Construir_Regional_Nordeste_Volume_único

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editora responsável:

Márcia Regina Silva

ORGANIZADORA:

Editora Construir

Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Construir.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental Volume único 3o, 4o e 5o anos

Livro do Professor

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

e Geografia

Livro do Professor

ORGANIZADORA: Editora Construir

Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Construir.

editora responsável:

Márcia Regina Silva

Licenciada em Letras pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo - PE).

Especialista em Linguística e Ensino pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo - PE).

Especialista em Neurociências, Neuroeducação e Psicopedagogia pelo Centro Universitário

Maurício de Nassau (Uninassau - PE).

Editora.

Copyright © Editora Construir, 2025

Direção-geral

Pedro Tavares

Direção de negócios

Paulo André Leite

Gerência editorial

Isabela Nóbrega

Preparação e revisão de texto

Porto Textual

Revisão técnica

Marcos Antonio da Costa

Produção de conteúdo digital

Deborah D’ Almeida Leanza (coord.), André Tomio

Lopes Amano, Fabio Bonna Moreirão

Projeto gráfico, ilustrações, capa e editoração eletrônica

Miraimidia Design e Editora Ltda.

Imagens vetoriais stock.adobe.com

ficha-303781_corrigido_curvas.pdf 1 22/10/2025 09:02:11

Capa

Fotos: wittybear, Marcio, MarcoMarinuzzi, lcrribeiro33@gmail, Naomint, detshana, Wagner Campelo / stock.adobe.com; Triff / Shutterstock.com

Elaboração de originais:

Angelita Ferrari

Graduada em História pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF), mestra em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pós-graduada em História e doutora em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Pesquisadora com experiência na produção e revisão de materiais didáticos de História e Geografia para o Ensino Fundamental.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei no 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Direitos reservados à Multi Marcas Editoriais Ltda.

Rua Neto Campelo Júnior, 37 Mustardinha - Recife / PE

CEP: 50760-330 • Fone: (81) 3447.1178

CNPJ: 00.726.498/0001-74 • IE: 0214538-37

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD

CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP - CEP 07220-020

Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Estimado professor,

Convidamos você para caminhar conosco neste projeto de contribuição para a construção de um pensamento reflexivo, promovendo o reconhecimento da diversidade cultural, social, histórica, ambiental e econômica do Nordeste e a desconstrução de imagens cristalizadas sobre a região, compreendendo-a em sua complexidade e riqueza.

Oferecemos a você, orientações e estratégias didáticas, fundamentações teórico-metodológicas, objetos de avaliação do processo de aprendizagem, entre outras ferramentas que norteiem o ensino dos componentes curriculares trabalhados no livro do aluno.

Ensinar Geografia e História é também proporcionar explorações sociocognitivas, afetivas e lúdicas que sejam capazes de fortalecer as percepções pessoais sobre si, a sociedade e a natureza.

Assim, este manual visa contribuir para o projeto que busca despertar a valorização das raízes como parte da formação da identidade do eu e do outro, mostrando a importância de conhecer e respeitar o lugar onde vivemos, em consonância com os objetivos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

CONHEÇA SEU MANUAL

O LIVRO DO ESTUDANTE

CONHEÇA SEU LIVRO!

UNIDADE 1 - ASPECTOS FÍSICOS E CULTURAIS DO NORDESTE

UNIDADE 2 - POVOS, MIGRAÇÕES E FORMAÇÕES SOCIAIS

Fotos:ericatarina,neirfy,Ranilsons /stock.adobe.com

UNIDADE 3 - MANIFESTAÇÕES CULTURAIS E PATRIMÔNIOS DO NORDESTE

UNIDADE 4 - PROBLEMAS SOCIAIS E AMBIENTAIS NO NORDESTE

ORIENTAÇÕES GERAIS

1. QUADRO DE CONTEÚDOS

2. PLANEJAMENTO DOS CONTEÚDOS

3. MATRIZ DE PLANEJAMENTO DE ROTINA

4. MATRIZ DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

ORIENTAÇÕES GERAIS DOS CONTEÚDOS DAS DISCIPLINAS GEOGRAFIA E HISTÓRIA

CONTEÚDOS DESENVOLVIDOS DE ACORDO COM AS COMPETÊNCIAS DA BNCC PARA O ENSINO

FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS GERAIS E OS CONTEÚDOS

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE CIÊNCIAS HUMANAS E OS CONTEÚDOS

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE GEOGRAFIA E OS CONTEÚDOS

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE HISTÓRIA E OS CONTEÚDOS

O ENSINO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA

ENTENDA AS CINCO UNIDADES TEMÁTICAS DA BASE PARA GEOGRAFIA

O QUE MUDA EM HISTÓRIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA NO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS: DO 3 o AO 5 o ANO

O NORDESTE EM FOCO: DESVENDANDO O CONCEITO DE REGIÃO NOS ANOS INICIAIS

A CARTOGRAFIA

A ARTE DE PESQUISAR NOS ANOS INICIAIS

Atenção! Os sites indicados ao longo deste material podem apresentar publicidade, que varia dependendo do computador ou dispositivo utilizado.

CONHEÇA SEU MANUAL

OBJETIVO DA ABERTURA DA UNIDADE

galodamadrugada.com.br/galo-da-madrugada -anuncia-iniciativas-socioambientais -e-de-inclusao-para-o-carnaval-2025/; https://ciclovivo.com.br/fique-ligado/ eventos/galo-da-madrugada-inclui-acoes -socioambientais-no-carnaval-2025/. As atividades devem ser feitas de forma oral e coletiva. Explicar que o bloco carnavalesco Galo da Madrugada, no Recife, atrai mais de 2 milhões de foliões. No ano de 2025, as estimativas indicaram a participação de

Busca sondar por meio da leitura de imagem e debate, os conhecimentos prévios dos alunos, bem como contextualizar os conteúdos a serem trabalhados.

Aspectos físicos:

-brasileiro/.

clima, hidrografia, relevo, vegetação e biomas brasileiros. CONTEXTUALIZANDO Observar os mapas Brasil: físico e Nordeste: físico Trabalhar com os alunos o conceito de mapa e os elementos que o compõem, como legenda e fonte. Em seguida, mostrar o Brasil como um todo e a Região Nordeste como parte desse conjunto. Utilizar os

TRABALHANDO A ABERTURA DA UNIDADE

Traz comentários e orientações didáticas para desenvolver a leitura da imagem e conduzir o debate a respeito do conteúdo proposto.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

Apresenta comentários e encaminhamentos para a aplicação das atividades propostas no livro do aluno.

HABILIDADES BNCC

Introduz as habilidades desenvolvidas em cada conteúdo, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular.

VAMOS ENSINAR

Sugere orientações didáticas para desenvolvimento dos conteúdos propostos em cada página.

PARA VOCÊ LER

Apresenta sugestões de leitura para aprimorar os conhecimentos do professor relacionados ao conteúdo trabalhado na unidade.

OBJETIVOS

Apresenta os objetivos pedagógicos a fim de direcionar o professor para o ensino dos conteúdos.

CONTEXTUALIZANDO

Traz orientações didáticas relacionadas a cada conteúdo para o professor aplicar em sala de aula e facilitar a compreensão dos alunos.

MAIS CONHECIMENTO

Traz informações complementares para o professor se apropriar de pontos importantes do conteúdo.

EM CONEXÃO

Apresenta sugestões de atividades pedagógicas a serem trabalhadas em conexão com outros componentes curriculares.

PARA O ALUNO LER

Expõe sugestões de leitura destinadas aos estudantes como subsídio adicional que o professor pode utilizar para trabalhar de forma lúdica e ampliar os conhecimentos dos alunos sobre os conteúdos da unidade.

SE LIGA NA DICA!

Traz possibilidades para o desenvolvimento das sugestões de livros, filmes, passeios, sites e reportagens apresentadas no livro do aluno.

ENTRAR EM AÇÃO!

Traz estratégicas didáticas para o professor desenvolver as atividades da seção Entrar em ação

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

Apresenta propostas adicionais de atividades para o professor desenvolver em sala de aula, como: trabalhos de pesquisa, dinâmicas, oficinas e jogos.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Regionalizado de Volume único 3o, 4o e 5o anos

Componente curricular : Livro do Estudante

História e Geografia

editora responsável:

Márcia Regina Silva

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Especialista em Linguística e Ensino pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo - PE).

Especialista em Neurociências, Neuroeducação e Psicopedagogia pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau-PE).

Editora.

1a edição Recife - 2025

Copyright © Editora Construir, 2025

Direção-geral

Pedro Tavares

Direção de Negócios

Paulo André Leite

Gerência editorial

Isabela Nóbrega

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Porto Textual

Revisão Técnica

Marcos Antonio da Costa

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Deborah D’ Almeida Leanza (coord.), André Tomio

Lopes Amano, Fabio Bonna Moreirão

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Miraimidia Design e Editora Ltda.

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ficha-303781_corrigido_curvas.pdf 1 22/10/2025 09:02:11

Capa

Fotos: wittybear, Marcio, MarcoMarinuzzi, lcrribeiro33@gmail, Naomint, detshana, Wagner Campelo / stock.adobe.com; Triff / Shutterstock.com

Elaboração de originais:

Angelita Ferrari

Graduada em História pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF), mestra em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pós-graduada em História e doutora em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Pesquisadora com experiência na produção e revisão de materiais didáticos de História e Geografia para o Ensino Fundamental.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei no 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Direitos reservados à Multi Marcas Editoriais Ltda.

Rua Neto Campelo Júnior, 37 Mustardinha - Recife / PE

CEP: 50760-330 • Fone: (81) 3447.1178

CNPJ: 00.726.498/0001-74 • IE: 0214538-37

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD

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22/10/2025 09:20:17

APRESENTAÇÃO

Olá, estudante!

Este é o seu livro regionalizado de Geografia e de História. Com ele, você enriquecerá os seus conhecimentos e terá acesso a muitas curiosidades sobre a Região Nordeste do Brasil. Iremos embarcar em uma viagem com histórias que contam como se deu a formação desse território, conversar sobre seus aspectos físicos e culturais, aprender a respeito dos povos, das migrações e das formações sociais da região, conhecer suas manifestações culturais e seus patrimônios, entender seus problemas sociais e ambientais e como enfrenta esses desafios e conquista avanços.

De maneira lúdica, iremos estudar a Região Nordeste por meio de mapas, imagens, atividades e de uma troca de conhecimentos entre professores, colegas de sala, familiares e toda a comunidade escolar.

Você é nosso convidado especial nessa rica viagem pelo Nordeste!

Bons estudos!

CONHEÇA SEU LIVRO!

Na Região Nordeste, também existem diferenças importantes. Cada estado ou município nordestino tem suas próprias expressões culturais, tradições e modos de vida. Isso é o que chamamos de regionalismo as particularidades locais mostram como cada povo resgata e transforma as tradições de sua região. Assim, ao mesmo tempo que o Nordeste tem traços históricos e naturais semelhantes, ele também é formado por vários regionalismos. Compreender essas semelhanças e diferenças nos ajuda a valorizar a diversidade que existe nessa região.

Aprenda mais

Regionalização, região ou regionalismo?

Regionalização: é uma forma de dividir um país em partes menores, feita com base em características comuns, como o clima, a paisagem, a cultura e a história. Região: é uma parte do território que reúne estados e municípios com características parecidas. Por exemplo, os estados do Nordeste compartilham aspectos naturais e culturais. Essa divisão ajuda a entender melhor a diversidade do país e é usada por órgãos como o IBGE. Regionalismo: é o jeito como as pessoas de um lugar expressam sua cultura, costumes e tradições. Mesmo dentro de uma mesma região, como o Nordeste, cada estado ou município tem suas próprias comidas, festas, modos de falar e costumes. Isso mostra como cada povo vive e valoriza a história local.

As sub-regiões do Nordeste: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte O Nordeste é dividido em áreas menores, chamadas sub-regiões que têm características próprias, como paisagens, modos de vida e histórias. São quatro sub-regiões: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte.

Praia de Carne de Vaca, situada na Zona da Mata pernambucana. Goiana (PE), em 2025.

Abertura de unidade

Realize a leitura da imagem e converse com seu professor e sua turma sobre o que vocês vão estudar na unidade.

Texto didático

Entre em contato com os conteúdos de cada unidade.

Aprenda mais!

Tenha acesso a informações complementares para enriquecer seu conhecimento.

Compartilhar conhecimento

Teste seus conhecimentos por meio de atividades variadas.

2.

Entrar em ação!

Entre em ação realizando atividades diferenciadas, como pesquisas e trabalhos em grupo.

Cidade

Glossário

Aprenda o significado de novas palavras.

Se liga na dica!

Se liga na dica de livros, passeios, sites e muito mais! Tudo para aprimorar seus conhecimentos.

ÍCONES / SELOS

Estes ícones e selos indicam a forma como algumas propostas devem ser feitas.

Responda oralmente

Com a ajuda do professor

Em grupo Faça no caderno

OBJETOS DIGITAIS

Os ícones a seguir identificam os infográficos e os mapas clicáveis, que são objetos digitais presentes neste volume. Esses objetos digitais apresentam assuntos complementares ao conteúdo do livro, ampliando sua aprendizagem.

Com a ajuda da família

Hora da pesquisa

SUMÁRIO

Unidade 1 – Aspectos físicos e culturais do Nordeste

Caminhos do Nordeste: território, cultura e modos de vida

O que é a Região Nordeste?

O que faz do Nordeste uma região?

As sub-regiões do Nordeste: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte

Aspectos físicos: clima, hidrografia, relevo e vegetação

Clima

Hidrografia

Relevo

Vegetação

Os nove estados: quais são e como se organizam

Descobrindo a diversidade humana, econômica e cultural do Nordeste

Alguns povos tradicionais da Região Nordeste

Economia da Região Nordeste

Extrativismo

Agricultura

Pecuária

Indústria

Prestação de serviços

Turismo

A cultura da Região Nordeste

Culinária do Nordeste

Danças e ritmos do Nordeste

Festa e tradição: o jeito nordestino de celebrar a vida

Cidade e campo: modos de viver e trabalhar

Unidade 2 – Povos, migrações e formações sociais

Vidas nordestinas: território, povos e histórias

Povos originários e colonização

O impacto da colonização

Povos indígenas no Nordeste atualmente

Formação demográfica e migração interna

Atividades econômicas do Nordeste

Cana-de-açúcar

Algodão

Ouro e diamantes

Cacau

A fruticultura irrigada: transformações no semiárido

Desenvolvimento e desigualdades

Revoltas e movimentos sociais

Confederação do Equador (1824)

Balaiada (1838–1841)

Revolta de Canudos (1896–1897)

As capitais do Nordeste: centros que organizam a região

A função das capitais nordestinas na economia atual

A hierarquia urbana

Região Metropolitana

Unidade 3 – Manifestações culturais e patrimônios do Nordeste

Saberes e Patrimônios: cultura, educação e turismo

Proteger o que é nosso: patrimônios do Nordeste

O que é patrimônio cultural?

Patrimônios materiais

Patrimônios imateriais

Alguns patrimônios culturais do Nordeste

Manifestações populares

Educação e políticas públicas regionais

Programas e políticas públicas para a educação

Escolas nas comunidades rurais

A escola hoje: o que é garantido para os anos iniciais

Turismo e economia criativa

Principais destinos turísticos

Impactos positivos e desafios do turismo

Economia criativa: feiras, artesanato e festivais

Tecnologia, ciência e inovação no Nordeste

Unidade 4 – Problemas sociais e ambientais no Nordeste

Desafios e Futuro: cidadania, meio ambiente e desenvolvimento

Indicadores sociais e desigualdade regional

Desafios ambientais e conservação

Desertificação e erosão

Poluição dos manguezais

Desmatamento da Mata Atlântica

Unidades de conservação

Direito à água e convivência com o semiárido

Cisternas de placa

Energia solar

Transposição do Rio São Francisco

Um novo modo de viver

Trabalhar e viver atualmente no Nordeste: mudanças, desafios e novos caminhos

Trabalho por aplicativo: liberdade ou insegurança?

Cidadania, participação e sustentabilidade

Direitos sociais, políticos e ambientais

Participação social e política

Sustentabilidade e cuidados com o meio ambiente

Projetos comunitários e ações de cidadania

Viver em comunidade

Participar é cuidar

Regras, diálogo e decisões em grupo

A democracia no nosso dia a dia

Bibliografia comentada

OBJETOS DIGITAIS

Infográfico clicável: Os povos do Velho Chico

Mapa clicável: Região Nordeste: regiões hidrográficas

Mapa clicável: Região Nordeste: vegetação original

Infográfico clicável: Baianas do acarajé: uma história cheia de sabor

Mapa clicável: Região Nordeste: povos indígenas (1500)

Infográfico clicável: Balaiada

Infográfico clicável: Frevo: dança, música e tradição

Infográfico clicável: Artesanato: tradição e fonte de renda

Infográfico clicável: Unidades de Conservação

Fotos: WINDCOLORS, LulaAlbab, lucasnishimot / stock.adobe.com

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

1. Que evento a imagem retrata? Ele ocorre no estado em que você mora?

2. Em qual município nordestino esse evento acontece?

3. Quantas pessoas você acha que esse evento reúne?

4. Você sabe quantos habitantes há no Nordeste?

Aspectos físicos e culturais do Nordeste

• Professor, seguem algumas sugestões de fontes para aprofundar as pesquisas sobre a foto de abertura da unidade: https://www. galodamadrugada.com.br/galo-da-madrugada -anuncia-iniciativas-socioambientais -e-de-inclusao-para-o-carnaval-2025/; https://ciclovivo.com.br/fique-ligado/ eventos/galo-da-madrugada-inclui-acoes -socioambientais-no-carnaval-2025/.

• As atividades devem ser feitas de forma oral e coletiva.

• Explicar que o bloco carnavalesco Galo da Madrugada, no Recife, atrai mais de 2 milhões de foliões. No ano de 2025, as estimativas indicaram a participação de mais de 2,5 milhões de pessoas.

• A população do Nordeste, segundo o Censo Demográfico de 2022, é de 54.658.515 habitantes.

OBJETIVO DA ABERTURA DA UNIDADE

O objetivo da abertura da Unidade 1 é a sondagem, por meio de leitura de imagem e debate, dos conhecimentos prévios dos alunos a respeito tanto do evento retratado como de características culturais e sociais da Região Nordeste.

TRABALHANDO A ABERTURA DA UNIDADE

• Para explorar a página de abertura, ampliar a imagem utilizando, como recurso, um projetor.

• Para sondar o que os alunos já sabem, fazer as seguintes perguntas: “Vocês sabem em quantas regiões o território brasileiro é dividido?”; “Em qual região estamos?”; “Vocês acham que a Região Nordeste é menor ou maior do que as outras regiões do Brasil?”; “O que vocês sabem a respeito do Carnaval do Nordeste?”.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Solicitar aos alunos que identifiquem e expliquem os elementos retratados na imagem, auxiliando a capacidade descritiva deles.

• Discutir a respeito da sustentabilidade, tema do Galo da Madrugada de 2025.

• Comentar que, nesse ano, a estrutura do Galo Gigante foi totalmente construída com materiais recicláveis, como garrafas PET, canos de PVC e pneus. Além disso, desde 2020 o bloco pernambucano realiza a coleta seletiva de todos os resíduos gerados durante seu desfile, em parceria com cooperativas de catadores. Incentivar os alunos a falarem sobre a importância de iniciativas sustentáveis como as do bloco, por meio de perguntas como: “Vocês acham que iniciativas como estas podem ajudar na preservação do planeta? Por quê? “.

Ivison
Gambarra/PCR
Bloco carnavalesco Galo da Madrugada, no Recife (PE), 2025.
Nesse ano, o Galo da Madrugada desfilou com o tema sustentabilidade

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF04GE05: Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

HISTÓRIA

EF04HI03: Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVO

• Apresentar sucintamente, porém de maneira prática, aspectos gerais do Nordeste, como principais paisagens da região, suas características físicas e as nove unidades federativas que a compõem. Incluir também informações sobre a população, seu modo de vida, manifestações culturais e formas de trabalho.

CONTEXTUALIZANDO

• Começar a aula conversando sobre a localização da Região Nordeste no mapa do Brasil. Deixar os alunos à vontade, incentivando até mesmo os mais tímidos a fazer algum comentário. Providenciar mapas e fotos (de praias, cidades históricas, festas populares e comidas típicas) e apresentá-los aos alunos, perguntando se conhecem os lugares retratados e se já os visitaram. Perguntar o que sabem a respeito da região, considerando todas as respostas que surgirem, como referências a pontos turísticos, comidas típicas e festas populares.

CAMINHOS DO NORDESTE: TERRITÓRIO, CULTURA E MODOS DE VIDA

Este capítulo traz um panorama do Nordeste brasileiro. Vamos conhecer as principais paisagens da região e os estados que a compõem, entender como vivem as pessoas nas cidades e nos campos e estudar as festas populares, as manifestações culturais e as religiosidades presentes no cotidiano dos nordestinos.

O que é a Região Nordeste?

O Nordeste é composto por nove estados, que se assemelham tanto pela proximidade geográfica quanto pela história compartilhada. São eles: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Cada estado apresenta uma capital, além de características e trajetórias próprias, que, juntas, moldam a riqueza da região.

A Região Nordeste é a terceira mais extensa do Brasil. Com uma área de, aproximadamente, 1,6 milhão de quilômetros quadrados, corresponde a 18% do território nacional. É a região com a maior quantidade de estados. De acordo com o Censo Demográfico de 2022, o Nordeste tem a segunda maior população do país, com 54,6 milhões de habitantes, o que representa 26,9% da população brasileira.

Brasil: grandes regiões

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Disponível em: https://portaldemapas.ibge.gov.br/portal. php#mapa97. Acesso em: 5 ago. 2025.

• Conduzir a aula adequando o conteúdo ao que foi planejado.

• Explorar com os alunos o mapa da Região Nordeste e mencionar os estados e as capitais. Pedir que localizem o estado onde moram e perguntar se residem na capital ou em outro município.

Ao observar o mapa do Brasil na página anterior, percebemos que o Nordeste está na porção leste do país, voltado para o Oceano Atlântico. Essa região é marcada pela diversidade de paisagens, trajetórias históricas e expressões culturais.

Ao longo dos séculos, essa porção do território brasileiro foi palco de importantes acontecimentos: nela se formaram muitas vilas coloniais, ocorreram encontros de culturas e nasceram os modos de vida que ainda hoje se fazem presentes nos diversos municípios nordestinos.

O que faz do Nordeste uma região?

O Brasil é um país muito grande. Para facilitar o estudo e a administração de seu território, os pesquisadores e os órgãos públicos criaram maneiras de organizá-lo em partes menores.

É possível regionalizar o espaço com base em critérios diversos, o que permite a análise de características específicas, sejam elas naturais, políticas, sociais ou culturais. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) propôs a regionalização do país em cinco grandes regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Essa divisão considera aspectos naturais, econômicos, sociais e culturais e tem como objetivo agrupar os estados que possuem características semelhantes, como tipo de relevo, clima, vegetação, modos de vida e história.

O Nordeste é uma das cinco regiões do Brasil. Ele se destaca não apenas por sua localização geográfica, mas também por suas características naturais e culturais, como festas tradicionais, práticas agrícolas, formas de moradia e modos de falar.

Nordeste: político

• Fazer a leitura do texto e, depois, conversar com os alunos sobre a localização geográfica da Região Nordeste.

• De maneira simples, fazer o comparativo entre a população do Brasil (203 milhões de habitantes) e a população do Nordeste (54,6 milhões de habitantes), conforme o Censo 2022.

• Instigar os alunos a refletirem sobre a contribuição do contingente populacional da Região Nordeste em âmbito nacional. Comentar, por exemplo, o importante papel de trabalhadores nordestinos na construção de Brasília, nos anos 1950, e no desenvolvimento de grandes cidades como São Paulo.

EM CONEXÃO

03/10/2025 15:29:39

• Se achar pertinente, demonstrar aos alunos, por meio de um gráfico de pizza desenhado na lousa, a proporção de habitantes da Região Nordeste em relação à população total do Brasil, fazendo, assim, um trabalho interdisciplinar com Matemática. Nessa etapa do Ensino Fundamental, os alunos estão estudando as primeiras noções de divisão. Não é preciso explicar conceitos matemáticos, apenas apresentar uma representação gráfica simples e clara, para que a turma compreenda a ideia de parte (população do Nordeste) em relação ao todo (população do Brasil).

• Realizar um diálogo que valorize os conhecimentos prévios dos alunos. Lembrar que os questionamentos sobre a localização da região e sua composição não devem ser tratados como exercícios de memorização, mas como oportunidade de reflexão e compreensão da estrutura do território brasileiro e da história da formação de sua identidade.

• Ressaltar que o Nordeste foi protagonista no processo de povoamento do Brasil após a chegada dos portugueses, que, visando obter mais lucro, estabeleceram, no Brasil, o cultivo da cana-de-açúcar e trouxeram negros da África para trabalhar como escravizados nas plantações e na produção de açúcar. Pode-se destacar que, em 1500, o Nordeste foi o primeiro destino da esquadra de Pedro Álvares Cabral e que Salvador (BA) tornou-se a primeira capital brasileira ainda no século XVI.

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Meu 1o Atlas. 4. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 108.

OBJETIVO

• Explorar as principais paisagens da região, explicando como elas se formaram e como influenciam a vida das pessoas.

CONTEXTUALIZANDO

• Explicar, de maneira simples, o que é regionalismo , usando exemplos mais próximos da realidade dos alunos. Ressaltar que se trata de características específicas de uma região, como vocabulário, expressões, costumes, festas, culinária, artesanato, músicas e danças.

• Retomar os questionamentos sobre a dimensão do espaço geográfico da Região Nordeste, um dos fatores que explicam a diversidade de características físicas, sociais e econômicas. Devido a essa heterogeneidade, tornou-se necessária a divisão do Nordeste, em sub-regiões: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte

• Escrever na lousa o nome de cada sub-região enquanto explica suas características separadamente.

• Ajudar os alunos, considerando suas etapas de desenvolvimento cognitivo, a compreender que as sub-regiões do Nordeste resultam de suas características físicas, econômicas e sociais.

• Explicar que, em relação às características físicas, são consideradas as variações de clima e vegetação, que influenciam tanto as atividades econômicas da população quanto seu modo de vida.

• Cada sub-região apresenta uma atividade econômica predominante, como agricultura, pecuária, indústria, prestação de serviços e turismo, que reflete as condições físicas e as relações sociais locais.

Na Região Nordeste, também existem diferenças importantes. Cada estado ou município nordestino tem suas próprias expressões culturais, tradições e modos de vida. Isso é o que chamamos de regionalismo: as particularidades locais mostram como cada povo resgata e transforma as tradições de sua região.

Assim, ao mesmo tempo que o Nordeste tem traços históricos e naturais semelhantes, ele também é formado por vários regionalismos. Compreender essas semelhanças e diferenças nos ajuda a valorizar a diversidade que existe nessa região.

Aprenda mais

Regionalização, região ou regionalismo?

Regionalização: é uma forma de dividir um país em partes menores, feita com base em características comuns, como o clima, a paisagem, a cultura e a história.

Região: é uma parte do território que reúne estados e municípios com características parecidas. Por exemplo, os estados do Nordeste compartilham aspectos naturais e culturais. Essa divisão ajuda a entender melhor a diversidade do país e é usada por órgãos como o IBGE.

Regionalismo: é o jeito como as pessoas de um lugar expressam sua cultura, costumes e tradições. Mesmo dentro de uma mesma região, como o Nordeste, cada estado ou município tem suas próprias comidas, festas, modos de falar e costumes. Isso mostra como cada povo vive e valoriza a história local.

As sub-regiões do Nordeste: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte O Nordeste é dividido em áreas menores, chamadas sub-regiões, que têm características próprias, como paisagens, modos de vida e histórias. São quatro sub-regiões: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte.

Leo Caldas / pulsarimagens.com.br

• Explicar as sub-regiões do Nordeste a partir da sua localização, seguindo do litoral para o interior. Assim, começar pela Zona da Mata e avançar até o Meio-Norte. Se possível, providenciar uma cópia impressa, em papel-sulfite A3, do mapa das sub-regiões e explorá-lo com os alunos, a para que possam observar a posição de cada uma delas. Esse mapa pode ser facilmente encontrado na internet.

A Zona da Mata é a parte do Nordeste que fica mais próxima ao litoral e vai do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia. Nessa sub-região, a temperatura é amenizada pela maritimidade, e o clima destaca-se pela intensidade de chuvas. A cobertura vegetal nativa é a Mata Atlântica, um dos principais biomas do país, que ainda hoje é afetado pela devastação causada pela intensa ocupação populacional.

Praia de Carne de Vaca, situada na Zona da Mata pernambucana. Goiana (PE), em 2025.

O Sertão é a maior das quatro sub-regiões do Nordeste. Nessa área, predomina o clima semiárido (quente e seco), com curtos períodos de chuva, trazendo dificuldades para a agricultura e a agropecuária. A vegetação típica é a Caatinga, formada por plantas adaptadas à escassez de água, como os cactos.

O Agreste é uma área de transição entre o Sertão e a Zona da Mata. É a menor sub-região do Nordeste e tem início no Planalto da Borborema, que funciona como uma barreira natural, impedindo que as nuvens e, consequentemente, as chuvas cheguem ao Sertão. Por essa razão, à medida que se avança para o interior da região, o clima se torna mais seco.

: passagem de um estado para outro; mudança; transformação.

Meio-Norte

• Comentar que o Meio-Norte é a única sub-região nordestina contemplada com o bioma Amazônia, apresentando chuvas mais constantes em razão do clima equatorial.

• Explicar sucintamente a importância da extração de carnaúba e babaçu como fonte de renda da população.

• Destacar a importância das mulheres que trabalham na extração de babaçu no Meio-Norte. Ressaltar, por exemplo, seu papel sustentável, sua organização em associações e sua atuação empreendedora, como é mostrado

O Meio-Norte abrange uma parte do Maranhão e do Piauí e é uma área de transição entre a Amazônia e o Sertão nordestino. A vegetação predominante é a Mata dos Cocais, onde ocorrem várias espécies de palmeira, destacando-se o babaçu e a carnaúba.

Zona da Mata

• Explorar as características naturais e socioeconômicas da Zona da Mata, como a presença da Mata Atlântica, o clima tropical, o relevo marcado por planícies e a diversidade de vegetação e fauna. Ressaltar a importância ecológica da sub-região e a necessidade de preservação ambiental, já que sua vegetação vem sendo deteriorada ao longo do tempo, devido à exploração e à povoação.

• Identificar a Zona da Mata no mapa do Nordeste. Mostrar imagens representativas da sub-região, destacando aspectos naturais da fauna e da flora.

Agreste

• Explicar que o Agreste tem grande importância cultural, expressa pela produção de artesanato e pelas festas juninas, além de apresentar grande desenvolvimento da atividade turística. É nessa sub-região que se encontram as grandes feiras de artesanato, como a de Caruaru, no estado de Pernambuco.

• Apresentar, se possível, a música “A feira de Caruaru”, eternizada na voz de Luiz Gonzaga, para destacar a importância cultural do Agreste.

• Compartilhar que as características físicas do Agreste incluem clima predominantemente semiárido e rios, que secam em tempos de estiagem.

03/10/2025

na matéria disponível em: https://www.ma.gov. br/noticias/quebradeiras-de-coco-babacu-do -maranhao-sao-destaque-na-i-feira-nordestina -da-agricultura-familiar-e-economia-solidaria -no-rn. Acesso em : 9 ago. 2025.

Sertão

• Chamar a atenção dos alunos para a grande extensão geográfica do Sertão, a maior entre as sub-regiões nordestinas. Localiza-se entre o Agreste e o Meio-Norte, em uma área de transição entre o Cerrado e a Caatinga, e abrange quase todos os estados, com exceção do Maranhão.

• Explicar que, devido ao regime irregular de chuvas, o Sertão depende da bacia do Rio São Francisco, principal rio perene da região, para o desenvolvimento da agricultura e pecuária, para a geração de energia e para o consumo em geral. Por esse motivo, as atividades agropecuárias intensivas concentram-se nas áreas próximas ao rio.

Município de Santa Cruz (RN), localizado no Agreste potiguar, em 2024.
Fachada do edifício da Escola Estadual de Música do Maranhão, localizado no Meio-Norte do Nordeste. São Luís (MA), em 2025.
Cactos, vegetação típica da Caatinga, no Sertão nordestino. Oeiras (PI), em 2021.
Transição
Helissa Grundemann / Shutterstock.com
Luis War / Shutterstock.com

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Na atividade 3, letra a, os tipos de mapa são políticos. Na página 10, temos o mapa que apresenta as grandes regiões do Brasil. Já na página 11, temos o mapa político do Nordeste, com seus estados e capitais. A finalidade deles é apresentar as divisões administrativas e os limites entre os estados.

• Na letra c, espera-se que os alunos percebam que os dois mapas apresentam a Região Nordeste com seus estados e capitais, mas que apenas o primeiro mostra todo o território brasileiro.

• Na atividade 4, pedir aos alunos que escrevam um pouco sobre cada sub-região: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte, apresentando aspectos como localização, características físicas e econômicas.

• Na atividade 5, incentivar os alunos a citarem exemplos de regionalismos do município onde moram, como palavras e expressões populares, pratos típicos e grupos folclóricos.

• Na atividade 6, explicar aos alunos de forma simples o que significam paisagens históricas (lugares que revelam aspectos do passado, como construções antigas, ruínas, igrejas, museus) e culturais (espaços onde as pessoas expressam costumes, tradições e arte, como centros de artesanato, mercados, locais de festas, igrejas.

• Seguem algumas dicas que podem ajudar na pesquisa sobre paisagens históricas: iniciar identificando o tipo de paisagem da Região Nordeste que se deseja representar. Cada lugar possui uma história, e também marcas culturais. Para descobri-las, é importante incentivar os alunos a realizarem pesquisas

Compartilhar conhecimento

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

1. Observe o mapa do Brasil na página 10 e responda às questões.

a. Em que região do Brasil você mora? Na Região Nordeste.

b. Quantos estados fazem parte dessa região? Nove.

c. Encontre, junto com os seus colegas de classe, o nome do estado e do município em que a sua escola está localizada. Resposta de acordo com o município onde está localizada a escola.

2. Agora, analise o mapa da página 11 e responda às perguntas a seguir.

a. Qual é o maior estado em extensão territorial da Região Nordeste? Bahia.

b. Que oceano banha o litoral de todos os estados da Região Nordeste? Oceano Atlântico.

c. Qual estado possui a menor faixa litorânea? Piauí.

3. Comparando os dois mapas trabalhados nas questões 1 e 2, responda às perguntas.

a. Qual é o tipo e a finalidade de cada um desses mapas?

b. Qual é o título deles? Brasil: grandes regiões e Nordeste: político

c. Você observa semelhança entre eles? Qual?

4. Quais são as sub-regiões do Nordeste? Descreva as principais características de cada uma delas.

5. Cite três exemplos de regionalismo presentes no município onde você mora e explique o significado de cada um. Resposta de acordo com o município onde o aluno mora.

6. O Nordeste é uma região repleta de paisagens históricas e expressões culturais diversas. Escolha um local do município onde você mora (um prédio antigo, uma rua, uma feira etc.) e pesquise imagens e relatos escritos sobre esse lugar.

Entrar em ação

Regionalizar significa dividir, separar ou agrupar o espaço em áreas menores usando diversos critérios, com o objetivo de promover uma melhor organização do local.

Agora, imagine que você vai regionalizar a sua sala de aula. Que critérios você usaria?

> Elabore um mapa e escreva um relatório explicando a escolha de cada critério (cor das carteiras, estilo musical ou esporte favorito dos alunos etc.), o processo de pesquisa e a justificativa para a regionalização feita.

> Apresente para a turma as propostas de regionalização explicando as características escolhidas. Professor, entregue mapas da sala de aula em branco para que os grupos desenhem as próprias divisões. Ajude os estudantes a desenvolverem habilidades de organização, pesquisa e compreensão. Explore conceitos da Geografia de forma mais concreta e significativa.

Você sabia que Salvador, a capital da Bahia, foi a primeira capital do Brasil? Sim, isso ocorreu de 1549 a 1763, quando a capital passou a ser o Rio de Janeiro. Então durante muito tempo, essa capital baiana foi o centro político, econômico e cultural do país, e o seu patrimônio cultural material e imaterial se tornou um dos mais diversos e ricos do Brasil.

por meio de mapas, fotografias, relatos orais de moradores, livros, artigos, visitas a museus, ferramentas virtuais etc.

ENTRAR EM AÇÃO

• Antes da regionalização da sala de aula, orientar os alunos a definir claramente os critérios e só assim começar o trabalho. Assistir junto com a turma, ao vídeo: https:// www.youtube.com/watch?v=-Te7xfE7h24. Assim, você poderá explicar de maneira lúdica o conceito de regionalização

• Após o vídeo, explicar a importância da regionalização utilizando, por exemplo, um mapa do Brasil projetado no quadro. Destacar nele a Região Nordeste e seus estados. Depois, apresentar o município, o bairro e a rua onde a escola está localizada. Os alunos deverão trocar ideias com os colegas de classe para a execução da atividade.

• No final, verificar a compreensão da atividade e socializar as respostas dos alunos, abrindo debate em classe.

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HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

Aspectos físicos: clima, hidrografia, relevo e vegetação

Observando os mapas físicos abaixo, é possível perceber a diversidade geográfica do Nordeste do Brasil. Entender essa variedade é fundamental para compreender os modos de subsistência e as interações socioambientais da região.

Brasil: físico

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 98.

Diversidade geográfica: refere-se à variedade de características físicas e naturais que contribuem para a singularidade de cada local.

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Disponível em: https://geoftp.ibge.gov.br/cartas_e_mapas/mapas_ regionais/fisico/nordeste_fisico2000k_2013.pdf. Acesso em: jul. 2025.

PARA VOCÊ LER

03/10/2025 15:30:06

Aprofundar o tema da paisagem geomorfológica e explicar que há no Nordeste uma sucessão de formas que se sobrepõem ao longo do tempo geológico, como apresentado neste artigo: https://agenciaeconordeste.com.br/opiniao/ a-formacao-da-paisagem-do-nordeste -brasileiro/.

EF03GE04: Explicar como os processos naturais e históricos atuam na produção e na mudança das paisagens naturais e antrópicas nos seus lugares de vivência, comparando-os a outros lugares.

EF04GE10: Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

EF04GE11: Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVO

• Analisar os aspectos físicos da região por meio da observação de mapas de clima, hidrografia, relevo, vegetação e biomas brasileiros.

CONTEXTUALIZANDO

• Observar os mapas Brasil: físico e Nordeste: físico. Trabalhar com os alunos o conceito de mapa e os elementos que o compõem, como legenda e fonte. Em seguida, mostrar o Brasil como um todo e a Região Nordeste como parte desse conjunto.

• Utilizar os mapas para trabalhar a diversidade geográfica da região, explorando as características físicas e naturais.

• Observar, com os alunos, os contrastes de altitude representados nos mapas, utilizando as legendas como apoio.

Nordeste: físico

Clima

• Explicar, de forma simples, os principais tipos de clima encontrados no Nordeste.

• Comentar que a Região Nordeste é conhecida por suas altas temperaturas especialmente no semiárido e que esse tipo de clima influencia muito o cotidiano das pessoas.

• É imprescindível falar sobre a seca, uma consequência do clima predominante no Nordeste. Porém, é importante destacar que o agravamento desse fenômeno não se deve apenas a fatores climáticos naturais, mas também a questões políticas.

• É importante esclarecer que nem é toda a Região Nordeste sofre com a seca. A área afetada é chamada semiárido, que abrange parte do Nordeste , de Minas Gerais e do Espírito Santo. Você pode ler mais sobre o assunto no link: https://www. ibge.gov.br/geociencias/ cartas-e-mapas/mapas -regionais/15974-semiarido -brasileiro.html. Acesso em: 10 ago. 2025.

Clima

Segundo o IBGE, o Nordeste tem diferentes tipos de clima.

> Clima equatorial: é quente e úmido durante o ano todo. Está presente em uma pequena parte do estado do Maranhão.

> Clima tropical úmido: é mais fresco e chuvoso. Está presente no litoral, da Bahia ao Rio Grande do Norte.

> Clima tropical semiárido: é o de maior ocorrência, caracterizado pelo ar seco e quente. Está presente em boa parte do Sertão e em áreas do Agreste.

> Clima tropical continental: tem estação chuvosa e seca. Aparece no Maranhão, no oeste da Bahia, no Ceará e no Piauí.

Brasil: clima

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 99.

Aprenda mais

Cerca de 70% do território nordestino está inserido no Semiárido Brasileiro, região marcada com secas e escassez de recursos hídricos.

Cactos em Junco do Seridó (PB), em 2022. Essa planta é adaptada ao clima semiárido do Sertão nordestino.
Cacio Murilo / Shutterstock.com

Hidrografia

A hidrografia nordestina é caracterizada pela presença de rios temporários — também chamados de intermitentes (que secam no período de poucas chuvas), localizados, principalmente, no Sertão — e de rios perenes, que nunca secam, sendo o principal deles o Rio São Francisco. Entre as bacias hidrográficas, destacam-se a do Rio São Francisco e a do Rio Parnaíba.

Entrar em ação

Brasil: regiões hidrográficas

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 110.

Os rios da Região Nordeste são importantes para a comunidade local. Pesquise, conversando com as pessoas que moram com você, alguns municípios do seu estado que tenham o nome de um rio. Observe os exemplos a seguir.

Alagoas: Coruripe

Bahia: Utinga

Maranhão: Itapecuru

Rio Grande do Norte: Mossoró

Paraíba: Mamanguape

Pernambuco: Goiana

Piauí: Parnaíba

Sergipe: Japaratuba

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ENTRAR EM AÇÃO ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• A resposta depende do estado onde o aluno reside. Ele deve pesquisar outros exemplos além dos elencados no livro, como Choró e Jaguaribe, no Ceará.

• Recomendar aos alunos que entrevistem pessoas mais velhas do seu convívio para adquirir novos conhecimentos.

Hidrografia

• Explicar a hidrografia da Região Nordeste requer abordar a importância do seu litoral e a temporalidade de seus rios.

• Utilizando o mapa Brasil: regiões hidrográficas, destacar a grande extensão da costa litorânea do Nordeste e a importância do oceano para a pesca, o turismo e o clima. Falar sobre as praias, os manguezais e a vida marinha, mencionando, por exemplo, a importância de cooperativas de pescadores artesanais e de projetos como o Tamar e o Viva o Peixe-Boi-Marinho para a preservação ambiental do litoral nordestino.

• Explicar que existem rios que só têm água na época das chuvas e secam no restante do ano: são os rios temporários, ou intermitentes. Esta é uma característica importante da região, pois a maioria de seus rios apresenta esse comportamento. Citar alguns exemplos, como o Rio Jaguaribe, no Ceará, e o Rio Piancó-Piranhas-Açu, no estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

• Apresentar o Rio São Francisco, o Velho Chico, como um rio muito importante, que atravessa vários estados e ajuda muitas pessoas. Usar mapas e imagens para mostrar sua extensão e importância para a agricultura e a energia.

• A maior parte da energia elétrica do Nordeste vem de usinas hidrelétricas localizadas ao longo do Rio São Francisco, como o Complexo Paulo Afonso (entre Alagoas e Bahia), a Usina Luiz Gonzaga (em Pernambuco), a de Sobradinho (na Bahia) e a de Xingó (entre Alagoas e Sergipe).

• Trabalhar a importância da preservação da água, desenvolvendo a habilidade, EF04GE11.

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Relevo

• Explicar que o relevo do Nordeste do Brasil é diversificado, com planaltos, planícies e depressões.

• Mencionar o Planalto da Borborema, que influencia o clima e a ocorrência de secas no interior. Citar locais com relevos únicos que atraem milhares de turistas, como os Cânions do Xingó (Alagoas e Sergipe), o Lajedo do Pai Mateus (Paraíba), a Serra da Capivara (Piauí) e o Vale do Catimbau (Pernambuco).

• Mencionar a Chapada Diamantina, localizada na Bahia, e seu valor turístico para a região, além dos tabuleiros, ou planícies costeiras. Citar também a Chapada do Araripe (Ceará, Pernambuco e Piauí) e a Chapada das Mesas (Maranhão).

• Mostrar fotos de dunas da Região Nordeste, como importantes pontos turísticos da Região. Destacar os Lençóis Maranhenses, as dunas de Jenipabu (Rio Grande do Norte) e as de Mangue Seco (entre Bahia e Sergipe).

• Projetar na lousa um mapa da Região Nordeste e, se possível, apresentar, fotografias de importantes unidades de conservação ambiental, como a Ilha de Itamaracá (Pernambuco), a Ilha de Itaparica (Bahia) e o Atol das Rocas (Rio Grande do Norte).

Relevo

As principais formas de relevo da região são os planaltos , as planícies e as depressões . No entanto, há outras formas menores de relevo, como as chapadas , os tabuleiros , as falésias , as dunas e as  ilhas

Os planaltos são elevações acima de 300 metros de altitude, com topo plano. Eles se encontram no interior do Nordeste, como o Planalto da Borborema, localizado em Triunfo (PE).

Brasil: relevo

As planícies têm baixa altitude (até 100 metros) e são formadas pela deposição de sedimentos vindos de elevações mais altas. Elas estão no litoral nordestino.

As depressões são áreas mais baixas em relação ao relevo ao redor. No Nordeste, destaca-se a Depressão Sertaneja e do São Francisco, presente desde a Bahia até o Ceará.

As chapadas se assemelham aos planaltos, mas apresentam um topo mais plano. A Chapada Diamantina ocupa uma grande área no interior da Bahia.

Os tabuleiros costeiros , bastante comuns no Nordeste, são formações resultantes da ação do mar, dos rios ou do vento so bre o relevo. São caracterizados por apresentarem platôs , cobertos com vegetação de restinga ou Mata Atlântica, e paredões formados pela erosão do oceano, chamados de  falésias

Platô: superfície elevada e relativamente plana, geralmente com bordas íngremes. Arquipélago: grupo de ilhas próximas que se espalham ao longo do oceano. 18

As dunas são formadas por condições específicas de relevo e clima e pela ação do vento, que transporta e acumula sedimentos, principalmente areia. Em Natal (RN), há uma extensa área de dunas.

Uma ilha é uma porção de terra cercada por água em todos os lados, sem ligação com o continente. O arquipélago de Fernando de Noronha (PE) é uma das mais turísticas ilhas oceânicas do mundo.

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 100.

Vegetação

O Nordeste apresenta uma grande diversidade de ambientes naturais, abrangendo diferentes tipos de vegetação. Esses espaços influenciam profundamente as formas de vida, as atividades econômicas e culturais das pessoas que vivem na região. Vamos conhecer um pouco mais os principais tipos de vegetação e como esses ambientes foram ocupados e utilizados ao longo da história.

Brasil: vegetação

Fonte:INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIAE ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 102.

Luciano Queiroz / pulsarimagens.com.br

Caatinga

A Caatinga é uma vegetação típica do Sertão nordestino, caracterizada pela presença de árvores baixas, troncos tortuosos, espinhos e folhas que caem no período da seca. É formada por plantas adaptadas à escassez de água, como os cactos e o mandacaru. Esse ambiente está profundamente relacionado com o modo de vida dos

Vegetação da Caatinga durante o fim do outono. Coronel José Dias (PI), em 2025.

Vegetação

• Utilizar mapas, imagens, vídeos e desenhos para facilitar a explicação do conteúdo.

• Criar com os alunos uma maquete contendo as principais vegetações da Região Nordeste.

• Para construir a maquete, utilizar materiais como isopor, papelão, madeira, esponja, arame, papel crepom, folhas secas, palhas, algodão, tinta guache, massa de modelar, cola branca, gel, pincel, tesoura, e imagens de referência da vegetação. Para representar árvores e arbustos, usar arame encapado para formar o tronco e os galhos, preenchendo-os com esponja tingida de verde. Para representar elementos naturais como rios, praias e mangues, utilizar isopor como base, realizando pequenas escavações e preenchendo-as com gel ou cola para simular a água. Usar também argila ou massa de modelar para criar relevos e texturas que representem o solo.

Caatinga

• Explicar que a Caatinga apresenta uma vegetação adaptada à seca, com plantas como cactos e arbustos espinhosos.

• Perguntar aos alunos se conhecem algumas das plantas encontradas no Sertão. Mostrar fotografias de arbustos (aroeira, angico, juazeiro, umbuzeiro etc.) e de cactos (mandacaru, xique-xique, cacto-bola, coroa-de-frade etc.).

03/10/2025 15:30:22

• Ressaltar que a Caatinga é um bioma único no mundo e que muitas atividades econômicas estão relacionadas à sua vegetação. Em Sergipe, há um chef que desenvolve pratos usando cactos como ingredientes de destaque, em uma gastronomia inovadora que tem chamado muita atenção. Destacar as propriedades de alguns cactos, como, a coroa-de-frade, usada para fazer doces e chás. Sugere-se a leitura do texto, disponível em: https://www.acaatinga.org.br/sobre-a -caatinga/. Acesso em: 10 ago. 2025.

Cerrado

• Explicar que o Cerrado apresenta vegetação formada por arbustos e árvores baixas e tortuosas, ocorrendo em áreas mais ao sul do Nordeste, principalmente no sul do Maranhão e no oeste da Bahia.

• Abordar a principal ameaça ao Cerrado: o desmatamento para a expansão das atividades agrícolas e pecuárias. Esse processo não só reduz a biodiversidade, como também compromete a disponibilidade de água.

• Explicar que a devastação do Cerrado começou na época dos colonizadores e continua acelerada por causa da expansão de projetos agropecuários, do extrativismo mineral e das queimadas.

• Mencionar que o Cerrado é um dos ambientes mais antigos da Terra, com formações vegetais que datam de milhões de anos. Ressaltar que muitas comunidades tradicionais vivem no Cerrado e praticam atividades como o pastoreio e extrativismo vegetal.

Manguezais

• Explicar que os manguezais são ecossistemas costeiros de grande importância, formados por árvores adaptadas à água salgada.

• Explicar que os mangues estão localizados na faixa litorânea, inseridos na Mata Atlântica, próximos à foz dos rios, onde ocorre a mistura da água doce com a salgada. As plantas dos mangues apresentam dois tipos de raiz: as que se fixam ao solo pantanoso; e as respiratórias, que ficam fora da água.

• Mencionar que o manguezal é um ambiente apreciado por diversos animais, como caranguejos, camarões, siris e outros crustáceos. As aves marinhas, como as figuinhas-do-mangue e as garças, também utilizam o mangue para repouso, alimentação e reprodução, motivo pelo qual ele é considerado o berçário da vida marinha.

sertanejos, que desenvolveram práticas culturais e artísticas para lidar com a falta de recursos naturais e as adversidades climáticas. O artesanato local, por exemplo, reflete a capacidade do povo do Sertão de transformar materiais da natureza, como cabaças e palhas, em arte e utensílios.

Cerrado

O Cerrado nordestino se estende por estados como Piauí e Bahia. Caracteriza-se por ter uma vegetação composta de arbustos e árvores de pequeno porte e apresenta uma estação seca bem definida. Nos últimos anos, com o avanço da agricultura, tem sido cada vez mais devastado e utilizado para grandes plantações. Hoje, a produção de soja e arroz no Cerrado nordestino é uma das atividades mais importantes para a economia local.

Manguezais

Os manguezais são ecossistemas costeiros que ocorrem em quase todo o litoral brasileiro. São ricos em biodiversidade e servem como berçário para diversas espécies marinhas. Historicamente, esses ambientes sempre foram importantes para as populações pesqueiras, que os utilizam para a pesca de camarões e outros frutos do mar. Além disso, os manguezais têm grande importância para o equilíbrio ambiental, pois funcionam como filtros naturais e protegem o litoral da erosão. No entanto, vêm sofrendo com a urbanização e a poluição, o que afeta a vida marinha. A preservação desses ecossistemas é um tema cada vez mais relevante para as comunidades pesqueiras e para a conservação ambiental no Nordeste.

Mata Atlântica

A Mata Atlântica abriga uma grande biodiversidade. Durante o período colonial, foi intensamente explorada pelos portugueses, que extraíram o pau-brasil e outras madeiras de alto valor econômico e, depois, passaram a cultivar a cana-de-açúcar no local. Atualmente, ainda existem áreas preservadas de Mata Atlântica, onde é possível observar plantas de várias espécies.

Mata Atlântica

• Explicar que a Mata Atlântica é típica do clima tropical úmido e é formada principalmente por árvores altas que crescem próximas umas das outras.

• Mencionar que atualmente resta cerca de 25% de área nativa da Mata Atlântica, sendo que menos de 10% está protegida pelas unidades de conversação ambiental. Comentar que esse bioma foi o mais degradado ao longo da história, pois, entre outros fatores, a maior parte da população brasileira se estabeleceu na faixa litorânea do território, justamente onde esse bioma se concentra.

Ecossistema: sistema em que seres, como animais e plantas, interagem entre si e com os elementos do ambiente, como a água e o solo. Biodiversidade: variedade de vida no planeta. Erosão: processo de desgaste do solo, de forma natural ou antrópica (pelas ações humanas), o que provoca o deslocamento do material desgastado de um local para outro.

MAIS CONHECIMENTO

• Compartilhar os ciclos de degradação da Mata Atlântica.

Em 1500 Com a chegada dos colonizadores ao Brasil, passa a acontecer a exploração do pau-brasil, utilizado para tintura de tecidos e construção.

No século XVI Grandes áreas da Mata Atlântica foram destruídas para dar lugar à cultura da cana-de-açúcar.

Pau-brasil na Avenida Tancredo Neves, em Salvador (BA), em 2023.
ThalesAntonio / Shutterstock.com
Cerrado - Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Cocos (BA), em 2024.
Andre Dib / pulsarimagens.com.br
Manguezal do Canal de Santa Cruz. Itapissuma (PE), em 2025.
Leo Caldas / pulsarimagens.com.br

Resposta pessoal, mas o aluno deve fazer

sobre os biomas presentes no Nordeste brasileiro: Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia.

Compartilhar conhecimento

1. Qual é o tipo climático mais comum no Sertão nordestino? É o clima semiárido.

2. Observe o mapa a seguir, identifique os biomas presentes na Região Nordeste e faça o que se pede.

a. Qual é o bioma mais marcante da Região Nordeste do Brasil? A Caatinga.

b. Por meio de pesquisas em livros e na internet, produza um cartaz com imagens e explicações sobre os biomas presentes no Nordeste.

3. Você sabia que grande parte da lenha utilizada em padarias e pizzarias da Região Nordeste vem da Caatinga? Converse com o proprietário de um desses estabelecimentos no seu município e pergunte de onde vem a lenha utilizada nos fornos e o que ele acha possível fazer para preservar a vegetação da região. Registre as informações no caderno e compartilhe-as com o seu professor e os colegas.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Entrar em ação

Brasil: biomas

Vamos analisar a vegetação local?

Junto com o professor e a turma, visite uma área verde próxima da escola para observar, anotar e fotografar folhas de variados formatos e cores. Analise também o cheiro e a textura delas. Em seguida, forme um grupo e organize as informações coletadas em painéis informativos, com desenhos, fotografias e descrições. Compare a vegetação observada com aquela da área onde você mora.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Na atividade 2, auxiliar os alunos na pesquisa em sites confiáveis e de fácil entendimento, como o IBGE Educa, (2025). Os alunos do 3o ano podem realizar a atividade através de desenhos. Já para os alunos do 4o ano, solicitar que também escrevam uma frase simples sobre o cotidiano influenciado pelas características dos biomas. Solicitar aos alunos do 5o ano que citem algumas características dos biomas da Região Nordeste. Combinar, com antecedência, o dia da apresentação dos cartazes, que podem ser expostos na sala de aula ou no pátio da escola.

• Na atividade 3, pedir que os alunos falem com algum comerciante sobre o uso de fogo a lenha e sobre a origem dessa lenha. Comentar maneiras de preservar a vegetação e evitar o desmatamento. Seguem algumas dicas: reduzir o desperdício de papel e optar por produtos reciclados; dar preferência a empresas que se esforçam para diminuir a derrubada de árvores; praticar o reflorestamento; manter as comunidades informadas sobre os impactos negativos do desmatamento; participar de grupos que atuam na proteção das florestas. Conscientizar os alunos de que pequenas atitudes podem contribuir para a preservação da vegetação da região e para a redução do desmatamento.

No século XVII

As florestas que cobriam o Vale do Paraíba foram destruídas para a monocultura do café.

No século XX

Com a industrialização, as matas passaram a ser derrubadas para alimentar as indústrias de papel e celulose.

No século XXI

Mais recentemente, a expansão urbana passou a avançar sobre as áreas de mata.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica.

ENTRAR EM AÇÃO

• Com antecedência, localizar uma área verde próxima da escola, como uma praça, parque, jardim etc.

• Pedir que os alunos tragam no dia da atividade: lupas, para observar os detalhes das folhas; papel-sulfite ou cartolina; lápis de cor ou canetinhas; cola ou fita adesiva.

• Se possível, levar celular para fotografar as folhas e o andamento da atividade.

• Após a observação, organizar os dados e as fotografias para fazer um comparativo com a vegetação de onde os alunos moram.

• Para criar um painel em sala de aula, utilizar imagens com informações coletadas pelos alunos e também incluir fotografias registradas no dia da visita. O painel pode ser montado com cartolinas unidas, de modo a formar uma superfície ampla para a exposição.

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Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 108.
Atenção! Não manuseie objetos cortantes ou pontiagudos. Sempre peça ajuda a um adulto.

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF03GE04: Explicar como os processos naturais e históricos atuam na produção e na mudança das paisagens naturais e antrópicas nos seus lugares de vivência, comparando-os a outros lugares

EF04GE05: Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

HISTÓRIA

EF03HI04: Identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade ou região e discutir as razões culturais, sociais e políticas para que assim sejam considerados.

EF03HI05: Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus significados.

EF04HI03: Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente.

EF05HI03: Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos antigos.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVOS

• Reconhecer, no mapa, os estados nordestinos e seus municípios, abordando a divisão política atual como resultado de processos históricos.

• Identificar os processos de formação do território e das unidades territoriais brasileiras e compreender as transformações no espaço ao longo do tempo.

Os nove estados: quais são e como se organizam

Desde os primeiros contatos entre indígenas, europeus e africanos, os territórios que hoje compõem os estados nordestinos foram moldados por acontecimentos que deixaram marcas profundas tanto na geografia quanto na identidade cultural da região.

A diversidade natural, que abrange praias, manguezais, sertões áridos e áreas de transição, dialoga com as formas de ocupação humana em cada estado. Essa interação entre meio ambiente e ação histórica foi determinante para a formação das identidades locais.

Os estados do Nordeste são compostos por municípios que são importantes para o desenvolvimento da região. Observe, abaixo, o mapa com a divisão municipal da região.

Nordeste: malha municipal

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Disponível em: https://geoftp.ibge.gov.br/ cartas_e_mapas/mapas_do_brasil/politico/brasil_politico2500k_2023/brasil_politico2500k_2023.pdf. Acesso em: 27 jul. 2025.

CONTEXTUALIZANDO

• Apresentar aos alunos o mapa da malha municipal do Nordeste. Explicar que , além da divisão dos estados, há a divisão dos municípios; mencionar que, em toda a região, há 1.794 municípios.

• Salientar a importância do município, que é a esfera mais próxima do cidadão. Explicar que a divisão administrativa em unidades federativas e municípios permite planejar e executar as políticas públicas de interesse comum.

O estado de Alagoas é conhecido por suas praias e pelo patrimônio histórico de municípios como Maceió, sua capital, e Piranhas, que fica às margens do Rio São Francisco. Destaca-se, assim, tanto pela beleza natural quanto pela diversidade cultural. Até 1817, Alagoas fazia parte da Capitania de Pernambuco. Foi em 16 de setembro desse mesmo ano que um decreto régio de Dom João VI (1767-1826), rei de Portugal, que, na época, vivia no Brasil, determinou que a Capitania das Alagoas tivesse governo próprio.

Com paisagens e climas marcantes, o Ceará tem uma história de lutas e resistências, que se reflete na cultura, nas artes e festas tradicionais do local. Foi o primeiro estado a abolir a escravidão, em 1884, quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea.

Na vila praieira de Canoa Quebrada, nasceu Francisco José do Nascimento (1839-1914), conhecido como Dragão do Mar, uma figura muito importante na luta contra a escravidão no Brasil. Ele trabalhava como jangadeiro, ou seja, comandava pequenas embarcações que transportavam pessoas e mercadorias entre os navios e a terra firme. Em 1881, quando ainda havia o comércio de africanos escravizados no Brasil, Dragão do Mar liderou uma greve de jangadeiros e se recusou a continuar transportando pessoas escravizadas no porto do Ceará.

A Bahia é o maior estado da região e apresenta uma diversidade de paisagens, desde o litoral até o interior. Salvador foi a primeira capital do Brasil e o primeiro local a receber escravizados africanos, a partir do século 16.

Em 25 de janeiro de 1835, ocorreu em Salvador a Revolta dos Malês, que foi deflagrada e conduzida por, aproximadamente, 600 africanos muçulmanos, sendo a maior revolta de pessoas escravizadas da história do Brasil.

• Solicitar que os alunos realizem uma leitura do mapa Nordeste: malha municipal, localizando os estados da Região Nordeste e desenvolvendo a habilidade EF04GE05

• Beneficiando-se da rica variedade musical da Região Nordeste, usar canções de artistas populares e consagrados, como Lia de Itamaracá, Jackson do Pandeiro, Mateus Aleluia, Chico César, Luiz Fidélis, Anastácia etc. Vale também apresentar os artistas mais jovens, como Almério, João Gomes, Juliana Linhares, Mestrinho etc. As músicas podem servir para abrir ou finalizar exposições sobre os estados e seus ritmos. Selecioná-las com antecedência e reproduzi-las em sala de aula. Perguntar aos alunos se já conheciam algumas das canções reproduzidas.

Alagoas

• Abordar o estado de Alagoas, ressaltando a importância de suas águas para a pesca e para a cultura afro-brasileira.

• Apresentar as lagoas Mundaú e Manguaba por meio de fotos ou vídeos.

• Chamar a atenção para a influência africana na cultura alagoana, por meio da culinária (tapioca e acarajé), da música (coco de roda), e do artesanato (renda filé).

Ceará

• Falar das belezas naturais do Ceará, mostrando as praias de Jericoacoara e Canoa Quebrada, com suas dunas e formações rochosas, além de paisagens interioranas ricas em biodiversidade, como o Maciço de Baturité e a Serra da Ibiapaba. Aproveitar para discutir a importância de preservar o meio ambiente, reforçando a relação entre natureza e qualidade de vida.

• Apresentar o artesanato cearense (renda, cerâmica) e a figura do humorista Chico Anysio (1931-2012) como um representante da cultura local.

Bahia

• Mostrar imagens de construções antigas da primeira capital do Brasil (Salvador), como as do bairro Pelourinho.

• Apresentar figuras históricas do estado, como Castro Alves (1847-1871), importante poeta e defensor da abolição da escravatura.

• Explorar a culinária (acarajé e vatapá), a música (axé e samba de roda) e o artesanato (fitas do Senhor do Bonfim).

• Abordar a influência indígena, africana e europeia na formação da cultura local.

• Mencionar brevemente a história de Ganga Zumba e do Quilombo dos Palmares, adaptando a linguagem para a idade da turma. Sugestão de texto sobre Ganga Zumba, disponível em: https://www. gov.br/palmares/pt-br/ assuntos/noticias/ganga -zumba-um-201cgrande -senhor201d-em-palmares. Acesso em: 6 set. 2025.

Elevador Lacerda, em Salvador (BA), em 2025.
Fernando de Jesus / stock.adobe.com
Praia de Canoa Quebrada, no município de Aracati (CE), em 2023.
ByDroneVideos / Shutterstock.com
Mario Andrioli / Shutterstock.com
Vista do Rio São Francisco e da cidade de Piranhas (AL), em 2024.

Maranhão

• Chamar a atenção para os Lençóis Maranhenses como um lugar único no mundo, com lagoas entre as dunas.

• Conversar sobre o bumba meu boi apresentando os personagens, a música e a dança. Mostrar as roupas coloridas e os adereços que fazem parte dessa manifestação cultural.

• Falar da beleza e importância do município de São Luís como patrimônio cultural da humanidade, mostrando imagens de seus casarões coloniais revestidos de azulejos.

Paraíba

• Conversar sobre o artesanato e a hospitalidade do povo paraibano. Apresentar a cerâmica de Campina Grande e a produção de renda renascença de Monteiro.

• Falar sobre a culinária simples e saborosa, que tem como representantes a tapioca e o bolo de rolo.

• Localizar a Paraíba no mapa político da Região Nordeste e mencionar brevemente a importância histórica da sua capital, João Pessoa.

Pernambuco

• Apresentar o frevo como uma dança animada e colorida, mostrando vídeos e explicando seus passos básicos.

• Explorar as festas juninas, citando suas comidas típicas (como canjica e pamonha), as quadrilhas e os trajes caipiras.

• Introduzir a história do Recife e de Olinda, mostrando as ladeiras dos bairros olindenses e o encontro do Rio Capibaribe com o Beberibe. Mencionar a importância e o legado de mestres da cultura popular pernambucana, como o poeta e xilogravurista J. Borges (1935-2024), a cantora e compositora Lia de Itamaracá e o cantor e compositor Luiz Gonzaga (1912-1989).

O estado do Maranhão mistura belezas naturais, como as do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, com um passado repleto de influências indígenas e europeias, refletindo a complexidade dos encontros culturais.

Em 1612, os franceses fundaram a capital, São Luís, nomeando-a em homenagem ao rei da França, Luís XIII (1601-1643).

Foi nesse município que nasceu Maria Firmina dos Reis (1822-1917), que foi uma das primeiras mulheres negras a publicar um romance no Brasil. Em 1859, lançou Úrsula, obra com fortes críticas à escravidão. Para se proteger dos preconceitos da época, assinou o livro como “Uma maranhense”.

A Paraíba se destaca por ter paisagens diversificadas e municípios históricos, como Areia e João Pessoa (a capital), que preservam memórias da ocupação colonial. Além disso, apresenta um cenário cultural artístico bastante rico.

Esse estado é conhecido pela Revolta de Princesa, que durou cinco meses. Em 1930, o município de Princesa (atual Princesa Isabel), localizado no Sertão, declarou independência do governo estadual e passou a adotar hino, bandeira e leis próprias.

Pernambuco reúne um rico legado histórico, com cenários naturais variados. Municípios como o Recife e Olinda são exemplos do patrimônio arquitetônico e cultural que expressa o encontro de diferentes culturas ao longo do tempo.

Em 1817, durante a Revolução Pernambucana, o estado se separou do Brasil por 74 dias. Esse movimento, contrário ao domínio português, defendia a república e a liberdade. Foi um dos primeiros passos rumo à independência do país.

Com a menor faixa litorânea entre os estados do Nordeste, o Piauí apresenta uma diversidade de paisagens, que vão desde formações rochosas e áreas de Caatinga até regiões com vegetação mais densa. Sua capital, Teresina, construída no século 19, é um exemplo de cidade planejada no Brasil. No sudeste do estado, encontra-se o Parque Nacional Serra da Capivara, que abriga os vestígios humanos mais antigos das Américas. Esse parque é reconhecido por concentrar a maior

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• Com base em referências visuais (fotos e/ou vídeos), planejar com os alunos a modelagem com argila, representando a arte de Campina Grande. Organizar uma exposição das produções da turma.

• Também com base em referências visuais, solicitar aos alunos que desenhem as pontes do Recife ou as ladeiras de Olinda. Organizar uma exposição dos desenhos da turma.

• Jogo de adivinhação: Mostrar imagens de diferentes lugares da Região Nordeste e pedir aos alunos que os identifiquem. Escrever na lousa as respostas.

• Roda de conversa: Conversar com os alunos sobre o que aprenderam. Perguntar o que mais os surpreendeu, se ficaram com vontade de conhecer algum ponto turístico, o que acharam dos lugares apresentados.

Vista de Olinda e do Recife (PE), em 2025.
Cacio Murilo / stock.adobe.com
Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa (PB), 2023.
Igor / stock.adobe.com
Lençóis Maranhenses (MA), em 2024.
Cacio Murilo / stock.adobe.com

quantidade de sítios arqueológicos do continente, com mais de 1.200 locais identificados. Muitos deles apresentam pinturas rupestres que, segundo pesquisas lideradas pela arqueóloga Niède Guidon (1933-2025), podem ter mais de 12 mil anos. Essas descobertas desafiaram antigas teorias sobre os caminhos percorridos pelos primeiros grupos humanos que chegaram às Américas, conferindo ao Piauí um papel de destaque nos estudos sobre a ocupação do continente.

Em 1501, a esquadra de Gaspar de Lemos chegou ao litoral do Rio Grande do Norte, no local que hoje é São Miguel do Gostoso. Entretanto, a ocupação efetiva da região levou quase um século, devido à resistência dos indígenas potiguares e às invasões francesas. Em 1598, Portugal iniciou a construção do Forte dos Reis Magos. A fortaleza foi erguida com o intuito de proteger o principal acesso às terras potiguares: o Rio Potengi. O interior do Rio Grande do Norte também guarda tradições culturais importantes, como o repente, as festas juninas e os saberes populares, transmitidos de geração em geração.

Sergipe apresenta uma trajetória histórica marcada pela produção de açúcar e algodão, com influências culturais expressas nas festas, na culinária e na formação de municípios históricos, como São Cristóvão, antiga capital. É o menor estado em extensão territorial do Nordeste; Aracaju é a sua atual capital.

Segundo a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), esse estado foi administrado, durante o período colonial, pelos governantes da Capitania da Bahia e não tinha autonomia para tomar decisões. Isso mudou em 1820, pouco antes da independência do Brasil, quando o estado se separou da Bahia e passou a ser uma capitania independente, com governo próprio. Essa mudança foi fundamental para o início da construção da identidade sergipana e de suas formas próprias de organização.

Piauí

• Localizar o Piauí no mapa político da Região Nordeste.

• Perguntar aos alunos como acham que os primeiros habitantes da região da Serra da Capivara se adaptaram à vida no Sertão.

• Apresentar algumas pinturas rupestres do Parque Nacional Serra da Capivara, mostrando imagens e discutindo como as pessoas viviam na época em que foram feitos esses registros.

• Explorar a cultura sertaneja, mais precisamente o forró e o artesanato em couro e em cerâmica.

• Conversar com a turma sobre a importância da figura do vaqueiro como representante da cultura nordestina.

Rio Grande do Norte

• Mostrar imagens das praias famosas, como Genipabu e Pipa, com seus passeios de buggy e golfinhos. Discutir a importância de cuidar dos oceanos por meio, por exemplo, de projetos que visam a proteção de espécies como as tartarugas marinhas e os próprios golfinhos.

• Apresentar o artesanato local, como o bordado e as peças feitas com coco.

• Falar sobre a culinária de frutos do mar, muito rica no litoral do estado.

• Localizar o Rio Grande do Norte no mapa político da Região Nordeste e mencionar brevemente a história do Forte dos Reis Magos.

Sergipe

• Localizar Sergipe no mapa político da Região Nordeste.

• Mostrar aspectos importantes do município de Aracaju, apresentando suas praias e seus parques e destacando importantes construções históricas da capital sergipana, como a Ponte do Imperador, construída no século XIX para o

desembarque de Dom Pedro II e sua comitiva em visita à então província de Sergipe; e o Palácio-Museu Olímpio Campos, antiga sede do governo estadual.

• Apresentar o folclore sergipano por meio da festa de Lambe-Sujos e Caboclinhos, mostrando seus personagens e suas vestimentas.

Repente: canto com versos improvisados.
Vista da capital Aracaju (SE), em 2023.
ByDroneVideos / Shutterstock.com
Vista da cidade, praia e do parque eólico de São Miguel do Gostoso (RN), em 2024.
Delfim Martins / pulsarimagens.com.br
Praia Farol da Pedra do Sal, Parnaíba (PI), em 2022.
Chico Ferreira / pulsarimagens.com.br

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Na atividade 1, dividir os alunos em grupos e atribuir a cada equipe um ou dois estados do Nordeste. Pedir que pesquisem em livros didáticos, na internet (com supervisão) ou em materiais fornecidos por você, duas ou três características marcantes e um fato histórico interessante sobre o(s) estado(s) designado(s).

• Na lousa, construir junto com os alunos um quadro. Cada grupo compartilha com a turma os resultados da pesquisa. Incentivar a participação de todos e ajudar os alunos a formularem frases de forma clara e concisa.

• Discutir sobre os fatos históricos apresentados e perguntar se eles perceberam alguma relação entre os eventos.

• Na atividade 3, letra a, solicitar a leitura da matéria sobre Maria Firmina dos Reis, publicada no site Plenarinho, da Câmara dos Deputados, para debate na próxima aula, trabalhando as questões abordadas no livro do aluno. Disponível em: https:// plenarinho.leg.br/index. php/2019/11/maria-firmina -dos-reis/. Acesso em: 9 maio 2025.

• Com base nas informações dessa matéria, os alunos devem escrever sobre como Maria Firmino dos Reis influenciou a sociedade da época por meio de seus escritos, que traziam para o romance temas como, liberdade e abolição.

• Na letra b, espera-se que o aluno reconheça a importância da leitura e da escrita como ferramentas de obtenção de conhecimentos e como suporte para combater o preconceito e intolerância.

• Antes de realizar a atividade 4, convidar os alunos a explorarem livros e artigos na sala de aula ou na biblioteca, a assistirem a vídeos e verem

Observe que cada estado da Região Nordeste contribui, com suas características, para a construção de uma identidade coletiva, que valoriza tanto os elementos comuns quanto os identitários de cada local, sem hierarquizar ou favorecer um estado em relação aos outros.

Hierarquizar: classificar conforme graus de importância.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Compartilhar conhecimento

NÃO ESCREVA NO LIVRO

1. Construa um quadro para comparar as características dos estados da Região Nordeste. Essa atividade pode ser realizada em grupo e com o auxílio do professor.

2. Qual foi o primeiro estado brasileiro a abolir a escravidão? Ceará.

3. Leia o trecho a seguir e observe a imagem que o acompanha. Depois, faça o que se pede.

Maria Firmina dos Reis, nascida em São Luís do Maranhão, foi uma das primeiras mulheres negras a publicar um romance no Brasil. Em 1859, lançou Úrsula, obra com fortes críticas à escravidão. Para se proteger dos preconceitos da época, ela assinou o livro como “Uma maranhense”.

a. Pesquise na internet informações sobre a obra Úrsula, da escritora maranhense Maria Firmina dos Reis. Com base nos resultados encontrados, elabore um texto sobre a influência dessa obra para a sociedade da época.

b. Você acredita que a leitura e a escrita podem ajudar na luta contra a intolerância e o preconceito? Explique sua resposta.

4. Observando o mapa da malha municipal da Região Nordeste, busque em sites oficiais do governo o nome de alguns municípios do estado em que você mora. Resposta de acordo com o estado em que o aluno mora. Junte-se com um colega e pesquise a história do município em que a sua escola está localizada. Em seguida, monte um painel com recortes de jornais, fotografias ou outras informações que possam demonstrar as mudanças ocorridas ao longo do tempo.

Se liga na dica!

A ponta do Seixas é o ponto mais oriental do continente americano e consequentemente da parte continental do Brasil. Localiza-se a leste da cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba, a 14 km do centro da cidade. Visitando esse município não deixe de ir a esse local. 26

fotos na internet, a entrevistarem moradores antigos do local onde vivem e a analisarem o mapa que trata da malha municipal da Região Nordeste (página 22). Para facilitar a investigação, solicitar algumas pesquisas sobre o tema. Ajudar a turma na interpretação e na produção da escrita. No final, pedir aos alunos que socializem os resultados da pesquisa.

• Além de informações e imagens do município escolhido, o painel deverá ter título e uma breve introdução. Ajudar os alunos no que for necessário.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Montar, com os alunos, um jogo da memória. Primeiramente, dividir a turma em grupos de três alunos e pedir que eles pesquisem uma quantidade par de imagens dos estados da Região Nordeste e das respectivas capitais. Disponibilizar quadrados de EVA ou de papel-cartão para eles colarem as imagens. Por último, pedir que, utilizando tesoura com ponta arredondada, recortem as “cartas”.

Atenção! Não manuseie objetos cortantes ou pontiagudos. Sempre peça ajuda a um adulto.

Descobrindo a diversidade humana, econômica e

cultural

do Nordeste

Alguns povos tradicionais da Região Nordeste

Vaqueiro

O vaqueiro sertanejo é também conhecido por suas habilidades e técnicas artesanais. As indumentárias, feitas pelos próprios vaqueiros, são constituídas por: chapéu de couro com cordão para prender no queixo; gibão, que é um tipo de paletó; peitoral, um colete de couro usado por baixo do paletó; perneiras, que são duas pernas soltas de calça ajustadas ao corpo; e luvas e sandálias de couro para se proteger dos espinhos.

Jangadeiro

Catingueiros

Indumentária: refere-se ao conjunto de roupas e acessórios que compõem o visual de uma pessoa.

Os povos da Caatinga, conhecidos como catingueiros, abrangem populações indígenas e quilombolas, sertanejos, vaqueiros, agricultores, entre outros. Apesar da aridez, o semiárido brasileiro tornou-se propício ao estabelecimento de populações humanas. Essa região é berço de comunidades tradicionais, como os indígenas Tumbalala, Xukuru e Pankararu e os quilombolas de Conceição das Crioulas.

É um trabalhador que conduz e utiliza a jangada como embarcação, seja para pescar, seja para transportar pessoas. Essa denominação pode ser dirigida tanto ao dono da jangada quanto aos seus tripulantes.

CONTEXTUALIZANDO

• Mencionar alguns exemplos de povos tradicionais presentes no Nordeste, como indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, pessoas de terreiro, vaqueiros, jangadeiros, barranqueiros, baianas e rendeiras.

• Explicar de forma simples que a cultura e o modo de vida das populações tradicionais são transmitidos de geração para geração.

• Mencionar a relação entre os povos tradicionais e a natureza, que visa preservar os recursos naturais, extraindo apenas o necessário à subsistência.

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF03GE03: Reconhecer os diferentes modos de vida de povos e comunidades tradicionais em distintos lugares.

EF03GE05: Identificar alimentos, minerais e outros produtos cultivados e extraídos da natureza, comparando as atividades de trabalho em diferentes lugares.

EF04GE01: Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

EF04GE04: Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

EF05GE05: Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.

HISTÓRIA

EF03HI07: Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVOS

• Apresentar a diversidade humana, econômica e cultural do Nordeste e conversar sobre como elas foram moldadas por fatores naturais e culturais.

• Analisar como as atividades econômicas se relacionam com as características naturais e culturais da região.

• Comparar modos de vida no campo e na cidade, descobrindo a diversidade humana da Região Nordeste.

Vaqueiro vestido com gibão de couro em meio à Caatinga. Serra dos Matões (PI), em 2023.
Passeio turístico em jangada na praia de Pajuçara, em Maceió (AL), em 2022.
Andre Dib / pulsarimagens.com.br
Cesar Diniz / pulsarimagens.com.br
Ricardo Teles / pulsarimagens.com.br
Sertanejo ordenhando vaca no semiárido. Madalena (CE), em 2023.

• Fornecer informações básicas sobre onde vivem essas populações, o que fazem e alguns de seus costumes.

• Falar, por exemplo, sobre a organização social, as crenças e os costumes de algumas dessas populações, além dos desafios que elas enfrentam para manter suas tradições, seu modo de vida e seus territórios.

• Explicar a composição da vestimenta dos vaqueiros do Nordeste: eles usam roupas e acessórios de couro para se proteger da vegetação espinhosa da Caatinga.

• Se achar pertinente, falar sobre a Missa do Vaqueiro, celebração tradicional que acontece todos os anos, desde 1970, no município de Serrita (PE), em homenagem ao vaqueiro Raimundo Jacó, que era primo de Luiz Gonzaga e foi assassinado. O lamento de Luiz Gonzaga está imortalizado na canção "A morte do vaqueiro", que pode ser reproduzida para a turma.

• Conversar com a turma sobre o Dia Nacional do Nordestino (8 de outubro) e sobre a importância dessa celebração. Instituída em 2009, a homenagem valoriza as manifestações culturais da Região Nordeste e sua contribuição para o desenvolvimento social e econômico do país.

Barqueiro

Vive às margens do Rio São Francisco e transporta pessoas e mercadorias. Na proa de seu barco, costuma instalar uma carranca.

Baiana

As baianas, com suas vestes tradicionais, preservam a cultura. As suas indumentárias são também usadas nos terreiros de candomblé. Essas mulheres costumam se dedicar à profissão de vendedora de comidas típicas, como acarajé e outras iguarias da culinária baiana.

Aprenda mais

Rendeira

Figura típica do Nordeste, utiliza bilros para trançar linhas e produzir a renda. As rendeiras, em sua grande maioria, são mulheres que vivem em regiões litorâneas, em pequenas comunidades.

: instrumentos de madeira usados na produção de renda.

A carranca é uma peça de madeira que representa uma figura humana ou um animal feroz. Geralmente é colocada na proa das embarcações para afastar os maus espíritos e perigos dos rios. Com o tempo, transformou-se em um objeto popular, bastante procurado nas lojas de artesanato do Nordeste.

EM CONEXÃO

• Em conexão com o componente de Arte, construir com os alunos uma carranca usando garrafa PET e papel machê feito com caixa de ovo. O modelo está disponível em: http:// www.youtube.com/watch?v=tYHazKnWa34. Acesso em: 11 ago. 2025.

Barqueiro navegando no Rio São Francisco, na divisa natural entre Sergipe e Alagoas. Brejo Grande (SE), em 2023.
Luis Salvatore / Shutterstock.com
Delfim Martins / pulsarimagens.com.br
Baiana vendendo acarajé. Salvador (BA), em 2025.
Rubens Chaves / pulsarimagens.com.br
Bilros
Artesã produzindo renda de bilro. Parnamirim (RN), em 2024.
Carranca de madeira. Penedo (AL), em 2023.
Adriano Kirihara
pulsarimagens.com.br

Economia da Região Nordeste

As atividades econômicas do Nordeste são bastante diversificadas.

Extrativismo

No extrativismo vegetal, sobressaem a extração do coco babaçu, predominante no Maranhão e Piauí, e a da carnaúba, no Piauí, no Ceará e no Rio Grande do Norte. Também merece destaque a castanha-de-caju, considerada uma importante cultura agrícola da região, especialmente no Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí.

No extrativismo animal, destaca-se a pesca litorânea, com a exploração principalmente de crustáceos (camarão, lagosta, siri, aratu e caranguejo) e peixes (atum, tainha, agulha, cavala e cioba). Das águas doces, são extraídas espécies como o surubim, a traíra e a tilápia. A pesca artesanal, predominante na região, é uma importante fonte de sustento para diversas comunidades litorâneas.

O principal produto do extrativismo mineral no Nordeste é o petróleo, com destaque para a exploração nos estados do Rio Grande do Norte, de Sergipe e da Bahia, sendo este último um dos principais produtores do Brasil. A presença de petróleo na região contribuiu para a instalação de importantes indústrias petroquímicas na Bahia, em Pernambuco, no Ceará e no Rio Grande do Norte. Outros produtos minerais importantes da região são: o sal de cozinha, especialmente no estado do Rio Grande do Norte (as grandes salinas localizadas em Mossoró são responsáveis por 95% da produção de sal marinho do Brasil), o calcário, o mármore, o chumbo e o cobre (utilizados por diversas indústrias) e a argila (barro), com a qual os artesãos fazem esculturas e vários objetos que são comercializados em larga escala. Destaca-se também, na região do Sertão do Araripe, em Pernambuco, a extração de gipsita, que é base para a fabricação de gesso, utilizado para diversos fins.

CONTEXTUALIZANDO

• Reforçar os aspectos econômicos que sustentam a Região Nordeste (atividades agropecuárias, extrativistas, indústria, turismo, comércio e serviços).

• Dar ênfase ao fato de que a agricultura familiar sustenta a maioria da população da área rural e de que o setor que mais se destaca na área urbana é o de serviços.

• Se possível, iniciar a aula projetando imagens que retratem as principais atividades econômicas da Região Nordeste. Em seguida, fazer uma leitura coletiva do texto informativo do livro do aluno, discutindo as características e a importância da economia para a região.

EM CONEXÃO

• Dividir a turma em grupos e pedir que leiam notícias sobre a economia no Nordeste. Sugestões de sites: https://www.ibge.gov.br/ nordeste

https://portal.fgv.br/noticias/ nordeste-cresce-acima -damedia-nacional-e -se-destaca-no-cenario -economico

https://mais.opovo.com.br/ jornal/economia/2024/04/15/ principais-economias-do -nordeste-apresentam -resultados-aquem-do -esperado-para-o-pib -em-2023.html

• Em seguida, solicitar que, usando cartolina, cada grupo elabore um cartaz com dados sobre a economia do Nordeste. Os alunos devem inserir fotografias com legendas, gráficos e pequenos textos, trabalhando, assim, os componentes de Matemática e de Língua Portuguesa.

Pesca de camarões com rede de arrasto, Praia do Boqueirão. Japaratinga (AL), em 2015.
Caio Pederneiras / Shutterstock.com
Larga escala: grande quantidade.
Quilombola do Quilombo Imbiral Cabeça Branca quebrando coco babaçu. Pedro do Rosário (MA), em 2024.
Estação coletora de petróleo. São Cristóvão (SE), em 2024.
Rubens Chaves / pulsarimagens.com.br
Rubens Chaves / pulsarimagens.com.br

CONTEXTUALIZANDO

• Estabelecer conexão do conteúdo com o dia a dia dos alunos. Para isso, fazer os seguintes questionamentos oralmente, atentando-se para a desenvoltura da turma.

“Quais produtos que consumimos são produzidos no Nordeste?”; “Quais profissões podemos encontrar no Nordeste”; “Quais produtos vocês acham que só encontramos no Nordeste?”.

• Facilitar o reconhecimento de produtos e atividades básicas característicos do Nordeste, como o cultivo de caju e a produção da castanha-de-caju.

Extrativismo

• Falar que o Brasil é um dos principais produtores mundiais de castanha-de-caju, com estados como Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte liderando a produção.

• Explicar que o vasto litoral que banha o Nordeste é uma das suas maiores riquezas, sendo fonte de renda para a região. A pesca litorânea de peixes e crustáceos movimenta a economia e é o sustento de muitas comunidades.

• Ressaltar que a Região Nordeste é a principal produtora de sal marinho do Brasil. As grandes salinas encontram-se no Rio Grande do Norte, por isso esse estado tem a maior produção brasileira de sal de cozinha.

Agricultura

Agricultura

A agricultura nordestina, desde a época da colonização, é uma importante atividade econômica. A produção de cana-de-açúcar, principal cultivo da região, concentra-se em Alagoas, Pernambuco e na Paraíba. Outros produtos de destaque, como cacau, algodão e soja, são relevantes para o abastecimento do mercado interno e também para a exportação, gerando empregos e movimentando a economia local.

No Agreste, os principais produtos cultivados são milho, feijão, café, arroz, batata-doce, sisal, mandioca, algodão e frutas tropicais. O Sertão, por sua vez, vem se destacando com a agricultura irrigada no Vale do São Francisco, especialmente em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), onde a produção de frutas para exportação tem crescido consideravelmente.

Nordeste: agricultura

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Agropecuárias, Produção Agrícola Municipal, 2023 Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/agricultura-e -pecuaria/9117-producao-agricola-municipal-culturas-temporarias-e-permanentes. html?edicao=41285&t=destaques. Acesso em: 16 jul. 2025.

• Analisar o mapa sobre agricultura da maneira mais didática possível, dando pausas para perguntas e respostas. Instigar os alunos a localizarem determinados produtos agrícolas no mapa, questionando, por exemplo, se estes são cultivados no estado ou município onde eles moram.

• Compartilhar a informação de que mais de 6 milhões de pessoas estão ocupadas em atividades relacionadas à agricultura na Região Nordeste (Censo Agropecuário 2017, IBGE).

• Providenciar previamente, um texto evidenciando os principais produtos cultivados na Região Nordeste; dentre eles, a cana-de-açúcar. Aproveitar para relatar alguns fatos históricos que marcaram a agricultura da região, como o cultivo de cana-de-açúcar nos séculos XVI e XVII, voltado para exportação. Pode-se também relacionar essa atividade econômica à ocupação holandesa de parte do Nordeste.

• Explicar que a agricultura familiar representa a maioria dos estabelecimentos rurais nordestinos, gera ocupação para mais de 4,7 milhões de pessoas, responde por parcela importante da oferta local de alimentos e contribui diretamente para o dinamismo da economia dos municípios da Região, movimentando mais de R$ 32 bilhões em 2017. Mais informações disponíveis em: https:// www.bnb.gov.br/revista/ren/article/view/1271. Acesso em: 6 set. 2025.

Pecuária

A criação de gado tem destaque na região, estando os maiores rebanhos bovinos localizados na Bahia, no Maranhão, no Ceará, em Pernambuco e no Piauí. Em todas as sub-regiões nordestinas, há criações de animais. O Nordeste abriga os maiores rebanhos de ovinos e caprinos do Brasil, além de se destacar também na criação de suínos, aves, abelhas e peixes.

Ovinos: termo utilizado para se referir às ovelhas e aos carneiros. Caprinos: termo utilizado para se referir às cabras e aos bodes.

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Agropecuárias, Pesquisa de Pecuária Municipal, 2023. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/ agricultura-e-pecuaria/9107-producao-da-pecuaria-municipal.html?utm_source=landing&utm_medium=explica&utm_ campaign=producao_agropecuaria. Acesso em: 16 jul. 2025.

03/10/2025 15:30:41

Pecuária

• Conversar com a turma sobre a pecuária e o desenvolvimento crescente do setor industrial nos últimos anos.

• Analisar o mapa que trata da pecuária no Nordeste. Discutir, debater e escutar com atenção as argumentações dos alunos.

• Explorar os produtos que a Região Nordeste importa e exporta.

• Segundo dados do IBGE (2022), a Região Nordeste apresentou um crescimento significativo na pecuária. Esse tipo de atividade garante o abastecimento de carnes, laticínios e de produtos derivados; além disso, proporciona a subsistência de agricultores e empregos na comunidade local. Os rebanhos geralmente se adaptam ao clima semiárido do Nordeste, e essa característica é essencial para a região, que enfrenta longos períodos de estiagem.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Contextualizar a atividade agropecuária, identificando em quais estados ela está presente. Para isso, reservar um tempo na aula para observação do mapa Nordeste: pecuária. Se possível, projetá-lo, para que a turma possa analisá-lo conjuntamente. É possível também pedir que os alunos, em grupos, realizem a análise do mapa.

Indústria

• Falar sobre a importância da construção do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso, a partir da década de 1950, no Rio São Francisco, entre Alagoas e Bahia, para a produção de energia elétrica. A viabilização da energia elétrica favoreceu o processo de industrialização na Região Nordeste.

• Explicar que um complexo industrial consiste em um conjunto de indústrias que produzem bens ou prestam serviços, provenientes de segmentos diversos e que trabalham de maneira integrada para obter lucro. Dar como exemplo o Complexo Industrial Portuário de Suape, que é formado por diversos tipos de indústrias. Lá se encontram refinarias, estaleiros, fábricas de alimentos, de geração de energia, farmacêuticas, entre outras.

• Falar que os principais tipos de indústria do Nordeste são as extrativas e de transformação, dos setores petrolífero, têxtil, alimentício, de gesso e de calçados.

Prestação de serviços

• Falar que o setor de prestação de serviços, juntamente com o de indústrias, é o que mais gera emprego na Região Nordeste.

• Revisar as características do trabalho no campo e na cidade e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.

Turismo

• Previamente, pesquisar imagens de algumas praias e paisagens nordestinas e, usando cartolina, construir um painel ou mural, para compartilhar com os alunos. Depois que eles realizarem a leitura das fotos, perguntar qual das praias chamou mais a atenção deles e em qual estado está localizada.

Indústria

A Região Nordeste apresenta uma indústria diversificada e que está em pleno crescimento. A maioria das fábricas está localizada nas capitais ou em regiões metropolitanas. Alguns destaques são: o polo industrial têxtil de Fortaleza, no Ceará; o Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco; e o Centro Industrial de Aratu e o Polo Industrial de Camaçari, na Bahia.

Prestação de serviços

O setor de serviços é responsável por cerca de 50% das ocupações no Nordeste, com destaque para as áreas de alimentação, educação e saúde. No entanto, outras áreas vêm se desenvolvendo significativamente, como ciência, tecnologia e saúde. O Porto Digital, no Recife, é um local que se destaca por atender às demandas relacionadas à tecnologia.

Turismo

O turismo é uma atividade econômica que gera bastante emprego e renda para a Região Nordeste, pois as belas praias e o clima tropical do litoral atraem turistas de todas as partes do Brasil e do mundo.

Hoje, 6,4% da renda da região provém do turismo, que abrange diversos setores, como hotelaria e comércio. Em 2023, Fortaleza foi a capital nordestina mais visitada, ficando atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro no contexto nacional.

• Perguntar quais produtos costumam encontrar nas praias do Nordeste e se a família deles fica satisfeita com os serviços que são prestados.

• Conversar com a turma sobre alguns dos produtos artesanais nordestinos mais comercializados nos últimos anos. Depois, falar sobre o crescimento do transporte aéreo na região e apresentar algumas belezas naturais visitadas pelos turistas, principalmente no verão.

Navios cargueiros no Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros, também conhecido como Porto de Suape (PE), em 2023.
Terminal Portuário Cotegipe, no Complexo Industrial e Portuário Cotegipe, Baía de Aratu. Salvador (BA), em 2025.
Rubens Chaves / pulsarimagens.com.br
Tales Azzi / pulsarimagens.com.br
A Feirinha Beira-Mar é um ponto turístico de venda de artesanato e produtos regionais. Fortaleza (CE), em 2022.
Delfim Martins / pulsarimagens.com.br

A cultura da Região Nordeste

A cultura nordestina é marcada pela diversidade de expressões e saberes. Na época da colonização, houve um contato grande entre as culturas indígena, europeia e africana, o que resultou em costumes e manifestações culturais diversificadas. Essa riqueza cultural está presente no cotidiano da população. Pode ser vista, por exemplo, no artesanato feito com barro no Alto do Moura, em Caruaru, Pernambuco; nos bordados do Seridó, no Rio Grande do Norte; e nas peças de cerâmica feitas por artesãos no interior do Piauí. Os produtos artesanais, feitos com técnicas transmitidas de geração em geração, fazem parte da identidade cultural nordestina.

A literatura de cordel surgiu das tradições orais e escritas das culturas dos povos que formaram a sociedade brasileira desde a colonização. O cordel está presente na Região Nordeste desde o século 19 e é apreciado pela população.

Os livros de cordel podem ser encontrados em feiras, expostos em cordas, para leitura e venda. Os poemas rimados narram histórias do cotidiano, lendas e fatos históricos. Os cordelistas são considerados verdadeiros cronistas da cultura popular, mantendo viva a tradição oral através de seus versos. Além disso, adivinhas, ditados populares e superstições fazem parte da sabedoria popular que atravessa gerações.

O Nordeste é o berço de grandes nomes literários, como o escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna (1927-2014). O Auto da Compadecida, peça teatral considerada uma de suas obras-primas, foi adaptada para o cinema e a televisão e retrata o Sertão, com críticas sociais e religiosas, sempre com bom humor. Cronistas: autores que escrevem textos com temas cotidianos.

Se liga na dica!

O valor de uma criança, de Maria Iêda Justino da Rocha. Recife: Prazer de Ler, 2012.

Esse cordel, que traz um poema puro e verdadeiro, trata do valor da infância e é capaz de nos fazer refletir sobre a realidade das crianças.

CONTEXTUALIZANDO

• Dividir a turma em dois grandes grupos: um ficará responsável por debater os tipos e benefícios do turismo para a economia da Região Nordeste; outro debaterá os tipos de manifestação cultural e sua contribuição para o turismo local.

• Traçar um plano de pesquisa com tópicos listando os objetivos da atividade.

• Socializar fontes de pesquisa confiáveis para elaboração da atividade.

• Estipular uma hora para que os grupos possam compartilhar e debater as informações

da pesquisa. Com discrição, passear pela sala para auxiliar os alunos em suas anotações.

• Apresentar aos alunos informações sobre as principais danças e tradições culturais da Região Nordeste e realizar o aprofundamento do tema por meio de pesquisas e entrevistas.

• Destacar a literatura de cordel, que é uma forma de contar histórias e de transmitir conhecimento.

• Explicar que os cordéis são textos escritos em versos, geralmente sextilhas, recitados de forma melodiosa e com a presença de rimas. Têm origem em relatos orais e são impressos

GEOGRAFIA

EF03GE01: Identificar e comparar aspectos culturais dos grupos sociais de seus lugares de vivência, seja na cidade, seja no campo.

EF03GE02: Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e econômica de grupos de diferentes origens.

HISTÓRIA

EF05HI01: Identificar os processos de formação das culturas e dos povos, relacionando-os com o espaço geográfico ocupado.

OBJETIVOS

• Reforçar que a Região Nordeste recebeu muita influência das tradições europeia, africana e indígena.

• Perguntar aos alunos se eles conhecem alguma festa, dança ou outra manifestação cultural desses povos e registrar os conhecimentos do grupo.

• Aproveitar para relembrá-los da figura das baianas, de Lampião e do cangaço.

em folhetos ilustrados com xilogravuras (técnica que reproduz a imagem gravada em uma madeira).

• Conversar sobre alguns nomes da literatura nordestina. Perguntar se os alunos já ouviram falar de Ariano Suassuna. Se possível, exibir um vídeo com uma fala dele.

Recife (PE), em 2025.
EltoKoltz
Produção de cerâmica na Serra da Capivara (PI), em 2017.
Pedro H C Pinheiro / stock.adobe.com
VAMOS ENSINAR

MAIS CONHECIMENTO

Sextilha é uma estrofe de seis versos, muito comum em cordéis.

EM CONEXÃO

Em conexão com os componentes de Língua Portuguesa e Arte, realizar uma exposição de xilogravuras utilizando bandejas de isopor, tinta guache preta, papel e cordão. É possível substituir o papel por tecido de algodão e a tinta guache por tinta de tecido. Pedir aos alunos que desenhem paisagens do Nordeste diretamente nas bandejas de isopor. O próximo passo é aplicar a tinta preta por toda a bandeja e transferir o desenho imediatamente para o papel ou tecido e, depois, pendurá-lo no cordão, formando um varal de xilogravuras.

CONTEXTUALIZANDO

• Explicar, com linguagem simples, a origem e a história de cada ritmo, dança e festa do Nordeste, fazendo conexão com a cultura, a geografia e a história da região.

• Os nove estados do Nordeste entregam uma mistura de ritmos, com destaque para o forró, baião, xote, xaxado, frevo, maracatu, samba de roda, coco, entre outros. Utilizar gravações de áudio e vídeo para que os alunos possam ouvir e sentir a musicalidade de cada ritmo.

• Apresentar o vídeo que trata do Museu Cais do Sertão, uma rica amostra da cultura do Sertão inspirada no Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=Pw9ZJ626zrE ou no site do próprio museu: https://caisdosertao.pe.gov. br/o-cais-do-sertao/. Acesso em: 13 maio 2025.

Arroz de cuxá, prato típico da culinária maranhense, acompanhado de peixe frito e camarão. Barreirinhas (MA), em 2024.

Culinária do Nordeste

Algumas características unem os pratos preparados nos nove estados do Nordeste. A principal delas é o uso da mandioca — também chamada de macaxeira ou aipim, que é uma raiz de origem indígena utilizada em doces e salgados. Camarões, peixes e lagostas são consumidos em todo o litoral, enquanto a carne-seca, como a carne de sol, e as buchadas de cabrito e de bode predominam no cardápio do Sertão nordestino. Alguns pratos nordestinos importantes são o acarajé (bolinho frito feito com feijão-fradinho), da Bahia; o arroz de cuxá (com camarão, gergelim torrado e vinagreira — uma erva amarga), do Maranhão; capote (galinha-d'angola com arroz), do Piauí; rubacão (ensopado de arroz, feijão e queijo com carne-seca ou camarão), da Paraíba; sarapatel (guisado de tripa e fígado de porco com sangue coalhado), de Pernambuco; arroz de leite (cozido feito com leite e sal), de Sergipe; baião de dois (feijão-de-corda cozido com arroz e carne-seca), do Ceará; sururu e maçunim (frutos do mar cozidos ao molho de coco), de Alagoas; ginga com tapioca (mistura composta pelo peixe manjubinha (ginga) e a goma de tapioca), do Rio Grande do Norte.

Danças e ritmos do Nordeste

Originado no Sertão nordestino, o forró é um ritmo marcado pelo som da sanfona, do triângulo e da zabumba. Esse estilo é bastante comum em todo o Nordeste, principalmente durante as festas juninas, marcadas ainda por quadrilhas e arrasta-pés.

Outros ritmos e danças, além de folguedos, são destaque na região. Dentre eles, podemos citar o samba de roda, a capoeira, o samba reggae, o afoxé, o candomblé e o axé, na Bahia; os guerreiros e os bacamarteiros, em Sergipe; a chegança, o pagode alagoano, o boi de Maragogi, o martelo agalopado, a roda de valsa, em Alagoas; o maracatu (de baque solto, baque virado e rural), o caboclinho, o cavalo-marinho, o frevo, o coco, a ciranda e o repente, em Pernambuco; a nau catarineta e o baião, na Paraíba; o zambê, no Rio Grande do Norte; o maneiro-pau, no Ceará; o reisado e o coco de roda, no Piauí; o reggae maranhense, o tambor de crioula, o boi de Pindaré, o boi de matraca, o boi de orquestra e o boi de costa de mão, no Maranhão.

• Falar que São Luís (MA) é considerada a capital nacional do reggae . No Museu do Reggae Maranhão, fundado em 2018 e primeiro museu do reggae fora da Jamaica, é possível conhecer melhor a história desse estilo musical.

ThalesAntonio / Shutterstock.com

Uma maneira lúdica de saber a história do frevo é ler o livro Brasil africano: frevo, de Christianne Galdino, editado pela Prazer de Ler (2009).

Pessoas jogando capoeira em Salvador (BA), 2024.
Adriano Kirihara / pulsarimagens.com.br
PARA O ALUNO LER

Festa e tradição: o jeito nordestino de celebrar a vida

As festas são mais do que comemorações: são expressões da identidade cultural de uma região.

O Carnaval nordestino atrai turistas do país e do mundo para curtir os famosos blocos e trios elétricos. O Galo da Madrugada é o maior bloco de Carnaval do mundo, segundo o Livro Guinness dos Recordes . Ele sai pelas ruas do Recife (PE) desde 1978, reunindo milhões de foliões ao som de muito frevo, bonecos gigantes e fantasias coloridas. É considerado patrimônio cultural imaterial de Pernambuco desde 2009.

Em Salvador (BA), o bloco Olodum , um grupo cultural que mistura música e dança, tornou-se um dos maiores representantes da cultura baiana e afro-brasileira, com o som forte de seus tambores.

O Ilê Aiyê , criado em 1974 nas ruas de Salvador, é o primeiro bloco afro do Brasil. Com forte ligação com a cultura africana e a luta contra o racismo, é símbolo da valorização da identidade negra.

O bloco Pinto da Madrugada , inspirado no Galo da Madrugada, desfila nas ruas de Maceió levando bonecos gigantes, fantasias e muito frevo.

O bloco Eu Acho É Pouco , em Olinda (PE), foi criado em 1976 e é símbolo de resistência e irreverência do Carnaval olindense. O dragão vermelho é sua marca registrada.

O Carnatal , em Natal (RN), é o Carnaval fora de época realizado desde 1991, antes das festas de fim de ano. Em Fortaleza (CE), celebra-se, desde 1992, um Carnaval fora de época no final de julho: o Fortal é uma festa típica e popular.

Estes são alguns exemplos de blocos que mostram a diversidade do Carnaval nordestino, com música, crítica social e muito orgulho cultural.

Em junho, o São João transforma pequenos municípios em grandes arraiais. Em municípios como Campina Grande (PB) e Caruaru (PE), as festas juninas são celebradas com quadrilhas, comidas típicas e apresentações culturais. Em São Luís (MA), o São João se mistura com o bumba meu boi, uma das tradições mais importantes do estado. Em Aracaju (SE), o Forró Caju agita o município com muito forró.

Com muita festa e música, os nordestinos mostram como suas tradições estão vivas e continuam sendo valorizadas em todas as partes do Brasil.

A cultura piauiense é caracterizada pelas poesias, músicas, danças e festas populares. Dentre elas, destaca-se, como vimos, o reisado, que é uma dança típica festejada do Natal até o Dia de Reis (6 de janeiro).

• Selecionar algumas fotografias de festas populares, inclusive das citadas no livro do aluno, e expô-las em um mural ou na própria lousa, mas sem legendas.

• Perguntar aos alunos se eles conseguem identificar as festas representadas nas fotografias. Escrever as respostas deles na lousa.

• Pedir que alguns deles leiam o texto do livro; dar pausas necessárias para explicações.

• Perguntar aos alunos do que eles mais gostam em relação à cultura popular de onde vivem.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Solicitar aos alunos que conversem com os adultos com quem moram buscando informações sobre o que mudou e o que permanece igual em festas populares do bairro ou município onde vivem. Dar um prazo para os alunos trazerem por escrito as anotações da pesquisa e compartilharem-nas com a turma.

03/10/2025 15:30:47

Bloco Galo da Madrugada em Recife (PE), 2025.
Ivison Gambarra / PCR

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Na atividade 1, iniciar uma conversa sobre o que são tradições. Dividir a turma em grupos. Cada equipe deverá montar um cartaz. Pedir que os alunos pesquisem as informações solicitadas, inclusive fotos ou figuras, e que as tragam para a sala no dia combinado.

• Para realizar a pesquisa da atividade 4, pedir aos alunos que utilizem plataformas como o Mapa da Cultura. (Disponível em: https://mapa. cultura.gov.br. Acesso em: 11 ago. 2025). Lá encontrão informações do Ministério da Cultura em relação ao mapeamento cultural brasileiro.Solicitar também que consultem relatórios e estudos do IBGE sobre desigualdades de acesso à cultura, que podem fornecer insights sobre a diversidade cultural na região onde moram. (Disponível em: https://www.ibge.gov.br/ estatisticas/multidominio/ cultura-recreacao-e-esporte. html. Acesso em: 11 ago. 2025.).

• Incentive a exploração da diversidade cultural nordestina, que inclui influências indígenas, africanas e europeias, que se manifestam na gastronomia, na música, na dança, na religião e nas festas populares.

• Na atividade 5, apresentar diferentes tipos de plataformas que podem ser úteis para a pesquisa dos alunos, como sites educacionais (de prefeitura, secretarias de cultura, museus, projetos escolares), vídeos de canais educativos infantis etc.

• Reforçar as regras de segurança na internet, como não clicar em links desconhecidos, não fornecer informações pessoais e sempre pedir a ajuda de um adulto.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Compartilhar conhecimento

1. Em grupo, escolha um povo tradicional do Nordeste e faça um cartaz sobre ele. Busque, em livros ou na internet, informações relacionadas às atividades econômicas, à comunidade onde vive essa população, às características dela, entre outras.

2. Observe o mapa da página 30 e faça o que se pede.

Resposta de acordo com o estado onde o aluno vive. Os símbolos representam os produtos agrícolas cultivados nos estados da Região Nordeste.

a. Cite os símbolos apresentados no estado onde você mora e descreva o que eles representam.

3. Cite cinco atividades econômicas do Nordeste.

Agricultura, pecuária, extrativismo, prestação de serviços e turismo.

4. Faça uma pesquisa na internet sobre o estado em que você vive e responda às perguntas a seguir.

a. Quais são as influências das culturas indígena, europeia e africana nesse estado?

b. Cite algumas informações e curiosidades sobre a cultura local.

Resposta de acordo com o estado onde o aluno vive.

5. O turismo é uma atividade econômica que gera bastantes empregos e renda para a Região Nordeste. A tecnologia tem um papel muito importante nesse setor, contribuindo para melhorar a satisfação dos visitantes. Imagine que você é um empreendedor na área do turismo e descreva algumas ideias tecnológicas que poderiam ser utilizadas no seu município nos setores de viagem, hospedagem e alimentação.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

6. As festividades são expressões da identidade cultural do povo nordestino. Escolha uma festa tradicional do município em que você mora e faça o que se pede.

Resposta de acordo com o município onde o aluno mora.

a. Com a ajuda do professor, realize uma pesquisa em livros, jornais, revistas ou na internet e reúna informações sobre a festa escolhida.

b. Utilize registros históricos, como fotografias, reportagens, relatos de pessoas da comunidade, pinturas e objetos, para colher dados relacionados a essa celebração.

c. Registre o máximo de informações possível. Cite, por exemplo, o local e a data em que a festa ocorre, o que ela celebra, sua importância para as pessoas, como ela acontece e quais são as comunidades envolvidas no preparo dela.

d. No final, organize uma exposição na sala de aula, no pátio da escola ou uma postagem em um diário virtual criado pela turma.

Se liga na dica!

Instituto Ricardo Brennand. Disponível em: https://www.institutoricardobrennand.org.br/. Acesso em : 16 ago. 2025.

Localizado em Recife, no bairro da Várzea, o Instituto é composto por três prédios: a pinacoteca, onde estão diversas obras de arte de grande valor histórico, como a maior coleção de Frans Post do Brasil; o Museu Castelo São João; e uma Galeria de Exposições Temporárias. O Instituto fica em uma área de proteção ambiental que se harmoniza com a beleza do espaço.

Atenção! Os sites indicados ao longo deste material podem apresentar publicidade, que varia dependendo do computador ou dispositivo utilizado.

• A atividade 6 pode ser realizada com ajuda dos familiares. Pedir que os alunos realizem uma entrevista com um familiar para coletar informações a respeito das festividades. Se possível, solicitar que façam um desenho para representar a festividade escolhida como expressão da identidade cultural do povo nordestino.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Atenção! Não manuseie objetos cortantes ou pontiagudos. Sempre peça ajuda a um adulto.

Cidade e campo: modos de viver e trabalhar

As cidades e os campos nordestinos são cheios de histórias, modos de vida e formas de trabalho, que foram se transformando com o tempo. No período colonial, as primeiras vilas surgiram próximas ao litoral e, depois, expandiram-se para o interior, formando os primeiros núcleos urbanos da região. Esses espaços cresceram, modernizaram-se e passaram por grandes mudanças, mas ainda conservam traços importantes do passado. Outros espaços, em especial aqueles que se encontram no interior, distante dos grandes centros urbanos, ainda mantêm um estilo de vida mais simples, sem os grandes transtornos gerados pelo trânsito e pela poluição e com atividades como a agricultura e a pecuária.

Muitas famílias cultivam milho, feijão, mandioca e frutas. Algumas vivem da pesca, da extração de produtos da natureza ou de pequenos comércios. Em algumas áreas do Sertão, as dificuldades causadas pela seca exigem criatividade e resistência para manter a vida no local. No entanto, a vida no campo também está mudando. Em vários estados nordestinos, o uso de novas tecnologias tem melhorado a produção de alimentos e a qualidade de vida da população rural. A agricultura familiar, por exemplo, passou a contar com máquinas, sistemas modernos de irrigação, estufas e assistência técnica, o que ajuda os agricultores a plantar e colher com mais eficiência.

No semiárido, iniciativas como o Programa Cisternas e o uso de energia solar para bombear água ajudam a combater os efeitos da seca e garantem a continuidade da produção, mesmo em períodos de escassez de água. Em Barreiras (BA), o agronegócio está em franco desenvolvimento, o que tornou o município um dos maiores produtores de soja e algodão do Nordeste.

Agronegócio: Todas as atividades econômicas que derivam da produção agrícola e pecuária.

Luiz, o menino sanfoneiro, de Ana Maria de Carvalho Barbosa. Fortaleza: SEDUC, 2018. O livro conta a história de Luiz Gonzaga, um menino nordestino, sapeca e alegre nascido em Exu, município que fica no estado de Pernambuco. Com sua persistência em dedilhar a sanfona do seu pai, Januário, Luiz Gonzaga tornou-se o Rei do Baião, cantando para todo mundo a vida da gente simples e querida de seu Sertão. Disponível em: https://5ca0e999-de9a-47e0-9b77 -7e3eeab0592c.usrfiles.com/ugd/5ca0e9_68639f9d6c5343e7b1 5878bda0f1cfe0.pdf. Acesso em: 6 set. 2025.

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF03GE01: Identificar e comparar aspectos culturais dos grupos sociais de seus lugares de vivência, seja na cidade, seja no campo.

EF04GE04: Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

EF04GE07: Comparar as características do trabalho no campo e na cidade.

EF05GE05: Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.

HISTÓRIA

EF03HI11: Identificar diferenças entre formas de trabalho realizadas na cidade e no campo, considerando também o uso da tecnologia nesses diferentes contextos.

EF03HI12: Comparar as relações de trabalho e lazer do presente com as de outros tempos e espaços, analisando mudanças e permanências.

EF04HI03: Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente.

OBJETIVO

• Mostrar como as pessoas vivem no campo e nas cidades nordestinas, relacionando o passado com as transformações recentes.

Centro histórico de Alcântara (MA), em 2023.
F de Jesus / Shutterstock.com
Agricultor em plantação de milho utilizando colheitadeira com computador a bordo e GPS. Formosa do Rio Preto (BA), em 2022.
Cisterna para captação de água da chuva. Buíque (PE), em 2023.
Andre Dib / pulsarimagens.com.br
Adriano Kirihara / pulsarimagens.com.br
VAMOS ENSINAR

CONTEXTUALIZANDO

• Discutir com a turma sobre o modo de viver do povo nordestino que mora no campo e na cidade. Procurar trabalhar esse conteúdo de forma simples, fugindo da estereotipagem.

• Orientar a leitura do texto. Escolher alguns alunos para lê-lo e descrever as imagens.

• Desmistificar a ideia de que a Região Nordeste resume-se à área rural. Falar que mais de 77% da população nordestina vive na área urbana (Censo Demográfico 2022, IBGE) e que a maioria das aglomerações populacionais se encontra no litoral.

• Avaliar se os alunos compreenderam que as atividades realizadas no campo estão ligadas à natureza. Dar alguns exemplos para que não restem dúvidas sobre essa relação, como as alterações na produção agrícola por causa da falta ou do excesso de chuvas.

• Explicar que a realidade social do campo e da cidade no Nordeste tem suas particularidades e que os avanços em urbanização e economia na área rural têm crescido. Hoje, é possível ver ruas e vilas asfaltadas, com maior número de comércio e serviços, por exemplo. Apesar dos avanços significativos em urbanização e desenvolvimento econômico nas últimas décadas, a Região Nordeste ainda enfrenta, tanto no campo quanto na cidade, desigualdade de renda e dificuldade de acesso a serviços básicos, como educação, saúde, segurança pública e saneamento.

Nos pequenos municípios próximos ao litoral do Maranhão, Piauí e Ceará, muitos pescadores têm recebido embarcações e equipamentos modernos que ajudam a localizar cardumes, o que favorece o aumento da produtividade e a preservação dos recursos naturais. Nos municípios mais desenvolvidos, a expansão da economia foi acompanhada pelo crescimento populacional, pois muitas pessoas migraram do campo para as áreas urbanas, em busca de melhores condições de vida. Ainda no século 20, vários municípios nordestinos, como Salvador, Fortaleza e Recife, expandiram-se e, atualmente, conseguem oferecer uma ampla variedade de serviços. No entanto, o desenvolvimento não se limita às capitais, pois muitos municípios interioranos têm investido em educação, saúde, infraestrutura, turismo e tecnologia. Veja alguns municípios que estão despontando como polo de desenvolvimento e alavancando o crescimento de toda a região.

> Em Recife (PE), o Porto Digital é um dos maiores parques tecnológicos do Brasil e reúne mais de 400 empresas que atuam nas áreas da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e da Economia Criativa (EC), empregando milhares de pessoas.

> Em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), o trabalho no campo ganhou força com a produção de frutas, especialmente uvas e mangas. Elas são cultivadas com sistemas de irrigação e enviadas para outros países, gerando emprego para muitas famílias.

> Em Caruaru (PE) e Santa Cruz do Capibaribe (PE), o trabalho gira em torno da moda. Nesses municípios do Agreste, milhares de pessoas trabalham em fábricas, lojas e feiras que fazem parte do Polo de Confecções, um dos maiores centros de produção de roupas do país.

> Fortaleza (CE) é um município onde o turismo e a tecnologia andam juntos. Turistas visitam a capital cearense o ano todo; e cresce a presença de empresas de tecnologia, que oferecem novas oportunidades de trabalho para a população.

> Em Mossoró (RN), as salinas são lugar de trabalho e parte importante da paisagem local. O município também é conhecido pela fruticultura irrigada, com plantações que abastecem tanto o Brasil quanto outros países.

Fruticultura: é uma prática agrícola que se dedica ao cultivo de frutas, abrangendo desde o plantio até a colheita e comercialização.

Mercado Central de Fortaleza (CE), em 2020.
Ranimiro Lotufo Neto / Shutterstock.com

Esses exemplos mostram como os municípios nordestinos estão se desenvolvendo e oferecendo novas oportunidades de trabalho para a população.

Viver no campo ou na cidade no Nordeste é estar em constante diálogo com o passado e o presente, com a tradição e a mudança. É adaptar-se às transformações sem perder a própria identidade. É valorizar os saberes locais, as formas de trabalho e a cultura, que se manifesta em cada gesto cotidiano.

Aprenda mais

Urbanização é o processo de crescimento e desenvolvimento das cidades e de aumento da população que vive no espaço urbano. A urbanização transforma o território, criando novos espaços e redes para que as pessoas vivam e se conectem.

> Em Camaçari (BA), a indústria tem um papel importante. O polo industrial do município reúne fábricas que produzem carros, produtos químicos e muitos outros itens, empregando milhares de trabalhadores.

> Em São Luís (MA), o complexo portuário do estado movimenta a economia da região. Por lá passam mercadorias que chegam ou saem do país, e muitas pessoas trabalham com transporte, logística e nas indústrias próximas.

• Para aprofundar o conteúdo, fazer com os alunos uma lista das dificuldades encontradas no espaço urbano e no espaço rural. Além disso, é interessante discutir como as pessoas que moram em locais vulneráveis minimizam os desafios.

• Há municípios no interior da Região Nordeste com baixa densidade populacional, por causa das secas típicas do Sertão e de questões como falta de emprego e de infraestrutura básica, o que motiva a migração de parte da população em direção ao litoral e às grandes cidades, em um fenômeno chamado de êxodo rural

• Nos últimos anos, o Nordeste tem se tornado uma região com grande potencial econômico, principalmente nos estados de Pernambuco, do Ceará e da Bahia, e algumas capitais já recebem um número maior de migrantes.

Vista aérea de uma fábrica no polo industrial de Camaçari (BA), em 2024.
Rubens Chaves / pulsarimagens.com.br
Complexo portuário do Porto do Itaqui, na Baía de São Marcos. São Luís (MA), em 2024.
Rubens Chaves / pulsarimagens.com.br
Tráfego de veículos em Campina Grande (PB), 2023.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Retomar a importância das atividades econômicas estudadas. Explicar que, embora as atividades agropecuárias, extrativistas e de produção sejam fundamentais para a manutenção das sociedades, elas também podem causar prejuízos à natureza, por meio, por exemplo, do desmatamento e da poluição.

• Na atividade 1, ressaltar a importância da tecnologia para propor formas menos prejudiciais de se extraírem os recursos da natureza, em benefício da humanidade.

• As atividades propostas nesta página consistem em analisar as imagens de geração de energia sustentável, pesquisar as transformações promovidas pela tecnologia como ferramenta para execução das atividades econômicas.

• Compartilhar com os alunos o link: https://www.cnnbrasil. com.br/tecnologia/novas -tecnologias/ e https:// transforma.fbb.org.br/. Acesso em: 8 jul. 2025.

• Na atividade 2, o aluno deve reconhecer que a energia solar é muito vantajosa, inclusive para a sustentabilidade, para a economia de energia e por ser uma fonte renovável e inesgotável.

• Colocar para tocar na sala de aula a música “Asa branca”. Explorar os aspectos culturais, históricos e emocionais dessa canção. Em seguida, distribuir, com a turma, papéis com a letra da canção impressa, dando a oportunidade de os alunos compreenderem seu significado e sua relevância cultural. Promover uma oficina com instrumentos característicos da música nordestina, na qual os

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Compartilhar conhecimento

1. As novas tecnologias têm melhorado a produção de alimentos e a qualidade de vida da população rural do Nordeste. Em grupo, pesquise na internet como essas transformações se deram e faça uma comparação entre o passado e o presente.

2. A energia solar é uma realidade que cresce na Região Nordeste. Devido ao clima quente e à alta incidência de luz solar, esse tipo de energia, proveniente de uma fonte renovável e sustentável (a luz e o calor do Sol), tem sido cada vez mais utilizado.

Usina Solar São João do Piauí (PI), 2022.

comunidade que fica dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Barreirinhas (MA), 2023.

Observe as imagens acima e responda à questão a seguir. a. Você acredita que a popularização da energia solar melhora a qualidade de vida das pessoas do campo, da cidade e de territórios indígenas? Justifique sua resposta.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Se liga na dica!

Ouça a canção Asa Branca, de Humberto Teixeira (1915-1979) e Luiz Gonzaga (1912-1989). Ela retrata a dura realidade da seca no Sertão, a necessidade de migração, a paixão pela terra e a esperança de que chova.

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alunos poderão construir sanfonas, triângulos, pandeiros e zabumbas. Para isso, poderão utilizar papelões, tinta guache, cola branca, canetas hidrográficas, tampinhas de garrafa etc. Ver ideias em sites como: https://ciclovivo. com.br/arq-urb/design/jovens-nordestinos -criam-instrumentos-musicais-com-material -reciclavel/. Acesso em: 11 set. 2025.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Rubens Chaves pulsarimagens.com.br
Chico Ferreira pulsarimagens.com.br
Moradias com painéis solares em Queimada dos Britos,
Terra rachada em uma represa devido à seca no Sertão. Curaçá (BA), em 2023.
Joa Souza / stock.adobe.com

Pinturas pré-históricas.

1. Que tipo de arte a imagem retrata?

2. Em qual estado nordestino esse vestígio foi fotografado? Piauí.

3. Quantos anos você acha que esse vestígio tem? Resposta pessoal

4. Que figuras você consegue identificar nessas pinturas? Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Povos, migrações e formações sociais

Pinturas pré-históricas no sítio arqueológico do Parque Nacional Serra da Capivara, no estado do Piauí, em 2018. Esse parque preserva vestígios arqueológicos das primeiras presenças humanas na América do Sul, continente onde está localizado o Brasil.

EM CONEXÃO

Realizar, com a turma, um trabalho interdisciplinar com Arte. Iniciar com uma conversa sobre a arte rupestre: obra produzida sobre rochas durante a Pré-História, quando a escrita ainda não havia sido inventada. Ela pode ser categorizada em pintura rupestre (feita com pigmentos sobre superfícies) e gravura rupestre (composta por desenhos gravados com fissuras nas rochas). Os temas geralmente estão relacionados à caça e ao cotidiano da época e, às vezes, incluem representações abstratas. A arte rupestre é fonte de estudo para que pesquisadores compreendam os hábitos e a cultura dos primeiros seres humanos.

OBJETIVOS DA ABERTURA DA UNIDADE

O objetivo desta abertura de unidade é fazer com que os alunos descrevam paisagens e analisem, de modo comparativo, os elementos presentes nelas.

TRABALHANDO A ABERTURA DA UNIDADE

• Para explorar a página de abertura, caso seja possível, ampliar a imagem utilizando como recurso um projetor.

• Para sondar o que os alunos já sabem, fazer as perguntas presentes na abertura da unidade.

• Propor um debate a respeito dos elementos representados na imagem, incentivando os alunos a descrevê-los. Fazer questionamentos como: "O que vocês acham que essas pinturas representam? São pessoas? São animais?". Pedir que justifiquem as respostas dadas. Durante o debate, reforçar as comparações entre imagens, podendo incluir outras que retratem os povos e a história dos nordestinos.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Analisar com os estudantes a arte rupestre mostrada na fotografia, que representa alguns animais. É importante reservar um tempo para observar e discutir, em grupos, os detalhes da obra.

• Propor que os alunos realizem uma pesquisa sobre arte rupestre. Cada grupo poderá escolher uma imagem para apresentar aos colegas, incluindo informações sobre a pintura pré-histórica retratada.

• Solicitar que os alunos criem uma pintura rupestre em uma folha de cartolina. Utilizando giz de cera, terão a oportunidade de criar as próprias obras, baseando-se nas técnicas da arte rupestre.

Pedro Helder Pinheiro/

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF04GE01: Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

EF05GE02: Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.

HISTÓRIA

EF03HI02: Selecionar, por meio da consulta de fontes de diferentes naturezas, e registrar acontecimentos ocorridos ao longo do tempo na cidade ou região em que vive.

EF05HI01: Identificar os processos de formação das culturas e dos povos, relacionando-os com o espaço geográfico ocupado.

EF05HI08: Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo os povos indígenas originários e os povos africanos.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVOS

• Apresentar os principais povos indígenas que viviam no Nordeste antes de 1500, destacando suas línguas, modos de vida e formas de organização social. Depois, discutir como se deram o encontro com os colonizadores portugueses, o surgimento das primeiras vilas e as trocas (e os conflitos) que moldaram o território e as paisagens da região.

• Auxiliar os alunos a compreender os diferentes aspectos que formaram a identidade da Região Nordeste e como ela se transformou ao longo do tempo.

CAMINHOS DO NORDESTE: TERRITÓRIO, CULTURA E MODOS DE VIDA

VIDAS NORDESTINAS: TERRITÓRIO, POVOS E

HISTÓRIAS

Neste capítulo, vamos explorar os diferentes aspectos que formaram a identidade da Região Nordeste. Estudaremos os povos indígenas que habitavam o território antes da chegada dos europeus, as atividades econômicas que influenciaram o desenvolvimento da região e como a migração interna moldou a cidade e o campo. Também vamos analisar as revoltas e os movimentos sociais que marcaram a história nordestina e o papel das capitais no processo de urbanização e integração da região com o restante do Brasil. Por meio desses temas, buscaremos entender como o Nordeste se transformou ao longo do tempo e como suas histórias, desafios e conquistas ainda influenciam o cotidiano da população.

Povos originários e colonização

Antes da chegada dos portugueses, o território do Nordeste brasileiro era ocupado por diversos povos indígenas, que falavam línguas diferentes, viviam de modos variados e tinham formas próprias de organização social. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses grupos pertenciam principalmente aos troncos linguísticos Tupi e Macro-Jê

Para compreender melhor essa diversidade linguística e cultural, é importante conhecer alguns dos principais grupos que habitavam a região.

Os Tupinambá ocupavam extensas faixas do litoral nordestino e desenvolveram uma agricultura sofisticada baseada principalmente no cultivo da mandioca. Suas aldeias eram organizadas em torno de grandes casas coletivas, onde viviam famílias extensas. Eles dominavam técnicas avançadas de navegação e pesca, aproveitando os recursos tanto do mar quanto dos rios.

Fonte:

Tronco linguístico: é um conjunto de línguas que se originam de uma mesma língua, muito antiga.

Brasil: povos indígenas em 1500

• Nesta unidade, os alunos estudarão os povos originários do Nordeste. Conhecerão elementos de distintas culturas, com o intuito de valorizar o que é próprio de cada uma e de reconhecer a contribuição delas para a formação cultural em escalas local, regional e nacional, contemplando a habilidade EF04GE01. Os estudantes terão, ainda, a oportunidade de registrar acontecimentos ocorridos ao longo do tempo no município ou região em que vivem, por meio da consulta de fontes de diferentes naturezas, conforme a habilidade EF03HI02.

• Dessa maneira, os alunos poderão identificar as formas de organização social dos indígenas, as línguas faladas e os modos de vida. A leitura compartilhada dessas páginas pode ser utilizada como estratégia de partilha de conhecimentos. Por meio dela, os alunos poderão expor o que já sabem, desenvolvendo a fluência da leitura oral e a compreensão do texto.

ALBUQUERQUE, Manoel Maurício de et al. Atlas histórico escolar. 7. ed. Rio de Janeiro: FENAME, 1977. p. 9

Os Kariri habitavam principalmente o interior do Ceará e da Paraíba, sendo reconhecidos por sua excepcional habilidade na produção de cerâmica. Suas peças não eram apenas utilitárias, mas também artísticas, com decorações complexas que contavam histórias e representavam elementos da natureza.

Os Pataxó ocupavam o sul da Bahia e desenvolveram um profundo conhecimento sobre plantas medicinais e técnicas de artesanato. Até hoje, seus descendentes preservam esse conhecimento ancestral, que tem sido reconhecido pela ciência moderna como fonte valiosa de informações sobre biodiversidade e medicina natural.

Os Timbira do Maranhão eram conhecidos por suas aldeias circulares bem organizadas e pela prática do cultivo coletivo. Suas sociedades eram baseadas em princípios de cooperação e divisão equitativa do trabalho, o que garantia o bem-estar de toda a comunidade.

Outros povos também ocupavam o território nordestino, como os Tremembé, pescadores especializados que habitavam a faixa litorânea entre o Maranhão e o Ceará, desenvolvendo técnicas únicas de pesca e navegação adaptadas às condições locais; e os Fulni-ô, localizados em Pernambuco, que atualmente são o único povo indígena do Nordeste que ainda preserva uma língua própria completamente funcional: o iatê.

O impacto da colonização

• Com base nos conhecimentos prévios dos alunos, explicar como o modo de vida dos indígenas mudou após a chegada dos portugueses. Explanar a diversidade cultural das populações que habitavam o território brasileiro, com ênfase no Nordeste, e comentar os esforços e as lutas das comunidades nativas pela manutenção de sua cultura.

• Destacar a importância de valorizar e conservar a cultura dos povos indígenas no Brasil e no Nordeste. Comentar, por exemplo, a importância de que esses povos tenham assegurado o direito a seus territórios ancestrais. Com a terra garantida, eles podem manter seu modo de vida e sua cultura, convivendo em harmonia com a natureza.

Com a chegada dos europeus, no século 16, aconteceram os primeiros contatos — muitos deles conflituosos — com as populações indígenas. Os colonizadores buscavam ocupar terras e explorar recursos naturais, o que provocou deslocamentos forçados, guerras, perdas culturais e a propagação de doenças que afetaram gravemente os povos originários.

Alguns grupos indígenas, como os Potiguara e os Tupiniquim, aliaram-se aos portugueses, participando de trocas comerciais ou colaborando para a formação dos primeiros núcleos urbanos, como Salvador e Olinda. Outros resistiram à ocupação. Os Caeté, por exemplo, enfrentaram tropas portuguesas no litoral norte, em áreas que hoje pertencem a Pernambuco e à Paraíba.

Conflituoso: que provoca conflito, disputa.

Área de missão: referente aos aldeamentos jesuítas, também conhecidos como reduções, que foram instalados em várias regiões do Brasil colonial com o objetivo de catequizar e "civilizar" os povos originários.

As paisagens locais começaram a mudar: florestas foram derrubadas para a construção de vilas e plantações, rios passaram a ser usados como vias de transporte e defesa, e muitas aldeias foram convertidas em áreas de missão ou expulsas do território.

• Explicar como as línguas são utilizadas para a classificação dos grupos indígenas (divididos em troncos e famílias linguísticas) e verbalizar algumas palavras da língua portuguesa de origem tupi, como "arapuca", "mingau" e "tamanduá".

• Pedir que os alunos pesquisem palavras de origem indígena que hoje são muito utilizadas no nosso dia a dia.

• Para auxiliar na explicação sobre os troncos e as famílias linguísticas, ler a matéria, disponível em: https://mirim.org/ pt-br/linguas-indigenas/troncos -familias. Acesso em: 15 set. 2025.

• Abordar que, desde antes de 1500, atividades como a pesca e a coleta de frutos e raízes eram praticadas por homens, mulheres e crianças.

O livro mostra a tentativa dos colonizadores de apagar as línguas nativas. Apresenta também como algumas palavras de origem tupi, como "jacaré", "tatu", "ipê" e "urubu", foram incorporadas à língua portuguesa.

YAMÃ, Yaguarê. Falando Tupi. Rio de Janeiro: Pallas, 2012.

O livro traz a história do pequeno indígena Rudá e seus outros amigos curumins. É uma forma divertida de apresentar para os alunos a maneira como as crianças indígenas se divertem e como cuidam da natureza e a respeitam.

NETO, Coca. O tesouro de Rudá. Recife: Prazer de Ler, 2019.

Indígenas da etnia Pataxó durante cerimônia de casamento em Porto Seguro (BA), 2024.
Chico Ferreira / pulsarimagens.com.br

• Com base nas informações estudadas, pedir que os alunos imaginem o cotidiano de uma aldeia e escrevam um pequeno texto relatando a rotina dos indígenas. Após a escrita do texto, os alunos podem ilustrá-lo.

• Enfatizar que, para os indígenas, a terra é um bem coletivo, assim como os alimentos obtidos do plantio, da pesca, da caça e da coleta de frutos e raízes. Dessa forma, os bens são comuns a toda a aldeia.

• Mencionar algumas características comuns à maioria dos povos indígenas, como os rituais e o respeito à natureza. Perguntar o que diferencia os indígenas dos não indígenas e esclarecer que, atualmente, muitos vivem fora dos padrões do passado, morando em cidades, por exemplo.

• Propor que a turma pesquise se existe algum grupo indígena no município onde está localizada a escola. Orientar os alunos a levantarem informações sobre a história desses indígenas, suas características culturais e as relações que estabelecem com os não indígenas.

• Discutir com os alunos as razões da violência contra os indígenas, frisando que a disputa por terras é um dos principais fatores que a provocam. Explicar que existem leis que protegem os direitos dos indígenas. No passado, elas eram mais brandas, e, embora atualmente a legislação seja mais rigorosa, ainda há casos em que não é respeitada.

• Vale ressaltar para os alunos que, com quase 530 mil indígenas, o Nordeste concentra a segunda maior população indígena do Brasil e registra um crescimento expressivo dessas comunidades nas últimas décadas. Entre 2010 e 2022, a quantidade de indígenas na região mais do que dobrou, enquanto, no cenário

Povos indígenas no Nordeste atualmente Segundo dados do Censo Demográfico de 2022 do IBGE, o Nordeste reúne mais de 529 mil indígenas, representando 31,2% da população nativa do Brasil.

Panorama da população indígena – 2022

nacional, houve um aumento de 89% no mesmo período, totalizando cerca de 1,7 milhão de indígenas no território brasileiro. Esses dados constam no boletim temático lançado em 2025 pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

• Atualmente, o Nordeste abriga 238 etnias diferentes, revelando a diversidade cultural presente no território. Apesar do crescimento demográfico, o boletim revela que cerca de 90% da população indígena nordestina vive fora de terras oficialmente reconhecidas, um

dos principais desafios para a garantia de direitos e para a preservação das tradições desses grupos.

PARA VOCÊ LER

Leia mais sobre o boletim temático lançado pela Sudene (2025) no site: https://www.gov.br/ sudene/pt-br/assuntos/noticias/nordeste-tem -a-segunda-maior-populacao-indigena-do -pais-e-registra-avanco-em-identidade-etnica -aponta-sudene. Acesso em: 15 set. 2025.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

Veja, a seguir, alguns dos povos indígenas que ainda estão presentes na região.

Pankararu

O povo Pankararu vive em Pernambuco, principalmente em uma área que está situada entre os municípios de Itaparica, Petrolândia e Tacaratu, próximos ao Rio São Francisco. A Terra Indígena Pankararu foi oficialmente demarcada em 1987. Esse grupo preserva práticas culturais muito antigas, como o ritual do toré e do ouricuri, que fortalecem seus laços comunitários e espirituais. Atualmente, continuam lutando por melhores condições de vida e pela proteção de seus territórios.

Tabajara

Dados da Funai apontam que o povo Tabajara, de origem tupi, vive hoje em comunidades nos estados do Ceará, da Paraíba e do Piauí. Durante muito tempo, esse grupo sofreu processos de invisibilidade, mas, nas últimas décadas, tem fortalecido sua identidade e reivindicado o reconhecimento de suas terras tradicionais. Seus costumes e rituais, como o toré, são importantes para manter viva a memória coletiva.

Invisibilidade: qualidade daquilo que é invisível, ou seja, que não pode ser visto.

Kariri-Xokó

Segundo o Instituto Socioambiental (ISA), os Kariri-Xokó, que são descendentes da união desses dois povos, vivem às margens do Rio São Francisco, no município de Porto Real do Colégio, em Alagoas. A Terra Indígena Kariri-Xokó foi homologada em 1993. Esse grupo é conhecido pela preservação do ritual do toré e do ouricuri e pela produção artesanal, especialmente de trançados e cerâmicas. A luta pelo fortalecimento da cultura e da educação indígena faz parte do dia a dia dessa comunidade.

A presença dos povos indígenas no Nordeste mostra a diversidade e a riqueza cultural da região. Esses grupos mantêm tradições ancestrais, resistem às dificuldades e reafirmam sua identidade a cada geração. Reconhecê-los e valorizá-los é essencial para entender a história e a cultura do Nordeste hoje.

Compartilhar conhecimento

1. Observe o mapa da página 42 e responda às perguntas no seu caderno.

Tradições ancestrais: histórias, festas, músicas, rituais, crenças e valores de povos antigos que passam de geração em geração.

a. Quantos povos indígenas estão representados no mapa? Nove povos indígenas.

b. Quais deles estão presentes na Região Nordeste? No Nordeste, estão Tupi-guarani, Jê, Cariri, Cariba e outros grupos.

2. Observe o mapa da página 44 e identifique quais estados da Região Nordeste não têm nenhuma terra indígena delimitada? Piauí e Rio Grande do Norte.

3. No Brasil, em qual região está localizada a maior parte das terras indígenas regularizadas?

Região Norte.

4. A colonização dos europeus no século 16 trouxe graves consequências para a população indígena. Cite três delas.

Podem ser citadas como consequências: deslocamentos forçados, guerras, perdas culturais e propagação de doenças.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Organizar uma roda de conversa na qual os alunos expressem seus conhecimentos prévios sobre como os indígenas viviam antes da chegada dos portugueses. Pedir que falem como os europeus influenciaram a mudança no modo de vida dos nativos, que incorporaram elementos da cultura portuguesa em seu cotidiano.

• Depois da discussão, estimular os alunos a elaborarem um texto relatando como era a rotina dos povos originários, comentando também os esforços para manter sua cultura e suas terras.

03/10/2025 15:54:56

• Na atividade 1, após a resolução da questão, solicitar aos alunos que reproduzam em uma cartolina avulsa o mapa dos povos indígenas em 1500 na Região Nordeste (podendo usar como referência o mapa Brasil - povos indígenas em 1500). De acordo com o texto do livro, eles deverão marcar os municípios em que se concentram os povos indígenas e indicar a qual etnia pertencem. Em data combinada, pedir aos alunos que levem seus cartazes para a escola e, junto com a turma, verificar se todos marcaram os lugares corretos.

• Antes de seguir com as atividades, solicitar que, em duplas, os alunos escolham e pesquisem sobre grupos indígenas que até hoje vivem no Nordeste. Explicar como esses grupos organizam sua vida em comunidade, preservam a cultura e as terras e lutam para manter sua identidade. É importante levantar dados atuais, incluindo informações sobre acesso à saúde, às políticas públicas e à educação etc.

• Na atividade 2, guiar os alunos na observação do mapa Terras indígenas no Brasil (2020), com o objetivo de que percebam que os únicos estados sem terras delimitadas são Piauí e Rio Grande do Norte e de que entendam a importância da demarcação para garantir os direitos dos povos originários, como a preservação de suas culturas e a conservação do ambiente em que vivem.

NÃO ESCREVA NO LIVRO

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Na atividade 5, espera-se que os alunos, com base em seus conhecimentos e no que estudaram até aqui, apresentem uma reflexão sobre quais preconceitos e discriminações os povos indígenas estão sujeitos. Eles podem citar a ausência de reconhecimento da importância desses grupos na sociedade, a falta de acesso a direitos essenciais, como saúde e educação, o racismo, a violência em serviços ou espaços públicos, a desigualdade e a exclusão social. O uso de termos depreciativos e estereotipados também deve ser mencionado como uma forma de discriminação.

• O Nordeste abriga várias etnias indígenas, que estão distribuídas pelos nove estados da região. Estima-se a existência de, aproximadamente, 238 etnias. A Bahia tem a maior quantidade em números absolutos, com 229 mil indígenas, o que representa quase a metade do total da região (43,3%). Pernambuco ocupa o segundo lugar, com 106 mil indígenas (20% do total), seguido pelo Maranhão, com 57 mil (10,8%), e pelo Ceará, com 56 mil (10,6%). O estado que apresenta a menor população indígena é Sergipe, com apenas 4,7 mil pessoas, o que corresponde a 0,89% do total. Baseando-se nesses dados, orientar os alunos na escolha de um povo indígena para a pesquisa proposta na atividade 7

Resposta pessoal, mas espera-se que o aluno entenda que, sem regulamentos e leis que preservem os territórios indígenas, a identidade e os direitos desses povos ficam ameaçados.

5. Observe a fotografia a seguir, leia a legenda e responda às questões.

Palmeira dos Índios (AL), em 2015.

A medida provisória n.º 1.154, de 1o de janeiro de 2023, alterou a denominação da Fundação Nacional do Índio (Funai) para Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

a. Você acha que é necessário proteger as terras indígenas? Por quê?

b. Faça uma pesquisa sobre a Funai e cite alguns de seus deveres.

c. Sobre a alteração no nome da Funai, pesquise e explique por que a expressão povos indígenas é mais adequada do que índio

6. De acordo com os resultados do último censo, qual é o número de pessoas que se autodeclaram indígenas na Região Nordeste? Segundo o censo 2022, o Nordeste reúne mais de 529 mil indígenas. 7. Realize uma pesquisa sobre um dos povos indígenas do Nordeste. Relate as principais informações coletadas (características, local onde vive, costumes, entre outras) e compartilhe-as com a sua turma.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Sugestão de resposta: Defender as comunidades indígenas, despertar o interesse e o respeito da sociedade pelas populações nativas, fiscalizar e proteger as terras ocupadas pelos povos originários.

Formação demográfica e migração interna

A população do Nordeste passou por muitas mudanças desde os primeiros séculos da colonização. No início, viviam na região diferentes povos indígenas. Com a chegada dos portugueses e a vinda forçada de africanos escravizados, iniciou-se um processo de crescimento populacional e de transformação no modo de viver das comunidades.

Demográfico: referente à população de um município, estado etc.; populacional.

Entre os séculos 16 e 19, chegaram ao Nordeste povos africanos vindos principalmente da África Ocidental e da África Central. Esses grupos trouxeram consigo suas próprias línguas, religiões, técnicas agrícolas, conhecimentos medicinais e expressões artísticas. Os iorubás, por exemplo, detinham sofisticados sistemas religiosos e conhecimentos sobre metalurgia. Os bantos dominavam técnicas avançadas de agricultura e criação de animais. Os jejes desenvolveram importantes tradições musicais e de dança.

Dessa forma, os povos africanos foram responsáveis por introduzir técnicas agrícolas fundamentais para o desenvolvimento da região. O cultivo do arroz, por exemplo, foi aperfeiçoado por meio de métodos trazidos da África Ocidental. Na culinária, ingredientes como dendê, quiabo e inhame, junto com técnicas de preparo, criaram uma gastronomia única, que define a identidade nordestina até hoje.

Na medicina tradicional, os conhecimentos africanos sobre plantas medicinais se combinaram com saberes indígenas, criando um sistema terapêutico que ainda hoje é praticado em muitas comunidades. Benzedeiras, curandeiros e especialistas em ervas medicinais preservam e trans-

Resposta pessoal, mas espera-se que o aluno explique que a expressão povos indígenas reflete a valorização e o reconhecimento da diversidade cultural e linguística das populações nativas do Brasil. Além disso, o termo índio, utilizado desde a colonização, é considerado inadequado e estigmatizante.

Terra Indígena Xukuru-Kariri, demarcada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

mitem esses conhecimentos ancestrais. O candomblé, a umbanda e outras manifestações afro-brasileiras têm como principal origem a religiosidade da África.

A música, a dança e as artes visuais nordestinas foram enriquecidas pelas contribuições africanas. O maracatu, o frevo, a capoeira e o samba de roda são expressões que nasceram da criatividade e resistência cultural dos povos africanos.

Estes foram fundamentais, ainda, para o desenvolvimento econômico do Nordeste. Além do trabalho nas plantações de cana-de-açúcar, eles desenvolveram atividades urbanas como artesanato, comércio ambulante, serviços domésticos e pequenas manufaturas. As mulheres africanas, em particular, criaram redes comerciais importantes, especialmente na venda de alimentos e produtos artesanais. As famosas baianas do acarajé representam a continuidade dessa tradição empreendedora.

Hoje, a presença africana no Nordeste se manifesta em todos os aspectos da vida dos nordestinos.

Durante o período colonial, a maior parte da população nordestina vivia no campo, em pequenas vilas. A partir da segunda metade do século 19, esse cenário começou a mudar. De acordo com o geógrafo Milton Santos (1926-2001), o surgimento das primeiras indústrias, como as fábricas de tecidos no Ceará, em Pernambuco e na Bahia, impulsionou o crescimento das cidades e da população urbana. Esse processo ficou mais intenso no século 20, quando as capitais e muitos municípios do interior começaram a se desenvolver.

CONTEXTUALIZANDO

• É importante que os alunos compreendam como os processos migratórios contribuíram para a formação da sociedade, contemplando a habilidade EF04GE02. Já em relação à habilidade EF05HI02, espera-se que entendam as formas de ordenação social e os mecanismos de organização do poder político.

• Comentar os movimentos migratórios e suas principais razões, como a procura por trabalho e por melhores condições de vida. Explicar a diferença entre os tipos de migração, sempre considerando os conhecimentos prévios dos alunos sobre o assunto.

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF04GE02: Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

EF05GE01: Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.

HISTÓRIA

EF03HI01: Identificar os grupos populacionais que formam a cidade, o município e a região, as relações estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc.

EF03HI03: Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de migrantes. EF05HI02: Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à compreensão da ideia de Estado e/ou de outras formas de ordenação social.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVOS

• Apresentar as grandes ondas migratórias para o Sudeste e Centro-Oeste, destacando também o atual o “movimento de retorno” e suas causas, relacionando as informações a números e mapas de fluxo de pessoas.

• Explicar como a migração influencia a economia e os motivos que levaram muitas pessoas da Região Nordeste a deixar a sua terra natal, especialmente ao longo do século XX.

Apresentação de samba de roda na Semana da Consciência Negra no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga. União dos Palmares (AL), em 2022.
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• Questionar os alunos se na família deles há pessoas que se mudaram por motivos econômicos, sociais ou ambientais.

• Mostrar o gráfico Fluxo migratório na Região Nordeste (2010) e conversar com os alunos sobre os movimentos de migração. Investigar, junto com a turma, as diferentes causas desse processo, sejam culturais, econômicas ou políticas.

• Reforçar com os alunos como a presença dos nordestinos nos grandes centros urbanos contribui para a difusão da cultura da região em outras partes do Brasil, por meio da formação de bairros, da realização de festas populares e da manutenção das tradições.

• Conversar com os alunos sobre o aumento da migração de retorno para a Região Nordeste nas últimas décadas. Segundo os dados do Censo Demográfico de 2000, houve um aumento no número de pessoas que retornaram para os estados nordestinos. Observar também, junto com a turma, o gráfico Saldos migratórios no Nordeste e verificar que a Paraíba apresentou os maiores percentuais de regressados, fenômeno diretamente associado a questões socioeconômicas.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Para relembrar e valorizar as contribuições africanas para a Região Nordeste, você poderá assistir junto com os alunos ao vídeo disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=iDSLwltlva0. Acesso em: 15 set. 2025. No final, construir junto com a turma a boneca apresentada

Entre as décadas de 1950 e 1980, o Nordeste enfrentou períodos de seca, desemprego e pouca oferta de serviços públicos, o que levou muitas pessoas a migrarem para outras regiões do Brasil. De acordo com o IBGE, milhões de nordestinos foram para o Sudeste e o Centro-Oeste em busca de trabalho, fixando-se em municípios como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Geralmente, os primeiros a migrar eram os homens, muitas vezes sozinhos. Eles buscavam empregos para sustentar a família, que ficava no Nordeste. Quando conseguiam se estabilizar, muitos levavam os parentes para morar na nova cidade. Esse tipo de movimento foi chamado de migração por causas econômicas. Os migrantes nordestinos encontravam empregos em setores como construção civil, serviços domésticos, transporte e comércio informal.

A presença de nordestinos nos grandes municípios brasileiros também contribuiu para a difusão da cultura da região, com a formação de bairros, festas populares e tradições que passaram a fazer parte do cotidiano urbano. Exemplos disso são a criação do Centro de Tradições Nordestinas na capital paulista e a presença de mercados de produtos nordestinos no Rio de Janeiro.

Saldos migratórios no Nordeste, estado por estado, segundo o IBGE, entre 2017 e 2022

Fluxo migratório na Região Nordeste (2010)

Percentual da população que nasceu em outra

da população

Fonte: IBGE/Censo Demográfico/Dados da amostra 2010; SUDENE/DPLAN/CGEP/2017.

Nas últimas décadas, o movimento de migração mudou. Segundo dados do IBGE, muitos nordestinos que viviam em outra região começaram a retornar para seu estado de origem. Essa migração de retorno acontece por diversos motivos, como aposentadoria e crescimento econômico e de oportunidades de trabalho na localidade.

Fonte: IBGE. Censo Demográfico do IBGE, 2022.

no vídeo, utilizando os seguintes materiais: fitinhas coloridas, tesoura, retalhos de tecidos pretos e coloridos. Separar os tecidos antecipadamente e ajudar os alunos no manuseio com a tesoura. Quando a boneca estiver pronta, cada aluno deve oferecê-la a um colega com uma dedicatória em um cartão.

Ressalta-se que os estados mais populosos, como Bahia, Ceará e Pernambuco, apresentam saldo migratório negativo, ou seja, mais pessoas saíram do que voltaram, ainda que em taxas muito reduzidas. A Paraíba, por sua vez, é o único estado com saldo positivo, registrando mais imigrantes do que emigrantes.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

Ainda assim, os números evidenciam a melhoria das condições de vida no Nordeste. Programas sociais, investimentos em infraestrutura e o crescimento de polos industriais e turísticos nos estados nordestinos impulsionaram o retorno de muitos migrantes e o fortalecimento econômico de cidades de médio porte, como Campina Grande (PB), Sobral (CE) e Feira de Santana (BA). Essas mudanças mostram como a população da região se reorganiza ao longo do tempo, adaptando-se às condições sociais, econômicas e ambientais.

Compartilhar conhecimento

Infraestrutura: conjunto de estruturas e serviços necessários para o funcionamento de uma sociedade.

Resposta pessoal, mas espera-se que o aluno identifique elementos da cultura africana em diversas áreas da vida, como na culinária, música, dança, língua e religiosidade.

1. Quais elementos da cultura africana você identifica no seu cotidiano?

2. Explique como os povos africanos foram fundamentais para o desenvolvimento econômico do Nordeste.

3. Responda às perguntas a seguir.

a. Entre as décadas de 1950 e 1980, o que levou muitos nordestinos a migrarem para outras regiões do Brasil? A seca, o desemprego e a pouca oferta de serviços públicos.

b. Nesse período, quais foram as principais cidades para as quais os nordestinos migraram?

c. Como foi chamado esse movimento de saída da Região Nordeste?

Migração por causas econômicas.

4. Leia as legendas a seguir e comente como as instalações retratadas influenciam a migração de retorno da Região Nordeste.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

(CE), em 2022.

O aluno deve mencionar que, além do trabalho nas plantações de cana-de-açúcar, os povos africanos desenvolveram atividades urbanas como artesanato, comércio ambulante, serviços domésticos e pequenas manufaturas, como a venda de alimentos e produtos artesanais.

• Na atividade 4, o aluno deve mencionar que, segundo os dados do Censo 2022 (IBGE), o movimento de migração mudou. Muitos nordestinos que viviam em outras regiões começaram a retornar, principalmente para seus estados de origem. Essa migração de retorno acontece por diversos motivos, como o crescimento de polos industriais e turísticos, o aumento de vagas de emprego e a melhoria da economia dos municípios, além de programas sociais. Nas fotografias, estão retratadas grandes instalações industriais nos estados do Ceará, de Sergipe, de Pernambuco e da Bahia.

ATIVIDADE

COMPLEMENTAR

• Montar com os alunos uma ficha para que, em grupos e com ajuda de familiares, completem as sentenças ou respondam às questões. Mudanças ocorridas na nossa cidade

– Na nossa cidade, vivem pessoas que trabalham com... – Antigamente, as pessoas trabalhavam...

– Um local da cidade que mudou muito ao longo do tempo foi...

– Quais foram as mudanças que aconteceram na nossa cidade? (Ex.: ruas asfaltadas, criação de praças, novas escolas, etc.)

– Quais ações podemos realizar para não destruir a natureza e manter o equilíbrio ecológico da nossa cidade? (Ex.: manter as ruas limpas, fazer o plantio de novas árvores, conservar os locais públicos, etc.)

• Essa atividade permite trabalhar a habilidade EF03HI01, identificando os grupos populacionais que formam a cidade e também compreendendo suas relações e contribuições para o desenvolvimento do lugar.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Usina termoelétrica no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. São Gonçalo do Amarante
Fábrica de cimento em Laranjeiras (SE), 2024.
Delfim

ENTRAR EM AÇÃO

• Nesta proposta de pesquisa, os alunos terão a oportunidade de fazer entrevistas em busca de relatos da época dos seus avós e de levantar, em livros e/ou na internet, informações sobre as mudanças da população e das formas de viver, comparando o passado com a atualidade. Eles podem pesquisar, por exemplo, como os períodos de seca mais intensos e, posteriormente, o desenvolvimento da indústria afetaram o crescimento da população urbana na Região Nordeste.

• Essa atividade ajudará os alunos a desenvolverem uma reflexão crítica sobre o tema e a aprimorarem habilidades de comunicação, análise e pesquisa.

• É importante utilizar imagens para ilustrar o que foi coletado e realizar uma roda de conversa com os alunos sobre o que cada um pesquisou.

• Para que a entrevista ocorra de maneira organizada, pedir que os alunos:

- Planejem como ela será conduzida;

- Selecionem os participantes e elaborem as perguntas antecipadamente;

- Ensaiem a entrevista antes de executá-la;

- Criem perguntas claras e objetivas;

- Permitam que os entrevistados expressem suas opiniões livremente;

- Expliquem o objetivo da entrevista;

- Escutem atentamente e evitem influenciar as respostas;

- Registrem tudo por meio de gravação em celular ou anotações;

- Transcrevam ou passem a limpo todas as respostas coletadas;

- Certifiquem-se de que os participantes concordaram em participar e entenderam os objetivos.

A população do Nordeste ao longo do tempo

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Realize pesquisas e entrevistas com algumas pessoas da sua família ou da comunidade onde você mora para descobrir as mudanças que ocorreram na Região Nordeste nos últimos 30 anos.

Dicas para a realização do trabalho.

> A turma será dividida em dois grupos: um irá pesquisar a respeito das contribuições dos povos africanos no Nordeste; e o outro, a respeito do processo de migração na região.

> O primeiro grupo deve pesquisar em livros ou na Internet as heranças deixadas pelos povos africanos na culinária, no vocabulário, na música e na religião.

> O segundo grupo deve investigar como o desenvolvimento das indústrias no século 20 afetou o crescimento da população urbana.

> Entreviste idosos, professores e pessoas que gostam de contar histórias. Ouça-os com atenção e interesse e anote as informações mais relevantes.

> Selecione imagens ou fotografias que remetam ao assunto trabalhado.

> Junto com o professor, realize uma exposição na escola com o resultado da sua produção.

Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros, mais conhecido como Porto de Suape. Ipojuca (PE), em 2023.
Barragem da Usina da Pedra, no Rio de Contas. Jequié (BA), em 2025.
Entrar em ação
NÃO ESCREVA NO LIVRO

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

Atividades econômicas do Nordeste

Ao longo da história, o Nordeste brasileiro passou por diferentes fases de desenvolvimento econômico. Cada uma delas transformou a paisagem, influenciou os modos de vida e alterou o uso do solo nos estados da região. Essas mudanças impactaram os territórios de maneiras distintas, contribuindo para o crescimento de atividades específicas.

Cana-de-açúcar

O cultivo de cana-de-açúcar iniciou-se no século 16, no Nordeste, principalmente nas faixas de solo fértil da Zona da Mata, que se estendem pelo litoral de Pernambuco, Alagoas, da Paraíba, do Rio Grande do Norte, de Sergipe e da Bahia. Nessas áreas, os portugueses instalaram engenhos, grandes propriedades que reuniam estruturas como moendas, caldeiras e casa-grande. Neles, a produção do açúcar, voltada para a exportação, era realizada por pessoas escravizadas trazidas da África.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esse modelo econômico provocou o desmatamento da Mata Atlântica e concentrou a terra nas mãos de poucos proprietários. A economia açucareira deu origem a vilas, portos e cidades, como Recife, Olinda e Salvador, que se tornaram centros comerciais importantes no período colonial.

Apesar da riqueza gerada, a concentração de renda e a dependência da exportação tornaram a economia da região vulnerável a crises internacionais.

Algodão

Com a queda no preço do açúcar no século 19, o algodão passou a ser cultivado em larga escala no Sertão e no Meio-Norte do Nordeste, especialmente na Paraíba, no Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão. O clima seco, com chuvas curtas, favorecia o plantio do algodoeiro, resistente à seca.

CONTEXTUALIZANDO

• Proporcionar aos alunos leitura de textos e momentos de pesquisa na internet sobre as atividades econômicas do Nordeste e a prática atual da agricultura e do agronegócio na região.

• Após esse momento, introduzir uma roda de conversa a respeito do que os alunos descobriram. Organizar pequenos grupos para construir cartazes que incluam imagens e resumos dos assuntos pesquisados.

03/10/2025 15:55:00

• Ao final, realizar uma exposição dos trabalhos em sala de aula.

• No Nordeste, a prática da agricultura é bastante diversificada, tanto em relação às culturas plantadas quanto ao nível tecnológico empregado na produção. A cana-de-açúcar é o principal cultivo em Alagoas, Pernambuco e Bahia. Destacam-se também os plantios de algodão, no Ceará, na Paraíba e no Rio Grande do Norte, e de soja, na Bahia e no Maranhão. Conversar com os alunos sobre essa realidade, conforme apontado pela pela Embrapa.

EF03GE02: Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e econômica de grupos de diferentes origens.

EF05GE03: Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.

HISTÓRIA

EF03HI03: Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de migrantes.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVO

• Mostrar que a economia da Região Nordeste é a terceira maior do Brasil e que apresentou o maior crescimento nos últimos anos. Sua base está voltada principalmente para a agricultura, o extrativismo vegetal e mineral, a indústria, o comércio, o turismo, entre outras atividades.

Moinho de açúcar. Litografia de Godefroy Engelmann, publicada em Paris em 1835, feita a partir de um desenho original de Johann Moritz Rugendas.
Engenho de açúcar no Nordeste brasileiro. Gravura publicada no livro Viagens ao Brasil (1816), de Henry Koster.
Domínio público O Brasil de Rugendas

• Comparar as práticas agrícolas mais antigas com as atuais e destacar como as inovações tecnológicas contribuíram para o desenvolvimento desse setor.

• Analisar, junto com a turma, como cada atividade econômica, ao longo da história do Nordeste, influenciou o desenvolvimento cultural, econômico e profissional da região.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Observar a gravura Colheita de algodão (1860) e fazer os seguintes questionamentos aos alunos:

- Que leitura podemos fazer dessa imagem?

- Quem são as pessoas que aparecem nela?

- Que atividades elas estão realizando?

- Que período histórico essa imagem representa?

- Em que região do Brasil era comum a prática dessa atividade?

• Incentivar os alunos a refletirem sobre essas questões e a expressarem oralmente suas compreensões sobre o tema.

• Organizar a turma em pares para pesquisarem, na internet ou em materiais impressos, textos sobre o cultivo de cana-de-açúcar e de algodão e sobre a mineração no Nordeste colonial. Em seguida, provocar um debate sobre o assunto. Sugestões de perguntas:

- A cana-de-açúcar, no período colonial, servia como matéria-prima para fabricação de qual produto?

- Como era a organização social nas áreas dos engenhos?

- Quando e quem trouxe as primeiras mudas de cana-de-açúcar e de algodão para a Região Nordeste?

- Quais estados do Nordeste passaram a cultivar algodão em larga escala no século 19?

- Qual é a relação da Chapada Diamantina com a mineração no século 18?

Esse ciclo teve importância para a formação das primeiras indústrias têxteis no Nordeste, como as instaladas em Campina Grande (PB) e Fortaleza (CE). Segundo dados do IBGE, esse processo impulsionou o surgimento de cidades industriais e o crescimento do trabalho assalariado urbano, marcando o início da urbanização em algumas regiões do interior.

Além disso, o algodão nordestino ganhou destaque no comércio internacional durante a Guerra de Secessão (1861–1865), quando a produção nos Estados Unidos foi afetada.

Ouro e diamantes

Com o esgotamento de algumas áreas açucareiras no final do século 17, a mineração ganhou importância no Nordeste, especialmente na Chapada Diamantina, na Bahia. Ouro e diamantes foram encontrados, atraindo trabalhadores para o interior, o que permitiu a formação de novos povoados, como Lençóis, Mucugê e Andaraí.

Essa atividade se desenvolveu durante o século 18 e movimentou a economia regional, ainda que em menor escala que em Minas Gerais. De acordo com informações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a mineração contribuiu para integrar o interior nordestino a redes comerciais no litoral e provocou mudanças na paisagem e no modo de vida da população local.

Cacau

Entre os séculos 19 e 20, o sul da Bahia viveu o auge da produção de cacau, especialmente nos municípios de Ilhéus e Itabuna. As roças de cacau se expandiram com a ajuda da sombra das árvores nativas da Mata Atlântica, em um modo de cultivo chamado de sistema cabruca, que misturava preservação com exploração.

MAIS CONHECIMENTO

• O cultivo do cacau contribuiu para o desenvolvimento econômico do Nordeste, possibilitando o surgimento de uma nova atividade em meio à decadência da cultura açucareira.

• A região de Ilhéus, na Bahia, foi a mais beneficiada por essa atividade econômica e passou por um enriquecimento acelerado. Porém, a partir dos anos 1990, a produção de cacau no Nordeste enfraqueceu devido à crise provocada pela vassoura de bruxa.

• O cultivo do cacau ficou marcado na Região Nordeste como uma atividade baseada na

monocultura, realizada em latifúndios com exploração da mão de obra. A produção destinava-se tanto ao mercado local quanto ao internacional.

Objetos antigos usados no garimpo em exposição na Galeria Arte e Memória, em Igatu. Andaraí (BA), em 2021.
Ruínas de casas de garimpeiros no Parque Municipal de Mucugê. Mucugê (BA), em 2025.
Luciano Queiroz / pulsarimagens.com.br
Luciano Queiroz / pulsarimagens.com.br
Colheita de algodão. Gravura de 1860.
Archivist / stock.adobe.com

Cacaueiro plantado sob a sombra da floresta nativa na Costa do Cacau. Ilhéus (BA), em 2021.

A fruticultura irrigada: transformações no semiárido

Em 2022, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) informou que essa atividade deu origem a uma classe média rural e movimentou o comércio local, gerando riqueza e atraindo trabalhadores para a região. No entanto, o uso intensivo da terra e o crescimento das áreas desmatadas também causaram impactos ambientais.

A crise da vassoura de bruxa, doença que afetou drasticamente a produção de cacau nos anos 1990, evidenciou os riscos econômicos de depender de um único produto agrícola. Desde então, os produtores do sul da Bahia buscam alternativas para diversificar sua economia.

Já no final do século 20 e início do século 21, com a construção de barragens e canais no Rio São Francisco, foi possível irrigar grandes áreas de clima semiárido nos estados da Bahia, de Pernambuco e do Ceará. O uso planejado da água e das tecnologias de irrigação permitiu que o Sertão se tornasse produtivo, gerando empregos e alterando profundamente a paisagem local.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), municípios como Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) se tornaram polos produtores de frutas, que são vendidas no Brasil e exportadas para outros países. A Embrapa destaca que o clima semiárido da região, marcado pela baixa umidade e alta luminosidade, favorece a produção de frutas com melhor aparência, maior qualidade e mais sabor. Esses fatores, aliados aos processos de indução floral controlada, permitem a produção durante todo o ano e a programação das colheitas de acordo com a demanda dos mercados interno e externo.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Orientar a comparação entre o final do século 20 e os dias atuais no que se refere ao processo de produção de frutas na região do Vale do São Francisco. Buscar textos na internet para ampliar o entendimento do assunto. Sugestão disponível em: https://www.gov.br/mdr/ pt-br/noticias/regiao-do -vale-do-sao-francisco -se-destaca-como-polo -produtor-de-fruticultura. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Organizar a turma em duplas para realizar a leitura do texto sugerido acima e selecionar alguns trechos que serão debatidos em uma roda de conversa.

• Ao final, incentivar os alunos a redigirem pequenos textos e a elaborarem ilustrações sobre o assunto em estudo. Esta é uma boa oportunidade para propor questionamentos que o levem a perceber a importância do Rio São Francisco para a população do Nordeste, tanto no setor da agricultura como no do turismo.

A fruticultura irrigada não apenas impulsionou a economia local, mas também promoveu uma significativa melhoria na qualidade de vida da população, tornando o Vale do São Francisco conhecido internacionalmente.

Indução floral controlada: processo pelo qual uma planta passa a florescer em períodos específicos e desejados. 53

• Citar a importância das pesquisas da Embrapa para o crescimento da exportação de frutas da Região Nordeste. Enfatizar que esse órgão, junto com parceiros públicos e privados, têm desenvolvido inúmeras tecnologias para o sistema de produção de frutas no Nordeste, especialmente no Vale do São Francisco.

Pomar de frutas irrigado no Vale do Rio São Francisco. Casa Nova (BA), em 2022.
Delfim Martins / pulsarimagens.com.br

• Destacar alguns fatores que contribuem para o crescimento socioeconômico da região, como a tecnologia de indução floral na produção de manga; o desenvolvimento de novas variedades de uva, banana, abacaxi, melão; a capacitação na produção de mudas de diferentes espécies; a implantação de sistemas de irrigação mais eficientes ; entre outros outros.

• Apresentar aos alunos textos que tratem do crescimento da fruticultura no Nordeste. Seguem algumas sugestões: https://www.embrapa. br/busca-de-noticias/-/ noticia/17938363/especial -30-anos---a-expansao-da -fruticultura-no-nordeste-do -brasil; https://www.embrapa. br/busca-de-publicacoes/-/ publicacao/134191/a -fruticultura-no-vale-do-sao -francisco. Acesso em: 18 de jun. 2025.

• Após acessar os textos sugeridos, convidar os alunos a refletirem sobre como as pesquisas da Embrapa contribuem para o avanço da produtividade e para a abertura de novas linhas de produção.

ATIVIDADES

COMPLEMENTARES

• Incentivar a turma a elaborar um programa de marketing que explore o crescimento das exportações da fruticultura na Região Nordeste. Depois, promover sua divulgação na escola, despertando a curiosidade da comunidade escolar sobre o assunto abordado.

• Orientar os alunos a realizarem uma pesquisa sobre a importância do agronegócio no Vale do São Francisco. Enfatizar a resiliência da população, que modificou seu estilo de vida e seus costumes na produção agrícola local, superando as dificuldades do clima do semiárido

A fruticultura irrigada no Vale do São Francisco segue um processo altamente tecnológico e organizado, dotado de sistemas de irrigação eficientes, como os de gotejamento, que permitem o uso controlado da água. Esses sistemas são essenciais para manter a produtividade.

Após a instalação das infraestruturas de irrigação, as frutas são cultivadas em campos planejados, onde o clima, a luz e a água são cuidadosamente gerenciados para otimizar a qualidade da produção. Assim, frutas como uva, manga e melão, que são altamente sensíveis às condições climáticas, podem ser produzidas ao longo do ano, sem depender exclusivamente das chuvas sazonais.

Essa modernização no campo trouxe uma série de inovações e atividades profissionais que antes não existiam na região. A implantação e manutenção dos sistemas de irrigação exigem profissionais especializados, como engenheiros agrônomos e técnicos em irrigação. Além disso, o manejo das plantações, que antes era feito de maneira mais artesanal, agora conta com tecnologias avançadas, o que exige também o trabalho de operadores de máquinas e de equipamentos tecnológicos.

O setor também gerou novas demandas profissionais no processamento de frutas, com a criação de indústrias de sucos, conservas e outros produtos derivados, essenciais para agregar valor à produção e diversificar os mercados. Outro campo importante que surgiu envolve o transporte das frutas para os centros de comercialização e exportação, gerando empregos em transportadoras e empresas de armazenagem. Por fim, a fruticultura irrigada também trouxe novas oportunidades de capacitação profissional. Várias instituições de ensino e empresas privadas passaram a oferecer cursos e treinamentos voltados para as novas demandas do mercado, como a gestão

nordestino. Solicitar que, nessa pesquisa, os alunos investiguem como essa transformação tornou a região próspera na agricultura.

• Construir com os alunos um mural com cartolinas e colocá-lo em um local visível. Usar imagens, palavras e outros elementos que representem as mudanças e a prosperidade do Vale do São Francisco, que transformaram Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) em centros do agronegócio sustentável no Nordeste brasileiro.

Mudas de uva irrigadas no Vale do Rio São Francisco. Petrolina (PE), em 2019.
Alf Ribeiro / Shutterstock.com
Plantação de café em Triunfo (PE), 2025.
Leo Caldas / pulsarimagens.com.br

ATIVIDADE

COMPLEMENTAR

de recursos hídricos, a tecnologia de irrigação e o processamento agroindustrial. Isso aumentou a qualificação da mão de obra local e ajudou a diversificar as opções de emprego nas áreas rurais.

Desenvolvimento e desigualdades

Cada atividade econômica trouxe avanços, mas também gerou desigualdades. Em geral, as regiões litorâneas e as áreas próximas a rios receberam mais investimentos, enquanto o Sertão e o Agreste enfrentaram desafios maiores para se desenvolver. No entanto, todos os estados nordestinos participaram, em algum momento, desses processos de transformação, com características e ritmos próprios.

Estudar a economia do Nordeste é essencial para entender por que algumas regiões se desenvolveram mais rapidamente, enquanto outras enfrentaram mais dificuldades. Esse estudo também revela como fatores geográficos e climáticos influenciam a economia e as condições de vida das comunidades.

O infográfico ao lado mostra a evolução do rendimento médio mensal no Brasil ao longo de três anos. Entre os anos 2023 e 2024, a Região Nordeste teve a segunda maior variação, ficando atrás apenas da Região Sul.

Fonte: IBGE. Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2019/2024. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/ liv102174_informativo.pdf. Acesso em: 22 jul. 2025.

03/10/2025 15:55:06

CONTEXTUALIZANDO

• Para fazer a conexão entre a modernização do campo e as técnicas artesanais, sugere-se a apresentação de imagens que retratem cenários rurais antigos e atuais. Mostrar que o impacto da modernização na produção rural representa um marco na transição de práticas agrícolas ao longo do tempo.

• Organizar uma roda de conversa e proporcionar uma discussão sobre como as revoluções industriais impulsionaram avanços em diversos setores, alcançando também o meio agrário.

• Com os alunos, fazer uma pesquisa na internet sobre a atuação da Embrapa e do Sebrae no município onde moram ou no município mais próximo da escola, buscando informações sobre as técnicas utilizadas na agricultura e procurando saber se são praticadas, no local, importação e exportação de mercadorias.

• Por meio de uma roda de conversa, possibilitar um debate em relação à expansão da agricultura. No final, solicitar que a turma monte um cartaz destacando as consequências positivas e negativas dessa modernização no campo.

• Organizar os alunos em círculo e apresentar a eles a letra de uma canção que fale sobre os antigos modos de vida e de trabalho do campo no Nordeste brasileiro. Sugere-se, para esta atividade, o uso da letra da canção "A vida do viajante", de Hervê Cordovil e Luiz Gonzaga, gravada por este último em 1953. Para que os alunos possam entender o contexto da canção, explicar que, no passado, a situação retratada era comum na vida da população nordestina do campo. Se possível, promover na sala de aula uma audição da canção para que todos tenham contato com ela e percebam sua melodia saudosa

• Após a leitura e a possível audição da canção, promover uma discussão sobre o seu conteúdo, aproveitando para explicar o momento histórico em que ela foi elaborada. O objetivo é que os alunos identifiquem as transformações pelas quais passou a área rural nordestina com a modernização e o uso da tecnologia no campo.

• Por meio de pesquisas em livros e na internet, estimular os alunos a entenderem as causas do êxodo rural e a mudança no desenvolvimento da área rural nordestina.

• Seguem algumas sugestões para auxiliar na condução da análise da letra da canção.

- Pedir aos alunos que identifiquem os versos da canção que retratam um desejo profundo de encontrar um lugar onde o eu lírico possa finalmente descansar e sentir-se feliz.

- Perguntar aos alunos de que forma o narrador expressa que sente saudade dos amigos e das terras que deixou para trás. Espera-se que eles percebam que essa canção simboliza a dor de estar sempre em movimento e mostra uma tristeza interna e um coração saudoso.

Piscinão para irrigação de plantação em propriedade rural na região chamada de Matopiba. Correntina (BA), em 2024. Canal secundário de irrigação em Petrolina (PE), 2023.
Andre Dib / pulsarimagens.com.br
Andre Dib / pulsarimagens.com.br
Rendimento médio mensal real domiciliar per capita

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Com base na leitura do gráfico da página 55, instruir os alunos na análise da renda per capita das regiões brasileiras e das transformações ocorridas em seu desenvolvimento socioeconômico.

• Na atividade 1, pedir aos alunos que realizem a pesquisa em grupo. Sugere-se seguir estas dicas.

a. Dividir a turma em quatro grupos para que cada um faça a pesquisa sobre uma atividade econômica do Nordeste.

b. Solicitar aos grupos que busquem informações sobre como os estados nordestinos foram afetados pelas produções de açúcar, algodão e cacau e pela mineração.

c. Pedir à turma que procure e examine dados demográficos, econômicos e sociais divulgados por órgãos competentes, como IBGE, Fiocruz, Iphan e outros.

• Na atividade 2, analisar a fotografia da Chapada Diamantina e despertar nos alunos curiosidades por dados geográficos e históricos da região.

- Em Geografia, explorar: relevo sedimentar das chapadas; extrativismo; espaço geográfico e conteúdo social; meio ambiente; uso turístico do espaço; etc.

- Em História, trabalhar: relações sociais, atividades econômicas, identidade social e diversidade dos sujeitos que constroem a história nessa região.

• A atividade 6 desenvolve a análise do conteúdo abordado e a prática da produção textual.

• Ressaltar que a utilização da IA na agricultura tem sido cada vez mais frequente. Antigamente os agricultores tinham que avaliar manualmente as plantações, verificando pragas e a qualidade geral da safra. A tecnologia possibilita realizar essas atividades com redução de custos e desperdícios, economizando também tempo de produção e mão de obra humana.

Compartilhar conhecimento

1. Faça uma pesquisa, na internet ou em livros, sobre as atividades econômicas da Região Nordeste. Siga as instruções.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

a. Registre as suas descobertas.

b. Ilustre a pesquisa com desenhos ou fotografias.

c. Converse com os colegas e o professor sobre o resultado da pesquisa.

2. Observe a fotografia a seguir para responder às perguntas.

3. Responda às perguntas.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

a. Em qual estado está localizada a Chapada Diamantina? Na Bahia.

b. O que mais chamou sua atenção na paisagem retratada?

c. O que atraiu trabalhadores para a região da Chapada Diamantina durante o século 18?

Ouro e diamantes.

a. O que é a vassoura de bruxa? Uma doença causada por fungo que afetou a produção de cacau nos anos 1990.

b. Como uma crise como a provocada por essa doença pode afetar uma cadeia inteira de trabalhadores?

Entre as regiões do Brasil.

4. O infográfico da página 55 representa a evolução de renda entre quais tipos de território ou espaço?

5. Segundo esse infográfico, quais foram as duas regiões que apresentaram as maiores rendas em 2024? Regiões Sul e Sudeste.

6. Leia a notícia a seguir e converse com a sua turma sobre as vantagens do uso das tecnologias de irrigação na Região Nordeste. Depois, em seu caderno, escreva um pequeno texto sobre o assunto abordado. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Inteligência artificial pode indicar a hora certa de irrigar as plantações

16 jan. 2025

Sensoriamento: observação e registro das condições geológicas e climáticas da Terra por meio de sensores, a fim de levantar informações sobre solos, por exemplo.

A tecnologia utiliza como base o balanço de energia das folhas e pode contribuir para a tomada de decisões mais precisas no manejo da irrigação. Essa nova tecnologia tem baixo custo e pode ser utilizada por médios e pequenos produtores. Esse dispositivo autônomo de baixo custo para o sensoriamento do estresse hídrico das plantas foi desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical (CE). [...] Uma parceria entre a Embrapa, a Universidade Federal do Ceará (UFC), o Laboratório de Inovação Tecnológica e Experimentação Científica Instituto Atlântico (Litec) e a empresa cearense 3V3 Tecnologia irá desenvolver uma versão comercial nos próximos anos.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL pode indicar a hora certa de irrigar as plantações. Nordeste Rural, 2025. Disponível em: https:// nordesterural.com.br/inteligencia-artificial-pode-indicar-a-hora-certa-de-irrigar-as-plantacoes/. Acesso em: 29 abr. 2025.

Uma crise como a provocada pela vassoura de bruxa gera muitos riscos econômicos, ainda mais se os trabalhadores dependerem de apenas um produto agrícola, como foi o caso do cacau. Uma alternativa é diversificar os produtos do plantio.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Parque Nacional da Chapada Diamantina. Morro do Pai Inácio. Palmeiras (BA), em 2024.

7. Analise o gráfico que mostra a produção agrícola de um mês na Região Nordeste e, depois, faça o que se pede.

Produção por ano da safra e produto (toneladas), abril 2025

Fonte: IBGE. LSPA - Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://www. ibge.gov.br/estatisticas/economicas/agricultura-e-pecuaria/9201-levantamento-sistematico-da-producao-agricola.html. Acesso em: 20 maio 2025.

a. Que produto agrícola teve maior produção no mês analisado? Pesquise e descubra quais são os principais estados nordestinos produtores desse item.

• Na realização da atividade 7, é importante que os alunos compreendam, com base na observação do gráfico, que a agroindústria canavieira no Nordeste tem grande importância econômica e social. Comentar que, no passado, a renda e o poder estavam concentrados nas mãos dos proprietários de terra (senhores de engenho, usineiros e fazendeiros), que influenciavam as decisões políticas e comandavam a população que vivia no entorno dos seus engenhos. Atualmente, essa monocultura amplia a circulação do capital e usa máquinas modernas e tecnologias como o GPS, que substituem muitos trabalhadores do campo.

b. Que produto agrícola teve menor produção no mês analisado? Pesquise e descubra qual estado do Nordeste é o maior produtor desse item.

Café arábica. O estado nordestino que produz esse item em larga escala é a Bahia.

c. Você acha que, na produção desses itens, há o uso planejado da água e das tecnologias de irrigação?

Resposta pessoal.

8. Analise as fotografias e cite algumas modificações geradas pela agricultura.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Sistema de irrigação feito com garrafa na Escola Estadual Saturnino Vieira de Melo, na comunidade Malhador. Buíque (PE), em 2023.

de roça de milho feita com água retirada de açude. Madalena (CE), em 2023.

Cana-de-açúcar. Os principais estados nordestinos produtores de cana-de-açúcar são Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte, Maranhão, Sergipe e Piauí.

• Pedir aos alunos que realizem pesquisas na internet para auxiliar na resolução da atividade 8. Além disso, solicitar que analisem as fotografias e façam anotações no caderno. Destacar que o uso de tecnologias na agricultura impacta diretamente a produtividade, os custos e a qualidade dos produtos. Enfatizar

que, no Nordeste, os sistemas de irrigação e o uso de água na agricultura sofreram inovações tecnológicas e que, apesar das mudanças climáticas, a produção aumenta em larga escala. Sugere-se consulta no site da Embrapa: https://www.embrapa.br/. Acesso em: 20 jun. 2025.

• Na atividade 7, letra c , os alunos devem analisar as inovações tecnológicas no Nordeste e como elas afetaram a produção agrícola na região. No final, os alunos podem fazer a leitura de suas respostas e compartilhar com a turma as dúvidas que surgirem.

• Trazer para a sala de aula exemplos de linha do tempo (que podem ser encontrados na internet e em livros) para auxiliar os alunos a elaborarem, individual ou coletivamente, a própria linha do tempo sobre o desenvolvimento da produção agrícola do Nordeste.

Adriano Kirihara / pulsarimagens.com.br
Ricardo Teles / pulsarimagens.com.br
Irrigação

HABILIDADES BNCC HISTÓRIA

EF03HI05: Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus significados.

EF05HI07: Identificar os processos de produção, hierarquização e difusão dos marcos de memória e discutir a presença e/ou a ausência de diferentes grupos que compõem a sociedade na nomeação desses marcos de memória.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVO

• Mostrar aos alunos que a população nordestina, em alguns momentos da sua história política, desafiou a ordem estabelecida provocando alguns conflitos, revoltas e criando comunidades autônomas, livres de normas preestabelecidas pelo governo da época.

CONTEXTUALIZANDO

• Pedir aos alunos que pesquisem em livros ou na internet informações sobre três movimentos (Confederação do Equador, Balaiada e Revolta de Canudos) que aconteceram na Região Nordeste e que deixaram marcas na história do povo nordestino, que lutou por liberdade.

• Promover a leitura coletiva da história em quadrinhos As Heroínas de Tejucupapo

– O passado e o presente, de Sandra Razana Silva do Monte, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/ bitstream/123456789/50391/ 1/Monte%2c%20SRS%20 do%20%282020%29%20 Hero%c3%adnas%20 do%20Tejucupapo_o%20 passado%20e%20o%20 presente.pdf. Acesso em: 21 jun. 2025.

Revoltas e movimentos sociais

Ao longo da história do Nordeste, muitos grupos se organizaram para resistir a injustiças, desigualdades e formas de dominação. Essas lutas aconteceram por diferentes motivos (políticos, sociais, religiosos e até ambientais) e deixaram marcas profundas no modo como o território foi ocupado, sendo lembradas até hoje.

De início é preciso destacar uma das resistências populares mais significativas no século 17. Em 1646, as heroínas de Tejucupapo, grupo de mulheres da vila de Tejucupapo (atualmente parte do município de Goiana, em Pernambuco), organizaram-se para defender sua comunidade contra um ataque de soldados holandeses. Usando instrumentos simples, elas protegeram o território e impediram a invasão. Esse episódio mostra que a resistência popular no Nordeste é antiga e que as mulheres também participaram ativamente da defesa de suas comunidades.

Agora, vamos conhecer algumas das revoltas ocorridas na região e entender como elas marcaram a história local.

Confederação do Equador (1824)

A Confederação do Equador foi uma revolta que aconteceu no início do Brasil independente, em 1824. Alguns estados do Nordeste, como Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, não aceitavam o modo como

Dom Pedro I estava governando o país, com autoritarismo e concentração de poder. Os revoltosos eram, em sua maioria, donos de terras e profissionais liberais que queriam implantar a república para atender aos próprios interesses. Entretanto, a revolta também tinha como objetivos maior autonomia, liberdade e participação popular. Entre os principais líderes, estavam Frei Caneca (1779-1825), Cipriano Barata (1762-1838) e Manuel de Carvalho (1774-1855).

Essa revolta foi fortemente reprimida pelo governo imperial. Muitas pessoas morreram, e os líderes foram presos ou executados.

Fonte: AGÊNCIA SENADO. Confederação do Equador: há 200 anos, Pernambuco criou 'Brasil alternativo' ao Império de Pedro I. 2024. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2024/06/ confederacao-do-equador-ha-200-anos-pernambuco-criou-brasil -alternativo-ao-imperio-de-pedro-i. Acesso em: 22 jul. 2025.

Confederação do Equador
Províncias que, em 1824, aderiram ao movimento liderado por Pernambuco.

Balaiada (1838–1841)

A Balaiada foi uma revolta popular que aconteceu principalmente na região do Sertão maranhense e da Baixada Maranhense — locais de difícil acesso e com presença limitada do governo imperial — e no Piauí. Muitas pessoas pobres, incluindo escravizados e pequenos criadores, revoltaram-se contra os grandes fazendeiros e o governo local: poucos indivíduos tinham muitas terras, e muitos viviam na miséria.

O termo balaiada origina-se de um dos líderes do movimento, o artesão Manoel Francisco dos Anjos Ferreira (1784-1840), conhecido como Balaio. Outro líder importante foi o ex-escravizado Cosme Bento (c. 1800-1842), que organizou um exército de libertos.

O movimento foi duramente combatido pelo Exército. Mesmo assim, mostrou a força dos trabalhadores e das populações marginalizadas

Revolta de Canudos (1896–1897)

: excluídas.

O povoado de Canudos, no Sertão da Bahia, foi fundado por Antônio Conselheiro (1830-1897) e cresceu com a chegada de famílias pobres que buscavam um lugar para viver com mais dignidade. Os moradores construíram uma comunidade com regras próprias, onde dividiam os trabalhos e os alimentos.

O governo republicano considerou Canudos uma ameaça à ordem e enviou tropas para destruir o povoado. Foram necessárias quatro expedições militares para que a comunidade fosse vencida.

Esse conflito mostra como as desigualdades sociais e a falta de acesso à terra levaram à criação de comunidades alternativas e como o Estado agiu com violência contra essas iniciativas. A Revolta de Canudos evidenciou a exclusão vivida pelas populações do Sertão e a dificuldade de acesso a direitos básicos.

• Sobre a Confederação do Equador, elaborar previamente algumas perguntas para iniciar uma conversa em sala de aula. No final, os alunos podem fazer anotações no caderno. Sugestões de perguntas:

- Quais eram os principais ideais defendidos pela Confederação do Equador? Resposta: Liberdade, igualdade, independência e a criação de uma república federativa.

- Quem foram alguns dos líderes importantes da Confederação do Equador? Resposta: Frei Caneca e Manuel de Carvalho.

- Na sua opinião, qual foi o legado deixado pela Confederação do Equador na história do povo nordestino? Resposta: A Confederação evidenciou a insatisfação do povo com o governo, serviu de impulso para futuras lutas por autonomia e liberdade e ficou marcada como exemplo de coragem e determinação.

• Sobre a Balaiada, dividir a turma em quatro grupos e deixar com cada equipe um texto que aborde o conteúdo trabalhado. Atribuir responsabilidades, como preparar cartazes, resumos e debates sobre o texto lido. Seguem sugestões de textos da internet.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Solicitar aos estudantes que pesquisem se, no município em que vivem ou nos arredores, houve algum conflito ou revolta. Depois, pedir que compartilhem em sala os resultados da pesquisa.

• Apresentar o contexto histórico da Revolta de Canudos, com uma breve descrição da situação política e social do Brasil na época. Discutir com a turma sobre esse conflito armado, que envolveu o Exército brasileiro e membros da comunidade sociorreligiosa, liderada por Antônio Conselheiro.

• Projetar em sala de aula um documentário ou vídeo (sugestão: https://www.youtube.com/ watch?v=OtytnH59p3o) que aborde a Revolta de Canudos. Pedir aos alunos que façam anotações enquanto assistem à projeção. Após a exibição, promover um debate para que eles reflitam sobre o conteúdo.

Histórias do Balaio: historiografia, memorial oral e as origens da Balaiada, de Mathias Röhrig Assunção. Disponível em: https://revista.historiaoral. org.br/index.php/rho/article/ view/94. Acesso em: 20 jun. 2025.

Balaiada (1838-1841): Revolta popular no Maranhão, de Renato Cancian. Disponível em: http://educacao. uol.com.br/historia-brasil/ ult1689u21.jhtm. Acesso em: 20 jun. 2025.

Marginalizadas
Memorial da Balaiada. Caxias (MA), em 2022.
Chico Ferreira / pulsarimagens.com.br
Luciano Queiroz / pulsarimagens.com.br
Representação artística da Revolta de Canudos. Obra do fotógrafo e documentarista Claude Santos. Parque Estadual de Canudos (BA), em 2024.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Na atividade 1, enfatizar a importância feminina nas comunidades. Resgatar a história em quadrinhos As Heroínas de Tejucupapo e, por meio de um debate, mostrar aos alunos que as mulheres, usando instrumentos simples, como paus e pedras, defenderam suas comunidades contra os ataques de soldados holandeses.

• Desenvolver a atividade 2 mostrando que as mulheres estão mais atuantes em suas comunidades e que desenvolvem estratégias de organização social e conscientização política. Entretanto, antes de os alunos responderem a essa atividade, é interessante que eles conheçam algumas mulheres nordestinas que marcaram a história do Brasil como revolucionárias, inovadoras e lutadoras. Seguem alguns exemplos:

Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810-1885), pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto. Foi uma educadora, escritora e poetisa potiguar. Defendeu os direitos das mulheres, dos indígenas e dos escravizados. Nísia também participou ativamente das campanhas abolicionista e republicana.

Bárbara Pereira de Alencar (1760-1832), comerciante e ativista política pernambucana. Primeira presa política do Brasil, é considerada uma heroína da Revolução Pernambucana e da Confederação do Equador. É conhecida como Dona Bárbara do Crato, porque viveu por muito tempo na cidade cearense.

Esperança Garcia foi uma mulher escravizada que, no século 18, lutou por seus direitos e, hoje, é reconhecida como a primeira mulher advogada do Brasil. Ela enviou uma carta (1970), um tipo de petição, ao governador da Capitania de São José do Piauí, denunciando violências e desmandos da justiça.

Maria Aragão (1910-1991) foi

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Compartilhar conhecimento

1. Como as mulheres da vila de Tejucupapo se organizaram para defender sua comunidade?

2. Como você acha que as mulheres da atualidade atuam em defesa de suas comunidades?

3. Forme um grupo com alguns colegas. Depois, realize uma pesquisa sobre uma das revoltas estudadas. Escreva um pequeno texto sobre ela, trazendo novas informações.

4. Explique o principal motivo de as pessoas buscarem refúgio no povoado de Canudos.

5. Escreva, no seu caderno, quais foram os principais motivos da Revolta de Canudos.

6. Frei Caneca foi um dos principais líderes da Confederação do Equador. Faça uma pesquisa na internet e escreva um breve texto sobre ele.

7. Quais estados do Nordeste aderiram à Confederação do Equador?

8. Observe o mapa da página 58 e, em seu caderno, reproduza-o marcando as províncias do Brasil que participaram da Confederação do Equador. Utilize cores para diferenciar as províncias.

Aprenda mais

Quem foi Antônio Conselheiro?

Foi publicada no Diário Oficial da União uma lei que inclui o nome de Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro, no Livro dos heróis e heroínas da pátria Antônio Conselheiro é visto como símbolo da liderança social na comunidade de Canudos, no interior da Bahia, que incomodou os republicanos da época. Conselheiro morreu dias antes do fim da chamada Guerra de Canudos, em 5 de outubro de 1897. Parte da sua história é contada no clássico da literatura Os sertões, de Euclides da Cunha, de 1902.

O Livro dos heróis e heroínas da pátria é um documento que preserva os nomes de figuras que marcaram a história do Brasil. Também chamado de “Livro de aço”, encontra-se no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

AGÊNCIA SENADO. Antônio Conselheiro será incluído no Livro dos heróis e heroínas da Pátria. Brasília, DF: Senado Federal; Senado Notícias, 14 maio 2019. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/05/14/antonio-conselheiro -sera-incluido-no-livro-dos-herois-e-heroinas-da-patria. Acesso em: 19 maio 2025.

uma professora, médica e militante política maranhense que contribuiu para o processo de luta em torno das políticas sociais brasileiras, em especial para a população do seu estado.

• Na atividade 3, espera-se que os alunos pesquisem informações novas sobre a Confederação do Equador, a Balaiada e a Revolta de Canudos e elaborem um texto por grupo com essas informações. Para isso, pedir que cada membro da equipe anote o que achar importante. No final, um integrante deve reunir todas as informações coletadas em um só texto. Em data combinada previamente, propor que

cada grupo faça a leitura de seu texto para toda a turma. Nas atividades 4 e 5, o aluno deve mencionar que as famílias pobres buscavam refúgio em Canudos como um lugar para viver com mais dignidade. Então, construíram uma comunidade com regras próprias, onde dividiam o trabalho e os alimentos, longe da miséria e da exploração dos grandes fazendeiros. Com isso, esse movimento chamou a atenção do governo republicano, que considerou Canudos uma ameaça, enviando tropas para destruir o povoado.

Escultura de Antônio Conselheiro. Sítio Histórico de Canudos (BA), em 2021.
Adriano Kirihara
NÃO ESCREVA NO LIVRO
Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

As capitais do Nordeste: centros que organizam a região

As capitais nordestinas são municípios que concentram os poderes políticos dos respectivos governos estaduais, exercem influência sobre as cidades e áreas vizinhas e oferecem oportunidades de emprego e estudo, atraindo pessoas e recursos.

Elas foram criadas ou surgiram em diferentes momentos da história e se tornaram centros políticos, econômicos e culturais importantes. Algumas foram fundadas ainda no período colonial, como Salvador, que foi a primeira capital do Brasil, entre 1549 e 1763. Outras, como Teresina e Aracaju, foram planejadas no século 19, para organizar melhor a administração das províncias.

Oito das nove capitais estão localizadas no litoral, o que favoreceu o comércio e a comunicação com outras regiões e países. Teresina, a capital do Piauí, é a única que está situada no interior do estado, a aproximadamente 343 quilômetros do mar. No entanto, está próxima de rios importantes: o Parnaíba e o Poti. A escolha desse município como capital foi estratégica, já que facilitava a integração entre diferentes partes do estado e permitia o escoamento da produção regional.

Com o tempo, esses municípios cresceram e se transformaram. Fotografias aéreas e imagens de satélite de um mesmo local em épocas diferentes mostram algumas das mudanças ocorridas. Veja, por exemplo, nas imagens a seguir, a transformação do Recife.

Politicamente, as capitais exercem funções significativas: nelas estão a sede do governo executivo, a Assembleia Legislativa e os tribunais de Justiça dos respectivos estados. Também concentram instituições federais, como universidades públicas, hospitais e centros culturais, que atendem pessoas de várias regiões. Por isso, as capitais são espaços onde decisões importantes são tomadas, no nível tanto estadual quanto nacional, reforçando sua ligação com o restante do Brasil.

• Na atividade 6, auxiliar os alunos na pesquisa sobre Frei Caneca, solicitando que busquem informações importantes sobre a vida dele, como onde e quando nasceu, sua formação acadêmica, seus principais ideais etc.

• Na atividade 8, o aluno deve desenhar o mapa da Confederação do Equador e destacar, com cores diferentes, as províncias que participaram dessa revolta, desenvolvendo assim habilidades de representação cartográfica.

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF04GE09: Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas.

EF05GE08: Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.

EF05GE09: Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas.

HISTÓRIA

EF03HI05: Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus significados.

EF03HI07: Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVO

• Apresentar as capitais nordestinas, de modo que os alunos reconheçam a dimensão demográfica da Região Nordeste e entendam os motivos que levam alguns municípios à situação de pobreza, mesmo possuindo riquezas naturais e culturais, como rios, florestas, praias, centros históricos e atrações turísticas. Contextualizar a história de cada capital e a sua colonização identificando o desenvolvimento socioeconômico e as desigualdades sociais.

Rua da Aurora à esquerda e confluência dos Rios Capibaribe e Beberibe ao fundo. Recife (PE), em 2013.
Rua da Aurora à esquerda e confluência dos Rios Capibaribe e Beberibe ao fundo. Recife (PE) no início do século 20.

CONTEXTUALIZANDO

• Levar o aluno a desenvolver as habilidades e competências deste conteúdo fazendo-o:

- Identificar as diferenças naturais e sociais de cada capital do Nordeste.

- Reconhecer as diferenças econômicas e sociais entre as capitais.

- Realizar pesquisas em sites de fontes seguras, como o IBGE.

- Buscar informações sobre as capitais do Nordeste e praticar a produção de textos.

- Ser responsável pelo conteúdo que escreve e pelas informações que repassa.

- Entender fenômenos naturais que influenciam na vida social e econômica das pessoas, como a estiagem na Região Nordeste.

- Conhecer os elementos naturais que compõem as capitais nordestinas: relevo, clima, vegetação, hidrografia e outros.

- Localizar as principais capitais, levando em consideração a hierarquia urbana e as densidades demográficas.

- Compreender a existência das desigualdades sociais presentes nas capitais e as dificuldades econômicas que surgiram com o crescimento das cidades.

- Perceber a importância das capitais para a economia de toda a Região Nordeste e também para as outras regiões brasileiras.

Salvador

Fundada em 1549, Salvador é a capital do estado da Bahia e a primeira cidade planejada do Brasil. É conhecida pela arquitetura colonial portuguesa, pela cultura afro-brasileira e por ser um município de "dois andares": a Cidade Alta e a Cidade Baixa. No período colonial, a Cidade Baixa concentrava as atividades comerciais irradiadas a partir do porto, enquanto na Cidade Alta se instalaram os núcleos residencial, administrativo e religioso. Essa divisão ainda é fundamental para se compreender a dinâmica da atual Salvador: na Cidade Alta, fica o bairro Pelourinho, com seus mais de oitocentos casarões dos séculos 17 e 18, grande parte restaurada ou em processo de restauração, e algumas das igrejas mais imponentes da capital. Na Cidade Baixa, ainda se veem os fortes que protegiam a capital colonial, e há marinas pontilhadas por barcos de passeio, hotéis, comércio variado e 30 quilômetros de praias urbanas.

Aracaju

Fundada em 17 de março de 1855, Aracaju (palavra de origem tupi que significa “cajueiro dos papagaios”) foi erguida para ser a capital da então província, em substituição a São Cristóvão. Localizado às margens do Rio Sergipe, o município tem uma faixa litorânea com cerca de 35 quilômetros de extensão. Na região central, a Praça Fausto Cardoso concentra os principais monumentos históricos da cidade, entre eles o Palácio-Museu Olímpio Campos (1863), antiga sede do governo. Outro ponto de destaque é a Colina do Santo Antônio, primeiro aglomerado urbano de Aracaju. Lá do alto, é possível avistar praticamente toda a capital e o estuário do rio que dá nome ao estado.

Maceió

Os indígenas chamavam o território desse município de maçayó ou maçaio-k, que em tupi significa algo como “o que cobre o alagadiço”. Essa antiga sesmaria foi alçada à condição de vila no ano de 1815 e promovida, em 1839, a capital de Alagoas. Hoje, Maceió é um importante centro econômico, cultural e turístico. Suas praias, como Pajuçara e Ponta Verde, são famosas pelas águas esverdeadas. O comércio e as atividades pesqueiras ao redor da Lagoa Mundaú também desempenham papel fundamental na economia local.

Estuário: ambiente de transição entre um rio e o mar.

Praia de Ponta Verde. Maceió (AL), em 2023.
ByDroneVideos / Shutterstock.com
Praça Fausto Cardoso. Aracaju (SE), em 2024.
ByDroneVideos / Shutterstock.com
Baía de Todos os Santos. Salvador (BA), em 2025. Sergio Pedreira / pulsarimagens.com.br

O município é um exemplo de como a geografia influencia o crescimento do lugar, não apenas no aspecto físico, mas também na organização do trabalho e no desenvolvimento econômico.

Recife

Uma das capitais mais antigas do Brasil, o Recife (nome que faz referência aos recifes naturais da costa) começou a se formar em 1530, como porto da então vila de Olinda, entre os rios Capibaribe e Beberibe.

Além da utilização de suas vias fluviais para o transporte e a comercialização de produtos, o município tem suas raízes ligadas à história da cana-de-açúcar. Em 1630, quando os holandeses invadiram Pernambuco, havia muitos engenhos funcionando com mão de obra escravizada, e o Recife já era considerado um importante centro comercial em expansão, movimentando a economia local.

Com o crescimento econômico e populacional, o Recife tornou-se, em 1827, a partir de um decreto imperial, sede do governo da província de Pernambuco, substituindo Olinda.

Os engenhos, muito comuns na cidade, e seus arredores deram origem a bairros como Graças, Madalena, Casa Forte e Poço da Panela. Hoje, o Recife continua sendo um dos principais polos urbanos do Nordeste.

Natal

Localizada à margem esquerda do Rio Potengi, área originalmente habitada pelo povo indígena Potiguara, Natal foi fundada em 25 de dezembro de 1599. Durante o período colonial, esse rio teve papel essencial para o desenvolvimento do município, sendo utilizado como rota de transporte, pesca e abastecimento de água. A construção do Forte dos Reis Magos, no encontro do rio com o mar, foi um marco da fundação de Natal e ainda hoje é um dos principais símbolos históricos do município.

Natal abriga paisagens naturais conhecidas nacionalmente, como dunas, lagoas e praias (Ponta Negra e Genipabu, por exemplo).

Fortaleza

Quarto município mais populoso do país, Fortaleza destaca-se pelo litoral de águas tranquilas. As praias urbanas de Iracema, Meireles e Mucuripe, unidas pela Avenida Beira-Mar, emendam-se ao

• Após a explanação do conteúdo das páginas páginas 62 e 63, explorar a capital Salvador, enfatizando a Baía de Todos os Santos. Utilizar-se de pesquisas na internet ou em livros para fazer com que os alunos conheçam os aspectos históricos e culturais, o turismo náutico e o ecoturismo.

• Seguem algumas sugestões de conteúdos para trabalhar os aspectos históricos e culturais.

- História da criação da Baía de Todos os Santos.

- Primeiros exploradores europeus.

- Presença indígena e colonização.

- Lenda de Caramuru.

- Fundador da Capitania da Baía de Todos os Santos. Revolta Tupinambá.

• Orientar uma pesquisa sobre a história de Aracaju e Maceió e suas principais características. Sugestões de recursos didáticos:

- Livros de História e Geografia sobre as capitais estudadas.

- Materiais para representar as capitais (papel, tintas, pincéis etc.).

- Acesso a dispositivos com acesso à internet para pesquisa.

- Projetor e computador para as apresentações.

- Mapas e fotografias das capitais.

• Organizar uma roda de conversa sobre a importância do Recife, de Natal e de Fortaleza e sobre como essas capitais foram modificadas ao longo do tempo. Convidar os alunos a compartilharem o que sabem sobre as capitais, criando um ambiente de troca de conhecimentos e experiências. Sugestões de perguntas para debater com a turma:

- Como a história dessas capitais influenciaram a vida dos seus habitantes?

- Quais são as tradições que fazem parte da cultura dessas capitais?

Ponte Estaiada da Via Mangue e Rio Capibaribe. Recife (PE), em 2022.
BRA_Stk / Shutterstock.com
Forte dos Reis Magos. Natal (RN), em 2021.
Bernardo Emanuelle / Shutterstock.com

ATIVIDADES

COMPLEMENTARES

• Solicitar aos alunos que pesquisem textos sobre a origem do nome de cada capital e compartilhem com os colegas as informações que encontraram.

• Solicitar a produção individual de um texto destacando os principais pontos turísticos das capitais nordestinas.

• Mostrar imagens do marco zero de cada capital e explicar a sua função para o município.

• Pedir aos alunos que citem elementos da cultura regional de cada capital: costumes, comidas, folclore, música, literatura (principalmente de cordel) etc.

• Propor aos alunos que, em grupos de quatro integrantes, criem uma agência de viagens imaginária, com roteiros que incluam todas as capitais do Nordeste. Pedir que valorizem as qualidades de cada capital e indiquem os principais pontos turísticos.

• Organizar uma exposição para que os alunos apresentem os roteiros. Solicitar que produzam cartazes com fotografias impressas e legendas dos lugares apresentados.

• Propor a montagem de um varal para expor livretos de literatura de cordel.

• Despertar nos alunos o interesse pela literatura de cordel, a partir da leitura de versos ou do compartilhamento de curiosidades relacionadas a esse gênero textual.

• Incentivar a leitura de cordéis e apresentar algumas especificidades desses folhetos.

Teresina

centro, onde ainda se veem alguns casarões do século 19 preservados. Além deles, pouco se guardou de sua história, que remonta ao século 17, quando invasores holandeses construíram, às margens do Riacho Pajeú, o Forte Schoonenborch, mais tarde tomado pelos portugueses e rebatizado de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. A edificação sobreviveu e foi transformada na sede da 10a Região Militar do Exército Brasileiro.

Hoje, o Riacho Pajeú, quase todo canalizado, ainda marca simbolicamente o espaço urbano do município, e o antigo forte permanece como referência histórica e institucional de Fortaleza.

Surgida no século 18, Teresina (nome adotado em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, quando a antiga Vila do Poti foi elevada à condição de capital, em 1852) também é conhecida como Chapada do Corisco, uma vez que, com frequência, raios “coriscam” os céus do município, anunciando a chegada da chuva.

Planejada para ser a nova capital do Piauí, foi concebida no período imperial a partir de um plano urbanístico, que adotou o modelo de tabuleiro de xadrez, com ruas retas e alinhadas e praças retangulares, refletindo a influência portuguesa da época.

O município foi estrategicamente construído na confluência dos rios Parnaíba e Poti, facilitando o transporte fluvial e a integração com outras regiões, o que contribuiu para seu crescimento como centro administrativo e comercial.

Atualmente, Teresina destaca-se como o município mais populoso do Piauí, com uma população de cerca de 866 mil habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE.

São Luís

O primeiro nome de São Luís foi Saint Louis. Em 1612, ano da invasão francesa, os nobres Daniel de La Touche (1570-1631), senhor de La Ravardière, e François de Rasilly (?-1622), senhor de Rasilly e Aunelles, aportaram no território e batizaram o local homenageando o rei Luís XIII (1601-1643). O domínio francês sobre o município durou pouco: em 1615, os portugueses retomaram o controle local. A partir de então, a capital maranhense iria se tornar cada vez mais lusitana, influência visível

CONTEXTUALIZANDO

• Explicar à turma que o marco zero é um monumento que serve como um ponto de referência para a numeração das vias públicas e rodovias estaduais. É o “ponto de origem” de um local, um espaço que indica distância em relação ao ponto inicial da estrada.

• Dividir a turma em grupos e montar uma "excursão" pelas capitais do Nordeste. Iniciar por Salvador, destacando a região de Porto Seguro, por ser o lugar onde desembarcaram os portugueses pela primeira vez, no litoral da atual Bahia. Seguir por Aracaju, Maceió, Recife, Natal, Fortaleza, Teresina, São Luís e João Pessoa

Rio Poti. Teresina (PI), em 2023.
Andre Dib / pulsarimagens.com.br
Centro histórico de São Luís (MA), em 2024.
birasaldanha / Shuttestock.com
Praia de Iracema. Fortaleza (CE), em 2023. Daniel Soutinho / Shutterstock.com

em vários aspectos do município: do traçado urbano, de autoria do engenheiro Francisco Frias de Mesquita (1578-1645), até as fachadas revestidas de azulejos dos edifícios do centro histórico. Hoje, São Luís mantém viva sua herança lusitana no maior conjunto de arquitetura colonial portuguesa da América Latina, reconhecido como patrimônio cultural mundial pela Unesco, em 1997.

João Pessoa

João Pessoa, capital da Paraíba, foi fundada em 5 de agosto de 1585 com o nome de Cidade Real de Nossa Senhora das Neves . O município surgiu às margens do Rio Sanhauá, região habitada pelos povos indígenas Potiguara e Tabajara. Diferentemente de outras capitais, que evoluíram a partir de vilas ou povoados, João Pessoa já nasceu como cidade, estabelecida pela Coroa portuguesa como sede da Capitania da Paraíba.

Ao longo dos séculos, o município foi renomeado em razão de contextos políticos e históricos de cada período. Em 1588, recebeu o nome de Filipeia de Nossa Senhora das Neves em homenagem ao rei Filipe II (1527-1598), que governava Portugal e Espanha durante a União Ibérica. Com a ocupação holandesa, iniciada em 1634, foi renomeado para Frederica , em referência ao príncipe Frederico de Orange (1584-1647). Após a expulsão dos holandeses, em 1654, o município passou a se chamar Parahyba do Norte . Em 1930, foi rebatizado como João Pessoa, em homenagem ao então governador do estado da Paraíba, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (1878-1930), assassinado naquele ano.

João Pessoa é reconhecido por sua rica herança colonial, com um centro histórico que abriga patrimônios culturais e preserva importantes edificações, como o Mosteiro de São Bento e o Centro Cultural de São Francisco.

A função das capitais nordestinas na economia atual

No aspecto econômico, as capitais nordestinas estão estabelecidas desta forma: Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE) são grandes centros industriais, turísticos e de serviços; Maceió (AL), João Pessoa (PB), Natal (RN) e São Luís (MA) têm economias voltadas para o turismo, o comércio e os serviços públicos; Aracaju (SE) e Teresina (PI) se destacam como centros administrativos e de comércio regional.

Esses municípios funcionam como polos que organizam a economia de seus estados e se conectam ao país por rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, que facilitam a chegada e a saída de pessoas que viajam a trabalho, estudo ou lazer, reforçando os laços entre o Nordeste e o Brasil. Também é comum que produtos agrícolas e industriais vindos do campo passem pelas capitais antes de seguir para outras regiões do país.

• Conversar com os alunos fazendo perguntas como: "O que aprenderam a respeito das capitais da Região Nordeste?"; "Quais as capitais que compõem a Região Nordeste?"; "Quais são as atividades socioeconômicas dessas capitais?"; "Qual a importância dessas capitais para a economia do país?". Esses questionamentos ajudam a resgatar alguns conhecimentos construídos pelos alunos, além de proporcionar um momento de socialização. O objetivo não é avaliar, mas favorecer um aprendizado significativo e valorizar os conhecimentos trazidos pela turma. Atentar-se para que estereótipos e ideias baseadas no senso comum não sejam evidenciados.

• Levar para a sala de aula um mapa político do Brasil em tamanho grande e fixá-lo em um mural para que toda a turma localize nele as capitais da Região Nordeste. Outra possibilidade é analisar o mapa Brasil: grandes regiões, localizado na página 10 do livro do aluno.

• Após o momento de debate e análise do mapa, explicar aos alunos, brevemente, o início do processo de ocupação do Brasil, no qual os europeus aportaram primeiro no Nordeste, no século 16.

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• Em seguida, fazer uma apresentação do aspecto econômico do Nordeste, retomando o início da colonização, quando houve a exploração do pau-brasil e, depois, a produção de cana-de-açúcar, cultivo que ainda hoje caracteriza a economia nordestina.

Centro histórico de João Pessoa (PB), em 2023.
ByDroneVideos / Shutterstock.com

• Explicar que a Região Nordeste já foi considerada atrasada em relação às demais, sendo marcada por uma imagem de pobreza devido às dificuldades enfrentadas, como o clima semiárido, que predomina em grande parte do seu território. Atualmente, porém, essa realidade vem mudando com os investimentos em infraestrutura e o desenvolvimento de muitos municípios. A Transposição do São Francisco e o projeto de construção de cisternas que se desenvolveu em toda a região atingida pela seca são exemplos desse processo de mudança.

• Espera-se que os alunos reconheçam que a Região Nordeste ainda lida com inúmeros problemas sociais e econômicos. Muitos podem ser sanados com investimentos em obras de infraestrutura e desenvolvimento.

• Uma sugestão para levantamento de hipóteses e questionamentos sobre o conteúdo são documentários sobre a moderna produção agrícola no Vale Médio do São Francisco. Outra dica para a sua preparação para aula é o longa-metragem Abril despedaçado (2001), que foi filmado no estado da Bahia, principalmente nos municípios de Caetité e Rio de Contas. Esse filme retrata a geografia desértica do Sertão nordestino. Se possível, reproduzir para os alunos apenas trechos que mostrem a realidade da paisagem da região em que o filme foi rodado.

A hierarquia urbana

Quanto maior é a oferta de bens e serviços, como redes de comunicações e de transportes, maior é a influência de uma cidade na região em que está inserida e mais importante ela se torna na rede urbana. A cidade do Recife, por exemplo, é considerada uma metrópole, com uma região de influência que se estende pelo estado de Pernambuco e abrange Alagoas, a Paraíba, o Rio Grande do Norte e parte de Sergipe.

Hierarquia: ordem de importância entre os elementos.

A hierarquia urbana é, portanto, a capacidade de uma cidade de concentrar atividades econômicas e atrair pessoas. O IBGE organizou as cidades brasileiras e suas regiões de influência em um mapa da rede urbana. Observe-o a seguir.

Veja como são identificadas as cidades dentro da hierarquia urbana.

> Grande metrópole nacional: é a cidade que tem a maior hierarquia urbana do país.

> Metrópole nacional: cidade que tem forte presença nacional.

> Metrópole: cidade que tem maior influência na região onde está localizada.

> Capital regional: cidade que tem alta concentração de atividades de gestão, mas menor influência em comparação com a metrópole.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 152

• Desenvolver o estudo sobre hierarquia urbana por meio de visitas a órgãos públicos que estejam trabalhando para melhorar a infraestrutura das cidades. Essa vivência fará os alunos observarem como as decisões em nível metropolitano impactam as pessoas e as comunidades. Caso não seja possível uma visita presencial, realizá-la de maneira virtual. Incluir análise e estudo de transporte público, verificar a existência de áreas de lazer e de serviços essenciais, como água, luz e sanea-

mento básico. Após a realização das visitas ou pesquisas, dividir a turma em grupos e solicitar que simulem um planejamento urbano Nessa atividade, os alunos deverão planejar uma metrópole usando a criatividade para desenvolver uma cidade que acreditam ser ideal.

Hierarquia urbana (2018)
Imagem de satélite mostrando a cidade do Recife no ano de 2025.
Imagem de satélite mostrando a cidade do Recife no ano de 1970.

Região Metropolitana

As metrópoles são cidades que exercem grande influência na região em que estão localizadas, centralizando fluxos de pessoas, mercadorias, informações e capital.

Chamamos de Região Metropolitana a área urbana contínua formada por uma cidade central (a metrópole ou uma capital regional) e os municípios localizados em seus arredores. Essa divisão facilita o planejamento urbano e territorial da região, possibilitando, por exemplo, ações conjuntas dos municípios para promover saneamento básico, transporte coletivo e abastecimento de água. O governo federal ou estadual é responsável por elaborar as leis para agrupar os municípios em uma região metropolitana.

Na Região Nordeste, tem destaque a Paraíba, que concentra 12 regiões metropolitanas. O IBGE divulgou a atualização dos Recortes Metropolitanos e Aglomerações Urbanas referente ao ano de 2023, e uma das principais mudanças foi a incorporação da Região Metropolitana da Grande Pedreiras, no Maranhão. Também merecem destaque os arranjos interestaduais, como a região administrativa que engloba Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

Regiões Metropolitanas (2021)

2023. p. 151.

PARA O ALUNO LER

Com o crescimento das regiões metropolitanas, aumentam também os problemas nas áreas urbanas, como a falta de planejamento e de estrutura, principalmente para pessoas com deficiência. O livro Por que Heloísa?, escrito a partir da história real de uma menina que tem paralisia cerebral, é uma oportunidade de os alunos refletirem sobre se a Região Nordeste está preparada para lidar com a diversidade e como fazer para modificar nossa forma de olhar as questões relacionadas à deficiência. Aproveitar e realizar, junto com os alunos, uma pesquisa sobre lugares no município onde moram que estão adaptados para receber pessoas com deficiência.

SOARES, Cristina. Por que Heloísa? São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2007.

• A proposta de aprendizagem permite que os alunos observem que a história de um lugar muda ao longo do tempo. Mostrar que existem diferentes fatores que contribuem para a formação de uma cidade. Ajudar os alunos a identificarem os grupos populacionais e os fatores que marcam o desenvolvimento histórico de cada Região Metropolitana do Nordeste.

• Apresentar aos alunos as transformações que ocorrem em uma área urbana ao longo do tempo e falar sobre a importância de compreenderem a história do município onde residem. Sugestões de perguntas para debater com os alunos em uma roda de conversa:

- Como era no passado a capital do estado nordestino onde você mora e o que mudou nos dias atuais?

- Quais fatores causaram impacto no desenvolvimento do município em que vivemos?

- Quem são as pessoas que ajudam a formar a identidade do nosso estado?

PARA VOCÊ LER

Professor, você poderá encontrar alguns livros gratuitos sobre educação inclusiva no site da Biblioteca do Cetens – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Disponível em: https://ufrb.edu.br/ bibliotecacetens/noticias/64 -11-livros-gratuitos-sobre -educacao-inclusiva. Acesso em : 17 set. 2025.

03/10/2025 15:55:24

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE,

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Montar, com a colaboração dos alunos, um mural com imagens históricas antigas e atuais de outras capitais nordestinas. Perguntar aos alunos se eles conseguem identificar as diferenças entre as imagens da atividade 1, promovendo uma discussão sobre como o lugar mencionado nas fotografias se transformou. Incentive-os a compartilhar o que conhecem a respeito das capitais da Região Nordeste. Anotar na lousa os principais pontos citados para que todos visualizem o resultado da discussão.

• O mural confeccionado em sala de aula, contendo as observações dos alunos sobre o desenvolvimento das capitais nordestinas, pode ser exposto para toda a comunidade escolar. Esse recurso visual será importante para que todos reconheçam e apreciem a formação, a história e as tradições que compõem o Nordeste, promovendo um espírito de comunidade e pertencimento em todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.

• Instruir o aluno na construção do mapa da atividade 4. Inserir, nos pontos norte, sul, leste e oeste, elementos que simbolizem comércios, hospitais e espaços públicos, como praças. Para a construção desse mapa, utilizar: papéis, Post-its ou pedaços de papel colorido, fita adesiva, canetas coloridas etc. Nessa atividade, serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF04GE09, mas será necessário que os alunos já tenham explorado a orientação em mapas e que já tenham tido contato com as direções cardeais.

Compartilhar conhecimento

1. Observe as

Agora, responda às questões a seguir.

a. Cite três modificações perceptíveis nas fotografias.

b. Quantos anos se passaram entre uma foto e outra? 169 anos.

c. Ao longo da história de uma capital, as mudanças e os aspectos econômicos influenciam na distribuição da sua população?

2. Observe o mapa da página 66 e responda ao que se pede.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas Resposta de acordo com o estado em que o aluno vive. Recife, Salvador e Fortaleza são metrópoles. São Luís, Teresina,

a. A capital do estado onde você vive pertence a qual categoria da hierarquia urbana?

b. Faça uma lista da hierarquia urbana presente na Região Nordeste.

3. Defina com suas palavras o que é Região Metropolitana

4. Construa um mapa, correspondente ao quarteirão da sua casa. Coloque a rosa dos ventos mostrando as direções cardeais. Depois, insira um elemento localizado ao norte, ao sul, a leste e a oeste. No final, apresente-o em sala de aula e fale para seus colegas se pertence a uma Região Metropolitana.

5. Você sabe como o município onde você mora foi criado? Faça uma pesquisa e anote suas descobertas. Em seguida, ilustre-as e converse com os colegas e o professor sobre elas.

Resposta pessoal, mas espera-se que o aluno responda que é a área urbana contínua formada por uma cidade central e os municípios localizados em seus arredores. Essa divisão facilita o planejamento urbano e territorial da região.

Se liga na dica!

Atenção! Os sites indicados ao longo deste material podem apresentar publicidade, que varia dependendo do computador ou dispositivo utilizado.

Museu do Homem do Nordeste – Muhne. Disponível em: https://artsandculture.google.com/ partner/museu-do-homem-do-nordeste. Acesso em: 7 maio 2025.

No Google Arts & Culture, você encontra informações e imagens do acervo do Muhne, museu federal vinculado à Fundação Joaquim Nabuco e ao Ministério da Educação. A missão do Muhne é preservar, difundir e atualizar o rico patrimônio cultural, material e imaterial do Nordeste brasileiro.

• Propor o uso responsável de ferramentas tecnológicas de busca para auxiliar na atividade 5. Os alunos podem realizar pesquisas on-line, fazer entrevistas com moradores mais antigos da comunidade ou, com a ajuda de um adulto responsável por ele, criar um blog para compartilhar suas descobertas sobre o município onde moram. Essa abordagem multidimensional pode ajudar os alunos a desenvolverem uma compreensão mais abrangente e crítica do local em que vivem.

imagens A e B.
NÃO ESCREVA NO LIVRO
Rua do Bom Jesus. Recife (PE), em 1855.
Rua do Bom Jesus. Recife (PE), em 2024.
Domínio público
Natal, João Pessoa, Maceió e Aracaju são capitais regionais.

Manifestações culturais e patrimônios do Nordeste

1. Em que estado está localizada a igreja que aparece na fotografia? Na Bahia.

2. Qual é a importância histórica dessa igreja para o Brasil?

3. Você já ouviu falar na Festa do Senhor do Bonfim e na Lavagem do Bonfim, que acontecem em Salvador, na Bahia? O você sabe a respeito desses eventos?

4. A Lavagem do Bonfim é classificada como que tipo de patrimônio?

Professor, veja comentários e encaminhamentos nas Orientações didáticas A Lavagem do Bonfim é patrimônio imaterial do Brasil desde 2013.

famosas fitas do Bonfim. Salvador (BA), em 2021.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Sondar o conhecimento prévio dos alunos por meio de perguntas relacionadas à fotografia. Além das questões propostas na abertura, levantar outras, como: "Você já viu alguma igreja parecida com a da imagem? ”, Acha que é uma igreja antiga ou nova?", "Conhece as fitas coloridas da fotografia?”, “Sabe o que elas simbolizam?" etc.

• Apresentar outras imagens da Festa do Senhor do Bonfim em projetor multimídia e explicar que essa celebração, realizada todos

03/10/2025 16:10

os anos em Salvador (BA), recebeu título de patrimônio c ultural do Brasil. Essa ação inicial é interessante para compreender o nível de maturidade da turma em relação ao conteúdo apresentado.

• Buscar mais informações e incentivar os alunos na pesquisa sobre o assunto abordado na abertura desta unidade. Sugestões de fontes: https://www.gov.br/iphan/pt-br; http://www.youtube.com/IphanGovBr. Acesso em: 16 set. 2025.

OBJETIVOS DA ABERTURA DA UNIDADE

• Explorar a diversidade cultural do Nordeste, apontando-a como parte constitutiva da identidade do povo da região e como elemento fundamental para a valorização da história da comunidade.

• Discutir o acesso de todos à educação, bem como identificar políticas públicas regionais que visem garantir esse direito de forma adequada às peculiaridades da região.

TRABALHANDO A ABERTURA DA UNIDADE

• Explicar para os alunos que o turismo é uma das principais atividades econômicas do Nordeste e que a economia criativa representa, atualmente, um importante recurso para a geração de renda.

• Enfatizar que as manifestações culturais do Nordeste evidenciam a identidade de seu povo. Elas são tão diversificadas que constituem um retrato nacional do Brasil. Iniciar a exposição do conteúdo tendo como ponto de partida que essa contextualização é importante para conscientizar a turma da relevância de todo o patrimônio cultural material e imaterial da região.

Cassandra Cury/ pulsarimagens.com.br
Entrada da Basílica Santuário Senhor do Bonfim, enfeitada com as

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF04GE01: Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

HISTÓRIA

EF03HI04: Identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade ou região e discutir as razões culturais, sociais e políticas para que assim sejam considerados.

EF03HI06: Identificar os registros de memória na cidade (nomes de ruas, monumentos, edifícios etc.), discutindo os critérios que explicam a escolha desses nomes.

EF05HI10: Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças e permanências desses patrimônios ao longo do tempo.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVO

• Ampliar os conhecimentos sobre patrimônio cultural, buscando a compreensão integral dos alunos quanto aos tipos, às características e à relevância para a história da Região Nordeste.

CONTEXTUALIZANDO

• Desenhar, na lousa, um mapa mental para apresentação do conteúdo, de modo que favoreça a compreensão global de todos os conteúdos que serão trabalhados na unidade. Esse mapa pode ser apresentado no final da unidade como forma de revisão e fixação da aprendizagem.

SABERES E PATRIMÔNIOS: CULTURA, EDUCAÇÃO E TURISMO

O Nordeste é uma região onde os modos de vida se expressam de variadas maneiras, o que se reflete na cultura popular, nos patrimônios históricos, nas práticas educativas e nas novas tecnologias utilizadas. Esses elementos revelam como as pessoas vivem, aprendem, trabalham e criam. Neste capítulo, vamos aprender o que são os patrimônios culturais, como são protegidos e por que são importantes para a identidade de um povo. Também vamos conhecer as principais manifestações culturais da região e entender como elas se relacionam com o espaço físico e a história dos lugares.

Vamos conhecer programas que ampliam o acesso à educação e compreender como esta transformou a vida de muitas comunidades. Além disso, vamos observar como o turismo e a economia criativa movimentam o trabalho e a renda em diversos municípios. Por fim, veremos como a ciência e a tecnologia são usadas para melhorar a vida das pessoas da região.

Proteger o que é nosso: patrimônios do Nordeste

O que é patrimônio cultural?

Patrimônio cultural é tudo aquilo que faz parte da história e da vida de um povo. São os bens, as tradições, as construções, as festas e os modos de viver transmitidos de geração em geração. Os patrimônios culturais revelam quem somos, como vivemos e o que consideramos importante.

• Escrever, na lousa, o título "Saberes e patrimônios: cultura, educação e turismo" e contextualizar o conteúdo das páginas para que os alunos se situem quanto ao que será abordado.

• Explicar, de forma panorâmica, o que são patrimônios culturais e sua importância para a constituição da identidade de um povo; o poder transformador da educação e as ações necessárias para garantir um ensino de qualidade a todos; e como a economia da região com a maior costa litorânea do país é movimentada por meio do turismo e da economia criativa.

Apresentação do grupo carnavalesco de maracatu Nação Estrela Brilhante. Recife (PE), em 2024.
Adriano Kirihara / pulsarimagens.com.br

O reconhecimento e a valorização de um patrimônio cultural ajudam a fortalecer o sentimento de pertencimento das pessoas em relação à comunidade onde vivem, estimulando a percepção de que compartilham uma história em comum. Os patrimônios culturais podem ser materiais ou imateriais

Patrimônios materiais

Os patrimônios materiais são aqueles que podem ser vistos, tocados e ocupados. Abrangem, por exemplo, construções, objetos, cidades, documentos, sítios arqueológicos e esculturas.

Sítio arqueológico: local onde são encontrados vestígios de ocupação humana.

O órgão responsável por proteger os patrimônios brasileiros é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Criado em 1937, o Iphan atua para que os bens culturais não sejam destruídos ou esquecidos, ajudando a valorizar as tradições e os saberes de diferentes povos.

O conceito de patrimônio cultural também é reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que, desde 1972, identifica e protege patrimônios em todo o mundo. A Unesco entende que preservar esses bens é essencial para manter a diversidade cultural da humanidade.

(MA), em 2022.

Esses bens culturais revelam como viviam as pessoas de outras épocas: como construíam, o que produziam, no que acreditavam e como se organizavam.

Quando um bem cultural possui valor histórico, ambiental ou artístico, ele é tombado, ou seja, reconhecido oficialmente como patrimônio, e protegido por lei.

PARA O ALUNO VER

• Propor aos alunos que assistam à animação As aventuras de Pedro: o que é patrimônio?, com 1min15s de duração disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=OyVk_Jwe1R4 (acesso em: 16 set. 2025). Depois, realizar uma roda de conversa para que a turma compartilhe os conhecimentos adquiridos.

03/10/2025 16:10

• Quanto ao tópico sobre patrimônios materiais, projetar imagens que representem alguns exemplos desse tipo de patrimônio. A apresentação visual auxilia não só na fixação do conteúdo, mas também na sua compreensão. Explicar o conceito e citar exemplos é fundamental; no entanto, para que os alunos entendam que, por exemplo, um mobiliário faz parte do acervo cultural, pode ser bem mais eficaz mostrá-lo associado a um período histórico.

• Topicalizar cada tipo de patrimônio material e solicitar uma leitura participativa dos alunos.

• Explicar o conceito de patrimônio cultural para, a partir dessa ótica, aprofundar o conteúdo. Salientar que a ideia de patrimônio está relacionada a tudo o que faz parte de nossa história e que desejamos preservar.

• Construir um mosaico com imagens de igrejas históricas, sítios arqueológicos, pinturas, paisagens, mapas, mobiliário e outros elementos e projetá-lo em sala de aula, oferecendo uma visão panorâmica do assunto. Fazer perguntas relacionadas às imagens, como: "Vocês já conheciam alguma(s) dessas igrejas históricas? Se sim, qual(is)?"; "Já visitaram algum sítio arqueológico?”; “Como imaginam que seja ver um desses sítios de perto?"; "Vocês sabem se no município onde moram tem algum patrimônio cultural? Se sim, qual(is)?". Depois das respostas, falar sobre o significado de cada imagem.

• Explorar imagens e informações de um patrimônio material do estado em que vivem com a finalidade de salientar a ideia de pertencimento da turma.

• Apresentar o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e explicar como esses órgãos atuam na proteção dos patrimônios brasileiros. É interessante visitar os sites dessas instituições para aprofundar os comentários que serão feitos sobre elas (https://www.gov.br/iphan/pt-br e https://www.unesco.org).

Centro Histórico de Olinda (PE), em 2024. O conjunto arquitetônico e urbanístico foi reconhecido como patrimônio mundial cultural, pela Unesco, em 1982.
O bumba meu boi foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial pelo Iphan em 2011. São Luís
ericatarina / stock.adobe.com
Munique Bassoli / pulsarimagens.com.br

• Fazer a contextualização do conteúdo antes de propor a leitura do texto, explicando a diferença entre patrimônio cultural material e imaterial e apresentando apenas um exemplo de cada tipo. Assim, será possível aprofundar esse conteúdo na sequência, para a melhor assimilação dos alunos.

• Explicar que a preservação dos patrimônios culturais é um dever compartilhado por diferentes entidades e também por cada cidadão. É importante mencionar algumas situações de vandalismo contra obras de valor inestimável, ressaltando que esses bens não possuem apenas valor monetário, mas representam parte fundamental da história e da identidade de um povo.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Propor uma atividade em que os alunos descubram qual é o patrimônio em questão e a que estado ele pertence. Dividir a turma em grupos correspondentes aos estados da Região Nordeste e fornecer dicas sobre o patrimônio, que podem ser imagens, trechos de textos ou enigmas. Cada grupo deverá investigar e identificar o patrimônio, relacionando-o ao estado correto. Em seguida, solicitar que expliquem a importância desse patrimônio.

• Com a colaboração dos alunos, elaborar um jogo da memória em que cada par seja formado pela imagem de um patrimônio cultural e pelo nome do estado ao qual pertence. Para isso, providenciar e organizar, com antecedência, os materiais necessários para a confecção do jogo. Essa atividade pode ser realizada em duplas ou em grupos. Criar um ambiente acolhedor que estimule a participação de todos.

Existem diferentes tipos de patrimônio material.

> Arquitetônicos: abrangem bens como igrejas, fortes, casarões, centros históricos e mercados.

> Arqueológicos: referem-se a itens como sítios arqueológicos, fósseis, urnas funerárias e instrumentos feitos há milhares de anos.

> Artísticos: incluem pinturas, esculturas, vitrais, azulejos e outros elementos que têm valor histórico e estético. Muitos desses itens estão em igrejas, museus ou exposições.

> Iconográficos: referem-se a gravuras, fotografias, cartazes e desenhos que registram paisagens, cidades, pessoas, costumes ou momentos importantes.

onde se depositam as cinzas dos mortos.

Vitral: estrutura constituída de pedaços de vidro, geralmente coloridos, combinados para formar desenhos.

> Documentais: são cartas, livros, mapas, jornais, registros e outros documentos escritos que ajudam a entender fatos históricos, políticos e culturais.

> Mobiliários: são móveis, como cadeiras, baús, armários, camas e objetos de decoração, que fazem parte da história de um lugar. Esses bens costumam estar em museus, casas históricas ou igrejas.

Esses lugares e objetos exigem cuidados constantes, pois podem sofrer variados tipos de dano. Preservar os patrimônios materiais é um dever de todos: da comunidade, das escolas, das famílias e do poder público.

Parque Nacional Serra da Capivara (PI), em 2025. Desde 1991, esse parque é reconhecido pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade.
Palácio dos Leões. São Luís (MA), em 2022. Esse palácio faz parte do conjunto arquitetônico do Centro Histórico de São Luís.
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Luciano Queiroz / pulsarimagens.com.br
Urna funerária: pequeno recipiente com tampa

Patrimônios imateriais

Os patrimônios imateriais são aqueles que não podem ser tocados, pois não são objetos físicos, mas que ainda assim têm grande valor para a identidade e a memória de um povo. Eles envolvem saberes, práticas, rituais, modos de viver, festas, músicas, danças, línguas e tradições orais. Muitas vezes, estão ligados também a lugares específicos, onde a tradição se manifesta, como uma feira, uma igreja ou um bairro.

Os bens imateriais são vivos: transformam-se com o tempo e os contextos sociais e dependem das pessoas para continuar existindo. Eles ajudam a manter os laços culturais dos membros de uma comunidade e fazem parte do dia a dia dela.

O Iphan classifica os patrimônios imateriais em diferentes categorias: saberes , celebrações , lugares e formas de expressão . Já a Unesco reconhece esses conhecimentos e essas tradições como parte do chamado patrimônio cultural imaterial da humanidade , promovendo ações para preservá-los.

Proteger o patrimônio imaterial é uma forma de respeitar a diversidade cultural, valorizar os saberes dos povos e garantir que as tradições continuem vivas.

Alguns patrimônios culturais do Nordeste

O Nordeste é uma região muito rica em cultura e história. Cada estado possui variados elementos reconhecidos como patrimônios culturais pelo Iphan ou pela Unesco. A seguir, veja alguns exemplos, que revelam a riqueza e a diversidade dos povos da região.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Reproduzir imagens que representem os patrimônios culturais materiais e imateriais apresentados e embaralhá-las. Dividir a turma em grupos e entregar uma imagem para cada um. Cada grupo deverá apresentar o patrimônio cultural representado, destacando sua história e sua importância.

CONTEXTUALIZANDO

• Providenciar, com antecedência, um aparelho ou dispositivo com acesso à internet ou bluetooth e propor a escuta de uma música considerada patrimônio imaterial do Nordeste, como uma canção tradicional em ritmo de um forró. Comentar que o forró foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial pelo Iphan em 2021. Esse momento pode ser muito dinâmico e descontraído, incentivando a participação dos alunos, que poderão cantar e até dançar, caso se sintam à vontade.

• Exemplificar as tradições orais por meio de uma lenda do folclore popular. Pontuar como essas histórias são passadas de geração a geração. Se achar conveniente, pedir a dois ou três alunos que narrem alguma lenda que eles conhecem.

• Para abordar o tema os patrimônios culturais do Nordeste, escrever, na lousa, o nome de alguns elementos da região reconhecidos como patrimônio cultural e, em roda de conversa, discutir sobre eles, questionando, por exemplos, se a turma já conhecia algum e o que sabe sobre ele.

• Realizar uma exposição cultural. Essa atividade pode ser desenvolvida nos arredores da escola, caso exista algum patrimônio cultural próximo. Caso não haja, propor um passeio até um espaço acessível, registrando por meio de fotografias e anotações informações sobre determinados patrimônios. Em seguida, organizar a exposição na própria escola.

Mulheres carregando cestos de flores em festa popular para celebrar o Dia de Iemanjá. Trancoso (BA), em 2023.
A Festa de Iemanjá exalta a ancestralidade africana e a religiosidade afro-brasileira.
ericatarina / stock.adobe.com

CONTEXTUALIZANDO

• Propor a leitura coletiva do infográfico das páginas 74 e 75. Em seguida, explicar que nesta aula serão apresentados, de modo geral, patrimônios culturais materiais e imateriais do Nordeste.

• Apresentar a imagem de cada patrimônio abordado. Ampliar o conhecimento sobre os patrimônios culturais do Nordeste a partir de imagens enriquece o conteúdo, tornando-o mais atraente.

• Explorar mais informações sobre os patrimônios mencionados e, sempre que possível, apresentar sua história, justificando por que são considerados patrimônios culturais.

• Retomar a ideia de tombamento e reforçar a diferença entre patrimônio cultural material e patrimônio cultural imaterial.

• Elaborar uma atividade lúdica com os alunos. Escrever, em pequenos pedaços de papel, o nome de cada patrimônio mencionado. Dividir a turma em grupos e sortear os papéis de modo que cada grupo fique com um. Ao receber o papel, o grupo deverá ler em voz alta o nome do patrimônio e escolher outro grupo para responder de que local do Nordeste o patrimônio é.

• Destacar as danças e festas da Região Nordeste e perguntar quais delas os alunos já conhecem, reforçando que essas manifestações fazem parte da identidade cultural dos nordestinos.

• Ao final, solicitar que os alunos realizem um seminário sobre o assunto. Esta é uma maneira de fixar a aprendizagem do conteúdo.

ALGUNS PATRIMÔNIOS DO NORDESTE

Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio (Barbalha, Ceará) – patrimônio imaterial: reconhecida como patrimônio cultural pelo Iphan em 2015, essa festa religiosa muito tradicional tem como evento principal o corte de um tronco de árvore, que é carregado por centenas de homens até a igreja matriz.

Tambor de crioula (Maranhão) –patrimônio imaterial: reconhecida como bem imaterial pelo Iphan em 2007, é uma manifestação cultural afro-brasileira praticada com danças circulares, cantos e tambores. Está fortemente presente nas festas de São Benedito e acontece em vários municípios maranhenses.

Renda irlandesa de Divina Pastora (Sergipe) - Patrimônio imaterial: reconhecido pelo Iphan como patrimônio cultural em 2008, esse saber é passado de geração em geração pelas rendeiras do município de Divina Pastora. Com agulha e linhas, elas produzem peças delicadas, que fazem parte da história da comunidade.

Centro Histórico de Salvador (Bahia) – patrimônio material: tombado pelo Iphan em 1984 e reconhecido pela Unesco como patrimônio mundial em 1985, abriga igrejas barrocas, casarões coloniais e ruas de pedra, que preservam a história da primeira capital do Brasil.

ESQUEMA ILUSTRATIVO. AS CORES NÃO CORRESPONDEM AOS TONS REAIS, E OS ELEMENTOS ESTÃO FORA DE PROPORÇÃO.

Parque Nacional Serra da Capivara (Piauí) – patrimônio material: localizado no sudeste do estado, o parque abriga pinturas rupestres que datam de aproximadamente 12 mil anos. É considerado patrimônio mundial pela Unesco desde 1991.

Ofício das baianas de acarajé (principalmente na Bahia) – patrimônio imaterial: reconhecido pelo Iphan em 2005, esse patrimônio está relacionado ao modo tradicional de preparar e vender acarajé, tendo forte ligação com comunidades de matriz africana. Embora seja mais famoso na Bahia, esse ofício também é praticado em outros estados.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Rio Grande do Norte) - patrimônio material: construído em 1714, é o segundo templo católico de Natal. Ocupa uma localização privilegiada: sobre um platô de onde se descortina a paisagem do estuário do Rio Potengi.

Centro Histórico de João Pessoa (Paraíba) – patrimônio material: tombado pelo Iphan em 2009, preserva construções religiosas, civis e militares do século 16 ao 20, como o Mosteiro de São Bento, o Centro Cultural São Francisco e o Hotel Globo.

MAIS CONHECIMENTO

• Entre os patrimônios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), estão cidades que preservam a história e a cultura da Região Nordeste, como: Olinda (PE), conhecida por sua arquitetura colonial; São Luís (MA), reconhecida por seus azulejos portugueses; e Salvador (BA), considerada a capital cultural do Brasil, com influências africanas, indígenas e europeias.

• Existem também os lugares em que materiais arqueológicos são encontrados, como o Parque Nacional Serra da Capivara (PI), criado em 1979. Devido à sua importância, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) o incluiu, em 1991, na Lista do Patrimônio Mundial. A área foi tombada pelo Iphan em 1993 e reúne cerca de 400 sítios arqueológicos, onde se encontram painéis de pinturas e gravuras rupestres. Essas imagens possuem grande valor estético e arqueológico para o Nordeste. O parque integra a lista dos 63 parques nacionais do Brasil. Leia mais sobre o assunto em: http://portal.iphan. gov.br/pagina/detalhes/42 (acesso em: 18 set. 2025).

Frevo (Pernambuco) – patrimônio imaterial: ritmo musical e dança tradicional do Carnaval pernambucano, foi reconhecido como patrimônio cultural pelo Iphan em 2007 e como patrimônio cultural imaterial da humanidade pela Unesco em 2012.

Fonte: Miraimídia. Criado para fins didáticos.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Organizar uma pesquisa virtual que mostre como a cultura é um elemento importante na formação da identidade dos nordestinos. Para isso, fazer alguns questionamentos: “Quais são os patrimônios culturais mais importantes do Nordeste?”; “Como os patrimônios do Nordeste são representados nas mídias para as demais regiões do Brasil?”; “O que podemos fazer para valorizar e preservar os patrimônios culturais do Nordeste?”. Em seguida, dividir a turma em duplas para realizar

a pesquisa sobre o tema. Os resultados devem ser compartilhados em sala de aula por meio da construção coletiva de um mural cultural. Finalizar com uma reflexão sobre o que foi aprendido, promovendo um debate sobre formas de valorizar e preservar os patrimônios culturais do Nordeste. Sugestões lúdicas: conhecer a dança e a música do frevo tradicional; explorar a expressão corporal do tambor de crioula; valorizar o artesanato nordestino, principalmente as rendas feitas por mulheres

que transmitem sua arte de geração em geração; apreciar a culinária tradicional do Nordeste, como o acarajé, patrimônio imaterial, conhecendo seus ingredientes e modo de preparo.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Na atividade 1, explicar aos alunos que, se tiverem alguma dúvida sobre o significado das siglas das instituições indicadas, devem retomar o conteúdo. Para ajudá-los a lembrar, é importante associar as siglas às letras iniciais das palavras. Ressaltar, por exemplo, que a sigla Unesco vem do nome do órgão em inglês: United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization.

• Na atividade 2, solicitar aos alunos que observem a imagem apresentada com atenção aos detalhes. Incentivá-los a expressar a sua opinião sobre a proteção e valorização dos patrimônios culturais, trazendo exemplos de patrimônios locais, mais próximos da realidade deles.

• Na atividade 3, antes de os alunos responderem às perguntas, solicitar que se lembrem dos exemplos de cada tipo de patrimônio e, somente depois, construam suas respostas sem consultar o conteúdo. O objetivo dessa atividade é fazer a turma entender a diferença entre o patrimônio material e o imaterial.

• Na atividade 4, orientar os alunos a observarem a fotografia da Rua do Bom Jesus, no Recife (PE), de modo que percebam que é um patrimônio cultural material. Após pesquisarem de outros exemplos de patrimônios materiais do local onde moram, aproveitar a oportunidade para escolher um desses lugares e realizar um passeio coletivo, com planejamento prévio e autorização dos responsáveis. Assim, os alunos terão a oportunidade de reconhecer na prática os elementos que caracterizam um patrimônio material cultural de uma região. Essa atividade é uma oportunidade de desenvolver a habilidade EF03HI06.

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Esse órgão atua para que os bens culturais não sejam destruídos ou esquecidos.

Compartilhar conhecimento

1. No Brasil e no mundo, existem órgãos responsáveis por proteger bens materiais e imateriais e manter a diversidade cultural da humanidade. Defina o significado das siglas indicadas abaixo e escreva qual é a principal função de cada uma dessas instituições.

a. Iphan.

b. Unesco.

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Essa instituição identifica e protege patrimônios importantes em todo o mundo.

2. Observe a fotografia e leia a legenda.

Resposta pessoal, mas espera-se que o aluno responda que proteger os patrimônios culturais é uma forma de preservar o passado e, assim, conhecer e cuidar do presente.

a. Descreva o que você vê nessa imagem.

São os bens culturais que não podem ser tocados, mas que ainda assim têm grande valor para a identidade e a memória de um povo. Eles envolvem saberes, práticas, rituais, modos de viver, festas, músicas, danças, línguas e tradições orais.

Sugestão de resposta: Prédios históricos de um bairro de Salvador

b. Na sua opinião, é importante proteger, reconhecer e valorizar os patrimônios culturais? Justifique a sua resposta.

3. Responda às questões a seguir e cite exemplos.

a. O que são patrimônios materiais?

b. O que são patrimônios imateriais?

4. Leia o texto e, depois, faça o que se pede.

São bens culturais que podem ser vistos, tocados e ocupados, abrangendo, por exemplo, construções, objetos, cidades, documentos, sítios arqueológicos e esculturas.

A Rua do Bom Jesus, símbolo do Recife e hoje considerada uma das mais bonitas do mundo, já foi Rua do Bode, Rua dos Judeus e Rua da Cruz antes de ter o atual nome. É uma história que remete aos primeiros séculos da colonização, ainda no século 17.

PORTO DIGITAL. Rua do Bom Jesus: conheça a história de uma das ruas mais bonitas do mundo. Recife: Porto Digital , 2025. Disponível em: https://www.portodigital.org/noticias/rua-do-bom-jesus -conheca-a-historia-de-uma-das-ruas-mais-bonitas-do-mundo. Acesso em: 20 ago. 2025

a. Escolha e faça uma pesquisa sobre um patrimônio cultural material (rua, praça, monumento, museu, etc.) do seu município e escreva sobre a sua importância histórica.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas 76

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Prédios pertencentes ao patrimônio histórico e arquitetônico do bairro do Comércio. Salvador (BA), em 2020.
Joa Souza / stock.adobe.com
Construções coloniais na Rua do Bom Jesus. Recife (PE), em 2024.
Fred S. Pinheiro pulsarimagens.com.br

Resposta pessoal

5. Cite alguns patrimônios culturais imateriais do município onde você vive.

6. Que tipo de patrimônio cultural é o frevo? E o Centro Histórico de Salvador?

7. Por que o ofício das baianas de acarajé é considerado patrimônio imaterial?

8. Observe cada fotografia abaixo e classifique o patrimônio retratado como material ou imaterial

Patrimônio material.

Pintura rupestre no Sertão do Seridó. Carnaúba dos Dantas (RN), em 2018.

Patrimônio imaterial.

Crianças jogando capoeira na Praia da Concha. Itacaré (BA), em 2023.

Se liga na dica!

O frevo é um patrimônio imaterial; já o Centro Histórico de Salvador é um patrimônio material.

Patrimônio imaterial.

de frevo. Recife (PE), em 2022.

Patrimônio material.

Fachada revestida com azulejos portugueses. São Luís (MA), em 2023.

Atenção! Os sites indicados ao longo deste material podem apresentar publicidade, que varia dependendo do computador ou dispositivo utilizado.

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). c2014. Disponível em: https://www.gov.br/iphan/pt-br. Acesso em: 21 maio 2025. Nesse site, você encontra informações sobre os patrimônios culturais do Brasil.

É imaterial porque está relacionado a um jeito específico e tradicional de preparar e vender acarajé. 77

03/10/2025 16:10

• Realizar, junto com os alunos, uma pesquisa prévia sobre os patrimônios históricos culturais imateriais da região onde moram. A atividade 5 é uma oportunidade de mostrar à turma a diversidade e riqueza cultural da Região Nordeste. Entre os bens imateriais registrados pelo Iphan em estados nordestinos, estão:

- Pernambuco: cavalo-marinho, feira de Caruaru, maracatu baque solto, maracatu nação, frevo e caboclinho.

- Bahia: bembé do Mercado, festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim, ofício das baianas de acarajé e samba de roda do Recôncavo Baiano.

- Maranhão: tambor de crioula e complexo cultural do bumba meu boi.

- Ceará: festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio. Paraíba: feira de Campina Grande.

- Piauí: produção artesanal de cerâmica e bordados, além de festas e celebrações populares.

- Rio Grande do Norte: festa de Sant’Ana de Caicó.

- Sergipe: produção artesanal da renda.

- Alagoas: referências culturais de Penedo, referências culturais da mandioca e da taipa e Casa de Iemanjá (Ponto de Cultura Quilombo Cultural dos Orixás).

Fontes das informações: Iphan. Disponível em: http:// portal.iphan.gov.br/. Acesso em: 3 set. 2025.

SE LIGA NA DICA!

Solicitar aos alunos que acessem o site indicado e façam uma lista com os patrimônios culturais materiais e imateriais do estado em que vivem.

Passistas

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF03GE01: Identificar e comparar aspectos culturais dos grupos sociais de seus lugares de vivência, seja na cidade, seja no campo.

EF03GE02: Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e econômica de grupos de diferentes origens.

EF04GE01: Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

HISTÓRIA

EF03HI03: Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de migrantes.

EF05HI01: Identificar os processos de formação das culturas e dos povos, relacionando-os com o espaço geográfico ocupado.

Manifestações populares

O Nordeste brasileiro é amplamente conhecido por suas ricas manifestações populares, que estão presentes nas festas, músicas, danças, na literatura e no artesanato. Vamos conhecer algumas delas.

Bumba meu boi

O bumba meu boi, que está presente nos estados do Maranhão, de Pernambuco e do Piauí, é marcado pela mistura de elementos musicais e teatrais: seus personagens se vestem com roupas coloridas e usam instrumentos como zabumba, pandeiro e maracá.

Segundo o Iphan, os primeiros registros dessa manifestação cultural datam do século 17, período em que as fazendas de gado desempenhavam um papel muito importante na estrutura econômica do Nordeste. Assim, o boi, que servia para o transporte de cargas, para o trabalho no campo e para a alimentação, era um símbolo de riqueza e força.

É importante pontuar que essa festa popular tem origem no encontro de diferentes culturas: a indígena, marcada por várias celebrações ligadas a animais; a africana, caracterizada por danças, músicas e ritmos específicos; e a europeia, com tradições teatrais e religiosas.

Conheça alguns dos personagens da história encenada pelos grupos de bumba meu boi.

> Catirina: é a mulher grávida que sente desejo de comer a língua do boi.

> Pai Francisco: é o esposo de Catirina, que mata o boi para atender ao pedido dela.

> Dono do boi: é o patrão que se desespera com a morte do animal.

> Vaqueiro: é aquele que encontra o boi.

> Pajé ou doutor: são os personagens que curam o boi e o trazem de volta à vida.

As celebrações acontecem principalmente entre os meses de junho e julho. Em alguns lugares, como no Maranhão, podem começar em maio e se estender até agosto.

O bumba meu boi é mais do que uma festa: é um símbolo da resistência cultural do povo nordestino. Em 2019, o bumba meu boi do Maranhão foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial da humanidade pela Unesco.

OBJETIVO

• Explorar o estudo das manifestações populares, estimulando o sentimento de pertencimento e a valorização da cultura regional.

CONTEXTUALIZANDO

• Sondar os conhecimentos prévios dos alunos sobre as manifestações populares que serão estudadas.

• Escrever, na lousa, o nome das manifestações populares apresentadas. Depois, seguir com aula expositiva.

• Narrar a história do bumba meu boi, que deu origem às celebrações, explicando como e quando surgiu essa manifestação popular. Ressaltar que essa história surgiu em uma época em que o gado tinha extrema importância para a economia local.

• Destacar a importância das manifestações populares, frisando, por exemplo, como elas impactam a economia dos lugares onde ocorrem.

• Depois de contextualizar a aula, comentar os primeiros registros do bumba meu boi como manifestação cultural.

• Apresentar imagens dos elementos que compõem o bumba meu boi, relacionados às culturas indígena, africana e europeia. Destacar cada elemento, explicando o seu sentido.

Festa do Bumba meu Boi. São Luís (MA), em 2022.
VAMOS ENSINAR

O maracatu mistura música, dança, teatro e religiosidade. Segundo o Iphan, essa manifestação surgiu nos municípios do Recife e de Olinda entre os séculos 17 e 18.

Durante esse período, a Igreja Católica autorizava cerimônias de coroação do rei do Congo, nas quais os africanos elegiam líderes simbólicos. Esses eventos foram se misturando com elementos religiosos do catolicismo e deram origem ao maracatu.

Existem dois tipos de maracatu: o maracatu nação, ligado às tradições religiosas afro-brasileiras, como o candomblé e a umbanda; e o maracatu rural, que mistura elementos indígenas, africanos e europeus e é mais comum na Zona da Mata de Pernambuco.

O cortejo do maracatu é composto por vários personagens. Veja alguns deles.

> Rei e rainha: lideram o cortejo, representando a realeza africana.

> Dama do paço: é responsável pelos cuidados da corte.

> Príncipe, princesa e embaixadores: são membros da corte real.

> Porta-estandarte: carrega o símbolo do grupo.

> Caboclos de lança (no maracatu rural): são os protetores, vestidos com roupas coloridas e empunhando lanças.

Além dos personagens, acompanham a procissão dançarinos e músicos, os quais tocam instrumentos como alfaias (grandes tambores), gonguês e agbês.

O maracatu desfila, principalmente, durante o Carnaval e é reconhecido como patrimônio cultural do Brasil desde 2014 pelo Iphan.

PARA O ALUNO LER

• Incentivar os alunos a conhecerem livros de literatura infantojuvenil que abordam manifestações populares da Região Nordeste. Sugestão: MIRANDA, Socorro. O boi da cara preta. Recife: Prazer de Ler, 2012. A obra conta a história de um menino chamado Mateus, que era muito amigo de um boizinho, o Estrelinha. Por meio dessa trama, a autora leva o leitor ao mundo encantado do folclore brasileiro, envolvendo Mateus, o bumba meu boi e Catirina.

• Diferenciar o maracatu nação do maracatu rural, dando exemplos de cada tipo e pontuando os elementos das culturas indígena, africana e europeia que os compõem.

• Explicar que o maracatu é uma celebração cujas origens remontam às coroações de reis e rainhas do Congo, realizadas no Brasil colonial. Essas figuras representavam a liderança das comunidades formadas por pessoas escravizadas.

ATIVIDADES

COMPLEMENTARES

• Se for possível, convidar um grupo de maracatu para se apresentar na escola, para que as crianças tenham a experiência de assistir de perto a essa manifestação da cultura popular.

• Propor aos alunos a confecção de instrumentos utilizados no maracatu com materiais recicláveis, como garrafas PET, latas de leite com grãos ou sementes, entre outros. Depois, é só brincar no ritmo do maracatu.

EM CONEXÃO

• Em conexão com o componente curricular de Arte, solicitar aos alunos que pesquisem imagens de apresentações do maracatu e montem um mural para expor em sala de aula.

PARA VOCÊ LER

• Para obter mais informações sobre o maracatu e sua importância para a cultura popular, acessar o link: https://www.gov.br/iphan/ pt-br/assuntos/noticias/ maracatu-nacao-pode-se -tornar-patrimonio-cultural -da-humanidade.

Grupo Maracatu Baque Alagoano no Memorial Quilombo dos Palmares. Serra da Barriga (AL), em 2024.
Alfaia: tambor grande com som grave e encorpado.
Agbê: instrumento de percussão feito de cabaça e miçangas.
Gonguê: instrumento de metal em formato de sino tocado com baqueta de metal, madeira ou material sintético.

CONTEXTUALIZANDO

• Ampliar o estudo das manifestações culturais do Nordeste.

• Perguntar aos alunos o que acham das festas juninas, se gostam de participar e quais atividades costumam realizar nessa época. Reservar um tempo para conversar sobre o tema com a turma.

• Pontuar que o São João é uma herança dos colonizadores portugueses, mas que, ao longo do tempo, ganhou características próprias no Nordeste.

• Comentar que o São João atrai milhares de turistas todos os anos ao Nordeste, principalmente às cidades de Campina Grande e Caruaru. Apresentar imagens dessa festa nessas e em outras localidades.

PARA VOCÊ LER

• HERMILIO, Borba Filho. Espetáculos populares do Nordeste. Recife: Massangana, 2007. O livro retrata a cultura nordestina a partir das tradições, dos costumes e das expressões artísticas da região. O autor apresenta suas pesquisas sobre bumba meu boi, fandango, mamulengo e pastoril, incluindo transcrições de diálogos desses espetáculos populares.

ATIVIDADE

COMPLEMENTAR

Quadrilha

• Explicar que a quadrilha é uma dança coletiva coreografada e executada por pares, sendo uma das principais atrações das festas juninas. Descrever seu funcionamento de forma resumida: toda quadrilha conta com um casal de noivos e, em determinado momento, ocorre o casamento; outros personagens tam-

Decorações para as festas juninas no Centro Histórico de Oeiras (PI), em 2019.

Festa de São João

O São João é uma das celebrações mais importantes do Nordeste. Essa festa, que acontece em homenagem ao santo católico São João Batista, foi trazida pelos colonizadores portugueses logo no início da colonização, no século 16. Aqui, a tradição europeia de celebrar o dia de São João com fogueiras, danças e comidas especiais se misturou com elementos indígenas e africanos, ganhando novas formas.

Na Europa, essa festa estava associada às colheitas e ao solstício de verão. No Nordeste do Brasil, marcada por quadrilhas, fogueiras e brincadeiras, passou a marcar o momento de celebrar a fartura e a vida no campo.

Solstício de verão: é o período em que um hemisfério da Terra recebe mais raios solares, o que resulta em dias mais longos do que as noites.

No São João, as pessoas costumam se vestir com estampas xadrez e jeans e usar chapéus de palha. Veja algumas figuras comuns nesse festejo.

> Noivos e noivas: são os personagens principais da quadrilha, que simula um casamento na roça.

> Músicos: tocam forró, xote, baião e outros ritmos tradicionais.

> Brincantes: participam das brincadeiras típicas, como correio elegante e pescaria.

O dia de São João é 24 de junho, mas a grande noite de festa acontece no dia 23. As festas juninas começam no início de junho e duram até o final do mês. Elas celebram também Santo Antônio e São Pedro.

Municípios como Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, são conhecidos por terem “o maior São João do mundo”. A festa de Patos, também na Paraíba, é reconhecida como patrimônio cultural imaterial do estado.

bém participam da apresentação, como padre, delegado e juiz; os comandos, chamados pelo marcador ou animador, orientam os passos dos participantes, incluindo cumprimentos, balancê, passeio pela roça, túnel, chuva, casamento e despedida; ao final da explicação, propor a realização de uma quadrilha com todos os alunos, ao som de um forró.

Apresentação de quadrilha em festa de São João.
Campina Grande (PB), em 2022.
Cacio Murilo / Shutterstock.com

CONTEXTUALIZANDO

Cavalhada

La ursa

Na Paraíba, La Ursa é uma agremiação carnavalesca que vem conquistando espaço no Carnaval. O urso, ou la ursa, é uma brincadeira trazida para o Brasil pelos italianos imigrantes. Com fantasias de urso e uma batucada frenética, os integrantes costumam pedir ajuda financeira para se apresentar, mantendo a tradição. "A la ursa quer dinheiro, quem não dá é pirangueiro" é um verso da marchinha popular que faz parte desse movimento cultural.

A brincadeira é levada às ruas com espontaneidade nos dias que antecedem a folia ou durante o Carnaval.

A cavalhada é uma manifestação cultural que mistura teatro, dança e religiosidade. Segundo o Iphan, ela foi inspirada nas batalhas medievais europeias entre mouros e cristãos e introduzida no Brasil pelos colonizadores portugueses a partir do século 17, sendo incorporada às celebrações religiosas, como a Festa do Divino.

A cavalhada representa a luta simbólica entre dois exércitos: o dos cristãos (que usam roupas azuis ou prateadas) e o dos mouros (com trajes vermelhos ou dourados). As encenações misturam combates, desfiles e provas de destreza a cavalo, como a corrida das argolinhas.

Essas apresentações, que ocorrem durante celebrações populares, apresentam uma estrutura organizada, composta de personagens como os citados a seguir.

> Rei cristão e rei mouro: lideram seus respectivos exércitos.

da batalha entre mouros e cristãos. Laranjeiras (SE), em 2013.

> Príncipes, cavaleiros e generais: compõem os dois grupos rivais.

> Embaixadores: tentam negociar a paz entre os exércitos.

> Mestres de cerimônia: orientam as apresentações.

EM CONEXÃO

• Em conexão com o componente curricular de Língua Portuguesa, propor que os alunos escrevam um texto curto sobre a importância das manifestações culturais do Nordeste. Vale ressaltar que esse texto deve ser claro e objetivo, considerando todo o conteúdo estudado nas páginas 80 e 81.

Batalha medieval: guerra entre exércitos de cavaleiros, com lanças e espadas, que acontecia na Idade Média para tomar o poder e a posse das terras.

Mouros: nome dado pelos cristãos europeus aos povos muçulmanos que invadiram parte da Europa.

81

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• Apresentar aos alunos imagens que representam a la ursa e a cavalhada. Explique a origem dessas manifestações e por que são consideradas patrimônio cultural imaterial do Nordeste.

• Explicar que a cavalhada mantém uma relação com a religiosidade, pois é uma manifestação inspirada nas batalhas medievais europeias entre mouros e cristãos.

• Organizar uma roda de conversa sobre o que os alunos entendem a respeito de manifestações populares. Perguntar se conhecem alguma das manifestações culturais apresentadas. Utilizar a metodologia da “sala de aula invertida” – os alunos, em casa, assistem vídeos, realizam pesquisas sobre uma manifestação popular vivenciada na família ou na comunidade e trazem suas informações para a aula. Fazer uma síntese reunindo a turma para um debate sobre as culturas apresentadas. Enfatizar a importância do respeito às diferenças culturais. Sugestões vídeos educativos sobre manifestações populares no Nordeste: Cultura nordestina: https:// youtu.be/FjVEhXKzzWs Expressões culturais do Nordeste: https://youtu.be /Mv_12tiYKsQ

Manifestações Culturais mais Fortes que acontecem no Nordeste: https://youtu. be/oxeN433AR0I.

La ursa, manifestação cultural do Carnaval. Recife (PE), em 2018.
Encenação
Marco Antonio Sá / pulsarimagens.com.br
Elysangela Freitas / Shutterstock.com

CONTEXTUALIZANDO

• Perguntar aos alunos o que sabem a respeito da chegança. Falar sobre o contexto histórico que serve de pano de fundo para essa manifestação, destacando a importância de preservar essas histórias e mantê-las vivas no presente.

• Solicitar aos alunos que comparem a chegança com outras manifestações culturais e pontuem as divergências e convergências entre elas.

• Solicitar aos alunos que pesquisem se existem grupos de chegança atualmente nos estados da Bahia, de Alagoas e de Sergipe.

• Explicar o contexto histórico da chegança nos estados da Bahia, de Alagoas e de Pernambuco.

• Com antecedência, providenciar projetor ou computador com acesso à internet e reproduzir, para os alunos, vídeos com apresentações da chegança em alguns estados do Nordeste.

• Abrir roda de conversa para discutir a tradição do toré como uma manifestação de herança indígena. Exibir imagens que o representem em algumas comunidades indígenas e explicar o que é, como acontece e qual o seu significado. Ressaltar que essa manifestação pode ser realizada em diferentes momentos: por ocasião de um ritual religioso, em festas tradicionais ou em situações de luta e resistência.

• Escrever, na lousa, o nome dos elementos que compõem a celebração do toré, para que os alunos possam fixá-los melhor.

Chegança

A chegança é uma manifestação cultural que mistura teatro, dança e música, com forte ligação à tradição marítima. De acordo com o Iphan, ela surgiu no Brasil entre os séculos 18 e 19, principalmente em comunidades litorâneas de alguns estados do Nordeste, como Bahia, Sergipe e Alagoas.

A encenação representa batalhas marítimas entre mouros e cristãos, simbolizando a luta pela fé cristã. Os participantes, vestidos de marinheiros ou soldados e empunhando espadas de madeira, desfilam pelas ruas cantando.

A apresentação é composta de vários personagens. Veja alguns deles.

> Comandante: é o líder da embarcação cristã.

> Contramestre e marinheiros : formam a tripulação, que acompanha o comandante.

> Embaixadores mouros: representam o lado adversário e tentam negociar com os cristãos.

> Rei mouro: simboliza o chefe dos mouros.

Durante a chegança, são cantados versos tradicionais, que narram as batalhas e as viagens marítimas; e as coreografias simulam confrontos e manobras navais.

A encenação, reconhecida como parte importante do patrimônio cultural nordestino, é realizada em vários municípios da região, especialmente durante celebrações religiosas, como a Festa do Divino.

Toré

O toré é uma manifestação cultural de tradição indígena que mistura dança, canto e religiosidade. Segundo o Iphan, essa cerimônia é praticada por diversas comunidades indígenas do Nordeste, como os Xukuru, Pankararu, Pataxó e Kariri-Xokó.

Essa celebração sagrada reafirma a identidade e a espiritualidade dos povos indígenas. Ela pode acontecer de duas formas: o toré sagrado é realizado apenas em momentos espirituais e é reservado à comunidade; já o toré público é apresentado em festas abertas, como forma de fortalecimento cultural, ou em momentos de luta e resistência pela defesa dos territórios.

A apresentação é composta por vários elementos importantes.

> Dança em círculo: homens e mulheres dançam em torno de um ponto central, com movimentos marcados.

Adriano Kirihara / pulsarimagens.com.br
Grupo folclórico Chegança do Almirante Barroso. Laranjeiras (SE), em 2013.
Marco Antonio Sá / pulsarimagens.com.br
Indígena da etnia Kapinawá apresentando o toré. Buíque (PE), em 2023.

> Cantos tradicionais: são entoados em línguas indígenas ou em português, acompanhando a dança.

> Instrumentos musicais: abrangem maracás (chocalhos), tambores e apitos, usados para marcar o ritmo.

O toré é uma expressão viva da resistência dos povos indígenas nordestinos e um importante símbolo de conexão com a natureza, os ancestrais e o sagrado.

Reisado

O reisado é uma manifestação cultural que mistura música, dança, teatro e religiosidade. Segundo o Iphan, surgiu no Brasil durante o período colonial e se espalhou principalmente pelos estados do Nordeste.

Essa festa popular é realizada entre o Natal (25 de dezembro) e o Dia de Reis (6 de janeiro). Ela celebra a visita dos Três Reis Magos ao Menino Jesus, misturando tradições europeias e elementos culturais locais. Durante a manifestação, grupos de brincantes, que percorrem ruas e casas, cantam músicas típicas e apresentam danças e fazem encenações.

A apresentação inclui vários personagens.

> Mestre ou contramestre: são os líderes do grupo, que organizam as apresentações.

> Reis Magos: representam Gaspar, Baltazar e Melchior.

> Pastores e pastorinhas: simbolizam aqueles que foram visitar Jesus.

> Boi e burrinha: são personagens que trazem elementos cômicos e simbólicos à festa.

> Soldados e palhaços: animam o cortejo com brincadeiras e danças.

Os brincantes usam roupas coloridas, chapéus ornamentados e tocam instrumentos como pandeiros, zabumbas, tambores e sanfonas. O reisado é uma importante expressão da cultura popular nordestina, preservando tradições religiosas e festivas.

• Realizar a leitura do texto sobre o reisado. Depois, explicar que a manifestação ocorre no período natalino e celebra a visita dos Três Reis Magos ao Menino Jesus. Assim como outras festas e manifestações estudadas, o reisado apresenta uma mistura de elementos europeus com elementos culturais locais.

• Explicar aos alunos que a chegança, o toré e o reisado são festas que misturam elementos culturais e religiosos.

ATIVIDADE

COMPLEMENTAR

Aprendendo sobre o reisado

1. Fazer uma breve apresentação do reisado, destacando seus elementos característicos, como as personagens e os figurinos.

2. Dividir os alunos em grupos para explorar alguns aspectos dessa manifestação cultural por meio de pesquisa e criação artística.

3. Providenciar, com antecedência, um projetor ou computador com acesso à internet e reproduzir um vídeo que apresente uma apresentação de reisado, levando os alunos a observarem os elementos da dança, da música e dos figurinos. Após a exibição, promover uma discussão coletiva sobre o que foi percebido.

4. Orientar os grupos a criarem as suas próprias apresentações de reisado, incluindo músicas, danças e vestimentas. Cada grupo deve escolher um tema baseado em uma história e criar a peça para ser apresentada ao restante da turma.

5. Incentivar a participação de todos e dar suporte na produção do reisado e nos ensaios.

Apresentação do Grupo Reisado São Damião. Juazeiro do Norte (CE), em 2023.
Grupo de reisado da Comunidade Quilombola de Inhanhum. Santa Maria da Boa Vista (PE), em 2023.
Marco Antonio Sá / pulsarimagens.com.br Adriano Kirihara / pulsarimagens.com.br

CONTEXTUALIZANDO

• Perguntar aos alunos se conhecem a Festa de Sant’Ana de Caicó e a quem é dedicada. Ouvir as respostas e, depois, falar sobre o contexto em que a celebração está inserida.

• Explicar que a Festa de Sant’Ana é uma das festas mais importantes celebrações do Rio Grande do Norte, misturando elementos sacros, como procissões e novenas, com apresentações artísticas, música, dança, fogos de artifício, parques de diversão, vendas de comidas e bebidas. Destacar que a organização do evento envolve a paróquia, o poder público e a iniciativa privada.

ENTRAR EM AÇÃO

• Reunir os alunos e dividi-los em grupos para que pesquisem as manifestações culturais do Nordeste, apresentando curiosidades e imagens. É possível fazer um sorteio com o nome das manifestações para que cada grupo fique com uma diferente. Escolher uma data acessível para a exposição, para que familiares possam prestigiar o evento.

ATIVIDADES

COMPLEMENTARES

• Construir uma linha do tempo com a história de algumas das manifestações populares estudadas, abarcando desde a sua formação. Essa linha do tempo pode ser projetada por equipamento de multimídia ou desenhada na própria lousa.

• Propor uma feira com comidas típicas, que pode ser realizada na sala de aula, ao término da apresentação do conteúdo. Pode ser um lanche coletivo simples, mas com ingredientes da cultura local, apenas para finalizar o estudo das manifestações em clima de festa.

Festa de Sant'Ana de Caicó

A Festa de Sant’Ana é uma importante manifestação religiosa e cultural realizada todos os anos, no mês de julho, em Caicó, município do interior do Rio Grande do Norte. Segundo o Iphan, é uma das maiores celebrações religiosas do estado e atrai milhares de fiéis e turistas.

Dedicado a Nossa Senhora Sant'Ana, padroeira do município, o festejo é marcado por atividades religiosas, como missas e procissões. A principal atração é a Procissão de Sant'Ana, realizada no dia 26 de julho, quando fiéis acompanham a imagem da santa pelas ruas do local.

A celebração também conta com a Feira de Sant'Ana, onde são comercializados artesanatos, comidas típicas e produtos regionais. Além disso, inclui apresentações musicais, danças folclóricas e outras atividades culturais, que envolvem toda a comunidade.

A Festa de Sant'Ana é considerada um símbolo de fé, confraternização e preservação da cultura popular do Rio Grande do Norte, reunindo tanto religiosidade quanto folclore.

Entrar em ação

Você vai realizar uma apresentação sobre as manifestações culturais do Nordeste.

Planejamento:

> Realize uma pesquisa sobre as manifestações populares do Nordeste.

> Com o professor e a sua turma, organize uma exposição para apresentar os dados coletados.

> A turma pode convidar os familiares para o evento, e todos poderão conhecer as histórias, as imagens e as curiosidades das manifestações culturais escolhidas.

Execução:

> Anote as informações coletadas durante a pesquisa no caderno.

> Em uma folha avulsa, elabore um breve resumo sobre a manifestação popular escolhida.

> Selecione fotografias, objetos, instrumentos musicais e outros elementos que possam enriquecer a exposição.

Professor, a turma pode ser dividida em duplas ou trios. A pesquisa pode ser feita na internet ou em livros. Deixe os alunos à vontade para trazerem objetos ou vestimentas relacionados à manifestação escolhida. É importante que a data da exposição seja marcada com antecedência para que os estudantes convidem os familiares.

Catedral de Sant'Ana e Arco do Triunfo. Caicó (RN), em 2019.
NÃO ESCREVA NO LIVRO
Delfim Martins / pulsarimagens.com.br

Compartilhar conhecimento

Maranhão, Pernambuco e Piauí.

1. Em quais estados do Nordeste acontece a manifestação cultural do bumba meu boi?

2. A fotografia abaixo retrata parte do Largo da Gente Sergipana, em Aracaju. Pesquise e descubra o que representa esse lugar e qual a sua importância para o turismo do estado de Sergipe.

O Largo da Gente Sergipana representa a resistência e a preservação das tradições culturais de Sergipe. O local proporciona aos turistas e moradores um espaço de encontro entre a arte, a história e as expressões populares da região.

3. Descreva o que você observa na fotografia abaixo.

Resposta pessoal, mas espera-se que o aluno mencione que a fotografia representa com uma festa de São João tradicional, com uma cidade cenográfica enfeitada com bandeirinhas.

Cidade cênica para celebrações de festas juninas no nordeste do Brasil. Aracaju (SE), em 2024.

Professor, ressalte que, no Brasil, soltar balões é crime ambiental. Essa prática perigosa pode causar incêndios, acidentes com aeronaves e destruição da fauna e flora.

Com fogueiras, quadrilhas e comidas típicas, misturando elementos indígenas, africanos e europeus.

4. Como, geralmente, são celebradas as festas juninas do Brasil?

5. Atualmente, no seu município, como é celebrada a festa de São João? Resposta pessoal

6. Escolha um adulto que mora com você e faça-lhe as seguintes perguntas.

• Você já participou de alguma festividade religiosa nordestina?

• Quais são os elementos dessa festa popular? Como ela é celebrada?

7. Converse com o seu professor e com toda a turma sobre as seguintes questões.

a. É importante conhecer as manifestações culturais da região onde moramos?

b. Qual é a importância de valorizar a cultura popular do local onde vivemos?

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

03/10/2025 16:10

• Na atividade 5, os alunos devem escrever informações sobre as manifestações juninas no município em que vivem. Entre outros pontos, devem indicar se ainda é permitido acender fogueiras na área urbana. Comentar que, no estado da Paraíba, por exemplo, só é permitido acender fogueiras somente nas áreas rurais.

• Na atividade 6, solicitar que os alunos escrevam as respostas do adulto entrevistado e comparem-nas com as informações coletadas na atividade 5

• Na atividade 7, incentivar o diálogo entre os alunos e iniciá-lo por meio das questões propostas. É importante observar a opinião da turma e avaliar o desenvolvimento da oralidade e da interação. Mostrar a importância da cultura popular em uma região, ressaltando que são fundamentais o respeito mútuo e o entendimento entre diferentes grupos da sociedade.

EM CONEXÃO

• Em conexão com o componente curricular de Língua Portuguesa, organizar um dia para realizar um sarau de poemas juninos. Solicitar aos alunos que pesquisem alguns poemas com temática junina para declamar no dia da apresentação. Eles também podem declamar poemas autorais. Seria interessante convidar um poeta ou escritor para participar do evento. Seria possível, ainda, promover um concurso literário entre os alunos, como forma de estimular o interesse pela participação. Finalizar a atividade com músicas e canções juninas , acompanhadas de degustação de comidas típicas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Esculturas de personagens folclóricos localizadas no Largo da Gente Sergipana. Aracaju (SE), 2021.
Pedro / stock.adobe.com

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF05GE12: Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

HISTÓRIA

EF05HI05: Associar o conceito de cidadania à conquista de direitos dos povos e das sociedades, compreendendo-o como conquista histórica.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVOS

• Destacar a educação como direito de todos e apresentar as políticas públicas regionais que visam à melhoria da qualidade do ensino público.

• Explanar as dificuldades enfrentadas por crianças e adolescentes para ter acesso à escola.

• Diferenciar as escolas situadas na área urbana das localizadas na área rural e explicar os desafios que as escolas enfrentam atualmente tanto na área rual como na área urbana.

CONTEXTUALIZANDO

• Explicar à turma que, no Brasil, o direito à educação é garantido a todas as crianças. Destacar que esse direito é tão abrangente que, além de estar assegurado na Constituição Federal, foi criado um estatuto específico para crianças e adolescentes. Esse documento visa listar os direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes. Contextualizar a problemática do

Educação e políticas públicas regionais

Ir à escola é um direito de todas as crianças. No Brasil, a Constituição Federal diz que a educação é um dever do Estado e das famílias. Estudar ajuda a entender o mundo, conviver com outras pessoas e aprender a cuidar de si e da comunidade. Entretanto, o acesso à escola não é sempre igual para todos.

No Nordeste, desafios educacionais ainda persistem, mas as políticas públicas, como indicado pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), têm melhorado a qualidade e a igualdade do ensino, com atenção para a alfabetização na idade certa, o combate à evasão escolar, a recomposição das aprendizagens e a valorização dos professores. Esse avanço é evidenciado pela reportagem a seguir.

Constituição Federal: conhecida também como Lei Maior, é o conjunto das leis fundamentais que regem um país. A Constituição Federal do Brasil em vigor foi aprovada por senadores e deputados em uma Assembleia Constituinte em 1988.

Políticas públicas: ações, programas e decisões dos governos para garantir os direitos dos cidadãos.

Quase 61% dos municípios do Nordeste melhoraram a nota no Ideb em 2023 Esse resultado se refere aos anos iniciais do Ensino Fundamental no principal indicador da qualidade de ensino do país

Dos 18 municípios que obtiveram nota acima de 9 nos anos iniciais do Ensino Fundamental (do 1º ao 5º ano) no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2023, 17 estão no Nordeste.

Esses números mostram o avanço da região na educação fundamental ao longo dos últimos anos. Análise realizada pela Coordenação de Estudos e Pesquisas da Sudene mostra que a rede pública de 60,7% dos municípios nordestinos melhorou os resultados entre 2021 e 2023 no principal indicador da qualidade de ensino do Brasil. Vale destacar que o único município a tirar nota 10 no país foi Pires Ferreira, no Ceará há 16 anos, sua nota era de 3,7.

O país só atingiu a meta do Ideb nos anos iniciais do Ensino Fundamental, fixada em nota 6. Considerando as notas dos estados, oito dos nove do Nordeste melhoraram seus resultados entre os anos de 2021 e 2023 apenas a Bahia manteve a mesma nota nas duas avaliações, 5,3. Todos superaram a meta regional, de 5,2. Apenas Ceará (6,6) e Alagoas (6), no entanto, alcançaram a meta do Brasil.

Do total de municípios do Nordeste (1.794), 20,1% superaram a meta nacional (6). Importante ressaltar que 57% dos municípios da região conseguiram atingir a sua própria meta da rede pública dos anos iniciais do Ensino Fundamental, estabelecida para o ano de 2021. Esse resultado é próximo ao do Sul e ao do Centro-Oeste, cujos percentuais correspondem a 56,7% e 55%, respectivamente, e demonstra ser um avanço comparado ao do Sudeste (36,2%) e ao do Norte (24,%).

PINHEIRO, Andrea. Quase 61% dos municípios do Nordeste melhoraram a nota no Ideb em 2023. Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, 26 ago. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/sudene/pt-br/assuntos/noticias/ quase-61-dos-municipios-do-nordeste-melhoraram-a-nota-no-ideb-em-2023. Acesso em: 7 ago. 2025.

acesso à educação, ressaltando que, apesar de ser um direito garantido por lei, sua efetivação depende de mobilizações do poder público.Esclarecer aos alunos que as crianças vivem em diferentes áreas, com distintas condições sociais e diversas situações adversas. Enfatizar que a regra é geral, mas as necessidades são singulares, o que torna imprescindível a existência de políticas públicas que contemplem essas peculiaridades.

Mesmo com esses avanços educacionais, ainda é possível perceber uma diferença entre os dados relativos às populações do campo e das cidades. Se comparadas às escolas urbanas, as rurais continuam apresentando deficiências estruturais, observadas, por exemplo, no número reduzido de salas de aula e nas instalações precárias ou impróprias. Soma-se a isso a evasão escolar, que se dá tanto pelo êxodo rural como pela necessidade de os jovens complementarem a renda das famílias.

Programas e políticas públicas para a educação

Veja, a seguir, algumas políticas públicas que buscam garantir que todas as crianças frequentem a escola no Brasil, inclusive na Região Nordeste.

> Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE): é responsável por financiar projetos de construção de escolas, compra de equipamentos, livros e outros materiais. Também apoia programas que envolvem o transporte e a alimentação escolar.

> Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE): busca garantir que os alunos recebam, na escola, alimentação saudável, proveniente da agricultura familiar da região.

> Pé-de-Meia: é um programa de incentivo financeiro-educacional, destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no Ensino Médio público.

> Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE): ajuda os municípios a oferecerem transporte escolar para crianças que moram longe do local de ensino. Essas políticas buscam diminuir desigualdades e fortalecer o ambiente escolar.

PARA VOCÊ LER

• Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), arts. 53 e 54. Disponível em: https://www.gov. br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/crianca-e -adolescente/publicacoes/eca_mdhc_2024. pdf. Acesso em: 17 set. 2025.

• Esses artigos estabelecem direitos fundamentais para crianças e adolescentes do Bra-

sil, assegurando-lhes igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola pública próxima de sua residência. Além disso, garante oferta de atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.

• Depois de contextualizar o assunto, abrir roda de conversa para discutir o direito de todos à educação e as dificuldades de ter o acesso a esse serviço na prática.

• Explicar que, muitas vezes, alunos e professores têm dificuldades para chegar à escola, uma vez que, principalmente na zona rural, as instituições de ensino costumam ser sediadas em locais mais distantes da comunidade. Além disso, algumas escolas não oferecem equipamentos e estruturas importantes, como uma biblioteca. Ressaltar que esses fatores influenciam o desenvolvimento da aprendizagem.

• Perguntar aos alunos se eles sabem quais são os maiores desafios enfrentados por quem mora em áreas afastadas da escola e se passam por alguma dificuldade para chegar ao local onde estudam.

• Desenhar, na lousa, uma tabela, como a do modelo a seguir, para que os alunos escrevam sugestões para os problemas identificados no texto do livro. Sugestões de resposta:

Áreas com dificuldades de acesso Transporte gratuito

Falta de alimentação Merenda escolar

Falta de materiais e equipamentos

Recursos do poder público

Falta de preparação dos professores Formação continuada

Escola Municipal João Marques Araújo. Santa Maria (RN), em 2012.
Maurício Simonetti / pulsarimagens.com.br
Ônibus escolar que atende os alunos de uma escola estadual de tempo integral. Boninal (BA), em 2023.
Joa Souza / stock.adobe.com

CONTEXTUALIZANDO

• Pesquisar e reproduzir em projetor de multimídia imagens antigas e atuais de escolas interioranas do Nordeste.

• Comentar que algumas das diferenças que podem ser apontadas entre as escolas da área urbana e as da área rural são, por exemplo, a facilidade de acesso e a disponibilidade de infraestrutura e recursos.

• Fazer a leitura do texto da página 88 e explicar como, até a década de 1990, o ensino em algumas comunidades rurais era precário.

• Falar sobre como o cenário foi mudando ao longo dos anos devido à implementação de leis, à evolução da tecnologia, à organização de movimentos sociais e à criação de políticas públicas.

MAIS CONHECIMENTO

• Segundo dados do Ioeb (Índice de Oportunidades da Educação Brasileira) 2023, a Região Nordeste teve avanços na educação (67%). Esses dados demonstram que crianças e jovens terão mais oportunidades de aprendizagem. A Lei de TICs, também conhecida como Lei nº 8.248/1991, visa conceder incentivos fiscais a empresas do setor de tecnologia. Os investimentos proporcionam avanços tecnológicos e qualificam as pessoas na área de tecnologias da informação e comunicação (TIC). Essas atitudes transformam a economia e contribuem para o aumento do acesso da população a equipamentos tecnológicos nas escolas da área rural do Nordeste. O crescimento de instituições de ensino com cursos na área de TI (Tecnologia da Informação) amplia a oferta de serviços tecnológicos e também aumenta a oportunidade de emprego na região. Com isso, o Nordeste ganha

Escolas nas comunidades rurais

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

Anísio Teixeira (Inep), até os anos 1980 milhares de escolas rurais no Brasil, principalmente no Nordeste, funcionavam com estruturas precárias, sem, por exemplo, serviços básicos como água encanada e luz elétrica. Em comunidades quilombolas, indígenas e em áreas de assentamento, o acesso à escola levou ainda mais tempo a ser uma realidade. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), só a partir dos anos 1990 foram criadas normas específicas para garantir o direito à educação nesses locais. Observe, a seguir, a fotografia de uma escola indígena no Nordeste.

Assentamento: Estabelecimento de residência fixa em territórios improdutivos ou desabitados para que neles trabalhadores vivam permanentemente.

Com a organização de movimentos sociais e a criação de políticas públicas, algumas escolas passaram a ser construídas nessas áreas, assegurando o direito à educação a crianças e jovens que vivem no campo. A chegada da energia elétrica, a melhoria de estradas e a oferta de transporte escolar também facilitaram o acesso à escola.

destaque no cenário da tecnologia nacional, com profissionais capacitados e cidadãos com maior acesso à tecnologia. Essa realidade consolida cada vez mais a transformação digital na região, principalmente as crianças e jovens que vivem em comunidades indígenas, no campo ou em assentamentos. Veja mais sobre o assunto no link disponível em: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o -mcti/noticias/2025/09/lei-de-tics-o-que-e-e -como-tem-transformado-o-setor-de-ti-no -brasil. Acesso em: 1 out. 2025.

Professor e alunos da etnia Pataxó na Escola Indígena Pataxó Coroa Vermelha. Santa Cruz Cabrália (BA), em 2024.
Luciana Whitaker / pulsarimagens.com.br
Estudantes durante oficina de argila na Escola Municipal Pedro Pereira da Silva, no quilombo Muquém. União dos Palmares (AL), em 2022.
Cesar Diniz / pulsarimagens.com.br

O Censo Escolar 2023, mostra que as instituições de ensino situadas em assentamentos concentram o maior número de matrículas entre as chamadas escolas de localização diferenciada, totalizando 418.962 estudantes. Essa quantidade, junto ao número de inscrições em escolas indígenas (302.670) e quilombolas (278.030), evidencia a importância desses locais para a educação no meio rural.

Matrícula na educação básica em escolas de localização diferenciada – Brasil 2023

Matrículas em assentamentos

Matrículas em comunidades indígenas

Matrículas em comunidades quilombolas

Fonte: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Mec e Inep divulgam resultados do Censo Escolar 2023. jun. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/censo-escolar/mec-e-inep -divulgam-resultados-do-censo-escolar-2023. Acesso em: ago. 2025.

Esses espaços educativos, no entanto, enfrentam desafios específicos, como distância geográfica, infraestrutura limitada e necessidade de um ensino adaptado à realidade local da comunidade. Além das disciplinas regulares, é importante incluir no currículo escolar saberes ligados ao trabalho na terra, ao calendário agrícola e à cultura local. De acordo com o Censo Escolar 2023, as escolas rurais continuam recebendo menos recursos em comparação com aquelas das cidades.

Escolas da rede pública que possuem itens de infraestrutura, por localização, em 2023 – Brasil (em %)

• Falar sobre escolas urbanas e rurais, as diferenças entre elas e as vantagens e desvantagens de cada uma.

• Projetar imagens de escolas em comunidades indígenas e quilombolas e explicar as especificidades de cada uma.

• Explicar que o Ministério da Educação (MEC) criou um programa que destina recursos para as comunidades localizadas nas áreas rurais e também para as comunidades indígenas e quilombolas.

• Propor um debate para discutir iniciativas que objetivem acabar com a desigualdade, como uma política voltada para as particularidades de cada comunidade, buscando oferecer um ensino de qualidade a todos, sem qualquer distinção.

• Solicitar aos alunos uma pesquisa sobre as condições de ensino das escolas do município em que vivem. A turma deve procurar informações relacionadas ao acesso às escolas; e aos recursos de que dispõem, como biblioteca, laboratório, sala de vídeo, entre outros.

PARA VOCÊ LER

Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Diretoria de Estatísticas Educacionais. Microdados do Censo Escolar. Elaboração: Todos pela Educação. Disponível em: https://anuario.todospelaeducacao.org.br/ capitulo-12-infraestrutura.html#387168ad-3c22-48a1-a506-62e9ca24d529. Acesso em: 7 ago. 2025.

16:11

Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo). Disponível em: https://portal. mec.gov.br/proinfo. Acesso em: 25 jun. 2025. Esse programa integra a tecnologia nas escolas públicas, fornecendo computadores, internet e outros recursos tecnológicos, além de capacitar professores para o uso dessas ferramentas. Assim, o objetivo é promover a inclusão digital e melhorar a qualidade da educação.

Urbana Rural

CONTEXTUALIZANDO

• Explicar a finalidade da criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e como ela transformou a realidade do ensino brasileiro.

• Conversar com os alunos sobre os diferentes tipos de escola que existem no município onde moram. Explicar o funcionamento das escolas indígenas, quilombolas e daquelas situadas em áreas de assentamento, como a que é demonstrada na imagem desta página (Creche Santo Inácio, no Assentamento 10 de Abril, localizada no município do Crato (CE). Citar alguns exemplos de necessidades desse tipo de instituição, como melhor infraestrutura, para os alunos compreenderem os desafios de oferecer uma educação de qualidade e igualdade para todos os estudantes.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Organizar, junto com a turma, uma pesquisa na escola. Iniciar propondo questões como: “Quantos meninos e quantas meninas estudam nesta escola?”. Dividir os alunos em grupos de acordo com o número de turmas e de estudantes. Disponibilizar um questionário e discutir com a turma como será feita a representação dos dados coletados. Os alunos podem produzir cartazes, tabelas, infográficos, um blog ou uma página em rede social. No final, pedir que compartilhem os dados registrados e discutam as conclusões da pesquisa.

No Brasil, existe uma lei que estabelece regras para que o sistema educacional funcione com qualidade em todo o país — é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Criada em 1996, garante que todas as crianças brasileiras tenham direito a uma educação de qualidade, onde quer que vivam. Por isso, para ampliar o acesso educacional no campo e reduzir as desigualdades regionais, foram criados programas como o Proinfância e o Caminho da Escola.

Para enviar recursos financeiros às escolas públicas municipais e estaduais, incluindo as localizadas nas áreas rurais, o Ministério da Educação (MEC) criou o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Este também apoia instituições privadas que oferecem educação especial e são mantidas por organizações não governamentais (ONGs). Os recursos são utilizados para melhorar a estrutura física das escolas, contribuindo para a realização de atividades educativas e pedagógicas de qualidade.

É preciso que surjam cada vez mais no Brasil iniciativas que reconheçam a diversidade cultural e geográfica do país, que promovam uma educação que respeita e valoriza as particularidades das comunidades rurais e que garantam o acesso igual à aprendizagem para todos os estudantes.

Creche Santo Inácio, no Assentamento 10 de Abril. Crato (CE), em 2023.
Centro de atendimento infantil público no município de Lençóis (BA), em 2024.
Beto Celli / pulsarimagens.com.br Joa Souza / stock.adobe.com
Escola Municipal Eurico de Jesus, no Quilombo Itamatatiua, Alcântara. Maranhão (MA), em 2024.
Rubens Chaves / pulsarimagens.com.br

A escola

hoje: o que é garantido para os anos iniciais

Segundo o Censo Escolar 2023, o Brasil tem 103,8 mil escolas que atendem aos anos iniciais do Ensino Fundamental (do 1o ao 5o ano), com cerca de 14,4 milhões de alunos. A maioria dessas instituições está sob a responsabilidade das prefeituras, que concentram 69,5% das matrículas.

No Nordeste, a educação nessa fase inicial tem apresentado avanços significativos. Segundo o Censo Escolar 2023, as escolas públicas da região têm se destacado em termos de desempenho e qualidade educacional. As 100 escolas públicas com melhor desempenho nos anos iniciais do país, por exemplo, estão localizadas no Ceará.

No que diz respeito à jornada escolar, o Nordeste apresentou um aumento significativo no número de matrículas em tempo integral, com destaque também para o Ceará, que lidera o país em termos de proporção de alunos com mais de 7 horas diárias de aula no Ensino Fundamental.

Esses dados refletem o empenho dos estados e municípios nordestinos em proporcionar uma educação de qualidade para as crianças da região, respeitando suas especificidades culturais e geográficas.

CONTEXTUALIZANDO

• Escrever, na lousa, um resumo dos dados do Censo Escolar 2023 no Brasil. Solicitar a um aluno que faça a leitura do primeiro parágrafo do texto da página 91.

• Explicar que as prefeituras concentram a maior parte dos alunos do 1o ao 5o ano, provavelmente porque, de acordo com a LDB, no art. 11, inciso V, o Ensino Fundamental é prioridade dos municípios.

• Falar sobre os avanços significativos que essa fase da educação teve no Nordeste, de acordo com o Censo Escolar 2023 e com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

• Explicar que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo que define as aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas da Educação Básica, levando em consideração uma série de fatores, dentre eles a diversidade cultural e a geográfica.

• Após as explicações sobre o assunto estudado, organizar um debate em sala de aula sobre os principais desafios enfrentados pelas instituições de ensino das áreas rurais e urbanas do município em que a escola está inserida. Incentivar os alunos a refletirem sobre o tema. Usando cartolina, confeccionar um quadro, no qual os alunos terão a oportunidade de fazer uma lista das dificuldades e outra com possíveis soluções. É importante que todos se sintam incluídos no processo de aprendizagem.

• Retomar o estudo sobre o direito de todos à educação, ressaltando os artigos 6o e 205 da Constituição Federal, para ampliar a compreensão dos alunos em relação ao desenvolvimento integral da criança.

Aula de Matemática na Escola Municipal de Ensino Fundamental Yedda Frota. Sobral (CE), em 2019.
Luis Salvatore / pulsarimagens.com.br
Alunos indígenas da etnia Pataxó desembarcando de ônibus escolar na Escola Indígena Pataxó Coroa Vermelha. Santa Cruz Cabrália (BA), em 2024.
Chico Ferreira / pulsarimagens.com

CONTEXTUALIZANDO

• Conversar com os alunos sobre o que é preparar a criança para o exercício da cidadania. Dar exemplos que aproximem o assunto da vida prática deles, como o próprio direito à Educação Básica e o dever de respeitar a comunidade escolar.

• Pedir a um aluno que leia o texto da página 92

• Perguntar aos alunos que tipo de melhoria eles acham que pode ocorrer na escola em que estudam.

• Propor uma roda de conversa para que os alunos reflitam sobre o desafio que é a evasão escolar. Perguntar por que eles acham que muitos estudantes abandonam a escola. Pontuar alguns possíveis motivos, como longas distâncias e dificuldades de locomoção.

• Falar que, durante a pandemia de covid-19, professores e alunos tiveram que se adaptar a uma nova modalidade de ensino: a distância, por meio dispositivos (computadores, smartphones etc.) conectados à internet. Essa época foi muito difícil, porque nem todos sabiam lidar com recursos tecnológicos; muitos sequer tinham acesso à internet. Assim, este foi um período de grande evasão escolar.

• Comentar que, atualmente, há muitas políticas públicas que visam à melhoria da qualidade do ensino; no entanto, ainda há muitos desafios a serem superados.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Na atividade 1, solicitar aos alunos que respondam às questões propostas prestando atenção à imagem. Incentivá-los a associar a imagem à própria realidade escolar.

Aprenda mais

A educação é classificada como um direito fundamental social, nos termos do artigo 6o da Constituição Federal, regida pelos parâmetros estabelecidos no Capítulo III, artigo 205, como vemos abaixo.

Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Compartilhar conhecimento

1. Observe a imagem ao lado e, em uma roda de conversa, responda às questões junto com a sua turma.

a. Que tipo de escola aparece na fotografia?

b. A sua sala de aula é parecida com a da imagem?

c. Como o governo pode garantir que todas as crianças tenham o direito de estudar?

Parâmetro: regra, princípio.

Previdência social: política pública que tem o objetivo de garantir proteção financeira às pessoas contribuintes em casos de aposentadoria, doença, desemprego, etc.

Escola da área rural.

Resposta pessoal, mas o aluno deve buscar os elementos da sala de aula retratada que diferem daquela em que estuda, como disposição das carteiras, armários, lousa, uniforme, entre outros.

Resposta pessoal, mas o aluno deve mencionar os programas e as políticas públicas que visam melhorar o acesso à educação.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Solicitar aos alunos que façam uma pesquisa sobre crianças e adolescentes que têm seus direitos violados, como quando são obrigados a trabalhar.

• Dividir os alunos em grupos e pedir que coletem fotos e informações sobre diferentes tipos de escola. Em seguida, a turma deve organizar uma exposição.

• Em data combinada previamente com a turma, promover, na sala de aula ou em algum espaço mais amplo da escola, a exposição das imagens e dos dados coletados. Ao final da apresentação, organizar uma roda de conversa para discutir a importância de ter o seu direito assegurado, ressaltando a existência de legislações como o ECA.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Sala de aula na Unidade Escolar Antonio Martins, no povoado de Paus. Área rural, município de Monte Alegre do Piauí (PI), em 2022.
Chico Ferreira stock.adobe.com

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

2. O artigo 205 da Constituição Federal diz que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. Escreva um breve texto sobre o que você entende como dever da família

3. Leia a seguir o trecho de uma notícia sobre a pesquisa do Censo Escolar 2023.

Nordeste se destaca entre os índices de matrículas em tempo integral Sete estados da região ficaram acima da média nacional

Os estados que apresentaram maior percentual de alunos em tempo integral matriculados na rede pública do Ensino Fundamental são do Nordeste: Ceará, com 51,4%; Piauí, com 48,9%; e Maranhão, com 40,3%. Os dados constam no Censo Escolar 2023, divulgado nesta quinta-feira (22 fev. 2024) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Nove estados apresentaram percentuais acima da média nacional, que é de 17,5%. Destes, apenas dois não estão na Região Nordeste: Tocantins, com 35,7%; e São Paulo, com 21,9%. Completam a lista de estados que subiram a média nacional Alagoas (20,4%), Paraíba (19,5%), Sergipe (18,9%) e Bahia (17,5%).

PEDUZZI, Pedro. Nordeste se destaca entre os índices de matrículas em tempo integral. Brasília, DF: Agência Brasil, 22 fev. 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2024-02/nordeste-se-destaca-entre-os -indices-de-matriculas-em-tempo-integral. Acesso em: 22 maio 2025.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

a. Apesar dos avanços mostrados na pesquisa, pense se, em seu bairro ou no seu município, o direito à educação está sendo respeitado. Se não, o que você faria para melhorar esse aspecto?

b. Pesquise o que é o Censo Escolar e qual é a sua importância para a educação do país.

4. Em seu caderno, desenhe o mapa da sua escola e escreva o que você considera ser a principal função dela.

5. Como vimos, surgiram muitas políticas públicas que tinham como objetivo melhorar a educação do país. O que os dados do gráfico da página 89 revelam sobre os investimentos nas escolas?

6. Se você fosse o dono da escola em que estuda, o que mudaria para melhorá-la? Observe os espaços físicos do local e anote o que precisa ser melhorado ou modificado. Colete dados, pense em ideias de investimentos e anote tudo no caderno. Depois, converse, com o professor e os colegas, sobre as informações que cada um encontrou.

7. No município em que você mora, há alguma escola indígena, quilombola ou em área de assentamento? Pesquise na internet a respeito desses tipos de instituição, escolha uma escola e escreva, em uma folha avulsa, um texto relatando como é o ensino nela.

Resposta pessoal, mas o aluno deve relatar que muitas dessas escolas incluem no currículo escolar, além das disciplinas regulares, saberes ligados ao trabalho na terra, ao calendário agrícola e à cultura local.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Construir um cartaz com o art. 205 da Constituição Federal e, antes de solicitar a produção de texto da atividade 2, conversar com os alunos sobre essa lei. Perguntar como é a realidade deles em relação à educação escolar.

• O objetivo da atividade 3 é despertar no aluno a ideia de que o Censo Escolar é fundamental para a educação no Brasil, pois fornece dados essenciais que orientam o planejamento e a execução de políticas públicas educacionais.

• Na atividade 4, conversar com os alunos sobre o que é mais importante na escola e escolher alguns lugares para serem representados por meio de desenho. Ajudá-los fazendo inicialmente a rosa dos ventos e a partir dos pontos cardeais localizar os ambientes que desejarem representar.

• O objetivo da atividade 5 é o aluno perceber que segundo o Censo Escolar (dados de 2023), as escolas urbanas receberam mais recursos em comparação com as escolas da área rural. Desse modo, esta situação mostra uma análise dos principais indicadores educacionais no espaço rural da Região Nordeste. Aproveitar esse momento para discutir com os alunos se essa situação se repete na atualidade e sobre a relevância de ter uma educação de qualidade para todos os municípios nordestinos.

• Na atividade 6, valorizar a participação dos alunos na escola. Deixá-los cientes de que são capazes de fazer sugestões para melhorias no ambiente escolar. Sugerir a criação de uma assembleia estudantil para analisar as coisas boas que devem ser mantidas e as modificações que devem ser feitas. A valorização da autonomia entre os alunos é um início para possíveis mudanças.

• Na atividade 7, orientar os alunos a pesquisarem em sites oficiais do governo, como o IBGE, por exemplo. Utilizar filtros na pesquisa, colocando o tema a ser pesquisado entre aspas. Sempre buscar informações com datas atualizadas. Ele permite a distribuição igualitária de recursos entre estados e municípios e a implementação de iniciativas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Para mais informações, os alunos podem pesquisar em sites do governo, como: https://www.gov.br/ inep/.

03/10/2025 16:11

Aluno da escola pública municipal Altair da Costa Lima em processo educativo. Dias d'Ávila (BA), em 2019.
Joa Souza / pulsarimagens.com.br 93

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF04GE08: Descrever e discutir o processo de produção (transformação de matérias-primas), circulação e consumo de diferentes produtos.

EF04GE11: Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

EF05GE03: Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.

EF05GE12: Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

HISTÓRIA

EF04HI03: Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVOS

• Apresentar o turismo e a economia criativa como atividades importantes para a economia da Região Nordeste.

• Desenvolver a economia sustentável e a inclusão social. Como, também, valorizar o meio ambiente e a cultura da Região Nordeste.

Turismo e economia criativa

O turismo é uma das atividades econômicas mais importantes no Nordeste do Brasil. Com suas paisagens diversas, uma cultura rica e patrimônios históricos, a região atrai visitantes de todo o mundo.

Principais destinos turísticos

O litoral nordestino é um dos principais destinos turísticos do Brasil, com praias famosas, como as de Salvador, Fortaleza, Recife, Natal, Aracaju, João Pessoa e Maceió. Essas capitais oferecem não apenas belezas naturais, mas também uma forte herança cultural, com festas populares, como o Carnaval e o São João, que atraem milhares de turistas anualmente.

O Nordeste também é conhecido por seus sítios históricos, que têm grande importância cultural e educacional. Alguns exemplos são o Centro Histórico de Olinda, em Pernambuco, reconhecido pela Unesco como patrimônio mundial da humanidade, e o Pelourinho, bairro de Salvador, na Bahia, que também preserva a memória de séculos de história.

Outro destino de grande relevância, também na Bahia, é o Parque Nacional da Chapada Diamantina, conhecido pelo ecoturismo. A região é famosa por suas cachoeiras, cavernas e trilhas, que encantam os turistas e incentivam a preservação ambiental. O Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, é um destino muito procurado por quem gosta de arqueologia e natureza. Nesse parque, foram localizados cerca de 400 sítios arqueológicos. A maioria deles abriga painéis de pinturas e gravuras rupestres de grande valor artístico e histórico. A área é um dos 63 parques nacionais do Brasil e concentra quase 40% de toda a região de Caatinga protegida no país, estando entre os dez parques que preservam esse bioma.

PARA VOCÊ LER

Nordeste: o berço do Brasil, de Carlos Fioravanti; Paulo Roberto Moraes. São Paulo: Harbra, 2001. O livro proporciona uma reflexão sobre acontecimentos importantes da história do Nordeste. Além disso, aborda assuntos como os problemas da seca; a economia nordestina; a influência dos africanos na cultura da região; o folclore nordestino; entre outros.

Arquitetura colonial no Pelourinho, Patrimônio Mundial da Unesco, em Salvador (BA), em 2024.
Paisagem da praia de Tabatinga. João Pessoa (PB), em 2023.
Robert Harding Video / Shutterstock.com
ByDroneVideos/ Shutterstock.com

CONTEXTUALIZANDO

Turista caminhando pelas dunas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Santo Amaro do Maranhão (MA), em 2024.

Os Lençóis Maranhenses, no Maranhão, com suas dunas e lagoas cristalinas, é outro exemplo de destino que encanta quem busca tranquilidade e contato com a natureza. Fernando de Noronha, um arquipélago em Pernambuco, é considerado um dos paraísos naturais do Brasil. Sua biodiversidade e paisagens fazem do local um dos destinos mais exclusivos do Nordeste.

Além dos destinos mais famosos, o Nordeste abriga locais menos conhecidos, mas que oferecem experiências únicas para os turistas. A Rota das Emoções, por exemplo, passa por lugares como o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, que, embora tenha ganhado mais popularidade nos últimos anos, ainda é menos explorado do que outros locais com praia da região.

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• Explicar que o litoral nordestino foi o berço dos colonizadores europeus, que chegaram há mais de 500 anos e aqui se instalaram, construindo povoados que mais tarde se tornaram importantes cidades. É relevante falar que as condições naturais, o acesso pelo mar e as facilidades de comércio fizeram com que o litoral fosse o local perfeito para o estabelecimento dos europeus.

• Falar que o litoral nordestino concentra a maior orla litorânea do Brasil. Logo, o turismo é uma das principais atividades econômicas da região, que recebe milhares de visitantes de outras regiões do país e até do exterior todos os anos.

• Explicar que as praias do Nordeste estão entre as mais belas do Brasil. Citar exemplos como Coqueirinho, em Conde (PB); e Canoa Quebrada, em Aracati (CE).

• Fazer um mural com fotos do litoral nordestino. Explicar que as praias da região são importantes para manter o turismo como uma das atividades econômicas mais importantes do Nordeste. No entanto, chamar a atenção para a necessidade de gerar o mínimo de impacto ambiental possível, para manter o ecossistema em equilíbrio. É dever de todos manter as praias limpas.

• Explicar aos alunos que os turistas investem em hotéis, pousadas, flats ou casas; restaurantes; passeios; artesanato; entre outros serviços. Ressaltar que tudo isso movimenta muito da economia do Nordeste.

• Perguntar também aos alunos se eles conhecem alguma praia do litoral nordestino e quais gostariam de conhecer. Pedir que façam uma lista com o nome de cada uma por ordem de preferência e, depois, compartilhem com os colegas.

/ Shutterstock.com
Patrimônio mundial da Unesco. Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE), em 2024.

• Pontuar que o turismo também movimenta a economia por meio de vários centros culturais, como sítios históricos e cidades que guardam um valor cultural imenso.

• Pontuar que, apesar de terem potencial turístico, as comunidades quilombolas ainda são pouco visitadas.

• Solicitar aos alunos uma pesquisa sobre os pontos turísticos mais visitados da Região Nordeste. Em seguida, eles devem, montar um mural com imagens e informações sobre esses locais. Combinar, com antecedência, o dia da apresentação do mural.

EM CONEXÃO

• Em conexão com os componentes curriculares de Matemática e Educação Financeira, planejar um projeto de empreendedorismo em que os alunos produzem e vendem objetos. Organizar um espaço da escola destinado a esse evento. Os itens podem ser confeccionados com materiais recicláveis.

• Com antecedência, enviar comunicado para as famílias da comunidade escolar, para que auxiliem os alunos na confecção dos seus artefatos.

• É importante salientar que os objetos terão um valor simbólico. É possível até mesmo criar uma moeda fictícia para o evento.

O municípo histórico de Penedo, em Alagoas, que guarda marcos da época colonial, e o Vale do Rio Preto, na Bahia, com suas tradicionais comunidades quilombolas e paisagens deslumbrantes, são também exemplos de locais que ainda são pouco visitados, mas que têm grande potencial turístico. Em Sergipe, no município de Canindé de São Francisco, está localizado o cânion do Rio São Francisco, uma formação rochosa de 65 milhões de anos. Ele é considerado o quinto maior do mundo e o mais navegável.

Em João Pessoa, na Paraíba, além das praias urbanas, encontra-se o Farol do Cabo Branco, em Ponta do Seixas, que marca o ponto mais oriental da América do Sul.

O Cajueiro de Pirangi, em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, é considerado o maior cajueiro do mundo. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou, em 1994, para o Livro Guinness dos Recordes

Cânion: vale profundo e sinuoso que foi cavado por um rio.
Lucas / stock.adobe.com
Cajueiro do Pirangi, o maior do mundo. Parnamirim (RN), em 2017.
Iuliia Timofeeva/ Shutterstock.com
Cânion do Rio São Francisco, ou Cânion de Xingó. Canindé de São Francisco (SE) em 2016.
Tales Azzi / pulsarimagens.com.br
Farol do Cabo Branco, inaugurado em 1972. João Pessoa (PB), em 2021.

Impactos positivos e desafios do turismo

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o turismo no Nordeste traz muitos impactos positivos para a economia. Gera empregos diretos em hotéis, restaurantes, etc., além de movimentar setores como transporte e comércio. Essa atividade ajuda a divulgar a cultura local, promovendo as festas típicas, a música e a gastronomia da região.

No entanto, o crescimento do turismo também traz desafios significativos. O aumento do número de turistas pode afetar a infraestrutura local, como o saneamento básico, que nem sempre acompanha o aumento da demanda. Além disso, o descarte inadequado de resíduos e a construção de novos hotéis e centros turísticos em áreas naturais também podem resultar em problemas ambientais.

A preservação ambiental é, portanto, um dos maiores desafios do turismo. Por isso, em locais como Fernando de Noronha e a Chapada Diamantina, marcados pela biodiversidade, as leis de conservação e preservação ambiental são rigorosas. Além disso, o impacto sobre as comunidades locais deve ser considerado, já que muitas vezes os benefícios do turismo não são igualmente distribuídos. A economia criativa também desempenha um papel essencial no Nordeste, ajudando a diversificar a economia e a fortalecer a cultura regional.

• Apresentar os impactos positivos e os desafios do turismo da maneira mais simples e didática possível.

• Dividir a lousa em duas colunas e escrever, de um lado, os impactos positivos do turismo e, do outro, os desafios. Ao passo que escreve, discutir com a turma cada um deles.

• Perguntar aos alunos se, no bairro onde vivem, há festa de rua. Se a resposta for sim, pedir que falem um pouco sobre essa celebração: por que ela existe, como e quando acontece, o que há nela (barracas de comida, feira de artesanato, parque de diversão etc.), entre outros aspectos.

• Mostrar alguns exemplos de festas de bairro, ou até mesmo de eventos maiores do município que movimentam grande número de visitantes. Comentar que muitas pessoas dependem desse ramo de atividade para sustentar a família.

• Perguntar aos alunos se eles acham que a prefeitura divulga bem essas festas e se sabem o motivo pelo qual o governo as apoia.

• Perguntar se acham que o policiamento é suficiente durante o período de festividades.

• Perguntar se já observaram como fica o bairro depois dessas festas (se há lixo espalhado pelas ruas ou se tudo permanece limpo e preservado). Perguntar também se notam a presença de sanitários públicos e colocação de mais lixeiras durante as festas.

• Discutir sobre educação ambiental e seu impacto na qualidade de vida da comunidade.

Placa de incentivo à entrada de carros elétricos. Fernando de Noronha (PE), em 2024.
Área de Proteção Ambiental Marimbus (APA). Iraquara (BA), em 2021.

• Escrever na lousa o título Economia criativa e perguntar quem pode sugerir do que se trata esse tema.

• Pedir que um dos alunos leia a definição do livro para esse tipo de economia.

• Para explorar melhor o tema, sugerir a leitura da entrevista que Ubiratan Castro de Araújo* (1948-2013), ex-diretor do Centro de Estudos Afro-orientais da Universidade Federal da Bahia (UFBA), cedeu ao Iphan, em 18 de dezembro de 2001, sobre o acarajé na contemporaneidade. A entrevista encontra-se na página 53 do Dossiê Iphan, disponível no link indicado a seguir.

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Ofício das baianas de acarajé. Brasília, DF: Iphan, 2007, p. 53. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/ uploads/publicacao/PatImDos_ OficioBaianasAcaraje_m.pdf. Acesso em: 26 jun. 2025.

• Em roda de conversa, promover uma leitura coletiva da entrevista. Em seguida, fazer perguntas como: “Como era o acarajé antes dos anos 1980?”; “O que aconteceu com o modo de feitura do acarajé em decorrência do turismo?”; “Por que o acarajé foi mencionado como aracaburgue?”.

• Por meio do debate, levar os alunos a perceberem a relação entre o turismo e a economia criativa.

*Ubiratan Castro de Araújo foi um historiador, professor e escritor brasileiro. Imortal da Academia de Letras da Bahia, ocupou a cadeira de número 33.

Economia criativa: feiras, artesanato e festivais

Economia criativa é o nome dado às atividades econômicas que utilizam a criatividade para gerar renda, como o artesanato e a gastronomia.

O Ministério da Cultura (MinC), destaca que a economia criativa é outro fator importante para o desenvolvimento de vários municípios nordestinos. As feiras de artesanato e as festas populares são grandes responsáveis por movimentar a economia local e promover a cultura regional.

Cestaria à venda na feira do empreendedor afro-quilombola. Maceió (AL), em 2022.

Em municípios como Recife e Salvador, as feiras de artesanato vendem produtos típicos da cultura nordestina, como rendas, bordados e utensílios de barro. Esses locais não apenas atraem turistas, mas também fortalecem a identidade cultural da região.

A gastronomia nordestina também tem se destacado como um dos pilares da economia criativa. Os pratos típicos, como acarajé, moqueca, feijão-verde e carne de sol, não são apenas símbolos culturais, mas também produtos que geram renda para pequenos e médios empreendedores, fortalecendo a economia local.

Atividades culturais como o Carnaval de Salvador, o São João de Caruaru e o Festival de Música de Fortaleza são exemplos de como o turismo e a cultura estão interligados, gerando impacto positivo na economia. Esses eventos atraem turistas, geram empregos temporários e são uma vitrine para a música, a dança e a culinária nordestinas.

Entrar em ação

Planeje, junto com a sua família, uma visita a uma feira cultural próxima do local onde moram. As feiras são espaços ideais para valorizar a cultura e as tradições locais. Seguem algumas dicas para aproveitar melhor a visita.

Explorar a feira: Visitar os estandes e conhecer a variedade de produtos que são demonstrados.

Apreciar comidas típicas: Conhecer e, se possível, experimentar as comidas locais.

Participar das apresentações culturais: Assistir a shows, danças e apresentações artísticas, que proporcionam diversão e entretenimento ao público.

Fazer compras: Comprar peças de artesanato e fortalecer a economia local. No final, escreva, em seu caderno, todas as experiências vividas na feira e partilhe-as com os seus colegas em sala de aula.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

ENTRAR EM AÇÃO

• Orientar os alunos a organizarem, junto com a família, uma visita a uma feira cultural. Esse tipo de atividade ajuda a estimular a criatividade e o conhecimento sobre a cultura do local onde vivem. Antes de ir, oriente-os a planejar o passeio. Por exemplo, levar algo para lanchar e água, pois apesar das feiras ter alimentos e bebidas, eles podem ser caros ou

não ter algo do gosto do aluno. Verificar previamente com a turma o horário e o local das feiras mais próximas, isso ajudará no planejamento e no aproveitamento da visita. Lembrar de que a participação a uma feira cultural pode ser uma oportunidade para aprender e ao mesmo tempo se divertir , então incentive a turma a aproveitar ao máximo a visita.

Cesar Diniz / pulsarimagens.com.br
NÃO ESCREVA NO LIVRO

Compartilhar conhecimento

1. Observe a fotografia abaixo e faça o que se pede.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Atuação do Projeto Tamar na Praia do Boldró. Fernando de Noronha (PE), em 2017.

a. Leia a legenda e descreva a fotografia.

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O ICMBio foi criado em 2007 e é ligado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), cuja missão é gerir, proteger, monitorar e fiscalizar as mais de 300 unidades de conservação (UCs) existentes no Brasil.

A fotografia retrata dois profissionais do Projeto Tamar manipulando uma tartaruga marinha para fazer coleta de dados em Fernando de Noronha.

b. Faça uma pesquisa sobre o Projeto Tamar e escreva qual é a missão dessa iniciativa.

c. Pesquise e escreva o nome do órgão responsável pela preservação ambiental em Fernando de Noronha. Explique qual é a missão dele.

2. O mapa abaixo destaca a localização do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Observe-o e responda às perguntas a seguir.

Parque Nacional da

a. Em qual estado está localizado o Parque Nacional da Chapada Diamantina? Na Bahia.

b. Na sua opinião, é importante preservar esse lugar? Por quê?

c. Quais atitudes podemos ter para contribuir para a preservação do meio ambiente?

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

O Parque Nacional da Chapada Diamantina possui 152 mil hectares e uma grande diversidade ecológica e ambiental, abrangendo três biomas brasileiros: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

PARA O ALUNO LER

• A Praia Bela, de Regina Campelo. Recife: Prazer de Ler, 2015.

• Nessa incrível história, os moradores da Praia Bela lutam contra os problemas ambientais e ainda deixam uma grande lição em favor do meio ambiente.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Caso os alunos possam contar com o apoio da família para os auxiliarem em atividades de pesquisa, sugerir que a atividade 1 seja realizada em casa. Auxiliar a pesquisa indicando alguns vídeos que contem a história do Projeto Tamar, como o documentário disponível em: https://youtu.be/cSAev 3SvINQ?si=aTlfHGjgVK3EDi 9D. Acesso em: 19 set. 2025.

• Na atividade 2, desenvolvendo as habilidades EF04GE11 e EF05GE12, reforçar a importância da preservação do meio ambiente e do papel dos órgãos do poder público e dos canais de participação social que são responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida. Realizar essa atividade de maneira coletiva em debate com a turma. Em resposta à letra c, pedir aos alunos que falem exemplos de contribuições da sociedade para a conservação da natureza e anotar as respostas na lousa. Sugestões de respostas: reutilizar objetos, separar o lixo para reciclagem, usar a água de maneira consciente, evitar o desperdício de alimentos, plantar árvores, consumir produtos de empresas ambientalmente responsáveis etc.

• Comentar a respeito do consumo consciente como uma das principais medidas para moderação no uso dos recursos naturais e manutenção do meio ambiente.

EM CONEXÃO

03/10/2025 16:11

• Em conexão com o componente curricular de Ciências da Natureza, solicitar que os alunos organizem uma exposição com fotos e os respectivos nomes de tartarugas marinhas, como tartaruga-cabeçuda, tartaruga-de-pente, tartaruga-de-couro, tartaruga-verde e tartaruga-olivácea. Pedir que apresentem também, por meio de cartazes, o ciclo de vida dessas tartarugas e falem sobre a importância de protegê-las. É possível encontrar as informações necessárias no site do Projeto Tamar. Disponível em: http://tamar.org.br/interna.php?cod=112. Acesso em: 26 jun. 2025.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DIAMANTINA
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Meu 1º Atlas. 4. ed. Rio de Janeiro, 2012. p. 108.
Chapada Diamantina
Chapada Diamantina

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Na atividade 3, oportunizar um momento de discussão a respeito do valor artístico e cultural do artesanato do Nordeste. Debater a respeito do modo de vida dos artesãos nordestinos e das atividades econômicas que realizam como meio de sobrevivência. Comentar as técnicas artesanais de elaboração, que são passadas de geração para geração.

• Descrever e discutir o processo de transformação de matérias-primas para fabricação de diferentes produtos, sua circulação e consumo, desenvolvendo a habilidade EF04GE08.

• Auxiliar os alunos no momento da pesquisa na internet, pois, sem orientação, essa atividade deixa de ser pedagógica ou indicada. Solicitar aos alunos que busquem áudios e vídeos que possam ajudar a conhecer melhor os tipos, os materiais e as técnicas dos artesanatos da Região Nordeste. Sugestão de texto sobre o tema: https://www.artesa natopassoapassoja.com.br/ artesanato-nordestino/

• Após a realização da pesquisa, conversar com a turma sobre a importância do artesanato para os nordestinos. Além do valor comercial, todo material produzido possui a expressão cultural de uma comunidade, como também a história de gerações. As técnicas utilizadas e a diversidade de materiais, como argila, palha, madeira, couro e tecidos, resultam em peças únicas e autênticas.

3. Leia a seguir o trecho de uma reportagem sobre a economia criativa na Região Nordeste.

Riqueza do artesanato é fonte de renda para famílias do Nordeste

O artesanato do Nordeste é uma manifestação artística e cultural muito rica e reconhecida mundialmente. Suas tradições manuais sofrem influências de diferentes povos, como indígenas, africanos e europeus, com destaque às fortes influências portuguesas. Suas técnicas, materiais, ferramentas e peças variam conforme as particularidades de cada estado. [...]

Grande parte do artesanato regional emprega matérias-primas extraídas da fauna e flora nativas, entre elas madeira, pedras, conchas, barro, sementes, couro, cipó, bambu, palmeiras e capins.

O artesanato em barro, que dá origem aos artefatos em cerâmica, também é destaque. Alagoas, Bahia e Pernambuco reúnem os principais artesãos nessa técnica. SEBRAE. Riqueza do artesanato é fonte de renda para famílias do Nordeste. fev. 2023. Disponível em: https://sebrae. com.br/sites/PortalSebrae/artigos/riqueza-do-artesanato-e-fonte-de-renda-para-familias-do-nordeste,90fdc73afdc 54810VgnVCM100000d701210aRCRD. Acesso em: 24 maio 2025.

Cerâmica de argila artesanal para venda em um mercado de rua. Serra Branca (PB), em 2025. Artesanato indígena. Porto

a. Converse com a turma sobre a reportagem lida e tente identificar os fatores que motivam as pessoas a realizarem trabalhos manuais.

b. Você conhece os artesanatos mostrados acima? Resposta pessoal

c. Pesquise na internet outros tipos de artesanato nordestino. Descreva as matérias-primas utilizadas e onde esses produtos são comercializados.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

MAIS CONHECIMENTO

• Conversar com os alunos sobre o Museu do Barro de Caruaru e sobre a Casa Museu Mestre Vitalino. Providenciar, com antecedência, um dispositivo com acesso à internet e reproduzir o documentário sobre a vida e a obra de Mestre Vitalino, disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=FqW2ZTuP0rk. Acesso em: 26 jun. 2025.

Seguro (BA), em 2023.
Cacio

Tecnologia, ciência e inovação no Nordeste

O desenvolvimento do Nordeste também envolve a tecnologia, a ciência e a inovação. Essa transformação pode ser vista em diferentes partes da região, onde centros de pesquisa, universidades e iniciativas públicas e privadas vêm criando soluções para melhorar a vida das pessoas e fortalecer a economia local.

Um dos maiores exemplos é o Porto Digital, localizado no Recife (PE), um dos mais importantes parques tecnológicos do Brasil. Ele reúne empresas de tecnologia, design e economia criativa, além de centros de formação profissional.

Outro destaque é o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Universidade Federal do Ceará (UFC), que apoia pesquisas em diversas áreas e ajuda a transformar ideias em soluções úteis para a sociedade. O Ceará também investe em centros de pesquisa em energia solar, aproveitando o alto índice de radiação solar no interior do estado para gerar energia limpa e incentivar o uso sustentável dos recursos naturais.

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF05GE03: Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.

EF05GE08: Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.

HISTÓRIA

EF04HI08: Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral, imprensa, rádio, televisão, cinema, internet e demais tecnologias digitais de informação e comunicação) e discutir seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.

O avanço tecnológico não se limita, entretanto, a esses estados. Outros polos importantes também se destacam.

> No estado da Paraíba, pesquisas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) tornaram esse município referência em inovação tecnológica, especialmente na área de computação, sendo reconhecida até mesmo fora do Brasil.

> No Rio Grande do Norte, o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), em Natal, promove estudos avançados em saúde e ciência; e o Instituto Metrópole Digital (IMD), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), oferece formação profissional gratuita na área de tecnologia da informação, promovendo inclusão digital para jovens.

> Na Bahia, o Centro de Biotecnologia e Terapia Celular (CBTC), em Salvador, desenvolve pesquisas em medicina regenerativa , colaborando para a ciência e também para a formação de novos profissionais na área da saúde.

> Em Alagoas, a expansão do Centro de Inovação do Polo Tecnológico (CIPT), em Maceió, está em andamento, com o objetivo de incentivar ainda mais o empreendedorismo e atrair novas empresas voltadas para inovação.

CONTEXTUALIZANDO

• Mediar uma leitura compartilhada do livro do aluno, dando oportunidade para a turma se expressar.

• Escrever, na lousa, os exemplos de avanços nos estados nordestinos mencionados no livro do aluno.

• Selecionar previamente algumas fotos dos polos e centros de pesquisa citados no texto.

• De maneira didática, solicitar a opinião dos alunos sobre a importância das fontes de energia para o desenvolvimento do país. Ci-

Medicina regenerativa: ramo da medicina cujo objetivo é reparar ou substituir células, tecidos ou órgãos danificados ou doentes.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVOS

• Explicar o surgimento de polos tecnológicos e centros de pesquisa na Região Nordeste.

• Apresentar exemplos de tecnologias aplicadas no semiárido e na agricultura irrigada.

03/10/2025 16:11

tar exemplos de investimentos em centros de pesquisa em energia solar, como é o caso do Ceará.

• Sondar o conhecimento dos alunos sobre energia limpa e energia poluidora. Relembrar que a energia limpa, ou renovável, é aquela que se regenera, seja de modo espontâneo, seja pela intervenção humana. A energia poluidora, ou não renovável, é aquela que, quando esgotada, não se regenera ou se regenera muito lentamente, ao longo de milhares de anos.

Prédio da Escola Técnica Estadual Porto Digital. Recife (PE), em 2021.
Leo Caldas / pulsarimagens.com

• Conversar com os alunos sobre o Porto Digital, no Bairro do Recife, em Pernambuco, um dos principais parques tecnológicos e ambientes de inovação do Brasil.

• Ressaltar a importância das inovações tecnológicas nos centros urbanos e no campo e da preservação da história e da cultura. Citar como exemplo a construção do Porto Digital (2015), que preservou o patrimônio arquitetônico do Bairro do Recife (PE), mantendo a sua identidade cultural. Assim, comprovou-se que é possível conciliar avanços tecnológicos com a preservação do patrimônio histórico de uma região. Ler mais sobre o assunto em: https://www. portodigital.org. Acesso em: 22 set. 2025.

PARA VOCÊ LER

BARACUHY, José Geraldo de Vasconcelos; FURTADO, Dermeval Araújo; FRANCISCO, Paulo Roberto Megna. Tecnologias de convivência com o semiárido brasileiro. Campina Grande: EDUFCG, 2017. As tecnologias apresentadas no livro servem como orientação para produtores interessados em práticas que possibilitam uma melhor convivência do ser humano com o semiárido na Região Nordeste. É um projeto rural sustentável, realizado pela Universidade Federal de Campina Grande (PB).

Essas instituições funcionam, em geral, por meio de parcerias entre governos, universidades e empresas. Elas oferecem cursos, oficinas, apoio para novos negócios e acesso a tecnologias, beneficiando diretamente a população.

Além dos centros urbanos, as inovações tecnológicas também têm chegado ao campo, principalmente com soluções voltadas para a realidade do semiárido. Um exemplo são as cisternas inteligentes, que captam e armazenam água da chuva para consumo e para a agricultura familiar. É possível citar também os sistemas de dessalinização portáteis, que transformam a água salobra dos poços em água potável. A agricultura irrigada, impulsionada por tecnologias simples e eficazes, também tem garantido mais segurança alimentar para comunidades rurais.

Essas mudanças trazem muitos pontos positivos, como novas oportunidades de trabalho, qualificação profissional, inclusão social e digital, desenvolvimento da economia local e adaptação da população ao clima e às desigualdades regionais. No entanto, ainda há desigualdade entre o campo e a cidade no que se refere à infraestrutura, à formação educacional e ao acesso à tecnologia.

Água salobra: que tem uma quantidade de sal intermediária entre a água doce e a salgada, sendo imprópria para consumo humano.

Esse cenário mostra que o Nordeste está se desenvolvendo tecnológica e cientificamente para construir um futuro melhor e mais justo. Para isso, é essencial que os investimentos continuem garantindo que todas as pessoas, independentemente de onde vivem, possam fazer parte dessa transformação.

Sistema de dessalinização no Assentamento Riacho Grande. Pão de Açúcar (AL), em 2023.
Adriano Kirihara / pulsarimagens.com
Cisterna para captação de água da chuva e pequena central de energia solar na região dos Cânions do Viana. Bom Jesus (PI), em 2024.
Luciano Queiroz / pulsarimagens.com

Compartilhar conhecimento

1. O avanço da tecnologia transforma e beneficia várias áreas, contribuindo positivamente para o desenvolvimento da sociedade. Entre os produtos em constante evolução, podemos citar o aparelho celular. Observe a linha do tempo abaixo e, em seguida, responda ao que se pede.

ORIENTAÇÕES

• Na atividade 1, pedir aos alunos que leiam suas respostas, compartilhando experiências com a turma.

• Após a realização da pesquisa da letra c da atividade 1, organizar uma roda de conversa para discutir sobre os cuidados que é preciso ter quando se acessa a internet. Seguem algumas dicas:

- Conversar com os pais ou responsáveis sobre o que você está lendo ou assistindo na internet.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

a. Você já viu algum desses aparelhos antigos?

b. Mostre essa linha do tempo a uma pessoa com mais de 40 anos da sua família ou comunidade. Peça a ela que relate experiências que teve com algum desses aparelhos.

c. Faça uma pesquisa na internet sobre esses aparelhos e escreva um texto explicando as principais diferenças entre eles.

d. Hoje, com o acesso à internet, quais são as vantagens e desvantagens do uso do celular?

2. Os avanços tecnológicos na Região Nordeste impulsionam o desenvolvimento científico e econômico, estimulando o empreendedorismo e beneficiando diretamente a população. Você concorda com essa afirmação? Justifique a sua resposta.

Resposta pessoal, mas espera-se que o aluno entenda que os avanços tecnológicos trazem muitos pontos positivos, como a qualificação de profissionais, a inclusão social, o desenvolvimento da economia local e a adaptação da população ao clima e às características regionais.

PARA VOCÊ LER

Ler o artigo sobre o Programa Destino Futuro, uma iniciativa da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Porto Digital, que tem o objetivo de usar ferramentas inovadoras de tecnologia para impulsionar o turismo no Nordeste. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ economia/noticia/2025-04/programa-destino -futuro-vai-impulsionar-turismo-no-nordeste. Acesso em: 27 jun. 2025.

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• Na atividade 2, discutir com os alunos alguns pontos positivos dos avanços tecnológicos. Conduzir o conteúdo da maneira mais simples possível, considerando as experiências cotidianas da turma.

- Não divulgar fotos na internet sem o acompanhamento de um adulto da família, pois, uma vez que as imagens são compartilhadas, perde-se o domínio sobre elas.

- Não aceitar convite de amizades nem conversar com estranhos em redes sociais.

- Não divulgar, na internet, os locais que costuma frequentar, como escola, igreja ou parques.

• Na atividade 1, letra d, é importante conversar com os alunos sobre o uso do celular. A tecnologia auxilia no aprendizado e proporciona entretenimento, mas também pode causar alguns problemas. Depois do diálogo, construir, junto com a turma, uma tabela que mostre as vantagens e desvantagens do uso do celular. Seguem algumas sugestões.

- Vantagens: facilidade na comunicação; acesso a aplicativos que auxiliam o aprendizado, a jogos interativos, a vídeos educativos e a textos que estimulam a curiosidade; desenvolvimento de habilidades tecnológicas; etc.

- Desvantagens: dependência; limitação da interação social; risco de exposição a conteúdos inadequados e a problemas de saúde, como cansaço visual, dor de cabeça e má postura; etc.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Celular com câmera
Fotos: Brais Seara, photology1971, lenscap50, chathuporn, Murat BAYSAN / stock.adobe.com

• Para vivência da atividade 3, organizar com os alunos um passeio a um dos centros de pesquisa e tecnologia do município em que a escola está inserida. Entrar em contato com antecedência com o setor responsável pela instituição escolhida para garantir dia e horário adequados para a visitação.

• Solicitar aos alunos um relatório de experiência como atividade. Para os alunos do 3o ano, pedir que ilustrem a experiência da visitação. Para os alunos do 4o e do 5o ano, solicitar que escrevam um texto curto descrevendo o que viram e o que aprenderam durante a visita.

• Na atividade 4, solicitar a realização de um cartaz, utilizando cartolina, ou trabalho escrito, em papel pautado, como forma de registrar as informações encontradas durante a pesquisa solicitada.

ENTRAR EM AÇÃO

• Esta atividade servirá para debater outros exemplos de avanços tecnológicos ocorridos na Região Nordeste. Dar espaço para os alunos opinarem, sanando dúvidas quando for necessário.

• Explicar cada passo da atividade, tirando as dúvidas dos alunos.

• Seguem algumas dicas para execução da pesquisa.

- Definir o tema, por exemplo: "Impacto da tecnologia na Região Nordeste", "Mudanças tecnológicas na Região Nordeste", "Impacto da Inteligência Artificial na vida das pessoas na Região Nordeste" etc.

- Solicitar que os alunos busquem informações em artigos científicos e sites oficiais.

- Dividir a turma em duplas e pedir que realizem a pesquisa em etapas, como principais avanços científicos na Região Nordeste, verificação dos impactos sociais

3. A Estação Cabo Branco, localizada em João Pessoa, na Paraíba, foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurada em 2008, com o objetivo de levar cultura, arte, ciência e tecnologia à população de forma gratuita. Veja a imagem a seguir.

Resposta pessoal, mas espera-se que o aluno mencione a importância de possibilitar a pessoas de todas as idades e classes sociais o acesso à arte e à cultura.

Resposta pessoal, mas espera-se que o aluno cite, por exemplo, o Porto Digital, no Recife (PE); o Centro de Biotecnologia e Terapia Celular, em Salvador (BA); o Instituto Internacional de Neurociências, em Natal (RN); entre outros.

a. Você conhece ou gostaria de conhecer esse lugar? Resposta pessoal

b. O que você acha de lugares como este serem oferecidos à população de forma gratuita?

c. Pesquise e cite o nome de outros centros de tecnologia presentes na Região Nordeste. Descreva os detalhes de cada local.

4. Converse com um adulto da sua família sobre os avanços tecnológicos envolvendo a energia solar na Região Nordeste. Pesquise junto com essa pessoa algum empreendimento relacionado a essa área no estado onde vocês moram e como o surgimento dele afetou a população local.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Entrar em ação

A tecnologia é uma ferramenta utilizada, em geral, para melhorar a vida das pessoas. Realize uma pesquisa na internet sobre exemplos de avanços científicos que transformaram a vida de comunidades na Região Nordeste.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

a. Em seu caderno, anote as suas descobertas.

b. Procure pesquisar como as mudanças aconteceram, relacionando a tecnologia às transformações ocorridas na sociedade.

c. Ilustre sua pesquisa com imagens e depoimentos que comprovem a melhoria de vida das pessoas com as mudanças tecnológicas.

d. É importante inserir datas e buscar informações de como eram as comunidades em questão e como ficaram após as inovações ocorridas. Se possível, construa uma linha do tempo.

e. Combine com o seu professor uma apresentação para compartilhar os resultados de sua pesquisa com a turma.

e econômicos na vida das pessoas, análise de possíveis transformações, etc.

- Pedir aos alunos que produzam textos curtos e façam uma apresentação clara e objetiva.

- Separar um momento para compartilhamento dos resultados obtidos.

Estação Cabo Branco. João Pessoa (PB), em 2023. Bernard
NÃO ESCREVA NO LIVRO

Problemas sociais e ambientais no Nordeste

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação das atividades nas Orientações didáticas

1. Em que local do Nordeste o poço retratado na imagem está situado?

2. O Parque Nacional da Chapada Diamantina é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Você acha necessário que haja órgãos para proteger o meio ambiente? Por quê?

3. O Brasil é um país rico em biodiversidade e em recursos hídricos. Sendo assim, por que você acha que tantos brasileiros sofrem com escassez de água?

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

OBJETIVO DA ABERTURA DA UNIDADE

O objetivo desta abertura de unidade é mostrar aos alunos que o estudo da cidadania e do meio ambiente é fundamental para a formação de cidadãos conscientes. A apresentação desses temas tem o intuito de reforçar que tanto a educação cidadã como a ambiental são de suma importância para o pleno exercício da cidadania e para a preservação e conservação do ambiente em que vivemos.

TRABALHANDO A ABERTURA DA UNIDADE

• Demonstrar aos alunos, por meio de fotografias e ilustrações de livros e/ou da internet, práticas referentes à preservação do planeta Terra e mostrar como a atitude de cada pessoa pode fazer a diferença.

• Formar uma roda de conversa e discutir com a turma o que as pessoas podem fazer para preservar o meio ambiente. Dar dicas práticas de como cuidar de espaços públicos, escolas ou parques, como o mostrado na imagem de abertura da unidade. Alguns exemplos: descartar o lixo de maneira correta, separando os recicláveis; economizar água; não desperdiçar alimentos; não desmatar; etc.

• A fotografia desta abertura de unidade retrata o Poço Encantado, localizado no Parque Nacional da Chapada Diamantina, em Itaeté (BA).

• A função de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade é proteger a natureza. Explorar com os alunos a importância desses e de outros órgãos brasileiros responsáveis por fiscalizar ações e projetos relativos à preservação do meio ambiente. Para isso, pode-se acessar, com eles, o site oficial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) – https://www. gov.br/mma/pt-br – ou de ONGs como a SOS Amazônia –

https://sosamazonia.org.br –, a fim de obter mais informações. Acesso em: 20 set. 2025.

• Atualmente, o Brasil apresenta uma distribuição desigual de água, que não atende plenamente às necessidades demográficas de cada estado. Essa realidade traz consequências sociais e econômicas, principalmente na Região Nordeste. A escassez de água no Nordeste está ligada, em grande parte, a fatores climáticos, pois o semiárido, que abrange boa parte da região, é uma área que sofre com a ocorrência de secas periódicas, o que potencializa os desafios enfrentados pela população local.

Poço Encantado, no Parque Nacional da Chapada Diamantina. Itaeté (BA), em 2021.
BetoCelli/ pulsarimagens.com.br

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF05GE02: Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.

EF05GE12: Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

HISTÓRIA

EF04HI03: Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVOS

• Explicar os desafios para acabar com a desigualdade social na Região Nordeste.

• Discutir o acesso ao saneamento básico e à educação, refletindo como esses fatores interferem na qualidade de vida das pessoas.

• Enfatizar a necessidade de participação cidadã, em projetos de sustentabilidade, visando à construção de um futuro mais justo para as pessoas e em equilíbrio com o meio ambiente.

DESAFIOS E FUTURO: CIDADANIA, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

Neste capítulo, vamos explorar os indicadores sociais e as desigualdades regionais no Nordeste. Discutiremos dados como o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e o acesso ao saneamento básico e à educação, analisando como esses fatores influenciam a qualidade de vida das pessoas na região.

Saneamento básico: conjunto de serviços essenciais para a manutenção da limpeza urbana e rural.

Também abordaremos os desafios ambientais enfrentados pelo Nordeste, como a desertificação e o desmatamento, e as práticas que buscam proteger a natureza. Refletiremos sobre a importância do direito à água e as estratégias de convivência com o semiárido. Por fim, discutiremos a cidadania, a participação social e os projetos de sustentabilidade, que contribuem para um futuro mais justo e equilibrado.

Indicadores sociais e desigualdade regional

O local onde nascemos e crescemos influencia significativamente nossa vida. A qualidade das escolas, o acesso à água potável, a presença de médicos e postos de saúde, o saneamento básico e as oportunidades de trabalho variam consideravelmente entre municípios e regiões. Essas diferenças são refletidas nos indicadores sociais, que reúnem dados sobre as condições de vida da população.

CONTEXTUALIZANDO

• Iniciar a temática Desafios e futuro: cidadania, meio ambiente e desenvolvimento promovendo uma roda de conversa com os alunos. Perguntar como funciona, no município onde moram, os serviços de saneamento básico, distribuição de água, arborização e conservação de espaços públicos, como praças. Pedir que cada aluno fale como funciona determinado serviço.

O que são indicadores sociais?

São números que medem a qualidade de vida de uma determinada população em uma região específica.

Como são calculados os indicadores sociais?

Eles são calculados por instituições de pesquisa, como o IBGE.

Qual é a importância dos indicadores sociais?

A partir do conhecimento dos indicadores sociais, é possível saber quais são as necessidades de determinada população e, com isso, criar e aplicar políticas públicas que supram essas deficiências.

• Perguntar se os alunos consideram o bairro e o município onde vivem desenvolvidos nesses aspectos, pedindo que justifiquem suas respostas por meio de exemplos práticos. Depois, questionar se todos os lugares são iguais, se apresentam a mesma necessidade, os mesmos desafios e o mesmo nível de desenvolvimento.

Agente de recenseamento do IBGE, que trabalha coletando dados do censo. Cardeal da Silva (BA), em 2022.
Joa Souza / stock.adobe.com

Um dos principais indicadores sociais é o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), que avalia três dimensões: educação, renda e longevidade. Quanto mais alto o IDHM de um local, melhor é a qualidade de vida das pessoas que vivem nele.

Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (2021), muitos municípios do Nordeste ainda apresentam IDHM abaixo da média nacional — em Alagoas e no Maranhão, por exemplo, alguns apresentam as menores médias do país —, refletindo desafios históricos e estruturais e evidenciando desigualdades regionais persistentes. No entanto, também há exemplos de avanços, como Petrolina, em Pernambuco, que obteve um aumento significativo nos índices de educação e saúde, destacando-se positivamente.

Unidade

IDHM: total, longevidade, educação e renda - 2021 (Região Nordeste)

Fonte: PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO. Unidade de Desenvolvimento Humano. Disponível em: https://www.undp.org/pt/brazil/desenvolvimento-humano/painel-idhm. Acesso em: 16 ago. 2025.

Aprenda mais

Você sabe quem foi Mahbub ul Haq?

O economista paquistanês Mahbub ul Haq (1934-1998) foi o criador, com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Esse indicador, idealizado em 1990, facilitou a avaliação da situação social das nações. O cálculo do IDH leva em conta a renda, os indicadores de saúde e de escolaridade. A partir desses dados, a ONU publica anualmente o progresso dos países através do Relatório de Desenvolvimento Humano, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

• Solicitar aos alunos a leitura do texto. Depois, explanar, de modo panorâmico, um breve resumo do que será estudado na unidade.

• Lembrar aos alunos que já foram estudadas as diferenças entre as escolas situadas nas áreas urbanas e as localizadas nas áreas rurais. Explicar que, neste momento, outros aspectos serão abarcados: o saneamento básico, o acesso à agua potável, os desafios socioambientais e a cidadania.

• Listar, na lousa, algumas necessidades básicas para uma vida com dignidade, construindo essa lista com sugestões dos alunos. Explicar as desigualdades regionais no Nordeste.

• Apresentar imagens do semiárido e explicar que ele se estende pelos nove estados do Nordeste, além de alcançar áreas de Minas Gerais e do Espírito Santo (Sudeste). Falar sobre as peculiaridades desse tipo de clima e os seus desafios, como a desertificação, a falta de água, a perda da biodiversidade e os consequentes problemas socioeconômicos.

• Explicar o que são indicadores sociais e como são calculados, dando exemplos.

• Falar sobre a importância dos indicadores sociais, esclarecendo que eles são fundamentais para identificar as necessidades da população de um território e, assim, atendê-las de forma mais efetiva.

PARA VOCÊ LER

• Ler o artigo “Quem foi Mahbub ul Haq?” na revista Superinteressante. Disponível em: https://super.abril.com. br/mundo-estranho/quem -foi-mahbub-ul-haq. Acesso em: 3 ago. 2025.

CONTEXTUALIZANDO

• Apresentar um mural com imagens de alguns municípios da Região Nordeste que sofrem com a falta de saneamento básico, como, a fotografia do livro do aluno, que mostra o esgoto sendo despejado no Rio Camurujipe, em Salvador (BA). Explicar que essa situação é muito grave, pois afeta diretamente a qualidade de vida das pessoas. A ausência de saneamento básico favorece a proliferação de doenças, aumenta os índices de mortalidade e gera sérios impactos para o meio ambiente.

• Conversar com os alunos sobre o que pensam a respeito do saneamento básico no município onde residem. Pedir que identifiquem problemas e sugiram possíveis soluções.

• Organizar uma roda de conversa para discutir a responsabilidade do poder público em relação ao saneamento básico e refletir sobre como a população também pode contribuir para evitar a contaminação de canais, rios e ruas.

• Explicar aos alunos que a universalização do saneamento básico significa oferecer esse serviço de modo adequado e acessível a para todas as pessoas.

• Falar sobre a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que tem o objetivo de editar normas de referência para a regulação dos serviços públicos de saneamento.

• Explicar que a pesquisa de indicadores sociais, como o Censo Demográfico (realizado a cada dez anos), é importante para identificar as políticas públicas que devem ser adotadas para resolver ou remediar determinados problemas.

O acesso ao saneamento básico é um fator crucial ligado à expectativa de vida. De acordo com o Censo Demográfico de 2022, apenas 62,5% da população brasileira tinha acesso à rede de esgoto. No Nordeste, estados como Piauí e Maranhão enfrentam grandes dificuldades para fornecer tratamento de esgoto e água potável à população, especialmente nas áreas rurais. Já estados como Bahia e Pernambuco avançaram nos últimos anos, embora ainda haja muito a ser feito para alcançarem a universalização desses serviços.

Embora tenha havido avanços, os estados nordestinos ainda apresentam níveis inferiores aos das regiões Sul e Sudeste no que se refere à escolaridade média.

Canos despejando esgoto no Rio Camurujipe. Salvador (BA), em 2020.
Alunos em sala de aula. Aquidabã (SE), em 2024.
Universalização: ato de tornar comum a todos.

Em 2022, a taxa de analfabetismo dos estados do Nordeste foi significativamente mais alta do que a das demais regiões do Brasil. Alagoas tem o maior índice do país, enquanto em estados como o Ceará e a Paraíba programas de alfabetização e o aumento no número de escolas têm contribuído para a redução do analfabetismo nos últimos anos.

Na área da saúde, diversas iniciativas, como a contratação de profissionais para áreas remotas, têm promovido avanços significativos na região, melhorando o atendimento em estados como a Bahia e Sergipe, que historicamente enfrentam carências nesse setor.

Os indicadores sociais revelam o que é necessário para garantir que todas as regiões se desenvolvam de forma igualitária, com oportunidades para todas as pessoas. Conhecê-los é uma maneira de a população cobrar melhorias e participar ativamente das decisões que afetam seu cotidiano.

Entrar em ação

Organize com a turma uma visita guiada virtual a escolas de diferentes municípios da Região Nordeste. Peça a ajuda do seu professor para contatar os docentes dessas instituições por meio de salas de bate-papo como o Google Meet. Essa experiência permitirá que você conheça outros ambientes escolares e tenha a oportunidade de conversar sobre as diferenças e semelhanças entre as escolas entrevistadas. Faça anotações no caderno e compartilhe-as com os colegas de classe.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

ENTRAR EM AÇÃO

• Na seção Entrar em ação, orientar os alunos a elaborarem perguntas sobre analfabetismo e outros temas ligados à escolaridade para serem feitas a docentes de escolas de diferentes municípios da Região Nordeste. Sugere-se usar uma plataforma digital chamada Mentimeter, na qual a pergunta é digitada e todos os participantes podem responder, com as respostas aparecendo na tela em tempo real. Essa ferramenta permite que haja interação entre professor, docentes de outras instituições e alunos.

A plataforma é supersimples de usar. Também é possível obter o mesmo resultado usando o aplicativo Google Meet. Em ambos os casos, será necessário o uso da internet e de aparelhos celulares.

• Explicar aos alunos que é necessário que todas as regiões do país se desenvolvam de forma igualitária. Ressaltar que a população deve contribuir para esse desenvolvimento, cobrando melhorias e participando ativamente das decisões que interferem no seu dia a dia.

• Levar os alunos a uma sala de vídeo ou a um laboratório de informática com acesso à internet. Pedir que pesquisem a taxa de analfabetismo das capitais de todos os estados do Nordeste.

• Se não houver os recursos necessários para realizar a aula no formato sugerido, iniciar a aula falando sobre a taxa de analfabetismo na Região Nordeste e explicando os principais fatores que contribuem para esse cenário.

• Retomar com os alunos os conteúdos da Unidade 3, que tratam das escolas e da educação no Nordeste. Também é interessante apresentar contrapontos: embora a educação na região tenha sido historicamente negligenciada, os investimentos realizados nas últimas décadas têm possibilitado índices de crescimento significativos.

Agente de saúde vacinando criança indígena da etnia Pataxó no posto médico da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI). Porto Seguro (BA), em 2024.
Chico Ferreira pulsarimagens.com.br
NÃO ESCREVA NO LIVRO

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Na atividade 2, orientar os alunos a darem sua opinião livremente, refletindo sobre a realidade do Nordeste.

• Antes de realizar a atividade 3, analisar com os alunos o gráfico Taxa de alfabetização das pessoas indígenas de 15 anos ou mais, no Brasil (%) – em 2010 e 2022. Depois, mostrar que a taxa de alfabetização entre as pessoas indígenas na Região Nordeste é mais baixa em comparação com outras regiões do Brasil, como o Norte e o Centro-Oeste. Ressaltar, no entanto, que, entre 2010 e 2022, as regiões que menos progrediram foram o Sudeste e o Sul (ver os trechos destacados com azul-escuro no gráfico).

• Quando todos os alunos concluírem a atividade, apresentar os índices de analfabetismo das pessoas indígenas em todas as regiões do Brasil. Pesquisar, com antecedência, em sites oficiais como o IBGE, se essa situação ocorre em todas as idades e também averiguar se essa tendência é diferente entre homens e mulheres.

• Conversar com os alunos sobre o texto jornalístico da atividade 4. Montar, junto com a turma, um painel destacando as vantagens e desvantagens do uso da tecnologia na educação. Com o avanço tecnológico, comunidades indígenas enfrentam o desafio de equilibrar a modernidade com a preservação de suas tradições. Entre os benefícios, estão o acesso à informação e a possibilidade de se comunicar com o mundo. No entanto, os riscos incluem a perda de identidade cultural e as dificuldades em lidar com conteúdos prejudiciais.

Resposta pessoal, mas espera-se que o aluno perceba que, ao conhecer os indicadores sociais, podemos cobrar melhorias e participar ativamente das decisões que afetam nosso cotidiano.

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1. O que é o IDHM e o que ele avalia?

O IDHM é o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, que avalia os municípios com base em três dimensões: educação, renda e longevidade.

2. Na sua opinião, quais são os benefícios de conhecer os indicadores sociais do local onde vivemos?

3. Observe o gráfico e responda às questões abaixo.

Taxa de alfabetização das pessoas indígenas de 15 anos ou mais, no Brasil (%) – em 2010 e 2022

Nordeste

Centro-Oeste

Fonte: IBGE. Censo Demográfico de 2022: taxa de alfabetização das pessoas indígenas de 15 anos ou mais, no Brasil (%). Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/22321-alfabetizacao.html?. Acesso em: 2 jun. 2025.

a. De acordo com o gráfico, em 2022, a menor taxa de alfabetização entre as pessoas indígenas de 15 anos ou mais foi registrada na Região Nordeste. Em sua opinião, o que explica esse índice?

4. Leia a notícia a seguir e converse com os colegas sobre os pontos citados abaixo.

> As vantagens e desvantagens do uso da tecnologia na escola.

> Os benefícios e os riscos que a tecnologia pode trazer para a cultura indígena.

Ao final, discuta com o grupo se os problemas relatados também acontecem na sua escola.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Educação digital é desafio para o povo Rikbaktsa Queda do rendimento escolar; falta de interação entre os alunos; problemas de ansiedade e insegurança; desigualdades sociais e exclusão; problemas de postura. A lista, que tem mais de oito itens, foi feita pelos estudantes da Escola Estadual Indígena Pé de Mutum e colocada na parede da sala de aula para alertar sobre as desvantagens do uso do celular na escola.

TOKARNIA, Mariana. Educação digital é desafio para o povo Rikbaktsa. Agência Brasil, 25 abr. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos -humanos/noticia/2025-04/educacao-digital-e-desafio-para-o-povo -rikbaktsa#:~:text=Queda%20do%20rendimento%20escolar%3B%20falta,e%20 exclus%C3%A3o%3B%20problemas%20de%20postura. Acesso em: 25 ago. 2025.

Dicas de alguns jogos que podem contribuir na educação digital

ReciclaKi - O game apresenta jogos com conteúdo didático sobre reciclagem. Ele está dentro do Instituto Akatu, uma plataforma gratuita e aberta de aprendizagem sobre consumo consciente e sustentabilidade. Professores e alunos podem cadastrar-se gratuitamente no Edukatu. Basta acessar o link: https://edukatu.org.br/registro-simples. Acesso em: 23 set. 2025.

Diário de Amanhã - O Senac, em parceria com a Associação Palas Athena e com o apoio da Unesco, criou o Diário de Amanhã. Em formato de perguntas e respostas, o game tem como objetivo facilitar o entendimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em: www.sp.senac.br/diariodeamanha. Acesso em: 20 set. 2025.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Brasil
Norte
Joa
Souza / Shutterstock.com
Jovem indígena da etnia Pataxó em um laboratório de informática. Itaju do Colônia (BA), em 2023.

Desafios ambientais e conservação

O Nordeste possui uma grande diversidade de biomas, como a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga. Esses ambientes naturais são essenciais para a manutenção da vida no planeta e têm grande importância para o equilíbrio ecológico. No entanto, ao longo do tempo, o desmatamento, a poluição e outras ações humanas têm causado sérios problemas ambientais, como a desertificação e a erosão.

A erosão também é um problema ambiental significativo, especialmente nas áreas de encostas do litoral nordestino. Em 2022, segundo o IBGE, as regiões metropolitanas de Salvador e do Recife estiveram entre as mais afetadas por esse tipo de impacto. O crescimento desordenado das cidades, marcado por construções em áreas de risco e pela destruição de áreas verdes, que ajudam a segurar o solo, é uma das causas desse problema, que pode resultar em deslizamentos de terra.

Desertificação e erosão

A desertificação é o processo de degradação do solo, resultando em escassez de água e perda da fertilidade. No semiárido nordestino, por exemplo, que apresenta um clima seco, práticas inadequadas de uso da terra agravam o fenômeno. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, regiões como o Sertão da Paraíba e o interior do Ceará enfrentam altos índices de desertificação devido à seca prolongada e às ações humanas que deterioram o solo, como a agricultura predatória e o desmatamento para a criação de gado.

Degradação: processo de deterioração, desgaste ou perda de qualidade. Agricultura predatória: prática agrícola que devasta os recursos naturais.

CONTEXTUALIZANDO

• Apresentar os conceitos de meio ambiente e de ecossistema como ponto de partida para discutir os desafios ambientais enfrentados na Região Nordeste e os modos de conservação que favorecem o equilíbrio ecológico.

• Destacar o Sertão da Paraíba e o interior do Ceará, que enfrentam altos índices de desertificação. Mostrar fotografias dessas regiões e conscientizar os alunos dos problemas relacionados à agricultura predatória e o desmatamento para a criação de gado, destacando que essas ações humanas contribuem para

esse cenário no Nordeste.

• Solicitar a um aluno que faça a leitura do texto sobre desertificação e erosão.

• Pedir à turma que observe a imagem da página do livro do aluno que representa a desertificação.

• Explicar que, além de causar a escassez de chuva, as ações humanas deterioram o solo, provocando a erosão. A construção de casas em áreas de risco, por exemplo, é um grande problema, porque, quando as chuvas são mais intensas, ocorre deslizamento de terra.

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF03GE09: Investigar os usos dos recursos naturais, com destaque para os usos da água em atividades cotidianas (alimentação, higiene, cultivo de plantas etc.), e discutir os problemas ambientais provocados por esses usos.

EF04GE11: Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

EF05GE12: Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

HISTÓRIA

EF03HI10: Identificar as diferenças entre o espaço doméstico, os espaços públicos e as áreas de conservação ambiental, compreendendo a importância dessa distinção.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVOS

• Avaliar a aprendizagem do conteúdo por meio das atividades propostas.

• Aprimorar os conhecimentos sobre os desafios ambientais atuais e sobre os modos de conservação.

Desertificação da Caatinga no Sertão da Paraíba, em 2024.
Cacio Murilo / Shutterstock.com
Casas de praia em risco de destruição devido à à erosão do solo. Barra de Camaratuba (PB), em 2022.
Cacio Murilo / Shutterstock.com

• Falar com os alunos sobre a poluição dos manguezais. Explicar que o Nordeste contém uma diversidade muito grande de ecossistemas e que os manguezais constituem um deles. Explicar que a poluição por meio de esgoto doméstico e de resíduos industriais compromete a fauna e a flora dos mangues.

• Escrever, na lousa, palavras-chave, como vegetação, solo e lama. Explicar a relação desses termos com o manguezal. Pontuar que os mangues são compostos por árvores e arbustos que se estendem por grande parte da costa do litoral brasileiro. Explicar que esses ecossistemas têm papel fundamental na conservação da biodiversidade e dos frutos do mar utilizados pela população local.

• Mostrar imagens de espécies marinhas que habitam os mangues, como caranguejos, mariscos, peixes, moluscos, aves.

• Falar sobre a flora dos manguezais, pontuando que algumas plantas retêm nutrientes e água, resistem a ambientes salinos, armazenam mais carbono e, por isso, constituem importantes ativos contra o aquecimento global.

• Em roda de conversa, discutir o desmatamento da Mata Atlântica, um dos biomas brasileiros mais ricos em biodiversidade, mas que vem sendo extremamente devastado desde o século XVI, o que afeta o equilíbrio ecológico.

• Explicar que a Mata Atlântica é o bioma mais devastado do mundo e que, apesar da queda significativa nos números relacionados ao desmatamento, ainda precisa receber atenção especial devido à sua grande representatividade em biodiversidade no planeta. Explicar que hoje há

Poluição dos manguezais

De acordo com relatório de 2023 da organização WWF-Brasil, os manguezais, ecossistemas fundamentais para a proteção da costa e da biodiversidade marinha, estão sendo afetados pela poluição, principalmente no Nordeste. O despejo de esgoto doméstico e resíduos industriais nas áreas próximas aos mangues tem comprometido a qualidade da água, afetando o equilíbrio dos ecossistemas e colocando em risco a fauna e a flora locais.

WWF-Brasil: World Wide Fund of nature é uma Organização Não Governamental que trabalha na proteção do meio ambiente.

Desmatamento da Mata Atlântica

Embora tenha diminuído nas últimas décadas, o desmatamento da Mata Atlântica, causado principalmente pela expansão da agricultura e da pecuária e pela exploração ilegal de madeira, continua a ser um grande problema ambiental. Esse bioma, que já foi um dos maiores do Brasil e se estende por diversos estados nordestinos, como Bahia e Pernambuco, mantém apenas uma pequena porção de floresta intacta.

apenas uma pequena porção da vegetação original dessa floresta.

• Explicar que existem leis que protegem o meio ambiente. Citar que a Constituição Federal (1988), em seu artigo 225, define o meio ambiente como “bem de uso comum do povo”. Explicar que, dessa forma, os bens ambientais devem ser de uso coletivo e que a preservação ambiental é responsabilidade de todos.

• Ler uma notícia que fale sobre a poluição de

um rio ou de uma área de mangue em razão do descarte indevido de lixo ou sobre o desmatamento de um trecho de floresta para a construção de uma estrada. Perguntar aos alunos qual é a opinião deles sobre os impactos que essas ações causam ao meio ambiente e à nossa vida.

Área de mangue coberta por lixo e resíduos de esgoto doméstico. Raposa (MA), em 2024.
Desmatamento de área de Mata Atlântica. Salvador (BA), em 2024.

Mais da metade da vegetação do Nordeste brasileiro foi degradada nas últimas duas décadas. O mapa abaixo mostra dados do período de 2001 a 2021. Esse levantamento detalha a degradação ambiental, que, nesse período, atingiu 51% da região. Por outro lado, no mesmo período, 23% das áreas ganharam biomassa, e 26% não sofreram mudanças significativas.

Degradação da vegetação no Nordeste brasileiro

Biomassa: toda matéria orgânica (de origem animal ou vegetal) que está presente em um ecossistema.

Fonte: LETRAS AMBIENTAIS. Mapa de perda ou ganho de biomassa no Nordeste brasileiro. Disponível em: https://www.letrasambientais.org.br/posts/mapeamento-alerta-para-degradacao-de-40-da -vegetacao-do-brasil-em-duas-decadas. Acesso em: 16 ago. 2025.

• Explicar aos alunos que, para proteger o meio ambiente e conservar a biodiversidade do país, existem diversas unidades de conservação (UCs), que, além de preservar alguns ecossistemas, também protegem sítios arqueológicos, impedindo que sejam devastados pela ação humana.

• Solicitar uma pesquisa sobre as unidades de conservação do país e organizar a apresentação de um seminário sobre elas.

• Dividir a turma em grupos para realizar uma atividade em que devem propor soluções para os problemas ambientais tratados no livro. Os grupos devem discutir entre si antes de apresentarem as propostas.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Levar os alunos a um parque arborizado próximo à escola. Organizar a data e viabilizar os meios necessários para que o passeio seja realizado.

• No parque, reunir os alunos em círculo e fazer as seguintes perguntas:

1. Quando você respira o ar aqui, como se sente?

2. Se estivesse em uma área industrial, você acha que iria respirar o mesmo ar?

3. Qual é a importância das árvores e plantas nos ambientes?

4. Qual é a importância de preservar a natureza?

• Fazer várias outras perguntas relacionadas ao ar puro, ao ar poluído, ao meio ambiente preservado e ao meio ambiente devastado.

• Finalizar a atividade com um piquenique no parque, com lanche coletivo e brincadeiras.

CONTEXTUALIZANDO

• Propor uma competição. Dividir a turma em grupos e solicitar que discutam a importância das unidades de conservação, apontando uma justificativa. Depois, devem compartilhar a sua resposta com toda a turma. O grupo que apresentar a melhor justificativa vence a competição.

• Perguntar aos alunos se sabem o que é turismo ecológico, também conhecido por ecoturismo. Ouvir as respostas; depois, explicar que o turismo ecológico é aquele realizado em áreas de beleza natural ou de vida selvagem, respeitando e preservando o meio ambiente.

• Pedir aos alunos que deem exemplos de turismo ecológico, como fazer trilha, rapel, mergulho, passeio de barco e acampar.

MAIS CONHECIMENTO

Turismo ecológico

Na Região Nordeste, o turismo ecológico associa diversão, aventura e sustentabilidade. A região proporciona aos turistas uma diversidade de opções, que vão desde as dunas dos Lençóis Maranhenses até as praias com paisagens naturais, como as localizadas em Alagoas. A programação turística inclui atividades, como: rapel na Chapada Diamantina, na Gruta do Lapão (BA); passeios de jangada até manguezais próximos ao Pontal de Maracaípe (PE); trilhas acompanhadas por pessoas de comunidades locais, como o roteiro de Caminhos das Ararunas (PB).

O arquipélago de Fernando de Noronha também se destaca pela diversidade de atividades relacionadas ecoturismo aquático e terrestre, sendo possível mergulhos, passeios de caiaque e de canoa, além de trilhas variadas.

Unidades de conservação

Para proteger o meio ambiente e conservar a biodiversidade, o Brasil criou diversas unidades de conservação (UCs). No Nordeste, o Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, é um exemplo notável. Além de preservar a Caatinga, essa unidade de conservação protege uma das maiores concentrações de sítios arqueológicos do mundo. Já a Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Ibiapaba, que abrange os estados do Ceará e do Piauí, visa conservar a biodiversidade da Caatinga, ameaçada pelo avanço da agricultura e da urbanização.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as unidades de conservação são essenciais para a preservação dos ecossistemas, ajudando a proteger a fauna e a flora locais. Além disso, contribuem para a recuperação de áreas degradadas e a promoção da educação ambiental e de práticas sustentáveis, como o turismo ecológico e a agricultura orgânica.

A conservação ambiental é um processo contínuo que exige o compromisso e esforço conjunto de governos, empresas e da sociedade. A educação ambiental, que visa conscientizar a população acerca dos impactos das ações humanas sobre o meio ambiente, é um passo importante para garantir um futuro mais sustentável para as próximas gerações.

Veja mais sobre o turismo ecológico no Nordeste em:

• https://infosatual.com/roteiros-de -ecoturismo-no-nordeste-brasileiro/

• https://www.sogeografia.com.br/Conteudos/ GeografiaFisica/Brasil/regiaonordeste5.php

• https://semas.pe.gov.br/ voce-sabe-o-que-e-turismo-ecologico/

• https://youtu.be/GqsiSbZyLG0

Acesso em: 24 set. 2025.

Ecoturistas no Parque Nacional Serra da Capivara. Coronel José Dias (PI), em 2024.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

Resposta pessoal, mas o aluno pode sugerir a promoção de campanhas de conscientização, por meio de cartazes e vídeos, por exemplo.

Compartilhar conhecimento

1. No Nordeste, o processo de erosão afeta principalmente as áreas costeiras. Cite uma das causas desse problema ambiental.

Sugestão de resposta: O crescimento desordenado das cidades.

2. Observe o mapa da página 113 e responda às questões a seguir no seu caderno.

a. Analisando os dados apresentados, o que você percebe em relação à vegetação da Região Nordeste nas últimas duas décadas?

Resposta pessoal, mas espera-se que o aluno responda que, nesse período, a degradação ambiental no Nordeste foi intensa.

b. Em sua opinião, como é possível colaborar para evitar a degradação ambiental?

3. Realize uma pesquisa na internet e liste, em uma folha avulsa, as causas e soluções de alguns problemas ambientais. Use o modelo de tabela abaixo.

PROBLEMA

4. Observe a fotografia abaixo e responda à questão.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

SOLUÇÕES

A importância histórica associada à riqueza ambiental conferiu a Fernando de Noronha, em 2001, o tombamento e reconhecimento pela UNESCO como patrimônio mundial natural. Na sua opinião, o que esse título representa para o local?

Sugestão de resposta: Com esse título, Fernando de Noronha passou a ter sua integridade e qualidade ambiental preservadas, demandando daqueles que vivem ou visitam a ilha o compromisso de colaborar para sua manutenção.

5. Junto com o professor e os colegas, construa cartazes com mensagens que destaquem a importância da conservação ambiental e incentivem o respeito à natureza.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

MATERIAL PARA DIVULGAÇÃO DA

SE LIGA NA DICA!

Seja um divulgador da Lei de Crimes Ambientais

Atenção! Não manuseie objetos cortantes ou pontiagudos. Sempre peça ajuda a um adulto.

Art. 54. [É crime] Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora.

BRASIL. Lei n.º 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, Casa Civil, 1998 Disponível em: https:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm. Acesso em: 29 maio 2025.

SE LIGA NA DICA!

• A dica sobre o artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais possibilita à turma reconhecer que existem órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis cuidar do meio ambiente. Discutir com os alunos as propostas implementadas por esses órgãos e como afetam a comunidade em que vivem, trabalhando assim a habilidade EF05GE12.

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• Na atividade 5, disponibilizar cartolina, canetas hidrográficas e lápis de cor para a produção de cartazes. Solicitar aos alunos que escrevam mensagens sobre a importância da conservação ambiental e do respeito à natureza. Pedir que ilustrem os cartazes. A atividade pode ser feita em grupos.

• A atividade 2 é uma ótima oportunidade de desenvolver habilidades da cartografia (como o pensamento espacial, a noção de direção e a interpretação de símbolos e informações visuais), de incentivar a curiosidade e de criar condições para que os alunos façam perguntas sobre a degradação da vegetação no Nordeste. Dessa forma, a aprendizagem se torna mais significativa e concreta.

• Na atividade 3, propor uma pesquisa na internet e orientar os alunos a listarem causas e soluções para alguns problemas ambientais trabalhados:

1. Escrever o nome do problema ambiental na primeira coluna.

2. Escrever as causas desse problema na coluna do meio.

3. Escrever as soluções para esse problema na terceira coluna.

• Na atividade 4, pedir aos alunos que observem com atenção a imagem reproduzida. Em seguida, sugerir que construam placas educativas com orientações sobre os cuidados que devemos ter ao visitar um patrimônio natural mundial da humanidade, como o arquipélago de Fernando de Noronha, mostrado na imagem no livro do aluno. Sugestões de cuidados:

Não poluir o meio ambiente: O mar é um ambiente natural e é preciso ter cuidado para não prejudicar e poluir esse espaço.

Não jogar lixo em ambientes naturais: A fauna e a flora marinhas podem ser extremamente prejudicadas com o descarte incorreto de lixo. Além disso, as águas contaminadas podem causar doenças ao ser humano.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Fernando de Noronha (PE), em 2024.

• Na atividade 6, solicitar aos alunos que observem as fotografias apresentadas. Eles devem identificar nelas os problemas ambientais representados e refletir sobre quais deles existem no estado onde moram.

• Solicitar aos alunos que pesquisem e leiam sobre a pandemia de covid-19, observando se houve um aumento na quantidade de lixo produzido devido a esse acontecimento e explicando por quê. Explicar que, desde a época da pandemia, há uma preocupação maior com materiais contaminados e, por isso, houve um aumento no uso de luvas e máscaras descartáveis, que auxiliam no combate à disseminação da doença.

ENTRAR EM AÇÃO

• Distribuir entre a turma cartolinas, canetas hidrográficas, tintas, pincéis, lápis de cor etc. Solicitar aos alunos que, primeiro, façam uma lista com soluções para evitar o acúmulo do lixo nos ambientes e a poluição das águas. Em seguida, devem listar atitudes que podem reduzir o desmatamento. Orientar os alunos a pesquisarem leis que protegem o meio ambiente e o bem-estar de todos os seres vivos. Depois, devem juntar essas informações e produzir cartazes criativos sobre os pontos estudados.

PARA VOCÊ LER

• Para aprofundar o conhecimento sobre o conteúdo estudado, ler o e-book Os impactos das mudanças climáticas no Nordeste brasileiro, publicado pelas Edições Fundação Sintaf e pelo Instituto Planeta Verde.

6. Observe as fotografias a seguir.

Cacio Murilo / Shutterstock.com

Joa Souza / stock.adobe.com

a. Quais problemas ambientais podem ser observados nas fotografias? Poluição e desmatamento.

b. No seu estado, são identificados esses problemas? Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Entrar em ação

Juntamente com os colegas de turma, monte cartazes a respeito dos seguintes temas.

1. Soluções para evitar a poluição das águas e o acúmulo de resíduos nos ambientes.

2. Atitudes que as pessoas poderiam ter para minimizar o desmatamento.

3. Leis que protegem o meio ambiente e garantem o bem-estar de todos os seres vivos.

Pr ofessor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Disponível em: https:// fundacaosintaf.org.br/wp -content/uploads/2022/02/ Ebook-impactos-das -mudancas-climaticas-no -nordeste-brasileiro.pdf. Acesso em: 20 set. 2025.

Lixo jogado na natureza . Barro (CE), em 2020.
Desmatamento de árvores da Mata Atlântica para a construção de uma estrada. Ilhéus (BA), em 2022
NÃO ESCREVA NO LIVRO

Direito à água e convivência com o semiárido

Ter acesso à água potável, um recurso essencial à vida, é um direito humano reconhecido pela ONU desde 2010. No entanto, essa realidade ainda não está garantida para todos os brasileiros, especialmente em grande parte do interior do Nordeste.

A população do semiárido nordestino, caracterizado por chuvas irregulares e longos períodos de seca, muitas vezes depende de políticas emergenciais de distribuição de água.

em 2023.

Uma dessas ações é a Operação Carro-Pipa, coordenada pelo Exército brasileiro em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e as prefeituras locais. Com o objetivo de atender comunidades rurais sem acesso regular à água potável, a operação beneficiou mais de 500 municípios de 2023 a 2024. Segundo o MIDR, atualmente cerca de 34 mil cisternas coletivas são abastecidas mensalmente, fornecendo água para mais de 1,5 milhão de pessoas. No entanto, há relatos de falhas, atrasos e desigualdades no abastecimento de água, o que revela que essa medida é insuficiente para garantir o direito à água de forma digna e permanente. Assim, é importante dizer que o uso de carros-pipa não resolve os problemas estruturais do semiárido, apenas os ameniza.

CONTEXTUALIZANDO

• Escrever na lousa as seguintes perguntas:

1. Como ocorre a distribuição de água em seu bairro?

2. Chega água às torneiras da sua casa todos os dias?

3. Alguma vez, em seu bairro, o abastecimento de água foi interrompido? Se sim, como foi que a sua família fez para conseguir água para as necessidades básicas?

• Propor que a turma discuta as questões propostas.

• Pedir aos alunos que descrevam as caracte-

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF03GE09: Investigar os usos dos recursos naturais, com destaque para os usos da água em atividades cotidianas (alimentação, higiene, cultivo de plantas etc.), e discutir os problemas ambientais provocados por esses usos.

HISTÓRIA

EF03HI09: Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais, prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores etc.) e identificar suas funções.

EF04HI05: Relacionar os processos de ocupação do campo a intervenções na natureza, avaliando os resultados dessas intervenções

OBJETIVOS

• Apresentar projetos e programas que visam levar mais qualidade de vida e desenvolvimento ao semiárido nordestino por meio do acesso à água.

• Mostrar a sustentabilidade e a segurança hídrica nas regiões semiáridas do Nordeste brasileiro. Levar os alunos a verificarem como é realizada na prática a distribuição da água no Nordeste e a reconhecerem a água como um direito essencial à vida e à cidadania.

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rísticas do semiárido. Explicar que esse tipo de clima é marcado por altas temperaturas e poucas chuvas. Analisar que essas características tornam as condições de vida muito difíceis em parte da Região Nordeste.

• Comentar que, algumas vezes, o abastecimento de água em nossa residência é interrompido por conta de manutenções programadas, falhas no sistema, vazamentos, entre outros fatores, causando grandes desconfortos. Por isso, é necessário, muitas vezes, ter um reservatório para garantir as atividades básicas que

necessitam de água. Solicitar que os alunos reflitam sobre as pessoas que enfrentam, com frequência, problemas relacionados à escassez de água. Ressaltar que esta é uma realidade presente em muitos municípios, principalmente os da área rural.

Homem coletando água em um reservatório no Sertão da Paraíba,

• Falar sobre as cisternas coletivas, que, apesar de serem abastecidas mensalmente, são medidas emergenciais. Ressaltar que é necessário que a água potável chegue regularmente a todos.

• Explicar aos alunos a importância de preservar a água, ressaltando que ela é um recurso essencial à vida. Destacar que ela é fundamental para a geração de energia, para a produção agropecuária, para atividades industriais e também para tarefas do dia a dia, como escovar os dentes, lavar roupa, tomar banho, lavar louça, entre outras.

• Propor que os alunos façam uma lista com sugestões de como economizar água.

• Conversar com os alunos sobre as principais soluções adotadas para garantir o acesso à água pela população do semiárido nordestino, como a instalação de cisternas.

• Falar sobre as dificuldades enfrentadas pela população do semiárido nordestino relacionadas aos longos períodos de estiagem, como a escassez de água para necessidades básicas e a perda de plantações.

• Explicar que algumas políticas emergenciais de distribuição de água têm sido tomadas, como a Operação Carro-Pipa. Perguntar aos alunos se já viram um carro-pipa e se sabem como funciona. Explicar que essa operação é responsável por levar água potável para milhares de pessoas no semiárido.

Cisternas de placa

Uma das principais soluções adotadas para manter a regularidade no abastecimento hídrico foi a construção de cisternas de placa, estruturas simples que armazenam a água da chuva captada através do telhado de residências. O projeto foi difundido amplamente pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), uma rede de organizações sociais. Segundo dados da ASA, mais de 1,2 milhão de cisternas foram construídas desde os anos 2000, beneficiando famílias em todos os estados nordestinos, principalmente no interior da Bahia, de Pernambuco e do Ceará.

Em 2024, o Programa Cisternas, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), entregou mais de 47 mil cisternas voltadas tanto para o consumo humano como para a produção agrícola e criação de animais, com um investimento de 570 milhões de reais do governo federal.

Essas cisternas, que têm a capacidade de armazenar água suficiente para atender às necessidades básicas de uma família durante o período de estiagem, desempenham um papel fundamental na segurança hídrica, permitindo que as pessoas do semiárido tenham qualidade de vida.

Energia solar

Outra solução inteligente é o sistema de bombeamento solar, que utiliza energia solar para movimentar bombas de água. Esse sistema tem sido instalado em comunidades rurais afastadas, onde não há energia elétrica constante. Segundo o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), ele vem sendo usado com sucesso no Rio Grande do Norte, Piauí e na Paraíba, ajudando a garantir o acesso à água.

Casa com cisterna para captação de água da chuva no quilombo Mimbó. Amarante (PI), em 2022.
Chico Ferreira / pulsarimagens.com.br
Painel solar. Rio Grande do Norte, em 2023.
Vinisoares19 / Shutterstock.com

BOMBEAMENTO SOLAR DE ÁGUA

• Apresentar aos alunos imagens de algumas casas ou estabelecimentos comerciais com painéis solares. Explicar como a luz solar é transformada em eletricidade.

Painéis solares convertem o calor do Sol em eletricidade e a transmitem para um inversor.

A água é armazenada em reservatórios (que podem estar elevados ou não).

O inversor aciona as bombas de água.

As bombas puxam a água do subsolo.

A água armazenada é utilizada na plantação, na criação de animais e nas casas.

ESQUEMA ILUSTRATIVO. AS CORES NÃO CORRESPONDEM AOS TONS REAIS, E OS ELEMENTOS ESTÃO FORA DE PROPORÇÃO.

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• Em seguida, apresentar imagens de bombas de água e explicar que elas funcionam com energia. Ressaltar que a energia elétrica convencional é gerada, principalmente, por meio das usinas hidrelétricas ou da queima de combustíveis fósseis. Já a energia solar utiliza a luz do sol por meio de painéis fotovoltaicos, que a convertem em eletricidade.

• Comentar que uma bomba de água pode funcionar com qualquer fonte de energia. Ressaltar que a energia solar é uma alternativa mais inteligente e limpa para movimentar as bombas de água do semiárido. Chamar atenção para o esquema ilustrativo da página, que demonstra o funcionamento de uma bomba de água com o auxílio de painéis solares. Destacar que esse sistema tem auxiliado a população a ter acesso à água sem causar poluição ao ambiente.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Providenciar, com antecedência, projetor ou computador com acesso à internet e exibir algum vídeo que mostre a construção de cisternas na zona rural do semiárido brasileiro. Sugestão: https://www.youtube.com/ watch?v=IEREhmRg0X8. Acesso em: 21 set. 2025. Depois, abrir uma roda de conversa para discutir com os alunos a importância para a população dessas ações.

Infográfico elaborado pela Mirai Mídia. Recife (PE), 2025.

CONTEXTUALIZANDO

• Fazer a leitura do texto e, depois, solicitar aos alunos que observem as fotografias e descrevam os elementos retratados na página, com o apoio das legendas.

• Ampliar o estudo sobre a importância da água falando sobre outros programas do governo, como: Água para Todos. Ressaltar que o acesso à água é um direito de todo cidadão, seja ele da área urbana ou rural.

• Escrever, na lousa, o que significa CadÚnico

MAIS CONHECIMENTO

CadÚnico

O Cadastro Único é um sistema para identificar famílias de baixa renda e facilitar o acesso a programas sociais no Brasil. Quem está inscrito no CadÚnico poderá participar de vários programas sociais como, Bolsa Família, Auxílio Gás, Tarifa Social de Energia Elétrica, entre outros. Por meio desse cadastro, o governo tem acesso aos registros das pessoas e aos dados da família e de seus membros. Ele foi criado pelo governo federal e atualizado pelas prefeituras de forma gratuita. No Nordeste, o CadÚnico é fundamental, permitindo que o governo identifique as necessidades das famílias da região. A atualização dos dados é importante para garantir que as informações estejam atualizadas e corretas, possibilitando que as políticas públicas sejam implementadas de acordo com as necessidades de cada município. O cadastro é feito pessoalmente, e qualquer família em situação de vulnerabilidade social pode se cadastrar em um posto de atendimento no município onde mora. Geralmente, estes registros acontecem nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS).

Transposição do Rio São Francisco

É um projeto que tem como principal objetivo garantir segurança hídrica à região semiárida do Nordeste, por meio da sua integração com o Rio São Francisco. A obra capta água e a transporta para bacias hidrográficas dos estados do Ceará, da Paraíba, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. A Transposição do Rio São Francisco tem como objetivo levar água a 12 milhões de habitantes, em 390 municípios.

Um novo modo de viver

O clima semiárido é uma característica natural da Região Nordeste, e não um problema a ser combatido. Isso significa que a garantia do acesso à água deve ocorrer por meio de soluções que respeitem o meio ambiente e fortaleçam as comunidades locais. A segurança hídrica, aliada à educação, à organização social e ao uso de tecnologias adaptadas, permite às populações do semiárido viver com dignidade, mesmo em tempos de estiagem prolongada. Entender a relação entre direitos sociais, condições ambientais e tecnologias sociais é fundamental para construir um futuro mais justo. A participação da comunidade nessa construção é uma maneira de garantir que os resultados obtidos sejam duradouros e transformadores.

Para saber mais a respeito do Cadastro Único, acessar: https://www. gov.br/pt-br/servicos/inscrever-se-no -cadastro-unico-para-programas-sociais-do -governo-federal. Acesso em: 24 set. 2025.

Estação de Bombeamento do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco. Floresta (PE), em 2025.
Hans Von Manteuffel / pulsarimagens.com.br
Canal de Moxotó, parte da Transposição do Rio São Francisco. Custódia (PE), em 2025.
Hans Von Manteuffel pulsarimagens.com.br

Aprenda mais

Águas do território Mendonça

Localizado no semiárido do Rio Grande do Norte, o território Mendonça, pertencente ao povo indígena Potiguara, é formado por 900 famílias que vivem nas comunidades de Açucena, Amarelão, Assentamento Marajó, Assentamento Santa Terezinha, Cachoeira e Serrote São Bento, localizadas nos municípios de João Câmara e Jardim de Angicos, no Agreste potiguar.

A questão da água e das suas fontes é um elemento fundamental nessas comunidades, em torno do qual são agregadas práticas e memórias. A disponibilidade ou falta de água nesse território organiza as trajetórias, o trabalho, a alimentação, as demandas, enfim, a vida cotidiana da população.

O mapa da página seguinte, que faz parte de um projeto sobre a nova cartografia social do Nordeste, identifica tanto as fontes naturais quanto as tecnologias sociais de armazenamento da água nesse território, a fim de problematizar os limites impostos pela escassez hídrica no semiárido nordestino. Para isso, foram organizadas algumas categorias.

Entrar em ação

> Fontes de água: açude, barragem, barreiro, cacimba (ativa ou não), cacimbão (ativo ou não), riacho, poço (ativo ou não).

> Formas de transporte da água: carro-pipa, carroça, carro de mão, moto, botijão, balde, garrafão.

> Tecnologias sociais de armazenamento de água: cisterna, cisterna pública, cisterna-calçadão, caixa-d’água pública.

> Pontos de memória: Tanque de Pedras, Cacimba Salgada, Açude, Caixa-d’Água;

> Conflitos e ameaças: falta de água e falta de acesso à água.

Com base no mapa da página seguinte, construa um mapa do bairro em que você mora , ou de algum outro local do seu município. Inclua elementos importantes, como ruas, casas, escolas, praças, comércios , postos de saúde, hospitais, prédios da prefeitura e outros. Crie símbolos e uma legenda para representar e identificar esses locais. Não se esqueça de inserir os elementos que compõem um mapa: título, legenda, escala, rosa dos ventos e fonte. Peça ajuda ao seu professor ou a um adulto que mora com você. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Se liga na dica!

NOVA CARTOGRAFIA SOCIAL DO NORDESTE. Águas do território Mendonça. n. 5. Fascículo. Cruz das Almas: EDUFRB, 2022. A coleção Nova Cartografia Social do Nordeste compreende um conjunto de trabalhos que registram mobilizações de povos e comunidades tradicionais do Nordeste. O fascículo “Águas do Território Mendonça” é o segundo volume produzido a partir de oficinas, encontros, reuniões e caminhadas realizadas entre os meses de fevereiro e agosto do ano de 2021.

• Propor que os alunos realizem uma entrevista com um morador antigo do bairro onde moram, com o objetivo de conhecer melhor a história do local. Elaborar, previamente, com a turma um roteiro para orientar a entrevista.

Sugestões:

- Qual é o seu nome?

- Há quanto tempo você mora no bairro?

- O bairro sempre foi do jeito que está atualmente?

CONTEXTUALIZANDO

• Realizar com os alunos a leitura coletiva do texto Águas do território Mendonça. Para conhecer mais as comunidades indígenas desse território, acessar link: http:// novacartografiasocial. com.br/download/05 -territorio-mendonca -aguas-do-territorio -mendonca/. Acesso em: 24 set. 2025. Esse material foi produzido a partir de oficinas, encontros, reuniões e caminhadas realizadas no Território Mendonça (RN), formado por 900 famílias indígenas.

ENTRAR EM AÇÃO

• Para a realização dessa atividade, o aluno deverá observar e refletir sobre os espaços públicos do lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais, prédios da prefeitura, câmara de vereadores etc.). Perguntar a eles: vocês sabem identificar as funções dos espaços públicos de um bairro ou de um município? Anotar todas as opiniões na lousa ou em um painel, destacando os principais pontos. Em seguida, explicar que o bairro é caracterizado pela formação de um conjunto de ruas, avenidas e praças. Cada bairro faz parte de um município, que é a unidade administrativa autônoma e engloba tanto a área urbana quanto as áreas rurais ao seu redor.

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- Você gostou das modificações ocorridas no bairro ao longo do tempo? Por quê?

- O que você acha que é necessário modificar no bairro?

• No final, elaborar com os alunos um texto coletivo, contendo as informações captadas nas entrevistas. Inserir esse texto e os mapas produzidos pelos alunos em um mural e deixá-lo exposto na sala de aula.

• Dividir os alunos em duplas e iniciar a construção do mapa. Distribuir folhas de papel-sulfite A3 ou cartolinas para a confecção. Depois, proporcionar um momento de interação para que haja troca de informações e a ampliação dos conhecimentos.

NÃO ESCREVA NO LIVRO

CONTEXTUALIZANDO

• Em roda de conversa, discutir com os alunos sobre vários municípios da Região Nordeste que contam com saneamento básico e água encanada, inclusive nas comunidades indígenas e quilombolas. Depois, ampliar o conceito do acesso à água como um direito universal.

• Retomar explicação sobre o semiárido e as necessidades enfrentadas pela população dessa localidade. Solicitar aos alunos que descrevam como seria um dia sem água na casa deles. Comparar essa situação com a vivida por pessoas que convivem frequentemente com a falta de água encanada.

• Orientar os alunos a pesquisarem, em sites oficiais do governo, a respeito da implementação de programas que apresentam ações voltadas para beneficiar os habitantes da Região Nordeste.

• Mostrar imagens de barreiros, cisternas, poços e sistemas simplificados de abastecimento, explicando um pouco o funcionamento de cada um deles.

• Explicar algumas características do semiárido e como os programas governamentais podem auxiliar a população dessa região a viver com dignidade.

• Falar sobre a importância da participação da comunidade na construção de um futuro mais justo, sem desigualdades. Mostrar exemplos concretos de como a comunidade pode participar dessa construção, como desenvolver projetos que fortalecem a educação inclusiva, a exemplo do que é realizado pela ONG Nova Geração Brasil, que promove reforço escolar, apoio emocional, oficinas culturais e alimentação de qualidade

Fonte: NOVA CARTOGRAFIA SOCIAL DO NORDESTE. Águas do território Mendonça. n. 5. Fascículo. Cruz das Almas: EDUFRB, 2022. Disponível em: http://novacartografiasocial.com.br/download/05-territorio-mendonca -aguas-do-territorio-mendonca/. Acesso em: 2 set. 2025.

para jovens em situação de vulnerabilidade. Pode-se também organizar mutirões comunitários para o plantio de árvores, a criação de hortas comunitárias ou projetos de reciclagem. Essas iniciativas e outras proporcionam soluções sustentáveis para problemas locais.

MAIS CONHECIMENTO

• O mapa apresentado faz parte de um conjunto de trabalhos que registram mobilizações de comunidades indígenas do Nordeste em torno da construção de conhecimentos que possibilitem dar visibilidade aos seus modos de vida, buscando perceber as dificuldades que enfrentam e repassar suas demandas aos poderes públicos.

Compartilhar conhecimento

1. Analise a fotografia e responda às questões.

a. O que você observa na fotografia?

b. Você já presenciou, na sua comunidade, a situação retratada?

c. Por que você acha que essas pessoas dependem do fornecimento de água de um carro-pipa?

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

2. Leia o trecho de uma reportagem sobre a Transposição do Rio São Francisco.

Com água que corre no Sertão, governo federal garante dignidade para o povo nordestino

De obra à vida

O município de Cabrobó (PE) abriga um marco dessa transformação: a Estação de Bombeamento EBI-1, ponto de partida do Eixo Norte do PISF, que conduz a água do "Velho Chico" a mais de 260 quilômetros de distância, beneficiando mais de 8 milhões de pessoas em 237 municípios dos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Ceará e do Rio Grande do Norte.

BRASIL. Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Com água que corre no Sertão, governo federal garante dignidade para o povo nordestino. Brasília, DF: Gov. br, 25 maio 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mdr/pt-br/noticias/ com-agua-que-corre-no-sertao-governo-federal-garante-dignidade-para-o-povo-nordestino. Acesso em: 29 maio 2025.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Discuta com o professor e os colegas sobre os impactos desse projeto no dia a dia da população local.

3. Observe a imagem abaixo e responda às perguntas.

Esse problema ambiental tem origem no descarte de óleo no mar feito por algumas empresas.

Trabalho voluntário para remover óleo da praia.

Devido à sua posição geográfica, a Bahia e outros estados nordestinos, como Pernambuco e Ceará, enfrentam um problema ambiental recorrente: o óleo residual trazido de águas internacionais pelas correntes marinhas.

a. Que ação é retratada na imagem?

b. Qual é a origem do problema ambiental apresentado?

c. Quais prejuízos são causados por esse tipo de poluição?

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

• Na atividade 1, solicitar aos alunos que observem atentamente a fotografia, de modo a perceberem detalhes e descreverem tudo o que conseguem identificar. Destacar que a leitura da legenda da imagem também pode auxiliar na compreensão geral do texto. Ressaltar que a identificação com a fotografia pode variar conforme o local em que cada aluno vive.

• Na atividade 2, propor a discussão sobre a reportagem e apontar que a transposição do Rio São Francisco fez grande diferença na vida da população que enfrentava enormes dificuldades para conseguir água para suas necessidades básicas. Solicitar que os alunos imaginem como, em longos períodos de estiagem, viviam as pessoas sem reservatórios de água. Ressaltar, ao final, que a água é um elemento essencial para a vida.

• Na atividade 3, pedir aos alunos que observem a imagem para responder às questões. Sobre os prejuízos ambientais causados pelo óleo, trazido pelas correntes marinhas, destacar a morte de animais marinhos e a contaminação dos peixes e da água que pode ser bastante prejudicial aos seres humanos.

• Depois da realização da atividade, fazer uma roda de conversa para discutir o artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais. Perguntar a opinião dos alunos sobre essa lei e levantar hipóteses a respeito de sua eficácia.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Sertão do Pajeú. São José do Egito (PE), em 2013. Rogério
Voluntários removem óleo negro da praia do Rio Vermelho derramado por um navio no mar brasileiro. Salvador (BA), em 2019.

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF03GE05: Identificar alimentos, minerais e outros produtos cultivados e extraídos da natureza, comparando as atividades de trabalho em diferentes lugares.

EF03GE09: Investigar os usos dos recursos naturais, com destaque para os usos da água em atividades cotidianas (alimentação, higiene, cultivo de plantas etc.), e discutir os problemas ambientais provocados por esses usos.

HISTÓRIA

EF04HI03: Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVOS

• Explicar as transformações econômicas e as relações de trabalho e dos trabalhadores que mudaram a história da região.

• Comentar que o Nordeste é a terceira região mais populosa do Brasil, com cerca de 54,6 milhões de habitantes em 2022, segundo o IBGE. A região também é a terceira maior em extensão territorial, com aproximadamente 1,5 milhão de km². Esses números mostram que a Região Nordeste tem um potencial importante para o desenvolvimento socioeconômico do país.

CONTEXTUALIZANDO

• Solicitar aos alunos que citem atividades laborais exercidas por pessoas que conhecem. Listar, na lousa, as respostas da turma e acrescentar outros exemplos. De-

Trabalhar e viver atualmente no Nordeste: mudanças, desafios e novos caminhos

Como já vimos, o Nordeste brasileiro é caracterizado por múltiplas atividades, como a agricultura, a indústria, o comércio, o turismo e os serviços.

No entanto, para conhecer melhor a região, é preciso entender também o modo como a renda é distribuída, as condições de trabalho das pessoas e os desafios enfrentados por elas no cotidiano. A desigualdade ainda é um traço regional e acontece tanto na área rural como na área urbana. Enquanto algumas localidades se desenvolveram bastante a partir de polos industriais, do turismo ou da agricultura irrigada, outras ainda enfrentam altos índices de pobreza e dificuldades de acesso ao emprego formal. Em regiões interioranas, a falta de oportunidades pode levar à migração para cidades maiores ou capitais.

Nas últimas décadas, o mundo do trabalho no Nordeste passou por profundas transformações. Muitas pessoas que antes atuavam na agricultura familiar migraram para setores como serviços, construção civil, comércio e, mais recentemente, tecnologia.

pois, analisar coletivamente se as atividades citadas são desempenhadas e valorizadas na Região Nordeste.

• Pedir aos alunos que, como atividade de casa, pesquisem imagens de pessoas da Região Nordeste trabalhando em comércio, indústria, turismo e prestando serviços. Eles devem colar essas imagens em uma cartolina, com as respectivas legendas, e trazê-las na próxima aula. Expor os trabalhos em um mural na sala de aula.

Plantio de alface. Lagoa Seca (PB), em 2024.
Comércio de roupas e acessórios praianos na Praia do Gunga. Roteiro (AL), em 2024.

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego, o setor de serviços era o maior empregador da região em 2024. Embora o número de trabalhadores rurais tenha diminuído, atividades como a agroindústria e a fruticultura irrigada, como a do Vale do São Francisco, e os polos têxteis e de confecção, como os de Caruaru (PE) e do Seridó (RN), continuam gerando milhares de empregos, conectando-se a cadeias produtivas nacionais e até internacionais.

Apesar dos desafios, várias iniciativas de desenvolvimento sustentável vêm ganhando força no Nordeste. Experiências agroecológicas, cooperativas de mulheres, turismo de base comunitária e tecnologias sociais, como os bancos comunitários, mostram que é possível gerar trabalho, renda e qualidade de vida respeitando o meio ambiente e valorizando os saberes locais. Um exemplo é o turismo de base comunitária na Chapada do Araripe (CE), que articula comunidades e promove práticas de turismo com justiça social e ambiental.

• Retomar o tema Trabalhar e viver atualmente no Nordeste: mudanças, desafios e novos caminhos, iniciado na página anterior.

• Apresentar imagens de locais, em diferentes municípios da Região Nordeste, que apresentam evidente contraste social; por exemplo, casas e prédios em bairros nobres ao lado de moradias simples em bairros mais vulneráveis ou comunidades. Falar sobre a disparidade social que pode ser percebida entre dois bairros em um mesmo bairro.

• Levantar hipóteses sobre as causas dessa desigualdade. Pedir aos alunos que opinem sobre o assunto. Desde cedo, as crianças devem participar, com autonomia, de discussões que visem à compreensão dos fatores socioeconômicos que interferem em sua realidade.

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• Apresentar para os alunos uma caixa com imagens que retratem profissões antigas e atuais; por exemplo: carteiro entregando carta, atendente de loja de aparelhos celulares, trabalhador da agricultura sem uso de tecnologia, trabalhador da agricultura com uso de tecnologia, entre outras. Cada aluno deve retirar uma imagem e falar se ela se refere a um trabalho antigo ou atual. Auxiliar a turma na identificação; como são crianças que nasceram em uma época em que a tecnologia está presente em várias áreas do trabalho, é possível que não consigam identificar algumas atividades profissionais.

Ateliê de Espedito Seleiro. Nova Olinda (CE), em 2023.
Teleférico que leva pessoas à estátua de Padre Cícero, na Chapada do Araripe. Juazeiro do Norte (CE), em 2023.

• Explicar que o desenvolvimento de algumas áreas, como a indústria, o turismo e a agricultura irrigada, proporcionou um avanço nas condições de trabalho da população nordestina, mas que algumas regiões do Nordeste ainda sofrem com a falta de emprego formal.

• Explicar a diferença entre trabalho formal e trabalho informal.

Trabalho formal: caracterizado por relações laborais que seguem as normas e legislações estabelecidas pelo governo. Isso inclui a formalização do contrato de trabalho e o registro em carteira de trabalho. Trabalho informal: relativo a atividades laborais que não estão registradas ou regulamentadas pelas leis trabalhistas. Isso inclui trabalhadores autônomos, freelancers e aqueles que atuam em setores não regulamentados. Um exemplo de trabalho informal, citado no texto, são os motoristas de aplicativos.

• Pontuar que o Nordeste tem crescido muito em áreas como a agroecologia, através de iniciativas como cooperativas de mulheres, turismo de base comunitária, entre outras, apesar dos grandes desafios que enfrenta.

Trabalho por aplicativo: liberdade ou insegurança?

O avanço da tecnologia e o amplo acesso à internet — presente em mais de 80% dos domicílios nordestinos, segundo o IBGE — impulsionaram novas formas de trabalho, por meio, por exemplo, de aplicativos de transporte, de entrega de comida e de vendas on-line. Esses serviços, já incorporados ao cotidiano de muitas pessoas, fazem parte da chamada economia gig, um modelo em que o trabalhador atua de maneira independente, sem vínculo fixo com empresas.

Economia gig: mercado de profissionais sem vínculo empregatício com empresas.

No Nordeste, milhares de pessoas trabalham como motoristas de aplicativo, entregadores, vendedores em redes sociais e prestadores de serviços digitais, muitas vezes como uma alternativa diante do desemprego ou da falta de vagas no mercado formal.

Segundo o IBGE, no quarto trimestre de 2022 o Brasil contava com aproximadamente 1,5 milhão de trabalhadores de aplicativos, representando 1,7% da população empregada no setor privado. Desse total, aproximadamente 248 mil estavam no Nordeste.

Esse tipo de trabalho oferece vantagens, como a flexibilidade de horários, mas também apresenta desafios importantes, como a ausência de salário fixo, férias, décimo terceiro salário e aposentadoria. Por isso, especialistas e movimentos sociais discutem maneiras de proteger os direitos dos trabalhadores de aplicativos e garantir condições mais justas.

O crescimento da economia digital levanta questões importantes, pois, além de movimentar a economia, o trabalho deve promover a dignidade, a identidade e a construção de sonhos. Assim, é fundamental refletir não apenas sobre a geração de empregos, mas também sobre as condições de trabalho e quem de fato se beneficia dessas atividades.

Compartilhar conhecimento

1. Com a ajuda de um adulto da família, busque informações na internet sobre algum projeto comunitário que existe no estado em que você mora. Em sala de aula, utilize cartazes, fotografias, entre outros recursos, para compartilhar os resultados da pesquisa com a turma.

2. Em grupo, faça uma pesquisa sobre o Rio São Francisco. Explore sua importância para a economia da Região Nordeste e suas múltiplas contribuições para a agricultura, a indústria, o comércio, o turismo e outros setores.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

• Propor a produção coletiva de um painel de boas notícias. Para isso, os alunos devem pesquisar, recortar ou imprimir e levar para a sala de aula uma notícia sobre os avanços na área do trabalho no Nordeste. Ajudá-los a colar as matérias no painel e expô-lo para toda a turma. ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Na atividade 1, solicitar aos alunos que conversem com os pais ou responsáveis para que, juntos, façam uma pesquisa sobre um projeto comunitário, relacionado ao turismo ou a alguma cooperativa, que atua no estado em que moram. Pedir que tragam um resumo da pesquisa para a sala de aula e o compartilhem com a turma.

• Na atividade 2, solicitar aos alunos que façam uma pesquisa sobre o Rio São Francisco, apontando as contribuições desse corpo de água para a agricultura, a indústria, o comércio, o turismo, entre outros setores. Pedir que citem exemplos de atividades desenvolvidas a partir desse rio, como o turismo no Cânion de Xingó, entre Alagoas e Sergipe.

Projeto de integração do Rio São Francisco. Sertânia (PE), em 2020.

3. Em seu caderno, reproduza o texto abaixo completando-o corretamente.

O faz parte da vida das pessoas, das famílias e das comunidades. Ele está ligado à de uma região, mas também à dignidade, à identidade e à construção de sonhos. Por isso, é importante valorizar o e verificar se os básicos dele estão garantidos. trabalho / economia / trabalhador/ direitos

4. Observe a imagem abaixo e responda às perguntas.

a. Algum adulto que mora com você já utilizou esse tipo de serviço? Relate como foi essa experiência.

b. Esse tipo de trabalho é formal ou informal? Justifique a sua resposta.

Informal, pois esses trabalhadores não têm a carteira de trabalho assinada.

c. Na sua opinião, quais são as vantagens e as desvantagens desse tipo de trabalho? Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas 5. Leia o texto e responda às questões.

A agricultura familiar é uma forma de produção em que, na maioria das vezes, o trabalho é realizado por membros de uma mesma família.

a. Você acha que esse tipo de agricultura pode ajudar a manter os trabalhadores no campo?

b. Combine com o professor uma visita a um local do seu município onde seja possível conhecer uma família ou comunidade que pratica a agricultura familiar. Aproveite para fazer registros fotográficos, entrevistas e anotações. Depois, monte um cartaz e apresente-o em sala de aula.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Sugestão de resposta: Sim, a agricultura familiar gera renda, aproveita o trabalho da família e fortalece a economia local.

• Na letra a da atividade 5, o aluno deve perceber que a prática da agricultura familiar visa a sustentabilidade; com isso, muitos agricultores conseguem manter o próprio sustento na área rural onde vivem. Para a realização da letra b organizar, antes do momento da entrevista, um roteiro, explicando que a conversa tem o objetivo de obter informações sobre a realidade de quem pratica a agricultura familiar. Elaborar perguntas diretas sobre a

comunidade, sobre os produtos cultivados, as dificuldades enfrentadas e questionar se os agricultores têm alguma ajuda financeira do governo ou de outras fontes. Se possível, realizar uma caminhada pela propriedade para observar o ambiente e as técnicas utilizadas e fazer registros fotográficos. Pedir que os alunos anotem todas as sensações experienciadas durante a visita.

• Para explorar o assunto da atividade 4, propor uma dinâmica simples: chamar dois voluntários e entregar-lhes uma moeda. Dizer aos alunos que cada um deve escolher um lado da moeda: cara ou coroa. Estabelecer um comando para cada lado da moeda; por exemplo: quem pegar cara vai dizer as vantagens de um trabalho executado por meio de aplicativo; quem pegar coroa vai dizer as desvantagens desse tipo de trabalho.

Depois da dinâmica, pontuar as seguintes vantagens e desvantagens.

Vantagens

- Para os trabalhadores: flexibilidade de horários e carga horária.

- Para os usuários: comodidade e rapidez.

Desvantagens

- Para os trabalhadores: ausência de salário fixo; informalidade e suas implicações, como não receber décimo terceiro salário, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), entre outros direitos trabalhistas; insegurança, pois, muitas vezes, são vítimas de assaltos e de acidentes de trânsito.

– Para os usuários: insegurança, porque, apesar de haver um cadastro dos motoristas nas empresas e as viagens poderem ser compartilhadas, os usuários não conhecem esses trabalhadores, não sabem se são prudentes no trânsito, se respeitam regras, se têm más condutas.

• Antes de realizar a atividade 5, conversar com os alunos sobre agricultura familiar, mostrando que, além de ser executado por membros de uma mesma família, esse tipo de trabalho utiliza adubos orgânicos e métodos naturais para controle das pragas.

Motociclista entregando comida solicitada via aplicativo no bairro de Pituba. Salvador (BA), em 2021.
Joa Souza
Produção de hortaliças orgânicas na Gleba Roça do Povo, no bairro Alto do Mundaí. Porto Seguro (BA), em 2024.
Chico Ferreira
Resposta pessoal

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF04GE06: Identificar e descrever territórios étnico-culturais existentes no Brasil, tais como terras indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos, reconhecendo a legitimidade da demarcação desses territórios.

EF05GE02: Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.

EF05GE12: Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

HISTÓRIA

EF05HI04: Associar a noção de cidadania com os princípios de respeito à diversidade, à pluralidade e aos direitos humanos.

Cidadania, participação e sustentabilidade

Cidadania é um conceito importante para entendermos os direitos e as responsabilidades de todas as pessoas. Embora no Brasil esses direitos sejam garantidos pela Constituição, que é a lei fundamental e suprema de um Estado, é essencial que os cidadãos contribuam para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária

Igualitária: relacionada à igualdade.

OBJETIVOS

• Avaliar a aprendizagem do conteúdo por meio das atividades propostas.

• Ampliar a compreensão dos alunos em relação à cidadania, à participação social e política e à sustentabilidade.

PARA O ALUNO LER

Para aprofundar o tema cidadania, acessar o site Plenarinho. Disponível em: https://plenarinho.leg. br/index.php/descubra/ cidadania/. Acesso em: 25 set. 2025.

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O exercício da cidadania significa lutar para que esses direitos sejam respeitados e usufruídos igualmente por crianças, jovens e adultos, independentemente de onde vivam ou da classe social a que pertençam.

Mãe e filhos em um condomínio popular no município de Mata de São João (BA), em 2020.
Alunos descendo de ônibus escolar no povoado Pedreiras. São Cristóvão (SE), em 2024.
VAMOS ENSINAR

CONTEXTUALIZANDO

Direitos sociais, políticos e ambientais

Os direitos podem ser divididos em três grandes áreas.

1. Direitos sociais: são aqueles relacionados ao bem-estar das pessoas. Incluem o direito à saúde, à educação, ao trabalho e à moradia. No Nordeste, muitos movimentos sociais têm lutado, por exemplo, pela construção de moradias populares e de escolas e hospitais em áreas afastadas.

2. Direitos políticos: são aqueles que permitem às pessoas participarem das decisões do país, como o direito de votar e de se expressar livremente. A participação política é importante para que os cidadãos possam escolher os governantes e influenciar na elaboração de políticas públicas, como as que cuidam do meio ambiente e da distribuição de recursos naturais.

3. Direitos ambientais: o direito de viver em um ambiente limpo e equilibrado é essencial para que as gerações futuras possam continuar a viver bem. A luta pela preservação da Caatinga, por exemplo, tem sido uma das ações mais importantes no Nordeste.

O exercício da cidadania é um trabalho coletivo, ou seja, as pessoas devem se unir e buscar, através de protestos, de movimentos sociais ou de políticas públicas, as mudanças que são necessárias para a sociedade.

Médico e enfermeiro voluntários atendendo pessoas no quilombo Imbiral Cabeça Branca. Pedro do Rosário (MA), em 2024.

No Nordeste, região marcada pela diversidade de realidades, a participação popular na vida política e social tem sido fundamental para a conquista de direitos e a melhoria

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Explicar o que é uma votação e fazer uma simulação, para que os alunos compreendam na prática do que se trata. Distribuir recortes de papel em branco. Explicar que irão fazer uma votação para decidir em que dia farão determinada atividade, como o dia de leitura ou de lanche coletivo. Escrever, na lousa, a

pergunta: “Em que dia vocês querem realizar (especificar a atividade)?”. Os alunos devem escrever sua preferência no papel, sem indicar o próprio nome. Recolher os papéis e contar os votos com a ajuda da turma. Relacionar essa atividade com o processo de votação para eleger políticos.

• Distribuir aos alunos folhas de papel-sulfite e solicitar que desenhem duas colunas. Em uma delas, eles devem escrever a palavra Direitos; na outra, a palavra Deveres Pedir que listem os direitos e deveres que conhecem, sempre direcionando a atividade para a Região Nordeste. Depois, solicitar que compartilhem suas respostas com toda a turma. Se necessário, acrescentar direitos e deveres, em âmbito geral, que não forem apontados.

• Conversar com os alunos sobre os direitos e deveres específicos na escola. Direitos: ter acesso a ambiente adequado e professores qualificados, usufruir de intervalo para lanche e brincadeiras, entre outros. Deveres: respeitar os funcionários e colegas, não jogar lixo no chão, não danificar os mobiliários, entre outros. Explicar que os direitos e deveres fazem parte do exercício da cidadania.

• Explicar a importância de conhecer os próprios direitos e deveres.

• Desenhar, na lousa, três colunas. Escrever, na primeira coluna, o tópico Direitos sociais; na segunda, colocar o tópico Direitos políticos; na última, Direitos ambientais. Perguntar aos alunos o que pensam sobre eles. Depois, escrever exemplos práticos de cada um deles, como direito à saúde de qualidade (social), direito ao voto (político) e direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (ambiental).

CONTEXTUALIZANDO

• Analisar, com os alunos, o mapa Territórios quilombolas oficialmente delimitados em 2020 e fazê-los perceber que, nos estados da Região Nordeste, estão presentes comunidades remanescentes de quilombos (CRQs) e algumas delas estão no processo de reconhecimento do direito ao território quilombola. A luta quilombola por direitos territoriais é resultado de um longo processo histórico. Mostrar aos alunos as dificuldades enfrentadas, ainda na atualidade, pela regularização fundiária e pela efetivação desses direitos, fazendo uma conexão dessas questões com a forma como o território do Nordeste brasileiro foi ocupado ao longo da colonização. Concluir a análise do mapa levando os alunos a refletirem sobre como as informações presentes nele permitem identificar e analisar as demandas específicas das comunidades quilombolas.

• Ao final da leitura do mapa, concluir que a Região Nordeste abriga a maior quantidade de comunidades quilombolas, segundo levantamento realizado pelo IBGE para o Censo 2022. Ressaltar a importância das localidades quilombolas para a identidade cultural e social do Nordeste. Elas representam tradições e heranças culturais e desempenham um papel fundamental na preservação da memória histórica afro-brasileira e na promoção da diversidade cultural na região.

das condições de vida da população. No entanto, alguns grupos, como os povos indígenas e quilombolas, enfrentam desafios para usufruir de direitos básicos, como aqueles relacionados à terra, à preservação da cultura e aos seus espaços de vivência. Em algumas áreas rurais, por exemplo, as famílias ainda não têm acesso a escolas de qualidade ou a cuidados médicos. Por isso, é importante fiscalizar o cumprimento de políticas públicas, especialmente aquelas destinadas às populações mais vulneráveis

Vulnerável: que está sujeito a ser prejudicado.

Foi por meio de muita luta que diversos quilombos do Nordeste conseguiram a delimitação de seus territórios, o que representa uma importante conquista da comunidade afrodescendente no Brasil. Veja o mapa abaixo.

Territórios quilombolas oficialmente delimitados em 2020

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9 ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 113.

Participação social e política

A participação social e política é o envolvimento das pessoas nas questões que afetam a vida das comunidades e pode acontecer em diferentes espaços, como na escola, na rua ou no bairro.

Oftalmologista fornecendo atendimento a paciente durante uma ação social para promover a saúde pública. Ipirá (BA), em 2022.

No Brasil, agimos politicamente sobretudo por meio do voto, mas é possível ir além. Por meio de protestos pacíficos, debates públicos e ações diretas de grupos de pessoas, podemos melhorar o local onde vivemos. No Nordeste, há muitos exemplos de comunidades que se organizaram para resolver problemas locais, como a falta de água, de transporte ou de escolas.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Pesquisar e ler, para os alunos, uma notícia que fale sobre a participação social e política da criança na sociedade em que está inserida.

• Citar exemplos de como as crianças podem participar de ações sociais e políticas.

1. Participar da eleição para um representante de turma.

2. Participar de caminhadas em defesa dos animais.

3. Participar de campanhas para a preservação do meio ambiente.

4. Participar de mutirão para o plantio de árvores.

• Explicar que, desde cedo, podemos desenvolver ações cidadãs.

CONTEXTUALIZANDO

• Propor uma roda de conversa para discutir como muitos direitos foram conquistados. Perguntar se os alunos sabem que foi necessária a criação de muitas leis para garantir o acesso ao que hoje dizemos que são direitos essenciais, como a educação e o saneamento básico.

• Falar que as mulheres do Brasil conquistaram o direito ao voto em 1932, ou seja, há menos de 100 anos.

• Perguntar aos alunos se eles acham que as mulheres já conquistaram todos os direitos que reivindicam e por que eles têm essa opinião. Conduzir a discussão de maneira que ela seja respeitosa e que não tenha falas preconceituosas.

• Ressaltar que, no Brasil, a idade obrigatória para o voto é dos 18 aos 70 anos.

• Pontuar que hoje há muitas políticas que incentivam os cidadãos cujo voto é facultativo a participarem das eleições, pois o voto é considerado uma das formas mais representativas de exercer a cidadania em um Estado democrático.

• Distribuir alguns materiais, como cartolinas e canetas hidrográficas, e pedir aos alunos que elaborem cartazes a respeito de temas relacionados à participação social e política. Ao final da atividade, os cartazes podem ficar expostos na sala de aula.

Manifestação contra a violência na terceira idade. São Luís (MA), em 2023.

CONTEXTUALIZANDO

• Introduzir o tópico Sustentabilidade e cuidados com o meio ambiente utilizando um vídeo ou documentário que trate do assunto. Sugestão: NCC: história de mudança (2024), documentário que mostra ações que, por meio da conservação do meio ambiente, desenvolvem comunidades rurais localizadas no semiárido nordestino. Disponível em: https://youtu. be/-l9TRd8tBRY. Acesso em: 25 set. 2025. Em seguida, converse com a turma sobre o vídeo.

• Explicar o que é sustentabilidade de forma didática.

• Como atividade de casa, solicitar aos alunos que façam uma pesquisa sobre como é feita a reciclagem na Região Nordeste. Explicar que esta é uma atividade sustentável. Pedir que busquem informações sobre o assunto e colem imagens relacionadas ao tema em uma folha de cartolina, compondo um painel. Expor os trabalhos no mural da sala.

• Estudar a possibilidade de elaborar, com as crianças, um manual de cuidados que devemos ter com o meio ambiente. Se possível, montar também cartazes informativos e pedir aos alunos que os espalhem em ambientes onde circulam pessoas que possam lê-los, como a área externa da escola, a associação de moradores do bairro onde moram etc.

• Propor palestras, oficinas com materiais recicláveis, canções sobre o tema e leitura de textos referentes à poluição e à preservação do meio ambiente.

No passado, muitas pessoas eram proibidas de participar das decisões políticas. Até 1932, por exemplo, as mulheres não votavam. Com muita luta, elas conquistaram esse direito, o que foi fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e democrática. As mulheres, portanto, passaram a se envolver nas decisões que afetam a vida comunitária.

Nas escolas, também é possível agir politicamente. Através de grêmios estudantis, por exemplo, os alunos podem propor ideias para melhorar o ambiente escolar. Em casa ou na vizinhança, a participação social e política pode envolver o cuidado com os espaços comuns e o bem-estar coletivo. A criação de conselhos de moradores, de associações comunitárias e de cooperativas é um modo de participação que tem gerado melhorias concretas no cotidiano de muitas famílias.

A participação social e política ajuda a formar cidadãos conscientes, que conhecem seus direitos e deveres e contribuem para um futuro mais justo e sustentável.

Sustentabilidade e cuidados com o meio ambiente

A palavra sustentabilidade está ligada à ideia de usar de maneira equilibrada os recursos da natureza, como a água, o solo, o ar e as plantas. Isso significa não poluir e não destruir o meio ambiente, para que ele continue saudável para todos os seres vivos.

EM CONEXÃO

Em conexão com o componente curricular de Ciências, mostrar algum vídeo de curta duração ou um documentário sobre reciclagem. Isso ajudará no processo de aprendizagem e na formação da consciência cidadã dos alunos em relação ao meio ambiente. No link a seguir, é possível assistir a um vídeo que mostra a importância da conscientização da população a respeito do descarte adequado do lixo. Disponível em: https://youtu.be/ITur0JNJZos. Acesso em: 24 set. 2025.

Alunos e professores da Escola Indígena Pataxó Coroa Vermelha fazendo ritual ao redor de árvore. Santa Cruz Cabrália (BA), em 2024.
Luciana Whitaker / pulsarimagens.com.br
Voluntárias preparando alimentos para alunos. Brejões (BA), em 2025.
Joa Souza / Shutterstock.com

Esse conceito, portanto, está diretamente relacionado com atitudes que ajudam a preservar o meio ambiente, como economizar água e energia, separar os resíduos, reutilizar materiais e respeitar os ciclos da natureza. Na escola, alunos e professores podem desenvolver projetos, como hortas escolares, campanhas de reciclagem e outras iniciativas. Em casa, também é possível colaborar com atitudes simples, como apagar as luzes ao sair de um cômodo, não deixar a torneira aberta sem necessidade, reaproveitar materiais, reduzir o uso de plástico e evitar o desperdício de alimentos.

Na Região Nordeste, em algumas comunidades rurais, famílias têm se organizado para plantar árvores nativas, recuperar nascentes e cuidar do solo usando práticas de agricultura que respeitam o meio ambiente. No litoral, há projetos de proteção de tartarugas marinhas e de limpeza de praias, feitos com a participação de escolas, pescadores e moradores.

Cuidar do planeta é uma responsabilidade de todos. A sustentabilidade, portanto, exige um modo de viver que respeite a natureza e busque equilíbrio entre as necessidades das pessoas e a preservação dos recursos naturais. Quando agimos com cuidado no presente, ajudamos a garantir um futuro melhor para as próximas gerações.

• Ressaltar que uma das soluções para a melhoria da qualidade de vida é promover a preservação do meio ambiente.

• Falar para os alunos que existem leis e órgãos criados em favor do meio ambiente, como a Lei no 6.938/81, que dispõe sobre a proteção e melhoria da qualidade ambiental.

• Conversar com os alunos sobre as mudanças na paisagem natural da Região Nordeste em consequência das ações humanas. Citar, por exemplo, o caso de Matopiba, região onde ocorre uma forte expansão do agronegócio, gerando desmatamento e destruição de territórios de povos tradicionais.

• Promover uma "tempestade de ideias" para estimular a criatividade dos alunos. A temática será Caminhos que a população deve seguir para diminuir ou parar a devastação do meio ambiente na Região Nordeste. Anotar as sugestões da turma na lousa. Depois, fazer uma lista e organizar as ideias em um fôlder. Se possível, imprimi-lo e distribuí-lo na comunidade escolar.

• Pedir às crianças que conversem com os pais ou responsáveis e façam uma lista com as responsabilidades de cada cidadão e do poder público a respeito das necessidades ambientais existentes na Região Nordeste.

Lixeiras para a coleta seletiva (papel, plástico, vidro, metal e resíduos gerais não recicláveis). Fortaleza (CE), em 2025.
John Marx / Shutterstock.com
Viveiro de mudas nativas para reflorestamento em aldeia de etnia Pataxó. Porto Seguro (BA), em 2024.
Chico

• Reforçar as informações dadas no texto sobre projetos comunitários, associando-os concretamente a gestos solidários. É importante que as crianças percebam que o trabalho voluntário pode ser feito em qualquer dimensão, ou seja, pequenas ações também são de grande valor quando feitas com amor.

• Comentar que a linha reflexiva deve ser sempre a da alteridade, ou seja, “o outro” é outro de mim, é meu semelhante; por isso, tenho corresponsabilidade com ele. Propor roda de conversa sobre o tema, para ouvir as crianças.

• Falar que cidadãos responsáveis são aqueles que sabem que podem agir para transformar e melhorar a sociedade que integram. Portanto, deve-se incentivar os alunos a participarem de projetos voluntários e a ajudarem os outros, percebendo os problemas apresentados por diferentes grupos sociais. Capacidades como empatia, solidariedade, senso de coletividade e respeito são fortemente ampliadas a partir de tais vivências.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

• Promover um dia de atividades de manutenção do ambiente escolar, conscientizando os alunos de que é preciso contribuir de forma voluntária. Podem ser realizadas ações como higienizar carteiras e varrer a sala de aula.

Projetos comunitários e ações de cidadania

Projetos comunitários são iniciativas de grupos de pessoas que se reúnem com o objetivo de solucionar desafios do dia a dia, como a falta de coleta de lixo, de segurança e de boas escolas. A ideia principal é trabalhar coletivamente, respeitar as opiniões de todos e encontrar caminhos que beneficiem toda a comunidade. Muitas vezes, essas ações nascem da própria população, mas também podem envolver escolas, igrejas, associações ou até órgãos públicos.

Na prática, a cidadania se constrói por meio da participação. Ao colaborar com um mutirão de limpeza, ao organizar uma campanha para ajudar pessoas em situação de rua ou ao participar de uma reunião na escola, uma pessoa está se colocando como parte ativa da sociedade.

Nas escolas do Nordeste, por exemplo, projetos comunitários e ações de cidadania ajudam as crianças e os jovens a compreenderem que pequenas ações, como arrecadar ração para animais abandonados, criar campanhas de consumo consciente e sugerir melhorias na escola, podem ser feitas com responsabilidade e trazer mudanças reais.

Aprender a ouvir, a dialogar e a cuidar do espaço comum contribui para um bom convívio em comunidade. Cada atitude de respeito e participação é importante para a construção de um lugar melhor para todos. Quando a comunidade se mobiliza, surgem soluções criativas, fortalecem-se os laços entre as pessoas, e cresce o senso de responsabilidade coletiva.

Professor e alunos durante oficina de música. Salvador (BA), em 2024.
Sergio Pedreira / pulsarimagens.com.br

Aprenda mais

O que são direitos humanos?

Os direitos humanos pertencem a todos e todas e a cada um de nós igualmente

Os direitos humanos são normas que reconhecem e protegem a dignidade de todas as pessoas. Eles regem o modo como vivemos individualmente e em sociedade, bem como nossa relação com o Estado e as obrigações deste conosco.

A lei dos direitos humanos obriga os governos a fazerem algumas coisas e os impede de fazer outras. Os indivíduos também têm responsabilidades: usufruindo dos seus direitos, devem respeitar os dos outros. Nenhum governo, grupo ou indivíduo tem o direito de fazer qualquer coisa que viole os direitos de outra pessoa.

UNICEF. O que são os direitos humanos? Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/o-que-sao-direitos-humanos. Acesso em: 9 jun. 2025.

1. Como a população de um local pode agir politicamente para beneficiar a comunidade? 2. Leia o texto que acompanha a imagem abaixo e explique o que você entendeu a respeito da sustentabilidade. Compartilhar conhecimento

Resposta pessoal, mas espera-se que o aluno entenda que sustentabilidade significa não desperdiçar, não poluir e não destruir o meio ambiente, para que ele continue saudável para todos os seres vivos.

O turismo no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem um papel fundamental na economia local. Porém, o desafio atual é manter a população engajada na preservação do meio ambiente e no reconhecimento da importância de respeitar as normas de uso locais.

Sugestão de resposta: A participação política acontece por meio do voto, mas também por meio de protestos pacíficos, debates públicos e ações diretas de grupos de pessoas.

• Na atividade 2, solicitar aos alunos que produzam um texto sobre sustentabilidade. A produção pode ser coletiva. Pedir que deixem clara a própria opinião e que, se possível, deem exemplos do cotidiano.

CONTEXTUALIZANDO

• Levar uma cópia impressa da Declaração Universal dos Direitos Humanos para a sala de aula, a fim de que os alunos possam conhecê-la de perto. Escolher alguns artigos e fazer uma leitura coletiva, pedindo aos alunos que comentem a respeito da compreensão do texto lido. Disponível em: https://www.unicef.org/ brazil/declaracao-universal -dos-direitos-humanos. Acesso em: 9 jul. 2025.

• Pedir que os alunos reflitam e criem alguns artigos que julgam ser necessários para acrescentar ao documento. Solicitar que façam cartazes explicativos com os novos artigos e os apresentem na aula, fazendo a leitura do texto produzido.

• Explicar que o conceito de cidadania está intimamente ligado aos princípio de respeito à diversidade, à pluralidade e aos direitos humanos.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• A atividade 1 é uma oportunidade para identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida da população. Conversar com os alunos de maneira leve e descontraída, perguntando se eles gostariam de sugerir propostas para beneficiar a comunidade onde vivem, desenvolvendo a habilidade EF05GE12

• Pedir que os alunos busquem saber se na comunidade em que moram existe associação de moradores. Solicitar que realizem uma visita a esse local, para saberem sua missão e seus objetivos, que tipo de atividades costuma oferecer e como é a participação dos moradores nas reuniões marcadas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Barreirinhas (MA), em 2024.
Cacio Murilo Shutterstock.com
Hurca!/stock adobecom

• Durante a realização da atividade 3, explicar aos alunos a diferença entre sustentabilidade e desenvolvimento sustentável.

Sustentabilidade: envolve a eficácia na utilização dos recursos naturais, como a redução do consumo de água e energia. Desenvolvimento sustentável: conjunto de práticas e políticas que tenham como objetivo manter o equilíbrio econômico, social e ambiental.

• Após essa explicação, promover o diálogo sobre atitudes sustentáveis que estejam ao alcance dos alunos. Exemplos: fechar a torneira enquanto escovam os dentes e o chuveiro enquanto se ensaboam; reaproveitar materiais como potes, caixas de papelão, papéis para rascunhos; cultivar plantas; não desperdiçar alimentos; entre outras. Copiar na lousa ações citadas pelos alunos.

• Trabalhar o conceito de desenvolvimento sustentável como forma de preservação do meio ambiente, pois precisamos da natureza para a sobrevivência na Terra.

• Antes de realizar a letra a da atividade 4, conversar com os alunos sobre a importância da existência de projetos comunitários para os municípios da Região Nordeste. São ações que favorecem as comunidades financeiramente e promovem um senso de pertencimento aos moradores. Na letra b da mesma atividade, os alunos devem levantar hipóteses de como tornar o trabalho artesanal típico da Serra da Capivara (PI) conhecido em níveis nacional e internacional. A divulgação pode ser realizada por meio de programas e projetos. Podem-se utilizar múltiplas plataformas de comunicação, incluindo redes sociais e e-mails, com o objetivo de popularizar o artesanato local, pois ampliar o alcance de divulgação fortalece as vendas

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

3. Em roda de conversa, proponha atitudes sustentáveis na escola, na comunidade e em casa. Faça anotações sobre o assunto no caderno.

4. Leia, a seguir, o trecho de uma reportagem sobre um trabalho artesanal típico da Serra da Capivara (PI).

Serra da Capivara encanta com produção artesanal de cerâmica

Com identidade própria, a cerâmica da Serra da Capivara valoriza seu território e contribui para sua preservação.

A produção de cerâmica na Serra da Capivara se conecta à história humana e geológica da região. Uma atividade criativa e econômica que se reinventou a partir da identidade local com as pinturas rupestres. [...]

SEBRAE. Conheça a Serra da Capivara. 9 nov. 2023. Disponível em: https://crab.sebrae.com.br/estado_posts/ conheca-a-serra-da-capivara/. Acesso em: 20 ago. 2025.

a. Na sua opinião, a produção de cerâmica ajuda financeiramente os municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias, próximos do Parque Nacional Serra da Capivara?

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

b. O que você acha que deve ser feito para que essa arte comunitária seja reconhecida dentro e fora do país?

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

5. Com a ajuda de um adulto que mora com você, faça uma pesquisa sobre o Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Depois, converse com a turma sobre como esse tipo de projeto auxilia a comunidade local. Registre as considerações em seu caderno.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Entrar em ação

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Sugestões para conhecer e elaborar projetos sociais

1. Discuta com o professor a importância dos projetos sociais para as comunidades, incluindo leis de incentivo e serviços de voluntários.

2. Promova, junto com os colegas de classe e familiares, a arrecadação de recursos como alimentos, roupas, sapatos, cobertores e brinquedos, para doação. Organize, em sala de aula, um mutirão para organizar, embalar e garantir que todo o material captado esteja em boas condições de uso.

3. Combine com o professor uma visita a um projeto social, organização não governamental (ONG) ou associação de moradores do seu município. No final, relate os detalhes do processo para a realização das doações e o seu sentimento em relação a essa experiência.

dos produtos. A produção de conteúdos visuais atraentes, como vídeos e infográficos, ajuda na divulgação.

• A atividade 5 poderá ser realizada em grupos. Faz-se necessário acompanhar o trabalho para que os integrantes troquem informações e se ajudem durante o processo.

• Mostrar aos alunos que o Cras presta serviços e desenvolve programas nas comunidades, visando prevenir situações de risco social. Ele atende, principalmente, famílias de baixa renda, oferecendo suporte para que superem suas dificuldades e melhorem sua qualidade de vida. As unidades do Cras são estrategicamente loca-

lizadas em áreas de maior vulnerabilidade social, alcançando, assim, as famílias que mais necessitam de apoio.

ENTRAR EM AÇÃO

• A arrecadação de donativos pode ser feita através de uma campanha organizada na comunidade. Assim, todos podem contribuir. Depois que os recursos forem reunidos e estiverem embalados, os alunos devem combinar com os adultos responsáveis pela ação a escolha de um estabelecimento social ou comunidade para receber o material arrecadado. Se possível, envolver toda a turma nessa entrega.

Pedro Helder
Pinheiro
/ Shutterstock.com
Produção de cerâmica na Serra da Capivara (PI), em 2018.
NÃO ESCREVA NO LIVRO

Viver em comunidade

Viver em comunidade significa fazer parte de um grupo de pessoas que compartilham o mesmo espaço e convivem com valores e responsabilidades comuns. Nesse contexto, cada indivíduo tem um papel a desempenhar para que a convivência seja harmoniosa e para que todos possam viver bem.

Quando alguém não cumpre sua parte, todos podem ser afetados. Se uma pessoa joga lixo no chão, por exemplo, o bairro fica sujo, o que prejudica toda a comunidade. O cuidado e respeito pelo espaço público e pelas pessoas ao nosso redor são responsabilidades de todos.

Em uma comunidade, cada indivíduo tem uma história, uma cultura e uma maneira de ser. Respeitar essas diferenças é entender e celebrar que as pessoas podem pensar, agir e viver de maneiras diferentes das nossas. A diversidade é o que torna as comunidades mais ricas e interessantes. Quando respeitamos as diferenças, estamos promovendo um ambiente mais inclusivo e acolhedor para todos.

O respeito, entretanto, deve se estender também aos animais e ao meio ambiente. Cuidar da fauna e da flora é um dever de todas as pessoas. Maltratar, abandonar ou deixar um animal doente nas ruas é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais.

CONTEXTUALIZANDO

• Em roda de conversa, iniciar um diálogo com os alunos sobre a vida em comunidade. Perguntar-lhes se eles lembram algum momento em que tenham praticado atividade em grupo na comunidade. Depois, pedir a cada um que escreva uma frase explicando a um colega da turma a importância de viver em comunidade. Recolher os papéis, misturá-los e redistribuí-los.

• Propor aos alunos uma vivência em comunidade; por exemplo, plantar árvores no bairro, construir uma horta na escola ou criar arte com materiais recicláveis. Esse tipo de prática e a troca de experiências ajudam a conhecer melhor as pessoas com quem convivemos e proporcionam bem-estar.

HABILIDADES BNCC

GEOGRAFIA

EF03GE09: Investigar os usos dos recursos naturais, com destaque para os usos da água em atividades cotidianas (alimentação, higiene, cultivo de plantas etc.), e discutir os problemas ambientais provocados por esses usos.

EF05GE12: Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

HISTÓRIA

EF03HI10: Identificar as diferenças entre o espaço doméstico, os espaços públicos e as áreas de conservação ambiental, compreendendo a importância dessa distinção.

VAMOS ENSINAR

OBJETIVOS

• Explicar aos alunos que viver em comunidade é fundamental para a saúde emocional e mental. É compartilhando experiências com outras pessoas que se constroem vínculos sociais e se fortalece a empatia.

• Mostrar que, ao partilhar espaços na vida em comunidade, as pessoas criam conexões que podem trazer troca de conhecimentos, apoio emocional, laços de amizade e senso de pertencimento.

Pessoas fazendo limpeza em rua. Correntina (BA), em 2022.
Luciana Whitaker / pulsarimagens.com.br
Pessoas visitando a Área de Proteção Ambiental da foz do Rio Preguiças. Barreirinhas (MA), em 2024.
Adriano Kirihara / pulsarimagens.com.br

• Existem diversos exemplos de projetos comunitários, que podem variar de acordo com as necessidades de cada local. Citar exemplos de projetos que incentivam a interação entre os moradores, como a criação de hortas comunitárias, a realização de oficinas de capacitação profissional, ações de limpeza e conservação do meio ambiente, entre outros.

• Propor aos alunos a realização de um contrato de convivência (ou ampliar o escopo de um já existente em sala de aula), tendo o comportamento solidário em grupo como eixo principal.

• Expor o contrato na sala e, após um período, analisar, com os alunos, se o comportamento e a relação entre eles melhoraram a partir dos preceitos estabelecidos no documento.

• Ler, junto com os alunos, o artigo 32 da Lei no 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. Em seguida, conversar sobre a questão do abandono de animais. Verificar como é a atuação dessa lei nos municípios da Região Nordeste e se, tanto na área rural como na urbana, a lei é respeitada. Para isso, incentivar os alunos a buscarem informações na internet com a ajuda de um adulto da família. É fundamental que todos estejam cientes de suas responsabilidades e das consequências do abandono de animais.

• Explorar com os alunos o trabalho de pesquisa e conservação das tartarugas marinhas no Nordeste feito pelo Projeto Tamar, pioneiro no Brasil, já que iniciou suas atividades em 1980. Explicar que este é um programa coordenado pelo Centro Tamar (ICMBio) e executado em parceria com a Fundação Pró-Tamar.

Essa lei estabelece o seguinte:

Artigo 32 – “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: pena de detenção de três meses a um ano e multa.” (Lei nº 9.605/1998 - Presidência da República) Além de ser considerado crime, o abandono de animais nas ruas também é uma questão de saúde pública. Muitos deles adoecem e podem contaminar os seres humanos. Por isso, é fundamental que o poder público desenvolva políticas de cuidado, como a castração gratuita e o acolhimento dos animais em situação de rua.

O respeito ao meio ambiente também é essencial para garantir o bem-estar de todos os seres vivos. A destruição de hábitats naturais, como ocorre nas queimadas em áreas florestais afeta diretamente os animais, que perdem o lar e as fontes de alimento. As queimadas também prejudicam a qualidade do ar e a saúde das pessoas. Por isso, é fundamental que o combate a esses crimes ambientais seja uma prioridade de todos.

Participar é cuidar

Participar ativamente da comunidade é uma maneira de contribuir para o bem-estar coletivo. Como vimos, isso pode acontecer de diferentes formas, abrangendo desde gestos simples no dia a dia até projetos maiores. O importante é entender que cada atitude faz a diferença. Em uma comunidade, quando as pessoas se unem, fortalecem os laços sociais e encontram soluções mais eficazes para os problemas. Essa convivência ensina a importância de ouvir, respeitar diferentes pontos de vista e agir em conjunto.

Abertura de ninho de tartarugas-verdes, espécie ameaçada de extinção, na praia do Cumbuco. Caucaia (CE), em 2023.

Participar significa colaborar com os outros para melhorar o ambiente em que vivemos. É, portanto, uma forma de cuidar: cuidar das pessoas, dos espaços e, consequentemente, do futuro. Afinal, quando nos envolvemos em ações de cuidado no presente, estamos ajudando a construir um futuro mais justo e sustentável para todos.

Entrar em ação

Semana do Meio Ambiente

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

1. Promova, junto com o professor e seus colegas, um quiz para entrevistar vizinhos e moradores do bairro onde você mora. Esta é uma oportunidade de avaliar serviços como a limpeza e organização das ruas e parques e de conhecer a satisfação das pessoas que vivem no local.

2. Organize-se em grupo e prepare cartazes com desenhos, frases ou palavras que incentivem o cuidado com o meio ambiente. Exponha-os na área externa da escola para que todas as pessoas que circulam pelo local tenham a oportunidade de prestigiar o trabalho coletivo.

3. Combine com o professor um passeio em um parque do seu município para apreciar e registrar todo o espaço. Depois, converse com a turma sobre a experiência.

Regras, diálogo e decisões em grupo

Regras são acordos feitos para organizar a vida em grupo. Elas existem para garantir que todos tenham os mesmos direitos e deveres, promovendo uma convivência justa e tranquila. Em uma escola, por exemplo, a proibição de correr pelos corredores é importante para evitar acidentes. Em casa, a regra de não fazer barulho à noite ajuda a garantir que todos possam descansar.

PARA VOCÊ LER

• PONS, Esteve Pujol I; GONZÁLEZ, Inés Luz. Valores Para a Convivência. São Paulo: A Girafa, 2006.

• O livro possui informações sobre as regras e os valores que a sociedade usa como base para os relacionamentos entre pessoas, como, por exemplo, paciência, respeito e outros. Discutir esse tema com os alunos pode ajudar a formar indivíduos independentes, que valorizam a si mesmos e os outros.

• Este é o momento ideal para sintetizar os conhecimentos adquiridos até aqui acerca da Região Nordeste e de nossas responsabilidades cidadãs. Ressaltar a questão do respeito ao meio ambiente e aos seres que nele vivem.

• Questionar a responsabilidade do ser humano pelos problemas ambientais. Estimular os alunos a pensarem em soluções possíveis.

• Expor aos alunos a seguinte situação: "Um menino joga uma embalagem de sorvete no chão. Logo começa uma ventania que a leva até a sarjeta. Quando começa a chover, a enxurrada leva tudo o que encontra no chão para dentro de um bueiro, que faz parte do conjunto da canalização que vai dar em um rio”. Em seguida, pedir que imaginem muitas crianças tendo a mesma atitude e perguntar a eles qual seria a consequência desse ato.

ENTRAR EM AÇÃO

• Organizar previamente com os alunos um roteiro de entrevistas. Podem ser incluídas perguntas sobre características boas do bairro, mudanças que ocorreram ao longo do tempo e pontos nele que precisam melhorar. Coletar também informações sobre serviços de limpeza e manutenção dos espaços públicos, feitos pela população ou pela prefeitura. Explicar aos alunos que a intenção desses questionamentos é mostrar que o diálogo e o esclarecimento sobre a situação do local onde se vive são os passos iniciais para sua melhoria.

03/10/2025

Reprodução

• Fornecer aos alunos cartolinas, canetas hidrográficas, lápis de cor e outros materiais para a construção dos cartazes. Essa produção deve ser realizada só após o resultado das entrevistas.

• Propor aos alunos um passeio no quarteirão, no bairro ou na vila em que a escola está inserida. Pode ser uma caminhada breve, de maneira que os alunos tenham a oportunidade de anotar tudo o que observaram. Na volta, conversar sobre o que perceberam durante o trajeto.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Horta orgânica mantida pela ONG Pequenos Profetas, que educa crianças para cuidar do meio ambiente e cultivar alimentos de maneira sustentável. Recife (PE), em 2024.
Hans Von Manteuffel / pulsarimagens.com.br

ATIVIDADE

COMPLEMENTAR

• Passeio - Promover um passeio com a turma a um local escolhido previamente por todos (sugestão: um zoológico, um jardim ou uma praça). Durante a visita, pedir que anotem tudo o que lhes chamar a atenção. Essa produção é livre; cada aluno deverá escrever o que sentiu, o que percebeu no ambiente. Também pode ser feito um desenho ou um poema. Se algum aluno tiver dificuldade em descrever os próprios sentimentos, sugerir que escreva sobre temas como: preservação de espécies animais e vegetais; importância dos animais e dos vegetais para a vida humana; importância do convívio em comunidade; cumprimento de regras de convivência; cuidados que devemos ter com o meio ambiente na região em que vivemos.

CONTEXTUALIZAÇÃO

• O tema democracia envolve a prática de atividades que promovem a compreensão e a participação ativa dos alunos na sociedade. Seguem algumas sugestões.

• Discutir o conceito de democracia e sua importância na sociedade.

• Identificar os direitos e deveres dos cidadãos na sociedade.

• Analisar aspectos sociais da comunidade onde a escola está inserida.

• Incentivar o pensamento autônomo e a reflexão crítica dos alunos.

ATIVIDADE

COMPLEMENTAR

Portanto, as regras não são feitas para prejudicar as pessoas, mas para organizar o convívio e evitar problemas. Sem esse contrato social, pode haver desrespeito e injustiça, o que prejudica a harmonia da comunidade.

Entretanto, é essencial que esses acordos sejam estabelecidos através do diálogo. Dialogar é ouvir os outros, trocar ideias e tentar chegar a um consenso. Em uma escola, por exemplo, quando há uma reunião para decidir quais serão as atividades do ano, é importante ouvir todos os pontos de vista. O diálogo é fundamental para que todos se sintam parte do processo de decisão.

A democracia no nosso dia a dia

A democracia não é algo que acontece apenas durante as eleições; ela está presente no nosso cotidiano. Participar de decisões em grupo, respeitar as regras e dialogar para chegar a acordos são formas de exercê-la.

Viver em comunidade é mais do que apenas dividir o mesmo espaço. É agir com responsabilidade, respeitar os outros, participar das decisões e cuidar do meio ambiente. Afinal, é sempre importante lembrar que a cidadania não é composta apenas de direitos, mas também de deveres.

Quando nos comprometemos com as regras, respeitamos as diferenças, cuidamos do nosso entorno e participamos ativamente da comunidade, estamos criando um ambiente mais justo e harmonioso para todos. Cada um de nós tem um papel importante, e juntos podemos fazer a diferença. Tudo isso reflete o verdadeiro sentido da democracia.

• Criar um teatro de fantoches que trate de direitos e deveres. Os alunos poderão construir os fantoches, que representarão alguns cidadãos de uma comunidade que está lutando pela garantia dos seus direitos. Ajudar a turma a elaborar o diálogo dos personagens, e de forma lúdica, mostrar que todo cidadão possui direitos que devem ser respeitados e também deveres a cumprir no meio que vive. Para realizar a atividade, utilizar fantoches, papel, canetas e um espaço para apresentação.

Pessoas protestando, contra o vazamento de petróleo na costa do Brasil. Salvador (BA), em 2019.

Compartilhar conhecimento

1. Observe as fotografias abaixo e identifique aquela que retrata o respeito com o espaço público. Em seguida, descreva algumas ações que podemos fazer para manter um espaço coletivo mais inclusivo e acolhedor para todos.

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

2. Escreva, em seu caderno, algumas atitudes simples e cotidianas que podemos ter em casa e na escola para usar a água de maneira consciente, evitando assim problemas ambientais provocados por esses usos.

Sugestão de resposta: Jogar o lixo no local adequado, manter os ambientes organizados, ser educado e respeitoso com todas as pessoas.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Na atividade 1, pedir que os alunos observem bem a diferença entre os espaços públicos mostrados nas fotografias. Em seguida, questionar se a situação retratada na segunda fotografia acontece no município onde moram.

• Após a leitura das fotografias, discutir sobre as ações e as regras necessárias para manter um espaço coletivo em que haja respeito, compreensão e cooperação. Enfatizar que, para promover a boa convivência, é necessário: respeitar as pessoas; colocar-se no lugar do outro; comunicar-se de maneira clara, objetiva e gentil; cumprir acordos, horários e regras; manter os ambientes limpos e organizados; etc.

• Por meio da atividade 2 , ensinar às crianças a importância de economizar água, seja em casa, seja na escola. Esta é uma boa forma de trabalhar a educação ambiental com os alunos, mostrando atitudes simples. Seguem algumas sugestões para economizar água.

- Reduzir o tempo de duração do banho.

- Consertar vazamentos em torneiras e canos.

- Usar a máquina de lavar só quando estiver cheia de roupas.

- Reaproveitar água da chuva (pode ser utilizada para irrigação de jardins ou para a limpeza de áreas externas).

03/10/2025

- Utilizar equipamentos que economizam água, como torneiras e chuveiros com arejadores; e vasos sanitários com descarga dupla, que ajudam a controlar a quantidade de água utilizada em cada descarga.

• No final, discutir com os alunos os problemas ambientais provocados pelo uso descuidado da água.

NÃO ESCREVA NO LIVRO
Crianças brincando em um parque público. Salvador (BA), em 2022.
Lixo descartado irregularmente em praça. Natal (RN), em 2024.
Joa Souza Shutterstock.com
Delfim Martins / pulsarimagens.com.br

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Com base na atividade 3, fazer as seguintes perguntas: “O que significa a palavra extinção?”, “Nos dias atuais, ouvimos falar em algum tipo de extinção?”, “Onde vocês já leram ou ouviram essa palavra?”, “Por que tantas espécies animais estão em extinção?”. Sugestões de sites para pesquisa. - https://www.planalto.gov. br/ccivil_03/leis/l5197.htm.

Acesso em: 21 set. 2025. - https://www.juridicobrasil. com/quais-sao-as-leis-que -protegem-animais -silvestres-no-brasil.

Acesso em: 21 set. 2025. - https://www.gov.br/ibama/ pt-br. Acesso em: 21 set. 2025.

• Pedir aos alunos que pesquisem, no site do ICMBio (órgão responsável pela listagem das espécies ameaçadas de extinção), o nome dos animais que estão ameaçados de extinção no Brasil e especificamente na Região Nordeste. No final da pesquisa, pedir que confeccionem fichas que contenham alguns desses nomes. Deixe-as expostas na sala de aula.

• A pesquisa proposta na atividade aponta temas que servirão de base para que os alunos exponham o seu ponto de vista, despertando, assim, sua criticidade.

• Com a atividade 4, levar os alunos a perceberem que, como diz o ditado nordestino, “uma andorinha só não faz verão”. Isso significa que a atitude de uma pessoa talvez não represente muito, mas a soma de todas as atitudes faz a diferença. Dar exemplos concretos, como: se apenas um aluno se dedicar a zelar pela sala de aula, ele conseguirá fazer pouco, mas, se todos colaborarem, o trabalho será significativo. É com essa mensagem que deve-se iniciar a atividade, pois as questões ambientais são de responsabilidade de

3. Observe a fotografia e leia a legenda.

4. Observe a imagem abaixo. Iguana-verde em uma região de Caatinga. Piranhas (AL), em 2025.

Com a ajuda de um adulto que mora com você, realize uma pesquisa na internet sobre as leis que proíbem a comercialização de animais silvestres e sobre as penalidades para aqueles que praticam esse crime.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Resposta pessoal. Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Placa alertando a respeito da proibição de jogar lixo no local. Corrente (PI), em 2022.

a. Você acha necessário o uso de placas como a retratada na imagem? Justifique a sua resposta.

b. Junte-se com o professor e a turma para construir placas como esta e espalhá-las nas proximidades da escola. No final, divulguem essa campanha nas redes sociais e compartilhem o que aprenderam com a realização dessa ação.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas 142

toda a população. É importante que cada um faça a sua parte para manter o meio ambiente limpo e seguro.

• Explicar aos alunos, antes de responderem à letra a da atividade 4, que atualmente a população está mais consciente da importância da preservação do meio ambiente. A placa, como a que é demonstrada na página do livro do aluno, é um símbolo desse esforço coletivo. Ela apresenta um alerta a todas as pessoas em relação à responsabilidade de manter o ambiente limpo. Na Região Nordeste, as paisagens únicas, com uma vasta biodiversidade,

Atenção! Não manuseie objetos cortantes ou pontiagudos. Sempre peça ajuda a um adulto.

merecem ser preservadas. Para respeitar a região na qual vivemos, é importante entender melhor a relevância dessas placas e como fazer a nossa parte nos espaços de convivência. Por isso, uma boa iniciativa é a realização da letra b, pois faz o aluno refletir e exercer a sua responsabilidade com o meio ambiente e a sua cidadania.

Luciana

5. Realize uma campanha conscientizando as pessoas que moram com você da importância de cuidar do meio ambiente.

Professor, veja comentários e encaminhamentos para a aplicação da atividade nas Orientações didáticas

Dicas:

> Dialogue com os colegas sobre como colocar em prática essas regras.

> Busque informações sobre o assunto em sites confiáveis na internet.

> Elabore um resumo sobre os resultados da pesquisa.

> No final, com a ajuda de um familiar, construa um blogue com imagens e texto sobre o assunto.

Entrar em ação

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Tabuleiro da democracia – Trilhando a cidadania

A cidadania é fundamental para a organização de uma sociedade. Ela está relacionada com a prática dos direitos e deveres dos cidadãos. Pensando nisso, elabore, junto com o professor e a turma, um jogo de tabuleiro a respeito do assunto.

Material:

> Tabuleiro.

> Peões.

> Dados.

Passo a passo:

1. O jogo é composto por um tabuleiro com uma trilha, que os jogadores percorrem com os seus peões.

2. A cada jogada de dados, o participante deve responder a uma pergunta (elaborada antecipadamente) sobre os direitos e deveres dos cidadãos. Nesse momento, todo o grupo avalia a resposta e decide se o jogador pode avançar com seu peão.

3. O tabuleiro também deve incluir perguntas sobre a vida cotidiana, como preferências musicais, passeios favoritos e outros temas semelhantes.

Aproveite a brincadeira para refletir, em grupo, sobre os direitos e deveres das crianças na escola e na família. Esta é também uma oportunidade de conhecer melhor os colegas de classe e o cotidiano de cada um.

Se liga na dica!

Plano Secreto da Natureza, de autoria da escritora cearense Magda Maya e publicado pela Editora Dinâmica, de Fortaleza (CE), apresenta, de forma lúdica, a temática das mudanças climáticas, explicando como todos os elementos da natureza (terra, vento, água, solo) estão conectados.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

Estudo de caso

• A partir de uma reportagem, de um vídeo ou mesmo de uma situação relatada em sala por um aluno, elaborar uma atividade em que a turma deverá formular soluções. É possível, por exemplo, com base na leitura da matéria “No Norte e Nordeste, mulheres pedem igualdade e fim da violência” (disponível em:

https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos -humanos/noticia/2024-03/no-norte-e -nordeste-mulheres-pedem-igualdade-e -fim-da-violencia; acesso em: 25 set. 2025), solicitar aos alunos que sugiram formas de acabar com a violência contra as mulheres.

• Antes de realizar a atividade 5, conversar com os alunos sobre a preservação do meio ambiente na Região Nordeste. Pedir que pesquisem coletivamente regras que visam o cuidado ambiental, como: separar o lixo reciclável; reduzir o consumo de água e energia; não desperdiçar alimentos; e utilizar embalagens reutilizáveis.

ENTRAR EM AÇÃO

• Essa atividade é uma oportunidade de trabalhar a cidadania por meio da brincadeira de tabuleiro, que pode ser construído em duas ou mais cartolinas. Criar perguntas relacionadas a deveres e direitos garantidos por lei. Seguem algumas sugestões.

• Todo mundo sem distinção tem direito a atendimento médico pelo Sistema Único de Saúde (SUS)?

• A idade obrigatória para a votação no Brasil é 16 anos?

• Liberdade, igualdade, segurança, são direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal?

• Cuidar da natureza e preservar o meio ambiente é um dever fundamental de todo ser humano?

• Tratar os outros com respeito sem distinção de cor ou etnia é um dever obrigatório de todo ser humano?

• Cumprir as leis e a Constituição é um dever de cada cidadão?

NÃO ESCREVA NO LIVRO

BIBLIOGRAFIA COMENTADA

AQUINO, J. R. de; ALVES, M. O.; & VIDAL, M. de F. (2020). Agricultura Familiar no Nordeste do Brasil: um retrato atualizado a partir dos dados do Censo Agropecuário 2017. Revista Econômica do Nordeste, 51 (Suplemento Especial), 31–54. Disponível em: https://doi. org/10.61673/ren.2020.1271. Acesso em: 18 jul. 2025.

• Artigo com os principais dados do Censo Agropecuário 2017 sobre a agricultura familiar no Nordeste do Brasil.

ATLAS BRASIL. [S.d.] Disponível em: http://www.atlasbrasil.org.br/. Acesso em: 5 maio 2025.

• O Atlas Brasil reúne indicadores socioeconômicos e demográficos dos municípios brasileiros com base em dados do Censo, permitindo analisar desigualdades regionais e o desenvolvimento humano no Nordeste.

BRASIL. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Unidades de conservação. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/ assuntos/biodiversidade/unidade-de -conservacao. Acesso em: 5 abr. 2025.

• O portal do ICMBio apresenta informações sobre as unidades de conservação existentes no Brasil, incluindo parques nacionais, reservas e áreas de proteção ambiental.

BRASIL. Ministério do Turismo (MTur). Turismo no Brasil: Principais destinos e atrações. Brasília: MTur, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/turismo/pt-br/ assuntos/noticias/viajantes-preferem -buscar-informacoes -sobre-seus-proximos-destinos -nas-redes-sociais-aponta-pesquisa/ pesquisa_NexusMinistriodoTurismo TurismonoBrasilTendnciase percepesdosbrasileiros.pdf. Acesso em: 30 abr. 2025.

• Essa publicação oficial apresenta os principais polos turísticos do país, incluindo diversos destinos no Nordeste. A fonte é útil para contextualizar a importância econômica do turismo na região, contribuindo para os capítulos sobre os ciclos produtivos contemporâneos e a valorização cultural. Também pode embasar discussões sobre como o turismo influencia o uso do território e a preservação do patrimônio.

FIGUEIREDO, Cláudio. História e Cultura dos Povos Indígenas no Brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2014.

• A obra aborda a trajetória histórica dos povos indígenas no Brasil, com ênfase no impacto da colonização portuguesa sobre essas sociedades. O autor apresenta a diversidade étnica e cultural dos diferentes povos indígenas, destacando seus modos de vida, línguas, saberes e elementos culturais característicos. É uma fonte didática valiosa para o ensino da história indígena de forma crítica e contextualizada.

FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2007.

• Clássico da historiografia econômica brasileira, essa obra combina análise histórica e teoria econômica para explicar o desenvolvimento do Brasil desde a colonização. Celso Furtado examina os projetos econômicos do açúcar, da pecuária, do ouro, do café, até a crise da cafeicultura e o processo de industrialização no século XX.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Atlas Geográfico

Escolar: Relevo. Rio de Janeiro: IBGE, 2021. Disponível em: https:// atlasescolar.ibge.gov.br/brasil/3039 -diversidade-ambiental/relevo.html.

Acesso em: 7 maio 2025.

• Material oficial do IBGE para uso escolar, com informações rigorosas e didáticas sobre o relevo do Brasil, fundamental para a disciplina de Geografia e para os estudos ambientais.

____. Censo Demográfico 2022: População e domicílios - Primeiros resultados. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://censo2022.ibge. gov.br/resultados.html.

Acesso em: 7 maio 2025.

• Dados populacionais oficiais mais recentes do Brasil, essenciais para análises demográficas e sociais.

____. Regiões geográficas e identidade regional. Rio de Janeiro: IBGE, 2021. Disponível em: https://educa.ibge.gov. br/jovens/conheca-o-brasil. Acesso em: 7 maio 2025.

• Informações oficiais sobre a diversidade regional do Brasil e sua influência na identidade cultural.

____. Semiárido brasileiro. Rio de Janeiro: IBGE, 2005. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/ cartas-e-mapas/mapas -regionais/15974-semiarido-brasileiro. html. Acesso em: 7 maio 2025.

• Mapa e estudos sobre a região semiárida, muito importantes para entender as condições ambientais do Nordeste.

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Bens registrados: Bumba meu boi do Maranhão. Brasília: Iphan, 2011. Disponível em: https://portal.iphan.gov. br/pagina/detalhes/1409. Acesso em: 7 maio 2025.

• Página institucional que reúne o acervo oficial de bens reconhecidos como patrimônio cultural imaterial no Brasil, com abrangência nacional.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA (UNESCO). Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio

Cultural Imaterial. Paris: Unesco, 2003. Disponível em: http://portal.iphan. gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/ ConvencaoSalvaguarda.pdf. Acesso em: 30 abr. 2025.

• Documento internacional fundamental para a proteção do patrimônio cultural imaterial, relevante para estudos culturais e históricos.

____. Parque Nacional Serra da Capivara. Disponível em: https://whc. unesco.org/en/list/606/. Acesso em: 7 maio 2025.

• Informação oficial sobre o Parque Nacional Serra da Capivara, localizado no Piauí e reconhecido como patrimônio mundial pela Unesco.

SENADO FEDERAL. A seca de 1877: documentos históricos do Senado. Brasília: Senado Federal, Arquivo Histórico, 2017. Disponível em: https:// www2.senado.leg.br/bdsf/handle/ id/536088. Acesso em: 7 maio 2025.

• Coletânea de fontes primárias reunidas pelo Senado Federal sobre a seca de 1877, um dos eventos climáticos mais devastadores da história nordestina.

ORIENTAÇÕES GERAIS

1. QUADRO DE CONTEÚDOS

Para facilitar o seu planejamento, apresentamos o quadro de conteúdos do livro. O volume único está dividido em quatro unidades temáticas.

Unidade

1. Aspectos físicos e culturais do Nordeste

2. Povos, migrações e formações sociais

3. Manifestações culturais e patrimônios do Nordeste

4. Problemas sociais e ambientais no Nordeste

Conteúdo

• Caminhos do Nordeste: território, cultura e modos de vida

• O que é a Região Nordeste?

• As sub-regiões do Nordeste: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte

• Aspectos físicos: clima, hidrografia, relevo e vegetação

• Os nove estados: quais são e como se organizam

• Descobrindo a diversidade humana, econômica e cultural do Nordeste

• Economia da Região Nordeste

• A cultura da Região Nordeste

• Cidade e campo: modos de viver e trabalhar

• Vidas nordestinas: território, povos e histórias

• Povos originários e colonização

• Formação demográfica e migração interna

• Atividades econômicas do Nordeste

• Revoltas e movimentos sociais

• As capitais do Nordeste: centros que organizam a região

• Saberes e patrimônios: cultura, educação e turismo

• Proteger o que é nosso: patrimônios do Nordeste

• Manifestações populares

• Educação e políticas públicas regionais

• Escolas nas comunidades rurais

• A escola hoje: o que é garantido para os anos iniciais

• Turismo e economia criativa

• Tecnologia, ciência e inovação no Nordeste

• Desafios e futuro: cidadania, meio ambiente e desenvolvimento

• Indicadores sociais e desigualdade regional

• Desafios ambientais e conservação

• Direito à água e convivência com o semiárido

• Trabalhar e viver atualmente no Nordeste: mudanças, desafios e novos caminhos

• Cidadania, participação e sustentabilidade

• Viver em comunidade

2. PLANEJAMENTO DOS CONTEÚDOS

1o SEMESTRE

SEMANA UNIDADE CONTEÚDO

1a 1

2a 1

3a 1

1 o BIMESTRE

1 o TRIMESTRE

4a 1

• Leitura de imagem

• O que é a Região Nordeste?

• As sub-regiões do Nordeste: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte

• Aspectos físicos: clima, hidrografia, relevo e vegetação

• Os nove estados: quais são e como se organizam

5a Avaliação

6a 1

7a 1

8a 1

9a 1

• Descobrindo a diversidade humana, econômica e cultural do Nordeste

• Economia da Região Nordeste

• A cultura da Região Nordeste

• Cidade e campo: modos de viver e trabalhar

10a Avaliação

11a 2

12a 2

13a 2

14a 2

2 o BIMESTRE

2 o TRIMESTRE

• Leitura de imagem

• Vidas nordestinas: territórios, povos e histórias

• Povos originários e colonização

• Formação demográfica e migração interna

15a Avaliação

16a 2

17a 2

18a 2

19a 2

• Atividades econômicas do Nordeste

• Revoltas e movimentos sociais

• As capitais do Nordeste: centros que organizam a região

• A função das capitais nordestinas na economia atual

20a Avaliação

3 o BIMESTRE 2 o TRIMESTRE

21a 3

22a 3

23a 3

24a 3

2o SEMESTRE

• Leitura de imagem

• Proteger o que é nosso: patrimônios do Nordeste

• Patrimônios materiais

• Patrimônios imateriais

• Alguns patrimônios culturais do Nordeste

• Manifestações populares

25a Avaliação

26a 3

27a 3

28a 3

29a 3

• Educação e políticas públicas regionais

• Escolas nas comunidades rurais

• A escola hoje: o que é garantido para os anos iniciais

• Turismo e economia criativa

• Tecnologia, ciência e inovação no Nordeste 30a Avaliação

31a 4

32a 4

4 o BIMESTRE

3 o TRIMESTRE

• Leitura de imagem

• Indicadores sociais e desigualdade regional

• Desafios ambientais e conservação 33a 4

• Direito à água e convivência com o semiárido 34a 4

• Trabalhar e viver atualmente no Nordeste: mudanças, desafios e novos caminhos 35a Avaliação 36a 4

• Cidadania, participação e sustentabilidade 37a 4

• Direitos sociais, políticos e ambientais 38a 4

• Viver em comunidade 39a 4

• A democracia no nosso dia a dia 40a Avaliação

3. MATRIZ DE PLANEJAMENTO DE ROTINA

SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

ACOLHIDA: Ler para os alunos uma história ou um conto para explorar o lúdico e estimular a imaginação deles. A atividade promove leitura e interpretação de texto, além do desenvolvimento da oralidade.

AULAS: Reservado para os componentes de Língua Portuguesa.

ACOLHIDA: Na chegada, recepcionar as crianças com música.

AULAS: Reservado para os componentes de Língua Portuguesa, abarcando produção de texto e apropriação do sistema de escrita alfabética.

ACOLHIDA: Apresentar às crianças o calendário e marcar o dia de hoje.

AULAS: Reservado para os componentes de Matemática.

AULAS: Reservado para os componentes de Geografia.

AULAS: Reservado para os componentes de Matemática, trabalhados de forma lúdica, com a utilização de jogos.

LANCHE

AULAS: Reservado para os componentes de História.

ACOLHIDA: Conversar com as crianças sobre a rotina diária e realizar um ateliê de música.

ACOLHIDA: Em roda, peça que os alunos apresentem os brinquedos que trouxeram. Explore informações como quem lhes deu o brinquedo, há quanto tempo o possuem e por que gostam dele.

AULAS: Reservado para o componente de Arte, com propostas lúdicas de caráter interdisciplinar.

AULAS: Reservado para o componente de Educação Física.

AULAS: Reservado para os componentes de Ciências.

AULAS: Reservado para os componentes de Matemática.

DINÂMICA: Realizar alguma atividade lúdica para reforçar o conteúdo aprendido ou promover a socialização.

DINÂMICA: Realizar alguma atividade lúdica para reforçar o conteúdo aprendido ou promover a socialização.

AULAS: Reservado para os componentes de Ciências, explorando experimentos para a fixação do conteúdo.

DINÂMICA: Realizar alguma atividade lúdica para reforçar o conteúdo aprendido ou promover a socialização.

DESPEDIDA

AULAS: Reservado para os componentes de Língua Portuguesa, explorando a escrita criativa.

AULAS: Reservado para os componentes de Geografia.

AULAS: Reservado para os componentes de História.

AULAS: Reservado para os componentes de Língua Portuguesa.

DINÂMICA: Realizar alguma atividade lúdica para reforçar o conteúdo aprendido ou promover a socialização.

DINÂMICA: Realizar alguma atividade lúdica para reforçar o conteúdo aprendido ou promover a socialização.

4. MATRIZ DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

COMPONENTE CURRICULAR: Registrar o componente curricular desenvolvido.

TURMA: Escrever o ano e a identificação da turma.

DURAÇÃO DA AULA: Indicar o tempo destinado ao desenvolvimento do tema ou a quantidade de aulas previstas.

Tema: Inserir o tema central da sequência.

Objetivos: Apresentar um esboço inicial da estrutura do plano, além do conceito principal que se deseja ensinar.

Conteúdos a serem trabalhados: Expor os conteúdos (conceituais, atitudinais, procedimentais) que serão desenvolvidos nas tarefas.

Habilidades da BNCC a serem desenvolvidas: Elencar as habilidades trabalhadas com o tema.

Materiais necessários: Especificar os materiais necessários para a realização das tarefas.

Situação-problema: Identificar a importância de um problema para o início da construção do conhecimento.

Problemas ou questões: Elencar as dificuldades ou desafios que poderão surgir em relação ao tema.

Conhecimentos prévios: Registrar os conhecimentos que o aluno traz para a sala de aula.

Fontes de informação: Anotar os recursos utilizados para o aprofundamento do tema, como livros, artigos, vídeos, entre outros.

Busca da informação: Registrar o processo de aquisição do conhecimento sobre o tema.

Elaboração das conclusões: Registrar uma autoavaliação das atividades, bem como a avaliação do que foi realizado, verificando se os objetivos foram alcançados ou não.

Generalização: Identificar de que forma o aluno poderá utilizar o que aprendeu de maneira mais ampla, em sua vida real.

Exercícios de memorização: Registrar atividades pedagógicas que auxiliem os alunos a aplicar determinado conhecimento de maneira significativa.

ORIENTAÇÕES GERAIS DOS CONTEÚDOS DAS DISCIPLINAS

GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Esta obra acompanha a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na articulação dos conceitos de tempo e espaço, fundamentais nas Ciências Humanas e evidenciados em sala de aula por meio da construção de contextos. A abordagem propõe que os conteúdos partam da realidade dos alunos e avancem para outras experiências, promovendo uma leitura crítica do mundo.

Nesse sentido, a obra articula as diretrizes da BNCC com práticas de sala de aula que valorizam o cotidiano e os saberes dos estudantes, inserindo os conteúdos em cenários significativos. Essa articulação fortalece o vínculo entre o conhecimento escolar e a realidade social, promovendo uma aprendizagem ativa, crítica e contextualizada.

Para isso, proporciona a construção do aprendizado por meio de experiências, comparações, observações, leitura, análise e outras formas de investigação, tendo como base paisagens comuns, atuais e do passado. Além disso, o livro emprega diversos tipos de recursos didáticos adequados às crianças do Ensino Fundamental, como obras de referência, entrevistas, mapas, quadros, gráficos e ilustrações, textos jornalísticos, entre outros, que ampliam o repertório cultural e favorecem múltiplas formas de compreensão dos conteúdos.

Os alunos também têm contato com formas de investigação sobre temas que facilitam a compreensão, como a análise, a comparação e o estudo de caso, instrumentos fundamentais para as

Ciências Humanas, em especial para a História e a Geografia.

A obra contempla o desenvolvimento vertical das competências específicas das Ciências Humanas, enfatizando os procedimentos de investigação próprios dessa área do conhecimento, que são essenciais para a compreensão das identidades e das histórias das comunidades. Além disso, o livro oferece aos alunos a possibilidade de estabelecer relações, analisar e interpretar outras localidades do Brasil, ampliando a compreensão das diversidades regionais e suas interações.

Dessa forma, estimula o estabelecimento de comparações entre modos de vida, a análise da produção e organização da vida em sociedade, a compreensão de acontecimentos ocorridos no mesmo tempo, porém em espaços distintos, o exercício da empatia diante da pluralidade cultural que caracteriza a história da humanidade, a argumentação e a participação em debates sobre questões ambien-

tais e direitos humanos, além do uso de diferentes linguagens para interpretar as sociedades e desenvolver o raciocínio espaçotemporal.

A proposta desta obra sobre o Nordeste é contribuir para a construção de um pensamento reflexivo desde os anos iniciais, promovendo o reconhecimento da diversidade cultural, histórica, ambiental e econômica da região. Ao evitar generalizações e estereótipos ainda presentes em parte dos materiais didáticos, o livro convida o aluno a desconstruir imagens cristalizadas sobre o Nordeste, compreendendo-o em sua complexidade e riqueza.

A seleção de conteúdos prioriza perspectivas que rompem com as narrativas clássicas que silenciaram sujeitos e histórias, destacando vozes plurais e experiências diversas. Ao reconhecer que as identidades são construídas ao longo do tempo, o livro promove o respeito às diferenças e estimula o protagonismo dos estudantes na leitura crítica dos espaços onde vivem e dos discursos com os quais têm contato.

CONTEÚDOS DESENVOLVIDOS DE ACORDO COM AS COMPETÊNCIAS DA BNCC PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

Competências gerais e os conteúdos

COMPETÊNCIAS GERAIS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes.

CONTEÚDOS DESENVOLVIDOS DE ACORDO COM AS COMPETÊNCIAS

Unidade 1

- Descobrindo a diversidade humana, econômica e cultural do Nordeste

- Alguns povos tradicionais da Região Nordeste Unidade 2

- Revoltas e movimentos sociais

Unidade 1

- As sub-regiões do Nordeste: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte

Unidade 2

- Atividades econômicas do Nordeste

- Povos originários e colonização

- Formação demográfica e migração interna

Unidade 3

- Tecnologia, ciência e inovação no Nordeste

Unidade 1

- A cultura da Região Nordeste

- Festa e tradição: o jeito nordestino de celebrar a vida

Unidade 3

- Manifestações populares

Unidade 4

- Viver em comunidade

Unidade 1

- Aspectos físicos: clima, hidrografia, relevo e vegetação

Unidade 3

- Proteger o que é nosso: patrimônios do Nordeste

- Turismo e economia criativa

COMPETÊNCIAS GERAIS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

CONTEÚDOS DESENVOLVIDOS DE ACORDO COM AS COMPETÊNCIAS

Unidade 1

- Cidade e campo: modos de viver e trabalhar

- Economia da Região Nordeste

Unidade 3

- Tecnologia, ciência e inovação no Nordeste

Unidade 4

- Indicadores sociais e desigualdade regional

Unidade 1

- Cidade e campo: modos de viver e trabalhar

Unidade 4

- Trabalhar e viver atualmente no Nordeste: mudanças, desafios e novos caminhos

- Indicadores sociais e desigualdade regional

Unidade 1

- O que é a Região Nordeste?

- Os nove estados: quais são e como se organizam

Unidade 2

- As capitais do Nordeste: centros que organizam a região

Unidade 3

- Educação e políticas públicas regionais

Unidade 4

- Desafios ambientais e conservação

- Cidadania, participação e sustentabilidade

- Direito à água e convivência com o semiárido

• É essencial abordar temas que envolvam os alunos no cuidado com a saúde física e emocional, incentivando a autocrítica e o reconhecimento das próprias emoções e das emoções dos outros, bem como a capacidade de lidar com elas.

• Ao longo de todo o livro, enfatizamos a importância de fazer-se respeitar e de promover o respeito ao outro e aos direitos humanos. O volume foi organizado de modo que, em cada conteúdo, estejam sempre presentes o acolhimento e a valorização da diversidade, sem qualquer forma de preconceito.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

• Muitas atividades em grupo que levam o aluno a analisar a sua coletividade, explanar seus princípios éticos, democráticos, inclusivos e sustentáveis, desenvolvendo a sua capacidade de tomar decisões e de agir com resiliência e determinação.

Competências específicas de Ciências Humanas e os

conteúdos

O quadro a seguir indica como as competências específicas de Ciências Humanas foram trabalhadas na obra.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE CIÊNCIAS

HUMANAS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

1. Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plural e promover os direitos humanos.

2. Analisar o mundo social, cultural e digital e o meio técnico-científico-informacional com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, considerando suas variações de significado no tempo e no espaço, para intervir em situações do cotidiano e se posicionar diante de problemas do mundo contemporâneo.

CONTEÚDOS DESENVOLVIDOS DE ACORDO COM AS COMPETÊNCIAS

Unidade 1

- Descobrindo a diversidade humana, econômica e cultural do Nordeste

Unidade 2

- Revoltas e movimentos sociais

Unidade 4

- Trabalhar e viver atualmente no Nordeste: mudanças, desafios e novos caminhos

3. Identificar, comparar e explicar a intervenção do ser humano na natureza e na sociedade, exercitando a curiosidade e propondo ideias e ações que contribuam para a transformação espacial, social e cultural, de modo a participar efetivamente das dinâmicas da vida social.

Unidade 1

- Cidade e campo: modos de viver e trabalhar

- Economia da Região Nordeste

Unidade 3

- Tecnologia, ciência e inovação no Nordeste

Unidade 4

- Indicadores sociais e desigualdade regional

Unidade 1

- Paisagens do Nordeste: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte

Unidade 2

- Atividades econômicas do Nordeste

Unidade 3

- Educação e políticas públicas regionais

Unidade 4

- Direito à água e convivência com o semiárido

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE CIÊNCIAS

HUMANAS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

4. Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação a si mesmo, aos outros e às diferentes culturas, com base nos instrumentos de investigação das Ciências Humanas, promovendo o acolhimento e a valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

CONTEÚDOS DESENVOLVIDOS DE ACORDO COM AS COMPETÊNCIAS

Unidade 1

- A cultura da Região Nordeste

- Festa e tradição: o jeito nordestino de celebrar a vida

Unidade 3

- Manifestações populares

Unidade 4

- Viver em comunidade

5. Comparar eventos ocorridos simultaneamente no mesmo espaço e em espaços variados, e eventos ocorridos em tempos diferentes no mesmo espaço e em espaços variados.

Unidade 2

- Povos originários e colonização

- Formação demográfica e migração interna

6. Construir argumentos, com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, para negociar e defender ideias e opiniões que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental, exercitando a responsabilidade e o protagonismo voltados para o bem comum e a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

Unidade 1

- Aspectos físicos: clima, hidrografia, relevo e vegetação

Unidade 3

- Proteger o que é nosso: patrimônios do Nordeste

- Turismo e economia criativa

Unidade 4

- Desafios ambientais e conservação

- Cidadania, participação e sustentabilidade

7. Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação no desenvolvimento do raciocínio espaçotemporal relacionado a localização, distância, direção, duração, simultaneidade, sucessão, ritmo e conexão.

Unidade 1

- O que é a Região Nordeste?

- Os nove estados: quais são e como se organizam

Unidade 2

- As capitais do Nordeste: centros que organizam a região

Competências específicas de Geografia e os conteúdos

O quadro a seguir indica como as competências específicas de Geografia foram trabalhadas na obra.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE GEOGRAFIA

PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas.

CONTEÚDOS DESENVOLVIDOS DE ACORDO COM AS COMPETÊNCIAS

Unidade 1

- As sub-regiões do Nordeste: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte

Unidade 2

- Atividades econômicas do Nordeste

Unidade 3

- Educação e políticas públicas regionais

Unidade 4

- Direito à água e convivência com o semiárido

2. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história.

Unidade 1

- Cidade e campo: modos de viver e trabalhar

- Economia da Região Nordeste

Unidade 3

- Tecnologia, ciência e inovação no Nordeste

Unidade 4

- Indicadores sociais e desigualdade regional

3. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.

Unidade 2

- Povos originários e colonização

- Formação demográfica e migração interna

4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas.

Unidade 1

- O que é a Região Nordeste?

- Os nove estados: quais são e como se organizam

Unidade 2

- As capitais do Nordeste: centros que organizam a região

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE GEOGRAFIA

PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

5. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas) para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia.

CONTEÚDOS DESENVOLVIDOS DE ACORDO COM AS COMPETÊNCIAS

Unidade 1

- Descobrindo a diversidade humana, econômica e cultural do Nordeste

Unidade 2

- Revoltas e movimentos sociais

Unidade 4

- Trabalhar e viver atualmente no Nordeste: mudanças, desafios e novos caminhos

6. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza.

Unidade 1

- A cultura da Região Nordeste

- Festa e tradição: o jeito nordestino de celebrar a vida

Unidade 3

- Manifestações populares

Unidade 4

- Viver em comunidade

7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.

Unidade 1

- Aspectos físicos: clima, hidrografia, relevo e vegetação

Unidade 3

- Proteger o que é nosso: patrimônios do Nordeste

- Turismo e economia criativa

Unidade 4

- Desafios ambientais e conservação

- Cidadania, participação e sustentabilidade

Competências específicas de História e os conteúdos

O quadro a seguir indica como as competências específicas de História foram trabalhadas na obra.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE HISTÓRIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.

CONTEÚDOS DESENVOLVIDOS DE ACORDO COM AS COMPETÊNCIAS

Unidade 2

- Povos originários e colonização

- Revoltas e movimentos sociais

Unidade 3

- Educação e políticas públicas regionais

- Turismo e economia criativa

Unidade 4

- Trabalhar e viver atualmente no Nordeste: mudanças, desafios e novos caminhos.

2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica.

Unidade 1

- Descobrindo a diversidade humana, econômica e cultural do Nordeste

Unidade 2

- As capitais do Nordeste: centros que organizam a região

3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.

Unidade 4

- Viver em comunidade

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE HISTÓRIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

CONTEÚDOS DESENVOLVIDOS DE ACORDO COM AS COMPETÊNCIAS

Unidade 1

- A cultura da Região Nordeste

- Festa e tradição: o jeito nordestino de celebrar a vida

Unidade 3

- Manifestações populares

Unidade 4

- Desafios ambientais e conservação

- Cidadania, participação e sustentabilidade

5. Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as diferentes populações.

6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção historiográfica.

Unidade 2

- Formação demográfica e migração interna

7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.

Unidade 4

- Proteger o que é nosso: patrimônios do Nordeste

Unidade 1

- Cidade e campo: modos de viver e trabalhar

- Economia da Região Nordeste

Unidade 3

- Tecnologia, ciência e inovação no Nordeste

Unidade 4

- Indicadores sociais e desigualdade regional

- Direito à água e convivência com o semiárido

O ENSINO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Entenda as cinco unidades temáticas da Base para Geografia

Cinco unidades temáticas norteiam o ensino de Geografia segundo a BNCC. Esses temas foram estruturados para possibilitar que o ensino do componente não seja apenas baseado na transmissão de informações ao aluno. Todos os estudantes do Ensino Fundamental devem ser incentivados a ampliar suas visões de mundo e a compreender de maneira crítica as relações que compõem a realidade.

O sujeito e seu lugar no mundo

Foco do aprendizado: noções de pertencimento e identidade. Objetivos do Ensino Fundamental 1:

1. Ampliar as experiências das crianças com o espaço e o tempo, por meio de jogos e brincadeiras, proporcionando aprofundamento do conhecimento dos estudantes sobre si mesmos e sua comunidade.

2. Permitir que as crianças percebam e compreendam a dinâmica de suas relações sociais e étnico-raciais, identificando-se com a sua comunidade e respeitando os diferentes contextos socioculturais.

3. Estimular o desenvolvimento das relações espaciais topológicas, projetivas e euclidianas, além do raciocínio geográfico, importantes para o processo de alfabetização cartográfica e a aprendizagem com as várias linguagens (formas de representação e pensamento espacial).

4. Possibilitar que os estudantes construam sua identidade relacionando-se com o outro (sentido de alteridade); valorizem as suas memórias e marcas do passado vivenciadas em diferentes lugares; e, à medida que se alfabetizam, ampliem a sua compreensão do mundo.

Conexões e escalas

Foco do aprendizado: articulação de diferentes espaços e escalas de análise, relações existentes entre os níveis local e global.

Objetivos do Ensino Fundamental 1:

1. Estimular os estudantes a compreenderem e estabelecerem interações entre sociedade e meio físico natural.

2. Conduzir os alunos a estabelecerem a articulação de diferentes espaços e escalas de análise, relações existentes entre os níveis local e global (entre sua vida familiar, seus grupos e espaços de convivência e as interações espaciais mais complexas, por exemplo).

3. Promover a análise do que ocorre entre quaisquer elementos que constituem um conjunto na superfície terrestre e que explicam um lugar na sua totalidade (como os arranjos das paisagens, a localização e a distribuição de diferentes fenômenos e objetos).

Mundo do trabalho

Foco do aprendizado: reflexão sobre atividades e funções socioeconômicas e o impacto das novas tecnologias.

Objetivos do Ensino Fundamental 1:

1. Levar os estudantes a uma reflexão sobre processos e técnicas construtivas e o uso de diferentes materiais produzidos pelas sociedades em diversos tempos.

2. Proporcionar uma análise das características de inúmeras atividades e suas funções socioeconômicas.

Formas de representação e pensamento espacial

Foco do aprendizado: ampliação gradativa da concepção do que é um mapa e de outras formas de representação gráfica, aprendizagens que envolvem o raciocínio geográfico.

Objetivos do Ensino Fundamental 1:

1. Conduzir os estudantes, por meio do exercício da localização geográfica, a desenvolver o pensamento espacial, que gradativamente passa a envolver outros princípios metodológicos do raciocínio geográfico, como os de localização, extensão, correlação, diferenciação e analogia espacial.

2. Proporcionar a alfabetização cartográfica, iniciando com o domínio da leitura e elaboração de mapas e gráficos.

3. Ampliar as linguagens no estudo do Componente, apresentando aos alunos fotografias, desenhos, imagens de satélites etc.

Natureza, ambientes e qualidade de vida

Foco do aprendizado: articulação da geografia física e da geografia humana, com destaque para a discussão dos processos físico-naturais do planeta Terra.

Objetivos do Ensino Fundamental 1:

1. Desenvolver, nos estudantes, as noções relativas à percepção do meio físico natural e de seus recursos.

2. Possibilitar que os estudantes reconheçam que as diferentes comunidades transformam a natureza, tanto em relação às inúmeras possibilidades de uso, quanto aos impactos socioambientais.

TREVISAN, Rita. Entenda as cinco unidades temáticas da base para geografia. Nova Escola, c2024. Disponível em: https://novaescola.org.br/ bncc/conteudo/100/entenda-as-cinco-unidades-tematicas-da-bncc-para-geografia. Acesso em: 14 jul. 2025

O que muda em História para o Ensino Fundamental

A Base propõe que alunos possam relacionar o passado com o presente e tenham uma visão crítica dos fatos históricos.

O passado deve dialogar com o presente. Este é um dos pontos principais que a BNCC traz para o ensino de História. De acordo com a Base, é preciso “transformar a história em ferramenta a serviço de um discernimento maior sobre as experiências humanas e das sociedades em que se vive”. Sendo assim, os alunos não devem apenas aprender os fatos de maneira distante ou fora de contexto em relação a outros fenômenos e, principalmente, ao próprio presente.

O que isso significa?

Isso significa que através de processos, como os cinco propostos pela Base, os alunos devem ser estimulados a fazer uma leitura crítica dos fatos históricos. Para que isso aconteça, é essencial que, a partir dos conhecimentos que adquirem nas aulas, todos sintam-se motivados a formularem perguntas sobre o passado e sobre o presente. Os alunos devem ser incentivados a apresentar suas hipóteses e interpretações acerca dos fatos para questionar e confrontar o conhecimento histórico preestabelecido.

Por isso, é preciso planejar aulas que permitam que os conhecimentos do professor se transformem em instrumentos de construção do saber, com espaço para uma postura ativa dos estudantes diante de suas aprendizagens.

Veja quais são os cinco processos e como aplicá-los:

Identificação

O que é: O processo de reconhecimento de uma questão ou objeto a ser estudado.

Como conduzir o aluno nesse processo: A partir da formulação de perguntas como:

1. "O que é?"

2. "Como é possível descrevê-lo?”

3. “Como pode ser lido?”

4. “Que conhecimentos precisam ser mobilizados para reconhecer o objeto?”

5. “A quais componentes culturais ele está intrinsecamente ligado?”

6. “Qual é o sentido que nossa cultura atribui a ele?”

Um exemplo: No início do processo de pesquisa sobre uma questão histórica, ao tomar contato com um objeto, é possível reconhecer em detalhe a sua linguagem. Identificar um mapa ou uma planta ou até mesmo ler uma escala são atividades recomendadas nessa etapa. Identificar é também desnaturalizar a visão que se tem de determinado objeto de estudo, tentando apenas vê-lo como é, sem a “interferência” dos componentes culturais.

Comparação

O que é: Conhecer o outro percebendo suas semelhanças e diferenças. Ao comparar, crianças e jovens podem ter uma melhor compreensão dos fenômenos, dos processos históricos e das fontes documentais.

Como conduzir o aluno nesse processo: Devem-se apresentar fatos históricos correlacionados, de modo que o aluno possa ampliar seus conhecimentos em relação a outros povos e seus costumes específicos. O pensamento articulado entre as dimensões do ‘eu’, do ‘outro’ e do ‘nós’ prepara os alunos para enfrentar situações marcadas pelo conflito ou pela conciliação, estimulando também o respeito à pluralidade cultural, social e política.

Um exemplo: No ano de 1500, a cidade do México Tenochtitlán tinha entre 500 mil e 1 milhão de habitantes e ostentava uma estrutura urbana complexa com aquedutos e diques. Na mesma época, Paris tinha cerca de 200 mil habitantes, e Veneza, 105 mil. Apenas cinco cidades da Europa tinham mais de 100 mil habitantes naquela época. “A comparação aliada à identificação quantitativa permite ao aluno ver o mundo a partir de uma outra proporção”, explica Janice Theodoro da Silva, professora aposentada da FFLCH-USP (Departamento de História).

Contextualização

O que é: Localizar momentos e lugares específicos em que determinados fatos históricos ocorreram no momento de atribuir sentidos e significados. Como conduzir o aluno nesse processo: O aluno deve identificar o momento em que uma circunstância histórica é analisada e as condições específicas daquela realidade. Um evento não deve ser estudado de forma isolada,

mas inserido em um quadro amplo de referências sociais, culturais e econômicas.

Um exemplo: O aluno pode ser estimulado a pensar sobre questões secundárias que ajudarão a construir o contexto. Perguntas a serem feitas:

1. “O que é preciso saber para administrar uma cidade com 1 milhão de habitantes?”

2. “Como aconteceram os processos civilizatórios?”

A Base sugere que, em meio aos debates propostos em sala de aula, sejam destacadas as dicotomias entre Ocidente e Oriente e os modelos baseados na sequência temporal de surgimento, auge e declínio. Ambos dão conta de explicar questões históricas complexas.

Interpretação

O que é: Posicionar-se criticamente em relação ao conteúdo estudado em sala de aula. Segundo o texto da Base: “interpretações variadas sobre um mesmo objeto tornam mais clara, explícita, a relação sujeito/objeto e, ao mesmo tempo, estimulam a identificação das hipóteses levantadas”.

Como conduzir o aluno nesse processo: Diante de um mesmo fato, os alunos devem ser capazes de levantar diversas hipóteses e desenvolver argumentos acerca delas. O estudante pode, por exemplo, ser chamado a questionar: “O que torna um determinado evento um marco histórico?”.

Um exemplo: No momento de interpretar, o aluno pode construir argumentos sobre o conteúdo estudado, discutir com os pares e selecionar diferentes proposições. “Pode perguntar e responder questões como: por que o incêndio nas Torres Gêmeas é um marco histórico e um outro incêndio de uma casa em São Paulo não é?”, sugere Janice.

Análise

O que é: Problematizar a própria escrita da história, considerando as pressões e restrições de que ela também é fruto, da mesma forma como as outras produções da sociedade em que vivemos.

Como conduzir o aluno nesse processo: É possível propor atividades para que os alunos construam hipóteses sobre as questões ideológicas abordadas em sala de aula. Algumas questões norteadoras:

1. “Como foi produzido aquele saber?”

2. “Para que serve?”

3. “Quem o consome?”

4. “Seu significado se alterou no tempo e no espaço?”

Um exemplo: Ao se deparar com um fato histórico, além de conhecê-lo, o aluno deve ser capaz de compreender que é um produto de um embate de forças que resulta na elaboração de significados, que podem ser reinterpretados. É interessante que o estudante reconheça as tensões sociais, culturais, religiosas, políticas e econômicas intrínsecas ao processo de formação das sociedades que se sucederam ao longo do tempo. Ao analisar o desenvolvimento de diversos povos, no século 14, por exemplo, é importante que o aluno compreenda que toda a história é contada a partir de uma determinada perspectiva que pode ser desconstruída.

TREVISAN, Rita. O que muda em História para o Ensino Fundamental Nova Escola, c2024. Disponível em: https://novaescola.org.br/ bncc/conteudo/86/bncc-o-que-muda-em-historia-para-o-ensino -fundamental. Acesso em: 14 jul. 2025

UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO

E HABILIDADES DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA NO ENSINO

FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS: DO 3o AO 5o ANO

Esta obra acompanha a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), desenvolvendo as habilidades e as competências propostas.

Os quadros a seguir indicam apenas as habilidades específicas de Geografia e História que foram trabalhadas na obra.

GEOGRAFIA 3O ANO

UNIDADES TEMÁTICAS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

O sujeito e seu lugar no mundo

Conexões e escalas

A cidade e o campo: aproximações e diferenças

Paisagens naturais e antrópicas em transformação

Mundo do trabalho

Matéria-prima e indústria

HABILIDADES

(EF03GE01) Identificar e comparar aspectos culturais dos grupos sociais de seus lugares de vivência, seja na cidade, seja no campo.

(EF03GE02) Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e econômica de grupos de diferentes origens.

(EF03GE03) Reconhecer os diferentes modos de vida de povos e comunidades tradicionais em distintos lugares.

(EF03GE04) Explicar como os processos naturais e históricos atuam na produção e na mudança das paisagens naturais e antrópicas nos seus lugares de vivência, comparando-os a outros lugares.

(EF03GE05) Identificar alimentos, minerais e outros produtos cultivados e extraídos da natureza, comparando as atividades de trabalho em diferentes lugares.

(EF03GE09) Investigar os usos dos recursos naturais, com destaque para os usos da água em atividades cotidianas (alimentação, higiene, cultivo de plantas etc.), e discutir os problemas ambientais provocados por esses usos.

Natureza, ambientes e qualidade de vida

Impactos das atividades humanas

UNIDADES TEMÁTICAS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

Território e diversidade cultural

O sujeito e seu lugar no mundo

Conexões e escalas

Processos migratórios no Brasil

Relação campo e cidade

Unidades político-administrativas do Brasil

Mundo do trabalho

Formas de representação e pensamento espacial

Natureza, ambientes e qualidade de vida

Territórios étnico-culturais

Trabalho no campo e na cidade

Produção, circulação e consumo

Sistema de orientação

Elementos constitutivos dos mapas

Conservação e degradação da natureza

HABILIDADES

(EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

(EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

(EF04GE06) Identificar e descrever territórios étnico-culturais existentes no Brasil, tais como terras indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos, reconhecendo a legitimidade da demarcação desses territórios.

(EF04GE07) Comparar as características do trabalho no campo e na cidade.

(EF04GE08) Descrever e discutir o processo de produção (transformação de matérias-primas), circulação e consumo de diferentes produtos.

(EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

UNIDADES TEMÁTICAS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

Dinâmica populacional

O sujeito e seu lugar no mundo

Diferenças

étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais

Conexões e escalas Território, redes e urbanização

HABILIDADES

(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.

(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.

Mundo do trabalho

Trabalho e inovação tecnológica

(EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.

Mapas e imagens de satélite

Formas de representação e pensamento espacial

Natureza, ambientes e qualidade de vida

Representação das cidades e do espaço urbano

(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.

Gestão pública da qualidade de vida

(EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.

(EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas.

(EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

HISTÓRIA 3O ANO

UNIDADES TEMÁTICAS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

As pessoas e os grupos que compõem a cidade e o município

O “Eu”, o “Outro” e os diferentes grupos sociais e étnicos que compõem a cidade e os municípios: os desafios sociais, culturais e ambientais do lugar onde vive

O lugar em que vive

Os patrimônios históricos e culturais da cidade e/ou do município em que vive

A produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.)

A produção dos marcos da memória: formação cultural da população

A cidade, seus espaços públicos e privados e suas áreas de conservação ambiental

A noção de espaço público e privado

A cidade e suas atividades: trabalho, cultura e lazer

HABILIDADES

(EF03HI01) Identificar os grupos populacionais que formam a cidade, o município e a região, as relações estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc. (EF03HI02) Selecionar, por meio da consulta de fontes de diferentes naturezas, e registrar acontecimentos ocorridos ao longo do tempo na cidade ou região em que vive. (EF03HI03) Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de migrantes.

(EF03HI04) Identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade ou região e discutir as razões culturais, sociais e políticas para que assim sejam considerados.

(EF03HI05) Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus significados.

(EF03HI06) Identificar os registros de memória na cidade (nomes de ruas, monumentos, edifícios etc.), discutindo os critérios que explicam a escolha desses nomes.

(EF03HI07) Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.

(EF03HI09) Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais, prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores etc.) e identificar suas funções.

(EF03HI10) Identificar as diferenças entre o espaço doméstico, os espaços públicos e as áreas de conservação ambiental, compreendendo a importância dessa distinção.

(EF03HI11) Identificar diferenças entre formas de trabalho realizadas na cidade e no campo, considerando também o uso da tecnologia nesses diferentes contextos.

(EF03HI12) Comparar as relações de trabalho e lazer do presente com as de outros tempos e espaços, analisando mudanças e permanências.

UNIDADES TEMÁTICAS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

HABILIDADES

Transformações e permanências nas trajetórias dos grupos humanos

O passado e o presente: a noção de permanência e as lentas transformações sociais e culturais

(EF04HI03) Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente.

Circulação de pessoas, produtos e culturas

A circulação de pessoas e as transformações no meio natural

(EF04HI05) Relacionar os processos de ocupação do campo a intervenções na natureza, avaliando os resultados dessas intervenções.

O mundo da tecnologia: a integração de pessoas e as exclusões sociais e culturais

(EF04HI08) Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral, imprensa, rádio, televisão, cinema, internet e demais tecnologias digitais de informação e comunicação) e discutir seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.

UNIDADES TEMÁTICAS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

O que forma um povo: do nomadismo aos primeiros povos sedentarizados

HISTÓRIA 5O ANO

HABILIDADES

(EF05HI01) Identificar os processos de formação das culturas e dos povos, relacionando-os com o espaço geográfico ocupado.

Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social

As formas de organização social e política: a noção de Estado

O papel das religiões e da cultura para a formação dos povos antigos

Cidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas

(EF05HI02) Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à compreensão da ideia de Estado e/ou de outras formas de ordenação social.

(EF05HI03) Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos antigos.

Registros da história: linguagens e culturas

As tradições orais e a valorização da memória

O surgimento da escrita e a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias

(EF05HI04) Associar a noção de cidadania com os princípios de respeito à diversidade, à pluralidade e aos direitos humanos. (EF05HI05) Associar o conceito de cidadania à conquista de direitos dos povos e das sociedades, compreendendo-o como conquista histórica.

(EF05HI07) Identificar os processos de produção, hierarquização e difusão dos marcos de memória e discutir a presença e/ou a ausência de diferentes grupos que compõem a sociedade na nomeação desses marcos de memória.

(EF05HI08) Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo os povos indígenas originários e os povos africanos.

Os patrimônios materiais e imateriais da humanidade

(EF05HI10) Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças e permanências desses patrimônios ao longo do tempo.

FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS

O Nordeste em foco: desvendando o conceito de região nos anos iniciais

1. Para além dos estereótipos

Ao abrirmos as páginas deste material, iniciamos uma jornada fascinante pelo Nordeste brasileiro. Mas que Nordeste é este que se apresenta a nós e aos nossos alunos? Seria o Nordeste da seca, da pobreza e do êxodo rural, tantas vezes retratado de forma simplista e homogeneizante? Ou seria o Nordeste da diversidade cultural, da riqueza histórica, da inovação tecnológica e da resiliência de seu povo?

Nossa proposta é ir além dos estereótipos e mergulhar na complexidade nordestina. Para isso, o conceito de região se torna nossa principal ferramenta de análise. Longe de ser uma mera delimitação no mapa, a região é uma construção social, histórica e geográfica, um conceito-chave que nos permite compreender as múltiplas realidades que coexistem no vasto território nordestino. Este manual foi pensado para oferecer a você, educador, os subsídios teóricos e metodológicos para trabalhar esse conceito de forma crítica, reflexiva e contextualizada, transformando a sala de aula em um espaço de descoberta e valorização da identidade nordestina.

1.1. O conceito de região: uma ferramenta para ler o mundo

O conceito de região é um dos pilares da ciência geográfica. No entanto, sua definição está longe de ser um consenso. Ao longo da história do pensamento geográfico, a região já foi vista como um organismo vivo (Geografia Tradicional), como um sistema de fluxos e redes (Geografia Quantitativa) e como um espaço vivido e percebido (Geografia Humanista). Para os nossos propósitos, adotamos uma perspectiva crítica, que compreende a região como uma construção social e histórica. Isso significa que as regiões não são espaços “naturais” ou “dados”, mas, sim, o resultado de processos sociais, políticos, econômicos e culturais que as produzem e as transformam ao longo do tempo.

Ao trabalhar esse conceito, é fundamental não perder de vista a Região Nordeste, com suas particularidades, está inserida em um contexto mais amplo – o Brasil e o mundo –, com o qual estabelece múltiplas relações de interdependência.

1.2. Desconstruindo a homogeneidade: a diversidade interna do Nordeste

Um dos maiores riscos ao se trabalhar com o conceito de região é a homogeneização. É comum que se atribua a todo o Nordeste características que, na verdade, pertencem a apenas uma de suas partes, como o clima semiárido do Sertão. É nosso papel, como educadores, problematizar essa visão simplista e mostrar aos alunos a imensa diversidade que existe dentro desse território.

O Nordeste é plural. Ele se desdobra em quatro grandes sub-regiões com características físicas e humanas muito distintas: a Zona da Mata, úmida e historicamente ligada à cana-de-açúcar; o Agreste, área de transição com policultura; o Sertão, com seu clima semiárido e a cultura da resiliência; e o Meio-Norte, transição para a Amazônia, com seu extrativismo. Mostrar essa diversidade é funda-

mental para que os alunos compreendam que não existe “um” Nordeste, mas “vários” Nordestes.

1.3. A região como ponte: do local ao nacional

O conceito de região funciona como uma ponte que conecta a realidade local do aluno com a escala nacional. Ao estudar a sua cidade e o seu estado, o aluno começa a perceber as características que os conectam e os diferenciam de outras localidades dentro do Nordeste. Em um segundo momento, ele pode comparar o Nordeste com outras regiões do Brasil, compreendendo as dinâmicas inter-regionais que marcam a formação do nosso país.

Trabalhar a escala regional permite que o aluno desenvolva o raciocínio geográfico, estabelecendo relações entre os fenômenos, comparando paisagens, analisando a distribuição dos recursos e compreendendo as diferentes formas de organização do espaço.

2. O Nordeste na sala de aula: propostas metodológicas

2.1. Partindo do cotidiano: a história local e familiar

A construção da consciência histórica começa no reconhecimento do aluno como sujeito da história. Incentive os alunos a pesquisarem a história da própria família e da rua e do bairro onde moram. Quem foram os primeiros moradores? Que transformações ocorreram ao longo do tempo? Que memórias os mais velhos guardam desses lugares? Essa investigação do cotidiano permite que o aluno se perceba como parte de um processo histórico mais amplo e desenvolva um olhar crítico sobre as mudanças e permanências de seu local de vivência.

2.2. O historiador na sala de aula: explorando fontes diversas

Transforme seus alunos em pequenos historiadores! Leve para a sala de aula uma diversidade de fontes que lhes permitam investigar a história e a geografia local e regional.

• Fontes escritas: jornais antigos, atas da Câmara de Vereadores, certidões de nascimento, cartas.

• Fontes visuais: fotografias, mapas antigos, pinturas, monumentos.

• Fontes orais: entrevistas com moradores antigos, contadores de histórias, mestres de capoeira, artesãos.

• Fontes materiais: objetos antigos, ferramentas, utensílios domésticos.

• Fontes artísticas: músicas, filmes, poemas, cordéis.

Ao analisar essas fontes, os alunos aprendem que a história tem diferentes versões e que o conhecimento histórico é uma construção baseada na interpretação de vestígios do passado.

2.3. A voz da experiência: a riqueza da história oral

A história oral é uma metodologia poderosa para resgatar memórias e saberes que não estão nos livros didáticos. Promova encontros entre os alunos e pessoas da comunidade: avós, líderes comunitários, pescadores, agricultores, parteiras. Esses diálogos intergeracionais têm uma riqueza imensurável. Eles não apenas fornecem informações valiosas sobre o passado local, mas também fortalecem os laços comunitários e valorizam a sabedoria dos mais velhos. Solicite aos alunos que preparem roteiros de entrevista, gravem as conversas (com autorização) e transcrevam os trechos mais importantes.

2.4. O mapa como narrativa: a Cartografia crítica

A Cartografia é uma linguagem fundamental para a construção do conceito de região . Mas os mapas não são neutros; eles representam visões de mundo. Incentive os alunos não apenas a lerem, mas também a produzirem seus próprios mapas.

Eles podem criar mapas afetivos do bairro onde moram, mapas históricos da própria cidade, mapas temáticos relacionados à distribuição da vegetação ou às atividades econômicas da região. Ao fazerem isso, eles se apropriam da linguagem cartográfica e compreendem que os mapas são narrativas que podem ser lidas e questionadas.

2.5. Para além dos muros da escola: aprendizagem em espaços não formais

A aprendizagem não acontece apenas na sala de aula. Organize visitas a espaços de memória da sua cidade e região, como museus, centros de cultura, mercados públicos, feiras livres, terreiros de candomblé, comunidades quilombolas e aldeias indígenas.

Essas visitas são oportunidades únicas para que os alunos vivenciem a história e a geografia de forma concreta e significativa. Planeje as visitas com antecedência, elabore roteiros de observação e promova debates após as saídas de campo.

3. Relações e conexões: o Nordeste em movimento 3.1. Dinâmicas inter e intrarregionais

É fundamental que os alunos compreendam que as regiões não são isoladas. O Nordeste estabelece constantes relações com as demais regiões do Brasil, seja através dos fluxos migratórios, das trocas comerciais ou da difusão cultural.

Da mesma forma, existem intensas dinâmicas intrarregionais no Nordeste. As capitais, por exemplo, exercem grande influência sobre as cidades do interior, concentrando serviços, empregos e equipamentos culturais. Analisar essas relações de poder e dependência é essencial para

que se tenha uma compreensão crítica do desenvolvimento regional.

3.2. Uma abordagem interdisciplinar

O conceito de região é, por natureza, interdisciplinar. Para compreendê-lo em sua totalidade, é preciso mobilizar conhecimentos de diferentes áreas.

• A História nos ajuda a entender como a região se formou ao longo do tempo.

• A Geografia nos mostra como a sociedade se relaciona com o espaço.

• A Sociologia e a Antropologia nos revelam a diversidade de grupos e culturas.

• A Arte e a Literatura nos dão acesso ao imaginário e à sensibilidade do povo nordestino.

• As Ciências Naturais nos explicam as características do clima, do relevo e da vegetação.

Promova projetos que integrem essas diferentes áreas, mostrando aos alunos que o conhecimento não está dividido em “caixinhas”.

Ao trabalhar o conceito de região de forma crítica e contextualizada, você estará contribuindo para formar cidadãos mais conscientes de sua identidade, mais críticos em relação às desigualdades e mais engajados na construção de um Nordeste mais justo e sustentável. Você estará mostrando aos seus alunos que eles são herdeiros de uma história rica e diversa e que eles também são protagonistas na construção do futuro de sua região.

A Cartografia

Quando falamos de Cartografia, muitas vezes podemos pensar que esse conhecimento está restrito a especialistas e afeta poucas pessoas, mas isso é um engano.

A Cartografia está presente em nossa vida em vários aspectos, pois ela é a ciência que estuda e elabora mapas e outras formas de representação do espaço geográfico. Ela está presente na confecção dos mapas que mostram as ruas das cidades, nas representações gráficas dos aparelhos que utilizam a tecnologia do Global Positioning System (GPS), nos globos terrestres escolares, enfim, em vários instrumentos que demonstram como podemos nos localizar e orientar.

No Ensino Fundamental, a Cartografia pode ser trabalhada inicialmente com exercícios básicos, como o mapa mental cartográfico, que nada mais é que um croqui simples que a criança desenha para representar o caminho que vai de sua casa à escola

onde estuda. Podem ser utilizados também os exercícios com as noções de lateralidade, em que o aluno visualiza os pontos de referência em sua própria sala, a fim de desenvolver seu raciocínio espacial. Ainda há a possibilidade de compreender os elementos da natureza que nos auxiliam na orientação, como o Sol, a Lua e as estrelas.

A partir disso, os elementos básicos de um mapa devem ser conhecidos: título, orientação, escala, legenda e fonte. Para, então, ter início o trabalho com mapas completos, primeiro com escalas maiores, como os que retratam uma área da escola, para depois serem estudadas as escalas menores, como as usadas para representar o próprio país ou nos mapas-múndi.

As possibilidades são muitas nesse campo de estudo, e a Cartografia é ideal para professores e alunos explorarem como o espaço geográfico poderá ser conhecido e compreendido.

Olaf Speier / stock.adobe.com

A arte de pesquisar nos anos iniciais

Imagine uma sala de aula onde cada pergunta de uma criança se transforma em uma aventura investigativa. Onde o “por quê?” deixa de ser apenas uma expressão de curiosidade infantil para se tornar o motor de uma jornada científica adaptada à realidade dos pequenos exploradores. Esta é a essência da metodologia de pesquisa nos anos iniciais: transformar a natural sede de conhecimento das crianças em um processo estruturado de descoberta e aprendizagem.

A pesquisa escolar nessa faixa etária não deve ser vista como uma versão simplificada da pesquisa acadêmica, mas, sim, como uma modalidade pedagógica própria, que respeita as características cognitivas e emocionais das crianças entre 6 e 10 anos. É um convite para que os pequenos estudantes se tornem detetives do conhecimento, arqueólogos de informações e contadores de histórias baseadas em evidências.

O ciclo investigativo: uma jornada em espiral

Diferentemente dos modelos lineares tradicionais, propomos aqui um ciclo investigativo em espiral, em que cada etapa se conecta dinamicamente com as demais, permitindo idas e vindas que respeitam o ritmo natural de aprendizagem das crianças.

Despertar: o nascimento da pergunta investigativa

Tudo começa com o despertar da curiosidade. Esse momento pode surgir de uma observação

durante o recreio, de uma notícia que chegou até a escola, de uma história contada por um colega ou mesmo de uma dúvida que emerge durante uma aula. O papel do professor aqui é de um “caçador de perguntas”, sempre atento aos questionamentos genuínos que brotam naturalmente do grupo.

O diferencial dessa abordagem está em valorizar não apenas as perguntas “corretas” ou “esperadas”, mas especialmente aquelas que revelam o olhar único e criativo das crianças sobre o mundo. Uma pergunta como “Por que as formigas andam em fila?” pode se desdobrar em uma investigação rica sobre organização social, comunicação animal e trabalho em equipe.

Imaginar: construindo hipóteses criativas

Antes de buscar respostas prontas, as crianças são convidadas a imaginar possíveis explicações para suas perguntas. Essa etapa, frequentemente negligenciada em abordagens tradicionais, é fundamental para desenvolver o pensamento hipotético-dedutivo. As crianças podem desenhar suas teorias, dramatizá-las ou simplesmente verbalizá-las em rodas de conversa.

É importante que o professor acolha todas as hipóteses, mesmo aquelas que parecem fantasiosas, pois elas revelam a forma como as crianças organizam seu pensamento e compreendem o mundo. Uma hipótese “incorreta” do ponto de vista científico pode ser extremamente rica do ponto de vista pedagógico.

Explorar: a aventura da busca

A fase de exploração é o momento em que a magia acontece. Aqui, as crianças saem em busca de evidências para confirmar, refutar ou refinar suas hipóteses. Mas essa busca vai muito além da consulta a livros e sites. Inclui observações diretas, experimentos simples, entrevistas com pessoas da comunidade, visitas a locais relacionados ao tema e até mesmo a criação de situações controladas para testar teorias.

O professor atua como um guia experiente, sugerindo caminhos, fornecendo ferramentas e garantindo que a exploração seja segura e produtiva. É fundamental que as crianças aprendam a documentar suas descobertas através de desenhos, fotografias, gravações de áudio ou pequenos textos, criando um “diário de bordo” da investigação.

Conectar: tecendo a rede do conhecimento

Uma das características mais importantes dessa metodologia é a ênfase nas conexões. As crianças são estimuladas a perceber como sua descoberta se relaciona com outros conhecimentos, com suas experiências pessoais e com o mundo ao seu redor.

Essa etapa desenvolve o pensamento sistêmico e a capacidade de estabelecer relações complexas entre diferentes áreas do saber. Por exemplo, uma pesquisa sobre plantas pode se conectar com Matemática (contagem de folhas, medição de crescimento), com Arte (desenho botânico), com História (plantas utilizadas pelos povos indígenas) e com Geografia (plantas de diferentes regiões do Brasil).

Comunicar: compartilhando descobertas

A comunicação dos resultados é concebida como um processo criativo e diversificado. As crianças podem escolher entre diferentes formatos para apresentar suas descobertas: teatro científico, jornal da turma, podcast infantil, exposição interativa, história em quadrinhos ou até mesmo um jogo educativo criado por elas mesmas.

O importante é que a comunicação seja autêntica e dirigida a um público real, seja ele os colegas de outras turmas, os familiares ou a comunidade escolar. Isso confere significado e propósito ao trabalho realizado.

Quando uma criança se engaja em um projeto de pesquisa, ela exercita simultaneamente as habilidades de leitura, escrita, fala e escuta em contextos significativos e funcionais.

A pesquisa torna-se, assim, um laboratório natural de literacia, em que as crianças aprendem que ler e escrever são ferramentas poderosas para compreender e transformar o mundo. Elas descobrem que a linguagem não é apenas um conjunto de regras a serem memorizadas, mas um instrumento vivo de investigação e comunicação.

O professor como mediador investigativo Nessa abordagem, o papel do professor se transforma radicalmente. Ele deixa de ser o detentor único do conhecimento para se tornar um mediador investigativo, alguém que:

• Cultiva a curiosidade: está sempre atento aos interesses genuínos das crianças e sabe transformar situações cotidianas em oportunidades de investigação.

• Modela o pensamento científico: demonstra, através de seu próprio comportamento, como formular perguntas, buscar evidências e revisar conclusões.

• Oferece ferramentas: ensina as crianças a utilizarem diferentes recursos e estratégias para encontrar e organizar informações.

• Facilita conexões: ajuda as crianças a perceberem as relações entre suas descobertas e outros conhecimentos.

• Celebra o processo: valoriza tanto os acertos quanto os “erros”, entendendo que ambos são parte fundamental do aprendizado.

Avaliação: acompanhando o crescimento investigativo

A avaliação nessa metodologia é processual e multidimensional. Não se trata apenas de verificar se as crianças encontraram as “respostas corretas”, mas de acompanhar o desenvolvimento de suas habilidades investigativas, sua capacidade de formular perguntas, sua persistência diante dos desafios e sua criatividade na busca por soluções.

Instrumentos como portfólios de pesquisa, autoavaliações reflexivas e observações sistemáticas do professor permitem um acompanhamento rico e detalhado do crescimento de cada criança como pequeno pesquisador.

Ao adotar essa metodologia de pesquisa nos anos iniciais, estamos plantando sementes que florescerão ao longo de toda a vida escolar e profissional de nossos alunos. Estamos formando indivíduos capazes de questionar, investigar, analisar e propor soluções –competências essenciais para o século XXI.

Mais do que isso, estamos contribuindo para formar cidadãos críticos e participativos, capazes de compreender e intervir positivamente em sua realidade. Afinal, uma sociedade que valoriza a investigação e o pensamento científico desde a infância é uma sociedade mais preparada para enfrentar os desafios do futuro.

Modelos de avaliação

Com a certeza de que a Região Nordeste é o “berço” do Brasil, onde o processo de colonização e povoamento teve início, o aluno compreenderá, a partir do seu lugar, a história, a cultura e a economia do país. A obra contempla a perspectiva de que a realidade do educando deve ser valorizada, por isso propõe o ensino de Geografia e História a partir do lugar em que ele vive – nesse caso, a Região Nordeste, um espaço geográfico pensado como um espaço social, que

abrange lutas e conflitos sociais.

Para auxiliá-lo no ensino dessa proposta, apresentamos a você, professor, os modelos de avaliação escolar que precisam ser considerados no processo avaliativo de aprendizagem dos conteúdos e em quais etapas cada um deles se faz necessário.

De modo geral, apresentamos os modelos de avaliação escolar estruturados desta maneira: avaliação diagnóstica, formativa e somativa.

Avaliação diagnóstica

Avaliação formativa

Avaliação somativa

Serve para verificar o que o aluno já sabe até o momento e quais habilidades e nível educacional possui, de forma geral ou segmentada.

Serve para acompanhar a aprendizagem do aluno ao longo do ano letivo, verificando se os objetivos educacionais traçados foram alcançados.

Serve para avaliar as habilidades desenvolvidas pelo aluno ao final do processo educacional, atribuindo-lhe nota.

No início do processo de aprendizagem.

Ao longo de todo o período de aprendizagem.

No final do processo de aprendizagem, e o resultado pode ser comparado com o de anos anteriores.

Tipo

Visto que a avaliação diagnóstica identifica as habilidades e os conhecimentos prévios do aluno antes de um novo processo educacional, há em cada abertura de unidade do livro do aluno debates acerca dos assuntos a serem trabalhados na unidade e, ao longo do livro do professor, na seção Contextualizando, propostas de sondagem do conhecimento através de perguntas orais, debates e de atividades de cunho lúdico.

A avaliação formativa pode ser realizada por meio dos exercícios e dos trabalhos em equipe, oferecidos nas seções Compartilhar o conhecimento e Entrar em ação! , respectivamente. Vale salientar que esse tipo de avaliação não deve ter como objetivo aplicar notas ao aluno para compor boletim, mas para identificar as dificuldades que ele apresenta diante dos conteúdos estudados ao longo do ano letivo.

A avaliação somativa, por sua vez, pode ser utilizada no final de cada bimestre, trimestre, semestre ou ano letivo e ser decisiva em relação à aprovação ou reprovação do aluno. Mas, insistimos, não deve ser a única.

Este livro também dispõe para você, professor, as tabelas de Avaliação da Aprendizagem, que se encontram nas páginas seguintes, com os objetivos pedagógicos a serem alcançados pelo aluno em cada unidade. E, nelas, você encontra três opções de desempenho de aprendizagem: Aprendizagem Satisfatória (AS), Aprendizagem em Construção (AC) e Aprendizagem Insatisfatória (AI).

Vale ressaltar, assim como defende os PCNs, que a avaliação deve ser um procedimento constante, qualitativo e de orientação pedagógica, com o propósito de melhorar o processo de ensino e aprendizagem, e não apenas de classificar o aluno.

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

A avaliação abaixo tem caráter formativo e auxilia o professor a entender, se os objetivos pedagógicos foram atendidos. Ela tem o objetivo de indicar os ajustes a serem feitos no processo de ensino e aprendizagem, não de estipular uma nota final. Pode ser aplicada ao final de cada unidade ou ao final de cada conteúdo ensinado.

Avaliação da

Aprendizagem

— UNIDADE 1

Nome do aluno:

OBJETIVO

PEDAGÓGICO

O que meu aluno aprendeu?

• A identificar o espaço geográfico da Região Nordeste no mapa do Brasil.

• A descrever as principais características da Região Nordeste.

• A identificar as sub-regiões da Região Nordeste.

• A descrever os principais aspectos físicos da Região Nordeste.

• A identificar os estados da Região Nordeste e suas respectivas capitais.

• A descrever os povos tradicionais da Região Nordeste.

• A descrever as principais atividades econômicas da Região Nordeste.

• A perceber a contribuição das distintas culturas para a formação da cultura nordestina.

• A identificar festas populares e religiosas típicas da Região Nordeste.

• A perceber a importância do respeito às diversas formas de manifestação cultural e religiosa.

• A descrever o modo de vida dos nordestinos no campo e na cidade.

Legenda: AS – Aprendizagem Satisfatória AC – Aprendizagem em Construção AI – Aprendizagem Insatisfatória

Avaliação da Aprendizagem — UNIDADE 2

Nome do aluno:

OBJETIVO PEDAGÓGICO

O que meu aluno aprendeu?

• A identificar elementos culturais dos povos originários do Brasil.

• A descrever o modo de vida e a organização social dos povos originários que ocupavam a Região Nordeste antes da colonização.

• A descrever o modo de vida dos povos indígenas da Região Nordeste e os seus desafios atuais.

• A perceber a importância de se protegerem as terras indígenas.

• A descrever o processo de formação demográfica da Região Nordeste.

• A descrever as causas que impulsionaram o processo de migração interna do litoral para o interior da Região Nordeste.

• A descrever as causas da migração da população do Nordeste para outras regiões do Brasil.

• A identificar o que motivou o processo de urbanização da Região Nordeste.

• A identificar o que motivou a migração de retorno dos nordestinos para a Região Nordeste.

• A identificar a importância da construção de barragens e canais no Vale do São Francisco para a transformação da agropecuária no semiárido nordestino.

• A identificar causas e consequências das revoltas e dos movimentos sociais ao longo da história da Região Nordeste.

• A descrever a importância das capitais nordestinas para o desenvolvimento do Nordeste.

Legenda: AS – Aprendizagem Satisfatória AC – Aprendizagem em Construção AI – Aprendizagem Insatisfatória

Turma:

Turma:

Nome do aluno:

Avaliação da Aprendizagem — UNIDADE

3

OBJETIVO PEDAGÓGICO

Turma:

DESEMPENHO

O que meu aluno aprendeu? AS AC AI

• A identificar patrimônios materiais e imateriais.

• A identificar os patrimônios culturais da Região Nordeste.

• A identificar aspectos importantes das manifestações culturais da Região Nordeste.

• A identificar os desafios que a Região Nordeste enfrenta na área da educação no campo e na cidade.

• A descrever como eram as escolas do passado nas comunidades tradicionais da Região Nordeste.

• A identificar os aspectos gerais da educação na Região Nordeste atualmente.

• A perceber a importância de políticas públicas para o desenvolvimento da educação na Região Nordeste.

• A identificar programas e políticas públicas para a educação.

• A descrever os principais pontos turísticos da Região Nordeste.

• A descrever os impactos positivos e os desafios do turismo da Região Nordeste.

• A identificar as atividades da economia criativa da Região Nordeste.

• A descrever a importância da economia criativa para o desenvolvimento econômico da Região Nordeste.

• A descrever alguns avanços tecnológicos e científicos da Região Nordeste.

Legenda: AS – Aprendizagem Satisfatória AC – Aprendizagem em Construção AI – Aprendizagem Insatisfatória

Avaliação da Aprendizagem — UNIDADE 4

Nome do aluno:

OBJETIVO PEDAGÓGICO

Turma:

DESEMPENHO

O que meu aluno aprendeu? AS AC AI

• A identificar indicadores sociais e a perceber sua importância para a qualidade de vida da população.

• A descrever as desigualdades sociais enfrentadas pela população da Região Nordeste.

• A identificar os desafios ambientais da Região Nordeste.

• A perceber a importância das unidades de conservação ambiental.

• A identificar as causas dos problemas ambientais da Região Nordeste.

• A descrever ações para diminuir os problemas ambientais da Região Nordeste.

• A perceber a importância da água e os problemas causados pela irregularidade das chuvas no semiárido da Região Nordeste.

• A descrever iniciativas públicas para minimizar a má distribuição de água no semiárido.

• A descrever as transformações no mundo do trabalho na Região Nordeste.

• A descrever iniciativas de desenvolvimento sustentável na Região Nordeste.

• A identificar formas novas e tradicionais de trabalho na Região Nordeste.

• A identificar a importância da participação das comunidades na vida política e social para a qualidade de vida da população nordestina.

• A identificar direitos sociais, políticos e ambientais.

• A usar os recursos da natureza, como a água, o solo, o ar e as plantas, de maneira equilibrada.

• A perceber a importância do respeito às diferenças em prol da boa convivência na comunidade.

• A perceber a importância do respeito aos animais e ao meio ambiente.

Legenda: AS – Aprendizagem Satisfatória AC – Aprendizagem em Construção AI – Aprendizagem Insatisfatória

BIBLIOGRAFIA COMENTADA

Documentos oficiais

BRASIL. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Unidades de Conservação. Disponível em: https://www.gov. br/icmbio/pt-br/assuntos/biodiversidade/unidade-de-conservacao. Acesso em: 5 abr. 2025.

• O portal do ICMBio apresenta informações sobre as unidades de conservação existentes no Brasil, incluindo parques nacionais, reservas e áreas de proteção ambiental.

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Censo da Educação Básica 2022: Resultados por Regiões e Estados. Brasília: Inep, 2022. Disponível em: https://www.gov. br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/pesquisas-estatisticas-e-indicadores/ censo-escolar/resultados/2022. Acesso em: 30 abr. 2025.

• O Censo da Educação Básica 2022 apresenta dados atualizados sobre infraestrutura, matrículas, profissionais da educação e indicadores por estado, evidenciando desigualdades regionais no acesso à educação. A fonte é fundamental para o capítulo sobre políticas públicas educacionais no Nordeste, subsidiando análises críticas sobre os desafios enfrentados em relação à garantia de uma educação de qualidade na região.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estados Disponível em: https://www.ibge.gov.br/unidades-pesquisadas/ estados.html. Acesso em: 7 maio 2025.

• A página oficial do IBGE fornece informações detalhadas sobre os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, incluindo dados populacionais, econômicos e territoriais.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estatísticas sobre educação. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/ estatisticas/sociais/educacao.html. Acesso em: 5 maio 2025.

• A página do IBGE reúne indicadores atualizados sobre escolarização da população brasileira, como taxas de alfabetização e acesso à escola por faixa etária.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. Acesso em: 3 set. 2025.

• Define o conjunto de conhecimentos a serem desenvolvidos pelos alunos durante a Educação Básica.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília, DF: SEB, 2013.

• Normas para o planejamento curricular, a fim de garantir uma educação igualitária e de qualidade para todos.

BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: História, Geografia. Brasília, DF, 1997.

• Diretrizes elaboradas pelo governo federal para orientar a Educação Básica no Brasil.

BRASIL. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Lei nº 8.069, 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília, DF: Presidência da República [1990]. Disponível em: https://www.gov. br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2021/julho/trinta-e-um-anos-do -estatuto-da-crianca-e-do-adolescente-confira-as-novas-acoes-para -fortalecer-o-eca/ECA2021_Digital.pdf. Acesso em: 17 jul. 2025.

• Texto compilado do Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990.

BRASIL. Ministério do Trabalho. Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt -br/assuntos/estatisticas-trabalho/rais/rais-2024/rais-2024-parcial/ sumario-executivo_rais-2024-parcial.pdf. Acesso em: 6 maio 2025.

• A RAIS é uma base oficial de dados sobre vínculos empregatícios formais no Brasil. A versão parcial de 2024 apresenta números por setor e por estado, permitindo analisar o mercado de trabalho nordestino com dados concretos. Essa fonte é relevante para o capítulo sobre os modos de vida e trabalho na Região Nordeste, contribuindo com estatísticas atualizadas sobre ocupações, formalidade e distribuição setorial.

BRASIL. Ministério do Turismo (MTur). Turismo no Brasil: Principais destinos e atrações. Brasília: MTur, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/turismo/ pt-br/assuntos/noticias/viajantes-preferem-buscar-informacoes-sobre -seus-proximos-destinos-nas-redes-sociais-aponta-pesquisa/pesquisa _NexusMinistriodoTurismoTurismonoBrasilTendnciasepercepesdos brasileiros.pdf. Acesso em: 30 abr. 2025.

• Essa publicação oficial apresenta os principais polos turísticos do país, incluindo diversos destinos no Nordeste. A fonte é útil para contextualizar a importância econômica do turismo na região, contribuindo para os capítulos sobre os processos produtivos contemporâneos e a valorização cultural. Também pode embasar discussões sobre como o turismo influencia o uso do território e a preservação do patrimônio.

BRASIL. Patrimônio cultural afro-brasileiro. Brasília: Iphan, 2020. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1849. Acesso em: 7 maio 2025.

• O material destaca o patrimônio afro-brasileiro reconhecido oficialmente, ressaltando a contribuição de matrizes africanas na cultura nacional. É uma referência indispensável para abordar ancestralidade, resistência e identidade negra no Nordeste.

BRASIL. Patrimônio imaterial. Disponível em: https://www.gov.br/ iphan/pt-br/patrimonio-cultural/patrimonio-imaterial. Acesso em: 7 maio 2025.

• Página institucional que reúne o acervo oficial de bens reconhecidos como patrimônio cultural imaterial no Brasil, com abrangência nacional.

BRASIL. Presidência da República. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF, 1988. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 22 jul. 2025.

• Compilação da Constituição Federal de 1998.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Atlas Geográfico Escolar: Relevo. Rio de Janeiro: IBGE, [s.d.]. Disponível em: https://atlasescolar.ibge.gov.br/brasil/3039-diversidade-ambiental/ relevo.html. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Material oficial do IBGE para uso escolar, com informações rigorosas e didáticas sobre o relevo do Brasil, fundamental para Geografia e estudos ambientais.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Biomas. Rio de Janeiro: IBGE, [s.d.]. Disponível em: https://www. ibge.gov.br/geociencias/informacoes-ambientais/estudos -ambientais/15842-biomas.html. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Conteúdo oficial sobre os biomas brasileiros, incluindo a Caatinga, o Cerrado e outros presentes no Nordeste, com dados ambientais confiáveis.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Brasil: Regiões Geográficas. Rio de Janeiro: IBGE, [s.d.]. Disponível em: https://atlasescolar.ibge.gov.br/brasil/3032-regionalizacao.html. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Explicações sobre as divisões regionais brasileiras segundo critérios oficiais, úteis para estudo da organização territorial do país e do Nordeste.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo Demográfico 2022: População e domicílios – Primeiros resultados. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/ resultados.html. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Dados populacionais oficiais mais recentes do Brasil, essenciais para análises demográficas e sociais.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE).

Semiárido brasileiro. Rio de Janeiro: IBGE, [s.d.]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/mapas -regionais/15974-semiarido-brasileiro.html. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Mapa e estudos sobre a região semiárida, muito importantes para entender as condições ambientais do Nordeste.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/ declaracao-universal-dos-direitos-humanos. Acesso em: 12 jul. 2025.

• A declaração reúne artigos que expressam ideais de dignidade, igualdade e justiça a serem atingidos por todos os povos e todas as nações.

SENADO FEDERAL. Senado do Império estudou transposição do São Francisco. Brasília: Senado Federal, 2017. Disponível em: https:// www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/536088;. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Coletânea de fontes primárias reunidas pelo Senado Federal sobre a seca de 1877, um dos eventos climáticos mais devastadores da história nordestina.

UNESCO. Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial. Paris: UNESCO, 2003. Disponível em: https://unesdoc. unesco.org/ark:/48223/pf0000132540_por. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Documento internacional fundamental para a proteção do patrimônio cultural imaterial, relevante para estudos culturais e históricos.

UNESCO. Parque Nacional Serra da Capivara. Paris: Unesco, [s.d.]. Disponível em: https://whc.unesco.org/en/list/606/. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Informações oficiais sobre o Parque Nacional Serra da Capivara, localizado no Piauí e reconhecido como patrimônio mundial pela Unesco.

UNESCO. Patrimônio mundial da humanidade. Paris: Unesco, [s.d.]. Disponível em: https://whc.unesco.org/en/about/. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Portal institucional da Unesco, com informações detalhadas sobre os bens reconhecidos como patrimônio mundial, incluindo áreas naturais e culturais situadas no Nordeste do Brasil. Oferece dados oficiais, mapas e critérios de inscrição, sendo uma fonte valiosa para trabalhos sobre conservação e valorização cultural.

DIVULGAÇÃO

Sugestões de leitura para o professor

AQUINO, J. R. de; ALVES, M. O.; & VIDAL, M. de F. (2020). Agricultura familiar no Nordeste do Brasil: um retrato atualizado a partir dos dados do Censo Agropecuário 2017. Revista Econômica do Nordeste, 51 (Suplemento Especial), 31–54. Disponível em: https://doi. org/10.61673/ren.2020.1271 . Acesso em: 18 jul. 2025.

• Artigo com os principais dados do Censo Agropecuário 2017 sobre a agricultura familiar no Nordeste do Brasil.

ATLAS BRASIL. [S.d.]. Disponível em: http://www.atlasbrasil.org.br/. Acesso em: 5 maio 2025.

• O Atlas Brasil reúne indicadores socioeconômicos e demográficos dos municípios brasileiros com base em dados do censo, permitindo analisar desigualdades regionais e o desenvolvimento humano no Nordeste.

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. 2. ed.

Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 2001.

• Essa obra é um dos marcos fundamentais dos estudos sobre a cultura popular no Brasil. Escrita por Luís da Câmara Cascudo, considerado o maior folclorista brasileiro, reúne mais de 2 mil entradas explicativas sobre manifestações culturais, mitos, festas, personagens lendários, práticas religiosas, expressões linguísticas e costumes do cotidiano do povo brasileiro.

CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.). Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2014.

• Esse livro é uma coletânea de artigos que aborda metodologias inovadoras para o ensino de Geografia. A obra tem como objetivo tornar as aulas mais significativas através da conexão com o cotidiano dos alunos. Os autores discutem estratégias práticas para trabalhar conceitos geográficos partindo da realidade vivida pelos estudantes, valorizando suas experiências e seus conhecimentos prévios. É uma referência importante para professores que buscam metodologias mais participativas e contextualizadas.

CAVALCANTI, Iracema Fonseca de Albuquerque. Clima das regiões brasileiras e variabilidade climática. São Paulo: Oficina de Textos, 2021.

• A obra apresenta uma análise aprofundada sobre os diferentes climas das regiões brasileiras e suas variações ao longo do tempo, relacionando essas dinâmicas com os impactos ambientais e as atividades humanas. A autora, referência na área de Climatologia, explora a influência da variabilidade climática na ocupação do território, nos ciclos hidrológicos e nas atividades econômicas, como agricultura e indústria.

CHAGAS, Mário. Há uma gota de sangue em cada museu: a ótica museológica de Mário de Andrade. Chapecó: Argos, 2006.

• Obra que reflete sobre o papel social dos museus e sua função educativa, especialmente importante para compreender como os espaços museológicos regionais podem contribuir para o ensino de História.

COMPANHIA de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Disponível em: https://www.codevasf.gov.br/. Acesso em: 13 jun. 2025.

• Site oficial da Codevasf, agência do governo federal que atua na re-

gião dos rios São Francisco e Parnaíba. Traz informações técnicas e atualizadas sobre os rios, sua gestão e importância socioambiental.

COSTA, Antonio Albuquerque da; FARIAS, Paulo Sérgio Cunha. Formação territorial do Brasil. Natal: Sedis/UFRN, 2011.

• Obra dedicada à análise histórica e geográfica da formação do território brasileiro. Os autores discutem os conceitos relacionados ao território, as motivações e os processos de ocupação desde a chegada dos portugueses, passando pela formação das vilas e cidades, até a consolidação das populações do litoral ao interior, incluindo regiões como o Sertão e a Amazônia.

FIGUEIREDO, Cláudio. História e cultura dos povos indígenas no Brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2014.

• A obra aborda a trajetória histórica dos povos indígenas no Brasil, com ênfase no impacto da colonização portuguesa sobre essas sociedades. O autor apresenta a diversidade étnica e cultural dos diferentes povos indígenas, destacando seus modos de vida, línguas, saberes e elementos culturais característicos. É uma fonte didática valiosa para o ensino da história indígena de forma crítica e contextualizada.

FILHO, Hermilo Borba. Espetáculos populares do Nordeste. Recife: Massangana, 2007.

• Pesquisas do autor sobre bumba meu boi, fandango, mamulengo e pastoril, incluindo transcrições de diálogos desses espetáculos populares.

FUNDAÇÃO MUSEU DO HOMEM AMERICANO (FUMDHAM). Parque Nacional Serra da Capivara. São Raimundo Nonato: Fumdham, [s.d.]. Disponível em: https://www.fumdham.org.br/. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Instituição responsável pela preservação, pesquisa e educação no Parque Nacional Serra da Capivara (Piauí). A Fumdham desenvolve estudos arqueológicos, antropológicos e ambientais, além de ações educativas e de desenvolvimento sustentável. É uma referência essencial para pesquisas sobre a pré-história brasileira, com foco no semiárido nordestino.

FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2007.

• Clássico da historiografia econômica brasileira, essa obra combina análise histórica e teoria econômica para explicar o desenvolvimento do Brasil desde a colonização. Celso Furtado examina os projetos econômicos do açúcar, da pecuária, do ouro, do café, até a crise da cafeicultura e o processo de industrialização no século XX.

GOHN, Maria da Glória. Educação não-formal e cultura política. São Paulo: Cortez, 2008.

• A autora discute como os espaços não formais de educação contribuem para a formação cidadã. Considera museus, centros culturais e movimentos sociais ambientes educativos que complementam o estudo formal e são especialmente relevantes para o ensino de História.

HAESBAERT, Rogério. O mito da desterritorialização: do "fim dos territórios" à multiterritorialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.

• Essa obra é um clássico da Geografia contemporânea discute os conceitos de território e região na era da globalização. Haesbaert

critica a ideia de que a globalização levaria ao “fim dos territórios” e propõe o conceito de multiterritorialidade. O livro é fundamental para compreender como os conceitos de região e território se transformaram no mundo contemporâneo, sendo uma referência teórica importante para entender a complexidade das identidades regionais no contexto atual.

HORTA, Maria de Lourdes Parreiras; GRUNBERG, Evelina; MONTEIRO, Adriane Queiroz. Guia básico de educação patrimonial. Brasília: Iphan, 1999.

• Manual fundamental que orienta como utilizar o patrimônio histórico e cultural como recurso educativo. Apresenta metodologias para utilizar monumentos, sítios arqueológicos e bens culturais locais no ensino de História.

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Ofício das Baianas de Acarajé. Brasília, DF: Iphan, 2007. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/PatImDos_ OficioBaianasAcaraje_m.pdf. p. 53. Acesso em: 26 jun. 2025.

• Entrevista com Ubiratan Castro de Araújo (1948-2013) sobre o acarajé na contemporaneidade.

MORILLAS, Pedro et al. Internalização do bem-estar animal no Brasil. Revista Contribuciones a las Ciencias Sociales, v. 2023, n. 1, 2023. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index. php/clcs/article/download/5104/3312. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Artigo científico que aborda avanços e desafios relacionados à proteção dos direitos dos animais no Brasil. Pode ser útil para discutir temas referentes à legislação ambiental e à ética.

ORIÁ, Ricardo. Educação patrimonial: conhecer para preservar. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 12 set. 2025.

• Artigo que discute a educação patrimonial como ferramenta pedagógica, destacando a importância de conhecer e valorizar o patrimônio local e regional para desenvolver a consciência histórica dos estudantes.

RAMOS, Francisco Régis Lopes. A danação do objeto: o museu no ensino de História. Chapecó: Argos, 2004.

• Analisa o papel dos museus no ensino de História, discutindo como os objetos e as exposições podem ser utilizados como fontes históricas. Enfatiza a importância dos museus locais e regionais na construção do conhecimento histórico.

RAMOS, Graciliano. Vidas secas. São Paulo: Record, 2019.

• Publicado originalmente em 1938, Vidas secas é um dos marcos da literatura brasileira e da segunda fase do Modernismo, conhecida como regionalista ou geração de 30. A obra retrata, por meio da ficção, a dura realidade de uma família sertaneja obrigada a migrar constantemente em busca de sobrevivência diante da seca e da pobreza extrema no semiárido nordestino. Graciliano Ramos utiliza uma linguagem econômica e precisa para denunciar as mazelas sociais do Sertão, revelando o impacto da exclusão e da desigualdade sobre os sujeitos comuns. Além de seu valor literário, o romance é um documento simbólico das condições ambientais e sociais da região.

RIBEIRO, Heloísa Maria. Rios nossos que estão no Sertão! São Francisco e Parnaíba. Confins, n. 25, 2015. Disponível em: https://

journals.openedition.org/confins/10150?lang=pt. Acesso em: 17 jun. 2025.

• Artigo acadêmico publicado em revista científica internacional, analisa o papel dos rios São Francisco e Parnaíba no desenvolvimento socioambiental do semiárido nordestino.

RIOS, Eloci Peres; THOMPSON, Miguel. Biomas brasileiros. São Paulo: Melhoramentos, 2013.

• Obra dedicada ao estudo dos principais biomas brasileiros – Cerrado, Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa –, abordando suas características climáticas, vegetação, fauna e flora. Além da análise detalhada dos biomas e de sua importância para a biodiversidade global, o livro enfatiza a necessidade de práticas sustentáveis para proteger esses ecossistemas, frequentemente ameaçados pela ação humana.

ROSS, Jurandyr (Org.). Geografia do Brasil. Vol. I. São Paulo: Edusp, 2019.

• Obra fundamental para o estudo da geografia brasileira, organizada por Jurandyr Ross e com contribuições de especialistas como Ariovaldo Umbelino de Oliveira, Francisco Capuano Scarlato, José Bueno Conti e Sueli Angelo Furlan. O livro apresenta uma análise aprofundada dos aspectos naturais e sociais da geografia do Brasil, evitando generalizações e promovendo uma visão contextualizada.

VINHA, Telma Pileggi. O educador e a moralidade infantil : uma visão construtivista. Campinas, SP: Mercado de Letras; São Paulo: Fapesp, 2000.

• Um livro para auxiliar o educador a compreender a criança com a qual está trabalhando e também a reformular sua atuação, de modo a favorecer a conquista da autonomia infantil.

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