"Igreja Viva e Peregrina" setembro-outubro 2011

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VERBUM DOMINI Sendo a Bíblia o Livro da Comunidade, a Catequese deve ter, portanto, uma dimensão bíblica: “A atividade catequética implica sempre abeirar-se das Escrituras na fé e na Tradição da Igreja, de modo que aquelas palavras sejam sentidas vivas, como Cristo está vivo hoje, onde duas ou três pessoas se reúnem em seu nome - Mt 18,20”. (74) Entre os métodos de leitura eficaz da Bíblia se destaca a Lectio Divina: leitura, meditação, oração e contemplação. “Método capaz não só de desvendar ao fiel o tesouro da Palavra, mas também de criar o encontro com Cristo, Palavra divina viva.” (87) Terra Santa: E quando se fala da Bíblia a mente vai à terra de Jesus. Os Padres sinodais lembram a expressão 'Terra Santa - 5º Evangelho'! “Como é importante a existência de comunidades cristãs naqueles lugares, apesar das inúmeras dificuldades! O Sínodo exprime profunda solidariedade a todos os cristãos que vivem na Terra de Jesus, dando testemunho da fé no Ressuscitado.” (89) O Papa salienta também que há muitos irmãos que são batizados, porém, não suficientemente evangelizados. “É frequente ver nações, outrora ricas de fé e de vocações, que vão perdendo a própria identidade, sob a influência de uma cultura secularizada”. (96) Seguindo João Paulo II, o Papa reafirma sem medo a urgência de uma nova evangelização, na certeza da eficácia da Palavra divina. Certamente, a Palavra será eficaz na medida em que o homem dá Testemunho de sua fé e se compromete com a Justiça: “A Palavra de Deus alcança os homens através do encontro com testemunhas que a tornam presente e viva.” (97) Ela impele o homem para atitudes animadas pela justiça e confirma o valor de suas fadigas para tornar o mundo mais justo e mais habitável. (100) A Palavra, porém, tem a ver com a defesa e promoção dos direitos humanos: “A difusão da Palavra de Deus não pode deixar de reforçar a consolidação e o respeito dos direitos humanos de cada pessoa.” (101). No contexto atual, é grande a necessidade de descobrir a Palavra de Deus como fonte de reconciliação e paz, porque em Cristo, Deus reconcilia em Si todas as coisas - 2 Cor 5,18. Cristo, o Senhor, derruba os muros de divisão - Ef 2,14. (102) Inclusive, a Palavra gera compromisso com a própria criação: “O compromisso no mundo (...) impele-nos a ver com olhos novos todo o universo criado por Deus e que traz já em si os vestígios do Verbo, por Quem tudo foi feito”. (108) Porém, a arrogância do homem que vive como se Deus não existisse, leva a explorar e deturpar a natureza, não a reconhecendo como obra da Palavra criadora. Internet: E quanto à rede mundial de computadores Bento XVI orienta: “No mundo da internet, que permite que bilhões de imagens apareçam sobre milhões de monitores em todo o mundo, deverá sobressair o rosto de Cristo e ouvir-se a sua voz, porque, 'se não há espaço para Cristo, não há espaço para o homem' ”. (113) Pe. Daniel Balzan - Pároco 50 Anos de Vida Religiosa Dedicação da Igreja Cristo Rei Avaliação Bíblica / Humor Agenda Paroquial Comunidades Festa do Divino 2012 Preparação para o Matrimônio Curso de Teologia Pastoral Atividades Permanentes Festas de Agosto 2012 Festas de Agosto 2011 Álbum dos Ex-Festeiros (46) Expediente

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“... Tive a alegria de ungir um dos lados do dito templo, o lado do Mosteiro Cristo Rei...” - Página 02 -

Os números entre parênteses se referem aos parágrafos da exortação Em outubro de 2008 aconteceu, em Roma, a 12ª Assembleia Geral dos Bispos que teve como tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”. A pedido dos próprios Bispos presentes naquele evento, Bento XVI escreveu a Exortação Apostólica: Verbum Domini (Palavra do Senhor). Segue-se uma síntese desta exortação a partir das citações escolhidas pelo próprio Papa ao resumir este escrito. O objetivo da exortação é a “redescoberta, na vida da Igreja, da Palavra divina, como fonte de constante renovação ... de toda a atividade eclesial.” (1) O Papa salienta que a fé cristã não é uma religião de um livro; mas da Palavra de Deus, do Verbo encarnado e vivo. (7) Lembra que a Tradição viva é essencial para a compreensão da verdade revelada nas Escrituras. “É a Tradição viva da Igreja que nos faz compreender adequadamente a Palavra de Deus”. (17) Nesta compreensão aparece a importância do autor humano e, ao mesmo tempo, do próprio Deus como verdadeiro autor. (19) Deus escuta: Bento XVI adverte que hoje, sobretudo no Ocidente, difundiu-se a idéia de que Deus é alheio à vida e aos problemas do homem e que sua presença pode ser uma ameaça à autonomia humana. “É decisivo, do ponto de vista pastoral, apresentar a Palavra de Deus na sua capacidade de dialogar com os problemas que o homem deve enfrentar na vida diária”. (23) E quanto aos peritos em Bíblia: “No seu trabalho de interpretação, os exegetas católicos jamais devem esquecer que interpretam a Palavra de Deus.” (33) Sua tarefa não é apenas identificar as fontes e explicar os processos literários. Seu trabalho só está alcançado quando tiverem esclarecido o significado do texto bíblico como Palavra atual de Deus. (33) As Traduções Comuns: Tendo a Igreja seu fundamento em Cristo o Sínodo quis sublinhar a centralidade dos estudos bíblicos no diálogo ecumênico. A busca de se fazer traduções comuns da Bíblia ajuda enormemente na aproximação ecumênica. (46) Um dos lugares especiais da escuta, meditação e aprofundamento da Palavra é a Liturgia. O Papa exorta os Pastores e Pregadores quanto à importância da homilia. Sua função é ajudar os fiéis a compreender, aprofundar e assimilar a Palavra, como também viver intensamente os mistérios fundamentais da fé. (52) Salienta também o valor das Celebrações da Palavra de Deus: “São ocasiões privilegiadas de encontro com o Senhor. Tal prática não pode deixar de trazer grande proveito aos fiéis, e deve considerar-se um elemento importante da pastoral litúrgica.” (65) Porém, “Para favorecer a escuta da Palavra de Deus, não se devem menosprezar os meios que possam ajudar os fiéis a prestar maior atenção. Neste sentido, é necessário que, nos edifícios sagrados, nunca se descuide a acústica, no respeito das normas litúrgicas e arquitetônicas.” (68) Uma atenção especial seja dada à mesa da Palavra, enquanto lugar litúrgico donde é proclamada a Palavra de Deus. E: “No âmbito da valorização da Palavra de Deus durante a liturgia, tenha-se presente também o canto nos momentos previstos pelo próprio rito”. (70) O canto, de clara inspiração bíblica, favorece e expressa a beleza da Palavra divina por meio de um harmonioso acordo entre as palavras e a música. Aqui o papa faz referência específica ao canto gregoriano, cuja beleza expressa vivamente o critério acima citado. Nota-se, nesta exortação, um detalhe quanto à atenção que deve ser dada aos portadores de deficiência: “... atenção particular àqueles que, por causa da própria condição, sentem dificuldade em participar ativamente na liturgia: cegos e os surdos.” (71) Ou seja, o Sínodo convida a um esforço pastoral para que a Palavra de Deus ocupa, de fato, um lugar central na vida da Igreja. (73)


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