Igreja Viva e Peregrina Publicação Bimestral da Paróquia São Roque
VIAGEM AD LIMINA
NATAL - Tempo de Esperança!
Entre os dias 05 e 26 de novembro de 2009, os Bispos do Regional Sul - 1 (Estado de São Paulo) entre eles, Dom Ercílio Turco, Bispo diocesano, estarão realizando a denominada “Viagem ad Limina”. Pois, os Bispos católicos têm por obrigação visitar o Papa a cada cinco anos. O nome que se dá a esta visita é “Ad Limina Apostolorum”, do latim, que significa visita aos túmulos dos Apóstolos, no caso Pedro e Paulo. O objetivo da Visita ad Limina tem um significado muito especial. O Bispo de cada Diocese, através da visita, renova sua comunhão hierárquica com o Papa, bispo de Roma, sucessor do São Pedro. Não apenas sua comunhão pessoal como também da Igreja Particular que ele representa, neste caso da Diocese de Osasco, com o Papa e com toda a Igreja Católica. A Visita Ad Limina é preparada com antecedência. Cada bispo apresentará um relatório ao sumo pontífice sobre sua própria Diocese. Trata-se, portanto, de um momento importante para a própria Diocese, pois, esta faz uma revisão de toda a vida diocesana nos seus aspectos sociais, pastorais e econômicos. Para facilitar a visita, os bispos são organizados de acordo com as comissões nacionais e regionais. Ou seja, os bispos do Brasil, mais especificamente os que pertencem a uma determinada região geográfica. Assim, o Papa, receberá uma visão clara e objetiva não apenas da Diocese de cada Bispo, como também de toda uma região maior num determinado país. E a partir desta realidade o Papa faz as exortações oportunas e necessárias. Isto nos faz lembrar do que Lucas relata nos Atos dos Apóstolos por ocasião do término da 1ª Viagem Missionária de Paulo: “Depois, atravessaram a Pisídia, chegaram à Panfilia, pregaram a mensagem em Perge, desceram até Atalia e daí navegaram para Antioquia, onde os haviam confiado ao favor de Deus para tarefa designada. Ao chegar, reuniram a comunidade e contaram o que Deus fizera por meio deles e como abrira aos pagãos a porta da fé. E ficaram bastante tempo com os discípulos” (At 14, 24-28). A origem desta prática remonta ao início da Igreja quando heresias e discórdias começaram a ameaçar a unidade da própria Igreja. Vários bispos “Pais da Igreja” recorriam ao bispo de Roma para testemunhar a pureza da fé e para manter a unidade das Igrejas locais. No ano 95, inclusive, Clemente Romano, 3º sucessor de Pedro no episcopado de Roma, escreveu uma carta em nome da Igreja de Roma, à Comunidade de Corinto onde alguns jovens recém iniciados se rebelaram contra os presbíteros daquela Comunidade. Com o decorrer dos anos, tornou-se uma obrigação universal. Eis o que afirma o Código de Direito Canônico a respeito destas visitas: “O Bispo diocesano tem obrigação de apresentar ao Sumo Pontífice, a cada cinco anos, um relatório, sobre a situação da diocese que lhe está confiada, de acordo com o modo e tempo determinados pela Sé Apostólica” - Cân. 399 § 1. “No ano em que é obrigado a apresentar o relatório ao Sumo Pontífice, salvo determinação contrária da Sé Apostólica, o Bispo diocesano deve ir a Roma para venerar os sepulcros dos Apóstolos Pedro e Paulo e apresentar-se ao Romano Pontífice” - Cân. 400 § 1.
Lembro-me quando cheguei nesta Paróquia de São Roque em Dezembro de 1996 e tomei posse, como Pároco, na missa vespertina da passagem de ano! Era o primeiro Natal que celebrei junto aos meus novos paroquianos. Naquele tempo tudo era novo para mim, embora já tenha passado pela paróquia muitos anos antes quando ainda era estudante de teologia nos anos 70. Já passaram treze anos desde a minha chegada e em cada natal que se aproxima o meu pensamento retoma essa data que marcou profundamente a minha vida de presbítero junto aos meus novos paroquianos. Natal: Tempo de Esperança. Lembro-me do presépio que José Carlos Dias Bastos - Zé do Nino - carinhosamente montava, no presbitério da Igreja Matriz em cada Natal. Lembro-me, inclusive, da minha infância quando eu também, com a ajuda dos meus irmãos, criava o presépio com pastores, rebanhos, animais, José, Maria e o menino Jesus. Lembro-me ainda do Menino Jesus na manjedoura grande, enfeitada de luzes pequenas na janela da casa para, assim, criar uma atmosfera genuinamente natalina e cristã. Tudo isso vem à memória a cada natal que se aproxima. Tempo genuíno: tão humano que se revela divino, e tão divino que se esconde nas coisas pequenas. Basta ter um olhar de fé, olhar de criança. Não é por acaso que Jesus nasceu em Belém, num lugar onde se guardavam animais: “Enquanto estavam em Belém, se completaram os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou, e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa” (Lc 2,6). Não é por acaso que Jesus foi descoberto, primeiramente, pelos pastores e pelos pequenos: “Os pastores foram então, às pressas, e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura” (Lc 2,16). São os pequenos que entendem o Natal. E tem que ser bastante pequeno para entrar na gruta de Belém e adorar o Menino Deus. Feliz Natal para todos!
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Pe. Daniel Balzan - Pároco