GETTY IMAGES /CACHORRO-VINAGRE: JOSEF_SVOBODA/SHUTTERSTOCK. COM /PICA-PAU-AMARELO: WIM HOEK/SHUTTERSTOCK.COM /MICO-LEÃO-DOURADO: EDWIN BUTTER/SHUTTERSTOCK.COM TARTARUGA-DE-COURO: OZGIOUN SAMPRI/SHUTTERSTOCK.COM/ JACUTINGA: FOTOREQUEST/SHUTTERSTOCK.COM
2. Definam quais informações farão parte da ficha técnica do animal escolhido. Organizem os itens e reservem um espaço para a imagem do animal. Lembrem-se de que a ficha técnica de um animal pode apresentar:
Nome popular
Hábitat
Nome científico
Alimentação
Tamanho
Curiosidade
Peso
disso, é esperado dos estudantes uma atitude investigativa, curiosa e questionadora ao produzir textos das práticas de estudo e pesquisa.
2. Apoie os estudantes a listar os itens que vão compor a ficha técnica. Ressalte que alguns itens podem ser incluídos a depender do resultado da pesquisa.
Organize-se
• Livros, enciclopédias ou revistas para consulta
• Folhas de papel avulsas
• Folhas de maior gramatura para a capa e a contracapa
• Materiais de escrita diversos
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
3. Selecionem uma imagem do animal. Ela pode ser recortada de revista, folheto e jornal, ou pode ser impressa de um site confiável.
Dica: Durante a pesquisa, é importante escolherem fontes confiáveis de informações. Prefiram livros, enciclopédias, revistas ou sites escritos por especialistas no assunto. Se tiverem dúvida, peçam ajuda ao professor para saber se aquela fonte de informação é confiável.
Escrita
Finalizado o planejamento, façam o rascunho da ficha técnica.
1. Em uma folha de papel avulsa, organizem os elementos da ficha e reservem um espaço para a imagem do animal.
2. Escrevam as informações selecionadas em forma de tópicos. O texto deve ser objetivo e claro.
3. Citem as fontes de pesquisa que foram usadas e assinem a ficha para que os leitores identifiquem que vocês foram os pesquisadores.
Revisão e reescrita
1. Ao finalizar o rascunho, façam uma revisão seguindo os critérios a seguir.
• As informações estão organizadas de forma clara?
• A escrita das palavras está correta?
• A imagem do animal complementa as informações dadas no texto?
2. Troquem a produção com outra dupla. Os colegas farão sugestões para aprimorar o texto. Façam o mesmo com a produção dos colegas, dando sugestões de maneira respeitosa.
3. Retome a função e a importância das fotografias em fichas técnicas e oriente a turma a buscar imagens que mostrem o animal de corpo inteiro, de forma nítida.
Escrita
1. Proponha que retomem as fichas técnicas lidas sempre que necessário.
2. Circule pela sala de aula para apoiá-los durante a escrita. Ressalte que eles não devem copiar os trechos selecionados, e sim escrever as informações com as próprias palavras. Incentive os estudantes a utilizar corretamente a pontuação. Caso apresentem dificuldades com o uso da vírgula ou de outros sinais, reserve um momento da aula para revisar esses conteúdos, de modo que adquiram maior segurança no uso da pontuação.
3. Oriente-os a citar as fontes de pesquisa e assinar a ficha, valorizando a autoria do trabalho.
Revisão e reescrita
1. No processo de revisão, além de considerar os critérios do livro, os estudantes poderão reler, corrigir e aprimorar o texto quantas vezes forem necessárias. Incentive-os a pensar outros aspectos que possam ser aprimorados.
2. Proponha a troca de produções entre as duplas, incentivando a leitura crítica e a devolutiva respeitosa. Oriente-os a dar dicas e sugestões aos colegas sobre como deixar a produção mais clara e interessante para os leitores. Essa etapa pode ser feita oralmente entre as duplas ou por meio de recados escritos em uma folha de papel avulsa.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Revisão e reescrita
3. A revisão deve ser feita por etapas e com focos bem definidos, pois abordar muitos aspectos de uma vez pode ser desafiador para estudantes de anos iniciais. Enquanto faz a revisão, valorize a produção fazendo comentários positivos e evidenciando os progressos alcançados por eles. Aponte os trechos que precisam ser melhorados, indicando claramente o que deve ser feito.
Caso julgue oportuno, sugere-se que a avaliação seja feita considerando a matriz de avaliação deste livro do professor.
4. Solicite aos estudantes que reescrevam o texto, cuidando dos aspectos composicionais definidos no planejamento e no rascunho. Oriente-os a produzir a versão final em folha de papel avulsa, colando ou imprimindo a imagem escolhida. Proponha o uso da caneta para reescrita do texto. Apresente a mudança como parte do desenvolvimento natural dos estudantes e aquisição de maior autonomia no processo de escrita. Ressalte que a caneta exige mais cuidado e atenção, mas que não deve ser motivo de ansiedade ou insegurança. Para sugestões de estratégias na transição do lápis para a caneta, consulte as orientações gerais deste livro do professor.
Publicação e circulação
Durante a etapa de publicação do livro, faça a mediação esclarecendo dúvidas e orientando as trocas de informações entre os grupos e a condução das atividades. No grupo 1, é esperado que os estudantes mobilizem habilidades de planejamento, organização e categorização de textos, além pôr em
3. Façam as alterações necessárias no rascunho e mostrem ao professor para que ele também faça sugestões de melhorias.
4. Em outra folha de papel avulsa, passem a limpo a ficha técnica. Recortem ou imprimam a imagem do animal e colem no espaço reservado.
Publicação e circulação
Chegou o momento de vocês produzirem o livro da turma. Com os colegas e o professor, sigam os passos para a realização do evento.
O professor vai organizar a turma em três grupos, e cada grupo será responsável por uma etapa da produção.
Grupo 1
Organização dos textos
• Reúnam as fichas técnicas, organizem essas fichas técnicas em ordem alfabética pelo nome popular do animal e numerem as páginas.
• Em uma folha de papel avulsa, produzam o sumário do livro com o nome popular do animal, os nomes da dupla responsável pela ficha e o número da página em que ela se encontra.
• Ao finalizar, entreguem os textos organizados para o Grupo 3.
Grupo 2
Capa e contracapa
• Em uma folha de papel avulsa, façam o rascunho da capa com as informações a seguir.
Identificação da turma
• Para a contracapa, elaborem um breve texto informando o conteúdo do livro.
• Façam a versão final com lápis de cor ou canetinhas e colem a imagem escolhida.
• Ao finalizar, entreguem a capa e a contracapa para o Grupo 3.
prática conhecimentos sobre a organização das partes que compõem o livro. No grupo 2, os estudantes terão a oportunidade de ativar conhecimentos prévios e mobilizar aprendizagens para a elaboração da capa e contracapa, considerando as principais características desse gênero multimodal, articulando linguagens e garantindo a informatividade necessária.
Atividades complementares
Avalie os conhecimentos prévios dos estudantes e, se julgar relevante, proponha atividades que retomem os conceitos de concordância nominal entre substantivos e adjetivos, com o objetivo de os estudantes utilizarem esse conhecimento ao produzir textos escritos e orais.
Por exemplo, escreva na lousa a frase: “O boto é um animal marinho protegido por lei.” e peça aos estudantes que identifiquem o substantivo que concorda com os adjetivos marinho e protegido. Espera-se que percebam que os adjetivos concordam em gênero e número com o substantivo animal.
Título do livro
Imagem de um animal ameaçado de extinção
Grupo 3
Montagem do livro
Com a ajuda do professor, agrupem a capa, a contracapa e as folhas internas conforme a ordem a seguir. Para fixar as páginas, vocês podem optar por grampos ou cola.
Finalizado o livro, o professor vai agendar um dia para a turma doar o livro à biblioteca da escola.
PRODUÇÃO ORAL Exposição oral
Em alguns momentos da vida escolar, você vai precisar se expressar oralmente sobre algum assunto para um grupo de pessoas. Pode ser para ler uma história, contar uma piada, relatar um fato ou até mesmo ensinar algo para alguém.
1. Observe as imagens a seguir.
Publicação e circulação
No grupo 3, espera-se que os integrantes acompanhem as etapas anteriores e estejam preparados para a montagem quando os produtos dos dois grupos estiverem finalizados. Esta etapa favorece a cooperação e o senso de responsabilidade coletiva no processo de produção.
Ao final, revisite com a turma as etapas de cada grupo, para que todos tenham a oportunidade de refletir sobre as aprendizagens e responsabilidades envolvidas. Finalize a sequência planejando como será a doação do livro para a biblioteca da escola, valorizando a função social do texto e o protagonismo dos estudantes. Caso a escola não possua biblioteca, o livro pode ser colocado em uma sala de leitura ou, ainda, ser doado a alguma biblioteca pública ou escolas vizinhas.
Exposição oral
1. Após a leitura do texto de introdução, permita que os estudantes observem as imagens de estudantes realizando exposições orais em diferentes contextos. Em seguida, proponha as atividades orais, que podem ser feitas coletivamente para que seja possível avaliar os conhecimentos prévios e as experiências pessoais dos estudantes em relação ao gênero oral retratado. Se possível, organize um momento para que a turma assista a alguns vídeos de exposições orais selecionados previamente para que possam ampliar os conhecimentos sobre o gênero.
Estudantes acompanhando a exposição do trabalho de colega, no município de São Paulo, estado de São Paulo, em 2018.
Apresentação de trabalho para a turma, no município de São Paulo, estado de São Paulo, em 2024.
ENCAMINHAMENTO
1. a) e b) Estas atividades oferecem a oportunidade de abordar com os estudantes as emoções e os sentimentos envolvidos em práticas orais. Em uma exposição oral, especialmente nos anos iniciais, essa abordagem é fundamental, pois muitos estudantes sentem vergonha, medo ou ansiedade ao falar em público. Trabalhar essas emoções permite a eles desenvolver segurança, clareza e autonomia para se expressar, transformando a experiência de expor oralmente em uma oportunidade de aprendizado integral que envolve tanto habilidades cognitivas quanto socioemocionais.
A BNCC, em suas competências gerais da educação básica, destaca que reconhecer e lidar com as emoções, exercitar a empatia e cultivar o respeito nas interações sociais é parte essencial da formação dos estudantes. Nas exposições orais, isso significa ajudar os estudantes a transformar sentimentos de medo, ansiedade ou vergonha em oportunidades de aprendizagem. Para isso, o professor pode adotar algumas práticas que auxiliem no desenvolvimento da confiança, da segurança e da autonomia. Dentre as estratégias possíveis, destacam-se:
• Criar um ambiente acolhedor, em que os estudantes se sintam respeitados e tenham os sentimentos validados.
• Reconhecer e elogiar aspectos positivos e avanços e permitir que os colegas incentivem e encorajem uns aos outros, favorecendo a empatia.
• Orientar exercícios de respiração profunda e concentração.
• Propor exposições em pequenos grupos (duplas ou trios), ampliando gradualmente para grupos maiores.
a) Você já vivenciou alguma experiência parecida com as retratadas nas imagens? Se sim, sobre o que falou?
Respostas pessoais.
b) Como você se sentiu?
Resposta pessoal.
Animado • Amedrontado • Feliz • Envergonhado
c) Para apresentar oralmente as informações sobre a ficha técnica de um animal, você estudaria antes de falar ou se expressaria de maneira espontânea?
Resposta pessoal.
A gora que o livro de fichas técnicas foi finalizado, cada dupla fará uma exposição oral para a turma apresentando o animal escolhido e as informações sobre ele.
Planejamento
Roteiro
Façam um roteiro no caderno com as informações da ficha técnica produzida anteriormente. Organizem a apresentação em três etapas:
Abertura Desenvolvimento Fechamento
1. Definam o que cada um vai falar e memorizem as informações.
2. Usem linguagem clara e formal.
3. Na abertura, cumprimentem a turma e apresentem o animal.
4. No desenvolvimento, cada integrante fala sua parte e apresenta o próximo. Não se esqueçam de mostrar uma imagem do animal durante a apresentação.
5. No fechamento, citem as fontes e agradeçam a atenção.
DESCUBRA MAIS
• MAIA, Otávio. Livro vermelho para crianças: fauna ameaçada de extinção Ilustrações: Biry Sarkis. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2021.
Com base em ampla pesquisa, esse livro conta com dados e particularidades de 35 espécies de animais ameaçados de extinção em todo o planeta. Também aponta os riscos que essas espécies correm e como mudar essa situação.
• Praticar atividades teatrais como jogos de improviso, leituras dramatizadas e atividades lúdicas que ajudem a tornar a experiência da exposição oral pública mais divertida. 1. c) Espera-se que os estudantes compreendam que o estudo do tema a ser exposto, aliado à organização de um roteiro prévio, contribui para a apresentação, reduzindo a ansiedade e sentimentos de vergonha ou medo.
Planejamento
Faça a mediação da escrita do roteiro, auxiliando os estudantes na transposição das informações do texto escrito para o oral. Caso julgue necessário adequar o nível de complexidade da proposta, sugere-se que os estudantes usem um texto escrito de apoio durante a apresentação. Oriente as duplas a ensaiar algumas vezes a apresentação, observando a clareza das informações e os aspectos relacionados à expressão corporal.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Ensaio
Ensaiem algumas vezes e observem se as informações estão claras. Observem também os seguintes aspectos relacionados à expressão corporal e ao tom de voz.
Exposição oral
No dia combinado, façam a exposição oral com calma. Ouçam a apresentação dos colegas com atenção e respeito.
Avaliação
É hora de avaliar as produções. Com os colegas e o professor, converse sobre as questões a seguir.
1. Você e seu colega tiveram facilidade para encontrar informações sobre o animal escolhido?
2. Como foi a experiência de produzir um livro que será lido pelos colegas da escola?
3. Como você se sentiu ao fazer a exposição oral?
4. O que pode ser melhorado em exposições orais futuras?
ENCAMINHAMENTO
Planejamento
11/09/25 20:50
Explore o infográfico esclarecendo o significado de palavras desconhecidas e servindo de modelo para que eles compreendam como são as expressões indicadas.
Combine um momento para que as duplas se apresentem para você e oriente-as a realizar ajustes e correções com o objetivo de aprimorar a exposição oral.
No dia marcado, cada dupla apresentará sua ficha técnica para a turma, utilizando a imagem do animal como recurso de apoio. Valorize a escuta atenta e o respeito à fala dos colegas.
Avaliação
Conduza uma conversa oral coletiva sobre as questões de avaliação. Incentive os estudantes a compartilhar como vivenciaram as etapas de produção escrita e oral e o que podem
melhorar para produções futuras. Durante a avaliação, permita que outras reflexões e questionamentos sobre o processo sejam levantados.
Consulte a matriz de avaliação deste livro do professor como apoio ao processo avaliativo.
Sugestões para o professor
• GREENE, Jocelyn. 7 maneiras de apoiar as crianças a falar em público. 26 jun. 2024. Disponível em: https: //porvir.org/7-maneiras-de -apoiar-as-criancas-a-falar -em-publico/. Acesso em: 4 set. 2025.
O artigo destaca como práticas teatrais podem fortalecer a comunicação e autoconfiança de estudantes do ensino fundamental.
O texto funciona como material de apoio a professores em contextos de multiletramentos, propondo atividades de exposição oral, fundamentais para o desenvolvimento de habilidades que favorecem a escuta, a fala e a produção de textos que expressem os saberes dos estudantes.
INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO
Neste capítulo, os estudantes terão a oportunidade de estudar e produzir um manifesto, gênero pertencente ao campo da vida pública. O manifesto é um gênero textual voltado para o exercício da cidadania e de grande relevância no espaço público, pois tem como objetivo apresentar ideias, críticas ou reivindicações em nome de determinado grupo. Por meio do manifesto, busca-se sensibilizar e mobilizar as pessoas em torno de uma causa comum.
Além da leitura do manifesto, serão estudados recursos importantes para a construção da argumentação, como o apelo emocional, que aproxima o leitor da proposta apresentada, e o uso da 1a pessoa do plural (nós), que transmite a ideia de coletividade e de identificação entre o falante e o público. O manifesto pode ser publicado em diferentes suportes, impressos ou digitais, e, por se tratar de uma publicação aberta, destinada ao interesse público, tem ampla circulação.
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Ler e compreender um manifesto.
• Reconhecer as principais características do gênero manifesto.
• Analisar a função social do manifesto como texto de interesse público.
• Identificar o apelo emocional como um recurso de persuasão característico do manifesto.
• Compreender os efeitos de sentido do uso da 1a pessoa do plural (nós).
• Produzir um manifesto a partir de um tema de relevância social.
Temas contemporâneos transversais: Cidadania e Civismo, Multiculturalismo e Meio ambiente.
O bserve a abertura deste capítulo e converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1 Você já presenciou protestos e manifestações em favor de alguma causa? Compartilhe sua experiência com os colegas e o professor.
Resposta pessoal.
2 Quais são os motivos que levam as pessoas a se unir em favor de uma causa? Você tem alguma causa que considera muito importante? Se sim, qual é?
Respostas pessoais.
ENCAMINHAMENTO
Ao partir para a análise da imagem de abertura com a turma, lembre-se de incluir os estudantes com baixa visão ou cegos descrevendo a imagem oralmente. Realize a descrição de forma individualizada, ressaltando os elementos principais e oferecendo espaço para perguntas. Essa prática favorece a compreensão e assegura que todos participem ativamente da atividade. Proceda dessa forma sempre que necessário.
O objetivo das perguntas na página de abertura é ativar conhecimentos prévios e favorecer a construção de sentidos a partir de experiências vividas.
1. Incentive os estudantes a relatar se já participaram de manifestações, marchas, protestos ou qualquer mobilização pública ou se já presenciaram esses atos. Caso nunca tenham participado, podem mencionar o que conhecem a partir de notícias da televisão, da internet ou de conversas com familiares. Ressalte que não é necessário ter experiência direta para refletir sobre a importância dessas ações.
2. Converse com a turma sobre os possíveis motivos que levam pessoas a se unir em favor de uma causa. Conduza a conversa de modo que os estudantes percebam que, quando estão juntas, as pessoas conseguem ter mais força, chamar a atenção da sociedade e sensibilizar autoridades. Dê exemplos de causas coletivas, como a preservação do meio ambiente ou a defesa dos direitos das crianças. Se achar conveniente, aproveite para discutir a relevância das manifestações indígenas, que serão apresentadas a seguir, e mostre como esse tipo de mobilização busca sensibilizar as autoridades e a sociedade em geral sobre temas urgentes, como a preservação ambiental e o enfrentamento das mudanças climáticas. Aproveite também para destacar o protagonismo das crianças na defesa de direitos e no cuidado com o futuro do planeta. Em seguida, retome a questão e incentive os estudantes a compartilhar se existe alguma causa que consideram muito importante.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Neste capítulo, os estudantes terão contato com um exemplo real de manifesto produzido por crianças indígenas. A fotografia e o trecho da notícia desta página foram gerados a partir de um fato: o manifesto escrito e entregue por crianças indígenas a representantes do governo federal.
1. Antes de fazer a leitura do texto, incentive os estudantes a observar a imagem com atenção e a comentar os elementos que mais chamaram a sua atenção: faixas, cartazes, expressões faciais das pessoas, palavras de ordem etc.
Na lousa, reproduza os textos que podem ser lidos nos cartazes e na faixa: “Nosso tempo é agora”; “Herdamos a vontade de lutar”; “Escute nosso chamado”. Pergunte aos estudantes: “o que esses textos podem significar?”; “Para que se luta?”; “O que significa dizer ‘Nosso tempo é agora’?”. Explique que os povos indígenas do Brasil têm um longo histórico de lutas por demarcação de terras, preservação ambiental e medidas de enfrentamento das mudanças climáticas, pois essas questões afetam diretamente a vida e a sobrevivência das populações originárias de nosso país. 2. e 3. Durante as atividades orais propostas, é essencial criar um ambiente acolhedor, pautado pela confiança e pelo respeito. Para isso, ouça os estudantes com atenção e valorize as contribuições de todos, observando e reconhecendo as diferentes
LEITURA
Você vai ler um manifesto produzido por crianças com idades parecidas com a sua. O texto foi entregue em abril de 2025 a representantes do Governo Federal.
1 Antes de fazer a leitura do texto, observe esta fotografia e leia o trecho de uma notícia publicada a respeito desse manifesto.
Entrega do manifesto em Brasília, no Distrito Federal, em abril de 2025. Um grupo de crianças de diferentes etnias e regiões do país entregou a representantes do governo federal uma carta cobrando medidas efetivas de proteção ao meio ambiente e de enfrentamento às mudanças climáticas. O documento foi entregue durante o último dia da 21a edição do Acampamento Terra Livre (ATL), maior mobilização dos povos originários do Brasil.
RODRIGUES, Alex. Crianças indígenas entregam manifesto pelo meio ambiente a ministras. Agência Brasil, Brasília, DF, 11 abr. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-04/ criancas-indigenas-entregam-manifesto-pelo-meio-ambiente-ministras. Acesso em: 6 ago. 2025.
2 Você já participou de alguma manifestação semelhante à que aparece na fotografia? Converse com os colegas e o professor.
Resposta pessoal.
3 Você acha que manifestações como a das crianças indígenas são importantes? Por quê?
Respostas pessoais.
formas de participação de cada um. Alguns podem ter mais dificuldade para se expressar oralmente, por isso é importante oferecer diferentes alternativas de interação e comunicação, como registro escrito, uso de recursos visuais ou digitais, dramatizações ou respostas em dupla. Dessa forma, eliminam-se barreiras físicas, emocionais ou de linguagem que possam limitar o envolvimento. Lembre-se de que a presença e a participação podem se manifestar de maneiras diversas, como a escuta atenta, o gesto de apoio ou a colaboração silenciosa na construção coletiva.
FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/AGÊNCIA
MANIFESTO DAS CRIANÇAS INDÍGENAS: A RESPOSTA SOMOS NÓS
Nós, as crianças indígenas da Amazônia, somos a voz da Terra que nunca se cala e a raiz que segura o futuro. Estamos aqui para cuidar do nosso mundo, da nossa floresta e, principalmente, do nosso direito de existir. Todos os dias vemos que as coisas ao nosso redor mudam.
Dizem que somos pequenas, mas somos grandes em saber, porque aprendemos com nossos ancestrais: a Terra é nossa mãe e precisa ser cuidada. Quando ela sofre, nós também sofremos juntos.
Os rios estão ficando secos, os animais estão sumindo, a fumaça chega e afeta nossa respiração, e as chuvas que deviam cair agora demoram a chegar. E quando vêm, são muito fortes e causam grandes alagamentos. Nossas florestas estão sendo desmatadas e feridas, e nossos rios estão ficando secos e poluídos. Estão acabando com tudo o que a gente conhece, ama e respeita. Estão destruindo a nossa floresta. Como vai ser o nosso dia de amanhã, se hoje já estamos perdendo tantas coisas?
Sempre falam que somos o futuro, mas somos o presente e o agora! Os ancestrais nos ensinaram a ouvir a natureza, e agora pedimos que os outros adultos nos ouçam. Estamos ouvindo o som do mundo de vocês desmoronando. E vocês conseguem ouvir? Escutem o nosso chamado: somos parte da solução. Sabemos que existe um jeito de salvar o nosso mundo e estamos prontos para caminhar juntos, unidos para proteger nossas terras, nossos rios e nossas culturas.
Ao cobrar a proteção da floresta e de todo o planeta de quem governa e toma decisões, nós, crianças indígenas do mundo, compartilhamos a autoridade climática que vem dos nossos ancestrais. Nossa voz deve ser ouvida e respeitada. Escutar nosso chamado significa assumir compromissos de verdade para proteger o clima e o mundo.
Ancestral: geração anterior, antepassado.
Alagamento: acúmulo de água, em geral, da chuva.
Desmoronar: ruir, desabar.
Sugestão para o professor
Antes da leitura, recorde rapidamente a situação de circulação: um manifesto produzido por crianças indígenas e entregue a representantes do governo. Faça uma primeira leitura expressiva em voz alta, para que os estudantes percebam o tom de urgência e de coletividade que esse tipo de texto expressa.
Explique que o objetivo do manifesto é chamar a atenção para problemas que afetam a vida de todos, como o desmatamento e a poluição, e propor soluções. Durante a leitura, peça aos estudantes que observem como os autores falam em nome de um grupo, usando palavras como nós e nosso, além de recorrerem a expressões fortes para sensibilizar o leitor. Depois da leitura, converse com os estudantes sobre a mensagem principal do texto e peça a eles que identifiquem as partes em que há apelo à emoção, perguntas ao leitor e frases de convocação coletiva. Essa discussão ajudará a compreender tanto o conteúdo como a forma de organização desse gênero textual.
11/09/25 20:52
• ADICHIE, Chimamanda Ngozi. Para educar crianças feministas: um manifesto. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. Em forma de manifesto para homens e mulheres, a obra discorre sobre feminismo. Trata-se de um livro interessante em sua composição, já que é estruturado como uma carta de Chimamanda Adichie para uma amiga.
ENCAMINHAMENTO
Antes de seguir para as atividades de compreensão, analise o texto com a turma. Explique aos estudantes que um manifesto costuma:
• apresentar o grupo e o propósito;
• diagnosticar os problemas;
• convocar o público a aderir às ideias apresentadas;
• reivindicar direitos.
Identifiquem, juntos, cada uma dessas partes. Releia o primeiro parágrafo de modo expressivo e mostre como o uso de frases curtas e o emprego estratégico das vírgulas, salientando algumas pausas, causam um efeito de impacto e urgência.
Explique aos estudantes que persuasão é levar os outros a aderir a uma ideia ou a uma mudança de atitude usando recursos emocionais ou simbólicos. Para isso, o manifesto lido lança mão de apelo emocional (“quando ela sofre, nós também sofremos juntos”), do argumento de autoridade (“aprendemos com nossos ancestrais”) e de perguntas retóricas (“como vai ser o dia de amanhã, se hoje já estamos perdendo tantas coisas?”).
Essa análise inicial prepara os estudantes para o trabalho de compreensão e de estudo do gênero que se seguirá adiante. Depois da leitura do manifesto, retorne ao trecho da notícia na página 92 e compare as frases da fotografia com o texto do manifesto. Mostre que as frases que aparecem nos cartazes e na faixa foram retiradas do manifesto lido.
Queremos água limpa, sem poluição e sem minério. Não queremos que nossos rios e igarapés sejam sujos com petróleo. Defendemos todos os seres vivos. Se não cuidarem do nosso mundo, não vai haver futuro para nós, crianças. E a luta não é só nossa, é de todo mundo. O nosso tempo é agora!
Somos crianças, sim, e somos resistência! Hoje, nossas vozes estão mais fortes do que nunca.
O mundo precisa saber:
A RESPOSTA SOMOS NÓS! TODOS NÓS!
COORDENAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS DA AMAZÔNIA
BRASILEIRA (COIAB). Manifesto das crianças indígenas: a resposta somos nós. 2025. Disponível em: https://coiab.org.br/wpcontent/uploads/2025/04/MANIFESTOCAFIPARENTINHO.pdf. Acesso em: 8 ago. 2025.
Atividade complementar
Combine com alguns estudantes voluntários a realização da leitura em voz alta do manifesto. Explique que o tom da leitura deve valorizar o caráter coletivo e persuasivo do gênero. Para isso, siga estes passos:
• divida a leitura do texto entre os estudantes, para que possam se preparar para uma leitura coletiva;
• oriente-os a marcar, durante a preparação, palavras e frases que carregam maior intensidade, como apelos, pedidos ou repetições;
• explique que o manifesto deve ser lido com firmeza, em tom claro e audível;
• oriente-os a variar a entonação, dando ênfase às frases de convocação e usando pausas para destacar trechos que pedem reflexão;
• mostre que o ritmo deve ser cadenciado, ou seja, nem rápido demais (para não perder a força), nem lento demais (para não dispersar a atenção).
Compreensão
1 Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
a) Quem são os autores do manifesto lido?
As crianças indígenas da Amazônia.
b) Em qual parte do texto os autores se identificam?
Na primeira frase do primeiro parágrafo do texto: “Nós, as crianças indígenas da Amazônia”.
2 Releia este trecho.
Nós, as crianças indígenas da Amazônia, somos a voz da Terra que nunca se cala e a raiz que segura o futuro.
COORDENAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA (COIAB). Manifesto das crianças indígenas: a resposta somos nós. 2025. Disponível em: https://coiab.org.br/wpcontent/uploads/2025/04/MANIFESTOCAFIPARENTINHO.pdf. Acesso em: 8 ago. 2025.
a) Quais ideias estão presentes na expressão “somos a voz da Terra”?
Transcreva a(s) alternativa(s) correta(s) no caderno.
• As crianças mostram que cuidam da Terra e a defendem.
• A preservação do meio ambiente é tarefa de todos.
• Cuidar da Terra é cuidar da humanidade.
Todas as alternativas representam as ideias presentes na expressão “somos a voz da Terra”.
b) Observe esta fotografia.
Raízes tabulares em floresta de igapó do Parque Nacional de Anavilhanas, no município de Novo Airão, no estado do Amazonas, em 2024.
• Raiz é a parte da planta que a fixa no solo. Quanto maior a árvore, mais fortes devem ser suas raízes. O que significa dizer que as crianças são as raízes que seguram o futuro?
Significa dizer que, assim como a árvore se sustenta na raiz, que a prende ao solo, a vida no planeta é sustentada pelas crianças.
3 Em um texto, algumas perguntas não precisam de resposta. São perguntas feitas para fazer o leitor pensar. Encontre uma pergunta desse tipo no manifesto e copie no caderno.
“Como vai ser o nosso dia de amanhã, se hoje já estamos perdendo tantas coisas?”.
ENCAMINHAMENTO
2. b) A imagem da árvore amazônica com raízes expostas serve como metáfora para a ideia de sustentação e de ligação com a vida. Oriente os estudantes a refletir sobre a comparação entre raízes e crianças: assim como as raízes mantêm a árvore firme e possibilitam sua sobrevivência, as crianças são a base do futuro e precisam ser cuidadas, pois sustentam o futuro de todos. Incentive-os a relacionar o símbolo da raiz à noção de responsabilidade e continuidade da vida.
3. Explique que, em um texto, nem todas as perguntas requerem uma resposta direta; algumas são usadas para provocar reflexão. Mostre aos estudantes o exemplo destacado no manifesto: “como vai ser o nosso dia de amanhã, se hoje já estamos perdendo tantas coisas?”. Proponha que reflitam sobre como esse recurso aproxima o leitor da causa apresentada, levando-o a se questionar também.
11/09/25 20:52
1. Nesta atividade, os estudantes são convidados a identificar os autores do manifesto e a observar como estes se apresentam no texto. Explique que, em um manifesto, é importante deixar claro quem fala e em nome de quem se escreve, pois isso fortalece a legitimidade da mensagem. Incentive a releitura do trecho inicial e ajude-os a perceber que o nós dá voz a um coletivo.
2. a) Oriente-os a refletir sobre a expressão “somos a voz da Terra”. Mostre que essa frase concentra ideias importantes: o cuidado com o planeta, a defesa do meio ambiente e a ligação entre proteger a Terra e garantir a vida da humanidade. Valorize diferentes interpretações, mostrando que um mesmo trecho pode carregar sentidos complementares.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
4. Antes de responder, relembre com os estudantes o que é um minério e como a mineração afeta os rios. Em seguida, explore o sentido da frase “água limpa e sem minério”; trata-se de reivindicar rios livres da poluição causada por metais pesados e substâncias tóxicas. Essa questão possibilita discutir a relação entre direitos humanos e preservação ambiental, mostrando como as crianças indígenas associam a sobrevivência da natureza ao bem-estar coletivo.
Na seção Manifesto em foco, a proposta é observar mais atentamente as características do gênero manifesto, pertencente ao campo da vida pública.
1. Retome com a turma que esse é um texto de interesse público, voltado a mobilizar leitores em torno de uma causa. Ao discutir a pergunta, ajude-os a perceber que, mesmo quando entregue a autoridades específicas, o manifesto é destinado a um público amplo, pois tem a intenção de ecoar na sociedade.
2. Na sequência, explore o recurso da repetição na frase “a luta não é só nossa, é de todo mundo”. Mostre como essa escolha linguística reforça a ideia de coletividade e responsabilidade compartilhada. Incentive os estudantes a relacionar essa mensagem ao papel que cada cidadão pode assumir em relação ao meio ambiente.
3. Ao analisar a afirmação de que os adultos precisam “escutar nosso chamado”, direcione a reflexão para as atitudes concretas que os autores do texto esperam: mudanças de
4 O minério é uma rocha da qual se retiram metais como ferro, cobre ou ouro. O processo de mineração causa impactos ambientais porque contamina a água dos rios com mercúrio e outros metais pesados.
• Releia esta frase do manifesto: “Queremos água limpa sem poluição e sem minério”. O que significa a expressão “água limpa e sem minério”? Explique no caderno.
Significa livrar os rios da poluição causada pela mineração, porque ela lança metais pesados e outras substâncias tóxicas na água.
MANIFESTO EM FOCO
1 O manifesto pode ser considerado um texto de interesse público? Explique no caderno.
Esperase que os estudantes respondam que sim. Apesar de ter sido entregue a representantes do governo, o manifesto das crianças indígenas foi escrito para ser divulgado e lido por um grande público. Por isso, é uma publicação aberta a todos.
Um manifesto é um documento público que tem como intenção convencer os leitores sobre um determinado ponto de vista. O manifesto pode ter caráter político, social ou cultural e, por meio de argumentos, busca levar o público a aderir às ideias expostas.
2 Por que o manifesto repete a ideia de que “a luta não é só nossa, é de todo mundo”? O que essa repetição ajuda a reforçar?
Para lembrar e reforçar a ideia de que cuidar do planeta não é responsabilidade somente das crianças indígenas, mas de todas as pessoas.
3 Os adultos precisam “escutar nosso chamado”, diz o manifesto das crianças indígenas. Que tipo de mudança elas esperam que aconteça?
Que os adultos tomem atitudes para proteger a natureza, ouvindo e respeitando as crianças indígenas.
4 Qual destas frases traduz melhor a urgência de agir em defesa do meio ambiente? Transcreva a alternativa no caderno.
a) Hoje, nossas vozes estão mais fortes do que nunca.
b) O nosso tempo é agora!
A frase da alternativa b transmite a urgência e a necessidade de tomarmos medidas imediatamente; as outras frases descrevem situações ou estado dos rios e dos animais.
c) Os rios estão ficando secos.
5. a) “Estamos aqui para cuidar do nosso mundo, da nossa floresta e, principalmente, do nosso direito de existir.”
5 Para convencer os leitores, o manifesto usa frases que despertam sentimentos e emoções, mas também apresenta argumentos baseados em fatos. Transcreva, no caderno, uma frase que exemplifique:
a) apelo emocional, ou seja, um pedido que desperta sentimentos e emoções; b) um argumento com base em fatos e informações, ou seja, que apresenta descrição ou dados.
5. b) “Os rios estão ficando secos, os animais estão sumindo, a fumaça chega e afeta nossa respiração.”
comportamento, políticas públicas mais eficazes e valorização da voz das crianças. Esse ponto pode abrir espaço para um diálogo sobre a importância de ouvir grupos sociais historicamente menos ouvidos.
4. Quando os estudantes escolherem a frase que melhor traduz a urgência do manifesto, mostre que “O nosso tempo é agora!” mobiliza o leitor para uma ação imediata, enquanto as demais frases apenas descrevem situações. Esse contraste ajuda a compreender a função persuasiva do gênero.
5. Conduza os estudantes a diferenciar apelo emocional de argumento baseado em fatos. Reforce que os dois recursos caminham juntos em um manifesto: o apelo desperta sentimentos, enquanto os fatos dão credibilidade ao discurso. Proponha que encontrem outros exemplos no texto, ampliando a análise.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
7. Resposta pessoal. Esperase que os estudantes percebam que o uso da 3a pessoa confere ao texto um efeito de distanciamento, como se o autor não participasse diretamente das ideias ali presentes. Dessa forma, o poder de convencimento diminui.
6 O manifesto foi escrito na 1a pessoa do plural: nós
• Reescreva no caderno os trechos a seguir usando a 3 a pessoa do plural. Faça as adaptações que julgar necessárias.
a) “Nós, as crianças indígenas da Amazônia, somos a voz da Terra que nunca se cala e a raiz que segura o futuro.”
Elas, as crianças indígenas da Amazônia, são a voz da Terra que nunca se cala e a raiz que segura o futuro.
b) “Dizem que somos pequenas, mas somos grandes em saber, porque aprendemos com nossos ancestrais.”
Dizem que são pequenas, mas são grandes em saber, porque aprenderam com seus ancestrais.
c) “Nossas florestas estão sendo desmatadas e feridas, e nossos rios estão ficando secos e poluídos.”
As florestas delas estão sendo desmatadas e feridas, e os rios delas estão ficando secos e poluídos.
7 Ao usar a 3a pessoa do plural, o texto parece ter maior ou menor poder de convencimento? Comente com os colegas e o professor e registre suas conclusões no caderno.
O uso da 1a pessoa do plural confere ao manifesto um caráter mais coletivo e, por isso, o manifesto ganha em poder de persuasão. Persuadir significa levar o leitor a aderir às ideias apresentadas. O uso de nós nos manifestos confere um senso de unidade e de propósito coletivo, pois o texto não expressa apenas a visão individual de uma pessoa, mas representa o pensamento e a voz de muitas pessoas.
8 Um manifesto também pode fazer pedidos.
• Que pedidos são feitos no texto que você leu? Responda a pergunta no caderno.
O manifesto pede que se protejam a floresta, os rios, os animais e todo o planeta, garantindo o direito de existir dos povos indígenas e o futuro das próximas gerações.
• RICARDO, Fany (coord.). Povos indígenas do Brasil Mirim . São Paulo: Instituto Socioambiental, 2020.
Nesse livro, você encontra informações, fotografias, dados e ilustrações detalhados sobre as culturas de vários povos indígenas do Brasil.
• SANTOS, José. Crianças do Brasil : suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos. São Paulo: Peirópolis, 2023.
Esse livro reúne histórias de 27 crianças do Brasil: crianças que vivem no interior, nas capitais, nas praias e nas florestas. As histórias relatam lutas e sonhos de futuro.
ENCAMINHAMENTO
Finalize enfatizando que essa escolha de pronome é uma marca típica do gênero manifesto: ela confere caráter público e coletivo ao discurso, tornando-o mais convincente e mobilizador.
8. Nesta atividade, os estudantes são levados a identificar que um manifesto, além de expor problemas e propor reflexões, também formula pedidos claros e diretos. Explique que esses pedidos são fundamentais, porque mostram, de forma objetiva, as mudanças pretendidas pelos autores. No texto trabalhado, os pedidos envolvem a proteção da floresta, dos rios, dos animais e de todo o planeta, além da garantia do direito de existir dos povos indígenas e do futuro das próximas gerações. Reforce que esses pedidos são construídos em nome de todos, e não apenas de um grupo, ampliando o alcance do manifesto. Oriente os estudantes a observar a linguagem usada nesses trechos: verbos no presente e no infinitivo que funcionam como ordens ou reivindicações (proteger, garantir, escutar). Mostre como esse modo de dizer contribui para tornar o texto mais persuasivo, pois explicita com clareza a ação esperada do leitor ou das autoridades.
Sugestão para o professor
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6. Nesta atividade, os estudantes vão perceber como o uso da 1a pessoa do plural (nós) é um recurso fundamental para dar força ao manifesto. Explique que, ao empregar nós, o texto se apresenta como a voz de um coletivo, criando proximidade e conexão com o leitor e transmitindo a ideia de união em torno de uma causa. Esse recurso aumenta o poder de persuasão, porque mostra que as reivindicações não pertencem a um indivíduo isolado, mas a um grupo que se reconhece e se fortalece como tal.
7. Ao propor a reescrita dos trechos na 3a pessoa do plural, mostre que o efeito do texto muda: passa a soar mais distante, como se os autores falassem de fora da situação, sem o mesmo envolvimento direto. Leve os estudantes a comparar as duas versões, refletindo sobre como o pronome nós aproxima, convoca e envolve o leitor, enquanto eles distancia e reduz a força persuasiva.
• POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. São Paulo: Instituto Socioambiental, c. 2025. Disponível em: https://pib. socioambiental.org/pt/ P%C3%A1gina_principal. Acesso em: 29 ago. 2025. Esse material reúne dados atualizados sobre os povos indígenas no Brasil, as línguas, os territórios, as histórias e os principais desafios atuais deles, constituindo uma fonte confiável e de grande valor para a formação docente.
DESCUBRA MAIS
ENCAMINHAMENTO
Organize os estudantes em grupos de quatro a cinco integrantes e apresente a proposta de produção coletiva de um manifesto, enfatizando a situação comunicativa informada. É importante que, ainda antes do planejamento, eles tenham clareza sobre o que vão escrever, para quem, com qual objetivo e onde esse texto será publicado.
Planejamento
Oriente os estudantes a trabalhar em grupos, reforçando que o manifesto é um gênero coletivo por natureza. Explique que o primeiro passo é a seleção de um tema que represente um problema real e significativo para a comunidade escolar ou local. A elaboração de uma lista de situações é um exercício de levantamento de tópicos que possibilita a escolha consciente de um problema central.
Oriente a turma a refletir sobre o caráter público e persuasivo do manifesto: trata-se de um texto voltado a um público amplo, que deve apresentar um ponto de vista e propor mudanças. Por isso, é importante que a escolha do tema seja acompanhada da discussão de possíveis soluções ou pedidos concretos a serem formulados no texto.
PRODUÇÃO ESCRITA Manifesto
Saber escrever um manifesto é uma forma de defender as ideias em que acreditamos e de cuidar do planeta em que vivemos. Afinal, um manifesto expressa o ponto de vista de um grupo sobre questões ou problemas que afetam muitas pessoas e faz um apelo para que a sociedade mude de atitude. Agora, você e os colegas vão se reunir em grupos para escrever um manifesto defendendo uma mudança sobre algo que consideram errado. Esse manifesto pode abordar um problema que afete sua escola, seu bairro, sua cidade ou até a vida de toda a sociedade.
Planejamento
1. Reúnamse em grupos de quatro ou cinco integrantes para elaborar o manifesto.
2. Pensem em uma situação recente que tenha acontecido e afetado pessoas da escola ou do lugar onde vocês moram. Com a ajuda do professor, façam uma lista desses problemas. Com base nessa lista, escolham um desses problemas para ser o tema do manifesto.
3. Vocês também podem escolher uma das situações descritas a seguir. • No bairro onde moram, vocês perceberam que a construção e a pavimentação das ruas estão derrubando árvores frondosas da região. Vocês e outros moradores estão preocupados e tristes, porque sabem que, sem essas árvores, o calor aumenta, o ar fica mais poluído e a vida dos animais e de todas as pessoas é prejudicada. Por isso, decidiram escrever um manifesto.
Organize-se
• Folhas de papel avulsas
• Materiais de escrita diversos
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
• Você e outros estudantes perceberam que, em várias escolas, faltam opções de lanches e alimentos saudáveis, como frutas e verduras. Também faltam opções para quem não pode ou não quer consumir carne, glúten, lactose ou açúcar, por exemplo. Preocupados com a qualidade da alimentação, vocês decidiram escrever um manifesto para chamar a atenção do público para esse problema.
• Vocês perceberam que, no bairro onde moram, faltam espaços seguros e bem cuidados para brincar no fim de semana, como parques públicos, quadras para a prática de esportes, área para jogos e brincadeiras. Por isso, você e os colegas decidiram escrever um manifesto pedindo às autoridades que considerem o bem estar e o direito ao lazer das crianças.
4. Escolham uma das situações descritas ou considerem outras que possam ser um bom tema para o manifesto de vocês.
Planejamento
As situações apresentadas funcionam como forma de engajamento para a produção do manifesto. Elas exemplificam problemas sociais e ambientais próximos da realidade dos estudantes: desmatamento em áreas urbanas, falta de alimentação saudável nas escolas e ausência de espaços de lazer no bairro. Esses exemplos ajudam a concretizar o processo de escolha de um tema, tornando-o mais acessível à turma.
Oriente os estudantes a ler atentamente cada situação, discutir em grupo e selecionar aquela que considerarem mais significativa. Ressalte, entretanto, que eles não precisam restringir-se às propostas do livro: podem escolher outros problemas que conheçam e que considerem relevantes para a escola, a comunidade ou a cidade. Esse espaço de abertura garante autonomia no processo de produção textual.
Explique que, independentemente do tema escolhido, o manifesto deve apresentar três elementos essenciais listados a seguir.
• Identificação da causa: explicitação do problema observado.
• Apelo coletivo: uso da 1 a pessoa do plural (nós) e de recursos persuasivos para mobilizar o leitor.
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• Pedido ou reivindicação: formulação clara do que se espera que seja feito para mudar a situação.
ENCAMINHAMENTO
Escrita
Oriente os estudantes a organizar as ideias em sequência lógica, observando a estrutura do gênero. Explique que a escrita do manifesto deve conter os elementos listados a seguir.
• Tema ou motivo central: definição clara do problema que será abordado.
• Descrição da situação: explicitação do problema, suas causas e consequências, bem como os sentimentos do grupo em relação a ele.
• Impacto coletivo: indicação de como a questão afeta a comunidade escolar ou o grupo social ao qual pertencem.
• Reivindicações: pedidos ou propostas de mudança dirigidos à sociedade ou às autoridades.
Ressalte o uso de estratégias discursivas próprias do gênero: 1 a pessoa do plural como forma de expressar coletividade e dar legitimidade à voz do grupo; apelos persuasivos, como emoção, solidariedade ou preocupação com o futuro; argumentos baseados em fatos que sustentem a causa defendida.
Incentive os estudantes a utilizar corretamente a pontuação. Caso apresentem dificuldades com o uso da vírgula ou de outros sinais, reserve um momento da aula para revisar esses conteúdos, de modo que adquiram maior segurança no uso da pontuação.
É importante revisar o rascunho, verificando se o texto cumpre sua função principal: convencer o leitor sobre a importância do problema e mobilizá-lo a agir. Caso julgue oportuno, sugere-se que a avaliação do texto seja feita considerando a matriz de avaliação deste livro do professor.
Escrita
Após o planejamento, é hora de fazer o rascunho do manifesto. Em uma folha de papel avulsa, organizem as informações do planejamento. Sigam estas etapas.
1. Definam o motivo ou o tema sobre o qual querem se manifestar.
2. Expliquem como é a situação atual, incluindo:
a) quais são os problemas;
b) o que esses problemas causam;
c) como vocês se sentem em relação a esses problemas;
d) de que forma esses problemas afetam vocês, tanto individualmente como em grupo;
e) quais pedidos vocês desejam fazer à sociedade para que a situação mude.
3. Usem palavras e argumentos que ajudem a convencer o leitor sobre a importância da causa de vocês.
4. Lembremse de que o uso da 1a pessoa do plural (nós) ajuda a envolver o leitor, pois mostra que vocês falam em nome de um grupo.
5. Releiam este trecho do manifesto das crianças indígenas e observem como elas apelaram para o medo com a intenção de convencer seus leitores. Se não cuidarem do nosso mundo, não vai haver futuro para nós, crianças.
COORDENAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA (COIAB). Manifesto das crianças indígenas: a resposta somos nós. 2025. Disponível em: https://coiab.org.br/wpcontent/ uploads/2025/04/MANIFESTOCAFIPARENTINHO.pdf. Acesso em: 8 ago. 2025
Sugestão para os estudantes
• O QUE é o plenarinho. Brasília, DF: Plenarinho, 10 jan. 2017. Disponível em: https:// plenarinho.leg.br/index.php/nos/. Acesso em: 26 ago. 2025.
Voltado a crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, o site Plenarinho é um programa de educação para a Democracia da Câmara dos Deputados.
Revisão e reescrita
1. Ao finalizarem o rascunho, façam uma revisão seguindo estes critérios.
• O texto apresenta o tema ou o motivo do manifesto, explicando os problemas e os impactos causados?
• Vocês usaram a 1 a pessoa do plural para dar força à mensagem do grupo?
• O texto apresenta pedidos de mudança?
• O texto tenta convencer o leitor apelando para a emoção?
2. Agora, entreguem o texto do manifesto para outro grupo avaliar.
3. Ao avaliarem a produção dos colegas, deem sugestões de maneira respeitosa, observando os critérios indicados, com o objetivo de melhorar o texto.
4. Após a primeira revisão, entreguem o manifesto ao professor. Ele fará observações e sugestões para que o texto fique ainda melhor!
Publicação e circulação
Agora que o texto está pronto, chegou o momento de publicálo. Com a ajuda do professor, postem os manifestos no site ou no blog da escola. Vocês também podem enviar o texto a alguma autoridade, se desejarem.
Depois da publicação, façam uma roda de conversa com os colegas. Cada grupo vai apresentar o texto de seu manifesto para a turma. Em seguida, conversem sobre as perguntas da avaliação.
Avaliação
Chegou o momento de avaliar a produção.
1 É importante manifestar nossa opinião quando vemos alguma situação que é prejudicial a muitas pessoas ou ao meio ambiente?
2 O manifesto que vocês escreveram atingiu os objetivos do grupo?
3 Vocês consideram que os manifestos da turma estão bastante convincentes?
4 Entre os textos apresentados, vocês consideram algum deles especialmente importante e necessário? Se sim, qual?
ENCAMINHAMENTO
Revisão e reescrita
Nesta etapa, incentive os grupos a analisar seus textos a partir de critérios claros:
• definição do tema;
• uso da 1a pessoa do plural;
• apresentação do problema;
• pedidos de mudança e recursos persuasivos.
Lembre os estudantes de que escrever também é revisar e reescrever. A troca de
Publicação e circulação
Oriente os estudantes a pensar em suportes reais de veiculação. A postagem no site ou blog da escola é uma forma de garantir a circulação do texto, mas também é possível propor o envio do manifesto a autoridades locais. O importante é que os estudantes percebam o manifesto como um texto social, que ultrapassa o espaço da sala de aula.
Tal como foi feito com o Manifesto das crianças indígenas , no início do capítulo, combine com os grupos de fazerem a leitura em voz alta do manifesto. Lembre-os de que o tom do manifesto deve valorizar o caráter coletivo e persuasivo do gênero. Veja este passo a passo:
• peça aos estudantes que dividam a leitura do manifesto entre integrantes do grupo, para que seja feita de forma coletiva;
• durante a preparação, oriente-os a marcar palavras e frases que carregam maior intensidade, como os apelos, os pedidos ou as repetições;
• oriente os estudantes a variar a entonação, dando ênfase às frases de convocação e usando pausas para destacar trechos que pedem reflexão;
• mostre que o ritmo deve ser cadenciado, ou seja, nem rápido demais (para não perder a força), nem lento demais (para não dispersar a atenção);
• incentive-os a usar gestos simples (erguer as mãos, bater palmas em conjunto, levantar cartazes preparados pela turma).
Avaliação
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textos entre grupos deve ser valorizada como prática de leitura crítica e colaborativa. Proponha o uso da caneta na reescrita da produção. Apresente a mudança como parte do desenvolvimento natural dos estudantes e aquisição de maior autonomia no processo de escrita. Ressalte que a caneta exige mais cuidado e atenção, mas que não deve ser motivo de ansiedade ou insegurança. Para sugestões de estratégias na transição do lápis para a caneta, consulte as orientações gerais deste livro do professor.
A avaliação deve ser conduzida coletivamente. As perguntas propostas ajudam a verificar se os objetivos do gênero foram atingidos: identificar um problema relevante, defender um ponto de vista e mobilizar o leitor para a ação. Além disso, promovem a reflexão sobre a eficácia dos recursos argumentativos escolhidos e sobre a pertinência das reivindicações formuladas. Consulte a matriz de avaliação deste livro do professor como apoio ao processo avaliativo.
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INTRODUÇÃO
AO CAPÍTULO
Neste capítulo, os estudantes serão convidados a explorar o gênero literário conto. A proposta é que eles conheçam e analisem um texto desse gênero, entendendo sua estrutura, e produzam um conto, desenvolvendo a capacidade criativa e a escrita.
O conto é um gênero literário que convida o leitor a mergulhar no mundo do imaginário, em uma dimensão lúdica e de encantamento. Ao narrar histórias que combinam fantasia, oralidade e sabedoria popular, o conto desperta a curiosidade, a sensibilidade e a criatividade dos estudantes. Sua presença em sala de aula contribui para formar leitores atentos e produtores de texto mais conscientes, já que, ao mesmo tempo em que diverte, também ensina e provoca reflexões.
Para se apropriarem do gênero, os estudantes analisarão um conto de origem africana: O papagaio que não gostava de mentiras. Como narrativa da tradição oral, ele transmite valores, apresenta personagens marcantes e coloca em evidência situações de conflito e resolução. Trabalhar com um conto de origem africana permite ampliar o repertório cultural, valorizar a diversidade e reconhecer a importância das vozes de diferentes povos na construção da literatura mundial.
OBJETIVOS
DO CAPÍTULO
• Reconhecer os elementos da narrativa (enredo, personagens, tempo e espaço).
• Diferenciar e empregar discurso direto e indireto, com uso de verbos de elocução.
• Utilizar pronomes, sinônimos e expressões equivalentes para garantir coesão referencial.
CAPÍTULO QUEM CONTA UM CONTO... 8
• Produzir um conto com protagonismo de uma ave representativa da comunidade, do território ou da região em que reside.
• Ler em voz alta o conto produzido em sarau literário.
Tema contemporâneo transversal: Multiculturalismo.
Observe a abertura deste capítulo e converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1 A ilustração faz você se lembrar de alguma história ou algum conto que você já leu ou ouviu? Se sim, qual?
Respostas pessoais.
2 Você tem algum personagem de conto preferido? Descreva esse personagem para os colegas e o professor.
Resposta pessoal.
3 Na cena apresentada, quais elementos típicos de contos você consegue identificar?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem sobre elementos como personagens fantásticos, objetos mágicos, reinos distantes, entre outros que aparecem na ilustração.
ENCAMINHAMENTO
A ilustração de abertura deste capítulo deve ser explorada como porta de entrada para o tema dos contos. Incentive os estudantes a compartilhar suas experiências de leitura e de escuta de histórias: quais contos já ouviram, quais já leram e quais personagens mais lhes marcaram. Fale também sobre os contos e personagens que marcaram sua infância. Oriente os estudantes a observar atentamente a imagem. Leia a cena com eles: explique que a árvore ilustrada representa um baobá, símbolo de algumas culturas africanas. Os animais remetem a elementos do imaginário, enquanto as crianças com perfis diversos reunidas em roda remetem à prática das contações tradicionais. A leitura da imagem é tão importante quanto a leitura de um texto escrito, pois permite discutir os sentidos implícitos, as cores, os símbolos e os elementos mágicos representados.
Para os estudantes com baixa visão ou cegos, ofereça suporte descrevendo as imagens em voz alta. Faça a descrição da imagem, destacando os aspectos essenciais e abrindo espaço para questionamentos. Essa ação contribui para a compreensão e garante a participação ativa de todos na atividade junto à turma. Adote esse procedimento sempre que for preciso.
Essa conversa inicial promove um diálogo entre a experiência pessoal dos estudantes e os elementos que antecipam o universo do conto a ser estudado.
1. Crie um ambiente de compartilhamento de vivências acolhedor para ouvir as respostas dos estudantes. É importante valorizar os conhecimentos que eles trazem de fora da escola para que a aula também seja um momento de troca e acolhimento.
2. Ao perguntar sobre algum personagem preferido, espera-se que os estudantes tragam informações de leituras que os marcaram. É interessante explorar o gosto da turma, perguntando os motivos para essa recordação.
3. Ao observar a imagem de abertura, a turma pode extrair detalhes que remetam a leituras anteriores ou mesmo a personagens e cenários. Acolha todas as respostas.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
A pré-leitura é o momento de preparar os estudantes para a leitura do conto O papagaio que não gostava de mentiras. Antes de iniciar a leitura do texto, incentive-os a ativar os conhecimentos que eles já têm a partir das perguntas disparadoras.
1. Esse diálogo inicial ajuda a relacionar o que já conhecem sobre papagaios com o que será explorado na narrativa. Complemente a pergunta, indagando se os estudantes já viram vídeos com papagaios, se já interagiram com um pássaro como esse e quais características da ave chamam a atenção deles.
2. A imagem do papagaio pode ser lida coletivamente: observe com os estudantes as cores, o movimento do bico e as notas ou palavras que saem dele, discutindo o que esses elementos podem representar no contexto da história.
Oriente os estudantes a levantar hipóteses sobre o enredo: “que tipo de aventura pode viver um papagaio?”; “Como a inteligência e a fala dessa ave podem se tornar centrais em um conto?”. Reforce que não há respostas certas ou erradas nesse momento, e que o objetivo é despertar a curiosidade para a leitura.
Sugestão para os estudantes
• AVES que falam. Ciência Hoje das Crianças, c2025. Disponível em: https://chc. org.br/acervo/avesque -falam/. Acesso em: 29 ago. 2025.
O artigo se propõe a explicar quais outras aves, além do papagaio, podem imitar sons humanos.
LEITURA
Você vai ler um conto tradicional de origem africana. Ele conta a história de um papagaio que, no mundo real, é um pássaro nativo da África Subsaariana, famoso pela sua inteligência.
1 Você já viu um papagaio? Se sim, qual característica desse animal mais chama sua atenção?
Respostas pessoais. Resposta pessoal.
2 Observe a imagem a seguir. Com o professor e os colegas, crie hipóteses sobre o texto que vocês vão ler a partir dela.
FLÁVIA
BORGES
Agora, faça a leitura silenciosa do conto.
O papagaio que não gostava de mentiras
O papagaio africano, conhecido como Odidé, é todo cinzento e possui um leque de penas vermelhas na cauda.
Uma mulher muito mentirosa que tinha um papagaio desses ensinou-o a falar, criando assim um grande problema.
O pássaro falante não gostava de mentiras e, logo que ouvia uma, desmascarava o mentiroso, contando a verdade.
O papagaio se tornou tão inconveniente para ela que, depois de algum tempo, a mulher resolveu dá-lo a outra pessoa.
Um dia, a mentirosa chamou um homem que passava diante de sua casa e lhe ofereceu o animal de presente. Desconfiado, o homem perguntou por que razão desejava se livrar de um bichinho tão inteligente.
A mulher respondeu que queria se livrar dele porque comia demais e ela, sendo muito pobre, não podia mais sustentá-lo.
Ouvindo aquilo, Odidé gritou: — É mentira!
O homem, sem perceber o que se passava, agradeceu o presente e levou a ave para sua casa.
Desmascarar: mostrar o real caráter. Inconveniente: que causa desconforto, que é desagradável.
Sugestão para os estudantes
• BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Papagaios do Brasil. Brasília, DF: ICMBio, 2015. Disponível em: https://www.imasul.ms.gov.br/ wp-content/uploads/2015/06/ano_papagaio. pdf. Acesso em: 5 set. 2025
O Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicaram uma cartilha sobre os papagaios brasileiros, destinada especialmente para crianças.
Nesta primeira parte do conto, o personagem principal, Odidé — um papagaio africano —, é apresentado. Oriente os estudantes a observar como o texto introduz o personagem, destacando sua aparência (penas cinzentas e cauda vermelha) e sua característica central: ser falante e não tolerar mentiras. Comente que, em muitos contos, o protagonista já mostra, desde o início, um traço marcante que conduzirá a narrativa.
Sugira aos estudantes que comentem sobre a relação entre o papagaio e a mulher mentirosa, discutindo como o conflito é construído: o animal revela a verdade, enquanto a dona tenta escondê-la. Incentive também a leitura expressiva dos diálogos, especialmente a fala de Odidé (“É mentira!”), para que percebam o efeito da oralidade dentro da narrativa. Como atividade de reflexão, peça aos estudantes que levantem hipóteses: “o que pode acontecer agora que o homem levou o papagaio para sua casa?”; “Que consequências essa característica do pássaro (não suportar mentiras) pode trazer em novas situações?”. Esse exercício de levantar hipóteses mantém o interesse e estimula a construção de expectativas sobre a continuidade da história.
ENCAMINHAMENTO
Nesta parte do conto, o conflito se intensifica. O homem que recebeu Odidé descobre como pode ser arriscado conviver com um animal tão sincero. O texto mostra que, apesar de parecer um presente valioso, o papagaio expõe as mentiras e revela a verdadeira identidade do dono, que era ladrão.
Incentive os estudantes a perceber como o enredo ganha suspense: primeiro, o homem mente sobre como conseguiu o papagaio; depois, seus roubos são revelados pelos guardas; por fim, o pássaro denuncia cada declaração falsa com o grito “É mentira!”.
Sugira que os estudantes discutam o papel do papagaio na história: será que ele é apenas um animal falante ou representa um símbolo da verdade? Aproveite para destacar os recursos narrativos empregados: discurso direto (falas curtas e repetidas), verbos de elocução (gritou, disse) e a progressão do enredo organizada em causa e consequência.
Por fim, proponha que os leitores imaginem o desfecho: “o que pode acontecer ao ladrão agora que sua mentira foi descoberta?”; “O que pode acontecer ao papagaio?”; “Será que ele encontrará outro dono?”; “Quem poderá ser esse outro dono?”.
Esse levantamento de hipóteses estimula a leitura atenta e mantém o envolvimento com a narrativa.
Ao ver o papagaio no ombro do marido, sua mulher quis saber onde o conseguira. O homem disse que, quando passava pela floresta, Odidé pousara em seu ombro e o acompanhara até em casa.
— É mentira! — gritou a ave.
Em pouco tempo, depois de passar por muitas decepções, o homem descobriu como era perigoso ter em casa um animal tão sincero [...].
Acontece que aquele homem era um ladrão e em sua casa havia um buraco onde escondia os objetos de valor que roubava pelas estradas.
Fazer uma revista: vasculhar à procura de algo.
Quando seus roubos foram descobertos, os guardas do rei foram fazer uma revista em sua casa. Depois de revirarem tudo sem nada encontrar, foram obrigados a considerar o homem inocente. Mas, ao dizerem isso, o papagaio, de cima da casa, gritou:
— É mentira!
Sem que soubessem quem falava, os guardas resolveram interrogar o homem e, a cada declaração de inocência feita por ele, Odidé gritava: — É mentira!
Foi então que os guardas resolveram examinar melhor a casa e, assim, descobriram o buraco onde ele guardava tudo o que roubava.
Comprovado o roubo, o ladrão foi preso e o papagaio Odidé levado para o palácio real, onde recebeu a função de assistir a todos os interrogatórios feitos por Sua Majestade.
Sempre que alguém mentia diante do rei, o papagaio gritava: — É mentira!
Os magos do rei, que não gostavam de mentiras, passaram então a ter um odidé em suas casas. E até hoje os adivinhos de Ifá (o oráculo dos iorubás) têm esse costume.
MARTINS, Adilson. O papagaio que não gostava de mentiras e outras fábulas africanas Rio de Janeiro: Pallas, 2012. p. 16-18.
Interrogatório: série de perguntas feitas a alguém durante uma investigação.
Adivinho: pessoa que interpreta símbolos para entender o passado e o futuro.
Oráculo: local ou meio pelo qual uma divindade oferece respostas a perguntas que lhe são feitas.
Iorubá: o maior grupo étnico-linguístico da África Ocidental.
QUEM É?
Adilson Martins nasceu em 23 de setembro de 1940, no Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro. Foi um escritor de histórias infantis cujos temas eram a cultura africana e a sua religião, além de ser babalaô (uma espécie de sacerdote) e fundador da Ordem Brasileira de Ifá. Faleceu em 2011.
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O desfecho apresenta a resolução do conflito e amplia o sentido da narrativa. Após denunciar o ladrão, Odidé passa a viver no palácio real e a exercer uma função importante: auxiliar o rei a descobrir quem mentia durante os interrogatórios. O papagaio, que no início parecia apenas um incômodo, transforma-se em um símbolo de justiça e verdade.
Oriente os estudantes a perceber como a narrativa retoma e reforça o traço principal do personagem: a incapacidade de aceitar mentiras. Mostre que esse aspecto, inicialmente visto como problema, é ressignificado no final como uma qualidade valorizada pelo rei e pelos magos.
Aproveite também para destacar a referência cultural ao povo iorubá, que dá um sentido de permanência e tradição à história: até hoje, os adivinhos de Ifá mantêm o costume de ter um odidé em suas casas. Esse detalhe evidencia como o conto dialoga com as práticas culturais e religiosas de origem africana.
11/09/25 20:59
CRISTIANO GOMES
ENCAMINHAMENTO
1. e 2. Essas perguntas estimulam os estudantes a localizar informações explícitas no texto.
3. a) Pergunte aos estudantes por que a mulher mentirosa se desfez do papagaio. Incentive-os a explicar o que esse gesto revela sobre a personagem. Valorize diferentes interpretações, mostrando que a atitude dela indica incômodo com a verdade.
3. b) Proponha que os estudantes reflitam sobre o motivo de o homem inventar uma história para explicar como conseguiu o papagaio. Estimule-os a levantar hipóteses, discutindo a relação entre mentira, desconfiança e ocultação da verdade.
3. c) Convide a turma a pensar na mensagem do conto. Incentive que formulem, com as próprias palavras, a valorização da verdade e as consequências da mentira.
3. d) Abra espaço para relatos pessoais. Motive os estudantes a contar situações em que alguém disse a verdade em momentos difíceis, tanto na escola quanto em casa, e o que aconteceu em seguida.
4. a) Retome a cena dos guardas e peça aos estudantes que expliquem por que eles insistiram em procurar os objetos roubados. Incentive-os a perceber a importância da fala repetida do papagaio.
4. b) Oriente os estudantes a identificar qual princípio ou valor humano aparece no conto. Estimule-os a relacionar a mensagem de valorização da verdade a situações da vida cotidiana.
4. c) Proponha uma conversa em grupo sobre a questão. Incentive a exposição
Compreensão
3. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que talvez fosse uma característica dele contar mentiras ou talvez porque queria esconder o fato de que recebeu o pássaro de uma forma suspeita, duvidosa.
1 Qual era a aparência do papagaio?
O papagaio africano é todo cinzento e possui um leque de penas vermelhas na cauda.
2 Qual foi a mentira que a mulher inventou a respeito do papagaio para não ficar mais com ele?
A mulher respondeu que queria se livrar dele porque comia demais e ela, sendo muito pobre, não podia mais sustentá-lo.
3 Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
a) Por que a mulher mentirosa se desfez do papagaio? O que isso revela sobre ela?
Porque o papagaio denunciava as mentiras que ela contava. Isso mostra que ela mentia muito e, por isso, o papagaio lhe era inconveniente.
b) Em sua opinião, por que o homem que ganhou o papagaio inventou uma história sobre como conseguiu a ave?
c) O desfecho do conto traz alguma mensagem? Se sim, qual seria ela?
d) Já aconteceu de alguém dizer a verdade em uma situação difícil na escola ou em sua casa? Se sim, o que aconteceu depois?
3. d) Respostas pessoais.
4 Responda a estas questões no caderno.
3. c) Espera-se que os estudantes percebam que a história narrada valoriza a verdade e que o papagaio, por representá-la, acaba sendo gratificado.
a) O que fez os guardas insistirem na procura por objetos roubados na casa do homem?
O fato de o papagaio insistir em dizer “É mentira!”.
b) Que princípio ou valor humano importante para todos está presente nesse conto africano?
A verdade.
c) Dizer sempre a verdade pode ser inconveniente? Comente com a turma e registre suas conclusões.
Resposta pessoal.
d) Em sua opinião, o papagaio era justo ou atrapalhava?
Respostas pessoais.
SAIBA QUE
O papagaio-cinzento africano, ou odidé, é sagrado para os povos da África Central e Ocidental. Inteligente e brincalhão, aprende a falar e pode ser criado como pet. Suas penas vermelhas simbolizam a realeza e fazem parte de coroações e ordenações. No antigo Império Iorubá, um ovo de odidé era enviado ao rei como sinal de que ele deveria deixar o trono. Atualmente, é uma ave ameaçada de extinção. Se quiser descobrir outras curiosidades, consulte, com a ajuda de um adulto, o site: https://badoca.com/ animais/papagaio-cinzento/. Acesso em: 29 ago. 2025.
de diferentes pontos de vista, registrando algumas conclusões na lousa.
4. d) Espera-se que os estudantes reconheçam que o fato de o papagaio acusar quem mentia ajudava aqueles que precisavam saber a verdade sobre os fatos.
A seção Saiba que pode ampliar o conhecimento dos estudantes sobre o papagaio-cinzento, uma ave típica da África Central e Ocidental.
O site apresenta mais curiosidades sobre o papagaio-cinzento, incluindo ficha técnica, aparência, fotografias, distribuição geográfica, hábitos e estilo de vida, dieta e nutrição, hábitos de acasalamento e população.
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NÃO ESCREVA NO LIVRO.
CONTO EM FOCO
Mulher, primeira dona
Valoriza a verdade.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Ladrão, desonesto
1 No caderno, copie e complete o quadro com as informações dos personagens.
Odidé
Mente muito. Anuncia as mentiras das outras pessoas.
Personagem Papel na história Características marcantes
Personagem central
Primeiro opositor
Segundo opositor
Autoridade justa
2 O que tem de essencialmente diferente entre o papagaio e seus primeiros donos? Responda no caderno.
Homem, segundo dono
O fato de Odidé só falar a verdade, enquanto seus primeiros donos (a mulher e o homem) são pessoas desonestas.
Os contos são narrativas curtas que apresentam personagens, tempo, espaço e um enredo, geralmente organizado em situação inicial, conflito, clímax e desfecho. São textos que, além de entreter, transmitem valores e refletem aspectos da cultura de um povo.
O homem leva Odidé para casa, mas a convivência com ele não dá certo.
3 Observe que o conto O papagaio que não gostava de mentiras tem dois episódios.
• No primeiro episódio, o papagaio convive com uma mulher.
• No segundo episódio, o papagaio convive com um homem.
Nesta seção, os estudantes devem analisar os elementos que compõem a narrativa: personagens, enredo, tempo e espaço. Este é o momento de mostrar como os contos apresentam uma organização própria, que ajuda a compreender e a produzir esse gênero literário.
1. Incentive-os a observar os personagens: quem são, qual é o papel de cada um na história e quais características marcantes carregam.
2. Lembre-os de que o protagonista, muitas vezes, é construído a partir de um traço essencial (no caso de Odidé, sua postura de denunciar mentiras).
O papagaio começa a desmentir a mulher e todos que mentem.
• No caderno, copie o quadro a seguir e escreva uma frase que resuma cada etapa da trajetória de Odidé.
Episódio 1
Episódio 2
A mulher, incomodada, dá Odidé para um homem. Odidé vive com uma mulher que costuma mentir.
Enredo O que acontece
Situação inicial
Conflito
Desenlace
Situação inicial
Conflito
Desenlace
Desfecho
O papagaio é levado ao rei e passa a trabalhar nos interrogatórios do palácio.
Odidé denuncia o esconderijo do ladrão para os guardas.
O homem também é desmentido por Odidé e tenta se livrar dele.
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3. Oriente-os a identificar a estrutura do enredo — situação inicial, conflito, clímax e desfecho — utilizando os episódios já divididos na atividade. Explique que essa organização é típica dos contos, que precisam apresentar uma história breve, mas completa.
Chame a atenção também para o uso dos recursos narrativos, como o discurso direto e os verbos de elocução, que aparecem de forma repetida no conto (“É mentira!”, “gritou a ave”), reforçando o ritmo e a oralidade. Ao longo das atividades, incentive os estudantes que falem, expliquem suas respostas e escutem os colegas. O objetivo não é apenas preencher quadros, mas também compreender como os elementos do conto se articulam de maneira integrada.
Rei
ENCAMINHAMENTO
4. A proposta desta atividade é levar os estudantes a reconhecer como as falas dos personagens podem ser apresentadas de formas diferentes dentro de uma narrativa: por meio do discurso direto ou do discurso indireto Oriente os estudantes a observar os exemplos retirados do conto, destacando as marcas linguísticas que caracterizam cada caso. No discurso direto, a fala aparece tal como foi dita pelo personagem, introduzida por travessão ou aspas. Já no discurso indireto, a fala é incorporada ao texto do narrador, geralmente introduzida por verbos de elocução (como dizer, contar, responder) e pelo pronome que Incentive a turma a ler em voz alta os trechos selecionados, comparando o efeito produzido em cada caso. Essa comparação ajuda os estudantes a perceber a expressividade e a vivacidade do discurso direto, bem como a objetividade e a síntese do discurso indireto.
5. e 6. Valorize a atividade prática de transformação: quando se reescreve o trecho, compreende-se que as duas formas coexistem na narrativa e são recursos importantes para dar ritmo e dinamismo aos contos. Incentive os estudantes a compartilhar suas versões em voz alta, explorando a sonoridade dos diálogos.
Vale comentar que os verbos de elocução — também chamados verbos dicendi ou verbos de dizer — introduzem ou sinalizam uma fala no discurso direto, indicando a ação de quem fala e a forma como
4 Releia este trecho do conto.
A mulher respondeu que queria se livrar dele porque comia demais e ela, sendo muito pobre, não podia mais sustentá-lo. Ouvindo aquilo, Odidé gritou: — É mentira!
MARTINS, Adilson. O papagaio que não gostava de mentiras e outras fábulas africanas Rio de Janeiro: Pallas, 2012. p. 17.
• Esse trecho apresenta um exemplo de discurso direto e um exemplo de discurso indireto. Transcreva e classifique cada trecho no caderno.
Discurso indireto: A mulher respondeu que queria se livrar dele porque comia demais e ela, sendo muito pobre, não podia mais sustentá-lo. Discurso direto: — É mentira!
O discurso indireto apresenta a fala do personagem por meio de um narrador. As falas são introduzidas por um verbo de elocução, como disse, contou, respondeu e o pronome que. O discurso direto reproduz as falas de um personagem tal como foram ditas. Em geral, é marcado pelo uso de travessão ou pelo uso de aspas.
5 No caderno, transforme este trecho do conto em um diálogo entre a mulher e o homem.
Sugestão de resposta: Um dia, a mentirosa chamou o homem que passava diante de sua casa:
— Ei, você aí! Tudo bem? Tenho um papagaio muito inteligente para doar. Você quer?
Um dia, a mentirosa chamou um homem que passava diante de sua casa e lhe ofereceu o animal de presente. Desconfiado, o homem perguntou por que razão desejava se livrar de um bichinho tão inteligente. A mulher respondeu que queria se livrar dele porque comia demais e ela, sendo muito pobre, não podia mais sustentá-lo.
— Ué, mas se ele é inteligente como você diz, por que quer se livrar dele?
MARTINS, Adilson. O papagaio que não gostava de mentiras e outras fábulas africanas. Rio de Janeiro: Pallas, 2012. p. 17.
— Então, eu preciso doar o papagaio porque ele come demais. E, como eu sou muito pobre, não tenho mais como sustentá-lo.
6 Faça o mesmo com este trecho:
Ao ver o papagaio no ombro do marido, sua mulher quis saber onde o conseguira. O homem disse que, quando passava pela floresta, Odidé pousara em seu ombro e o acompanhara até em casa.
MARTINS, Adilson. O papagaio que não gostava de mentiras e outras fábulas africanas. Rio de Janeiro: Pallas, 2012. p. 17.
7 Responda no caderno.
a) Qual é a sua opinião sobre o desfecho do conto?
b) Crie um novo final para o conto.
Produção pessoal.
6. Ao ver o papagaio no ombro do marido, sua mulher perguntou: Onde você conseguiu esse papagaio? O homem respondeu: Ah, eu estava passando pela floresta e ele pousou no meu ombro e ficou. Veio até aqui comigo. Resposta pessoal.
se fala. Assim, pode-se afirmar que os verbos de elocução têm funções múltiplas: anunciar o discurso e mostrar a intenção por trás da fala (uma ordem, um sentimento, uma atitude). Exemplos de alguns verbos de elocução: dizer, afirmar, declarar, contar, perguntar, questionar, interrogar, responder, replicar, retrucar, gritar, sussurrar, lamentar, pedir, solicitar, exigir. 7. a) Incentive os estudantes a expressar suas opiniões e valorize todos os posicionamentos. 7. b) Esta atividade tem como objetivo a produção individual de um novo final para o conto, de modo a estimular a criatividade dos estudantes. Cada um deverá elaborar um desfecho com base em sua própria opinião sobre o desfecho do conto original. Na correção, verifique se conseguiram estabelecer uma conexão adequada entre o conto e o novo final, mantendo a coesão e a coerência do texto produzido.
8 Agora, releia este trecho prestando atenção no pronome destacado. Depois, responda às questões no caderno. Uma mulher muito mentirosa que tinha um papagaio desses ensinou-o a falar, criando assim um grande problema.
MARTINS, Adilson. O papagaio que não gostava de mentiras e outras fábulas africanas Rio de Janeiro: Pallas, 2012. p. 16.
a) A quem se refere o pronome o ?
Ao papagaio.
b) Por que esse pronome foi utilizado?
Para evitar a repetição do nome papagaio
Coesão é a propriedade do texto que mantém suas partes ligadas entre si. Isso acontece por meio do uso de palavras que retomam ideias já ditas, evitando repetições desnecessárias.
A coesão pode acontecer de várias formas, com o uso de:
Pronomes: substituem nomes já citados.
Exemplo: O homem pegou o papagaio. Depois, levou-o para casa.
Sinônimos e expressões equivalentes: evitam repetições.
Exemplo: O papagaio era sincero. A ave dizia a verdade sempre.
9 Releia este trecho:
Sempre que alguém mentia diante do rei, o papagaio gritava: — É mentira!
9. b) Alertava, denunciava, protestava, reclamava — são verbos que mantêm o sentido do texto e imprimem uma certa intenção ao papagaio.
MARTINS, Adilson. O papagaio que não gostava de mentiras e outras fábulas africanas Rio de Janeiro: Pallas, 2012. p. 16.
a) Leia a frase, trocando a forma verbal gritava por outros verbos como dizia, sussurrava, alertava, denunciava, protestava, reclamava.
b) Quais desses verbos você considera que também podem ser adequados à ação do papagaio?
10 Localize no texto O papagaio que não gostava de mentiras e escreva no caderno todos os sinônimos ou expressões usadas para Odidé.
11 Que outra palavra foi usada para se referir ao rei?
10. e 11. Incentive a turma a registrar as variações de como Odidé e o rei são nomeados e a comentar como cada escolha confere um tom diferente à narrativa. Enfatize que a coesão não é apenas uma questão de estilo, mas de clareza: o leitor precisa saber de quem ou de quê se está falando, mesmo quando o autor não repete a palavra inicial. Estimule a participação oral dos estudantes, pedindo que expliquem por que acham que o autor escolheu determinadas expressões.
Sugestão para o professor
• KOCH, Ingedore Villaça. A Coesão textual. 20. ed. São Paulo: Contexto, 2019. Nessa obra, a autora apresenta, de forma clara e fundamentada, os mecanismos que garantem a ligação entre as partes de um texto, permitindo que ele seja compreendido como uma unidade de sentido. O livro traz reflexões teóricas acompanhadas de exemplos que ajudam a reconhecer, analisar e trabalhar a coesão em diferentes gêneros, oferecendo ao professor subsídios importantes para o ensino da produção e da leitura crítica de textos.
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8. O objetivo desta atividade é levar os estudantes a compreender como o texto se mantém coeso, evitando repetições desnecessárias por meio do uso de pronomes, sinônimos e expressões equivalentes. Retome com eles o trecho destacado e mostre que o pronome o substitui papagaio, mantendo a clareza sem repetir a mesma palavra. Incentive os estudantes a perceber que esse recurso é essencial para que o texto flua de forma mais agradável e organizada. Explique que, em uma narrativa, o autor pode variar a forma de se referir a um mesmo personagem ou elemento: ora usando pronomes, ora empregando sinônimos ou expressões equivalentes.
9. Esta atividade retoma os verbos de elocução solicitando aos estudantes que reflitam como a troca do verbo pode influenciar no teor do texto. A intenção é que encontrem verbos que sejam adequados ao contexto do conto.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Incentive os estudantes a observar e pesquisar aves e pássaros que fazem parte do território em que vivem. Essa investigação pode ser feita por meio de conversas com familiares, observações no ambiente próximo (praças, quintais, áreas verdes) ou consultas a materiais de referência (livros, sites e vídeos). O objetivo é valorizar o patrimônio natural e cultural da comunidade, ampliando a consciência socioambiental dos estudantes.
Estimule a troca em sala de aula: cada estudante ou dupla pode compartilhar o que descobriu sobre uma ave representativa da comunidade. Esse momento de socialização ajuda a enriquecer o repertório coletivo, ampliando as possibilidades de criação.
Esta página apresenta fotografias de pássaros representativos ou símbolos de alguns estados brasileiros. Incentive os estudantes a contar se já viram essas aves e em que ocasiões. Pergunte: “o que sabem sobre essas aves?”; “O que gostariam de saber?”; “Conhecem alguma história cujo personagem principal tenha sido inspirado em uma dessas aves?”.
Depois, explique que, a partir dessa pesquisa, cada estudante vai criar uma narrativa ficcional na qual a ave escolhida será a protagonista. Reforce que, assim como no conto africano O papagaio que não gostava de mentiras, o animal pode ganhar voz, sentimentos e atitudes humanas, transmitindo uma lição ou divertindo o leitor.
O campo de atuação artístico-literário em estudo no capítulo pode se abrir para a pesquisa e a produção de outros gêneros que também circulam nesse campo, como as lendas, especialmente aquelas que tratam de seres
PRODUÇÃO ESCRITA Conto
Você conhece alguma história sobre uma ave que represente sua comunidade? Converse sobre isso com o professor e os colegas.
A proposta desta produção de texto é escrever um conto ficcional inspirado em uma ave símbolo ou representativa de algum estado do Brasil. A história pode ter como base lendas, causos que você já ouviu ou até mesmo uma história inventada por você.
Conheça as aves símbolo de alguns estados brasileiros. Ficou curioso? Vale a pena pesquisar mais informações sobre essas aves tão interessantes!
naturais ou sobrenaturais. Para isso, incentive os estudantes a pesquisar lendas da região em que vivem. A atividade consiste em recontar a lenda escolhida, acrescentando detalhes, diálogos e, se considerarem interessante, novos episódios. Lembre-os de que o título deste capítulo faz referência ao dito popular: “Quem conta um conto aumenta um ponto”.
Sugestão para os estudantes
• CENTRO DE ESTUDOS ORNITOLÓGICOS. São Paulo, c2025. Disponível em: https://ceo.org.br/. Acesso em: 1o set. 2025.
O site agrega muitas informações sobre as aves das diversas unidades da federação. Além disso, apresenta uma seção de mitos e curiosidades sobre as aves a qual pode ser muito útil no planejamento dos contos que os estudantes vão produzir.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Curió
São Paulo
Sabiá-laranjeira
Rio de Janeiro
Tucano-de-papo-amarelo
Mato Grosso do Sul
Tuiuiú
Rio Grande do Sul
Quero-quero
Amazonas
Uirapuru
Bahia
Planejamento
1. Os contos podem ser escritos em duplas ou individualmente. Escolham uma ave representativa de um estado brasileiro. Se quiserem, podem pesquisar mais sobre as aves ilustradas.
2. Pensem no objetivo da história: ela vai divertir ou trazer uma lição importante?
3. Definam os personagens: o animal será o protagonista? Ele vai falar? Pessoas vão participar da história?
4. Escolham o cenário: floresta, rio, cidade, praia, ou outro lugar que combine com a história.
5. Montem o roteiro com os quatro momentos: situação inicial, conflito, clímax e desfecho
6. Criem um título que chame a atenção do leitor e que tenha a ver com a história ou com o personagem principal.
Escrita
1. Depois de planejar, escrevam o rascunho do conto em uma folha de papel avulsa.
2. Usem diálogos simples se houver personagens conversando. Utilizem a pontuação dos diálogos: os dois-pontos e o travessão, por exemplo.
ENCAMINHAMENTO
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Sugira que, após a pesquisa inicial, cada estudante ou dupla selecione a ave representativa com a qual vai trabalhar. Incentive que conversem sobre o que essa ave simboliza, quais características mais chamam a atenção (cor, canto, comportamento) e como isso pode se transformar em elemento narrativo.
Na sequência, proponha que respondam às perguntas-chave:
• quem é a ave protagonista?
• onde a história se passa?
• qual é o problema ou desafio que surge?
• como a ave resolve a situação?
• o final traz uma lição ou apenas diverte?
Lembre os estudantes que o conto deve ser breve, mas deve apresentar uma sequência completa (situação inicial, conflito, clímax e desfecho). Incentive-os também a pensar em como inserir diálogos usando discurso direto e verbos de elocução, e em como variar as referências à ave com pronomes e sinônimos para garantir coesão.
Se possível, finalize o planejamento com um momento de troca: cada estudante ou dupla pode compartilhar o planejamento com a turma, recebendo sugestões antes de passar para a escrita do rascunho do conto.
Escrita
Organize-se
• Folhas de papel avulsas
• Materiais de escrita diversos
Planejamento
No planejamento do conto, oriente os estudantes a organizar a pesquisa e as ideias que tiveram para a escrita. Mostre a importância deste momento: antes de começar a escrever, é preciso ter clareza sobre quem será a ave protagonista , onde a história vai acontecer e qual será o conflito a ser desenvolvido.
O estudante ou a dupla deve iniciar a produção do rascunho com base em seu planejamento. É muito importante, durante esse processo, pensar na organização dos acontecimentos para que a história tenha um encadeamento compreensível e desperte o interesse nos leitores.
ENCAMINHAMENTO
Escrita
Durante a escrita, oriente os estudantes a garantir que o texto apresente os quatro momentos básicos da narrativa (situação inicial, conflito, clímax e desfecho).
Incentive os estudantes a utilizar corretamente a pontuação. Caso apresentem dificuldades com o uso da vírgula ou de outros sinais, reserve um momento da aula para revisar esses conteúdos, de modo que adquiram maior segurança no uso da pontuação.
Revisão e reescrita
Proponha a troca de textos entre colegas ou duplas, para que recebam sugestões de melhoria. Esse processo de leitura compartilhada ajuda os estudantes a perceber aspectos do próprio texto que poderiam passar despercebidos. Reforce a importância do respeito ao fazer comentários e de considerar os apontamentos dos colegas, fazendo ajustes e sempre valorizando a colaboração.
Caso julgue oportuno, sugere-se que a avaliação seja feita considerando a matriz de avaliação deste livro do professor.
Incentive-os a passar o texto a limpo e, se desejarem, ilustrar o conto com imagens da ave escolhida ou da cena mais importante. Isso enriquece a produção e reforça a integração entre linguagem verbal e visual. Proponha o uso da caneta para a reescrita do texto. Apresente a mudança como parte do desenvolvimento natural dos estudantes e aquisição de maior autonomia no processo de escrita. Ressalte que a caneta exige mais cuidado e atenção, mas que não deve ser motivo de ansiedade ou insegurança. Para sugestões de estratégias na transição do lápis para a caneta, consulte as orientações gerais deste livro do professor.
3. Organizem a narrativa seguindo a ordem dos acontecimentos, mantendo os quatro momentos definidos.
• Situação inicial: apresentem personagens e ambiente.
• Conflito: citem o problema ou desafio que altere a situação inicial.
• Clímax: elaborem o ponto de maior tensão da história.
• Desfecho: concluam a narrativa com um final que julgarem mais interessante.
Revisão e reescrita
1. Leiam o conto que escreveram e respondam às questões.
• A história tem os quatro momentos da narrativa?
• O conflito é interessante?
• Os personagens agem de forma coerente?
• O título combina com o conteúdo?
• A grafia e a pontuação estão corretas?
2. Troquem o conto com um colega ou uma dupla para receber sugestões de melhoria.
3. Escutem os comentários e façam ajustes no rascunho, se necessário.
4. Peçam ajuda ao professor para revisar e apontar possíveis melhorias.
5. Por fim, passem o texto a limpo.
6. Se quiserem, ilustrem o conto com uma imagem da ave escolhida ou da cena mais importante.
Publicação e circulação
Agora que o conto está pronto, é hora de publicá-lo para que a comunidade escolar possa apreciá-lo. Cada dupla deve entregar a versão final para formar um livro de histórias sobre as aves do Brasil.
1. Os contos podem ser organizados por região ou em ordem alfabética pelos nomes das aves.
2. O livro pode ser impresso ou digital, mas deve ser compartilhado com outras turmas da escola.
3. A turma pode organizar uma exposição e uma tarde de autógrafos para apresentar os contos e as ilustrações.
4. Um ou dois contos podem ser escolhidos para leitura em uma roda na biblioteca.
5. As histórias poderão ser colocadas no mural da sala de aula ou em um blog da escola, se houver
Publicação e circulação
Explique que a produção textual ganha ainda mais sentido quando é compartilhada. Incentive a turma a organizar a publicação dos contos em formato coletivo — em um livro impresso ou digital — para que toda a comunidade escolar possa conhecer o resultado. Sugira formas de circulação: compartilhar o livro com outras turmas, realizar uma exposição com textos e ilustrações, ou mesmo promover uma tarde de autógrafos com os autores. Outra possibilidade é escolher alguns contos para leitura em voz alta na biblioteca ou em um sarau.
Por fim, incentive o uso de espaços de divulgação, como o mural da sala de aula ou um blog escolar, caso exista. Essa etapa reforça o papel social da escrita e valoriza o trabalho dos estudantes.
Organize-se
• Folhas de papel avulsas
• Materiais de escrita diversos
• Materiais de pintura
• Imagens das aves escolhidas
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
PRODUÇÃO ORAL
Leitura em voz alta de conto
Depois de escrever os contos, chegou o momento de apresentá-los para a turma em sala de aula, em um sarau literário.
Planejamento
1. Combinem com o professor e os demais colegas, com antecedência, a data, o horário e o local do sarau. Se possível, usem a sala de leitura, a biblioteca, o pátio ou outro ambiente amplo da escola.
2. Organizem os convites. A turma pode decidir se o sarau será apenas para a turma da sala de aula ou se será aberto a outras turmas e familiares.
3. Montem a programação do evento: quem vai abrir o sarau, quem vai apresentar a programação e quem vai encerrar o evento.
4. Escolham os contos que serão lidos oralmente. Se fo rem muitos, façam uma seleção equilibrada, garantindo que todas as duplas participem de alguma forma.
5. Preparem o espaço: mesa para leitura, cadeiras para o público e apoio para o microfone ou a caixinha de som, se necessário.
Ensaio
A ação de preparar e ensaiar antes de falar em público ajuda a organizar as ideias, ajustar o tom de voz e aumentar a segurança em si, tornando a apresentação mais envolvente para o público e mais tranquila para quem fala.
1. Ensaiem a leitura do conto em voz alta.
2. Prestem atenção na entonação, na pontuação e no ritmo da fala, para tornar a história fácil de ser compreendida.
3. Treinem a postura: mantenham-se com o corpo voltado para o público, evitando balançar ou esconder o rosto.
4. Cuidem do olhar: olhem para a plateia em momentos importantes, sem ficar o tempo todo com os olhos fixos no papel.
5. Durante os ensaios, peçam ao professor que ouça a apresentação e dê sugestões de melhorias.
ENCAMINHAMENTO
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ou até incluir música como acompanhamento. O importante é que cada participante se sinta parte do evento.
Durante a realização, incentive o respeito à escuta e o reconhecimento do esforço de todos.
Ensaio
Incentive a realização de ensaios antes do sarau, para que os estudantes se sintam confiantes e possam experimentar diferentes modos de leitura.
Oriente os estudantes a se preparar para a leitura em voz alta, trabalhando aspectos da expressividade oral, como:
• entonação adequada às falas e ao narrador;
• pausas nos pontos-finais e vírgulas;
• projeção da voz para que todos ouçam bem;
• postura corporal que transmita segurança.
O ensaio é importante para que os estudantes ganhem confiança na leitura em voz alta. Incentive a repetição dos trechos mais desafiadores e peça-lhes que leiam para colegas em pequenos grupos, recebendo devolutivas antes do evento. Durante os ensaios, acompanhe as apresentações e ofereça sugestões de melhorias, destacando aspectos positivos e propondo pequenos ajustes.
Organize-se
• Folhas de papel avulsas para convites
• Materiais de escrita diversos
Planejamento
O sarau é o momento de culminância do trabalho com o conto. É quando os estudantes compartilham suas produções com os colegas e, se possível, com a comunidade escolar. Esse evento valoriza a autoria, a oralidade e a interação entre diferentes formas de expressão artística.
Valorize a diversidade de apresentações: além da leitura dos contos, alguns estudantes podem dramatizar trechos, ilustrar o texto lido
ENCAMINHAMENTO
Apresentação
No dia da apresentação, incentive os estudantes a se organizar com antecedência, verificando o espaço e a ordem das leituras. Reforce a importância de se apresentarem ao público, dizendo seus nomes e o título do conto. Lembre-os de usar um tom de voz audível, respeitar as pausas e manter contato visual com a plateia em alguns momentos.
Após cada leitura, valorize o esforço de todos, incentivando os colegas a aplaudir e a fazer comentários positivos. Se houver tempo, permita que os autores expliquem brevemente como criaram suas histórias ou respondam a perguntas.
O sarau deve ser vivido como uma celebração coletiva da palavra e da criatividade, encerrando o percurso do capítulo de forma significativa e festiva.
Apresentação
Cheguem ao local com antecedência para verificar onde ficará cada um e confirmar a sequência de apresentações.
1. Antes da leitura, apresentem-se e digam o título do conto que vão ler.
2. Falem em um tom audível, com ritmo calmo, respeitando as pausas e a pontuação do texto.
3. No fim da leitura, agradeçam ao público. Se quiserem, vocês podem responder a perguntas ou comentar brevemente como criaram a história.
Sugestão para o professor
• MINCHONI, Tatiana. Saraus nas periferias: insurgência (po)ética nas tramas afetivas do território. São Paulo: Appris, 2022.
O livro apresenta a força da produção artística e cultural dos territórios periféricos, destacando a inventividade de tais criações nesses locais.
CRISTIANO GOMES
Avaliação
Depois de escrever os contos e apresentá-los no sarau literário, chegou o momento de avaliar a produção.
Reúna-se em uma roda com os colegas e o professor para conversar sobre as questões a seguir.
1 Qual foi a parte mais divertida na criação do conto? E qual foi a mais difícil?
2 A ave escolhida ajudou a enriquecer a história? Se sim, por quê?
3 Como foi trabalhar em dupla (ou sozinho) durante a produção?
4 Vocês conseguiram organizar bem as partes do conto (situação inicial, conflito, clímax e desfecho)?
5 A leitura no sarau foi bem compreendida pelo público? Como vocês se prepararam para esse momento?
6 O que aprenderam ao ouvir os contos dos colegas?
7 Que sugestões dariam para melhorar a próxima experiência de escrita e apresentação?
DESCUBRA MAIS
• BARBOSA, Rogério Andrade. Histórias africanas para contar e recontar São Paulo: Editora do Brasil, 2019. Os contos desse livro explicam a origem do comportamento de alguns habitantes da floresta, como os morcegos, os macacos, os camaleões e as zebras.
• MARTINS, Adilson. Erinlé, o caçador. Rio de Janeiro: Pallas, 2011. Esse livro é uma coletânea de contos africanos, em especial, dos iorubás, que trazem ensinamentos aos seus ouvintes e leitores.
ENCAMINHAMENTO
Avaliação
Conduza a etapa da avaliação como um momento de diálogo e partilha. Organize a turma em roda de conversa, criando um ambiente acolhedor e participativo, no qual todos se sintam à vontade para falar. Reforce, desde o início, que todas as opiniões têm valor e que o objetivo é refletirem juntos sobre o processo de produção e apresentação dos contos.
percebam que o olhar coletivo faz parte do processo de criação literária.
Finalize destacando que a avaliação não é apenas um fechamento, mas uma etapa de aprendizado: refletir sobre como escreveram, revisaram, apresentaram e ouviram os colegas ajuda a consolidar habilidades e a preparar novas experiências de leitura e produção textual.
Consulte a matriz de avaliação deste livro do professor como apoio ao processo avaliativo.
Atividade complementar
Para encerrar o trabalho com contos e o sarau literário, organize uma breve atividade de valorização mútua. A proposta é simples e rápida, mas muito significativa para fortalecer a autoestima e o espírito coletivo da turma.
11/09/25 20:59
Incentive os estudantes a responder às questões propostas, valorizando tanto os aspectos positivos quanto as dificuldades encontradas. Estimule-os a reconhecer os aprendizados, as conquistas individuais e coletivas e a pensar em estratégias de melhoria para futuras produções.
É importante que cada estudante tenha a oportunidade de se expressar. Garanta a escuta atenta e respeitosa, acolhendo cada fala e incentivando a participação dos mais tímidos. Essa troca permite que os estudantes
• Cada estudante deve escolher um colega e dizer em voz alta algo positivo sobre o conto que ele escreveu ou sobre sua apresentação no sarau. Pode ser uma característica da escrita (“sua história foi muito criativa”, “o final foi surpreendente”), da oralidade (“você leu com bastante clareza”, “gostei da sua entonação”) ou mesmo da postura (“você mostrou coragem ao ler em público”). Incentive comentários respeitosos e sinceros, valorizando a diversidade de estilos e ideias. Se houver tempo, cada estudante pode escrever em um pequeno cartão uma palavra de incentivo ou elogio para outro colega e entregar ao final da roda.
Esta atividade ajuda a encerrar o capítulo com um clima de reconhecimento coletivo, reforçando a ideia de que a produção de texto é também um espaço de partilha e escuta.
CRISTIANO GOMES
INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO
Neste capítulo, os estudantes serão convidados a explorar um gênero textual muito presente no cotidiano infantil: as instruções de jogos . A proposta é que eles conheçam, analisem e produzam textos instrucionais que descrevem regras, materiais e modos de jogar, desenvolvendo a capacidade de compreender e comunicar, com clareza e precisão, os passos necessários para a realização de uma atividade lúdica.
Para tornar a aprendizagem mais significativa, propõe-se a leitura das regras de um jogo tradicional brasileiro: Amarelinha do caco. Ao mesmo tempo que preserva e valoriza a cultura popular, essa escolha permite que os estudantes percebam a importância de registrar regras de forma organizada e objetiva, de modo que qualquer pessoa possa compreendê-las e reproduzir a brincadeira.
Durante as atividades, a autonomia e a colaboração serão incentivadas na produção de textos, seguindo as convenções do gênero e considerando a finalidade e a situação comunicativa. Assim, o trabalho com o jogo não apenas favorece a prática da escrita, mas também promove o contato com manifestações culturais que atravessam gerações.
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Compreender as características do texto instrucional, identificando sua estrutura, finalidade e linguagem.
• Reconhecer a importância de apresentar informações de forma clara, organizada e sequencial.
• Identificar elementos específicos das regras de jogo, como materiais, número de participantes e etapas da brincadeira.
CAPÍTULO
PASSO A PASSO DA DIVERSÃO 9
• Valorizar e preservar manifestações culturais por meio do conhecimento de jogos tradicionais.
• Planejar e produzir textos instrucionais com autonomia, considerando o público e a situação comunicativa.
• Revisar e aprimorar o texto instrucional para garantir clareza e adequação ao gênero.
• Compreender que os adjetivos e as expressões que marcam o tempo têm a função de dar precisão ao texto instrucional.
Observe a abertura deste capítulo e converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1 Você costuma brincar com seus colegas? De que tipos de brincadeira você mais gosta?
2 Descreva para os colegas e o professor as regras do seu jogo favorito.
Resposta pessoal.
3 Fale os nomes das brincadeiras que você reconhece na ilustração. Respostas pessoais.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem a amarelinha, a pipa, a ciranda, o pula-sela, as cinco marias e a peteca.
1. Peça aos estudantes que relatem suas brincadeiras preferidas, destacando se são praticadas na escola, em casa ou na comunidade. Valorize a diversidade das respostas, especialmente se houver, em sala de aula, estudantes oriundos de outras regiões do país ou de outros países.
2. Solicite a cada estudante que explique as regras do seu jogo favorito. Aproveite para destacar aspectos que caracterizam um texto instrucional oral, como a sequência lógica, o uso de verbos no imperativo ou infinitivo e a clareza na descrição.
3. Após ouvir as respostas pessoais, complemente informando os nomes das brincadeiras representadas na imagem, caso não sejam mencionadas por todos. As mais prováveis de serem identificadas são amarelinha, pipa, ciranda, pula-sela, cinco marias e peteca. Considere que diferentes regiões do país podem ter, para a mesma brincadeira, nomes diversos também. Utilize este momento para relacionar a atividade à valorização de jogos tradicionais brasileiros, preparando os estudantes para o trabalho com o texto Amarelinha do caco.
ENCAMINHAMENTO
11/09/25 21:03
Proponha aos estudantes que observem a imagem com atenção e identifiquem elementos que já conhecem, incentivando a participação oral de todos. Inclua os estudantes com baixa visão ou cegos por meio da descrição oral da imagem. Faça essa descrição de maneira individualizada, destacando os elementos mais relevantes e permitindo que façam perguntas. Essa estratégia favorece a compreensão e garante a participação ativa deles junto aos colegas. Adote esse procedimento sempre que for necessário. A inclusão promove a construção de cidadãos mais conscientes e estimula o desenvolvimento de habilidades sociais, como a cooperação e o respeito à diversidade, proporcionando benefícios a todos os estudantes.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
1. Conduza a conversa a partir do título Amarelinha do caco, incentivando os estudantes a imaginar possíveis regras para esse jogo. Registre as ideias principais no quadro, pois elas servirão de referência para verificar, durante e após a leitura, quais hipóteses se confirmaram.
2. Incentive os estudantes a comparar a amarelinha do caco a outros jogos semelhantes já conhecidos, pedindo que descrevam como se jogam e quais são as regras principais. Esse momento de troca oral favorece a percepção das regularidades e diferenças entre jogos e reforça a noção de que as regras precisam ser claras para que todos possam jogar.
Texto de apoio Respondo antes que você possa jogar a pedrinha: não tem absolutamente nada a ver com a cor amarela. A expressão vem do nome que os franceses davam ao jogo: jeu de marelle. Aos ouvidos portugueses, a palavra se parecia muito mais com “amarelo”, que já existia na língua portuguesa. A tal marelle é a pedrinha lançada pelas crianças. Em francês, ela significa o mesmo que jeton, uma ficha que se usa para jeter — “jogar”, em português. A língua espanhola, por outro lado, deu mais importância ao desenho no chão na hora de batizar a brincadeira. Por lá, a brincadeira se chama rayuela, que também significa “pequena raia”, designando os quadradinhos onde as crianças devem pular.
ROSSINI, Maria Clara. De onde vem o nome do jogo de amarelinha? SuperInteressante, 23 out. 2019. Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/ oraculo/de-onde-vem-o-nome -do-jogo-de-amarelinha/. Acesso em: 10 ago. 2025.
LEITURA
Você vai ler um texto que explica as regras de um jogo indígena tradicional no Brasil.
1 Com base no título do jogo, compartilhe com os colegas e o professor quais regras você imagina que são desse jogo.
Resposta pessoal.
Atenção!
Para brincar, use uma pedrinha, uma tampinha ou outro objeto leve e seguro como caco
Resposta pessoal.
2 Você conhece outro jogo parecido com amarelinha do caco ? Conte como ele é jogado e quais são as regras principais.
Amarelinha do caco
O primeiro jogador deve jogar o caco na casa de no 1 e, em seguida, ir chutando-o com um pé só.
Seguir dessa forma por todas as casas, conforme a sequência dos números.
São permitidos pequenos chutes, sempre com um pé só, que encaminhem o caco para mais próximo das linhas, até que receba o chute decisivo para passar para a outra casa.
O caco não pode cair em cima de nenhuma linha, sair do desenho ou ultrapassar uma casa sem que pare nela (passar da casa de no 1 para a casa de no 3, ou da casa de no 3 para a casa de no 5, por exemplo).
O jogador não pode pisar com os dois pés ao mesmo tempo nas casas. Porém, caso necessite de um descanso durante o percurso, pode apoiar os dois pés no céu.
Ao conseguir conduzir o caco por todas as casas, inclusive voltando para a casa de no 1 e depois saindo do desenho, o jogador continua no jogo. Lançará seu caco na casa de no 2 e repetirá todo o processo. Assim sucessivamente pelos números 3, 4 e 5.
Ultrapassadas essas etapas, os próximos desafios consistem em percorrer todo o trajeto do desenho carregando o caco em diferentes partes do corpo: na cabeça, sobre o pé, no joelho, no ombro... O trajeto pode também ser realizado com os olhos fechados e de outras formas que podem ser inventadas no momento.
MEIRELLES, Renata. Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil. São Paulo: Terceiro Nome, 2018. p. 35.
ENCAMINHAMENTO
Durante a leitura, oriente a turma a perceber:
• o ponto de partida (casa 1);
• a ordem das casas até completar o circuito;
• o uso dos pequenos chutes para aproximar o caco das linhas antes de dar o chute decisivo para avançar.
Finalize ressaltando que o esquema complementa o texto escrito, pois permite visualizar o trajeto e compreender melhor as regras do jogo.
Vale comentar que a leitura desse texto também pode engendrar um trabalho interdisciplinar com os componentes curriculares Arte e Educação Física, que preveem a exploração e a valorização de jogos e brincadeiras tradicionais como parte do patrimônio cultural brasileiro. Ao se trabalhar com jogos e brincadeiras tradicionais, buscam-se não somente entretenimento, mas também a valorização da diversidade cultural, o respeito às tradições e a promoção da interculturalidade.
Sugestão para o professor
• MEIRELLES, Renata. Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil. São Paulo: Terceiro Nome, 2018. Conheça o livro do qual foi retirado o texto instrucional Amarelinha do caco. Nele, há outras descrições de jogos tradicionais brasileiros.
11/09/25 21:03
Leia, com os estudantes, o esquema da amarelinha do caco. Destaque que ele apresenta um formato diferente da amarelinha convencional. Chame a atenção para a sequência numérica e para as setas tracejadas, que indicam o trajeto que o jogador deve percorrer. Explique que, nesse tipo de amarelinha, as marcas no chão funcionam como um guia visual, ajudando a entender o caminho e a ordem das jogadas.
Peça aos estudantes que observem a criança desenhada no esquema, que está se deslocando pelo percurso com um pé só, enquanto as demais crianças observam. Relacione essa observação com a instrução do texto: o primeiro jogador deve jogar o caco na casa no 1 e, em seguida, ir chutando-o com um pé só.
ENCAMINHAMENTO
A atividade 1 pressupõe que os estudantes conheçam e já tenham brincado de amarelinha tradicional. Se considerar interessante, desenhe o esquema na lousa. Procure fazer a correção das atividades oralmente, solicitando a ajuda da turma.
1. a) Os estudantes devem comparar as duas versões, destacando que ambas envolvem riscar um desenho no chão e pular com um pé só. Oriente para que eles percebam a semelhança fundamental do uso do espaço no chão e o desafio do equilíbrio, mesmo que existam diferenças no formato do desenho e nas regras.
1. b) Peça aos estudantes que observem a imagem e o texto para identificar os elementos essenciais: o espaço no chão onde o desenho é riscado, os números para seguir a ordem, o “caco” que funciona como marcador (como uma pedrinha ou tampinha) e a movimentação em um pé só, tomando cuidado para não pisar nas linhas, com o caco.
1. c) Oriente os estudantes a perceber que, na amarelinha do caco, o desenho tem um formato diferente e as regras são mais rigorosas — por exemplo, o caco deve ser chutado, não pode cair nas linhas, e o jogador deve retornar o caco até a primeira casa depois de completar o percurso. Também há desafios extras, como equilibrar o caco em partes do corpo ou fazer o trajeto de olhos fechados, que não fazem parte da amarelinha tradicional.
2. Espera-se que os estudantes reconheçam que o desenho da amarelinha e das setas indica o percurso que a criança deve seguir, facilitando a
1. b) Espera-se que os estudantes identifiquem elementos como: a necessidade de um espaço no chão para os desenhos riscados (quadrados, números); um caco (pedrinha, tampinha ou outro objeto leve e seguro) como marcador; a movimentação em um pé só, seguindo a ordem numérica; não deixar o caco cair nas linhas ou fora do desenho.
Compreensão
1 Converse com os colegas e o professor sobre o texto lido e responda às questões a seguir.
a) Em sua opinião, qual é a relação entre a amarelinha do caco e a amarelinha tradicional?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem sobre a amarelinha tradicional, em que também se risca o chão para pular com um pé só.
b) Com base na imagem e no texto, responda: quais são os elementos próprios para brincar de amarelinha do caco?
c) E o que tem de diferente entre a amarelinha do caco e a amarelinha tradicional?
1. c) A amarelinha do caco se diferencia da amarelinha tradicional tanto no formato do desenho quanto nas regras. O desenho traçado no chão é diferente e o caco deve ser chutado, o que exige maior coordenação motora. Além disso, o caco não pode cair sobre as linhas, fora do desenho
2 Responda no caderno: a ilustração que acompanha o texto contribui para uma melhor compreensão do jogo? Por quê?
Sim, porque o desenho da amarelinha e a linha tracejada indicam por onde a criança deve ir.
3 Releia este trecho.
O jogador não pode pisar com os dois pés ao mesmo tempo nas casas. Porém, caso necessite de um descanso durante o percurso, pode apoiar os dois pés no céu.
MEIRELLES, Renata. Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil. São Paulo: Terceiro Nome, 2018. p. 35.
• De acordo com o texto, é possível descansar com os dois pés no “céu”. Onde você imagina que fica esse espaço na amarelinha do caco? Como você descobriu isso?
Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes percebam que, segundo o trecho, esse espaço fica “durante o percurso”,
ou seja, no meio do trajeto, na parte mais arredondada e onde não há números.
4 O último parágrafo do texto apresenta variações da brincadeira. Responda no caderno.
a) Qual delas você considera a mais divertida?
b) Qual delas você considera a mais difícil?
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
5 Escreva no caderno uma sugestão de encerramento para a brincadeira que não consta no texto.
Resposta pessoal.
6 Agora, para experimentar essa brincadeira, vale a pena ir até o pátio com a turma, riscar com giz no chão o desenho da amarelinha do caco e... brincar!
ou pular casas sem parar nelas. Ao concluir o trajeto, o jogador deve retornar o caco até a primeira casa. Há ainda desafios extras, como equilibrar o caco em diferentes partes do corpo ou realizar o percurso de olhos fechados.
compreensão das regras e da sequência do jogo.
3. Estimule os estudantes a localizar no trecho a informação do local onde fica o “céu” e a entender que “durante o percurso” significa estar no meio do trajeto.
4. Os estudantes devem fazer um exercício de imaginação para responder à atividade, além de tentar reconhecer seus gostos pessoais para as brincadeiras.
5. Essa atividade estimula os estudantes a refletir sobre como encerrar um texto instrucional. Esse é um exercício importante
para quando forem criar seus próprios textos.
6. Levar os estudantes ao pátio para brincar facilita a compreensão do texto instrucional. Ao riscar no chão o desenho da amarelinha do caco e jogar com os colegas, os estudantes não apenas se divertem, como também internalizam a função social desse tipo de texto — que é orientar uma ação — de forma significativa. Brincar, nesse caso, transforma a leitura em experiência concreta.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
TEXTO INSTRUCIONAL EM FOCO
1 Copie no caderno a alternativa que completa o texto corretamente.
Amarelinha do caco é um texto instrucional porque
a) conta a história de jogadores de amarelinha.
b) descreve como surgiu a brincadeira da amarelinha.
c) orienta e instrui o leitor sobre a realização do jogo.
d) apresenta a opinião do autor sobre brincadeiras tradicionais.
2 Quais das características a seguir você identifica no texto apresentado? Transcreva no caderno.
d) Explicações sobre a história do jogo. X
a) Organização em etapas sequenciais para orientar ações.
b) Presença de títulos chamativos e imagens instigantes.
c) Uso de linguagem poética e subjetiva.
Os textos instrucionais de jogos têm como objetivo ensinar como um jogo deve ser jogado. Eles explicam, passo a passo, o que os jogadores devem fazer: a sequência que devem seguir, indicando o que é feito antes, durante e depois; as regras, que mostram o que é permitido e proibido no jogo; e as etapas organizadas, que ajudam os jogadores a avançar no jogo.
3 O texto instrucional orienta a realização do jogo por meio de etapas organizadas em sequência e de apresentação das regras. No caderno, registre a resposta para cada um dos itens.
• Uma etapa do jogo.
• Uma regra do jogo.
Resposta pessoal.
O jogador não pode pisar com os dois pés ao mesmo tempo nas casas.
4 No caderno, responda às questões a seguir com base no texto instrucional lido.
a) O que o jogador pode fazer durante o jogo? E o que o jogador não pode fazer?
O jogador pode descansar com os dois pés no “céu”. Alguns exemplos do que o jogador não pode: pisar com os dois pés ao mesmo tempo nas casas, deixar o caco cair em cima de alguma linha, deixar que o caco saia do desenho.
1. É importante que os estudantes compreendam que o texto Amarelinha do caco é um texto instrucional, ou seja, tem como objetivo principal orientar e instruir o leitor sobre como realizar a brincadeira. Reforce que o foco do gênero instrucional é dar orientações claras e organizadas para que a ação seja realizada de forma correta, diferentemente de textos que contam histórias ou apresentam opiniões.
2. Oriente os estudantes a identificar e a transcrever as características do texto instrucional presentes no texto Amarelinha do caco . Ajude-os a perceber que a organização em etapas sequenciais é fundamental para garantir o entendimento das instruções. Se for o caso, converse com eles sobre o motivo de a linguagem poética ou as explicações históricas não serem características esperadas em textos instrucionais, para que possam diferenciar os gêneros textuais.
3. Nesta atividade, os estudantes devem diferenciar as duas características básicas do texto instrucional: a etapa e a regra. Reforce que a etapa tem a ver com a sequência do jogo e a regra diz respeito às obrigações e proibições.
11/09/25 21:03
4. Explique que as respostas devem estar fundamentadas no texto, destacando as ações permitidas e proibidas durante o jogo.
4. a) Observe se os estudantes identificam o que o jogador pode fazer (por exemplo, descansar com os dois pés no “céu”) e o que não pode fazer (pisar com os dois pés nas casas e deixar o caco cair em cima da linha ou fora do desenho).
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
4. b) Destaque que eles devem entender a sequência correta para jogar e avançar, começando obrigatoriamente pela casa n o 1 e seguindo a ordem dos números.
5. a) Oriente os estudantes a reler atentamente o trecho indicado, destacando as palavras “pequenos” e “decisivo”, que qualificam os substantivos “chutes” e “chute”, respectivamente. Explique que os adjetivos são essenciais para indicar características específicas, como o tamanho ou a importância dos chutes, o que ajuda a evitar interpretações vagas ou ambíguas.
5. b) Leve os estudantes a perceber como a retirada dos adjetivos torna a frase menos clara e mais genérica, o que pode comprometer a compreensão e a execução correta da instrução.
5. c) Os estudantes devem identificar que os chutes precisam ser dados com um pé só em direção à linha do próprio trecho.
5. d) Reforce que os adjetivos desempenham um papel importante em textos instrucionais, pois conferem precisão e ajudam o leitor a entender exatamente o que deve ser feito.
O objetivo da atividade 6 é trabalhar com os estudantes a habilidade de inferir o significado de palavras ou expressões que podem ser desconhecidas para eles, a partir do contexto oferecido pelo texto.
4. b) O jogador, obrigatoriamente, deve iniciar jogando o caco na casa de no 1 e seguir por todas as casas, conforme a sequência dos números.
b) O que o jogador deve fazer para jogar e avançar no jogo?
5 Releia este trecho e responda às questões no caderno.
São permitidos pequenos chutes, sempre com um pé só, que encaminhem o caco para mais próximo das linhas, até que receba o chute decisivo para passar para a outra casa.
MEIRELLES, Renata. Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil. São Paulo: Terceiro Nome, 2018. p. 35.
As instruções e as regras de funcionamento de um jogo explicam, de forma organizada, o que os jogadores devem fazer, quais são as ações permitidas e quais são as ações proibidas durante o jogo.
a) A que se referem as palavras destacadas?
A palavra pequenos se refere a chutes; decisivo se refere a chute
b) Agora, releia a frase retirando dela as palavras destacadas. O que muda no sentido da frase? Por que essas palavras são importantes?
c) A instrução diz que são permitidos pequenos chutes. De que modo esses chutes devem ser feitos? E para qual direção?
Esses chutes devem ser feitos com um pé só, para mais próximo das linhas.
d) As palavras destacadas ajudam a deixar a instrução mais precisa? Explique.
6 Releia este trecho do último parágrafo.
Espera-se que os estudantes respondam que sim, porque as palavras destacadas são adjetivos que qualificam o substantivo chute, tornando a informação mais específica e precisa.
Ultrapassadas essas etapas, os próximos desafios consistem em percorrer todo o trajeto do desenho carregando o caco em diferentes partes do corpo: na cabeça, sobre o pé, no joelho, no ombro...
MEIRELLES, Renata. Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil. São Paulo: Terceiro Nome, 2018. p. 35.
a) Qual expressão substitui a expressão ultrapassadas essas etapas ? Copie a resposta correta no caderno.
• Se não fizer essas etapas.
• Depois de passar por essas etapas.
• Mesmo que não passe por essas etapas.
5. b) Essas palavras servem para mostrar ou qualificar o tipo de chute que deve ser feito. Sem elas, a frase fica vaga e não sabemos como será o chute.
b) Escreva, no caderno, o que a expressão ultrapassadas essas etapas indica.
• Ela indica a forma como as ações devem ser feitas.
• Ela indica o tempo, ou seja, a ordem em que as ações acontecem.
• Ela indica o lugar onde as ações acontecem.
6. a) Oriente os estudantes a identificar qual expressão substitui o trecho, conversando sobre o sentido e a relação da expressão com o contexto. Incentive os estudantes a refletir sobre como o contexto ajuda a indicar que “Ultrapassadas essas etapas” refere-se a “Depois de passar por essas etapas”, ou seja, indica uma sequência temporal e a ordem em que as ações acontecem.
6. b) Explique que inferir o significado de palavras ou expressões desconhecidas é uma estratégia fundamental para a compreensão de textos, permitindo que o leitor entenda o sentido sem precisar de um dicionário sempre. Ressalte que essa compreensão é importante para seguir corretamente as instruções e entender o desenvolvimento do jogo.
c) Ao final do trecho, foram usadas reticências. Transcreva no caderno a alternativa que explica seu uso.
• Expressar sentimentos.
• Indicar que existem outros exemplos.
• Finalizar a lista de ações.
No texto instrucional, os adjetivos e as expressões temporais têm a função de deixar as instruções mais detalhadas e fáceis de seguir.
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6. c) Na frase do texto “carregando o caco em diferentes partes do corpo: na cabeça, sobre o pé, no joelho, no ombro... ” , as reticências exercem um papel na construção do sentido: elas sugerem que existem outros exemplos configurando uma lista incompleta.
Sugestão para o professor
• DE CASTRO, Onireves Monteiro. Descrição e funcionalidade: o caso do gênero textual instrucional. Interdisciplinar: Revista de Estudos em Língua e Literatura, São Cristóvão, ano VIII, v. 17, jan./jul. 2013, p. 309-324. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/ interdisciplinar/article/ view/1329. Acesso em: 26 ago. 2025.
O artigo apresenta o estudo dos gêneros textuais, especialmente os instrucionais, destacando sua natureza histórica, interdisciplinar e vinculada a tradições discursivas. Discuta a diferença entre tipos e gêneros, com base em autores como Bakhtin e Marcuschi, e a diversidade terminológica existente.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Planejamento
Para o desenvolvimento da produção escrita, estimule a criatividade dos estudantes, incentivando-os a pesquisar jogos e brincadeiras dos quais tenham interesse em participar, pois, quando há envolvimento pessoal, a escrita se torna mais prazerosa.
1. Conduza as duplas a escolher brincadeiras ou jogos variados, considerando o espaço de realização (interno ou externo), os materiais necessários e as regras principais. Isso ajuda os estudantes a pensar também sobre viabilidade e segurança.
2. Elabore, com a turma toda, uma lista única com todos os jogos ou as brincadeiras escolhidos por eles, evitando repetições e garantindo maior diversidade.
3. Promova uma conversa coletiva sobre as características das brincadeiras ou dos jogos e, se possível, relacione-as a experiências pessoais dos estudantes. Use a dica para debater formas de organização dos jogos ou das brincadeiras, mostrando que categorias claras (por origem, tipo de atividade ou quantidade de participantes) podem ajudar a deixar o Manual de jogos mais atrativo e funcional.
PRODUÇÃO ESCRITA Instruções
de jogos
Agora, chegou o momento de registrar, por escrito, um jogo ou uma brincadeira que você conheça para ensinar aos colegas do 1 o ano. Para isso, todos vão se organizar em duplas para construir o Manual de jogos da turma.
Planejamento
1. Em duplas, pensem nos jogos ou nas brincadeiras que vocês querem inserir no livro. Decidam se será um tipo de jogo praticado ao ar livre ou em ambiente interno, o que é necessário para jogar (materiais ou objetos) e comecem a pensar sobre as regras.
2 . Em seguida, com a ajuda do professor, façam uma lista dos jogos a serem inseridos no livro. Essa etapa é importante para que não te nha nenhum jogo repetido.
3. Conversem coletivamente sobre as características dos jogos ou das brincadeiras.
Dica: Pensem em diferentes maneiras de organizar os jogos. Vocês podem organizá-los por origem (como jogos indígenas, quilombolas, familiares, populares ou escolares), por tipo de atividade (corrida, uso de bola, equilíbrio, adivinhação) ou pela quantidade de participantes (individual, em duplas, em grupos). Essa dica pode deixar o livro mais bem organizado.
Sugestões para os estudantes
• ALLUÉ, Josep Maria. O grande livro dos jogos: 250 jogos do mundo inteiro para todas as idades. São Paulo: Ciranda Cultural, 2016. Esse livro é uma publicação que traz 250 sugestões de jogos, selecionados de acordo com o grau de dificuldade, para crianças de 3 a 14 anos ou mais.
• BRINCADEIRAS regionais. Turminha do MPF, c. 2025. Disponível em: https://turminha.mpf. mp.br/explore/direitos-das-criancas/lazer/brincadeiras-regionais. Acesso em: 25 ago. 2025. Esse site do Ministério Público Federal é dedicado a crianças. Entre muitos artigos interessantes, há uma lista de brincadeiras regionais.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
4. Façam um esquema para a produção das instruções do jogo. Esse esquema pode ser definido com toda a turma. Assim, todos os textos instrucionais terão um padrão. Vejam a sugestão a seguir.
Produção pessoal.
Título
Materiais
Instruções
Desenhos/esquemas/fotografias
Escrita
1. Chegou o momento de escrever o rascunho das instruções do jogo. Considerem:
• os materiais necessários para jogar;
• as regras do jogo: o que pode e o que não pode fazer;
• as instruções que devem ser seguidas para a realização do jogo;
• as ilustrações ou imagens para facilitar o entendimento das instruções.
2. Depois, combinem com os colegas dos outros grupos de testar o jogo ou a brincadeira seguindo as instruções que vocês elaboraram. Isso é importante para verificar se o texto está claro e se todos conseguiram entender as regras e as etapas.
ENCAMINHAMENTO
Planejamento
4. Nesta etapa, o foco é a construção coletiva de um esquema. Reforce aos estudantes a importância de utilizar o esquema como guia, pois ele ajuda a organizar as ideias de forma lógica, garante que nenhuma informação essencial seja esquecida e assegura que todos os textos sigam o mesmo padrão, facilitando a leitura do Manual de Jogos
Escrita
11/09/25 21:03
1. Na escrita do rascunho, oriente os estudantes a incluir todos os elementos listados: materiais, regras, instruções passo a passo e, quando possível, ilustrações. Lembre-se de destacar que as imagens devem complementar e facilitar a compreensão do texto. Incentive o uso do lápis para a produção textual. Durante a escrita, incentive os estudantes a utilizar corretamente a pontuação. Caso apresentem dificuldades com o uso da vírgula ou de outros sinais, reserve um momento
da aula para revisar esses conteúdos, de modo que adquiram maior segurança no uso da pontuação.
2. Testar os jogos e as brincadeiras é divertido, mas reforce que é um teste, por isso é importante que os estudantes fiquem atentos a algumas questões:
• o jogo permite que todos os jogadores interajam?
• as instruções estão de fato claras?
• é necessário algum tipo de alerta em relação à segurança? Anotem.
• a lista de materiais está completa?
• no decorrer do teste, sentiram falta de outra instrução ou regra?
Estimule a interação entre os grupos, pedindo que cada um experimente o jogo ou a brincadeira do outro. Isso permite identificar eventual falta de clareza nas instruções, além de promover a colaboração e o aprimoramento dos textos. Ressalte que o objetivo é garantir que qualquer leitor consiga compreender e reproduzir o jogo ou a brincadeira a partir das instruções elaboradas.
Sugestão para os estudantes
• BRINCADEIRAS pelo Brasil. c2025. Disponível em: https://territoriodobrincar. com.br/brincadeiras -pelo-brasil/. Acesso em: 25 ago. 2025. O site apresenta inúmeros brinquedos e brincadeiras do Brasil. Ele é fruto de pesquisas de campo em comunidades rurais, indígenas, quilombolas e de grandes metrópoles, do sertão e do litoral do Brasil.
Organize-se
• Folhas de papel avulsas
• Materiais de escrita diversos
ENCAMINHAMENTO
Revisão e reescrita
1. Retome com a turma os critérios propostos para um texto instrucional, incentivando a comparação entre a primeira versão produzida e a versão corrigida com as observações feitas durante os testes dos jogos.
Reforce a importância de verificar a clareza das instruções, o uso de adjetivos e expressões especificadoras, a presença de marcadores de sequência (números ou tópicos) e a adequação da linguagem ao público-alvo, neste caso, estudantes do 1o ano.
Se possível, proponha a troca dos textos entre as duplas, para que uma leia o trabalho da outra e dê sugestões de melhoria. Essa leitura é importante para verificar se o texto está adequado e cumpre todos os pontos acordados. Oriente as duplas a serem respeitosas em seus comentários e a utilizarem a margem da folha para sugerir alterações.
Caso julgue oportuno, sugere-se que a avaliação das produções seja feita considerando a matriz de avaliação deste livro do professor. 2. Leve os estudantes a perceber que a reescrita não é apenas corrigir erros, mas também melhorar a qualidade do texto e torná-lo mais funcional. Oriente-os a garantir que cada instrução esteja acompanhada de imagens ou ilustrações que realmente auxiliem na compreensão.
Incentive os estudantes a utilizar a caneta na reescrita do texto. No final dos anos iniciais, espera-se que eles já utilizem a caneta na escrita com regularidade e certa confiança. No entanto, é fundamental que siga
Revisão e reescrita
1. Ao finalizar o rascunho, façam uma revisão considerando estes critérios.
• As orientações, a ordem das instruções e/ou os materiais foram ajustados depois do teste?
• Foram usados adjetivos e outras expressões para especificar as instruções?
• Foram inseridos números ou outros marcadores para indicar a ordem das instruções?
• A linguagem é facilmente compreendida por estudantes do 1 o ano?
• As instruções estão acompanhadas de imagens para facilitar a compreensão?
2. Façam as alterações necessárias no rascunho e passem o texto a limpo em uma folha de papel avulsa.
Publicação e circulação
Chegou o momento de produzir o Manual de jogos da turma . Com os colegas e o professor, sigam os passos para realizar esta atividade.
1. Elaborem um texto coletivo de apresentação da obra e organizem o sumário.
2. Criem uma capa bonita e chamativa.
3. Encadernem os textos de acordo com a ordem que estabeleceram.
4. Entreguem o manual aos colegas do 1o ano para que faça parte da biblioteca da sala.
acompanhando esse processo, observando atentamente o desenvolvimento das habilidades grafomotoras e planejando intervenções sempre que identificar dificuldades que exijam apoio específico. Para sugestões de estratégias na transição do uso do lápis para a caneta, veja as orientações gerais deste livro do professor.
Publicação e circulação
Organizar o Manual de jogos possibilita que os estudantes exercitem habilidades de planejamento e cooperação. Apoie-os na criação de um texto de apresentação, na elaboração do sumário e na produção de uma capa atrativa. Ao final, incentive a entrega do manual aos colegas do 1o ano, destacando a importância de compartilhar conhecimentos.
CAROL CARAMELA
PRODUÇÃO ORAL Vídeo instrucional de jogo
Agora é o momento de produzir, em duplas, o vídeo instrucional para ensinar os jogos aos estudantes do 1o ano. O vídeo será fundamentado no texto que vocês já escreveram. Para gravar o vídeo, vocês podem usar os recursos disponíveis na escola.
1. Antes de começar o planejamento, avaliem, no texto de vocês, se todas as instruções estão em ordem e se são de fácil compreensão para estudantes do 1o ano.
Planejamento
Antes de gravar o vídeo, façam um roteiro que mostre o passo a passo do que vai ser dito e mostrado. Nesse roteiro, vocês precisam:
• apresentar-se;
• dizer o nome do jogo;
• listar os materiais necessários, se houver;
• explicar as regras e as etapas do jogo;
• fazer uma demonstração prática: joguem em dupla e mostrem como se faz;
• despedir-se de quem está assistindo ao vídeo.
ENCAMINHAMENTO
A produção oral se integra à produção escrita, incentivando a clareza na comunicação, a organização das ideias e a adequação da linguagem ao público-alvo. Explique aos estudantes que o vídeo produzido será um recurso a mais para ensinar os jogos a crianças do 1o ano e que, portanto, precisa ser simples, objetivo e muito didático.
Antes da gravação, façam, de forma coletiva, uma revisão dos textos já produzidos para garantir que as instruções estejam em ordem, completas e fáceis de entender. Explique aos estudantes que é preciso usar frases curtas, tom de voz claro e entonação animada para manter a atenção de quem assiste.
Planejamento
Oriente os estudantes a seguir a estrutura sugerida: apresentação, nome do jogo, materiais, regras, demonstração e despedida. Ressalte que a demonstração prática é essencial para complementar as explicações orais. Caso haja recursos disponíveis, ensine-os a usar enquadramentos adequados e garantir uma boa iluminação e a qualidade do áudio, mesmo utilizando equipamentos simples, como o celular.
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Ao final, reserve um momento para assistir coletivamente aos vídeos, comentando, de forma construtiva, os pontos fortes e as possíveis melhorias, valorizando o empenho de cada dupla.
Organize-se
• Filmadora ou aparelho celular com câmera
• Computadores, tablets ou smartphones para edição do vídeo
ENCAMINHAMENTO
Roteiro
O roteiro sugerido é um ponto de partida para que os estudantes organizem as falas e as ações do vídeo instrucional. Explique que a estrutura proposta ajuda a manter a sequência lógica e o tempo adequado de cada parte, mas que ela pode (e deve) ser adaptada conforme as características da brincadeira escolhida.
Peça aos estudantes que copiem o modelo em uma folha de papel avulsa ou no caderno e o preencham com as falas e indicações correspondentes ao jogo. Reforce que eles podem alterar frases, acrescentar detalhes ou ajustar a ordem das etapas, desde que mantenham a clareza e o objetivo principal: ensinar o jogo para o público-alvo (as crianças do 1o ano).
Durante o preenchimento, circule pela sala de aula para apoiar a escolha das palavras, sugerir ajustes na linguagem e lembrar os estudantes sobre a importância de ensaiar as falas. Incentive-os a pensar também nos recursos visuais e sonoros que poderão ser usados na gravação, como movimentos demonstrativos, participação de colegas extras ou uso de músicas e cantigas típicas da brincadeira.
Após a conclusão do roteiro, organize um momento de ensaio, permitindo que os estudantes leiam suas falas em voz alta e simulem a execução das cenas. Esse treino contribui para maior naturalidade e segurança no momento da filmagem.
Organize-se
• Folhas de papel avulsas
• Materiais de escrita diversos
Roteiro
A seguir, vejam um modelo básico de roteiro para o vídeo. Se julgarem necessário, copiem essa estrutura no caderno e preencham com as falas de vocês.
Roteiro para vídeo de jogos
Diretores do vídeo (nomes dos integrantes da dupla):
Nome da brincadeira:
1. Abertura do vídeo e apresentação (duração: 15-20 segundos)
Você: — Oi! Eu sou o(a)
Seu colega: — E eu sou o(a)
Juntos: — Hoje, vamos ensinar uma brincadeira muito divertida!
O nome da brincadeira é
2. Materiais necessários (duração: 15 segundos)
— Para brincar, você vai precisar de
3. Explicação das regras (duração: até 40 segundos)
Nesta parte, expliquem a ordem do jogo: como começa, o que cada jogador deve fazer e quando termina.
4. Demonstração da brincadeira (duração: até 1 minuto)
Nesta parte, mostrem como se brinca. É possível que vocês tenham de pedir ajuda a outros colegas. Definam quem vai brincar, quem vai narrar e se terá alguma cantiga ou música.
5. Encerramento (duração: 15 segundos)
— E então, gostaram do jogo? É superdivertido!
— Agora é a sua vez. Chame seus amigos e vá brincar!
— Obrigado(a) por assistir e até a próxima!
Sugestões para o professor
• DOLZ, Joaquim; SCHNEUWLY, Bernard. O oral como texto: como construir um objeto de ensino. In: SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização: Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. p. 149-185.
No capítulo, os autores defendem que a escrita e a oralidade sejam trabalhadas a partir de uma visão plural das práticas de linguagem.
• MARCUSCHI, Luiz Antônio. A oralidade e o ensino de língua: uma questão pouco falada. In: DIONÍSIO, Ângela Paiva; BEZERRA, Maria Auxiliadora (org.). O livro didático de português: múltiplos olhares. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001. p. 19-34.
O capítulo, escrito por renomado linguista, trata especificamente dos gêneros orais e do tratamento dado a eles na escola.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Ensaio e gravação
Escolham um lugar tranquilo e bem iluminado para gravar. Acompanhem as orientações a seguir.
• Ensaiem antes de gravar. Isso evita que vocês tenham de refazer muitas vezes a gravação.
• Falem alto e devagar, pronunciando bem as palavras.
• Apresentem, se necessário, os objetos usados.
• Sejam expressivos e se movimentem para deixar o vídeo mais animado.
• Atentem para que a duração do vídeo seja entre 2 e 4 minutos.
• Se possível, usem músicas divertidas de fundo.
Circulação
No dia combinado, os vídeos serão apresentados para as turmas do 1o ano.
• Se a escola tiver um site ou blog, vale a pena conversar com a coordenação e com a direção para disponibilizar os vídeos on-line.
Avaliação
Depois de produzidos o manual de jogos e os vídeos, avalie esse trabalho com os colegas e o professor. Reúnam-se em uma roda de conversa e discutam as questões a seguir.
1 O manual foi realmente um trabalho colaborativo com todos os colegas da turma?
2 Você conhecia todos os jogos e as brincadeiras publicados no manual?
3 O que você achou da experiência de criar o vídeo de jogos?
4 Qual das duas produções você considerou mais desafiadora? Por quê?
DESCUBRA MAIS
• PINTO, Helen; SILVA, Luciana Soares da; DANAE, Míghian (org.). Catálogo de jogos e brincadeiras africanas e afro-brasileiras. São Paulo: Aziza, 2022. O livro traz brincadeiras tradicionais de vários países, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, entre outros. Essas brincadeiras foram reunidas com o objetivo de valorizar as culturas africana e afro-brasileira.
Ensaio e gravação
Leve os estudantes a compreender que a preparação prévia da gravação é essencial para garantir a qualidade do resultado. Reforce que o ensaio permite corrigir falhas na apresentação do texto do roteiro, no posicionamento e no tempo das falas, antes de iniciar a filmagem. Lembre-os da importância de escolher um ambiente silencioso e bem iluminado, cuidando da clareza do áudio e da visibilidade das imagens. Apoie a turma no treino da dicção e do ritmo da fala, orientando os estudantes a falar pausadamente e a projetar a voz, sobretudo para que as crianças menores compreendam bem. Também peça a eles que prestem atenção no uso de expressões faciais e movimentos corporais, pois isso torna o vídeo mais atrativo. Caso haja recursos, oriente-os sobre como inserir música de fundo de forma equilibrada, sem prejudicar a compreensão das falas.
Circulação
Apresentar os vídeos para as turmas do 1o ano fortalece a interação entre diferentes faixas etárias e estimula o protagonismo dos estudantes mais velhos. Sugira que a escola avalie a possibilidade de publicar os vídeos em canais institucionais, como site ou blog da escola com a devida autorização da direção e dos responsáveis.
Avaliação
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A roda de conversa é um espaço para que os estudantes expressem suas percepções sobre o processo, identifiquem aprendizagens e desafios e reconheçam a importância do trabalho colaborativo. Incentive-os a comparar as duas produções — o Manual de jogos e os vídeos instrucionais — e a apontar estratégias que poderiam melhorar experiências semelhantes futuras. Consulte a matriz de avaliação deste livro do professor como apoio ao processo avaliativo.
INTRODUÇÃO
AO CAPÍTULO
Neste capítulo, os estudantes vão trabalhar com um gênero muito presente no cotidiano: a resenha crítica. Ler e produzir resenhas possibilita desenvolver a capacidade de expressar opiniões com argumentos, refletir sobre experiências de leitura, filmes, músicas ou espetáculos, além de aprender a considerar o ponto de vista de outras pessoas.
Ao trabalhar com textos opinativos sobre produtos culturais, como livros, filmes ou peças teatrais, os estudantes ampliam seu repertório cultural e aprendem a avaliar criticamente o que consomem. Isso contribui para a formação de leitores mais atentos, capazes de argumentar, recomendar e até discordar de forma respeitosa.
O capítulo apresenta, para leitura, uma resenha crítica de um filme brasileiro que tem como protagonista um personagem conhecido dos gibis: Chico Bento.
OBJETIVOS
DO CAPÍTULO
• Compreender as características da resenha, identificando sua estrutura, finalidade e linguagem.
• Reconhecer que o adjetivo cumpre papel relevante na construção da avaliação.
• Reconhecer e respeitar variações linguísticas, compreendendo que a linguagem pode variar conforme o contexto, o público e a intenção do autor.
• Resumir narrativas, distinguindo as partes principais da história.
• Analisar as diferenças entre elementos narrativos e opinativos.
Observe a abertura deste capítulo e converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1 Como você e sua família escolhem um filme para ver na TV ou no cinema?
Resposta pessoal.
2 Vocês buscam mais informações sobre o filme? Se sim, como? Conte para os colegas e o professor.
Respostas pessoais.
ENCAMINHAMENTO
1. Espera-se que os estudantes mencionem que costumam ler as sinopses para escolher o filme.
2. Para essa resposta, observe se os estudantes mencionam as resenhas. Caso contrário, informe que esse gênero textual é indicado para conhecer mais informações sobre o filme.
Atividade complementar
Para uma articulação prática com o componente curricular Arte, é possível propor uma atividade para que os estudantes criem seus próprios cartazes de filmes, inspirados nos que aparecem na imagem de abertura. Eles podem inventar títulos, personagens e cenas principais, explorando elementos visuais, como cor, forma, composição e tipografia.
11/09/25 21:08
Explore os cartazes dos filmes que aparecem na imagem, perguntando sobre experiências pessoais dos estudantes com o cinema e a televisão, como: “já viram esses filmes?”; “Em que momento?”; “Com a família ou com amigos?”.
Para incluir os estudantes com baixa visão ou cegos, faça a descrição oral das imagens. Realize esse processo de maneira individualizada, destacando os aspectos essenciais e abrindo espaço para que façam perguntas. Essa prática contribui para a compreensão e garante a participação ativa deles nas atividades junto aos colegas. Utilize esse recurso sempre que for necessário.
As perguntas da abertura do capítulo visam ativar conhecimentos prévios, estimular a oralidade e criar um clima de partilha entre os estudantes. Explore a imagem convidando a turma a observar os detalhes e a comentar a cena, estabelecendo conexões com as vivências dos estudantes.
ROMONT WILLY
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
1. Antes de iniciar a leitura da resenha com a turma, é interessante estimular a curiosidade dos estudantes e favorecer a construção de hipóteses sobre o texto. As perguntas propostas nesta etapa têm o objetivo de provocar inferências e criar expectativas. É possível que os estudantes respondam que o filme a ser comentado é sobre Chico Bento, visto que o título cita o nome do personagem.
2. Esta pergunta é importante porque antecipa a característica principal do gênero resenha: a opinião. Assim, é interessante incentivar os estudantes a opinar. Pergunte a eles se conhecem o filme, o personagem e as histórias sobre ele. Essa postura ativa torna o momento de leitura mais significativo e contribui para o desenvolvimento das habilidades de interpretação e análise crítica.
Comece a leitura da resenha ativando os conhecimentos prévios dos estudantes sobre esse gênero textual. Questione se eles já tiveram contato com resenhas críticas de filmes e em quais publicações — impressas ou digitais — as encontraram. Incentive-os a dizer onde a resenha em questão foi publicada e como chegaram a tal conclusão. Provoque a turma a refletir, a partir do título, se a crítica apresentada é favorável ou desfavorável ao filme.
É válido, ainda, incentivar os estudantes que porventura tenham visto o filme a contar as impressões que tiveram: gostaram ou não, por qual motivo, o que consideraram mais interessante, se o veriam de novo ou não.
LEITURA
Você vai ler com o professor e os colegas o texto de uma resenha crítica, publicada na plataforma Tangerina.
1 Leia individualmente o título da resenha a seguir e responda no caderno: qual é o filme que vai ser comentado?
Chico Bento e a goiabeira maraviosa. Respostas pessoais.
2 V ocê já assistiu a esse filme? Compartilhe com o professor e os colegas suas impressões.
Filme do Chico Bento usa carisma do jovem protagonista para encantar
Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa estreia nos cinemas em 9 de janeiro. O novo filme, inspirado nos clássicos quadrinhos de Mauricio de Sousa, captura com maestria a essência do querido personagem caipira da Turma da Mônica. O segredo do sucesso? A atuação cativante do influenciador mirim Isaac Amendoim, que encarna perfeitamente o carisma e a simplicidade do protagonista.
Na trama, Chico Bento (Isaac Amendoim) tem uma relação especial com uma goiabeira da Vila Abobrinha, sua árvore favorita para colher e saborear os frutos. No entanto, sua rotina é ameaçada quando um magnata local decide pavimentar a cidade, colocando a goiabeira no caminho da nova estrada. Determinado a salvar a árvore, Chico reúne seus amigos para enfrentar Dotô Agripino (Augusto Madeira) e seu filho (Enzo Henrique), dando início a uma aventura cheia de confusões e reviravoltas. […]
Carisma: capacidade de uma pessoa de despertar simpatia e admiração.
Capturar: registrar.
Maestria: perfeição.
Encarnar: dar vida a.
Pavimentar: revestir o solo com material resistente, como asfalto.
Depois dessa conversa inicial, oriente os estudantes a fazer uma leitura silenciosa da resenha e, em seguida, compartilhar os pontos que consideram mais relevantes.
Sugestão para os estudantes
• CHICO Bento e a goiabeira maraviosa. Trailer oficial. Publicado por: Paris Filmes. 2024. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=jp54vQvfqEY. Acesso em: 28 ago. 2025.
O trailer do filme Chico Bento e a goiabeira maraviosa foi amplamente divulgado e está disponível em vários canais na internet. Nele, há cenas interessantes que podem ser confrontadas com as opiniões presentes na resenha lida.
Por que Chico Bento é um acerto?
O grande destaque da produção é, sem dúvida, Isaac Amendoim. Com apenas 9 anos, o jovem influenciador impressiona ao dar vida ao Chico Bento. Seu carisma natural eleva cada cena, garantindo risadas e emoção ao longo da trama. A indústria cinematográfica brasileira deve ficar atenta a essa nova estrela, que já provou ter talento de sobra para conquistar diferentes públicos. Embora o filme seja voltado principalmente para as crianças, sua narrativa consegue emocionar espectadores de todas as idades. A Turma da Mônica é um símbolo atemporal da cultura brasileira, e produções como essa têm o poder de alcançar gerações inteiras. Outro ponto alto é a caracterização da Vila Abobrinha. A Biônica Filmes acertou em cheio ao criar um cenário que parece ter saído diretamente das páginas de um gibi de Mauricio de Sousa. Essa atenção aos detalhes torna a experiência ainda mais envolvente para os fãs mais antigos da franquia.
Atemporal: que é importante em qualquer tempo.
Peça aos estudantes que analisem a ficha técnica do filme e a avaliação do site . As informações presentes na ficha técnica — direção, produção, onde assistir, elenco — detalham os aspectos da produção cinematográfica e podem ser importantes tanto para a imprensa como para os espectadores interessados. O cartaz do filme será analisado nas páginas posteriores.
Atividade complementar Leve, se possível, revistas com histórias em quadrinhos do personagem Chico Bento para que os estudantes leiam, manuseiem, comparem, observem semelhanças e diferenças entre os personagens e as histórias dos quadrinhos em relação ao que conhecem sobre o filme. Proponha uma conversa orientada com perguntas como: “o Chico Bento das HQs é parecido com o do filme?”; “Em que se parece?”; “Em que é diferente?”; “Que outros personagens aparecem tanto nas HQs como no filme?”.
Sugestão para o professor
Organize-se
• Revistas em quadrinhos com o personagem Chico Bento
• CASELLA, Cesar Augusto de Oliveira. A representação da variação linguística em tirinhas de Chico Bento. Revista Temporis[ação] , v. 16, n. 2, p. 82-96, 2016. Disponível em: https:// www.revista.ueg.br/index. php/temporisacao/article/ view/4663. Acesso em: 10 ago. 2025.
O artigo discorre sobre a representação do dialeto caipira em tirinhas de Chico Bento e demonstra que os traços linguísticos apresentados como característicos do personagem são traços graduais da língua portuguesa falada no Brasil.
CIERRO, Victor. Filme do Chico Bento usa carisma do jovem protagonista para encantar. Tangerina, 23 dez. 2024. Disponível em: https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/chico-bento-filme-critica/. Acesso em: 13 maio 2025.
REPRODUÇÃO/BIÔNICA
ENCAMINHAMENTO
As atividades de compreensão do texto lido devem ser feitas em uma roda de conversa com a participação de todos. É importante incentivar os estudantes a falar e comentar, criando um ambiente acolhedor para que todas as opiniões sejam ouvidas e respeitadas. A proposta é que o foco esteja na troca de ideias e na construção conjunta de significados, respeitando os ritmos de cada um. Acrescente perguntas abertas como: “alguém leu alguma história em quadrinhos que tivesse um enredo parecido com o do filme?”; “A história lembra algo que vocês já leram ou vivenciaram?”. Incentive todas as contribuições e valorize cada participação.
1. a) Mesmo que os estudantes não conheçam o personagem Chico Bento, é possível que conheçam outros personagens da Turma da Mônica. Incentive a turma a comentar sobre os personagens de histórias em quadrinhos que conhecem.
2. b) Provavelmente, aqueles que não conhecem o personagem Chico Bento conseguirão emitir opiniões sobre a história dele com base na leitura da crítica.
3. a) Observe as respostas para saber se entenderam o significado de protagonista
2. b) Comente com os estudantes que o adversário é também chamado antagonista . Na história do filme, especificamente, os personagens Dotô Agripino e seu filho são os antagonistas, mas, em algumas histórias de gibis de Chico Bento, o adversário/antagonista pode ser o Nhô Lau.
Compreensão
1 O texto conta a história do filme Chico Bento e a goiabeira maraviosa de forma resumida.
a) Você conhece o famoso personagem do título do filme? Conte aos colegas quem é ele.
Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes falem que é o Chico Bento.
b) Converse com a turma sobre a história desse personagem e compartilhe o que sabe sobre ele.
Resposta pessoal. Os estudantes devem falar sobre Chico Bento e sua história, suas aventuras etc.
2 Em uma história, geralmente, temos o protagonista e seu adversário.
a) Quem é o protagonista dessa história?
Bento.
b) Quem parece ser seu adversário?
Dotô Agripino e seu filho.
O protagonista é o personagem principal de uma narrativa, é o destaque do enredo em questão.
3 O texto destaca dois pontos do filme: o personagem principal e o ambiente. O que se diz sobre cada um desses pontos? Responda no caderno.
a) O ator que interpreta o Chico Bento.
O ator Isaac Amendoim é carismático e encarna perfeitamente o personagem Chico Bento.
b) O ambiente em que a história acontece.
A Vila Abobrinha foi bem caracterizada no filme e se parece com os cenários dos gibis do Chico Bento.
4 Na capa dessa revista de história em quadrinhos, vemos Chico Bento e seu maior adversário, Nhô Lau. Leia e responda às seguintes questões no caderno.
a) O que você acha que Chico Bento estava fazendo em cima da árvore?
Estava pegando goiabas do Nhô Lau sem que ele soubesse.
b) O que Chico Bento finge fazer na frente de Nhô Lau?
Ele finge que só está lá, sem fazer nada, como um bicho-preguiça.
5 V ocê acha que essa capa se parece com a história do filme? Por quê?
SOUSA, Mauricio de. Chico Bento, Rio de Janeiro: Globo, n. 129, dez. 1991. Disponível em: https:// arquivosturmadamonica.blogspot.com/2015/09/capada-semana-chico-bento-n-129.html. Acesso em: 20 maio 2025.
5. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes relacionem a sinopse com a capa que mostra Chico Bento em cima de sua árvore preferida, a goiabeira, e comentem que, no filme, a história envolve a derrubada da árvore.
3. Estes são os pontos elogiados no filme: a atuação do ator principal e o lugar em que a história é narrada. Comente que outros pontos também poderiam ser objetos de análise e crítica: a trilha sonora, o andamento da narrativa, os outros personagens etc.
4. A atividade estabelece uma comparação entre o enredo do filme e uma capa de gibi. Analise a capa com os estudantes: Chico Bento na sua árvore preferida, a goiabeira, disfarçando sua intenção de pegar as goiabas do Nhô Lau e fingindo estar ali somente como um bicho-preguiça.
5. Incentive os estudantes a comparar a capa do quadrinho com a história do filme. Essa atividade desperta a análise e a compreensão de um texto multissemiótico comparado com o texto da resenha.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Chico
6 Observe o título do filme no cartaz e responda às questões no caderno.
a) O nome do personagem no cartaz do filme e na capa do gibi foi escrito de maneiras parecidas? Por quê?
b) A palavra maraviosa está escrita de um jeito diferente. Você sabe o que ela quer dizer? Qual é seu significado?
c) Você conhece alguém que fala assim? Converse com o professor e os colegas e registre suas conclusões sobre esses falares no caderno.
6. a) Sim, porque o nome
Chico Bento foi escrito com letras grandes e desenhadas de um jeito divertido nas duas imagens. Isso mostra que é o mesmo personagem e ajuda as pessoas a reconhecer que é uma história do Chico Bento, da Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa.
CARTAZ DE FILME. Chico Bento e a goiabeira maraviosa. 2024, 1 cartaz, color. Disponível em: https://tangerina.uol.com.br/_next/ image/?url=https%3A%2F%2Ffeira. tangerina.news%2Fwp-content% 2Fuploads%2F2024%2F12%2F poster-chico-bento-paris-filmes. jpg&w=328&q=75. Acesso em: 26 jul. 2025.
6. b) Maraviosa quer dizer maravilhosa, que significa que algo é perfeito, excelente, fora do normal.
6. c) A palavra foi grafada assim para caracterizar o personagem Chico Bento como sertanejo, representante do meio rural, morador do interior e que tem uma fala diferente das falas ouvidas nos centros urbanos.
O português brasileiro, assim como todas as línguas, apresenta grande diversidade, de modo que é comum que existam variados usos da língua nas diferentes regiões e por grupos sociais diversos, por exemplo. A isso se dá o nome de variação linguística, e compreendê-la como fenômeno natural da língua é importante para respeitar a diversidade existente em nosso país.
DESCUBRA MAIS
• SOUSA, Mauricio de. As melhores histórias do Chico Bento escolhidas por Mauricio de Sousa. São Paulo: Panini Comics, 2025.
Nesse livro, o próprio Mauricio de Sousa relembra sua infância no interior e conta por que escolheu histórias especiais do Chico Bento para essa edição comemorativa. Uma homenagem divertida e cheia de “causos”!
ENCAMINHAMENTO
6. b) e c) Ao trabalhar com textos como histórias em quadrinhos de Chico Bento, é importante abordar a questão da variação linguística, visto que as falas dos personagens trazem traços marcantes da linguagem popular, rural e regional — elementos que fazem parte da riqueza e da diversidade da língua portuguesa falada no Brasil. Explique que todas as línguas apresentam variações: de acordo com a região, a idade, o grupo social, a escolaridade e até o contexto de uso (formal ou informal). Isso não significa que uma forma de falar seja “errada” ou “inferior”. Não existe uma variedade linguística melhor que outra — todas são válidas e legítimas dentro dos contextos em que são usadas.
A escola tem o papel de ensinar a norma-padrão da língua, aquela usada nos livros, nos jornais e em situações formais de comunicação, mas também deve valorizar as demais formas de expressão, que fazem parte da identidade dos falantes.
13/09/25 08:49
6. Chame a atenção para a reprodução do cartaz do filme. Explique que esse gênero, também chamado pôster, é uma peça publicitária que tem como finalidade promover e divulgar o filme. Assim, o cartaz, além de estar fisicamente em locais como entradas de salas de cinema, também pode ser veiculado em meios digitais como sites, redes sociais etc. A intenção é despertar o interesse pela obra e, assim, atrair o público para as salas de cinema. Com os estudantes, analise as escolhas feitas no cartaz reproduzido e pergunte: “qual personagem parece estar em destaque?”; “Por que se chega a essa conclusão?”; “Que outros personagens podem ser identificados?”; “Em que ambiente eles aparecem?”.
6. a) Ressalte aos estudantes que a escolha pelo mesmo tipo de letra leva o público a entender que o filme é uma extensão das histórias em quadrinhos e acaba atraindo os leitores que acompanham e conhecem o personagem.
ENCAMINHAMENTO
O foco deste capítulo é a resenha crítica, ou seja, a resenha que inclui uma análise de quem escreve, com interpretações, opiniões e argumentos. Vale destacar que também existe a resenha descritiva, um texto que tem como função principal apresentar, de forma breve e objetiva, os aspectos principais de uma obra, como livros ou filmes. Diferentemente da resenha crítica, a descritiva não inclui julgamentos, limitando-se a mostrar ao leitor o conteúdo e as características da obra.
1. e 2. Se possível, busque outros filmes no site de onde a resenha foi retirada, com a finalidade de encontrar outras resenhas sobre filmes que estão atualmente em cartaz. Também é interessante ampliar essa atividade levando resenhas publicadas em jornais ou revistas impressos, caso tenha acesso a eles, para que os estudantes as leiam, comparem os textos, analisem diferentes opiniões e as confrontem com as próprias.
3, 4 e 5. Essas questões têm a finalidade de mostrar que as resenhas de filmes costumam apresentar, de forma muito resumida, o enredo da história, mas sem contar o final. Explique que contar as partes mais importantes da narrativa pode “estragar a surpresa” e levar os leitores a desistir de assistir ao filme.
6. Comente com os estudantes que essa resenha apresenta uma opinião favorável, mas que outras pessoas podem ter opiniões diferentes e, também, registrá-las em uma resenha. Explique que os sites especializados em divulgar resenhas de filmes costumam dar abertura para que seus leitores opinem e avaliem os filmes em cartaz.
RESENHA CRÍTICA EM FOCO
2. Espera-se que os estudantes digam que, além da internet, podemos encontrar resenhas em jornais, revistas e até em vídeos. Encoraje-os a refletir, por exemplo, que as resenhas podem contemplar produtos como brinquedos, jogos, entre outros.
1 A resenha que você leu foi publicada em que lugar? Localize o nome e escreva no caderno.
Ela foi publicada na Tangerina, que é uma plataforma jornalística de curadoria de conteúdo em entretenimento.
2 Responda no caderno: em que outros meios você acha que podemos encontrar resenhas críticas?
3 Em qual parágrafo da resenha é contada a história do filme? Localize o trecho e escreva no caderno.
No segundo parágrafo.
4 No caderno, escreva de forma breve e com suas palavras como é a história do filme.
Os estudantes devem escrever que Chico Bento e sua turma vão tentar salvar a goiabeira que está correndo risco de ser destruída.
5 O texto conta o final do filme? Por quê? Responda no caderno.
Espera-se que os estudantes respondam que o texto não conta o final para não estragar a surpresa dos leitores ou espectadores, que poderiam perder o interesse em assistir ao filme.
6 O texto traz uma opinião sobre o filme. Responda no caderno se é uma opinião positiva ou negativa.
O texto traz uma opinião positiva sobre o filme. 7. b) O principal comentário é que a narrativa e o enredo conseguem emocionar espectadores de todas as idades.
A resenha crítica tem o objetivo de instigar as pessoas a assistir a um filme ou a um espetáculo, ler um livro e apresentar a história de modo resumido, além de manifestar uma opinião ou avaliação do que está sendo analisado. Por isso, as resenhas de filme apresentam a história, mas não contam o desfecho dela, pois isso poderia tirar a curiosidade dos espectadores (ou leitores).
7 Releia este trecho da resenha crítica e responda às questões no caderno. Embora o filme seja voltado principalmente para as crianças, sua narrativa consegue emocionar espectadores de todas as idades. A Turma da Mônica é um símbolo atemporal da cultura brasileira, e produções como essa têm o poder de alcançar gerações inteiras.
CIERRO, Victor. Filme do Chico Bento usa carisma do jovem protagonista para encantar. Tangerina, 23 dez. 2024. Disponível em: https://tangerina.uol.com.br/ filmes-series/chico-bento-filme-critica/. Acesso em: 13 maio 2025.
a) Essa opinião é favorável ou desfavorável ao filme? Justique.
b) Qual é o principal comentário no trecho?
7. a) Favorável. Espera-se que os estudantes percebam que o autor usa expressões que demonstram admiração pelo filme, como “emocionar espectadores de todas as idades”. Além disso, afirma que produções como essa têm o poder de “alcançar gerações inteiras”, o que reforça o impacto positivo do filme.
7. Esta atividade possibilita aos estudantes analisar e compreender o texto da resenha, buscando inferir informações a respeito da opinião do crítico.
Organize-se
• Recortes de resenhas críticas publicadas em revistas ou jornais impressos
13/09/25
8 Releia este outro trecho e responda às questões no caderno. O segredo do sucesso? A atuação cativante do influenciador mirim Isaac Amendoim, que encarna perfeitamente o carisma e a simplicidade do protagonista.
CIERRO, Victor. Filme do Chico Bento usa carisma do jovem protagonista para encantar. Tangerina, 23 dez. 2024. Disponível em: https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/ chico-bento-filme-critica/. Acesso em: 13 maio 2025.
a) Identifique, no trecho, as palavras que servem para caracterizar pessoas.
Cativante e mirim.
b) Agora, tente reescrever o trecho utilizando outras palavras para caracterizar o ator. O que mudou?
Respostas pessoais. Sugestão de resposta: A atuação alegre do influenciador mirim Isaac Amendoim, que faz o personagem parecer gente boa e fácil de gostar.
A palavra que modifica o substantivo, dando características a ele, é chamada de adjetivo
9 Você assistiria ao filme depois de ler a resenha? Explique. Você concorda com o que foi escrito?
Respostas pessoais.
10 Leia agora o trecho de uma outra resenha crítica sobre esse mesmo filme e responda às questões no caderno.
[…]
A história pode não ser das mais complexas, o que é ótimo por se tratar de um filme infantojuvenil, mas isso não quer dizer que sua simplicidade é algo negativo. Pelo contrário, é nesse simples que nos encontramos com o protagonista, que nos faz ter uma ligação a mais com a sua história e a sua vontade de salvar sua tão amada goiabeira. A lição não é apenas sobre “uma árvore”, é sobre o meio ambiente em si, como a ganância pode ultrapassar a vontade de todos, e como educar os mais jovens pode colaborar para um futuro muito mais empenhado em defender a natureza.
[…]
MELGUISO, Juliana. Chico Bento e a goiabeira maraviosa encanta com simplicidade e inocência: crítica. 1o jan. 2025. Disponível em: https://jovemnerd.com.br/noticias/ filmes/chico-bento-e-a-goiabeira-maraviosa-critica. Acesso em: 26 maio 2025.
a) Esse trecho da resenha começa com uma observação. O que está sendo dito?
Que a história do filme não é tão complexa, mas que isso não é negativo.
b) Segundo a crítica, qual é a grande lição do filme?
O filme traz uma mensagem sobre a preservação do meio ambiente e sobre a educação dos jovens para a defesa de um futuro sustentável.
ENCAMINHAMENTO
8. b) Ao pedir aos estudantes que reescrevam o trecho utilizando outras palavras, espera-se que eles busquem sinônimos para adjetivos utilizados e que mantenham o teor elogioso.
9. Chame a atenção dos estudantes para a função da resenha como um gênero que antecipa informações sobre um produto cultural para ajudar o leitor a decidir se vale a pena ou não assistir ao filme ou ler a obra. Também é importante que os estudantes confrontem suas experiências com a avaliação feita na resenha. Valorize as respostas de todos, incentivando argumentos e justificativas, principalmente quando divergirem da opinião predominante.
11/09/25 21:08
8. Em uma resenha de filme, os adjetivos têm um papel relevante na construção da avaliação, pois permitem qualificar elementos da obra, como personagens, enredo, direção, fotografia e trilha sonora. Ao escolher palavras como “emocionante”, “monótono”, “brilhante” ou “confuso”, o autor transmite ao leitor impressões e julgamentos que ajudam a formar uma opinião sobre o filme. Essas escolhas podem influenciar diretamente o tom da resenha e a forma como o público vai perceber o filme ou o livro resenhado. No entanto, não são apenas os adjetivos que cumprem essa função avaliativa. Os verbos também podem exercer esse papel: dizer que “o roteiro se arrasta”, por exemplo, já comunica um posicionamento do resenhista. Da mesma forma, os advérbios ajudam a intensificar ou atenuar algumas avaliações, como em “atuações extremamente convincentes” ou “narrativa ligeiramente previsível”.
10. A apresentação de um trecho de outra resenha sobre o mesmo filme tem a finalidade de levar os estudantes a fazer comparações. Aproveite para abordar o uso do termo “complexas” na primeira frase do trecho. Talvez os estudantes desconheçam seu significado, por isso explique que complexo quer dizer de difícil compreensão, com muitos elementos ou partes. Nesta resenha, significa que a história do filme não é de difícil compreensão, é uma história com um enredo simples. Esta resenha, também favorável ao filme de Chico Bento, enfatiza a lição, ou seja, a mensagem que está por trás da história, destacando-se o valor educativo e reflexivo da obra. Chame a atenção para o fato de que, embora ambas as resenhas se apresentem como favoráveis ao filme, focam aspectos diferentes.
ENCAMINHAMENTO
Planejamento
Incentive as equipes a pesquisar resenhas de fontes confiáveis e a observar com atenção como elas se organizam: introdução, apresentação do enredo (sem revelar demais), avaliação crítica e recomendação. É importante que os estudantes percebam que a escolha das palavras — especialmente adjetivos, verbos e advérbios — influencia o tom e a força da avaliação.
Durante as etapas descritas no passo a passo, acompanhe as discussões para garantir que todos participem, que busquem coletivamente os materiais e que troquem impressões sobre as resenhas encontradas. Ao analisar exemplos, oriente-os a identificar não apenas o conteúdo, mas também os recursos de linguagem e as estratégias de persuasão.
PRODUÇÃO ESCRITA Resenha crítica
Você e a turma vão planejar e executar um painel para que todos possam publicar resenhas críticas sobre filmes, séries e animações a que assistiram. Atentem ao planejamento e às demais etapas para produzir seus textos.
Planejamento
1. Reúnam-se em grupos de três ou quatro integrantes e combinem de pesquisar previamente, com o auxílio do professor, resenhas de filmes que vocês já viram.
2. Pesquisem em sites , jornais ou revistas, pois é bastante comum encontrarmos resenhas nessas publicações.
3. Copiem, imprimam ou transcrevam as resenhas que pesquisarem para mostrar aos colegas da equipe.
4. Estejam atentos à estrutura do texto para que vocês possam utilizar esses elementos como inspiração nessa produção: o que é apresentado primeiro e como é feita a escolha das palavras?
Dica: Prestem atenção no que as outras resenhas trazem: se elas começam contando sobre o filme logo no início, se dedicam um tempo para falar dos atores, entre outros elementos.
Depois, reparem nas palavras que mostram a opinião de quem escreveu: são as palavras que vão caracterizar o filme.
Em seguida, pensem no que vocês querem que o leitor sinta ao ler a resenha crítica: curiosidade? Interesse? Empolgação? Organizem as ideias.
Ler outras resenhas vai ajudar vocês a entender como elas funcionam e a fazer o texto ser ainda melhor!
5. Em sala de aula, analisem cada uma das resenhas, respondendo às questões propostas no caderno.
a) Que obra foi resenhada? Era um filme, uma série, uma animação? Qual é o nome do autor ou diretor?
Respostas pessoais.
b) Quem é o resenhista? O nome dele aparece no início ou no rodapé do texto?
Respostas pessoais.
c) Qual é a opinião dele sobre a obra resenhada?
Resposta pessoal.
d) Vocês têm a mesma opinião do resenhista? Expliquem.
Respostas pessoais.
Organize-se
• Jornais e revistas com resenhas para o público-alvo infantojuvenil
• Computador ou tablet com acesso à internet para a pesquisa de resenhas
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
6. Em equipe, comentem: qual resenha vocês consideraram mais interessante? Por quê?
Respostas pessoais.
7. Com os colegas da equipe, copiem o quadro a seguir em uma folha de papel avulsa e façam uma lista das palavras, expressões e frases que foram usadas nas resenhas pesquisadas. Essa lista pode funcionar como um banco de palavras de vocês.
Respostas pessoais.
Comentários favoráveis
Comentários desfavoráveis
Enredo
Atuação dos atores
Diálogos
Efeitos especiais
8. Conversem também sobre outros aspectos que julgarem importantes. Anotem as opiniões de todos no caderno.
Espaço cultural aberto ao público que abriga um acervo de filmes (em película e digital), biblioteca especializada, cartazes e alguns equipamentos antigos, que estão em exposição permanente. A visita ao local pode ser realizada especialmente por quem vive na região ou está em Curitiba (PR). No site, estão disponíveis informações sobre endereço, horários e programação.
ENCAMINHAMENTO
Planejamento
Durante a análise das resenhas pelos grupos, lance um desafio: “será que alguma equipe consegue encontrar duas resenhas sobre o mesmo filme, sendo uma bastante favorável e a outra, pelo contrário, muito desfavorável?”. Também peça a eles que sublinhem ou destaquem as palavras e expressões, adjetivos principalmente, que contribuem para entender a opinião do resenhista.
de transmissão do discurso também exerce um papel no conteúdo que veicula. Por exemplo, em um site especializado em resenhas de filmes do circuito comercial, dificilmente vamos encontrar resenhas de filmes alternativos, de baixo orçamento ou que não tenham ampla distribuição, pois o foco desse tipo de site costuma ser de produções com grande apelo comercial e de interesse do público em geral. Em contrapartida, em um blog ou portal dedicado ao cinema independente, as resenhas provavelmente darão mais espaço para filmes experimentais, documentários e produções desse nicho.
Do mesmo modo, em redes sociais, as resenhas podem se apresentar em formatos curtos, acompanhadas de imagens, vídeos ou memes, buscando impacto rápido e interação imediata. Já em revistas culturais impressas, a abordagem tende a ser mais analítica, com textos longos, referências intertextuais e um público leitor disposto a investir mais tempo na leitura. Essa comparação ajuda a perceber que o suporte influencia não apenas o formato e a linguagem, mas também o tipo de obra escolhida e o modo como a opinião é construída.
12/09/25 11:35
O objetivo aqui é levar os estudantes a perceber que a resenha condensa a opinião de alguém, não significando que seja essa uma verdade a ser seguida, mas somente uma opinião a ser considerada. Assim, incentive-os a discutir as opiniões contidas nesses textos e, inclusive, a discordar delas. Apresentar as resenhas ao grupo contribui para a socialização da leitura, fundamental para o desenvolvimento de leitores críticos e autônomos.
Ao analisar diferentes resenhas, considere com os estudantes que o suporte também deve ser analisado. Isso significa que o meio
ENCAMINHAMENTO
Escrita
A atividade de escrita pressupõe uma situação real: a partir de um filme assistido fora do ambiente escolar, envolvendo observação, registro e escrita. É uma oportunidade para que os estudantes pratiquem a análise crítica de forma mais autônoma, utilizando seus interesses pessoais como ponto de partida.
Se considerar interessante, faça uma lista de perguntas na lousa para os estudantes copiarem:
• a narrativa se desenvolve em um ritmo que vocês julgam interessante ou parece que o andamento da história é lento ou rápido demais?
• a trilha sonora ajuda a criar um ambiente emocional adequado? Ou seja, as músicas e os sons combinam com as ações do filme e contribuem para prender a atenção do espectador?
• as roupas, os adereços e as maquiagens dos atores chamam a atenção e são adequados para a história que se conta?
• a história parece bem contada, com coerência, ou vocês consideram que tem algum “furo” no desenvolvimento do enredo?
No processo de escrita, lembre os estudantes de incluir informações técnicas relevantes (diretor, roteirista, duração, estúdio, país que produziu e ano de lançamento), pois isso confere credibilidade e contextualiza a obra. Incentive os estudantes a utilizar corretamente a pontuação. Caso apresentem dificuldades com o uso da vírgula ou de outros sinais, reserve um momento da aula para revisar esses conteúdos, de modo que adquiram maior segurança no emprego da pontuação.
Escrita
1. Em casa, com amigos ou familiares, assista a um filme de sua escolha, prestando atenção nos elementos como enredo, imagens, figurinos, cenas impactantes, ritmo da narrativa e dublagens (se houver).
2. Anote tudo o que você julgar que pode ser comentado em uma resenha.
3. Depois, comece a escrever. Inicie o texto contando o enredo do filme de forma breve e objetiva, mas cuidado para não revelar detalhes para quem ainda não viu o filme!
4. Lembre-se de citar o diretor e/ou roteirista da obra e outros aspectos técnicos, como o tempo de duração do filme e o estúdio que o produziu.
Nome do diretor:
Nome do roteirista:
Tempo de duração do filme:
Estúdio que produziu:
País que produziu o filme:
5. Opine sobre o filme, os personagens, a história e tudo mais que achar importante. Não se esqueça de que seu objetivo é, além de falar o que você pensa e criticar uma obra, encorajar seus colegas a assistir ao filme que você resenhou.
Revisão e reescrita
1. Depois de ter feito a resenha, passe para um colega ler. Peça a ele que comente se:
• a sinopse do filme não conta demais e acaba dando spoiler;
• a opinião sobre o filme ficou clara;
• os pontos mais relevantes da obra foram considerados;
• existe alguma correção ortográfica a ser feita.
2. Faça o mesmo com o texto de seu colega. Lembre-se de ser respeitoso e ajudar com seus comentários.
3. Depois, escreva a versão final da resenha, deixando espaço para uma fotografia ou ilustração sobre o filme.
Revisão e reescrita
Peça aos estudantes que verifiquem, primeiramente, se o texto cumpre os dois objetivos principais de uma resenha: informar e avaliar, despertando no leitor o interesse em assistir ao filme. Comente que eventuais problemas de ortografia e construção do texto podem dificultar a compreensão de quem vai ler. Por isso, eles devem dar atenção especial à revisão do texto, que pode ser feita em pares. Em caso de dúvidas, auxilie os estudantes na revisão textual.
Caso julgue oportuno, sugere-se que a avaliação seja feita considerando a matriz de avaliação deste livro do professor.
SAIBA QUE
Spoiler vem do inglês to spoil (estragar), que é quando alguém conta uma parte importante da história antes da hora e estraga a surpresa. Pode ser o final de um filme ou um acontecimento importante em uma série ou livro.
Por isso, quando vamos escrever uma resenha crítica ou contar a história de um filme, uma série ou um livro, temos de ter o cuidado de não estragar a surpresa de quem ainda não sabe o que vai acontecer.
Circulação
1. Em sala de aula, com a ajuda do professor, montem um painel na parede, a uma altura que todos possam acessar, para afixar as resenhas das obras escolhidas por vocês.
2. A ideia é que esse mural seja continuamente alimentado pelas resenhas de todos e possa ser consultado quando desejarem.
3. Dessa forma, quando forem buscar um livro ou um filme, podem se guiar também pela opinião dos colegas.
Avaliação
É hora de avaliar as resenhas críticas. Com os colegas e o professor, converse sobre as questões a seguir.
1. Você teve facilidade para escolher e assistir ao filme ou à série que resenhou?
2. O que achou de escrever uma resenha crítica? Foi fácil ou difícil opinar e explicar o motivo de sua opinião?
3. Como foi ler a resenha dos colegas e receber comentários sobre a sua?
4. Que cuidados você acha que pode ter em uma próxima produção de resenha crítica?
No final dos anos iniciais, espera-se que os estudantes já utilizem a caneta na escrita com regularidade e certa confiança. No entanto, é fundamental que siga acompanhando esse processo, observando atentamente o desenvolvimento das habilidades grafomotoras e planejando intervenções sempre que identificar dificuldades que exijam apoio específico. Para sugestões de estratégias na transição do uso do lápis para a caneta, veja as orientações gerais deste livro do professor.
Circulação
O objetivo desta atividade é que os textos dos estudantes sejam compartilhados na turma. É importante que percebam a existência de interlocutores reais e uma finalidade clara: compartilhar suas opiniões por meio das resenhas com os colegas da turma.
Avaliação
Sugere-se que a avaliação seja coletiva, em uma roda de conversa. Esta é também uma oportunidade para discutir não só resultados, como também o processo vivenciado pelos estudantes.
Peça aos estudantes que respondam oralmente às questões propostas, explicando as escolhas, os desafios e as descobertas. Estimule-os a relatar como foi assistir à obra escolhida, escrever a resenha, opinar e justificar suas opiniões. Ao discutirem a leitura das resenhas dos colegas e os comentários recebidos, ajude-os a identificar pontos fortes e aspectos a melhorar.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO
Neste capítulo, os estudantes terão a oportunidade de conhecer e produzir um artigo de divulgação científica, gênero pertencente ao campo das práticas de estudo e pesquisa. A divulgação científica é uma forma de compartilhar conhecimentos produzidos por especialistas com um público mais amplo, de maneira clara e acessível. Trabalhar esse gênero em sala de aula contribui para desenvolver nos estudantes a capacidade de ler, compreender e transmitir informações de forma organizada, estimulando o pensamento crítico e o interesse pela ciência. O foco será compreender como esses textos são estruturados, quais recursos linguísticos utilizam e como se adaptam ao público leitor. Além da leitura de artigos de divulgação científica, serão estudados elementos importantes para a construção da coesão referencial, como o uso de palavras equivalentes e de pronomes para evitar repetições e manter o texto fluente. A análise desses recursos permitirá que os estudantes percebam como a clareza e a continuidade das ideias são fundamentais para a comunicação científica, seja na escrita, seja na oralidade.
As atividades de produção de texto focam dois gêneros: o artigo de divulgação científica e a exposição oral. Os estudantes escreverão seus próprios artigos de divulgação científica, com base em informações pesquisadas e registradas sobre temas de interesse deles. Na sequência, farão uma exposição oral e serão incentivados a se preparar adequadamente para falar em público com clareza e segurança sobre o tema pesquisado.
CAPÍTULO ASSUNTOS DE CIENTISTAS 11
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Reconhecer as características do artigo de divulgação científica.
• Identificar e utilizar recursos de coesão referencial.
• Ler e compreender artigos de divulgação científica.
• Produzir resumos de textos lidos.
• Escrever artigos de divulgação científica.
• Planejar e apresentar exposições orais sobre temas científicos.
Tema contemporâneo transversal: Ciência e tecnologia.
O bserve a abertura deste capítulo e converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1 Cientistas e pesquisadores de todo o mundo, quase diariamente, apresentam descobertas curiosas e surpreendentes. Você costuma ler sobre isso?
Resposta pessoal.
2 Quais assuntos das ciências você mais gosta de aprender?
Resposta pessoal.
3 Em que revistas, jornais ou sites você costuma ler sobre ciência?
Resposta pessoal.
ENCAMINHAMENTO
Antes das atividades de abertura, inclua os estudantes com baixa visão ou cegos descrevendo a imagem de abertura do capítulo oralmente. Realize a descrição de forma individualizada, ressaltando os elementos principais e oferecendo espaço para perguntas. Essa prática favorece a compreensão e assegura que todos participem ativamente da atividade junto aos colegas. Proceda dessa forma sempre que necessário.
1. Proponha uma conversa inicial para identificar o repertório e levantar os interesses dos estudantes em relação à ciência. Incentive a partilha de experiências de leitura, notícias ou curiosidades científicas que os estudantes tenham visto em revistas, jornais, sites ou vídeos. É importante lembrar que o campo da Ciência não se restringe apenas à Biologia, aos animais ou à natureza, mas abrange também áreas como Ciências Humanas e Sociais, que estudam aspectos da sociedade, da cultura, da história e do comportamento humano.
2. Valorize e registre os assuntos que despertam mais interesse no grupo, pois esse levantamento servirá de ponto de partida para as atividades do capítulo e para a escolha de temas das produções textuais e das apresentações orais.
3. Incentive os estudantes a pensar sobre como e onde acessam informações científicas: livros da biblioteca, sites da internet com a supervisão de um adulto, revistas impressas, jornais destinados a crianças e jovens.
Ao conduzir a conversa, crie um ambiente seguro e acolhedor, para que todos tenham a oportunidade de participar e contribuam com exemplos que despertem a curiosidade dos colegas. Como incentivo, comente alguma curiosidade ou artigo que tenha lido recentemente e que tenha chamado a sua atenção.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Leia o texto de introdução à leitura e peça aos estudantes que respondam oralmente às questões, de modo que eles formulem expectativas e mobilizem conhecimentos prévios sobre o artigo de divulgação científica. Ao mediar a discussão, valorize as experiências individuais dos estudantes. Após a realização das atividades orais, esclareça possíveis dúvidas.
1. Ao discutir por que cães e gatos são assuntos de cientistas, incentive os estudantes a pensar que a ciência investiga não apenas questões complexas e distantes, mas também temas presentes no dia a dia, como o comportamento e a saúde dos animais domésticos.
2. Caso você tenha um animal de estimação, inicie a conversa relatando suas próprias vivências e experiências, comentando como aprendeu a cuidar dele e quais cuidados são importantes para garantir o bem estar do animal. Em seguida, abra espaço para que os estudantes falem sobre seus animais de estimação ou sobre animais que conhecem, convidando os a refletir sobre como adquiriram informações para cuidar deles, seja por meio de familiares, veterinários, livros, revistas ou sites especializados.
LEITURA
Você vai ler um texto da revista Ciência Hoje das Crianças, uma publicação que costuma trazer matérias que tratam das pesquisas da ciência.
1 Leia o título do texto. Por que será que cães e gatos também interessam aos cientistas?
Resposta pessoal.
2 V ocê tem um animalzinho de estimação como um cão ou um gato? Já pesquisou como cuidar dele?
Respostas pessoais.
Agora, faça a leitura silenciosa do texto.
Cães e gatos: um assunto de cientista
Os peixes poderiam soltar bolhas de insatisfação com o resultado. Os pássaros, cabisbaixos, talvez decidissem fechar o bico. E os porquinhos-da-índia poderiam ameaçar voltar para a sua terra natal. Mas não tem jeito. Se a gente fizesse uma pesquisa para saber qual bicho de estimação toda criança queria ter, é certo que cães e gatos iriam aparecer nos primeiros lugares!
Depois de realizar as atividades orais, peça aos estudantes que acompanhem a sua leitura do primeiro parágrafo. Faça uma pausa e chame a atenção para as estratégias usadas para capturar a atenção do leitor: a linguagem informal, a referência a outros animais, as situações hipotéticas que estimulam a imaginação, como porquinhos daíndia que “poderiam ameaçar voltar para sua terra natal”.
Explique que, em muitos textos de divulgação científica, o primeiro parágrafo apresenta recursos como humor, linguagem familiar e ideias divertidas para entreter o leitor e se aproximar dele.
Nossos amigos de quatro patas, porém, também são populares entre os cientistas, sabia? Tanto é que estudos feitos por pesquisadores estrangeiros trazem novidades sobre o passado de cães e gatos. E que novidades! Veja o caso dos felinos: os antigos egípcios costumam ser apontados como os primeiros a domesticar os gatos — isso há cerca de quatro mil anos. Mas uma descoberta anunciada em abril por cientistas do Museu Nacional de História Natural de Paris indica que esses animais podem ter sido domesticados pelo menos cinco mil anos antes disso. E em outro lugar que não no Egito! Os cientistas franceses trabalhavam, em 2001, em um sítio arqueológico localizado na cidade de Shillourokambos, na ilha de Chipre (sudeste da Europa), quando encontraram um esqueleto de gato com mais de 9.500 anos de idade. Ele estava enterrado a apenas 40 centímetros e à mesma profundidade do esqueleto de uma pessoa. Para os cientistas, isso era uma evidência de que já havia nessa época uma relação muito próxima entre gatos e homens.
Domesticar: amansar um animal selvagem de modo que ele possa conviver com as pessoas.
Sítio arqueológico: lugar onde cientistas encontram objetos, construções ou ossos de seres vivos muito antigos, que ajudam a contar como as pessoas e os animais viviam no passado.
que indica que eles foram enterrados juntos.
ENCAMINHAMENTO
O artigo de divulgação científica recorre a diferentes estratégias, como nomear, exemplificar, comparar e usar figuras de linguagem, por exemplo, a analogia. De modo geral, caracterizase pelo uso de linguagem acessível, próxima à usada em textos jornalísticos. Embora possa empregar termos técnicos relacionados ao tema, evitase o excesso de vocabulário restrito a especialistas, a fim de facilitar a compreensão do leitor. Também é comum no gênero que a ideia principal ou o resumo da novidade científica seja
apresentada logo no primeiro parágrafo, para situar o leitor desde o início da leitura.
No artigo Cães e gatos: um assunto de cientista, observase que o primeiro parágrafo chama a atenção do leitor para o assunto. Mas é no segundo parágrafo que a novidade a ser apresentada é resumida: os gatos convivem com os humanos há mais tempo do que se acreditava. Nos parágrafos seguintes, o conteúdo é aprofundado com o relato detalhado da descoberta e de outras informações que sustentam a exposição.
Vale lembrar que, embora situado no campo das práticas de estudo e pesquisa nos anos
iniciais do ensino fundamental, ao abordar o gênero artigo de divulgação científica com os estudantes, é importante reconhecer que o gênero transita por outros campos. Sobre esse assunto, leia o Texto de apoio desta página, extraído da BNCC.
Texto de apoio
Os campos de atuação orientam a seleção de gêneros, práticas, atividades e procedimentos em cada um deles. Diferentes recortes são possíveis quando se pensa em campos. As fronteiras entre eles são tênues, ou seja, reconhece-se que alguns gêneros incluídos em um determinado campo estão também referenciados a outros, existindo trânsito entre esses campos. Práticas de leitura e produção escrita ou oral do campo jornalístico-midiático se conectam com as de atuação na vida pública. Uma reportagem científica transita tanto pelo campo jornalístico-midiático quanto pelo campo de divulgação científica [...]. É preciso considerar, então, que os campos se interseccionam de diferentes maneiras. Mas o mais importante a se ter em conta e que justifica sua presença como organizador do componente é que os campos de atuação permitem considerar as práticas de linguagem — leitura e produção de textos orais e escritos — que neles têm lugar em uma perspectiva situada, o que significa, nesse contexto, que o conhecimento metalinguístico e semiótico em jogo — conhecimento sobre os gêneros, as configurações textuais e os demais níveis de análise linguística e semiótica — deve poder ser revertido para situações significativas de uso e de análise para o uso.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 26 ago. 2025.
A seta vermelha mostra o esqueleto de gato a 40 cm dos ossos humanos (na parte superior da fotografia), o
ENCAMINHAMENTO
Durante a leitura do texto, destaque, de forma breve, a descoberta que motivou o artigo de divulgação científica, ou seja, seu fato gerador: o esqueleto do gato encontrado ao lado do esqueleto humano. Incentive os estudantes a perceber como o texto apresenta informações baseadas em pistas e evidências científicas.
Após a leitura, promova um breve debate para que os estudantes discutam qual hipótese sobre a relação entre o gato e o ser humano consideram a mais provável.
Peça que justifiquem suas respostas com base nas informações apresentadas no texto. Retome com a turma os indícios descritos: análise da terra e presença de objetos valiosos no local. Mostre como essas pistas permitem formular hipóteses sobre a relação entre o gato e o humano enterrados.
Explique, ainda, que, em textos de divulgação científica, nem sempre é possível chegar a conclusões definitivas. Muitas vezes, os cientistas trabalham com interpretações baseadas nas evidências disponíveis, e essas interpretações podem mudar à medida que novas descobertas surgem. Este é um aspecto essencial da ciência: a construção de explicações a partir da observação, da análise e do confronto de dados. Esse debate contribui para desenvolver a argumentação dos estudantes e a compreensão da natureza investigativa da ciência.
O esqueleto do animal estava intacto e tão preservado quanto o humano, o que sugere, assim como as outras características, que ambos foram enterrados juntos. Os ossos do gato também não apresentavam sinais de violência, outra indicação de que havia uma forte relação entre ele e a pessoa com a qual foi enterrado. Sem falar que a análise da terra que existia ao redor do esqueleto mostrou que a cova onde ele foi encontrado havia sido feita especialmente para abrigá-lo: ela foi cavada, o esqueleto posto dentro dela e, logo depois, ela foi coberta!
Porém, os cientistas não têm como dizer com certeza que tipo de relação existia entre o gato e a pessoa enterrada a menos de meio metro dele. Ele poderia ser um animal de estimação, ter algum significado religioso para ela ou mesmo ser um símbolo de prestígio e riqueza. Isso porque, no local onde foram achados os esqueletos, havia também pedras polidas, ferramentas, joias e outros objetos que, para os cientistas, são ricas oferendas. Elas indicam que a pessoa enterrada tinha posição de destaque na sociedade da época.
Os pesquisadores, no entanto, têm uma certeza: a descoberta do esqueleto do gato e do humano indica que, por volta de 9.500 anos atrás, já havia se desenvolvido uma forte relação entre gatos e humanos. Esses felinos devem ter sido trazidos pelos fazendeiros que habitaram a ilha de Chipre entre dez mil e sete mil anos atrás. Vindos, provavelmente, da Turquia, eles devem ter levado os gatos para caçar ratos que atacavam as plantações.
CÃES e gatos: um assunto de cientista. Ciência Hoje das Crianças, São Paulo, c2025. Disponível em: https://www.chc.org.br/caes-e-gatos-um-assunto-de-cientista/. Acesso em: 8 ago. 2025.
Prestígio: importância.
1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que o autor do texto citou outros animais de forma bem-humorada para lembrar que eles também podem ser bichos de estimação. Ainda assim, os cães e gatos continuam sendo os preferidos.
Compreensão
1 Converse com os colegas e o professor.
a) Que outros animais o texto cita como bichos de estimação?
Peixes, pássaros e porquinhos-da-índia.
b) Por que você acha que esses animais são citados?
c) O tom do primeiro parágrafo é mais formal ou informal?
O tom é mais informal.
d) Por que você acha que o autor fez essa escolha?
Porque o tom mais informal acaba aproximando o texto do leitor, além de despertar sua curiosidade.
1. e) Promova uma enquete para descobrir qual é o animal de estimação preferido de cada estudante. Faça um gráfico na lousa que mostre as preferências da turma. Ao final, compare os resultados com a afirmação do texto para observar semelhanças ou diferenças.
e) Você concorda que cães e gatos estariam nos primeiros lugares como animais de estimação? Comente.
Resposta pessoal.
f) Você acha que o texto confirma que cães e gatos são assuntos de cientista? Se sim, por quê?
g) Você imaginava que a amizade entre humanos e gatos era tão antiga?
Resposta pessoal.
1. f) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que vários aspectos relacionados a cães e gatos podem ser assuntos da ciência: a história deles, a convivência com humanos e os lugares onde eles viviam. 149
ENCAMINHAMENTO
11/09/25 21:20
1. a) Ouça os estudantes com atenção e participe da conversa ativamente. Comente com eles que o parágrafo inicial do artigo de divulgação científica lido funciona como um convite para que os leitores se aproximem do texto. Verifique se todos sabem o que é um porquinho daíndia e comente o fato de as pessoas manterem esses animais como bichos de estimação. Se considerarem interessante, conversem com um professor do componente curricular Ciências ou com um veterinário para saber quais espécies convivem bem em ambientes domésticos.
1. c) Leve os estudantes a perceber que a linguagem é mais informal e que as finalidades dessa escolha são aproximar o leitor do texto, facilitar o engajamento com o conteúdo e despertar a curiosidade dele.
1. f) Esperase que os estudantes percebam que sim, pois o texto confirma que cães e gatos são assuntos de cientista. Isso aparece nas pesquisas feitas por arqueólogos e cientistas sobre a domesticação dos gatos, com vistas a entender a relação antiga entre humanos e esses animais.
1. g) Ouça os estudantes com atenção e valorize as diferentes respostas e formas de participação. Para aqueles que têm mais dificuldade em se expressar oralmente, ofereça alternativas de interação, como registros escritos, uso de recursos visuais ou digitais, dramatizações ou respostas em dupla. Proceda dessa forma sempre que necessário em atividades orais.
As reflexões obtidas com base nessas atividades podem servir como ponto de partida para um trabalho interdisciplinar com os componentes curriculares História e Ciências, já que investigam a antiga relação do ser humano com animais domésticos, como o gato.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
2. O objetivo desta atividade é verificar a compreensão do gênero textual artigo de divulgação científica. Os estudantes devem identificar o foco temático (o gato), reconhecer o aspecto estudado (a convivência com humanos) e a principal novidade exposta pela pesquisa (a descoberta arqueológica com mais de 9 500 anos). Oriente a turma a responder de forma objetiva, retomando o texto quando necessário para localizar as respostas.
3. Esta atividade tem foco na coesão referencial, ou seja, na substituição de palavras por equivalentes, como sinônimos e hiperônimos. Explique que esse recurso evita repetições e mantém o texto mais fluente, sem mencionar a terminologia. Mostre no próprio artigo como cientistas foi substituído por pesquisadores e como gato foi substituído por expressões mais amplas ou criativas, como felinos, animais e amigos de quatro patas. Incentive os estudantes a procurar outros exemplos semelhantes no texto.
2
Responda às questões no caderno.
a) O título diz que cães e gatos são assuntos de cientista, mas o texto destaca apenas um desses animais. Qual?
O gato.
b) Qual aspecto relacionado a esse animal é estudado?
A convivência com os humanos como animais de estimação.
c) Já se sabia que, no Antigo Egito, há 4 mil anos, os gatos eram animais de estimação. Que descoberta mudou essa informação?
O fato de terem encontrado o esqueleto de um gato ao lado de um esqueleto humano com mais de 9 500 anos de idade.
3 O artigo de divulgação científica precisa ser claro e fácil de ler. Para evitar repetições, muitas palavras são substituídas por outras equivalentes. Responda às questões a seguir no caderno.
a) Que outra palavra foi usada para se referir aos cientistas?
Pesquisadores.
b) E que outras palavras foram usadas para se referir aos gatos, em geral?
Felinos, animais e amigos de quatro patas.
4 Releia este trecho do texto e, em seguida, responda no caderno.
Porém, os cientistas não têm como dizer com certeza que tipo de relação existia entre o gato e a pessoa enterrada a menos de meio metro dele. Ele poderia ser um animal de estimação, ter algum significado religioso para ela ou mesmo ser um símbolo de prestígio e riqueza.
CÃES e gatos: um assunto de cientista. Ciência Hoje das Crianças, c2025. Disponível em: https://www.chc.org.br/caes-e-gatos-um-assunto-de-cientista/. Acesso em: 8 ago. 2025.
a) A que se referem os pronomes destacados?
Ele se refere ao gato e ela se refere à pessoa enterrada.
b) Reescreva no caderno esse trecho, sem repetir palavras e sem usar os pronomes ele e ela
4. Oriente os estudantes a identificar o referente de cada pronome no trecho indicado e, em seguida, a reescrevê lo substituindo os pronomes por palavras equivalentes. Explique que essa reescrita ajuda a perceber a função dos pronomes no encadeamento do texto e a importância de usálos para evitar repetições excessivas sem comprometer a clareza. Sugestão para o professor
4. b) Sugestão de resposta: Porém, os cientistas não têm como dizer com certeza que tipo de relação existia entre o gato e a pessoa enterrada a menos de meio metro dele. O animal poderia ser de estimação, ter algum significado religioso para o humano ou mesmo ser um símbolo de prestígio e riqueza.
• KOCH, Ingedore Grünfeld Villaça. A coesão textual. 22. ed. São Paulo: Contexto, 2010. Nesse livro, a linguista Ingedore Koch apresenta os mecanismos que garantem a continuidade e a unidade do texto, como a substituição lexical, o uso de pronomes e a relação entre orações.
ARTIGO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM FOCO
1 Responda às questões no caderno.
a) A quem o texto parece se dirigir?
b) Como você chegou a essa conclusão?
Espera-se que os estudantes percebam que o texto é dirigido a crianças. Resposta pessoal. Porque o texto tem um tom mais informal e explicativo, como se estivesse falando com crianças. X As fotografias, em um artigo de divulgação científica, reforçam o caráter de verdade desse gênero. A fotografia do texto lido mostra a distância entre os esqueletos encontrados.
2 Copie no caderno a alternativa correta. Qual é a descoberta divulgada pelo texto?
a) Gato e cães são os bichos de estimação preferidos das crianças.
b) Os antigos egípcios domesticaram os gatos há 4 mil anos.
c) Os gatos foram domesticados há cerca de 9,5 mil anos na Ilha de Chipre.
d) Há cerca de 9,5 mil anos, as pessoas faziam oferendas religiosas.
3 Os artigos de divulgação científica costumam apresentar fotografias. Qual é a função desse recurso? Responda no caderno.
4 Responda no caderno. O texto se refere a pesquisadores estrangeiros.
a) De que país são os pesquisadores?
b) E qual foi o local da pesquisa?
Da França, do Museu Nacional de História Natural de Paris. Um sítio arqueológico localizado em Shillourokambos, cidade localizada na ilha de Chipre (sudeste da Europa). 151
ENCAMINHAMENTO
Os artigos de divulgação científica apresentam informações científicas de forma simples. O uso de dados precisos, como datas, nomes de locais e medidas, dá credibilidade ao texto e facilita sua compreensão. Além disso, comparações com outras informações também ajudam a tornar as explicações mais claras.
11/09/25 21:20
1. Esta atividade busca levar os estudantes a identificar o público alvo do artigo e a perceber as marcas de linguagem que o caracterizam como um texto voltado para crianças. Oriente a turma a observar recursos como o tom mais informal, os exemplos próximos do universo infantil e o modo como as informações são apresentadas de maneira simples. Esse exercício é importante para que compreendam que os textos de divulgação científica podem se adaptar ao público a que se destinam.
2. A proposta desta atividade é que os estudantes identifiquem a informação central divulgada pelo texto. É importante reforçar que, em artigos de divulgação científica, quase sempre há uma descoberta, um dado novo ou um fato relevante que merece destaque. Oriente os estudantes a comparar as alternativas e a verificar qual delas realmente traduz a novidade apresentada pelo artigo.
3. O objetivo desta atividade é promover uma reflexão sobre o uso de fotografias e imagens como recurso característico do gênero artigo de divulgação científica. Explique que, nesse gênero, a fotografia não é meramente ilustrativa, mas um elemento que acrescenta credibilidade, ajuda a comprovar informações e facilita a compreensão do leitor.
4. Oriente a turma a perceber como a menção a instituições e locais específicos aumenta a confiabilidade das informações apresentadas. Reforce que um artigo de divulgação científica costuma trazer referências a pesquisas, cientistas e universidades, o que o diferencia de outros gêneros, como os opinativos ou literários. Essa é uma oportunidade de mostrar a importância da fonte como critério de confiabilidade do texto.
Sugestão para os
estudantes
• CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS. Rio de Janeiro, c2025. Disponível em: https://chc. org.br/. Acesso em: 26 ago. 2025.
Se considerar interessante, indique o site da revista Ciência Hoje das Crianças, que é uma publicação dedicada à divulgação científica em linguagem acessível para o público infantil.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
5. Reforce com os estudantes que o resumo não é apenas uma redução mecânica do texto original, mas exige compreensão global. Ele será usado em diversas situações, como na sistematização de pesquisas, na preparação de apresentações orais, na elaboração de trabalhos acadêmicos e mesmo em contextos profissionais. Os estudantes precisam distinguir o que é central do que é acessório, além de aprender a reordenar e reescrever informações com suas próprias palavras. O resumo é uma habilidade que acompanha os estudantes em diferentes etapas escolares e em sua vida cidadã.
6. Explore com os estudantes as múltiplas possibilidades de se colocarem subtítulos no texto. Por exemplo: antes do terceiro parágrafo, um subtítulo interessante poderia ser “9 500 anos de amizade”, ou ainda “Enterrados juntos”.
Atividade complementar Para ampliar o estudo, sugira aos estudantes que escolham um artigo de divulgação científica em revistas, jornais ou sites de sua preferência. Após a leitura, peça a eles que escrevam um parágrafo resumindo as informações principais do texto, destacando a descoberta, o tema ou a curiosidade apresentada. Oriente os a selecionar apenas as ideias centrais, evitando copiar trechos do artigo, e incentive os a compartilhar seus resumos com a turma, comparando os diferentes temas escolhidos.
5 Recupere as partes do texto em um resumo. Para isso:
a) Leia as frases a seguir. Elas resumem cada um dos parágrafos do texto.
b) No caderno, numere e copie as frases na ordem em que aparecem no texto.
Um esqueleto de gato com mais de 9 500 anos foi encontrado em Chipre, perto do esqueleto de uma pessoa, indicando relação próxima entre eles.
A descoberta comprova que a convivência entre gatos e humanos já existia há 9 500 anos, possivelmente porque os gatos caçavam os ratos que atacavam as plantações.
Cães e gatos são os animais de estimação preferidos das crianças.
A proximidade e o bom estado dos esqueletos sugerem que o gato e a pessoa foram enterrados juntos de propósito.
Apesar das evidências, os cientistas não sabem ao certo o tipo de relação entre o gato e a pessoa enterrada.
Cientistas também se interessam por cães e gatos, e descobriram dados surpreendentes sobre sua domesticação.
CÃES e gatos: um assunto de cientista. Ciência Hoje das Crianças, c2025. Disponível em: https://www.chc.org.br/caes-e-gatos-um-assunto-de-cientista/. Acesso em: 8 ago. 2025.
6 Responda no caderno. Se você tivesse de escrever um subtítulo para alguma parte do texto:
a) qual seria esse subtítulo?
Resposta pessoal.
b) em que local do texto você posicionaria o subtítulo?
Resposta pessoal.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
PRODUÇÃO ESCRITA
Artigo de divulgação científica
Depois de ler um artigo de divulgação científica e conhecer suas principais características, chegou o momento de você escrever um texto de divulgação científica para publicar em uma revista sobre animais de estimação que você e os colegas vão organizar.
Planejamento
1. Reúnam-se em equipes de quatro ou cinco integrantes.
2. Conversem sobre os temas que gostariam de tratar e certifiquem-se de que cada equipe tenha escolhido um tema diferente.
3. Comecem escrevendo uma lista de perguntas sobre o que vocês gostariam de saber sobre o tema.
4. A partir das perguntas que escreveram sobre o tema escolhido, pesquisem em livros, revistas e outras fontes, façam anotações e resumos e elaborem gráficos e ilustrações.
5. Lembrem-se de que a informação não deve ser copiada na íntegra. Usem as fontes apenas como apoio para escrever, com suas próprias palavras, as informações mais importantes do texto.
Planejamento
O planejamento é uma etapa essencial para a produção do artigo de divulgação científica, pois garante que o texto seja elaborado de forma organizada, com clareza, foco e coerência em relação às informações apresentadas. É neste momento que os estudantes definem seus temas, formulam perguntas relevantes e buscam fontes confiáveis.
Incentive os estudantes a elaborar, antes mesmo de escolher o tema final, uma lista ampla de assuntos que despertem interesse do grupo. Essa lista pode incluir curiosidades sobre animais domésticos, cuidados básicos com pets , comportamentos observados, doenças comuns, origens históricas ou mesmo o papel dos animais na vida humana ao longo do tempo.
Reforce que a formulação de perguntas é fundamental para direcionar a pesquisa. Quanto mais claras e objetivas forem, mais fácil será encontrar respostas em livros, revistas, sites especializados e outros materiais de referência. Oriente também os estudantes a fazer anotações e resumos durante a pesquisa, transformando os dados coletados em material de apoio para a escrita, sempre com as próprias palavras.
Sugestão para os estudantes
• RECREIO. São Paulo, c2025. Disponível em: https:// recreio.com.br/. Acesso em: 26 ago. 2025.
Caso considere conveniente, indique o site da revista Recreio para que, se possível, busquem outras edições que contenham artigos de divulgação científica.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Escrita
Acompanhe de perto a produção dos artigos durante a etapa da escrita. Reforce a importância de cada grupo definir claramente a estrutura do texto, distribuindo as informações em subtítulos ou seções. Explique que os subtítulos ajudam o leitor a compreender melhor o conteúdo e facilitam a leitura. Incentive também a inclusão de recursos gráficos — tabelas, imagens, fotografias e ilustrações — sempre que forem relevantes para a transmissão da informação.
Durante a produção, incentive os estudantes a utilizar corretamente a pontuação. Caso apresentem dificuldades com o uso da vírgula ou de outros sinais, reserve um momento da aula para revisar esses conteúdos, de modo que adquiram maior segurança no uso da pontuação. Revisão e reescrita
Na etapa da revisão, oriente os estudantes a analisar se o texto apresenta um título adequado, se está escrito com clareza e organizado em subtítulos. Peça também que verifiquem a ortografia e o posicionamento dos recursos visuais. A troca de textos entre grupos favorece o desenvolvimento da leitura crítica e permite que os estudantes aprendam a dar e receber feedbacks construtivos. Essa prática fortalece o trabalho coletivo e a percepção de que o texto pode ser melhorado em diferentes versões. Para a escrita da versão final, sugerese o uso de caneta. No final dos anos iniciais, esperase que os estudantes já a utilizem na escrita com regularidade e certa confiança. No entanto, é fundamental que siga acompanhando esse processo, observando atentamente o desenvolvimento das habilidades grafomotoras e planejando intervenções sempre que identificar dificuldades que exijam apoio específico. Para sugestões de estratégias na transição do uso do lápis para a caneta, veja as orientações gerais deste livro do professor.
Escrita
1. Com todas as informações reunidas, escrevam os subtítulos ou as seções do artigo.
2. Definida a estrutura, organizem o que entra em cada subtítulo.
3. Escrevam a primeira versão do artigo.
4. Incluam os gráficos, os dados, as tabelas, as ilustrações ou as fotografias relevantes.
5. Leiam juntos o artigo para verificar repetições ou informações apresentadas mais de uma vez.
6. Se houver dúvidas sobre a escrita de algumas palavras, usem um dicionário.
Revisão e reescrita
1. Ao finalizar a primeira versão do texto, façam uma revisão com a equipe toda.
2. Leiam cuidadosamente e analisem se o texto está coerente.
3. Observem:
• o texto tem título?
• o título adianta o assunto tratado?
• o texto está estruturado com subtítulos?
• as tabelas, os gráficos, as ilustrações ou as fotografias estão posicionados adequadamente?
• as palavras foram escritas corretamente?
4. Troquem o artigo com outra equipe para que os colegas avaliem se tudo está claro. Façam também a leitura e a avaliação do artigo da outra equipe, com base nessas mesmas questões.
5. Escrevam a versão final do artigo.
Publicação e circulação
Reúnam todos os artigos da turma e organizem uma revista de divulgação científica com a ajuda do professor. Se preferirem, escolham um dos textos para destaque na capa, com chamada especial.
Publicação e circulação
Por fim, a proposta de organizar uma revista de divulgação científica funciona como uma etapa de circulação do gênero, aproximando a atividade escolar de situações reais de publicação. Incentive a turma a pensar na capa, no índice e na seleção de textos em destaque, valorizando o esforço de cada grupo. Essa finalização dá sentido ao processo de produção e reforça a ideia de que escrever é uma prática social que envolve planejamento, escrita, revisão e circulação.
Caso julgue oportuno, sugerese que a avaliação da produção seja feita considerando a matriz de avaliação deste livro do professor.
Organize-se
• Folhas de papel avulsas ou caderno para organização
• Materiais de colagem e montagem (tesoura com pontas arredondadas, cola, fita adesiva)
• Pastas, grampos ou pranchetas para reunir os textos
• Recursos digitais (quando disponíveis) para diagramação simples
PRODUÇÃO
ORAL Exposição oral
Agora que a revista está pronta, chegou a hora de organizar uma exposição oral sobre os artigos.
Planejamento
1. Reúnam-se com a mesma equipe que escreveu o artigo.
2. Escolham as partes mais importantes e interessantes do texto para apresentar.
3. Dividam o que cada integrante vai apresentar, garantindo a participação de todos.
4. Definam o tempo de fala de cada um.
5. Decidam se vocês vão usar cartazes, slides ou outros recursos visuais.
Escrita do roteiro
1. Anotem o que cada pessoa vai falar, usando frases curtas e simples.
2. Usem o roteiro apenas como um guia. Não precisam decorar, mas saibam o que dizer.
3. Acrescentem exemplos, como notícias ou experiências pessoais.
4. Lembrem-se de se apresentar para toda a turma, podendo iniciar com “Bom dia, nós somos a equipe... e vamos falar sobre...”.
5. Leiam o roteiro em voz alta para ajustar palavras difíceis.
Organize-se
• Folhas de papel avulsas
• Lápis e borracha
• Canetas coloridas ou marcatextos para destacar partes importantes
ENCAMINHAMENTO
Planejamento
A proposta desta atividade é ampliar o trabalho com a divulgação científica, transformando o artigo de divulgação científica em
uma apresentação oral. Este momento reforça a ideia de que a comunicação científica pode ocorrer em diferentes formatos e exige que os estudantes adaptem sua linguagem ao público e à situação de fala.
Durante o planejamento, oriente os grupos a selecionar as informações mais relevantes e interessantes do artigo. É importante garantir que todos os integrantes participem. Lembre a turma de que participação não significa necessariamente falar em público: alguns estudantes podem contribuir de outras formas, como lendo um trecho mais curto,
colaborando na construção do roteiro ou preparando os recursos visuais — cartazes, imagens ou slides — que compõem a exposição oral.
Escrita do roteiro
Durante a etapa de escrita do roteiro, destaque que ele deve servir apenas como guia, e não como texto a ser decorado. Incentive os estudantes a usar frases curtas e anotações de apoio em forma de tópicos, sempre escritas a lápis, para que possam fazer ajustes e correções. Peça que acrescentem exemplos que tornem a fala mais espontânea, como notícias, curiosidades ou experiências pessoais. Incentive os também a ler o roteiro em voz alta para identificar palavras difíceis, ajustar o ritmo e ganhar confiança.
Sugestão para o professor
• SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004.
Nesse livro, os autores, especialistas em ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa, discutem a importância de trabalhar os gêneros textuais como instrumentos de ensino, destacando a relação entre práticas sociais de linguagem e aprendizagem escolar. O livro oferece fundamentos teóricos e propostas didáticas que ajudam a integrar leitura, oralidade e escrita no cotidiano da sala de aula.
ENCAMINHAMENTO
Preparação dos materiais de apoio É importante orientar os estudantes a compreender que os recursos visuais — como cartazes e slides — são complementares à fala. Eles ajudam a organizar ideias e a dar clareza à apresentação, mas não devem substituir o discurso oral. Explique que textos longos em cartazes ou telas podem dispersar a atenção do público; por isso, devem ser privilegiadas palavras chave e imagens que ilustrem bem o assunto. Incentive também a criatividade, mas sem perder o foco na objetividade. Ressalte, ainda, que o envolvimento dos estudantes nesta etapa aumenta o engajamento com a apresentação e fortalece o sentido coletivo e diverso da produção, em que cada integrante contribui à sua maneira — seja elaborando ideias, desenhando, escrevendo, produzindo a apresentação ou se apresentando oralmente.
Ensaios
Reforce a importância de ensaiar em voz alta, seja individualmente ou em grupo, para ajustar o ritmo da fala, controlar o tempo e ganhar confiança. O momento do ensaio e da apresentação deve ser valorizado como espaço de troca: os estudantes não apenas expõem, mas também aprendem a ouvir os colegas e a dar retorno respeitoso às apresentações. Estimule que o público faça comentários curtos e perguntas simples, reconhecendo os pontos fortes de cada grupo e sugerindo melhorias.
Além disso, o ensaio ajuda a garantir que cada integrante cumpra o tempo definido e que a apresentação mantenha a coerência entre as partes. Ressalte que os ensaios não servem apenas para corrigir problemas, mas também para fortalecer o trabalho em
Preparação dos materiais de apoio
1. Preparem cartazes ou slides com imagens e palavras-chave.
2. Escolham imagens que auxiliem na explicação do assunto.
3. Evitem textos longos: o material deve complementar, não substituir a fala.
4. Usem recursos visuais para organizar e facilitar a compreensão.
Ensaios
1. Ensaiem a apresentação em voz alta e olhando para a plateia.
2. Usem os cartazes ou slides que prepararam. Verifiquem se é preciso fazer algum ajuste ou alguma modificação.
3. Cronometrem o tempo para checar se as equipes estão falando no tempo previsto.
4. Observem se alguém fala rápido demais ou foge do roteiro.
5. Corrijam a postura e o tom de voz. Também articulem bem as palavras, especialmente no fim das frases.
O ensaio serve para que todos prestem atenção em como os colegas apresentam suas partes e, assim, ajudar cada um, de forma respeitosa, com dicas e orientações. Falar mais devagar que o habitual e articular bem as palavras, especialmente no fim das frases, é uma dica importante.
equipe. Ao ouvir os colegas, cada estudante pode contribuir com sugestões construtivas, criando um ambiente de apoio mútuo. Esse processo de preparação dá mais confiança para o momento da exposição e promove a valorização da oralidade como prática social que exige clareza, respeito ao público e organização das ideias.
Marque a data para os estudantes fazerem suas exposições orais. Se considerar conveniente, reserve uma sala especial para o evento. Verifique os recursos disponíveis.
Organize-se
• Cartolinas ou papéis pardos
• Imagens recortadas de revistas e jornais ou impressas previamente
• Cola, tesoura com pontas arredondadas e fita adesiva
• Computador e projetor multimídia para slides, se houver
Apresentação oral
1. Durante a apresentação, olhem para o público.
2. Falem devagar, com clareza e volume adequado.
3. Se alguém esquecer a fala, os demais integrantes da equipe podem ajudar.
4. Ao final, agradeçam a atenção do público e respondam às perguntas.
Avaliação
Neste capítulo, vocês escreveram um artigo de divulgação científica e o apresentaram em uma exposição oral. É importante, agora, reunir-se com a turma para avaliar o trabalho que fizeram.
1. De qual parte vocês mais gostaram: de escrever ou apresentar?
2. Qual etapa foi a mais difícil?
3. Ao escrever, vocês usaram as informações lidas e produziram um texto próprio?
4. Todos participaram da escrita e da apresentação?
5. O trabalho em equipe foi produtivo?
6. Conseguiram cumprir os combinados?
DESCUBRA MAIS
• MANSUR, Guilherme. Dois gatos fazendo hora. São Paulo: Sesi, 2013. Esse livro divertido narra as horas de dois gatinhos que pulam, dormem, caçam, fazem manha e brincam muito!
• NEIVA, Lia. O gato sem botas. São Paulo: Agir, 2001. Nessa história, o famoso gato perde sua identidade, isto é, suas botas. Agora, ele tem que descobrir quem ele é de verdade.
Apresentação oral
Na apresentação oral, oriente os estudantes a se posicionar diante da turma, mantendo contato visual com o público e utilizando um tom de voz claro, pausado e audível. Explique que eventuais esquecimentos podem ser superados com a colaboração dos colegas do grupo, valorizando o espírito de cooperação. Reforce ainda a importância de agradecer à plateia e responder às perguntas ao final.
Avaliação
Conduza uma roda de conversa com toda a turma para refletir sobre o processo vivido. Valorize não apenas o resultado, mas também o percurso: desde a leitura e análise do gênero até a produção do artigo de divulgação científica e a exposição oral. As perguntas propostas ajudam a verificar a compreensão do gênero, a apropriação das informações e o envolvimento dos estudantes no trabalho em equipe. Incentive que falem sobre as dificuldades enfrentadas e as soluções encontradas.
Esta etapa final reforça o caráter processual da produção de textos: planejar, escrever, revisar, compartilhar e avaliar. É um momento de síntese que permite ao professor observar avanços, identificar pontos que ainda precisam ser trabalhados e, sobretudo, valorizar o empenho coletivo e individual dos estudantes. Consulte a matriz de avaliação deste livro do professor como apoio ao processo avaliativo.
INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO
Neste capítulo, os estudantes serão convidados a vivenciar o universo do teatro. Eles terão a oportunidade de ler um texto teatral e explorar as características e condições de produção desse gênero. A proposta é começar com a apreciação da parte inicial do texto teatral O rapto das cebolinhas , de Maria Clara Machado, permitindo que os estudantes identifiquem os elementos que compõem um texto teatral, como personagens, diálogos, rubricas, além do tempo e do espaço da ação. Em seguida, serão analisados cartazes de peças, reconhecendo sua função de informar e atrair o público.
O percurso de aprendizagem culmina na criação coletiva de um texto teatral e em sua encenação, incentivando a expressão oral, a criatividade e o trabalho colaborativo. Assim, a proposta integra produção escrita e oral, promovendo a compreensão das especificidades do gênero e a vivência prática da montagem de uma cena teatral, ampliando as capacidades expressivas e o repertório cultural dos estudantes. É possível enriquecer a abordagem do capítulo desenvolvendo uma parceria interdisciplinar com o professor do componente curricular Arte.
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
CAPÍTULO12 PÉ NO PALCO!
• Identificar as características e a estrutura do texto teatral, reconhecendo sua finalidade e seus elementos constitutivos.
• Reconhecer o papel das rubricas e dos diálogos na construção de cenas e personagens.
• Analisar cartazes de peças teatrais, compreendendo sua função informativa e persuasiva.
• Produzir, em grupo, um texto teatral considerando o público-alvo, o contexto e o propósito comunicativo.
• Desenvolver a expressão oral e corporal por meio da leitura dramatizada e da encenação.
• Apreciar obras teatrais, ampliando o repertório cultural e artístico.
Tema contemporâneo transversal: Multiculturalismo.
o musical, da Cia. Viradalata, no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2025.
NATALIA ANGELIERI
Observe a abertura deste capítulo e converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
1 Você já foi ao teatro? Se sim, a qual peça assistiu?
Respostas pessoais.
2 Você já participou da montagem de uma peça de teatro? Se sim, conte como foi essa experiência.
Respostas pessoais.
3 Em sua opinião, quais temas ou assuntos são apresentados nos espetáculos de teatro representados nas imagens?
3. Resposta pessoal. Sobre o espetáculo Viralatas: o musical, espera-se que os estudantes comentem que a peça teatral apresenta uma história com cachorros sem raça definida. Sobre o espetáculo Um leão na sala de aula, esperase que comentem que a peça de teatro trata de um leão como personagem principal, causando confusões em uma sala de aula.
Espetáculo infantil Um leão na sala de aula, da Cia. Gatelupa. Na cena, os atores e diretores do espetáculo, Gustavo Muller e Evandro Soldatelli, no município de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, em 2025.
ENCAMINHAMENTO
As perguntas propostas na abertura de capítulo têm a intenção de despertar memórias e experiências prévias, aproximando o conteúdo da experiência dos estudantes com o universo teatral. É importante incentivar a participação oral de todos, acolhendo diferentes pontos de vista e incentivando o respeito às opiniões dos colegas. Inclua os estudantes com baixa visão ou cegos descrevendo as imagens da abertura oralmente. Realize a descrição de forma individualizada, ressaltando os elementos principais e dando espaço para os estudantes fazerem perguntas. Essa prática favorece a compreensão e assegura que todos participem ativamente da atividade e leitura da imagem. Proceda dessa forma sempre que necessário.
Ao explorar as fotografias da abertura, espera-se que os estudantes identifiquem elementos característicos do universo do teatro, como figurinos, cenário, iluminação e expressões corporais, além de perceberem como esses recursos ajudam a contar a história. Solicite aos
estudantes que observem a cena e, com base nela, descrevam os personagens e façam inferências sobre eles e sobre a história.
Amplie a exploração da imagem perguntando: “a peça retratada é destinada ao público adulto ou ao público infantil? Justifique com elementos da fotografia”. Comente, então, a caracterização dos atores, que lembram animais, o cenário colorido, os acessórios (perucas coloridas), os animais de pelúcia no palco, entre outros.
1. Caso haja estudantes que nunca tenham assistido a uma peça de teatro, aproveite para comentar sobre a diversidade de produções teatrais existentes e destacar que o capítulo oferecerá a oportunidade de conhecer mais sobre o universo teatral e experienciar práticas de leitura, escrita e encenação.
2. Incentive a turma a compartilhar experiências com montagens de peças teatrais, na escola ou fora dela. Caso não tenham participado de nenhuma, pergunte o que consideram essencial para a realização de uma peça de teatro.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
GATELUPA
ENCAMINHAMENTO
O objetivo destas atividades é levar os estudantes a ativar conhecimentos prévios e a formular hipóteses sobre o texto teatral O rapto das cebolinhas. Durante as atividades orais propostas, é essencial criar um ambiente acolhedor, pautado pela confiança e pelo respeito. Para isso, ouça os estudantes com atenção e valorize as contribuições de todos. Alguns podem ter mais dificuldade para se expressar oralmente, por isso, é importante oferecer diferentes alternativas de interação e comunicação, como registro escrito, uso de recursos visuais ou digitais, dramatizações ou respostas em dupla. Lembre-se de que a presença e a participação podem se manifestar de maneiras diversas, como a escuta atenta, o gesto de apoio ou a colaboração silenciosa na construção coletiva.
1. Ao ler o título, oriente os estudantes a pensar sobre o significado da palavra rapto e a compartilhar o que já sabem sobre ela. Incentive-os a explicar como chegaram a essa conclusão, relacionando suas hipóteses com experiências pessoais, filmes, livros ou notícias.
2. Estimule a turma a imaginar o enredo a partir do título. Reforce que, como se trata de um texto teatral, a história foi criada para ser representada no palco, o que pode influenciar a forma como os acontecimentos se desenrolam. Valorize todas as hipóteses, incentivando a observação de pistas no próprio título para antecipar acontecimentos.
3. Peça aos estudantes que observem a lista de personagens logo após o título e façam suposições sobre quem são, como podem se relacionar e qual papel podem desempenhar na
LEITURA
Em um texto teatral, o autor tem um jeito diferente de pensar a história que vai criar. Ele imagina desde o começo como a história ficaria se fosse encenada em um palco. Por isso, esse gênero de texto tem algumas características únicas que você vai conhecer.
1 Leia o título do texto a seguir. O que você acha que a palavra rapto significa?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem que a palavra rapto significa roubo ou algo semelhante.
2 O que você acha que vai acontecer nessa história? Explique.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que, na história contada por meio de texto teatral, cebolinhas serão roubadas.
3 Logo depois do título, existe uma lista de personagens. Quem você acha que são eles?
Resposta pessoal.
Agora, faça a leitura silenciosa do texto.
rapto das cebolinhas
Personagens
o coronel
Maneco, neto do Coronel
Lúcia, neta do Coronel
Gaspar, o cachorro Florípedes, a gatinha
Simeão, o burro
Camaleão alface, o detetive o médico
Cenário único
O cenário representa a horta do Coronel. São vistos três pezinhos de planta. Girassóis. À frente da horta, uma cerca bem baixinha. Um espantalho. Uma árvore. Um banco na frente da árvore. Uma casa de cachorro no proscênio à direita.
Primeira cena
É madrugada. Vê-se passar pela cena uma figura envolta numa capa preta, com um grande chapéu. [Os passos devem ser
Cenário: local onde acontece um espetáculo de teatro.
Proscênio: parte do palco que fica na frente, mais próximo do público. Figura: pessoa importante.
história. Lembre-se de que, nesta etapa, não é necessário confirmar ou corrigir hipóteses, mas sim estimular a curiosidade para a leitura.
Inicie a leitura do texto, pedindo que os estudantes prestem atenção na lista dos personagens e na descrição do cenário. Pergunte: “por que um texto teatral inicia assim? Por que essas informações são importantes?”. Explique que, no gênero teatral, o autor já antecipa quem participará da história e em que ambiente ela passará, pois essas informações orientam tanto os leitores quanto os atores
e a equipe de produção. Destaque que a lista de personagens ajuda a identificar quem participa da peça, e a descrição do cenário contribui para criar a atmosfera da ação dramática e guiar a montagem no palco. Incentive os estudantes a imaginar, a partir dessas informações iniciais, como será a ambientação e como os personagens podem interagir nesse espaço.
(Maria Clara Machado)
CARLITOS PINHEIRO
acompanhados do barulho de lixa raspando, reco-reco e pente de arame num tambor.] Olha para todos os lados, penetra pela porteira da cerca, olha de novo para todos os lados, procura no chão, descobre o que queria, faz o gesto de arrancar, cobre o que arrancou com a capa e, pulando a cerca, desaparece de cena, sempre escondendo o rosto. Pausa. Começa a clarear, ouvem-se o galo cantar e passarinhos. O Coronel entra assobiando alegremente, carregando ancinho e regador. Entra na horta, para e grita.
CORONEL — Roubaram! Socorro! Socorro! Roubaram o pé de cebolinha do Coronel Felício. Roubaram! (pausa) Quem terá sido? Quem teve coragem de roubar o pé da mais preciosa cebolinha que existe no Brasil? Onde está o Gaspar? (à parte) Gaspar é o vigia da horta. (chamando) Gaspar! Gaspar!... (Ouve-se um latido, e em seguida aparece Gaspar, um enorme cachorrão.)
CORONEL — Gaspar, quem roubou o meu pé de cebolinha?
GASPAR (que não fala, mas late com expressão humana, dando as inflexões necessárias) — Uau... Uau... (Corre até os últimos pés de cebolinha e cheira-os ruidosamente.)
CORONEL — Foi você quem comeu a minha cebolinha? (Gaspar late que não.)
CORONEL — Palavra de cachorro? (Gaspar late que sim.)
CORONEL (à parte) — Estou na dúvida se cachorro tem ou não tem palavra. (a Gaspar) Então quem foi?
GASPAR (meio apavorado) — Au... Au... (Indica a direita com o focinho.)
CORONEL — Foi Florípedes?
GASPAR — Uau... Uau... (Diz que não.)
CORONEL — Foi Simeão?
GASPAR — Uau... Uau... (Diz que não.)
CORONEL — Gaspar, vá correndo chamar Florípedes e Simeão. Quero todo mundo aqui. (Sai Gaspar.)
Reco-reco: instrumento musical de percussão, composto de um rolo de bambu seco com cortes transversais. O som é produzido ao esfregar uma vareta nesses cortes.
Ancinho: ferramenta de jardim que serve para recolher folhas e grama solta. Inflexão: mudança no tom de voz ao pronunciar alguma coisa.
Peça aos estudantes que observem com atenção como o texto teatral está disposto e organizado na página durante a leitura silenciosa. Após a leitura, conduza a análise da macroestrutura do gênero. Chame a atenção para o fato de que os nomes dos personagens aparecem em letras maiúsculas e negrito, seguidos de travessão, para indicar quem fala em cada momento. Questione: “como sabemos que certas partes não são falas?”. Mostre, então, que os trechos entre parênteses contêm instruções para a cena, como sons, gestos, movimentos ou expressões; são as indicações cênicas, que guiam a encenação. Aponte também que o texto é dividido em cenas, que representam momentos ou ambientes específicos da peça.
CARLITOS PINHEIRO
ENCAMINHAMENTO
Oriente os estudantes a observar não apenas a sequência de acontecimentos, mas também o humor presente na cena. Explique a eles que muitos textos teatrais usam diálogos ritmados, rimas e trocadilhos para tornar as falas mais divertidas. Incentive-os a perceber como as falas rimadas e os diálogos rápidos criam um efeito cômico, aproximando a peça de uma brincadeira verbal.
Peça aos estudantes que identifiquem momentos em que o Coronel e os netos interagem de forma engraçada, seja pelas respostas curtas e repetitivas, seja pelo exagero nas reações. Mostre que o humor está não somente nas palavras, mas também nas ações descritas nas rubricas.
Reforce que, no teatro, esses elementos têm o objetivo de divertir e captar a atenção do público, e que o ritmo das falas (incluindo rimas e pausas) é parte fundamental dessa construção. Sugira aos estudantes que imaginem como seria ouvir esses diálogos no palco, com atores interpretando e dando entonação às rimas.
Ao final, retome com a turma o que já foi descoberto sobre a história e os personagens. Pergunte se o humor e as rimas confirmam ou mudam as hipóteses feitas no início da leitura. Aproveite para introduzir a ideia de que o teatro também é um espaço para provocar risos e criar leveza, sem perder de vista a ação dramática.
CORONEL — Ah! Preciso descobrir o ladrão. Quem teria a coragem de fazer uma coisa destas? (chamando) Lúcia, Maneco! Onde estão os meus netos?
Maneco, anda cá, seu maroto. Lúcia, acorda, menina. O avô foi roubado! (Entram Lúcia e Maneco, aflitos.)
MANECO — Você chamou, vovô?
LÚCIA — O que é que aconteceu, que você está tão nervoso, hem, vovô?
CORONEL — Vocês não podem imaginar o que aconteceu!
MANECO — De ruim ou de bom?
CORONEL — De péssimo, ora!
MANECO — Aposto que o seu reumatismo doeu a noite inteira. (Coronel diz que não com a cabeça.)
LÚCIA — Morreu a vaca leiteira?
CORONEL (quase gemendo) — Nada disso, nada disso.
MANECO — Então o que foi?
CORONEL — Ai... Ai... Ai...
MANECO — O pé de tomate secou?
CORONEL — Não.
LÚCIA — O tacho de melado quebrou?
CORONEL — Não.
MANECO — O bezerro preto desmamou?
CORONEL — Não.
LÚCIA — E a vaca malhada desmandou...
CORONEL — Não.
MANECO — A água do poço vazou?
CORONEL — Não.
LÚCIA — E a horta inundou...
(O diálogo é bem rápido, e as crianças quase não deixam o Coronel dizer não.)
CORONEL — Nada disso, nada disso; antes fosse. Olhem lá dentro. (Aponta para dentro da cerca.)
Maroto: alguém com muita esperteza ou certa malandragem.
(Os dois meninos entram no cercado.)
MANECO — Oh!
LÚCIA — Que horror! Pobre vovô! (para a plateia) Arrancaram o pé de cebolinha. (para o avô) Quem foi?
MANECO — Quem foi o ladrão, hem, vovô?
CORONEL — Não sei ainda. Temos que descobrir. Ainda ficaram dois pés. Os últimos. (chorando) Ai, meu Deus! Estou tão abalado que nem posso pensar direito. Dois anos criando essas cebolinhas, e agora...
LÚCIA — Fique mais calmo, vovô. Não se amole tanto. Mandaremos vir outras mudas iguais e elas vão crescer que nem capim.
CORONEL (indignado) — Lúcia, minha neta, não torne a dizer esse absurdo. Você sabe muito bem que estas cebolinhas são diferentes. São cebolinhas da Índia. Quem toma chá dessas cebolinhas tem vida longa e alegria! E estas são as últimas que existem no Brasil...
MANECO (interrompendo) — Fale mais baixo, vovô. Você quer que outros ladrões apareçam para roubar as duas que sobraram?
CORONEL — É mesmo, meu filho. Todo o cuidado agora é pouco. Irei até a cidade contratar um detetive para descobrir o ladrão. Prestem bem atenção no pessoal daqui. Todo mundo é suspeito. Vou me vestir e já volto. (Sai.)
[…]
MACHADO, Maria Clara. Pluft, o fantasminha e outras peças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. p. 6-9. Amolar-se: aborrecer-se, ficar chateado.
QUEM É?
Maria Clara Machado nasceu em 3 de abril de 1921, na cidade de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais. Foi uma escritora brasileira de peças de teatro para crianças. Além do texto teatral O rapto das cebolinhas, escreveu outros clássicos como Pluft, o fantasminha , A bruxinha que era boa e O cavalinho azul. Também fundou o Tablado, uma das maiores escolas de teatro do Brasil, ainda em atividade. Faleceu em 2001, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro.
O trecho desta página apresenta o surgimento do mistério do desaparecimento de um pé de cebolinha rara, fato que desencadeia a investigação dos personagens. Antes da leitura, explique aos estudantes que eles irão acompanhar um diálogo que traz pistas importantes para compreender a história. Peça a eles que leiam o trecho com atenção para identificar:
• o que aconteceu com as cebolinhas;
• qual será a próxima ação do Coronel diante do problema.
A leitura silenciosa deve permitir que todos se familiarizem com a situação e com o clima de mistério que se estabelece na cena, preparando os estudantes para as atividades seguintes do capítulo.
Sugestão para os professores
• TEATRO NA ESCOLA, c2025. Disponível em: https:// www.teatronaescola.com/ index.php/planeje-sua-aula. Acesso em: 4 set. 2025.
O site Teatro na Escola reúne diversas esquetes e obras teatrais em domínio público, liberadas para fins educativos. Há também sugestões para exercícios de dramatização.
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ENCAMINHAMENTO
1. Antes de iniciar, retome brevemente o contexto do trecho lido, reforçando que se trata de um texto teatral, em que o enredo se desenvolve por meio dos diálogos e das indicações cênicas. Peça aos estudantes que leiam as perguntas com atenção e retomem o texto sempre que necessário para confirmar informações. Solicite que comparem as hipóteses levantadas na atividade de pré-leitura sobre a palavra rapto e o título do texto: “o que acertaram?”; “O que descobriram de novo?”. Incentive os estudantes a identificar personagens e ações que não tinham previsto e a refletir sobre como a leitura confirma ou altera as expectativas iniciais. Aproveite para reforçar que o texto teatral é escrito com a intenção de ser encenado; por isso, a forma de apresentação — falas indicadas, rubricas e divisão em cenas — é tão importante.
2. Oriente os estudantes a observar como o texto apresenta informações diretas (por exemplo, a lista de personagens), além de pistas que permitem antecipar os acontecimentos. O objetivo desta atividade é garantir que os estudantes identifiquem quem participa da cena, quais personagens ainda entrarão na história e qual a importância do objeto central (as cebolinhas) para o desenvolvimento do enredo.
Compreensão
1. e) Espera-se que os estudantes mencionem que alguém passa pela porteira de uma cerca, arranca alguma coisa do chão e vai embora. O Coronel chega feliz, mas, ao perceber o roubo, dá um grito.
1 Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
a) Depois de ler o trecho do texto teatral, a suposição que você fez sobre o significado da palavra rapto estava correta? Comente.
Resposta pessoal.
b) Após ter lido O rapto das cebolinhas , a expectativa que você tinha sobre o que aconteceria na história se confirmou ou não? Justifique sua resposta.
Resposta pessoal.
1. c) A história se passa na horta da casa do Coronel. É possível identificar a informação pela descrição do cenário, parte do texto que antecede a ação dramática.
c) Onde a história acontece? Como você chegou a essa conclusão?
d) O que você acha que pode ter acontecido com as cebolinhas do Coronel?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes tenham compreendido que alguém roubou as cebolinhas da horta do Coronel.
e) A primeira cena não tem fala. Com suas palavras, conte o que acontece.
2. c) Porque são cebolinhas especiais, que vieram da Índia, e ele acredita que o chá delas trará vida longa e alegrias.
2 Responda às questões a seguir no caderno.
a) Quais personagens conversam no trecho que você leu?
O Coronel, o cachorro Gaspar, Maneco e Lúcia (os netos do Coronel).
b) Outros personagens vão fazer parte da história? Como você chegou a essa conclusão?
Espera-se que os estudantes respondam que sim. Essa informação está na lista de personagens apresentada no início do texto.
c) Por que a cebolinha é tão importante para o Coronel?
2. d) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que o Coronel
d) Em sua opinião, por que o Coronel reclama do roubo para o cachorro?
reclama com Gaspar provavelmente porque entende que ele é um cão de guarda e deveria ter visto o ladrão.
3 Releia estes trechos e observe as indicações em destaque.
Trecho 1
Trecho 2
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes relacionem o trecho 1 à imagem 1 e o trecho 2 à imagem 4
GASPAR (meio apavorado) — Au... Au...
CORONEL (indignado) — Lúcia, minha neta, não torne a dizer esse absurdo.
• Essas indicações foram inseridas no texto teatral pela autora para ajudar os atores caso o espetáculo fosse encenado. Quais imagens a seguir representam melhor as expressões em destaque? Explique.
3. Solicite aos estudantes que observem cuidadosamente cada imagem e relacionem as expressões faciais apresentadas às emoções descritas nos trechos destacados. Reforce que, no teatro, as expressões corporais e faciais ajudam a transmitir o estado emocional dos personagens e tornam a encenação compreensível ao público. Oriente-os a justificar suas escolhas, comparando as palavras entre parênteses no texto (indicações de emoção) com os detalhes das fotografias.
A imagem 1 tem a ver com pavor, susto e medo. A imagem 2 mostra uma menina que parece satisfeita, tranquila e feliz, fazendo gesto de positivo com as mãos. Na imagem 3, há demonstração de tristeza ou vergonha; na imagem 4, a garota parece estar exaltada ou até irritada com algo.
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NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Imagem 1
Imagem 3
Imagem 4
4 O personagem Gaspar não fala porque ele é um cachorro. Você acha que ele deve ser interpretado por um ator? Explique sua resposta.
5 Releia este trecho.
Espera-se que os estudantes respondam que sim, porque há indicações de cena para as expressões de Gaspar, os movimentos e suas interações. É como se o cachorro fosse humanizado.
MANECO — Então o que foi?
CORONEL — Ai... Ai... Ai...
MANECO — O pé de tomate secou?
CORONEL — Não.
LÚCIA — O tacho de melado quebrou?
CORONEL — Não.
MANECO — O bezerro preto desmamou?
CORONEL — Não.
LÚCIA — E a vaca malhada desmandou
CORONEL — Não.
MANECO — A água do poço vazou?
CORONEL — Não.
LÚCIA — E a horta inundou
5. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que as rimas foram usadas para dar ritmo e sonoridade divertida ao texto teatral.
MACHADO, Maria Clara. Pluft, o fantasminha e outras peças Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. p. 6-9.
a) Observe as rimas em destaque no fim de algumas falas. Por que você acha que a autora escolheu rimar algumas palavras?
b) Junte-se a dois colegas para ler em voz alta o trecho com o diálogo de O rapto das cebolinhas . Depois, concluam: qual é o efeito desse trecho no texto teatral?
Espera-se que os estudantes percebam o humor contido no diálogo.
Imagem 2 165
4. Explique que isso acontece por meio das indicações cênicas, que descrevem as expressões, os movimentos e as reações dele, atribuindo-lhe características próprias de um ator em cena. Esse recurso contribui para a construção do humor e para a interação com os outros personagens. O foco é levar os estudantes a perceber que, embora Gaspar seja um cachorro, no texto teatral ele é representado de forma humanizada.
5. Ressalte que a repetição das perguntas e a cadência das respostas negativas ajudam a criar um efeito cômico. Na leitura em grupo, oriente a turma a manter a entonação e o tempo adequado para que o humor seja percebido, reforçando a função das rimas na sonoridade e na leveza do texto. O objetivo é que os estudantes identifiquem o uso das rimas e entendam como elas afetam o ritmo e o tom da cena.
Sugestão para o professor
• NOVELLY, Maria C. Jogos teatrais : exercícios para grupos e salas de aula. Tradução: Fabiano Antonio de Oliveira. São Paulo: Papirus, 1985.
Essa obra apresenta cerca de 50 atividades para ajudar o professor a incorporar a arte dramática na sala de aula.
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NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
6. Incentive os estudantes a comparar os três cartazes de montagens teatrais baseadas no texto O rapto das cebolinhas
Peça a eles que observem atentamente os elementos visuais e informativos: imagens utilizadas, cores predominantes, formatos e estilos de letras, bem como a forma como cada cartaz apresenta as informações sobre o evento (data, horário, local e outros detalhes).
Explique que cartazes de teatro combinam texto e imagem para atrair o público e transmitir o clima da peça. Oriente os estudantes a pensar sobre quais elementos chamam mais a atenção em cada cartaz e como as escolhas visuais podem influenciar o interesse do espectador. Vale comentar com eles que, toda vez que é encenada, a peça é interpretada.
Atividade complementar
Planeje uma ida com os estudantes ao teatro, se for possível. Essa vivência amplia o repertório cultural deles, aproximando-os dessa expressão artística e permitindo que experimentem o teatro como espectadores. Ao assistir a uma peça, os estudantes têm a oportunidade de observar de perto a dinâmica de uma encenação, a relação entre os atores e o público, além do cenário, da iluminação, do figurino e da sonoplastia. Essa experiência pode despertar o interesse por novas histórias, linguagens artísticas e modos de expressão.
6 Observe estes cartazes da peça teatral O rapto das cebolinhas. Depois, responda às questões no caderno.
Após a apresentação, promova um momento de conversa para que os estudantes compartilhem impressões e comentem cenas ou personagens que mais chamaram sua atenção.
Sugestão para o professor
• CAMPEDELLI, Samira Youssef. Teatro brasileiro do século XX. São Paulo: Scipione, 1995. (Coleção margens do texto).
O livro traz informações básicas sobre o teatro brasileiro do século XX, incluindo principais obras, grupos teatrais de referência, autores e críticos. Constitui-se, assim, um panorama rico e ao mesmo tempo sucinto do teatro nacional.
Consulte previamente a programação cultural da cidade ou região onde moram. Caso não haja apresentações disponíveis ou viáveis para uma saída com a turma, considere convidar grupos teatrais para se apresentarem na escola. Muitos coletivos oferecem espetáculos infantis e adaptam o formato para o ambiente escolar.
Cartaz 1
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Cartaz 2
Cartaz 3
6. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que existem vários cartazes, pois uma mesma obra teatral pode ser encenada e adaptada por muitos grupos de teatro.
a) Em sua opinião, por que existem vários cartazes para uma mesma peça teatral?
6. b) Não, apenas o cartaz 2. Ele mostra um personagem misterioso, de chapéu e capa escura, que sugere mistério ou ação suspeita, o que associamos diretamente ao rapto.
b) Observe as imagens presentes nos cartazes novamente: todos elas fazem referência ao rapto? Quais pistas visuais nos ajudam a perceber isso?
c) Os cartazes têm focos diferentes. Copie e indique, no caderno, qual deles:
• mostra a atuação de alguns atores no palco.
• retrata todos os atores envolvidos na peça.
O cartaz 1
O cartaz 3.
• chama a atenção para o mistério que envolve a história.
O cartaz 2
d) Compare os personagens retratados no cartaz 3 aos que aparecem no texto teatral que você leu. Quais personagens você reconhece?
e) Copie e relacione, no caderno, os personagens a partir da observação dos cartazes e do trecho do texto teatral O rapto das cebolinhas.
1. Gaspar
2. Coronel
3. Maneco
4. Lúcia
5. Ladrão misterioso
A. Figura encapuzada, com capa e chapéu, avistada na madrugada.
B. Cão com expressão humana; participa da investigação.
C. Neto do coronel, tenta acalmar a situação ao descobrir o roubo.
D. É o dono da horta e busca o culpado pelo roubo.
E. Neta do coronel, entra na horta com o irmão para ver o que aconteceu.
f) Em sua opinião, qual dos cartazes desperta mais o interesse do público? Por quê?
Respostas pessoais.
DESCUBRA MAIS
6. d) O homem mais velho possivelmente é o Coronel. Os dois mais jovens, no canto inferior
• MACHADO, Ana Maria. Hoje tem espetáculo. São Paulo: Alfaguara, 2013. Essa obra de Ana Maria Machado contém dois textos teatrais com histórias que têm cenários e personagens muito diferentes, mas ambas discorrem sobre a diversidade de culturas e sobre as diferentes formas de ver o mundo.
• MACHADO, Maria Clara. Pluft, o fantasminha e outras peças . São Paulo: Nova Fronteira, 2017.
Essa coletânea é um clássico da dramaturgia infantojuvenil, pois nela estão reunidos cinco textos teatrais da escritora e atriz Maria Clara Machado.
direito, são os netos do Coronel: Maneco e Lúcia. O personagem com as “orelhas” caídas é Gaspar, o cachorro.
ENCAMINHAMENTO
6. d) Ao comparar os personagens do cartaz 3 com os do texto teatral, incentive os estudantes a perceber semelhanças e diferenças na caracterização. Reforce que, mesmo quando inspirados no mesmo texto, os figurinos, as maquiagens e os gestos podem variar de acordo com a proposta de cada grupo teatral.
6. e) Na associação entre personagens e descrições, oriente os estudantes a retornar ao texto lido e relacionar as informações com as imagens dos cartazes. Essa atividade favorece a atenção aos detalhes, tanto na leitura quanto na observação dos recursos visuais.
6. f) Na última questão, incentive os estudantes a justificar suas preferências, considerando alguns elementos, como clareza das informações, atratividade visual, expressividade das imagens e relação com o texto teatral. Vale reforçar que não há uma única resposta e que a argumentação é parte importante da atividade.
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6. a) Explique aos estudantes que cada montagem teatral resulta de escolhas próprias de um grupo formado por atores, produtores e direção. Essas escolhas se refletem também na forma de divulgação do espetáculo. Por isso, é comum existirem diferentes cartazes para um mesmo texto teatral, variando nas imagens, no foco e no estilo gráfico.
6. b) Oriente os estudantes a observar quais cartazes realmente remetem ao rapto mencionado no título. Ajude-os a perceber que nem sempre a divulgação mostra de forma literal o evento central da história, e que pistas visuais (como postura, roupas, cores e cenário) podem sugerir o clima da narrativa.
6. c) Peça aos estudantes que justifiquem suas escolhas, comentando como os elementos visuais (atores, enquadramento, expressão corporal, uso de texto) orientam a interpretação de quem os observa.
ENCAMINHAMENTO
1. a) O objetivo é levar os estudantes a perceber que o texto teatral pode ter dupla finalidade: ser lido e apreciado como texto literário ou encenado no palco. Destaque que a presença de elementos como indicações cênicas e lista de personagens sugere que o texto foi concebido para a representação teatral, mas que a leitura também permite conhecer e apreciar os diálogos e os conflitos mostrados.
1. b) Enfatize que a lista de personagens e a descrição do cenário funcionam como um guia para a encenação. Oriente a turma a entender que essas informações ajudam a visua lizar a peça, organizar a atuação e planejar a produção.
2. a) Mostre que, no texto teatral, as falas são identificadas pelo nome do personagem escrito em maiúsculas e em negrito, seguido de travessão ou dois-pontos. Esse formato facilita a leitura e a atribuição correta das falas durante a encenação.
2. c) Reforce que a indicação em azul descreve movimentações no espaço cênico, como deslocamento, ou entradas e saídas dos personagens.
2. d) O destaque em laranja sinaliza a expressão de sentimentos, orientando a entonação ou a postura corporal do ator.
2. e) As rubricas são fundamentais para a montagem da peça, pois oferecem orientações claras sobre postura, movimentos, expressões e entonação, contribuindo para a coerência entre o texto escrito e a encenação.
1. a) Resposta pessoal. Os estudantes podem considerar que, a princípio, o texto foi escrito para ser encenado, pois há indicações de cena, personagens e elementos de produção teatral. É possível também que eles considerem que o texto foi escrito para ser lido.
TEXTO TEATRAL EM FOCO
1. b) Espera-se que os estudantes respondam que essas indicações são importantes, pois apresentam informações de como o autor imaginou a peça ao
1 Responda às questões a seguir no caderno.
escrevê-la. Elas funcionam como um roteiro que orienta quantos
personagens são necessários e como o cenário será produzido.
a) Com que finalidade você acha que o texto teatral O rapto das cebolinhas foi escrito?
b) No início do texto teatral, são apresentadas a lista dos personagens e a descrição do cenário. Por que essas indicações são importantes?
2 Releia o trecho a seguir e observe como o texto teatral O rapto das cebolinhas está organizado.
2. a) São indicadas pelo nome de cada personagem
apresentado antes da fala. Os nomes dos personagens aparecem destacados em letra colorida e letras maiúsculas. As falas dos personagens são apresentadas por travessões.
CORONEL — Nada disso, nada disso; antes fosse. Olhem lá dentro. (Aponta para dentro da cerca.)
(Os dois meninos entram no cercado.)
MANECO — Oh!
2. b) Espera-se que os estudantes comentem que a indicação em roxo representa o gesto do personagem caso o texto teatral fosse encenado.
LÚCIA — Que horror! Pobre vovô! (para a plateia) Arrancaram o pé de cebolinha. (para o avô) Quem foi?
MANECO — Quem foi o ladrão, hem, vovô?
CORONEL — Não sei ainda. Temos que descobrir. Ainda ficaram dois pés. Os últimos. (chorando) Ai, meu Deus! Estou tão abalado que nem posso pensar direito. Dois anos criando essas cebolinhas, e agora...
2. c) Espera-se que os estudantes comentem que representam os movimentos dos personagens em cena.
MACHADO, Maria Clara. Pluft, o fantasminha e outras peças Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. p. 6-9.
a) Como são indicadas e destacadas as falas dos personagens?
b) Nesse trecho, o que a indicação em roxo representa?
c) E as indicações em azul, o que elas representam?
d) O que representa o destaque em laranja?
2. d) Espera-se que os estudantes comentem que representa a expressão do sentimento do personagem.
e) Na sua opinião, por que as rubricas são importantes em um texto teatral?
Além dos diálogos, os textos teatrais costumam trazer rubricas. Elas indicam gestos, ações e sentimentos dos personagens, local onde a cena ocorre e outras informações importantes para a encenação.
2. e) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que as rubricas guiam a atuação dos atores, apresentando informações sobre como eles devem se posicionar, se movimentar, expressar sentimentos e falar em cena.
Ao propor a leitura do boxe, reforce que as rubricas não fazem parte dos diálogos, mas são essenciais para orientar a atuação e a produção teatral. Elas indicam gestos, ações, sentimentos, deslocamentos e informações sobre o cenário e o contexto. Sugira aos estudantes que releiam alguns trechos de O rapto das cebolinhas para identificar exemplos de rubricas e entender como elas enriquecem a encenação.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
3 Em O rapto das cebolinhas, existe a indicação da entrada e da saída de alguns personagens. Copie os itens a seguir no caderno e numere-os de acordo com a ordem em que aparecem no texto teatral.
a) Sai Gaspar.
b) Entra e sai o ladrão.
c) Entra o Coronel.
d) Entram Lúcia e Maneco.
4 Junte-se a um colega para um desafio! Vocês vão transformar o diálogo da anedota a seguir em um breve texto teatral. Para isso, acrescentem os nomes dos personagens, as rubricas e outras orientações que vocês considerem necessárias.
4. Sugestão de resposta: Personagens: Maluquinho, Senhora Cenário: Uma rua com calçada.
Um maluquinho mesmo de verdade chega pra uma senhora na calçada e pergunta: — Minha senhora, por favor, onde é que fica o outro lado da rua?
A senhora, muito paciente, mostra a outra calçada pro maluco e diz: — É lá. Olha.
— Engraçado. Eu estava lá e me disseram que era aqui.
ZIRALDO. O livro do riso do Menino Maluquinho. São Paulo: Melhoramentos, 2000. p. 6.
MALUQUINHO (Aproximando-se de uma senhora na calçada.) — Minha senhora, por favor, onde é que fica o outro lado da rua?
Menino Maluquinho, personagem criado por Ziraldo.
SENHORA (Estranha um pouco a pergunta, mas aponta para o outro lado da rua.) — É lá. Olha...
QUEM É?
MALUQUINHO: (Faz cara de surpresa.) — Que engraçado! Eu estava lá agora mesmo e me disseram que era aqui.
Ziraldo Alves Pinto nasceu em 24 de outubro de 1932 na cidade de Caratinga, no estado de Minas Gerais. Foi um cartunista, escritor, jornalista e chargista, conhecido por criar o personagem Menino Maluquinho. Também escreveu e desenhou histórias cheias de poesia e aventura, como Flicts e os quadrinhos de A turma do Pererê. Faleceu em 2024 no município de Lagoa, no estado do Rio de Janeiro.
5 Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
5. a) Espera-se que os estudantes comentem que utilizaram o recurso de indicação de fala, com destaque nos nomes dos personagens, os diálogos e as rubricas para indicar as reações dos personagens e os movimentos deles em cena.
a) Como vocês indicaram as reações e os movimentos dos personagens no texto teatral?
b) Quais diferenças existem entre os diálogos da anedota lida e os diálogos do texto teatral criado por vocês?
5. b) Em anedotas, piadas e outros textos narrativos, como contos e crônicas, os diálogos são marcados com travessões. No texto teatral, as falas são iniciadas depois dos nomes dos personagens para facilitar a leitura pelos atores.
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3. Explique que a indicação de entrada e saída dos personagens é importante para a encenação, pois determina o momento exato em que cada personagem aparece ou deixa a cena. Oriente a turma a retornar ao texto lido para confirmar a sequência correta, evitando respostas por dedução sem conferência.
4. Antes de iniciar, relembre o formato da apresentação do texto teatral (nome do personagem em destaque, rubricas entre parênteses ou colchetes, falas separadas). Incentive os estudantes a criar indicações de cenário (por exemplo: rua, calçada), expressões faciais e movimentos que tornem a cena mais clara e divertida. Ao final, se possível, alguns pares podem ler ou encenar a versão criada para a turma.
5. a) O objetivo é que os estudantes percebam como aplicaram, na prática, os recursos do gênero texto teatral, especialmente a forma de indicar as falas e de inserir rubricas. Incentive-os a explicar de que forma registraram as reações e os movimentos, destacando a função de cada elemento (nome do personagem, diálogo, rubrica).
5. b) Oriente os estudantes a identificar as principais diferenças, como a presença de rubricas, a formatação específica do gênero e a eventual inclusão de detalhes para enriquecer a cena. Reforce que a adaptação exige ajustes para que o texto funcione no palco, o que pode incluir mudanças no ritmo e na clareza das falas.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ZIRALDO
ENCAMINHAMENTO
Chegou o momento de os estudantes colocarem em prática o que aprenderam sobre o gênero texto teatral, criando uma continuação para O rapto das cebolinhas . Reforce que o texto produzido deve manter as características do gênero: divisão por falas, identificação clara dos personagens e uso de rubricas para indicar ações, gestos, expressões e movimentações em cena.
Planejamento
Explique aos estudantes que o trabalho será em grupo e que a fase inicial corresponde ao planejamento coletivo. Incentive-os a valorizar todas as ideias apresentadas durante a tempestade de ideias e a registrar as contribuições de cada integrante. Ressalte que, ao escolher a ideia final, o grupo pode optar por uma única proposta ou combinar elementos de diversas sugestões.
Recomende aos estudantes que considerem os aspectos a seguir ao imaginarem a história:
• quem será o culpado pelo roubo;
• como os personagens irão agir para resolver o mistério;
• onde e quando a cena seguinte vai acontecer.
Lembre-os de que alguns textos poderão ser escolhidos para serem encenados; por isso, eles devem pensar em falas e ações que sejam viáveis de representar no espaço da sala de aula ou do palco.
É importante organizar com a direção ou coordenação da escola a reserva de um espaço para as encenações e uma data para que elas aconteçam.
PRODUÇÃO ESCRITA Texto teatral
Depois de ler um texto teatral e aprender suas principais características, chegou o momento de você e os colegas escreverem uma continuação para O rapto das cebolinhas. Alguns textos serão escolhidos para serem encenados por toda a turma.
Antes de iniciar o planejamento, leia o resumo a seguir para relembrar a história.
O Coronel tem uma horta onde ele plantou três mudas de cebolinhas muito especiais, de que cuida há dois anos. Em uma madrugada, uma das mudas dessas cebolinhas foi roubada por um indivíduo misterioso. O Coronel, quando percebe que foi roubado, desespera-se e chama Gaspar, o cachorro, para saber se o animal viu o ladrão ou se comeu a cebolinha. O cachorro informa ao dono que não sabe quem é o ladrão e nega ter comido a cebolinha. O Coronel então chama seus netos, Lúcia e Maneco, e conta o que aconteceu.
Planejamento
1. Formem um grupo com três ou quatro colegas para promover uma “tempestade de ideias”, também chamada brainstorm. Sigam estas orientações.
• Escolham qual integrante ficará responsável por anotar tudo o que será discutido.
• Cada integrante vai compartilhar com o grupo as ideias sobre como a história poderia continuar. Lembrem-se de respeitar a vez de cada colega expor a opinião.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
2. Analisem as ideias de cada integrante e escolham qual delas vai ser a continuação da história do grupo.
Dica: O grupo pode votar na ideia de um integrante ou juntar partes das ideias de todos os colegas.
3. Em uma folha de papel avulsa, elaborem um resumo explicando brevemente o começo, o meio e o fim da história que vocês vão criar.
4. Definam os personagens e o local onde acontecerá a história. Depois, registrem essas informações na mesma folha do resumo.
Escrita
Depois de terem discutido e planejado a continuação para O rapto das cebolinhas, vocês vão escrever a primeira versão do texto teatral do grupo. Para isso, sigam estas orientações.
1. Organizem a história obedecendo à estrutura do texto teatral. Se necessário, vocês podem escrever mais de uma cena.
2. Lembrem-se de indicar o nome de cada personagem com letras destacadas antes das falas. É preciso começar uma nova linha cada vez que um personagem falar.
3. Escrevam as rubricas, que são as indicações para que os atores saibam como devem se expressar, agir e se movimentar em cena. As rubricas também podem ser usadas para orientar mudanças de cena.
4. Utilizem o travessão para iniciar cada fala dos personagens.
Escrita
Nesta etapa, os estudantes irão escrever a primeira versão da continuação de O rapto das cebolinhas planejada na etapa anterior. Reforce a importância de seguir a estrutura própria do gênero teatral, conforme estudado anteriormente.
Durante o processo de escrita, circule entre os grupos para acompanhar o trabalho. Dê sugestões e faça perguntas que incentivem a reflexão e ajudem a esclarecer ideias, além de estimular a criatividade e a colaboração entre os integrantes. Valorize propostas originais e sugira ajustes quando perceber incoerências ou dificuldades na construção das cenas. Lembre-se de que o objetivo é criar um texto que seja fiel às características do gênero, mas que também permita aos estudantes expressar suas próprias soluções para a continuação da ação dramática. No momento da escrita, incentive os estudantes a utilizar corretamente a pontuação. Caso apresentem dificuldades com o uso da vírgula ou de outros sinais, reserve um momento da aula para revisar esses conteúdos, de modo que adquiram maior segurança no uso da pontuação.
Sugestão para os estudantes
• ZIRALDO. Bonequinha de pano. São Paulo: Melhoramentos, 2014.
11/09/25 21:27
Conhecer outras obras de teatro pode enriquecer o trabalho de escrita dos estudantes. Essa obra de Ziraldo apresenta a história de uma boneca encantadora que fala como gente.
ENCAMINHAMENTO
Revisão e reescrita
A etapa de revisão e reescrita é fundamental para garantir que o texto teatral produzido pelos estudantes esteja claro, coerente e adequado ao gênero estudado. Oriente-os a revisar de forma criteriosa, lembrando que revisar não é apenas corrigir erros, mas também aperfeiçoar o texto. Durante a revisão, incentive que os estudantes:
• verifiquem se o texto dramático tem começo, meio e fim, e se há relação lógica entre as cenas;
• confiram se os personagens originais estão presentes (quando for a proposta) e se mantêm suas características;
• garantam que a formatação está correta: nomes dos personagens destacados em letras maiúsculas e negrito, uso de travessão para introduzir falas e rubricas bem posicionadas e claras;
• observem se a pontuação e a ortografia estão corretas, ajustando quando necessário.
Na troca de textos entre grupos, oriente-os a fazer comentários construtivos, focando sugestões que realmente ajudem a melhorar o trabalho. Reforce que a leitura dramática é uma boa oportunidade para perceber ajustes de ritmo, clareza e expressividade.
Ao recolher os textos, aproveite para fazer observações que valorizem os pontos positivos e indiquem possíveis melhorias. Caso julgue oportuno, sugere-se que a avaliação seja feita considerando a matriz de avaliação deste livro do professor. Na reescrita final, oriente os estudantes a incorporar as sugestões recebidas, garantindo que o texto final esteja pronto para uma eventual encenação.
Revisão e reescrita
1. Ao finalizar a primeira versão do texto teatral, façam uma revisão seguindo os critérios a seguir.
• A história apresenta começo, meio e fim?
• Os personagens da obra original estão presentes no texto de vocês?
• Os nomes dos personagens estão destacados com letras maiúsculas e em negrito?
• Cada fala dos personagens está indicada com travessão?
• As rubricas ajudam os atores a saber como se expressar, agir e se movimentar nas cenas?
• A pontuação e a grafia das palavras usadas no texto estão corretas?
2. Troquem o texto de vocês com outro grupo e façam uma leitura silenciosa. Depois, deem sugestões de maneira respeitosa, observando os critérios indicados acima, com o objetivo de melhorar o texto teatral do outro grupo.
3. Façam uma leitura dramática do texto do outro grupo. Ela vai ajudar vocês a fazer outros ajustes no texto, pensando na encenação dos atores.
Leitura dramática: prática de leitura em que se lê o texto em voz alta, com entonação e volume de voz adequados.
4. Entreguem o texto para o professor também fazer uma avaliação. Ele poderá dar dicas de como vocês podem melhorar a história.
5. A partir da leitura do outro grupo e do professor, passem a limpo o texto teatral fazendo as modificações apontadas.
Circulação
1. Em um momento combinado com o professor, cada grupo vai fazer a leitura dramática da versão final do texto teatral.
2. Ao final das leituras, a turma vai participar de uma votação para escolher quatro textos teatrais para serem encenados.
3. Em um mural, afixem todos os textos teatrais produzidos pelos grupos. Se quiserem, vocês podem ilustrar esses textos.
No final dos anos iniciais, espera-se que os estudantes já utilizem a caneta na escrita com regularidade e certa confiança. No entanto, é fundamental que siga acompanhando esse processo, observando atentamente o desenvolvimento das habilidades grafomotoras e planejando intervenções sempre que identificar dificuldades que exijam apoio específico. Para sugestões de estratégias na transição do uso do lápis para a caneta, consulte as orientações gerais deste livro do professor.
PRODUÇÃO ORAL Apresentação teatral
Chegou a hora de encenar os textos teatrais escolhidos pela turma.
Planejamento
1. Combinem com o professor os dias de ensaio, as datas, os horários e o local para as encenações teatrais.
2. Com a ajuda do professor, a turma deve se organizar em quatro grupos e definir a tarefa de cada um. Uma apresentação teatral precisa do esforço conjunto de várias pessoas. Os integrantes da equipe podem acumular mais de uma tarefa, mas é importante que as decisões sejam de toda a equipe.
A seguir, leiam as funções dos principais profissionais de uma montagem teatral.
• Diretor coordena o trabalho de toda a equipe, constrói os personagens com os atores e orienta a atuação deles.
• Cenógrafo idealiza e constrói o cenário, ou seja, o local onde se desenvolvem as cenas.
• Sonoplasta cuida dos sons, dos ruídos e das músicas necessárias para a apresentação teatral.
• Figurinista pesquisa e desenha as roupas dos personagens.
• Ator interpreta o personagem na peça teatral.
3. Escolham quais integrantes do grupo vão encenar. Preparem-se de acordo com estas orientações.
• Escolham os atores e o papel que cada um deve representar.
• Cada ator vai estudar seu personagem. Para isso, pense sobre ele: o que seu personagem gosta de fazer? Ele é calmo e tranquilo ou muito agitado? Ele fala alto ou baixo? Ele fica nervoso facilmente ou não? Como ele costuma se comportar? Responder a essas perguntas vai ajudar você a compor seu personagem.
ENCAMINHAMENTO
O trabalho proposto na seção Produção oral marca a transição da escrita para a encenação, permitindo aos estudantes experienciar o texto teatral de forma prática. Reforce que a encenação exige organização, colaboração e respeito aos papéis definidos, pois cada função contribui para o sucesso do espetáculo.
Oriente a turma a combinar, com antecedência, datas e horários de ensaio, garantindo tempo para ajustes de cenário, figurino, marcação de falas e entonação. Durante a definição
das funções, explique que todas elas — direção, sonoplastia, iluminação, cenografia, figurino, preparação de rubricas, entre outras — são importantes e que o trabalho coletivo só acontece quando cada função é valorizada.
Ao formar os grupos, estimule que as funções sejam escolhidas considerando habilidades e interesses dos estudantes. Caso seja necessário acumular funções, ajude os estudantes a organizar o trabalho para que ninguém fique sobrecarregado.
Atente também para os estudantes em condições atípicas, como aqueles com
espectro autista. Proponha adaptações que favoreçam a inclusão, como atribuir funções compatíveis com seus interesses e habilidades. O objetivo é que todos vivenciem (como atores ou não) a experiência teatral e contribuam para o trabalho coletivo, mas sempre respeitando as singularidades.
No estudo dos personagens, incentive a observação de detalhes como postura, gestos, tom de voz e ritmo de fala, lembrando que as rubricas do texto podem oferecer pistas importantes. Peça aos atores que experimentem diferentes maneiras de interpretar as falas, para encontrar a que melhor representa o personagem e a cena.
Sugestões para o professor
• GANDRA, Alana. Teatro acessível permite inclusão cultural de pessoas com deficiência. Agência Brasil, 6 nov. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil. ebc.com.br/geral/noticia/ 2023-11/teatro-acessivel -permite-inclusao-cultural -de-pessoas-com-deficiencia #:~:text=Em%20entrevista%20%C3%A0%20 Ag%C3%AAncia%20 Brasil,%2C%20ao%20lazer%2C%20%C3%A0%20 arte. Acesso em: 4 set. 2025.
Esse artigo discorre sobre o teatro acessível e as suas possibilidades para pessoas com deficiência, além de apresentar interessantes iniciativas brasileiras.
• ESCOLA DE GENTE: Comunicação em Inclusão. Rio de Janeiro, c2025. Disponível em: https://www.escolade gente.org.br/. Acesso em: 2 set. 2025.
O site da Escola de Gente reúne materiais sobre acessibilidade cultural no teatro e exemplos de inclusão. É uma referência para inspirar práticas educativas que valorizem diversidade e direitos culturais.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Produção
Nesta etapa, os estudantes se preparam para transformar o texto escrito em uma apresentação teatral. Reforce a importância de cada integrante assumir com responsabilidade a função que lhe foi atribuída, garantindo que o grupo trabalhe de forma integrada.
Acompanhe de perto os ensaios, orientando os atores a articular bem as palavras, projetar a voz e respeitar as rubricas. Auxilie o diretor no ajuste das entradas, das saídas e do posicionamento dos personagens, garantindo que todos sejam visíveis para o público. Com os responsáveis pelo cenário, som e figurino, verifique se os elementos escolhidos são adequados ao espaço e ao tempo disponível para a montagem. Durante os ensaios no local da encenação, incentive a turma a testar cenários, figurinos e sonoplastia, ajustando detalhes para evitar imprevistos no momento da apresentação.
Apresentação
Combine previamente a ordem das apresentações e o tempo de duração de cada uma, assegurando que todos os grupos tenham oportunidade de se apresentar. Oriente o público a assistir de forma atenta e respeitosa e, ao final de cada apresentação, promova um breve momento de conversa sobre os pontos positivos da atuação e dos recursos cênicos. Esse momento de socialização é essencial para valorizar o esforço dos grupos e reforçar a aprendizagem.
Produção
1. Chegou o momento de os grupos se prepararem para a apresentação. Cada integrante vai ficar responsável pela própria tarefa.
• Os atores devem se familiarizar com os diálogos entre os personagens e memorizar as próprias falas. Durante o ensaio, devem pronunciar as palavras de maneira clara, com entonação e tom de voz adequados. Ao ler o texto teatral, devem prestar atenção também nas rubricas, que indicam como devem agir, se movimentar e se expressar durante a encenação.
• O diretor vai coordenar as entradas e as saídas dos personagens e o posicionamento deles em cena.
• Os outros profissionais responsáveis pela montagem teatral (cenógrafo, sonoplasta e figurinista) devem planejar e executar as tarefas necessárias para preparar o local onde acontecerá a encenação teatral.
2. Em um dia combinado com o professor, cada grupo vai ensaiar no local reservado para a encenação. Prestem atenção se:
• o cenário e o som estão adequados;
• o figurino usado pelos atores está completo;
• os atores olham para a plateia e usam tom de voz adequado.
Apresentação
Cada grupo vai se apresentar para a turma nas datas e nos horários combinados.
Avaliação
Depois de realizar a encenação teatral, chegou o momento de avaliar as produções escritas e orais.
Reúnam-se em roda com os colegas e o professor para conversar sobre as questões a seguir.
1. Quais habilidades você usou para elaborar o texto teatral com o grupo?
2. Qual texto teatral da turma você considerou mais criativo? Por quê?
3. De que maneira você ajudou os colegas do grupo na produção da encenação teatral? O que faria de diferente em uma próxima vez?
4. Qual foi a encenação teatral que mais chamou a sua atenção? Por quê? 174
Avaliação
A avaliação final é um momento para consolidar aprendizagens e refletir sobre todo o processo, desde a leitura e análise do texto teatral até a produção escrita e a encenação. Organize a turma em roda, criando um ambiente acolhedor e aberto ao diálogo.
Durante a conversa, incentive os estudantes a compartilhar suas percepções de forma construtiva, destacando não apenas os resultados, mas também o esforço e a colaboração entre os colegas.
Para enriquecer o momento, sugira que cada grupo também receba um breve retorno dos colegas sobre sua apresentação, considerando alguns aspectos, como clareza do texto, interpretação, uso de recursos cênicos e trabalho em equipe. Consulte a matriz de avaliação deste livro do professor como apoio ao processo avaliativo. Esse retorno coletivo reforça a importância de valorizar as conquistas e de aprender com as experiências, apontando caminhos para melhorias em projetos futuros.
Referências bibliográficas comentadas
BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. São Paulo: Editora 34, 2016.
Esse livro apresenta dois importantes ensaios para a compreensão da abordagem dialógica do autor com relação ao texto e à linguagem: “Os gêneros do discurso” e “O texto na linguística, na filologia e nas outras ciências humanas”.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_ EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 6 ago. 2025.
Documento normativo que define um conjunto progressivo de aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver ao longo da educação básica.
BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada . Brasília, DF: SEB, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/ institucionais/compromisso-nacional-crianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025. Cartilha que apresenta o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica . Brasília, DF: Seesp, 2001. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ diretrizes.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.
Documento oficial que apresenta orientações para a adoção da educação inclusiva e para a universalização do ensino.
BRASIL. Ministério da Educação. Orientações para a oferta de material didático complementar para os estudantes de ensino fundamental no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada . Brasília, DF: SEB, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/ crianca-alfabetizada/pdf/113.DOCUMENTOORIENTACOESPARAAOFERTADEMATERI_Flavia CristinaPani.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.
Documento que apresenta os parâmetros esperados para o material didático no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.
FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita . Porto Alegre: Artmed, 1988.
Nessa obra, as autoras documentam uma investigação que mostrou que as crianças, antes mesmo de serem alfabetizadas, formulam hipóteses sobre o funcionamento do sistema de escrita.
HOFFMANN, Jussara; SILVA, Janssen Felipe da; ESTEBAN, Maria Teresa (org.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo. 6. ed. Porto Alegre: Mediação, 2008.
Essa obra reúne textos de autores relevantes na área de avaliação da aprendizagem. Entre os temas abordados, destacam-se a elaboração de instrumentos de avaliação, o desafio da ética na avaliação e a relação entre a avaliação e a pedagogia de projetos.
KAUFMAN, Ana María; RODRÍGUEZ, María Helena. Escola, leitura e produção de textos . Porto Alegre: Artmed, 1995.
Nessa obra, as autoras propõem que se trabalhem de forma construtiva os erros em situações de leitura e produção de textos na escola. São reflexões que possibilitam otimizar o aprendizado dos estudantes.
KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever : estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2012.
O diferencial dessa obra está na conexão que as autoras estabelecem entre teorias sobre o texto e a escrita e práticas de ensino. A aplicação dos conceitos teóricos abordados em exemplos comentados auxilia professores a aprimorar o ensino da escrita.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem : componente do ato pedagógico. São Paulo: Cortez, 2015.
Essa obra oferece aos professores subsídios para ampliar a compreensão sobre o ato de avaliar a aprendizagem dos estudantes. Ao longo da obra, o autor propõe a reconstrução de modos de pensar e agir sobre o tema com o objetivo de tornar a avaliação uma aliada do processo de ensino e aprendizagem.
ROJO, Roxane (org.). Escol@ conectada : os multiletramentos e as TICs. São Paulo: Parábola, 2013.
A obra reflete sobre a importância da integração de práticas de multiletramentos e tecnologias digitais no contexto escolar. Também aborda temas contemporâneos, como letramentos da cultura participativa/ colaborativa, letramentos críticos, letramentos múltiplos e multiculturais, ou multiletramentos, entre outros.
SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola . Tradução: Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004.
Esse livro apresenta uma coletânea de textos que apresentam caminhos para o ensino de gêneros escritos e orais no contexto escolar. A obra propõe procedimentos possíveis para o ensino de gêneros selecionados pelo projeto da escola ou do ano/ciclo.
SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016. Esse livro apresenta uma análise sobre a alfabetização e seu caráter multifacetado. A autora demonstra a possibilidade de articulação entre as teorias da área e os resultados de pesquisa de vários campos do conhecimento sobre alfabetização.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. Nessa obra, a autora apresenta o conceito de letramento sob três diferentes condições de produção: um verbete, um hipertexto e um artigo acadêmico. Os três gêneros, portanto, possibilitam uma análise discursiva das práticas de produção de texto e de leitura.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura . Tradução: Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 1998. Essa obra apresenta diferentes maneiras de trabalhar com o ensino da leitura e tem como propósito incentivar nos estudantes o uso de estratégias que permitam compreender e interpretar os textos de forma autônoma.
TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação : uma proposta para o ensino de gramática. São Paulo: Cortez, 2006.
A obra apresenta uma proposta para o ensino de gramática nas aulas de português, com fundamentos teóricos e diversos exemplos. O resultado é um quadro de referências que orienta o trabalho do professor.
ORIENTAÇÕES GERAIS
INTRODUÇÃO: A OBRA DE PRODUÇÃO DE TEXTO
Esta obra de produção de texto, destinada aos estudantes dos 3o a 5o anos do ensino fundamental, está organizada em doze capítulos que foram pensados, inicialmente, para serem trabalhados quatro deles por ano letivo. No entanto, como se pode verificar no cronograma na seção Sugestão de planejamento , o professor pode modular os conteúdos de acordo com sua realidade. Os capítulos apresentam complexidade gradativa e em conformidade com os objetivos de aprendizagem do eixo de produção de textos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
O Eixo da Produção de Textos compreende as práticas de linguagem relacionadas à interação e à autoria (individual ou coletiva) do texto escrito, oral e multissemiótico, com diferentes finalidades e projetos enunciativos […].
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 76. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 21 set. 2025.
Cada capítulo é organizado em torno de um gênero textual e são propostas atividades de leitura, compreensão, estudo das características do gênero e análise linguística. A culminância do percurso de aprendizagem se dá nas propostas de produção textual, momento em que os estudantes mobilizam os conhecimentos adquiridos para produzir seus próprios textos. A escolha dos gêneros textuais apresentados no volume alinha-se às diretrizes da BNCC e busca favorecer um dos objetivos centrais do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA):
Garantir a recomposição das aprendizagens, com foco na alfabetização, de 100% das crianças matriculadas no 3o, 4o e 5o ano, tendo em vista o impacto da pandemia para esse público.
BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Brasília, DF: SEB, 2023. p. 7. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-deconteudo/publicacoes/institucionais/compromisso-nacionalcrianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 20 set. 2025.
Seções dos capítulos
Abertura
A abertura constitui o ponto de partida metodológico de cada capítulo da obra. Estruturada em
página dupla, combina elementos visuais — ilustração ou fotografia — e questões introdutórias que promovem a observação, a análise e a troca de ideias. Essa parte inicial não se restringe a uma função estética: ela tem papel estratégico no processo de ensino e aprendizagem, pois mobiliza os conhecimentos prévios dos estudantes e estabelece vínculos entre suas experiências pessoais e os objetos de conhecimento que serão explorados.
Do ponto de vista pedagógico, essa etapa funciona como um diagnóstico inicial, possibilitando ao professor identificar repertórios, percepções e concepções que a turma já tem sobre o gênero ou tema do capítulo.
Nesse sentido, a abertura favorece a criação de situações de diálogo em que os estudantes podem expressar experiências, ao mesmo tempo que o professor identifica potenciais zonas de desenvolvimento proximal (VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007). Trata-se do espaço entre o que o estudante já consegue realizar de maneira autônoma e o que pode alcançar com a mediação do professor e a colaboração de seus pares. Assim, as perguntas propostas estimulam não apenas a participação ativa e a construção coletiva de sentidos, mas também fornecem ao docente subsídios para planejar intervenções ajustadas às necessidades da turma.
Leitura
A seção Leitura ocupa papel central na obra, pois apresenta o texto modelar — referência para a produção escrita que os estudantes desenvolverão posteriormente. Antes da leitura propriamente dita, são propostas atividades de pré-leitura , como perguntas de antecipação que convidam os estudantes a formular hipóteses sobre o conteúdo, o gênero e a função social do texto. Esta etapa está em consonância com a habilidade EF15LP02 da BNCC, que orienta o trabalho pedagógico no sentido de estabelecer expectativas em relação ao texto a partir de conhecimentos prévios sobre condições de produção, circulação e recepção.
Após esse momento inicial, podem ser sugeridas diferentes formas de leitura: individual, coletiva, em
voz alta ou em grupos. Essa diversidade metodológica tem como objetivo ampliar as experiências de contato com o gênero, considerando as especificidades da turma e favorecendo a inclusão de todos os estudantes no processo.
Compreensão
Após a leitura, nesta seção, são propostas atividades voltadas para a compreensão temática do texto, que buscam garantir que os estudantes atribuam sentidos ao texto, compreendam suas ideias centrais e discutam aspectos relacionados ao assunto abordado. Nesta etapa, o foco está no sentido global do texto, e não nas características formais do gênero, que serão aprofundadas na seção posterior.
Gênero em foco
A seção Gênero em foco contempla o estudo sistemático das características do gênero textual trabalhado em cada unidade. Neste momento, os estudantes são convidados a analisar aspectos específicos, como formatação, diagramação, estrutura composicional, linguagem predominante, interlocutores possíveis e situações comunicativas em que o gênero circula.
Esta etapa amplia a compreensão do texto apresentado, deslocando o olhar dos estudantes para a organização e funcionalidade do gênero. Assim, os estudantes são levados a perceber que cada gênero textual possui uma configuração própria, vinculada a condições de produção, circulação e recepção determinadas. O trabalho, portanto, vai além da identificação de marcas formais: busca-se compreender a relação entre forma e função social.
Do ponto de vista pedagógico, esta seção dialoga diretamente com as orientações da BNCC, que enfatizam a importância de que os estudantes desenvolvam a capacidade de reconhecer gêneros em diferentes suportes , identificar seus interlocutores e compreender os efeitos de sentido produzidos . Ao analisar a materialidade do texto — sua diagramação, marcas linguísticas e elementos gráficos —, o estudante também desenvolve competências multissemióticas, fundamentais para a leitura e a produção em uma sociedade pautada pela diversidade de linguagens.
Sob a perspectiva sociointeracionista, esta seção constitui um momento privilegiado de mediação: é nesse espaço que o professor pode conduzir os estudantes na percepção intuitiva das formas textuais para uma compreensão mais consciente e crítica de como os gêneros funcionam em práticas sociais reais.
Produção escrita e Produção oral
As seções Produção escrita e Produção oral configuram-se como a culminância do percurso de aprendizagem de cada capítulo. É neste momento que os estudantes mobilizam os conhecimentos construídos nas etapas anteriores — leitura, análise do gênero e reflexão sobre sua função social — para produzir seus próprios textos.
As propostas de produção textual são organizadas para conferir sentido social e finalidade concreta ao trabalho escolar. Assim, a produção não se restringe ao exercício isolado, mas se integra a uma prática de linguagem situada, em que os textos circulam em contextos reais ou verossímeis (cartazes para exposição na escola, cartas destinadas a interlocutores específicos, fábulas para publicação em coletâneas da turma, entre outros).
Do ponto de vista teórico-metodológico, essas seções estão ancoradas na concepção de sequência didática tal como formulada por Bernard Schneuwly e Joaquim Dolz (SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução: Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004). Para os autores, o ensino de gêneros deve organizar-se em etapas progressivas que possibilitem ao estudante apropriar-se das regularidades do gênero e experimentar, em situações concretas de produção, as condições que determinam sua circulação. Assim, a proposta de produção textual não é uma atividade pontual ou isolada, mas o ápice de um processo que articula reflexão, prática e reelaboração.
Os estudantes são levados a planejar, escrever, revisar e reescrever seus textos em diálogo com o professor e com os colegas, em um movimento de colaboração que amplia as possibilidades de aprendizagem e garante maior domínio do gênero em estudo. Em todas as propostas de produção — tanto de textos escritos quanto orais — as etapas fundamentais do processo são apresentadas.
• Planejamento — em que os estudantes organizam ideias, definem interlocutores, objetivos comunicativos e formato adequado ao gênero.
• Escrita ou Produção — momento da escrita ou da oralização inicial, em que os estudantes põem em prática as escolhas feitas na etapa anterior.
• Revisão e reescrita — fase em que o texto é relido, revisado, discutido e ajustado individualmente, em pares ou de maneira coletiva, considerando aspectos de clareza, adequação ao gênero e correção linguística.
• Publicação ou Apresentação — etapa que confere sentido social ao texto, permitindo que seja compartilhado em contextos reais ou simulados, como murais, jornais da escola, apresentações orais ou coletâneas da turma. Essa estrutura sistemática reafirma a perspectiva processual da escrita e da oralidade, compreendidas como práticas sociais em constante reelaboração, e não como produtos prontos e acabados.
Avaliação
Os capítulos se encerram com um momento de autoavaliação, cujo objetivo é incentivar a reflexão e a autonomia dos estudantes em relação às próprias aprendizagens. Nesta seção, são apresentadas questões que os levam a refletir não apenas sobre os resultados finais de suas produções, mas também sobre as etapas do processo de aprendizagem.
PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
Esta obra foi concebida com base nos principais documentos que orientam a educação brasileira: a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN). Esses referenciais fornecem o alicerce pedagógico que sustenta tanto o livro do estudante quanto este livro do professor, assegurando coerência entre os princípios formativos e as práticas escolares.
Ainda que centrado no ensino e aprendizagem de produção textual, este volume se organiza de modo a articular as habilidades dos outros eixos estruturantes da Língua Portuguesa — Leitura/Escuta, Oralidade e Análise Linguística/Semiótica
A concepção pedagógica que orienta este material é sociointeracionista, pois compreende que a aprendizagem se dá no diálogo entre sujeitos e na construção coletiva de significados. Essa perspectiva se consolida nas propostas de produção deste livro, as quais incentivam trabalhos coletivos em que os estudantes discutem ideias, planejam e revisam textos de forma colaborativa, o que favorece a troca de experiências, a negociação de sentidos e o desenvolvimento da autoria. Tal como afirma Vygotsky:
[...] o aprendizado desperta vários processos internos de desenvolvimento, que são capazes de operar somente quando a criança interage com pessoas em seu ambiente e quando em operação com seus companheiros. Uma vez internalizados, esses processos tornam-se parte das aquisições do desenvolvimento independente da criança.
VYGOTSKY, L . S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 103.
A BNCC, em suas habilidades, também destaca a importância de que os estudantes produzam textos de forma colaborativa, revisando-os com base em critérios previamente discutidos. O que implica ir além da escrita correta: trata-se de aprender a
organizar ideias, adequar-se a diferentes gêneros e compreender que a escrita é uma prática social situada.
Outro aspecto relevante é o trabalho com gêneros textuais diversificados. Além de poemas, contos e notícias, explora-se a leitura de gêneros discursivos multimodais, como cartazes, histórias em quadrinhos e tirinhas, em que texto verbal e texto não verbal dialogam. Assim, os estudantes ampliam suas possibilidades expressivas e desenvolvem também o letramento visual e digital.
A escolha dos gêneros textuais alinha-se às diretrizes da BNCC e busca favorecer um dos objetivos centrais do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, uma vez que, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), são considerados:
[…] alfabetizados os estudantes capazes de ler pequenos textos, compreender informações básicas e realizar inferências simples, inclusive em material visual, como tirinhas e histórias em quadrinhos. Na escrita, mesmo com desvios ortográficos, eles conseguem produzir textos simples para comunicação cotidiana, como convites ou lembretes.
No entanto, há expectativas mais amplas em relação às habilidades a serem desenvolvidas nessa etapa, para garantir a participação efetiva das crianças em práticas de leitura e escrita que ocorrem na sociedade em geral e no ambiente escolar.
BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada: contexto. Brasília, DF: SEB, 7 ago. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/criancaalfabetizada/contexto. Acesso em: 23 set. 2025.
Vale ressaltar que a obra vincula-se ao CNCA ao oferecer condições para que os estudantes retomem e ampliem, de forma gradativa, aprendizagens dos primeiros anos do ensino fundamental, voltadas principalmente à alfabetização. O trabalho de produção aqui proposto leva em consideração que nem sempre a trajetória até o 3 o ano é uniforme e menos ainda homogênea para todos os estudantes.
Por isso, valoriza-se aqui a retomada de habilidades de 1o e 2o anos. Nesse sentido, a recomposição das aprendizagens acontece tanto por meio da leitura e produção de gêneros textuais próprios dos anos iniciais quanto por atividades que revisitam saberes linguísticos e práticas alfabetizadoras, favorecendo a consolidação da alfabetização.
A obra e a BNCC
A BNCC representa um marco na educação brasileira ao estabelecer os direitos de aprendizagem e desenvolvimento garantidos a todos os estudantes da educação básica.
Os campos de atuação
Nos anos iniciais do ensino fundamental, a BNCC propõe o ensino de Língua Portuguesa organizado a partir das práticas de linguagem, entendidas como usos sociais da língua em situações reais de comunicação. Isso significa que a ênfase deixa de recair apenas sobre aspectos normativos ou gramaticais e passa a priorizar o trabalho com textos em sua diversidade de gêneros.
Para dar coerência a esse processo, a BNCC estrutura os objetos de aprendizagem e as habilidades em quatro campos de atuação, que correspondem aos contextos em que a linguagem circula e orientam o trabalho pedagógico de maneira situada e significativa.
[…] a organização das práticas de linguagem (leitura de textos, produção de textos, oralidade e análise linguística/semiótica) por campos de atuação aponta para a importância da contextualização do conhecimento escolar, para a ideia de que essas práticas derivam de situações da vida social e, ao mesmo tempo, precisam ser situadas em contextos significativos para os estudantes.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 84. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 21 set. 2025.
Nesta obra, houve o cuidado, ao selecionar os gêneros textuais e propor produções textuais, de contemplar todos os campos de atuação definidos para os anos iniciais. Dessa forma, os estudantes terão contato com textos do campo da vida cotidiana: receita culinária, instruções de jogos e resenha crítica; do campo das práticas de estudo e pesquisa: ficha técnica e artigo de divulgação científica; do campo artístico-literário: HQ, poema, conto e texto teatral; e do campo da vida pública: cartaz de campanha de conscientização, notícia e manifesto.
Vale ressaltar que, apesar de as produções textuais serem propostas a partir de um campo de atuação, recomendam-se ao professor avaliar as propostas e adaptá-las à realidade local e alinhá -
-las ao currículo. Para apoiar os professores nessa tarefa, em alguns capítulos deste livro do professor, sugerem-se variações das produções textuais, com o objetivo de ampliar as possibilidades e tornar a atividade mais significativa para os estudantes.
O eixo Produção de textos na obra
Na BNCC, a Produção de textos é entendida como um dos eixos centrais do ensino de Língua Portuguesa. Escrever não é apenas um exercício escolar: é uma prática social que envolve dimensões cognitivas, linguísticas, discursivas e culturais. O objetivo é que os estudantes aprendam a produzir textos que tenham sentido em situações reais de comunicação, levando em conta quem vai ler, qual é o propósito da escrita, o gênero discursivo escolhido e o suporte em que os textos vão circular.
Por isso, as propostas de produção textual aqui desenvolvidas apresentam situações concretas ou, ao menos, verossímeis: o que, como, para quem e em qual contexto escrever. Neste livro, o trabalho com a produção de textos escritos culmina em projetos que mobilizam a sala de aula, a comunidade escolar e as famílias, pois escrever é sempre interagir com o outro e com o mundo. Os textos precisam circular — ser lidos, ouvidos, comentados — dentro e fora da escola.
Escrever é um processo que passa pelo planejamento, pela escrita, pela revisão e reescrita e pela publicação e circulação. Na seção Produção escrita, valorizam-se a autoria e a reflexão sobre o uso da linguagem, sempre em diálogo com o contexto de produção. Com base nisso, as etapas estão presentes nas propostas do livro do estudante, acompanhadas de orientações com o passo a passo na seção Encaminhamento deste livro do professor.
Planejamento
O planejamento é a etapa inicial da produção de textos. No livro do estudante, toda produção de texto escrita começa com o planejamento: pensar sobre o que vai escrever, para quem, com qual objetivo e em qual gênero discursivo. Dependendo do gênero, são propostas, para engajamento, atividades que estimulam a organização de ideias, como tempestades de ideias (brainstorms), elaboração de listas, esquemas, anotações ou conversas coletivas sobre o tema.
Escrita
A escrita é o momento em que os estudantes põem em prática o que foi planejado. Nesta etapa, consideram-se a estrutura e as características do gênero escolhido, sempre tendo em mente o propósito comunicativo. O livro do estudante orienta que esse momento seja flexível, prevendo rascunhos, ajustes e experimentações.
Revisão
Revisar é reler o texto produzido, prestando atenção não apenas na ortografia e na pontuação, mas também na clareza, na coesão e na adequação ao gênero e ao tema solicitados. Nos capítulos, a revisão pode ser solicitada em atividades que sugerem a leitura em dupla ou em grupo. O professor, por sua vez, também realiza uma revisão, oferecendo devolutivas que reconheçam avanços, sugerindo ajustes e orientando reescritas. Dessa forma, os estudantes compreendem a revisão como parte do processo de autoria.
Reescrita
Reescrever é colocar em prática as sugestões de revisão, refazendo trechos, ampliando ideias ou ajustando o texto ao objetivo proposto. No livro do estudante, a reescrita é um convite para que cada estudante aprimore o que escreveu, incorporando novas ideias, corrigindo e explorando diferentes formas de expressão. O professor deve acompanhar esse processo, mostrando que escrever é sempre um exercício de aperfeiçoamento. Além de favorecer o desenvolvimento da autoria, esta etapa pode
Consideração e reflexão sobre as condições de produção dos textos que regem a circulação de diferentes gêneros nas diferentes mídias e campos de atividade humana
Dialogia e relação entre textos
Alimentação temática
Construção da textualidade
Aspectos notacionais e gramaticais
Estratégias de produção
propiciar momentos de avanço no processo de escrita, como a transição gradual do uso do lápis para a caneta, valorizando o cuidado, a atenção e a responsabilidade com o texto final. Na página XVII, há orientações e sugestões de estratégias para a transição do uso do lápis para a caneta.
Publicação e circulação
Circular o texto significa levá-lo para além dos limites da sala de aula. O livro do estudante traz propostas para que os textos sejam compartilhados em murais dentro e fora da sala de aula, em livros, sites etc. Cabe ao professor organizar momentos de circulação, tornando a escrita um ato social e coletivo.
O eixo de produção de textos abrange as práticas de linguagem ligadas à interação e à autoria — seja individual ou em grupo — envolvendo textos escritos, orais e multissemióticos, produzidos com diferentes objetivos e dentro de variados projetos de comunicação.
De acordo com a BNCC:
O tratamento das práticas de produção de textos compreende dimensões inter-relacionadas às práticas de uso e reflexão, tais como:
• Refletir sobre diferentes contextos e situações sociais em que se produzem textos e sobre as diferenças em termos formais, estilísticos e linguísticos que esses contextos determinam, incluindo-se aí a multissemiose e características da conectividade (uso de hipertextos e hiperlinks, entre outros, presentes nos textos que circulam em contexto digital).
• Analisar as condições de produção do texto no que diz respeito ao lugar social assumido e à imagem que se pretende passar a respeito de si mesmo; ao leitor pretendido; ao veículo ou à mídia em que o texto ou produção cultural vai circular; ao contexto imediato e ao contexto sócio-histórico mais geral; ao gênero do discurso/campo de atividade em questão etc.
• Analisar aspectos sociodiscursivos, temáticos, composicionais e estilísticos dos gêneros propostos para a produção de textos, estabelecendo relações entre eles.
• Orquestrar as diferentes vozes nos textos pertencentes aos gêneros literários, fazendo uso adequado da “fala” do narrador, do discurso direto, indireto e indireto livre.
• Estabelecer relações de intertextualidade para explicitar, sustentar e qualificar posicionamentos, construir e referendar explicações e relatos, fazendo usos de citações e paráfrases, devidamente marcadas e para produzir paródias e estilizações.
• Selecionar informações e dados, argumentos e outras referências em fontes confiáveis impressas e digitais, organizando em roteiros ou outros formatos o material pesquisado, para que o texto a ser produzido tenha um nível de aprofundamento adequado (para além do senso comum, quando for esse o caso) e contemple a sustentação das posições defendidas.
• Estabelecer relações entre as partes do texto, levando em conta a construção composicional e o estilo do gênero, evitando repetições e usando adequadamente elementos coesivos que contribuam para a coerência, a continuidade do texto e sua progressão temática.
• Organizar e/ou hierarquizar informações, tendo em vista as condições de produção e as relações lógico-discursivas em jogo: causa/efeito; tese/argumentos; problema/solução; definição/ exemplos etc.
• Usar recursos linguísticos e multissemióticos de forma articulada e adequada, tendo em vista o contexto de produção do texto, a construção composicional e o estilo do gênero e os efeitos de sentido pretendidos.
• Utilizar, ao produzir textos, os conhecimentos dos aspectos notacionais — ortografia padrão, pontuação adequada, mecanismos de concordância nominal e verbal, regência verbal etc., sempre que o contexto exigir o uso da norma-padrão.
• Desenvolver estratégias de planejamento, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos, considerando-se sua adequação aos contextos em que foram produzidos, ao modo (escrito ou oral; imagem estática ou em movimento etc.), à variedade linguística e/ou semioses apropriadas a esse contexto, os enunciadores envolvidos, o gênero, o suporte, a esfera/campo de circulação, adequação à norma-padrão etc.
• Utilizar softwares de edição de texto, de imagem e de áudio para editar textos produzidos em várias mídias, explorando os recursos multimídias disponíveis.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 77-78. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.
O eixo Oralidade na obra
Desde o nascimento, as crianças vivenciam e participam de interações orais em contexto familiar e em algumas situações sociais. No entanto, é na escola que essas experiências passam a ser organizadas e ampliadas. Espera-se, portanto, que os estudantes sejam preparados para participar adequadamente de práticas orais diversas, com crescente autonomia, em contextos já conhecidos ou não.
Segundo a BNCC, “no eixo Oralidade, aprofundam-se o conhecimento e o uso da língua oral, as características de interações discursivas e as estratégias de fala e escuta em intercâmbios orais" (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 89. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 21 set. 2025). É fundamental que os estudantes dos anos iniciais, mediados pelo professor, possam explorar esses conhecimentos e usos por meio de: práticas de escuta atenta, atividades de intercâmbio oral, participação de intercâmbio conversacional em sala de aula, escrita oralizada e exploração de gêneros orais públicos, transmitidos pessoalmente ou por ferramentas digitais, em áudio ou vídeo. Nesta obra, são apresentadas estratégias didáticas voltadas ao desenvolvimento da oralidade e ao trabalho com gêneros orais, que permitem aos estudantes desenvolver habilidades para que atuem como produtores de textos orais, cada vez mais conscientes e autônomos. Na seção Produção oral, as etapas que orientam as propostas de produção oral presentes no livro do estudante são: planejamento, ensaio, produção, publicação e circulação e apresentação. Vale ressaltar que as etapas são desenvolvidas de acordo com a proposta de produção oral.
O Eixo da Oralidade compreende as práticas de linguagem que ocorrem em situação oral com ou sem contato face a face, como aula dialogada, webconferência, mensagem gravada, spot de campanha, jingle, seminário, debate, programa de rádio, entrevista, declamação de poemas (com ou sem efeitos sonoros), peça teatral, apresentação de cantigas e canções, playlist comentada de músicas, vlog de game, contação de histórias, diferentes tipos de podcasts e vídeos, dentre outras. Envolve também a oralização de textos em situações socialmente significativas e interações e discussões envolvendo temáticas e outras dimensões linguísticas do trabalho nos diferentes campos de atuação. O tratamento das práticas orais compreende34:
34 Grande parte das habilidades descritas nos eixos Leitura e Produção de texto também se relaciona com o eixo Oralidade. Foram incluídas no quadro a seguir somente habilidades que se relacionam com gêneros e aspectos mais específicos da modalidade oral.
Consideração e reflexão sobre as condições de produção dos textos orais que regem a circulação de diferentes gêneros nas diferentes mídias e campos de atividade humana
Compreensão de textos orais
Produção de textos orais
Compreensão dos efeitos de sentidos provocados pelos usos de recursos linguísticos e multissemióticos em textos pertencentes a gêneros diversos
Relação entre fala e escrita
• Refletir sobre diferentes contextos e situações sociais em que se produzem textos orais e sobre as diferenças em termos formais, estilísticos e linguísticos que esses contextos determinam, incluindo-se aí a multimodalidade e a multissemiose.
• Conhecer e refletir sobre as tradições orais e seus gêneros, considerando-se as práticas sociais em que tais textos surgem e se perpetuam, bem como os sentidos que geram.
• Proceder a uma escuta ativa, voltada para questões relativas ao contexto de produção dos textos, para o conteúdo em questão, para a observação de estratégias discursivas e dos recursos linguísticos e multissemióticos mobilizados, bem como dos elementos paralinguísticos e cinésicos.
• Produzir textos pertencentes a gêneros orais diversos, considerando-se aspectos relativos ao planejamento, à produção, ao redesign, à avaliação das práticas realizadas em situações de interação social específicas.
• Identificar e analisar efeitos de sentido decorrentes de escolhas de volume, timbre, intensidade, pausas, ritmo, efeitos sonoros, sincronização, expressividade, gestualidade etc. e produzir textos levando em conta efeitos possíveis.
• Estabelecer relação entre fala e escrita, levando-se em conta o modo como as duas modalidades se articulam em diferentes gêneros e práticas de linguagem (como jornal de TV, programa de rádio, apresentação de seminário, mensagem instantânea etc.), as semelhanças e as diferenças entre modos de falar e de registrar o escrito e os aspectos sociodiscursivos, composicionais e linguísticos de cada modalidade sempre relacionados com os gêneros em questão.
• Oralizar o texto escrito, considerando-se as situações sociais em que tal tipo de atividade acontece, seus elementos paralinguísticos e cinésicos, dentre outros.
• Refletir sobre as variedades linguísticas, adequando sua produção a esse contexto.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 78-80. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.
Os
eixos
Leitura e Análise
Linguística/Semiótica
Na BNCC, o eixo Leitura destinado aos anos iniciais organiza as práticas de linguagem que envolvem leitura e escuta de textos, estratégias de leitura, compreensão e apreciação de texto, que visam compreendê-la como um processo de construção de sentido.
Já o eixo da Análise Linguística/Semiótica contempla a reflexão sobre a língua e outras linguagens, promovendo a observação de regularidades, o entendimento das escolhas linguísticas e dos efeitos de sentido nos textos. Quando trabalhados de forma articulada, esses eixos sustentam práticas de produção textual mais coesas, criativas e adequadas às situações comunicativas, contribuindo para o desenvolvimento da autoria e da competência comunicativa dos estudantes.
Assim, no Ensino Fundamental — Anos Iniciais, no eixo Oralidade, aprofundam-se o conhecimento e o uso da língua oral, as características de interações discursivas e as estratégias de fala e escuta em intercâmbios orais; no eixo Análise Linguística/Semiótica, sistematiza-se a alfabetização, particularmente nos dois primeiros anos, e desenvolvem-se, ao longo dos três anos seguintes, a observação das regularidades e a análise do funcionamento da língua e de outras linguagens e seus efeitos nos discursos; no eixo Leitura/Escuta, amplia-se o letramento, por meio da progressiva incorporação de estratégias de leitura em textos de nível de complexidade crescente, assim como no eixo Produção de Textos, pela progressiva incorporação de estratégias de produção de textos de diferentes gêneros textuais.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 89. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.
Portanto, como recomenda a BNCC, nesta obra, as práticas de linguagem que envolvem os eixos Leitura, Produção escrita, Oralidade e Análise linguística/semiótica são trabalhadas de forma articulada, de modo a favorecer o desenvolvimento das competências dos estudantes na produção de textos orais e escritos.
O estudante nos anos iniciais
Entre os 7 e 10 anos, período que corresponde aos 3o, 4o e 5o anos dos anos iniciais do ensino fundamental, os estudantes vivem uma etapa decisiva para a consolidação da linguagem e para a ampliação de suas práticas de leitura e escrita. Trata-se de uma fase de transição: as crianças já dominam habilidades relacionadas ao reconhecimento do sistema alfabético e começam a lidar com textos de maior complexidade.
Nesse período, os estudantes estão no que Jean Piaget chama de estágio do operatório-concreto, período em que desenvolvem a capacidade de realizar operações mentais lógicas a partir de situações concretas. Isso significa que os estudantes conseguem classificar, ordenar, seriar e estabelecer relações de causa e efeito, embora ainda necessitem de referências práticas e observáveis para sustentar seu raciocínio.
Esse avanço cognitivo reflete-se diretamente na linguagem. Entre os 7 e 10 anos, os estudantes passam a utilizar a linguagem não apenas para nomear ou descrever o mundo, mas também para organizar ideias, argumentar e dialogar com diferentes pontos de vista. A leitura e a escrita, nesse contexto, tornam-se ferramentas de mediação do pensamento: ao lidar com textos narrativos, informativos ou instrucionais, os estudantes aprendem a relacionar informações, reconhecer estruturas textuais e adequar sua produção escrita aos diferentes gêneros. […] De 7 a 12 anos, o desenvolvimento intelectual apresentar-se-á de maneira lógica e correta. A criança, nesse estágio, torna-se capaz de trabalhar com os princípios de invariância, reversibilidade e coordenação de relações; o trabalho mental a partir do domínio desses princípios leva a criança a adquirir uma compreensão de vários agrupamentos. […]
MATO GROSSO. Secretaria de Estado de Educação. As dificuldades de aprendizagem no período das operações concretas (7 a 12 anos, segundo Jean Piaget). Cuiabá: Seduc, c2025. Disponível em: https://www3.seduc.mt.gov. br/-/as-dificuldades-de-aprendizagem-no-periodo-dasoperacoes-concretas-7a-12-anos-segundo-jean-piaget#:~:text=No%20est%C3%A1gio%20das%20opera%C3%A7%C3%B5es%20concretas,e%20abstrair%20dados%20da%20 realidade. Acesso em: 20 set. 2025.
É um período no qual o professor atua como mediador, criando pontes entre as potencialidades individuais dos estudantes e o universo da linguagem escrita e oral. Ao mesmo tempo, é um período do desenvolvimento em que o corpo ainda desempenha papel fundamental no processo de aprendizagem: aspectos como equilíbrio, ritmo, lateralidade e coordenação motora influenciam diretamente a forma como os estudantes organizam o pensamento e dão forma às ideias no texto escrito.
Para Piaget, a criança aprende por si, construindo e reconstruindo suas próprias hipóteses sobre a realidade que a cerca. No estágio das operações concretas (7 aos 12 anos), a criança já demonstra sinais da lógica peculiar dos adultos e começa a pensar de forma mais organizada e sistemática. Também já é capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar à abstração. Desenvolve também a
capacidade de refazer um trajeto mental, voltando ao ponto inicial de uma situação.
MATO GROSSO. Secretaria de Estado de Educação. As dificuldades de aprendizagem no período das operações concretas (7 a 12 anos, segundo Jean Piaget). Cuiabá: Seduc, c2025. Disponível em: https://www3.seduc.mt.gov. br/-/as-dificuldades-de-aprendizagem-no-periodo-dasoperacoes-concretas-7a-12-anos-segundo-jean-piaget#:~:text=No%20est%C3%A1gio%20das%20opera%C3%A7%C3%B5es%20concretas,e%20abstrair%20dados%20da%20 realidade. Acesso em: 20 set. 2025.
O trabalho pedagógico vai além da transmissão de conteúdos. Os estudantes aprendem a produzir sentidos a partir das trocas que estabelecem com os colegas, com o professor e com os diferentes discursos presentes em seu cotidiano. A escola, portanto, é espaço de diálogo e de construção coletiva do conhecimento, em que a escuta, a interação e a cooperação ganham centralidade.
Ao se deparar com textos de gêneros variados — narrativas, poemas, notícias, instruções, entre outros —, os estudantes aprendem a reconhecer as especificidades de cada um, ajustando sua leitura e sua escrita aos diferentes propósitos comunicativos. Isso fortalece a compreensão de que a linguagem não é apenas instrumento de registro, mas também de expressão de sentimentos, de organização de ideias e de participação social.
Ao longo do Ensino Fundamental — Anos Iniciais, a progressão do conhecimento ocorre pela consolidação das aprendizagens anteriores e pela ampliação das práticas de linguagem e da experiência estética e intercultural das crianças, considerando tanto seus interesses e suas expectativas quanto o que ainda precisam aprender. Ampliam-se a autonomia intelectual, a compreensão de normas e os interesses pela vida social, o que lhes possibilita lidar com sistemas mais amplos, que dizem respeito às relações dos sujeitos entre si, com a natureza, com a história, com a cultura, com as tecnologias e com o ambiente.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 59. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.
O papel do professor
A atuação do professor vai além da simples instrução: ele exerce um papel formativo que envolve escuta, diálogo e mediação de saberes, contribuindo para o desenvolvimento integral dos estudantes. Ao refletir sobre sua prática, o docente percebe que ensinar é também um processo contínuo de aprendizagem — sobre si mesmo, sobre os estudantes e sobre o ambiente escolar.
O professor faz a mediação de saberes. E isso significa construir com os estudantes o aprendizado dos conceitos que vão além do objeto. Para Paulo Freire, ensinar conteúdos “vazios” de significado concreto, exclusivamente aprendidos pela via da memorização, é alienante. Ao contrário, a escola e o professor precisam atribuir significados para que seus sujeitos possam ser criativos, transformadores, (re)construtores de sua história.
Na concepção “bancária” que estamos criticando, para a qual a educação é o ato de depositar, de transferir, de transmitir valores e conhecimentos, não se verifica nem pode verificar-se esta superação. Pelo contrário, refletindo a sociedade opressora, sendo dimensão da “cultura do silêncio”, a “educação bancária” mantém e estimula a contradição.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974. p. 67.
A transmissão de cultura de uma geração para outra só é possível pela significação de conteúdos, de fatos, da história e da relação do aprendido com a realidade do sujeito. O significado cria uma nova dimensão para o ato de aprender, levando a um envolvimento ativo e emocional no desenvolvimento da tarefa. Mais do que tudo, é preciso que os estudantes aprendam a buscar significado naquilo que fazem.
A diversidade é constitutiva da condição humana. Reconhecer que a experiência humana se manifesta de diferentes formas significa cultivar sensibilidade em relação ao outro, curiosidade e disposição para conhecer diferentes visões de mundo, compreendendo, assim, que o próprio ponto de vista é apenas um entre as várias maneiras de interpretar a realidade.
No contexto escolar, o respeito à diversidade abrange também a valorização da pluralidade cultural como riqueza para a sociedade. Reconhecer e valorizar cada estudante em sua singularidade é admitir e promover sua dignidade, entendida como um caráter único, insubstituível e valioso, independentemente de etnia, gênero, orientação sexual, condição socioeconômica, idade, habilidades, características físicas ou mentais, crenças religiosas ou posicionamentos políticos.
A BNCC reforça essa perspectiva ao explicitar, no item 9 das competências gerais da educação básica, a importância de:
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 10. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 22 set. 2025.
Assumir essa perspectiva implica compreender que cada pessoa é única em sua forma de ser, mas, ao mesmo tempo, se constitui em diálogo constante com a comunidade e com o contexto histórico e social em que vive. Nesse sentido, esta obra buscou trabalhar a diversidade como condição a ser respeitada, incorporando práticas pedagógicas que incentivam o reconhecimento das diferenças como elemento essencial para a construção de uma escola democrática, inclusiva e plural.
Educação inclusiva: conceito e características
A educação inclusiva é uma abordagem educacional que busca garantir que todos os estudantes, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, intelectuais, sociais ou culturais, tenham acesso à educação de qualidade no mesmo espaço escolar. De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, tra-
ta-se de uma modalidade que perpassa todos os níveis e etapas de ensino, assegurando a matrícula e a participação dos estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades/ superdotação, com atendimento voltado às suas necessidades específicas (BRASIL. Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília, DF: MEC, 2008. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/ arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 16 set. 2025).
Suas principais características incluem:
• Acesso garantido : assegurar que todos frequentem a escola regular, evitando segregação ou atendimento isolado.
• Participação efetiva : promover a interação e a cooperação entre todos os estudantes, inclusive na tomada de decisões sobre atividades e projetos.
• Aprendizagem significativa: oferecer oportunidades reais de desenvolvimento cognitivo, social e emocional, respeitando ritmos e estilos de aprendizagem.
• Flexibilidade pedagógica : adaptar métodos, conteúdos, tempos e recursos, para que o estudante aprenda de diferentes maneiras.
• Valorização da diversidade : reconhecer as diferenças como parte natural e positiva do ambiente escolar.
Esses princípios estão alinhados à Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que garante o direito à educação em igualdade de condições e oportunidades, assegurando “sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida” (BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 jul. 2015. Art. 27. Disponível em: https:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/ lei/l13146.htm. Acesso em: 28 set. 2025).
A obra de Produção de texto, nesse sentido, articula-se aos princípios da educação inclusiva, ao propor atividades variadas de produção textual que consideram diferentes ritmos de aprendizagem e que podem ser trabalhadas de forma individual, em pares, grupos ou de maneira coletiva, assegurando, assim, a participação de todos.
Educação especial inclusiva e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)
A educação especial, quando integrada à perspectiva inclusiva, atua como suporte e não como substituição do ensino comum. O Atendimento
Educacional Especializado (AEE) é um recurso fundamental para complementar o trabalho realizado na sala de aula, garantindo que barreiras à aprendizagem sejam identificadas e superadas.
A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), da Organização Mundial da Saúde (OMS), oferece uma visão ampla do estudante, considerando não apenas diagnósticos médicos, mas também suas capacidades, limitações e o impacto do ambiente.
Com a CIF, observa-se:
• O que o estudante consegue realizar de forma independente.
• O que realiza com apoio
• O que ainda não consegue realizar. Além disso, são identificados barreiras (físicas, atitudinais e pedagógicas) e facilitadores (recursos, adaptações e apoio humano) que influenciam diretamente a participação dos estudantes. Essa abordagem evita rótulos e permite que as adaptações sugeridas nos materiais didáticos sejam mais personalizadas, adequadas ao perfil de cada turma. Assim, o professor pode planejar atividades que realmente dialoguem com a realidade de cada estudante, evitando propostas genéricas que não respondem às necessidades do grupo.
Para que uma adaptação seja realmente eficaz, é fundamental que o professor reconheça em qual momento da aprendizagem o estudante da Educação Especial se encontra. Isso significa observar não apenas o conteúdo que já domina, mas também as habilidades que ainda está desenvolvendo e aquelas que exigem apoio mais intenso. No caso de estudantes com deficiência intelectual, por exemplo, é necessário considerar possíveis defasagens e ajustar o planejamento para consolidar etapas anteriores da aprendizagem. Já para estudantes com altas habilidades/superdotação que apresentem avanços significativos em determinadas áreas, a sugestão é propor novos desafios com atividades extras que estimulem o raciocínio, a criatividade e a autonomia, evitando a estagnação. Esse olhar individualizado possibilita adaptações que ampliam o potencial de cada estudante, garantindo que todos tenham oportunidades reais de progredir.
A importância da inclusão
A inclusão escolar é um direito garantido por tratados internacionais, como a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, e pela legislação brasileira, como a Lei Brasileira de Inclusão de 2015; mais que cumprir uma obrigação legal, incluir é um compromisso ético e social que transforma a escola em um espaço mais democrático e humano.
Escolas inclusivas preparam cidadãos capazes de conviver com a diversidade, respeitar diferentes formas de ser e aprender e contribuir para uma sociedade mais justa. Ao conviverem com colegas que têm necessidades educacionais especiais (NEE), os estudantes sem deficiência desenvolvem empatia, cooperação e habilidades de resolução de conflitos. Já o público-alvo da Educação Especial Inclusiva se beneficia de relações sociais mais amplas e de expectativas de aprendizagem elevadas, que estimulam seu potencial.
A inclusão não é um ato pontual, mas um processo contínuo de transformação da cultura escolar, que exige reflexão, planejamento e abertura para mudanças.
Adaptações dos espaços de aprendizagem
Como ampliação da infraestrutura disponível, é possível promover melhorias no ambiente físico para favorecer a inclusão, como mobiliário acessível, circulação adequada, recursos visuais e táteis, uso de cortinas ou painéis acústicos para estudantes com sensibilidade sensorial. Mesmo pequenas mudanças, como reorganizar a sala de aula para melhorar a circulação ou criar cantos temáticos de aprendizagem, podem gerar grande impacto na participação e no conforto dos estudantes.
Preparando professores e turma para o acolhimento
Para que a inclusão seja efetiva, é necessário preparar não apenas o espaço, mas também as pessoas. O professor, por estar em contato direto com a turma, precisa:
• Conhecer o histórico e as características do estudante.
• Adaptar o planejamento.
• Utilizar metodologias ativas.
• Estimular a colaboração entre os colegas. Com a turma, é importante promover rodas de conversa, atividades de sensibilização e trabalhos cooperativos, construindo uma cultura de respeito e acolhimento.
Adaptações como inspiração
As orientações e adaptações sugeridas neste livro do professor foram elaboradas para inspirar, não para impor modelos fechados. Cada estudante e cada escola têm realidades próprias, e é natural que uma sugestão precise ser modificada ou substituída por outra mais adequada ao contexto. O mais importante é que o professor se sinta livre para criar e experimentar estratégias, buscando sempre ampliar a participação e a aprendizagem de todos.
O uso do lápis e da caneta
A transição do uso do lápis para a caneta costuma ser um marco na trajetória escolar dos estudantes, pois para muitos deles representa amadurecimento e reconhecimento de suas capacidades. Embora não exista uma idade definida para essa transição, em muitas escolas ela ocorre por volta dos oito anos. Trata-se de um momento esperado com entusiasmo pelos estudantes, mas que exige do professor cuidado e sensibilidade, para que a transição fortaleça a confiança deles em vez de gerar insegurança.
Nesse processo, é importante observar tanto o desenvolvimento psicomotor — como coordenação motora fina, pega do lápis, firmeza do traço e controle da pressão da escrita —, como também os
Estratégia
Diversificar os instrumentos
Escrita combinada
Experimentação livre
aspectos emocionais envolvidos. A transição para a caneta pode despertar sentimentos de orgulho e pertencimento, mas também ansiedade diante da possibilidade de cometer erros que não podem ser apagados. Reconhecer essas dimensões permite ao professor oferecer apoio adequado, garantindo que a experiência seja positiva e contribua para o avanço da autonomia e da autoestima dos estudantes.
Assim, é fundamental que a transição seja cuidadosamente planejada e acompanhada, respeitando o ritmo de cada estudante. Recomenda-se introduzir o uso da caneta em situações de produções significativas, como convites, cartazes e outros gêneros públicos para dar sentido à transição.
O quadro a seguir apresenta sugestões de estratégias que favorecem a adaptação gradual do uso da caneta.
Como aplicar
Disponibilizar diversas canetas com pontas finas, médias, grossas, ponta de fibra ou de esfera para que os estudantes possam testar e escolher às que mais se adaptam.
Permitir aos estudantes que escrevam algumas partes das produções escritas à caneta, como títulos, subtítulos, nomes próprios ou pequenos trechos do texto.
Organizar momentos para que os estudantes usem a caneta em desenhos, rascunhos ou listas simples.
Exercícios de treino motor Propor atividades de caligrafia, traçados e desenhos para serem feitos com caneta.
Técnica de marcação Orientar os estudantes a riscar a palavra que foi escrita de forma incorreta com um traço simples e continuar a produção, evitando descartar o texto inteiro ou reiniciar a escrita.
Reescrita de textos Nas produções escritas, propor que a reescrita de textos revisados seja feita à caneta.
AVALIAÇÃO
Nesta obra, a avaliação é concebida como um processo amplo, cujo objetivo é oferecer uma visão clara tanto das aprendizagens dos estudantes quanto das práticas de ensino, de modo que, integrada a esses dois processos, a avaliação sirva de instrumento para acompanhamento, reflexão e redirecionamento das ações pedagógicas. Nesse sentido, de acordo com Janssen:
“No paradigma educacional centrado nas aprendizagens significativas” (apoiado na pedagogia diferenciada e da autonomia), a avaliação é concebida como processo/instrumento de coleta de informações, sistematização e interpretação das informações, julgamento de valor do objeto avaliado através das informações tratadas e decifradas, e, por fim, tomada de decisão (como intervir para promover o desenvolvimento das aprendizagens significativas).
Nessa medida, a avaliação é espaço de mediação/aproximação/diálogo entre formas de ensino dos professores e percursos de aprendizagens dos alunos.
SILVA, Janssen Felipe da et al. (org.). Práticas avaliativas e aprendizagem significativa. Porto Alegre: Mediação, 2012. p. 12-13.
Para que as avaliações sejam efetivas, é fundamental que sejam apoiadas em instrumentos de avaliação diversificados, o que permite que tanto a escola quanto o professor analisem e revisem os percursos de aprendizagem definidos. A política do CNCA reitera esse princípio ao estabelecer a avaliação como um dos principais eixos para garantir a alfabetização até o 2 o ano e sua consolidação nos três anos seguintes. Nesse sentido, a política destaca a importância de avaliações diagnósticas e formativas como instrumento de responsabilização e de melhoria contínua, fornecendo dados para que a escola defina metas claras, ajuste estratégias de ensino e direcione recursos de forma eficiente. A seguir, são apresentadas as principais finalidades de alguns modelos avaliativos e exemplos de instrumentos de avaliação para coleta de informações sobre as aprendizagens.
Avaliação diagnóstica
A avaliação diagnóstica consiste em identificar conhecimentos prévios, hipóteses e dificuldades dos estudantes para planejar intervenções. Con -
versas iniciais, sondagens de escrita e leitura, atividades exploratórias, mapas conceituais, ditados, rodas de conversa e produções livres são exemplos de instrumentos eficazes nesta avaliação.
[...] os instrumentos usados, além de diagnosticar, servem para fazer o professor repensar sua prática, ou seja, podem ter uma dimensão formativa do docente, principalmente se ocorrem momentos coletivos de discussão sobre os trabalhos dos estudantes. Para diagnosticar os avanços, assim como as lacunas na aprendizagem, podemos valermo-nos tanto das produções escritas e orais diárias dos estudantes (os textos e escritas de palavras que produzem a cada dia na sala de aula; o que comentam, escrevem ou leem ao participarem das atividades na classe) quanto de instrumentos específicos (tarefas, fichas, etc.) que nos forneçam dados mais controlados e sistemáticos sobre o domínio dos saberes e conteúdos das diferentes áreas de conhecimento a que se referem os objetivos e as metas de ensino.
BRASIL. Ministério da Educação. Ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília, DF: Estação Gráfica, 2006. p. 105. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ Ensfund/ensfundnovan.pdf. Acesso em: 20 set. 2025.
Avaliação somativa
Também chamada avaliação de resultados, esse instrumento verifica o desempenho final, a consolidação das aprendizagens ao final de um período, atribuindo notas ou conceito. Essa avaliação pode ser realizada por meio de provas escritas ou testes, por exemplo.
É a modalidade mais tradicional de avaliação e caracteriza-se por evidenciar se os alunos dominam determinado conjunto de habilidades. Comumente, acontece ao final do bimestre ou sequência didática. Ao final, atribui-se um conceito ou nota numérica para o desempenho dos estudantes.
Pode ser dissertativa ou de múltipla escolha. É importante que as perguntas sejam claras e, pela resolução da questão, o professor consiga evidenciar as aprendizagens.
SALAS, Paula. O que é avaliação e como fazer na prática. Nova Escola, São Paulo, 16 set. 2023. Disponível em: https:// novaescola.org.br/conteudo/8778/o-que-e-avaliacao. Acesso em: 20 set. 2025.
Avaliação formativa
Esse instrumento avalia o processo de aprendizagem de forma contínua, oferecendo devolutivas constantes que orientam o estudante em sua trajetória e permite ao professor que revise suas práticas e estratégias a qualquer momento. Isso pode ocorrer por meio de registros de observação, portfólio, seminários, saraus ou mesmo conversas individuais com os estudantes sobre seus avanços. É fundamental entender a avaliação como um pro-
cesso contínuo, interativo e dinâmico. Os modelos avaliativos apresentados, apesar de cumprir funções específicas, podem ser articulados entre si, garantindo uma visão completa das aprendizagens dos estudantes e possibilitando ao professor o ajuste do planejamento e das estratégias de ensino.
A avaliação processual acontece ao longo do processo de aprendizagem, sempre a partir de um diagnóstico. Conforme acompanha o processo da turma, o professor tem as evidências necessárias para pensar em boas intervenções e saber quando é necessário mudar o percurso — isto é, não é preciso aguardar o término do bimestre para verificar que uma estratégia não funcionou ou que os alunos ainda estão com dificuldade em determinada habilidade. [...]
Já para analisar os resultados, utilizam-se rubricas com diferentes níveis de performance. Esses critérios permitem que o professor oriente a observação. Eles devem estar sempre alinhados aos objetivos de aprendizagem previstos naquela atividade ou projeto e conter as evidências para demonstrar que o estudante aprendeu — saiba o que levar em conta para fazer esse trabalho nos Anos Iniciais. Essas expectativas devem ser compartilhadas com a turma.
SALAS, Paula. O que é avaliação e como fazer na prática. Nova Escola, São Paulo, 16 set. 2023. Disponível em: https:// novaescola.org.br/conteudo/8778/o-que-e-avaliacao. Acesso em: 20 set. 2025.
A avaliação da produção escrita
A avaliação da produção de textos nos anos iniciais precisa ser entendida como parte do processo de aprendizagem, e não como um momento de correção limitado à marcação de erros. Mais do que apontar erros, ela deve proporcionar ao professor e ao estudante avaliado a oportunidade de reconhecer avanços, refletir sobre as estratégias de escrita e identificar aspectos que podem ser melhorados. Dessa forma, a avaliação assume caráter formativo, pois valoriza o percurso, orienta as próximas ações e fortalece a autonomia do estudante como produtor de textos. Dessa maneira, a avaliação é compreendida como um processo dialógico entre professor e estudante, no qual o primeiro assume papel de mediador e o segundo, de protagonista de suas aprendizagens.
A avaliação deve deixar os limites estreitos da mera indicação dos erros, ou da mera atribuição de notas, para fins de marcar a transição dos alunos para as séries seguintes. Deve, na verdade, proporcionar ao aluno a consciência de seu percurso, de seu desenvolvimento, na apreensão gradativa das competências propostas. Deve indicar ao professor as hipóteses que os alunos têm acerca do uso falado e escrito da língua, para que, quando necessário, eles reformulem essas hipóteses, sem a experiência amarga e
desencorajadora de se sentirem incompetentes, “em erro” e linguisticamente diminuídos. ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro e interação.
São Paulo: Parábola, 2003. p. 159.
Autoavaliação e avaliação entre pares
Na etapa de revisão e reescrita, a autoavaliação e a avaliação entre pares têm papel fundamental no processo de ensino e aprendizagem da produção escrita. Ao avaliar o próprio texto, o estudante desenvolve autonomia, assume a responsabilidade por seu texto e compreende a escrita como um processo de revisões e reescritas para aprimoramento. Já a avaliação entre colegas favorece a troca de ideias e incentiva a reflexão crítica sobre critérios de textualidade, adequação e clareza. Para que seja efetiva, essa prática precisa ser conduzida com cuidado, em um ambiente de respeito e colaboração.
Avaliação textual feita pelo professor
A avaliação da produção textual nos anos iniciais deve ser compreendida como parte de um processo contínuo de aprendizagem em que o professor possa atuar como interlocutor do texto, dialogando sobre as escolhas feitas pelo estudante, e não como corretor que aponta os erros de maneira punitiva. Nesse sentido, a correção dialógica é um recurso pedagógico valioso: em vez de devolver o texto apenas com marcações ou notas finais, o professor estabelece uma conversa com o estudante, analisando juntos aspectos como a estrutura, as escolhas linguísticas e a adequação ao gênero. Já a correção textual-interativa revela-se ferramenta valiosa, pois segundo Ruiz:
Trata-se de comentários mais longos do que os que se fazem na margem, razão pela qual são geralmente escritos em sequência ao texto do aluno (no espaço que aqui apelidei de “pós-texto”). Tais comentários realizam-se na forma de pequenos “bilhetes”. [...] Esses “bilhetes”, em geral, têm duas funções básicas: falar acerca da tarefa de revisão pelo aluno (ou, mais especificamente, sobre os problemas do texto), ou falar, metadiscursivamente, acerca da própria tarefa de correção pelo professor.
RUIZ, Eliana Donaio. Como corrigir redações na escola. São Paulo: Contexto, 2010. p. 47-48.
Esses bilhetes funcionam como recados que ampliam a percepção do estudante sobre seu próprio texto. Essas abordagens favorecem a compreensão do sentido das correções, amplia a reflexão sobre o ato de escrever e fortalece o papel do estudante como autor.
Por fim, é essencial compreender a avaliação como formativa e interativa. Isso significa planejar momentos específicos de revisão e reescrita, nos quais o diálogo — seja pelo bilhete ou pela conversa face a face — sustente as orientações e o aprimoramento do texto. Cabe ressaltar que ao valorizar os acertos e apontar possibilidades de melhoria, o professor incentiva os estudantes a reconhecer que escrever é um processo de construção. Dessa forma, a avaliação deixa de ser um julgamento final e passa a constituir uma oportunidade real de aprendizagem.
Neste livro, as avaliações das produções escritas estão orientadas nas etapas de revisão e reescrita na seção Produção escrita de cada capítulo.
A avaliação da produção oral
A avaliação da produção oral deve ser entendida como parte integrante do processo de aprendizagem. Assim como em produção escrita, é necessário que os estudantes saibam os objetivos a serem alcançados e de que modo o desempenho será avaliado, o que significa que não basta solicitar uma produção oral, é fundamental orientá-los sobre as características do gênero, as etapas de preparação e os critérios de análise. Assim, os estudantes compreendem que a avaliação não se restringe ao resultado, mas envolve todo o percurso de construção da exposição.
Ao comparar alguns aspectos que diferenciam o trabalho com a escrita e com o oral, Schneuwly e Dolz afirmam:
A produção de um texto oral segue uma lógica totalmente diferente. A palavra pronunciada é dita de uma vez por todas. O processo de produção e o produto realizado fundem-se em um todo. O controle do próprio comportamento deve ser construído durante a produção, o que somente é possível numa certa medida. [...]
Se a escrita deve ser corrigida ao longo do tempo, a fala permanece muito tempo provisória, é o instrumento de elaboração do texto definitivo. Deve entrar em cena com a coragem antecipadamente, mas, ao mesmo tempo, precisa ser preparada intensamente, o ensaio é uma etapa fundamental, atividade de preparação intensa, cujos instrumentos são: a aprendizagem e o domínio.
SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução: Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. p. 95.
Por fim, a avaliação deve ter caráter formativo, oferecendo devolutivas que permitam aos estudantes reconhecer seus avanços e identificar pontos de melhoria. Para isso, o professor pode lançar mão de registros, listas de verificação ou rubricas. O importante é que esses critérios sejam explicitados aos estudantes de forma clara e dialogada, garantindo coerência entre o ensino e a avaliação.
Matriz de avaliação textual
As matrizes de avaliação a seguir sugerem indicadores de avaliação de produção textual escrita e oral adequados aos 3o, 4o e 5o anos. Trata-se de um instrumento de apoio ao professor que pode e deve ser adaptado ou ampliado, de acordo com a realidade da turma. Recomenda-se combinar os objetivos de aprendizagem e as habilidades da BNCC de cada capítulo para compor outros indicadores de avaliação.
Matriz de avaliação – Produção de textos escritos
Critério
Estrutura do texto
Desenvolvimento do tema
Elementos textuais (linguísticos e normativos)
Estratégias de produção
Indicadores de avaliação
• Reconhece a situação de produção: quem escreve, para quem e com que objetivo.
• Considera o suporte em que o texto circula (caderno, cartaz, folheto, meio digital).
• Identifica e produz textos de acordo com as convenções do gênero.
• Usa parágrafos ou marcas de segmentação (quando aplicável).
• Utiliza recursos multissemióticos adequados ao gênero.
• Organiza ideias em ordem lógica, favorecendo a compreensão.
• Mantém o foco temático, evitando repetições ou desvios irrelevantes.
• Organiza o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos de acordo com as normas gráficas e as características do gênero.
• Estabelece progressão das ideias, sem rupturas.
• Amplia o texto com exemplos, descrições, dados ou opiniões (quando pertinente).
• Relaciona o texto produzido a outros textos lidos (intertextualidade).
• Seleciona e organiza informações de fontes confiáveis.
• Utiliza ortografia adequada.
• Aplica regras básicas de concordância nominal e verbal.
• Emprega pontuação correta: ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações e pontuação do discurso direto (quando necessário).
• Utiliza recursos de referenciação (substituição lexical e pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos).
• Emprega vocabulário apropriado ao gênero textual.
• Adéqua a linguagem às diferentes situações comunicativas.
• Usa a variedade linguística adequada ao contexto e ao gênero.
• Utiliza a norma-padrão da língua quando pertinente ao gênero e ao contexto.
• Utiliza recursos de coesão pronominal (uso adequado de pronomes anafóricos).
• Usa articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação) para garantir clareza e informatividade.
• Planeja a produção textual considerando situação comunicativa, interlocutores, finalidade, circulação, suporte e tema.
• Revisa e reescreve o texto, realizando cortes, acréscimos e reformulações para aprimoramento.
• Edita a versão final do texto, garantindo adequação ao gênero e ao suporte.
• Utiliza softwares de edição (texto, imagem, áudio) para explorar recursos multissemióticos.
• Publica o texto em diferentes mídias.
Matriz de avaliação – Produção de textos orais
Critério
Estrutura do texto oral
Indicadores de avaliação
• Adéqua a fala ao gênero solicitado.
• Reconhece a finalidade da fala (informar, solicitar, opinar etc).
• Organiza a fala em partes (início, desenvolvimento e conclusão).
• Introduz o tema com expressões próprias de abertura.
• Inicia e conclui textos com expressões próprias de abertura e de fechamento.
Desenvolvimento do tema
Elementos linguísticos e paralinguísticos
• Mantém-se no tema da proposta ou da situação comunicativa.
• Organiza as ideias em ordem lógica, favorecendo a compreensão.
• Amplia a fala com exemplos, explicações ou detalhes relevantes.
• Formula perguntas pertinentes e solicita esclarecimentos quando necessário.
• Expressa-se com clareza, voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
• Respeita turnos de fala.
• Utiliza formas de tratamento adequadas ao interlocutor.
• Emprega recursos paralinguísticos: olhar, gestos, expressões faciais, movimentos de cabeça, tom de voz.
• Reconhece e respeita diferentes variedades da língua.
• Usa conectores simples para organizar a fala.
SUGESTÃO
DE PLANEJAMENTO
Conteúdos – 3o, 4o e 5o anos
Capítulo Gênero textual Principais conteúdos linguísticos / habilidades trabalhadas
1 – Histórias em quadrinhos para rir e refletir
História em quadrinhos
2 – Escrever para conscientizar Cartaz de campanha de conscientização
• Leitura e interpretação de balões (fala, pensamento, sussurro, grito).
• Recursos gráficos: onomatopeias, expressões faciais; como esses recursos ajudam a narrativa.
• Organização narrativa: situação inicial, conflito, clímax e desfecho.
• Linguagem informal, gírias em contexto e adequação de registro.
• Formas de linguagem humorística.
Produção escrita: História em quadrinhos.
Produção oral: Convite oral.
• Produção de linguagem persuasiva: slogans , chamadas e frases curtas (apelo à ação).
• Uso de imagens e texto (coerência multimodal).
• Estratégias retóricas de persuasão (apelo emocional e instrução ao leitor), publicação e circulação.
Produção escrita: Cartaz de campanha de conscientização.
Produção oral: Campanha oral de conscientização.
3 – O mundo em poemas Poema
• Elementos do poema: verso, estrofe, título, autor; identificação de rima e ritmo.
• Recursos sonoros (rima, repetição) e sua função expressiva; leitura/ declamação em sarau.
Produção oral: Declamação de poemas em sarau.
Produção escrita: Poema.
4 – Cozinha afetiva Receita culinária • Partes da receita culinária.
• Uso de verbos no imperativo/formas sequenciais (ordem de ações) e conectores temporais; coesão; linguagem objetiva e indicativa de procedimento.
• Uso de descrições, recursos de coesão temporal e verbos no passado; produção e apresentação em saraus literários.
• Coesão.
• Pontuação: dois-pontos e travessão.
• Tipos de narrador; discurso direto e indireto.
Produção escrita: Conto.
Produção oral: Leitura em voz alta de conto.
Capítulo Gênero textual Principais conteúdos linguísticos / habilidades trabalhadas
9 – Passo a passo da diversão
Instruções de jogos
• Texto instrucional: uso do imperativo, sequenciadores (primeiro, depois, por fim), clareza e organização passo a passo.
• Vocabulário de regras e condições; planejamento e avaliação da atividade.
Produção escrita: Instruções de jogos.
Produção oral: Vídeo instrucional de jogo.
10 – Gostou do filme?
Resenha crítica
11 – Assuntos de cientistas Artigo de divulgação científica
• Produção de opinião argumentada: resumo do produto (filme), avaliação crítica, justificativa com critérios (personagens, enredo, aspectos técnicos).
• Uso de conectores argumentativos; coesão referencial.
• Variação linguística.
Produção escrita: Resenha crítica.
• Estrutura do artigo: subtítulos, seções, uso de dados, gráficos e ilustrações; organização por tópicos.
• Linguagem informativa e precisa, simplificação de termos científicos para leitores jovens.
Produção escrita: Artigo de divulgação científica.
Produção oral: Exposição oral.
12 – Pé no palco! Texto teatral • Elementos do teatro: falas/diálogos, indicações cênicas, rubricas, personagens e cena; escrita para representação.
• Orientações para apresentação oral: postura, entonação, ensaio, avaliação da performance.
Produção escrita: Texto teatral.
Produção oral: Apresentação teatral.
Cronograma
A seguir, apresenta-se uma sugestão de cronograma para o ano letivo com 40 semanas, em que cada capítulo seja desenvolvido em um bimestre, considerando uma aula por semana. Recomenda-se que o cronograma seja combinado com as Matrizes de sequência didática e de rotina para melhor aproveitamento da obra.
Vale ressaltar que a proposta a seguir é uma sugestão. O professor, valendo-se de seu papel de mediador das aprendizagens e responsável por organizar as ações pedagógicas, pode intervir, ordenar, ampliar e adequar as propostas de trabalho conforme as necessidades da turma ou segundo o projeto político-pedagógico da escola.
1. H I stórias em quadrinhos para rir e refletir História em quadrinhos Convite
2. Escrever para conscientizar Cartaz de campanha de conscientização Campanha oral
Leitura 3 14-17 • Leitura
Compreensão • História em quadrinhos em foco 4 16-19
• História em quadrinhos em foco
5 20 • Produção escrita
Planejamento 6 21 • Produção escrita
Escrita 7 22 • Produção escrita • Revisão e reescrita • Publicação e circulação
8 23 • Produção oral • Planejamento
9 23
10 23
11 24-26
12 27-28
13 29-31
14 32
15 33-34
16 34
• Produção oral • Apresentação
• Produção oral • Avaliação
• Abertura • Leitura
• Leitura
• Compreensão
• Cartaz de campanha em foco
• Cartaz de campanha em foco
• Produção escrita • Planejamento
• Produção escrita • Escrita 17 35
18 37
19 37
• Produção escrita • Revisão e reescrita • Publicação e circulação
• Produção oral • Roteiro
• Produção oral • Gravação
3º ANO
3. O mundo em poemas Declamação Poema
4. Cozinha afetiva Receita culinária
27 48
28 49
29 49
30 49
31 50-52
32 53
33 54-55
34 56-57
35 57-58
36 59
37 59
38 60
39 61
40 61
• Produção escrita • Planejamento
• Produção escrita • Escrita
• Produção escrita • Revisão e reescrita
• Produção escrita • Publicação • Avaliação
• Abertura • Leitura
• Leitura • Compreensão
• Leitura • Compreensão
• Receita culinária em foco
• Receita culinária em foco
• Produção escrita • Planejamento
• Produção escrita • Planejamento
• Produção escrita • Escrita
• Produção escrita • Revisão e reescrita
• Produção escrita • Publicação e circulação • Avaliação
1 62-63 • Abertura • Leitura
2 64-65 • Leitura
5. Heróis em notícia Notícia Notícia em telejornal
de divulgação científica Exposição oral 18 144-148
Abertura • Leitura 19 149-150 • Leitura • Compreensão 20 151-152 • Artigo de divulgação científica em foco 21 153 • Produção escrita • Planejamento
22 154
• Produção escrita • Escrita 23 154
24 154
Compreensão 13 138-139 • Resenha crítica em foco 14 140-141 • Produção escrita • Planejamento 15 142 • Produção escrita • Escrita 16 142 • Produção escrita • Revisão e reescrita 17 143 • Produção escrita • Circulação • Avaliação 11. Assuntos de cientistas
• Produção escrita • Revisão e reescrita
• Produção escrita • Publicação e circulação
25 155 • Produção oral
Planejamento • Escrita do roteiro
26 156 • Produção oral • Preparação dos materiais de apoio
27 156
• Produção oral • Ensaios
28 157 • Produção oral • Apresentação oral
29 157 • Produção oral
Avaliação
12. Pé no palco! Texto teatral Apresentação teatral
30 158-163
31 164-167
32 168-169
33 170-171
34 171
35 172
36 172
37 173
38 174
39 174
40 174
Quadro de habilidades da BNCC
• Abertura • Leitura
• Leitura • Compreensão
• Texto teatral em foco
• Produção escrita
• Planejamento
• Produção escrita • Escrita
• Produção escrita • Revisão e reescrita
• Produção escrita
• Circulação
• Produção oral • Planejamento
• Produção oral • Produção
• Produção oral • Apresentação
• Produção oral • Avaliação
O quadro a seguir traz todas as habilidades da BNCC que podem ser trabalhadas nos 3 o, 4o e 5o anos. As habilidades desenvolvidas neste volume foram elencadas no início de cada capítulo na margem em U de seu livro do professor.
HABILIDADES COMUNS DE 1o A 5o ANOS
(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
Todos os campos de atuação social
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos.
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis.
(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso, gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz.
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
Todos os campos de atuação social
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade.
(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e crônicas.
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias). Campo artístico- -literário
(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos.
HABILIDADES COMUNS DE 1O E 2O ANOS
(EF12LP09) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans, anúncios publicitários e textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil, dentre outros gêneros do campo publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF12LP12) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans , anúncios publicitários e textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil, dentre outros gêneros do campo publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
(EF12LP15) Identificar a forma de composição de slogans publicitários.
(EF12LP16) Identificar e reproduzir, em anúncios publicitários e textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil (orais e escritos, digitais ou impressos), a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive o uso de imagens.
HABILIDADES COMUNS DE 3o A 5o ANOS
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto.
(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos — pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto.
(EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso.
(EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade.
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual.
(EF35LP10) Identificar gêneros do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos comunicativos, e suas características linguístico-expressivas e composicionais (conversação espontânea, conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate etc.).
(EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
Campo
Campo das práticas de estudo e pesquisa
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais.
(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
(EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa.
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
(EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto.
(EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes modos de divisão dos versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido.
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens.
(EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto.
(EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em versos, explorando rimas, sons e jogos de palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros.
(EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas.
(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas.
(EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso.
(EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e sonoros e de metáforas.
HABILIDADES ESPECÍFICAS DE 3o ANO
(EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação.
(EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de propriedades aos substantivos.
(EF03LP11) Ler e compreender, com autonomia, textos injuntivos instrucionais (receitas, instruções de montagem etc.), com a estrutura própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e mesclando palavras, imagens e recursos gráfico-visuais, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF03LP14) Planejar e produzir textos injuntivos instrucionais, com a estrutura própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e mesclando palavras, imagens e recursos gráfico-visuais, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF03LP18) Ler e compreender, com autonomia, cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital (cartas de leitor e de reclamação a jornais, revistas) e notícias, dentre outros gêneros do campo jornalístico, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF03LP19) Identificar e discutir o propósito do uso de recursos de persuasão (cores, imagens, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho de letras) em textos publicitários e de propaganda, como elementos de convencimento.
(EF03LP21) Produzir anúncios publicitários, textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil, observando os recursos de persuasão utilizados nos textos publicitários e de propaganda (cores, imagens, slogan, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho e tipo de letras, diagramação).
(EF03LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas, telejornal para público infantil com algumas notícias e textos de campanhas que possam ser repassados oralmente ou em meio digital, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa, a organização específica da fala nesses gêneros e o tema/assunto/finalidade dos textos.
Campo
Campo
Campo da vida
social
Todos
os campos de atuação
Campo da vida cotidiana
Campo das práticas de estudo e pesquisa
artístico
Todos os campos de atuação social
HABILIDADES ESPECÍFICAS DE 4o ANO
(EF04LP03) Localizar palavras no dicionário para esclarecer significados, reconhecendo o significado mais plausível para o contexto que deu origem à consulta.
(EF04LP09) Ler e compreender, com autonomia, boletos, faturas e carnês, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero (campos, itens elencados, medidas de consumo, código de barras) e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
(EF04LP12) Assistir, em vídeo digital, a programa infantil com instruções de montagem, de jogos e brincadeiras e, a partir dele, planejar e produzir tutoriais em áudio ou vídeo.
(EF04LP13) Identificar e reproduzir, em textos injuntivos instrucionais (instruções de jogos digitais ou impressos), a formatação própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e formato específico dos textos orais ou escritos desses gêneros (lista/apresentação de materiais e instruções/passos de jogo).
(EF04LP14) Identificar, em notícias, fatos, participantes, local e momento/tempo da ocorrência do fato noticiado.
(EF04LP15) Distinguir fatos de opiniões/sugestões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.).
(EF04LP16) Produzir notícias sobre fatos ocorridos no universo escolar, digitais ou impressas, para o jornal da escola, noticiando os fatos e seus atores e comentando decorrências, de acordo com as convenções do gênero notícia e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF04LP19) Ler e compreender textos expositivos de divulgação científica para crianças, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF04LP21) Planejar e produzir textos sobre temas de interesse, com base em resultados de observações e pesquisas em fontes de informações impressas ou eletrônicas, incluindo, quando pertinente, imagens e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF04LP23) Identificar e reproduzir, em verbetes de enciclopédia infantil, digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica desse gênero (título do verbete, definição, detalhamento, curiosidades), considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
(EF04LP25) Representar cenas de textos dramáticos, reproduzindo as falas das personagens, de acordo com as rubricas de interpretação e movimento indicadas pelo autor.
(EF04LP27) Identificar, em textos dramáticos, marcadores das falas das personagens e de cena.
HABILIDADES ESPECÍFICAS DE 5o ANO
(EF05LP07) Identificar, em textos, o uso de conjunções e a relação que estabelecem entre partes do texto: adição, oposição, tempo, causa, condição, finalidade.
(EF05LP09) Ler e compreender, com autonomia, texto instrucional de regras de jogo, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
(EF05LP12) Planejar e produzir, com autonomia, textos instrucionais de regras de jogo, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
(EF05LP15) Ler/assistir e compreender, com autonomia, notícias, reportagens, vídeos em vlogs argumentativos, dentre outros gêneros do campo político-cidadão, de acordo com as convenções dos gêneros e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF05LP19) Argumentar oralmente sobre acontecimentos de interesse social, com base em conhecimentos sobre fatos divulgados em TV, rádio, mídia impressa e digital, respeitando pontos de vista diferentes.
(EF05LP20) Analisar a validade e força de argumentos em argumentações sobre produtos de mídia para público infantil (filmes, desenhos animados, HQs, games etc.), com base em conhecimentos sobre os mesmos.
Campo da vida pública
Campo da vida cotidiana
Campo das práticas de estudo e pesquisa
(EF05LP24) Planejar e produzir texto sobre tema de interesse, organizando resultados de pesquisa em fontes de informação impressas ou digitais, incluindo imagens e gráficos ou tabelas, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF05LP26) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de citações, pontuação (ponto final, dois-pontos, vírgulas em enumerações) e regras ortográficas.
(EF05LP27) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível adequado de informatividade.
Matrizes de sequência didática e de rotina
Os modelos de matrizes apresentados a seguir são sugestões de recursos didáticos para serem usados pelo professor. A matriz de sequência didática sugere um planejamento que organiza de forma clara as etapas de uma aula em torno dos objetivos de aprendizagem. Já a matriz de rotina apresenta uma sugestão de organização das atividades recorrentes da rotina escolar.
Vale ressaltar que os modelos de matrizes a seguir são sugestões que podem ser combinadas com o cronograma e com o quadro de conteúdos apresentados e devem ser adaptadas às necessidades da escola e da turma.
Matriz de sequência didática
Capítulo
Tema/Título da aula
Número de aulas previstas
Recursos necessários
Anote o título ou o número do capítulo que será trabalhado.
Defina um título ou o tema para a aula.
Indique o número total de aulas previstas para essa sequência didática.
Liste os materiais que precisarão ser utilizados durante as aulas.
Nesta obra, a lista dos materiais está indicada no boxe Organize-se
Habilidades da BNCC Registre as habilidades da BNCC a serem desenvolvidas.
Objetivos de aprendizagem
Aula 1 - Estratégias de ensino
Avaliação
Matriz de rotina diária
ETAPA
Data/Aula
Acolhida
Atividade principal
Intervalo
Atividade complementar
Encerramento
Nesta obra, as habilidades estão indicadas no início de cada capítulo.
Liste os objetivos de aprendizagem a serem alcançados.
Descreva como as atividades serão desenvolvidas nesta primeira aula. Inclua quantas linhas forem necessárias conforme o número de encontros.
Nesta obra, há sugestões de estratégias ao longo das margens em U.
Indique como será feita a avaliação das aprendizagens.
ORIENTAÇÕES
Pode ser organizada diariamente ou por etapas ao longo da semana, adaptando-se à realidade da escola e ao planejamento do professor.
Recepcionar os estudantes e propor atividades variadas a cada dia, que despertem a criatividade e incentivem o engajamento: breves dinâmicas de integração, rodas de conversa, leituras, apreciação de obra de arte, trechos de filmes ou canções.
Momento dedicado às atividades do capítulo ou sequência didática, em articulação com o cronograma e o quadro de conteúdos.
Tempo reservado para alimentação, descanso e recreação.
Momento em que os estudantes podem aprimorar as habilidades de produção escrita e oral e consolidar o que foi aprendido por meio de jogos, pequenas apresentações, reescritas ou leituras em voz alta.
Período de retomar conteúdos principais, combinados para a próxima aula, organização do espaço e despedida.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
• AMATO, C. A. de la H.; BRUNONI, D.; BOGGIO, P. S. (org.). Distúrbios do desenvolvimento : estudos interdisciplinares. São Paulo: Memnon, 2018. E-book
Livro que reúne artigos de diferentes áreas do conhecimento sobre distúrbios do desenvolvimento, incluindo aspectos médicos, psicológicos e pedagógicos.
• ANTUNES, Irandé. Aula de português : encontro & interação. São Paulo: Parábola, 2003.
Essa obra aborda questões atuais sobre as práticas de ensino da língua portuguesa.
• ANTUNES, Irandé. Textualidade: noções básicas e implicações pedagógicas. São Paulo: Parábola, 2017. Nessa obra, a autora apresenta fundamentos sobre textualidade e suas implicações no ensino da produção escrita.
• BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso . São Paulo: Editora 34, 2016.
A reflexão de Bakthin sobre gêneros do discurso contribui para a compreensão da linguagem como prática social, orientando o trabalho com gêneros textuais diversos.
• BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 7 jul. 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20152018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 28 set. 2025.
Essa lei garante os direitos das pessoas com deficiência, inclusive na educação.
• BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 6 ago. 2025. Documento normativo que define um conjunto progressivo de aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver ao longo da educação básica.
• BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada : contexto. Brasília, DF: SEB, 7 ago. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/ crianca-alfabetizada/contexto. Acesso em: 23 set. 2025. Esse documento contextualiza os desafios atuais, como a queda na proficiência e as desigualdades regionais e sociais, e propõe medidas para consolidar avanços de políticas anteriores, promovendo equidade e qualidade na aprendizagem inicial.
• BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais da educação básica . Brasília, DF: SEB, 2013. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/docman/julho-2013-pdf/13677-diretrizes-educacao-basica-2013-pdf/ file. Acesso em: 16 set. 2025.
Normas publicadas pelo Ministério da Educação que estabelecem princípios e objetivos da educação básica, orientando o trabalho pedagógico em todas as etapas, inclusive na alfabetização.
• BRASIL. Ministério da Educação. Ensino fundamental de nove anos : orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília, DF: Estação Gráfica, 2006. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/ pdf/Ensfund/ensfundnovan.pdf. Acesso em: 20 set. 2025. Documento que apresenta orientações para a implementação do ensino fundamental de nove anos, com foco na inclusão da criança de seis anos, destacando aspectos pedagógicos, organizacionais e de adaptação às novas demandas educacionais.
• BRASIL. Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva . Brasília, DF: MEC, 2008. Disponível em: https:// portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 16 set. 2025. Documento orientador do MEC que estabelece princípios, diretrizes e ações para a inclusão de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (transtornos do espectro autista) e altas habilidades/superdotação na rede regular de ensino.
• CARVALHO, Djota. A educação está no gibi . São Paulo: Papirus, 2006.
Nessa obra, o autor valoriza o uso das histórias em quadrinhos como ferramenta pedagógica, apresentando diversas possibilidades de utilização em sala de aula.
• FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita . Porto Alegre: Artmed, 1988.
Essa obra evidencia como as crianças constroem o conhecimento sobre a escrita, oferecendo base teórica para práticas que respeitam os processos cognitivos individuais.
• FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido . Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974.
Essa obra propõe uma educação libertadora, em que estudantes e professores constroem juntos conhecimentos, superando a opressão social.
• GOMES, Nilma Lino. O movimento negro educador : saberes construídos nas lutas por emancipação. São Paulo: Autêntica, 2017.
A autora reconhece os saberes construídos nas lutas sociais como elementos constitutivos da prática pedagógica, contribuindo para uma abordagem educativa comprometida com a equidade racial.
• HOFFMANN, Jussara; SILVA, Janssen Felipe da; ESTEBAN, Maria Teresa (org.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo . 6. ed. Porto Alegre: Mediação, 2008.
Os autores discutem a avaliação como parte do processo de aprendizagem, propondo práticas que consideram o ritmo e a singularidade dos estudantes.
• JOLIBERT, J. et al Formando crianças produtoras de texto . Porto Alegre: Artmed, 1994.
Essa obra estimula a autoria infantil e valoriza o texto como expressão do pensamento. Traz fundamentação teórica bem acessível e um vasto repertório de experiências bem-sucedidas.
• KOCH, Ingedore Villaça. A coesão textual . 22. ed. São Paulo: Contexto, 2010.
A obra fundamenta o ensino da escrita com foco na coesão, essencial para a produção de textos coerentes na alfabetização.
• KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2015. Nessa obra, as autoras abordam a leitura como construção de sentidos, orientando práticas que desenvolvem a compreensão leitora desde os anos iniciais.
• KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever : estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2012.
As autoras discutem estratégias de leitura e escrita que favorecem a construção de sentidos, orientando práticas que desenvolvem a competência leitura e escritora desde os primeiros anos escolares.
• LABORATÓRIO INTELIGÊNCIA DE VIDA. Uma conversa com Ailton Krenak sobre o tempo e a educação . Rio de Janeiro, 22 set. 2020. Disponível em: https://www. inteligenciadevida.com.br/pt/conteudo/ailton-krenak -tempo-e-educacao. Acesso em: 16 set. 2025. Nesse texto, Ailton Krenak faz uma reflexão sobre o ritmo acelerado da escola e propõe uma educação mais atenta ao território, mais conectada à natureza e à infância.
• LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem : componente do ato pedagógico. São Paulo: Cortez, 2015. Nessa obra, Luckesi propõe uma concepção de avaliação que exclui o cunho classificatório e punitivo, defendendo sua integração ao ato pedagógico como instrumento de promoção da aprendizagem.
• MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar : o que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.
A autora aponta caminhos para a construção de uma escola inclusiva, defendendo e valorizando as diferenças como princípio pedagógico fundamental.
• MATO GROSSO. Secretaria de Estado de Educação. As dificuldades de aprendizagem no período das operações concretas (7 a 12 anos, segundo Jean Piaget) . Cuiabá: Seduc, c2025. Disponível em: https://www3.seduc.mt.gov.br/-/as-dificuldades-de -aprendizagem-no-periodo-das-operacoes-concretas -7a-12-anos-segundo-jean-piaget-#:~:text=No%20est% C3%A1gio%20das%20opera%C3%A7%C3%B5es%20 concretas,e%20abstrair%20dados%20da%20realidade.
Acesso em: 20 set. 2025.
Esse material discute as características do estágio das operações concretas (7 a 12 anos), segundo Piaget, apontando avanços cognitivos e limitações na abstração.
Esse livro ajuda a entender por que é importante que todas as crianças, com ou sem deficiência, aprendam juntas na mesma escola. O autor traz exemplos e ideias práticas para que professores e escolas criem ambientes mais acolhedores, onde todos possam aprender e participar.
• OLIVEIRA, Mariângela Castilho Uchoa de; MICCAS, Camila; ARAÚJO, Catherine Oliveira de; D’ANTINO, Maria Eloísa Famá. O uso da CIF no contexto escolar inclusivo: um mapeamento bibliográfico. Revista Educação Especial , Santa Maria, v. 34, p. 1-20, 2021. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/ view/42725. Acesso em: 10 set. 2025.
Artigo acadêmico que analisa a produção científica sobre a aplicação da CIF na educação inclusiva.
• OLIVEIRA, Michelle Araújo de; PINHEIRO, Welington da Costa (org.). Bakhtin, infância e educação : entre discursos e práticas. Curitiba: CRV, 2020.
Os organizadores articulam os estudos bakhtinianos com práticas educativas voltadas à infância. A obra destaca a importância de ouvir os estudantes com atenção, respeitar suas vozes e promover o diálogo na sala de aula.
• ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação Internacional de Funcionalidade , Incapacidade e Saúde (CIF) . São Paulo: Edusp, 2022. Ferramenta da OMS para descrever e medir a funcionalidade humana, considerando fatores corporais, atividades, participação e contexto.
• QUEIROZ, Kézia Barbosa de; AQUINO, Maria de Fátima de Sousa. História em quadrinhos: um gênero marcado pela multimodalidade. In : CONGRESSO BRASILEIRO DE LETRAS – CONBRALE, 1., 2017, Campina Grande. Anais [...]. Campina Grande: Universidade Estadual da Paraíba, 2017. Disponível em: https://editorarealize.com.br/artigo/ visualizar/30307. Acesso em: 10 ago. 2025.
O artigo mostra como as histórias em quadrinhos podem ser usadas na sala de aula para ajudar os estudantes a ler e escrever de forma mais envolvente.
• SILVA, I.; LOPES, B. J. S.; QUADROS, S. Práticas pedagógicas inclusivas no ensino regular em colaboração com a educação especial. Revista Educação Especial , Santa Maria, v. 37, n. 1, p. e17/1-32, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/ view/74315. Acesso em: 23 set. 2025.
Esse artigo analisa como professores do ensino regular e da educação especial estão colaborando para desenvolver práticas inclusivas que favoreçam a aprendizagem de estudantes definidos como público-alvo da educação especial.
• ROJO, Roxane; MOURA, Eduardo (org.). Multiletramentos na escola . São Paulo: Parábola, 2012. Essa obra mostra como a escola pode trabalhar com diferentes formas de linguagem, como vídeos, imagens, textos digitais e orais, para ajudar os estudantes a se comunicar melhor no mundo atual.
• RUIZ, Eliana Donaio. Como corrigir redações na escola São Paulo: Contexto, 2010.
A autora traz uma abordagem prática e reflexiva sobre os processos de correção de redações no ambiente escolar.
• SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão : construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 2006. Sassaki defende que a inclusão vai além da escola e deve acontecer em toda a sociedade. No campo da edu-
cação, o autor mostra como é possível criar ambientes onde todas as crianças se sintam acolhidas e tenham oportunidades reais de aprender.
• SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola . Tradução: Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. Os autores apresentam reflexões sobre o ensino dos gêneros escritos e orais na escola, com sugestões de sequências didáticas.
• SEBASTIÁN-HEREDERO, E.; PRAIS, J. L. de S.; VITALIANO, C. R. Desenho universal para a aprendizagem (DUA) : uma abordagem curricular inclusiva. São Carlos: Editora de Castro, 2022. Obra que apresenta o conceito e os princípios do DUA, defendendo um currículo planejado desde o início para atender a todos os estudantes, sem a necessidade de adaptações posteriores.
• SERAFINI, Maria Teresa. Como escrever textos . São Paulo: Globo, 1995.
Essa obra oferece orientações claras e acessíveis sobre o processo de produção textual. Com foco na prática da escrita, a autora aborda desde o planejamento até a revisão dos textos, propondo estratégias que orientam a organização das ideias e a clareza na comunicação.
• SOARES, Magda. Alfaletrar. São Paulo: Contexto, 2020. O livro traz exemplos práticos e abordagem de pontos fundamentais para que o educador possa trabalhar a alfabetização e o letramento dos estudantes.
• SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
A autora explica o que é letramento e por que ele é importante para além da alfabetização. Mostra que aprender a ler e escrever envolve também entender como usamos a linguagem no dia a dia, em diferentes situações sociais.
• SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura . Tradução: Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Nesse livro, a autora ensina estratégias que podem ser usadas na sala de aula para desenvolver a compreensão de textos, desde os primeiros anos escolares.
• TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação : uma proposta para o ensino de gramática. São Paulo: Cortez, 2006.
O autor propõe que a gramática seja ensinada de forma mais próxima da realidade dos estudantes, por meio de situações de comunicação. Defende que aprender gramática deve ajudar os estudantes a se expressar melhor, e não apenas decorar regras.
• UNESCO. Manual para garantir inclusão e equidade na educação . Paris, 2019. Disponível em: https://unesdoc. unesco.org/ark:/48223/pf0000370508. Acesso em: 23 set. 2025.
Esse manual internacional propõe diretrizes e estratégias para que sistemas educativos assegurem oportunidades de aprendizagem justas para todos, superando barreiras relacionadas à diversidade.
• VAL, Maria da Graça Costa. Redação e textualidade São Paulo: Martins Fontes, 2006.
Nesse livro, a autora analisa como os diferentes gêneros textuais se estruturam e como o domínio desses aspectos pode contribuir para uma produção escrita mais eficaz.
• VITAL, Andréa Aparecida Francisco; MICCAS, Camila; D’ANTINO, Maria Eloísa Famá. Avaliação de alunos com síndrome de Down da rede municipal de ensino regular do fundamental I pelo Protocolo para Avaliação de Escolares com Deficiência Intelectual (PAEDI) . 2015. Dissertação (Mestrado) – Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2015. Disponível em: https://bdtd. ibict.br/vufind/Record/UPM_d560dfd7751c45e8c8ce4fd0255f2912. Acesso em: 30 set. 2025.
Dissertação que investiga o desempenho de estudantes com síndrome de Down utilizando o PAEDI como instrumento avaliativo.
• VYGOTSKI, L. S. A formação social da mente. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
Obra fundamental da psicologia histórico-cultural sobre desenvolvimento e aprendizagem mediada.