Edição Especial nº 37
Festas de Agosto 2022
Nossas Festas: Fé e Esperança Caríssimo Paroquiano! Caríssimo devoto de São Roque e de Nossa Senhora da Assunção! Este número do Boletim Paroquial “Igreja Viva e Peregrina” foi preparado especialmente para você. Faz dois anos que, devido à pandemia, a Paróquia não celebra suas principais festas. Foram anos de espera e de expectativa penosa, experimentando o medo da Covid-19 vitimando pessoas que nos são queridas. Passada esta longa agonia, com o surgimento das vacinas, foi despertando no horizonte uma nova luz, possibilitando à Paróquia São Roque retomar suas grandiosas e tradicionais “Festas de Agosto” sob o Lema: Um Novo Amanhecer! Este “Novo Amanhecer” tem suas razões de ser! Ameniza-se o tempo do sofrimento e inaugura-se o período da Esperança. Supera-se o momento mortal da pandemia e desponta-se um Novo Amanhecer! Projeta-se nos céus o arco-íris de Deus que inaugura uma Nova Criação (Gn 9,1-16). A Luz afastou as Trevas! A Vida venceu a Morte! O longo inverno deu lugar à primavera e seus encantos. É este novo impulso que as Festas de Agosto 2022 buscam proporcionar! Não se trata de um impulso proposto por uma pessoa ou por um grupo de pessoas, porém, por uma coletividade que atua como se fosse uma pequena colmeia que não mede esforços para produzir mel de qualidade. Colmeia: o que envolve cooperação, organização e disciplina! Refiro-me aos voluntários que sabem guardar o legado recebido de gerações passadas e passá-lo às gerações futuras sob a tutela do Pároco, seus Auxiliares Imediatos e Festeiros. São os voluntários que, cheios de Fé, dedicam-se para manter essa herança íntegra e, assim, agraciar a cidade e sua gente com aquele gosto cristão que favoreça a paz e a amizade social como solicita o Papa Francisco. As Festas de Agosto constituem-se, de fato, num reforço injetado no tecido social da cidade e sua gente, imunizando-as do anonimato e do vazio existencial. É o reforço do belo e da esperança! Pergunta-se: Qual é a magia que dinamiza as Festas de Agosto? O que, de fato, faz estas celebrações acontecerem? Por que tais festividades são tão especiais? São especiais por causa de sua gente! Expressam sua índole de fé, religiosidade e amizade social! São manifestações de como deve ser vivida a vida: “Fé em Deus e pé na tábua”! Andar com Ele em seu coração e não medir esforços para caminhar, trabalhar e recomeçar, mesmo que isto custe sacrifícios. Viver na certeza de que a Fé ilumina caminhos, fortalece a alma e faz contemplar belos horizontes. Nossas festas proporcionam esta mística que qualifica e enobrece as pessoas, oferecendo-lhes sentido para viver.
Portanto: Fé e Compromisso! Fé e Vida! Oração e Sacrifício! Notórias são essas dimensões na vida dos que se empenham em ser discípulos de Jesus na grande família paroquial. Tais dimensões recebem destaque na Arte Sacra que adorna a Igreja Matriz de São Roque. O olhar atento e bem informado se depara com dois Anjos no presbitério do Altar Mor: Um abraçando a cruz e a palma do testemunho, de olhar sereno e contente, olhando à distância; Outro com a Bíblia aberta e o Rosário nas mãos, em Oração. Portanto, Oração e Sacrifício: Fé contemplativa e orante, vida assumida com suas cruzes e desafios! Estas duas dimensões desde cedo nortearam os primeiros monges que evangelizavam a Europa no Século VI. O lema assumido pelos monásticos era “Ora et Labora” (Orar e Trabalhar). São as duas características do discípulo representadas pelas figuras de Marta e Maria relatadas no Evangelho de Lucas (10,38-42). Marta, dinâmica e dedicada em seus afazeres, empenhada em servir bem às pessoas que ela tanto estima! Maria, aos pés de Jesus, contemplando sua palavra e valorizando sua presença! Ambas representam os voluntários que a partir de sua fé não medem esforços para servir e preparar a grande festa do encontro, simplesmente para proporcionar a todos o quanto é belo festejar, conviver e estar junto! Aos nossos voluntários, portanto, nosso agradecimento e gratidão! Queremos dar graças ao Senhor repetindo com o Mestre: “Nós te louvamos, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim Pai, assim foi do teu agrado” (Lc 10, 21). Pe. Daniel Balzan - Pároco