A Conquista_Arte_Volume 5

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LIVRO DO PROFESSOR

ARTE

COMPONENTE CURRICULAR: ARTE

Solange dos Santos Utuari Ferrari

Doutora em Educação, Arte e História da Cultura (Mackenzie-SP). Mestre em Artes Visuais (Unesp). Licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas (UMC-SP). Especializada em Antropologia (FESPSP) e em Arte-Educação (USP). É autora de livros, artigos e propostas curriculares, assessora em projetos de Educação, Arte e Cultura, educadora e artista visual. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.

Pascoal Fernando Ferrari

Mestre em Ensino de Ciências (Unicsul-SP). Especializado em Sociologia (FESPSP). Licenciado em Teatro (Uniítalo-SP). Licenciado em Pedagogia (Unicastelo-SP). Licenciado em Psicologia (UBC-SP). É autor de livros, artigos e propostas curriculares, pesquisador de linguagem teatral em escolas, educador, escritor, ator e diretor teatral. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.

Carlos Elias Kater

Educador, musicólogo e compositor. Doutor em História da Música e Musicologia pela Universidade de Paris IV (Sorbonne) e professor titular pela Escola de Música da UFMG. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Musical (Abem). É membro permanente do Conselho Assessor da Cátedra Livre de Pensamento Pedagógico Musical Latino-Americano (UNA-Buenos Aires), conferencista, consultor e autor de publicações sobre Musicologia e Educação Musical Contemporânea. Sua produção já recebeu indicação ao Prêmio Jabuti. Membro da Academia Brasileira de Música (Cadeira no 16).

Bruno Fischer Dimarch

Educador, escritor, dançarino, músico e artista multimídia. Doutorando em Comunicação (Unip-SP). Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e licenciado em Educação Artística (Famosp). Foi professor em escolas públicas e privadas e em universidades. Atuou como técnico e assessor em Secretarias de Educação e como mediador em Bienais de São Paulo. Sua produção já foi indicada ao Prêmio Jabuti. É autor de livros e propostas curriculares, pesquisador e desenvolvedor de trabalhos sobre a dança em escolas, educador e artista nas linguagens de dança e música.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Solange dos Santos Utuari Ferrari, Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Adele Motta, Lilian Ribeiro de Oliveira

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.)

Gerência de produção e arte Ricardo Borges Silva

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna, Sergio Cândido (logo)

Ilustração de capa Luana Chinaglia

Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Manuel Miramontes, Matheus Santiago Martins (assist.)

Diagramação Fernanda Matajs

Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno

Licenciamento de textos Erica Brambilla, Talita Santos Souza

Iconografia Erika Neves do Nascimento

Ilustrações Andréia Vieira, Bruna Assis Brasil, Bruna Ishihara, Claudia Marianno, Claudio Chiyo, Cristiano Gomes, Edson Faria, Eliza Murakami, Manzi, Milton Rodrigues Alves, Roberto Weigand, Romont Willy, Samuel Prestes, Sandra Lavandeira, Thais Castro, Vanessa Alexandre, Veridiana Camelo

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

A Conquista : arte : 5º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Solange dos Santos Utuari Ferrari... [et al.]. -2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Outros autores: Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch Componente curricular: Arte.

ISBN 978-85-96-06188-9 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06189-6 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06190-2 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06191-9 (livro do professor HTML5)

1. Arte (Ensino fundamental) I. Ferrari, Solange dos Santos Utuari. II. Ferrari, Pascoal Fernando. III. Kater, Carlos Elias. IV. Dimarch, Bruno Fischer.

25-292925.0

Índices para catálogo sistemático:

CDD-372.5

1. Arte : Ensino fundamental 372.5 Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD.

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

A arte está sempre em transformação. Não existe uma definição conclusiva ou universal sobre o que é arte ou sobre para que ela serve, mas podemos criar ideias moventes sobre ela. Do mesmo modo, o ensino de Arte, embora já constituído e proposto em currículos, pode se transformar a cada encontro com os estudantes, a cada ação criadora, nas rodas de conversa ou nos momentos de apreciação de diversas linguagens artísticas.

A arte pode ser considerada um campo de expressão de emoções, ideias criativas e visões do mundo; ela não explica a vida, mas a questiona o tempo todo. Nesse sentido, o ensino de Arte propõe uma educação “perguntadeira”, em que faz parte do desenvolvimento dos estudantes conhecer produções artísticas e desenvolver competências e habilidades, mas sobretudo aprender e ter espaço para fazer perguntas, que muitas vezes não terão respostas concretas, visto que a arte valoriza o subjetivo e o diverso.

Esta coleção constitui um instrumento organizado para o ensino das linguagens artísticas e oferece situações de aprendizagem, processos de avaliação e investigações pedagógicas valorizando a arte como um campo fértil para semear perguntas provocadoras de pensamentos criativos, críticos e poéticos.

Como uma bússola, em meio às inúmeras possibilidades de estudos no universo da arte, este material se propõe a apontar caminhos didáticos. No entanto, cada educador ou educadora, com suas histórias, identidades, formação profissional e sonhos, traz consigo um modo singular de aprender e ensinar, e como protagonista do seu trabalho decidirá como seguir em sua jornada poética e pedagógica.

Venha trilhar conosco percursos criativos, poéticos, estésicos e educativos que se propõem lúdicos, sensíveis e significativos a quem por eles cruzar.

ORGANIZAÇÃO GERAL DA COLEÇÃO

Esta coleção, destinada aos estudantes dos 3o, 4o e 5o anos do ensino fundamental, é composta de Livro do estudante e Livro do professor, nas versões impressa e digital.

Livro do professor

Além do subsídio para o professor, presente nas Orientações gerais, este livro reproduz o Livro do estudante na íntegra, em miniatura, com respostas indicadas na cor magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução do Livro do estudante, são apresentados objetivos, introdução à unidade, conexões com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) da BNCC, comentários sobre o desenvolvimento das propostas, bem como ampliações e aprofundamentos para enriquecer as abordagens pedagógicas. Há também sugestões de leituras e de propostas complementares, entre outros recursos para auxiliar o professor em sua jornada.

Livros digitais

Livros impressos

Livro do estudante

Cada volume está organizado em quatro unidades, divididas em capítulos. Ao longo dos capítulos, são trabalhados conteúdos voltados para a aprendizagem em Arte e sua consolidação em uma estrutura clara e prática para ser trabalhada em sala de aula.

Livro do estudante e Livro do professor no formato digital, em HTML, o que permite o acesso ao material em diferentes aparelhos digitais: smartphones, notebooks e tablets, por exemplo.

Objetos digitais

Ao longo do volume, ícones indicam infográficos clicáveis e áudios que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica.

CONHEÇA SEU LIVRO DO PROFESSOR

Este Livro do professor apresenta orientações didáticas que visam apoiar a prática pedagógica. Elas estão organizadas em duas partes.

Orientações específicas , acompanhando as páginas do Livro do estudante em miniatura.

As orientações específicas estão organizadas como exposto a seguir.

• Introdução à unidade: apresenta os principais conteúdos desenvolvidos na unidade, com um pequeno resumo de cada capítulo.

• Objetivos: apresenta os principais objetivos de aprendizagem a serem alcançados ao final do estudo de cada unidade.

• BNCC: indica as competências e as habilidades da BNCC desenvolvidas ao longo da unidade. Também há menções aos temas contemporâneos transversais . Nos capítulos e nas seções, são indicados as habilidades e os TCTs específicos.

• Organize-se: especifica os materiais que devem ser providenciados com antecedência, algum preparo de sala de aula, pedido para casa, entre outros.

• Encaminhamento: apresenta comentários e orientações didáticas para o desenvolvimento dos conteúdos abordados nas páginas do Livro do estudante. Há dicas, comentários, sugestões de análise, complementos de atividades e de respostas e outras informações para o encaminhamento do trabalho docente. Há, também, sugestões de adaptação das atividades para as diferentes necessidades de aprendizagem dentro de uma mesma turma. Além disso, apresenta sugestões de maneiras e de momentos para a realização de avaliações.

• + Ideias: sugere atividades complementares para auxiliar ou ampliar as propostas do Livro do estudante.

• Sugestão para o estudante: indica sugestões comentadas de livros, sites, jogos, revistas, aplicativos etc. para o estudante desenvolver e aplicar os conhecimentos.

• Sugestão para o professor: indica sugestões comentadas de livros, sites , revistas, aplicativos etc. para o professor se aprofundar nos temas trabalhados.

Orientações gerais, ao final do volume.

Apresenta reflexões sobre pressupostos teórico-metodológicos da obra, considerações sobre o papel do professor, textos sobre a importância das avaliações, sugestões de planejamento e muito mais.

ORIENTAÇÕES GERAIS

CONVITES PARA EXPERIÊNCIAS E PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS É experiência aquilo que “nos passa”, ou que nos toca, ou que nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos transforma. Somente o sujeito da experiência está, portanto, aberto à sua própria transformação. BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação Rio de Janeiro, n. 19, p. 25-26, jan./abr. 2002. A filosofia explica a experiência como as percepções e os saberes que construímos por meio dos sentidos. Se prestarmos atenção, perceberemos que todos os dias muitas coisas nos acontecem, mas nem todas nos tocam. Quando algo nos toca, nos afeta, isso pode representar um acontecimento significativo, uma experiência estética! Quem não se lembra de uma cena de filme, de uma pintura ou de um desenho visto na infância que tenha marcado sua história de vida? Uma música, um perfume ou uma imagem podem nos fazer viajar a tempos passados. Esse é o poder da experiência estética: o encontro com a beleza ou com a estranheza pode marcar a memória e influenciar nossa formação como seres sensíveis. Algumas vezes somos surpreendidos e envolvidos por esse tipo de experiência, outras vezes nos colocamos intencionalmente em estados sensíveis, disponíveis à poesia. Na busca por experiências estéticas, vamos ao cinema, a espetáculos de música, de teatro e de dança, a exposições de arte ou apenas ligamos a televisão ou acessamos dispositivos móveis para nos deleitar com séries e filmes, ouvir música, apreciar e compartilhar imagens. Na experiência estética os meus sentimentos descobrem-se nas formas que lhes são dadas, como eu me descubro no espelho. Através dos sentimentos identificamo-nos com o objeto estético, e com ele nos tornamos um. DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Fundamentos estéticos da educação 2. ed. Campinas: Papirus, 1988. p. 93. Segundo a definição de Duarte Júnior, a palavra

ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS – 5º ANO

UNIDADE 1 – IMAGENS EM MOVIMENTO

UNIDADE 2 – A TURMA DO CINEMA

UNIDADE 3 – ARTE AGORA

UNIDADE 4 – SOM E EXPERIMENTAÇÃO

ORIENTAÇÕES GERAIS

CONVITES PARA EXPERIÊNCIAS E PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS

CAMINHOS PARA TRILHAR NO ENSINO DA ARTE

SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM

TEMPOS, POÉTICAS E INFÂNCIAS

A CULTURA DO BRINCAR X EDUCAÇÃO INCLUSIVA E CULTURA DE PAZ

BNCC E AS PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS NAS LINGUAGENS DA ARTE

AS SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM E AS DIMENSÕES DO CONHECIMENTO NAS LINGUAGENS DA ARTE

AMBIÊNCIAS EDUCADORAS E CRIADORAS

MEDIAÇÃO CULTURAL E CURADORIA EDUCATIVA

A PRESENÇA DAS LINGUAGENS DA ARTE

ARTES INTEGRADAS (LINGUAGENS HÍBRIDAS) XXII

FAÇA SEU PRÓPRIO CAMINHO!

AVALIAÇÃO, REGISTROS E SONHOS PEDAGÓGICOS

SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO

QUADRO PROGRAMÁTICO DA COLEÇÃO

SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS – 5º ANO XXVIII

MATRIZES DE ROTINA E DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

LIVRO DO PROFESSOR

ARTE

COMPONENTE CURRICULAR: ARTE

Solange dos Santos Utuari Ferrari

Doutora em Educação, Arte e História da Cultura (Mackenzie-SP). Mestre em Artes Visuais (Unesp). Licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas (UMC-SP). Especializada em Antropologia (FESPSP) e em Arte-Educação (USP). É autora de livros, artigos e propostas curriculares, assessora em projetos de Educação, Arte e Cultura, educadora e artista visual. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.

Pascoal Fernando Ferrari

Mestre em Ensino de Ciências (Unicsul-SP). Especializado em Sociologia (FESPSP). Licenciado em Teatro (Uniítalo-SP). Licenciado em Pedagogia (Unicastelo-SP). Licenciado em Psicologia (UBC-SP). É autor de livros, artigos e propostas curriculares, pesquisador de linguagem teatral em escolas, educador, escritor, ator e diretor teatral. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.

Carlos Elias Kater

Educador, musicólogo e compositor. Doutor em História da Música e Musicologia pela Universidade de Paris IV (Sorbonne) e professor titular pela Escola de Música da UFMG. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Musical (Abem). É membro permanente do Conselho Assessor da Cátedra Livre de Pensamento Pedagógico Musical Latino-Americano (UNA-Buenos Aires), conferencista, consultor e autor de publicações sobre Musicologia e Educação Musical Contemporânea. Sua produção já recebeu indicação ao Prêmio Jabuti. Membro da Academia Brasileira de Música (Cadeira no 16).

Bruno Fischer Dimarch

Educador, escritor, dançarino, músico e artista multimídia. Doutorando em Comunicação (Unip-SP). Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e licenciado em Educação Artística (Famosp). Foi professor em escolas públicas e privadas e em universidades. Atuou como técnico e assessor em Secretarias de Educação e como mediador em Bienais de São Paulo. Sua produção já foi indicada ao Prêmio Jabuti. É autor de livros e propostas curriculares, pesquisador e desenvolvedor de trabalhos sobre a dança em escolas, educador e artista nas linguagens de dança e música.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Solange dos Santos Utuari Ferrari, Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Adele Motta, Lilian Ribeiro de Oliveira

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.)

Gerência de produção e arte Ricardo Borges Silva

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna, Sergio Cândido (logo)

Ilustração de capa Luana Chinaglia

Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Manuel Miramontes, Matheus Santiago Martins (assist.)

Diagramação Fernanda Matajs

Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno

Licenciamento de textos Erica Brambilla, Talita Santos Souza

Iconografia Erika Neves do Nascimento

Ilustrações Andréia Vieira, Bruna Assis Brasil, Bruna Ishihara, Claudia Marianno, Claudio Chiyo, Cristiano Gomes, Edson Faria, Eliza Murakami, Manzi, Milton Rodrigues Alves, Roberto Weigand, Romont Willy, Samuel Prestes, Sandra Lavandeira, Thais Castro, Vanessa Alexandre, Veridiana Camelo

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

A Conquista : arte : 5º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Solange dos Santos Utuari Ferrari... [et al.]. -2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Outros autores: Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch Componente curricular: Arte.

ISBN 978-85-96-06188-9 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06189-6 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06190-2 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06191-9 (livro do professor HTML5)

1. Arte (Ensino fundamental) I. Ferrari, Solange dos Santos Utuari. II. Ferrari, Pascoal Fernando. III. Kater, Carlos Elias. IV. Dimarch, Bruno Fischer.

25-292925.0

Índices para catálogo sistemático:

CDD-372.5

1. Arte : Ensino fundamental 372.5 Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD.

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Querido estudante, Você já parou para pensar que vivemos em um mundo repleto de imagens? Que ouvimos sons o tempo todo? Que fazemos gestos e movimentos para nossa comunicação e expressão?

A arte é uma forma de criar imagens, sons, gestos e movimentos. Ela é, também, uma maneira de perceber o mundo ao nosso redor e de, nele, criar formas de expressão.

Venha! Embarque nesta “arte-aventura”! Convidamos você para que, por meio da música, das artes visuais, da dança, do teatro e das artes integradas, venha aprender sobre o universo da arte, conhecer alguns artistas e descobrir do que é feita a arte.

Ficou curioso? Vamos nessa? Convide seus familiares também!

Os autores.

CLAUDIO
CHIYO

CONHEÇA SEU LIVRO

Seu livro está organizado em quatro unidades.

As aberturas de unidade apresentam imagens e atividades que buscam despertar sua curiosidade sobre o que vai ser estudado.

UNIDADE

Em Diálogos, você vai perceber como a arte se relaciona com a vida cotidiana, com outras áreas do conhecimento, como Ciências da Natureza e História, e com diferentes temas, como saúde, cidadania, pluralidade cultural, entre outros.

Nos capítulos que formam cada unidade, você vai encontrar obras de arte, textos, fotografias, desenhos, brincadeiras, atividades... Um montão de coisas para descobrir e aprender com a turma.

Pollock (1912-1956),

Crie um desenho para expressar suas ideias sobre essas invenções e como imagina que será o futuro.

Em Quem é?, você vai conhecer um pouco sobre a vida de pessoas importantes para a arte no Brasil e no mundo e também sobre a história de companhias, grupos ou organizações artísticas.

O Glossário explica e contextualiza algumas palavras que talvez você não conheça.

Arte-aventura é um convite para você perceber imagens, sons e gestos na arte e na vida cotidiana. É um momento para explorar, brincar, interpretar, pesquisar, experimentar, inventar... Para se desafiar e descobrir o fazer artístico.

Em Arte em projetos, você vai encontrar várias possibilidades de desafios para explorar o que foi estudado.

Os principais conceitos estudados aparecem em destaque, para você encontrar todos com facilidade.

Em Descubra mais, há indicações de livros, sites, museus, vídeos e outras fontes culturais.

Estes ícones mostram como você deve realizar as atividades.

Objetos digitais

Em Atenção!, são indicados alguns cuidados que você precisa ter ao realizar determinadas atividades.

Em Dica, tem informações que complementam os assuntos estudados.

Em Esta é a minha arte!, você encontra sugestões para apresentar suas produções, realizar mostras e exposições presencias ou virtuais, ou seja, para mostrar sua arte!

Para rever o que aprendi, ao final de cada unidade, vai ajudar a identificar o que você já aprendeu e aquilo de que precisa de mais ajuda para aprender.

em dupla

Atividade com desenho

Atividade de escuta

Atividade de canto Faça no caderno

Estes ícones identificam os objetos digitais presentes no livro. Os materiais digitais apresentam assuntos complementares ao conteúdo trabalhado na obra, ampliando ainda mais sua aprendizagem.

1 Infográfico clicável Áudio

Atividade
Atividade oral Atividade em grupo

SUMÁRIO

UNIDADE 1 IMAGENS

EM MOVIMENTO

1 CINEMA: FÁBRICA DE SONHOS 10 Imaginação e criação 12

Arte-aventura • Literatura e cinema

16

Diálogos • Aventuras e saberes na Arte e na Ciência 17

Arte-aventura • Fábrica de sonhos

Arte em projetos • Um ser fantástico para brincar .

2 AVENTURAS NO MUNDO DA IMAGINAÇÃO

19

. 21

Arte-aventura • Meu filme de curta-metragem 50

Arte em projetos • Cineclube da turma

e ação

Arte-aventura • Jogo das trilhas sonoras .

56

57

Diálogos • Temas no cinema: voz e corpo 58

Cena, música e movimento 60

Arte-aventura • Curta-metragem musical! 62

Arte-aventura • Sapato para sapateado!

Arte em projetos • Efeitos especiais

64

Temas, personagens e emoções no cinema 26 Personagens e histórias 30

Diálogos • Por que vemos imagens em movimento?

31

Arte-aventura • Desenhos em movimento 32

Arte em projetos • Histórias animadas .

Para rever o que aprendi 36

UNIDADE 2 A TURMA DO

1 CINEMA: ARTE DE MUITAS

40 Luz, câmera e imaginação! 42

Arte-aventura • Jogar e improvisar

Arte contemporânea? O que é isso? 74

Diálogos • Arte e mensagens . . . . . 78

A dança e o registro do movimento . . . . . . 80

Arte-aventura • Lugares e materialidades

82

Arte em projetos • Videodança 84 2 ARTE E TECNOLOGIA 86

Tempo de poetizar e de brincar! 88

Diálogos • Arte e robôs . . . . . . . . . 90

Arte-aventura • Pinturas com brinquedos eletrônicos 92

Pintar com luz 94

Arte-aventura • Vamos criar light paintings?

96

Arte em projetos • Arte e luz 98

Para rever o que aprendi .

UNIDADE 4 SOM E

1 OS SONS E A MÚSICA 104

Experimentações sonoras 106

Arte-aventura • Som, gesto e música 111

Mundo sonoro: tipos de flauta 113

Diálogos • Mundo sonoro e musical

115

Arte em projetos • Corpo sonoro . . 116

2 INVENÇÕES E INTERPRETAÇÕES MUSICAIS . . 120

Atitude musical! 122

OBJETOS DIGITAIS

Infográfico clicável: Do livro ao filme

Arte-aventura • Jalatarangam e outros experimentos 126

Diálogos • Escuta e propagação consciente .

128

Arte-aventura •  Tubos sonoros . . . 130 Um baião, uma nova experimentação! 132

Arte-aventura • Transformando brincadeiras em música! 136

Arte em projetos • Explorando novas formas de criação: Na escola, quase um rap 138 Para rever o que aprendi . . .

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

142

16

Infográfico clicável: Quais as linguagens do cinema? 40

Infográfico clicável: Vamos sapatear? 64

Infográfico clicável: Arte e invenção

Áudio 1: Sonoridades paleolíticas

Infográfico clicável: Profissão: Luthier

Áudio 2: Tum dum

Áudio 3: Flautas do mundo

Áudio 4: Iapo

Áudio 5: Si mama kaa

Áudio 6: Minha canção (versão completa)

Áudio 7: Minha canção (versão playback)

Infográfico clicável: Música experimental

Áudio 8: (Dis)solution

Áudio 9: Imagens do som (versão coral)

Áudio 10: Imagens do som (versão quarteto de cordas)

Áudio 11: Rios enclausurados

Áudio 12: Música dos tubos

Áudio 13: Baião de ninar

Áudio 14: Alfabeto

Áudio 15: Na escola, quase um rap

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, propomos um mergulho na linguagem do cinema, passando por sua história e apresentando experiências de artistas e cientistas pioneiros na construção dessa linguagem.

Objetivos

• Participar de momentos de fruição de imagens e leitura de textos poéticos com foco no cinema.

• Identificar e usar em suas produções elementos da linguagem cinematográfica.

• Criar com autonomia, criatividade e poética, utilizando a linguagem cinematográfica.

• Identificar, explorar e escolher diferentes materialidades na criação de cenários, figurinos e personagens, incluindo o uso de tecnologias na captação de imagens.

• Expressar-se oralmente sobre suas experiências com linguagens artísticas, vivenciadas na escola e com a família.

• Conhecer artistas e suas produções em diferentes linguagens, materialidades e processos, ampliando repertórios.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5, 7 e 9.

Competências específicas: 1, 2, 3, 4, 5 e 8.

Habilidades

(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

IMAGENS EM MOVIMENTO

O cinema nasceu do fascínio das pessoas por captar, movimentar e projetar imagens. Com o tempo, o som também começou a fazer parte dessa arte que vemos hoje nas telas de cinema, na TV, nos jogos eletrônicos, nos computadores, nos celulares... São tantas imagens em movimento, sons e efeitos especiais para conhecer e curtir! E ainda podemos criar muito mais!

1 Vamos procurar estas imagens no livro? Em seu caderno, escreva o número da página em que você encontrou cada imagem. O que será que vamos estudar?

Como exercício inicial, propõe-se um jogo em que os estudantes buscam as imagens nesta abertura dentro da unidade. Instrua-os a observar cada imagem e ler as palavras. Na roda de conversa, pergunte sobre suas interpretações e seus saberes prévios. Este pode ser um momento potente de avaliação diagnóstica. IMAGINAÇÃO, LITERATURA E CINEMA

(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).

(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo

uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.

(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.

narrativos criativos em teatro, explorando desde a teatralidade dos gestos e das ações do cotidiano até elementos de diferentes matrizes estéticas e culturais.

(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.

(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais.

(EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística.

Temas Contemporâneos Transversais (TCTs): Cidadania e Civismo: Vida Familiar e Social, Educação em Direitos Humanos, Direitos da Criança e do Adolescente; Ciência e Tecnologia: Ciência e Tecnologia. Saúde: Saúde.

ENCAMINHAMENTO

Nesta abertura de unidade, sugere-se trabalhar como no jogo Caça ao tesouro. A intenção é criar proposições pedagógicas que sejam instigantes e provoquem a curiosidade e o interesse dos estudantes em seus percursos de aprendizagem.

(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.

(EF15AR07) Reconhecer algumas categorias do sistema das artes visuais (museus, galerias, instituições, artistas, artesãos, curadores etc.).

(EF15AR08) Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança presentes em diferentes contextos, cultivando a

Depois, converse com a turma e observe as hipóteses levantadas a respeito de vivências artísticas em torno do cinema e seus elementos. percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório corporal.

(EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes do corpo e destas com o todo corporal na construção do movimento dançado.

(EF15AR20) Experimentar o trabalho colaborativo, coletivo e autoral em improvisações teatrais e processos

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR23 e EF15AR26.

Organize-se

• Se possível, promova uma sessão do curta-metragem Notícias da Lua, de Sérgio Azevedo, ou de outra animação de ficção científica (veja Sugestão para o professor).

ENCAMINHAMENTO

Caso seja possível assistir ao curta-metragem Notícias da Lua, de Sérgio Azevedo, ou a outra animação de ficção científica, prepare uma roda de conversa a fim de levantar os conhecimentos prévios dos estudantes e sensibilizá-los para os próximos assuntos a serem tratados. Faça perguntas mediadoras como: você gostou do filme? Por quê? Você sabe o que é ficção científica? O filme a que assistimos se enquadra nesse gênero? Por quê? Você já leu alguma história ou assistiu a algum outro filme de ficção científica? Qual? A que tipos de filme você gosta de assistir? O que mais desperta sua atenção em um filme? A história? As cenas? As cores? Os personagens?

Caso não seja possível assistir ao filme, proponha uma pesquisa sobre ele. Podem-se explorar a história, os personagens, a direção de arte, a trilha sonora e outros aspectos artísticos da produção. Em seguida, organize uma roda de conversa sobre as descobertas e resgate algumas das perguntas sugeridas anteriormente. Depois, faça a leitura do texto com os estudantes.

CINEMA: FÁBRICA DE SONHOS

Montagem de ilustração com cena do curta-metragem Notícias da Lua, com direção de Sérgio Azevedo. Brasil, 2025.

O cinema é uma linguagem híbrida que traz elementos da música, do teatro, das artes visuais e da dança. Além disso, vários filmes são adaptações de livros ou têm seus roteiros publicados como livros posteriormente, estabelecendo integração com a literatura.. O cinema também apresenta relação com várias áreas do saber. Ao relacioná-lo com as Ciências da Natureza, podemos entender como se processa em nosso cérebro o movimento das imagens. Esses estudos estão no cerne do desenvolvimento do cinema e podem estabelecer conexões interessantes nas aulas de Arte.

VENHA FILMAR!

Luz, câmera, ação!

É o poder da imaginação. Histórias contadas em filmes e desenhos animados. São filmes de curta e longa-metragem No mundo do cinema, sempre tem inovação.

É uma fábrica em que se criam sonhos a cada momento. É a arte das imagens em movimento.

O cinema é a arte dos sons e das imagens, uma linguagem audiovisual. Um filme pode nascer de uma ideia, de uma lembrança, de um sentimento… os filmes podem contar a história de alguém e da gente também. Vamos conhecer mais sobre a arte do cinema, sonhar e criar, nos divertir e nos emocionar?

Venha filmar!

Nas aberturas de capítulos, aproveite para fazer uma avaliação diagnóstica a fim de descobrir os conhecimentos prévios dos estudantes em relação aos saberes propostos e, assim, começar a planejar quais trajetos será interessante seguir. Combine com eles os materiais e procedimentos que podem ajudar a compor um caderno individual de registros. Comente que vários artistas costumam ter diários de anotações para registrar descobertas, pesquisas, dúvidas, modos de criar e outras experiências no aprender sobre arte. A produção desse material pode, inclusive, ter participação dos familiares ou responsáveis. Outra proposta é fazer com -

binados sobre que materiais podem compor um portfólio coletivo que registre e conte as arte-aventuras da turma.

+Ideias

Investigue como os estudantes identificam as várias linguagens da arte em uma produção cinematográfica, a fim de aproveitar melhor o potencial das obras. Ao apresentar filmes, estude com a turma as escolhas de enquadramento, luz, tomadas em detalhes e outros aspectos próprios da filmagem. É importante lembrar que, apesar da multiplicidade de linguagens que o caracteriza, o cinema tem uma linguagem própria, bem como forma e conteúdo.

Sugestão para o professor

• NOTÍCIAS da Lua: trailer oficial. Publicado por: Café Preto Filmes. 2025. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=rEnzhBD7oGk. Acesso em: 17 set. 2025. Trailer oficial do curta-metragem Notícias da Lua, de Sérgio Azevedo.

• OS JETSONS: o filme. Direção: Joseph Barbera e William Hanna. Estados Unidos, 1990. 1 vídeo ( ca. 82 min).

Essa animação é um clássico de ficção científica. Com base no filme, é possível conversar com os estudantes sobre a ficção científica e os avanços tecnológicos atuais.

• CASSIOPEIA. Direção: Clóvis Vieira. Brasil, 1996. 1 vídeo (ca. 80 min).

É um clássico da animação brasileira. Foi um dos primeiros filmes de animação totalmente produzidos por meios digitais.

BNCC

Habilidades: EF15AR01 e EF15AR23.

ENCAMINHAMENTO

Promova um momento de nutrição e fruição estética por meio do poema O Homem; as Viagens, de Carlos Drummond de Andrade. Proponha aos estudantes que leiam o poema silenciosamente e, depois, de forma coletiva e em voz alta, explorando o ritmo e as rimas presentes no texto.

A interpretação de um texto poético (literário) é sempre aberta, assim as hipóteses trazidas pelas crianças devem ser acolhidas. Comente que Drummond foi um poeta e cronista que, em seus textos, tratou de fatos cotidianos, anseios e dilemas da vida humana. Nesse poema, ele fala do desejo da humanidade de buscar outros lugares, na esperança de ser mais feliz, e faz uma crítica ao sentimento de insatisfação do ser humano com o que tem. No entanto, reconhece a criatividade da mente humana ao inventar meios para realizar seus sonhos e suas ambições.

Esta é uma oportunidade para conversar com os estudantes sobre o desejo de consumir e adquirir produtos tecnológicos novos, o modo como o ser humano vem humanizando a natureza e que soluções e problemas (causas e consequências) isso acarreta. Na fruição de textos verbal e visual nesta dupla de páginas, chame a atenção para a imagem da lua com foguete, uma cena do filme Viagem à Lua , de Georges Méliès, artista que será estudado mais adiante.

Avalie a argumentação apresentada pelos estudantes diante das questões e proponha a eles que expres-

Imaginação e criação

Vamos ler um trecho deste poema de Carlos Drummond de Andrade e imaginar as cenas?

O Homem; as Viagens O homem, bicho da Terra tão pequeno chateia-se na Terra lugar de muita miséria e pouca diversão, faz um foguete, uma cápsula, um módulo toca para a Lua desce cauteloso na Lua pisa na Lua planta bandeirola na Lua experimenta a Lua coloniza a Lua civiliza a Lua humaniza a Lua.

Lua humanizada: tão igual à Terra. O homem chateia-se na Lua. Vamos para Marte — ordena a suas máquinas. Elas obedecem, o homem desce em Marte [...]

Marte humanizado, que lugar quadrado. Vamos a outra parte?

França, 1902.

sem suas ideias, opiniões e pensamentos a partir de sua imaginação. Oriente-os a fazer registros no caderno sobre a síntese das conversas. Nas questões 1 e 2, espera-se que, com base na leitura e interpretação do poema, os estudantes formulem argumentações considerando opiniões, seus repertórios culturais e conhecimentos sobre a história de inventos tecnológicos e seus impactos sociais na vida cotidiana. É possível que temas ligados a relações sociais, consumo, cuidados com o meio ambiente, entre outros, também sejam discutidos durante a conversa.

Para a questão 3, contextualize que, nesse poema, o autor expressa como percebe as emoções, os desejos humanos e a importância do autoconhecimento. No trecho apresentado, é possível conversar com os estudantes acerca da forma como o poeta organiza a narrativa, repetindo palavras e convidando a refletir sobre a busca pelo poder, pela superação de limites, por novidades, pelo consumo e pelo sentido da vida.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003. p. 718.
Montagem de ilustração com cena do filme Viagem à Lua, com direção de Georges Méliès.

2. Respostas pessoais. A proposta desta questão é incentivar a imaginação e a construção de argumentações hipotéticas.

Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir. Depois, anote no caderno o que conversaram.

1 O que será que motiva a humanidade a sempre criar inventos tecnológicos?

Resposta pessoal.

2 Você também tem vontade de explorar outros lugares na Terra e fora dela? Se sim, para qual lugar gostaria de ir? Por quê? O que espera encontrar lá?

3 Ao ler as palavras do poeta Carlos Drummond de Andrade, o que você acredita que deixaria o ser humano mais feliz?

Resposta pessoal.

4 Você acha que a arte pode ser um modo de viajar pela imaginação e visitar lugares fantásticos? Se sim, como isso pode ser possível?

Resposta pessoal.

5 Você já assistiu a filmes que retratam viagens ao espaço? Se sim, relate para os colegas suas experiências com filmes de ficção científica.

Resposta pessoal.

QUEM É?

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) foi poeta e escritor, sendo considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira. Ele nasceu em Itabira (MG).

DESCUBRA MAIS

• ANDRADE, Carlos Drummond de. O elefante. Rio de Janeiro: Reco-reco, 2024.

Imagine um elefante construído de madeira, algodão e doçura. Com suas formas inventadas pela imaginação do poeta, o personagem sai à procura de amigos.

• ANDRADE, Carlos Drummond de. Vou crescer assim mesmo: poemas sobre a infância. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2016. Esse livro reúne vários poemas de Drummond que tratam da infância.

ciação de pintura ou música, uma leitura de livro ou outras produções artísticas sobre o mesmo tema. Faça sondagens sobre os saberes prévios relacionados ao conceito de filme de ficção científica. Chame a atenção para o roteiro, os temas abordados e os efeitos especiais.

Acompanhe como os estudantes participam de momentos de apreciação de imagens, leitura e compreensão de textos e como se expressam oralmente e compartilham suas hipóteses. Verifique se, ao longo das propostas, os estudantes analisam as diferentes linguagens e técnicas da arte, bem como suas relações com a tecnologia. Peça que façam registros no caderno acerca do que absorveram das conversas.

+Ideias

Oriente os estudantes para que conversem com suas famílias ou seus responsáveis sobre histórias baseadas na colonização humana de outros planetas, perguntando quais contos, poesias, romances, histórias em quadrinhos, músicas, filmes e podcasts, entre outros, eles conhecem sobre o tema. Eles podem compartilhar seus achados com a turma posteriormente.

Sugestão para o professor

29/09/25 18:27

Na questão 4, a ideia é que os estudantes expressem sua experiência na fruição de obras de artes visuais, música, espetáculos de dança, teatro, circo, entre outras linguagens, que tenham mexido com sua imaginação e os levado a viajar de modo não presencial por lugares reais ou a explorar, por meio da imaginação, mundos fantásticos.

Na questão 5, em uma roda de conversa, abra espaço para que os estudantes possam falar acerca de um filme a que tenham assistido sobre viagens ao espaço, ou mesmo de uma apre-

• CARLOS Drummond de Andrade. c2025. Disponível em: https://www.carlos drummond.com.br/. Acesso em: 17 set. 2025.

Página oficial sobre a trajetória pessoal e literária de Carlos Drummond de Andrade.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR01 e EF15AR07.

Organize-se

• Se possível, assista com os estudantes a trechos dos filmes Viagem à Lua, de Georges Méliès, e Guerra nas estrelas, de George Lucas.

ENCAMINHAMENTO

Ao realizar a leitura das páginas com a turma, converse brevemente a respeito dos diferentes gêneros cinematográficos, destacando a ficção científica. Fale que artistas exploram, por meio da arte do cinema, a criatividade e a imaginação.

No exercício 1 , comente brevemente sobre a biografia e as obras de Georges Méliès e sua importância para a história do cinema.

No item a do exercício 2, você pode perguntar previamente: vocês conhecem personagens semelhantes aos apresentados? Proponha a eles que observem as imagens em seus detalhes e comparem os personagens retratados. A primeira imagem apresenta a ilustração de um habitante da Lua imaginado e criado para o filme Viagem à Lua. Para compor esse personagem, o artista misturou formas de aves, de seres aquáticos e do corpo humano. Ele apresenta a postura de um soldado. A segunda imagem é do personagem Yoda, um ancião sábio e guerreiro presente nos filmes da série Guerra nas estrelas . Comente que George Lucas quis mostrar a importância dos conhecimentos das pessoas idosas e do respeito que os mais jovens devem ter em relação

Ficção científica no cinema

Observe esta imagem do filme Viagem à Lua, dirigido por Georges Méliès

do filme Viagem à Lua, com direção de Georges Méliès. França, 1902. A imagem original do filme é em preto e branco. Depois, o filme ganhou cópias coloridas à mão.

A arte é uma forma de usar a imaginação e a criatividade a fim de inventar coisas para realizar sonhos, como explorar universos e lugares fantásticos, como nos filmes de ficção científica.

Ficção científica é um gênero da arte que, em livros, espetáculos teatrais e outras manifestações artísticas, explora o imaginário e temas ligados às ciências e às tecnologias.

Georges Méliès criou um dos primeiros estúdios cinematográficos da história do cinema, conhecido como “Fábrica de sonhos”. Havia cenários, objetos de cena, figurinos e artistas que inventaram mundos, seres e aventuras fantásticas com técnicas simples e criatividade sem limites! Para criar efeitos especiais, tecidos eram movimentados por ventiladores, atrizes “voavam” presas por fios de metal e maquinários moviam cenários pintados em placas de madeira e esculturas com formas de seres fantásticos. Tudo para criar a fantasia e a ilusão pela linguagem do cinema!

1 Que tal pesquisar mais a história do cinema e de artistas como Georges Méliès? Escreva suas descobertas no caderno.

1. Resposta pessoal. Oriente os estudantes nesta atividade de pesquisa. Sugere-se criar uma curadoria digital para oferecer aos estudantes e familiares caso a pesquisa seja realizada em casa.

aos anciões. Assim, só de ver Yoda entrar em cena, é possível imaginar a personalidade e a história desse personagem, responsável por treinar o corpo e a mente de jovens heróis tanto para a luta quanto para a sabedoria. Oriente os estudantes para que comparem características físicas e de personalidade dos dois personagens (caso não conheçam as obras, instigue-os a levantar hipóteses).

No item b do exercício 2, ouça as percepções dos estudantes e comente que muitos

seres criados para o cinema têm algo de humano, especialmente o corpo, com cabeça, tronco e membros (braços e pernas), mas podem apresentar características animais. Com base em fruição, descrições, análises e interpretações, espera-se que os estudantes percebam elementos visuais como formas, cores e texturas presentes na concepção de cada personagem e como essas construções influenciam na interpretação de suas características.

Cena
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

QUEM É?

O diretor francês Georges Méliès (18611938) foi um dos precursores do cinema e da criação de efeitos especiais.

KEYSTONE-FRANCE/GAMMA

Efeitos especiais ou tecnologias de cena são técnicas visuais, sonoras e audiovisuais que usam recursos como iluminação, sonoplastia, ilusão de ótica, maquiagem, computação gráfica, robótica, realidade virtual, entre outros.

Precursor: alguém que realiza algo muito antes das demais pessoas.

2 Observe estas imagens de personagens de filmes de Georges Méliès e de George Lucas. Converse com os colegas sobre elas.

Personagem do filme Viagem à Lua, com direção de Georges Méliès. França, 1902.

Mestre Yoda, personagem da série de filmes Guerra nas estrelas, de George Lucas, 1983.

a) O que você percebe de diferenças ou de semelhanças entre as imagens desses dois personagens?

b) O que chama a sua atenção na forma como os personagens foram criados? Que ideias, memórias, sensações ou emoções esses personagens provocam?

O cinema nos apresenta os mais diferentes seres fantásticos. O personagem do filme Viagem à Lua , por exemplo, é uma mistura de formas que lembram aves, seres aquáticos e o corpo humano. Já o Mestre Yoda, da série de filmes Guerra nas estrelas , apesar de ter características não humanas, lembra um ancião sábio.

QUEM É?

George Lucas (1944-) é o cineasta estadunidense que foi responsável por revolucionar o uso dos efeitos especiais no cinema.

2. a), b) Respostas pessoais.

Ao abordar o conteúdo destas páginas, você pode contar aos estudantes que os primeiros filmes não tinham som. A introdução de efeitos sonoros só foi possível tempos depois, com o avanço das tecnologias. Assim, partes dos filmes continham textos para o público acompanhar o desenvolvimento da história. Mais recentemente, técnicas visuais, como os efeitos especiais, foram criadas por meio de recursos variados: computação gráfica, maquiagem, robótica, ilusão de ótica e

muito mais. Há cada vez mais profissionais empenhados na procura tecnológica para a evolução desses efeitos.

29/09/25 18:27

Como instrumento de avaliação, além dos registros no caderno, você pode organizar rodas de conversa para fazer sondagens a respeito de que forma os estudantes costumam ver as imagens e conviver com elas no cotidiano e como trazem essas experiências em momentos de apreciação de imagens em sala de aula.

+Ideias

Converse com os estudantes sobre a influência na criação de imagens fantásticas no cinema. George Lucas (1944-) é um dos grandes nomes da produção de cinema dos Estados Unidos, responsável por grandes sucessos como os filmes das séries Guerra nas estrelas e Indiana Jones. É importante que os estudantes reflitam sobre a pesquisa e as influências dos artistas na hora de criar. Por exemplo: os movimentos característicos do kung fu , uma das artes marciais chinesas, inspiraram filmes e séries de desenhos animados, como os movimentos e a filosofia do mestre Yoda.

É importante dialogar com a turma sobre processos de criação. Artistas não têm dons ou talentos excepcionais; isso é um mito. Pesquisas e aprendizados constantes são o que torna as pessoas criativas.

Sugestão para o professor

• KINDERSLEY, Dorling. Cinema para crianças. São Paulo: Publifolha, 2014.

Livro que conta a trajetória do cinema, desde o cinema mudo até a contemporaneidade.

• CHIARA, Thalitha. Um olhar mágico: a história do cinema para crianças. São Paulo: Editora do Brasil, 2015. Livro que aborda a história do cinema de modo poético e divertido.

• MACORIELLO, Laura D. Cinema para pequenos. Ilustrações de Lucas Dutra. São Paulo: Ideal, 2014. Livro ilustrado para futuros cinéfilos com personagens famosos, como Neo (de Matrix), Jack Sparrow (de Piratas do Caribe) e Harry Potter.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06 e EF15AR23.

ENCAMINHAMENTO

Converse com os estudantes sobre a relação entre literatura e cinema e sobre a produção textual como parte do processo de criação audiovisual. Comente que os livros de H. G. Wells e de Júlio Verne exploraram mais a imaginação do que a exatidão científica, e que criar na arte tem sua licença poética. Se possível, apresente filmes com roteiros adaptados de histórias fantásticas da literatura.

Acompanhe o processo de criação dos estudantes e faça anotações acerca deles, procurando identificar o envolvimento, a inventividade e os indicadores de desenvolvimento de suas habilidades de produção escrita e pictórica.

Sugestão para o professor

• RIBEIRO, Estevão. Da Terra à Lua. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.

Versão adaptada da obra de Júlio Verne em linguagem de HQ.

ARTE-AVENTURA Literatura e cinema

Muitas vezes, uma história escrita para livros pode ser adaptada e recriada nas telas de cinema. Esse é o caso do filme Viagem à Lua, de Georges Méliès, que tem como base livros de H. G. Wells e de Júlio Verne

Que tal criar uma história de ficção científica? Quem sabe seu texto inspire a produção de um roteiro para um filme de animação de ficção científica?

1. Em seu caderno, escreva sua história. Você pode dividi-la em partes (capítulos), imaginar e criar diálogos. Também pode descrever as cenas, os lugares e os personagens.

2. Crie desenhos para ilustrar os lugares e os personagens de sua história.

QUEM É?

H. G. Wells (1866-1946) foi escritor de livros como A guerra dos mundos (1898), que foi adaptado para o cinema várias vezes.

Animação é um tipo de filme no qual um desenho, um objeto ou uma fotografia ganha movimento. Na linguagem audiovisual, roteiro se refere a um texto escrito para descrever e orientar as etapas de produção de um vídeo ou filme.

3. Escolha um título para seu livro. Agora, crie uma capa, colocando o título, uma ilustração e seu nome, pois você é o autor dessa obra!

4. Que tal trocar o livro com algum colega, ler e dar sua opinião?

Compartilhe as histórias para trocar experiências e ideias.

QUEM É?

Júlio Verne (1828-1905) foi escritor de livros como Vinte mil léguas submarinas (1870). Suas obras inspiraram filmes, animações, games e séries de televisão.

APIC/GETTYIMAGES
CLAUDIO
CHIYO
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BRIDGEMAN/GETTY

DIÁLOGOS

Aventuras e saberes na Arte e na Ciência

Observe esta imagem.

Nessa cena do filme Viagem à Lua , vemos alguns astrônomos que quiseram fazer uma viagem fantástica desembarcando na Lua. Eles construíram um tipo de foguete e se lançaram ao espaço.

Georges Méliès começou a produzir filmes no final do século 20, na época do cinema mudo e em branco e preto.

Em 1902, ele criou o filme Viagem à Lua , muito antes da existência de foguetes, satélites e outros inventos científicos que nos permitem conhecer um pouco mais do Universo, já que ainda há muito para imaginar, inventar e explorar!

Esse foi um dos primeiros filmes a usar efeitos especiais e tratar de temas como seres extraterrestres e viagens espaciais.

A imaginação nos inspira a criar o futuro? Nem tudo o que é criado pela imaginação se realiza. Entretanto, sem ela não teríamos tantas tecnologias à disposição.

BNCC

Habilidades: EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06 e EF15AR23.

TCT: Ciência e Tecnologia.

Organize-se

• Prepare um ambiente para fruição de vídeos.

ENCAMINHAMENTO

29/09/25 18:27

Prepare momentos de nutrição e fruição estética com base no filme Viagem à Lua . Em uma roda de conversa, você pode perguntar: as formas são mais próximas da realidade ou da fantasia? O que a imagem sugere em termos de interpretação, memória, emoção? Ao olhar para ela, é possível imaginar sons e outras ações na cena? Você já viu

filmes ou animações com a mesma temática?

Proponha aos estudantes que comparem a imagem ilustrativa do filme Viagem à Lua com imagens reais de gravações que registram a chegada dos astronautas dos Estados Unidos à Lua, em 1969. Caso não seja possível assistir às imagens com a turma, podem-se observar fotografias da época. Reflita a respeito das invenções tecnológicas que marcaram a história e/ou transformaram a vida das pessoas, em uma articulação com Ciências da Natureza e História.

Filmes do gênero ficção científica podem ter como base fatos ou invenções fantásticas. No caso de Viagem à Lua, os estudantes podem pesquisar tecnologias que levam astronautas para fora do planeta. Saber quando e em que contexto social e tecnológico o ser humano foi à Lua pode ser uma proposta interessante para ampliar saberes e criar pontes entre conhecimentos.

Sugestão para o professor

• VIAGEM à Lua: 1902. Publicado por: Geomagno / Imagens Históricas. 2014. 1 vídeo ( ca. 13 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=rt tJC8B1aMM. Acesso em: 17 set. 2025. Clássico do cinema com direção de Georges Méliès. • APOLLO 11: como o homem chegou à Lua. Publicado por: BBC News Brasil. 2019. 1 vídeo (ca. 6 min). Disponível em: https://www.youtu be.com/watch?v=oZTlnZ WfyY8. Acesso em: 17 set. 2025.

Documentário do canal BBC News Brasil a respeito da viagem da Apollo 11 à Lua.

Imagem que ilustra cena do filme Viagem à Lua, com direção de Georges Méliès. França, 1902.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06, EF15AR23, EF15AR25 e EF15AR26.

TCT: Saúde.

ENCAMINHAMENTO

Contextualize que no curta-metragem Notícias da Lua o mediador do planetário explica que não será possível ver a Lua pelo telescópio naquele momento. Para dar essa explicação ele usa a metáfora “o Lobo engoliu a Lua”, que tem origem em um conto de tradição oral. A base científica é que há fenômenos naturais, como eclipse lunar, lua nova ou noites muito escuras, em que não é possível avistar a Lua. Em um eclipse lunar, por exemplo, a sombra da Terra cobre a Lua, não sendo possível avistá-la, parecendo que ela foi “engolida”.

Metáforas podem ter o sentido compreendido de modo literal por estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), causando-lhes confusão ou ansiedade. Isso não significa que não se podem usar metáforas, mas elas devem ser apresentadas com cuidado, com uma explicação direta e exemplos concretos. Contextualize com os estudantes da turma, de forma geral, o significado de metáfora e trate também da maneira singular de cada pessoa compreender e conhecer as coisas e o mundo. Conversar sobre o espectro autista de modo aberto e acolhedor pode ajudar a combater estereótipos e preconceitos, disseminando na escola a cultura de paz.

Comente que o TEA é uma condição neurológica do desenvolvimento que influi na maneira como cada pessoa percebe, conhece, se comunica, organiza pensamentos

O cinema também pode nos fazer pensar sobre o que aconteceria se alguma mudança no Universo pudesse alterar a vida na Terra. No curta-metragem Notícias da Lua , o personagem Luã (interpretado pelo ator Davi Burg ) é um garoto de 10 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e apaixonado por astronomia

Cena do curta-metragem Notícias da Lua, com direção de Sérgio Azevedo. Brasil, 2025.

Um dia, ao visitar o planetário de sua cidade, ele é provocado a resolver um grande enigma: o desaparecimento da Lua. Em sua jornada, ele explora a imaginação e reflete sobre o mundo e o Universo.

Astronomia: ciência que estuda os corpos celestes e investiga a história e a formação do Universo. Planetário: local que apresenta uma simulação do céu, mostrando imagens de estrelas, planetas e outros objetos celestes.

Curta-metragem é o nome dado ao filme de pequena duração.

1, 2, 3 e 4. Respostas pessoais. Veja mais orientações no Encaminhamento. Converse com os colegas sobre as questões a seguir.

1 Você já parou para pensar como era o mundo antes da televisão, do cinema, dos computadores e dos celulares?

2 O personagem Luã, no filme Notícias da Lua , se interessa por estudar temas ligados à astronomia. Você também se interessa por esses temas? Se sim, comente seus estudos.

3 Você prefere estudar outros temas? Se sim, o que já descobriu a respeito de seu tema de estudo preferido?

4 Em sua opinião, como a astronomia pode nos ajudar a compreender e a cuidar melhor da Terra?

QUEM É?

Assim como o personagem que interpretou, Davi está no espectro autista, tem hiperfoco e curiosidade em conhecer o mundo e o Universo.

Hiperfoco: estado de concentração intensa em uma atividade ou um tema específico.

Contextualize aos estudantes que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica do desenvolvimento que afeta o modo como a pessoa percebe, conhece, se comunica, organiza pensamentos e expressa emoções.

e expressa emoções. Cada pessoa autista tem o próprio modo de ser e existir, por isso é chamado de espectro, ou seja, há uma diversidade de amplitudes e intensidades. O diretor do filme, Sérgio Azevedo, descobriu estar no espectro autista aos 27 anos. Em entrevistas, ele expressa acreditar na arte como uma forma potente de inclusão e discussão para combater estereótipos e preconceitos.

Sugestão para o professor

• ANTONELLO, Luiz. Brusquense autista de 11 anos será protagonista de curta-metragem com ator Otávio Augusto. O Município, Brusque, 23 set. 2024. Disponível em: https://omunicipio. com.br/brusquense-autista-de-11-anos-sera-protagonista-de-curta-metragem-com-ator-otavio -augusto/. Acesso em: 17 set. 2025.

Matéria sobre Davi Burg, ator mirim de Brusque, e sua estreia no curta-metragem Notícias da Lua.

Davi Burg (2013-), artista de Brusque (SC).
ACERVOPESSOAL

ARTE-AVENTURA Fábrica de sonhos

Esta proposta também pode ser expandida para a participação de familiares e amigos dos estudantes.

Vamos criar efeitos visuais interessantes? Que tal transformar a escola em um estúdio cinematográfico? Em uma fábrica de sonhos!

Combine com os colegas quais são os lugares fantásticos para onde vocês querem viajar nesta brincadeira imaginária! Comecem com a criação dos cenários. Vamos lá?

MATERIAIS

giz de lousa ou giz de cera folhas de papel

placas de papelão

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

tecidos

e adereços

dispositivo com câmera

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06, EF15AR23 e EF15AR25.

Organize-se

• Reúna os seguintes materiais: giz de lousa ou giz de cera, folhas de papel, tecidos, placas de papelão, figurinos e adereços e dispositivo com câmera.

• Prepare o espaço da sala de aula para que os estudantes possam compor os desenhos de cenários na lousa ou em painéis de papel colados na parede.

Comente com os estudantes que ideias e conceitos sobre cenários e espaços cênicos fazem parte dos estudos da cenografia. A turma pode criar cenários e efeitos especiais experimentando desenhos, utilizando tecidos, objetos suspensos por fios de náilon, entre outras técnicas. Para isso, oriente os estudantes para um uso consciente e sustentável de materiais, reutilizando aqueles que seriam descartados sempre que possível.

Faça registros sobre o processo de criação utilizando diferentes mídias. Observe participação, envolvimento, experimentação, busca de soluções, inventividade e outros aspectos relevantes para a avaliação dos estudantes.

+Ideias

Investigue com a turma a história da cenografia, técnicas cenográficas, se há diferenças entre a cenografia teatral e a cinematográfica etc. Após a pesquisa, os estudantes podem aplicar as descobertas à criação de seus cenários.

Sugestão para o professor

• SERRONI, J. C. Cenografia brasileira: notas de um cenógrafo. São Paulo: Sesc, 2015.

Neste livro, você vai descobrir mais sobre a cenografia no Brasil.

figurinos

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06, EF15AR20, EF15AR23, EF15AR24 e EF15AR26.

ENCAMINHAMENTO

Auxilie a turma nos passos 1 a 6. Converse a respeito da importância da criação de esboços no percurso de aprendizagem, contextualizando que eles geralmente antecedem o processo de criação das obras de arte e fazem parte dele.

A cenografia é a arte e a técnica de organizar o espaço onde as ações da filmagem serão encenadas. O tempo e o espaço cênicos são materializados por meio da cenografia. Assim, a cenografia pode oferecer dicas sobre onde e quando a história acontece. A cenografia deve ir além da decoração, pois é um elemento que compõe o espetáculo teatral. Entretanto, uma apresentação pode ser concebida sem cenografia definida. Há filmes e peças teatrais em que a ação dramática se realiza aproveitando o espaço natural, como é o caso do teatro de rua. A proposta aqui é criar cenários com base em desenhos ou construir com objetos e tecidos.

Vimos que o diretor Georges Méliès ficou conhecido como um dos primeiros a criar e usar efeitos especiais, montando um estúdio de cinema com cenários incríveis para a época. As técnicas eram simples, mas a criatividade dele e de sua equipe era ilimitada. Um desenho feito na parede, tecidos movidos por ventiladores, atrizes que “voavam” presas por fios e, então, fantasia e ilusão entravam em ação.

1. Elaborem roteiros com histórias ou cenas que desejem filmar.

2. Criem o desenho do cenário no suporte com os materiais que vocês escolheram.

3. Combinem e escolham quais serão os espaços utilizados na escola.

4. De quais materialidades e recursos vocês vão precisar? Organizem tudo no espaço em que as cenas serão filmadas.

5. Figurinos e adereços também podem ser improvisados e usados nesta brincadeira.

6. Agora, vamos brincar! Vocês podem interagir com os desenhos. Isso é criativo e divertido! Registrem a brincadeira com um dispositivo com câmera.

Dica: ao usar os espaços da escola, peça sempre orientação ao professor. Ao escolher materialidades, cuidado! Peça ajuda a um adulto.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

ARTE EM PROJETOS

Um ser fantástico para brincar

O papel-cartão pode ser substituído por placas de papelão ou por outro tipo de papel de espessura grossa.

Vamos criar um boneco articulado? Ele terá seu tamanho e será seu parceiro de aventuras! Convide um colega para este projeto.

Etapa 1 – Criar um ser fantástico

MATERIAIS

tesoura com pontas arredondadas

riscadores coloridos, como canetas hidrográficas, lápis de cor ou giz de cera

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

folhas de papel-cartão fita adesiva

tinta guache de várias cores

alguns colchetes de papel (conhecidos como bailarinas)

2. Incentive os estudantes a pensar como será o personagem e como serão suas características psicológicas (alegre, triste, medroso, destemido etc.) e físicas (gênero, etnia, modo de se vestir etc.).

1. Conversem entre si e com o professor sobre a personalidade desse personagem.

2. Reflitam e façam vários esboços no caderno ou em folhas de papel avulsas para definir as formas e as características de seu personagem.

3. Decidam se ele vai se parecer com um bicho, uma pessoa, um extraterrestre ou outro ser. Vocês também podem misturar formas!

4. Unam folhas de papel-cartão com fita adesiva até que tenham o tamanho do colega que faz dupla com você.

3. Comente que os personagens podem ter formas inspiradas em pessoas ou em seres inventados (misturando formas antropomórficas e zoomórficas).

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06, EF15AR20, EF15AR23, EF15AR24 e EF15AR26.

Organize-se

29/09/25 18:27

• Materiais: tesoura com pontas arredondadas, folhas de papel-cartão, fita adesiva, riscadores coloridos, tinta guache de várias cores e alguns colchetes de papel (conhecidos como bailarinas).

Na Etapa 1 , a sugestão é que as crianças criem bonecos articulados e explorem a linguagem do cinema, desdobrando o projeto em várias possibilidades. No momento da confecção, converse com a turma a respeito do uso de outros materiais que não estejam ilustrados, pensando na reutilização de materiais diversos, como sucatas eletrônicas. Comente o uso consciente e responsável de materiais.

No passo 3, comente que as formas zoomórficas referem-se à atribuição de características animais a seres humanos e objetos, enquanto as formas antropomórficas referem-se a dar qualidades humanas a animais ou objetos não humanos. Ambos os conceitos são importantes em diversas manifestações artísticas e literárias, enriquecendo a narrativa e a expressão cultural.

É importante que o professor apresente e até mesmo demonstre para as crianças as diversas possibilidades dos materiais apresentados, além do manuseio e do cuidado com objetos cortantes, como tesouras.

Durante o processo de criação dos estudantes, avalie o momento em que é necessário intervir e planejar novos caminhos.

Sugestão para o professor

• COMO criar o seu próprio herói: Warner Lab. Publicado por: Warner Channel Brasil. 2018. 1 vídeo (ca. 5 min).

Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=V9S wyOKjHOQ. Acesso em: 17 set. 2025.

Em uma entrevista, o quadrinista Ivan Reis fala da criação de uma heroína.

COMO FAZER
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06, EF15AR20, EF15AR23, EF15AR24 e EF15AR26.

Organize-se

• Materiais: dispositivo com câmera e cenários criados na seção Arte-aventura: Fábrica de sonhos

ENCAMINHAMENTO

Dê continuidade ao projeto de construção dos personagens. Na Etapa 2, oriente os estudantes a criar situações (cenas) interagindo com o ser fantástico criado por eles. É importante ajudar a definir como essas cenas podem ser registradas (fotografia e/ ou filmagem). Uma sugestão é usar as linguagens das histórias em quadrinhos ou do storyboard para criar pequenas sequências que podem ser filmadas. Durante a cena, peça a eles que coloquem um personagem de um lado e um estudante do outro e interajam de algum modo: brincando, dando as mãos, entre outras possibilidades. Enquanto isso, outro estudante fotografa ou filma a cena. É importante considerar os registros realizados pela turma ao longo das situações de aprendizagem para ter um olhar mais aprofundado sobre o desenvolvimento de cada um. Para ampliar a conversa, você pode destacar e fazer relações entre alguns elementos das linguagens artísticas como: os cenários que estão presentes no cinema e teatro; a iluminação

5. Um dos estudantes deve se deitar nas folhas de papel-cartão para o outro desenhar o contorno do corpo dele (com cabeça, tronco e membros bem demarcados).

6. Agora, troquem de posição. É a vez do outro colega! Unam folhas de papel-cartão do tamanho dele e repitam o passo anterior.

8. Peçam ao professor que faça pequenos furos em cada parte do corpo (vejam a imagem) e prenda as partes com os colchetes. Agora vocês conseguem deixar os bonecos articulados em várias posições!

9. Está pronta a forma que será a base de seu boneco! Vocês também podem acrescentar mais partes de papel-cartão, colar objetos e dar volume ao personagem. Para colorir, usem tinta guache ou riscadores coloridos.

7. Recortem as silhuetas riscadas no papel-cartão e separem as partes (cabeça, tronco, braços, mãos, pernas e pés).

presente nos filmes, nos espetáculo de dança, teatro e performances; os figurinos nas apresentações musicais; as maquiagens presentes nas linguagens do teatro e da dança; os objetos animados ou não presentes na dança, no teatro ou em exposições de artes visuais.

Faça relações entre os elementos da arte e as diferentes linguagens artísticas. Observe se os estudantes compreenderam e identificaram as relações entre as diversas linguagens artísticas e sua integração no cinema.

Etapa 2 – Criar histórias e aventuras

Quais brincadeiras, cenas e histórias vocês podem inventar?

MATERIAIS

Dispositivo com câmera, cenários que vocês criaram na seção Arte-aventura das páginas 19 e 20 e os bonecos articulados que vocês criaram na Etapa 1 desta seção.

COMO FAZER

1. Imaginem histórias com os bonecos, que também são seres fantásticos, e os amigos imaginários de seu personagem nesta brincadeira.

2. Combinem com outros colegas e reúnam mais personagens em novas aventuras, criando histórias coletivas.

3. Para ampliar esta brincadeira, criem situações (cenas) interagindo com os seres fantásticos e definam com o professor como essas cenas podem ser registradas (fotografia e/ou filmagem).

Dica: todos podem ser personagens dessas histórias e fotografar as aventuras uns dos outros.

+Ideias

Traga exemplos de cenários e espaços cênicos. Um espaço cênico pode ser o palco de um teatro, mas também a rua ou uma praça pública. Pode ser compreendido como qualquer local onde acontece uma representação, dança ou qualquer manifestação de expressão corporal. Proponha que criem cenários e estabeleçam espaços cênicos para brincar com seus personagens. Mais personagens podem ser confeccionados com a ajuda dos familiares e responsáveis. A brincadeira e todo o seu processo de criação podem ser registrados e compartilhados.

Sugestão para o professor

• COMO criar uma história em quadrinhos: toontorial: Cartoon Network. Publicado por: Cartoon Network Brasil. 2021. 1 vídeo (ca. 6 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=_zT msu05uM0. Acesso em: 17 set. 2025.

Dicas para a criação de personagens e sequências de cenas.

VANESSA ALEXANDRE

BNCC

Habilidades: EF15AR01 e EF15AR06.

Organize-se

• Organize uma roda de conversa para comentar a imagem e o texto desta abertura de capítulo.

ENCAMINHAMENTO

Antes da leitura do texto, pergunte aos estudantes se já ouviram falar do poeta Mário Quintana. Faça perguntas como: para vocês, o que é imaginação? Qual é o papel da imaginação no dia a dia de vocês?

Apresente o trecho do poema de Mário Quintana e proponha aos estudantes que comentem suas hipóteses interpretativas. Eles também podem compartilhar seus repertórios sobre a imaginação e a transformação do mundo e criar mais perguntas sobre o assunto.

“Um adulto normal nunca ocupa sua cabeça com problemas como tempo e espaço. Em sua opinião, tudo o que havia a aprender sobre esse assunto foi aprendido na infância. Eu, ao contrário, me desenvolvi tão lentamente que só comecei a me questionar sobre tempo e espaço quando já era adulto” (EINSTEIN, Albert. In: NACHMANOVITCH, Stephen. Ser criativo . São Paulo: Summus, 1993. p. 111). Albert Einstein, um dos cientistas mais conhecidos da história, dizia que, para criar, é preciso ter intuição e imaginação. Ele também dizia que a criatividade é muito importante para o avanço da Ciência. Já o artista Pablo Picasso dizia que não devemos ter medo de inventar, seja o que for. Para criar, o coração e a curiosidade são ingredientes importantes, mas é preciso observar o mundo, imaginar possibilidades e pesquisar soluções.

2 AVENTURAS NO MUNDO DA IMAGINAÇÃO

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Converse com os estudantes sobre o texto de Mário Quintana, principalmente sobre a frase “uma vida não basta ser apenas vivida”, em que o autor considera que a vida também precisa ser sonhada. Incentive os estudantes a expressar ideias, interpretações e opiniões.

VENHA ANIMAR!

As pessoas sem imaginação podem ter tido as mais imprevistas aventuras, podem ter visitado as terras mais estranhas. Nada lhes ficou. Nada lhes sobrou. Uma vida não basta ser apenas vivida: também precisa ser sonhada.

QUINTANA, Mário. Lili inventa o mundo

Porto Alegre: MGE, 2018. p. 7.

Você já imaginou viver uma grande aventura?

Será que a imaginação transforma o mundo? Como?

Para criar no cinema de animação, é possível misturar ideias, materialidades e processos criativos. Vamos investigar técnicas e formas no cinema de animação?

Venha animar!

Montagem de ilustração com cena do filme de animação Para que servem as coisas?, com direção de Thais Fernandes e Tainah Dadda. Brasil, 2025.

Ao longo das aulas, os estudantes podem compor cadernos para registrar seus percursos criativos. Você pode propor a eles que explorem as indagações e reflexões tratadas na aula, por meio de desenhos, pinturas, colagens, depoimentos, frases de efeito, pequenos textos, poemas e diferentes formas que registrem seus encontros com as obras de arte do capítulo. Verifique como está a produção textual dos estudantes e avalie a necessidade de ações para melhor desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita que, juntas, formam uma competência, ou seja, a capacidade de mobilizar essas habilidades para resolver problemas escolares e da vida cotidiana.

+Ideias

Divida a turma em pequenos grupos para conversar e escrever textos a respeito do que pensam sobre criação, imaginação e transformação do mundo e das pessoas.

Sugestão para o professor

• QUINTANA, Mário. Lili inventa o mundo. São Paulo: Global, 2005.

O livro coloca a criança e o leitor de qualquer idade diante da possibilidade de viver a experiência de sonhar.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04, EF15AR07, EF15AR08 e EF15AR09.

Organize-se

• Se possível, assista ao filme O menino e o mundo com a turma.

ENCAMINHAMENTO

Realize a leitura da página com os estudantes. Na questão 1, converse com eles sobre o modo como o artista

Alê Abreu cria seu personagem: com linhas, formas e cores. Na questão 2, discuta como, ao articular esses elementos constitutivos de linguagem, o artista dá vida e atribui sentimentos e movimentos ao personagem. Na questão 3, para ampliar, os estudantes podem usar os movimentos estudados e desenhados para criar personagens de animação e explorar as possibilidades de gestos e seus movimentos.

A animação é um gênero de filme no qual um desenho, objeto ou fotografia ganha movimento. As técnicas mais conhecidas são desenho animado, stop motion (que utiliza uma sequência de fotografias) e animação digital (feita por computador).

Temas, personagens e emoções no cinema

Observe esta imagem do filme de Alê Abreu

Imagens do personagem do filme de animação O menino e o mundo, com direção de Alê Abreu. Brasil, 2016.

O filme de animação O menino e o mundo, de Alê Abreu, apresenta a história de um menino que, sentindo saudade de seu pai, decide ir ao encontro dele. Ao deixar sua aldeia, ele se envolve em muitas aventuras e descobre um mundo com criaturas fantásticas.

Alê Abreu (1971-) é animador e diretor de cinema brasileiro. Nasceu em São Paulo (SP).

1 Como será que foram criados os desenhos desse personagem? Converse com os colegas e o professor sobre isso. Resposta pessoal.

2 Observando os movimentos do corpo e as expressões faciais nos desenhos do personagem, quais emoções ou ações você consegue imaginar?

Resposta pessoal.

Pela imaginação, técnica e arte de cineastas, roteiristas, animadores e outros profissionais da linguagem do cinema, personagens ganham vida, e nós podemos assistir às mais diferentes aventuras.

Há personagens que, com suas histórias, podem provocar sentimentos e pensamentos sobre emoções e memórias de experiências vividas ou de coisas que já sabemos.

Os filmes tratam de temas variados, como amizade, saudade, preconceitos, boas ações e tantas outras situações que também podem ser vividas na vida real. Alguns filmes nos transformam, podem mudar nossa forma de pensar e agir.

A arte é um modo de imaginar e de sonhar!

Retome aqui o texto presente na abertura do capítulo, em que Mário Quintana escreve: “Uma vida não basta ser apenas vivida: também precisa ser sonhada”.

3 Agora, observe as sequências de imagens e realize as propostas a seguir.

da imagem do personagem do filme de animação O menino e o mundo, com direção de Alê Abreu. Brasil, 2016.

a) Como Alê Abreu representou os gestos e movimentos realizados pelo personagem? Você e os colegas podem se expressar corporalmente, imitando esses gestos e movimentos.

b) Faça dupla com um colega para criar uma sequência de gestos e movimentos. Observe como o colega se movimenta e peça a ele que faça o mesmo.

c) Depois de criar movimentos e analisar como vocês se movem, é hora de criar desenhos em folhas de papel avulsas procurando representar uma sequência de movimentos.

d) Compartilhe o resultado desse exercício de se mover e desenhar com o colega e conversem sobre essa experiência.

3. A proposta é que os estudantes explorem a expressão corporal, o autoconhecimento corporal e as possibilidades de representações da figura humana em gestos e movimentos.

29/09/25 18:38

Verifique o que os estudantes conhecem das animações e da construção de personagens, se sabem como é feita uma animação e se conhecem suas etapas. Solicite a eles que registrem no caderno, com palavras e/ou imagens, o que absorveram da conversa. Podem-se anotar palavras-chave na lousa ou em outro local de fácil acesso a todos na sala de aula no decorrer da conversação e pedir aos estudantes que as registrem no caderno. É importante que você também faça anotações, de forma a comparar diferentes momentos do percurso de aprendizagem.

+Ideias

Traga animações para que os estudantes assistam a elas. Inspirados no filme de animação O menino e o mundo , você pode propor aos estudantes que criem os próprios personagens em folhas de papel avulsas, com traços rápidos e soltos, explorando linhas, formas e cores, assim como o artista Alê Abreu fez.

Sugestão para o professor

• O MENINO e o mundo #02-Barbatuques. Publicado por: Alê Abreu. 2013. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=Z-wsQaqAF48. Acesso em: 18 set. 2025. Clipe do grupo Barbatuques, realizado durante as gravações da trilha sonora do filme.

Detalhe
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR07 e EF15AR23.

Organize-se

• Sugerimos apresentar aos estudantes trechos de filmes de animação produzidos com a técnica stop motion, como A fuga das galinhas: a ameaça dos nuggets

• Se possível, para os momentos de conversa, organize a turma em uma roda.

ENCAMINHAMENTO

Em uma roda de conversa, inicie a aula retomando os assuntos já estudados e questionando os estudantes sobre o que já sabem a respeito de técnicas e processos de animação.

O processo de criação das animações se modifica a cada dia em função de avanços e recursos que a tecnologia digital proporciona. Com a animação, estão articuladas diversas linguagens artísticas que os estudantes podem conhecer pela nutrição estética, pela investigação de como cada uma é explorada e pela experimentação em ações criadoras com diferentes princípios, técnicas e recursos.

Apresente aos estudantes as imagens desta página e converse com eles sobre as cenas do filme de animação Para que servem as coisas?, incentivando-os a criar hipóteses a respeito dos diferentes recursos e técnicas utilizados pelos animadores, por exemplo: como vocês acham que essas imagens foram criadas? Quais materialidades vocês conseguem notar? Que técnicas foram utilizadas?

Processos e ferramentas para animar!

Observe as imagens a seguir do filme de animação Para que servem as coisas? , dirigido por Thais Fernandes e Tainah Dadda.

Frames do filme de animação Para que servem as coisas?, com direção de Thais Fernandes e Tainah Dadda. Brasil, 2025.

Os artistas que trabalharam no filme de animação Para que servem as coisas? usaram várias técnicas e materialidades no processo de criação, entre elas desenhos, colagens, maquetes, objetos e filmagens com atores como Alice Dotto.

O filme conta as aventuras de Bê, uma menina que gosta de imaginar e viver aventuras com sua bicicleta, a amiga Bi. Elas vivem essa história descobrindo a importância da amizade e da imaginação.

Nesse momento de nutrição estética, proponha aos estudantes que observem as duas primeiras imagens. Um dos processos mais antigos da animação é conhecido como célula, no qual cada detalhe, expressão, ação e movimento é desenhado manualmente, criando imagens individuais registradas quadro a quadro; então, as imagens são reproduzidas em sequência, para causar a ilusão visual da cena em movimento.

Proponha, então, aos estudantes que observem as duas últimas imagens desta página e pergunte como percebem os objetos e as materialidades com expressões humanas. Acolha as hipóteses e os argumentos e siga na roda de conversa, comentando que animações com objetos podem ter processos mistos, com efeitos criados com desenhos, explorando as técnicas de células e de animações digitais em 2D (duas dimensões) ou 3D (três dimensões).

QUEM É?

Thais Fernandes (1984-) é diretora e roteirista de Porto Alegre (RS). Ela também atua em peças teatrais e é professora de cursos livres.

Tainah Dadda (1983-) é uma artista do teatro e das artes integradas. Participa de projetos artísticos que trabalham linguagens híbridas e realiza oficinas de teatro.

Alice Dotto (2012-) é uma atriz mirim nascida em Porto Alegre (RS). Ela participa em peças teatrais como atriz e como roteirista.

Animação com stop motion

Stop motion é uma expressão em inglês que significa “movimento parado”. Nessa técnica, são realizadas várias fotografias de um objeto parado, mas a cada fotografia a posição de um personagem ou de algum detalhe na cena é alterada. Depois, utilizando um computador com programas de edição de imagens, é feita a simulação de movimento das cenas.

Muitos artistas usam técnicas como stop motion em suas produções, além de outros processos e ferramentas digitais e manuais.

Uma técnica muito usada em filmes de animação com stop motion é o claymation animation. A fuga das galinhas: a ameaça dos nuggets (2023) é um exemplo de produção cinematográfica que usou essa técnica. Observe esta imagem.

Frame de vídeo das gravações do filme de animação A fuga das galinhas: a ameaça dos nuggets que mostra o processo de claymation animation

Claymation animation é uma expressão em inglês que significa “fazer animação com formas em materiais modeláveis” (como massa de modelar e argila).

No caso das técnicas digitais, é necessário usar softwares para criar e manipular imagens. As filmagens mistas podem usar vários recursos, como filmar a ação de atores e atrizes interagindo com personagens criados pelo processo de células, por stop motion ou outros efeitos.

Comente que a técnica stop motion é muito usada na animação. Essa técnica consiste em manipular objetos físicos e fotografar cada quadro, criando imagens que, quando proje-

tadas em sequência, também criam a ilusão de movimento.

Outro processo, conhecido como claymation animation, é um recurso muito usado entre as técnicas com stop motion, em que pequenas alterações são feitas nas materialidades a cada quadro fotografado.

Proponha aos estudantes mais questões, como: quais materialidades eles também

podem usar ao explorar técnicas como animação por células ou stop motion ? De que forma é possível fazer a imagem se movimentar? Será que o movimento é físico ou pode ser produzido por nosso sistema visual, ou seja, por meio da ilusão de ótica? Mais adiante será apresentado o conceito de persistência retiniana. Estabeleça relações entre os estudos aqui realizados e as investigações sobre a ilusão ótica e as imagens em movimento. Na roda de conversa, pode ser introduzida a noção de persistência retiniana por meio de questões e sondagens sobre o que os estudantes já sabem ou percebem ao apreciar filmes de animação.

Ao longo de toda a conversa, observe como os estudantes estão participando e assimilando os conteúdos acerca dos processos de animação.

Sugestão para o professor

• PARA que servem as coisas? Thais Fernandes, c2025. Disponível em: https:// www.thaisfernandes.com. br/work?pgid=lzb1oehc -13072f17-3e9c-4910-a9 a6-13a2bcc0ca31. Acesso em: 20 ago. 2025.

Site oficial de uma das diretoras, contendo o trailer do filme de animação Para que servem as coisas? , vencedor do Prêmio Brasil de Cinema Infantil no 22º FICI – Festival Internacional de Cinema Infantil.

• ANIMA Mundi. Publicado por: animamundifestival. Vídeos. Disponível em: https: //www.youtube.com/ @animamundifestival/ videos. Acesso em: 22 set. 2025.

Página de um dos mais importantes festivais de animação do Brasil, que apresenta filmes e entrevistas sobre animação.

FERNANDACRUZ

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06 e EF15AR23.

Organize-se

• Traga storyboards para mostrar aos estudantes.

ENCAMINHAMENTO

Levante os conhecimentos prévios dos estudantes, sensibilizando-os para a proposta desta seção. Conte a eles que os profissionais de cinema usam storyboard no planejamento das ações de seus personagens. Como estamos trabalhando com conceitos e noções sobre o processo de criação, a proposta da seção é oferecer materialidades aos estudantes para que, usando a imaginação, criem seus desenhos de personagens de cinema. Busca-se desenvolver, também, a narrativa com partes organizadas e com sentido sequencial de acontecimentos e ações.

Personagens e histórias

Os personagens de cinema nascem primeiro na imaginação dos artistas. Que tal criar um personagem de filme para protagonizar suas histórias e aventuras imaginárias?

Seu personagem pode ter as características físicas e os superpoderes que você quiser!

1 Escreva no caderno: quem é seu personagem? O que ele faz? Onde ele vive? Respostas pessoais.

2 Crie um storyboard com as ações de seu personagem. Use uma folha de papel avulsa. Siga o modelo e crie quantos quadros forem necessários.

Em forma de desenhos-sequência, o storyboard é semelhante a uma história em quadrinhos e serve para organizar os tempos e locais de filmagem, assim como o que cada cena vai exigir de quem está produzindo a obra em audiovisual (cinevídeo). É um roteiro visual de cada ação a ser filmada.

Este momento traz a oportunidade de diagnosticar conhecimentos prévios e referenciais dos estudantes acerca da construção de personagens e de storyboards. Ao longo do processo de criação, solicite aos estudantes que registrem, com palavras e/ou imagens, suas ideias e suas compreensões da aula. Durante a construção de seus personagens, pode-se orientá-los a anotar palavras-chave para a formação de um mapa mental que trace as características físicas e emocionais de suas criações. Observe como se expressam e trocam opiniões com os colegas.

+Ideias

Storyboard é um termo em inglês que se refere a uma sequência de desenhos que mostra como vão ficar as cenas de um filme ou de um desenho animado depois de produzidas. É o planejamento visual do que vai ser criado, podendo ter também anotações escritas.

2. Produção pessoal. Sugira aos estudantes que criem um título para o filme, deem nomes aos personagens e indiquem o número e a duração de cada cena, além de citar o próprio nome como roteirista, desenhista e diretor.

Os estudantes podem misturar imagens de animais, figuras humanas e objetos para criar seus personagens. Quanto aos materiais, pode-se criar um espaço-ateliê para estes momentos. A turma pode fazer desenhos, pinturas, colagens ou modelagens.

Sugestão para o professor

• O QUE é storyboard? Publicado por: Fábrica de Cultura. 2020. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=lITvhNWsu_Y. Acesso em: 18 set. 2025.

Vídeo da Fábrica de Cultura (PE) sobre storyboard e movimentos de câmera.

• SUPER Shadows. Jason Ratliff, c2023. Disponível em: https://www.jason-ratliff.com/supersha dows/. Acesso em: 20 ago. 2025.

Página oficial do artista estadunidense Jason Ratliff com várias imagens em homenagem à imaginação das crianças.

NUPENDEKDEE/SHUTTERSTOCK.COM
Cena Duração
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
MODELO PARA COPIAR.

DIÁLOGOS

Por que vemos imagens em movimento?

1. Ajude os estudantes a formular as perguntas para realizar a entrevista nesta investigação. As questões a seguir são exemplos; os estudantes podem formular outras a partir de seus interesses investigativos e de suas realidades locais.

Observe a seguir experiências de imagens em movimento da história do cinema.

Cavalo galopando (The horse in motion). 1878. São 628 tomadas fotográficas tiradas em 24 quadros por segundo pelo fotógrafo Eadweard Muybridge (18301904).

Comente que as imagens se sucedem em um intervalo bem curto, e o olho interpreta essa sequência como se fosse uma imagem em movimento. Lembre aos estudantes que a retina é uma parte do olho. Podemos explicar como vemos imagens em movimento pela teoria da persistência retiniana. Segundo essa teoria, a retina humana retém a imagem de um objeto por instantes após seu desaparecimento do campo de visão. Esse conhecimento foi importante para a história do cinema e o desenvolvimento da cultura audiovisual.

Persistência retiniana é uma teoria sobre como o olho percebe imagens em movimento. Cultura audiovisual se refere ao que foi criado integrando imagens e sons e a modos como consumimos, apreciamos e compartilhamos filmes, vídeos, jogos eletrônicos e outros.

Ao ir ao cinema ver um filme, assistir a uma série de televisão ou acessar vídeos em dispositivos móveis, podemos apreciar inúmeras produções audiovisuais por meio de telas.

1 Será que tanta exposição às telas pode ser prejudicial à nossa saúde?

Já pensou sobre isso? Qual é sua opinião? Que tal fazer uma pesquisa sobre saúde, autocuidado e uso de telas? Você pode entrevistar colegas, vizinhos e familiares. O que você pode investigar? Veja alguns exemplos de perguntas.

1. Quais tipos de tela são mais acessados por você?

2. Você considera que o excesso de telas pode prejudicar a saúde? Se sim, quais problemas de saúde esse tipo de exposição pode acarretar?

3. Quanto tempo por dia você considera adequado uma pessoa ficar exposta a telas?

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR04 e EF15AR05.

TCTs: Ciência e Tecnologia; Saúde.

Organize-se

• Proporcione aos estudantes momentos de nutrição e fruição estética da imagem e do vídeo Cavalo galopando (The horse in motion).

ENCAMINHAMENTO

29/09/25 18:38

A proposta nesta situação de aprendizagem é que os estudantes reflitam sobre a construção de um filme e compreendam a teoria da persistência retiniana destacada no texto. A persistência retiniana acontece quando uma imagem permanece na retina por uma fração de segundo após ela sair do campo visual. Nesse processo, o cérebro faz a conexão entre as imagens, que parecem estar em um movimento contínuo.

O conteúdo apresentado possibilita aos estudantes retomar conhecimentos sobre o

funcionamento do sistema visual do corpo humano, em articulação com o componente Ciência.

Na proposta 1, oriente os estudantes na realização da pesquisa. Retome o debate sobre o fato de que os produtos audiovisuais podem ser acessados ao ir a uma sala de cinema, assistir à televisão, navegar na internet, visitar salas de exposição de arte e tecnologias, entre outros meios. Em seguida, diga aos estudantes que a primeira questão pode trazer informações sobre como as pessoas entrevistadas têm acesso e se expõem a tipos de tela. Dê exemplos de telas, como as de cinema, televisores e computadores fixos, ou as de dispositivos móveis, como smartphones, tablets e laptops.

Converse com os estudantes fazendo simulações com as perguntas e possíveis respostas que os entrevistados podem dar e indique como eles podem reagir para aprofundar os questionamentos e descobrir mais detalhes, dados e opiniões. Comente que há discussões e estudos na atualidade sobre o tempo de exposição a telas recomendado por entidades de saúde. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o tempo ideal de tela para cada idade é:

• “Menores de 2 anos: nenhum contato com telas ou videogames;

• Dos 2 aos 5 anos: até uma hora por dia;

• Dos 6 aos 10 anos: entre uma e duas horas por dia;

• Dos 11 aos 18 anos: entre duas e três horas por dia” (CRIANÇAS no celular: Saiba o tempo ideal para cada idade. Sociedade Brasileira de Petriatria, 14 abr. 2022. Disponível em: https://www. sbp.com.br/imprensa/deta lhe/nid/criancas-no-celu lar-saiba-o-tempo-ideal-pa ra-cada-idade/. Acesso em: 2 out. 2025.).

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02 e EF15AR04.

Organize-se

• Materiais para o taumatrópio: uma folha de papel-cartão branco, cola, compasso, barbante, tesoura com pontas arredondadas, furador de papel e riscadores diversos.

• Materiais para o zootrópio: garrafa PET (cheia de areia), folhas de papel-cartão preto, tesoura com pontas arredondadas, lápis, régua, compasso, alfinete grosso (ou prego), fita adesiva, cola, uma folha de cartolina branca e canetas hidrográficas de várias cores.

ENCAMINHAMENTO

Nesta aula, a proposta é que os estudantes compreendam, na prática, a teoria da persistência retiniana destacada no texto. Eles vão construir um taumatrópio e um zootrópio.

Pergunte a eles: vocês já ouviram falar em flipbook ou folioscópio? É uma forma de fazer animação. Que tal pesquisar sobre ela? O cinema nasceu com base nas pesquisas sobre persistência retiniana e experiências como essas. Comente que, assim como o flipbook, o taumatrópio e o zootrópio são formas de fazer animação. Ao longo dos diálogos e das situações de aprendizagem, espera-se que os estudantes compreendam e contextualizem as contribuições de experimentos e pesquisas científicas anteriores para os dias atuais.

ARTE-AVENTURA Desenhos em movimento

Vamos fazer um experimento e saber mais sobre a persistência retiniana? Você já ouviu falar em taumatrópio? Ele é um dispositivo que dá a ilusão de movimento pela combinação de duas imagens distintas. Vamos fazer um?

MATERIAIS E COMO FAZER

Uma folha de papel-cartão branco, cola, compasso, barbante, tesoura com pontas arredondadas, furador de papel e riscadores diversos.

1. Com o compasso, desenhe dois círculos na folha de papel-cartão branco, um do lado do outro, e recorte essas formas sem separá-las.

2. Com um furador de papel, faça buracos nas laterais, como mostra a ilustração.

3. Faça um desenho em cada círculo, mas um deles deve ficar de cabeça para baixo.

4. Passe cola no verso dos desenhos e junte as duas partes.

5. Amarre um barbante em cada um dos furos. Depois, segure os barbantes, estique o taumatrópio e faça girar o círculo de papel!

A brincadeira é fazer girar rapidamente o círculo de papel para ver os desenhos se encaixarem. Crie vários desenhos e se divirta!

Durante a construção do taumatrópio, explore várias possibilidades com os estudantes na criação dos desenhos e nas formas de movimentar as páginas. Instrua-os a criar expressões fisionômicas e movimento para as figuras. Um modo simples é desenhar em duas folhas de papel formas parecidas (com os mesmos tema e figura), mas com ações e posições diferentes. Coloque uma folha por cima da outra e, com um lápis, enrole e desenrole a folha.

Explique que o zootrópio também é uma engenhoca que cria a ilusão de que as imagens estão em movimento. Incentive-os, perguntando: vamos construir um zootrópio e descobrir

como funciona? O zootrópio foi criado em 1834 pelo matemático britânico William George Horner (1786-1837). Ele pode ser feito com um disco de embalagem de pizza como base para um tambor. Oriente os estudantes a colocar uma tira larga de papel grosso com cortes ao longo de sua circunferência e, dentro, colocar desenhos. Para girá-lo, os estudantes podem usar um prego colocado no fundo do tambor, como uma espécie de pião. Auxilie os estudantes no momento de manusear o alfinete ou o prego, garantindo a segurança deles.

Construindo um zootrópio

Esta é outra experiência para investigar a persistência retiniana. O zootrópio usa um tipo de tambor com fendas em que se colocam alguns desenhos semelhantes. Ao girar o tambor, se observarmos pelas fendas, é possível ver as figuras se movimentando.

MATERIAIS

Garrafa PET (cheia de areia), folhas de papel-cartão preto, tesoura com pontas arredondadas, lápis, régua, compasso, alfinete grosso (ou prego), fita adesiva, cola, uma folha de cartolina branca e canetas hidrográficas de várias cores.

COMO FAZER

1. Usando o compasso, faça um círculo de 17,5 cm de diâmetro em uma folha do papel-cartão e recorte-o. Esse disco é a base do zootrópio.

2. Recorte uma tira de papel-cartão de 56 cm de comprimento por 16 cm de altura. Nela, corte retângulos com 0,5 cm de largura por 5,5 cm de altura. Entre os retângulos, deixe intervalos de 4 cm.

3. Para colar a tira de papel-cartão no disco, corte, na parte da tira oposta às fendas, linhas de 1,5 cm de altura, aproximadamente, deixando cerca 2 cm de espaço entre cada uma. Dobre essa parte recortada para dentro e cole-a no disco com cuidado. Feche as pontas da tira com fita adesiva, e a parte de cima do zootrópio estará pronta!

4. Agora, recorte uma tira de 4,5 cm de altura por 56 cm de comprimento na folha de cartolina. Nessa tira, trace linhas a cada 4,5 cm. Em cada quadro, faça um desenho que forme uma sequência de movimentos. Depois, passe cola na parte de trás da cartolina e fixe essa tira por dentro do círculo de papel-cartão preto.

5. Encha uma garrafa PET com areia e tampe bem. A base do zootrópio deve ser fixada nela.

6. Peça ajuda a um adulto para prender a parte de cima de seu zootrópio à garrafa PET com o alfinete ou o prego.

Atenção!

Sempre peça ajuda a um adulto para manipular materiais pontiagudos.

7. Agora, é só girar a garrafa e olhar os desenhos pelas fendas!

+Ideias

Os estudantes podem pesquisar sobre outra invenção, o fenacistoscópio, criado pelo físico belga Joseph Plateau (1801-1883). As ilusões óticas do disco giratório foram as precursoras da arte cinematográfica. Destaque ainda que o pesquisador ficou cego e, apesar de perder a visão, continuou a realizar pesquisas e a escrever artigos com a assistência de outros pesquisadores e ajudantes. Com o auxílio de familiares ou de responsáveis, eles podem tentar criar um fenacistoscópio para depois compartilhar o resultado com a turma (veja Sugestão para o professor). Outra possibilidade é a construção de um flipbook . Essa técnica de animação reúne imagens organizadas sequencialmente que, quando folheadas, criam uma sequência animada. Geralmente confeccionados em forma de um livreto, os flipbooks dão a ideia de movimento com base na combinação de imagens e desenhos colocados um após o outro (veja Sugestão para o professor).

Sugestão para o professor

• ARTE em casa: fenacistoscópio. Publicado por: Museu Oscar Niemeyer. 2020. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.you tube.com/watch?v=1rEq f7yFYWY. Acesso em: 18 set. 2025.

Conheça e faça um fenacistoscópio com as orientações do tutorial.

• DOMINGO dos pequenos: oficina: animação de flipbook . Publicado por: Fundação Joaquim Nabuco. 2021. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://youtu. be/_-JrFwKLiaQ. Acesso em: 18 set. 2025.

Este vídeo ensina como fazer um taumatrópio e um flipbook.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06, EF15AR20, EF15AR23 e EF15AR26.

Organize-se

• Selecione trechos de filmes construídos em stop motion para exibir aos estudantes.

• Folhas de papel, tesoura com pontas arredondadas, fita adesiva, riscadores diversos, dispositivo com câmera e dispositivo com programa de edição de vídeos.

ENCAMINHAMENTO

Proponha aos estudantes que criem animações usando câmera digital e desenhos. Peça que desenhem personagens e cenários e, depois, filmem cada movimento quadro a quadro. Outra ideia é usar brinquedos e criar sequências fílmicas com fotografias. Elas podem ser editadas usando-se softwares ou aplicativos e colocadas em sequência para criar movimentos. Oriente os estudantes na escolha de um gênero para suas criações.

Para realizar as filmagens, planeje um roteiro de gravação, quadro a quadro. Oriente a turma a realizar a confecção e o arranjo do cenário e dos personagens (que podem ser desenhados e recortados). Organize um ensaio para que, juntos, possam fazer estudos de possibilidades de enquadramentos, luz, voz, sonoplastia dinâmica e tempo das cenas, entre outras possibilidades.

Mantenha a posição (distância, direção e altura) da câmera no mesmo lugar a

ARTE EM PROJETOS

Histórias

animadas

Você e os colegas também podem criar filmes de animação e contar histórias usando a técnica stop motion. Observe os estudantes da escola municipal General Humberto de Souza Mello produzindo um filme de animação em stop motion. Acompanhe as etapas.

1. Manipulação dos personagens: após fazer o roteiro para a história do filme de animação, foram criados os cenários e os bonecos dos personagens usados para a manipulação dos movimentos.

2. Registro das imagens: uma máquina fotográfica foi utilizada para capturar as imagens estáticas da futura animação.

3. Edição das imagens: depois de capturadas, as imagens foram transferidas para um computador e organizadas em sequência, com o uso de um programa de edição de vídeos, para criar a ilusão de movimento.

cada fotografia para que a imagem final não tenha borrões. Oriente os estudantes a segurar a câmera com firmeza a fim de evitar movimentos ao filmar; se possível, utilizando algo para fixar a câmera, como um tripé ou uma fita adesiva.

A técnica stop motion não é difícil, mas é no fazer que os estudantes vão descobrir o que dá certo e o que é mais divertido e válido, pois é na ação criadora que há descobertas e é no erro que se desenvolvem habilidades para a resolução de problemas. Depois de realizarem os quadros, auxilie-os a fazer a edição. Há vários aplicativos de edição de vídeo que podem ajudar nesse momento, mas também há câmeras que já têm aplicativos em que é possível fazer as edições em stop motion diretamente no aparelho.

Cine de papel

Que tal, agora, criar um filme de animação de papel? Convide os colegas e o professor.

Uma ideia interessante para começar a fazer filmes de animação é criar cenários, personagens e outros elementos com folhas de papel. Veja algumas dicas a seguir.

MATERIAIS E COMO FAZER

Folhas de papel, tesoura com pontas arredondadas, fita adesiva, riscadores diversos, dispositivo com câmera e dispositivo com programa de edição de vídeos.

1. Comece criando um roteiro com uma história ou uma sequência de ações e acontecimentos.

3. Recorte as formas dos desenhos que serão movimentados a cada cena.

5. Manuseie os desenhos devagar; vá fotografando e fazendo pequenas alterações a cada cena.

6. Use um dispositivo com câmera.

7. Com todas as fotografias prontas, peça ajuda ao professor. Transfira as imagens para um dispositivo que tenha programa de edição de vídeos. Esse programa de edição permitirá dar a ilusão de movimento às cenas de seu filme de animação.

2. Crie os desenhos dos personagens, dos objetos e dos elementos que farão parte da cena (como uma árvore, um prédio, estrelas, astros do Universo, entre outros).

Dica: seus desenhos podem ter partes soltas ou articuladas para facilitar a manipulação e conseguir efeitos de movimento mais interessantes.

4. Prenda com fita adesiva uma folha de papel sobre uma mesa (esse será o fundo das cenas).

É importante combinar com os estudantes como serão feitos os registros das propostas de ação criadora (processos e produção). Ao longo do processo, sugerimos criar registros com filmagens, gravações de áudio ou depoimentos dos estudantes; tudo isso pode compor um portfólio eletrônico ou uma exposição de arte. Também é possível ter produções em desenhos como registros das experiências vividas para um portfólio físico. Os cadernos dos estudantes e do professor oferecem materiais valiosos para a avaliação do processo.

Sempre que assistir a algum filme com os estudantes, estude com eles as escolhas de enquadramentos, luz, tomadas em detalhes e outros aspectos próprios da filmagem (isso vale para a própria produção da turma). Você pode compor uma ficha de análise de filme para isso (saiba mais em Sugestão para o professor).

+Ideias

O artista Alexander Calder criou um circo em miniatura utilizando vários materiais e depois fez um filme com seus pequenos personagens circenses. Esse material pode ser uma ótima nutrição estética (veja Sugestão para o professor). Assim, proponha que criem personagens inspirados em um circo. Peça que escolham um dos artistas que lembrem o circo, como palhaço, malabarista, equilibrista e mágico, entre outros. Instigue-os a imaginar como seria a apresentação desse artista em um espetáculo de circo.

Sugestão para o professor

• FICHA de análise de filme. Scribd, c2025. Disponível em: https://pt.scribd.com/ doc/56646906/Ficha-de -analise-de-filme. Acesso em: 18 set. 2025. Exemplo de ficha para análise de conteúdo de filme.

• ALEXANDER Calder performs his “Circus”: Whitney Museum of American Art. Publicado por: Whitney Museum of American Art. 2008. 1 vídeo ( ca. 5 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=t6jwnu8Izy0. Acesso em: 18 set. 2025.

Registro da performance Circus, de Alexander Calder.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ANDRÉIA VIEIRA

ENCAMINHAMENTO

Na questão 1 , permita à turma que compartilhe suas hipóteses, ressaltando a importância de ouvir os colegas com respeito e preservar o tempo de fala de cada um.

Na questão 2 , ressalte que a tecnologia está presente em diversas esferas da vida cotidiana.

Na questão 3 , para nutrição estética, proponha a leitura de imagem da cena do filme de animação O menino e o mundo, dirigido por Alê Abreu. Pergunte aos estudantes o que estão vendo e permita que se expressem livremente.

Na questão 4 , ressalte a integração das linguagens sonora e visual na arte audiovisual.

A questão 5 propicia um levantamento das práticas de fruição de produções cinematográficas fora da escola.

A questão 6 busca identificar a percepção dos estudantes acerca da integração de linguagens nas produções audiovisuais. Os estudantes podem comentar todos os itens relacionados. Verifique quais elementos das produções cinematográficas são levantados por eles. Pergunte como percebem os sons, as imagens, os personagens, a história e outros aspectos presentes nessa linguagem. Sugere-se aproveitar para introduzir algumas noções, como chamar a atenção para o fato de que um filme é uma linguagem multimodal, ou seja, em que há a presença de várias linguagens (verbais e não verbais).

PARA REVER O QUE APRENDI

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes criem hipóteses e relatem o que conhecem sobre a linguagem do cinema, principalmente sobre os filmes de animação.

1 O ser humano está sempre inventando alguma coisa. É um ser inventor. São tantos inventos! Será que já criamos tudo ou ainda tem muito a imaginar e criar? Que tal conversar sobre isso com os colegas, o professor e os familiares? Depois, escreva no caderno suas ideias. Resposta pessoal

2 Como os aparelhos tecnológicos afetam seu dia a dia? Resposta pessoal.

3 O cinema é um entre os muitos inventos criados pela mente humana. A imagem a seguir é uma cena do filme de animação O menino e o mundo Como você acha que é feito um filme de animação?

4 Por que o cinema é uma arte audiovisual?

Espera-se que os estudantes concluam que é porque o cinema é uma linguagem integrada, composta de elementos visuais e sonoros.

5 Você costuma ir ao cinema com amigos e familiares? Se sim, a quais tipos de filme você gosta de assistir? Resposta pessoal.

6 Quando você assiste a um filme, no cinema ou pela televisão, o que mais lhe chama a atenção: os efeitos especiais, as imagens, a trilha sonora, a atuação de atores (ou de dubladores, quando são filmes de animação), a história ou outros elementos dessa arte audiovisual. Resposta pessoal.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Cena do filme de animação O menino e o mundo, com direção de Alê Abreu. Brasil, 2016.

7. c) Os efeitos especiais são criados com muitos recursos, como maquiagem e computação gráfica, mas também é possível criar efeitos com processos mais simples, explorando a

7 Leia, reflita e responda às questões no caderno.

imaginação e a criatividade.

a) Você acha que o cinema sempre foi considerado uma linguagem audiovisual? Explique.

Espera-se que os estudantes respondam que não, pois já houve uma fase do cinema em que não havia som integrado às imagens.

b) O que é um filme de ficção científica?

É um gênero cinematográfico que conta histórias fictícias com base em conceitos das ciências e das tecnologias.

Cena do filme Viagem à Lua, com direção de Georges Méliès. França, 1902.

c) O que é preciso para produzir efeitos especiais em um filme?

d) O que é storyboard?

Storyboard é uma sequência de desenhos, estudos com textos e imagens que auxiliam nas gravações de um filme.

e) Quais processos podemos usar para criar filmes de animação?

f) O que é um curta-metragem? É um filme de curta duração.

7. e) Veja orientações no Encaminhamento.

A questão 7 verifica se os estudantes compreendem bem os principais conceitos relacionados à linguagem do cinema trabalhados ao longo do capítulo. No item e , podem-se criar filmes de animação ao colocar em movimento um desenho, um objeto ou uma fotografia, por meio de técnicas diversas, como animação por célula e stop motion.

Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados e identificar possíveis dificuldades. Além dos exercícios propostos nas seções, os cadernos e registros criados podem ser considerados. Nesse sentido, é importante retomar situações avaliativas em que o conceito de linguagens integradas se faça potente, principalmente quando trabalhamos com as linguagens do cinema, bem como os recursos tecnológicos.

Tendo em vista que cada pessoa pode ter experiências diversas com a arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com essa área de conhecimento e suas diferentes linguagens. Ao identificar que algumas experiências não foram vividas, sugerimos oferecer novas oportunidades de ação criadora em que os estudantes possam desenvolver competências e habilidades e criar com autonomia por meio de poéticas autorais. Proporcionar conversas em grupo em que os estudantes possam falar das próprias produções pode ser uma ação positiva para a autoavaliação e a percepção da expressividade de cada um.

INTRODUÇÃO

À UNIDADE

Nesta unidade, a proposta é trabalhar a linguagem do cinema, explorando conceitos e noções sobre a cultura audiovisual, bem como a integração entre linguagens artísticas. No capítulo 1, são apresentados alguns filmes inspirados em obras literárias e adaptados delas. No capítulo 2, é trabalhada a presença de várias linguagens nas produções cinematográficas.

Objetivos

• Conhecer e identificar produções nas artes audiovisuais estudando processos de criação e poéticas artísticas.

• Criar na linguagem audiovisual explorando elementos de diversas linguagens.

• Conhecer e desenvolver processos de criação e poéticas considerando as várias linguagens que se integram ao cinema.

• Identificar e discutir temas de relevância social, ambiental e outros por meio das linguagens audiovisuais.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.

Competências de Arte: 2, 3, 4, 5 e 6.

Habilidades

(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.

2

A TURMA DO CINEMA

O cinema é uma arte que integra muitas linguagens. Sons, imagens, textos, gestos e movimento, tudo junto no mesmo enredo.

LIVRO.

1 Vamos procurar estas imagens no livro?

Em seu caderno, escreva o número da página em que você encontrou cada imagem. O que será que vamos estudar?

Como exercício inicial, propõe-se um jogo em que os estudantes buscam as imagens desta abertura dentro da unidade. Instrua-os a observar cada imagem e ler as palavras. Na roda de conversa, pergunte sobre suas interpretações e seus saberes prévios. Este pode ser um momento potente de avaliação diagnóstica.

(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.

(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.

(EF15AR08) Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança presentes em diferentes contextos, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório corporal.

(EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes do corpo e destas com o todo corporal na construção do movimento dançado.

(EF15AR10) Experimentar diferentes formas de orientação no espaço (deslocamentos, planos, direções, caminhos etc.) e ritmos de movimento (lento, moderado e rápido) na construção do movimento dançado.

(EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança.

(EF15AR12) Discutir, com respeito e sem preconceito, as experiências pessoais e

NÃO ESCREVA NO
ONDE?
TRILHA SONORA

ANIMAÇÃO MUSICAL E DANÇA

coletivas em dança vivenciadas na escola, como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.

(EF15AR13) Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana.

(EF15AR18) Reconhecer e apreciar formas distintas de manifestações do teatro presentes em diferentes contextos, aprendendo a ver e a ouvir histórias dramatizadas e cultivando

a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório ficcional.

(EF15AR19) Descobrir teatralidades na vida cotidiana, identificando elementos teatrais (variadas entonações de voz, diferentes fisicalidades, diversidade de personagens e narrativas etc.).

(EF15AR20) Experimentar o trabalho colaborativo, coletivo e autoral em improvisações teatrais e processos narrativos criativos em teatro, explorando desde a teatralidade dos gestos e das ações do cotidiano até elementos de diferentes matrizes

estéticas e culturais.

(EF15AR21) Exercitar a imitação e o faz de conta, ressignificando objetos e fatos e experimentando-se no lugar do outro, ao compor e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, textos ou outros pontos de partida, de forma intencional e reflexiva.

(EF15AR22) Experimentar possibilidades criativas de movimento e de voz na criação de um personagem teatral, discutindo estereótipos.

(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.

(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

(EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística.

TCT: Cidadania e Civismo: Educação em Direitos Humanos, Direitos da Criança e do Adolescente, Processo de envelhecimento, Respeito e Valorização do Idoso; Saúde.

ENCAMINHAMENTO

Na abertura de unidade, propõe-se um jogo em clima de caça ao tesouro. Oriente os estudantes a observar as imagens. Depois, peça que folheiem o livro e procurem essas imagens, anotando no caderno o número da página em que cada imagem aparece.

CINECLUBE

BNCC

Habilidades: EF15AR01 e EF15AR25.

Organize-se

• Organize a turma em uma roda de conversa para um momento de fruição e nutrição estética.

ENCAMINHAMENTO

Levante os conhecimentos prévios dos estudantes e sensibilize-os para os estudos que serão desenvolvidos no capítulo. Conte um pouco da história do cinema. Incentive-os a ler os seguintes aspectos na imagem de abertura do capítulo: como são as cores e as formas na imagem do filme E.T., o extraterreste? Quem são os personagens na cena? O que está acontecendo? O que há de estranho na cena? Chame a atenção dos estudantes para outros elementos visuais e textuais presentes nas páginas. Caso haja estudantes com deficiência visual na turma, pode-se propor, junto a eles, a audiodescrição da obra.

A literatura é a arte das palavras; a música, a arte dos sons; a dança, a arte dos movimentos; o teatro, a arte das expressões, dos gestos, dos cenários, dos objetos, dos figurinos; a pintura, a arte das cores, das formas e da luminosidade; entre outros elementos que formam as imagens. Já o cinema é a arte que abraça muitas linguagens. Comente com os estudantes que o cinema é uma arte híbrida, que se articula com outras linguagens. Fazer uma ideia virar cinema pode ser trabalhoso e envolver muitas ações. Os profissionais criam com base em temas, elementos de linguagem e técnicas. No

CINEMA: ARTE DE MUITAS LINGUAGENS

cinema, temos: roteiro; tomadas de cena; planos de profundidade; iluminação e cor; composição das cenas; entre outros aspectos importantes. Entre as possibilidades para trabalhar com a cultura audiovisual, o cinema é uma linguagem que integra muitas outras e pode ser explorada por meio de análises fílmicas. Para investigar um filme, é possível analisar vários elementos, como o texto (a base para o roteiro na cinedramaturgia), as imagens, os sons, a atuação de atores, diretores, figurinistas, maquiadores e outros profissionais do cinema.

Convide os estudantes a ler o texto e a refletir sobre as tecnologias empregadas no cinema: a sonorização e a iluminação; os efeitos especiais; as montagens de cenas que utilizam computadores e programas de edição; as tecnologias das salas de projeção; entre outras conexões entre a arte cinematográfica e as novas tecnologias.

Estas questões mediadoras têm por objetivo provocar conversações sobre os muitos profissionais que fazem parte de uma produção cinematográfica.

VENHA ENCENAR E FILMAR!

Ah, o cinema!

Mundo de encantamento com imagens em movimento. Nele, o diretor observa e escolhe um bom enquadramento. Ele dirige tudo com o olhar bem atento.

Escritores, músicos, dançarinos, atores...

Dessa arte, todos são trabalhadores.

A ARTE do cinema. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

Na arte cinematográfica, quem produz os efeitos especiais, os cenários, o figurino, a maquiagem? Quem escolhe as cenas, os sons, as músicas, as cores e as luzes? São muitos os artistas trabalhadores do cinema. Vamos descobrir mais sobre esses profissionais?

Venha encenar e filmar!

Montagem com ilustração e fotografia de cena do filme E.T., o extraterrestre, com direção de Steven Spielberg. Estados Unidos. 1982.

É importante observar como os estudantes estão se desenvolvendo e convidá-los a fazer registros no caderno. Nesse diálogo inicial, é interessante que anotem algumas considerações ao longo da conversa sobre a linguagem do cinema. Observe e registre quais habilidades precisam ser mais bem trabalhadas e quais podem ser ampliadas e aprofundadas, acompanhando o desenvolvimento dos estudantes.

+Ideias

O teórico italiano e especialista em cinema Ricciotto Canudo (1879-1923) foi quem nomeou o cinema como “a sétima arte” ao escrever o manifesto O nascimento da sétima arte, publicado em 1911. Canudo defendeu a ideia de que o cinema é uma arte que reúne as outras, aquela na qual as artes plásticas, como as artes do espaço, interagem com a música e a poesia, consideradas as artes do tempo. Com uma câmera na mão e uma ideia na cabeça, podemos criar na linguagem do cinema. Hoje, há dispositivos digitais com câmeras, o que pode facilitar a criação.

Que tal criar com a turma um pequeno roteiro de cinema e gravá-lo explorando as linguagens que se integram na cultura audiovisual?

Para ampliação de repertório, pode-se propor uma sessão de cinema na aula e assistir ao filme E.T., o extraterrestre (veja Sugestão para o estudante) e depois propor exercícios para desenvolver a análise fílmica. Entre muitas possibilidades de análise, você pode propor uma roda de conversa e perguntar sobre:

• a ideia central do filme (narrativas, mensagens ou intenções dos criadores);

• as emoções e sensações que a obra provocou em cada estudante;

• como a história é contada (por meio de roteiro, narrativa, imagens, sons, personagens, etc.);

• a montagem e as cenas (efeitos visuais, cores, iluminação, enquadramentos, planos, movimentos de câmera);

• a trilha e os efeitos sonoros;

• encenação de atores e atrizes;

• a ambientação (objetos de cena, cenários, figurinos, maquiagens, entre outros);

• o ritmo e a sequência das cenas;

• como aparecem as diferentes linguagens artísticas e como se integram;

• como perceberam o trabalho dos diversos profissionais envolvidos.

Sugestão para o estudante

• E.T., O EXTRATERRESTRE. Direção: Steven Spielberg. Estados Unidos, 1982. 1 vídeo (ca. 115 min).

Filme de ficção científica em que um garoto faz amizade com um ser de outro planeta.

BNCC

Habilidades: EF15AR01 e EF15AR23.

Organize-se

• Se possível, assista com os estudantes a trechos do filme Meu pé de laranja-lima ou ao filme na íntegra, em um momento de fruição na nutrição estética. Essa situação de aprendizagem possibilita a investigação de vários aspectos da obra.

ENCAMINHAMENTO

Sugerimos apresentar a imagem com os personagens dessa história, fazer a leitura do trecho do livro com os estudantes e, com base no contexto literário, apresentar a eles as linguagens do cinema e da literatura. Converse com eles sobre como imaginar e criar histórias por meio de imagens em movimento (cinema e vídeo) e de palavras (literatura). Depois de apreciar a imagem e o texto, proponha que se reúnam em grupos e conversem sobre a imagem do filme Meu pé de laranja-lima , composta com ilustrações. Pergunte: o que essa imagem mostra? O que mais chama a atenção de vocês? Como percebem o diálogo entre Zezé e a árvore? Acolha as diferentes opiniões e valorize as preferências e as singularidades dos estudantes.

O trabalho com metáforas, especialmente em contextos com estudantes com TEA, permite criar pontes simbólicas entre o mundo interno e o externo. Ao transformar conceitos abstratos em ima-

Luz, câmera e imaginação!

Vamos ler um trecho do romance O meu pé de laranja-lima, escrito por José Mauro de Vasconcelos? Nesse texto, Zezé, interpretado no cinema pelo ator João Guilherme Ávila, tem uma árvore como amiga e eles conversam.

— Por onde você fala?

— Árvore fala por todo canto. Pelas folhas, pelos galhos, pelas raízes. Quer ver? Encoste seu ouvido aqui no meu tronco que você escuta meu coração bater. Fiquei meio indeciso, mas vendo o seu tamanho, perdi o medo. Encostei o ouvido e uma coisa longe fazia tique... tique...

— Viu?

— Me diga uma coisa. Todo mundo sabe que você fala?

— Não. Só você.

VASCONCELOS, José Mauro de. O meu pé de laranja-lima. 72. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1994. p. 33.

QUEM É? CR

José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) foi um escritor brasileiro que nasceu no Rio de Janeiro (RJ). O livro O meu pé de laranja-lima foi escrito em 1968 e é sua obra de maior sucesso.

João Guilherme Ávila (2002-) nasceu em São Paulo (SP). Ele é ator e cantor e começou sua carreira como ator mirim aos 7 anos de idade. Representou seu primeiro protagonista no filme Meu pé de laranja-lima, aos 10 anos.

Montagem com ilustração e fotografia de cena do filme Meu pé de laranja-lima, com direção de Marcos Bernstein. Brasil, 2012.

gens concretas e sensoriais, favorecemos a compreensão, a expressão emocional e o engajamento com o conteúdo de forma mais acessível e significativa.

A imaginação é fundamental para desencadear a construção de hipóteses. Sabemos que as crianças e os jovens aprendem de modo diferente em cada idade e fase da vida considerando seu desenvolvimento psicomotor, além de se interessarem por coisas distintas. Como compreender essas diferentes maneiras de ser e aprender de crianças e jovens? É possível estudar e saber de teorias que são fundamentais, porém você também pode aprender com as próprias crianças, observando-as, conversando com elas e procurando compreender seu mundo imaginário.

Podemos ler e escrever histórias e poemas, podemos inventar imagens ao desenhar, pintar, esculpir, gravar, fotografar ou filmar, podemos criar movimentos ao dançar, podemos improvisar gestos e expressões corporais ao participar de jogos e encenações teatrais e muito mais! Tudo isso são produções artísticas em várias linguagens.

No cinema, muitas linguagens da arte se integram para que a fantasia possa acontecer, como fazer amizade com uma árvore e até conversar com ela!

Contextualize que aqui fazemos referência ao texto da obra literária O meu pé de laranja-lima, de José Mauro de Vasconcelos.

1 Converse com os colegas e o professor sobre a imagem do personagem Zezé na cena do filme. Depois, debatam sobre o trecho do livro que vocês leram.

Respostas pessoais. Propõe-se trabalhar com a interpretação de textos (verbal e visual), explorar a imaginação, valorizar a literatura brasileira e o ato de ler como prática cultural na vida dos estudantes e de seus familiares.

2 Em seu caderno, responda às questões a seguir. Use sua imaginação!

2. a), b) e c) Respostas pessoais.

a) Como você imagina essa cena?

b) O que será que aconteceu depois?

c) Sobre o que mais Zezé e a árvore conversaram?

3 O cinema integra várias linguagens. Você sabe quais são elas?

Resposta pessoal. Retome com os estudantes o que eles já sabem sobre as artes integradas. No caso do cinema, pode haver integração entre artes visuais, música, literatura, teatro e dança.

DESCUBRA MAIS

• VASCONCELOS, José Mauro de. O meu pé de laranja-lima . São Paulo: Melhoramentos, 2019.

A história contada nesse livro é apreciada por leitores brasileiros há muitos anos. A narrativa gira em torno de Zezé, um menino de 6 anos que encontra refúgio em sua imaginação e fica amigo de um pé de laranja-lima, com quem conversa e compartilha seus sentimentos.

29/09/25 18:47

Desde pequenas, as crianças elaboram traços e desenhos simbólicos; depois, criam desenhos mais descritivos e reais, buscando por estilos e linguagens expressivas. Nesse processo, imaginam e criam um mundo particular, em que podem habitar seres fantásticos e também seus amigos imaginários.

No exercício 1, sugere-se indicar mais leituras de trechos dessa obra da literatura infantojuvenil brasileira.

Na questão 2 , incentive os estudantes a conversar e exercitar a imaginação sobre os diálogos e as ações que poderiam acontecer com base na apreciação da imagem da cena do filme e do trecho da obra literária O meu pé de laranja-lima. Na questão 3 , comente que os atores de cinema aprendem a interpretar papéis com base em técnicas que nasceram no teatro, que as artes visuais estão presentes na fotografia e nos efeitos especiais visuais e que as composições musicais são criadas por músicos para acompanhar as cenas.

Ao final da situação de aprendizagem, cabe propor uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem suas respostas com os colegas e o professor. Além disso, é importante que façam registros e anotações sobre o assunto discutido e suas impressões no caderno.

+Ideias

Proponha aos estudantes que elaborem um desenho da cena que imaginaram na conversa que tiveram em grupo e, também, outras brincadeiras de faz de conta.

Sugestão

para o estudante

• MEU pé de laranja-lima. Direção: Marcos Bernstein. Brasil, 2013. 1 vídeo (ca. 99 min).

No filme, Zezé tem por amiga uma árvore, um pequeno de pé de laranja-lima de seu quintal, com quem divide sonhos e medos.

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ENCAMINHAMENTO

Faça a leitura da imagem que mostra a cena do filme

Corda bamba: história de uma menina equilibrista (2012), de Eduardo Goldenstein, que foi criado com base no livro Corda bamba , de Lygia Bojunga, publicado em 1979. Converse com os estudantes sobre as seguintes questões: onde vocês acham que se passa a cena?

Vocês conhecem essa personagem? O que ela está fazendo?

Comente com eles sobre as três perguntas que ajudam os roteiristas a criar textos e os atores a representar seus personagens. Essa proposta está nas obras de Viola Spolin em seus jogos teatrais. Esse tipo de exercício e jogo teatral também pode aparecer na formação e no trabalho dos artistas de telenovelas e dubladores que emprestam sua voz para personagens de desenhos animados.

Os três aspectos (onde, o quê e quem), que serão estudados neste capítulo, são elementos básicos de qualquer narrativa, seja escrita, seja visual. Estão bastante ligados ao teatro, mas também podem se relacionar ao cinema.

1. Onde?: é o lugar em que ocorre o jogo ou a cena teatral. Pode ser um lugar fictício ou real.

2. Quem?: são os personagens que compõem uma cena ou um jogo teatral e que representam os papéis a serem desenvolvidos, reunindo as características físicas e psicológicas deles.

3. O quê?: ação da peça ou do jogo teatral, em que o

Onde? Quem? O quê?

Observe esta imagem.

Atores mirins já fizeram muita gente rir e chorar com personagens no cinema e na televisão. Eles tiveram de se preparar para encontrar caminhos para representar seus personagens. Estudaram e foram descobrindo como eram os gestos, a voz, as expressões faciais e os movimentos corporais para mostrar as emoções e outras características dos personagens.

Muitos atores e atrizes estudam jogos e saberes teatrais para se preparar e desenvolver melhor seus papéis no cinema. Na linguagem teatral, uma das possibilidades de criação é buscar responder às questões:

• Onde se passa a cena?

• Quem é o personagem que vou representar?

• O que vou fazer em cena?

Assim como para o teatro, essas perguntas podem ser exercícios que também ajudam a criar os roteiros e as interpretações de personagens no cinema, na televisão, na dança e em outras linguagens.

1 Você sabe o que é uma sinopse? Leia o texto a seguir e converse com os colegas.

Maria é filha de artistas circenses; seus pais são equilibristas no circo onde ela cresceu. Depois de um triste acidente, ela passou a viver na casa da avó. Nesse novo lugar, entre lembranças e saudades da vida de antes, Maria transforma tudo em imaginação. Uma cabana feita com lençóis vira lona de circo, e uma linha na calçada vira uma corda bamba. A história conta sobre os sentimentos da personagem Maria, mostrando que, mesmo que haja dor e saudade, a vida pode nos ensinar a ter esperança e a encontrar novas amizades.

Na linguagem do cinema, sinopse é uma descrição resumida, uma apresentação das ideias e dos personagens principais do filme.

Comente com os estudantes que o texto em destaque é uma sinopse do filme. Mais à frente, eles farão uma atividade em que produzirão uma sinopse.

ator ou a atriz mostrará o que faz no momento da cena, dentro de certo espaço e tempo cênicos. É a ação dos personagens em cena.

Os princípios de criação e expressão artística na linguagem do teatro estão ligados ao desenvolvimento das noções de jogos teatrais e de faz de conta, improvisação e encenação. Os jogos teatrais possibilitam às crianças experimentar e descobrir os signos de seu cotidiano, o que lhes proporciona vivências culturais significativas. Nos jogos de faz de conta, há espontaneidade e expressão lúdica. As crianças brincam, criam personagens e situações imaginárias e, dessa forma, exploram a fantasia. A improvisação permite às crianças desencadear o processo de criação, imaginação e expressão pessoal ou em grupo. Já a encenação é um exercício que explora tanto a memória como a imaginação. Desse modo, as crianças aprendem a contar histórias e a representar ideias e pensamentos. O trabalho com jogos teatrais também ajuda no desenvolvimento de representações cênicas para a gravação de cenas nas linguagens do cinema e do vídeo.

Sombra da atriz Bia Goldenstein em cena do filme Corda bamba: história de uma menina equilibrista (2012), com base no livro Corda bamba, de Lygia Bojunga, publicado em 1979.

2. b) Maria é filha de artistas circenses e se torna equilibrista como seus pais.

2 Observe mais imagens com cenas do filme Corda bamba: história de uma menina equilibrista, com a atriz Bia Goldenstein, e responda às questões no caderno.

Cenas do filme Corda bamba: história de uma menina equilibrista, com direção de Eduardo Goldenstein. Brasil, 2012.

2. a) Maria viveu parte de sua infância em um circo com os pais.

a) “Onde” a personagem Maria viveu parte de sua infância?

b) “Quem” é a personagem Maria? O que ela faz?

c) “O que” Maria está fazendo nas imagens?

QUEM É?

Bia Goldenstein (2002-) é uma atriz que cresceu entre histórias e câmeras. Filha do diretor e roteirista Eduardo Goldenstein, ela protagonizou o filme Corda bamba: história de uma menina equilibrista, inspirado na obra de Lygia Bojunga.

Lygia Bojunga (1932-) é uma autora nascida em Pelotas (RS). Ela é uma das principais referências da literatura brasileira para crianças e adolescentes.

DESCUBRA MAIS

• CORDA bamba : história de uma menina equilibrista. Direção: Eduardo Goldenstein. Brasil, 2012. 1 vídeo (80 min).

Nesse filme, a personagem Maria, filha de artistas circenses, é equilibrista no circo onde cresceu. Depois de um tempo, ela passa a viver com a avó, enfrentando o desafio de se adaptar a uma nova realidade. O filme é inspirado no livro Corda bamba, de Lygia Bojunga.

2. c) Na imagem 1, Maria está se equilibrando na corda, aprendendo a arte circense de equilibrista. Na imagem 2, ela está andando na calçada simulando e imaginando que caminha em uma corda bamba. Na imagem 3, ela está brincando de circo com um amigo.

Espera-se que os estudantes compreendam os três aspectos da linguagem da criação teatral, que também podem ser utilizados no cinema. Acompanhe as respostas dadas nos exercícios 1 e 2 e aproveite o momento para levantar outras questões sobre a personagem. Os registros realizados ao longo da situação de aprendizagem são grandes indicadores de

como os estudantes estão se desenvolvendo diante dos temas e das propostas e quais habilidades e competências construíram.

29/09/25 18:47

+Ideias

A personagem Maria cresceu no circo onde aprendeu artes circenses e como se tornar equilibrista como seus pais. Proponha aos

estudantes que pesquisem, com os familiares ou responsáveis, outros filmes em que o tema é o circo. Oriente-os a escrever e criar desenhos sobre o que descobriram em uma folha de papel avulsa e, depois, compartilhar o resultado de sua pesquisa com os colegas em sala de aula. Para a realização dessa pesquisa, sugerimos criar orientações e fazer uma curadoria digital de filmes com a temática do circo, por meio da busca de sinopses.

Sugestão para o professor

• KOUDELA, Ingrid Dormien. Jogos teatrais. São Paulo: Perspectiva, 2013. Livro que apresenta uma série de exercícios e jogos teatrais para crianças e jovens e traz pesquisas brasileiras sobre teatro e educação com base em Viola Spolin, Jean Piaget e Susanne Languer.

• CORDA bamba: trailer oficial (2013): Eduardo Goldenstein Filme. Publicado por: FilmIsNow Japan. 2013. 1 vídeo ( ca. 3 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=pHs WaY3hw1Q. Acesso em: 19 set. 2025.

Trailer oficial do filme.

• BOJUNGA, Lygia. Corda bamba . Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2018. O livro que inspirou o filme traz a “corda bamba” como imagem simbólica para refletir sobre como lidamos com as realidades da vida e o mundo da fantasia e da imaginação. Trata de dores e do luto, mas também de como o afeto e a amizade nos ajudam a seguir em frente.

LEONARDOAVERSA/AGÊ
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Organize-se

• Peça aos estudantes que tragam roupas e adereços para compor os exercícios de improvisação.

ENCAMINHAMENTO

Nesta situação de aprendizagem, vamos propor aos estudantes a criação de cenas com base nos exercícios de improvisação de Viola Spolin. Comente que, para representar, muitas vezes os atores têm de recorrer à improvisação. Instigue-os com propostas como: para vocês, o que é ser criativo? Vamos brincar de representar? Historicamente, o conceito de criatividade tem sido associado a muitos fatores e causas. Povos antigos acreditavam que o poder de criar era um dom concedido por divindades. Na Idade Média, cristãos acreditavam que o dom de criar vinha de Deus. Posteriormente, as pessoas passaram a acreditar que para ser criativo era preciso nascer com alguma genialidade ou ter um dom divino. Ainda houve épocas em que se acreditava que para ser criativo era preciso encontrar uma inspiração. Hoje, a ideia mais aceita é que para ser criativo é preciso pesquisar, experimentar e arriscar-se a criar fora de padrões já estabelecidos. O tema “criatividade” tem sido abordado em diferentes áreas.

Convide a turma a refletir sobre as três perguntas presentes na página (Onde? Quem? O quê?) e como elas

ARTE-AVENTURA Jogar e improvisar

Onde? Quem? O quê? Já falamos a respeito dessas três perguntas!

Agora, vamos experimentar criar jogos de improvisação teatral?

A improvisação teatral pode ser em forma de jogo ou de resolução de problemas na hora da cena, exigindo criatividade e agilidade. O ator ou a atriz precisa encontrar uma maneira de resolver a questão e continuar a cena, pois o espetáculo não pode parar.

1 Para começar, que tal rever os significados dessas perguntas? Observe a cena a seguir e leia os textos. Depois, converse com os colegas.

Lugar, imaginário ou real, em que a cena ou o jogo teatral acontece. É um espaço marcado pela ação dos personagens.

Crianças atuando. É brincadeira, é jogo e também é processo de criação e improvisação teatral!

1. Espera-se que os estudantes se expressem oralmente, fazendo observações sobre o cenário, o figurino, a maquiagem e outros elementos, criando hipóteses interpretativas a partir das questões “onde?”, “quem?” e “o quê?”.

podem estar presentes na linguagem cinematográfica. Anteriormente, elas foram trabalhadas na fruição de imagens. Agora, a proposta é que eles pesquisem mais a respeito do jogo de improvisação teatral. Por meio da fruição da imagem e dos textos nos balões, retome os conceitos com eles, em uma roda de conversa.

Recupere ainda os processos de criação cênica no teatro ou no cinema, com propostas de construção de personagens. Relembre como os atores e as atrizes se preparam e o que podem usar como possibilidades para os jogos teatrais.

Onde?

Dica: como se trata de um jogo de improvisação teatral, vocês devem improvisar na hora de encenar! Cenários e figurinos também podem ser improvisados com folhas de papel, tecidos, fita adesiva, fios de algodão, roupas, adereços, objetos, entre outros materiais.

2 Agora, a brincadeira de improvisação teatral vai começar!

1. Combine com os colegas quem será a plateia e quem serão os atores. A cada rodada, vocês podem mudar as funções.

3. Façam gestos e movimentos e usem a entonação da voz. Com esses recursos, mostrem onde a cena acontece, quem é cada personagem e o que ele está fazendo.

Nas imagens, trazemos como tema o circo, mas os estudantes podem criar outros temas.

2. Juntos, escolham um tema, uma situação ou uma história.

4. Ao final da cena, a plateia dirá o que compreendeu sobre onde a história se passa, quem é cada personagem e o que ele está fazendo.

Retome o que foi estudado sobre o jogo de improvisação teatral que explora as noções de “onde?”, “quem?” e “o quê?”.

Oriente os estudantes para que façam várias rodadas.

Quem?

São os personagens que compõem uma cena ou um jogo teatral.

O quê?

Refere-se à ação teatral. É a ação do personagem na cena ou no jogo teatral.

No exercício 2, o desafio é que a plateia, ao final de cada rodada, revele quem são os personagens, o que eles estavam fazendo e onde estavam (no jogo). Ao final, peça aos estudantes que comentem sobre a experiência e o que foi mais marcante.

O jogo de teatro com improvisação é uma forma de criação artística que mostra que aprender e criar podem ser processos divertidos e prazerosos. Sugere-se conversar com os estudantes sobre o jogo teatral com improvisação. Ele pode acontecer em vários locais, com base

em muitas situações. Para que ele aconteça, é preciso que as pessoas que jogam estejam predispostas a brincar, a jogar e a enfrentar os desafios na improvisação. Na escola, os princípios de criação e expressão artística na linguagem do teatro estão ligados ao desenvolvimento das noções de jogos teatrais e de faz de conta, improvisação e dramatização. Nessa faixa etária, por exemplo, é possível trabalhar com vários jogos de regras. Amplie o debate falando aos estudantes que o jogo teatral é uma prática artística intencional, estruturada por regras e sempre dirigida a um público. Você pode avaliar como cada estudante participa das rodas de conversa e, por meio delas, sondar o que eles estão compreendendo das propostas e dos conceitos trabalhados até aqui. Observe também se as regras propostas em cada jogo teatral estão sendo respeitadas. Se necessário, abra um debate sobre os motivos pelos quais é importante seguir as regras em um jogo teatral ou um combinado feito anteriormente. Os relatos da turma podem compor áudios ou imagens gravados para um portfólio eletrônico ou ser escritos no caderno.

Sugestão para o professor

• SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula: o livro do professor. São Paulo: Perspectiva, 2012.

O livro de Viola Spolin tem auxiliado professores a compreender jogos teatrais e a trabalhar com eles no contexto escolar, ampliando a vivência dos estudantes no universo do teatro.

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Organize-se

• Tenha em mãos livros infantis e infantojuvenis para a adaptação ou use a biblioteca da escola.

ENCAMINHAMENTO

Em uma roda de conversa, fale sobre a adaptação fílmica. Se possível, apresente trechos ou filmes com roteiros adaptados da literatura para o cinema. Sugere-se articular conhecimentos de Língua Portuguesa para trabalhar a criação de textos descritivos, diálogos e sínteses.

Apresente para os estudantes as características da construção desse gênero textual (roteiro, texto de dramaturgia ou cinedramaturgia).

Oriente-os a identificar as características físicas e emocionais (personalidade, estado emocional) dos personagens do texto literário, adaptando-as para compor o roteiro. É possível ainda inserir no roteiro dicas de como os atores e as atrizes podem interpretar cada papel e a descrição das características visuais dos personagens (figurinos, adereços, maquiagem).

2. Os estudantes podem trocar os textos de adaptação fílmica, assim todos ficarão conhecendo as criações uns dos outros e poderão comentar e trocar ideias.

Adaptações fílmicas

Além das imagens, o filme conta com outras expressões artísticas, produzidas por artistas de várias linguagens, mas que criam especialmente para o cinema. Veja alguns a seguir.

• Encenação: atores interpretam os personagens.

• Efeitos e trilhas sonoras: realizados por sonoplastas e músicos.

• Dança: realizada com coreógrafos e dançarinos.

• Texto: escritores e roteiristas de cinema criam as histórias ou fazem adaptações fílmicas de livros, contos orais, poemas e outros.

Conto oral: história contada pela voz e passada de geração em geração, conservando a tradição oral de um povo.

1 Que tal criar uma adaptação fílmica? Escolha o texto. Ao ler a história, imagine as cenas como se estivesse assistindo a um filme.

a) Anote "onde" a história se passa, "quem" são os personagens principais e "o que" eles fazem.

3 Que tal filmar algumas cenas de sua adaptação fílmica? 1. a), b) e c) Respostas pessoais.

b) Crie um storyboard para planejar e expressar suas ideias. Pense na cor, na luz, nos planos, nos ângulos e nos enquadramentos da câmera.

c) Escreva as características dos personagens, os diálogos, as cenas e outros detalhes.

2 Compartilhe com os colegas sua adaptação.

Com a ajuda do professor, organize uma mostra de cinema na escola com as filmagens das cenas. ESTA É A MINHA ARTE!

Adaptação fílmica (ou cinematográfica) é quando um roteirista se baseia em um texto escrito em forma de romance, conto ou história em quadrinhos, por exemplo, para criar o roteiro de um filme. No cinema, enquadramento é a escolha do que será mostrado como parte do filme a cada cena.

3. Proponha aos estudantes que façam filmagens como testes e experimentações dos elementos dessa linguagem audiovisual. Este exercício será retomado na seção Arte-aventura Meu filme de curta-metragem

Oriente-os a inserir no roteiro descrições de cenas e diálogos entre os personagens, indicando a forma de apresentá-los (entre parênteses, em itálico, com travessão, entre outras). É importante lembrar que o roteiro criado nessa proposta não tem caráter profissional, podendo ter uma formatação mais próxima do repertório dos estudantes. Para melhor expor suas ideias, os estudantes podem ainda desenhar. Com um dispositivo com câmera, podem fazer exercícios de enquadramento, para compreender melhor esse conceito. Oriente-os também a indicar músicas ou sonoridades que podem prever em seus roteiros. É importante que, ao longo da proposta, eles utilizem o caderno para registrar o processo criativo e ilustrá-lo.

Os critérios de avaliação devem ser definidos considerando alguns aspectos importantes: como os estudantes se desenvolveram ao longo das situações de aprendizagem? Com quais facilidades e dificuldades se depararam ao longo do processo criativo? Como se comportam diante de atividades coletivas e de cooperação? Conseguiram realizar a adaptação fílmica? De que maneira buscaram fazer isso? Compreenderam os processos criativos da linguagem cinematográfica? Além disso, para uma avaliação processual, é importante considerar os registros realizados, pois apresentam um panorama mais detalhado, descrito pelos próprios estudantes, de seu processo criativo e desenvolvimento do assunto.

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DIÁLOGOS

Cinema: saberes, arte e lugar

Observe esta imagem.

A magia do cinema deslumbra o menino Totó no filme

Cinema Paradiso, com direção de Giuseppe Tornatore. Itália e França, 1988.

A palavra cinema nasceu do termo francês cinématographe, que teve origem em kinema (movimento) e graphein (gravar, registrar), do grego. É uma arte dinâmica que conta com a contribuição de muitas pessoas para acontecer.

Cinema se refere tanto à linguagem artística quanto aos lugares onde ela é exibida, as salas de projeção. Em muitas cidades, existem cinemas que se tornaram lugares importantes para a vida cultural e cotidiana, além de marcar a vida das pessoas por gerações.

O filme Cinema Paradiso conta a relação entre um mestre projecionista idoso e um jovem aprendiz apaixonado por filmes. A história se passa em uma pequena cidade da Itália, em um tempo em que o cinema era a única maneira de se conectar com a magia da arte audiovisual.

Projecionista: profissional responsável por operar os equipamentos necessários para exibir os filmes em uma sala de cinema.

Investigue, reflita e comente as questões a seguir com os colegas.

1 Existem prédios de cinema antigos na região onde você vive? Se sim, eles estão preservados e ainda funcionam como salas de projeção de filmes? Comente.

Resposta pessoal. Proponha aos estudantes que analisem questões como a permanência e a mudança histórica e a preservação do patrimônio cultural na região onde vivem.

2 No filme, o personagem Totó aprende muitas coisas com seu amigo Alfredo. O que você aprende com pessoas mais velhas? Como valorizar esse aprendizado? Comente suas experiências.

Respostas pessoais. Incentive os estudantes a expressar como se relacionam com as pessoas mais velhas, valorizando o conhecimento dos mais velhos e o respeito a eles.

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29/09/25 18:47

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TCT: Ao abordar a valorização das pessoas mais velhas, é trabalhado o TCT Cidadania e Civismo.

Organize-se

• Se possível, assista previamente ao filme Cinema Paradiso, a fim de ter mais elementos para o debate em sala de aula.

ENCAMINHAMENTO

Proponha aos estudantes um momento de fruição e nutrição estética assistindo a trechos do filme Cinema Paradiso, ou apresente o filme na íntegra. Incentive-os a fazer anotações no caderno sobre os nomes dos personagens, o local onde se passa a história, entre outras informações que possam compor a ficha técnica do filme.

+Ideias

Proponha aos estudantes que dialoguem sobre o fato de o cinema ser uma arte coletiva a que assistimos em telões ou em pequenas telas, como a televisão e o computador. Nesse momento, aproveite para conhecer mais da vida cultural dos estudantes, perguntando sobre as formas de acesso que eles têm para assistir a filmes. Com a ajuda dos gestores, familiares e responsáveis, pode-se organizar um passeio para que os estudantes vão juntos ao cinema em sua região. Muitos cinemas se tornaram locais importantes na vida cultural e cotidiana em diversas cidades e marcaram a vida das pessoas por gerações.

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Habilidades: EF15AR01, EF15AR04, EF15AR18, EF15AR19, EF15AR20, EF15AR21, EF15AR22, EF15AR23 e EF15AR26.

Organize-se

• Organize uma roda de conversa com os estudantes e traga exemplos de curtas-metragens ou trechos dos filmes apresentados nas aulas anteriores para o momento de fruição e análise. • Os materiais, os recursos e os objetos para a produção do curta-metragem também deverão ser combinados com os estudantes, de acordo com cada projeto, e providenciados com antecedência.

ENCAMINHAMENTO

Em uma roda de conversa, aborde o que é um curta-metragem e apresente a proposta aos estudantes. Para realizar a atividade, eles poderão escolher entre um dos filmes adaptados nas aulas anteriores. Depois de escolherem, peça-lhes que se organizem em grupos e dividam as responsabilidades (figurino, cenografia, roteiro, filmagem etc.). Oriente-os na criação do storyboard, apresentando alguns exemplos. Para desenharem o storyboard , é interessante resgatar algumas cenas de filmes que já lhes foram apresentados anteriormente, para que possam analisar os enquadramentos usados e assim poderem pensar nos que utilizarão.

ARTE-AVENTURA

Meu filme de curta-metragem

Contextualize que a duração de um curta-metragem pode variar, sendo, geralmente, de no máximo 30 minutos.

Vamos criar um filme de curta-metragem de até 5 minutos?

Curta-metragem é o nome dado a um filme de curta duração.

Reúnam-se com os colegas. Vocês podem usar filmadoras ou outros dispositivos digitais que filmam vídeos. Vamos lá?

COMO FAZER

1. Escolham uma história ou um tema. Que tal vocês escolherem um dos textos de adaptação fílmica que criaram? Vocês também podem improvisar, como fizeram no jogo de improvisação teatral.

2. Criem um storyboard! Para isso, façam desenhos e escrevam ideias para planejar as sequências das cenas.

3. Combinem onde a cena se passará, quem serão os personagens e o que eles farão em cena (quais serão as ações dos personagens).

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4. Pensem e conversem sobre os enquadramentos que vão usar.

5. Definam qual é o melhor local e equipamento para a gravação das cenas. Peçam ajuda ao professor.

6. Depois que explorarem várias ideias, combinem quem serão os atores e as atrizes e quem será o diretor, o câmera, o figurinista, o sonoplasta, o produtor, entre outros profissionais do cinema.

7. Durante a filmagem, vocês podem colocar sonoridades, usar áudios de músicas ou cantar canções. Evitem filmar de muito longe, para que o áudio seja bem captado, e preparem o ambiente (cenário e iluminação), cuidando para não ter ruídos externos.

ESTA É A MINHA ARTE!

Os filmes produzidos pela turma podem ser exibidos em um ambiente virtual. Peça ajuda ao professor e aos familiares.

Dica: organizar um baú de fantasias e roupas usadas, adereços e materiais variados para improvisar cenários pode ser bem divertido!

O passo 7 foi sugerido já que a intenção desta proposta não é fazer a edição do filme, mas sim experimentar o ato de filmar, exercitando habilidades de planejamento e narrativas em um curto espaço de tempo.

O próximo passo será definir o local onde o curta-metragem será filmado. Sugerimos que o curta-metragem seja filmado em uma única tomada, para que não seja necessário fazer edições, pois a ideia é facilitar a produção e propiciar um momento de experimentação. Seu auxílio será necessário, principalmente no manuseio de dispositivos com câmeras. Os estudantes poderão se basear no storyboard que criaram para começar a desenvolver o curta-metragem, realizando alguns ensaios antes da filmagem.

É importante orientar os estudantes para que realizem registros ao longo de todo o processo criativo: desde o momento de troca de ideias até a gravação do curta-metragem. Os registros poderão ser feitos por meio de anotações, desenhos e recursos audiovisuais contendo as ideias iniciais do processo de criação, as mudanças que forem ocorrendo, os elementos desenvolvidos de maneira individual e coletiva, os momentos mais significativos nesse processo até o resultado final do curta-metragem.

Pode-se combinar com a equipe escolar local e dia para exibir o curta-metragem na escola. Em uma roda de conversa, proponha aos estudantes que comentem como foi o processo criativo e o que acharam da experiência.

Diferentemente do caráter classificatório, a avaliação formativa se dá durante o processo de ensino e aprendizagem. A confecção do storyboard pode oferecer várias dicas dos percursos de aprendizagem dos estudantes, já que cada indivíduo aprende de uma forma particular ou pessoal. Portanto, é sugerido avaliar também o processo de criação do storyboard

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Organize-se

• Escolha com a equipe e a gestão escolar um espaço da escola para ser utilizado como cineclube. Providencie um projetor e caixas de som para a reprodução dos filmes.

ENCAMINHAMENTO

Os cineclubes se tornaram locais para assistir a filmes e conversar sobre cinema, influenciando gerações de cineastas, roteiristas e atores. Inicialmente, é recomendável fazer uma pré-seleção de material para ser exibido no cineclube da turma. Depois, levante os conhecimentos prévios dos estudantes e sensibilize-os, perguntando: o que vocês acham que é um cineclube? O que a palavra cineclube sugere? Quem vocês acham que pode participar? Será que há regras para participar? Durante a execução do projeto, proponha aos estudantes que:

• realizem a seleção dos filmes (outra opção é pedir sugestões para os familiares e responsáveis);

• organizem o espaço, se possível colocando almofadas para torná-lo mais confortável (se necessário, ajude-os a obter autorização da escola para a exibição e o uso de equipamentos);

• determinem os horários das seções (oriente-os na criação da programação);

• criem estatutos do clube com as normas de participação e cartazes para a divulgação da iniciativa (para os cartazes, poderão utilizar

ARTE EM PROJETOS Cineclube da turma

O cinema nasceu do fascínio que os seres humanos têm por captar, movimentar e projetar as imagens. Desde muito tempo gostamos de ouvir e de contar histórias, por isso o cinema encanta gerações! Para curtir a linguagem do cinema na escola, vamos organizar o cineclube da turma?

MATERIAIS

Conversem com o professor e combinem como vão organizar este projeto. Vocês vão precisar providenciar o equipamento de projeção e escolher os filmes aos quais vão assistir.

COMO FAZER

1. Escolham um local na escola que possa ser transformado em uma sala de cinema. O ideal é que seja arejado e tenha cortinas.

papéis de tamanho A4 ou A3, em diferentes cores, riscadores diversos e que contrastem com a cor do papel, colagens ou desenhos dos filmes escolhidos);

• confeccionem a carteirinha do cineclube (oriente-os a pensar em como ela será elaborada, os materiais necessários e quais serão as vantagens e responsabilidades dos associados);

• promovam as sessões e depois conversem sobre os filmes aos quais assistiram (os estudantes poderão fazer anotações sobre os filmes para analisá-los posteriormente, com os colegas e o professor).

Após o momento de organização e criação do projeto cineclube da turma, será hora de aproveitar as sessões. É interessante realizar registros fotográficos ou audiovisuais do projeto.

2. Transformem esse espaço em uma sala de cinema. Se o local não tiver cadeiras, consigam, com a ajuda do professor e de familiares, almofadas para a turma se sentar e ficar mais confortável.

3. Escolham os filmes a que vocês querem assistir.

5. Vocês podem abrir a programação para outras turmas da escola.

4. Façam uma programação com os dados de cada filme e os horários das projeções.

6. Criem cartazes para divulgar a programação do cineclube.

7. Façam carteirinhas de sócios e avisem a todos que se associarem ao cineclube que devem ajudar na preservação e na organização do espaço.

Depois de tudo preparado, é hora de curtir a programação de filmes do cineclube da turma!

Muitos educadores defendem a criação de cineclubes na escola para desencadear a cultura do cineclubismo. Com o crescimento da indústria cultural, os produtos destinados ao consumo de crianças e jovens ficam muito atrelados às escolhas feitas por essa indústria. O cineclubismo pode ser um agente de formação crítica dentro da escola em relação à linguagem cinematográfica. Os argumentos dos educadores defendem que o cineclubismo pode desenvolver um sentimento libertador em relação à indústria cultural e de consumo, oferecendo

a crianças e jovens mais opções de produtos artísticos na área cinematográfica. Também vale para escolhas mais conscientes sobre aquilo a que querem assistir de fato, e não mais serem levados pela indústria cultural, que cria uma sociedade de consumo de massa. Espera-se que os estudantes conheçam e valorizem o patrimônio cultural imaterial da arte cinematográfica, desenvolvam a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens que integram essa arte e aperfeiçoem o trabalho em equipe

colaborativo. Avalie o momento em que é necessário intervir e planejar novos caminhos.

+Ideias

Paralelamente ao projeto do cineclube, os estudantes podem criar um grupo de discussão sobre os filmes da programação. Esse grupo pode combinar um momento semanal para discutir e analisar os filmes (aspectos formais, visuais, históricos, de elenco, produção, entre outros). É interessante que criem registros escritos e/ou fotografem esses momentos.

Sugestão para o professor

• TEIXEIRA, Inês A. de C. Uma história sem fim: o cineclube abraça a escola. In : ALVES, Giovanni; MACEDO, Felipe. Cineclube, cinema e educação. Londrina: Práxis; Bauru: Canal 6, 2010. p. 109-123.

Livro que traz contribuições para ampliar a visão sobre a importância do projeto de cineclube no âmbito escolar e comunitário.

• #02. COMO montar um cineclube na escola. Publicado por: oficinatelabrasil. 2014. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://youtu. be/kuRTnhlWqVE. Acesso em: 20 set. 2025.

O vídeo traz dicas de como montar um cineclube na escola e a importância da atuação dos estudantes nesse processo.

29/09/25 18:48

• KINDERSLEY, Dorling. Cinema para crianças. Tradução: Gabriella Mancini e Henrique do Rego Monteiro. São Paulo: Publifolha, 2014. O livro trata da magia do cinema, de sua história, dos gêneros, das equipes, desde os filmes mudos até o cinema em 3D, e traz muitas curiosidades. Também propõe a brincadeira de produzir o próprio filme.

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Habilidades: EF15AR01, EF15AR13e EF15AR23.

Organize-se

• Organize a sala de aula para o momento de fruição e nutrição estética. Se possível, traga o áudio ou o vídeo da música Nós vamos juntos , do filme Mufasa: O Rei Leão

ENCAMINHAMENTO

Em uma roda de conversa, observe a imagem da cena da animação com os estudantes e pergunte se conhecem o filme Mufasa: O Rei Leão e os personagens retratados. Em seguida, leia com eles o trecho da canção Nós vamos juntos e, se possível, proponha a fruição do áudio para ouvirem e cantarem juntos.

Pergunte aos estudantes se sabem o que é uma trilha sonora, ouvindo e acolhendo os relatos. Comente que trilha sonora engloba, além dos efeitos sonoros, o conjunto de músicas tocadas ao longo de um filme e que, em geral, ela é composta especialmente para a obra, procurando marcar e intensificar determinadas cenas. Converse sobre a importância da trilha sonora em um filme.

Avalie como os estudantes se desenvolvem ao longo das práticas e questões propostas e como buscam interagir com os colegas durante as atividades coletivas. Espera-se que tenham compreendido o que é a trilha sonora

2 SOM, MOVIMENTO, AÇÃO!

e sua importância em uma produção cinematográfica. É importante considerar os registros realizados pelos estudantes ao longo das situações de aprendizagem para ter um olhar mais aprofundado sobre o desenvolvimento de cada um. Observe se os estudantes compreenderam e identificaram as relações entre as diversas linguagens artísticas e sua integração no cinema.

VENHA MUSICAR, DANÇAR E FILMAR!

É muito mais fácil com um amigo

(De novo) é muito mais fácil

[...]

Aqui vamos nós (aqui vamos nós)

No caminho (no caminho)

Para ir longe (ei, ei, ei, ei)

Nós vamos juntos

NÓS vamos juntos. Intérpretes: Pedro Caetano, Hipólyto, Luci Salutes, Arthur Berges e Eduardo Silva. Compositores: Rom Kletter, Ido Mosseri, Alona Alexander, Dan Kiesler e Eran Mor.

In: MUFASA: o Rei Leão. Disney, 2024.

Como na letra da canção, juntos podemos realizar muitas coisas. No cinema, artistas se juntam para produzir um filme. Podemos observar isso ao ver as imagens compostas de luzes, cores, enquadramentos e ângulos de visão, observar a encenação dos atores e atrizes, escutar a trilha sonora de um filme ou apreciar dançarinos realizando uma coreografia criada para um musical.

Venha musicar, dançar e filmar!

19:10

+Ideias

Para desenvolver e ampliar o tema com os estudantes, pode-se propor a criação, em grupo, de uma trilha sonora com base em uma cena de filme, de aproximadamente 1 minuto (escolhida por você ou pelos estudantes), usando instrumentos não convencionais ou objetos recicláveis. A ideia é que explorem recursos e objetos de uso cotidiano para criar uma música de acompanhamento para a cena, relacionando as imagens e as sonoridades produzidas. Auxilie-os na gravação da trilha sonora e oriente-os no momento de criar e registrar a composição, por meio de notação musical não convencional. Ao final, sincronize a gravação em áudio com a cena para conferir o resultado.

Sugestão para o professor

• ALVES, Bernardo M. Trilha sonora: o cinema e seus sons. Novos Olhares, São Paulo, v. 1, n. 2, p. 90-95, 30 dez. 2012. Disponível em: https://revistas.usp.br/ novosolhares/article/ view/55404. Acesso em: 24 set. 2025.

Artigo que discorre sobre os diversos aspectos da trilha sonora, considerando não só a música, mas os ruídos, o silêncio, as vozes e todos os componentes sônicos que compõem uma produção cinematográfica.

• NÓS Vamos Juntos (De “Mufasa: O Rei Leão”). Publicado por: DisneyMusic BRVEVO. 2025. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=3hRilbq1Rrg. Acesso em: 20 set. 2025. Trecho do filme Mufasa: O Rei Leão com a canção Nós vamos juntos.

Montagem com ilustração e fotografia de cena do filme Mufasa: o Rei Leão, com direção de Barry Jenkins. Estados Unidos, 2024.

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Habilidades: EF15AR04, EF15AR06, EF15AR13 e EF15AR23.

ENCAMINHAMENTO

No exercício 1, proponha aos estudantes que escrevam no caderno o que entenderam do trecho da música Nós vamos juntos. No exercício 2 , eles poderão compartilhar qual é sua trilha sonora favorita e o motivo pelo qual ela lhes agrada. Nesse momento, é importante instigá-los a compartilhar suas respostas com os colegas. No exercício 3 , peça aos estudantes que pensem em uma canção que os faça se lembrar de um filme ou uma cena de filme, registrando o título dessa canção e do filme no caderno. Explore as respostas, incentivando os estudantes a relacionar a música ao filme indicado. No exercício 4, proponha a eles que cantem um trecho dessa canção, incentivando os colegas que a conhecem a cantar juntos. No exercício 5 , os estudantes poderão criar um desenho para representar a cena do filme que lhes veio à memória com a canção que cantaram. Ao final, incentive-os a compartilhar seus desenhos com os colegas em uma roda de conversa e a comentar a cena que representaram. Peça que registrem no caderno os principais assuntos abordados ao longo da conversa, da fruição e da experimentação, registrando o que sabem sobre trilhas sonoras.

5. Produção pessoal. O desenho pode ser explorado como processo, produto final ou registro. Também pode ser trabalhado para desenhar o que se vê (observação), aquilo de que se lembra

Som e ação

(memória) e explorar a imaginação (lembrar ou imaginar). Os estudantes podem se lembrar de músicas que não têm letra e, assim, comentar apenas a melodia.

Em 2024, foi lançado no Brasil o filme Mufasa: o Rei Leão. A história se passa antes de o personagem Simba, filho de Mufasa, nascer. Nessa versão, o pequeno Mufasa cresce em meio a desafios, aventuras e músicas feitas especialmente para essa obra cinematográfica.

Em um filme, a trilha sonora pode ser composta por vários músicos e as letras das canções também podem ser traduzidas para vários idiomas e gravadas pela voz de artistas de diversas nacionalidades.

Trilha sonora é o nome que se dá a um conjunto de músicas tocadas ao longo de um filme. Em geral, ela é composta especialmente para a obra e procura marcar e intensificar determinadas cenas, ações e características dos personagens.

1 Leia o trecho da canção da página 55. Faça anotações no caderno sobre o que você entendeu. Depois, converse com os colegas e o professor.

2 Qual é sua trilha sonora de filme preferida? Por quê?

3 Busque na memória a melodia de uma canção que faz você se lembrar de um filme ou de uma cena dele. Escreva os títulos da canção e do filme.

4 Cante para os colegas um trecho dessa canção.

Incentive os estudantes a lembrar e a cantar com os colegas. Caso não

5 Em uma folha de papel avulsa, desenhe a cena de que você se lembra ao ouvir a canção. Resposta pessoal. Respostas pessoais. Resposta pessoal.

Cena do filme Mufasa: o Rei Leão, com direção de Barry Jenkins. Estados Unidos, 2024. Na imagem, personagem Rafiki, um sábio conselheiro do rei.

se recordem da canção, grave o áudio e leve para a sala de aula para que todos possam ouvir e cantar juntos. Esta proposta pode ser feita como um projeto interdisciplinar com os professores de Língua Inglesa, Língua Portuguesa e outros pares.

Sugestão para o professor

• EMICIDA: Aos olhos de uma criança (trilha sonora de O menino e o mundo). Publicado por: Alê Abreu. 2013. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://youtu.be/cpOb3db_Xuc. Acesso em: 21 set. 2025.

Sugere-se a audição e fruição dessa música, que fez parte da trilha sonora do filme O menino e o mundo

Cartaz do filme Mufasa: o Rei Leão, com direção de Barry Jenkins. Estados Unidos, 2024.

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ARTE-AVENTURA Jogo das trilhas sonoras

Vamos fazer um jogo musical?

MATERIAIS E COMO FAZER

Com seus familiares, pesquisem e selecionem vários trechos de músicas que fazem parte de trilhas sonoras de filmes a que vocês gostam de assistir. Um de vocês deve selecionar uma das músicas do filme escolhido, tocar um trecho dela e dar um tempo para os outros participantes da brincadeira pesquisarem. Quem colocou a música deve fazer as perguntas a seguir.

1. A música pertence à trilha sonora de qual filme?

2. O que está acontecendo na cena quando a música toca?

3. Na cena, a música é tema de um personagem, é cantada por ele ou é usada para criar um clima de suspense, aventura, ação, romance, entre outros?

Façam várias rodadas e testem suas memórias visual e musical. 29/09/25 19:10

Organize-se

• Faça uma playlist com áudios de trilhas sonoras de filmes do repertório dos estudantes. Para isso, oriente-os a pedir ajuda aos familiares e responsáveis.

ENCAMINHAMENTO

Proponha a escuta e desenvolva o jogo com base nos focos de atenção. Os estudantes podem criar uma ficha para ser preenchida ao longo do jogo, com as perguntas presentes no Livro do estudante. Após cada rodada, pergunte: o que vocês sabem ou do que se recordam a respeito desse filme? Que memórias a audição dessa trilha sonora provoca em vocês? Ao final, proponha uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem como foi a experiência de jogar utilizando a memória e a percepção. Sugira que registrem no caderno quais foram as músicas e os trechos de que mais gostaram ou que os marcaram de alguma forma. Nesta situação de aprendizagem, espera-se que os estudantes participem de momentos de fruição, experimentação, pesquisa e interação. Com base na prática e nos registros feitos no caderno, observe como eles estão se desenvolvendo. Espera-se que compreendam a integração de linguagens na criação cinematográfica, como a música, o teatro, as artes visuais, além das tecnologias.

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Habilidades: EF15AR04, EF15AR08, EF15AR11 e EF15AR23.

TCT: Abordar os variados temas que os filmes podem trabalhar, auxiliando no desenvolvimento de senso crítico dos estudantes, pode-se promover o TCT Cidadania e Civismo. Ao destacar a importância da dança para os diferentes sistemas do corpo, é valorizado o TCT Saúde.

Organize-se

• Organize a sala de aula com os estudantes para o momento de fruição e nutrição estética. Se possível, traga trechos do filme Fantasia ou outra produção cinematográfica para ver com os estudantes.

ENCAMINHAMENTO

Em uma roda de conversa, pergunte aos estudantes se sabem o que é o cinema musical e quais filmes ou animações desse gênero eles conhecem. A seção Diálogos traz exemplos de filmes em que é possível observar as linguagens visual, musical e os movimentos da dança.

Converse com os estudantes sobre as diferentes sensações que a música pode provocar e pergunte a eles qual gênero musical preferem, de quais filmes ou animações musicais gostam e qual personagem mais gostam de ouvir cantar.

Apresente cenas do filme Fantasia e comente com os estudantes a relação entre som e imagem, que são aspectos marcantes nessa obra. Converse com eles, também, sobre os diferentes gêneros de dança que aparecem nos

DIÁLOGOS

Temas no cinema: voz e corpo

Observe estas imagens.

De quem é a voz que dubla e canta nos filmes de animação? Já parou para pensar nisso? Nos filmes de animação, principalmente no gênero cinema musical, os artistas são contratados para, além de dublar os personagens enquanto falam, cantar as canções da trilha sonora. Na atualidade, esse gênero está muito presente, principalmente nos filmes de animação. Será que uma canção de um filme pode nos fazer refletir sobre temas relacionados à vida? Você se lembra de alguma canção de filme com mensagens ou que aborde determinados temas?

As questões são perguntas mediadoras para provocar reflexão, análise crítica, relatos de memória, argumentações e preparação para as conversas a seguir. As respostas são pessoais e expressam as experiências e opiniões dos estudantes.

filmes. Nos filmes musicais, há cenas memoráveis com atrizes e atores exibindo suas habilidades em dança. São famosos nesse gênero filmes que apresentam passos de sapateado das décadas de 1930 e 1950, ao som do jazz. Por meio do cinema, o sapateado foi divulgado dos Estados Unidos para vários lugares do mundo.

Na questão 5, converse com os estudantes sobre as possibilidades de usar a voz para falar e para cantar. Ressalte que a respiração pode ter um tempo diferente em cada um dos usos da voz.

No exercício 7, proponha uma pesquisa ampliada envolvendo a biologia, a música e a dança. Espera-se que os estudantes saibam identificar o gênero musical no cinema, reconhecendo que tanto o canto quanto a dança são realizados por meio de mecanismos biológicos. Avalie também os registros realizados pelos estudantes ao longo das proposições.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
No Brasil, a cantora Priscilla Alcantara gravou a canção-tema do filme A caminho da Lua, de 2020.
A atriz Tânia Gaidarji durante trabalho de dublagem em estúdio em São Paulo (SP), em 2023.

4. Produção pessoal. O desenho pode ser explorado como processo, produto final ou registro. Nesse sentido, observe esses três aspectos nos desenhos e sugira aos estudantes que se expressem em folhas de papel avulsas, em suportes maiores ou em outras propostas.

1 O cinema também é uma arte que trata de muitos temas. Já pensou nisso?

Proponha aos estudantes que citem alguns temas de filmes e séries a que assistiram recentemente.

2 Já assistiu a um filme que provocou você a pensar sobre bullying , preconceitos, autoaceitação e autocuidado? Converse sobre isso com os colegas.

Resposta pessoal. São exemplos de preconceitos que podem ter sido trabalhados em produções de filmes e animações: gordofobia, xenofobia, machismo, estereótipos, entre outros.

O cinema musical é um gênero que nasceu no início da história do cinema e ficou popular nas décadas de 1930 e 1940. Nesse gênero, há partes cantadas pelos personagens.

6. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes combatam padrões e preconceitos e expressem que todos podem dançar, explorando suas potencialidades e limites de movimentos corporais.

3 Você conhece algum filme de animação do gênero musical? De qual você mais gosta? Por quê? Converse com os colegas e o professor.

Respostas pessoais.

4 Qual personagem você mais gosta de ouvir cantar? Desenhe esse personagem em uma folha de papel avulsa.

5 E você, gosta de cantar? Se sim, ao cantar, como você sente sua voz?

Respostas pessoais.

É comum encontrar filmes do gênero cinema musical com personagens que dançam. Observe esta imagem.

O filme de animação Fantasia mostra os movimentos de objetos, animais e outros personagens ao som de músicas clássicas mundiais. Os desenhistas que criaram esses movimentos estudaram como as pessoas se movimentam ao dançar.

6 O que você achou da criação desses dois personagens do filme de animação Fantasia? Em sua opinião, existe um corpo ideal para dançar? Comente.

7 Que movimentos seu corpo pode fazer ao dançar? Como você sente seus músculos, suas articulações, sua respiração e sua pulsação? Dance, dance! Depois, escreva como você percebeu o que aconteceu com seu corpo ao dançar.

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes percebam que o corpo se movimenta graças às estruturas óssea e muscular e que a respiração e a pulsação mudam quando fazemos movimentos mais lentos ou mais acelerados.

29/09/25 19:10

+Ideias

Proponha aos estudantes que pesquisem filmes em que a dança aparece. É possível pesquisar desenhos de animação internacionais ou filmes nacionais. Nesta proposta, oriente-os a pedir ajuda a um familiar ou responsável para realizar a pesquisa. Você também pode indicar sites confiáveis para a pesquisa. Peça que anotem os resultados obtidos no caderno para compartilhar com os colegas e o professor. Se possível, sorteie um dos filmes selecionados pelos estudantes e assista a ele com a turma, analisando os aspectos musicais e de dança.

Convide os estudantes a também pesquisar cantoras e cantores brasileiros que interpretam canções de filmes musicais, como Priscilla Alcantara.

Sugestão para o estudante

• FANTASIA. Produção: Walt Disney. Estados Unidos, 1940. 1 vídeo (ca. 125 min). O filme Fantasia integra grandes obras da música clássica com efeitos visuais criativos e originais da animação.

• PRISCILLA: Vou voar. Música de A caminho da Lua Netflix. Publicado por: Priscilla. 2020. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=S 9PqoDqLH-g. Acesso em: 21 set. 2025.

O vídeo apresenta a cantora brasileira Priscilla Alcântara interpretando a canção Vou voar , que faz parte da trilha sonora do filme de animação A caminho da Lua

Cena do filme Fantasia, com produção de Walt Disney. Estados Unidos, 1940.

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ENCAMINHAMENTO

Inicie conversando com os estudantes em uma roda de conversa a respeito da cena do filme Matilda, o musical. Nesse momento de nutrição estética, instigue os estudantes com questões como: que movimentos vocês observam os personagens realizarem na cena? Quais são as expressões faciais dos personagens?

Contextualize que Dança serpentina de Annabelle é considerado um dos primeiros filmes de dança a apresentar os movimentos dançados com efeitos visuais de luz, cor e dramaticidade. Na mediação cultural, você pode disponibilizar tecidos leves para os estudantes experimentarem movimentos dançados explorando a dramatização corporal e a leveza dos movimentos. Proponha a eles que apreciem as imagens e criem movimentos dançados. A interpretação das imagens também pode ser feita por meio da expressão corporal.

Cena, música e movimento

Observe esta imagem.

Essa cena faz parte do filme Matilda, o musical, lançado em 2022. O filme é uma adaptação para o cinema do livro Matilda, do escritor britânico Roald Dahl (1916-1990), transformando a história em um musical com várias cenas repletas de música e dança.

Atualmente, é possível ver dança até em aplicativos de vídeo, mas nem sempre foi assim. Somente com a invenção do cinema foi possível transformar o movimento do corpo em imagem de movimento.

Um dos primeiros filmes que trouxeram a dança para as telas de cinema foi Dança serpentina de Annabelle , de 1895, estrelado pela bailarina Annabelle Moore . O filme originalmente era em branco e preto, mas foi colorido à mão.

Contextualize que, antes do cinema, as imagens de dança eram estáticas, sem movimento, como as imagens que vemos neste livro.

Cena do filme Matilda, o musical, com direção de Matthew Warchus. Estados Unidos, 2022.

Observe estas imagens.

Frames de Dança serpentina de Annabelle, com direção de William K.-L. Dickson e William Heise. Estados Unidos, 1895.

Annabelle Moore (1878-1961) foi uma bailarina e atriz estadunidense que trabalhou em diversos filmes mudos no início da história do cinema, no final do século 19. QUEM É?

Retome o conceito de curta-metragem. Contextualize que o filme Dança serpentina de Annabelle, apesar da curta duração, causou grande impacto. Com o desenvolvimento do cinema, os filmes de menor duração passaram a ser chamados de curta-metragem. O termo metragem se refere ao suporte da imagem cinematográfica, o rolo de filme. Quanto maior a duração do filme, maior o tamanho do rolo. Para se ter uma ideia, um rolo de 300 metros de filme tinha aproximadamente 10 minutos de duração. Mesmo que para filmar, na atualidade, haja outras tecnologias, como a filmagem digital, o nome curta-metragem permaneceu como uma referência para os filmes de menor duração.

Sugestão para o estudante

• FICHEIRO: Serpentine Dance (1895: yt.webm). In: WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. Ed. 13 out. 2013, c2025. Disponível em: https:// pt.wikipedia.org/wiki/Fi cheiro:Serpentine_Dance_ (1895)_-_yt.webm. Acesso em: 25 set. 2025.

Nesse link , é possível assistir ao filme Dança serpentina de Annabelle.

• OS REVOLTADOS: clipe Matilda, o musical: Netflix Brasil. Publicado por: Netflix Brasil. 2023. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https: //www.youtube.com/wat ch?v=UpZUrUh_BPA. Acesso em: 21 set. 2025. Página contendo vídeo com as músicas dubladas e a coreografia do filme Matilda, o musical.

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Organize-se

• Prepare uma curadoria educativa com a Dança serpentina de Annabelle e outros curtas-metragens ou cenas de dança no cinema. Destaca-se o trabalho da estadunidense Loïe Fuller, no qual o filme Dança serpentina de Annabelle foi inspirado.

• O processo criativo engloba a experiência do dançar, que pode ocorrer adaptando-se a sala de aula para a dança, realocando o mobiliário para deixar livre o centro do espaço, ou ocupando outro espaço adequado na escola.

• Providencie dispositivos com câmera para os estudantes realizarem as filmagens. Entre outros materiais, podem ser indicados: instrumentos e objetos sonoros para a produção musical; tecidos e adereços diversos, para que a turma possa criar seus figurinos.

ENCAMINHAMENTO

Esta situação de aprendizagem está alicerçada na criação audiovisual inspirada na linguagem da dança. Estabeleça uma ambiência divertida e instigadora. Faça a leitura da imagem e do texto com os estudantes e, se possível, oportunize a nutrição estética da obra Dança serpentina de Annabelle ou outros curtas-metragens ou cenas de dança no cinema previamente selecionadas (veja Sugestão para o professor).

ARTE-AVENTURA Curta-metragem

musical!

Observe esta imagem.

QUEM É?

Loïe Fuller (1862-1928) foi uma atriz e bailarina estadunidense que se destacou na dança e no teatro com sua criatividade nos movimentos e os efeitos visuais de sua dança.

O filme Dança serpentina de Annabelle foi inspirado na arte da bailarina Loïe Fuller e em sua dança da serpentina. Com movimentos fluidos e figurino com tecidos esvoaçantes, essa artista explorou efeitos de luz, cor, forma e movimentos.

Loïe Fuller foi uma das pioneiras da dança moderna e inspirou a relação entre dança e cinema. Sua forma de dançar inspira muitos artistas até os dias atuais!

Contextualize que essa artista foi pioneira na dança moderna e na iluminação cênica. Ficou famosa por criar a dança da serpentina (serpentine dance), marcada por movimentos fluidos e efeitos visuais inovadores.

Para a prática proposta, os estudantes podem se dividir em grupos e definir quem vai dançar, cantar e filmar a cena. Para a etapa 1, o roteiro pode ser feito com um enredo simples, partindo de uma coreografia ou dos personagens escolhidos pelos estudantes. Para a realização da etapa 2, estabeleça uma ambiência para a experimentação da dança utilizando estímulo sonoro. Sugere-se que, nesse momento, já sejam explorados os elementos de som e a música indicados na etapa 4. Na etapa 3, auxilie os estudantes a caracterizar os personagens

e elementos visuais de cena. Para a realização da etapa 5, combine com os estudantes como será utilizado o equipamento para a gravação dos vídeos. Se necessário, auxilie-os no manuseio do dispositivo. A sonorização do vídeo pode ser feita em tempo real, isto é, simultaneamente à captação da dança. Ela pode também ser gravada separadamente e inserida no vídeo no processo de edição, indicado na etapa 6. Registre o processo de criação e proponha momentos para que os estudantes anotem seus processos no caderno.

Loïe Fuller, conhecida como a fada da dança serpentina, 1905.

Retome o conceito de curta-metragem.

Vamos nos inspirar no filme Dança serpentina de Annabelle e criar um curta-metragem musical? Convide os colegas e sigam o passo a passo.

2. Oriente os estudantes para que realizem as coreografias de forma a evitar movimentos e expressões corporais inadequados à idade.

1. Decidam como será a história e criem um roteiro para o curta-metragem de vocês.

1. Retome os conceitos de adaptação fílmica, roteiro e planejamento por meio de storyboard

2. Escolham uma música e explorem movimentos dançados. Com base no roteiro e na experimentação, definam quais vocês vão utilizar no curta-metragem.

3. Criem o figurino e os efeitos visuais.

4. Nessa produção, vocês podem explorar várias linguagens! Que tal alguns cantarem, tocarem instrumentos ou objetos sonoros e outros dançarem? Definam também quem vai dirigir as cenas e realizar as filmagens.

5. Usem um dispositivo com câmera para fazer uma filmagem de até 5 minutos.

6. Vocês podem utilizar uma ferramenta digital para editar a filmagem ou destacar efeitos.

Oriente sobre as formas como a mostra pode acontecer e os espaços onde ela pode ocorrer. Chame a atenção dos estudantes para que nunca compartilhem suas imagens em ambientes

Com os filmes prontos, que tal realizar uma mostra de cinema com os curtas-metragens que a turma produziu? Organizem a mostra e apresentem os filmes a outros colegas, ao professor, a outras turmas e aos familiares!

virtuais. Reforce com os estudantes que as filmagens devem ser realizadas em locais seguros e com a supervisão de adultos.

Após a finalização dos curtas-metragens, proponha um momento de fruição para que a turma confira as filmagens. Você pode, ainda, fazer exibições dos filmes musicais criados pelos estudantes no cineclube da escola. Em uma roda de conversa, estabeleça um momento no qual os estudantes possam se expressar sobre seus processos e sobre os filmes criados e apreciados. Destaque a lin-

guagem da dança durante a conversa, procurando reforçar o respeito e a ruptura com estereótipos e preconceitos que possam emergir nas falas.

+Ideias

A exemplo do filme de dança baseado em Loïe Fuller e do Festival do Minuto (veja Sugestão para o professor), pode-se estabele-

cer a duração exata de 1 minuto para os curtas. Podem-se também realizar filmagens em plano-sequência, para não criar a necessidade de edição e focar o processo na relação entre dança, música e filmagem.

O plano-sequência é a gravação de um único plano contínuo, sem cortes. A gravação de um plano-sequência, com a execução da trilha e de efeitos sonoros durante a captação de imagem, pode facilitar o processo caso a edição de imagem seja uma barreira para a realização da proposta.

Sugestão para o professor

• FESTIVAL do Minuto. c2025. Disponível em: https://festi valdominuto.com.br/pt-BR. Acesso em: 6 set. 2025. Na página do Festival do Minuto, há diversos filmes de curta-metragem sobre dança, mas é preciso fazer uma curadoria prévia para verificar o conteúdo mais adequado para a faixa etária. • A DANÇA. Publicado por: Lucas Candido. 2017. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://festivaldominu to.com.br/pt-BR/contents/ 41363. Acesso em: 6 set. 2025.

O filme de curta-metragem de Lucas Castelli é um exemplo de como construir uma narrativa completa em apenas 1 minuto.

ESTA É A MINHA ARTE!

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Organize-se

• Se possível, pesquise filmes que mostrem cenas com dança de sapateado. Para a oficina de sapateado, certifique-se de que todos têm sapatos adequados para desenvolver a proposta. Observe o piso onde os estudantes vão dançar (os pisos de madeira produzem sonoridades interessantes), certificando-se da segurança do local.

ENCAMINHAMENTO

Se possível, assista com a turma a trechos do filme O anjo do farol, destacando as cenas de sapateado presentes no musical. Durante os momentos de fruição e nutrição estética, sugere-se apresentar vídeos e cenas de outros filmes que contemplem o sapateado. Converse com a turma a respeito da história e das principais características dessa dança, reforçando que a linguagem do cinema é híbrida, ou seja, várias linguagens podem ser integradas na sua produção. Comente que, na atualidade, o cinema é considerado uma linguagem audiovisual porque há a presença de som e imagem. No entanto, o cinema mudo foi uma das primeiras manifestações de imagens em movimento, sendo apenas visual. Conte que, na época do cinema mudo, em algumas ocasiões, havia

ARTE-AVENTURA Sapato para sapateado!

Observe esta imagem.

Os atores estão sapateando. Você sabe o que é sapatear?

Sapatear é um modo de dançar no qual os bailarinos batem os pés no chão e provocam sons ritmados. Isso pode ser feito com sapatos especiais, que têm metais nas pontas e nos saltos.

Vamos experimentar? Veja, na página seguinte, do que você vai precisar e algumas sugestões de como sapatear.

músicos tocando instrumentos nas salas de projeção enquanto o público assistia ao filme. Também era comum, nessa época, a presença de textos escritos explicando ou comentando as cenas durante o filme. No decorrer de sua história, o cinema foi incorporando o som e outros recursos, como o uso de tecnologias para fazer efeitos especiais. Conte aos estudantes que, nas décadas de 1930 e 1950, o sapateado ganhou destaque nas telas de cinema e muitos filmes produzidos em Hollywood deram destaque a esse tipo de dança. Para ampliar saberes, proponha mais pesquisas sobre a história do cinema.

Shirley Temple (1928-2014) e Buddy Ebsen (1908-2003) em cena do filme O anjo do farol, com direção de David Butler. Estados Unidos, 1936.

MATERIAIS E COMO FAZER

1. Escolha um sapato de sola dura que faça barulho ao sapatear.

2. O tipo de piso pode influenciar na produção de sons quando você for sapatear. O ideal é que você esteja sobre um piso de madeira.

4. Gire devagar e sinta seu equilíbrio. Invente passos combinando ritmos mais rápidos e mais lentos. Faça o mesmo movimento várias vezes e teste passos variados.

5. Comece explorando os sons que seus pés produzem quando você pisa no chão. Perceba que eles podem ser fracos (leves) ou fortes (pesados).

6. Depois, veja como você pode pisar. As pisadas mais usadas são com o pé todo, com a ponta do pé e com o calcanhar, mas você pode descobrir outras!

3. Exercite andar nas pontas dos pés, andar apenas com o calcanhar, entre outros movimentos.

Atenção!

Tome cuidado para não escorregar! Primeiro, ande para a frente e para trás. Observe se está confortável e seguro para fazer movimentos com os pés.

7. Procure criar diferentes ritmos e sonoridades para seu sapateado.

Dica: perceba como seu corpo todo se movimenta ao sapatear. Quais gestos você faz? Como está sua postura? Você vai perceber que os pés são o foco no movimento, mas o corpo todo dança o sapateado.

Nas etapas de trabalho da proposta, incentive os estudantes a criar suas hipóteses sobre a percepção do movimento livremente. Na etapa 5, aborde com a turma a noção de intensidade dos movimentos, explorando as qualidades firme (forte ou pesado) e leve (ou fraco) e suas nuances. Na etapa 6, para descobrir outras formas de sapatear, pode-se pedir uma pesquisa ou mostrar aos estudantes vídeos sobre o sapateado em outras danças, como a Catira, o Coco, a chula, o repique norteño, o flamenco, o tap dance e o sapateado irlandês. Registre os experimentos em dança preferencialmente utilizando as tecnologias digitais. Proponha uma roda de conversa ao final das vivências em dança, convidando os estudantes a compartilhar suas preferências, dificuldades e superações. Solicite a eles que registrem no caderno a experiência e o que foi mais marcante na conversa. Observe como eles compreenderam os elementos do sapateado.

Sugestão para o professor

• TOLLER, Fernando de Moraes; MARTINO, Vânia de Fátima. A utilização do cinema em sala de aula: um relato de experiência de ensino de História. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PESQUISA EM POLÍTICAS PÚBLICAS E DESENVOLVIMENTO SOCIAL, 2., 2016, Franca. Anais [...]. Franca: Unesp, 2016. Disponível em: https://www.franca.unesp. br/Home/Pos-graduacao/ -planejamentoeanalisede politicaspublicas/iisippe des2016/a-utilizacao-do-ci nema-em-sala-de-aula-_1_. pdf. Acesso em: 22 set. 2025. O trabalho relata experiências do uso de cinema em sala de aula, na disciplina de História, que podem ser associadas à área de conhecimento artístico.

• HAPPY Feet: O Pinguim. Direção: George Miller e Judy Morris. Estados Unidos, 2006. 1 vídeo (ca. 108 min). O filme de animação se inspira na estética dos filmes de musicais com canto e dança do sapateado.

• SHIRLEY Temple: At The Codfish Ball. Publicado por: Brandie Elliott. 2014. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=lkLjMdE9-lY. Acesso em: 11 ago. 2021. Nessa clássica cena do cinema, a atriz Shirley Temple e o ator Buddy Ebsen aparecem dançando sapateado em trecho do filme O anjo do farol.

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EDSON FARIA

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR04, EF15AR05 e EF15AR19.

Organize-se

• Materiais: pincéis; hastes flexíveis; cola; algodão; tintas não tóxicas com pigmentos de base alimentícia ou próprias para pinturas corporais; batom vermelho, molho de tomate ou suco de beterraba; bases de maquiagem de várias tonalidades.

• Selecione imagens ou trechos de vídeos de personagens como a Rai nha Vermelha, no filme Alice no País das Maravilhas, e Elphaba, no filme Wicked, famosas por suas maquiagens cinematográficas.

• Forre previamente o espaço onde serão feitas as maquiagens com papel kraft ou outro material para preservar as mesas. Sugira aos estudantes que usem aventais ou blusas que podem manchar. Consulte as famílias e os responsáveis, checando se alguém tem alergia a tintas ou a maquiagens. Existem várias tintas que podem ser usadas para pintar o corpo, mas é preciso tomar muito cuidado com efeitos alérgicos dos produtos quando usados em crianças.

ENCAMINHAMENTO

ARTE EM PROJETOS Efeitos especiais

A maquiagem é um dos elementos dos efeitos especiais do cinema. Na história do cinema, muitos personagens ficaram famosos por causa da maquiagem que os atores usaram para interpretá-los. Alguns casos são tão impressionantes que fica quase impossível reconhecer os atores. Veja estas imagens.

Em uma roda, converse com a turma sobre as maquiagens cinematográficas. Traga outras imagens de atores transformados totalmente pela maquiagem. Levante os conhecimentos prévios dos estudantes e sensibilize-os para a proposta da seção. Incentive-os a observar formas e cores, levantando hipóteses sobre os materiais usados na maquiagem das atrizes Helena Bonham Carter e Cynthia Erivo.

A maquiagem é um elemento da linguagem teatral (artes cênicas) que instrumentaliza a composição e a caracterização de um personagem. Pode ser feita no corpo ou apenas no rosto, transformando expressões; possibilita, também, envelhecer o ator, representar machucados no corpo etc. Chame a atenção para o fato de a maquiagem ser uma categoria importante dentro dos efeitos especiais.

À esquerda, fotografia da atriz Helena Bonham Carter. À direita, a mesma atriz caracterizada para a personagem Rainha Vermelha, no filme Alice no País das Maravilhas, com direção de Tim Burton. Estados Unidos, 2010.
À esquerda, fotografia da atriz Cynthia Erivo. À direita, a mesma atriz caracterizada para a personagem Elphaba, no filme Wicked, com direção de Jon M. Chu. Estados Unidos, 2024.

Como você viu nas imagens anteriores, é possível transformar um rosto usando efeitos especiais de maquiagem. Agora, vamos criar maquiagens cinematográficas?

MATERIAIS

Pincéis; hastes flexíveis; cola; algodão; tintas não tóxicas com pigmentos de base alimentícia ou próprias para pinturas corporais; batom vermelho, molho de tomate ou suco de beterraba; bases de maquiagem de várias tonalidades.

COMO FAZER

Efeito

de rugas

Atenção!

Peça ajuda a um adulto para escolher tintas não tóxicas com pigmentos de base alimentícia, como tinta de amido de mandioca, de farinha de trigo ou de outro tipo, incluindo opções industrializadas próprias para pinturas corporais.

também que registrem suas impressões no caderno. Reserve um tempo para que possam remover as maquiagens e higienizar a pele.

Sugestão para o professor

• ALICE no País das Maravilhas: trailer dublado. Publicado por: TudoCinema. 2010. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=UT -Hv-U8Ezg. Acesso em: 22 set. 2025.

1. Use a cola como base.

2. Cole pedaços de algodão.

Efeito de ferida

1. Passe cola no local onde você quer produzir o efeito.

3. Por fim, pinte ou passe base de maquiagem por cima, usando uma haste flexível.

2. Cole pedaços de algodão em volta de onde você quer que pareça uma ferida.

4. Em volta, na parte externa da ferida, use bases de maquiagem de tons mais escuros que sua pele e de tons avermelhados também.

3. Depois, pinte dentro da ferida com tinta vermelha (você também pode usar batom vermelho, suco de beterraba ou molho de tomate).

Pronto! Está criado seu efeito especial com maquiagem artística. Pesquise outros tipos de pintura para expressões faciais e para o corpo.

Prepare os materiais necessários para a proposta em que os estudantes vão experimentar a criação de efeitos de rugas e feridas por meio da maquiagem. Para ampliar o repertório visual, é interessante mostrar imagens de outros personagens de filmes que utilizaram esses efeitos. Oriente-os no momento de manusear os materiais, evitando fazer a maquiagem em áreas sensíveis, como olhos e boca. Os estudantes podem auxiliar-se mutuamente no momento da produção.

A maquiagem no cinema cria efeitos especiais. São inúmeras as possibilidades de criação com a maquiagem que podem provocar emoções em quem assiste aos filmes. O importante é deixar a turma livre para as suas criações com maquiagem.

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Ao final, registre o resultado das maquiagens por meio de fotografias ou filmagens. Em uma roda de conversa, proponha aos estudantes que dialoguem sobre o processo criativo e o que acharam dos resultados obtidos. Sugira

É interessante observar os efeitos especiais e as maquiagens utilizadas para criar o universo mágico do País das Maravilhas.

• ALICE in Wonderland: transformation into the Red Queen. Publicado por: WhiteQueenMiranda. 2010. 1 vídeo ( ca. 1 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=XV6yx7o1K9A. Acesso em: 22 set. 2025.

Vídeo contendo o processo de transformação da atriz Helena Bonham Carter na personagem Rainha Vermelha.

• WICKED: trailer 2 dublado oficial (Universal Pictures): HD. Publicado por: Universal Pictures Brasil. 2024. 1 vídeo ( ca. 3 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=rU-jAqHktSs. Acesso em: 22 set. 2025.

Vídeo contendo trailer oficial do filme Wicked, dirigido por Jon M. Chu, Estados Unidos, 2024.

• BECOMING Elphaba: Wicked. Publicado por: Universal Pictures India. 2024. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=6K 0QK-3I9EE. Acesso em: 22 set. 2025.

Vídeo contendo o processo de transformação da maquiagem da atriz Cynthia Erivo na personagem Elphaba.

ENCAMINHAMENTO

Na questão 1 , retome as diversas linguagens artísticas que compõem a arte cinematográfica.

Na questão 2 , por meio das três perguntas (“onde?”, “quem?” e “o quê?”), aproveite para revisar o conteúdo desenvolvido ao longo da unidade.

Na questão 3, os estudantes podem analisar obras de arte contemporâneas e comentar oralmente ou por escrito os recursos tecnológicos usados pelos artistas. Organize um momento para que os estudantes possam conversar sobre seu repertório cultural, adquirido em estudos em anos anteriores, de arte contemporânea.

Na questão 4 , espera-se que os estudantes escolham os itens que fazem referência às linguagens da arte. A Matemática e a Geografia não são linguagens artísticas.

No exercício 5 , espera-se que eles se recordem das três questões (“onde?”, “quem?” e “o quê?”) utilizadas para a construção de personagens, vivenciada em propostas de produção artística e de escrita. Retome o que eles aprenderam, conversando sobre: “quem é?” o personagem principal escolhido por eles, pedindo que descrevam suas características; “onde?”, orientando os estudantes a descrever e comentar onde se passa a história, os lugares (imaginários ou reais) e como podemos perceber o “onde” com base na atuação do ator e/ou do dublador que representa o personagem; e “o quê?“, orientando-os a descrever o que o personagem escolhido faz na história e pedindo que descrevam as ações e as atitudes do personagem.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Quais são as linguagens artísticas que podem fazer parte de um filme?

2 Relembre o que você já aprendeu sobre jogos teatrais e escreva no caderno, para cada item, uma das três perguntas que ajudam a criar no teatro e no cinema.

a) Lugar, imaginário ou real, onde se passa a história. Onde?

b) Os personagens que compõem uma cena ou um jogo teatral. Quem?

c) A ação do personagem em cena. O quê?

3 Quais recursos tecnológicos podemos usar para fazer e apreciar arte nas diversas linguagens? Resposta pessoal.

4 Observe esta imagem e reflita sobre ela. Depois, copie no caderno as linguagens artísticas a seguir que integram o cinema.

a) Artes visuais X

b) Matemática

c) Dança X

d) Teatro X e) Literatura X f) Música X g) Geografia

Família assiste a um filme de animação.

1. Comente que podem fazer parte de um filme, além das artes visuais, a música (trilha sonora), o teatro (dramatização) e a dança (bailado, movimentos ritmados), por exemplo.

5 Escolha um filme a que já assistiu e um personagem. Escreva sobre a história, uma cena e o personagem a partir das três questões a seguir.

a) Onde se passa a cena?

b) Quem é o personagem?

c) O que o personagem faz em cena? Respostas pessoais.

6 Vamos conversar sobre como a dança pode aparecer no cinema?

a) Você conhece filmes em que os personagens dançam? Se sim, como são as danças nesses filmes?

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes discorram sobre a presença da dança em filmes de diferentes gêneros cinematográficos.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

b) A presença da dança é especialmente marcante em qual gênero cinematográfico? Musical.

c) A dança do sapateado foi muito popular nos filmes musicais dos Estados Unidos. O que é sapatear?

Sapatear é um modo de dançar no qual os bailarinos batem os pés no chão, provocando sons ritmados. Isso pode ser feito com sapatos especiais, com metais nas pontas e nos saltos.

7 Que tal analisar uma animação com seres fantásticos? Leia o texto a seguir e, depois, observe a imagem.

Em 2001, foi lançada uma animação que narra uma divertida aventura: um grupo de monstros é responsável por assustar crianças, capturar seus gritos e, com isso, em uma fábrica, gerar energia para seu mundo. Tudo corre bem na rotina dos monstros até que, um dia, uma menina humana consegue entrar no mundo deles!

Em Monstros S.A. , podemos assistir a essa grande aventura na cidade de Monstrópolis.

Os seres fantásticos da animação Monstros S.A., com direção de Pete Docter, Davida Silverman e Lee Unkrich, Estados Unidos, 2001.

a) Tendo como base a leitura do texto e a observação da imagem, converse com os colegas sobre as características dos personagens da animação Monstros S.A.

Resposta pessoal. Veja mais orientações no Encaminhamento.

b) Quais outros monstros ou seres fantásticos você já viu em animações? Dê exemplos dos que mais chamaram sua atenção. Resposta pessoal.

c) Você já criou, em sua imaginação, seres fantásticos? Se sim, como eles eram? Descreva um deles em detalhes. Resposta pessoal.

d) Desenhe o ser fantástico que você acabou de descrever. Imagine: o que esse ser faz? Ele usa acessórios? Escolha os riscadores que vai usar para expressar as cores, o tamanho, entre outras características.

e) Imagine a voz desse ser fantástico. Como ele falaria ou que sons produziria? Como é o timbre da voz? Qual é a velocidade da fala? Conte para os colegas e ouça o que eles têm a dizer. Respostas pessoais.

7. d) Produção pessoal. Proponha que os estudantes expressem nos seus desenhos as características físicas e psicológicas dos seus personagens.

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No item a do exercício 7, espera-se que os estudantes percebam que esses monstros apresentam, por exemplo, chifres, dentes afiados, cores vibrantes, partes do corpo com tamanhos desproporcionais, pelos, garras ou gosma; têm semelhanças tanto com animais quanto com pessoas. Incentive os estudantes a observar se os monstros parecem mais divertidos ou mais assustadores, se é possível imaginar a personalidade de cada um, entre outras possibilidades. No item d, o desenho pode ser explorado como processo, produto final ou registro. Nesse sentido, observe esses três aspectos nos desenhos e sugira aos estudantes que se expressem aqui e em folhas de papel avulsas, em suportes maiores e em outras propostas.

É importante que os estudantes tenham compreendido como se dão os processos de criação cinematográfica, sobretudo os princípios da animação e a relação entre a arte e a ciência. Ao longo das proposições desta unidade, a dança e a música foram abordadas como linguagens presentes no cinema, no gênero cinema musical. Espera-se que os estudantes tenham assimilado a integração com a linguagem teatral na produção cinematográfica, por meio da criação de roteiros, atuação, figurino e maquiagem. A música é também explorada na fruição, análise e experimentação acerca das trilhas sonoras de filmes.

Tendo em vista que cada pessoa pode ter experiências diversas com a arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com a linguagem do cinema. Proporcionar conversas em grupo em que os estudantes possam falar das próprias produções pode ser uma ação positiva para a autoavaliação e a percepção da potência expressiva de cada um.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, é proposto o estudo de linguagens e tecnologias presentes na arte contemporânea. No capítulo 1, os estudantes entram em contato com obras de videoarte, videodança, instalações interativas e audiovisuais. Também exploram os fatores de movimento elaborados por Rudolf Laban. No capítulo 2, é discutido o uso de tecnologia na arte, por meio de intervenções artísticas urbanas, pinturas, light painting e performance

Objetivos

• Participar de momentos de fruição e leitura de textos poéticos e imagens, com foco em linguagens artísticas contemporâneas, expressando suas hipóteses interpretativas e opiniões com respeito ao ritmo do diálogo e ao espaço de fala dos colegas.

• Identificar e usar em suas produções elementos de linguagem das artes visuais, da dança, da música e das artes integradas (perfomance, videodança e instalações audiovisuais).

• Criar com autonomia, criatividade e poética em diferentes linguagens.

ARTE AGORA 3

A arte está sempre em transformação. Qualquer nova invenção científica, de materiais ou de tecnologias pode influenciar a criação artística. Hoje, os artistas criam arte experimentando quase tudo o que o mundo contemporâneo oferece. A arte contemporânea é a arte do agora! Vamos saber mais?

1 Vamos procurar estas imagens no livro?

Em seu caderno, escreva o número da página em que você encontrou cada imagem. O que será que vamos estudar?

• Identificar, explorar e escolher diferentes materialidades para se expressar em diversas linguagens contemporâneas, percebendo também o corpo e a tecnologia como materialidades expressivas.

• Realizar pesquisas sobre elementos de linguagem, materialidades, processos de criação e percepções sensoriais, estabelecendo relações entre arte, cultura e vida cotidiana.

• Comentar suas experiências com linguagens artísticas e poéticas, vivenciadas na escola e com a família.

• Conhecer artistas e suas produções em diferentes linguagens, ampliando repertórios e apreciando patrimônios culturais nacionais e internacionais.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5 e 7.

Competências específicas: 1, 2, 4, 5, 7 e 8.

Habilidades:

Como exercício inicial, propõe-se um jogo em que os estudantes buscam as imagens desta abertura dentro da unidade. Instrua-os a observar cada imagem e ler as palavras. Na roda de conversa, pergunte sobre suas interpretações e saberes prévios. Este pode ser um momento potente de avaliação diagnóstica.

(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).

(EF15AR03) Reconhecer e analisar a influência de distintas matrizes estéticas e culturais das artes visuais nas manifestações artísticas das culturas locais, regionais e nacionais.

(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem,

ARTE CONTEMPORÂNEA
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

(EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança.

(EF15AR12) Discutir, com respeito e sem preconceito, as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na escola, como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.

(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.

(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais.

(EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística.

TCT: Meio Ambiente: Educação Ambiental, Educação para o Consumo; Ciência e Tecnologia.

ENCAMINHAMENTO

instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.

(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.

(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.

(EF15AR07) Reconhecer algumas categorias do sistema das artes visuais (museus, galerias, instituições, artistas, artesãos, curadores etc.).

(EF15AR08) Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança presentes em diferentes contextos, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório corporal.

(EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes do corpo e destas com o todo corporal na construção do movimento dançado.

(EF15AR10) Experimentar diferentes formas de orientação no espaço (deslocamentos, planos, direções, caminhos etc.) e ritmos de movimento (lento, moderado e rápido) na construção do movimento dançado.

Para o jogo em clima de caça ao tesouro, oriente os estudantes a observar as palavras-chave e as imagens, a folhear o livro e a encontrar essas imagens ao longo da unidade. Esses elementos são pistas para os percursos sugeridos, que podem ser trilhados com os estudantes.

Proponha aos estudantes que pesquisem as palavras-chave presentes nesta abertura e componham um glossário no caderno, que pode ser retomado ao final da unidade para apoiar a avaliação de processo.

BNCC

Habilidades: EF15AR08 e EF15AR12.

Organize-se

• Com a ajuda dos estudantes, organize a sala de aula para o momento de fruição e nutrição estética. Se possível, apresente vídeos que mostrem os bailarinos da Balangandança Cia. em ação (veja em Sugestão para o professor). Após assistirem ao(s) vídeo(s) da Balangandança Cia., incentive os estudantes a contar e comentar experiências que já tiveram com a dança.

ENCAMINHAMENTO

Levante os conhecimentos prévios dos estudantes, perguntando: vocês gostam de apreciar espetáculos de dança? Já viram espetáculos em que os dançarinos improvisam movimentos? O que vocês acham da improvisação? Acolha as diferentes opiniões e valorize as preferências e a individualidade.

Proponha aos estudantes a leitura da imagem da abertura do capítulo e comente que trata-se de uma composição que une, de modo lúdico, ilustrações de crianças dançando à fotografia da apresentação da Balangandança Cia.

Leia com a turma o texto. Esse momento servirá de preparação para o estudo sobre arte e tecnologias e processo de criação.

ARTE CONTEMPORÂNEA

A arte é linguagem, conhecimento e percepção de um mundo culturalmente vivido. É o sentir, o pensar, o dizer sobre as coisas. É a construção de discursos em muitas linguagens. A dança é a arte dos movimentos. Podemos conhecer a expressividade e a capacidade do corpo ao estudar a dança na escola com os estudantes. Os movimentos fazem parte da vida. Assim, dança é saúde, vida e arte.

VENHA DANÇAR E FILMAR!

Mexemos o corpo para cá e para lá...

Cabeça, tronco, braços, pernas, mãos e pés.

Corpo todo a se movimentar!

Pula, gira, cai, levanta, vira...

Dança junto, dança separado.

Procura um espaço, um ninho, um esconderijo... e se deixa ser encontrado!

Gente que brinca e inventa um

jeito de dançar, na dança, faz seu corpo bailar!

MEXEMOS o corpo para cá e para lá. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

Quando dançamos, podemos sentir cada movimento. Ao filmar os movimentos, nossos e dos outros, podemos criar videodança, videoarte, instalações audiovisuais... Na arte contemporânea, dança, imagens e sons se misturam para criar uma arte audiovisual! Venha dançar e filmar!

Montagem com ilustração e fotografia de Ninhos, performance para grandes pequenos, espetáculo da Balangandança Cia., apresentado em São Paulo (SP), em 2014.

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+Ideias

Estabeleça formas de registro e acompanhamento do percurso de aprendizagem dos estudantes. Incentive a turma a criar registros no caderno em forma de texto e produção visual de impressões, ideias, sensações, hipóteses e conceitos trabalhados em aula. Os cadernos são, simultaneamente, suportes para a criação pessoal e instrumentos do processo avaliativo.

Oriente os estudantes a conversar com os familiares ou responsáveis sobre a presença da dança na cultura familiar e a convidá-los para dançar. Sugira que, após a dança, eles assistam juntos a cenas do espetáculo Ninhos, performance para grandes pequenos

Sugestão para o professor

• BALANGANDANÇA CIA. São Paulo, c2025. Disponível em: http://balangan danca.com.br/. Acesso em: 17 set. 2025.

Para saber mais sobre a Balangandança Cia., é possível acessar o site oficial da companhia, que contém informações sobre os espetáculos já encenados e em cartaz, a agenda de apresentações e os integrantes.

Sugestão para o estudante

• “NINHOS”: performance para grandes pequenos. Publicado por: Balangandança Cia. 2020. 1 vídeo (ca. 46 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=1G3sE-6Ofwg. Acesso em: 17 set. 2025. Vídeo da apresentação do espetáculo Ninhos, performance para grandes pequenos em São Paulo, em outubro de 2015.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR07 e EF15AR23.

ENCAMINHAMENTO

Prepare momentos de fruição na nutrição estética com base em obras da artista Yayoi Kusama. Se possível, projete imagens para ampliá-las. Caso haja estudantes com deficiência visual na turma, pode-se propor a audiodescrição das obras.

Levante os conhecimentos prévios dos estudantes sobre arte contemporânea, perguntando: quando dizemos que uma obra de arte é contemporânea, o que estamos querendo dizer? Vocês conhecem essa obra e/ou essa artista? Quais são as características desse tipo de obra de arte?

Acolha respostas e comentários respeitando as opiniões e a singularidade dos estudantes. Peça-lhes que observem as imagens e leia com eles o boxe que apresenta o conceito de arte contemporânea.

Comente a forte ligação da arte contemporânea com as transformações históricas de nossa sociedade. Nos últimos dois séculos, diversas linguagens artísticas surgiram e se transformaram em consonância com essas mudanças, revolucionando a maneira de interpretá-las por meio da arte. Muitas produções de arte contemporânea têm um caráter experimentalista, como as obras da artista Yayoi Kusama.

Durante a mediação da leitura das imagens da instalação da artista, pergunte: o que vocês acham desse tipo de expressão artística? Se fossem criar uma instalação, como a realizariam? Chame a atenção dos estudantes para a variedade de tamanhos e cores dos círculos que as crianças nas imagens colam no ambiente da instalação.

Arte contemporânea? O que é isso?

Observe esta imagem.

Sala da obliteração, instalação criada por Yayoi Kusama em 2002 em colaboração com a Galeria de Arte de Queensland, na Austrália. Na imagem, vemos crianças brincando em um espaço da instalação em montagem em Auckland, na Nova Zelândia, em 2017.

A imagem mostra um momento de interação do público com uma obra da artista Yayoi Kusama, que cria arte contemporânea.

A palavra contemporânea refere-se ao que existe ou acontece na mesma época. Por exemplo, se uma pintura é criada agora, ela é contemporânea ao seu tempo.

Na arte, as produções criadas a partir da década de 1960 são consideradas arte contemporânea.

A arte mudou bastante nos últimos tempos. Muitos artistas usam tecnologias, aproveitam materiais variados e criam novas linguagens e experiências artísticas.

Proponha aos estudantes que comparem as duas imagens, observando como a instalação muda com a participação do público, que é convidado a colar os adesivos de círculos de várias cores.

Conte para a turma que a artista Yayoi Kusama cria instalações artísticas geralmente montadas em espaços onde o público pode, além de olhar, andar por elas. São instalações interativas, obras que pressupõem o envolvimento do público, que é convidado a participar da obra de arte.

A arte interativa também é conhecida como arte propositora, pois permite ao vi -

sitante manuseá-la e participar dela com o artista. Incentive os estudantes a pensar nas formas e nas cores que costumam trazer ao se expressarem em suas criações.

A artista Yayoi Kusama nasceu em 1929, no Japão. Ela desenvolve projetos de arte em várias linguagens, criando tanto obras que usam materiais simples, como adesivos, quanto complexas instalações que envolvem tecnologias. A artista é fascinada por pontos e formas de círculos e esferas. Em suas obras, ela espalha esses elementos de linguagem visual por todos os lados, usando vários mate -

Observe esta outra obra de Yayoi Kusama.

Criança cola adesivos de pontos de cores intensas e vibrantes em parede da instalação Sala da obliteração, de Yayoi Kusama, em montagem no Museu Hirshhorn, em Washington, D.C., nos Estados Unidos, em 2017.

Yayoi Kusama é fascinada por pontos e formas circulares coloridas, como vimos nas imagens anteriores. Em suas obras, ela espalha essas formas por todos os lados, usando vários materiais e linguagens, como instalações, pinturas e até roupas. Ela coloca esses elementos visuais em tudo e, às vezes, cria instalações interativas, convidando quem visita sua exposição a também preencher o lugar com essas formas coloridas.

Instalações são formas de arte criadas em espaços onde as pessoas, além de ver a obra, podem andar por ela.

As instalações interativas são aquelas em que o público pode tocar a proposta artística e participar dela.

QUEM É?

Yayoi Kusama (1929-) é uma artista japonesa contemporânea que se expressa por varias linguagens, como pintura, escultura, fotografia e videoinstalação. Usa frequentemente pontos e formas circulares e esféricas coloridas em suas criações artísticas.

riais e linguagens, como instalações, pinturas e até roupas.

Ela também faz montagens com pontos de papel adesivo de cores fosforescentes e com luz negra, que permite ver esses pontos brilharem no escuro. Avalie que formas ou outros elementos visuais os estudantes gostariam de usar em seus trabalhos por meio da técnica da repetição.

+Ideias

Converse com os estudantes sobre a ideia de uma arte que nasce e acontece na cabe-

ça, no pensamento: a arte conceitual. O que isso quer dizer? Pesquise, com eles, as acepções da palavra “conceitual” em dicionários.

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Em momento de apreciação e estudo de obras de arte modernas ou contemporâneas, é interessante observar e refletir sobre o processo de criação, a escolha de materiais, os discursos que essas obras trazem e os debates e as reflexões que possibilitam.

Converse com os estudantes sobre o uso de novas tecnologias na arte. Comente que a tecnologia influencia muitas áreas de nossa vida. Na arte, não é diferente. As inovações

tecnológicas são bastante exploradas na arte contemporânea e auxiliam as linguagens tradicionais a se expandirem. Esse diálogo faz surgir novas linguagens, como a performance, a instalação, a videoarte, entre outras.

No caderno, o registro de impressões e conquistas dos estudantes na construção de saberes em arte pode mostrar a essência do percurso vivido por eles.

Sugestão para o professor

• NARCISSUS Garden. Brumadinho: Inhotim, 2009. Disponível em: https:// www.inhotim.org.br/item -do-acervo/narcissus-gar den-inhotim-yayoi-kusama/. Acesso em: 17 set. 2025.

O site oferece uma visita virtual ao registro da obra Narcissus Garden , da artista Yayoi Kusama. A obra encontra-se no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil.

• YAYOI Kusama: Obsessão infinita. São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, c2023. Disponível em: https://www. institutotomieohtake.org.br/ exposicoes/yayoi-kusama -obsessao-infinita/. Acesso em: 17 set. 2025.

O site oferece uma visita virtual a registros da exposição Obsessão infinita (2014), de Yayoi Kusama.

©YAYOIKUSAMA

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR08 e EF15AR23.

ENCAMINHAMENTO

Selecione previamente alguns exemplos de videoarte disponíveis na internet. É importante verificar a pertinência e a adequação à faixa etária. Levante os conhecimentos prévios dos estudantes e sensibilize-os para as propostas que serão realizadas. Antes de apresentar a videoarte, pergunte: o que é vídeo? Para que serve?

Retome com os estudantes o fato de que cultura audiovisual se refere às produções que integram sons e imagens e ao modo como apreciamos, consumimos e criamos diversas linguagens, como cinema, televisão, internet, games, realidade virtual, projeções em salas de exposição de arte e em outros meios.

Comente que a invenção do vídeo mudou a forma de encararmos o mundo e a arte, fazendo surgir novas linguagens artísticas que usam as tecnologias de áudio e vídeo. Pergunte: que novas linguagens podem surgir se associarmos a palavra vídeo às linguagens que já conhecemos, como “vídeo + dança” ou “vídeo + instalação”?

Quais seriam os nomes dessas novas linguagens?

Acolha opiniões e valorize as preferências e a individualidade. Explique que as performances são propostas de arte atuais que também podem ser produzidas com o uso de diferentes tecnologias. São formas de usar o corpo como suporte e de expressar, por meio de gestos e movimentos, ideias, men-

Vídeo e arte: videoarte

Observe esta imagem.

O uso do vídeo na arte oferece diversas possibilidades, reunindo imagem e som. Esses recursos estão presentes em criações artísticas como a videoarte, a videodança e as instalações audiovisuais, entre outras propostas.

sagens ou sensações. A videodança, por exemplo, é uma expressão artística contemporânea que nasceu da fusão entre dança e linguagem audiovisual. As manifestações de arte contemporânea podem acontecer ao vivo e publicamente em um espaço, e os artistas podem filmar essas ações e criar as videoperformances.

Na roda de conversa, você pode contar a história das criações artísticas que surgem com as tecnologias de captura de imagem, como a fotografia, e depois das imagens em movimento com as técnicas que deram origem ao cinema e às linguagens audiovisuais contemporâneas (vídeo, televisão, games, filmes de animação, realidade virtual e outras). Tudo isso impulsionou novas possibilidades de invenção na Arte.

Montagem de ilustração com a instalação audiovisual A natureza invade a cidade, da dupla VJ Suave. Obra exposta no Rio de Janeiro (RJ), em 2014.
VJ

Contextualize que a videoarte difere do modo usual de registrar imagens usando o vídeo. Trata-se de uma linguagem que estuda e compõe imagens e sons para expressar ideias, sensações, emoções e poéticas pessoais ou de grupos de artistas.

A videoarte é o tipo de criação artística que usa imagens gravadas em vídeos e outros elementos, como fotografias, textos, efeitos sonoros e visuais.

A videodança é uma expressão artística contemporânea que nasceu da mistura entre a dança e o vídeo. É diferente do vídeo usado para gravar uma cena de dança, pois, nesse caso, o vídeo tem uma função de registro. Na videodança, os artistas se expressam tanto pela linguagem da dança quanto pela linguagem do vídeo.

Instalações audiovisuais são produções artísticas que ocupam e transformam espaços de museus, galerias e outros com projeções de imagens, sonoridades e outros elementos.

1. Resposta pessoal. Instigue os estudantes a expressar a quais aparelhos tecnológicos eles têm acesso, como os utilizam e quais são seus interesses ao usar recursos tecnológicos e digitais para criar na arte, lembrando que na escola só é permitido usar dispositivos móveis com fins pedagógicos.

Cena do espetáculo RodaPé, da Balangandança Cia., em 2001. A montagem inspirou o grupo a produzir duas videodanças: Pé de moleque e Em outro pé

1 Como os aparelhos tecnológicos audiovisuais e as linguagens contemporâneas, por exemplo, a fotografia e o vídeo, afetam seu dia a dia? Converse com os colegas sobre isso.

2 Que materiais e ferramentas tecnológicas podemos usar para fazer arte hoje? Pesquise os recursos tecnológicos que os artistas usam para criar suas obras atualmente. Escreva no caderno suas descobertas.

Espera-se que os estudantes registrem que é possível criar explorando recursos como dispositivos móveis com câmera digital, projetores multimídia, câmeras filmadoras digitais, entre outras ferramentas.

Contextualize que a videoarte é o tipo de criação artística que usa imagens gravadas em vídeos explorando tecnologias para criar efeitos visuais, com sons, palavras e outros elementos. Diante das mudanças que vêm ocorrendo no campo das tecnologias digitais, com recurso de som e imagem atuais, incluindo a inteligência artificial, o termo instalações audiovisuais é mais abrangente por abarcar as produções de videoinstalações e outras experiências imersivas que são

instaladas em espaços de museus e galerias, assim como em ambientes públicos, abertos, incluindo festivais de luzes e outros eventos. Comente que, muitas vezes, os artistas se inspiram fazendo pesquisas na busca de novas experiências, explorando o mundo das experimentações e sensações, inventando e reinventando as linguagens da arte e as funções das coisas. Foi assim que, no século XX, surgiram muitas linguagens artísticas novas, como as performances, as instalações, os ob -

jetos artísticos, a videoarte, a videoinstalação e muitas outras. Além disso, os materiais para fazer arte foram mudando e, atualmente, é comum os artistas usarem objetos do cotidiano para criar projetos artísticos.

Acompanhe como os estudantes participam de momentos de apreciação de imagens e como se expressam oralmente e constroem suas hipóteses. Avalie e identifique o momento em que é necessário intervir ou planejar novos caminhos. É importante fazer paradas para avaliação e conversar com os estudantes para perceber como estão compreendendo os conceitos, como estão se desenvolvendo nas situações de aprendizagem, o que estão gostando de fazer e conhecer e quais são as dificuldades e as facilidades de cada um.

+Ideias

A cultura audiovisual faz parte da vida de muitos estudantes. Assim, projetos que explorem a estética de criações com imagens e som, como cinema, televisão e vídeos na internet, os aproximam da arte conceitual contemporânea. Promova experiências de filmagens com os estudantes e depois de projeções dessas imagens nas paredes da escola. Proponha a eles que escolham um tema para esse projeto e utilizem as ferramentas e os recursos tecnológicos disponíveis.

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Sugestão para o professor

• VJ SUAVE. São Paulo, c2025. Disponível em: https:// vjsuave.com/?lang=pt-br. Acesso em: 17 set. 2025. Página oficial da dupla de artistas VJ Suave, na qual é possível encontrar as obras já realizadas por eles.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

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TCT: Meio Ambiente.

ENCAMINHAMENTO

Retome com os estudantes saberes sobre formas geométricas e orgânicas. Comente que as formas orgânicas podem estar presentes tanto na natureza como na arquitetura. O mesmo ocorre em relação às formas geométricas.

Proponha que se lembrem das formas e cores que observam, em especial as orgânicas, em folhas no jardim, flores, frutas, animais, nuvens e em outros elementos da paisagem. Peça que identifiquem as formas geométricas em elementos arquitetônicos. Incentive-os a compará-las, nas construções e nos espaços em que moram ou que frequentam.

O foco da proposta 2 é levar os estudantes a refletir sobre a conservação ambiental, problematizando e formulando argumentos sobre possíveis soluções para problemas ambientais nos grandes centros urbanos e na região onde moram.

Avalie como os estudantes se desenvolvem ao longo das propostas e como buscam interagir com os colegas durante as rodas de conversa.

+Ideias

Além do projetor convencional, há outros mecanismos de projeção que podem ser pesquisados e apresentados aos estudantes. A seguir, são listados alguns exemplos.

• Projeção holográfica: utiliza luz e reflexões para gerar imagens tridimensionais suspensas no ar. Ideal para demonstrar conceitos espaciais ou criar experiências imersivas.

DIÁLOGOS

Arte e mensagens

A invenção da fotografia possibilitou a captação de imagens. No decorrer do tempo, inventores do cinema colocaram em movimento as imagens captadas por câmeras fotográficas. Essas técnicas foram aprimoradas, e os materiais e recursos digitais que temos hoje permitem criar e projetar imagens de muitos modos.

Atualmente, acessamos vídeos com som e imagem de alta qualidade, o que impulsiona mais criações na cultura audiovisual e as muitas linguagens contemporâneas, como as instalações audiovisuais.

Os artistas digitais Ceci Soloaga e Ygor Marotta, que trabalham em dupla e assinam seus trabalhos como VJ Suave, criaram, com sons, formas e cores, uma obra que expressa a preocupação com a vida nas cidades.

Na instalação audiovisual A natureza invade a cidade, os artistas criaram um ambiente com projeção de imagens em desenhos animados, com personagens que nos convidam a refletir sobre a ausência de natureza em espaços urbanos. A instalação mostra como é importante pensar a qualidade de vida nas grandes cidades sem destruir o meio ambiente.

A natureza invade a cidade, instalação audiovisual criada pela dupla VJ Suave, exposta no Rio de Janeiro (RJ), em 2014.

3. c) Oriente os estudantes para que usem dispositivos com gravador de áudio. Eles podem, com a ajuda dos familiares, gravar sons da cidade, da natureza ou pesquisar sonoridades já prontas para compor esse arquivo digital sonoro.

1 Os artistas da dupla VJ Suave criaram desenhos a partir das formas e cores das construções e também da natureza (plantas e animais) para retratar paisagens de um grande centro urbano. Converse com os colegas sobre as formas e cores em seu município e, depois, responda às questões no caderno.

a) Como é a paisagem em seu município? Tem construções? E natureza? Descreva as formas e cores que você encontra ne le.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam e descrevam o que observam.

b) Agora, compare as paisagens que você encontra ao andar pelo lugar onde você vive: tem mais construções ou natureza?

Resposta pessoal. Oriente os estudantes para que façam comparações, concluindo, a partir de suas experiências e percepções, o que é mais evidente no município deles.

2 Converse com os colegas sobre a importância da conservação da natureza, inclusive nas cidades. O que você considera necessário mudar em seu município para melhorar a qualidade de vida das pessoas?

2. a) e b) Respostas pessoais. Incentive a troca de ideias entre os estudantes. O foco desta proposta é levá-los a refletir sobre a conservação ambiental.

Depois da conversa, responda às questões no caderno.

a) Existe falta de cuidado com a natureza em seu município? Se sim, quais são os principais problemas?

• Projetor de luz ambiente: funciona com superfícies especiais que refletem a luz, tornando a imagem visível sem a necessidade de uma lente tradicional. Pode ser útil em ambientes com iluminação controlada.

• Dispositivos móveis com projeção: smartphones e tablets podem ser conectados a projetores portáteis ou utilizar aplicativos específicos para exibir imagens, vídeos ou apresentações diretamente, oferecendo mobilidade e praticidade.

• Retroprojetor: embora mais antigo, ainda é eficaz em determinadas situações. Projeta a imagem a partir de um ponto oposto à tela, sendo útil para transparências e materiais físicos.

b) O que seria preciso fazer para cuidar melhor da natureza em seu município? Em sua opinião, quais são as soluções? Conte para os colegas suas sugestões.

3. a) Incentive os estudantes a dar um título ao trabalho deles. As

3. d) Sugere-se recolher todo o material produzido pela turma e ajudá-la a digitalizar. A partir do arquivo digital (sons e imagens), os estudantes podem projetar esse material audiovisual em um projetor multimídia. imagens podem nascer da observação da paisagem do lugar em que moram e também das conversas e reflexões realizadas nas propostas 1 e 2.

3 Agora, vamos criar uma instalação audiovisual inspirada nas conversas entre você e os colegas?

3. b) Os estudantes podem usar tintas industrializadas, como guache, mas é sempre uma aventura produzir tintas.

a) Primeiro, formem um grupo de trabalho e combinem qual será o tema e o título da instalação. Combinem também se serão usados elementos visuais, como formas e cores, para criar as imagens.

b) Escolham e organizem os materiais de que vão precisar para fazer as imagens. Peçam ajuda ao professor.

c) Pesquisem e organizem em arquivo digital sons que farão parte da instalação, já que estão criando uma arte audiovisual.

d) Depois de produzir as imagens e sons, é hora de juntar tudo e projetar as imagens e os sons em um ambiente. Com a ajuda do professor, escolham um espaço e os recursos tecnológicos para projetar as imagens e os sons na instalação audiovisual da turma.

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• Mapeamento de projeção (projection mapping): técnica avançada que permite projetar imagens em superfícies irregulares, criando efeitos visuais dinâmicos. Pode ser explorada em projetos interdisciplinares, envolvendo arte, arquitetura ou tecnologia.

Com materiais como copos plásticos de iogurte, embalagens de acetato, cola instantânea e caneta para retroprojetor, você pode criar com os estudantes um miniprojetor com celular (veja em Sugestão para o professor).

Sugestão para o professor

• MINIPROJETOR com celular: projetor de desenhos pedagógicos. Publicado por: Educação Física Criativa. 2021. 1 vídeo (ca. 8 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=Vk20_0MOnhA. Acesso em: 27 ago. 2025. Este vídeo mostra um passo a passo de como fazer um miniprojetor com a lanterna de um celular.

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Organize-se

• Para a proposta, prepare a sala de aula afastando cadeiras e mesas ou verifique a possibilidade de usar um espaço amplo da escola.

ENCAMINHAMENTO

Leia com os estudantes o texto da página e sensibilize-os para as propostas. Pergunte: vocês já tiveram a experiência de ouvir uma música e o corpo de vocês começou a dançar? Pode ser que apenas tenham mexido o pé timidamente ou, então, que tenham sido plenamente envolvidos pelo ritmo. Vocês já repararam como os dançarinos se movimentam com facilidade, demonstrando leveza para saltar e explorar o espaço? Vocês conhecem algum dançarino?

Converse com a turma sobre Rudolf Laban, destacando suas contribuições para a dança e para o ensino de dança. Explore com os estudantes os fatores de movimento: espaço, peso, tempo e fluxo (ou fluência). Promova momentos de criação e exploração de movimentos dançados e proponha a exploração das variações de cada fator, por exemplo, partindo do máximo e percorrendo gradações entre uma e outra variação: focado e multifocado (espaço), firme e leve (peso), súbito e sustentado (tempo), livre e controlado (fluxo).

Para essa exploração, pode-se utilizar uma música ou não. Não há necessidade de associar uma imagem ou um tema aos movimentos (“dançar como o fogo”, por exemplo), pois a poética do

A dança e o registro do movimento

Você gosta de dançar? Já ouviu a expressão “balançar o esqueleto”?

Ao dançar, movimentamos o esqueleto, os músculos e toda a estrutura do corpo. As pessoas dançam por muitos motivos: para se divertir, para expressar emoções, para fazer arte, entre outros. A dança é uma arte que usa essencialmente o corpo. Por isso, para fazer arte com o próprio corpo, é preciso conhecê-lo bem.

O corpo se transforma, e os movimentos acompanham essas transformações durante a vida. Você já notou os movimentos de um bebê? Percebe como você e seus amigos se movem? De que forma as pessoas, em geral, se movimentam?

Aprender a dançar é perceber os recursos que seu corpo tem e usá-los para criar movimentos variados. Rudolf Laban desenvolveu um sistema de análise para ajudar a compreender melhor como o corpo executa seus movimentos. Esse sistema se baseia em quatro fatores: espaço, peso, tempo e fluxo

QUEM É?

O coreógrafo Rudolf Laban com estudantes nos anos 1920.

Rudolf Laban (18791958) foi um bailarino e coreógrafo húngaro e um dos precursores da dança moderna.

movimento não depende de uma narrativa ou representação de algo. Caso opte por usar trilha sonora para o desenvolvimento da proposta, recomenda-se o uso de música instrumental. O uso de trilhas sonoras pode influenciar a forma como os estudantes exploram os movimentos. Converse com os estudantes sobre como eles podem expressar, por meio de movimentos, emoções e sensações (estesia).

Ao trabalhar com movimentos de dança, os estudantes podem explorar saberes sobre o próprio corpo e possibilidades de movimentação. Peça-lhes que reflitam sobre o processo de criação e façam relatos por meio da fala ou da escrita. Observe como os estudantes se expressam em seus movimentos. Analise deslocamentos, planos, direções, níveis, ritmos (lento, moderado e rápido) e outros aspectos que constroem o movimento dançado.

Os estudantes podem compor coletivamente um breve texto sobre a experiência com cada fator de movimento. Os relatos podem ser apresentados oralmente, gravados e transformados em um vídeo da turma.

Agora é sua vez de experimentar! Para começar, que tal mexer e remexer o que puder de seu corpo? Espaço, peso, tempo e fluxo: perceba seu corpo enquanto dança!

1. Escolha qualquer parte do corpo. Mexa-a de dois jeitos diferentes: bem devagar e, depois, bem rápido! Você sabia que, fazendo esses movimentos, usou o princípio

2. Agora, se possível, mexa-se pisando com bastante força no chão. Pise de novo, dessa vez bem de leve. Você usou o princípio do peso!

3. Continue a pesquisa. Com seu corpo, você está ocupando espaço. Olhe ao redor. Você pode mover o corpo para cima, para baixo, para os lados... Explore o espaço!

Os dançarinos controlam o peso, exploram o espaço e o tempo e fazem movimentos dentro de um fluxo, mantendo ritmo e relações com os elementos do cenário e com os outros dançarinos.

Ao mover o corpo, podemos expressar tensão, leveza, calma, alegria, euforia e muito mais.

Na dança, o termo fluxo refere-se à forma como realizamos nossos movimentos a partir da energia aplicada (em movimentos mais livres ou controlados).

+Ideias

Proponha aos estudantes que realizem uma pesquisa, com a ajuda de familiares ou responsáveis, sobre grupos de dança locais. Converse com a turma sobre a pesquisa e pergunte: há grupos de dança na região? Onde eles se apresentam? Que tal descobrir um profissional dessa área de atuação da arte e entrevistá-lo?

Para explorar as possibilidades de movimentos com os estudantes, proponha investigações com base em diferentes propostas de dançarinos e pesquisadores da dança. Como exemplo, cite a artista Pina Bausch (1940-2009), que formulou proposições sobre a criação poética e as qualidades do movimento corporal que influenciaram muitas pesquisas em dança na escola.

Sugere-se apresentar aos estudantes cinco músicas de ritmos diferentes e incentivar a movimentação para que criem células coreográficas que explorem os movimentos do cotidiano. Proponha que, no decorrer da execução dos movimentos dançados, reflitam sobre como as emoções criam movimentos expressivos na dança.

Sugestão para o professor

• RENGEL, Lenira. Dicionário Laban. São Paulo: Annablume, 2005.

Esse dicionário apresenta informações sobre a terminologia de Rudolf Laban.

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Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente: folhas de papel grandes (cartolina ou papel pardo, por exemplo) e riscadores como giz de cera, de lousa ou outros.

ENCAMINHAMENTO

Solicite autorização aos gestores da escola para utilizar uma área ampla da escola e certifique-se de que o ambiente não apresenta risco de acidentes (como obstáculos ou materiais cortantes e pontiagudos).

As materialidades e os objetos utilizados na proposta da página 82 não podem ter partes cortantes ou pontiagudas. Dê preferência a bolas e outros brinquedos de borracha, além de materialidades que facilitem os movimentos e que sejam materiais macios e maleáveis, como fitas e retalhos de tecidos. Fique atento a estudantes com sensibilidade ao toque e ofereça opções de objetos e materialidades que não causem desconforto.

Na proposta da página 83, converse com os estudantes sobre a importância de fazer desenhos para criar projetos de dança. Incentive-os a criar uma sequência de desenhos que poderão se transformar em coreografias. Resgate com eles as qualidades de movimentos já estudadas.

ARTE-AVENTURA Lugares e materialidades

Chame a atenção dos estudantes para apreciarem mais uma vez a imagem do grupo Balangandança Cia. na performance Ninhos

1. O lugar de dançar

Será que tem um lugar específico para dançar? No espetáculo Ninhos, performance para grandes pequenos, criado pela Balangandança Cia., os dançarinos convidam pessoas, em especial as crianças, para uma experiência lúdica. Entre movimentações rápidas e lentas, o corpo se move em saltos, giros e direções. O corpo, ao dançar, ocupa espaços no palco do teatro, na sala de aula, na praça, no parque ou no jardim. Para os dançarinos da Balangandança Cia., o corpo é o centro do movimento e qualquer lugar pode se transformar em um espaço para dançar.

em 2014.

Atenção!

Os espaços para dançar devem ser locais seguros, sem risco de acidentes, assim como os objetos e materiais também devem ser escolhidos com cuidado. Agora, observe esta imagem ilustrativa.

1 Convide os colegas e transforme um espaço da escola em um lugar para dançar. Oriente os estudantes para que escolham um lugar seguro.

2 Você pode criar movimentos para dançar sozinho ou com os colegas.

3 Realize movimentos livres ou siga coreografias planejadas.

4 Dance com a materialidade do corpo e com objetos para compor seus movimentos.

Oriente os estudantes a trazer materialidades variadas e objetos que não apresentem risco de acidentes.

+Ideias

Você pode propor aos estudantes algumas situações imaginárias para criar histórias e, com base nelas, elaborar movimentos de dança. Por exemplo: como é o movimento do vento em dia de tempestade? E em dias de brisas suaves? Como é o movimento de um pássaro? E do rio que segue para o mar? Como são os balanços de folhas de árvores?

Os estudantes não precisam imitar ou representar personagens; o foco é expressar com a dança as sensações que a história pode provocar.

Ninhos, performance para grandes pequenos, espetáculo da Balangandança Cia., apresentado em São Paulo (SP),

2. Entre linhas e movimentos

Você sabia que muitos coreógrafos utilizam a linguagem do desenho para criar projetos de dança? Que tal fazer desenhos que podem se transformar em coreografias?

MATERIAIS

E COMO FAZER

Você vai precisar de folhas de papel grandes (cartolina ou papel pardo, por exemplo) e riscadores como giz de cera, de lousa ou outros.

1. Desenhe linhas pelo espaço do papel como se estivesse fazendo movimentos em um palco, por exemplo. A fluência pode ser representada por linhas contínuas e interrompidas. Não existem regras, são apenas exemplos. Crie quantas linhas quiser.

2. Depois, observe seu desenho e invente uma sequência de movimentos inspirados nas linhas que você desenhou.

3. Troque o desenho com um colega e crie outra dança com base no desenho feito por ele.

Em um local da escola autorizado pelo professor, desenhe linhas no piso com giz de lousa. Escolha músicas e crie movimentos inspirados nessas marcações.

Amplie os saberes sobre a expressividade dos movimentos. Comente com os estudantes que também nos comunicamos no dia a dia por meio do corpo, usando a comunicação não verbal. Pergunte, por exemplo: quais gestos utilizamos para nos comunicar com uma pessoa quando ela está distante? Então, você pode realizar a seguinte proposta: estabeleça um comando dado por duas batidas de palmas. Ao ouvi-las, os estudantes deverão se aproximar e se comunicar por meio de um gesto que expresse, primeiro: como cumprimentamos uma pessoa que não vemos há muito tempo; depois, como cumprimentamos uma pessoa que estamos vendo pela primeira vez; e, por fim, como cumprimentamos uma pessoa que vemos todos os dias.

Sugestão para o professor

• BERTAZZO, Ivaldo. Cidadão corpo: identidade e autonomia do movimento. São Paulo: Summus, 1998. Ivaldo Bertazzo é um importante dançarino e coreógrafo brasileiro e, neste livro, ele apresenta os fundamentos de seu método de dança.

• LABAN, Rudolf. Dança educativa moderna . São Paulo: Ícone, 1990.

Nesse livro, Rudolf Laban sistematizou uma série de ideias sobre dança para pais e professores.

• STRAZZACAPPA, Márcia; MORANDI, Carla. Entre a arte e a docência : a formação do artista da dança. Campinas: Papirus, 2006. Esse livro apresenta artigos sobre técnicas corporais e situações da formação do profissional de dança, além de analisar essa linguagem no âmbito da educação básica.

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Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente um dispositivo com câmera.

ENCAMINHAMENTO

Converse com os estudantes sobre como as linguagens podem se misturar na arte. São muitas linguagens possíveis, e é importante apresentar aos estudantes essa multiplicidade.

Prepare momentos de fruição e nutrição estética com cenas do espetáculo RodaPé, da Balangandança Cia. Iniciada em 1997, a companhia cria trabalhos de dança contemporânea, sobretudo para levar essa arte ao público infantil de modo acessível e lúdico.

A Balangandança Cia. cria pensando na linguagem corporal da criança e utiliza jogos, brincadeiras e danças em suas coreografias. Suas pesquisas envolvem o cotidiano lúdico infantil, as danças populares brasileiras e a investigação da relação entre criação coreográfica e improvisação. Desenvolve diversos projetos em parceria com instituições das áreas de cultura e educação e tem investigado as linguagens contemporâneas que usam tecnologias de som e imagem, como a videodança.

Converse com a turma sobre novas tecnologias aplicadas à dança, como as pequenas câmeras que são fixadas nos corpos de dançarinos, possibilitando acompanhar seus movimentos e criar as videodanças.

Organize os estudantes em dois grupos: os que farão os movimentos de dança e os que ficarão responsáveis pela filmagem. Depois, inverta as propostas para cada grupo.

ARTE EM PROJETOS Videodança

Os coreógrafos de várias companhias planejam e criam desenhos para elaborar coreografias. Essas coreografias viram danças e podem ser filmadas como registros ou inspirar outras produções, como uma videodança.

A Balangandança Cia. aventurou-se na linguagem da videodança e criou Pé de moleque , em 2004, que teve uma nova versão dois anos depois e ganhou o nome Em outro pé . Essas videodanças foram inspiradas em um espetáculo da companhia, o RodaPé

Observe esta imagem e analise os movimentos dos corpos dos artistas de acordo com os quatro fatores: espaço, tempo, peso e fluxo. O que você consegue perceber?

QUEM É?

Cena do espetáculo RodaPé, da Balangandança Cia., em 2001.

Balangandança Cia. é um grupo de dança contemporânea que estuda a linguagem corporal da criança e reflete sobre ela.

Agora que você já aprendeu sobre os fatores espaço, peso, tempo e fluxo, vamos criar videodanças?

Proponha aos estudantes que primeiro explorem as possibilidades de movimentos expressivos para depois criar uma sequência de movimentos e, então, fazer as filmagens. Oriente-os a fazer edições em vídeo desse material.

Para criar os movimentos, oriente os estudantes a, lentamente, contrair os músculos, dobrar os joelhos e abaixar até que as mãos encostem no chão. Indique que levantem lentamente, esticando as pernas, o tronco e os braços para o alto. Esse movimento será contínuo até que cheguem ao limite. Após o alongamento do corpo, indique que abram a boca, os olhos e as mãos o máximo que conseguirem. Peça que repitam os movimentos de contração até tocarem novamente o chão e, quando voltarem a expandir, indique novas direções para os braços. Você pode repetir essa sequência diversas vezes. Experimente também colocar alguma música, assim proporcionará um ritmo para os movimentos. Proponha que criem movimentos com os dedos, o tronco, as pernas e outras partes do corpo. Nessa proposta, a experimentação e a invenção de movimentos são fundamentais.

GIL GROSSI

Vimos que as videodanças são manifestações contemporâneas que misturam a dança com a linguagem do vídeo. Na videodança, a dança não é mais parte do filme, mas todo o vídeo é pensado em conjunto com a dança.

Vamos experimentar?

MATERIAIS E COMO FAZER

5. Oriente os estudantes que fazer uma videodança é ir além do registro. Por exemplo: filmar o movimento de um voo de borboleta na natureza e compor com imagens de alguém da turma dançando com movimentos inspirados na natureza (o voo da borboleta).

Um dispositivo com câmera e muita disposição para dançar.

1. Quem dança: faz movimentos livres e amplos, procurando explorar o espaço, o peso, o tempo e o fluxo.

5. Para elaborar uma videodança, é preciso criar, inventar e experimentar.

2. Quem filma: capta imagens dos movimentos de vários ângulos.

4. Um dispositivo com câmera que seja leve e pequeno pode ser preso ao corpo do dançarino, permitindo o acompanhamento dos movimentos.

6. Agora, vamos dançar e filmar?

3. É preciso pensar em como posicionar o dispositivo com câmera durante o movimento da dança ou que movimento de dança pode ser feito enquanto o dispositivo estiver em determinada posição.

Você pode filmar os colegas dançando, os próprios movimentos e outras cenas, como o voo de um pássaro ou os movimentos das ondas do mar. Depois, com a ajuda do professor, essas imagens podem ser editadas para se transformar em uma videodança!

As imagens podem ser feitas em sequências ou, com a ajuda de um adulto, podem ser editadas para se transformar em uma videodança!

Lembre-se de solicitar autorização aos familiares ou responsáveis para apresentar registros de videodança dos estudantes, de maneira presencial ou virtual, mesmo que elas fiquem restritas à comunidade escolar. Podem-se gravar as videoperformances dos estudantes para que eles estudem os próprios movimentos e a influência da tecnologia na arte. O foco não deve ser o resultado de cada filmagem, mas o registro do desenvolvimento da produção.

Os critérios de avaliação devem sempre remeter às expectativas de aprendizagem. Ao retomar anotações e registros, é possível perceber se é necessário estabelecer novas rotas em projetos e percursos de aprendizagem. Observe atentamente se os estudantes compreendem o que é uma videodança e as etapas de sua produção; se compreendem que as emoções criam movimentos expressivos na dança; se todos os estudantes, mesmo os mais tímidos, participaram

da proposta. Peça-lhes que registrem impressões sobre a aula no caderno, por meio de desenhos ou anotações. Você pode desenvolver uma ficha (pauta de avaliação) para acompanhar questões que considerar importantes. Por exemplo: o que os estudantes aprenderam ao estudar este capítulo? O que sabem agora? O que descobriram sobre a arte? O que mais gostaram de fazer, apreciar...? O que pensam sobre suas produções individuais e coletivas? Desenvolvem processos de criação de modo colaborativo? Aprendem arte e a criar com autonomia e poética pessoal? Relacionam e contextualizam a arte e a vida cotidiana?

+Ideias

Ao final, organize com a turma um festival de videodança. Converse com os estudantes sobre as experiências em dança, pessoais e coletivas, vivenciadas na escola. Observe a participação de todos na atividade.

Sugestão para o professor

• VÍDEODANÇA em outro pé. Publicado por: TheFestivalNovadança. 2014. 1 vídeo (ca. 12 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=--VYVk2b_gw. Acesso em: 17 set. 2025. Videodança com a Balangandança Cia.

• PÉ de moleque: Rumos Dança. Publicado por: Itaú Cultural. 2009. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=CNlSfmZM74c. Acesso em: 17 set. 2025. O vídeo apresenta um trecho da videodança Pé de moleque, da Balangandança Cia.

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Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR24 e EF15AR26.

ENCAMINHAMENTO

Oriente os estudantes a pesquisar previamente e trazer para sala de aula um ou mais poemas de que mais gostam.

Em uma roda de conversa, proponha a leitura compartilhada do poema de José Paulo Paes. Instigue os estudantes a expressar seus pontos de vista sobre o texto. Se possível, leia trechos de outros poemas do autor e converse com a turma a respeito dos processos de criação dos poetas. Sugira que compartilhem com os colegas os poemas de que mais gostam e que comentem essas escolhas.

Peça aos estudantes que exponham as noções e ideias que têm a respeito das palavras poética e poetizar e como cada artista escolhe materialidades e recursos para expressar suas intenções e poéticas visuais, como no caso de Cai Guo-Qiang.

Peça aos estudantes que observem a imagem da intervenção artística urbana Vaga-lumes , de Cai Guo-Qiang. Durante a mediação cultural, proponha aos estudantes que imaginem a situação em que essa intervenção aconteceu e comente que o público foi convidado a pedalar e a passear com veículos que espalhavam luzes e cores.

2 ARTE E TECNOLOGIA

Montagem de ilustração com intervenção artística urbana Vaga-lumes, concebida por Cai Guo-Qiang e realizada na Flórida, nos Estados Unidos, em 2021. 86

Apresente aos estudantes vídeos da obra ou oriente-os a fazer essa pesquisa e apreciação com os familiares ou responsáveis. Indique sites seguros para pesquisarem (veja Sugestão para o professor).

Organize rodas de conversa para fazer sondagens a respeito do que os estudantes trazem do convívio social e do que descobrem com a experimentação e as informações coletadas. Observe as impressões e opiniões dos estudantes a respeito da arte urbana e dos artistas que fazem da rua e de outros espaços públicos seus principais suportes.

VENHA POETIZAR E ILUMINAR!

Poesia é brincar com palavras como se brinca com bola, papagaio, pião.

PAES, José Paulo. Poemas para brincar. São Paulo: Ática, 2011. p. 5.

Criar com diferentes materiais, como riscadores e objetos sonoros e luminosos, além do próprio corpo, pode ser uma experiência lúdica e poética. Vamos conhecer mais sobre as materialidades e formas de criar na arte contemporânea?

Venha descobrir novos processos e caminhos poéticos! Venha poetizar e iluminar!

Proponha, ainda, aos estudantes que conversem com os familiares ou responsáveis sobre as brincadeiras que aparecem no poema de José Paulo Paes. Sugira algumas perguntas para que eles possam começar a conversa: quais brincadeiras podemos fazer com os brinquedos bola, papagaio e pião? O que é brincar de papagaio? Como se roda um pião? Quais tipos de pião existem?

+Ideias

Converse com a escola e com os familiares ou responsáveis sobre a possibilidade de levar os estudantes para uma expedição cultural no bairro. Realize essa expedição com eles, com o objetivo de observar o entorno da escola e as produções artísticas ali encontradas. As descobertas da turma podem ser registradas por meio de fotografias, desenhos ou pequenos vídeos.

Peça aos estudantes que registrem a conversa no caderno para que possam compartilhar suas anotações com os colegas. Comente com a turma que a palavra papagaio , usada no poema, não se refere ao animal, mas designa o brinquedo feito com varetas de madeira e um papel fino que, preso por uma linha, é sustentado no ar pelo vento. Em algumas regiões do Brasil, esse brinquedo é chamado de papagaio de papel, mas, em outras, recebe nomes como pipa, arraia, quadrado, piposa, pandorga e pepeta. Acrescente que uma palavra pode ter mais de um sentido e ser usada para designar coisas distintas, como, nesse caso, a ave e o brinquedo.

Sugestão para o professor

• CAI Guo-Qiang: Fireflies. Publicado por: Cai Studio. 2017. 1 vídeo (ca. 9 min). Disponível em: https://vimeo. com/234198571. Acesso em: 17 set. 2025.

O vídeo mostra um registro da intervenção artística Vaga-lumes , de Cai Guo-Qiang.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR07, EF15AR23 e EF15AR24.

TCT: Meio ambiente.

ENCAMINHAMENTO

Convide os estudantes para um momento de nutrição estética com base na imagem do registro fotográfico da obra Vaga-lumes, de Cai Guo-Qiang.

Contextualize que a intervenção urbana criada por esse artista teve a participação de muitas pessoas que conduziram os triciclos enfeitados com lanternas luminosas chinesas, criando efeitos com luzes, formas e cores em meio ao passeio público. Essa atitude do artista criou uma atmosfera lúdica que rompeu com o cotidiano da cidade e envolveu o público que assistiu a esse grande desfile e participou dele.

O artista propôs uma obra interativa. Pergunte aos estudantes se sabem explicar o que é uma obra interativa. Com base no que eles trouxerem, amplie saberes e, se possível, traga mais exemplos. Comente que, nas obras interativas, o artista pede ao público que se envolva no processo de criação por meio da interação e da participação.

Peça aos estudantes que se imaginem na cena participando dessa obra. Pergunte: o que vocês achariam dessa experiência? Como imaginam que seria a sua participação? Gostariam que essa intervenção urbana também acontecesse próximo a vocês, na região onde moram? A cidade pode ser o suporte para criar arte? O que pensam disso?

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes se expressarem livremente apresentando suas ideias com base na leitura do trecho do poema na pagina 87. Proponha a eles que falem sobre suas experiências na fruição, apreciação e leitura de poemas e, também, sobre suas experiências com escrita criativa e poética.

Tempo de poetizar e de brincar!

Observe esta imagem.

Intervenção artística urbana Vaga-lumes, concebida por Cai Guo-Qiang e realizada na Flórida, nos Estados Unidos, em 2021.

1 Você também gosta de brincar com as palavras e criar poemas? Converse com os colegas e o professor a respeito.

2 Você já tinha visto uma obra como Vaga-lumes? O que achou desse modo contemporâneo de criar na Arte?

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes expressem oralmente suas hipóteses interpretativas e suas interpretações relacionadas à fruição e leitura da imagem.

Os artistas visuais também poetizam, mas eles usam imagens para expressar suas ideias e emoções. São poéticas visuais apresentadas de muitas formas, como na intervenção artística urbana Vaga-lumes, criada pelo artista Cai Guo-Qiang . Para realizar esse trabalho, o artista criou um conjunto de lanternas chinesas com luz de LED coloridas de diferentes formatos distribuídas em 27 triciclos dirigidos pelo público, que foi convidado a desfilar pelas ruas com essas formas, cores e luzes, o que criou uma atmosfera mágica e lúdica.

Cai Guo-Qiang sempre se interessou por invenções e também pelas brincadeiras tradicionais de sua infância, como lanternas iluminadas e pipas. Hoje, já adulto, ele está sempre criando arte e explorando os mais diferentes materiais, recursos, tecnologias e também suas memórias de quando era criança.

Pipa: brinquedo geralmente feito de papel e varetas.

Também é conhecida como papagaio, pandorga ou raia dependendo da região do Brasil.

Intervenções artísticas urbanas são manifestações que acontecem em cidades. Cada artista ou grupo de artistas tem suas propostas de ação, usando diferentes materialidades. Poéticas visuais são composições com imagens a partir do processo de criação e poética de cada artista. São formas particulares de criar nas artes visuais que cada artista desenvolve com base em suas experiências, intenções e leituras de mundo.

QUEM É?

Cai Guo-Qiang (1957-) é um artista chinês muito criativo. Ele se expressa em diversas linguagens e usa variadas materialidades, efeitos luminosos e tecnologias, como efeitos de luz, robótica e recursos digitais.

29/09/25 20:29

Neste momento, a proposta é desenvolver noções sobre arte contemporânea e o uso de materialidades diferentes das convencionais, como riscadores, papéis tintas e pincéis etc. A obra de Cai Guo-Qiang é também um exemplo de arte que pode ser criada em processos colaborativos e coletivos.

Contextualize que Cai Guo-Qiang é um artista conhecido por suas obras inovadoras, que exploram diversas materialidades, linguagens e tecnologias. Em Vaga-lumes, o artista usou lanternas luminosas como uma forma de retorno a sua infância, explorando a memória de experiências vividas em festas tradicionais da sua cultura.

Na China, o Festival das Lanternas (Festival Yuanxiao) é um evento que simboliza a transição da escuridão para a luz. Nessa ocasião, familiares e amigos se reúnem e soltam lanternas no céu. Na tradição chinesa, essas lanternas são de fogo, mas, na atualidade, em várias localidades da China, estão sendo trocadas por lanternas de LED e outros materiais luminosos mais sustentáveis e que não provoquem incêndios. Aproveite para conversar com os estudantes sobre o perigo de soltar balões, que podem causar acidentes e incêndios. Por meio da arte, podemos expressar emoções, memórias, sonhos e até refletir sobre temas importantes, como cuidar do meio ambiente e ter uma visão positiva perante a vida. Ao sermos tocados de alguma maneira pelas obras de arte criadas por diferentes artistas e épocas, podemos nos sensibilizar e entrar em estado de estesia, no qual temos a capacidade e a predisposição a sentir.

Pergunte aos estudantes o que pensam sobre essas questões. A proposta não é trazer discussões teóricas, mas mostrar que o estado de estesia, assim como o de anestesia, faz parte da vida.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03 e EF15AR04.

TCT: Ciência e Tecnologia.

ENCAMINHAMENTO

Se possível, apresente para os estudantes outros artistas inventores, além de Cai Guo-Qiang e Jackson Pollock. Organize com os estudantes uma roda de conversa sobre as obras de artistas inventores.

Cai Guo-Qiang percebeu que podia criar usando materiais e linguagens artísticas diferentes e até conhecimentos científicos, como a robótica. Em 2013, esteve no Brasil e expôs em diversas regiões do país.

Jackson Pollock, em sua pintura de ação, respingava e espalhava tinta sobre telas enormes, em geral colocadas no chão. Pollock usava efeitos de respingos e até potes e baldes quando queria espalhar maiores quantidades de tinta nas telas. Se possível, mostre aos estudantes imagens ou vídeos do processo de criação de Pollock (veja Sugestão para o professor), para que eles possam comparar com a instalação Robô fábrica de Wu Yulu, de Cai Guo-Qiang. Destaque que Jackson Pollock foi um pintor importante para o movimento da arte abstrata nos Estados Unidos e inspirou diversos artistas contemporâneos.

Se possível, traga imagens de obras de outros artistas que exploram a tecnologia em suas criações.

Arte e robôs DIÁLOGOS

Alguns artistas escrevem letras de músicas, poemas ou histórias. Outros criam desenhos, pinturas e até robôs pintores! Imagine tudo isso na arte?

Observe esta obra de Cai Guo-Qiang.

Duas criações em robótica que fazem parte da instalação Robô fábrica de Wu Yulu, de Cai Guo-Qiang, apresentada na exposição Cai Guo-Qiang: Da Vincis do povo, que passou por várias cidades do Brasil em 2013.

O artista utilizou o princípio da robótica nessa obra e criou robôs que pintam jogando tinta em telas posicionadas no chão. Cai Guo-Qiang é um artista contemporâneo que está sempre pesquisando materialidades e novos modos de criar arte.

Robótica: é a ciência e a técnica de criação, construção e utilização de robôs.

JOANA FRANÇA

Os robôs da imagem pintam para homenagear outro artista, o pintor Jackson Pollock. Eles estão criando como esse pintor fazia. Pollock pintava arte abstrata com um estilo bem pessoal, respingando a tinta pela tela de inúmeras formas.

Na atualidade, os campos da robótica e da inteligência artificial estão se desenvolvendo rapidamente, e existe muita discussão sobre se um dia uma máquina poderá substituir a arte criada por humanos.

QUEM É?

Jackson Pollock (1912-1956), natural dos Estados Unidos, foi um pintor importante para o movimento da arte abstrata.

1 Faça um debate com os colegas e, depois, escreva sobre os temas discutidos no caderno.

1. a), b) e c) Incentive os estudantes a conversar expressando opiniões e argumentos sobre as relações entre Arte, robótica e IA.

a) Em sua opinião, uma máquina pode substituir tudo o que os seres humanos fazem?

b) O que você sabe a respeito desse assunto?

c) O que você achou da obra de Cai Guo-Qiang com seus robôs pintores? Comente.

2 Agora, veja mais invenções de robôs artistas. Como será o futuro com tantas tecnologias chegando? Crie um desenho para expressar suas ideias sobre essas invenções e como imagina que será o futuro.

Após a roda de conversa com o debate sobre arte, robótica e IA, oriente os estudantes a escolher as materialidade para criar o desenho. Produção pessoal.

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Na proposta 2 , é importante deixar os estudantes escolherem seus materiais para que tenham autonomia e aprendam os efeitos que cada material possa proporcionar. Eles também podem misturar materiais e criar novos efeitos. Oriente-os para utilizar folhas avulsas de papel de diferentes formatos e tipos. A arte contemporânea tem por premissa os atos de investigar e de pesquisar a poética das materialidades.

Solicite aos estudantes que registrem impressões e conclusões dessa situação de aprendizagem no caderno. Observe as interações dos estudantes e faça anotações.

+Ideias

Proponha aos estudantes uma pesquisa sobre arte e tecnologia. Explore o conceito de robótica e proponha que as pesquisas incluam esse assunto. Peça aos estudantes que registrem as descobertas e conclusões no caderno e que as compartilhem com os colegas.

Sugestão para o professor

• JACKSON Pollock. c2025. Disponível em: https:// www.jackson-pollock.org/. Acesso em: 17 set. 2025. Site oficial (em inglês) do artista Jackson Pollock.

• “JACKSON Pollock 51” by Hans Namuth (1951). Publicado por: John Muse, 2010. 1 vídeo (ca. 10 min). Disponível em: https://www.youtu be.com/watch?v=6cgBvp jwOGo. Acesso em: 20 set. 2025.

Este documentário, em inglês, mostra o processo de trabalho de Pollock, sua pintura de ação, em diferentes suportes e utilizando variadas materialidades.

Robô fazendo uma pintura.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05 e EF15AR26.

TCT: Meio Ambiente; Ciência e Tecnologia.

Organize-se

• Para a proposta de pintura com brinquedos eletrônicos, providencie antecipadamente: brinquedos eletrônicos (se possível, com controle remoto), potes de tinta guache de várias cores, pratos de plástico e suportes diversos (folhas de papel avulsas de diferentes tipos e formatos, pedaços de madeira lisa, entre outros).

• Para a proposta de robô desenhista, reúna os seguintes materiais: motor pequeno, bateria de 9 volts, conector para ligar a bateria, fita isolante, riscadores, borracha escolar, copo plástico descartável, tesoura com pontas arredondadas e materiais para decorar o robô.

ENCAMINHAMENTO

Os estudantes tendem naturalmente a inventar e construir em suas brincadeiras. Colheres e outros utensílios viram máquinas, peças de arquitetura viram robôs, instrumentos musicais e tantas outras coisas que a imaginação é capaz de criar. Nesta seção, é proposta aos estudantes a criação de invenções artísticas.

Peça a eles que pesquisem quais recursos os brinquedos trazidos oferecem para criar arte, a fim de que identifiquem as possibilidades das materialidades que têm à disposição. Proponha que experimentem desenhar e pintar com os brinquedos molhando com tinta as bases que se deslocam e colocando-os

ARTE-AVENTURA Pinturas com brinquedos eletrônicos

Vamos experimentar esse tipo de criação?

MATERIAIS E COMO FAZER

Brinquedos eletrônicos (se possível, com controle remoto), potes de tinta guache de várias cores, pratos de plástico, suportes diversos (folhas de papel avulsas de diferentes tipos e formatos, pedaços de madeira lisa, entre outros).

1. Coloque a tinta nos pratos de plástico.

3. Coloque o brinquedo sobre a folha de papel.

sobre folhas de papel, conforme indicado nas imagens da página 92. A proposta de fazer arte com brinquedos eletrônicos pode ser bem divertida, para que os estudantes brinquem e aprendam mais sobre a relação da arte contemporânea com o uso de tecnologias.

Proponha aos estudantes que produzam relatos escritos de suas experiências e depois os compartilhem com a turma. Os relatos podem conter a lista de materiais utilizados e o passo a passo de suas criações. Esse material pode ser um instrumento de autoavaliação dos estudantes.

4. Agora, é só brincar de fazer pinturas robóticas!

Para a criação do robô desenhista, inicie a proposta convidando os estudantes para uma roda de conversa, a fim de discutir o melhor caminho para construir o robô. Destaque que existem vários tipos de robô e que eles podem construir o robô em grupo, compartilhando materialidades, processos de criação e experimentação.

Incentive os estudantes a pesquisar motores que estão fora de uso e que podem ser reaproveitados, como os que fazem parte da estrutura de aparelhos de leitura de CD e DVD, brinquedos e outros. Esta proposta tam-

2. Passe a parte de baixo do brinquedo na tinta.

Comente com os estudantes que o motor pode ser retirado de brinquedos eletrônicos ou de aparelhos eletrônicos sem uso (como drive de DVD ou CD). O robô pode ser

Robô desenhista?

O que você acha de construir um robô que desenha?

MATERIAIS E COMO FAZER

motor pequeno

bateria de 9 volts

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

4 riscadores

conector para ligar a bateria fita isolante

copo plástico descartável borracha escolar

tesoura com pontas arredondadas

1. Conecte os fios do conector com os fios do motor. Lembre-se de conectar os fios com cores iguais: preto com preto e vermelho com vermelho. Fixe bem a conexão com fita isolante.

3. Complete o corpo do robô prendendo os riscadores nas laterais do copo. As pontas dos riscadores devem ficar na mesma altura, para que todas consigam tocar o papel ao mesmo tempo na hora de colocar seu robô em ação.

4. Corte um pedaço pequeno da borracha e encaixe um pouco para o lado no motor.

materiais para decorar seu robô

2. Com a fita isolante, prenda o motor e a bateria na parte de baixo do copo, deixando um pequeno espaço entre os dois.

5. Use sua criatividade! Você pode decorar e criar uma aparência pessoal para seu robô.

4. Uma borracha escolar

6. Está pronto o robô desenhista! Conecte o conector na bateria para ligar o motor. Ao ligar, o robô vai vibrar e, nesse movimento, vai criar linhas e formas circulares sobre o papel.

pode ser usada como peso para dar equilíbrio ao robô.

6. Oriente os estudantes a usar uma folha de papel grande, porque o robô pode fazer movimentos que o façam sair da folha se esta for pequena.

bém valoriza o reúso de objetos e materiais, e, dessa forma, é possível trabalhar com o TCT Meio Ambiente e o TCT Ciência e Tecnologia.

+Ideias

construído em grupo, o que pode ajudar na organização dos materiais. 29/09/25 20:29

textos e sons com base em princípios de robótica e tecnologia digital. Entre eles, podem ser destacados os que usam programas, métodos e softwares para criar imagens complexas e detalhadas, como plantas arquitetônicas, esculturas em impressão 3-D, entre outras possibilidades.

• Robôs que possuem um ou mais braços e mãos robóticas, realizando inúmeras tarefas, como traçar linhas e formas, pintar, montar, encaixar, entre outras funções. Eles são muito usados na indústria.

Que tal propor aos estudantes a criação de um grupo de pesquisa de robótica em arte? Veja dicas e contextos de pesquisas em Sugestão para o professor. Sugestão para o professor

• COMO fazer um robô desenhista: aprenda como fazer. Publicado por: Topa Aprender. 2022. 1 vídeo (ca. 6 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=7wx 1kE-qwGI. Acesso em: 27 ago. 2025. O vídeo mostra como fazer um robô desenhista.

• GAROFALO, Débora. Robótica com sucata II: uma aventura pela criatividade. São Paulo: Moderna, 2023. O livro propõe uma aventura pela imaginação e pela mente criativa. Desenvolve propostas com foco na cultura maker, na programação e na robótica.

Leve a turma para o laboratório de informática da escola e mostre a página do RAP (Robotic Action Painter) (em português, “Pintor de Ação Robótica”) robô pintor criado pelo artista português Leonel Moura (veja indicação em Sugestão para o professor).

Esse robô fica no Museu de História Natural, em Nova York, em uma vitrine onde se movi-

menta sobre uma superfície de papel com canetas coloridas, criando pinturas. Uma vez por semana acontece uma intervenção humana apenas para a troca das canetas. Proponha aos estudantes a realização de uma pesquisa sobre os tipos de robô, como:

• Robôs geralmente simples que usam pequenos motores movidos a bateria e um contrapeso (como um pedaço de borracha, moeda, entre outros). Por serem mais simples, podem ser construídos na escola.

• Robôs que usam tecnologias digitais e programas de computador para criar imagens,

• LEONEL Moura. c2025. Disponível em: http://www. leonelmoura.com/rap-2/. Acesso em: 18 set. 2025. Site oficial (em inglês) de Leonel Moura.

VERIDIANA
CAMELO

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02 e EF15AR23.

ENCAMINHAMENTO

Levante os conhecimentos prévios dos estudantes e sensibilize-os para o assunto que vai ser estudado. Inicie uma conversa com a turma por meio da pergunta: vocês já ouviram falar em Pablo Picasso?

Conte a eles que esse artista espanhol produziu pinturas usando a luz em parceria com o fotógrafo Gjon Mili. Explique que essa é uma técnica chamada light painting. Pergunte: o que vocês pensam de trabalhos colaborativos como esse?

Acolha diferentes opiniões e comentários, valorizando as preferências e a individualidade. Promova um momento de fruição de vídeos de performances de light painting de Pablo Picasso e Darren Pearson.

Peça aos estudantes que apreciem as imagens das obras de JanLeonardo e, se possível, exiba imagens de outras obras do artista alemão para que a turma conheça mais formas de criar usando luzes e máquinas fotográficas (veja Sugestão para o professor).

Converse com os estudantes sobre o funcionamento das câmeras fotográficas na captação de imagens. Se possível, faça experiências demonstrando o processo de light painting . Comente que conhecimentos de Física podem ampliar as possibilidades expressivas em criações artísticas com a luz. Experimentos científicos que utilizam a refração da luz ou o prisma, por exemplo, podem compor interessantes recursos estéticos.

O conteúdo apresentado possibilita aos estudantes

Pintar com luz

Criar arte usando efeitos de luz e sombra pode ter resultados muito criativos. Alguns exemplos de como fazer arte usando esses recursos são o teatro de sombras e as chamadas light paintings.

Light painting é uma expressão em inglês que significa “pintar com luz”. É uma técnica de desenhar utilizando pontos de luz que são fotografados em movimento.

Os seres humanos sempre foram fascinados pela luz. Desde a descoberta do fogo até as máquinas luminosas atuais, a luz tem servido para muitos fins.

Com a invenção das máquinas fotográficas, foi possível registrar esse fenômeno físico, a luz. Alguns artistas criaram imagens desenhando com luz. Essas experiências ficaram conhecidas como light paintings

Pablo Picasso foi pioneiro em experimentar essa técnica. Movimentando uma pequena lanterna, ele fazia desenhos no ar enquanto o fotógrafo Gjon Mili captava essa imagem com sua máquina fotográfica.

Picasso fazendo light painting, em ensaio para a revista

Estados

QUEM É?

Pablo Picasso (1881-1973) foi um artista espanhol que experimentou várias técnicas, entre elas a light painting

Gjon Mili (19041984) foi um fotógrafo albanês que fotografou celebridades como Pablo Picasso.

perceberem e analisarem mudanças e permanências na produção artística. A técnica light painting surgiu na primeira metade do século XX e segue sendo utilizada por diversos artistas, que incorporam a ela novas tecnologias. A fotografia pode ser usada tanto como parte de um processo artístico quanto como uma forma de registro da história.

Para ampliar a exploração do diálogo da arte com a tecnologia, destaque para os estudantes que, para pintar com luz, é necessário encontrar o tempo adequado entre a exposição da luz e a captura da imagem. Conte a

eles que, atualmente, existem aplicativos para dispositivos móveis que facilitam esse processo de captura.

Ao longo das situações de aprendizagem, é importante fazer rodas de conversa para sondar o que os estudantes compreendem dos conceitos e das técnicas apresentados. Aqui, espera-se que tenham compreendido a relação e a integração entre arte e tecnologia. Os estudantes podem compor registros por meio de áudio ou vídeo para a criação de um portfólio eletrônico e fazer anotações ou criar desenhos no caderno.

Pablo
Life, dos
Unidos, em 1949.

Inspirados nas experiências de Picasso, muitos artistas contemporâneos criam usando as técnicas e os materiais da light painting. Atualmente, supercâmeras digitais e outras tecnologias disponíveis captam imagens incríveis! Veja os registros destas performances do artista alemão JanLeonardo

do artista JanLeonardo.

Bremen – Electron, performance do artista JanLeonardo.

Desde 2005, esse artista se dedica a fazer light paintings e só tira fotos à noite ou no escuro. É um dos principais especialistas do mundo nessa arte.

DESCUBRA MAIS

QUEM É?

JanLeonardo (1970-) é um artista que nasceu na Alemanha. Aprendeu a fotografar sozinho, mas depois conheceu mais técnicas e recursos tecnológicos com outros fotógrafos.

• LIGHTSPEED: light painting stop motion animation. Publicado por: Dariustwin. 2015. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://youtu.be/lfTPxdrB5uQ. Acesso em: 23 ago. 2025.

Assista à animação em stop motion feita com light painting pelo artista Darren Pearson. Ele se inspirou na técnica da light painting, mas criou em outra linguagem: uma animação.

Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.

29/09/25 20:29

+Ideias

Pode-se ampliar a investigação do uso da luz na arte. Proponha aos estudantes que pesquisem artistas que utilizam a luz em outras linguagens artísticas, como na música, na dança, na performance e nas artes digitais. Os estudantes podem registrar novos termos, artistas e técnicas que descobriram no caderno. Para propor um momento de ação criadora, mostre novamente aos estudantes as pinturas com luz de Pablo Picasso, fotografadas por Gjon Mili, e proponha a eles que investiguem o processo criativo do artista, pesquisando formas de criar usando fontes luminosas e fotografia.

Sugestão para o professor

• JANLEONARDO. c2023. Disponível em: http://www. lightart-photography.de/ en/home-en/. Acesso em: 17 set. 2025. No site oficial do artista JanLeonardo, é possível ver diversas fotografias criadas com a técnica light painting. • DARIUSTWIN. Publicado por: darius_twin. Disponível em: https://www. youtube.com/channel/ UCduSTEDJj5ZzqIUFL9X8R KQ. Acesso em: 17 set. 2025. No canal oficial de Darren Pearson, é possível assistir aos vídeos de light painting e conhecer a forma como o artista explora essa técnica.

Batalha da cor (Color Fight), performance
LIGHTPAINTINGJANLEO

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06, EF15AR23 e EF15AR26.

Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente: lanterna e dispositivo com câmera.

ENCAMINHAMENTO

Uma maneira para criar light paint ings é usar dispositivos com câmeras e ver o resultado na hora, nas telas dos aparelhos. Nesse tipo de experiência, é fundamental conhecer os recursos disponíveis. Oriente os estudantes a primeiro conhecer o recurso tecnológico que estão usando.

Proponha um estudo dos manuais desses aparelhos para verificar quais são os recursos possíveis para que criem light paintings . Cada aparelho pode apresentar recursos diferentes; por isso, é interessante pedir que verifiquem como deixar mais lento o tempo de captura de luz da câmera e obter os melhores efeitos.

Você pode propor experiências com lanternas pequenas e maiores.

ARTE-AVENTURA

Vamos criar light paintings ?

Que tal uma aventura na qual você e os colegas vão pintar com luz?

Todos podemos ser artistas de light painting! Vamos lá?

MATERIAIS

Oriente os estudantes a usar lanternas, luzes pequenas de LED ou outra fonte luminosa que possa ser movimentada.

lanterna

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

dispositivo com câmera

Para a realização da proposta, organize os estudantes em duplas. Enquanto um estudante faz os movimentos com as fontes de luz, o outro fotografa. Peça que se alternem para que todos possam experimentar as diferentes formas de expressão. Ao final, organize uma roda de conversa com a turma para que os estudantes compartilhem os resultados das fotografias com os colegas. Se possível, imprima as fotografias para realizar uma exposição na escola. Será necessário combinar com a gestão escolar para expor as fotografias em um local em que outras turmas possam apreciar. Esta situação de aprendizagem propõe: experimentação de materialidades; processos e procedimentos artísticos; investigação de técnicas; resolução de problemas; desenvolvimento de poética pessoal; trabalho colaborativo e organização do material.

1. Oriente os estudantes para que realizem a pesquisa em fontes de informação confiáveis. Dê exemplos de arte com o uso de fontes luminosas: light painting, teatro de sombras, festival de arte da luz, entre outros.

1. Este trabalho deve ser feito em dupla. Escolham uma sala escura ou com as cortinas fechadas.

3. Combinem entre vocês quem vai fotografar e quem vai fazer os movimentos.

2. Providenciem uma lanterna e um dispositivo com câmera que permita deixar mais lento o tempo de captação da imagem. Se necessário, peçam ajuda ao professor.

4. Em frente ao colega que está com o dispositivo com câmera, façam os movimentos que desejar, desenhando figuras ou se movimentando aleatoriamente, criando linhas e formas. Façam várias experiências para captar muitos efeitos de luz com o dispositivo com câmera!

1 Pesquise o trabalho de um artista que usa fontes luminosas para criar sua arte e escolha uma obra dele. Depois, responda às seguintes perguntas no caderno.

a) Qual é o título da obra e quando ela foi criada?

Resposta pessoal.

b) Quais tecnologias o artista usou para criar essa obra?

Resposta pessoal.

c) Como o artista apresentou essa obra para o público?

Resposta pessoal.

d) Compartilhe suas descobertas com os colegas e o professor.

Incentive os estudantes a apresentar as informações encontradas na pesquisa. A troca de informações entre eles é um momento importante de escuta.

Destaque para os estudantes que o sentido da visão é possível graças aos olhos e ao fenômeno físico da luz. Assim, uma pessoa pode enxergar objetos iluminados por uma fonte de luz, como uma lâmpada ou a luz do Sol. Como a lente das máquinas fotográficas capta a luz, o uso desse equipamento pode criar efeitos muito diferentes da visão comum. Mesmo os dispositivos com câmera dispõem de recursos que permitem produzir imagens usando traços de luz.

Aprender a produzir e divulgar a arte com base em análises dos trabalhos e ações dos artistas pode ajudar os estudantes a compreender o universo da arte e a desenvolver habilidades sobre contextos, práticas e sistemas de linguagens nas artes visuais.

Para avaliar como os estudantes se comportam em momentos de ação criadora, sugere-se a criação de uma ficha (pauta) de avaliação com base nesses aspectos. Sugira aos estudantes que realizem registros da experiência por meio de desenhos ou anotações no caderno. Registros fotográficos e audiovisuais também podem compor o portfólio dos estudantes.

+Ideias

É possível criar vários efeitos a partir da técnica light painting . Proponha aos estudantes que pesquisem outras formas de explorar essa técnica, buscando artistas que a utilizam em suas criações. Oriente os estudantes para que experimentem as formas de fotografar com luz que encontraram em suas pesquisas.

5. Depois, vocês invertem os papéis.
COMO FAZER
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06, EF15AR08, EF15AR11, EF15AR23 e EF15AR26.

Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente: lâmpada de luz negra, luzes coloridas (pode ser LED), brinquedos que brilham, canetas fluorescentes, tintas fluorescentes para maquiagem, pulseiras de néon, fios e linhas fluorescentes, tecidos fluorescentes, balões de festa fluorescentes, lanternas pequenas, fitas adesivas transparentes, dispositivo com câmera e dispositivo reprodutor de áudio (opcional).

ENCAMINHAMENTO

Retome com os estudantes o que é uma videoperformance e proponha a criação de uma performance com luzes que será filmada. Peça a eles que pesquisem materialidades e recursos luminosos. Comente com eles que os materiais e as substâncias fluorescentes provocam efeitos interessantes e que eles podem usar materiais além dos indicados.

Escolha um ambiente escuro para a performance , criando um efeito especial para a lâmpada de luz negra e para as luzes coloridas de néon. É possível adaptar uma sala cobrindo as janelas com papel ou tecido escuros.

Explique aos estudantes que a luz negra é um tipo de lâmpada que libera radiação

ARTE EM PROJETOS

Arte e luz

Vamos fazer uma performance bem divertida usando luzes de LED e outros materiais?

Com movimentos improvisados e alguns materiais e equipamentos adequados, é possível criar efeitos incríveis!

Você e os colegas também podem filmar tudo criando videoperformances.

ultravioleta de longo comprimento de onda e é invisível para o olho humano. Quando essa luz incide sobre materiais fluorescentes ou claros, eles parecem se acender. Porém, o que acontece é que eles absorvem essa radiação e a reemitem em outro comprimento de onda, transformando-a em luz visível.

Nesta proposta, os estudantes poderão utilizar tintas fluorescentes, pulseiras de néon ou fontes de luz, como lanternas, e fazer gestos e movimentos durante a performance, que será filmada por um ou mais estudantes. Durante a ação, poderão ser feitos também registros fotográficos.

1. Vocês precisarão de uma lâmpada de luz negra acesa no ambiente escuro para dar o efeito esperado. Peçam orientação ao professor.

3. Vocês também podem criar instalações usando os materiais do passo anterior e as luzes de LED para compor a performance.

5. Criem movimentos, expressões corporais, faciais e gestos. Ações performáticas que poderão se transformar em videoperformances.

Explorem os materiais, as possibilidades de ações e os efeitos. Criem

2. Reúnam-se com os colegas e o professor e estudem quais materiais darão melhores efeitos ao serem filmados. Façam experiências com esses materiais.

4. Usem tintas fluorescentes para maquiagem no rosto e pulseiras de néon, e prendam com fita adesiva outros materiais nas roupas e no corpo.

6. Combinem quais colegas filmarão a produção da videoperformance

ESTA É A MINHA ARTE!

Na escola, combine com os colegas e o professor um momento para exibir a videoperfor-

29/09/25 20:29

Oriente os estudantes a respeito do processo de criação da videoperformance Você pode instigá-los com perguntas como: quais imagens, efeitos visuais e sonoros serão criados? Quem irá captar as imagens? Haverá edição do vídeo? Como isso vai acontecer?

Se possível, combine com a comunidade escolar a exibição da videoperformance da turma. Ao final, proponha uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem suas impressões com os colegas. Instigue-os a comentar como foi a experiência, de quais momentos mais gostaram, que sensações experimentaram e o que acharam do resultado.

Após a realização das atividades propostas, organize uma roda de conversa para fazer sondagens sobre o que os estudantes compreendem dos conceitos trabalhados.

Os relatos dos estudantes podem ser registrados em áudio ou vídeo para compor o portfólio eletrônico. Sugira aos estudantes que registrem esse momento de ação criadora no caderno ou nos portfólios, escrevendo ou desenhando.

Sugestão para o professor

• COMO fazer luz negra caseira usando celular. Publicado por: Manual do Mundo. 2015. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=AJt6PJlzVNQ. Acesso em: 17 set. 2025.

No vídeo, o apresentador explica como fazer uma luz negra caseira utilizando um celular.

ENCAMINHAMENTO

No item a da proposta 1, é importante considerar que, nas intervenções artísticas urbanas, os artistas elaboram propostas de ação em um local público da cidade. No item b, vale lembrar que a expressão arte contemporânea surgiu para classificar obras de arte criadas a partir da década de 1960. Dê exemplos de músicas, esculturas e instalações feitas na atualidade. No item c, retome o conceito de instalação artística. Vale lembrar que existem várias formas de instalação, inclusive as que usam tecnologias digitais. No item d, comente que a obra Sala da obliteração , de Yayoi Kusama, é um exemplo de instalação artística interativa. No item e, lembre que, para criar uma imagem com a técnica light painting , uma pessoa pode movimentar uma fonte luminosa, como uma lâmpada, enquanto outra fotografa. Na proposta 2 , relembre que a linguagem audiovisual se refere às produções que integram som e imagem. A videoarte produz imagens em movimento utilizando vídeos (filmes ou animação). Essas imagens podem ser projetadas em salas de exposição ou até mesmo em espaços abertos, transformando-se em videoinstalações ou instalações audiovisuais. Na videodança há uma criação artística pensando tanto na linguagem da dança quanto na do vídeo.

PARA REVER O QUE APRENDI

1. a) Intervenções artísticas urbanas são manifestações que acontecem em cidades. Um exemplo é a obra Vaga-lumes, do artista chinês Cai Guo-Qiang.

1 Relembre o que você aprendeu nesta unidade e responda no caderno às questões a seguir.

a) O que são intervenções artísticas urbanas? Dê um exemplo.

b) Explique o significado da palavra contemporânea no universo da Arte.

c) O que é uma instalação artística?

d) Como pode acontecer a participação das pessoas em uma instalação artística interativa? Dê um exemplo.

1. b) A palavra contemporânea em Arte se refere ao que está sendo criado agora. Eles podem responder também que a palavra está relacionada às produções artísticas que foram criadas a partir da década de 1960.

1. c) Instalação artística é uma forma de arte criada em espaços onde há uma alteração ou intervenção.

1. d) Espera-se que os estudantes respondam

Sala da obliteração, de Yayoi Kusama, em 2017.

que o público pode tocar a proposta artística e participar dela. Como exemplo, os estudantes podem citar a obra da artista japonesa Yayoi Kusama.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. e) Espera-se que os estudantes comentem que, para fazer uma arte em light painting, podemos captar pela fotografia movimentos de algo luminoso.

e) Como se cria uma arte em light painting?

2 Complete no caderno as frases a seguir.

a) Produção artística que integra som e imagem é chamada: .

b) Criação artística em que se podem produzir imagens em movimento utilizando vídeos é:

c) Proposta artística que projeta vídeos, imagens e sons é conhecida como: .

d) Expressão artística que mistura dança e vídeo é: audiovisual videoarte instalação audiovisual videodança

Nesta seção, propõe-se um momento para uma avaliação processual. Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados e identificar possíveis dificuldades. Sugere-se retomar e avaliar os objetivos da unidade tendo como base todas as situações avaliativas propostas. Além das atividades, os portfólios físicos e/ou eletrônicos, o caderno e outras produções e registros criados podem ser considerados. Nesse sentido, é importante também retomar situações avaliativas em que a presença do corpo se fez potente nos estudantes, principalmente em propostas com dança, teatro, música, performance e outras linguagens integradas presentes em manifestações culturais, uma vez que a arte se faz com base em vários contextos, elementos e materialidades, incluindo o corpo.

Batalha da cor (Color Fight), performance do artista JanLeonardo.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

A proposta desta unidade é desenvolver estudos sobre os conceitos e as noções de história e cultura da música. Podemos observar o desenvolvimento dos meios de expressão musical, dos instrumentos que vão se aprimorando ao longo dos anos e a incorporação de novas sonoridades, tanto captadas por recursos tecnológicos como por eles produzidas. Dessa forma, podemos perceber a grande variedade de fontes sonoras a que temos acesso hoje e os recursos de que dispomos para manipular, bem como as novas paisagens sonoras existentes. Também são retomados os parâmetros sonoros e os elementos constitutivos da música.

A arte e a tecnologia estão presentes nesta unidade, uma vez que hoje há esculturas e instalações sonoras com as quais os estudantes podem ter contato e, por meio de várias propostas experimentais, conhecer, de modo lúdico, procedimentos diferenciados de criação, expressão e interação, com acesso a importantes conceitos da música na atualidade. No capítulo 1, destacam-se os conceitos de paisagem sonora, fontes sonoras, instrumentos musicais e percussão corporal. No capítulo 2, o foco é na experimentação: são apresentados instrumentos musicais não convencionais e é sugerida a construção de um instrumento musical. Também há uma proposta de criação e interpretação musical.

Objetivos

• Perceber que os processos de criação, de poéticas e de expressões acontecem em muitas linguagens e em diversos contextos culturais,

UNIDADE

SOM E EXPERIMENTAÇÃO 4

Hoje podemos encontrar muitas músicas e sonoridades para ouvir, curtir e até compartilhar com os colegas usando tecnologias digitais. Os sons e as músicas estão por toda parte, e em todo lugar é possível acessar e escutar!

1 Vamos procurar estas imagens no livro?

Em seu caderno, escreva o número da página em que você encontrou cada imagem. O que será que vamos estudar?

INSTRUMENTOS MUSICAIS 110

Como exercício inicial, propõe-se um jogo em que os estudantes buscam as imagens desta abertura dentro da unidade. Instrua-os a observar cada imagem e ler as palavras. Na roda de conversa, pergunte sobre suas interpretações e seus saberes prévios. Este pode ser um momento potente de avaliação diagnóstica.

inclusive nas artes integradas, na música e no uso de tecnologia.

• Identificar elementos constitutivos das diversas linguagens e como elas se integram.

• Expressar-se a respeito de como percebe as paisagens sonoras a partir da identificação de fontes sonoras e suas características.

• Expressar-se sobre suas experiências com diferentes linguagens artísticas, vivenciadas na escola e com a família.

BNCC

Competências gerais: 1, 3, 4, 5 e 10.

Competências específicas: 1, 3, 4, 5, 8 e 9.

Habilidades:

(EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes do corpo e destas com o todo corporal na construção do movimento dançado.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

EXPERIMENTAÇÕES

MATERIALIDADES E TIMBRES

MÚSICA E TECNOLOGIAS

(EF15AR10) Experimentar diferentes formas de orientação no espaço (deslocamentos, planos, direções, caminhos etc.) e ritmos de movimento (lento, moderado e rápido) na construção do movimento dançado.

(EF15AR13) Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana.

(EF15AR14) Perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de jogos, brincadeiras, canções e práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação musical.

(EF15AR15) Explorar fontes sonoras diversas, como as existentes no próprio corpo (palmas, voz, percussão corporal), na natureza e em objetos cotidianos, reconhecendo os elementos constitutivos da música e as características de instrumentos musicais variados.

(EF15AR16) Explorar diferentes formas de registro musical não convencional (representação gráfica de sons, partituras criativas etc.), bem como procedimentos e técnicas de registro em áudio e audiovisual, e reconhecer a notação musical convencional.

(EF15AR17) Experimentar improvisações, composições e sonorização de histórias, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos musicais convencionais ou não convencionais, de modo individual, coletivo e colaborativo.

(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.

(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais.

(EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística. Temas Contemporâneos Transversais (TCT): Multiculturalismo: Diversidade Cultural, Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas Culturais Brasileiras; Meio Ambiente: Educação Ambiental.

ENCAMINHAMENTO

Sobre o portfólio, propõe-se a criação de portfólios sonoros, registrando os momentos de exploração de instrumentos, sessões de cantorias e apreciação musical, com gravações e fotos.

BNCC

Habilidades: EF15AR15 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Inicie esta situação de aprendizagem fazendo a leitura de imagem com os estudantes em roda de conversa. Você pode incentivá-los a observar detalhes com perguntas.

Ao tocar instrumentos ou objetos que produzem som, os músicos controlam sua expressão, criando formas de interpretação particulares. O grupo artístico Stomp é um ótimo exemplo disso: esses músicos exploram diferentes níveis de expressão para extrair variados sons de um mesmo objeto ou instrumento. Esse grupo transforma em instrumentos musicais objetos do cotidiano, como resíduos recicláveis, vassouras, tambores, câmaras de pneus, latas de lixo, pias de cozinha, entre outros objetos. Além disso, também utilizam instrumentos de percussão tradicionais, criando apresentações rítmicas e criativas. Converse com os estudantes sobre a importância de experimentarem formas próprias e criativas de se expressarem pelos sons, explorando as alturas, durações e intensidades em sua interpretação.

Os integrantes do grupo Stomp fazem sons com vassouras (enquanto varrem o palco), com latas (tocando com as mãos, baquetas ou usando as próprias tampas das latas), baldes (batendo no fundo deles, apoiados no chão com a boca voltada para baixo ou com baquetas), folhas de papel (chacoalhando ou virando as folhas de maneira particular) etc. Esses objetos, utensílios e materiais escolhidos por eles passam a ser interpretados como instrumentos musicais de fato.

OS SONS E A MÚSICA

Acolha as hipóteses interpretativas dos estudantes e, então, peça a eles que leiam o texto. Converse sobre quais expressões ou fontes sonoras os sons onomatopeicos presentes no texto se referem. Comente que os sons produzidos pelo grupo Stomp em suas apresentações podem ser representados por onomatopeias. Por exemplo: ao bater baldes no chão (bam, thud); ao varrer com vassouras (swish, shhh); ao sacudir papel (crack, rustle);

ao bater latas (clang, clink, bang). Isso mostra como o Stomp cria uma ponte entre som, movimento e expressão linguística. O trabalho com sons onomatopeicos permite o desenvolvimento da consciência de sons e a relação entre letras, palavras e sons.

Acompanhe como os estudantes participam de momentos de apreciação de imagens e sua contextualização, como se expressam oralmente e colocam suas hipóteses.

Montagem com ilustração e fotografia de apresentação do grupo Stomp em Hong Kong, na China, em 2011.

VENHA ESCUTAR E DESCOBRIR!

Au au au, aaauuuuu, aaaaatchim! Baticum, bi bi, blim-blom, béééééé... Crunch! Croc! Clap! Clap! Cof cof!

Daunnnn daunnn, ding dong, donnn, dundum...

Éééééééééé! Escatumbararibê escatumbatinga?

Ferlinfim, flu, flururu, floru finfim, fom fom, fimmmm...

Grrr! Glub! Glub! Glub! Glub! Glub! Ha ha ha ha! Hum! Ic! Ic! Ic!

Jjjjjjjjjjjjjjjj

Kkkkkkkkkk!

Lálálálálálálálááááá

Miau! Muuu!

Nhem nhem nhem nhem! Nhac! Nhec!

Ops! Oof!

Plim! Plomp! Puf! Ping! Pow! Quá quá! Quém quém!

Rrrrrrrr! Ronrom! Ratatatá! Ratimbum! Ri! Ri! Ri!

Ssssssssssssss! Shhh! Snif snif!

Talim talim! Tarará, tarará, taratá-tátátá! Tique-taque!

Uhuuul! Urgh! Uaaah!

Vvvvvvv! Vrum vrum! Vapt! Vupt! Wow!

Xxxxxx! Yeah!

Zzzzzzzzzzzzz! Zap! Zap!

AU AU au. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

Desde tempos remotos desenvolvemos nossa percepção sonora pela escuta, descobrindo sons e criando músicas.

Vamos estudar mais os sons e a música, fazer experiências de escuta e investigar novas sonoridades?

Venha escutar e descobrir!

+Ideias

Você pode assistir com os estudantes a um vídeo do grupo Stomp (veja Sugestão para o professor ) e pedir que anotem os sons que mais chamaram a atenção. Cada estudante deve escolher três sons e escrever uma onomatopeia para cada um deles. Compartilhem os resultados em roda de conversa ou na lousa. Ao final, eles podem criar uma “orquestra de onomatopeias” com os sons inventados!

Sugestão para o professor

• STOMP Online. c2025. Disponível em: https://www. youtube.com/user/Stomp NY. Acesso em: 23 set. 2025. Canal do grupo Stomp, no qual é possível encontrar vídeos nos quais se utilizam diversos objetos sonoros em processos musicais expressivos e criativos, fazendo música com pedaços de madeira, panelas de metal e recipientes de plástico, entre outros materiais.

BNCC

Habilidades: EF15AR09, EF15AR10, EF15AR15 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Proponha aos estudantes a leitura do texto.

Na proposta 1, possibilite um momento de tradução intersemiótica entre sons, gestos e movimentos.

Na proposta 2 , mostre aos estudantes que em cada linha do texto da página 105 há onomatopeias organizadas na ordem das letras do alfabeto. A seguir algumas possibilidades de fontes sonoras de algumas das onomatopeias do texto.

Aaauuuuu – lobo ou cachorro uivando

Baticum – tambor

Blim-blom – campainha

Béééééé – cabrito

Crunch! Croc! – mastigar torradas

Daunnnn daunnn – sino

Donnn – gongo

Dundum – algo caindo na água

Escatumbararibê escatumbatinga? – batidas em instrumento de percussão

Ferlinfim – glitter caindo

Flu – bolha de ar saindo da água

Fom fom – buzina dos automóveis

Fimmmm – ar saindo da bexiga

Grrr! – animal ou pessoa grunhindo

Ic! Ic! Ic! – soluço

Jjjjjjjjjjjjjjjj – som de aparelhos elétricos, como um micro-ondas ou um aspirador de pó

Nhem nhem nhem! – Resmungar

Nhec – rangido

Oof! – suspiro de cansaço ou dor

1. Resposta pessoal: Espera-se que os estudantes explorem a imaginação, a criação de hipóteses para associar a palavras-som (onomatopeias). Exemplos: tum-tum, clac-clac.

Experimentações sonoras

O som está em todo lugar! É só você prestar atenção, sentir e escutar. Um toc-toc ali, um zum-zum aqui e vrummmm... Será que mais um som passou por aí?

Os sons onomatopeicos são recursos vocais e gráficos que usamos para expressar os sons que ouvimos, produzimos ou imaginamos e queremos descrever como eles são. As onomatopeias são palavras-som que representam sonoridades associadas a alguma expressão ou fonte sonora.

1 Observe esta imagem do grupo Stomp. Quais sons você imagina que estão sendo produzidos? Escreva no caderno em forma de onomatopeias os sons que você imaginou.

O grupo Stomp é conhecido por transformar objetos do cotidiano em instrumentos de percussão surpreendentes. Explorando sonoridades de materiais reutilizáveis, os artistas criam musicais vibrantes usando também movimentos corporais e batidas rítmicas.

Plim! – a mágica aconteceu

Plomp! – fruto caindo de árvore

Ping! – pingo d’água

Pow! – batida

Quá quá! Quém quém! – pato grasnando

Rrrrrrr! – rosnado

Ronrom! – ronronar

Tarará, Tarará, taratá-tátátá! – som de caixa (instrumento)

Urgh! – expressão de nojo

Zzzzzzzzzzzzz! – som de abelha

Apresentação do grupo Stomp em Nova York, nos Estados Unidos, em 2023.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes associem sons onomatopeicos à fonte sonora se expressando oralmente. Depois, oriente-os a usar folhas de papel avulsas para criar partituras gráficas não convencionais, com palavras-sons e símbolos gráficos, desenhando com pontos, linhas, formas e cores.

Eles exploram sonoridades inusitadas, como sons com vassouras (swish-swish), latas de lixo (clang!), tambores (boom-boom), câmaras de pneus (thump-thump), pias de cozinha (plink-plonk) e outros objetos, para compor performances cênico-musicais cheias de energia e criatividade.

O Stomp é um grupo que se destaca por sua habilidade única de extrair música de onde menos se espera, bam!, tap-tap, crash!

DESCUBRA MAIS

• STOMP London: Brooms. Publicado por: StompLondon. 2016. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=qxAYTWJ7g8k.

Acesso em: 27 ago. 2025.

Conheça a arte do grupo Stomp em uma apresentação com vassouras.

2. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes explorem as sonoridades das onomatopeias e criem gestos, expressões corporais, faciais e movimentos dançados.

2 Leia novamente o texto da página 105 e converse com os colegas sobre as questões a seguir.

a) Como você pode usar a voz para fazer experimentações com esses sons onomatopeicos?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes brinquem

com esses sons onomatopeicos e criem arranjos sonoros explorando a voz.

b) Será que você também pode fazer gestos e movimentos corporais ao pronunciar esses sons?

c) Faça como o grupo Stomp e pesquise sonoridades de objetos cotidianos

Produção pessoal.

Atenção! Nunca use objetos cortantes ou pontiagudos.

3 Agora, escolha uma onomatopeia do texto e relacione sua sonoridade a uma fonte sonora. Em uma folha de papel avulsa, crie uma partitura não convencional criativa usando sons onomatopeicos.

Na proposta 3, ao criar a partitura gráfica, os estudantes poderão se expressar tanto por desenhos figurativos na representação de fontes sonoras como criar símbolos gráficos (com desenhos abstratos na exploração de pontos, linhas, formas e cores). Faça registros em diferentes mídias e anotações acerca das experimentações e criações dos estudantes para a avaliação em processo. Solicite a eles que façam registros em seus cadernos sobre as experiências e os saberes construídos nas situações de aprendizagem.

+Ideias

Oriente os estudantes a conversar com seus familiares ou responsáveis sobre onomatopeias que eles conheçam e em quais lugares elas costumam aparecer mais (como histórias em quadrinhos, animações, séries televisivas, filmes etc.). Peça a eles que registrem a conversa em seus cadernos e solicite que tragam, se puderem, algum livro ou revista que contenham onomatopeias.

Sugestão para o professor

• ONOMATOPEIAS. Publicado por: Quintal da Cultura. 2013. 1 vídeo (ca. 9 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=o FUd6Ncn_Yc. Acesso em: 17 set. 2025.

Quadro do programa Quintal da Cultura representando uma aula sobre onomatopeias e um jogo no qual a turma tem de adivinhar os sons.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR15.

Organize-se

• Se possível, providencie instrumentos musicais ou objetos sonoros para que os estudantes possam experimentá-los.

ENCAMINHAMENTO

Você pode tomar como referência a proposta de Educação Musical de Schafer (veja em Sugestão para o professor). Entre os pontos centrais da proposta de Schafer estão: “Procurar descobrir todo o potencial criativo das crianças, para que possam fazer música por si mesmas; apresentar aos alunos de todas as idades os sons do ambiente e tratar a paisagem sonora do mundo como uma grande composição musical, da qual o homem é o principal compositor; e fazer julgamentos críticos que levem à melhoria de sua qualidade” (SCHAFER, R. Murray. A afinação do mundo. São Paulo: Unesp, 2012. p. 284-285).

Inicie com perguntas como: Vocês já prestaram atenção aos sons que há ao seu redor? Quais sons ouviram? Já perceberam que vocês também produzem sons no dia a dia? Quais?

A matéria-prima da música é o som. É a partir dos sons –produzidos pela voz, pelo corpo, por objetos ou instrumentos musicais – e de acordo com uma ideia musical ou intenção expressiva particular que as músicas são criadas. Com o desenvolvimento dos primeiros recursos descobertos para produzir sons (voz, pedras, madeiras, ossos ou conchas), foram construídos os instrumentos musicais.

Na proposta 1 apresente aos estudantes o áudio So -

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam sons de vento, folhas, água corrente, batidas de pedras contra pedras e outras sonoridades que poderão perceber ou imaginar. Lembre-se de que toda interpretação é aberta.

A escuta dos sons e a criação da música

Observe esta imagem.

As primeiras pessoas que habitaram o planeta notaram que o mundo é repleto de sons. A natureza fascinava esses primeiros ouvintes. O trovão, o canto dos pássaros, as folhas balançando ao vento, a chuva molhando a terra... Tudo isso fazia parte da paisagem sonora, que começava a ser notada e a inspirar os seres humanos a criar música.

A música foi inventada com base na percepção dos sons existentes e na criação de outros sons. Os seres humanos aprenderam a usar e a explorar sonoridades, a usar a voz e a inventar instrumentos para produzir novos sons, fazendo, assim, música.

Dessa maneira, a música nasceu com a humanidade e foi se construindo e se tornando, pouco a pouco, como a conhecemos hoje.

1 Escute o áudio Sonoridades paleolíticas e procure reconhecer os diferentes sons que constituem essa paisagem sonora imaginária. Que fontes sonoras você imagina e reconhece? Comente.

2 Que tal criar, com a ajuda do professor, paisagens sonoras? Vocês podem utilizar voz, criando sons onomatopeicos, e explorar sonoridades de objetos sonoros e instrumentos musicais. 1

Incentive os estudantes a criar paisagens sonoras particulares com base em suas experiências e intenções poéticas e imaginativas. Por exemplo, paisagem de parque próximo, do pátio da escola, de transportes, de ambiente da própria casa etc.

noridades paleolíticas, que foi concebido para ilustrar possíveis sonoridades produzidas e escutadas durante o período paleolítico, quando os antepassados humanos, ao prepararem utensílios ou praticarem cotidianamente ações de sobrevivência, utilizavam-se de pedras, madeiras, conchas e outros materiais, habitando diversos locais, como dentro e fora de grutas ou às margens de rios ou córregos. Nos sons que então se produziam, o ritmo, a duração, a frequência e a intensidade eram espontâneos e dependiam apenas da função e da finalidade de seus gestos. Para além da simples audição, a escuta humana – isto é, o ouvir com atenção e discernimento – foi progressivamente se construindo e é muito possível que essas sonoridades ancestrais estejam na base daquilo que, muito tempo depois, acabamos por chamar de música. Com base em pesquisas sobre como os materiais reagem ao toque, ao atrito, ao agito e a outras ações, as pessoas, no decorrer da história, foram criando instrumentos musicais com os mais diferentes materiais e para serem tocados das mais diversas formas.

Paisagem sonora é o conjunto de sons que percebemos ao nosso redor, integrando desde os sons produzidos pela natureza, por seres humanos e animais até os sons feitos por máquinas e instrumentos musicais. Alguns artistas usam sons do cotidiano e efeitos sonoros para criar ambientes e sensações particulares em suas criações.

Objetos sonoros são materiais ou objetos de uso cotidiano que podem se constituir em fonte sonora ao serem percutidos, friccionados ou assoprados. Por exemplo: um garrafão de água de plástico utilizado como tambor; uma garrafa de plástico assoprada no bocal como instrumento de sopro; uma caixa com clipes de metal agitada como um chocalho.

Instrumentos musicais

Além da voz, são utilizados como fontes sonoras instrumentos musicais, objetos sonoros e outros materiais que os músicos pesquisam com base no que existe hoje em tecnologia musical.

Instrumentos musicais são fontes sonoras inventadas e produzidas por diversas materialidades como madeira, pele, metal, entre outros materiais. Geralmente, são criados pelo lutier, ou luthier, termo em francês que faz referência ao profissional que cria, conserta e restaura instrumentos musicais.

109

Na proposta 2, os estudantes podem inicialmente perceber a paisagem sonora de seu entorno. Instigue-os com perguntas, por exemplo: como são os sons ao seu redor? Como é o conjunto que esses sons criam, formando a paisagem sonora? Como percebem a dinâmica dos sons? Há variações na paisagem sonora conforme o horário do dia, as estações do ano ou outros fenômenos? Espera-se que os estudantes percebam que a paisagem sonora de um lugar é um evento único e mutante.

A forma como as paisagens sonoras são percebidas em uma escuta atenta pode revelar um sentimento de pertencimento que remeta a identidades sonoras regionais, ancestrais e ou es-

téticas. É importante conversar com os estudantes para saber como eles se sentem em cada ambiente acústico e os efeitos dessa experiência em seus sentimentos e sensações, aspectos que podem influenciar em sua jornada ao apreciar ou se expressar artisticamente.

Na avaliação em processo, é preciso estar sempre atento às atitudes e às conversas dos estudantes. Assim, é importante fazer registros constantemente para compor um portfólio que permita avaliar o percurso de aprendizagem.

+Ideias

Solicite aos estudantes que façam uma pesquisa sensorial dos sons ao redor da escola. A partir dessa sensibilização sobre a identificação de fontes sonoras e sobre a consciência dos sons que eles próprios produzem normalmente no dia a dia, pergunte como eles poderiam transformar esses sons em uma composição musical. Incentive os estudantes a pesquisar sons novos e sonoridades interessantes em sala de aula, na escola e, também, em suas casas e peça que compartilhem as descobertas com os colegas.

Sugestão para o professor

• SCHAFER, R. Murray. A afinação do mundo. São Paulo: Unesp, 2012.

O autor apresenta o termo paisagem sonora, analisa como vivemos em meio ao ambiente sonoro contemporâneo submerso em sons variados e compara sons naturais e artificiais, atuais e antigos, desenvolvendo argumentos sobre a relação entre mundo, som e sociedade.

Luthier construindo um violão.
JOHN CLUTTERBUCK/GETTY IMAGES

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15, EF15AR16 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Se possível, propicie momentos especiais para a exploração sonora em sala de aula, disponibilizando instrumentos musicais ou objetos sonoros para que os estudantes possam experimentá-los e conhecer seu potencial expressivo.

A fim de motivá-los a explorar a produção sonora dos instrumentos e as formas de expressão por meio deles, proponha que os estudantes fechem os olhos enquanto alguém, indicado por você, toca um breve trecho de uma música ou realiza uma pequena improvisação com um instrumento de livre escolha. Em seguida, eles deverão tentar identificar quem interpretou o instrumento. O fechamento dos olhos tem como objetivo, por um lado, estimular uma escuta mais atenta por parte dos ouvintes e, por outro, favorecer que quem toca se sinta mais à vontade e seguro em sua expressão musical.

Proponha uma roda de conversa para ouvir as hipóteses interpretativas dos estudantes sobre objetos sonoros. Converse sobre como eles podem utilizar objetos para criar música por meio de experiências e explorações sonoras, investigando, observando e percebendo as sonoridades e os elementos constitutivos da música, como os parâmetros sonoros

Os instrumentos construídos por profissionais especializados podem ser de diversos tipos, como os de percussão (tambor, pandeiro, reco-reco), de sopro (flauta, clarinete, saxofone, trompete, tuba) e de corda (violão, guitarra, violino).

Além dessas três classificações, existem os instrumentos de teclados, que são aqueles que produzem sons por meio de teclas pressionadas com os dedos. Fazem parte dessa categoria os pianos, os órgãos, as sanfonas e outros. Temos também os teclados eletrônicos e digitais, muito usados

Observe estas imagens.

Instrumento de percussão.

de sopro.

Instrumento de corda.

Tecnologia musical é tanto o uso de diversos recursos eletrônicos e digitais para compor, gravar, arquivar e executar músicas quanto o desenvolvimento de instrumentos ao longo da história da música.

(altura, intensidade, duração e timbres dos objetos). Essa conversa será importante para que os estudantes compreendam e realizem as demais propostas deste capítulo.

Retome também a classificação dos instrumentos convencionais em instrumentos de percussão, de sopro, de corda e de teclado.

Instrumento

ARTE-AVENTURA Som, gesto e música

Que tal fazer experimentações musicais utilizando objetos sonoros, sons onomatopeicos e gestos?

Proponha aos estudantes que realizem várias experimentações explorando materialidades, timbres e palavras-sons.

1. Pesquisando e criando sons e gestos!

Convide os colegas a cantar experimentando sonoridades.

1. Você e os colegas vão se sentar em roda no chão ou em volta de uma mesa. Cada um vai precisar de um copo de plástico rígido.

2. Acompanhem a letra da parlenda Tum dum, na página 112, e realizem as ações descritas na legenda.

LEGENDA

x Bater palma.

Segurar o copo com uma das mãos e bater a boca do copo na palma da outra mão. Pegar o copo.

@ Bater o copo na mesa ou no chão.

Balançar/tremer o copo na mesa ou no chão

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15, EF15AR16 e EF15AR17.

Organize-se

• Providencie copos de plásticos rígidos.

ENCAMINHAMENTO

Inicie com pesquisas de sons e gestos na brincadeira musical proposta nesta página. Trata-se de uma parlenda popular adaptada pelos autores desta obra que tem sua letra completa na página 112.

Para a realização da proposta rítmica, primeiro repita a leitura textual da parlenda (apenas das palavras, sem dar ritmo ainda), depois

repita-a com sua rítmica característica e ensaie apenas a percussão (sem a parlenda). Esse é um método de aprendizagem para situações em que há ritmo e voz simultaneamente e, assim, ganhar fluência da voz e da percussão separadamente. Quando ambos estiverem com uma boa fluência, realize os dois processos ao mesmo tempo (cantar a parlenda e fazer a percussão). Comece bem devagar e vá aumentando o andamento aos poucos. Por ter um aspecto desafiador, recomenda-se retomar o canto com percussão de copos nas aulas seguintes.

Para ampliar essa brincadeira, depois da primeira rodada de leitura do texto da parlenda, entoe o texto melodicamente por mais três vezes consecutivas. Em cada leitura e pronúncia melódica, os estudantes podem fazer gestos, conforme as sugestões a seguir.

Na 1ª vez, interpretar com andamento mais lento e com pouco movimento corporal, com os participantes quase imóveis, apenas gingando sutilmente com a cabeça, um “meio-braço” etc.

Na 2ª vez, cantar a música com andamento mais rápido e progressivamente movendo e dançando com todo o corpo. Na 3ª vez, sambar e envolver uma atitude mais cênica e expressiva.

Sugestão para o professor

• ESCATUMBARARIBE: Lenga la Lenga. Publicado por: Tac Tic Tum Floripa. 2018. 1 vídeo ( ca. 1 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=yMhYgYaoq5M. Acesso em: 17 set. 2025.

O vídeo mostra como brincar com objetos sonoros, como um copo plástico.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15, EF15AR16 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Reproduza o áudio da parlenda Tum dum. Nele, há uma criação musical original feita a partir dessa parlenda popular em várias regiões do Brasil. Foi feita uma recriação da variante do texto mais conhecida e criada uma segunda parte. Evoca-se pelas articulações do texto vocal trabalhado nessa criação, bem como pelas onomatopeias de sons de instrumentos de percussão, sonoridades rítmicas que evocam aquelas de um grupo de percussão, de uma batucada.

Na avaliação em processo é necessário dar atenção às atitudes e conversas dos estudantes. É importante realizar registros de forma sistemática para acompanhar o desenvolvimento da turma e o caminho percorrido pelos estudantes.

+Ideias

Proponha aos estudantes que criem em grupos outras maneiras de utilizar ritmicamente os copos para a parlenda Tum dum . Sugere-se da seguinte forma: 1) escolher outra parlenda, 2) recriá-la e 3) conceber para ela uma maneira própria de acompanhamento rítmico com os copos. Vocês podem utilizar a mesma legenda (e, portanto, as mesmas ações e sons), bem como criar novas legendas e sonoridades, de acordo com a necessidade e a criatividade da turma.

Proponha aos estudantes que leiam a parlenda e explorem a pronúncia e as sonoridades das palavras.

Tum dum 2

Tum dum jacutinga laia

Biscatunga garibêra

Biscatunga tinga

Uê seriberi baia

Biscatunga garibêra

Biscatunga minga

Tum dum, uerê

Biscatunga garibêra

Biscatungá

Tum dum, uerá

1a vez: tom crescente — mais intenso, mas rápido, com maior movimentação.

2a vez: tom crescente e breve pausa.

3a vez: agora um a um formulando sua questão:

Será que’alguém vai m’entender

Tum dum, será?

2. Lento e rápido!

Tum dum, será?

Tum dum, será?

Tum dum, será?

Tum dum, será?

Tum dum, será?

Tum dum, será?

Será? (pensativo)

Uerê? (meio atônito)

Uerá? (reflexivo)

Dica: vocês vão cantar três vezes e a cada vez terá um final diferente.

Sei lá! (“dando os ombros”)

Entendeu? (questão, porém agora assertiva)

TUM dum. 2023. Parlenda tradicional recriada especialmente para esta obra.

Você pode brincar com a pronúncia da parlenda Tum dum e criar sonoridades diferentes. Se exagerar um pouquinho na expressão da letra, você perceberá que sua interpretação se assemelha a onomatopeias de sonoridades de instrumentos de uma batucada rítmica. Leia a parlenda três vezes e em cada vez em andamentos diferentes, como uma música de fato. Observe estas sugestões.

1. Na primeira vez, interprete a parlenda lentamente, em um andamento mais calmo ou pausado.

2. Na segunda vez, cante em um andamento mais rápido.

3. Na terceira vez, acelere um pouco mais o andamento e crie gestos e movimentos, com uma atitude mais cênica e expressiva, como uma breve cena teatral!

Sugestão para o professor • MÚSICA com sucata. Publicado por: Hermes Montagner. 2019. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=R1tYDAPseHw. Acesso em: 17 set. 2025. Apresentado pelo professor Rafael Rip e com a participação do grupo Embatucadores, o vídeo traz ideias musicais para exploração do som de diferentes objetos e uma breve apresentação dos Embatucadores.

Mundo sonoro: tipos de flauta

As flautas estão presentes nas mais diversas culturas há milhares de anos. Um dos instrumentos musicais mais antigos que conhecemos é uma flauta de osso de pássaro, feita possivelmente há 35 mil anos, descoberta na caverna de Hohle Fels, no sul da Alemanha.

Flauta de osso de pássaro, possivelmente com 35 mil anos, descoberta na caverna de Hohle Fels, no sul da Alemanha.

Existem diversos modelos de flauta no Brasil e no mundo, como o pífano , p resente em muitas músicas nordestinas. Com som bem agudo e característico, é um instrumento de sopro pequeno tocado na transversal. Geralmente feito de metal, o pífano também é produzido com outros materiais, como bambu.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR16.

Organize-se

• Faça uma curadoria digital com vídeos que mostrem o timbre de dez tipos de flautas diferentes: pífano, pareia, gaita de caboclinho, quena, quenacho, samponha ou zamponha, rondador, hulusi, dizi e tin whistle.

ENCAMINHAMENTO

Verifique o que os estudantes já sabem a respeito das flautas e faça perguntas como: vocês já tocaram uma flauta? Como percebem os sons desse instrumento? Vocês conhecem tipos diferentes de flauta? Se sim, quais? Leia com os estudantes o texto da página e proponha a eles a leitura das imagens de flautas. Pergunte: como você imagina os sons das flautas apresentadas nas imagens? Aproveite para retomar conhecimentos a respeito da linguagem da música e de seus elementos constitutivos.

Se possível, mostre aos estudantes outros tipos de flauta e seus sons. Lembre-se de que as páginas da internet podem mudar e, no momento do acesso, apresentar materiais de publicidade ou fora do contexto da proposta, de modo que não seja mais indicado para a faixa etária dos estudantes. Dessa forma, é importante garantir que os estudantes só acessem ambiências digitais na companhia e supervisão de adultos, mesmo que sejam sugeridas nessa seção ou pela sua curadoria digital.

Sugestão para o professor

• ARAÚJO, Sávio. A evolução histórica da flauta até Boehm. 1999. Disponível em: https://musicaeadoracao. com.br/recursos/arquivos/ tecnicos/instrumentos/evo lucao_historica_flauta.pdf. Acesso em: 23 set. 2025. O documento é um estudo aprofundado sobre o desenvolvimento da flauta ao longo dos séculos, com foco especial na transição para o sistema Boehm.

• TIPOS de flautas: Flauta, c2025. Disponível em: https://www.flauta.com.br. Acesso em: 23 set. 2025. Página dedicada à valorização da cultura musical, com ênfase na história da música, na tecnologia de construção de instrumentos de sopro, na aprendizagem e na apreciação da flauta.

Homem tocando pífano em Santa Maria da Boa Vista (PE), em 2019. DDP/AFP/GETTY
ADRIANO KIRIHARA/PULSAR IMAGENS

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR15 e EF15AR24.

TCT: Multiculturalismo: Diversidade Cultural.

ENCAMINHAMENTO

Reproduza o áudio Flautas do mundo. Nele, é apresentada uma pequena amostragem de flautas de diferentes culturas e regiões. Ilustra-se algumas das tendências de desenvolvimento desse instrumento, considerado um dos mais antigos produzidos pela espécie humana que foi preservada até os dias de hoje. No áudio são comentadas as seguintes modalidades do instrumento, com a interpretação de cada uma delas:

• flautas do nordeste brasileiro: pífano, pareia e gaita de caboclinho;

• flautas andinas: quena, quenacho, zamponha (ou flauta de Pã) e rondador;

• flautas chinesas: hulusi e dizi;

• flauta irlandesa: tin whistle

Sugestão para o professor

• ALMEIDA, Berenice; PUCCI, Magda. Outras terras, outros sons. São Paulo: Callis, 2015.

Publicação sobre música e educação com base nas matrizes indígena, portuguesa e africana, fundadoras da identidade brasileira.

2. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a reconhecer os sons desses instrumentos em músicas que eles costumam ouvir.

Como estudamos, existem muitos modelos de flauta, e cada um deles tem uma construção distinta, bem como usos musicais e funções sociais. A flauta transversal é de origem europeia, feita geralmente de metal. Presente em orquestras e grupos, ela também é utilizada como instrumento solista. A flauta é um instrumento de timbre rico, com muitas possibilidades expressivas de interpretação musical.

1 Escute o áudio Flautas do mundo e perceba os diferentes timbres dos tipos de flauta, suas materialidades e expressões musicais.

2 Ao ouvir o áudio Flautas do mundo, você identifica sons de flautas presentes em músicas que costuma escutar? Caso sim, comente.

Contextualize que a palavra solo vem do idioma italiano e significa “sozinho”, “só”. Em música, tocar um instrumento solo significa que apenas ele interpreta a música ou um trecho dela. O intérprete que executa um solo (no instrumento ou no canto) é chamado solista. Instrumento solista é aquele tocado de forma individual ou em destaque, quando interpretado em conjunto.

3 Mulher toca flauta transversal, no Chile, em 2022.

1. c) Resposta pessoal. A proposta desenvolve o pensamento computacional ao levantar dados e aprofundar a investigação com foco em um instrumento, analisando contextos culturais e sociais regionais.

DIÁLOGOS

Mundo sonoro e musical

Nascemos e vivemos cercados de sons. Basta prestar atenção no mundo e escutar a infinidade de sonoridades que existem. Cada povo desenvolve a própria relação com a música.

Observe estas imagens.

Menina toca violão em aula de música em Presidente Prudente (SP), em 2019.

Menina da etnia Saterê-Mawé toca buzina de taquara, na Aldeia Inhaã-Bé, Igarapé do Tiú, em Manaus (AM), em 2018.

Menina indígena toca flauta de Pã às margens do Lago Titicaca no Peru.

Grupo Batuque Reciclado em festa no Dia da Consciência Negra, no Quilombo de Sobara, em Araruama (RJ), em 2015.

1 Como você percebe a música em seu mundo sonoro? Quais tipos de instrumento você conhece? Faça uma pesquisa, seguindo estas dicas:

a) Investigue os instrumentos que são mais utilizados na execução de músicas na região onde você mora.

a) e b) Respostas pessoais.

b) No caderno, classifique os instrumentos escrevendo quais são os materiais usados para confeccionar cada um e como são tocados. Anote se são de percussão, sopro, cordas ou teclado.

c) Entre os instrumentos pesquisados, escolha um para aprofundar sua pesquisa investigando sua origem histórica e cultural. Escreva também sobre quem em sua região usa esse instrumento e como são as músicas. Registre outras informações que achar importante.

d) Compartilhe suas descobertas com os colegas. Vocês podem organizar um evento sobre sons, instrumentos e cultura musical local.

1. d) Resposta pessoal.

2 Em uma folha de papel, faça um desenho que expresse o mundo sonoro do lugar onde você vive e o que você descobriu em sua pesquisa.

2. Oriente os estudantes a expressar os dados pesquisados por meio de desenhos. Eles podem realizar eventos para contar sobre a pesquisa e também exposições para apresentar os desenhos.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR15, EF15AR17 e EF15AR24.

TCT: Multiculturalimos: Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

ENCAMINHAMENTO

Ofereça informações que possibilitem aos estudantes conhecer os costumes de vários

abordados. Parte da avaliação em processo é identificar quando é necessário intervir ou planejar novos caminhos. É importante conversar com os estudantes: como vocês estão compreendendo os conceitos? Como vocês estão se desenvolvendo nas situações de aprendizagem? O que vocês estão gostando de fazer e conhecer? Quais as dificuldades e as facilidades?

+Ideias

Para enriquecer o conhecimento sobre a cultura e as características sonoras e musicais do Brasil, se possível, apresente instrumentos de percussão utilizados em diversas regiões brasileiras: afoxé, agogô, atabaque, berimbau, pandeiro, tamborim, reco-reco, ganzá, bongô e zabumba.

Sugestão para o professor

• LIMA, Janaína M. A. Abrem-se as cortinas: o som da orquestra e seus instrumentos. Música na Educação Básica, Londrina, v. 4, n. 4, p. 20-31, nov. 2012. Disponível em: http://www.abeme ducacaomusical.com.br/ revista_musica/ed4/pdfs/ RevistaMeb4_abremse.pdf. Acesso em: 23 set. 2025. O artigo traz sugestões de como apresentar os instrumentos da orquestra para os estudantes em sala de aula.

29/09/25 22:21

povos e culturas do mundo e, por consequência, as características de outros mundos sonoros e musicais, com suas diferentes práticas, funções e instrumentos musicais.

Chame a atenção dos estudantes para os sons cotidianos da paisagem sonora e para os sons das músicas que ouvem. Depois, peça a eles que criem desenhos e colagens com base em suas percepções.

Verifique se é necessário fazer uma retomada ou um aprofundamento dos elementos de linguagem trabalhados. Compare com os registros feitos anteriormente sobre os conceitos

• QUEIROZ, Luis Ricardo Silva. Escola, cultura, diversidade e educação musical: diálogos da contemporaneidade. Inter-Meio, Campo Grande, v. 19, n. 37, p. 95-124, jan./jun. 2013. Disponível em: https:// periodicos.ufms.br/index. php/intm/article/view/2363. Acesso em: 23 set. 2025. Artigo sobre culturas de vários povos e mundos sonoros e musicais.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Nesta sequencia propõe-se brincadeiras musicais. Faça um combinado com a turma para manter a sala em clima de cooperação. Converse sobre a cantiga popular Iapo (Yapo) e sugira que os estudantes brinquem com a sonoridade das palavras e o ritmo dessa canção.

Nas propostas 1 e 2 reproduza o áudio Iapo. No arranjo desse áudio, a melodia é cantada por duas vozes em uníssono (cantando a melodia ao mesmo tempo como se fossem uma só voz): uma voz mais aguda, em primeiro plano, e outra mais grave, acompanhadas de violão. Na medida em que os trechos de fala vão sendo retirados, instrumentos musicais os substituem. Temos assim: flauta (no lugar de “ia-ia”), zamponha ou flauta de Pã (no lugar de “tuc-tuc”), clarinete (no lugar “ê-ê-ô”), saxofone (no lugar “iapo”). Ao final voltam as vozes com a letra completa e com os instrumentos que antes as haviam substituído.

Para a fruição estética sonora, apresente aos estudantes o vídeo indicado no boxe Sugestão para o professor e proponha que conheçam o ritmo e cantem (primeiro com o áudio e depois sem).

Há várias formas de brincar com a canção. Um exemplo: na primeira vez, a letra inteira é cantada, com todas as palavras e os gestos. Depois, uma palavra é retirada, mas mantemos o gesto correspondente. A cada repetição da música, uma nova palavra é retirada até sobrarem ape-

ARTE EM PROJETOS Corpo sonoro

1. Iapo

Entre muitos instrumentos, nossa voz e nosso corpo são ricos recursos expressivos para fazer música. Nosso corpo é sonoro! Vamos cantar com gestos e sons corporais?

Você conhece a canção Iapo?

Nessa canção, interpretaremos a música numa língua mágica e faremos gestos ao mesmo tempo. Porém, a cada repetição uma palavra será retirada, mas os gestos continuarão iguais, até que ao final escutaremos apenas os sons produzidos pelos gestos! Vamos juntos nesse jogo?

1 Primeiro, escute o áudio Iapo. Preste atenção na letra e na melodia da canção.

2 Note que, no áudio, a voz cantada é inicialmente acompanhada apenas por um violão, mas à medida que as sílabas do canto vão sendo retiradas, novos instrumentos aparecem no lugar (substituindo as vozes).

3 Ao cantar e fazer os gestos descritos nas imagens ilustrativas, observe esta proposta do jogo:

a) Na primeira repetição da música, retire: ia ia (surge a flauta em seu lugar).

b) Na segunda repetição, retire: i tuc i tuc (surge a zamponha em seu lugar).

c) Na terceira repetição, retire: ê ê ô (surge o clarinete em seu lugar).

d) Na quarta repetição, retire: Iapo (surge o saxofone em seu lugar).

Zamponha é um tipo de flauta, também conhecida como flauta de Pã, originária do Andes, na América do Sul. É um instrumento de sopro constituído de vários tubos de bambu de tamanhos diferentes um ao lado do outro.

nas os gestos, que podem ser sonoros ou silenciosos. Assim, pode-se explorar as relações entre som e silêncio. Nesse momento, estamos trabalhando também a percussão corporal.

Converse com os estudantes sobre criar sons com o corpo, explorando as qualidades e características que compõem nossa corporeidade, que molda quem somos, como nos reconhecemos, nos expressamos e interagimos com o mundo, as coisas e as pessoas.

A música feita usando o corpo desenvolve competências e habilidades psicomotoras; de modo lúdico, propõe a investigação de parâmetros sonoros e fonemas, e estimula a atividade física e expressiva, além de propor a interação em jogos coletivos, fortalecendo os afetos e o prazer em tempos de infância.

Agora, vamos fazer os gestos, cantar e participar desse jogo musical? Observe as orientações e as ilustrações a seguir.

Cantando juntos a letra toda:

Iapo, ia ia, ê ê ô

Iapo, ia ia, ê…

Iapo, ia ia,

Iapo, i tuc i tuc

Iapo, i tuc i tuc, ê…

Vamos continuar? Saem as palavras i tuc i tuc e ficam os gestos sonoros!

Iapo, ia ia, ê ê ô

Iapo, ia ia, ê…

Iapo, ia ia,

Iapo, i tuc i tuc

Iapo, i tuc i tuc, ê…

Vamos retirar o ia? Fica assim:

Iapo, ia ia, ê ê ô

Iapo, ia ia, ê…

Iapo, ia ia,

Iapo, i tuc i tuc

Iapo, i tuc i tuc, ê…

E o jogo continua! O que sai agora? Ê e ô

Iapo, ia ia, ê ê ô

Iapo, ia ia, ê…

Iapo, ia ia,

Iapo, i tuc i tuc

Iapo, i tuc i tuc, ê…

IAPO. 2023. Parlenda tradicional recriada especialmente para esta obra.

Agora só falta tirar o Iapo!

Ê ê ô (três estalos de dedos das duas mãos, deslocando-as da direita para a esquerda).

Iapo (dois tapas com as mãos nas pernas).

Ia ia (duas batidas com as mãos sobre os ombros com braços cruzados).

I tuc i tuc (tocar as pontas dos dedos sobre a cabeça, na sílaba tu).

Para ampliar os momentos de nutrição estética, pesquise mais versões dessa cantiga popular para apresentar aos estudantes.

Essa canção e seus gestos não têm origem conhecida, muito embora algumas pessoas considerem que ela possa ter uma influência Maori, talvez em razão do gesto de deslocamento horizontal das mãos e braços (em ê e ô). Maori é a cultura de povos originários da Nova Zelândia, localizada na Oceania.

Como instrumento de avaliação, além do caderno, organize rodas de conversa para fazer sondagens sobre oque os estudantes costumam ouvir no convívio social e o que descobrem com o repertório musical levado para as aulas e as brincadeiras cantadas de que costumam participar.

+Ideias

Para animar a brincadeira, proponha algumas surpresas e altere o andamento da música: poderá ser mais rápido, mais lento, muito mais rápido, muito mais lento etc. O importante é que a turma fique atenta ao pulso da brincadeira.

Na nutrição estética e nos momentos lúdicos em família, proponha sugestões e orientações de como se canta e brinca a canção Iapo.

Sugestão para o professor

22:21

• PALAVRA Cantada, Yapo. Publicado por: brincadeirasmusicais. 2012. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=AtDjQblhlK8. Acesso em: 23 set. 2025. Vídeo em que os músicos da dupla Palavra Cantada mostram como se canta e brinca com a música Iapo.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Fale sobre a música Si mama kaa, apresentando local de origem, idioma, tradução, movimentos corporais, cultura dos povos africanos etc. Se possível, apresente aos estudantes o primeiro vídeo da Sugestão para o professor. Escutem a música em silêncio. Depois, troquem impressões em uma roda de conversa. Apresente o texto e sua tradução, trabalhando a pronúncia e a escuta da música parte por parte.

Para essa proposta, reproduza o áudio Si mama kaa Essa tradicional canção da África possui um arranjo que se inicia com um solo de xilofone sobre uma base de instrumentos, que inclui uma kalimba, buscando resgatar sonoridades musicais originais. A canção é interpretada por uma voz mais grave e outra mais aguda, que algumas vezes cantam separadamente, outras vezes juntas. A melodia está articulada em três partes, cada qual se repetindo duas vezes. A primeira se inicia com o texto “Si mama kaa”, a segunda “Tembea kimbia” e a terceira é instrumental. Nas frases cantadas, os estudantes realizam os gestos descritos na letra e na última fazem uma percussão corporal.

Para as músicas em idiomas de povos africanos e dos povos indígenas brasileiros, sugerimos ouvir a música e depois:

• Cantarolar livremente;

• Assobiar a melodia;

• Cantar vocalizando com “lalalá”;

2. Si mama kaa

Agora vamos cantar com gestos e movimentos corporais?

Na música Si mama kaa , teremos movimentos do corpo associados à canção. Ela é cantada na Tanzânia, um país localizado na África, e está aqui interpretada em suaíli (ou suaíle). Essa língua banta é falada por muitas pessoas no continente africano, e é uma das línguas oficiais do Quênia, de Ruanda, da Tanzânia e de Uganda.

A letra da canção indica os movimentos corporais que devem ser feitos. Observe sua tradução: Si mama significa ficar de pé, Kaa quer dizer agachar, Ruka é pular, Tembea significa caminhar, e Kimbia quer dizer correr.

Vamos escutar a canção Si mama kaa e, em seguida, experimentar cantar e fazer os movimentos com as indicações sugeridas na letra da canção.

Si mama kaa 5

Si mama kaa

Si mama kaa

Ruka, ruka, ruka

Si mama kaa

Tembea, kimbia

Tembea, kimbia

Ruka, ruka, ruka

Si mama kaa

Tradução livre:

Em pé e agachado

Em pé e agachado

Pula, pula, pula

Em pé e agachado

Caminha e corre

Caminha e corre

Pula, pula, pula

Em pé e agachado

SI MAMA kaa. 2023. Canção tradicional africana adaptada especialmente para esta obra.

Ao final da música, é feita uma breve percussão corporal. Em seguida, se repetem todos os movimentos realizados duas ou mais vezes.

Com essa brincadeira, você realizou ações corporais no ritmo da música, de acordo com o que cantava. Agora, você pode experimentar brincar de diferentes maneiras, como em roda; deslocando-se livremente pelo espaço e, na hora do ruka, encontrando um par para pular e agachar juntos; realizando percussão corporal ao final das estrofes. Movimente seu corpo!

• Procurar entender e estudar a letra;

• Trabalhar mais detidamente a pronúncia;

• Cantar a música com a letra por partes;

• Cantar depois a música inteira junto com o áudio e, em seguida, sem ele.

Ensaiem os movimentos corporais e cantem a canção. Aprendam a percussão corporal. Cantem a música realizando os movimentos corporais e a percussão corporal. Interpretem a canção agora, modificando – sob o seu comando – o andamento, isto é, em um momento mais lentamente, em outro mais rapidamente e assim experimentando formas de tempo expressivo diferentes.

Os estudantes realizarão ações corporais no ritmo da música, de acordo com o que cantam. Esse momento pode ser incrementado de diferentes formas (veja os vídeos em Sugestão para o professor).

Percussão corporal

Percussão corporal

Percussão corporal

Percussão corporal

Percussão corporal

Percussão corporal

Percussão corporal

Percussão corporal

Percussão corporal

Percussão corporal

29/09/25 22:21

Ao final de cada repetição da letra, há um espaço na música para que seja realizada a percussão corporal seguinte: estalo de dedos da mão direita e, em seguida, estalo de dedos da mão esquerda (repete-se os estalos das duas mãos), palma individual, tapa da mão direita sobre o peito do lado direito, tapa da mão esquerda sobre o peito do lado esquerdo, tapa da mão direita sobre a coxa a direita, tapa da mão esquerda sobre a coxa a esquerda, pisão no chão com o pé direito e pisão no chão com o pé esquerdo, pisão no chão com o pé direito e pisão no chão com o pé esquerdo. No entanto, sugere-se que, em um momento seguinte, os estudantes criem uma nova proposta de percussão corporal ou realizem uma improvisação rítmica com voz ou instrumento.

+Ideias

Si mama kaa pode ilustrar o parâmetro duração, ao ser interpretada com diferentes andamentos, começando bem lentamente – a fim de que os estudantes se familiarizem com a música e seus gestos – e depois sendo interpretada com maior velocidade.

Sugestão para o professor

• SI Mama Kaa. Publicado por: Sara do Vale. 2023. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://youtu.be/ieH8JkYjU RI?si=eqU_s2CQ0M6rP6s0. Acesso em: 23 set. 2025. Vídeo com gestos e percussão corporal da música Si Mama Kaa

• Si Mama Kaa. Publicado por: Fábricas de Cultura. 2021. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://youtu. be/S1cIXncGozc?si=CIXJxl VJMl6BIA5i. Acesso em: 23 set. 2025.

Página da Fábricas de Cultura contendo explicação de realização da música com coreografia e percussão corporal.

Si mama kaa Ruka, ruka, ruka Tembea
kimbia Percussão corporal

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR26.

Organize-se

• Disponibilize materiais como funis, capacetes, cones, tubos ou outros recursos para que os estudantes tenham uma experiência diferente de escuta.

ENCAMINHAMENTO

O desenvolvimento da escuta é condição essencial para a aprendizagem da música de todas as épocas, de todos os gêneros e de diversas culturas. Se considerarmos que “escutar é tocar a distância”, trabalhar a percepção auditiva com os estudantes possibilita apreender o mundo pela escuta e, assim, relacionar-se com ele de maneira mais ampla, consciente e responsável.

A percepção da paisagem sonora nos mostra que há sonoridades nos ruídos estridentes das grandes cidades, no silêncio aparente das montanhas, no som das folhas, do ar, do fogo e do mar. Nessa concepção, paisagem sonora é tudo o que está em nosso campo auditivo. Podemos despertar nossos ouvidos para desenvolver uma escuta pensante e consciente e, assim, aprender a ouvir melhor a música. Ouvindo com maior discernimento, os estudantes podem classificar parâmetros sonoros como intensidade, altura, duração e timbre. Podem, também, perceber a harmonia, ritmos e melodias na escuta sensível.

Na pesquisa sonora de Marco Scarassatti, pode-se obter um estímulo interessante para instigar os estudantes: escutar aquilo que os olhos não alcançam.

2 INVENÇÕES E INTERPRETAÇÕES MUSICAIS

Montagem de ilustração com fotografia de Derivas sonoras, performance sonora de Marco Scarassatti no Festival Novas Frequências, Rio de Janeiro (RJ), em 2015.

Aproveite o trabalho desse músico-pesquisador para desenvolver novos meios de ampliação da escuta (como o uso de capacetes e funis). Os estudantes podem criar recursos semelhantes, recorrendo inicialmente à brincadeira Telefone sem fio com copos de plástico conectados por um fio de barbante – utilizado também para escutar diferentes tipos de fonte sonora – até a criação de tubos ou cones, para amplificação da escuta, entre outros recursos.

Acompanhe como os estudantes participam de momentos de apreciação de imagens e sua contextualização, como se expressam oralmente e como elaboram suas hipóteses.

VENHA EXPERIMENTAR!

Na imagem, o que está acontecendo? Capacete, funil, abafadores, cones... Cano de PVC usado em encanamento?

Para que todo esse equipamento? Ouvidos e mente mobilizados para uma escuta atenta. Mas o que será que ouvem? Vvvvv...! Vvvvv...! Splosh! Slurrp!

NA IMAGEM, o que está acontecendo? 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra. Um objeto vira fonte sonora para inventar novas sonoridades. Ser compositor é estar aberto a aprender, a escutar e a investigar materialidades para descobrir que, na vida, existe arte e que tudo pode se transformar em experimentação musical. Venha experimentar!

+Ideias

O compositor estadunidense John Cage e o educador musical canadense Raymond Murray Schafer, atentos às conceituações da música e da ampliação de sua definição, propuseram o conceito de paisagem sonora. As experimentações Rios enclausurados , Concerto para Cocho e Daqui para o ouvido ( From here to ear ) ilustram de maneira particular paisagens de sonoridades e de ambientes. Se julgar conveniente, compartilhe

com os estudantes os materiais indicados em Sugestão para o professor Sugestão para o professor

• FONTERRADA, Marisa. Música e meio ambiente, ecologia sonora. São Paulo: Irmãos Vitale, 2005.

No livro, a autora relaciona aspectos musicais do ambiente, abordando desde discussões sobre som e silêncio a brincadeiras sonoras.

• SCHAFER, Raymond Murray. O ouvido pensante. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2003.

Este livro apresenta proposições para o ensino da música, com a preocupação de desenvolver uma escuta sensível, atenta e lúdica, vivida em experiências significativas e com sentido, percebendo e fruindo os sons e a música.

• CÉLESTE Boursier-Mougenot at Barbican Centre, London. Publicado por: J Monaco. 2010. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v= 8ZQ4VmicDeM. Acesso em: 23 set. 2025. Vídeo com apresentação da instalação sonora From here to ear do artista Céleste Boursier-Mougenot.

• MARCO Scarassatti: Rios Enclausurados. Publicado por: Nichts Fur Niemand. 2017. 1 vídeo ( ca. 54 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=gIs qU8gSe80. Acesso em: 23 set. 2025.

Proposta sonora, com som de rios que correm abaixo do nível do chão da cidade, manipulando-o e construindo, assim, uma proposta conceitual e artística mais ampla.

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Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR16 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Converse com os estudantes sobre o registro sonoro: quais são as possibilidades para registrar uma música e compartilhá-la atualmente? Se você precisasse registrar uma canção que criou, como faria? E como poderia compartilhá-la? Permita que os estudantes discorram livremente e levantem hipóteses. O mundo digital trouxe oportunidades de registro e compartilhamento de áudios que podem ser facilmente acessados em dispositivos digitais. Pergunte aos estudantes como era possível registrar e compartilhar músicas antes das tecnologias de gravação serem inventadas. Comente que foram criadas várias formas de registrar as músicas, da mesma forma que um texto escrito.

Retome o parâmetro sonoro altura e explicite que as notas musicais são organizadas numa escala, que pode ser ascendente, com as notas movendo-se do grave ao agudo (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, Dó, em uma escala de Dó maior) ou descendente, do agudo ao grave (Dó, Si, Lá, Sol, Fá, Mi, Ré, Dó).

Leia com os estudantes a letra da música Minha canção . Chame a atenção para a escala ascendente na letra. Depois, repetindo a última nota Dó, a canção faz a escala descendente, ou seja, do agudo para o grave: Dó, Si, Lá, Sol, Fá, Mi, Ré, Dó. Providencie a reprodução da música Minha canção

Atitude musical!

Assim como existe o alfabeto para escrever palavras, existe um sistema próprio para escrever música. As notas Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si, entre outros símbolos gráficos, fazem parte dessa escrita musical. A letra da música Minha canção foi inspirada no nome das notas musicais da escala de Dó.

Observe este quadro.

Minha canção

MINHA canção. Intérpretes: Miúcha, Nara Leão, Ruy, Magro e coro infantil. Compositores: Luis Enriquez, Sérgio Bardotti e Chico Buarque. In: OS SALTIMBANCOS. Rio de Janeiro: Philips, 1977. LP, faixa 1, lado B. © Marola Edições Musicais e Warner

em uma situação de nutrição estética. No áudio Minha canção (versão completa), há um arranjo original dessa música para voz mais aguda, com acompanhamento instrumental de violino e piano. Inicialmente, a melodia é realizada sobre a escala de Dó ascendente e, após um interlúdio (momento instrumental), retoma-se a melodia cantada sobre a escala em sua forma descendente. Já no áudio Minha canção (versão playback), foi feita, no arranjo da música, uma alternância de frases melódicas cantadas com outras sem canto, visando oferecer aos estudantes um guia para a interpretação da canção, possibilitando mais facilidade de manter a afinação e o andamento.

Lavra: cria, inventa. Réstia: raio. Singelamente: de modo simples.
Chappell Music.

2. Resposta pessoal. Chame a atenção dos estudantes para comparar o desenvolvimento da letra da canção com a imagem da notação musical convencional.

1 Escute o áudio de Minha canção

2 O que você imagina ao ler a letra dessa canção? Converse com os colegas.

3. a) São citadas todas as notas da escala (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si).

3 Responda no caderno às questões a seguir.

a) Quais notas musicais são citadas na canção?

b) Como elas são citadas?

c) Que tal criar uma nova letra usando as notas da escala musical?

3. c) Os estudantes podem utilizar a escala de Dó como em Minha canção ou utilizar outras escalas.

• MINHA canção. Publicado por: Os Saltimbancos: Tema. 2018. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://youtu.be/BWLho1frFBI. Acesso em: 30 ago. 2025. Áudio da música Minha canção, que integra o álbum Os Saltimbancos

3. b) As notas aparecem nas primeiras letras das palavras que iniciam cada verso.

22:03

Proponha a escuta da versão de Minha canção sugerida no boxe Descubra mais, e chame a atenção para o som da escala musical acompanhando os versos da canção em movimento ascendente (na primeira parte) e descendente (na segunda parte). Identifique a compreensão dos estudantes acerca da escala musical e como percebem seu uso nessa música, tanto na

letra quanto na melodia. Solicite aos estudantes que façam registros em seus cadernos.

+Ideias

Proponha aos estudantes uma pesquisa acerca da origem do nome das notas musicais (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si) e sobre as diferentes formas antigas de notação musical. A notação musical moderna, com o nome das notas mais próximo de como conhecemos, está ligada ao trabalho do monge Guido D’Arezzo (992-1050). Com o passar do tempo, as notações foram se tornando mais complexas, permitindo registrar com maior precisão as criações musicais.

Sugestão para o professor

• MUSICALIZAÇÃO Infantil: 8 anos: Escala musical ascendente e descendente. Publicado por: Viagem pelo Mundo da Música. 2020. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=ji2Ee55mSJo. Acesso em: 23 set. 2025. Animação aborda os movimentos ascendente e descendente da escala na música Minha canção

• CURSO de Teoria Musical (Aula Completa do zero!). Publicado por: Descomplicando a Música. 2019. 1 vídeo (ca. 51 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=GJC9zdMG1 UQ. Acesso em: 23 set. 2025. Videoaula que apresenta os principais conceitos e elementos da linguagem musical, incluindo notas musicais e escalas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

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ENCAMINHAMENTO

Levante os conhecimentos prévios dos estudantes por meio de perguntas, como: vocês já viram alguém improvisar sons com objetos do cotidiano?

Hermeto Pascoal criou músicas originais utilizando materiais disponíveis ao seu redor. Ele tirava sons de qualquer tipo de objeto que encontrava, como panelas, baldes, lápis, caixas de papelão e tantos outros, além das sonoridades do próprio corpo.

Promova audições das gravações de músicas das sonoridades naturais produzidas por Tomoko Sauvage. Com gotas, ondas e bolhas, Tomoko Sauvage produz sonoridades naturais e transformadas: em alguns momentos controladas e ordenadas, em outros, imprevistas e desorganizadas. Ela realiza instalações e performances explorando o espaço acústico dentro da água, movimentando-a com suas mãos, e vários outros tipos de interferências e manipulações dos sons captados pelos microfones na água (hidrofones).

Para complementar o texto da página 125, reproduza o áudio (Dis)solution. Nele, podemos ouvir a sonoridade captada por microfones especiais mergulhados dentro de gongos de metal contendo água e sendo percutidos.

Multissons

Vimos que, ao longo do tempo, os seres humanos inventaram formas de criar, registrar e ouvir música. Hoje, podemos tanto cantar e ouvir a própria voz quanto pesquisar usando tecnologias e encontrar muitas músicas e sonoridades para ouvir, curtir e até compartilhar com os colegas! Tem quem busque nos sons da natureza a essência musical. Para compor suas músicas, Hermeto Pascoal explorava a sonoridade não só dos instrumentos musicais, mas também de objetos do cotidiano, de elementos da natureza e de instrumentos não tradicionais criados por ele. Suas criações exploram multissons!

Observe esta imagem.

Hermeto Pascoal toca um instrumento que criou, no Rio de Janeiro (RJ), em 1999.

QUEM É?

Hermeto Pascoal (1936-2025) foi músico, compositor e multi-instrumentista (quem toca inúmeros instrumentos) e fez arranjos musicais muito criativos. Nasceu no município de Arapiraca (AL).

Essa arte musical propõe novas experiências sensoriais e novas relações possíveis entre os sons e o mundo dos objetos, das pessoas, dos animais, da natureza, das outras artes, das tecnologias e da acústica.

Multissons , no contexto da experimentação musical, é um termo que pode ser compreendido como a combinação de diversos sons executados ao mesmo tempo, criando sonoridades particulares. Acústica é a área de conhecimento da Física que estuda os sons, seu comportamento e seu deslocamento em diferentes meios (sólidos, líquidos e gasosos).

Sons contemporâneos

Observe esta imagem.

Tomoko Sauvage em um festival de música experimental e arte, em Santiago de Compostela, na Espanha, em 2018, com waterbowls instrumentos com que realiza improvisações musicais.

Você já ouviu falar em waterbowls? Essa palavra da língua inglesa significa “tigelas de água”. Música feita em tigelas com água? Como se faz esse tipo de arte? Já falamos que a arte contemporânea é a que acontece agora, em seu tempo!

Tomoko Sauvage trabalha na criação de sons com waterbowls, despejando água em tigelas ou potes de porcelana de diversos tamanhos. Dentro desses recipientes, ela coloca microfones especiais, conhecidos como hidrofones (fones para água). Assim, os hidrofones captam o som no interior das tigelas preenchidas pela água.

Vários artistas trabalham hoje diretamente com os sons, com a matéria sonora, propondo alternativas criativas para escutar o mundo e as músicas.

Esses artistas valorizam os sons e a pesquisa artística em suas propostas. Mesclam o sonoro e o visual, a música e a imagem, solicitando nossos olhos e nossos ouvidos ao mesmo tempo.

A musicista Tomoko Sauvage (1976-) nasceu em Yokohama, Japão. Atualmente, ela mora em Paris, França, e cria arte contemporânea com instalações e performances sonoras. QUEM É?

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+Ideias

Assista com os estudantes a vídeos de Hermeto Pascoal, para que eles observem os recursos que o artista usava para se expressar. Oriente-os a anotar e compartilhar suas percepções. Conhecer as formas de expressão e os procedimentos criativos de músicos experientes serve de referência para ampliar e conhecer os próprios potenciais musicais.

Proponha um jogo de escuta sensível: um breve momento de suspensão da linguagem verbal, isto é, um momento em que só poderá haver comunicação por meio de expressões sonoras criativas. Verifique: que sons os estudantes inventam? Quais materiais e recursos eles escolhem para se comunicar pelas sonoridades?

Sugestão para o professor

• JOHN Cage: Sonata V (from Sonatas and Interludes): Inara Ferreira, prepared piano. Publicado por: Inara Ferreira. 2012. 1 vídeo ( ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=jRHoKZRYBlY. Acesso em: 23 set. 2025.

O vídeo traz composição de John Cage interpretada ao piano por Inara Ferreira.

• TOMOKO Sauvage performance: City Sonic 2014. Publicado por: Transcultures – Media & Sound Arts Center. 2014. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=ip 87sN-foF8. Acesso em: 23 set. 2025.

Exploração do espaço acústico na água em forma de instalação e performance

• VILLAÇA, Edmiriam M. O menino Sinhô: vida e música de Hermeto Pascoal para crianças. São Paulo: Ática, 2007.

O autor fala da infância, dos costumes da terra do artista, de valores, das influências e dos pensamentos representados em suas criações artísticas.

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Organize-se

• Providencie recipientes de metal com diferentes quantidades de água, colheres de pau e dispositivos com aplicativos de mixagem de sons.

ENCAMINHAMENTO

Para tocar as tigelas jalatarangam é preciso organizá-las em um semicírculo, na frente do músico, em ordem de tamanho. As maiores produzem sons graves; as menores, sons mais agudos. O músico pode criar sons com as tigelas ao tocar com duas baquetas de madeira. É possível utilizar um elemento natural como ponto de partida para a criação musical. A água, por exemplo, apresenta uma ampla variedade de sonoridades: o som da chuva, o fluxo contínuo de uma torneira ou o barulho gerado ao agitar um recipiente com água. Esses sons podem ser explorados de forma criativa e transformados em material para composição. Sugira aos estudantes que realizem uma investigação sonora, observando e registrando os diferentes sons produzidos pela água em diversas situações.

Com a turma, você pode fazer uma experiência com água em um recipiente aberto (como uma tigela) ou relativamente fechado como uma garrafa de vidro. Despeje paulatinamente água, parando de momento a mo -

ARTE-AVENTURA Jalatarangam e outros experimentos

A artista Tomoko Sauvage concebeu seus waterbowls inspirada em um instrumento tradicional indiano chamado jalatarangam ou jal tarang.

O jalatarangam é feito com tigelas de porcelana ou de metal com tamanhos variados. Cada uma dessas tigelas emite uma nota diferente (um som de determinada frequência), conforme a quantidade de água contida nela (quanto mais água houver na tigela, mais grave será seu som, e vice-versa).

Que tal criar um jalatarangam?

MATERIAIS E COMO FAZER

1. Em vários recipientes de metal (potes e panelas), coloque diferentes quantidades de água.

O músico indiano Jayantibhai Sharma em apresentação com jalatarangam em Ahmedabad, Índia, em 2011.

2. Usando colheres de pau, bata nas bordas suavemente para investigar as sonoridades que são produzidas.

3. Você perceberá que, conforme a quantidade de água em cada recipiente, a altura do som será diferente.

mento para percutir o recipiente e verificar qual é a nota musical emitida (utilize um afinador digital para ajudar a identificar a nota, por exemplo). Proponha aos estudantes que organizem tigelas com quantidades variadas de água e/ou construam uma marimba com garrafas de vidro afinadas em uma dada escala musical (tendo por base a nota mais grave obtida).

Composições com sons de água podem ser realizadas com uma torneira, por exemplo, fazendo interferências com as mãos e objetos ou colocando água dentro de objetos de materialidades distintas como plástico, metal, cabaça e outros. Proponha que, primeiro, eles façam várias experiências, e depois, escolham quais sequências sonoras desejam desenhar.

Os músicos também precisam conhecer os sons e suas características, propriedades e fontes sonoras em suas materialidades para desenvolver seus processos de criação. Por isso, alguns músicos usam os conhecimentos da organologia. Você também pode ser um cientista do som, gravar sons e fazer mixagens misturando sons da natureza com sons eletrônicos. Que tal pesquisar e experimentar os multissons?

MATERIAIS E COMO FAZER

1. Pesquise materiais que produzem sons e crie experiências sonoras.

2. Você pode usar tecnologias como aplicativos de mixagem de sons em dispositivos com acesso à internet.

4. Em uma folha de papel avulsa, desenhe os sons que você percebe. Faça isso usando uma sequência, isto é, desenhando cada som na ordem em que você os ouviu. Crie uma partitura gráfica.

5. Observe uma partitura gráfica como exemplo e escute duas interpretações diferentes da partitura Imagens do som

Organologia é uma área do conhecimento musical que estuda a classificação dos instrumentos musicais com base em características como: o material utilizado para a fabricação, o som produzido e a forma de tocar o instrumento.

3. Pesquise e ouça sons de ambientes como florestas, mar ou jardins próximos ao lugar onde você mora. Quais sons você ouve? De onde vêm essas sonoridades e quais são suas características?

Na etapa 5 da proposta da página 127, o áudio Imagens do som (versão coral) ilustra uma proposta musical experimental, tendo sido criada originalmente uma música com base em sua partitura (e não ao contrário, como se faz usualmente). A partitura gráfica foi pensada musicalmente e concebida por meio de elementos gráficos, em especial o ponto, a linha e o bloco, com variações particulares. Dentre as versões realizadas, selecionamos duas que ilustram concepções distintas com base nessa mesma matriz (a partitura). Nesse áudio, temos a interpretação feita por um coral misto (vozes masculinas e femininas) de 23 vozes, regido por um maestro. Já em Imagens do som (versão quarteto de cordas), a mesma partitura é interpretada por um quarteto de cordas, formado por dois violinos, uma viola e um violoncelo. Comparando as duas versões, é possível perceber os mesmos elementos gráficos que, embora possuindo expressão sonora distinta, não impedem a apreensão de uma mesma música. Os estudantes podem realizar novas interpretações com base na ilustração oferecida, bem como em novas partituras gráficas.

+Ideias

Se possível, proponha aos estudantes a escuta de músicas do período futurista, apresentando vídeos com a produção de Luigi Russolo e de Luciano Chessa. Por meio dessa escuta, é possível notar que uma das intenções dos futuristas era de trazer para a música as sonoridades que se manifestavam em seu tempo. Proponha que os estudantes pesquisem os instrumentos usados por esses artistas.

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TCTs: Multiculturalismo: Diversidade cultural: Meio Ambiente: Educação Ambiental.

ENCAMINHAMENTO

Marco Scarassatti é um músico performer que compôs o álbum Rios enclausurados, com base na pesquisa de córregos e rios canalizados que fluem no subterrâneo da cidade de Belo Horizonte (MG). O artista gravou e manipulou o som desses rios encobertos pelas vias e que só podem ser escutados pelas grades que há no asfalto da cidade. Ao resgatar essa sonoridade, buscou trazer a atenção dos moradores à existência daquilo que não mais podem enxergar.

Reproduza o áudio de Rios enclausurados. Após a locução, ouve-se um dos córregos selecionados pelo projeto.

Escuta e propagação consciente DIÁLOGOS

Observe novamente esta imagem da performance sonora de Marco Scarassatti

Derivas sonoras, performance sonora de Marco Scarassatti no Festival Novas Frequências, Rio de Janeiro (RJ), em 2015.

Nessa imagem, vemos capacetes em que estão colocados diferentes tipos de funil e outros recursos, além de tubos de PVC flexível. A função de tudo isso é “ampliar as orelhas” e dar uma nova dimensão aos sons que estão à nossa volta.

Será que você escuta tudo o que sua orelha pode captar?

Será que é possível amplificar a audição?

Marco Scarassatti é um artista curioso, está sempre pesquisando materiais e sons para compor suas invenções musicais. Sua proposta compreende música experimental, improvisada, e arte sonora.

Para isso, ele constrói diferentes tipos de instrumento e engenhocas para aguçar e amplificar a escuta de sons que já existem.

O artista também pesquisa e cria esculturas, instalações e objetos sonoros em propostas de arte sonora que envolvem música, performance, cinema e artes visuais.

Música experimental é aquela em que o músico explora novas práticas e experimenta recursos originais para se expressar. Geralmente, essa abordagem experimental produz mudanças nos rumos das artes de seu tempo.

Arte sonora é toda forma de criação artística em que se utilizam sons, silêncios, músicas, explorando várias materialidades, podendo inclusive utilizar equipamentos tecnológicos.

A escuta está ligada ao ato consciente da audição, já ouvir é uma característica de natureza física ligada ao sistema auditivo. Assim podemos ouvir sem escutar, isto é, sem ter consciência e presença.

QUEM É?

Marco Scarassatti (1971-) é um artista sonoro e compositor brasileiro criativo. Nasceu no município de Campinas (SP).

11

Marco Scarassatti também fez um trabalho de escuta dos rios e da natureza na cidade procurando discutir a importância da conexão das pessoas com o meio ambiente. Sua pesquisa procurou descobrir os sons de rios e córregos que foram canalizados e passam despercebidos, mas ainda existem na vida da cidade. Esse trabalho se chama Rios enclausurados. É importante refletir que nem sempre estamos conscientes de todos os sons que nós próprios produzimos. Nas grandes cidades, existem muitos sons. Nem todos esses sons são agradáveis e benéficos para a nossa saúde e para a de outros seres vivos que habitam o ambiente, como gatos e cachorros.

Você já pensou nisso? Será que os ruídos que provocam a chamada poluição sonora estão causando problemas de saúde em você, nos familiares e até nos animais de estimação?

Os meios de produção e reprodução sonora podem ser uma conquista, mas, como tudo, exigem responsabilidade e o uso com empatia e cidadania.

Aparelho que mede a intensidade dos sons registrando sons fortes em um ambiente com poluição sonora.

Retome com os estudantes o conceito de poluição sonora: o excesso de ruído ou sons que ultrapassam os níveis de intensidade considerados aceitáveis para a saúde e o bem-estar. Incentive os estudantes a refletirem sobre o excesso de ruídos, especialmente em grandes cidades, lembrando-os de que a exposição prolongada a esses sons pode ter impactos na saúde, como perda auditiva, irritabilidade, insônia, entre outros problemas.

Sugestão para o professor

• MARCO Scarassatti. c2025. Disponível em: https://sou ndcloud.com/marco_sca rassatti. Acesso em: 23 set. 2025.

Página oficial de Marco Scarassatti, com fotografias e criações sonoras do artista.

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ENCAMINHAMENTO

Após a construção dos tubos sonoros, reproduza o áudio Música dos tubos. Essa música foi criada com o objetivo de possibilitar a prática de interpretação de tubos sonoros, construídos com canos de PVC. Nela, pode-se ouvir quatro tubos sonoros de tamanho diferente emitindo as notas: Dó (tubo de 129,50 cm de comprimento); Ré (115 cm); Fá (96 cm); e Sol (86 cm). É possível construir esses tubos sonoros com todas as notas de uma escala musical e realizar improvisações ou interpretações de músicas já existentes ou criadas pelos estudantes. Muito embora eles possam explorar espontaneamente diferentes maneiras de produzir sons nos tubos sonoros, sugerimos que você os oriente a experimentar produzir as sonoridades mais típicas e características desse instrumento. As principais são:

1) Percutir (bater) o tubo com a extremidade fechada no chão — a fim de melhor qualificar o som produzido —, aconselha-se colocar no chão um tapete, pedaço de carpete ou EVA, por exemplo, sobre o qual se percutirá o tubo. Com isso, o som resultante do choque do tubo no chão será atenuado. Lembramos que o que chamamos de som do tubo é aquele emitido pela extremidade superior, que está aberta, e não por aquele resultante do choque da extremidade fechada no chão.

ARTE-AVENTURA Tubos sonoros

Voltando aos estudos do som como um cientista e artista do som, você vai criar instrumentos com novas sonoridades. Que tal criar um instrumento musical para interpretar suas músicas? Você pode construir alguns tubos sonoros

Observe a sugestão a seguir.

MATERIAIS

• Tubo de PVC de duas polegadas

• Cap de PVC (tampão para o tubo)

• Cola para PVC

• Pedaço de EVA, tapete ou carpete

COMO FAZER

1. Corte um tubo na medida correspondente à nota desejada (conferir tabela mais adiante).

2. Feche uma de suas extremidades com um tampão e cole-o.

3. Decore o tubo, com tintas e/ou fitas adesivas de cores variadas (sem dificultar a vibração).

A maneira de tocar o tubo determinará sua sonoridade. Assim, faça várias experimentações. Explore, por exemplo, percutir o tubo contra o chão (com a extremidade fechada sobre um pedaço de carpete, tapete ou EVA), batido com a mão ou baqueta sobre a extremidade fechada, ou percutido com sandálias de borracha sobre a extremidade aberta. Investigue também diferentes ritmos que você pode produzir sozinho e interprete melodias com os colegas utilizando outros tubos de diferentes notas. Ouça a Música dos Tubos! 12

3) Podemos ainda tocar o tubo colocando sua extremidade aberta para baixo e batendo com uma das mãos ou ambas, bem como com uma baqueta sobre a sua extremidade fechada, como se fosse um tambor.

É importante que todos os estudantes experimentem tocar os tubos. Para isso, num primeiro momento, você pode propor que formem uma roda e que um tubo seja passado de pessoa a pessoa, de maneira que todos tenham a sua vez e possam ainda escutar a forma como os demais tocam. Num momento seguinte, proponha que cada estudante pegue um tubo e, assim, como uma “orquestra” de tubos sonoros, você os reja, indicando com gestos o tubo a ser tocado. Após isso, os estudantes poderão, então, cada um a sua vez, assumir a função de maestro. Outra proposta de uso musical dos tubos consiste em interpretar uma melodia criada ou escolhida por eles em pequenos grupos.

2) Produzimos também sons de qualidade mantendo o tubo apoiado no chão, com a extremidade fechada para baixo, e batendo com um chinelo ou uma sandália, por exemplo, na extremidade aberta do tubo.

Cada tubo emitirá uma nota de frequência particular conforme seu comprimento. Comece construindo os tubos correspondentes a Dó grave (129,50 cm), depois tente Ré, Mi, Fá, Sol e assim por diante. Notas Centímetros

Observe o quadro.

Você pode seguir estas medidas para a construção de tubos sonoros afinados na escala de Dó maior. Quanto maior o comprimento do tubo, mais grave é a nota que ele emite.

Dó 129,5

Ré 115

Mi 105 Fá 96

Sol 86

Lá 80

Si 70 Dó 64,75

29/09/25 22:03

Caso haja estudantes com sensibilidade a muitos estímulos, converse com a turma sobre a possibilidade de experimentar sons mais suaves (menos intensos). Você pode combinar com a turma um sinal para quando alguém se sentir desconfortável com a intensidade dos sons. Sob o aspecto da neurodiversidade, na linguagem musical, pode-se fazer combinados com os estudantes e proporcionar condições para a redução de estímulos sonoros muito intensos ou desordenados.

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ENCAMINHAMENTO

Para essa situação de aprendizagem, reproduza o áudio Baião de ninar. Esse arranjo que fizemos da música do compositor catarinense Edino Krieger, começa com uma introdução instrumental feita em quatro tubos sonoros com a função de baixo. Cada um deles emite uma nota: Ré grave, Fá, Sol e Ré agudo. Ritmicamente, as notas são apresentadas em um padrão repetitivo, conhecido como ostinato (palavra em italiano que significa “obstinado”). Sobre essa base, é feita uma declamação da letra, seguida pelo canto da melodia (seja por uma voz, seja por duas em uníssono). No momento seguinte, essas duas vozes realizam, então, o cânone. O acompanhamento instrumental é realizado por tubos sonoros, triângulo, zabumba e violão.

Com apenas uma melodia, podemos fazer toda uma música. Quando uma mesma melodia é cantada por dois ou mais cantores ao mesmo tempo – seja duzentas pessoas cantando um hino religioso em uma igreja, seja milhares de torcedores entoando o hino de seu time de futebol em um estádio –, dizemos que estão cantando a uma voz, isto é, em uníssono. Uníssono quer dizer “um som”, e a razão desse nome é que, nesse caso, temos a sensação de que há uma única grande voz cantando a música.

Quando uma mesma linha melódica é realizada por duas, três ou mais vozes, porém com defasagem de tempo entre seus inícios, temos um cânone.

1. a) e b) Resposta pessoal. Em geral, o baião é interpretado por uma sanfona, uma zabumba e um triângulo. Em Baião de ninar, pode-se perceber o som de tubos sonoros tocando quatro notas que se repetem, uma voz masculina e outra feminina, entre outras percepções.

Um baião, uma nova experimentação!

O baião, ritmo originário do Nordeste e importante em nossa cultura, tornou-se muito difundido em um estilo próprio em todo o país, graças ao músico pernambucano Luiz Gonzaga (cantor e sanfoneiro, conhecido também como O Rei do Baião).

O ritmo recebeu arranjos contemporâneos na música Baião, do compositor Edino Krieger, que mescla a suavidade de uma canção de ninar com o vigor desse ritmo musical típico do Brasil.

1 Escute o áudio do arranjo deste Baião feito em cânone a duas vozes e perceba a forma particular que essa canção foi produzida.

a) Comente com os colegas sua interpretação.

b) Quais instrumentos você identificou?

2 Que tal cantar essa música de um jeito diferente? Sugerimos que a interpretação se dê por vozes em cânone e que usem os tubos sonoros que vocês construíram.

Oriente os estudantes a usar os tubos para percutir sons de acompanhamento. Eles também podem pesquisar e usar outros instrumentos dobrando a melodia ou reforçando o ritmo.

3 Agora observe nas páginas seguintes uma proposta para interpretar esse baião tocando os tubos e cantando a duas vozes.

Retome o conceito de cânone e como se canta.

Para acompanhar a interpretação deste arranjo do Baião, pode-se construir uma marimba com garrafas de vidro, contendo água em seu interior, para produzir notas de afinação precisa.

Lembra-se do tubo sonoro que você criou anteriormente? A seguir preparamos um arranjo musical para você tocar seu instrumento de percussão e cantar em cânone a duas vozes com os colegas!

QUEM É?

Edino Krieger (1928-2022) foi um compositor brasileiro que participou ativamente do movimento Música Viva, com outros colegas compositores.

Inicie essa proposta fazendo uma primeira escuta do áudio com a turma e, depois, uma nova escuta seguindo a partitura. Então, divida a turma em dois grupos, a fim de que cada um cante uma das vozes indicadas na partitura (cada grupo indicado com uma cor diferente). Você pode pedir que quatro estudantes interpretem cada um dos quatro tubos sonoros indicados no pentagrama de baixo da partitura. Esse acompanhamento baseia-se em quatro notas: Ré grave, Fá, Sol e Ré agudo. Observe que os tubos sonoros realizam uma figura rítmica de dois compassos, que se repete ao longo da música. Você pode fazer a regência da turma ou eleger um estudante como maestro para conduzir essa interpretação coletiva. Inicialmente, os estudantes podem cantar a música em uníssono, com o acompanhamento dos tubos, como está no áudio. Depois, podem cantar o cânone a duas vozes. Recorra à escuta do áudio sempre que necessário.

Organize rodas de conversa para sondar e descobrir o que os estudantes estão compreendendo com os conceitos e as propostas trabalhados até aqui. Os relatos podem compor áudios ou imagens gravados para o portfólio eletrônico ou ser escritos em seus cadernos. Eles também podem usar a linguagem do desenho como registro de suas ideias.

1. Para começar, escute o arranjo do Baião em cânone.

2. Preste atenção na letra e na melodia.

3. Aprenda a cantar no ritmo.

Dica: com um dispositivo com câmera, organizem-se para filmar a apresentação musical da turma.

4. Experimente o canto em cânone.

5. Combine com os colegas quem vai acompanhar o canto com os instrumentos (tubos sonoros e outros instrumentos de percussão).

6. Faça vários experimentos e ensaios. Tudo combinado, é hora de executar a música!

+Ideias

Apresente aos estudantes composições mais recentes ou contemporâneas tratando desse tema musical, como o Baião de quatro toques, de Luiz Tatit e José Miguel Wisnik. Veja link em Sugestão para o professor

Sugestão para o professor

• BAIÃO. Rio de Janeiro: Arte de toda gente, c2025. Disponível em: https: //artedetodagente.com.br/ uno-repertorio-coral/baiao/ #repertorio. Acesso em: 23 set. 2025.

A obra Baião de ninar faz parte da coleção Rondas infantis, com download gratuito.

• RONDAS infantis: Edino Krieger: Projeto Um Novo Olhar: Baião. Publicado por: Arte de Toda Gente. 2021. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=1AdBBlnCf94. Acesso em: 23 set. 2025. Assista com os estudantes a um vídeo de interpretação dessa obra cantada em cânone a quatro vozes por uma única intérprete.

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• BAIÃO de quatro toques (Luiz Tatit e Zé Miguel Wisnik): Mônica Salmaso e Luis Leite. Publicado por: Luis Leite. 2019. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https: //www.youtube.com/wat ch?v=eQc_y42mVzU. Acesso em: 23 set. 2025. É possível escutar essa música na interpretação da cantora Mônica Salmaso e do violonista Luís Leite.

• BAIÃO de quatro toques (José Miguel Wisnik/Luiz Tatit). Publicado por: Ordinarius Grupo Vocal. 2015. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=3WW1IRrxS Mk. Acesso em: 23 set. 2025. É possível escutar essa música na interpretação do grupo Ordinarius Grupo Vocal.

BRUNA SOUSA

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15, EF15AR16, EF15AR17, EF15AR24 e EF15AR26.

ENCAMINHAMENTO

Como procedimento geral das propostas em música, pode-se propor uma acolhida, com aquecimento corporal (jogos rítmicos com palmas e passos, de preferência inspirados no ritmo da música) e vocal, valendo-se também de vocalises com sílabas rítmicas genéricas ou as utilizadas pela canção. Convide os estudantes para um primeiro contato com a música. Ele representará o início do processo de ensaios que serão necessários para que todos possam aprendê-la e interpretá-la com segurança, eficiência e prazer.

Para isso, é muito produtivo observar as etapas dessa dinâmica, que envolverá clareza, organização e ludicidade. A seguir, apresentamos um roteiro de base que você pode adaptar e complementar de acordo com as necessidades dos estudantes e as condições oferecidas.

1. Prepare-se para a condução do encontro musical estudando a partitura e escutando várias vezes a música.

2. Apresente a música para a turma, comentando informações básicas e, então, convidando os estudantes para a escuta coletiva do áudio.

3. Após uma ou mais escutas, os estudantes podem expressar suas impressões e conversar sobre o que mais lhes chamou a atenção na canção: a letra, a melodia, o ritmo, o arranjo ou outro aspecto. Incentive a argumentação e peça que expliquem suas

respostas, pois essa é uma oportunidade valiosa para abordar preferências estéticas e conceitos musicais.

4. Após os estudantes terem cantado sem partitura – para sentir a música de forma natural –, se possível, ofereça cópias da partitura para que possam acompanhar a escuta da gravação. Uma alternativa é projetar a partitura em uma tela e todos acompanharem juntos, observando o perfil melódico e a letra. Apresente a partitura como um mapa da música e faça a leitura rítmica (batendo palmas) e a

leitura melódica (cantando trechos curtos, com ou sem letra) dela com os estudantes.

5. Distribua funções: quem vai cantar a primeira voz, quem vai cantar a segunda, quem vai tocar os tubos sonoros e quem vai tocar instrumentos de percussão diversos.

Você pode propor, em outro momento, a construção de uma marimba com garrafas de vidro afinadas com água para interpretar a melodia da música. Você pode tocar ou convidar alguém que toque teclado, flauta, violão ou outro instrumento para participar.

Considere a preparação do trabalho musical e os ensaios como um jogo coletivo e não apenas como um treino técnico. Dessa maneira, os estudantes poderão aprender a música, cantar, tocar, escutar e ler, vivenciando esse processo como uma proposta coletiva lúdica e prazerosa.

+Ideias

Assuma o papel do regente, definindo as entradas e saídas dos grupos. Incentive a experimentação de novas possibilidades de interpretação, explorando dinâmicas variadas (mais forte, depois mais suave) e todas as formas possíveis de variação, como a alternância de momentos apenas cantados, apenas instrumentais e momentos com todos juntos. Incentive a criatividade da turma: como podemos introduzir a nossa música? Como podemos criar uma finalização e/ou um momento intermediário que contenha nova informação (uma dança, um movimento corporal, uma percussão corporal, sonoridades vocais inusitadas)? Proponha que sugiram formas próprias de interpretação com variações rítmicas, andamentos e intensidades diversos, batidas diferentes etc.

Sugestão para o professor

Registre o trabalho das etapas de preparação, por meio de gravação em áudio ou em vídeo, a fim de que os estudantes observem e compreendam com clareza o que pode ser mais bem explorado e melhorado na interpretação musical e, ao compararem várias gravações, possam perceber a evolução do trabalho. Em uma etapa um pouco mais adiante, e em vista da apresentação musical da turma, ensaie a música inteira, corrigindo o necessário, com cuidado e sem interromper demais. Valorize o esforço do grupo, destacando os pontos fortes do trabalho e motivando a superação das imperfeições. Proponha a alternância de funções na interpretação musical, de maneira que todos os estudantes vivenciem o cantar, o tocar e outras maneiras de participação.

• PALESTRA: “Coral infantil: planejando um ensaio dinâmico e produtivo”. Publicado por: Ciddic Unicamp. 2021. 1 vídeo (ca. 70 min). Disponível em: https://www.you tube.com/watch?v=7TMD DOwHdms. Acesso em: 29 set. 2025.

Palestra em que a maestrina Silmara Drezza, do Insituto Baccarelli, de São Paulo (SP), compartilha como trabalha o canto coral com crianças.

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Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15, EF15AR16, EF15AR17, EF15AR23 e EF15AR24.

ENCAMINHAMENTO

Para esta proposta, reproduza o áudio Alfabeto. O objetivo é transformar uma simples brincadeira em uma prática de caráter musical e artístico, passível de ser trabalhada e apresentada na escola. Pode-se ouvir nessa faixa uma introdução feita por quatro tubos sonoros em um padrão de quatro notas (Ré, Fá, Mi, Sol). Inicialmente, as notas aparecem mais espaçadas (com maior duração) e, depois, pela redução da duração de cada uma delas, vão se aproximando, até se estabilizarem em um andamento mais acelerado, constituindo um padrão regular e repetitivo regular (ostinato). Sobre esse ostinato ocorre, então, a fala entoada do alfabeto por um grupo de pessoas.

ARTE-AVENTURA Transformando brincadeira em música!

Agora, com seus tubos sonoros, interprete com os colegas um jogo de mãos da tradição brasileira chamado Alfabeto (ou ABC ), mas na forma de música!

Para começar, escute o áudio Alfabeto. Experimente em dupla entoar expressivamente o alfabeto, como se fosse uma melodia, e, ao mesmo tempo, realizar os gestos indicados, atento à sonoridade dos diversos tipos de palma (percussão corporal), conforme está descrito.

Ao entoar a letra X, cruze as duas mãos ligeiramente sobre o rosto e faça um giro sobre si mesmo. Aguarde o professor dizer Y e após diga Z, batendo as mãos ainda cruzadas com as do colega à sua frente.

Vamos agora criar juntos uma música com o Alfabeto! Interprete o mais expressivamente que puder as letras, mantendo também sua atenção na qualidade da sonoridade das palmas (elemento percussivo de acompanhamento para a voz).

Faremos como acompanhamento instrumental um ostinato com quatro tubos sonoros, que serão tocados percutindo a extremidade fechada no chão, em tempo regular (pulsações), na ordem Ré, Fá, Mi e Sol, de acordo com este roteiro.

Ostinato é um termo de origem italiana que significa obstinado. Em nosso caso, um conjunto de quatro notas que se repete quase da mesma maneira ao longo de toda a música.

Notas dos tubos

Diga aos estudantes que, nesta proposta, há duas formas de se bater palmas: uma para as vogais e outra para as consoantes. Para as vogais: levanta-se uma das pernas e batem-se palmas com as mãos por baixo dela, alternando-se as pernas (por exemplo, começar com a direita para a letra A, depois a esquerda para a E, e assim por diante). Para as consoantes: batem-se palmas cruzadas com o colega, isto é, mão direita de uma pessoa com mão direita da outra, seguida de palmas individuais, alternando para mão esquerda com mão esquerda, seguida de palmas individuais. Mantendo-se o tempo regular, intercala-se entre cada uma das letras uma batida de palmas individual.

Proponha aos estudantes que explorem novas possibilidades de realizar o jogo de mãos para essa mesma brincadeira (por meio de variação de gestos e suas sonoridades).

Você pode convidá-los também a utilizar outras brincadeiras cantadas da tradição cultural, bem como de novas, inventadas por eles próprios, e valerem-se dos tubos sonoros confeccionados e de novas possibilidades de gestos sonoros e/ou percussão corporal, enquanto acompanhamento da brincadeira.

Lembre-se, sempre que possível, de valorizar as diversas contribuições criativas individuais, bem como as participações inclusivas, cordiais e saudáveis no coletivo.

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Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15, EF15AR16, EF15AR17, EF15AR23, EF15AR24 e EF15AR26.

ENCAMINHAMENTO

Pergunte aos estudantes se eles conhecem o artista Emicida. Ele iniciou sua carreira participando de disputas de rimas na cidade de São Paulo (SP) e, atualmente, é um nome de destaque na cena do rap nacional. O artista já participou da composição da trilha sonora de filmes e peças de teatro e escreveu livros para crianças.

Após a leitura do texto, sugerimos algumas etapas para que trabalhe com os estudantes a canção Na escola, quase um rap. Proponha, inicialmente, que eles leiam a letra na página 140 individualmente, de maneira silenciosa, e, na sequência, em pequenos grupos. Incentive-os a interpretar a letra de forma a valorizar o que acharem mais significativo.

Convide cada grupo a apresentar a interpretação que tiverem criado. Em seguida, proponha uma leitura conjunta do texto pelos estudantes e verifique se compreendem os termos utilizados na letra. Procure dar atenção especial aos jogos de rima existentes e converse sobre a importância que a rima tem na estruturação da letra.

É chegado o momento dos estudantes escutarem a música. Primeiramente, eles devem ouvir apenas o áudio. Na sequência, proponha a escuta e a leitura simultânea da letra da música.

Reproduza o áudio Na escola, quase um rap. Essa

ARTE EM PROJETOS

Explorando

novas formas de criação:

Na escola, quase um rap

Vamos conhecer um pouco da expressão musical que oferece um espaço interessante de manifestação individual e coletiva? O nome rap é uma abreviação da expressão em inglês rhythm and poetry, isto é, ritmo e poesia.

Nesse gênero musical e forma de expressão artística, a fala é utilizada com ênfase no ritmo e menos na melodia, como em outras canções. O rap surgiu na cultura hip-hop produzida pelas comunidades afro-americanas de Nova York, nos Estados Unidos, no fim da década de 1970.

música se inicia por uma introdução com instrumentos de sopro, piano e bateria. Em seguida, o texto é entoado por uma voz mais grave e outra mais aguda. Essas duas vozes fazem, ao longo da música, um jogo de alternância (cantando um após o outro), complementaridade (intercalando-se na frase) e sobreposição (cantando ao mesmo tempo). Do ponto de vista da forma musical, pode-se observar a presença de estrofes e refrão. Essa música foi criada com o objetivo de ilustrar um processo de criação de uma música do gênero rap, processo que incluirá a estruturação da linguagem (forma, ritmo e jogo de rimas) e, sobretudo, um diálogo sobre suas reflexões a respeito do cotidiano.

A fala rítmica, conhecida também por flow (fluxo), é interpretada geralmente sobre batidas criadas com base em recursos musicais tecnológicos, como samples de outras músicas, loops de bateria e sintetizadores. Além disso, o uso de percussão é fundamental para dar suporte ao jogo de rimas e ao fluxo da fala (flow).

Na década de 1980, a música rap ganhou popularidade comercial pelo mundo, e suas letras passaram a enfatizar temas sociais e políticos, sobretudo com os grupos Run-D.M.C. e Public Enemy nos Estados Unidos.

Samples é uma palavra com origem na língua inglesa, que significa “amostras”. No campo da música, são trechos de músicas ou áudios já existentes, organizados para criar novas músicas. O termo também se refere às colagens e às composições musicais com amostras.

O rap é hoje uma importante forma de expressão, ocupando um espaço próprio na linguagem da música contemporânea. Tem uma forte presença no cenário cultural, influenciando a moda e as diversas formas de linguagem da arte e exercendo impacto na sociedade e na cultura pop. É reconhecido tanto pelas inovações de sua música e performance quanto por sua letra, que em geral trata de questões sociais atuais e relevantes.

E agora vamos criar um rap?

Observe a seguir o rap Na escola . Ele foi feito especialmente para você! Como existem vários estilos de rap, conforme a letra, a batida, o jeito de quem canta e o local onde se apresenta, esse gênero musical oferece bastante liberdade para se expressar. O tema do nosso rap é a escola, o estudo e o aprendizado, mas também a importância da relação com a turma e a amizade.

Escute o áudio e depois experimente cantá-lo. A turma será dividida em dois grupos.

Emicida (1985-), rapper nascido em São Paulo (SP), em apresentação em Malmesbury, na Inglaterra, em 2023.

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Você pode conversar com a turma sobre o significado da mensagem da letra de Na escola, quase um rap, ponderando como a situação proposta na letra se relaciona com o entendimento e a vivência particular dos estudantes no cotidiano escolar.

Sugestão para o professor

• SCORCE, Carol. Papo reto: como levar o rap para as aulas do Ensino Fundamental. Nova escola, 2021. Disponível em: https://box. novaescola.org.br/etapa/3/ educacao-fundamental-2/ caixa/357/hip-hop%2C-rap -e-podcast-nas-suas-aulas/ conteudo/20746. Acesso em: 23 set. 2025.

Publicação com orientações para trabalhar o rap na sala de aula.

• RAP Nacional. c2025. Disponível em: https://www. rapnacional.com.br/quem somos. Acesso em: 23 set. 2025.

Portal especializando em notícias sobre o rap nacional.

• PORTAL do Professor. Discutindo letras de rap. c2025. Disponível em: https://por taldoprofessor.mec.gov.br/ fichaTecnicaAula.html?au la=36016. Acesso em: 23 set. 2025.

Sequência didática com sugestões para analisar letras de rap na sala de aula.

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ENCAMINHAMENTO

Sugerimos ensaiar com os estudantes a música Na escola, quase um rap. Essa experiência pode ajudá-los na criação de seu próprio rap Um ensaio eficiente e prazeroso resulta do equilíbrio entre foco de trabalho e leveza de um jogo ou brincadeira, com alternância entre escuta, corpo, texto e criatividade. É importante dar voz ao grupo como um todo sem, no entanto, prejudicar a expressão pessoal de cada um.

É fundamental que cada estudante tenha uma função (mesmo os mais tímidos e inseguros), e você pode distribuí-las de maneira inclusiva, divertida e cooperativa. Cabe a você escolher como realizar o ensaio dessa música; no entanto, sugerimos algumas etapas a seguir.

1. Escuta do áudio do rap inteiro, sem interrupções.

2. Divisão em partes. Ouvir trechos (cada estrofe e refrão), seguindo a letra e identificando as repetições, mudanças de flow , pausas etc.

3. Evidenciar o ritmo e o flow: ler a letra em ritmo falado, como poesia, sem e com a melodia. Marcar o pulso com o corpo (palmas, pés). Observar as entradas das vozes e suas pausas, e definir quem fará o que, isto é, quem fala primeiro, e quando respiram juntos.

4. Expressividade: experimentar interpretar de diferentes maneiras (forte ou fraco; rápido ou lento; intenso ou suave). É possível, também,

Na escola, quase um rap!

Gr.1: Na sala de aula, foco na missão, todo assunto, todo tema, captado com atenção

Gr.2: Professora manda ver, canta, escreve, convida, instiga, motiva

Gr.1: E você se liga, põe os livros na mochila, segue firme, pés no chão

Gr.2: Não esquece… tem caminhos, fique atento e se invista, coração na sua ação!

Gr.1: Recreio agita, a galera enche a quadra,

Gr.2: Música, arte, história, muito pra explorar

Gr.1: Com a força da amizade, com a mente esclarecida, com a vida expandida, com desejo no olhar...

Gr.2: Pode crer, vou em frente, insistente, confiante, nenhum limite vai me parar!

Todos: [Refrão]

Escola é o lugar onde a mente voa,

Descubro com todos, a vida é uma boa!

Na amizade o estudo tudo faz florescer...

Vem comigo, vamos juntos, essa é hora de viver!

Escola é o lugar onde o mundo soa,

Aprendo com a vida nada é à toa

Curiosidade e estudo tudo faz entender…

Quem sabe faz agora, não espera acontecer!

Gr.1: Por aqui nesse espaço é onde a mente decola,

Gr.2: Descubro nessa vida nada me assola

Gr.1: Com amizade a gente aprende, faz tudo acontecer,

Gr.2: Quem sabe não desiste, vai em frente… pode crer!

Todos: E escute aqui a moral dessa lição…

Assolar: causar aflição ou agonia.

Gr.1: Se o presente pesa, não estressa nem desiste, não se deixe abalar

Gr.2: Vai adiante, segue em frente, estude firme, a hora agora é de brilhar!

Todos: [Refrão]

Escola é o lugar onde a mente voa,

Descubro com todos a vida é uma boa!

Na amizade o estudo tudo faz florescer... Vem comigo, vamos juntos, essa é hora de viver!

Solo (Gr.1): Vamos juntos, vamos nessa, quem é vivo, eu me ligo, pode aprender!

Solo (Gr.2): Vamos juntos, vamos nessa, quem é vivo, eu te digo, pode entender!

NA ESCOLA. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

oferecer espaço para que os estudantes teatralizem o rap, dançando e gesticulando (um grupo interpreta com gestos, enquanto outro canta). É importante que haja boa articulação na fala e clareza na dicção, a fim de que cada palavra seja compreensível.

5. Criar uma base instrumental (com instrumentos musicais, objetos sonoros e percussão corporal, se possível incluindo recursos

eletrônicos e aplicativos) e interpretar o rap com mais ênfase na fala, para que ganhem confiança.

6. Decidir qual será a participação de cada estudante, por exemplo: um grupo cantará, outro tocará e outro, ainda, realizará gestos e dança; todos interpretarão juntos o refrão; as estrofes serão divididas entre subgrupos ou duplas.

Agora siga os passos para criar seu rap.

COMO FAZER

1. Escolha um tema: pense no que deseja expressar. A música pode ser sobre sua vida, questões sociais ou momentos de diversão.

2. Pesquise e inspire-se: escute diferentes raps e artistas. Preste atenção nas letras, nos ritmos e nos estilos de que você gosta.

3. Construa a estrutura: em geral, um rap tem uma pequena introdução, vários versos e um refrão, que é relativamente breve e fácil de memorizar e que reforça o tema.

4. Escreva a letra: procure dar forma à sua estrutura. Lembre-se de que o jogo de rimas é o que criará o ritmo de sua música. Crie rimas e ritmos interessantes, usando imagens vívidas. Sempre que possível, interprete a letra em voz alta para verificar o fluxo da fala.

5. Escolha uma batida: use um programa gratuito da internet para encontrar uma batida de que você goste ou crie a própria batida.

Atenção!

Lembre-se de sempre acessar a internet com o acompanhamento de um adulto.

6. Grave sua performance: utilize um dispositivo com microfone para gravar sua produção. Depois, ouça a gravação, faça os ajustes necessários e ensaie bem.

7. Apresente seu rap: compartilhe com amigos e peça a eles que façam comentários para contribuir com a criação.

Dica: utilize referências que os colegas conheçam, procure ser sincero e autêntico, e transmita emoção em suas letras.

Considere a preparação do trabalho musical e os ensaios como um jogo coletivo e não apenas como um treino técnico. Dessa maneira, os estudantes poderão aprender a música, cantar, tocar, escutar e ler juntos, vivenciando esse processo como proposta coletiva lúdica e prazerosa. Alterne as formas de participação ao longo dos ensaios, para que todos experimentem cantar,

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tocar, marcar ritmo, gesticular, dançar etc. Você pode convidá-los para experimentar a função de maestro, regendo e dando as entradas e saídas de cada pessoa ou grupo durante a música.

Considerando essa música como ilustração, convide os estudantes a criarem o seu próprio rap. Ele pode ter um tema específico e conter em sua letra assuntos relacionados a ele. Seria bem-vinda a escolha de um tema que faça parte do cotidiano vivido por eles. Você pode estimular a reflexão conjunta sobre as propostas feitas, avaliando a possível relação entre questões pessoais e coletivas. Um ponto importante a observar é evitar que os estudantes utilizem linguagem e temas inadequados na criação de seu rap.

Após a experiência, converse com os estudantes sobre o que foi mais fácil e mais difícil de realizar, bem como o que deu mais prazer e representou o ponto forte da criação. Lembre a todos que um dos princípios do rap é a ênfase no coletivo e na mensagem a ser transmitida (e não apenas na fala com rimas e repetição de palavras). Registre os trabalhos dos estudantes em áudio e em vídeo para que percebam a própria evolução. Procure dar espaço para que cada estudante participe à sua maneira (alguns podem começar a cantar apenas no refrão ou participar do apoio rítmico, realizar efeitos sonoros, fazer beatbox). Valorize sempre a escuta e o trabalho em grupo.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

No exercício 1 , enfatize com os estudantes que muitos artistas pesquisam materialidades para criar imagens, sons e sensações em linguagens artísticas contemporâneas (como instalações e performances ) e convidam o público para experimentações sonoras. Se necessário, retome os assuntos tratados.

No exercício 2, retome os elementos constitutivos da linguagem musical.

No exercício 3, comente as alternativas verdadeiras, que retomam o que foi estudado, e corrija a alternativa sobre o luthier, reforçando que ele é o profissional que cria e restaura instrumentos musicais.

No exercício 4, espera-se que os estudantes expressem o que percebem na paisagem sonora, com foco nos tipos de fonte sonora (naturais ou artificiais).

No exercício 5, espera-se que os estudantes identifiquem diferentes alturas dos sons.

No exercício 6, a proposta é identificar os instrumentos de percussão, de sopro e de cordas.

Neste momento de avaliação final, propomos criar experiências em que os estudantes possam se expressar pela presença do corpo ao dançar, cantar, brincar, criar partituras gráficas, desenhar utilizando registros de movimentos, realizar análises fílmicas, bem como refletir sobre as produções, os registros e as sondagens realizadas ao longo da unidade.

PARA REVER O QUE APRENDI

1. Espera-se que os estudantes respondam que a experimentação é uma das características

1 O que você sabe sobre experimentações sonoras? Registre no caderno um exemplo de trabalho artístico com experimentações sonoras.

da arte contemporânea na música. Um exemplo pode ser Derivas sonoras, performance sonora de Marco Scarassatti.

2 Em seu caderno, escreva qual parâmetro do som do quadro se relaciona a cada propriedade.

intensidade    altura    duração    timbre

a) Grave e agudo. Altura

b) Qualidade que permite distinguir uma fonte sonora de outra. Timbre

c) Forte e fraco. Intensidade

d) Longo e curto. Duração

3 Analise as afirmações a seguir e registre no caderno apenas as que forem verdadeiras.

a) Notação musical é uma forma de registro da música com sinais gráficos.

b) Ritmo, melodia e harmonia são elementos que compõem a música.

c) O luthier é um artista que cria tintas para pinturas.

Falsa. O luthier é o profissional que cria e restaura instrumentos musicais.

Verdadeira Verdadeira

d) Paisagem sonora é o conjunto dos sons que percebemos ao nosso redor.

4 Ouça com atenção cada sonoridade ao redor de sua escola. Depois, no caderno, classifique os sons conforme a fonte sonora.

a) Sons da natureza.

Resposta pessoal. Os estudantes podem indicar sons de vento, mar, animais, vozes humanas, entre outros.

b) Sons produzidos por meios artificiais.

Resposta pessoal. Os estudantes podem indicar sons de buzinas ou motores de veículos, sinal da escola, avião, máquinas em funcionamento etc.

5 Agora que você identificou e classificou os sons na atividade 4, escreva no caderno qual é o som mais agudo e o mais grave.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem e classifiquem os sons por sua altura com base nas percepções individuais.

6 Escreva no caderno o nome de cada instrumento a seguir. Junto do nome, registre se ele é um instrumento de sopro, de percussão ou de corda.

Verdadeira.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Tambor Instrumento de percussão.

Instrumento de sopro.

Pandeiro Instrumento de percussão.

Tendo em vista que cada pessoa pode ter experiências diversas com a Arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com essa área de conhecimento em suas diferentes linguagens. Caso identifique que algumas experiências não foram vividas, sugere-se oferecer novas oportunidades de ação criadora, em que desenvolvam competências e habilidades e criem, com autonomia, mobilizando poéticas autorais. Proporcionar conversas em grupo, nas quais os estudantes possam falar sobre as próprias produções, pode ser uma ação positiva para a autoavaliação e para a percepção da potência expressiva de cada um.

Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados ao longo das unidades, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados e identificar possíveis dificuldades. Além das propostas da seção, os portfólios físicos e/ou eletrônicos, os cadernos e outras produções e registros criados podem ser considerados. Nesse sentido, é importante, também, retomar situações avaliativas em que a presença do corpo se fez potente nos estudantes, principalmente em propostas com dança, teatro, música, performance e outras linguagens, uma vez que a arte se faz com base em vários contextos, elementos e materialidades, incluindo o corpo.

Instrumento de corda.
Guitarra Instrumento de corda.

Referências bibliográficas comentadas

AMARAL, Ana Maria. Teatro de formas animadas São Paulo: Edusp, 1991.

Nessa obra, a autora faz alusão a diferentes gêneros do teatro de animação e, também, a outras formas do fazer teatral.

ARAÚJO, Ana Carolina de. Videodança na escola : processos de criação entre crianças e uma artista-docente no ensino fundamental I. 2019. Dissertação (Mestrado em Artes da Cena) – Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2019. Disponível em: https://repositorio.unicamp.br/acervo/ detalhe/1093160. Acesso em: 12 ago. 2025.

Essa dissertação de mestrado é resultado de uma pesquisa de criação em videodança, realizada com estudantes do 5º ano, a partir de uma obra literária de Ítalo Calvino, abordando aspectos críticos e criativos acerca do ensino de dança na escola.

BOAL, Augusto. 200 exercícios e jogos para o ator e o não-ator com vontade de dizer algo através do teatro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.

O autor traz jogos e exercícios teatrais que podem ser praticados na escola contemporânea.

BOLOGNESI, Mário Fernando. Circos e palhaços brasileiros. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: https://static.scielo.org/scielobooks/gnfy3/pdf/ bolognesi-9788579830211.pdf. Acesso em: 19 ago. 2025.

O autor traz importantes informações sobre a história do circo e da palhaçaria no Brasil.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal _site.pdf. Acesso em: 18 ago. 2025.

Nesse documento, estão presentes proposições e embasamentos curriculares, determinando as competências e as habilidades específicas de cada área do conhecimento para garantir as aprendizagens essenciais.

HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho . Porto Alegre: Artmed, 2000.

Nessa obra, o autor narra experiências de alguns professores que contribuíram para a expansão dos conhecimentos sobre a cultura visual na educação básica.

JORDÃO, Gisele; ALLUCCI, Renata R.; MOLINA, Sérgio; TERAHATA, Adriana M. (org.). A música na escola São Paulo: Allucci & Associados Comunicações; Brasília, DF: MEC, 2012. Disponível em: https://amusica naescola.com.br/. Acesso em: 19 ago. 2025.

Na obra, são reunidos artigos de diversos educadores musicais de todo o Brasil, com foco na formação conceitual de cunho pedagógico em música e em atividades variadas de educação musical, indo da cultura popular às propostas interdisciplinares.

MARTIN, Marcel. A linguagem cinematográfica . Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Melhoramentos, 1993.

O autor da obra apresenta estudos sobre a linguagem do cinema e aborda importantes aspectos da sétima arte.

ROMERO, José da Silva. Videodança: o movimento do corpo plural. 2008. Dissertação (Mestrado em Educação, Arte e História da Cultura) – Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2008. Disponível em: https://dspace.mackenzie.br/items/fe4d18fb-0722-4e 27-b66f-2eef1b435edb. Acesso em: 19 ago. 2025.

O autor aborda o tema videodança, vista como ação artística com pressupostos próprios de comunicação e linguagem, promovendo o cruzamento de elementos da dança, da videoarte, da performance e da tecnologia digital.

ROUBINE, Jean-Jacques. A linguagem da encenação teatral . Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

O autor traz uma reflexão sobre o uso de tecnologias no teatro, abordando desde a introdução da energia elétrica nas montagens teatrais.

SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula : um manual para o professor. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010.

A autora desse livro apresenta exercícios e jogos teatrais para que se possa avaliar de forma prática a construção de competências e habilidades do educando ao praticar teatro.

WISNIK, Miguel José. O som e o sentido: uma outra história das músicas. 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

O autor aparelha o professor com elementos constitutivos da linguagem musical, tornando a música mais compreensível.

Leituras complementares para o professor

IAZZETTA, Fernando. Música e mediação tecnológica . São Paulo: Perspectiva, 2009.

O livro recobre alguns acontecimentos ligados à música e à tecnologia no século XX, com foco nas transformações da fonografia. Passa por três períodos: a emergência da tecnologia, o início de seu uso criativo e a difusão dessas possibilidades criativas com destaque para a popularização dos computadores.

MARTINS, Raimundo; TOURINHO, Irene (org.). Cultura visual e infância : quando as imagens invadem a escola. Santa Maria: UFSM, 2010.

Nesse livro, são apresentados estudos e análises sobre a cultura visual no contexto da infância, ressaltando a influência das imagens na fruição e nas ações criativas das crianças. SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva, 2005.

A autora apresenta os fundamentos para o trabalho com jogos teatrais na escola e ressalta sua importância. Além disso, mostra como se estrutura e se pratica o jogo teatral.

ORIENTAÇÕES GERAIS

CONVITES PARA EXPERIÊNCIAS E PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS

É experiência aquilo que “nos passa”, ou que nos toca, ou que nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos transforma. Somente o sujeito da experiência está, portanto, aberto à sua própria transformação.

BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 19, p. 25-26, jan./abr. 2002.

A filosofia explica a experiência como as percepções e os saberes que construímos por meio dos sentidos. Se prestarmos atenção, perceberemos que todos os dias muitas coisas nos acontecem, mas nem todas nos tocam. Quando algo nos toca, nos afeta, isso pode representar um acontecimento significativo, uma experiência estética!

Quem não se lembra de uma cena de filme, de uma pintura ou de um desenho visto na infância que tenha marcado sua história de vida? Uma música, um perfume ou uma imagem podem nos fazer viajar a tempos passados. Esse é o poder da experiência estética: o encontro com a beleza ou com a estranheza pode marcar a memória e influenciar nossa formação como seres sensíveis.

Algumas vezes somos surpreendidos e envolvidos por esse tipo de experiência, outras vezes nos colocamos intencionalmente em estados sensíveis, disponíveis à poesia. Na

busca por experiências estéticas, vamos ao cinema, a espetáculos de música, de teatro e de dança, a exposições de arte ou apenas ligamos a televisão ou acessamos dispositivos móveis para nos deleitar com séries e filmes, ouvir música, apreciar e compartilhar imagens.

Na experiência estética os meus sentimentos descobrem-se nas formas que lhes são dadas, como eu me descubro no espelho. Através dos sentimentos identificamo-nos com o objeto estético, e com ele nos tornamos um.

DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Fundamentos estéticos da educação. 2. ed. Campinas: Papirus, 1988. p. 93.

Segundo a definição de Duarte Júnior, a palavra estesia é oposta à palavra anestesia — a impossibilidade ou a incapacidade de sentir. No entanto, a estesia relaciona-se à possibilidade de sentir e significar. Em estado de estesia, seja por intenção, seja por distração, podemos viver experiências estéticas (DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. O sentido dos sentidos : a educação (do) sensível. Curitiba: Criar, 2001).

Quando falamos em proposições pedagógicas no ensino de Arte, chamamos a atenção para a presença de professores-propositores, que são aqueles que se constituem pela for-

mação/ação/reflexão no fluxo das experiências culturalmente vividas. Experiência, nesse sentido, é a condição especial que, como expressa Jorge Larrosa Bondía, “‘nos passa’, ou que nos toca, ou que nos acontece” (BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 19, p. 26, jan./abr. 2002).

Entender arte como conhecimento e linguagem que dialoga com muitos saberes, sentimentos, sensações, tempos e contextos é um fator importante na concepção contemporânea de arte-educação. Do mesmo modo, a ideia de proposição pedagógica para o ensino de Arte está ligada ao desafio de buscar uma poética pessoal de aprender e ensinar Arte. Trata-se de uma postura pedagógica em que o professor, mesmo tendo como referência um material didático, toma decisões que resultam em escolhas autônomas e pensadas para os encontros entre os estudantes e o universo da arte. São profissionais atentos às necessidades da realidade e abertos à escuta sensível dos estudantes, acolhendo os diversos modos de ser e de existir.

Dessa forma, professores-propositores são profissionais autores dos seus projetos pedagógicos; preparam ambiências educadoras e criadoras e convidam os estudantes a viver experiências na fruição, na contextualização e no fazer artístico; compreendem a potência das experiências estéticas.

Fazemos aqui o convite aos professores-propositores, disponíveis à poesia e em estado de estesia, para trilhar caminhos cuja premissa é que a experiência com a Arte seja uma aventura repleta de experimentações, com ênfase na curiosidade, na alegria e nas descobertas: uma arte-aventura!

Caminhos

para trilhar

no ensino da Arte

Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o misté-

rio daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.

ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola 3. ed. São Paulo: Planeta, 2021. p. 189.

Já que somos seres de linguagem, expressão e poesia, as aulas do componente curricular Arte podem ser espaços e tempos para viver experiências com a beleza e com a boniteza. A beleza de que aqui falamos não está associada à ideia de padrões ou gostos estéticos, e sim à ideia de boniteza que aprendemos com Paulo Freire quando ele fala da necessidade de a educação percorrer caminhos de encantamentos. Quando Rubem Alves fala de ensinar e aprender por meio de “experiências da beleza”, nos convida a pensar em encontros sensíveis com o mundo e as coisas que nele habitam, incluindo a arte. Nesse sentido, ao escolher os caminhos para trilhar no ensino da Arte, devemos selecionar conceitos ou modos de provocar experiências com a beleza? Como preparar nossas aulas com boniteza para provocar encantamento? (FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia : saberes necessários à prática pedagógica. 38. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004. p. 23; ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola . 3. ed. São Paulo: Planeta, 2021).

O Livro do estudante desta coleção representa um rico material que oportuniza a fruição, a leitura e a construção de hipóteses interpretativas por meio de textos verbais e visuais e de materiais em áudio. Apresentamos diversas propostas que contemplam o fazer artístico — fruição e leitura de imagens, estudos e pesquisas, contextualizações e investigações sensoriais —, com o objetivo de tornar os estudantes protagonistas de sua aprendizagem. Para auxiliar o trabalho do professor, respeitando o momento de alfabetização e o processo de conquista da leitura e da escrita em que os estudantes estão mergulhados, a coleção propõe momentos de nutrição estética com leitura e interpretação de textos poéticos selecionados da literatura, trechos de canções e textos criados pelos autores junto com imagens de obras artísticas e ilustrativas, como forma de adentrar nos estudos

valorizando o pensamento poético e as experiências com a beleza.

Situações de aprendizagem

As proposições pedagógicas nesta coleção valorizam a investigação e as leituras de mundo, bem como a exploração de materialidades, processos e ações criadoras. São diversas situações de aprendizagem com o objetivo de facilitar o trabalho do professor e oferecer encaminhamentos metodológicos para provocar o constante e crescente aprendizado da arte, respeitando as infâncias e a cultura do brincar. Podemos refletir sobre o fato de a arte ser uma atividade e um produto cultural essenciais para o ser humano, por isso sua presença na escola é tão importante. Sem ela, o desenvolvimento de muitas competências e habilidades jamais seria alcançado, já que se trata de uma atividade humana ligada a manifestações estésicas e estéticas realizadas com base naquilo que percebemos, sentimos e pensamos. Que escolhas fazer diante da amplitude do universo da arte? Essa dúvida pode provocar os educadores a pensar sobre o que ensinar ou por quais caminhos seguir. Assim como um poeta que escolhe apenas algumas palavras, entre as muitas existentes, para criar seus versos e suas rimas, em meio ao vasto acervo de produções artísticas e manifestações culturais, a cada volume, unidade, capítulo e seção, realizamos escolhas e recortes, visando ajudar os professores nas suas próprias escolhas para criar, propor e caminhar por um percurso de ensino e aprendizagem da Arte na companhia dos estudantes. Com base nas escolhas que fazemos no universo da arte, podemos nos expressar, nos descobrir como criadores, apreciadores/espectadores, pesquisadores. Podemos, também, ser provocados por estados sensíveis e subjetivos a desenvolver o pensamento crítico e a viver encontros com a beleza, convidando os estudantes para essas experiências.

Nesta coleção, propomos o trabalho com base nas situações de aprendizagem: rodas de conversa, nutrição estética, ações criadoras, investigações sensoriais, pesquisas e expedições culturais. A expressão “situação de aprendizagem” nasce da reflexão de autores como José Carlos Libâneo e refere-se às si -

tuações didáticas e aos momentos educativos como pontos fundamentais para uma aprendizagem com sentido para os estudantes, entendidos como sujeitos ativos (LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. 21. ed. São Paulo: Loyola, 2008). Segundo Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e Maria Terezinha Telles Guerra, não se trata apenas de realizar uma atividade de modo mecânico, mas de vivenciar experiências significativas (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010).

Nesse sentido, ao participar de rodas de conversa e de momentos de nutrição estética ; ao viver a ação criadora , ao realizar investigações sensoriais, pesquisas e expedições culturais em ambiências educadoras, os estudantes podem vivenciar seu processo de aprendizagem. Essas e outras situações podem ser criadas para vivências com arte na escola e fora dela, convidando e envolvendo também os familiares ou responsáveis.

À medida que ensinamos arte também aprendemos com ela e sentimos sua importância na escola. Como expressam Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e Maria Terezinha Telles Guerra, a “arte é importante na escola, principalmente porque é importante fora dela” (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte : a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010. p. 12).

Tempos, poéticas e infâncias

Quando crianças, o que gostávamos de aprender? O que nos causava estranhamento, curiosidade, encantamento? Quais as experiências e os encontros com a arte que guardamos em nossas memórias?

Essa provocação, para vasculhar os sentimentos guardados e as memórias do seu tempo de infância, é um convite para pensar sobre como “definitivamente não somos iguais, e é maravilhoso saber que cada um de nós que está aqui é diferente do outro, como constelações” (KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 32-33) e sobre o fato de trazermos

conosco nossas subjetividades e modos de aprender e ensinar, construídos com tempo e uma diversidade de processos e experiências.

Mesmo considerando as diferenças entre tempos e contextos, esse exercício de memória deixa-nos mais sensíveis para compreender os estudantes, que têm seus estranhamentos, suas curiosidades, seus encantamentos e, sobretudo, seus desejos e seus direitos.

Ao ensinar Arte nos anos iniciais do ensino fundamental, é preciso compreender e mergulhar no universo do tempo da infância — ou melhor, das infâncias, considerando a diversidade de experiências vividas pelas crianças com base em seus contextos geográficos, culturais e sociais. A palavra infâncias carrega o sentido plural dos modos de ser e de existir, valoriza diferentes culturas e indivíduos e suas leituras de mundo, suas percepções, sensações e emoções diante da vida.

Investigar e acolher a forma como cada criança formula hipóteses interpretativas, desenvolve a oralidade, os processos de escrita, a leitura e as expressões artísticas visuais, sonoras e corporais é respeitar o tempo e a poética nas infâncias.

Ao conhecer melhor o desenvolvimento dos estudantes, suas conquistas e dificuldades, os professores podem analisar e planejar melhor suas aulas atendendo competências e habilidades, mas principalmente promovendo experiências significativas, capazes de compor histórias, memórias e aprendizados. Como você deseja ser lembrado? Essa é uma pergunta inquietante apresentada por Paulo Freire em: PAULO Freire contemporâneo. Direção: Toni Venturi. Brasil, 2007. 1 vídeo (ca. 50 min).

Há poética nas produções das crianças. A escuta e o acolhimento das produções exigem um exercício de avaliação sensível por parte dos adultos, em especial de professores e familiares, favorecendo ambientes mais seguros, acolhedores e potentes para o desenvolvimento da expressão e da ação criadora dos estudantes. Trata-se de um grande desafio, uma vez que a lógica do pensamento das crianças é diferente da lógica dos adultos. Dessa forma, precisamos estar atentos a essa diferença de modos de ser e de existir nas infâncias. Precisamos nos aventurar por mundos imaginários e simbólicos.

Minha tarefa pode ser comparada à obra de um explorador que penetra numa terra desconhecida. Descobrindo um povo, aprendo sua língua, decifro sua escrita e compreendo cada vez melhor sua civilização. Acontece o mesmo com todo adulto que estuda a arte infantil.

STERN, Arno apud MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte: a língua do mundo: São Paulo: FTD, 2010. p. 84.

A cultura do brincar

Não é questão de querer

Nem questão de concordar

Os direitos das crianças

Todos têm de respeitar.

[…]

Tem direito à atenção

Direito de não ter medos

Direito a livros e a pão

Direito de ter brinquedos.

ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças: segundo Ruth Rocha. São Paulo: Salamandra, 2014. p. 7-10.

Nesta coleção, foi feita a escolha de valorizar o aprender pelo brincar, por considerar esse um direito importante para o desenvolvimento dos estudantes.

A cultura do brincar permeia toda a coleção, valorizando as experiências práticas e lúdicas nas investigações de materialidades, elementos constitutivos das linguagens artísticas e processos de criação. São apresentados produções artísticas, jogos de faz de conta e brincadeiras simbólicas, jogos teatrais com danças e jogos musicais como as brincadeiras cantadas, entre outras propostas, sempre respeitando cada faixa etária e as diferentes infâncias.

A presença do brincante nas manifestações da cultura brasileira, como cirandas, danças, cantos e festejos, dialoga com os estudantes sobre as ações lúdicas, que não são práticas exclusivas das infâncias, mas atravessam as tradições culturais brasileiras em diferentes contextos, sendo algumas reconhecidas como patrimônios culturais imateriais.

A cultura do brincar também está presente nas propostas de trabalhos em grupo, em que as relações sociais podem ajudar a construir e exercitar noções e atitudes do trabalho colaborativo, da educação antirracista e da cultura de paz.

As práticas artísticas são propostas com base na experimentação com liberdade, incentivando a curiosidade e a criatividade e valorizando a imaginação e a invenção como propulsores de ideias, argumentos e resolução de problemas e desafios. São práticas que estão em consonância às metodologias ativas e ao desenvolvimento de pensamentos contextualizados e críticos.

A curiosidade e o sentimento de aventura abrem possibilidades de expressão e de descoberta. Assim, são importantes os desafios que incentivam os estudantes a investigar muitas linguagens e a construir saberes sobre arte e vida por meio do lúdico.

Educação inclusiva e cultura de paz

A respeito do papel dos professores de Arte na educação inclusiva, é preciso refletir sobre as complexidades e realidades que envolvem esse trabalho em cada escola.

O direito à educação de pessoas com deficiência vai muito além da garantia de acesso ao espaço escolar. Além de espaços adequados, a acessibilidade inclui projetos pedagógicos que garantam condições para o desenvolvimento pessoal, social e educacional dos estudantes.

Nas Orientações específicas que acompanham o Livro do estudante desta coleção, há sugestões para auxiliar no desafio de promover uma cultura inclusiva na escola. Os professores têm papel fundamental nesse processo, que envolve várias ações educativas, desde a escuta e a observação atenta e sensível às necessidades dos estudantes até a criação de ambiências seguras, solidárias e pacíficas.

Ações educativas e situações de aprendizagem significativas e flexíveis valorizam as potencialidades de cada estudante, propondo a participação efetiva e interativa. Para isso, é fundamental o constante diálogo com todos os estudantes da turma, a fim de desconstruir

ideias estereotipadas e preconceituosas sobre as pessoas com deficiência e fomentar a empatia e o respeito à diversidade das formas de ser, existir e aprender.

Essa abordagem propõe assegurar a frequência e a participação de estudantes com deficiência, no espectro autista, com altas habilidades ou superdotação de modo não segregado, reconhecendo as diferenças como positivas no ambiente escolar.

O termo neurodivergente refere-se a uma condição neurológica que afeta o modo como a pessoa percebe, conhece, se comunica, organiza pensamentos e expressa emoções. Ele abrange uma variedade de condições, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Superdotação e Dislexia. No entanto, para esta coleção, trabalhamos com o termo neurodiversidade , defendendo que as formas de ser, existir e aprender são múltiplas. É parte fundamental dessa defesa conhecer as condições apresentadas e criar abordagens educativas inclusivas personalizadas, com adaptações de situações de aprendizagem e processos de avaliação flexíveis. Deve-se buscar condições para a participação e o desenvolvimento de competências e habilidades, valorizando as potencialidades e garantindo uma ambiência educadora e criadora segura e livre de preconceitos e violências.

Outros desafios também estão diante dos professores, como a educação antirracista e decolonial. Esses são temas que há muito tempo estão em debate e que deflagraram a Lei n o 10.639/2003, que tornou obrigatória a inclusão de conteúdos relacionados à história e à cultura da África e dos afro-brasileiros na educação básica, e a Lei no 11.645/2008, que ampliou o escopo da lei anterior, incluindo a história e as culturas dos povos originários. Essas leis alteraram a lei de diretrizes e bases da educação nacional (LDB) e vêm influenciando conteúdos, concepções e encaminhamentos nos currículos, livros didáticos e projetos educativos (BRASIL. Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1996. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 28 set. 2025).

O pensamento decolonial nasceu de várias discussões na América Latina, e em outros locais do mundo, sobre a situação de povos que foram colonizados e que, mesmo após o fim do sistema social e econômico de dominação direta, sofreram e ainda sofrem as consequências dessa dominação, uma delas sendo a manutenção de uma visão histórica e cultural eurocêntrica, que desconsidera conhecimentos e narrativas históricas e culturais de outros povos.

A educação decolonial procura romper com essa forma de pensar e de ver o mundo e valoriza a diversidade de narrativas, histórias, saberes e ideias. Ela leva em conta a história, a luta contra preconceitos e a resistência cultural de povos indígenas, de comunidades remanescentes de quilombo, de povos ciganos e outros grupos, considerando o direito que eles têm de contar as próprias narrativas e de aprender com base nos saberes originais de seu povo e em seu contexto cultural.

A educação antirracista caminha junto à cultura de paz, à diversidade e à representatividade de povos, culturas e grupos minorizados, como as pessoas LGBTQIAPN+ e as mulheres. Nesse sentido, os professores de Arte podem proporcionar aos estudantes encontros com diferentes acervos culturais e artísticos, ampliando repertórios e conectando ideias, temas e visões de mundo expressas nas várias linguagens artísticas.

Obras artísticas trazem temas e expressões que podem contribuir para as conversas sobre situações-problema de modo a combater a violência e o preconceito, sobretudo contra mulheres, meninas e pessoas LGBTQIAPN+, de maneiras adequadas a cada tempo das infâncias. Outras temáticas urgentes podem ocupar as rodas de conversas e os momentos de nutrição estética com os estudantes, bem como os diálogos com familiares ou responsáveis, como a segurança infantil em situações presenciais e em ambientes digitais e o combate a situações de violência e de intimidação sistemática, como o bullying e o cyberbullying. Considerando que as pessoas não nascem violentas ou pacíficas — são as experiências que influenciam as concepções de mundo, os valores e as práticas sociais delas —, a educação inclusiva, antirracista e pautada na cultura de paz e nas experiências com a beleza da qual falamos pode contribuir para formar pessoas pacíficas.

O conceito de cultura de paz parte do princípio de que a violência não é inerente à humanidade, nem a paz. A paz precisa ser ensinada, aprendida e estimulada.

RECHENBERG, Ligia. Cultura de paz: novas abordagens sobre prevenção da violência entre jovens. São Paulo: Instituto Sou da Paz, 2010. (Projeto juventude e prevenção da violência 4). p. 13. Disponível em: https:// soudapaz.org/documentos/cartilha-cultura -de-paz/. Acesso em: 15 set. 2025.

BNCC E AS PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS NAS LINGUAGENS DA ARTE

Como os estudantes encontram as linguagens artísticas? Será por meio de uma ilustração de livro ou revista, por uma música que toca no rádio, por dispositivos móveis, pela televisão ou por outro meio? Será em uma cena de dança na rua, em uma página na internet ou em imagens de filmes ou desenhos animados? Com quais linguagens artísticas eles já tiveram contato? Como apresentar o universo da arte a eles? Que conceitos e ideias são importantes explorar em um projeto de arte? Essas são algumas questões a serem analisadas na proposta de um currículo de Arte.

A arte não está apenas nas instituições culturais, como museus ou casas de espetáculo. A arte está na vida, faz parte dela e é nutrida por ela. Ao observar as produções dos artistas, notamos que memórias e experiências pessoais são parte fundamental de suas pinturas, suas ações dramáticas, suas coreografias, suas músicas, seus textos e tantas outras criações artísticas em diferentes linguagens. Conhecer as diferentes linguagens é fundamental para compreender como a arte se manifesta nas culturas e como esta área de conhecimento pode ampliar os repertórios e a

visão de mundo dos estudantes. As linguagens artísticas também apresentam formas de expressão poética e de comunicação disponíveis para as experimentações dos estudantes.

Nesta coleção, apresentamos as linguagens artísticas tanto em seus conteúdos específicos como em conexões entre as diferentes linguagens da arte, com uma abordagem do ensino das linguagens artísticas que supere a polivalência e que busque conexões entre diferentes saberes e formas expressivas na arte.

Outro aspecto importante é a exploração das potencialidades nas relações entre o componente curricular Arte e diferentes saberes do currículo escolar — Ciências da Natureza, Geografia, História, Língua Portuguesa, Matemática e suas tecnologias —, bem como entre a arte e os temas contemporâneos trabalhados de forma transversal.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

• Ciência e Tecnologia

MULTICULTURALISMO

• Diversidade Cultural

• Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras

A interdisciplinaridade tem como premissa a interlocução entre saberes e é um exercício de interação e criação para estudar ou resolver problemas em percursos integrados — expandindo percepções e leituras de mundo. Não se trata de uma área estar a serviço da outra, mas sim de descobrir a potência do encontro entre elas e, dessa forma, promover diálogos.

A transdisciplinaridade é trazida nessa coleção pelos TCTs propostos pela BNCC, que são organizados em seis macroáreas temáticas (Meio Ambiente, Economia, Saúde, Cidadania e Civismo, Multiculturalismo e Ciência e Tecnologia) e têm o objetivo de promover um conhecimento contextualizado e relevante para a formação dos estudantes. Além das grandes áreas temáticas, os TCTs incluem temas mais específicos, conforme demonstrado no esquema a seguir.

MEIO AMBIENTE

• Educação Ambiental

• Educação para o Consumo Temas Contemporâneos Transversais

CIDADANIA E CIVISMO

• Vida Familiar e Social

• Educação para o Trânsito

• Educação em Direitos Humanos

• Direitos da Criança e do Adolescente

• Processo de Envelhecimento, Respeito e Valorização do Idoso

ECONOMIA

• Trabalho

• Educação Financeira

• Educação Fiscal

SAÚDE

• Saúde

• Educação Alimentar e Nutricional

BRASIL. Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: proposta de práticas de implementação. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec. gov.br/images/implementacao/guia_pratico_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 30 set. 2025.

Nesta coleção, os caminhos foram escolhidos com base em produções artísticas e culturais que possam ser instigantes para o estudo das linguagens artísticas (artes visuais, dança, música, teatro e artes integradas) bem como situações de aprendizagem que possam desenvolver competências e habilidades diante das dimensões do conhecimento em arte

(criação, crítica, estesia, expressão, fruição e reflexão) e dos objetos de conhecimento previstos na BNCC (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_ site.pdf. Acesso em: 24 set. 2025).

É expresso na BNCC o foco no desenvolvimento de competências e habilidades de Arte nos anos iniciais do ensino fundamental em várias linguagens (unidades temáticas) e objetos de conhecimento:

• Artes visuais: contextos e práticas; elementos da linguagem; matrizes estéticas e culturais; materialidades; processos de criação; sistemas da linguagem.

• Dança: contextos e práticas; elementos da linguagem; processos de criação.

• Música: contextos e práticas; elementos da linguagem; materialidades; notação e registro musical; processos de criação.

• Teatro: contextos e práticas; elementos da linguagem; processos de criação.

• Artes integradas: processos de criação; matrizes estéticas e culturais; patrimônio cultural; arte e tecnologia.

Esta coleção também se fundamenta no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (BRASIL. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 13 jul. 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov. br/ccivil_03/leis/l8069compilado.htm; NAÇÕES

UNIDAS BRASIL. Os objetivos de desenvolvimento sustentável no Brasil . Brasília, DF: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/ pt-br/sdgs. Acessos em: 8 set. 2025).

Embora o ensino de Arte seja flexível e movente, na coleção são propostos estudos que dão ritmo de progressão e conquistas do conhecimento em Arte e desenvolvimento de competências e habilidades. Nesse sentido, elencamos propostas com foco no trabalho com a alfabetização nas diferentes linguagens; no conhecimento e no uso de elementos constitutivos de cada linguagem; na materialidade, explorando o conhecimento de como a arte é feita e sustentada por diferentes materiais e recursos; no processo de criação de artistas e dos próprios estudantes; no trabalho colaborativo e nas poéticas pessoais; e nos estudos sobre o patrimônio cultural brasileiro e nossas matrizes culturais.

As situações de aprendizagem e as dimensões do conhecimento nas linguagens da arte

Ao elencar as diferentes situações de aprendizagem (rodas de conversas, nutrições estéticas, investigações sensoriais, expedições culturais e ações criadoras), nos pautamos nas proposições pedagógicas para desenvolver as diversas competências e habilidades atravessadas pelas dimensões do conhecimento em Arte.

A BNCC apresenta a criação como o “fazer artístico, quando os sujeitos criam, produzem e constroem”. Trata-se de uma dimensão de conhecimento em que se pode “apreender o que está em jogo durante a ação criadora , processo permeado por tomadas de decisão, entraves, desafios, conflitos, negociações e inquietações”. Já a palavra estesia é citada como uma dimensão do conhecimento que está no campo da “experiência sensível dos sujeitos em relação ao espaço, ao tempo, ao som, à ação, às imagens, ao próprio corpo e aos diferentes materiais”. O texto ainda realça que essa dimensão “articula a sensibilidade e a percepção, tomadas como forma de conhecer a si mesmo, o outro e o mundo” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 194. Destaques nossos. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 24 set. 2025), saberes fomentados

ROBERTO WEIGAND

em momentos como na nutrição estética. Outras dimensões de conhecimento são citadas na BNCC como essenciais para o processo de ensino e aprendizagem em Arte, como a crítica , a expressão , a fruição e a reflexão , que podem ser exploradas tanto na nutrição estética como nas rodas de conversa , nas investigações sensoriais , nas expedições culturais e na ação criadora . As ambiências educadoras e criadoras podem ser ocupadas com vivências em diferentes situações de aprendizagem.

Ambiências educadoras e criadoras

Para viver um percurso criativo, poético, estésico e educativo, é preciso prever várias situações de aprendizagem, as quais devem ser vividas em um tempo e em um espaço pensado e preparado, ou seja, em ambiências educadoras e criadoras.

A inovação (analógica e digital), a convivência e o planejamento são pilares que funcionam como norteadores na elaboração das proposições pedagógicas em que os professores podem se basear para criar os percursos e as situações de aprendizagem, bem como as ambiências criadoras e educadoras que primam por uma “escola expandida” (HARDAGH, C. C. Escola expandida: por uma justiça cognitiva digital e perspectivas para “outros sujeitos”. Educere et Educare, v. 13, n. 28, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.17648/educare. v13i28.18790. Acesso em: 16 set. 2025), que consiste em planejar e criar tempo, espaço e materialidades para que vivências significativas com a arte possam acontecer. Ao proporcionar ambiências educadoras e criadoras, o professor pode ter como foco a situação de aprendizagem ação criadora, por exemplo, discutindo os processos de escolha de materialidades, os processos criativos e as poéticas pessoais de cada estudante, dos colegas ou de artistas. É possível criar um ateliê móvel ou fixo com a participação dos estudantes e dos familiares ou responsáveis. Esse tipo de ambiência pode ser proposto na escola e em casa. Em outras situações de aprendizagem, como a nutrição estética, o professor, em conjunto com a gestão da escola, os estu -

dantes e os familiares ou responsáveis, pode criar ambiências para apreciar imagens, ouvir músicas, fazer contação de histórias ou assistir a vídeos (que apresentem várias linguagens, como espetáculos de dança, teatro e performances), filmes e documentários, entre outras, que possam ampliar o repertório cultural e o vocabulário dos estudantes. Também são considerados ambiência educadora e criadora os locais frequentados nas expedições culturais, como museus, galerias, ateliês de artistas, bibliotecas, cinemas, teatros, locais com arte pública, manifestações culturais tradicionais regionais e momentos de fruição que podem acontecer em ambientes presenciais ou se expandir para o ciberespaço (sempre com a presença de adultos responsáveis).

O meio virtual apresenta-se como uma possibilidade para fazer visitas a museus e ambientes on-line que expressem as linguagens artísticas e para conhecer e usar ferramentas digitais em pesquisas ampliadas, explorando ambiências educadoras e criadoras digitais. No entanto, tudo precisa ser estudado, escolhido, planejado e organizado para que o tempo e o espaço vividos nessas ambiências sejam potentes, transformadores e seguros.

As situações de aprendizagem e as ambiências educadoras e criadoras podem desencadear momentos para o desenvolvimento de competências e habilidades e a ampliação de repertórios e poéticas pessoais em arte. É importante analisar as várias possibilidades, ressignificando espaços na escola e fora dela, que expandem as possibilidades de viver e aprender em diferentes espaços e contextos. Nesse sentido, o professor-propositor também exerce o papel de professor-dinamizador cultural. Ao longo das orientações para o professor trazidas nesta coleção, são propostas dicas de como criar situações de aprendizagem e ambiências educadoras e criadoras.

Mediação cultural e curadoria educativa

Como nasceu a ideia de professor-propositor? Artistas neoconcretos, como Lygia Clark (1920-1988), Hélio Oiticica (1937-1980), Lygia Pape (1927-2004), entre outros, desenvolveram na arte a ideia de artista-propositor, que

propunha para o público uma atitude ativa perante a arte. Do universo da arte para o ensino e a aprendizagem da Arte, a ideia de artista-propositor expandiu para a de professor-propositor, com base nas publicações das educadoras Mirian Celeste Martins e Gisa Picosque, ao tratar do professor também como pesquisador, curador e mediador, “escavador de sentidos”, e da proposição pedagógica no ensino de Arte (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa. Travessia para fluxos desejantes do professor-propositor. In : OLIVEIRA, Marilda Oliveira de (org.). Arte, educação e cultura Santa Maria: UFSM, 2007).

Pensando nesses papéis do educador, nesta coleção são propostas ações de curadoria e mediação cultural para a ampliação e a ativação cultural de repertórios dos estudantes. São oportunidades para reconhecer e respeitar lugares de fala, para trazer maior representatividade e diversidade na arte, valorizando a educação antirracista e decolonial. Nesse sentido, outra ação mediadora importante é realizar a curadoria digital, na qual o professor-curador faça pesquisas e acesse páginas da internet com antecedência, analisando se o conteúdo é apropriado ao contexto de estudo e à maturidade de cada turma, tendo por critérios aspectos como:

• Estar de acordo com os princípios da ECA, preservando a defesa dos direitos das crianças nos ambientes digitais.

• Primar pela cultura de paz, estando livre de qualquer tipo de preconceito, apologia à cultura de ódio e violência.

• Não estabelecer vínculos de consumo, pagamento ou necessidade de oferecer dados dos estudantes, professores e familiares ou responsáveis para ter acesso aos conteúdos.

Ao propor encontros entre a arte e os estudantes, o professor-mediador não é um “explicador”, mas estabelece uma “educação perguntadeira”, desenvolvendo habilidades didáticas no ato de perguntar e provocar pensamentos, conversações e construções de hipóteses interpretativas e argumentos diante do encontro com obras artísticas de diferentes linguagens. Nesse sentido, ser professor-mediador é criar ambiências e tempos para, junto aos estudantes, mergulhar em sensações,

emoções e percepções sobre o mundo, as coisas, si mesmo e o outro (RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante . Belo Horizonte: Autêntica, 2002).

Com base na ideia de que a mediação cultural não é um lugar para explicações ou verdades sobre as produções nas diferentes linguagens artísticas, mas um espaço de conversação, uma oportunidade para provocar a construção de hipóteses interpretativas e trocas de ideias, propomos vários momentos de nutrição estética para auxiliar os professores na formulação de suas ações mediadoras.

Também reconhecemos que é preciso fazer adaptações para abarcar a pluralidade de modos de ser e de existir dos estudantes, sobretudo considerando a neurodiversidade e estudantes com deficiência. Podem ser muito positivas as propostas de audiodescrição de imagens em grupo, em que os estudantes se envolvem, com o professor, nas ações mediadoras inclusivas. Para Amanda Tojal, é possível explorar experiências sensoriais na fruição artística com materiais “adaptados para o reconhecimento de outros sentidos, além do visual, como os sentidos tátil, sonoro, olfativo e espacial”, como “mapas táteis, maquetes expográficas, reproduções bi e tridimensionais de objetos ou imagens planas (pinturas, fotografias, entre outras)” (TOJAL, Amanda Pinto da Fonseca. Política de acessibilidade comunicacional em museus: para quê e para quem? Museologia & interdisciplinaridade , Brasília, DF, v. 1, n. 7, p. 200, out./nov. 2015. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/museologia/article/view/16779/15061. Acesso em: 24 set. 2025).

Na sala de aula, dependendo do objeto artístico a ser apreciado, os professores podem trazer, nos momentos de nutrição estética, materialidades com texturas, aromas e sonoridades. Também são interessantes as leituras de imagens que exploram não apenas a visão, mas o corpo, propondo movimentos dançados, percussão corporal, improvisação de cenas teatrais e outras ações em que linguagens e percepções sensoriais sejam trabalhadas de modo a promover experiências significativas com a arte.

A PRESENÇA DAS LINGUAGENS DA ARTE

Nesta coleção, são abordadas as linguagens artísticas das artes visuais, dança, música, teatro e artes integradas a partir de produções históricas e contemporâneas, incluindo estudos sobre novas formas de produção usando tecnologias digitais e o ciberespaço. Ao longo da coleção, buscamos sempre respeitar uma estrutura de pensamento pedagógico com caminhos nutridos pelos encontros significativos com a arte, pela afetividade e pela ludicidade que o processo do trabalho com as crianças exige.

Artes visuais

No que se refere às artes visuais, a proposta desta coleção é desenvolver processos de alfabetização visual ampliados e contextualizados à cultura visual, aos processos de criação e às poéticas visuais de artistas e dos estudantes. Segundo Santaella, “a alfabetização visual significa aprender a ler imagens, desenvolver a observação de seus aspectos e traços constitutivos, detectar o que se produz no interior da própria imagem” (SANTAELLA, Lucia. Leitura de imagens . São Paulo: Melhoramentos, 2012. p. 13). Nesse sentido, a alfabetização visual pode envolver vários estudos, expandir o olhar e ajudar a compreender o mundo e a cultura visual. Sugerimos situações de aprendizagem para apresentar aos estudantes conceitos e noções que enfatizam que as imagens são constituídas de elementos visuais como: ponto, linha, forma, cor, luminosidade e espaço. Por isso, é importante mostrar como esses elementos articulados podem criar texturas, tonalidades, variações de efeitos de luz e sombra, sensações de movimento, relações com o espaço, entre outras possibilidades. Os estudantes podem desenvolver competências e habilidades na interpretação e na criação de imagens ao serem apresentados, de maneira progressiva, às diversas possibilidades de articulações e combinações entre os elementos constitutivos da linguagem visual, às materialidades, aos diversos processos de criação e aos discursos poéticos e contextos culturais e históricos nos quais as imagens são criadas.

Para Fayga Ostrower, com poucos elementos de linguagem visual é possível criar muitas

combinações na produção de imagens, infinitas possibilidades imagéticas que podem provocar os estudantes a expressar ideias, memórias, emoções, sensações etc. A criação de imagens tem muitas possibilidades, como explorar diferentes materialidades e poéticas; investigar linhas e formas em um desenho, cores e matizes em uma pintura; captar imagens a partir de escolhas de ângulos e enquadramentos; explorar processos de desenhar, gravar, entintar e imprimir gravuras; descobrir volumes, espaços e formas tridimensionais na escultura, entre outras investigações que podem acontecer na fruição ou na criação de imagens analógicas ou digitais (OSTROWER, Fayga. Universos da arte. Campinas: Unicamp, 2013).

O estudo do mundo das imagens se faz potente pelo universo das artes visuais, mas não se restringe a ele. Uma vez que a cultura visual é vasta e interdisciplinar, pode estar associada a campos que fazem parte do cotidiano dos estudantes, como a arquitetura, a publicidade, o design , a moda, entre outros. Entendendo a “arte e a cultura como mediadores de significados” e que o “significado pode ser interpretado e construído”, as imagens podem “informar àqueles que as veem sobre eles mesmos e sobre temas relevantes no mundo” (HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2000. p. 54).

Dança

Dança é a poética do corpo em movimento e todos os corpos são convidados a dançar. A linguagem da dança na escola se configura como espaço do corpo em seu pensamento estético. O movimento intencionalmente poético é o centro sobre o qual gravita a linguagem. Voltamo-nos à dança contemporânea como fundamento por alargar a matéria-prima da dança. Qualquer movimento é matéria potencial para dançar e coreografar, assim como qualquer corpo pode dançar. Onde pode existir movimento, pode existir dança.

Esses princípios fundamentam a concepção de dança desta coleção, pois permite que todos os estudantes sejam acolhidos na singula-

ridade de seus corpos. Sob essa perspectiva, entende-se que a potência poética dos corpos está em suas características particulares. Uma pessoa com deficiência, por exemplo, dança a partir de seu corpo, e não apesar de seu corpo. Portanto, não se trata de adaptar as diferenças e as singularidades do corpo a padrões de corpos preestabelecidos. O anticapacitismo e a perspectiva da arte contemporânea na dança têm um caráter ético, estético e político ao resistir e ao romper com estereótipos e idealizações dos corpos.

Nesse sentido, a escola é um ambiente privilegiado no qual o legado cinepoético da humanidade pode ser acionado por meio da experiência. Entendemos como ambiente não apenas o espaço, mas as relações que se estabelecem entre as pessoas. Há também questões técnicas, como adequar ou buscar um espaço adequado para a dança, verificar condições para uso de aparelhos sonoros, caso a música seja um elemento presente na proposta a ser desenvolvida, considerar a presença de estímulos visuais, sonoros e de iluminação sob a perspectiva da neurodiversidade etc.

Ainda sob essa perspectiva, a repetição de ambiências pode fortalecer o sentimento de segurança dos estudantes por meio da previsibilidade. Pode-se estabelecer uma rotina de combinados com os estudantes: interromper o toque ou o contato a qualquer sinalização do colega, zelar pela harmonia e por manter um clima leve e divertido e ter uma rotina no uso de espaços (como uma sala ou local específico para as propostas que envolvam experiências estésicas ou criativas) são algumas estratégias que possibilitam a construção de ambiências seguras. Isso não significa que as ambiências não possam variar; o elemento ativador de uma proposta pode ser justamente explorar uma nova ambiência, como dançar em meio às árvores em uma área verde do espaço escolar. Metodologicamente, indicamos a articulação entre as dimensões do ensino de Arte, ampliando repertórios, fruindo a dança, conversando sobre a dança, experimentando movimentos do corpo e suas partes, explorando ações corporais e temas de movimento, jogando, brincando, abrindo espaço para a imaginação, criando proposições e sequências

de movimentos, promovendo interações com objetos, espaços e corpos. A ampliação de repertório, seja pelo fruir seja pela experimentação dos movimentos, pode abranger, apontar para diferentes épocas, culturas e territórios ou partir deles.

Conversações compõem a avaliação em seu caráter processual. Aliada a elas estão os registros, que podem ser feitos pelos estudantes em linguagens verbais, não verbais e multimodais, utilizando materiais próprios, como cadernos ou recursos digitais. Proponha momentos para a leitura dos registros como forma de reflexão e avaliação dos percursos de aprendizagem, permitindo um olhar panorâmico sobre todo o processo.

Como as avaliações se desenvolvem com base em indicadores, recomenda-se a realização de situações de aprendizagem que permitam diagnosticar conhecimentos prévios, inclusive proprioceptivos.

Música

A proposição pedagógica para música presente nesta coleção convida professores e educandos a trilhar um percurso sensível e lúdico pela experiência criativa.

Pesquisas desenvolvidas recentemente têm nos instigado a considerar a música, a educação musical e o ensino da música de maneira inventiva e reflexiva, integrando os saberes musicais e os discursos possíveis sobre a música. Desde as contribuições de autores dos métodos ditos ativos, surgidos no período entre as duas Guerras Mundiais, vem sendo perseguido um equilíbrio mais adequado entre a música praticada, por um lado, e a música ensinada ou abordada teoricamente, por outro. Essas proposições consideram a arte um modo de ser, de estar e de pensar o mundo, e não um conteúdo rígido.

Em termos de ambiência, trata-se de oferecer aos estudantes meios adequados e condições favoráveis ao contato com o universo musical já existente — patrimônio já constituído, em suas múltiplas formas de manifestação — e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de sua própria musicalidade com base nas necessidades presentes.

Para um professor-propositor, esses saberes podem seguir em mais estudos, pois es -

tamos propondo que o professor vivencie a música e seu ensino por meio de encontros significativos. Consideramos que é possível criar e interpretar música com qualidade, mesmo nos níveis mais iniciais. Sugerimos ao professor que oportunize a escuta, o contato e o conhecimento de manifestações musicais de diferentes épocas, gêneros, estilos, tendências e culturas. Para isso, oferecemos uma gama de representações musicais: da exploração de percepção de sonoridades a criações musicais contemporâneas; de músicas da tradição brasileira a experimentações sonoras internacionais; de instrumentos usuais ao uso de objetos sonoros e à construção de novos meios expressivos. Ao mesmo tempo, lembramos a importância de não restringir esses momentos apenas à audição ou à fala sobre música, mas que sejam oferecidos espaço, recursos e motivação suficientes para que cada estudante, além de se expressar criativamente pelos sons e pela música, entre em contato consigo e com o outro, com suas sensações, seus sentimentos e seus entendimentos, podendo aprender a exprimi-los com clareza e compartilhá-los no coletivo.

As aulas de música são também encontros com a diversidade e abrangem o acolhimento de estudantes com deficiência ou variadas sensibilidades. Uma comunicação multimodal com fala, gesto e imagem é uma estratégia eficiente, nesse sentido, repetindo e reforçando os estudos por meio de diferentes sentidos (tátil, auditivo, visual). No contexto do estudo das notações musicais, valorizamos partituras convencionais e, igualmente, formas diferenciadas de registro e criação. As ambiências podem trazer experiências sensoriais múltiplas: ouvir, cantar, tocar e sentir vibrações. Em termos de neurodiversidade, indica-se o estabelecimento de rotinas e rituais, trazendo previsibilidade para as aulas. Além disso, o cuidado com a intensidade e o excesso de estímulos sonoros pode oferecer um ambiente mais favorável, especialmente para estudantes com TEA.

Ao avaliar, são consideradas, ao menos, três instâncias. De forma diagnóstica, são propostas situações nas quais se possam identificar repertórios, experiências prévias e habilidades iniciais. Processualmente, busca-se

acompanhar o engajamento, os progressos e a criatividade dos estudantes. Em caráter final, são integrados os aprendizados em conversações nas quais são revisitados os registros do percurso de aprendizagem e promovidas reflexões sobre todo o processo.

A abordagem de ensino musical proposta aqui procura oferecer atividades prazerosas que tratem de conteúdos relevantes para o conhecimento e a formação musicais, como conceitos de tempo e espaço e noções de ritmo e melodia, bem como a prática de interpretação, improvisação, criação e agenciamento de materiais. Sempre que possível, é importante que os diversos conteúdos musicais sejam disponibilizados em sala de aula de maneira lúdica e integrada. Assim, ao longo dos temas, propomos o fazer musical para trabalhar várias situações de aprendizagem que transitam entre:

• escutar, acolher e conhecer;

• apreciar, avaliar e comentar;

• experimentar, descobrir e se apropriar;

• expressar, cantar e tocar;

• interpretar, improvisar e criar;

• compreender, comunicar e compartilhar.

Teatro

O teatro, como linguagem artística que pode agregar outras linguagens artísticas, proporciona um campo fértil para a experimentação e a construção de novos conhecimentos. Por meio do teatro, os estudantes não apenas exercitam a fala, a escrita e o movimento, mas também a escuta ativa e a empatia, essenciais para a convivência em sociedade.

Essa experiência contribui para o desenvolvimento de competências e habilidades fundamentais, que envolvem a criatividade, a crítica e a resolução de conflitos, tornando a sala de aula um lugar de construção de conhecimentos, de sentidos e de identidades.

Na linguagem teatral, nos anos iniciais do ensino fundamental, não temos a preocupação de fazer ensaios para apresentar peças teatrais ou espetáculos temáticos para comemorações da escola ou para o fim de ano, mas sim de abrir possibilidades de construir conhecimentos, criar, expressar e refletir.

Com base nos estudos e pesquisas de Viola Spolin, vamos explorar o “onde”, o “o quê” e

o “quem” (Onde se passa a narrativa? O que vou fazer em cena? Quem é o personagem que vou representar?). Essas são perguntas que a autora sugere fazer durante o processo de criação de uma cena ou de um jogo teatral. O jogo e a improvisação teatral são pressupostos básicos de sua teoria e metodologia (SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula : um manual para o professor. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010).

A improvisação teatral permite aos estudantes desencadear os processos de criação, imaginação e expressão poética pessoal ou coletiva.

No percurso da coleção, os elementos da linguagem teatral, como corpo, voz, iluminação, cenários, figurinos, máscaras e outros, serão investigados e conhecidos no âmbito conceitual e prático. A linguagem artística teatral se concretiza mediante a composição de alguns elementos. Mesmo renunciando a alguns deles, um espetáculo teatral pode se realizar; entretanto, conhecer os elementos citados é fundamental para compreender as muitas formas de fazer teatro, como teatro de animação, mímica, corpo e voz, improvisado. Pensar uma escola que atue como um espaço de experiências lúdicas, educadoras e criadoras é uma tarefa que exige atenção e dedicação. As ambiências físicas devem ser acolhedoras e flexíveis, construídas coletivamente, permitindo que os estudantes se sintam à vontade para explorar e expressar suas hipóteses e emoções. Isso inclui desde a disposição do mobiliário até a decoração, com elementos que remetem ao mundo do teatro, como máscaras, figurinos e cenários.

As ambiências socioafetivas, por sua vez, são igualmente importantes. A escola deve ser um espaço seguro onde todos se sintam respeitados e valorizados. O teatro, com suas dinâmicas de grupo e jogos, é um excelente recurso para fortalecer os laços de confiança entre os estudantes, incentivando a colaboração e o respeito às diferenças.

As ambiências educadoras e os combinados em sala de aula são ferramentas essenciais para a promoção de um ensino de qualidade. Ao criar um ambiente que valorize a interação, o respeito e a construção conjunta do conhecimento, estudantes e educadores podem de-

senvolver um processo de aprendizagem mais significativo e transformador. A educação, assim, se torna um espaço não apenas de construção de conhecimentos, mas de formação de cidadãos críticos, conscientes e comprometidos com sua realidade.

Para que as ambiências educadoras sejam concretizadas em sala de aula, é fundamental que os combinados sejam constantemente revisados e adaptados às necessidades da turma. A participação ativa dos estudantes na construção dos combinados não só fortalece o senso de coletividade e pertencimento, mas também desenvolve habilidades como negociação, resolução de problemas, colaboração e responsabilidade social.

A inter-relação entre ambiências educadoras e combinados é vital para um ambiente de aprendizagem bem-sucedido. Enquanto as ambiências propiciam a condição para o aprendizado, os combinados estruturam o processo de convivência, assegurando que o espaço criado seja utilizado de forma construtiva e respeitosa.

O professor pode promover situações de aprendizagem que estimulem a nutrição estética e a ação criadora no teatro, desde a produção de pequenas cenas teatrais improvisadas até a realização de rodas de conversa sobre temas relevantes, tratados em cena. Essas interações favorecem a investigação sensorial e a expressão de sentimentos, tornando o aprendizado mais significativo.

Recomenda-se o uso de estratégias de ensino que têm por objetivo incentivar os estudantes a construir conhecimentos de forma autônoma e participativa, por meio de problemas e situações reais, realizando tarefas que os estimulem a tomar iniciativa e a debater, tornando-se responsáveis pela construção de conhecimento. Assim, propomos que o professor seja um mediador nos processos de ensino e aprendizagem, garantindo aos estudantes o protagonismo de seu percurso nas aulas e na escola.

Especificamente, na metodologia aplicada ao ensino e aprendizagem da linguagem artística teatral, a proposta de Viola Spolin vigora, na medida em que sistematiza uma prática teatral destinada a crianças e jovens e possível de ser desenvolvida em sala de aula.

Com isso, contemplamos pontualmente TCTs e ODS, abordagens fundamentais para um ensino crítico, reflexivo e comprometido com as demandas contemporâneas.

A linguagem teatral apresenta-se como um caminho para construir cidadãos mais críticos, criativos e sensíveis. É uma manifestação da arte que tem o poder de transformar a maneira como nos relacionamos com o conhecimento e com o outro, revelando a beleza da diversidade cultural em todas as suas nuances.

Ao preparar as ambiências na escola, devemos pensar nos estudantes com deficiência e na neurodiversidade. A colaboração entre a escola, os familiares ou responsáveis e o restante da comunidade escolar é necessária para criar um ambiente de aprendizado inclusivo e eficaz, focado nas necessidades específicas de cada estudante. O teatro pode se mostrar uma ferramenta poderosa para a inclusão, pois oferece um espaço democrático onde cada um pode contribuir de acordo com suas habilidades e competências. Os exercícios, os jogos e as improvisações teatrais podem ser adaptados para garantir que todos os estudantes participem ativamente. O uso de tecnologias assistivas, a criação de roteiros inclusivos e a realização de ensaios que considerem o ritmo e as necessidades de cada estudante são algumas estratégias que podem ser implementadas.

Além disso, promover um ambiente de aceitação e respeito às diferenças é fundamental. O teatro pode se configurar como um mediador de práticas que reforçam a empatia e a compreensão, capacitando os estudantes a se tornarem agentes de transformação social. A inclusão nas aulas de arte também estimula o desenvolvimento integral dos estudantes com deficiência, podendo promover o autoconhecimento, a autoestima e a socialização.

Incorporar o teatro como parte da formação escolar é proporcionar aos estudantes um espaço de construção de conhecimentos e desenvolvimento humano. Ao trabalhar com a linguagem teatral de forma integral, preparar ambiências adequadas e garantir a inclusão de todos, a escola se torna um lugar onde o saber é construído coletivamente, em meio a experiências que traduzem a pluralidade dos seres humanos e da vida.

A avaliação no contexto do teatro na escola deve ser multidimensional, considerando aspectos diagnósticos, processuais e finais. A avaliação diagnóstica tem o intuito de identificar as habilidades e as dificuldades de cada estudante. Isso permite uma orientação mais personalizada e adequada às necessidades da turma.

A avaliação processual ocorre ao longo das situações de aprendizagem, intervindo e observando o desenvolvimento dos estudantes durante as práticas de exercícios, jogos e improvisações. Nesse momento, é importante registrar não apenas a evolução técnica, mas também as habilidades socioemocionais, como trabalho em equipe, autoconfiança e empatia.

A avaliação deve refletir o resultado do percurso vivido pelos estudantes. Isso pode se dar por meio de perguntas e respostas, por meio de improvisações teatrais ou mesmo por meio de reflexões individuais, nas quais os estudantes possam expressar o que aprenderam e como se sentiram durante todo o processo. Na proposta de Viola Spolin, três conceitos fundamentais se destacam: foco, instrução e avaliação. Esses momentos são essenciais para criar um ambiente de aprendizado eficaz e produtivo.

O foco é um princípio central na prática teatral e se refere à concentração e à atenção que os praticantes devem ter durante jogos e improvisações. A instrução é o guia, que orienta os praticantes no desenvolvimento dos jogos teatrais propostos, para estimular a exploração, a descoberta e a improvisação teatral. A avaliação, para Spolin, vai além da crítica convencional. A sugestão é que a avaliação deve ser realizada com base no crescimento pessoal e coletivo dos praticantes. Um feedback construtivo é incentivado, destacando o progresso e a criatividade e promovendo um ambiente onde os praticantes possam se sentir seguros para explorar e cometer erros no processo. É imprescindível uma avaliação individualizada que respeite o progresso de cada estudante, evitando comparações.

Para a inclusão de estudantes com deficiência ou com TEA, sugerimos utilizar estratégias como: dividir o conteúdo em partes menores, aumentar o tempo para realizar as provas, fazer audiodescrições, flexibilizar as formas de

avaliação e oferecer feedback contínuo sobre o processo. No entanto, destacamos que essas práticas também podem ser importantes para uma variedade de estudantes. Dessa forma, o foco da avaliação pode ser dado na participação, na iniciativa e no interesse dos estudantes, e não apenas em resultados pontuais.

Artes integradas (linguagens híbridas)

Conhecer o instrumento de trabalho e as possibilidades que ele oferece é essencial, mas ir além da mera aplicação dessas possibilidades é fundamental.

PIMENTEL, Lucia Gouvêa. Tecnologias contemporâneas e o ensino da arte. In: BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte. São Paulo: Cortez, 2002. p. 117.

Para Lucia Gouvêa Pimentel, o universo tecnológico trouxe muitas possibilidades para conhecer e criar arte. É imprescindível proporcionar aos estudantes um ensino de Arte em consonância com seu tempo. Entretanto, somente o uso dessas tecnologias, sem um trabalho consistente por parte dos educadores, não vai garantir seu aprendizado e seu desenvolvimento artístico (PIMENTEL, Lucia Gouvêa. Tecnologias contemporâneas e o ensino da arte. In : BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte São Paulo: Cortez, 2002. p. 113-122).

Consideramos artes integradas aquelas que são híbridas, podendo ser verbais, visuais, so-

FAÇA SEU PRÓPRIO

CAMINHO!

Cartografar seu próprio fazer pedagógico, como um professor-propositor, é elevar-se à condição de criador dos próprios percursos de aprendizagem junto aos alunos, de tecer a coautoria do seu pensar/fazer pedagógico com escolha de caminhos que possam abrigar e expressar também os desejos de seus alunos.

MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010. p. 195.

As educadoras Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e Maria Terezinha Telles Guerra

noras, corporais, tecnológicas, audiovisuais e, ainda, todas elas juntas. São muitas as linguagens artísticas possíveis que precisamos, como educadores, estudar e conhecer como nascem e se transformam. Por exemplo, das máquinas fotográficas mecânicas às câmeras digitais altamente tecnológicas muito foi criado e experimentado. Além disso, o uso da fotografia tem alcançado uma proporção inigualável no desenvolvimento da cultura visual da contemporaneidade e tem muitos usos e funções além do artístico. Já o cinema nasceu do fascínio de captar, movimentar e projetar as imagens. Sendo narradores de histórias, os seres humanos associaram imagens a contos, e podemos apontar muitos momentos importantes, desde as primeiras projeções de sombras chinesas na Antiguidade, passando pelas invenções e investigações que deram origem às imagens em movimento do século XIX, até as ferramentas e os recursos tecnológicos atuais. As tecnologias e as novas linguagens, como videoarte, videodança, videoperformance e videoinstalação, feitas com recursos audiovisuais e digitais, podem estar entre as propostas no ensino de Arte, mas é preciso ter objetivos claros e criar situações de aprendizagem que estimulem a compreensão e a produção nas linguagens da arte contemporânea, bem como orientar estudantes e familiares ou responsáveis sobre os objetivos pedagógicos envolvidos no uso de ferramentas e recursos digitais e sobre maneiras confiáveis e seguras de navegar nos ambientes digitais.

apontam para a autonomia do educador que escolhe caminhos para criar soluções e proposições na sua ação educadora, diante de sua história e sua formação profissional, bem como o que o nutre enquanto base teórica, metodológica e experiência estética no encontro com a arte. Também é importante que o professor planeje seus caminhos e suas proposições pedagógicas e investigue suas concepções de arte e de ensino de Arte (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte :

a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010).

Sabemos que questionar é sempre um exercício importante para fazer escolhas; assim, ao estar diante do desafio de sermos professores-propositores, podemos nos indagar: como aproximar teorias da minha prática docente? Que relações esses fundamentos e proposições pedagógicas têm com a minha história de educador e a realidade dos estudantes? Qual é a minha concepção de arte e de ensino de Arte? Qual é o meu lugar de fala e o dos estudantes com os quais caminho?

Na busca por respostas, podemos olhar para nossas experiências e valorizá-las, assim como podemos estudar documentos, teorias, investigar as histórias e as trajetórias do componente curricular Arte e os autores que nos ajudam a compreender, nutrir e trilhar caminhos pedagógicos no ensino de Arte.

Na direção do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), no fim da década de 1980, a professora Ana Mae Barbosa desenvolveu, com base em suas pesquisas e suas ações educativas, a chamada Abordagem Triangular do Ensino de Arte. Ainda hoje, essa proposta de ensino de Arte é a base da maioria dos programas de educação de Arte no Brasil, seja em escolas, seja em museus. A proposta consiste em uma proposição pedagógica que aborda três eixos para a construção de saberes artísticos: ler, fazer e contextualizar. Esses eixos não apresentam uma ordem preestabelecida. É o educador, diante de seu projeto, que propõe os momentos de ler, fazer e contextualizar (BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da Arte: anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2009).

Ao ler, em momentos de fruição da arte, o enfoque dá peso à leitura como construção de sentido de que os estudantes vivem e percebem o mundo em imagens, sons, gestos e movimentos. São possibilidades de leituras de obras que se fundem às leituras de mundo dos estudantes para estabelecer relações entre arte e vida, construções de interpretações de um mundo culturalmente vivido (FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 2011). Essas propostas permeiam esta coleção, em especial nas aberturas de capítulo e nos diversos temas abordados.

O fazer artístico apresenta oportunidades para instituir “ambiências criadoras e educadoras” para a produção criativa e poética nas linguagens artísticas, explorando materialidades, elementos, temas e formas. A obra de um artista pode nutrir repertórios culturais, porém o foco no fazer artístico deve estar sempre na poética e no contexto de criação dos estudantes. Essas propostas estão presentes nas seções Arte-aventura e Arte em projetos Ao contextualizar a produção artística, o ensino de Arte deve ir além da apresentação de fatos históricos, deve ampliar o âmbito informativo e levar os estudantes a perceber a história da obra de arte como produção social que abarca dimensões dos conhecimentos histórico e cultural, além de proporcionar relações entre as produções artísticas, a leitura de mundo feita por eles e as conexões com seu repertório e suas experiências culturais. Essas propostas permeiam todo o Livro do estudante, em particular na seção Diálogos , que tem por foco os temas contemporâneos transversais.

Desejamos contribuir com o trabalho de professores-propositores, professores-mediadores, professores-dinamizadores e professores-curadores culturais, que também se comprometem com os processos de alfabetização e seguem se nutrindo de contribuições teóricas e metodológicas desenvolvidas por autores que são importantes referenciais para as formulações curriculares e as práticas educativas no ensino de Arte no Brasil. Diante das produções de conhecimento que nos inspiram na caminhada de desenvolver proposições pedagógicas, convidamos você, professor, a ser inventor de ideias e ações, uma vez que a educação e a arte estão sempre em transformação. Consideramos que Arte é uma área de conhecimento, um pensamento defendido por muitos educadores brasileiros e legitimado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL. Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ l9394.htm. Acesso em: 24 set. 2025). O convite é para que você seja autor de seus tra -

balhos e que os estudantes também tenham autonomia para trabalhar de forma criativa e poética, aprendendo a interpretar os conhecimentos em Arte e a conectá-los com diferentes saberes e contextos.

A proposta desta coleção não é apenas auxiliar na execução das aulas, mas também inspirar você e os estudantes a inventar percursos criativos, poéticos, estésicos e educativos no ensinar e aprender Arte.

AVALIAÇÃO, REGISTROS E SONHOS PEDAGÓGICOS

É sabido que o professor avalia os estudantes a todo momento, a cada situação de aprendizagem, a cada participação. A finalidade dessa avaliação é que o professor possa contribuir para o desenvolvimento dos estudantes em aspectos acadêmicos e socioemocionais. Quando se trata especificamente de situações de aprendizagem com foco na avaliação, espera-se que o professor realize um acompanhamento bastante próximo do desenvolvimento das competências e habilidades previstas na legislação educacional vigente. Para um acompanhamento permanente, é importante instituir instrumentos práticos de avaliação dos estudantes, bem como um registro permanente dos resultados obtidos. Por exemplo, ao realizar produções artísticas, observar como os estudantes escolhem e utilizam materialidades e procedimentos; como identificam elementos constitutivos de linguagem e fazem arranjos; como se expressam oralmente ou por meio de textos sobre seus processos de criação e poéticas pessoais ou coletivas. Os critérios para a avaliação podem ser analisados a partir de como os estudantes compreendem e sabem narrar e se expressar sobre o processo criador e poético vivido. É importante ressaltar que, no componente curricular Arte, a avaliação não deve focar apenas o fazer artístico. O trabalho e os critérios de avaliação devem estar alinhados com os vários eixos de aprendizagem, como a produção, a fruição e a contextualização, e também deve acompanhar como os estudantes se percebem como seres de cultura e potência poética. Assim, podemos pensar em critérios, por exemplo: como eles identificam elementos constitutivos e materialidades em obras de artistas, em suas produções e nas dos colegas? Como percebem a arte em seu meio sociocultural e valorizam acervos locais que podem também dialogar com a produção mundial?

Criar pautas para avaliação com listas de critérios pode ajudar a compor uma planilha

que acompanhe o diário de classe ou mesmo um portfólio de cada estudante (ou da turma) e que será alimentado a cada nova proposta e situação de aprendizagem com finalidade de avaliação formativa. Esse planilhamento permite organizar, visualizar e analisar dados da turma com mais rapidez, e esses dados podem também contribuir para decisões visando à contínua aprendizagem dos estudantes.

É importante salientar que esses critérios podem ser estabelecidos com os demais docentes e a gestão escolar, para que os estudantes percorram todo o processo de ensino e aprendizagem e não sejam avaliados apenas pela realização de uma tarefa, mas pelo percurso percorrido em um bimestre, em um semestre ou no ano. Avaliar é uma tarefa coletiva e alinhada com a comunidade escolar. Por essa razão, tomar os objetivos e as competências e habilidades da BNCC como ponto de partida para definição de critérios formativos pode ser ainda mais produtivo.

Por fim, é possível que, no Plano Político-Pedagógico da rede ou da unidade escolar, haja a sugestão das métricas ou das balizas para a avaliação formativa dos estudantes. É importante estar alinhado a isso para que a avaliação de cada critério também converse com a avaliação geral estabelecida previamente. As avaliações diagnósticas são fundamentais no processo, pois podem indicar o que os estudantes já sabem sobre os temas tratados em aula e o que mais deve ser tratado para recompor a aprendizagem dos estudantes. Diagnosticar nos auxilia a tomar decisões mais precisas sobre o processo de ensino e aprendizagem.

A apropriação e a produção do conhecimento são de responsabilidade do professor e dos estudantes. Diante dessas mudanças, a avaliação também assume uma função diferenciada e tem como foco a formação integral dos estudantes. Observar, registrar e oferecer feedbacks avaliativos aos estudantes são ações que devem ser realizadas para

compor a gama de materiais a ser analisada durante cada percurso de aprendizagem e ao seu final. O foco é a avaliação formativa, em que o professor e os estudantes estabelecem diálogos sobre as conquistas de saberes ao longo do trajeto. Para que os objetivos em um processo de avaliação formativa aconteçam, é fundamental explorar tempos, ambiências educativas, modos e instrumentos de avaliação. A avaliação diagnóstica, a de processo e a de final de percurso podem se constituir também em situações de aprendizagem significativas, superando ideias negativas sobre a avaliação por parte dos estudantes.

É importante compartilhar responsabilidades com os estudantes e os familiares ou responsáveis, uma vez que a avaliação não é apenas responsabilidade do professor. Um bom percurso de aprendizagem não deve se esgotar em seu término. Ao contrário, deve deixar aquele “gosto de quero mais”. Assim, é imprescindível criar situações e rodas de conversa com os estudantes para debater conquistas de aprendizagem, o que gostariam de conhecer mais ou onde poderiam pesquisar para continuar a aventura de conhecer o universo da arte.

Para a ação criadora, sugerimos uma diversidade de propostas e experimentações. Diante delas, nosso desejo é que os estudantes tenham acesso a diferentes situações de aprendizagem que estimulam a autonomia, a compreensão e a produção significativa nas aulas de Arte, sendo também capazes de se autoavaliar em situações mais simples, para que, com o tempo, alcancem reflexões mais complexas.

As propostas sugeridas podem gerar experiências poéticas significativas, tendo como ponto de partida a problematização e a conexão entre conceitos, promovendo a solução de problemas e o estímulo à criatividade. A ideia é permitir que os estudantes se aventurem na descoberta de processos criativos com a experimentação de materialidades e de linguagens. São iniciativas de projetos que possibilitam trabalhar os aspectos experimental e experiencial nas linguagens artísticas. O foco da avaliação deve ser tanto o processo de aprendizagem como o produto, e esses podem ser discutidos com cada estudante em momentos de diálogo, estimulando a autoavaliação, como já mencionado.

Ao olhar para a experiência, é importante retomar conceitos e debates mobilizados pelos conteúdos temáticos das unidades e dos tópicos abordados. É o momento oportuno para que os estudantes falem a respeito do que aprenderam, do que acharam do processo, das dificuldades que encontraram e das possibilidades futuras.

Ao longo desta coleção, apontamos momentos e possibilidades para a avaliação formativa. Você pode desenvolver uma ficha (pauta de avaliação) para acompanhar as questões a seguir e outras que considerar importantes.

• O que os estudantes aprenderam ao estudar esta unidade?

• O que sabem sobre arte e processo criador coletivo?

• Compreendem a cultura imaterial e material e a importância do acervo brasileiro?

• Conhecem a formação do povo brasileiro e a importância das matrizes culturais?

• Expressam-se por meio de movimentos dançados e brincadeiras cantadas?

• Expressam-se por meio de pinturas, desenhos, esculturas e modelagens?

• Conhecem e analisam várias danças e músicas como patrimônio cultural imaterial?

• Quais danças gostaram mais de conhecer?

• Como os estudantes desenvolvem seus processos de improvisação teatral?

• Quais formas de se fazer teatro mais gostaram de conhecer ou praticar?

• Constroem argumentos sobre a arte brasileira e se expressam pela oralidade, pela escrita e por desenhos?

• Têm autonomia na escolha, na pesquisa e no uso de materialidades?

• Aprendem arte e a criam de modo colaborativo e com poéticas pessoais?

• Como constroem registros sobre suas produções?

É importante avaliar como os estudantes se comportam durante os momentos de ações criadoras previstas nesta coleção. Esses pontos devem ser levados em consideração e você pode complementar a lista com outros pontos que julgar convenientes.

SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO

Quadro programático da coleção

Neste quadro, apresentamos os temas e os conteúdos que compõem os volumes desta coleção. Ao consultá-lo, você poderá observar a progressão de conteúdos a cada ano letivo, avaliar possibilidades de interdisciplinaridade e definir proposições para seu trabalho em sala de aula.

Unidade 1

3

ARTE CRIATIVA

1. O que você tem na cabeça?

• Imagens e ideias

Arte-aventura: Observar, lembrar e imaginar

Arte-aventura: Ferramentas para criar

Diálogos: Digital legal

• Imagens do imaginário

Arte-aventura: Mundo da imaginação

Arte-aventura: Poética pessoal

Arte em projetos : Misturar desenhos com fotografias

2. De onde vem tanta ideia?

• Morada da invenção?

Arte-aventura: Vamos brincar de performances?

Arte-aventura: Inventar e desenhar

Diálogos: Energia limpa

Arte-aventura: Parece brincadeira

Arte em projetos: Intervenção visual na escola

Para rever o que aprendi

Unidade 1

4 5

CRIAÇÃO EM GRUPO

1. Arte coletiva

• Junto e separado

• Arte que convida

Arte-aventura: Dança das linhas, das formas e das cores

• Desenhos orgânicos

Arte-aventura: Performar e traçar

Diálogos: Corpo flexível

Arte em projetos: Laboratório de criação coletiva

2. Clube de fotografia

• Minhas imagens

Arte-aventura: Ação fotográfica

Diálogos: Diferentes tecnologias para fotografar

• Fotografia encenada

Arte-aventura: Clique na cena

Arte em projetos: Clube de fotografia da turma

Para rever o que aprendi

Unidade 1

IMAGENS EM MOVIMENTO

1. Cinema: fábrica de sonhos

• Imaginação e criação

Arte-aventura: Literatura e cinema

Diálogos: Aventuras e saberes na Arte e na Ciência

Arte-aventura: Fábrica de sonhos

Arte em projetos: Um ser fantástico para brincar

2. Aventuras no mundo da imaginação

• Temas, personagens e emoções no cinema

• Personagens e histórias

Diálogos: Por que vemos imagens em movimento?

Arte-aventura: Desenhos em movimento

Arte em projetos: Histórias animadas

Para rever o que aprendi

Unidade 2

CORPO: TEATRAL E DANÇANTE

1. Palhaçaria

• Hoje tem espetáculo!

Diálogos: A profissão de fazer rir

Arte-aventura: Minicara de palhaço

Arte-aventura: E o meu palhaço, como é?

Arte em projetos: Palhaços e palhaças em cena

Arte em projetos: Minha mala de palhaçaria

2. Corpo, cada parte da minha arte

• É para movimentar? Vamos lá!

Arte-aventura: Movimentos da dança, movimentos do meu corpo!

Arte em projetos: Espetaculaços

Para rever o que aprendi

Unidade 2

COLABORAR PARA CRIAR

1. Nosso grupo de teatro

• Estar e criar junto

Arte-aventura: Tá na mão!

Arte-aventura : Contando histórias, fazendo arte junto!

• Mamulengos

Diálogos: Mão molenga?

Arte-aventura: Meu mamulengo

Arte em projetos: Nosso grupo de teatro

2. Clube de gravura

• Histórias gravadas

Arte-aventura: Criando gravuras com papelão

Arte-aventura: Barrogravura e monotipia

Diálogos: A arte delas!

Arte em projetos: Clube de gravura

Para rever o que aprendi

Unidade 2

A TURMA DO CINEMA

1. Cinema: arte de muitas linguagens

• Luz, câmera e imaginação!

Arte-aventura: Jogar e improvisar

• Adaptações fílmicas

Diálogos: Cinema: saberes, arte e lugar

Arte-aventura: Meu filme de curta metragem

Arte em projetos: Cineclube da turma

2. Som, movimento, ação!

• Som e ação

Arte-aventura: Jogo das trilhas sonoras

Diálogos: Temas no cinema: voz e corpo

• Cena, música e movimento

Arte-aventura: Curta-metragem musical!

Arte-aventura: Sapato para sapateado!

Arte em projetos: Efeitos especiais

Para rever o que aprendi

Unidade 3

LINGUAGENS EM COMPOSIÇÃO

1. Canção: letra e melodia

• Letra e melodia de uma canção

Arte-aventura: Escute, cante e invente

Diálogos: Cuidados com a voz

Arte-aventura: Brincando com música

Arte-aventura: Cânone: a minha, a sua e a nossa voz!

• Compor músicas

Arte-aventura: Vamos cantar as notas?

Arte-aventura: Partituras desenhadas

Arte em projetos: Musicando poemas

2. A arte em cena

• Por muitos e de muitas formas

Arte-aventura: Contando histórias no teatro

Arte-aventura: Meu amigo é minha sombra

Diálogos: Teatro em trânsito

• Os elementos do teatro

Arte em projetos: Construindo cenários

Para rever o que aprendi

Unidade 3

ESTA ARTE É NOSSA!

1. Unidos pela arte

• É de todos nós!

Arte-aventura: Fábrica de sons

• Gente, gesto e movimento

• Ouvir e se movimentar nos ritmos do Brasil

Arte-aventura: Frevo: dançar e ferver

Diálogos: A geografia dos ritmos musicais

Arte em projetos: Cultura do brincar

2. Artesões e foliões

• Bonecões para habitar

Arte-aventura: Quem vem lá?

• Máscaras e mascarados

Arte-aventura: Máscaras

Arte-aventura: Marotes para brincar

Diálogos: Desfilando os direitos das crianças

Arte em projetos: Criar e desfilar

Para rever o que aprendi

Unidade 3

ARTE AGORA

1. Arte contemporânea

• Arte contemporânea? O que é isso?

Diálogos: Arte e mensagens

• A dança e o registro do movimento

Arte-aventura: Lugares e materialidades

Arte em projetos: Videodança

2. Arte e tecnologia

• Tempo de poetizar e de brincar!

Diálogos: Arte e robôs

Arte-aventura: Pinturas com brinquedos eletrônicos

• Pintar com luz

Arte-aventura: Vamos criar light paintings?

Arte em projetos: Arte e luz

Para rever o que aprendi

1. Brincante

• O artista brincante

Unidade 4

• Música, forma e expressão

Arte-aventura: Vamos interpretar Mamo oime˜ nde rory?

Arte-aventura : Ayele (canção africana com jogo de mãos)

Diálogos: O meu, o seu e o nosso mundo sonoro

Arte em projetos: Criando músicas

2. O encanto do boi

• Sair para brincar

Arte-aventura: Boi e outros personagens

Diálogos: Pare! Animais na pista

Arte em projetos: Dança dramática

Para rever o que aprendi

ARTE NA BAGAGEM

1. Nossa música, nossa arte!

Unidade 4

• Ritmos e canções

Arte-aventura: Composições

Arte-aventura: Cantar e tocar

Diálogos: Numa batucada brasileira

Arte em projetos: Vamos cantar e tocar do nosso jeito?

2. Artes que dizem quem somos!

• Os sons de nossa bagagem cultural

Diálogos: Sons, formas e cores da natureza que inspiram a arte

Arte-aventura: O que você escuta?

Arte em projetos: Nossas sonoridades

Para rever o que aprendi

SOM E EXPERIMENTAÇÃO

Unidade 4

1. Os sons e a música

• Experimentações sonoras

Arte-aventura: Som, gesto e música

• Mundo sonoro: tipos de flauta

Diálogos: Mundo sonoro e musical

Arte em projetos: Corpo sonoro

2. Invenções e interpretações musicais

• Atitude musical!

Arte-aventura: Jalatarangam e outros experimentos

Diálogos: Escuta e propagação consciente

Arte-aventura: Tubos sonoros

• Um baião, uma nova experimentação!

Arte-aventura: Transformando brincadeiras em música!

Arte em projetos: Explorando novas formas de criação: Na escola, quase um rap

Para rever o que aprendi

Sugestões de cronogramas – 5o ano

Neste quadro, são apresentadas propostas de organizações de planejamento deste volume considerando o ano com 40 semanas letivas. Essa organização depende de sua análise e da coordenação da escola considerando o andamento das aulas e o calendário escolar. Depende também de possíveis adaptações ao contexto de cada escola e de outras ocorrências que podem interferir no planejamento escolar.

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1

Acolhida conforme a programação da escola

Imagens em movimento

Cinema: Fábrica de sonhos

Imaginação e criação

Ficção científica no cinema

Arte-aventura: Literatura e cinema

Diálogos: Aventuras e saberes na Arte e na Ciência

Arte-aventura: Fábrica de sonhos

Arte em projetos: Um ser fantástico para brincar

Aventuras no mundo da imaginação

Temas, personagens e emoções no cinema

Processos e ferramentas para animar!

Personagens e histórias 8

Diálogos: Por que vemos imagens em movimento?

Arte-aventura: Desenhos em movimento

Arte em projetos: Histórias animadas

Para rever o que aprendi

A turma do cinema

Cinema: Arte de muitas linguagens

Luz, câmera e imaginação!

Onde? Quem? O quê?

Arte-aventura: Jogar e improvisar

Adaptações fílmicas

Diálogos: Cinema, saberes, arte e lugar

Unidade 2

Arte-aventura: Meu filme de curta-metragem

Arte em projetos: Cineclube da turma

Som, movimento, ação!

Som e ação

Arte-aventura: Jogo das trilhas sonoras

Diálogos: Temas no cinema: voz e corpo

Cena, música e movimento

Arte-aventura: Curta-metragem musical!

Unidade 2

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Unidade 3

Arte-aventura: Sapato para sapateado!

Arte em projetos: Efeitos especiais

Para rever o que aprendi

Arte agora

Arte contemporânea

Arte contemporânea? O que é isso?

Vídeo e arte: videoarte

Diálogos: Arte e mensagens

A dança e o registro do movimento

Arte-aventura: Lugares e materialidades

Arte em projetos: Videodança

Arte e tecnologia

Tempo de poetizar e de brincar!

Diálogos: Arte e robôs

Arte-aventura: Pinturas com brinquedos eletrônicos

Pintar com luz

Arte-aventura: Vamos criar light paintings?

Arte em projetos: Arte e luz

Para rever o que aprendi

Som e experimentação

Os sons e a música

Experimentações sonoras

A escuta dos sons e a criação da música

Arte-aventura: Som, gesto e música

Mundo sonoro: tipos de flauta

Diálogos: Mundo sonoro e musical

Arte em projetos: Corpo sonoro

Intervenções e interpretações musicais

Atitude musical!

Unidade 4

Multissons

Arte-aventura: Jalatarangam e outros experimentos

Diálogos: Escuta e propagação consciente

Arte-aventura: Tubos sonoros

Um baião, uma nova experimentação!

Arte-aventura: Transformando brincadeira em música!

Arte em projetos: Explorando novas formas de criação: Na escola, quase um rap

Para rever o que aprendi

Matrizes de rotina e de sequência didática

Matriz de planejamento de rotina

A sugestão de matriz a seguir pode ser adaptada para a realidade da turma e usada para organizar seu dia a dia.

Acolhida Receber os estudantes; registrar a data e a rotina do dia; conversar brevemente sobre novidades, acontecimentos ou combinados.

Discussão inicial

Desenvolvimento das aulas

Propor uma questão instigante relacionada ao tema da aula ou a acontecimentos do cotidiano. Estimular argumentação, escuta e respeito às opiniões. Pode ser em roda ou em pequenos grupos.

Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Intervalo/lanche Pausa para alimentação e recreação.

Desenvolvimento das aulas

Fechamento

Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Síntese das aprendizagens: o que foi descoberto, quais dúvidas surgiram, como aplicar no cotidiano. Espaço para reflexão crítica e registro final.

Matriz de sequência didática

Esta sugestão é um modelo que atende ao planejamento de uma sequência didática de diferentes conteúdos e/ou áreas do conhecimento.

Identificação

Título da sequência didática. Turma em que será aplicada.

Componente Componente(s) curricular(es) envolvido(s).

Período de duração

Tema

Objetivos de aprendizagem

BNCC

Preparação

Encaminhamento

Número de aulas previstas.

Conteúdo principal a ser explorado. Pode ser, também, um objeto de conhecimento da BNCC ou um capítulo ou uma parte do livro didático.

Objetivo geral, objetivos específicos (por aula) bem como justificativa pedagógica.

Competências, habilidades e TCTs.

Materiais e recursos utilizados em toda a sequência, como as páginas do livro didático, itens de papelaria, equipamentos digitais, autorizações dos familiares, entre outros. Também é importante considerar possíveis adaptações para estudantes com diferentes necessidades de aprendizagem.

Pré-requisitos Conhecimentos prévios esperados dos estudantes.

Apresentação Sensibilização para o tema.

Aulas Desenvolvimento da sequência didática. A quantidade varia de acordo com a proposta.

Conclusão Discussão entre os estudantes e apresentação dos resultados.

Avaliação Verificação da aprendizagem e dos objetivos de aprendizagem atingidos.

Observações gerais Espaço para o registro do professor.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

• ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola . 3. ed. São Paulo: Planeta, 2021.

O livro apresenta reflexões poéticas sobre ensinar e aprender de forma significativa.

• BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da Arte : anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2009. A obra é um marco no ensino de Arte no Brasil. Nela é apresentada a Abordagem Triangular de Ensino, compreendendo os contextos social, cultural e educacional, além de serem apresentadas suas propostas metodológicas.

• BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte . 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002. Essa obra reúne textos de pesquisadores sobre temas relacionados ao ensino de Arte, como formação de professores, uso de tecnologias na educação, interdisciplinaridade e multiculturalidade.

• BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação , Rio de Janeiro, n. 19, p. 20-28, jan./abr. 2002. Jorge Larrosa Bondía propõe uma discussão da educação com base nas noções de experiência e sentido.

• BRASIL. Lei n o 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 jul. 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil _03/leis/l8069compilado.htm. Acesso em: 28 set. 2025.

O ECA define as crianças e os adolescentes como sujeitos com direitos, em condição peculiar de desenvolvimento, que demandam proteção integral e prioritária por parte da família, da sociedade e do Estado.

• BRASIL. Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ l9394.htm. Acesso em: 24 set. 2025.

Lei que estabelece as diretrizes e as bases da educação nacional, determinando normas para os diferentes segmentos de ensino em todo o território nacional.

• BRASIL. Lei n o 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 jan. 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639. htm. Acesso em: 24 set. 2025.

Essa lei altera a Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e as bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial o estudo obrigatório da história e da cultura afro-brasileira.

• BRASIL. Lei n o 11.645, de 10 março de 2008. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 10 mar. 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20072010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 24 set. 2025. Essa lei inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do estudo da história e da cultura indígena.

• BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 24 set. 2025.

Nesse documento, estão presentes proposições e embasamentos curriculares, determinando as competências

e as habilidades específicas em cada área do conhecimento para garantir as aprendizagens essenciais.

• BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana . Brasília, DF: Seppir, 2004.

Esse documento apresenta os marcos legais das diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira.

• BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais : Arte. Brasília, DF: SEB, 1998. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) são diretrizes elaboradas para orientar os educadores por meio da normatização de alguns aspectos fundamentais concernentes a cada componente curricular.

• BRASIL. Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva . Brasília, DF: SEE, 2008. Documento que estabelece princípios, diretrizes e ações para a inclusão de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação na rede regular de ensino.

• BRITO, Teca Alencar de. Um jogo chamado música : escuta, experiência, criação, educação. São Paulo: Peirópolis, 2019.

Em uma abordagem pedagógico-musical livre e criativa, o livro apresenta ideias e proposições pedagógicas para explorar a música na educação de crianças.

• DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Fundamentos estéticos da educação . 2. ed. Campinas: Papirus, 1988. Nesse livro, o autor explora o tema da aprendizagem considerando as premissas básicas do conhecimento, como o sentir e o pensar.

• DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. O sentido dos sentidos : a educação (do) sensível. Curitiba: Criar, 2001.

O livro defende uma educação que valoriza o pensar, o sensível e os estudos para compreender o estado de estesia e de anestesia.

• FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira. De tramas e fios : um ensaio sobre música e educação. São Paulo: Unesp, 2008.

A obra apresenta estudos e proposições didáticas para o acesso dos estudantes à linguagem da música por meio de canções, jogos de escuta, improvisações, ritmo e movimentos corporais.

• FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 2011.

No livro, Paulo Freire defende a importância da leitura e da alfabetização de jovens e adultos, que considera uma prática fundamental para a compreensão do mundo.

• FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia : saberes necessários à prática pedagógica. 38. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004. (Coleção leitura).

Nessa obra, Freire aponta para novas relações e condições para a educação, ressaltando as práticas pedagógicas ligadas à ética universal e ao desenvolvimento da autonomia, da capacidade crítica e da valorização cultural.

• HARDAGH, C. C. Escola expandida: por uma justiça cognitiva digital e perspectivas para “outros sujeitos”. Educere et Educare, v. 13, n. 28, 2018. Disponível em:

https://doi.org/10.17648/educare.v13i28.18790. Acesso em: 24 set. 2025.

O artigo discute e apresenta proposições sobre a escola expandida.

• HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho . Porto Alegre: Artmed, 2000.

Nessa obra, o autor narra experiências de alguns professores que contribuíram para a expansão dos conhecimentos sobre a cultura visual na educação básica.

• KOUDELA, Ingrid D. Jogos teatrais . São Paulo: Perspectiva, 2009.

A autora apresenta uma série de exercícios e jogos teatrais para crianças e jovens, apoiada em pesquisas brasileiras sobre teatro e educação e em autores como Spolin, Piaget e Languer.

• KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

Reunião de trabalhos de Ailton Krenak que discutem questões sobre ancestralidade, meio ambiente e cultura indígena.

• LABAN, Rudolf. Domínio do movimento . São Paulo: Summus, 1978.

O autor propõe que o conhecimento dos movimentos do corpo, mesmo os cotidianos, e a consciência corpórea podem ampliar a percepção e a expressão na dança e na vida.

• LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública : a pedagogia crítico-social dos conteúdos. 21. ed. São Paulo: Loyola, 2008.

O autor formula orientações para o fazer pedagógico-crítico, a fim de que o docente da escola pública possa repensar sua didática.

• MARTINS, Mirian. C.; PICOSQUE, Gisa. Cadernos para o professor-propositor. São Paulo: Instituto Arte na Escola, 2004.

Os cadernos foram criados para orientar professores quanto ao uso do material da DVDteca do Instituto Arte na Escola. Eles trazem discussões sobre professor-propositor, cartografias e pensamento rizomático.

• MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa. Travessia para fluxos desejantes do professor-propositor. In : OLIVEIRA, Marilda Oliveira de (org.). Arte, educação e cultura . Santa Maria: UFSM, 2007. p. 345-356.

Nesse capítulo, as autoras ampliam a ideia de artista-propositor para a de professor-propositor, com base em pesquisas e publicações das educadoras.

• MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte : a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010. A obra propõe reflexões sobre conceitos para o ensino contemporâneo de Arte, considerando aspectos próprios das linguagens artísticas. Também apresenta a abordagem de ensino por meio dos territórios da Arte e Cultura.

• NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Os objetivos de desenvolvimento sustentável no Brasil . Brasília, DF: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em: 8 set. 2025.

Os ODS são metas globais adotadas pelas Nações Unidas em 2015, visando acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas desfrutem de paz e prosperidade até 2030.

• OSTROWER, Fayga. Universos da arte . Campinas: Unicamp, 2013.

O livro traz experiências como artista e educadora de Fayga Ostrower, com análises de obras de arte e propostas de ensino a partir de elementos constitutivos das artes visuais e do processo de criação.

• PAULO Freire contemporâneo. Direção: Toni Venturi. Brasil, 2007. 1 vídeo ( ca. 52 min).

Documentário para TV sobre o pensamento e a antropologia do pedagogo Paulo Freire.

• PIMENTEL, Lucia Gouvêa. Tecnologias contemporâneas e o ensino da Arte. In : BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte . São Paulo: Cortez, 2002.

A autora aborda as muitas possibilidades para conhecer e criar arte por meio do uso de tecnologias, ressaltando a importância de um trabalho consistente por parte dos educadores.

RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante . Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

O livro discute as práticas pedagógicas com base na trajetória do professor e militante Joseph Jacotot.

• RECHENBERG, Ligia. Cultura de paz : novas abordagens sobre prevenção da violência entre jovens. São Paulo: Instituto Sou da Paz, 2010. (Projeto juventude e prevenção da violência 4).

Cartilha com proposições para enfrentar a violência, em especial no âmbito da escola.

• ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças : segundo Ruth Rocha. São Paulo: Salamandra, 2014.

Livro com poema que foi escrito e destinado a crianças, mas traz lições para todos sobre os direitos das crianças.

• SANTAELLA, Lucia. Leitura de imagens . São Paulo: Melhoramentos, 2012.

Nessa obra, a autora apresenta conceitos fundamentais relacionados à percepção e às interpretações dos signos visuais nas artes plásticas e na publicidade.

• SCHAFER, Murray. A afinação do mundo . 2. ed. São Paulo: Unesp, 2012.

O autor apresenta o termo paisagem sonora e analisa como vivemos em meio ao ambiente sonoro contemporâneo.

• SCHAFER, Murray. O ouvido pensante. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2000.

Apresenta proposições para o ensino da música, com a intenção de desenvolver uma escuta sensível, atenta e, ao mesmo tempo, lúdica.

• SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro . São Paulo: Perspectiva, 2005.

A obra apresenta os fundamentos para o trabalho com jogos teatrais na escola. Além disso, mostra como é estruturado e praticado o jogo teatral.

• SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula : um manual para o professor. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010.

A obra oferece muitos exercícios e jogos teatrais, para que, praticando o teatro, seja possível avaliar de forma prática as competências e as habilidades dos estudantes.

• TOJAL, Amanda Pinto da Fonseca. Política de acessibilidade comunicacional em museus: para quê e para quem? Museologia & interdisciplinaridade , Brasília, DF, v. 1, n. 7, out./nov. 2015. Disponível em: https://periodicos. unb.br/index.php/museologia/article/view/16779/15061. Acesso em: 24 set. 2025.

O artigo traz proposições de Amanda Tojal sobre o uso de recursos e estratégias para mediação cultural inclusiva e a necessidade da expografia democrática em museus.

• VERGARA, Luiz Guilherme. Curadoria educativa: percepção imaginativa/consciência do olhar. In : CERVETTO, Renata; LÓPEZ, Miguel A. (org.). Agite antes de usar. São Paulo: Sesc, 2018.

Nesse texto, o autor explora as relações entre filosofia, arte e educação, discutindo a recepção e a interpretação da arte pelos observadores.

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