A Conquista_CHG_Volume 2

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LIVRO DO PROFESSOR

CIÊNCIAS DA NATUREZA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA

COMPONENTE CURRICULAR: INTERDISCIPLINAR DE CIÊNCIAS DA NATUREZA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA

ANA LÚCIA LANA NEMI

DOUTORA EM CIÊNCIAS SOCIAIS PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP-SP) COM PÓS-DOUTORADO EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP), PELA UNIVERSIDADE DE LISBOA E PELA UNICAMP-SP.

MESTRE EM HISTÓRIA SOCIAL PELA USP.

PROFESSORA DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP).

EDILSON ADÃO CÂNDIDO DA SILVA

DOUTOR EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP-SP).

MESTRE EM CIÊNCIAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

BACHAREL E LICENCIADO EM GEOGRAFIA PELA USP.

PROFESSOR DE GEOGRAFIA.

GESLIE COELHO CARVALHO DA CRUZ

LICENCIADA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

PROFESSORA E ASSESSORA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA NO ENSINO FUNDAMENTAL.

LAERCIO FURQUIM JUNIOR

MESTRE EM CIÊNCIAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

BACHAREL E LICENCIADO EM GEOGRAFIA PELA USP.

PROFESSOR DE GEOGRAFIA.

LUIS GUSTAVO REIS DA SILVA LIMA

BACHAREL E LICENCIADO EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

MESTRE EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP).

EDITOR DE LIVROS DIDÁTICOS.

PROFESSOR DE HISTÓRIA.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Ana Lúcia Lana Nemi, Edilson Adão Cândido da Silva, Geslie Coelho Carvalho da Cruz, Laercio Furquim Junior e Luis Gustavo Reis da Silva Lima, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Edição João Carlos Ribeiro Jr. (coord.), Patricia M. Tierno Fuin (coord.), Bárbara Berges, Carolina Bussolaro Marciano, Maiza Garcia Barrientos Agunzi, Renata Paiva Cesar, Aline Tiemi Matsumura, Flávia Milão Silva, Vitor Hugo Rodrigues

Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Deborah D’ Almeida Leanza (coord.), Tami Buzaite, Fabio Bonna Moreirão, André Tomio Lopes Amano

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.) e AnaCarolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)

Imagem de capa Marcos de Mello

Arte e produção Vinicius Fernandes (coord.), Camila Ferreira Leite, Jacqueline Nataly Ortolan (assist.)

Diagramação Lótus Estúdio e Produção

Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga

Licenciamento de textos Erica Brambilla (analista), Amandha Rossette Baptista (analista), Talita Santos Souza (assistente)

Iconografia Danielle de Alcântara Farias, Lucas Alves Profeta, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Adilson Faria, Adolar, Alex Rodrigues, Artur Fujita, Bentinho, Bruna Ishihara, Claudia Marianno, Daniel Wu, Danillo Souza, Dayane Raven, Dois De Nós, Douglas Francin, Estúdio Ampla Arena, Fabiana Faiallo, Fabio Eugenio, Gus Campos, Janjão E Miriam, Katarina Tsuzuki, Lhaiza Morena, Lima, Marciano Palacio, Roberto Weigand, Rolim Chaves, Romont Willy, Romont Willy, Ronaldo Barata, Studio Dez Sextos, Tel Coelho/Giz De Cera, Thais Castro, Vanessa Alexandre

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

A Conquista : ciências da natureza, história e geografia : 2º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Geslie Coelho Carvalho da Cruz ... [et al.]. -- 1. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Outros autores: Ana Lúcia Lana Nemi, Luis Gustavo Reis da Silva Lima, Laercio Furquim Junior, Edilson Adão Cândido da Silva

Componente curricular: Interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia

ISBN 978-85-96-06298-5 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06299-2 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06300-5 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06301-2 (livro do professor HTML5)

1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) 2. Geografia (Ensino fundamental) 3. História (Ensino fundamental) I. Cruz, Geslie Coelho Carvalho da. II. Nemi, Ana Lúcia Lana. III. Lima, Luis Gustavo Reis da Silva. IV. Junior, Laercio Furquim. V. Silva, Edilson Adão Cândido da.

25-297695.0

CDD-372.19 Índices para catálogo sistemático: 1. Ensino integrado : Livros-texto : Ensino fundamental 372.19

Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Querido professor,

É com muita alegria que apresentamos nossa obra. Esperamos que ela possa auxiliá-lo na empreitada de sua magnífica profissão. Nós, os autores e toda a equipe editorial, nos dedicamos muito para levar até você uma coleção completa.

Sabemos que os dois primeiros anos do ensino fundamental são essenciais na formação das crianças. Nesta importante etapa, elas passam a viver mudanças decisivas na relação com o mundo. Foi com isso em mente que idealizamos esta obra. E especialmente este livro do professor, planejado para auxiliar seu dia a dia, permitindo-lhe explorar as variadas possibilidades contidas no livro do estudante. Nosso objetivo é despertar a curiosidade e expandir horizontes, apoiando situações de aprendizagens em que os estudantes compreendam desde o próprio corpo até o céu estrelado que admiram. Para tornar essa jornada ainda mais rica, fomos bastante cuidadosos nas ilustrações, fotografias e nos mapas, buscando fazer de cada página um convite à descoberta. Isso porque sabemos que o livro didático também pode ser um grande parceiro do dia a dia dos estudantes. Esperamos que cada momento vivido com o livro seja bastante proveitoso. Bom trabalho!

Com carinho, Os autores.

ORGANIZAÇÃO GERAL DA OBRA

Esta coleção é composta de dois volumes destinados aos 1 o e 2o anos do ensino fundamental. Para cada ano escolar, os volumes são constituídos de livro do estudante e livro do professor, nas versões impressa e digital.

Livros impressos

LIVRO DO ESTUDANTE

O livro é organizado em quatro unidades.

Cada unidade apresenta capítulos que desenvolvem os conteúdos a serem trabalhados.

Livros digitais

LIVRO DO PROFESSOR

Com orientações específicas, em que reproduz o livro do estudante na íntegra, em miniatura, com respostas em magenta, e orientações gerais, em que há subsídios sobre teoria e prática docente.

O livro do estudante e o livro do professor também são disponibilizados no formato digital, em HTML.

OBJETOS DIGITAIS

Ao longo dos volumes, ícones indicam objetos digitais que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica e promover o uso de ferramentas digitais presentes no dia a dia.

Os objetos digitais são indicados por estes ícones:

Infográfico clicável Mapa clicável

CONHEÇA SEU LIVRO DO PROFESSOR

Este livro do professor apresenta orientações didáticas que visam apoiar a prática pedagógica. Elas estão organizadas em duas partes.

Orientações específicas, acompanhando a miniatura do livro do estudante.

As orientações específicas estão divididas em:

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Apresenta o conteúdo, os objetivos da unidade e os pré-requisitos pedagógicos para o aprendizado, e indica os Temas Contemporâneos Transversais trabalhados na unidade.

térmicas. A familiaridade com instrumentos simples, como o termômetro, e com práticas de investigação, como observar, levantar hipóteses e registrar descobertas, contribui para que possam explorar os temas propostos com autonomia e curiosidade. Temas Contemporâneos Transversais Ciência e tecnologia; Educação ambiental; Trabalho; Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

ENCAMINHAMENTO Comentar com os estudantes que as florestas, presentes em muitas regiões do planeta Terra, são ambientes de grande importância para a manutenção da vida. Elas abrigam grande parte da diversidade dos seres vivos existentes e ajudam na regulação do clima no planeta, como a Floresta Amazônica, além de influir diretamente no regime de chuva de diversos locais do Brasil. Além disso, muitas populações humanas que vivem em floresta vivem de extrativismo, coletando frutas, sementes, plantas, entre outros produtos. Em todo o mundo, muitas pessoas se alimentam do que nasce na floresta. Segundo dados do Censo 2022, realizado pelo IBGE, em 2022, 87% da população brasileira residia em áreas urbanas, e 13% em áreas rurais. 5,8% da população brasileira vivia, em 2022, em Unidades de Conservação (UC). Dessa forma, espera-se que grande parte dos estudantes apresente respostas negativas, exceto em situações em que a escola está inserida em uma área rural com a presença de comunidades que vivem em áreas de floresta ou em uma UC. objetivos, é necessário que já tenham desenvolvido algumas habilidades fundamentais no ciclo de alfabetização. Entre elas, destaca-se a capacidade de ler

ORGANIZE-SE

Lista os materiais necessários para as atividades.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

Sugere atividades extras para auxiliar ou ampliar as propostas do livro do estudante.

O QUE E COMO AVALIAR

Oferece sugestões de avaliação formativa na parte final dos capítulos.

TEXTO DE APOIO

Apresenta textos para ampliar o conhecimento sobre o tema estudado.

SUGESTÃO PARA OS ESTUDANTES

ENCAMINHAMENTO

Traz comentários e orientações didáticas para o desenvolvimento do conteúdo, incluindo dicas, sugestões de análise, complemento de atividades e de respostas e outras informações para o encaminhamento do trabalho docente.

BNCC

Indica as competências e as habilidades da Base Nacional Comum Curricular desenvolvidas ao longo dos capítulos.

ALFABETIZAÇÃO CARTOGRÁFICA

Indica os conteúdos de Cartografia abordados nas páginas do livro do estudante.

Recomenda sites, livros, vídeos e outros recursos para ampliar o trabalho do professor e o conhecimento dos estudantes.

CONCLUSÃO DA UNIDADE

Texto que encerra a unidade e consolida os objetivos de aprendizagem, destacando os principais conceitos trabalhados e o impacto formativo das atividades propostas.

Orientações gerais, ao final do volume.

Reflexões sobre pressupostos teórico-metodológicos da obra, considerações sobre o papel do professor, textos para reflexão do professor e muito mais.

UNIDADE

ORIENTAÇÕES GERAIS

LIVRO DO PROFESSOR

CIÊNCIAS DA NATUREZA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA

COMPONENTE CURRICULAR: INTERDISCIPLINAR DE CIÊNCIAS DA NATUREZA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA

ANA LÚCIA LANA NEMI

DOUTORA EM CIÊNCIAS SOCIAIS PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP-SP) COM PÓS-DOUTORADO EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP), PELA UNIVERSIDADE DE LISBOA E PELA UNICAMP-SP.

MESTRE EM HISTÓRIA SOCIAL PELA USP.

PROFESSORA DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP).

EDILSON ADÃO CÂNDIDO DA SILVA

DOUTOR EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP-SP).

MESTRE EM CIÊNCIAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

BACHAREL E LICENCIADO EM GEOGRAFIA PELA USP.

PROFESSOR DE GEOGRAFIA.

GESLIE COELHO CARVALHO DA CRUZ

LICENCIADA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

PROFESSORA E ASSESSORA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA NO ENSINO FUNDAMENTAL.

LAERCIO FURQUIM JUNIOR

MESTRE EM CIÊNCIAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

BACHAREL E LICENCIADO EM GEOGRAFIA PELA USP.

PROFESSOR DE GEOGRAFIA.

LUIS GUSTAVO REIS DA SILVA LIMA

BACHAREL E LICENCIADO EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

MESTRE EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP).

EDITOR DE LIVROS DIDÁTICOS.

PROFESSOR DE HISTÓRIA.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Ana Lúcia Lana Nemi, Edilson Adão Cândido da Silva, Geslie Coelho Carvalho da Cruz, Laercio Furquim Junior e Luis Gustavo Reis da Silva Lima, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

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Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Deborah D’ Almeida Leanza (coord.), Tami Buzaite, Fabio Bonna Moreirão, André Tomio Lopes Amano

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.) e AnaCarolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)

Imagem de capa Marcos de Mello

Arte e produção Vinicius Fernandes (coord.), Camila Ferreira Leite, Jacqueline Nataly Ortolan (assist.)

Diagramação Lótus Estúdio e Produção

Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga

Licenciamento de textos Erica Brambilla (analista), Amandha Rossette Baptista (analista), Talita Santos Souza (assistente)

Iconografia Danielle de Alcântara Farias, Lucas Alves Profeta, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Adilson Faria, Adolar, Alex Rodrigues, Artur Fujita, Bentinho, Bruna Ishihara, Claudia Marianno, Daniel Wu, Danillo Souza, Dayane Raven, Dois De Nós, Douglas Francin, Estúdio Ampla Arena, Fabiana Faiallo, Fabio Eugenio, Gus Campos, Janjão E Miriam, Katarina Tsuzuki, Lhaiza Morena, Lima, Marciano Palacio, Roberto Weigand, Rolim Chaves, Romont Willy, Romont Willy, Ronaldo Barata, Studio Dez Sextos, Tel Coelho/Giz De Cera, Thais Castro, Vanessa Alexandre

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

A Conquista : ciências da natureza, história e geografia : 2º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Geslie Coelho Carvalho da Cruz ... [et al.]. -- 1. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Outros autores: Ana Lúcia Lana Nemi, Luis Gustavo Reis da Silva Lima, Laercio Furquim Junior, Edilson Adão Cândido da Silva

Componente curricular: Interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia

ISBN 978-85-96-06298-5 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06299-2 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06300-5 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06301-2 (livro do professor HTML5)

1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) 2. Geografia (Ensino fundamental) 3. História (Ensino fundamental) I. Cruz, Geslie Coelho Carvalho da. II. Nemi, Ana Lúcia Lana. III. Lima, Luis Gustavo Reis da Silva. IV. Junior, Laercio Furquim. V. Silva, Edilson Adão Cândido da.

25-297695.0

CDD-372.19 Índices para catálogo sistemático: 1. Ensino integrado : Livros-texto : Ensino fundamental 372.19

Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

OLÁ! QUE BOM TER VOCÊ POR AQUI!

VOCÊ ESTÁ COMEÇANDO UM ANO DE CURIOSIDADES, INVESTIGAÇÕES E DESCOBERTAS. ESPERAMOS QUE ESTE LIVRO

SEJA SEU PARCEIRO NESTA JORNADA!

AO LONGO DAS UNIDADES, VOCÊ VAI CONHECER MUITAS HISTÓRIAS, PESSOAS E LUGARES.

AS ATIVIDADES PROPOSTAS NESTAS PÁGINAS PRETENDEM INCENTIVAR O DIÁLOGO EM

SALA DE AULA E PERMITIR QUE VOCÊ E SEUS

COLEGAS PERCEBAM O VALOR DE CONSTRUÍREM

JUNTOS NOVOS CONHECIMENTOS.

CONVIDAMOS TAMBÉM SEUS FAMILIARES

A PARTICIPAR COM VOCÊ DE DIFERENTES MOMENTOS DE FAZER, CRIAR E APRENDER. SERÁ ASSIM, REUNINDO SABERES, QUE BUSCAREMOS ENTENDER, DIA APÓS DIA, O MUNDO EM QUE VIVEMOS.

COM CARINHO, OS AUTORES.

CONHEÇA SEU LIVRO

ABERTURA DE UNIDADE

VOCÊ VAI EXPLORAR IMAGENS E TROCAR IDEIAS COM A TURMA.

QUANTO TEMPO O TEMPO TEM

ATIVIDADES QUE AJUDAM A COMPREENDER AS NOÇÕES DE MEDIDAS DO TEMPO HISTÓRICO.

CIÊNCIAS EM AÇÃO

VOCÊ VAI FAZER ATIVIDADES QUE INCENTIVAM A INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA.

SAIBA QUE APRESENTA CURIOSIDADES SOBRE UM TEMA.

sobre isso?

Materiais Caixa de sapatos com tampa 3 etiquetas adesivas 3 pares de luvas de borracha 2 potes pequenos de plástico (usados e lavados) Sementes de agrião e de mostarda Terra de jardim Água para regar as plantas Como fazer

2.

1. O professor vai fazer uma abertura pequena em um dos lados da caixa para permitir a entrada de luz.

de terra em cada pote.

4. Com cuidado, coloquem sobre a terra de cada pote algumas sementes de mostarda e de agrião. Cubram as sementes com terra e reguem com um pouco de água.

Copiem o quadro no caderno. Façam desenhos para demonstrar o que aconteceu com as sementes cultivadas em cada pote e escrevam palavras ou frases que ajudem a identificar o que foi representado.

2 Com base em suas observações, o que foi possível descobrir sobre a relação entre a direção da luz do Sol e o modo de crescimento das plantas? E se o buraco na lateral da caixa não tivesse sido feito, o resultado seria o mesmo? Essas descobertas confirmam suas ideias iniciais?

3 Por que é importante manter a terra dos potes úmida?

VOCÊ DETETIVE PROPOSTAS DE DIFERENTES TIPOS DE PESQUISA.

ATENÇÃO!

FIQUE ATENTO, POIS O BOXE INDICA MOMENTOS EM QUE VOCÊ DEVE TOMAR CUIDADO OU PEDIR A AJUDA DE UM ADULTO.

CONCEITO DESTACA OS PRINCIPAIS CONCEITOS ESTUDADOS.

DESCUBRA MAIS SUGERE MATERIAIS QUE PODEM ENRIQUECER O ESTUDO DO CONTEÚDO.

DE OLHO NO MAPA!

VOCÊ VAI APRENDER

SOBRE REPRESENTAÇÕES ESPACIAIS.

O MAPA A SEGUIR FOI

VAMOS LER E VAMOS ESCREVER

AQUI O FOCO SÃO AS PRÁTICAS DE LEITURA E DE ESCRITA.

QUEM É?

DESTACA INFORMAÇÕES SOBRE ALGUMA PERSONALIDADE RELACIONADA AO TEMA ESTUDADO.

DIÁLOGOS

PARA TRABALHAR EM CONJUNTO COM ARTE, MATEMÁTICA OU LÍNGUA PORTUGUESA.

[...] [...] o bairro é tanto o lugar de vivência de seus moradores quanto uma divisão administrativa da cidade. ARREGUY, Cintia Aparecida Chagas; RIBEIRO,

Acesso em: 14 jul. 2025. BRUNA ISHIHARA

1 Marque a alternativa correta sobre o texto. O texto trata da relação que construímos com o bairro onde moramos. O texto trata das mudanças que observamos no bairro onde moramos.

2 Sublinhe no texto coisas que nos fazem “sentir em casa” em um bairro.

3 Em sua opinião, é bom falar do bairro onde moramos e ouvir falar dele? Por quê? 3. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes demonstrem identidade e acolhimento

o bairro, como demonstra o texto na expressão “construímos as relações do nosso dia a dia”.

VAMOS LER 174 30/09/25

VAMOS ESCREVER

O bairro como ele é

Agora, você e os colegas vão estudar o bairro onde a escola se localiza.

Produção coletiva.

1 Com a ajuda do professor, sigam as instruções para a realização do trabalho. Anotem as informações no caderno.

Etapa 1 – Pesquisa

Investiguem o que tem no bairro:

a) moradias (casas térreas, sobrados, edifícios);

b) principais estabelecimentos (padarias, farmácias, cinemas, bibliotecas, hospitais, igrejas, entre outros);

c) anotem o que mais tem nele e que não foi mencionado.

Etapa 2 – Entrevista • Façam uma saída acompanhados por um adulto responsável e entrevistem pessoas que frequentam o bairro. Perguntem:

a) Qual é seu nome?

b) Você mora ou trabalha no bairro?

c) Se apenas trabalha, então em qual bairro mora?

d) Você gosta do bairro? Por quê?

Etapa 3 – Produção O que vocês descobriram? Organizem um mural coletivo com as principais informações, descobertas, desenhos ou fotografias do bairro.

ESTES ÍCONES INDICAM A FORMA COMO VOCÊ VAI REALIZAR AS PROPOSTAS DE ATIVIDADES.

OBJETOS DIGITAIS

GLOSSÁRIO

APRESENTA O SIGNIFICADO DE PALAVRAS QUE TALVEZ VOCÊ AINDA NÃO CONHEÇA.

PARA REVER O QUE APRENDI

RETOMA OS PRINCIPAIS CONTEÚDOS DA UNIDADE.

ESTES ÍCONES IDENTIFICAM OS OBJETOS DIGITAIS PRESENTES NO LIVRO. OS MATERIAIS DIGITAIS APRESENTAM ASSUNTOS COMPLEMENTARES AO CONTEÚDO TRABALHADO NA OBRA, AMPLIANDO AINDA MAIS SUA APRENDIZAGEM.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL MAPA CLICÁVEL

UNIDADE 2

UNIDADE 3

2

3

4

3 O SOL E A VIDA NOS AMBIENTES

OBJETOS DIGITAIS

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Ao longo desta unidade, os estudantes são convidados a ampliar sua compreensão sobre si mesmos, suas famílias e outras culturas, por meio de leituras, produções textuais e investigações sobre o cotidiano. A proposta valoriza o protagonismo infantil e estimula o olhar curioso e respeitoso para o mundo ao redor, reconhecendo a diversidade de experiências vividas por estudantes em diferentes tempos e lugares.

No capítulo 1, o foco recai sobre as histórias de famílias, com destaque para os documentos e objetos que funcionam como registros de memória e fontes de conhecimento histórico. Essa abordagem permite aos estudantes reconhecer a importância dos vínculos afetivos e da preservação das narrativas que compõem suas identidades.

No capítulo 2, cada estudante é incentivado a pensar sobre a história de sua família, além de praticar a empatia, a escuta e o diálogo em relação à história do outro. Também será abordado o tema dos animais domésticos, que costuma despertar grande interesse em crianças dessa faixa etária.

O capítulo 3 apresenta a rotina de uma família ao longo do dia, propondo aos estudantes que reflitam sobre a rotina da própria família. Além disso, a abordagem das sombras presentes em brincadeiras e situações cotidiana favorece a compreensão de fenômenos naturais e estimula a curiosidade científica.

No capítulo 4, o foco está na percepção e na marcação do tempo. Os estudantes exploram noções como passado, presente e futuro, além de aprenderem a utilizar instrumentos como calendários e relógios em con-

UNIDADE SER CRIANÇA

textos significativos, conectando o conteúdo à organização do dia a dia.

Por fim, o capítulo 5 amplia o repertório cultural dos estudantes ao apresentar modos de vida de crianças e famílias em diferentes épocas e lugares. A proposta promove o respeito à diversidade e valoriza as múltiplas formas de viver e construir histórias, fortalecendo o senso de identidade e pertencimento.

Objetivos da unidade

• Reconhecer documentos e objetos como fontes de memórias e histórias.

• Conhecer diferentes documentos pessoais.

• Conhecer histórias de famílias.

• Coletar informações sobre a própria família.

• Criar noções de pertencimento, memória, mudança e identidade.

• Identificar e compreender as principais características dos animais domésticos, bem como os cuidados necessários com eles.

• Observar atividades cotidianas ao longo do dia.

• Relacionar a formação de sombras à presença de fontes de luz.

2. Os estudantes podem mencionar: álbum de fotografias, relógio de parede, relógio de bolso, caixa musical, porta-retratos, quadro, entre outros.

1 EM QUE LUGAR AS PESSOAS NESTA CENA ESTÃO REUNIDAS?

1. Os estudantes podem citar que se trata da casa dos avós das crianças.

2 QUAIS OBJETOS E DOCUMENTOS PESSOAIS PODEM SER OBSERVADOS NA IMAGEM?

3 O QUE ESTÁ ACONTECENDO NA CENA?

3. Os estudantes podem citar que se trata de uma reunião familiar, na qual os avós contam alguma história às crianças.

• Comparar a formação de sombras em diferentes horários do dia.

• Desenvolver noções relacionadas ao tempo (antes, durante e depois; ao mesmo tempo; passado, presente e futuro).

• Identificar e utilizar calendários e relógios, compreendendo a função e a importância deles no dia a dia.

• Conhecer um calendário indígena.

• Conhecer histórias de pessoas em diferentes épocas e lugares.

Pré-requisitos pedagógicos

27/09/25 18:58

Os temas trabalhados pelos estudantes no 1o ano – como famílias, crianças, passagem e organização do tempo, entre outros – são importantes pré-requisitos pedagógicos, pois esses conhecimentos serão consolidados e aprofundados nesta unidade.

Temas Contemporâneos Transversais

Vida familiar e social; Diversidade cultural, Direitos da criança e do adolescente, e Ciência e tecnologia.

Fazer uma leitura coletiva da imagem de abertura da Unidade 1 com a turma. Ela indica os temas que serão trabalhados nos capítulos, como história de famílias e de crianças, documentos e objetos pessoais, calendário e relógio, entre outros. Chamar a atenção dos estudantes para esses elementos. É importante ressaltar que as fontes históricas desempenham um papel fundamental no trabalho do historiador, pois são essenciais para a construção do conhecimento sobre o passado. Por meio da análise desses registros, os historiadores conseguem interpretar acontecimentos, reconstituindo, por exemplo, hábitos e costumes de pessoas que viveram em diferentes épocas e lugares. Há diversos tipos de fontes históricas, que podem ser classificadas como: visuais, como fotografias e pinturas; escritas, como cartas, livros e documentos; orais, como testemunhos, depoimentos e histórias contadas; materiais, como objetos do cotidiano, ferramentas e vestimentas. Se achar pertinente, trabalhar essas definições com os estudantes.

Competências gerais: 2 e 4

Competências específicas de Ciências da Natureza: 7 e 8

Competências específicas de Ciências Humanas: 1 e 7

Competências específicas de Geografia: 3 e 4

Competências específicas de História: 3, 5, 6

Habilidade de Ciências: EF02CI01

Habilidades de História: EF02HI01, EF02HI02, EF02HI03, EF02HI04, EF02HI05, EF02HI08 e EF02HI09

Habilidades de Geografia: EF02GE08 e EF02GE09

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema do capítulo 1, ler o texto sobre a família de Júlia e pedir aos estudantes que acompanhem a leitura. Após a dinâmica de leitura, convidar alguns estudantes a contar o que entenderam do texto.

Para ajudar os estudantes na compreensão do texto, pode-se fazer um esquema na lousa que represente quem são os antepassados de Júlia, como um organograma ou uma árvore da família.

Chamar a atenção para a representação das fotografias da família de Júlia nesta dupla de páginas, pedindo aos estudantes que tentem identificar qual delas representa os parentes maternos e qual representa os parentes paternos.

Ajudar os estudantes a observar os espaços de sociabilidade da família de Júlia, citando como exemplo o município de Ribeirão Preto (SP). Ressaltar que a saída dos parentes paternos do Japão para o Brasil foi um motivo de separação de pessoas e que a mudança deles para Ribeirão Preto foi

HISTÓRIAS DE FAMÍLIAS

LEIA, COM O PROFESSOR, O TEXTO QUE JÚLIA ESCREVEU NO CADERNO DELA.

DESDE QUE EU ERA PEQUENININHA, ESCUTO MEU PAI CONTAR AS HISTÓRIAS DA NOSSA FAMÍLIA. ELE OUVIA ESSAS HISTÓRIAS DA AVÓ DELE, MINHA BISAVÓ ROSA. OS AVÓS DA MINHA BISAVÓ VIERAM DO JAPÃO PARA TRABALHAR NAS FAZENDAS PRÓXIMAS A RIBEIRÃO PRETO, UM MUNICÍPIO NO ESTADO DE SÃO PAULO.

MEU PAI CONTA QUE SEUS ANTEPASSADOS, APÓS UM TEMPO TRABALHANDO NO CAMPO, MUDARAM PARA A CIDADE E ABRIRAM UM COMÉRCIO. ELES SE MUDARAM PARA A VIZINHANÇA ONDE MEU PAI NASCEU E CONHECEU MINHA MÃE.

COM A FAMÍLIA DA MINHA MÃE FOI DIFERENTE. MEUS AVÓS E BISAVÓS MATERNOS NASCERAM E SEMPRE VIVERAM EM RIBEIRÃO PRETO, ONDE MINHA MÃE NASCEU E CRESCEU, COMO EU.

DESDE QUE EU ERA PEQUENININHA. 2025. TEXTO ELABORADO ESPECIALMENTE PARA ESTA OBRA.

ANTEPASSADO: PARENTE DISTANTE, QUE VIVEU HÁ MUITO TEMPO.

um motivo de aproximação de pessoas, pois possibilitou que a mãe e o pai de Júlia se conhecessem.

O texto é fictício, pois tem o foco de colaborar especialmente com o desenvolvimento das habilidades EF02HI01 e EF02HI03. Nesse sentido, pode-se comentar com os estudantes que os relatos de pessoas mais velhas sobre o passado são muito importantes para a História.

O conteúdo destas páginas favorece o desenvolvimento dos seguintes TCTs: Cidadania e civismo (Vida familiar e social; Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso).

Se achar oportuno, desenvolver um projeto com os estudantes sobre o respeito e a valorização dos idosos, especialmente em relação às experiências que as pessoas mais velhas têm para compartilhar.

1 AO CONTAR A HISTÓRIA DA FAMÍLIA, JÚLIA CITA PARENTES PRÓXIMOS E DISTANTES. ESCREVA QUAIS PARENTES FORAM CITADOS NO TEXTO.

A) PARENTES PRÓXIMOS: 1. a) Pai, mãe e avós maternos.

B) PARENTES DISTANTES: 1. b) Bisavó Rosa, avós da bisavó Rosa (tataravós) e bisavós maternos.

2 O QUE AS FAMÍLIAS DO PAI E DA MÃE DE JÚLIA TÊM DE SEMELHANTE? E DE DIFERENTE? CONVERSE COM OS COLEGAS E ANOTE:

A) AS SEMELHANÇAS.

2. a) Ambas as famílias, desde um passado distante, moram na mesma região.

B) AS DIFERENÇAS.

2. b) Os antepassados da família do pai vieram do Japão em busca de trabalho.

Os antepassados da mãe eram do Brasil.

Sugestão para o professor

DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. História oral e narrativa: tempo, memória e identidades. Revista História Oral, v. 6, 2003. Disponível em: https://revista.historiaoral.org.br/index.php/ rho/article/view/62/54. Acesso em: 8 out. 2025.

O artigo discute como a história oral transforma memórias individuais em narrativas históricas significativas. A autora destaca a relação entre tempo, identidade e subjetividade na construção da História. Ao valorizar os relatos pessoais, desafia a ideia de uma história única e objetiva.

Texto de apoio

Quando os historiadores começaram a se apossar da memória como objeto da História, o principal campo a trabalhá-la foi a História Oral. Nessa área, muitos estudiosos têm-se preocupado em perceber as formas da memória e como esta age sobre nossa compreensão do passado e do presente. [...] Antonio Montenegro, por exemplo, considera que apesar de haver uma distinção entre memória e História, essas são inseparáveis, pois se a História é uma construção que resgata o passado do ponto de vista social, é também um processo que encontra paralelos em cada indivíduo por meio da memória.

Mas a memória não é apenas individual. Na verdade, a forma de maior interesse para o historiador é a memória coletiva, composta pelas lembranças vividas pelo indivíduo ou que lhe foram repassadas, mas que não lhe pertencem somente, e são entendidas como propriedade de uma comunidade, um grupo. [...]

SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2009. p. 276.

Sugestão para os estudantes

KING, Stephen Michael. O homem que amava caixas. São Paulo: Brinque-Book, 1997. Esse livro conta a história de um pai que expressa seu amor pelo filho de maneiras que vão muito além das palavras.

BNCC

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.

(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu significado.

(EF02HI08) Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, perguntar aos estudantes se eles sabem o que são documentos e pedir que deem exemplos. Explicar à turma que existem diferentes tipos de documentos e que eles podem contar muitas histórias.

Ressaltar que a fotografia é um tipo de documento que pode registrar momentos muito especiais e que ela ajuda as pessoas a se lembrar e a contar sobre esses momentos depois.

Propor uma leitura coletiva das fotografias e das legendas. Na atividade 1 , ajudar os estudantes na elaboração da resposta, citando elementos das fotografias. Na atividade 2 , incentivar os estudantes a selecionar e a pensar em uma fotografia de que gostem muito, contando aos colegas qual é o momento da história da família que ela registra. Para enriquecimento do diálogo, seria interessante que os estudantes levassem as foto -

DOCUMENTOS QUE CONTAM HISTÓRIAS

OUVIR RELATOS DE PESSOAS MAIS VELHAS É MUITO BOM PARA CONHECER SUAS HISTÓRIAS DE VIDA, MAS TAMBÉM PODEMOS CONSULTAR DIVERSOS TIPOS DE DOCUMENTO!

OS DOCUMENTOS PESSOAIS SÃO UM BOM EXEMPLO DISSO. ELES APRESENTAM INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE UMA PESSOA, COMO O NOME E O SOBRENOME DELA.

VAMOS CONHECER ALGUNS DOCUMENTOS QUE AJUDAM A CONTAR HISTÓRIAS?

FOTOGRAFIAS

AS FOTOGRAFIAS SÃO DOCUMENTOS QUE REGISTRAM MOMENTOS IMPORTANTES DA VIDA DAS PESSOAS E DAS FAMÍLIAS.

ANIVERSÁRIO DE UMA MENINA NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 2024.

CASAMENTO NA ETNIA PATAXÓ NO MUNICÍPIO DE PORTO SEGURO, NO ESTADO DA BAHIA, EM 2024.

1 QUAL HISTÓRIA CADA UMA DAS FOTOGRAFIAS CONTA?

2 PENSE EM UMA FOTOGRAFIA DA SUA FAMÍLIA DE QUE VOCÊ GOSTE MUITO.

2. Resposta pessoal.

• AGORA, DESCREVA ESSA FOTOGRAFIA, CONTANDO AOS COLEGAS QUAL MOMENTO DA HISTÓRIA DA SUA FAMÍLIA ELA REGISTRA.

1. A primeira fotografia conta a história de uma família reunida no aniversário da menina. A segunda conta a história de uma cerimônia de casamento da etnia pataxó.

grafias selecionadas à sala de aula. Contudo, pode haver o impeditivo de que parte das famílias só as tenham em meios digitais.

Atividade complementar

• Desenho

Desenhe uma fotografia de que você goste muito e escreva uma legenda para ela. Não esqueça de assinar seu nome no desenho.

Com o professor, exponha o seu desenho e os dos colegas em um espaço da sala de aula. Resposta: Produção pessoal.

CERTIDÃO DE NASCIMENTO

TODAS AS CRIANÇAS NASCIDAS NO BRASIL TÊM DIREITO A TER UMA CERTIDÃO DE NASCIMENTO. ESSE É O PRIMEIRO DOCUMENTO DE UMA PESSOA.

1 ACOMPANHE, COM O PROFESSOR, AS INFORMAÇÕES PRESENTES NA CERTIDÃO DE NASCIMENTO.

NOME DA PESSOA A QUEM PERTENCE O DOCUMENTO

NOMES DOS PAIS

NOME DA IRMÃ GÊMEA

REPRODUÇÃO DE UMA CERTIDÃO DE NASCIMENTO.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, perguntar aos estudantes: Quando vocês fazem aniversário? Após esse levantamento prévio, explicar onde eles podem encontrar a informação sobre sua data de nascimento: na Certidão de Nascimento. Explicar que a Certidão de Nascimento é um documento importante, pois comprova a existência, a filiação registrada, o lugar e a data de nascimento, garantindo às crianças brasileiras seus direitos de cidadãs. Enfatizar que a Certidão é um documento que traz informações relevantes sobre a história de al-

DATA DE NASCIMENTO

NOMES DOS AVÓS

irmãos que se desenvolveram no mesmo período na barriga da mãe.

Texto de apoio

Certidão de Nascimento

A Certidão de Nascimento é o primeiro e o mais importante documento do cidadão. Com ele, a pessoa existe oficialmente para o Estado e a sociedade. Só de posse da certidão é possível retirar outros documentos civis, como a carteira de trabalho, a carteira de identidade, o título de eleitor e o Cadastro de Pessoa Física (CPF). Além disso, para matricular uma criança na escola e ter acesso a benefícios sociais, a apresentação do documento é obrigatória. [...]

Retirar a certidão é um direito de todos, conforme a Lei 9.534/97, que garante a gratuidade do registro de nascimento e da emissão da 1ª via do documento. Nenhum cartório pode cobrar para emiti-la. A lei também garante aos reconhecidamente pobres a emissão gratuita da 2ª via da certidão e das demais certidões extraídas pelo Serviço de Registro Civil das Pessoas Naturais. [...] CERTIDÃO de nascimento é o mais importante documento do cidadão. Jornal do Senado, Brasília, DF, 16 ago. 2004. Disponível em: https://www2. senado.leg.br/bdsf/bitstream/ handle/id/70224/040816_41. pdf?sequence=4&isAllowed=y. Acesso em: 13 set. 2025.

26/09/25 18:08

guém. Após essa explanação, perguntar aos estudantes se eles já viram uma Certidão de Nascimento.

Fazer a leitura do documento reproduzido na página, evidenciando as informações destacadas: nome completo, data de nascimento, nome dos pais e dos avós. A leitura detalhada contribui para a compreensão do texto e para o desenvolvimento de vocabulário, pois os estudantes se atentam às palavras ligadas a uma característica determinada no documento. Na atividade 1, se achar necessário, mencionar aos estudantes que gêmeos são os

BNCC

(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.

(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu significado.

ENCAMINHAMENTO

Pedir aos estudantes que realizem as atividades 2 e 3 em casa, observando as informações da própria Certidão de Nascimento deles com a ajuda dos familiares. Esse pode ser um momento no qual os estudantes vão descobrir mais sobre a história deles. Pedir que anotem as informações no caderno com a ajuda do adulto. Na atividade 4, é provável que parte dos estudantes não resida no município onde nasceu. Deve-se considerar que aproximadamente 37% dos brasileiros vivem em um município diferente daquele em que nasceram, segundo os dados do Censo 2022 do IBGE (SANTA Catarina supera São Paulo e se consolida como principal destino migratório. TV Cultura, 27 jun. 2025. Disponível em: https://cultura.uol.com.br/ noticias/72606_santa-cata rina-supera-sao-paulo-ese-consolida-como-princi pal-destino-migratorio.html. Acesso em: 15 set. 2025).

Em sala de aula, podem surgir comentários sobre informações sensíveis relacionadas à Certidão, como a menção a pais separados, pai ou mãe desconhecidos, falecimento ou outras circunstâncias. Nessas situações, é fundamental ouvir os estudantes com empatia e garantir um ambiente se-

2 EM CASA, COM A AJUDA DE ADULTOS RESPONSÁVEIS, IDENTIFIQUE AS PRINCIPAIS INFORMAÇÕES QUE ESTÃO NA SUA CERTIDÃO DE NASCIMENTO.

3 AGORA, COMPLETE A FICHA COM AS INFORMAÇÕES SOBRE VOCÊ.

3. Respostas pessoais. 16

NOME:

DATA DE NASCIMENTO: / /

NOMES DOS PAIS:

4 CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR E DESCUBRA:

• TODOS OS ESTUDANTES NASCERAM NO MUNICÍPIO ONDE VIVEM ATUALMENTE? 4. Resposta pessoal.

guro e respeitoso, o que contribui para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais da turma.

Atividade complementar • Aniversariantes

Aproveitar a exploração da Certidão de Nascimento para elaborar um quadro de aniversariantes da turma. Esse quadro pode ser montado no formato de um calendário, destacando os dias em que os estudantes nasceram. Após sua finalização, o calendário de aniversários da turma pode ser afixado em um local da sala de aula que ofereça bom acesso visual aos estudantes.

Texto de apoio

CARTEIRA DE VACINAÇÃO

TODAS AS PESSOAS

DEVEM TER UMA CARTEIRA DE VACINAÇÃO. NELA, FICAM REGISTRADAS TODAS AS VACINAS QUE TOMAMOS.

É IMPORTANTE TOMAR VACINAS PARA EVITAR DOENÇAS CONTAGIOSAS.

REPRODUÇÃO DE UMA CARTEIRA DE VACINAÇÃO.

1 CONSIDERANDO A CARTEIRA DE VACINAÇÃO DESTA PÁGINA, QUANTAS VACINAS ESSA CRIANÇA JÁ TOMOU?

1. 27 vacinas. Observar que cada quadrado preenchido corresponde a uma vacina aplicada na criança.

2 E VOCÊ? PEÇA SUA CARTEIRA DE VACINAÇÃO AOS SEUS RESPONSÁVEIS E COMPLETE A FRASE COM O NÚMERO CORRETO.

• EU JÁ TOMEI 2. Resposta pessoal. VACINAS.

CADERNETA DO ESTUDANTE

ANTIGAMENTE, TODOS OS ESTUDANTES MATRICULADOS NAS ESCOLAS TINHAM UMA CADERNETA. NELA, FICAVAM REGISTRADAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES, COMO AS NOTAS E A FREQUÊNCIA NAS AULAS.

REPRODUÇÃO DE UMA

CADERNETA ESCOLAR DO ANO DE 1973.

1 VOCÊ TEM UMA CADERNETA ESCOLAR?

2 COMO VOCÊ RECEBE SUAS NOTAS? 1. e 2. Respostas pessoais.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, perguntar aos estudantes se eles conhecem a carteira de vacinação e a caderneta do estudante. No tópico sobre a carteira de vacinação, reforçar que as vacinas são importantes para evitar doenças e contribuir para o desenvolvimento saudável do ser humano. Fazer a leitura da reprodução do documento com os estudantes. Na atividade 1, dividir a turma em duplas para realizar a atividade ou propor uma atividade coletiva. Pedir aos estudantes

18:08

que realizem a atividade 2 em casa com os familiares.

Comentar com os estudantes que, antigamente, a caderneta do estudante era importante, pois reunia informações relevantes do cotidiano escolar. Fazer a leitura do documento, chamando a atenção para características como: o preenchimento das informações pessoais na capa e a fotografia 3 × 4.

Ressaltar que, atualmente, tanto a carteira de vacinação quanto a caderneta do estudante podem ser encontradas em formato digital.

Conheça cinco verdades sobre a importância de manter a vacinação atualizada

Proteção individual contra doenças:

Vacinas são uma das formas mais eficazes de proteção contra doenças infecciosas graves, como sarampo, poliomielite, hepatite B e tétano. [...]

Proteção da comunidade:

Quando a maioria da população está vacinada, a propagação de doenças é reduzida, protegendo aqueles que não podem ser vacinados, como bebês, pessoas com sistemas imunológicos comprometidos e alérgicos a componentes da vacina.

Prevenção de surtos e epidemias:

A manutenção de altas e homogêneas coberturas vacinais é essencial para evitar surtos e epidemias de doenças preveníveis por vacinas. [...]

Redução de custos de saúde: Prevenir doenças por meio da vacinação é muito mais econômico do que tratar infecções. [...]

Cumprimento de requisitos legais para viagens

Alguns países exigem determinadas vacinas para permitir a entrada em seu território. O Certificado Internacional de Vacinação, emitido gratuitamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é o documento brasileiro utilizado para comprovar a vacinação. [...]

BRASIL. Ministério da Saúde. Cinco verdades sobre a importância de manter as vacinas atualizadas na Caderneta da Criança. Brasília, DF: 18 jul. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/ pt-br/assuntos/noticias/2024/ julho/cinco-verdades-sobrea-importancia-de-manteras-vacinas-atualizadas-nacaderneta-da-crianca. Acesso em: 15 set. 2025.

HANNA GABRIELA/FOTOARENA

BNCC

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.

(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu significado.

(EF02HI08) Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes.

(EF02HI09) Identificar objetos e documentos pessoais que remetam à própria experiência no âmbito da família e/ou da comunidade, discutindo as razões pelas quais alguns objetos são preservados e outros são descartados.

(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, perguntar aos estudantes se eles têm objetos antigos que decidiram guardar, como um sapato de quando eram bebês ou algum brinquedo. Caso alguns estudantes respondam que sim, pedir que compartilhem o motivo pelo qual guardaram esses objetos.

Se julgar pertinente, exemplificar a proposta citando algum objeto antigo que tenha guardado e uma memória afetiva relacionada a

OBJETOS QUE CONTAM NOSSA HISTÓRIA

ALÉM DOS DOCUMENTOS, MUITAS PESSOAS GUARDAM OBJETOS ANTIGOS, QUE SÃO VALIOSOS PARA A HISTÓRIA DELAS E DA FAMÍLIA.

VAMOS DESCOBRIR POR QUE A TIA DE ANA GUARDA TRÊS OBJETOS ANTIGOS?

1 LIGUE OS OBJETOS DA TIA ÀS FRASES EM QUE ELA CONTA A IMPORTÂNCIA DE CADA UM DELES.

2 DEPOIS, COMPLETE O ESPAÇO DE CADA FRASE COM O NOME DESSE OBJETO.

PORTA-JOIAS.

ele, ajudando os estudantes a compreender que, assim como os documentos pessoais, os objetos são fontes relevantes de memórias e histórias.

Antes de pedir aos estudantes que realizem as atividades 1 e 2, fazer a leitura das fotografias, das legendas e das frases da tia de Ana com a turma.

“ESTA

MALA

ERA DO MEU TIO JOSÉ. ELE ME DEU QUANDO NOS MUDAMOS PARA O ESTADO DO TOCANTINS.”

“EU GANHEI ESTE

PORTA-JOIAS

DO MEU AVÔ QUANDO COMPLETEI 15 ANOS. DENTRO DELE TINHA UM ANEL.”

“EU GANHEI ESTE

LIVRO

DA MINHA PRIMA HELENA. ELA ERA PROFESSORA E AMAVA LER.”

Sugestão para o professor

GONÇALVES, Thalia. Mãos que contam histórias: vida e obra de artesãos cachoeirenses. Ouro Preto: Ufop, 2023. Disponível em: https://www.editora.ufop.br/index.php/ editora/catalog/book/188. Acesso em: 15 set. 2025.

Esse livro apresenta a história de cinco artesãos do distrito de Cachoeira do Brumado, localizado no município de Mariana (MG). A obra nos convida a refletir sobre a relação entre os objetos e a nossa própria história.

LIVRO.
MALA.

AGORA, VAMOS CONHECER ALGUNS OBJETOS ANTIGOS QUE SÃO IMPORTANTES PARA PESSOAS PRÓXIMAS DE VOCÊ.

3 EM CASA, PERGUNTE AOS SEUS FAMILIARES OU PARENTES ADULTOS SE ELES GUARDAM OBJETOS ANTIGOS, COMO ROUPAS, UTENSÍLIOS DOMÉSTICOS, MATERIAL ESCOLAR E BRINQUEDOS.

4 ESCOLHA UM DESSES OBJETOS, O QUE VOCÊ ACHAR MAIS INTERESSANTE!

5 COM A AJUDA DE UM ADULTO, ANOTE AS INFORMAÇÕES SOBRE O OBJETO NO QUADRO. 5. Respostas pessoais.

QUAL É O NOME DO OBJETO?

DE QUEM É O OBJETO?

DE QUAIS MATERIAIS ELE É FEITO?

QUAL É A PRINCIPAL FUNÇÃO DELE?

ELE AINDA É USADO?

POR QUE ELE É IMPORTANTE PARA A PESSOA?

6 AGORA, PENSE EM UM OBJETO QUE VOCÊ GOSTARIA DE GUARDAR.

6. Resposta pessoal.

• POR QUE ESSE OBJETO É IMPORTANTE PARA VOCÊ?

Sugestão para os estudantes

GUILHERME, Denise. O guardador de memórias. São Paulo: Moderna Literatura, 2021. O livro convida crianças a refletir sobre o valor dos objetos que guardam lembranças e histórias. Com sensibilidade, explora a relação entre memória, afeto e identidade.

ENCAMINHAMENTO

Após a realização da atividade em casa, retomar as informações do quadro com a turma, convidando alguns estudantes para compartilhar o que conversaram com as pessoas de seu convívio. É importante que os estudantes compreendam que, assim como as pessoas, os objetos também possuem histórias e se modificam com o tempo. O objetivo é introduzir a noção de que cada objeto pertence ao seu tempo histórico e, por essa razão, pode ser utilizado como documento para a interpretação de aspectos da sociedade que o produziu. Além disso, verificar se os estudantes conseguiram identificar de que materiais são feitos os objetos que fazem parte da vida de seus familiares e conhecidos e de que maneira eles foram ou ainda são utilizados.

Atividade complementar

• Inventando objetos

Agora que você já conheceu alguns objetos antigos e suas histórias, que tal inventarmos objetos?

a) Conversem sobre quais objetos seriam úteis e interessantes para a turma.

b) Pensem em como seriam esses novos objetos?

c) Qual material vocês vão usar para fazer o objeto?

d) Inventem um formato e uma função para eles.

26/09/25 18:08

e) Em grupos, criem objetos usando os materiais escolhidos.

f) Depois, apresentem para a turma o objeto que vocês criaram. Vamos usar os objetos que vocês inventaram?

Resposta: Produção pessoal. Os estudantes podem aproveitar diferentes materiais usados, como papel e copo plástico.

BNCC

(

EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.

(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).

Alfabetização cartográfica

• Representação.

• Mapa mental.

• Pontos de vista.

ENCAMINHAMENTO

Solicitar à turma que observe o mapa com bastante atenção. Na atividade 1. a), convidar alguns estudantes para descrever o que observaram na imagem, oportunizando que os demais colegas contribuam com o diálogo.

Ressaltar que o mapa foi elaborado por professores indígenas do estado do Acre, que representaram características próprias de seu povo de maneira bastante criativa e artística.

Explicar que os professores indígenas representaram os rios na cor amarela: “No início, os professores indígenas, durante as atividades de mapeamento, reuniram-se e decidiram criar novos símbolos para aplicar

DE OLHO NO MAPA!

ALDEIA

INDÍGENA

O MAPA A SEGUIR FOI FEITO POR PROFESSORES EM TERRITÓRIO INDÍGENA DO ESTADO DO ACRE. ELE MOSTRA UMA ALDEIA INDÍGENA LOCALIZADA PRÓXIMA A UM RIO, REPRESENTADO COM A COR AMARELA. OBSERVE O MAPA COM ATENÇÃO.

ALMEIDA, REGINA ARAUJO DE. ETNOCARTOGRAFIA NA AMAZÔNIA: EXPERIÊNCIAS COM PRODUÇÃO E USOS DE MAPAS NO ACRE, BRASIL. SÃO PAULO: DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA DA USP, 2015. P. 8.

na legenda do mapa. Por exemplo, eles pintam os rios sempre de amarelo ‘porque suas águas não são azuis’, assim dizem” (ALMEIDA, Regina Araújo de. Etnocartografia na Amazônia: experiências com produção e usos de mapas no Acre, Brasil. São Paulo: FFLCH-USP, 2015. p. 7).

Na atividade 1. b), perguntar à turma quais objetos podem ser identificados no mapa. Em seguida, pedir aos estudantes que escolham um desses objetos e o desenhem no espaço indicado da página.

Na atividade 1. c), se achar necessário, retomar a observação da imagem, ajudando os estudantes na localização dos seres vivos representados.

Na atividade 1. d), reforçar aos estudantes que o mapa é um documento que registra a história do povo indígena nele representado.

O uso do mapa contribui para a construção gradual dos diferentes conhecimentos e conceitos geográficos e históricos. Além disso, a imagem favorece que os estudantes percebam

1 AGORA, FAÇA O QUE SE PEDE.

A) DESCREVA O QUE VOCÊ OBSERVOU NA IMAGEM.

B) DESENHE UM OBJETO QUE VOCÊ IDENTIFICOU NO MAPA.

1. a) Espera-se que os estudantes informem sobre a paisagem natural (céu, árvores, floresta, plantações), as moradias indígenas, pessoas ou animais.

1. b) Produção pessoal. Os estudantes podem desenhar as moradias, as cercas, as tinas de água, os instrumentos de trabalho, entre outros.

1. d) Os estudantes podem citar que o povo indígena representado mora às margens de um rio e tem uma boa relação com a natureza: os animais circulam livremente pelo ambiente, as pessoas trabalham com a terra, entre outras características.

C) QUAIS SÃO OS SERES VIVOS REPRESENTADOS?

1. c) Seres humanos, gado, árvores, aves e outros animais silvestres.

D) CONSIDERANDO QUE ESSE MAPA É UM DOCUMENTO, O QUE ELE CONTA SOBRE O POVO INDÍGENA REPRESENTADO NELE?

QUEM É?

REGINA ARAUJO DE ALMEIDA É GEÓGRAFA E PROFESSORA. ELA DESENVOLVEU PESQUISAS SOBRE MAPAS PRODUZIDOS PELOS INDÍGENAS NA AMAZÔNIA, REVELANDO COMO ELES REPRESENTAM SEUS TERRITÓRIOS.

as formas como o povo indígena representado se relaciona com a natureza, bem como a valorização do conhecimento e das contribuições dos povos originários.

Texto de apoio

Os povos indígenas desempenham um papel crucial na preservação ambiental no Brasil, devido à sua profunda conexão e conhecimento tradicional da fauna e flora. O Brasil abriga um grande número de comunidades indígenas, muitas das quais vivem em áreas de grande importância ecológica, como a floresta amazônica. Essas comunidades têm uma forte compreensão de seus ecossistemas circundantes, tendo desenvolvido relações complexas com plantas, animais e terra ao longo de milhares de anos. Como tal, eles possuem um conhecimento valioso sobre como gerenciar e proteger esses ambientes de forma sustentável, que tem sido transmitido por gerações.

Eles veem a natureza como um ser vivo, com o qual mantêm uma relação recíproca, e reconhecem a importância de protegê-la para as gerações futuras. Esse entendimento os levou a desenvolver práticas que priorizam a conservação e restauração do ambiente natural. Respeitando e trabalhando com a natureza, os povos indígenas têm mostrado que é possível preservar a biodiversidade, manter os serviços ecossistêmicos e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. No geral, suas contribuições são essenciais para o bem-estar contínuo dos ecossistemas brasileiros e para a luta global contra a degradação ambiental.

KETTLE, Wesley. A importância dos povos indígenas para a preservação da natureza Brasília, DF: Mast, 19 abr. 2023. Disponível em: https:// www.gov.br/mast/pt-br/ assuntos/noticias/2023/ abril/a-importancia-dos-povosindigenas-para-a-preservacaoda-natureza. Acesso em: 18 set. 2025.

O QUE E COMO AVALIAR

Verificar se os estudantes compreenderam o papel de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias. A avaliação deve considerar a participação nas discussões em sala de aula e nas atividades propostas. Caso sejam observadas dificuldades de compreensão, recomenda-se realizar uma roda de conversa para retomar os temas abordados, incentivando o envolvimento ativo da turma e promovendo a construção coletiva do conhecimento.

BNCC

Competências gerais: 1, 4 e 5

Competências específicas de Ciências da Natureza: 3, 6 e 8

Competências específicas de Ciências Humanas: 1, 4 e 7

Competências específicas de História: 1, 2, 3 e 6

Habilidade de Ciências: EF02CI04

Habilidades de História:

EF02HI01, EF02HI02, EF02HI03, EF02HI04, EF02HI05 e EF02HI08

ENCAMINHAMENTO

Este capítulo favorece aos estudantes refletir sobre as próprias histórias.

O conteúdo destas páginas trabalha com o TCT Cidadania e civismo (Vida familiar e social). Nas atividades 1 e 2, incentivar os estudantes a pensar nos familiares, as pessoas mais próximas de seu convívio, e a desenhar algum deles.

No boxe Você detetive, solicitar que realizem a entrevista com o familiar em casa. Fazer a leitura das questões em sala de aula com a turma. Na atividade 1. c), conversar com os estudantes sobre quais poderiam ser esses documentos e objetos, citando exemplos: contas com o endereço anterior, cartas que tenham recebido, fotografias, enfeites, brinquedos, eletrodomésticos, entre outros. A atividade 2 pode ser realizada após a entrevista com os familiares. Antes de organizar a turma em duplas, falar sobre a importância da escuta, da empatia e do diálogo, incentivando o respeito à história do colega. Após dividir a turma, pedir aos estudantes que conversem sobre a história de suas famílias, mencionando os principais acontecimentos e alguns detalhes que consi-

HISTÓRIA DA MINHA FAMÍLIA 2

A sua história se parece com as histórias de famílias que já acompanhamos? Ou ela é diferente?

Agora, vamos conhecer a história de sua família?

1 Escreva os nomes de alguns familiares e indique quem eles são, como avó e tia, por exemplo.

1. Resposta pessoal.

2 Escolha uma pessoa de sua família e faça um desenho dela.

2. Produção pessoal.

derem importantes. Se julgar interessante, convidar alguns estudantes para compartilharem a história de suas famílias com a turma.

Sugestão para o professor LEANDRO, Maria Engrácia. Transformações da família na história do Ocidente. Theologica, Braga, v. 41, n. 1, p. 51-74, jan. 2006. Disponível em: https://revistas.ucp.pt/index.php/theologica/ article/view/1186. Acesso em: 8 out. 2025. O artigo oferece uma análise profunda sobre as transformações da família ocidental, evidenciando sua estreita relação com os contextos sociais e culturais de cada época. A autora traça um panorama histórico que revela como os modelos familiares se adaptam às exigências sociais. A leitura convida à reflexão sobre os desafios contemporâneos da instituição familiar frente às mudanças sociais aceleradas.

VOCÊ DETETIVE

1. Respostas pessoais.

1. Em casa, escolha um familiar adulto e faça uma entrevista com ele e sobre a história da sua família. Para isso, use estas questões.

a) Nossa família sempre morou no município onde vivemos? Se não, onde nossos familiares moravam?

importantes, dentre eles: o respeito, a compreensão e a solidariedade, o saber ouvir e falar. Conviver, relacionar-se com o próximo e trabalhar em equipe são habilidades adquiridas que só [....] se consume quando intermediada pelo outro. [...]

b) Quem eram nossos antepassados? Onde eles nasceram?

c) Nossos familiares guardam documentos e objetos que ajudam a contar a história da família? Se sim, o que eles registram ou representam?

2. Conte a história da sua família a um colega e escute a dele.

DESCUBRA MAIS

• TRISTÃO, Waldete; ANDRADE, Rodrigo. O quintal das irmãs. Rio de Janeiro: Pequena Zahar, 2024. O livro conta a história de duas irmãs que adoram brincar em um quintal. Nesse lugar, a fantasia e a imaginação tomam conta das brincadeiras.

Texto de apoio

26/09/25 20:06

A família e a escola estão passando por profundas transformações e ambas precisam acompanhar tais mudanças de forma conjunta, na busca de um processo de aprendizagem significativa para as crianças e ajudando uns aos outros na busca de um objetivo comum, o de educar das crianças. [...] [...] surge então a necessidade da interação entre a família e escola nos anos iniciais do ensino fundamental [...]. O elemento comum entre a família e a escola é a criança. [...]

O convívio familiar é o primeiro ambiente de socialização do indivíduo, dentro do contexto de uma educação informal. [...]. Já no ambiente escolar, o professor dá continuidade nos aprimores da vida. Nesse recinto educacional, a criança dos anos iniciais do ensino fundamental além de aprender a norma culta necessária à vida prática, aprende também a socialização que a vida em comunidade requer através de trocas de experiências, ou seja, a criança não só aprende como também desenvolve valores sociais

A comunidade escolar (que inclui todos os membros escolares, inclusive os familiares), tem total responsabilidade nesse aspecto, pois ela é quem direciona os parâmetros e estabelece os métodos de aplicação nas atividades sociais. É indispensável a necessidade de se buscar mecanismo de integração da família na escola para melhorar a qualidade do processo ensino aprendizagem.

O processo de ensino é um processo contínuo e não se restringe apenas a conteúdos escolares. Por isso a interação Família e escola são primordiais. Trata-se de duas instituições independentes, porém que têm algo em comum: o filho/aluno e percebe-se que quando a família se preocupa com a aprendizagem da criança, o rendimento escolar é de qualidade.

SOUSA, Viviane de. A interação família-escola os anos iniciais do ensino fundamental. Cadernos da Fucamp, v. 20, n. 49, p. 153-173, 2021.

Sugestão para os estudantes

PARR, Todd. O livro da família. São Paulo: Panda Books, 2003.

Esse livro aborda as diferenças entre as famílias.

BNCC

(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco.

(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

ENCAMINHAMENTO

As seções Vamos ler e Vamos escrever oportunizam o trabalho com o TCT Cidadania e civismo (Vida familiar e social; Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso).

Na seção Vamos ler, realizar uma leitura coletiva do texto com a turma. Em seguida, perguntar aos estudantes o que eles entenderam do texto. Ressaltar que é muito importante aprender a valorizar as pessoas mais velhas e que essa valorização é uma prática na aldeia Krukutu. Na atividade 3, reforçar aos estudantes que o acesso dos povos indígenas à internet, além facilitar a comunicação com outros povos, contribui para a divulgação e a preservação da cultura deles.

Comentar com os estudantes que Werá, autor do texto citado na página, atualmente, além de escritor, é ativista da causa indígena e rapper.

VAMOS

LER

VAMOS LER

A história de um Kunumi

Leia com o professor e os colegas a história de um Kunumi Guarani. Ele vive na aldeia Krukutu, no estado de São Paulo.

Eu sou um Kunumi, e meu povo é Guarani.

[...]

Meu pai é contador de histórias e ele me ensina muitas coisas sobre o nosso povo.

[...]

Desde criança aprendemos a nadar e a pescar com os mais velhos. Aqui na aldeia nós gostamos muito de brincar.

[...]

Nós temos uma escola dentro da aldeia.

O professor é daqui mesmo [...].

[...]

Aqui na aldeia nós temos internet, assim podemos nos comunicar com outros guarani de vários lugares do Brasil. Tanto em guarani quanto em português. [...]

Meu nome é Werá Jeguaka Mirim e eu sou um guarani do Brasil.

MIRIM, Werá. Kunumi Guarani. Ilustrações: Gilberto Miadaira. São Paulo: Panda Books, 2014. p. 4, 6, 16, 18, 20 e 23.

1 Em sua opinião: o que é um Kunumi?

1. Espera-se que os estudantes indiquem que é uma criança guarani.

2 O que as crianças da aldeia aprendem com os mais velhos?

2. Eles aprendem a nadar e a pescar. Os estudantes também podem citar as histórias do povo que Werá Jeguaka Mirim escuta do pai.

3 Como os Guarani da aldeia Krukutu se comunicam com outros Guarani?

3. Eles usam a internet.

JEGUAKA

Contando uma história

Werá Jeguaka Mirim aprendeu muitas coisas com os mais velhos na aldeia.

Você escutou histórias de familiares na entrevista que fez.

1 Agora, escolha uma dessas histórias e escreva três palavras que a representem.

1. Resposta pessoal.

2 Depois, crie uma história em quadrinhos em três quadros contando essa história.

2. Produção pessoal.

Texto de apoio

sentam como propostas de um projeto alternativo ao processo atual de globalização, com fundamento na diversidade das culturas compreendidas como bancos de reservas de humanidade, aptos a oferecer recursos para uma mundialização solidária entre povos e culturas, campo no qual a escola indígena surge como um espaço especialmente adequado para articular o diálogo intercultural, de modo prático e concreto [...].

CAMPOS, Alzira Lobo de Arruda et al. Educação e interculturalidade nas aldeias guarani mbya da cidade de São Paulo (SP/Brasil). Revista Andaluza de Antropología, n. 22, p. 73, jun. 2022.

Sugestão para os estudantes

JEGUAKA MIRIM, Werá. Kunumi Guarani. Ilustrações: Gilberto Miadaira. São Paulo: Panda Books, 2014. Nesse livro, que tem um trecho apresentado nesta dupla de páginas, Werá Jeguaka Mirim fala sobre a aldeia onde mora e o dia a dia do seu povo.

03/10/25 10:24

Os povos indígenas brasileiros, em sua pluralidade e diversidade, criaram uma ampla rede de saberes e práticas culturais que se expressam no seu cotidiano e em seus rituais tradicionais [...]. O saber indígena é construído no seio de uma história coletiva, resultante de experiências dos antepassados. Constituem, portanto, formas de compreender a realidade em que todos vivem [...]. A educação resulta em processos de “interação de saberes em graus e modos sempre amplos e profundos”, que integram a dinâmica da vida [...]. Contar e ouvir histórias é um dos meios mais comuns para a transmissão dos saberes ancestrais. Trata-se de uma prática cultural atribuída aos mais velhos, que ensinam às novas gerações o que eles aprenderam com seus pais e avós a fim de entenderem o mundo e o seu significado. Como povos moradores ou originários das florestas, é nelas que se baseia a vida material e religiosa em suas aldeias. As propostas pedagógicas da escola indígena, portanto, são experiências de diálogos interculturais, que se apre-

BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

ENCAMINHAMENTO

Fazer a leitura do texto com os estudantes e repetir com eles os termos novos. Antes de iniciar as atividades, solicitar que, juntos, observem as fotografias. Perguntar se reconhecem algum animal representado nelas.

Ao apresentar os animais domésticos da atividade 1, ler o quadro com a turma e, em seguida, pedir aos estudantes que, um por vez, leia um dos nomes. Auxiliar os que apresentarem dificuldade.

Solicitar aos estudantes que tragam para a sala de aula os desenhos feitos na atividade 2, apresentem-nos à turma e digam qual é o animal representado.

Comentar que quem mora na zona rural pode ter cavalos, vacas, ovelhas, porcos e cabritos. Mencionar que cabrito é filhote da cabra e do bode. Na zona urbana, é mais comum que as pessoas tenham cachorros, gatos, hamsters, entre outros animais domésticos, devido à limitação de espaço.

Atividade complementar

• Cuidados com um animal de estimação

Conversar com os estudantes sobre os cuidados necessários com um animal de estimação, por exemplo, um cachorro. Se possível, reproduzir uma imagem do animal para os estudantes e solicitar a eles que a observem com atenção.

Animais domésticos que convivem com minha família

Sua família convive com animais? Muitas famílias criam animais em casa, como cachorros, gatos e peixes.

Em zonas rurais, é possível encontrar também famílias que convivem com cavalos, galinhas e porcos.

Animal doméstico é aquele que depende de cuidados das pessoas e pode participar de atividades que elas realizam no dia a dia.

Observe alguns exemplos de animais domésticos.

1 Em grupos, consultem o quadro a seguir e falem uns para os outros os nomes desses animais. Depois, completem a legenda com esses nomes.

Porquinho-da-índia • Cabrito • Galinha

2 Mostre essas fotografias para uma pessoa de sua família e peça a ela que sugira o nome de um animal doméstico que não aparece nesta página. Em uma folha de papel avulsa, faça o desenho desse animal.

2. Produção pessoal. Espera-se que a pessoa mencione gato, cachorro, cavalo, pato, entre outros animais. Na sala de aula, escrever com os estudantes o nome de cada animal desenhado.

Depois, propor a criação coletiva de uma lista de cuidados, estimulando a participação de toda a turma. Ao final, registrar os cuidados mencionados na lousa e realizar a leitura conjunta. Os cuidados podem ser: 1. levar o cão para passear; 2. mantê-lo limpo e escovado; 3. levá-lo ao veterinário quando necessário; 4. manter a vacinação em dia; 5. recolher as fezes durante os passeios; 6. brincar e dar atenção ao cão; 7. disponibilizar abrigo adequado; e 8. alimentar o animal.

Esta atividade pode ser utilizada para verificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre cuidados com animais de estimação ou, após o trabalho com o conteúdo, como uma atividade de fixação.

Porquinho-da-índia
Cabrito Galinha

Animais de estimação

Os animais domésticos que fazem companhia para as pessoas, como os gatos e os cachorros, são chamados de animais de estimação.

Para receber um animal de estimação em casa, é preciso preparar a casa e a família, porque ele precisa de determinados cuidados no dia a dia.

Observe nesta imagem como uma família se organizou para receber um cachorro em casa.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Coleira

Vasilha de água

trabalhar em consultórios, hospitais, fazendas e jardins zoológicos, atendendo animais pequenos, como aves, cães e gatos, ou de grande porte, como cavalos, bois, jacarés, onças, zebras e girafas. Os médicos-veterinários também podem atuar no controle e na prevenção de doenças que esses animais podem contrair e transmitir entre si e para os seres humanos.

Atividade

complementar

Sabonete especial para cachorros

Escova para limpar o pelo

Brinquedos

DESCUBRA MAIS

• SMEDLEY, Claire. Um cachorro chamado Pirata. Barueri: Callis, 2020. Em um abrigo de cachorros, Mia conhece um cachorro chamado Pirata e ganha um amigo muito especial.

• CHILD, Lauren. Quero um bicho de estimação. Tradução: Érico Assis. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2011. Com esse livro, você e seus familiares vão refletir sobre a escolha de adotar ou não um animal de estimação.

26/09/25 20:06 BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes se sabem o que é um animal de estimação e se possuem ou conhecem pessoas que cuidem de

um animal. Permitir que compartilhem suas experiências.

Explicar aos estudantes que um animal de estimação precisa de cuidados veterinários e que, além de atenção e carinho, é necessário alimentá-lo, oferecer água limpa e garantir que o local onde ele vive tenha espaço adequado e boas condições de higiene. Para alguns animais, como os cães, são também imprescindíveis passeios regulares, para que eles tenham uma vida saudável.

Contar aos estudantes que os médicos-veterinários cuidam de animais e podem

• Entrevista com um médico-veterinário

Programar a visita de um médico-veterinário à escola para que os estudantes possam entrevistá-lo. Previamente, elaborar com a turma um roteiro de questões para servir de guia. Estimular a curiosidade dos estudantes em relação à profissão e aos animais de estimação.

Sugestão para os estudantes

HIRATSUKA, Lúcia. Ladrão de ovos. São Paulo: SM, 2017. Laura e seu irmão Carlinhos ficam muito felizes com a chegada de dois cachorros trazidos pelo pai, mas tudo começa a mudar quando os ovos das aves de estimação da família começam a desaparecer.

Casa
Guia
Ração

BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

ENCAMINHAMENTO

A atividade 1 mostra ilustrações que representam cuidados com os animais de estimação. Verificar se os estudantes compreendem as imagens e, caso encontrem dificuldades, descrever cada uma delas com a turma. Outros cuidados podem ser acrescentados:

• Cuidar da higienização do corpo dos animais e do espaço onde vivem.

• Colocar telas de proteção em todas as janelas e varandas.

• Manter as latas de lixo bem tampadas e, de preferência, em lugares altos.

• Não deixar a ração na tigela, à disposição dos animais, durante o dia todo.

• Colocar a tigela em que o animal se alimenta em um suporte elevado do chão e não esquecer de lavá-la diariamente.

• Não deixar alimentos consumidos pela família expostos e ao alcance dos animais, pois alguns alimentos podem causar problemas à saúde deles.

• Manter materiais de limpeza e pesticidas bem guardados em armários. Para evitar intoxicação, ao aplicar inseticidas em casa, manter os animais fora do local.

• Não deixar brinquedos pequenos ao alcance dos animais, pois eles podem engasgar ou engolir esses objetos.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

2 Você tem animais de estimação? Se sim, conte o nome dele e descreva esse animal.

1 Observe estas imagens e depois ligue os animais de estimação a alguns cuidados necessários para cada um deles. 2. Respostas pessoais.

A atividade 2 busca saber se os estudantes possuem ou não algum animal de estimação. Incentivá-los a descrever detalhadamente o animal: tamanho, coloração, hábitos, comportamentos, onde foi adquirido e qual a idade dele.

A atividade 3 aborda a vacinação como condição necessária para a manutenção da saúde dos animais de estimação. Ler o cartaz com os estudantes e pedir que localizem o título e as datas da campanha. Explorar a leitura e a interpretação das informações registradas no cartaz, lembrando os estudantes de que esses dados são fundamentais para orientar as pessoas que cuidam de animais de estimação.

Verificar, na atividade 1, se os estudantes foram capazes de identificar os animais apresentados como de estimação e os cuidados associados a eles. Caso apresentem dificuldades para reconhecer os animais, mostrar imagens deles convivendo com seres humanos e questionar a turma sobre o que esses animais precisam para viver saudáveis. Quanto mais exemplos forem apresentados aos estudantes, melhor será a aprendizagem.

Além desses cuidados, é importante vacinar os animais de estimação. As vacinas protegem a saúde do animal e das pessoas que moram com ele.

3 Com a ajuda do professor, leiam em voz alta as informações deste cartaz e depois conversem sobre elas.

a) Agora, identifiquem no cartaz os animais que devem ser vacinados e a doença que pode ser evitada com a vacinação.

b) Em qual município foi feita essa campanha de vacinação?

c) Conte para um familiar as informações que você descobriu nesse cartaz. 3. a) Cão e gato. A doença é a raiva.

3. b) No município de Querência, no estado de Mato Grosso. 3. c) Resposta pessoal.

28/09/25 15:30

Na realização das atividades 3. a), b) e c), verificar se os estudantes conseguem localizar e retirar as informações do cartaz.

Aproveitar o conteúdo para explicar aos estudantes que somente após os cães, por exemplo, terem recebido todas as vacinas indicadas pelo veterinário é que podem passear na rua. Esse cuidado evita o contágio de doenças e a contaminação por microrganismos e vírus presentes nas calçadas, nas sarjetas e nos espaços de terra. Comentar também que, além de cães e gatos, outros animais podem contrair raiva, incluindo os seres humanos. Por isso, é importante evitar fazer carinho e se aproximar de animais desconhecidos.

Sugestão para o professor

POR QUE é tão importante manter a vacinação do seu pet em dia? Hospital Popular de Medicina Veterinária, Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: https://hospi talpopularveterinario.com. br/2020/09/02/por-que-e -tao-importante-manter-a -vacinacao-do-seu-pet-em -dia/. Acesso em: 23 set. 2025. Nesse texto, você encontrará informações sobre benefícios e frequência da vacinação, além de algumas doenças que podem ser prevenidas por meio dela.

O QUE E COMO AVALIAR

Verificar se os estudantes compreenderam a história de sua família e se conseguiram praticar a empatia, a escuta e o diálogo em relação à história do outro. A avaliação pode incluir atividades como a construção de uma “árvore da família”, acompanhada de relatos orais ou escritos sobre memórias familiares, incentivando o respeito e o interesse pelas histórias compartilhadas pelos colegas.

Além disso, observar se os estudantes entenderam o conceito de animais domésticos, suas principais características e os cuidados necessários. Pode-se propor a criação de um cartaz informativo sobre um animal doméstico escolhido, destacando aspectos como alimentação, higiene, comportamento e necessidades específicas.

Fonte: CAMPANHA de vacinação contra raiva. Mato Grosso: Querência. Prefeitura Municipal, 2024. 1 cartaz, color.

BNCC

Competências gerais: 2 e 4

Competências específicas de Ciências da Natureza: 2 e 3

Habilidade de Ciências: EF02CI07

Habilidade de História: EF02HI07

Habilidade de Geografia: EF02GE06

ENCAMINHAMENTO

Esta dupla oportuniza o trabalho com o Tema Contemporâneo Transversal Cidadania e civismo (Vida familiar e social). Comentar com os estudantes que, ao longo do dia, realizamos muitas tarefas e que cada família tem a própria rotina.

Propor aos estudantes uma leitura coletiva das imagens, pedindo que descrevam o que está acontecendo em cada cena representada. As atividades 2, 3 e 4 incentivam os estudantes a refletir sobre a própria rotina. Verificar se eles conseguem relacionar o dia e a noite às diferentes atividades que realizam ao longo do dia. Ao realizarem as atividades 1, 3 e 4, os estudantes relacionarão atividades cotidianas com períodos do dia, abordando os aspectos necessários ao desenvolvimento das habilidades EF02CI07, EF02GE06 e EF02HI07.

Atividade complementar

• A rotina da família em quadrinhos

Solicitar aos estudantes que produzam uma história em quadrinhos contando a rotina da família deles, podendo usar como exemplo a rotina de Catarina e de seu filho Pedro.

Texto de apoio

Os dois tipos de rotina, diárias e semanais, são ro-

O QUE FAZEMOS AO LONGO DO DIA 3

Como é o dia a dia da sua família? Será que todas as famílias fazem as mesmas coisas ao longo do dia?

Vamos conhecer a rotina de Catarina e de seu filho Pedro.

tinas que as crianças adquirem mais espontaneamente e conseguem prever com maior tranquilidade. Porém, a rotina diária é aquela que se torna mais previsível para as crianças. No que concerne às rotinas semanais, estas dizem respeito a momentos que são desenvolvidos em dias específicos da semana, repetindo-se semanalmente. Deste modo, as rotinas semanais, mostram-se igualmente importantes e essenciais como as rotinas diárias, no qual ocorrem em intervalos mais espaçados, auxiliando as crianças a desenvolverem uma compreensão da duração em perí-

odos mais extensos, para que percebam que a mesma atividade se repete, mesmo que seja em intervalos mais longos, e ainda as ajuda a conhecer e controlar os dias da semana, e que determinada atividade se realiza num dia da semana específico. [...]

A organização das rotinas diárias são um importante veículo para a participação das crianças [...]. Uma rotina estável, permite à criança interiorizar o seu dia a dia e iniciar o desenvolvimento da capacidade para desempenhar uma tarefa sozinha. É fundamental que a criança desenvolva a

DOUGLAS
Catarina acorda quando o Sol está nascendo.
Após se trocar e tomar café, ela acorda Pedro e serve o café da manhã para ele.
Catarina leva Pedro para a escola e vai para o trabalho.

Ao meio-dia, ela vai almoçar em um restaurante perto do trabalho dela.

No início da noite, Catarina prepara o jantar e serve para o filho.

No final da tarde, Catarina busca Pedro na escola. Eles passam no mercado e voltam para casa.

o jantar,

e

uma história juntos. Em seguida, eles vão dormir.

1. Espera-se que os estudantes respondam que durante o dia ela acorda, depois acorda Pedro e serve o café da manhã para ele, leva o filho para a escola, trabalha e, no fim do dia, busca o

1 Quais atividades Catarina faz durante o dia? E à noite?

filho na escola. À noite, ela prepara e serve o jantar para o filho, lê um livro com ele e dorme.

2 A rotina de sua família é parecida com a de Catarina e Pedro?

2. Resposta pessoal.

3 Quando você acorda o dia já está claro?

3. Resposta pessoal.

4 O que você costuma fazer quando anoitece?

4. Resposta pessoal.

27/09/25 19:25

capacidade de iniciativa, que tenha consciência dos seus interesses e se empenhe por eles, autonomamente. [...]

É primordial referir-se que criar uma rotina diária, auxilia a criança no seu desenvolvimento social e proporciona a [...] autoconfiança.

Compreendemos que ter rotinas pré-estabelecidas é algo normal para os adultos, pois é necessário cumprir horários para realizar com sucesso todas as tarefas do dia a dia. No entanto, as crianças ainda não têm essa consciência. Portanto, é importante, desde a primeira infância, estabelecer um cronograma para promover a segurança e garantir autonomia, crescimento e desenvolvimento saudável para a criança.

A organização das rotinas diárias, possibilita uma melhor aprendizagem na criança. [...]

MAGALHÃES, Catarina Isabel da Silva. Papel da escola e da família nas rotinas das crianças. 2024. Dissertação (Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1o Ciclo do Ensino Básico) – Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, Porto, 2024. p. 17-19. Disponível em: http://repositorio.esepf.pt/ bitstream/20.500.11796/3329/1/2019088_Catarina%20Magalh%c3%a3es.pdf. Acesso em: 25 set. 2025.

Sugestão para os estudantes

DEIAB, Rafaela; TISSI, Tieza. Lelê é pequenininha. São Paulo: Brinque­Book, 2023. Esse livro conta a história de Lelê e suas aventuras no dia a dia com a família pela cidade.

Sugestão para o professor

COUTINHO, Danielle Binda. A importância da rotina escolar para estudantes com Transtorno do Espectro Autista no Ensino Fundamental. 2023. 106 f. Dissertação (Mestrado em Educação Inclusiva) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2023. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/ server/api/core/bitstreams/ 3fdd9d02 ­ 22b5 ­ 4ce7 ­ a67b ­ 7f2d95d15d04/content. Acesso em: 8 out. 2025. O artigo destaca como a rotina escolar estruturada é essencial para o desenvolvimento e bem­estar de estudantes com Transtorno do Espectro Autista. A autora evidencia que a previsibilidade das atividades favorece a autonomia, reduz ansiedades e fortalece a inclusão. A pesquisa combina teoria e prática, propondo estratégias pedagógicas eficazes. Trata­se de uma contribuição relevante para a educação inclusiva no ensino fundamental.

DOUGLAS FRANCHIN
Após
mãe
filho leem

BNCC

(EF02CI07) Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá­las ao tamanho da sombra projetada.

ENCAMINHAMENTO

Iniciar o trabalho com os estudantes perguntando: Quem aqui costuma observar sombras? Onde vocês fazem essa observação? Vocês costumam observar sombras de quê? As sombras que vocês observam se deslocam ou ficam sempre no mesmo lugar? Como se formam as sombras?

Deixar que os estudantes se expressem livremente e incentivá­los a pensar nas fontes de luz que conhecem, como o Sol e as lâmpadas para compreender a formação de sombras.

A sombra é uma região com ausência de luz. Ela se forma devido à propagação retilínea dos raios de luz, que são barrados por um objeto opaco. Os demais raios, ao percorrerem o espaço em linha reta, atingem o objeto, criando regiões iluminadas e regiões não iluminadas (a sombra). Se a fonte de luz é grande, o objeto opaco gera tanto regiões totalmente iluminadas (regiões de sombra) quanto regiões atingidas por poucos raios luminosos. Essas regiões, de diferentes graduações em função da quantidade de luz, são denominadas regiões de penumbra. Na atividade 4, os estudantes deverão descrever suas experiências cotidianas com a formação de suas sombras ao caminhar pelas ruas em dias ensolarados. Incentivá­los a identificar a posição da sombra projetada (à frente, atrás ou ao lado) em relação ao próprio corpo.

Sombras no dia a dia

A sombra de um objeto é uma região escura que se forma quando a luz encontra um obstáculo.

Obstáculo: algo que impede ou atrapalha a passagem.

No dia a dia, você já deve ter observado sombras de plantas, pessoas e objetos.

Observe a situação mostrada nesta fotografia.

1. Espera-se que os estudantes respondam que as sombras se formam quando a luz encontra algum obstáculo. Isso pode ocorrer durante a exposição à luz solar ou com a utilização de outras fontes de luz, como lanternas e lâmpadas.

Criança brincando com sua sombra.

1 Que condições são necessárias para a formação de sombras?

2 No período do dia que você está na escola, dá para ver sombras? Se sim, sombras de que tipo?

3 Onde as sombras se formam?

2. Espera-se que os estudantes que estudam no período da manhã respondam que sim; os que estudam no período da tarde podem responder que eles veem sombras até certa hora; depois, elas diminuem. Os estudantes podem citar que as sombras são formadas por plantas, pessoas e objetos.

3. Espera-se que os estudantes respondam que as sombras podem ser observadas principalmente no chão, sobre outros objetos ou em paredes internas e externas.

4 Você já observou sua sombra enquanto caminhava pelas ruas em um dia ensolarado? Se sim, descreva sua sombra para os colegas e o professor.

4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes

descrevam partes do corpo, a posição da mochila ou outro objeto que levam para a escola.

Utilizar as atividades para avaliar a compreensão dos estudantes de como as sombras se formam em dias ensolarados. Eles devem perceber que as sombras só existem na presença de uma fonte de luz.

No dia a dia, caminhando pelas ruas da cidade, também podemos observar as sombras de casas, prédios e árvores. Em dias ensolarados, as árvores fornecem uma sombra agradável, especialmente nos dias mais quentes. Isso acontece porque as árvores funcionam como um obstáculo que barra a luz.

A escolha de árvores maiores, que fornecem mais sombras, é comum nas cidades onde a temperatura ao longo do ano se mantém mais alta. Na fotografia, as árvores plantadas bem próximas umas das outras garantem sombra para as pessoas se refrescarem.

Sugestão para o professor

MARQUES, G. da C.; UETA, N. Algumas consequências do princípio da óptica geométrica. E-Física: Ensino de Física on-line. São Paulo: USP, c2025. Disponível em: https://efisica2.if.usp.br/ pluginfile.php/5826/mod_ resource/content/0/optica %20geometrica_principios. pdf/. Acesso em: 23 set. 2025.

Esse texto amplia os conhecimentos sobre Óptica (parte da Física que estuda a luz) e dá embasamento para a aula sobre sombras.

5. Espera-se que os estudantes respondam que as sombras das árvores têm tamanhos e formatos diferentes, e suas posições também podem mudar ao longo do dia. Árvores fazendo sombra em rua no município de Erechim, no estado do Rio Grande do Sul, em 2025.

5 Olhando as sombras das árvores na fotografia, comente com os colegas:

• As sombras das árvores têm sempre o mesmo tamanho, a mesma forma e ficam na mesma posição ao longo do dia?

Atividade complementar

• Lanternas

27/09/25 13:50

Levar uma lanterna de feixe estreito (pequena), uma lanterna de feixe largo (grande) e objetos de diferentes tamanhos. Antes de iniciar a aula, ajustar a distância entre a posição da parede, dos objetos e da lanterna, de modo que a região de penumbra fique evidente. Durante a aula, demonstrar as diferenças observadas ao iluminar objetos de vários tamanhos com a lanterna de feixe estreito e de feixe largo. Os estudantes perceberão que, quando o feixe de luz é mais estreito que o objeto, não se forma penumbra. Pedir aos estudantes que levantem hipóteses para explicar as observações feitas.

(EF02CI07) Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá­las ao tamanho da sombra projetada.

(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e calendário.

Organize-se

• Folhas de cartolina branca

• Relógio despertador

• Caneta hidrocor

• Massa de modelar

• Vareta

• Régua

ENCAMINHAMENTO

Separar os grupos antecipadamente e preparar os materiais para cada grupo: uma folha de cartolina branca, uma caneta hidrocor, um pouco de massa de modelar (um bastão de massa pode atender até três grupos), uma vareta (como um palito de churrasco sem a ponta) e uma régua. Atenção à vareta escolhida: caso apresente uma parte pontiaguda, cortá­la com uma faca ou tesoura. Os estudantes não devem manuseá­la. Um relógio despertador deve servir para todos os grupos. Escolher um espaço externo da escola onde não haja sombra nem circulação de outras crianças. Para que os estudantes consigam realizar um número adequado de medições, aplicar a atividade em um dia em que eles possam permanecer no local escolhido por algumas horas. Ler os procedimentos com os estudantes e verificar se eles têm dúvidas antes de iniciar a prática. É importante alertá­los para que não mudem a posição da carto­

CIÊNCIAS EM AÇÃO

Primeiras ideias

Ver orientações no Encaminhamento

As sombras de um objeto ao longo do dia

O que vocês acham que acontece com as sombras de um objeto exposto ao Sol ao longo de um dia inteiro?

Organizados em grupos, você e os colegas vão montar um equipamento simples. Para isso, cada grupo deverá reunir os materiais apresentados na imagem.

Materiais

• Folha de cartolina branca

• Relógio despertador

• Caneta hidrocor

• Massa de modelar

• Vareta

• Régua

Como fazer

1. O professor vai indicar um local ao ar livre com luz do Sol o dia inteiro. Caso o terreno seja irregular, utilizem um livro, uma tábua ou outro objeto como apoio para a folha de cartolina.

2. Ponham a folha de cartolina sobre o local escolhido e, se necessário, coloquem pequenas pedras para mantê-la no lugar.

3. Com a massa de modelar, façam uma base para a vareta, de modo que ela fique bem firme.

4. Fixem a vareta com a base de massa de modelar no centro da folha de cartolina. Ao longo da observação, mantenham tudo exatamente no mesmo lugar, sem mexer. Observem na fotografia A como fica essa montagem.

lina após ela ser fixada no chão. Orientar que numerem cada marcação, de modo que, ao final da atividade, seja mais fácil visualizar a direção da sequência e comparar a posição dos registros feitos na cartolina. Enquanto as marcações são realizadas, anotar o horário correspondente a cada uma delas. Quanto maior o número de registros, mais precisa será a relação entre sombra e horário do dia.

De posse dos registros feitos pelos estudantes, estimular a discussão dos resultados obtidos. Pedir a eles que observem as marcações na cartolina e comentem as diferenças que percebem entre a posição das sombras da vareta registrada às 8h e às 10h, por exemplo. Fazer perguntas como: Qual é a posição do Sol nesses momentos? Quanto ao tamanho das sombras, foi possível perceber semelhanças e diferenças nesse intervalo de tempo? Se sim, quais? Espera­se que os estudantes percebam que, além de mudar de lugar, as sombras mudam de tamanho. Por exemplo, a sombra das 8h tende a ser bem maior que a das 11h; próximo do meio­dia, ela já está bem reduzida e, dependendo da região, pode ser

5. O professor vai colocar o relógio para despertar de hora em hora, durante o maior tempo possível.

6. Com a orientação do professor, olhem a posição da sombra da vareta no papel toda vez que o despertador tocar.

7. Com a caneta e a régua, desenhem uma linha seguindo cada sombra que se formar e anotem o horário da marcação ao lado da sombra. Observem na fotografia B como fazer esse registro.

1. a) Respostas pessoais. Os estudantes podem responder que esse modelo parece marcar as horas. Se achar conveniente, explicar que o modelo pode ser chamado de relógio ou relógio de sol.

Observando e discutindo os resultados

1. b) Como os modelos ficaram parados, é possível que alguns estudantes comentem que as sombras mudaram de lugar, sinalizando que o Sol deve ter mudado de lugar no céu – é o chamado movimento aparente do Sol.

1 Depois do último registro, mostrem a folha de cartolina para os outros grupos e, com base nos registros realizados, citem: a) uma utilidade e um nome possível para esse modelo; b) uma nova descoberta que vocês fizeram sobre o Sol; c) o que vocês perceberam em relação ao tamanho das sombras;

1. c) Espera-se que os estudantes tenham percebido que,

além de mudar de lugar, as sombras também mudam de tamanho.

d) suas descobertas em relação às sombras estavam de acordo com o que responderam nas Primeiras ideias?

1. d) Resposta pessoal.

2 O que vocês imaginam que teria acontecido caso o céu ficasse nublado e o Sol não aparecesse durante parte do período de realização do experimento? O modelo teria a mesma utilidade?

2. Espera-se que os estudantes percebam que não

teria sido possível fazer todas essas marcações; por isso, o modelo perderia sua utilidade como marcador de horas.

27/09/25 13:50 praticamente inexistente. No período da tarde, a sombra volta a aumentar. Já em relação à posição, é importante que eles percebam que o Sol e as sombras estão sempre em lados opostos em relação ao objeto.

Para evidenciar a propagação retilínea da luz, propor aos estudantes a seguinte atividade: utilizar varetas de madeira de diferentes comprimentos (10 cm, 20 cm, 40 cm e 60 cm, por exemplo) e fixá-las em um pedaço de isopor plano, de modo que elas fiquem perpendiculares à base. Levar o conjunto para uma área iluminada pelos raios solares (pode ser na própria sala de aula, no pátio ou na quadra esportiva da escola). Pedir aos estudantes que observem e façam medições dos tamanhos das sombras formadas em diferentes horários. Em seguida, discutir os resultados observados, levando em conta os resultados obtidos com a atividade da vareta de tamanho único.

A avaliação deverá ser feita desde a etapa de montagem da atividade prática, ao longo do período de observação, até o momento de discussão das conclusões apresentadas pelos

estudantes. Observar se eles conseguem identificar a variação da sombra devido ao movimento aparente do Sol, percebendo que a sombra está sempre oposta ao sentido da fonte de luz.

Caso os estudantes tenham dificuldade, levar para a sala de aula uma lanterna e o modelo do experimento para simular o que ocorre com o Sol.

Na atividade 1, os estudantes deverão perceber que há ocorrências naturais do dia a dia que nos permitem fazer observações indiretas e elaborar novas suposições sobre os corpos celestes, mesmo sem a ajuda de instrumentos especializados. Eles devem perceber que a sombra de um mesmo objeto se altera ao longo do dia e, como nada foi alterado na posição do objeto, isso indica que a fonte de luz mudou de posição.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes percebam que as observações e os registros não seriam possíveis em dias nublados, pois o sucesso do experimento depende diretamente do Sol como fonte de luz. Em dias nublados, as nuvens podem servir de obstáculo à luz do Sol.

BNCC

(EF02CI07) Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá­las ao tamanho da sombra projetada.

ENCAMINHAMENTO

Incentivar a leitura compartilhada do texto e estimular a troca de ideias, considerando que as sombras do corpo humano são percebidas pelas crianças desde muito cedo, ainda bem pequenas, quando são usadas por elas em momentos de brincadeira, tanto individuais quanto coletivas. Incentivar os estudantes a compartilhar suas experiências envolvendo brincadeiras com sombras.

Na atividade 2, os estudantes podem concluir que o Sol muda de posição. Essa atividade permite perceber outra característica desse fenômeno: as sombras se formam sempre do lado oposto ao da fonte de luz. Para discutir os dados obtidos nesta atividade, solicitar aos grupos que conversem sobre suas observações e registros.

Observar com atenção a participação de cada estudante no processo de construção do conhecimento. É possível avaliar a habilidade de proposição de hipóteses. Organizar a turma em pequenos grupos e propor a seguinte questão: Quais sombras poderão se formar ao colocarmos uma garrafa cheia de areia em um espaço ensolarado do pátio da escola por um período de quatro horas? Avaliar se os estudantes conseguem perceber que a garrafa cheia de areia forma sombras com formatos diferentes de objetos.

Sombras do corpo humano

Nosso corpo, assim como a vareta, também forma sombra, pois é um obstáculo à passagem da luz. É por isso que se formam sombras que têm o contorno do nosso corpo.

1 Leia o texto em voz alta com o professor.

Em uma escola de Ensino Fundamental, um professor do 2o ano dividiu a turma em duplas e escolheu um espaço da área externa da escola.

Por volta das 8h30, ele entregou pedaços de giz aos estudantes e disse às duplas:

“Um de vocês fará uma pose. Com o giz, o seu colega da dupla vai contornar a sua sombra no chão. Depois, ele também vai escrever o seu nome dentro do contorno da sua sombra”.

Cerca de três horas depois, por volta das 11h30, os estudantes voltaram exatamente ao mesmo local.

Na dupla, o mesmo colega repetiu a pose, e o outro desenhou novamente a sombra dele.

EM UMA escola de ensino fundamental. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Atividade complementar

• Sombras

Se desejar, realizar uma atividade prática repetindo o experimento descrito no texto da atividade 1. Trabalhar interdisciplinarmente com o professor de Educação Física, escolhendo um local adequado, no qual o chão possa ser riscado e as sombras possam ser projetadas livremente. Para esta proposta, os estudantes devem usar protetor solar e chapéus para proteger a cabeça.

2. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que as sombras mudam de posição e tamanho. Se achar conveniente, informar que, quanto mais perto do meio-dia esse registro for feito, menor deve ficar a sombra.

2 Em grupos, observem as sombras da imagem e respondam.

a) O que vocês acham que vai acontecer com a posição e o tamanho das sombras em outros momentos do dia?

b) Se houver mudanças, como vocês poderiam explicar o que aconteceu?

2. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que o Sol pode ter mudado de posição no céu, influenciando as sombras formadas.

3 Desenhe como você acha que ficariam as sombras dos estudantes ao meio-dia.

3. Produção pessoal.

DESCUBRA MAIS

• GOMES, Alexandre de Castro. Bichos de sombras. Barueri: Estrela Cultural, 2019.

Nesse livro, você vai aprender a fazer sombras de animais com as mãos. Reproduzindo essas sombras, você vai se divertir criando histórias e brincando com os colegas e os familiares.

• LEE, Suzy. Sombra. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2018. Nesse livro, você vai conhecer o poder da imaginação, por meio das brincadeiras de uma menina. Com a lâmpada do sótão de sua moradia, ela transforma objetos em sombras parecidas com elefantes, lobos e borboletas.

Sugestões para os estudantes

ASSOMBRADOS: episódio completo. Publicado por: O Show da Luna! 2023. 1 vídeo (12 min). Disponível em: https: //www.youtube.com/watch ?v=zwG5gJOrM8U. Acesso em: 23 set. 2025. No vídeo, a personagem Luna ensina seu irmão Júpiter sobre sombras.

GOMES, Alexandre de Castro. Bichos de sombras. São Paulo: Estrela Cultural, 2019. Esse livro convida o leitor a se divertir explorando brincadeiras com sombras.

MACHADO, Ana Maria. Brincadeira de sombra. São Paulo: Global, 2001. Livro sobre brincadeiras de uma criança e seu avô. A obra desafia e convida o leitor a saber mais sobre luz e sombras.

O QUE E COMO AVALIAR

Avaliar se os estudantes compreenderam a rotina da família representada e se refletiram sobre a rotina da própria família. Observar se entenderam como as sombras se formam no dia a dia. Caso eles apresentem dificuldades, pode­se propor a atividade complementar sugerida. Se essa atividade já tiver sido realizada, fazer novamente uma atividade prática com os estudantes, adaptando a proposta conforme as dificuldades observadas.

27/09/25 13:50

Sugestão para o professor POTES, Isis Marques; MARQUES, Nelson Luiz Reyes; MÜLLER, Maykon Gonçalves. “Brincando com luz e sombra”: ciências na educação infantil. Revista Práxis Pedagógica, Porto Velho, v. 7, n. 8, p. 59­81, 2021. Disponível em: https://periodicos.unir.br/index.php/praxis/article/ view/7035. Acesso em: 8 out. 2025.

O artigo apresenta uma sequência didática sobre luz e sombra desenvolvida na educação infantil, com foco em atividades lúdicas e investigativas. A proposta pode inspirar professores do ensino fundamental a explorar fenômenos científicos de forma acessível, promovendo a curiosidade e o pensamento científico.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 6 e 7

Competências específicas de Ciências Humanas: 1, 2 e 3

Competências específicas de História: 1, 2, 3

Habilidades de História: EF02HI03, EF02HI06 e EF02HI07

Habilidade de Geografia: EF02GE04

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula convidando os estudantes a observar atentamente as imagens da biblioteca, estimulando a percepção dos detalhes que indicam diferentes momentos da ação. Conduzir uma conversa coletiva para levantar hipóteses sobre o que aconteceu antes, durante e depois da chegada dos estudantes ao espaço, assim como sobre ações que ocorreram ao mesmo tempo ou enquanto outras estavam sendo realizadas. Incentivar os estudantes a completar oralmente frases com os termos “antes”, “durante”, “depois”, “ao mesmo tempo” e “enquanto”, relacionando-os às imagens observadas. Em seguida, orientar o registro dessas frases por escrito, individualmente ou em duplas, promovendo a reflexão sobre a sequência e a simultaneidade dos acontecimentos. Anotar na lousa as contribuições da turma para apoiar o processo de escrita. Finalizar com uma roda de conversa para reforçar a importância de compreender o tempo e a simultaneidade nas narrativas e nas atividades cotidianas.

Desenvolver noções de tempo é essencial para que os estudantes compreendam a sequência e a simultaneidade dos acontecimen-

COMO PERCEBEMOS E MARCAMOS O TEMPO 4

Antes, durante e depois

A bibliotecária Amélia deixou o ambiente organizado para receber os estudantes do 2o ano. Eles precisavam fazer trabalhos em grupo na biblioteca da escola.

1 Observe as imagens da biblioteca e complete as frases a seguir com antes, durante e depois

a) Antes da realização da atividade, Amélia deixou a sala organizada para receber os estudantes.

tos, o que lhes permite organizar suas experiências de forma mais estruturada. As atividades propostas favorecem essa construção ao estimular a identificação de momentos como antes, durante, depois, ao mesmo tempo e enquanto, com base em situações do cotidiano escolar. Essa abordagem contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02HI03, na medida em que permite que os estudantes reconheçam mudanças e permanências em ambientes e ações. Ao organizar fatos em sequência e identificar ações simultâneas, os estudantes também exercitam

b) Durante a realização da atividade, os estudantes aproveitaram os espaços da biblioteca e fizeram muita pesquisa nos livros.

c) Depois que terminaram, eles deixaram os livros organizados sobre a mesa, as mesas e as cadeiras arrumadas e voltaram para a sala de aula.

a habilidade EF02HI06, utilizando marcos temporais simples para estruturar narrativas. Além disso, ao refletirem sobre o papel da bibliotecária na preparação do espaço e sobre as ações que ocorreram paralelamente, eles são levados a compreender as funções sociais e sua relevância para a coletividade, o que permite trabalhar a habilidade EF02HI07.

Atividade complementar

• Histórias em três tempos

Propor aos estudantes a criação de pequenas histórias baseadas em situações do

Ao mesmo tempo

1 Após observar cada imagem, complete as frases com ao mesmo tempo ou enquanto.

a) Alguns estudantes apresentam um trabalho enquanto os demais escutam com atenção.

b) A criança toca piano e o professor toca violão ao mesmo tempo

c) Uma pessoa anda de bicicleta enquanto a outra corre pelo parque.

Sugestão para os estudantes

ARGENTO, Helô. Antes e depois. São Paulo: Hanoi, 2023. (Coleção tempo e criança).

O livro apresenta, de forma lúdica e visual, situações do cotidiano infantil que ajudam a compreender os conceitos de antes e depois, favorecendo o desenvolvimento da noção de tempo.

Texto de apoio

Tente contar uma história que lhe venha à mente, descrever uma situação qualquer do seu cotidiano ou analisar uma questão relevante do seu mundo, sem a palavra tempo ou um de seus sinônimos: época, idade, ano, era, clima, momento, dia, hora, minuto, segundo, antes, agora, depois, passado, presente, futuro Imagine agora como seria deixar seus pensamentos sem uma dessas palavras durante, digamos, 24 horas. Se esses exercícios hipotéticos se mostrarem minimamente complicados, é porque o tempo está por toda parte, a todo instante, em todas as pessoas, em todas as épocas. Como bem afirma Hans Meyerhoff, “não há nenhuma experiência que não tenha um índice temporal ligado a ela”.

PIMENTA, João Paulo. O livro do tempo: uma história social. Lisboa: Edições 70, 2021. p. 8.

27/09/25 17:24

cotidiano, organizadas em três momentos: antes, durante e depois, incluindo também ações que ocorrem ao mesmo tempo ou enquanto outras se desenvolvem. Sugere-se iniciar a atividade com uma conversa sobre ações rotineiras, como ir ao parque ou preparar um lanche, a fim de incentivar os estudantes a pensar na sequência e na simultaneidade dos acontecimentos. É importante orientar a construção coletiva de uma história simples, destacando os marcos temporais e os elementos que mudam, permanecem ou ocorrem simultaneamente. Em seguida, solicitar aos estudantes que, individualmente, desenhem ou escrevam a própria narrativa, respeitando a ordem dos fatos e incluindo situações paralelas. Ao final, promover uma roda de compartilhamento para que os estudantes apresentem suas produções, reforçando a importância de compreender o tempo como parte da organização das experiências e da construção de sentido nas histórias.

BNCC

(

EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e calendário.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula com uma conversa sobre como organizamos os acontecimentos do dia a dia, destacando que algumas ações já aconteceram, outras estão acontecendo agora e outras ainda vão acontecer.

Na atividade 1, estimular a leitura atenta das legendas das imagens propostas, orientando os estudantes a identificar e a colorir as atividades conforme o tempo a que se referem (ontem, agora, amanhã).

Em seguida, promover uma conversa coletiva sobre as ações representadas nas imagens, incentivando os estudantes a compartilhar experiências pessoais relacionadas a cada tempo.

Na atividade 2, orientar os estudantes a representar uma atividade realizada no passado (ontem) e outra planejada para o futuro (amanhã), utilizando balões de fala e a organização sequencial dos quadros.

Auxiliar os estudantes na organização das ideias, incentivando o uso de marca-

Passado, presente e futuro

Os acontecimentos da vida cotidiana podem ser divididos em passado, presente e futuro

1 Observem as imagens, leiam as legendas com atenção e pintem os quadrados de:

as atividades que se referem ao passado (o ontem). as atividades que se referem ao presente (o agora). as atividades que se referem ao futuro (o amanhã).

dores temporais (ontem, hoje, amanhã) e de expressões que indiquem a passagem do tempo. Socializar as produções em sala de aula, promovendo a escuta ativa e o respeito às experiências dos colegas.

Ao final da aula, retomar os conceitos trabalhados reforçando a importância de compreender e organizar os acontecimentos no tempo.

A habilidade EF02HI03 é atendida ao possibilitar que os estudantes identifiquem e comparem acontecimentos do cotidiano em diferentes tempos (passado, presente e futuro), por meio da análise de imagens e da produção de histórias em quadrinhos. Por sua vez, a habilidade EF02HI06 é desenvolvida ao incentivar os estudantes a registrar acontecimentos de sua vida cotidiana, promovendo a reflexão sobre suas experiências em diferentes tempos históricos. Já a habilidade EF02HI07 é contemplada ao estimular a escuta e o relato de vivências pessoais, favorecendo a valorização da memória individual e coletiva, além de promover o respeito às experiências dos colegas.

A menina vai arrumar a mochila para o jogo de amanhã.
O menino está brincando com o gato dele.
Ontem, a menina mostrou para a prima como seus pais alimentam as galinhas.
Futuro.
Passado.
Presente.

2

No espaço a seguir, elabore uma história em quadrinhos sobre alguma atividade que você realizou ontem e uma atividade que vai realizar amanhã. Divida os quadros como preferir. Não esqueça de criar balões de fala!

Sugestão para os estudantes

BECKER, Denise. Três tempos. Ilustrações: Kelly Kreis Taglieber. Santo Amaro da Imperatriz: Philia, 2023. O livro apresenta as noções de passado, presente e futuro. As ilustrações suaves e o texto acessível convidam as crianças a refletir sobre o tempo em suas vidas.

Sugestão para o professor

QUANTO tempo o tempo tem. Direção e produção: Adriana Dutra. Brasil: ADPD Filmes, 2015. 1 DVD (90 min). O documentário aborda diferentes perspectivas sobre o tempo, reunindo reflexões de pensadores, cientistas e artistas. Ao explorar a relação entre passado, presente e futuro, o documentário propõe uma reflexão sobre o ritmo da vida moderna e suas implicações tanto na formação de consciência quanto na formação de valores.

QUEM É?

Circe Bittencourt nasceu no estado de São Paulo, em 1945, e é uma historiadora, pesquisadora e autora muito importante. Ela ajuda outros professores a aprender como dar aulas de História nas escolas.

Atividade complementar

• Museu do tempo: ontem, hoje e amanhã

27/09/25 17:24

Propor aos estudantes a criação de um “museu do tempo” em sala de aula, com objetos, desenhos, fotografias ou produções simbólicas que representem três momentos: algo que já aconteceu (ontem), algo que está acontecendo agora (hoje) e algo que ainda vai acontecer (amanhã). Orientar os estudantes a trazer de casa ou produzir, com o apoio da família, três itens simples que representem esses tempos, os quais devem vir acompanhados de pequenas legendas explicativas. Em seguida, organizar os materiais em uma exposição coletiva, permitindo que os estudantes visitem o “museu” dos colegas, façam perguntas e compartilhem suas histórias. Durante a atividade, estimular a escuta atenta e o respeito às experiências dos outros, valorizando o que cada um viveu, vive e espera viver. Para finalizar, refletir com os estudantes sobre como o ato de lembrar do que já aconteceu e de imaginar o que ainda vai acontecer nos auxilia a entender melhor o tempo e a perceber que todos nós temos histórias para contar.

2. Produção pessoal.
Passado
Futuro

BNCC

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e calendário.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o trabalho sobre calendários e relógios, promover uma conversa com os estudantes sobre como eles percebem o tempo em suas rotinas, explorando noções como manhã, tarde e noite e destacando que um dia tem 24 horas. Em seguida, apresentar que uma semana tem 7 dias, um ano tem 12 meses, uma hora tem 60 minutos e um minuto tem 60 segundos, utilizando imagens e exemplos do cotidiano para facilitar a compreensão.

Como atividade prática, propor o preenchimento coletivo de um calendário da turma, estimulando os estudantes a lembrar e compartilhar datas comemorativas, feriados e eventos importantes. Pesquisar previamente feriados nacionais e municipais, bem como comemorações locais que façam parte da cultura da comunidade, mesmo que não sejam feriados oficiais. Aproveitar o momento para conversar com os estudantes sobre essas datas, destacando que algumas são definidas pelo

Calendários e relógios

Organizamos nossa vida marcando o tempo! Podemos medir o tempo em horas, dias, semanas, meses ou anos. Podemos até dividir o tempo em minutos e segundos!

Agora, você e os colegas vão completar o calendário da turma. Vamos lá?

Todas nossas ações podem ser organizadas em calendários e relógios! Você já reparou?

Calendário anual da turma

1 No calendário da página ao lado, contorne as datas indicadas.

a) Feriados

1. Respostas pessoais.

b) Início e fim das aulas

c) Períodos de férias escolares

d) Comemorações e festas na escola

e) Aniversário do município

2. Respostas pessoais.

2 Depois, pinte de: as datas relacionadas à escola. a data relacionada ao município. os feriados.

Página 43: Feriados nacionais 01/01 Confraternização Universal 21/04 Tiradentes 01/05 Dia Mundial do Trabalho 07/09 Independência do Brasil 12/10 Nossa Senhora Aparecida 15/11 Proclamação da República 20/11 Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra 25/12 Natal

3 Em grupos, escolham um feriado marcado no calendário e respondam: o que é comemorado nesse dia?

3. Resposta pessoal.

país, outras pelo município e outras ainda pelas próprias comunidades.

Sugerir que o calendário seja preenchido tanto com os números dos dias quanto apenas com os eventos, conforme o interesse da turma. Conduzir a atividade de modo que os estudantes percebam o significado das diferentes comemorações, compreendendo que os marcos temporais são construções sociais e culturais. Estimular a escuta e o protagonismo dos estudantes ao recolher sugestões de datas significativas, demonstrando que todos podem contribuir com ideias.

Esse tema se aprofunda nos anos seguintes com o componente de História, especialmente no terceiro ano, com discussões sobre patrimônio e lugares de memória.

Essa atividade contribui para o desenvolvimento das habilidades da BNCC ao favorecer a compreensão de diferentes formas de registro do tempo (EF02HI03), ao reconher instrumentos de marcação temporal (EF02HI06) e ao identificar mudanças e permanências na organização da vida cotidiana (EF02HI07).

11 12 13 14 15 16

18 19 20 21 22 23

25 26 27 28 29 30

Calendário

8 9 10 11 12 13

15 16 17 18 19 20

Atividade complementar

• Investigar o significado dos feriados

Sugestão para os estudantes

SCHEVININ, Taty. Os meses do ano. São Paulo: Uiclap, 2023.

O livro apresenta os meses e suas principais datas comemorativas de forma lúdica e educativa.

Sugestões para o professor

MESES. Publicado por: NTE Tube. 2018. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://ntetube. nte.ufsm.br/v/1536687929. Acesso em: 22 set. 2025.

A plataforma de produção de material didático em Libras da Universidade Federal de Santa Maria apresenta uma proposta inclusiva voltada à construção de recursos visuais e linguísticos para o ensino de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Esse vídeo tem como foco a temática dos meses do ano.

CALENDÁRIOS online. iCalendario, c2025. Disponível em: https://www.icalendario.br. com. Acesso em: 22 set. 2025. O site disponibiliza modelos de calendários atualizados com feriados nacionais, estaduais e municipais. Esses modelos estão disponíveis em diferentes formatos, podendo ser impressos conforme a necessidade.

28/09/25 18:53

Escolher um feriado celebrado por todos os brasileiros. Em seguida, pedir aos estudantes que conversem com um adulto, pesquisem em livros da biblioteca ou na internet para descobrir o que se comemora nessa data. Registrar as descobertas no caderno e compartilhá-las com os colegas em sala de aula.

Caso necessário, pode-se organizar a turma em pequenos grupos ou distribuir diferentes feriados entre os estudantes, para que cada grupo investigue uma data específica. Orientar os estudantes a observar se o feriado é nacional, municipal ou relacionado à cultura local, promovendo a troca de informações e o reconhecimento da diversidade de celebrações.

BNCC

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e calendário.

ENCAMINHAMENTO

Propor aos estudantes a leitura do enunciado e a consulta ao calendário para identificar e calcular o tempo entre datas escolares e pessoais, utilizando dias, semanas e meses como unidades de medida. Estimular a observação de eventos significativos, como o início das aulas, férias, festas escolares e aniversários, bem como promover o registro das informações e a comparação entre elas.

No boxe Você detetive, incentivar a expressão criativa por meio do desenho de uma vela de aniversário, o que favorece o envolvimento afetivo com a atividade. Orientar os estudantes a refletir sobre o tempo vivido e o tempo que ainda virá, relacionando essas percepções ao cotidiano escolar e às experiências individuais.

As atividades propostas contribuem para o desenvolvimento das habilidades ao permitir que os estudantes reconheçam diferentes formas de medir o tempo (EF02HI03), identifiquem permanências e mudanças em suas rotinas (EF02HI06) e relacionem datas e eventos à organização do tempo vivido (EF02HI07), por meio de práticas contextualizadas e significativas.

Você sabe quanto tempo tem entre duas datas?

Para medir o tempo entre duas datas, precisamos usar o calendário. Consulte o calendário deste ano e responda às atividades.

1., 2., 3. e 4. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento.

1 Faz quanto tempo que começaram as aulas deste ano?

a) Em dias: b) Em semanas: c) Em meses:

2 Quanto tempo falta para o início das férias de julho?

a) Em dias: b) Em semanas: c) Em meses:

3 Quanto tempo falta para sua festa preferida da escola?

a) Em dias: b) Em semanas: c) Em meses:

4 Quanto tempo falta para o fim das aulas deste ano?

a) Em dias: b) Em semanas: c) Em meses:

VOCÊ DETETIVE

1. Anote a data do seu aniversário e a do seu colega.

1. Resposta pessoal.

2. Quanto tempo existe de diferença entre seu aniversário e o do seu colega? Em dias ou meses:

2. Resposta pessoal.

3. Faça uma vela no bolo e pinte o desenho com as cores que preferir. 3. Produção pessoal.

Atividade complementar

• Cartão do tempo

Propor aos estudantes a criação de um “cartão do tempo” para um colega, registrando a data atual e a de um evento futuro importante para a turma, como uma festa, uma apresentação, uma excursão ou o encerramento das aulas. Orientar o uso do calendário para calcular quanto tempo falta até esse evento em dias, semanas e meses, promovendo o desenvolvimento da noção de tempo e a leitura de datas. Os cartões deverão ser trocados entre os colegas no mesmo dia, funcionando como um exercício de observação temporal e expressão criativa.

Incentivar a personalização do cartão com desenhos, mensagens, cores e símbolos que representem o evento escolhido, estimulando a criatividade, o vínculo entre os estudantes e o compartilhamento de expectativas. Para finalizar, promover uma roda de conversa para a troca dos cartões e a socialização das produções.

Um calendário indígena

Os povos indígenas geralmente marcam o tempo de acordo com os acontecimentos da natureza, como a época das chuvas, do plantio, da colheita, da cheia dos rios, do frio e do calor. Alguns povos indígenas não costumam registrar por escrito seus calendários.

Esse calendário foi feito pelo professor Thiayu Suyá, do Parque Indígena do Xingu. Ele utilizou os desenhos dos indígenas e escreveu os nomes dos meses de acordo com o calendário dos não indígenas.

1 De acordo com os desenhos dos indígenas, o que acontece em cada mês?

1. Os estudantes podem indicar: época de frutos, desova das tartarugas, de corte de madeira, de pesca, de colheita de milho, entre outros acontecimentos.

2 Por que Thiayu Suyá fez o calendário em formato redondo?

Relógio

2. Espera-se que os estudantes indiquem que os indígenas Suyá consideram que as atividades de cada mês se repetem.

Você já percebeu que existem diferentes tipos de relógio?

• Contorne os relógios que você identificar nas imagens.

ENCAMINHAMENTO

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

Tema Contemporâneo Transversal: Educação para diversidade cultural

Iniciar a aula apresentando aos estudantes diferentes formas de marcar o tempo, destacando que nem todos os povos utilizam calendários escritos. Explicar que os povos indígenas observam os ciclos da natureza, como chuvas, colheitas e estações, para organizar suas atividades, e que isso também é uma forma de medir o tempo. Mostrar o calendário circular criado pelo professor Thiayu Suyá e promover uma conversa sobre os desenhos que representam os meses, incentivando a leitura coletiva das imagens.

Estimular a reflexão sobre o formato circular e sua relação com os ciclos naturais. Ao abordar os relógios, explorar com os estudantes os diferentes tipos existentes, incluindo os mais antigos como a clepsidra (relógio de água) e a ampulheta (relógio de areia). Ler as imagens com atenção, incentivando os estudantes a identificar os relógios representados e comentar suas funções. Durante a atividade, observar se conseguem relacionar os elementos visuais com a passagem do tempo, se compreendem que há diferentes formas de medir e representar o tempo e se participam ativamente das discussões, demonstrando curiosidade e respeito pelas diferentes culturas.

A habilidade EF02HI03 é acionada quando os estudantes observam como diferentes culturas, como a indígena, percebem e registram o tempo com base em elementos naturais, promovendo reflexões sobre pertencimento e memória.

A EF02HI06 é desenvolvida ao organizar fatos e eventos cotidianos em sequência temporal, como os ciclos da natureza e os momentos representados nos calendários, utilizando noções como antes, durante e depois. Já a EF02HI07 é trabalhada ao explorar diferentes marcadores do tempo, como o calendário indígena, o calendário convencional e os diversos tipos de relógio, permitindo que os estudantes reconheçam e utilizem essas referências no contexto da comunidade e da diversidade cultural. Por fim, ao refletir sobre o calendário indígena marcado por referenciais ligados a acontecimentos da natureza e da agricultura e ao estimular os estudantes a comparar tal calendário ao da página 43, aborda-se a habilidade EF02GE04.

Criança estudando, em 2018.
Mulher trabalhando, em 2025.

BNCC

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e calendário.

ENCAMINHAMENTO

A seção promove uma articulação entre os campos da História e da Matemática, ao explorar a noção de tempo tanto em sua dimensão cultural quanto em sua representação numérica. A atividade 1 parte de uma situação cotidiana, o passeio de João com o tio, para introduzir o conceito de hora como unidade de medida, permitindo que os estudantes compreendam o tempo como algo vivido e, ao mesmo tempo, quantificável. Ao registrar horários de início e término de ações, como a leitura de um texto ou o trajeto da escola à moradia, os estudantes exercitam a leitura de relógios analógicos e digitais, além de calcular intervalos de tempo. Na atividade 3. b), a leitura do texto O menino e o tempo amplia a abordagem ao tratar do tempo subjetivo, emocional e rítmico, favorecendo reflexões sobre organização pessoal e rotina.

Na atividade 5, o desenho sobre Zito e a conversa coletiva estimulam a expressão artística e a escuta sensível, promovendo o diálogo entre diferentes formas de perceber e representar o tempo.

DIÁLOGOS

Matemática

Vamos ler as horas?

Ver orientações no Encaminhamento

João adora andar de bicicleta com o tio Rogério no parque.

Certo dia, eles foram passear no parque da cidade. Eles chegaram às 9 horas e combinaram de sair do parque às 10 horas. Então, eles tinham 1 hora para brincar! Foi uma manhã muito divertida!

1 Observe os relógios e complete a frase.

10:00

• João e Rogério saíram do parque assim que os relógios marcaram 10 horas.

2 Você acha que 1 hora é um bom tempo para brincar? Por quê?

2. Respostas pessoais.

3 Agora, vamos marcar juntos quanto tempo a turma demora em uma leitura?

a) Anotem a hora em que vocês vão começar a fazer a leitura:

3. a) A resposta depende do horário de início da leitura.

Essas atividades mobilizam as habilidades EF02HI03, ao relacionar situações cotidianas à percepção de mudança e memória; EF02HI06, ao organizar fatos da rotina com base em noções temporais como antes, durante e depois; e EF02HI07, ao identificar e utilizar marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógios e calendários.

Atividade complementar • Que horas são?

Propor aos estudantes a confecção de relógios de mostrador grandes, utilizando materiais como pratos de papel, cartolina ou papelão, canetinhas coloridas e ponteiros feitos com palitos de sorvete ou canudinhos. Para fixar os ponteiros, é recomendável usar clipes de papel dobrados, fita adesiva ou pequenos pedaços de massa de modelar, com o objetivo de evitar o uso de tachinhas ou qualquer material perfurante. Após a montagem dos relógios, realizar um sorteio de diferentes horários e pedir aos estudantes que ajustem o próprio relógio

Relógio digital de João.
Relógio analógico, ou relógio de ponteiro, de tio Rogério.

b) Agora, leiam o texto com os colegas e o professor.

A hora é o pedacinho de tempo para fazer as coisas. Zito vivia perdendo a hora de ir para aula, de fazer as tarefas, de almoçar, de tomar banho...

Sua mãe ficava brava e ele ficava triste, por nunca alcançar o tempo. [...]

[...]

Muitos dias se passaram... até que Zito, aos poucos foi aprendendo os ritmos do tempo (dentro dele). [...] Zito descobriu como apressar e diminuir o passo, para voar no tempo...

Desde esse dia, o tempo ficou amigo dele, e nunca mais ele perdeu a hora de fazer as coisas...

GUIMARÃES, Fabiana. O menino e o tempo. Ilustrações: Henrique Jorge. Fortaleza: Seduc-CE, 2008. p. 4 e 22.

c) Anotem a hora em que vocês terminaram a leitura do texto:

3. c) A resposta depende do horário de término da leitura.

d) Quanto tempo demorou a leitura?

4 Conversem sobre o texto que vocês leram.

3. d) Espera-se que os estudantes indiquem quantos minutos demoraram na leitura coletiva. 4. Espera-se que os estudantes respondam que ele tinha dificuldade em contar o tempo e saber a que horas cumprir suas tarefas.

• Por que Zito não se entendia com o tempo?

5 Faça no caderno um desenho sobre o personagem Zito e o tempo. Depois, mostre sua ilustração aos colegas.

VOCÊ DETETIVE

Respostas pessoais.

Vamos descobrir em quanto tempo você chega em casa?

1. Marque a hora que você saiu da escola:

2. Marque a hora que você chegou em casa:

3. Quanto tempo se passou?

5. Produção pessoal.

O QUE E COMO AVALIAR

O capítulo explorou diferentes formas de perceber e marcar o tempo, articulando vivências cotidianas com noções como antes, durante, depois, passado, presente e futuro. A avaliação deve considerar a compreensão dessas relações temporais, o uso adequado de expressões que indicam simultaneidade e sucessão e a capacidade de aplicar esse conhecimento na leitura de imagens, na produção de textos e na resolução de situações práticas com calendários e relógios. Para monitorar o progresso dos estudantes, propor que relatem oralmente, de forma espontânea, temas, atividades e imagens de que se lembram, sem consultar o Livro do estudante nem o caderno. Essa escuta permite identificar os conteúdos mais consolidados e retomar os que ainda geram dúvidas.

Sugestão para o professor

QUEIROZ, Caroline Trapp de. Sobre o tempo: uma leitura da história do relógio como instrumento de medida e elemento de cultura. In: Congresso Nacional de Educação, 4., 2017, Campina Grande. Anais [...]. Campina Grande: Realize, 2017. Disponível em: https://editorarealize. com.br/artigo/visualizar/ 38630. Acesso em: 8 out. 2025.

27/09/25 17:24

conforme o horário sorteado. Em seguida, inverter a dinâmica: ajustar o horário em um dos relógios e os estudantes devem observar e dizer que horas foram representadas. Incentivar a participação ativa de todos, adaptando a proposta conforme as necessidades da turma e respeitando o ritmo de aprendizagem de cada estudante. Para isso, oferecer orientações claras sobre a montagem dos relógios e sobre o posicionamento correto dos ponteiros das horas e dos minutos, reforçando a diferença de tamanho entre os ponteiros que marcam as horas e os minutos. Disponibilizar modelos visuais e exemplos para facilitar a compreensão. Para apoiar os estudantes na leitura das horas, relacionar os horários com momentos conhecidos da rotina escolar, como o horário de entrada, o recreio ou a saída, ajudando-os a fazer conexões concretas com o conteúdo trabalhado. Por fim, estimular a troca de conhecimentos entre os estudantes, promovendo a colaboração, o respeito às diferentes formas de aprender e o envolvimento com a atividade de forma lúdica e significativa.

O artigo analisa o relógio não apenas como instrumento de medição do tempo, mas como artefato cultural. A autora destaca sua influência nas dinâmicas sociais e na percepção biológica do tempo. A abordagem interdisciplinar enriquece a compreensão histórica do objeto. A leitura propõe reflexões sobre o tempo como construção social.

BNCC

Competências gerais: 1, 3, 4 e 6

Competências específicas de Ciências Humanas: 1 e 2

Competência específica de Geografia: 7

Competência específica de História: 4

Habilidades de História:

EF02HI02, EF02HI03, EF02HI04, EF02HI05 e EF02HI06

Habilidades de Geografia:

EF02GE01, EF02GE02 e EF02GE04

Habilidades de Ciências: EF02CI04 e EF02CI07

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar a aula, sugerir aos estudantes que observem imagens de diferentes salas de aula ao redor do mundo, como as apresentadas na dupla de páginas, e conversem sobre o que percebem nesses espaços. Estimular que compartilhem suas impressões sobre a própria sala de aula e sobre o que imaginam das salas mostradas, bem como incentivar a escuta respeitosa e a valorização das diferenças. Em seguida, conduzir a leitura coletiva das legendas, destacando os nomes dos países e dos locais mencionados. Nas atividades 1 e 2, propor aos estudantes que identifiquem semelhanças e diferenças entre as salas de aula, considerando elementos como organização, materiais disponíveis, número de estudantes e aspectos culturais. Estimular a troca de ideias sobre como cada espaço pode refletir a realidade das crianças que o frequentam.

A proposta contribui com as habilidades EF02GE02 e EF02GE04, ao permitir que os estudantes comparem costumes e reconheçam

CRIANÇAS E FAMÍLIAS DE MUITOS TEMPOS E LUGARES

Você gosta de sua sala de aula? Sabe como são as salas de aula nas escolas em outros lugares do mundo?

modos de viver em diferentes lugares, desenvolvendo empatia e respeito às diferenças. Também Contempla a habilidade EF02HI02, ao possibilitar a identificação de práticas sociais, como o ato de estudar, e os papéis exercidos pelas crianças em suas comunidades. O Tema Contemporâneo Transversal Diversidade cultural é favorecido ao promover o reconhecimento e a valorização das múltiplas culturas presentes nas imagens e nas vivências compartilhadas.

Atividade complementar

• Desenho da sala de aula

Sugerir aos estudantes que façam desenhos comparando sua sala de aula com uma das imagens analisadas, destacando semelhanças e diferenças. Em seguida, promover uma roda de conversa para que compartilhem suas produções e reflitam sobre como as crianças vivem e aprendem em diferentes contextos. Finalizar com a valorização da diversidade e do respeito às diferentes formas de viver e aprender.

Sala de aula em Quiché, na Guatemala, em 2019.
Sala de aula em Anaheim, nos Estados Unidos, em 2024.
Sala de aula em Malealea, em Lesoto, em 2024.

de aula em Rajasthan, na Índia, em 2025.

Sala de aula no Parque Indígena do Xingu, no estado de Mato Grosso, em 2023.

1 Qual sala de aula é mais parecida com a sua? Marque um X .

1. Resposta pessoal.

Fotografia 1

Fotografia 2

Fotografia 3

Fotografia 4

Fotografia 5

• Quais são as semelhanças que fizeram você assinalar essa fotografia?

2 O que existe de diferente entre a sala de aula onde você estuda e as salas de aula das fotografias?

2. Resposta pessoal.

Sugestões para os estudantes

servir de ponto de partida para discutir como as salas de aula podem ser organizadas de maneira diversa, respeitando contextos culturais e sociais distintos.

Sugestões para o professor

FERREIRA, Wendel Menezes. Estratégias de ensino e de aprendizagem para aulas dinâmicas, criativas e colaborativas. Curitiba: CRV, 2023.

O livro apresenta propostas práticas para tornar as aulas mais envolventes, com foco em metodologias ativas, trabalho em grupo e inclusão. O autor oferece sugestões acessíveis para reorganizar a sala de aula e estimular a participação dos estudantes.

GRAVATÁ, André; PIZA, Camila; MAYUMI, Carla; SHIMAHARA, Eduardo. Volta ao mundo em 13 escolas. São Paulo: Coletivo Educ-ação, 2013. 288 p. Disponível em: https:// voltaaomundoem13escolas. wordpress.com/wp-content/ uploads/2018/06/livro_volta -ao-mundo-em-13-escolas. pdf. Acesso em: 8 out. 2025.

O coletivo Educ-Ação percorreu os cinco continentes para conhecer diferentes escolas contemporâneas, com diferentes metodologias e abordagens.

30/09/25 19:28

SMITH, Penny; SHALEV, Zahavit. Escolas como a sua: um passeio pelas escolas ao redor do mundo. São Paulo: Ática, 2020. O livro apresenta escolas de diferentes países, revelando como crianças aprendem em ambientes variados, caracterizado por culturas, rotinas e espaços únicos. A obra possibilita discutir com os estudantes como as salas de aula podem ser organizadas de formas distintas, refletindo os contextos sociais e culturais de cada comunidade. ZIRALDO. Uma professora muito maluquinha. São Paulo: Melhoramentos, 2010. Nesse clássico da literatura infantil, Ziraldo apresenta uma professora que rompe com métodos tradicionais e transforma a sala de aula em um espaço de liberdade, criatividade e afeto. A obra valoriza a escuta, a imaginação e o protagonismo dos estudantes, sendo uma fonte de inspiração para reflexões sobre diferentes formas de ensinar e aprender. A história pode

Sala
PIRATÁ WAURA/PULSAR IMAGENS

BNCC

(EF02GE01) Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive.

(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

Tema Contemporâneo Transversal: Diversidade cultural

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula propondo aos estudantes uma conversa sobre como cada pessoa tem uma história e uma origem, e como isso se reflete nas roupas, nos costumes e nas tradições. Como ponto de partida, mostrar as fotografias da página para observar a diversidade cultural entre crianças de diferentes lugares do Brasil e do mundo. Estimular os estudantes a expressar o que percebem nas imagens, destacando elementos como vestimentas, acessórios e contextos culturais.

Nas atividades 1 e 2, orientar os estudantes a completar as frases com os números das fotografias, incentivando-os a refletir sobre o que é diferente ou semelhante em relação à própria realidade. Além disso, promover o diálogo entre os estudantes para que compartilhem suas percepções e expressem desejos de conhecer outras culturas.

Crianças de muitos lugares

As fotografias a seguir retratam crianças do Brasil e do mundo. Todas diferentes umas das outras, com roupas e acessórios tradicionais dos lugares onde vivem.

Boi-Bumbá

Acessório: peça que enfeita, como colar, chapéu, cinto, lenço e bolsa.

do

Encaminhar uma investigação, organizando os estudantes em grupos para que explorem o bairro da escola em busca de evidências de influências culturais diversas. Pode-se solicitar que façam uma entrevista com pessoas mais velhas de outras culturas, ajudando os estudantes na criação de um formulário e no registro das respostas. Finalizar compartilhando os resultados da pesquisa, valorizando o conhecimento construído coletivamente e o respeito às diferenças. A habilidade EF02GE01 é favorecida por meio da investigação sobre a história das migrações no bairro, especialmente por meio das entrevistas com pessoas de outras culturas que passaram a viver na comunidade. A habilidade EF02GE02 é trabalhada ao comparar costumes e tradições presentes nas fotografias e nas evidências culturais do bairro, promovendo o respeito às diferenças. Ao reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos e modos de viver de pessoas em diferentes lugares, tanto nas imagens quanto nas vivências locais, contribui-se para o desenvolvimento da habilidade EF02GE04. Já a habilidade EF02HI02 é desenvolvida ao identificar e descrever práticas e papéis sociais de pessoas entrevistadas e

Menina com roupa tradicional nigeriana em Ogun, na Nigéria, em 2020.
Menina com roupa tradicional vietnamita na aldeia Cat Cat, no Vietnã, em 2024.
Meninas indígenas da etnia Kalapalo na aldeia Aiha. Parque Indígena do Xingu, no município de Querência, no estado do Mato Grosso, no Brasil, em 2024.
Crianças durante apresentação
grupo
Campineiro no município de Buriti dos Lopes, no estado do Piauí, no Brasil, em 2022.

1 Complete as frases com os números das fotografias correspondentes.

1. Respostas pessoais.

a) As crianças das fotografias estão usando roupas ou acessórios parecidos com os que eu uso.

b) As crianças das fotografias estão usando roupas ou acessórios diferentes dos que eu uso.

2 Converse com um colega: o que vocês têm em comum com cada criança da fotografia?

2. Resposta pessoal. Incentivar os estudantes a refletir sobre semelhanças do tipo: participam de festas, têm amigos, têm família, gostam de brincar etc.

3 Vamos fazer um autorretrato? Desenhe você mesmo vestindo uma roupa ou um acessório de que gosta muito. Se preferir, desenhe uma festa que você goste de participar.

3. Produção pessoal. 51

29/09/25 16:24

observadas na comunidade. O trabalho também contribui para o desenvolvimento do Tema Contemporâneo Transversal Diversidade cultural, ao valorizar a pluralidade cultural e promover o respeito às diferentes formas de viver e se expressar.

Atividade complementar

• Diversidade

Se julgar interessante, levar para a sala de aula o livro Romeu e Julieta, (ROCHA, Ruth. Romeu e Julieta. São Paulo: Salamandra, 2009). Nesse conto, a autora cria uma história em que diferentes borboletas moram em canteiros que têm a cor igual à delas e não podem visitar outros canteiros com cores diferentes. O enredo se desenvolve quando duas borboletas de cores diferentes (Romeu e Julieta) resolvem desafiar as regras. Trata-se de um excelente conto para abordar o tema da diversidade cultural em sala de aula. Se possível, formar uma roda com a turma para ler o conto. Em seguida, perguntar aos estudantes o que acharam da história e da atitu-

de de Romeu ao descumprir a regra e ir para um canteiro de outra cor. Questionar também se eles acham que as borboletas deveriam continuar vivendo separadas por cor. Ao final, para avaliar a atividade, solicitar aos estudantes que façam desenhos sobre a história e sobre o que aprenderam durante a conversa.

Sugestões para os estudantes

BUITRAGO, Jairo; YOCKTENG, Rafael. Eloísa e os bichos. São Paulo: Pulo do Gato, 2013. Eloísa é uma menina que se muda com a mãe para uma cidade grande e enfrenta o estranhamento e a solidão. Os “bichos” que aparecem na história representam seus medos e desafios, mas, ao mesmo tempo, sua imaginação e força interior. A obra aborda temas como migração, adaptação e diversidade urbana.

CROWTHER, Kitty. Meu amigo Jim. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

A história gira em torno de um passarinho que se sente diferente dos outros e encontra amizade em Jim, um pássaro que também não se encaixa nos padrões. O livro aborda temas como identidade, aceitação e amizade, o que possibilita discutir pertencimento e diversidade cultural com os estudantes.

FALCONER, Ian. Olivia não quer ser princesa. Rio de Janeiro: Globinho, 2014. Olivia é uma porquinha que questiona os estereótipos das princesas e busca outras formas de se expressar. O livro estimula o pensamento crítico sobre papéis sociais e padrões culturais, incentivando os estudantes a explorar suas identidades e seus interesses de forma livre e criativa.

BNCC

(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

Tema Contemporâneo

Transversal: Vida familiar e social

ENCAMINHAMENTO

As diversas situações e temporalidades apresentadas poderão estimular a imaginação histórica e abrir possibilidades para observações por meio das quais se busca compará-las.

De início, trazemos uma pintura de Giovanni Torriglia, Soprando bolhas, feita por volta de 1925. Na cena, vemos crianças brincando de soprar bolhas de sabão, brincadeira bastante popular na época em que a tela foi pintada. É interessante conversar sobre a continuidade dessa brincadeira nos dias de hoje: é comum encontrarmos brinquedos de bolhas de sabão e alguns estudantes seguramente já terão usado. É importante chamar a atenção para o brinquedo usado para fazer a bolha de sabão e solicitar que comparem com os que conhecem nos dias de hoje. Atentar para o fato de que o quadro é de um italiano; portanto, essa brincadeira pode ter chegado ao Brasil com os imigrantes. Os estudantes podem realizar pesquisas para descobrir quais outros lugares conhecem esse tipo de brinquedo.

Crianças em outros tempos

Como viviam as crianças no passado? Você acha que o dia a dia delas era parecido com o das crianças de hoje?

Observe esta pintura antiga, que representa crianças brincando.

Soprando bolhas, de Giovanni Torriglia, por volta de 1925. Óleo sobre tela, 52,7 centímetros x 69,8 centímetros.

QUEM É?

Giovanni Battista Torriglia foi um artista italiano que pintou cenas do cotidiano das pessoas. Ele nasceu em 1858 na cidade de Gênova, na Itália, e viveu até 1937.

1 Agora, descreva a pintura com os colegas e o professor.

1. Incentivar os estudantes a descrever o que veem na imagem e levantar hipóteses sobre o que está acontecendo.

Ao final, comentar como as imagens podem ser boas fontes históricas para os estudantes conhecerem brincadeiras e crianças de outras épocas e, assim, saberem mais sobre o passado e a história. Também podem conhecer outros povos com costumes e brincadeiras parecidas com as dos brasileiros.

Na atividade 3, a brincadeira de bolinha de gude também é antiga e pode ser encontrada em diferentes lugares do Brasil, assim como os blocos de montar. Montar uma tabela com os estudantes para verificar quais dos brinquedos estudados nestas duas páginas são mais usados pela turma. Nesses dois casos, pesquisas históricas sobre desde quando se utilizam esses brinquedos também podem ser interessantes.

Essa proposta favorece o desenvolvimento das habilidades EF02HI02, EF02HI03 e EF02GE04, ao promover a identificação de práticas sociais, a percepção de mudanças e o reconhecimento de modos de viver em diferentes contextos. Também desenvolve os Temas Contemporâneos Transversais Vida familiar e social, ao abordar o respeito às diferentes gera-

2 Responda às questões a seguir sobre a pintura.

a) O que as crianças da cena estão fazendo?

2. a) Brincando de fazer bolhas de sabão.

b) As roupas que as crianças estão vestindo parecem atuais ou antigas? As crianças parecem estar confortáveis?

2. b) As roupas usadas pelas crianças parecem antigas. Também aparentam estar vestidas confortavelmente para brincar.

c) Qual parece ser a relação entre as pessoas dessa cena? Por que você acha isso?

2. c) Parece ser uma família, com uma pessoa adulta cuidando das crianças.

d) As crianças de hoje em dia ainda fazem essa brincadeira?

2. d) Resposta pessoal.

3 Agora, observe estas fotografias tiradas em diferentes épocas.

3. Respostas pessoais.

de Sorocaba, no estado de São Paulo, na década de 1970.

a) Você conhece as brincadeiras que aparecem nas fotografias?

b) Você já participou de alguma dessas brincadeiras?

ções e à diversidade cultural nas brincadeiras, e Multiculturalismo, ao valorizar as experiências de crianças em diferentes tempos e lugares.

Atividade complementar

• Museu vivo da infância

Convidar os estudantes a criar um “Museu vivo da infância”, com pequenas encenações, objetos trazidos de casa e produções artísticas que representem como era a vida das crianças em outras épocas. Orientar que, com a ajuda da família, tragam objetos antigos (ou imagens deles), como brinquedos, roupas, utensílios escolares ou fotografias, acompanhados de uma breve explicação sobre seu uso e sua época. Estimular que pensem também em como eram os estudos, os cuidados em casa, os costumes e os espaços onde viviam.

Na aula, organizar os materiais em estações temáticas (como “Brincar”, “Estudar”, “Vestir”, “Comer”, “Morar”) e propor aos estudantes que apresentem suas contribuições aos colegas, como

se fossem guias de um museu. Incentivar que usem a criatividade para montar pequenas cenas, cartazes ou maquetes que representem esses aspectos da infância em outros tempos.

Finalizar com uma roda de conversa sobre o que aprenderam com a atividade, destacando como as crianças viviam, se relacionavam e participavam da vida familiar e social em diferentes épocas. Estimular o respeito pelas histórias compartilhadas e a valorização das memórias familiares.

Sugestão para o professor

A INVENÇÃO da infância. Direção: Liliana Sulzbach. Brasil: Tempo Filmes, 2000. 1 vídeo (26 min).

O documentário propõe uma reflexão sobre como a infância é moldada por contextos históricos e sociais, desafiando a ideia de que ela sempre existiu como a conhecemos hoje. Ao expor desigualdades e contrastes entre diferentes realidades infantis, o filme revela tensões entre proteção e negligência, afeto e invisibilidade. Sua abordagem crítica convida educadores e a sociedade a repensar o papel da criança no mundo contemporâneo.

ARIÈS, Philippe. A criança e a vida familiar no Antigo Regime. Lisboa: Relógio d’Água, 1973.

A obra propõe uma abordagem histórica da infância. O historiador argumenta sobre o conceito de infância ser uma construção moderna, e como a experiência infantil muda de acordo com as culturas e o tempo.

Crianças brincando com bolinhas de gude, no município
Crianças brincando com blocos de montar, no Canadá, em 2024.

BNCC

(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula propondo aos estudantes uma conversa sobre como é a infância deles hoje: o que gostam de fazer, como é o lugar onde vivem, com quem convivem e quais são seus direitos. Estimular que compartilhem suas experiências e percepções, promovendo a escuta ativa e o respeito mútuo. Em seguida, apresentar a fotografia presente na página, destacando a legenda, e convidar os estudantes a observar com atenção os detalhes da imagem, como vestimenta, expressão, ambiente e atividade realizada pela criança retratada, para que possam responder à atividade 1.

Na atividade 2, realizar a leitura coletiva do trecho sobre Concetta Pedra, esclarecendo dúvidas e promovendo um debate sobre o trabalho infantil no início do século XX. Comparar a história de Concetta com a da criança da fotografia, destacando as condições de vida entre crianças de diferentes contextos sociais. Incentivar os estudantes a perceber que, naquela época, muitas crianças não estudavam e trabalhavam desde cedo, especialmente em famílias de baixa renda.

Conduzir a aula para uma reflexão sobre as mudanças

Outras crianças do passado

Esta fotografia retrata uma criança que viveu cerca de 100 anos atrás.

Menino vendedor de jornais no Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, por volta de 1914.

1 Conversem sobre a fotografia e respondam às questões.

a) Como o menino está vestido?

1. a) O menino está de camisa, bermuda, chapéu e de pés descalços, com uma bolsa grande a tiracolo, retratando uma época em que ainda não era proibido o b) O que ele está fazendo?

1. b) Ele está posando para a fotografia enquanto segura um jornal em uma das mãos.

c) Por que ele está carregando jornais?

1. c) Porque ele é vendedor de jornais, ou seja, ele trabalha vendendo jornais. trabalho infantil.

nas práticas sociais e nos direitos das crianças ao longo do tempo. Apresentar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado em 1990, e a Declaração Universal dos Direitos da Criança, promulgada pela ONU em 1959, como marcos importantes na garantia dos direitos infantis. Explicar que o trabalho infantil é proibido no Brasil desde 1988, como indicado no boxe Saiba que, e que estudar é um direito de todas as crianças.

Propor aos estudantes que pesquisem, com apoio do professor, imagens de crianças trabalhando em fábricas no Brasil e em outros países no final do século XIX e início do século XX. Incentivá-los a comparar essas imagens com a desta dupla de páginas, observando semelhanças e diferenças nas vestimentas e nas condições de trabalho. Por fim, estimular a produção de pequenas narrativas ou desenhos sobre o tema, como forma de expressão e avaliação da atividade.

Finalizar com uma roda de conversa sobre o que os estudantes aprenderam, valorizando a diversidade cultural e social presente nas imagens e nos relatos históricos. Incentivar o

d) Como vocês descrevem a expressão dele?

1. d) Ele está sério, olhando diretamente para a câmera do fotógrafo.

e) Como vocês imaginam a infância dessa criança?

1. e) Resposta pessoal.

2 Agora, conheçam um pouco da história de uma menina chamada Concetta.

Em um fim de tarde de fevereiro [...], Concetta Pedra, de 13 anos de idade, havia ferido gravemente a mão direita em uma das máquinas na fábrica em que trabalhava.

MOURA, Esmeralda B. B. de. Crianças operárias na recém-industrializada São Paulo. In: PRIORE, Mary Del (org.). Histórias das crianças no Brasil São Paulo: Companhia das Letras, 1999. p. 259.

a) Conversem sobre o que aconteceu com a menina do texto.

2. a) Ela machucou gravemente a mão enquanto trabalhava.

b) Identifiquem onde aconteceu o ocorrido.

2. b) Em uma fábrica em São Paulo. Orientar os estudantes a conferir a fonte do texto.

c) Na opinião de vocês, como era a vida das crianças que trabalhavam no Brasil do passado?

2. c) Espera-se que os estudantes comentem que a vida dessas crianças não era fácil, citando elementos do texto. Explicar a eles que antigamente não havia proteção às crianças e que ir à escola não era um direito.

SAIBA QUE

O trabalho infantil foi proibido no Brasil em 1988, cerca de 40 anos atrás! Hoje, ir à escola é um direito de todas as crianças!

29/09/25 16:24

respeito às diferentes formas de viver e às histórias de outras crianças, promovendo empatia, a consciência cidadã e a valorização dos direitos humanos. Essa proposta favorece o desenvolvimento das habilidades EF02HI02, EF02HI03 e EF02GE04, pois permite aos estudantes identificar e descrever papéis sociais exercidos por crianças em diferentes contextos históricos, perceber mudanças e permanências na infância ao longo do tempo, e reconhecer semelhanças e diferenças nos modos de viver. Além disso, desenvolve o Tema Contemporâneo Transversal Cidadania e civismo, ao abordar os Direitos da Criança e do Adolescente.

Texto de apoio

Trabalho infantil e a defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes

No dia 12 de junho é celebrado o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, instituído pela OIT em 2002 quando foi apresentado o primeiro relatório global sobre o trabalho infantil, na Conferência Internacional do Trabalho. No Brasil, a data foi instituída por meio da Lei n.º 11.542/2007 e, a partir de 12 de novembro de 2007 e passou a compor o calendário oficial do país. [...] O trabalho infantil é uma forma de violência perpetrada contra crianças e adolescentes, deixando marcas que, muitas vezes, tornam-se irreversíveis e duram a vida toda, trazendo graves consequências à saúde, à educação, ao lazer e à convivência familiar, nos quais podemos citar:

Aspectos físicos: fadiga excessiva, problemas respiratórios, lesões e deformidades na coluna, alergias, distúrbios do sono, irritabilidade. [...]

Aspectos psicológicos: os impactos negativos variam de acordo com o contexto social do trabalho infantil, sendo os abusos físicos, sexuais e emocionais os principais fatores de adoecimento das crianças e adolescentes trabalhadores [...]

Aspectos educacionais: baixo rendimento escolar, distorção idade-série, abandono da escola e não conclusão da Educação Básica. [...]

TRABALHO infantil e a defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Belém: MPPA, c2025. Disponível em: https://www2.mppa.mp.br/ areas/institucional/cao/infancia/ dia-mundial-contra-o-trabalhoinfantil.htm. Acesso em: 23 set. 2025.

BNCC

(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.

(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

ENCAMINHAMENTO

Apresentar a fotografia de Raymond Schuyler e seus filhos, feita há cerca de 100 anos, como ponto de partida para uma conversa sobre o passado, estimulando a curiosidade sobre como as pessoas viviam naquela época, como se vestiam, como eram as cidades e as famílias. Em seguida, conduzir a leitura compartilhada do texto, destacando o nome do fotógrafo, o local e a data aproximada da imagem. Incentivar os estudantes a fazer perguntas sobre o que observam na fotografia e o que imaginam sobre a vida dessa família.

Por fim, propor aos estudantes que comparem a imagem com fotografias atuais, identificando elementos que mudaram e outros que permanecem. Estimular a construção de hipóteses sobre o cotidiano de Raymond Schuyler e seus filhos, com base na observação da imagem.

As atividades 2 e 3 podem gerar representações

Famílias de outros tempos e lugares

Existem muitas maneiras de representar a história e a vida das famílias, e muitos documentos contam essas histórias. Vamos conhecer dois!

A família ao lado foi fotografada por William Bullard em Worcester, nos Estados Unidos.

Raymond Schuyler e seus filhos em Worcester, nos Estados Unidos, por volta de 1904.

1. Os estudantes podem mencionar que é possível observar árvores e casas ao fundo. O chão está coberto de neve, o que mostra que a fotografia foi tirada em um lugar com inverno bastante frio.

1 Como é o ambiente da fotografia?

2 O que as roupas e os carrinhos de bebê nos informam sobre a família?

2. As roupas que eles usam, além da neve, indicam que estava bastante frio na época. Eles podem mencionar também que o uso de chapéus pelo pai e a filha mais velha indica que a fotografia é antiga.

3 Por que a fotografia é um documento que ajuda a contar histórias?

3. Os estudantes podem mencionar que a fotografia registra determinados momentos, pessoas, lugares e acontecimentos.

QUEM É?

William Bullard nasceu nos Estados Unidos em 1876, e viveu até 1918. Ele costumava passear pela cidade de bicicleta e fotografar pessoas. Suas fotografias são valiosas por sua beleza e também porque Bullard identificou a maioria das pessoas em seu diário, algo muito raro para a época.

bastante distintas entre os estudantes. Alguns podem não ter a experiência de morar em uma casa com uma família nuclear; outros podem viver com os avós, tios ou em outras configurações familiares, sendo importante destacar essas especificidades.

É importante realizar com os estudantes a leitura da pintura de Bárbara Rochlitz, pois ela representa uma situação que faz parte do imaginário afetivo da artista. Deve-se chamar a atenção para os detalhes da imagem e incentivar interpretações individuais, promovendo a aproximação entre as experiências dos estudantes e o que está representado na pintura. Assim, por meio dessa abordagem e das questões sugeridas para orientar a leitura da obra, promove-se a sensibilização artística dos estudantes e a associação entre elementos reais e simbólicos presentes nas artes plásticas.

Explorar as cenas e personagens presentes na obra, relacionando-os e orientando os estudantes na interpretação das histórias que ela conta. Para isso, incentivar a criação de uma narrativa coletiva, que pode ser registrada na lousa.

A artista Bárbara Rochlitz pintou um quadro chamado A horta comunitária, cerca de 20 anos atrás.

BÁRBARA

4. Podem ser observadas quatro moradias.

4 Quantas moradias podem ser observadas?

5 O que as pessoas representadas estão fazendo?

tidianos (EF02HI06). Por fim, ao observar modos de vida distintos, os estudantes desenvolvem a capacidade de reconhecer semelhanças e diferenças nas relações com a natureza e nos hábitos de pessoas em diferentes lugares, ampliando sua percepção sobre a diversidade cultural e social, exercitando a habilidade EF02GE04.

O QUE E COMO AVALIAR

cortando algum alimento,

5. Os estudantes podem citar que a mulher em frente da casa branca está estendendo roupas, enquanto a criança está comendo banana. A mulher dentro da casa vermelha parece estar enquanto a mulher em frente dessa casa está interagindo com a criança que segura flores. Na horta, as três pessoas parecem colher alimentos.

6 Observe os objetos representados. O que eles informam sobre o dia a dia das pessoas representadas?

7 Explique o título da obra.

6. Os estudantes podem mencionar roupas estendidas, cestos, regadores e mangueira e dizer o que essas coisas representam para o cotidiano. Eles estão cuidando da horta, regando as plantas e realizando tarefas de casa.

QUEM

É?

7. A horta comunitária explica que a artista escolheu destacar um dos aspectos do dia a dia das famílias representadas em uma vizinhança: uma horta que é cuidada por todos, uma vizinhança que se ajuda.

Bárbara Rochlitz nasceu na Polônia em 1941, mas mora em São Paulo desde 1947. Suas obras representam cenas do cotidiano, como as festas populares, as paisagens e os momentos vividos em sítios e fazendas durante a infância.

19:28

Nesse contexto, apresentar cenas de vidas em diferentes espaços e tempos é um recurso valioso para o trabalho com a construção de temporalidades. Trata-se de mostrar momentos ou acontecimentos de outras épocas e sociedades, provocando estranhamento e despertando curiosidade. Além disso, esse enfoque permite trabalhar com as noções de semelhança, diferença, continuidade, transformação e observação da diversidade de histórias. Ao explorar fotografias antigas e obras de arte, os estudantes são convidados a observar, interpretar e relacionar elementos simbólicos e reais, promovendo a construção de narrativas e o reconhecimento de práticas sociais diversas, o que contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02HI02. A análise de documentos visuais como fontes de memória estimula a compreensão de objetos e registros pessoais como elementos que contam histórias nos âmbitos familiar, escolar e comunitário, favorecendo o trabalho com a habilidade EF02HI04. A comparação entre imagens de diferentes épocas permite o trabalho com noções temporais como “antes”, “durante” e “depois”, favorecendo a organização temporal de fatos co-

No segundo ano, os estudantes iniciam a construção de narrativas por meio de conversas, desenhos ou textos, geralmente em torno de poucos acontecimentos. A cronologia ainda é pouco presente, surgindo principalmente quando refletem sobre as próprias histórias ou as de familiares. O objetivo não é que compreendam processos históricos complexos, mas que comecem a se aproximar deles, desenvolvendo habilidades como a leitura de fontes diversas. Aos poucos, passam a perceber relações de causa e efeito, rupturas e sujeitos históricos em ação, construindo sentidos para os acontecimentos. A avaliação, nesse contexto, deve considerar a capacidade dos estudantes de narrar com coerência, reconhecer sujeitos e ações no tempo, os diferentes modos de viver em lugares e tempos diferentes e se envolver nas atividades propostas. Isso pode ser observado nas produções orais, escritas ou visuais, valorizando o processo de construção das narrativas mais do que a precisão cronológica.

A horta comunitária, de Bárbara Rochlitz, 2005. Óleo sobre tela, 50 centímetros x 70 centímetros.

BNCC

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

ENCAMINHAMENTO

Na faixa etária em que os estudantes se encontram, eles ainda não são capazes de dimensionar a quantidade de tempo representada pelos números. Mesmo para números de 4 ordens, que devem ser aprendidos no segundo ano, a maior parte deles não conseguirá temporalizar quanto tempo existe entre, por exemplo, 1700 e 1970. É provável que considerem que são datas antigas e que, para eles, não há uma separação clara no tempo. Por isso, utilizam-se as expressões “antigamente”, “há muito tempo”, “há pouco tempo”, “na época dos seus avós”, “na época dos seus pais”. Aos poucos, introduzimos temporalizações como “há 1500 anos”, “há cerca de 400 anos”, indicando numerações mais precisas. Mas, exatamente por essa dificuldade, deve-se trabalhar as temporalizações com base em acontecimentos ou tradições que eles possam verificar em suas vidas cotidianas, como é o caso do café.

Realizar a leitura da linha do tempo com a turma. Para facilitar a compreensão da distância entre 1700 e 1970, pode-se recorrer à Matemática, já que a linha do tempo nada mais é do que uma sequência de datas separadas por intervalos de centímetros, um modo de registrar periodizações com as quais marcamos nossa vida e nossa história. Na página, a separação não está proporcional por causa do espaço disponível, mas pode-se demonstrar e organizar a mesma linha do tempo

QUANTO TEMPO O TEMPO TEM

O café da família

No Brasil, muitos adultos costumam tomar café: quando acordam, principalmente, mas também em outros momentos do dia.

O café começou a ser plantado no Brasil cerca de trezentos anos atrás.

1 Observe na linha do tempo momentos importantes das formas de preparar café.

Por volta dessa época, as pessoas começam a usar coador de pano, fora do Brasil.

Chegam as primeiras mudas de café ao Brasil.

Invenção do filtro de papel para café.

Cafeteira elétrica da década de 1950.

Invenção da primeira cafeteira elétrica.

Nessa época, foi inventada a primeira máquina de café com cápsulas.

utilizando as carteiras da sala de aula. Esse recurso pode ser sugerido em outros anos, pois os estudantes aprendem por aproximação. Isso significa que atividades de temporalização com recursos de proporção matemática podem e devem ser retomados ao longo do ensino fundamental. Começar montando uma linha do tempo em que cada carteira da sala de aula vale dez anos, e usar a sua data de nascimento e o ano em que vocês vivem como marcadores. Depois, modificar para 100 anos em cada carteira e colocar os acontecimentos que estão na linha do tempo desta página. Os estudantes poderão perceber a diferença de proporcionalidade, destacando-a com eles.

Atentar à sequência cronológica, pois ela pode dar a falsa ideia de que o novo sempre substitui o antigo e de que é sempre melhor. O exemplo do modo de passar café é interessante porque, em muitos lugares, hoje em dia, o café é passado individualmente com coador de papel. Se considerar adequado, conversar com eles sobre as máquinas de fazer café expresso usadas em bares e restaurantes, porque elas mudaram bastante.

Uma das formas de fazer café é usar coadores de pano.
Hoje em dia, o filtro de papel é muito utilizado para preparar café.
Amalie Bentz, inventora do filtro de papel.
Máquina de café em cápsulas da década de 1970.
Esta linha do tempo não segue uma escala.

2 Agora, na linha do tempo:

2. a) e b) Espera-se que os estudantes contornem de rosa a referência ao ano de 1700 e de laranja a referência ao ano de 1970.

a) contorne de rosa a maneira mais antiga de fazer café.

b) contorne de laranja a máquina de fazer café mais recente.

3 Há quanto tempo se toma café no Brasil?

X Muito tempo  Pouco tempo

3. Espera-se que os estudantes assinalem muito tempo.

VOCÊ DETETIVE

1. Vamos entrevistar um familiar?

Nome do familiar:

Resposta pessoal.

a) Você toma café? Se sim, quantas vezes por dia?

1. a) Resposta pessoal.

b) Por que você gosta de tomar café?

1. b) Resposta pessoal.

c) Em quais situações você mais gosta de tomar café?

1. c) Resposta pessoal.

SAIBA QUE

O hábito de tomar café existe no mundo há cerca de 500 anos. Mas quem descobriu a planta e começou a utilizá-la foi o povo etíope, que vive na Etiópia, país da África, há cerca de 1500 anos.

Texto de apoio

sim, jovens se comportam como jovens para se distinguirem dos mais velhos, que por seu lado fazem a mesma coisa, só que como velhos.

Em regiões rurais do Sudão, pessoas adeptas de religiões e cultos tradicionais costumam contar idades pela ocorrência de estações chuvosas – um homem muito idoso é “aquele que bebeu muita água”. Na Índia hinduísta, idades são denunciadas por mudanças no corpo: os mais velhos são aqueles que ficaram mais fracos, mais frios e que devem se desapegar progressivamente das coisas mundanas. No Japão e no sudeste asiático, é comum haver uma linha divisória entre a juventude e a velhice, além da qual os velhos passam a ser reverenciados publicamente – por exemplo, com cumprimentos especiais – pois neles se reconhece a virtude de terem atingido tal idade; a velhice é, assim, uma condição digna de veneração. Já para os povos baruya e sulka, da Melanésia, os velhos são pouco úteis, se assemelham a crianças e não são dignos de respeito.

PIMENTA, João Paulo. O livro do tempo: uma história social. Lisboa: Edições 70, 2021. E-book

29/09/25 16:24

Assim como uma sociedade periodiza sua história, dando-lhe datas, marcos e períodos, ela também periodiza existências individuais, dividindo as em fases ou idades. Influenciadas por relógios biológicos e expectativas de vida, as idades em que se dividem essas existências são uma construção social. Nossos relógios biológicos não definem coisas como infância, maturidade, vida adulta ou velhice; apenas ditam ritmos de existência orgânica que acabam sendo elaborados coletivamente [...].

[...]

Conhecendo transições abruptas ou processuais, as idades de uma periodização da vida se aproximam daquilo que o sociólogo Karl Mannheim (1893-1947) definiu como “unidades geracionais”: são grupos estabelecidos menos de acordo com classificações etárias bem definidas, e mais com identificações e comportamentos segundo suas relações com o tempo. Esses grupos, portanto, agregam pessoas que têm alguma consciência de compartilharem experiências semelhantes em um mesmo período histórico. E as-

BNCC

(

EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.

(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu significado.

ENCAMINHAMENTO

A atividade 1 propõe aos estudantes a identificação de documentos pessoais, como carteira de vacinação, caderneta escolar e certidão de nascimento, incentivando-os a relacionar cada documento ao próprio nome, promovendo o reconhecimento de informações que compõem sua identidade.

Na atividade 2, estimular a observação de imagens de objetos antigos e atuais, favorecendo a percepção de mudanças ao longo do tempo. Orientar os estudantes a marcar um X nos objetos antigos e a escolher um deles para descrever seu nome e como era utilizado, desenvolvendo a habilidade de comparar diferentes contextos históricos e culturais.

Atividade complementar

• Caça às memórias

Realizar uma dinâmica em grupo com o objetivo de ampliar a compreensão dos estudantes sobre identidade, memória e mudança ao longo do tempo. Preparar cartões com pistas simples e acessíveis que descrevam objetos e documentos pes-

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Ligue o documento a seu nome correspondente.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

Carteira de vacinação.

Caderneta escolar. Certidão de nascimento.

2 Observe as imagens a seguir.

2. a) Os estudantes devem contornar: ferro a vapor, máquina fotográfica e rádio.

a) Contorne de azul os objetos antigos.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

b) Escolha um dos objetos antigos e re sponda: qual principal função dele?

b) Resposta pessoal.

soais, como certidão de nascimento, carteira de vacinação e caderneta escolar. Esconder os cartões pela sala de aula ou pelo pátio, criando um ambiente de caça ao tesouro. Dividir os estudantes em pequenos grupos e orientar a busca pelos cartões, incentivando-os a descobrir a que objeto ou documento cada pista se refere. Conduzir uma conversa coletiva após a atividade, solicitando aos grupos que compartilhem oralmente o que encontraram e expliquem o uso e o significado do item identificado. Relacionar os objetos mencionados com momentos importantes da vida dos estudantes, promovendo reflexões sobre pertencimento, memória e mudanças. Registrar com a turma os objetos e os documentos identificados, criando uma lista colaborativa que poderá ser utilizada em atividades futuras de leitura ou escrita.

Atentar para a necessidade de adaptar a atividade conforme as características e demandas da turma, especialmente no caso de estudantes com deficiência ou com perfis que exigem apoio estruturado. Garantir previsibilidade na condução da dinâmica, explicando antecipadamente cada etapa, utilizando recursos visuais ou apoio individual quando necessário e assegurando que todos participem de forma significativa e confortável.

CARLSPIX/ SHUTTERSTOCK.COM
2.

3 Observe esta obra.

• Marque um X na resposta correta.

a) Nessa obra está representado um cachorro, que é um exemplo de animal: silvestre.

X de estimação.

b) Animais como esse devem viver:

X nas residências das pessoas.

nas florestas.

c) Entre os cuidados necessários com esse animal, estão:

X a higiene do corpo.

X a alimentação adequada.

d) Na cena representada na obra, aparece outro cuidado com a saúde do animal:

Usar coleira.

X Dar carinho.

Oferecer água.

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

ENCAMINHAMENTO

Convidar a turma a observar com atenção os elementos presentes na imagem. Estimular a identificação do animal representado e conduzir uma conversa breve para reconhecer que se trata de um animal de estimação. Solicitar aos estudantes que marquem um X nas respostas corretas, conforme as alternativas propostas. Reforçar que animais como o da imagem costumam viver

nas moradias das pessoas e exigem cuidados específicos. Destacar a importância de garantir a higiene do corpo do animal, oferecer alimentação adequada e proporcionar carinho. Ao analisar a cena da obra, evidenciar o cuidado com a saúde do animal ao oferecer afeto. Finalizar retomando os principais pontos discutidos e incentivar atitudes de respeito e responsabilidade com os animais de estimação.

Atividade complementar

• Cuidando dos animais de estimação

A atividade tem o objetivo de ampliar a compreensão dos estudantes sobre os cuidados com animais de estimação, promovendo empatia, responsabilidade e expressão criativa. Iniciar a proposta mostrando imagens de diferentes animais de estimação, como cachorro, gato, peixe e pássaro, e conduzir uma conversa sobre os cuidados específicos que cada um exige. Estimular os estudantes a listar, em grupos, os principais cuidados que devemos ter com um animal de estimação, como alimentação, higiene, afeto e visitas regulares ao veterinário. Em seguida, orientá-los a escrever uma pequena carta dirigida a um animal de estimação, real ou imaginário, expressando carinho e explicando como pretendem cuidar dele. Propor que compartilhem oralmente suas cartas com a turma, valorizando a escuta ativa e o respeito pelas produções dos colegas. Finalizar a atividade com a criação de um cartaz coletivo, reunindo desenhos e frases dos estudantes sobre o tema. Aproveitar para reforçar que animais silvestres devem viver em seu hábitat natural e que respeitar a natureza também é uma forma de cuidado.

Meu melhor amigo, de John George Brown. Óleo sobre tela, 61 centímetros x 43 centímetros.
JOHN GEORGE BROWN/COLEÇÃO

BNCC

(EF02CI07) Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associálas ao tamanho da sombra projetada.

(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

(EF02GE01) Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive.

(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

ENCAMINHAMENTO

Estimular a percepção e a curiosidade dos estudantes, conduzindo uma conversa sobre os elementos presentes na imagem. Perguntar de forma aberta sobre o que eles observam, incentivando a descrição da cena com as próprias palavras.

Na atividade 4. b), orientar o preenchimento dos espaços em branco com apoio coletivo, retomando os conceitos de fonte de luz e obstáculo. Para reforçar a compreensão, utilizar exemplos do cotidiano, como a sombra projetada por uma árvore ou por uma pessoa em um dia ensolarado.

Na atividade 5, pedir aos estudantes que compartilhem atividades que reali-

4 Observe a cena apresentada na fotografia.

a) De onde vem a luz do Sol? Marque um X

X Detrás e de cima do menino.

Debaixo do menino.

Da sombra dele.

b) Preencha corretamente os espaços.

• Nessa situação, o Sol é chamado fonte de luz, e o corpo do menino é o obstáculo que impede a passagem da luz .

5 Escreva o que se pede.

5. Respostas pessoais.

a) Uma atividade que você realiza antes de ir para a escola.

b) Uma atividade que você realiza depois do jantar.

c) Uma atividade que você realizou ontem

d) Uma atividade que você vai realizar amanhã

zam todos os dias, como escovar os dentes ou ir à escola. Em seguida, solicitar que pensem em ações semanais, como ir ao parque ou visitar familiares. Depois, estimular a lembrança de comemorações anuais da escola, como festas juninas ou feiras culturais, e do município, como aniversários da cidade ou festas tradicionais locais.

Valorizar as contribuições da turma, promovendo a troca de experiências e incentivando o respeito às diferentes vivências apresentadas.

Atividade complementar

• Teatro de sombras

Conduzir os estudantes a explorar o ambiente escolar em busca de diferentes fontes de luz, como o Sol, lâmpadas, lanternas e luz natural que entra pelas janelas. Incentivar a observação direta, guiando-os a identificar quais objetos criam sombra e quais permitem a passagem da luz, como vidros, tecidos finos ou papéis translúcidos. Organizar uma investigação prática em duplas ou pequenos grupos, utilizando lanternas e objetos variados (papelão, papel vegetal, plástico, tecido, brinquedos) para testar a formação

6. Respostas pessoais.

6 Faça o que se pede.

a) No relógio, anote o horário que você costuma acordar.

b) Na folha, ao lado, escreva uma data importante para você e o motivo.

7 Observe estas três fotografias.

qual imagem representa a família mais antiga, com base nos elementos da fotografia e na data indicada. Incentivar a comparação entre as imagens, promovendo a identificação de diferenças visíveis entre as famílias retratadas, como vestimentas, ambientes e composição familiar. Por fim, estimular o respeito à diversidade e à história das diferentes comunidades representadas, valorizando as identidades culturais e sociais de cada grupo.

Família real do Brasil, no atual município de Petrópolis, no estado do Rio de

CONCLUSÃO DA UNIDADE

a) Leia a legenda e a data de cada fotografia e marque um X na fotografia de família mais antiga.

b) Escreva uma diferença entre as famílias das fotografias.

7. b) Os estudantes podem indicar as roupas, a maneira de posar para a fotografia e o entorno.

de sombras. Incentivá-los a registrar suas descobertas por meio de desenhos ou pequenas legendas, reforçando a ideia de que os corpos atuam como obstáculo à luz.

Em seguida, propor a criação de um teatro de sombras, utilizando palitos, papel preto ou cartolina para confeccionar personagens e cenários. Orientar os estudantes a montar uma caixa de papelão aberta na frente, com uma folha branca ao fundo e uma fonte de luz posicionada atrás dos bonecos. Incentivar a encenação de pequenas histórias, permitindo que os estudantes experimentem como diferentes

30/09/25 19:28

posições dos personagens geram sombras maiores, menores ou com formas curiosas.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 6, orientar os estudantes no registro do horário que costumam acordar e na indicação de uma data importante para eles. Em seguida, estimular o compartilhamento das respostas, valorizando as histórias pessoais.

Na atividade 7, conduzir a leitura das três fotografias apresentadas, destacando as datas nas legendas. Orientar a turma a reconhecer

Espera-se que, nesta unidade, os estudantes tenham aprendido sobre documentos e objetos que contam histórias familiar e sejam capazes de identificar a função desses registros e narrar aspectos das próprias histórias. Além disso, é importante verificar se eles compreenderam a noção de rotina e a de sombras, relacionando-as à posição do Sol; se realizam adequadamente a leitura das horas; e se conseguem utilizar calendários e relógios para marcar o tempo. Também devem ser capazes de reconhecer diferenças entre os modos de vida de crianças de outros tempos e lugares. Para apoiar estudantes que apresentarem dificuldades, pode-se retomar a leitura compartilhada da história de Kunumi, o uso de documentos reais ou simulados, atividades práticas com relógios e mapas, além de rodas de conversa que valorizem as vivências familiares da turma.

Família indígena pataxó, no município de Porto Seguro, no estado da Bahia, em 2024.
Janeiro em 1885.
Família da comunidade quilombola Serra Negra no município de Palmeiras, no estado da Bahia, em 2022.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

O objeto de estudo desta unidade é a moradia, primeiro momento em que a noção de lugar surge, por meio da singularidade do indivíduo. É o lugar do afeto e do acolhimento.

O capítulo 1 aborda as moradias e sua observação de perto e de longe, seu interior e objetos do passado e do presente.

O capítulo 2 trata das diferentes cozinhas, como são seus interiores e suas regras de segurança.

O capítulo 3 aborda prevenção de acidentes nas moradias.

O capítulo 4 apresenta algumas etapas da construção de uma moradia, os trabalhadores que atuam nessa construção e os diferentes materiais usados.

O capítulo 5 foca nos jeitos de morar, nas moradias indígenas e no direito à moradia.

Objetivos da unidade

• Observar moradias sob diferentes pontos de vista, por dentro e seus objetos.

• Conhecer diferentes cozinhas, seus interiores e as regras de segurança no local.

• Compreender as regras de prevenção de acidentes dentro das moradias.

• Compreender a importância dos recursos naturais e sua utilização na construção de moradias; o trabalho na construção; objetos e materiais reaproveitáveis e reutilizáveis nas construções.

• Conhecer os diferentes jeitos de morar.

Pré-requisitos

pedagógicos

Os pré-requisitos pedagógicos concebem-se como a trajetória escolar que o estudante trouxe dos anos anteriores para que possam com mais destreza tomar contato com os novos objetos de

UNIDADE LUGAR DE MORAR, LUGAR DE CUIDAR 2

conhecimento e habilidades que comporão o 2º ano, no caso, temáticas que se sustentam na noção de lugar, a singularidade do indivíduo. O estudante do 2º ano já teve contato com o conceito de lugar no 1º ano. Essa relação com a singularidade espacial que define o lugar será retomada e aprofundada na abordagem sobre a moradia, a escola, a rua e o bairro. Também é importante que alguns elementos básicos da educação cartográfica estejam já introduzidos, em especial, a noção de mapas mentais baseados em itinerários, que servirão de base para as novas formas de representação e localização espacial e topológica que serão estudadas ao longo ano.

Temas Contemporâneos Transversais

Ciência e tecnologia, Multiculturalismo, Saúde, Meio ambiente, Cidadania e civismo, Economia

As crianças da Vila Jacilo, de Helena Coelho, 2003. Óleo sobre tela, 40 centímetros × 60 centímetros.

1 O que você observa na pintura?

1. Espera-se que os estudantes percebam as diversas moradias existentes na rua

que aparece na obra de arte e o tom harmonioso entre os moradores.

2 Existem semelhanças entre as moradias expostas na pintura e as do local onde você mora? Ou as moradias do seu entorno são diferentes? 2. Respostas pessoais.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: para que serve a moradia? Qual é a primeira coisa em que vocês pensam quando falamos em moradia? Vocês conhecem bem o lugar onde moram?

Conversar com os estudantes sobre a importância da moradia como local de convivência, de experiências individuais, de descanso, de diversão, de estudo etc.

Ao apresentar aos estudantes a noção de identidade com o lugar de vivência, por meio do estudo das moradias, assim como as diferenças contidas em uma sociedade plural, contempla-se a habilidade EF02GE02.

Apreciar a obra de Helena Coelho com os estudantes, explorando os detalhes retratados. Pedir a eles que exponham oralmente o que observam na obra, o que está retratado e quais elementos identificam. Solicitar que comparem a cena retratada na obra com lugares que conhecem.

Atividade complementar

• Moradias e pessoas

Solicitar aos estudantes que descrevam as moradias representadas na obra de arte e comparem umas com as outras. É possível escrever na lousa as diferenças que eles identificarem. As diferenças citadas podem estar relacionadas ao número de andares das casas, aos tamanhos e às cores, assim como a outros elementos: portas, janelas, telhados, escada etc.

Durante a elaboração da resposta, incentivar os estudantes a relatar atividades semelhantes realizadas por eles e pelas pessoas com quem convivem. O estabelecimento de laços afetivos e vínculos pessoais faz parte da conceituação de lugar.

Sugestão para os estudantes

KAZ, Lorena. Minha casa. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2018. As casas podem ser grandes ou pequenas, e nesse livro é explorado como as casas podem ser maiores do que imaginamos.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 4 e 6

Competências específicas de Ciências da Natureza: 1 e 3

Competências específicas de Ciências Humanas: 3 e 7

Competências específicas de Geografia: 1, 3 e 4

Competências específicas de História: 2 e 3

Habilidades de Ciências:

EF02CI01 e EF02CI02

Habilidades de História: EF02HI02, EF02HI04, EF02HI06, EF02HI08 e EF02HI09

Habilidades de Geografia: EF02GE02, EF02GE04, EF02GE08 e EF02GE09

ENCAMINHAMENTO

Conversar com os estudantes sobre como as moradias refletem diferentes modos de viver, que mudam ao longo do tempo e entre os grupos sociais. Explicar que as casas podem ser grandes ou pequenas, localizadas no campo ou na cidade, e construídas com diferentes materiais, conforme as necessidades, os costumes e os recursos disponíveis. Destacar que as moradias dos familiares dos estudantes, quando aqueles eram crianças, podem ser diferentes das atuais, revelando transformações históricas e culturais (EF02HI04, EF02HI06). Incentivar os estudantes a observar os espaços da própria casa e registrar suas características, como fez Antônia em seu diário, valorizando a memória e o cotidiano (EF02HI08). Ao entrevistar familiares, instruir os estudantes a escutar com atenção e respeito, reconhecendo a importância das histórias pessoais e familiares (EF02HI09). Re-

OBSERVANDO MORADIAS

Existem diferentes tipos de moradias. Vamos aprender mais sobre elas?

As moradias dos meus antepassados

Antônia gosta de registrar as histórias da sua vida em um diário.

Um dia, ela decidiu registrar o que tinha em cada cantinho da casa dela. Observe só como ficou.

fletir com a turma sobre como cada moradia guarda lembranças e afetos, e que não existe um único modelo ideal de casa. Valorizar a diversidade e evitar julgamentos sobre os diferentes tipos de moradia. Nas atividades, observar a escrita dos estudantes e propor correções com explicações claras e acolhedoras.

Sugestão para os estudantes

MERIA, Nathalia. Tipos de moradias. Atividade Digital, [s. d.]. Disponível em: https://atividade.digital/jogos/geografia/moradias-rimas/tipos-de-moradias?level=0. Acesso em: 9 out. 2025.

As atividades em formato de jogos apresentam diferentes tipos de moradia aos estudantes.

1 Inspire-se no diário da Antônia e registre os cantinhos de sua moradia no caderno. Escreva pequenas frases ou palavras sobre esses cantinhos. Ilustre com desenhos ou colando imagens, como Antônia fez.

1.

2 Agora, você vai descobrir como era a moradia de seus familiares quando eles eram crianças.

• Escolha um adulto de sua família para entrevistar e siga o roteiro de perguntas a seguir.

a) A moradia era grande ou pequena?

b) Ela ficava no campo ou na cidade?

c) Era uma casa ou um apartamento?

d) Tinha plantas?

e) Você tem fotografias ou objetos daquela época?

f) O que você costumava fazer na moradia? Quais eram as suas tarefas?

3 Registre o que você descobriu na entrevista com o familiar. Você pode desenhar, colar ou escrever frases no caderno.

Sugestões para o professor

SILVA, Jocelma Boto; PEREIRA, Marcia Helena de Melo. Escrever a própria vida: aspectos estilísticos do gênero diário pessoal. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica, Salvador, v. 1, n. 2, p. 295-312, maio/ago. 2016. Disponível em: https://revistas.uneb.br/rbpab/article/ view/2663/1797. Acesso em: 9 out. 2025.

Artigo que aborda diferentes características do gênero textual diário pessoal.

SOARES, Sebastião Kennedy S.; ELISIÁRIO, Sirlei Adriani Santos Baima. Narrativas, experiências e conhecimento de si: potencialidades do gênero diário pessoal nas atividades de leitura e escrita. Revista Humanidades e Inovação, Palmas, v. 11, n. 7, 2024. Disponível em: https://revista. unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/9785. Acesso em: 9 out. 2025.

Artigo que analisa o gênero diário pessoal como um instrumento significativo no processo de alfabetização.

Na atividade 2, para a escolha do adulto da família para entrevistar, comentar com os estudantes que eles podem escolher uma tia, seus pais, seus avós, entre outros.

Texto de apoio

Muitas vezes sabemos coisas do mundo, admiramos paisagens maravilhosas, nos deslumbramos por cidades distantes, temos informações de acontecimentos [...] de vários lugares que nos impressionam, mas não sabemos o que existe e o que está acontecendo no lugar em que vivemos. [...] O espaço construído resulta da história das pessoas, dos grupos que nele vivem, das formas como trabalham, como produzem, como se alimentam e como fazem/ usufruem do lazer. Isto resgata a questão da identidade e a dimensão do pertencimento. [...]

Compreender o lugar em que vive, permite ao sujeito conhecer a sua história e conseguir entender as coisas que ali acontecem. Nenhum lugar é neutro, pelo contrário, é repleto de história e com pessoas historicamente situadas num tempo e num espaço, que pode ser o recorte de um espaço maior [...].

CALLAI, Helena Copetti. Estudar o lugar para compreender o mundo. In: CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (org.). Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2000. p. 83-85.

Produção pessoal.
2. Respostas pessoais.
LHAIZA MORENA
3. Resposta pessoal.

BNCC

(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

Alfabetização cartográfica

1. Na moradia vista de perto, é possível observar, em detalhes, a porta, as janelas, a luminária, um pedaço do telhado e da parede da frente, além de algumas plantas.

• Pontos de vista

ENCAMINHAMENTO

Explorar as características da moradia de Antônia em visão frontal. É importante que os estudantes percebam que é possível observar paredes, porta e janelas, mas não a parte superior do telhado. A perspectiva escalar também é notada, ou seja, quando distante, a moradia aparece menor, e, ao se aproximar, aparentemente, torna-se maior. Explorar as possibilidades de observação e os detalhes de ambas as imagens. Perguntar aos estudantes: por que a moradia está maior em uma imagem do que na outra? Por que em uma imagem aparece apenas um pedaço da casa e na outra aparecem mais elementos? Espera-se que a turma conclua que a diferença está na distância em que a câmera estava no momento da fotografia.

Na atividade 1, dedicar um tempo maior para que os estudantes descrevam a imagem. É importante que eles percebam que cada tipo de representação traz informações específicas.

Na atividade 2, após a descrição dos elementos que visualizam na imagem, solicitar que comparem várias vezes as fotografias tiradas de perto e de longe, para que identifiquem o recorte realizado. É interessante que notem a vegetação atrás da casa, que aparece em detalhes na primeira imagem, porém, na segunda, parece perder destaque para as árvores vizinhas.

Moradia vista de perto e de longe

Você já observou atentamente sua moradia? Vamos ver como Antônia observou a moradia dela. Depois, podemos fazer como ela.

A moradia de Antônia vista de perto.

1 O que você pode observar na imagem que mostra a moradia de perto?

Agora, observe outra imagem da casa de Antônia.

1. Na moradia vista de perto, é possível observar, em detalhes, a porta, as janelas, a luminária, um pedaço do telhado e da parede da frente, além de algumas plantas.

A moradia de Antônia vista de longe.

2 O que você pode observar na imagem que mostra a moradia de longe? 2. Na moradia vista de longe, é possível observar a totalidade da fachada da moradia e seu entorno, mas com menos detalhes.

Atividade complementar

• Que tal fotografar a sua moradia com a ajuda de um familiar?

a) Fotografe a sua moradia de frente e próximo dela.

b) Depois, afaste-se da sua moradia e tire outra fotografia.

c) Cole as duas fotografias em uma cartolina.

d) Identifique a imagem que mostra sua moradia de perto e a imagem que mostra sua moradia de longe.

Caso não seja possível trabalhar com fotografias, pedir aos estudantes que façam desenhos, seguindo as instruções. Destacar a importância da participação do familiar na realização da atividade. Pedir aos estudantes que imprimam as fotografias para, posteriormente, colar na cartolina. Produzir um painel com as cartolinas e iniciar o trabalho de leitura dos diferentes ângulos de uma imagem. Conversar sobre as diversas possibilidades de fotografar uma paisagem: de frente, de lado, de cima, de maneira inclinada e, também, em relação à distância: mais perto e mais longe, conforme a orientação da atividade.

Moradia vista do alto e de frente

Na página anterior, você observou como é a moradia de Antônia.

Na frente da casa de Antônia tem um prédio.

Observe como o morador do último andar do prédio vê a casa de Antônia do alto.

A moradia de Antônia vista do alto.

Compare a imagem da casa de Antônia vista do alto com a imagem vista de frente.

A moradia de Antônia vista de frente.

1 Contorne de vermelho a imagem em que é possível observar todo o terreno onde a casa de Antônia foi construída.

2 Contorne de azul a imagem em que é possível observar a luminária na entrada da casa de Antônia.

BNCC

(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).

ENCAMINHAMENTO

Ressaltar os elementos presentes na casa de Antônia vista do alto e pedir aos estudantes que expliquem a posição do fotógrafo no momento em que a imagem foi capturada.

29/09/25 13:20

Mencionar que a primeira fotografia foi tirada do alto e de lado, a visão oblíqua, mobilizando a habilidade EF02GE09. Perguntar à turma: se a fotografia fosse feita de um avião, o que apareceria? É fundamental que os estudantes percebam que a imagem muda conforme a posição em que o objeto for fotografado. Destacar que, quanto mais de longe a fotografia for tirada, menor ficará o objeto, e que não é o objeto que diminui, mas sim a distância entre o objeto e o fotógrafo que aumenta.

Fazer uma roda com a turma e colocar um objeto (estojo, mochila etc.) no chão, no centro dela. Solicitar aos estudantes que descrevam

o que veem. Por exemplo, pedir a um estudante que fique em pé e faça a descrição do que vê. Depois, solicitar a outro estudante que sente no chão e descreva o que consegue observar do objeto daquele ponto. Espera-se que os estudantes concluam que, ao mudar a posição do olhar, é possível ver detalhes diferentes de um mesmo objeto.

Atividade complementar

• Observar fotografias da escola

Tirar três ou quatro fotografias de diferentes espaços da escola, variando o ponto de vista. Imprimir essas imagens em tamanho grande. Dividir os estudantes em grupos (um para cada imagem). Pedir a cada grupo que descreva os elementos da sua imagem, sem mostrá-la, e o restante dos estudantes deve adivinhar qual é a dependência da escola retratada na fotografia. Solicitar ao grupo que mostre a fotografia aos demais estudantes. Depois, conversar sobre a posição do fotógrafo no momento em que a imagem foi capturada.

Texto de apoio

Observar significa olhar com a intenção de perceber e registrar. A observação é feita a partir de um ponto de vista: frontal (de frente), oblíqua (como aquela vista da paisagem de um prédio, num andar alto) e vertical (vista de cima, na vertical, como uma lata de lixo observada de cima ou uma paisagem vista de um helicóptero com o piso transparente). A percepção, com intenção de representar o percebido, em pontos de vista diferentes, requer treinamentos específicos. LESANN, Janine. Geografia no ensino fundamental I Belo Horizonte: Argvmentvm, 2009. p. 61.

Azul.
Vermelho.

BNCC

(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

ENCAMINHAMENTO

Antes de ler o texto com os estudantes, perguntar a eles o que conseguem perceber apenas com base na imagem. É muito importante que o grupo perceba que as imagens também podem ser lidas, pois trazem muitas informações, e que o texto escrito pode reforçá-las e acrescentar outros dados a elas.

Em seguida, ler o texto sobre a casa de Gaudí em voz alta com os estudantes. Convidá-los a ler uma segunda vez, coletivamente, de modo a exercitar a fluência em leitura oral. Após a leitura, pedir à turma que explique o que entendeu. Ler o glossário com os estudantes, o que contribui para o desenvolvimento do vocabulário.

Com um mapa-múndi, auxiliar a turma a localizar a Espanha e a cidade de Barcelona.

Pode-se comentar com os estudantes que Gaudí não construiu o edifício do zero. Seu projeto consistiu em reformar e transformar, entre 1904 e 1906, a Casa Batlló.

Atividade complementar

• Minha casa diferente

Ler ou contar à turma a história de João e Maria. Perguntar aos estudantes se seria possível morar em uma casa feita de doces. Fazer um paralelo com a casa da atividade e solicitar a eles que desenhem uma terceira casa diferente. Pedir que assinem o desenho e escrevam um título. Fazer uma exposição dos desenhos com o título “Uma moradia diferente”.

VAMOS LER

VAMOS

LER

Uma moradia diferente

Vamos conhecer uma moradia diferente, projetada na cidade de Barcelona, na Espanha, pelo arquiteto Antoni Gaudí. Ele dizia que no telhado morava o dragão que lutou com São Jorge. Leia em voz alta o texto a seguir, com a ajuda do professor. Depois, observe a imagem da moradia.

Na cabeça de Gaudí, a arquitetura deveria brincar com a imaginação das pessoas e trazer diferentes cores, formas, texturas e até fantasias para a cidade. Toda casa é como um sonho: se lá fora dorme o dragão, entrar nela é como conhecer o fundo do mar. O teto não é reto como nas casas normais, ele é em forma de abóbada. ANTUNES, Bianca; SAYEGH, Simone. Casacadabra: invenções para morar. São Paulo: Pistache, 2016. p. 41-43.

Abóbada: teto em forma de arco, curvado.

1 Você acha que o arquiteto conseguiu mesmo brincar com a imaginação das pessoas? Por quê?

1. Sim, porque projetou uma moradia com diferentes cores e formas e Casa Batlló, projetada por Antoni Gaudí, em Barcelona, na Espanha. Fotografia de 2024.

provocou a fantasia com o dragão dormindo do lado de fora da casa.

2 Por que o teto da casa de Gaudí é diferente?

2. Porque não é reto como nas casas normais, e sim em forma de abóbada.

Sugestão para os estudantes

MATOS, Jonas Worcman de; SANTOS, José. A casa do Franquis Tem. São Paulo: FTD, 2008. Por meio de poemas, o livro apresenta a casa diferente de Franquis Tem e sua vizinhança assombrada.

Sugestões para o professor

CASA BATLLÓ. Gaudí Barcelona. About Casa Batlló: The façade. Barcelona, c2025. Disponível em: https://www.casabatllo.es/en/antoni-gaudi/ casa-batllo/facade/. Acesso em: 9 out. 2025.

Site oficial da Casa Batlló (em inglês), que hoje é Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A página disponibiliza fotografias com detalhes da fachada do edifício. CASA BATLLÓ. Gaudí Barcelona. About Casa Batlló: The interior. Barcelona, c2025. Disponível em: https://www.casabatllo.es/en/antoni-gaudi/ casa-batllo/inside/. Acesso em: 9 out. 2025.

Site oficial da Casa Batlló (em inglês). Essa página disponibiliza fotografias com detalhes do interior do edifício.

VAMOS

VAMOS ESCREVER

Um prédio diferente

E se fosse você o arquiteto responsável por construir um prédio diferente? Como você usaria sua imaginação?

1 Complete a imagem a seguir desenhando a fachada de cada andar do prédio. Em cada andar viverá uma família, e cada uma tem gostos diferentes.

1. Produção pessoal.

Fachada: lado de fora de uma construção, que fica de frente para a rua.

BNCC

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: vocês conhecem construções onde vivem pessoas diferentes umas das outras? Espera-se que eles tratem as diferenças de maneira natural e positiva. A discussão deve ser no sentido de que as diferenças devem ser valorizadas, pois podem contribuir para que todos vivam em harmonia, desde que haja respeito mútuo.

A narrativa por imagem é um gênero textual que não tem enunciado verbal, mas que contém informações. Ler o significado da palavra fachada e explicá-lo aos estudantes antes de começarem a fazer a atividade; isso ajuda no desenvolvimento de vocabulário da turma.

Instruir os estudantes a compor o desenho com o máximo de informações a respeito da ideia que quiserem transmitir. Em grupos, eles podem tentar ler e interpretar os desenhos uns dos outros.

Sugestão para os estudantes

MELLO, Roger. Vizinho, vizinha. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2002.

Essa história se passa em um prédio da rua do Desassossego, 38. Os moradores só se encontram no hall do prédio quando o dia termina.

BNCC

(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

ENCAMINHAMENTO

Conversar com os estudantes sobre o fato de a divisão da moradia estar relacionada a noções de privacidade, construída historicamente em contextos sociais específicos. Explicar a eles que existem vários tipos de divisão e organização do espaço interno de uma moradia, variando de acordo com os grupos sociais, as culturas, os gostos particulares e o poder econômico.

Principalmente em grandes cidades e metrópoles, muitas pessoas optam por morar em apartamentos de diferentes dimensões e quantidades de cômodos. Mas muitas outras pessoas moram em casas térreas, sobrados e outros tipos de moradia de diferentes tamanhos e construídos de diferentes formas.

É importante refletir sobre o fato de que o tipo de moradia está relacionado ao estilo de vida e às necessidades específicas das pessoas que moram sozinhas e das famílias. Também é importante tratar com eles que pessoas pertencentes a uma mesma comunidade ou bairro podem ter costumes e gostos parecidos, desenvolvendo a habilidade EF02GE02. Pode haver moradias similares em um mesmo bairro e em uma mesma comunidade, como também é possível encontrar moradias bem diferentes nesses mesmos bairros e comunidades.

Refletir com os estudantes sobre as características, os costumes e as tradições

Por dentro da moradia

As moradias podem ser divididas em cômodos

Em cada cômodo, podemos realizar diferentes atividades.

1 Observe as imagens a seguir. Depois, complete as legendas com uma das palavras do quadro. cozinha • quarto • sala

Pai e filho estão preparando uma refeição na cozinha

A menina está estudando na sala com a ajuda da tia.

As crianças estão dormindo no quarto

do lugar onde moram e se existem similaridades na turma. Agir com cuidado para que as diferenças sejam respeitadas é fundamental. Ressaltar que as moradias obedecem às diferentes culturas e destacar a imagem da moradia indígena, que guarda suas tradições culturais.

Atividade complementar

• Canção A casa (A CASA. Compositores: Sergio Bardotti e Vinicius de Moraes. In: A arca de Noé. Intérprete: Vinicius de Moraes. Brasil: Phillips, 1980. 1 disco, faixa 9).

1. Ouvir com os estudantes em roda a canção A casa. Em seguida, ler a letra com eles (disponível em: https://www.letras.mus.br/vinicius-de-moraes/49255/. Acesso em: 2 out. 2025).

2. Solicitar que apontem os itens da casa que a letra da música indica não existir.

3. Comentar que se trata de uma brincadeira. Como pode uma casa existir sem teto, sem paredes e sem chão? Explicar que esmero significa carinho, cuidado. Pedir que comentem isto: não há paredes, teto, chão, mas afeto, carinho e cuidado. O que será que isso quer dizer?

2 A sua moradia é dividida em cômodos? Se sim, conte para os colegas como é essa divisão. 2. Resposta pessoal.

3 Em sua moradia, onde você e seus familiares costumam:

a) fazer as refeições?

3. Respostas pessoais.

b) escovar os dentes?

c) fazer a lição de casa e estudar?

4 Observe a fotografia.

Interior de moradia indígena kalapalo, no município de Querência, no estado de Mato Grosso, em 2018.

a) Essa moradia indígena está dividida em cômodos?

Sim X  Não

b) Como você imagina que é o dia a dia das pessoas que vivem em moradias como essa? Converse com os colegas e o professor sobre isso. 4. b) Resposta pessoal.

Sugestões para o professor

Na atividade 3, avaliar a produção de escrita dos estudantes e corrigir eventuais erros ortográficos justificando as alterações.

Destacar com os estudantes que uma moradia pode ter um cômodo ou mais, dependendo do tipo de sociedade. O relato sobre a própria moradia e o respeito e interesse pelos relatos dos colegas auxiliam no trabalho com o conceito de lugar de vivência, considerando os laços estabelecidos com esses espaços.

Não há uma padronização para a construção de moradias em cômodos. Tal hábito está relacionado a culturas distintas; na imagem, a moradia indígena não apresenta tal divisão. Relativizar a noção de que as divisões são necessárias e atentar para possíveis juízos de valor e preconceitos em relação a alguns tipos de moradia. Comentar que a imagem mostra uma moradia indígena localizada em uma aldeia e informar que, atualmente, mais de 50% dos indígenas brasileiros vivem em cidades, segundo dados do IBGE.

29/09/25 11:50

BATISTOTI, Aleida Fontoura; LATOSINSKI, Karina Trevisan. O indígena e a cidade: panorama das aldeias urbanas de Campo Grande/MS. RUA, Campinas, SP, v. 25, n. 1, 2019. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8655545. Acesso em: 9 out. 2025.

Artigo sobre a presença indígena na área urbana do município de Campo Grande (MS).

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL (ISA). Casas. Povos Indígenas no Brasil Mirim, c2025. Disponível em: https://mirim.org/pt-br/como-vivem/casas. Acesso em: 9 out. 2025.

Artigo que apresenta algumas moradias indígenas.

BNCC

(

EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.

(EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.).

Tema Contemporâneo Transversal: Ciência e tecnologia

ENCAMINHAMENTO

Conversar com os estudantes sobre os materiais de que são feitos alguns objetos usados na sala de aula – por exemplo, a carteira, a lousa – e de que outros materiais eles poderiam ser feitos. Sugerir materiais inadequados a alguns objetos (por exemplo: lápis de chumbo, cadernos de vidro) e observar a reação dos estudantes. Isso os fará refletir sobre a relação entre os objetos, os materiais de que são feitos e suas propriedades.

Os estudantes devem aprender a reconhecer a utilidade dos objetos do seu dia a dia. Eles devem perceber que os materiais usados para esses objetos podem ter diversas origens. É importante que percebam que os objetos atuais nem sempre foram construídos com os mesmos materiais no passado e que essas trocas podem trazer várias vantagens, como leveza, mais tecnologia e melhor rendimento.

No texto, são trabalhados os exemplos da transformação do ferro de passar roupa e da máquina de lavar

Objetos do passado e do presente

Dentro de uma moradia, podemos encontrar diferentes objetos. No passado, muitos deles eram feitos de outros materiais. Com o passar do tempo, outros tipos de materiais foram sendo descobertos e, graças a esses conhecimentos, os mesmos objetos passaram a ser construídos com novos materiais e em modelos diferentes. Observe alguns exemplos.

• Ferro de passar roupa: no passado, era feito de ferro, muito pesado. Para aquecer, colocava-se brasa de carvão dentro dele. Hoje, é feito de plástico e alumínio, sendo um objeto mais leve que, ligado à rede elétrica, aquece bem mais rápido.

• Equipamento para lavar roupas: no passado, existia apenas o tanque de cimento, material pesado e geralmente fixado na parede, que exige esforço de uma pessoa para esfregar e torcer a roupa. Hoje, também existe a máquina feita de metal, plástico e borracha, que lava e tira o excesso de água da roupa quando ligada à energia elétrica.

roupas. Pode-se mostrar outros exemplos, como os dos aparelhos televisores, dos celulares, das geladeiras, dos carros. Se possível, levar imagens que mostrem esses objetos no passado e no presente. Incentivar a criatividade dos estudantes pedindo que imaginem como serão esses mesmos objetos no futuro.

Trabalhar com os estudantes os objetos do dia a dia que podem ser feitos com diferentes materiais. Por exemplo, os copos podem ser de plástico, vidro, cerâmica, metal e até papel. Mostrar que um mesmo material pode ser usado para fazer objetos diferentes. O plástico, por exemplo, pode ser usado para fabricar mochilas, bolas, copos, garrafas e talheres.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.
Ferro de passar roupa antigo.
Tanque de cimento.
Ferro de passar roupa atual.
Máquina de lavar roupas.

1. b) Resposta pessoal. Verificar se os estudantes associam os materiais escolhidos a características reais deles.

1 Com um colega, pense em dois objetos que vocês gostariam de criar para usar no dia a dia.

1. a) Produção pessoal.

a) Escrevam o nome desses dois objetos e façam desenhos para representar cada um deles.

b) Escrevam o nome do material que vocês usariam para fazer cada objeto. Pensem se o objeto deve ser, por exemplo, fácil de dobrar, fácil de limpar, macio ou rígido e capaz de durar bastante tempo.

O QUE E COMO AVALIAR

Propor aos estudantes que confeccionem com sucata objetos que fazem parte da moradia. Para isso, fazer uma lista do que poderão trazer, como: recipientes vazios e limpos de iogurte, de leite, de água, de refrigerante, sacos de pão, papel etc. Enviar um bilhete às famílias solicitando que auxiliem os estudantes na escolha e no transporte dos objetos para a escola no dia combinado. Organizar a turma para que os materiais sejam facilmente manipulados pelos estudantes.

c) Contem aos colegas quais foram os objetos que vocês pensaram e de quais materiais eles devem ser feitos. 1. c) Resposta pessoal.

SAIBA QUE

Os tecidos também passaram por mudanças ao longo do tempo. Alguns tecidos mais comuns são feitos de algodão, lã de ovelha e até de seda, produzida a partir do casulo de lagartas de mariposas, entre tantos outros. Atualmente, existem tecidos feitos de materiais recicláveis, como alguns tipos de plástico.

ENCAMINHAMENTO

29/09/25 11:50

A atividade 1 busca aliar a compreensão do texto com o exercício da criatividade, levando os estudantes a criar dois objetos para serem usados no dia a dia. Os estudantes devem ser capazes de associar as características dos materiais de origem com o objeto a ser criado. Valorizar a imaginação da turma, questionando as escolhas caso haja incoerências na proposta do objeto e na característica do material. Nesse caso, incentivar os estudantes a rever a escolha dos materiais, sem descartar sua proposta de objeto.

Instruí-los a construir, com os materiais trazidos, alguma parte da moradia deles, como a parte frontal, o quintal, o portão, portas ou janelas. Fotografar todas as etapas, desde a confecção dos objetos até os momentos de brincadeira. Imprimir essas fotografias e montar uma exposição, convidando as famílias para que se envolvam, apreciem e avaliem o que foi construído e aprendido.

Aproximar-se mais dos grupos de estudantes que eventualmente possam estar com maior dificuldade na seleção ou na montagem dos objetos da sucata. Participar com esses grupos no momento da confecção.

Sugestão para o professor

SME GOIÂNIA. História – Os objetos têm história. Conexão Escola SME, c2025. Disponível em: https://sme.goia nia.go.gov.br/conexaoescola/ ensino_fundamental/histo ria-os-objetos-tem-historia/. Acesso em: 9 out. 2025.

No site é possível conferir uma atividade que pode ser aplicada para expandir o conhecimento dos estudantes sobre a história dos objetos.

Nome do objeto 1
Material de que é feito
Nome do objeto 2
Material de que é feito

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 6 e 9

Competências específicas de Ciências da Natureza: 1, 3 e 5

Competências específicas de Ciências Humanas: 1 e 2

Competências específicas de Geografia: 1 e 3

Competências específicas de História: 2, 3 e 4

Habilidades de Ciências: EF02CI01 e EF02CI03

Habilidades de História: EF02HI01, EF02HI02, EF02HI03, EF01HI04 e EF02HI09

Habilidades de Geografia: EF02GE02 e EF02GE04

ENCAMINHAMENTO

Conversar com os estudantes sobre o papel da cozinha como espaço de convivência, trabalho e alimentação, destacando que esse cômodo pode ter diferentes usos e significados conforme o contexto social, cultural e histórico. Explicar que, em muitas moradias, a cozinha é um lugar de encontro, onde as pessoas se alimentam, conversam e realizam tarefas domésticas. Em outras, é um espaço mais reservado, voltado apenas ao preparo dos alimentos. Ressaltar que as cozinhas variam em tamanho, organização e equipamentos, refletindo os hábitos, os costumes e as condições de vida das pessoas (EF02GE02, EF02GE04).

2 CONHECENDO DIFERENTES COZINHAS

Agora, vamos conhecer um dos cômodos da moradia: a cozinha. Nela podemos comer, cozinhar e até mesmo conversar um pouco enquanto tomamos um copo de suco ou de água.

Será que todas as cozinhas são usadas da mesma maneira? Como a cozinha de sua moradia é usada?

Observe as imagens a seguir, que representam cozinhas de diferentes lugares.

Ao observar as imagens, incentivar os estudantes a identificar semelhanças e diferenças entre os espaços, promovendo o respeito à diversidade e evitando juízos de valor. Relacionar essas observações com os modos de vida e o ambiente em que cada moradia está inserida, como campo ou cidade (EF02HI01). Destacar que as cozinhas também revelam aspectos da história das famílias e das comunidades, permitindo aos estudantes que reconheçam mudanças e permanências nos modos de viver (EF02HI02, EF02GE04).

Incentivar os estudantes a refletir sobre a própria cozinha e a compartilhar suas experiências, promovendo o reconhecimento de seu lugar de vivência e o fortalecimento dos laços com esse espaço (EF02HI03, EF02HI04, EF02HI09). Ao imaginar melhorias para a cozinha, valorizar a criatividade e o pensamento científico, incentivando propostas que envolvam segurança, praticidade e estética (EF02CI01, EF02CI03). Essa atividade também pode ser uma oportunidade para discutir o uso consciente dos recursos naturais, como água e energia, e a importância da higiene e da organização no ambiente doméstico.

1 Converse com os colegas de grupo e responda às questões.

a) O que as pessoas estão fazendo em cada cozinha?

1. a) Espera-se que os estudantes comentem que algumas pessoas estão comendo em companhia e outras pessoas estão trabalhando.

b) O que as cozinhas representadas têm de semelhante?

1. b) Espera-se que os estudantes apontem os objetos, as pessoas e o fato de elas usarem o cômodo para se alimentar.

c) O que elas têm de diferente?

1. c) Espera-se que os estudantes comentem as diferenças entre as cozinhas representadas, considerando, por exemplo, o tipo de piso e dos objetos, além do modelo, do estilo e do tamanho de cada cozinha.

2 Qual dessas cozinhas é mais parecida com a da sua moradia? Por quê?

2. Resposta pessoal.

3 Agora você é o inventor! O que você inventaria para deixar a cozinha de sua moradia mais prática e para facilitar o trabalho diário? Ou para deixá-la mais bonita? Ou mais segura? Se quiser, você também pode desenhar no caderno o que imaginou e depois compartilhar com os colegas e o professor.

3. Resposta pessoal.

Sugestão para os estudantes

ALBON, Lucie. A horta de Lili. São Paulo: Melhoramentos, 2021.

Livro que fala sobre alguns vegetais e ensina como desenhá-los. OBEID, César. Rimas saborosas. São Paulo: Moderna, 2009.

Durante as atividades, observar a produção escrita dos estudantes e realizar correções com explicações claras, respeitando o processo de aprendizagem. Valorizar os relatos pessoais e o interesse pelos relatos dos colegas, promovendo escuta ativa e empatia. Reforçar que cada cozinha carrega histórias, memórias e afetos, e que conhecer diferentes cozinhas é também conhecer diferentes modos de viver e se relacionar com o espaço doméstico e com a comunidade.

Sugestão para o professor

COZINHA brasileira. Brasiliana Museus, c2025. Disponível em: https://brasi liana.museus.gov.br/curado rias/cozinha-brasileira/. Acesso em: 10 out. 2025. Essa página reúne fotografias e informações de diversos objetos de cozinha do Brasil, que fazem parte de acervos de museus espalhados pelo país.

SALDANHA, Roberta Malta. Histórias, lendas e curiosidades da confeitaria e suas receitas. 1. ed. Rio de Janeiro: Senac Rio, 2020. O livro apresenta história das receitas de confeitaria ao redor do mundo, envolvendo reis, rainhas, czares e religiosos, mostrando que as receitas também contam histórias e são parte da construção da sociedade.

29/09/25 13:28

Livro ilustrado com o uso da técnica de massa de modelar que fala sobre alimentação saudável, apresentando curiosidades acerca de vegetais e receitas fáceis para crianças.

BNCC

(

EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.

(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco.

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

ENCAMINHAMENTO

A imagem pode favorecer o desenvolvimento de um olhar investigativo, pois permite aos estudantes que observem os objetos utilizados na cozinha, alimentos e modos de preparo. Dessa maneira, é possível identificar objetos utilizados em seu dia a dia e os materiais de que são feitos.

Incentivar os estudantes a identificar os objetos existentes na imagem feitos com os materiais indicados, o que as pessoas estão fazendo e as diferentes frutas usadas na receita da salada de frutas.

Se decidir fazer a salada de frutas sugerida na atividade, solicitar os alimentos

Por dentro da cozinha

Você já viu alguém preparando refeições na cozinha?

Vovó Alice e seus netos estão fazendo uma salada de frutas. A cozinha dela tem muitos objetos. Observe a imagem com atenção.

antecipadamente. Optar por alimentos fáceis de encontrar, como bananas, maçãs e laranjas. Se achar adequado, pedir aos estudantes que tragam os alimentos picados de casa, prontos para uso, selecionando antecipadamente quem vai trazer cada fruta.

Na atividade 3, organizar os estudantes em duplas para que conversem sobre os usos na cozinha dos objetos listados na atividade 2. Acompanhar o desenvolvimento das conversas e escrever na lousa as possibilidades de resposta.

1 Cite o nome das frutas que eles usam na receita.

1. Os estudantes podem citar mamão, laranja, banana, morango, manga, banana, maçã, entre outras frutas.

2 Cite o nome de um objeto feito com os materiais indicados no quadro a seguir.

2. Os estudantes podem citar, por exemplo, barro (filtro), vidro (copos), plástico (tigela), tecido (pano de prato), madeira (mesa).

barro • vidro • plástico • tecido • madeira

3. Ver orientações no Encaminhamento

3 Conte para o colega de que forma cada um desses objetos é usado na cozinha.

Sugestão para os estudantes

Texto de apoio

Comer, mais do que satisfazer uma necessidade fisiológica, consiste também em um ato social [...], uma vez que em torno do preparo e do consumo alimentar desdobram-se uma série de ritos e protocolos que ditam não apenas o que se come, mas também como, em qual momento e com quem se come. Isso, porque as práticas alimentares também estão imersas de significados simbólicos. E é a partir desse contexto que a cozinha consiste também em um espaço de relações sociais [...], pois seu uso cotidiano abrange o convívio familiar em torno do fogo e da mesa. O preparar e degustar de receitas como um momento de partilha e intimidade entre família e amigos.

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LOUREIRO, Lená. A cozinha da dona Nininha. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2012.

O livro conta a história de Nininha, que quando criança adorava brincar com os utensílios de cozinha e criar receitas, até que Nininha cresceu e se tornou uma confeiteira. O livro em versos rimados promove o diálogo com a Língua Portuguesa.

Se a casa é [...] o lugar onde se pode sonhar, na cozinha os sonhos viram sabores e alimentam nossas memórias. A casa é onde construímos parte significativa de nossas lembranças afetivas; a cozinha é onde as degustamos acompanhadas de café. A inserção dessa discussão no escopo das pesquisas geográficas é relevante, pois enfoca a vivência do sujeito como ponto central para a compreensão dos espaços cotidianos [...]. Entender a subjetividade dessa relação também nos possibilita ampliar as discussões sobre a questão alimentar na perspectiva da Geografia Cultural e Humanista, em especial as que se propõem versar sobre nossa relação afetiva com a comida e com o lugar.

FERREIRA, Marina Rossi. “Lar doce lar”: a cozinha como centro afetivo da casa. Geograficidade, Niterói, v. 11, n. 2, p. 74, 2021. Disponível em: https://periodicos. uff.br/geograficidade/article/ view/27450/32902. Acesso em: 18 set. 2025.

BEATRIZ MAYUMI

BNCC

(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.

(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.

(EF02HI09) Identificar objetos e documentos pessoais que remetam à própria experiência no âmbito da família e/ou da comunidade, discutindo as razões pelas quais alguns objetos são preservados e outros são descartados.

Tema Contemporâneo Transversal: Ciência e tecnologia

ENCAMINHAMENTO

Conversar com os estudantes sobre como os objetos e os utensílios usados na cozinha podem revelar mudanças ao longo do tempo e diferentes modos de viver. Explicar que, ao preparar um bolo, por exemplo, é possível usar diversos instrumentos, como colher de madeira, batedeira ou liquidificador, e que essas escolhas estão relacionadas a hábitos familiares, preferências pessoais e também às tecnologias disponíveis em cada época (EF02HI02, EF02HI04).

Tio Paulo e Lena estão preparando um bolo na cozinha da casa dele.

Observe a imagem com atenção.

Lena, no livro de receitas da vó Marina diz para usar batedeira? Sabe que eu nunca quis ter uma? Eu sempre uso a colher de madeira mesmo. Talvez fosse mais fácil com a batedeira ou o liquidificador, mas eu gosto assim.

Que interessante, tio! Mamãe prefere bater o bolo na batedeira.

Pronto. Agora é só colocar para assar. Se estivéssemos na vó Marina, seria no forno a lenha.

Minha mãe prefere o forno a gás.

1 Que objeto tio Paulo usa para bater o bolo?

1. Tio Paulo usa a colher de madeira para bater o bolo.

2 Que objeto a mãe de Lena usa para bater o bolo?

2. A mãe de Lena usa batedeira.

3 Como é o forno da casa da vó Marina? 3. Forno a lenha.

Destacar que o livro de receitas da vó Marina é um exemplo de como os conhecimentos culinários podem ser transmitidos entre gerações, preservando memórias e tradições familiares (EF02HI03). Refletir com os estudantes sobre os modos de preparo de alimentos em suas casas e como esses modos podem ser semelhantes aos utilizados por seus familiares no passado ou diferentes deles.

Sugestão para o professor

PENONI, Juliana Rocha et al. Em livros de receitas se (re)conhecem os hábitos alimentares. Lavras: UFLA, 2020.

A obra analisa como os livros de receitas revelam práticas culturais, memórias e transformações sociais ligadas à alimentação.

4 Para fazer o bolo, tio Paulo e Lena usam um livro que ganharam de presente. Que livro é esse?

4. O livro de receitas da vó Marina.

5 O que eles estão aprendendo com esse livro?

5. Os estudantes podem comentar que um livro de receitas ensina o passo a passo do preparo de diferentes pratos.

6 Os seus familiares usam um livro como esse para consultar receitas?

6. Os estudantes podem comentar que sim ou citar que seus familiares buscam receitas disponíveis na internet.

VOCÊ DETETIVE

1. Respostas pessoais.

Entreviste um familiar com mais de 60 anos e descubra como era a cozinha da casa dessa pessoa quando ela era criança ou jovem.

1. Faça as perguntas apresentadas no formulário a seguir e registre as respostas.

Nome da pessoa entrevistada:

Idade:

Data da entrevista:

a) Quando você era criança ou jovem, como era a cozinha de sua casa?

b) As panelas eram feitas de qual material?

c) O fogão era parecido com os fogões de hoje em dia?

d) Como eram os armários? De qual material eram feitos?

e) E os utensílios, como pratos, copos e vasilhas? Eram parecidos? Mudaram muito?

2. Respostas pessoais.

2. Reúna-se com um colega e compare as informações que vocês descobriram, encontrando semelhanças e diferenças entre elas.

ENCAMINHAMENTO

um familiar mais velho, eles terão a oportunidade de conhecer histórias e memórias que ajudam a compreender o passado e a valorizar os saberes transmitidos entre gerações (EF02HI03). Incentivá-los a escutar com atenção e respeito, reconhecendo a importância dos relatos pessoais (EF02HI09).

Após a entrevista, instruir os estudantes a comparar as informações com as de um colega, identificando semelhanças e diferenças. Estimular a reflexão sobre os materiais utilizados na cozinha e o fato de alguns utensílios mudarem com o tempo, relacionando isso ao desenvolvimento do tema Ciência e tecnologia (EF02CI01). Valorizar os relatos e as produções dos estudantes, observando a escrita e realizando correções.

Sugestão para os estudantes

UBA, Clarice; FRANCHINI, Piero; TOGNOLI, Felipe. O que a gente come: histórias e receitas do que aparece no seu prato. 1. ed. São Paulo: Lume Livros, 2017.

O livro conta a história dos ingredientes que aparecem no prato das crianças, como os brócolis, a beterraba e outros. Com histórias que atravessam séculos, os estudantes podem conhecer mais sobre curiosidades da culinária e sua importância na humanidade.

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Incentivar os estudantes a compartilhar experiências sobre receitas que aprendem com pais, avós ou outros adultos, valorizando os saberes familiares e comunitários. Ao observar os tipos de forno mencionados na atividade — a lenha, a gás —, discutir com os estudantes como os equipamentos domésticos se transformaram ao longo do tempo e de que forma essas transformações podem modificar a vida cotidiana (EF02CI01).

Durante as atividades, observar a escuta atenta entre os colegas, promovendo o respeito às diferentes histórias e aos diferentes modos de viver. Valorizar o diálogo entre gerações como forma de aprender sobre o passado e compreender o presente.

No boxe Você detetive, dialogar com os estudantes sobre como as cozinhas mudaram ao longo do tempo, destacando que os objetos, os materiais e os modos de organização revelam transformações na vida cotidiana das famílias (EF02HI02). Explicar que, ao entrevistar

BNCC

(EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza, medicamentos etc.).

ENCAMINHAMENTO

Esta dupla de páginas busca o desenvolvimento da conscientização dos estudantes de que pequenos cuidados dentro de casa podem evitar acidentes domésticos. Eles ainda não são capazes de avaliar o risco de certas brincadeiras ou outras atividades com fogo, lugares altos, panelas e ferro quentes, tomadas, facas, produtos de limpeza, medicamentos, entre outros. Por isso, eles correm mais riscos de se envolver em acidentes. Reforçar a informação de que a cozinha é um local particularmente perigoso da casa. Explicar que, quanto menos as crianças circularem por esse local, menores serão os riscos de se acidentar.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes identifiquem alguns objetos e situações que podem causar acidentes. É possível ampliar a atividade pedindo a eles que identifiquem também situações que previnem acidentes, como aparelhos elétricos, talheres grandes e louças guardados em prateleiras mais altas ou armários fechados, pois devem ficar fora do alcance das crianças e ser manuseados somente por um adulto.

Sugestão para o professor

DOCTORS, Ariela. Precisamos resgatar o costume de cozinhar com as nossas crianças. Lunetas, 7 jul. 2022. Disponível em: https: //lunetas.com.br/costume -cozinhar-com-criancas/. Acesso em: 10 out. 2025.

Segurança na cozinha

A cozinha é um espaço acolhedor, mas que precisa de cuidados com seus objetos. Por essa razão, quando a família está reunida nesse cômodo, é preciso tomar alguns cuidados: os adultos devem se manter atentos e as crianças devem ser informadas sobre como evitar possíveis acidentes.

É importante que as crianças fiquem afastadas do fogão e não tenham acesso a produtos de limpeza e objetos cortantes como facas.

O texto mostra como o ato de cozinhar com as crianças, por meio de orientações e cuidados adequados, pode favorecer o desenvolvimento de diferentes competências e habilidades desde a primeira infância.

MARSILI, Eduarda; MACHADO, Vanessa. Casa segura. São Paulo: Casa Segura Brasil, c2025. Disponível em: https://criancasegura. org.br/wp-content/uploads/2020/12/Crian ca_Segura_Casa_Segura_Final-1.pdf. Acesso em: 22 ago. 2025. Sugerir a leitura para os familiares dos estudantes. O texto fornece dicas sobre os

tipos de acidente mais comuns que acontecem dentro de casa, além de orientações e os principais cuidados na prevenção de acidentes domésticos.

SILVA, Marilu Albano da. Cozinha: espaço de relações sociais. Iluminuras, Porto Alegre, v. 10, n. 23, 2009. Disponível em: https:// seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/ view/10083. Acesso em: 10 out. 2025. Artigo que analisa a cozinha como um espaço de sociabilidade..

2. e 3. Espera-se que os estudantes apontem as seguintes situações: chaleira quente na boca da frente do fogão – queimadura; armário com produtos de limpeza ao alcance das crianças –queimadura e/ou intoxicação; talheres próximos de uma criança – ferimentos causados por corte ou furo; lixeira no meio do caminho – queda. Alguns estudantes poderão se referir ao adulto que não está atento ao que o menino está fazendo.

1 Em grupos, observem a imagem que representa uma família em horário de preparo de refeição.

2 Na imagem, contornem duas situações que, na opinião de vocês, podem representar perigo para as crianças.

3 Expliquem aos colegas do grupo que tipos de acidente podem acontecer nessas situações.

4 Contem para os outros grupos da turma as escolhas que vocês fizeram.

Atividade complementar

• Acidentes domésticos

29/09/25 13:28

Ler para a turma um trecho de notícia sobre acidentes domésticos.

[...] Quatro em cada dez acidentes graves acontecem dentro de casa […] e os mais atingidos são crianças e idosos.

Segundo o Dr. Drauzio Varella, a maior parte dos acidentes costuma acontecer por distração ou imprudência. […]

No caso de crianças pequenas em casa, o doutor aconselha que se faça um cercadinho que impeça a entrada dos pequenos

na cozinha. As panelas devem ser colocadas nas bocas de trás do fogão, com o cabo virado para dentro, e o gás deve ser desligado após o uso do aparelho. Ele acrescenta que o ferro elétrico seja guardado fora do alcance das crianças.

QUATRO em cada dez acidentes graves acontecem dentro de casa. G1, Rio de Janeiro, 11 dez. 2012. Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/ quadros/acidentes-domesticos/ noticia/2012/04/quatro-emcada-dez-acidentes-gravesacontecem-dentro-de-casa.html. Acesso em: 18 set. 2025.

Estimular a conversa entre os estudantes, solicitando que relatem situações vividas por eles ou outras crianças conhecidas que levaram a acidentes domésticos ou representavam perigo. Perguntar a eles: por que será que crianças e idosos acabam correndo um risco maior de se acidentar em suas residências? É importante registrar as respostas dos estudantes.

O QUE E COMO AVALIAR

Verificar, ao longo das atividades, se os estudantes associaram os objetos a seus usos no ambiente doméstico, se entenderam de que materiais são feitos, sua historicidade e os cuidados necessários para o uso.

Aproveitar para avaliar, em duplas ou trios, como os estudantes respondem à seguinte questão: o que poderia ser feito, antecipadamente, como forma de prevenção de um possível acidente?

Competências gerais: 1, 2, 6 e 9

Competências específicas de Ciências da Natureza: 3, 5 e 7

Competência específica de Ciências Humanas: 3

Competência específica de Geografia: 1

Competência específica de História: 1

Habilidade de Ciências: EF02CI03

Tema Contemporâneo Transversal: Saúde

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes se sabem o significado do verbo “prevenir” e de que maneira algumas atitudes podem evitar situações perigosas. Permitir que falem livremente a respeito disso. É possível que mencionem acidentes nos quais se envolveram, onde e como se machucaram ou até mesmo relatem fatos ocorridos com familiares ou amigos.

Ao término da discussão, comentar que prevenir significa antecipar algo de forma que se evite um acidente, algo ruim, um mal ou um dano a si próprio ou a alguém. Muitos acidentes podem ser prevenidos se agirmos com cautela e cuidado, fazendo boas escolhas na maneira de agir e refletindo acerca das consequências dos atos.

Pedir aos estudantes que leiam o texto silenciosamente. Depois, solicitar a cada um que leia um tópico e explique o que entendeu. Esclarecer possíveis dúvidas e fazer a leitura com o estudante caso ele apresente dificuldade. Os estudantes devem reconhecer algumas situações perigosas ou objetos de risco – objetos perfurantes, obje-

3 PREVENÇÃO

DE ACIDENTES NAS MORADIAS

Além da cozinha, em outros cômodos da casa também existem situações de perigo. Elas podem ser evitadas tomando os cuidados necessários.

Para saber mais sobre a prevenção de acidentes, observe estas páginas. Elas mostram como alguns objetos podem ser classificados de acordo com o tipo de problema que cada um deles pode causar no corpo humano.

Objetos perfurantes, como garfos, tesouras de ponta fina e agulhas de diferentes tipos, alfinetes, pregos e palitos de churrasco, podem causar ferimentos na pele.

Atenção!

Os adultos é que devem separar e oferecer os talheres para as crianças.

Produtos inflamáveis são aqueles que podem pegar fogo com facilidade, causando queimaduras. Espumas, madeiras, plásticos, álcool e gás de cozinha são alguns exemplos de materiais inflamáveis.

Se alguém acender um fósforo ou acendedor próximo a um fogão com vazamento, pode causar uma explosão!

tos cortantes, produtos inflamáveis, objetos muito quentes, produtos de limpeza e medicamentos – a que estão expostos no dia a dia e pensar como podem agir para prevenir acidentes.

Sugestão para o professor

ALBERNAZ, Ellen. Acidentes domésticos: o perigo mora em casa. Brasília, DF, 24 jun. 2024. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/ radio/1/reportagem-especial/2024/06/24/aci dentes-domesticos-o-perigo-mora-em-casa. Acesso em: 15 out. 2025.

Atenção!

Apenas os adultos devem mexer com fósforo ou acendedores.

Reportagem em áudio sobre acidentes domésticos, que apresenta os principais riscos e as principais vítimas desse tipo de ocorrência. A matéria também traz relatos e dicas de especialistas, além de disponibilizar a transcrição dos áudios. MARSILI, Eduarda; MACHADO, Vanessa Machado. Casa segura. São Paulo: Criança Segura Brasil, c2025. Disponível em: https://criancase gura.org.br/wp-content/uploads/2020/12/Crian ca_Segura_Casa_Segura_Final-1.pdf. Acesso em: 10 out. 2025.

Livro eletrônico que aborda medidas de segurança essenciais para garantir um ambiente doméstico seguro.

Sugestão para o estudante

Objetos cortantes, como facas e facões, pedaços de louças ou vidros quebrados, lascas de madeira, tesouras de todos os tipos, alicates, podem fazer cortes na pele e causar ferimentos

Atenção!

É preciso ficar longe dos cacos de louças quebradas.

Objetos muito quentes, como água fervendo e alimentos que acabaram de sair do forno ou do fogo, podem causar queimaduras na língua ao serem ingeridos ou na pele quando entram em contato com o corpo.

Os produtos de limpeza são considerados materiais tóxicos que devem sempre ser usados de acordo com as informações listadas em seus rótulos. Quem deve seguir essas orientações e usar esses produtos são os adultos. Eles podem causar queimaduras, alergias, irritações na pele e até problemas de respiração.

Os medicamentos só podem ser manuseados pelos adultos, de acordo com orientações médicas. Se ingeridos de forma inadequada, também podem ser tóxicos e causar dificuldade de engolir e respirar, desmaios, tontura, sonolência exagerada, entre outros problemas.

Atenção!

É preciso se manter bem longe e nunca abrir o forno quando o fogo estiver aceso.

Atenção!

Os materiais considerados tóxicos só podem ser manuseados pelos adultos e devem ser armazenados fora do alcance de crianças e animais de estimação.

Explicar aos estudantes que, em qualquer tipo de acidente, é importante procurar imediatamente um adulto para que sejam realizados os primeiros socorros e, se necessário, ser levado a um hospital. Nesses momentos, é preciso, acima de tudo, manter a calma.

Comentar com os estudantes que, nas situações em que o adulto tenha sofrido um acidente e esteja inconsciente e/ou gravemente ferido, será preciso que eles liguem para o Serviço de Emergência (Samu: 192 ou Bombeiros: 193) e contem o que aconteceu. Lembrá-los de que esses números de telefone jamais devem ser usados para passar qualquer tipo de trote, pois podem tirar a oportunidade de uma pessoa que esteja precisando de atendimento urgente ser atendida. Os produtos de limpeza e os remédios, geralmente, ficam guardados em gavetas ou armários, em diferentes cômodos da casa. Sabendo como eles são classificados, fica mais fácil escolher esses lugares, fora do alcance de crianças e animais de estimação.

29/09/25 15:41

GAME: aprenda a prevenir acidentes brincando. São Paulo: Criança Segura Brasil, c2025. Disponível em: https://criancasegura.org.br/game/. Acesso em: 10 out. 2025. Jogo que ensina, de forma lúdica, como prevenir acidentes e oferece dicas de segurança às crianças.

Atividade complementar • Cuidados dentro da moradia Criar coletivamente um cartaz numa folha de cartolina, conscientizando sobre os cuidados que as crianças devem ter dentro da moradia. Usar recortes de revistas e jornais, desenhos feitos pelos próprios estudantes ou fotografias. Quando terminado, se possível, tirar uma fotografia e compartilhar nas redes sociais da escola.

BNCC

(EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza, medicamentos etc.).

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes se eles ou os adultos que moram com eles se preocupam em prevenir acidentes domésticos. Pode-se questionar se objetos considerados perigosos ficam ao alcance deles e o que poderia ser feito para garantir a segurança de todos da casa. A partir dessas e de outras perguntas relacionadas ao assunto, iniciar as atividades.

Na atividade atividade 1, os estudantes devem identificar os objetos perigosos e descrever, posteriormente, qual(is) tipo(s) de acidente esse objeto pode ocasionar. Verificar se os estudantes associam os riscos de acidente com as cores e estas com os objetos.

Na atividade sobre como evitar queimaduras, auxiliar os grupos na elaboração e na confecção do cartaz explicativo. As frases podem ser anotadas na lousa de forma coletiva antes de serem transcritas para o cartaz. Após concluído, afixar o cartaz no mural da sala de aula.

Sugestão para os estudantes

COMO prevenir acidentes domésticos. Publicado por: Alfabrinca. 2022. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://youtu.be/yhvHsg8Epso. Acesso em: 18 set. 2025.

O vídeo explica com linguagem acessível os principais riscos domésticos e como evitá-los.

1. c) Espera-se que os estudantes associem o garfo, a faca e o copo – caso quebre –com acidentes envolvendo corte ou perfuração e associem o produto inflamável com acidentes envolvendo queimaduras.

1 Agora, observe as imagens a seguir.

a) Leia o que está escrito em cada item listado.

É pontiagudo.

É cortante.

É fácil de quebrar.

É inflamável.

b) Contorne a imagem de cada objeto com a cor do item correspondente. 1. b) Espera-se que os estudantes contornem o garfo de azul, a faca de vermelho, o copo de vidro de amarelo e o produto inflamável de verde.

c) Conte aos colegas com que cor você contornou cada objeto e quais tipos de acidente eles podem causar.

Como evitar queimaduras

Para evitar queimaduras, não se deve deixar equipamentos elétricos, como ferros elétricos e sanduicheiras, ligados na tomada, a não ser que estejam em uso, pois eles aquecem muito.

E muito cuidado com as comidas quentes! Elas também podem provocar queimaduras no corpo dos adultos e das crianças.

• Com a ajuda do professor, reúnam-se em grupos e elaborem um cartaz para alertar as pessoas sobre como evitar queimaduras no corpo. Elaborem frases curtas e façam desenhos para ilustrar o cartaz.

Produção pessoal.

Sugestão para o professor

QUEIMADURAS: saiba como evitar acidentes domésticos. Publicado por: TV UFG. 2020. (2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=4A9Px8ZNCvg. Acesso em: 10 out. 2025.

Vídeo que explica quais são os tipos de queimadura e o que fazer para evitá-las.

1. a) Propor uma leitura coletiva ou organizar a turma em duplas para a realização da atividade.

Como evitar quedas

Outra situação de perigo que pode ocorrer em uma moradia é o risco de queda, em banheiros, escadas, janelas e sacadas de apartamentos.

O banheiro merece atenção especial, pois um móvel fora do lugar ou um simples passo em falso podem ser suficientes para causar uma queda em qualquer fase da vida.

Para evitar acidentes por quedas, é importante tomar os seguintes cuidados.

• Evitar pisos de materiais escorregadios e móveis com rodinhas.

• Manter boa iluminação, tanto pela janela como por lâmpadas.

• Colocar tapetes antiderrapantes na área do chuveiro ou em escadas.

Antiderrapante: que não escorrega.

• Instalar telas de proteção em janelas e sacadas, especialmente quando existem crianças pequenas e animais de estimação na moradia.

• Instalar barras de apoio para se sentar e levantar, especialmente se houver pessoa idosa residindo na moradia.

• No espaço a seguir, desenhe o tipo de ajuste necessário em algum cômodo da sua moradia para evitar quedas.

Produção pessoal.

Atividade complementar

• Palestras com profissionais

Se julgar adequado, enviar um bilhete aos adultos responsáveis, informando sobre o conteúdo que está sendo trabalhado na escola. Pedir a eles que reforcem as orientações apresentadas nesta página e ampliadas pelo professor.

Se houver oportunidade, organizar com a turma, a direção e a coordenação da escola um dia de palestras com profissionais especializados neste tema. Convidar para esse encontro os familiares dos estudantes e todos os funcionários da escola.

Sugestão para o professor

7 DICAS para evitar quedas em idosos: dicas rápidas. Publicado por: Drauzio Varella. 2021. 1 vídeo (ca 6 min). Disponível em: https: //www.youtube.com/watch? v=BB7YrtNdzPI. Acesso em: 10 out. 2025.

No vídeo, a especialista apresenta sete dicas para evitar quedas de pessoas idosas no ambiente doméstico.

CRIANÇA SEGURA. São Paulo: Criança Segura Brasil, c2025. Disponível em: https://criancasegura.org. br/. Acesso em: 18 set. 2025.

Criança Segura é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que visa promover a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos de idade. O site apresenta estatutos e relatórios com dicas, imagens, gráficos e informações úteis.

PREVENÇÃO de acidentes domésticos. Goiás: Corpo de Bombeiros, c2025. Disponível em: https://www. bombeiros.go.gov.br/wp -content/uploads/2012/06/ cartilha-prevencao-aciden tes-domesticos.pdf. Acesso em: 18 set. 2025.

Cartilha de prevenção de acidentes na infância e na adolescência, elaborada pelo Corpo de Bombeiros do estado de Goiás. O material está formatado para impressão frente e verso.

BNCC

(EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza, medicamentos etc.).

ENCAMINHAMENTO

Propor aos estudantes uma pesquisa para investigar em que situações cotidianas há energia elétrica envolvida. Instruí-los a pensar em atividades que usam energia elétrica e, se possível, percorrer com eles a sala de aula e outros locais da escola para observar mais exemplos de uso da energia elétrica. Solicitar que elaborem uma lista de situações envolvendo uso de energia elétrica e os possíveis acidentes que podem acontecer.

Questionar os estudantes sobre a presença da eletricidade em nosso cotidiano como necessidade e/ou direito e a importância dela.

Na atividade 1, perguntar aos estudantes se, em algum momento, já levaram um choque elétrico ou conhecem alguém que passou por isso e se alguma das recomendações indicadas evitaria essa situação. Incentivá-los a propor outras recomendações. Explicar os perigos de empinar pipas próximo às redes elétricas, perguntando o que poderia acontecer e reforçando a importância de não as empinar nesses locais. Destacar também os outros acidentes, geralmente graves, que podem ser provocados com o uso do cerol nas linhas. Dependendo da região, a pipa pode ser conhecida por outros nomes, como papagaio, raia, entre outros.

Na atividade 2, permitir aos estudantes que contem suas experiências com o uso

Cuidados com a energia elétrica

A energia elétrica traz diversos benefícios para a realização das atividades do dia a dia. Observe alguns exemplos de situações em que dependemos do uso desse tipo de energia.

Metrô no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2025. O metrô depende da energia elétrica para funcionar.

A iluminação por lâmpadas de uma residência funciona com energia elétrica.

Videogames, televisores e computadores funcionam com energia elétrica.

Apesar de necessária, a energia elétrica também pode causar acidentes, por isso o uso dela requer cuidados. O contato com tomadas ou fios de equipamentos elétricos desencapados ou sem manutenção pode provocar um choque elétrico capaz de ferir ou matar uma pessoa.

E lembre-se: evite ligar ou desligar da tomada qualquer tipo de equipamento elétrico na sua moradia ou fora dela. Chame sempre um adulto para fazer isso.

de protetor de tomada. Se possível, trazer um protetor para a sala de aula para mostrar como ele é usado.

Sugestão para o professor

ACIDENTES domésticos: qual o limite entre o cuidado e o excesso? 16 nov. 2017. Disponível: https://lunetas.com.br/acidentes-domesticos-criancas/. Acesso em: 10 out. 2025.

A reportagem destaca medidas que podem ser adotadas para prevenir acidentes domésticos, ressaltando a importância da supervisão e da criação de ambientes seguros para as crianças.

Observe o cartaz a seguir com algumas instruções, tanto para crianças quanto para adultos, sobre os perigos do choque elétrico.

Nunca toque com qualquer parte do corpo em tomadas e em fios elétricos soltos ou desencapados.

Nunca ligue um aparelho na tomada quando estiver descalço ou com as mãos ou os pés molhados.

1 Você já presenciou ou ouviu alguém contar alguma situação parecida com as apresentadas no cartaz? Se a resposta for sim, conte para os colegas o que você sabe sobre isso.

1. Estimular a troca de vivências entre os estudantes, reforçando a percepção de que esses perigos estão presentes dentro e fora das moradias.

2 Você já observou como se usa um protetor de tomada e sabe por que ele é importante? Em sua casa, as tomadas têm protetores como esse? Por quê? Conte aos colegas.

Não coloque objetos finos ou pontiagudos nos buracos das tomadas.

Jamais empine pipa próximo aos fios da rua e nunca coloque material cortante na linha.

Tomada com protetor.

2. Respostas pessoais. Alguns estudantes podem dizer que na casa deles são usados esses protetores de tomada para eles mesmos ou porque eles têm irmãos pequenos ou que ainda são bebês, que engatinham ou começaram a andar.

Atividade complementar

• Acesso à energia elétrica

29/09/25 15:41

O acesso à energia elétrica é garantido por distribuidoras de energia elétrica, que cobram tarifas dos consumidores. No entanto, nem todas as pessoas têm acesso a esse recurso. Algumas cidades brasileiras até hoje não recebem energia elétrica, o que afeta a qualidade de vida de seus habitantes.

Fazer uma roda de conversa com os estudantes no pátio ou na quadra da escola e discutir as questões: você acha que o acesso à energia elétrica deveria ser garantido a todas

as pessoas? Por que a disponibilidade de energia elétrica é indispensável nos dias de hoje? Você já ficou algum tempo sem energia elétrica na sua casa? Como foi?

Sugestão para os estudantes

• CAST, C. Vance. A eletricidade. São Paulo: Callis, 2011. De forma lúdica, o livro ensina como a energia elétrica chega às casas e como faz funcionar os aparelhos elétricos. Também explica o que é usina termelétrica e usina nuclear.

BAILEY, Jacqui. A história da eletricidade. São Paulo: DCL, 2008.

A obra apresenta as etapas de obtenção, transmissão e consumo da energia elétrica.

Sugestão para o professor

DICAS de segurança. Belo Horizonte: Corpo de Bombeiros, c2025. Disponível em: https://www.bombeiros.mg. gov.br/dicas-de-seguranca. Acesso em: 2 out. 2025. Orientações de como evitar choque elétrico na aba Dicas preventivas contra acidentes domésticos.

COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA. Energia elétrica sem riscos. Curitiba: Copel, c2025. Disponível em: https://www.copel.com/site/ educacao/energia-eletricasem-riscos/. Acesso em: 2 out. 2025.

Apresenta dicas de como evitar acidentes com eletricidade na rua, em casa, no campo e na construção civil.

BNCC

(EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza, medicamentos etc.).

Organize-se

• Tesoura com pontas arredondadas

• Cola branca

ENCAMINHAMENTO

Fazer uma retomada com os estudantes das formas de prevenção de acidentes que aprenderam até o momento.

Na atividade 3. a), instruir os estudantes a observar atentamente e comentar as situações representadas na imagem. Incentivá-los, inclusive, a já fazer uma avaliação dos espaços representados, com base no que estudaram até esse momento.

Na atividade 3. b), instruir os estudantes a recortar as figuras da página 251 do Material complementar. A opção de uso do encarte permite uma visualização mais clara para as crianças da necessidade de os adultos preverem situações de perigo que podem ocorrer em cada cômodo de uma moradia onde vivem crianças.

Organizar uma lista coletiva com as respostas dadas, permitindo aos estudantes que proponham soluções alternativas ou soluções para outros problemas que observaram. Fazer uma leitura desse registro ao final.

Na atividade 3. c), reforçar a importância de não espalhar água fora do boxe no chão do banheiro e de jamais se automedicar. Auxiliar os estudantes na escrita da resposta caso apresentem dificuldades.

3. b) A tela de proteção na sacada, a grade de proteção da cozinha, os protetores de tomada e a tela de proteção da janela. Após a colagem das imagens, espera-se que os estudantes visualizem a sacada com a tela de proteção, a entrada da cozinha com a grade de proteção, o armário e a geladeira, as tomadas com os protetores, o quarto com a cama, o armário e a tela de proteção na janela, os brinquedos guardados em caixas na sala ou no quarto.

3 Uma família com três filhos vai se mudar para um apartamento no terceiro andar. As crianças têm as seguintes idades: 1 ano e 4 meses, 3 anos e 8 anos.

a) Observe com atenção como eram alguns cômodos do apartamento antes da mudança.

b) Agora, vá até a página 251 do Material complementar Recorte e cole as figuras nos locais adequados da imagem a seguir.

• Quais proteções foram incluídas após a mudança?

c) Converse com um colega sobre como a família pode ampliar a prevenção de acidentes no apartamento. O que vocês sugerem como proteção para o chão do banheiro, dentro e fora do boxe, e para guardar os remédios da família?

3. c) Espera-se que os estudantes sugiram para o chão do banheiro o uso de tapetes antiderrapantes; quanto aos remédios, que o melhor é guardá-los dentro de caixas ou em armários altos, fora do alcance das crianças.

Atividade complementar

• Perigos encontrados na moradia

29/09/25 15:41

Sugerir aos estudantes que façam, em casa e com o auxílio de um familiar, a leitura dos textos desta unidade e a observação das imagens, contando o que aprenderam até o momento. Com base nessa leitura, eles devem solicitar a ajuda dos familiares para uma observação mais atenta de suas moradias. A ideia é olhar os espaços das partes interna e externa, procurando situações que podem causar acidentes. Eles devem analisar: existem outras crianças morando na residência?

São mais novas ou mais velhas? Há pessoas idosas ou que apresentam dificuldade de locomoção? Em que posição estão os objetos perfurantes, inflamáveis e cortantes? E os remédios e os produtos de limpeza? Eles devem organizar, juntos, uma lista com as situações de possíveis perigos que chamam a atenção e buscar soluções para elas.

Em sala de aula, organizar a turma em uma roda. Cada estudante deverá ler para os colegas uma das situações que ele e seu familiar consideraram uma possível causa de acidente doméstico e qual foi a solução que encontraram para esse problema. Espera-se que, ao final da atividade, tanto o estudante como o familiar tenham ampliado a capacidade de percepção e avaliação crítica de alguns dos possíveis perigos encontrados na moradia.

O QUE E COMO AVALIAR

A realização das atividades permite avaliar a capacidade dos estudantes de compreenderem a importância das orientações sobre os cuidados necessários à prevenção de acidentes nas moradias, bem como o papel de todos para que as regras de segurança sejam colocadas em prática.

BENTINHO

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 6 e 7

Competências específicas de Ciências da Natureza: 3, 4 e 5

Competências específicas de Ciências Humanas: 1, 2, 3 e 6

Competências específicas de Geografia: 1, 3 e 4

Competência específica de História: 3

Habilidades de Ciências:

EF02CI01 e EF02CI02

Habilidades de História: EF02HI10 e EF02HI11

Habilidades de Geografia: EF02GE05 e EF02GE07

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: vocês sabem quais são as etapas que geralmente se costumam seguir para construir uma moradia? É importante considerar que há alguns métodos de construção que podem variar a depender das técnicas escolhidas, do projeto arquitetônico, dos materiais escolhidos, entre outros motivos, mas que algumas etapas basilares são comuns a diversos projetos e construções. Vocês acham que sempre foi assim? No passado, eram necessárias as mesmas etapas?

Os estudantes que tiverem conhecimentos prévios a respeito do assunto podem construir argumentos com base na diferença de tecnologia existente em cada época. A análise histórica ajuda a perceber que cada época tem estilos diferentes de moradia, de acordo com as necessidades das pessoas, os costumes, a tecnologia e os materiais disponíveis em um determinado contexto.

Texto de apoio

A autoconstrução se caracteriza, de maneira geral,

4 CONSTRUÇÃO DE UMA MORADIA

A construção de uma moradia pode passar por várias etapas.

Vamos conhecer algumas delas.

Em alguns casos, os próprios moradores trabalham na construção de sua moradia. Para isso, eles contam com a ajuda de familiares e amigos.

92

pela utilização de conhecimentos básicos de construção que sempre foram de domínio das classes populares, seja por reproduzirem técnicas tradicionais de construção, seja pela mais ampla disseminação de outras técnicas, como o concreto armado.

[...]

Cabe ressaltar ainda que, na produção individual da moradia, muito frequentemente eram necessários esforços coletivos para viabilizar determinadas etapas da obra. É nesse momento que surgia o mutirão, ou seja, a mobilização de vizinhos, parentes e amigos para a realização de tare-

fas como, por exemplo, a “virada” da laje. O mutirão não era utilizado só para a produção da moradia individual, mas também para a autoprodução das infraestruturas do bairro popular, como o calçamento de ruas, a construção de escadarias em territórios com declividade, o assentamento de manilhas para escoamento do esgoto, a colocação de rede de água, frequentemente puxada de forma clandestina de uma rede oficial, entre diversos outros serviços.

O mutirão faz, assim, parte da tradição da organização da população na produção do seu hábitat, tendo sido também utilizado por

1 Fazer o projeto.
3 Executar a obra.
2 Preparar o terreno.
4 Habitar a moradia após o fim da construção. ILUSTRAÇÕES:

Esta linha do tempo não segue uma escala.

1 Complete a linha do tempo escrevendo a atividade realizada em cada etapa de construção de uma moradia.

• Quanto tempo levou entre a elaboração do projeto e o fim da construção dessa moradia? 14 meses. 93

políticas públicas que visavam a construção de moradias ou a urbanização de bairros populares, disseminadas por diversas instituições, inclusive pelo Banco Mundial. [...] VELASCO, Thais. O mutirão habitacional autogerido: trabalho coletivo em canteiro e transformações sociais. São Paulo: Habitação & Cidade, 2024. Disponível em: https://www. observatoriodasmetropoles.net.br/wp-content/ uploads/2024/12/2_Livro_mutirao-autogerido01.pdf. Acesso em: 2 out. 2025.

30/09/25 21:00

BNCC

Tema Contemporâneo

Transversal: Economia

ENCAMINHAMENTO

Explorar com os estudantes as etapas de construção de moradias, desde o planejamento, passando pela extração de recursos da natureza, até a construção em si, além dos tipos de trabalho e de profissionais envolvidos, desenvolvendo a habilidade EF02GE05.

Levantar os conhecimentos prévios da turma e perguntar aos estudantes se já viram uma moradia sendo construída. Em caso positivo, pedir que relatem aos colegas o que mais lhes chamou a atenção. Fazer uma lista com os itens apontados e indicar o que estudarão no capítulo. Chamar a atenção dos estudantes para o fato de que a construção de uma moradia precisa obedecer a um intervalo de tempo mínimo, geralmente, não muito rápido.

Solicitar aos estudantes que analisem os detalhes das imagens sobre os procedimentos de construção da moradia e a ordem de suas etapas. A organização das atividades em sequência desenvolve noções de raciocínio lógico. Avaliar, também, a produção de escrita dos estudantes ao completarem a linha do tempo. Aproveitar a atividade para iniciar uma reflexão sobre o crescimento das cidades. É possível propor uma discussão sobre haver áreas mais apropriadas do que outras para a construção de moradias etc.

Fazer o projeto.
Executar a obra.
Habitar a moradia após o fim da construção.
ILUSTRAÇÕES: TEL COELHO/GIZ DE CERA
Junho de 2027
Outubro de 2027
Dezembro de 2028

BNCC

(EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, seus significados, suas especificidades e importância.

Tema Contemporâneo Transversal: Economia

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: quem constrói uma moradia? Provavelmente, os estudantes responderão que é o pedreiro. Com base nisso, indicar que há outros profissionais que atuam na construção de uma moradia. Citar o pedreiro, que, aos poucos, constrói a casa com o auxílio de ajudantes, e outros trabalhadores da construção civil, como arquitetos, engenheiros, marceneiros, carpinteiros, encanadores e eletricistas.

Fomentar uma reflexão sobre a importância de cada profissional, tanto os representados nas imagens como outros que surgirem. Fazer um levantamento de outros profissionais envolvidos em uma construção, ainda que indiretamente: lixeiro, faxineiro, cozinheiro etc. Esta página mobiliza o Tema Contemporâneo Transversal Trabalho, da macroárea temática Economia.

Nas imagens desta página e da página 95, aparecem duas mulheres: uma eletricista e uma carpinteira. Promover uma discussão para saber o que os estudantes pensam sobre homens e mulheres exercerem as mais diversas profissões: há diferença? Por quê? Valorizar o aspecto profissional e a escolha livre das pessoas para exercer as diversas profissões. Cuidar para que não haja falas que levem a possíveis preconceitos e discriminações.

Trabalho na construção de moradias

Na construção de uma moradia podem trabalhar diversos profissionais

Chamamos de mão de obra os profissionais que realizam um trabalho.

Observe alguns exemplos da mão de obra que geralmente é utilizada na construção de uma moradia.

O pedreiro executa serviços de construção, como o levantamento das paredes e o preparo de concreto. 2

O arquiteto é o responsável pelo projeto da construção. 1

A eletricista é a profissional que cuida da instalação elétrica da obra. 3

A carpinteira realiza as tarefas que envolvem madeira na construção. 4

O encanador é o responsável pela instalação dos canos de água e de esgoto na obra. 5

Texto de apoio

Que iniciativas ou estratégias vocês têm em mente para as questões relacionadas ao ambiente construído, como as mudanças climáticas, a desigualdade social e a invisibilidade da arquitetura afro-brasileira no país?

• Pergunte a um adulto quais outros profissionais trabalham na construção de uma moradia.

Os estudantes podem citar pintor, engenheiro, gesseiro, mestre de obras e servente.

DESCUBRA MAIS

• SLEGERS, Liesbet. O que fazem os pedreiros. São Paulo: Via Lúdica, 2024. Os pedreiros constroem casas, prédios e outras construções importantes com muitas ferramentas. Nesse livro, as crianças descobrem como é o dia a dia dessa profissão tão necessária!

Sugestão para o professor

29/09/25 18:04

BARBOSA, Gabriela de Matos Moreira. Arquitetura afro-brasileira: sua genealogia e a experiência das arquitetas negras. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-20012025111513/publico/2024_GabrielaDeMatosMoreiraBarbosa_VCorr.pdf. Acesso em: 10 out. 2025. Trabalho que analisa a arquitetura afro-brasileira e aborda diferentes temas relacionados.

Gabriela de Matos: No Instituto de Fomento à Arquitetura Afro-brasileira, nosso objetivo é criar ações que abrangem desde residências mais práticas até residências mais conceituais e de ideias. Isso é especialmente importante porque a arquitetura afro-brasileira tem ainda menos oportunidades de se manifestar nesse contexto. Depois de cinco anos trabalhando no projeto Arquitetas Negras, conversando e entrevistando profissionais da área e sendo uma arquiteta negra no mercado, percebo que muitas vezes precisamos esperar por um cliente com uma mente mais aberta para considerar outras propostas. A simples presença de um arquiteto negro não garante que ele produzirá uma arquitetura afro-brasileira nos moldes modificados e reinventados pelos terreiros, quilombos e outras influências culturais do Brasil. Então, nosso objetivo é criar condições para que essa arquitetura afro-brasileira exista, seja coesa e tenha contornos. Afinal, só podemos criticar se tivermos algo para criticar. Portanto, planejamos produzir, escrever, criticar, teorizar e contribuir ativamente para o desenvolvimento e reconhecimento dessa expressão arquitetônica.

NIKIFOROV, Denis. Gabriela de Matos fala da conexão entre arquitetura, cultura e política. Revista Arquitetura, São Paulo, 22 abr. 2024. Disponível em: https://revistaarquitetura.com.br/ politica/gabriela-de-matos-falada-conexao-entre-arquiteturacultura-e-politica. Acesso em: 18 set. 2025.

BNCC

(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.

(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais.

ENCAMINHAMENTO

Conversar com os estudantes sobre a origem dos materiais utilizados nas construções. Explicar a eles que muitos materiais são produtos da mineração transformados em materiais de construção, como cimento, cal, areia, brita e outros.

Além do concreto, há as estruturas metálicas, que também têm origem em diversos minérios, como o minério de ferro, a bauxita etc. O vidro também tem origem em um minério: a areia.

A madeira utilizada em muitas partes das construções tem origem nas árvores, que podem ser coletadas na natureza ou cultivadas para esse fim.

O extrativismo é a atividade de retirar da natureza recursos de origem animal, vegetal ou mineral. Ele é considerado uma das mais antigas atividades humanas. Aqui, apresentamos dois tipos: o mineral e o vegetal, contemplando a habilidade EF02GE07.

Com base nas imagens da dupla de páginas, discutir com os estudantes sobre a importância da escolha dos materiais para construir uma moradia adequada e segura. É importante, por exemplo, usar materiais resistentes na estrutura das paredes,

Materiais de construção

Os materiais usados na construção das moradias e na produção dos objetos são retirados da natureza por meio do extrativismo e podem ser usados em sua forma natural ou podem ser transformados em novos materiais.

Extrativismo é a atividade de retirada de materiais da natureza.

A retirada de materiais da natureza deve ser feita com planejamento e cuidado. É importante garantir que esses materiais sejam extraídos de forma gradual, para que eles não acabem, e que o ambiente não seja prejudicado.

O minério de ferro é um material extraído de rochas encontradas na natureza. Ele é utilizado na produção de ferro e aço

resistentes à água para canos, transparentes para janelas etc. Se achar adequado, é possível ampliar esse assunto para destacar que, além de a moradia ser construída de maneira adequada, ela deve ter acesso à água encanada, iluminação pública, coleta de esgoto, internet, entre outros direitos do cidadão que, infelizmente, não são uma realidade para todos.

A madeira utilizada nas construções é obtida por meio do corte de árvores

Extração de madeira no município de Itacoatiara, no estado do Amazonas, em 2019. No detalhe, vigas de madeira.

Extração de minério de ferro no município de Congonhas, no estado de Minas Gerais, em 2017. No detalhe, vergalhões de aço.
ELENAELISSEEVA
Rocha: conjunto de minerais presentes na camada externa do planeta Terra.

Um exemplo de material que vem do solo e é muito usado na construção é o cimento.

O cimento é um material feito de calcário, argila, entre outros componentes. Para ser usado na construção de casas e prédios, o cimento é misturado com areia e água, formando uma pasta chamada massa ou argamassa. Essa pasta, depois de seca, endurece.

1 Sabendo dessa característica da argamassa, por que você acha que ela é usada em uma construção?

Comente com os colegas.

1. Ver orientações no Encaminhamento

Pedreiro nivelando parede com argamassa no município de Cascavel, no estado do Paraná, em 2014.

Atividade complementar

• Fabricação de tijolos

Sugestão para o professor

NAWA. Povos Indígenas no Brasil. Brasília, DF: ISA, c2025. Disponível em: https://pib.socioambiental. org/pt/Povo:Nawa. Acesso em: 18 set. 2025.

Conheça as atividades extrativistas praticadas pelos indígenas do povo Nawa, habitantes da região do Alto Juruá, no Acre. Eles desenvolvem suas atividades a fim de extrair materiais para a construção de suas moradias e para adquirirem complementos alimentares, medicamentos e materiais utilizados em adornos e artesanato.

MORADOR de Sobradinho, no DF, cria tijolo ecológico para a própria casa. G1, Distrito Federal, 13 mar. 2015. Disponível em: https://g1. globo.com/distrito-federal/ noticia/2015/03/morador-de sobradinho-no-df-cria-tijoloecologico-para-propria-casa. html. Acesso em: 18 set. 2025.

Conheça a história de um bancário que resolveu fabricar os tijolos para construir a própria casa. Dessa forma, ele conseguiu uma maneira econômica de construção, além de não precisar queimar os tijolos em fornos e, assim, não poluir o ar.

18:04

1. Contar aos estudantes sobre as etapas da produção de um tijolo, desde a retirada do recurso natural (argila), passando pela modelagem feita pelo oleiro, até a etapa final da produção (secagem no forno).

2. Providenciar porções de argila, água e jornal (para apoiar o tijolo). Distribuir o material aos estudantes. Solicitar que tentem modelar um tijolo, atentando à sua forma.

3. Terminada a modelagem, deixar secar. Perguntar aos estudantes se desejam pintar os tijolos.

Trabalhador preparando argamassa em propriedade rural no município de Marmelópolis, no estado de Minas Gerais, em 2017.
Extração de calcário no município de Almirante Tamandaré, no estado do Paraná, em 2025.

BNCC

(

EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.

(EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.).

(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais.

Atividade complementar

1. Materiais da construção civil

Organizar uma roda com os estudantes e levar, em pacotes plásticos transparentes lacrados, diferentes materiais usados na construção civil, para que possam ser manuseados, observados e analisados pelos estudantes. Levar, por exemplo, areia, brita, cimento, pedaços de tijolos, cal, gesso (em pó ou pedaços de uma placa), madeira.

Pedir aos estudantes que façam desenhos coloridos dos materiais. Registrar as observações feitas por eles durante a atividade. Os estudantes não devem ter contato direto com as amostras de materiais, visando garantir sua integridade física durante a execução da atividade.

Uma casa de alvenaria é composta de paredes, telhado, encanamento, rede elétrica, entre outras partes que compõem sua estrutura.

Esta imagem mostra as partes externa e interna de um tipo de moradia. Algumas partes da estrutura de sua construção estão numeradas. No quadro da página a seguir, são indicados os materiais que podem ser utilizados em cada parte.

2. As partes de uma moradia

Em uma folha de cartolinha (ou folha de papel grande), ajudar a turma a organizar um cartaz coletivo com desenhos e legendas que identifiquem as partes de uma moradia, imaginada e elaborada pela turma, com base nas atividades desta dupla de páginas.

No quadro a seguir, aparecem as partes da moradia indicadas na imagem da página anterior e os materiais que podem ser utilizados para sua construção.

Partes da estrutura da casa

Materiais que podem ser utilizados na construção

1. Fundação Pedras trituradas, areia, cimento e vergalhões de aço.

2. Parede Tijolos, vergalhões de aço, areia e cimento.

3. Telhado Telhas, pregos e madeira.

4. Laje Rochas trituradas, cimento, areia e vergalhões de aço.

5. Forro Madeira e gesso, que é um pó branco que endurece quando misturado à água.

6. Encanamento Canos de PVC, que é um tipo de plástico.

7. Rede elétrica Fios de cobre e tubos de PVC.

8. Janela e porta Vidro, madeira, alumínio e ferro.

2 Com os colegas, listem e pesquisem os significados das palavras do quadro que vocês não conhecem. Depois, organizem com essas palavras um glossário no caderno.

2. Resposta pessoal. Algumas palavras que podem ser listadas são: fundação, laje, rede elétrica etc.

3 Convide um adulto para acompanhar você nas atividades a seguir. 3. As respostas estão relacionadas ao tipo de moradia onde vivem os estudantes. Eles podem conhecer: telhado, parede, janela e porta.

a) Leia para esse adulto as informações do quadro.

b) Com base nas informações do quadro, copie no caderno os nomes das partes da moradia que você conhece.

c) No lugar onde você vive, mostre para um adulto onde ficam as partes da moradia que você anotou na atividade anterior.

d) Peça ao adulto que mostre a você partes da moradia que você não anotou, mas que estão presentes onde você mora.

Antes de iniciar a leitura do quadro, questionar os estudantes sobre quais partes da casa eles reconhecem na ilustração da página 98. No quadro, há exemplos de metais. Explicar aos estudantes que a maioria dos metais não é encontrada no solo exatamente na forma como será utilizada. Esses materiais são extraídos dos chamados minérios. Explicar que esse é o caso do ferro, do chumbo, do alumínio e do cobre, muito utilizados na confecção de objetos. Ler o quadro com os estudantes, identificando as partes citadas na ilustração da página 98. Pedir que identifiquem cada um dos cômodos apresentados na figura.

Na atividade 2, identificar com os estudantes as palavras que não compreendem. Se possível, fazer uso de um dicionário apropriado para a idade escolar, ensinando-lhes como fazer pesquisa e leitura nesse livro. É importante que eles já tenham noção da ordem das letras do alfabeto.

Na atividade 3, os estudantes devem fazer uma transposição da teoria aprendida para a prática do seu cotidiano, fazendo as observações em suas moradias e compartilhando as informações com um familiar. É importante que haja apoio das famílias para realizar essas propostas.

29/09/25 18:04

Lembrar os estudantes de fazerem uma observação atenciosa durante a realização da atividade.

BNCC

(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.

(EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.).

(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais.

(EF02HI11) Identificar impactos no ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive.

Tema Contemporâneo Transversal: Meio ambiente

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 4, tomar cuidado para que nenhum estudante fique constrangido caso more em uma moradia feita com materiais menos convencionais ou que não tenha muitos cômodos. Retomar com os estudantes a lista elaborada e comparar se os materiais citados estão ou não presentes no quadro e se foram utilizados na construção das mesmas partes da moradia. Valorizar o uso de materiais que não estejam no quadro para que todos se sintam incluídos na atividade. Na atividade 5, os estudantes devem compartilhar com os colegas as respostas da atividade anterior. Ao final, pedir a eles que falem o que ouviram de semelhante e de diferente dos colegas. É importante que haja respeito a todas as respostas apresentadas.

4 Com a ajuda de seus familiares, escolha um local da sua moradia.

4. a) Produção pessoal.

a) Desenhe esse local no espaço a seguir.

b) Anote os nomes dos materiais que foram usados na construção desse local. Para isso, releia mais uma vez as informações do quadro da página anterior.

4. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes anotem dois ou mais nomes de materiais, tais como cimento, areia, madeira etc.

5 Mostre seus desenhos e suas anotações aos colegas. Depois, leia para eles os nomes dos materiais que você anotou.

5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes relacionem os materiais ao local da casa, de modo semelhante ao apresentado no quadro, e cheguem à conclusão de que possivelmente os materiais utilizados na construção de suas moradias são semelhantes.

Atentar para que não aconteçam comportamentos de desrespeito com as crianças menos favorecidas durante as atividades propostas para casa. Trabalhar sempre para a conscientização dos estudantes sobre o respeito às condições de vida de cada um.

Moradia com objetos e materiais

reutilizáveis

Você sabia que muitos materiais utilizados para construir moradias podem ser reutilizados? Por exemplo, quando uma construção é demolida, podemos reutilizar o concreto depois que ele é quebrado em pedaços.

Também podemos utilizar objetos de maneiras diferentes. Por exemplo, pneus podem ser reutilizados na construção de paredes. Eles são preenchidos com terra e deixam a parede muito resistente.

VOCÊ

DETETIVE

sendo construída com paredes de pneus no município de Joanópolis, no estado de São Paulo, em 2006.

Respostas pessoais.

1. No lugar onde você vive são utilizados materiais reutilizados nas construções? Procure informações na biblioteca, em revistas, com familiares e vizinhos.

2. É possível aumentar o uso de materiais reutilizáveis no lugar onde você vive? Se sim, de que maneira?

3. Converse com o professor e os colegas sobre os resultados da sua pesquisa.

30/09/25 21:00

Apresentar aos estudantes a ideia de que é possível construir moradias utilizando materiais reaproveitados e reutilizáveis, como pneus, madeira, vidro e concreto quebrado. Explicar que essa prática contribui para a preservação do meio ambiente e para o uso consciente dos recursos naturais (EF02CI01, EF02CI02). Incentivar os estudantes a refletir sobre como diferentes lugares adotam soluções variadas para construir moradias, considerando aspectos culturais, econômicos e ambientais (EF02GE07). Promover o respeito às diferentes formas de morar e viver, reconhecendo que cada moradia carrega histórias e vínculos afetivos (EF02HI11). No boxe Você detetive, instruir os estudantes a realizar uma pequena investigação sobre o uso de materiais reutilizáveis nas construções do lugar onde vivem. Incentivá-los a compartilhar suas descobertas com a turma, promovendo o diálogo e a escuta respeitosa. Aproveitar esse momento para reforçar a importância da pesquisa como forma de conhecer melhor o lugar em que vive.

O QUE E COMO AVALIAR

A realização das atividades destas páginas permite avaliar se os estudantes identificaram os diferentes tipos de material usados nas moradias e se percebem que mais de um tipo de material pode ser usado de acordo com a região ou o tipo de construção. Se achar necessário, retomar quais são as etapas de construção de uma moradia com os estudantes, verificando se eles compreenderam o processo.

Moradia

BNCC

(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.

(EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.).

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

ENCAMINHAMENTO

Se possível, projetar para os estudantes o clipe da música cantada pelos sertanejos Tião Carreiro e Pardinho, que é tocada com uma viola caipira. A ilustração ao fundo na página, com cenas dos materiais utilizados na letra da música, pode facilitar a visualização da casa descrita.

O texto dessa seção aborda uma letra de canção e pode ser trabalhado, em conjunto, de forma interdisciplinar com as aulas de Língua Portuguesa e Arte.

Mostrar aos estudantes a presença de rimas no texto e dar exemplos, pedindo a eles que as identifiquem ao longo do texto. Propor a eles algumas perguntas relacionadas à parte lírica do texto, mostrando que na realidade não seria possível construir e manter uma casa feita com comida, mas que é interessante como um exercício para a imaginação.

O texto visa sensibilizar os estudantes, de forma lúdica, em relação aos materiais utilizados na construção de moradias. Trabalhar com os estu-

DIÁLOGOS

Língua Portuguesa

Construção de moradias

1 Leia um trecho da letra da canção.

A casa

Fiz uma casa gostosa e também muito bacana tijolo da minha casa de rapadura baiana o encanamento da casa eu fiz de cana caiana instalação de cambuquira e as torneiras de banana ajuntei favos de mel fiz as portas e venezianas. Os caibros e as vigotas eu fiz tudo com torrão os pregos eu fiz de cravos e as ripas de macarrão no lugar que vai concreto botei tutu de feijão também fiz a caixa-d’água inteirinha de melão cobri toda minha casa com alface e almeirão. O estuque da minha casa fiz tudo com goiabada

dantes as palavras da canção que são desconhecidas para eles e não estão no glossário. Partir do conhecimento da turma para, depois, propor a consulta a um dicionário.

Sugestão para o professor LIMA, Diandra Tábata Nunes. O uso da música na alfabetização: desenvolvimento integral. Cadernos da Pedagogia, v. 13, n. 25, p. 36-48, jul./set. 2019. Disponível em: https://www. cadernosdapedagogia.ufscar.br/index.php/cp/article/view/1201/463. Acesso em: 10 out. 2025. Artigo que explora o uso da música como uma ferramenta importante no processo de alfabetização.

2 O professor vai organizar com a turma a leitura em voz alta da canção. Cada estudante lê uma linha, e a leitura recomeça até que todos os colegas tenham participado.

3 Leia novamente a canção, em silêncio. Depois, em grupos, comparem os tipos de material usados na construção da casa apresentada na canção com os tipos de material listados no quadro da página 99.

a) Os materiais são iguais ou diferentes? Em quê?

3. a) Ver orientações no Encaminhamento

b) Discutam e respondam: qual é a origem, na natureza, dos materiais apresentados na canção?

3. b) Ver orientações no Encaminhamento

4 Alguns nomes de partes de uma moradia, listados no quadro, também apareceram na canção. Escreva esses nomes.

4. Espera-se que os estudantes respondam que foram a porta e o encanamento.

O nome de um material também se repetiu. Anote o

Espera-se que os estudantes respondam que o material que se repetiu foi o tijolo.

Agora, anote os nomes das partes da moradia ou dos materiais de construção que só apareceram

Venezianas, torneiras, caibros, vigotas, pregos, ripas, concreto, caixa-d’água, estuque, rodapé, tacos. Ver orientações no Encaminhamento.

Sugestão para o estudante

30/09/25 21:00

OS SEM-FLORESTA. Direção: Tim Johnson e Karey Kirkpatrick. Estados Unidos: DreamWorks, 2006. 1 vídeo (85 min).

Os estudantes podem assistir ao filme com seus familiares. Com uma linguagem adequada à idade das crianças, o filme mostra o impacto que o desmatamento causa, em decorrência da construção de cidades, na vida dos animais que habitam esses ambientes.

Na atividade 2, valorizar o reconto oral. A leitura feita mais de uma vez por todos os estudantes contribui para o processo de alfabetização deles.

Na atividade 3, os estudantes devem diferenciar os materiais utilizados na construção de casas dos alimentos citados na canção, mencionando suas origens.

Na atividade 4, espera-se que os estudantes identifiquem a porta e o encanamento como partes de uma casa citadas no quadro da página 99 e na canção. Eles também podem citar o tijolo, que no quadro é considerado parte da parede. Pedir que refaçam a leitura do quadro para buscar essas palavras. Para facilitar, eles podem montar uma lista com partes de uma casa citadas na canção.

Na atividade 5, assim como na atividade anterior, é preciso retomar a leitura do quadro da página 99 para que encontrem o nome do material que se repetiu (o tijolo). Os estudantes podem fazer uma lista dos materiais da canção, para comparar depois com o quadro.

Na atividade 6, espera-se que os estudantes identifiquem as estruturas que só aparecem na canção. É possível destacar que a veneziana é um tipo de janela e que o estuque é um tipo de argamassa. Caso sintam dificuldades, retomar a leitura do texto com os estudantes, auxiliando-os na identificação das estruturas.

BNCC

(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.

(EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.).

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula perguntando aos estudantes se já ouviram falar em reciclagem e se sabem o que significa reutilizar materiais. Incentivá-los a compartilhar experiências pessoais, como o uso de cadernos reaproveitados, embalagens reutilizadas ou objetos transformados em brinquedos.

Explicar que a reciclagem é uma técnica que transforma materiais usados em novos produtos, contribuindo para a preservação do meio ambiente e para o uso consciente dos recursos naturais (EF02CI01). Comentar que o papel é um dos materiais mais comuns no cotidiano escolar e que pode ser reciclado de forma simples e eficiente.

Apresentar a proposta da atividade de reciclagem de papel como forma de compreender esse processo na prática. Organizar a turma em grupos e distribuir os materiais, garantindo que todos participem das etapas, manuseando ou observando.

Durante a execução, destacar a importância da água na transformação do papel, o papel do rolo de macarrão na retirada da umidade e o tempo necessário para a

CIÊNCIAS EM AÇÃO

Reciclagem de papel

A reciclagem é uma técnica utilizada para transformar materiais e objetos que as pessoas não querem mais em novos produtos.

Primeiras ideias

• Vocês já usaram algum papel feito de papel reciclado? Que aspecto tinha esse papel? Por que você acha que o papel tem esse aspecto? Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

Materiais

• 1 bacia grande de plástico

• Água suficiente para preencher mais da metade da bacia

• 1 forma de alumínio, quadrada ou retangular, grande

• 1 rolo de macarrão

• Folhas de jornal ou de papel sulfite usadas

• 1 copo descartável de plástico

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

secagem. Estimular a observação da textura, da cor e da resistência do papel produzido, comparando com o papel convencional. Instruir os estudantes a fazer registros escritos e ilustrados sobre cada etapa do processo, promovendo o uso da linguagem científica e o desenvolvimento da habilidade de observação.

Como fazer

O professor vai organizar a turma, de modo que todos participem, manuseando ou observando, as etapas seguintes. Acompanhem a leitura do professor.

1. Rasguem duas folhas de jornal em pedaços pequenos.

2. Coloquem um pouco do jornal picado dentro da bacia e adicionem toda a água. Adicionem mais papel. Depois, rasguem e espremam todo o papel, até obter uma massa parecida com um mingau bem grosso.

3. Virem a forma para baixo e coloquem sobre ela cerca de um copo da massa de papel. Com os dedos, espalhem a massa sobre a forma, por igual.

4. Coloquem folhas de jornal sobre a massa de papel, para mantê-la bem grudada na forma. Depois, virem a forma com cuidado e desgrudem dela a massa de papel.

5. Dobrem o jornal sobre a massa de papel. Passem o rolo de macarrão sobre ele para retirar o excesso de água.

6. Abram o jornal novamente e deixem o papel reciclado secar completamente.

Observando e discutindo os resultados

1 Por que foi necessário misturar o papel picado com a água?

1. Espera-se que os estudantes respondam que foi para amolecer o papel e formar a massa.

2 Descrevam o aspecto e a textura do novo papel. Ele se parece com o papel que vocês descreveram no início da atividade? 2. Ver orientações no Encaminhamento

Sugestão para os estudantes

COMO FAZER papel reciclado em casa. Publicado por: Manual do Mundo. 2013. 1 vídeo ( ca . 6 min). Disponível em: https://www.you tube.com/watch?v=fjt5gWCx120. Acesso em: 10 out. 2025.

Vídeo que mostra como fazer papel reciclado em casa.

Ao final da atividade, promover uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem suas impressões e reflitam sobre como pequenas ações podem contribuir para a sustentabilidade (EF02CI02). Incentivá-los a pensar em outras formas de reaproveitar materiais no dia a dia, como reutilizar potes, caixas, roupas e brinquedos.

Valorizar a participação de todos e corrigir a produção escrita, incentivando o uso correto da linguagem científica. Reforçar que atitudes conscientes ajudam a preservar o planeta e que todos podem contribuir, mesmo com ações simples.

Durante a discussão dos resultados, incentivar os estudantes a descrever o aspecto do papel reciclado e a explicar por que foi necessário misturar o papel com água. Incentivá-los a relacionar o processo com o que imaginaram no início da atividade, promovendo a reflexão sobre hipóteses e observações.

Aproveitar esse momento para reforçar a importância da ciência no cotidiano e como ela pode ser acessível e divertida. Se possível, expor os papéis reciclados em um mural da sala de aula ou da escola, valorizando o trabalho coletivo e incentivando outras turmas a realizar a atividade.

29/09/25 18:05

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 6, 7 e 9

Competências específicas de Ciências da Natureza: 1, 3, 4, 5 e 8

Competências específicas de Ciências Humanas: 1, 3, 6 e 7

Competências específicas de Geografia: 1, 4, 5 e 6

Competências específicas de História: 2, 3 e 4

Habilidades de Ciências: EF02CI01, EF02CI02 e EF02CI03

Habilidade de História: EF02HI10

Habilidades de Geografia: EF02GE04, EF02GE09 e EF02GE11

Alfabetização cartográfica

• Pontos de vista

ENCAMINHAMENTO

Solicitar aos estudantes que observem e comparem as imagens das moradias e explorem os detalhes representados nelas. Perguntar se sabem quais materiais foram utilizados na construção delas e o que os fez identificar cada um dos materiais.

Fazer a leitura do texto com os estudantes e pedir que observem atentamente as imagens, descrevendo-as. Relembrar com eles as informações presentes no quadro da página 99, antes de realizarem as atividades.

Na atividade 1, os estudantes devem fazer uma comparação entre o que já foi estudado e as imagens apresentadas.

Na atividade 2, os estudantes devem perceber que algumas moradias são adaptadas ao tipo de terreno do local da construção, como no caso das palafitas e da oca. Perguntar se

5

JEITOS DE MORAR

Para construir uma moradia é preciso considerar, entre outras coisas, as características do local da construção e dos materiais que serão utilizados nela.

De modo geral, as paredes das casas são feitas de materiais firmes e duradouros como madeira, pedra e barro, ou são feitas de tijolos. As estruturas que passam por dentro das paredes também devem ser de materiais resistentes, como metais.

A maioria das casas é recoberta por telhados feitos de telhas de barro. As janelas das moradias são, de modo geral, feitas de vidro, que é um material transparente

As moradias que são construídas em áreas alagadas devem ser erguidas sobre suportes firmes de madeira chamados palafitas para não serem levadas pelas chuvas fortes ou pela correnteza dos rios.

Também existem moradias com a cobertura feita de materiais mais flexíveis, como palha ou folhas de plantas, e outros materiais retirados da natureza que facilitem o escoamento da água da chuva.

sabem o que é pau a pique. Informar a eles que é uma técnica antiga que consiste em entrelaçar pedaços de madeira ou bambu, recobertos por barro e cal. A fundação dessas moradias pode ser feita com pedras ou concreto.

Escoamento: modo de deixar escorrer ou fluir a água de um rio ou da chuva, por exemplo.

Sugestão para o professor

PAU A pique. Portal Virtuhab. Santa Catarina: UFSC, 2024. Disponível em: https://portal virtuhab.paginas.ufsc.br/pau-a-pique/. Acesso em: 11 out. 2025.

Site que mostra a construção de uma casa com a técnica de pau a pique.

Casa de pau a pique no município de Poço Redondo, no estado de Sergipe, em 2019.
Edifícios residenciais no município de Fortaleza, no estado do Ceará, em 2020.

Considerando o aspecto das construções das moradias, por exemplo, também podemos ter uma ideia das características culturais de cada região.

1 Observe as fotografias e cite dois materiais da natureza que, em sua opinião, podem ter sido utilizados na construção das moradias.

1. Sugestões de resposta: argila nas moradias 1, 2, 3 e 4; areia e cimento (calcário e argila) nas moradias 2, 3 e 4; madeira nas moradias 1, 3, 4, 5 e 6

2 Observe atentamente os locais em que as moradias foram construídas. Em sua opinião, que relação existe entre o tipo de moradia e o local onde foi construída?

2. Espera-se que os estudantes respondam que a moradia deve se adequar ao tipo de terreno do local, como no caso da moradia 5 e aos materiais da natureza disponíveis e considerem os aspectos culturais do lugar.

Sugestão para o professor

Caso os estudantes não saibam o que são palafitas, contar que é um tipo de habitação comum em áreas alagadas ou que podem ficar alagadas construído sobre troncos ou pilares. Em geral, esse tipo de moradia é construído com barro, madeira, palha ou taipa. Devido ao risco de poluição da água, esse tipo de moradia é considerado menos seguro.

Aproveitar para comentar a importância de construir moradias sustentáveis. Uma moradia sustentável é definida como uma casa cuja construção causa impacto mínimo no meio ambiente. A importância da sustentabilidade é considerada desde o uso de materiais de construção que provoquem menos impactos ao ambiente até a projeção de uma casa que exigirá o mínimo de energia para funcionar.

Sugestão para os estudantes

MATTOS, Neide Simões de; GRANATO, Suzana Facchini. O joão-de-barro. São Paulo: Biruta, 2010.

O livro mostra como é a casa e a vida do joão-de-barro e seus filhotes, uma ave considerada excelente construtora.

18:28

HABITAR/HABITAT: palafitas e casas flutuantes. Publicado por: SescTV. 2014. 1 vídeo (ca. 52 min).

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=74g--0WOyAA. Acesso em: 11 out. 2025. Documentário que retrata o dia a dia de pessoas que vivem em palafitas.

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Kuikuro. Povos Indígenas no Brasil. Brasília, DF: ISA, c2025. Disponível em: https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kuikuro. Acesso em: 11 out. 2025. Texto que apresenta diversas informações sobre o povo indígena Kuikuro, evidenciando sua história, localização geográfica, organização social e política, entre outros.

Palafita no canal do Rio Amazonas, no município de Almeirim, no estado do Pará, em 2017.
Maloca do povo Kuikuro no Parque Indígena do Xingu, no estado do Mato Grosso, em 2019.
Construções no distrito Vale Verde, no município de Porto Seguro, no estado da Bahia, em 2016.
Casa no município de São Francisco de Paula, no estado do Rio Grande do Sul, em 2018.

BNCC

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

Temas Contemporâneos

Transversais: Multiculturalismo, Cidadania e civismo

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: como são as moradias nas comunidades indígenas? Como vocês imaginam que elas são construídas? É importante ressaltar que os métodos tradicionais de construção de moradias indígenas são artesanais.

Ler em voz alta o texto de Daniel Munduruku. Em seguida, convidar os estudantes a ler, coletivamente, uma segunda vez. Observar a fluidez da leitura e o desenvolvimento da competência leitora da turma.

Explicar aos estudantes que os materiais citados são usados no seu modo natural, apenas com adaptações às necessidades da construção, abordando a habilidade EF02GE04. Perguntar a eles se já acompanharam alguma construção de moradia e se reconhecem alguns desses materiais.

Acompanhar a produção de escrita dos estudantes, intervindo se necessário e corrigindo eventuais erros de ortografia. Essa atividade também contribui para a compreensão de textos.

Sugestão para os estudantes

MUNDURUKU, Daniel. Coisas de índio: versão infantil. São Paulo: Callis, 2020.

A obra completa apresenta, de forma lúdica, diversos temas relacionados aos povos indígenas.

Moradias indígenas

Atualmente no Brasil, aproximadamente metade da população indígena mora na cidade, em centros urbanos, e outra metade mora junto à natureza, nas áreas originárias.

Vamos conhecer alguns materiais utilizados na construção de moradias indígenas tradicionais e, em seguida, formas de moradias dos indígenas que vivem em cidades.

1 Leia o texto em voz alta, com a ajuda do professor.

O material utilizado na construção das casas é, quase sempre, o mesmo para todos os grupos. São usados cipós para a amarração dos caibros que farão a sustentação das casas, que depois são cobertas com palha de árvores como a palmeira, o babaçu, o açaizeiro ou a pupunheira.

2 De acordo com o texto, quais são os materiais utilizados na construção da moradia indígena?

2. Madeira, cipó e palha de árvores.

Sugestão para o professor

ARQUITETURA indígena: o que você sabe sobre ela? Publicado por: Espaço Ciência. 2021. 1 vídeo (ca. 10 min). Disponível em: https://youtu.be/bOXsEiqH4fk. Acesso em: 20 set. 2025. Vídeo sobre as diferentes moradias indígenas no Brasil.

PORTOCARRERO, José Afonso Botura. Tecnologia indígena em Mato Grosso: habitação. Cuiabá: Entrelinhas, 2018.

O livro aborda as moradias indígenas do estado do Mato Grosso.

MUNDURUKU, Daniel. Coisas de índio: versão infantil. São Paulo: Callis, 2020.

3 Observe na fotografia uma moradia indígena.

a) Que materiais você identifica nessa construção?

3. a) Madeira e palha.

Moradia yawalapiti em construção no Parque Indígena do Xingu, no município de Gaúcha do Norte, no estado do Mato Grosso, em 2016.

b) Alguns desses materiais também foram usados na construção da sua moradia? Se sim, quais? Converse com os colegas e o professor. 3. b) Respostas pessoais.

4 Observe uma das formas de moradia de indígenas vivendo nas cidades.

4. Ver orientações no Encaminhamento.

Moradia guarani-kaiowá na aldeia urbana Água Bonita, no município de Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul, em 2018.

• Que tipo de moradia é essa? Compare com a primeira fotografia de moradia indígena. Que diferenças você vê?

Sugestão para o professor

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Yawalapiti. Povos Indígenas no Brasil. Brasília, DF: ISA, c2025. Disponível em: https://pib.socioam biental.org/pt/Povo: Yawalapiti. Acesso em: 11 out. 2025.

Texto informativo que aborda aspectos variados do povo indígena Yawalapiti.

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Guarani Kaiowá. Povos Indígenas no Brasil. Brasília, DF: ISA, c2025. Disponível em: https://pib. socioambiental.org/pt/Povo:Guarani_Kaiow %C3%A1. Acesso em: 11 out. 2025.

29/09/25 18:28

Texto que reúne informações diversas sobre o povo indígena Guarani Kaiowá.

Texto de apoio

[...] há nos estudos da bioconstrução e permacultura o princípio do “observe e interaja” que reside na ideia de observar a natureza, a energia solar e a movimentação dos ventos, as manifestações climáticas etc., e somente após feita essa cuidadosa observação deve haver uma interação mais adequada com o lugar. É nessa vertente que se defende a viabilidade ambiental da bioconstrução e suas vertentes para

o meio urbano, afinal, ela é em síntese uma técnica milenar de construção que se vale da disponibilidade local de materiais passíveis de utilização na construção de moradias.

Inúmeros materiais podem ser utilizados nestes tipos de construção, entre eles: o próprio solo do local, rochas, bambu, madeiras de reaproveitamento, resíduos da construção convencional e outros materiais existentes. E é justamente essa flexibilidade e diversidade de possibilidade que torna essa forma de construção mais barata que a alvenaria convencional.

[...]

No que diz respeito às técnicas bioconstrutivas existentes, limita-se aqui a serem apontadas aquelas em que já existem, pelo menos no Brasil, padrões de normatização, dentre as quais destaca-se o adobe, que são tijolos compactados manualmente a partir do solo local, e, por vezes, adicionado de capim moído para dar elasticidade à massa, devidamente regulamentado pela norma brasileira publicada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) NBR 16814 [...] que define as diretrizes sobre os testes de granulometria, volume de água, estabilizantes, produção, moldagem, secagem, resistência a compressão. Há também a NBR 16828-1 [...] que avalia as estruturas em bambu (juntas, conexões, articulações e resistência do material), material amplamente utilizado na bioconstrução. ARISTIDES, Rodrigo Lourenço; NABARRO, Sergio Aparecido. Bioconstrução como alternativa sustentável para a ocupação do espaço urbano. Geografia, Londrina, v. 34, n. 1, p. 189-207, jan. 2025.

BNCC

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

Tema Contemporâneo Transversal: Cidadania e civismo

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: vocês sabiam que todos têm direito à moradia digna? Discutir com a turma que esse é um direito garantido na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948. Fazer uma reflexão sobre o assunto é necessário, mas complexo. Conversar com os estudantes sobre o que a falta da moradia pode acarretar. Perguntar: como será que as pessoas que não têm onde morar tomam banho ou cozinham? Como conseguem se abrigar do frio?

Fazer uma relação com outros problemas que estão ligados à falta de moradia, como a exposição à violência, à fome e às doenças. Chamar a atenção da turma para a organização do ambiente e dos objetos na primeira imagem. Problematizar e desconstruir possíveis associações preconceituosas que os estudantes possam fazer em relação a pessoas vivendo em situação de rua.

Direito à moradia

Todos têm direito a uma moradia que ofereça segurança e proteção. Mas será que esse direito é respeitado?

Observe as fotografias e leia as legendas.

Barraca de pessoas em situação de rua no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2020.

1 De acordo com o que você viu, todas as pessoas têm o direito à moradia respeitado?

1. Espera-se que os estudantes concluam que não, pois muitas pessoas não têm moradia e se instalam em calçadas, praças e embaixo de viadutos.

Sugestões para o professor

O QUE é direito à moradia? Moradia é um direito humano. São Paulo: FAU, c2025. Disponível em: http://www.direitoamoradia.fau.usp.br/?page_id=46&lang=pt. Acesso em: 11 out. 2025. O texto explica o conceito de direito à moradia, ressaltando sua relevância para a garantia da dignidade humana.

COMO funciona direito à moradia; saiba mais. Macapá: Unifap, 19 jul. 2021. Disponível em: https:// www2.unifap.br/radio/como-funciona-direito-a-moradia-saiba-mais/. Acesso em: 11 out. 2025. O texto explica como funciona o direito à moradia no Brasil, destacando sua importância como garantia constitucional.

Moradias construídas à beira de rio poluído no município de Vila Velha, no estado do Espírito Santo, em 2019.

2 Converse com os colegas e o professor sobre os problemas enfrentados pelas pessoas que vivem em situações apresentadas nas fotografias da página anterior.

2. Resposta pessoal.

3 Agora, você vai conhecer um pouco da história de Teju, uma menina que mora na Índia. Acompanhe a leitura do professor.

Avançamos até a periferia da cidade, e começamos a construir moradias. Não são de barro nem de tijolo, mas de pano, plástico e sacolas de borracha, tudo o que conseguimos encontrar. [...] Não estamos sozinhos, assim começamos a construir uma vida de pequena comunidade.

TEJUBEHAN. Desenhando na cidade. Tradução: Mônica Stahel. São Paulo: Martins Fontes, 2013. p. 18.

Periferia: área que fica no entorno, fora da área central da cidade.

a) Quais são os materiais utilizados por Teju e pelo restante da comunidade na construção das moradias? Sublinhe a resposta no texto.

b) Em sua opinião, os materiais utilizados na construção da moradia de Teju são adequados? Por quê?

3. b) Espera-se que os estudantes indiquem que não, pois são materiais muito frágeis, que não protegem adequadamente os moradores.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 1, retomar com os estudantes a Declaração Universal dos Direitos Humanos, auxiliando-os a perceber a incoerência das imagens em relação aos direitos humanos. Dar especial atenção a possíveis casos de crianças que associem as condições de moradia dos colegas às casas retratadas. É preciso promover a cultura de paz entre os estudantes, e atitudes preconceituosas não correspondem ao bom convívio social.

Na atividade 3, ler o texto com os estudantes e observar suas impressões e interpreta-

29/09/25 18:28

ções. Depois, informar a eles que o texto é um trecho do livro Desenhando na cidade, que conta sobre a vida de Teju Behan, natural de Ahmedabad, na Índia. Antes de se tornar artista, ela vivenciou contextos de pobreza e dificuldades de sobrevivência. Selecionar os estudantes para ler trechos do texto, o que contribui para a fluência em leitura oral.

Na atividade 3. a), refletir com os estudantes sobre as diferenças e as similaridades entre os materiais utilizados na narração de Teju e os materiais utilizados na moradia improvisada da página 110. Aproveitar a atividade, também,

para avaliar a compreensão dos estudantes do texto, ao retirar informações explícitas dele. Na atividade 3. b), pode-se aproveitar para retomar a discussão sobre direitos e perguntar se as pessoas retratadas na ilustração têm o direito à moradia garantido. O texto e as atividades estão diretamente ligados à competência geral 9 da BNCC, “Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacional comum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versao final_site.pdf. Acesso em: 8 out. 2025.), tocando diretamente na questão do direito à moradia digna. Mobiliza, também, a habilidade EF02GE04.

O QUE E COMO AVALIAR

Verificar se os estudantes conseguiram identificar os materiais utilizados na construção dos diferentes tipos de moradias apresentados neste capítulo, considerando suas propriedades, como flexibilidade, dureza e transparência. Durante as discussões, é importante observar se a turma demonstrou abertura para o diálogo, respeito mútuo e empatia.

Solicitar aos estudantes que façam desenhos representando diferentes tipos de moradias e criem frases sobre o tema “direito à moradia” para utilizar como legendas. Organizar um mural com os trabalhos da turma para exposição na escola.

BNCC

(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.

(EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza, medicamentos etc.).

(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Acompanhar a produção circulando pela sala de aula. Depois do tempo estipulado, verificar as respostas das atividades e solicitar aos estudantes que as exponham oralmente, de forma alternada. Anotar na lousa as respostas para cada atividade.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Júlia fotografou um dos cômodos da casa dela. Observe as imagens que reproduzem as fotografias que ela fez.

a) Qual é o cômodo que Júlia retratou?

1. a) O quarto.

b) Pinte de azul o quadrinho da imagem em que o cômodo é visto de frente.

c) Pinte de vermelho o quadrinho da imagem em que o cômodo é visto do alto.

d) Quais objetos da imagem 2 não é possível observar na imagem 1?

1. d) O tapete, o colchão, a calça sobre o colchão e a revista sobre a mesa lateral.

e) Quais atividades você acha que Júlia realiza nesse cômodo?

1. e) Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar atividades que eles mesmos praticam, como brincar, dormir, trocar de roupa etc.

Sugestão para os estudantes

PERCEPÇÃO visual e espacial: ponto de vista. Publicado por: Aula Criativa. 2020. 1 vídeo (ca. 6 min). Disponível em: https://youtu.be/USLutwt-Vwo. Acesso em: 20 set. 2025. Dicas de atividades para trabalhar a percepção visual e espacial e também os pontos de vista.

DIFERENTES pontos de vista. Publicado por: Nina Resolve. 2024. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https://youtu.be/QNOs5A9F7TM. Acesso em: 20 set. 2025. Vídeo animado sobre os diferentes pontos de vista.

Azul
Vermelho

2 Ligue os objetos do passado aos seus correspondentes no presente.

3 Observe as situações representadas nas cenas a seguir.

• Escreva qual é a situação de perigo mostrada em cada cena.

Cena 1: O copo pode cair e causar cortes.

Cena 2: A panela pode cair ou a criança encostar nela, causando queimaduras.

Na atividade 2, perguntar aos estudantes se eles ou os adultos que moram com eles se preocupam em prevenir acidentes domésticos. Pode-se questionar se objetos considerados perigosos ficam ao alcance deles e o que poderia ser feito para garantir a segurança de todos da casa. Com base nessa e em outras perguntas relacionadas ao assunto, iniciar a realização das atividades.

Sugestão para o professor

COSTA, Andréa F.; SOUSA, Guaracira Gouvêa. Museu de Ciência: objetos do passado para a educação hoje. In: Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, 7., 2009, Florianópolis. Anais [...]. Florianópolis: Enpec, 2009. Disponível em: https://fep. if.usp.br/~profis/arquivos/ viienpec/VII%20ENPEC%20 -%202009/www.foco.fae. ufmg.br/cd/pdfs/1542.pdf. Acesso em: 11 out. 2025. Esse artigo analisa os limites e as contribuições do uso de objetos históricos em museus de Ciência.

COSTA, Diogo Menezes; VIANA, Sibeli A. Materializando a história: o passado humano através da cultura material. Mosaico, Goiânia, v. 12, p. 3-13, 2019. Disponível em: https://seer.pucgoias.edu. br/index.php/mosaico/arti cle/view/7316. Acesso em: 11 out. 2025.

29/09/25 18:28

Artigo sobre a importância da cultura material.

Cena 1
Cena 2
ILUSTRAÇÕES: SIDNEY
ILUSTRAÇÕES: DANILLO

BNCC

(EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.

(EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza, medicamentos etc.).

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

(EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, seus significados, suas especificidades e importância.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 4, os estudantes devem relacionar os nomes de causas de acidentes domésticos com as imagens que representam algumas formas de prevenção, ligando as ilustrações aos boxes. A queda pode ser prevenida se a criança pedir a um adulto que apanhe um objeto no alto em vez de subir em uma cadeira; a queimadura durante o banho pode ser prevenida se um adulto checar antes a temperatura da água; a intoxicação pode ser prevenida se produtos de limpeza forem mantidos fora do alcance das crianças; ferimentos podem ser evitados se as crianças usarem apenas objetos adequados a elas, como tesouras com pontas arredondadas.

Aproveitar a atividade para destacar a importância

4 As palavras a seguir representam alguns riscos de acidente com crianças em suas moradias. Ligue cada uma dessas palavras à imagem que mostra como evitar esse tipo de acidente.

Intoxicação Queda Queimadura Ferimento

de respeitar as orientações dadas pelos adultos responsáveis.

Na atividade 5, apresentar os profissionais envolvidos na construção de uma moradia. Desenvolver com os estudantes a habilidade EF02HI10, destacando que o trabalho desses profissionais contribui para mudanças nos modos de viver e nas paisagens urbanas. Incentivá-los a completar as frases com os nomes dos profissionais e a conversar sobre a importância de cada um deles na construção de moradias.

Na atividade 6, incentivá-los a comentar sobre os elementos visuais que chamaram sua atenção, como o tipo de telhado, as janelas, o revestimento das paredes e o entorno das casas. Explicar que as construções mudam com o tempo, acompanhando transformações na sociedade, nos materiais disponíveis, nas tecnologias e nos modos de viver. Incentivar os estudantes a refletir sobre o que permanece e o que muda nas moradias ao longo dos anos, desenvolvendo a habilidade EF02GE04.

ILUSTRAÇÕES:

5 Complete as frases com os nomes dos profissionais que trabalham nas construções.

Encanador • Arquiteto • Eletricista • Pedreiro • Carpinteira

a) Quem desenha e planeja a construção é o arquiteto .

b) Quem levanta as paredes e prepara o concreto é o pedreiro

c) Quem cuida da parte elétrica da construção é a eletricista .

d) Quem trabalha com madeira na obra é a carpinteira .

e) Quem instala os canos de água e esgoto é o encanador

6 Observe nas fotografias diferentes moradias.

Casa no município de Bento Gonçalves, no estado do Rio Grande do Sul, em 2019.

no município de Cambé, no estado do Paraná, em 2018.

• Qual é o principal material utilizado na construção das paredes de cada moradia representada nas fotografias?

1: Madeira

2: Tijolo

Atividade complementar

• Quem usa este objeto na construção civil?

Levar imagens de ferramentas ou objetos relacionados às profissões da construção civil, como arquiteto, pedreiro, encanador, marceneiro e eletricista, e propor aos estudantes que observem com atenção cada imagem apresentada. Utilizar imagens como planta de construção, régua, tijolo, pá, fios, interruptores, martelo, madeira, canos e chave de grifo. Solicitar aos estudantes que classifiquem os objetos e indiquem oralmente qual profissional utiliza cada ferramenta, promo-

vendo a associação entre objeto e função. Fixar as imagens dos profissionais em um mural e distribuir as imagens das ferramentas para que os estudantes colem ao lado do trabalhador correspondente. Propor aos estudantes que, individualmente, registrem em uma folha de papel avulsa os nomes dos profissionais e desenhem uma ferramenta que cada um utiliza, escrevendo uma frase simples como “Quem usa o martelo é a carpinteira”. Finalizar retomando o que foi aprendido e perguntando aos estudantes de qual profissional eles mais gostaram e por quê.

CONCLUSÃO DA UNIDADE

Concluir a unidade reconhecendo a moradia como espaço fundamental de afeto, acolhimento e diversidade, observando seus diferentes aspectos internos e externos, compreendendo as regras de segurança e prevenção de acidentes, valorizando os processos de construção e os materiais utilizados e respeitando os variados modos de morar, incluindo as moradias indígenas e o direito à habitação digna.

Para finalizar, propor aos estudantes a produção de um pequeno texto ou relato oral sobre a própria moradia ou uma moradia significativa, destacando elementos afetivos, culturais, de segurança e sustentabilidade, com o objetivo de estimular a expressão pessoal, o respeito às diferenças e a valorização do direito à moradia.

Casa

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Esta unidade aborda os espaços de convivência, circulação e comunicação sob diferentes perspectivas.

O capítulo 1 trata da escola, seus ambientes, sua organização, seus objetos e sua historicidade.

O capítulo 2 tem como tema as ruas, no Brasil e no mundo, suas mudanças ao longo do tempo, os cuidados de que elas necessitam e sua composição em quarteirões.

O capítulo 3 foca a circulação e os meios de transporte, destacando o transporte até a escola, os diferentes meios de transporte que circulam por lugares além das ruas, as sinalizações e as placas de trânsito, os cuidados no trânsito e no transporte das crianças.

O capítulo 4 trata de endereço e meios de comunicação, com cartas de hoje e de antigamente, outros meios de comunicação da atualidade, tecnologia para localizar endereços, uso seguro da internet.

O capítulo 5 aborda o bairro, a disposição das casas nos quarteirões, o exemplo do bairro da Lapinha, em Salvador (BA), os tipos de bairro, bairros no campo e na cidade, serviços públicos e energia elétrica.

O capítulo 6 foca as árvores do bairro, a constituição de seu corpo (raízes, caules, folhas, flores, frutos e sementes) e sua conservação.

Objetivos da unidade

• Avaliar aspectos da cultura material para a compreensão da historicidade de algumas escolas no Brasil.

• Identificar objetos e lugares da escola utilizando referências topológicas e por meio das visões frontal, vertical e oblíqua.

• Aprender a representar graficamente a história da escola usando uma linha do tempo.

UNIDADE3

CONVIVÊNCIA, CIRCULAÇÃO E COMUNICAÇÃO

• Conhecer as dependências da escola e estabelecer relações sociais.

• Reconhecer regras de trânsito como direitos e deveres de cada um.

• Compreender a importância das orientações sobre os cuidados necessários à prevenção de acidentes no trânsito.

• Reconhecer as regras no transporte de crianças como um direito à segurança delas.

• Identificar as principais partes de uma planta e suas funções.

• Descrever diferentes características de plantas e suas partes.

Pré-requisitos pedagógicos

Para o estudo dessa unidade, os estudantes devem ter compreendido o ordenamento no tempo, compreendendo a noção de antes, durante e depois, e presente, passado e futuro. Eles também deverão relembrar o ciclo de vida das plantas e dos animais. É importante, ainda, que tenham tido contato prévio com a categoria Lugar. Também devem ter razoavelmente consolidadas as noções de moradia e escola como espaços de convivência, reconhecendo suas diferenças e semelhanças; a noção de rua como espaço de convi­

1 Esta imagem representa uma festa na rua e na escola. Você sabe qual é a festa? 1. É uma festa junina.

2 Onde você estuda acontecem festas como esta?

2. Resposta pessoal.

3 Se acontecem, como são elas? Você costuma participar delas?

3. Respostas pessoais.

4 Se não acontecem, você gostaria de que essas festas acontecessem? Como gostaria de que elas fossem?

4. Respostas pessoais.

vência e circulação; e que tenham exercitado a leitura e a interpretação de imagens em diferentes pontos de vista.

Temas Contemporâneos

Transversais

Ciência e tecnologia, Educação para o trânsito, Educação alimentar e nutricional, Trabalho, Vida familiar e social

ENCAMINHAMENTO

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Propor aos estudantes que observem com atenção a imagem da festa junina na escola. Perguntar se reconhecem esse tipo de celebração e se já participaram de festas semelhantes em sua comunidade ou na escola. Incentivar que compartilhem experiências, comentando os espaços utilizados, as pessoas envolvidas e os elementos presentes, como barracas, músicas, danças e comidas típicas. Explicar que festas como essa ocupam diferentes espaços de convivência e circulação, como quadras, pátios e ruas, e que esses es­

paços são importantes para fortalecer os vínculos entre os moradores e para promover momentos de celebração coletiva.

Comentar que os espaços da escola, além de serem usados para estudar, podem ser utilizados para encontros, festas e outras atividades que envolvem a comunidade. Estimular os estudantes a refletir sobre como esses espaços são organizados e utilizados, e como contribuem para a comunicação entre as pessoas. Perguntar se conhecem outros espaços da comunidade que são usados para encontros e celebrações, como praças, salões e centros comunitários. Incentivar que comparem esses espaços e pensem sobre suas funções e seus usos.

Em seguida, destacar que as festas e os espaços onde elas acontecem fazem parte da história das comunidades. Explicar que, ao observar como esses espaços são usados hoje e como eram usados no passado, é possível compreender mudanças nos modos de viver e de convivência. Estimular a turma a imaginar como eram as festas em outros tempos e como os espaços foram se transformando. Valorizar os relatos e as produções dos estudantes, promovendo o respeito à diversidade e à memória coletiva.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 4, 6 e 9

Competências específicas de Ciências Humanas: 1, 2, 4 e 7

Competências específicas de Geografia: 1, 3, 4 e 6

Competências específicas de História: 1, 2, 3, 4 e 6

Habilidades de História:

EF02HI01, EF02HI04, EF02HI05, EF02HI06 e EF02HI08

Habilidades de Geografia: EF02GE08, EF02GE09 e EF02GE10

Alfabetização cartográfica

• Pontos de vista

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: quais são seus lugares preferidos na escola? Incentivá-los a compartilhar seus sentimentos em relação às dependências da escola. Essa é uma oportunidade valiosa para observar a interação da turma e seus sentimentos em relação ao ambiente escolar, identificando seu senso de pertencimento e possíveis conflitos.

Analisar a ilustração da escola com a turma. Pedir aos estudantes que observem tanto os elementos da parte externa da escola quanto as características internas. Explicar que a escola foi ilustrada sem o teto para facilitar a observação de seu interior.

Perguntar qual parte da imagem chamou mais a atenção deles. Auxiliar os estudantes a identificar as dependências da escola. Caso apresentem dificuldade de entender a imagem, chamar a atenção deles para os objetos característicos de cada dependência. A habilidade EF02GE09 é trabalhada por meio da exploração e da relação de imagens da escola na visão oblíqua.

A ESCOLA

Observe atentamente a escola representada na imagem e depois responda às questões.

118

Atividade complementar

• Construção de um cartaz

1. Fazer com os estudantes um levantamento do que eles gostam e do que não gostam na escola. Para isso, dividir um cartaz em três colunas: o que é bom; o que não é bom; o que faremos para melhorar. Os estudantes poderão apontar, por exemplo, que não é bom brigar no intervalo.

2. Anotar as informações nas colunas correspondentes. Refletir com os estudantes sobre a solução para o problema e anotá-la no cartaz. É possível que a turma levante

questões a respeito da estrutura, como “a quadra é grande e bonita”, ou problemas como “o pátio está sem iluminação”. Neste último caso, deixar claro aos estudantes que problemas desse tipo poderão ser comunicados à gestão da escola.

3. Se possível, deixar o cartaz afixado em um lugar visível e perguntar aos estudantes de tempos em tempos se algo mudou e se estão colocando suas ações em prática para a melhoria da escola.

1 A escola onde você estuda se parece com a desta imagem? Converse com os colegas e o professor.

2 Escreva o nome de cada dependência dessa escola de acordo com o número representado na imagem. Depois, conte aos colegas e ao professor quais atividades são realizadas nesses locais. 1. Resposta pessoal.

2. Espera-se que os estudantes mencionem, por exemplo, assistir à aula nas salas de aula; estacionar os carros no estacionamento; brincar e conversar no pátio; pesquisar e ler na biblioteca; praticar esportes na quadra e alimentar-se no refeitório.

Nome da dependência

1 Sala de aula

2 Estacionamento

3 Pátio

4 Biblioteca

5 Quadra de esportes

6 Refeitório

Representação de parte da escola, sem o teto.

Atividade complementar

• Escolas de outros países

Trabalhar com as diferenças do ambiente escolar nos mais diversos países. Para isso, procurar imagens que mostrem a disposição da sala de aula, a quantidade de estudantes por sala de aula, as condições da estrutura escolar e as vestimentas dos estudantes.

1. Dividir os estudantes em grupos e exibir as imagens, uma de cada vez, para cada grupo, para que os estudantes possam analisar com calma.

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2. Em seguida, pedir que relatem o que chamou mais a atenção deles e que citem diferenças e semelhanças entre as escolas apresentadas nas imagens.

3. Montar na lousa uma lista com as impressões levantadas pelos estudantes. Comentar as diferenças econômicas e sociais que podem ser vistas.

4. Por fim, questionar se é possível traçar um paralelo entre a realidade vista em outras partes do mundo e a das escolas brasileiras.

Sugestão para os estudantes

FRANCO, Blandina; LOLLO, José Carlos. Soltei o Pum na escola. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2012. O livro conta a história do cachorro Pum, que foi visitar a escola de seu dono. No começo, ele ficou quieto, mas não conseguiu se controlar e saiu correndo pela escola até a sala da diretora.

Sugestão para o professor

QUEM tem direito às vagas especiais de estacionamento? Quatro Rodas, São Paulo, 24 jan. 2025. Disponível em: https://quatrorodas.abril. com.br/noticias/quem-temdireito-as-vagas-especiaisde-estacionamento/. Acesso em: 3 out. 2025. O texto explica quem pode utilizar vagas exclusivas de estacionamento no Brasil.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

BNCC

(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).

(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.

ENCAMINHAMENTO

Solicitar aos estudantes que explorem as duas imagens da página e detalhem o que veem. Incentivá-los a comparar as disposições da sala de aula retratadas nas imagens com a disposição da sala de aula onde estão. Chamar a atenção dos estudantes para os outros elementos além das mesas e das cadeiras: a lousa, o quadro, o armário etc. As habilidades EF02GE08, EF02GE09 e EF02GE10 são mobilizadas por meio da observação de imagens e da aplicação dos princípios de localização dos estudantes na sala de aula.

Nas atividades 1 e 2, acolher todas as respostas. Espera-se que os estudantes indiquem a organização mostrada na figura 2, mas não existem respostas incorretas. Estimulá-los a apresentar argumentos que justifiquem a resposta.

Nas atividades 3 e 4, estabelecer relações entre as formas de organização espacial e as atividades realizadas em um espaço é uma

Organização e localização na sala de aula

Observe as duas figuras representando a sala de aula onde Guilherme estuda.

Às vezes, a sala onde Guilherme estuda fica organizada com as carteiras em fileiras.

Em outros momentos, as carteiras da sala onde Guilherme estuda formam um grande círculo.

1 A turma de Guilherme vai realizar um debate. Em sua opinião, qual é a melhor maneira de organizar as carteiras para isso? Marque um X na resposta que você acha correta.

1. Resposta pessoal.

Como na Figura 1  Como na Figura 2

2 Explique sua escolha aos colegas e ao professor.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes considerem que a organização da Figura 2 permite que as pessoas se enxerguem melhor em um debate.

das preocupações da Geografia. Apresentar aos estudantes tarefas diferentes e pedir a eles que proponham organizações da sala de aula da maneira que consideram mais eficiente para cada uma.

As atividades 5 e 6 potencializam o desenvolvimento de conceitos e noções espaciais. É possível que alguns estudantes lidem com a construção desses conceitos de uma maneira mais rápida que outros. Auxiliar a turma inserindo na linguagem as relações topológicas e projetivas: embaixo, em cima, esquerdo, direito, fora, dentro

Sugestão para os estudantes

POR QUE ir à escola? #Ticolicos EP18. Publicado por: Ticolicos: Canal Infantil. 2014. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://youtu.be/EK0oIAXTfzs. Acesso em: 23 set. 2025.

Para expandir a conversa sobre escola com os estudantes, pode-se exibir o vídeo em sala de aula. No vídeo, é explicada a importância de frequentar a escola.

3 Como estão organizadas as carteiras da sala de aula onde você estuda? 3. Resposta pessoal.

4 A posição das carteiras muda em algum momento da aula? Se sim, quando isso ocorre? 4. Respostas pessoais.

5 Imagine que você esteja sentado na cadeira vazia.

5. a) Resposta pessoal.

a) Escreva seu nome no espaço abaixo da cadeira vazia.

b) Quem está à sua esquerda?

5. b) Gabriela.

c) Quem está à sua direita?

5. c) Leandro e Bárbara.

6 Responda às questões a seguir considerando sua localização na sala de aula neste momento.

6. Respostas pessoais.

a) Quem está à sua frente?

b) Quem está atrás de você?

c) Quem está à sua esquerda?

d) Quem está à sua direita?

Atividade complementar

1. Desenhe um colega

• Mapa 2: em formato de U;

• Mapa 3: individual em fileiras, ou outro formato que é usado com os estudantes. Atentar para o posicionamento correto das mesas e das cadeiras em relação a outros objetos da sala (lousa, mesa do professor, armário, porta, janela etc.). Sempre que necessário, avisar aos estudantes qual mapa será usado no dia. Auxiliá­los a colocar as mesas e as cadeiras de acordo com a disposição indicada no mapa.

3. Caça ao tesouro a) Escolher um objeto que será o tesouro e escondê­lo em alguma dependência da escola.

b) Elaborar três ou quatro pistas com comandos que indiquem como encontrar a próxima pista, até chegar ao tesouro. Os comandos devem contar com as relações topológicas e projetivas.

c) Dividir os estudantes em equipes e entregar uma cópia da primeira pista para cada uma. A atividade se desenvolverá à medida que as demais pistas forem sendo encontradas e será finalizada quando a última pista for encontrada.

Sugestão para o professor

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a) Entregar uma folha de papel avulsa para cada estudante e solicitar que desenhe um colega que esteja próximo a ele.

b) Orientar a turma a completar o desenho com o nome do colega representado e a posição dele (frente ou atrás, esquerda ou direita) em relação ao estudante que o desenhou.

c) Estimular os estudantes a socializar seus desenhos e as informações que registraram. Cuidar para que os desenhos não depreciem os colegas.

2. Mapa de assentos

Elaborar um mapa de assentos da sala e mantê­lo visível a todos. Se preferir, desenhar posicionamentos diversos para mesas e cadeiras. Exemplos:

• Mapa 1: em duplas e fileiras;

BRITES, Luciana. Organização e estruturação espaço temporal na escola. Neurosaber, c2025. Disponível em: https://institutoneurosaber. com.br/artigos/organizacaoe ­ estruturacao ­ espaco ­ tem poral­na­escola. Acesso em: 23 set. 2025.

A autora fala sobre a importância do desenvolvimento da noção espaço temporal na infância. Se os estudantes tiverem essa dificuldade depois de realizar a atividade proposta na página, pode­se reforçar as noções espaciais.

BNCC

(

EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).

(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.

(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco.

Alfabetização cartográfica

• Visão vertical

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: vocês acham que existe mais de uma maneira de observar um objeto? Incentivá-los a refletir sobre o assunto. Reforçar que, de acordo com a posição de quem está observando, é possível enxergar detalhes diferentes de um mesmo objeto. É necessário entender que a Cartografia não se resume a mapas. Ao trabalhar a visão vertical e a oblíqua, conceitos cartográficos essenciais são construídos. A visão mais comum no cotidiano é a frontal. É mais difícil existirem condições de observação dos espaços a partir da visão vertical. Portanto, essa é uma visão que, geralmente, acarreta maior grau de dificuldade de assimilação por parte dos estudantes.

Jeitos de observar a sala de aula

1. Espera-se que os estudantes indiquem que seria preciso estar no teto da sala de aula, olhando para o chão.

Vamos observar uma parte de uma sala de aula de um ponto de vista que você provavelmente nunca experimentou.

1 Para tirar uma fotografia de sua sala de aula do mesmo ponto de vista desta imagem, onde você precisaria estar?

2 Imagine que a imagem ao lado foi feita com o auxílio de um drone Em que posição o drone registrou a mesa e os colegas? Assinale a resposta correta.

Drone: pequena aeronave operada por controle remoto.

A visão vertical é aquela em que a direção do olhar se posiciona perpendicularmente ao plano (objeto a ser observado), ou seja, do alto, exatamente de cima para baixo. A habilidade EF02GE09 é trabalhada quando se observa e se identifica um objeto em visão vertical.

Na atividade 1, caso haja dificuldades dos estudantes em responder à questão, promover uma experiência com eles: selecionar um objeto de uso cotidiano deles e orientá-los a visualizar de cima para baixo e de frente.

Na atividade 2, para responder à questão, é possível propor aos estudantes uma atividade lúdica. Quatro colegas representarão os personagens das ilustrações, enquanto um quinto colega será o drone. Assim, o “drone” deverá se posicionar de acordo com as três formas ilustradas e relatar para o grupo sua visão de cada ângulo.

3 E se o drone estivesse sobre sua sala de aula? Observe a sala de aula e desenhe como ela está organizada, mas do mesmo ponto de vista que o drone da atividade 2 . Tente incluir os colegas em suas carteiras, a lousa e a mesa do professor.

3. Produção pessoal.

-los a pensar sobre como a disposição dos móveis e das pessoas influencia na convivência e na comunicação dentro da sala.

Após a realização dos desenhos, promover uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem suas produções. Perguntar o que foi mais fácil ou difícil de representar e o que aprenderam ao observar o espaço de outro ponto de vista. Relacionar essa atividade com a ideia de que os espaços escolares fazem parte da história da comunidade e que, ao longo do tempo, podem passar por mudanças em sua organização e uso (EF02GE10, EF02HI01). Valorizar os relatos e incentivar o respeito às diferentes formas de perceber e representar o espaço vivido.

Sugestão para os estudantes

DRONE-VISION Farol da Barra numa visão (RARA) vertical e vertiginosa. Publicado por: Paulo João. 2015. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://youtu.be/KVM99ij hov0. Acesso em 23 set. 2025.

Filmagem de um farol com drone. O vídeo pode ser exibido em sala de aula para auxiliar a turma na compreensão do ponto de vista da filmagem dos drones.

Sugestão para o professor

ENCAMINHAMENTO

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Na atividade 3, propor aos estudantes que observem com atenção a sala de aula onde estão e imaginem como ela seria vista de cima, como se estivessem olhando do teto, tal como um drone. Explicar que essa forma de observação é chamada visão vertical e que ela é muito utilizada em mapas, plantas baixas e imagens aéreas. Comentar que, ao desenhar a sala de aula desse ponto de vista, eles exercitarão a habilidade de representar o espaço de forma diferente da que estão acostumados, desenvolvendo a percepção espacial e a capacidade de leitura cartográfica (EF02GE09).

Incentivar os estudantes a incluir no desenho os colegas sentados nas carteiras, a lousa, a mesa do professor e outros elementos que compõem o ambiente escolar. Explicar que esse tipo de representação ajuda a entender como os espaços são organizados e utilizados para diferentes finalidades, como estudar, brincar, circular e conviver (EF02GE08). Estimulá-

CHARLEAUX, Lupa; LIMA, Lucas. O que é drone? Saiba onde são usados os veículos aéreos não tripulados. Tecnoblog, c2005-2025. Disponível em: https://tecnoblog. net/responde/tudo-sobredrones/. Acesso em: 23 set. 2025.

No artigo, é possível saber mais sobre os tipos de drone, suas utilizações e como funcionam.

BNCC

(

EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).

(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.

Alfabetização cartográfica

• Pontos de vista

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: o que vocês fazem quando querem observar todos os detalhes de um objeto ou lugar? Estimulá-los a refletir sobre o fato de que um objeto pode ser analisado por partes e de diferentes ângulos. Solicitar aos estudantes que observem e relacionem as figuras apresentadas (como o objeto está e como o menino o vê). Para uma melhor compreensão, realizar essa atividade na prática com três ou quatro objetos. Solicitar aos estudantes que descrevam como o objeto está e como eles o veem. Podem surgir termos como de costas, inclinado, reto, torto etc. O importante é que a descrição seja fiel ao objeto observado.

Objetos em diferentes pontos de vista

Agora, você vai observar de diferentes pontos de vista um objeto que existe em sua sala de aula.

Preste atenção à posição do menino em cada cena.

Texto de apoio

As habilidades relacionadas à linguagem cartográfica começam a ser trabalhadas a partir dos anos iniciais de escolarização do aluno e perpassando por toda a educação básica. Almeida […] ressalta que desde os primeiros meses de vida do ser humano, delineiam-se as impressões e percepções referentes ao domínio espacial, as quais se desenvolvem através da interação com o meio, pois a concepção de espaço inicia-se antes do período de escolarização do educando que se dá por volta dos 7 (sete) anos de idade [...].

BARBOSA, Ronaldo dos S.; CARDOSO, Daniela L.; SANTOS, Rodrigo L. Princípios básicos de Cartografia escolar no Ensino Fundamental: teoria e prática. Revista de Ensino de Geografia, Uberlândia, v. 5, n. 8, p. 20-42, jan./jun. 2014. Disponível em: http://observatoriodageografia.uepg.br/files/original/ eebe9546fe29cab171d7d00aa20ce0e50fd9c25a.pdf. Acesso em: 24 set. 2025.

O menino olha o cesto de lixo de frente.
O menino olha o cesto de lixo do alto e de lado.
O menino olha o cesto de lixo do alto, de cima para baixo.
Como ele vê o cesto de lixo.
Como ele vê o cesto de lixo.
Como ele vê o cesto de lixo.

1 Observe as imagens e depois faça o que se pede.

a) Qual das imagens mostra o objeto visto do alto e de lado?

Imagem 1 X  Imagem 2  Imagem 3

b) Qual das imagens mostra o objeto visto de frente?

X Imagem 1  Imagem 2  Imagem 3

c) Qual das imagens mostra o objeto visto do alto, de cima para baixo?

Imagem 1  Imagem 2 X  Imagem 3

2 Escolha um objeto de sua sala de aula e desenhe esse objeto em diferentes pontos de vista.

Visão de frente

2. Produção pessoal.

Visão do alto, de cima para baixo

Visão do alto e de lado

ENCAMINHAMENTO

É essencial que a turma perceba que o objeto não muda de posição. O que muda é a posição de quem o está observando. As habilidades EF02GE08, EF02GE09 e EF02GE10 são contempladas ao solicitar aos estudantes que identifiquem diferentes objetos em imagens nas visões oblíqua e vertical.

Na atividade 1, como os textos que compõem os comandos dos itens são muito parecidos, aproveitar para avaliar a atenção dos estudantes à compreensão da leitura e aos detalhes que diferem um item do outro.

Na atividade 2, se preferir, solicitar aos estudantes que façam a atividade em uma folha de papel avulsa. Pedir a eles que desenhem o objeto escolhido para a observação de três formas diferentes. Vale destacar que o objeto não muda de posição.

Atividade complementar

• Exercício de observação

Propor aos estudantes um passeio pela escola e apontar objetos para que descrevam o que podem observar em cada um deles. Acrescentar ludicidade à atividade. Por exemplo: ao deparar com uma árvore alta, os estudantes não poderão descrevê-la em visão vertical; pode-se então estimulá-los a imaginar como um passarinho enxergaria a árvore.

Sugestão para os estudantes

DIFERENTES pontos de vista. Publicado por: Nina Resolve. 2024. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https://youtu.be/ QNOs5A9F7TM?si=8ENSl9L FoVhOKKz. Acesso em: 23 set. 2025.

O vídeo pode ser exibido em sala de aula para auxiliar os estudantes a compreender como um local é observado de formas diferentes a partir da visão frontal, vertical e oblíqua.

BNCC

(

EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).

(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.

Alfabetização cartográfica

• Pontos de vista

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: vocês conseguem imaginar com os olhos fechados todos os espaços da escola? Solicitar que compartilhem o que pensaram, perguntando como imaginaram os espaços e se conseguiram se lembrar de todas as dependências e dos objetos que as compõem. Perguntar, também, se imaginaram os espaços individualmente ou conectados um ao outro.

Analisar com os estudantes as imagens. Pedir que observem tanto os elementos da parte externa da escola quanto os da parte interna, prestando atenção nas dependências retratadas. Explicar que a escola foi ilustrada sem o teto para facilitar a observação de seu interior. Perguntar aos estudantes qual das imagens chamou mais a atenção deles e se gostariam de estudar nessa escola. As habili­

A escola vista do alto

Nas páginas 118 e 119, você observou a representação de uma escola vista do alto e de lado. Agora, observe algumas dependências da mesma escola, mas de outro ponto de vista.

dades EF02GE08, EF02GE09 e EF02GE10 são trabalhadas por meio da exploração e da relação de imagens da escola na visão vertical.

Na atividade 1, auxiliar os estudantes a identificar as dependências da escola. Caso apresentem dificuldade de entender a imagem, chamar a atenção deles para os elementos característicos de cada dependência.

Na atividade 2, espera­se que os estudantes identifiquem a diferença entre visão oblíqua e visão vertical. Se necessário, apresentar outros exemplos de imagens com diferentes pontos de vista.

Texto de apoio

A escola se constitui em uma referência histórica positiva para a vida daquelas pessoas que por ela passaram, que são: os professores, os estudantes, funcionários e a comunidade em um todo. Portanto, esses personagens assumem um papel de destaque em suas memórias, devido principalmente à visão arquitetônica, associada aos momen-

Pátio.
Sala de aula.
Biblioteca.

Refeitório.

1 Quais dependências estão representadas nas imagens?

Escreva os nomes na linha abaixo de cada imagem.

2 Considerando as imagens, as dependências da escola foram representadas vistas: de frente.

do alto e de lado.

X do alto, de cima para baixo.

tos que foram vividos, que ao considerar as tradições construtivas locais, contribui para reafirmar a identidade da população que a utiliza [...]. A forma como a Escola usa o Espaço, as relações interpessoais e a interação com a comunidade também são importantes na Educação das suas crianças que serão futuras cidadãs da comunidade em que vivem; esses espaços têm que estarem limpos, bem conservados e equipados, junto a uma equipe comprometida e uma comunidade administrativa atuante em seu cotidiano. Todos esses fatores são parte do que se entende por uma

boa Escola. O que nem sempre fica claro entre os integrantes da equipe, porém, é o objetivo primordial de buscar um ambiente como esse; oferecer condições para que as crianças, de fato, aprendam.

ALMEIDA, Ricardo S. de; SANTOS, Jorge M. dos; SANTOS, José Ednilson. O espaço escolar: conhecer para compreender o ensino de Geografia na escola estadual Theotônio Vilela Brandão, Maceió/AL. Revista Gestão Universitária, v. 4, ago. 2015. Disponível em: http://www.gestaouniversitaria. com.br/system/scientific_articles/files/000/000/093/ original/revistaGestaouniversitaria.pdf?1440451069. Acesso em: 26 ago. 2025.

Atividade complementar

• Planta baixa

Propor aos estudantes que elaborem uma planta baixa simples da escola, utilizando a visão vertical. Explicar que a planta baixa é uma representação gráfica dos espaços vistos de cima, como se o teto da construção tivesse sido retirado. Orientá-los a desenhar os principais ambientes da escola, como sala de aula, biblioteca, refeitório, quadra, pátio e corredores, posicionando esses ambientes de acordo com o que conhecem do espaço escolar.

Durante a atividade, estimular os estudantes a refletir sobre como os espaços da escola são utilizados para diferentes finalidades: estudar, brincar, circular e conviver. Comentar que a maneira como esses espaços são organizados influencia na convivência e na comunicação entre as pessoas. Ao final, promover uma roda de conversa para que a turma compartilhe suas produções e comente possíveis mudanças que gostaria de ver na organização da escola.

Sugestão para o professor

FONSECA, Fernanda Padovesi; OLIVA, Jaime. Como eu ensino: Cartografia. São Paulo: Melhoramentos, 2013. O livro é um auxílio no ensino de Cartografia ao tratar das diferentes expressões cartográficas e da interpretação de mapas de várias ordens culturais.

ILUSTRAÇÕES:

BNCC

(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.

(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu significado.

(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

(EF02HI08) Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes.

ENCAMINHAMENTO

Neste tópico é proposta a organização de informações no tempo por meio de objetos de cultura material, modos de agir e de brincar com base em entrevista com adultos de até duas gerações anteriores. Com isso, retoma-se a abordagem das escolas do passado e, assim, procura-se analisar aspectos de historicidade por meio da comparação entre passado e presente, desta vez em um período mais recente e de proximidade afetiva dos estudantes, já que é narrado por uma pessoa de seu convívio. Este encaminhamento auxilia no desenvolvimento das habilidades EF02HI04, EF02HI05, EF02HI06 e EF02HI08.

Na atividade 2, os estudantes deverão recolher as informações com a pessoa idosa.

Na atividade 4, os estudantes devem escrever pequenas narrativas, como: “Quando meus avós iam à

Escolas de ontem e hoje

Observe as imagens a seguir que mostram uniformes usados em 1885 e em 2024.

Ilustração de estudantes com uniformes de gala no Colégio Pedro II, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 1855.

Fotografia de estudantes com uniforme em escola no município de Salvador, no estado da Bahia, em 2024.

Da mesma maneira que os uniformes mudam, os objetos que usamos na escola também podem mudar.

1 Escreva uma diferença entre os uniformes mostrados nas fotografias.

1. Diferenças: tecidos, uso de casacos e camisetas regatas, uso ou não uso de chapéu.

2 Para saber mais sobre as escolas do passado, entreviste uma pessoa idosa. Faça estas perguntas e anote as respostas no caderno.

2. Respostas pessoais.

a) Como eram os uniformes da escola onde você estudou quando era criança?

b) Os professores usavam uniformes? Se sim, como era a roupa que eles usavam?

c) A quais regras todos os estudantes deviam obedecer?

d) Como era o seu caderno?

escola, todos usavam um uniforme com camisa e calça comprida. Hoje em dia, usamos camiseta e short”. Novamente, a narrativa pode ser uma forma de avaliação, se julgar adequado aos propósitos didáticos. Caso os estudantes optem por criar desenhos em vez de narrativas escritas, orientá-los a buscar representar da maneira mais fiel possível aspectos do relato de seu entrevistado e avaliar como representaram objetos e fatos do passado, distantes de sua experiência, com base em seu imaginário.

Sugestão para o professor LABORATÓRIO DE ENSINO E MATERIAL DIDÁTICO (Lemad). São Paulo, c2025. Disponível em: https://lemad.fflch.usp.br/. Acesso em: 21 ago. 2025.

O site disponibiliza notícias, documentos históricos, propostas curriculares, lista de seu acervo bibliográfico, livros didáticos digitalizados, sequências didáticas, links, dissertações, artigos e outras produções para uso nas escolas.

3 Com um colega, troque informações sobre as entrevistas.

3. Resposta pessoal.

4 Escreva uma diferença que você descobriu com as entrevistas e depois faça um desenho.

4. Respostas e produção pessoais.

Antigamente, na escola,

Hoje em dia, na minha escola,

5 Façam um álbum da turma utilizando as páginas 253 e 254 do Material complementar. 5. Produção pessoal. Para esta atividade, providenciar fotografias dos estudantes em várias atividades em sala de aula ou na escola. Pedir também que tragam imagens de eventos dos quais participaram na escola.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 5, para fazer o álbum da turma, pedir aos estudantes que colem as fotografias trazidas de casa no Material complementar e criem uma pequena legenda para cada uma. Reunir as páginas de todos os estudantes e montar o álbum da turma. Se quiser, confeccionar uma capa para o álbum com cartolina ou mandar encadernar.

Atividade complementar

• Carta para uma criança do passado Propor aos estudantes a criação de uma

29/09/25 21:28

carta imaginária endereçada a uma criança que viveu há muitos anos, contando como é a escola atualmente. Explicar que essa atividade tem como objetivo estimular a reflexão sobre as mudanças que ocorreram ao longo do tempo e valorizar as experiências vividas por diferentes gerações. Comentar que, ao escrever a carta, eles poderão compartilhar como são os uniformes, os materiais escolares, os espaços da escola, as regras e as brincadeiras que fazem parte do cotidiano atual. Antes de iniciar a escrita, conversar com os estudantes sobre o que aprenderam nas

entrevistas realizadas com pessoas idosas. Incentivá­los a relembrar os relatos e a destacar o que mais os surpreendeu ou chamou a atenção. Perguntar: o que mudou nas escolas desde a época das pessoas idosas? O que permaneceu igual? Estimulá­los a pensar sobre o que gostariam de contar a uma criança do passado, como se estivessem trocando experiências com ela. Orientar os estudantes a iniciar a carta com uma saudação, seguida de uma apresentação breve, e depois a descrever como é a escola hoje. Incentivá­los a usar frases simples e claras, podendo incluir desenhos para ilustrar o que estão contando. Pedir que escrevam, ao final, uma despedida carinhosa, como se estivessem convidando a criança do passado a conhecer a escola atual.

Após a produção, promover uma leitura coletiva das cartas. Valorizar os relatos e incentivar o respeito aos diferentes modos de viver e aprender. Se possível, reunir as cartas em um mural ou em um pequeno livro da turma, destacando a importância da memória e da história na construção da identidade de cada estudante.

Sugestão para o professor

ESCOLAS. São Paulo: São Paulo Antiga, c2009­2025. Disponível em: https://saopaulo antiga.com.br/category/ imoveis ­ sp/tipo/escolas/ . Acesso em: 23 set. 2025. O site apresenta a história de algumas das escolas mais antigas de São Paulo. As fotografias podem ser compartilhadas com os estudantes para enriquecer o conhecimento histórico deles.

BNCC

(

EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu significado.

(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

ENCAMINHAMENTO

Esta dupla de páginas introduz a ideia de organização dos acontecimentos no tempo cronológico com o auxílio de uma linha do tempo, por meio da qual os estudantes são convidados a organizar o tempo de outra maneira. Para tanto, a história da escola da personagem fictícia Sofia é apresentada como exemplo. É o primeiro contato dos estudantes com esse recurso, que será recorrente nos próximos anos do ensino fundamental, posto que é necessário para a construção de noções de continuidade, ruptura, transformação e simultaneidade, trabalhando a habilidade EF02HI06.

Ao longo do desenvolvimento, a linha do tempo será explorada em suas potencialidades e suas limitações. As datas, por exemplo, devem servir de referencial para distinguir épocas, não sendo essencial recordá­las como era regra no ensino de História de anos atrás. O importante é que os estudantes conheçam esse recurso e compreendam como os acontecimentos podem ser organizados por meio dele.

Após a análise e a discussão da linha do tempo criada pela personagem Sofia, os estudantes devem produzir a linha do tempo da escola e comparar os acontecimentos que escolheram com os de

QUANTO TEMPO O TEMPO TEM

Linha do tempo da escola

Ver orientações no Encaminhamento.

É possível representar a história de uma pessoa ou de um lugar usando uma linha do tempo.

Para construir uma linha do tempo, alguns passos precisam ser seguidos. Observe como a Sofia montou a linha de tempo da escola dela.

1o passo

Para começar, Sofia anotou alguns acontecimentos importantes da história da escola dela, com as datas em que cada um ocorreu.

1944: fundação da escola.

2o passo

Depois, ela desenhou uma linha colocando as datas.

um colega. Oportunizar que eles consultem funcionários antigos e também pesquisem na biblioteca. Para a construção da linha do tempo, pedir que anotem as seguintes informações no caderno: o ano de fundação da escola, quatro acontecimentos importantes e a data de cada um deles. Orientar os estudantes a usar uma régua para a linha do tempo ficar proporcional. Por exemplo, a cada um centímetro eles podem colocar 10 anos.

Depois que os estudantes responderem à questão sobre há quanto tempo a escola existe, pode­se organizá­los em grupos. Cada grupo deve escolher quatro acontecimentos

1982: construção de uma quadra de esportes.

1967:

que considerar mais interessantes nas linhas do tempo feitas individualmente e verificar a data exata em que ocorreram. Ao final, devem organizá­los cronologicamente em uma nova linha do tempo.

Promover uma leitura coletiva das linhas do tempo produzidas pelos grupos. Trata­se de uma atividade oral que permitirá trabalhar com continuidade (“Desde 1980, os estudantes usam o uniforme composto de...”), duração (“Faz muito tempo que a sala do diretor está localizada no andar...”) e transformação (“Não se usa mais mimeógrafo desde...”), ressaltando conceitos de temporalidade importantes

mudança de endereço.

1 Com a orientação do professor, faça como Sofia e monte uma linha do tempo da sua escola.

1. Resposta pessoal.

2 Compare sua linha do tempo com a linha do tempo de um colega. Vocês registraram os mesmos acontecimentos?

2. Resposta pessoal.

3 Façam a conta: há quanto tempo a escola de vocês existe?

3. Resposta pessoal.

2025: início das atividades na sala de informática. 1991: reforma da escola.

3o passo

Por fim, Sofia escreveu o que aconteceu na escola em cada data e então ilustrou com fotografias e desenhos.

ao estudo de História. Pedir a um dos grupos que leia a linha do tempo feita por outro grupo para que todos percebam que podem ser contadas histórias diferentes com base nos mesmos acontecimentos registrados.

Texto de apoio

[...] As crianças devem construir a noção de tempo histórico a partir de sua própria rotina, algumas ferramentas podem ser utilizadas para esse desenvolvimento como: as lembranças da infância, os familiares mais velhos e mais novos que ele, uma linha do tempo de sua vida em comparação

2017: reforma do refeitório.

com outras que apresentem acontecimentos de outros espaços e dimensões da vida social, uma vez que o tempo está definitivamente ligado à vida humana e quando a criança investiga sua própria história, adquire noção de fatos, espaços e tempos.

A linha do tempo tem grande importância no trabalho com a criança das séries iniciais, pois possibilita construir noções de tempo, destacando fatos e datas da sua própria vida e, ao mesmo tempo, quando comparada a outras linhas ajuda a compreensão sobre a simultaneidade dos acontecimentos.

Sabemos que a aprendizagem sobre o tempo histórico não é tarefa exclusiva da escola, pois se configura como um processo que é iniciado e se processa em várias situações de vida da criança, ou seja, em diversos espaços. Porém, entendemos também que a escola é uma das principais responsáveis em relação a esse tipo de aprendizado. AMORIM, Dayse Kássia da Silva; SOUSA, Laís Almeida de; FREIRE, Eleta de Carvalho. A construção do conceito de tempo histórico por alunos dos anos iniciais do ensino fundamental. Recife: Centro de Educação Universidade Federal de Pernambuco, p. 21-22. Disponível em: https://www.ufpe. br/documents/39399/2406246/ AMORIM%3B+SOUSA%3B +FREIRE+-+2015.1.pdf/b2170afa -e437-4fd3-83b5-0e1c2c6a 3b8c. Acesso em: 24 set. 2025.

O QUE E COMO AVALIAR

• Gincana

Para avaliar se os estudantes estão absorvendo os conceitos trabalhados, pode-se promover o jogo a seguir.

1. Confeccionar diversas placas com as palavras esquerda, direita, em cima, embaixo, dentro e fora

2. Dividir a turma em duplas. Cada dupla receberá um conjunto de placas.

3. Colocar objetos em algumas disposições e propor questões às duplas, que deverão levantar a placa correspondente à resposta. Por exemplo, colocar um estojo sobre a mesa e perguntar: o estojo está em qual posição em relação à mesa? Usar objetos pequenos e grandes e diversificar os locais na sala de aula.

4. Observar se os estudantes estão levantando a placa correta. Caso algum estudante demonstre dificuldade na compreensão dos referenciais topológicos, retomar a ilustração com as crianças Gabriela, Leandro e Bárbara, na página 121.

Esta linha do tempo não segue uma escala.

BNCC

Competências gerais: 2, 4, 7 e 9

Competências específicas de Ciências Humanas: 2, 3 e 5

Competências específicas de Geografia: 1, 3, 4 e 6

Habilidades de Geografia: EF02GE04, EF02GE05, EF02GE08 e EF02GE09

Alfabetização cartográfica

• Visões oblíqua e vertical

• Representação: planta

Organize-se

• Folha de papel avulsa e lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: para que serve a rua? Espera-se que eles concluam que as ruas servem não só para o trânsito de pessoas e de veículos, mas também como um espaço de convivência. É necessário que identifiquem a rua como espaço público, pertencente a todos, e observem a pluralidade cultural e cotidiana que muitas vezes está presente em uma rua.

Resgatar e aprofundar com os estudantes o caráter afetivo criado com os lugares onde vivemos. Explorar, de início, aspectos de análise da paisagem e destacar as noções de convivência e de cidadania, valorizando-as. Perguntar, por exemplo, como seria a convivência nesse espaço se o motorista do carro não respeitasse o semáforo, impedindo a passagem segura dos pedestres, ou se não houvesse uma guia rebaixada para a circulação de pessoas em cadeira de rodas. A habilida-

2 A RUA

de EF02GE08 é trabalhada ao solicitar aos estudantes que representem, por meio de desenho, a rua onde vivem.

Na atividade 1, orientar os estudantes a listar com detalhes o que existe na rua: tipo de comércio (como é e o que vende), os sinais de trânsito e para que servem etc., além de mencionar como são as pessoas representadas e o que elas estão fazendo. Caso seja necessário, propor questões que ressaltem as relações entre as pessoas, com base na ilustração: é possível identificar na imagem se há pessoas que se conhecem? Como? As pessoas parecem felizes?

Na atividade 2, os estudantes podem mencionar aspectos físicos, como a padaria e a praça, mas podem também fazer referência à relação de proximidade entre algumas pessoas ilustradas. Atualmente, há crianças que têm poucas relações afetivas com pessoas da vizinhança por não frequentarem a rua, pois saem pouco de suas moradias.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 3, orientar os estudantes a desenhar a rua onde fica a moradia deles com o máximo de detalhes possível, destacando que se lembrem das construções e dos objetos existentes e das pessoas que costumam circular por ela. Compartilhar os desenhos entre os estudantes, para que apreciem e comentem os trabalhos dos colegas.

Texto de apoio

No trecho da entrevista a seguir, a socióloga holandesa Saskia Sassen aborda o uso do termo rua global. Muito do espaço público é constituído pela encenação de práticas ritualizadas — pense nas pessoas em um parque. Por meio de suas práticas elas compõem um evento social. Estou interessada nisso, mais ainda em como um evento político pode ser constituído, não no sentido amplo, mas no sentido de que aquele espaço público pode conter tanto os poderosos

quanto os sem poder. Mas para que isso aconteça, você precisa de um espaço público indeterminado... e a rua é um desses lugares. Um exemplo familiar do espaço ritual é o que os italianos chamam de “passeggiata”, um passeio lento pelas principais ruas de uma cidade durante a tarde de domingo ou em um dia da semana à noite para que famílias inteiras possam se vestir, sair e desfrutar a presença ritualizada dos outros. Este é um uso tradicional do espaço público. Uma multidão de pessoas correndo para trabalhar em uma segunda-feira pela manhã é uma prática tão ritualizada quanto. Você pode esbarrar em alguém, pisar no pé de alguém e ninguém vai se ofender. Se o mesmo acontecesse durante uma caminhada no parque, a reação das pessoas seria completamente diferente. O rush da manhã é regido por regras diferentes, digamos, da passeggiata, mas ainda é altamente previsível. Outra maneira histórica de usar o espaço público surge quando ele se torna um espaço para fazer — fazer o social e o político. A rua global é esse lugar. Os protestos que observamos há três anos nos países árabes, na Europa, nos Estados Unidos e também na América do Sul não eram parte do uso ritual do espaço público, como passeios de domingo e a correria dos dias úteis. Não era a praça, era a rua global — um espaço para criar o político, o social.

SASSEN, Saskia. Saskia Sassen: “Protestos usam espaço público como rua global para a política”. Entrevistador: Carlos André Moreira. Zero Hora, 22 ago. 2015. Disponível em: https:// gauchazh.clicrbs.com.br/porto -alegre/noticia/2015/08/saskia -sassen-protestos-usam -espaco-publico-como-rua -global-para-a-politica-4830352. html. Acesso em: 25 set. 2025.

BNCC

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: todas as ruas são iguais? O que vocês percebem de diferenças? E de semelhanças? Incentivá-los a conversar sobre as diferenças e as semelhanças das ruas que conhecem. Pode ser da rua onde moram, de ruas pelas quais passam frequentemente ou mesmo da rua da escola.

Ler o texto com os estudantes e trabalhar o desenvolvimento de vocabulário chamando a atenção deles para o conceito apresentado: espaço público. Verificar quais espaços públicos eles conhecem, além das ruas, pedindo que exemplifiquem.

Explorar as fotografias e ler as legendas com os estudantes. Pedir que descrevam cada rua representada, ampliando as informações de cada legenda, e que depois comparem as imagens. Se possível, mostrar imagens de outras ruas que tenham características diferentes das apresentadas nas imagens para enriquecer a conversa. Pode ser apresentada, por exemplo, uma imagem de avenida movimentada, com grande fluxo de veículos de vários tipos (carros, motocicletas, ônibus etc.), e pedir aos estudantes que indiquem se ela é parecida com alguma das ruas das fotografias da página. Propor, ainda, que imaginem como é morar em cada uma dessas ruas.

Com base na observação das fotografias, levantar com a turma outras possíveis diferenças entre as ruas.

Ruas pelo Brasil

Para chegar à escola, fazer compras ou ir a outros lugares no seu dia a dia, você passa por algumas ruas.

As ruas são espaços públicos de circulação de pessoas e de veículos.

Espaços públicos são espaços que pertencem a todos, a toda a comunidade.

Observe como as ruas podem ser diferentes.

de terra batida no município de Araraquara, no estado de São

em 2023.

Ruas como esta possuem diferentes tipos de comércio.

Rua com estabelecimentos comerciais no município de Poções, no estado da Bahia, em 2025.

As ruas com árvores são agradáveis, pois elas fornecem sombra.

Rua residencial no município de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, em 2025.

Ampliar a discussão e incentivar os estudantes a refletir sobre as possíveis dificuldades enfrentadas quando as ruas não têm manutenção e conservação adequadas: o que acontece, por exemplo, quando chove muito em uma rua de terra ou em uma rua asfaltada, se os bueiros estiverem cheios de resíduos sólidos, impedindo o escoamento da água? Como e quem deve organizar a rua? Postes de iluminação, sinalizações, calçadas e outros elementos são de responsabilidade de quem?

Explicar aos estudantes a necessidade de existirem nomes para as ruas, as avenidas, as vielas, as praças, as rodovias e outras vias de circulação, pois isso facilita a localização. Pelo mesmo motivo, os imóveis onde se instalam moradias, lojas, supermercados, consultórios, escolas etc. precisam ter um número. Todos esses conceitos serão ampliados no próximo ano do ensino fundamental.

Rua
Paulo,

1 Qual das ruas retratadas mais se parece com a rua onde você mora? Responda contornando a fotografia.

1. Resposta pessoal.

2 Agora, explique o motivo de sua escolha aos colegas e ao professor.

2. Resposta pessoal.

VOCÊ DETETIVE

1. O que você conhece sobre a rua da sua moradia? Com a ajuda de um adulto responsável, responda ao que se pede.

1. Respostas pessoais.

�) Nome da rua:

b) Caminhe com o adulto responsável pela rua observando o que vocês encontram nela e depois marque um X nos itens que encontraram.

iluminação pública

calçadas

árvores

lixeiras

sinalização de trânsito

quitanda

farmácia

mercado

padaria

hospital ou Unidade Básica de Saúde

calçadas com piso tátil para pessoa com deficiência visual guias rebaixadas para pessoa em cadeira de rodas

c) No caderno, anote algo que vocês observaram e que não está na lista.

DESCUBRA MAIS

• LENZI, Cosell; ESPÍRITO SANTO, Fanny. Ruas, quantas ruas! São Paulo: Positivo, 2015.

Nesse livro, é possível conhecer os elementos que fazem parte das ruas.

ENCAMINHAMENTO

Combinar um dia para os estudantes trazerem o resultado da pesquisa e compartilharem com os colegas. Orientá-los a rever o desenho da rua onde moram, que fizeram na atividade da página 133, e a verificar se há algo para acrescentar.

Atividade complementar

• Observação e registro do percurso da moradia à escola

1. Pedir aos estudantes que escolham um trecho do trajeto da moradia à escola. Pode ser um trecho de duas ou três ruas, por exemplo.

2. Orientá-los a fazer uma lista com tudo o que observam: os meios de transporte que circulam por esse trecho, os serviços públicos disponíveis, a sinalização de trânsito, os tipos de construção, os tipos de comércio etc.

3. No dia marcado, promover a socialização das listas. Anotar na lousa os elementos levantados pela turma. Organizar com os estudantes um quadro, separando os elementos em duas colunas: o que está em movimento e o que está fixo. Espera-se que percebam o que pode ser considerado ponto de referência.

135

30/09/25 21:15

Na atividade 1, é possível que nenhuma das ruas representadas nas fotografias seja semelhante à rua onde os estudantes moram. Nesse caso, incentivá-los a comparar com elementos existentes nas imagens.

No boxe Você detetive, explicar aos estudantes que, se eles morarem em uma rua muito extensa, precisarão selecionar apenas um trecho ou alguns quarteirões dela para realizarem a pesquisa. A observação, a investigação e a análise são etapas importantes para a produção do reconhecimento espacial da rua (ou do trecho pesquisado).

Conversar com os estudantes sobre a possibilidade de incluir elementos, além dos indicados, como outros usos para as construções (teatro, oficina mecânica, escola etc.) e maior detalhamento do registro, indicando a diversidade de tipos de moradia (casa térrea, sobrado, prédios de apartamento etc.), por exemplo.

Sugestão para os estudantes

A MINHA rua | Rioeduca na TV – Educação Infantil. Publicado por: MultiRio. 2021. 1 vídeo (ca. 17 min). Disponível em: https://youtu.be/LIhHdP82y4 . Acesso em: 23 set. 2025.

O vídeo propõe aos estudantes uma reflexão sobre como é sua rua. Além disso, mostra importantes ruas do Rio de Janeiro e, ao final, apresenta uma proposta de atividade sobre o tema rua.

BNCC

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: vocês conhecem alguma rua famosa? Provavelmente eles citarão ruas ou avenidas do município onde residem, ruas das quais já ouviram falar na televisão ou que conheceram em viagens. Caso não apareça nenhum nome de rua ou avenida fora do município onde moram, comentar nomes de ruas famosas de outra Unidade da Federação e perguntar se já ouviram falar dessas ruas e por que são famosas. Exemplos: Rua 25 de Março, em São Paulo (SP), local famoso de comércio popular; Rua Gonçalo de Carvalho, em Porto Alegre (RS), considerada por muitas pessoas como uma das ruas mais bonitas do mundo; Avenida Vieira Souto, no Rio de Janeiro (RJ), uma rua turística; Rua da Aurora, no Recife (PE), uma rua com paisagem histórica etc.

Iniciar a aula pedindo aos estudantes que observem as fotografias e verifiquem se já passaram por ruas semelhantes. Fazer a leitura das legendas, identificando os países onde as ruas se localizam, e, posteriormente, dos textos descritivos, de modo que a turma compreenda o que faz a fama de cada rua. Conversar com os estudantes sobre a importância de perceberem que as ruas podem ser marco cultural ou histórico. Também podem ser um lugar de expressão artística, social ou religiosa.

Ruas pelo mundo

Vamos conhecer algumas ruas e avenidas famosas e importantes no mundo?

Nesta rua de casas coloridas, ficam expostas importantes obras de arte. A rua foi transformada em um museu a céu aberto e atrai muitos turistas.

Esta rua é conhecida por ter servido como cenário para a capa de um dos álbuns da banda The Beatles, que surgiu em 1960, no Reino Unido. A pose dos artistas é imitada por muitos turistas.

Esta via é uma rua estreita da cidade murada de Jerusalém. Ela recebe muitas pessoas que querem visitar o caminho que, segundo a tradição cristã, foi percorrido por Jesus.

Geralmente, as ruas famosas têm seu nome associado a seu significado. Grande parte delas tem nome de pessoas que já faleceram e que têm uma história ligada à política ou a causas sociais, ou que foram personalidades importantes para determinada comunidade ou cidade. A habilidade EF02GE04 é trabalhada ao apresentar diferentes tipos de rua, que revelam diferentes modos de vida em diferentes lugares.

Na atividade 1, orientar os estudantes na elaboração da frase sobre a rua ou a avenida importante do município onde moram, indicando que escolham apenas uma informação sobre ela para a redação. Depois, ajudá-los a fazer a leitura em voz alta de suas frases, compartilhando as informações com os colegas.

Rua Caminito, em Buenos Aires, na Argentina, em 2024.
Via Dolorosa, em Jerusalém, em Israel, em 2023.
Abbey Road, rua em Londres, no Reino Unido, em 2025.

Este cruzamento de ruas fica no bairro de Shibuya e é considerado o mais movimentado do mundo. Nele, as pessoas atravessam em diversas direções.

Cruzamento de Shibuya, em Tóquio, no Japão, em 2024.

1 Com os colegas e o professor, escolham uma rua ou avenida importante do município onde vocês moram. A seguir, escrevam uma frase sobre a rua ou avenida falando sobre ela e contando onde se localiza. Depois, façam um desenho dessa rua ou avenida.

1. Resposta e produção pessoais.

Texto complementar

cidades, por exemplo, costumam levar o nome da cidade de destino. Quando os nomes de estados, cidades e países são atribuídos a ruas, normalmente eles são feitos no mesmo bairro [...].

COMO SÃO criados os nomes de ruas nas cidades? [S. l.]: Casa Dicas, c2025. Disponível em: www.casadicas.com.br/ curiosidades/como-sao-criados -os-nomes-de-ruas-nas-cidades. Acesso em: 25 set. 2025.

Sugestão para o professor

CASTELLAR, Sonia; VILHENA, Jerusa. Ensino de Geografia. São Paulo: Cengage Learning, 2010.

As autoras ressaltam a importância de que o processo de aprendizagem da Geografia escolar seja construído com base no conhecimento prévio, nos conceitos científicos e na realidade.

Sugestão para os estudantes

TERNI, Fabia. A caminho da escola. São Paulo: Nobel, 1997.

O livro trata dos meios de transporte que crianças de diferentes locais de nosso país utilizam para chegar à escola e como é o caminho até ela.

30/09/25 15:02

Os nomes das ruas de uma cidade são definidos pela Câmara dos Vereadores [...]. Mas a decisão dos nomes, embora seja dos vereadores, nem sempre parte deles. A comunidade pode fazer esta sugestão levando em conta o nome de uma pessoa que foi importante para aquela comunidade e agora eles desejam prestar uma homenagem póstuma e manter a memória das pessoas com o nome de alguém que teve importância para a comunidade. Um detalhe importante é que na maioria das cidades brasileiras os nomes de ruas só podem ser atribuídos a pessoas já falecidas. [...]

Mas nem sempre o nome de uma rua é atribuído a uma pessoa. Av da Saudade, por exemplo, é um nome muito comum para a rua que passa em frente ao cemitério. Já os nomes de cidades, estados e países também aparecem com bastante frequência. Em algumas cidades as avenidas que servem como ligação a rodovias que dão acesso a outras

(EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

O objetivo da página é, por meio da leitura e da interpretação de um poema, iniciar a reflexão sobre as mudanças que ocorrem nas paisagens, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade EF02GE05.

Pode-se, primeiramente, ler o poema em voz alta, solicitando aos estudantes que acompanhem a leitura. Em um segundo momento, orientar uma leitura coletiva.

Após a leitura, organizar uma conversa para interpretarem o poema coletivamente. Propor questões de compreensão do texto para verificar se os estudantes identificaram a ideia principal: do que o poeta está falando? O que o poeta está descrevendo? Se necessário, explicar que o termo bruta tem sentido de “intensa”.

Na atividade 1, é possível que os estudantes sublinhem apenas um dos versos, indicando uma das mudanças. Orientá-los a reler o poema e identificar todas as mudanças. Perguntar se reconhecem algumas dessas mudanças no lugar onde vivem.

Na atividade 2, ajudar os estudantes a localizar no poema o verso que indica se os vizinhos gostaram das mudanças. Se necessário, conversar com eles sobre o significado de se conformar (aceitar), essencial para reconhecer a posição dos vizinhos diante das mudanças.

As ruas mudam ao longo do tempo

Com a ajuda do professor, leia em voz alta o poema que Carlos Drummond de Andrade escreveu sobre a rua onde ele morou.

A rua diferente

Na minha rua estão cortando árvores botando trilhos construindo casas.

Minha rua acordou mudada. Os vizinhos não se conformam. Eles não sabem que a vida tem dessas exigências brutas.

DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Alguma poesia São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 30.

1 Sublinhe no poema o trecho em que o poeta descreve as mudanças que estão fazendo na rua.

2 A vizinhança está gostando das mudanças que estão ocorrendo na rua? Converse com os colegas e o professor.

2. Não, de acordo com o trecho “Os vizinhos não se conformam”.

3 Desenhe a cena que o poema descreve. 3. Produção pessoal.

Para realizar a atividade 3, os estudantes devem ter reconhecido as mudanças que o poeta descreve no poema, analisadas na atividade 1

Sugestão para os estudantes

DAMAZYO, Reynaldo. Minha rua. Folha de S.Paulo, 8 mar. 2003. Folhinha. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/ dicas/di08030317.htm. Acesso: 23 set. 2025.

O poema de Reynaldo Damazyo descreve uma rua e os pensamentos do personagem.

Sugestão para o professor

PRADO, Luiz. Em “Alguma Poesia”, sujeito poético é chave para observar o Brasil. Jornal da USP, 23 jun. 2021. Atual. 14 nov. 2023. Disponível em: https://jornal.usp.br/cultura/ em-alguma-poesia-sujeito-poetico-e-chavepara-observar-o-brasil/. Acesso em: 23 set. 2025.

Para saber mais sobre as poesias de Carlos Drummond de Andrade, ler esse artigo sobre o livro Alguma poesia

As fotografias a seguir mostram um trecho da mesma rua em épocas diferentes.

Vista do Viaduto do Chá e arredores, no município de São Paulo, no estado de São Paulo, no final do século 19.

Vista do Viaduto do Chá e arredores, no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2025.

4 Em grupos, comparem as fotografias e depois elaborem um texto no caderno respondendo às questões.

a) O que mudou no Viaduto do Chá e nos arredores dele entre o final do século 19 e o ano de 2025?

b) Por que vocês acham que ocorreram essas mudanças retratadas no Viaduto do Chá?

4. Produção coletiva. Ver orientações no Encaminhamento

ENCAMINHAMENTO

Ao ler as fotografias, contar aos estudantes que esse foi o primeiro viaduto da cidade de São Paulo (SP) e recebeu esse nome porque havia nas proximidades uma extensa plantação de chá. Se possível, apresentar outras duplas de fotografias (antigas e atuais) de lugares onde foram preservados elementos, como uma igreja, casarões, entre outros. É importante que os estudantes reconheçam que muitos elementos resistem às transformações das paisagens.

Essa comparação trabalha a noção de rugosidade do espaço, conceito desenvolvido por Milton Santos (1996), que denota objetos no espaço geográfico que permanecem e resistem às transformações e, portanto, são perceptíveis na paisagem ao longo do tempo. A habilidade EF02GE05 é trabalhada ao solicitar a análise das mudanças e das permanências na paisagem, por meio da comparação de fotografias de um mesmo local em épocas diferentes.

Na atividade 4, os estudantes podem citar a presença, na fotografia do século XIX, de casas no entorno do viaduto, de bonde puxado por animais e de poucas pessoas circulando; e, na fotografia de 2025, a presença de grandes edifícios e calçadas largas, o que sugere maior presença de pessoas. Comentar com os estudantes que, quando as cidades crescem, suas atividades se diversificam e atraem muitas pessoas em busca de oportunidades de trabalho e melhores condições de vida.

Sugestão para os estudantes

DIC.RUAS. DICIONÁRIO DE RUAS. São Paulo, c2023. Disponível em: https://dicio narioderuas.prefeitura.sp. gov.br/ Acesso em: 23 set. 2025.

No site, é possível encontrar um acervo de fotografias antigas das ruas de São Paulo (SP). Para complementar o conhecimento dos estudantes, selecionar algumas fotos para mostrar em sala de aula e, se possível, apresentar a foto antiga junto de uma atual.

Sugestão para o professor

OLIVEIRA, Abrahão de. A ligação sobre o Anhangabaú: a história do Viaduto do Chá. São Paulo in Foco, 15 nov. 2022. Disponível em: https://www.saopauloin foco.com.br/viaduto-do-cha/. Acesso em: 23 set. 2025.

No site, pode ser conferida a história do Viaduto do Chá com algumas fotografias antigas.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: como é a calçada na rua da escola? E a calçada na rua de sua moradia? Vocês acham que essas calçadas estão bem cuidadas?

Incentivar a turma a lembrar e descrever detalhadamente as calçadas: se há árvores, se são planas, se há obstáculos aos pedestres, seu estado de conservação etc.

Aproveitar o momento para levantar, com os estudantes, melhorias ambientais e sociais, além da limpeza da via pública: plantio de árvores, implantação de ciclovias e de guias rebaixadas para garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência física. Esta dupla de páginas estimula uma discussão sobre o papel de todos na proposição de ações que promovam a construção de uma sociedade mais sustentável, como preconiza a competência específica 7 de Geografia.

Na atividade 1, aproveitar a oportunidade e perguntar aos estudantes se na rua onde moram ou em outras ruas do bairro eles encontram situação semelhante à retratada na fotografia. Comentar com eles que, quando resíduos sólidos são depositados em local impróprio, entopem bueiros, o que pode provocar enchentes, além de ampliar os gastos com manutenção e limpeza das vias públicas. Quando as calçadas são obstruídas, os pedestres usam a rua para caminhar, o que aumenta o risco de acidentes, como atropelamento por automóveis e bicicletas.

Na atividade 2, combinar com os estudantes um momento para compartilharem suas respostas. Pode-se anotar na lousa as atitudes apontadas por eles e discutir a importância de cada uma.

Cuidados com a rua

As ruas são espaços públicos de circulação e convivência. A calçada é uma extensão da rua e por isso é dever de todos cuidar delas.

1 Observe a fotografia.

2. Respostas pessoais. Os estudantes podem identificar na imagem o plantio e a rega das plantas dos canteiros, a limpeza do chão, o menino recolhendo as fezes do animal e a manutenção dos equipamentos de ginástica.

Lixo espalhado pela rua e pela calçada no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2023.

a) Em sua opinião, a calçada mostrada na fotografia apresenta boas condições para o convívio e a circulação de pessoas? Por quê?

1. a) Espera-se que os estudantes digam que não, devido ao acúmulo de lixo ali descartado.

b) O que é preciso fazer para melhorar as condições dessa rua?

1. b) Os estudantes devem apontar que o lixo não deve ser descartado dessa maneira e que a coleta dele deve ser regular.

2 Em casa, com a ajuda de um adulto responsável, observe a ilustração e responda às questões no caderno.

a) Que atitudes de cuidado com a rua você consegue observar na imagem?

b) Que outras atitudes você e seus familiares costumam praticar?

3 Observe alguns cuidados que devemos ter com as ruas:

• varrer as calçadas na frente das residências;

• limpar praças públicas;

• instalar lixeiras para coleta seletiva nas ruas;

• separar os resíduos recicláveis nas residências e nos centros comerciais.

Dos cuidados indicados, sublinhe os que podem ser feitos pelos moradores e comerciantes da rua sem a ajuda do poder público.

Objetos grandes, como móveis, eletrodomésticos e restos de materiais de construção, devem ser descartados em locais específicos, como o ecoponto retratado na fotografia.

Quando os resíduos não são descartados adequadamente, pode ficar um acúmulo de água suja, restos de alimentos e materiais que atraem animais transmissores de doenças, como mosquitos, ratos e baratas.

4. Resposta coletiva. Ratos: por meio de saliva, fezes, urina, mordida ou arranhão do animal, além de picadas de pulgas que vivem no corpo dos

4 Com a ajuda do professor, façam uma pesquisa coletiva para descobrir como esses animais transmitem doenças. Depois, organizem essas informações em um cartaz que deve ficar exposto na escola para outras turmas apreciarem o trabalho de vocês.

animais infectados; baratas: por meio de mordidas e do contato com alimentos ou locais por onde esses animais circulam; mosquitos: pelas picadas. Ratos, baratas e mosquitos são transmissores de doenças que podem prejudicar seriamente a saúde das pessoas.

Texto de apoio

nomia circular em complementaridade. Isso reforça também a necessidade de considerar a cadeia produtiva dos resíduos sólidos para além dos serviços urbanos de coleta e de destinação de resíduos, objeto da política de saneamento básico.

SANTOS, Gesmar Rosa dos; MENDES, Alesi Teixeira. Resíduos sólidos, reciclagem e economia circular: desafios às políticas públicas. Rio de Janeiro: Ipea, abr. 2025. p. 3. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov. br/server/api/core/bitstreams/ d52c091f-896a-4087-95d95e4cdaf75a9d/content. Acesso em: 25 set. 2025.

Sugestão para os estudantes

PARA ONDE vai o lixo? São Paulo: Canal Kids, c2025. Disponível em: http://www. canalkids.com.br/meioam biente/cuidandodoplaneta/ onde.htm. Acesso em: 21 ago. 2025.

Saiba para onde vão os resíduos sólidos que são recolhidos em sua rua.

Sugestão para o professor

141

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Na perspectiva da economia circular, é importante a compreensão dos resíduos enquanto recursos potencialmente dotados de valor econômico, na perspectiva de seu ciclo de vida, o que afasta a ideia de que sejam apenas objetos de descarte e de despesa […]. Ao mesmo tempo, o devido cuidado com a destinação de resíduos perigosos implica, em geral, que apenas parte de seu ciclo produtivo envolva a reciclagem. Dessa forma, tendo em vista a necessidade de poupar recursos naturais e energia, bem como de promover uma economia movida pela inovação e pela sustentabilidade, os instrumentos das políticas de RSU e de economia circular devem ser efetivos e passar por avaliação contínua. No modelo brasileiro, as responsabilidades sobre a gestão dos resíduos sólidos envolvem desde o gerador (as pessoas, no caso doméstico; e o poder público, as empresas ou outros atores, no caso de atividade produtiva) até o destinador final do ciclo (a indústria que processa os recicláveis ou a natureza, que os recebe tratados ou não). Portanto, há uma configuração de circularidade que justifica a abordagem de resíduos sólidos e eco-

BRITTO, Vinícius. MUNIC 2023: 31,9% dos municípios brasileiros ainda despejam resíduos sólidos em lixões. Agência IBGE Notícias, 28 nov. 2024. Disponível em: https://agenciadenoticias. ibge.gov.br/agencia-notici as/2012-agencia-de-noti cias/noticias/41994-munic2023-31-9-dos-municipiosbrasileiros-ainda-despejamresiduos-solidos-em-lixoes. Aceso em: 23 set. 2025.

Na notícia, é possível conferir os índices de descarte de resíduos sólidos, saneamento básico, entre outras informações.

BNCC

(

EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).

Alfabetização cartográfica

• Visões oblíqua e vertical

• Representação: planta

Organize-se

• Lápis de cor, tesoura com pontas arredondadas e cola

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: como é o quarteirão onde a escola está localizada? Há outras construções nele além da escola?

A atividade tem como objetivo estimular os estudantes a refletir sobre o que é um quarteirão e a compreender a organização das construções no espaço urbano. Orientar a observação da imagem e, antes de os estudantes registrarem as respostas das atividades, sugere-se que as realizem oral e coletivamente.

Ao orientar a leitura da imagem, propor questões como: onde se localiza a padaria? E a papelaria? Qual é o nome da rua em que o portão da escola está localizado? etc. Solicitar aos estudantes que contem quantas construções há na imagem. Espera-se que percebam que somente uma delas é residência. Explicar o tipo de representação da imagem e, ao analisá-la, chamar a atenção para as cores dos telhados de cada estabelecimento.

Quarteirão

Agora, observe na imagem a casa onde Vinícius mora. Ela fica na mesma rua da escola onde ele estuda.

Observe também o quarteirão da casa de Vinícius e tudo que tem nos arredores.

Pedro Álvares Cabral

1 As ruas que contornam o quarteirão da casa de Vinícius são:

• Rua Sete de Setembro.

• Rua Primeiro de Maio.

• Rua Pedro Álvares Cabral.

• Rua das Rosas.

SAIBA QUE

Você sabia que a palavra quarteirão tem sua origem na palavra “quatro” e em uma figura geométrica? O quarteirão é um conjunto de construções normalmente limitado por quatro ruas que formam um quadrado.

Se achar pertinente, incentivar os estudantes a conversar sobre o quarteirão onde moram.

Explorar o boxe Saiba que, que apresenta a origem da palavra quarteirão e faz a associação com uma figura geométrica plana (quadrado).

Na atividade 3, aproveitar a atividade para explorar as noções de lateralidade, perguntando aos estudantes o que está à direita e à esquerda de determinada construção. Verificar se reconhecem que os polígonos na imagem representam os terrenos e que devem colocar apenas uma figura (uma construção) em cada um. Orientá-los na busca pela posição correta de cada edificação. Os estudantes podem começar pela escola e continuar utilizando relações topológicas e projetivas para encontrar a posição das demais edificações, trabalhando as habilidades EF02GE08 e EF02GE09.

Texto de apoio

[...] Da percepção egocêntrica das noções topológicas à estruturação de sistemas de referência, por meio das mudanças de ponto de vista, as representações espaciais amadurecem, na criança, até a superação do espaço euclidiano.

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Casa de Vinícius
Rua Sete de Setembro
Rua

2 Pinte os quadrinhos com a cor dos telhados de cada construção do quarteirão da casa de Vinícius.

Azul

Açougue

Amarelo

Papelaria

Marrom

Padaria

Verde

Vermelho

Laranja

Escola

Casa de Vinícius

Veterinário

3 Observe o quarteirão de Vinícius visto do alto, de cima para baixo.

Rua das Rosas

a) Você percebeu que estão faltando as construções que fazem parte do quarteirão? Para isso, recorte as figuras da página 255 do Material complementar

b) Cole as figuras na imagem de acordo com a localização e a posição corretas no quarteirão.

c) Desenhe o trajeto da casa de Vinícius até a escola.

3. Produção pessoal.

A passagem pela etapa da maquete é fundamental nesse processo. Observou-se, ao longo da aplicação dos testes, que as noções são construídas em três etapas diferentes, a partir:

1. Do corpo da criança, na fase egocêntrica. É a fase da experimentação das noções topológicas pelos sentidos;

2. Da maquete, construção mental do “fazer de conta”. Isso é uma representação descentrada do corpo da criança, que força uma mudança de ponto de vista, com per-

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cepção tridimensional dos objetos (bonecas, carrinhos, brinquedos em geral, entre outros);

3. Das representações “vistas de cima”, feitas numa folha de papel, ou seja, em percepção bidimensional. Então nessa categoria os pré-mapas, as plantas, os mapas, as representações do espaço “visto de cima”, tais como fotografias aéreas ou imagens de satélite.

Quando uma criança encontra dificuldade para representar o espaço “visto de cima”, deve-se voltar à fase das atividades

com maquete. Quando tem dificuldades para lidar com maquete, é preciso voltar a trabalhar suas representações a partir de seu corpo.

SANN, Janine G. Le. Metodologia para introduzir a Geografia no Ensino Fundamental. In: ALMEIDA, Rosângela Doin de (org.). Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2007. p. 110-111.

Atividade complementar

• Brincadeira do espelho e estátua

1. Dividir os estudantes em duplas. Orientá-los a ficar frente a frente.

2. Um dos estudantes gesticula e o outro o imita.

3. Depois de algum tempo, dizer estátua. Com esse comando, os estudantes devem parar na posição em que estão.

4. Fazer as perguntas: qual é o braço que está levantado? Qual é o braço do colega que está levantado? Por que para um estudante é o direito e para o espelho é o esquerdo?

Sugestão para os estudantes

MARTINS, Isabel Minhós. Andar por aí. São Paulo: Editora 34, 2017.

O livro explora as sensações de andar pelas ruas do bairro e explorá-las.

Sugestão para o professor

NOTO, Felipe de Souza; SILVA, Helena Aparecida Ayoub. O quarteirão como tipo urbano. In: COLÓQUIO INTERNACIONAL ICHT, 3., 2019, São Paulo. Anais […]. São Paulo: FAU/USP, 2019. Disponível em: https://sites.usp. br/icht2019/wp-content/up loads/sites/1497/2019/07/ O-quarteir ã o-como-tipourbano.pdf. Acesso em: 23 set. 2025.

O artigo propõe uma discussão sobre o quarteirão na composição da cidade.

Rua Sete de Setembro
Rua Pedro Álvares Cabral
Rua Primeiro de Maio
ALEX RODRIGUES

(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

Alfabetização

cartográfica

• Representações: planta e maquete

• Legenda

Organize-se

• Folha de papel avulsa, cartolina, lápis de cor e blocos de madeira

ENCAMINHAMENTO

Nesta seção, os estudantes têm a oportunidade de conhecer duas representações muito utilizadas nos estudos de Geografia: planta e maquete. Verificar se compreenderam que a planta é uma representação bidimensional, enquanto a maquete é tridimensional. Pedir que revejam a imagem do quarteirão de Vinícius, na página 143, e comparem-na com a imagem desta página. É importante que eles reconheçam o uso de símbolos para representar cada construção na planta.

As nomenclaturas das representações variam dependendo de suas escalas: os mapas são representações de menor escala, portanto com menor detalhamento, como os mapas de estados, países, continentes; as cartas apresentam escala maior que os mapas, portanto maior detalhamento, mas abrangem uma área menor, como partes de municípios, por exemplo; as plantas são representação de bairros e quarteirões com bastante detalhamento e escala grande.

DE OLHO NO MAPA!

Planta e maquete do quarteirão

Observe outra representação do quarteirão da casa de Vinícius. Note como as construções foram representadas.

Essa representação é chamada planta.

Planta é um tipo de representação que mostra uma área pequena em detalhes, como o trecho de um bairro.

1 Como a casa de Vinícius foi representada na planta?

1. Com a figura de uma casa.

2 Vamos elaborar uma legenda para a planta apresentada? Para isso, siga o exemplo e, se necessário, consulte a ilustração da página 142.

A habilidade EF02GE08 é contemplada por meio da identificação da planta de um quarteirão e a elaboração de uma maquete.

A atividade 3, além de mobilizar os conteúdos introdutórios referentes à Cartografia, tem como objetivo exercitar o olhar para os lugares de vivência dos estudantes, com a intenção de ver neles a distribuição, a localização de construções e a ordem em que elas aparecem. Orientar os estudantes no desenho do quarteirão da escola. Se achar mais interessante, fazer a pesquisa da planta com os estudantes ou pesquisar previamente e distribuir à turma. Auxiliar os estudantes a considerar os nomes das ruas como referência para anotar os nomes das construções do quarteirão. Explicar que eles não devem colar os blocos.

Para realizar a observação do quarteirão com os estudantes, organizar a saída com antecedência, notificando a direção da escola e solicitando apoio para a realização da atividade. Avaliar o melhor percurso para evitar riscos durante a saída.

Casa de Vinícius
Padaria
Papelaria
Veterinário
Escola
Açougue
Rua das Rosas
Rua Primeiro de Maio
Rua Sete de Setembro
Rua Pedro Álvares Cabral

Vinícius resolveu construir uma maquete com blocos de madeira para representar o quarteirão da sua casa.

Maquete é uma representação em miniatura de um local, como um quarteirão.

Observe como ele fez a maquete.

3 Vamos construir uma maquete do quarteirão da escola de vocês? Para isso, sigam as orientações.

a) Em uma folha de papel avulsa, façam uma planta com o traçado das ruas que formam o quarteirão.

b) Com o professor, percorram o quarteirão da escola. Observem com atenção e anotem as construções que existem nele.

c) De volta à escola, registrem na planta as construções e identifiquem o que é cada uma, como padaria, escola, entre outras.

d) Depois, produzam a planta em uma cartolina, passando para ela as informações que vocês anotaram.

e) Agora, façam como Vinícius! Utilizando blocos, montem a maquete do quarteirão sobre a planta que vocês desenharam na cartolina. 3. Produção pessoal.

Texto de apoio

Recentemente, as novas tecnologias, as metodologias de ensino que contemplam a arte, o lúdico [...] vem ganhando valorização pela maneira que tocam o aluno, ou seja, os conduzem pelo caminho da aprendizagem de forma significativa e conseguem atrair mais a atenção e o interesse, retirando o aluno da posição de passivo e apenas receptor de informações do professor e [...].

[...] dando maior realce para as maquetes, sua utilização pode ocorrer sob um prisma de possibilidades de articulação

teórica, prática e inclusiva. Ao destacar a maquete, por potencializar a problematização, análise sobre o processo de construção histórica e social enquanto subsídios do processo de alfabetização acerca dos fatos e fenômenos geográficos que corroboram para leitura das informações de mundo.

OLIVEIRA, Priscila Daniele de; PAULO, Jacks Richard de. O ensino de Geografia através de maquetes e maquetes táteis na Educação Básica. Revista Eletrônica Educação Geográfica em Foco, ano 6, n. 11, p. 1-15, maio 2022. p. 1. Disponível em: https://periodicos.puc-rio.br/ revistaeducacaogeograficaem foco/article/ view/1723/958. Acesso em: 25 set. 2025.

Atividade complementar

• Da maquete ao croqui Orientar os estudantes a produzir um croqui do quarteirão da escola com base na maquete.

1. Fotografar uma das maquetes da perspectiva vertical, imprimir a fotografia e distribuir aos estudantes.

2. Se possível, no dia da atividade, montar novamente a maquete para que os estudantes percebam a relação entre a fotografia (bidimensional) e a maquete (tridimensional). Para isso, pedir que observem a maquete do alto, exatamente de cima para baixo.

3. Distribuir uma folha de papel vegetal e dois clipes a cada estudante.

4. Solicitar que desenhem as construções representadas pelos blocos de madeira.

5. Orientá-los a colorir cada construção do croqui de uma cor diferente e a elaborar uma legenda para indicar o que representa cada uma.

6. Por fim, pedir que colem o croqui e a fotografia da maquete no caderno.

O QUE E COMO AVALIAR

Considerar o processo de desenvolvimento das atividades solicitadas, tendo como critérios:

• a participação nas atividades sugeridas;

• a possibilidade de reconhecer e identificar as relações topológicas;

• a capacidade de reconhecer as noções de lateralidade.

BNCC

Competências gerais: 2, 4, 5, 7 e 9

Competências específicas de Ciências da Natureza: 2, 3 e 5

Competências específicas de Ciências Humanas: 2, 3 e 5

Competências específicas de Geografia: 1 e 2

Competência específica de História: 1

Habilidade de Ciências: EF02CI03

Habilidade de História: EF02HI10

Habilidade de Geografia: EF02GE03

Tema Contemporâneo

Transversal: Educação para o trânsito

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: qual é o melhor meio para nos deslocarmos de um local a outro? Espera-se que eles relacionem os meios de transporte à distância a ser percorrida.

Após a leitura do conceito de meios de transporte, perguntar aos estudantes quais já utilizaram e para qual fim, trabalhando, assim, o desenvolvimento de vocabulário. Com a turma, comparar os meios de transporte: seus tamanhos e os espaços que ocupam no trânsito, o número de pessoas que transportam, a velocidade que atingem e o impacto que causam ao ambiente. A habilidade EF02GE03 é trabalhada ao abordar os meios de transporte e seu papel na circulação de pessoas e objetos, conectando os lugares.

Ampliar a discussão abordando os profissionais que atuam para garantir a circulação segura de pessoas e objetos. Perguntar aos es-

3 CIRCULAÇÃO E MEIOS DE TRANSPORTE

Podemos nos deslocar de um lugar a outro de muitas maneiras.

Quando a distância é curta, podemos nos deslocar a pé.

Para distâncias maiores, geralmente utilizamos um meio de transporte.

Meios de transporte são máquinas ou animais que utilizamos para transportar pessoas e objetos de um lugar a outro.

1 Que meios de transporte foram representados nesta cena?

1. Bicicleta, ônibus e carro.

2 Como você costuma ir à escola? Marque um X na resposta.

A pé.

Utilizo meio de transporte. Qual?

2. Resposta pessoal.

tudantes: vocês já repararam em quem trabalha para que possamos nos deslocar com segurança? Incentivá-los a compartilhar experiências e observações, mencionando motoristas, agentes de trânsito, mecânicos, entre outros.

Explicar que esses profissionais fazem parte de uma organização coletiva que permite que o trânsito funcione de maneira ordenada. Relacionar essa ideia à importância do trabalho em sociedade, destacando que cada função contribui para o bem-estar de todos. Comentar que, além dos motoristas, há quem cuide da manutenção dos veículos, planeje rotas e organize horários, especialmente nos transportes públicos.

Propor uma atividade em pequenos grupos: cada grupo deve listar os profissionais que atuam direta ou indiretamente na circulação urbana e pensar em como cada um contribui para a segurança e o funcionamento do trânsito. Depois, cada grupo deve compartilhar suas listas com a turma e debater a relevância de cada função.

Muitas pessoas trabalham para que possamos circular pelas ruas com segurança. Nos transportes coletivos, por exemplo, os motoristas de ônibus levam as pessoas para diversos lugares. Já os motoristas de transportes escolares levam as crianças até a escola e depois para as casas delas.

Os agentes de trânsito fiscalizam e orientam os motoristas para que o trajeto ocorra em segurança durante todo o caminho. Eles também promovem campanhas de educação no trânsito.

3 Alguém controla o trânsito perto da escola onde você estuda?

Se sim, onde eles costumam ficar?

4 Você já viu um agente de trânsito orientando os veículos em uma via onde circulam bicicletas? Se sim, como ele fazia seu trabalho? 4. Respostas pessoais. 3. Respostas pessoais.

ENCAMINHAMENTO

Destacar a ilustração dos agentes de trânsito e questionar os estudantes: vocês já presenciaram situações semelhantes? Como esses profissionais ajudam na entrada e na saída da escola? Estimular a percepção de que o trabalho desses profissionais é essencial para evitar acidentes e garantir que todos possam se deslocar com tranquilidade.

Se possível, organizar uma visita guiada ao entorno da escola para observar os diferentes meios de transporte e os profissionais

Atividade complementar • Quem faz o trânsito acontecer?

Organizar os estudantes em duplas e propor que conversem com familiares ou vizinhos sobre os profissionais que ajudam na circulação urbana. Cada dupla deve registrar, com o apoio da família, os nomes de pelo menos dois profissionais (como motorista, agente de trânsito, mecânico, cobrador, planejador de rotas) e descrever brevemente como cada um contribui para o funcionamento seguro do trânsito.

Na aula seguinte, promover uma roda de conversa para que as duplas compartilhem suas descobertas. Incentivar a turma a fazer relações entre os diferentes papéis e a importância da colaboração entre eles. Essa atividade reforça a ideia de que o trânsito é uma construção coletiva e que o trabalho de cada profissional é essencial para o bem-estar da sociedade.

Ao final, os estudantes podem montar um mural com desenhos ou frases sobre os profissionais que conheceram, valorizando suas funções e promovendo o respeito às regras de convivência.

Sugestão para o professor

30/09/25 18:39

em ação. Orientar os estudantes a registrar o que viram por meio de desenhos ou pequenos relatos.

Finalizar reforçando que respeitar as regras de trânsito e valorizar o trabalho dos profissionais envolvidos são atitudes que contribuem para uma convivência mais segura, responsável e solidária.

PEDALAR no trânsito. São Paulo: Escola de bicicleta, c2025. Não paginado. Disponível em: http://www.escoladebicicleta.com.br/notransito. html. Acesso em: 25 set. 2025. O livro on-line traz dicas para o uso seguro da bicicleta como um meio alternativo e não poluente.

BNCC

(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: será que no passado existiam transportes que não existem mais atualmente? Espera-se que apontem que os meios de transporte mudam de acordo com o tempo, acompanhando a evolução tecnológica, e com a necessidade das pessoas.

Ao observar as imagens, solicitar aos estudantes que comparem os meios de transportes retratados. Chamar a atenção para os termos que designam as vias de circulação (terrestre, aéreo, aquático), trabalhando o desenvolvimento de vocabulário da turma.

Reflita com os estudantes sobre o fato de que um meio de transporte precisa atender às necessidades da comunidade local. Em uma comunidade ribeirinha, por exemplo, a utilização de barcos é fundamental para as pessoas se deslocarem pelos rios. A habilidade EF02GE03 é trabalhada ao comparar diferentes meios de transporte em diferentes ambientes e épocas.

Na atividade 1, fazer a associação entre os meios de transporte, as distâncias a serem percorridas e as vias disponíveis para circulação.

Na atividade 3, explorar a ideia de que os transportes evoluem e são transformados ao longo do tempo. Discutir com os estudantes a importância dessas mudanças no decorrer do tempo para atender às necessidades de

Diferentes meios de transporte

Existem diversos meios de transporte. Alguns deles circulam pelas ruas, enquanto outros circulam em trilhos, em rios, no mar e até no ar.

Observe alguns exemplos nas fotografias.

O barco é um meio de transporte aquático.

148

determinada comunidade ou população. Ressaltar a evolução da tecnologia para o aperfeiçoamento dos meios de transporte, bem como para as transformações da paisagem. Explicar que o veículo leve sobre trilhos é movido a eletricidade, e que durante o século XX os bondes elétricos perderam espaço para outros tipos de transporte, especialmente os movidos a combustíveis, mas que vem sendo retomados recentemente por questões ecológicas.

Sugestão para os estudantes

UMA VIAGEM com diferentes meios de transporte. Publicado por: Nina Resolve. 2024. 1 vídeo (ca. 6 min). Disponível em: https://youtu.be/irQQsJK6XdE. Acesso em: 23 set. 2025. O vídeo conta a história de quando Nina fez uma viagem em família e conheceu diferentes meios de transporte.

Helicóptero sobrevoando o município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2025.
Trem circulando no município de Salvador, no estado da Bahia, em 2024.
Barco de passeio em Fernando de Noronha, no estado de Pernambuco, em 2023.
O trem é um meio de transporte terrestre.
O helicóptero é um meio de transporte aéreo.

1 Você já usou algum desses meios de transporte? Se sim, qual?

1. Respostas pessoais.

2 Além desses meios de transporte, você conhece outros? Se sim, quais?

2. Respostas pessoais. Os estudantes podem citar carro, veículo leve sobre trilhos (VLT), bonde, avião, navio, jangada etc.

3 Os meios de transporte que circulam pelas ruas mudam ao longo do tempo. Observe as fotografias.

• Os meios de transporte na rua mudaram ou são os mesmos? 3. O bonde não existe na fotografia atual (de 2024); e o transporte coletivo passou a ser feito, no caso, pelo veículo leve sobre trilhos.

DESCUBRA MAIS

• BONDE: linha turística. Santos: turismo Santos, c2025. Disponível em: https://www.turismosantos.com.br/?q=pt-br/node/72. Acesso em: 22 jun. 2025.

Site que disponibiliza fotografias e informações sobre a linha turística que percorre a parte histórica da cidade de Santos, no estado de São Paulo.

Texto de apoio

De volta à paisagem carioca, os bondes avançam rumo ao futuro da cidade. Nos áureos tempos, quando ainda predominavam nas ruas e eram o principal meio de transporte, seus trilhos se espalhavam por 448 quilômetros (bem mais que os atuais 270 usados por trens e 42 por onde corre o metrô). Em 1950, chegaram a transportar 644 milhões de passageiros, segundo um anuário da Light, que administrou o serviço de 1907 a 1965. No entanto, com exceção de dois bondes que ainda trafegam timidamente por Santa Teresa, o sistema foi aposentado em 1967, quando a última linha no Alto da Boa Vista parou de circular. Considerados obsoletos na época, foram sendo gradualmente substituídos por lotações e ônibus (incluindo os elétricos, apelidados de chifrudos). [...]

— Quando os bondes foram tirados das ruas, havia duas desculpas. Uma delas era a instabilidade de energia. Os bondes paravam e atravancavam as ruas, porque ficavam todos em fila. Outra foi a influência do modelo rodoviarista. Aconteceu naquele

momento um erro, uma falta de visão de política de transporte e de continuidade de planejamento. Talvez o Brasil tenha sido o único país que praticamente extinguiu esse meio de transporte. As linhas não precisavam ter acabado. Os trajetos poderiam ter sido modernizados. O VLT nada mais é do que o bonde moderno, com mais conforto, além de tecnologia, operação, segurança e sinalização bem mais avançadas — diz Ronaldo Balassiano, professor de engenharia de transportes da Coppe/UFRJ. [...]

Por onde passaram, os bondes elétricos abriram caminhos, interligaram bairros, fizeram história. Suas linhas foram as principais responsáveis pela consolidação de bairros como Jardim Botânico, Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon e Vila Isabel, permitindo o deslocamento de populações do velho e abarrotado Centro.

A primeira linha de tração elétrica foi inaugurada em 8 de outubro de 1892. O bonde, sob os aplausos do povo, saiu da Rua do Passeio e seguiu até a Rua Dois de Dezembro, no Flamengo. Uma semana depois, o escritor Machado de Assis relatou suas impressões: “Admirei a marcha serena do bonde, deslizando como os barcos dos poetas, ao sopro da brisa invisível e amiga”. A partir da década de 50, no entanto, os trilhos foram sendo cobertos pelo asfalto.

RAMALHO, Guilherme. Trilhos modernos: a nova viagem dos bondes pelo cenário carioca. O Globo Rio, 15 maio 2016. Disponível em: https://oglobo. globo.com/rio/trilhos-modernos -nova-viagem-dos-bondes -pelo-cenario-carioca-19309384. Acesso em: 26 set. 2025.

Bondes circulando no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 1924.
Veículo leve sobre trilhos (VLT) no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2024.

BNCC

(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável.

Tema Contemporâneo Transversal: Educação para o trânsito

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: vocês conhecem algum sinal de trânsito? Para que ele serve? Aproveitar as respostas para descobrir o que eles sabem sobre sinalização e regras de trânsito.

A boa convivência e o comportamento cidadão são essenciais para a vida em sociedade, e o respeito à sinalização e às regras de trânsito é importante para a vida da maior parte da população brasileira, que é atualmente urbana. Noções básicas de regras de trânsito podem complementar o estudo desse assunto.

Destacar na fotografia a faixa de segurança para pedestres, perguntando aos estudantes se no bairro onde moram as ruas têm essa sinalização e se eles a utilizam. Chame a atenção para o fato de que, mesmo quando o sinal está verde para os pedestres, é necessário observar se os veículos pararam antes de atravessar a rua. É provável que todos saibam o significado das cores do semáforo. Conversar com os estudantes a respeito da sinalização específica para o pedestre, no semáforo.

Sinalizações e placas de trânsito

Para organizar o trânsito de motoristas e pedestres e garantir a boa convivência e a segurança de todos, existem as sinalizações e as regras de trânsito.

Observe alguns sinais de trânsito.

Pedestres atravessando a rua no município de Salvador, no estado da Bahia, em 2021.

A faixa de segurança, ou faixa de pedestres, indica a área reservada para a travessia segura de pessoas em ruas e avenidas.

Semáforo de pedestres.

Vermelho: pare. Amarelo: atenção. Verde: siga.

Os semáforos, também conhecidos como farol, sinal ou sinaleira, são equipamentos que orientam o movimento de motoristas e pedestres.

DESCUBRA MAIS

Semáforo de veículos.

• CLUBE do Bem-te-vi na TV. Publicado por: CPTM. 2016. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://youtu.be/MrAQPdaah7g. Acesso em: 22 jun. 2025.

Esse vídeo ensina algumas regras de segurança no trânsito.

Perguntar aos estudantes: vocês já observaram placas de sinalização na escola? E circulando pelas ruas do bairro? Se possível, caminhar com os estudantes pela escola e orientá-los a reparar nessas sinalizações, como as que indicam que na biblioteca deve-se fazer silêncio. Aproveitar a oportunidade para saber o que os estudantes conhecem sobre as placas de sinalização.

Chamar a atenção da turma para a linguagem utilizada nas placas de sinalização e a importância delas. Comentar que essas placas podem ser reconhecidas por todas as pessoas, independentemente do idioma que falam (mostrar que a placa PARE tem formato único, não circular, octogonal, o que a torna reconhecida mundialmente, mudando apenas a escrita da palavra de acordo com cada idioma). Refletir com os estudantes sobre a ausência de placas: quais seriam as implicações e os perigos decorrentes disso?

Ressaltar que algumas vias não têm esse tipo de sinalização para travessia. Nesse caso, o cuidado deve ser redobrado. A habilidade EF02GE03 é trabalhada ao abordar a sinalização de trânsito como maneira de organizar a circulação nas vias públicas e a importância de seu respeito para garantir a segurança de pedestres, motoristas e passageiros.

Placas de sinalização

As placas de sinalização orientam o trânsito por meio de símbolos.

Vamos conhecer algumas placas e o significado de cada uma delas?

Parada obrigatória.

Proibido trânsito de pedestres.

Velocidade máxima permitida.

Passagem sinalizada de escolares.

1 Conheça mais algumas placas de sinalização e escreva as informações que estão faltando.

as crianças “vestem”. Para isso, basta abrir dois lados da caixa e pendurá-las com barbante nos ombros dos estudantes. Na caixa, eles podem desenhar e pintar os acessórios do carro.

3. Orientá-los a confeccionar, em cartolina, a sinalização de trânsito estudada na dupla de páginas (semáforos de pedestres e veículos). As ruas podem ser desenhadas com giz ou indicadas com fita adesiva colorida no chão do pátio ou da quadra; ou, ainda, ser delimitadas pelas carteiras, na sala de aula.

MAYURAPOSRISOONG/SHUTTERSTOCK .COM

Sentido proibido.

SULTANAAKTHER/SHUTTERSTOCKCOM

VOCÊ DETETIVE

JOJOSTUDIO/SHUTTERSTOCKCOM

CHIICHOBITS/SHUTTERSTOCKCOM

Resposta e produção pessoais.

Que sinalização de trânsito existe nas ruas do bairro onde você mora?

1. Convide um adulto responsável para andar pelo quarteirão onde está sua moradia. Observe a sinalização nas ruas.

2. Anote alguns sinais de trânsito que vocês observaram.

3. Procure uma placa de sinalização diferente das mostradas.

4. Desenhe essa placa e descubra o significado dela.

5. No dia combinado com o professor, compartilhe suas anotações e seu desenho com os colegas. Depois, observe as placas de sinalização que eles desenharam.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes se conhecem algum lugar que deveria ter uma sinalização e não tem. Por exemplo, há sinalização em frente ao portão da escola? Pode-se promover uma atividade em que alguns estudantes desenham placas na lousa para os colegas adivinharem seus significados. A habilidade EF02GE03 é trabalhada ao abordar o respeito às placas de sinalização como maneira de promover um trânsito seguro. No boxe Você detetive, se os estudantes apontarem que não há placas diferentes no

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próprio bairro, usar exemplos de placas próximas à escola. No caso de estudantes que vivam em bairros rurais ou mais afastados, onde não há presença significativa de sinalização de trânsito, orientá-los a pesquisar, com o auxílio de um adulto, placas em fotografias ou em mapas imersivos on-line

Atividade complementar

• Brincar de trânsito

1. Solicitar aos estudantes que tragam caixas grandes de casa.

2. Na data combinada, instruí-los a confeccionar com essas caixas veículos, daqueles que

4. Deixar que a turma use a criatividade para brincar e se divertir. Para enriquecer a atividade, alguns estudantes podem representar ciclistas e pedestres; outros, ônibus ou outro meio de transporte coletivo.

5. Durante a brincadeira, fazer intervenções necessárias de modo que os estudantes percebam atitudes de respeito no trânsito.

• Peça de teatro

1. Dividir os estudantes em grupos de aproximadamente seis integrantes.

2. Propor que criem uma peça de teatro de acordo com um tema preestabelecido. Os temas podem ser: trânsito seguro; cidade sem semáforos; placas em lugares errados; ou outros temas que julgar pertinentes.

3. Pedir que pensem em uma cena para retratar o tema e orientar a participação de todos do grupo.

4. Solicitar que escrevam os nomes dos personagens e a ordem das cenas (pode ser por meio de desenho).

5. Determinar um tempo para a organização e o ensaio da peça.

6. De acordo com a possibilidade, gravar as cenas apresentadas e depois reproduzir para a turma. Durante todas as etapas, a intervenção do professor é muito importante na concretização da proposta.

Vire à direita.
Vire à esquerda
Proibido virar à direita

BNCC

(

EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza, medicamentos etc.).

(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável.

Tema Contemporâneo Transversal: Educação para o trânsito

ENCAMINHAMENTO

Cuidados no trânsito

Para atravessar a rua, é preciso respeitar os sinais de trânsito, usar a faixa de pedestres, olhar várias vezes para os dois lados e fazer contato visual com os motoristas para ter certeza de que eles estão nos vendo. Também é necessário prestar atenção aos carros que estão dando marcha à ré ou entrando nas vias, à direita ou à esquerda.

Os adultos precisam respeitar as regras de trânsito e orientar as crianças a terem a mesma atitude.

Acidentes de trânsito acontecem e muitas vezes envolvem crianças.

1 Leia em voz alta o cartaz e depois responda: você concorda com a mensagem? 1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que o respeito às leis de trânsito salva vidas.

Fonte: SEMANA nacional de trânsito 2023. Brasíllia, DF: Confederação Nacional de Municípios, 2023. 1 cartaz, color.

2 O que um pedestre deve fazer quando vê, no semáforo de pedestres, um sinal de cor verde? E um sinal vermelho? Conte aos colegas.

2. Espera-se que os estudantes respondam que o sinal verde indica que é possível atravessar a rua, e o vermelho significa que é preciso esperar.

3 Para você, as regras de trânsito devem ser seguidas por todas as pessoas ou apenas por algumas delas? Explique para os colegas.

3. Espera-se que os estudantes respondam que todas as pessoas devem seguir as regras de trânsito para proteger a vida de todos.

Na atividade 1, estimular a leitura oral e a interpretação das informações do cartaz. Explicar que cada um deve ser responsável por suas ações e que todos devem ter cuidado no trânsito, pensando em si próprio e nos outros que estão compartilhando o mesmo espaço nas ruas.

Na atividade 2, trabalhar com os sinais de cores diferentes do semáforo, reforçando o significado de cada uma. Lembrar os estudantes de ficarem atentos quando o sinal verde de pedestre começar a piscar, prestes a mudar para o vermelho. Além das cores, destacar a posição e o formato dos sinais, que podem ser reconhecidos mesmo por pessoas que não enxergam algumas cores.

Promover uma discussão com os estudantes sobre o que eles pensam ser um bom pedestre, com base em questões como: você sabe o que é um pedestre? Que cuidados um pedestre deve ter quando está na rua? Interpretar o cartaz com os estudantes e pedir que descrevam o que estão vendo. Aproveitar a oportunidade para conversar com os estudantes sobre alguns cuidados que devem ser tomados para evitar os acidentes de trânsito, como: usar sempre a faixa de pedestres e não atravessá-la conversando, correndo ou falando ao celular; não atravessar as ruas fora da faixa de pedestres e entre os veículos; respeitar as indicações das cores nos semáforos; circular de bicicleta em ciclovias ou espaços adequados; não andar nem correr na beirada das calçadas; não circular a pé pelas ciclovias; não permitir que crianças atravessem as ruas sozinhas; entre outras. Explicar aos estudantes que as crianças correm muitos riscos no trânsito porque, em geral, estão em processo de aprendizagem e de conquistas de habilidades que as permitam avaliar seguramente a distância ou a velocidade em que um carro está se deslocando.

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4. b) Espera-se que os estudantes respondam que não, porque o motorista desse carro está transportando uma criança de maneira inadequada, isto é, sem cadeirinha de segurança e no banco da frente do carro.

Circular pelas calçadas, atravessar as ruas e dirigir veículos são ações que exigem muita atenção e cuidado. Por isso, é preciso conhecer e respeitar as regras de trânsito, que garantem a segurança ao andar nas ruas e ao dirigir veículos.

4 Considerando esta cena, responda se você concorda ou não com as atitudes das pessoas representadas a seguir e justifique sua resposta.

a) Motorista do carro azul.

4. a) Espera-se que os estudantes respondam que não, porque o motorista usa uma das mãos para segurar o volante e com a outra usa o telefone celular.

b) Motorista e passageiro do carro vermelho.

c) Pedestre de camisa verde atravessando a rua.

DESCUBRA

MAIS

• VALÉRIO, Fabrício. A menina que parou o trânsito. São Paulo: V&R, 2016. Nesse livro, você vai conhecer a história de uma menina que, com sua bicicleta, vai parar o trânsito caótico de uma cidade grande.

4. c) Espera-se que os estudantes respondam que não, porque, sem a atenção necessária e fora da faixa de pedestres, o pedestre corre o risco de ser atropelado.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 3, os estudantes devem tomar consciência de que todos devem respeitar as regras de trânsito, pois elas são uma obrigação de toda a sociedade.

Na atividade 4, trabalhar com a análise de observação dos estudantes da ilustração. Inicialmente, eles podem não reparar nos detalhes, como o uso de celular pelo motorista do carro azul e/ou a presença da criança no banco frontal do carro vermelho. Nesse caso, direcionar a observação com algumas perguntas.

Atividade complementar

• Folheto informativo

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Organizar os estudantes em grupos e auxiliá-los na elaboração de um folheto informativo com dicas de segurança no trânsito. Eles podem elaborar frases curtas e desenhos para ilustrar o folheto. Ao final, distribuir o folheto na comunidade escolar. Algumas dicas que poderão estar contidas no folheto são: olhe para os dois lados quando for atravessar uma rua e espere os veículos pararem; atravesse a rua sempre na faixa de pedestres ou nas passarelas; não corra ao

atravessar a rua; se você vai para a escola de ônibus (ou de van escolar), espere-o parar para poder entrar e sair; use sempre cinto de segurança e ajude seus responsáveis, lembrando que todos devem usar o cinto de segurança e seguir essas dicas.

Sugestão para os estudantes

DICAS DE segurança no trânsito para crianças. Brasília, DF: Turminha do MPF, c2025. Disponível em: https:// turminha.mpf.mp.br/explore/ as-leis/dicas-de-seguranca -no-transito-para-criancas. Acesso em: 23 set. 2025. O site Turminha do MPF apresenta algumas dicas de segurança no trânsito para crianças. As dicas podem ser lidas com os estudantes em sala de aula.

Sugestão para o professor

BRASIL. Ministério dos Transportes. Manuais Brasileiros de Sinalização de Trânsito. Brasília, DF: MT, 10 ago. 2022. Atual. 9 dez. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/trans portes/pt-br/assuntos/transi to/senatran/manuais-brasilei ros-de-sinalizacao-de-transito. Acesso em: 23 set. 2025. Caso os estudantes tenham dúvida sobre alguma sinalização específica ou curiosidade de conhecer mais sinalizações, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) disponibiliza todas as informações no site.

COMO PREVENIR acidentes de trânsito. [S. l.]: Criança Segura Brasil, c2020. Disponível em: https://criancasegura.org. br/aprenda-aprevenir/como -prevenir-acidentes-de-transi to/. Acesso em: 26 set. 2025. Orientações para adultos e crianças de como evitar acidentes com crianças no trânsito. Recomendar a leitura para os responsáveis pelos estudantes.

DOIS DE NÓS

BNCC

(EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza, medicamentos etc.).

(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável.

Tema Contemporâneo Transversal: Educação para o trânsito

ENCAMINHAMENTO

Explicar aos estudantes que o uso adequado de cadeirinhas para crianças pode não ser um assunto tão conhecido para alguns adultos. Apesar de sua importância, muitas pessoas imaginam que um único assento pode ser adaptado para o uso de crianças de diferentes idades. Esse raciocínio, no entanto, não é correto e pode trazer consequências graves. Questionar os estudantes sobre o que eles acham que deve variar nos assentos para cada idade antes de apresentar as informações da seção.

Valorizar a oportunidade de aquisição de conhecimentos sobre esse tema, considerando que é uma obrigação prevista na legislação.

Dividir os estudantes em trios ou grupos maiores para a realização da atividade. Eles devem se organizar para decidir quem gostariam de entrevistar.

Caso não seja possível realizar a entrevista em casa, os estudantes podem entrevistar, em grupos maiores, funcionários da escola que tenham filhos pequenos.

O transporte das crianças

É muito importante que os adultos conheçam as formas adequadas de transportar crianças dentro dos veículos. A falta de conhecimento sobre esse assunto pode colocar as crianças em risco.

Vamos descobrir o que os adultos sabem sobre o uso de itens de segurança no transporte de crianças?

1 O professor vai dividir a turma em grupos. Cada grupo deve entrevistar dois adultos de seu convívio.

Ver orientações no Encaminhamento

2 As perguntas a serem feitas são as seguintes.

2. a) Espera-se que os adultos citem a maioria dos itens de segurança apresentados na página seguinte.

a) Qual é o item de segurança que deve ser usado nos veículos de acordo com a idade das crianças?

b) Além da idade da criança, o que é preciso considerar na escolha do item de segurança?

2. b) Espera-se que os adultos respondam que também é preciso considerar o peso e a altura da criança.

3 Observe, na página a seguir, algumas regras sobre o uso de itens de segurança para o transporte de crianças em veículos.

• As respostas dos adultos entrevistados correspondem às informações apresentadas?

3. Resposta pessoal. Orientar os estudantes a conferir as respostas corretas no infográfico da página seguinte.

4 Em grupos, troquem ideias e discutam formas de divulgar as informações que aprenderam para seus pais ou adultos responsáveis. Depois, escolham uma forma de divulgação e compartilhem com a turma.

4. Resposta e produção pessoais. Espera-se que os estudantes pensem em cartazes, panfletos, entre outros. Eles devem escolher uma forma de divulgação e mostrar como vão apresentar essas informações.

Nas atividades 1 e 2, orientar os estudantes a fazer as questões e anotar as respostas no caderno.

Ao estudarem e refletirem sobre os cuidados no transporte com crianças, abordam-se as habilidades EF02CI03 e EF02GE03.

Qual item de segurança usar de acordo com a idade, o peso ou a altura da criança?

Deve ser usado desde o nascimento até a criança completar 1 ano e atingir o peso aproximado de 9 quilogramas. Ele é instalado de frente para o banco traseiro e preso pelo cinto de segurança do veículo. Assento infantil

Assento conversível

Aconselhável para crianças maiores de 1 ano de idade com até 13 quilogramas. Também é preso pelo cinto de segurança do veículo.

Cadeirinha de segurança

Deve ser usada a partir de 1 ano de idade até os 4 anos (com limite de peso de aproximadamente 18 quilogramas). A cadeira é instalada de modo que a criança fique de frente para o painel do veículo, presa pelo cinto de segurança.

Assento de elevação

Conhecido como booster, esse assento é aconselhável para crianças que medem até 145 centímetros de altura e tenham até 36 quilogramas (aproximadamente 10 anos de idade).

Cinto de segurança

É adequado para crianças com altura igual ou superior a 145 centímetros.

Elaborado com base em: MEDICINA de tráfego: transporte seguro de crianças em veículos automotores. Brasília, DF: Conselho Federal de Medicina, 2019. Disponível em: http://portal.cfm.org.br/images/PDF/ cartilhacadeirinhascfmabramet.pdf. Acesso em: 26 jun. 2025.

ENCAMINHAMENTO

Cada estudante vai apresentar seu desenho e contará um pouco sobre seu percurso, respondendo se enfrenta ou não dificuldades no trajeto. Após cada exposição, perguntar aos estudantes se já passaram por alguma situação de perigo indo para a escola e o que eles ou as outras pessoas envolvidas poderiam ter feito para evitar essa situação.

Sugestão para o professor

CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO. Resolução no 819, de 17 de março de 2021. Dispõe sobre o transporte de crianças com idade inferior a dez anos que não tenham atingido 1,45 m (um metro e quarenta e cinco centímetros) de altura no dispositivo de retenção adequado. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 24 mar. 2021. Disponível em: https://www. gov.br/transportes/pt-br/ assuntos/transito/conteudo -contran/resolucoes/Resolu cao8192021.pdf. Acesso em: 23 set. 2025.

No site, é possível conferir a resolução e as orientações sobre o transporte de crianças em veículos automotores.

O QUE E COMO AVALIAR

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Nas atividades 3 e 4, discutir com os grupos as respostas obtidas, solicitando a eles que compartilhem os resultados com a turma. Os estudantes poderão elaborar cartazes, panfletos, vídeos curtos, podcasts ou anúncios para a rádio local ou da escola. Incentivá-los a descrever como serão apresentadas essas informações. Essa atividade pode ser realizada de forma interdisciplinar com os componentes de Língua Portuguesa e Arte.

Atividade complementar

• Locomoção até a escola

Fazer uma roda com os estudantes no pátio ou na quadra da escola. Pedir que ilustrem, individualmente, em uma folha de papel avulsa a forma como se locomovem de casa até a escola (pode ser a pé ou em transporte coletivo, por exemplo).

A realização das atividades permitirá avaliar a capacidade dos estudantes de compreender a importância das orientações sobre os cuidados necessários à prevenção de acidentes no trânsito, bem como o papel de todos para que as regras de trânsito sejam colocadas em prática no dia a dia. A atividade de entrevista permite o desenvolvimento da fluência oral dos estudantes, bem como a exposição dos resultados.

Avaliar a capacidade criativa e de exposição e organização das ideias durante a atividade 4

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 4, 5, 7 e 9

Competências específicas de Ciências Humanas: 1, 2, 3, 6 e 7

Competências específicas de Geografia: 1, 2, 4 e 6

Competências específicas de História: 1, 2, 3 e 4

Habilidades de História:

EF02HI08, EF02HI09 e EF02HI10

Habilidade de Geografia: EF02GE03

Tema Contemporâneo Transversal: Vida familiar e social

ENCAMINHAMENTO

Este capítulo aborda os meios de comunicação, entre eles a carta, que contribui para a compreensão do conceito de endereço.

Para iniciar o trabalho com o tema, ler com os estudantes a definição de meios de comunicação, auxiliando-os, assim, no desenvolvimento de vocabulário. Perguntar quais meios de comunicação eles conhecem, além da carta.

Fazer a leitura da carta de Luana com os estudantes. Se achar interessante, pedir que leiam em voz alta alguns trechos, como o cabeçalho (local e data). A carta é um gênero textual que apresenta uma estrutura composta basicamente de: local, data, destinatário, mensagem e assinatura. Chamar a atenção deles para esses elementos, considerando que as atividades contribuirão para essa compreensão. Aproveitar a atividade para avaliar se a letra cursiva ainda é um desafio para alguns estudantes.

Ler com os estudantes o envelope da carta. Explicar a importância de saber o endereço completo, tanto para o envio e o recebimento de cor-

4 ENDEREÇO E MEIOS DE COMUNICAÇÃO

3. Ela contou que estava gostando da nova casa, que mora em uma rua com árvores, perto da praia, e que lá tem muitas coisas divertidas para fazer. Além disso, Luana convidou Francisco para passar uns dias na casa dela nas próximas férias.

Atualmente, utilizamos diferentes meios de comunicação em nosso dia a dia.

Meios de comunicação são instrumentos que possibilitam a conversa e a troca de ideias e de informações.

A carta, por exemplo, é um dos meios de comunicação.

Luana mudou de município e escreveu uma carta para um amigo. Leia com atenção o que ela escreveu.

Fortaleza,

10 de novembro de 2026. Oi, Francisco!

Estou

adorando minha nova casa em Fortaleza. Moro em uma rua cheia de árvores que fica próxima da praia de Meireles. Aqui tem muitas coisas divertidas para fazer, além da praia, é claro.

As férias estão chegando e eu gostaria que você viesse passar uns dias aqui.

Um beijo, Luana

1 Para qual município Luana se mudou? Fortaleza

2 Qual é o nome do amigo de Luana? Francisco

3 O que Luana contou ao amigo?

respondência como para a segurança. Ressaltar, também, que, por segurança, crianças não podem informar seu endereço para pessoas desconhecidas. Refletir com eles em quais outras circunstâncias saber o endereço é necessário. A habilidade EF02GE03 é trabalhada ao abordar a carta como meio de comunicação entre pessoas de lugares distantes.

Nas atividades 1 e 2, pedir que sublinhem as respostas no texto e copiem nas linhas destinadas às respostas, se necessário.

Na atividade 4, é possível que alguns endereços contenham elementos que não es-

tão especificados na página, como número do apartamento (se for um edifício) ou o número da casa (se for uma vila). Orientar os estudantes a escrevê-los na sequência do nome da rua e do número, como fariam em um envelope de correspondência.

Na atividade 5, orientar os estudantes na realização da atividade. Lembre-os dos elementos que compõem a estrutura de uma carta. Depois de terminarem suas cartas, propor que as leiam para os colegas.

Para a carta chegar até a casa de Francisco, Luana precisa saber o endereço dele. Leia no envelope o endereço de Francisco.

Francisco Campos Silva

Rua Artur de Azevedo, 45

Bairro Cerqueira César

São Paulo – São Paulo

Brasil

CEP: 05404-000

Francisco é o destinatário da carta.

Observe que, além do nome da rua, do número da moradia, do nome do bairro, do município, do estado e do país, no endereço aparece um código, o Código de Endereçamento Postal (CEP). O CEP facilita a localização dos endereços.

4 Peça a ajuda de um familiar e escreva seu endereço completo.

4. Resposta pessoal.

Rua e número:

Bairro:

Município:

Estado:

País:

CEP:

5 Agora, imagine que você seja Francisco, o amigo de Luana. Escreva uma carta de resposta para ela. Lembre-se de colocar na carta o município onde você mora e a data.

5. Produção pessoal.

Atividade complementar

• Perguntas sobre Luana

Se achar pertinente, propor aos estudantes outras questões relacionadas à carta de Luana.

1. Como é a rua onde Luana mora?

Resposta: É uma rua cheia de árvores.

2. Qual é o nome da praia próxima à casa de Luana?

Resposta: Praia de Meireles.

3. Quando Luana gostaria que Francisco a visitasse?

Resposta: Durante as férias.

4. O que Luana está achando de Fortaleza?

30/09/25 15:25

Resposta: Ela diz que está adorando a nova casa em Fortaleza e que lá ela tem muitas coisas divertidas para fazer, além da praia.

5. Pela carta, Luana está sentindo falta de Francisco?

Resposta pessoal. Os estudantes podem comentar que sim. A carta demonstra o cuidado de Luana em atualizar o amigo e convidá-lo para passar alguns dias em Fortaleza com ela.

• Escrevendo outra carta

Propor aos estudantes a escrita de cartas para alguns funcionários da escola. Solicitar a autorização da coordenação pedagógica ou da direção da escola para realizar a atividade.

1. Verificar entre os funcionários da escola aqueles que se prontificam a colaborar com a atividade.

2. Explicar a atividade aos estudantes, informando quais funcionários receberão as cartas.

3. Para o conteúdo das cartas, organizar os estudantes em duplas, para que um auxilie o outro na escrita. Deixar que cada dupla escolha o funcionário para o qual enviará a carta.

4. Anotar na lousa as ideias e ajudar a turma a sintetizar as mensagens. A carta não precisa ser longa. Incentivá-los a elogiar e a reconhecer a importância do funcionário para a escola.

5. Providenciar envelopes e selos e orientar os estudantes a colocar o endereço da escola e o número da sala de aula, como complemento, no remetente. Como destinatário, os estudantes devem colocar o endereço da escola e o local de trabalho do funcionário como complemento.

6. Pedir aos funcionários que respondam à carta, usando envelopes e simulando entregas pelo correio.

Sugestão para os estudantes

CORREIOS (Brasil). Busca CEP. Brasília, DF: Correios, c2024. Disponível em: https:// buscacepinter.correios.com. br/app/endereco/index.php. Acesso em: 24 set. 2025. Caso os estudantes precisem de ajuda com o endereço, no site de Correios é possível buscar o CEP pelo nome da rua ou a rua pelo CEP. Auxiliá-los na busca.

BNCC

(EF02HI08) Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes.

(EF02HI09) Identificar objetos e documentos pessoais que remetam à própria experiência no âmbito da família e/ou da comunidade, discutindo as razões pelas quais alguns objetos são preservados e outros são descartados.

(EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, seus significados, suas especificidades e importância.

Tema Contemporâneo

Transversal: Trabalho

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula perguntando aos estudantes como costumam se comunicar com amigos e familiares que moram longe. Incentivá-los a falar livremente sobre o uso de celular, mensagens de texto, chamadas de vídeo e redes sociais. Após os comentários da turma, comentar que, antigamente, as pessoas não tinham acesso a esses recursos e que a principal forma de comunicação a distância era por meio de cartas escritas à mão.

Perguntar: vocês já viram uma carta escrita à mão? Alguém da família de vocês já escreveu ou recebeu uma carta? Estimular os estudantes a compartilhar experiências e observações. Falar sobre o trabalho dos carteiros, que entregam as correspondências de casa em casa, e perguntar se os estudantes conhecem ou já viram um carteiro em ação. Destacar que, embora hoje em dia as cartas sejam menos comuns, o trabalho dos carteiros continua sendo essencial para a entrega de encomendas e documentos.

Pedir que façam a leitura silenciosa e, em seguida, convidar alguns estudantes para lerem trechos em voz

Cartas de antigamente

Hoje em dia, quando queremos conversar com um amigo ou parente que vive longe, podemos usar um aparelho conectado à internet para enviar uma mensagem ou fazer uma ligação de voz ou por vídeo. A comunicação é imediata.

Antigamente não era assim. As pessoas escreviam cartas. Há cerca de 200 anos, as cartas eram enviadas por navios ou cavalos. Elas chegavam a demorar meses para serem entregues. Com o tempo, passaram a ser usadas as ferrovias e, depois, caminhões e aviões para a entrega de correspondências. Então o carteiro levava a carta de casa em casa.

Atualmente, o carteiro continua em atividade, mas a quantidade de cartas que ele entrega diminuiu bastante.

1 Quais diferenças você observa nas cartas reproduzidas?

1. Resposta pessoal. Indicar aos estudantes que a primeira carta foi escrita em máquina datilográfica.

2 Quais informações podemos descobrir sobre uma pessoa, sua família e seu modo de viver lendo cartas antigas?

2. Espera-se que os estudantes indiquem o modo de viver, a alimentação, como eram as ruas e as moradias. Eles podem citar muitas outras coisas que fazem parte do dia a dia das pessoas em geral.

alta. Após cada leitura, perguntar o que entenderam e resolver dúvidas. Incentivá-los a observar as imagens e a comentar as diferenças entre as cartas reproduzidas. Perguntar: o que mudou na forma como nos comunicamos ao longo do tempo?

Explicar que as cartas são documentos históricos e que, ao serem guardadas, ajudam a contar a história das pessoas e dos lugares. Comentar que, assim como brinquedos, roupas e cadernos, as cartas fazem parte da memória de uma pessoa ou de uma comunidade. Esse encaminhamento auxilia a trabalhar as habilidades EF02HI08, EF02HI09 e EF02HI10.

Na atividade 1, se necessário, reforçar que a primeira carta foi escrita utilizando uma máquina datilográfica e que diversas palavras não estão acentuadas conforme as atuais regras gramaticais.

Sugestão para o professor LEOPOLDINA, D. Cartas de uma imperatriz. São Paulo: Estação Liberdade, 2006. O livro traz cartas da imperatriz Leopoldina com artigos e documentação iconográfica colorida de artistas-viajantes.

Carta escrita à mão em 2010.
Carta datilografada em 1934.

Tecnologia para localizar um endereço

Como um motorista ou um pedestre faz para localizar o endereço de uma moradia ou chegar a uma rua desconhecida? Nos dias de hoje, costuma-se encontrar uma localidade por meio de recursos tecnológicos, como o Sistema de Posicionamento Global (GPS), tecnologia que permite localizar pessoas ou objetos com o auxílio de equipamentos que circulam em torno do planeta Terra.

Equipamento de navegação com GPS. Esse aparelho possibilita que o motorista saiba a localização de onde se encontra e indica rotas para chegar a outros locais.

Aparelho celular com GPS. Com um aplicativo de navegação e acesso à internet, é possível localizar com facilidade um endereço.

• Com a ajuda do professor e dos colegas, pesquise na internet páginas e aplicativos que podem ser utilizados para localizar uma moradia ou uma rua. 159

Ver orientações no Encaminhamento

BNCC

(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável.

Tema Contemporâneo Transversal: Ciência e tecnologia

ENCAMINHAMENTO

30/09/25 15:25

Ao tratar da tecnologia para localizar um endereço, informar os estudantes de que há um sistema de satélites que envia informações para laboratórios de pesquisa e empresas, que transformam essas informações e as aplicam em mapas e aplicativos de localização. Se achar pertinente, citar que o GPS (sigla para Global Positioning System) foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, mas outros países como a China e a Rússia também desenvolveram

sistemas de localização. No entanto, o GPS é o sistema de navegação por satélite voltado à localização mais difundido no mundo. A habilidade EF02GE03 é trabalhada ao identificar determinados aplicativos voltados à localização e à conexão entre lugares.

A atividade pretende estimular o contato com a tecnologia de localização, considerando a idade e a fase escolar dos estudantes. Pesquisar, previamente, sites ou aplicativos, de acordo com a infraestrutura da escola. Outra possibilidade é orientar a realização da atividade em casa, com a supervisão de um familiar adulto. Nesse caso, pedir aos estudantes um relato da experiência, para ter o registro.

BNCC

(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável.

ENCAMINHAMENTO

Explorar com os estudantes as imagens pedindo que identifiquem os meios de comunicação retratados e para que servem. Chamar a atenção deles para o fato de que os meios de comunicação não são necessariamente escritos. Pedir que identifiquem os meios de comunicação retratados que utilizam também imagens e sons (internet, telefone celular, televisão e rádio). Livros, jornais e revistas são exemplos de meios de comunicação escritos, mas que podem utilizar também imagens.

Os meios de comunicação são instrumentos para receber ou enviar informações, facilitando a comunicação entre as pessoas de diferentes municípios, estados ou países, processo dinamizado com o desenvolvimento da tecnologia. A habilidade EF02GE03 é trabalhada pela abordagem e pela comparação de diferentes meios de comunicação.

Outros meios de comunicação

Observe nas imagens diversos meios de comunicação utilizados em nosso dia a dia.

1 Quais meios de comunicação foram representados nessas imagens? Escreva nos espaços.

1. Aparelho celular .

2. Computador (internet) .

3. Áudio (rádio, músicas etc.)

4. Livro .

5. Televisão

2 Qual meio de comunicação você mais usa no dia a dia?

2. Resposta pessoal.

Sugestão para os estudantes

ALÔ, ALÔ! Episódio Completo l O Show da Luna! Publicado por: O Show da Luna! 2022. 1 vídeo (ca. 11 min). Disponível em: https://youtu.be/ucj_7iLY3RY?si=fKTE1lFxHS6wygtz. Acesso em: 24 set. 2025.

No vídeo, Luna e seus amigos descobrem como funcionam os celulares.

Sugestão para o professor

SÁ, Dominichi Miranda de; SÁ, Magali Romero; LIMA, Nísia Trindade. Telégrafos e inventário do território no Brasil: as atividades científicas da Comissão Rondon (1907-1915). História, Ciências, Saúde-Manguinhos, v. 15, n. 3, p. 779-810, jul./set. 2008. Disponível em: https://doi. org/10.1590/S0104-59702008000300011. Acesso em: 25 set. 2025.

Para conhecer mais sobre outros meios de comunicação, acesse o artigo que fala sobre a expedição Rondon, que expandiu a linha telegráfica para a região da Amazônia.

Internet

A internet é um dos meios de comunicação mais utilizados pelas pessoas atualmente. Por meio dela, é possível fazer pesquisas, conversar com pessoas do mundo todo (e ao mesmo tempo), assistir a vídeos, ler livros, brincar, entre outras atividades.

Ela facilita a vida de muitas pessoas, mas usar a internet exige responsabilidade e cuidados. Observe.

Sempre indique a página da internet ou o autor das informações que utilizar em trabalhos e na lição de casa. Verifique se a página que você está utilizando publica informações corretas e atuais.

Acesse conteúdos adequados para sua idade e sempre com a supervisão de um adulto responsável.

Não utilize a internet para ofender ou prejudicar ninguém. Peça ajuda a seus pais, professores ou a outro adulto caso esteja sofrendo cyberbullying.

Cyberbullying: uso da internet para ofender ou maltratar alguém.

Reserve tempo para outras atividades. Brincadeiras ao ar livre com os amigos e familiares fazem bem à saúde.

• Que usos você e sua família fazem da internet?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem que utilizam a internet para estudar, brincar, conversar, trabalhar e fazer compras. 161

Texto de apoio

A inclusão digital é mais importante para as pessoas com deficiência do que para as demais. Porém, o acesso não deve estar limitado somente à rede de informações, mas deve incluir a eliminação de barreiras arquitetônicas, equipamentos e programas adequados, além da apresentação de conteúdos em formatos alternativos que permitam a compreensão por pessoas com deficiência.

A pessoa com deficiência pode adquirir maior independência através de atividades digitais. Através da internet, ela pode encontrar páginas de suma importância relativas a serviços de saúde, educação, trabalho etc.

[...]

A internet é a principal ferramenta para promover o contato e discussão da temática da Inclusão entre pessoas com deficiências, familiares, profissionais, formuladores de políticas públicas, instituições de ensino e pesquisa e organizações da sociedade civil. [...]

SOUSA, Robson Pequeno de; MOITA, Filomena M. C. da S. C.; CARVALHO, Ana Beatriz Gomes (org.). Tecnologias digitais na educação. Campina Grande: EDUEPB, 2011. p. 79-80.

Sugestão para o professor

BNCC

30/09/25 21:22

(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: vocês gostam de usar a internet? O que vocês mais usam na internet? Valorizar o respeito à diferença e evitar situações que possam causar constrangimentos, tendo em vista as desigualdades, para estudantes que não tenham acesso à internet. Ler com os estudantes o texto do início da página, chamando a atenção deles para os aspectos positivos do uso da internet.

CHAPMAN, Gary; PELLICANE, Arlene. A criança digital: ensinando seu filho a encontrar equilíbrio no mundo virtual. Tradução: Maria Emília de Oliveira. São Paulo: Mundo Cristão, 2020.   Obra com dicas para orientar as crianças no uso seguro da internet.

ILUSTRAÇÕES: DAYANE RAVEN

BNCC

(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável.

Tema Contemporâneo Transversal: Ciência e tecnologia

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: será que a internet apresenta algum perigo? Você considera que faz um uso seguro da internet? Utilizar esse momento para desvendar como os estudantes percebem os riscos e a segurança do mundo virtual.

Convocar voluntários e organizar uma leitura em voz alta dos textos sobre o uso responsável da internet. Perguntar se alguém tem algo a acrescentar e, se achar importante, listar na lousa.

Destacar a importância do respeito mútuo mesmo em condições de comunicação a distância. Alertar para que o tempo despendido na internet seja indicado e monitorado pelos adultos responsáveis, e que esse tempo não substitua tempos destinados às brincadeiras com colegas, ao convívio com a família e a outras atividades cotidianas. Os riscos de usos excessivos são conhecidos pelos especialistas, que indicam que tais excessos podem causar danos à saúde.

Ler também com os estudantes as dicas sobre como manter sua privacidade ao usar a internet. Explorar os termos que a turma não conheça. Aproveitar a oportunidade e conversar com os estudantes sobre o uso que eles fazem da internet.

Uso da internet

A internet pode auxiliar nos estudos, na comunicação com amigos e familiares que vivem longe, e em outras atividades, mas o seu uso excessivo pode prejudicar a saúde e a aprendizagem.

Leia algumas dicas para usar a internet de forma saudável e segura.

Sempre que possível, veja seus amigos presencialmente. Não troque esses momentos por interações digitais. Aproveite seus amigos e sua infância.

Utilize a internet para aprofundar conteúdos de seu interesse e relacionados aos seus estudos. Pesquise e evite visualizar apenas os conteúdos sugeridos por aplicativos e páginas.

Com a ajuda de um adulto, verifique se o conteúdo acessado é adequado para sua idade. Se não for, busque páginas da internet criadas para crianças e versões infantis de aplicativos.

Para ter uma boa noite de sono, evite usar aparelhos com telas, como o celular e a televisão, pelo menos uma hora antes de dormir. Uma boa atividade para relaxar é ler um livro ou histórias em quadrinhos.

Reforçar a necessidade de sempre ter a autorização do adulto responsável, a presença e o conhecimento dele sobre sua navegação na internet, sites e jogos. Falar sobre os perigos de conversar com um desconhecido, sobre a possibilidade de a pessoa se passar por alguém que não é na realidade. Alertar sobre nunca fornecer informações pessoais, como endereço e local de estudo e de trabalho dos familiares. A habilidade EF02GE03 é trabalhada ao abordar o uso da internet como meio de comunicação que possibilita a conexão instantânea entre pessoas em diferentes lugares e discutir seus riscos e o uso responsável.

Assista a vídeos e acesse páginas da internet com a presença de seus familiares ou adultos responsáveis. Isso possibilita que vocês conversem sobre o que foi visto e troquem conhecimentos.

Não converse com pessoas desconhecidas e não divulgue informações suas e de seus familiares, como nome, sobrenome, fotografias e endereço.

Priorize seus estudos, brinque ao ar livre e pratique esportes. Não deixe que o acesso a aplicativos, jogos digitais e conteúdos disponíveis na internet ocupe o tempo necessário para sua educação, lazer e saúde.

Busque jogos digitais educativos que estimulem sua criatividade e auxiliem você a conhecer coisas novas.

Elaborado com base em: BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom/PR, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia/guia-de-telas_ sobre-usos-de-dispositivos-digitais_versaoweb.pdf. Acesso em: 9 set. 2025.

• Que dica sobre o uso da internet você daria a seus colegas? Resposta pessoal.

Atividade complementar

• Que uso faço da internet

Elaborar questões para que os estudantes respondam quanto ao uso da tecnologia no seu cotidiano. É importante ler as respostas e comunicar às famílias caso notar alguma questão, como exagero no tempo de uso da internet ou de sites não apropriados para a faixa etária. Ver uma sugestão de questões.

1. Vocês usam a internet todo o dia?

2. Em um mesmo dia, por quanto tempo vocês usam a internet?

jogos sobre o uso seguro da internet. Se possível, trabalhar com os estudantes alguns conteúdos em sala de aula ou como atividade para casa.

Sugestão para o professor

CARTILHA DE SEGURANÇA PARA INTERNET. [S. l.], c2025. Disponível em: https://cartilha. cert.br/. Acesso em: 24 set. 2025.

Para conhecer dicas de segurança em caso de acesso ao banco via internet, roubo de celular, vazamentos de dados, entre outras informações.

O QUE E COMO AVALIAR

Para analisar o que os estudantes aprenderam sobre meios de comunicação, propor a seguinte atividade.

1. Organizar com os estudantes as carteiras em fileiras e escolher com eles um nome para cada uma, como se fosse o nome de uma rua. Cada carteira receberá uma numeração, como os números das casas.

2. Organizar uma troca de mensagens entre os estudantes. Sortear a quem cada estudante deverá enviar sua mensagem, que deve ser curta e objetiva. Pode ser uma palavra ou uma frase, escrita em folhas de papel avulsas.

163

3. Quanto tempo vocês conseguem ficar sem usar internet?

30/09/25 15:25

4. Quais sites vocês acessam com mais frequência?

Essas questões (ou outras) devem ser respondidas individualmente e não há necessidade de compartilhar os dados com a turma.

Sugestão para os estudantes

INTERNET SEGURA BR. São Paulo, c2025. Disponível em: https://internetsegura.br/ criancas/ Acesso em: 24 set. 2025. O site apresenta para as crianças cartilhas e

3. Ajudar os estudantes a dobrar a folha de papel e, em uma das faces, orientá-los a escrever o endereço completo do destinatário. Na outra face, o endereço do remetente.

4. Depois que todos tiverem escrito, escolher alguns estudantes para fazer o papel de carteiros. Essa é uma oportunidade de verificar a escrita dos estudantes e reconhecer se eles compreenderam a função do endereço e o papel dos meios de comunicação.

BNCC

Competência geral: 9

Competência específica de Ciências Humanas: 3

Competência específica de Geografia: 1

Competência específica de História: 4

Habilidade de História: EF02HI03

Habilidades de Geografia:

EF02GE02, EF02GE04, EF02GE08, EF02GE09, EF02GE10 e EF02GE11

Alfabetização

cartográfica

• Relações espaciais topológicas e projetivas

• Visões vertical e oblíqua

• Representação: planta

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar a aula, propor a seguinte questão aos estudantes: vocês conhecem seus vizinhos? Quem mora em prédio pode citar também se conhece os vizinhos de outros andares ou de prédios vizinhos. Quem mora em casa pode mencionar vizinhos de ruas paralelas ou transversais. Incentivar os estudantes a citar referenciais de localização espacial atrelados às relações espaciais em cima, embaixo, ao lado, à frente e atrás e projetivas.

5 O BAIRRO

A imagem a seguir representa a rua onde Carol mora. Observe a imagem e leia os nomes dos vizinhos de Carol.

1 Contorne na imagem a casa de Carol.

2 Das opções a seguir, quem mora mais próximo de Carol?

Marque um X na resposta correta.

X Enzo    Miriam    Marcelo

3 Desenhe na imagem o caminho que Carol faz para ir da sua casa até a casa de Miriam.

4 No caminho que você desenhou, Carol passa pela casa de quem? 4. Filomena. .

164

Sugestão para o professor

MENDES , Diego de Jesus; CARVALHO, Edione Teixeira de. A utilização de mapas de croqui como instrumento facilitador no ensino de Cartografia no ensino fundamental. RECiTA, [S. l.], v. 1, p. e202502, 2025. Disponível em: https://revistarecita.com.br/index.php/RECiTA/article/ view/8. Acesso em: 24 set. 2025.

O croqui, trabalhado nestas páginas, é uma importante ferramenta no ensino de Cartografia. No artigo os autores estudam a eficácia do uso do croqui na alfabetização cartográfica e seu potencial.

Carol
Miriam
Marcelo
Juca
Enzo Ana Filomena Lucas

5 Imagine que você esteja no portão da casa de Carol olhando para a fachada da casa dela. Dessa posição, que moradia está:

a) à direita? 5. a) A moradia do Enzo .

b) à esquerda? 5. b) A moradia da Filomena

c) em frente? 5. c) A moradia da Carol .

d) atrás? 5. d) A moradia do Juca .

6 Na imagem a seguir, a rua onde Carol mora está representada vista do alto, exatamente de cima para baixo.

Consulte a imagem da página anterior e escreva a seguir o nome de cada morador. Para isso, localize primeiro a casa da Carol.

ENCAMINHAMENTO

Conversar com os estudantes sobre os referenciais de localização espaciais (relações topológicas e projetivas) usando como referências situações do cotidiano. Perguntar, por exemplo, como eles explicariam o caminho que fazem para ir do portão da escola à sala de aula ou da escola para casa. Para desenvolver o tema do capítulo e as atividades propostas, considerar possíveis dificuldades apresentadas e fazer retomadas sempre que julgar necessário, conforme as necessidades da turma. Os di-

ferentes pontos de vista foram trabalhados na unidade anterior. As habilidades EF02GE09 e EF02GE10 são trabalhadas ao solicitar aos estudantes que identifiquem elementos em um bairro em uma imagem oblíqua e que a explorem utilizando referenciais espaciais.

Na atividade 1, os estudantes, ao contornar a casa de Carol, devem identificar o ponto de partida para as atividades seguintes, fator essencial para se localizarem diante da imagem do bairro.

Na atividade 2, os estudantes devem reconhecer a localização da casa de Carol em re-

lação ao entorno. Conclui-se que a moradia de Enzo, por estar ao lado da casa de Carol, é a mais próxima em relação às demais alternativas.

Na atividade 3, os estudantes, por meio do traçado de uma linha, podem desenvolver a percepção da distância de uma moradia a outra com a utilização de recursos gráficos. Na mesma rua, talvez identifiquem que, quanto maior a linha da casa de Carol para outras moradias, maior a distância entre elas.

Na atividade 4, o traçado de uma linha novamente auxilia os estudantes a se localizar, uma vez que possibilita desenvolver melhor a percepção espacial da imagem do bairro.

Na atividade 5, os estudantes poderão desenvolver a aplicação dos referenciais espaciais ao localizar as moradias dos vizinhos de Carol. Isso contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02GE10.

Na atividade 6, é importante trabalhar a leitura das imagens em visão vertical, pois ela pode ser bastante abstrata em um primeiro momento. Estimular os estudantes a comparar a imagem da rua de Carol vista do alto, de cima para baixo (visão vertical), desta página, com a imagem da rua vista do alto e de lado (visão oblíqua), da página 164, de modo que reconheçam os elementos compostos nas duas visões. Auxiliá-los na comparação das imagens, para que se familiarizem com a imagem aérea, de visão vertical, que também é empregada em mapas. Propor questões como: qual terreno é maior? Qual terreno possui mais área verde?

Miriam Ana Lucas
Enzo
Filomena Marcelo
Carol
Juca

BNCC

(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.

Organize-se

• Lápis preto, borracha e lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Destacar com a turma as cores da casa e seus letreiros, permitindo que apresente seus conhecimentos prévios. Alguns estudantes podem já ter ouvido a frase “independência ou morte”. Ela é como “grito de independência” ou “grito do Ipiranga”, por ter ocorrido às margens do rio Ipiranga, quando D. Pedro I se deslocava de Santos para São Paulo. Conversar com os estudantes sobre a data em que esse “grito” teria acontecido: 7 de setembro de 1822. Reconhecer que essa é a data oficial da independência do Brasil, mas que os baianos travaram uma longa luta para garantir a independência, pois os portugueses deslocaram tropas para a região com a intenção de impedir que o Brasil se tornasse independente de Portugal. Ressaltar que, por isso, o 2 de julho é o dia da consolidação da independência do Brasil, pois foi quando as tropas portuguesas foram efetivamente derrotadas, em 1823. Valorizar a declaração de independência feita por D. Pedro I, então Príncipe Regente do Brasil, reconhecendo sua importância, mas compreender que essa declaração, por si só, não explica nossa independência. Contar a história desse processo retomando as lutas da população contra os colonizadores, das pessoas escravizadas, dos povos indígenas que perderam suas terras, de muitas pessoas nas-

Bairros

O bairro da Lapinha, localizado na cidade de Salvador, no estado da Bahia, é um dos mais tradicionais da cidade e bastante antigo: foi fundado em 1771.

Ele é repleto de casarões antigos que enriquecem seu patrimônio arquitetônico.

A festividade é outra marca forte desse bairro, que conta com tradicionais comemorações sobre a memória e a preservação da história baiana, como o 2 de Julho. Essa data relembra quando as últimas tropas portuguesas foram expulsas da Bahia em 1823. Isso consolidou a independência do Brasil em relação a Portugal. Como explica a historiadora Wlamyra Ribeiro de Albuquerque, as celebrações do 2 de julho são festas populares e vibrantes.

Patrimônio arquitetônico: conjunto de construções e espaços que têm valor histórico, cultural ou artístico e que são importantes para as pessoas de um lugar.

QUEM É?

Wlamyra Ribeiro de Albuquerque ensina História do Brasil na Universidade Federal da Bahia. Ela escreveu livros sobre a luta dos baianos pela independência do Brasil e também sobre as suas festas.

cidas no Brasil que desejavam que o país fosse livre. Reconhecer, também, a luta dos baianos para consolidar a nossa independência. O tema abordado nestas páginas está ancorado na competência específica 3 de Ciências Humanas. Além disso, a memória de um bairro, com base em um contexto histórico, pode ser construída por diferentes narrativas de acordo com aspectos sociais, econômicos e culturais. É possível que os estudantes, inclusive pelo conhecimento adquirido na formação familiar, construam diferentes formas de interpretar a história de um mesmo bairro.

Compreender a história do bairro onde se vive como um espaço de memória que condiz com a ideia de pertencimento e formação de identidade perante as transformações do bairro possibilita trabalhar a habilidade EF02HI03. À medida que os estudantes reconhecem como o bairro onde vivem se modificou com o passar do tempo, constrói-se a identidade deles e da família dentro da própria comunidade.

Fachada do Memorial 2 de Julho, no bairro da Lapinha, no município de Salvador, no estado da Bahia, em 2020.

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes observem as cores vibrantes e os detalhes da fachada do Memorial 2 de Julho. Eles também podem observar sua diferença arquitetônica em relação às edificações vizinhas.

1 Forme uma dupla com um colega. Leiam a legenda, observem e descrevam a fotografia na página anterior.

2 O que está escrito acima da porta? Vocês sabem o que essa frase significa?

2. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

3 O que é um memorial?

3. Resposta pessoal. Os estudantes podem indicar que é uma construção ou espaço que guarda a memória de pessoas ou de acontecimentos. Conversar com os estudantes sobre outros memoriais que eles talvez conheçam.

4 Com a ajuda de um adulto, pesquise e depois desenhe uma construção importante para a história do seu bairro.

4. Produção pessoal.

VOCÊ

Qual é a história do seu bairro? Vamos descobrir?

DETETIVE Resposta pessoal.

1. Com a ajuda de um familiar, pesquise a história do bairro onde você mora. Se você conhecer alguém que more há bastante tempo no bairro, essa pessoa poderá ajudar a contar um pouco da história do bairro onde vocês moram.

2. Anote as informações no caderno e depois compartilhe o que você descobriu com os colegas e o professor.

ENCAMINHAMENTO

Sugestão para o professor

VELHO, Adson Brito do. Os 171 bairros de Salvador: e as origens dos seus nomes. Salvador: Novos Sabores, 2025.

O livro resgata a história dos bairros de Salvador com base na origem toponímica de cada um.

ALBUQUERQUE, Wlamyra Ribeiro de. Algazarra nas ruas: comemorações da Independência na Bahia (1889-1923). Campinas: Editora da Unicamp, 1999.

O livro pode auxiliar na preparação desta aula.

Sugestão para os estudantes

MORI, VANESSA. Bairro, meu querido bairro! Atividade. Digital , c2025. Disponível em: https://atividade.digital/ jogos/geografia/bairro/ bairro-meu-querido-bairro? level=0. Acesso em: 24 set. 2025.

A atividade proposta no site apresenta jogos e poema que auxiliam os estudantes a compreender o que é um bairro e quais estabelecimentos estão presentes nele.

30/09/25 21:34

Na atividade 2, retome com os estudantes a explicação sobre o signifcado da frase “independência ou morte” para a independência do Brasil.

Na atividade 4, pedir aos estudantes que desenhem uma construção importante para a história do seu bairro. Observar se eles conseguiram desenhar a variação do terreno no entorno da construção a seu modo. Pedir que façam um desenho com lápis preto, para depois colorir o que desenharam.

No boxe Você detetive, incentivar os estudantes a reconhecer os familiares como possíveis fontes de informações para essa pesquisa. A participação e a interação da família é muito importante para o desenvolvimento da aprendizagem da turma.

BNCC

(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

Tema Contemporâneo

Transversal: Vida familiar e social

ENCAMINHAMENTO

Ler com os estudantes as imagens e suas respectivas legendas, se possível localizando os municípios citados, em seus respectivos estados, em um mapa político do Brasil. Verificar o que a turma conhece dessas localidades. Pedir aos estudantes que reconheçam na legenda de cada fotografia a função principal do bairro e que identifiquem na imagem os elementos que a representam.

Chamar a atenção dos estudantes para os termos do glossário. Perguntar se conhecem alguma fábrica no bairro onde moram. Se possível, localizar os países mencionados como orientais (Japão, China e Coreia do Sul) em um mapa-múndi político.

Tipos de bairro

Vamos conhecer três diferentes bairros localizados no Brasil.

Neste bairro, predominam comércios relacionados à cultura oriental, como lojas de produtos japoneses e restaurantes de comida chinesa.

Oriental: do Oriente, de países como Japão, China, Coreia do Sul, entre outros.

1

Nesse bairro, existem muitas fábricas instaladas.

Fábricas: locais onde há a transformação de materiais em produtos industrializados.

Já este bairro atrai muitos turistas por causa da praia, dos hotéis e dos restaurantes.

Sugestão para o professor

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Classificação rural e urbana. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao -do-territorio/tipologias-do-territorio/15790-classificacao-rural-e-urbana.html. Acesso em: 24 set. 2025.

No site do IBGE é possível conferir os critérios para a classificação das áreas como urbana ou rural. O site também apresenta mapas sobre o tema.

Rua do bairro da Liberdade no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2025.
Vista aérea do bairro Distrito Industrial I no município de Manaus, no estado do Amazonas, em 2025.
Bairro de Ponta Negra no município de Natal, no estado do Rio Grande do Norte, em 2023.

1 Qual é a principal característica de cada bairro apresentado na página anterior?

a) Bairro da Liberdade:

1. a) Bairro que tem comércio de produtos orientais.

b) Bairro Distrito Industrial I:

1. b) Bairro com muitas fábricas.

c) Bairro de Ponta Negra:

1. c) Bairro que atrai muitos turistas por causa da praia, dos hotéis e dos restaurantes.

2 O bairro onde você mora se parece com algum dos bairros apresentados? Por quê?

2. Respostas pessoais.

3 Escreva o nome do bairro onde você mora e uma atividade que você costuma realizar nele.

3. Resposta pessoal.

4 Quais atividades seus familiares costumam realizar no bairro onde vocês moram?

4. Resposta pessoal.

30/09/25 17:07

Perguntar aos estudantes se no bairro onde moram existem tradições específicas, como festas típicas. Se existir, pedir que compartilhem com os colegas o que sabem sobre elas. A habilidade EF02GE02 é trabalhada ao iniciar a investigação de costumes e tradições no bairro dos estudantes, respeitando suas especificidades.

Texto de apoio

Com o tempo, a criança busca registrar as coisas do mundo no desenho

Uma das principais funções do desenho no desenvolvimento infantil é a possibilidade que oferece de representação da realidade. Trazer os objetos vistos no mundo para o papel é uma forma de lidar com os elementos do dia a dia. “Quando a criança veste uma roupa da mãe, admite-se que ela esteja procurando entender o papel da mulher”, explica Maria Lúcia Batezat, especialista em Artes Visuais da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc). “No desenho, ocorre a mesma coisa. A diferença é que ela não usa o corpo, mas a visualidade e a motricidade.” Esse processo caracteriza o desenhar como um jogo simbólico […].

GURGEL, Thais. O desenho e o desenvolvimento das crianças. Nova Escola, 1o dez. 2009. Disponível em: https://novaescola.org.br/ conteudo/121/o-desenho-e-o -desenvolvimento-das-criancas. Acesso em: 25 ago. 2025.

BNCC

(

EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).

Organize-se

• Lápis preto, borracha e lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar a aula, perguntar aos estudantes: que diferenças podem existir entre um bairro no campo e um bairro na cidade? É importante trabalhar os preconceitos que a turma possa trazer em seus relatos.

Explorar os desenhos com os estudantes, pedindo a eles que identifiquem os elementos representados em cada uma das imagens. Se achar interessante, anotar na lousa os elementos mencionados para organizar as informações e ajudá-los na execução das atividades propostas. A habilidade EF02GE04 é trabalhada por meio da observação das semelhanças e das diferenças entre as situações e as atividades representadas nos desenhos, que indicam modos de viver e de organização socioespacial. As habilidades EF02GE08 e EF02GE09 são trabalhadas na identificação de elementos constituintes das paisagens dos bairros por meio de desenhos.

Bairros no campo e na cidade

Observe os desenhos que Isabella e Vicente fizeram dos bairros onde moram.

Desenho de Isabella.
Desenho de Vicente.

1 Complete o quadro com elementos presentes nos bairros onde Isabella e Vicente moram.

Bairro onde Isabella mora Bairro onde Vicente mora

Duas construções (casas), Quarteirões com construções

várias árvores, muitas áreas cobertas (casas e prédios), praça, com vegetação, plantação, trator, rua de terra, rio. ruas com faixa de segurança para pedestres.

2 Observe novamente as imagens.

a) Quem mora em um bairro no campo: Isabella ou Vicente?

2. a) Isabella.

b) Como você chegou a essa conclusão?

2. b) Espera-se que os estudantes considerem os elementos na resposta da atividade anterior e os associem a um bairro no campo.

3 Você mora em um bairro no campo ou na cidade? Explique aos colegas e ao professor.

3. Resposta pessoal.

4 Agora, faça um desenho do bairro onde você mora.

4. Produção pessoal.

ENCAMINHAMENTO

30/09/25 17:07

Na atividade 1, destacar para os estudantes características que podem ser agrupadas e comparadas ao analisarem os desenhos do campo e da cidade. Pode ser apontado que no campo há várias árvores por todo o desenho, já na cidade as árvores se concentram no parque ou na praça. Além disso, no campo os elementos do desenho são divididos por um rio, e na cidade ruas segmentam o desenho.

Na atividade 2, os estudantes poderão retomar os elementos observados na atividade anterior, fazendo mais uma análise dos desenhos do campo e da cidade, refletindo sobre o que foi representado.

Na atividade 3, orientar os estudantes a utilizar os desenhos e os elementos destacados no quadro como referências para identificar o bairro onde moram como do campo ou da cidade.

Na atividade 4, no processo de ensino e aprendizagem de Geografia, a prática de desenho é fundamental para o desenvolvimento da representação gráfica e do pensamento espacial dos estudantes. Pedir que comentem seus desenhos, apresentando aos colegas o que representaram. Conduzir o compartilhamento de desenhos de modo que todos respeitem as representações dos bairros dos colegas, instigando a curiosidade deles para as diferentes composições de um bairro.

Sugestão para os estudantes

OBEID, Cesar. Meu bairro é assim. São Paulo: Moderna, 2016.

A obra, em forma de poesia, busca trabalhar as relações das crianças com o entorno de lugares de convívio no bairro e na cidade, e mostra curiosidades relacionadas aos nomes de ruas e de bairros e das diferenças entre eles.

BNCC

(EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo.

Tema Contemporâneo Transversal: Educação ambiental

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar a aula, perguntar aos estudantes: com base em seus conhecimentos, o que vocês acham que são os serviços públicos? Com base nesse questionamento, a discussão pode ser encaminhada para o reconhecimento dos serviços públicos básicos que devem ser oferecidos à população.

Ler o texto com os estudantes e destacar o significado de serviços públicos. Comentar com eles que a oferta de serviços públicos é responsabilidade dos governantes; as pessoas que moram em lugares não atendidos por esses serviços devem se informar de seus direitos e solicitar às autoridades, de diversas maneiras, que forneçam esses serviços.

Para ampliar a questão, pode-se comentar as formas de organização que a população tem para se mobilizar e reivindicar os serviços básicos, como a associação de moradores do bairro, conselhos participativos e outros. A habilidade EF02GE11 é trabalhada ao abordar a importância do tratamento de água para a qualidade de vida da população.

A intenção das atividades é levar os estudantes a ter noção da coisa pública, a diferença entre público e privado. Como exemplo de

Serviços públicos

Muitos bairros no Brasil e em outras partes do mundo não são atendidos por serviços públicos básicos, como tratamento de água e de esgoto.

Serviços públicos são serviços garantidos pelo governo com o objetivo de atender às necessidades da população. A palavra público se refere a povo, àquilo que não é particular, individual.

1 Cite um exemplo de algo que seja público, o professor vai ajudar.

1. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar ruas, praças e parques como exemplos.

2 Observe a fotografia a seguir. Que serviços o bairro retratado precisa oferecer para que seus moradores tenham melhores condições de vida?

2. Tratamento de esgoto, coleta de lixo, calçamento e habitações adequadas.

Rio poluído na comunidade Alemoa, no município de Santos, no estado de São Paulo, em 2025. Esse bairro apresenta problemas, como falta de tratamento de esgoto e coleta de lixo.

3 No bairro onde você mora há falta de algum serviço público? Converse com um familiar para ouvir a opinião dele e anote.

3. Resposta pessoal.

coisa pública, além do saneamento básico, eles podem mencionar: oferta de equipamentos urbanos como a praça pública, a educação pública, a saúde pública, o transporte público etc.

Energia elétrica

A energia elétrica é muito importante no dia a dia dos bairros, pois nós a utilizamos em muitas tarefas. Lojas, fábricas, hospitais, escolas e muitos outros serviços também utilizam energia elétrica.

A energia elétrica pode ser obtida de diversas maneiras. No Brasil, a maior parte da energia vem de usinas hidrelétricas, que utilizam a água como fonte de energia.

1. Espera-se que os estudantes percebam que eles utilizam energia elétrica em todas as atividades.

1 Marque as atividades em que você utiliza energia elétrica.

X Ler um livro à noite. X  Assistir à televisão.

X Tomar banho morno. X Carregar o aparelho celular.

2 Que outro tipo de energia você conhece?

2. Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar o fogo, por exemplo.

Na atividade 1, aproveitar para questionar sobre outros usos da energia elétrica que eles conhecem. Listar esses usos na lousa com os estudantes: iluminar os ambientes do trabalho, da escola, das fábricas, das vias públicas; jogar videogame etc. Depois, pedir que imaginem como seria viver sem tudo isso.

Na atividade 2, deixar os estudantes à vontade para apresentar o que consideram um tipo de energia. Considerar diferentes formas de respostas e incentivar um compartilhamento de ideias respeitoso entre os estudantes.

Na atividade 3, pode ser utilizado o seguinte site: MAGESKY, Lais. 10 dicas de como economizar energia elétrica em casa. A Gazeta, 29 jun. 2021. Disponível em: https://www.agazeta.com. br/es/economia/10-dicas -de-como-economizar-ener gia-eletrica-em-casa-0621. Acessos em: 26 ago. 2025.

3 Converse com um familiar sobre formas de economizar energia elétrica em casa. Se necessário, consulte a internet. Anote as informações no caderno e depois compartilhe com os colegas.

3. Resposta pessoal. Sugestões de resposta: apagar as luzes ao sair dos ambientes, não tomar banhos prolongados etc.

Iluminação pública das ruas do município de Recife, no estado de Pernambuco, em 2024. A energia elétrica é utilizada para a iluminação das ruas. 173

ENCAMINHAMENTO

30/09/25 17:07 BNCC

(EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo.

Ler o texto com os estudantes. Conversar com eles sobre a produção de energia elétrica no Brasil, destacando a importância da água também para esse fim (relembrá-los do que estudaram anteriormente sobre a utilização da água nas atividades domésticas). Explicar brevemente como a força da água gera energia nas usinas hidrelétricas. A habilidade EF02GE11 é trabalhada ao abordar a importância da água para a produção de energia elétrica.

BNCC

(EF02GE02) Comparar

costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

Tema Contemporâneo

Transversal: Vida familiar e social

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar a aula, perguntar aos estudantes: do que vocês mais gostam no bairro onde moram? Essa questão visa explorar a percepção deles do lugar onde moram e prepará-los para a leitura do texto proposto na seção.

Esse texto trabalha o conceito de lugar, categoria central da Geografia e particularmente importante nos dois primeiros anos do ensino fundamental. Ler o texto em voz alta com os estudantes. Pode-se organizar uma leitura compartilhada, com cada estudante lendo um trecho. Essa é uma oportunidade para trabalhar a fluência em leitura oral da turma.

Promover uma roda de conversa sobre o texto, perguntando aos estudantes se eles entendem o bairro onde vivem da mesma maneira. A habilidade EF02GE02 é trabalhada ao abordar o bairro como lugar de vivência de seus moradores, onde devem se sentir acolhidos e, portanto, respeitados em suas diferenças.

Sugestão para o professor SILVA, Armando Corrêa da Silva. De quem é o pedaço?: espaço e cultura. São Paulo: Hucitec, 1986.

Nesse livro, Armando Corrêa da Silva, autor co-

VAMOS LER

VAMOS LER

Bairro, uma parte da cidade

É muito bom falar e ouvir falar do bairro em que moramos ou em que nascemos. Nesse lugar, construímos as relações do nosso dia a dia: andando pelas ruas do bairro, é comum reconhecermos as pessoas que por ali circulam. Perto de casa, cumprimentamos os vizinhos. Na padaria da esquina, conhecemos os produtos. Sabemos os nomes das ruas e o que iremos encontrar nelas... [...] [...] o bairro é tanto o lugar de vivência de seus moradores quanto uma divisão administrativa da cidade.

ARREGUY, Cintia Aparecida Chagas; RIBEIRO, Raphael Rajão. Histórias de bairros: Belo Horizonte: regional Barreiro. Belo Horizonte: APCBH, 2008. p. 13. Disponível em: http://www.pbh.gov.br/historia_bairros/BarreiroCompleto.pdf. Acesso em: 14 jul. 2025.

1 Marque a alternativa correta sobre o texto.

X O texto trata da relação que construímos com o bairro onde moramos.

O texto trata das mudanças que observamos no bairro onde moramos.

2 Sublinhe no texto coisas que nos fazem “sentir em casa” em um bairro.

3 Em sua opinião, é bom falar do bairro onde moramos e ouvir falar dele? Por quê? 3. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes demonstrem identidade e acolhimento com o bairro, como demonstra o texto na expressão “construímos as relações do nosso dia a dia”.

nhecido como o “filósofo da Geografia”, discute-a como uma ciência interdisciplinar e trata das dimensões do território. Sob uma perspectiva geográfico-sociológica, questiona se a totalidade do território, na verdade, não se apresenta como fragmentos em mosaico, pequenos “pedaços” de um todo. De forte cunho teórico, é importante para entender as categorias utilizadas nesta obra.

VAMOS

VAMOS

ESCREVER O bairro como ele é

Agora, você e os colegas vão estudar o bairro onde a escola se localiza.

Produção coletiva.

1 Com a ajuda do professor, sigam as instruções para a realização do trabalho. Anotem as informações no caderno.

Etapa 1 – Pesquisa

• Investiguem o que tem no bairro:

a) moradias (casas térreas, sobrados, edifícios);

b) principais estabelecimentos (padarias, farmácias, cinemas, bibliotecas, hospitais, igrejas, entre outros);

c) anotem o que mais tem nele e que não foi mencionado.

Etapa 2 – Entrevista

• Façam uma saída acompanhados por um adulto responsável e entrevistem pessoas que frequentam o bairro. Perguntem:

a) Qual é seu nome?

b) Você mora ou trabalha no bairro?

c) Se apenas trabalha, então em qual bairro mora?

d) Você gosta do bairro? Por quê?

Etapa 3 – Produção

• O que vocês descobriram?

• Organizem um mural coletivo com as principais informações, descobertas, desenhos ou fotografias do bairro.

BNCC

(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

Tema Contemporâneo Transversal: Vida familiar e social

ENCAMINHAMENTO

etapas com os estudantes, resolvendo possíveis dúvidas. Na primeira etapa da pesquisa, os estudantes devem levantar informações sobre o bairro e, na segunda, complementar as informações.

A conclusão do trabalho será um mural apresentado pelos grupos (ou individual se essa for a opção). Conversar com os estudantes sobre como será a organização desse mural para definir, coletivamente, quais informações serão apresentadas e de que forma serão organizadas.

A habilidade EF02GE02 é trabalhada nesta seção ao solicitar que reconheçam diferentes costumes ao pesquisar sobre o bairro onde moram.

A turma pode ser dividida em três grupos: o da pesquisa, o da entrevista e o da produção. Incentivá-los a compor grupos de acordo com as afinidades de cada estudante, a fim de que se sintam à vontade para cumprir cada atribuição.

O QUE E COMO AVALIAR

Organize-se

• Cartolina, folhas de papel avulsas, tesoura com pontas arredondadas, cola e canetas hidrográficas

Para iniciar a aula, perguntar aos estudantes: vocês conhecem bem o bairro onde moram?

Essa questão visa verificar se os estudantes costumam se deslocar pelo bairro onde moram e prepará-los para a atividade proposta na seção.

A atividade 1 envolve um trabalho de estudo do meio (etapas 1 e 2) e deve ser monitorada por adultos, podendo ser realizada em grupos ou individualmente. Fazer previamente a leitura das

Considerar que o estudo sobre o bairro onde a escola se localiza foi desenvolvido em três etapas. Além da avaliação individual, é importante analisar como os estudantes se organizaram em grupo. A partir do momento em que os estudantes se sentem confortáveis nas atribuições da atividade em cada grupo, é facilitada essa avaliação individual. Na pesquisa, pode ser avaliado se as informações coletadas são relevantes. Na entrevista, como os estudantes conduziram as perguntam com os entrevistados, se foram respeitosos e se prestaram atenção às respostas dadas. Na produção, consideram-se a organização dos desenhos e como cada um deles sintetiza a memória do bairro e representa suas características atuais.

BNCC

Competências gerais: 1 e 8

Competências específicas de Ciências da Natureza: 2, 3, 4 e 7

Competência específica de Ciências Humanas: 3

Competência específica de Geografia: 1

Habilidades de Ciências:

EF02CI04 e EF02CI06

Habilidades de História:

EF02HI06 e EF02HI08

Habilidades de Geografia:

EF02GE04, EF02GE08, EF02GE09 e EF02GE10

Tema Contemporâneo Transversal: Educação ambiental

ENCAMINHAMENTO

Esta dupla de páginas de abertura traz uma grande ilustração que mostra duas áreas distintas de um mesmo bairro, com contrastes bastante visíveis no que se refere à arborização. O objetivo é despertar nos estudantes a atenção para as diferenças que a presença ou a ausência de árvores causa no espaço urbano, tanto do ponto de vista estético quanto de conforto e convivência. Para os estudantes dessa faixa etária, o trabalho deve priorizar a observação, a comparação de cenários e a reflexão com base em experiências cotidianas.

Na ilustração, do lado arborizado, aparecem pessoas caminhando com animais de estimação, outras sentadas embaixo das copas, conversando ou descansando, além de árvores frutíferas, que oferecem frutos para serem coletados. Já na parte com poucas árvores, predominam o cimento e o asfalto, há prédios em construção, comércio, e quase não há pessoas circulando.

Ao comparar as imagens, os estudantes mobilizam as habilidades EF02GE04 e EF02CI04.

6 AS ÁRVORES DO BAIRRO

Em um mesmo bairro, podemos encontrar árvores distribuídas de formas diferentes. Observe a imagem a seguir. Ela representa duas áreas distantes em um mesmo bairro.

176

1. Espera-se que os

1 Compare a distribuição das árvores nas diferentes áreas deste bairro. O que chama a sua atenção?

2 Converse com um colega: qual dos cenários apresentados parece mais agradável para passear?

2. Espera-se que os estudantes

estudantes apontem a diferença, entre as áreas da cidade, em relação à quantidade e diversidade de árvores plantadas. considerem o cenário mais arborizado, pois as árvores oferecem sombra, deixam o local mais fresco e algumas árvores podem ter frutas.

3 No bairro onde você mora tem ruas com árvores? Se sim, você sabe os nomes das árvores? 3. Respostas pessoais.

ENCAMINHAMENTO

A atividade 1 pede aos estudantes que comparem a distribuição das árvores. Espera-se que eles percebam que, de um lado, há muitas árvores, áreas de sombra, diversidade de espécies e interação entre as pessoas, enquanto, do outro lado, há poucas árvores, todas iguais, pouca sombra, mais construções e ruas vazias. Incentivar a turma a comentar como cada lado faz com que as pessoas se sintam: um mais convidativo, outro mais quente e pouco acolhedor. Vale provocar a turma perguntando, por exemplo: em qual lado vocês gostariam de brincar? Onde seria mais gostoso passear com um cachorro?

A atividade 2 solicita aos estudantes que indiquem qual cenário lhes parece mais agradável. Espera-se que a maioria escolha o lado arborizado, destacando a sombra, a presença de pessoas, os frutos e os animais de estimação. Estimular argumentações diversas, reconhecendo que alguns estudantes podem preferir o lado com mais construções por associá-lo a prédios, lojas ou modernidade. Assim, amplia-se a percepção de que as preferências pessoais também influenciam a maneira como cada um vê o espaço. Uma boa exploração é relacionar a ilustração com a realidade local: na nossa cidade, vocês conhecem algum lugar mais parecido com o lado arborizado? E com o lado cimentado? Isso cria vínculos entre o material didático e a vivência dos estudantes.

A atividade 3 pede para observar se no bairro onde os estudantes moram há ruas com árvores e para indicar os nomes delas. Pode-se propor que falem como são as árvores: elas têm troncos, galhos e copas, e também lembrar da parte que não aparece, mas faz parte da planta: as raízes, que ficam sob o solo. Enriquecer a atividade mostrando imagens de raízes ou perguntando: como será que essas árvores se sustentam de pé com vento no mar? Para onde vão as raízes das árvores de uma avenida? Isso ajuda a relacionar a observação às funções vitais das plantas.

Sugestão para os estudantes

MATTIOLI, Rodrigo. Uma árvore. São Paulo: Gato Leitor, 2020.

O livro conta a história de Alina, que decide plantar uma árvore. O texto evidencia a importância das árvores para o ambiente.

BNCC

(

EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.

ENCAMINHAMENTO

É importante ressaltar que, para fins didáticos, foi considerada uma planta que apresenta todas as partes estudadas no capítulo. Se desejar, é possível mostrar que nem todas as plantas seguem a estrutura apresentada, com exemplos. Orientar os estudantes a observar e comparar atentamente as estruturas das raízes apresentadas nas fotografias. Para ampliar o conhecimento da turma sobre a circulação de água nas plantas, lembrar que nem todos os vegetais apresentam vasos condutores para o transporte da seiva, isto é, a mistura de água e de nutrientes e de seiva orgânica, com produtos da fotossíntese. Em alguns vegetais, a seiva é transportada de uma célula a outra.

Os vasos condutores estão presentes nas angiospermas (laranjeira e orquídeas), nas gimnospermas (pinheiros e ciprestes) e nas pteridófitas (samambaias e avencas). Vegetais como os musgos não apresentam sistema de condução de seiva. Por esse motivo, esses vegetais em geral sobrevivem apenas em ambientes muito úmidos e não atingem grande porte.

O corpo das plantas

Em bairros com ruas cheias de árvores, podem existir entre elas árvores frutíferas, como a mangueira. Além de deixar o local mais agradável, as pessoas podem saborear seus frutos.

Na imagem da mangueira, estão visíveis as folhas, o caule e os frutos. Assim como os animais, as plantas têm um corpo que pode ser dividido em partes. Vamos saber mais sobre o corpo das plantas.

Raízes, caules e folhas

A maioria das plantas tem raízes, caules e folhas.

A raiz, em geral, ajuda a planta a se fixar ao solo e retirar dele água e sais minerais.

Observe e compare exemplos de raízes.

A raiz da orquídea se prende à superfície do tronco de uma árvore.
A raiz do pé de mandioca contém uma reserva de alimento.
Mangueira. frutos

Acima das raízes, em geral, há o caule.

O caule liga as raízes às folhas. No interior dele circulam água e nutrientes entre as raízes e as folhas.

A mangueira é um exemplo de árvore que tem o caule chamado tronco por muitas pessoas, mas há caules mais finos, como o do manjericão.

Alguns caules se dividem em ramos. São eles que conectam as folhas, as flores e os frutos ao caule principal. Em alguns casos, os caules podem ser rastejantes, como o da aboboreira.

A folha da maioria das plantas é responsável pela respiração e pela produção do alimento, que mantêm a planta viva.

O alimento produzido pelas folhas circula por dentro de todas as partes do corpo.

1 Considerando esta folha de samambaia, compare com as folhas das outras imagens desta página e da página anterior.

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes observem semelhanças e diferenças na forma, no tamanho, na borda, nos

2 Ao circular em casa, na escola ou nos arredores desses lugares, é possível encontrar plantas com folhas de aspectos diferentes. Escolha duas dessas plantas e desenhe no caderno suas folhas, comparando-as.

2. Produção pessoal. Caso o estudante não encontre plantas para comparar, trazer exemplos de folhas para a sala de aula.

ENCAMINHAMENTO

30/09/25 21:55

Em algumas espécies, é por meio das raízes que ocorre o processo de fotossíntese e o controle de perda da água para o ambiente. Além dos exemplos apresentados, há tipos de raiz como o das plantas de manguezal, que têm raízes respiratórias, isto é, que afloram na superfície do solo encharcado e captam gás oxigênio do ar. Se for possível, levar para a sala de aula algumas plantas com raízes (cenoura, mandioca, orquídea, gramí-

neas etc.) e pedir aos estudantes que comparem o aspecto delas com os das raízes ilustradas nas páginas. Questionar os estudantes se eles sabem quais são as funções do caule em uma planta. A seguir, ler o texto, coletivamente, chamando a atenção deles para o fato de que, assim como as raízes, há diferentes tipos de caule. Geralmente, as plantas produzem mais alimento do que o necessário e, por isso, podem armazená-lo em diversos órgãos. O alimento é armazenado para ser utilizado em épocas do ano em que as condições de vida das plantas não estejam favoráveis (como no inverno ou em um período longo de seca). Além da condução, o caule pode armazenar substâncias de reserva, por exemplo, a cana-de-açúcar é um caule cheio de água e açúcar (sacarose) e a batata-inglesa é um caule subterrâneo cheio de açúcar (amido) e água.

Se achar conveniente, comentar que as folhas também são responsáveis pela transpiração da planta, processo que libera vapor de água no ar. A transpiração ocorre em maior quantidade nas folhas, mas também pode ser observada em outras partes das plantas, como os caules. Nesse primeiro momento, os estudantes não precisam conhecer o processo da fotossíntese em detalhe.

O encaminhamento destas páginas mobiliza as habilidades EF02CI04 e EF02CI06.

O caule do pé de abóbora se arrasta pelo chão.
Folha de samambaia.
caule
tons de verde.

BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.

ENCAMINHAMENTO

Explicar aos estudantes que as cores e os perfumes das pétalas podem atrair insetos, pássaros ou morcegos que pousam nas flores em busca do néctar. Esses animais podem se tornar agentes polinizadores quando os grãos de pólen, que grudam em seus corpos durante esse pouso, caem em outras flores da mesma espécie.

Se levar algumas flores para observação em sala de aula, sugerem-se flores hermafroditas (padrões para o estudo de Botânica), que facilitam a manipulação e a observação pelos estudantes, por exemplo: hibisco, algodão, paina, lírio, palma-de-santa-rita, ameixa, laranja, limão e mexerica.

Fruto é um termo científico do órgão da planta que tem a função de proteger e disseminar as sementes. Fruta é um termo popular aplicado em geral aos frutos doces. Cientificamente, ainda, existe o pseudofruto, que é uma estrutura carnosa que não se origina do ovário da flor, mas de outras partes florais, como a maçã, o caju, o abacaxi e o morango. Eles podem ser chamados frutas, mas não são frutos verdadeiros.

Flores, frutos e sementes

Em certos períodos, as plantas produzem estruturas para se reproduzir, ou seja, para dar origem a novas plantas. Vamos conhecer as flores, os frutos e as sementes.

A flor é a parte da planta, geralmente mais colorida, que tem as estruturas responsáveis pela reprodução.

As flores não são iguais: elas variam em cor, tamanho, formato e quantidade que aparecem em uma planta.

Observe e compare as flores das imagens a seguir.

1 O que essas flores têm em comum? E de diferente? Conte aos colegas. 1. Respostas pessoais. Após a reprodução, as flores podem desenvolver frutos.

Os frutos de uma planta protegem as sementes, que é a parte que dá origem a uma nova planta.

Observe na fotografia a parte da flor que dará origem ao fruto. Nela também é possível observar dois frutos em formação.

Flores e frutos em formação de tomateiro.

Flor de paineira. Flor de babiana. Flor de maracujá.
Parte da flor que dá origem ao fruto.

Os frutos podem ter quantidades diferentes de sementes, que podem apresentar vários tamanhos e formas.

Alguns frutos podem ser macios e carnosos quando maduros, como o abacate e a manga. Já outros podem ser secos, como as vagens de feijões e as ervilhas. Observe os exemplos.

A parte da semente que se desenvolve em uma nova planta é chamada embrião.

2 Observe as fotografias de árvores frutíferas e escreva os nomes das partes do corpo que aparecem indicadas.

Explicar aos estudantes que o embrião de uma planta é um jovem organismo vegetal dentro da semente. Quando a semente encontra condições adequadas para germinar, o embrião retoma seu crescimento, eclode da semente e se desenvolve. Junto do embrião, há outras estruturas que compõem a semente.

O encaminhamento destas páginas mobiliza as habilidades EF02CI04 e EF02CI06. Na atividade 2, solicitar a observação atenta das imagens antes de completar com as partes da planta indicadas. Caso os estudantes apresentem dificuldades, verificar se é um problema na escrita ou no reconhecimento da parte das plantas. Os estudantes podem reforçar os dois ao escrever no caderno todas as partes da planta que aprenderam.

Abacate.
Vagens da ervilha.
fruto
fruto
Árvore de acerola.
Cacaueiro.
Semente de milho com embrião em desenvolvimento.

(

EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.

Tema Contemporâneo

Transversal: Educação alimentar e nutricional

Organize-se

• Mesa grande, folhas de papel sulfite, frutas variadas cortadas ao meio, lápis grafite, folhas de papel-cartão, cola branca, folhas de jornal, vasilhames, pratos e garfinhos de madeira ou plástico sem pontas afiadas

ENCAMINHAMENTO

Estimular os estudantes a observar e comparar atentamente as frutas expostas. A atenção ao tipo de polpa, por exemplo, ajuda a compreender as formas de consumo de cada fruta. Incentivar e valorizar a degustação desses alimentos, orientando a percepção de seus aromas, sabores e texturas. Esse é o momento em que muitos estudantes experimentam determinadas frutas pela primeira vez ou, ao observar os colegas provando, sentem-se animadas a comer frutas que em alguma ocasião não quiseram provar.

Depois de observadas e desenhadas, algumas das sementes separadas podem ser cultivadas em vasos ou

CIÊNCIAS EM AÇÃO

Os frutos e suas sementes

Ver orientações no Encaminhamento

Em grupos, vamos observar mais atentamente algumas frutas por dentro e por fora. Vocês sabem como são as sementes das frutas que consomem?

Materiais

• Uma mesa grande

• Folhas de papel sulfite

• Frutas variadas

Como fazer

• Lápis grafite

• Folhas de papel-cartão

• Cola branca

1. Organizem a mesa com algumas frutas que vocês costumam comer.

2. Observem cada fruta atentamente, percebendo sua cor e sua textura Sintam o cheiro que elas exalam.

Textura: característica física de um material, como macio ou áspero.

3. Escolham três frutas e façam um desenho de cada uma delas em uma folha de papel sulfite.

Produção pessoal.

Escrevam os nomes das frutas acima dos desenhos.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

canteiros da escola. Para secar as outras sementes, colocá-las dentro de folhas de jornal dobradas, identificadas com os nomes dos estudantes de cada grupo. Deixar essas folhas de jornal expostas ao sol e embaixo de objetos pesados, que ajudem a acelerar a secagem das sementes e evitem que elas sejam perdidas.

A atividade auxilia no desenvolvimento das habilidades EF02CI04 e EF02CI06.

4. O professor vai cortar as frutas ao meio. Escolham uma fruta e, no verso da folha de papel sulfite, façam um desenho para representar como ela é por dentro. Para isso, observem:

• o aspecto da polpa;

• a quantidade e a localização das sementes dentro das frutas.

5. Separem as sementes com cuidado.

Polpa: parte mais volumosa, macia e geralmente saborosa das frutas.

• Contem quantas sementes a fruta tem, observando o tamanho, a cor e a textura delas.

• Na mesma folha de papel sulfite, desenhem as sementes da fruta escolhida.

6. Separem as sementes pequenas para que sequem. Para essa última etapa, sigam as orientações do professor.

7. Para o final do estudo das plantas, produzam um quadro feito com as sementes já secas em papel-cartão. O tema da obra deverá estar relacionado com o que foi aprendido ao longo desta unidade.

8. No papel-cartão, façam um desenho planejando onde as sementes podem entrar.

9. Colem as sementes secas nos locais que indicaram. Quando secar, o professor vai expor os trabalhos no mural da escola.

Observando e discutindo os resultados

1 O professor vai preparar a degustação das frutas. Assim, você vai saborear e sentir o cheiro de cada uma delas. Compartilhe sua opinião com os colegas sobre qual é a fruta:

1. Respostas pessoais.

a) de cheiro mais agradável.

b) mais saborosa.

2 As sementes da fruta escolhida eram como você esperava?

2. Espera-se que os estudantes percebam detalhes das sementes que não conheciam antes, ao analisá-las com mais cuidado. 183

Sugestão para os estudantes

PHILIPPI, Sonia Tucunduva. Frutas: onde elas nascem? Barueri: Amarilys, 2017. Durante um passeio pelo pomar com a avó, Isadora e Valentin descobrem, de modo encantado, de onde nascem diversas frutas brasileiras. A narrativa une fantasia e informação para aproximar crianças do universo das plantas.

As sementes serão coladas no papel-cartão. Para isso, os estudantes devem utilizar cola branca. Essa atividade pode ser realizada sobre uma superfície protegida, para que não fique suja de cola. Não esquecer de solicitar aos estudantes que deem um nome para seu quadro.

Nas atividades 1 e 2, incentivar os estudantes a compartilhar suas preferências e experiências novas. É importante que haja um ambiente de respeito à opinião de cada um. Ao final, destacar a importância do consumo de frutas como alimentos saudáveis.

Não permitir o manuseio de facas pela turma ao cortar as frutas. Atentar ao momento de experimentá-las. Observar se os estudantes mastigam devagar, para que não haja perigo de se engasgarem. Por ser uma atividade de degustação, verificar previamente com os responsáveis de cada estudante se eles têm alergia a algum tipo de fruta.

Sugestão para o professor

FELLIPE, Gil. Frutas: sabor à primeira dentada. São Paulo: Senac, 2005.

Essa obra apresenta dados históricos, folclóricos, da tradição popular, da Antropologia e da Etnologia, além de receitas e, principalmente, do rigor no uso de conceitos botânicos e na exposição didática.

BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

Tema Contemporâneo Transversal: Educação ambiental

ENCAMINHAMENTO

Antes de iniciar a leitura, perguntar aos estudantes se já observaram as árvores e as plantas presentes nas calçadas de sua cidade, na rua onde moram, na rua da escola, no trajeto da moradia à escola, no trajeto da moradia à moradia de um colega ou parente. Questionar como são essas árvores, quais são suas características e por que as ruas devem ser arborizadas.

É importante conscientizar as pessoas de que é uma atitude positiva conservar as plantas, mesmo as que tenham menor valor estético. Existem pessoas que depredam as árvores e destroem as plantas das ruas. Conversar com a turma sobre essas situações. Para a realização das atividades desta dupla de páginas, os estudantes podem ser organizados em uma grande roda, na sala de aula ou em um espaço externo.

Ao comparar as imagens, os estudantes mobilizam as habilidades EF02CI04 e EF02GE04.

Conservação das árvores do bairro

Considerando o que aprendeu sobre as diferentes formas e tamanhos das partes das plantas, você acha que todas as árvores são adequadas para serem plantadas nas calçadas das ruas de um bairro?

Algumas árvores podem ser plantadas nas ruas e, se bem cuidadas, podem viver muitos anos, tornando a paisagem de um bairro mais agradável. Porém, caso isso não ocorra, alguns problemas podem surgir. Observe os exemplos.

1. Árvores com copas que crescem muito podem ficar envolvidas pela fiação elétrica dos postes, afetando, muitas vezes, o fornecimento de energia elétrica. Para evitar esse problema, é preciso monitorar o crescimento e fazer podas (corte de ramos) quando necessário.

2. Árvores com raízes que se espalham pelo chão podem, com o passar do tempo, danificar as calçadas. Isso atrapalha a circulação das pessoas, pode provocar quedas e ainda prejudicar as redes de água e esgoto. Para evitar esses problemas, é importante escolher árvores com raízes que não causem esses danos.

A poda de árvores perto da fiação elétrica só pode ser feita por profissionais especializados no município do Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, em 2025.

Calçada danificada por raiz de árvore no município de Novo Horizonte, no estado de São Paulo, em 2022.

3. Árvores infestadas por cupins podem ficar com os caules mais frágeis e cair durante as ventanias causadas pelas tempestades, provocando acidentes. Para evitar isso, é preciso acompanhar o estado das árvores em períodos regulares.

Árvore caída por ataque de cupins no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2018. No detalhe, cupins em restos da árvore.

1 Releia o texto desta página e da página anterior com um familiar. Conversem sobre as informações apresentadas e peça ajuda a ele para responder às questões.

a) Nas ruas do bairro onde vocês moram, existem árvores plantadas nas calçadas?

1. a) Resposta pessoal.

Sim Não

b) Caso a resposta seja positiva, alguma árvore já foi cortada por representar perigo? Se sim, qual foi o perigo?

Sim Não

1. b) Resposta pessoal.

c) Por que os moradores de uma rua devem entrar em contato com órgãos da prefeitura quando ocorre um dano na calçada, causado pelo crescimento da raiz de uma árvore?

1. c) Espera-se que os familiares dos estudantes se refiram à necessidade de que sejam feitos os consertos necessários, evitando, assim, que seja afetada a circulação das pessoas e que algumas delas possam cair, além evitar transtornos nas redes de água e esgoto.

ENCAMINHAMENTO

especificamente, por questões relativas ao meio ambiente. Os moradores podem encaminhar um abaixo-assinado, relatando a situação de perigo. Em cidades grandes, documentos como esse podem ser enviados às administrações regionais ou às subprefeituras das zonas que compõem essas cidades. Ao longo da realização dessa atividade, os estudantes se utilizarão de conhecimentos científicos e realizarão uma investigação para tentar levar aos órgãos competentes a melhor forma de resolver a questão das árvores que acabam destruindo calçadas ao crescerem.

O QUE E COMO AVALIAR

A seção Ciências em ação, presente nas páginas 182 e 183, pode ser utilizada como elemento de avaliação, com a participação dos estudantes na atividade, para além do quadro feito por eles.

A atividade 1 desta página também pode ser utilizada como método avaliativo, pois leva os estudantes a fazer uma observação do próprio bairro, assim como exercitar a cidadania, ao verificar a questão da arborização e da manutenção das calçadas.

30/09/25 17:50

Na atividade 1, incentivar os estudantes a responder de acordo com as informações do texto. Eles deverão ser capazes de retirar dele as informações solicitadas. Para estimular a interpretação do texto, se necessário, os estudantes devem reformular sua resposta com base nas informações que o texto contém.

Na atividade 1. c) os estudantes devem buscar informações com a família. É comum a ocorrência de problemas em árvores plantadas nas ruas pela prefeitura, por alguma organização não governamental (ONG) relacionada ao meio ambiente ou por alguma empresa particular da cidade.

Ao final, perguntar aos estudantes o que os moradores de uma rua devem fazer quando ocorre estouro na calçada, causado pelo crescimento da raiz de uma árvore. Explicar que situações como essa devem ser levadas ao órgão da Prefeitura responsável pela zeladoria ou, mais

BNCC

(

EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).

(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 1, o diagrama pode ser explorado como um jogo de pistas. Para iniciar, ler em voz alta cada uma das definições, convidando os estudantes a completar juntos a resposta. Com base nas respostas, pedir que escrevam a palavra no diagrama. É interessante projetar ou desenhar o esquema no quadro para preencher coletivamente, antes de cada estudante registrar na página. Essa prática ajuda a consolidar o vocabulário e reforça a função de cada espaço da escola. Depois, propor que desenhem no caderno um mapa simples da escola, identificando esses locais e acrescentando outros que conhecem. Isso amplia a noção de organização espacial.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Preencha o diagrama com base nas dicas sobre as dependências da escola.

a) Onde os estudantes assistem às aulas. Sala de aula.

b) Onde os estudantes brincam no recreio. Pátio.

c) Onde os estudantes encontram livros para leitura. Biblioteca.

d) Onde os estudantes praticam atividades esportivas. Quadra.

e) Onde os estudantes se alimentam. Refeitório.

2 Observe a imagem. Depois, realize as atividades.

a) Qual é o espaço público estudado na unidade que está representado na imagem?

2. a) Rua. Os estudantes podem responder também avenida.

b) Qual estabelecimento está em frente à sorveteria? Assinale.

Museu. Escola. X  Banco.

c) Imagine que você saiu da biblioteca e foi a pé até o museu. A escola estava: X à sua direita.  à sua esquerda.

d) Se você estiver na frente da escola, virado para a entrada da escola, à sua direita está: o banco. X  a sorveteria.  a mercearia.

Na atividade 2, o trabalho é voltado para a leitura de uma ilustração que mostra uma rua com diferentes estabelecimentos. Conduzir a observação perguntando: quem consegue localizar a escola? E o que fica em cada um dos lados dela? Incentivar que apontem os lugares com o dedo na página e descrevam oralmente a posição de cada espaço. Conduzir a realização dos itens de forma prática: no item 2. a), explicar que o espaço público representado é uma rua ou uma avenida, destacando sua função para a circulação e a convivência. Em 2. b), perguntar: se a sorveteria está aqui, quem consegue me dizer o que está bem na frente dela? Em 2. c), guiar o raciocínio: imaginem que vocês saíram da biblioteca e caminharam até o museu. Agora olhem para a escola: ela ficou à direita ou à esquerda? Em 2. d), pedir que se levantem e encenem: se vocês estão de frente para a escola, o que está à sua direita?, e depois apontem com o braço. Usar o corpo em movimento torna a atividade mais concreta e memorável.

Para enriquecer a experiência, sugerir aos estudantes que reproduzam na lousa ou em folhas de papel avulsas uma versão simplificada da ilustração, reorganizando os espaços. Também pode-se fazer uma caminhada pelo entorno da escola, observando estabelecimentos reais, comparando com o desenho e praticando noções de frente, ao lado, direita e esquerda. Isso ajuda a ligar o conteúdo escolar à vida cotidiana, tornando o aprendizado significativo.

BNCC

(

EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.

(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

(EF02HI08) Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes.

ENCAMINHAMENTO

A atividade 3 retoma a linha do tempo elaborada anteriormente sobre a história da escola. Convidar os estudantes a reler os registros feitos, destacando momentos que mostram mudanças como reformas no prédio, criação de novos espaços, adoção de práticas diferentes de ensino ou convivência, entre outras. Em seguida, orientar aos estudantes que escrevam, individualmente, uma frase simples que registre essa transformação. É importante valorizar frases curtas e objetivas, que expressem a ideia principal. Essa atividade ajuda a consolidar a noção de passagem do tempo e transformação histórica ligada ao cotidiano dos estudantes.

Nas atividades 4 e 5, os estudantes devem retomar os aprendizados sobre as partes das plantas.

3 Releia a linha do tempo sobre a história da escola que você fez na atividade 1 da página 131. Escreva uma frase sobre a história da escola mostrando uma transformação que você descobriu.

3. Resposta pessoal. Recolher as respostas dos estudantes e compará-las.

4 Observe a imagem de uma planta de beterraba.

a) Além de ser uma reserva de alimento para a planta, que outras funções a raiz da beterraba tem na planta?

4. a) Ela é responsável por retirar do solo água e sais minerais, além de fixar a planta no solo.

b) Além da raiz, que outras partes dessa planta você identifica na fotografia?

4. b) Espera-se que os estudantes identifiquem os caules e as folhas.

Na atividade 6, os estudantes observam uma sequência de fotografias que mostram o desenvolvimento do tomate, desde a flor até o fruto maduro. Essa atividade ajuda a compreender o ciclo de vida de uma planta e a transformação dos alimentos que consumimos.

5 Considerando o manjericão da fotografia, contorne qual letra corresponde ao caule. O que circula por dentro dessa parte da planta?

5. Espera-se que os estudantes respondam que, pelo caule, circulam a água e os nutrientes entre a raiz e as outras partes da planta.

6 Observe atentamente o que acontece nesta sequência de imagens. Depois, escreva uma legenda que descreva o que você observou.

6. Sugestões de resposta: Como se forma o fruto do tomateiro; como se forma o tomate a partir da flor do tomateiro; parte da flor do tomateiro dá origem ao fruto.

CONCLUSÃO DA UNIDADE

Ao final da unidade, os estudantes devem conseguir compreender como está organizada sua sala de aula, diferenciar um objeto de diferentes pontos de vista, ler eventos em uma linha do tempo e construir a própria linha, representando acontecimentos nela. Espera-se que entendam o que são espaços públicos e a importância de preservá-los, que reconheçam alguns dos diferentes tipos de rua que compõem as cidades no Brasil e no mundo, bem como o fato de que as ruas mudam ao longo do tempo. É importante que não aprendam apenas os cuidados necessários com os espaços públicos, mas também que transformem esse cuidado em hábito.

Os estudantes ainda devem ser capazes de reconhecer os diferentes tipos de transporte coletivo, assim como o trabalho de motoristas e agentes de trânsito, conhecer os sinais e placas de trânsito e compreender os cuidados que devem ser tomados ao circular pelas

ruas, tanto como pedestres quanto considerando que motoristas também precisam de atenção e responsabilidade no trânsito.

Os meios de comunicação também são abordados, e os estudantes devem aprender a escrever e enviar uma carta. Além disso, passam a perceber que aparelhos presentes em seu dia a dia, como celulares e computadores, são meios de comunicação, e são apresentados ao GPS como recurso tecnológico para localizar lugares.

Por fim, os estudantes passam a conhecer melhor o que é um bairro e a observar mais atentamente o seu próprio. Reconhecem as vantagens de bairros mais arborizados e a importância dos cuidados no plantio de árvores, para que ele não cause prejuízos a calçadas e ruas; tudo isso aliado ao estudo das partes da planta e de suas funções.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, os estudantes serão convidados a conhecer diferentes ambientes onde vivem seres humanos, animais e plantas. Ao longo dos capítulos, vão explorar os modos de vida de algumas comunidades, os tipos de trabalho realizados pelas pessoas em diferentes contextos e os impactos que algumas atividades podem causar na natureza.

No capítulo 1, os estudantes conhecerão o modo de vida das comunidades ribeirinhas, da população caiçara e do povo indígena tukano.

No capítulo 2, os estudantes serão apresentados a algumas modalidades de trabalho. Além disso, estabelecerão relações entre o trabalho dos tropeiros e dos entregadores, nos tempos atuais.

O capítulo 3 expõe aos estudantes a importância do Sol para a vida nos ambientes. Além disso, os estudantes entenderão a utilidade do termômetro e compreenderão como o calor do Sol aquece diferentes materiais.

O capítulo 4 aborda como o ar, o solo e a água são essenciais para nós, seres humanos. As plantas também são tratadas nesse capítulo, no qual é apresentado seu ciclo de vida.

O capítulo 5 apresenta a diversidade de ambientes existentes no planeta, assim como alguns animais e plantas que existem nesses ambientes.

UNIDADE4 A VIDA EM DIFERENTES

AMBIENTES

Objetivos da unidade

• Reconhecer diferentes ambientes e modos de vida humanos.

• Identificar características dos modos de vida.

• Reconhecer e valorizar a diversidade cultural e ambiental presente no território brasileiro.

No capítulo 6, as atividades humanas e o impacto que elas causam na natureza são trabalhados com os estudantes. Eles deverão reconhecer o desequilíbrio causado por ações humanas, como as queimadas e o desmatamento, que afetam os locais em que plantas e animais vivem, os ameaçando de extinção, assim como a poluição do ar nas cidades causada pela liberação de gases por veículos motorizados. Além disso, deverão compreender a importância de práticas sustentáveis, da preservação dos ecossistemas e da adoção de medidas menos poluentes.

• Identificar diferentes tipos de trabalho.

• Discutir como o trabalho se transforma ao longo do tempo.

• Entender que o Sol determina a temperatura dos ambientes.

• Reconhecer o uso do termômetro para medir a temperatura.

• Identificar que o ambiente interfere na temperatura do corpo de alguns animais.

• Reconhecer a pele como o órgão por onde percebemos as sensações térmicas.

• Descrever o ar, o solo e a água como recursos imprescindíveis aos seres humanos.

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes indiquem o conhecimento prévio sobre o tema.

Converse com os colegas sobre este ambiente e responda às questões.

1 Você vive ou conhece pessoas que vivem em áreas de floresta?

2 Que tipos de alimentos podem ser encontrados na floresta?

3 Quais atividades de trabalho as pessoas podem realizar na floresta?

4 Quais animais e plantas podem ser encontrados neste ambiente? Cite dois exemplos de cada um desses grupos de seres vivos.

No dia 21 de março é comemorado o Dia Internacional das Florestas. Em 2025, o tema foi “Florestas e alimentos”.

• Compreender algumas etapas do ciclo de vida das plantas.

• Investigar como a luz do Sol afeta o aquecimento de alguns materiais e o crescimento das plantas.

• Reconhecer a diversidade de ambientes naturais, de animais e de plantas no mundo e principalmente no Brasil.

• Identificar ações humanas que causam impacto ambiental.

Pré-requisitos pedagógicos

Para que os estudantes possam compreender os conteúdos desta unidade e atingir seus

objetivos, é necessário que já tenham desenvolvido algumas habilidades fundamentais no ciclo de alfabetização. Entre elas, destaca-se a capacidade de ler e interpretar textos simples, expressar ideias oralmente e por escrito e realizar observações e comparações entre elementos do cotidiano e da natureza. É importante que tenham noções iniciais sobre seres vivos, ambientes naturais e modificados, e relações de cuidado com o meio ambiente. Também é desejável que reconheçam diferentes profissões e espaços sociais, compreendam a existência de diferentes temporalidades e transformações ao longo do tempo, além de saberem

identificar sensações térmicas. A familiaridade com instrumentos simples, como o termômetro, e com práticas de investigação, como observar, levantar hipóteses e registrar descobertas, contribui para que possam explorar os temas propostos com autonomia e curiosidade.

Temas

Contemporâneos

Transversais

Ciência e tecnologia; Educação ambiental; Trabalho; Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

ENCAMINHAMENTO

Comentar com os estudantes que as florestas, presentes em muitas regiões do planeta Terra, são ambientes de grande importância para a manutenção da vida. Elas abrigam grande parte da diversidade dos seres vivos existentes e ajudam na regulação do clima no planeta, como a Floresta Amazônica, além de influir diretamente no regime de chuva de diversos locais do Brasil. Além disso, muitas populações humanas que vivem em floresta vivem de extrativismo, coletando frutas, sementes, plantas, entre outros produtos. Em todo o mundo, muitas pessoas se alimentam do que nasce na floresta.

Segundo dados do Censo 2022, realizado pelo IBGE, em 2022, 87% da população brasileira residia em áreas urbanas, e 13% em áreas rurais. 5,8% da população brasileira vivia, em 2022, em Unidades de Conservação (UC). Dessa forma, espera-se que grande parte dos estudantes apresente respostas negativas, exceto em situações em que a escola está inserida em uma área rural com a presença de comunidades que vivem em áreas de floresta ou em uma UC.

BNCC

Competências gerais: 3, 6 e 7

Competência específica de Ciências da Natureza: 5

Competências específicas de Ciências Humanas: 1 e 4

Competência específica de Geografia: 1

Habilidade de História: EF02HI02

Habilidade de Geografia: EF02GE04

Temas Contemporâneos

Transversais: Diversidade cultural; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

ENCAMINHAMENTO

Iniciar o tema convidando os estudantes a observar atentamente as seis fotografias desta dupla de páginas, destacando que cada imagem representa um modo diferente de viver, com questões como: como são essas moradias? Quais desses povos você conhece ou já ouviu falar? Estimular a curiosidade dos estudantes.

Nesse momento, é possível propor a eles que realizem as atividades propostas.

Ao conferir as respostas com os estudantes, destacar as duas imagens que representam populações brasileiras. Se possível, exibir os vídeos dos vaqueiros do Sertão nordestino e os boiadeiros do Pantanal, indicados em Sugestão para os estudantes. Após a exibição dos vídeos, propor a Atividade complementar.

Na atividade 1, acompanhar a produção escrita dos estudantes. Tendo as legendas das imagens como referência, são exercitadas tanto a escrita de observa-

COMO VIVEM AS PESSOAS EM DIFERENTES

LUGARES 192

As pessoas podem viver de diferentes maneiras, com seus costumes e modos de organização da moradia, de trabalho, entre outros.

Observe as fotografias.

Nômade: pessoa ou povo cuja moradia não é fixa.

ção quanto a localização de informações em um texto.

Na atividade 2, por retratar majoritariamente culturas distintas das encontradas no Brasil, é possível que os estudantes respondam “não” à questão sobre a semelhança com o modo de vida. No entanto, atentar a possíveis exceções (de acordo com as características e influência cultural do município) ou ao reconhecimento de detalhes.

Povo Kassena em Burkina Faso, em 2020. Vaqueiros cavalgando em uma área de vegetação seca no município de Canudos, no estado da Bahia, no Brasil, em 2021.
Pantaneiro tocando gado no município de Aquidauana, no estado de Mato Grosso do Sul, no Brasil, em 2021.
Cigana na Rússia, em 2018. Os povos ciganos nômades transportam consigo suas moradias, feitas de lona e tecido.

Abrigo de moradia beduína no Kuwait, em 2023. Muitos beduínos ainda são nômades. Eles montam seus abrigos ao se deslocarem pelo deserto.

Comunidade em Papua Nova Guiné, em 2024. Muitas comunidades locais dependem da floresta para obter alimentos e madeira.

1 Escreva o nome do país ou do estado retratado em cada fotografia.

a) Fotografia 1: 1. a) Burkina Faso.

b) Fotografia 2: 1. b) Brasil, Bahia.

c) Fotografia 3: 1. c) Brasil, Mato Grosso do Sul.

d) Fotografia 4: 1. d) Rússia.

e) Fotografia 5: 1. e) Kuwait.

f) Fotografia 6: 1. f) Papua Nova Guiné.

2 No lugar onde você mora, existem pessoas que vivem como em alguma das fotografias apresentadas? Se sim, qual? 2. Respostas pessoais.

DESCUBRA MAIS

• RASPALL, Joana; BLANCH, Ignasi. Poderia. São Paulo: Brinque-Book, 2020. Nesse livro, você é convidado a pensar como seria a sua vida e como você seria se tivesse nascido em outro lugar. Seria diferente?

Sugestão para os estudantes

Atividade complementar

• Observando os ambientes

Exibir os vídeos indicados em Sugestão para os estudantes. Pedir aos estudantes que prestem bastante atenção aos vídeos, e, após exibi-los, questioná-los se conseguem perceber diferenças entre o Sertão nordestino e o Pantanal. Em seguida, questioná-los se reconhecem diferenças entre o vaqueiro nordestino e o boiadeiro pantaneiro, e se isso tem a ver com o ambiente em que estão.

O vaqueiro nordestino vive no Sertão nordestino, local de clima semiárido, onde chove pouco ao longo do ano, sendo, portanto, um ambiente seco, com plantas com poucas folhas e que apresentam espinhos. Por isso, o vaqueiro usa grossas roupas de couro, pois, muitas vezes, ele tem de entrar em locais com muitos espinhos, e as roupas o ajudam a não se ferir. Além disso, os vaqueiros conduzem uma quantidade de gado muito menor que os boiadeiros do Pantanal e utilizam os cantos de aboio para guiar os bois.

Já os boiadeiros pantaneiros geralmente guiam uma quantidade muito grande de animais. Como, em boa parte do ano, uma grande área do Pantanal fica alagada, graças ao regime de chuva da região, muitas vezes eles cruzam essas áreas, utilizando até mesmo barcos para guiar o gado.

26/09/25 13:16

GLOBO Rural. Conheça os cantos de aboio, passados entre gerações de vaqueiros do sertão baiano. Publicado por: Globoplay. 2023. 1 vídeo (ca. 13 min). Disponível em: https://globoplay. globo.com/v/11360025/. Acesso em: 21 set. 2025.

O vídeo mostra o dia a dia dos vaqueiros do Sertão nordestino e a forma de chamar os animais que eles conduzem, chamada aboio.

É BEM Mato Grosso. Conheça a vida e o trabalho dos peões do Pantanal. Publicado por: Globoplay. 2017. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/1974241/?s=0s. Acesso em: 21 set. 2025.

A reportagem mostra um dia na vida do boiadeiro do Pantanal.

BNCC

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

Temas Contemporâneos

Transversais: Diversidade cultural; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

Organize-se

• Dicionários

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 1, ler com os estudantes o enunciado e pedir que realizem a pesquisa, individualmente ou em grupo. No momento da correção, pedir aos estudantes que leiam o que encontraram e permitir que realizem a segunda parte da atividade, que é discutir se encontraram o mesmo significado para o termo ribeirinho Orientar aos estudantes a observar as imagens da página e ler as legendas com eles, explicando um pouco do modo de vida dos ribeirinhos. O Texto de apoio apresenta mais informações sobre as populações ribeirinhas, que podem ser compartilhadas com os estudantes.

A vida dos ribeirinhos

1 Você sabe o que quer dizer a palavra ribeirinho? Vamos procurar no dicionário? Anote aqui o que você encontrou.

1. Espera-se que os estudantes considerem que a palavra ribeirinho representa as pessoas que vivem próximas a um rio. É importante considerar que as comunidades ribeirinhas vivem de pesca artesanal, extrativismo e agricultura.

• Seus colegas encontraram os mesmos significados? Converse com eles.

No Brasil, existem muitas comunidades ribeirinhas. Elas vivem perto dos rios, e a maioria fica na Amazônia.

Observe as fotografias.

Ribeirinhos pescando no Rio Branco, no município de Boa Vista, no estado de Roraima, em 2023.

Trabalhadoras retirando cascas de castanhas-do-pará na comunidade ribeirinha de São Francisco do Rio Iratapuru, no município de Laranjal do Jari, no estado do Amapá, em 2022.

no município de Portel, no estado do Pará, em 2025.

Texto de apoio

Quem são os Povos e Comunidades Tradicionais?

São coletividades presentes em todos os estados brasileiros. Possuem culturas e formas próprias de organização social, se relacionam com a terra, territórios e recursos naturais de acordo com os seus modos de vida tradicionais.

[…]

São reconhecidas (e se veem como tais) as coletividades que possuem modos de vida diferentes da população em geral. Mantêm relação direta com a natureza, conhecem seus ciclos e desenvolvem atividades consideradas como de baixo impacto ambiental.

A unidade familiar estendida ou comunal são centrais para a organização dessas comunidades, assim como as relações de parentesco ou compadrio para o exercício das atividades econômicas como agricultura, caça, pesca, extrativismo, artesanato, dentre outras.

Possuem valores e sistemas de conhecimentos próprios, com símbolos, mitos e rituais

Artesanato em comunidade ribeirinha, no munícipio de Manaus, no estado do Amazonas, em 2022.
Palafitas, moradias típicas de ribeirinhos, na margem do Rio Parauaú,

2 Qual atividade dos ribeirinhos também é feita na sua comunidade? Qual atividade dos ribeirinhos não é feita na sua comunidade?

2. Respostas pessoais.

VOCÊ DETETIVE

1. Com a ajuda de um adulto responsável, faça uma pesquisa sobre uma comunidade ribeirinha do Brasil. Consulte a biblioteca, a internet e também pessoas mais velhas que você conheça. Anote:

a) em qual município do Brasil ela se localiza?

b) essa comunidade vive às margens de qual rio?

1. Respostas pessoais.

c) uma característica da vida dessa comunidade.

2. Troque sua pesquisa com a de um colega e anote:

• uma semelhança entre a comunidade que você estudou e a que seu colega estudou.

2. Resposta pessoal.

DESCUBRA MAIS

• DREGUER, Ricardo. O skatista e a ribeirinha. São Paulo: Moderna, 2016. Quando Paulo precisa se mudar para a Amazônia, ele recebe ajuda de uma ribeirinha que adora a natureza.

195

Suas casas de madeira são construídas sobre palafitas adaptadas às cheias dos rios amazônicos. Essas comunidades apresentam uma forte relação material e simbólica com as águas dos rios. O ciclo de chuvas e seca regula suas atividades econômicas, sob regime familiar e com venda do excedente. Nos períodos de seca, as margens oferecem frutas, ervas medicinais e tubérculos, em especial a mandioca. Da floresta, retiram produtos para consumo próprio ou venda. A várzea, os rios e as matas são objeto de saberes acumulados ao longo das gerações, permitindo a coleta de alimentos, fibras, tinturas, resinas, ervas medicinais, bem como materiais de construção. Outra característica marcante é o relativo isolamento geográfico, com a infraestrutura de terra firme precária e o uso dos rios como via de transporte.

BRASIL. Ministério do desenvolvimento e assistência social, família e combate à fome. Diretrizes para o atendimento de povos indígenas e povos e comunidades tradicionais em programas de segurança alimentar e nutricional Brasília, DF: MDS, set. 2024. Disponível em: https:// mds.gov.br/webarquivos/ MDS/2_Acoes_e_Programas/ Acesso_a_Alimentos_e_a_Agua/ Articulacao_de_Politicas_ Publicas_de_SAN_para_ Povos_e_Comunidades_ Tradicionais/Arquivos/ Cartilha_Diretizes.pdf. Acesso em: 21 set. 2025.

27/09/25 19:44

que dão sentido às suas identidades coletivas — transmitidas de forma oral ao longo das gerações.

Cuidado! Tradição não significa que estejam paralisados no tempo ou imunes às mudanças. Como quaisquer outros grupos sociais, estão em constante transformação (tanto pelo contato com outros grupos, quanto pelas inovações internas). A tradição assegura a permanência de valores, práticas, palavras e conhecimentos que alimentam o sentimento de pertencimento coletivo ou de identidade própria de cada grupo.

[…]

Ribeirinhos

Os ribeirinhos têm profundo conhecimento dos ritmos dos recursos naturais. Vivem nas margens dos rios, onde organizam sua vida social em torno dos rios, igarapés, igapós e lagoas, com a pesca sendo a atividade central dessas famílias. Estão presentes em todo território brasileiro, com destaque para a região da Amazônia.

BNCC

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

Temas Contemporâneos

Transversais: Diversidade cultural; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes sobre o que eles sabem a respeito de populações que vivem em regiões costeiras brasileiras, resgatando ideias prévias que eles possam ter. Em seguida, apresentar as imagens das páginas e ler com eles as legendas para que a turma perceba a relação com a pesca artesanal e a natureza.

Os estudantes podem conhecer mais do modo de vida e da arte caiçaras por meio do site indicado em Sugestão para os estudantes. Nele, há fotografias e vídeos mostrando as moradias, o trabalho e as manifestações culturais dos caiçaras. Caso a escola esteja na região em que existem populações caiçaras, verificar a possibilidade de convidar membros da comunidade para apresentar músicas, obras de arte ou compartilhar vivências.

Para o trabalho com as fotografias desta dupla de páginas, é possível pedir à turma que descreva essas imagens atentando aos detalhes. Auxiliar os estudantes com deficiência visual. Caso se faça o traba-

A vida dos caiçaras

Você já ouviu a palavra caiçara? Chamamos de caiçaras os moradores das áreas litorâneas de alguns lugares do Brasil, como os estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.

Observe algumas fotografias de comunidades caiçaras.

Pescadores voltando do trabalho na comunidade caiçara de Ilhabela, no estado de São Paulo, em 2024.

Pescadores descarregam camarões para venda em mercado no município de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul, em 2025.

lho sugerido com o site da exposição indicada em Sugestão para os estudantes, realizar a descrição desses materiais também.

O trabalho com este tema ajuda a desenvolver as competências gerais 3 e 6, uma vez que promove a valorização de práticas artístico-culturais e de saberes da população caiçara. Além disso, possibilita que os estudantes pensem sobre a importância de preservar a cultura caiçara e o ambiente natural em que vivem, desenvolvendo a competência geral 7, a competência específica de Ciências da Natureza 5, a competência específica de Ciências Humanas 1 e os Temas Contemporâneos Transversais: Diversidade cultural; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

Ao longo do trabalho com este tema, é possível explorar a habilidade EF02GE04, quando os estudantes refletem sobre como o ambiente influencia suas práticas culturais das comunidades caiçaras. A habilidade EF02HI02 é trabalhada quando os estudantes identificam práticas exercidas pelos caiçaras, como a pesca e o artesanato.

Canoa feita de madeira, em Florianópolis, no estado de Santa Catarina, em 2025. Os caiçaras podem usar cipós, madeira, sementes, pedras e conchas para fazer objetos do seu dia a dia, como redes, barcos e cestos.

no município de Paraty, no estado do Rio de Janeiro, em 2021.

Com os colegas e o professor, responda às atividades.

1 No lugar onde você vive, existem caiçaras?

1. Resposta pessoal.

2 Escreva o nome de uma atividade desenvolvida pelos caiçaras.

2. Os estudantes podem citar pesca e artesanato de redes e cestos.

3 Releia as placas colocadas pelos caiçaras na fotografia 4 . Por que eles colocaram essas placas?

3. Espera-se que os estudantes indiquem que os caiçaras vivem da pesca. Por isso, eles querem que as águas do mar estejam sempre limpas e sem lixo.

03/10/25 10:30

Atividade complementar

• Modo de vida caiçara

Propor aos estudantes que pesquisem imagens na internet relacionadas ao modo de vida caiçara, com o auxílio de um adulto responsável em casa ou do professor na escola. Os estudantes podem reinterpretar as imagens encontradas desenhando barcos, peixes, casas e festas populares. Depois, incentivá-los a compartilhar com a turma seus desenhos, descrevendo o que originalmente tinham pesquisado e o que estão apresentando. Também é possível expor o trabalho em sala de aula.

Sugestão para os estudantes

PAISAGENS caiçaras. Curitiba, c2025. Disponível em: https://paisagenscaicaras. wordpress.com/edicao1/. Acesso em: 22 set. 2025.

O site reúne acervo de fotos da exposição Paisagens caiçaras, organizada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Sugestão para o professor

FUHRMANN, Leonardo. A luta dos caiçaras para não perder heranças do passado após ver terras virarem reservas ou condomínios. BBC News Brasil, 2 dez. 2018. Disponível em: https:// www.bbc.com/portuguese/ brasil-46243374. Acesso em: 22 set. 2025.

O artigo conta as dificuldades que os caiçaras enfrentam para manter seu modo de vida, frente à criação de reservas ecológicas e de condomínios de luxo.

Cartazes feitos por caiçaras da comunidade

BNCC

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

Temas Contemporâneos

Tansversais: Diversidade cultural; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

ENCAMINHAMENTO

Os dados apresentados sobre a população indígena foram divulgados em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico 2022: indígenas: alfabetização, registros de nascimentos e características dos domicílios, segundo recortes territoriais específicos: resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Os dados são apresentados na página 10 do estudo.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam que elas estão em uma moradia indígena feita de pau a pique e telhado de folhas secas. Do lado esquerdo, uma mulher está sentada segurando um bebê no colo. Na frente dela, outra mulher está oferecendo uma bebida. Elas estão perto de uma fogueira acesa. Bem no centro do quadro, dentro de uma rede, está outra mulher com um bebê no colo. Parece um momento de descanso entre mãe e filho. Do lado direito, há um homem, o pajé, sentado em um banquinho. Ele tem um chocalho preso no braço e segura algo pa-

A vida do povo tukano

Atualmente, há 305 povos indígenas no Brasil. O povo indígena tukano é um deles.

Os indígenas tukanos moram na Amazônia e vivem da caça e da pesca, além de plantarem roças de mandioca-brava.

A mandioca-brava recebe esse nome porque não é segura para comer sem o preparo adequado. Os Tukano têm um jeito tradicional de prepará-la que a torna um alimento seguro.

O tipiti é um instrumento feito de palha usado para preparar a mandioca-brava. Os Tukano e outros povos indígenas costumam utilizá-lo.

Os Tukano comemoram os nascimentos, os casamentos, a migração das aves e a época do plantio com festas e danças.

SAIBA QUE

Migração: deslocamento de um lugar para outro.

Dos 305 povos indígenas do Brasil, muitos vivem em cidades. Eles falam mais de 274 línguas diferentes, e cada um desses povos tem suas histórias e tradições.

recido com um copo. Perto dele há objetos no chão, como se fizessem parte de um ritual ou momento importante.

Antes de os estudantes fazerem a atividade 4, orientá-los a identificar elementos que revelam o modo de viver do povo tukano. Durante a correção da atividade, comentar que a pintura mostra um momento íntimo e espiritual em que a mãe, logo após o parto, repousa com o bebê em uma rede dentro de uma moradia indígena cuja construção coletiva é feita com materiais naturais como barro, madeira e folhas. Outros membros da comunidade participam da cena oferecendo objetos simbólicos, como a manicuera (bebida feita de mandioca usada em rituais), e o pajé, líder espiritual, também está presente. Ao fundo, aparece a árvore de cuia, considerada sagrada pelo povo tukano. Essa representação permite que os estudantes reconheçam semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e nos modos de viver entre os povos indígenas e suas próprias vivências, promovendo o respeito à diversidade cultural e às formas diferentes de acolher a vida.

Observe com atenção a pintura feita por uma artista indígena do povo tukano.

Rede Macaco [Nepũ Arquepũ], de Duhigó, 2019. Pintura acrílica sobre madeira, 185,5 centímetros x 275,5 centímetros.

Com os colegas e o professor, responda às questões.

1 Quem fez esse quadro e quando ele foi pintado?

1. Duhigó pintou o quadro em 2019.

2 Em sua opinião, onde as pessoas representadas no quadro estão? O que elas fazem?

2. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento.

3 Você consegue identificar no quadro elementos da natureza?

4. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

4 A pintura parece contar alguma história sobre a vida das pessoas que aparecem nela? Que história é essa?

5 Esse modo de viver que aparece no quadro é parecido com o seu? O que é diferente da sua vida? E o que é semelhante?

5. Respostas pessoais.

QUEM É?

Duhigó é uma artista do povo indígena tukano. Ela nasceu em 1952 no estado do Amazonas.

3. Sim. Os materiais usados na moradia (madeira, folhas e barro), além da árvore ao fundo, na entrada na moradia. Além disso, as pessoas também são parte da natureza.

O QUE E COMO AVALIAR

As atividades de análise da pintura Rede Macaco podem ser utilizadas para avaliação, principalmente as atividades 4 e 5. É possível avaliar a participação dos estudantes nas atividades, assim como a análise da imagem. A atividade 2 da página 193 e o boxe Você detetive da página 195 também podem ser utilizados para avaliar os estudantes.

Sugestão para o professor

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico 2022: indígenas: alfabetização, registros de nascimentos e características dos domicílios, segundo recortes territoriais específicos: resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov. br/visualizacao/periodicos/ 3111/cd_2022_indigenas_alfa betizacao.pdf. Acesso em: 10 out. 2025.

A publicação apresenta dados sobre a população indígena obtidos no Censo demográfico de 2022.

POVOS indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, c2020. Disponível em: https:// pib.socioambiental.org/ pt/P%C3%A1gina_principal. Acesso em: 10 out. 2025.

O site apresenta informações sobre os povos indígenas no Brasil.

26/09/25 13:17

Na atividade 5, estimular os estudantes a observar a cena e estabelecer o que eles têm de semelhante com a representação.

Ao tomar contato com o modo de vida e a arte do povo tukano, os estudantes desenvolvem as competências gerais 3, 6 e 7, a competência específica de Ciências da Natureza 5, as competências específicas de Ciências Humanas 1 e 4 e os Temas Contemporâneos Transversais: Diversidade cultural; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras, pois, na tentativa de interpretar uma obra artística de uma pintora indígena, aprendem mais sobre a cultura do povo tukano; e relacionam suas semelhanças e diferenças, podendo levar à valorização da arte e cultura do povo tukano e dos povos indígenas como um todo.

EDSON KUMASAKA/MUSEU

BNCC

Competências gerais: 1 e 6

Competência específica de Ciências da Natureza: 4

Competências específicas de Ciências Humanas: 2 e 5

Competência específica de História: 5

Habilidades de História:

EF02HI01, EF02HI0 e EF02HI10

Habilidade de Geografia:

EF02GE06 e EF02GE07

Tema Contemporâneo

Transversal: Trabalho

ENCAMINHAMENTO

As atividades propostas têm o intuito de partir do cotidiano dos estudantes, estabelecendo pontes entre as imagens apresentadas na dupla de páginas e a realidade observada em seus bairros e comunidades e os diferentes tipos de atividades sociais em variados horários. Dessa maneira, é possível valorizar as experiências dos estudantes, ao mesmo tempo que eles ampliam seu repertório sobre profissões e atividades sociais que talvez não estejam presentes em sua vivência imediata.

2 DIFERENTES TIPOS DE TRABALHO

Em diferentes lugares e horários do dia, podemos observar diversos tipos de trabalho que acontecem de acordo com as atividades e as necessidades de cada local.

Observe os trabalhos destacados.

preparando doces de chocolate no

Trabalhadora empacotando pão em uma padaria, no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2022.

É importante destacar também a dimensão histórica e cultural do trabalho. É possível mostrar que os tipos de trabalho mudam com o tempo e dependem de diferentes contextos. Por exemplo, o trabalhador da colheita, apresentado na imagem, só pôde utilizar a colheitadeira após sua invenção e popularização, pois, algumas décadas atrás, a colheita era manual; já o extrativista de castanhas do Pará preserva técnicas tradicionais que mantêm vínculos com a cultura local. Essa comparação ajuda os estudantes a perceber que o trabalho é parte da história das comunidades e está em constante transformação.

Ao analisar profissões que fazem parte do cotidiano imediato dos estudantes, junto de outras que podem parecer mais distantes, dependendo de seu contexto, dá-se oportunidade aos estudantes de perceber como os conhecimentos historicamente construídos ajudam a entender a realidade e o funcionamento da sociedade, desenvolvendo a competência geral 1,

As três atividades sugeridas incentivam a observação da realidade local e o reconhecimento de diferentes formas de trabalho durante o dia e a noite. Para enriquecer a experiência, é possível iniciar a aula propondo uma roda de conversa em que os estudantes contem quais trabalhos conhecem. É importante estimular o respeito à diversidade de profissões, destacando que todo trabalho tem valor social, seja na produção de alimentos, seja na prestação de serviços, na segurança, no cuidado com a saúde ou na organização da comunidade. Se julgar adequado, promover a leitura das fotografias e das legendas na roda de conversa.

Trabalhador operando máquina de colheita no município de Formosa do Rio Preto, no estado da Bahia, em 2022.
Peão cuidando de gado no município de Pedro Gomes, no estado de Mato Grosso do Sul, em 2020.
Confeiteira
município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2020.

Trabalhador descascando castanha-do-pará após a coleta no município de Laranjal do Jari, no estado do Amapá, em 2017.

Motorista dirigindo caminhão em Montenegro, em 2024.

Policiais em bicicletas fazendo ronda em parque no município de Sobral, no estado do Ceará, em 2023.

Médica-veterinária examinando um cachorro no Canadá, em 2010.

1 No bairro onde você mora existem pessoas trabalhando em atividades como as mostradas nas fotografias?

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes distingam atividades sociais locais e associem-nas com exemplos reais ou visíveis no dia a dia.

2 Enquanto você está na escola durante o dia, que tipos de trabalho você acha que as pessoas estão fazendo no seu bairro?

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que diversos trabalhos acontecem no mesmo horário em que eles estão na escola, e que o dia é um período de grande movimentação social.

3 Quais tipos de trabalho você observa acontecendo durante a noite em sua comunidade?

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que as atividades da comunidade podem continuar funcionando durante a noite e que há pessoas trabalhando em funções essenciais nesse período.

26/09/25 13:34

e leva os estudantes a valorizar a diversidade de saberes e experiências, desenvolvendo a competência geral 6.

Quando observam as diferenças entre trabalhos realizados de dia ou à noite, e percebem que alguns serviços só existem em determinadas condições, como a ronda noturna da polícia ou a preparação dos pães antes do amanhecer, os estudantes começam a comparar práticas sociais em diferentes espaços e tempos, atendendo à competência específica de Ciências Humanas 5.

Ao refletir sobre os usos da tecnologia no trabalho agrícola, como o contraste entre a colheitadeira e o extrativismo manual da castanha, os estudantes analisam como o meio técnico e científico transforma a organização social, desenvolvendo a competência específica de Ciências Humanas 2. Nessa reflexão, eles também avaliam as implicações da ciência e de suas tecnologias no mundo do trabalho, desenvolvendo a competência específica de Ciências da Natureza 4. A comparação entre práticas tradicionais e modernas também contribui

para compreender como populações e mercadorias circulam no tempo e no espaço, atendendo à competência específica de História 5. Por fim, as atividades propostas permitem que os estudantes identifiquem os espaços de sociabilidade que se formam em torno do trabalho, compreendendo o que aproxima ou diferencia grupos sociais em sua comunidade, mobilizando a habilidade EF02HI01; reconheçam e descrevam papéis sociais desempenhados em diferentes contextos, como o cuidado da veterinária ou a atuação dos policiais, trabalhando a habilidade EF02HI02; valorizem a importância das diferentes formas de trabalho que observam em sua realidade, compreendendo seus significados e especificidades, explorando a habilidade EF02HI10; relacionem tipos de trabalho ao períodos do dia, atendendo à habilidade EF02GE06; e identifiquem trabalhos relacionados a atividades extrativistas em diferentes lugares, conforme a habilidade EF02GE07.

Atividade complementar • Feira das profissões da turma

Organizar uma “feira das profissões da turma”. Cada estudante pode escolher uma profissão presente nas imagens ou na comunidade onde vive e preparar, com a ajuda do professor e da família, uma breve apresentação. Essa apresentação pode incluir um desenho, uma colagem de fotografias ou até um objeto que represente a profissão. O objetivo é valorizar o trabalho de diferentes áreas.

BNCC

(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco.

(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

(EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, seus significados, suas especificidades e importância.

ENCAMINHAMENTO

O trabalho com o tema dos tropeiros permite aos estudantes compreender como o transporte de mercadorias foi realizado no passado, e comparar com como ele acontece hoje. A proposta desta dupla de páginas estabelece uma ponte entre a história do Brasil e a vida cotidiana atual dos estudantes, aproximando conhecimentos históricos da realidade que eles vivenciam diariamente. Chamar a atenção dos estudantes para o esforço envolvido em transportar suprimentos por grandes distâncias, quando estradas eram de terra e os deslocamentos ocorriam em longas caravanas. A atividade de marcar a frase correta reforça o entendimento de que os tropeiros eram responsáveis por abastecer povoados distantes. Já o pedido de explicar a resposta a um colega contribui para o desenvolvimento da oralidade, do respeito pela fala do outro e da construção coletiva de sentidos.

As quatro fotografias da página 203 mostram diferentes formas de entrega de mercadorias atualmente. Essa diversidade de regis-

Transporte de mercadorias

Antigamente, quem levava alimentos, ferramentas, bebidas e outros utensílios para os povoados distantes do Brasil eram os tropeiros

Eles eram chamados assim porque organizavam tropas com muitas pessoas e animais. As pessoas remavam os barcos carregados de mercadorias e depois as transportavam por terra por meio de cavalos e burros.

1 Descreva esta imagem com os colegas e o professor.

Ver orientações no Encaminhamento

2 Marque um X na frase correta.

Nas tropas havia apenas pessoas.

X Os tropeiros abasteciam povoados distantes no Brasil.

3 Explique sua resposta a um colega. 3. Resposta pessoal.

tros ajuda os estudantes a identificar semelhanças e diferenças nos modos de circulação de produtos.

Para garantir inclusão e acessibilidade, disponibilizar imagens ampliadas e descrever oralmente as cenas para estudantes com deficiência visual. Em vídeos, usar legendas pode apoiar estudantes com deficiência auditiva, e dramatizações ou jogos de encenação podem favorecer estudantes que aprendem melhor por meio de experiências práticas.

Ao relacionar o trabalho dos tropeiros com os entregadores contemporâneos, os estudantes percebem como os conhecimentos acumulados historicamente explicam transformações sociais, o que contribui com o desenvolvimento da competência geral 1.

Ao discutir formas diversas de transporte, desde os animais de carga até os ciclistas entregadores, os estudantes reconhecem diferentes práticas e valorizam saberes ligados ao mundo do trabalho, o que contribui para a competência geral 6.

Tropeiros cavalgam em estrada de terra no município de Guaratinguetá, no estado de São Paulo, em 2014.

Hoje em dia é diferente. As mercadorias chegam às lojas e às nossas moradias por outros caminhos. Observe alguns exemplos.

Motociclista que trabalha com entregas no município de Salvador, no estado da Bahia, em 2016.

Entregador com bicicleta entregando comida em uma residência no município de Belém, no estado do Pará, em 2022.

Trabalhador descarregando caixas com vegetais de um caminhão, no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2024.

Veículo usado como banca ambulante de frutas e legumes com entrega em domicílio no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2015.

4 Como as mercadorias costumam ser entregues no lugar onde você vive?

4. Resposta pessoal.

26/09/25 13:34

Quando analisam as tecnologias que modificaram a circulação de mercadorias, como a substituição do cavalo por motocicletas e caminhões, os estudantes exercitam a análise de transformações sociais e técnicas, atendendo à competência específica de Ciências Humanas 2.

Ao comparar tropeadas no passado com entregas rápidas no presente, reconhecem mudanças e permanências no espaço e no tempo, desenvolvendo a competência específica de Ciências Humanas 5.

As atividades propostas também levam os estudantes a reconhecer que o transporte cria espaços de sociabilidade, como feiras e povoados, mobilizando a habilidade EF02HI01; a identificar papéis sociais ligados a esse trabalho, como tropeiros e entregadores, trabalhando a habilidade EF02HI02; e a reconhecer a importância e os significados das formas de trabalho em sua própria comunidade, atendendo à habilidade EF02HI10.

Sugestão para o professor

TRADIÇÕES do Interior: Tropeiros. Publicado por: TV Unesp. 2016. 1 vídeo. (ca. 27 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v= GyQW8IUqWnU. Acesso em: 1o out. 2025.

Vídeo que aborda as diversas contribuições dos tropeiros para a formação do Brasil.

O QUE E COMO AVALIAR

A análise por parte dos estudantes das fotografias apresentadas no capítulo pode ser utilizada para avaliar como eles identificam as diferentes formas de trabalho e os papéis sociais que as pessoas exercem.

Competências gerais: 1 e 2

Competências específicas de Ciências da Natureza: 1 e 8

Competência específica de Ciências Humanas: 6

Competência específica de Geografia: 1

Habilidade de Ciências: EF02CI08

Habilidade de Geografia: EF02GE04

Temas Contemporâneos

Transversais: Educação ambiental; Ciência e tecnologia; Saúde

ENCAMINHAMENTO

Ler o texto, observar as fotografias e ler as legendas com os estudantes. Ressaltar a importância da luz e do calor do Sol para os seres vivos. As condições do planeta seriam completamente inóspitas para os seres vivos caso a energia solar não chegasse à Terra, seja pelo fato de as plantas captarem a energia do Sol e assim produzirem seu alimento, que é utilizado como fonte de energia por outros seres vivos, seja pelo fato de a temperatura ambiente regular a temperatura corpórea e interferir no nível de atividade de animais, como boa parte dos répteis.

Em relação aos seres humanos, a fim de compreender a importância de se proteger da exposição excessiva ao Sol, valorizar os cuidados com o corpo e incentivar o uso de acessórios protetores, como o boné e os óculos escuros, além do hábito de proteger a pele com filtro solar. Explicar aos estudantes que se deve evitar a exposição solar das 10h às 16h e, dependendo da região, a partir das 9h. A proteção da pele contra a

O SOL E A VIDA NOS AMBIENTES

O Sol emite luz e calor, que são muito importantes para os seres vivos. A luz solar permite que muitos animais, incluindo o ser humano, enxerguem o ambiente durante o dia. Já as plantas dependem da luz solar para produzir seu alimento.

O calor do Sol que chega até a Terra é responsável por manter os ambientes em condições apropriadas para a sobrevivência dos seres vivos.

Muitos animais buscam locais onde existe maior exposição ao calor, como no exemplo seguinte.

As tartarugas marinhas enterram seus ovos na areia da praia. O calor do Sol permite que esses ovos se desenvolvam em filhotes, que, ao romper a casca, caminham em direção ao mar.

radiação do Sol está diretamente relacionada à importância da sombra e dos perigos de olhar diretamente para reflexos da luz do Sol. No entanto, ter em mente que a adoção de práticas cotidianas como essas pode exigir dos estudantes e de suas famílias a revisão e a mudança de hábitos antigos, o que pode ser bastante difícil, já que muitas vezes os adultos que vivem com os estudantes não têm consciência da importância desse tipo de cuidado com a saúde do corpo. Aproveitar a oportunidade para incentivar os estudantes a colaborar com a divulgação

dessas informações para suas famílias e outros membros de sua comunidade.

Se julgar interessante, ampliar o conteúdo sobre migração dos pássaros, contando aos estudantes que no município de São Paulo (SP) chega, fugindo do frio, no mês de setembro, a juruviara, ave vinda do estado de Maryland, que fica nos Estados Unidos, na divisa com o Canadá. Outro exemplo, que ajuda a ampliar a compreensão sobre a degradação do meio ambiente, se refere ao papa-capim, ave que vem das margens do rio Ucayali, nos Andes peruano.

Filhotes de tartarugas marinhas a caminho do mar após nascerem em praia no município de Camaçari, no estado da Bahia, em 2023.

Algumas aves, em determinadas épocas do ano, voam em grandes grupos por longas distâncias para deixar regiões frias em busca de regiões mais quentes. Nesses locais mais quentes, as aves encontram condições melhores para obter alimento e abrigo e podem se reproduzir.

Para os seres humanos, a exposição ao Sol, sem excessos e com as proteções necessárias, é importante para manter a saúde.

Vestir camisetas e usar bonés ou chapéus são cuidados importantes. Os óculos devem ter lentes que protejam os olhos adequadamente dos raios solares.

Flamingos-chilenos no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no município de Tavares, no estado do Rio Grande do Sul, em 2023.

1 Qual é a importância do calor do Sol para a reprodução das tartarugas marinhas?

1. É o calor do Sol que aquece os ovos desses animais e permite o desenvolvimento dos filhotes.

2 Por que algumas aves fazem migração em determinadas épocas do ano?

2. Espera-se que os estudantes respondam que algumas aves migram para sair de regiões frias para regiões mais quentes, em busca de calor, alimento e abrigo.

205

Sugestão para os estudantes

SANTOS, Elisama. O primeiro mergulho. São Paulo: Reco-Reco, 2024. Os ovos eclodiram e as tartaruguinhas saíram em direção ao mar, mas uma delas precisou da ajuda de uma amiga para enfrentar essa nova situação, totalmente desconhecida.

SISCILIANO, Salvatore. Por que suamos? Ciência Hoje das Crianças, 2001. Disponível em: http://chc.org.br/ acervo/por-que-suamos/. Acesso em: 23 set. 2024. O artigo explica, de maneira simples, a importância da eliminação do suor para o equilíbrio da temperatura do corpo.

26/09/25 17:01

Antigamente, o papa-capim era visto nas margens dos rios Pinheiros e Tietê; no entanto, com o desaparecimento do capim, que deu lugar ao concreto, nas margens desses rios, essa ave não migra mais para esses locais.

Ao discutir a importância da luz e do calor do Sol na produção de alimento de plantas e na reprodução e no padrão de comportamento de vários animais, assim como os cuidados com a exposição ao Sol como forma de promoção da saúde, os estudantes estão desenvolvendo a competência específica de Ciências da Natureza 8, a competência específica de Ciências Humanas 6 e o Temas Contemporâneos Transversais: Saúde; Educação ambiental.

BNCC

(EF02CI08) Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em diferentes tipos de superfície (água, areia, solo, superfície escura, clara e metálica etc.).

Tema Contemporâneo

Transversal: Educação ambiental

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar, questionar quais sensações geralmente os estudantes têm em relação à temperatura e à circulação de ar na escola, em sua moradia e nas ruas. Questionar se eles sentem calor ou frio e se percebem quando está mais úmido ou seco.

Pedir a alguns estudantes que cada um leia uma frase do texto para que eles exercitem a leitura. Se preferir, pedir a eles que façam uma leitura silenciosa do texto, antes da leitura em voz alta. Comentar e comparar as informações apresentadas nas fotografias. Os termômetros instalados em painéis são chamados de digitais. Termômetros desse tipo podem ser encontrados em automóveis, fogões e geladeiras ou alguns termômetros de ambiente. Como existe a possibilidade de os estudantes conhecerem apenas o termômetro clínico, já que nem todas as cidades têm nas ruas termômetros digitais, mostrar a eles caso seja possível o acesso a um instrumento desse tipo.

Quando a temperatura do ar está baixa, geralmente sentimos frio, ficamos com pelos arrepiados e sentimos necessidade de usar agasalhos ou cobertores. Quando a temperatura está elevada, temos sensação de calor, suamos mais e usamos roupas leves. Em casos mais extremos, podemos ter uma

A temperatura dos ambientes

O Sol é responsável por manter a temperatura dos ambientes naturais, que pode variar dependendo das condições de cada ambiente.

A temperatura é uma medida feita com termômetro, e informa o quanto quente ou frio está um corpo ou objeto. Os termômetros também podem medir a temperatura de alguns componentes da natureza, como o ar, a água e o solo.

Observe estes dois ambientes.

Os termômetros fornecem a temperatura em uma medida que, no Brasil e em outros países, é padronizada e chamada graus Celsius (°C).

Painéis de temperatura, como o desta fotografia, podem ser encontrados em algumas cidades brasileiras. Dentro de painéis como esse existe um termômetro que mede a temperatura do ar.

sensação de desconforto que pode até prejudicar nosso desempenho nas tarefas realizadas em nosso cotidiano.

Essas situações estão relacionadas ao conforto térmico, que é o quão confortável está o ser humano com as sensações térmicas sentidas em determinado ambiente. Em relação às atividades, na atividade 1, os estudantes devem associar as situações de sensação térmica com a temperatura, por meio da observação das imagens. Na atividade 2, eles deverão interpretar a informação no painel, ler o que está escrito e escrever por extenso as temperaturas.

Circular pela sala de aula enquanto os estudantes realizam as atividades propostas, e atentar aos comentários feitos por eles durante o trabalho. Avaliar se, na atividade 1, os estudantes associam números mostrados nos painéis com as atividades que podem ser observadas nessas temperaturas. Caso alguns estudantes tenham dificuldade de estabelecer essas relações, ler novamente o texto e mostrar a variação na temperatura. É possível ainda mostrar fotografias de locais onde os estudantes vivem, ressaltando as diferenças anuais.

Período do ano com dias frios no município de Londrina, no estado do Paraná, em 2025.
Período do ano com dias quentes no município de Petrolina, no estado de Pernambuco, em 2021.
Painel indicando a temperatura do ar em um dia muito quente em Brasília, no Distrito Federal, em 2022.

1 Observe os painéis de temperatura ilustrados. Eles indicam a temperatura do ar no mesmo país em duas épocas do ano. Observe também as situações representadas.

1. b) Espera-se que os estudantes usem as roupas das pessoas ilustradas para justificar o ambiente (ou a temperatura) associado a ela.

1

Situação A

Situação B

C

D

a) Ligue cada situação à temperatura marcada nos painéis 1 e 2.

b) Conte aos colegas por que você escolheu as situações indicadas para cada temperatura.

2 Escreva como se lê a temperatura representada em cada um dos painéis.

�) Painel 1: 2. a) Trinta e dois graus Celsius.

b) Painel 2: 2. b) Zero grau Celsius.

27/09/25 19:58

O trabalho com medidas de temperatura e relação de comparação de maior e menor pode ser feito em conjunto com o componente curricular de Matemática.

O reconhecimento da radiação solar como determinando para manter a temperatura dos ambientes mobiliza a habilidade EF02CI08 e aborda o Tema Contemporâneo Transversal Educação ambiental.

Atividade complementar

1. Pedir aos estudantes que escrevam por extenso, no caderno, a temperatura que consta no painel da fotografia da página 206. Resposta: A temperatura é de trinta e oito graus Celsius.

2. Medindo a temperatura em uma área externa da escola.

Se houver possibilidade, posicionar um termômetro de ambiente em um local da área externa da escola e utilizá-lo para realizar medidas da temperatura ao longo de uma ou duas semanas. Combinar com os estudantes o horário e a periodicidade para realizar as medições (por exemplo, diariamente, às 9 horas). Pedir que registrem as temperaturas no caderno e que descrevam a sensação térmica que tiveram no dia e no horário combinados. Eles devem registrar se sentiram frio ou calor no momento de cada medição. Depois da coleta de dados, conversar com a turma sobre a variação de temperatura ao longo dos dias e verificar se as sensações térmicas descritas pelos estudantes foram semelhantes ou diferentes.

Sugestão para os estudantes

DAYNES, Katie; TATE, Russell. Fique por dentro do clima e das estações. Embu das Artes: Usborne, 2018. Esse livro trata das curiosidades sobre a meteorologia, o clima e as estações.

Situação
Situação
Painel 2

(EF02CI08) Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em diferentes tipos de superfície (água, areia, solo, superfície escura, clara e metálica etc.).

Temas Contemporâneos

Transversais: Saúde; Ciência e tecnologia

ENCAMINHAMENTO

O conceito de calor é definido como a energia transferida de um corpo de maior temperatura para outro de menor temperatura. Já a temperatura é uma grandeza escalar, que não depende da massa do corpo e determina, com a pressão, o estado físico (sólido, líquido ou gasoso) de um corpo. Ela está relacionada ao grau de agitação das partículas que o compõem. Quanto maior sua temperatura, maior é o estado de agitação das partículas desse corpo.

Para o trabalho com este conteúdo, pode ser interessante ter em mãos um termômetro (de preferência digital) para os estudantes observarem como é e como funciona. Demonstrar aos estudantes como se mede a temperatura corpórea com o termômetro. Lembrá-los de que somente um adulto deve fazer a medição de temperatura em uma criança com o termômetro.

A amplitude e a faixa de temperatura de cada termômetro variam de acordo com a função a que ele é destinado. Em termômetros brasileiros, para a medição da temperatura ambiente, por exemplo, a faixa pode variar de menos 10 °C a 50 °C, enquanto a faixa de temperatura de um termômetro clínico pode ser de 35 °C a 42 °C.

Evidenciar que as ilustrações 1 e 2 são uma sequência. Na ilustração 1, a meni-

O uso do termômetro

A temperatura do corpo humano fica em torno de 36 °C, que se lê “trinta e seis graus Celsius”. A febre geralmente ocorre quando a temperatura corporal ultrapassa os 37,5 °C. Para medir a temperatura do corpo humano, utilizamos como o da imagem.

1. Respostas pessoais. Provavelmente, os estudantes dirão que sua temperatura foi medida por um médico, em uma consulta, ou por algum familiar, em casa, para verificar se estavam com febre.

Termômetro digital.

1 Alguém já mediu sua temperatura? Se sim, quem? E em qual situação? Conte aos colegas.

2 Observe as cenas e responda às questões.

a) Que temperatura o termômetro indica na cena 1? E na cena 2?

b) A menina está com febre ou não? Explique.

2. a) Cena 1: 35 °C. Cena 2: 38 °C. 2. b) Espera-se que os estudantes respondam que a menina está com febre, pois o termômetro marca a temperatura de 38 °C, valor que está acima da temperatura máxima considerada normal.

SAIBA QUE

A febre pode ser causada por uma infecção ou doença, como resfriado e gripe. Ela pode ser percebida por um aumento da temperatura do corpo. Essa reação ajuda no combate às infecções, mas é sempre preciso ter atenção. Se a febre não passar, se ela se repetir por mais dias, se chegar perto de 39 °C ou se ultrapassar essa temperatura, é preciso procurar um médico.

na, com o auxílio na mãe, coloca o termômetro para medir a temperatura, e, na ilustração 2, o termômetro indica a temperatura corporal de 38 °C, após 5 minutos.

As atividades 1 e 2 permitem aos estudantes relacionar a temperatura do corpo à condição febril ou saudável. Explicar que a febre é um sinal de que o corpo humano está reagindo, isto é, tentando se defender de algo que não está lhe fazendo bem.

Questioná-los como os adultos com quem convivem fazem para perceber a febre sem o uso do termômetro: encostam a mão na tes-

ta ou na barriga da criança? Encostam a mão na testa de duas crianças ao mesmo tempo para verificar se uma está mais quente que a outra? Explicar aos estudantes que essas técnicas são válidas apenas para indicar a possibilidade de a criança estar em estado febril, pois somente com o uso do termômetro será possível determinar com precisão se ela está com febre ou não. Explicar que, nos termômetros digitais, o valor da temperatura aparece em um visor.

Ainda na atividade 2 , os estudantes poderão responder que já tiveram a aferição

ALEXKOLOKYTHASPHOTOGRAPHY/ SHUTTERSTOCK.COM

Além de medir a temperatura do ar, da água, do solo e do corpo dos seres humanos, os termômetros podem medir a temperatura de outros animais.

Utilizando esse instrumento, é possível perceber, por exemplo, que a temperatura do corpo de animais como jacarés, lagartos e jabutis pode ser alterada pela temperatura do ambiente. É por isso que é comum encontrar esses animais durante o dia expostos à luz solar, para se aquecerem.

Já animais como a onça-pintada e a arara-canindé apresentam menos variações na temperatura do corpo quando estão saudáveis, assim como os seres humanos.

da temperatura na entrada dos estabelecimentos comerciais durante as fases de controle de contaminação da pandemia da covid-19, ou ouviram outras pessoas contando sobre esse período. Lembrá-los de que a febre é um sintoma da doença e que detectar pessoas com febre ajuda no controle dela, evitando a transmissão para outras pessoas próximas.

O trabalho com medidas de temperatura pode ser feito em conjunto com o componente curricular de Matemática.

Em relação à temperatura de outros ani-

mais, os grupos em que a temperatura do corpo é mais constante são as aves e os mamíferos. Informar aos estudantes que, entre os animais representados, o jacaré-do-pantanal apresenta temperatura interna do corpo que varia e é regulada de acordo com a temperatura do ambiente. Outros animais, além do jacaré-do-pantanal, que apresentam variações da temperatura interna do corpo são os peixes, os anfíbios, as serpentes e os lagartos. Questionar os estudantes se eles já viram algum lagarto parado exposto ao sol em épocas frias do ano.

Atividade complementar • Medição de temperatura em locais com sombra e com luz do Sol

A fim de ver o funcionamento dos termômetros em outras situações, organizar os estudantes para levá-los a outros ambientes dentro da escola para fazer a medição de temperatura usando um termômetro ambiental. Escolher locais onde há sombra e compará-los com locais onde a luz do Sol incide diretamente.

O QUE E COMO AVALIAR

Utilizar, como instrumento de avaliação, a capacidade dos estudantes de perceber a importância do termômetro na aferição correta de temperatura do corpo na vida cotidiana, como em situações de febre, durante a sensibilização e na realização das atividades 1 e 2. Perceber, por meio da interpretação da ilustração da atividade 2, se os estudantes compreendem a importância de aferir a temperatura do corpo usando um instrumento adequado. Caso alguns estudantes tenham dificuldade de responder corretamente às atividades, ler novamente os textos dessas páginas e pedir que expliquem com suas palavras o que entenderam. Ao compreenderem a utilidade do termômetro e como utilizá-lo em contextos diversos, inclusive a medição da própria temperatura para reconhecer seu estado de saúde, e reconhecerem que diferentes animais apresentam diferentes formas de regular a temperatura do corpo, os estudantes estão desenvolvendo a competência geral 1, as competências específicas de Ciências da Natureza 1 e 8, a habilidade de Ciências da Natureza EF02CI08 e os Temas Contemporâneos Transversais: Saúde; Ciência e tecnologia.

Jacarés-do-pantanal. Jabuti-piranga.
Onça-pintada.
Arara-canindé.

BNCC

(EF02CI08) Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em diferentes tipos de superfície (água, areia, solo, superfície escura, clara e metálica etc.).

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

Temas Contemporâneos

Transversais: Saúde; Ciência e tecnologia

ENCAMINHAMENTO

Antes de dar início ao trabalho com o conteúdo, estimular os estudantes a ler e interpretar as tirinhas apresentadas nesta dupla de páginas e a comparar as situações apresentadas nelas. Explorar a linguagem utilizada nas tirinhas, considerando que, por meio de imagens, fica mais fácil para os estudantes identificarem situações que se referem às sensações de quente e frio.

Se considerar oportuno, fornecer aos estudantes algumas informações sobre a pele: a pele é um órgão que reveste a superfície externa do corpo dos animais. Nos seres humanos adultos, esse revestimento é o maior órgão do corpo humano. Ela funciona como uma barreira e oferece proteção contra muitos microrganismos, vírus e substâncias tóxicas, e por estar em contato com o meio ambiente, a pele está mais sujeita a ferimentos. Além de proteger o corpo e ter função tátil, a pele atua na regulação da temperatura corpórea e na excreção de suor e de sebo. A sensação térmica está relacionada à transferência de calor, que se dá sempre do corpo com maior temperatura para o corpo com menor temperatura.

Como percebemos o calor

A pele é um órgão muito importante para o corpo humano. É por meio da pele que percebemos diferentes sensações, como as de quente e frio. Para medir valores específicos de temperatura, é preciso usar um termômetro.

Observe nesta tirinha um exemplo de situações de quente e frio.

210

Quando sentimos que um objeto está quente, por exemplo, parte do calor presente no objeto é transferida para nossa pele. Por outro lado, quando sentimos frio, significa que parte do calor do nosso corpo está sendo perdido para o ar ou para um objeto a nossa volta.

Na atividade 1. a), espera-se que os estudantes recontem a história com base no que leram, o que estimula a interpretação e a relação entre as informações das tirinhas. No primeiro quadrinho, eles devem destacar que é dia e que Calvin vê pela janela a neve caindo. Nos quadrinhos seguintes, ele

agasalha-se bem rápido e chama seu pai para sair, mas o pai mostra que está ocupado, talvez trabalhando. Nos momentos seguintes, ele pensa melhor e resolve se agasalhar para acompanhar o filho. Nos últimos quadrinhos, Calvin e o pai brincam felizes e, já de noite, Calvin aparece no colo da mãe, de pijama, dando um beijo no pai. Valorizar o reconto oral, estimulando outras interpretações que os estudantes possam ter dessa história.

Nas atividades 1. b), 1. c), 1. d) e 1. e), orientar a observação de elementos das imagens que caracterizem as condições do

WATERSON, Bill. Calvin e Haroldo, 1995.

Observe outra tirinha representando situações com sensações de quente e frio.

1. c) Sugestão de resposta: Dentro de casa, Calvin está de camiseta de manga curta e seu pai está de camisa. Para sair, Calvin e seu pai vestiram roupas de inverno, como touca, casaco e luvas. Fora de casa, está nevando.

1. b) Espera-se que os estudantes respondam que dentro da casa do Calvin parece estar quente e fora da casa, frio.

1 Agora, após observar as duas situações representadas nas tirinhas, faça o que se pede.

a) Reconte a história da tirinha de Calvin e Haroldo.

1. a) Resposta pessoal.

b) Em sua opinião, dentro da casa do Calvin está quente ou frio? E fora da casa do Calvin, como está?

c) Cite duas informações da tirinha do Calvin que fizeram você chegar a essa conclusão.

d) A segunda tirinha ilustra a região onde Zezo mora. Como está o dia? Parece estar quente ou frio?

oralmente às questões, solicitar que compartilhem ideias uns com os outros e recontem o que entenderam. É possível, ainda, pedir aos estudantes que criem falas para os personagens das tirinhas.

O trabalho comparando as situações apresentadas nas tirinhas, tanto entre elas como entre elas e o contexto dos estudantes, promove o desenvolvimento da competência específica de Geografia 1 e da habilidade de Ciências da Natureza EF02CI08 e de Geografia EF02GE04.

Atividade

complementar

• Mudança de temperatura em um objeto

Em nosso dia a dia, tocamos objetos feitos de diferentes materiais, como canecas de porcelana, copos de vidro, cadernos de papel e chinelos de borracha.

1. e) É possível chegar a essa conclusão já nos dois primeiros quadros, em que se observa

e) Como você chegou a essa conclusão?

1. d) O dia parece estar frio. todas as pessoas bem agasalhadas na rua, e no último quadro, quando Zezo chega à sua casa e se aquece usando o aquecedor.

f) O melhor amigo do homem, segundo Zezo, está dentro da casa dele. Que amigo é esse? E para que ele serve?

1. f) Espera-se que os estudantes respondam que o melhor amigo do homem, segundo Zezo, é o aquecedor, um aparelho utilizado para aquecer ambientes.

tempo, as vestimentas dos personagens, os aspectos dos espaços externos e do interior das moradias. É provável que os estudantes não tenham tido contato com neve, conhecendo apenas por meio de desenhos, filmes e fotografias. Dependendo da região onde moram, é possível que também não tenham contato com situações de frio como a apresentada na tirinha do Zezo. Na atividade 1. f), há uma brincadeira com o aquecedor como sendo o melhor amigo do homem (usualmente o cachorro é que é considerado o melhor amigo deste). Explicar que o aquecedor elétrico usa

27/09/25 19:59

eletricidade para gerar calor e aquecer o ambiente, algo parecido com o chuveiro elétrico, que aquece a água. Lembrar que esse eletrodoméstico é muito utilizado em locais que têm inverno mais rigoroso.

Formular duas ou três questões, ao término das discussões, para verificar a capacidade individual dos estudantes de compreensão das ideias apresentadas, como: qual brincadeira feita na segunda tirinha que faz a graça ao final? O que as duas tirinhas têm em comum? Caso os estudantes tenham dificuldade em responder

Se achar pertinente, realizar uma atividade prática tocando um objeto de metal. Levar uma lata de refrigerante levemente gelada e dar aos estudantes para segurarem com apenas uma das mãos por alguns segundos. Questionar o que eles percebem que acontece com a temperatura da mão durante esse rápido período.

Fazer questões como: o que você sentiu ao tocar a lata? Em seguida, pedir que, com a outra mão, toquem novamente na lata. Questionar: o que aconteceu com a temperatura da lata com o passar do tempo? Os estudantes podem responder que sentiram que a lata metálica está com temperatura menor do que a das mãos deles e que, depois de segurar a lata, a temperatura do objeto aumentou.

ITURRUSGARAI, Adão. Zezo. Folha de S.Paulo, São Paulo, 5 maio 2012. Quadrinhos. p. 8.

BNCC

(EF02CI08) Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em diferentes tipos de superfície (água, areia, solo, superfícies escura, clara e metálica etc.).

Tema Contemporâneo

Transversal: Ciência e tecnologia

ENCAMINHAMENTO

Entre os fenômenos da luz está a reflexão, que é responsável por enxergarmos corpos que não têm luz própria, pois o que enxergamos é a luz refletida, que, dependendo da superfície refletora, pode classificar a regularidade da reflexão em difusa ou regular. Se olharmos para uma folha de papel, vemos a própria folha, mas, olhando para o espelho, vemos a imagem de outros objetos. Na folha, a superfície é irregular, o que faz ocorrer reflexão difusa, já a superfície do espelho é muito lisa, o que faz ocorrer reflexão regular.

Na atividade 1, verificar se os estudantes sentiram dificuldades ao preencher o quadro. É importante estimular os responsáveis pelos estudantes a auxiliá-los nessas tarefas, o que incentiva que haja maior envolvimento da família nas tarefas escolares e, consequentemente, no desenvolvimento pedagógico da criança. Pedir aos responsáveis pelos estudantes que tomem cuidado na observação do reflexo da luz solar em superfícies ao realizar essa atividade. Eles devem fazer a observação mais afastados da superfície e não olhar diretamente para o reflexo da luz, para não prejudicar seus olhos.

Na atividade 2, incentivar todos os estudantes a falar sobre as observações realizadas na atividade anterior,

A luz solar sobre diferentes materiais

O calor do Sol aquece diferentes materiais de formas diferentes. Alguns se aquecem e se resfriam mais rápido, e outros são capazes de se manter aquecidos por mais tempo.

Esse conhecimento é importante para a escolha das roupas que usamos, por exemplo. Em dias mais frios, é importante usarmos roupas que conservam o calor do corpo. Já em dias mais quentes, é importante usar roupas que absorvem menos calor solar.

Pessoas caminhando em via pública durante um dia quente, no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2025.

Pessoas caminhando em via pública durante um dia frio no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2025.

As roupas de cores mais claras, em geral e dependendo do tipo de tecido, passam uma sensação de maior conforto em dias quentes porque refletem mais a luz solar que roupas de cores mais escuras. Ou seja, essas roupas absorvem menos calor.

Já os reflexos acontecem quando os raios solares atingem determinadas superfícies e voltam.

comparando os resultados obtidos entre eles. Compor um quadro coletivo com todas as respostas para que todos consigam observar os exemplos.

Ao realizar as atividades presentes nessas páginas, nas quais os estudantes terão de realizar observações sobre a reflexão da luz sobre diferentes superfícies, e ao compreender que a sensação térmica também pode estar relacionada às cores das roupas que vestimos, os estudantes estão desenvolvendo a competência geral 2, as competências específicas de Ciências da Natureza 1 e 8, a competência específica de Geografia 1, a habilidade de Ciências da Natureza EF02CI08 e o Tema Contemporâneo Transversal Ciência e tecnologia.

O que podemos ver, por exemplo, quando observamos objetos como panelas, latas e colheres de metal expostos ao Sol?

E na superfície da água do mar ou de um lago em um dia quente, quando o Sol está bem acima das nossas cabeças? E os reflexos nos vidros das janelas em dias ensolarados, você já observou?

1 Em casa e com um adulto, escolha três superfícies feitas de materiais diferentes.

• Em um dia ensolarado, observe como são os reflexos da luz do Sol nessas superfícies e complete o quadro.

Superfície escolhida Material de que é feita Refletiu a luz solar?

1. Resposta pessoal.

2 Na sala de aula, conte aos colegas e ao professor o que você anotou.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que materiais como metais, água ou mesmo objetos de cor clara refletem mais a luz que materiais como papelão, plástico, carpetes ou objetos de cores mais escuras.

Atividade complementar

• Em frente a um espelho

O QUE E COMO AVALIAR

Avaliar a capacidade dos estudantes de observar os reflexos e de identificar em quais superfícies eles são formados, além da condição da existência de uma fonte de luz para que ele ocorra. É possível que alguns estudantes tenham dificuldade em compreender o conceito de reflexão em objetos que não são espelhados. Neste caso, é possível mostrar, com uma lanterna simples e uma cartolina branca, como os espelhos refletem muito mais do que outros objetos, como a capa de um livro por exemplo. O reflexo da luz deve ser voltado à cartolina para maior visibilidade do reflexo. Também é possível comparar outros objetos metálicos e objetos mais claros e escuros para que percebam a diferença no reflexo deles.

26/09/25 17:02

Pedir a um estudante que se coloque em frente a um espelho. Em seguida, com o dedo indicador da mão direita, ou com uma seta feita de papel, apontar para cima, para a direita, para a esquerda e para baixo. A imagem do dedo indicador dos estudantes ou da seta vai apontar, respectivamente, para cima, para a direita, para a esquerda e para baixo, seguindo a mesma direção que os estudantes apontaram. Em seguida, pedir aos estudantes que apontem o dedo indicador para a direção do espelho e notem como a imagem do indicador aponta na direção deles mesmos. Comentar que isso acontece porque ocorre uma inversão na profundidade da imagem, mantendo a simetria em relação ao plano do espelho.

Luz do Sol refletindo sobre a superfície da água de um lago.
Luz do Sol refletindo no espelho retrovisor de um carro.

BNCC

Competências gerais: 1, 2 e 7

Competências específicas de Ciências da Natureza: 5 e 8

Competências específicas de Ciências Humanas: 3 e 6

Competência específica de Geografia: 1

Habilidades de Ciências: EF02CI04, EF02CI05, EF02CI06 e EF02CI08

Habilidade de Geografia: EF02GE11

Tema Contemporâneo Transversal: Educação ambiental

ENCAMINHAMENTO

Falar com os estudantes que os componentes da natureza — solo, água, ar, vegetação — são indispensáveis para a humanidade. Em seguida, explicar que vento é o ar em movimento. Ao discorrer sobre a água, informar aos estudantes que a maior parte da superfície do planeta é coberta por água e que a maior parte dela é salgada e está presente nos oceanos.

Com os estudantes, fazer a análise das imagens da dupla de páginas e solicitar a diferentes estudantes que leiam, um de cada vez, um trecho do texto em voz alta. Proceder da mesma maneira com as legendas das fotografias; isso contribui para a fluência em leitura oral.

Depois da leitura, pedir aos estudantes que destaquem os termos do texto que não entenderam. Explicar para eles o significado de palavras desconhecidas. Esse trabalho favorece o desenvolvimento de vocabulário dos estudantes.

Orientá-los a pensar em atitudes do dia a dia que contribuam para reduzir os impactos ambientais, como

SERES VIVOS NO AMBIENTE 4

O planeta Terra é a moradia de todos nós.

O ar , a água e o solo são alguns recursos essenciais para a nossa vida em diferentes lugares do planeta. A luz e o calor do Sol, como você estudou anteriormente, também são recursos do ambiente.

Ar: nós dependemos do ar para respirar. O vento pode ser usado para gerar energia elétrica e movimentar embarcações a vela.

Solo: muitos alimentos são cultivados no solo. Do subsolo, retiramos importantes recursos.

Subsolo: camada abaixo do solo.

Água: é vital para todos os seres vivos. Usamos a água para diversas finalidades.

economizar água e energia elétrica, separar os materiais que possam ser reutilizados ou reciclados etc. Aprofundar a discussão de modo que os estudantes se sensibilizem quanto à importância dos cuidados com o ambiente.

Atividade complementar • O que fazer para conservar a natureza?

Com o auxílio dos estudantes, elaborar na lousa uma lista de ações que cada um pode fazer para contribuir para a preservação da natureza. Refletir com eles sobre atitudes

que podem ser tomadas na escola e em casa para que isso aconteça, como economizar água e energia elétrica ao tomar banhos curtos, fechar a torneira sempre que possível e jogar os resíduos sólidos em locais adequados para cada tipo de material. Com exceção do banho, as demais atitudes também podem ser realizadas na escola. A ideia é que cada um dos estudantes se torne mais consciente e que desenvolva hábitos que colaborem para um meio ambiente mais sustentável.

A importância do solo e da água

O solo é a base em que pisamos. Sobre ele construímos nossas moradias e realizamos nossas atividades. Ele armazena água e fornece nutrientes para as plantas. É um recurso da natureza essencial para a vida no planeta.

Nós, seres humanos, utilizamos a água para beber e fazer a higiene do corpo. Também a usamos para irrigar as plantações. Da água, retiramos alimentos, como os peixes.

Além disso, a água é usada para gerar energia elétrica e para transportar pessoas e produtos em embarcações.

Você sabia que a maior parte da superfície do nosso planeta é constituída de água? Observe alguns lugares onde a água está.

Fotografia do oceano Atlântico, no Cabo Verde, em 2024.

A água também está nas geleiras dos oceanos e das montanhas. Fotografia da geleira Perito Moreno, na Argentina, em 2024.

1 Leia em voz alta esta frase.

E encontramos água nos rios, nos lagos, nos solos e no subsolo. Fotografia do Rio Yang-tzé, na China, em 2025.

Assim como cuidamos de nossa moradia, devemos cuidar do planeta onde vivemos.

• Que atitudes você pode tomar para ajudar a cuidar do solo e da água no planeta?

1. Resposta pessoal.

Sugestão para os estudantes

RIOS, Audifax. O desafio da mãe natureza

Fortaleza: Demócrito Rocha, 2006. Dois repentistas denunciam os males que os seres humanos provocam na natureza.

Texto de apoio

Educação ambiental infantil

A educação ambiental no ensino fundamental é de suma importância, já que é desde criança que se criam cidadãos conscientes. Implantá-la no Ensino Fundamental não é algo impossível, visto o

Outro ponto fundamental […] é a forma com que se aborda o tema de acordo com a faixa etária: como deve ser a aplicação de questionários para crianças que ainda estão no processo de alfabetização, como colocar os alunos em rodas de conversas. O professor colocar em jogo sobre o que acha do tema ou também agir como soberano na sala, pode colocar em xeque o diálogo com as crianças e, no que concerne aos desenhos, pode ser que alguns indivíduos não consigam colocar no papel o tema proposto.

[…]

215

fascínio das crianças pela natureza […].

26/09/25 17:45

[…] É no questionamento dos porquês que a criança cresce sociologicamente, sendo na idade entre quatro a seis anos que ela precisa viver a prática para aprender a teoria passada. Por isso a importância da educação ambiental logo cedo.

Se a educação quer concluir seu ciclo de formação educacional infantil, então deve-se desenvolver crianças cientes de suas reponsabilidades para a vida. Esse é o grande desafio, mostrando que a criança como o sujeito da situação, deve exercer com fundamental importância sua responsabilidade perante a sociedade […].

[…] [As] aulas de ciências desenvolvidas fora da sala de aula e diretamente na natureza, fazem toda a diferença para a criança adquirir um maior conhecimento. Sendo assim, a maioria das pesquisas no ambiente natural é para verificar a postura do aluno sobre o aprendizado da educação ambiental, demostrando se ele estará pronto para responder sobre os problemas ambientais e sociais no seu âmbito de convivência. A educação ambiental é algo que permeia todos os quesitos sociais, levando desde a infância até a fase adulta, conhecimento sobre o ambiente em que vivemos, formando indivíduos conscientes de seu dever ambiental junto à sociedade, priorizando o desenvolvimento econômico harmonioso com todas as fontes de vida e, principalmente, pensando no futuro para que sempre se continue usufruindo dos recursos naturais disponíveis. Daí a importância da educação ambiental infantil, pois é onde tudo começa e, se as pessoas forem ensinadas desde pequenas, crescerão sabendo nitidamente sobre sua função na sociedade. DOS SANTOS, Heber José; COSTA, Valdirene Pereira; SANTOS, Suemar Roberto dos. Educação ambiental: crianças como agentes propagadores. Expressão, Guaxupé, n. 24, jun. 2016. Não paginado. Disponível em: https://www.unifeg.edu.br/ webacademico/site/revista -expressao/ed/24/Valdirene.pdf. Acesso em: 24 set. 2024.

Solo com cultivo de repolho em Brazlândia, no Distrito Federal, em 2020.
A água está nos mares e oceanos.
ADRIANO KIRIHARA/PULSAR IMAGENS

BNCC

(EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo.

Tema Contemporâneo Transversal: Educação ambiental

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes: quais são as atividades que vocês realizam em casa que precisam de água? E na escola?

As questões visam aproximar os estudantes do tema que será trabalhado nestas páginas. Listar as atividades na lousa e completar à medida que o estudo avançar.

A leitura de um infográfico é um processo dinâmico que provoca a investigação. Ele mostra um conjunto de informações que pode ser lido de forma não linear. É interessante começar a leitura, de maneira ampla, de todo o infográfico. Em seguida, ler cada elemento, individualmente. O infográfico, por conter textos escritos e imagens (linguagem não verbal), permite um olhar para o todo, que depois se encaminha para as partes e volta para o todo.

Discutir com os estudantes o caminho percorrido pela água, desde o curso de água até a chegada à estação de tratamento de esgoto. Chamar a atenção deles para as palavras do glossário. Verificar previamente se eles conhecem o significado delas. Depois, pedir que identifiquem no caminho da ilustração onde está a água potável e onde está o esgoto (na ilustração, as cores dos canos representam essa diferença).

A importância dos sistemas de água e esgoto

De onde vem a água que você usa na sua moradia? E depois que você utiliza essa água, para onde ela vai?

Acesso à água potável e tratamento de esgoto são serviços essenciais para a saúde das pessoas.

A água tratada que chega pelos canos percorre um longo caminho desde a fonte natural até o local onde é consumida, como moradias e indústrias.

A água tratada é utilizada em moradias, estabelecimentos comerciais, indústrias, entre outros lugares.

Potável: tratada, para consumo dos seres humanos.

Esgoto: água descartada após o consumo.

A água é tratada para que fique adequada para o consumo.

Orientar os estudantes a fazer essa leitura identificando as etapas de 1 a 7.

Indagar também se os estudantes já ouviram falar de lugares onde as pessoas sofrem com a escassez de água. Refletir com a turma sobre o que devemos fazer para não desperdiçar esse recurso natural.

Explicar aos estudantes que o fornecimento de serviços de água potável encanada, coleta e tratamento de esgoto é fundamental para garantir a saúde das pessoas, despoluir os rios, auxiliar na conservação dos recursos naturais etc.

Orientar os estudantes na pesquisa para encontrar dados acerca do fornecimento de água e rede de esgoto do município. Essa pesquisa pode ser feita pela internet, no site da empresa responsável pelo fornecimento de água do município.

Ao discutir sobre a situação das pessoas que não têm água potável em casa, assim como pesquisar sobre de onde vem a água que consomem e para onde vai o esgoto que produzem, os estudantes desenvolvem as competências gerais 1, 2 e 7, as competências específicas de

Curso de água (rio, represa).
Captação de água.
Reservatório de distribuição.
Redes

1 Algumas moradias, tanto de bairros do campo como de bairros da cidade, não são atendidas pelos serviços de água potável e tratamento de esgoto. Como essa situação afeta a vida das pessoas?

1. O acesso à água potável e ao tratamento de

esgoto são fundamentais para manter a saúde das pessoas. Sem esses serviços, muitas pessoas podem ficar doentes.

2 De onde vem a água consumida na sua moradia? E para onde ela vai depois do consumo? Pesquise essas informações com a ajuda de um adulto de sua convivência. Registre no caderno as informações obtidas. 2. Respostas pessoais.

Depois de utilizada, a água é coletada e encaminhada à estação de tratamento de esgoto. Lá, ela é novamente tratada e devolvida ao ambiente em boas condições.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Atenção! Os sites indicados ao longo deste material podem apresentar publicidade, que varia dependendo do computador ou dispositivo utilizado.

Rede de coleta de esgoto.

Estação de tratamento de esgoto.

Fontes: TRATAMENTO de água. São Paulo: Sabesp, c2025. Disponível em: https://www.sabesp.com.br/oque-fazemos/fornecimento-agua/tratamento-agua; O PROCESSO de tratamento. São Paulo: Sabesp, c2025. Disponível em: http://site.sabesp.com.br/site/interna/Default.aspx?secaoId=49. Acessos em: 14 ago. 2025.

Ciências da Natureza 5 e 8, as competências específicas de Ciências Humanas 3 e 6, a habilidade de Geografia EF02GE11 e o Tema Contemporâneo Transversal Educação ambiental.

Atividade complementar

É possível realizar a atividade a seguir para avaliar o que os estudantes compreenderam sobre o uso da água. Depois de refletir sobre o consumo de água em casa, é importante que as crianças pensem e conversem também sobre o uso do recurso na escola. Para isso, reserve um momento da aula para levar a turma até

17:45

uma pia de uso comum. Lá, peça que cada um lave as mãos com apenas 200 mL de água, medida correspondente a um copo de plástico de tamanho pequeno. Oriente-os a não desperdiçar, pois não será permitido emprestar a água de um colega, caso alguém fique sem. Ao final da atividade, pergunte a eles como foi a experiência. É fácil lavar as mãos com essa quantidade de água? Deu para retirar a espuma do sabonete? As mãos ficaram realmente limpas?

Depois que os alunos fizerem suas colocações, conte a eles que, em muitos locais do mundo (inclusive do Brasil), essa é a

quantidade de água disponível para uma semana inteira — e não apenas para lavar as mãos, mas para todas as ações cotidianas. […]

Pedir que a turma faça dois desenhos, um deles representando o desperdício e o outro mostrando como podemos economizar água. […]

ÁGUA: uso consciente x desperdício. Nova Escola, 2 set. 2017. Disponível em: https://novaescola.org.br/ conteudo/5450/agua-uso -consciente-x-desperdicio. Acesso em: 24 set. 2025.

Sugestão para os estudantes

LIMPEZA de caixa-d’água. São Paulo: Sabesp, c2025. Disponível em: https://www. sabesp.com.br/assets/ima ges/folhetos/sabesp-limpeza -caixa-agua.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

O folheto apresenta dicas de como fazer a limpeza da caixa-d’água e garantir a qualidade da água consumida na moradia. Os estudantes podem acessar o site com a supervisão de um adulto responsável e conversar com ele sobre as informações apresentadas.

Sugestão para o professor

INSTITUTO TRATA BRASIL. Disponível em: https://trata brasil.org.br/. Acesso em: 24 set. 2025.

O site do Instituto Trata Brasil disponibiliza diversos estudos sobre o saneamento básico no território brasileiro.

BNCC

(EF02CI08) Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em diferentes tipos de superfície (água, areia, solo, superfícies escura, clara e metálica etc.).

Organize-se

• 2 frascos de plástico transparente de boca larga

• 1 pedaço de tecido de cor preta (50 cm × 50 cm)

• Areia

• Água

• 2 termômetros que medem a temperatura do ambiente

ENCAMINHAMENTO

Certificar-se de que os estudantes saibam fazer a leitura da temperatura no termômetro antes da realização dessa atividade. Retomar com eles a forma correta de manusear o instrumento, enfatizando que devem ter cuidado para não o derrubar, e que devem evitar tocar em seu bulbo. Relembrá-los de que algumas cores absorvem mais calor que outras, e por isso eles vão testar o tecido de cor preta.

Por meio desse experimento, os estudantes vão observar a capacidade de absorção e de transmissão da energia térmica na água e na areia, fazendo a comparação entre elas. Espera-se que percebam que a água precisa de mais calor que a areia para ser aquecida e demora mais para resfriar. Essa característica explica, por exemplo, porque, à noite, após um dia ensolarado, a água do mar é mais quente que a areia da praia. Sobre esse fenômeno, em um dia quente de verão, junto à costa, o aquecimento diferenciado da superfície da água do mar e do solo provoca a formação de ventos locais, que chamamos brisa.

CIÊNCIAS EM AÇÃO

Primeiras ideias

Medindo a temperatura da água e do solo

Pense nas vivências seguintes e anote suas respostas no caderno.

1 Em um dia ensolarado e quente, você já reparou como fica a areia da praia ou de outro local por volta do meio-dia? Já entrou na água do mar ou de uma piscina infantil depois de se expor ao Sol durante algum tempo? Como foram essas sensações?

1. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes respondam que a areia fica muito quente em dias ensolarados. Espera-se, também, que eles respondam que, em contato com o corpo quente, a água parece estar mais agradável do que a temperatura do ambiente.

2 Pensando nessas situações, responda: será que o Sol aquece a água e a areia da mesma maneira? E qual delas parece resfriar mais rápido?

2. Respostas pessoais. É possível que alguns estudantes respondam que a areia se aquece e se resfria mais rapidamente, se comparada à água.

Vamos fazer um teste para descobrir o que realmente acontece?

Para isso, reúnam-se em grupos e realizem a atividade.

Materiais

• 2 frascos de plástico transparente de boca larga

• 1 pedaço de tecido de cor preta

• Areia

• Água

• 2 termômetros que medem a temperatura do ambiente

Como fazer

1. Encham um frasco com água e o outro com areia.

2. Levem os frascos para um local ensolarado, indicado pelo professor.

Na atividade 1 de Primeiras ideias, os estudantes devem descrever suas experiências pessoais e relacionar com sensações térmicas que sentiram nelas. Caso não tenham relatos, eles podem usar desenhos ou filmes como referências.

Na atividade 2, os estudantes ainda não têm o entendimento de que cada substância exige uma quantidade específica de calor para elevar sua temperatura. É importante deixar que eles expressem suas ideias para que comparem depois com os resultados da atividade proposta. Anotar na lousa ou pedir que registrem em uma folha de papel avulsa para que consigam fazer essa comparação.

Na atividade 1 de Observando e discutindo os resultados, os estudantes devem responder de acordo com os dados obtidos durante o experimento. Montar o quadro na lousa conforme modelo a seguir, identificando as colunas com os nomes dos frascos e as linhas com os horários de medição para que eles copiem os dados da lousa e preencham com os resultados obtidos. A continuação dele deve ser preenchida na atividade 2. Na atividade 3, espera-se que parte dos estudantes tenha comprovado suas ideias iniciais e responda que a luz do Sol aquece todos os componentes da natureza. A nova descoberta pode ter sido o

3. Coloquem um termômetro em cada frasco.

4. Meçam as temperaturas da água e da areia.

5. Copiem no caderno o quadro que o professor vai colocar na lousa e sigam as orientações dadas por ele.

6. Cubram os frascos com o pano preto e deixem que fiquem sob o Sol por duas horas.

7. A cada meia hora, meçam a temperatura da água e a temperatura da areia. Anotem os dados obtidos no quadro.

Observando e discutindo os resultados

1 Ao encerrarem as observações, respondam às questões.

a) O que esquentou mais rápido: a água ou a areia?

a) A areia.

b) Qual dos materiais alcançou a temperatura mais elevada?

b) A areia.

2 Agora, coloquem os recipientes à sombra e repitam o procedimento. Meçam a temperatura a cada meia hora, registrando em outro quadro.

a) O que esfriou mais rápido: a água ou a areia?

b) Anotem suas conclusões no caderno.

3 Releiam as respostas que vocês deram nas atividades do Primeiras ideias e comparem com os resultados obtidos no teste. Então, anotem no caderno: suas ideias iniciais foram comprovadas? Vocês fizeram alguma nova descoberta? Se sim, qual?

2. b) Espera-se que os estudantes tenham concluído que, entre esses dois componentes da natureza, a areia é o que aquece e resfria mais rapidamente.

REGISTRO DE OBSERVAÇÕES

Experimento: Medindo a temperatura da água e do solo

Nome:

Data de realização:

MEDIDA SOB O SOL

Horário Temperatura do frasco com água Temperatura do frasco com areia

MEDIDA NA SOMBRA

Horário Temperatura do frasco com água Temperatura do frasco com areia

fato de que a capacidade de manter a mesma temperatura por mais ou menos tempo depende do material do qual o componente da natureza é formado. Por isso, a água e a areia esfriam ou aquecem de maneiras diferentes.

Avaliar ao final do experimento as hipóteses propostas, tanto individualmente como em grupo, sobre o aquecimento da água e da areia, e verificar se as conclusões são coerentes com as ideias levantadas.

Caso alguns estudantes não sejam capazes de atingir esse entendimento, pedir que recontem os procedimentos descritos, explicando cada passo. Ao sentir que há dificuldade na explicação em um passo específico, retomar cada passo, explicando o que cada um quer dizer. Se mais dificuldades persistirem, fazer a demonstração do experimento, pedindo aos estudantes que contem os procedimentos novamente.

Nessa proposta de atividade também pode ser abordada a questão da absorção de calor dos tecidos. Sugere-se repetir esse experimento com o uso de tecido branco e comparar com os resultados obtidos no experimento com o tecido de cor preta. Essa atividade promove o desenvolvimento das competências gerais 1 e 2; da competência específica de Ciências da Natureza 3 e da competência específica de Geografia 1; ao propor que os estudantes pensem em hipóteses sobre o experimento a partir da própria vivência e ao seguirem os passos sugeridos para a realização do experimento, levantamento dos dados obtidos e interpretação desses dados, levando-os a simular brevemente como funciona a produção de conhecimento realizada por cientistas. A habilidade EF02CI08 é contemplada na comparação dos efeitos da radiação solar na areia e na água.

1.
1.
2. a) A areia.

BNCC

(EF02CI05) Investigar a importância da água e da luz para a manutenção da vida de plantas em geral.

(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.

Tema Contemporâneo Transversal: Educação ambiental

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula resgatando com os estudantes o que eles já sabem sobre o corpo das plantas. Para contextualizar esse assunto, retomar a ideia de que todos os seres vivos apresentam um ciclo de vida; no entanto, dependendo de quais seres vivos forem observados, essas etapas poderão apresentar semelhanças ou diferenças entre si. Pedir também que observem atentamente e comparem as informações representadas na sequência de fotografias do esquema.

Na atividade 1, com base na observação das flores da jabuticabeira, comentar que algumas flores grandes e vistosas, como as da paineira ou as da azaleia, são muito conhecidas, mas poucas pessoas sabem que um pé de cebola, por exemplo, também produz flores. Explicar aos estudantes que, apesar da grande variedade na aparência das flores, elas desempenham funções parecidas nos diferentes tipos de planta.

A atividade 2 dará condições para que os estudantes percebam que essas ima-

O ciclo de vida das plantas

As plantas dependem de componentes do ambiente como água, luz do Sol e ar para produzir seu alimento. A maioria das plantas se fixa no solo pelas raízes, de onde elas obtêm água e nutrientes.

As plantas passam por mudanças ao longo da vida. Essas mudanças representam diferentes etapas do seu ciclo de vida.

Na sequência de fotografias, observe algumas etapas do ciclo de vida de uma jabuticabeira, uma árvore encontrada no Brasil.

Mudas de jabuticabeira com suas folhas. A partir dessas mudas, novas plantas podem se desenvolver.

As flores da jabuticabeira são bem pequenas.

Quando adulta, a jabuticabeira pode ficar carregada de flores.

Jabuticabeira jovem.

gens representam etapas do processo de desenvolvimento de uma planta. Por meio desse esquema os estudantes podem associar a transformação de parte das flores da jaboticabeira representada em frutos e sementes.

Na atividade 3, discutir o fato de que, assim como ocorre com as flores, alguns frutos são mais fáceis de identificar que outros: alguns podem ser muito pequenos, como no caso da amora, da framboesa, da pitanga e da uvaia, outros podem não ser comestíveis, como o fruto do algodão. É possível que, no caso de algumas plantas, os frutos e as flores não sejam facilmente reconhecidos, passando a impressão que nunca aparecem na planta. A época em que uma planta floresce ou frutifica ou a duração dessas fases varia entre espécies e depende da região onde elas são encontradas.

1 No ciclo de vida de uma planta como a jabuticabeira, qual função a flor desempenha?

1. É a partir das flores que se desenvolvem os frutos.

2 Que relação existe entre a flor, o fruto e a semente?

2. Uma parte da flor pode dar origem a um fruto, dentro do qual estarão as sementes.

3 Você já observou uma planta ao longo de alguns meses ou de um ano? Percebeu que ela passa por mudanças? Caso isso tenha ocorrido, conte quais mudanças você observou.

3. Respostas pessoais. É possível que os estudantes mencionem crescimento da planta, surgimento e queda de flores e frutos e, dependendo da região em que vivem, mudanças na cor das folhas ou até mesmo sua queda. 2

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

frutos.

Sugestão para os estudantes

Atividade complementar • Horta

Caso haja espaço, propor a criação de uma horta na escola. É importante ter claro que será necessário envolver outros membros da comunidade escolar, como os demais funcionários e, se possível, os responsáveis pelos estudantes. Se não houver espaço, é possível cultivar as plantas em vasos pequenos. O objetivo é promover a aproximação dos estudantes e a ampliação de conhecimentos sobre os vegetais que eles consomem, bem como explorar melhor seu ciclo de vida e estimular o interesse por seu consumo na alimentação. Como base para esse projeto, utilizar o vídeo indicado em Sugestão para o professor.

Sugestão para o professor

DICAS para organizar uma horta na escola. Publicado por: Cetap. 2021. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=xTmsudFU9io. Acesso em: 24 set. 2025.

O vídeo apresenta sugestões importantes para a montagem de uma horta em uma escola.

26/09/25 17:46

FLORES e frutos. Publicado por: O Show da Luna. 2020. 1 vídeo (ca. 12 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=YTuS0j8BEuM. Acesso em: 11 out. 2025. Episódio do desenho animado O Show da Luna! em que Luna e seu irmão Júpiter ficam curiosos em descobrir como da flor de laranjeira nasce uma laranja.

QUAIS são as fases do ciclo de vida das plantas? Publicado por: Mundo Astro. 2021. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=0VtK1HB0k1s. Acesso em: 11 out. 2025.

O vídeo apresenta o ciclo de vida das plantas e propõe uma atividade prática para observar e registrar esse ciclo.

As flores da jabuticabeira adulta vão dar origem aos
Frutos inteiros.
Fruto em corte.
Semente.

BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.

Tema Contemporâneo

Transversal: Educação ambiental

ENCAMINHAMENTO

Antes de mostrar a fotografia que ilustra as etapas de germinação de uma semente de feijão, questionar os estudantes se eles já viram, pessoalmente ou em filmes, desenhos e animações, o desenvolvimento de plantas a partir de sua semente.

O texto que inicia esta página sistematiza para os estudantes o que foi aprendido até o momento, sem entrar em especificidades quanto aos outros componentes necessários para o desenvolvimento de uma planta, como os sais minerais (que em geral são absorvidos com a água) e o gás carbônico (que faz parte do ar).

Comentar com os estudantes que muitas plantas podem se originar também de pedaços do corpo da própria planta. No caso da cana-de-açúcar, por exemplo, novas plantas podem se desenvolver em determinados pontos do caule dela.

Na folha-da-fortuna, novas plantas podem se desenvolver na borda de suas folhas. Essas plantas se reproduzem por meio da chamada reprodução assexua-

O que afeta o desenvolvimento das plantas

Quando uma semente cai no solo, pode começar o processo de germinação, que é o início do desenvolvimento do embrião que está dentro da semente. Surge uma raiz pequena e, depois, um caule pequeno. A raiz e o caule começam a crescer e surgem as primeiras folhas. Com o tempo, a planta se torna adulta.

Observe a imagem do processo de germinação de uma semente de feijão.

semente de feijão

caule em desenvolvimento

primeiras folhas

As sementes protegem o embrião até a germinação. Algumas só germinam com condições favoráveis de água, luz ou temperatura, que variam entre as plantas.

• O que pode afetar o desenvolvimento de uma planta?

Um ambiente com altas temperaturas e sem água no solo pode prejudicar a sobrevivência de uma planta ou impedir que a semente se desenvolva.

da, em um processo denominado propagação vegetativa. Nesse tipo de reprodução formam-se e desenvolvem-se novos seres vivos sem que ocorra fecundação. Como não há união de gametas de indivíduos diferentes, a nova planta será exatamente igual à planta-mãe (ou seja, um clone, com o mesmo material genético e sem variabilidade genética). A banana se reproduz pelo mesmo processo, e todas as plantas de uma mesma variedade de banana são praticamente clones.

Por meio de uma roda de conversa, verificar se os estudantes reconhecem a importân-

cia do solo, da água e da luz para a germinação da semente.

Sugestão para o professor GARATTONI, Bruno; CARDOSO, Renata; PUJOL, Leonardo. A banana está em perigo. Conheça as soluções. Superinteressante, 14 fev. 2024. Disponível em: https://super.abril. com.br/ciencia/o-futuro-da-banana/. Acesso em: 25 set. 2025.

O artigo conta as origens da banana que consumimos atualmente e o risco de uma praga acabar com os plantios de banana no mundo.

raiz em desenvolvimento
raízes em desenvolvimento
caule em desenvolvimento
Etapas da germinação de uma semente de feijão.

Como se formam os frutos e as sementes

O colorido e o perfume das flores atraem alguns animais, como borboletas, abelhas, aves e morcegos. Ao visitar as flores, esses animais também se alimentam do néctar, um líquido doce que algumas plantas produzem, ou do pólen, uma estrutura com textura de pó que também pode ser encontrada na flor.

15

Abelha em flor, com as pernas de trás cobertas de pólen.

O pólen pode ficar grudado no corpo desses animais, chamados polinizadores, e ser transportado para outras flores.

O vento e a chuva também podem transportar grãos de pólen de uma flor para a outra.

Quando o pólen cai sobre uma flor do mesmo tipo, pode ocorrer a formação da semente e o desenvolvimento do fruto a partir de partes da flor.

Há animais que contribuem com a reprodução das plantas, enquanto outros podem interferir no seu desenvolvimento.

A profissão voltada ao estudo das plantas e à interação delas com outros seres vivos é a do botânico.

QUEM É?

Rosy Mary dos Santos Isaias nasceu em 1965 no município de Nilópolis, no estado do Rio de Janeiro. Ela é uma importante botânica e seus estudos são direcionados ao desenvolvimento das plantas, especialmente quando é afetado por alguns tipos de insetos.

Espera-se que os estudantes associem as folhas murchas à falta de água, já que não foi mencionada a rega nos cuidados que Maria teve com a planta.

ENCAMINHAMENTO

Valorizar a importância dos agentes polinizadores como componentes da natureza que garantem a reprodução de muitas espécies de plantas. Deixar claro que a polinização natural das flores ocorre por acaso, já que ela é a consequência da busca de alimentos nas flores das plantas. Se julgar adequado, para ampliar os exemplos, contar para os estudantes que as flores polinizadas por borboletas e por abelhas — que são ativas durante o dia, diurnas — podem ter algumas semelhanças. É possível encontrar em algumas

27/09/25 20:08

dessas flores os chamados “guias de néctar”, estruturas coloridas que indicam a posição do néctar dentro da flor. Lembrar que, nesses casos, os insetos pousam nas flores em busca do néctar, não com o objetivo de polinizá-las. A dedaleira é um exemplo desse tipo de flor.

As aves possuem o sentido do olfato menos desenvolvido. Em geral, as flores polinizadas por aves exalam pouco odor e são geralmente coloridas. Esse é o caso do hibisco e do bico-de-papagaio.

Entre os animais que são ativos à noite, as mariposas noturnas e os morcegos geral-

mente polinizam flores que produzem grande quantidade de néctar, são brancas ou têm cor pouco evidente e, após o pôr do sol, exalam perfumes adocicados. Ao compreender como as plantas se reproduzem, quais são os órgãos da planta envolvidos nesse processo e como a planta se desenvolve a partir da semente, os estudantes desenvolvem as habilidades de Ciências da Natureza EF02CI04 e EF02CI06.

Sugestão para os estudantes

SANTOS, Cristina. Abelhas em apuros. Ciência Hoje das Crianças, 17 set. 2019. Disponível em: http://chc. org.br/artigo/abelhas-em -apuros/. Acesso em: 25 set. 2025.

O texto explica a importância das abelhas como polinizadoras, bem como o que tem levado à morte desses animais.

O QUE E COMO AVALIAR

Por meio de uma roda de conversa, verificar se os estudantes reconhecem que o solo, a água e a luz solar são essenciais para a a vida das plantas, e que sem esses elementos não ocorrem a germinação e o crescimento. É importante avaliar se os estudantes reconhecem as etapas do ciclo de vida das plantas, para tal pode ser solicitada a elaboração de um desenho representando cada fase. Nele, os estudantes podem indicar a importância dos animais polinizados para a reprodução das plantas.

BNCC

(EF02CI05) Investigar a importância da água e da luz para a manutenção da vida de plantas em geral.

Tema Contemporâneo

Transversal: Educação ambiental

Organize-se

Providenciar para cada grupo de estudantes:

• 1 caixa de sapatos com tampa

• 3 etiquetas adesivas (ou 3 pedaços de fita adesiva branca)

• 1 par de luvas de borracha para cada membro do grupo

• 2 potes pequenos de plástico

• Sementes de agrião e de mostarda (encontradas em supermercados ou lojas agropecuárias)

• Terra de jardim suficiente para todos os potes

• Água para regar Além desses materiais, será necessário um estilete para cortar as caixas, que deve ser utilizado somente pelo professor, e uma régua para medir a abertura.

ENCAMINHAMENTO

Ler com os estudantes as Primeiras ideias. Pedir que se reúnam em trios e que discutam as questões. Dar um tempo a eles e, depois que o tempo se encerrar, pedir que anotem no caderno a que conclusão chegaram. Caso o grupo não tenha chegado a um consenso, solicitar a cada um deles que anote a própria resposta. Verificar se os estudantes ainda têm dúvidas sobre a importância da luz e da água para as plantas e se as associam com a produção de alimento das plantas.

Nesta atividade prática, os estudantes podem verificar, por meio de observação di-

CIÊNCIAS EM AÇÃO

Primeiras ideias

Em busca da luz solar

Ver orientações no Encaminhamento

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes respondam que as plantas dependem da luz solar para se desenvolver, mas talvez ainda não estabeleçam uma relação específica entre o crescimento de planta e a direção da luz do Sol.

• Reúna-se com dois colegas. Vocês vão realizar um teste para verificar: existe uma relação entre a direção da luz solar e o modo de crescimento das plantas? O que vocês pensam sobre isso?

Materiais

• Caixa de sapatos com tampa

• 3 etiquetas adesivas

• 3 pares de luvas de borracha

• 2 potes pequenos de plástico (usados e lavados)

• Sementes de agrião e de mostarda

• Terra de jardim

• Água para regar as plantas

Como fazer

1. O professor vai fazer uma abertura pequena em um dos lados da caixa para permitir a entrada de luz.

2. Escrevam os nomes de vocês e a data em cada etiqueta. Colem uma etiqueta embaixo de cada pote e uma na caixa.

3. Usando as luvas, coloquem uma pequena porção de terra em cada pote.

4. Com cuidado, coloquem sobre a terra de cada pote algumas sementes de mostarda e de agrião. Cubram as sementes com terra e reguem com um pouco de água.

reta, que as plantas tendem a crescer na direção da luz, isto é, apresentam o que se chama fototropismo positivo. Na preparação das caixas e no plantio das sementes, não deixar que os estudantes façam a abertura na caixa e tomar cuidado para que eles não ingiram ou aspirem as sementes de agrião e/ou mostarda.

Na atividade 1 do Observando e discutindo os resultados, transcrever o quadro a seguir na lousa para que os estudantes o copiem no caderno. Orientá-los a preencher o quadro e a anotar os resultados obtidos.

REGISTRO DE OBSERVAÇÕES

Experimento: Em busca da luz solar

Nome:

Data de realização:

Data

1° dia: 3° dia: 5° dia: 7° dia: 9º dia

Plantas dentro da caixa

Plantas fora da caixa

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

5. Coloquem um dos potes dentro da caixa.

6. Levem a caixa tampada e o outro pote para um ambiente iluminado, aberto e protegido da chuva e do acesso de animais. Deixem a parte do buraco da caixa voltada para onde há luz.

7. Reguem a terra dos potes a cada um ou dois dias, sem encharcar, durante uma semana.

1. Respostas pessoais. Espera-se que as sementes que ficaram dentro da caixa tenham crescido inclinadas na direção da abertura

Observando e discutindo os resultados

por onde a luz penetrou. As

sementes que ficaram em um ambiente aberto, provavelmente, terão um crescimento vertical.

1 Com a ajuda do professor, elaborem um quadro para inserir registros durante o período de observações. Copiem o quadro no caderno. Façam desenhos para demonstrar o que aconteceu com as sementes cultivadas em cada pote e escrevam palavras ou frases que ajudem a identificar o que foi representado.

2. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes percebam que as plantas crescem em direção à fonte de luz, nesse caso, em direção à luz solar. Provavelmente, eles também

2 Com base em suas observações, o que foi possível descobrir sobre a relação entre a direção da luz do Sol e o modo de crescimento das plantas? E se o buraco na lateral da caixa não tivesse sido feito, o resultado seria o mesmo? Essas descobertas confirmam suas ideias iniciais?

3 Por que é importante manter a terra dos potes úmida? Discuta com os colegas.

3. Espera-se que os estudantes concluam que sem a água as sementes podem não germinar ou morrer ao longo do tempo de observação. dirão que, sem o buraco na lateral da caixa, a planta teria morrido/teria parado de crescer/seu caule e folhas teriam amarelado.

Na atividade 2, observar que os raios de luz incidem lateralmente, por isso é possível que se observe uma curvatura da planta paralela a eles. Os estudantes devem associar esse crescimento lateral com a busca da planta pela luz. Informar os estudantes sobre as condições de iluminação e de água necessárias ao bom desenvolvimento das plantas.

É interessante que os estudantes saibam que o agrião necessita, diariamente, de boa luminosidade e algumas horas de Sol direto. A mostarda cresce melhor com luz solar direta, mas também pode ser cultivada em sombra parcial.

Após o experimento, pedir aos estudantes que verifiquem as respostas que deram para as questões feitas nas Primeiras ideias, que comparem com os resultados obtidos no experimento e que digam se o que responderam está de acordo com o que encontraram ou não.

Nessa atividade, os estudantes acompanham o crescimento de uma planta, podendo entender melhor o papel dos órgãos da planta, assim como da semente. O experimento leva os estudantes a verificar o comportamento da planta de acordo com a incidência

da luz e a ter uma noção maior da importância do Sol para seu crescimento. Com isso, esse experimento auxilia no desenvolvimento da competência geral 2, da habilidade de Ciências da Natureza EF02CI05 e do Tema Contemporâneo Transversal Educação ambiental.

Atividade complementar

• A importância da luz solar para as plantas

Questionar os estudantes: qual é a importância da luz solar para as plantas? Sabe-se que a luz é essencial para a realização da fotossíntese. Se achar pertinente, pode-se acrescentar que o estímulo luminoso também está associado a outros processos que ocorrem nas plantas, como a germinação de sementes e a determinação dos períodos de floração das plantas (fotoperiodismo).

Sugestão para os estudantes

COMO plantar girassol. Publicado por: Natureza em Movimento. 2020. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=aJKTnMmdrgc. Acesso em: 25 set. 2025.

O vídeo mostra a germinação de planta de girassol, realizado com a técnica de time-lapse, que transforma uma sequência de fotografias em um filme.

BNCC

Competências gerais: 1, 3 e 4

Competências específicas de Ciências da Natureza: 5 e 6

Competência específica de Ciências Humanas: 3

Competência específica de Geografia: 1

Habilidades de Ciências: EF02CI04, EF02CI05 e EF02CI06

Habilidade de Geografia: EF02GE11

Tema Contemporâneo

Transversal: Educação ambiental

ENCAMINHAMENTO

O trabalho com a temática da diversidade de ambientes no planeta Terra é uma excelente oportunidade para ampliar o repertório cultural e científico dos estudantes, que, nesta etapa da escolarização, começam a desenvolver maior curiosidade sobre o mundo natural e social. Para esta sequência, é possível iniciar a leitura coletiva do texto que apresenta a diversidade de ambientes, explorando o vocabulário. Em seguida, convidar os estudantes a observar atentamente as fotografias, relacionando cada ambiente às plantas que estão sobrepostas às imagens. Esse exercício visual reforça a relação entre características climáticas, geográficas e a vegetação adaptada a cada ambiente. Incentivar a oralidade dos estudantes, pedindo que descrevam o que veem, da melhor maneira que conseguirem. Questionar os estudantes sobre possíveis sensações que teriam nesses ambientes, ao sentir a neve, o vento ou a água do ambiente da fotografia 2, ou se tocassem nas plantas, ou se estivessem

DIVERSIDADE DE AMBIENTES 5

No planeta Terra encontramos regiões com ambientes que apresentam as mais diversas características, por exemplo, em relação às temperaturas e à presença de determinadas plantas. Estas imagens mostram alguns desses ambientes e exemplos de plantas que vivem neles.

Orquídea sapatinho-de-videira.

vestindo roupa de verão no ambiente apresentado na fotografia 3, ou se eles acham que esse seria um ambiente úmido.

Esse trabalho de observação e descrição das características dos ambientes contribui diretamente para que os estudantes reconheçam que diferentes ambientes do mundo apresentam climas distintos e que as plantas são adaptadas às condições climáticas de cada um.

Ao realizar a correção da atividade 1, os estudantes poderão responder de forma dialogada. Ao tratar do deserto do Kalahari como o ambiente mais quente, é possível abrir espaço para que os estudantes discutam sobre o calor e outras características climáticas nas regiões em que vivem. A atividade 1. c), por sua vez, permite trabalhar a localização geográfica, mostrando que nem todos os ambientes representados estão no Brasil, o que contribui para a construção de noções espaciais iniciais. É interessante que, se possível, os locais das fotografias sejam localizados em um mapa ou globo.

Floresta temperada na Espanha, em 2024. Essa floresta existe em várias partes do mundo, locais em que as temperaturas variam de 0 °C a 30 °C ao longo do ano.
Floresta no Alasca, nos Estados Unidos, em 2025. Nos períodos mais frios, as temperaturas nesta floresta ficam abaixo de 0 °C.
Abeto branco.
Nogueira.
Rosa selvagem do Alasca.

Deserto do Kalahari, na Namíbia, em 2025. Em alguns períodos do ano, a temperatura neste deserto chega a 50 °C.

Pampa gaúcho, no estado do Rio Grande do do Sul, em 2024. Este ambiente apresenta temperaturas médias entre 13 °C e 17 °C.

1 Dos ambientes que você observou nesta página e na anterior, qual deles:

a) apresenta a temperatura mais alta em determinadas épocas do ano? Que lugar é esse?

b) é uma floresta?

c) fica no Brasil?

1. a) Temperatura mais alta: 50 °C, no deserto do Kalahari.

1. b) Espera-se que os estudantes respondam citando um destes ambientes: floresta temperada ou floresta do Alasca. 1. c) O Pampa gaúcho.

Ao valorizar a diversidade de ambientes, os estudantes também aprendem a respeitar diferentes formas de vida e modos de viver e adquirem consciência socioambiental, desenvolvendo a competência específica de Ciências da Natureza 5, de Ciências Humanas 3 e de Geografia 1, além das habilidades de Ciências da Natureza EF02CI04, EF02CI06 e de Geografia EF02GE11.

Atividade complementar 1. Pesquisa de imagens

Ampliar o trabalho com essa dupla de páginas mostrando aos estudantes outras imagens destes ambientes. Para isso, utilizar livros, jornais, revistas, páginas da internet, documentários e programas de televisão.

Caso haja um laboratório de informática na escola, os estudantes poderão buscar outras imagens desses ambientes. Questionar semelhanças e diferenças encontradas entre as imagens

pesquisadas e as fotografias desta dupla de páginas.

2. Adivinhação dos ambientes

Propor um jogo de “adivinhação dos ambientes”. Preparar cartões com pistas sobre cada ambiente estudado (exemplo: “Sou muito frio e tenho árvores cobertas de neve” ou “Sou quente, seco e minhas plantas guardam água nas folhas”). Os estudantes, em grupos, devem descobrir de qual ambiente se trata. Essa atividade estimula memória, raciocínio e trabalho coletivo, além de possibilitar a adaptação para inclusão (leitura em braile, uso de pistas orais ou cartões em alto-relevo).

Sugestão para o professor

BORGES, M. D.; ARANHA, J. M.; SABINO, J. A fotografia de natureza como instrumento para educação ambiental. Cadernos de Educação, Bauru, v. 16, n. 1, 2010. Disponível em: https:// www.scielo.br/j/ciedu/a/ cHZhS6Y6td6ypR96zzHtB Gz/?format=html&lang=pt. Acesso em: 26 set. 2025. No artigo, os autores examinam como fotografias da natureza podem ser usadas como recurso didático em turmas do ensino fundamental e na educação de jovens e adultos, ressaltando o uso da imagem para enriquecer processos educativos e superar limitações de recursos visuais.

Rainha do Namibe.
Espinho de camelo.
Babosa.
Palmeira do butiá. Algarrobo.

BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

ENCAMINHAMENTO

Antes de iniciar a atividade 1, solicitar aos estudantes que, juntos, observem as fotografias. Questionar se reconhecem alguma paisagem representada nelas e pedir que a descrevam. Durante a discussão sobre a descrição pedida na atividade 1, espera-se que os estudantes reconheçam algumas características de cada ambiente, como a vegetação rasteira e poucas árvores na Savana africana, e a presença de animais que vivem presos às rochas no fundo do mar em Fernando de Noronha.

Durante a realização da atividade, verificar se os estudantes conhecem alguns animais que vivem nos ambientes analisados. Caso apresentem dificuldades, incluir mais questões direcionadas à relação entre os animais e os ambientes em que vivem, como: por que o peixe tem nadadeira? O que os animais que voam têm em comum? Como os animais da Savana africana sobrevivem?

A atividade 2 permite aos estudantes ter contato com exemplos de animais silvestres, isto é, animais que vivem em ambientes naturais, sem a interferência de seres humanos. Provavelmente, eles devem tê-los visto em desenhos, filmes ou parques, já que algumas espécies podem ser encontradas em jardins zoológicos. Espera-se que os estudantes mencionem a cor dos animais, o formato do

1. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes descrevam alguns detalhes de cada lugar, como o solo avermelhado, a presença de plantas rasteiras e árvores baixas na savana; o tom azul da água, a presença de peixinhos e de pedras e corais no fundo do mar.

Animais de diferentes ambientes

Além das plantas, podemos encontrar diferentes animais vivendo em cada tipo de ambiente natural, onde encontram alimento e abrigo.

Animais silvestres Animais silvestres são aqueles que vivem livres na natureza e não dependem do cuidado das pessoas para viver.

1 Observe com atenção os ambientes a seguir e descreva o que você percebe em cada um deles.

228

corpo, a presença de pernas ou nadadeiras, a cobertura do corpo etc. Espera-se também que eles estabeleçam uma relação entre a capacidade de viver em ambiente terrestre e a de viver em ambiente aquático por meio da observação dos membros locomotores, e que relacionem o peixe-agulha e a tartaruga marinha ao ambiente marinho, e a gazela e o rinoceronte ao ambiente de savana.

Aproveitar a realização dessa atividade para verificar se os estudantes reconhecem a diversidade de características que os animais apresentam. Caso surjam dificuldades,

incluir mais questões direcionadas sobre os animais, por exemplo: como eles se locomovem? Quais são os formatos do corpo? Que tamanhos eles têm?

Como alguns termos relacionados a esse assunto costumam gerar dúvidas, é interessante explicar para a turma a diferença entre animais de estimação, animais domésticos e animais silvestres. As definições a seguir foram baseadas na Instrução Normativa no 7 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de 30 de abril de 2015:

Savana africana, em 2017.
Fundo do mar na Área de Proteção Ambiental Fernando de Noronha, no estado de Pernambuco, em 2019.

2. Ver orientações no Encaminhamento

2 Em duplas, observem características do corpo dos animais silvestres mostrados nestas imagens.

tureza para comercializá-los como animais de estimação. Explicar que essa atividade é ilegal e que pode ter como consequência a extinção de algumas espécies, além da transmissão de doenças que é típica desses animais para os seres humanos. O trabalho de observação das paisagens e dos animais permite o desenvolvimento da habilidade EF02CI04, ao pedir aos estudantes que observem e descrevam os animais presentes na página.

Sugestão para os estudantes

• Troquem ideias a respeito das características do corpo que esses animais silvestres apresentam e, com base nelas, relacionem dois animais a cada ambiente.

SAIBA QUE

Existem locais destinados a criar animais silvestres, como os criadouros para a conservação desses animais. Nesses locais trabalham, entre outros profissionais, os médicos-veterinários, cuidando da recuperação de animais silvestres feridos ou encontrados em áreas muito distantes de seus ambientes naturais.

Animais domésticos ou domesticados são aqueles pertencentes às espécies de vida livre que sofreram seleção artificial pelos seres humanos, de modo que desenvolveram dependência ou interação com populações humanas. Porém, os indivíduos ou as populações dessas espécies ainda podem permanecer em vida livre.

Animais de estimação são aqueles animais mantidos próximos física e emocionalmente dos seres humanos, sem a função de serem abatidos, reproduzidos ou usados em pesquisas; podem pertencer à fauna silvestre.

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Animais silvestres nativos são todos os animais que tenham todo o seu ciclo de vida ou parte dele dentro dos limites do território brasileiro ou em águas brasileiras, sem interferência humana. Quando os animais silvestres são encontrados feridos ou capturados quando filhotes, são mantidos em cativeiro. Nesses casos, muitos não conseguirão mais sobreviver na natureza e dependerão de cuidados dos seres humanos, mas ainda serão considerados animais silvestres. Comentar com os estudantes que existem pessoas que capturam animais silvestres na na-

GLOBO REPÓRTER. Animais lutam pela sobrevivência em Parque Nacional no Quênia. Publicado por: Globoplay. c2025. 1 vídeo (ca. 15 min). Disponível em: https://globo play.globo.com/v/1797780/. Acesso em: 25 set. 2025. O vídeo mostra um pouco da vida selvagem nas savanas do Parque Nacional do Quênia.

POR QUE não sabemos quase nada sobre o fundo do mar? Publicado por: Ciência todo dia. 2023. 1 vídeo (ca. 13 min). Acesso em: https:// www.youtube.com/watch? v=o0LjwAohJO8. Acesso em: 26 set. 2025.

O vídeo explica porque é difícil a exploração do fundo dos oceanos.

Gazela.
Tartaruga marinha. Peixe-agulha.
Rinoceronte.

BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

(EF02CI05) Investigar a importância da água e da luz para a manutenção da vida de plantas em geral.

(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.

ENCAMINHAMENTO

Antes de iniciar a leitura do texto, solicitar aos estudantes que falem sobre a importância das plantas para os ambientes onde vivemos. Se julgar pertinente, propor alguns questionamentos como: que lugar é mais fresco: onde tem árvores com sombras ou onde não tem árvores? Que lugar é mais bonito: o arborizado ou o que não tem planta nenhuma?

Explorar a leitura e a interpretação das fotografias, destacando as adaptações físicas das plantas representadas em relação a períodos ou ambientes mais secos. Questionar os estudantes se eles conhecem outras plantas com adaptações semelhantes. Esses exemplos também reforçam a importância da água para sobrevivência das plantas. Questionar os estudantes sobre o que aconteceria com uma planta de um ambiente mais úmido em um ambiente sem água disponível. Espera-se que eles percebam que essa planta não sobreviveria por muito tempo.

É importante estimular os estudantes a observar as imagens da dupla de páginas, re-

Ambientes brasileiros

No Brasil, podemos encontrar ambientes com diferentes características. Neles é possível encontrar plantas e animais que conseguem sobreviver nas condições de cada ambiente natural. Acompanhe alguns exemplos de ambientes brasileiros e plantas encontradas neles.

Nas grandes florestas úmidas brasileiras, por exemplo, são encontradas muitas fontes de água e as chuvas são constantes. Em ambientes como esses, que você pode observar nesta fotografia, podem ser encontradas árvores altas, com copas gigantes que ficam expostas ao Sol.

As áreas com Mata Atlântica são locais úmidos e com muitas plantas. Fotografia no município de Guaraqueçaba, no estado do Paraná, em 2023.

Copa: parte de cima das árvores, composta de ramos e folhas.

Nessas florestas, podemos encontrar bromélias e samambaias, entre outras plantas que dependem da umidade constante do ambiente para viver.

Podemos encontrar também plantas de ambientes aquáticos, como a vitória-régia, que é capaz de flutuar na água.

As samambaias em geral são mais sensíveis à luz intensa e são encontradas em locais com mais sombras.

A vitória-régia tem folhas grandes que flutuam na água.

conhecendo nelas as características descritas no texto e estabelecendo comparações entre ambientes úmidos e secos.

No trabalho com este tópico, o contraste entre os dois tipos de ambiente apresentados possibilita o desenvolvimento de observações críticas sobre a diversidade ambiental do Brasil e sobre como a vida se organiza em diferentes condições. Outra proposta é mostrar aos estudantes a localização dos principais biomas brasileiros em um mapa simples, destacando a Mata Atlântica e a Caatinga, representadas nas páginas. Também é possível relacionar os ambientes estudados aos hábitos

de vida das pessoas que vivem nesses locais. Por exemplo, ao comparar as roupas usadas em locais de clima úmido e fresco com as roupas leves usadas em regiões de clima seco e quente, os estudantes associam vestuário às condições ambientais.

Na atividade 1, os estudantes devem escrever no caderno a resposta. Caso eles tenham dificuldade de fazer a relação da frequência da rega com a planta, questionar o que aconteceria se o vaso de samambaia fosse regado somente uma vez por semana, e o que aconteceria se o vaso de cacto fosse regado em dias alternados. Em ambos os casos,

Nas matas de ambientes mais secos, no caso do Brasil, as temperaturas costumam ser mais elevadas e existem períodos longos do ano em que quase não ocorrem chuvas.

Plantas que podem ser encontradas em regiões como essas são a barriguda e os cactos, como o mandacaru, que têm caules capazes de armazenar água.

ao longo do ano. Fotografia no estada da Paraíba, em 2024.

chamada barriguda perde as folhas nos períodos mais secos do ano, evitando a perda de água por elas.

1

Imagine que você tem um vaso de cacto e um de samambaia para cuidar. Anote no caderno:

a) em qual dos vasos parece ser mais indicada a rega, sem encharcar, de forma mais frequente, como em dias alternados?

b) em qual deles a rega, sem encharcar, pode ser feita em intervalos maiores, como uma vez por semana?

1. a) Na samambaia, é indicada a rega em dias alternados.

1. b) No cacto, é indicada a rega semanal.

provavelmente as plantas morreriam, já que estão adaptadas ao seu ambiente de origem.

Ao fazer com que os estudantes observem as fotografias e as relacionem com as características apresentadas no texto e nas legendas, é favorecida a construção de vínculos entre informações e imagens. Ao relacionar os conhecimentos que elas já têm com as informações aprendidas, fortalecem o desenvolvimento da competência geral 1, possibilitando o desenvolvimento da habilidade EF02CI04. Ao analisar relações entre os diferentes tipos de plantas, suas características e o ambiente em que vivem, exercitam a

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competência específica de Ciências da Natureza 5, construindo argumentos a partir de evidências, e desenvolvem as habilidades de Ciências da Natureza EF02CI05 e EF02CI06.

Texto de apoio

As expedições científicas realizadas por naturalistas estrangeiros no Brasil durante o século XIX tiveram grande importância na compreensão e na construção do conhecimento sobre a biodiversidade no país.

O período da Independência foi uma época áurea para as viagens científicas de euro-

peus ao Brasil. Configurou-se aí um padrão que iria se reproduzir por mais de um século: a Europa como lócus produtor de conhecimento sobre a natureza brasileira. Esse tipo de saber baseava-se no domínio teórico e prático da história natural e na posse do material necessário para sua execução. Essa espécie de dominação científica era possível em um contexto em que cabia à história natural realizar um grande inventário das espécies do planeta e descrições gerais do clima e da configuração das terras descobertas, conquistadas ou colonizadas. O processo de desenvolvimento do conhecimento científico permitiu que se elaborassem métodos de trabalho que buscavam prescindir dos saberes locais ou, então, torná-los hierarquicamente menos valiosos. […] O grande especialista em animais não seria mais o caçador que conseguia ouvir, encontrar os rastros e matar o bicho, mas aquele que teve acesso à carcaça do animal, seu esqueleto, sua imagem fixada em desenhos e até mesmo suas vísceras conservadas em aguardente. […]

KURY, Lorelai. As expedições naturalistas no Brasil no século XIX. Ciência & Cultura [on-line] v.74, n.3, p.1-6, 2022. Disponível em: https://revistacienciaecultura. org.br/?artigos=as-expedicoes -naturalistas-no-brasil-no-seculo -xix. Acesso em: 26 set. 2025.

Sugestão para o professor

NUSBAUMER, Louis et al. Ambientes naturais do Brasil, jan. 2015. Disponível em: https: //www.researchgate.net/ publication/292161254_Natu ral_environments_in_Brazil. Acesso em: 26 set. 2025.

Trata-se de um panorama dos principais tipos de ambientes naturais brasileiros, sua flora e fauna e referências a biomas e unidades de conservação.

O cacto mandacaru tem as folhas reduzidas a espinhos, o que evita a perda de água. A árvore
Na Caatinga nordestina, o solo é mais seco e tem menos chuvas

BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

ENCAMINHAMENTO

As atividades propostas nestas páginas permitem aos estudantes ampliar os conhecimentos sobre a diversidade de espécies animais que pode ser encontrada em ambientes brasileiros, além de introduzir informações sobre os hábitos de vida desses animais. Retomar exemplos de animais estudados até agora e seus ambientes, para ampliar a condição dos estudantes de compreender, pouco a pouco, o significado do termo biodiversidade Ler os textos referentes ao serelepe e ao joão-de-barro na atividade 1, para que os estudantes possam responder à questão. Eles devem localizar nesses textos a informação sobre a alimentação de cada animal.

Sugestão para os estudantes

EDUAR, Gilles. Brasil 100 palavras. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2014. Esse livro apresenta muitas imagens e curiosidades a respeito dos diferentes ambientes brasileiros.

MAURUTTO, Pablo. Lá dentro da mata. Salvador: Humanidades Editora e Projetos, 2013.

Nesse livro, o robô HDX-297, ou melhor, jururu, é encontrado por Poti, uma criança indígena e seu macaquinho de estimação, Ayri. O menino leva o robô para a mata, que passa a conhecer e registrar tudo sobre seus habitantes.

Animais de ambientes brasileiros

Agora, vamos conhecer alguns animais encontrados em diferentes ambientes.

Estas fotografias mostram animais silvestres das florestas úmidas brasileiras.

O serelepe vive em árvores, de onde retira frutos e sementes para se alimentar. Ele também pode se alimentar de pequenos animais.

O joão-de-barro faz seu ninho nas árvores. Ele se alimenta de pequenos animais, como formigas, cupins e minhocas, que encontra em restos de plantas do solo. João-de-barro. Serelepe.

1 Do que o serelepe e o joão-de-barro se alimentam?

1. O serelepe se alimenta de frutos, sementes e até de pequenos animais. Já o joão-de-barro se alimenta de pequenos animais, como formigas, cupins e minhocas.

2 Observe as fotografias dos animais e em seguida contorne os nomes deles.

Sugestão para o professor

BICHOS silvestres, bichos na cidade? São Bernardo do Campo: Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal, dez. 2020. Disponível em: https://www.saobernardo.sp.gov. br/web/sma/atlas/fauna-animais-estimacao -pet-bichos-silvestres-bichos-na-cidade. Acesso em: 26 set. 2025.

O texto apresenta informações sobre a fauna brasileira em ambientes urbanos, destacando espécies silvestres, domésticas e sinantrópicas, bem como suas adaptações às

Anta

Quati

Papagaio

Arara

cidades, riscos sanitários e efeitos das transformações do hábitat.

MEIRELES, Taís. Conheça um animal de cada bioma brasileiro. WWF-Brasil, 12 jan. 2021. Disponível em: https://www.wwf.org. br/?77530/Conheca-um-animal-de-cada -bioma-brasileiro. Acesso em: 26 set. 2025. O texto apresenta uma espécie representativa de cada um dos seis biomas brasileiros e enfatiza a importância da conservação dessas espécies e de seus hábitats naturais.

3. Os estudantes podem escolher um dos animais citados no texto: o tamanduá-bandeira ou o lobo-guará.

O Cerrado é um ambiente, na região central do Brasil, com áreas de campos e de florestas. Esse ambiente costuma ter o solo mais pobre em nutrientes, e em parte do ano há poucas chuvas. É comum nesse ambiente a presença de plantas com caules retorcidos, recobertos por cascas grossas, e raízes muito longas que retiram água de regiões profundas do solo.

Entre os animais, o tamanduá-bandeira percebe, pelo cheiro, abrigos de formigas e cupins, pequenos animais dos quais ele se alimenta.

Tamanduá-bandeira.

O lobo-guará se alimenta de frutos, como araticum e lobeira, e caça pequenos animais.

Lobo-guará.

3 Com base nos nomes de animais citados no texto, complete a frase.

No Cerrado, são encontrados animais como o carcará, o veado-campeiro, a ema

e o tamanduá-bandeira ou lobo-guará

ENCAMINHAMENTO

O tamanduá-bandeira é um parente de tatus e preguiças, pode ultrapassar 2 m de comprimento da cabeça à ponta da cauda e pesar entre 18 kg e 60 kg. Não tem dentes, porém ele chega a ingerir dezenas de milhares de insetos por dia. Encontra o alimento não pela visão, o que é ruim, mas utilizando o olfato, que é bem mais potente que o humano. Para a captura dos animais de que se alimenta, sua língua, que fica embebida em saliva pegajosa, se movimenta rapidamente.

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Embora essa espécie ocorra em florestas úmidas e secas, savanas, pastagens abertas, sendo encontrado nos biomas Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal e Caatinga, o bioma do Cerrado é particularmente importante para sua sobrevivência. Esse bioma mantém extensas porções de savanas abertas, matas galerias, veredas e florestas de galeria, que oferecem sombra, refúgio e alimento a eles. No Cerrado, o número de indivíduos de sua população tem diminuído devido a perda de hábitat, desmatamentos, incêndios, atropelamentos nas estradas, criação de monoculturas e fragmentação das áreas de mata.

O lobo-guará é o maior canídeo da América do Sul. Tem traços muito distintos: porte alto, chegando a cerca de 1 m de altura, e peso por volta de 30 kg. É um animal solitário e mais ativo ao entardecer ou durante a noite. Caça pequenos vertebrados como roedores, tatus e aves, e se alimenta de frutos nativos do Cerrado, como o araticum e a lobeira. O lobo-guará assume uma função de dispersor de sementes, papel ecológico bastante importante para essas espécies de planta.

Embora o lobo-guará, assim como o tamanduá-bandeira, ocorra em outros biomas como Mata Atlântica, Pantanal, Pampas e Caatinga, o Cerrado concentra a maior parte de sua população. Aproximadamente 60% a 90% dos indivíduos brasileiros desse canídeo encontram-se nesse bioma. Nos ecossistemas mais densamente florestados ou muito modificados, sua presença é bem mais rara, fragmentada ou apenas pontual.

A perda de hábitat, a presença de incêndios descontrolados e estradas, a expansão agrícola e a destruição de vegetação nativa ameaçam a população de lobos-guará.

O QUE E COMO AVALIAR

Verificar neste momento se os estudantes conseguem identificar os animais encontrados nas florestas brasileiras como animais silvestres e relacioná-los aos seus ambientes. Caso eles ainda sintam dificuldade de diferenciar um animal doméstico de um animal silvestre, apresentar mais exemplos com fotografias para que eles possam classificá-los.

Vegetação de Cerrado no Parque Nacional das Emas, no estado de Goiás, em 2025.

BNCC

(

EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.

Tema Contemporâneo Transversal: Educação ambiental

Organize-se

• Transporte para os estudantes

• Verificar estrutura do local

• Calçados fechados

• Água

• Folhas de sulfite

• Lápis

• Prancheta

ENCAMINHAMENTO

As excursões científicas e os trabalhos de campo contribuem para o desenvolvimento dos estudantes, uma vez que elas aprendem de maneira lúdica e diferenciada, além de vivenciar momentos que contribuirão para a experiência de vida e o conhecimento de mundo. Conversar com a direção da escola sobre o transporte dos estudantes, lembrando que o veículo deve dispor de cinto de segurança e lugares adequados para todos. Verificar, antes da viagem, a estrutura do local onde os estudantes passarão o dia. É interessante previamente conhecer o local e a dinâmica de funcionamento, e avisar aos responsáveis pelo local aonde a turma será levada.

DIÁLOGOS

Margaret Mee: a dama das flores

em 22 de maio de 1909, em Chesman, na Inglaterra. Em 1952, veio para o Brasil com o marido, o artista plástico Greville Mee.

Amazônica. A partir de 1965, começou a desenvolver um estilo pessoal, tornando-se especialista na pintura de plantas da Floresta Amazônica, além da Mata Atlântica e da Caatinga.

Margaret retratou orquídeas, helicônias, bromélias, cactos, entre outros grupos de plantas. Essas ilustrações foram publicadas em edições de livros de Arte e Ciência.

trajetória, Margaret também se tornou uma ativista ambiental, isto é, defendia a floresta e denunciava, já naquela época, a destruição da Floresta Amazônica.

na Inglaterra em 30 de novembro de 1988, aos 79 anos.

234

Avisar os estudantes para usarem calçados fechados. Eles deverão levar na mochila itens como: garrafa de água, toalha de rosto e demais materiais para a realização da atividade — folhas de papel avulsa, lápis e prancheta. Caso o local não tenha alimentos, solicitar aos estudantes que levem lanches para o dia, dando preferência a alimentos leves e saudáveis, como frutas, pães e sucos naturais.

No momento da excursão, identificar cada estudante com um crachá contendo o nome do estudante, o nome da escola, o nome do professor e o telefone de contato dele (caso

precisem entrar em contato). Identificar com as mesmas informações a mochila de cada estudante. Se possível, pedir o acompanhamento de mais um ou dois professores, além de ter uma lista com o nome e o telefone de contato dos responsáveis pelos estudantes.

Conversar com os estudantes antes da excursão, reforçando a orientação de que precisam seguir os combinados ao longo do dia.

Ler, com os estudantes, o texto da página que conta um pouco a história de Margaret Mee e explicar que, na excursão, eles vão observar plantas e retratá-las como se esti-

1 Em grupos, organizem uma jornada científica, como fazia Margaret Mee.

1. Respostas pessoais.

a) Combinem com o professor a ida a um local com muitas plantas, onde cada estudante escolherá uma planta que será representada com o maior número possível de detalhes.

b) Em uma folha de papel avulsa, cada estudante deve fazer primeiro um rascunho com lápis. Depois, na sala de aula, façam o acabamento, utilizando tinta aquarela, tinta guache, lápis de cor ou giz de cera. Caso seja possível descobrir, escrevam o nome da planta desenhada.

c) Organizem todos os desenhos em uma exposição na escola e convidem os familiares e as outras turmas para visitá-la.

SAIBA QUE

Aquarela de Margaret Mee retratando uma helicônia. Ilustração de 1964.

Existem estudiosos conhecidos como naturalistas. Essas pessoas pesquisam seres vivos como as plantas. Elas obtêm diversas informações, por exemplo: onde as plantas vivem, se precisam de muita ou pouca água, se vivem em solo ou rios, entre outras.

Os naturalistas anotam seus estudos em cadernos de campo, que podem ser muito detalhados. Neles são feitos desenhos e explicados como povos de determinados lugares usam as plantas, e quais comidas e medicamentos são feitos com elas.

vessem em uma expedição científica, como Margaret. Se julgar necessário, apresentar outras informações sobre a desenhista.

Chegando ao Brasil em 1952, Margaret Mee estabeleceu-se, primeiro, no estado de São Paulo, onde morava sua irmã. Especializada em desenho e design, a artista iniciou suas observações em áreas urbanas da capital e no litoral paulista, com o objetivo de encontrar plantas nativas para desenhar.

Margaret Mee também realizou vários trabalhos no Instituto de Botânica de São Paulo durante cinco anos. Nesse período, fez mui-

26/09/25 14:49

tas ilustrações de diferentes espécies de bromélias, plantas abundantes na Mata Atlântica. Margaret Mee também trabalhou no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Caso a excursão científica não possa acontecer, levar alguns vasos de plantas para a quadra ou o pátio da escola para a realização da atividade em um ambiente diferente da sala de aula.

A arte desperta a capacidade de criação dos estudantes, ajudando a expressar sentimentos, permitindo compreender planos criativos e trabalhando a inserção social

de forma ampla. Além disso, permite utilizar competências cognitivas, sociais, motoras, entre outras, contribuindo para o desenvolvimento integral do indivíduo como cidadão. Nessa seção aborda-se um pouco da vida de Margaret Mee e de seu trabalho como ativista ambiental. Assim, a seção desenvolve as competências gerais 1, 3 e 4, a competência específica de Ciências da Natureza 6, a competência específica de Ciências Humanas 3, a competência específica de Geografia 1, as habilidades de Ciências da Natureza EF02CI04 e EF02CI06 e o Tema Contemporâneo Transversal Educação ambiental.

O QUE E COMO AVALIAR

A atividade de representação por meio de desenhos permite avaliar o processo de desenvolvimento da habilidade de análise de um objeto de estudo e a elaboração de um registro descritivo. Nesse caso, representar plantas com detalhes significa ter feito uma observação anterior atenta e uma seleção de informações, já com base em conhecimentos conceituais desenvolvidos. Caso os estudantes apresentem dificuldades, pedir que descrevam mais detalhes de uma planta antes de desenhá-la.

Sugestão para os estudantes

MARGARET MEE e a flor da lua. Direção: Malu De Martino. Produção: Eh! Filmes. Brasil, 2012. 1 vídeo (78 min). Esse documentário reconstitui a história da artista inglesa Margaret Mee, mostrando sua última expedição à Amazônia, quando pôde realizar o sonho de ver de perto e desenhar a flor-da-lua, planta que floresce e morre em apenas uma noite.

BNCC

Competências gerais: 1, 6 e 7

Competências específicas de Ciências da Natureza: 5

Competências específicas de Ciências Humanas: 1, 2 e 3

Competência específica de Geografia: 1

Habilidades de Ciências: EF02CI04, EF02CI06 e EF02CI08

Habilidade de História: EF02HI02

Habilidades de Geografia: EF02GE02, EF02GE03, EF02GE04 e EF02GE11

Temas Contemporâneos Transversais: Educação ambiental; Saúde

ENCAMINHAMENTO

A abertura de capítulo traz uma ilustração rica em elementos visuais que mostram a relação entre cidade e campo articulando diferentes usos do espaço e os impactos ambientais que resultam dessa interação. O desenho apresenta um município com parte urbana e parte rural, conectadas por um rio que recebe os resíduos das atividades humanas. A imagem permite introduzir o tema de forma concreta e acessível aos estudantes. Ela pode ser utilizada para estimular os estudantes a refletir, com base na observação atenta, sobre como a vida em sociedade modifica o ambiente.

Incentivar a comparação entre os usos que aparecem em cada espaço, questionando, por exemplo, o que está acontecendo na cidade e no campo, e em seguida discutir como essas ações se relacionam com a natureza. Essa abordagem pode levar os estudantes a compreender que o ambiente

6 AS ATIVIDADES HUMANAS E O IMPACTO

NA NATUREZA

não está dividido em partes isoladas: o rio que passa pela cidade é o mesmo que corre pelo campo. Ele recebe o esgoto urbano e tem a água retirada por uma draga para irrigar o sítio.

Também é possível utilizar a ilustração para pedir aos estudantes que respondam a questões gerais, como: o que pode acontecer com os peixes se o rio continuar recebendo esgoto? Para onde vão as árvores cortadas? Como fica o solo depois da mineração? Esses tipos de questão estimulam a imaginação, mas também fazem com que os estudantes pensem nas consequências, aproximando-os de discussão de situações reais.

É possível ainda estabelecer conexões com a vida cotidiana dos estudantes, questionando-os se já viram algum rio poluído ou uma área onde árvores foram cortadas, ou mesmo se sabem de onde vem a água que usam em casa. Essa relação com a experiência pessoal torna o conteúdo mais significativo. Para ampliar o debate, podem ser trabalhadas atitudes de cuidado: jogar resíduo sólido no lugar apropriado, economizar água, repensar o consumo, reaproveitar materiais, entre outras atitudes.

1 O que você entende por impacto na natureza?

1. Resposta pessoal.

2 Como as atividades humanas podem causar impactos na natureza?

2. Resposta pessoal.

26/09/25 14:15

As atividades podem ser utilizadas para verificar o conhecimento prévio que os estudantes trazem sobre o tema. A resposta esperada para a atividade 1 pode mostrar que os estudantes compreendem que impacto significa mudança ou consequência causada pelas ações humanas. Acolher diferentes expressões, sempre valorizando o raciocínio dos estudantes, e ajudar a ampliar a noção de impacto mostrando exemplos da própria imagem: o rio poluído, as árvores cortadas, a terra escavada pela mineração.

A atividade 2 questiona como as atividades humanas podem causar impactos na natureza. Espera-se que os estudantes consigam relacionar ações concretas com suas consequências. Explorar a ideia de que nem todo uso é ruim, por exemplo, nem todo corte de árvore é prejudicial. Porém, muitas vezes, o corte é realizado sem cuidado e traz prejuízos ao ambiente e às pessoas. Assim, a discussão pode ser direcionada para o uso consciente: é preciso utilizar os recursos da natureza, mas também cuidar para que não faltem no futuro.

Atividade complementar

• Maquete sobre impactos naturais

Propor aos estudantes que construam coletivamente uma maquete que represente dois ambientes: um equilibrado, com árvores, rios limpos e animais diversos, e outro em desequilíbrio, com áreas queimadas, poluição e ausência de espécies. É possível dividir a turma em dois grandes grupos, e cada um deles fazer uma das maquetes. Sugerir divisões de trabalhos entre os grupos. Além de favorecer a cooperação, a atividade ajuda a visualizar as diferenças entre os ambientes e a pensar em soluções para preservá-los.

Sugestão para o professor

BREDA, Thiara Vichiato; PICANÇO, Jeferson de Lima. A educação ambiental a partir de jogos: aprendendo de forma prazerosa e espontânea. Simpósio de Educação Ambiental e Transdisciplinaridade, UFG / IESA / NUPEAT, Goiânia, maio 2011. Disponível em: https:// files.cercomp.ufg.br/weby/ up/52/o/2_EDUCACAO_AM BIENTAL_com_JOGOS.pdf. Acesso em: 11 out. 2025.

O texto destaca a importância dos jogos como recurso atrativo para a educação ambiental.

BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

(EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.

(EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo.

Tema Contemporâneo Transversal: Educação ambiental

ENCAMINHAMENTO

Neste momento, é dado um ponto de partida para que os estudantes reflitam sobre como as ações humanas podem desequilibrar os ambientes naturais. Iniciar a conversa pedindo que descrevam o que observam nas fotografias, comparando a Caatinga queimada com áreas verdes que conhecem e com fotografias do bioma preservado observadas em capítulos anteriores, e discutindo o que acontece com plantas e animais quando o fogo destrói parte do ambiente.

Durante a leitura do texto, incentivar os estudantes a pensar em exemplos próximos do seu cotidiano, como mudanças em áreas de plantação, rios ou terrenos baldios. Também é possível organizar uma roda de conversa em que cada estudante compartilhe o que já sabe

O desequilíbrio dos ambientes

Algumas ações humanas causam impactos negativos no ambiente, entre elas estão o desmatamento e as queimadas.

Chamamos de impactos no ambiente os resultados de uma ação do ser humano na natureza.

O desmatamento é a retirada em grande quantidade da vegetação. A queimada é o uso do fogo, que queima o solo, as plantas e até mesmo os animais que não conseguem escapar dela.

Observe na imagem uma área da Caatinga afetada por essas ações.

Na Caatinga e no Pantanal, assim como em outros ambientes, o desmatamento e a queimada podem afetar todos os animais que dependem, para abrigo ou para alimentação, das plantas removidas.

Outros impactos nos ambientes naturais são a caça e a pesca ilegais, além do uso constante de produtos químicos nas áreas de cultivo, o que acaba contaminando a água dos rios.

sobre queimadas, desmatamento ou poluição, valorizando os conhecimentos prévios deles e elaborando novas ideias. Essas discussões permitem desenvolver a consciência de que todos dependemos de recursos como o solo, a água e o ar, e que a preservação é um esforço coletivo. Propor registros por meio de desenhos ou pequenos textos, de modo que os estudantes expressem como entendem os desequilíbrios ambientais e o que poderiam fazer para evitá-los.

No campo das habilidades, em Ciências da Natureza, é mobilizada a habilidade EF02CI04 ao descreverem características de plantas e animais e como os impactos causados pelo ser humano os atingem. Em Geografia, as habilidades EF02GE04 e EF02GE11 são acionadas ao reconhecer que diferentes modos de vida em diferentes lugares também provocam impactos no meio ambiente, e a importância dos recursos naturais para os seres humanos.

Vegetação de Caatinga após queimada no município de Mucugê, no estado da Bahia, em 2021.
Cobra caninana.

Animais e plantas ameaçados de extinção

Animais de pequeno porte também são vítimas dos desmatamentos e das queimadas. Entre esses animais estão aves e macacos que vivem nas árvores, onde têm seus abrigos e de onde retiram sua alimentação. Com os impactos ambientais, eles deixam de realizar um papel importante na natureza, que é o de espalhar sementes pelo solo e levar o pólen de uma flor para outra.

Dessa maneira, mesmo plantas distantes dos locais afetados também podem ter sua reprodução prejudicada.

Quando animais ou plantas correm o risco de não serem mais encontrados em seus ambientes naturais, dizemos que esses seres vivos estão ameaçados de extinção.

Observe nestas fotografias dois exemplos de seres vivos que correm o risco de serem extintos.

Beija-flor-de-gravata-vermelha.

ENCAMINHAMENTO

O tema da ameaça de extinção de determinadas espécies de animais e plantas é de grande relevância tanto nacional quanto internacional. Esse assunto é frequentemente noticiado nos meios de comunicação e é considerado um grave problema ambiental. As informações a seguir podem ser trabalhadas com os estudantes, a título de curiosidade, mas também para que eles percebam que muitos animais podem desaparecer, em todos os biomas brasileiros, se não houver

conscientização das pessoas e um intenso trabalho de preservação. Pode ser interessante compartilhar essas informações e mostrar fotografias dos animais para os estudantes, ou pedir a eles que pesquisem imagens com base nos nomes científicos.

Soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermanni)

Ocorrendo apenas em alguns municípios da Caatinga, essa ave foi descrita em 1996. Mede cerca de 15 cm e pesa aproximadamente 20 g. Machos têm plumagem branca com

topete vermelho; fêmeas são verde-oliva. É ameaçado principalmente pela destruição de hábitat (cortes de vegetação natural), degradação de mananciais, incêndios e ocupação humana.

Pau-Brasil (Paubrasilia echinata)

Essa espécie de árvore que deu nome ao país foi listada como criticamente em perigo segundo estudo recente sobre espécies arbóreas da Mata Atlântica. Sofreu declínio estimado de 84% de suas populações selvagens.

Atividade complementar

RIO. Direção: Carlos Saldanha. Produção: Bruce Anderson e John C. Donkin. Estados Unidos, 2011. 1 vídeo (96 min).

Assistir ao filme com os estudantes. Após a exibição, contar a eles que a história foi baseada na ararinha-azul, uma espécie que não existe mais na natureza. Questionar quais ações humanas contribuem para a extinção das espécies e o que pode ser feito para melhorar essa situação.

Sugestão para os estudantes

ESPÉCIES ameaçadas de extinção. Rio de Janeiro: IBGE Educa, 26 ago. 2024. Disponível em: https://educa.ibge. gov.br/jovens/materias-es peciais/22384-especiesameacadas-de-extincao.html. Acesso em: 26 set. 2025. Esse artigo apresenta dados atualizados sobre as espécies ameaçadas de extinção no Brasil, destacando que, até 2022, foram avaliadas 7 517 espécies de flora e 13 939 de fauna.

Aroeira-do-sertão.

BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.

ENCAMINHAMENTO

Propor a observação da imagem do tatu-bola e incentivar os estudantes a relacionar as ações humanas ao equilíbrio do ambiente. Na sequência, orientar a análise da fotografia da onça-pintada, destacando que esse animal, além de símbolo da fauna brasileira, está em risco devido à destruição dos ambientes naturais e à redução da disponibilidade de presas. Conduzir a discussão de modo que os estudantes percebam a relação entre a caça de animais como porcos-do-mato e veados e o impacto que isso tem sobre os predadores. Valorizar as falas espontâneas, mas sempre buscando ampliar o olhar para a complexidade das relações ecológicas.

Na página 241, direcionar a observação das plantas apresentadas: ipê-roxo, cambará e acuri. Incentivar os estudantes a comparar as diferenças visuais e refletir sobre como queimadas, desmatamento e ausência de polinizadores podem colocar em risco a continuidade dessas espécies. Relacionar essa análise ao equilíbrio ambiental, discutindo como a extinção de plantas afeta não apenas os animais, mas também os seres humanos.

1. Espera-se que os estudantes relacionem a ocorrência de desmatamento e queimada à destruição do abrigo desse animal, além da possível perda de seus alimentos, que são encontrados no solo.

1 O tatu-bola, espécie também ameaçada de extinção, pode ser encontrado na Caatinga. Ele vive enterrado no solo, onde se abriga e busca alimento. Em sua opinião, de que forma esse animal pode ser afetado por ações humanas como as que você estudou no texto anterior?

Observe o animal representado nesta fotografia.

A onça-pintada é outro exemplo de animal ameaçado de extinção. As causas disso são a destruição dos ambientes naturais onde ela vive e a caça de porcos-do-mato e veados, animais dos quais a onça-pintada se alimenta.

Durante as atividades propostas, incentivar a construção coletiva de respostas, valorizando a troca de ideias. Nas questões que pedem para localizar informações no texto, orientar os estudantes a fazer leitura atenta, desenvolvendo a habilidade de identificar dados relevantes. Ao discutir os problemas da caça e do desaparecimento das plantas, conduzir os estudantes a perceber que a ação humana pode causar prejuízos, mas também pode ser transformadora se for pautada em cuidado e responsabilidade. O conteúdo e a atividade propostos favorecem o desenvolvimento da competência

geral 1, ao pensar sobre as relações entre os seres humanos e a natureza a partir de conhecimentos historicamente construídos; das competências específicas de Ciências da Natureza 5 e 8 e da competência específica de Ciências Humanas 3, pois promove a construção de argumentos com base em dados e em identificação de intervenções humanas na natureza, assim como reflexões sobre como impedir que essas intervenções possam levar espécies à extinção, estimulando a tomada de decisões responsáveis frente a questões ambientais.

Tatu-bola.
Onça-pintada.

Observe exemplos de plantas que também estão ameaçadas de extinção devido a queimadas, desmatamento, falta de polinizadores, entre outros motivos.

2 Releia os textos desta página e da página anterior e responda às questões.

2. a) “a destruição dos ambientes naturais onde ela vive” e "a caça de porcos-do-mato e veados, animais dos quais a onça pintada se alimenta”.

a) Cite trechos do texto que mostram as duas maiores ameaças à sobrevivência da onça-pintada.

b) Quais animais citados no texto servem de alimento para as onças-pintadas? Depois, tente explicar: por que a caça intensa desses animais causa um problema sério para a onça-pintada?

2. b) São os porcos-do-mato e os veados. Espera-se que os estudantes respondam que, se a caça desses animais for intensa, o alimento das onças é reduzido.

3 Se as plantas também podem ser extintas, como vocês acham que os animais ficariam se, no futuro, as plantas dos lugares onde eles vivem fossem extintas?

3. Resposta pessoal.

Incentivar os estudantes a refletir sobre como seria, por exemplo, uma floresta sem vegetação. Espera-se que eles mencionem a falta de alimentos e abrigo para os animais, que também desapareceriam.

Quanto às habilidades, em Ciências da Natureza são atendidas a EF02CI04, ao propor aos estudantes que observem e analisem as diferenças entre as plantas e animais expostos, e que relacionem suas características aos ambientes em que vivem; e a EF02CI06, ao propor que identifiquem partes das plantas e relacionem seu papel à sobrevivência dos seres vivos.

Texto de apoio

O ritmo de extinção das espécies animais está alarmante, pois, segundo a

União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), mais de 28 mil espécies estão ameaçadas.

A perda de hábitat — provocada principalmente pela expansão do homem à medida que utilizamos terras para habitação, agricultura e comércio — é a maior ameaça enfrentada pela maioria das espécies de animais, seguida da caça e da pesca. Ainda que o hábitat não esteja totalmente perdido, ele pode estar tão alterado que os animais não conseguem se adaptar. Cercas fragmentam pastagens, a exploração madeireira divide florestas ao meio, interrompendo

corredores migratórios; a poluição intoxica os rios; pesticidas matam de forma generalizada e indiscriminadamente. Além dessas ameaças localizadas, surgem cada vez mais ameaças globais: o comércio, que espalha doenças e espécies invasoras de um local para outro, e as mudanças climáticas, que acabam afetando todas as espécies da Terra, a começar pelos animais que vivem no alto das montanhas, onde é mais frio, ou que dependem do gelo polar. Todas essas ameaças remetem, direta ou indiretamente, ao homem e à nossa presença crescente. A maioria das espécies enfrenta várias ameaças. Algumas são capazes de se adaptar a nós; outras desaparecerão. […]

O que se perde com a extinção de um animal? Uma espécie, seja de macaco ou formiga, representa a resposta a uma charada: como viver no planeta Terra. O genoma de uma espécie é como um manual; com o extermínio de uma espécie, seu manual se perde. De certo modo, estamos saqueando uma biblioteca: a biblioteca da vida.

KOLBERT, Elizabeth. O que perdemos com a extinção dos animais. National Geographic Brasil, 23 out. 2019. Disponível em: https:// www.nationalgeographicbrasil. com/animais/2019/10/o-que -perdemos-com-extincao-dos -animais. Acesso em: 26 set. 2025.

Sugestão para os estudantes

O QUE causou a extinção dos dinossauros? National Geographic Brasil, 14 nov. 2022. Disponível em: https:// www.nationalgeographicbra sil.com/animais/2022/11/o -que-causou-a-extincao -dos-dinossauros. Acesso em: 26 set. 2025.

O artigo explora as causas da extinção dos dinossauros há cerca de 66 milhões de anos.

Cambará.
Ipê-roxo.
Acuri.

BNCC

(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável.

Temas Contemporâneos

Transversais: Educação ambiental; Saúde

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes: vocês já viram veículos soltando fumaça pelo escapamento? O que será que acontece com o ar que respiramos ao receber essa fumaça? Essas questões buscam aguçar a percepção dos estudantes sobre o meio onde vivem e os conhecimentos sobre os cuidados com o ambiente. Vale destacar que nem sempre os gases poluentes são visíveis.

Grande parte dos veículos automotores funciona a partir da queima de combustíveis fósseis (gasolina e diesel, sobretudo), que emitem dióxido de carbono (CO2), um gás poluente.

A poluição é a degradação física ou química do ecossistema. Atualmente é discutida a contribuição do dióxido de carbono para o aquecimento climático local e global. Além dele, há a emissão de monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC), óxidos de nitrogênio (NOx) e óxidos de enxofre (SOx), gases que também afetam a saúde dos seres vivos. Nos grandes centros urbanos, a situação é potencializada pela concentração de veículos.

Conversar com os estudantes sobre a poluição atmosférica e as consequências danosas ao ambiente sem citar conceitos e termos inadequados à faixa etária.

O impacto das cidades no ambiente

Nas grandes cidades, o trânsito pode prejudicar o ambiente. Carros, ônibus e motocicletas, por exemplo, quando estão em funcionamento, liberam gases pelo escapamento. Esses gases contêm substâncias que poluem o ar e prejudicam a saúde dos seres vivos.

1 Observe as fotografias.

a) Indique qual imagem retrata:

• meio de transporte coletivo (que leva muitas pessoas):

Fotografia 2

• meio de transporte individual (que leva uma ou poucas pessoas):

Fotografia 1

b) Uma das soluções para diminuir a poluição do ar é aumentar o uso do transporte coletivo. Você concorda com essa afirmação? Converse com os colegas e o professor sobre isso.

1. b) Resposta pessoal.

c) Além do ônibus, que outro transporte coletivo você conhece?

1. c) Resposta pessoal. São exemplos: trem, metrô etc.

Comentar que as ações dos seres humanos podem gerar impactos positivos (como o reflorestamento florestal) e negativos (como a poluição do ar). Dar exemplos de outros impactos negativos aos estudantes. Se achar interessante, pedir que leiam em voz alta os textos dos quadros sobre as medidas que podemos tomar para reduzir os impactos no trânsito e na poluição do ar. Promover uma reflexão sobre as questões destacadas e enaltecer os aspectos positivos do uso consciente dos meios de transportes. É importante que os estudantes compreendam de que

maneira cada uma dessas ações contribui para diminuir os impactos negativos dos meios de transporte ao ambiente.

Ao abordar o uso da bicicleta, chamar a atenção deles para os cuidados necessários para utilizar esse meio de transporte de maneira segura. Ver o site indicado em Sugestão para o professor sobre o uso da bicicleta e, se julgar pertinente, compartilhar com os estudantes.

A habilidade EF02GE03 é trabalhada ao abordar os riscos que os meios de transporte podem trazer para a vida e para o ambiente, e seu uso responsável.

Trânsito de carros no município de Salvador, no estado da Bahia, em 2024.
Ônibus no município de Belém, no estado do Pará, em 2025.

Algumas escolhas que fazemos no dia a dia podem causar menor impacto ao ambiente. Muitas vezes esses impactos são negativos, ou seja, provocam danos ao ambiente. Mas eles também podem ser positivos, quando revertemos impactos negativos e cuidamos da natureza e do ambiente.

O� s�r�� o que você e a sua família podem fazer para diminuir os impactos negativos dos meios de transporte no ambiente.

1

Utilizar transporte coletivo

Ônibus, trem e metrô transportam muitas pessoas ao mesmo tempo, diminuindo a quantidade de veículos nas ruas. Além disso, o trem e o metrô são meios de transporte que poluem menos o ambiente.

Compartilhar o carro

Compartilhar o carro com pessoas que fazem o mesmo trajeto reduz a quantidade de carros nas ruas. Diminui também as despesas, se o custo do combustível for dividido. 2

Andar a pé Além de diminuir a poluição do ar, percorrer pequenos trajetos a pé pode fazer bem para a saúde. 3

retêm pelos gases de efeito estufa. O dióxido de carbono (CO2) é o principal gás responsável em reter calor na baixa atmosfera, mas o vapor de água, o metano, a amônia, o óxido nitroso, o ozônio e o clorofluorcarbono (conhecido por CFC, que destrói o ozônio na tropopausa/estratosfera) também são gases causadores do efeito estufa. Além desses gases, a nebulosidade e o material particulado em suspensão no ar são importantes contribuintes ao processo de aquecimento da troposfera, uma vez que também atuam como barreira à livre passagem de radiações infravermelhas emitidas pela superfície.

DANNI-OLIVEIRA, Inês; MENDONÇA, Francisco. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. p. 183.

Sugestão para o professor

Andar de bicicleta

Utilizar a bicicleta no dia a dia traz benefícios para o ambiente e a saúde. Mas é preciso circular nas ciclovias e utilizar itens de segurança, como o capacete.

Você e sua família costumam adotar alguma das medidas apresentadas? Se sim, conte aos colegas e ao professor. Se não, diga o motivo. 2. Respostas pessoais.

Na atividade 1. b), o foco da discussão são os automóveis e as motocicletas e as escolhas conscientes: quanto menor o número de pessoas utilizando o transporte individual, menor a emissão de gases poluentes.

Na atividade 2, se necessário, retomar a leitura das medidas que podemos tomar para reduzir os impactos no trânsito e na poluição do ar. Se achar interessante, para mostrar de que maneira o uso de transporte coletivo reduz o número de carros no trânsito, mostrar a ilustração das páginas 6 e 7 da Cartilha do ciclista, indicada na Sugestão para o professor.

Atividade complementar

26/09/25 14:15

• Você conhece um meio de transporte individual que não polui o ar? Se sim, qual? Respostas pessoais. Sugestão de resposta: bicicleta.

Texto de apoio

A conservação do calor na troposfera ocorre a partir da perda de energia da superfície terrestre, que, ao se resfriar, emite para a atmosfera radiações de ondas longas equivalentes à faixa do infravermelho, caracterizadas como calor sensível, que as

BRASIL. Ministério das Cidades. Cartilha do ciclista Brasília, DF: MCID, c2025. Disponível em: https://www. gov.br/cidades/pt-br/central -de-conteudos/publicacoes/ mobilidade-urbana/cartilha dociclista.pdf. Acesso em: 3 out. 2025.

Essa cartilha traz informações interessantes sobre as vantagens do uso da bicicleta nas cidades como meio de transporte menos impactante e dicas de como utilizá-lo com segurança. PENNA, Carlos Gabaglia. Transporte e meio ambiente. O Eco, 28 maio 2010. Disponível em: https://www.oeco. org.br/colunas/23994-trans porte-e-meio-ambiente/. Acesso em: 19 jul. 2021.

A reportagem traz a discussão sobre o modelo de transporte que adotamos no Brasil, que se baseia no uso de transportes individuais e movidos a combustíveis fósseis.

FABIO EUGENIO

BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

(EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.

(EF02CI08) Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em diferentes tipos de superfície (água, areia, solo, superfícies escura, clara e metálica etc.).

(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

ENCAMINHAMENTO

Iniciar o trabalho com as atividades retomando com os estudantes o que já conhecem sobre diferentes comunidades e cidades, incentivando-os a observar as fotografias com atenção para realizar a atividade 1 É importante conduzir uma conversa sobre os elementos que caracterizam uma comunidade ribeirinha, como a proximidade de um rio, moradias construídas sobre palafitas para lidar com as cheias dos rios, entre outras características, que contrastam com a paisagem urbana. Essa atividade ajuda a fortalecer a capacidade de

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Marque um X na fotografia que indica uma comunidade ribeirinha.

• Explique por que você escolheu essa fotografia.

1. Resposta pessoal.

2 Utilize estas palavras para formar uma frase sobre a vida das comunidades caiçaras.

Pesca • Litoral

2. Resposta pessoal.

3 Os termômetros de rua de duas cidades marcam as seguintes temperaturas no mesmo horário do dia.

a) Marque um X na cidade onde o ar está mais quente nesse horário.

b) Se o termômetro da cidade B estivesse indicando 38 °C, sua resposta seria a mesma? Por quê?

3. b) Não seria a mesma porque a cidade B estaria com o ar mais quente do que a cidade A

observação das características dos ambientes e relacioná-los ao modo de vida das pessoas.

Na atividade 2, pode-se propor um breve diálogo sobre como as comunidades caiçaras dependem do ambiente em que vivem e como preservam tradições ligadas ao mar.

Já na atividade 3, espera-se que os estudantes identifiquem a temperatura por meio da leitura de dois termômetros ambientais e estabeleçam comparações.

A atividade 4 oferece uma oportunidade de aprofundamento na compreensão das partes da planta e suas funções. É possível

retomar o papel da semente na reprodução vegetal e discutir como os polinizadores, como abelhas e borboletas, são fundamentais para a reprodução de muitas espécies de planta. Essa atividade pode ser enriquecida com exemplos de plantas conhecidas pelos estudantes, favorecendo a conexão entre conhecimento escolar e cotidiano.

A atividade 5 convida os estudantes a identificar uma planta aquática. Valorizar a observação das imagens, conduzindo-os a diferenciar o buriti, que, apesar de crescer em áreas alagadas, não é uma planta aquática,

Cidade A
Cidade B

4 Observe a imagem de um fruto de maracujá aberto.

a) Qual é o nome da parte do fruto indicada com a seta? Qual é sua função?

4. a) A parte do fruto é a semente, que pode se desenvolver em uma nova planta.

b) Qual é a importância de um animal polinizador para essa planta?

4. b) Esses animais permitem que a flor se desenvolva no fruto ao transferir pólen entre elas.

5 Marque um X na planta aquática.

X

Vitória-régia.

• Descreva a folha da planta aquática selecionada.

5. A folha da vitória-régia é grande e flutua na água.

da vitória-régia, que vive sobre a superfície da água e apresenta diferentes adaptações para seu modo de vida, como folhas largas e com compartimentos cheios de ar que a fazem flutuar. Essa distinção amplia o repertório dos estudantes sobre a diversidade da flora.

As cinco atividades, quando articuladas, criam um percurso de aprendizagem que integra observação, análise, comparação, formulação de hipóteses e valorização das culturas tradicionais.

Na atividade 1, ao comparar fotografias de uma comunidade ribeirinha e de um bair-

14:15

ro urbano e ao valorizar diferentes formas de viver e de organizar os espaços, desenvolvem-se as competências gerais 1 e 6; ao compreender identidades distintas e modos de vida em diferentes locais, desenvolvem-se as competências específicas de Ciências Humanas 1 e 2; e ao reconhecer costumes e tradições de grupos diferentes, desenvolve-se a habilidade de Geografia EF02GE02.

Na atividade 2, ao elaborar frase sobre comunidades caiçaras utilizando as palavras pesca e litoral, exercita-se a habilidade de História EF02HI02 por envolver a identificação

de práticas sociais de diferentes comunidades.

A atividade 3 mobiliza a habilidade de Ciências da Natureza EF02CI08 ao comparar o efeito da radiação solar agindo em diferentes materiais, podendo levar a uma grande diferença de temperatura entre dois ambientes.

A atividade 4, ao analisar a semente do maracujá e discutir a importância dos polinizadores, mobiliza a habilidade EF02CI06.

Na atividade 5, ao identificar a vitória-régia como planta aquática, desenvolve-se a habilidade EF02CI04, por descrever características das plantas e relacioná-las ao ambiente em que vivem.

Buriti.

BNCC

(EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.

(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais.

(EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo.

Tema Contemporâneo Transversal: Educação ambiental

ENCAMINHAMENTO

As atividades desta dupla de páginas buscam trabalhar com os estudantes os conteúdos sobre adaptações dos seres vivos, espécies ameaçadas e impactos ambientais. Na atividade 6, é fundamental explicar que as folhas modificadas em espinhos ajudam a reduzir a perda de água e protegem a planta. Para enriquecer o momento, pode-se propor a comparação com outras plantas conhecidas que apresentam folhas grandes ou pequenas, possibilitando aos estudantes perceber diferentes adaptações para diferentes ambientes. Por exemplo em ambientes úmidos, como florestas, muitas folhas apresentam folhas grandes, pois isso facilita a captação de luz solar e de gases, porém elas perdem bastante água para o meio. Isso, nesse contexto, não é um problema, pois o índice de chuvas nesse local é muito grande.

6 Em cactos, as folhas:

X armazenam água.

X são reduzidas a espinhos.

fixam as plantas no solo. caem durante o período seco.

7 A tartaruga-de-couro e a tartaruga-oliva, naturais de ambientes marinhos, e o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, o bicho-preguiça, a aranha-caranguejeira e a anta, de vida terrestre, são exemplos de animais ameaçados de extinção.

a) Explique o que significa a expressão “ameaçado de extinção”.

b) Complete o diagrama com os nomes de dois animais e de duas plantas ameaçados de extinção.

7. a) Essa expressão é usada para os animais que podem desaparecer de seus ambientes naturais devido a ações dos seres humanos que gerem impactos ambientais negativos.

Na atividade 7. a), é importante conduzir a discussão sobre o que significa uma espécie estar ameaçada de extinção, destacando de que forma fatores humanos, como desmatamento, poluição e caça, contribuem para essa situação.

A atividade 7. b) torna-se ainda mais significativa se for feito um paralelo com biomas brasileiros e os hábitos de cada espécie, reforçando o valor da preservação da biodiversidade.

A atividade 8 estimula a observação de diferentes imagens que retratam impactos ambientais. Ao observar as fotografias, os estudantes devem classificar as situações

como positivas ou negativas, reconhecendo tanto exemplos de degradação, como poluição em rios e áreas desmatadas, quanto de preservação e recuperação, como o reflorestamento e a conservação da mata em área industrial. Essa atividade favorece a aproximação do conteúdo escolar da vida cotidiana.

Na atividade 6, ao analisar a adaptação das folhas dos cactos, trabalha-se a habilidade EF02CI04 pela observação, pela descrição e pela compreensão da função de estrutura como folhas e espinhos para a planta.

8 Identifique nas imagens o tipo de impacto ambiental e escreva se ele é positivo ou negativo.

Impacto ambiental: negativo

Mata preservada em área de indústria siderúrgica no município de Ipatinga, no estado de Minas Gerais, em 2018.

Impacto ambiental: positivo

Na atividade 7, ao discutir o significado de uma espécie ameaçada e completar o diagrama, desenvolve-se a competência geral 1 por compreender que o conceito de seres ameaçados é bem recente e que essa lista pode ser alterada, com animais entrando e saindo dela, dependendo da redução ou do aumento de indivíduos dessas espécies; e a competência geral 7 ao refletir sobre responsabilidades socioambientais. As competências específicas de Ciências da Natureza 5 e 8 são desenvolvidas na construção de argumentos ambientais e na tomada de decisões responsáveis.

Impacto ambiental: positivo

Impacto ambiental: negativo

26/09/25 14:15

Na atividade 8, ao identificar impactos ambientais positivos e negativos nas imagens, exercita-se a competência geral 7 pela argumentação crítica baseada em evidências, e a competência específica de Geografia 1 pela análise da interação sociedade-natureza. Também se relacionam as competências específicas de Ciências da Natureza 5 e 8, pois, a partir dos dados trabalhados aqui, os estudantes podem reunir evidências e construir argumentos em defesa do meio ambiente. Associam-se ainda as habilidades EF02GE07 pela análise de atividades extrativas e seus impactos, e a ha-

bilidade EF02GE11 pelo reconhecimento do papel da água e do solo em diferentes usos. Sugestão para os estudantes

VAIANO, Bruno. Se os cactos não têm folhas, onde fazem fotossíntese? Superinteressante, 29 jan. 2024. Disponível em: https://super.abril. com.br/coluna/oraculo/se -os-cactos-nao-tem-folhas -onde-fazem-fotossintese/. Acesso em: 26 set. 2025.

O texto explica como cactos fazem fotossíntese sem terem folhas.

O QUE E COMO AVALIAR

Durante o desenvolvimento das atividades propostas, avaliar se os estudantes compreenderam os conteúdos trabalhados. Para consolidar o aprendizado, organizar os estudantes em grupos e propor que escolham um dos temas estudados neste capítulo para criar cartazes de conscientização sobre os impactos das ações humanas na natureza. Montar um mural com os trabalhos da turma para expô-lo na escola.

Sujeira na margem do Rio Guamá, em porto no município de Belém, no estado do Pará, em 2019.
Rio com reflorestamento nas margens no município de Arataca, no estado da Bahia, em 2019.
Área desmatada na Floresta Amazônica no município de Altamira, no estado do Pará, em 2025.

Referências bibliográficas comentadas

ABREU, Martha; SOIHET, Rachel (org.). Ensino de História: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra: Faperj, 2003.

O livro aborda as possibilidades da pesquisa histórica e sua articulação com o ensino e fornece instrumentos para a reflexão sobre conceitos-chaves em História — identidade, cultura, cidadania e gênero — e para a atuação dos professores no componente curricular de História.

ALMEIDA, Rosângela Doin de (org.). Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2010.

Coletânea de textos em que especialistas em cartografia discutem o papel do mapa na formação escolar.

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2014. (Coleção docência em formação. Série ensino fundamental).

O livro aborda aspectos do ensino e aprendizagem de História, propiciando reflexões sobre a importância do componente curricular para a formação dos estudantes.

BORMA, Laura de Simone; NOBRE, Carlos Afonso (org.). Secas na Amazônia : causas e consequências. São Paulo: Oficina de Textos, 2013.

Embora as secas na Amazônia sejam um fenômeno que faz parte da região, a intervenção antrópica no ambiente tem agravado muito esse processo. Sob a perspectiva de que os acontecimentos recentes são frutos dessa ingerência, o livro aborda as mudanças ambientais ocorridas na região proporcionadas pelo desmatamento, suas causas e consequências.

BOSI, Ecléa. O tempo vivo da memória : ensaios de psicologia social. São Paulo: Ateliê, 2013. Esse livro reúne contribuições teóricas da autora sobre a pesquisa em memória, dialogando principalmente com a questão da memória como vivência individual e coletiva.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília: SEB, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 9 set. 2025.

Documento oficial que apresenta uma estrutura de distribuição de conteúdos das áreas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas para os anos iniciais do ensino fundamental. Esse documento deve ser utilizado como referência para a construção dos currículos das instituições de ensino.

BURKE, Peter. Testemunha ocular : história e imagem. Bauru: Edusc, 2004.

A obra trata do uso de gravuras, pinturas e fotografias como fontes históricas, abordando as problemáticas referentes à análise de imagens na pesquisa em História.

CACHAPUZ, António et al. (org.). A necessária renovação do ensino das Ciências. São Paulo: Cortez, 2005.

Por meio de uma ampla discussão, que tem adeptos em diferentes partes do mundo, o autor traz à luz a importância

de construir currículos e desenvolver métodos de ensino de conteúdos da área de Ciências da Natureza que valorizem a relação entre conceitos, procedimentos e atitudes.

CANIATO, Rodolpho. O céu . Campinas: Átomo, 2011.

A obra apresenta informações gerais sobre os corpos celestes, a observação do céu durante o dia e à noite e o uso de recursos tecnológicos na pesquisa da Astronomia.

CERTEAU, Michel de. A escrita da História . Rio de Janeiro: Forense, 2013.

O livro trata sobre as etapas da historiografia e suas diferentes abordagens ao longo do tempo, por meio do diálogo com outras áreas de conhecimento.

CHASSOT, Attico. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. Ijuí: Unijuí, 2010.

O livro possibilita entender o significado do termo alfabetização científica, por meio da apresentação e discussão de diferentes propostas, que deixam claro o papel da escola como meio de preparo de uma sociedade para a formação de adultos que compreendam, minimamente, as questões relacionadas à ciência e consigam identificá-las e aplicá-las no seu cotidiano.

CHERMAN, Alexandre; VIEIRA, Fernando. O tempo que o tempo tem : por que o ano tem 12 meses e outras curiosidades sobre o calendário. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

O livro mostra como a Astronomia está na origem das medições do tempo e apresenta calendários utilizados por diferentes sociedades.

DUTRA, Glênon; BARROS, Lucas; CERQUEIRA, Thárcio. O divertido mundo da Física : do ideal para o real. São Paulo: Livraria da Física, 2024.

A obra busca explicar os fenômenos do dia a dia relacionados à Física com linguagem simples e em forma de perguntas e respostas.

FARGE, Arlette. Lugares para a História. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. (Coleção história e historiografia).

Nesse livro, a autora discute a responsabilidade do historiador em confrontar o passado refletindo sobre os problemas do presente.

FAZENDA, Ivani (org.). O que é interdisciplinaridade?

2. ed. São Paulo: Cortez, 2013.

O livro apresenta uma visão de aprendizagem interdisciplinar, tendo como objetivo mostrar como diferentes áreas de conhecimento são articuladas, sob a mediação do professor, ao longo de etapas de projetos que nascem e se desenvolvem dentro das salas de aula.

HILDEBRAND, Milton; GOSLOW, George. Análise da estrutura dos vertebrados . 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2006.

O livro pode auxiliar na compreensão das características físicas e dos hábitos de vida dos animais vertebrados.

HUERTAS, Daniel Monteiro. Território e circulação : transporte rodoviário de carga no Brasil. São Paulo: Unifesp, 2018.

Durante dois anos, o autor viajou pelas rodovias brasileiras e uniu a riqueza da pesquisa empírica à sólida fundamentação teórica.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico 2022 : indígenas: alfabetização, registros de nascimentos e características dos domicílios, segundo recortes territoriais específicos: resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE, 2024.

A publicação apresenta informações sobre a população indígena e suas características demográficas, geográficas e socioeconômicas obtidas no Censo demográfico 2022.

KALY, Alain Pascal et al. (org.). Ensino de História e culturas afro-brasileiras e indígenas . Rio de Janeiro: Pallas, 2013.

O livro reúne textos de dez pesquisadores que abordam a relevância do trabalho com as culturas afro-brasileiras e indígenas no ensino de História.

LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. São Paulo: Centauro, 2001.

O sociólogo francês discute a cidade tomando como marco da análise a Revolução Industrial e todo o impacto que esse momento da história legou à humanidade. A partir daí, teoriza profundamente sobre os desdobramentos sociais e emocionais da urbanização mundial.

LIBERAL, Márcia Mello Costa de (org.). Um olhar sobre ética & cidadania . São Paulo: Mackenzie, 2002.

O livro aborda a importância das questões de ética e cidadania no processo de aprendizagem de conteúdos de Ciências da Natureza.

LIMA, Maria Emília Caixeta de Castro; LOUREIRO, Mairy Barbosa. Trilhas para ensinar Ciências para crianças Belo Horizonte: Fino Traço, 2013. (Coleção formação docente).

O livro traz sugestões que partem de conceitos estruturantes da área de Ciências da Natureza e chegam à etapa de avaliação.

LIMA, Solange Ferraz de; CARVALHO, Vânia Carneiro de. Fotografias: usos sociais e historiográficos. In : PINSKY, Carla Bassanezi; DE LUCA, Tania Regina (org.). O historiador e suas fontes . São Paulo: Contexto, 2011.

O texto aborda como a fotografia pode ser compreendida como fonte histórica.

LORENZI, Harri. Árvores brasileiras : manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 5. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008. Esse material traz informações sobre características anatômicas e fisiológicas de plantas arbóreas nativas do Brasil.

LORIERI, Marcos Antônio. Filosofia para crianças : educação para o pensar: a proposta de Matthew Lipman. São Paulo: PUC, 2009.

A obra é fundamental para compreender como se dá o processo de aprendizagem nos grupos de sala de aula, com

destaque para a percepção do papel “do outro” na aquisição individual do conhecimento.

MASSEY, Doreen. Place and identity: a sense of place. In : MASSEY, Doreen; JESS, Pat. A place in the world?: places, cultures and globalization. Oxford: Oxford University Press, 1995.

A geógrafa britânica é uma das principais expoentes na concepção teórica do lugar. Para ela, que escreveu no pós-Guerra Fria, a fragmentação territorial se tornou cotidianamente dramática e agravada por acirramentos nacionais. Livro em Inglês.

MEHINAKU, Yamaluí Kuikuro. Dono das palavras : a história do meu avô. São Paulo: Todavia, 2024.

Nahũ Kuikuro foi um dos primeiros indígenas do Alto Xingu a aprender português e, por muitos anos, mediou as relações entre indígenas e não indígenas. Escrito por seu neto, o livro conta sua história e trata de seu papel decisivo na criação do Parque Indígena do Xingu.

MEYER, João Frederico da Costa Azevedo; BERTAGNA, Regiane Helena (org.). O ensino, a ciência e o cotidiano. Campinas: Alínea, 2006.

O livro discute o significado e o papel social do processo de alfabetização científica.

MORTIMER, Eduardo F. Sobre chamas e cristais: a linguagem científica, a linguagem cotidiana e o ensino de Ciências. In : CHASSOT, Attico; OLIVEIRA, Renato J. (org.). Ciência, ética e cultura na educação. São Leopoldo: Unisinos, 1998.

O livro apresenta reflexões sobre a importância de se conhecer termos científicos e saber reconhecê-los e aplicá-los em situações do cotidiano.

NEVES, Iara Conceição Bitencourt et al . (org.). Ler e escrever : compromisso de todas as Áreas. Porto Alegre: UFRGS, 2011.

O livro aborda o desenvolvimento da leitura e da escrita como responsabilidade de todos os componentes curriculares.

NOVAIS, Fernando A. (coord.). História da vida privada no Brasil : contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. v. 4. O livro analisa as dinâmicas e as transformações que marcaram o Brasil a partir de 1930.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal dos Direitos Humanos . Genebra: ONU, 1948. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/ declaracao-universal-dos-direitos-humanos. Acesso em: 3 ago. 2025.

Declaração da Assembleia Geral da ONU de 1948 que recomendou sua divulgação nas escolas de todo o mundo. OSTERMANN, Fernanda; MOREIRA, Marco Antônio. A Física na formação de professores do ensino fundamental . Rio Grande do Sul: UFRGS, 1999.

O livro estuda o papel da aprendizagem de conteúdos da Física nos cursos de formação de professores dos anos iniciais do ensino fundamental.

PIASSI, Luis Paulo; ARAUJO, Paula Teixeira. A literatura infantil no ensino de Ciências : propostas didáticas para os anos iniciais do ensino fundamental. São Paulo: SM, 2012. (Coleção somos mestres).

O livro desperta no professor o interesse pela visão dos textos literários como aliados ao longo do processo de aprendizagem dos mais variados conteúdos científicos.

PRIORE, Mary Del (org.). História das crianças no Brasil. São Paulo: Contexto, 2013.

O livro reúne textos de historiadores, sociólogos e educadores sobre como a infância é vista e tratada ao longo da história do Brasil.

RAVEN, Peter H. et al Biologia vegetal. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

A obra é importante para ampliar o conhecimento sobre as plantas, particularmente, sua anatomia e fisiologia.

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

O livro apresenta uma ampla e sólida análise do antropólogo Darcy Ribeiro sobre o povo brasileiro, suas raízes, sua cultura, por meio daquilo que denominou como povo multiétnico.

RIBEIRO, Roziane Marinho. A construção da argumentação oral no contexto de ensino . São Paulo: Cortez, 2009. (Coleção linguagem & linguística).

O livro propõe reflexões e traz orientações sobre o papel do professor no processo de desenvolvimento da habilidade cognitiva de argumentação, como instrumento fundamental no processo de aprendizagem e aquisição de conteúdos.

ROGERO, Tiago. Projeto Querino: um olhar afrocentrado sobre a história do Brasil. São Paulo: Fósforo, 2024.

O livro oferece uma perspectiva afrocentrada sobre a história do Brasil, evidenciando a presença e as contribuições negras na formação do país.

ROSSI, Vera Lúcia Sabongi de; ZAMBONI, Ernesta (org.). Quanto tempo o tempo tem! Campinas: Alínea, 2005.

O livro reúne um grupo de pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento que contribuem com análises diversas sobre a categoria tempo.

SANTAELLA, Lucia. Leitura de imagens . São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Coleção como eu ensino).

Nesse livro, a autora oferece ferramentas didáticas para docentes aprenderem conceitos fundamentais sobre a per-

cepção e a interpretação de imagens, com sugestões de encaminhamento didático.

SANTOS, Flávia Maria Teixeira dos; GRECA, Ileana María (org.). A pesquisa em ensino de Ciências no Brasil e suas metodologias . Ijuí: Unijuí, 2006.

A obra amplia conhecimentos sobre métodos investigativos, suas etapas e adequações em relação a conteúdos estudados, objetivos a serem alcançados e nível de aprendizagem dos estudantes.

SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado: fundamentos teóricos e metodológicos da Geografia. São Paulo: Hucitec, 1988.

O livro apresenta os conceitos básicos da Geografia como paisagem, região e espaço, propõe uma discussão sobre a transformação do espaço geográfico pela técnica e apresenta o período técnico-científico.

SASSERON, Lúcia Helena; Machado, Vitor Fabrício. Alfabetização científica na prática : inovando a forma de ensinar Física. 1. ed. São Paulo: Livraria da Física, 2017. (Coleção professor inovador).

Obra que colabora para as ações e as atitudes do professor nas aulas de ciências, com propostas de planejamento que valorizam a problematização e o ensino por investigação.

SCHWARCZ, Lilia MORITZ (coord.). História do Brasil nação: 1808-2010. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014. 5 v. Essa coleção, composta por cinco volumes, reflete sobre a formação da nação brasileira e as transformações políticas, sociais e culturais do Brasil entre 1808 e 2010.

SILVA, Armando Corrêa da. De quem é o pedaço? : espaço e cultura. São Paulo: Hucitec, 1986.

O livro apresenta uma profunda riqueza epistemológica do período de renovação teórica que a Geografia conheceu nas duas últimas décadas do século passado.

THOMPSON, Paul. A voz do passado : história oral. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

O livro aborda a importância da história oral como fonte para compreender o passado com base nas experiências individuais e coletivas.

VENTURI, Luis Antonio Bittar (org.). Geografia : práticas de campo, laboratório e sala de aula. São Paulo: Sarandi, 2011.

O livro foi produzido por diversos pesquisadores da Geografia e reúne informações e procedimentos de técnicas de pesquisa de campo, conceitos geográficos e propostas para a prática em sala de aula.

UNIDADE 2

MATERIAL COMPLEMENTAR

PÁGINA 90 – ATIVIDADE 3

Atenção! Use sempre tesouras com pontas arredondadas.

UNIDADE 3

PÁGINA 129 – ATIVIDADE 5

Atenção!

Use sempre tesouras com pontas arredondadas.

UNIDADE 3

PÁGINA 143 – ATIVIDADE 3

Atenção! Use sempre tesouras com pontas arredondadas.

ORIENTAÇÕES GERAIS

A TRANSIÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

Dos cinco anos que compõem os anos iniciais do ensino fundamental, os dois primeiros referem-se ao processo e à consolidação da alfabetização dos estudantes. O primeiro ano, em especial, configura-se como uma transição da educação infantil ao ensino fundamental.

Os anos iniciais do ensino fundamental são impactantes para os estudantes, pois eles estão vivenciando uma fase de transição, com importantes transformações em seu processo de desenvolvimento cognitivo. Esse é um dos momentos em que se ampliam experiências para o aprimoramento da oralidade, dos processos de percepção, de compreensão e de visão do mundo à sua volta, como também a apropriação da linguagem e referenciais de aprendizagem nessa etapa da educação básica.

É nos anos iniciais que o estudante consolida formalmente seu processo de alfabetização escrita.

[...] entende-se a alfabetização como o conjunto de experiências e reflexões em longo prazo (e não só nos anos iniciais da escolaridade), com base em diferentes textos, propósitos comunicativos e suportes; um conjunto de práticas significativas, contextualizadas e transformadoras dos modos de se comunicar com o outro e de se relacionar com o mundo.

COLELLO, Silvia M. Gasparian. A escola e a produção textual: práticas interativas e tecnológicas. São Paulo: Summus, 2017. p. 21.

Sobre o processo de alfabetização, é importante reconhecer que as crianças já têm uma predisposição à fala, mas, para que possam ler e escrever, elas precisam ser ensinadas de maneira sistematizada.

Como está organizado o cérebro da criança antes da aprendizagem da leitura? A compreensão da língua falada e o reco-

nhecimento visual invariante, as duas faculdades essenciais, que a leitura vai reciclar e interconectar, estão já posicionados. Desde os primeiros meses de vida, a criança demonstra uma competência excepcional para a discriminação dos sons da fala. Desde há uma trintena de anos, sabíamos que, com poucos dias de vida, o bebê discrimina os contrastes linguísticos dos sons de qualquer língua e manifesta uma atenção especial para a prosódia de sua língua materna.

[...] Ao final do segundo ano, o vocabulário da criança explode, enquanto a gramática se instala. No momento em que ela começa a ler, estima-se que a criança de 5 ou 6 anos possua uma representação detalhada da fonologia de sua língua, um vocabulário de vários milhares de palavras e um domínio das principais estruturas gramaticais e da forma pela qual elas veiculam o significado.

[...] Em paralelo, o sistema visual da criança se estrutura. [...] Por volta dos 5 ou 6 anos, no momento em que a criança aprende a ler, apesar de os grandes processos de reconhecimento visual e de invariância estarem instalados, é provável que o sistema visual ventral esteja ainda num período intenso de plasticidade quando a especialização funcional está longe de estar fixada – um período particularmente propício para a aprendizagem de novos objetos visuais tais como as letras e as palavras escritas.

DEHAENE, Stanilas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução: Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012. p. 214-216.

Ao chegar ao ensino fundamental, os estudantes são apresentados progressivamente aos componentes curriculares de modo mais sistemático. É nessa etapa do aprendizado

que novas relações com o mundo e com a sociedade são desenvolvidas. Uma diversidade de situações e conceitos proporciona argumentações mais elaboradas, entre outras descobertas aos estudantes. O convívio com esse mundo de descobertas deve estimular o pensamento e fortalecer as habilidades de questionamento, de produções culturais e do uso consciente e supervisionado da tecnologia, ampliando o horizonte de conhecimento e o discernimento de si mesmos, da natureza e da sociedade.

Por essa razão, entre outras, aprender a ler e escrever deve ser uma responsabilidade a ser assumida também pelo ensino interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia, colaborando, assim, com o processo contínuo de alfabetização, não somente no desenvolvimento de conhecimentos sobre as letras e o modo de decodificá-las — ou associá-las — mas também na possibilidade de aplicar conhecimentos desenvolvidos no processo de interação social.

A obra interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia, em geral, tem muito a contribuir para o desenvolvimento dos estudantes:

• Em Geografia, principalmente no que diz respeito à apreensão das noções de espaço e tempo (relacionadas às dinâmicas e às transformações espaciais), à construção de noções de identidade, pertencimento e cidadania, à compreensão de suas vivências cotidianas, às representações espaciais e às noções de interação entre sociedade e natureza.

• Em História, na construção de noções como identidade, cidadania e memória. Além disso, a História oferece o contexto para a análise e interpretação de diversos tipos de fontes (cartas, diários, notícias de jornais, obras de arte, fotografias, entre outros), um exercício fundamental para a autonomia individual e coletiva.

• Em Ciências da Natureza, por exemplo, a aplicação de etapas do método científico permite organizar ideias e desenvolve o raciocínio lógico. Além disso, os conteúdos relacionados a situações cotidianas, especialmente quando envolvem saúde

pública e questões ambientais, contribuem para o desenvolvimento de uma postura mais crítica e responsável. No processo de ensino e aprendizagem, a leitura, a interpretação e a compreensão de textos também são fundamentais para que o estudante se torne capaz de elaborar uma diversidade significativa de registros referentes a conteúdos específicos de cada área do conhecimento. Esses registros têm como característica o fato de que, em muitos momentos, devem ser organizados com base em informações dadas pelo professor em aula para, posteriormente, serem organizados e comunicados segundo a lógica do estudante, seja por meio oral, seja por meio de textos escritos. As duas linguagens são igualmente importantes; no entanto, no caso do estudante em processo de alfabetização, o uso da linguagem oral se torna particularmente importante, já que é preciso que ele participe efetivamente das etapas descritas anteriormente, sejam elas em contextos individuais ou em pequenos grupos, sejam coletivas. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a valorização da oralidade para explicitar hipóteses, ideias, conhecimentos organizados, elaboração de desenhos, além da elaboração, leitura e interpretação de mapas, tem justamente este objetivo: ampliar a possibilidade de participação do estudante no processo de aquisição de conhecimentos científicos e, concomitantemente, da linguagem escrita. As atividades com estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental envolvem ações para o desenvolvimento da leitura e da escrita consideradas em suas múltiplas práticas sociais que estão presentes nas muitas comunidades que formam o Brasil. Isso significa que as ações propostas terão que estabelecer pontes entre as linguagens utilizadas e vividas cotidianamente e os processos cognitivos de apropriação das relações entre a fala e a escrita pelos estudantes. Dessa forma, busca-se valorizar os conhecimentos acerca do lugar onde vivem os estudantes, colocando-os em diálogo com o mundo. Nesse diálogo, os estudantes desenvolvem fluência oral, ações de observação e de registro, trocas de informações, pesquisas, entre muitas outras, nas quais, ao mesmo tem-

po em que mobilizam as habilidades de leitura, expressão e escrita que trazem da educação infantil, ampliam suas práticas utilizando textos de linguagens diferentes e expressando-se em múltiplos suportes e registros.

As palavras dos professores Paulo Coimbra Guedes e Jane Mari de Souza são bastante elucidativas do argumento que desenvolvemos: [...] nós, professores de todas as áreas, [...] devemos nos dedicar a proporcionar muitas e muitas oportunidades para que todos descubram que ler é uma atividade muito interessante, que a leitura nos proporciona prazer, diversão, conhecimento, liberdade, uma vida melhor, enfim. [...]

Oportunidade de ler o quê? Tudo, [...]. Ler tudo, desde as banalidades que possam parecer divertidas até as coisas que o professor julga que devem ser lidas para o desenvolvimento pessoal do aluno como pessoa sensível, [...] como cidadão, para o estabelecimento de seu senso estético, de sua solidariedade humana, do seu conhecimento.

Isso é tarefa do professor de português? É. É tarefa o professor de história, de geografia, de ciências, de artes, de educação física, de matemática ... É. É tarefa da escola: a escola – os professores reunidos na mais básica das atividades interdisciplinares [...].

GUEDES, Paulo Coimbra; SOUZA, Jane Mari de. Leitura e escrita são tarefas da escola e não só do professor de português. In: NEVES, Iara Conceição Bitencourt et al Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. Porto Alegre: UFRGS, 2004. p. 17.

Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo que foi homologada em 2018. Ela está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

A BNCC define as aprendizagens essenciais, ou seja, o conjunto de competências e habilidades que um estudante deve desenvolver em sua vida escolar ao longo da Educação Básica.

A BNCC tem um propósito bem específico: Define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo

das etapas e modalidades da Educação Básica [...] que visam à formação humana integral e à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva [...]

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 7. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 12 ago. 2025.

Na educação infantil, a BNCC apresenta aos estudantes propostas que desenvolvem a criatividade e a criticidade, incentivando os estudantes a averiguarem causas, prepararem e testarem hipóteses, formularem problemas e desenvolverem soluções. Nos anos iniciais do ensino fundamental, os estudantes passam pela transição do ensino infantil para o ensino fundamental, no qual os dois primeiros anos têm como foco a alfabetização. Ao final dos anos iniciais, tem-se a transição para os anos finais do ensino fundamental, que têm como objetivo aprofundar conhecimentos desenvolvidos nos anos iniciais, ampliando a capacidade de análise crítica com vistas ao despertar da autonomia.

Para que essa transição seja tranquila, é preciso iniciar o desenvolvimento da autonomia dos estudantes ao longo dos anos iniciais do ensino fundamental, garantindo momentos de recomposição de aprendizagem de anos anteriores e um contato gradual com um número maior de informações. Por isso, é importante que, ao final dessa etapa de ensino, o estudante já se sinta mais confortável com a apresentação a conceitos e termos novos.

A BNCC determina competências e habilidades para expressar as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas ao estudante na educação básica, e define competência como “a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 8. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 12 ago. 2025).

É importante pontuar que esta coleção foi essencialmente balizada pela BNCC, somada a outros documentos normativos. De acordo com o documento oficial, a BNCC é “referência nacional para a formulação dos currículos dos sistemas e das redes escolares dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e das propostas pedagógicas das instituições escolares” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 8. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov. br/. Acesso em: 12 ago. 2025), na perspectiva de garantir um currículo mínimo nacional e garantir o direito à educação de todas as crianças e os jovens do país. Convém lembrar que a BNCC surge em consonância com os propósitos defendidos e preconizados pelo Plano Nacional de Educação (PNE).

A BNCC faz uma referência direta à desigualdade brasileira e vê a educação como uma ferramenta para intervir nessa realidade por meio daquilo que designou chamar de equidade na educação, sem, no entanto, considerar a ideia de currículo único como caminho para guiar a educação, visto o Brasil se tratar de um país com grande diversidade regional. Logo, a BNCC não é o estabelecimento de um currículo oficial nacional, mas sim uma fonte indicativa de conhecimentos, competências e habilidades que se espera que os estudantes desenvolvam.

A busca por uma sociedade mais justa e o combate à desigualdade devem levar em consideração a equidade na educação , e isso certamente passa por decisões curriculares e pedagógicas em âmbito local e regional. Tais iniciativas devem considerar necessidades e interesses dos estudantes. Nesse sentido, a função da BNCC seria o intercâmbio entre uma proposta curricular genérica com os currículos de caráter específico, observadas as especificidades locais e regionais. Em que pese considerarmos intensamente em nossa obra as diretrizes da BNCC, e mesmo neste livro do professor, faz-se necessário salientar, como lembra o sociólogo Michael Young, que não é possível considerar uma reflexão sobre currículo dissociada de uma teoria do conhecimento (YOUNG, Michael. Teoria

do currículo: o que é e por que é importante. Cadernos de Pesquisa da Faculdade de Educação da USP , São Paulo, v. 4, n. 151, p. 192-193, 2014). Assim, uma política pública para a educação definidora de uma estrutura curricular nacional deve levar em conta toda uma “teoria do currículo” e ponderar quais as implicações de uma regulamentação oficial. Quais semelhanças e diferenças a BNCC guarda com as políticas educacionais anteriores? Quais são seus impactos na educação? São indagações com as quais nos deparamos no transcorrer da produção desta coleção e que buscamos solucionar ou debater e compartilhar com o professor.

Os Temas Contemporâneos Transversais

Integrados à BNCC também há os Temas Contemporâneos Transversais (TCT), que buscam conectar diferentes componentes curriculares com a realidade do estudante, trazendo mais contextualização para o ensino. Os TCT têm como base marcos legais assegurados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. São 15 temas contemporâneos transversais, divididos em seis eixos principais:

Ciência e tecnologia

Ciência e tecnologia

Multiculturalismo

Diversidade cultural Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

Meio Ambiente

Educação ambiental Educação para o consumo

Temas Contemporâneos Transversais BNCC

Saúde

Educação alimentar e nutricional

Economia Trabalho Educação financeira Educação fiscal

Cidadania e civismo

Vida familiar e social Educação para o trânsito Educação em direitos humanos Direitos da criança e do adolescente Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso

A incorporação dos TCT no trabalho docente pode ter como base quatro pilares: problematização da realidade e das situações de aprendizagem, superação da visão fragmentada de conhecimento para uma visão sistêmica, integração das habilidades e competências curriculares à resolução de problemas, promoção de um processo educativo continuado e do conhecimento como uma construção coletiva.

UM OLHAR INTERDISCIPLINAR

Além de valorizar a diversidade cultural, o trabalho com diferentes contextos permite o desenvolvimento de propostas interdisciplinares e que abordem os Temas Contemporâneos transversais.

Ressalta-se a importância de uma visão crítica sobre a necessidade de desenvolver ações interdisciplinares, através do diálogo entre as disciplinas; que promovam um ensino contextualizado, com a problematização das condições sociais, históricas e políticas; e uma postura flexível, aberta as mudanças para a que a Educação Básica contribua para formação de cidadãos críticos, reflexivos e éticos.

MACÊDO, Buena Bruna Araujo; MACÊDO, Julie Idália Araujo. Flexibilidade curricular e contextualização de saberes: a interdisciplinaridade na BNCC (2018). 2024. Disponível em: https:// editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2024/TRABALHO_ COMPLETO_EV200_MD1_ID12725_TB4125_22102024125509. pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

Nesse sentido, uma das funções de uma obra didática é indicar caminhos para a interação entre as disciplinas por meio da experimentação e da vivência do estudante. Nesta obra, esses caminhos são indicados ao longo das unidades, com recortes temáticos e propostas que podem contribuir para uma perspectiva contextualizada e interdisciplinar. Além disso, esta coleção busca apoiar o docente em sua prática cotidiana, oferecendo também estratégias de mediação que favoreçam a condução das aulas. Reconhecemos que você, professor, é o elo fundamental entre os materiais didáticos e a experiência de aprendizagem dos estudantes; por isso, fornecemos subsídios meto -

dológicos que possibilitam operacionalizar a interdisciplinaridade de forma concreta e criativa em sala de aula.

A noção de “interdisciplinaridade” não deve levar à perda da especificidade de cada disciplina. Toda proposta interdisciplinar pressupõe o reconhecimento de que as especialidades devem transbordar seus próprios saberes, reconhecendo seus limites. Por isso buscam ativamente as contribuições de outras disciplinas para o entendimento de fenômenos e a construção do conhecimento. (GUSDORF, Georges. Prefácio. In : JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber . Rio de Janeiro: Imago, 1976. p. 23).

Nesse sentido, a interdisciplinaridade, no campo da didática, deve ser entendida como uma atitude, uma postura pedagógica. Para Antonio Joaquim Severino, ela se impõe como uma “exigência intrínseca ao saber” (SEVERINO, Antônio Joaquim. O conhecimento pedagógico e a interdisciplinaridade: o saber como intencionalização da prática. In : FAZENDA, Ivani (org.). Didática e interdisciplinaridade . São Paulo: Papirus, 2008. p. 40). Ela não pode ser encarada apenas como uma técnica, mas como um projeto para a educação, que busca a unidade do saber sem negar a diversidade. A interdisciplinaridade exige o compromisso de toda a comunidade escolar em quebrar a fragmentação do conhecimento em favor de um ensino vivo. Nesse sentido, esta coleção também possibilita a abertura de caminhos para que o conhecimento escolar ultrapasse as fronteiras acadêmicas e se conecte com saberes não formais e experiências do cotidiano dos estudantes. Esse movimento valoriza práticas culturais, tradições locais e aprendizagens comunitárias, ampliando a compreensão da realidade. Assim, reforça-se a dimensão crítica e transformadora da educação, que não apenas integra áreas do conhecimento, mas também reconhece a riqueza dos diferentes modos de saber presentes na sociedade.

Em nossa obra, tentamos apresentar essa possibilidade para que você possa experimentar esse caminho pedagógico.

PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA COLEÇÃO

Ao considerar a importância do protagonismo no processo educativo, o estudante passa de mero receptor, sobretudo de conteúdos conceituais, a sujeito ativo de seu processo de aprendizagem, que mobiliza seus conhecimentos prévios e experiências para construir novas aprendizagens. Esse processo envolve um constante vaivém de observações, experimentações, discussões, argumentações. É importante frisar que esse processo deve ocorrer, prioritariamente, em grupo, possibilitando que o pensar e a vivência caminhem juntos e sejam compartilhados em exercício contínuo de cidadania.

A ideia central do estudante ser o protagonista de seu processo de aprendizagem é contribuir para a formação de pessoas capazes de resolver problemas que lhes sejam apresentados, sejam essas situações pessoais ou de cunho social, procurando entender as consequências imediatas e futuras de suas ações. No âmbito escolar, essa visão está relacionada à escolha da metodologia de ensino na qual as aulas estão embasadas, na seleção de temas e abordagens a serem apresentadas aos estudantes.

Quanto aos conteúdos escolares, essa é uma etapa importante, já que não há como pensar na formação humana sem algum conteúdo. O que não se pode fazer é apresentar ao estudante conteúdos para que ele simplesmente saiba da sua existência. É preciso que ele seja capaz de observar, comparar, relacionar, analisar, problematizar, reelaborar e saber argumentar sobre esses conteúdos, entre outras habilidades que podem ser desenvolvidas. Nesta obra, a proposta desenvolvida tem como pilar a articulação entre Ciências da Natureza, História e Geografia. Como apresentada anteriormente, uma proposta interdisciplinar corresponde a uma interação entre as áreas do saber e o reconhecimento de suas especificidades, cada componente curricular tem um objeto de estudo definido e solidez metodológica. Portanto, consideramos relevante apresentar os pressupostos teórico-metodológicos de cada área do saber para um melhor esclarecimento ao professor.

Ciências da Natureza

Para Ciências da Natureza, é importante que o planejamento das aulas considere:

1. Os eixos estruturantes da alfabetização científica listados a seguir (SASSERON, Lúcia Helena Alfabetização científica no ensino fundamental: estrutura e indicadores deste processo em sala de aula. 2008. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008). Eles não são parâmetros rígidos para a construção de um planejamento, mas sim, diretrizes que ajudam no processo de organização das aulas de Ciências.

a. Compreensão de termos, conceitos e conhecimentos científicos fundamentais. Refere-se à possibilidade de trabalhar com os estudantes a construção de conhecimentos científicos que possam ser aplicados de forma adequada em situações do dia a dia.

b. Compreensão da natureza das Ciências e dos fatores éticos e políticos que circundam sua prática. Esse eixo é trabalhado quando os estudantes são envolvidos em um processo de investigação que tem como objetivo solucionar um problema que é apresentado a eles.

c. Entendimento das relações existentes entre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Meio Ambiente, para a identificação de que essas esferas de conhecimento são mutuamente entrelaçadas. Esse é o eixo que permite que os temas científicos sejam trabalhados pelo professor de maneira global, com vistas a um futuro sustentável para a sociedade e o planeta.

2. O ensino por investigação que, por meio da linguagem científica, promove a interação entre a problematização do conteúdo e a resolução de problemas. Para alcançar bons resultados, é importante valorizar a argumentação, a interação professor-estudante, estudante-estudante e estudante-objeto, muito comum nas atividades práticas, entre outras interações que surgem, dependendo

da forma como os estudantes realizam as suas atividades. O ensino por investigação não se restringe às atividades práticas; uma atividade de exposição de conteúdos novos, por exemplo, feita pelo professor, se torna investigativa à medida que os estudantes passam a fazer perguntas e a buscar soluções (LIMA, Maria Emília Caixeta de Castro; LOUREIRO, Mary Barbosa. Trilhas para ensinar Ciências para crianças. Belo Horizonte: Fino Traço, 2013). O professor deve estimular intencionalmente essa participação, e assim, o professor vai fazendo perguntas e os estudantes tentando respondê-las. O objetivo é gerar questões-problema que vão precisar de uma resolução. O resultado dessa dinâmica vai gerar ideias, informações e conhecimentos novos; a construção de novas hipóteses, além de permitir explicações que os estudantes darão para o problema gerado.

Para elaborar o planejamento da área de Ciências da Natureza, há necessidade de atenção aos conteúdos propostos da BNCC para essa área, que têm como base as unidades temáticas . Na BNCC, há três unidades temáticas previstas para Ciências da Natureza:

• Matéria e energia : está relacionada ao estudo da matéria e suas transformações. Nos anos iniciais do ensino fundamental, tem como foco o reconhecimento dos materiais, seus usos, algumas propriedades e suas interações com formas de energia, além de buscar a promover hábitos saudáveis e sustentáveis.

• Vida e evolução: está relacionada ao estudo dos seres vivos, incluindo os seres humanos e suas relações entre si e com o ambiente. Nos anos iniciais do ensino fundamental, tem como foco o estudo dos seres vivos do entorno e das relações alimentares estabelecidas entre eles.

• Terra e Universo: está relacionada ao estudo de características da Terra e de outros corpos celestes. Nos anos iniciais do ensino fundamental, tem como foco o pensamento espacial a partir da observação e o reconhecimento de fenômenos celestes.

Dentro de cada unidade temática há objetos de conhecimento, que são os conteúdos específicos, conceitos ou processos abordados em cada componente curricular. É por meio deles que se desenvolvem as habilidades previstas na BNCC, pois cada objeto está relacionado a um número variável de habilidades.

História

Em nossos mundos de experiência, sentimos, observamos e vivemos acontecimentos em relação às comunidades e povos que aparecem em nossas rotinas, seja presencialmente ou por meio dos muitos meios informacionais com os quais lidamos. É nesse lugar de encontros onde vivemos que elaboramos nossas identidades compartilhadas e definimos alteridades. Por isso, quando as crianças chegam à escola para cumprir o primeiro ano do ensino fundamental, trazem de suas vivências muitos conhecimentos fragmentados que já se constituem em visões de mundo iniciais. Cabe à escola promover a elaboração deles em um currículo organizado, de modo a evitar a formação ou perpetuação de estereótipos e preconceitos e a promover vivências de tolerância a partir da construção coletiva e científica do conhecimento.

No caso específico do ensino de História, cabe organizar a experiência humana no tempo em acordo com os modos como os diferentes povos inventaram suas maneiras de viver, registrar e contar a passagem do tempo. Para tanto, é preciso organizar os estudos considerando: 1. o desenvolvimento das noções de tempo e de temporalidade histórica, a partir das operações de ordenação/seriação, sucessão, simultaneidade e duração, e da observação dos estudos das quantidades em Matemática; 2. a leitura de fontes de natureza e sintaxes distintas, a partir dos níveis de leitura propostos em Língua Portuguesa; e, por fim, 3. as especificidades culturais do tempo vivido pelos estudantes em suas comunidades.

Feitas essas primeiras afirmações, cabe sumariar os eixos e estratégias estruturantes apresentados:

Eixos estruturantes:

• Articulação e diálogo entre o lugar e o mundo, e entre as pessoas, as comunidades e os povos;

• Construção de temporalidades históricas a partir de diferentes modos de contar, registrar e sentir o tempo;

• Observação de manifestações culturais múltiplas, diversas e/ou híbridas e identidades compartilhadas em fontes de natureza e sintaxes distintas.

Estratégias estruturantes:

• Observação dos lugares e dos acontecimentos, a partir das pessoas, comunidades e povos neles presentes, pessoalmente, em duplas ou grupos e em pesquisas;

• Identificação de elementos, características e dados em fotografias, paisagens, mapas, gráficos, tabelas, textos escritos, objetos de cultura material, monumentos, placas, pinturas etc., por meio de descrições, trocas de informações, entrevistas ou atividades de investigação;

• Reconhecimento de mudanças e permanências das ações humanas sobre os espaços, produzindo temporalidades históricas distintas e que permitem múltiplos recortes;

• Realização de registros e construção de narrativas históricas pelos estudantes em diferentes suportes por meio de desenhos, escrita, mapas mentais, fotografias, textos, gráficos como a Linha do tempo etc. e de acordo com a faixa etária;

• Reflexão sobre os resultados dessas ações e suas implicações nas vidas cotidianas das pessoas, o que permite o desenvolvimento da solidariedade para com as diferentes manifestações culturais abordadas em sala de aula e que caracterizam a experiência plural dos seres humanos na comunidade e no planeta.

Geografia

A Geografia tem no espaço geográfico seu objeto de estudo. Essa é a perspectiva teórica que orienta esta obra. Contudo, o que parece ser uma simples afirmação requer na realidade maior atenção, pois não é simples a tarefa de definir espaço geográfico

É reconhecido o esforço de ilustres geógrafos acadêmicos nessa seara e em levar adiante um forte empenho no campo da teorização

do tema. Cumpre à Geografia escolar traduzir para os anos iniciais do ensino fundamental essa profundidade teórica, adaptando-a à realidade dessa esfera do ensino e obedecendo às respectivas escalas do conhecimento: do acolhimento de seu lugar para a dimensão do mundo, sempre numa gradação escalar e cautelosa, respeitando-se as respectivas faixas etárias. Esse desígnio exige forte pluralismo e ecletismo do conhecimento e, por isso mesmo, exige do professor generalista mais contato com certas categorias do espaço geográfico que apresentaremos a seguir.

Um dos caminhos para compreender o conceito de espaço geográfico é trabalhar com a inseparabilidade, nos dizeres do geógrafo Milton Santos, entre sistemas de objetos e sistemas de ações ou, em uma analogia mais direta, a inseparabilidade entre natureza e sociedade. A compreensão do espaço só será possível considerando a integração desses dois elementos que requerem uma explicação conjunta. Nessa concepção, a não ser de maneira analítica, não se separa o natural do artificial ou o natural do político. No atual estágio em que vivemos, o ritmo de transformação da natureza é cada vez mais intenso. Portanto, as ações humanas vão adquirindo cada vez mais importância e amplitude na constante dinâmica de construção, organização e produção do espaço geográfico (SANTOS, Milton. A natureza do espaço : técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996).

Para Milton Santos: O espaço é, hoje, um sistema de objetos cada vez mais artificiais, povoados por sistemas de ações igualmente imbuídos de artificialidade, e cada vez mais tendentes a fins estranhos ao lugar e a seus habitantes. Neste nosso mundo se estabelece, por isso mesmo, um novo sistema da natureza uma natureza que, graças exatamente ao movimento ecológico, conhece o ápice de sua desnaturalização.

SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico-informacional. São Paulo: Hucitec, 1994. p. 90. Assim, no transcorrer da obra, gradativa e cotidianamente os estudantes serão orientados pelo professor em seu processo de construção do co-

nhecimento a aprender sobre o espaço geográfico dentro de uma perspectiva da totalidade e da integração. Isso porque vivemos em um mundo em que não mais se distingue claramente aquilo que foi construído pela natureza das obras da sociedade ou “onde termina o puramente técnico e onde começa o puramente social” (SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 81).

Categorias de análise do espaço geográfico igualmente são motivos de discussão teórica. São conceitos da Geografia que aparecem frequentemente no transcorrer de nossa obra. Portanto, o professor precisa ter claro que os conceitos de lugar , paisagem , território , região e natureza, destacados pela BNCC, não são em si propriamente o espaço geográfico, mas a ele se circunscrevem.

Concebido como uma totalidade dinâmica, em permanente mutação, determinada pelas interações entre a sociedade e a natureza, mediada pelo trabalho social, o espaço geográfico requer que a compreensão por parte dos estudantes seja realizada por meio da construção de conceitos, como os de lugar, paisagem, território, região e natureza.

A aprendizagem dos conceitos envolve operar com símbolos, ideias, imagens e princípios que permitirão aos estudantes desenvolver o pensamento espacial e uma nova perspectiva do pensamento espacial, o raciocínio geográfico, que pressupõe:

[...] um sistema de pensamento que põe em movimento articulado os conceitos e princípios da Ciência Geográfica em conexão à capacidade de pensar espacialmente, notadamente com o apoio da linguagem cartográfica. O raciocínio geográfico é mobilizado por perguntas geográficas e estas, por sua vez, estão contextualizadas por situações geográficas selecionadas ou construídas pelos professores. A Cartografia Escolar é, nesse sistema, simultaneamente um conteúdo e uma metodologia e o pensamento espacial é um conteúdo procedimental que compõe o raciocínio geográfico.

CASTELAR, Sônia Maria Vanzella; DUARTE, Ronaldo Goulart. Raciocínio geográfico, pensamento espacial e cartografia na educação geográfica brasileira. Giramundo: Revista de Geografia do Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 7, 2022.

É esse “olhar geográfico” que subsidia a construção de explicações sobre a espacialidade dos fenômenos. Segundo Lana de Souza Cavalcanti, [na teoria da Geografia] alguns autores focam em categorias como paisagem, lugar ou território, que têm sido, ao longo da história dessa ciência, consideradas categorias básicas de seu pensamento (CAVALCANTI, Lana de Souza. O ensino de geografia na escola. Campinas, Papirus, 2012. p. 138).

Ressaltamos que o trabalho com os conceitos destacados, como os mencionados acrescidos ainda de outros como região e natureza, acontece no transcorrer da obra e de modo integrado e por aproximações sucessivas no transcorrer dos encaminhamentos didáticos.

Proposta pedagógica

Destarte, a descrença na rigidez de uma linha teórica única, esta obra foi inicialmente concebida considerando especialmente fontes, as quais, como sabemos, reorientaram as formas de ver e fazer educação, em que os estudantes deixam de ser passivos e mero receptores de conteúdos. Por suas características internas, os encaminhamentos desenvolvidos na obra que ora apresentamos dificilmente poderiam pressupor estudantes passivos.

Lançamos mão de vários recursos, como a apresentação de atividades de sondagem de conhecimento prévio e questões disparadoras, em grupo, de pesquisa e de estímulo ao pensamento crítico; e do professor como mediador e planejador do processo de condução do conhecimento, considerando os aspectos culturais e os lugares de vivência dos estudantes.

No entanto, vale a ressalva de que dificilmente um único método guia uma obra didática, como já apontado anteriormente. Assim, esta obra considera o desenvolvimento ativo do conhecimento, e isso transparece no percurso das atividades, que ora são mais orientadas, ora estimulam mais a autonomia e a construção individual dos estudantes.

O protagonismo professor-estudantes-escola permeia toda nossa coleção, uma vez que essa interação deve sempre ser uma preocupação central na sala de aula e na escola. A busca de estratégias de aprendizagem precisa

estar articulada ao processo cognitivo, e o livro didático é parte dessa interação comandada pelo professor.

A metodologia utilizada na obra não considera o conhecimento como algo predeterminado, embora estudiosos afirmem que 50% do aprendizado advenha da hereditariedade, os outros 50% provêm do convívio e do processo pedagógico (McGUINNESS, Diane. Cultivando um leitor desde o berço. Rio de Janeiro: Record, 2004).

Assim, o encaminhamento de uma construção gradual que respeita as etapas cognitivas dos estudantes e os considera sujeitos de sua aprendizagem é fundamental na relação ensino e aprendizagem. A organização da obra, das seções e das atividades buscou respeitar esses princípios metodológicos e apresentar encaminhamentos que valorizam a busca do conhecimento por parte dos estudantes a partir de vivências e interação.

Os tópicos que compõem as unidades das obras desta coleção são trabalhados por meio de textos teóricos e imagens, referentes aos conteúdos propostos. O nível de complexidade desses textos aumenta ao longo dos anos, reforçando o processo de construção de conceitos e evolução do conhecimento.

A cada assunto abordado, perguntas são apresentadas aos estudantes, dando a eles a oportunidade de retomar a leitura dos textos e imagens e responder a questões que permitem verificar a compreensão dos conteúdos que vão sendo desenvolvidos. É muito importante, ao longo desse processo, a relação entre textos, imagens e legendas oferecidos para leitura e interpretação dos estudantes, com objetivos diversos que vão sendo apresentados, de modo a permitir a eles o desenvolvimento de habilidades e competências previstas na BNCC.

Para o desenvolvimento da autonomia do estudante no seu processo de aprendizagem, foram selecionadas algumas estratégias como as indicadas a seguir.

Trabalhos em grupo e com a família

Ao longo da obra, há propostas de atividade para ser feita em duplas ou em grupos. É importante organizar a turma de diferentes for-

mas para não deixar as aulas excessivamente expositivas. Dentre as de atividades em grupo, há propostas para ações coletivas ou de discussões de problemas da sociedade, algumas envolvendo a confecção de cartazes ou outros materiais para expor no mural da sala de aula ou outros espaços da escola.

Há também propostas para pesquisa, que podem ser feitas com seu acompanhamento em sala de aula ou com membros da família ou outros adultos responsáveis, além de entrevistas com adultos do convívio do estudante ou outros membros da comunidade escolar, que podem ser encontradas em Você Detetive.

Sugere-se, para complementar as estratégias citadas, manter na sala de aula uma pasta ou uma caixa para guardar e organizar as atividades realizadas pelos estudantes em folhas avulsas ou recortes de jornais e revistas e materiais usados em propostas de pesquisas.

Aproveitar essa estratégia de trabalho para desenvolver conteúdos atitudinais referentes ao respeito por diferentes espaços de veiculação do conhecimento, valorizando a oportunidade de desenvolver a relação de cada estudante com a construção de bens comuns. Dividir a turma em pequenos grupos para que também façam um rodízio na organização de materiais guardados na pasta e na caixa ou expostos no mural.

Uso mediado da internet

Algumas propostas de pesquisa, em sala de aula ou com a família, envolvem o uso da internet. É importante que o estudante tenha o contato com a internet de forma gradual e controlada, com a mediação do professor ou de um adulto responsável e com intencionalidade pedagógica.

Já se sabe, por exemplo, que o aprendizado e o desenvolvimento estão associados a um uso mediado. É preciso que haja a mediação de um adulto para que o conteúdo, após explicado, faça sentido para a criança.

[...]

É possível que, diante da necessidade de cuidar de tarefas domésticas, ou de descansar, familiares possam recorrer a conteúdos audiovisuais adequados, mes-

mo para crianças em sua primeira infância, conforme a Classificação Indicativa. [...]

Outro exemplo de uso possível, mesmo para as crianças na primeira infância, é a realização de videochamadas com familiares. Nesse tipo de uso, é importante explicar quem aparece, repetir o que dizem, traduzir o que for mais difícil e descrever o que acontece para que a criança entenda esse momento.

Conforme as crianças crescem, os processos passam a exigir estratégias diferentes, pois precisam se adaptar a situações mais complexas. Assim, é importante atentar para a qualidade daquilo que é oferecido ao adolescente e aos modos como o seu comportamento reflete esse envolvimento com as mídias e os conteúdos.

BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília: Secom, 2025. Disponível em: https:// www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancase-adolescentes/guia/guia-de-telas_sobre-usos-de-dispositivosdigitais_versaoweb.pdf#page=1.00&gsr=0. Acesso em: 20 set. 2025.

A importância das imagens

A quantidade de imagens veiculadas diariamente na televisão, nos livros, jornais, revistas e internet mostra a importância das representações visuais em nosso cotidiano, o que também é verdade para as atividades pedagógicas.

A leitura e a interpretação de imagens podem ajudar os estudantes a compreender e dar mais sentido ao mundo em que vivem, aproximando-os da realidade. O estudo de objetos, por exemplo, pode ser fonte de uma série de informações e estabelecer relações entre povos, lugares e tempos.

Nos conteúdos, há um destaque para diferentes representações visuais, como fotografias, representações artísticas em diferentes suportes e linguagens, representações esquemáticas e dados organizados em quadros. Também são muito importantes os registros visuais elaborados a partir de observações em experimentos e visitas, na montagem e exposição de painéis ilustrados, entre outras situações de aprendizagem.

Em boa parte dos conteúdos, as imagens são as maiores referências que os estudan -

tes têm sobre o que está sendo apresentado no texto escrito. É preciso, portanto, treinar o olhar dos estudantes para que desenvolvam as habilidades de observação atenta das imagens e a habilidade de identificar e analisar informações por meio delas.

Para facilitar a compreensão, as imagens de seres vivos são apresentadas com uma miniatura acompanhada da medida de comprimento, altura ou diâmetro.

As práticas investigativas

As práticas investigativas são uma ferramenta importante para despertar a curiosidade sobre diversos assuntos e permitir que os estudantes se sintam protagonistas na construção de seus conhecimentos.

Existem diversos métodos para fazer ciência, sendo que, em geral, é possível considerar as seguintes etapas: observação, reconhecimento do problema, elaboração de hipótese, teste de hipótese, construção de uma explicação para os resultados obtidos e divulgação das conclusões finais. É importante destacar que nem todas as descobertas científicas passam por todas essas etapas ou seguem essa ordem.

Nesta obra, denominamos atividades práticas as situações de aprendizagem que envolvem a manipulação de materiais e objetos, para a elaboração de representações e de experimentos. Para a realização das atividades que selecionamos, são necessários materiais e objetos de fácil acesso, tanto ao professor quanto ao estudante.

As atividades práticas são estratégias importantes no processo de desenvolvimento de procedimentos científicos, pois estimulam, entre outras habilidades, a capacidade de elaborar hipóteses, observar e comparar dados, analisar e discutir resultados. Esse tipo de atividade contribui para o estudante desenvolver também a capacidade de se expressar por escrito e oralmente, questionar, tomar decisões, organizar a troca de conhecimentos e até mesmo reconhecer que a atividade científica é falível e que o erro faz parte desse processo.

Nesta obra, há diferentes tipos de atividades experimentais propostas na seção Ciências em Ação.

O PAPEL DO PROFESSOR

A participação do professor é fundamental para que os objetivos desta coleção sejam desenvolvidos em consonância com os princípios pedagógicos da escola. A estrutura de uma obra didática precisa ser vista como forma de organização de conteúdos pensada e elaborada por autores e proposta a professores e estudantes. No entanto, é no exercício diário, e sob sua mediação, que essas perspectivas tomam corpo e, efetivamente, tornam-se ações pedagógicas.

É importante lembrar que, a cada ano, as turmas são diferentes: novos componentes, diferentes formas de estabelecer relações, além das variações das necessidades pessoais, sociais e de aprendizagem de cada estudante. Diante disso, as mudanças devem e precisam acontecer, e a adequação a cada novo grupo que se apresenta somente pode ser feita pelo professor, dando vida às ideias, percebendo os momentos mais adequados para interferir ou dar espaço ao estudante, fazendo novas leituras das propostas apresentadas na obra.

No que diz respeito a esse processo, pode ser adequada a revisão semestral do planejamento. Ao final do primeiro semestre, o professor já terá uma boa quantidade de informações sobre a dinâmica da classe, em relação às questões cognitivas e de relacionamento social, o que lhe permitirá fazer inclusões e mudanças no encaminhamento de atividades, além de retomadas eventuais de alguns conteúdos que tenham se mostrado, nas avaliações contínuas, mais complexos para os estudantes.

Considerando que ainda haverá pela frente um semestre de trabalho, esse também é um bom momento para consultar a bibliografia proposta nesta obra, em busca de referências que possam ajudar na compreensão teórica necessária à continuidade desse processo pedagógico. Esse também é um bom momento para uma troca coletiva com grupo de professores que lecionam no mesmo ano, tendo como foco as particularidades de seus grupos-classe e o encaminhamento do processo de ensino e aprendizagem.

A ampliação de conteúdos por meio de atividades sugeridas neste livro do professor somente fará sentido se colocada em prática com base em suas reflexões. Cabe, sempre que possível, fazer as adequações necessárias entre as propostas da obra e a realidade vivida no local onde está a escola, a fim de tornar os conhecimentos efetivamente significativos. Para buscar estratégias mais voltadas a cada turma, é muito importante mapear as habilidades de cada estudante, para se ter conhecimento das desigualdades existentes. Isso pode ser feito por meio de avaliações diagnósticas formais e não formais e, também, de conversas com os familiares ou responsáveis de cada criança. Uma vez mapeada a turma, é preciso considerar estratégias que permitam reduzir as dificuldades, como agrupar estudantes com diferentes habilidades ao realizar as atividades propostas, incentivando o auxílio mútuo e a aprendizagem entre os pares.

Diferentes configurações para a sala de aula

O livro didático apresenta diferentes propostas de organização dos estudantes para realização das atividades, que pode ser individual, em dupla, em grupos ou com a turma inteira. No entanto, cabe ao professor avaliar qual é a melhor maneira de estruturar os estudantes para cada situação, o que não impede que haja momentos em que será oferecida aos estudantes a oportunidade de escolha de seus parceiros de trabalho. Seguem algumas sugestões de organização em sala de aula para cada configuração:

• Organização em duplas: exige uma maior sintonia entre os estudantes, já que os dois precisam interagir entre si o tempo todo. É preciso verificar se os estudantes estão se relacionando bem e se há trocas entre eles. Uma proposta é juntar perfis mais extrovertidos com os mais introvertidos para que haja um equilíbrio na participação da atividade. Em assuntos que exijam um debate mais consistente, ao final de um período pré-determinado de discussão, duas duplas

podem ser reunidas, formando um grupo maior. Nesse caso, o desafio proposto, é de ouvir as ideias da outra dupla, analisar e avaliar e, se for adequado, incorporar e reorganizar as ideias das duplas iniciais. Esses momentos de trocas entre pares podem ser enriquecedores, pois permitem que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentação e percebam que não precisam concordar, mas devem considerar opiniões e posições distintas com atenção e respeito.

• Organização em grupos: exige uma maior organização interna entre os estudantes, por isso, é importante propor e auxiliar na divisão de tarefas, verificando se há participação de todos os envolvidos. Dentro da mesma atividade ou para realizar uma outra proposta, o mesmo grupo pode ser mantido; no entanto, será necessário um rodízio das tarefas. O registro das ideias expostas pelo grupo pode ser feito por dois estudantes, considerando a complexidade da escrita de um texto final, ou mesmo de anotações, que componham as sugestões individuais. Nessa proposta e na proposta que encerra o tópico anterior, é interessante organizar as carteiras em círculos para que todos do grupo possam se observar durante a atividade.

• Organização em roda de conversa: permite que todos os estudantes possam participar de forma mais descontraída. Para que todos possam participar, é importante conduzir a conversa com perguntas e pedir que os estudantes que querem falar levantem a mão e aguardem seu momento. Caso haja estudantes mais introvertidos, pode-se abrir espaço para que eles participem da conversa, pouco a pouco. Também pode ser interessante propor que todos se sentem no chão em roda para essa proposta.

Utilizando espaços fora da sala de aula

Caso a escola tenha biblioteca, sala de informática ou laboratório disponível, é interessante reservar esses espaços para propostas

de pesquisas ou atividades experimentais. Caso não haja, é possível adequar algumas propostas com o uso de um tablet coletivo, no caso das pesquisas, e adequar o espaço da sala de aula para as práticas experimentais. Algumas das propostas apresentadas na coleção exigem o uso de espaços externos à sala de aula ou mesmo de espaços fora da escola. Nesse último caso, é importante comunicar os adultos responsáveis pelos estudantes sobre essa atividade, além da diretoria da escola, e obter informações antecipadas e consistentes sobre as condições espaciais do local de visita. É fundamental saber se existem adaptações adequadas para a circulação, caso haja na turma um ou mais estudantes neurodivergentes, isto é, que apresentem Transtornos do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositor Desafiador (TOD), entre outros, altas habilidades ou qualquer tipo de deficiência. No caso de saídas, um cuidado importante, ainda no espaço escolar, é estabelecer regras definidas para a realização dessas atividades. Essas regras devem ser elaboradas antecipadamente pelos estudantes, com a ajuda do professor e ciência da direção da escola, e registradas por meio de tópicos, em um cartaz que pode ser pendurado no mural da sala de aula. Essas regras representam o compromisso dos estudantes com o seu grupo, o professor, a escola e os adultos responsáveis.

Utilizar espaços fora da sala de aula permite ao estudante sair da rotina, ampliar seu repertório social e cultural, além de despertar sua curiosidade sobre a atividade que será realizada. Caso seja possível, é importante reservar e planejar antecipadamente alguns dias do ano para visitas a parques, museus, centros culturais ou mesmo para assistir a filmes ou peças de teatro, relacionados aos assuntos estudados Na impossibilidade dessas saídas, outras propostas podem ser feitas, como: apresentar aos estudantes visitas virtuais a museus; apresentar um filme ou vídeo educacional em sala de aula; convidar profissionais de diversas áreas que, individualmente ou em pequenos grupos, possam fazer palestras presenciais

ou online ou organizar rodas de conversa na escola sobre temas que estejam em evidência na comunidade escolar.

Educação inclusiva

A educação inclusiva é uma abordagem educacional que busca garantir que todos os estudantes tenham acesso à educação de qualidade, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, intelectuais, sociais ou culturais. De acordo com a Política Nacional de Educação Especial: Equitativa, Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida (BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial: equitativa, inclusiva e com aprendizado ao longo da vida. Brasília, DF: Semesp, 2020), trata-se de uma modalidade que perpassa todos os níveis e etapas de ensino, assegurando a matrícula e a participação do público-alvo da Educação Especial, que contempla:

• Estudantes no Transtorno do Espectro Autista (TEA) – transtorno do neurodesenvolvimento que pode trazer desafios nas áreas de comunicação, socialização e/ou comportamento.

• Estudantes com altas habilidades ou superdotação – transtorno do neurodesenvolvimento em que o indivíduo manifesta elevado potencial, seja em uma área específica ou de forma combinada (intelectual, acadêmica, liderança, psicomotora, artes e criatividade).

• Estudantes com deficiências – desafios e/ou impedimentos em diferentes esferas, que podem ser físico, intelectual, mental ou sensorial.

A Política Nacional de Educação Especial (PNEE) também está alinhada ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, que garante o direito à educação em igualdade de condições e oportunidades, assegurando um “sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida” (BRASIL. Senado Federal. Estatuto da pessoa com deficiência . 3. ed. Brasília, DF: Coordenação de Edições Técnicas, 2019).

Mais do que cumprir uma obrigação legal, incluir é um compromisso ético e social que transforma a escola em um espaço mais de -

mocrático e humano. Escolas inclusivas preparam cidadãos capazes de conviver com a diversidade, respeitar diferentes formas de ser e aprender e contribuir para uma sociedade mais justa. Ao conviverem com colegas que têm necessidades educacionais especiais (NEE), os estudantes neurotípicos e sem deficiência desenvolvem empatia, cooperação e habilidades de resolução de conflitos. Já os estudantes com NEE se beneficiam de relações sociais mais amplas e de expectativas de aprendizagem elevadas, que estimulam seu potencial.

A inclusão não é um ato pontual, mas um processo contínuo de transformação da cultura escolar, que exige reflexão, planejamento e abertura para mudanças.

Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), proposta pela Organização Mundial da Saúde (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Lisboa, 2004. Disponível em: http://www.crpsp.org.br/arquivos/CIF.pdf. Acesso em: 31 ago. 2025), pode ser instrumento de auxílio para o professor, pois oferece uma visão ampla do estudante, considerando suas capacidades, limitações e o impacto do ambiente em sua formação. Com a CIF, observa-se:

• o que o estudante consegue realizar de forma independente;

• o que realiza com apoio;

• o que ainda não consegue realizar. Para que as adaptações das aulas sejam realmente eficazes, é fundamental que o professor reconheça em qual momento da aprendizagem o estudante se encontra. Isso significa observar não apenas o conteúdo que ele já domina, mas também as habilidades que ainda está desenvolvendo e aquelas que exigem apoio mais intenso. No caso de estudantes com deficiência intelectual, por exemplo, é necessário considerar possíveis defasagens e ajustar o planejamento, assim como adaptar estratégias metodológicas de modo a consolidar etapas anteriores da

aprendizagem. Já para estudantes com altas habilidades, é interessante propor novos desafios com atividades extras que estimulem o raciocínio, a criatividade e a autonomia, evitando a estagnação.

Esse olhar individualizado possibilita adaptações que ampliam o potencial de cada estudante, garantindo que todos tenham oportunidades reais de avançar em seus estudos.

Adaptações dos espaços de aprendizagem

Independentemente da infraestrutura escolar disponível, é possível promover melhorias no ambiente para favorecer a inclusão, como as sugestões a seguir.

• Mobiliário acessível: mesas e cadeiras adaptadas para diferentes necessidades, que podem ser confeccionadas ou ajustadas com o apoio da comunidade.

• Circulação livre: retirar obstáculos, facilitar acesso a todos os espaços e prever áreas de apoio.

• Recursos visuais e táteis: mapas táteis, sinalização em braile, pictogramas e cores contrastantes para facilitar orientação pela escola.

• Controle de estímulos: uso de cortinas, painéis acústicos ou espaços tranquilos para estudantes com sensibilidade sensorial.

• Áreas multifuncionais: espaços que permitam o trabalho individual e em grupo, com flexibilidade para diferentes atividades.

Mesmo pequenas mudanças, como reorganizar a sala de aula para melhorar a circulação das pessoas ou criar espaços temáticos de aprendizagem, podem gerar grande impacto na participação e no conforto dos estudantes.

Preparação para o acolhimento

Para que a inclusão seja efetiva, é necessário preparar não apenas o espaço, mas também as pessoas, conforme as sugestões a seguir.

• Conhecer o histórico e as características do estudante, ouvindo a família e o estudante.

• Adaptar o planejamento, considerando diferentes formas de acesso ao conteúdo.

• Utilizar metodologias que permitam múltiplas formas de participação e expressão.

• Estimular a colaboração entre os colegas, criando um clima de apoio mútuo. Com a turma, é importante promover rodas de conversa, atividades de sensibilização e trabalhos cooperativos, construindo uma cultura de respeito. A preparação prévia reduz barreiras e favorece relações mais positivas.

Envolvimento de toda a comunidade escolar

Para que seja sustentável, a inclusão precisa da participação de toda a comunidade escolar.

• Gestores: garantem formações, articulam recursos e lideram o processo de mudança.

• Famílias: compartilham informações sobre o estudante e fortalecem a parceria escola-casa.

• Estudantes: aprendem a valorizar a diversidade e a colaborar com os colegas.

• Comunidade: pode apoiar com recursos, voluntariado e parcerias, como doações de materiais ou adequações físicas simples.

Essa rede de apoio amplia o alcance das ações inclusivas e fortalece o sentimento de pertencimento, essencial para que todos participem plenamente da vida escolar.

Inclusão de outros públicos

Além dos estudantes amparados na PNEE, muitos outros podem receber um olhar inclusivo e atento por parte da escola. Crianças migrantes ou refugiadas, estudantes em situação de vulnerabilidade social, que passaram por experiências traumáticas ou estão enfrentando dificuldades emocionais.

A escola deve ser o espaço de acolhimento da diversidade que compõe a sociedade atual e local de afirmação de habilidades socioemocionais, como autoconsciência, autogestão, autocrítica, autoestima, responsabilidade, resiliência, consciência social, empatia, respeito, colaboração e comunicação.

Adaptações como inspiração

As orientações e adaptações sugeridas neste livro do professor foram elaboradas para inspirar, não para impor modelos fechados. Cada estudante e cada comunidade escolar têm características e realidades próprias, e é natural que uma sugestão precise ser modificada ou substituída por outra mais adequada

ao contexto. O mais importante é que o professor se sinta livre para criar e experimentar estratégias, buscando sempre ampliar a participação e a aprendizagem de todos.

AVALIAÇÃO

Falar em avaliação, na escola de hoje, não significa mais estabelecer uma relação exclusiva com a prova. A análise dos processos de aprendizagem, tanto individuais como coletivos, e as aquisições pessoais são exemplos de outra dimensão da avaliação que a escola está procurando conhecer e valorizar.

Uma avaliação escolar tem critérios que permitem o julgamento de uma situação; ela escalona a apreciação em termos de conceitos ou de notas médias; a avaliação escolar permite o diagnóstico de circunstâncias e a tomada de decisões para este cenário. Há muitas maneiras distintas de realizar a avaliação no âmbito da escola, assim como também há formas diferentes de avaliação escolar. Mas independentemente de quais sejam as formas de realizá-la, os instrumentos utilizados e o foco da avaliação, é necessário considerar que a avaliação precisa estar diretamente ligada àqueles que são os propósitos da educação, possibilitando que a avaliação ofereça um panorama sob o qual seja possível refletir e tomar decisões para a melhoria do ensino. A avaliação escolar pode ter múltiplos focos, pois são muitas as esferas que compõem a educação formal e são muitos os elementos e os personagens que integram a escola. Isso evidencia ainda mais a necessidade de considerar modos diferentes de avaliação para cada instância, bem como a necessidade de considerar instrumentos diversos que permitam um olhar mais amplo, geral e preciso sobre esses aspectos distintos.

SASSERON, Lúcia Helena. Fundamentos Teórico-Metodológico para o Ensino de Ciências: a sala de aula, c2025. Disponível em: https://midia.atp.usp.br/plc/plc0704/impressos/ plc0704_17.pdf. Acesso em: 20 set. 2025. Consideramos a avaliação um processo, ou seja, um ato contínuo. Essa é a premissa

Mesmo quando não há recursos físicos ou tecnológicos disponíveis, a criatividade e o trabalho colaborativo entre docentes e equipe escolar podem gerar soluções significativas.

que orienta as atividades da obra, levando em conta que o processo de avaliação é uma ferramenta de desenvolvimento do aprendizado, que auxilia os estudantes a avançarem no processo cognitivo. Por muito tempo, a avaliação foi entendida como sinônimo de prova. Entretanto, atualmente, sabemos que a prova é apenas um dos instrumentos avaliativos, mas não o único.

Olhar para a avaliação por esse viés nos permite considerá-la como ações didáticas que ocorrem em dimensões associadas, que se complementam ao longo do processo de ensino e aprendizagem que pode ser composto de diferentes durações. De maneira criteriosa, diagnósticas (aplicáveis para avaliar o conhecimento prévio dos estudantes); formativas, ou de processo (aplicadas no centro do processo com propostas de correções de rumos e remediações); e somativas , ou de resultados (recomendadas para o fim do processo da aprendizagem), configurando-se como caminho para o desenvolvimento cognitivo. Assim, contemplamos tanto o processo de aprendizagem como o do ensino.

Nesse contexto, esta coleção dedicou especial atenção ao processo avaliativo. O trabalho com a avaliação diagnóstica, por exemplo, pode ser desenvolvido por meio dos questionamentos propostos nas aberturas das unidades e dos capítulos. Sugerimos que, sempre que possível, o professor encaminhe variados instrumentos de avaliação com a perspectiva de orientar e reorientar a relação ensino e aprendizagem. Na avaliação diagnóstica, o professor terá a oportunidade de aferir o conhecimento de seus estudantes diagnosticando o estágio do aprendizado de cada um no desenvolvimento esperado para aquele determinado ano do ensino.

Obviamente, o processo não se encerra aí e tampouco ficará restrito às avaliações men-

sais, bimestrais ou trimestrais. O professor poderá lançar mão de outras possibilidades de acordo com seu planejamento, tais como saraus, provas, rodas de conversa, testes, ditados, participação em aula, em trabalhos em duplas e em grupos, observação de maneiras e caminhos de resolução de problemas.

O professor contará, ao longo da coleção e das práticas pedagógicas, com uma constante avaliação formativa e de processo de aprendizagem em relação aos conteúdos tratados por meio de momentos pedagógicos. Um exemplo é a seção Para rever o que aprendi ao final de cada unidade, configurando-se como uma avaliação somativa. Já a avaliação formativa vincula-se à seção O que e como avaliar no formato em U deste livro do professor, em que as respectivas páginas poderão ser utilizadas para uma avaliação dos estudantes durante o processo de aprendizagem.

Assim, a coleção conta com estratégias de avaliação constantes, que visam monitorar o desempenho dos estudantes ao longo de todo o ano, e não apenas em momentos estanques. Por meio desses momentos avaliativos, distribuídos ao longo do processo de aprendizagem, constituindo um portfólio, é possível dar conta de praticamente todo o conteúdo abordado.

Temos, portanto, diversos momentos intercalados de uma contínua avaliação processual, distribuídos ao longo do ano. Convém ressaltar, igualmente, que são sugeridas, ao longo desses momentos, estratégias de rearranjo e de retomada daquilo que, eventualmente, o professor percebeu que não foi bem consolidado, como forma de intervenção precoce. Finalizando esse amplo leque de opções avaliativas gradativas, ao longo das páginas deste livro do professor também são oferecidos momentos de ponderação e observação por meio de atividades.

A avaliação da aprendizagem deve estar coerente com toda a proposta pedagógica, com seu planejamento e com os objetivos pedagógicos. Essa preocupação didático-pedagógica

insere-se em um contexto de educação que foge à visão dos estudantes como meros receptores de conteúdo.

Estudiosos do assunto, baseados em fundamentação científica, discutiram critérios de avaliação de aprendizagem. Para Charles Hadji, por exemplo, uma avaliação deve ser definida por critérios claros, ou seja, deve ser criteriada para que se perceba mais evidentemente se os estudantes conseguiram atingir o objetivo com êxito. Hadji designa avaliação criteriada como “uma avaliação que aprecia um comportamento, situando-o [o estudante] em relação a um alvo (o critério, que corresponde ao objetivo a ser atingido)” (HADJI, Charles. Avaliação desmistificada . Porto Alegre: Artmed, 2001. p. 18).

Cipriano Luckesi também destaca a importância dos critérios para a avaliação da aprendizagem. Ele os define da seguinte maneira: Critérios são os padrões de expectativa com os quais comparamos a realidade descrita no processo metodológico da prática da avaliação. Os critérios para o exercício da avaliação são definidos praticamente no seu planejamento, no qual se configuram os resultados que serão buscados com o investimento na sua execução. Os critérios que definem o que ensinar e o que aprender e a sua qualidade desejada determina o que e como avaliar na aprendizagem escolar.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem: componente do ato pedagógico. São Paulo: Cortez, 2011. p. 411.

Considerando tais aspectos e referenciais teórico-metodológicos, nossa obra oferece ao professor diversas possibilidades para avaliar os estudantes por meio de inúmeras atividades e exercícios distribuídos ao longo das unidades de todos os volumes. A intenção do professor é o que define sua função formativa. Contudo, nosso propósito é oferecer possibilidades para que tais atividades cumpram a função avaliativa ao longo do processo. O professor poderá escolher o momento e de que maneira aplicar tais instrumentos avaliativos.

PLANEJAMENTO

MATRIZ DE PLANEJAMENTO DE ROTINA

A matriz de planejamento de rotina permite uma organização do seu dia a dia. Os momentos que compõem esse registro podem ser compartilhados com os estudantes, para que eles compreendam que o tempo na escola é distribuído de modo a garantir que diferentes atividades sejam realizadas.

Planejamento de rotina diária

Acolhida

Discussão inicial

Desenvolvimento das aulas

Receber os estudantes; registrar a data e a rotina do dia; conversar brevemente sobre novidades, acontecimentos ou combinados.

Propor uma questão instigante relacionada ao tema da aula ou a acontecimentos do cotidiano. Estimular argumentação, escuta e respeito às opiniões. Pode ser em roda ou em pequenos grupos.

Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Intervalo/lanche Pausa para alimentação e recreação.

Desenvolvimento das aulas

Fechamento

Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Síntese das aprendizagens: o que foi descoberto, quais dúvidas surgiram, como aplicar no cotidiano. Espaço para reflexão crítica e registro final.

Planejamento de rotina de aula

O modelo de matriz para planejamento de rotina de aula considera 90 minutos, ou seja, dois períodos de aula de 45 minutos.

Momento inicial, buscando o engajamento do estudante por meio de uma proposta afetiva.

Aquecimento (5 min)

Apresentação (20 min)

Desenvolvimento (20 a 30 min)

Possibilidade de recursos: cartaz, imagem, vídeo curto, podcast, contação de história, execução de atividade manual (dobradura, desenho), resolução de problema, jogo, brincadeira, passeio pela escola, reflexão.

Início da aula. Apresentação da temática/conteúdo a ser desenvolvida.

Recursos

Para aprendizagem ativada pelo estímulo auditivo: conversa, música, leitura oral, sons.

Para aprendizagem ativada pelo estímulo visual: vídeo, cartaz, mapa visual, imagens, brinquedo, livro, leitura silenciosa, uso de gestos.

Para aprendizagem ativada pelo estímulo cenestésico: massa de modelar, colagem, escrita, maquetes, desenhos, práticas em outros espaços, uso do corpo.

Propostas orais e escritas, com sistematização das aprendizagens de modo individual, em dupla ou coletivo.

Sistematização (15 min) Registro das aprendizagens.

Encerramento (10 min)

Autoavaliação (10 min)

Revisão do conteúdo com perguntas, debates ou atividades criativas (diário de bordo, quis, dramatização, jogo etc.)

Reflexão acerca das atitudes e aprendizagens do dia.

MATRIZ DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Esse modelo de matriz de sequência didática organiza todas as etapas de trabalho do professor.

Identificação

Componente

Título da sequência didática Turma em que será aplicada

Componente(s) curricular(es) envolvido(os).

Período de duração Número de aulas previstas.

Tema

Objetivos de aprendizagem

BNCC

Preparação

Encaminhamento

Conteúdo principal a ser explorado. Pode ser, também, um objeto de conhecimento da BNCC ou um capítulo/parte do livro didático.

Objetivo geral e objetivos específicos (por aula), bem como justificativa pedagógica.

Competências, habilidades, Temas Contemporâneos Transversais (TCT).

Materiais e recursos utilizados em toda a sequência, como as páginas do livro didático, itens de papelaria, equipamentos digitais, autorizações dos familiares, entre outros.

Também é importante considerar possíveis adaptações para estudantes com diferentes necessidades de aprendizagem.

Pré-requisitos Conhecimentos prévios esperados dos estudantes.

Apresentação Sensibilização para o tema.

Aulas Desenvolvimento da sequência didática. A quantidade varia de acordo com a proposta.

Conclusão

Discussão entre os estudantes e apresentação dos resultados.

Avaliação Verificação da aprendizagem e dos objetivos de aprendizagem atingidos.

Observações gerais Espaço para o registro do professor.

QUADRO PROGRAMÁTICO

O quadro a seguir mostra a distribuição dos conteúdos ao longo das unidades e capítulos dos dois volumes desta coleção.

1º ANO

Unidade 1 - Eu e os outros

1. Quem eu sou

Meu nome

Quando e onde eu nasci

Meu jeito de ser

Minha história

2. Meu corpo

Os lados do meu corpo

Movimentos do corpo

Cuidados com o corpo: hábitos de higiene

Ciências em ação • Sabão mágico

1. Lugares de brincar

Lugares de criança brincar

De olho no mapa! • Brincando com mapas

2. Brincadeiras

Brincadeira em uma aldeia indígena

Brincadeira em uma comunidade quilombola

3. Brincar e conviver

Dia mundial do brincar

1. Moradia

Minha moradia

Comer em companhia

Alimentação saudável

Convivência e responsabilidades na moradia

2. Objetos do cotidiano: usos, materiais e descartes

Os objetos são feitos do quê?

3. Escola

História da minha escola

1. Dia e noite

Passagem do tempo

Hábitos de vida dos animais

2. Organizar o tempo

Trabalho noturno

Dias da semana

Meses do ano

Minha rotina na semana

3. Crescimento

Fases da vida

Comemoração do aniversário

Diálogos • Matemática

A troca dos dentes

4. Família

Quem cuida de mim

Vamos ler • Quem cuida de Felipe

Vamos escrever • Receber cuidados

As famílias da minha comunidade

Diálogos • Língua Portuguesa

Famílias de antigamente

5. Somos diferentes

Nossas diferenças

Criando bonecos, inventando histórias

Direitos das crianças

Direitos de outras pessoas

Unidade 2 - Brincadeiras e brinquedos

Movimentar o corpo

Diálogos • Matemática

4. Brinquedos

Objetos feitos para brincar

Diálogos • Língua Portuguesa

Ciências em ação • Toque e adivinhe

5. Diferentes formas de fazer um brinquedo

Ainda fazemos brinquedos?

Unidade 3 - Lugares de vivência

Escolas indígenas

Escolas ribeirinhas

De olho no mapa! • De casa até a escola

Festas na escola

Vamos ler • Convivência e responsabilidades na escola

Vamos escrever • Minhas responsabilidades

Quanto tempo o tempo tem • Do mimeógrafo à impressora

Unidade 4 - Ritmos da natureza e

3. Datas comemorativas

Comemorações escolares

Comemorações no Brasil e no mundo

Diálogos • Arte

Minhas comemorações preferidas

Quanto tempo o tempo tem • Contando histórias

Vamos ler • Como brincar de fazer dobradura de papel

Vamos escrever • Como brincar de fazer instruções

Brinquedos de ontem e de hoje

Ciências em ação • Construir brinquedos de argila e massa de modelar

4. Comunidade

Espaços da comunidade

Convivência e responsabilidades na comunidade

5. Animais e plantas de um jardim

Diálogos • Arte

Cuidados com o jardim

Ciências em ação • Visitando um jardim

4. Ambiente e dia a dia

Vamos ler • Como está o tempo?

Vamos escrever • Observar o tempo

Previsão do tempo

Períodos quentes, períodos frios

Calor e chuva

As frutas ao longo do ano

Ciências em ação • Preparando sucos de frutas

vida cotidiana

1. Histórias de famílias

Documentos que contam histórias

Objetos que contam nossa história

De olho no mapa! • Aldeia indígena

2. História da minha família

Vamos ler • A história de um Kunumi

Vamos escrever • Contando uma história

Animais domésticos que convivem com minha família

1. Observando moradias

As moradias dos meus antepassados

Moradia vista de perto e de longe

Moradia vista do alto e de frente

Vamos ler • Uma moradia diferente

Vamos escrever • Um prédio diferente

Por dentro da moradia

2. Conhecendo diferentes cozinhas

1. A escola

2º ANO

Unidade 1 - Ser criança

3. O que fazemos ao longo do dia

Sombras no dia a dia

Ciências em ação • As sombras de um objeto ao longo do dia

4. Como percebemos e marcamos o tempo

Antes, durante e depois

Ao mesmo tempo

Passado, presente e futuro

Calendários e relógios

Diálogos • Matemática

5. Crianças e famílias de muitos tempos e lugares

Crianças de muitos lugares

Crianças em outros tempos

Famílias de outros tempos e lugares

Quanto tempo o tempo tem • O café da família

Por dentro da cozinha

Segurança na cozinha

3. Prevenção de acidentes nas moradias

Como evitar quedas

Cuidados com a energia elétrica

4. Construção de uma moradia

Trabalho na construção de moradias

Materiais de construção

Moradia com objetos e materiais

reutilizáveis

Diálogos • Língua Portuguesa

Ciências em ação • Reciclagem de papel

5. Jeitos de morar

Moradias indígenas

Direito à moradia

Unidade 3 - Convivência, circulação e comunicação

Organização e localização na sala de aula

A escola vista do alto

Escolas de ontem e hoje

Quanto tempo o tempo tem • Linha do tempo da escola

2. A rua

Ruas pelo Brasil

Ruas pelo mundo

As ruas mudam ao longo do tempo

Cuidados com a rua

Quarteirão

De olho no mapa! • Planta e maquete do quarteirão

3. Circulação e meios de transporte

Diferentes meios de transporte

Sinalizações e placas de trânsito

Cuidados no trânsito

O transporte das crianças

4. Endereço e meios de comunicação

Cartas de antigamente

Tecnologia para localizar um endereço

Outros meios de comunicação

Internet

5. O bairro

Bairros

Serviços públicos

Vamos ler • Bairro, uma parte da cidade

Vamos escrever • O bairro como ele é

6. As árvores do bairro

O corpo das plantas

Ciências em ação • Os frutos e suas sementes

Conservação das árvores do bairro

Unidade 4 - A vida em diferentes ambientes

1. Como vivem as pessoas em diferentes lugares

A vida dos ribeirinhos

A vida dos caiçaras

A vida do povo tukano

2. Diferentes tipos de trabalho

Transporte de mercadorias

3. O Sol e a vida nos ambientes

A temperatura dos ambientes

O uso do termômetro

Como percebemos o calor

A luz solar sobre diferentes materiais

4. Seres vivos no ambiente

A importância do solo e da água

A importância dos sistemas de água e esgoto

Ciências em ação • Medindo a temperatura da água e do solo

O ciclo de vida das plantas

O que afeta o desenvolvimento das plantas

Ciências em ação • Em busca da luz solar

5. Diversidade de ambientes

Animais de diferentes ambientes

Ambientes brasileiros

Animais de ambientes brasileiros

Diálogos • Arte

6. As atividades humanas e o impacto na natureza

O desequilíbrio dos ambientes

Animais e plantas ameaçados de extinção

O impacto das cidades no ambiente

Unidade 2 - Lugar de morar, lugar de cuidar

SUGESTÃO DE CRONOGRAMA

Os registros feitos a seguir permitem avaliar o conjunto de conteúdos que serão apresentados aos estudantes ao longo do 2o ano. Há uma proposta de divisão por bimestre, trimestre ou semestre.

Unidade 1 • Ser criança

1a semana

Abertura de unidade | 1 – Histórias de famílias | Documentos que contam histórias

2a semana Objetos que contam nossa história | De olho no mapa! • Aldeia indígena*

3a semana 2 – História da minha família | Vamos ler • A história de um Kunumi | Vamos escrever • Contando uma história

4a semana Animais domésticos que convivem com minha família*

5a semana 3 – O que fazemos ao longo do dia | Sombras no dia a dia

6a semana Ciências em ação • As sombras de um objeto ao longo do dia*

7a semana 4 – Como percebemos e marcamos o tempo | Antes, durante e depois | Ao mesmo tempo | Passado, presente e futuro

8a semana Calendários e relógios | Diálogos • Matemática*

9a semana 5 – Crianças e famílias de muitos tempos e lugares | Crianças de muitos lugares | Crianças em outros tempos

10a semana Famílias de outros tempos e lugares* | Quanto tempo o tempo tem • O café da família

11a semana Para rever o que aprendi

Unidade 2 • Lugar de morar, lugar de cuidar

12a semana Abertura de unidade | 1 – Observando moradias | As moradias dos meus antepassados | Moradia vista de perto e de longe | Moradia vista do alto e de frente

13a semana

Vamos ler • Uma moradia diferente | Vamos escrever • Um prédio diferente | Por dentro da moradia*

14a semana 2 – Conhecendo diferentes cozinhas | Por dentro da cozinha | Segurança na cozinha* 2º TRIMESTRE

15a semana 3 – Prevenção de acidentes nas moradias

16a semana Como evitar quedas | Cuidados com a energia elétrica*

17a semana 4 – Construção de uma moradia | Trabalho na construção de moradias | Materiais de construção

18a semana Moradia com objetos e materiais reutilizáveis* | Diálogos • Língua Portuguesa | Ciências em ação • Reciclagem de papel

19a semana 5 – Jeitos de morar | Moradias indígenas | Direito à moradia*

20a semana Para rever o que aprendi

Unidade 3 • Convivência, circulação e comunicação

21a semana Abertura de unidade | 1 – A escola | Organização e localização na sala de aula

22a semana A escola vista do alto | Escolas de ontem e hoje | Quanto tempo o tempo tem • Linha do tempo da escola*

23a semana 2 – A rua | Ruas pelo Brasil | Ruas pelo mundo | As ruas mudam ao longo do tempo

24a semana

Cuidados com a rua | Quarteirão | De olho no mapa! • Planta e maquete do quarteirão*

25a semana 3 – Circulação e meios de transporte | Diferentes meios de transporte | Sinalizações e placas de trânsito | Cuidados no trânsito

26a semana O transporte das crianças* | 4 – Endereço e meios de comunicação

27a semana Cartas de antigamente | Tecnologia para localizar um endereço | Outros meios de comunicação | Internet*

28a semana 5 – O bairro | Bairros | Serviços públicos

29a semana Vamos ler • Bairro, uma parte da cidade | Vamos escrever • O bairro como ele é* 6 – As árvores do bairro

30a semana

O corpo das plantas | Ciências em ação • Os frutos e suas sementes | Conservação das árvores do bairro*

31a semana Para rever o que aprendi

Unidade 4 • A vida em diferentes ambientes

32a semana

TRIMESTRE

Abertura de unidade | 1 – Como vivem as pessoas em diferentes lugares | A vida dos ribeirinhos | A vida dos caiçaras | A vida do povo tukano*

33a semana 2 – Diferentes tipos de trabalho | Transporte de mercadorias* | 3 – O Sol e a vida nos ambientes

34a semana

35a semana

36a semana

37a semana

38a semana

39a semana

A temperatura dos ambientes | O uso do termômetro* | Como percebemos o calor

A luz solar sobre diferentes materiais* | 4 – Seres vivos no ambiente | A importância do solo e da água

A importância dos sistemas de água e esgoto | Ciências em ação • Medindo a temperatura da água e do solo | O ciclo de vida das plantas

O que afeta o desenvolvimento das plantas | Ciências em ação • Em busca da luz solar* | 5 – Diversidade de ambientes

Animais de diferentes ambientes | Ambientes brasileiros | Animais de ambientes brasileiros* | Diálogos • Arte*

6 – As atividades humanas e o impacto na natureza | O desequilíbrio dos ambientes | Animais e plantas ameaçados de extinção | O impacto das cidades no ambiente

40a semana Para rever o que aprendi*

* Neste momento, na seção O que e como avaliar no formato em U deste Livro do professor, há sugestões de avaliação formativa nas respectivas páginas que poderão ser realizadas com os estudantes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

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O livro apresenta análises críticas sobre a biodiversidade brasileira e textos jurídicos sobre propriedade intelectual de populações indígenas e proteção ao patrimônio genético.

ALMEIDA, Maria José P. M. de; SILVA, Henrique César da. (org.). Linguagens, leituras e ensino da Ciência . Campinas: Mercado de Letras, 1998.

O livro discute o uso de obras infantis com diferentes linguagens (texto e imagem) nas aulas de Ciências da Natureza.

ALMEIDA, Rosângela Doin de (org.). Cartografia escolar São Paulo: Contexto, 2010.

Coletânea de textos para professores sobre o uso da cartografia escolar em tempos de tecnologia em sala de aula.

AMORIM, Célia Maria Araújo de; ALVES, Maria Glicélia. A criança cega vai à escola : preparando para a alfabetização. São Paulo: Fundação Dorina Nowill para Cegos, 2008. A obra promove a reflexão sobre propostas pedagógicas para estudantes com deficiência, com base em projetos da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

AOUAR, Flávia. Educação cognitiva positiva: conexões entre educação cognitiva e psicologia positiva. Curitiba: Appris, 2023.

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BATISTA, Cristina Abranches Mota et al. Atendimento educacional especializado : orientações gerais e educação a distância. Brasília, DF: MEC, 2007.

A obra colabora para ampliar o significado da avaliação formativa, considerando a diversidade de capacidades de aprendizagem dos estudantes.

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O livro discute a categoria “lugar” como espaço da singularidade do indivíduo em oposição à homogeneização do mundo globalizado.

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CARVALHO, Anna Maria Pessoa de (org.). Ensino de Ciências por investigação. São Paulo: Cengage Learning, 2013.

O livro discute o ensino de Ciências com base em pesquisas em sala de aula, compartilhando experiências práticas e teóricas.

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O livro apresenta os principais conceitos e categorias da Geografia, como região, território e escala, discutidos por especialistas.

CAVALCANTI, Carolina Costa. Aprendizagem socioemocional com metodologias ativas . São Paulo: SaraivaUni, 2023. Guia para educadores desenvolverem a aprendizagem socioemocional em sala de aula usando metodologias ativas.

CAVALCANTI, Lana de Souza (org.). Temas da Geografia na escola básica . Campinas: Papirus, 2013. Coletânea de textos sobre a aplicação de conteúdos e propostas metodológicas no ensino de Geografia.

COLELLO, Silvia M. Gasparian. Alfabetização : o quê, por quê e como. São Paulo: Summus, 2021. A obra aborda a complexidade da alfabetização, discutindo concepções de linguagem, processos de aprendizagem e desafios docentes.

COLL, César. Psicologia e currículo. São Paulo: Ática 1999. Reflexões sobre os fundamentos do currículo com apoio teórico nos pensadores clássicos da educação.

CUNHA, Eugênio. Práticas pedagógicas para inclusão e diversidade . Rio de Janeiro: WAK, 2018. O livro discute práticas docentes que contribuem para o acolhimento de crianças com necessidades especiais.

DEWEY, John. A escola e a sociedade e a criança e o currículo . Lisboa: Relógio D’Água, 2002.

Obra clássica que lança as bases da educação democrática e das habilidades socioemocionais, centrada na criança.

DINIZ, Margareth. Inclusão de pessoas com deficiência e/ou com necessidades específicas . Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

Trata dos desafios e avanços da educação inclusiva e sugere atividades para o cotidiano escolar.

FARIA, Ana Lúcia Goulart de; DEMARTINI, Zeila de Brito Fabri; PRADO, Patrícia Dias (org.). Por uma cultura da infância : metodologias de pesquisa com crianças. Campinas: Autores Associados, 2002. (Coleção educação contemporânea).

O livro oferece metodologias e perspectivas de pesquisa para compreender as múltiplas formas de viver a infância no Brasil.

FISHER, Len. A ciência no cotidiano: como aproveitar a Ciência nas atividades do dia a dia. Rio de Janeiro: Zahar, 2004. Referência para pensar atividades que mostrem aos estudantes como a Ciência faz parte do cotidiano.

FONSECA, Selva Guimarães. Fazer e ensinar História: anos iniciais do ensino fundamental. Belo Horizonte: Dimensão, 2009. O livro apresenta possibilidades de desenvolver noções de tempo e usar as experiências dos estudantes como ponto de partida no ensino de História.

FREITAS, Marcos Cezar de (org.). História social da infância no Brasil . São Paulo: Cortez, 2003.

Referência para a sociologia histórica da infância, a obra discute como as definições de criança e família se modificaram ao longo do tempo.

FRIEDMANN, Adriana. O brincar no cotidiano da criança São Paulo: Moderna, 2006.

O livro estimula o professor a incorporar as brincadeiras entre as atividades propostas em sala de aula.

GAIATO, Maira. Cérebro singular : como estimular crianças no espectro autista ou com atrasos no desenvolvimento. São Paulo: nVersos, 2023.

O livro apresenta terapias baseadas na Análise Aplicada de Comportamento para ampliar a independência de crianças no TEA.

HATTIE, John. Aprendizagem visível para professores : como maximizar o impacto da aprendizagem. Porto Alegre: Penso, 2017.

A obra mostra os efeitos positivos da avaliação formativa e da devolutiva de tarefas na aprendizagem.

IBARROLA, Begoña. Aprendizaje emocionante : neurociencia para el aula. Madrid: SM, 2013.

O livro propõe reflexões e atividades práticas baseadas na neurociência para aplicar a educação emocional em sala de aula.

KLISYS, Adriana. Ciência, arte e jogo: projetos e atividades lúdicas na educação infantil. São Paulo: Peirópolis, 2010. O livro destaca a importância da ludicidade nas estratégias para a transição da educação infantil para o ensino fundamental.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática . São Paulo: Cortez, 2006. O livro elabora uma visão da Didática como um campo que integra saberes da Sociologia, da Psicologia e da Teoria da Educação.

LIRA, Tatiane Hilário de; FIREMAN, Elton Casado. Ensino de Ciências para os anos iniciais : teorias e práticas. Maceió: Olyver, 2021. E-book. Disponível em: https://www.repositorio. ufal.br/jspui/handle/123456789/9738. Acesso em: 8 set. 2025.

A obra apresenta propostas de atividades investigativas em Ciências da Natureza para os anos iniciais, sob a ótica da alfabetização científica.

LOPES, Nei. Dicionário escolar afro-brasileiro. São Paulo: Selo Negro, 2015.

A obra apresenta biografias de personalidades negras e o significado de termos da cultura afro-brasileira.

MACEDO, Leonarda Carvalho de. Incluir, ensinar e transformar : sequências didáticas para crianças atípicas e neurodivergentes. São Paulo: Setentrional, 2025.

A obra ensina como transformar desafios educacionais em oportunidades, com base no Plano Nacional Individualizado para crianças atípicas.

MARQUES, Roberto. Raciocínio geográfico, Base Nacional Comum Curricular e docência. Giramundo : Revista de Geografia do Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 37-46, jul./dez. 2022.

Artigo teórico sobre o raciocínio geográfico como uma nova perspectiva espacial para a Geografia escolar.

MILARÉ, Tathiane et al. (org.). Alfabetização científica e tecnológica na educação em Ciências . São Paulo: Livraria da Física, 2021.

O livro contribui para um panorama sobre a educação em Ciências, da pesquisa aos processos de ensino e aprendizagem.

MORAIS, Alessandra de et al. Aprendizagem cooperativa : fundamentos, pesquisas e experiências educacionais brasileiras. Marília: Cultura Acadêmica, 2021.

Trata de uma experiência de aprendizagem cooperativa que desenvolve habilidades de comunicação e cidadania.

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita : repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2022.

A obra propõe a união do pensamento científico e humanista para superar o conhecimento fragmentado e formar cidadãos.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro . São Paulo: Cortez: Unesco, 2018.

O livro defende a necessidade de superar as barreiras disciplinares em busca de uma educação cidadã.

PEREIRA, Amilcar Araujo; MONTEIRO, Ana Maria (org.). Ensino de História e culturas afro-brasileiras e indígenas Rio de Janeiro: Pallas, 2013.

A obra oferece repertório para a formação de professores e a implementação das leis que tornam obrigatório o ensino dessas culturas.

PERRENOUD, Phillippe. Construir as competências desde a escola . Porto Alegre: Artmed, 1999.

O livro desmistifica o conceito de “competência” mostrando que ele caminha com o conceito de “conhecimento”.

PEVIRGULADEZ, Allan. Manual prático de educação antirracista . São Paulo: Cortez, 2024.

A obra auxilia educadores e familiares a promover uma educação antirracista e um ambiente escolar inclusivo.

PIAGET, Jean. A noção de tempo na criança . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.

O livro reúne pesquisas sobre a apropriação do tempo pela criança, importantes para o ensino de História.

PIMENTA, João Paulo Garrido. O livro do tempo : uma história social. São Paulo: Edições 70, 2021.

O livro apresenta os modos culturais de contagem do tempo em diferentes povos e épocas.

PINSKY, Carla Bassanezi et al Fontes históricas . São Paulo: Contexto, 2005.

O livro apresenta métodos de análise para diferentes tipos de fontes históricas (escritas, orais, audiovisuais).

PIORSKI, Gandy. Brinquedos do chão : a natureza, o imaginário e o brincar. São Paulo: Peirópolis, 2016.

O livro aborda o papel do imaginário infantil nas brincadeiras e sua relação com a natureza, promovendo a liberdade das crianças.

RAVELA, Pedro; PICARONI, Beatriz; LOUREIRO, Graciela. ¿Como mejorar la evaluación en el aula? : reflexiones y propuestas de trabajo para docentes. Cidade do México: Grupo Magro, 2017.

A obra aprofunda a discussão sobre a avaliação formativa, com destaque para o registro dos trabalhos dos estudantes e as devolutivas.

SALVADORI, Maria Ângela Borges. História, ensino e patrimônio . Araraquara: Junqueira & Marin, 2008.

O livro discute o potencial didático do patrimônio histórico-cultural para o ensino de História na educação básica.

SANTOS, Márcia Maria. Educação ambiental para o ensino básico . São Paulo: Contexto, 2023.

O livro ensina a entender a importância da educação ambiental e a valorizar ações sustentáveis no cotidiano.

SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. São Paulo: Nobel, 1998. O livro questiona a ausência de cidadania na sociedade brasileira a partir da análise do espaço urbano e econômico.

SASSERON, Lúcia Helena; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Almejando a alfabetização científica no ensino fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências , v. 13, n. 3, p. 333-352, dez. 2008. Disponível em: https://ienci.if.ufrgs. br/index.php/ienci/article/view/445/263. Acesso em: 5 out. 2025.

O artigo propõe um ensino de Ciências que incentive os estudantes a discutir as implicações desse conhecimento para a sociedade.

SILVA, Marcos; FONSECA, Selva Guimarães. Ensinar História no século XXI : em busca do tempo entendido. Campinas: Papirus, 2016.

Reflexões sobre o novo ensino de História, que deve ser centrado na interpretação de diversas fontes e na consciência democrática.

TUAN, Yi-Fu. Topofilia : um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. Londrina: Eduel, 2012.

O livro estuda as relações entre os sentimentos humanos e o espaço, a memória, a cultura e a paisagem.

UEBEL, Mariana Pedrini. O cérebro na infância : um guia para pais e educadores empenhados em formar crianças felizes e realizadas. São Paulo: Contexto, 2022.

O livro mostra conhecimentos da neurociência sobre a plasticidade do cérebro infantil e o desenvolvimento de habilidades.

VALLE, Mariana Guelero do; SOARES, Karla Jeane Coqueiro Bezerra; SÁ-SILVA, Jackson Ronie (org.). A alfabetização científica na formação cidadã : perspectivas e desafios no ensino de Ciências. Curitiba: Appris, 2020.

O livro oferece novas perspectivas para o ensino de Ciências, visando preparar os estudantes para a cidadania plena.

VILLAS BOAS, Benigna Maria Freitas (org.). Compreendendo a avaliação formativa. In : VILLAS BOAS, Benigna Maria Freitas (org.). Avaliação formativa : práticas inovadoras. Campinas: Papirus, 2011. p. 13-41.

Estudo sobre processos educativos, com apresentação de práticas de avaliação formativa para o trabalho docente.

VOLANTE-ZANON, Dulcimeire A.; FREITAS, Denise de. A aula de Ciências nas séries iniciais do ensino fundamental: ações que favorecem a sua aprendizagem. Ciências & Cognição , v. 10, p. 93-103, 2007.

O artigo apresenta propostas de atividades em Ciências da Natureza para sala de aula, lições de casa e avaliação.

VYGOTSKY, L. S. La imaginación y el arte en la infancia Madrid: Akal, 1996.

A obra argumenta que a capacidade imaginativa da criança é o que gera um espírito criativo preparado para transformar a realidade.

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