Campanha da Fraternidade
Mar-Abr 2022 / Covid-19
- Algumas Curiosidades 1) Como começou a Campanha da Fraternidade? A Campanha da Fraternidade pode ser comparada à parábola da semente da mostarda: “a menor de todas as sementes... Mas quando cresce dá ramos grandes, de modo que os pássaros do céu fazem ninhos em sua sombra” (Mc 4,31-32). Ela nasceu muito pequena! Teve seu início em 1961, quando três padres propuseram fazer uma campanha para angariar fundos em prol de obras de caridade (Cáritas Brasileira) onde atuavam. A sugestão foi simples, muito modesta e envolvia apenas algumas Paróquias vizinhas. 2) Como a semente foi dando fruto? Na Quaresma do ano seguinte (1962), aquele gesto de solidariedade foi assumido por todas as Paróquias da cidade de Natal - RN. O testemunho suscitou a adesão de Dioceses vizinhas. Ou seja, a “semente” recém lançada, logo brotou e foi dando fruto. Aconteceu como relata Marcos na parábola da “semente que cresce sozinha” (Mc 4,27). Os idealizadores da campanha julgaram oportuno realizar este gesto de solidariedade durante a Quaresma. O projeto teve o apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. 3) Como a Campanha da Fraternidade se tornou uma experiência nacional? Mas foi a partir do Vaticano II (1962-1965) que a Campanha da Fraternidade tomou forma nacional. Não no sentido que o Concílio tratou, especificamente, da Campanha da Fraternidade no Brasil. Foram os Bispos brasileiros reunidos em Concílio que tomaram a decisão de assumir este gesto de solidariedade em todo o país. Os Bispos entenderam a Campanha da Fraternidade como um apelo a ser vivido pelos cristãos e pelas pessoas de boa vontade: viver a fraternidade e assumir compromissos concretos na vida. A ideia era ligar “fé” e “vida concreta”. 4) Qual o sentido do tema comum na Campanha da Fraternidade? Os Bispos reconheceram que a Igreja Católica tem algo a oferecer em prol da transformação de situações injustas e, portanto, não cristãs no Brasil. A verdadeira penitência que agrada a Deus é repartir o pão com o faminto, vestir os maltrapilhos, cuidar dos enfermos e libertar os oprimidos, promovendo a todos (Mt 25, 31-46). Anualmente, é proposto um tema comum a ser rezado, refletido e assumido por todas as Dioceses no Brasil. Isto é pastoralmente importante: todas as Paróquias cantam e rezam a Campanha da Fraternidade em suas Liturgias e demais Atividades Pastorais. A Igreja Católica, no Brasil, reflete e reza sobre o mesmo tema proposto. O tema da CF deste ano é: “Fraternidade e Educação”. Ora, isto é único no mundo católico!
Edição Especial nº 34
5) O que dizer dos temas da Campanha? Uma olhada atenta aos sessenta anos de história da Campanha da Fraternidade se depara com fases que se confundem com os momentos vividos pela Igreja e com a história recente da Sociedade Brasileira. São, basicamente, duas fases: a) (1964-1972) – Renovação da Igreja e dos Cristãos. O Concílio Vaticano II havia terminado e a Igreja buscava aplicar a doutrina do Concílio a seus fiéis. b) (1973-2022) – Preocupação da Igreja e dos Cristãos com a realidade concreta do povo brasileiro. Salienta-se, aqui, o “Pecado Social” que oprime multidões e necessita ser denunciado. A Igreja e os Cristãos não podem ficar indiferentes a tantas situações de injustiça que maltratam e marginalizam tantos brasileiros. 6) Qual a finalidade da coleta da Campanha? Como afirmamos acima, o intuito dos idealizadores da Campanha da Fraternidade era arrecadar fundos para patrocinar obras de caridade (Cáritas Brasileira). É bom observar que a 1ª CF não teve êxito financeiro! No entanto, aos poucos, o gesto concreto de solidariedade foi se fortalecendo e tomando corpo. A destinação da coleta que acontece no Domingo de Ramos segue o seguinte esquema: 10% para a CNBB Regional, 35% para a Diocese e 45% para a própria Paróquia. Porém, na Diocese de Osasco, as Paróquias optaram por encaminhar a parte que lhes era própria para o “Fundo Diocesano de Solidariedade”, isto como testemunho de solidariedade entre elas. Portanto, participe da Campanha. Acompanhe a Igreja em suas reflexões sobre a Fraternidade e a vivência quaresmal. Ofereça a sua contribuição financeira como gesto concreto de solidariedade para com os que sofrem. A Paróquia agradece! Pe. Daniel Balzan - Pároco