A CONQUISTA - LÍNGUA PORTUGUESA - VOLUME 1

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LÍNGUA PORTUGUESA

COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA

ISABELLA PESSÔA DE MELO CARPANEDA

Pós-graduada em Língua Portuguesa pelo Instituto AVM — Faculdade Integrada. Licenciada em Pedagogia pela Universidade de Brasília e pelo Centro de Educação

Unificado de Brasília, com habilitação em Administração Escolar. Coordenadora pedagógica e elaboradora de material pedagógico para a educação infantil e para o ensino fundamental há mais de 30 anos.

Professora em cursos de formação de professores de educação infantil e ensino fundamental em vários estados desde 1990.

Assessora pedagógica de educação infantil e ensino fundamental em Brasília desde 1984.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental
LIVRO DO PROFESSOR

Copyright © Isabella Pessôa de Melo Carpaneda, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Edição Rogerio Eduardo Alves (coord.), Andreia Pereira, Francielle Batista de Carvalho, Juliana Rochetto, Patricia Quero

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda

Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.), Sarita Borelli

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)

Ilustração de capa Maike Bispo

Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Leandro Brito, Matheus Santiago Martins (assist.)

Diagramação Select Editoração

Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga

Licenciamento de textos Erica Brambila

Iconografia Erika Neves do Nascimento, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Alexandre Matos, Amanda Grazini, Artur Fujita, Beatriz Mayumi, Bentinho, Bruna Assis Brasil, Bruna Ishihara, Bruna Menezes, Bruno Nunes, Caco Bressane, Carlitos Pinheiro, Carol Caramela - Estúdio Caramela, Cibele Queiroz, Claudia Marianno, Claudio Chiyo, Daniel Bogni, Danillo Souza, Dayane Cabral, Dayane Raven, Dnepwu, Edson Farias, Edu Ranzoni, Erick Gervasio, Estúdio Ornitorrinco, Giovana Medeiros, Giz de Cera, Glair Arruda, Hannah Cardoso, Ideário Lab, Ilustra Cartoon, Iri, Isadora Zeferino, Laura Barrichello, Leninha Lacerda, Léo Fanelli, Marcos de Mello, Marcos Fillipe Martins de Lima, Marcos Machado, Milena Buzzinaro, Milena Mantovani, Nicole Santos, Raphael Salimena, Roberto Zoellner, Romont Willy, Sandra Lavandeira, Sidney Meireles, Studio Dez Sextos, Tania Ricci, Vanessa Alexandre, Waldomiro Neto, Yasmin Hassegawa

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Carpaneda, Isabella Pessôa de Melo

A conquista : língua portuguesa : 1º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Isabella Pessôa de Melo Carpaneda. -- 2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Componente curricular: Língua portuguesa.

ISBN 978-85-96-06080-6 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06081-3 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06082-0 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06083-7 (livro do professor HTML5)

1. Língua portuguesa (Ensino fundamental) I. Título.

25-291302

CDD-372.6 Índices para catálogo sistemático:

1. Língua portuguesa : Ensino fundamental 372.6

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Ao colega professor,

Esta coleção visa permitir, desde os primeiros anos do ensino fundamental, o acesso a práticas que desenvolvem conhecimentos, habilidades e atitudes relacionados à leitura e à escrita e contextualizados nas diversas práticas sociais. Aos poucos, é introduzido o trabalho com as capacidades de leitura e produção de textos, escritos e orais, bem como com os aspectos da análise linguística necessários aos atos de ler, escrever, ouvir e falar.

O compromisso com a formação do estudante, visando à sua participação nas mais diversas situações comunicativas, assume, ao longo dos volumes, importância ainda maior. Cabe à escola oferecer aos estudantes oportunidades de vivenciar contextos de uso da linguagem para que eles ampliem seu universo cultural e aprimorem suas capacidades comunicativas. Para isso e por isso, é fundamental que a escola ofereça o contato com a diversidade de temáticas, pontos de vista, gêneros textuais, funções e usos da linguagem.

Nesta coleção, buscou-se apresentar uma seleção textual diversificada (em conteúdo, gênero, autoria, esfera de circulação, finalidade) que propicie aos estudantes o contato com os textos que efetivamente circulam em nossa sociedade, bem como a apresentação, desde o 1 o ano, de todas as relações entre grafemas e fonemas, visando à compreensão da relação entre o que se fala e o que se escreve.

Os textos são explorados por meio de atividades de leitura e de atividades textuais (escritas e orais) que consideram as condições de produção, de forma a contribuir para que os estudantes construam as capacidades necessárias à sua participação em práticas sociais de oralidade, leitura e escrita.

Seus conhecimentos, sua experiência e sua sensibilidade, professor, farão com que as propostas se tornem um verdadeiro instrumento de aprendizagem significativa para os estudantes.

Por fim, ressalta-se que familiares e escola possuem um propósito comum: a formação integral e harmônica dos estudantes. Assim, os familiares e a escola precisam estar alinhados para que as crianças sejam beneficiadas, estabelecendo uma relação de complementariedade entre o que aprendem em casa e os conhecimentos vivenciados em sala de aula.

Bom trabalho!

ORGANIZAÇÃO GERAL DA COLEÇÃO

Esta coleção, destinada aos estudantes de 1o e 2o anos do ensino fundamental, é composta de livro do estudante e livro do professor, nas versões impressa e digital.

Livros impressos

LIVRO DO ESTUDANTE

Cada volume está organizado em quatro unidades, divididas em capítulos. Ao longo dos capítulos, são explorados conteúdos voltados para a alfabetização e a sua consolidação em uma estrutura clara e prática para ser trabalhada em sala de aula.

LIVRO DO PROFESSOR

Além de oferecer subsídios teóricos ao professor, este livro reproduz o livro do estudante na íntegra, em miniatura, com respostas em magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução do livro do estudante, apresenta informações para planejamento e rotina, objetivos, introdução à unidade e planos de aula, que ajudarão a desenvolver as propostas, bem como ampliações e aprofundamentos para enriquecer as abordagens pedagógicas.

Livros digitais

Livro do estudante e livro do professor no formato digital, em HTML, o que permite o acesso ao material em diferentes dispositivos digitais: smartphones, notebooks e tablets, por exemplo.

Objetos digitais

Ao longo do volume, ícones indicam infográficos clicáveis que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica.

CONHEÇA SEU LIVRO DO PROFESSOR

PLANEJAMENTO E ROTINA

Apresentação dos conteúdos, competências e habilidades trabalhadas na unidade e informações para planejamento e organização das aulas.

TESTE DE APRENDIZAGEM

Instrumento para avaliação diagnóstica e somativa dos estudantes com indicadores e rubricas que auxiliam no monitoramento das habilidades de escrita e leitura.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Abertura com a apresentação geral da unidade.

PLANO DE AULA

Orientações com o passo a passo para o desenvolvimento das atividades do livro do estudante, com explicações práticas para conduzir o trabalho em sala de aula.

OBSERVANDO PARA AVANÇAR

Seção com propostas de avaliação diagnóstica e formativa para verificação e acompanhamento das aprendizagens dos estudantes.

OBJETIVOS

Indicação dos objetivos de aprendizagem relacionados aos conteúdos e atividades de cada seção do livro do estudante.

ARTICULAÇÃO COM...

Orientações sobre atividades que permitem a articulação com outros componentes curriculares.

TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS

Indicação do Tema Contemporâneo Transversal (TCT) abordado.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

Sugestões de atividades, brincadeiras e jogos — com adaptações e variações — para ampliar as propostas do livro do estudante.

INCLUSÃO E EQUIDADE

Orientações para adequar atividades e para atuação do professor a fim de contemplar a diversidade de estudantes da turma.

SUGESTÕES PARA O PROFESSOR E SUGESTÕES

PARA OS ESTUDANTES

Duas seções com indicações de livros, artigos científicos, resenhas, vídeos, filmes, sites, entre outros, tanto para o professor como para os estudantes.

TEXTO DE APOIO

Transcrição de passagem de texto teórico para ampliar o repertório do professor.

COMPETÊNCIA SOCIOEMOCIONAL

Indicação de conteúdos que desenvolvem competências socioemocionais.

BNCC — Eixos organizadores comuns de Língua Portuguesa no ensino fundamental

E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA

Planejamento e sequência didática

Papel do professor e a da escola

A neurociência na aprendizagem da leitura e da escrita

Alfabetização

Pega do lápis

Organização para um ambiente alfabetizador

Pontes entre as disciplinas: interdisciplinaridade XIX

Inclusão escolar e valorização da diversidade XIX

Avaliação

Verificação dos níveis de aprendizagem

SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO

Conteúdos — 1o e 2o anos

Cronograma — 1o ano

Habilidades da BNCC – 1o ano

Matrizes de sequência didática e de rotina

LÍNGUA PORTUGUESA

COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA

ISABELLA PESSÔA DE MELO CARPANEDA

Pós-graduada em Língua Portuguesa pelo Instituto AVM — Faculdade Integrada. Licenciada em Pedagogia pela Universidade de Brasília e pelo Centro de Educação

Unificado de Brasília, com habilitação em Administração Escolar. Coordenadora pedagógica e elaboradora de material pedagógico para a educação infantil e para o ensino fundamental há mais de 30 anos.

Professora em cursos de formação de professores de educação infantil e ensino fundamental em vários estados desde 1990.

Assessora pedagógica de educação infantil e ensino fundamental em Brasília desde 1984.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental
LIVRO DO PROFESSOR

Copyright © Isabella Pessôa de Melo Carpaneda, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Edição Rogerio Eduardo Alves (coord.), Andreia Pereira, Francielle Batista de Carvalho, Juliana Rochetto, Patricia Quero

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda

Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.), Sarita Borelli

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)

Ilustração de capa Maike Bispo

Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Leandro Brito, Matheus Santiago Martins (assist.)

Diagramação Select Editoração

Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga

Licenciamento de textos Erica Brambila

Iconografia Erika Neves do Nascimento, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Alexandre Matos, Amanda Grazini, Artur Fujita, Beatriz Mayumi, Bentinho, Bruna Assis Brasil, Bruna Ishihara, Bruna Menezes, Bruno Nunes, Caco Bressane, Carlitos Pinheiro, Carol Caramela - Estúdio Caramela, Cibele Queiroz, Claudia Marianno, Claudio Chiyo, Daniel Bogni, Danillo Souza, Dayane Cabral, Dayane Raven, Dnepwu, Edson Farias, Edu Ranzoni, Erick Gervasio, Estúdio Ornitorrinco, Giovana Medeiros, Giz de Cera, Glair Arruda, Hannah Cardoso, Ideário Lab, Ilustra Cartoon, Iri, Isadora Zeferino, Laura Barrichello, Leninha Lacerda, Léo Fanelli, Marcos de Mello, Marcos Fillipe Martins de Lima, Marcos Machado, Milena Buzzinaro, Milena Mantovani, Nicole Santos, Raphael Salimena, Roberto Zoellner, Romont Willy, Sandra Lavandeira, Sidney Meireles, Studio Dez Sextos, Tania Ricci, Vanessa Alexandre, Waldomiro Neto, Yasmin Hassegawa

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Carpaneda, Isabella Pessôa de Melo

A conquista : língua portuguesa : 1º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Isabella Pessôa de Melo Carpaneda. -- 2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Componente curricular: Língua portuguesa.

ISBN 978-85-96-06080-6 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06081-3 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06082-0 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06083-7 (livro do professor HTML5)

1. Língua portuguesa (Ensino fundamental) I. Título.

25-291302

CDD-372.6 Índices para catálogo sistemático:

1. Língua portuguesa : Ensino fundamental 372.6

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

OLÁ! QUE BOM TER VOCÊ POR AQUI!

ESTÁ COMEÇANDO UM ANO DE DESCOBERTAS

E AVENTURAS COM AS PALAVRAS E ESTA

COLEÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA SERÁ SUA

GRANDE COMPANHEIRA NESTA JORNADA!

VOCÊ VAI SE DIVERTIR COM ATIVIDADES

LÚDICAS, CONHECER MUITAS HISTÓRIAS,

CURIOSIDADES E RECEBER INFORMAÇÕES

IMPORTANTES. TAMBÉM VAI SOLTAR A

IMAGINAÇÃO E A CRIATIVIDADE COM MUITAS

PRODUÇÕES DE ESCRITA.

AQUI, VOCÊ ENCONTRARÁ DESAFIOS, JOGOS, IMAGENS INTERESSANTES E TEXTOS VARIADOS

PARA APRENDER A SE COMUNICAR CADA VEZ

MELHOR — LENDO, ESCREVENDO, FALANDO E ESCUTANDO COM ATENÇÃO.

PREPARE-SE PARA CONQUISTAR NOVOS

SABERES COM ALEGRIA!

DESEJO QUE

CADA PÁGINA TRAGA

ENTUSIASMO E MUITA

VONTADE DE APRENDER!

UM ÓTIMO ANO LETIVO

PARA VOCÊ!

CONHEÇA SEU LIVRO

PARA COMEÇAR

VAMOS COMEÇAR O ANO DESCOBRINDO O QUE VOCÊ JÁ SABE. LEITURA HORA DE LER E APRENDER TUDO O QUE O TEXTO TEM A ENSINAR.

NOSSA LÍNGUA VAMOS PENSAR JUNTOS SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA. PARA COMEÇAR

DIVERTIDAMENTE

APRENDA OS SEGREDOS DA LÍNGUA PORTUGUESA BRINCANDO.

RODA DE LEITURA PROJETO DE LEITURA DE ADIVINHAS

PESQUISE ADIVINHAS COM PESSOAS DA FAMÍLIA E DA COMUNIDADE. DEPOIS, ESCOLHA UMA ADIVINHA PARA COMPARTILHAR E DESAFIAR OS COLEGAS DA TURMA. SIGA ESTAS INSTRUÇÕES PARA A APRESENTAÇÃO:

1. PEÇA A ALGUÉM DA FAMÍLIA QUE ENSINE UMA ADIVINHA PARA VOCÊ.

2. ESCOLHA UMA FORMA DE REGISTRAR A ADIVINHA. ESSE REGISTRO VAI SERVIR DE APOIO NOS ENSAIOS PARA A APRESENTAÇÃO.

3. COMECE A APRESENTAÇÃO CUMPRIMENTANDO A PLATEIA. FALE EM TOM DE VOZ ADEQUADO PARA QUE TODOS POSSAM OUVIR E COMPREENDER VOCÊ.

DICA: FALE A ADIVINHA DE UMA FORMA QUE DEIXE A PLATEIA COM VONTADE DE PENSAR NA RESPOSTA.

E COMPARTILHAR SUAS OPINIÕES. DICA

1 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR. DEPOIS, SUBLINHE AS PALAVRAS QUE TÊM OS SONS FINAIS PARECIDOS. DOBRADURA DE CHAPÉU ESCREVI COMO ME CHAMO NUMA FICHA DE PAPEL DEPOIS FIZ A DOBRADURA E COLEI NO MEU CHAPÉU

2 SIGA AS INSTRUÇÕES

4. AO FINAL DA APRESENTAÇÃO, AGRADEÇA A PLATEIA PELA ATENÇÃO. ROMONT 172 173 /09/25

TRAÇANDO LETRAS

VAMOS TREINAR A ESCRITA DAS LETRAS.

TEXTO POR TODA PARTE VAMOS VER COMO UM TEXTO PODE ESTAR LIGADO A OUTROS TEXTOS.

QUAL É A LETRA? QUE TAL EXPLORAR AS LETRAS DO ALFABETO?

TRAÇANDO LETRAS QUADRINHA

1 LEIA, CUBRA O PONTILHADO E DEPOIS COPIE O TEXTO. Galo Galileu solta o gogó O sítio amanheceu com muito cocoricó Galo Galileu se empina para soltar o gogó

Galo Galileu solta o gogó O sítio amanheceu com muito cocoricó Galo Galileu se empina para soltar o gogó 14/09/25

BOXE QUE TRAZ INFORMAÇÃO EXTRA SOBRE O QUE ESTÁ SENDO ESTUDADO.

HORA DA HISTÓRIA

DIVIRTA-SE OUVINDO E ACOMPANHANDO

A LEITURA DAS HISTÓRIAS COM ATENÇÃO.

110

HORA DA HISTÓRIA CONTO

ALICE É UMA MENINA QUE ADORA COMEMORAR SEU

ANIVERSÁRIO. ELA NÃO VÊ A HORA DE ESSA DATA CHEGAR.

ACOMPANHE A LEITURA DE UM TRECHO DO CONTO ALICE FAZ ANIVERSÁRIO ALICE FAZ ANIVERSÁRIO O TEMPO ESTÁ DISPARADO E, PARA SORTE DE ALICE, A PRIMAVERA CHEGOU E COM ELA O SEU ANIVERSÁRIO. A CASA GANHOU OUTRO COLORIDO. MUITO PAPEL

LAMINADO DOBRADO E RECORTADO. BOLAS DE ENCHER E LÍNGUAS DE SOGRA. BANDEJAS, GUARDANAPOS, FORMINHAS PARA TODO LADO. [...] ALICE ARREPIA DE ALEGRIA! DEVAGARINHO VAI CHEGANDO TODO MUNDO, OS AMIGOS DA

ESCOLA, OS PRIMOS, OS TIOS, O VÔ E A VÓ. ALICE É SÓ ABRAÇOS E BEIJOS. COM O CORAÇÃO TRANSBORDANDO SENTA NO CHÃO E ABRE

CADA LEMBRANÇA, CADA CARINHO. A BONECA DE PANO, O LIVRO NOVO, FITAS PARA O CABELO E UM COFRINHO. ENTRE UM ABRAÇO E MUITOS SORRISOS ALICE BRINCA E BRINCA. PIQUE-ESCONDE, PIQUE-ALTO, GALINHA CHOCA E GATO MIA. ALICE É TODA CORRERIA. [...]

A NOITE VEM JUNTO COM O FIM DA FESTA. A MENINA, AGORA CANSADA, DIVIDE O SOFÁ COM SUA BONECA, PAPÉIS DE EMBRULHO, BRINQUEDOS E FITAS. O BURBURINHO DA MÚSICA E DA CONVERSA DE GENTE GRANDE VAI FICANDO LONGE, LONGE.

O VENTO FRESCO BATE À JANELA. O SILÊNCIO CHEGA E TRAZ PARA ALICE UM SONO GOSTOSO DE PRESENTE. — ATÉ AMANHÃ, ALICE! — MURMURA SUA MÃE. E ALICE DORME UM SONO COMPRIDO E COLORIDO, CHEIO

QUEM É?

BOXE QUE TRAZ INFORMAÇÕES SOBRE O AUTOR.

DIÁLOGOS

VAMOS LER E PENSAR SOBRE ASSUNTOS RECENTES.

GLOSSÁRIO

BOXE QUE APRESENTA O SIGNIFICADO DE PALAVRAS QUE TALVEZ VOCÊ NÃO CONHEÇA.

PRODUÇÃO ESCRITA

QUE TAL CRIAR SEU PRÓPRIO TEXTO?

OBSERVE

CENA. O QUE AS CRIANÇAS ESTÃO FAZENDO? Espera-se que os estudantes digam que as crianças estão brincando.

PESQUISE BRINQUEDOS FEITOS COM MATERIAIS RECICLADOS E ESCOLHA UM PARA FAZEREM JUNTOS. Resposta pessoal. Respostas pessoais.

DESCUBRA MAIS

Produção coletiva. Veja orientações

LODUCCA, STELA GRECO. DUDU E A CAIXA SÃO PAULO: COMPANHIA DAS LETRINHAS, 2023. QUANDO UMA GRANDE CAIXA DE PAPELÃO CHEGA, DUDU SOLTA A IMAGINAÇÃO. ELA VIRA UM CARRO, UMA PRISÃO E UM BARCO, TUDO AO MESMO TEMPO. LEIA PARA SE DIVERTIR E DESCOBRIR ONDE A CAIXA VAI PARAR!

DESCUBRA MAIS

BOXE QUE SUGERE MATERIAIS QUE PODEM ENRIQUECER O ESTUDO DO CONTEÚDO.

PRODUÇÃO ESCRITA CONVITE PARA EXPOSIÇÃO DATA, LOCAL E HORÁRIO:

Veja orientações na seção Plano de aula VOCÊ E SUA TURMA VÃO MONTAR O PAINEL BELEZAS DO FUNDO DO MAR COM PINTURAS FEITAS COM O DEDO. DEPOIS, VOCÊS VÃO FAZER UM CONVITE PARA QUE OUTRAS TURMAS VISITEM A EXPOSIÇÃO. 1. ESCREVAM AS INFORMAÇÕES QUE O CONVITE VAI TER.

EVENTO: NOME DE QUEM ESTÁ CONVIDANDO:

VERIFICAR SE NÃO FALTA NENHUMA INFORMAÇÃO. 3. CONVIDEM TAMBÉM PESSOAS DE SUA FAMÍLIA OU DE SUA COMUNIDADE. VOCÊ PODE UTILIZAR O MODELO DE CONVITE A SEGUIR. NA PRIMEIRA LINHA, ESCREVA O NOME DO CONVIDADO.

Resposta pessoal.

VOCÊ É NOSSO CONVIDADO(A) ESPECIAL PARA APRECIAR O PAINEL BELEZAS DO FUNDO DO MAR COM PINTURAS FEITAS COM O DEDO. NÓS MERGULHAMOS NA TINTA PARA VOCÊ MERGULHAR NO MAR!

DATA: HORÁRIO: LOCAL: CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA! TURMA:

PRODUÇÃO ORAL

APRESENTAÇÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM COM A AJUDA DE UM ADULTO, PESQUISE EM LIVROS, EM REVISTAS E NA INTERNET A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM PARA O MEIO AMBIENTE.

Veja orientações na seção Plano de aula

1. VOCÊ E OS COLEGAS DE TURMA VÃO CONTAR AOS COLEGAS DE OUTRA TURMA O QUE APRENDERAM SOBRE RECICLAGEM.

2. DURANTE A PESQUISA, ANOTEM AS INFORMAÇÕES MAIS INTERESSANTES E IMPORTANTES SOBRE O ASSUNTO.

3. COMBINEM O QUE CADA UM VAI DIZER E ENSAIEM. VOCÊS PODEM MONTAR CARTAZES PARA APOIAR AS FALAS.

4. NO DIA DA APRESENTAÇÃO, FALEM EM UM TOM DE VOZ ADEQUADO PARA QUE TODOS POSSAM OUVIR E COMPREENDER AS INFORMAÇÕES.

PARA REVER O QUE APRENDI VAMOS LEMBRAR TUDO O QUE VOCÊ APRENDEU DURANTE O ANO.

PRODUÇÃO ORAL MOSTRE COMO VOCÊ SE COMUNICA EM DIFERENTES SITUAÇÕES.

ÍCONES

ATIVIDADE ORAL AS ATIVIDADES COM ESSE ÍCONE DEVEM SER FEITAS ORALMENTE. APROVEITE PARA TROCAR IDEIAS COM SEUS COLEGAS E PROFESSORES.

ATIVIDADE EM DUPLA QUANDO VIR ESSE ÍCONE, É HORA DE SE JUNTAR A UM COLEGA DA TURMA PARA FAZER A ATIVIDADE.

OBJETOS DIGITAIS O ÍCONE AO LADO IDENTIFICA OS INFOGRÁFICOS CLICÁVEIS QUE SÃO OBJETOS DIGITAIS PRESENTES NESTE VOLUME. OS OBJETOS DIGITAIS APRESENTAM ASSUNTOS COMPLEMENTARES AO CONTEÚDO DO LIVRO, AMPLIANDO SUA APRENDIZAGEM.

ATIVIDADE EM GRUPO ESSE ÍCONE INDICA QUE A ATIVIDADE SERÁ FEITA EM CONJUNTO COM COLEGAS.

LEITURA • CAPA DE LIVRO

QUAL É A LETRA? • LETRA X

PLANEJAMENTO E ROTINA

Conteúdo

• Apresentação pessoal

• Escrita do próprio nome

• Lista de nomes da turma

• Autorretrato

• Sons finais e iniciais das palavras

• Placas

• Alfabeto

• Trava-línguas

• Quadrinha

• Símbolos, letras e sílabas

• Boa convivência em sociedade

• Regras de convivência

• Crachá

• Produção de crachá

• Vogais e consoantes

• Letras a, e, i, o, u

• Encontros vocálicos

• Vogais nasais com til e com m e n no final de sílaba

• Entrevista oral

Objetivos

• Indicados no início de cada seção.

BNCC

Competências

específicas de Língua Portuguesa

1, 2, 3, 7

Habilidades

EF15LP01, EF15LP02, EF15LP04, EF15LP05, EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13, EF15LP14, EF15LP18, EF12LP01, EF12LP02, EF12LP03, EF12LP04, EF12LP07, EF12LP18, EF12LP19, EF01LP01, EF01LP02, EF01LP03, EF01LP04, EF01LP05, EF01LP06, EF01LP07, EF01LP08, EF01LP09, EF01LP10, EF01LP11, EF01LP16, EF01LP17, EF01LP19, EF01LP21

Projeto de leitura

• Sacolinha da leitura e trava-línguas – p. 37

UNIDADE UNI, DUNI, TÊ: ALFABETO E VOCÊ!

NÓS SOMOS A TURMA DO ALFABETO! ALGUNS DE NÓS

TÊM 6 ANOS E OUTROS TÊM 7 ANOS!

GOSTAMOS MUITO DE LER, ESCREVER E BRINCAR JUNTOS!

DURANTE ESTE ANO, VAMOS AJUDAR VOCÊ E OS COLEGAS

A APRENDER A LER E A ESCREVER!

Organize-se

• p. 16 – Papel pardo em que caibam os nomes de todos os estudantes da turma.

• p. 24 – Papel pardo, tiras com nomes de animais (dez), lápis de cor, giz de cera.

• p. 29 – Cartelas de letras, cartolina ou papel pardo, tesoura com pontas arredondadas, cola, alfabeto móvel e bola.

• p. 31, 38, 52, 54, 56, 58 – Cartolina ou papel pardo.

• p. 30 – Envelopes para guardar as letras do alfabeto móvel.

• p. 31 – Cartelas de letras.

• p. 37 – Sacola para transportar livro.

• p. 48 – Cartolina, fita colorida, tesoura com pontas arredondadas.

• AGORA É A SUA VEZ DE SE APRESENTAR AOS COLEGAS. DIGA SEU NOME, QUANTOS ANOS VOCÊ

TEM E O QUE ESPERA APRENDER ESTE ANO NA ESCOLA. Respostas pessoais.

• COPIE SEU NOME COMO ESTÁ ESCRITO NA SUA FICHA.

Resposta pessoal. Os estudantes podem traçar o nome em letra

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, os estudantes iniciam sua jornada de alfabetização por meio de vivências significativas e familiares. Atividades como apresentação oral, escrita do próprio nome, autorretrato e lista da turma promovem o reconhecimento da identidade e o uso social da linguagem.

As propostas desenvolvem a consciência fonológica, com foco na identificação de sons iniciais e finais, segmentação de palavras e sílabas, e discriminação visual de letras. A escrita espontânea e o ditado favorecem a reflexão sobre o sistema de escrita e o avanço nas hipóteses de escrita.

PLANO DE AULA

Apresente aos estudantes a imagem de abertura da unidade, incentivando a observação atenta. Convide-os a explorar a cena com curiosidade e a descrever o que veem. Estimule-os a comentar onde as personagens estão e o que estão fazendo ali. Valorize as percepções pessoais e incentive a escuta dos colegas, promovendo um momento de troca oral e construção coletiva de sentidos.

Oriente-os a realizar a própria apresentação, falando o nome, a idade e algumas de suas preferências. Ressalte a importância de falar pausadamente, em tom de voz que possa ser ouvido por todos, e ressalte a importância de ouvirem os colegas sem fazer interrupções.

Oriente os estudantes a recortarem o prisma da página 287 do Material complementar. Explique que, primeiro, devem escrever o próprio nome e, depois, fazer as dobras nas linhas contínuas e colar a parte indicada para formar o prisma. Auxilie os estudantes que apresentarem dificuldade na escrita do nome. O prisma com o nome pode ser utilizado como modelo de escrita sempre que houver necessidade.

Competência socioemocional

Autoconsciência

Nesse primeiro momento, os estudantes poderão estar aflitos e ansiosos com o início de uma nova etapa. Esta atividade de apresentação é importante para que reconheçam e acolham essas emoções, além de fazer com que se sintam mais tranquilos para enfrentar os novos desafios, sabendo que podem contar com o apoio do professor.

OBJETIVOS

• Diagnosticar os conhecimentos prévios.

• Observar a capacidade de nomear e reconhecer letras, números e figuras.

• Avaliar a escrita do nome próprio com ou sem modelo.

• Investigar hipóteses de escrita por meio da escrita espontânea de palavras e do ditado.

• Promover o contato com grafismos indígenas como forma de valorização da diversidade cultural.

• Estimular o vocabulário e o reconhecimento de palavras ligadas ao cotidiano e ao universo infantil.

PLANO DE AULA

Para começar

Esta seção marca o início do percurso de alfabetização e tem como principal finalidade diagnosticar os conhecimentos prévios dos estudantes, de modo a planejar o ano letivo com intervenções pedagógicas adequadas ao perfil da turma. Por meio de atividades lúdicas, interativas e culturalmente significativas, o professor poderá observar aspectos fundamentais do desenvolvimento da linguagem oral e escrita, como a escrita do próprio nome, a escuta atenta, o reconhecimento de letras e sons, e a consciência fonológica.

Atividade 1. Peça que cada estudante desenhe o próprio rosto no espaço indicado. Dê um tempo para que eles observem se acrescentaram todos os detalhes que gostariam e para colorirem a imagem. Nessa etapa, é comum que os estudantes não ocupem de maneira proporcional o espaço da página. Se possível, apresente obras conhecidas de autorretratos e fale sobre a proporção do desenho em relação ao espaço da tela.

A seguir, peça que escrevam o próprio nome da forma como souberem (não cabe

PARA COMEÇAR

1 DESENHE VOCÊ E ESCREVA SEU NOME. Produção pessoal.

Resposta pessoal. Os estudantes podem registrar o nome como souberem.

2 COM OS COLEGAS E O PROFESSOR, FAÇA UMA LISTA COM OS NOMES DE TODOS DA TURMA Proposta coletiva.

aqui, neste momento, a correção ortográfica), promovendo uma atividade que envolve a escrita espontânea para que eles mobilizem seus conhecimentos sobre o sistema escrito.

Os estudantes podem traçar os nomes em letra bastão ou em letra cursiva. Os nomes deles são a peça-chave para o início da compreensão do sistema de escrita, uma fonte preciosa para quem está aprendendo a ler e a escrever.

Durante a atividade, observe a pega no lápis e, se for o caso, faça anotações para conduzir atividades que os ajudem a melhorar nesse processo; assim, poderá fazer uma avaliação

diagnóstica para o desenvolvimento de atividades futuras. É importante que, neste primeiro momento, eles não se sintam constrangidos e tenham a sensação de acolhimento, por isso, deixe as correções para depois.

Atividade 2. Faça um cartaz em papel pardo com a lista dos primeiros nomes dos estudantes em letra de imprensa maiúscula, em ordem alfabética. Comece a lista pedindo a um estudante para dizer seu nome. Afixe-o permanentemente na sala de aula para que os estudantes possam consultá-lo. Leia em voz alta cada nome da lista e peça-lhes que falem o nome da letra inicial.

DANILLO SOUZA

3 VOCÊ JÁ VIU ALGUM GRAFISMO INDÍGENA? OBSERVE. Resposta pessoal.

GRAFISMO CORPORAL EM MENINA DA ETNIA KARAJÁ, NA ALDEIA SANTA ISABEL DO MORRO, NA ILHA DO BANANAL, NO ESTADO DO TOCANTINS, EM 2025.

PEÇAS DE CERÂMICA COM GRAFISMOS FEITAS NA ALDEIA KIRIRI, NO MUNICÍPIO DE BARREIRAS, NO ESTADO DA BAHIA, EM 2022.

• COMPLETE OS GRAFISMOS INDÍGENAS COBRINDO OS PONTILHADOS. DEPOIS, PINTE OS VASOS.

Tema contemporâneo transversal

Produção pessoal.

Atividade 3. Abra espaço para que os estudantes digam o que sabem sobre os indígenas. É importante abrir espaço para que compartilhem o que sabem, acolhendo suas falas com respeito e cuidado, sem reforçar estereótipos ou permitir atitudes preconceituosas. Peça aos estudantes que observem atentamente os grafismos nas imagens e explique que eles não são apenas uma forma de embelezar pessoas e objetos, mas contêm saberes tradicionais de grande importância para esses povos, que envolvem suas crenças, histórias e modos de vida. Em seguida, peça que eles completem os grafismos e pintem os vasos da página. Use esta atividade para mostrar aos estudantes que desenhos, grafismos e letras são diferentes entre si. Mostre a eles mais uma vez a lista de nomes no quadro e compare com o desenho que fizeram do próprio rosto e depois com os grafismos indígenas, destacando que cada um tem função distinta dos demais.

16/09/25 21:03

Multiculturalismo — Diversidade Cultural: a atividade 3 permite a valorização do multiculturalismo e dos povos originários brasileiros, oportunizando um momento de troca de informações entre os estudantes do qual o professor pode e deve participar com dados e histórias significativas.

FABIO COLOMBINI

PLANO DE AULA

Atividade 4. Mostre aos estudantes a correspondência entre os grafismos e os nomes que receberam na tradição indígena.

Peça-lhes que realizem esta atividade e aproveite para avaliar a pega no lápis e a coordenação motora fina . Nesse momento, enquanto os estudantes se dedicam a realizar a atividade, passe pelas carteiras daqueles que apresentarem maior dificuldade nesses aspectos e os oriente com cuidado, acolhimento e em voz baixa para não chamar a atenção dos demais sobre os desafios enfrentados pelos colegas.

Caso sinta necessidade, peça que os estudantes que necessitarem de apoio façam o movimento correspondente a cada grafismo no ar algumas vezes com o dedo indicador antes de iniciar o trabalho com o lápis.

Em seguida, deverão iniciar a atividade com o lápis e observar se está parecido com o modelo. Caso constatem a necessidade de ajustes, esclareça que podem apagar e reiniciar o traçado sem problemas. Se quiserem, poderão, novamente, treinar com o indicador no ar ou na própria carteira até se sentirem mais seguros para repetir a atividade.

Inclusão e equidade

Alguns estudantes podem apresentar maior dificuldade nas atividades que envolvem coordenação motora fina. Procure realizar pintura a dedo ou peça que façam os movimentos inicialmente com massa de modelar para que, aos poucos, consigam fazer a atividade com o lápis.

4 OBSERVE ESTES OUTROS GRAFISMOS INDÍGENAS E ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR PARA SABER O NOME DE CADA UM.

DENTE DE JACARÉ

CIPÓ-ESCADA

CAMINHO DE COBRA

5 FALE OS NOMES DAS FIGURAS. • AGORA, PINTE UMA PARA CADA PARTE DO NOME

Atividade 5. Aqui se trabalha uma das habilidades da consciência fonológica, a consciência de sílabas, essencial ao desenvolvimento da alfabetização, pois ajuda os estudantes a perceber que as palavras faladas podem ser divididas em unidades menores.

Como é uma habilidade especialmente ligada aos sons, a atividade não envolve palavras escritas. O foco está na habilidade auditiva de segmentar e manipular sons, uma competência fundamental para a alfabetização. As crianças começam a reconhecer padrões de som e ritmo na fala, o que facilita a futura associação entre sons e letras, elemento essencial para a leitura e a escrita.

Certifique-se de que os estudantes reconhecem e sabem os nomes das figuras. Depois, peça-lhes que falem o nome de cada uma delas, pausadamente, batendo palmas para cada parte pronunciada.

Em seguida, peça-lhes que pintem o número de bolinhas que corresponde a cada uma das sílabas (cada batida de palmas), isto é, a cada som emitido ao abrirem a boca durante a pronúncia das palavras.

A quantidade de bolinhas deverá corresponder ao número de sílabas da palavra. Assim será possível avaliar se o aluno confunde quantidade de sílabas com quantidade de letras.

PLANO DE AULA

Atividade 6. Esta atividade aborda outra habilidade da consciência fonológica, a habilidade de consciência de palavras, fundamental para o desenvolvimento da percepção auditiva das crianças, ajudando-as a compreender que a linguagem falada é composta de unidades distintas, as palavras. Embora haja palavras escritas, o foco desta atividade está na capacidade de os estudantes perceberem auditivamente a quantidade de palavras em uma frase. Ao desenvolver essa habilidade, os estudantes começam a entender que as frases que ouvem podem ser segmentadas em palavras individuais, o que é um passo importante para o aprendizado da leitura e da escrita. Trabalhar a percepção de palavras faladas ajuda os estudantes a estruturar a linguagem e a preparar seu cérebro para a segmentação de frases e, mais tarde, para a associação dessas palavras com suas formas escritas. Nesse momento, as frases escritas servem apenas como apoio pedagógico, enquanto a atenção dos estudantes deve estar direcionada para a audição e a identificação das palavras faladas. Avalie se eles têm dificuldades para identificar palavras pequenas como preposições e artigos (com menos de três letras).

• AGORA, PINTE UMA PARA CADA PALAVRA DAS FRASES.

Atividade complementar

Uma maneira lúdica de desenvolver a consciência de aliterações com os estudantes é propor uma atividade com música. Portanto, apresente uma canção orientando-os a ficar em pé, prontos para se movimentar. Explique que eles deverão prestar atenção nas palavras cantadas na música. Quando ouvirem um par de palavras com o mesmo som inicial (palavras aliterativas), eles deverão se mover — seja dançando, pulando, seja fazendo algum gesto combinado previamente.

Por exemplo, se ouvirem BOLA e BORBOLETA, que começam com o mesmo som, eles deverão se movimentar. Quando as palavras não forem aliterativas, eles devem permanecer parados. Esta atividade, além de lúdica, capacita os estudantes a identificar e reconhecer sons iniciais semelhantes, promovendo o desenvolvimento da consciência fonológica.

6 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.
JÚLIA NADA NA PISCINA.
RENATA JOGA FUTEBOL NO CAMPINHO.
JULIANO ADORA LER.

7 EM CADA GRUPO DE IMAGENS, PINTE AS FIGURAS COM NOMES QUE COMEÇAM COM O MESMO SOM INICIAL DO NOME DA FIGURA COLORIDA.

8 CONTORNE OS ELEMENTOS DE ACORDO COM A LEGENDA.

LETRAS

NÚMEROS FIGURAS

Texto de apoio

Atividade 7. O objetivo da atividade é verificar se os estudantes identificam sons iguais ou semelhantes no início de palavras, ou seja, se desenvolveram a habilidade de consciência de aliterações. A consciência de aliteração é a habilidade de identificar e repetir a mesma sílaba ou o mesmo fonema no início de palavras. Atividades práticas que exploram a aliteração ampliam o entendimento dos estudantes sobre as conexões entre palavras e sons.

Atividade 8. Incentive os estudantes a verbalizar o que veem no quadro. Peça-lhes que falem as letras, os números e as ilustrações que conseguem identificar. Em seguida, solicite que ditem apenas as letras; registre-as na lousa. Só então incentive-os a contornar as letras, os números e as ilustrações de acordo com a legenda.

A capacidade de diferenciar letras, números e desenhos é um passo determinante no início da alfabetização, pois ajuda os estudantes a compreender que os símbolos têm significados distintos. Esse processo é fundamental para o desenvolvimento da leitura e da escrita.

14/09/25 13:49

No campo da Linguística e da Fonologia, particularmente quando relacionado com o desenvolvimento da consciência fonológica, o termo aliteração é usado para designar a semelhança entre sons iniciais de palavras: em sílabas, particularmente sílabas CV [...] e também em fonemas [...].

SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016, p. 180.

Crianças que aprendem a reconhecer e a diferenciar rapidamente símbolos têm mais facilidade em desenvolver habilidades fonológicas, que são preditoras de sucesso na leitura. Dessa forma, atividades que incentivem essa distinção desde cedo promovem um avanço significativo no processo de aprendizagem.

PLANO DE AULA

Atvidade 9. Peça aos estudantes que verbalizem o nome da figura em destaque: BOTÃO.

Em seguida, desafie-os a verbalizar os nomes de todos os elementos que veem na cena. Podem ser citadas palavras como LAGO, PATINHOS, BANCO DE PRAÇA, CAMINHÃO, CESTA E TOALHA DE PIQUENIQUE, MÃE E FILHO, PAVÃO, CAMALEÃO, MAMÃO, PÃO, PIÃO, AVIÃO, ÁRVORES. Então, pergunte: “Quais nomes terminam como BOTÃO? ÁRVORE termina como BOTÃO? Por quê? E CAMINHÃO? E MAMÃO?”. O procedimento é o mesmo para as demais palavras. É importante compreenderem que devem contornar as figuras cujos nomes terminam com -ÃO

O que se objetiva é o trabalho com a consciência de rimas, habilidade fundamental da consciência fonológica e importante para o processo de alfabetização. Ela envolve a capacidade de reconhecer e produzir palavras que terminam com sons semelhantes. Essa habilidade ajuda os estudantes a perceber que as palavras são compostas de sons e que estes podem ser manipulados e combinados de diferentes formas.

Trabalhar a consciência de rimas facilita a identificação de padrões sonoros na fala, sendo essencial para a leitura e a escrita. Ao reconhecer rimas, os estudantes começam a desenvolver a sensibilidade para os sons das palavras, uma base importante para associar fonemas às letras e, posteriormente, para decodificar palavras durante a leitura.

9 OBSERVE A CENA E CONTORNE SETE FIGURAS COM NOMES

QUE TERMINAM COM OS MESMOS SONS FINAIS DE botão

Sugestão para o professor ADAMS, Marilyn Jager et al Consciência fonológica em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

O livro apresenta reflexões sobre a importância da consciência fonológica no processo de alfabetização.

10 PINTE UM PARA CADA PARTE PRONUNCIADA DOS NOMES DAS FIGURAS.

• MARQUE UM X NO QUADRINHO QUE VOCÊ DEVE TIRAR PARA FORMAR O NOME DE CADA FIGURA A SEGUIR.

FI VE LA

Os estudantes devem tirar a sílaba FI.

SA CO LA

Os estudantes devem tirar a sílaba SA.

16/09/25 21:03

1. O uso conjugado das três modalidades de avaliação (diagnóstica, formativa e somática), com suas respectivas funções (diagnosticar, controlar e classificar), tende a garantir a eficiência do processo de avaliação e a eficácia do processo ensino-aprendizagem.

2. A avaliação não é um fim, mas um meio: para o aluno, é um meio de corrigir os erros e fixar as respostas certas; para o professor, é um meio de aperfeiçoar seus procedimentos de ensino.

3. A forma de encarar e realizar a avaliação reflete a atitude do professor e suas relações com o aluno.

HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo: Ática, 1992. p. 28.

Atividade 10. Esta atividade também visa desenvolver e avaliar a consciência de sílabas dos estudantes. Certifique-se de que sabem o nome das figuras: FIVELA e SACOLA. Feito isso, peça-lhes que pronunciem essas palavras pausadamente, batendo palmas a cada parte pronunciada. Então solicite que pintem as bolinhas que representam a quantidade de partes das palavras FIVELA e SACOLA. Faça perguntas como: “Quantas partes tem essa palavra?”. Oriente-os a pronunciar a palavra pausadamente apontando para as bolinhas que representam cada uma das partes. Depois, os estudantes são desafiados a manipular os sons (sílabas) de cada uma das palavras FIVELA e SACOLA, formando outras. Para isso, peça-lhes que verbalizem os nomes das figuras VELA e COLA. Em seguida, promova a segmentação das palavras em sílabas. Então, pergunte: “Qual parte de FIVELA pode ser retirada para formar a palavra VELA?”. “E qual parte de SACOLA poder ser retirada para formar a palavra COLA?”.

Texto de apoio
sacola
fivela

PLANO DE AULA

Atividade 11. Faça a leitura da quadrinha. Estimule os estudantes a identificar na imagem os elementos mencionados na leitura da quadrinha. Nesse momento, o objetivo do texto escrito é explorar a compreensão leitora dos estudantes.

A sondagem para verificar a compreensão leitora e a capacidade de interpretação é uma prática essencial no início da alfabetização, pois permite identificar o nível de desenvolvimento das habilidades de leitura dos estudantes e ajustar intervenções pedagógicas de acordo com suas necessidades. O intuito da atividade é avaliar se eles compreendem o texto lido, ou seja, avaliar a fluência e a compreensão leitora, o que é decisivo para o sucesso escolar.

A atividade também visa desenvolver a percepção visual dos estudantes. Há evidências científicas que apontam que a percepção visual está diretamente relacionada à alfabetização precoce. Pesquisas indicam que os estudantes que desenvolvem bem essa habilidade têm mais facilidade em reconhecer letras, o que acelera o processo de decodificação, tornando-se uma habilidade eficaz no desenvolvimento de uma base sólida para o aprendizado da leitura.

11 ACOMPANHE A LEITURA QUE O PROFESSOR VAI FAZER DESTA QUADRINHA.

SOPA DE CENOURA

COM A SOPA DE CENOURA, MILA VIROU COELHA.

GOSTOU E SE LAMBUZOU DO FOCINHO ATÉ A ORELHA!

DUMONT, SAVIA. SOPA DE CENOURA. 2025. DISPONÍVEL EM: https://saviadumont.wordpress.com/2025/05/13/ sopa-de-cenoura-2/. ACESSO EM: 24 JUL. 2025.

Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.

A) MARQUE UM X NO PRINCIPAL LEGUME UTILIZADO PARA FAZER A SOPA.

BETERRABA X CENOURA

CEBOLA

B) NA CENA, CONTORNE A FIGURA DE UM ANIMAL CONHECIDO POR GOSTAR DE COMER CENOURA.

C) POR QUE A QUADRINHA DIZ QUE MILA VIROU COELHA?

Espera-se que os estudantes percebam que essa afirmação se refere ao fato de Mila ter tomado sopa de cenoura e esse alimento ser geralmente relacionado aos coelhos.

Atividade complementar

Após a leitura da quadrinha, proponha aos estudantes a produção coletiva de uma lista com os nomes de seis animais preferidos da turma. Apresente dez fotografias de animais para elegerem, de comum acordo, os seis favoritos.

Dite, então, os nomes escolhidos. Pergunte: “Como vocês escreveram GATO?” (ou outro animal). Instigue os estudantes a ditar as letras que usaram para escrever essa palavra e registre as várias sugestões na lousa. Evidencie para a turma as diferentes formas de como essa palavra foi escrita.

Por fim, providencie tiras de papel com os nomes dos seis animais. Os estudantes deverão colá-las em uma folha de papel pardo e desenhar ao lado de cada animal a figura correspondente. Essa lista deverá ser exposta no mural da sala de aula para servir como fonte de consulta para outras escritas.

12 LEIA ESTE TEXTO. DEPOIS, LEIA COM O PROFESSOR E OS COLEGAS.

A VACA E O MATO

O MATO PEGA FOGO

O MATO VIVE DE NOVO

E A VACA COME O MATO.

CORREIA, CARLOS. MINHA PRIMEIRA LEITURA: DUAS SÍLABAS. RIO DE JANEIRO: C. A. R. CORREIA FILHO, 2019. NÃO PAGINADO.

• AGORA, PINTE OS QUADRINHOS DAS CENAS DE ACORDO COM CADA LINHA DO TEXTO.

Atividade 12. Apresente o título do texto e pergunte aos estudantes: “O que vocês acham que vai acontecer nessa história entre a vaca e o mato?”. Mostre as ilustrações e incentive-os a descrever o que veem, levantando hipóteses sobre o enredo.

Faça a leitura do texto em voz alta, com entonação expressiva, mostrando aos estudantes cada linha à medida que lê. Em seguida, faça a leitura compartilhada com eles, repetindo juntos cada linha. A leitura pode ser dividida em partes: o professor lê uma linha e os estudantes a repetem.

Explique que eles deverão pintar os quadrinhos de acordo com as cenas que representam cada linha do texto. Oriente-os a identificar, por meio da leitura e da observação das expressões do mato e da vaca, a qual parte do texto cada cena corresponde.

Observe se os estudantes reconhecem a sequência de acontecimentos e identificam as imagens de acordo com o texto. Avalie o envolvimento durante a leitura compartilhada e a capacidade de relatar, com suas próprias palavras, o que aconteceu com o mato e com a vaca. Registre avanços na compreensão leitora com base na releitura e na associação imagem-texto.

14/09/25 13:49

Texto de apoio [...] as práticas avaliativas que potencializam mudanças sociais e primam por processos emancipatórios precisam ser discutidas com os pais/responsáveis para que eles as compreendam, as apoiem e se unam a seus filhos. Somente assim poderemos construir o processo avaliativo comprometido com as aprendizagens de todos os estudantes. Nesse sentido, algumas estratégias pedagógicas podem ser utilizadas para maior engajamento da família na ação educativa dos estudantes, tais como: orientar como os pais/responsáveis podem auxiliar seus filhos na realização das atividades extraclasse, como os deveres de casa, sem repassar-lhes o trabalho que cabe ao professor; adotar formas e canais de comunicação eficientes para acesso à família, sempre com vistas à conquista das aprendizagens por todos os estudantes; conhecer o perfil dos pais para melhor aproveitamento de seu tempo livre e de suas habilidades/competências junto à escola; encontrar formas de participação do responsável pelo aluno no conselho de classe [...]

OLIVEIRA, Rose Meire da Sila. Pais/responsáveis: participação necessária. In: VILLAS BOAS, Benignas (org.). Avaliação: interações com o trabalho pedagógico. São Paulo: Papirus, 2018. p. 112-113.

PLANO DE AULA

Atividade 13. Esta atividade visa desenvolver e verificar o nível de percepção visual dos estudantes. Solicite que localizem e nomeiem cada um dos brinquedos em destaque: bicicleta, bola, peteca e trem. Pergunte: quantos brinquedos serão encontrados na cena? Depois, peça que os circulem.

Teste de aprendizagem

As atividades da seção Para começar são de avaliação diagnóstica e têm como finalidade identificar o nível de desenvolvimento dos estudantes em relação às habilidades emergentes de leitura e escrita, considerando que estão no início do processo de alfabetização.

O teste é um exercício de avaliação diagnóstica que pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura e escrita. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Eixo Escrita

Indicador avaliado: Representa o próprio nome com autonomia.

• Defasagem: Não reconhece ou não consegue escrever o próprio nome.

• Intermediário: Escreve parcialmente ou com letras aleatórias.

• Adequado: Escreve o nome completo com autonomia, mesmo com eventuais trocas.

Indicador avaliado: Utiliza o lápis de forma adequada para desenhar, pintar e escrever.

• Defasagem: Segura com dificuldade, traços instáveis ou sem controle.

13 VOCÊ JÁ FEZ COLEÇÃO DE ALGUMA COISA? SE SIM, DE QUÊ?

• CONTORNE NESTA COLEÇÃO OS MESMOS BRINQUEDOS EM DESTAQUE ACIMA DA ESTANTE. Respostas pessoais.

• Intermediário: Segura corretamente, com traços pouco firmes.

• Adequado: Segura com firmeza e realiza traços precisos.

Indicador avaliado: Identifica sons iniciais iguais em palavras.

• Defasagem: Não reconhece semelhança de sons no início das palavras.

• Intermediário: Reconhece com apoio em pares conhecidos.

• Adequado: Reconhece sons iniciais semelhantes em diferentes palavras.

Indicador avaliado: Reconhece palavras com sons finais semelhantes.

• Defasagem: Não reconhece palavras com sons semelhantes ao final.

• Intermediário: Reconhece com apoio ou exemplos visuais.

• Adequado: Reconhece e identifica com autonomia.

Eixo Leitura

Indicador avaliado: Compreende texto curto lido pelo professor.

CARLITOS PINHEIRO

14 ESCREVA, COMO SOUBER, O NOME DE CADA BRINQUEDO.

• AGORA, ESCREVA A FRASE QUE O PROFESSOR VAI DITAR.

• Defasagem: Não responde ou responde de forma desconectada.

• Intermediário: Compreende parcialmente com apoio.

• Adequado: Relata com suas palavras e responde a perguntas sobre o texto. Indicador avaliado: Relaciona imagem ao texto lido pelo professor.

• Defasagem: Não consegue relacionar a imagem ao texto, interpreta de forma desconexa.

• Intermediário: Relaciona parcialmente, com apoio do professor ou inferências limitadas.

• Adequado: Relaciona com autonomia, inferindo sentido da imagem a partir do texto e vice-versa.

Observando para avançar Ressalta-se a necessidade de realizar, periodicamente, atividades de sondagem dos conhecimentos acerca do sistema de escrita e verificação das hipóteses de escrita dos estudantes. Essa é uma importante ferramenta para auxiliar seu planejamento. É imprescindível registrar o diagnóstico em planilhas e/ou em outras ferramentas que julgar adequadas.

Atividade 14. Por meio da atividade de nomear os brinquedos, os estudantes serão desafiados a registrar, como souberem, os respectivos nomes. Trata-se de uma atividade diagnóstica que visa sondar os conhecimentos acerca do sistema de escrita e verificar as hipóteses de escrita de cada um de seus estudantes para melhor planejar suas atividades.

Em propostas como essa, os estudantes têm a oportunidade de refletir sobre a escrita, cujo intuito é levá-los a produzir uma lista de palavras sem o apoio de outras fontes escritas. As palavras foram escolhidas propositalmente, considerando o número de sílabas: polissílaba, trissílaba, dissílaba e monossílaba. Inicie a atividade ditando as palavras, sem silabar. Observe as reações dos estudantes enquanto escrevem. Ao finalizarem a escrita, oriente-os a ler o que escreveram e registre suas observações (como fazem a leitura, se apontam com o dedo cada uma das letras, se associam o que falam à escrita etc.).

Optou-se por iniciar a lista pela palavra polissílaba e continuar regressivamente, pois, ao longo do desenvolvimento da alfabetização, os estudantes adquirem maior fluência ao aprender a segmentar sons e reconhecer padrões ortográficos, o que as ajudará a lidar com palavras mais curtas à medida que avançam na fase de consolidação ortográfica.

A seguir, dando continuidade ao diagnóstico, os estudantes serão levados a escrever, por ditado, uma frase que envolve uma das palavras da lista produzida na atividade. É fundamental que na escrita os estudantes leiam em seguida o que escreveram, pois assim será possível observar se eles estabelecem relação entre o que escrevem e o que leem.

BICICLETA
PETECA
BOLA PÁ
A BOLA DA LUANA É AZUL.

OBJETIVOS

• Diferenciar letras de outros sinais gráficos.

• Perceber a direção da leitura e da escrita.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Peça aos estudantes que observem atentamente o prédio onde aparece a primeira placa. Pergunte: “No alto do edifício, o que é possível ver?” (Há a ilustração de um garfo, um prato e uma faca). “Por que essa ilustração apareceria em um prédio?” (para indicar que se trata de um local relacionado à alimentação). Peça, então, que eles “descubram” o que está escrito na placa a partir dessas informações.

Abra espaço para que os estudantes contem suas próprias experiências: costumam sair para comer fora? Em que ocasiões? Com quem? Do que mais gostam nesses momentos?

Pergunte o que há na ilustração do prédio do meio (flores). Nesse caso, a conexão entre a imagem e o tipo de comércio pode parecer um pouco menos óbvia para eles, uma vez que podem considerar que as flores servem apenas para deixar o edifício mais bonito. Assim, explique que se trata também de um estabelecimento comercial e pergunte o que acham que se comercializa ali. Leia a palavra FLORICULTURA e mostre que ela se relaciona, sonoramente, com a palavra FLOR.

Abra espaço para que os estudantes comentem se há jardim em sua casa, se sua família costuma decorar a casa com plantas e flores e se já tiveram a oportunidade de acompanhá-los na compra desses itens.

A seguir, peça que observem que, no último edifício, não há desenhos específicos.

LETRAS POR TODOS OS LADOS

LEITURA PLACAS

1 PARA ESCREVER, VOCÊ USA SÍMBOLOS CHAMADOS

LETRAS. OBSERVE A CENA.

A) VOCÊ ACHA QUE AS PLACAS DA CENA CONTÊM TEXTOS CURTOS OU LONGOS?

B) POR QUE ALGUMAS PLACAS TÊM IMAGENS E PALAVRAS?

C) EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, ESCREVA ALGUMAS LETRAS QUE VOCÊ JÁ CONHECE. Produção pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que os textos são curtos.

AS PLACAS TÊM TEXTOS CURTOS, TEXTOS CURTOS

ACOMPANHADOS DE IMAGENS, OU SOMENTE IMAGENS, QUE TRAZEM INFORMAÇÕES DE MANEIRA CLARA E OBJETIVA. GERALMENTE, AS PLACAS SÃO USADAS PARA INFORMAR, AVISAR, ORIENTAR OU ALERTAR AS PESSOAS SOBRE ALGO.

1. b) Espera-se que os estudantes concluam que o uso de imagens e palavras tem a intenção de facilitar o entendimento da mensagem por parte do leitor.

Diga que, apesar disso, também se trata de um comércio. Escreva, na lousa, a palavra LIVRO e leia-a para eles. Peça que a comparem com a placa no terceiro prédio e pergunte se conseguem descobrir o que se vende nesse local. Novamente, faça com que percebam a conexão entre as palavras LIVRO e LIVRARIA. Mais uma vez, peça que os estudantes comentem se há muitos livros em sua casa ou se eles costumam frequentar livrarias e bibliotecas. Pergunte se têm o hábito de ouvir histórias e se gostam desse tipo de atividade.

Por fim, pergunte por que eles acham que há a imagem do globo terrestre na placa da calçada. É provável que eles concluam que se trata de uma mensagem sobre os cuidados com o planeta. Pergunte o que podemos fazer para cuidar da Terra. Informe aos estudantes que, para escrever o próprio nome ou qualquer outra palavra da língua portuguesa, usamos símbolos chamados letras. Em seguida, peça aos estudantes que observem a cena e faça a leitura das placas em voz alta.

PLANO DE AULA

Nossa língua

NOSSA LÍNGUA ALFABETO

1 OBSERVE A IMAGEM E COMENTE O QUE VOCÊ VÊ NELA. Sugestões de resposta: aparelho celular, tela de celular, letras, números etc.

• CONTORNE A PRIMEIRA LETRA DE SEU NOME NO TECLADO DO CELULAR.

Resposta pessoal.

2 ESCREVA NOS QUADRINHOS O NÚMERO DE LETRAS DE CADA PALAVRA.

OBJETIVOS

• Reconhecer as letras do alfabeto e sua ordem.

• Compreender que o alfabeto é um conjunto de letras, com as quais se formam palavras.

• Identificar o traçado das letras de imprensa e cursiva maiúsculas e minúsculas.

• Identificar o próprio nome.

• Desenvolver a coordenação motora.

Instigue os estudantes a mencionar os diferentes suportes nos quais é possível encontrar palavras escritas (mencione as placas vistas na seção Leitura e peça que citem outros exemplos de suporte). Antes de apresentar o alfabeto, é fundamental averiguar o que eles já sabem: letras que conhecem e o que sabem sobre como as letras se organizam. Providencie as fichas com as cenas que remetem às letras do alfabeto para serem afixadas na sala de aula.

Atividade 1. Explique aos estudantes que, para ler e escrever, é preciso conhecer as letras que compõem o alfabeto e que, com elas, podemos escrever palavras. Comente que o celular, antes usado somente para fazer chamadas, atualmente serve para fazer chamadas de voz e vídeo, enviar mensagens, tirar fotografias, entre outras funções. Peça aos estudantes que observem a imagem da tela do celular e comentem os recursos que aparecem, atentando para o caso de haver estudantes sem familiaridade com o aparelho. Explique que o teclado aparece ao acessarmos aplicativos de mensagens ou a ferramenta de busca em sites ou páginas da internet. Instigue-os a comentar onde aparecem letras, números e outros símbolos no teclado e peça-lhes que falem o significado desses símbolos. Pergunte: “Nessa imagem, as letras do alfabeto são maiúsculas ou minúsculas?”, “É possível utilizar letras minúsculas?”. Verifique se eles sabem que a tecla com a seta para cima tem essa função. Pergunte: “No teclado de celulares, as letras são apresentadas em ordem alfabética?”. É importante incentivar os estudantes a justificar as respostas.

PLANO DE AULA

Atividade 3. b) Recite, com os estudantes, as letras do alfabeto na ordem apontando com o dedo para que eles as memorizem.

Peça que observem que há letras maiúsculas (aponte-as) e as minúsculas (aponte-as) e diga-lhes que, mais adiante, vão aprender quando cada tipo deve ser utilizado. Por enquanto, basta que compreendam que há uma forma maiúscula e uma minúscula para cada letra.

Atividade 3. c) Cada estudante deverá contornar a primeira e a última letra de seu nome de acordo com as cores indicadas.

Observando para avançar

Avaliação diagnóstica

Aproveite as atividades da página para observar o que cada estudante sabe sobre a escrita do próprio nome. É possível que algum deles ainda não saiba escrevê-lo. Portanto, este também é um bom momento para realizar um diagnóstico da turma e planejar suas ações. Se julgar necessário, proponha aos estudantes que escrevam os próprios nomes usando as letras móveis.

3 O CONJUNTO DE LETRAS QUE SÃO USADAS PARA ESCREVER AS PALAVRAS É CHAMADO ALFABETO.

A) OBSERVE O ALFABETO EM LETRA MAIÚSCULA E EM LETRA MINÚSCULA

Bb Cc Dd

Xx Yy Zz

B) RECITE O ALFABETO COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.

C) CONTORNE DE:

A PRIMEIRA LETRA DO SEU NOME. A ÚLTIMA LETRA DO SEU NOME. Respostas pessoais.

Inclusão e equidade

Visando à inclusão, se possível, afixe em um mural na sala de aula o alfabeto na Língua Brasileira de Sinais (Libras), disponível em: https://www.gov.br/ines/pt-br/central-de-conteudos/ publicacoes-1/todas-as-publicacoes/alfabeto-manual-e-configuracao-de-maos; e o alfabeto em Braille, apresentado no documento: BRASIL. Ministério da Educação. Grafia Braille para a língua portuguesa. 3. ed. Brasília, DF: Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, 2018. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view= download&alias=105421-grafia-braille-para-a-lingua-portuguesa-2018&category_slug=dezembro -2018-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 30 set. 2025. Promova uma roda de conversa para apresentar à turma esses recursos, explicando suas funções. É uma forma de integrar os estudantes com deficiência auditiva e visual e possibilitar aos demais conhecerem essas formas de comunicação.

Atividade 4. Antes de os estudantes iniciarem a atividade, providencie cartelas de letras, que serão coladas em uma cartolina ou folha de papel pardo.

Reproduza o quadro de letras desta atividade na cartolina, com as respectivas lacunas. Fixe a cartolina em um lugar visível na sala de aula e distribua as cartelas entre os estudantes. Retome com eles o alfabeto exposto na sala de aula, depois chame-os para completar toda a sequência do alfabeto. Para isso, comece perguntando:

“Qual é a letra que vem antes de...?”, “E qual é a letra que vem depois de...?”, “Que letra está entre as letras ... e ...?”, e assim sucessivamente, até que todo o alfabeto esteja preenchido. Para fixar as cartelas na cartolina, use cola. Só depois peça a eles que preencham o alfabeto da atividade do livro.

Atividade complementar

No pátio, organize os estudantes em círculo e posicione um deles no centro e explique que este deverá segurar uma bola.

Ao seu sinal, o estudante com a bola deverá jogá-la para um colega e dizer a primeira letra do alfabeto: A. Então, o colega que receber a bola deverá dizer uma palavra que começa com essa letra e se dirigir para o centro do círculo. Então, dirá a letra B, atirando a bola para outro colega, que também deverá dizer uma palavra iniciada com essa letra. Assim deve continuar o jogo até citarem todas as letras do alfabeto.

Se julgar conveniente, antes de iniciar o jogo, proponha uma rodada em que todos os estudantes, em círculo, passam a bola entre si dizendo a sequência do alfabeto.

PLANO DE AULA

Atividade 5. As fichas apresentam a letra maiúscula e a letra minúscula, de imprensa e cursiva, e, ao mesmo tempo, a cena que remete ao som que a letra representa. Assim, os estudantes percebem, por exemplo, que a letra D maiúscula é completamente diferente graficamente da letra d minúscula, embora o fonema que essa letra representa seja o mesmo. Em relação à letra G, é preciso ficar claro para os estudantes que a personagem está soprando a água com o canudo, e o som que essa ação produz é muito próximo do fonema /g/

Ao associar as cenas aos sons que as letras representam, os estudantes conseguem visualizar de maneira mais concreta a relação entre símbolos e sons, o que facilita a memorização e a compreensão do alfabeto.

Pesquisas indicam que essa abordagem de ensino explícito e sistemático, com ênfase na correspondência letra-som (grafema-fonema), acelera o progresso das crianças na fase inicial da alfabetização (NATIONAL Reading Panel, Teaching children to read: an evidence-based assessment of the scientific research literature on reading and its implications for reading instruction. Washington: National Institute of Child Health and Human Development, 2000).

O conhecimento do significado e do valor que as letras representam virá aos poucos e progressivamente. Também é importante pensar na localização dos materiais escritos na sala de aula. Por exemplo, é muito frequente o alfabeto, por falta de espaço, ser fixado

5 OBSERVE AS FICHAS A SEGUIR. ELAS APRESENTAM AS LETRAS MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS DO ALFABETO EM LETRA DE IMPRENSA E EM LETRA CURSIVA.

AS LETRAS REPRESENTAM OS SONS DA FALA.

• DEPOIS DE OBSERVAR, REPITA COM O PROFESSOR OS SONS QUE APARECEM NAS CENAS DAS FICHAS.

BUM BUM A a A a B b B b C c C c D d D d AAAATCHIM KRRRR DING

E e E e F f F f

acima da lousa, permitindo aos estudantes olhar as letras de baixo para cima, tendo uma visão um pouco distorcida. Portanto, é fundamental que todos esses materiais fiquem disponíveis na altura da visão dos estudantes. Ressalta-se, contudo, que é preciso evitar o excesso de materiais para não criar poluição visual e, assim, dispersar a atenção da turma.

Texto de apoio

Estudos em alfabetização, como os das pesquisadoras Marilyn Jager Adams e Linnea Ehri, destacam que o conhecimento alfabético (incluindo o reconhecimento dos nomes, formas e sons das letras) é essencial para o desenvolvimento da leitura e da escrita. Adams defende que ensinar explicitamente a correspondência entre letras e sons é uma estratégia eficaz para facilitar o aprendizado da leitura. Ehri, por sua vez, em sua “Teoria das fases”, explica que as crianças passam por etapas nas quais o conhecimento das letras e a capacidade de associar sons a símbolos são fundamentais para a progressão da alfabetização, pois, de acordo com a autora: “as crianças se tornam verdadeiramente leitoras [...] quando aprendem a ler palavras de memória, de modo automatizado, formando conexões completas entre grafemas na escrita e fonemas na pronúncia. Isto é possível porque elas aprenderam as correspondências grafofonêmicas mais importantes e conseguem segmentar a pronúncia das palavras em seus fonemas constituintes”.

EHRI, Linnea C. Teoria das fases, p. 63. In: MALUF, Maria Regina; CARDOSO-MARTINS, Cláudia (Orgs.). Alfabetização no século XXI: como se aprende a ler e a escrever. São Paulo: Pensa, 2013. Nesse sentido, é fundamental criar momentos em sala de aula em que os estudantes possam pronunciar os nomes das letras e os sons que elas representam. Isso não apenas solidifica o reconhecimento visual das letras, mas também fortalece a consciência fonológica, habilidade preditora do sucesso em leitura.

PLANO DE AULA

Atividade 6. É importante que a escrita dos nomes dos estudantes na sala de aula tenha função social: identificar onde eles devem colocar os trabalhos, os agasalhos, as mochilas. Peça-lhes que observem a ilustração e localizem o que está escrito. Pergunte: “O que vocês acham que está escrito nas etiquetas?”, “Para que servem os nomes escritos nelas?”. Leia em voz alta os nomes escritos nas etiquetas e continue perguntando: “Onde vocês acham que está escrito MARINA? Por quê?”, “Qual nome tem mais letras: MARINA ou DAVI?”, “Os nomes dos colegas são iguais ao nome de algum de vocês?”. Chame a atenção deles para o fato de uma determinada palavra ser sempre escrita com as mesmas letras e obedecer a uma mesma ordem. Auxilie-os a identificar qual nome tem mais letras.

Atividade 6. a) Oriente-os a escrever o nome de cada criança nos quadrinhos. Incentive-os a consultar os nomes escritos acima de cada mochila.

Atividade 6. b e c) Incentive-os a verbalizar a quantidade de letras de cada nome coletivamente. Essa estratégia pode favorecer a inclusão de estudantes que, porventura, ainda estejam com dificuldades de compreender a contagem das letras.

Vale ressaltar a importância de usar o alfabeto móvel para compor escritas diversas de modo individual ou em duplas.

6 O QUE ESTÁ ESCRITO EM CADA ETIQUETA?

MARINA e DAVI (os nomes dos estudantes que utilizam o espaço no armário da sala).

Resposta pessoal.

Os estudantes devem desenhar aqui a mochila.

A) ESCREVA O NOME DE CADA CRIANÇA NOS QUADRINHOS.

DICA: SÓ CABE UMA LETRA EM CADA QUADRINHO.

B) PINTE O NOME QUE TEM MAIS LETRAS.

Os estudantes devem pintar o nome MARINA.

C) O ESPAÇO VAZIO É SEU! ESCREVA SEU NOME NA ETIQUETA E DESENHE SUA MOCHILA.

M R N A I A D V A I

7 DIVIRTA-SE COM O BINGO DE NOMES. SIGA AS INSTRUÇÕES

DO PROFESSOR. Veja orientações na seção Plano de aula

• ESCREVA O NOME DE QUEM GANHOU A BRINCADEIRA. BINGO

Atividade 7. Inicie a atividade solicitando aos estudantes que contem os espaços da cartela. Em seguida, peça-lhes que preencham os quatro espaços escrevendo nomes de colegas da turma, sem repeti-los. Incentive-os a consultar a lista de nomes da turma exposta na sala de aula.

DICA: SE PRECISAR, CONSULTE A LISTA DE NOMES DA TURMA.

Resposta pessoal.

Articulação com Matemática

Com os estudantes, faça um gráfico na lousa com as letras iniciais dos nomes da turma. Escolha cores variadas para cada uma das letras. Para compor o gráfico na lousa: a) recite em voz alta as letras iniciais dos nomes; b) solicite que levantem a mão sempre que ouvirem a letra inicial do próprio nome; c) ao ouvirem a primeira letra do nome, peça-lhes que se dirijam à frente da sala de aula para pintar o quadrinho da cor correspondente; d) instrua o estudante (ou os estudantes) a pintar o quadrinho que representa a letra no espaço correspondente do gráfico. Ao final da atividade, releia o gráfico com eles e faça perguntas: “Qual é a letra inicial mais comum nos nomes da turma?”, “Qual é a letra que menos aparece?”, “Há alguma letra que não inicia nenhum nome da turma?”. Faça a recontagem das letras iniciais e registre os dados como legenda do gráfico.

Informe que haverá um sorteio de nomes e que, a cada nome sorteado e ditado, eles deverão verificar se o registraram na cartela. Caso tenham registrado, oriente-os a pintar com um lápis de cor claro o espaço em que esse nome está escrito. Explique que o vencedor será quem pintar primeiro todos os nomes.

A escrita do nome de quem ganhou a brincadeira será mais uma oportunidade para os estudantes registrarem os nomes dos colegas de turma.

Inclusão e equidade

Para garantir a inclusão de todos os estudantes, é fundamental verificar barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que possam dificultar que eles participem das atividades. Busque apoio para atender às necessidades de todo o grupo. Observe se será necessário dispor de fichas individuais para apoiar os estudantes que, porventura, não consigam identificar os nomes na lista e aplique estratégias que minimizem as dificuldades.

OBJETIVOS

• Ler e interpretar quadrinha.

• Seguir instruções.

• Realizar escrita do próprio nome.

PLANO DE AULA

Divertidamente

Informe a turma sobre a atividade de dobradura de papel que realizarão em sala de aula. Peça que realizem a leitura da quadrinha e incentivem a prática da leitura em voz alta.

Atividade 1. Na sala de aula, leia a quadrinha diversas vezes com os estudantes. Peça que acompanhem a leitura com o dedo de cima para baixo, da esquerda para a direita, à medida que forem lendo.

Desafie a turma a verbalizar as palavras que rimam, a localizar essas palavras e a sublinhá-las. É importante instigar os estudantes a justificar o que os levou a identificar as palavras PAPEL e CHAPÉU na quadrinha. Registre essas palavras na lousa e promova a contagem das letras.

Atividade 2. Oriente os estudantes a realizar a dobradura do chapéu. Se necessário, acesse o link indicado na seção Sugestão para os estudantes , com um vídeo em que são apresentadas orientações para a realização da dobradura.

DIVERTIDAMENTE ESCRITA DO NOME E DOBRADURA DE CHAPÉU

1 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR. DEPOIS, SUBLINHE AS PALAVRAS QUE TÊM OS SONS FINAIS PARECIDOS.

DOBRADURA DE CHAPÉU

ESCREVI COMO ME CHAMO NUMA FICHA DE PAPEL, DEPOIS FIZ A DOBRADURA E COLEI NO MEU CHAPÉU

DOBRADURA DE CHAPÉU. C2025. DISPONÍVEL EM: https://brisaseducativas.wordpress.com/2020/12/06/quadrinhas-parlendas -e-outros-textos-para-alfabetizacao/. ACESSO EM: 21 MAIO 2025.

• ESCREVA SEU NOME NO CHAPÉU DE PAPEL.

Resposta pessoal.

2 SIGA AS INSTRUÇÕES DO PROFESSOR E FAÇA UM CHAPÉU DE DOBRADURA. Produção pessoal. Veja orientações na seção Plano de aula

Sugestão para os estudantes

COMO fazer chapéu de papel. Publicado por: Uduluiz. 2013. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IsWmqfNCh9U. Acesso em: 19 ago. 2025.

Passo a passo da dobradura do chapéu, que depois pode ser transformado em um barquinho.

RODA DE LEITURA

PROJETO DE LEITURA DE TRAVA-LÍNGUAS

VOCÊ E OS COLEGAS VÃO FAZER RODAS DE LEITURA

DURANTE TODO O ANO. E VÃO LEVAR PARA CASA A SACOLINHA DA LEITURA COM LIVROS PARA LER COM A FAMÍLIA Proposta coletiva.

CRIEM COMBINADOS PARA CUIDAR BEM DOS LIVROS NA ESCOLA E EM CASA.

• VOCÊ SABE O QUE É UM TRAVA-LÍNGUA? SE SABE, CONTE AOS COLEGAS. Respostas pessoais.

O BODE BOTA A PATA NO POTE DA PACA.

VOVÓ FIFI É FOFINHA E VOVÔ FÚLVIO É FOFÃO.

FURNARI, EVA. TRAVADINHAS. SÃO PAULO: MODERNA, 2011. P. 20, 22.

O TRAVA-LÍNGUA É UMA BRINCADEIRA COM PALAVRAS, GERALMENTE COM SONS PARECIDOS E DIFÍCEIS DE PRONUNCIAR, QUE DEVEM SER LIDAS RAPIDAMENTE E COM CLAREZA.

• VOCÊ E OS COLEGAS VÃO PESQUISAR TRAVA-LÍNGUAS PARA RECITAR AOS COLEGAS. O PROFESSOR VAI EXPLICAR A ATIVIDADE Proposta coletiva. Veja orientações na seção Plano de aula

• ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR. 37

OBJETIVOS

• Valorizar a leitura como fonte de prazer e entretenimento.

• Manusear com cuidado livros e demais materiais escritos.

• Ampliar o repertório de leitura.

• Desenvolver a fluência leitora e ampliar o vocabulário.

• Formar uma comunidade de leitores.

• Promover práticas de leitura com a família.

PLANO DE AULA

Roda de leitura

Explique a eles que a sacolinha será usada para transportar os livros para casa e para devolvê-los à biblioteca da turma. Após a leitura, eles deverão comentar o livro, socializando os motivos de terem ou não gostado da obra. Devem ser feitos alguns combinados sobre os cuidados que devem ter com os livros nas rodas de leitura e em casa. Sugestões de combinados: manuseiem os livros com as mãos limpas e secas; não risquem nem dobrem as folhas do livro.

Pergunte: vocês sabem o que é um trava-língua? Explique que se trata de uma brincadeira divertida em que é necessário repetir com velocidade e clareza uma frase ou quadrinha em que haja sílabas difíceis de pronunciar pela semelhança entre os sons.

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Um dos objetivos da Sacolinha da leitura é desenvolver o gosto pela leitura e a percepção sobre a linguagem literária e relacionar os objetivos de leitura dos estudantes de textos lidos na escola aos objetivos pessoais de leitura, já que eles escolherão os livros de acordo com suas preferências e os levarão para casa.

Providencie uma Sacolinha da leitura para cada estudante e disponibilize livros diversos para que possam escolher uma obra.

Leia para eles o trava-língua inicialmente com calma e depois acelere a leitura para que percebam que se torna mais difícil quanto mais rápido se lê. Se houver um computador disponível, mostre aos estudantes como se faz uma pesquisa em um buscador da internet. Abra o buscador e digite “trava-língua infantil”. Selecione um site (não se esqueça de verificar antes se realmente é adequado ao trabalho em sala de aula) e leia outro trava-língua para eles. Peça aos estudantes que conversem com os familiares e, em casa, com um adulto ou irmão mais velho (com mais de 13 anos), pesquisem outros trava-línguas e os treinem para apresentar para os colegas em sala de aula. Marque uma data para essa apresentação e certifique-se de que os estudantes compreenderam que precisarão se preparar para esse dia. Na data marcada, organize a classe em círculo. Inicie dizendo um novo trava-língua e, em seguida, com os olhos fechados, vire-se e aponte em uma direção do círculo. O estudante apontado será o próximo a se apresentar, fazendo a escolha do seguinte da mesma forma.

OBJETIVOS

• Expressar-se oralmente com clareza e objetividade.

• Ouvir com atenção.

• Respeitar pontos de vista.

• Refletir e conhecer mais sobre regras e sinais de trânsito.

• Reconhecer, respeitar e valorizar a diversidade.

• Refletir sobre aspectos relativos ao exercício da cidadania.

PLANO DE AULA

Texto por toda parte

Depois de pedir que observem as imagens, transcreva a quadrinha para uma folha de cartolina ou folha de papel pardo e afixe-a em local visível na sala de aula. Ao ler a quadrinha, aponte para cada palavra recitada, leia de forma ritmada e incentive-os a recitá-la. Ressalta-se que a realização de leituras repetidas é uma maneira eficiente de desenvolver a fluência.

TEXTO POR TODA PARTE QUADRINHA

1 OBSERVE ESTAS IMAGENS.

a) Semáforo/farol/ sinal/sinaleira/sinaleiro conforme a localidade do Brasil. Fale aos estudantes os outros nomes.

b) O primeiro serve para orientar o trânsito de motoristas; o segundo, para orientar o trânsito de pedestres.

c) O primeiro é encontrado nos cruzamentos de ruas e avenidas; o segundo, em faixas de pedestres.

d) Espera-se que os estudantes mencionem o que as cores indicam. No primeiro objeto, a luz vermelha indica que os motoristas devem parar; a luz amarela, que devem prestar atenção, pois logo a cor vai mudar; e a luz verde, que devem avançar; no segundo objeto, a luz vermelha indica que os pedestres não devem atravessar a via, e a luz verde, que podem atravessar.

A) OS OBJETOS QUE APARECEM NAS IMAGENS TÊM NOMES DIFERENTES EM ALGUMAS REGIÕES DO BRASIL. QUAIS SÃO OS NOMES DESSES OBJETOS ONDE VOCÊ MORA?

B) PARA QUE SERVEM ESSES OBJETOS?

C) GERALMENTE, ONDE ESSES OBJETOS SÃO ENCONTRADOS?

D) O QUE AS CORES DESSES OBJETOS INDICAM?

2 ACOMPANHE A LEITURA DESTA QUADRINHA.

SINAL, SINALEIRO, SEMÁFORO

SE O AMARELO ACENDEU

ATENÇÃO! É HORA DE ESPERAR

ATÉ O VERDE DEIXAR SEGUIR

OU O VERMELHO MANDAR PARAR!

QUADRINHAS, PARLENDAS E OUTROS TEXTOS. 6 DEZ. 2020. DISPONÍVEL EM: https://brisaseducativas.wordpress.com/ 2020/12/06/quadrinhas-parlendas-e-outros-textos-para -alfabetizacao/. ACESSO EM: 7 ABR. 2025.

QUADRINHAS SÃO TEXTOS COM QUATRO LINHAS. ESSAS LINHAS SÃO CHAMADAS VERSOS

2. c) Do aviso que um(a) semáforo/farol/sinal/sinaleira/sinaleiro transmite a pedestres e motoristas por meio das cores.

A) ESCREVA O NÚMERO DE VERSOS DA QUADRINHA. 4

B) POR QUE VOCÊ ACHA QUE AS QUADRINHAS RECEBEM ESSE NOME?

Espera-se que os estudantes concluam que é porque são formadas por quatro versos.

C) DO QUE TRATA ESSA QUADRINHA?

D) NA QUADRINHA, O QUE SIGNIFICA SEGUIR?

Significa que o pedestre pode atravessar a rua ou que o motorista pode passar/seguir em frente.

Competências socioemocionais

Autoconsciência e consciência social

Atividades 2. a e b) Será interessante propor aos estudantes que sublinhem na quadrinha os nomes das cores com o lápis de cor correspondente. Incentive-os a justificar os índices que usaram para localizar as palavras AMARELO, VERDE e VERMELHO.

Leia mais uma vez a quadrinha e proponha aos estudantes que contem coletivamente as “linhas” dela. Pergunte: “Se cada linha da quadrinha é um verso, quantos versos essa quadrinha tem?”. Registre o número 4 na lousa e solicite aos estudantes que façam o registro no quadrinho indicado.

É importante que os estudantes percebam a relação entre o nome “quadrinha” e o fato de esse gênero textual ser composto de quatro versos. Se julgar oportuno, explique que quadrinhas são textos curtos escritos em quatro versos e que cada linha da quadrinha representa um verso.

Atividade 2. c) Durante a discussão, retome a função das cores em um semáforo e estimule-os a perceber como a quadrinha apresenta essa sinalização de maneira divertida.

Se considerar oportuno, releia mais vezes a quadrinha pedindo aos estudantes que acompanhem sua leitura com o dedo e desafiando-os a localizar onde estão escritos os nomes das cores.

Aproveite a oportunidade para abordar os sons iniciais e finais do nome de cada cor. Se possível, relacione os sons iniciais dos nomes dos estudantes às fichas do Alfabeto

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Esta seção promove a autoconsciência ao incentivar os estudantes a refletir sobre suas ações e a importância de respeitar as regras de trânsito, como respeitar os semáforos. Isso os ajuda a perceber como suas atitudes impactam a própria segurança e a dos outros. Além disso, a consciência social é trabalhada ao discutir a convivência em sociedade e a necessidade de respeitar os direitos dos pedestres, promovendo um ambiente mais seguro e harmonioso para todos.

Atividade 2. d) Incentive o desenvolvimento do vocabulário dos estudantes lendo para eles a definição do verbo seguir. Apresente também expressões com significados parecidos, como passar para a frente, ir à frente, adiantar-se.

OBJETIVOS

• Expressar-se oralmente com clareza e objetividade.

• Ouvir com atenção.

• Respeitar pontos de vista.

• Refletir e conhecer mais sobre placas de sinalização.

• Refletir sobre aspectos relativos ao exercício da cidadania.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. Peça aos estudantes que digam a cor acesa na ilustração dos semáforos e depois repita com eles, pausadamente, cada sílaba, de modo que eles consigam perceber quantas são.

Atividade 2. Informe aos estudantes que as cores das luzes e as figuras do boneco andando ou parado utilizadas nos semáforos servem para orientar o trânsito de motoristas e pedestres. Elas são chamadas símbolos

Ressalte que, quando o sinal está fechado para o pedestre, em vez de verde, o sinal fica vermelho e o bonequinho fica em outra posi ção, dando a impressão de que está parado, diferente mente do verde, que parece estar em movimento.

Observando para avançar

Avaliação formativa

Se considerar conveniente, peça aos estudantes que co mentem como se sentiram ao realizar as atividades: tiveram facilidade?, Ainda restam dúvidas?, Sentiram-se seguros?, Ou tiveram medo de errar?. Deixe-os falar livremente e acolha todos os comentários com atenção e empatia (lembre-se de todas as vezes que esteve aprendendo algo que lhe pareceu difícil e como se sentiu em relação ao comportamento de quem o ensinava).

NOSSA LÍNGUA SÍMBOLOS, LETRAS E SÍLABAS

1 PINTE UMA BOLINHA PARA CADA VEZ QUE VOCÊ MOVIMENTAR A BOCA PARA FALAR O NOME DA COR DO SEMÁFORO.

PARA FALAR A PALAVRA VERDE, VOCÊ MOVIMENTOU A BOCA DUAS VEZES: VER-DE. PARA FALAR AMARELO, MOVIMENTOU A BOCA QUATRO VEZES: A-MA-RE-LO. E, PARA FALAR VERMELHO, MOVIMENTOU A BOCA TRÊS VEZES: VER-ME-LHO CADA UMA DESSAS PARTES PRONUNCIADAS DE UMA SÓ VEZ RECEBE O NOME DE SÍLABA

ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR. DEPOIS, PINTE A QUANTIDADE DE BOLINHAS QUE INDICA QUANTAS PALAVRAS A FRASE TEM.

O SINAL ESTÁ ABERTO.

Use esse momento como instrumento diagnóstico Observe as respostas, escute os comentários da turma e registre as percepções. A autoavaliação, neste nível, também é um importante indicador da metacognição em desenvolvimento e da relação afetiva dos estudantes com a aprendizagem. Se preferir, crie uma ficha para que os estudantes respondam como se sentiram ao fazer as atividades. Siga o modelo.

ATIVIDADE Fiz bem Estou aprendendo Preciso de ajuda

Identifiquei as cores nas imagens do semáforo. //////////// //////////// //////////// Li cada cor separando as sílabas. //////////// //////////// ////////////

Pintei as bolinhas de acordo com o número de sílabas de cada cor. //////////// //////////// ////////////

verde
amarelo
vermelho

3 ALÉM DAS CORES DO SEMÁFORO, EXISTEM OUTROS SÍMBOLOS QUE AJUDAM A ORGANIZAR O DIA A DIA DAS PESSOAS NAS RUAS E AVENIDAS. OBSERVE ESTA CENA.

• O QUE AS PLACAS A SEGUIR REPRESENTAM? ENCONTRE ESSAS PLACAS NA CENA E MARQUE UM X AO LADO DELAS.

AS IMAGENS QUE APARECEM NESSAS PLACAS SÃO SÍMBOLOS E TRANSMITEM MENSAGENS.

Atividade 3. Peça aos estudantes que observem a cena atentamente.

Deixe que descrevam tudo o que veem: quadra esportiva, escola, árvores, pessoas atravessando a rua e andando de bicicleta, hospital, prédio da polícia, automóvel, ambulância, casa etc.

Depois que eles tiverem tempo de olhar com calma e identificar tudo o que for possível na imagem, peça que procurem as placas indicadas e que façam um X próximo a cada uma delas.

Retome o conceito de símbolo e diga que tais placas também são símbolos importantes para o bom convívio nas ruas e em outros locais públicos das cidades. Então, peça que tentem, a partir de cada símbolo, identificar a mensagem transmitida. Se eles não identificarem a placa de Área escolar imediatamente, faça com que cheguem a essa conclusão dando pistas: “Há um adulto e uma criança; a criança está segurando algo; o que é?”, “Pode ser um caderno ou um livro?”, “Então, provavelmente, para onde estão

se dirigindo?”. Pergunte, ainda, por que acham que essa placa é importante. Esclareça que, em áreas escolares, é necessário que os condutores de veículos fiquem atentos, pois, eventualmente, uma criança pode atravessar a rua a qualquer momento. Por isso, é necessário que diminuam a velocidade para evitar acidentes.

Também destaque a importância de não atravessar a rua sem que um adulto esteja perto para orientá-los e/ ou sem observar bem, dos dois lados, para ver se não há nenhum veículo a caminho. Também é fundamental fazer a travessia na faixa de pedestres. Assim, todos contribuem para um trânsito mais seguro. É provável que as demais placas sejam menos difíceis para que eles identifiquem. Caso haja ainda alguma dificuldade, proceda da mesma forma para que concluam, a partir de pistas e perguntas, do que se trata.

Converse com eles sobre a necessidade/utilidade das demais placas estudadas nesta atividade e esclareça eventuais dúvidas que surjam. Ressalte, uma vez mais, a importância de compreender e respeitar as placas de trânsito.

Área escolar
Lixeira Hospital Ponto de ônibus

PLANO DE AULA

Atividade 4. Explore a imagem perguntando aos estudantes: “Em que local apareceria esta placa?”, “Como é possível saber o que é permitido e o que não é permitido nesse local?”, “O que os levou a essa conclusão?”. Espera-se que os estudantes respondam que se trata de um lugar destinado ao lazer e que a placa indica que não é permitido andar de bicicleta.

Atividade 5. Pergunte aos estudantes se já viram esse tipo de aviso e se acham importante que haja ilustrações. Leve-os a perceber a importância da ilustração nesse tipo de placa, pois, mesmo quem não consegue ler as palavras, pode entender a mensagem dos avisos. Explique que, geralmente, os avisos são textos curtos que alertam as pessoas sobre alguns perigos, conscientizam sobre a importância de alguma atitude (como preservar a natureza, economizar água e energia elétrica), comunicam datas e horários de eventos etc.

4 DE ACORDO COM A PLACA, O QUE É PROIBIDO FAZER NESTA PISTA DO PARQUE? MARQUE UM X .

CAMINHAR.

X ANDAR DE BICICLETA. BRINCAR.

5 OS AVISOS GERALMENTE SÃO FÁCEIS DE ENTENDER. OBSERVE ESTA PLACA.

A) QUAL É O AVISO DESSA PLACA?

O aviso é para ter cuidado, pois há um cão bravo no local.

B) PARA QUE SERVE A IMAGEM NESSA PLACA?

Espera-se que os estudantes concluam que a imagem permite que a mensagem seja compreendida sem necessidade de leitura do texto escrito.

Articulação com Arte e Matemática

Solicite a cada um dos estudantes que desenhe um símbolo para representar a turma e o apresente aos colegas.

Depois, todos devem votar no símbolo que melhor representa a turma. Realize a contagem dos votos de cada símbolo coletivamente e, se achar conveniente, construa um gráfico com a contagem dos votos.

Por fim, faça cópia do símbolo escolhido e exponha-o em um local de fácil visualização. Ao permitir traçar formas livremente, atribuindo-lhes significados e exigindo dos estudantes acuidade e coordenação motora, a atividade desenvolve aspectos relacionados à escrita

PLACA DE SINALIZAÇÃO NA PISTA DE UM PARQUE.

BOA CONVIVÊNCIA EM SOCIEDADE DIÁLOGOS

PARA VIVER BEM EM SOCIEDADE, É PRECISO RESPEITAR AS REGRAS. AO ATRAVESSAR A RUA, POR EXEMPLO, É IMPORTANTE USAR A FAIXA DE PEDESTRES. ESSA ATITUDE AJUDA A EVITAR ACIDENTES, TORNANDO AS RUAS MAIS SEGURAS, E MOSTRA QUE VOCÊ SE PREOCUPA COM A SUA VIDA E A DOS OUTROS.

1 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

RESPEITO À FAIXA DE PEDESTRES

[...] BRASÍLIA É CONHECIDA NO BRASIL INTEIRO POR ESSA ATITUDE. BASTA O PEDESTRE FAZER O SINAL DE SEGURANÇA PARA QUE OS CARROS PAREM ANTES DA FAIXA, DANDO PREFERÊNCIA AO CIDADÃO.

FREITAS, TINO. BRASÍLIA DE A A Z: O OLHAR DE TRÊS GERAÇÕES. 2. ED. BELO HORIZONTE: LÊ, 2014. P. 16.

a) Espera-se que os estudantes respondam que a pedestre está estendendo o braço e a mão para indicar que quer atravessar a rua.

PEDESTRE SINALIZA PARA OS CARROS PARAREM E ELA TER PREFERÊNCIA PARA ATRAVESSAR A VIA NA FAIXA, EM BRASÍLIA, DISTRITO FEDERAL, EM 2017.

A) OBSERVE A CENA E RESPONDA: QUAL É O GESTO DE SEGURANÇA QUE A PEDESTRE ESTÁ FAZENDO PARA MOSTRAR QUE QUER ATRAVESSAR A RUA?

B) ALGUNS SEMÁFOROS PARA PEDESTRES POSSUEM UM ALERTA SONORO. VOCÊ SABE PARA QUE SERVE ESSE ALERTA? SE SABE, EXPLIQUE AOS COLEGAS. Resposta pessoal. Serve para indicar às pessoas com deficiência visual ou mobilidade reduzida quando é seguro atravessar a via.

Inclusão e equidade

OBJETIVOS

• Expressar-se oralmente com clareza e objetividade.

• Ouvir com atenção.

• Respeitar pontos de vista.

• Refletir e conhecer mais sobre regras e sinais de trânsito.

• Refletir sobre aspectos relativos ao exercício da cidadania.

PLANO DE AULA

Diálogos

Leia em voz alta o texto de Tino Freitas e discuta com a turma se a prática de fazer um sinal de segurança antes de atravessar a rua também é comum no local onde moram.

Atividade 1. a) Inicie uma discussão para que os estudantes verbalizem o que veem na imagem e qual imaginam ser o sinal de segurança citado no texto. O objetivo é fazê-los perceber que o sinal é levantar o braço. Aproveite a oportunidade para explicar aos estudantes sobre a importância de imagens em alguns textos, levando-os a compreender que, muitas vezes, elas também passam informações que não estão explícitas por escrito. Por exemplo, o texto não diz qual é o sinal de segurança, mas a fotografia deixa-o claro.

Converse com eles também sobre a importância desse sinal.

14/09/25 13:49

Comente que alguns semáforos são equipados com sinais sonoros. Incentive os estudantes a expor seus conhecimentos sobre esse assunto. Informe que tais alertas em alguns semáforos têm papel crucial na acessibilidade e na segurança de pessoas com deficiência visual, pois esses dispositivos emitem sons que orientam tais pedestres a atravessar a rua com segurança.

Converse com a turma sobre a escolha dos locais para a instalação desses sinais sonoros, ressaltando que isso não é feito de forma aleatória, visto que se priorizam áreas como cruzamentos movimentados, regiões próximas a escolas, hospitais e locais públicos, nos quais o fluxo de pedestres é intenso. Também são geralmente instalados onde há maior circulação de pessoas com deficiência visual.

Chame a atenção dos estudantes para o fato de que, ao levantar o braço, o pedestre informa o motorista de que pretende atravessar a rua, permitindo que o condutor reduza a velocidade e pare para que ele atravesse. Atividade 1. b) Incentive os estudantes a expor seus conhecimentos sobre esses alertas sonoros em alguns semáforos.

OBJETIVOS

• Ler e interpretar regras em um cartaz.

• Valorizar regras para convivência em espaços coletivos.

• Criar regras para convivência em espaços coletivos.

• Fazer leitura multimodal.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividades 1 e 2. Incentive os estudantes a comentar o que compreendem como regras, onde as encontram e quais regras eles acreditam que contribuem para uma boa convivência.

Peça aos estudantes que acompanhem a leitura do cartaz.

Informe que regras de convivência são combinados que ajudam as pessoas a viver juntas de forma segura, respeitosa e harmoniosa em um espaço coletivo. Explique aos estudantes que a imagem tem função de chamar a atenção do leitor para a leitura do cartaz. Se julgar interessante, explore outros tipos de texto que transmitem regras, como manuais de jogos, dicas de comportamento, entre outros.

Oriente-os a pensar na função dos textos instrucionais, trabalhando a estrutura de texto, em que meio circulam e o público a que se destinam.

Atividade 3. Explore a imagem com os estudantes e analise com eles as frases que aparecem no cartaz. Caso haja estudantes com baixa visão, peça à turma que descreva o cartaz. Em seguida, leia com eles cada uma das frases, visando à inclusão

Trabalhe o vocabulário das frases e converse sobre a importância de respeitar espaços coletivos. Continue a exploração, perguntando:

1. A função é destacar algumas informações do texto escrito, para que a mensagem seja compreendida mais imediatamente. A imagem destaca que os animais devem circular com coleira e guia e que as fezes precisam ser recolhidas.

LEITURA CARTAZ COM REGRAS DE CONVIVÊNCIA

1 ACOMPANHE A LEITURA DESTE CARTAZ COM REGRAS DE CONVIVÊNCIA PARA MORADORES DE UM CONDOMÍNIO.

• QUAL É A FUNÇÃO DA IMAGEM NESSE CARTAZ?

2 ESSAS REGRAS DE CONVIVÊNCIA SÃO PARA:

OS CACHORROS DO CONDOMÍNIO.

x

44

OS MORADORES DO CONDOMÍNIO QUE TÊM CACHORROS.

3 QUAL É O OBJETIVO DESSAS REGRAS DE CONVIVÊNCIA?

Espera-se que os estudantes percebam que as regras têm o objetivo de orientar os moradores sobre a circulação de cachorros no condomínio.

“Quantas regras vocês acham que estão presentes nesse cartaz?”, “Por quê?”. Leia cada uma das regras e debata a validade e a importância delas para o bom convívio entre os responsáveis pelos animais e as pessoas que não têm animais de estimação.

Os algarismos presentes no texto, que enumeram as regras, mobilizam a consciência dos estudantes a respeito da ordem sequencial dos números.

PRODUÇÃO ESCRITA

REGRAS DE CONVIVÊNCIA DA TURMA

NA ESCOLA, É IMPORTANTE SEGUIR REGRAS DE CONVIVÊNCIA. Veja orientações na seção Plano de aula

• VEJA ESTES CARTAZES COM REGRAS DE CONVIVÊNCIA.

1. COM A TURMA, LISTE REGRAS PARA UMA BOA CONVIVÊNCIA NA SALA DE AULA E NA ESCOLA.

2. ESCOLHA, COPIE E ILUSTRE UMA DAS REGRAS.

3. MONTE UM MURAL COM AS REGRAS DA TURMA. Produção coletiva.

DURANTE O ANO, CONSULTE O MURAL PARA SABER SE AS REGRAS ESTÃO SENDO CUMPRIDAS.

REFLETIR E AVALIAR

PREENCHA A AVALIAÇÃO DA PÁGINA 277.

OBJETIVOS

• Opinar e argumentar de forma clara e objetiva acerca do tema regras de convivência em sala de aula.

• Reconhecer características e contextos na produção de regras para a convivência em sala de aula.

• Refletir e definir coletivamente regras de convivência em sala de aula.

• Planejar, elaborar, revisar e editar a produção de regras de convivência em sala de aula.

PLANO DE AULA

Produção escrita

Planejar a produção de um texto é conteúdo que deve ser ensinado aos estudantes. É fundamental definir o propósito (que finalidade terá o texto, qual é o objetivo) e a quem se destina o texto.

Antes de iniciar a produção, incentive-os a discutir problemas em grupo, estabelecer “combinados” com os colegas e criar regras de comportamento para uma boa interação.

Atividade 1. Ajude-os a se lembrar de palavras importantes para a elaboração de regras. Organize o momento para ditar as regras, atribuindo um tema por vez. Exemplos: turno de fala, organização das carteiras e mesas, lugar correto para jogar o lixo, local para guardar brinquedos e acessórios esportivos. Registre na lousa cada regra criada. Use letras de imprensa maiúscula com um tamanho grande e espaçamento adequado. Releia as regras criadas, dando ênfase às expressões e palavras que exprimem ordem.

Com os estudantes, definam como devem registrar essas regras, chamando a atenção para a pronúncia das palavras e a segmentação delas em fonemas, a fim de que escolham as letras apropriadas para grafar as regras. Isso lhes permitirá exercitar a escrita de letras e a escrita de palavras. Liste os combinados na lousa, forme grupos de trabalho e defina que regra cada um deles ficará encarregado de registrar e ilustrar. Se julgar conveniente, as regras podem ser digitadas.

Atividade 2. Recupere com os estudantes aspectos importantes a serem observados na escrita durante o registro da regra, como usar letras grandes para que as palavras possam ser lidas a certa distância; colocar todas as letras das palavras na ordem correta. Ajude-os a realizar a transcrição para a folha de papel avulsa e peça-lhes que ilustrem a regra.

Atividade 3. Organize a exposição dos trabalhos no mural da turma.

Refletir e avaliar: para realizar a avaliação, disponibilize a ficha disponível na página 277 aos estudantes. Eles terão a oportunidade de analisar a produção considerando os aspectos principais do gênero produzido. Avalie com a turma a importância do planejamento, da escolha e da escrita das regras de convivência em sala de aula.

OBJETIVOS

• Reconhecer a escrita do nome e de outras informações no crachá.

• Realizar leitura multimodal.

• Compreender a função social do crachá.

• Promover a inclusão e o respeito à diversidade.

PLANO DE AULA

Leitura

As atividades desta seção favorecem o desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita por meio da exploração do crachá.

Atividade 1. Pergunte aos estudantes se conhecem um crachá. Caso você utilize um crachá, use-o como texto gerador para a conversa e depois passe à análise da imagem do livro. Pergunte: “O que é esse objeto?”, “Para que serve?”, “Quais informações você acha que estão escritas aqui?”. Deixe que os estudantes apresentem seus conhecimentos prévios sobre o tema e receba as falas com interesse, motivando-os a expressarem suas opiniões.

Desafie os estudantes a ler as informações que aparecem no crachá e explicite para a turma situações nas quais as pessoas utilizam crachás para se identificar. É importante que percebam que o uso do crachá é um modo de marcar a identidade de uma pessoa e de diferenciá-la das demais. Essa é uma boa oportunidade para promover a valorização das próprias características e a empatia e o respeito às diferenças.

Atividade 2. O crachá em destaque traz informações como o nome da escola, o nome da aluna, a turma e a logomarca. Ressalta-se a importância de chamar a atenção dos estudantes para esses elementos, uma vez que serão convidados a produzir um crachá.

VOGAIS E CONSOANTES EM AÇÃO 2

LEITURA CRACHÁ

1. Espera-se que os estudantes respondam que o crachá serve para identificar as pessoas, como pacientes em um hospital e funcionários de uma escola, em diversas situações e lugares, como em um atendimento médico e em passeios escolares.

1 PARA QUE SERVE UM CRACHÁ? CONVERSE COM OS COLEGAS.

2 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR PARA SABER MAIS SOBRE O CRACHÁ.

ESCOLA: INTEGRADA GALILEU

NOME: FABIANA

TURMA: 1o ANO B

A) CONTORNE O NOME DA ESTUDANTE NO CRACHÁ.

B) ALÉM DO NOME, QUE OUTRO ELEMENTO IDENTIFICA A ESTUDANTE? A fotografia.

3 PINTE AS FRASES QUE COMPLETAM CORRETAMENTE A AFIRMAÇÃO.

• AS PESSOAS GERALMENTE USAM O CRACHÁ:

GUARDADO NA BOLSA OU NA MOCHILA.

PENDURADO NO PESCOÇO POR UM CORDÃO.

NO BOLSO DA CALÇA. PRESO À ROUPA.

Atividade 2. a) O objetivo é verificar se os estudantes conseguem diferenciar o nome da criança do restante das informações.

Atividade 2. b) Desafie a turma a comentar a função da fotografia no crachá. É importante que percebam que a imagem ajuda a identificar a dona do crachá.

Atividade 3. Faça uma brincadeira. Coloque o crachá em uma bolsa, depois no bolso, até colocá-lo em local visível e vá perguntando aos estudantes se o uso está certo ou errado. Explique a importância de manter o

crachá em local visível para que cumpra sua função principal: identificar a pessoa.

Tema contemporâneo transversal  Cidadania e civismo – Direitos da criança e do adolescente: as atividades 1, 2, 4 e 5 abordam documentos pessoais e contribuem para aprofundar os conhecimentos sobre o tema. Aproveite para comentar que os documentos pessoais são uma forma importante de identificar e oficializar as pessoas como cidadãos, além de garantir o acesso a direitos básicos, como saúde e educação.

4 O CRACHÁ SERVE PARA:

X IDENTIFICAR A PESSOA.

ENFEITAR A PESSOA.

5 NO CRACHÁ, A FOTOGRAFIA É IMPORTANTE PORQUE PERMITE SABER:

X SE QUEM ESTÁ COM O CRACHÁ É O DONO DELE.

A IDADE DA PESSOA QUE USA O CRACHÁ.

O CRACHÁ É USADO PARA IDENTIFICAÇÃO PESSOAL. ELE PODE TER O NOME E A FOTOGRAFIA DA PESSOA. GERALMENTE, O CRACHÁ É UTILIZADO EM ESCOLAS, LOCAIS DE TRABALHO E EVENTOS.

6 EXISTEM CORDÕES QUE SÃO USADOS PARA TRANSMITIR INFORMAÇÕES SOBRE AS PESSOAS. OBSERVE AS IMAGENS.

• VOCÊ JÁ VIU ESSES CORDÕES? QUAL É A IMPORTÂNCIA DELES? O CORDÃO DE GIRASSOL IDENTIFICA PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS QUE NÃO SÃO VISÍVEIS.

O CORDÃO DE QUEBRA-CABEÇA IDENTIFICA PESSOAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA.

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes concluam que esses cordões sinalizam que as pessoas podem precisar de mais ajuda em alguma situação e garantem que elas tenham acesso preferencial a filas e a assentos em transportes públicos, por exemplo.

Competência socioemocional

Consciência social

A atividade 6 promove a consciência social ao levar os estudantes a refletir sobre a função desse tipo de cordão para os crachás e entender aspectos como identificação e pertencimento em ambientes coletivos, ampliando a compreensão das normas sociais e promovendo empatia e interação entre indivíduos.

Sugestão para o professor

12/09/25 15:17

Para saber mais sobre os cordões e seus significados, acesse o material criado por O Coletivo Autista da Universidade de São Paulo (Causp).

DESTEFANE, Victor Passarelli. Cartilha sobre o significado dos cordões. 2023. Disponível em: https://www.ee.usp.br/wp -content/uploads/2023/11/Cartilha-sobre-os -significados-dos-Cordoes-1.pdf. Acesso em: 19 ago. 2025.

Atividade 4. Pergunte aos estudantes se eles sabem como o crachá deve ser usado para que todos possam visualizar o nome. Em seguida, questione se já viram pessoas utilizando crachás e em quais situações. Leia em voz alta cada alternativa e peça que identifiquem a(s) mais adequada(s) à pergunta.

Atividade 5. Incentive os estudantes a levantar hipóteses sobre a importância da utilização da fotografia no crachá. Ela cumpre a função de identificar a pessoa à qual o crachá pertence. Se possível, mostre alguns tipos diferentes de crachá e documentos com fotografia.

Atividade 6. Os cordões apresentados identificam pessoas com autismo, desempenhando papel importante na promoção da inclusão e do respeito à diversidade . Se possível, providencie os diferentes cordões para mostrá-los aos estudantes. O quebra-cabeça, por exemplo, representa a complexidade do autismo e a ideia de que cada pessoa é única, com diferentes habilidades e desafios. Já o girassol simboliza a esperança e a positividade, destacando o potencial de cada indivíduo, e é utilizado tanto na identificação de pessoas com autismo quanto de pessoas com deficiências que não são reconhecíveis de forma imediata, como surdez e deficiências intelectuais. Ressalte que o uso desses cordões promove o reconhecimento de que todos têm características diferentes, e isso é algo que deve ser respeitado e celebrado. O respeito à diversidade é fundamental, pois cada um tem habilidades e desafios próprios. Celebrar essas diferenças nos ajuda a criar um ambiente mais acolhedor e inclusivo para todos.

OBJETIVOS

• Reconhecer a escrita do próprio nome e dos nomes dos colegas.

• Reconhecer algumas características constituintes do gênero crachá.

• Desenvolver procedimentos de escrita: planejamento, escrita, revisão, reescrita e edição.

• Interagir com os familiares e os colegas para a produção do crachá.

PLANO DE AULA

Produção escrita

1. Retome com os estudantes a utilidade do crachá que produzirão. Pergunte: “O crachá servirá para identificar vocês na escola e fora dela. Então, que informações serão mais importantes na hora de produzir o crachá?”. Leve-os a perceber a importância do nome, do nome da escola e a turma a que pertencem.

Providencie a lista de nomes da turma e, se possível, uma fotocópia dela para cada estudante. Disponibilize também diferentes modelos de crachá para que a turma observe os tamanhos e os formatos das letras.

Lembre-se de que a produção do crachá é uma atividade de cópia em um contexto real significativo. Informe que cada estudante produzirá o próprio crachá e comente o uso que todos farão dos crachás no dia a dia da rotina escolar: nos primeiros dias de aula, em passeios fora da escola, em visitas às salas de outras turmas etc.

Recupere com a turma aspectos importantes a serem observados na escrita do rascunho, como usar letras grandes, para que os nomes possam ser lidos a uma certa distância.

Oriente-os a preencher o rascunho escrevendo

1. Produção pessoal. Após a escrita, registre na lousa o nome da escola e a turma para que os estudantes comparem com o que escreveram.

PRODUÇÃO ESCRITA CRACHÁ

É HORA DE VOCÊ PRODUZIR SEU CRACHÁ. ELE VAI SER IMPORTANTE QUANDO A TURMA FOR PASSEAR.

1. FAÇA UM RASCUNHO DAS INFORMAÇÕES DO SEU CRACHÁ NO ESPAÇO A SEGUIR.

2. AGORA, VOCÊ VAI FINALIZAR O SEU CRACHÁ. SIGA AS ORIENTAÇÕES DO PROFESSOR.

Veja orientações na seção Plano de aula

3. O PROFESSOR VAI PRENDER SEU CRACHÁ EM UM BARBANTE. DEPOIS DISSO, É SÓ USAR.

apenas o primeiro nome no crachá, utilizando letra na forma imprensa maiúscula . Sempre que necessário, incentive-os a comparar a própria escrita com a da lista de nomes da turma e a lhe mostrar o rascunho, apontando o que escreveram e nomeando as letras. Leve-os a comparar a escrita que fizeram com a escrita dos nomes deles na lista: quantidade de letras e ordem em que elas aparecem nos nomes.

O crachá pode conter o desenho ou a fotografia deles. Cada estudante deverá ilustrar um símbolo que o represente. Depois,

peça-lhes que, antes de passar as informações do rascunho a limpo, observem o tamanho das letras, o tamanho dos nomes deles e o tamanho do símbolo de modo a ocupar o espaço do crachá adequadamente.

2. Disponibilize cartolina (ou outro tipo de papel resistente) para que os estudantes copiem o crachá e depois o recortem. Acompanhe o recorte e oriente o manuseio e como segurar a tesoura corretamente. A atividade desenvolve a coordenação motora fina.

3. Finalize o crachá colocando um barbante ou fita.

CLAUDIO CHIYO
EDU RANZONI

4. A TURMA VAI FAZER UM PASSEIO E VOCÊ VAI USAR SEU CRACHÁ.

A) DURANTE O PASSEIO, OBSERVE LETRAS, NÚMEROS E SÍMBOLOS EM PLACAS E ANOTE EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA OU NO CADERNO.

B) QUANDO VOLTAR DO PASSEIO, PASSE SUAS ANOTAÇÕES A LIMPO NOS ESPAÇOS A SEGUIR.

LETRAS

NÚMEROS SÍMBOLOS

4. Organize um passeio com os estudantes. Pode ser pelos ambientes da própria escola ou uma volta no quarteirão, dependendo das possibilidades de cada comunidade. Essa atividade, além de diversificar o ambiente de aprendizagem , promove interações mais significativas entre os estudantes, tanto na escola quanto na comunidade escolar.

4. a) Durante o passeio, eles usarão o crachá e deverão observar letras , números e símbolos em placas e anotar em uma folha avulsa ou no caderno.

Resposta pessoal. Resposta pessoal.

REFLETIR E AVALIAR

Resposta pessoal.

PREENCHA A FICHA DA PÁGINA 277.

49

12/09/25 15:17

Texto de apoio [...] o mais importante não é considerar o resultado e sim que o sujeito reflita sobre as suas ações, levante hipóteses mesmo que estas estejam “erradas”. O desafio do professor está em transformar o erro em uma situação de aprendizagem, mas para isto o professor precisa estabelecer o que é consciente à criança e o que não é.

BIANCHINI, L. G. B. et al. Significações do erro em alunos nas salas de apoio à aprendizagem. Cadernos da Pedagogia, v. 16, n. 34, p. 55-63, jan./abr. 2022.

Observe a existência de barreiras comunicacionais ou físicas que possam dificultar a execução da atividade, eliminando-as ou adaptando a estratégia. Se houver algum dispositivo em braile, incentive os estudantes a perceber o tipo de escrita e explique seu mecanismo de leitura. Auxilie-os chamando a atenção para alguma placa, comentando o significado, evidenciando a importância desse tipo de comunicação.

4. b) Oriente os estudantes a anotar adequadamente o resultado da pesquisa. Leia os títulos das fichas e, só então, peça que iniciem a atividade. Esse processo permitirá o desenvolvimento da alfabetização e do raciocínio lógico, preparando-os para a leitura, a escrita e o emprego dos números em diferentes contextos.

Ao final, convide-os a preencher a ficha da página 277. Conduzir o estudante a refletir sobre suas produções desenvolve a autonomia e a metacognição, facilitando o reconhecimento de avanços e dificuldades e o prosseguimento do aprendizado.

OBJETIVOS

• Relembrar as letras do alfabeto.

• Identificar e classificar as letras A, E, I, O, U como vogais.

• Escrever o próprio nome.

• Reconhecer as vogais e as consoantes dentro de palavras.

• Escrever os nomes dos colegas da turma.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. Em razão de as vogais serem a base de todas as sílabas, optou-se por iniciar o trabalho com as relações entre grafemas e fonemas por esse grupo de letras.

Antes de realizar a atividade, certifique-se de que os estudantes sabem os nomes de todos os animais que aparecem nas imagens.

Chame a atenção da turma para o som (fonema) inicial do nome de cada um dos animais e leve-os a relacionar esse som à letra correspondente.

Depois de escreverem como souber as vogais nas palavras da atividade, retome, na lousa (como forma de avaliação formativa), os nomes dos animais que aparecem nas imagens. Pergunte: “A letra inicial de cada nome que vocês escreveram é vogal ou consoante?”. Espera-se que eles respondam que todas as letras iniciais desses nomes são vogais.

Atividade 2. Os nomes dos estudantes serão o mote para atingir o objetivo de ajudá-los a fixar as letras do alfabeto, distinguindo vogais de consoantes.

Essa é uma oportunidade de verificar, como avaliação formativa, se os estudantes reconhecem e identificam as letras no interior das palavras.

NOSSA LÍNGUA VOGAIS E CONSOANTES

1 COMPLETE OS NOMES DOS ANIMAIS COM A LETRA INICIAL DE CADA UM.

AS LETRAS DO ALFABETO SÃO ORGANIZADAS EM DOIS

GRUPOS: VOGAIS E CONSOANTES . AS LETRAS A , E , I , O , U SÃO VOGAIS.

2 ESCREVA SEU NOME. DEPOIS, CONTORNE AS VOGAIS DO SEU NOME.

Respostas pessoais.

Atividade complementar

Distribua uma lista com dez nomes de alimentos para cada estudante. Informe que se trata de uma lista de alimentos e que cada um deve contornar os nomes de comidas que você ditar. Fale uma palavra de cada vez. Sugestões de palavras: abacate, amendoim, escarola, empada, iogurte, ovo e uva. Pergunte aos estudantes o que as palavras ditadas têm em comum. Espera-se que notem que todas iniciam com vogais.

Sugestão para os estudantes

A E I O U: Grupo Triii. Produzido por: Grupo Triii TV. c2025. 1 vídeo (5 min). Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=IFm3SRDPZ60. Acesso em: 22 jul. 2025.

A RANHA
E LEFANTE
I GUANA
O VELHA
U RUBU

3 O QUE ESTÁ ESCRITO NO ÔNIBUS DA

IMAGEM A SEGUIR? EXPLIQUE COMO VOCÊ DESCOBRIU.

Espera-se que os estudantes respondam “escolar” e que justifiquem como chegaram a essa conclusão.

ÔNIBUS ESCOLAR NO MUNICÍPIO DE CABREÚVA, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2021.

• AGORA, ESCREVA AS VOGAIS E AS CONSOANTES QUE APARECEM NESSA PALAVRA.

VOGAIS: E, O, A.

CONSOANTES: S, C, L, R.

4 ESCREVA OS NOMES DE ALGUNS COLEGAS CONFORME INDICADO. SE PRECISAR, CONSULTE OS CRACHÁS DA TURMA.

NOMES QUE COMEÇAM POR VOGAL:

Resposta pessoal.

NOMES QUE COMEÇAM POR CONSOANTE:

Resposta pessoal.

Atividade 3. Inicie incentivando os estudantes a explicar como chegam à escola, se a pé ou nomeando os meios de transporte utilizados. Em seguida, peça que comentem o que acham que está escrito no veículo da imagem. Aproveite a oportunidade para chamar a atenção para o símbolo presente no vidro do ônibus, cuja função é identificar que o veículo é acessível a pessoas com dificuldades de locomoção. Pergunte a importância disso. Se necessário, comente que todos os ônibus, e não só os escolares, devem ser adaptados para que pessoas com

deficiência ou dificuldade de locomoção possam utilizá-los e assim terem seu direito de ir e vir garantido.  Comente que um novo símbolo internacional foi adotado para indicar acessibilidade.

A atividade objetiva evidenciar para os estudantes que eles já sabem “ler” muitas palavras no dia a dia. Amplie a atividade, pedindo que montem a palavra ESCOLAR com o alfabeto móvel. Em seguida, promova a contagem de letras e leve-os a perceber que na palavra ESCOLAR estão contidas as palavras ESCOLA, COLA, COLAR, LAR e AR.

É interessante apresentar imagens de diferentes tipos de veículo que realizam transporte escolar, pois geralmente a palavra ESCOLAR aparece registrada com diferentes tipologias de letra. Mais uma vez, os estudantes devem perceber que a tipologia não altera o que cada letra representa. Atividade 4. O objetivo da atividade é verificar se os estudantes diferenciam vogais e consoantes, bem como reforçar a importância do crachá como gênero textual com função social. Oriente os estudantes a consultar os crachás dos colegas para realizar a atividade. Eles devem observar a letra inicial de cada nome e classificá-lo de acordo com a legenda. Após realizarem a atividade, faça perguntas como: “Foi fácil consultar os crachás?”, “Vocês identificaram algum colega com a mesma letra inicial que a do seu nome?”, “E com a letra final?”, “Algum colega tem letra repetida no nome?”, “Como essa atividade ajudou vocês a interagirem com os amigos?”. Amplie a atividade, incentivando os estudantes a falar outras palavras que comecem com o mesmo som inicial dos nomes dos colegas. Por exemplo: AMORA começa com A de ALICE.

Sugestão para o professor

SENADO aprova novo Símbolo Internacional de Acessibilidade. Agência Senado, 29 abr. 2025. Disponível em: https://www12.se nado.leg.br/noticias/materi as/2025/04/29/senado-apro va-novo-simbolo-internacio nal-de-acessibilidade. Acesso em: 19 ago. 2025.

OBJETIVOS

• Identificar e classificar as letras A, E, I, O, U como vogais.

• Compreender que uma mesma letra ou palavra pode ser escrita com diferentes tipologias.

• Incentivar o treino do traçado da vogal A.

• Compreender a diferença na pronúncia de sons abertos e fechados.

• Acompanhar leitura de trecho de poema relacionando o que está sendo lido em voz alta com as palavras escritas.

• Compreender as características do gênero poema.

• Reconhecer o sinal gráfico til e perceber o uso dele nas palavras.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

Leve os estudantes a observar a página e a letra em estudo destacada nas formas maiúscula e minúscula, de imprensa e cursiva, chamando a atenção para as diferentes formas de grafar a mesma letra. Atividade 1. Explique que será feita a leitura de uma adivinha, um tipo de enigma que apresenta uma pergunta em forma de rima ou jogo de palavras, cujo objetivo é descobrir a resposta. Transcreva a adivinha para uma folha de cartolina ou papel pardo e afixe-a em local visível para que os estudantes acompanhem a leitura. Oriente-os a ouvir com atenção, pensar nas pistas dadas e tentar adivinhar a resposta. Em seguida, leia a palavra abacaxi, pedindo aos estudantes que a contornem. Reforce a sonoridade da letra A.

Atividade 2. Com os estudantes, explore as fichas em destaque. As fichas e as cenas que elas representam são ferramentas pedagógicas visuais que auxiliam o processo de alfabetização por meio da

VOGAIS EM AÇÃO

1 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

O QUE É, O QUE É, TEM ESCAMAS

E NÃO É PEIXE, TEM COROA

E NÃO É REI?

PERROTTI, DENISE CACCESE (ORG.). O QUE É, O QUE É? SÃO PAULO: PAULINAS, 1982. (COLEÇÃO PONTO DE ENCONTRO; SÉRIE PEGA-PEGA). NÃO PAGINADO. SOU O ABACAXI

• CONTORNE A PALAVRA ABACAXI NA RESPOSTA DA ADIVINHA.

AAAATCHIM A HÃ?

2 OBSERVE AS FICHAS. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR OS SONS QUE AS CRIANÇAS ESTÃO FAZENDO NAS CENAS. A

2. a) Espera-se que os estudantes respondam que sim. O som representado na cena da primeira ficha (“Atchim”).

QUAL É A LETRA? LETRA A A a A a a a a a a a A A A A A A a a a a a a a a A A A A A A

A) ALGUM DOS SONS QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA ABACAXI ? QUAL?

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA ABACAXI ?

C) TRACE A VOGAL A . Com a letra a

associação entre imagens, situações do cotidiano e sons da fala. Peça aos estudantes que observem a cena, estimulando-os a verbalizar o som. A escuta ativa das expressões associada à imagem, facilita conexões entre som, grafia e significado. Embora não represente exatamente os sons da letra a, a expressão funciona como um gatilho sonoro e afetivo que aproxima os estudantes da percepção do fonema.

Atividade 2. a) Faça a leitura oral das expressões AAATCHIM e HÃ?, enfatizando a diferença da sonoridade representada pelo som da vogal aberta ou fechada.

Atividade 2. b) Registre a palavra na lousa, contornando a letra inicial. Amplie, comparando-a com outras palavras que também comecem com A.

Atividade 2. c) Peça que copiem a letra A no espaço adequado, de forma que exercitem primeiramente o traçado das letras em sua forma de imprensa maiúscula. Em seguida, peça que tracem a letra em estudo em sua forma de imprensa minúscula e depois cursiva. As atividades com tarja caligráfica visam ao desenvolvimento do treino motor fino para a consolidação do gesto gráfico e a fluidez da escrita.

Atividade 3. Com os estudantes, explore a ilustração. Peça que comentem o que veem e o que o personagem está fazendo. Incentive-os a comentar o que imaginam que está escrito ao lado da imagem. Leve-os a perceber que a palavra em estudo está registrada em letras de forma maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Depois, peça que preencham a letra inicial no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado da vogal. Nesse momento do processo de alfabetização, é fundamental respeitar a progressão gradual no aprendizado da

escrita. Por isso, o único traçado trabalhado inicialmente é o das vogais, garantindo que os estudantes desenvolvam com segurança e habilidade motora antes de avançar para outros padrões de letras. É interessante que falem as palavras em voz alta enquanto apontam para as letras, ajudando na associação fonema-grafema.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra ABACAXI em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes.

Peça, também, que falem a palavra-chave, batendo palmas a cada parte pronunciada. Promova a contagem de sílabas da palavra em estudo. Em seguida, pergunte: “Quantas palmas vocês bateram ao pronunciar essa palavra?, Quantas vezes abrimos a boca para falar essa palavra?”.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes começam ou contenham a letra em estudo.

Atividade 4. Chame novamente a atenção dos estudantes para as fichas, enfatizando a diferença da sonoridade representada pelo som da vogal aberta ou fechada. Depois, leia cada uma das palavras da atividade chamando a atenção deles para o fato de a vogal A representar sons (fonemas) diferentes, dependendo da palavra em que aparece. Em seguida, solicite que falem o nome de cada figura. Só então, peça aos estudantes que pintem cada quadrinho seguindo a legenda, de acordo como o som que a vogal A representa (timbre aberto ou fechado). Aproveite a oportunidade para chamar a atenção dos estudantes para o fato de as palavras CAMA e CANA possuírem duas letras A e representarem sons diferentes. Nesta atividade, deverão observar o som que a letra A em destaque representa.

PLANO DE AULA

Na exploração da vogal E, leve os estudantes a observar a página e a letra em estudo, destacada nas formas maiúscula e minúscula, de imprensa e cursiva. Chame a atenção para as diferentes grafias e comente que, embora tenham traçados distintos, todas representam a mesma letra.

Atividade 1. Explique que será feita a leitura de uma adivinha, gênero que apresenta uma pergunta em forma de rima ou jogo de palavras, cujo objetivo é descobrir a resposta. Transcreva o texto em cartolina ou papel pardo e afixe-o em local visível, para que os estudantes possam acompanhar. Oriente-os a ouvir com atenção, pensar nas pistas e tentar adivinhar a resposta antes de revelá-la. Em seguida, mostre a palavra elefante e peça que a contornem, reforçando a percepção da palavra-chave. Aproveite esse momento para pronunciar a palavra lentamente, destacando a sonoridade inicial da vogal E.

Atividade 2. Explore com os estudantes as fichas em destaque. Essas fichas, associadas a cenas do cotidiano ou a sons produzidos por personagens, favorecem a discriminação auditiva e a associação entre som e grafema. Peça que comentem o que veem e o que o personagem está fazendo. Faça a leitura oral das expressões EEECA e EEEEE, enfatizando a diferença da sonoridade representada pelo som da vogal aberta ou fechada. Em seguida, proponha a reflexão: “Qual ficha lembra o som inicial da palavra elefante ?”. Registre a palavra no quadro, contorne a letra inicial e compare com outras palavras que também comecem com a vogal E, desafiando a turma a encontrar objetos, nomes ou figuras conhecidos que iniciem com essa letra.

No trabalho com o traçado, oriente os estudantes a copiar a letra E em diferentes

LETRA E

1 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

GRANDALHÃO E PESADO, SOU UM BICHO SIMPÁTICO.

POSSO SER AFRICANO E TAMBÉM ASIÁTICO.

ADIVINHAS E TRAVA-LÍNGUAS. SÃO PAULO: CARAMELO, 2006. P. 15.

E e E e

SOU O ELEFANTE

• CONTORNE A PALAVRA ELEFANTE NA RESPOSTA DA ADIVINHA.

2 OBSERVE AS FICHAS. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR OS SONS QUE AS CRIANÇAS ESTÃO FAZENDO NAS CENAS.

E E E E

E E E E E e e e e e E E E E E E e e e e e e

A) ALGUM DOS SONS QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA ELEFANTE? QUAL?

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA ELEFANTE?

Com a letra e

C) TRACE A VOGAL E 2. a) Espera-se que os estudantes respondam que sim. O som representado na cena da segunda ficha (“EEEE”).

formas gráficas. Comece pelo traçado da letra maiúscula de imprensa, depois a minúscula de imprensa e, por fim, a letra cursiva. Esse treino motor contribui para o desenvolvimento da escrita, pois garante a consolidação do gesto gráfico e a fluidez no registro. Se necessário, demonstre o movimento no quadro antes que os estudantes o realizem individualmente.

Texto de apoio

“Por que as crianças devem aprender a escrever com letra de fôrma para depois passar para a cursiva?

Esta escolha está relacionada ao processo de construção das hipóteses da escrita. Durante a alfabetização inicial, os pequenos trabalham pensando quais e quantas letras são necessárias para escrever as palavras. As letras de fôrma maiúsculas são as ideais para essa tarefa, já que são caracteres isolados e com traçado simples — diferentemente das cursivas, emendadas umas às outras. O aprendizado das chamadas “letras de mão” deve ser trabalhado com crianças alfabéticas, que já têm a lógica do sistema de escrita organizada. Antes de estarem alfabetizadas, elas entram em contato naturalmente com as letras

4 DESENHE O SÍMBOLO NO QUADRINHO DE ACORDO COM O

SOM QUE A LETRA E REPRESENTA NA PALAVRA.

SIGA A LEGENDA AO LADO DAS FICHAS.

5 CONTORNE APENAS A VOGAL E .

cursivas e as de fôrma minúscula e até podem ser apresentadas a elas, desde que tal contato fique restrito à leitura.

VICHESSI, Beatriz. Por que as crianças devem aprender a escrever com letra de fôrma para depois passar para a cursiva? Nova Escola, São Paulo, 31 out. 2008. Disponível em: https:// novaescola.org.br/conteudo/2491/por-que-as -criancas-devem-aprender-a-escrever-com-letra -de-forma-para-depois-passar-para-a-cursiva.

Acesso em: 20 jul. 2025. Atividade 3. Explore a ilustração, pedindo aos estudantes que comentem o que veem e o que o personagem está fazendo, estimulando hipóteses sobre o que pode estar escrito ao

16/09/25 08:53

lado da imagem. Mostre as diferentes formas gráficas da palavra elefante e peça que completem o registro no espaço indicado. Leve-os a perceber que a palavra em estudo está registrada em letra de forma maiúscula e minúscula e em letras cursiva minúscula. Só então peça que preencham a vogal inicial no espaço adequado para que exercitem o traçado da vogal.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra ELEFANTE em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver consciência fonêmica dos estudantes.

Por fim, peça que falem a palavra-chave, batendo palmas a cada parte pronunciada. Promova a contagem de sílabas da palavra em estudo. Em seguida, pergunte: “Quantas palmas vocês bateram ao pronunciar essa palavra?”, “Quantas vezes abrimos a boca para falar essa palavra?”.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes comecem ou contenham a letra em estudo.

Atividade 4. Chame novamente a atenção da turma para as fichas, enfatizando a diferença da sonoridade representada pelo som da vogal aberta ou fechada. Depois, explore as figuras dos animais apresentados na página, garantindo que os estudantes saibam o nome de cada uma delas: ema, elefante e égua. O objetivo da atividade é abordar a consciência fonológica, ou seja, os estudantes devem se concentrar no som inicial das palavras, por isso os nomes das figuras não aparecem para os estudantes.

Chame a atenção para o fato de a vogal E representar sons (fonemas) diferentes, dependendo da palavra em que aparece. Peça aos estudantes que desenhem, em cada quadrinho, de acordo com a legenda, o símbolo que representa a ficha adequada de acordo com o som da vogal E (timbre aberto ou fechado).

Atividade 5. O objetivo da atividade é levar os estudantes a reconhecer que uma mesma letra pode ser escrita com diferentes tipologias. Observe se os estudantes reconhecem e diferenciam a vogal E da vogal A.

PLANO DE AULA

Na exploração da letra I , leve os estudantes a observar a página e a letra em estudo, destacada nas formas maiúscula e minúscula, de imprensa e cursiva. Chame a atenção para os diferentes modos de grafar a letra, ressaltando que, embora variem no traçado, todas representam o mesmo som.

Atividade 1. Explique que será feita a leitura de uma adivinha. Transcreva o texto em cartolina ou papel pardo e fixe-o em local visível para que os estudantes possam acompanhar a leitura. Oriente-os a ouvir com atenção, pensar nas pistas e tentar adivinhar a resposta antes de revelá-la. Em seguida, mostre a palavra IOIÔ e peça que a contornem no material. Reforce a sonoridade inicial da letra I, pronunciando a palavra lentamente e destacando o som da vogal.

Atividade 2. Apresente a ficha em destaque e peça aos estudantes que observem atentamente a cena.

Faça a leitura oral da expressão III. Em seguida, pergunte por que imaginam que o personagem está falando “III” na ficha. É importante que os estudantes percebam a relação entre a fala e o fato de o sorvete ter caído.

Atividade 2. a) Peça aos estudantes que repitam o som, percebendo sua semelhança com o som inicial da palavra IOIÔ. Em seguida, conduza a reflexão: “O som que o personagem faz na ficha lembra o som inicial da palavra IOIÔ?”.

Atividade 2. b) Registre a palavra no quadro, contorne a letra inicial e a compare com outras palavras conhecidas que também comecem com I.

Atividade 2. c) Solicite a escrita da vogal no espaço adequado, de forma que

LETRA I

1 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

SUBO E DESÇO SEM PARAR, NA CORDINHA A BRINCAR. NA MÃO FAÇO UM SHOW… QUEM ADIVINHA QUEM SOU? ADIVINHAS. 23 AGO. 2020. DISPONÍVEL EM: https:// brisaseducativas.wordpress.com/2020/08/23/ adivinhas/. ACESSO EM: 17 JUL. 2025. SOU O IOIÔ

• CONTORNE A PALAVRA IOIÔ NA RESPOSTA DA ADIVINHA.

2 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A CRIANÇA ESTÁ FAZENDO NA CENA.

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA IOIÔ?

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA IOIÔ?

Espera-se que os estudantes respondam que sim. Com a letra i

C) TRACE A VOGAL I

exercitem primeiramente o traçado da letra em suas formas bastão maiúscula e minúscula. Depois, peça que tracem a letra em sua forma (maiúscula e minúscula) cursiva. Enfatize que observem o movimento correto do traçado e a uniformidade das letras. O treino desenvolve a coordenação motora fina e a fluidez da escrita.

Desafie a turma a identificar na sala de aula objetos ou pessoas cujos nomes comecem com a vogal I.

3 LEIA E COMPLETE A PALAVRA.

Por fim, peça que falem a palavra-chave, batendo palmas a cada parte pronunciada. Promova a contagem das sílabas da palavra em estudo. Em seguida, pergunte: “Quantas palmas vocês bateram ao pronunciar essa palavra?”, “Quantas vezes abrimos a boca para falar essa palavra?”.

4 CONTORNE SOMENTE AS FIGURAS COM OS NOMES QUE COMEÇAM COM A VOGAL I .

5 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

O PINGUIM COME UM PRATO DE PUDIM COM GERGELIM. AI DE MIM, SERÁ QUE A RIMA FICOU RUIM?

PIRATA, MARIO. A VOLTA DO BICHO-POESIA. 3. ED. SÃO PAULO: PAULINAS, 2012. NÃO PAGINADO.

A) QUAL VOGAL VOCÊ MAIS ESCUTOU DURANTE A LEITURA?

Espera-se que os estudantes respondam que a vogal i foi a que mais escutaram.

B) CONTORNE NO TEXTO AS PALAVRAS QUE TÊM A VOGAL I

PLANO DE AULA

Atividade 3. Com os estudantes, explore a figura em destaque. Peça que comentem o que veem e o que o personagem está fazendo. Incentive-os a comentar o que imaginam que está escrito ao lado da imagem. Leve-os a perceber que a palavra em estudo está registrada em letras de forma maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça que preencham a vogal no espaço adequado para que exercitem o traçado da

vogal em sua forma de imprensa maiúscula e minúscula e na forma cursiva minúscula.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra IOIÔ em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes. Chame a atenção deles para o som fechado dessa mesma vogal em consequência do acento circunflexo, que pode ser nomeado, sem que, no entanto, seja necessário explicar as regras de acentuação.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes começam ou contenham a letra em estudo.

Atividade 4. Explore as figuras apresentadas na página, garantindo que os estudantes saibam o nome de cada uma delas: ilha, elevador, ímã e ema. O objetivo da atividade é abordar a consciência fonológica, por isso os nomes das figuras não aparecem para os estudantes.

Atividade 5. Faça a leitura de texto de modo a propiciar a compreensão dos estudantes, usando entonação e ritmo adequados ao poema.

Releia todas as palavras separadamente e, depois, peça aos estudantes que pintem quais delas possuem a vogal I.

Aproveite para explorar os sons finais das palavras, auxiliando os estudantes a encontrar as palavras que rimam (pudim/gergelim/ mim/ruim). Ressalte o fato de as palavras que rimam terminarem com o mesmo som e de esse som poder ser representado na escrita com as mesmas letras. I

PLANO DE AULA

Na exploração da letra O, leve os estudantes a observar a página e a letra em estudo, destacada nas formas maiúscula e minúscula, de imprensa e cursiva. Chame a atenção para as diferentes grafias e ressalte que, apesar das variações no traçado, todas representam o mesmo som. Pronuncie o som que a letra o representa, evidenciando o fato de que o mesmo som está escrito com diferentes tipologias de letra.

Atividade 1. Explique que será feita a leitura de uma adivinha. Transcreva o texto em cartolina ou papel pardo e fixe-o em local visível para que os estudantes possam acompanhar a leitura. Oriente-os a ouvir com atenção, pensar nas pistas e tentar adivinhar a resposta antes de revelá-la. Em seguida, mostre a palavra OVO e peça que a contornem no material. Reforce a sonoridade da vogal O, pronunciando a palavra lentamente e destacando o som inicial.

Atividade 2. Apresente as fichas em destaque e peça aos estudantes que observem as cenas com atenção. Peça que comentem o que veem e o que os personagens estão fazendo. Faça a leitura oral das expressões OHHH e OOOPA, enfatizando a diferença da sonoridade representada pelo som da vogal aberta ou fechada. Lembre-se de que as fichas funcionam como apoio visual e sonoro, favorecendo a associação entre oralidade e escrita.

Atividade 2. a) Leia novamente as expressões em voz alta e solicite aos estudantes que repitam, percebendo a semelhança com o som inicial da palavra OVO. Em seguida, conduza a reflexão: “Qual das fichas tem a cena que remete ao som inicial da palavra ovo?”.

Atividade 2. b) Registre a palavra no quadro, contorne

LETRA O

1 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

O QUE É, O QUE É:

UMA CASINHA SEM PORTA E SEM JANELA, ONDE VIVEM DUAS DONZELAS, UMA BRANCA E OUTRA AMARELA?

CORREA, LUIS HENRIQUE. MAIS DUAS MIL ADIVINHAS DO BRASIL SÃO PAULO: NOVA ALEXANDRIA, 2001. P. 57.

O o O o

• CONTORNE A PALAVRA OVO NA RESPOSTA DA ADIVINHA.

2 OBSERVE AS FICHAS. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR OS SONS QUE AS CRIANÇAS ESTÃO FAZENDO NAS CENAS. O O O O o o o o o O O O O O o o o o o o

Espera-se que os estudantes respondam que sim. O som representado na cena da primeira ficha (“OOOPA”).

A) ALGUM DOS SONS QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA OVO ? QUAL?

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA OVO ?

Com a letra o

C) TRACE A VOGAL O

a letra inicial e a compare com outras palavras conhecidas que também comecem com O.

Atividade 2. c) Solicite a escrita da vogal no espaço adequado, de forma que exercitem primeiramente o traçado, da letra em suas formas bastão maiúscula e minúscula. Depois, peça que tracem a letra em sua forma (maiúscula e minúscula) cursiva. Enfatize que observem o movimento correto do traçado e a uniformidade das letras.

Desafie a turma a identificar na sala de aula objetos ou pessoas cujos nomes comecem com a vogal O.

3 LEIA E COMPLETE A PALAVRA.

4 PINTE SOMENTE AS FIGURAS COM OS NOMES QUE

COMEÇAM COM A VOGAL O Os estudantes devem pintar os óculos e a ovelha.

EYA_NOT_A_PRINCESS/ SHUTTERSTOCK.COM

5 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

AS

LETRAS ÓS SÃO ARGOLINHAS

QUE DEIXAM AS PALAVRAS TODAS FURADINHAS.

FRAGATA, CLAUDIO. ALFABETO ESCALAFOBÉTICO SÃO PAULO: JUJUBA, 2013. P. 23.

• POR QUE A LETRA O FOI COMPARADA A UMA ARGOLINHA?

Espera-se que os estudantes percebam que a comparação foi feita porque a letra o tem o formato parecido com o de uma argola.

Atividade 3. Com os estudantes, explore a figura em destaque. Peça que comentem o que veem e o que a menina está fazendo. Incentive-os a comentar o que imaginam que está escrito ao lado da imagem. Leve-os a perceber que a palavra em estudo está registrada em letras de forma maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça que preencham a vogal no espaço adequado para que exercitem o traçado da vogal.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra OVO em seus

fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes. Por fim, peça que falem a palavra-chave, batendo palmas a cada parte pronunciada. Promova a contagem das sílabas da palavra em estudo. Em seguida, pergunte: “Quantas palmas vocês bateram ao pronunciar essa palavra?”, “Quantas vezes abrimos a boca para falar essa palavra?”.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes começam ou contenham a letra em estudo.

Atividade 4. Explore as figuras apresentadas na página, garantindo que os estudantes saibam o nome de cada uma delas: óculos, avião e ovelha. O objetivo da atividade é abordar a consciência fonológica, por isso os nomes das figuras não aparecem para os estudantes.

Chame a atenção dos estudantes para o fato de a vogal O representar sons (fonemas) diferentes, dependendo da palavra em que aparece. Peça aos estudantes que pintem as figuras que começam com a vogal O. Certifique-se de que eles identificaram que essa letra pode representar som aberto ou fechado.

Atividade 5. Faça a leitura do texto de modo a propiciar a compreensão clara dos estudantes, usando entonação e ritmo adequados ao poema. Pergunte: “Por que a letra O foi comparada a uma argolinha?”. Ressalte aos estudantes que argola é um objeto de forma circular e vazio no meio e veja se reconhecem a semelhança com a letra O.

Aproveite para explorar os sons finais das palavras, auxiliando os estudantes a encontrar as palavras que rimam (argolinhas/furadinhas). Ressalte o fato de as palavras que rimam terminarem com o mesmo som e de esse som ser representado na escrita com as mesmas letras.

PLANO DE AULA

Leve os estudantes a observar a página e a letra em estudo destacada nas formas maiúscula e minúscula, de imprensa e cursiva, chamando a atenção deles para as diferentes formas de grafar a mesma letra. Mostre que, mesmo com traçados diferentes, todas as formas representam a mesma letra e produzem o mesmo som.

Atividade 1. Explique que será feita a leitura de mais uma adivinha e que novamente o objetivo é descobrir a resposta. Leia o texto em voz alta, incentivando os estudantes a prestar atenção nas pistas para tentar adivinhar a resposta antes de revelá-la. Em seguida, mostre a palavra UVA e peça que a contornem. Pronuncie a palavra lentamente, destacando o som inicial da letra U.

Atividade 2. Apresente a ficha em destaque e peça aos estudantes que observem com atenção a cena representada. Peça que comentem o que veem e o que o personagem está fazendo. Ressalte que o personagem aparece fazendo uma brincadeira de representar um fantasma com o lençol. Faça a leitura oral da expressão UUUU e convide-os a repetir.

Atividade 2. a) O som que o personagem faz na cena representada na ficha funciona como um gatilho sonoro e afetivo que aproxima da percepção do fonema representado pela letra. Observe se os estudantes identificam que o som representando na ficha lembra o som inicial da palavra UVA.

Atividade 2. b) Registre a palavra UVA no quadro, contorne a letra inicial e a compare com outras palavras conhecidas que também comecem com U.

LETRA U

1 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

UNIDAS NASCEMOS, UNIDAS VIVEMOS.

SE ESTAMOS MADURAS, BOM SUCO FAZEMOS.

EQUIPE SUSAETA. CHARADAS E PIADAS PARA MENINOS E MENINAS. BARUERI: GIRASSOL; MADRI: SUSAETA, 2017. P. 169.

U u U u

SOU A UVA

• CONTORNE A PALAVRA UVA NA RESPOSTA DA ADIVINHA.

2 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A CRIANÇA ESTÁ FAZENDO NA CENA.

U U U U

U

U U U U U u u u u u u U U U U U U u u u u u u u u FIORE26/SHUTTERSTOCK.COM

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA UVA? Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA UVA ?

C) TRACE A VOGAL U Com a letra u

Atividade 2. c) Solicite a escrita da vogal no espaço adequado, de forma que exercitem primeiramente o traçado da letra em suas formas bastão maiúscula e minúscula para, só então, traçar a letra em sua forma (maiúscula e minúscula) cursiva. Enfatize que observem o movimento correto do traçado e a uniformidade das letras.

Desafie a turma a identificar na sala de aula objetos ou pessoas cujos nomes comecem com a vogal U.

3 LEIA E COMPLETE A PALAVRA.

4 MARQUE UM X NAS FIGURAS COM OS NOMES QUE

5 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

LÁ VAI O BARQUINHO

CARREGADO DE LETRA U: UVA, URSO, URUBU. CONTINUE ESSE JOGUINHO

FAZ O BICO E FALA U.

LÁ VAI O BARQUINHO. 2025. DISPONÍVEL EM: https://profissaoalfabetizacao.blogspot.com/ ACESSO EM: 12 AGO. 2025.

• O QUE VOCÊ ENTENDEU POR “FAZ O BICO E FALA U ”?

COMEÇAM COM A VOGAL U . Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que, para pronunciar a letra u, fazemos um “bico” com a boca.

Atividade 3. Com os estudantes, explore a figura em destaque. Peça que comentem o que veem e o que a menina está fazendo. Incentive-os a comentar o que imaginam que está escrito ao lado da imagem. Leve-os a perceber que a palavra em estudo está registrada em letras de forma maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça que preencham a vogal no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado da vogal em sua forma de imprensa maiúscula.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra UVA em seus

Atividade 4. Explore as figuras apresentadas na página, garantindo que os estudantes saibam o nome de cada uma delas: urubu, abacate, urso. O objetivo da atividade é abordar a consciência fonológica, por isso os nomes das figuras não aparecem para os estudantes. Eles deverão marcar apenas as figuras cujos nomes começam com a vogal U. Atividade 5. Faça a leitura do texto de modo a propiciar a compreensão dos estudantes. Espera-se que eles percebam que, para pronunciar a vogal U, é preciso arredondar os lábios, como se estivessem fazendo um bico. Esse momento lúdico reforça a consciência fonética e favorece a memorização do som da vogal. Além de explorar o sentido do texto, aproveite a atividade para pedir aos estudantes que identifiquem as palavras que iniciam com a vogal U (uva, urso e urubu).

As atividades contribuem para o reconhecimento de unidades fonológicas.

08:53

fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes. Por fim, peça que falem a palavra-chave, batendo palmas a cada parte pronunciada. Promova a contagem das sílabas da palavra em estudo. Em seguida, pergunte: “Quantas palmas vocês bateram ao pronunciar essa palavra?”, “Quantas vezes abrimos a boca para falar essa palavra?”.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes começam ou contenham a letra em estudo.

OBJETIVOS

• Identificar e classificar as letras A, E, I, O, U como vogais.

• Realizar a combinação de vogais para formar encontros vocálicos.

• Relacionar texto com ilustrações.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. Inicie a atividade retomando com os estudantes as vogais já estudadas, pedindo que todos pronunciem em coro a sequência A, E, I, O, U. Mostre as fichas com cada uma das letras e incentive-os a lembrar palavras que comecem com cada vogal. Esse momento ajuda a ativar a memória e a prepará-los para o trabalho com os encontros vocálicos. Oriente os estudantes a pronunciar os sons que as letras representam enquanto passam o dedo sobre as setas devagar. Depois, peça que passem rápido o dedo sobre as setas, pedindo que juntem os sons representados pelas letras, pronunciando-os em voz alta de maneira mais rápida. Ajude-os a perceber as palavras formadas. Essa leitura pode ser feita de forma lúdica: primeiro, “devagar como uma tartaruga” e, depois, “rápido como um foguete”. Esta atividade destaca a leitura inicial pela rota fonológica, que envolve a decodificação das palavras letra por letra, transformando grafemas em sons, sendo essencial para palavras desconhecidas ou novas, e, em seguida, pela rota lexical, que ocorre quando o reconhecimento das palavras como um todo se dá automaticamente, sem precisar decodificar, usando o vocabulário armazenado na memória. Ambas são fundamentais e se

1 JUNTE AS VOGAIS SEGUINDO AS SETAS E FORME PALAVRAS. NOSSA LÍNGUA ENCONTROS VOCÁLICOS

complementam no desenvolvimento da leitura fluente e da compreensão textual. Optou-se por abordar desde o início do processo os encontros vocálicos, facilitando, dessa forma, a leitura e a escrita de um maior número de palavras.

Comente com os estudantes que o encontro vocálico ocorre quando dois ou mais sons vocálicos aparecem juntos na mesma palavra.

2 JUNTE AS VOGAIS SEGUINDO AS SETAS E FORME PALAVRAS.

• PINTE OS QUADRINHOS DE OU DE , RELACIONANDO AS PALAVRAS FORMADAS COM AS CENAS A SEGUIR.

Texto de apoio

16/09/25 08:54

É interessante começar o ensino da correspondência letra-som pelas vogais porque elas possuem uma correspondência direta entre seus nomes e os sons que representam, facilitando a compreensão inicial do princípio alfabético. Essa clareza sonora permite que os alunos a identifiquem e reproduzam os sons com mais precisão. Depois do trabalho com as vogais, trabalhar os encontros vocálicos pode ampliar a percepção das combinações sonoras, preparando-os para a leitura e para a escrita de forma mais fluida e contextualizada. Nesse sentido, vale destacar o que afirma a psicopedagoga Luciana Brites: Por que começamos a alfabetização com o ensino das vogais? Porque os nomes das vogais são basicamente iguais aos seus respectivos sons, o que facilita a compreensão. Além de serem os sons mais fáceis, digamos assim, as vogais são a base das sílabas. BRITES, Luciana. Alfabetização: por onde começar: um programa neurocientífico eficiente para ensinar a ler de verdade. São Paulo: Gente, 2023. p. 62.

Atividade 2. A atividade permite que os estudantes reflitam sobre o som de cada letra na formação dos encontros vocálicos.

Peça a eles que leiam as palavras em voz alta. Insira os encontros vocálicos em pequenas frases, formando as interjeições: Au! Ei! etc.

A formação das palavras é apresentada de forma contextualizada, por meio das ilustrações de cenas nas quais os personagens sugerem sons que as letras representam e também de situações em que as palavras formadas são empregadas. Assim, os estudantes são também levados a ler textos verbais e não verbais.

Se possível, utilize as letras móveis para que os estudantes possam manipular as vogais e criar seus próprios encontros. Em grupos, eles podem experimentar novas combinações, lendo em voz alta os sons formados. Essa exploração lúdica favorece a consciência fonológica e a autonomia na leitura e na escrita.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Explore as cenas com os estudantes, perguntando o que elas representam. Incentive-os a comentar o que imaginam que está escrito. Observe se os estudantes compreendem o que os personagens estão fazendo nas situações ilustradas

Leia as palavras em voz alta para os estudantes. Em seguida, peça que leiam as palavras silenciosamente e, depois, em voz alta. Transcreva as palavras na lousa.

Promova a contagem das letras dessas palavras. Em seguida, desafie-os a descobrir qual imagem das alternativas se relaciona com a palavra destacada.

Reforce com os estudantes que a pontuação que aparece nas fichas é usada para dar entonação.

Por fim, peça aos estudantes que indiquem a cena que combina com a palavra. É importante que justifiquem suas respostas.

3 EM CADA QUADRO, MARQUE UM X NA CENA QUE MAIS COMBINA COM A PALAVRA.

Atividade complementar

A fim de contextualizar as interjeições, incentive-os a reproduzir encenando as interjeições formadas. Para isso, relacione cada interjeição a uma situação, por exemplo: “Ufa!” (quando terminamos algo difícil), “Ai!” (quando nos machucamos).

Divida a turma em pequenos grupos e informe que cada grupo ficará responsável por representar a cena em que os personagens estão em situações que remetem aos sons das interjeições. Lembre-os de destacar a entonação e os gestos.

Depois, cada grupo apresenta sua encenação para a turma, que tenta adivinhar qual interjeição está relacionada às cenas representadas.

Por fim, discuta com os estudantes como as palavras, as entonações e os gestos ajudam a transmitir emoções e significados.

VOGAIS NASAIS COM TIL

1 LEIA AS LETRAS EM VOZ ALTA.

b) Espera-se que os estudantes percebam que, ao pronunciar o som representado pelas letras A e O com til, o ar sai ao mesmo tempo pela boca e pelo nariz.

A) AGORA, APERTE BEM DE LEVE O NARIZ E LEIA AS LETRAS MAIS UMA VEZ.

B) CONTE O QUE VOCÊ PERCEBEU EM RELAÇÃO À PASSAGEM DO AR PELA BOCA E PELO NARIZ.

O SINAL ~ SOBRE A VOGAL CHAMA-SE TIL

2 LEIA AS PALAVRAS EM VOZ ALTA.

A) ESSAS PALAVRAS TERMINAM COM OS MESMOS SONS?

X SIM  NÃO

B) ESSAS PALAVRAS TERMINAM COM AS MESMAS LETRAS?

X SIM  NÃO

C) CONTORNE ESSAS LETRAS NAS PALAVRAS.

OBJETIVOS

• Ler palavras com marcas de nasalidade (til).

• Reconhecer a alteração sonora provocada pela presença do til nas palavras.

• Reconhecer o sinal gráfico til e perceber o uso dele nas palavras.

• Identificar as marcas gráficas nas palavras com som nasal.

• Reconhecer a nasalização dos sons nas palavras.

• Desenvolver a consciência fonológica, por meio da exploração dos sons finais (rimas) das palavras.

PLANO DE AULA

Apesar de a habilidade de ler e escrever corretamente palavras com marcas de nasalidade ser indicada para o 2 o ano do ensino fundamental, é importante ensinar os sons nasais no processo de alfabetização, uma vez que eles fazem parte do nosso sistema fonológico e aparecem frequentemente em palavras do cotidiano, como “mamãe”, “mão” e “limão”. A compreensão dos sons nasais ajuda os estudantes a perceber que nem sempre uma letra ou grupo de letras representa um som simples e direto, promovendo

a consciência fonológica e a habilidade de decodificar palavras mais complexas. Essa abordagem amplia a compreensão do princípio alfabético e prepara os estudantes para a leitura e escrita de forma mais completa.

Atividade 1. Antes de começar a atividade, faça uma dinâmica em que os estudantes experimentem os diferentes tipos de som. Incentive-os a perceber como os sons são produzidos no aparelho fonador. Peça-lhes que abram e fechem a boca para emitir os sons. Se possível, organize-os em duplas para que eles mesmos observem o colega produzindo os sons.

Oriente os estudantes a ler em voz alta as letras apresentadas nos quadros. Depois, incentive-os a ler segurando o nariz para que sintam que, ao ler as letras apresentadas no alto, não há vibração do nariz, e que, ao ler as de baixo, há vibração do nariz. A ideia é que os estudantes percebam por que são chamados sons nasais, ou seja, porque para pronunciá-los o ar sai pelo nariz e pela boca. Atividade 2. Leia as palavras em voz alta e ressalte o fato de terminarem com o mesmo som e de esse som ser representado na escrita com as mesmas letras. Destaque a presença do sinal gráfico til ( ~ ) sobre a vogal A nessas palavras. Peça aos estudantes que ditem duas palavras que terminem como BALÃO e registre-as na lousa, uma abaixo da outra. Leia-as em voz alta e, mais uma vez, ressalte o fato de terminarem com o mesmo som e de esse som ser representado na escrita com as mesmas letras. Oriente-os a observar novamente a presença do sinal gráfico til nessas palavras. Sugestões de palavras: MELÃO/ COMILÃO/GALÃO/BOLÃO/ PILÃO/ TELÃO/MILÃO.

OBJETIVOS

• Identificar e reconhecer que as letras M e N podem formar dígrafos vocálicos.

• Diferenciar palavras com ou sem som nasal, percebendo alterações na pronúncia e no significado.

PLANO DE AULA

Antes de iniciar a atividade com as fichas, retome com a turma a experiência dos sons nasais. Relembre que alguns sons saem ao mesmo tempo pela boca e pelo nariz, enquanto outros saem apenas pela boca.

Atividade 1. Peça aos estudantes que observem cada ficha e leiam em voz alta as expressões. Peça que repitam em coro e depois individualmente, destacando que o som “sai ao mesmo tempo pela boca e pelo nariz”. Chame a atenção para o fato de que, embora esses sons sejam representados na escrita por combinações diferentes de letras, o som é o mesmo. Por exemplo: an e am representam o som nasalizado /ã/. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que o som nasal também poder ser representado pelos dígrafos vocálicos am , em , im , om , um (/ã/, /ẽ/, /i/, /õ/, /u/) em final de sílaba, trabalhando a discriminação de sons e o isolamento de sons nas palavras. Oriente a turma a observar as figuras e a pronunciar os nomes em voz alta. A cada palavra pronunciada, pergunte “O som saiu só pela boca ou pela boca e pelo nariz?”. Explique que devem marcar o X apenas nas figuras cujos nomes apresentam som nasal. Reforce que o M e o N indicam a nasalização da vogal que vem antes.

VOGAIS NASAIS COM M E N NO FINAL DE SÍLABA

1 OBSERVE AS FICHAS. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR OS SONS QUE AS CRIANÇAS ESTÃO FAZENDO NAS CENAS.

• MARQUE UM X NAS FIGURAS COM OS NOMES EM QUE, AO SEREM PRONUNCIADOS, O SOM SAI AO MESMO TEMPO PELA BOCA E PELO NARIZ.

Amplie a atividade pedindo aos estudantes que pensem em outras palavras que conheçam com sons nasais e compartilhem com a turma. Auxilie-os com exemplos. Anote no quadro para montar uma lista coletiva.

Atividade complementar

Jogo: Diagrama nasal

T A M P A R E M I

C I N T O B E M U

M U N D O S I M F

P O M B O L I N D

E M P A D A F U N

• Reproduza o diagrama em folhas em avulsas e distribua para pequenos grupos.

• Liste na lousa as palavras que os estudantes deverão encontrar: tampa, cinto, mundo, pombo, empada, bem e sim. Peça que leiam as palavras da lista em voz alta, enfatizando os sons nasais.

• Explique que devem procurar cada palavra no diagrama e contorná-la com lápis de cor.

• Ao encontrar, os grupos podem pronunciar a palavra em voz alta, percebendo o som nasal.

• Vence quem encontrar todas as palavras primeiro ou quem encontrar mais palavras corretamente em um tempo definido.

1 CUBRA OS PONTILHADOS E COPIE AS PALAVRAS. DEPOIS, PINTE OS QUADRINHOS DAS PALAVRAS QUE O PROFESSOR DITAR.

Veja orientações na seção Plano de aula

inadequada pode comprometer a legibilidade, a fluidez da escrita e o desenvolvimento da coordenação motora. O momento da cópia serve como treino da coordenação motora fina , pois exige precisão no traçado das letras e controle sobre o lápis. Incentive que cada estudante complete as palavras com cuidado, seguindo as linhas pontilhadas na primeira tarja caligráfica, e depois repita o traçado na segunda tarja, reforçando o reconhecimento da forma das letras e promovendo fluidez na escrita.

Durante a atividade, acompanhe a execução, oferecendo suporte individual quando necessário. Estimule os estudantes a dizer em voz alta os sons de cada letra e de cada encontro vocálico, fortalecendo a relação entre fonema e grafema.

Verifique se há exemplares do livro indicado no boxe Descubra mais disponíveis na biblioteca da escola e providencie a leitura em roda com a turma.

DESCUBRA MAIS

• CALTABIANO, MARIANA. O MENINO QUE NÃO SABIA LER. SÃO PAULO: MATRIX, 2022.

NESSE LIVRO, O LEITOR VAI ACOMPANHAR A HISTÓRIA DE UM MENINO QUE APRENDE A LER E DESCOBRE O MUNDO DE OPORTUNIDADES QUE A LEITURA OFERECE.

OBJETIVOS

• Reconhecer e copiar palavras com encontros vocálicos.

• Desenvolver a coordenação motora fina e a fluidez da escrita, observando os traçados e a organização das letras na linha.

PLANO DE AULA

Traçando letras

Atividade 1. Peça aos estudantes que observem atentamente as palavras apresentadas,

destacando os encontros vocálicos em diferentes combinações: ui, uai, ioiô, ai, eia, eu. Explique que eles irão copiar essas palavras, completando o traçado e, em seguida, pintando os quadrinhos correspondentes às palavras ditadas pelo professor. Observe cuidadosamente como cada estudante segura o lápis. A pega trípode (com os dedos polegar, indicador e o lápis apoiado no dedo médio) pode ser incentivada desde o início. Ofereça orientação individual ou o uso de adaptadores de lápis (como borrachas de apoio) para garantir conforto e controle do traçado. Uma pega

16/09/25 08:54

OBJETIVOS

• Realizar entrevista.

• Desenvolver habilidades de comunicação oral e socialização, promovendo interação entre estudantes de turmas diferentes.

• Estimular a escuta ativa e a formulação de perguntas para coletar informações relevantes.

• Ampliar o vocabulário e a expressão oral.

• Incentivar a autoestima e a participação na turma, valorizando a troca de informações sobre preferências pessoais.

PLANO DE AULA

Produção oral

Explique aos estudantes o que é uma entrevista: um momento em que se faz perguntas a uma ou mais pessoas para obter informações sobre algum assunto. Explique aos estudantes que eles vão entrevistar colegas de outras turmas para conhecer melhor suas preferências, reforçando a importância da comunicação respeitosa e da atenção às respostas.

1. Oriente os estudantes a escolher um colega de outra turma e a iniciar uma conversa curta para descobrir suas preferências em relação a cor, fruta e brinquedo favorito. Combine o momento previamente com o professor da outra turma e, se necessário, auxilie na escolha dos entrevistados.

Encene a situação de entrevista com os estudantes, em que eles irão perguntar: “Qual é sua cor favorita?”, “E sua fruta e brinquedo favoritos?”.

2. Prepare um quadro como o do modelo e entregue aos estudantes para que anotem as informações

PRODUÇÃO ORAL ENTREVISTA

VOCÊ E OS COLEGAS DA TURMA JÁ SE APRESENTARAM E SE CONHECERAM MELHOR. Veja orientações na seção Plano de aula

AGORA, QUE TAL CONHECER UM POUCO MAIS OS COLEGAS DE OUTRAS TURMAS? PARA ISSO, SIGA AS INSTRUÇÕES.

1. ESCOLHA UM COLEGA DE OUTRA TURMA E CONVERSE COM ELE PARA SABER AS PREFERÊNCIAS DELE.

2. O PROFESSOR VAI ENTREGAR UM QUADRO PARA VOCÊ REGISTRAR AS RESPOSTAS.

• VEJA A SEGUIR O QUADRO PREENCHIDO POR UMA CRIANÇA.

NOME DO ENTREVISTADOR: NOME DO ENTREVISTADO COR FRUTA BRINQUEDO

3. COMPARTILHE COM A TURMA AS INFORMAÇÕES QUE VOCÊ OBTEVE. Resposta pessoal.

4. AGORA, PREENCHA O QUADRO A SEGUIR COM INFORMAÇÕES SOBRE SUAS PREFERÊNCIAS. Respostas pessoais.

SEU NOME COR FRUTA BRINQUEDO

obtidas. Mostre o exemplo preenchido por outra colega, destacando como registrar nome, cor, fruta e brinquedo. Destaque que o colega registrou o nome do entrevistado usando letras e, para as demais informações, usou cores e desenhos.

3. Após a coleta das informações, convide os estudantes a compartilhar com a turma o que descobriram sobre os colegas entrevistados.

4. Peça que preencham uma ficha com suas próprias preferências, registrando, como souberem, nome, cor, fruta e brinquedo, de forma organizada. Incentive a escrita espontânea, Converse com a turma sobre a diversidade de respostas, reforçando a importância de respeitar as diferenças e de valorizar a troca de informações entre os colegas.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, TRACE AS LETRAS QUE

VOCÊ ESTUDOU NESTA UNIDADE. UTILIZE MATERIAIS COMO BARBANTE, SEMENTES, AREIA, MASSINHA OU OUTRO QUE

VOCÊ E OS COLEGAS ESCOLHEREM. O PROFESSOR VAI

EXPOR OS TRABALHOS NO MURAL.

Veja orientações na seção Plano de aula

2 CRIE SÍMBOLOS PARA AS ATIVIDADES QUE VOCÊ REALIZA

NA ESCOLA. Produção pessoal.

3 COMPLETE O QUADRO ESCREVENDO O NÚMERO DE SÍLABAS, DE LETRAS E DE SONS DE CADA PALAVRA.

OBJETIVOS

• Revisar conceitos trabalhados na unidade de forma lúdica e concreta.

• Demonstrar compreensão e aplicação dos conteúdos em situações de leitura, escrita e exploração de sons e letras.

PLANO DE AULA

Para rever o que aprendi

A seção Para rever o que aprendi tem caráter de avaliação somativa, permitindo

verificar a consolidação das aprendizagens desenvolvidas na unidade. Ao longo das atividades, já foram realizadas avaliações diagnósticas e formativas, que orientaram a mediação pedagógica e o acompanhamento do progresso de cada estudante. Nesta etapa, o professor deve observar tanto o processo quanto os resultados, registrando avanços e dificuldades, oferecendo apoio individualizado quando necessário e valorizando a participação, o interesse e a autonomia dos estudantes. Atividade 1. Proponha aos estudantes que escolham uma ou mais letras estudadas na

unidade e façam seu traçado utilizando materiais como barbante, areia, sementes, tampinhas ou massinha de modelar. Observe o desenvolvimento da coordenação psicomotora fina e a direção correta dos traçados das letras. Os trabalhos poderão ser expostos no mural da sala, valorizando o percurso de aprendizagem. Essa atividade tem caráter expressivo, criativo e motor. Atividade 2. O objetivo da atividade é verificar se os estudantes compreenderam que imagens e outros símbolos também podem informar, assim como as letras. Explique à turma que deverão criar símbolos para representar duas atividades que realizam na escola. Verifique se os estudantes diferenciam letras, números e símbolos e se compreendem a função de símbolos, relacionando-os a seus significados. Atividade 3. O objetivo é verificar se os estudantes diferenciam sílabas, letras e sons. Leia as palavras em voz alta e oriente a observação das sílabas. Mostre que as sílabas podem ter diferentes quantidades de letras, mas sempre contêm uma vogal. Reproduza o quadro na lousa e complete-o com a turma. Escreva e leia a palavra RATO como exemplo inicial. Para a consciência de sílabas, proponha aos estudantes que batam palmas a cada parte pronunciada da palavra, seguindo estes passos:

1. Explicar aos estudantes o que farão.

2. Demonstrar a atividade com a palavra.

3. Praticar com a turma.

4. Propor que pratiquem em conjunto.

Desafie os estudantes a pronunciar os sons (fonemas) que formam cada palavra e a contar o número de sons (fonemas) e letras. Leve-os a perceber que as palavras têm diferentes segmentos orais (sílabas) e que todas as sílabas têm vogais.

HORA DE LER
HORA DO LANCHE

PLANO DE AULA

Atividade 4. Leia a quadrinha e proponha que contem as “linhas” da quadrinha. Pergunte: “Se cada linha da quadrinha é um verso, quantos versos essa quadrinha tem?”, “Então, quantas bolinhas devemos pintar?”. Promova a contagem coletiva do número de versos da quadrinha antes de solicitar que os estudantes preencham as bolinhas correspondentes. Observe se os estudantes relacionam a quantidade de bolinhas à quantidade de versos da quadrinha. Leve-os a perceber a relação entre o nome quadrinha e o fato de que esse gênero é composto de quatro versos. Se necessário, explique que quadrinhas são textos curtos escritos em quatro versos e que cada linha da quadrinha é um verso.

Após a atividade, trabalhe a consciência de rimas, estimulando-os a levantar hipóteses sobre a importância da rima para o ritmo e a sonoridade da quadrinha

Atividade 5. A atividade visa verificar se os estudantes segmentam oralmente palavras em sílabas e se conseguem relacionar a quantidade de palmas que bateram à quantidade de sílabas e ao numeral que representa essa quantidade. As ilustrações apoiarão a leitura das palavras. Na correção, leve os estudantes a perceber que as palavras têm partes sonoras menores, as sílabas, e que o tamanho das palavras não tem relação com as características físicas ou funcionais dos referentes que substituem.

Atividade 6. Nesta atividade, ao escrever o próprio nome e pintar a quantidade de palminhas que representam a quantidade de sílabas do nome, o estudante demonstra habilidades relacionadas ao reconhecimento do próprio nome, consciência

4 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

COMO DUAS ANDORINHAS NUMA TARDE DE VERÃO, SEREMOS SEMPRE AMIGOS, AMIGOS DO CORAÇÃO.

[COMO DUAS ANDORINHAS]. [S L.: S N.], [19--?]. QUADRINHA POPULAR.

B) SUBLINHE O VERSO QUE TEM MAIS PALAVRAS.

5 FALE OS NOMES DAS FIGURAS, BATENDO PALMAS PARA CADA SÍLABA PRONUNCIADA. DEPOIS, PINTE UMA PALMINHA PARA CADA SÍLABA DAS PALAVRAS.

6 ESCREVA SEU NOME. DEPOIS, PINTE UMA PALMINHA PARA CADA SÍLABA.

Respostas pessoais.

silábica e correspondência fala-escrita. Observe se o estudante reconhece todas as letras do nome, se consegue segmentar corretamente as sílabas e se compreende a relação entre os sons das sílabas e a quantidade de partes pintadas, avaliando assim aspectos da consciência fonológica e do desenvolvimento do princípio alfabético.

Atividade complementar Proponha uma atividade de escrita para que os estudantes pratiquem as relações

entre fonemas e grafemas, aplicando-as na produção textual.

1. Transcreva a quadrinha na lousa, omitindo as palavras VERÃO e CORAÇÃO. Peça que, em duplas, criem uma nova quadrinha substituindo os termos por outros com o mesmo som final.

2. Leia as produções com a turma e ofereça apoio quando necessário, sugerindo palavras que rimem ou mostrando escritas mais adequadas.

A) PINTE UMA BOLINHA PARA CADA VERSO DA QUADRINHA.

7 OBSERVE O MOVIMENTO PARA TRAÇAR CADA LETRA. DEPOIS, CUBRA OS PONTILHADOS E COPIE AS LETRAS.

Atividade 7. A atividade tem como objetivo verificar a escrita das letras cursivas, considerando proporção, legibilidade e respeito à orientação das linhas da pauta; a pega do lápis, observando como se dá a pega no lápis; a direção do traço contínuo da letra, avaliando como os estudantes iniciam e finalizam o movimento; e a coordenação motora fina, acompanhando se os movimentos são firmes, fluidos e adequados ao espaço da linha, sem rigidez excessiva nem traços tremidos. Observe individualmente a execução, registrando

os avanços e dificuldades de cada estudante, especialmente no que se refere ao domínio motor e à legibilidade.

• Transição do tamanho do lápis: para alguns estudantes, pode ser necessário o uso de lápis mais grossos e curtos, que favorecem a firmeza da preensão. Com o avanço da coordenação motora fina, eles migram para lápis mais finos e longos, adequados à escrita contínua e de maior velocidade. Esse processo deve ser gradual, respeitando o ritmo de cada estudante.

• Pegada de três pontos: incentive os estudantes a segurar o lápis com o polegar e o indicador, apoiando-o no dedo médio. Essa é a forma mais eficiente de preensão, pois garante controle, precisão e reduz a fadiga. Evite corrigir de modo rígido: em vez disso, modele a postura correta, mostrando a posição dos dedos e oferecendo suportes (adaptadores de lápis, massinha para fixação etc.), quando necessário.

• Posição do papel: oriente os estudantes a manter o caderno levemente inclinado — para a direita, no caso de destros, e para a esquerda, no caso de canhotos. Isso proporciona maior conforto, facilita a visualização do traçado e evita movimentos forçados do punho. Garanta que o tronco esteja ereto e que os pés estejam apoiados no chão, prevenindo tensões.

PLANO DE AULA

Atividade 8. O objetivo da atividade é avaliar a escrita — legibilidade, proporção das letras, continuidade e direção correta do traço em cursiva; a pega do lápis; a coordenação motora fina; e a consciência fonêmica: identificar se os estudantes conseguem reconhecer e diferenciar os sons dos encontros vocálicos e relacioná-los à grafia correta.

Peça aos estudantes que leiam em voz alta as combinações de vogais, antes de copiar as palavras.

Atividade 9. Peça aos estudantes que leiam a palavra IOIÔ em voz alta, observando os sons representados pelas vogais.

Texto de apoio

Pegar corretamente no lápis envolve três momentos: pegar no lápis, segurar o lápis e manter-se na posição correta enquanto escreve. A tendência a relaxar e mudar o lápis de posição é muito comum no início da aprendizagem. O professor deve cuidar de manter os alunos com a posição correta — mais tarde será muito mais difícil corrigir.

Para pegar no lápis, o aluno usa um movimento de “pinça” que envolve inicialmente o polegar e o indicador. O dedo médio intervém para levantar o lápis e colocá-lo na posição. Quando o aluno tem dificuldade para fazer o movimento de pinça, um bom treinamento consiste em ensinar-lhe a pegar objetos com dois dedos — grãos de feijão, por exemplo, até que desenvolva as habilidades motoras finais adequadas. O aluno deve segurar o lápis com três dedos. O lápis deve repousar na junta do dedo do meio, enquanto o polegar e o indicador seguram o lápis. O lápis deve ficar num ângulo de 45º em relação à página.

OLIVEIRA, João Batista Araújo e. ABC do alfabetizador. Brasília, DF: Instituto Alfa e Beta, 2008. p. 274-275.

8 LEIA JUNTANDO AS VOGAIS. DEPOIS, CUBRA OS PONTILHADOS E COPIE AS PALAVRAS.

i i u u ai oi au ou ai oi au ou
9 LEIA A PALAVRA E COPIE. DEPOIS, DESENHE A FIGURA QUE REPRESENTA ESSA PALAVRA.

Atividade 10. Leia em voz alta o banco de palavras e peça que os estudantes as repitam com entonação. Apresente cada cena, explorando o que acontece e discutindo qual interjeição se encaixa melhor, estimulando justificativas orais. Em seguida, oriente-os a escrever a palavra no balão e acompanhe individualmente, observando legibilidade e adequação ao contexto. Para finalizar, retome coletivamente, lendo as produções em voz alta e destacando a expressividade e o uso correto das interjeições.

O objetivo é avaliar a escrita, a consciência fonológica e a compreensão leitora, que

envolve interpretar a cena ilustrada e relacioná-la à palavra mais adequada.

Teste de aprendizagem

Durante a unidade, o trabalho pedagógico foi acompanhado por meio da observação, da mediação contínua e da análise das produções dos estudantes. Agora, propõe-se uma verificação das aprendizagens, com base em atividades contextualizadas e diversificadas. O teste é um exercício de avaliação somativa que pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos

Produção pessoal.

10 LEIA AS PALAVRAS. DEPOIS, ESCOLHA QUAL DELAS COMPLETA MELHOR CADA BALÃO E ESCREVA.

• EI! • UAU! • AI! • OI! • AU!

estudantes nos eixos de leitura e escrita. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Eixo Escrita

Indicador avaliado: traçado de letras em diferentes materiais.

• Defasagem: não consegue formar as letras ou utiliza movimentos desorganizados.

• Intermediário: forma algumas letras corretamente, mas com traços irregulares.

• Adequado: forma as letras corretamente, com traço contínuo, fluidez e controle.

Indicador avaliado: escrita do próprio nome.

• Defasagem: não escreve o nome ou escreve de forma irreconhecível.

• Intermediário: escreve parcialmente o nome.

• Adequado: escreve corretamente o nome.

Indicador avaliado: cópia de letras cursivas.

• Defasagem: traço desorganizado, letra ilegível ou invertida.

• Intermediário: letras reconhecíveis, mas com traços irregulares ou incompletos.

• Adequado: letras corretamente traçadas, legíveis e com direção contínua.

Eixo Leitura

Indicador avaliado: contagem de sílabas, letras e sons nas palavras.

• Defasagem: não consegue identificar sílabas, letras ou sons.

• Intermediário: identifica parcialmente sílabas, letras ou sons.

• Adequado: identifica corretamente número de sílabas, letras e sons.

Indicador avaliado: leitura compartilhada de quadrinha e interpretação de versos.

• Defasagem: não participa ou não consegue relacionar palavras e versos.

• Intermediário: participa parcialmente, com dificuldade de interpretação.

• Adequado: participa ativamente, reconhece palavras, versos e a relação entre eles.

Indicador avaliado: escolha da interjeição correta para completar balões de fala.

• Defasagem: não consegue relacionar a palavra à imagem.

• Intermediário: associa parcialmente a palavra à imagem, com erros.

• Adequado: associa corretamente a palavra à imagem, compreendendo a situação contextual.

PLANEJAMENTO E ROTINA

Conteúdo

• Letras p, d, t, b, f e v

• Poema

• Conto

• Brinquedos ribeirinhos

• Texto instrucional

• Rima

• Convite

• Produção de convite para exposição

• Cantiga

• Recital de cantigas

• Conto de fadas

• Conto

• Poema

• Legenda em álbum de fotografia

• Letra de imprensa e cursiva, maiúscula e minúscula

• Acentos agudo e circunflexo

Objetivos

• Indicados no início de cada seção

BNCC

Competências

específicas de Língua Portuguesa

1, 2, 3, 5, 9, 10

Habilidades

EF01LP02, EF01LP05, EF01LP06, EF01LP07, EF01LP08, EF01LP09, EF01LP11, EF01LP12, EF01LP16, EF01LP17, EF01LP19, EF01LP20, EF01LP25, EF01LP26, EF12LP01, EF12LP04, EF12LP05, EF12LP06, EF12LP07, EF12LP18, EF12LP19, EF15LP01, EF15LP03, EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07, EF15LP15, EF15LP18

Projeto de leitura

• Livros de contos de fadas, p. 109

UNIDADE EXPLORANDO AS LETRAS 2

Organize-se

• p. 83 – cartolina.

• p. 104 – cartolina ou papel pardo.

• p. 109 – cartolina e livros de contos de fadas.

• p. 121 – fotografias dos estudantes.

Respostas pessoais.

1 VOCÊ JÁ ESTEVE EM UM AMBIENTE PARECIDO COM O AMBIENTE DESTA CENA? SE ESTEVE, QUE ATIVIDADES VOCÊ FEZ NESSE AMBIENTE?

2 NA CENA, EXISTE ALGUM ELEMENTO COM NOME QUE COMECE COM A MESMA LETRA INICIAL DO SEU NOME? CONTE AOS COLEGAS.

3 ENCONTRE E CONTORNE NA CENA AS MESMAS FIGURAS QUE ESTÃO EM DESTAQUE NO QUADRO.

PLANO DE AULA

Apresente aos estudantes a imagem de abertura da unidade, incentivando a observação atenta. Convide-os a explorar a cena com curiosidade e a descrever o que veem. Estimule-os a falar sobre as cores, personagens e atividades que aparecem na imagem. Valorize as percepções pessoais e incentive a escuta dos colegas, promovendo um momento de troca oral e construção coletiva de sentidos.

Atividade 1. Abra espaço para que os estudantes compartilhem suas respostas, incentivando-os a contar o que costumam fazer nesses espaços. Valorize todas as experiências, inclusive as mais simples, relacionando-as com a cena observada. Atividade 2. Abra espaço para que os estudantes digam qual a letra inicial do próprio nome. Ajude-os a identificar palavras da cena que comecem com essa letra. A atividade trabalha a consciência fonêmica de forma lúdica e significativa. Atividade 3. Oriente os estudantes a observar cuidadosamente os elementos em destaque no quadro e a procurar na cena do parque as imagens correspondentes.

Competência socioemocional

Autoconsciência

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, os estudantes terão a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre a linguagem oral e escrita por meio da leitura, interpretação e produção de diferentes gêneros textuais, como conto, poema, texto instrucional, cantiga e legenda. Serão incentivados a observar as rimas, as estruturas próprias de cada gênero e os efeitos de sentido provocados pelas escolhas linguísticas. O estudo das letras P, D, T, B, V e F permitirá o avanço no reconhecimento do sistema alfabético e o aprofundamento na relação entre

grafemas e fonemas, incluindo a diferenciação entre sons semelhantes. A unidade também propõe atividades voltadas à consciência fonológica, com foco nas rimas e sílabas, e ao uso dos acentos agudo e circunflexo, promovendo reflexões sobre o funcionamento da língua. Com o apoio de propostas lúdicas, leituras compartilhadas e produção de textos, os estudantes serão desafiados a se expressar com criatividade, clareza e intencionalidade, desenvolvendo habilidades de leitura, escrita e oralidade em contextos significativos.

A atividade 1 incentiva os estudantes a desenvolver autoconsciência ao propor que reflitam sobre suas preferências pessoais e experiências vividas. Ao compartilhar suas respostas, eles reconhecem suas memórias, emoções e preferências, fortalecendo a capacidade de se expressarem e se conhecerem melhor, além de promover a empatia ao ouvirem os relatos dos colegas.

ROMONT WILLY
ROMONT WILLY

OBJETIVOS

• Diagnosticar conhecimentos sobre encontros vocálicos, sons nasais, uso do til e consciência silábica.

• Diagnosticar e acompanhar os níveis de aprendizagem da turma.

PLANO DE AULA

Para começar

Esta seção, presente no início de cada unidade, tem o objetivo de realizar uma avaliação diagnóstica da turma no processo de alfabetização. As atividades contribuem para o monitoramento e avaliação dos níveis de aprendizagem dos estudantes, identificando avanços, dificuldades e necessidades específicas de cada um.

As habilidades exploradas — formação de palavras com vogais, reconhecimento de sinais gráficos, consciência silábica e percepção de sons nasais — constituem indicadores fundamentais do processo de leitura e escrita.

Com base nos resultados dessas atividades, é possível organizar intervenções pedagógicas adequadas aos diferentes perfis da turma, favorecendo um percurso de alfabetização mais individualizado e efetivo.

Atividade 1. Peça que observem as imagens e comentem o que elas representam. Na primeira, pergunte: “O que o menino está fazendo?”, “Que som ele parece estar fazendo?”. É esperado que eles percebam que o menino usa a expressão EIA na brincadeira com o cavalinho. Esse tipo de expressão recebe o nome de interjeição e é utilizada para demonstrar sentimentos e emoções espontâneas. Comente que as interjeições são comuns na fala, mas também

PARA COMEÇAR

1 JUNTE AS VOGAIS E FORME PALAVRAS.

2 CONTORNE AS PALAVRAS QUE TÊM TIL

podem aparecer em textos escritos. Exemplos de interjeições: ah!; uau!; oba!; ai!

Na segunda imagem, pergunte do que o menino está brincando. É esperado que os estudantes reconheçam o ioiô. Antes do registro escrito das palavras, incentive a manipulação livre do alfabeto móvel para que experimentem combinações de letras e tentem formar palavras simples. Leia em voz alta as palavras

formadas. Reforce a percepção auditiva dos sons das vogais ao formar as palavras e incentive a leitura coletiva.

Atividade 2. Peça aos estudantes que observem atentamente as imagens e nomeiem os objetos. Em seguida, oriente-os a contornar apenas as palavras que têm o til (~). Observe se os estudantes identificam o sinal gráfico til como marcador de som nasal.

3 FALE OS NOMES DAS FIGURAS BATENDO PALMAS A CADA SÍLABA PRONUNCIADA.

• PINTE UMA BOLINHA PARA CADA SÍLABA DAS PALAVRAS.

4 FALE OS NOMES DAS FIGURAS.

• PINTE O QUADRINHO DA FIGURA QUE TEM O NOME COM SOM NASAL.

Atividade 3. Convide os estudantes a bater palmas conforme pronunciam cada sílaba das palavras representadas pelas imagens. Em seguida, peça que pintem uma bolinha para cada sílaba pronunciada. Verifique se os estudantes identificam oralmente cada sílaba ao segmentar a palavra. Dificuldades podem indicar necessidade de reforço em consciência fonológica.

Atividade 4. Peça aos estudantes que observem as imagens e falem o nome das figuras em voz alta, destacando a diferença entre elas. Aponte a diferença na grafia das palavras PONTE e POTE. Esta atividade

permite verificar se o estudante reconhece o som nasal mesmo que não haja til na escrita. Isso amplia a escuta fonológica para além da marca gráfica evidente.

Teste de aprendizagem

O teste é um exercício de avaliação diagnóstica que pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura e escrita. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados

observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Eixo Leitura

Indicador avaliado: segmentação silábica.

• Defasagem: não reconhece ou apresenta dificuldade em segmentar.

• Intermediário: segmenta com apoio (com ajuda do professor).

• Adequado: segmenta corretamente a maioria das palavras apresentadas (sem ou com apoio, batendo palmas).

Indicador avaliado: identificação de palavras com sinais gráficos.

• Defasagem: não identifica palavras com sinais gráficos.

• Intermediário: identifica com ajuda ou parcialmente.

• Adequado: identifica corretamente e com segurança.

Eixo Escrita

Indicador avaliado: escrita de palavras com sílabas simples.

• Defasagem: não escreve palavras, escreve letras soltas ou com inversões constantes.

• Intermediário: escreve algumas palavras com sílabas canônicas (cv), com erros previsíveis.

• Adequado: escreve palavras com boa correspondência grafema-fonema e organização silábica consistente.

Indicador avaliado: reconhecimento de som nasal.

• Defasagem: não reconhece sons nasais ou não diferencia palavras com e sem nasalização.

• Intermediário: reconhece alguns sons nasais com apoio.

• Adequado: identifica corretamente sons nasais e relaciona com a grafia.

OBJETIVOS

• Explorar o gênero textual poema.

• Desenvolver a consciência fonológica.

• Ler e interpretar poema.

• Localizar informação em texto.

PLANO DE AULA

Leitura

As atividades desta seção favorecem o desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita por meio da exploração do poema, com foco na consciência fonológica e no princípio alfabético. A alfabetização com sentido e contexto articula a dimensão lúdica e funcional da linguagem com os conhecimentos formais sobre o sistema alfabético.

Abra espaço para que os estudantes troquem experiências. Pergunte: “Do que uma pipa precisa para subir?”. Leve-os a perceber a importância do vento para essa brincadeira.

Peça aos estudantes que observem a cena e verbalizem o que veem e do que imaginam que a criança está brincando. Pergunte o nome que o brinquedo recebe na cidade onde moram. Informe que cada região tem características próprias e os nomes podem variar: pipa, papagaio, pandorga, quadrado, raia etc. Ressalte que o respeito à língua de cada povo ou região é fundamental para que possamos viver bem com as diferenças. O respeito à diversidade linguística é uma atitude ética e deve ser fomentado no dia a dia da escola.

DIVERSÃO NO AR

LEITURA POEMA

1 LIGUE OS PONTOS E COMPLETE O DESENHO DO BRINQUEDO.

2 QUAL NOME ESSE BRINQUEDO RECEBE NA REGIÃO ONDE VOCÊ MORA? Espera-se que os estudantes citem nomes como pipa, papagaio, pandorga, quadrado, raia, entre outros.

3 PARA SUBIR, A PIPA PRECISA DE: SOL. X  VENTO.

4 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

A PIPA E O VENTO [...]

SE TUDO CORRER BEM, PIPA E VENTO, NUM LINDO MOMENTO, VÃO CHEGAR AO CÉU.

RAINHO, CLEONICE. A PIPA E O VENTO. 2024. DISPONÍVEL

EM: https://www.escritas.org/PT/T/5398/A-PIPA-E-O-VENTO. ACESSO EM: 10 ABR. 2025.

4. a) Espera-se que os estudantes mencionem expressões como “der certo” e “sair como o esperado”, ou seja, se houver vento para que a pipa possa subir.

A) O QUE VOCÊ ENTENDE POR “CORRER BEM” NO TEXTO?

B) O TEXTO QUE O PROFESSOR LEU É UM POEMA

• CONTORNE A PALAVRA PIPA NO POEMA.

POEMAS SÃO TEXTOS ORGANIZADOS EM VERSOS. CADA LINHA DO POEMA É UM VERSO

C) ESCREVA O NÚMERO DE VERSOS DO POEMA. 4

Atividade 4. Faça a leitura em voz alta com entonação e ritmo. Explore o poema com perguntas que explorem a compreensão leitora: “Quem está falando no poema?”, “É uma pessoa, uma pipa ou outra coisa?”. Participe da discussão.

Verifique se os estudantes conseguem identificar que cada linha do poema é um verso.

Pergunte o que eles imaginam quando escutam o trecho do poema. Faça perguntas como: “Por que pipa e vento vão chegar ao céu?”, “O que pode dar errado?”. Explique

Atividade complementar Proponha aos estudantes que façam uma dobradura em papel em forma de pipa. A atividade desenvolve a coordenação motora, trabalha a percepção espacial e estimula a criatividade.

1. Materiais necessários:

• Uma folha de papel colorido (para dobradura ou tamanho A4)

• Tesoura (somente se necessário para cortar a folha em quadrado)

• Lápis de cor ou canetinha para decorar (opcional)

2. Como fazer a dobradura:

• Caso a folha seja A4, dobre uma das pontas até o lado oposto para formar um triângulo e corte a parte que sobra para deixar a folha quadrada.

• Primeira dobra: Dobre o quadrado ao meio, formando um triângulo. Depois, desdobre.

• Segunda dobra: Dobre as duas pontas do triângulo (as duas pontas menores) até a ponta superior, formando uma figura com a base reta. Depois, desdobre.

• Terceira dobra: Agora, dobre a parte superior do triângulo até a base. Assim, você terá um formato parecido com um losango.

14/09/25 15:00

que, no poema, a ideia de o vento subir com a pipa para o céu é uma imagem poética que descreve uma amizade, uma brincadeira, um companheirismo. Peça aos estudantes que desenhem a cena.

Peça aos estudantes que verbalizem as estratégias utilizadas para localizar a palavra pipa. Registre a palavra na lousa e leia em voz alta pausadamente de forma a evidenciar o som que a letra P representa. Desafie os estudantes a perceberem que essa letra aparece mais de uma vez na palavra.

• Finalizando a pipa: Pegue as duas pontas laterais do losango e dobre-as para dentro, formando a parte inferior da pipa. Ajuste as dobras para que o formato fique bem simétrico. Decore a pipa utilizando lápis de cor ou canetinha.

CLAUDIO CHIYO

OBJETIVOS

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com a letra P.

• Incentivar o treino do traçado em letra cursiva da letra P e de sua família silábica.

• Refletir sobre o sistema de escrita e suas hipóteses.

• Reconhecer as características composicionais do gênero trava-língua.

• Identificar e contar sílabas.

• Identificar a quantidade de letras que formam sílabas.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

Atividade 1. Peça aos estudantes que observem a cena, estimulando-os a verbalizar o som que a pipoca está fazendo na cena. A escuta ativa da expressão POC POC POC, associada à imagem, facilita conexões entre som, grafia e significado. Embora não represente exatamente o som da letra P, essa expressão funciona como um gatilho sonoro e afetivo que aproxima o estudante da percepção do fonema. Articule o som /p/ presente nas palavras da cena com clareza e peça que os estudantes o repitam.

Apresente a letra P, associando som e forma gráfica. Essa estratégia, baseada na neurociência, mostra que o cérebro aprende melhor com estímulos sensoriais, emoção e repetição significativa. Ao conectar imagem, som e letra, a aprendizagem fonêmica torna-se mais concreta e duradoura.

Só então, oriente a cópia da letra no espaço indicado: primeiro nas formas imprensa, depois na forma cursiva. Explique que as atividades com tarja caligráfica visam ao desenvolvimento do treino motor fino para consolidação do gesto gráfico e a fluidez da escrita.

QUAL É A LETRA? LETRA P P

p P p

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A PIPOCA ESTÁ FAZENDO NA CENA.

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA PIPA?

Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA PIPA? Com a letra p

C) TRACE A LETRA P .

2 JUNTE A LETRA P ÀS VOGAIS E FALE EM VOZ ALTA AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta, destacando que todas têm o som /p/, representado pela letra P. Mostre que palavras diferentes podem compartilhar sons semelhantes — um passo importante no desenvolvimento da consciência fonológica. Chame a atenção para o número de letras nas sílabas e para a variação das vogais.

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

4 ACOMPANHE A LEITURA DO TRAVA-LÍNGUA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

PEPE PEGOU A PIPA DO PAULO.

PRADO, ANA PAULA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo -chaves/a-importancia-dos-trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/ ACESSO EM: 9 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /p/.

5 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

Atividade 3. O uso dos personagens torna as atividades mais significativas e envolventes. Cada um está associado a uma letra, criando uma ligação direta entre som, imagem e contexto.

Ao apresentar a palavra-chave ligada ao personagem (como “P de PIPA, com que o menino brinca”), os estudantes se conectam ao conteúdo, o que favorece a memorização e a associação letra-som. Lembre-se de que a palavra-chave é um ponto de partida: o som que a letra P representa aparece também em outras palavras do vocabulário trabalhado.

Atividade 4. Chame a atenção para a figura em destaque e incentive os estudantes a imaginar o que está escrito ao lado. Leia a palavra PIPA em voz alta, destacando sua escrita nas formas impressa (maiúscula e minúscula) e cursiva minúscula. Em seguida, peça que copiem as palavras, exercitando o traçado nas três formas.

Promova a segmentação oral da palavra PIPA em fonemas e, depois, a síntese, estimulando a consciência fonêmica. Sempre que possível, relacione com nomes dos estudantes que contenham a letra ou o padrão silábico em estudo.

Utilize letras do alfabeto móvel para formar palavras em duplas ou individualmente. Como esse recurso será usado ao longo do ano, recomenda-se plastificar as letras e guardá-las em envelopes ou caixas individuais.

Observe se os estudantes usam a pega trípode e se o lápis está adequado ao tamanho da mão. Oriente o posicionamento do papel levemente inclinado e a postura correta. Corrija com cuidado casos em que a empunhadura ou o traçado prejudiquem a escrita.

Atividade 5. O objetivo da atividade é explorar a relação entre o fonema e o grafema em estudo. Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete nesse trava-língua. Depois, solicite que localizem a palavra PIPOCA, realizem sua segmentação oral em sílabas, depois em fonemas e, por fim, promova a segmentação da frase em palavras (batendo palmas).

Ressalta-se que na Língua Portuguesa são poucos os casos de correspondência biunívoca, ou seja, aquela em que um elemento de um conjunto corresponde a apenas um elemento de outro conjunto. A letra P representa um desses casos: não há nenhuma outra letra que represente o som /p/ em nosso alfabeto. Dessa forma, segundo Miriam Lemle, trata-se de uma relação mais simples entre grafema e fonema, excelente para o início do trabalho de sistematização em que os estudantes continuarão desenvolvendo a relação de simbolização entre as letras e os sons da fala (LEMLE, Miriam. Guia teórico do alfabetizador . São Paulo: Ática, 2007).

PLANO DE AULA

Atividade 6. Leia com os estudantes, ou peça que eles leiam, em voz alta, as palavras do quadro. Depois, escolha uma delas e fale-a em voz alta para que os estudantes encontrem a grafia correspondente no quadro e a contornem. Faça o mesmo com mais algumas palavras do quadro. Se preferir, escolha, para cada palavra, uma cor diferente para os estudantes contornarem. Observe se alguém apresenta dificuldade na leitura de alguma cor para que possa agir para facilitar a inclusão em sala de aula.

Atividade 7. Retome com os estudantes o conceito de sílaba e promova atividades de composição e decomposição da palavra PIPA em sílabas. Um dos objetivos desta atividade é levar os estudantes a reconhecer que uma mesma sílaba pode estar presente em diferentes palavras. Nesse caso, as palavras PIÃO, PIPOCA e PIPA têm sons idênticos no começo e são escritas com a mesma sílaba PI.

O trabalho com as palavras como unidade de análise por parte dos estudantes tem como objetivo fazer com que eles compreendam o sistema de escrita e aprendam a correspondência entre grafemas e fonemas. É importante criar oportunidade para que eles leiam as palavras formadas.

Atividade 8. Peça aos estudantes que verbalizem o nome da figura e o registrem. Questione a turma sobre como se faz um pão (geralmente, massa de farinha com água, sal e fermento). Em seguida, incentive a turma a compartilhar se já tiveram a experiência de fazer

6 LEIA EM VOZ ALTA.

• CONTORNE AS PALAVRAS QUE O PROFESSOR DITAR.

Veja orientações na seção Plano de aula

7 COMPLETE AS PALAVRAS COM AS SÍLABAS QUE FALTAM.

7. a) Espera-se que os estudantes respondam que todas as sílabas começam com o som /p/, representado pela letra p

A) O QUE AS SÍLABAS QUE VOCÊ ESCREVEU TÊM EM COMUM?

B) O QUE ESSAS SÍLABAS TÊM DE DIFERENTE ENTRE SI?

Espera-se que os estudantes percebam que cada sílaba é formada por uma vogal diferente.

8 ESCREVA O NOME DA FIGURA.

um pão ou acompanhar um adulto nessa tarefa. Em seguida, pergunte a eles qual é o pão preferido de cada um; primeiro, de forma oral, para, só depois, ser registrada. Desse modo, os estudantes saberão o que vão escrever e poderão se ocupar de como escrever. Sugestões: pão francês, pão de forma, pão de queijo, pão de batata.

9 SEPARE AS SÍLABAS DOS NOMES DAS FIGURAS.

• AGORA, ESCREVA NAS BOLINHAS COLORIDAS DE ACORDO COM A LEGENDA.

O NÚMERO DE LETRAS.

O NÚMERO DE SÍLABAS.

• OLIVEIRA, JOÃO BATISTA ARAUJO E. COLEÇÃO DESTRAVA LÍNGUA

UBERLÂNDIA: ALFA E BETO, 2019.

AQUI HÁ SAPATO, AQUI ASSA PÃO E A ARARA RARA SÃO ALGUNS DOS TÍTULOS DOS CINCO LIVROS DA COLEÇÃO, QUE EXPLORA OS SONS DAS PALAVRAS COM MUITO HUMOR.

Atividade 9. Explique novamente o que é sílaba e promova atividades de composição/ decomposição da palavra PIPOCA em sílabas. Um dos objetivos desta atividade é levar os estudantes a reconhecer que uma mesma sílaba pode estar presente em diferentes palavras. Nesse caso, as palavras PIPA e PIA têm sons idênticos no começo e são escritas com a mesma sílaba PI, o que tecnicamente é chamado aliteração. Liste outras palavras com a letra P. Questione se essa letra muda de som caso haja alteração da posição da letra na palavra.

/p/, bem como à leitura, escrita e consciência fonológica. Observe como os estudantes se apropriam do som que a letra P representa e se conseguem associá-lo corretamente ao grafema.

Além disso, avalie a habilidade de segmentar palavras em sílabas e fonemas, de formar e decompor palavras simples, de identificar padrões silábicos e de copiar as letras nas formas impressa e cursiva. O uso da pega trípode e a postura corporal também devem ser observados, por serem aspectos fundamentais para o desenvolvimento da escrita. Sugere-se o acompanhamento individual com base nas seguintes perguntas: o estudante reconhece o som /p/?; Associa o som à grafia da letra P?; Segmenta palavras com P?; Manipula sílabas com P?; Copia a letra com autonomia?; Usa a pega trípode corretamente?

A realização de avaliações formativas, durante e ao final do desenvolvimento das atividades, permite identificar avanços, dificuldades e necessidades específicas de cada estudante, de modo a planejar intervenções pedagógicas mais eficazes e inclusivas.

Atividade complementar

Em fichas ou cartões de cartolina, escreva as palavras: PIPOCA, MARIA, LATA, PULA, PANELA (ou outras palavras do repertório da turma).

15:00

Será interessante que a coleção indicada no boxe Descubra mais faça parte da Roda de leitura da turma. Recomende a leitura comentando o motivo pelo qual achou os livros interessantes e porque os estudantes vão gostar deles. Essa coleção trata dos sons que as letras representam, com uma abordagem divertida e direcionada a essa faixa etária.

Observando para avançar

A avaliação deve considerar o desenvolvimento das habilidades relacionadas à percepção, identificação e representação do fonema

Mostre aos estudantes uma das fichas e peça-lhes que observem bem a palavra escrita. Após alguns segundos, esconda a ficha e oriente-os a escrever no caderno a palavra que viram.

Mostre novamente a ficha e registre a palavra na lousa. Oriente-os a observar se a escreveram corretamente. Caso algum estudante não o tenha feito, ajude-o a refletir sobre o que errou.

Realize a mesma sequência de ações com as outras palavras.

PIA PI A
PIPA PI PA
PÁ PÁ
PÃO PÃO

OBJETIVOS

• Escutar com atenção a leitura de um conto.

• Relacionar aquilo que está sendo lido em voz alta com palavras escritas.

• Antecipar conteúdos (levantamento de hipóteses) durante a leitura, feita por outros.

• Fazer inferências para perceber informações implícitas no texto lido.

• Expressar conhecimento sobre tema de um texto lido.

• Selecionar informações necessárias para a compreensão do texto de acordo com o objetivo da leitura.

PLANO DE AULA

Hora da história

Atividade 1 . Leia a questão e espere cada estudante responder. Pode-se registrar as respostas como uma pesquisa em forma de quadro ou gráfico. A atividade contribui para ativar o conhecimento prévio, despertar memórias afetivas e gerar vínculo com o tema da história. Aproveite para explorar oralmente o vocabulário e as emoções associadas ao cheiro, gosto e preparo da pipoca.

Atividade 2. Leia o início da história. Faça algumas perguntas com base nesse início: “Qual é o nome da história?”, “O que vocês acham que acontece na história?”.

Faça uma leitura expressiva do conto, enfatizando o ritmo, as pausas e a emoção da narrativa.

HORA DA HISTÓRIA CONTO

1 VOCÊ GOSTA DE PIPOCA? SE GOSTA, VOCÊ PREFERE PIPOCA DOCE OU SALGADA? Respostas pessoais.

2 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

CASA DE VÓ É SEMPRE DOMINGO

MEU VÔ É CRAQUE EM PIPOCA. TEM ATÉ PANELA

PIPOQUEIRA, DESSAS COM MANIVELA E TUDO. PRA FAZER PIPOCA PRECISO TOCAR A MANIVELA, ENTÃO SUBO NUM BANQUINHO. MEU VÔ FICA DO LADO DO FOGÃO, ESPIANDO. DE REPENTE, VEM AQUELE CHEIRINHO GOSTOSO, E COMEÇA UM BARULHO DE PIPOCA PIPOCANDO [...].

SE A GENTE ABRE A PANELA ANTES DA HORA, PULA PIPOCA PRA TODO LADO. E A GENTE VAI ATRÁS PRA NÃO PERDER NENHUMA. […]

MARTINEZ, MARINA. CASA DE VÓ É SEMPRE DOMINGO. RIO DE JANEIRO: NOVA FRONTEIRA, 2013. P. 22.

MANIVELA: PEÇA QUE SE GIRA COM A MÃO PARA MOVER ALGUMA COISA.

Os estudantes podem ilustrar ou escrever possíveis finais para a narrativa. Você pode listar na lousa todos os finais possíveis criados por eles. Incentive-os a pensar em possibilidades diversas para a história.

Inclusão e equidade

Utilize recursos de apoio visual (imagens, fotografias, objetos reais como milho e panela) para ativar repertórios e facilitar a compreensão do tema.

Durante ou após a leitura, comente o significado de palavras desconhecidas pelos estudantes e explore a relação entre texto e ilustração. Incentive os estudantes a visualizar a cena descrita. Retome trechos com perguntas: “Quem está com a criança na cozinha?”, “O que acontece se abrirem a panela antes da hora?”. Essas perguntas favorecem a compreensão por meio do reconto.

Ofereça antecipadamente imagens ou sequências visuais que ajudem a organizar os acontecimentos da história.

Estimule a participação oral com apoio individualizado, se necessário, respeitando o tempo e a forma de expressão de cada estudante.

3 MARQUE UM X NA PANELA PIPOQUEIRA.

• COMO VOCÊ IDENTIFICOU A PANELA PIPOQUEIRA?

Espera-se que os estudantes apontem a presença da manivela na panela, conforme mencionado no texto.

4 O QUE VOCÊ ENTENDEU POR “CRAQUE EM PIPOCA” NO

TEXTO CASA DE VÓ É SEMPRE DOMINGO?

• VOCÊ E OS COLEGAS VÃO DESENHAR E ESCREVER ALGO

EM QUE SEJAM CRAQUES. CAPRICHEM! OS TRABALHOS VÃO COMPOR O MURAL EU SOU CRAQUE!.

Produção coletiva. Veja orientações na seção Plano de aula

4. Espera-se que os estudantes percebam que se trata de alguém que faz pipoca muito bem ou que tem muita experiência em fazer pipoca.

Observando para avançar

As atividades 3 e 4 visam avaliar a compreensão de texto da leitura realizada. É importante frisar que a compreensão é o propósito da leitura. As perguntas visam mobilizar os processos gerais de compreensão de texto, por meio dos quais é possível atribuir significado ao que se lê.

Atividade 3. Peça que observem atentamente as imagens e relembrem o que foi descrito no texto. Estimule-os a assinalar a pipoqueira com base na manivela, como

mencionado na leitura. Aproveite para reforçar a importância da leitura atenta e da escuta ativa. Pergunte o que sabem sobre panelas (tipos, materiais, cuidados etc.).

Atividade 4. Explique que “craque” é uma palavra usada para dizer que alguém é muito bom em alguma coisa. Pergunte: “Você conhece alguém que é craque em alguma coisa?”, “E você, é craque em quê?”. Peça aos estudantes que expliquem oralmente o que entenderam por “craque em pipoca” no contexto do conto. Valorize as tentativas de interpretação e ajude a construir o sentido coletivo da expressão.

Permita aos estudantes que verbalizem as atividades em que creem se destacar. Explique que devem desenhar esta atividade e registrá-la por escrito. Nesse momento, atividades de desenho contribuem para que se possa verificar o nível de escrita, uma vez que, enquanto desenham, precisam controlar o lápis ou o giz de cera em um movimento de pinça, por exemplo. Não apenas habilidades motoras estão ligadas a esse tipo de atividade, pois, ao desenhar, os estudantes retratam suas experiências e põem em prática aspectos ligados à linguagem e à imaginação. Por meio do desenho, percebem seu contexto familiar, social e histórico.

Competência socioemocional

Autoconsciência

A atividade 4 promove a autoconsciência ao levar os estudantes a refletir sobre suas habilidades e pontos fortes, fortalecendo a autoestima. Ao desenhar e escrever sobre algo em que são craques, eles confirmam suas conquistas e seus talentos.

OBJETIVOS

• Reconhecer o direito de brincar de todas as crianças.

• Conhecer tradições de comunidades ribeirinhas.

PLANO DE AULA

Diálogos

Atividade 1. Incentive os estudantes a observar os detalhes das fotografias. Faça uma roda de conversa e pergunte: “Vocês sabem o que são comunidades ribeirinhas?”, “Já ouviram falar sobre essa população?”. Aproveite as respostas e explique que as comunidades ribeirinhas vivem às margens dos rios. São pessoas que moram em casas de palafitas e que em geral sobrevivem do artesanato, da caça, da pesca e da agricultura. São, geralmente, pessoas que utilizam os recursos naturais para a sobrevivência e, também, para criar seus utensílios domésticos e embarcações. No caso das crianças ribeirinhas, a criatividade as ajuda na construção de brinquedos e brincadeiras.

Questione os estudantes sobre os nomes dos brinquedos que aparecem nas fotografias e sobre quais materiais foram necessários para construí-los. Explore os desenhos que complementam as fotografias e pergunte se deixaram a imagem mais atrativa e alegre.

Competência socioemocional

Consciência social

Ao conhecerem hábitos e modos de vida de outras comunidades, os estudantes têm a oportunidade de identificar recursos culturais e valorizar seus contextos e modos de brincar, desenvolvendo, assim, a consciência social.

DIÁLOGOS CRIANÇA BRINCA

BRINCAR É UM DIREITO DE TODAS AS CRIANÇAS.

EM ALGUMAS COMUNIDADES RIBEIRINHAS, AS CRIANÇAS

CONSTROEM SEUS PRÓPRIOS BRINQUEDOS: BONECAS, CARRINHOS, BARCOS, RODAS DE ARO, BICHOS, ENTRE OUTROS.

COMUNIDADES RIBEIRINHAS: COMUNIDADES QUE VIVEM PERTO DE UM RIO.

1 OBSERVE COMO ESTAS CRIANÇAS RIBEIRINHAS ESTÃO FAZENDO UM BRINQUEDO.

CRIANÇAS PINTANDO UM BARCO FEITO DE MIRITI, NO MUNICÍPIO DE ABAETETUBA, NO ESTADO DO PARÁ, EM 2017.

• VOCÊ JÁ CONSTRUIU ALGUM BRINQUEDO? SE SIM, CONTE AOS COLEGAS. Respostas pessoais.

Temas contemporâneos transversais

Multiculturalismo (Diversidade cultural); Saúde (Saúde); Cidadania e civismo (Direitos da criança e do adolescente): o tema brincar contribui para evidenciar a diversidade cultural ao apresentar os estudantes a uma comunidade e aos seus modos de vida. Também possibilita relacionar a prática lúdica ao bem-estar físico, mental e social das crianças, uma vez que as brincadeiras promovem

o desenvolvimento motor, melhorando a coordenação, o equilíbrio, a força e a resistência, incentivam habilidades sociais e emocionais, como cooperação, empatia e resolução de conflitos, concorrendo para a saúde mental das crianças ao reduzir o estresse, incentivar a autoestima e fortalecer laços de amizade, além de permitir a compreensão de que toda criança tem direito ao lazer, à cultura e às atividades recreativas, conforme prevê a legislação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

RIVALDO
PEIXOTO
CLAUDIO
CHIYO

2 OBSERVE ESTA CENA. O QUE AS CRIANÇAS ESTÃO

FAZENDO? Espera-se que os estudantes digam que as crianças estão brincando.

A) VOCÊ E OS COLEGAS VÃO CONSTRUIR UM MURAL CHAMADO BRINCAR É MEU DIREITO! DESENHE UMA CENA ONDE VOCÊS ESTÃO BRINCANDO DO QUE MAIS GOSTAM. Produção pessoal. Veja orientações na seção Plano de aula

B) CONTE AOS COLEGAS O QUE VOCÊ DESENHOU.

Resposta pessoal.

C) EM SUA OPINIÃO, O QUE É MAIS DIVERTIDO: COMPRAR UM BRINQUEDO PRONTO OU CONSTRUIR UM? POR QUÊ?

Respostas pessoais.

3 COM OS COLEGAS E O PROFESSOR, PESQUISE BRINQUEDOS FEITOS COM MATERIAIS RECICLADOS E ESCOLHA UM PARA FAZEREM JUNTOS.

Produção coletiva. Veja orientações na seção Plano de aula

DESCUBRA MAIS

• LODUCCA, STELA GRECO. DUDU E A CAIXA. SÃO PAULO: COMPANHIA DAS LETRINHAS, 2023. QUANDO UMA GRANDE CAIXA DE PAPELÃO CHEGA, DUDU SOLTA A IMAGINAÇÃO. ELA VIRA UM CARRO, UMA PRISÃO E UM BARCO, TUDO AO MESMO TEMPO. LEIA PARA SE DIVERTIR E DESCOBRIR ONDE A CAIXA VAI PARAR!

Atividade 2. a) Informe aos estudantes que eles criarão um mural sobre o direito de brincar. Explique que a exposição será em um mural da escola para que outras pessoas apreciem os trabalhos. Monte grupos para a realização da atividade, levando em conta o fato de que os estudantes aprendem uns com os outros. Disponibilize os materiais necessários para o desenho.

Atividade 2. b) Peça aos estudantes que mostrem aos colegas dos grupos o que eles produziram, explicando qual é a brincadeira e outros detalhes que desejarem informar.

tipos de brincadeira, fazendo com que reflitam sobre suas preferências.

Atividade 3. Leia com os estudantes a proposta da pesquisa.

Combine com eles um dia para pesquisarem, se possível na sala de informática, algumas informações sobre brinquedos produzidos com materiais reciclados. Se não houver ou não for possível usar a sala de informática, opte por uma biblioteca ou forneça material para a pesquisa.

Se julgar conveniente, organize-os em dois grupos, de maneira que cada um pesquise algum brinquedo, anote informações interessantes e selecione as imagens do brinquedo de que mais gostarem. É fundamental, se estiver usando computador, selecionar previamente alguns sites confiáveis que contenham informações sobre os brinquedos.

Depois da pesquisa, cada grupo apresentará para o restante da turma as informações e as imagens pesquisadas para, então, confeccionarem o brinquedo.

14/09/25 15:00

Verifique há necessidade de produzir legendas para os desenhos do mural a fim de apresentar as informações discutidas e apresentadas pelos estudantes.

Ressalte a necessidade de planejar a escrita das legendas dos desenhos para que o mural não contenha inadequações.

Atividade 2. c) Incentive os estudantes a opinar sobre o que preferem. Faça perguntas sobre as diferenças entre comprar um brinquedo e construir um, levantando tópicos como valor (tanto em dinheiro quanto valor simbólico), processo de construção e

Para garantir que a proposta seja realizada de forma inclusiva , é indispensável verificar barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que possam dificultar que alguns estudantes participem das atividades. Busque apoio para atender às necessidades de todo o grupo. Confira se será necessário disponibilizar materiais de maneira acessível para todo o grupo. Será interessante que o livro indicado no boxe Descubra mais faça parte da Roda de leitura da turma. Recomende a leitura comentando o motivo pelo qual achou o livro interessante e por que eles vão gostar. Essa obra trata dos brinquedos que um menino consegue fazer usando caixa de papelão e imaginação.

OBJETIVOS

• Explorar o gênero textual texto instrucional.

• Desenvolver a consciência fonológica.

• Ler e interpretar texto instrucional.

• Localizar informação em texto.

PLANO DE AULA

Leitura

As atividades desta seção favorecem o desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita por meio da exploração do texto instrucional, com foco na consciência fonológica e no princípio alfabético. A alfabetização com sentido e contexto articula a dimensão lúdica e funcional da linguagem com os conhecimentos formais sobre o sistema alfabético.

Atividade 1. Abra espaço para que os estudantes compartilhem o que já sabem sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras. Comente que é uma língua que usa gestos para representar palavras e ideias e que é usada principalmente por pessoas surdas ou com deficiência auditiva para se comunicar. A Libras é uma das línguas oficiais do Brasil, reconhecida por lei, e pode ser usada em casa, na escola, no trabalho e em qualquer lugar.

Valorize a participação de estudantes surdos ou com deficiência auditiva, incentivando-os a ensinar alguns sinais à turma, caso se sintam à vontade.

Atividade 1. a) Peça aos estudantes que observem as imagens e informe que você lerá uma instrução sobre como fazer o sinal da palavra DADO em Libras. Faça a leitura, explicando que as instruções são para fazer o sinal da palavra DADO, mas que também é possível mostrar cada letra da palavra com as mãos – isso se chama datilologia.

LEITURA TEXTO INSTRUCIONAL

1 VOCÊ SABIA QUE EXISTE UMA LÍNGUA

DE SINAIS USADA POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA NO BRASIL?

ESSA LÍNGUA SE CHAMA LIBRAS, QUE SIGNIFICA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS.

DEFICIÊNCIA AUDITIVA: DIFICULDADE PARA OUVIR, SEJA UM POUCO OU MUITO.

A) VOCÊ VAI APRENDER AGORA COMO É A PALAVRA DADO EM LIBRAS. ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

SEGURE UM DADO IMAGINÁRIO, MANTENDO A PALMA PARA CIMA. BALANCE A MÃO E ATIRE O DADO SOBRE A SUPERFÍCIE.

SEGALA, SUELI RAMALHO. ABC EM LIBRAS. SÃO PAULO: PANDA BOOKS, 2009. P. 9.

B) EM SUA OPINIÃO, É IMPORTANTE EXISTIR A LÍNGUA DE SINAIS? POR QUÊ?

C) FAÇA O SINAL QUE INDICA A PALAVRA DADO. DEPOIS, USE OS DEDOS PARA FAZER CADA LETRA DESSA PALAVRA, COMO NAS IMAGENS.

D) CONTORNE NO TEXTO A PALAVRA DADO

O TEXTO INSTRUCIONAL ENSINA A FAZER ALGUMA COISA, DANDO INSTRUÇÕES.

1. b) Espera-se que os estudantes reconheçam que sim, pois todas as pessoas têm o direito de se comunicar independentemente de quaisquer dificuldades ou deficiências.

Atividade 1. b) Abra uma roda de conversa sobre inclusão e diversidade . Comente que a comunicação é um direito fundamental de todas as pessoas. Quando alguém não consegue se expressar ou não é compreendido, pode se sentir excluído das conversas, das brincadeiras, da escola e até da vida em sociedade. Para muitas pessoas surdas ou com deficiência auditiva, a falta de acesso à Libras nas escolas e nos espaços públicos gera barreiras na convivência e no aprendizado. Aprender Libras é uma forma de respeitar as diferenças e

de incluir todas as pessoas no mundo da comunicação.

Atividade 1. c) Peça aos estudantes que façam o sinal da palavra dado, conforme as instruções lidas, e depois tentem fazer o sinal de cada letra da palavra.

Atividade 1. d) Peça aos estudantes que verbalizem as estratégias utilizadas para localizarem a palavra dado. Registre a palavra na lousa e leia em voz alta pausadamente de forma a evidenciar o som que a letra D representa. Desafie os estudantes a perceberem que essa letra aparece mais de uma vez na palavra.

FÁBIO SGROI

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A CAMPAINHA ESTÁ FAZENDO NA CENA.

DING DONG D D D D D D D D

D D D D D D D d d d d d d d d d d d d d d d D

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA DADO? Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA DADO? Com a letra d

C) TRACE A LETRA D.

2 JUNTE A LETRA D ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

PLANO DE AULA

Atividade 1. Peça aos estudantes que observem a cena, estimulando-os a verbalizar o som que a campainha está fazendo na cena. A escuta ativa da expressão DING DONG, associada à imagem, facilita conexões entre som, grafia e significado. Embora não seja exatamente o som representado pela letra D, essa onomatopeia funciona como um gatilho sonoro e afetivo que aproxima o estudante da percepção do fonema. Articule o som /d/ sugerido na cena com clareza e peça que os estudantes o repitam.

Apresente a letra D, associando som e forma gráfica. Essa estratégia, baseada na neurociência, mostra que o cérebro aprende melhor com estímulos sensoriais, emoção e repetição significativa. Ao conectar imagem, som e letra, a aprendizagem fonêmica torna-se mais concreta e duradoura.

Só então, oriente a cópia da letra no espaço indicado: primeiro em letra de imprensa, depois na cursiva (maiúsculas e minúsculas). Explique que as atividades com tarja caligráfica visam ao desenvolvimento do treino motor fino para consolidação do gesto gráfico e a fluidez da escrita.

OBJETIVOS

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com a letra D.

• Incentivar o treino do traçado em letra cursiva da letra D e de sua família silábica.

• Combinar as sílabas ludicamente e formar novas palavras.

• Identificar, ler e escrever palavras, frases e textos curtos, empregando o padrão silábico em estudo.

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• Refletir sobre o sistema de escrita e suas hipóteses.

• Reconhecer as características composicionais do gênero trava-língua.

• Identificar a quantidade de sílabas em diferentes palavras.

• Identificar semelhanças sonoras em sílabas e rimas.

Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta, destacando que todas têm o som /d/, representado pela letra D. Mostre que palavras diferentes podem compartilhar sons semelhantes — um passo importante no desenvolvimento da consciência fonológica. Chame a atenção para o número de letras nas sílabas e para a variação das vogais.

PLANO DE AULA

O uso dos personagens torna as atividades mais significativas e envolventes. Cada um está associado a uma letra, criando uma ligação direta entre som, imagem e contexto.

Ao apresentar a palavra-chave ligada ao personagem (como D de DADO), os estudantes se conectam ao conteúdo, o que favorece a memorização e a associação letra-som. Lembre-se de que a palavra-chave é um ponto de partida: o som representado pela letra D aparece também em outras palavras do vocabulário trabalhado. Amplie o repertório, incluindo nomes dos colegas e palavras sugeridas pelos estudantes, tornando a atividade mais próxima de sua realidade.

Atividade 3. Chame a atenção para a figura em destaque e incentive os estudantes a imaginar o que está escrito. Leia a palavra DADO em voz alta, destacando sua escrita nas formas de imprensa (maiúscula e minúscula) e cursiva minúscula. Em seguida, peça que copiem as palavras, exercitando o traçado nas três formas.

Promova a segmentação oral da palavra DADO em fonemas e, depois, a síntese, estimulando a consciência fonêmica. Sempre que possível, relacione com nomes dos estudantes que contenham a letra ou o padrão silábico em estudo.

Utilize letras móveis para formar palavras em duplas ou individualmente. Como esse recurso será usado ao longo do ano, recomenda-se plastificá-las e guardá-las em envelopes ou caixas individuais.

Observe se os estudantes usam a pega trípode e se o lápis está adequado ao tamanho da mão. Oriente o posicionamento do papel

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

DADO dado dado

DADO dado dado

4 ACOMPANHE A LEITURA DO TRAVA-LÍNGUA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

DEDO NO DADO E DADO RODADO.

NUNES, JAKELINE. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/a-importancia -dos-trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 9 JUL. 2025 • QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /d/.

5 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

levemente inclinado e a postura correta. Corrija com cuidado casos em que a empunhadura ou o traçado prejudiquem a escrita.

Atividade 4. O objetivo da atividade é explorar a relação entre o fonema e o grafema em estudo. Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete nesse trava-língua. Neste momento inicial, o foco é o som /d/ no início das palavras, facilitando a percepção auditiva. Com o avanço das unidades e das habilidades da turma, serão incluídas palavras em que o /d/ aparece no meio ou

no fim, promovendo o reconhecimento, a segmentação e a manipulação dos sons da fala.

Atividade 5. Retome com os estudantes os sons a que cada cena remete e promova atividades de composição e decomposição das palavras DEDO e DOEU em sílabas. O trabalho com as palavras como unidade de análise por parte dos estudantes tem como objetivo fazer com que eles compreendam o sistema de escrita e aprendam a correspondência entre grafemas e fonemas. É importante criar oportunidade para que eles leiam as palavras formadas.

6 LEIA EM VOZ ALTA.

• COM AS CORES INDICADAS, CONTORNE NO QUADRO ACIMA UMA PALAVRA COM: D I A

SÍLABA

Uma sílaba: deu, dói.

SÍLABAS

Duas sílabas: dado, dia, dedão, Adão.

SÍLABAS

Três sílabas: papada, idade, pedido.

7 LEIA EM VOZ ALTA. DEPOIS, FAÇA UM DESENHO PARA ILUSTRAR A FRASE FORMADA.

ADÃO

ADÃO PEDIU

ADÃO PEDIU O

ADÃO PEDIU O DADO

ADÃO PEDIU O DADO AO

ADÃO PEDIU O DADO AO PAPAI.

Atividade 6. Leia com os estudantes, ou peça a eles que leiam, em voz alta, as palavras do quadro. Depois, escolha uma delas e fale-a em voz alta para que os estudantes encontrem a grafia correspondente no quadro e a contornem.

Promova a contagem das bolinhas de cada palavra para que eles compreendam a quantidade de letras que cada uma tem.

Repita a leitura de cada uma das palavras, em voz alta, porém dando destaque à segmentação oral em sílabas (batendo palmas).

Produção pessoal.

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É importante que observem que a separação silábica também segue regras ortográficas, ou seja, a separação é pela sonoridade e pela combinação de letras.

Ressalte que todas as sílabas têm vogais. É possível que alguns estudantes respondam que a palavra DEU tem duas sílabas, mas ela tem apenas uma sílaba.

Ressalta-se a importância de esse quadro de palavras ser trabalhado em diversos momentos ao longo do estudo de determinado

som. Amplie, escolhendo quatro palavras do quadro para montar com as letras e sílabas móveis.

Atividade 7. Distribua folhas de papel sulfite para que os estudantes ilustrem a cena que imaginaram. Permita que socializem os desenhos. Ressalta-se que, nesse momento, as atividades de desenho contribuem para o desenvolvimento de habilidades fundamentais para a capacidade de escrita, uma vez que, enquanto desenham, precisam controlar o lápis ou o giz de cera em um movimento de pinça, por exemplo.

Observando para avançar

A avaliação formativa deve ser feita durante o desenvolvimento das atividades. Nesta etapa, é importante considerar o desenvolvimento das habilidades relacionadas à percepção, identificação e representação do fonema /d/ , bem como à leitura, escrita e consciência fonológica.

Além disso, avalie a habilidade de segmentar palavras em sílabas e fonemas.

Esse momento pode ser complementado com atividades de autoavaliação. Converse com a turma, retomando os principais momentos da sequência. Use esse momento como instrumento diagnóstico. Observe as respostas, escute os comentários da turma e registre as percepções.

Se achar conveniente, faça as colocações e peça que digam o que sentiram: Juntei a letra D com as vogais para formar sílabas; Descobri o som que mais aparece no trava-língua; Li e copiei a palavra DADO; Contei quantas sílabas têm as palavras.

PLANO DE AULA

Atividade 8. Antes de realizar a atividade, solicite aos estudantes que façam a leitura da palavra DIA. Retome a ideia de que, ao incluir uma letra na palavra, ela pode se tornar outra. Chame a atenção para a imagem, incentivando-os a identificá-la. Circule pela sala para verificar se escreveram PIA corretamente.

Atividade 9. Explique novamente o que é sílaba. A manipulação de sílabas nas palavras é uma importante habilidade a ser desenvolvida nesta fase de escolaridade e pode ser observada nesta atividade. Promova uma discussão com os estudantes que os leve a perceber que, ao retirar uma sílaba de uma palavra, pode-se criar uma nova palavra. Trabalhe com as sílabas móveis, se possível, para que as crianças manipulem fisicamente as trocas.

Atividade 10. O primeiro desafio dos estudantes é realizar a leitura das palavras. Peça que batam palmas para marcar as sílabas. Explique que cada bolinha representa uma sílaba e que devem pintá-las conforme o número de partes faladas.

8 MUDE A LETRA INICIAL DA PALAVRA PARA FORMAR O NOME DA FIGURA. DEPOIS, ESCREVA O NOME DA FIGURA.

9 MUDE UMA SÍLABA DA PALAVRA PARA FORMAR O NOME DA FIGURA. DEPOIS, ESCREVA O NOME DA FIGURA. PIA

10 PINTE UMA BOLINHA PARA CADA SÍLABA DAS PALAVRAS. DEPOIS, ESCREVA NOS QUADRINHOS O NÚMERO DE SÍLABAS DE CADA PALAVRA.

PEDIDO DEDÃO

1 CONTORNE O NOME DA FIGURA QUE TERMINA COM OS MESMOS SONS FINAIS DO NOME DA FIGURA EM DESTAQUE.

A)

RIMA É A IGUALDADE OU A SEMELHANÇA DE SONS NO FINAL DE DUAS OU MAIS PALAVRAS. POR EXEMPLO:

2 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR. DEPOIS, SUBLINHE OS VERSOS QUE RIMAM.

QUEM QUISER SORVETE TEM DE TUDO QUE É SABOR TEM SORVETE ATÉ DE LUA DE SONHO E DE AMOR

CORREIA, ALMIR. O TREM MALUCO SÃO PAULO: BIRUTA, 2006. NÃO PAGINADO.

Atividade complementar

Apresente aos estudantes imagens de objetos e animais para que falem os nomes das figuras em voz alta. Sugestões de imagens: SAPATO, TATU, PEIXE, MELÃO, BOLA.

Peça que prestem atenção ao som final de cada palavra.

Explique que a tarefa é pensar em uma palavra que rime com a figura apresentada,

ou seja, uma palavra que termine com o mesmo som (por exemplo: melão – sabão, bola –mola). Os estudantes devem então desenhar essa nova palavra. Depois, convide os estudantes a escrever o nome da imagem como souberem. O objetivo é valorizar a tentativa de escrita com base no que escutam e no que já conhecem sobre o sistema alfabético.

OBJETIVOS

• Desenvolver a consciência fonológica, com foco na percepção da rima como semelhança sonora entre palavras.

• Ampliar a escuta sensível por meio da leitura de textos rimados, promovendo a atenção aos sons finais das palavras.

• Relacionar imagens, palavras e sons para reforçar a associação entre oralidade, leitura e escrita.

• Desenvolver a autonomia na produção de palavras e escrita espontânea, respeitando o nível de apropriação do sistema de escrita de cada estudante.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. Certifique-se de que os estudantes sabem os nomes das figuras. Peça que falem o nome da primeira figura e os das duas figuras ao lado. Pergunte: “Que palavra tem o mesmo som final de DADO: SOLDADO ou CANOA?”. Ressalte que as palavras que rimam são aquelas que têm o som final igual ou semelhante. Só então peça que contornem a imagem do soldado. Desafie-os a falar outras palavras que combinem com o som final de DADO. Sugestões de resposta: CADEADO, MELADO, MACHADO, VEADO, QUADRADO, SALGADO. Proceda da mesma forma com os demais itens.

OBJETIVOS

• Ler e interpretar convite divulgado em cartaz.

• Compreender as características próprias do gênero textual convite.

• Localizar informações explícitas em textos.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Instigue os estudantes a levantar seus conhecimentos prévios sobre convite. O objetivo é que percebam a função do convite, em que meio ele circula e a quem se destina. Peça que comentem se já foram ao lançamento de algum livro, o que acharam e se consideram que esse tipo de evento incentiva as pessoas a ler.

Atividade 2. Leia o convite em voz alta para a turma. Em seguida, deixe que explorem os elementos do convite (evento, horário, local, imagens etc.). Esta atividade envolve uma leitura multimodal e busca proporcionar um momento de intercâmbio de leitura entre os estudantes e o professor. Explore o convite com perguntas como: “Na opinião de vocês, esse convite é destinado principalmente a adultos, a crianças ou ao público em geral?”, “Por quê?”.

Texto de apoio

A escrita organiza a linguagem oral, seleciona o que foi dito, contrapõe ideias, retira repetições, objetiva a fala. Desamparada de gestos, entonações e outros recursos, a escrita exige a clareza de ideias, a objetividade e a organização do falante.

LEITURA CONVITE

1 VOCÊ JÁ RECEBEU ALGUM CONVITE? SE SIM, PARA QUAL TIPO DE EVENTO? Respostas pessoais.

2 ACOMPANHE A LEITURA DE UM CONVITE PARA O LANÇAMENTO DE UM LIVRO.

A criançada poderá fazer pintura com o dedo, mas, em caso de chuva, o lançamento terá que ser cancelado porque ele ocorrerá no pátio. Vamos torcer pra ter sol!

[QUEM QUER IR NO LANÇAMENTO DE UM LIVRO LINDO PÕE O DEDO AQUI!]. 2017. 1 CONVITE.

OS CONVITES SÃO USADOS PARA PEDIR A PRESENÇA OU A PARTICIPAÇÃO DE ALGUÉM EM UM EVENTO: LANÇAMENTO DE UM LIVRO, ANIVERSÁRIO, CASAMENTO, ENTRE OUTROS.

Escrevemos para nos comunicarmos com as pessoas, para trazer uma mensagem. Para sermos bem-sucedidos em cada situação, dependendo das pessoas a quem nos dirigimos, escolhemos o que dizer e como dizer.

SARRETA-ALVES, Eliana Maria; RIBEIRO-ALVES, Maria do Rosário N. A organização do trabalho pedagógico na sala de aula de Língua Portuguesa: caderno de apoio à aprendizagem: Língua Portuguesa e Matemática. Brasília, DF: Universidade de Brasília, 2018. (Coleção pensar, fazer e aprender). p. 55.

Tema Contemporâneo Transversal

Cidadania e civismo (Vida familiar e social): as atividades desta seção contribuem para aprofundar os conhecimentos dos estudantes sobre esse tema.

A escrita cria realidades. Para que o aluno conheça esse leque de funções da escrita, é preciso que se tragam para a sala de aula os múltiplos usos da escrita e a maneira como ela é utilizada na sociedade, isto é, como a linguagem se organiza em tempos para cumprir necessidades específicas de comunicação. Para isso, destaca-se o uso dos gêneros textuais e como a linguagem se organiza em torno deles. A escrita com sentido tem uma intenção.

PLANO DE AULA

5. O objetivo é levar os estudantes a perceber que o convite possui uma intertextualidade com a parlenda Põe o dedo aqui

3 SUBLINHE NO CONVITE O TÍTULO DO LIVRO QUE ESTÁ SENDO LANÇADO. Os estudantes devem sublinhar, na imagem da capa do livro, o título Pra que serve um dedo?

4 QUAL RESPOSTA VOCÊ DARIA À PERGUNTA DO TÍTULO DO LIVRO? Resposta pessoal.

5 QUAL PARLENDA FOI LEMBRADA NO CONVITE?

6 MARQUE UM X NAS RESPOSTAS CORRETAS.

A) QUAIS INFORMAÇÕES FORAM DADAS NO CONVITE?

X QUAL É O EVENTO. X  DATA DO EVENTO.

X LOCAL DO EVENTO.  DESPEDIDA.

X HORÁRIO DO EVENTO.

B) QUEM CHEGAR ÀS 11 HORAS AINDA PODERÁ PARTICIPAR DO LANÇAMENTO?

X SIM  NÃO

• EXPLIQUE SUA RESPOSTA.

Resposta pessoal. O objetivo da questão é chamar a atenção dos estudantes para a importância de o convite informar, além do horário de início, a duração do evento.

Atividade complementar

Transcreva na lousa os versos da parlenda e os leia em voz alta para a turma. Ao ler a parlenda com os estudantes, aponte para cada uma das palavras recitadas e faça a leitura de forma ritmada, incentivando-os a recitar a parlenda.

Depois, proponha que escolham uma brincadeira para o próximo recreio e que recitem a parlenda antes de brincar.

15:01

Ao recitar o último verso da parlenda, a pessoa que está com mão estendida fecha a mão e segura os dedos daqueles que querem participar da brincadeira. Assim, quem não colocou a tempo o dedo na palma da mão não participará da brincadeira.

QUEM QUER BRINCAR PÕE O DEDO AQUI QUE JÁ VAI FECHAR E NÃO ADIANTA CHORAR. [QUEM quer brincar]. [S. l.: s. n.]. [18--]. Parlenda popular.

Atividade 3. Os estudantes deverão concluir que o título do livro é Pra que serve um dedo? É provável que usem como índices de leitura o formato da capa, o fato de ela estar em tamanho reduzido e de as ilustrações (do convite e da capa do livro) serem semelhantes.

Atividade 4. Solicite aos estudantes que verbalizem qual é a função dos dedos. Pergunte-lhes se imaginam o porquê de esse título ter sido escrito em forma de pergunta e qual é o possível conteúdo do livro.

Atividade 5. Desafie os estudantes a encontrar no texto do convite o trecho: “Quem quer ir ao lançamento de um livro lindo põe o dedo aqui!”. É provável que o relacionem à parlenda Põe o dedo aqui Leve-os a perceber que é provável que o autor do convite tenha feito essa relação devido ao fato de o livro falar sobre dedo e a parlenda também.

Atividade 6. a) É importante que os estudantes sejam levados a localizar e sublinhar essas informações (o evento, o local, a data e o horário) no texto do convite antes de assinalar as alternativas.

Atividade 6. b) Certifique-se de que os estudantes compreendem que a expressão “das 10h30 às 12h30” abrange todos os horários entre 10h30 e 12h30. Se necessário, informe que a letra “h” após o número quer dizer “horas” e que, algumas vezes, para indicar os minutos, usa-se “min”.

OBJETIVOS

• Produzir um convite de acordo com as características próprias desse gênero textual.

• Desenvolver os procedimentos de escrita: planejamento, escrita, revisão, reescrita e edição.

PLANO DE AULA

Produção escrita

Informe à turma que montarão um painel intitulado Belezas do fundo do mar e depois produzirão, coletivamente, um convite, tendo você como escriba, para que outras turmas visitem e conheçam o painel.

Para a produção do painel, inicie organizando uma pesquisa com os estudantes sobre os animais marinhos e a vida deles. Divida a turma em pequenos grupos e forneça materiais como livros, revistas e vídeos curtos sobre o tema. Oriente-os a identificar características dos animais, como hábitat, alimentação e curiosidades. Após a pesquisa, cada estudante escolherá um animal marinho para ilustrar com pinturas feitas com o dedo. Incentive o uso de cores vibrantes para representar a riqueza do fundo do mar. Finalize montando o painel com as produções e promovendo uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem o que aprenderam, unindo criatividade, conhecimento e trabalho em equipe.

Só então informe que produzirão convites para que outras turmas possam apreciar o painel produzido por eles. É importante retomar com os estudantes os principais elementos desse gênero textual: nome do convidado, motivo do convite e data, local e horário do evento.

Registre na lousa um convite em que falte alguma informação importante ou que tenha informação repetida, para que a turma seja

PRODUÇÃO ESCRITA CONVITE PARA EXPOSIÇÃO

VOCÊ E SUA TURMA VÃO MONTAR O PAINEL BELEZAS DO FUNDO DO MAR COM PINTURAS FEITAS COM O DEDO.

Veja orientações na seção Plano de aula

DEPOIS, VOCÊS VÃO FAZER UM CONVITE PARA QUE OUTRAS TURMAS VISITEM A EXPOSIÇÃO.

1. ESCREVAM AS INFORMAÇÕES QUE O CONVITE VAI TER.

DATA, LOCAL E HORÁRIO:

Respostas pessoais.

EVENTO:

Sugestão de resposta: Exposição de pinturas feitas com o dedo.

NOME DE QUEM ESTÁ CONVIDANDO:

Resposta pessoal.

desafiada a encontrar o que falta nele ou o que está repetido e o que poderia ser mudado para deixar as informações mais claras.

Atividade 1. Explore o convite elaborado por você. Durante a exploração, faça alterações de acordo com as soluções encontradas pela turma para resolver os problemas de falta ou repetição de informação.

Inicie perguntando: “Quem está convidando?”, “Qual é o motivo do convite?”, “Onde será a exposição?”.

Incentive os estudantes a produzir, coletivamente, o convite. Atue como escriba da turma.

Competência socioemocional

Habilidades de relacionamento

A atividade 1 incentiva os estudantes a desenvolver habilidades de relacionamento ao propor que pratiquem o trabalho em equipe, busquem se comunicar de forma efetiva e trabalhem de modo colaborativo. Ao trabalhar em grupos para pesquisar sobre a vida marinha, eles interagem entre si, compartilham ideias e aprendem a respeitar a opinião dos colegas, fortalecendo laços de amizade e empatia.

2. RELEIAM O CONVITE PARA VERIFICAR SE NÃO FALTA NENHUMA INFORMAÇÃO.

3. CONVIDEM TAMBÉM PESSOAS DE SUA FAMÍLIA OU DE SUA COMUNIDADE.

• VOCÊ PODE UTILIZAR O MODELO DE CONVITE A SEGUIR. NA PRIMEIRA LINHA, ESCREVA O NOME DO CONVIDADO.

Resposta pessoal.

VOCÊ É NOSSO CONVIDADO(A) ESPECIAL PARA APRECIAR O PAINEL BELEZAS DO FUNDO DO MAR, COM PINTURAS FEITAS COM O DEDO.

NÓS MERGULHAMOS NA TINTA PARA VOCÊ MERGULHAR NO MAR!

DATA:

HORÁRIO: LOCAL:

CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA!

TURMA:

REFLETIR E AVALIAR

PREENCHA A FICHA DA PÁGINA 278.

Atividade 2. Pergunte se a informação sobre o local do evento está clara para o destinatário.

Dirija o olhar dos estudantes para o caso de faltar alguma informação ou de haver alguma informação repetida e como esse problema pode ser resolvido, desafie os estudantes a verificar se no convite há uma frase que motive a visita à exposição, pergunte sobre a adequação da linguagem utilizada.

Com as alterações finalizadas, faça a leitura oral do convite para que percebam que as mudanças tornaram as informações mais claras.

cada parte do texto no papel e as ilustrações que farão parte do convite. Para realizar a avaliação, disponibilize aos estudantes a ficha que está na página 278. Os estudantes terão a oportunidade de analisar a produção considerando os aspectos principais do gênero produzido. Avalie com a turma a importância do planejamento, do rascunho, das revisões e da edição final do convite. Informe aos familiares a proposta da atividade de produção e incentive-os a participar. No dia da exposição, peça que comentem como foi a entrega do convite e se os estudantes verbalizaram a função e o motivo de o terem produzido (convidá-los para a exposição da turma).

Atividade complementar

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Aproveite a oportunidade para chamar a atenção da turma para o fato de as palavras serem separadas por espaços em branco. Peça que verbalizem a melhor maneira de informar o porquê de o convite motivar os convidados a visitar a exposição.

Atividade 3. Solicite que abram o livro na página 96 e copiem as informações do convite que escreveram coletivamente para a versão que será entregue à família ou a pessoas da comunidade. Ressalte a importância do processo de produção do texto: as mudanças feitas até a última versão, a disposição de

Escolha um museu ou uma exposição de arte em sua cidade e agende uma visita com os estudantes. É fundamental que você e o professor de Arte visitem a exposição antes de levar a turma. Caso não seja possível fazer uma visita presencial, faça uma visita virtual a algum museu de interesse da turma. Antes da visita, explique que museus e exposições de arte são locais de grande potencial educativo, nos quais é possível ter contato com obras de arte originais, além de uma verdadeira compreensão do que é patrimônio histórico e cultural. Explique-lhes, também, quais são as regras do museu e porque não é permitido tocar em obras de arte. Ressalte que a maioria dos museus não permite fotografar o acervo. No entanto, nada impede que você faça o registro da visita como um todo: a saída e a chegada da turma, alguns pontos interessantes do percurso etc.

Ao final, retome o que foi visto e discutido durante a visita. Se o passeio for fotografado, selecione algumas imagens para que, em duplas, os estudantes escrevam legendas para elas.

OBJETIVOS

• Explorar o gênero textual cantiga.

• Desenvolver a consciência fonológica.

• Ler e interpretar cantiga.

• Localizar informação em texto.

PLANO DE AULA

Leitura

As atividades desta seção favorecem o desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita por meio da exploração do poema, com foco na consciência fonológica e no princípio alfabético. A alfabetização com sentido e contexto articula a dimensão lúdica e funcional da linguagem com os conhecimentos formais sobre o sistema alfabético.

Explique que a cantiga é uma música fácil de lembrar, que geralmente é cantada durante brincadeiras, facilitando a memorização e o prazer pela língua.

Atividade 1. Acesse previamente a cantiga Entrei na roda , para compartilhá-la com os estudantes: ENTREI na roda. Publicado por: Brasil em Mente. 2013. 1 vídeo ( ca . 3 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=wsUamt31PtI.

Acesso em: 15 jul. 2025. Caso não seja possível reproduzi-la em sala de aula, ou em um local da escola com internet, é possível ensiná-la aos estudantes para que, juntos, possam cantá-la e, em seguida, propor-lhes que façam as atividades, sempre os auxiliando, se necessário.

Atividade 2. Peça aos estudantes que observem a imagem com atenção e percebam os detalhes. Faça então a leitura da cantiga, incentivando os estudantes a acompanhar o ritmo, usando gestos e movimentos

LEITURA CANTIGA

1 VOCÊ CONHECE A CANTIGA EU ENTREI NA RODA? CANTE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR. Resposta pessoal.

2 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR. DEPOIS, CANTE A CANTIGA AO RITMO DE EU ENTREI NA RODA

PIPOCA NO TAPETE

NO TAPETE

ENCOSTADO EM É O TECO E SUA TIGELA DE PIPOCAS BEM

DUMONT, SÁVIA. DISPONÍVEL EM: https://saviadumont.wordpress.com/

A) SUBLINHE AS PALAVRAS COM AS CORES INDICADAS NA LEGENDA.

PALAVRAS QUE RIMAM.

PALAVRA TAPETE

B) ENCONTRE NA CENA DEZ PIPOCAS FORA DA TIGELA E CONTORNE CADA UMA DELAS.

CANTIGA É UMA CANÇÃO FÁCIL DE MEMORIZAR. GERALMENTE, É CANTADA EM BRINCADEIRAS.

para tornar a experiência lúdica e envolvente. Oriente os estudantes a contornar, com as cores indicadas, as palavras que rimam. Retome o conceito de rima: sons iguais ou semelhantes no final das palavras. Peça aos estudantes que verbalizem as estratégias utilizadas para localizar a palavra “tapete”.

Registre a palavra na lousa e leia em voz alta pausadamente, de forma a evidenciar o som representado pela letra T. Desafie os estudantes a perceber que essa letra aparece mais de uma vez na palavra.

QUAL É A LETRA? LETRA T T t T t

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A BATIDA DO MARTELO ESTÁ FAZENDO NA CENA.

TÁ TÁ

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA TAPETE?

Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA TAPETE?

Com a letra t

• NA CANTIGA PIPOCA NO TAPETE, QUAIS OUTRAS PALAVRAS COMEÇAM COM ESSA LETRA? CONTORNE ESSAS PALAVRAS NA CANTIGA.

C) TR ACE A LETRA T .

2 JUNTE A LETRA T ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

OBJETIVOS

• Identificar o som representado pela letra T.

• Formar sílabas com a letra T.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com o som /t/, representado pela letra T.

• Ler um trava-língua.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

gatilho sonoro e afetivo que aproxima o estudante da percepção do fonema. Articule o som /t/ presente nas palavras da cena com clareza e peça que os estudante o repitam. Apresente a letra T, associando som e forma gráfica. Essa estratégia, baseada na neurociência, mostra que o cérebro aprende melhor com estímulos sensoriais, emoção e repetição significativa. Ao conectar imagem, som e letra, a aprendizagem fonêmica torna-se mais concreta e duradoura.

Só então oriente a cópia da letra no espaço indicado: primeiro nas formas de imprensa, depois nas formas cursiva. Explique que as atividades com tarja caligráfica visam ao desenvolvimento do treino motor fino para consolidação do gesto gráfico e a fluidez da escrita.

Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta, destacando que todas têm o som /t/, representado pela letra T. Mostre que palavras diferentes podem compartilhar sons semelhantes — um passo importante no desenvolvimento da consciência fonológica. Chame a atenção para o número de letras nas sílabas e para a variação das vogais.

14/09/25 15:01

Incentive os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada com diferentes formatos em relação ao seu traçado. Atividade 1. Peça aos estudantes que observem a cena, estimulando-os a verbalizar o som que a batida do martelo está fazendo. A escuta ativa da expressão TÁ TÁ TÁ, associada à imagem, facilita conexões entre som, grafia e significado. Embora não represente exatamente o som /t/, essa onomatopeia funciona como um

PLANO DE AULA

Atividade 3. Chame a atenção dos estudantes para a figura em destaque e pergunte o que eles imaginam que está escrito ao lado dela. Faça a leitura oral da palavra TAPETE, evidenciando que ela está registrada em letra na forma imprensa maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça-lhes que copiem a palavra no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado das letras em sua forma de imprensa maiúscula.

Vale ressaltar que a escolha das palavras-chave foi feita de acordo com os padrões já estudados pelos estudantes, ou com os padrões em estudo, de modo a dar autonomia na leitura das palavras.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra TAPETE em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes comecem ou contenham a letra e/ou o padrão silábico em estudo.

Use as letras móveis para compor escritas diversas, com foco na palavra em estudo, de modo individual ou em duplas.

Atividade 4. O objetivo da atividade é explorar a relação entre fonema e grafema em estudo. Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete nesse trava-língua. Depois, solicite que localizem a palavra TAPETE, realizem sua segmentação oral em sílabas, depois em fonemas e, por fim, promovam a segmentação da frase em palavras (batendo palmas).

Atividade 5. Retome com os estudantes os sons correspondentes a cada ficha e

3 LEIA E COPIE A PALAVRA. TAPETE tapete tapete

TAPETE tapete tapete

4 ACOMPANHE A LEITURA DO TRAVA-LÍNGUA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

TITO TROPEÇA O TEMPO TODO NO TAPETE. CARVALHO, GILDA MARIA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/a-importancia-dos -trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 9 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /t/.

5 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

promova atividades de composição e decomposição das palavras TEIA e TETO em sílabas. O trabalho com as palavras como unidade de análise tem como objetivo fazer com que os estudantes compreendam o sistema de escrita e aprendam a correspondência entre grafemas e fonemas. É importante criar oportunidade para que eles leiam as palavras formadas. Mais uma vez, ressalta-se que a escolha das palavras teve como critério serem formadas por sons em estudo ou anteriormente estudados.

7 LEIA O TEXTO EM VOZ ALTA. DEPOIS, MARQUE UM X NA CENA QUE REPRESENTA A FRASE FORMADA.

UI!

UI! TOPEI

UI! TOPEI O

UI! TOPEI O DEDO

UI! TOPEI O DEDO DO

UI! TOPEI O DEDO DO PÉ! X

Atividade 6. a) Leia com os estudantes, ou peça a eles que leiam, em voz alta, as palavras do quadro. Peça-lhes que completem as palavras TATU, TITIO, TAPETE, PATO e DITADO com as sílabas que faltam. Um dos objetivos desta atividade é favorecer o reconhecimento das sílabas formadas pela letra T junto das vogais e o controle quantitativo da escrita, observando a quantidade de sílabas de cada uma das palavras.

Repita a leitura de cada uma das palavras, em voz alta, porém dando destaque à segmentação oral em sílabas (batendo palmas).

Durante a leitura em voz alta, oriente os estudantes na observação das partes/sílabas de cada uma. Enfatize que a quantidade de letras de cada palavra é diferente da quantidade de sílabas.

Atividade 6. b) Depois de terem completado as sílabas faltantes nas cinco palavras, os estudantes devem ler cada uma delas para contornar no quadro as que completaram.

Atividade 7. A estrutura acumulativa desse texto ajuda o estudante a antecipar as próximas palavras e a reconhecer padrões na construção das frases, tornando a leitura mais

fluente e confiante. A repetição e o acréscimo de palavras permitem que os estudantes percebam como os sons e as palavras se juntam para formar frases maiores. Ainda, por ser estruturado de forma cumulativa e rítmica, o texto facilita a memorização de palavras e expressões, o que é útil no início da alfabetização.

Além disso, esse tipo de leitura favorece o trabalho com contagem de palavras. A atividade permite avaliar se o estudante compreendeu o que leu, uma vez que ele precisa marcar a cena.

Atividade complementar

Peça aos estudantes que leiam em voz alta a palavra TOMADA e oriente-os a ilustrar essa palavra. Permita que socializem os desenhos. Ressalta-se que, nesse momento, as atividades de desenho contribuem para o desenvolvimento de habilidades fundamentais para a capacidade de escrita, uma vez que, enquanto desenham, precisam controlar o lápis ou o giz de cera em um movimento de pinça, por exemplo. Além disso, o desenho permite que você avalie se o estudante foi capaz de fazer a decodificação da palavra de forma autônoma.

PLANO DE AULA

Atividade 8. Explore as figuras com os estudantes, perguntando o que elas representam. Observe se compreendem cada figura, auxiliando-os, se necessário.

Repita em voz alta os nomes das figuras dividindo cada unidade de som delas, ou seja, as sílabas.

Questione-os sobre qual é o som inicial de cada uma das palavras, transcrevendo-as na lousa.

Por fim, peça-lhes que indiquem quais são as palavras formadas. Se possível, evidencie o processo de formação de cada uma delas, por exemplo: A de ABELHA, mais PI de PIPA, mais TO de TOMADA é igual a APITO.

O objetivo da atividade é levá-los a perceber que uma mesma sílaba pode estar em diversas palavras.

Atividade 9. Peça aos estudantes que observem as imagens e compartilhem o que sabem sobre os animais representados. Pergunte: “Onde eles vivem?”, “O que você sabe sobre cada um?”, “Alguém já viu esses animais na natureza, em livros ou vídeos?”.

Observando para avançar

A avaliação deve considerar o desenvolvimento das habilidades relacionadas à percepção, identificação e representação do fonema /t/, bem como à leitura, escrita e consciência fonológica. Observe como os estudantes se apropriam do som representado pela letra T e se conseguem associá-lo corretamente ao grafema.

Além disso, avalie a habilidade de segmentar palavras em sílabas e fonemas, de formar e decompor palavras simples, de identificar padrões silábicos e de copiar as letras nas formas imprensa e cursiva. O uso da pega

8 ESCREVA A SÍLABA INICIAL DO NOME DE CADA FIGURA. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

9 VOCÊ CONHECE ESTES ANIMAIS? LIGUE AS IMAGENS AOS NOMES DOS ANIMAIS.

trípode e a postura corporal também devem ser observados, por serem aspectos fundamentais para o desenvolvimento da escrita. Para um acompanhamento eficaz, sugere-se a realização de avaliações diagnósticas e formativas que respondam às seguintes perguntas: o estudante reconhece e produz o som /t/ em palavras? Consegue associar o som ao grafema T, tanto na leitura quanto na escrita? Segmenta as palavras com T corretamente, identificando as sílabas que as compõem? Manipula sílabas e fonemas com a letra T para

formar novas palavras? Copia as letras com autonomia, respeitando a direção, o traçado e o espaço? Apresenta postura adequada para a escrita e utiliza a pega trípode com segurança? A avaliação formativa deve ser contínua e sistemática, realizada durante as atividades para identificar avanços, dificuldades e necessidades específicas de cada estudante, possibilitando intervenções pedagógicas imediatas e inclusivas. Além disso, avaliações diagnósticas iniciais orientam o planejamento de ações personalizadas desde o início da sequência.

Organize a turma em grupos, informando que cada um ficará responsável por uma cantiga, conforme sorteio.

PRODUÇÃO ORAL

RECITAL DE CANTIGAS

VOCÊ E OS COLEGAS VÃO FAZER UM RECITAL DE CANTIGAS PARA A TURMA. SIGAM AS INSTRUÇÕES.

Veja orientações na seção Plano de aula

1. LISTEM AS CANTIGAS FAVORITAS DA TURMA. O PROFESSOR VAI SORTEAR OS TÍTULOS DESSAS CANTIGAS ENTRE OS GRUPOS.

2. LEIAM O TÍTULO DA CANTIGA SORTEADA PARA O SEU GRUPO E CANTEM JUNTOS.

3. ENSAIEM VÁRIAS VEZES, ESCOLHENDO GESTOS E EXPRESSÕES. CUIDEM TAMBÉM DO RITMO E DO TOM DE VOZ.

4. NO MOMENTO DA APRESENTAÇÃO, CADA GRUPO DEVERÁ FICAR À FRENTE DA TURMA, FALAR O TÍTULO E CANTAR COM MUITA ANIMAÇÃO!

RECITAL DE CANTIGAS

OBJETIVOS

• Explorar o gênero textual cantiga.

• Trabalhar o ritmo, a entonação e a expressividade na fala e no canto.

• Desenvolver a expressão oral e musical dos estudantes.

• Estimular o trabalho coletivo, a cooperação e a criatividade.

PLANO DE AULA

Produção oral

14/09/25 15:01

1. Retome a atividade com a letra T desta unidade, relembrando a cantiga Entrei na roda . Abra espaço para que compartilhem outras cantigas conhecidas, estimulando-os a cantar trechos de suas cantigas favoritas. Depois, liste na lousa os títulos das cantigas favoritas da turma.

1. Organize os títulos das cantigas em papéis dobrados em uma caixa ou sacolinha. Convide um estudante de cada grupo para sortear a cantiga que será recitada.

2. Incentive o contato com a cantiga. Se possível, reproduza-as em sala.

3. Chame a atenção para importância do ensaio, estimulando-os a observar gestos que possam acompanhar a música, expressões faciais que combinem com o ritmo e emoção da cantiga, variação do tom de voz, de modo a tornar a apresentação envolvente.

4. Organize a apresentação para que cada grupo fique em destaque à frente da turma. O grupo deve falar o título da cantiga com clareza e apresentar a cantiga com animação e entonação adequadas.

Valorize a participação de todos, respeitando os diferentes ritmos de aprendizagem. Incentive a escuta atenta durante as apresentações dos colegas, promovendo o respeito e a empatia.

Caso necessário, faça intervenções para melhorar o ritmo ou a entonação.

Após as apresentações, reserve um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação e uma avaliação dos colegas, com foco no que aprenderam e no que acharam divertido ou desafiador.

OBJETIVOS

• Explorar o gênero textual cantiga.

• Desenvolver a consciência fonológica.

• Ler e interpretar cantiga.

• Localizar informação em texto.

PLANO DE AULA

Leitura

Esta atividade promove a aprendizagem inicial da leitura e escrita, articulando ludicidade e função social da linguagem ao trabalho com a consciência fonológica e o sistema alfabético.

Atividade 1. Peça aos estudantes que observem a imagem. Abra espaço para que eles comentem o que acham que as crianças estão fazendo e se já brincaram de maneira parecida. Estimule a lembrança de outras cantigas populares que envolvem o corpo e movimentos, como Peixe vivo, Ciranda, Cirandinha, Fui no Tororó etc.

Transcreva a cantiga para uma folha de cartolina ou papel pardo e afixe-a em um local visível para que os estudantes possam consultá-la em momentos de escrita espontânea ou dirigida. Faça a leitura expressiva da cantiga, com entonação alegre e pausas rítmicas. Em seguida, repita com a turma em coro. Durante a leitura, peça aos estudantes que apontem as palavras com o dedo, respeitando a direção da escrita (da esquerda para a direita).

Pergunte aos estudantes se conhecem alguma versão diferente da cantiga. Se houver uma versão regional, adapte a atividade para a realidade da turma.

Atividade 1. b) Peça aos estudantes que verbalizem as estratégias utilizadas para localizarem a palavra BOTA.

NO BATUQUE DAS LETRAS 2

LEITURA CANTIGA

1 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR. DEPOIS, CANTE COM OS COLEGAS.

PEZINHO

AI, BOTA AQUI

AI, BOTA ALI

O TEU PEZINHO

O TEU PEZINHO BEM JUNTINHO

COM O MEU

AI, BOTA AQUI

AI, BOTA ALI

O TEU PEZINHO

O TEU PEZINHO, O TEU PEZINHO

AO PÉ DO MEU

E DEPOIS NÃO VÁ DIZER QUE VOCÊ JÁ ME ESQUECEU

PEZINHO. [S L.: S N.], [19--]. CANTIGA POPULAR.

A) O QUE VOCÊ ENTENDEU DOS DOIS ÚLTIMOS VERSOS DA CANTIGA? Espera-se que os estudantes percebam que se trata de um pedido para que as duas pessoas continuem amigas.

B) CONTORNE NA CANTIGA A PALAVRA BOTA .

C) QUAL É O SENTIDO DA PALAVRA BOTA NA CANTIGA?

A palavra bota tem o sentido de “pôr”, “colocar”.

D) VOCÊ CONHECE OUTRO SENTIDO PARA A PALAVRA BOTA?

QUAL? Respostas pessoais. Em outro contexto, a palavra bota pode ter o sentido de “calçado”.

Atividades 1. c) e 1. d) Ressalte que a palavra BOTA, além de assumir, como flexão do verbo BOTAR, o sentido de colocar (usado na cantiga) também funciona como substantivo (calçado que cobre o pé e parte da perna).

Registre a palavra na lousa e leia em voz alta pausadamente de forma a evidenciar o som representado pela letra B. Desafie os estudantes a perceberem que essa letra aparece mais de uma vez na palavra.

Atividade complementar

Com o objetivo de estimular a coordenação motora, o ritmo, a socialização e o respeito ao espaço do outro, é interessante ampliar a atividade, levando os estudantes a cantarem e dançarem a cantiga.

QUAL É A LETRA? LETRA B

B b B b

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A BATIDA NO BUMBO ESTÁ FAZENDO NA CENA.

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA BOTA?

Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA BOTA ? Com a letra b

C) TR ACE A LETRA B .

2 JUNTE A LETRA B ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

entre som, grafia e significado. Embora não represente exatamente o som representado pela letra B, essa onomatopeia funciona como um gatilho sonoro e afetivo que aproxima o estudante da percepção do fonema. Articule o som /b/ com clareza e peça aos estudantes que o repitam.

Antes de solicitar aos estudantes que realizem o traçado, peça a eles que passem o dedo sobre a letra e façam o movimento do traçado de cada uma delas.

Incentive os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada com diferentes formatos em relação ao seu traçado.

Depois, peça que copiem a letra B no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado, primeiro, das letras em sua forma de imprensa maiúscula. Para, só então, traçar a letra em estudo em sua forma de imprensa minúscula e depois cursiva. As atividades com tarja caligráfica visam ao desenvolvimento do treino motor fino para consolidação do gesto gráfico e a fluidez da escrita. Atividade 2 . Incentive os estudantes a pensar em palavras grafadas com as sílabas BA, BE, BI, BO, BU, no início, no meio e no fim. Sugestões: BALEIA, BANANA, BERINJELA, BEBÊ, BICICLETA, BICHO, BOTÃO, BODE, BURRA, BULA etc.

OBJETIVOS

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com a letra B.

• Relacionar som à letra que o representa.

• Formar sílabas e palavras.

• Escrever nomes próprios que tenham a letra B.

• Incentivar o treino do traçado em letra cursiva da letra B e de sua família silábica.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com o som /b/, representado pela letra B.

• Refletir sobre o sistema de escrita e suas hipóteses.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

14/09/25 14:34

Atividade 1. As fichas e as cenas que elas representam são ferramentas pedagógicas visuais que auxiliam o processo de alfabetização por meio da associação entre imagens, situações do cotidiano e sons da fala. Peça aos estudantes que observem a cena, estimulando-os a verbalizar o som que a batida do bumbo faz. A escuta ativa da expressão BUM BUM, associada à imagem, facilita conexões

Mostre que palavras diferentes podem compartilhar sons semelhantes — um passo importante no desenvolvimento da consciência fonológica. Chame a atenção para o número de letras nas sílabas e para a variação das vogais. Amplie a atividade, levantando outras palavras onde o som /b/ apareça não só no início, mas também em outras posições. Exemplos: BODE, CABIDE, ABACATE, LOBO.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Chame a atenção dos estudantes para a figura em destaque e incentive-os a comentar o que imaginam que está escrito. Faça a leitura oral da palavra BOTA, evidenciando que a palavra em estudo está registrada em letra de imprensa maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça que copiem a palavra nos espaços adequados, de forma que exercitem o traçado das letras.

Os personagens tornam as atividades mais envolventes e facilitam a associação entre som, imagem e contexto. Cada um está vinculado a uma letra e a uma palavra-chave (como “B de BOTA”), o que ajuda na memorização e na identificação do som. Essa palavra é apenas um ponto de partida, já que o som representado pela letra também aparece em outras palavras.

Observe se os estudantes utilizam a pega trípode e se o lápis é adequado ao tamanho da mão. Oriente quanto à inclinação do papel e à postura correta, corrigindo com delicadeza casos de empunhadura ou traçado que dificultem a escrita.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra BOLA em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes comecem ou contenham a letra e/ou o padrão silábico em estudo.

Use as letras móveis para compor escritas diversas de modo individual ou em duplas.

Atividade 4. O objetivo é explorar a relação entre o fonema e o grafema em estudo. Peça aos estudantes que

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

4 ACOMPANHE A LEITURA DO TRAVA-LÍNGUA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

BETO BOTA A BOTA NO BAÚ.

NUNES, JAKELINE. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo -chaves/a-importancia-dos-trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 14 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /b/.

5 FORME PALAVRAS.

6 PINTE AS LETRAS QUE DIFERENCIAM UMA PALAVRA DA OUTRA.

pronunciem o som que mais se repete nesse trava-língua. Depois, solicite que localizem a palavra BOTA, realizem sua segmentação oral em sílabas e depois em fonemas.

Atividade 5. Retome com os estudantes os sons que cada uma das fichas remete e promova atividades de composição e decomposição das palavras em sílabas. A atividade permite que os estudantes percebam que a mudança de uma letra pode mudar o significado da palavra e contribui para que compreendam que uma palavra é composta de uma

sequência de fonemas, e que os fonemas se relacionam com grafemas (as letras representam os sons da fala). Chame a atenção dos estudantes para as partes comuns das palavras e para o que muda em cada uma delas.

Atividade 6. Realize a atividade primeiro oralmente. Peça que pronunciem o nome das figuras. Leve-os a perceber a diferença sonora entre as palavras BODE e BOTE. É importante que os estudantes percebam que a alteração de uma letra muda as palavras e que essas palavras têm letras em comum.

PLANO DE AULA

7 LEIA EM VOZ ALTA.

A) NAS PALAVRAS EM DESTAQUE, A LETRA O REPRESENTA O MESMO SOM? MARQUE UM X NA RESPOSTA CORRETA.

SIM X  NÃO

B) COPIE AS PALAVRAS DO QUADRO QUE TÊM OS MESMOS SONS REPRESENTADOS PELA LETRA O NAS CENAS DAS FICHAS ABAIXO.

Atividade complementar

Abra espaço para que verbalizem se algum colega da turma tem a letra B no nome. É natural que o estudante cujo nome tenha a letra B se identifique. Será interessante pedir aos estudantes cujos nomes tenham a letra B que registrem seus nomes na lousa. Em seguida, solicite à turma que localize os nomes desses colegas na lista. Escolha um e copie. Caso não haja na turma estudantes cujos nomes tenham a letra B, levante oralmente alguns nomes que tenham essa letra, como Bárbara, Bruno, Beatriz, Bianca, Bernardo, Isabela, Fabiana, Fabiano. Peça que escolham um e copiem.

Atividade 7. Leia com os estudantes, ou peça a eles que leiam, em voz alta, as palavras do quadro. Depois, escolha uma delas e fale-a em voz alta para que os estudantes encontrem a grafia correspondente no quadro e a contornem. Faça o mesmo com mais algumas palavras do quadro.

Escolha quatro palavras do quadro para que os estudantes montem com letras e sílabas móveis. O objetivo é favorecer a construção do princípio alfabético e o reconhecimento da estrutura silábica das palavras por meio da manipulação de letras e sílabas móveis. Ao formar palavras conhecidas, os estudantes ampliam seu vocabulário e consolidam a aprendizagem de maneira lúdica e significativa. Os quadros de palavras podem ser trabalhados em diversos momentos ao longo do estudo de determinado som.

Atividade 7. a) Chame a atenção dos estudantes para o fato de a vogal O representar sons (fonemas) diferentes, dependendo da palavra em que aparece. A vogal O pode ser pronunciada com timbre aberto ou fechado. Atividade 7. b) Chame a atenção dos estudantes para as cenas das fichas, enfatizando a diferença da sonoridade representada pelo som da vogal aberta ou fechada. Releia as palavras do quadro com os estudantes, chamando a atenção para o fato de a vogal O representar sons (fonemas) diferentes, dependendo da palavra em que aparece. Peça a eles que escrevam as palavras correspondentes ao som que a vogal O representa (timbre aberto ou fechado).

PLANO DE AULA

Atividade 8. Certifique-se de que os estudantes sabem o nome de todos os animais que aparecem nas imagens. Escreva as palavras na lousa com espaço para completá-las com as vogais que faltam. Peça aos estudantes que falem o nome de cada animal em voz alta. Depois, promova a segmentação oral das sílabas dos nomes dos animais. Em seguida, desafie-os a completar os nomes dos animais com as letras que faltam. Leve-os a perceber que todas as sílabas que completaram possuem a letra B. É fundamental que percebam que palavras diferentes podem ter partes sonoras iguais (nesse caso /b/), pois isso os ajudará a desenvolver a consciência fonológica. Chame a atenção para a quantidade de letras que formam as sílabas e para as letras que mudam em cada sílaba (vogais).

Atividade 9. Registre a palavra BOLO na lousa e peça aos estudantes que façam a leitura em voz alta. Promova a contagem de letras e de sílabas da palavra. É importante que percebam que a palavra BOLO é formada por 4 letras, que há letras que se repetem (letra O) e que essa palavra é formada por duas sílabas, diferenciando, assim, o que é letra do que é sílaba. Chame a atenção para o fato de que cada sílaba dessa palavra é formada por duas letras e que as duas sílabas têm vogal.

Promova outras atividades de composição e decomposição de palavras em sílabas, ressaltando o fato de que a mudança na ordem das sílabas transforma a palavra em outra, com outro significado. Essa manipulação de sílabas é uma prática essencial para desenvolver a consciência fonológica, habilidade crucial na alfabetização.

Ao trabalhar com sílabas, os estudantes aprendem a perceber a estrutura sonora

8 COMPLETE OS NOMES DOS ANIMAIS COM AS SÍLABAS QUE FALTAM.

A) O QUE AS SÍLABAS QUE VOCÊ ESCREVEU TÊM EM COMUM?

Todas começam com o som /b/, representado pela letra b

B) O QUE ESSAS SÍLABAS TÊM DE DIFERENTE ENTRE SI?

Espera-se que os estudantes concluam que, depois da letra b, as vogais são diferentes.

9 ESCREVA OS NOMES DAS IMAGENS COMO SOUBER.

das palavras, o que facilita a associação entre os sons e as letras. Essa habilidade é a base para a leitura e escrita, pois permite que as crianças decodifiquem palavras novas e identifiquem padrões linguísticos de forma mais autônoma e segura.

Observando para avançar

Nesta etapa, o foco da avaliação está na capacidade dos estudantes de identificar e representar o som /b/, além de relacioná-lo corretamente à letra B nas formas de imprensa e cursiva. É importante observar se reconhecem o som em palavras do cotidiano, se conseguem

formar e manipular sílabas com B e se compreendem como o som se articula com diferentes vogais. Também devem ser avaliadas habilidades de segmentação silábica e fonêmica, formação e decomposição de palavras simples e reprodução das letras com clareza. Verifique também se os estudantes utilizam a pega trípode, mantêm uma postura corporal adequada e posicionam corretamente o papel.

Avaliações feitas de forma contínua ajudam a identificar os avanços e as dificuldades de cada estudante, permitindo ajustar as intervenções de acordo com as necessidades da turma.

BO DE BA LEIA
BI SÃO URU BU BE SOURO
LOBO
BOLO

RODA DE LEITURA

PROJETO DE LEITURA DE CONTOS DE FADAS

1 VOCÊ E OS COLEGAS VÃO FAZER UMA RODA DE LEITURA DE CONTOS DE FADAS.

• VOCÊ SABE O QUE É UM CONTO DE FADAS? SE SABE, CONTE AOS COLEGAS. Respostas pessoais.

CONTOS DE FADAS SÃO HISTÓRIAS CONTADAS DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO. ESSAS HISTÓRIAS TÊM PERSONAGENS

FANTASIOSOS E TRAZEM MENSAGENS QUE CONTINUAM SENDO IMPORTANTES COM O PASSAR DO TEMPO.

2 OUÇA A ADIVINHA. DEPOIS, MARQUE UM X NA RESPOSTA CORRETA.

QUEM É? QUEM É?

ESPREITAR: OBSERVAR SEM SER VISTO.

VIVE NA FLORESTA, TEM OLHOS GRANDES A ESPREITAR. ASSUSTA MENINA DE CAPA VERMELHA E ADORA SE DISFARÇAR! ANDRADE, BARBARA FERREIRA. ADIVINHAS. 2024. DISPONÍVEL EM: https://profissaoalfabetizacao.blogspot.com/2024/03/. ACESSO EM: 13 AGO. 2025.

3 ESCOLHA UM CONTO DE FADAS PARA LER COM AS PESSOAS DE SUA FAMÍLIA. DEPOIS, FALE AOS COLEGAS SUAS IMPRESSÕES SOBRE O CONTO. O PROFESSOR VAI EXPLICAR A ATIVIDADE. Proposta coletiva. Veja orientações na seção Plano de aula.

OBJETIVOS

• Ampliar o repertório literário dos estudantes por meio do contato com contos de fadas.

• Estimular o prazer pela leitura e a escuta ativa de textos literários.

• Valorizar a leitura compartilhada e a mediação do professor e da família.

• Identificar personagens clássicos da literatura infantil.

PLANO DE AULA

Roda de leitura

Atividade 1. Peça aos estudantes que comentem o que sabem sobre contos de fadas. Valorize as respostas espontâneas e a forma como cada estudante compreende esse tipo de narrativa.

Leia em voz alta o boxe conceito.

Se possível, apresente alguns livros de contos de fadas e mostre suas capas para despertar a curiosidade.

Atividade 2 . Peça aos estudantes que ouçam a adivinha com atenção e observem as imagens dos três personagens para identificar a qual deles os versos se referem. Encoraje os estudantes a contar o que sabem sobre esses personagens, valorizando os diferentes níveis de conhecimento da turma.

Atividade 3. Informe aos estudantes que eles deverão escolher um conto de fadas para ler em casa com a família. Oriente-os escolher um conto de fadas entre os que conhecem/têm em casa ou que possam ser emprestados da biblioteca da escola. Informe às famílias sobre o projeto, incentivando-as a participar do momento junto aos estudantes.

Na aula seguinte, promova uma roda de conversa para que compartilhem suas impressões. Pergunte: “Do que mais gostaram na história?”, “Quem era o personagem principal?”, “O que aconteceu de interessante no conto?”.

21:04

O contato com textos literários desde os primeiros anos escolares é essencial para a formação de leitores críticos e criativos. Os contos de fadas, transmitidos oralmente por gerações, são ricos em fantasia, conflitos simbólicos e valores universais. Materiais necessários: livros de contos de fadas e cartolina para mural coletivo. Duração prevista: 1 semana.

Anote os títulos mencionados na lousa ou em uma cartolina, criando um “mural de contos lidos” com a turma. Se possível, leia ou reconte um dos contos mencionados pelos estudantes.

Observando para avançar

A avaliação será processual com base na observação dos seguintes aspectos: participação nas rodas de conversa e leitura; reconhecimento e associação de personagens às histórias; envolvimento ao relatar as histórias lidas.

OBJETIVOS

• Antecipar informações e fazer inferências sobre o texto.

• Ouvir leitura de conto.

• Apreciar texto lido pelo professor.

• Atribuir sentido ao que é lido, considerando experiências vivenciadas.

• Participar de interações orais.

• Cantar uma canção.

• Reconhecer o conceito de sílaba e compreendê-la como unidade sonora.

• Perceber quantas sílabas há em diferentes palavras.

• Diferenciar sílabas de letras.

• Diferenciar palavras de sílabas.

PLANO DE AULA

Hora da história

Atividade 1. O ambiente escolar precisa ser caracterizado como um espaço relevante para a formação de leitores que promova interações significativas. O professor tem papel de destaque nesse processo à medida que demonstra entusiasmo, prazer e paixão pela leitura. Quando o professor lê para os estudantes, mostra-lhes seu próprio comportamento de leitor e contribui para que se familiarizem com o universo letrado. Por isso, é fundamental que prepare a leitura compartilhada em voz alta, planejando intervenções para fazer antes, durante ou depois e variando a organização do espaço e a disposição dos estudantes. Antes de iniciar a leitura, informe que você lerá o trecho de um livro intitulado Alice faz aniversário, de Tânia Velozo. Leia as informações sobre a autora no boxe da página 111 Organize a turma para ouvir a história. Crie um momento agradável para a leitura, propondo que se sentem em círculo, por exemplo.

HORA DA HISTÓRIA CONTO

ALICE É UMA MENINA QUE ADORA COMEMORAR SEU ANIVERSÁRIO. ELA NÃO VÊ A HORA DE ESSA DATA CHEGAR.

1 ACOMPANHE A LEITURA DE UM TRECHO DO CONTO ALICE FAZ ANIVERSÁRIO. ALICE FAZ ANIVERSÁRIO

O TEMPO ESTÁ DISPARADO E, PARA SORTE DE ALICE, A PRIMAVERA CHEGOU E COM ELA O SEU ANIVERSÁRIO.

A CASA GANHOU OUTRO COLORIDO. MUITO PAPEL LAMINADO DOBRADO E RECORTADO. BOLAS DE ENCHER E LÍNGUAS DE SOGRA. BANDEJAS, GUARDANAPOS, FORMINHAS

PARA TODO LADO.

[...]

ALICE ARREPIA DE ALEGRIA! DEVAGARINHO VAI CHEGANDO TODO MUNDO, OS AMIGOS DA ESCOLA, OS PRIMOS, OS TIOS, O VÔ E A VÓ. ALICE É SÓ ABRAÇOS E BEIJOS.

COM O CORAÇÃO TRANSBORDANDO SENTA NO CHÃO E ABRE CADA LEMBRANÇA, CADA CARINHO. A BONECA DE PANO, O LIVRO NOVO, FITAS PARA O CABELO E UM COFRINHO. ENTRE UM ABRAÇO E MUITOS SORRISOS ALICE BRINCA E BRINCA. PIQUE-ESCONDE, PIQUE-ALTO, GALINHA CHOCA E GATO MIA. ALICE É TODA CORRERIA.

Leia o título da história e incentive os estudantes a observar a ilustração das páginas e a levantar hipóteses sobre o texto que será lido. Promova um diálogo, buscando informações pessoais deles a respeito do assunto tratado: uma festa de aniversário. É provável que relatem que se trata de um dia em que se divertem e comemoram. Estimule-os a relacionar suas experiências com o título do conto. Incentive-os a relatar experiências vividas.

Faça a leitura clara do texto, solicitando aos estudantes que a acompanhem.

A NOITE VEM JUNTO COM O FIM DA FESTA. A MENINA, AGORA CANSADA, DIVIDE O SOFÁ COM SUA BONECA, PAPÉIS DE EMBRULHO, BRINQUEDOS E FITAS. O BURBURINHO DA MÚSICA E DA CONVERSA DE GENTE GRANDE VAI FICANDO LONGE, LONGE. O VENTO FRESCO BATE À JANELA. O SILÊNCIO CHEGA E TRAZ PARA ALICE UM SONO GOSTOSO DE PRESENTE. — ATÉ AMANHÃ, ALICE! — MURMURA SUA MÃE. E ALICE DORME UM SONO COMPRIDO E COLORIDO, CHEIO DE DIVERTIDAS HISTÓRIAS E DOCES MEMÓRIAS.

VELOZO, TÂNIA. ALICE FAZ ANIVERSÁRIO. RIO DE JANEIRO: ZIT, 2010. NÃO PAGINADO.

TÂNIA VELOZO NASCEU NO RIO DE JANEIRO. ESTUDOU JORNALISMO E PUBLICIDADE E É ESPECIALISTA EM LITERATURA INFANTIL E JUVENIL. ALÉM DE AUTORA, É TRADUTORA E PROFESSORA DE LITERATURA INFANTIL. QUEM É?

Após a leitura, releia alguns parágrafos ou fragmentos que representem as partes mais importantes, interessantes e/ou surpreendentes da história. Convide os estudantes a dizer o que pensaram ou sentiram tomando por base a leitura do conto. No início, os comentários deles em geral são simples, mas com o tempo tendem a ganhar qualidade, especialmente se contarem com as suas intervenções. Durante a exploração oral, instigue-os a comentar se os fatos narrados no conto podem ter relação com situações da vida real. Na

qualidade de leitor, opine sobre o que leu, troque ideias e/ou informações com os estudantes e compare seu ponto de vista com os deles. Proponha questões relacionadas ao texto que envolvam o emprego de pronomes interrogativos e adverbiais, como QUEM, QUE, QUAL, QUANTO, QUANDO, ONDE, POR QUÊ. Estimule a recontagem oral do conto lido por você, Consulte com os estudantes o dicionário para explorar outros significados e exemplos de uso da palavra BURBURINHO e ampliar o repertório deles.

Texto de apoio

LER JUNTO COM LEITORES MAIS EXPERIENTES É muito importante que seus alunos escutem você ler todos os dias, atuando como um modelo de leitor para eles. Essa prática desenvolve não só a compreensão oral e o vocabulário, como também a fluência de leitura. Quando um adulto lê em voz alta, os estudantes podem escutar as palavras escritas pronunciadas corretamente e aprendem os procedimentos de leitura que bons leitores têm.

PULIEZI, Sandra. Fluência de leitura oral para educadores: como ensinar, desenvolver e avaliar. Guarulhos: Format, 2022. p. 40-45.

PLANO DE AULA

Atividade 2. Oriente a turma a reler trechos anteriores, caso necessário, e retome oralmente a situação apresentada no conto, enfatizando que se trata de uma festa de aniversário. Aproveite para conversar com os estudantes sobre festas que já vivenciaram, favorecendo a construção de sentido e a relação com a experiência pessoal. A atividade dará oportunidade de verificar a compreensão da leitura realizada. Aproveite também para verificar se reconhecem que textos literários que fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica.

Atividade 3. O objetivo da atividade é verificar a compreensão de textos dos estudantes com base em inferências. O trecho sugere que Alice está revivendo lembranças afetivas, e não abrindo presentes ou doces literalmente. Proponha uma conversa com a turma: “O que significa ‘abrir uma lembrança’?”, “É possível abrir uma lembrança como abrimos uma caixa?”. Mostre que o texto usa uma linguagem poética para expressar emoções.

Atividade 4. Releia o trecho do texto em que o excerto aparece e incentive-os a inferir o significado da frase pelo contexto. O objetivo aqui também é desenvolver a habilidade de inferir sentidos implícitos.

Atividade complementar

Proponha que a turma produza, coletivamente, um convite para uma festa de aniversário. Os convites são usados para pedir a presença ou a participação de alguém em algum evento. É importante que retome com os estudantes os principais elementos desse gênero textual: nome do convidado, motivo do convite, data, local, horário do evento.

2 O TRECHO DO CONTO FALA SOBRE:

A CHEGADA DA PRIMAVERA.

X O DIA DA FESTA DE ANIVERSÁRIO DE ALICE.

3 RELEIA ESTE TRECHO DO CONTO. COM O CORAÇÃO TRANSBORDANDO SENTA NO CHÃO E ABRE CADA LEMBRANÇA, CADA CARINHO.

• O QUE VOCÊ ENTENDEU POR “ABRE CADA LEMBRANÇA, CADA CARINHO”? MARQUE UM X .

ALICE ABRIU OS DOCES DE SEU ANIVERSÁRIO.

X ALICE ABRIU OS PRESENTES QUE GANHOU EM SEU ANIVERSÁRIO.

4 RELEIA MAIS ESTE TRECHO DO CONTO. […] O BURBURINHO DA MÚSICA E DA CONVERSA DE GENTE GRANDE VAI FICANDO LONGE, LONGE.

VELOZO, TÂNIA. ALICE FAZ ANIVERSÁRIO. RIO DE JANEIRO: ZIT, 2010. NÃO PAGINADO.

• O QUE VOCÊ ENTENDEU POR “VAI FICANDO LONGE, LONGE”? MARQUE V PARA VERDADEIRO E F PARA FALSO.

F ALICE FOI EMBORA DA FESTA.

V ALICE COMEÇOU A COCHILAR DE TÃO CANSADA.

F TODOS COMEÇARAM A FALAR MAIS BAIXO E DIMINUÍRAM O VOLUME DA MÚSICA.

Texto de apoio

De acordo com Spninillo (2013), as inferências são consideradas o cerne da compreensão de textos em vários modelos teóricos. Segundo a autora, inferir significa derivar uma nova proposição a partir de outras fornecidas pelo texto ou a partir de relações estabelecidas pelo leitor entre as informações nele veiculadas e seus conhecimentos prévios. Dessa forma, a elaboração de inferências pode ser considerada uma atividade fundamental do leitor, caracterizando um processo cognitivo de alto nível, responsável pela atribuição de sentido e pela construção de uma representação mental organizada e coerente do texto.

MALUF, Maria Regina; SANTOS, Maria José dos. Ensinar a ler: das primeiras letras à leitura fluente. Curitiba: CRV, 2017. p. 85.

5 ESTA É A LETRA DE UMA CANÇÃO CANTADA EM FESTAS DE ANIVERSÁRIO. CANTE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.

PARABÉNS PRA VOCÊ

NESTA DATA QUERIDA

MUITAS FELICIDADES

MUITOS ANOS DE VIDA

PARABÉNS A VOCÊ. COMPOSITORA: LÉA MAGALHÃES. RIO DE JANEIRO: WARNER CHAPPELL MUSIC BRASIL EDIÇÕES MUSICAIS, 1942.

• PINTE AS PALMAS PARA INDICAR A QUANTIDADE DE SÍLABAS DAS PALAVRAS DESTACADAS NA LETRA DA CANÇÃO.

6 FALE PARA A TURMA DUAS COISAS QUE, PARA VOCÊ, NÃO PODEM FALTAR EM UMA FESTA DE ANIVERSÁRIO. O PROFESSOR VAI FAZER A LISTA NA LOUSA PARA VOTAÇÃO.

• COPIE OS DOIS ITENS MAIS VOTADOS.

Resposta conforme o resultado da votação.

Resposta pessoal. Veja orientações na seção Plano de aula

PLANO DE AULA

Atividade 5. Inicie a atividade levantando os conhecimentos prévios dos estudantes em relação à canção que vão ler. É provável que já tenham cantado. Optou-se por realizar esta atividade com uma canção bastante conhecida para que os estudantes pudessem perceber mais facilmente as palavras. Além disso, as palavras que devem separar oralmente em sílabas foram destacadas com cores diferentes.

• RANDO, SILVANA. GILDO. SÃO PAULO: BRINQUE-BOOK, 2010. GILDO NÃO TEM MEDO DE QUASE NADA, MAS, ACREDITEM, ELE TEM PAVOR DE BALÕES DE FESTA. GILDO SEMPRE FUGIA DOS BALÕES, ATÉ QUE, DURANTE UM ANIVERSÁRIO, FICOU FRENTE A FRENTE COM UM. SERÁ QUE ELE CONSEGUIU SUPERAR SEU MEDO?

DESCUBRA MAIS 113

Sugestão para o estudante

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• RANDO, Silvana. Gildo. São Paulo: Brinque-Book, 2010. A personagem Gildo não tem medo de quase nada, mas, acreditem, ele tem pavor de balões. Gildo sempre fugia das bexigas, até que, durante um aniversário, ficou frente a frente com uma. Será interessante levar o livro para a Roda de leitura da turma. Recomende a leitura comentando o motivo pelo qual achou o livro interessante e por que eles vão gostar. Escolha alguns trechos e leia-os com entonação, ritmo e gestos adequados, de forma a instigar os estudantes a querer ler o livro na sala de aula ou tomá-lo emprestado. Após sua apresentação, abra espaço para que eles comentem se você conseguiu instigar a curiosidade deles para a leitura. Estimule-os a comentar o que, na sua apresentação, fez com que se envolvessem com o livro.

Incentive a cantoria, acompanhando as palavras com o dedo. Depois, desafie-os a verbalizar quais palavras da canção foram destacadas com cores diferentes. É provável que necessitem cantar novamente para localizarem-nas. Registre as palavras na lousa e promova a separação oral de sílabas, batendo palmas a cada sílaba pronunciada, de modo que ativem a consciência fonológica. Peça que pintem as palminhas de acordo com o número de sílabas de cada palavra. Ao fazer a contagem das sílabas por meio do procedimento sugerido na atividade, os estudantes também trabalharão noções de números e operações.

Atividade 6. Esta atividade proporciona um momento lúdico no qual os estudantes podem reconhecer suas preferências e expressar suas opiniões. É importante dar oportunidade para os estudantes falarem e externarem suas ideias, lembrando que cada um deve respeitar os turnos de fala.

Inclusão e equidade Analise possíveis barreiras que possam dificultar a participação de toda a turma. Caso não se sintam confortáveis em verbalizar suas preferências, considere realizar a atividade por meio de outras expressões, como o desenho.

OBJETIVOS

• Explorar o gênero textual poema.

• Desenvolver a consciência fonológica.

• Ler e interpretar poema.

• Identificar palavras que rimam.

• Relacionar texto e imagem na construção de sentido.

PLANO DE AULA

Leitura

Esta seção favorece o processo de alfabetização ao integrar ludicidade e sentido social da linguagem com o desenvolvimento da consciência fonológica e a compreensão do sistema de escrita alfabética.

Atividade 1. Retome com a turma a seção Roda de Leitura, em que os contos de fadas foram explorados. Pergunte: “Você se lembra do nome de alguma fada?”, “O que as fadas costumam fazer nas histórias?”, “Com o que elas fazem mágica?”. Comente que você fará a leitura de um poema sobre Mafalda, uma fada que faz mágica com sua varinha e transforma coisas. Destaque que fadas são seres imaginários que fazem parte da literatura de fantasia.

Faça uma leitura expressiva e rítmica do poema. Leia mais de uma vez, destacando a sonoridade e as rimas. Peça aos estudantes que acompanhem com o dedo as palavras durante a leitura.

Retome o último verso do poema. Pergunte aos estudantes se já comeram quindim e, se necessário, explique que é um doce brasileiro com coco, açúcar e gemas.

LEITURA POEMA

1 VOCÊ SE LEMBRA DE ALGUMA HISTÓRIA QUE TEM FADAS? O QUE AS FADAS COSTUMAM USAR PARA FAZER MÁGICAS?

• ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

Respostas pessoais. As fadas costumam usar uma varinha mágica para fazer suas mágicas.

A FADA MAFALDA

A FADA MAFALDA

COM SUA VARINHA MÁGICA

SOLTA PELA JANELA

O SEU PÓ PLIM-PLIM

E POR ORDEM DELA PEDRA VIRA QUINDIM.

CAMARGO, DILAN. BRINCRIAR PORTO ALEGRE: PROJETO, 2007. P. 37.

A) A FADA TRANSFORMA PEDRA EM QUÊ? MARQUE UM X

PUDIM X QUINDIM

B) SUBLINHE NO POEMA AS PALAVRAS QUE RIMAM. USE UMA COR DIFERENTE PARA CADA RIMA.

C) CONTORNE NO POEMA A PALAVRA FADA

Atividade 1. c) Peça aos estudantes que verbalizem as estratégias utilizadas para localizar a palavra FADA. Registre a palavra na lousa e leia em voz alta pausadamente de forma a evidenciar o som representado pela letra F.

Atividade complementar Proponha à turma criar suas próprias “mágicas” em forma de verso, seguindo a

Atividade 1. b) Pergunte: “Quais palavras soam parecido no final?”. Sugira que sublinhem com cores diferentes os pares que rimam. Por exemplo, de azul os pares de versos que terminam com plim-plim e quindim e de verde os que terminam em janela e dela. Ajude os estudantes a perceber que a rima ocorre no fim do verso.

mesma estrutura do poema. Essa proposta estimula a produção oral e a criatividade com rimas.

Escreva sugestões de pares de versos na lousa e leia-os em voz alta para que os estudantes completem com rimas.

Exemplos:

• O seu pó de poropopó / pedra vira Sugestões de respostas: cipó, nó, jiló.

• O seu pó de perepepé / pedra vira . Sugestões de respostas: pé, café.

QUAL É A LETRA? LETRA

F

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE O BALÃO ESTÁ FAZENDO NA CENA.

FFFFF

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA FADA? Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA FADA ? Com a

C) TR ACE A LETRA F

2 JUNTE A LETRA F ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

OBJETIVOS

• Identificar o som representado pela letra F.

• Formar sílabas com a letra F.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com o som /f/, representado pela letra F.

• Ler um trava-língua.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

Incentive os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada com diferentes formatos em relação ao seu traçado.

Atividade 1. As fichas e as cenas que elas apresentam são ferramentas pedagógicas visuais que auxiliam o processo de alfabetização por meio da associação entre imagens, situações do cotidiano e sons da fala. Peça aos estudantes que observem a ilustração, estimulando-os a verbalizar o som que o balão está fazendo na cena: o barulho do ar saindo. Faça a leitura oral da expressão FFFFF. A escuta ativa da onomatopeia, associada à imagem, facilita conexões entre som, grafia e significado. Embora não represente exatamente o som da letra F, essa onomatopeia funciona como um

gatilho sonoro e afetivo que aproxima o estudante da percepção do fonema. Articule o som /f/ com clareza e peça que os estudantes o repitam.

Antes de solicitar que realizem o traçado, peça a eles que passem o dedo sobre a letra e façam o movimento do traçado de cada uma delas.

Incentive os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada com diferentes formatos em relação ao seu traçado.

Peça aos estudantes que passem o dedo sobre cada formato da letra. Só então peça que copiem a letra F no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado, primeiro, das letras em sua forma de imprensa maiúscula. Para, depois, traçar a letra em estudo em sua forma de imprensa minúscula e cursiva. As atividades com tarja caligráfica visam ao desenvolvimento do treino motor fino para consolidação do gesto gráfico e a fluidez da escrita. Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta, a fim de que os estudantes identifiquem que todas as sílabas apresentam o fonema /f/, representado pela letra F. É fundamental perceberem que palavras diferentes podem ter partes sonoras iguais, pois isso os ajudará a desenvolver a consciência fonológica. Chame a atenção para a quantidade de letras que formam as sílabas e para os sons (fonemas) e as letras, que os representam, que mudam em cada sílaba (vogais). Mostre que palavras diferentes podem compartilhar sons semelhantes — um passo importante no desenvolvimento da consciência fonológica. Chame a atenção para o número de letras nas sílabas e para a variação das vogais. Amplie a atividade, levantando outras palavras nas quais o som /f/ apareça não só no início, mas também em outras posições. Exemplos: FATO, FOFA, ALFINETE, GIRAFA, CAFÉ.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Chame a atenção dos estudantes para a figura em destaque e incentive-os a comentar o que imaginam que está escrito. Faça a leitura oral da palavra FADA, evidenciando que ela está registrada em letra na forma imprensa maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula.

Os personagens tornam as atividades mais envolventes e facilitam a associação entre som, imagem e contexto. Cada um está vinculado a uma letra e a uma palavra-chave (como “F de FADA”), o que ajuda na memorização e na identificação do som. Essa palavra é apenas um ponto de partida, já que o som representado pela letra também aparece em outras palavras.

Observe se os estudantes utilizam a pega trípode e se o lápis é adequado ao tamanho da mão. Oriente quanto à inclinação do papel e à postura correta, corrigindo com delicadeza casos de empunhadura ou traçado que dificultem a escrita.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra FADA em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes comecem ou contenham a letra e/ou o padrão silábico em estudo.

Use as letras móveis para compor escritas diversas de modo individual ou em duplas.

Nesse momento, é esperado que os estudantes consigam traçar a palavra-chave inteira, com todas as suas letras.

Atividade 4. O objetivo da atividade é explorar a relação entre fonema e grafema em estudo. Peça aos estudantes que pronunciem o som que

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

FADA fada fada

4 ACOMPANHE A LEITURA DO TRAVA-LÍNGUA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

FADA FILÓ FAZ FOFOCA DA FOCA NA FILA DA FEIRA.

NUNES, JAKELINE. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia. com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/a-importancia-dos-trava-linguas-para-a-lingua -portuguesa/. ACESSO EM: 15 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /f/.

5 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS

REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS E LIGUE ÀS FIGURAS CORRESPONDENTES.

mais se repete no trava-língua. Depois, solicite que localizem a palavra FOFOCA, realizem sua segmentação oral em sílabas, depois em fonemas e, por fim, promova a segmentação da frase em palavras (batendo palmas).

Peça que os estudantes repitam a leitura do trava-língua. Observe os estudantes que não se sentem confortáveis ao estar em evidência. Acolher e respeitar o tempo e a personalidade de cada um permite que a atividade seja vista como algo relevante e inclusivo.

Atividade 5. Retome com os estudantes os sons que cada uma das fichas remete e

promova atividades de composição e decomposição das palavras FITA e BIFE em sílabas. Esta atividade explora as relações entre grafemas e fonemas no caso específico de um grupo silábico. Certifique-se de que os estudantes sabem os nomes da comida e objeto representados nas imagens.

O trabalho com as palavras como unidade de análise contribui para a compreensão do sistema de escrita e para que aprendam a correspondência entre grafemas e fonemas. É importante criar oportunidade para que eles leiam em voz alta os nomes das imagens e as palavras.

6 LEIA EM VOZ ALTA.

PRIMEIRO, DEVAGAR COMO UMA TARTARUGA.

DEPOIS, RÁPIDO COMO UM FOGUETE. F A T I A

F I T A B I F E B A F O

I O F A T O F O T O F O N T E

• COPIE DO QUADRO UMA PALAVRA COM:

• 1 SÍLABA. FÃ

• 2 SÍLABAS.

FITA/BAFO/FATO/BIFE/FOTO/FONTE/FIO

• 3 SÍLABAS. FATIA

7 ESCOLHA UM NOME PARA CADA CRIANÇA E ESCREVA.

FÁBIO FELIPE FÁTIMA FABIANA

FÁBIO/FELIPE

Atividade 6. Oriente a leitura em voz alta das palavras do quadro, explicando que serão feitas duas leituras, a primeira dando destaque à segmentação oral em sílabas (batendo palmas) e pronunciando os sons devagar, como uma tartaruga. Durante a leitura em voz alta, oriente os estudantes na observação das partes/sílabas de cada uma. Enfatize que a quantidade de letras de cada palavra é diferente da quantidade de sílabas. Um dos objetivos desta atividade é favorecer o reconhecimento das sílabas formadas pela letra F com as vogais e o controle quantitativo

FÁTIMA/FABIANA

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da escrita, observando o número de sílabas de cada uma das palavras.

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Em seguida, repita a leitura em voz alta, mas de forma fluida e rápida, como um foguete. Ao propor a leitura em diferentes velocidades, a atividade também favorece o emprego e controle de ritmos variados de leitura.

Peça aos estudantes que observem, identifiquem e digam em voz alta as palavras com determinados números de sílabas, auxiliando-os inclusive a perceber que nem todas as sílabas são compostas de duas letras, como é o caso de FIO e FON (em FONTE).

Escolha quatro palavras do quadro para que os estudantes montem com letras e sílabas móveis. O objetivo é favorecer a construção do princípio alfabético e o reconhecimento da estrutura silábica das palavras por meio da manipulação de letras e sílabas móveis. Ao formar palavras conhecidas, os estudantes ampliam seu vocabulário e consolidam a aprendizagem de maneira lúdica e significativa.

Os quadros de palavras podem ser trabalhados em diversos momentos ao longo do estudo de determinado som.

Atividade 7 . Chame a atenção dos estudantes para as fotografias das crianças, explicando que seus nomes não estão indicados. Dessa forma, a turma será responsável por nomeá-las. Incentive a discussão em pequenos grupos ou no coletivo, promovendo a troca de ideias sobre qual nome combina mais com cada criança. Será interessante promover a contagem e a pronúncia de letras e sons de cada nome. Só então peça-lhes que registrem os nomes escolhidos abaixo das fotografias. Após registrarem todos os nomes, abra espaço para que justifiquem suas respostas, observando se suas justificativas evidenciam que compreenderam a leitura que fizeram. Ressalta-se a importância de os estudantes terem a oportunidade de reler o que escreveram, comparando com a escrita original, para verificar se não omitiram ou acrescentaram letras.

PLANO DE AULA

Atividade 8. Certifique-se de que os estudantes sabem os nomes das figuras. A atividade de escrita lhes dará a oportunidade de refletir sobre a sequência e o número de letras de cada palavra.

Atividade 9. a) Leia o texto em voz alta para os estudantes e verifique se eles compreenderam que o trava-língua faz referência ao fato de a farinha “voar” para fora da boca se a pessoa conversar, principalmente palavras com a letra F, enquanto ingere esse alimento.

Atividade 9. b) Por meio de sua leitura em voz alta, a atividade favorecerá a interpretação do trava-língua para identificar o ingrediente principal da farofa, além da escrita dele.

Observando para avançar

Nesta etapa, o foco da avaliação está na capacidade dos estudantes de identificar e representar o som /f/, além de relacioná-lo corretamente à letra F, tanto na letra de imprensa quanto na cursiva. É importante observar se os estudantes reconhecem o som /f/ em palavras do cotidiano, se conseguem formar e manipular sílabas com F (FA, FE, FI, FO, FU) e se compreendem como esse som se articula com diferentes vogais.

Também devem ser avaliadas: a habilidade de segmentar sílabas e fonemas; a formação e decomposição de palavras simples que contenham o som /f/; e a escrita legível da letra F, observando aspectos como forma, tamanho e orientação no espaço gráfico.

Além da relação som-letra, observe se os estudantes: utilizam a pega trípode (pegada adequada do lápis); mantêm postura corporal adequada durante a escrita; e posicionam corretamente o papel no momento da produção escrita.

8 COMPLETE OS NOMES DAS FIGURAS. DEPOIS, COPIE OS NOMES.

9 LEIA O TRAVA-LÍNGUA.

FAROFA FEITA COM MUITA FARINHA

FOFA FAZ UMA FOFOCA FEIA.

BUCHWEITZ, DONALDO. TRAVA-LÍNGUA, TROCA LETRA

SÃO PAULO: CIRANDA NA ESCOLA, 2023. P. 26.

A) O QUE VOCÊ ENTENDEU POR “FAZ UMA FOFOCA FEIA”?

B) ESCREVA O NOME DO PRINCIPAL INGREDIENTE DA FAROFA.

a) Espera-se que os estudantes percebam que o trava-língua se refere ao que pode acontecer quando se fala (no caso, se conta uma fofoca) com a boca cheia de farofa.

Farinha de milho ou de mandioca.

Incluir um momento de autoavaliação ajuda os estudantes a refletirem sobre seus próprios avanços. Após as atividades, proponha perguntas orais ou um quadro visual com carinhas/emojis para que indiquem:

Consegui identificar palavras com F?

Consegui formar palavras com FA, FE, FI, FO, FU?

Escrevi a letra F com atenção?

Estou melhorando minha leitura e escrita?

Esse tipo de devolutiva favorece a autoconsciência da aprendizagem e fortalece o vínculo entre esforço e progresso. As avaliações devem ser contínuas e observacionais de modo a planejar intervenções ajustadas às necessidades específicas da turma e de cada estudante, respeitando seus ritmos e trajetórias de aprendizagem.

FIO
FONE
FACA
BIFE
FUBÁ

LEITURA LEGENDA EM ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS

1 VOCÊ JÁ VIU UM ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS? SE VIU, COMO ERA ESSE ÁLBUM?

2 OBSERVE AS FOTOGRAFIAS DESTE ÁLBUM DE FAMÍLIA. LEIA OS TEXTOS QUE ACOMPANHAM AS IMAGENS.

ARTUR FICOU ENCANTADO COM O TAMANHO DO CRISTO REDENTOR, NO RIO DE JANEIRO, EM 2025.

ARTUR, VOVÓ ZIZI E EVA EM UM DIVERTIDO PASSEIO EM POÇOS DE CALDAS, EM 2024.

PAPAI, MAMÃE E ARTUR NO ANIVERSÁRIO DE 1 ANO DA EVA, EM 2023.

Respostas pessoais. 119

OBJETIVOS

• Explorar o gênero textual legenda.

• Produzir legendas.

• Ler imagens e levantar hipóteses sobre elas.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividades preparatórias são essenciais para familiarizar os estudantes com gêneros textuais (nesse caso, com o gênero textual legenda). Esse gênero desempenha um papel

importante ao complementar imagens com informações que colaboram com a compreensão do que está sendo retratado.

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Atividade 1. Abra espaço para que todos comentem se já viram um álbum de fotografias, seja de forma física, seja digital. Peça a eles que detalhem o álbum, fazendo-lhes perguntas como: “De quem era o álbum?”, “Quem ou o que estava retratado?”, entre outras. Incentive a participação dos estudantes.

Atividade 2. Permita que os estudantes comentem o que conseguem imaginar sobre as fotografias sem ler as legendas. Em seguida,

faça a leitura oral dessas legendas e, mais uma vez, peça a eles que verbalizem o que ficaram sabendo por meio da leitura delas. Amplie a atividade pedindo que sublinhem os nomes dos locais/das situações em que as fotografias foram tiradas. Auxilie-os a encontrar essas informações e mostre-lhes o quanto é importante elaborar legendas para fotografias de álbuns de família para que possam se lembrar dos acontecimentos no futuro.

Por fim, pergunte: “Essa página de álbum poderia ter um título? Qual?”, “Qual é a importância do título em um álbum de fotografias?”. Ressalte que o título é importante para que a família se recorde do ano, da época ou dos eventos em que essas fotografias foram tiradas. Leia em voz alta o texto do boxe que apresenta o conceito de legenda na página 120

O ensino de gêneros textuais na alfabetização é essencial para aproximar os estudantes das práticas reais de leitura e escrita. O gênero legenda é especialmente adequado a essa fase, por ser curto, direto e apresentar uma relação clara entre texto e imagem, facilitando a compreensão. Suas principais características incluem a descrição, a explicação ou a contextualização do que é retratado na fotografia. Trabalhar com legendas permite que os estudantes desenvolvam habilidades de observação, leitura e escrita, ao mesmo tempo que compreendem a função social desse gênero textual no cotidiano.

PLANO DE AULA

Atividade 3. É necessário ressaltar que o gênero legenda nos permite lembrar de detalhes do momento em que as fotografias foram tiradas. Isso deixa clara uma das características da escrita: registrar para guardar na memória. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que uma das funções da legenda é acrescentar informações à imagem.

Atividade 4. Proponha aos estudantes que lhe digam o que veem na fotografia. Em seguida, peça a eles que leiam a legenda que acompanha a fotografia. Só então incentive-os a lhe ditar o que está registrado na legenda e não está evidente na imagem. Em seguida, leia as alternativas para os estudantes e reforce que deverão assinalar apenas a(s) que indica(m) o que não está evidente na imagem, justificando a resposta. Caso haja na turma estudantes com baixa visão, possibilite que os demais colegas façam uma descrição da imagem, em turnos, adicionando a maior quantidade possível de detalhes que visem à inclusão. Faça disso um hábito na sala de aula para que dessa forma a iniciativa em descrever imagens parta dos próprios estudantes.

Texto de apoio

Sobre os gêneros textuais na escola, vale destacar o que dispõe Schneuwly e Cordeiro:

Na sua missão de ensinar os alunos a escrever, a ler e a falar, a escola, forçosamente, sempre trabalhou com gêneros, pois toda forma de comunicação — portanto, também aquela centrada na aprendizagem — cristaliza-se em formas de linguagem específicas. A particularidade da situação

OS TEXTOS CURTOS QUE ACOMPANHAM AS FOTOGRAFIAS

SÃO CHAMADOS LEGENDAS. AS LEGENDAS COMPLEMENTAM O QUE AS IMAGENS MOSTRAM.

3 EM ÁLBUNS DE FOTOGRAFIAS, AS LEGENDAS SERVEM PARA:

X REGISTRAR OUTRAS INFORMAÇÕES ALÉM DO QUE AS FOTOGRAFIAS MOSTRAM.

X LEMBRAR MOMENTOS EM QUE AS FOTOGRAFIAS FORAM TIRADAS.

CONVIDAR AS PESSOAS PARA TIRAR FOTOGRAFIAS.

4 OBSERVE MAIS UMA FOTOGRAFIA DO MESMO ÁLBUM E LEIA A LEGENDA.

ARTUR APROVEITOU MUITO A FESTA JUNINA DA ESCOLA, EM 2024.

• QUAIS INFORMAÇÕES VOCÊ DESCOBRIU AO LER A LEGENDA?

X A FOTOGRAFIA FOI TIRADA EM UMA FESTA JUNINA NA ESCOLA.

A FOTOGRAFIA FOI TIRADA EM UMA FESTA DE ANIVERSÁRIO NA ESCOLA.

escolar reside no seguinte fato que torna a realidade bastante complexa: há um desdobramento que se opera em que o gênero não é mais instrumento de comunicação somente, mas é, ao mesmo tempo, objeto de ensino-aprendizagem. O aluno encontra-se, necessariamente, num espaço do “como se”, em que o gênero funda uma prática de linguagem que é, necessariamente, em parte, fictícia, uma vez que é instaurada com

fins de aprendizagem. Podem-se distinguir, ao menos, três maneiras de abordar o ensino da escrita e da fala, todos tendo em comum o fato de colocarem de forma central o problema do gênero, como objeto, e as relações complexas que o ligam às práticas de referência [...].

SCHNEUWLY, D.; CORDEIRO, G. S. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004. p. 65.

PRODUÇÃO

ESCRITA

Veja orientações na seção Plano de aula

LEGENDA DE FOTOGRAFIA

ESCOLHA UMA FOTOGRAFIA DE UM MOMENTO ESPECIAL DE SUA VIDA E ESCREVA UMA LEGENDA PARA ESSA FOTOGRAFIA. O TRABALHO SERÁ EXPOSTO EM UM MURAL DA ESCOLA.

1. COMBINE COM O PROFESSOR SE A LEGENDA SERÁ ESCRITA À MÃO OU NO COMPUTADOR.

2. PARA CRIAR A LEGENDA, VOCÊ PODE INCLUIR ESTAS INFORMAÇÕES:

• ONDE E QUANDO A FOTOGRAFIA FOI TIRADA.

• QUAL ACONTECIMENTO ESTÁ REGISTRADO NA FOTOGRAFIA.

• QUEM SÃO AS PESSOAS QUE APARECEM NA FOTOGRAFIA.

3. MOSTRE SUA LEGENDA PARA O PROFESSOR.

4. PASSE SUA LEGENDA A LIMPO.

5. AJUDE NA MONTAGEM DO MURAL.

REFLETIR E AVALIAR

PREENCHA A FICHA DA PÁGINA 278.

OBJETIVOS

• Escrever legendas relacionadas a fotografias.

• Reconhecer os contextos de produção do gênero legenda de fotografia.

• Desenvolver os procedimentos de escrita: planejamento, escrita, revisão, reescrita e edição.

PLANO DE AULA

Produção escrita

1. Combine com a turma se as legendas serão registradas diretamente no computador ou escritas à mão. Caso a produção seja feita no computador, oriente os estudantes a salvar as várias versões que fizerem do texto. Assim, você poderá acompanhar a evolução da escrita de cada estudante.

2. O objetivo desta atividade é incentivar os estudantes a perceber que, para a escrita de um texto, nesse caso, uma legenda de fotografia, deve-se antes fazer uma preparação que situe algumas informações necessárias para iniciar a escrita.

Nesse sentido, leia com eles os itens do que é preciso saber para criar uma legenda e discuta incentivando-os a dizer as informações necessárias sobre as fotografias.

3. Depois de produzidas as legendas, durante a revisão, avalie com a turma se a legenda analisada atende aos objetivos pretendidos, às características do gênero em questão (texto curto, que descreve ou acrescenta informações à imagem).

4. Quando todas as legendas estiverem revisadas, peça aos estudantes que passem o texto a limpo.

5. Organize a turma para montar o mural. Escolham juntos o lugar para a exposição.

14:34

É importante informar os familiares com antecedência para que os estudantes tragam a fotografia no dia combinado. Como muitas famílias optam por manter as fotografias somente em meio digital, o prazo de uma semana pode ser ideal, para que haja tempo hábil para seleção e impressão dela.

Para realizar a avaliação, peça aos estudantes que preencha a ficha que está disponível na página 278. Os estudantes terão a oportunidade de analisar a produção considerando os aspectos principais do gênero produzido. Avalie com a turma a importância do planejamento, da primeira versão, da revisão e da escrita final da legenda.

OBJETIVOS

• Explorar o gênero textual poema.

• Desenvolver a consciência fonológica.

• Localizar informação em texto.

• Desenvolver habilidades de percepção visual e coordenação motora fina ao completar a ilustração.

• Ampliar vocabulário.

PLANO DE AULA

Leitura

Estas atividades favorecem o desenvolvimento inicial da leitura e da escrita, combinando o aspecto lúdico com o uso prático da linguagem. Além disso, favorecem a consciência fonológica.

Atividade 1. Abra espaço para que a turma compartilhe suas respostas. Incentive que imitem o som do mugido, promovendo a interação oral e o envolvimento lúdico de todos.

Leia o poema em voz alta, de forma expressiva, para que os estudantes percebam o ritmo e a musicalidade do texto. Proponha que acompanhem a leitura com os dedos.

Atividade 2. Converse com os estudantes sobre o que significa “malhada”. Diga que a vaca malhada tem manchas no corpo, geralmente pretas e brancas. Pergunte se os estudantes conhecem algum outro animal com manchas. Peça então que completem a ilustração, preenchendo as manchas no corpo do animal, relacionando imagem e texto. Estimule a criatividade, sugerindo que as manchas podem ter formas e cores variadas.

LEITURA POEMA

1 O QUE VOCÊ SABE SOBRE VACAS? COM OS COLEGAS, IMITE O MUGIDO DA VACA. Respostas pessoais.

• ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

A VACA MALHADA

A VACA MALHADA

FUGIU DA MANADA.

MUGIU DESOLADA; ESTÁ APAIXONADA!

KALUNGA. HÁ QUANTO TEMPO NÃO VEJO UMA

JOANINHA. JUIZ DE FORA: FRANCO, 2015. P. 9.

2 COMPLETE A ILUSTRAÇÃO PARA REPRESENTAR A VACA MALHADA.

Produção pessoal.

3 O QUE VOCÊ ENTENDE POR DESOLADA? Desolada significa “triste, desconsolada, aflita”.

• POR QUE A VACA ESTÁ DESOLADA?

Espera-se que os estudantes percebam que a vaca está desolada por estar apaixonada.

4 A VACA MUGE. O QUE ESTES OUTROS ANIMAIS FAZEM?

O cão late, o gato mia e a abelha zune.

5 CONTORNE A PALAVRA VACA NO POEMA.

Atividade 3. Abra espaço para que os estudantes compartilhem suas hipóteses. Pergunte: “O que vocês entenderam por ‘desolada’?”, “Por que a vaca está desolada?”. Leve-os a perceber que “desolada” aqui significa estar triste ou angustiada, e que isso acontece porque a vaca está apaixonada. Explore emoções e sentimentos.

Atividade 4. Comente com os estudantes que ao som que a vaca faz se dá o nome de “mugido”. Estimule os estudantes a verbalizar que som fazem os animais das imagens. É provável que respondam com facilidade que o cão late e o gato mia. Caso não saibam o

nome do som produzido pela abelha, comente que é o zunido (ou zumbido). Estimule a turma a imitar os sons dos animais e, se achar conveniente, amplie sugerindo que façam o som de outros animais como: cobra, sapo, cavalo, passarinho etc.

Atividade 5. Peça aos estudantes que verbalizem as estratégias utilizadas para localizar a palavra VACA. Registre a palavra na lousa e leia em voz alta pausadamente de forma a evidenciar o som representado pela letra V.

QUAL É A LETRA? LETRA V

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE O VENTO ESTÁ FAZENDO NA CENA.

VVVVV

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA VACA? Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA VACA ? Com a letra v

C) TR ACE A LETRA V .

2 JUNTE A LETRA V ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

OBJETIVOS

• Formar sílabas com a letra V.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras com a letra V.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com o som /v/, representado pela letra V.

• Ler trava-língua.

• Explorar os fonemas que a letra V pode representar.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

Atividade 1. Explore a ficha em destaque, estimulando os estudantes a verbalizar o som que o vento está fazendo na cena. Incentive-os a comentar o que imaginam que está escrito na ficha. Faça a leitura oral da expressão VVVVV.

As fichas e cenas são recursos visuais que apoiam a alfabetização ao associar imagens, situações cotidianas e sons da fala. A escuta ativa da expressão VVVVV associada à imagem,

facilita conexões entre som, grafia e significado. Embora não seja exatamente o som representado pela letra V, essa onomatopeia funciona como um gatilho sonoro e afetivo que aproxima o estudante da percepção do fonema. Articule novamente o som /v/ presente na cena com clareza e peça aos estudantes que o repitam. Antes de solicitar aos estudantes que realizem o traçado, peça a eles que passem o dedo sobre as letras e façam o movimento do traçado de cada uma delas.

Incentive os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada com diferentes formatos em relação ao seu traçado.

Só então peça que copiem a letra V no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado, primeiro, das letras em sua forma de imprensa maiúscula. Para, depois, traçar a letra em estudo em sua forma de imprensa minúscula e, em seguida, cursiva. As atividades com tarja caligráfica visam ao desenvolvimento do treino motor fino para consolidação do gesto gráfico e a fluidez da escrita. Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta, a fim de que os estudantes identifiquem que todas apresentam o fonema /v/, representado pela letra V. Chame a atenção para a quantidade de letras que formam as sílabas e para os sons (fonemas) e as letras, que os representam, que mudam em cada sílaba (vogais). Incentive os estudantes a pensar em palavras grafadas com as sílabas VA, VE, VI, VO, VU no início, no meio e no fim. Sugestões: VACA, VENCER, VIAGEM, VOLUME, CAVALO, NEVE, REVISTA ETC. Use as sílabas móveis para que os estudantes manipulem palavras com a letra V.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Os personagens tornam as atividades mais envolventes e facilitam a associação entre som, imagem e contexto. Cada um está vinculado a uma letra e a uma palavra-chave (como “V de VACA”), o que ajuda na memorização e na identificação do som. Essa palavra é apenas um ponto de partida, já que o som representado pela letra também aparece em outras palavras.

Chame a atenção dos estudantes para a figura em destaque e incentive-os a comentar o que imaginam que está escrito. Faça a leitura oral da palavra VACA, evidenciando que ela está registrada em letra na forma imprensa maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça-lhes que copiem a palavra no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado das letras. Nesse momento, os estudantes conseguem traçar a palavra-chave inteira, com todas as suas letras.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra VACA em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes comecem ou contenham a letra e/ou o padrão silábico em estudo.

Use letras móveis para compor escritas diversas, com foco na palavra em estudo, de modo individual ou em duplas.

Atividade 4. O objetivo é explorar a relação entre o fonema e o grafema em estudo. Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete nesse trava-língua.

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

VACA vaca vaca

vaca vaca

4 ACOMPANHE A LEITURA DO TRAVA-LÍNGUA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

A VACA VIOLETA VIVE NO VALE.

NUNES, JAKELINE. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/ marcelo-chaves/a-importancia-dos-trava-linguas-para-a -lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 15 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

5 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /v/. 4

A) ESCREVA NOS QUADRINHOS QUANTOS SONS CADA PALAVRA TEM.

B) ESCREVA A LETRA QUE DIFERENCIA ESSAS PALAVRAS. O

Os trava-línguas são textos curtos e ritmados que exploram sons semelhantes, favorecendo o desenvolvimento da habilidade de perceber e manipular os menores sons da fala.

Atividade 5. Retome com os estudantes os sons correspondentes a cada ficha e promova atividades de composição e decomposição das palavras VILA e VIOLA em sílabas. Um dos objetivos desta atividade é levar os estudantes a reconhecer que sílabas iguais podem estar

presentes em diferentes palavras. Nesse caso, a palavra VIOLA tem somente a vogal O inserida no meio, o que gera uma nova palavra, em relação à palavra VILA, com significado diferente. O trabalho com as palavras como unidade de análise por parte dos estudantes tem como objetivo fazer com que compreendam o sistema de escrita e aprendam a correspondência entre grafemas e fonemas. É importante criar oportunidade para que eles leiam as palavras formadas.

VACA

A) COMPLETE AS EXPRESSÕES COM AS PALAVRAS DO QUADRO.

B) COMPLETE OS NOMES DAS FIGURAS COM AS SÍLABAS EM DESTAQUE. DEPOIS, COPIE OS NOMES. VA • VE • VI

Atividade 6. Leia com os estudantes, ou peça-lhes que leiam, em voz alta, as palavras do quadro. O objetivo da atividade é favorecer o controle quantitativo da leitura, observando o número de sílabas de cada uma das palavras, além de reconhecer sílabas comuns e o som representado pela consoante V.

Repita a leitura de cada uma das palavras, em voz alta, porém dando destaque à segmentação oral em sílabas (batendo palmas).

Durante a leitura em voz alta, oriente os estudantes a observar as partes/sílabas de cada palavra. Enfatize que a quantidade de letras

de cada palavra é diferente da quantidade de sílabas.

Atividade 6. a) Escolha palavras do quadro para que os estudantes montem com letras e sílabas móveis, com o objetivo de favorecer a construção do princípio alfabético e o reconhecimento da estrutura silábica das palavras por meio da manipulação das letras e sílabas móveis.

Atividade 6. b) Peça aos estudantes que leiam em voz alta as sílabas em destaque: VA, VE, VI e oriente-os a dizer os nomes das imagens. Em seguida, peça-lhes que identifiquem 6 LEIA EM VOZ ALTA.

as sílabas nos nomes das figuras. Se necessário, faça a atividade enfatizando uma sílaba por vez, repetindo cada um dos nomes da imagem até que a turma encontre a sílaba em destaque correspondente. O trabalho com as palavras como unidade de análise por parte dos estudantes tem como objetivo fazer com que compreendam o sistema de escrita e aprendam a correspondência entre grafemas e fonemas. É importante criar oportunidade para que eles leiam as palavras, escrevendo-as na lousa.

Atividade

complementar

A atividade visa trabalhar a consciência silábica, que faz parte da consciência fonológica, por meio da identificação de palavras pela separação silábica, utilizando um fantoche como elemento lúdico.

• Leve um fantoche para sala de aula.

• Mostre o fantoche aos estudantes e explique que ele só falará as palavras separando-as em partes (sílabas). Por exemplo: em vez de dizer CASA, o fantoche dirá CA-SA.

• Segurando o fantoche, movimente sua boca de forma sincronizada enquanto pronuncia as palavras em sílabas. Peça aos estudantes que ouçam com atenção e tentem descobrir qual palavra inteira o fantoche está falando.

Comece com palavras simples e conhecidas pelos estudantes, como ME-SA, BO-LA, GA-TO. Aos poucos, introduza palavras com mais sílabas, como JA-NE-LA, CA-DER-NO ou GRAM-PE-A-DOR.

• Após a brincadeira, abra espaço para conversar com os estudantes sobre a importância de ouvir com atenção os sons das palavras e como isso os ajuda a ler e escrever melhor.

FAVO DE MEL
PAVIO DA VELA VOO DO AVIÃO
VÉU DA NOIVA
VI
VIOLÃO

PLANO DE AULA

Atividade 7. Organize a turma em duplas e certifique-se de que sabem os nomes das figuras. A atividade dará oportunidade de avaliar os conhecimentos sobre a escrita dos estudantes. Para completar o nome das figuras, é importante que justifiquem as estratégias de leitura usadas, mesmo que as respostas estejam corretas. Por exemplo, pergunte: “Por que vocês acham que ao lado desta imagem está escrito LUVA, e não ao lado dessa outra imagem?”. O objetivo é levá-los a utilizar a estratégia de observar a primeira letra das palavras. É importante que os estudantes percebam que a retirada de uma sílaba ou de uma única letra é suficiente para mudar o significado de uma palavra.

Atividade 8. A leitura de textos em pirâmide, nos quais as palavras se repetem e novas são acrescentadas a cada linha, contribui para o desenvolvimento da fluência leitora. Esse tipo de texto favorece a automatização da leitura, amplia o reconhecimento rápido de palavras e permite que os estudantes pratiquem ritmo, entonação e prosódia de forma adequada.

Texto de apoio

Por ser fonte de diversão para as crianças, o trabalho com esse repertório pode ser muito útil no 1 o ano. Além dos benefícios da brincadeira e do potencial socializador, proporciona boas práticas de leitura e escrita no início da alfabetização.

As crianças que sabem um texto de cor sentem-se como se fosse seu. Ao decorá-lo, adquirem autonomia para acompanhar o que está escrito, e é isso que as encanta. Elas querem entender por que sempre pronunciamos o mesmo conjunto de palavras ao passar pelas mesmas letras.

7 DESCUBRA OS NOMES DAS FIGURAS E ESCREVA.

DICA: OS NOMES DAS FIGURAS ESTÃO DENTRO DAS PALAVRAS MAIORES.

8 LEIA O TEXTO. DEPOIS, COMPLETE A FALA DA MENINA.

UAU!

UAU! A

UAU! A FOTO

UAU! A FOTO FICOU

UAU! A FOTO FICOU

UAU! A FOTO FICOU BOA!

Quando o aluno do 1 o ano lê uma parlenda, procura adivinhar o que está escrito, já que ainda não sabe ler. Mas, como conhece o que está escrito porque sabe de cor, concentra toda a sua atenção no tempo da leitura, no ajuste necessário entre o que diz quando canta a parlenda e o que está escrito.

RANA, D.; AUGUSTO, S. Língua portuguesa: soluções para dez desafios do professor: 1o ao 3o ano do ensino fundamental. São Paulo: Ática Educadores, 2011. p. 32.

A FOTO FICOU

VELA
UVA
OVO
FIVELA
LUVA POVO

TRAÇANDO LETRAS

LETRAS DE IMPRENSA E CURSIVA

1 MUITOS TEXTOS SÃO ESCRITOS COM LETRA DE IMPRENSA. VOCÊ SABE QUE TIPO DE LETRA É ESSE? Resposta pessoal.

A LETRA DE IMPRENSA É UM TIPO DE LETRA USADO PARA ESCREVER PALAVRAS EM QUE CADA LETRA É SEPARADA, SEM SE LIGAR UMA À OUTRA, COMO A DESTE TEXTO. ESSE TIPO DE LETRA É UTILIZADO EM LIVROS, REVISTAS E JORNAIS.

A) LEIA EM VOZ ALTA O TÍTULO DO LIVRO.

Espera-se que os estudantes identifiquem o título do livro Alfabeto divertido

ALFABETO DIVERTIDO. JANDIRA: CIRANDA CULTURAL, 2022. [COLEÇÃO ESCREVA E APAGUE]. CAPA.

B) CONTORNE AS PALAVRAS DO TÍTULO DE ACORDO COM A LEGENDA.

Os estudantes devem contornar em verde a palavra ALFABETO e em roxo a palavra divertido

LETRA DE IMPRENSA MAIÚSCULA.

LETRA DE IMPRENSA MINÚSCULA.

Texto de apoio

[...]

OBJETIVOS

• Identificar o traçado das letras de imprensa e cursiva maiúsculas e minúsculas.

• Reconhecer, diferenciar e relacionar letras em formato de imprensa e cursiva.

PLANO DE AULA

Traçando letras

Atividade 1. É esperado que os estudantes se lembrem da letra de imprensa e da letra cursiva. Essas letras foram apresentadas na Unidade 1 e retomadas nas fichas de apresentação de cada letra. Exemplifique na lousa duas letras escritas em imprensa e em cursiva para evidenciar as diferenças. Em seguida, leia para os estudantes o conceito de letra de imprensa, enfatizando que ela é utilizada em livros e revistas por ser mais fácil de ler.

Atividade 1. a) Leia o enunciado da atividade com os estudantes e oriente-os a responder ao que se pede. Peça aos estudantes que leiam oralmente as palavras do título do livro. Repita a leitura do título em voz alta. Atividade 1. b) Em seguida, peça-lhes que contornem as palavras do título dividindo-as entre maiúsculas e minúsculas.

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Ao ler palavras escritas com letra de imprensa (nas situações de jogos com palavras, por exemplo) ou ao escrever palavras isoladas, a criança é ajudada a “dissecar” as unidades que estão no interior da palavra e, consequentemente, a avançar na compreensão das relações entre palavra oral e palavra escrita, entre partes e todo (orais e escritas). Assim, pode explorar melhor a ordem serial e a correspondência termo a termo (entre partes orais e escritas).

[...]

MORAIS, A. G. de. Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012. p. 143-144.

PLANO DE AULA

Atividade 2. Comente com os estudantes que, para ler e escrever, é preciso conhecer as letras que compõem o alfabeto. Mostre-lhes que as letras representam sons. Escreva as letras minúsculas na lousa para que os estudantes possam consultá-las e peça a eles que completem, uma a uma, na forma maiúscula nos quadrinhos.

Atividade 3. Leia o início do recado para os estudantes e faça perguntas a fim de descobrir se eles imaginam qual é o contexto de escrita dele.

Ouça as respostas dos estudantes. É provável que comentem que já viram a letra cursiva em bilhetes, listas de supermercado, cadernos de anotações, agendas, cadernos de receitas, cartas etc. Se considerar oportuno, amplie a atividade levando para a sala de aula materiais escritos com letra cursiva, em diferentes portadores de textos. O objetivo é levar a turma a concluir que a letra cursiva é utilizada socialmente em escritas de registros mais pessoais. Dessa forma, é interessante que seja objeto de apropriação pelos estudantes, uma vez que socialmente terão contato com esses textos e, consequentemente, com esse tipo de letra.

Aproveite a oportunidade para chamar a atenção da turma para o fato de que na escrita cursiva as letras são emendadas umas às outras, o que dá agilidade à escrita. Além disso, textos em letra cursiva permitem que os estudantes identifiquem com mais facilidade os espaços em branco entre as palavras, tanto na leitura quanto na escrita.

2

COMPLETE O

ALFABETO COM AS LETRAS DE IMPRENSA MAIÚSCULAS.

3 ALGUMAS PESSOAS, QUANDO ESCREVEM À MÃO, USAM LETRA CURSIVA. LEIA O RECADO.

• FALE AOS COLEGAS E AO PROFESSOR ONDE MAIS ESSE TIPO DE LETRA PODE SER ENCONTRADO. Espera-se que os estudantes comentem que já viram letra cursiva em bilhetes, listas de compras, cadernos de anotações, agendas, cadernos de receitas, cartas, entre outros.

4 OBSERVE AS LETRAS DO ALFABETO. DEPOIS, CUBRA OS PONTILHADOS E COPIE EM LETRA CURSIVA.

LETRA DE IMPRENSA LETRA CURSIVA ESCREVA AQUI

A a B b C c

D d E e F f G g H h I i J j K k L l M m A a E e I i C c G g K k B b F f J j D d H h L l M m

Atividade 4. Antes da cópia, faça uma leitura coletiva do alfabeto, apontando letra por letra e pronunciando seus nomes. Aproveite para retomar relações entre fonemas e grafemas já estudadas. Pergunte: “Qual som cada letra representa?”, “Com quais letras já formamos palavras?”, “Como essa letra aparece nas palavras que lemos e escrevemos?”. Essa retomada fortalece a compreensão de que a escrita é um sistema com regras e regularidades, e que as letras são símbolos que representam sons da fala.

A a A a E e E e I i I i C c C c G g G g K k K k B b B b F f F f J j J j D d D d H h H h

L l L l M m M m

Mais do que um treino motor, esta atividade deve ser compreendida como uma forma de reforçar o conhecimento do funcionamento do sistema alfabético, promovendo a percepção de que as letras, embora possam aparecer em diferentes fontes (maiúsculas, minúsculas, imprensa, cursiva), mantêm sua identidade funcional e sonora na composição das palavras.

A atividade dará oportunidade aos estudantes de exercitar o traçado de letras e suas formas, reiterando, assim, os procedimentos da escrita de letras cursivas.

Os estudantes precisam conhecer a categorização das letras, tanto no aspecto gráfico quanto no funcional (quais letras devem ser usadas para formar e escrever determinada palavra e em que ordem). Devem saber também que, apesar das diferentes formas gráficas das letras em nosso alfabeto, uma letra permanece a mesma, porque exerce a mesma função no sistema de escrita, ou seja, é sempre usada da maneira exigida pela ortografia das palavras. Aproveite a retomada do alfabeto para revisar com os estudantes as relações entre fonemas e grafemas já estudadas.

Os estudantes devem ser orientados a revisar sua escrita e tentar aperfeiçoá-la com base no modelo.

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Durante a atividade, os estudantes devem ser orientados a: observar com atenção os modelos apresentados (letra de imprensa e cursiva, maiúscula e minúscula); reproduzir cada letra respeitando proporção, direcionalidade e continuidade do traçado; reconhecer que, apesar das variações, cada letra representa um mesmo fonema e ocupa uma posição fixa no alfabeto.

Ao observar e copiar as letras do alfabeto, os estudantes avançam na construção da fluência gráfica, essencial para o desenvolvimento da autonomia na produção de textos.

PLANO DE AULA

Inclusão e equidade

Adaptação aos diferentes níveis de aprendizagem

• Para estudantes que já dominam bem a escrita cursiva, proponha desafios complementares, como escrever palavras que comecem com determinadas letras ou copiar uma sequência aleatória do alfabeto.

• Para estudantes com dificuldades motoras ou ainda inseguros na escrita, ofereça modelos ampliados ou traçado guiado com pontilhado.

Observando para avançar

Aspectos psicomotores para observar

A atividade também é uma oportunidade para observar e orientar:

• A pega trípode (uso adequado dos dedos polegar, indicador e médio para segurar o lápis).

• A postura corporal correta durante a escrita (tronco ereto, pés apoiados, ombros relaxados).

• O posicionamento do papel em ângulo favorável para a fluidez do traçado (levemente inclinado para destros e invertido para canhotos).

• O grau de pressão sobre o lápis e a coordenação motora fina envolvida na escrita cursiva.

Aspectos para avaliar

Observe se os estudantes:

• Reconhecem e nomeiam as letras do alfabeto em diferentes formas (imprensa e cursiva).

• Seguem corretamente o traçado cursivo.

• Mantêm uma escrita legível, com atenção ao alinhamento na pauta.

• Demonstram familiaridade com a ordenação alfabética.

• Utilizam postura corporal e pega adequadas durante a escrita.

N n O o P p Q q R r S s T t U u V v W w X x Y y Z z N n R r V v P p T t X x O o S s W w Q q U u Y y Z z N n N n R r R r V v V v P p P p T t T t X x X x O o O o S s S s W w W w Q q Q q U u U u Y y Y y Z z Z z

Texto de apoio

Por que escrevemos?

A escrita nasceu da necessidade do homem de registrar sua passagem pelo mundo. Começou pictórica, com desenhos figurativos, e foi evoluindo para expressar ideias cada vez mais complexas. O que muda quando deixamos de ter o movimento físico de traçar a letra, a expressividade do desenho pessoal, e passamos para o ato de apertar botões e ver o texto se materializando numa tela em letras padronizadas criadas por outra pessoa?

O conteúdo está ali, mas deixamos para trás

a nossa personalidade, a nossa marca, que é a nossa própria letra. Além disso, muitos estudos comprovam que quando escrevemos à mão ativamos mais partes do cérebro do que quando digitamos. As ideias fluem com mais facilidade e rapidez, memorizamos melhor o conteúdo e expressamos nossos pensamentos e emoções mais livremente. Portanto a escrita, além de informar e registrar, é também uma atividade cognitiva e terapêutica. MOORE, J. Desenhando letras. Rio de Janeiro: Sextante, 2021. p. 9.

5 LEIA A PALAVRA TAPETE ESCRITA EM DIFERENTES TIPOS DE LETRA DE IMPRENSA.

DICA: OBSERVE EM CADA PALAVRA QUE AS LETRAS NÃO ESTÃO LIGADAS UMAS ÀS OUTRAS.

TAPETE TAPETE TAPETE TAPETE

• OBSERVE COMO FICA ESTA PALAVRA EM LETRA CURSIVA E COPIE AO LADO.

6 COPIE A PALAVRA QUE CORRESPONDE AO QUE SE PEDE.

A) NOME DE ANIMAL

B) NOME DE FRUTA ovo uva uva

C) NOME DE OBJETO

Atividade complementar

Atividade 5. Com esta atividade, é possível verificar se os estudantes estão conseguindo relacionar determinada letra nos diferentes formatos que ela pode ter: imprensa (em diferentes fontes) e cursiva, na segunda parte da atividade. Esse é um passo importante para a independência no processo de leitura efetiva. Observe que há espaços entre as letras, elas não são ligadas entre si. Peça aos estudantes que escrevam na pauta caligráfica a palavra TAPETE em letra cursiva, sugerindo que consultem o alfabeto produzido nas páginas anteriores. Esta atividade tem o objetivo de promover a escrita de palavras em letra cursiva, de maneira que os estudantes possam perceber que as letras das palavras são ligadas umas às outras.

Atividade 6. Explique aos estudantes que eles devem ler as duas palavras de cada linha e, em seguida, copiar apenas aquela que corresponde ao que está sendo pedido (nome de animal, fruta ou objeto). Oriente que a escrita seja feita com atenção à letra cursiva, respeitando o alinhamento nas pautas. Aproveite para conversar sobre o significado das palavras menos conhecidas, como favo — estrutura de cera produzida pelas abelhas dentro da colmeia, na qual armazenam mel, pólen e também onde depositam os ovos.

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Proponha que os estudantes criem listas de compras usando alimentos e medidas que conheçam.

Simule uma “ida ao mercado” em sala de aula, em que cada estudante “compre” itens de uma lista preparada por um colega.

Esta atividade ajuda a integrar a alfabetização ao cotidiano, desenvolvendo habilidades de leitura, escrita e compreensão de textos funcionais, ao mesmo tempo que amplia o vocabulário dos estudantes.

OBJETIVOS

• Reconhecer a alteração sonora provocada pela presença dos acentos agudo e circunflexo nas palavras.

• Reconhecer o sinal gráfico dos acentos agudo e do circunflexo e perceber o uso deles nas palavras.

• Diferenciar os acentos agudo e circunflexo de outros sinais gráficos.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. Oriente os estudantes a observar a cena e verbalizar o que veem. Leia a frase em voz alta e chame a atenção da turma para as palavras em destaque.

Atividade 2. Peça a eles que copiem, realizando assim a escrita de palavras, e verifique se usam todas as letras e os acentos para diferenciá-las. Depois, escreva as palavras VOVÓ e VOVÔ na lousa e leia-as em voz alta. Incentive os estudantes a verbalizar as diferenças e semelhanças entre essas palavras. Informe-lhes os nomes desses acentos.

Chame a atenção deles para o som aberto que o acento agudo confere à vogal O e para o som fechado dessa mesma vogal em consequência do acento circunflexo. Aproveite a oportunidade para retomar com a turma que a vogal O pode representar um som aberto ou fechado, mesmo sem os acentos.

Ao destacar a importância do uso do acento agudo e do acento circunflexo, mostre aos estudantes que, na língua portuguesa, a acentuação gráfica é feita por meio de sinais diacríticos que, sobrepostos às vogais, indicam a pronúncia das palavras no

NOSSA LÍNGUA ACENTOS AGUDO E CIRCUNFLEXO

1 OBSERVE A CENA E ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

VOVÓ E VOVÔ CUIDAM DA FAZENDA.

2 COPIE AS PALAVRAS EM DESTAQUE NA FRASE.

A) ESSAS PALAVRAS SÃO ESCRITAS COM AS MESMAS LETRAS E NA MESMA ORDEM?

B) CONTORNE O QUE MUDA NA ESCRITA DESSAS PALAVRAS.

C) A ÚLTIMA LETRA DESSAS PALAVRAS É PRONUNCIADA DO MESMO MODO? Espera-se que os estudantes concluam que não. Espera-se que os estudantes concluam que sim.

OS SINAIS USADOS SOBRE AS VOGAIS SÃO CHAMADOS ACENTOS.

OS ACENTOS NOS AJUDAM NA PRONÚNCIA DAS PALAVRAS.

ESTE É O ACENTO AGUDO: ‘

ESTE É O ACENTO CIRCUNFLEXO: ^

caso de sílaba tônica e, no caso de modulação, aberta ou fechada das vogais.

Por fim, faça a leitura do boxe que nomeia os acentos. Aproveite para chamar a atenção para a lista de nomes da turma, levando-os a atentar aos nomes que têm acento. Trata-se de mais uma oportunidade para realizar com eles a leitura de palavras com sinais ortográficos.

VOVÓ VOVÔ

3 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

A) QUAL É O ASSUNTO DO BILHETE?

B) QUEM ESCREVEU O BILHETE? PARA QUEM?

Um pedido da vovó que a neta transmite ao vovô. A neta escreveu o bilhete para o vovô.

4 EM QUE MOMENTO DO DIA A VACA DEVERÁ SER ORDENHADA PELO VOVÔ? MARQUE UM X .

MANHÃ X TARDE NOITE

5 SUBLINHE NO BILHETE AS PALAVRAS ACENTUADAS.

6 COMPLETE A FRASE COM AS PALAVRAS BEBE E BEBÊ.

Atividade 3. Registre o bilhete na lousa e peça aos estudantes que façam a leitura compartilhada.

Se achar conveniente, convide aqueles que já dominam a escrita alfabética e demonstram desprendimento para a leitura em voz alta. Observe os estudantes que não se sentirem confortáveis ao estarem em evidência durante a recitação. Acolher e respeitar o tempo e a personalidade de cada um permitem que a atividade seja vista como algo importante,

BIA

relevante para eles. Contudo, que isso seja feito de forma lúdica, visando à inclusão.

14/09/25 14:35

Atividades 3. a) e 3. b) Em seguida, faça a leitura do bilhete e proponha as perguntas sobre o texto: “Quem escreveu esse bilhete?”, “Para quem ele foi escrito?”, “O que a neta queria avisar ao avô?”, “Que recomendação ela fez?”.

O objetivo das questões é destacar a organização interna do bilhete: texto curto em que é necessário indicar o nome do destinatário,

o assunto, a despedida e o remetente. Assim, é possível explorar com os estudantes a identificação de gêneros e de estruturas de texto. Conforme a mensagem, inserir a data pode ser importante. Vale perguntar, também, se já viram bilhetes em casa e com que tipo de letra foram escritos.

Atividade 4. Confirme a interpretação da informação do texto com os estudantes. O conhecimento do momento do dia se relaciona à leitura das horas e pode ser desenvolvido em conjunto com outros componentes curriculares, como Matemática.

Atividade 5. Mais uma vez, o objetivo é verificar se os estudantes diferenciam letras de outros sinais gráficos. Aproveite a oportunidade para ressaltar a pronúncia das palavras de acordo com cada acentuação.

Atividade 6. Por fim, crie um espaço para que os estudantes relatem suas experiências com bilhetes. Se possível, organize um momento de troca de bilhetes simples entre eles.

OBJETIVOS

• Avaliar conhecimentos construídos ao longo da unidade: revisar os conhecimentos desenvolvidos por meio de atividades diagnósticas, verificando a aprendizagem de letras (P, D, T, B, F, V), som inicial, consciência fonêmica, leitura e escrita de palavras, coordenação motora e segmentação silábica.

• Verificar avanços no reconhecimento de letras, sons iniciais, estrutura silábica e associação imagem-palavra.

• Identificar o nível de aprendizagem dos estudantes com base em critérios objetivos, subsidiando novas intervenções pedagógicas.

PLANO DE AULA

Para rever o que aprendi

Esta seção compõe a avaliação somativa da unidade. No início, foi realizada uma avaliação diagnóstica para mapear os conhecimentos prévios da turma. Durante a unidade, o trabalho pedagógico foi acompanhado por avaliações formativas, por meio da observação, da mediação contínua e da análise das produções dos estudantes. Agora, propõe-se uma verificação final das aprendizagens.

Atividade 1. Proponha que os estudantes escolham uma ou mais letras estudadas na unidade e façam seu traçado com materiais como barbante, areia, sementes, tampinhas ou massinha de modelar. Os trabalhos poderão ser expostos no mural da sala, valorizando o percurso de aprendizagem. Esta atividade tem caráter expressivo, criativo e motor.

Atividade 2. A atividade mobiliza habilidades de escuta atenta, correspondência fonema-grafema e estruturação de palavras simples. É importante avaliar associação entre som inicial e grafema, percepção auditiva e fonêmica.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, TRACE AS LETRAS QUE VOCÊ ESTUDOU NESTA UNIDADE. DEPOIS, CUBRA AS LETRAS UTILIZANDO MATERIAIS COMO BARBANTE, SEMENTES, AREIA, MASSINHA DE MODELAR OU OUTRO QUE VOCÊ E OS COLEGAS ESCOLHEREM. O PROFESSOR VAI EXPOR OS TRABALHOS NO MURAL.

2 ESCREVA A LETRA QUE REPRESENTA O SOM INICIAL DO NOME DE CADA FIGURA E FORME UMA PALAVRA. Veja orientações na seção Plano de aula

3 COMPLETE AS EXPRESSÕES ESCREVENDO OS NOMES DAS FIGURAS.

Atividade 3. Se achar necessário, leia em voz alta os nomes das figuras, antes da escrita. Esta atividade trabalha: leitura de palavras em contexto; ativação do vocabulário; e reconhecimento global da palavra, apoiado por imagem e sentido.

Atividade 4. Proponha aos estudantes que repitam a frase em voz alta antes de desenhar, explorando a entonação da exclamação. A atividade trabalha leitura expressiva e interpretativa, conexão entre oralidade e texto escrito, reconhecimento de encontros vocálicos em palavras.

Atividade 5. Esta atividade desenvolve segmentação, ordenação e consciência silábicas.

Teste de aprendizagem

O teste é um exercício de avaliação somativa que pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura e escrita. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

iôiô abacaxi baleia abacate
PÃO DE BATATA BOLO DE FUBÁ
PIABA
FEIO

4. Os estudantes devem desenhar uma teia de aranha no teto, para onde o menino está apontando.

4 LEIA O BALÃO E COMPLETE A IMAGEM COM O QUE ESTÁ FALTANDO.

5 ORDENE AS SÍLABAS E FORME OS NOMES DAS FIGURAS. DEPOIS, LIGUE CADA FIGURA AO SEU NOME.

Indicador avaliado : reconhecimento de letras estudadas.

• Defasagem: não reconhece as letras ou confunde com outras.

• Intermediário: reconhece algumas letras com apoio.

• Adequado: reconhece e nomeia com segurança as letras estudadas.

Indicador avaliado: identificação do som inicial.

• Defasagem: não reconhece o som inicial das palavras.

• Intermediário : reconhece alguns sons com apoio.

• Adequado : identifica corretamente os sons iniciais das palavras.

Indicador avaliado: leitura e ordenação de sílabas.

• Defasagem: não consegue ordenar sílabas ou reconhecê-las isoladamente.

• Intermediário : ordena algumas sílabas com ajuda.

• Adequado: ordena corretamente as sílabas e forma palavras significativas.

Eixo Escrita

Indicador avaliado: escrita da letra inicial.

• Defasagem: não escreve ou escreve letra sem relação com o som.

• Intermediário: escreve algumas letras corretamente.

• Adequado: escreve a letra correspondente ao som inicial de forma autônoma. Indicador avaliado : formação de palavras com sílabas simples.

• Defasagem : não forma palavras ou forma com estrutura desorganizada.

• Intermediário: forma palavras com estrutura silábica básica, com alguns erros.

• Adequado : forma palavras com estrutura silábica estável e ortografia inicial. Observando para avaliar

A partir da identificação do nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura e escrita, é possível elaborar propostas de intervenção pedagógica, conforme as necessidades identificadas e a realidade da turma e da escola, conforme sugestões abaixo. Nível

• Adequado

• O estudante reconhece e escreve letras corretamente, segmenta palavras em sílabas, lê e interpreta expressões.

• Propor desafios com palavras mais complexas.

• Intermediário

• O estudante realiza a maioria das atividades com autonomia, ainda que com pequenos erros.

• Reforçar a consciência fonêmica com jogos e atividades lúdicas.

• Defasagem

• O estudante apresenta dificuldades no reconhecimento de sons e letras, na segmentação e na leitura.

• Propor reagrupamento pedagógico com atividades multissensoriais e apoio fonológico.

PLANEJAMENTO E ROTINA

Conteúdo

• Letras j, l, n, m, c e r

• Cantiga

• Fotolegenda

• Mensagem instantânea

• Poema

• Convite

• Anúncio de campanha

• Lixo e meio ambiente

• Apresentação oral de pesquisa sobre reciclagem

• Produção de anúncio de campanha

• Adivinha

• Bilhete

• Texto informativo

• Conto

• Tirinha

• Letras r ou l depois de consoante

Objetivos

• Indicados no início de cada seção.

BNCC

Competências específicas de Língua Portuguesa

1, 2, 3, 5 e 9

Habilidades

EF15LP01, EF15LP02, EF15LP04, EF15LP05, EF15LP09, EF15LP14, EF15LP18, EF12LP01, EF12LP03, EF12LP04, EF12LP07, EF12LP18, EF12LP19, EF01LP01, EF01LP02, EF01LP03, EF01LP04, EF01LP05, EF01LP06, EF01LP07, EF01LP08, EF01LP09, EF01LP10, EF01LP11, EF01LP16, EF01LP17, EF01LP19, EF01LP21

UNIDADE3 A VIDA É UMA FESTA!

Organize-se

• p. 140 - Computador para reprodução de cantiga.

• p. 147 - Cartazes com emojis e/ou gráfico com escala emocional; cartolinas, lápis de cor e/ou giz de cera.

• p. 143, 151, 156, 157 - Sílabas móveis para apoiar atividades.

• p. 177 - Jornais, revistas, cola, tesoura com pontas arredondadas, papel pardo ou cartolina.

• p. 191 - Caixa de areia, bandeja de papelão, areia, palitos de sorvete.

• p. 199 - Imagens de animais e objetos cujos nomes iniciem com a letra r.

• p. 202 - Papel-cartão, sementes, barbante, areia, massa de modelar.

2. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes identifiquem: macieira, limoeiro, cacaueiro, mangueira.

1 VOCÊ JÁ VISITOU ALGUMA FAZENDA? SE SIM, COMO ELA ERA? VOCÊ GOSTOU?

Respostas pessoais.

• SE VOCÊ MORA EM UMA FAZENDA, CONTE AOS COLEGAS COMO ELA É.

Resposta pessoal.

2 NA CENA, APARECEM VÁRIAS FRUTAS. VOCÊ SABE OS NOMES DAS ÁRVORES ONDE NASCEM ESSAS FRUTAS? CONTE AOS COLEGAS OS NOMES QUE VOCÊ SOUBER.

3 ENCONTRE E CONTORNE NA CENA OS MESMOS ELEMENTOS QUE ESTÃO DESTACADOS NO QUADRO.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, os estudantes serão convidados a mergulhar em diferentes gêneros textuais do universo infantil, como poemas, quadrinhas, cantigas, convites e anúncios, explorando suas características específicas, suas formas de organização e suas possibilidades de leitura e escrita. Com base na leitura de pequenos textos e de atividades lúdicas e interativas, desenvolverão competências fundamentais de alfabetização, como a consciência fonológica e fonêmica, a relação entre grafemas e fonemas e a percepção de rimas e

sílabas. Serão também incentivados a ampliar o repertório lexical ao criar novas palavras com a substituição de sons iniciais. A unidade propõe ainda a exploração do alfabeto cursivo, tanto em letras maiúsculas quanto minúsculas, além do uso de pistas gráficas e semânticas para antecipar e inferir o sentido dos textos. Como parte do trabalho com oralidade e pesquisa, os estudantes serão estimulados a investigar o tema da reciclagem e a apresentar oralmente os resultados, conectando o conteúdo linguístico à formação cidadã e ao desenvolvimento de habilidades contemporâneas de comunicação.

PLANO DE AULA

Apresente aos estudantes a imagem de abertura da unidade, incentivando a observação atenta. Convide-os a explorar a cena com curiosidade e a descrever o que veem. Incentive-os a falar sobre as cores, personagens e atividades que aparecem na imagem. Valorize as percepções pessoais e incentive a escuta dos colegas, promovendo um momento de troca oral e construção coletiva de sentidos.

Atividade 1. Abra espaço para que os estudantes compartilhem suas respostas, incentivando-os a contar como foi (foram) essa(s) visita(s). Valorize todas as experiências, inclusive as mais simples, relacionando-as com a cena observada.

Se houver, entre os estudantes, alguém que mora ou já morou em uma fazenda, peça-lhe que compartilhe como era ou é a vida lá. Incentive-o a tecer comparações sobre o cotidiano infantil na cidade e no campo. Adapte a atividade à realidade da turma.

Atividade 2. Caso haja dificuldade no reconhecimento de alguma das frutas, ajude os estudantes a identificá-las com dicas, por exemplo, “dessa fruta se faz o chocolate”, e peça-lhes que encontrem a figura correspondente. Se ainda persistirem dúvidas, diga que se trata do cacau.

Atividade 3. Esta atividade estimula o desenvolvimento da atenção seletiva, pois é necessário foco para identificar as figuras adequadas entre tantas outras.

Competência socioemocional

Autoconsciência

As atividades 2 e 3 incentivam os estudantes a desenvolver autoconsciência ao propor que reflitam sobre suas preferências pessoais e experiências vividas.

DANILLO SOUZA

OBJETIVOS

• Desenvolver as consciências fonológica e fonêmica.

• Desenvolver a relação grafema-fonema.

• Explorar a formação de novas palavras ao se alterarem os sons.

• Desenvolver a consciência de sílaba.

PLANO DE AULA

Para começar

Para que os estudantes deem prosseguimento a essa fase da aprendizagem, faz-se necessário relembrar aspectos anteriormente estudados. Esta seção tem como objetivo realizar uma avaliação diagnóstica, identificando o nível de aprendizagem da turma no que se refere à consciência silábica, à percepção auditiva e à manipulação de sílabas para formação de palavras. A partir das atividades aqui propostas, verifique em quais elementos é necessário dedicar maior tempo e quais estudantes têm necessidades mais específicas.

Atividade 1. Durante a realização desta atividade, observe se cada um dos estudantes consegue:

• Reconhecer que as sílabas são representadas, na escrita, por meio de letras.

• Reconhecer as relações entre grafemas e fonemas das sílabas dadas nos balões.

• Identificar semelhanças sonoras entre as sílabas.

• Criar outras palavras alterando/excluindo algumas sílabas dos vocábulos formados a partir dos balões.

Atividade 2. Incentive os estudantes a pensar, a partir da separação silábica, em diferentes palavras a serem formadas. Se necessário, ressalte a pronúncia de determinadas sílabas para que percebam do que se trata. Esta atividade permite diagnosticar a

PARA COMEÇAR

1 JUNTE AS SÍLABAS DOS BALÕES DA MESMA COR E FORME PALAVRAS.

capacidade de segmentar palavras oralmente; o reconhecimento de sílabas no interior das palavras; o vocabulário prévio dos estudantes.

Atividade 3. Destaque o fonema /v/ e relacione-o à letra V (em diferentes partes das palavras e acompanhada de diferentes vogais) para a execução da atividade. É possível avaliar a capacidade de estabelecer relação imagem-texto; a leitura global de frases curtas; o reconhecimento de palavras conhecidas; a escrita como cópia. Observe os estudantes durante a cópia: como seguram o

lápis, se fazem autocorreções, se mantêm o espaçamento entre as palavras.

Atividade 4. Peça aos estudantes que desenhem e pintem o elemento que está faltando na imagem (bola). Destaque o fonema /b/ e relacione-o à letra B (em diferentes partes das palavras e acompanhada de diferentes vogais). Essa proposta permite avaliar a leitura com compreensão literal da frase; a relação entre o texto e a ilustração; a atenção ao detalhe na produção gráfica; a leitura de frases com estrutura sintática simples.

2

SEPARE AS PALAVRAS EM SÍLABAS. DEPOIS, TIRE UMA SÍLABA E FORME OUTRAS PALAVRAS.

Eixo Leitura

Indicador avaliado: segmentação silábica.

• Defasagem: não segmenta palavras em sílabas ou demonstra grande dificuldade.

• Intermediário: segmenta com apoio ou parcialmente.

• Adequado: segmenta corretamente a maioria das palavras (com ou sem apoio).

4 LEIA A FRASE E COMPLETE A CENA. FATIA PAPAI

3 MARQUE UM X NA FRASE QUE COMBINA COM A CENA. DEPOIS, COPIE A FRASE.

Os estudantes devem desenhar uma bola na cena.

FÁBIO BATE BOLA TODO DIA.

Teste de aprendizagem

O teste é um exercício de avaliação diagnóstica que pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura e escrita. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Indicador avaliado: compreensão de frases curtas.

• Defasagem: não compreende frases mesmo com apoio visual.

• Intermediário: compreende parcialmente com apoio do professor.

• Adequado: compreende com clareza e autonomia frases simples associadas à imagem.

Eixo Escrita

Indicador avaliado: formação de palavras com sílabas canônicas.

• Defasagem: não consegue formar palavras ou as escreve com muitas inversões.

• Intermediário: forma palavras com sílabas simples com apoio.

• Adequado: forma palavras corretamente, demonstrando compreensão silábica.

Indicador avaliado: escrita sob cópia de frases simples.

• Defasagem: não copia a frase ou copia com muitas omissões/trocas.

• Intermediário: copia parcialmente ou com pequenos erros.

• Adequado: copia com autonomia e fidelidade ao modelo.

OBJETIVOS

• Desenvolver a consciência fonológica.

• Relacionar palavra e imagem (correlação palavra-objeto).

• Apropriar-se de estruturas rítmicas e melódicas para favorecer a fluência leitora.

• Explorar os elementos verbais e visuais de um texto multimodal.

• Reconhecer o gênero cantiga como forma lúdica de expressão da linguagem.

• Identificar o som representado pela letra J.

• Formar sílabas com a consoante J e as vogais.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com o som /ž/, representado pela letra J.

• Ler/cantar uma cantiga.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Abra espaço para que os estudantes falem sobre as cantigas que conhecem e, eventualmente, cantem um trechinho de uma que contenha a palavra JIPE. Cante com eles a cantiga do jipe do padre. Caso considere adequado, exiba o vídeo. (JIPE do padre - Bob ZoomVídeo musical oficial. c2025. 1 vídeo (2 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?app=desktop& v=wMuuvm0KyFA&t=44s. Acesso em: 15 jul. 2025). Essa cantiga também pode ajudar no desenvolvimento da consciência fonêmica, uma vez que apresenta onomatopeias para representar o jipe e o furo. Peça-lhes que acompanhem apontando cada palavra com o dedo para reforçar a direção da leitura (da esquerda para a direita, de cima para baixo).

CONTINUE A APRENDER

LEITURA CANTIGA

1 VOCÊ CONHECE ALGUMA CANTIGA QUE FALE SOBRE JIPE?

SE CONHECE, QUAL? Respostas pessoais.

2 COM O PROFESSOR E OS COLEGAS, CANTE ESTA CANTIGA APONTANDO AS PALAVRAS COM O DEDO.

O JIPE DO PADRE FEZ UM FURO NO PNEU

O JIPE DO PADRE FEZ UM FURO NO PNEU

O JIPE DO PADRE FEZ UM FURO NO PNEU

COLAMOS COM CHICLETE! [O JIPE DO PADRE]. [S L.: S N.], [19--]. CANTIGA POPULAR.

A) QUANTOS VERSOS TEM A CANTIGA?

A cantiga tem 4 versos.

B) SUBLINHE NA CANTIGA OS VERSOS QUE SE REPETEM.

C) PINTE UMA BOLINHA PARA CADA PALAVRA DESSE VERSO QUE SE REPETE.

D) COMENTE COM OS COLEGAS SE VOCÊ ACHOU A CANTIGA ENGRAÇADA E POR QUÊ.

3 CONTORNE NA CANTIGA A PALAVRA JIPE

2. d) Espera-se que os estudantes apontem que a cantiga apresenta humor por causa do último verso, em que se afirma que o problema do furo no pneu foi resolvido colando um chiclete.

Atividade 2. d) Pergunte: “Você acha que colar o pneu com chiclete é uma boa ideia? Por quê?”. Discuta a questão com a turma.

Atividade 2. b) Peça que os estudantes observem atentamente cada um dos versos e os compare para perceber qual(is) se repete(m).

Atividade 2. c) Peça que contem o número de palavras observando os espaços em branco entre elas.

Atividade 2. a) Verifique se os estudantes conseguem identificar que cada linha da cantiga é um verso. Incentive-os a observar a quantidade de versos, estrofes (lembre que cada estrofe é composta de um certo número de versos e vem separada de outras estrofes; nesse caso, há apenas uma), a quantidade de palavras de cada verso e o espaço entre as palavras.

Atividade 3. Releia a cantiga com os estudantes e peça que levantem a mão cada vez que a palavra JIPE aparecer. Nesse momento, peça-lhes que contornem essa palavra. Siga assim até o final da cantiga. Depois, pergunte com que letra se inicia essa palavra. Diga-lhes que essa é a letra J e reproduza seu som (/ž/).

QUAL É A LETRA? LETRA J

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A FURADEIRA ESTÁ FAZENDO NA CENA.

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA JIPE? Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA JIPE? Com a letra j

C) TR ACE A LETRA J

2 JUNTE A LETRA J ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

OBJETIVOS

• Identificar o som representado pela letra J.

• Formar sílabas com a consoante J e as vogais.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com o som /ž/, representado pela letra J.

• Ler um trava-língua.

• Trocar letras e formar novas palavras.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

A letra J apresenta uma relação de concorrência. No entanto, essa relação ocorre porque o som representado por essa letra, /ž/, também pode ser representado pela letra G, a depender da posição na palavra. É importante retomar essa relação no estudo da letra G, chamando a atenção dos estudantes para esse fato. Ressalta-se que o trabalho ortográfico com irregularidades será realizado ao longo de toda a coleção.

Atividade 1. Não se esqueça de que a expressão apenas remete ao som representado pela letra e não representa fielmente esse som, tratando-se, portanto, de uma estratégia lúdica para os estudantes associarem a letra ao som que representa.

Peça a eles que observem os elementos visuais da ficha e explore com os estudantes a relação entre estes e os elementos verbais. Cite os equipamentos de segurança utilizados pelos personagens.

Pronuncie para a turma o som que a letra J representa, evidenciando o fato de que um único som está representado com diferentes tipologias de letra.

Explore a figura e incentive os estudantes a comentar o que imaginam que está escrito acima dela. Faça a leitura oral da onomatopeia JJJJJ.

Em seguida, peça-lhes que copiem a letra J no espaço adequado, de forma que exercitem, primeiro, o traçado da letra em sua forma imprensa maiúscula.

Abra espaço para que comentem qual é a relação entre o som /ž/ e a ação que está sendo realizada. Espera-se que percebam que, na cena, o personagem está usando uma furadeira e que o som que essa ferramenta emite lembra o som /ž/.

Peça então aos estudantes que copiem a letra j no espaço adequado, de forma que exercitem primeiro o traçado da letra na forma imprensa e só depois tracem a letra na forma cursiva (maiúscula e minúscula).

Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta a fim de que os estudantes identifiquem que todas as sílabas apresentadas na atividade têm o fonema /ž/, representado pela letra J. É fundamental que eles percebam que palavras diferentes podem ter partes sonoras iguais, ajudando-os a desenvolver a consciência fonológica.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Chame a atenção para a figura em destaque. Leia a palavra JIPE em voz alta, destacando sua escrita nas formas impressa (maiúscula e minúscula) e cursiva minúscula.

Promova a segmentação oral da palavra JIPE em fonemas e, depois, a síntese, estimulando a consciência fonêmica. Sempre que possível, relacione com os nomes dos estudantes que contenham a letra ou o padrão silábico em estudo.

Só então peça a eles que copiem a palavra no espaço adequado para que exercitem o traçado das letras em sua forma imprensa maiúscula. Nesse momento, os estudantes conseguem traçar a palavra-chave inteira, com todas as letras que a compõem.

Use letras móveis para compor escritas diversas, com foco na palavra em estudo, individualmente ou em duplas.

Volte a observar se os estudantes usam a pega trípode e se o lápis está adequado ao tamanho da mão. Oriente o posicionamento do papel levemente inclinado e a postura correta. Corrija com cuidado casos em que a empunhadura ou o traçado prejudiquem a escrita.

Atividade 5. Retome com os estudantes os sons correspondentes a cada ficha e promova as atividades de composição e decomposição em sílabas das palavras JATO, PATO e MATO. Um dos objetivos desta atividade é levar os estudantes a reconhecer que sílabas iguais podem estar presentes em diferentes palavras. Nesse caso, as palavras terminadas em -ATO têm somente a consoante inicial J alterada, o que gera novas palavras com significados diferentes.

Texto de apoio

O conceito “consciência fonêmica” envolve dois

3 LEIA E COPIE A PALAVRA. JIPE JIPE jipe jipe jipe

4 ACOMPANHE A LEITURA DO TRAVA-LÍNGUA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

O JIPE DA JUJU JOGOU LAMA NO JOÃO.

ARAÚJO, AMANDA LIMA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/a-importancia-dos -trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 18 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /ž/.

5 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

termos: consciência e fonemas. A conscientização dos sons é importante porque ouvimos e falamos frases e palavras inconscientemente. Isso porque fomos acostumados a prestar atenção ao sentido — e não aos sons das palavras. Antes de conhecer o conceito de palavra, e frequentemente antes do processo de alfabetização, muitas crianças (e mesmo adultos) percebem uma frase como um conjunto contínuo de sons, comosefossempalavrasemendadas. Ou então não percebem claramente o limite de palavras — por exemplo crianças emendam palavras como derrepente, enão,

vaembora, etc. Para compreender o princípio alfabético — base fundamental para o posterior processo de decodificação — é necessário tornar consciente que determinados sons modificam o sentido de uma palavra, diferenciam uma palavra de outra, juntam-se para formar uma palavra. Esse procedimento se faz por meio de processos de análise (juntar) e síntese (separar) de fonemas — associando-se, desde logo, o fonema com o nome da letra ou letras que os representam.

OLIVEIRA, J. B. A. ABC do alfabetizador. Brasília, DF: Instituto Alfa e Beto, 2008. p. 92.

PATO MATO
JATO ATO

6 LEIA AS PALAVRAS DO QUADRO EM VOZ ALTA.

PRIMEIRO, DEVAGAR COMO UMA TARTARUGA.

J A B U J I B O

DEPOIS, RÁPIDO COMO UM FOGUETE.

J A T O F E I J O Ã J A P Ã O B O T I O Ã J J O I A

A) COPIE DO QUADRO TRÊS PALAVRAS QUE COMEÇAM COM O SOM QUE A LETRA DA FICHA REPRESENTA.

J J J J J

Sugestões de resposta: Jabuti, jiboia, joia, jato, Japão,

João.

B) COPIE DO QUADRO AS PALAVRAS QUE RIMAM COM O NOME DA FIGURA.

Texto complementar

Japão, joão, botijão.

143 14/09/25 15:02

Para não ser autoritária e conservadora, a avaliação terá de ser diagnóstica, ou seja, deverá ser o instrumento dialético do avanço, terá de ser o instrumento da identificação de novos rumos. Enfim, terá de ser o instrumento do reconhecimento dos caminhos percorridos e da identificação dos caminhos a serem perseguidos.

A avaliação educacional escolar como instrumento de classificação, como já vimos nesta discussão, não serve em nada para a transformação; contudo, é extremamente eficiente para a conservação da sociedade, pela domesticação dos educandos.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2011. p. 91.

PLANO DE AULA

Atividade 6. Leia com os estudantes ou peça-lhes que leiam, em voz alta, as palavras do quadro. Promova a contagem das bolinhas de cada palavra, levando-os a observar que a quantidade de bolinhas representa a quantidade de sons que cada palavra tem. Repita a leitura de cada uma das palavras em voz alta, porém dando destaque à segmentação oral em sílabas (batendo palmas). Durante a leitura em voz alta, oriente os estudantes na observação das partes/sílabas de cada uma. É fundamental que percebam que as sílabas podem ser formadas por quantidades diferentes de letras e que todas as sílabas apresentam vogais.

Escolha quatro palavras do quadro para que os estudantes as montem com letras e sílabas móveis. O objetivo é favorecer a construção do princípio alfabético e o reconhecimento da estrutura silábica das palavras, por meio da manipulação de letras e sílabas móveis. Ao formar palavras conhecidas, os estudantes ampliam seu vocabulário e consolidam a aprendizagem de maneira lúdica e significativa.

Os quadros de palavras podem ser trabalhados em diversos momentos ao longo do estudo de determinado som.

Atividade 6. a) Peça aos estudantes que copiem do quadro apenas as palavras iniciadas pelo mesmo som representado na ficha. Ressalte que uma mesma letra pode ocorrer em diferentes partes e que a quantidade de letras de cada palavra é diferente da quantidade de sílabas que ela apresenta.

Atividade 6. b) Peça a eles que copiem as palavras cujos sons finais são semelhantes (correspondência sonora), informe que a esse fenômeno chamamos rima.

FEIJÃO

PLANO DE AULA

Atividade 7. Certifique-se de que os estudantes observaram que a primeira ilustração não é de uma tartaruga, mas de um jabuti. A seguir, verifique se eles sabem o nome de cada figura. Se considerar necessário, registre o nome de cada uma delas na lousa (JOANINHA, ABACAXI, BANANA, ÓCULOS, TOMATE, ARANHA).

Atividade 7. a) O registro anterior deve servir como modelo para a cópia das letras iniciais de cada uma das palavras, formando a palavra JABOTA.

Atividade 7. b) Registre a palavra JABOTA na lousa e desafie os estudantes a encontrar o nome de um objeto dentro dessa palavra. O objetivo da atividade é evidenciar para eles que uma palavra pode ajudar na escrita de outra.

Atividade 8. Esta atividade permite que os estudantes percebam o uso da letra J em diferentes posições nas diversas palavras.

Observando para avançar

A avaliação deve considerar o desenvolvimento das habilidades relacionadas à percepção, identificação e representação do fonema /ž/, bem como à leitura, escrita e consciência fonológica. Observe como os estudantes se apropriam do som que a letra j representa e se conseguem associá-lo corretamente ao grafema.

Além disso, avalie a habilidade de segmentar palavras em sílabas e fonemas, de formar e decompor palavras simples, de identificar padrões silábicos e de copiar as letras nas formas de impressa e cursiva. O uso da pega trípode e a postura corporal também devem ser observados, por serem aspectos fundamentais para o desenvolvimento da escrita. Sugere-se o acompanhamento individual com base nas seguintes perguntas:

7 ESCREVA A PRIMEIRA LETRA DO NOME DE CADA FIGURA E DESCUBRA COMO SE CHAMA A FÊMEA DO JABUTI.

A) ESCREVA A PALAVRA QUE VOCÊ DESCOBRIU.

Jabota.

B) NESSE NOME, TEM UMA PALAVRA ESCONDIDA. QUAL É?

Bota.

8 COMPLETE OS NOMES DAS FIGURAS COM ESTAS SÍLABAS.

• O estudante reconhece o som / ž /?

• Associa o som à grafia da letra J?

• Segmenta palavras com J?

• Manipula sílabas com J?

• Copia a letra com autonomia?

• Usa a pega trípode corretamente?

A avaliação formativa ocorre ao longo do processo de aprendizagem e permite que o professor acompanhe o progresso dos estudantes; identifique dificuldades e avanços; e proponha intervenções imediatas e personalizadas.

JABUTI

TEXTO POR TODA PARTE FOTOLEGENDA

1 PARA USAR MEIOS DE TRANSPORTE, TODOS DEVEM SEGUIR REGRAS DE TRÂNSITO.

• QUAIS REGRAS DE TRÂNSITO VOCÊ CONHECE? QUAL É A IMPORTÂNCIA DESSAS REGRAS?

2 OBSERVE A CENA A SEGUIR.

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes concluam que é necessário haver regras para que o trânsito de pessoas e veículos ocorra de maneira organizada, evitando acidentes.

O ESPETÁCULO O PEQUENO MUNDO DE AVATIS ENCENA A EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO E OUTROS ASSUNTOS, COMO RESPEITO AO OUTRO, À VIDA E A IMPORTÂNCIA DE CADA UM FAZER SUA PARTE PARA UM BOM CONVÍVIO ENTRE TODOS.

A) O QUE VOCÊ IMAGINA QUE ESTÁ ESCRITO NA LEGENDA?

Resposta pessoal.

B) AGORA, ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR PARA SABER SE O QUE VOCÊ PENSOU SE CONFIRMA.

C) O QUE VOCÊ SABE SOBRE A CAMPANHA MAIO AMARELO?

D) ESCREVA , COMO SOUBER, UMA FRASE QUE COMBINE COM A CENA DO ESPETÁCULO.

Resposta pessoal.

2. c) Resposta pessoal. O Maio Amarelo é uma campanha internacional de conscientização sobre segurança no trânsito, que ocorre durante o mês de maio.

OBJETIVOS

• Desenvolver leitura e interpretação de textos multimodais (imagem + legenda).

• Ampliar o vocabulário por meio de temas sociais relevantes.

• Compreender regras básicas do Código de Trânsito Brasileiro.

• Reconhecer a campanha Maio Amarelo como ação de conscientização sobre segurança no trânsito.

PLANO DE AULA

Texto por toda parte

Atividade 2. Antes da leitura, peça que observem a imagem com atenção: cores, elementos visuais (personagens, sinais de trânsito, placas, um carro de mentira etc.), expressão dos personagens. Pergunte: “Como estão vestidos os personagens?”, “Eles estão se divertindo?”. Permita que os estudantes se manifestem e expliquem o que entendem de cada placa/sinal e o que sabem sobre o Maio Amarelo. Depois peça-lhes que reflitam sobre a importância das regras de trânsito.

Atividade 2. d) A escrita espontânea é uma etapa importante da alfabetização. Seu objetivo não é corrigir a ortografia, mas permitir que os estudantes mobilizem seus conhecimentos sobre o sistema de escrita.

Peça que observem a imagem, contem o que veem e escrevam como souberem. Não corrija de imediato. Garanta um ambiente acolhedor e valorize as produções. Depois, peça que leiam, em voz alta, as frases criadas e faça, com cuidado e acolhimento, as correções necessárias.

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Abra espaço para que os estudantes comentem o que sabem sobre meios de transporte e regras de trânsito. Chame a atenção para a importância da obediência às leis em geral e, em particular, às de trânsito, para a segurança e bem-estar de todos (motoristas, passageiros, pedestres, motociclistas, ciclistas, entre outros).

OBJETIVOS

• Reconhecer o celular como suporte para envio e recebimento de mensagens instantâneas.

• Compreender a tecnologia como aliada da comunicação.

• Localizar e inferir informações em texto lido.

• Desenvolver a leitura, a interpretação e a compreensão de texto lido.

• Analisar a presença de símbolos na comunicação via aplicativo de mensagens.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Abra espaço para que os estudantes comentem o uso do celular nas famílias (com que frequência, para que é usado etc.). Verifique o conhecimento que apresentam sobre o uso de mensagens instantâneas lembrando-os de que não devem utilizar o recurso antes dos 13 anos, indicação de faixa etária mínima do aplicativo de mensagens mais popular atualmente. Aproveite para conversar sobre o uso de telas em geral. Lembre-os de que é sempre importante ter o acompanhamento e a permissão de um adulto para usar o dispositivo.

Atividade 2. Explore a imagem e o texto da mensagem, levando os estudantes a perceber o efeito gráfico usado para indicar que a mensagem está na tela do celular. Chame a atenção para os elementos que aparecem: nome do contato, ícones de câmera e telefone no topo da imagem, ícones na parte de baixo da imagem, além das mensagens trocadas no diálogo. Leia o diálogo e pergunte aos estudantes: “Para quem a mensagem foi enviada, ou seja, quem é o destinatário?”, “Qual foi a informação dada a Joana?”, “Qual foi a reação da filha à mensagem da mãe?”.

LEITURA MENSAGEM INSTANTÂNEA

1 AS PESSOAS DA SUA FAMÍLIA COSTUMAM ENVIAR MENSAGENS PELO CELULAR? SE SIM, EM QUAIS SITUAÇÕES? COMENTE COM OS COLEGAS.

2 ACOMPANHE A LEITURA DAS MENSAGENS. Respostas pessoais.

A

BEIJO

• AGORA, ESCREVA:

A) OS NOMES DAS PESSOAS QUE ESTÃO TROCANDO MENSAGENS.

Maria (mãe) e Joana (filha).

B) O QUE SERÁ FEITO COM A CARNE E AS BATATAS?

Carne de panela.

Informe à turma que, como é um meio no qual é preciso ter agilidade em relação à comunicação, as mensagens mais descontraídas, para pessoas com quem temos intimidade, costumam ser escritas usando palavras abreviadas e alguns símbolos, chamados emojis. Pergunte-lhes o que eles informam. Durante ou após a leitura, explore a relação entre texto e ilustração. Incentive os estudantes a conversar sobre a motivação da avó para levar os ingredientes. Retome trechos com perguntas: “Quem gosta de carne de panela?”,

“Joana concordou com a ideia da mãe?”, “Como você sabe disso?”. Essas perguntas favorecem a compreensão por meio do reconto.

Texto de apoio

A presença de tecnologias digitais em nossa cultura contemporânea cria novas possibilidades de expressão e comunicação. Cada vez mais, elas fazem parte do nosso cotidiano e, assim como a tecnologia da escrita, também devem ser adquiridas. ROJO, R. Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012. p. 37.

OI, JOANA, MINHA QUERIDA!
OI, MÃE!
MARIA (MAMÃE) ON-LINE
FILHA, VOU LEVAR A CARNE E AS BATATAS PRA FAZERMOS A CARNE DE PANELA QUE
JUJU ADORA! MANDE UM
PRA MINHA NETA!
DANIEL
BOGNI

3 A MENSAGEM DE MARIA DEIXOU JOANA:

• EXPLIQUE SUA RESPOSTA.

X FELIZ. TRISTE.

Espera-se que os estudantes concluam que os emojis das palmas evidenciam que Joana gostou do que Maria disse.

4 ACOMPANHE A LEITURA DESTAS MENSAGENS.

JOÃO, DÊ BANHO NA JUJUBA, MAS NÃO DEIXE O BANHEIRO ALAGADO!

DEIXEI DINHEIRO NA COZINHA PRA COMPRAR MAIS RAÇÃO, VIU?

A) NAS MENSAGENS QUE VOCÊ LEU, JUJUBA É O NOME DE:

UM DOCE.         X UMA CACHORRA.

B) DE QUE MANEIRA O PAI ENVIOU AS MENSAGENS AO JOÃO?

POR TEXTO ESCRITO.   X  POR ÁUDIO.

C) COMO JOÃO INFORMOU AO PAI QUE DEU BANHO EM JUJUBA?

X POR IMAGEM.        POR TEXTO ESCRITO.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Chame a atenção dos estudantes para o significado dos emojis, de modo que percebam a relação entre esses recursos expressivos e os textos escritos. Ressalte que os emojis são imagens que ajudam a representar as emoções de quem está escrevendo a mensagem. Eles também podem transmitir mensagens sem a necessidade de texto escrito.

Atividade 4. Peça aos estudantes que observem a imagem do aplicativo de mensagens que aparece na página. Observe se eles compreenderam quem são o remetente e o

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destinatário. Leve-os a perceber a presença de balões que representam o que está sendo dito em áudios trocados no aplicativo. Chame a atenção deles para a imagem enviada por João. Ressalte que, nos aplicativos de troca de mensagens para celular, também é possível enviar e receber vídeos.

A atividade propõe o trabalho com um texto multimodal, contribuindo para o desenvolvimento da competência leitora em múltiplas linguagens e para a correlação entre palavra e objeto. Os estudantes precisam associar o

nome “Jujuba” à imagem da cachorra e não ao doce homônimo. As perguntas que acompanham o texto promovem inferência, interpretação e reconhecimento da forma como a informação foi comunicada (áudio e imagem).

Competência socioemocional

Autoconsciência

A atividade 3 favorece que os estudantes desenvolvam a autoconsciência ao identificarem as emoções representadas pelos emojis.

Inclusão e equidade

Estudantes portadores de Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem apresentar dificuldades em identificar os significados dos emojis. Assim, caso haja casos de TEA em sua turma, prepare algumas histórias extras em que possam sentir as mesmas emoções representadas pelas imagens. Pergunte o que acham que aconteceu na história e peça que digam como se sentiriam em relação à mesma situação. Em seguida, sugira que pensem em como as personagens devem ter se sentido. Por exemplo, perguntem do que eles gostam de comer e se há alguém na família que costuma preparar esse alimento para eles. Depois peça que expliquem o que pensam a respeito dessa pessoa quando tudo está uma delícia.

Também pode ser útil preparar cartazes com as imagens dos emojis em tamanho maior e pedir que os estudantes tentem encontrar correspondência entre cada uma delas e a história que você acabou de contar. Outro recurso interessante é fazer um gráfico com emoções representadas desde a menos agradável até a mais agradável e pedir que eles apontem onde acham que cada história deve ser situada no gráfico.

OBJETIVOS

• Estabelecer expectativas e levantar hipóteses.

• Participar de interações orais, respeitando os turnos de fala e as opiniões divergentes.

• Identificar características do gênero textual poema.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Proponha uma conversa sobre reciclagem e brinquedos, incentivando os estudantes a justificar suas opiniões com relatos de experiência. Destaque a importância de reaproveitar materiais e reduzir a poluição. Participe da discussão, valorizando as falas e compartilhando sua própria opinião.

Na discussão, comente a importância de reciclar materiais a fim de contribuir para a redução de resíduos no meio ambiente. Informe que o lixo produzido pelas pessoas é um dos maiores problemas ambientais da atualidade, pois os hábitos de consumo da maioria das pessoas provocam uma quantidade exagerada de material descartado.

Convide os estudantes a compartilhar o que veem na ilustração e se imaginam que o brinquedo com que a menina está brincando foi construído com materiais recicláveis. Transcreva o poema em cartolina ou papel pardo e fixe-o em local visível. Leia-o apontando para as palavras e, depois, incentive a leitura compartilhada para desenvolver a fluência em leitura oral.

Na exploração do poema, questione-os sobre o que compreenderam da palavra SUCATA. Se necessário, informe que no poema o termo refere-se a algum objeto de metal que já não é mais utilizado e pode ser transformado para ganhar utilidade novamente.

LEITURA POEMA

1 LEIA O POEMA COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.

MARIA PÉ DE LATA

MARIA PÉ DE LATA

ERA UMA MENINA SENSACIONAL

FAZIA SEUS BRINQUEDOS DE SUCATA

QUE LEGAL, QUE LEGAL!

TAC TAC TAC TAC TAC TAC!

MARIA TÁ QUE TÁ

COM SEU PÉ DE LATA.

TOLEDO, NANA. MARIA PÉ DE LATA

A) ESCREVA NA CENA AS PALAVRAS DO POEMA QUE REPRESENTAM O RUÍDO DAS LATAS BATENDO NO CHÃO.

Os estudantes devem escrever a onomatopeia TAC TAC TAC

B) AS PALAVRAS EM DESTAQUE NO POEMA LEMBRAM

QUAL SOM? Leve os estudantes a perceber que a aliteração presente no trecho “tá que tá” lembra o som de latas batendo no chão.

2 CONTORNE NO POEMA A PALAVRA LATA

Atividade 1. a) Verifique se os estudantes reconhecem a onomatopeia utilizada no poema. Abra espaço para que completem a ilustração, utilizando-a. Chame a atenção da turma para os recursos gráficos utilizados para evidenciar que o movimento das latas produz ruídos.

Atividade 1. b) Explore a consciência de aliteração a partir da repetição dos sons /t/ e /k/ na expressão “tá que tá”. Chame a atenção da turma para a semelhança sonora dessas palavras com a onomatopeia do verso anterior: “TAC TAC TAC”.

Atividade 2. Peça aos estudantes que verbalizem as estratégias utilizadas para localizar a palavra LATA. Registre a palavra na lousa e leia-a em voz alta pausadamente de forma a evidenciar o som que a letra l representa.

. BLUMENAU: VALE DAS LETRAS, 2007. NÃO PAGINADO.

QUAL É A LETRA?

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A MENINA ESTÁ FAZENDO NA CENA.

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA LATA? Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA LATA ? Com a letra l

C) TR ACE A LETRA L .

2 JUNTE A LETRA L ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

OBJETIVOS

• Identificar o som representado pela letra L.

• Formar sílabas com a letra L.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras com a letra L.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras com o som /l/, representado pela letra L.

• Ler trava-língua.

• Explorar os fonemas que a letra L pode representar.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

A letra L apresenta uma relação de correspondência múltipla. Assim, a depender da posição, essa letra pode representar diferentes sons (antes de vogal /l/: leite; depois de vogal /u/: anzol). No entanto, neste primeiro momento, a ênfase do trabalho será no som /l/, ou seja, o som que essa letra representa antes de vogais. Atividade 1. Explore a figura em destaque e incentive-os a comentar o que imaginam que

está escrito acima da imagem. Faça a leitura oral da expressão LÁ LÁ LÁ. É importante ressaltar, mais uma vez, que as onomatopeias e interjeições apresentadas nas fichas apenas remetem aos sons representados pelas letras. Portanto, você deve mostrar a relação entre a expressão apresentada e o fonema que a letra representa. Essa é uma estratégia lúdica para que os estudantes aprendam e memorizem os sons das letras. Oriente-os a observar o som que a letra l representa.

Antes de solicitar aos estudantes que realizem o traçado, peça a eles que passem o dedo sobre a letra e façam o movimento do traçado de cada uma delas.

Peça aos estudantes que copiem a letra L no espaço adequado, de forma que exercitem, primeiro, o traçado da letra em suas formas de imprensa maiúscula e minúscula, para, só então, traçar essa letra em sua forma cursiva (maiúscula e minúscula). As atividades com tarja caligráfica visam ao desenvolvimento do treino motor fino para a consolidação do gesto gráfico e a fluidez da escrita.

Leve os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada com diferentes formatos em relação ao seu traçado. Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta, a fim de que os estudantes identifiquem que todas as sílabas têm o fonema /l/, representado pela letra L. É fundamental que percebam que palavras diferentes podem ter partes sonoras iguais, pois isso os ajudará a desenvolver a consciência fonológica. Chame a atenção para a quantidade de letras que formam as sílabas e para os sons (fonemas) e as letras, que as representam, que mudam em cada sílaba (vogais).

Incentive os estudantes a falar palavras que iniciem com o som /l/. Trabalhe a percepção auditiva.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Chame a atenção dos estudantes para a cena em destaque e abra espaço para que comentem o que a menina está fazendo. Chame a atenção para a separação do lixo, com o descarte da lata no local adequado. Faça a leitura oral da palavra LATA, evidenciando que ela está registrada em letra nas formas de imprensa maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça-lhes que copiem a palavra no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado das letras em sua forma de imprensa maiúscula. Nesse momento, os estudantes conseguem traçar a palavra-chave inteira, com todas as suas letras.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra LATA em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes começam ou contenham a letra e/ou o padrão silábico em estudo.

Use letras móveis para compor escritas diversas, com foco na palavra em estudo, de modo individual ou em duplas.

Aproveite esta atividade para comentar a importância da reciclagem de resíduos para a proteção do meio ambiente.

Atividade 4. O objetivo da atividade é explorar a relação entre fonema e grafema em estudo. Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete no trava-língua. Depois, solicite que localizem a palavra LUMINOSA, realizem sua segmentação

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

4 ACOMPANHE A LEITURA DO TRAVA-LÍNGUA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

LUA LINDA LUMINOSA ILUMINA LÁ LONGE.

ARAÚJO, AMANDA LIMA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/ a-importancia-dos-trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 14 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /l/.

5 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

LÁ LÁ D DING DONG

oral em sílabas e promovam a segmentação da frase em palavras (batendo palmas).

Atividade 5. Retome com os estudantes os sons correspondentes a cada ficha e promova atividades de composição e decomposição em sílabas das palavras LATA, DATA, PATA e MATA. Um dos objetivos desta atividade é levar os estudantes a reconhecer que sílabas iguais podem estar presentes em diferentes palavras.

Nesse caso, as palavras terminadas em ATA têm somente a letra inicial L alterada, gerando novas palavras com significados diferentes. O trabalho com as palavras como unidades de análise tem como objetivo permitir que os estudantes compreendam o sistema de escrita e aprendam a correspondência entre grafemas e fonemas. É importante criar oportunidade para que eles leiam as palavras formadas.

DATA PATA
LATA MATA ATA

6 LEIA EM VOZ ALTA.

L U A L E I T E

• COPIE DO QUADRO UMA PALAVRA:

• COM 1 SÍLABA. LÃ

• COM 2 SÍLABAS.

A L A

LUA/LEITE/LOJA/BALA

• COM 3 SÍLABAS. VIOLÃO

• QUE RIME COM MÃO. VIOLÃO

• QUE COMECE COM O SOM INICIAL DE LATA .

LUA/LEITE/LOJA/LÃ

7 COMPLETE OS NOMES DAS FIGURAS COM AS SÍLABAS EM DESTAQUE. DEPOIS, ESCREVA AS PALAVRAS.

Atividade 6. Leia com os estudantes, ou peça-lhes que leiam, em voz alta, as palavras do quadro. O objetivo da atividade é favorecer o controle quantitativo da leitura, observando a quantidade de sílabas de cada uma das palavras, além de reconhecer sílabas comuns e o som representado pela letra L. Repita a leitura de cada uma das palavras, em voz alta, porém dando destaque à segmentação oral em sílabas (batendo palmas). Durante a leitura em voz alta, oriente os estudantes na observação das partes/sílabas de cada uma. Enfatize que a quantidade de letras

de cada palavra é diferente da quantidade de sílabas.

Atividade 7. Peça aos estudantes que observem as figuras e completem os espaços com as sílabas correspondentes. A seguir, eles deverão copiar cada uma das palavras formadas. Peça-lhes que leiam as palavras que escreveram e chame a atenção para o fato de que o som /l/ aparece em diferentes posições em cada uma delas. A proposta favorece a percepção da estrutura silábica e o reconhecimento da sílaba que falta para completar cada palavra.

Antes do registro, proponha que os estudantes manipulem as sílabas móveis, experimentando diferentes combinações para formar as palavras. Essa etapa prática amplia a consciência fonológica e promove o reconhecimento da relação entre sílaba, som e sentido. Ao final, incentive a leitura coletiva das palavras formadas, reforçando a correspondência fonema-grafema e a fluência na leitura de palavras com sílabas simples e complexas.

Observando para avançar

A avaliação deve contemplar o desenvolvimento das habilidades relacionadas à percepção, identificação e representação do fonema /l/, assim como os avanços nos campos da leitura, escrita e consciência fonológica. Observe como os estudantes percebem o som representado pela letra L, se conseguem reconhecê-lo em diferentes posições nas palavras e se estabelecem com clareza a associação entre som e grafema.

Além disso, é importante observar a capacidade de segmentar palavras em sílabas e fonemas, formar e decompor palavras simples com L e reconhecer padrões silábicos. A postura corporal, o traçado das letras e a pega trípode devem ser acompanhados, por serem fundamentais para a consolidação da escrita.

Se achar conveniente, peça que comentem, como autoavaliação, como se sentiram ao descobrir palavras com a letra L, ao escutar e falar palavras com L, ao Formar palavras com L usando sílabas móveis, ao copiar a letra L (de forma bonita e caprichada) e ao ler palavras com L.

PLANO DE AULA

Atividade 8. Peça aos estudantes que leiam em voz alta a palavra BELA e peça-lhes que digam quais são as figuras e que escrevam as palavras BOLA, BALA e BULA de modo a alterar somente uma vogal em relação à palavra de referência. O objetivo desta atividade é levar os estudantes a reconhecer que letras iguais podem estar presentes em diferentes palavras. Nesse caso, as palavras são compostas da letra B e finalizadas com LA, mas têm a vogal da primeira sílaba alterada, o que gera novas palavras com significados diferentes. O trabalho com as palavras como unidades de análise tem como objetivo permitir que os estudantes compreendam o sistema de escrita e aprendam a correspondência entre grafemas e fonemas. É importante criar oportunidade para que leiam as palavras formadas.

Atividade 9. Dê um tempo para que os estudantes observem e comentem a imagem do cãozinho. A seguir, leia cada uma das frases com eles e peça que assinalem aquela que combina com o que veem na imagem.

Atividade 10. Propõe que os estudantes escrevam, como souberem, frase relacionada à imagem. O objetivo principal é estimular a produção escrita espontânea e significativa, com base em uma situação contextualizada e próxima do cotidiano dos estudantes.

Permita que eles observem, agora, a cena com o carteiro. Pergunte o que acreditam que acontece na cena. Deixe que escrevam uma frase que combine com ela. Peça-lhes que leiam a frase que criaram e faça, com cuidado e acolhimento, as correções necessárias.

8 TROQUE A LETRA EM DESTAQUE NA PALAVRA DO QUADRO E FORME OUTRAS PALAVRAS. DEPOIS, ESCREVA AS PALAVRAS.

BELA

B O LA BOLA

B LA BALA

B U LA BULA

9 MARQUE UM X NA FRASE QUE MAIS COMBINA COM A IMAGEM.

LILA PULA O DIA TODO.

X LILA LATE O DIA TODO.

10 ESCREVA, COMO SOUBER, UMA FRASE QUE COMBINE COM A CENA.

DICA: VOCÊ PODE USAR A PALAVRA DO QUADRO.

CARTEIRO

Resposta pessoal. Sugestão de resposta: O cachorro latiu quando o carteiro chegou.

SONS QUE A LETRA L PODE REPRESENTAR

1 SEPARE AS SÍLABAS DAS PALAVRAS.

LATA LA TA PAPEL PA PEL

• PINTE OS QUADRINHOS DAS FICHAS DE ACORDO COM O SOM QUE A LETRA L REPRESENTA NAS PALAVRAS LATA

E PAPEL Considere outra resposta, dependendo da variante utilizada em sua região.

2 MARQUE UM X NAS PALAVRAS EM QUE A LETRA L PODE REPRESENTAR O MESMO SOM REPRESENTADO PELA LETRA U Se na variante utilizada em sua região a pronúncia da letra L em final de sílaba for /l/, explique aos estudantes que há regiões no Brasil onde o L nessa posição na palavra é pronunciado como /u/.

3 RETIRE A LETRA EM DESTAQUE E COMPLETE A FRASE COM A PALAVRA FORMADA. POLVO NÃO É O MESMO QUE POVO .

OBJETIVOS

• Formar sílabas com a letra L.

• Explorar os fonemas que a letra L pode representar.

PLANO DE AULA

Atividade 1. Esta atividade explora as diferenças entre os sons representados pela letra L. Leve os estudantes a perceber que a letra L pode representar diferentes sons. Oriente-os a observar o som representado pela letra L por meio das fichas e dos sons sugeridos nas cenas.

Atividade 2. Permita aos estudantes socializar o nome de cada figura. Em seguida, incentive-os a falar as palavras em que a letra L tem som representado pela letra U. Registre na lousa as palavras BALDE, LEITE e ANEL.

Solicite que verbalizem em que posição na sílaba a letra L aparece e que som ela representa. Leve-os a perceber que, em fim de sílaba, ela representa som de U geralmente, embora essa pronúncia possa variar de acordo com as regiões do país.

Atividade 3. Promova uma discussão com os estudantes que os leve a perceber que, com a

retirada de uma letra, pode-se alterar o significado de uma palavra. Depois, peça-lhes que falem o significado de cada palavra.

Texto de apoio

A variação da lateral pós-vocálica /l/ no português do Brasil

[...]

No plano linguístico, observou-se que a vocalização do /l/ é algo comum em outras línguas, inclusive entre o grupo das neolatinas. No francês, por exemplo, esse fenômeno já ocorreu em séculos passados, tendo repercussões na morfologia flexional da língua. Na própria história do português temos casos de vocalização, como no caso do vocábulo outro, que veio do latino alter justamente pela transformação do [l] em [u]. Verificou-se que é o contexto fonológico antecedente que mais se mostra relevante nesse processo de variação entre a variante vocalizada e o seu apagamento. Ela tende a ser preservada se antecedida por vogais anteriores ou pela central /a/. Por outro lado, se antecedida por posteriores altas, a tendência é o apagamento, principalmente diante de /u/. Agora, no plano extralinguístico, são os fatores de ordem social e geográfica que mais condicionam a variação entre a forma velarizada [ ] e a vocalizada [w]: esta prevalece no português do Brasil, ao passo que aquela no português de Portugal. Dentro dos dialetos brasileiros, há uma tendência de preservação da variante velarizada [ ] na região Sul, principalmente no Rio Grande do Sul [...].

PINHO, A. J. de; MARGOTTI, F. W. A variação da lateral pós-vocálica /l/ no português do Brasil. Working Papers em Linguística, Florianópolis, n. 2, p. 67-88, 2010. Disponível em: https://alib.ufba.br/sites/alib.ufba. br/files/17285-60143-1 -pb.pdf Acesso em: 4 fev. 2025.

OBJETIVOS

• Estabelecer expectativas e levantar hipóteses acerca do texto que será lido.

• Participar de interações orais, respeitando os turnos de fala e as opiniões divergentes.

• Ler um convite.

• Reconhecer a letra N e a palavra NAVIO no convite lido.

PLANO DE AULA

Leitura

As atividades desta seção contribuem para o avanço das habilidades de leitura e escrita ao trabalhar o convite de forma contextualizada, com ênfase na consciência fonológica e na compreensão do princípio alfabético. A proposta une o caráter lúdico e significativo da linguagem às aprendizagens formais sobre as letras e os sons que representam, promovendo uma alfabetização que faz sentido para os estudantes e se conecta às suas experiências. A leitura de convites promove a compreensão da cultura e da escrita, incentivando a integração no ambiente letrado. Trata-se de um gênero socialmente situado e familiar aos estudantes, favorecendo a leitura com propósito.

Atividade 1. Abra espaço para que os estudantes comentem o convite e suas hipóteses sobre o evento a que ele se refere. Antes da leitura, incentive a leitura da imagem e a observação dos elementos gráficos do convite (ilustrações, cores, palavras em destaque, formatação). Peça-lhes que observem os detalhes, como bandeirinhas (que remetem às festas de aniversário) e os elementos relacionados ao mar. Promova uma conversa coletiva: “Sobre o que será esse convite?”, “Que informações geralmente encontramos em um convite?”, “Vocês já receberam um?”.

LEITURA CONVITE

1 OBSERVE O CONVITE E CONTE AOS COLEGAS SOBRE O QUE VOCÊ ACHA QUE É.

Espera-se que os estudantes infiram que o evento é uma festa de aniversário.

• AGORA, ACOMPANHE A LEITURA DO CONVITE.

FONTE: FESTA À FANTASIA NO NAVIO. 2025. 1 CONVITE.

A) QUAL É O TEMA DA FESTA DE ANIVERSÁRIO?

B) ESCREVA O NOME DO ANIVERSARIANTE.

Pedro.

É uma festa à fantasia com o tema “navio”.

C) SE VOCÊ FOSSE CONVIDADO PARA ESSA FESTA, QUE FANTASIA USARIA? ESCREVA COMO SOUBER.

Resposta pessoal.

D) CONTORNE NO CONVITE A PALAVRA NAVIO

Leia em voz alta o convite, auxiliando-os a acompanhar a leitura apontando cada palavra com o dedo.

Ajude os estudantes a localizar as informações no convite. Caso tenham dificuldade, retome trechos e leia-os com eles.

Atividade 1. c) Incentive-os a pensar em fantasias divertidas e interessantes para essa festa. Deixe que soltem a criatividade e estabeleçam relação com diferentes elementos ligados ao mar, reais ou imaginários: peixes, sereias, piratas, faróis etc. Se necessário, peça que desenhem a fantasia antes de escrever,

como apoio à organização da ideia. Valorize todas as formas de escrita, fazendo correções pontuais.

Atividade 1. d) Caso perceba que os estudantes encontram dificuldades, ajude-os a identificar a palavra com base em sons e letras que eles já conhecem. Ao destacar a palavra NAVIO, incentive a percepção da letra inicial. Peça que digam outras palavras que começam com o som /n/. Trabalhe a consciência fonológica com atividades complementares, como bater palmas para sílabas da palavra NA-VI-O; pensar em palavras que rimam com a palavra NAVIO.

QUAL É A LETRA? LETRA N N n N n

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A MENINA ESTÁ FAZENDO NA CENA.

N A N ANINANÃO

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA NAVIO? Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA NAVIO?

C) TR ACE A LETRA N

2 JUNTE A LETRA N ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS. Com a letra n

OBJETIVOS

• Identificar o som que a letra n representa.

• Formar sílabas com a letra n

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com o som /n/, representado pela letra n

• Ler um trava-língua.

• Ler um poema.

• Ler um anúncio.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

Atividade 1. Peça aos estudantes que observem a cena, incentivando-os a verbalizar a fala da menina. A escuta ativa da fala NANANINANÃO, associada à imagem, facilita as conexões entre som, grafia e significado. Articule o som /n/ presente na palavra da cena com clareza e peça aos estudantes que o repitam.

Apresente a letra N relacionando o som que representa à sua forma escrita. Essa abordagem,

respaldada pelos estudos da neurociência, revela que o cérebro assimila melhor as aprendizagens quando é estimulado por meio dos sentidos, das emoções e da repetição com significado. Ao integrar imagem, som e grafia, a aquisição do conhecimento fonêmico se torna mais efetiva e permanente.

Incentive os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada em diferentes formas em relação ao seu traçado.

Só então, oriente a cópia da letra no espaço indicado: primeiro nas formas de imprensa, depois na forma cursiva. As atividades com tarja caligráfica visam ao desenvolvimento do treino motor fino para a consolidação do gesto gráfico e a fluidez da escrita.

Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta, a fim de que os estudantes identifiquem que todas as sílabas têm o fonema /n/, representado pela letra N. É fundamental que percebam que palavras diferentes podem ter partes sonoras iguais, pois isso os ajudará a desenvolver a consciência fonológica. Chame a atenção para a quantidade de letras que formam as sílabas e para os sons (fonemas) e as letras, que as representam, que mudam em cada sílaba (vogais). Comente que o som /n/ está em muitas palavras. Amplie o repertório com nomes dos colegas, usando o prisma, e palavras sugeridas pelos estudantes, aproximando a atividade de sua realidade. Neste momento inicial, concentre-se no som /n/ no início das palavras, favorecendo a percepção auditiva. À medida que a turma avança, introduza palavras com o som /n/ no meio ou no fim (como banana, cenoura), promovendo o reconhecimento, a segmentação e a manipulação dos sons da fala.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Chame a atenção dos estudantes para a cena em destaque. Faça a leitura oral da palavra NAVIO, evidenciando que ela está registrada em letra nas formas de imprensa maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça-lhes que copiem a palavra no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado das letras em sua forma de imprensa maiúscula.

Nesse momento, os estudantes conseguem traçar a palavra-chave inteira, com todas as suas letras.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra NAVIO em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes.

Sempre que possível, verifique se há estudantes cujos nomes começam ou contenham a letra N. Isso favorece a percepção do grafema, valoriza a identidade dos estudantes e reforça a relação entre som e escrita no contexto significativo do próprio nome.

Use as letras e sílabas móveis para compor escritas diversas, com foco na atuação individual ou em duplas.

Atividade 4. O objetivo da atividade é explorar a relação entre fonema e grafema em estudo. Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete no trava-língua. Depois, solicite que localizem a palavra NAVEGAM, realizem sua segmentação oral em sílabas, depois em fonemas e, por fim, promova a segmentação da frase em palavras (batendo palmas).

Atividade 5. Retome com os estudantes os sons sugeridos nas cenas de cada ficha e

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

NAVIO navio navio

NAVIO navio navio

4 ACOMPANHE A LEITURA DO TRAVA-LÍNGUA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

NOVE NAVIOS NAVEGAM NO NORTE. PRADO, ANA PAULA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/ a-importancia-dos-trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 22 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /n/.

5 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

promova atividades de composição e decomposição em sílabas das palavras NAVIO e PAVIO. O trabalho com as palavras como unidades de análise por parte dos estudantes tem como objetivo fazer com que eles compreendam o sistema de escrita e aprendam a correspondência entre grafemas e fonemas. É importante criar oportunidades para que eles leiam as palavras formadas.

Um dos objetivos desta atividade é levar os estudantes a reconhecer que uma mesma sílaba pode aparecer em diferentes palavras. Nesse caso, as palavras NAVIO e PAVIO têm a mesma sílaba final, apesar de começar cada uma com uma sílaba diferente pela troca das consoantes iniciais N e P, formando palavras com significados diferentes.

6 LEIA EM VOZ ALTA.

B A N A F I O

N O V E

B O A N N É

P A N O

A N O

N O V E A L

N O V E O L

N E V E

A) COPIE AS PALAVRAS QUE O PROFESSOR DITAR.

Veja orientações seção Plano de aula

B) COPIE DO QUADRO AS PALAVRAS QUE RIMAM COM OS NOMES DAS FIGURAS.

ESTÚDIO ORNITORRINCO

PLANO DE AULA

Atividade 6. Registre na lousa as palavras destacadas. Faça a leitura delas em voz alta. Promova a segmentação delas em fonemas, evidenciando que, apesar de a letra N aparecer em todas as palavras, ela representa sons diferentes em cada uma delas. Pergunte: “Quantos sons tem a palavra NOVELO?”, “E quantas letras tem essa palavra?”, “Com que som começa a palavra NOVELO?”, “Que letra representa esse som?”. O procedimento é o mesmo para as demais palavras. Desafie-os a identificar quais letras são comuns a essas palavras.

Atividade 6. a) Selecione quatro palavras para ditar aos estudantes. Sugere-se que sejam palavras de tamanhos variados e com a letra N em diferentes posições. Use letras e sílabas móveis para que os estudantes possam montar as palavras.

7 LEIA AS PALAVRAS OBSERVANDO AS SÍLABAS EM DESTAQUE.

NABO • BONECA • NINHO • NOVE • NUVEM

• COMPLETE OS NOMES DAS FIGURAS COM ESSAS SÍLABAS.

PA NE LA

PE NA

CA NU DO

Observando para avançar

ME NI NA TSUNEOMP/ SHUTTERSTOCK.COM

SI NO

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A avaliação formativa é realizada durante o processo de aprendizagem e tem como objetivo acompanhar o progresso dos estudantes, identificar avanços e dificuldades, e possibilitar intervenções imediatas e personalizadas por parte do professor.

A avaliação deve considerar o desenvolvimento das habilidades relacionadas à percepção, reconhecimento e representação do fonema /n/, bem como os progressos nas práticas de leitura, escrita e consciência fonológica. Observe se os estudantes conseguem identificar o som representado pela letra N em diferentes posições nas palavras e se conseguem relacioná-lo corretamente ao seu registro gráfico.

Também é essencial acompanhar a habilidade de segmentar palavras em sílabas e sons, de formar e desmontar palavras simples com a letra N, de reconhecer padrões silábicos e de copiar a letra nas formas impressa e cursiva. Elementos como a postura ao escrever, a coordenação motora fina e o uso da pega trípode devem ser observados.

Atividade 6. b) Verifique se os estudantes entendem as figuras, pedindo que digam o que são em voz alta. Em seguida, desafie-os a localizar na lista as palavras que rimam com as figuras, trabalhando, assim, a consciência de rimas. Diga que mais de uma resposta é possível em um dos casos.

Atividade 7. Transcreva na lousa as palavras PANELA, MENINA, PENA, SINO e CANUDO sem a sílaba a ser completada. Peça-lhes que identifiquem a primeira figura (PANELA) e digam seu nome em voz alta. Em seguida, questione qual é a sílaba que falta para formar essa palavra. Pergunte se alguma das palavras destacadas pode ajudar a escrever a sílaba que falta para formar PANELA. O procedimento é o mesmo para as demais palavras.

BONÉ
PANO, ANO

OBJETIVOS

• Estimular a consciência fonêmica, com foco na distinção entre sons orais e nasais.

• Reconhecer a letra N em diferentes posições nas palavras e sua função na formação de sílabas e palavras.

PLANO DE AULA

Atividade 1. a) Inicie a atividade chamando a atenção para as fichas, que ajudarão os estudantes a identificar e memorizar os sons nasais. Explore os sons de forma lúdica e interativa. Incentive-os a observar as cenas ilustradas nas fichas, relacionando-as aos sons emitidos e às letras em destaque. Atividade 1. b) Peça aos estudantes que façam a leitura das duplas de palavras. Peça-lhes que observem as ilustrações e verbalizem o significado de cada palavra. Na sequência, promova a contagem de sílabas seguida da contagem de fonemas e de letras da dupla de palavras.

Atividade 1. c) Incentive a troca de observações entre os estudantes, promovendo a reflexão sobre o que muda na pronúncia entre as palavras com ou sem nasalidade. Valorize a participação oral e a construção coletiva de conhecimentos sobre o funcionamento dos sons da fala e sua representação escrita.

Inclusão e equidade

Para estudantes que precisam de mais apoio, use material tátil com letras móveis e cartões com imagens. Reforce a pronúncia lenta, fazendo o som /n/ com a mão na frente do nariz para que percebam a vibração e a saída do ar.

Para estudantes com deficiência auditiva ou dificuldades de percepção auditiva, ofereça

SOM NASAL COM N

1 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM.

A) USE AS LETRAS EM DESTAQUE NAS FICHAS PARA COMPLETAR AS SÍLABAS DOS NOMES DAS FIGURAS.

B) LEIA EM VOZ ALTA OS PARES DE PALAVRAS.

C) CONTE AOS COLEGAS O QUE VOCÊ OBSERVOU DE DIFERENTE NA PRONÚNCIA DAS PALAVRAS DE CADA PAR.

Espera-se que os estudantes percebam que, ao pronunciar a segunda palavra de cada par, o ar sai ao mesmo tempo pela boca e pelo nariz, formando o chamado som nasal.

apoio visual e gestual. Eles podem perceber padrões gráficos na escrita e reconhecer letras por meio de associações visuais e semânticas.

Atividade complementar

Jogo: Nasal ou não?

• Prepare cartões com palavras ilustradas (navio, bolo, janela, boneca, sapato, antena, cachorro).

• Os estudantes devem ouvir a palavra dita pelo professor e sinalizar se ouvirem o som nasal.

• Pode ser feito em duplas ou em pequenos grupos, como desafio-relâmpago.

Variação: estudantes com mais autonomia podem fazer o papel de “leitores”, pronunciando as palavras e desafiando os colegas a identificar os sons.

ATA AN TA BODE B ON DE MUDO M UN DO

2 ACOMPANHE A LEITURA DO POEMA.

UM É POUCO?

UM AMIGO SÓ É POUCO.

DOIS AMIGOS LEGAIS?

AÍ É BOM!

TRÊS AMIGOS INSEPARÁVEIS?

ISSO NUNCA É DEMAIS. [...]

COISAS BOAS A GENTE SEMPRE QUER MAIS E MAIS. CAMPOS, CARMEN LUCIA. UM É POUCO? SÃO

• O TÍTULO DO POEMA LEMBRA UM DITADO POPULAR. VOCÊ SABE QUAL É? SE SIM, CONTE AOS COLEGAS.

Espera-se que os estudantes citem o ditado popular “Um é pouco, dois é bom, três é demais”.

3 PINTE A LETRA QUE DIFERENCIA UMA PALAVRA DA OUTRA.

N U N C A N U C A

4 ESCREVA NAS BOLINHAS A QUANTIDADE DE LETRAS DE CADA SÍLABA.

Atividade 2. Leia o título do poema e chame a atenção dos estudantes para a ilustração. Peça a eles que levantem hipóteses sobre o assunto do poema. Em seguida, faça a leitura do texto com entonação clara em voz alta, evidenciando a pontuação empregada. Abra espaço para que os estudantes comentem se conhecem algum ditado popular que lembre o título do poema. Se necessário, informe que o título lembra o ditado popular “Um é pouco, dois é bom, três é demais”. Na discussão, ressalte que esse ditado geralmente é usado quando queremos dizer que algo está em

exagero, está sobrando. Leve-os a perceber que o poema se refere ao ditado de forma lúdica, para afirmar justamente o contrário nos casos que envolvem coisas boas demais. Amplie a atividade, propondo que verbalizem o que, para eles, em quantidade única “é pouco” e, em quantidade de três, “é demais”. Por exemplo: uma laranja é pouco, duas é bom, três é demais.

Atividade 3. Peça aos estudantes que leiam as palavras em voz alta. Chame a atenção para a palavra NUNCA, que aparece destacada no poema. Pergunte: “O que quer dizer

NUNCA?”, “Que palavra pode substituir NUNCA no poema sem alterar o sentido?”, “O que é NUCA?”, “Onde se localiza a nuca?” (parte de trás do pescoço).

Promova a segmentação dos fonemas das palavras e peça aos estudantes que pintem o quadrinho da letra que representa o som (fonema) que faz as palavras indicarem elementos diferentes.

Aproveite a oportunidade para chamar a atenção para a diferença de som representada pela letra N no início e no fim da sílaba na palavra NUNCA.

Atividade 4. Peça aos estudantes que façam a leitura das duplas de palavras. Peça-lhes que observem as ilustrações e verbalizem o significado de cada palavra. Na sequência, promova a contagem de sílabas seguida da contagem de fonemas e das letras da dupla de palavras. Só então solicite que registrem o número de letras de cada sílaba nos círculos. Leve-os a perceber que a mudança de um som, nesse caso, representado por uma letra, altera o significado das palavras (criação de palavras) e que as sílabas representam sons diferentes (substituição de sons).

PAULO: PANDA BOOKS, 2013. P. 8-11, 25.

OBJETIVOS

• Reconhecer as características composicionais do gênero anúncio.

• Compreender a função social do anúncio (onde circula, público-alvo, linguagem utilizada).

• Reconhecer informações essenciais em anúncios.

• Abordar anúncios de campanhas de arrecadação.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Oriente os estudantes a observar a imagem. Mesmo que não conheçam a palavra TRICOTAR, eles podem dar pistas do que acham que está acontecendo na cena. Para que levantem hipóteses, questione-os sobre quem são as pessoas fazendo o tricô, se a mulher mais velha está fazendo o tricô sozinha e qual peça elas estão tricotando. É possível também questioná-los sobre suas relações com o tricô, se há alguém da família que sabe tricotar, como essa pessoa aprendeu, se em sua casa há alguma peça tricotada, se já viram essa produção em algum local específico etc.

Em seguida, leia as perguntas e auxilie os estudantes nas respostas, podendo dar lugar a mais discussões sobre o ato de tricotar.

LEITURA ANÚNCIO DE CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO

1 CONTE AOS COLEGAS O QUE ESTÁ ACONTECENDO

NESTA CENA. Espera-se que os estudantes respondam que a mulher e a menina estão tricotando.

A) ALÉM DAS AGULHAS, O QUE MAIS ELAS ESTÃO USANDO PARA TRICOTAR?

Lã ou novelos de lã.

B) O QUE PODE SER FEITO COM ESSE MATERIAL?

Sugestões de resposta: casacos, luvas, sapatos, calças, meias, cachecóis, blusas, toucas, toalhas, entre outros.

Tema contemporâneo transversal

Cidadania e civismo – Educação em direitos humanos: o tema “campanha de arrecadação” contribui para evidenciar a promoção, a reflexão e a prática de valores como solidariedade, respeito e empatia. Ao trabalhar com anúncios de campanhas para arrecadação de novelos de lã destinados às pessoas em situação de vulnerabilidade, a atividade não só desenvolve habilidades de leitura e interpretação, mas também sensibiliza os estudantes sobre a importância de ações coletivas para combater as desigualdades sociais e garantir direitos básicos, como o acesso à dignidade e ao bem-estar. Assim, os estudantes são incentivados a se tornar cidadãos conscientes e participativos em sua comunidade.

2 ACOMPANHE A LEITURA DO ANÚNCIO DE UMA CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO.

FONTE: NOVELO DE LÃ É AMOR! 2025. 1 ANÚNCIO.

• SUBLINHE O QUE A CAMPANHA ESTÁ ARRECADANDO.

3 PARA QUE SERVE ESSE ANÚNCIO? PARA DIVULGAR A VENDA DE NOVELOS DE LÃ.

X PARA DIVULGAR UMA CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO DE NOVELOS DE LÃ.

ANÚNCIOS USAM IMAGENS E TEXTO ESCRITO PARA CONVENCER AS PESSOAS A COMPRAR ALGO, DIVULGAR UMA MARCA, UM SERVIÇO OU ADOTAR UM AÇÃO OU IDEIA.

4 RELEIA ESTE TRECHO DO ANÚNCIO.

• É POSSÍVEL FAZER UMA DOAÇÃO NO DIA 30 DE AGOSTO? POR QUÊ?

Espera-se que os estudantes respondam que não, pois o anúncio informa que as doações podem ser feitas até o dia 18 de agosto.

Atividade 2. Leia o anúncio de campanha com os estudantes, observando os recursos textuais e as imagens nele contidas. Chame a atenção para o fato de que se trata de um anúncio que promove a arrecadação. Por isso, informa a importância da doação dos novelos de lã, com a intenção de despertar no leitor o interesse em ajudar na causa.

Se possível, leve para a sala de aula anúncios veiculados em diferentes suportes e explore com a turma as características desse gênero: geralmente há título, texto (com slogan ou frase de efeito) e assinatura.

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Proponha a identificação de detalhes do anúncio com perguntas como: “Para que serve a campanha?”, “Quem está anunciando a campanha?”. Essa exploração possibilita aos estudantes trabalhar a identificação de gêneros e estruturas de texto.

Atividade 3. Explore a função social desse anúncio, mas trate, por meio da leitura do conceito, as demais possibilidades de uso desse gênero.

Atividade 4. Chame a atenção dos estudantes para as informações de validade das campanhas de arrecadação. Aproveite a

oportunidade para chamar a atenção deles para as diferentes tipologias (tipos de letra) utilizadas no anúncio. Consulte com os estudantes o Dicionário para explorar os significados e exemplos de uso das palavras ADERIR e ARRECADAR e ampliar o repertório deles com o novo vocabulário.

Competência socioemocional

Consciência social

As atividades de leitura de campanhas de arrecadação contribuem para o desenvolvimento da consciência social (defender as perspectivas dos outros, demonstrar empatia e compaixão, mostrar preocupação com os sentimentos dos outros), uma vez que são formas de praticar a caridade e empatia pelas pessoas em situação de vulnerabilidade.

OBJETIVOS

• Reconhecer a relação entre lixo e meio ambiente.

• Conhecer boas práticas no descarte de lixo.

PLANO DE AULA

Diálogos

Atividade 1. Abra espaço para que os estudantes emitam suas opiniões. Nesse momento, é interessante chamar a atenção da turma para o fato de marcas e instituições terem cada vez mais a preocupação de se associar a causas ambientais.

Atividade 2. Organize a turma em grupos e proponha que, durante a pesquisa, observem imagens de notícias, cartazes e álbuns digitais que tratam do tema. Oriente-os a prestar atenção a como as imagens são acompanhadas de títulos, frases curtas ou legendas que explicam a cena. Destaque para a turma como as notícias e fotolegendas são organizadas: título chamativo, frases curtas, clareza, relação entre imagem e texto. Se necessário, retome o conteúdo apresentado na página 145 para reforçar a função e as caraterísticas de uma fotolegenda. Informe que cada grupo escolherá uma imagem relacionada ao lixo e à reciclagem (pode ser um desenho feito pelos estudantes ou uma foto encontrada na pesquisa).

Em seguida, informe que cada grupo produzirá sua fotolegenda a partir de uma imagem escolhida, explicando de forma curta e clara o que ela mostra e qual mensagem querem passar. O professor deve apoiar na escrita, garantindo que as frases sejam curtas, compreensíveis e adequadas ao público infantil. Incentive cada grupo a apresentar sua fotolegenda oralmente à turma, cuidando da entonação e da clareza.

No final, as produções serão organizadas em um álbum

LIXO E MEIO AMBIENTE DIÁLOGOS

O LIXO JOGADO NAS RUAS PODE ENTUPIR BUEIROS E CAUSAR ENCHENTES. ELE PODE TAMBÉM SER LEVADO PELAS ÁGUAS DA CHUVA ATÉ OS RIOS E MARES.

JOGAR LIXO NAS RUAS NÃO É UMA BOA ATITUDE, POIS PODE PREJUDICAR A VIDA DOS SERES HUMANOS E DOS ANIMAIS.

BUEIRO ENTUPIDO EM RUA NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2025. O DESCARTE INCORRETO DO LIXO PREJUDICA O ESCOAMENTO DA ÁGUA.

1 RELEIA ESTA ORIENTAÇÃO DO ANÚNCIO DA CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO.

• EM SUA OPINIÃO, POR QUE O ANUNCIANTE DEU ESSA ORIENTAÇÃO?

Espera-se que os estudantes concluam que o anunciante deu essa orientação provavelmente por se preocupar com a responsabilidade que todos devem ter com o meio ambiente.

2 FAÇA UMA PESQUISA SOBRE A IMPORTÂNCIA DO DESCARTE ADEQUADO DO LIXO. ESSA PESQUISA AJUDARÁ VOCÊ NA PRODUÇÃO ORAL A SEGUIR.

Veja orientações na seção Plano de aula.

coletivo de fotolegendas que poderá ser exposto no mural da escola ou em formato digital.

Incentive uma conversa final sobre a importância de informar e conscientizar por meio das fotolegendas. Valorize a percepção das crianças sobre como textos curtos e imagens podem ajudar a transformar atitudes em relação ao cuidado com o lixo e o meio ambiente.

Competência socioemocional

Tomada de decisão responsável

Ao conhecerem bons hábitos de descarte do lixo, os estudantes têm a oportunidade de identificar sua responsabilidade sobre o meio ambiente e

soluções para problemas pessoais e sociais, aprimorando a tomada de decisão responsável.

Tema contemporâneo transversal Meio ambiente – Educação ambiental: o tema “lixo e meio ambiente” incentiva a conscientização sobre a responsabilidade de cuidar do planeta desde a infância. Trabalhar com anúncios que abordam o descarte adequado de lixo e resíduos permite que os estudantes desenvolvam habilidades de leitura e interpretação ao mesmo tempo que aprendem sobre práticas sustentáveis, como a separação de resíduos e a reciclagem.

PRODUÇÃO ORAL

APRESENTAÇÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM

COM A AJUDA DE UM ADULTO, PESQUISE EM LIVROS, EM REVISTAS E NA INTERNET A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM PARA O MEIO AMBIENTE.

Veja orientações na seção Plano de aula

1. VOCÊ E OS COLEGAS DE TURMA VÃO CONTAR AOS COLEGAS DE OUTRA TURMA O QUE APRENDERAM SOBRE RECICLAGEM.

2. DURANTE A PESQUISA, ANOTEM AS INFORMAÇÕES MAIS INTERESSANTES E IMPORTANTES SOBRE O ASSUNTO.

3. COMBINEM O QUE CADA UM VAI DIZER E ENSAIEM. VOCÊS PODEM MONTAR CARTAZES PARA APOIAR AS FALAS.

4. NO DIA DA APRESENTAÇÃO, FALEM EM UM TOM DE VOZ ADEQUADO PARA QUE TODOS POSSAM OUVIR E COMPREENDER AS INFORMAÇÕES.

OBJETIVOS

• Planejar intervenções orais em situações públicas: exposição oral.

• Utilizar registros escritos para apoiar a apresentação oral.

Tema contemporâneo transversal

Meio ambiente – Educação ambiental: a produção oral proposta nesta atividade incentiva o hábito da reciclagem desde a infância, permitindo que os estudantes conheçam melhor o tema e reflitam sobre a importância dessa atitude para a preservação

ambiental e, consequentemente, da vida humana no planeta.

PLANO DE AULA

Produção oral

Antes das apresentações dos relatos, comente com os estudantes que eles ocuparão um importante espaço social, o da pessoa que compartilha seus conhecimentos e suas experiências. Por isso, devem escolher com atenção a forma como tratam os colegas que estão ouvindo. Além disso, é preciso orientá-los quanto à

postura diante do público, aos gestos e à entonação vocal. Lembre-se de que se trata de crianças e, claro, não terão um comportamento adulto nessa ocasião, nem é isso que se espera. Apenas, com cuidado, ajude-os a lidar com a situação de falar em público, sem tolher demais seu jeito infantil.

1. Durante o planejamento, relembre os estudantes da atividade que realizaram com os materiais recicláveis e informe que eles vão relatar para outra turma o que fizeram, o que aprenderam e outras informações sobre a importância da reciclagem. Defina com eles para qual turma se apresentarão a fim de adequarem a linguagem.

2. Explique aos estudantes que pesquisarão informações e curiosidades sobre a importância da reciclagem e que, coletivamente, farão anotações. A pesquisa poderá ser feita na internet sob a supervisão de um adulto, em livros e com pessoas mais velhas da comunidade. Auxilie-os na escolha do site ou do livro em que realizarão a pesquisa e quais informações devem buscar e registrar. Caso a pesquisa seja feita em livros, aproveite a oportunidade para chamar a atenção da turma para a importância do sumário, cuja função é ajudar a localizar os assuntos.

3. Esclareça que ensaiar é uma ótima oportunidade para treinar as falas e pedir ajuda aos colegas caso tenham alguma dificuldade para preparar a apresentação. Reforce que é importante que planejem o tempo de fala e adéquem a linguagem à atividade e ao público-alvo.

4. Se julgar conveniente, grave as apresentações dos estudantes para publicar no site da escola e utilizar na avaliação e na autoavaliação deles. É importante ter o consentimento de todos para realizar a gravação.

OBJETIVOS

• Reconhecer a função social dos anúncios publicitários.

• Refletir em duplas sobre o descarte adequado do lixo.

• Observar os aspectos composicionais do anúncio publicitário.

• Produzir um anúncio publicitário de acordo com a função social proposta.

PLANO DE AULA

Produção escrita

Antes de sugerir a produção de um texto, é imprescindível que os estudantes conheçam o gênero textual a ser produzido e façam a identificação do gênero e da estrutura de texto. Da mesma forma, devem compreender a função comunicativa, o destinatário e a finalidade que se pretende alcançar com a escrita.

Peça aos estudantes que observem atentamente os cartazes que aparecem na página: desenhos, cores, função de cada um dos elementos que aparecem nos cartazes, frases empregadas etc.

Analise com eles cada cartaz detalhadamente garantindo que compreendem o que deverão fazer. Deixe claro que a ideia não é copiar o que já está pronto, mas criar algo com base nos exemplos observados usando as próprias ideias e a criatividade.

Se achar conveniente e estiver disponível, é possível usar u editor de texto ou até mesmo um editor de imagens para montar o cartaz final da turma.

PRODUÇÃO ESCRITA

ANÚNCIO DE CAMPANHA DE COLETA SELETIVA

O PROFESSOR VAI ORGANIZAR A TURMA EM DUPLAS PARA PROMOVER UMA CAMPANHA DE COLETA SELETIVA

DE RESÍDUOS SÓLIDOS.

RESÍDUOS SÓLIDOS: TODOS OS MATERIAIS SÓLIDOS QUE SÃO FABRICADOS POR PESSOAS E QUE SÃO DESCARTADOS.

Veja orientações na seção Plano de aula CADA DUPLA VAI ELABORAR UM ANÚNCIO EM FORMA DE CARTAZ PARA CONVIDAR OUTROS COLEGAS A PARTICIPAR DESSA CAMPANHA. DEPOIS, OS ANÚNCIOS SERÃO EXPOSTOS

NA ESCOLA. OBSERVEM OS EXEMPLOS A SEGUIR.

VAMOS SEPARAR O LIXO! PARTICIPE!

CUIDE DA NATUREZA! SEPARE O LIXO!

PARTICIPE DA CAMPANHA DE COLETA SELETIVA! JOGUE SEU LIXO NAS LIXEIRAS ADEQUADAS.

DANILLO SOUZA

1. PLANEJEM O ANÚNCIO EM UM RASCUNHO.

• PENSEM EM UMA MENSAGEM BEM DIRETA, QUE INCENTIVE OS COLEGAS A PARTICIPAR.

• ESCREVAM FRASES CURTAS E EM LETRAS GRANDES PARA QUE POSSAM SER LIDAS DE LONGE.

• FAÇAM DESENHOS QUE MOSTREM COMO SEPARAR OS MATERIAIS OU COMO FUNCIONA A COLETA SELETIVA.

• USEM FRASES QUE CHAMEM A ATENÇÃO, COMO AS DOS CARTAZES DA PÁGINA ANTERIOR.

2. MOSTREM O RASCUNHO AO PROFESSOR E CONTEM COMO VOCÊS PENSARAM EM CADA PARTE DO ANÚNCIO.

3. FAÇAM A VERSÃO FINAL DO ANÚNCIO. DEPOIS, EXPONHAM O ANÚNCIO EM LUGARES VISÍVEIS DA ESCOLA PARA DIVULGAR A CAMPANHA.

REFLETIR E AVALIAR

PREENCHA A AVALIAÇÃO DA PÁGINA 279.

1. Proponha aos estudantes que façam um planejamento do cartaz em uma folha branca avulsa. É necessário definir o público-alvo, assim como os locais para expor os cartazes para que decidam o tamanho da letra do texto, por exemplo.

Sugira que planejem as informações do cartaz: o que, por que, quem, quando, onde e para quê.

Relembre os estudantes de imagens que viram durante a etapa de pesquisa. Caso precisem de mais referências, pesquisem conjuntamente outras imagens inspiradoras.

2. Depois de produzirem os esboços dos cartazes, medeie uma releitura cuidadosa dos textos, com a participação dos estudantes, sugerindo um trabalho colaborativo para realizar edições (cortes, acréscimos) e revisões (reformulações, correções de ortografia e pontuação) para tornar o cartaz ainda mais efetivo em sua função comunicativa.

3. Conforme combinado anteriormente, acompanhe os estudantes no momento de afixar e expor os cartazes. Se for conveniente, insira informações de autoria, como o primeiro nome de cada integrante da dupla, a turma e a escola.

Saliente que devem pedir autorização à direção para afixarem os cartazes da campanha.

Para realizar a avaliação, peça aos estudantes que utilizem a ficha disponível na página 279. Os estudantes terão a oportunidade de analisar a produção considerando os aspectos principais do gênero produzido. Avalie com a turma a importância do planejamento, do rascunho, das revisões e da edição final do cartaz. As questões de avaliação podem ser discutidas oralmente para que mais reflexões e questionamentos sobre a produção sejam levantados.

OBJETIVOS

• Explorar o gênero textual adivinha.

• Desenvolver a consciência fonológica.

• Ler e interpretar adivinhas.

• Localizar informação em texto.

PLANO DE AULA

Leitura

As atividades desta seção favorecem o desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita por meio da exploração da adivinha, com foco na consciência fonológica e no princípio alfabético. A alfabetização com sentido e contexto articula a dimensão lúdica e funcional da linguagem com os conhecimentos formais sobre o sistema alfabético

Atividade 1. Inicie a atividade conversando com os estudantes sobre o gênero adivinha. Envolva-os em uma brincadeira de adivinhas, recite algumas bem conhecidas e fáceis e peça que participem dando resposta aos enigmas. “O que é? O que é? Cai em pé e corre deitada?” Chuva; “Dá muitas voltas e não sai do lugar?” Relógio.

Esteja atento para remover qualquer barreira física ou comunicacional, permitindo que todos os estudantes tenham a chance de participar da atividade. Lembre-se de que alguns expressarão seu envolvimento apenas com o movimento. Promova um ambiente acolhedor.

Após o momento lúdico, reforce que adivinhas são textos orais e escritos da tradição popular, com linguagem poética que desafiam o leitor a descobrir algo com base em pistas.

Atividade 2. a) Esta atividade estimula os estudantes a relacionar palavras do texto com suas características reais. É um treino de atenção, vocabulário e inferência textual.

VAMOS LER E ESCREVER 2

LEITURA ADIVINHA

1 VOCÊ SABE O QUE É UMA ADIVINHA? CONHECE ALGUMA?

Respostas pessoais.

ADIVINHA É UMA PERGUNTA DIVERTIDA FEITA COM A INTENÇÃO DE DESAFIAR ALGUÉM A DESCOBRIR A RESPOSTA. ELA PODE CONTER PISTAS SOBRE A RESPOSTA E, GERALMENTE, É ESCRITA EM VERSOS.

2 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

ESTA FRUTA TEM SEMENTES ESCURINHAS DE MONTÃO. TEM A CASCA ALARANJADA, MAS LARANJA NÃO É NÃO.

UNS A CHAMAM DE PAPAYA OUTROS DIZEM QUE É…

MAMÃO

SOMBRA, FÁBIO. MAMÃO, MELANCIA, TECIDO E POESIA. SÃO PAULO: MODERNA, 2013. P. 30.

A) QUAIS PALAVRAS OU EXPRESSÕES DA ADIVINHA DÃO MAIS PISTAS PARA CHEGAR À RESPOSTA? DISCUTA COM OS COLEGAS E DEPOIS SUBLINHE.

B) DE QUE NOME VOCÊ CHAMA ESSA FRUTA? Resposta pessoal.

• VOCÊ CONHECE OUTRAS PALAVRAS DIFERENTES QUE SIGNIFICAM A MESMA COISA? CONVERSE COM OS COLEGAS E ANOTE UMA PALAVRA QUE VOCÊ CONHECE E ALGUÉM DIZ DIFERENTE. Resposta pessoal.

C) CONTORNE NA ADIVINHA A PALAVRA MAMÃO

Atividade 2. b) Esta atividade tem como foco introduzir a ideia de variedade linguística de forma natural e respeitosa, combatendo o preconceito linguístico. A palavra papaia é usada em outros países e por algumas pessoas no Brasil. Já mamão é a forma mais comum no português brasileiro. Adapte a atividade à realidade dos estudantes.

Dê exemplo de outras palavras como biscoito e bolacha, aipim/mandioca/macaxeira, mexerica/bergamota — avalie com os estudantes que se trata de uma variação linguística, por vezes regional, e que empreende riqueza ao

nosso idioma. Ou seja, as palavras podem mudar de um lugar para outro — e isso não significa que uma forma está “certa” e a outra “errada”. Significa apenas que o jeito de falar é diferente.

Temas contemporâneos transversais

Multiculturalismo — Diversidade cultural e Cidadania e civismo — Educação em direitos humanos: a atividade 2 aborda a variação linguística e contribui para sensibilizar os estudantes em relação a esse tema.

M

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A VACA ESTÁ FAZENDO NA CENA.

MUUUUU

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA MAMÃO?

Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA MAMÃO?

C) TR ACE A LETRA M .

2 JUNTE A LETRA M ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

silábicos, desenvolvendo a consciência fonológica.

Atividade 1. Esta atividade se baseia em abordagem científica que aponta para a eficácia do ensino sistemático da consciência fonêmica e da correspondência grafema-fonema nos primeiros anos da alfabetização. Pronuncie o som que essa letra representa, evidenciando o fato de que o mesmo som está escrito com diferentes tipologias de letra.

Desenvolva a atividade oralmente, peça que os estudantes repitam o som emitido pela vaca e faça a leitura oral da expressão MUUUUU. Em seguida, peça que copiem a letra M no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado, primeiro, das letras em sua forma de imprensa maiúscula, para, só então, traçar a letra em estudo em sua forma cursiva (maiúscula e minúscula).

a letra m

OBJETIVOS

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com a letra M.

• Incentivar o treino do traçado em letra cursiva da letra M e de sua família silábica.

• Combinar as sílabas ludicamente e formar novas palavras.

• Identificar, ler e escrever palavras, frases e textos curtos, empregando o padrão silábico em estudo.

• Refletir sobre o sistema de escrita e suas hipóteses.

• Identificar e contar sílabas.

• Identificar a quantidade de letras que formam sílabas.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

A letra M é uma consoante bilabial nasal, ou seja, os lábios se tocam (bilabial) e o ar sai pelo nariz (nasal). As atividades dessa unidade irão auxiliar os estudantes a relacionar o som representado pela letra à sua representação gráfica, bem como a identificação de padrões

Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta, a fim de que os estudantes identifiquem que todas as sílabas têm o fonema /m/, representado pela letra M. É fundamental que percebam que palavras diferentes podem ter partes sonoras iguais, pois isso os ajudará a desenvolver a consciência fonológica. Chame a atenção para a quantidade de letras que formam as sílabas e para os sons (fonemas) e as letras que os representam que mudam em cada sílaba (vogais).

Incentive os estudantes a falar outras palavras que iniciem com o som /m/. Trabalhe a percepção auditiva. Amplie a atividade, solicitando exemplos de palavras com a letra m no meio ou no fim (como mamute, mamadeira, mimo), promovendo o reconhecimento, a segmentação e a manipulação dos sons da fala.

PLANO DE AULA

Nesse momento, primeiro, optou-se por deixar em foco a letra M apenas em ocorrências no início de sílabas, ou seja, nos casos em que sua articulação é plena.

Atividade 3. O primeiro desafio dos estudantes é ler as palavras utilizando somente as letras como recurso. Incentive-os a expor as estratégias utilizadas para realizar a leitura. Faça a leitura oral da palavra MAMÃO, evidenciando que a palavra em estudo está registrada em letra nas formas de imprensa maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça que copiem a palavra no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado das letras em sua forma de imprensa maiúscula.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra MAMÃO em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes começam ou contenham a letra e/ou o padrão silábico em estudo.

Use o alfabeto móvel para compor escritas diversas, com foco na palavra em estudo, de modo individual ou em duplas.

Observe se os estudantes usam a pega trípode e se o lápis está adequado ao tamanho da mão. Oriente o posicionamento do papel levemente inclinado e a postura correta. Corrija com cuidado casos em que a empunhadura ou o traçado prejudiquem a escrita.

Atividade 4. Estimule o jogo do trava-língua. Dê oportunidade para que os estudantes se expressem

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

MAMÃO

mamão

mamão

MAMÃO

mamão

mamão

4 ACOMPANHE A LEITURA DO TRAVA-LÍNGUA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

MAIA MISTUROU MAMÃO E MEL E MELOU A MÃO.

ARAÚJO, AMANDA LIMA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/ a-importancia-dos-trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 22 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /m/.

5 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

individualmente. Esta atividade contribui para a consciência fonológica, a melhora da dicção, da pronúncia, da fluência leitora, do aumento de vocabulário e da memorização.

Observe os estudantes que não se sentirem confortáveis ao estar em evidência durante o jogo. Acolha e respeite o tempo e a personalidade de cada um, pois a atividade deve ser vista como algo importante, sem perder o caráter lúdico.

Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete nesse trava-língua. Depois, solicite que localizem a palavra MAMÃO, realizem sua segmentação oral em sílabas, depois em fonemas e, por fim, promova a segmentação da frase em palavras (batendo palmas).

Atividade 5. Peça que copiem a palavra no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado das letras em sua forma de imprensa maiúscula.

• ESCREVA NA PRIMEIRA COLUNA AS PALAVRAS QUE O PROFESSOR DITAR. DEPOIS, COMPLETE AS OUTRAS COLUNAS. Veja orientações na seção Plano de aula

7 CONTORNE AS SÍLABAS DAS PALAVRAS.

MAMÃO MAMÃE

Para o ditado, atente-se para o ritmo, pausas, para que o estudante tenha tempo de analisar e escrever cada som. Oriente-os a exercer uma escuta atenciosa. Repita a palavra, permitindo que todos tenham oportunidade de escrita. Atividade 7. Registre na lousa as palavras MAMÃO e MAMÃE, uma abaixo da outra. Faça a leitura delas em voz alta. Pergunte: “Quantos sons tem a palavra MAMÃO?”, “E quantas letras tem essa palavra?”, “Com que som começa a palavra MAMÃO?”, “Que letra representa esse som?”, “Com que som termina a palavra MAMÃO?”, “Que letra representa esse som?”. Adote o mesmo procedimento para a palavra MAMÃE. Desafie-os a identificar as letras que são comuns a essas palavras. Leve os estudante a perceber que uma palavra pode ajudar na escrita de outra (MAMÃO/MÃO; MAMÃE/ MÃE). Peça que leiam as duas palavras da atividade e contornem as letras que mudam o sentido delas. É fundamental verificar se eles percebem que a mudança do grafema e seu respectivo fonema pode alterar a palavra. 6

• RETIRE A PRIMEIRA SÍLABA DE CADA PALAVRA E ESCREVA AS PALAVRAS FORMADAS.

Atividade 6. Leia todas as palavras em voz alta com os estudantes. Promova a contagem das bolinhas de cada palavra para que compreendam a quantidade de letras e de sons que cada uma tem.

Repita a leitura de cada uma das palavras, em voz alta, porém dando destaque à segmentação oral em sílabas (batendo palmas). É fundamental que percebam que as sílabas podem ser formadas por quantidades diferentes de letras e que todas as sílabas têm vogais. É importante ainda que observem que

a separação silábica também segue regras ortográficas, ou seja, a separação é pela sonoridade e pela combinação de letras. Reproduza o quadro na lousa e preencha os dados solicitados com os estudantes. Peça a eles que atentem ao que se pede em cada coluna.

Na sequência, leia com os estudantes as palavras do quadro. Depois, escolha uma delas e fale-a em voz alta para que encontrem a grafia correspondente no quadro e a contornem. Repita a dinâmica.

PLANO DE AULA

Atividade 8. Registre na lousa a palavra MELA e solicite à turma que a leia em voz alta. Promova a contagem de sons (fonemas), de letras e de sílabas (orais e escritas) dela. Em seguida, certifique-se de que os estudantes sabem os nomes das figuras: MOLA, MALA e MULA. Desafie-os a escrever as palavras MOLA, MALA e MULA. Estimule-os a comentar que sons (fonemas) diferenciam essas palavras e que sons (fonemas) são comuns entre elas. Depois, instigue-os a verbalizar que letras representam esses sons (fonemas). É fundamental levá-los a perceber que a substituição de sons, ou seja, a mudança de um som (fonema) transforma a palavra em outra, conferindo-lhe outro significado. O procedimento é o mesmo para as demais palavras.

Atividade 9. a) Reserve um momento para que compartilhem seus desenhos e expliquem as cenas criadas com a palavra.

Atividade 9. b) Incentive os estudantes a ler em voz alta as palavras para que percebam a relação grafema/fonema.

Observando para avançar

A avaliação deve considerar o desenvolvimento das habilidades relacionadas à percepção, identificação e representação do fonema /m/, bem como à leitura, escrita e consciência fonológica. Observe como os estudantes se apropriam do som representado pela letra M e se conseguem associá-lo corretamente ao grafema.

Além disso, avalie a habilidade deles para segmentar palavras em sílabas e fonemas, formar e decompor palavras simples, identificar padrões silábicos e copiar as letras nas formas de imprensa e cursiva. O uso da pega trípode e a postura corporal

8 TROQUE A VOGAL EM DESTAQUE NA PALAVRA DO QUADRO E FORME OS NOMES DAS FIGURAS.

MOLA MALA MULA

9 LEIA A PALAVRA. DEPOIS, SEPARE AS SÍLABAS DA PALAVRA.

LA MA

A) MUDE A POSIÇÃO DAS SÍLABAS DA PALAVRA LAMA E FORME OUTRA PALAVRA. DEPOIS, FAÇA UM DESENHO PARA ILUSTRAR ESSA PALAVRA.

MALA

Produção pessoal.

B) LEIA AS PALAVRAS E PINTE UMA BOLINHA PARA CADA SOM QUE FORMA ESSAS PALAVRAS.

LAMA

MALA

também devem ser observados. Sugere-se o acompanhamento individual com base nas seguintes perguntas:

• O estudante reconhece o som /m/?

• Associa o som à grafia da letra M?

• Segmenta palavras com M?

• Manipula sílabas com M?

• Copia a letra com autonomia?

• Usa a pega trípode corretamente?

As avaliações formativas propõem o acompanhamento contínuo do desenvolvimento dos estudantes em relação à percepção e representação dos fonemas, à leitura, escrita

e consciência fonológica, com base na observação de habilidades específicas e no uso de perguntas norteadoras que permitem identificar avanços e necessidades individuais ao longo do processo de alfabetização.

Atividade complementar Forme grupos e distribua caixinhas com massa de modelar. O desafio é modelar objetos e animais cujos nomes iniciem com a letra M. Incentive os integrantes dos grupos a produzir diferentes elementos, bem como a compartilhar o material para valorizar o resultado da atividade.

TEXTO POR TODA PARTE ADIVINHA

1 IMAGINE QUE ALGUNS PERSONAGENS DE CONTOS DE FADAS ESTEJAM BRINCANDO DE CABO DE GUERRA! VOCÊ CONSEGUE ADIVINHAR QUEM ESTÁ NESSA DISPUTA?

• LEIA AS ADIVINHAS COM O PROFESSOR. DEPOIS, LIGUE CADA ADIVINHA AO PERSONAGEM.

DESCUBRA: BEM DO MEU LADO UM BICHO QUE SEMPRE ARRASA, POIS CONSEGUE, NUM SÓ SOPRO, JOGAR NO CHÃO UMA CASA.

CUNHA, LEO; FREITAS, TINO. PUXA! PUXA! SÃO PAULO: BRINQUE-BOOK, 2024. NÃO PAGINADO.

SE DORMIU POR TANTO TEMPO, DEVE ESTAR BEM DESCANSADA. PUXE, PUXE ESTA CORDA, VAMOS GANHAR DE LAVADA.

CUNHA, LEO; FREITAS, TINO. PUXA! PUXA! SÃO PAULO: BRINQUE-BOOK, 2024. NÃO PAGINADO.

A PRÓXIMA JOGADORA O OUTRO TIME DETESTA. ELA É SUPERCORAJOSA, CRUZOU SOZINHA A FLORESTA.

CUNHA, LEO; FREITAS, TINO. PUXA! PUXA! SÃO PAULO: BRINQUE-BOOK, 2024. NÃO PAGINADO.

LOBO MAU

Texto de apoio

OBJETIVOS

• Escutar com atenção a leitura de adivinhas.

• Relacionar aquilo que está sendo lido em voz alta com palavras escritas.

• Antecipar conteúdos (levantamento de hipóteses) durante a leitura feita por outros.

• Fazer inferências para perceber informações implícitas no texto lido.

• Observar a estrutura e a sonoridade do texto poético.

• Expressar conhecimento sobre o tema de um texto lido.

• Selecionar informações necessárias para a compreensão do texto de acordo com o objetivo da leitura.

PLANO DE AULA

Texto por toda parte Atividade 1. Converse com os estudantes sobre contos de fadas, explore personagens tradicionais. Permita que apresentem seus conhecimentos prévios e desenvolva questões a partir das colaborações dos estudantes, ampliando o diálogo sobre o texto.

14/09/25 14:47

[...] os contos de fadas estão envolvidos no maravilhoso, um universo que denota a fantasia, partindo sempre duma situação real, concreta, lidando com emoções que qualquer criança já viveu [...] as personagens são simples e colocadas em inúmeras situações diferentes, onde têm que buscar e encontrar uma resposta de importância fundamental, chamando a criança a percorrer e a achar junto uma resposta sua para o conflito [...] ABRAMOVICH, F. Se maravilhando com os contos de fadas. In: ABRAMOVICH, F. Literatura infantil: gostosuras e bobices. 5. ed. São Paulo: Scipione, 2004. p. 119-138.

Faça uma leitura prévia das adivinhas, treine a entonação e apresente-as de forma dinâmica e divertida. Explore a sonoridade, as rimas, marque bem a pronúncia dos dígrafos vocálicos que serão trabalhados posteriormente. Depois, convide os estudantes a reler em voz alta com você. Chame a atenção para a estrutura da adivinha, a organização em versos e as rimas que trabalham a sonoridade e facilitam a memorização.

BELA ADORMECIDA
CHAPEUZINHO VERMELHO

PLANO DE AULA

Atividade 2. Incentive a participação oral dos estudantes no levantamento dos índices que auxiliaram a adivinhar o personagem. Esta atividade é importante para o desenvolvimento da interpretação e compreensão do texto.

Atividade 3. Converse sobre a relação herói/vilão. Pergunte: “O que faz um herói?”, “O que faz um vilão de uma narrativa?”, “Quais são as características de um herói de conto de fadas?”, “Quais são as características de um vilão?”, “As virtudes, qualidades do herói o auxiliam a vencer a batalha contra o vilão?”, “O que representa o herói?”, “E o que representa o vilão?”

Assim, como na origem, ainda hoje os contos de fadas podem auxiliar as crianças a elaborar sentimentos de resiliência para enfrentar as adversidades que, eventualmente, surgem em seu cotidiano.

Atividade 4. A questão permite introduzir a ideia de sentido denotativo e sentido figurado, muito importante para a correta interpretação e compreensão do texto. Peça que digam outras expressões que também são usadas no sentido figurado e fazem parte do dia a dia dos estudantes, como: “Chutar o balde”, “Cabeça nas nuvens”.

Inclusão e equidade

Estudantes neurodivergentes podem ter dificuldade em compreender o sentido figurado, a abstração. Assim, a atividade pode ser enriquecida com imagens que tornem concretos os usos, permitindo a participação de todos.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem algumas palavras-chave ou trechos que remetem aos personagens, como “sopro” e “jogar no chão uma casa” (Lobo Mau), “dormiu por tanto tempo” (Bela Adormecida) e “cruzou sozinha a floresta” (Chapeuzinho Vermelho).

2 AS ADIVINHAS QUE VOCÊ LEU FAZEM PARTE DE UM LIVRO DE ADIVINHAS.

• CONTE AOS COLEGAS QUAIS PISTAS DE CADA ADIVINHA AJUDARAM VOCÊ A DESCOBRIR AS RESPOSTAS.

3 ALGUM DOS PERSONAGENS DAS ADIVINHAS QUE VOCÊ LEU PODE SER CONSIDERADO VILÃO? SE SIM, QUAL? JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA.

• ESCREVA O NOME DESSE PERSONAGEM.

Lobo Mau.

Espera-se que os estudantes apontem o Lobo Mau, pois o personagem usa forças ou recursos para atrapalhar ou prejudicar os personagens principais.

4 RELEIA ESTE TRECHO DA SEGUNDA ADIVINHA. DEPOIS, MARQUE UM X NA RESPOSTA CORRETA.

PUXE, PUXE ESTA CORDA, VAMOS GANHAR DE LAVADA.

• “GANHAR DE LAVADA” É O MESMO QUE: GANHAR DE FORMA DIFÍCIL.

X GANHAR DE FORMA FÁCIL.

NÃO GANHAR.

DESCUBRA MAIS

• CUNHA, LEO; FREITAS, TINO. PUXA! PUXA! SÃO PAULO: BRINQUE-BOOK, 2024.

LEIA O LIVRO COMPLETO E DESCUBRA COMO TERMINA A BRINCADEIRA DE CABO DE GUERRA ENTRE OS PERSONAGENS DOS CONTOS DE FADAS.

RODA DE LEITURA

PROJETO DE LEITURA DE ADIVINHAS

PESQUISE ADIVINHAS COM PESSOAS DA FAMÍLIA E DA COMUNIDADE. DEPOIS, ESCOLHA UMA ADIVINHA PARA COMPARTILHAR E DESAFIAR OS COLEGAS DA TURMA.

SIGA ESTAS INSTRUÇÕES PARA A APRESENTAÇÃO:

1. PEÇA A ALGUÉM DA FAMÍLIA QUE ENSINE UMA ADIVINHA PARA VOCÊ.

2. ESCOLHA UMA FORMA DE REGISTRAR A ADIVINHA. ESSE REGISTRO VAI SERVIR DE APOIO NOS ENSAIOS PARA A APRESENTAÇÃO.

3. COMECE A APRESENTAÇÃO CUMPRIMENTANDO A PLATEIA. FALE EM TOM DE VOZ ADEQUADO PARA QUE TODOS POSSAM OUVIR E COMPREENDER VOCÊ.

DICA: FALE A ADIVINHA DE UMA FORMA QUE DEIXE A PLATEIA COM VONTADE DE PENSAR NA RESPOSTA.

4. AO FINAL DA APRESENTAÇÃO, AGRADEÇA A PLATEIA PELA ATENÇÃO.

OBJETIVOS

• Ouvir com atenção e interesse a leitura das adivinhas feitas pelos colegas.

• Participar de interações orais em sala de aula questionando, sugerindo, argumentando e respeitando os momentos de fala.

• Conhecer expressões multiculturais das matrizes históricas brasileiras.

PLANO DE AULA

Roda de leitura

1. Estimule os estudantes a conversar com os responsáveis, avós, tios sobre brincadeiras de adivinhas que conhecem desde a infância. Esse momento de integração valoriza o aprendizado e estabelece laços entre a escola e a família.

2. As adivinhas podem ser registradas pelos familiares ou por meio de desenhos, por exemplo. A estrutura das adivinhas permite uma fácil memorização, assim, provavelmente, os

estudantes não apresentarão muita dificuldade em reproduzi-las.

3. Organize um ensaio com a turma a fim de que os estudantes se sintam mais seguros para a apresentação. Incentive-os a projetar a voz, empregar ritmo e linguagem gestual para valorizar a adivinha. Alguns estudantes podem não se sentir confortáveis ao estar em evidência durante a apresentação. Acolha e respeite o tempo e a personalidade de cada um, para que a atividade seja vista como algo relevante para eles, sem perder o caráter lúdico.

4. Destaque para a turma a importância da escuta respeitosa e da alternância dos turnos de fala no momento das apresentações. Incentive-os a elogiar o trabalho dos pares.

Sugestão para o professor

As poesias, assim como as parlendas, as brincadeiras cantadas e as adivinhas, compõem um repertório de textos que podem ser memorizados pelos estudantes para brincar com as palavras. Esse é um recurso muito interessante para que os estudantes iniciem sua jornada de investigação sobre o sistema de escrita alfabético e as práticas sociais de leitura e de escrita. Instigados a aprender mais sobre como se lê e como se escreve, os estudantes observam atentamente a ocorrência da escrita em seu entorno. Leia mais sobre essa prática. RECITANDO e encantando: poesias infantis. In: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: https://basenacional comum.mec.gov.br/imple mentacao/praticas/caderno-de -praticas/educacao-infantil/188 -recitando-e-encantando-poe sias-infantis. Acesso em: 11 jul. 2025.

OBJETIVOS

• Ler e compreender textos de diferentes gêneros textuais presentes no cotidiano.

• Explorar as principais características dos gêneros lista e bilhete.

• Localizar informações explícitas nos textos.

• Reconhecer e analisar as características e a finalidade dos gêneros textuais lista e bilhete.

• Identificar a quantidade de palavras.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Explore a ilustração, o personagem, e os objetos. Registre o bilhete na lousa e peça aos estudantes que façam a leitura compartilhada. Se achar conveniente, convide aqueles que já dominam a escrita alfabética e demonstram desprendimento para ler em voz alta. Em seguida, repita a leitura do bilhete e realize perguntas sobre o texto: “Quem provavelmente escreveu esse bilhete?”, “Para quem ele foi escrito?”, “Qual é a mensagem?”. Destaque a organização interna do bilhete: texto curto em que é necessário colocar o nome do destinatário, o assunto, a despedida e o remetente. Assim, você explora com os estudantes a identificação de gêneros e de estruturas de texto. Ressalte que, conforme a mensagem, inserir a data pode ser importante. Vale perguntar, também, se já viram bilhetes em casa e com que tipo de letra foram escritos.

Acompanhe o desenvolvimento da atividade, permitindo que os estudantes cumpram os comandos analisando-os com atenção.

Leia a lista de compras e converse com os estudantes sobre a organização do texto e a finalidade do gênero. Pergunte a eles se costumam acompanhar os

LEITURA BILHETE

1 OBSERVE A CENA PRESTANDO ATENÇÃO NOS BILHETES PENDURADOS NA GELADEIRA.

• AGORA, CONTORNE DE:

A MENSAGEM DE CARINHO.

A LISTA DE COMPRAS.

O DESENHO.

adultos quando vão fazer compras no mercado ou na quitanda e se costumam fazer uma lista de compras. Levantem hipóteses sobre a importância desse tipo de registro, por exemplo, para evitar esquecimentos, organizar o que deve ser comprado. Desafie-os a ler em voz alta o mais rapidamente possível a lista, de modo a exercitar a fluência em leitura oral.

Atividade complementar

Caça aos bilhetes

Prepare a sala de aula e esconda alguns bilhetes, conforme o número de grupos que

serão formados previamente. Redija textos simples, observando a estrutura do gênero. Os grupos devem encontrar o bilhete a eles destinado e lê-lo em conjunto. A atividade proporciona o desenvolvimento da leitura coletiva e a inclusão.

Sugestões para os estudantes

• ROCHA, Ruth. Mais duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz. São Paulo: Salamandra, 2016.

• BELINKY, Tatiana. A cesta de Dona Maricota. São Paulo: Paulinas, 2012.

2 OBSERVE OS ITENS DA LISTA DE COMPRAS. DEPOIS, PINTE OS QUADRINHOS DE ACORDO COM A LEGENDA. MAMÃO

PÃO MEL

MILHO DE PIPOCA

• PINTE UMA BOLINHA PARA CADA PALAVRA QUE FORMA O NOME DESTE ITEM DA LISTA DE COMPRAS.

PIPOCA

3 ESCREVA, COMO SOUBER, O NOME DO ALIMENTO MOSTRADO NA IMAGEM.

Atividade 2. Para que os estudantes tenham a possibilidade de fazer essa leitura de palavras, sem que ainda tenham o domínio da leitura convencional, eles precisam contar com o máximo de informações sobre o texto proposto, pois, assim, conseguirão fazer antecipações sobre o que pode estar escrito. É importante ressaltar que as listas são modelos estáveis de escrita. Isso significa que os estudantes podem recorrer a elas

constantemente para escrever outras palavras. Por essa razão, esse gênero textual é muito utilizado em atividade de leitura e de escrita voltadas para o sistema de escrita alfabética. Abra espaço para que os estudantes verbalizem quais são os itens que estão representados nas imagens. O objetivo é avaliar as estratégias de leitura que eles estão utilizando até o momento, como letras ou sílabas iniciais, letras finais, sons que as letras representam etc.

Leia o item da lista e proponha que contem coletivamente cada palavra. Pergunte: “Se cada palavra é uma bolinha, quantas bolinhas essa lista tem?”. Registre o número 3 na lousa e solicite aos estudantes que pintem as bolinhas. Atividade 3. Inicie a atividade conversando sobre a imagem. Pergunte qual é a fruta retratada, quem a experimentou, quem já tomou uma vitamina de abacate e fale sobre o motivo da escolha do nome vitamina (suco de frutas com leite). Durante a atividade, percorra as carteiras para observar as estratégias de escrita.

Atividade

complementar

Amplie a atividade montando com a turma uma lista de compras. Atividades com listas devem ser realizadas durante todo o ano e, se possível, incorpore ilustrações que facilitem a consulta.  Pergunte a cada estudante qual é o nome do alimento que gostaria de acrescentar à lista e registre a resposta na lousa. Ressalte a importância de que os alimentos sugeridos sejam saudáveis. As listas de palavras devem ser expostas na sala de aula para consulta. A diferença entre a lista de palavras estáveis (nome dos estudantes da turma) e a lista de palavras de referência é que a segunda contém palavras que não precisam ser estabilizadas, ou seja, os estudantes não precisam sabê-las de memória. Além disso, essas listas devem conter imagens para facilitar a consulta.

Peça a eles que copiem a lista de compras da turma no caderno. A cópia é um exercício significativo, já que se pode trabalhar as formas das letras, a distribuição do texto no papel e a segmentação das palavras.

MILHO DE
VITAMINA DE ABACATE

OBJETIVOS

• Identificar, reconhecer e escrever palavras com a letra M.

• Identificar e reconhecer que as letras M e N podem formar dígrafos vocálicos.

• Identificar semelhanças sonoras e gráficas em sílabas.

• Valorizar variedades linguísticas.

• Sistematizar a escrita, reconhecendo sonora e graficamente a letra M em sílabas e palavras.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

Atividade 1. Retome o trabalho com as fichas, pois são um importante recurso para estimular as conexões entre o som e sua representação gráfica. Lembrando que esta atividade se baseia em abordagem científica que aponta para a eficácia do ensino sistemático da consciência fonêmica e da correspondência grafema-fonema nos primeiros anos da alfabetização. Apresente o estudo do som nasal representado pelos dígrafos vocálicos AN, EN, IN, ON, UN (/ã/, /ẽ/, /ĩ/, /õ/, /ũ/).

Nesse momento, o objetivo é chamar a atenção dos estudantes para o fato de que esse som também pode ser representado pelos dígrafos vocálicos AM, EM, IM, OM, UM (/ã/, /ẽ/, /ĩ/, /õ/, /ũ/) em final de sílaba, trabalhando a discriminação de sons e o isolamento de sons nas palavras.

Peça aos estudantes que leiam as palavras RAMPA / SOMBRA. As ilustrações podem apoiar a leitura. Registre as palavras na lousa e reforce a pronúncia do som de cada uma delas, trabalhando a relação letra-som. Só então peça que completem as palavras. Ressalte para a turma que os dígrafos vocálicos são escritos com duas letras, mas representam apenas um som.

QUAL É A LETRA? SOM NASAL COM M

1 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM.

A) USE AS LETRAS EM DESTAQUE NAS FICHAS PARA COMPLETAR AS SÍLABAS DOS NOMES DAS FIGURAS.

R AM PA RAPA

SOBRA

S OM BRA

B) LEIA EM VOZ ALTA OS PARES DE PALAVRAS.

C) CONTE AOS COLEGAS O QUE VOCÊ OBSERVOU DE DIFERENTE NA PRONÚNCIA DAS PALAVRAS DE CADA PAR Espera-se que os estudantes percebam que, ao pronunciar a segunda palavra de cada par, o ar sai ao mesmo tempo pela boca e pelo nariz, formando o chamado som nasal.

2 EM CADA PALAVRA, CONTORNE A LETRA QUE VEM LOGO DEPOIS DO M .

LÂMPADA POMBO BAMBU

XAMPU EMPADA

BOMBEIRO

• QUAIS LETRAS VÊM LOGO DEPOIS DO M NESSAS PALAVRAS?

As letras p e b

3 USE O QUE VOCÊ APRENDEU E COMPLETE AS PALAVRAS DO TEXTO COM M OU N.

O GA N DULA

O COITADO CORRE, CORRE, VAI E VOLTA, SALTA E PULA.

DEVOLVER A BOLA AO CA M PO

É O TRABALHO DO GA N DULA.

SOMBRA, FÁBIO. POESIA QUE ROLA NO JOGO DE BOLA SÃO PAULO: MUNDO MIRIM, 2013. P. 24.

Atividade 2. O objetivo da questão é levar os estudantes a perceber a nasalização de sílabas (som representado principalmente pelos grupos AM, AN e pela vogal a com til /ã/), com foco nas letras M e N. Aproveite para ressaltar que uma das regularidades da língua, ou seja, uma regra de ortografia, é: sempre usarmos M, e não N, antes de P e B.

Isso acontece porque as consoantes M e N, quando usadas após uma vogal (AM ou AN), indicam nasalidade dessa vogal. AM ou AN equivalem ao som /ã/. Então, quando a letra que se segue à sílaba assim nasalizada (AM)

é P ou B (bilabial), usa-se M, que também é uma consoante bilabial.

14:47

Antes de realizar a atividade, ofereça jornais e revistas aos estudantes para que pesquisem palavras com sílabas terminadas em M ou N. Durante a pesquisa, chame a atenção para a posição das letras M e N nas sílabas, alertando-os de que as palavras pesquisadas vão formar dois grupos (palavras com sílabas terminadas em M e palavras com sílabas terminadas em N). Para finalizar a atividade, produzam um cartaz com as palavras encontradas para ser exposto em local visível e

utilizado como ferramenta de pesquisa. Observe se o tipo de tesoura está adequado ao contexto de sala de aula. Oriente o manuseio correto da ferramenta.

Atividade 3. Leia o poema em voz alta, pronunciando clara e pausadamente as palavras campo e gandula. Leve os estudantes a perceber que o M e o N nessas palavras representam o mesmo som. Depois, desafie-os a completar as palavras com M ou N, aplicando a regra que aprenderam.

Mais uma vez, leve-os a refletir sobre as regras de ortografia em que depois do M aparecem as consoantes P e B e, depois do N, aparecem as demais consoantes.

PLANO DE AULA

Atividade 4. Retome com os estudantes a regularidade da língua, ou seja, a regra de ortografia em que depois do M aparecem as consoantes P e B e depois do N aparecem as demais consoantes.

Atividade 5. Desafie-os a verbalizar qual letra faz essas palavras indicarem coisas diferentes. Só então peça que pintem o quadrinho da letra. Forneça outros exemplos, como LOBO/LOMBO, SOBRA/SOMBRA. Ressalte para a turma que o dígrafo vocálico AM é escrito com duas letras, mas representa apenas o som /ã/.

Sugestão para os estudantes

M ANTES de P e B. Publicado em: Garimpeirinhos. 2025. 1 vídeo ( ca . 2 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/wat ch?v=o8B-uX1YfcU&list= OLAK5uy_mTDGkSByl1dU BnDMT3VMYUsSaj8IEoC GI&index=7. Acesso em: 13 jul. 2025.

Atividade complementar

Jogo Caça-Som Nasal!

Objetivo:

Consolidar a percepção auditiva e visual dos sons nasais representados pelas letras M e N nas sílabas, por meio de um jogo de associação entre palavras e imagens.

Materiais:

• Cartelas com imagens de objetos, animais ou ações cujos nomes contenham sílabas nasais com M ou N (tampa, bomba, anel, samba, lâmpada, manta, janela, campo, pomba, dente).

• Cartões com sílabas variadas (inclua as nasalizadas).

• Fita adesiva ou cola.

• Um painel de cartolina com duas colunas: SONS REPRESENTADOS POR M E SONS REPRESENTADOS POR N.

4 LEIA EM VOZ ALTA AS PALAVRAS.

ANTENA AMBULÂNCIA

• AGORA, MARQUE UM X NAS RESPOSTAS CORRETAS.

A) AS SÍLABAS EM DESTAQUE REPRESENTAM OS MESMOS SONS NAS DUAS PALAVRAS?

X SIM  NÃO

B) ESSAS SÍLABAS SÃO ESCRITAS COM AS MESMAS LETRAS?

SIM X  NÃO

5 PINTE A LETRA QUE DIFERENCIA CADA DUPLA DE PALAVRAS.

T P A A M T A A T M A P A

Como jogar:

1. Espalhe as imagens e os cartões com sílabas sobre uma mesa ou no chão.

2. Peça a cada estudante que escolha uma imagem, diga o nome em voz alta e identifique o som nasal presente.

3. Os estudantes devem, então, localizar a sílaba correspondente ao som nasal da palavra e fixar a sílaba na coluna correta do painel.

4. Convide os participantes para uma leitura coletiva das palavras que ficaram em cada coluna, discutindo o que descobriram sobre a escrita do som nasal representado por M e representado por N.

TRAÇANDO LETRAS

PALAVRAS COM M EM FINAL DE SÍLABA

1 LEIA AS PALAVRAS. DEPOIS, CUBRA OS PONTILHADOS E COPIE AS PALAVRAS.

OBJETIVOS

• Desenvolver a consciência fonológica.

• Reconhecer e diferenciar letras maiúsculas e minúsculas.

• Associar sons e letras.

• Aprimorar a coordenação motora fina.

• Compreender a função da escrita no cotidiano.

PLANO DE AULA

Traçando letras

Atividade 1. A atividade propicia a retomada do emprego da letra M, dessa vez ressaltando seu uso no final das palavras. Destaque a pronúncia dos sons nasais finais. Após localizarem os elementos, devem copiar as palavras no caderno. Observe durante a atividade a preensão trípode e o tamanho do lápis. Oriente os estudantes e os auxilie, uma vez que o desenvolvimento dessa habilidade influencia diretamente a qualidade da letra, a velocidade da escrita e a redução do esforço físico durante as atividades.  Lembre-se de que o professor atua como um mediador no processo da apropriação das técnicas de escrita. É importante que as habilidades sejam ensinadas. O professor, no papel de escriba, familiariza os estudantes com os materiais de escrita — lápis, borracha, caneta, régua — com a forma de manusear os cadernos e folheá-los e com a pega do lápis.

14/09/25 14:47

OBJETIVOS

• Ler e interpretar texto informativo.

• Explorar características do texto informativo.

• Fazer correspondência entre grafema e fonema.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Inicie pela exploração da imagem e certifique-se de que reconhecem o fruto. Em seguida, leia em voz alta o texto.

Explique que o texto informativo traz informações reais e curiosidades sobre temas importantes.

Incentive os estudantes a comentar o que já sabiam e o que descobriram depois da leitura. Registre na lousa algumas palavras-chave do artigo, de modo a levá-los a refletir sobre a escrita dessas palavras. Sugerem-se: CACAU, CHOCOLATE, FRUTO, SEMENTES, FABRICAÇÃO.

Faça perguntas como: “Na palavra CACAU, algum som se repete? Qual?”, “E alguma letra se repete?”.

Questione qual parte do cacau é usada para a fabricação do chocolate. Incentive-os a justificar a resposta usando o trecho do artigo que leram. Leia as alternativas, não na mesma ordem e sem apontar as palavras, e desafie os estudantes a localizar nas alternativas a palavra SEMENTES, justificando as estratégias de leitura que utilizaram.

Texto de apoio

Resultado de novas variedades plantadas em margens de rios, vales, montanhas, cerrado, caatinga e sob florestas de essências genuinamente brasileiras, o cacau produzido

LEITURA TEXTO INFORMATIVO

1 O QUE VOCÊ SABE SOBRE O CACAU? CONTE AOS COLEGAS.

Resposta pessoal.

• ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR. DEPOIS, COMENTE O QUE VOCÊ JÁ SABIA E O QUE DESCOBRIU COM A LEITURA DO TEXTO.

COMO O CHOCOLATE É PRODUZIDO?

O COMEÇO DE TUDO ESTÁ NO CACAU — É DELE QUE VEM O CHOCOLATE. A FRUTA É QUEBRADA E AS SEMENTES SÃO RETIRADAS. DEPOIS DE TORRADAS E TRITURADAS, ELAS DÃO ORIGEM À MANTEIGA DE CACAU E A UM LÍQUIDO GROSSO, MARROM E AMARGO, CHAMADO LICOR DE CACAU — OS DOIS […] SÃO USADOS NA PRODUÇÃO, DEPENDENDO DO TIPO DE CHOCOLATE DESEJADO.

ZANELATO, DÉBORA; CRISTIANINI, MARIA CAROLINA. COMO O CHOCOLATE É PRODUZIDO? RECREIO, 9 DEZ. 2023. DISPONÍVEL EM: https://recreio.uol.com.br/noticias/tecnologia/ como-e-feito-o-chocolate.phtml#:~:text=A%20fruta%20%C3%A9%20quebrada%20e,do% 20tipo%20de%20chocolate%20desejado. ACESSO EM: 23 JUL. 2025.

• QUE PARTE DO CACAU É USADA PARA PRODUZIR O CHOCOLATE?

CASCA    POLPA    X SEMENTES

2 CONTORNE NO TEXTO INFORMATIVO A PALAVRA CACAU

no Brasil oferece ao mundo uma grande diversidade de sabores e aromas, capaz de satisfazer todos os tipos de gostos. A preocupação com a qualidade do produto final tem sido meta constante, há décadas.

BRASIL. Ministério da Agricultura e Pecuária. Cartilha cacau do Brasil. Brasília, DF: Mapa, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/ ceplac/publicacoes/folders/cartilha-cacau-do-brasil -versao-portugues.pdf. Acesso em: 11 jul. 2025.

Articulação com Ciências da Natureza

As atividades desta seção permitem o trabalho interdisciplinar com Ciências da Natureza com base na exploração de temas como alimentação saudável, espécies e cultivo do cacau. Peça aos estudantes que pesquisem imagens relacionadas ao cacau e aos processos de fabricação do chocolate.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

QUAL É A LETRA? LETRA C

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE O PAPEL SENDO RASGADO ESTÁ FAZENDO NA CENA.

KRRRR

C C C C C C

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA CACAU?

Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA CACAU ?

Com a letra c.

C) TR ACE A LETRA C .

2 JUNTE A LETRA C ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

OBJETIVOS

• Identificar os sons representados pela letra C.

• Formar sílabas com a consoante C e as vogais.

• Ler um trava-língua.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com o som /k/, representado pela letra C.

• Diferenciar sílabas de letras.

• Reconhecer palavras escritas com C e diferenciar quando representam o fonema /k/ e o fonema /s/.

• Diferenciar C de Ç.

Atividade 1. Nesse momento, será explorado o som /k/ que a letra C representa quando é seguida das vogais A, O e U. Ao longo das atividades propostas neste volume e em toda a coleção, todas as relações serão abordadas com a devida progressão. Explore a ficha em destaque e incentive os estudantes a comentar o que imaginam que o personagem está fazendo. Faça a leitura oral de KRRRR, que representa o som do papel sendo rasgado. Em seguida, peça-lhes que copiem a letra C no espaço adequado, de forma que exercitem primeiro o traçado da letra na forma imprensa maiúscula e minúscula e só depois tracem a letra na forma cursiva (maiúscula e minúscula). Será interessante propor aos estudantes a atividade de rasgar pedaços de papel para que observem o som que essa ação emite, incentivando-os a tentar reproduzi-lo de modo que reflitam sobre a semelhança com o som /k/.

Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta a fim de que os estudantes identifiquem que todas apresentam o fonema /k/, representado pela letra C. É fundamental que percebam que palavras diferentes podem ter partes sonoras iguais, pois isso os ajudará a desenvolver a consciência fonológica Chame a atenção deles para a quantidade de letras que formam as sílabas e para os sons (fonemas) e as letras que os representam, que mudam em cada sílaba (vogais). Sugestão para os estudantes

CHOCOLATE branco é chocolate mesmo? Publicado por: Manual do Mundo. c2025. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://www.you tube.com/shorts/mOlf4Oj gxOA. Acesso em: 13 jul. 2025.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Chame a atenção dos estudantes para a figura em destaque e estimule-os a comentar o que imaginam que está escrito ao lado da imagem. Faça a leitura oral da palavra, evidenciando o fato de que está escrita com diferentes tipologias. Um dos objetivos da atividade é promover o desenvolvimento da consciência fonológica dos estudantes, no intuito de levá-los a compreender que a escrita representa a sequência de partes orais das palavras, ou seja, é importante que a reflexão sobre as partes orais seja acompanhada da notação escrita das palavras.

Peça que contem o número de sílabas que formam a palavra CACAU. Pergunte: “Com que sílaba começa e com que sílaba termina a palavra CACAU?”, “Algum som se repete na palavra CACAU? Qual?”. Esse questionamento contribui para chamar a atenção de que um mesmo som pode se repetir na palavra. Para desenvolver esse componente, sugere-se que você propicie atividades em que os estudantes sejam levados a segmentar as palavras trabalhadas em sílabas e em fonemas.

Outra atividade sugerida é a de síntese de fonemas em palavras como: a palavra CACAU é formada pelos sons /k//a//k//a//u/ (segmentação) ou os sons /k//a//k//a//u/ formam a palavra CACAU (síntese). Esse trabalho pode ser desenvolvido ao longo de todo o processo de alfabetização.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes começam pela letra e/ou o padrão silábico em estudo ou, ainda, que os contenham.

Use o alfabeto móvel para compor escritas diversas, com foco na palavra em estudo, de modo individual ou em duplas.

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

4 ACOMPANHE A LEITURA DO TRAVA-LÍNGUA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

CAIO COME COCADA DE COCO COM CACAU.

NUNES, JAKELINE. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/a-importancia -dos-trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 18 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /k/.

5 FORME PALAVRAS.

Atividade 4. O objetivo da atividade é explorar a relação entre fonema e grafema em estudo. Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete no trava-língua. Depois, solicite que localizem a palavra CACAU, realizem sua segmentação oral em sílabas, depois em fonemas e, por fim, promova a segmentação da frase em palavras (batendo palmas).

Atividade 5. Desenvolva a atividade oralmente e reforce como novas palavras podem ser formadas com base em um mesmo som. Acompanhe a atividade para verificar o

progresso no processo de escrita, auxiliando os estudantes que demonstrarem dificuldade em relação à pega do lápis.

Texto de apoio

A consciência fonêmica é mais específica e focada nos fonemas, que são as unidades mínimas de som da língua que podem distinguir significados. [...] A consciência fonêmica é um componente central da consciência fonológica mais ampla.

CAJAZEIRA, Ivanildo. Fluência leitora: fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Uiclap, 2023. p. 71.

6 LEIA EM VOZ ALTA. V A C A C A N E C A C A N U D O C U E C A

O N E C A

B A C A T E

A C A C O

I P O C A

A M E L O

• ESCREVA NA PRIMEIRA COLUNA DO QUADRO AS PALAVRAS QUE O PROFESSOR DITAR. DEPOIS, COMPLETE AS OUTRAS COLUNAS.

PALAVRA PALAVRA SEPARADA EM SÍLABAS NÚMERO DE SÍLABAS LETRAS SONS

7 COPIE AS PALAVRAS QUE RIMAM COM O NOME DA FIGURA.

CANECA • CANETA • CARRINHO CUECA • PETECA • PIÃO

Atividade 6. Convide um estudante que já domine a leitura oral das palavras para lê-las para a classe. Após, repita a leitura com todos, de forma a destacar os fonemas que compõem as palavras. O momento do ditado propiciará o reconhecimento do sistema de escrita como representação dos sons da fala. A atividade levará os estudantes a reconhecer o sistema de escrita como representação dos sons e da fala. Faça o ditado das palavras MACACO, VACA e CUECA e escreva-as na lousa, solicitando aos estudantes que as separem em sílabas,

pronunciem os sons (fonemas) que formam cada palavra e contem o número de sons (fonemas) e letras de cada uma. Leve-os a perceber que as palavras têm diferentes segmentos orais (sílabas), que todas as sílabas têm vogais e que o número de letras é sempre maior do que o de sílabas.

Atividade 7. Retome com os estudantes o que é uma rima, apresente um conceito ainda simples que, posteriormente, será mais aprofundado, de que rima é um som parecido no final da palavra.

Promova a segmentação dessas palavras em fonemas, retomando o isolamento de fonemas, que faz parte da consciência fonológica na alfabetização, de modo que os estudantes percebam quais palavras têm o mesmo som final. Só então peça-lhes que escrevam as palavras que rimam com o nome da figura.  Leia a palavra BONECA e depois as palavras do quadro pausadamente, destacando a última sílaba. Repita a leitura, perguntando a cada palavra se ela rima com BONECA. Só então peça que copiem no caderno as palavras que consideram rimar com BONECA. Verifique a necessidade de uma melhor sistematização do conteúdo e aproveite para observar se algum estudante precisa de ajuda para desenvolver a escrita de maneira mais autônoma e eficaz.

Atividade complementar

Ditado para o professor

A atividade objetiva incentivar os estudantes a observar o movimento da escrita, materializá-la, ampliar o vocabulário, observar o professor no papel de escriba e aprender procedimentos de organização e revisão de texto de forma lúdica. Os estudantes deverão ditar palavras que contenham a letra C, um de cada vez, sem repetir nenhuma palavra. O professor escreverá as palavras na lousa.

PLANO DE AULA

Atividade 8. Faça perguntas que incentivem a verbalização do que aparece na imagem. Em seguida, desafie os estudantes a identificar em qual das alternativas está escrito BOLO DE COCO. É importante que justifiquem a resposta, mesmo que tenham apontado corretamente a expressão. Pergunte-lhes que palavras se repetem em todas as expressões. Abra espaço para que verbalizem a importância da expressão DE LIMÃO, DE FUBÁ e DE COCO para diferenciar e caracterizar os tipos de bolo.

Atividade 9. Peça aos estudantes que comentem o que observam na imagem. Espera-se que percebam que ela apresenta um cão com um coco na praia. Registre as três palavras do quadro na lousa e promova a leitura compartilhada em voz alta. Questione os estudantes sobre como essas palavras se relacionam com a imagem. Aponte para a primeira palavra e pergunte à turma qual é a letra inicial dela e qual som ela representa. Tendo como base esse indício, incentive os estudantes a afirmar qual é a palavra. Leia-a com a turma, apontando para as sílabas na lousa. Proceda do mesmo modo com as duas outras palavras e apresente-lhes brevemente a sílaba PRA, em PRAIA.

Incentive os estudantes a completar a frase primeiro oralmente para que, no momento do registro, não se preocupem com o que vão escrever, mas com a forma como vão escrever, com as letras e a ordem que vão usar.

Vale ressaltar a intencionalidade de propor atividades em que os estudantes tenham o apoio da notação escrita, pois isso favorece que reflitam sobre as partes sonoras das palavras.

8 MARQUE UM X NA EXPRESSÃO QUE REPRESENTA A FIGURA.

9 COMPLETE A FRASE COM AS PALAVRAS DO QUADRO. BOLO DE LIMÃO BOLO DE FUBÁ X BOLO DE COCO

• praia • coco

10 ESCREVA OS NOMES DAS FIGURAS. DEPOIS, ENCONTRE PALAVRAS ESCONDIDAS NESSES NOMES E ESCREVA.

Atividade 10. Registre na lousa a palavra MACACO e promova a leitura compartilhada, incentivando os estudantes a realizar a segmentação em sílabas oralmente, batendo palma a cada parte pronunciada. Promova a segmentação da palavra em fonemas e pergunte-lhes: “Que palavras podem ser encontradas dentro da palavra MACACO?”, “Que sons

(fonemas) formam a palavra MACACO?”, “Onde está a palavra MACA em MACACO?”, “Que sons (fonemas) formam essa palavra?”, “E onde está a palavra CACO em MACACO?”, “Que sons formam essa palavra?”. Contorne essas palavras usando cores diferentes e registre-as na lousa ao lado de MACACO. O procedimento deve ser o mesmo para a palavra SACOLA.

Em algumas regiões do Brasil, esse bolo também é conhecido como toalha felpuda.
MACA
SACO
CACO
COLA
MACACO
SACOLA

SONS QUE A LETRA C PODE REPRESENTAR

1 OBSERVE AS FICHAS. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM REPRESENTADO NA CENA DE CADA FICHA.

• QUAL É A LETRA EM DESTAQUE NAS FICHAS? A letra c

2 LEIA AS PALAVRAS EM VOZ ALTA, PRESTANDO ATENÇÃO NO SOM QUE A LETRA C REPRESENTA NAS SÍLABAS EM DESTAQUE.

CACAU CEBOLA

COCO MELANCIA

RÚCULA

A) PINTE OS QUADRINHOS DAS PALAVRAS DE ACORDO COM O SOM QUE A LETRA C REPRESENTA. USE AS CORES INDICADAS AO LADO DAS FICHAS.

185

PLANO DE AULA

Atividade 1. Chame a atenção dos estudantes para o som representado pela letra C nas fichas. Leve-os a notar o fato de que ela pode representar os fonemas /k/ e /s/. Se julgar conveniente, proponha aos estudantes que pesquisem em jornais, revistas ou livros palavras com a letra C seguida de vogal e separem-nas em dois grupos, de acordo com os sons que essa letra pode representar.

14/09/25 14:48

Atividade 2. Leia as palavras em voz alta. Depois, solicite a leitura coletiva dos estudantes. É importante que percebam que só obtemos o mesmo som representado pela letra C em CACAU (fonema /k/) quando o C antecede as vogais A, O e U. Explique que a letra C, quando seguida das vogais E e I, representa o som (fonema /s/) predominante da letra S em SELO e SINO. Atividades como esta desenvolvem a consciência fonológica, que pode ser definida como apresentado no primeiro texto de apoio a seguir.

Textos de apoio [...] habilidade para analisar as palavras da linguagem falada, de acordo com as diferentes unidades sonoras que as compõem, como é o caso das sílabas e dos fonemas. Enquanto separar palavras em sílabas é um processo simples e até mesmo natural, detectar os fonemas depende de uma interação mais ativa com o código escrito, interação essa que caracteriza o próprio processo de alfabetização. [...]

ZORZI, Jaime. Como funciona o cérebro no processo de leitura e escrita: o papel da consciência fonológica na alfabetização e a proposta de “As letras falam: metodologia para alfabetização”. 5 jun. 2018. Disponível em: https://cefac.br/artigos/17_ como-funciona-o-cerebro-no -processo-de-leitura-e-escrita -o-papel-da-consciencia -fonologica-na-alfabetizacao. Acesso em: 11 jul. 2025.

[…]

No latim clássico, o C tinha sempre o valor de /k/. O nome de Cícero seria lido como /ki.ke.ro/. Foi no final do Império que os falantes começaram a alterar o som antes de um /e/ ou de um /i/ — estas vogais obrigam a puxar a língua para a frente, pressionando o som consonântico anterior no sentido de uma consoante em que a posição da língua seja semelhante. O mesmo aconteceu, ao longo da Idade Média, com o som /g/. Este fenômeno de mudança da consoante para facilitar a produção da vogal que se lhe segue criou uma diferença na leitura das letras C e G antes do E e do I em contraste com as outras vogais, uma peculiaridade partilhada por todas as línguas latinas [...].

NEVES, Marco. Breve história da letra C. 29 jul. 2023. Disponível em: https://www.certaspalavras. pt/p/breve-historia-da-letra-c. Acesso em: 25 ago. 2025.

PLANO DE AULA

Atividade 2. c) Leia as palavras CAFÉ e CEREJA em voz alta. Reforce a diferença entre o som /k/ e o som /s/. Releia as palavras da página anterior e então peça que dividam as palavras de acordo com a similaridade sonora representada pela letra C. Inicie a etapa de escrita de palavras. Chame mais uma vez a atenção dos estudantes para o som representado pela letra C quando seguida das vogais E, I e das vogais A, O, U.

Atividade complementar

Cantinho do som que a letra C pode representar Monte um espaço temporário na sala de aula, com o título: COM QUE SOM?, que contenha:

• dois murais:

Som /k/ (com imagens como cachorro, coco, cacau)

Som /s/ (com imagens como cebola, cinema, cereja)

• caixas para sortear palavras e separá-las nos painéis conforme o som representado pela letra C.

• espelho fixado para os estudantes observarem os movimentos da boca ao pronunciar as palavras, para ajudá-los na percepção articulatória dos sons.

Jogo da memória com imagens e sílabas (por exemplo, ligar CA com CAVALO, CE com CENOURA).

Sugestão para os estudantes

AS LETRAS falam. Publicado em: Cefac Fonoaudiologia. 2016. 1 vídeo ( ca . 3 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=pBsfpU9zWNI. Acesso em: 13 jul. 2025.

B) A LETRA C REPRESENTA O MESMO SOM NESSAS PALAVRAS?

SIM X  NÃO

C) COPIE AS PALAVRAS EM DOIS GRUPOS, DE ACORDO COM O SOM QUE A LETRA C REPRESENTA NAS PALAVRAS EM DESTAQUE.

D) CONTORNE A VOGAL QUE VEM LOGO DEPOIS DA LETRA C NESSAS PALAVRAS.

E) NAS PALAVRAS DO PRIMEIRO GRUPO, QUAIS VOGAIS VÊM LOGO DEPOIS DA LETRA C ?

F) NAS PALAVRAS DO SEGUNDO GRUPO, QUAIS VOGAIS VÊM LOGO DEPOIS DA LETRA C ?

CACAU
MELANCIA
COCO
CEBOLA
RÚCULA
CAFÉ
CEREJA

3 LEIA O TEXTO COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.

UM BIFINHO OU UM SALAMINHO?

VOCÊ PREFERE...

ARROZ, FEIJÃO E UM BIFINHO

OU UM SIMPLES PÃO COM SALAMINHO? […]

MORAR NUM PALÁCIO DE CHOCOLATE OU MORAR NUM CAROÇO DE ABACATE?

RIBEIRO, JONAS. UM BIFINHO OU UM SALAMINHO?

SÃO PAULO: MUNDO MIRIM, 2009. P. 3-5, 16-17.

• RELEIA OS DOIS ÚLTIMOS VERSOS. O SOM

REPRESENTADO PELAS DUAS LETRAS C NA PALAVRA CAROÇO É O MESMO? Espera-se que os estudantes percebam que não.

O SINAL EMBAIXO DA LETRA C NA PALAVRA CAROÇO É CHAMADO CEDILHA Ç .

4 COMPLETE AS FRASES SEGUINDO O EXEMPLO.

Tranca não é trança.

Louca não é louça

Forca não é força

5 COMPLETEM O TEXTO FAZENDO RIMA.

O que você prefere... Acordar com cafuné

ou com ?

Resposta pessoal. Sugestões de resposta: café, chulé, um pedaço de filé, bicho-de-pé, dor no pé, o galo garnisé.

Atividade 3. Inicie a atividade chamando a atenção dos estudantes para a disposição do texto na página e para as ilustrações. Pergunte: “Vocês acham que vão ler uma receita culinária, um bilhete ou um poema? Por quê?”. Informe que o poema faz uma “brincadeira” com as palavras que rimam.

Abra espaço para que os estudantes realizem a leitura silenciosa. Só então faça a leitura oral. Depois, leia mais uma vez o poema em voz alta, pedindo à turma que acompanhe apontando as palavras. Só então incentive a leitura oral coletiva, solicitando a cada

estudante que leia um verso, a fim de contribuir para o desenvolvimento da fluência de leitura.

14/09/25 14:48

Peça aos estudantes que contornem as palavras que rimam em cada verso. Amplie a atividade, pedindo que verbalizem outras palavras que rimam com SALAMINHO/CHOCOLATE. Depois escreva a palavra CAROÇO na lousa. O objetivo é chamar a atenção para o Ç. Nesse momento, interessa levar os estudantes a refletir sobre a mudança sonora e de significado segundo a presença ou não da cedilha em algumas palavras. O Ç é uma

das irregularidades da língua portuguesa. No entanto, podem-se inferir algumas regras em relação ao seu uso: uma palavra nunca é iniciada por Ç e só se usa Ç seguida das vogais A, O, U.

Atividade 4. Leia as frases em voz alta, levando os estudantes a notar que a presença do sinal gráfico cedilha mudou o som da última sílaba nos pares de palavras TRANCA e TRANÇA; LOUCA e LOUÇA, FORCA e FORÇA, e fez com que elas indicassem coisas diferentes.

Texto de apoio

[...]

É interessante que você, professor, leia o poema em voz alta, de modo que seja um modelo leitor para a turma. Também é fundamental que proponha a prática da leitura oral repetida ou a prática da leitura oral guiada: “[…] tendo por objetivo desenvolver hábitos de leitura fluente que permitam aos alunos ler textos de forma mais rápida, precisa, com expressão adequada e compreensão”. […]

Para Rasinski (2006b) as instruções em precisão, automaticidade e prosódia devem ocorrer juntas de forma integrada. Ele concorda com Hudson et al . (2005) ao aceitar que a leitura repetida é a melhor forma para desenvolver a fluência [...].

MALUF, M. R.; SANTOS, M. J. (org.). Ensinar a ler: das primeiras letras à leitura fluente. Curitiba: CRV, 2017. p. 50-51.

OBJETIVOS

• Reconhecer as diferenças entre letras maiúsculas e minúsculas.

• Reconhecer as diferenças entre letra de imprensa e letra cursiva.

• Desenvolver a coordenação motora fina.

PLANO DE AULA

Atividade 1. A atividade retoma a letra cursiva e de imprensa maiúscula e minúscula. Os estudantes precisam saber a categorização das letras, tanto no aspecto gráfico quanto no funcional (quais letras devem ser usadas para formar e escrever determinada palavra e em que ordem). Devem saber também que, apesar das diferentes formas gráficas das letras em nosso alfabeto, uma letra permanece a mesma, porque exerce a mesma função no sistema de escrita, ou seja, é sempre usada da maneira exigida pela ortografia das palavras. Esta atividade permite retomar o aprendizado da pega trípode do lápis, para o desenvolvimento da coordenação motora fina. Acompanhe o desenvolvimento da atividade, auxiliando os estudantes que demonstrarem dificuldade na pega do lápis. Incentive-os a desenvolver uma forma de escrita mais confortável e eficiente.

Atividade 2. Para o momento de escrita do nome na caixa de areia, utilize os materiais previamente selecionados (bandeja com areia ou material similar e palito). Entregue uma bandeja de areia para cada estudante e, peça que escreva seu nome, utilizando o dedo indicador ou um palito, por exemplo. Se necessário, forneça uma ficha com o nome do estudante para que possa copiá-lo ou escreva os nomes na lousa, para que observem o movimento da escrita.

TRAÇANDO LETRAS NOMES DE PESSOAS

1 CONTORNE OS NOMES IGUAIS. USE UMA COR DIFERENTE PARA CADA NOME.

CAIO • FELIPE • Felipe • Tatiana • Caio

VALENTINA • Alice • ALICE • Felipe • Valentina

Alice • Valentina • TATIANA • Caio • Tatiana

• AGORA, COPIE EM LETRA CURSIVA OS NOMES QUE VOCÊ CONTORNOU.

Valentina

Valentina

Caio

Caio

Felipe

Felipe

Alice

Alice

Tatiana

Tatiana

2 ESCREVA SEU NOME NA CAIXA DE AREIA. O PROFESSOR VAI EXPLICAR A ATIVIDADE. Produção pessoal. Veja orientações na seção Plano de aula.

A atividade aprimora a precisão dos movimentos, e por meio da experiência tátil, facilita a memorização e o reconhecimento das letras e nomes. O estímulo sensorial, além de ser relaxante, proporciona o desenvolvimento da capacidade de concentração. Seja paciente com eventuais desorganizações causadas pelo uso desse tipo de material. Elogie os resultados e incentive outras explorações, como a criação de novas palavras ou desenhos.

Verifique possíveis adversidades físicas, comunicacionais ou relacionais que possam dificultar que os estudantes participem das

atividades propostas e busque apoio para atender ao grupo. É comum que eles tenham sensibilidade a sons, texturas e cheiros. Assim, é natural que demonstrem encantamento ou desagrado em relação a essas sensações. Permita que explorem sons, texturas e cheiros de acordo com suas preferências. Se necessário, adapte os materiais utilizados na atividade. Sugestão para o professor 10 BRINCADEIRAS com palavras para estimular a alfabetização. 21 maio 2021. Disponível em: https://lunetas.com.br/brincadeiras -palavras-alfabetizacao/. Acesso em: 12 jul. 2025.

HORA DA HISTÓRIA CONTO

1 LEIA O TÍTULO DO CONTO A SEGUIR. O QUE VOCÊ ACHA QUE PODE ACONTECER EM UMA HISTÓRIA COM ESSE TÍTULO?

Resposta pessoal.

2 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR PARA DESCOBRIR O QUE ACONTECE NA HISTÓRIA.

MALU, ME EMPRESTA O LÁPIS COR DE PELE?

ERA UMA VEZ UMA

MENINA QUE SE CHAMAVA MALU. […]

CERTO DIA, ENQUANTO

TODOS DESENHAVAM, SUA AMIGA ISABELE PROCURAVA ALGO. ERA UM LÁPIS DE COR QUE SERIA

USADO PARA PINTAR A PELE DE SEU PAI, ARNALDO. ELA PROCUROU, PROCUROU, MAS NÃO ENCONTROU. — MALU, VOCÊ ME EMPRESTA O LÁPIS COR DE PELE? — PERGUNTOU ISABELE.

MALU OLHOU PARA O SEU ESTOJO, PROCUROU O TAL DO LÁPIS, MAS NÃO O ENCONTROU, PORQUE NÃO SABIA

QUAL ERA A SUA COR.

ENTÃO, CURIOSA PARA SABER DE QUAL COR SE

TRATAVA, MALU QUESTIONOU A SUA PROFESSORA NIARA: — PROFESSORA, QUAL É A COR DO LÁPIS COR DE PELE?

ISABELE, TENDO ENCONTRADO O LÁPIS QUE

PRECISAVA, LEVANTOU A SUA MÃO E RESPONDEU TODA ENTUSIASMADA:

MALU! É ESTE O LÁPIS QUE EU PROCURAVA!

OBJETIVOS

• Ouvir leitura de um conto.

• Associar texto escrito e imagens.

• Identificar elementos de uma narrativa.

• Participar de interações orais.

PLANO DE AULA

Hora da história

As atividades desta seção propõem a leitura e discussão do conto Malu, me empresta

o lapis cor de pele?, de Helen Gaia, com o objetivo de trabalhar a escuta atenta, a compreensão dos elementos narrativos, o reconhecimento da diversidade e o respeito às diferenças. A leitura contribui para uma reflexão sobre temas como racismo estrutural, representatividade, pluralidade cultural e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Leve o conto para a Roda de Leitura. Dica de organização: peça aos estudantes que sentem em círculos ou semicirculos, de modo que todos se vejam e possam ouvir com atenção. Deixe um espaço central livre,

garantindo a visão completa da turma e facilidade na mediação da leitura. Se possível, organize tapetes, tatames ou almofadas para garantir o conforto de todos.

Atividade 1. Informe aos estudantes sobre a leitura que farão. Leia o título em voz alta e abra espaço para que eles compartilhem suas hipóteses. Amplie, pedindo que observem as imagens que ilustram o conto e imaginem o que a história irá tratar. Ressalte a importância de respeitar os turnos de fala.

Atividade 2. Prepare a leitura com antecedência, praticando ritmo, entonação e pausas. Sua leitura serve como exemplo de fluência para os estudantes. Dessa forma, eles percebem a pronúncia adequada e a expressividade na leitura, incentivando-os a aprimorar suas próprias habilidades de leitura em voz alta.

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Texto de apoio [...] os fatos que sucedem em uma história — e os elementos que a compõem: cenário, personagens, problema, ação, resolução — nos permitem prever o que vai acontecer; é um processo que deve ser ensinado e aprendido. Quando uma professora formula aos alunos suas próprias previsões, é importante explicar-lhes em que se baseia para formulá-las; também seria conveniente que algumas das suas previsões não se realizassem e que verificasse com as crianças por que isso aconteceu. Assim, elas perceberiam que o importante não é a exatidão, mas o ajuste e a coerência. Deste modo se estabelece um processo em que os alunos podem participar, apontando suas próprias previsões com relação ao desenvolvimento, pensando como a história pode acabar [...].

SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Tradução: Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 28.

PLANO DE AULA

A história gira em torno de Malu, uma menina negra que, durante uma aula de artes, é questionada por sua amiga Isabele se pode emprestar o “lápis cor de pele”. Malu se surpreende com a pergunta e percebe que não sabe qual lápis seria esse. A partir dessa dúvida, procura ajuda da professora, que transforma o momento em uma rica aula sobre diversidade racial e sobre a importância de nomear as cores com precisão, sem associar uma única cor a todas as peles humanas. Durante a leitura, faça pausas estratégicas para levantar questões como: “Por que Malu ficou confusa?”, “Será que existe uma só cor de pele?”, “O que você faria no lugar dela?”.

Após a leitura, abra uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem o que pensaram ou sentiram durante a história. Fomente o debate sobre identidade racial, inclusão e respeito às diferenças. Essa conversa deve ser conduzida com sensibilidade, reconhecendo as vivências dos estudantes e reforçando que todas as cores de pele são bonitas e merecem ser representadas.

Este momento abre espaço para um debate sobre racismo e representatividade, temas fundamentais para a formação ética e cidadã.

Depois da conversa, proponha o reconto oral, estimulando a expressão dos estudantes e o uso de conectivos como “depois”, “enquanto”, “mas”, “então”, entre outros. Pode-se perguntar: “Quem são os personagens principais?”, “Onde se passa a história?”, “Qual foi o problema que surgiu na sala de aula?”, “Como ele foi resolvido?”.

MALU OLHOU PARA AQUELA COR, PENSOU E FALOU: — MAS, PROFESSORA, ESSA COR NÃO É COMO EU SOU! A PROFESSORA NIARA, PERCEBENDO A DISCUSSÃO QUE

SURGIU DURANTE A AULA, ENSINOU: — TURMA, ATENÇÃO! AGORA EU VOU LHES ENSINAR UMA IMPORTANTE LIÇÃO: NÃO EXISTE LÁPIS COR DE PELE!

— POR QUE NÃO? — PERGUNTOU ISABELE.

— PORQUE EXISTEM DIVERSOS TONS DE PELE. VEJAM, CRIANÇAS… A BELEZA DAS CORES DE NOSSA PELE!

— SE EXISTEM DIVERSOS TONS DE PELE, ENTÃO QUAL É O NOME DA COR DESSE LÁPIS? SERIA BEGE?! —

PERGUNTOU MALU.

— BEGE, PÊSSEGO, SALMÃO, ROSA-CLARO, LARANJA-CLARO… SÃO DIVERSOS OS NOMES DE QUE ESTA COR É CHAMADA. MAS DIZER QUE O SEU NOME É COR DE PELE É MUITO ERRADO!

NO MESMO INSTANTE, TODAS AS CRIANÇAS COMEÇARAM A CONVERSAR E A ESCREVER SOBRE O QUE A PROFESSORA TINHA ACABADO DE ENSINAR.

GAIA, HELEN. MALU ME EMPRESTA O LÁPIS COR DE PELE. ILUSTRAÇÕES: GABRIEL SOZZI. SÃO PAULO: UNIDOS PELA PALAVRA, 2021. NÃO PAGINADO.

Texto de apoio

Afetividade na relação entre professor e aluno no processo ensino-aprendizagem

A afetividade vai além de sentimentos de amor, ternura e carinho; ela está relacionada a emoção, estados de humor, motivação, atenção, personalidade, temperamento, dentre outros termos. Ela exerce papel fundamental nas relações, influenciando o interesse na aprendizagem, a autoestima, a memória, a percepção, a vontade e as ações, favorecendo a construção da personalidade humana. Para Vygotsky (1998, p. 42), a afetividade é um elemento cultural que faz com que tenha peculiaridades de acordo com cada cultura. Elemento importante em todas as etapas da vida da pessoa, a afetividade tem relevância fundamental no processo ensino-aprendizagem no que diz respeito à motivação, avaliação e relação entre professor e aluno.

Ao falar de afetividade na relação entre professor e aluno, é necessário articular com emoções, motivação, postura de conflito do eu, do outro e disciplina. Em todo meio do

3 O QUE ISABELE QUERIA FAZER QUANDO PEDIU O LÁPIS EMPRESTADO? MARQUE UM X NA RESPOSTA CORRETA.

ESCREVER UMA CARTA PARA MALU.

X PINTAR A PELE DO PAI DELA NO DESENHO.

4 COMPLETE A FRASE COM O NOME DA PERSONAGEM QUE DISSE A SEGUINTE FALA.

— MAS, PROFESSORA, ESSA COR NÃO É COMO EU SOU!

MALU DISSE ISSO PORQUE PERCEBEU QUE A COR DO LÁPIS NÃO REPRESENTAVA A COR DA SUA PELE.

5. Espera-se que os estudantes cheguem à conclusão de que essa cor não existe porque há muitos tons diferentes de pele.

5 POR QUE A PROFESSORA DISSE QUE NÃO EXISTE “LÁPIS COR DE PELE”? CONVERSE COM OS COLEGAS SOBRE ISSO.

6 MARQUE UM X NAS ALTERNATIVAS QUE APRESENTAM O QUE A PROFESSORA ENSINOU PARA A TURMA SOBRE A COR DA PELE.

QUE EXISTE UMA SÓ COR DE PELE.

X QUE TODAS AS CORES DE PELE SÃO BONITAS.

X QUE CHAMAR UMA SÓ COR DE “COR DE PELE” PODE EXCLUIR OUTRAS PESSOAS.

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qual a criança faça parte, seja família, escola ou outro ambiente, essas questões estão sempre presentes.

Freire (1996, p. 96) ressalta características do professor que envolve afetivamente seus alunos:

O bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é, assim, um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas.

MARTINS, Ana Claudia Amaro; SANTOS, Rosiane de Oliveira da Fonseca. Afetividade na relação entre professor e aluno no processo ensino-aprendizagem. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro, v. 20, n. 44, 17 jan. 2020. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/44/afetividade-nas -relacoes-educativas-uma-abordagem-da-educacao-infantil. Acesso em: 27 ago. 2025.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Oriente os estudantes a ler com atenção a pergunta e as alternativas apresentadas. Incentive-os a refletir sobre a ação da personagem Isabele no contexto do conto e a justificar a escolha da resposta correta, relacionando-a às informações do texto.

Atividade 4. Peça aos estudantes que retomem no conto a fala indicada e identifiquem corretamente a personagem que a disse. Observe se os estudantes demonstram atenção aos detalhes da narrativa e reconhecem as vozes das personagens.

Atividade 5. Promova uma roda de conversa sobre o motivo pelo qual a professora fez essa observação. Estimule os estudantes a perceber que a fala evidencia que a cor do lápis não representa a diversidade de tons de pele e aproveite para discutir a importância da representatividade e da inclusão. Utilize perguntas abertas como: “O que a professora quis dizer com isso?” e “Por que é importante perceber que existem diferentes cores de pele?”, valorizando a reflexão crítica, a empatia e a escuta atenta. Lembre os estudantes de respeitar os turnos de fala.

Atividade 6. Peça aos estudantes que identifiquem e marquem as alternativas corretas, reforçando o aprendizado sobre a pluralidade de cores de pele e a importância de não se limitar a um único padrão. Pergunte ao final do estudo do texto: “Você acha que a cor da pele de uma pessoa faz diferença na forma como ela deve ser tratada? Por quê?”. Espera-se que os estudantes respondam que não, pois todos são iguais.

Articulação com Arte Proponha uma atividade com lápis de cor, pedindo a cada estudante que desenhe seu autorretrato e escolha os tons de pele que mais se aproximam da sua cor. Monte um painel coletivo.

OBJETIVOS

• Ler uma tirinha.

• Relacionar texto escrito e ilustrações.

• Associar texto escrito e imagens.

• Identificar a sequência narrativa.

• Participar de interações orais.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Garfield foi criado pelo cartunista Jim Davis em 1978. Preguiçoso, guloso e sarcástico, é conhecido por sua paixão por lasanha e seu ódio por segundas-feiras. Seu dono é Jon Arbuckle, e seu amigo, o cachorro Odie. Garfield é um ícone da cultura pop, estrelando em quadrinhos, tirinhas, desenhos animados, filmes e jogos.

Atividade 2. Incentive a participação oral e o compartilhamento das impressões trazidas pela leitura. Pergunte: “Jon agiu de maneira correta?”, “Que outra atitude Garfield poderia ter tomado?”. Incentive os estudantes a sugerir ações mais conciliadoras e a renunciar ao revide.

Atividade 3. Converse sobre palavras homófonas e homógrafas, sem usar a nomenclatura. Peça que digam outras palavras que possuem a mesma grafia, mas significados diferentes, como manga (fruta) / manga (camisa), molho (comida) / molho (conjunto de chaves), banco (sentar-se) / banco (instituição financeira), torta (alimento) / torta (adjetivo) etc. Leve os estudantes a refletir sobre a importância de considerar o contexto comunicativo para estabelecer os significados das palavras.

2. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes respondam que Garfield ficou bravo com seu tutor porque ele o mandou sair da rede e, por isso, rasgou-a para que o tutor também não pudesse usá-la.

LEITURA TIRINHA 1. Respostas pessoais. O personagem Garfield é conhecido por ser preguiçoso, guloso e dorminhoco. Ele também adora lasanha e detesta as segundas-feiras.

1 VOCÊ CONHECE O PERSONAGEM GARFIELD? SE CONHECE, QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DELE?

• AGORA, LEIA A TIRINHA.

DAVIS, JIM. GARFIELD. 2013. DISPONÍVEL EM: https://tirinhasdogarfield. blogspot.com/2013/02/na-rede.html. ACESSO EM: 23 JUL. 2025.

2 VOCÊ GOSTOU DA TIRINHA? CONTE O QUE VOCÊ ENTENDEU.

3 MARQUE O TÍTULO QUE MAIS COMBINA COM A HISTÓRIA.

X UM COCHILO NA REDE  TEM PEIXE NA REDE

• QUAIS SIGNIFICADOS A PALAVRA REDE TÊM NESSES TÍTULOS?

No título Um cochilo na rede, a palavra rede refere-se à rede de dormir, feita de tecido, onde as pessoas se deitam. Já no título Tem peixe na rede, rede refere-se à rede que os pescadores usam para pegar peixes no rio ou no mar.

4 CONTORNE A PALAVRA REDE NO TÍTULO QUE VOCÊ MARCOU.

Texto de apoio

[...] Os alunos podem antecipar de maneira cada vez mais ajustada aquilo que um texto diz quando a proposta didática o torna previsível e possível de ser explorado, investigando as relações entre o que se supõe, o que se sabe que está escrito e o que de fato está escrito. Quando o professor oferece informações que ajudam o aluno a elaborar predições possíveis sobre o sentido do texto, colabora com o processo de leitura. Essas ajudas podem levar os alunos a apontar e averiguar onde está dito algo, o que está dito e como é dito. O professor ensina o aluno a apoiar-se em distintas fontes, de forma que ele coordene as antecipações entre si para confirmá-las ou rechaçá-las. [...]

CASTEDO, Mirta; MOLINARI, María. Enseñar y aprender a leer: jardín de infantesy primer ciclo de la educación básica. Buenos Aires: Centro de Publicaciones Educativas y Material Didáctico, 2017. p. 75. Tradução nossa.

QUAL É A LETRA? LETRA R

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A MENINA ESTÁ FAZENDO NA CENA.

ROOONC

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA REDE?

Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA REDE?

Com a letra r.

C) TR ACE A LETRA R

2 JUNTE A LETRA R ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

OBJETIVOS

• Identificar os sons que letra R representa.

• Formar sílabas com a consoante R e as vogais.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com o som /R/, representado pela letra R.

• Incentivar o trabalho da letra cursiva e da letra de imprensa maiúscula, bem como refletir sobre o sistema de escrita e suas hipóteses.

• Ler um trava-língua.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

Incentive os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada com diferentes formatos em relação ao seu traçado. No trabalho com a letra R, a abordagem da relação entre o grafema e seus fonemas deu-se de acordo com sua ordem de complexidade. Assim, as atividades iniciais trabalham a relação letra-som, apresentando a letra R em posição inicial (R forte), para só então apresentar as relações mais complexas, que

dependem do contexto da palavra: R entre vogais (som brando), RR entre vogais (som forte).

Atividade 1. Explore a ilustração através de perguntas: “O que a garota está fazendo?”, “Qual som, provavelmente, está emitindo?”. Pronuncie o som de um ronco e destaque a formação do fonema /R/. Esta atividade auxiliará na construção da consciência fonológica. Os estudantes já devem estar familiarizados com a relação grafema / fonema, porém é importante sempre retomá-la, propiciando um processo de recuperação contínua do conteúdo desenvolvido.  Em seguida, peça-lhes que copiem a letra R no espaço adequado para que exercitem o traçado, primeiro, da letra em sua forma de imprensa maiúscula, para, só então, traçar essa letra em sua forma cursiva (maiúscula e minúscula). Ressalte que o nome da letra é erre, embora os sons representados por essa letra sejam /R/ e /r/. Atividade 1. a) Espera-se que os estudantes reconheçam a semelhança sonora entre a letra inicial da palavra REDE e o som do ronco da menina. Anote na lousa a palavra REDE e a expressão ROOONC, para reforçar a relação grafema/fonema.

Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta, a fim de que os estudantes identifiquem que todas as sílabas apresentadas na atividade apresentam o fonema /R/, representado pela letra R. É fundamental que percebam que palavras diferentes podem ter partes sonoras iguais, pois isso os ajudará a desenvolver a consciência fonológica. Chame a atenção para a quantidade de letras que formam as sílabas e para os sons (fonemas) e as letras, que as representam, que mudam em cada sílaba (vogais).

PLANO DE AULA

Atividade 3. Entregue as letras móveis aos estudantes e peça-lhes que escrevam a palavra REDE. Assim que formarem a palavra, registre-a na lousa. Ative a consciência de fonemas deles e faça um trabalho de sistematização, explorando a segmentação da palavra em fonemas para, depois, contar o número de. Desafie-os a refletir sobre a consciência fonológica, por meio da exploração dos sons da palavra. Faça a leitura oral da palavra REDE, evidenciando o fato de que a mesma palavra está escrita com diferentes tipologias de letra. Só então peça que copiem a palavra no espaço adequado para que exercitem, primeiro, o traçado das letras em sua forma de imprensa maiúscula para, só então, traçar a letra em estudo em sua forma cursiva (maiúscula e minúscula).

Atividade 4. Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete no trava-língua. Depois, solicite que localizem a palavra REDE, realizem sua segmentação oral em sílabas, depois em fonemas e, por fim, promova a segmentação da frase em palavras (batendo palmas).

Enfatize o som que a letra R representa em algumas palavras do trava-língua em estudo. Pergunte aos estudantes em quais palavras o R representa um som fraco e em quais ele representa um som forte.

Atividade 5. Incentive os estudantes a fazer a leitura oral em voz alta das palavras formadas, desenvolvendo a fluência leitora.

Atividade 6. Explore a formação de cada sílaba e a pauta sonora representada. Amplie a atividade perguntando: “REGADOR começa com RA? Por quê?”, “ROBÔ começa com RA? Por quê?”, O procedimento é o mesmo com as demais palavras.

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

REDE rede rede

4 ACOMPANHE A LEITURA DO TRAVA-LÍNGUA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

O RATO ROEU A REDE E RASGOU A ROUPA DO RUI. CARVALHO, MARIA GILDA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https:// jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/a-importancia-dos-trava-linguas -para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 23 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /R/.

5 FORME PALAVRAS COM A LETRA REPRESENTADA NA FICHA. DEPOIS, LEIA AS PALAVRAS FORMADAS EM VOZ ALTA.

6 EM CADA GRUPO, CONTORNE A FIGURA COM O NOME QUE COMEÇA COM A SÍLABA EM DESTAQUE.

• DEPOIS, ESCREVA OS NOMES DESSAS FIGURAS.

Texto de apoio

Quando alguém lhe pergunta o que quer dizer uma palavra, você, provavelmente, responde: “depende do contexto”. Isso porque, para determinar o que uma palavra significa, precisamos saber quais são as que a precedem ou a seguem no encadeamento do texto e que, assim, concorrem para estabelecer os contornos de sua interpretação. Se lhe indagassem que fonema uma determinada letra representa, a não ser que fossem “b”, “p”, “d”, “t”, “v” ou “f” que mantêm com os

fonemas que representam uma correspondência biunívoca, isto é, uma letra para um fonema e vice-versa, para todas as outras, você também precisaria responder: “depende do contexto”.

SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo: unidade III: palavra dialogada: livro do professor. São Paulo: SME: DOT, 2011. Disponível em: https://acervodigital.sme. prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/ Recup-LP-PalavraDialogadaProfessor-3.pdf. Acesso em: 25 ago. 2025.

A B A N E T E R O U P A

7 LEIA EM VOZ ALTA. R O D A R I T A R E I R A L O R Ú C U L A R E N A T O

A F A E L A

A) LEIA A QUADRINHA EM VOZ ALTA.

NA SALADA TEM RÚCULA, RABANETE E PIMENTÃO. VOVÓ RITA COLOCOU

SAL, AZEITE E LIMÃO.

ANDRADE, BARBARA FERREIRA. [NA SALADA TEM RÚCULA]. 2025. DISPONÍVEL EM: https://profissaoalfabetizacao.blogspot.com/. ACESSO EM: 23 JUL. 2025.

B) CONTORNE NO QUADRO AS PALAVRAS QUE APARECEM NA QUADRINHA.

8 COMPLETE A FRASE COM OS NOMES DAS FIGURAS.

O rato roeu a rede

da vovó Rita e a roda da bicicleta da Renata.

Atividade 7. Leia com os estudantes ou peça-lhes que leiam em voz alta as palavras do quadro. Depois, escolha uma delas e a pronuncie em voz alta para que eles encontrem a grafia correspondente e a contornem. Faça o mesmo com as demais palavras do quadro. Se preferir, escolha, para cada palavra, uma cor diferente para que as contornem. Um dos objetivos desta atividade é favorecer o reconhecimento das sílabas formadas pela letra R junto das vogais e favorecer o controle quantitativo da escrita, observando a quantidade de fonemas de cada uma das palavras por meio

Atividade 7. b) Desafie a turma a verbalizar as palavras que aparecem tanto na quadrinha quanto no quadro de palavras, localizar essas palavras e contorná-las. É importante instigar os estudantes a justificar o que os levou a identificar as palavras RÚCULA, RABANETE e RITA na quadrinha. Contorne-as na lousa e promova a contagem de letras e a pronúncia dos sons que formam essas palavras.

Favoreça o desenvolvimento do vocabulário da turma, exemplificando temperos e escrevendo-os na lousa, como sal, pimenta, azeite, limão, mel, mostarda, vinagre etc. Desafie os estudantes a fazer a leitura das palavras, propondo que leiam os nomes dos temperos apresentados. Peça-lhes que escrevam no caderno os temperos de que gostam e que costumam pôr na salada, oportunizando assim a escrita das palavras. Recite mais uma vez a quadrinha. Peça-lhes que acompanhem o texto com o dedo, tentando ajustar para a forma escrita o que é falado. Oriente-os a interromper sua leitura ao identificar o nome de algum tempero. Verifique se apontam corretamente as palavras SAL, AZEITE e LIMÃO.

Articulação

com

Ciências

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das bolinhas. Leve os estudantes a perceber a importância das letras ao escrever uma palavra, pois a mudança de uma letra pode alterar o significado. Oriente a turma a copiá-las com letra deimprensa maiúscula.

Atividade 7. a) Oriente os estudantes a ler a quadrinha em voz alta, devagar. Depois, peça-lhes que a leiam novamente, dessa vez, mais rápido. É importante proporcionar momentos de leitura compartilhada, por meio da qual os estudantes podem ler a quadrinha várias vezes com entonação adequada, apontando as palavras, de cima para baixo e da esquerda para a direita.

Converse com os estudantes sobre alimentação saudável. Comente que especialistas em alimentação criaram uma pirâmide alimentar, um infográfico que demonstra as quantidades de cada tipo de alimento que devemos consumir. Apresente uma pirâmide alimentar eles.

PLANO DE AULA

Atividade 9. Chame a atenção dos estudantes para as imagens das fichas. Trabalhe os detalhes da ilustração e pergunte qual diferença observam entre os dois sons sugeridos pelas cenas. Fale em voz alta os dois fonemas /r/ e /R/. A letra R representando o som fraco /r/ virá grafada entre dois traços, um antes e outro depois, -R-, para indicar o som não predominante da letra. Além de definirem que a letra representa diferentes sons, exercite com a turma a pronúncia desses dois sons, um sendo como o RONC de um ronco, produzido no fundo da garganta, e outro como o ronronar de um gato, produzido com rápidas batidas da língua no céu da boca.

Reflita com os estudantes sobre a dinâmica das fichas que permitem uma memorização dos fonemas e proporcionam maior fluidez na leitura das palavras.

Atividade 10. Solicite a alguns estudantes que leiam as palavras em voz alta para estimular a leitura individual, estimulando-os a perceber o som representado pela letra R nas palavras em destaque.

É importante que concluam que, nessas palavras, o R tem som forte em RATO e BURRO, e som fraco em URUBU e ARARA.

É preciso que os estudantes compreendam que a letra R pode representar um som forte e um som fraco. No início de palavras e quando ela é composta entre uma consoante e uma vogal, como é o caso de ENROLADO, a letra R representa som forte e sem a repetição de outra letra R. Porém, quando é empregada entre duas vogais, ela representa um som fraco, como é o caso de URUBU.

Ou seja, as palavras com som forte entre duas vogais só devem ser escritas com RR, assim como nunca se

9 OBSERVE AS FICHAS. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR OS SONS REPRESENTADOS NAS CENAS.

A) NESSAS CENAS, O SOM REPRESENTADO PELA LETRA R É O MESMO? EXPLIQUE.

Não, pois o som representado pelo r na primeira cena é forte e na segunda cena é fraco.

B) PINTE OS QUADRINHOS DAS FICHAS DE ACORDO COM O SOM QUE A LETRA R REPRESENTA. SIGA A LEGENDA.

SOM FORTE  SOM FRACO

10 LEIA EM VOZ ALTA OS NOMES DOS ANIMAIS.

ARARA RATO BURRO URUBU

A) PINTE OS QUADRINHOS DOS NOMES DE ACORDO COM A LEGENDA DA ATIVIDADE 9

B) A LETRA R NO INÍCIO DAS PALAVRAS REPRESENTA O MESMO SOM QUE RR NO MEIO DAS PALAVRAS?

X SIM  NÃO

escrevem RR entre uma vogal e uma consoante e no início de palavras.

Nesta atividade, é importante destacar a necessidade de as imagens virem acompanhadas das palavras escritas, assim os estudantes poderão oralizar os nomes das figuras enquanto refletem sobre a notação das palavras.

Texto de apoio

[...] de que modo a possibilidade de ver escritas as palavras sobre as quais estão refletindo metafonologicamente ajuda as crianças a tomarem consciência das partes

sonoras sobre as quais estão pensando?

Dando um exemplo concreto: ao brincar de identificar quais figuras têm nomes que rimam [...], o fato de a criança poder comparar a forma escrita das palavras “bola” e “cola” a ajuda a compreender que a parte oral /óla/ é igual? Pesquisas feitas em outras línguas, além do inglês, têm demonstrado que sim, a notação escrita favorece a reflexão das crianças sobre as partes sonoras das palavras.

MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2019. p. 66.

11 COMPLETE AS FRASES COM OS NOMES DOS ANIMAIS. SE PRECISAR, CONSULTE O QUADRO DE PALAVRAS. siri • barata • jacaré

• O SOM REPRESENTADO PELA LETRA R NAS PALAVRAS QUE VOCÊ ESCREVEU É: FORTE. X FRACO.

12 ACRESCENTE A LETRA R E FORME OUTRA PALAVRA. OBSERVE O EXEMPLO.

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Atividades 11 e 12. Esta é uma oportunidade para avaliar se os estudantes aplicaram o que aprenderam sobre o uso de R fraco (/r/) e R forte como RR (/R/).

Sugestão para o professor

SANTOS, Raquel S.; BENEVIDES, Aline de Lima; TONI, Andressa (org.). Fonologia, aquisição e educação. Ponta Grossa: Atena, 2020. Disponível em: https:// educapes.capes.gov.br/ bitstream/capes/644521/1/ Fonologia%2C%20Aquisi% C3%A7%C3%A3o%20e%20 Educa%C3%A7%C3%A3o. pdf. Acesso em: 13 jul. 2025.

Texto de apoio

O que as crianças não sabem quando erram?

Nos dois casos — “corida” e “pasou” — os erros não têm nenhuma relação com a fala, tanto é assim que os grafemas empregados, em outros contextos, podem representar esses mesmos fonemas. O erro revela desconhecimento das restrições contextuais impostas aos grafemas S e R, quando empregados no interior de uma palavra em posição intervocálica. [...] Essa compreensão do erro permite ao professor planejar situações didáticas que possibilitem aos alunos descobrir as regularidades ortográficas, fixar essas descobertas e, principalmente, as transformar em ferramentas para revisar textos.

NÓBREGA, Maria José. Ortografia. São Paulo: Melhoramentos, 2013. p. 42.

PLANO DE AULA

Atividade 13. Faça do momento de trabalho com as fichas um tempo instigante, divertido, que proporcione desafios para os estudantes, mas também evidencie o progresso deles na aquisição de vocabulário e no desenvolvimento da fluência leitora. Realize a atividade primeiro oralmente, para, quando forem registrar o que desejam, possam se concentrar em como realizar a escrita das palavras. Em seguida, peça que ditem o que escreveram para que possam, se necessário, fazer as correções, observando escritas convencionais, comparando-as às próprias escritas, percebendo semelhanças e diferenças. O uso das fichas pode ser explorado em diferentes momentos da rotina, como leitura coletiva, jogos de composição, ditado com pistas e atividades de escrita. Além de apoiar os estudantes com diferentes ritmos de aprendizagem, as fichas contribuem para a autonomia leitora, ajudando os estudantes a se apoiar em pistas sonoras e visuais para ler, escrever e refletir sobre o funcionamento do sistema alfabético. Esse recurso, na alfabetização, favorece a consciência fonológica e o reconhecimento da relação entre grafema e fonema. Ao representar visualmente os sons das letras por meio de cenas e expressões, as fichas ativam diferentes canais de aprendizagem — visual, auditivo e motor —, ampliando as possibilidades de memorização e o uso funcional das letras em palavras.

A pronúncia do som representado pela letra R em final de sílaba ou palavra pode ser diferente conforme a variante utilizada em sua região.

13 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

14 JUNTE OS QUADRINHOS DA MESMA COR E FORME PALAVRAS.

SOR POR CO TE CA VE DER NO

SORVETE

CADERNO

PORCO

15 LEIA OS PARES DE PALAVRAS. DEPOIS, CONTORNE A LETRA QUE DIFERENCIA UMA PALAVRA DA OUTRA.

16 SEPARE AS SÍLABAS DAS PALAVRAS. FOCA FORCA PENA PERNA FADA FARDA COPO CORPO

GAR POR PER ME FO TA FU

A) EM CADA PALAVRA, PINTE O QUADRINHO DA SÍLABA QUE

TEM A LETRA R .

B) NAS SÍLABAS QUE VOCÊ PINTOU, A LETRA R ESTÁ:

NO COMEÇO DA SÍLABA.

NO MEIO DA SÍLABA.

X NO FIM DA SÍLABA.

Atividade complementar

Jogo do R

Atividade 14. Os estudantes, ao oralizar e escrever sílaba a sílaba as palavras desenvolvem essa segmentação pela capacidade de análise e síntese vocabular. Estimule a identificação das sílabas iniciais, mediais e finais.

Atividades 15 e 16 . É importante que, nas atividades que abordam os sons que a letra R pode representar, você esteja atento à variação linguística dos estudantes, pois é possível que alguns deles pronunciem o som representado pela letra R como tepe [ ɾ ], retroflexo [ʈʂ] ou fricativo [ʁ], especialmente no fim de sílaba. Vale ressaltar que essas variações são naturais e refletem a diversidade linguística do país. Incentive o respeito e a compreensão dessas diferenças, ajudando-os a perceber que todos os sotaques e falares são válidos e merecem valorização. Adapte a atividade a essa realidade.

Atividade 16. Incentive os estudantes a fazer a leitura oral das palavras. Depois, que marquem com palmas a segmentação silábica, para então completar os quadrinhos. Esta atividade permitirá o desenvolvimento da consciência fonêmica, bem como da pronúncia de palavras com a letra R no final da sílaba.

199 14/09/25 14:48

Divida a sala em grupos, distribua envelopes com imagens de objetos e animais cujos nomes contenham a letra R. Desafie-os a separar as imagens de acordo com a pronúncia do R (forte ou fraco). Depois, o grupo deve nomear os objetos e animais pronunciando os nomes em voz alta para que a turma toda também opine se os sons são fortes ou fracos, fazendo assim a correção da divisão estabelecida pelo grupo. Vence o grupo com o maior número de acertos na separação das cartas.

OBJETIVOS

• Promover o estudo de encontros consonantais formados por consoante + R e consoante + L.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. Organize os estudantes em duplas para que façam a leitura em voz alta das palavras apresentadas e discutam em que posição devem acrescentar a letra R a fim de formar outras palavras. Incentive-os a promover a segmentação fonêmica das duplas de palavras, de modo que percebam que foi acrescentado um fonema em cada palavra. Verifique se na sala de aula há estudantes cujos nomes tenham esse encontro consonantal, como PEDRO, BRUNO, BRUNA, CRISTINA, CRISTIANO. Registre esses nomes da lousa, promova a segmentação em sílabas orais e em fonemas.

Atividade 2. Faça a atividade primeiro oralmente, leia as palavras e depois a frase, fazendo uma pausa para que os estudantes indiquem a opção correta. Peça que completem as frases e, depois, indique alguns estudantes para fazer a leitura da frase completa.

NOSSA LÍNGUA

LETRAS R OU L DEPOIS DE CONSOANTE

1 ACRESCENTE A LETRA R E FORME OUTRA PALAVRA. OBSERVE O EXEMPLO.

TREM

2 COMPLETE AS FRASES COM AS PALAVRAS DOS QUADROS.

Fez muito frio à noite. Mamãe

só tem um fio

de cabelo branco.

pata • prata

A pata botou seu primeiro ovo.
O meu colar é de prata

cavo • cravo

PATO BOA BANCO

3 ACRESCENTE A LETRA L E COMPLETE AS FRASES COM AS PALAVRAS FORMADAS.

PANO NÃO É PLANO .

CARO NÃO É CLARO

PUMA NÃO É PLUMA .

4 COMPLETE AS EXPRESSÕES COM OS NOMES DAS FIGURAS.

clara de ovo vaso de flor almofada de pluma

5 SEPARE AS SÍLABAS DAS PALAVRAS. DEPOIS, ESCREVA O NÚMERO DE LETRAS DE CADA SÍLABA.

Texto de apoio

Encontro consonantal é a sequência de dois ou mais fonemas consonânticos numa palavra [...] O encontro consonantal pode ocorrer:

a) na mesma sílaba [...] São encontros consonantais inseparáveis, mais frequentemente formados de consoante + l ou r.

b) em sílabas diferentes [...] São encontros consonantais separáveis. Ocorrem sempre no interior das palavras e geralmente são formados de duas consoantes. CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 48. ed. rev. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008. p. 30.

Atividade 3. O objetivo da questão é promover o estudo de encontros consonantais formados por consoante + L. Organize os estudantes em duplas para que façam a leitura em voz alta das palavras e discutam em que posição devem acrescentar a letra L para formar outras palavras. Instigue-os a promover a segmentação fonêmica das duplas de palavras para que percebam que foi acrescentado um fonema em cada palavra.

Verifique se há estudantes na turma cujos nomes tenham esse encontro consonantal, como CLARA, CLARICE, PLÍNIO, FLÁVIA, FLÁVIO, GLÁUCIA. Registre esses nomes na lousa e promova a segmentação em sílabas orais e em fonemas.

Atividade 4. Trabalhe a descrição oral das imagens, antes de completar as expressões com as palavras corretas. Permita vários turnos de fala e promova a escuta respeitosa.

Atividade 5. Leia as palavras e com os estudantes faça a segmentação silábica oralmente. Depois, peça que completem os quadrinhos e contem os sons das palavras. A atividade colabora mais uma vez para a formação da consciência fonêmica.

OBJETIVOS

• Avaliar se os estudantes reconhecem, pronunciam e diferenciam as letras do alfabeto.

• Avaliar se os estudantes desenvolveram a consciência fonológica e fonêmica.

• Avaliar se os estudantes associam elementos sonoros com sua representação escrita.

• Avaliar se os estudantes desenvolveram comportamentos de leitura e escrita.

PLANO DE AULA

Para rever o que aprendi

Atividade 1. Separe os materiais para a atividade — folhas avulsas, cola, sementes, barbantes, massinha, retalhos de papel — para que os estudantes possam escolhê-los a fim de compor seu trabalho, experimentando novas texturas e formas.

Atenção especial em relação ao manuseio de sementes e contas, para evitar a aspiração ou outros tipos de acidente comuns. Orientar os estudantes e supervisionar todo o processo da atividade.

Atividade 2. Para que os estudantes realizem essa leitura de palavras, sem que ainda tenham o domínio da leitura convencional, eles precisam contar com o máximo de informações sobre o texto proposto. É importante que você nomeie os vários elementos da cena para que eles façam antecipações sobre o que pode estar escrito e verificar se essas antecipações são pertinentes. Avalie a leitura dos estudantes e como fazem a correspondência entre as palavras e o que elas nomeiam.

Depois que os estudantes contornarem a palavra JANELA, escreva o par de palavras na lousa para evidenciar a semelhança nas grafias. Por fim, leia-as para confirmar a semelhança sonora.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, TRACE AS LETRAS QUE VOCÊ ESTUDOU NESTA UNIDADE. CUBRA AS LETRAS UTILIZANDO MATERIAIS COMO BARBANTE, SEMENTES, AREIA, MASSINHA OU OUTRO QUE VOCÊ PREFERIR.

O PROFESSOR VAI EXPOR OS TRABALHOS NO MURAL.

Veja orientações na seção Plano de aula.

2 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

LUANA ESTAVA JOGANDO BOLA.

A BOLA ENTROU PELA JANELA. MILA, NO SUSTO, PULOU FEITO PIPOCA NA PANELA.

DUMONT, SAVIA. LUANA ESTAVA JOGANDO BOLA 2025. DISPONÍVEL EM: https://saviadumont.wordpress. com/2025/05/12/luana-estava-jogando-bola/. ACESSO EM: 23 JUL. 2025.

• CONTORNE NA QUADRINHA A PALAVRA QUE RIMA COM PANELA

3 COPIE A FRASE SUBSTITUINDO A PALAVRA EM DESTAQUE POR OUTRA DE SUA ESCOLHA. Luana jogou a bola pela janela.

Resposta pessoal. Sugestões de resposta: Luana jogou a peteca/boneca/caneta pela janela.

Atividade 3. A atividade pode ser desenvolvida inicialmente como um jogo oral. Cada estudante repete a frase e completa com um objeto diferente: LUANA JOGOU PELA JANELA. Depois os estudantes escrevem a frase completando-a.

Atividade 4. Certifique-se de que os estudantes sabem os nomes das figuras. A atividade dará oportunidade de avaliar os conhecimentos sobre a escrita deles.

Observe se será necessário adaptar a atividade para apoiar os estudantes que, porventura, não consigam identificar os espaços

para completar as cruzadinhas, utilizando estratégias que impulsionem seus pensamentos. O propósito desta seção de avaliação somativa e monitoramento da aprendizagem é retomar e avaliar os principais objetivos de aprendizagem trabalhados ao longo deste capítulo. Essas atividades são sugestões a partir das quais é possível observar o desenvolvimento dos estudantes e registrar a trajetória da turma, de modo a revelar a progressão de cada um. No entanto, ressalta-se a importância de utilizar outras fontes de coleta de dados para a avaliação, como seus registros de observação, filmagens,

4 ESCREVA OS NOMES DAS FIGURAS NAS CRUZADINHAS.

gravações de áudio, fotografias, trabalhos escritos, desenhos dos estudantes e outros instrumentos formais, como provas e testes.

Também é fundamental estimular os estudantes a verbalizar as aprendizagens adquiridas ao longo desta unidade. Com sua ajuda, eles serão levados a analisar, na realização de suas atividades, que condições e estratégias facilitaram esse ou aquele resultado, satisfatório ou não.

Após essa coleta, será interessante reunir esses dados em um relatório de modo que, ao final do ano, fique evidente a trajetória de cada estudante e de toda a turma.

Eixo Leitura

Indicador de aprendizagem: identifica palavras com rima.

• Defasagem: não reconhece rimas nem localiza a palavra pedida no texto.

• Intermediário: reconhece parcialmente rimas, mas tem dificuldade em localizar a palavra.

• Adequado: reconhece a palavra que rima e a contorna corretamente.

Indicador de aprendizagem: compreende texto lido pelo professor, com apoio de ilustração.

• Defasagem: não compreende a cena descrita nem relaciona texto e imagem.

• Intermediário: compreende parcialmente a situação da história, com o apoio do professor.

• Adequado: compreende bem a situação descrita e relaciona texto e imagem com autonomia.

Eixo Escrita

Indicador de aprendizagem: copia frase substituindo palavra conforme orientação.

• Defasagem: não copia a frase completa ou faz substituição inadequada.

• Intermediário: copia a frase, mas com dificuldades ortográficas ou substituição limitada.

• Adequado: copia a frase com clareza e substitui a palavra de forma adequada e criativa.

Teste de aprendizagem

O teste é um exercício de avaliação somativa de aprendizagem que pode servir como parâmetro de análise para que o professor verifique o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura e escrita. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Indicador de aprendizagem: escreve palavras com apoio de imagem.

• Defasagem: não escreve os nomes corretamente, mesmo com apoio visual.

• Intermediário: escreve algumas palavras com erros parciais ou omissões.

• Adequado: escreve corretamente os nomes das figuras representadas nas cruzadinhas.

PLANEJAMENTO E ROTINA

Conteúdo

• Letras z, s, g, x, h, q, k, w e y

• Dígrafo gu

• Dígrafos ch, lh e nh

• Poema

• Parlenda

• Recital de parlendas

• Produção de livro de parlendas

• Alimentação saudável

• Cardápio

• Lista

• Quadrinha

• Conto

• Capa de livro

• Indicação literária

• Produção de final de história com repetição

• Conto de acumulação

Objetivos

• Indicados no início de cada seção.

BNCC

Competências específicas de Língua Portuguesa

1, 2, 3, 4, 5, 8, 9, 10

Habilidades

EF15LP01, EF15LP02, EF15LP03, EF15LP04, EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07, EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP12, EF15LP13, EF15LP15, EF15LP18, EF15LP19, EF12LP01, EF12LP02, EF12LP05, EF12LP07, EF12LP17, EF12LP18, EF12LP19, EF01LP02, EF01LP03, EF01LP04, EF01LP05, EF01LP06, EF01LP07, EF01LP08, EF01LP09, EF01LP10, EF01LP11, EF01LP13, EF01LP14, EF01LP16, EF01LP17, EF01LP18, EF01LP19, EF01LP20, EF01LP26

UNIDADE LETRAS NO CAMINHO 4

Organize-se

• p. 223 – materiais para caça ao tesouro: desenhos ou figuras de alimentos; cartões coloridos ou adesivos; caixinhas ou cestos pequenos.

• p. 227 – copos com água e canudos de material biodegradável.

• p. 254 - barbante.

• p. 236, 246, 256, 264 – papel pardo ou cartolina, canetões coloridos.

• p. 263 – cartazes com ilustrações do conto.

• p. 270 - cartas com fotografias.

INTRODUÇÃO DA UNIDADE

A unidade propicia o contato com gêneros textuais que valorizam a tradição oral, o imaginário infantil e o uso funcional da linguagem no cotidiano: poemas, parlendas, adivinhas, quadrinhas, cantigas, cardápio, lista de compras e conto. Por meio da leitura, escuta, memorização, dramatização e produção de textos desses gêneros, os estudantes ampliam seu repertório linguístico e desenvolvem habilidades de leitura e escrita em diferentes contextos.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem: sapo, hiena, zebu, girafa, elefante, leão, zebra, macaco, ema, rinoceronte, onça, jacaré e arara.

1 EM QUAIS CÔMODOS DA CASA

VOCÊ COSTUMA BRINCAR? CONTE

AOS COLEGAS. Resposta pessoal.

2 NA CENA, APARECEM VÁRIOS

ANIMAIS DE BRINQUEDO. FALE OS NOMES DOS QUE VOCÊ CONHECE.

3 ENCONTRE E CONTORNE NA CENA

OS MESMOS ELEMENTOS QUE

ESTÃO DESTACADOS NO QUADRO.

No eixo do sistema de escrita alfabética, a unidade focaliza o estudo das letras Z, S, G, X, H e Q, bem como dos encontros consonantais e dígrafos mais recorrentes na Língua Portuguesa, como CH, LH, NH, GUE e GUI. As atividades propostas promovem a reflexão sobre os diferentes sons associados a essas letras e combinações, favorecendo a consciência fonêmica, a leitura fluente e a escrita ortográfica.

PLANO DE AULA

Apresente aos estudantes a imagem de abertura da unidade, incentivando a observação atenta. Convide-os a explorar a cena com curiosidade e a descrever o que veem. Estimule-os a falar sobre as cores, personagens e atividades que aparecem na imagem. Valorize as percepções pessoais e incentive a escuta dos colegas, promovendo um momento de troca oral e construção coletiva de sentidos.

Atividade 1. Abra espaço para que os estudantes compartilhem suas respostas, incentivando-os a contar o que costumam fazer nesses espaços. Valorize todas as experiências, inclusive as mais simples, relacionando-as com a cena observada.

Atividade 2. Abra espaço para que os estudantes digam quais animais reconhecem na imagem. Informe os nomes daqueles que não conseguirem identificar.

Atividade 3. Oriente os estudantes a observar cuidadosamente os elementos no quadro em destaque e a procurar na cena as imagens correspondentes.

Competência socioemocional

Autoconsciência

As atividades 1 e 2 incentivam os estudantes a desenvolver a autoconsciência ao propor que reflitam sobre suas preferências pessoais e experiências vividas. Ao compartilhar suas respostas, eles reconhecem suas memórias, emoções e preferências, fortalecendo a capacidade de se expressar e se conhecer melhor, além de promover a empatia ao ouvir os relatos dos colegas.

DANIELBOGNI

OBJETIVOS

• Diagnosticar conhecimentos sobre leitura, escuta, reconhecimento sonoro, consciência de palavra e rima, além do uso funcional das letras J, L, N, C, R.

• Diagnosticar e acompanhar os níveis de aprendizagem da turma.

PLANO DE AULA

Para começar

Esta seção tem como finalidade avaliar de forma diagnóstica os conhecimentos prévios dos estudantes com relação aos conteúdos abordados no capítulo anterior, em especial no que se refere às habilidades de leitura, escuta, reconhecimento sonoro, consciência de palavra e rima, além do uso funcional das letras J, L, N, M, C, R. A aplicação das atividades deve permitir ao professor levantar hipóteses sobre o nível de aprendizagem dos estudantes, identificar necessidades específicas e organizar intervenções pedagógicas eficazes. A seção:

• apresenta rubricas específicas para monitoramento do desempenho em leitura e/ ou escrita;

• inclui itens com distratores (ou seja, com uma única resposta correta e outras que funcionam como alternativas incorretas, porém plausíveis);

• serve como instrumento de leitura pedagógica do percurso inicial de cada criança.

Atividade 1. Esta atividade tem como objetivo avaliar a escuta atenta e a capacidade de associar texto e imagem. Ao aplicar a atividade, observe se a criança acompanha a leitura com atenção, se identifica palavras-chave no texto e se consegue relacionar os elementos verbais à imagem apresentada. Esses

PARA COMEÇAR

1 LEIA A QUADRINHA.

NA POLTRONA DA SALA, JOÃO SOLTA A IMAGINAÇÃO

VIRA CAPITÃO DE UM NAVIO E O MARUJO É SEU CÃO.

ANDRADE, BARBARA FERREIRA. [NA POLTRONA DA SALA]. 2025. DISPONÍVEL EM: https:// profissaoalfabetizacao.blogspot.com/. ACESSO EM: 24 JUL. 2025.

• OBSERVE A CENA E CONTORNE AS LUNETAS.

2 COPIE DA QUADRINHA O VERSO QUE TEM:

• 5 PALAVRAS.

Vira capitão de um navio.

• 6 PALAVRAS.

E o marujo é seu cão.

indicadores revelam aspectos importantes da compreensão auditiva e da construção de sentidos com base na escuta.

Atividade 2. Esta atividade busca avaliar a consciência de palavra, a noção de verso e a capacidade de cópia com segmentação adequada. O estudante deve localizar e copiar dois versos do texto, sendo que cada verso apresenta um número diferente de palavras. Durante a aplicação, observe se o estudante consegue contar corretamente o número de palavras, localizar os versos indicados, separar adequadamente as palavras ao copiá-las e se

a escrita apresenta legibilidade e coerência. Essa observação permite diagnosticar o grau de compreensão da estrutura frásica e do funcionamento do espaço entre palavras.

Atividade 3. Nesta atividade, o estudante ouve ou lê um verso incompleto e deve escolher, entre quatro imagens com palavras, aquela que completa o verso com uma rima fonológica adequada. As demais opções, embora corretas semanticamente, não estabelecem rima, o que exige atenção auditiva e discriminação sonora. O objetivo é avaliar a compreensão da estrutura rítmica e sonora

3 COMPLETE OS VERSOS COM OS NOMES DOS ALIMENTOS E FORME RIMAS.

DICA: PARA FAZER RIMAS, OS SONS FINAIS DAS PALAVRAS DOS VERSOS DEVEM SER IGUAIS OU SEMELHANTES.

DIA DE FEIRA

BOM DIA, DONA ANA,

LEVA O CACHO DE BANANA !

EI, DONA RENATA, VAI LEVAR A BATATA ?

DIMINUA O PASSO, SEU JOÃO, QUE ESTÁ BARATO O LIMÃO !

PARA A SOPA TEM TOMATE

E, PARA A VITAMINA, ABACATE !

ANDRADE, BARBARA FERREIRA. DIA DE FEIRA. 2025. DISPONÍVEL EM: https://profissaoalfabetizacao.blogspot.com/. ACESSO EM: 24 JUL. 2025.

dos versos, especialmente a habilidade de identificar rimas. Observe se o estudante reconhece a semelhança sonora, se escolhe a palavra adequada pela sonoridade ou apenas pela familiaridade com o vocabulário, e se demonstra compreender a lógica da rima no contexto da quadrinha.

As atividades desta seção contribuem para o monitoramento e avaliação dos níveis de aprendizagem dos estudantes, identificando avanços, dificuldades e necessidades específicas de cada um.

As habilidades exploradas — formação de

207

palavras com vogais, reconhecimento de sinais gráficos, consciência silábica e percepção de sons nasais — constituem indicadores fundamentais do processo de leitura e escrita. Com base nos resultados dessas atividades, é possível organizar intervenções pedagógicas adequadas aos diferentes perfis da turma, favorecendo um percurso de alfabetização mais individualizado e efetivo.

Teste de aprendizagem

O teste é um exercício de avaliação diagnóstica que pode servir como parâmetro de análise

para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura e escrita. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Eixo Leitura

Indicador avaliado: escuta atentamente e faz a associação entre texto e imagem.

• Defasagem: não escuta atentamente e/ou não faz associação entre texto e imagem.

• Intermediário: escuta com falhas de atenção e associa parcialmente texto e imagem.

• Adequado: escuta atentamente e faz a associação correta e com segurança. Indicador avaliado: compreensão da estrutura rítmica e sonora dos versos, com foco na rima.

• Defasagem: não reconhece a semelhança sonora.

• Intermediário: reconhece a semelhança apenas semântica de algumas palavras.

• Adequado: compreende a estrutura dos versos e reconhece rimas.

Eixo Escrita

Indicador avaliado: consciência de palavra, noção de verso e capacidade de cópia com segmentação.

• Defasagem: não copia corretamente os versos.

• Intermediário: copia algumas palavras dos versos, mas não consegue fazê-lo com precisão.

• Adequado: copia os versos com número correto de palavras, separa-as adequadamente e escreve de modo legível e coerente.

OBJETIVOS

• Ler um poema e explorar suas características.

• Desenvolver a consciência fonológica e fonêmica.

• Desenvolver competências ligadas aos processos gerais de compreensão da leitura.

• Ler palavras com o apoio de pistas gráficas e semânticas, associando a imagem à palavra.

• Relacionar ilustração com texto verbal, fazendo leitura multimodal.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Leve os estudantes a perceber a criatividade na composição do título Bicholetra , unindo os elementos centrais da obra: bichos (animais) e letras (elementos da linguagem escrita). Essa percepção favorece a consciência fonológica, a compreensão de palavras compostas e a relação texto-imagem.

Leia o título do livro em voz alta. Pergunte aos estudantes: “O que vocês veem nessa palavra Bicholetra ?”. Espera-se que percebam que é uma junção de duas palavras.

Escreva no quadro: BICHO + LETRA = BICHOLETRA.

Leia os versos mais de uma vez, destacando o som final das palavras. Pergunte aos estudantes se já ouviram falar de zebu e se eles sabem qual é esse animal, permitindo-lhes compartilhar o que pensam ou conhecem sobre o termo. Explique-lhes que se trata do nome de um tipo de boi. Mostre-lhes imagens de zebus, como as disponíveis em: https://globorural.globo. com/Noticias/Criacao/Boi/ noticia/2017/09/conheca -nobreza-do-gado-zebu.html (acesso em: 27 ago. 2025), e

PÉ NO CHÃO, LÁPIS NA MÃO! 1

LEITURA POEMA

1 NO LIVRO BICHOLETRA, A AUTORA PROPÕE UMA

BRINCADEIRA EM VERSOS CRIANDO UM “BICHOLETRA”

PARA CADA LETRA DO ALFABETO.

• AGORA, LEIA OS VERSOS.

ZULU, FORMOSO ZEBU, TOMA BANHO COM XAMPU.

?MATÉ. BICHOLETRA. ILUSTRAÇÕES: MATÉ. SÃO PAULO: GLOBO, 2013.

MATÉ. BICHOLETRA

ILUSTRAÇÕES: MATÉ. SÃO PAULO: GLOBO, 2013. NÃO PAGINADO.

2 SUBLINHE NO POEMA AS PALAVRAS QUE RIMAM.

3 QUAL É A RELAÇÃO ENTRE O TÍTULO DO LIVRO E A IMAGEM

QUE ILUSTRA O POEMA?

4 CONTORNE NO POEMA A PALAVRA ZEBU

fale um pouco sobre esse animal, destacando suas características, por exemplo: “Ele é um boi que tem uma corcova nas costas e é muito forte. O zebu é comum em algumas regiões do Brasil, principalmente no Nordeste, e é utilizado para trabalho no campo e também para produção de leite e carne”. Permita aos estudantes compartilhar o que sabem sobre bois e outros animais, ampliando o vocabulário relacionado ao tema.

Atividade 2. Pergunte: “O som final de ‘Zulu’ se parece com o som de qual outra palavra do poema?”. Mostre que ZULU, ZEBU e

O título do livro é Bicholetra porque mistura “bicho” com “letra”, e a imagem mostra um bicho feito com letras. O corpo do zebu é formado pelas letras da palavra ZEBU

XAMPU terminam com sons parecidos, reforçando o conceito de rima, de forma lúdica.

Amplie a atividade perguntando aos estudantes outras palavras que rimem com ZEBU: TATU, URUBU, PERU, CANGURU, IGLU, CHUCHU, BAÚ.

Atividade 3. Questione: “Que bicho aparece no poema e na imagem?”, “Vocês perceberam que esse bicho foi desenhado com letras?”, “Que palavra o corpo do zebu forma?”.

Retome o conceito de verso. Informe aos estudantes que, assim como as quadrinhas, os poemas também são escritos em versos.

QUAL

É A LETRA? LETRA Z Z z Z z

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A ABELHA ESTÁ FAZENDO NA CENA.

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA ZEBU?

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA ZEBU?

Espera-se que os estudantes respondam que sim. Com a letra z

C) TR ACE A LETRA Z

2 JUNTE A LETRA Z ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

OBJETIVOS

• Identificar o som representado pela letra Z.

• Formar sílabas com a consoante Z e as vogais.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com o som /z/, representado pela letra Z.

• Ler um trava-língua.

• Combinar as sílabas ludicamente e formar novas palavras.

• Formar frases.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

Incentive os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada com diferentes formatos. Atividade 1. Explore a figura da menina em destaque e incentive os estudantes a comentar o que imaginam que ela está fazendo e qual é o barulho que, geralmente, uma abelha faz. Faça a leitura oral da onomatopeia ZZZZZZ. Em seguida, peça a eles que copiem

a letra Z no espaço adequado, de forma que exercitem primeiro o traçado das letras na forma imprensa maiúscula e só depois tracem a letra na forma cursiva (maiúscula e minúscula).

Peça aos estudantes que pronunciem o som que se repete no zumbido e na palavra zebu, explorando a relação entre fonema e grafema. Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta a fim de que os estudantes identifiquem que todas as sílabas apresentadas na atividade têm o fonema /z/, representado pela letra Z. É fundamental que percebam que palavras diferentes podem ter partes sonoras iguais, pois isso os ajudará a desenvolver a consciência fonológica. Chame a atenção deles para a quantidade de letras que formam as sílabas e para os sons (fonemas) e as letras que os representam, que mudam em cada sílaba (vogais).

Sugestão para o professor Caso haja computador disponível, mostre aos estudantes o seguinte vídeo: LETRA Z!: vamos cantar e escrever? Publicado por: Canal Nossa vida com Alice. 2022. 1 vídeo (3 min). Disponível em: https://youtu.be/4jezBGB i4jc?si=8UfEbAYuPuoJvucG. Acesso em: 23 jul. 2025. Certifique-se de que eles conhecem o significado das palavras ZAGUEIRO, ZELADOR, ZANGADA e ZEPELIM. Observe se há outras dúvidas referentes a esse conteúdo.

PLANO DE AULA

Atividade 3. É fundamental explorar a palavra ZEBU de forma fonológica. Divida a palavra em sílabas e fonemas: a palavra ZEBU tem duas sílabas: ZE e BU. Pergunte aos estudantes se conseguem ouvir cada uma dessas sílabas e como elas soam. Reforce os sons representados pelas letras. Pode-se também pedir-lhes que pronunciem a palavra lentamente e depois mais rapidamente, o que ajuda a internalizar a separação dos sons. Se julgar conveniente, amplie a atividade perguntando: “Que outras palavras começam com o som /z/?”. Isso os ajudará no desenvolvimento da consciência fonológica ao identificar o som inicial de diferentes palavras e sua junção com diferentes vogais.

Só então peça a eles que copiem a palavra no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado das letras em sua forma imprensa maiúscula. Nesse momento, os estudantes conseguem traçar a palavra-chave inteira, com todas as letras que a compõem.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes comecem pela letra e/ou o padrão silábico em estudo ou, ainda, que os contenham.

Use as letras móveis para compor escritas diversas, com foco na palavra em estudo, de modo individual ou em duplas.

Atividade 5. Retome com os estudantes o som correspondente à ficha do alfabeto e promova atividades de composição e decomposição das palavras ZEBU, AZEDO, ZERO em sílabas. Um dos objetivos desta atividade é levar os estudantes

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

4 ACOMPANHE A LEITURA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

O ZEBU ZANZA ZANGADO NA FAZENDA DO ZEZÉ.

CARVALHO, GILDA MARIA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/a-importancia-dos-trava -linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 24 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

5 FORME E ESCREVA PALAVRAS. Espera-se que os estudantes respondam que é o som /z/.

6 NESSAS PALAVRAS, A LETRA Z REPRESENTA O MESMO SOM:

SOMENTE NO INÍCIO DA PALAVRA.

x NO INÍCIO E NO MEIO DA PALAVRA.

a reconhecer que sílabas iguais podem estar presentes em diferentes palavras. É importante criar oportunidade para que eles leiam em voz alta as palavras formadas.

Atividade 6. Pergunte: “Nessas palavras, a letra Z representa o mesmo som: apenas quando está no início das palavras ou quando está no meio delas também?”. (Em todas as posições o som representado é o mesmo.)

7 LEIA EM VOZ ALTA.

A) ESCREVA OS NOMES DAS FIGURAS. SE PRECISAR, CONSULTE O QUADRO DE PALAVRAS.

AZEITE BUZINA DOZE

B) COMPLETE AS FRASES COM AS PALAVRAS DO QUADRO.

• O SABOR DO LIMÃO É AZEDO .

• DOZE OVOS É IGUAL A UMA DÚZIA DE OVOS.

• NO CARRO OU NA MOTOCICLETA, O MOTORISTA

APERTA A BUZINA , QUE FAZ BI-BI!

• O PEDREIRO COLOCOU AZULEJO NA PAREDE.

14/09/25 14:57

PLANO DE AULA

Atividade 7. Certifique-se de que os estudantes sabem o nome de todas as figuras. Depois, desafie-os a escrever as palavras correspondentes. Para o trabalho com a consciência de sílabas, desafie-os a verbalizar o que há de semelhante entre as palavras que registraram.

Promova a segmentação das palavras em fonemas, depois, a segmentação oral em sílabas, levando-os a perceber que o som /z/ é comum a todas elas.

Em seguida, peça que completem as frases com as palavras adequadas. A atividade tem como objetivo incentivar a compreensão leitora por meio de seleção da palavra correta em relação à frase lida.

Atividade complementar Bingo

Escreva na lousa 15 palavras e peça aos estudantes que escolham dez, copiando-as numa folha de papel avulsa. Então, pronuncie as palavras aleatoriamente. Se a palavra estiver na cartela do estudante, ele deve marcá-la.

Lembre-os de que, quando um participante completar toda a cartela, deverá dizer bem alto: “BINGO!”. Durante o jogo, é interessante observar a atenção e o desenvolvimento dos estudantes para identificar possíveis dificuldades. Esta atividade, além de trabalhar as capacidades que envolvem o funcionamento da escrita, poderá servir de diagnóstico.

OBJETIVOS

• Expandir os conhecimentos sobre o gênero textual parlenda.

• Valorizar textos de tradição oral.

• Expressar-se oralmente com clareza e objetividade.

• Reconhecer que a letra Z pode representar diferentes sons.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Abra espaço para que os estudantes comentem se conhecem alguma parlenda e para que recitem algumas antes de iniciar a leitura de Um, dois, feijão com arroz

Atividade 2. Leia em voz alta para a turma a primeira versão da parlenda. Depois, leia a segunda versão dela. Desafie os estudantes a comparar as diferenças entre ambas as versões a cada verso. É interessante que eles observem que os versos mantêm o ritmo e alguma semelhança na pronúncia, mas as ideias são modificadas. Após fazer a comparação, peça a eles que comentem qual dessas versões conhecem e, ainda, se conhecem outras. Comente com os estudantes que as parlendas são textos compostos de versos que podem ser recitados durante uma brincadeira ou para escolher quem vai iniciar a brincadeira. Elas são fáceis de memorizar porque são curtas e têm palavras que rimam, ou seja, que terminam com o mesmo som.

Ao ler as parlendas com os estudantes, aponte para cada uma das palavras recitadas e faça a leitura de forma ritmada, convidando-os a também recitar a parlenda. Proponha atividades que incentivem a

LEITURA PARLENDA

1 VOCÊ CONHECE ALGUMA PARLENDA? SE CONHECE, CONTE AOS COLEGAS

Resposta pessoal.

2 AS PARLENDAS SÃO PASSADAS DE GERAÇÃO A GERAÇÃO. UMA MESMA PARLENDA PODE TER DIFERENÇAS DE UM LUGAR PARA OUTRO DO BRASIL.

• ACOMPANHE A LEITURA DESTAS DUAS VERSÕES DA MESMA PARLENDA.

212

UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ

UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ

TRÊS, QUATRO, FEIJÃO NO PRATO

CINCO, SEIS, MOLHO INGLÊS

SETE, OITO, COMER BISCOITO NOVE, DEZ, COMER PASTÉIS.

UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ. [S. L.: S. N.], [19--]. PARLENDA POPULAR.

UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ

UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ

TRÊS, QUATRO, TENHO UM PATO

CINCO, SEIS, PULO UMA VEZ

SETE, OITO, COMO BISCOITO NOVE, DEZ, OLHO MEUS PÉS.

UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ. [S. L.: S. N.], [19--]. PARLENDA POPULAR.

consciência fonológica, pedindo que façam algum tipo de gesto quando ouvirem determinada palavra e/ou que batam palma no ritmo da parlenda. Após ler várias vezes a parlenda, leia para a turma o boxe que traz o conceito desse gênero textual (página 213). Retome o conceito de verso. Informe aos estudantes que, assim como as cantigas e os poemas, as parlendas também são escritas em versos.

PARLENDAS SÃO VERSOS DIVERTIDOS, COM RIMA E RITMO, QUE SÃO FALADOS OU CANTADOS EM BRINCADEIRAS OU JOGOS. GERALMENTE, AS PARLENDAS SÃO CURTAS E FÁCEIS DE DECORAR.

3 FALE O TÍTULO DAS DUAS PARLENDAS. DEPOIS, PINTE UMA BOLINHA PARA CADA PALAVRA QUE FORMA O TÍTULO.

nas regras de ortografia. Nessa fase de escolaridade, o objetivo é apenas levar os estudantes a perceber que há palavras que podem ser grafadas com essa letra, apesar de o som pronunciado ser /s/.

Os estudantes devem falar o título Um, dois, feijão com arroz

4 O QUE VOCÊ PERCEBEU DE DIFERENTE ENTRE AS DUAS PARLENDAS?

Espera-se que os estudantes citem as diferenças nas palavras finais do segundo ao quinto verso.

• SUBLINHE OS VERSOS IGUAIS NAS DUAS PARLENDAS.

5 EM SUA OPINIÃO, POR QUE UMA MESMA PARLENDA PODE APRESENTAR VARIAÇÕES?

Leve os estudantes a perceber que as parlendas fazem parte da tradição oral e, ao serem transmitidas de geração a geração e/ou de região em região, acabam sendo modificadas, sofrendo influências das culturas locais.

6 LEIA OS NOMES DAS FIGURAS EM VOZ ALTA.

DOZE

AZULEJO

ARROZ

• NESSAS PALAVRAS, A LETRA Z REPRESENTA O MESMO SOM?

SIM X  NÃO

7 SUBLINHE AS PALAVRAS EM QUE A LETRA Z REPRESENTA O MESMO SOM QUE NAS PALAVRAS ARROZ E DEZ.

ZOADA • VOZ • FAZ • NARIZ • AZEITE

Atividade 3. Verifique se os estudantes perceberam que os títulos de ambas as parlendas são idênticos e contêm o mesmo número de palavras.

Atividade 4. Promova um ambiente de discussão entre a turma, registre as duas parlendas na lousa e leia cada uma delas em voz alta, apontando as palavras para que os estudantes reconheçam as diferenças entre elas.

Atividade 5. Comente que as parlendas pertencem ao nosso folclore e são transmitidas oralmente entre gerações, sem que se

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saiba a autoria exata delas. Informe que, por serem de tradição oral, muitas vezes há várias versões de uma mesma parlenda, bem como adaptações, dependendo da região em que são transmitidas.

Atividade 6. Solicite aos estudantes que façam a leitura compartilhada em voz alta das palavras. Incentive-os a perceber as relações letra-som e a comentar o som representado pela letra Z nessas palavras. Leve-os a perceber que a letra Z, no fim das palavras, tem som /s/. O uso da letra Z final é uma irregularidade

A letra Z pode representar mais de um som e, além disso, o som /z/ pode ser representado por mais de uma letra (Z, S e X). Ao longo das atividades propostas neste volume e ao longo da coleção, todas as relações serão abordadas com a devida progressão.

Atividade 7. Solicite aos estudantes que leiam o banco de palavras. Mais uma vez, o que se pretende é evidenciar os sons que a letra Z pode representar.

Observando para avançar

A avaliação formativa deve considerar o desenvolvimento de habilidades relacionadas à percepção e identificação dos fonemas /z/ e /s/, representados pela letra Z, bem como à leitura, escrita e consciência fonológica. Observe como os estudantes se apropriam do som representado pela letra Z e se conseguem associá-lo corretamente ao grafema.

Avalie a habilidade de segmentar palavras em sílabas e fonemas, de formar e decompor palavras simples, de identificar padrões silábicos e de copiar as letras nas formas imprensa e cursiva. O uso da pega trípode e a postura corporal também devem ser observados. Sugere-se o acompanhamento individual com base nas seguintes perguntas: o estudante reconhece o som /z/?; associa o som à grafia da letra z?; reconhece o som /s/ associado à letra Z no final de palavras?; segmenta palavras com Z?; manipula sílabas com Z?; copia a letra com autonomia?; usa a pega trípode corretamente?

OBJETIVOS

• Organizar um recital com a ajuda do professor e dos colegas.

• Ampliar a competência comunicativa participando de situações formais de uso da língua.

• Expressar-se oralmente com clareza e objetividade.

• Participar de situações de intercâmbio oral com os familiares e com o público do recital.

• Recitar uma parlenda utilizando recursos expressivos.

• Em apresentação oral, controlar o tom de voz e o ritmo, usar gestos e expressão facial para causar os efeitos pretendidos sobre o público.

PLANO DE AULA

Produção oral

1. Informe aos familiares dos estudantes sobre a atividade e peça a eles que ensinem uma parlenda de sua infância, explicando como era usada nas brincadeiras. Se necessário, envie para eles a cópia de algumas parlendas populares.

2. Explique aos estudantes que, com os familiares, eles devem escolher uma forma de registrar a parlenda, pois uma das funções da escrita é servir de apoio à memória.

Informe-lhes que vão ensaiar para apresentar as parlendas na data combinada. Nos ensaios, enfatize que devem respeitar e ouvir a apresentação dos colegas com atenção; manter a postura adequada e o tom de voz; explorar o ritmo das parlendas; e escolher gestos que possam acompanhar cada uma.

3. Marque uma data para o evento. Ressalte que, durante as apresentações, os estudantes devem ficar atentos à reação da plateia.

PRODUÇÃO ORAL

RECITAL DE PARLENDAS

Veja orientações na seção Plano de aula

VOCÊ E OS COLEGAS VÃO FAZER UM RECITAL DE PARLENDAS. OS CONVIDADOS SERÃO COLEGAS DE OUTRAS

TURMAS, PESSOAS DA COMUNIDADE ESCOLAR E FAMILIARES.

1. PEÇA A ALGUÉM DA FAMÍLIA QUE ENSINE A VOCÊ UMA

PARLENDA. PERGUNTE COMO A PARLENDA ERA USADA NAS BRINCADEIRAS.

2. REGISTRE AS INFORMAÇÕES. ESSE REGISTRO VAI SERVIR DE APOIO DURANTE OS ENSAIOS E NO MOMENTO DO RECITAL.

3. INICIE SUA APRESENTAÇÃO CUMPRIMENTANDO A PLATEIA. FALE EM TOM DE VOZ ADEQUADO PARA QUE TODOS

POSSAM OUVIR BEM.

4. AO FINAL DA APRESENTAÇÃO, AGRADEÇA À PLATEIA PELA ATENÇÃO.

Inclusão e equidade

4. Após a apresentação, incentive os estudantes a emitir opiniões sobre o que acharam, o que merece destaque positivo e o que precisa ser melhorado.

Avaliação: a gravação da apresentação permitirá a avaliação e a autoavaliação dos estudantes para o desenvolvimento de habilidades orais. Assistir à gravação com eles é uma boa forma de fazê-los atentar à linguagem corporal. A gravação deve ser usada exclusivamente para fins pedagógicos.

Se possível, filme o evento. Organize os estudantes em ordem de apresentação e acompanhe suas leituras das parlendas. Faça um momento de apreciação final das apresentações do recital.

Utilize recursos de apoio visual para facilitar a apresentação de estudantes com Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Eles também podem apresentar pequenos trechos ao longo do evento para que possam recuperar a atenção.

Ofereça aos estudantes com algum tipo de dificuldade social a possibilidade de gravar sua apresentação antecipadamente, de modo que o façam em um ambiente mais confortável e controlado.

PRODUÇÃO ESCRITA LIVRO DE PARLENDAS

Veja orientações na seção Plano de aula.

VOCÊ E OS COLEGAS VÃO PRODUZIR UM LIVRO DE PARLENDAS COM OS TEXTOS APRESENTADOS NO RECITAL.

1. CONSULTE O REGISTRO QUE VOCÊ FEZ COMO APOIO PARA O RECITAL DE PARLENDAS.

2. ESCREVA, COMO SOUBER, UM RASCUNHO DA PARLENDA QUE VOCÊ APRESENTOU.

3. MOSTRE O RASCUNHO PARA O PROFESSOR.

4. REESCREVA E ILUSTRE A PARLENDA EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA.

5. ENTREGUE SEU TRABALHO PRONTO PARA O PROFESSOR. ELE VAI REUNIR AS PARLENDAS E MONTAR O LIVRO COM A TURMA.

6. LEVE O LIVRO PARA CASA E MOSTRE PARA A FAMÍLIA. DEPOIS, ENTREGUE O LIVRO AO PROFESSOR.

7. O LIVRO DE PARLENDAS SERÁ DOADO PARA A BIBLIOTECA DA ESCOLA.

REFLETIR E AVALIAR

PREENCHA A FICHA DA PÁGINA 280.

OBJETIVOS

• Reconhecer o gênero textual parlenda e seus contextos de produção.

• Desenvolver os procedimentos de escrita: planejamento, escrita, revisão, reescrita e edição.

• Produzir um livro coletivamente.

PLANO DE AULA

Produção escrita

as informações dadas estão claras, se todas as palavras estão escritas corretamente, se deram espaço entre as palavras, entre outros aspectos. É imprescindível que você os ajude no processo de revisão.

3. Em seguida, leia as produções com os estudantes e, se necessário, ofereça outros apoios para a escrita de determinadas palavras. Peça a eles que passem a produção a limpo em uma folha de papel avulsa.

4. A atividade passa a ser uma etapa de aprendizagem importante, pois, como ela tem função social (a escrita fará parte de um livro), os estudantes terão um motivo para observar se escreveram todas as palavras, se deram espaço entre elas e se foram escritas com todas as letras e na mesma ordem da grafia original, reescrevendo-as, se necessário.

Combine com eles como serão as ilustrações no livro e lembre-os de que devem assinar o trabalho.

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1. Explique aos estudantes que as parlendas recolhidas para a apresentação servirão para a produção de um livro. Comente que o livro poderá ser doado à biblioteca da escola para servir de consulta.

2. Incentive os estudantes a reler o que escreveram, apontando as palavras com o dedo, e a verificar se registraram todas as palavras. Após a escrita do rascunho, peça a eles que troquem as produções entre si para verificar se

5. Para a confecção do livro, proceda da seguinte forma: decidam o título coletivamente e preparem uma capa com cartolina cortada no tamanho adequado. Deixe claro que a capa deve ter relação com o conteúdo do livro. Depois de numerar as páginas, redija o sumário com os estudantes: monte-o com os nomes dos estudantes e, ao lado, o número da página.

Para realizar a avaliação, peça aos estudantes que utilizem a ficha que está disponível na página 280 .  Os estudantes terão a oportunidade de analisar a produção considerando os aspectos principais do gênero produzido. Avalie com a turma a importância do planejamento, da escrita, da revisão e da edição final da parlenda.

OBJETIVOS

• Ler um poema e explorar suas características.

• Observar efeitos de sentido formados pela escrita do poema na página.

• Identificar a letra S.

• Localizar palavra explícita no texto.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Leia o título do poema e peça aos estudantes que observem a imagem e acompanhem atentamente enquanto você lê os versos. Abra espaço para que eles comentem a relação entre a trajetória do sapo ao pular/ espirrar e a letra que se forma ao longo de todo o poema.

Atividade 2. Leia novamente o título com a turma. Pergunte: “O que quer dizer que o sapo está gripado?”, “O que sentimos quando estamos gripados?”. Releia os últimos versos com entonação. Leia com ritmo e expressão, destacando o som do espirro: ATCHIM! Pergunte: “Por que o sapo está espirrando no final?”.

Ajude os estudantes a conectar as ideias. Explique que o poema conta como a gripe afeta o sapo e que o ATCHIM do final mostra o sintoma da gripe. A relação entre o título e o último verso é que o sapo está gripado e, por isso, espirra.

Atividade 3. Retome a ideia da trajetória do sapo a cada vez que pula, formando a letra S.

LEITURA

POEMA

1 LEIA ESTE POEMA.

O SAPO GRIPADO

DE TÃO GRIPADO,

O SAPO FICOU

ASSIM:

A CADA ESPIRRO

UM PULO…

A CADA

PULO UM ATCHIM!

AZEVEDO, ALEXANDRE. O ABC DO DROMEDÁRIO SÃO PAULO: PAULINAS, 2004. NÃO PAGINADO.

2 QUAL É A RELAÇÃO ENTRE O TÍTULO DO POEMA E O ÚLTIMO VERSO? O título diz que o sapo está gripado e, no último verso, ele espirra: “ATCHIM!”. O espirro é um dos sintomas da gripe.

3 DE ACORDO COM O POEMA, O QUE ACONTECE QUANDO O SAPO ESPIRRA?

Ele pula.

• FAÇA UM DESENHO PARA MOSTRAR O QUE ACONTECE COM O SAPO QUANDO ELE ESPIRRA.

Produção pessoal. Espera-se que os estudantes ilustrem o sapo espirrando e pulando ao mesmo tempo.

216

Atividade complementar

Faça uma brincadeira corporal com os estudantes: toda vez que você disser “espirro”, eles dão um pulo e dizem ATCHIM!, reforçando a sequência do poema e a associação com a gripe.

E toda vez que você falar “ai”, eles pulam de um pé só. Toda vez que você falar “baixo” o estudante deve agachar e toda vez que falar “alto” devem se levantar.

SSSSSSS

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A COBRA ESTÁ FAZENDO NA CENA. S S S S S S S s s s s s s s s S S S S S S s s s s s s

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA SAPO? Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA SAPO?

Com a letra s S

C) TR ACE A LETRA S

2 JUNTE A LETRA S ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

Explore a figura da ficha em destaque e incentive-os a comentar o que imaginam que está escrito acima da imagem. Faça a leitura oral da expressão SSSSSSS que representa o som da cobra (silvo). Em seguida, peça-lhes que copiem a letra S no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado, primeiro, da letra em sua forma imprensa maiúscula, para, só então, traçar essa letra em sua forma cursiva (maiúscula e minúscula).

Ressalta-se a estratégia de ensinar primeiro os sons predominantes das letras que apresentam mais de um som. Ao começar com sons mais comuns, como o representado pela letra S em SAPO, o estudante estabelece uma base sólida para identificar e reproduzir as palavras com mais facilidade. Depois de dominar esses sons iniciais, podem-se introduzir as variações, como o som representado pela letra S em CASA ou pelas letras SS em PASSEIO, que são mais complexos. Esse processo gradativo permite uma compreensão progressiva da língua, tornando o aprendizado mais natural e menos desafiador.

Atividade 2. Incentive os estudantes a pensar em palavras começadas com as sílabas SA, SE, SI, SO e SU. Sugestões: SAPO, SEMENTE, SINO, SOPA, SUMIÇO etc.

OBJETIVOS

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com a letra S.

• Formar sílabas e escrever palavras com a letra S.

• Ler um trava-língua.

• Escrever nomes comuns que tenham a letra S.

• Incentivar o treino do traçado em letra cursiva da letra S e de sua família silábica.

• Refletir sobre o sistema de escrita e suas hipóteses.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

14/09/25 14:57

Incentive os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada com diferentes formatos em relação ao seu traçado. Atividade 1. Chame a atenção dos estudantes para a imagem. Pronuncie o som que a letra S representa, evidenciando o fato de que o mesmo som está representado por letras em diferentes tipologias.

PLANO DE AULA

Atividade 4. O objetivo da atividade é explorar a relação entre fonema e grafema em estudo. Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete no trava-língua.

Atividade 5. Retome com os estudantes os sons correspondentes a cada ficha do alfabeto e promova atividades de composição e decomposição das palavras

SEDE e SUCO em sílabas. Esta atividade leva os estudantes a perceber que a mudança de uma letra pode mudar o significado da palavra. Além disso, contribui para compreender que uma palavra falada é composta de uma sequência de fonemas, os quais se relacionam com grafemas, ou seja, as letras representam os sons da fala. Ao final da atividade, chame a atenção dos estudantes para as partes comuns das palavras e para o que muda em cada uma delas.

A palavra SEDE tem alguns significados diferentes: sede (local) e sede (vontade de beber água ou anseio por algo). É interessante mencionar as diferenças de fonemas ao pronunciar tais palavras, ainda que o termo metafonia não precise ser trabalhado com os estudantes. Se necessário, revise com a turma o acento agudo.

3 LEIA E COPIE A PALAVRA. SAPO SAPO sapo sapo sapo sapo

4 ACOMPANHE A LEITURA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

O SAPO SAPECA SALTA SUAVE E SATISFEITO. CARVALHO, GILDA MARIA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/a -importancia-dos-trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 24 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /s/.

5 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

Texto de apoio

A metafonia é um fenômeno oral, ou seja, pertence à Fonética e à Fonologia. Por pertencer à oralidade, ela não é marcada graficamente, por tal motivo é considerada um fenômeno linguístico, por essa dificuldade de compreensão, tanto dos estrangeiros, no processo de aprendizagem do idioma, quanto pelos próprios nativos, e a dificuldade de detectá-la em textos escritos. [...]

Ou seja, a metafonia, etimologicamente, significa “mudança de som”, utilizado no português para se referir à mudança do timbre das vogais médias anteriores e posteriores /e/ e /o/, respectivamente, que em oposição à tonicidade resulta na abertura de uma dessas vogais por influência das vogais altas /i/ e /u/, que são átonas finais. A metafonia é, portanto, uma mudança de timbre de uma vogal tônica que sofreu influência de uma outra vogal. PRANDINI, Nadia. Metafonia: um estudo do fenômeno linguístico na gramática de Eduardo Carlos Pereira. 2014. Disponível em: https://www.uel.br/eventos/sepech/arqtxt/ARTIGOSANAIS_SEPECH/nadiaprandini.pdf. Acesso em: 27 ago. 2025.

6 LEIA EM VOZ ALTA.

• COPIE DO QUADRO AS PALAVRAS QUE TÊM ACENTO.

7 ESCREVA OS NOMES DAS FIGURAS.

8 SIGA AS SETAS E FORME EXPRESSÕES.

• ESCREVA AS EXPRESSÕES FORMADAS.

SABÃO EM PÓ

SABÃO EM BARRA

SAIA DE SEDA

SAIA DE BABADO

Atividade 6. Leia primeiro cada palavra lentamente, apontando cada sílaba. A seguir, peça aos estudantes que as leiam com você.

Depois, diga que devem copiar as palavras que apresentam acento gráfico. Se necessário, revise com a turma o acento agudo.

Atividade 7. Sugere-se que a atividade seja feita em duplas. Agrupe a turma conforme os níveis próximos de escrita. Isso garante que estudantes em diferentes níveis de aprendizagem possam confrontar seus conhecimentos, gerando conflitos cognitivos e avanços conceituais.

Oriente as duplas a redigir espontaneamente as palavras. Após a escrita das palavras,

reproduza na lousa as hipóteses de escritas por mais de uma dupla (que sejam diferentes entre si). Tematize com o grupo: “Em qual delas vocês acham que está escrito SOPA/SINO/ SETE? Por quê?”. Confronte as versões e solicite as opiniões deles, cuidando para que ocorra de forma respeitosa e harmônica. Atividade 8. Circule pela sala e observe se os estudantes conseguem realizar a atividade. Caso perceba dificuldades, auxilie-os de modo a que percebam o sentido de cada seta e que consigam associar as expressões.

Observando para avançar

Avaliação formativa Nesse momento, se considerar conveniente, peça que os estudantes comentem como se sentiram ao realizar esta atividade: tiveram facilidade? Ainda restam dúvidas? Sentiram-se seguros? Ou tiveram medo de errar? Deixe-os falar livremente e acolha todos os comentários com atenção e empatia (lembre-se de todas as vezes em que esteve aprendendo algo que lhe pareceu difícil e como se sentiu em relação ao comportamento de quem o ensinava).

Use esse momento como instrumento diagnóstico. Observe as respostas, escute os comentários da turma e registre as percepções. Se preferir, elabore uma ficha com as afirmações abaixo e peça aos estudantes que as respondam com FIZ BEM, ESTOU APRENDENDO ou PRECISO DE AJUDA. como se sentiram ao fazer as atividades:

• Identifiquei as palavras com acento.

• Copiei corretamente todas as palavras acentuadas.

• Escrevi espontânea e corretamente as palavras SOPA, SINO e SETE.

• Formei expressões adequadas seguindo as setas.

PLANO DE AULA

Atividade 9. Textos curtos de tradição oral, como as adivinhas, são extremamente adequados para o processo de alfabetização formal. Desafie-os a responder à adivinha oralmente e a escrevê-la no espaço adequado. Em seguida, incentive-os a fazer um desenho bem colorido.

Atividade 10. Leia a quadrinha com os estudantes e incentive-os a descobrir as palavras que faltam. Faça, primeiro, oralmente. Depois, certifique-se de que eles identificaram todas as imagens e peça a eles que completem a quadrinha como souberem.

A escrita espontânea é muito importante no processo de alfabetização. Não tem como objetivo corrigir a ortografia, mas permitir que os estudantes mobilizem seus conhecimentos a respeito do sistema de escrita. Por essa razão, não os corrija imediatamente. Acolha e valorize os esforços de todos os estudantes. Depois, peça que leiam em voz alta o que escreveram e, cuidadosamente e com empatia, faça as correções necessárias.

Inclusão e equidade

Alguns estudantes podem apresentar um pouco mais de dificuldade para realizar a atividade de escrita. Você pode providenciar modelos ampliados para os que apresentam deficiência visual, por exemplo, ou, ainda, permitir o uso de tecnologias para os que tiverem maior dificuldade motora, como engrossadores de lápis ou até mesmo softwares de reconhecimento de voz, conforme o grau de dificuldade.

220

9 ESCREVA A PALAVRA QUE

RESPONDE À ADIVINHA. DEPOIS, FAÇA UM DESENHO QUE

REPRESENTE ESSA PALAVRA.

O que é, o que é ? Lugar onde recebemos visitas. Está na palavra salada salada.

sala

Produção pessoal.

10 COMPLETE A QUADRINHA ESCREVENDO, COMO SOUBER, OS NOMES DAS FIGURAS.

salada tem alface,

rabanete e agrião.

Vovó Sônia sempre põe

sal , azeite e limão

VOVÓ SÔNIA. 2025. DISPONÍVEL EM: https://brisaseducativas. wordpress.com/2025/01/25/365/. ACESSO EM: 25 JUL. 2025.

14:57

SONS QUE A LETRA S PODE REPRESENTAR

1 LEIA EM VOZ ALTA OS NOMES DOS ANIMAIS.

SAPO RAPOSA PÁSSARO

A) NESSAS PALAVRAS, A LETRA S REPRESENTA O MESMO

SOM? Espera-se que os estudantes respondam que apenas em sapo e pássaro o s representa o mesmo som.

B) A LETRA S NO INÍCIO DAS PALAVRAS REPRESENTA O MESMO SOM QUE SS NO MEIO DAS PALAVRAS?

Espera-se que os estudantes respondam que sim.

2 OBSERVE AS FICHAS. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR OS SONS REPRESENTADOS NAS CENAS.

A) NESSAS CENAS, O SOM REPRESENTADO PELA LETRA S É O MESMO? EXPLIQUE.

Não. Na primeira cena, o som representado pelo s é /s/ e na segunda é /z/.

B) PINTE OS QUADRINHOS DAS FIGURAS DA ATIVIDADE 1 DE ACORDO COM O SOM REPRESENTADO PELA LETRA S NAS FICHAS.

3 COMPLETE AS PALAVRAS COM S OU SS

O SS O    S UCO   CA S ACO

OBJETIVOS

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com os sons /s/ e /z/ representados pela letra S.

• Compreender que o dígrafo SS é grafado com duas letras e representa apenas um som.

PLANO DE AULA

Atividade 1. Certifique-se de que os estudantes sabem os nomes de todos os animais

uma ou duas letras SS, pois isso os ajudará a desenvolver a consciência fonológica. Chame a atenção para a quantidade de letras que formam as sílabas.

Atividade 1. b) Ressalte o som representado pela letra S nas palavras SAPO, RAPOSA e PÁSSARO. Pergunte: “Nessas palavras, a letra S representa o mesmo som?”, “Em quais palavras a letra S representa o mesmo som?”. Mais uma vez, leve-os a perceber que, no interior das palavras, entre vogais, para representar o som /s/, a letra precisa ser dobrada, ou seja, o dígrafo precisa ser grafado.

Atividade 3. O trabalho com a letra S pretende aproximar os estudantes dos diferentes sons que ela pode representar, a depender da posição que ocupa na palavra. Registre na lousa as palavras OSSO, SUCO e CASACO. Promova a segmentação da palavra CASACO em fonemas. Depois, solicite que verbalizem quais sons (fonemas) são pronunciados imediatamente antes e depois do som /z/. É importante que percebam que são sons vocálicos.

Chame a atenção para a escrita dessas palavras. Peça a eles que nomeiem as letras que aparecem antes e imediatamente depois do S. Questione-os sobre qual som a letra S representa nas três palavras.

221

16/09/25 21:05

nas imagens. Desenhe três linhas na lousa nas quais serão escritas as palavras. Peça a eles que falem o nome de cada animal em voz alta. Promova a segmentação oral das sílabas dos nomes dos animais, depois desafie-os a soletrar o nome de cada um. Leve-os a perceber que todas as palavras têm a letra S.

Atividade 1. a) É fundamental perceberem que palavras diferentes podem ter partes sonoras iguais (nesse caso, /s/) e que uma mesma letra pode representar sons diferentes, como o som /z/ em RAPOSA. Também informe que o som /s/ pode ser grafado com

PLANO DE AULA

Atividade 4. Relembre com os estudantes que a adivinha é um gênero típico da cultura popular, passado de geração em geração. Desafie-os a responder à adivinha oralmente e a localizar a resposta adequada.

Atividade 4. a) Chame a atenção dos estudantes para os sons que formam cada palavra e para o som que as difere. Só então chame a atenção para a escrita das palavras e para o fato de que, ao compará-las, uma letra a mais em uma delas faz com que indiquem significados diferentes.

Atividade 4. b) Entre os objetivos da atividade está o desenvolvimento do vocabulário dos estudantes. Ressalte que as palavras PASSANTE e PEDESTRE, nesse contexto, são sinônimas, isto é, têm significados semelhantes. Releia a adivinha pedindo aos estudantes que apontem as palavras que rimam. Pergunte: “Por que BRILHANTE e PASSANTE rimam?”, “E BRILHANTE e PEDESTRE rimam?”. Espera-se que concluam que se optou pela palavra PASSANTE em vez de PEDESTRE para que rime com a palavra BRILHANTE.

Atividade 5. Desafie os estudantes a ler o mais rapidamente possível, incentivando a leitura independente oral das palavras do quadro. Chame a atenção deles para os sons (fonemas) que formam as palavras e para o som (fonema) que muda em cada dupla. Só então oriente-os a identificar a letra que representa esse som. É importante perceberem que o acréscimo ou a omissão de um som forma palavras diferentes. Em seguida, leia a frase desafiando os estudantes a verbalizar qual palavra a completa. Peça a eles que registrem a palavra, completando a frase, para depois copiá-la.

4. b) Espera-se que os estudantes percebam que a palavra passante rima com a palavra brilhante, do verso anterior, o que dá sonoridade à adivinha e a deixa mais fácil de ser memorizada.

4 LEIA A ADIVINHA.

O QUE É, O QUE É?

SOU ALTO E MAGRO, DE CABEÇA BRILHANTE

ILUMINO A NOITE PARA O PASSANTE.

QUADRINHAS, PARLENDAS E OUTROS TEXTOS PARA ALFABETIZAÇÃO. 2020. DISPONÍVEL EM: https://brisaseducativas. wordpress.com/2020/12/06/quadrinhas-parlendas-e-outros -textos-para-alfabetizacao. ACESSO EM: 19 MAIO 2025.

A) AGORA, MARQUE UM X NA PALAVRA QUE RESPONDE À ADIVINHA. POTE X  POSTE

B) A PALAVRA EM DESTAQUE NA ADIVINHA TEM O MESMO SIGNIFICADO DE PEDESTRE. EM SUA OPINIÃO, POR QUE ESSA PALAVRA NÃO FOI ESCOLHIDA?

5 LEIA OS PARES DE PALAVRAS.

• COMPLETE AS FRASES COM UMA DAS PALAVRAS DE CADA PAR. DEPOIS, COPIE AS FRASES.

Estela gosta de banana com mel.

Estela gosta de banana com mel.

Este ano vou viajar nas férias.

Este ano vou viajar nas férias.

DANIEL

DIÁLOGOS

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL CONTÉM FRUTAS, VERDURAS E VEGETAIS FRESCOS, CEREAIS, CARNES MAGRAS, ENTRE OUTROS ALIMENTOS NATURAIS.

PARA CRESCER COM BOA SAÚDE, É IMPORTANTE TER UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E NA QUANTIDADE ADEQUADA.

VOCÊ SABIA QUE EXISTE UM PROFISSIONAL QUE PODE AJUDAR AS PESSOAS A FAZER ISSO? ESSE PROFISSIONAL É CHAMADO NUTRICIONISTA.

OS NUTRICIONISTAS ORIENTAM AS PESSOAS A ESCOLHER OS ALIMENTOS PARA QUE ELAS FAÇAM REFEIÇÕES SAUDÁVEIS.

1. VOCÊ E OS COLEGAS VÃO BRINCAR DE CAÇA AO TESOURO DOS ALIMENTOS SAUDÁVEIS. O PROFESSOR VAI EXPLICAR A ATIVIDADE.

2. AGORA, USE O QUE APRENDEU E, COM OS COLEGAS E O PROFESSOR, PREPARE UM LANCHE COM ALIMENTOS SAUDÁVEIS.

1 e 2. Veja orientações na seção Plano de aula

DESCUBRA MAIS

• ROSA, SONIA. ENQUANTO O ALMOÇO NÃO FICA PRONTO… RIO DE JANEIRO: ZIT, 2020.

O LIVRO DESCREVE O QUE AS PESSOAS DE UMA FAMÍLIA COSTUMAM FAZER ENQUANTO O ALMOÇO NÃO FICA PRONTO. ENTÃO, QUANDO SAI O ALMOÇO, É UMA GOSTOSURA QUE SÓ!

OBJETIVOS

• Reconhecer a relação entre nutrição e alimentação saudável.

• Conhecer alimentos saudáveis.

PLANO DE AULA

Diálogos

Antes de ler o texto, converse com os estudantes sobre seus hábitos alimentares. Pergunte o que consideram ser uma alimentação saudável e quais alimentos não deveríamos

223

Atividade 1. A caça ao tesouro tem como objetivo ensinar os estudantes a importância de uma alimentação saudável. Antes de começar a atividade, prepare vários cartões coloridos, cada um com a imagem de um alimento saudável. Esconda-os pela sala de aula ou em um espaço ao ar livre.

Reúna os estudantes e converse um pouco sobre a importância de se alimentar bem. Explique que os alimentos saudáveis são como um “tesouro” que ajuda nosso corpo a crescer forte e cheio de energia. Diga aos estudantes que agora eles serão caçadores de tesouros e que precisam encontrar os cartões de alimentos saudáveis que estão escondidos. Quando encontrarem um cartão, devem correr até um dos cestos, ou caixinha, e colocá-lo lá.

Após todos encontrarem os cartões, reúna-os novamente e, juntos, observem e conversem sobre os “tesouros” que foram encontrados.

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consumir e por quê. Leia o texto em voz alta. Explore o vocabulário, pergunte o que são “vegetais frescos”, o que significa “orientar”. Prossiga questionando se alguém conhece um profissional da Nutrição, se já obteve esse tipo de orientação.

Procure desenvolver a conversa de forma leve, sempre evitando colocações ou permitindo intervenções que possam expressar gordofobia e constranger algum estudante. Reforce que o tema é alimentação saudável e que todos estamos aprendendo a fazer melhores escolhas.

Atividade 2. Para finalizar, proponha um lanche com alguns dos alimentos. Segurança! Antes de organizar o lanche, verifique com os pais ou responsáveis se há algum estudante com restrições alimentares. Planeje um cardápio inclusivo considerando alergias e intolerâncias. Trabalhe em conjunto com nutricionistas e merendeiros escolares para garantir opções seguras e balanceadas. Eduque a turma quanto ao respeito às diferenças alimentares e à importância de cuidar de quem tem restrições.

Aproveite o momento para incentivar bons hábitos à mesa, como lavar as mãos antes da refeição, deixar o outro se servir primeiro, compartilhar os alimentos, mastigar de forma correta e educada, não desperdiçar. Enfatize que a hora de comer é um momento de integração social e partilha.

OBJETIVOS

• Explorar o gênero textual cardápio.

• Localizar informação em texto.

PLANO DE AULA

Leitura

As atividades desta seção favorecem o desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita por meio da exploração do cardápio, com foco na consciência fonológica e no princípio alfabético. A alfabetização com sentido e contexto articula a dimensão lúdica e funcional da linguagem com os conhecimentos formais sobre o sistema alfabético.

Atividade 1. Incentive os estudantes a compartilhar suas experiências em lanchonetes e restaurantes. Pergunte: “Qual o alimento que você mais gosta de pedir?”, “Como o cardápio pode auxiliar nas escolhas que fazemos?”, “Na sua opinião um cardápio mais criativo, colorido, pode influenciar o consumo de um alimento?”, “O valor dos alimentos pode interferir na escolha?”.

Atividade 2. Leia o cardápio com os estudantes, destaque a organização, a presença da descrição dos alimentos, dos preços. Avalie com os estudantes os tipos de alimentos sugeridos – tapioca, sanduíche natural, chás, bolo de frutas – comente sobre a importância da escolha de alimentos saudáveis, mesmo quando comemos fora de casa.

Tema contemporâneo transversal

Saúde – Educação alimentar e nutricional: as atividades da seção Diálogos e da seção Leitura trabalham a importância da alimentação saudável.

LEITURA CARDÁPIO

1 VOCÊ JÁ VIU UM CARDÁPIO? SE SIM, COMO ELE ERA?

2 LEIA O CARDÁPIO DE UMA LANCHONETE. Respostas pessoais.

PÃO DE BATATA R$ 8,00

SANDUÍCHE NATURAL R$ 10,00

TAPIOCA R$ 10,00

SALGADOS SOBREMESAS

BOLO DE BANANA R$ 12,00

BOLO DE CENOURA R$ 12,00

SALADA DE FRUTAS R$ 15,00

ÁGUA R$ 2,00

ÁGUA DE COCO R$ 5,00

SUCO NATURAL R$ 7,00

CONSULTE OS SABORES

BEBIDAS FRIAS BEBIDAS QUENTES

CAFÉ R$ 5,00

CHÁ R$ 5,00

CHOCOLATE R$ 7,50

CARDÁPIO É UMA LISTA OU RELAÇÃO DOS PRATOS E DAS BEBIDAS QUE UM RESTAURANTE OU UMA LANCHONETE OFERECE AOS CLIENTES. Comente com os estudantes que alguns cardápios apresentam os preços dos pratos e das bebidas e também os ingredientes dos pratos.

3 PARA QUE SERVE UM CARDÁPIO? MARQUE UM X NAS RESPOSTAS CORRETAS.

X PARA A PESSOA ESCOLHER O QUE VAI COMER E BEBER.

PARA FAZER UMA RECEITA.

X PARA SABER OS PREÇOS DOS PRATOS E DAS BEBIDAS.

Sugestão para o professor

FASCÍCULO 4: protocolo de uso do guia alimentar para a população brasileira na orientação alimentar de crianças de 2 a 10 anos. Brasília, DF: MEC; São Paulo: USP, 2022. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/protocolos_guia_alimentar_ fasciculo4.pdf. Acesso em: 23 jul. 2025.

Atividade complementar

Projeto de leitura: Lanchonete da turma

Objetivo: promover o contato com textos funcionais, em especial cardápios, para que

os estudantes compreendam sua função social, ampliem o repertório de leitura e escrita e experimentem a produção espontânea como forma de registrar informações significativas.

Duração: duas a três aulas.

Etapas do projeto 1. Preparação

Apresente aos estudantes cardápios ilustrados de diferentes estabelecimentos.

Em duplas, permita que manuseiem os materiais e discutam: O que é um cardápio?, Onde costuma aparecer?, Para que serve?, Como é organizado (itens, preços, imagens)?.

4 CONTORNE NO CARDÁPIO O NOME DA LANCHONETE.

Os estudantes devem contornar a expressão “SÓ LANCHES!”.

5 COMO AS INFORMAÇÕES ESTÃO ORGANIZADAS NO CARDÁPIO?

EM VERSOS RIMADOS

X EM CATEGORIAS DE ALIMENTOS.

• LIGUE OS ALIMENTOS ÀS CATEGORIAS A QUE ELES PODEM PERTENCER.

SORVETE DE MORANGO

6 RELEIAM O CARDÁPIO E ESCOLHAM, CADA UM, UM PRATO E UMA BEBIDA.

• AGORA, ESCREVA:

A) SEU PEDIDO.

Resposta pessoal.

B) O PEDIDO DO COLEGA.

Resposta pessoal.

2. Exploração inicial

Peça que circulem nomes de comidas conhecidas. Proponha ligar imagens aos nomes. Realize uma leitura coletiva, por partes, destacando a função de cada elemento.

3. Simulação de atendimento

Explique que cada criança será “garçom por um instante”. Forme duplas ou trios e distribua crachás de “garçom” e “cliente”. O cliente fará o pedido oralmente e o garçom anotará em uma folha: seu próprio nome (quem anotou); o nome do colega que fez o pedido; o lanche escolhido.

225

Oriente que escrevam do jeito que souberem, valorizando a escrita espontânea.

14/09/25 14:57

4. Acompanhamento do professor

Circule pela sala de aula observando como cada estudante lida com a escrita. Não corrija nesse momento; apenas registre observações sobre: correspondência som/letra; uso de letras iniciais; segmentação de palavras; uso do nome próprio; legibilidade e organização espacial.

5. Reflexão e socialização

A escrita espontânea é uma forma de experimentar o sistema da escrita, permitindo

que a criança reformule hipóteses. Proponha uma roda de leitura em que os garçons leiam os pedidos que anotaram. Monte um mural intitulado “Lanchonete da nossa turma”, colando os pedidos acompanhados de fotografias ou desenhos dos garçons e clientes.

Avaliação: observe o envolvimento dos estudantes em cada etapa, com atenção especial a: esforço em representar sons da fala por letras; clareza na identificação dos nomes; compreensão da função social do texto (fazer um pedido); participação ativa no diálogo com o colega. Resultados esperados:

• Dar sentido à aprendizagem da escrita.

• Estimular o protagonismo infantil.

• Favorecer a escuta e o respeito à fala do outro.

• Desenvolver a percepção sonora e o uso funcional da língua escrita.

• Valorizar o esforço e criar uma memória coletiva da aprendizagem por meio do mural.

Atividade 5. Nesta atividade, os estudantes são levados a identificar a estrutura do gênero textual cardápio. Destaque que a organização dos alimentos em categorias facilita a visualização dos produtos e o pedido dos clientes.

Atividade 6. A atividade explora uma das finalidades do gênero textual cardápio. Ao final das atividades, proponha aos estudantes o Projeto de leitura indicado como atividade complementar na página anterior e nesta.

OBJETIVOS

• Compreender a função social e o uso do gênero textual lista no cotidiano.

• Ler e interpretar listas.

• Completar lista de compras.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Discuta com os estudantes a importância da lista de compras, questionando-os: “Por que ela é utilizada?”, “Em que momento(s) ela é escrita?”. Pode-se mencionar o uso de tecnologia atrelada à escrita de listas de compras, como a possibilidade de utilizar um assistente virtual para anotar itens da lista de compras.

Atividade 2. Questione a turma sobre quem é responsável por fazer as compras na casa, pergunte se eles costumam acompanhar a pessoa responsável e o que acham da tarefa. Se achar conveniente, é possível também mencionar o uso de tecnologia para realizar compras, como aplicativos de entrega de supermercados.

Atividade 3. Para que os estudantes consigam fazer a leitura de palavras, sem terem ainda o domínio da leitura convencional, é preciso fornecer o máximo de informações sobre o texto proposto, pois, assim, conseguirão antecipar o que pode estar escrito e verificar se suas antecipações são pertinentes.

Ressalta-se que as listas são modelos estáveis de escrita. Isso significa que os estudantes podem recorrer a elas constantemente para escrever outras palavras.

Atividade 4. Discuta com os estudantes a função social das listas de compras e compare as experiências deles que relatem o uso e não uso de listas. Discuta se a ordem dos produtos é importante quando da organização da lista.

LEITURA LISTA

4. A ordem dos itens pode ou não ser importante dependendo da intenção com que a lista é feita. A lista pode ser organizada com itens mais necessários e itens de supérfluos ou até mesmo por ordem de seção, departamentos, entre outros.

1 QUEM FAZ AS COMPRAS EM SUA CASA?

Resposta pessoal.

2 A PESSOA QUE COMPRA OS ITENS PARA A SUA CASA

COSTUMA FAZER UMA LISTA DO QUE PRECISA?

Resposta pessoal.

• EM SUA OPINIÃO, POR QUE AS PESSOAS FAZEM LISTAS DE COMPRAS?

Resposta pessoal.

3 LEIA ESTA LISTA DE COMPRAS.

LISTA É UMA FORMA DE ORGANIZAR INFORMAÇÕES EM SEQUÊNCIA, COMO NOMES, TAREFAS OU DESEJOS. ELA PODE AJUDAR A ORGANIZAR NOMES DE PESSOAS, ALÉM DE LEMBRAR E PLANEJAR O QUE PRECISA SER FEITO. ELA PODE SER LISTA DE COMPRAS, DE CONVIDADOS, DE BRINCADEIRAS, DE TAREFAS, ENTRE OUTRAS.

4 EM UMA LISTA DE COMPRAS, A ORDEM DOS ITENS É IMPORTANTE? POR QUÊ? Respostas pessoais.

5 CASO A PESSOA QUE ESCREVEU A LISTA DA ATIVIDADE 3 TIVESSE OUTRO ANIMAL DE ESTIMAÇÃO, COMO FICARIA O ÚLTIMO ITEM?

Resposta pessoal. Sugestões de resposta: Ração para cães./Ração para peixe./Alpiste.

6 CONTORNE NA LISTA A PALAVRA GATO

Atividade 5. Deixe que os estudantes apontem várias opções para completar a lista, propiciando a ampliação de vocabulário, porém não anote na lousa. Oriente-os para que a escrita seja espontânea.

Atividade 6. Peça primeiramente que os estudantes apontem a palavra GATO na lista de compra, para depois pedir que contornem a palavra. Texto de apoio

A criança, nessa perspectiva, jamais chega à escola vazia de conhecimentos sobre a escrita, por mais restritos que sejam seu ambiente familiar e comunitário em termos

de quantidade e da qualidade do repertório de leitura e escrita a que está submetida e com o qual interage. Essa deve ser uma premissa fundamental da alfabetização na contemporaneidade, e mesmo aqueles que não dominam a escrita alfabética envolvem-se em práticas de leitura e escrita por meio da mediação do outro e desenvolvem saberes sobre os textos e gêneros discursivos que circulam socialmente. [...]

CERDAS, Luciene. Alfabetizar é mais que ensinar um código: discurso e autoria no ensino da língua. Revista USP, São Pauto, 2022. Disponível em https://revistas.usp.br/ep/article/ view/204575/188175. Acesso em: 21 jul. 2025.

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE AS BOLHAS DE AR ESTÃO FAZENDO NA CENA.

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA GATO? Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA GATO ? Com a letra g

C) TR ACE A LETRA G

2 JUNTE A LETRA G ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

Explore a ficha em destaque e incentive-os a comentar o que imaginam que está escrito acima da imagem. Faça a leitura oral da expressão GLUGLUGLU. Em seguida, peça a eles que copiem a letra G no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado, primeiro, da letra em sua forma imprensa maiúscula, para, só então, traçar essa letra em sua forma cursiva (maiúscula e minúscula). Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta, a fim de que os estudantes identifiquem que todas as sílabas têm o fonema /g/, representado pela letra G. Chame a atenção para os sons (fonemas) e as letras que os representam e a mudança provocada em cada sílaba (vogais) pela troca das vogais. Uma atividade interessante é entregar a cada estudante um copo com água e um canudo (de metal ou papel) para que eles soprem atentando ao som produzido. O intuito é perguntar a eles se esse som é parecido com o som que a letra G representa. A inclusão de atividades lúdicas no processo de alfabetização é fundamental, pois, ao incorporar brincadeiras, músicas e jogos, os estudantes vivenciam de forma divertida e interativa o aprendizado, o que favorece a fixação do conteúdo.

OBJETIVOS

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com a letra G.

• Formar sílabas e palavras que tenham a letra G.

• Incentivar o treino do traçado em letra cursiva da letra G e de sua família silábica.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com os sons /g/ e /ž/ representados pela letra G.

• Refletir sobre o sistema de escrita e suas hipóteses.

• Ler um trava-língua.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

14/09/25 14:57

Incentive os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada com diferentes formatos em relação ao seu traçado.

Atividade 1. Chame a atenção dos estudantes para a ficha que apresenta o som representado pela letra G. Pronuncie o som que essa letra representa, evidenciando o fato de que o mesmo som está escrito com diferentes tipologias de letra.

Atividade complementar Organize os estudantes em grupos, providencie livros de história, preferencialmente curtas, e solicite que copiem do texto palavras que contenham a letra G. Após, o grupo elege um escriba que escreverá na lousa três das palavras encontradas, não vale repetir palavras que outro grupo já tenha escrito. O grupo fará uma pequena apresentação sobre o livro, dizendo qual o tema da história. A atividade permite o desenvolvimento da escrita, da leitura e da expressão oral.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Chame a atenção dos estudantes para a figura e a palavra em destaque: GATO. Pergunte quem tem gatos e como são esses animaizinhos. Os estudantes gostam muito de falar sobre seus bichinhos de estimação. Faça a leitura oral da palavra GATO, evidenciando que ela está registrada em letra na forma imprensa maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça a eles que copiem a palavra no espaço adequado, de modo que exercitem o traçado das letras em sua forma imprensa maiúscula.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra GATO em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes. Use as letras móveis para compor escritas diversas.

Atividade 4. O objetivo da atividade é explorar a relação entre fonema e grafema em estudo. Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete no trava-língua. Depois, solicite que localizem a palavra GAIOLA, realizem sua segmentação oral em sílabas, depois em fonemas e, por fim, promova a segmentação da frase em palavras (batendo palmas).

Atividade 5. Promova atividades de composição e decomposição das palavras GALO e GOTA em sílabas. A atividade leva os estudantes a perceber que a mudança de uma letra pode alterar o significado da palavra. Além disso, contribui para compreenderem que uma palavra falada é composta de uma sequência de fonemas, os quais se relacionam com grafemas, ou seja, as letras representam os sons da fala.

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

4

GATO

GATO gato gato gato gato

ACOMPANHE A LEITURA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

O GATO GRANDE AFIA A GARRA NA GRADE DA GAIOLA. ARAÚJO, AMANDA LIMA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/a-importancia -dos-trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 25 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /g/.

5 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

OOOPA T TÁ TÁ TÁ

GALO GOTA

Atividade complementar

A atividade tem por objetivo continuar o trabalho com a percepção de que a mudança de um fonema pode alterar o significado de uma palavra. Providencie cartões feitos de cartolina com imagens e palavras escritas, como PATO, RATO. Apresente aos estudantes os cartões. Ressalte que ao trocar um som pode-se trocar uma letra da palavra, mudando completamente o significado. Inicie com a palavra PATO mostrando a respectiva imagem. Pergunte aos estudantes o que aconteceria se trocassem o som /p/ por /R/. Eles perceberão que a palavra se transforma em RATO. Continue fazendo trocas em outras palavras. Esta atividade torna o conceito de fonemas mais tangível, ajudando os estudantes a entender de maneira divertida a importância dos sons na construção do significado das palavras.

6 LEIA EM VOZ ALTA.

G O I A B A

G A I V O T A

V A G Ã O

A M I G Ã O

F O G Ã O

B I G O D E

F I G O

L E G U M E

G A M E L A

• COPIE DO QUADRO AS PALAVRAS QUE RIMAM COM ROJÃO.

VAGÃO AMIGÃO FOGÃO

7 ESCREVA O NOME DO ANIMAL. COLOQUE UMA LETRA EM CADA QUADRINHO.

G T A O

PLANO DE AULA

Atividade 6. Registre na lousa as palavras destacadas. Leia-as em voz alta e promova a segmentação delas em fonemas. Pergunte: “Quantos sons tem a palavra GOIABA?”, “E quantas letras tem essa palavra?”, “Com que som começa a palavra AMIGÃO?”, “Que letra representa esse som?”. O procedimento é o mesmo para as demais palavras. Desafie-os a identificar quais letras são comuns a elas.

• MUDE AS CONSOANTES DA PALAVRA QUE VOCÊ ESCREVEU E FORME NOVAS PALAVRAS.

TIRE O G E COLOQUE O R : RATO .

TIRE O T E COLOQUE O L : GALO .

TIRE O G E COLOQUE O M : MATO

TIRE O T E COLOQUE O D : GADO . ALI4364/SHUTTERSTOCK.COM

Observando para avançar

Avaliação formativa

229

14/09/25 14:57

A avaliação deve considerar o desenvolvimento das habilidades relacionadas à percepção, identificação e representação do fonema /g/, bem como à leitura, escrita e consciência fonológica. Observe como os estudantes se apropriam do som representado pela letra G e se conseguem associá-lo corretamente ao grafema.

Além disso, avalie a habilidade de segmentar palavras em sílabas e fonemas, de formar e decompor palavras simples, de identificar padrões silábicos e de copiar as letras nas formas impressa e cursiva. O uso da pega trípode e a postura corporal também devem ser observados, por serem aspectos fundamentais para o desenvolvimento da escrita. Sugere-se o acompanhamento individual com base nas seguintes perguntas: o estudante reconhece o som /g/?; associa o som à grafia da letra G?; segmenta palavras com G?; manipula sílabas com G?; copia a letra com autonomia?; usa a pega trípode corretamente?

Repita a leitura de cada uma das palavras, em voz alta, porém dando destaque à segmentação oral em sílabas (batendo palmas). Durante a leitura em voz alta, oriente os estudantes na observação das partes/sílabas de cada uma. Enfatize que a quantidade de letras de cada palavra é diferente da quantidade de sílabas que tem.

Atividade 7. Os estudantes perceberão que a mudança de uma letra pode mudar o significado da palavra. Além disso, contribui para compreenderem que uma palavra falada é composta de uma sequência de fonemas, os quais se relacionam com grafemas, ou seja, as letras representam os sons da fala. Ao final da atividade, chame a atenção deles para as partes comuns das palavras e para o que muda em cada uma delas: a letra inicial.

PLANO DE AULA

Atividade 1. Inicie o trabalho retomando as fichas. Explore as imagens e a ação desempenhada pelos personagens. Diga: “Nós já experimentamos reproduzir o som feito pelo canudinho no copo de água e agora, como seria o som do profissional usando a furadeira?”. Repita a sequência JJJJJ e evidencie o fonema /ž/. As fichas são um importante recurso para o desenvolvimento da consciência fonêmica e da fluidez na leitura.

Atividade 2. Peça aos estudantes que leiam, em voz alta, as palavras GAVIÃO, MORCEGO e CANGURU. O objetivo da atividade é explorar a segmentação de sons (fonemas) e a sonoridade que a letra G representa diante das vogais A, O e U.

Atividade 3. Solicite aos estudantes que leiam, também em voz alta, as palavras GELATINA e GIRAFA. Nesse momento, é importante perceberem que a sonoridade da letra G com as vogais E e I não é a mesma com as vogais A, O e U, por exemplo, em GATO, GOLA e GULA.

Atividade 4. Reforce a sonoridade do G antes de E e I pedindo aos estudantes que citem outros exemplos, como GELO, GEADA, GEMA, MIRAGEM, GINÁSTICA, GIBI, GIRASSOL.

230

SONS QUE A LETRA G PODE REPRESENTAR

1 OBSERVE AS FICHAS. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR OS SONS REPRESENTADOS NAS CENAS.

• NESSAS CENAS, O SOM REPRESENTADO PELA LETRA G É O MESMO? EXPLIQUE.

Não. Na primeira cena, o som representado pelo g é /g/ e na segunda é /ž/.

2 LEIA EM VOZ ALTA ESTAS PALAVRAS. GAVIÃO  MORCEGO CANGURU

A) CONTORNE NESSAS PALAVRAS A LETRA G E A VOGAL QUE VEM LOGO DEPOIS DELA.

B) ESCREVA AS VOGAIS QUE VOCÊ CONTORNOU.

A O U

3 LEIA EM VOZ ALTA ESTAS PALAVRAS. GELATINA  GIRAFA

A) CONTORNE NESSAS PALAVRAS A LETRA G E A VOGAL QUE VEM LOGO DEPOIS DELA.

B) ESCREVA AS VOGAIS QUE VOCÊ CONTORNOU.

I

4 A LETRA G REPRESENTA O MESMO SOM NAS PALAVRAS GAVIÃO, MORCEGO, CANGURU, GELATINA E GIRAFA?

Espera-se que os estudantes respondam que não.

Texto de apoio

Alguns exemplos de estratégias para ensinar aos estudantes os sons das letras são: [...]

1. Parede do Alfabeto

Reserve uma parede para a criança iniciar a parte gráfica do alfabeto. Comece pelas vogais, que [...] têm sons semelhantes ao nome da letra [...].

2. Letras em Massinha

Use letras impressas e ajude a criança a fazer as letras com massinha, tateando sobre elas e emitindo o som correspondente. Exiba um desenho que comece com o som exercitado para reforçar o aprendizado.

3. Letras no Chão

Escreva letras no chão e faça a criança percorrer o desenho da letra, andando sobre ela e fazendo o som respectivo.

5 ESCREVA PALAVRAS EM QUE A LETRA G REPRESENTE O MESMO SOM QUE NAS PALAVRAS EM DESTAQUE.

GARRAFA

GIRASSOL

6 LEIA A QUADRINHA.

LIMÃO, ÁGUA E GELO.

Respostas pessoais. Sugestões de resposta: galo, gato, gaveta, gola, gorila, água, guri.

Atividade 5. Revise com a turma as duas fichas da página 230, garantindo que consigam diferenciar o som de cada uma delas. Em seguida, incentive os estudantes a dizer palavras escritas com G com som /g/, sugerida pela onomatopeia da menina brincando com o canudinho. Depois, palavras escritas com G com som /ž/, como na onomatopeia do profissional usando a furadeira.

Respostas pessoais. Sugestões de resposta: girafa, gelo, gente, gigante, giz.

UMA RECEITA BEM PREPARADA PARA TRANSFORMAR O SABOR DE LIMÃO EM LIMONADA.

ANDRADE, BARBARA FERREIRA. [LIMÃO, ÁGUA E GELO https://profissaoalfabetizacao.blogspot.com/. ACESSO EM: 25 JUL. 2025.

• COPIE DA QUADRINHA O NOME DO INGREDIENTE QUE FAZ O SUCO FICAR GELADO.

Gelo.

4. Trabalhar com Rimas

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14/09/25 14:57

Trabalhe com rimas e formação de sílabas, focando nas primeiras e últimas sílabas das palavras, e incentive a formação de novas palavras.

5. Jogo da Memória

Use jogos da memória com letras maiúsculas e minúsculas para estimular a coordenação motora e a memorização.

[...] Incorporar atividades lúdicas e interativas, como jogos, rimas e exercícios de identificação de letras, pode tornar o aprendizado mais eficaz e prazeroso.

Portanto, ao aplicar essas estratégias, você estará proporcionando às crianças uma base sólida para a leitura e a escrita, promovendo um desenvolvimento linguístico saudável e preparando-as para o sucesso acadêmico e pessoal.

BRITES, Luciana. 10 estratégias para ensinar o som das letras para as crianças. c2025. Disponível em: https://institutoneurosaber.com.br/artigos/10-estrategias-para-ensinar-o-som-das-letras-para-as-criancas/. Acesso em: 22 jul. 2025.

Se oportuno, explore os nomes dos estudantes com a letra G, se houver. Se achar conveniente, use o prisma com os nomes dos estudantes. Caso contrário, liste nomes como GABRIEL, HUGO, GISELE, ROGÉRIO e GUSTAVO. Incentive os estudantes a comparar o som representado pela letra G nesses nomes com o som representado pela letra nas palavras trabalhadas: GARRAFA, GIRASSOL, GAVIÃO, MORCEGO, CANGURU, GELATINA e GIRAFA. É importante que percebam a mudança do som dessa letra quando acompanhada de diferentes vogais.

Atividade 6. Inicie a atividade chamando a atenção dos estudantes para a imagem que acompanha a quadrinha. Pergunte: “Vocês sabem que fruta é essa?” (Limão), “Qual o nome do suco que se faz com ela?”. Informe que é limonada. Em seguida, pergunte sobre o ingrediente que faz o suco ficar gelado, podendo reler a quadrinha.

Sugestão para os estudantes DE GOTINHA em gotinha. Publicado por: Palavra Cantada Oficial. 2014. 1 vídeo (2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=bkr1wS8D-6A. Acesso em: 22 jul. 2025.

PLANO DE AULA

Atividade 7 . Leia o texto em voz alta para toda a turma, enfatizando e interpretando cada detalhe da história. Em seguida, promova as atividades de interpretação do texto, retomando-o se necessário.

Atividade 7. a) É natural que palavras pertencentes ao vocabulário regional ou que termos mais específicos, como GAMELA, sejam desconhecidos para os estudantes do primeiro ano. Isso pode acontecer especialmente em contextos em que a palavra não é utilizada no cotidiano deles ou nas famílias. Explique a eles que a gamela é um tipo de vasilha, tradicionalmente feita de madeira, usada em algumas regiões do Brasil para preparar alimentos como massas ou para servir arroz, feijão e outros pratos.

Atividade 7. b) Volte a conversar sobre os gatos, peça aos estudantes que têm ou convivem com um gato para comentar sobre o comportamento do felino, bem como suas semelhanças e diferenças com outros animais de estimação, como cachorros, pássaros, entre outros.

Observe a imagem do gato com os estudantes e verifique se todos identificam as partes indicadas. Em seguida, peça a eles que, em duplas, completem os nomes das partes iniciadas por B.

Texto de apoio

7 LEIA COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.

BIGODE NA GAMELA

GABI AFAGA SUA GATA E COLOCA ÁGUA NA GAMELA. TITA ENFIA OS BIGODES E TOMA ATÉ A ÚLTIMA GOTA. DE BARRIGA CHEIA E BIGODE RESPINGANDO, A GATA COMEÇA O BANHO. SERÁ MESMO BANHO ESSE LAMBE, LAMBE DE GATO?

MORAES, AMANDA. G DE GATO, GOTA E GAMELA UMA AVENTURA NA LETRA G! 2025. DISPONÍVEL EM: https://profamandamoraes.blogspot.com/ 2025/07/g-de-gato-gota-e-gamela-uma -aventura-na.html. ACESSO EM: 15 AGO. 2025.

AFAGAR: FAZER CARINHO.

GAMELA: TIGELA UTILIZADA PARA

DAR COMIDA AOS ANIMAIS.

A) MARQUE UM X NA RESPOSTA CORRETA.

• TITA TOMA LEITE NA:

PANELA X  GAMELA.

• TITA TOMA:

X TODA A ÁGUA.  SÓ UMA GOTA DE ÁGUA.

B) ESCREVA OS NOMES DAS PARTES DO CORPO DO GATO.

CAJAZEIRA, Ivanildo. Fluência leitora: fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Uiclap, 2023. p. 28.

Sugestão para os estudantes

Jogo cama de gato

Como brincar: com um barbante entrelaçado entre os dedos, cria-se diferentes formas e

[...] A compreensão leitora é um processo complexo que envolve várias habilidades cognitivas, como decodificação de palavras, conhecimento de vocabulário, habilidades de inferência, conhecimento prévio e capacidade de monitorar a própria compreensão. Diferentemente da fluência, velocidade, prosódia e tempo, que podem ser mensurados de forma mais objetiva, a compreensão leitora é um processo mais subjetivo e é melhor avaliada através de métodos qualitativos, como questões de compreensão e respostas abertas. [...]

desenhos. Duas ou mais pessoas podem brincar, passando o barbante das mãos de um para o outro, formando novas figuras.

Objetivo: estimular a coordenação motora, a criatividade e a atenção.

A complexidade dos movimentos dependerá da criatividade e habilidade dos jogadores. Assista ao vídeo a seguir: TUTORIAL cama de gato. Publicado por: Hayanna. 2017. 1 vídeo (2 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=prCNskaNrI8. Acesso em: 22 jul. 2025. 232

BOCA
BIGODE

8. a) Espera-se que os estudantes infiram que o poema trata de um ingrediente, o gengibre, que pode ser utilizado em várias receitas culinárias.

8 LEIA ESTE TRECHO DE UM POEMA.

VAI NO DOCE, NO SALGADO, NA GELEIA E NO PÃO, O GENGIBRE É TÃO BOM QUE ATÉ VIBRA O CORAÇÃO.

OBEID, CÉSAR. ABECEDÁRIO DE AROMAS: COZINHANDO COM TEMPERO E POESIA. SÃO PAULO: EDITORA DO BRASIL, 2017. P. 22.

A) DO QUE O POEMA TRATA?

SHUTTERSTOCK.COM

8. b) Espera-se que os estudantes concluam que o ingrediente do qual o poema trata pode ser adicionado tanto em receitas doces como em receitas salgadas.

B) O QUE VOCÊ ENTENDEU DO PRIMEIRO VERSO DO POEMA?

C) VOCÊ CONHECE ALGUMA RECEITA CULINÁRIA QUE

TENHA GENGIBRE COMO INGREDIENTE? SE CONHECE, CONTE AOS COLEGAS.

Respostas pessoais.

9 LEIA OS NOMES DOS ALIMENTOS.

Respostas pessoais.

• DESENHE AS CARINHAS DE ACORDO COM A LEGENDA.

GOSTO NÃO GOSTO NUNCA PROVEI

GELEIA GROSELHA GELATINA

MANGA GEMADA ANGU

GOIABA MORANGO IOGURTE

COGUMELO FRANGO GUARANÁ

Atividade 8. Inicie chamando a atenção dos estudantes para a imagem que acompanha o poema. Pergunte: “Vocês sabem o nome do alimento que aparece na imagem?”. Informe que se trata de gengibre, uma planta comestível que oferece inúmeros benefícios à saúde. Ressalte que o gengibre pode ser usado em receitas culinárias com peixes, saladas, chás, sucos, sopas, biscoitos, sobremesas, por exemplo, ou pode ser consumido sem acompanhar outro ingrediente. Em seguida, desafie os estudantes a, em duplas ou individualmente, ler o poema. Depois, faça a leitura oral enquanto a turma

doces e com muitas propriedades medicinais, como ação anti-inflamatória, analgésica, antioxidante e digestiva.

Atividade 9. Chame a atenção dos estudantes para o significado dos emojis, de modo que percebam a relação entre esses recursos expressivos e os textos escritos. Esclareça que você lerá alguns nomes de alimentos, mas não na mesma ordem e sem apontá-los. Em seguida, dite alguns desses nomes e desafie-os a localizá-los apontando a palavra.

É fundamental explicitarem o que observaram, além de localizarem a palavra ditada. Por exemplo, se foi ditada a palavra COGUMELO, e os estudantes justificarem a resposta pela presença das letras G e U, aponte as palavras ANGU e IOGURTE, ressaltando que elas também têm as letras G e U.

Texto de apoio

Leia a seguir estratégias para estimular a aprendizagem nas fases iniciais da escolarização:

Educação Infantil

Com base no Modelo de Resposta à Intervenção (RTI), busca-se prevenir e identificar possíveis riscos para problemas de aprendizagem, além de oferecer instrução de qualidade para todos os alunos.

233

16/09/25 14:52

acompanha com o dedo. Amplie a atividade pedindo que sublinhem as palavras com a letra G. Registre na lousa as palavras SALGADO, GELEIA e GENGIBRE. Pergunte: “Nessas palavras, em quais o G representa o mesmo som?”. Se na turma houver estudantes cujos nomes tenham a letra G, registre-os na lousa, promova a leitura em voz alta e, mais uma vez, peça a eles que verifiquem se essa letra tem o mesmo som em todos os nomes.

Atividade 8. c) Fale para os estudantes que, embora o gengibre não seja tão utilizado na culinária cotidiana, é um ingrediente de balas,

Ensino Fundamental I As instruções sobre leitura e escrita devem ser explícitas, incluindo os diferentes níveis dessa linguagem (fonologia, ortografia, sintaxe, morfologia e semântica), além da organização do discurso falado e escrito.

BEFI-LOPES, Debora; CIBOTO, Tais; SOARES, Aparecido. Fonoaudiologia educacional: um guia para professores. São Paulo: Ed. dos Autores, 2023. v. 3. E-book. Disponível em: https://www.fm.usp.br/fofito/ conteudo/ebook%20final%20 -%20para%20professores%20 corrigido%202.pdf. Acesso em: 22 jul. 2025.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. O dígrafo ocorre quando duas letras representam um único som, ou seja, fonema. Exemplos: SS, RR, CH, NH, LH, GU. O par GU pode tanto representar um dígrafo, como em GUERRA, quanto dois fonemas diferentes, como em ÁGUA, em que não é um dígrafo.

Atividade 1. a) Certifique-se de que os estudantes sabem os nomes das figuras. Faça a leitura de palavras evidenciando a mudança de som representado pela letra G. Incentive a turma a ler as duplas de palavras em voz alta.

Atividade 1. b) Peça aos estudantes que separem oralmente as sílabas das palavras para só então registrar a quantidade nos quadrinhos. A atividade favorecerá a reflexão deles acerca da quantidade de letras de cada sílaba e chamará a atenção para a quantidade de letras das sílabas GUE e GUI. Além disso, será mais uma oportunidade de perceberem que as sílabas podem ser formadas por diferentes quantidades de letras, ampliando a consciência de sílabas.

Sugestão para o professor BRINCAR é para todos: 8 atividades inclusivas para as crianças. 2022. Disponível em: https://lunetas.com.br/ atividades-inclusivas-para -criancas/. Acesso em: 22 jul. 2025.

1 LEIA OS PARES DE PALAVRAS E OBSERVE AS SÍLABAS EM DESTAQUE.

A) EM CADA PAR DE PALAVRAS, A LETRA G DAS SÍLABAS DESTACADAS REPRESENTA O MESMO SOM?

SIM X  NÃO

B) AGORA, PREENCHA O QUADRO.

PALAVRA PALAVRA SEPARADA EM SÍLABAS

DE

2 LEIA EM VOZ ALTA OS NOMES DAS FIGURAS.

GU ARANÁ GU EPARDO EN GU IA

A) CONTORNE A LETRA QUE VEM LOGO DEPOIS DA LETRA U NOS NOMES DAS FIGURAS.

B) A LETRA U É PRONUNCIADA EM TODAS ESSAS PALAVRAS?

SIM X  NÃO

C) SUBLINHE A PALAVRA EM QUE A LETRA U É PRONUNCIADA.

3 ESCREVA OS NOMES DAS FIGURAS. DEPOIS, SEPARE AS SÍLABAS.

CARANGUEJO

CA GUE RAN JO

PREGUIÇA

GUA NÁ RA GUARANÁ

PRE ÇA GUI PREGUIÇA

235

Atividade 2. Certifique-se que os estudantes sabem o que são as figuras pedindo-lhes que digam em voz alta quais são elas, auxiliando-os no caso de não saberem. Escreva as três palavras na lousa e contorne as vogais.

Atividade 2. c) O objetivo da questão é levar os estudantes a perceber que as letras GU, quando seguidas de E ou I, representam apenas um som, como em ENGUIA e GUEPARDO, ou seja, são dígrafos, mas quando estão seguidas das vogais A ou O representam mais de um som: GU + A/O, como em GUARANÁ ou em “Eu águo as plantas”.

Atividade 3. Confirme se os estudantes sabem os nomes das figuras. Depois explique que os algarismos abaixo de cada quadrinho indicam a quantidade de letras de cada sílaba. Então, peça-lhes que separem oralmente as sílabas dessas palavras, para, na sequência, registrar a quantidade nos quadrinhos. O número abaixo de cada quadrinho favorecerá a reflexão dos estudantes acerca da quantidade de letras de cada sílaba.

Esta atividade chama a atenção dos estudantes para a quantidade de letras das sílabas GUE, GUI e GUA. Além disso, é mais uma oportunidade de perceberem que as sílabas podem ser formadas por diferentes quantidades de letras, ampliando a consciência de sílabas.

14/09/25 14:57

Texto de apoio [...] cabe dizer que não podemos confundir encontros consonantais — em que há a realização de duas consoantes em sequência, seja em uma única sílaba ou em sílabas distintas — com dígrafos, em que na escrita existem duas letras para representar um único fonema, como ocorre em cachorro, ilha, ninho, passo, exceto, etc.

Dígrafo é, por natureza, uma concepção de unidade, ou seja, são duas letras que representam um único fonema, certo? Há dígrafos que representam consoantes e outros que representam vogais, embora a NGB não trate deste último caso.

São exemplos de dígrafos consonantais: sc, qu e gu (diante de “i” e “e”, quando o “u” não representa semivogal), ch, lh, nh, sç, xc, rr, ss. Os dígrafos vocálicos são aqueles em que as letras “m” e “n” indicam vogais nasais, funcionando como letras diacríticas: “canto”, “pombo”, “limpo”, “bambu” etc. [...].

ROBERTO, Tania Mikaela Garcia. Fonologia, fonética e ensino: guia introdutório. São Paulo: Parábola, 2016. p. 80-81.

OBJETIVOS

• Ler e compreender o gênero quadrinha.

• Fazer inferências sobre quadrinha.

• Desenvolver a consciência fonológica.

• Desenvolver a coordenação motora fina.

• Treinar a pega trípode do lápis

PLANO DE AULA

Traçando letras

Atividade 1. Antes de iniciar a leitura, converse com os estudantes sobre o cenário apresentado na quadrinha, pergunte: “Como é um sítio?”, “Você vive ou já passou alguns dias em um lugar assim?”, “Quando o galo costuma cantar?”. Transcreva a quadrinha para uma folha de cartolina ou papel-pardo e afixe-a em local visível na sala de aula. Leia-a em voz alta com ritmo e entonação adequados. Ressalta-se que a realização de leituras repetidas é uma maneira eficiente de desenvolver a fluência. Após modelar a leitura da quadrinha, recomende aos estudantes que a releiam. Proporcionar aos estudantes oportunidades de ler várias vezes o mesmo texto é essencial para desenvolver a fluência em leitura oral. Lembre-se de que o professor atua como um mediador no processo da apropriação das técnicas de escrita. É importante que as habilidades sejam ensinadas. O professor, quando no papel de escriba, familiariza os estudantes com os materiais de escrita — lápis, borracha, caneta, régua — com a forma de manusear os cadernos e folheá-los e com a pega do lápis.

TRAÇANDO LETRAS QUADRINHA

1 LEIA, CUBRA O PONTILHADO E DEPOIS COPIE O TEXTO.

Galo Galileu solta o gogó O sítio amanheceu
com muito cocoricó.
Galo Galileu se empina para soltar o gogó.
MORAES,

AMANDA. GALO GALILEU SOLTA O GOGÓ. 2025. DISPONÍVEL EM: https://profamandamoraes. blogspot.com/2025/07/galo-galileu-solta-o-gogo.html. ACESSO EM: 15 AGO. 2025.

Galo Galileu solta o gogó O sítio amanheceu
com muito cocoricó .
Galo Galileu se empina para soltar o gogó .

Sugestão para o professor BRASIL. Ministério da Educação: Quadrinhas . Brasília, DF: Sealf, 2020. (Coleção conta pra mim). E-book. Disponível em: https://alfabetizacao.mec.gov.br/ images/conta-pra-mim/livros/versao_digital/ quadrinhas_versao_digital.pdf. Acesso em: 22 jul. 2025.

1. a) Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes respondam que é o conto João e o pé de feijão. Como justificativa, podem apontar o menino escalando o pé de feijão.

HORA DA HISTÓRIA CONTO

1 OBSERVE ESTA ILUSTRAÇÃO DE UMA CENA DE UM CONTO.

A) VOCÊ SABE QUE CONTO É ESSE? SE SIM, COMO VOCÊ DESCOBRIU?

B) O PROFESSOR VAI LER ESSE CONTO. OUÇA COM ATENÇÃO.

Veja orientações na seção Plano de aula

2 O CONTO QUE O PROFESSOR LEU PODERIA ACONTECER NA VIDA REAL? POR QUÊ?

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes respondam que não, pois se trata de uma história com elementos fantasiosos, que não fazem parte da vida real.

3 ESCREVA O TÍTULO DO CONTO QUE O PROFESSOR LEU.

João e o pé de feijão

4 RECONTE A HISTÓRIA COM OS COLEGAS.

Veja orientações na seção Plano de aula

OBJETIVOS

• Antecipar informações e fazer inferências sobre o texto.

• Ouvir leitura de um conto.

• Atribuir sentido ao que é lido, considerando experiências vivenciadas.

• Participar de interações orais.

PLANO DE AULA

Hora da história

acesso a um computador, usar a seguinte versão: BRASIL. Ministério da Educação. João e o pé de feijão. Brasília, DF: Sealf, 2020. (Coleção conta pra mim). E-book

Atividade 1. Antes de iniciar a leitura do conto, peça à turma que observe a ilustração e levante hipóteses sobre qual é a história e se já a conhece. Enfatize que os estudantes que já conhecem a história também devem ouvir com atenção. Organize a turma para ouvir a história. Crie um momento agradável para a leitura, propondo que se sentem em círculo, por exemplo, dinamizando o espaço de aprendizagem.

Atividade 2. Converse com os estudantes sobre a diferença entre realidade e ficção/fantasia. Peça que nomeiem os eventos que não se dariam na realidade e os motivos. Explique que, nos contos de fadas, os processos de encantamento, magia, são um recurso da narrativa e que, portanto, naquele espaço são acontecimentos possíveis.

Atividade 3. Incentive-os a escrever autonomamente o título da história, sem se esquecerem dos espaços entre as palavras. Depois, escreva o título na lousa e peça a eles que o comparem com as próprias hipóteses de escrita.

237

14:58

O ambiente escolar precisa ser caracterizado como um espaço relevante para a formação de leitores. Ao ler para os estudantes, o professor é exemplo de leitor e contribui para que se familiarizem com o universo letrado. Por isso, é fundamental promover a leitura compartilhada em voz alta.

Consiga uma versão que ache adequada do conto João e o pé de feijão. Caso tenha

Atividade 4. Antes de propor o reconto oral, retome a história com os estudantes. Proponha a identificação dos elementos da história com questões como: “Quem são os personagens do conto?”, “Quantos personagens são citados no conto?”, “Qual é o problema da história?”, “O que acontece no conto?”, “É possível saber quando acontecem os fatos narrados?”, “Onde se passa o conto?”. Durante a recontagem da história, observe a organização da sequência narrativa e a expressão oral dos estudantes.

DANIEL BOGNI

OBJETIVOS

• Leitura de linguagem multimodal de capa de livro.

• Estabelecer relação entre elementos gráficos e título.

• Identificação do som representado pela letra x em xarope.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1 . Inicie a atividade conversando com os estudantes sobre como escolhem um livro. Permita várias intervenções, acolha a todas com atenção e de maneira leve. Fale sobre as capas dos livros, traga diferentes exemplares com capas criativas e chamativas, pergunte aos estudantes: O que elas sugerem? Qual deve ser o tema do livro?

Qual escolheriam para ler e por quê? As atividades desta seção favorecem o desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita por meio da exploração de textos verbais e não verbais trazidos nas capas dos livros, permitindo a identificação do efeito de sentido produzido pelos recursos expressivos gráfico-visuais , conforme sugerido na BNCC.

Explique que a capa é como um convite para a leitura; como afirma Isabel Solé (1998), a leitura começa com a exploração de elementos paratextuais, antes mesmo da primeira palavra do texto. Atividade 2. Aponte na capa do livro estes elementos:

• Título: Quem não gosta de fruta é xarope;

• Autor: Mauricio Negro;

• Imagens: frutas e um personagem com expressão engraçada.

Incentive os estudantes a relacionar esses elementos com o que presumem que vai na história. Faça a leitura em voz alta do título. Ao final, chame a atenção dos estudantes para todas a palavra com x presentes. Incentive a

NO RITMO DA APRENDIZAGEM 2

LEITURA

CAPA DE LIVRO

2. a) Espera-se que os estudantes concluam que a ilustração mostra várias frutas, e o título fala sobre gostar de frutas. Então, é provável que o livro aborde a temática frutas e sobre o quanto elas são boas.

1 COMO VOCÊ COSTUMA ESCOLHER UM LIVRO? A CAPA INFLUENCIA SUA ESCOLHA? POR QUÊ? Respostas pessoais.

• DISCUTA COM OS COLEGAS E O PROFESSOR: QUAIS INFORMAÇÕES GERALMENTE APARECEM EM CAPAS DE LIVROS? Leve os estudantes a perceber que, geralmente, as capas apresentam: título do livro, nome do autor, nome da editora e imagens que remetem ao assunto do livro.

2 OBSERVE ESTA CAPA DE LIVRO E LEIA O TÍTULO.

A) QUAL É A RELAÇÃO ENTRE A ILUSTRAÇÃO DA CAPA E O TÍTULO DO LIVRO?

B) NO TÍTULO, A PALAVRA XAROPE FOI USADA COM QUAL SENTIDO?

• MARQUE UM X NA FRASE EM QUE A PALAVRA

XAROPE É USADA COM O MESMO SENTIDO DO TÍTULO DO LIVRO.

NESSE FRIO, TIVE QUE TOMAR UM XAROPE PARA TOSSE.

X

JOÃO É MUITO XAROPE. LEVA A BOLA EMBORA QUANDO PERDE O JOGO.

3 CONTORNE NA CAPA DO LIVRO A PALAVRA XAROPE.

2. b) Leve os estudantes a perceber que a palavra xarope foi usada com sentido diferente do sentido original (medicamento para tosse) para dizer que quem não gosta de fruta é meio chato ou sem graça.

turma a falar o que essa palavra significa e a pronunciar o som representado pela letra x.

Atividade 2. a) Pergunte: Quais frutas você reconhece na imagem? Quais já experimentou? Aponte o jogo de palavras do título e mostre que as imagens reforçam o tema da alimentação saudável e da diversidade de frutas brasileiras.

Atividade 2. b) Explique que algumas palavras podem ter mais de um sentido. Nesse caso, xarope não é o remédio, mas uma gíria usada de forma divertida.

Atividade 3. Peça aos estudantes que localizem a palavra com o dedo antes de contornar.

Diga: “Procure a palavra que começa com x . Quem achou, faz um círculo em volta!”

Atividade complementar

O professor deve providenciar um cesto ou caixa com tampa e dentro dele dispor várias frutas. A atividade consiste em, de olhos vendados, apenas pelo toque e cheiro, o estudante adivinhar o nome das frutas. Atenção para escolher frutas que não contenham espinhos e se certificar de que não haja estudantes alérgicos. A atividade exploratória permite aprender sobre texturas e odores. Através da estimulação sensorial, auxilia no desenvolvimento cognitivo, motor e emocional.

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE A CRIANÇA ESTÁ FAZENDO NA CENA.

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA XAROPE?

Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA XAROPE?

a letra x

C) TR ACE A LETRA X .

2 JUNTE A LETRA X ÀS VOGAIS E FALE EM VOZ ALTA AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS.

OBJETIVOS

• Identificar o som representado pela letra x.

• Formar sílabas com a consoante x e as vogais.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com os sons /š/, /s/, /ks/ e /z/ representados pela letra x

• Ler um trava-língua.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

Atividade 1. Ao iniciar o trabalho com a letra x, é importante retomar a dinâmica das fichas e

primeiros anos da alfabetização. Ao associar as cenas aos sons que as letras representam, os estudantes conseguem visualizar de maneira mais concreta a relação entre símbolos e sons, o que facilita a memorização e a compreensão do alfabeto.

Atividade 1. a) Peça aos estudantes que observem a letra destacada na página. Mais uma vez, chame a atenção para o nome da letra x e o som que ela representa /š/. Informe que essa letra é encontrada em diferentes fontes (letra imprensa e cursiva, maiúsculas e minúsculas) sem que isso altere o som que ela representa.

Atividade 1. b) Escreva a palavra xarope na lousa e leia-a em voz alta a fim de que os estudantes identifiquem que ela apresenta o fonema / š /, representado pela letra x

14/09/25 14:56

relembrar que as cenas nelas representadas são ferramentas pedagógicas visuais que auxiliam o processo de alfabetização por meio da associação entre imagens, situações do cotidiano e sons da fala. Embora a expressão ou a cena não indique diretamente o som que a letra representa, atuará como um estímulo que ajuda o cérebro da criança a fazer a conexão entre o som e sua representação gráfica (letra).

Essa abordagem se baseia em evidências científicas, que apontam a eficácia do ensino sistemático da consciência fonêmica e da correspondência grafema-fonema nos

Atividade 1. c) Solicite que copiem a letra x no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado, primeiro, da letra em sua forma imprensa maiúscula, para depois traçar a letra em estudo em sua forma cursiva. É importante destacar que esta atividade não é uma tarefa mecânica, mas sim um exercício de treino motor, planejado com a finalidade de desenvolver a coordenação psicomotora fina dos estudantes, favorecendo a consolidação do gesto gráfico e a fluidez da escrita. Observe se os estudantes estão exercendo a pega trípode no lápis, auxilie-os quanto à posição do papel, tamanho do lápis para que desenvolvam uma escrita confortável e eficaz. Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta a fim de que os estudantes identifiquem que todas apresentam o fonema /š/, representado pela letra x.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Chame a atenção dos estudantes para a figura em destaque e incentive-os a comentar o que imaginam que esteja escrito ao lado da imagem. Faça a leitura oral da palavra xarope, evidenciando que a palavra está registrada em letra na forma imprensa maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça que copiem a palavra no espaço adequado. Nesse momento, os estudantes conseguem traçar a palavra-chave inteira, com todas as suas letras.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra xarope em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes comecem ou contenham a letra e/ou o padrão silábico em estudo.

Atividade 4. A atividade do trava-língua auxiliará no desenvolvimento da fluência leitora. Ela pode ser desenvolvida de forma individual ou coletiva, por meio do incentivo à prática da leitura em voz alta e da modelagem da leitura fluente. É preciso monitorar o progresso da fluência dos estudantes, acompanhando sua evolução.

Inclusão e equidade

Visando a inclusão, observe se há estudantes que não se sentem confortáveis durante a recitação. Acolha e respeite o tempo e a personalidade de cada um e permita que a atividade seja vista como algo relevante para eles, destacando sempre o caráter lúdico.

Atividade 5. Retome com os estudantes os sons representados nas fichas e promova atividades de composição e decomposição das palavras lixa e lixo em sílabas. Essa

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

XAROPE

xarope

xarope

XAROPE

xarope

xarope

4 ACOMPANHE A LEITURA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

CHEGA

DE CHACOALHAR O XAROPE, XÊNIA!

CARVALHO, GILDA MARIA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/a-importancia-dos-trava -linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 24 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /š/.

5 PRONUNCIE OS SONS QUE AS LETRAS DAS FICHAS REPRESENTAM. DEPOIS, COPIE AS PALAVRAS FORMADAS.

• COMPLETE A FRASE COM UMA DAS PALAVRAS FORMADAS.

Lugar de lixo é na lixeira.

atividade explora as relações entre grafemas e fonemas no caso específico de um grupo silábico. O trabalho com as palavras como unidade de análise tem como objetivo fazer com que os estudantes compreendam o sistema de escrita e aprendam a correspondência entre grafemas e fonemas. Aproveite a atividade e circule entre as carteiras observando o desenvolvimento da escrita e a pega trípode do lápis.

Sugestão para o professor

• PERRENOUD, Philippe. Pedagogia diferenciada: das intenções à ação. Porto Alegre: Artmed, 2000. Na obra, o autor afirma que diferenciar o ensino é fazer cada aprendiz vivenciar, com tanta frequência quanto possível, situações fecundas de aprendizagem, e que, para isso, é preciso mudar profundamente a escola no sentido de adaptar sua ação pedagógica ao aprendiz, sem, no entanto, renunciar a instrui-lo, nem abdicar dos objetivos essenciais. Diferenciar é, pois, lutar para que as desigualdades se atenuem e para que, simultaneamente, o nível de ensino se eleve.

7 COMPLETE AS PALAVRAS COM AS SÍLABAS QUE FALTAM. DEPOIS, ESCREVA AS PALAVRAS FORMADAS.

Atividade 6. Leia com os estudantes, ou peça que leiam, em voz alta, as palavras. Um dos objetivos desta atividade é favorecer o desenvolvimento da fluência de leitura, observando o número de fonemas de cada uma das palavras considerando as bolinhas.

Leve os estudantes a perceber a importância das letras ao escrever uma palavra, pois a mudança de uma letra pode alterar o significado das palavras, como em faixa, caixa e baixa.

Atividade 7. Inicie a atividade certificando-se de que os estudantes conhecem as imagens apresentadas, sobretudo xale e texugo. Transcreva na lousa as palavras xale, peixe, caixote, abacaxi e texugo sem a sílaba a ser completada. Leia a palavra xale em voz alta e questione qual sílaba falta para formar essa palavra. Em seguida, peça que registrem a sílaba xa em xale. O procedimento é o mesmo para as demais palavras.

Texto de apoio Você sabe o que é fluência de leitura?

[...] a fluência de leitura é mais do que apenas uma habilidade técnica. Ela conecta a alfabetização à compreensão de textos, tornando-se essencial para um aprendizado pleno. Sobretudo, ela promove a leitura automática, permitindo que o leitor concentre sua atenção na interpretação do conteúdo. “A fluência de leitura é um elo fundamental no ensino da língua” […].

Definindo Fluência de Leitura Primordialmente, fluência é a capacidade de ler textos de forma rápida, precisa e com expressão. De acordo com o National Reading Panel, ela envolve o reconhecimento automático de palavras e a leitura com naturalidade, como se estivéssemos falando. Nesse sentido, um leitor fluente não apenas decodifica palavras, mas também compreende o texto em sua totalidade.

Por que a fluência é essencial?

Antes de mais nada, a fluência desempenha um papel crucial na compreensão de textos. Ela permite que o cérebro direcione sua energia para interpretar ideias, em vez de se concentrar no reconhecimento de palavras. Além disso, diferentes propósitos de leitura influenciam a velocidade e o nível de fluência necessário.

OLIVEIRA, J. B. Você sabe o que é fluência de leitura? Uberlândia: Instituto Alfa e Beto, 27 set. 2018. Disponível em: https://www.alfaebeto.org.br/ voce-sabe-o-que-e-fluencia-de -leitura/. Acesso em: 4 set. 2025.

PLANO DE AULA

Atividade 8. Para diversificar o ambiente de aprendizagem, promova uma interação mais significativa entre os estudantes, organize-os para que a atividade seja feita em duplas. Certifique-se de que os estudantes sabem descrever as imagens, ou seja, além de dizer que se trata de um ovo, conseguem especificar qual foi a forma de preparo desse alimento. Colabore dizendo que devem procurar as seguintes expressões: ovo cozido e abacaxi em rodelas

Além de entender que as palavras variam em relação à quantidade de letras, os estudantes precisam compreender que essa quantidade se relaciona com a configuração sonora da palavra. Registre as expressões na lousa. Chame a atenção para as letras que formam cada palavra e para os espaços entre as palavras.

Atividade 9. Abra espaço para que os estudantes levantem hipóteses sobre o texto que vão ler. É importante incentivá-los a usar argumentos nas respostas. É provável que o título O que é, o que é dê pistas de que se trata de uma adivinha. Leia a adivinha em voz alta e instigue-os a levantar hipóteses sobre a resposta e observar a ilustração que a acompanha, ressaltando que ela pode dar dicas para a resposta.

Atividade 9. a) Incentive os estudantes a localizar a palavra que responde à adivinha nas alternativas, justificando as estratégias de leitura, mesmo que tenham apontado a resposta correta.

Atividade 9. b) A atividade visa levar os estudantes a inferir a que se refere a palavra companheiro na adivinha. Explore o significado da palavra companheiro — aquele que está próximo, alguém inseparável. Discuta a questão com

8 MARQUE UM X NA EXPRESSÃO QUE CORRESPONDE A CADA FIGURA.

OVO MEXIDO X  ABACAXI EM RODELAS

X OVO COZIDO  ABACAXI EM CALDA

9 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

O que é, o que é Vivo na cozinha com meu companheiro. Se querem um chazinho, pensam em mim primeiro.

SAGARDOY, WALTER (TRAD.). ADIVINHAS E TRAVA-LÍNGUAS. SÃO PAULO: CARAMELO, 2006. P. 34.

A) MARQUE UM X NA RESPOSTA DA ADIVINHA.

PANELA    X  XÍCARA     XALE

B) QUAL PALAVRA REPRESENTA O COMPANHEIRO MENCIONADO NA ADIVINHA?

Pires.

10 COLOQUE AS PALAVRAS EM ORDEM E FORME A FRASE.

DELICIOSAS. FRUTAS SÃO AMEIXA, ABACAXI E MEXERICA

Ameixa, abacaxi e mexerica são frutas deliciosas.

eles e peça que registrem a palavra pires. Em seguida, registre essa palavra na lousa para que comparem seu registro com o que escreveram.

Atividade 10. A atividade é uma oportunidade de avaliar o conhecimento de escrita dos estudantes e se usam os escritos expostos na sala de aula para apoiar a própria escrita. Por fim, registre a frase completa na lousa e peça que a leiam em voz alta. A atividade auxilia na percepção da importância da ordem das palavras para o estabelecimento da coesão e coerência textuais.

Avalie o conhecimento dos estudantes sobre o sistema de escrita e se usam as escritas apresentadas na sala de aula (lista de nomes ou lista de palavras de referência) como apoio à escrita que desejam realizar. 242

Observando para avançar

Avaliação formativa

11 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

A faxina

Todo sábado, Xavier ajuda na faxina da sala. Ele puxa o tapete e o sofá, mexe e remexe toda a mobília, coloca o lixo na lixeira, deixa os brinquedos em uma caixa, e a sala fica muito ajeitada!

MORAES, AMANDA. SÁBADO É DIA DE FAXINA COM XAVIER! 2025. DISPONÍVEL EM: https://profamandamoraes.blogspot.com/2025/07/ sabado-e-dia-de-faxina-com-xavier.html. ACESSO EM: 15 AGO. 2025.

• XAVIER MEXE E REMEXE TODA A MOBÍLIA PARA:

X TIRAR A POEIRA.

FAZER BAGUNÇA.

MUDAR A POSIÇÃO DOS MÓVEIS.

12 ESCREVA COMO SOUBER OS NOMES DE TRÊS OBJETOS

QUE APARECEM NA CENA.

Sugestões de resposta: almofada, livro, aspirador de pó, sofá, quadro, caixa, porta-retrato, brinquedos, entre outros.

Atividade 11. Inicie a atividade explorando a imagem. Chame a atenção para objetos da cena, atividade da personagem. Certifique-se de que os estudantes reconhecem a ação que a personagem desenvolve. Observe possíveis adversidades físicas, comunicacionais ou relacionais que possam dificultar a participação de determinados estudantes nas atividades e busque apoios para atender ao grupo. Vise à inclusão de estudantes que, por serem cegos ou terem baixa visão, precisem de audiodescrição da cena. Só depois, leia o texto em voz alta.

243

Competência socioemocional

Habilidades de relacionamento

Ao tratar de faxina e organização, os estudantes têm a oportunidade de desenvolver a comunicação, a escuta ativa e o trabalho em equipe, já que eles aprendem a dividir responsabilidades e reconhecer a importância de cuidar dos espaços que compartilham. Assim, desenvolvem empatia e valorização do esforço conjunto, essenciais para relações saudáveis e cooperativas, aprimorando as habilidades de relacionamento.

Atividade 12. A atividade trabalha com a observação e interpretação de imagens. Promova uma conversa em que a turma apresente oralmente quais são os elementos que aparecem na cena, incluindo os que estão na prateleira, como vasos, livros e troféu, pedindo em seguida que escrevam os nomes por conta própria. Circule pela sala de aula conferindo as estratégias de escrita de cada estudante e apresente, por fim, os três objetos mais escolhidos pela turma, grafando seus nomes na lousa e lembrando das adaptações que possam ser necessárias para contemplar toda a turma.

Sugestões para os estudantes

14/09/25 14:56

Incentive os estudantes a comentar o que já sabiam e o que descobriram depois da leitura. Registre na lousa algumas palavras-chave do texto, de modo a levá-los a refletir sobre a escrita dessas palavras. Algumas sugestões são: faxina, ajuda, remexe e ajeitada. Faça perguntas como: “Entre as palavras faxina e remexe , algum som se repete? Qual?”; “E alguma letra se repete?”; “O nome de algum colega tem esse mesmo som?”; “Que letra representa esse som?”.

• RANDO, Silvana. Bibo no sítio . Guarulhos: Brinque-Book, 2023.

A obra apresenta o protagonista Bibo ajudando os avós em tarefas no campo.

• RANDO, Silvana. Bibo no mercado. Guarulhos: Brinque-Book, 2023.

A obra mostra Bibo ajudando sua mãe a fazer compras no mercado.

CARLITOS PINHEIRO

PLANO DE AULA

Atividade 1. Peça aos estudantes que observem as fichas e comentem que sons eles acham que estão sendo representados. Só então leia a primeira ficha e proponha um momento para que pratiquem a reprodução do som apresentado: primeiro só o som /š/ . Depois, palavras com o mesmo som, por exemplo, xale . Em seguida, leia a segunda ficha, com o som /s/ , e repita o procedimento, por exemplo, com a palavra “texto”. A terceira ficha, com som /ks/ , pode ser exemplificada com a palavra axila. E, por fim, a ficha com som /z/ pode ser exemplificada pela palavra exame. Vale lembrar que as fichas são uma ferramenta para o ensino sistemático da consciência fonêmica e da correspondência grafema-fonema nos primeiros anos da alfabetização. As associações permitem visualizar de maneira mais concreta a relação entre símbolos e sons, o que facilita a memorização e a compreensão do alfabeto.

Releia as palavras usadas como exemplo e escreva-as na lousa, destacando a pronúncia do x . Depois, peça que façam a leitura compartilhada em voz alta das palavras nos requadros. Pergunte: “Nessas palavras, a letra x representa o mesmo som?”. Leve-os a perceber o uso da letra x para representar vários fonemas, trabalhando a relação letra-som.

SONS QUE A LETRA X PODE REPRESENTAR

1 OBSERVE AS FICHAS. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR

OS SONS REPRESENTADOS NAS CENAS.

LIXO

EXÉRCITO

PIREX

Considere outra resposta, dependendo da variante utilizada em sua região.

EXPOSIÇÃO

Considere outra resposta, dependendo da variante utilizada em sua região.

REFLEXO

• CONTORNE EM CADA GRUPO A PALAVRA EM QUE A LETRA X REPRESENTA SOM DIFERENTE DO QUE NAS OUTRAS PALAVRAS.

Atividade complementar

Os sons que o X representa

Inicie a atividade retomando com a turma os diferentes sons que a letra x pode representar.

Produza cartazes com palavras destacando a letra x, cartões com as imagens correspondentes, e uma cartolina dividida em quatro colunas (uma para cada som).

• Som /ks/: táxi, axila, fixo.

• Som /z/: exemplo, exato, exame.

• Som /š/: xícara, enxergar, enxame.

• Som /s/: próximo, explicar, extintor.

Distribua entre os estudantes os cartões com imagens (por exemplo: táxi, xícara, exame) e peça que liguem a imagem à coluna correspondente ao som representado pela letra x.

Apresente as palavras e peça para os estudantes pronunciarem em voz alta, ajudando-os a identificar o som da letra x. Exemplos de palavras para cada som:

TEXTO POR TODA PARTE INDICAÇÃO LITERÁRIA

1 ACOMPANHE A LEITURA DA INDICAÇÃO LITERÁRIA DO LIVRO

QUEM NÃO GOSTA DE FRUTA É XAROPE.

EM QUEM NÃO GOSTA DE FRUTA É XAROPE, MAURICIO

NEGRO SURPREENDE SEU LEITOR COM A INFINIDADE DE FRUTAS EXISTENTES EM NOSSO PAÍS. COM CERTEZA, A MAIORIA DOS BRASILEIROS DESCONHECE ESSA DIVERSIDADE. […] E, COM TANTAS OPÇÕES, PRECISAMOS DO QUE VEM DE FORA? ESSA É UMA REFLEXÃO QUE O AUTOR NOS CONVIDA A FAZER. […]

QUEM NÃO GOSTA DE FRUTA É XAROPE. C2025. SINOPSE. DISPONÍVEL EM: https://grupoeditorialglobal.com.br/catalogos/livro/?id=2772. ACESSO EM: 25 JUL. 2025.

2 RELACIONE OS ELEMENTOS DO LIVRO COM OS ELEMENTOS QUE APARECEM NO TEXTO DA INDICAÇÃO LITERÁRIA.

INDICAÇÃO LITERÁRIA É UM TEXTO QUE SUGERE UM LIVRO

PARA OUTRA PESSOA LER.

NOME DO LIVRO  AUTOR  TEMA DO LIVRO  POR QUE LER O LIVRO

VM PARA CONHECER A RIQUEZA DE FRUTAS DO BRASIL

LJ FRUTAS DO BRASIL VD MAURICIO NEGRO

AZ QUEM NÃO GOSTA DE FRUTA É XAROPE

3 POR QUE O AUTOR DA INDICAÇÃO LITERÁRIA PERGUNTA SE “PRECISAMOS DO QUE VEM DE FORA”?

Porque ele quer que o leitor conheça e valorize as frutas do nosso país.

OBJETIVOS

• Conhecer o gênero indicação literária.

• Desenvolver o gosto pela leitura por meio da escuta e interpretação de textos literários.

• Valorizar a diversidade cultural do Brasil, explorando as diferentes regiões.

• Fomentar a participação da família nas atividades escolares.

• Incentivar a oralidade, a escrita e a escuta ativa.

• Promover experiências sensoriais com frutas.

PLANO DE AULA

Texto por toda parte

Atividade 1. Organize a turma em uma roda de conversa, diversificando o ambiente de aprendizagem. Mostre a capa do livro para a turma e pergunte: “Vocês gostam de frutas?”; “De qual fruta vocês mais gostam?”. Diga que eles vão conhecer uma indicação literária, que é quando alguém sugere um livro para outras pessoas lerem. Durante a leitura da indicação, leia em voz alta o texto com entonação e pausas. Mostre curiosidade genuína com os estudantes. Esse é um bom momento para mostrar aos estudantes que aprender é uma aventura coletiva. Lembre-se de que no processo ensino-aprendizagem é importante o professor protagonizar momentos de criação de laços de afetividade.

Atividade 2. Leia a questão em voz alta e vá indicando as alternativas para que os estudantes apontem a opção correta e pintem os quadrinhos com a cor correspondente.

Atividade 3. Depois da leitura, passe a uma conversa guiada, pergunte: “Por que será que o autor pergunta se precisamos do que vem de fora?”. Leve os estudantes a perceberem que o Brasil tem muitos sabores próprios e especiais.

245

14/09/25 14:56

Para começar, leve um livro adequado à faixa etária dos estudantes e faça a indicação, comente o motivo pelo qual apreciou a leitura, como são as ilustrações, fale sobre o autor, sobre seus sentimentos ao ler a obra. Caso os estudantes sintam-se motivados, permita que dividam experiências de leituras que lhe foram agradáveis. Depois desse momento, informe que eles conhecerão outra indicação literária.

OBJETIVOS

• Levantar conhecimentos prévios relativos ao texto por meio de análise de palavras e ilustrações.

• Compreender poema.

• Identificar semelhanças sonoras em sílabas e em rimas.

• Reconhecer as palavras que rimam no texto.

• Reconhecer que a letra h no começo das palavras não possui valor fonológico.

• Identificar letras que seguem o h.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Antes da leitura do poema, converse com os estudantes e pergunte se conhecem um animal chamada hiena . Deixe que compartilhem conhecimentos prévios, promova a escuta respeitosa e a observação dos turnos de fala. Leia sobre as hienas e providencie uma imagem ampliada, você pode encontrá-la em sites especializados ou em: https:// www.nationalgeographicbrasil. com/animais/2019/06/hienas -tem-ma-reputacao-mas-sao -os-predadores-mais-bem -sucedidos-da-africa (acesso em: 5 set. 2025). Ressalte que esses animais produzem um som muito característico, parecido com uma risada.

Atividade 2. Leia o poema em voz alta. Trabalhe a consciência de rimas e a organização do texto em versos. É importante promover a fluência em leitura oral de forma gradual. Após a leitura, amplie o vocabulário dos estudantes, conversando sobre o significado das palavras habitual e humorada. Comente sobre a formação de mal-humorado e bem-humorado . Pergunte: “A hiena estava bem-humorada ou mal-humorada?”; “O que

LEITURA POEMA

1. Respostas pessoais. É provável que os estudantes já tenham visto uma hiena ao menos por fotos ou filmes e desenhos animados. Abra espaço para que verbalizem seus conhecimentos sobre a hiena.

1 VOCÊ JÁ VIU UMA HIENA? SE VIU, ONDE FOI?

2 VOCÊ SABIA QUE UMA DAS CARACTERÍSTICAS DA HIENA É PRODUZIR UM SOM QUE PARECE UMA GARGALHADA?

• ACOMPANHE A LEITURA DO POEMA. DEPOIS, COMENTE COM OS COLEGAS SUAS IMPRESSÕES SOBRE ESSE ANIMAL.

VI UMA HIENA HUMORADA

MAIS DO QUE O HABITUAL QUE DE TANTO GARGALHAR

FOI PARAR NO HOSPITAL.

OBEID, CESAR. ABC DAS RIMAS. SÃO PAULO: SALESIANA, 2010. P. 11.

3 NO POEMA, A HIENA É CHAMADA DE HUMORADA. ISSO SIGNIFICA QUE ELA ESTAVA:

BR AVA.   X RINDO E ALEGRE.   DORMINDO.

4 A HIENA FOI PARAR NO HOSPITAL PORQUE:

EL A ESTAVA MUITO DOENTE.

EL A NÃO GOSTAVA DE RIR.

X EL A RIU TANTO QUE ATÉ PASSOU MAL.

5. Resposta pessoal. O objetivo é conectar a experiência do poema à vivência da criança, desenvolvendo oralidade e empatia.

5 VOCÊ JÁ RIU TANTO QUE SENTIU CANSAÇO OU DOR NA BARRIGA? CONTE PARA OS COLEGAS.

6 CONTORNE NO POEMA A PALAVRA HIENA

246

provoca o humor no poema?”. Espera-se que os estudantes concluam que o exagero causa humor, pois a hiena riu tanto que foi parar em um hospital, o que também não é comum para um animal selvagem.

Atividades 3 e 4. Faça a leitura das atividades e convide os estudantes a respondê-las primeiro oralmente, para depois assinalar a resposta correta.

Atividade 5. Permita que vários estudantes relatem suas experiências, novamente auxilie-os a respeitar os turnos de fala e a observar

uma escuta ativa. Esteja atento a obstáculos físicos, comunicacionais ou relacionais que possam dificultar a participação e a inclusão e todos os estudantes na atividade. Se necessário, adapte a dinâmica, forme duplas ou trios para o compartilhamento das vivências, integrando os estudantes mais tímidos do grupo.

Atividade 6. Peça aos estudantes que localizem a palavra com o dedo antes de contornar. Diga: “Procurem a palavra que começa com a letra h. Quem achou, faz um círculo em volta!”.

1. Espera-se que os estudantes percebam que na cena não há som representado. Como justificativa, eles podem apontar que não há nada escrito e que a menina está tapando a boca, indicando que não está dizendo nada.

1 OBSERVE A FICHA. A CRIANÇA ESTÁ FAZENDO ALGUM SOM NA CENA? COMO VOCÊ DESCOBRIU?

2 JUNTE A LETRA H ÀS VOGAIS E FALE EM VOZ ALTA AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS. Espera-se que os estudantes respondam que não. H H H H H h h h h h h H H H H H h h h h h h H H h h h H

A) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA HIENA?Com a letra h

B) ESSA LETRA REPRESENTA ALGUM SOM NESSA PALAVRA?

C) TR ACE A LETRA H .

OBJETIVOS

• Identificar o som representado pela letra h.

• Formar sílabas com a consoante h e as vogais.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com o som /∅/ (sem valor fonológico), representado pela letra h

• Ler um trava-língua e uma quadrinha.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

No trabalho com a letra h, a abordagem da relação entre o grafema e seus fonemas ocorre de acordo com a ordem de complexidade. Assim, as atividades iniciais focam na apresentação da letra h em posição inicial, para só então apresentar as relações mais complexas, que são os dígrafos (ch, lh, nh).

Atividade 1. Retome o trabalho com as fichas, elas são um importante recurso para estimular as conexões entre o som e sua

representação gráfica. Lembrando que esta atividade se baseia em abordagem científica que aponta para a eficácia do ensino sistemático da consciência fonêmica e da correspondência grafema-fonema nos primeiros anos da alfabetização.

Atividade 1. a) Para responder à pergunta, peça aos estudantes que comparem a letra inicial da palavra hiena com a letra apresentada na ficha.

Atividade 1. b) Oriente os estudantes a observar a ficha em que a garota tapa a boca e intuir se ela representa algum som.

Atividade 1. c) Incentive os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada com diferentes formatos em relação ao seu traçado. Em seguida, peça que copiem a letra h no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado, primeiro, da letra em sua forma imprensa maiúscula, para, só então, traçar a letra em estudo em sua forma (maiúscula e minúscula) cursiva.

Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta, a fim de que os estudantes identifiquem que as sílabas não possuem fonema além da vogal, pelo fato de a letra h não representar som. É fundamental que percebam que palavras diferentes podem ter partes sonoras iguais, pois isso os ajudará a desenvolver a consciência fonológica. Chame a atenção para a quantidade de letras que formam as sílabas e para os sons (fonemas) e as letras que as representam, que mudam em cada sílaba (vogais).

Sugestão para o professor

• PEREIRA, Kátia Helena. Manual de orientação: transtorno do processamento auditivo: TPA. Florianópolis: Dioesc, 2014.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Chame a atenção dos estudantes para a figura em destaque e incentive-os a comentar o que imaginam que está escrito ao lado da imagem. Faça a leitura oral da palavra hiena, evidenciando que a palavra em estudo está registrada em letra na forma imprensa maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça que copiem a palavra no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado das letras em sua forma imprensa maiúscula. Nesse momento, os estudantes conseguem traçar a palavra-chave inteira, com todas as suas letras.  Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra hiena em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes comecem ou contenham a letra e/ou o padrão silábico em estudo.

Use o alfabeto móvel para compor escritas diversas, com foco na palavra em estudo, de modo individual ou em duplas.

Acompanhe a escrita da palavra, observando a pega trípode do lápis, se necessário, auxilie o estudante para uma postura mais confortável para a escrita.

Atividade 4. O objetivo da atividade é explorar a relação entre fonema e grafema em estudo. Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete nesse trava-língua. Depois, solicite que localizem a palavra hoje , realizem sua segmentação oral em sílabas, depois em fonemas e, por fim, promova a segmentação da frase em palavras (batendo palmas).

Atividade 5. Retome com os estudantes os sons

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

4 ACOMPANHE A LEITURA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO.

EM HOJE HÁ H, MAS EM ONTEM H NÃO HÁ.

CARVALHO, GILDA MARIA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/ a-importancia-dos-trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 25 JUL. 2025.

• A LETRA H REPRESENTA ALGUM SOM NAS PALAVRAS HOJE E HÁ, QUE APARECEM NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que não.

5 FORME PALAVRAS.

OOOPA

6 ESCOLHA UM NOME PARA CADA CRIANÇA E ESCREVA.

Heloísa • Helena • Hugo • Heitor

Respostas pessoais.

representados nas fichas e promova atividades de composição e decomposição das palavras hoje e hotel em sílabas (batendo palmas). Esta atividade explora as relações entre grafemas e fonemas no caso específico de um grupo silábico. Certifique-se de que os estudantes compreendem os sons representados nas fichas. O trabalho com as palavras como unidade de análise tem como objetivo fazer com que os estudantes compreendam o sistema de escrita e aprendam a correspondência entre grafemas e fonemas. É importante criar oportunidade para que eles leiam em voz alta as

palavras formadas, iniciadas todas pelo mesmo fonema, e que têm, como traço distintivo, a sílaba final, que altera o sentido da palavra.

Atividade 6. O objetivo da atividade é incentivar a leitura e o uso da letra cursiva para escrita de nomes com a letra h.

Inclusão e equidade

Trabalhe a atividade de forma cuidadosa, observando se há estudantes usuários de cadeiras de rodas ou com vitiligo na turma, que possam não se sentir confortáveis ao estarem em evidência durante a atividade.

7 LEIA AS PALAVRAS EM VOZ ALTA.

HORA • HOJE • HOMEM • HOSPITAL • HUMANO

HORTA • HIGIENE • HOTEL • HERÓI

A) SUBLINHE AS PALAVRAS DE ACORDO COM A LEGENDA.

USO MUITO ESTA PALAVRA.

USO POUCO ESTA PALAVRA.

Resposta pessoal, de acordo com o uso que o estudante faz, principalmente na fala, das palavras apresentadas.

B) AGORA, ESCOLHA DUAS PALAVRAS DO QUADRO E COPIE.

Resposta pessoal.

Resposta pessoal.

8 SEPARE AS SÍLABAS DAS PALAVRAS.

A) ESCREVA NO O NÚMERO DE LETRAS DE CADA SÍLABA.

B) ESCREVA NA O NÚMERO DE SONS DE CADA SÍLABA.

Atividade 7. Ressalta-se que até o momento os estudantes refletiram sobre a escrita das letras relacionando-as aos sons, na relação letra-som. A letra h, portanto, será algo incomum para eles, pois, no início de palavras, essa letra não possui valor fonológico. Por se tratar de uma irregularidade ortográfica, considera-se fundamental que os estudantes memorizem algumas palavras de uso frequente.

Atividade 7. a) Promova a leitura compartilhada das palavras em voz alta e abra espaço para que os estudantes verbalizem quais

249

conhecem, quais não conhecem e quais usam com mais frequência.

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Atividade 7. b) A atividade de escrita de palavras com cópia auxiliará os estudantes na memorização da grafia delas.

Atividade 8. O objetivo da atividade é, mais uma vez, levar os estudantes a perceber que, no início de palavras, a letra h não possui valor fonológico e que é sempre seguida de uma vogal.

Atividade 8. a) Além disso, registrar a quantidade de letras de cada sílaba os ajudará a

perceber que, apesar de não representar som no início das palavras, a letra h é grafada e deve ser contada como letra. Atividade 8. b) Será, ainda, uma oportunidade de os estudantes perceberem que toda sílaba tem vogal e que as sílabas podem ser compostas de diferentes quantidades de letras, ampliando a consciência de sílabas.

Texto de apoio

Por que existe a letra “h” se ela não tem som?

Conheça a (h)istória da letra mais discreta do alfabeto

Porque ela tinha som em latim. Várias línguas que descendem do idioma falado em Roma, como o português, mantiveram essa letra em suas palavras como um vestígio etimológico, ainda que seus falantes tenham parado de pronunciá-la na prática. O som do “h” latino era muito parecido com o da letra “r” em palavras como “rato”, “rico” ou “roda”, mas os falantes expeliam um bocado de ar ao pronunciá-lo, um detalhe fonético chamado pelos linguistas de “aspiração” que caiu em desuso ainda nos tempos de Roma.  (Ou melhor: é parecido em alguns sotaques lusófonos. No português de Portugal, é claro, esse “r” de “rato” tem outro som, em que a língua vibra no céu da boca. E alguns falantes de português brasileiro fazem um som gutural, aquele que dá uma raspadinha no fundo da garganta — ou soltam aquele rrrrrrato vibrante, com jeitão italiano.)

Por fim, é bom lembrar que o “h” se reinventou para realizar outro serviço: o de formar os dígrafos “ch”, “nh” e “lh”.

VAIANO, Bruno. Por que existe a letra “h” se ela não tem som? Superinteressante, São Paulo, 23 abr. 2024. Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/ oraculo/por-que-existe-a-letra -h-se-ela-nao-tem-som/. Acesso em: 18 jul. 2025.

HUMANO
HORA

PLANO DE AULA

Atividade 9. Leia as palavras em voz alta para a turma. Se possível, transcreva-as na lousa, destacando a primeira sílaba de cada uma. Peça, então, aos estudantes que leiam as duplas de palavras em voz alta: harpa/armário; helicóptero/elefante; horta/orca; húmus/urubu. É importante que eles percebam que, nesses pares de palavras, a sílaba inicial apresenta o mesmo som e que a letra h no início da palavra não possui valor fonológico. Se houver na turma estudantes cujos nomes começam com h, escreva esses nomes na lousa também, indicando que pode haver exceções em nomes próprios vindos de outras línguas, como Herbert e Harry, em que a letra h representa som.

Após a realização da atividade, registre na lousa os termos hiena e helicóptero. Solicite aos estudantes que façam a leitura compartilhada dessas duas palavras em voz alta. Pergunte: “Qual é a letra inicial de hiena ? e de helicóptero?”, “Se eu tapar a letra h do nome desses animais, o que vocês vão ler?”, “Nessas palavras, a letra h representa algum som?”.

Atividade complementar

Jogo desenhando o H

Providencie para cada estudante uma ficha com o contorno da letra H maiúscula, o interior deve ser dividido em sete espaços. Peça que, ao seu sinal, desenhem objetos, animais cujo nome inicie com a letra h . Vence quem conseguir completar todos os espaços e os desenhos cumpram a regra da letra h.

HÚMUS URUBU

• CONTORNE A PRIMEIRA SÍLABA DE CADA PALAVRA.

9 LEIA EM VOZ ALTA OS PARES DE PALAVRAS.
HORTA
ORCA

10 LEIA AS PALAVRAS EM VOZ ALTA.

HÉLICE

A) CONTORNE A LETRA QUE VEM LOGO DEPOIS DA LETRA H NESSAS PALAVRAS.

B) AS LETRAS QUE VOCÊ CONTORNOU SÃO: X VOGAIS.  CONSOANTES.

C) A LETRA H INICIAL MUDA A FORMA DE PRONUNCIAR AS VOGAIS?

SIM X  NÃO

A LETRA H NÃO REPRESENTA SOM NO COMEÇO DA PALAVRA.

11 COMPLETE A FRASE COM AS PALAVRAS DO QUADRO. herói • hoje • hora

Ainda

bem que hoje cheguei na hora . Vamos assistir ao

filme do nosso herói favorito.

251

Atividade 10. Leia as palavras em voz alta para a turma. Se possível, transcreva-as na lousa, destacando a primeira sílaba de cada uma. Peça, então, aos estudantes que leiam as palavras em voz alta. É importante que os estudantes percebam que, nessas palavras, a letra inicial representa o mesmo som, ou seja, que a letra h no início da palavra seguida de vogal não possui valor fonológico.

Atividade 11. Leia a frase em voz alta, levando os estudantes a perceber que há palavras faltando. Em seguida, escreva a frase com lacunas na lousa e peça que leiam as três palavras do quadro. Leia novamente a frase, dando tempo para que decidam qual das palavras melhor se encaixa nas lacunas.

Atividade complementar

Certifique-se de que os estudantes sabem que húmus é o material orgânico resultante da decomposição de resíduos de origem vegetal, animal ou de microrganismos no solo.

Amplie a atividade, convidando-os à sala de informática para pesquisarem sobre o húmus. Se considerar conveniente, organize os estudantes em dois grupos e solicite a cada um que pesquise um uso do húmus e anote informações interessantes. É fundamental fazer uma seleção prévia de sites confiáveis com informações sobre o tema.

Depois da pesquisa, cada grupo apresentará ao restante da turma as informações e imagens de hortas orgânicas que usam húmus. Dessa forma, os estudantes também podem trabalhar a diferença entre as sílabas hor e or em horta e orgânica, respectivamente. Essa é uma excelente oportunidade para que os estudantes pesquisem e selecionem informações em textos que circulam em meios digitais e sanem suas curiosidades. Além disso, a atividade explicitará que uma das funções da escrita é registrar para não esquecer.

14/09/25 14:56

DANIEL BOGNI

PLANO DE AULA

Atividade 12. Promova uma conversa com os estudantes sobre acordar cedo e incentive-os a se expressarem em situações de intercâmbio oral, apresentando e justificando suas opiniões. Peça-lhes que observem a imagem, a fim de que possam identificar o galo, e pergunte o que sabem sobre o animal. Se possível, apresente um vídeo ou áudio com o canto do galo. Em seguida, faça a leitura do texto em voz alta. Peça aos estudantes que acompanhem a leitura em seus livros e, em seguida, instrua-os sobre a proposta da atividade.

Atividade 12. a) Confira se todos sublinham a palavra hora.

Atividade 12. b) O objetivo da atividade é checar o nível de interpretação de imagens apresentado pelos estudantes.

Atividade 12. c) Retome a discussão feita sobre o galo anteriormente e veja quais são as respostas à atividade. Peça sempre que as justifiquem.

Texto de apoio

Compreensão leitora

Compreensão leitora  é a faculdade — no sentido de capacidade cognitiva complexa — de entender os significados dos textos escritos. É também o processo por meio do qual são postas em funcionamento as estratégias cognitivas e habilidades necessárias para compreender, que permitem que o leitor extraia e construa significados do texto, simultaneamente, para fazer sentido da língua escrita. Na  compreensão leitora , estão envolvidos: um texto — objeto linguístico

12 LEIA A QUADRINHA.

Cocoricó! Cocoricó!

Avisa a hora o carijó

Com esse galo cantor

Quem precisa de despertador?

MORAES, AMANDA. COCORICÓ DO CARIJÓ: UM GALO QUE CANTA E ENCANTA! 2025. DISPONÍVEL EM: https://profamandamoraes.blogspot.com/2025/07/cocorico-docarijo-um-galo-que-canta-e.html. ACESSO EM: 15 AGO. 2025.

A) SUBLINHE NA QUADRINHA A PALAVRA QUE COMEÇA COM A LETRA H .

B) CONTORNE NA CENA UM OBJETO SEMELHANTE AO DA ESTAMPA DO PIJAMA DO MENINO.

Espera-se que os estudantes contornem o hipopótamo, que está na caixa de brinquedos.

C) DE ACORDO COM O TEXTO, POR QUE COM O GALO CARIJÓ NÃO É PRECISO DESPERTADOR?

Espera-se que os estudantes identifiquem que é em razão de o próprio galo despertar as pessoas com o cacarejo.

e cultural portador de um significado —; um leitor — com saberes, experiências, capacidades e habilidades; e uma situação comunicativa de interação entre leitor e autor via texto escrito, que determina em grande parte o que e como se compreende. Esses três elementos influenciarão o que o leitor lembrará a partir do texto, o que perceberá ou deixará de perceber, que tipos de

inferências fará, como usará seus conhecimentos prévios, que hipóteses levantará, o que analisará criticamente; enfim, como ele responderá ao texto escrito [...].

KLEIMAN, A. Compreensão leitora. In: FRADE, I. C. A. da et al. (org.). Glossário Ceale. Belo Horizonte: UFMG, 2014. Disponível em: https://ceale.fae.ufmg. br/glossarioceale/verbetes/compreensao-leitora. Acesso em: 3 fev. 2025.

CARLITOS

OBJETIVOS

LÍNGUA GRUPOS CH, LH E NH

1 OBSERVE AS FICHAS. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR OS SONS REPRESENTADOS NAS CENAS.

• AGORA, REPITA COM O PROFESSOR OS SONS REPRESENTADOS POR CH, POR LH E POR NH

2 LEIA EM VOZ ALTA.

• AO LER ESSAS PALAVRAS, É POSSÍVEL PERCEBER QUE AS LETRAS CH, LH E NH REPRESENTAM:

X UM SOM.

DOIS SONS.

QUANDO DUAS LETRAS JUNTAS REPRESENTAM UM SÓ SOM, ELAS FORMAM DÍGRAFOS

16/09/25 21:06

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com os dígrafos ch, lh e nh.

• Formar sílabas e palavras com os dígrafos ch, lh e nh

• Incentivar o treino do traçado em letra cursiva dos dígrafos ch, lh e nh e de suas famílias silábicas.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com os sons /š/, /ʎ/ e /ñ/, representados, respectivamente, pelos dígrafos ch, lh e nh

• Refletir sobre o sistema de escrita e suas hipóteses.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. Incentive os estudantes a observar atentamente a representação do som em cada ficha e pronunciar os sons representados pelos dígrafos ch, lh e nh. Se julgar necessário, primeiro, reproduza o som de cada um e, em seguida, convide-os a realizar a vocalização pausadamente e em voz alta. Esse procedimento contribui para o desenvolvimento da consciência fonológica antes de entrar em contato com outras palavras que se formam com esses dígrafos.

Atividade 2. Incentive os estudantes a pensar em palavras grafadas com as sílabas cha , cho , chu , lha , lho , nha e nho no início, no meio e no fim. Sugestões: chapinha, abelha, coelho, rainha, nhoque. O objetivo da atividade é que os estudantes leiam as palavras e observem as bolinhas abaixo delas, que indicam a quantidade de sons (fonemas) de cada uma, levando-os a perceber que duas letras podem representar apenas um som.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que, nas palavras cozinha , chave e bolha , a letra h, ao se juntar a n, c ou l, representa diferentes sons, ampliando a percepção deles de discriminação de sons.

Atividade 3. a) Em cozinha , o som representado pelo h é nasalizado pela junção do h com o n, emitindo o som /ñ/ — emissão sonora, segundo o alfabeto fonético internacional. Em chave , a junção do som representado pelo c com o h faz a emissão de /š/ — emissão sonora, segundo o alfabeto fonético internacional. Em bolha , a junção do som representado pelo l com o h faz a emissão / ʎ / — emissão sonora, segundo o alfabeto fonético internacional.

Atividade 4. O objetivo da atividade é, mais uma vez, levar os estudantes a perceber que, em dígrafos, a letra h antecedida de uma consoante ( c , l ou n) representa um som diferente, caso essas consoantes sejam grafadas sem o acompanhamento do h. Além disso, registrar a quantidade de letras de cada sílaba os ajudará a perceber que, apesar de não representar dois sons diferentes no início das palavras, o dígrafo deve ser grafado e contado como duas letras. Será, ainda, uma oportunidade de os estudantes perceberem que toda sílaba tem vogal e que as sílabas podem ser compostas de distintas quantidades de letras, ampliando a consciência de sílabas.

3 LEIA AS PALAVRAS EM VOZ ALTA.

COZINHA CHAVE BOLHA

A) NESSAS PALAVRAS, A LETRA H ESTÁ: NO INÍCIO DA SÍLABA.

X NO MEIO DA SÍLABA.

NO FINAL DA SÍLABA.

B) CONTORNE EM CADA PALAVRA A LETRA H E A LETRA QUE VEM ANTES DELA.

4 COMPLETE O QUADRO.

PALAVRA PALAVRA SEPARADA EM SÍLABAS

Atividade complementar

Jogo para desenvolvimento fonológico

Desenhe ou imprima uma nuvem de chuva, prenda cinco barbantes com uma gota na extremidade, representando as gotas de chuva. Fixe a nuvem na lousa e, ao lado, fixe cinco cartões com as vogais — a, e, i, o, u. Pergunte qual o som inicial da palavra chuva. Depois, convide alguns estudantes para juntar o som /š/ com uma das vogais e pronunciar a sílaba formada. Você pode usar velcro para fixar as gotas nas sílabas.

5 ESCREVA NOS QUADRINHOS AS SÍLABAS QUE FALTAM PARA FORMAR AS PALAVRAS DO

QUADRO.

VIZINHO • ARANHA • NENHUMA TELHADO

6 COMPLETE AS FRASES COM OS NOMES DOS ANIMAIS. DEPOIS, COPIE AS FRASES.

O coelho é orelhudo.

O coelho é orelhudo.

A lã da ovelha é tão fofinha!

A lã da ovelha é tão fofinha!

255

Atividade 5. Leia as palavras pausadamente. Depois, peça que completem os quadrinhos. Conte o número de sílabas e chame a atenção para o fato de os grupos ch , lh e nh fazerem parte de uma mesma sílaba, não ocorrendo a separação das letras. A atividade auxilia na percepção da articulação do som e desenvolve a consciência fonética.

Atividade 6. Pergunte aos estudantes qual o nome dos animais representados nas imagens. Peça que descrevam como é cada um — peludo, pequeno, médio, fofo, calmo, rápido. Deixe que exponham suas percepções sobre o coelho e a ovelha para depois completar as frases.

Os estudantes devem perceber a relação letra-som, os sons que essas letras representam (ch, lh e nh) e que as consoantes c, l e n, quando precedem a letra h, formam dígrafos. É importante destacar que, nessa fase de escolarização, não é oportuno trabalhar nomenclaturas. O que se pretende é que os estudantes percebam os diferentes sons que algumas letras representam quando combinadas. Se julgar pertinente, amplie a atividade pedindo aos estudantes que registrem no caderno um quadro com os grupos de palavras formados.

PLANO DE AULA

Atividade 7. Copie a letra da parlenda em uma folha de papel pardo e afixe-a na lousa. Depois de realizar a atividade com os estudantes, exponha-a em um local visível da sala de aula. Faça a leitura compartilhada da parlenda várias vezes com a turma, usando gestos relativos às quantidades de ovos e apontando as palavras com o dedo. Esta atividade também permite que os estudantes trabalhem os aspectos da numeracia: apresentação de algarismos de 0 a 9, contextualização de quantidades e identificação e continuação de sequências e padrões.

Diversifique o ambiente de aprendizagem organizando a turma em duplas produtivas de trabalho. Ao formá-las, considere o que cada um dos estudantes sabe sobre o sistema de escrita. Observe também a forma como trabalham juntos para decidir quais duplas são de fato produtivas. É importante que a atividade seja feita primeiro oralmente. Estimule as duplas a resgatar a consciência de rimas e completar o segundo verso com palavras ou expressões que rimem com a última palavra do primeiro verso. Oriente as duplas a escrever as palavras ou expressões primeiro no rascunho, revezando os papéis de escriba e de quem dita (uma folha de papel avulsa para cada dupla). Em alguns momentos, solicite a leitura de palavras apontando-as, de modo que os estudantes possam observar o sistema de escrita de cada dupla. Escreva de maneira que os estudantes consigam ver palavras que possam auxiliá-los na escrita daquelas que desejam escrever; confirme ou confronte informações. Caso perceba que alguma dupla está com dificuldade na escrita, peça a outras duplas que deem dicas para ajudar os colegas

7 CANTE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.

A

galinha do vizinho bota ovo amarelinho.

Bota 1, bota 2, bota 3!

[A GALINHA DO VIZINHO]. [S.L.: S.N.], [19--]. CANTIGA

POPULAR.

• COMPLETEM OS VERSOS FAZENDO RIMAS.

A galinha carijó bota ovo

Sugestões de resposta: e solta o gogó/num pé só/e faz cocoricó/de paletó/em Maceió/com borogodó/pra vovó/e dança carimbó/com mocotó.

A galinha-d’angola

bota ovo

Sugestões de resposta: e rebola/e rola/na cartola/e toca viola/na escola/na sacola/na gaiola/de camisola/e cantarola.

A galinha garnisé bota ovo

Sugestões de resposta: pra Zezé/em pé/e faz café/e faz cafuné/e chupa picolé/e faz balé/e abre o banzé/pro seu Zé/pro Noé/pra quem quiser/em Itacaré/de boné/em Taubaté.

A galinha caipira bota ovo e suspira! Ufa!

em uma oficina do escritor. Por fim, registre as sugestões das duplas na lousa, em forma de lista. Depois, leia o primeiro e o segundo versos seguidos das várias sugestões dadas.

Observando para avançar

Avaliação formativa

Para avaliar a compreensão dos estudantes acerca da parlenda, peça que façam um desenho que represente o que entenderam dela. Lembre-os de assinar os desenhos, esclarecendo que eles serão expostos em um mural fora da sala de aula.

Sugestão para os estudantes

CANTIGA de roda: a galinha do vizinho. Publicado por: Márcio Coelho e Ana Favaretto. 2025. 1 vídeo (1 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=3HcpR3vTopQ. Acesso em: 18 jul. 2025.

O vídeo apresenta a cantiga de roda A galinha do vizinho, tradicional no repertório infantil brasileiro. Ele valoriza a cultura popular por meio da música e da brincadeira coletiva.

8 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

A horta do Norberto

Norberto cuida da sua horta. Vai plantando tomate, repolho, chicória, jiló, pepino e alho.

As sementes variadas e espalhadas com jeitinho dão a horta perfeita, uma boa colheita e uma ótima salada!

MORAES, AMANDA. NA HORTA DO NORBERTO TEM DE TUDO UM POUCO! 2025. DISPONÍVEL EM: https://profamandamoraes.blogspot.com/2025/07/ na-horta-do-norberto-tem-de-tudo-um.html. ACESSO EM: 15 AGO. 2025.

A) ESCREVA OS NOMES DAS HORTALIÇAS QUE APARECEM NO TEXTO.

HORTALIÇA: PLANTA COMESTÍVEL CULTIVADA EM HORTA.

B) COMPLETE A FRASE DE ACORDO COM O TEXTO.

As hortaliças servem para preparar uma ótima salada

Sugestão para o professor

Atividade 8. Antes de iniciar a leitura, peça à turma que observe a ilustração e tente ler o título do texto, a fim de levantar hipóteses sobre o que ele vai tratar. Dê espaço para que se expressem livremente, sempre incentivando que justifiquem suas ideias. Em seguida, leia o texto, enfatizando os nomes das hortaliças.

Atividade 8. a) Junte a turma em duplas e peça aos estudantes que verbalizem os nomes das hortaliças. Promova a contagem de sílabas de cada uma delas e verifique se eles conseguem escrever autonomamente seus nomes. Caso seja necessário, oriente-os a retornar ao texto e a localizar as palavras que deverão ser transcritas.

Atividade 8. b) Se necessário, promova novamente a leitura do texto, pedindo que a acompanhem. Desafie a turma a encontrar o termo necessário para completar a frase. Então, solicite que a sublinhem e depois a transcrevam.

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• BRASIL. Ministério da Educação. Saberes e práticas da inclusão: desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos surdos. 2. ed. Brasília, DF: Seesp, 2006. (Série: saberes e práticas da inclusão). Disponível em: https://portal. mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/alunossurdos.pdf. Acesso em: 4 set. 2025. Esse material discute estratégias e competências necessárias para o atendimento educacional de estudantes surdos. Apresenta práticas pedagógicas inclusivas e orientações para promover a acessibilidade e a aprendizagem.

OBJETIVOS

• Apreciar a leitura de uma história com repetição.

• Fazer leitura multimodal de uma história com repetição ilustrada.

• Escrever espontaneamente palavras com base na interpretação da história.

• Reconhecer aspectos sociocomunicativos do gênero textual história com repetição.

• Reconhecer características da estrutura da história com repetição, além das finalidades e do suporte desse gênero textual.

PLANO DE AULA

Leitura

Contar histórias faz parte da herança cultural da humanidade. A narrativa possibilita o registro de um evento, um feito heroico ou mesmo a criação de enredos inusitados, frutos da imaginação humana. Atividade 1 . Antes de realizar a leitura em voz alta, permita que os estudantes falem de suas vivências sobre o tema higiene/banho; torne o momento divertido e acolhedor, coordenando os turnos de fala e incentivando uma escuta ativa e respeitosa. Converse sobre a ilustração que acompanha o texto. O ambiente escolar precisa ser caracterizado como um espaço relevante para a formação de leitores, que promova interações significativas. O professor tem papel de destaque nesse processo à medida que demonstra entusiasmo, prazer e paixão pela leitura, ou seja, quando se mostra leitor para os estudantes. Quando o professor lê para os estudantes, mostra-lhes seu próprio comportamento de leitor e contribui para que se familiarizem com o universo letrado. Por isso, é fundamental que prepare a leitura compartilhada em voz

LEITURA HISTÓRIA COM REPETIÇÃO

1 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR. HORA DO BANHO!

MAMÃE DIZ:

— BELINHA, É HORA DO BANHO.

LOGO EU RESPONDO:

— MAS EU NÃO ESTOU SUJA! ESTOU OCUPADA, CUIDANDO DAS PLANTAS COM MEU AMIGO PATINHO!

MEXER NA TERRA DEIXOU O PATINHO TODO SUJO!

E A MAMÃE DIZ:

— BELINHA, É HORA DO BANHO! O PATINHO ESTÁ TODO SUJO!

ENTÃO, EU RESPONDO:

— MAS EU NÃO ESTOU SUJA! ESTOU OCUPADA, PINTANDO COM MEU AMIGO URSINHO!

alta, planejando intervenções para fazer antes, durante ou depois e variando a organização do espaço e a disposição dos estudantes. Antes de iniciar a leitura, informe que você lerá o trecho de um conto intitulado Hora do banho, de Sávia Dumont. Leia as informações sobre a autora no boxe da página 259.

Organize a turma para ouvir a história. Crie um momento agradável para a leitura, propondo que se sentem em círculo, por exemplo, dinamizando o espaço de aprendizagem.  Leia o título da história e incentive os estudantes a observar as ilustrações das

páginas, pergunte-lhes os nomes dos objetos que identificam nela e peça a eles que levantem hipóteses sobre o texto que será lido. Promova um diálogo, buscando informações pessoais deles a respeito do assunto tratado: a hora do banho. É provável que relatem que se trata de um momento de higiene pessoal. Incentive-os a relacionar suas experiências com o título do conto e a relatar experiências vividas.

Faça a leitura de texto com compreensão clara, solicitando aos estudantes que a acompanhem.

DE TANTO PINTAR, O URSINHO FICOU SUJO.

E A MAMÃE DIZ:

— BELINHA, É HORA DO BANHO! O URSINHO ESTÁ TODO SUJO!

ENTÃO, EU RESPONDO:

— MAS EU NÃO ESTOU SUJA! ESTOU OCUPADA, FAZENDO BOLINHOS COM MEU AMIGO MACACO!

DE TANTO FAZER BOLINHOS, O MACACO FICOU TODO SUJO! E A MAMÃE DIZ:

— BELINHA, É HORA DO BANHO! O MACACO ESTÁ TODO SUJO!

ENTÃO, EU PENSO: DEPOIS DE CUIDAR DAS PLANTAS, PINTAR E FAZER BOLINHOS... EU ESTOU TODA SUJA!

NESSA HORA, CHEGA TIA NÁDIA COM UM BRINQUEDO DE PRIMEIRA: NAVIO, EU E MEUS AMIGOS FOMOS PRA BANHEIRA!

DUMONT, SÁVIA. HORA DO BANHO! 2025. DISPONÍVEL EM: https:// saviadumont.wordpress.com/2025/02/02/hora-do-banho/. ACESSO EM: 15 AGO. 2025.

QUEM É?

SÁVIA DUMONT NASCEU EM MINAS GERAIS. ELA É ESCRITORA E ILUSTRADORA, CONHECIDA POR CRIAR E BORDAR ILUSTRAÇÕES ENCANTADORAS EM LIVROS INFANTOJUVENIS. SÁVIA TEM OBRAS QUE DESPERTAM A IMAGINAÇÃO E REVELAM SUA PAIXÃO POR PALAVRAS E DESENHOS QUE CONTAM HISTÓRIAS.

Faça perguntas sobre o texto lido, como: O que aconteceu com Belinha? Havia quantos amigos nessa história? O que significa estar todo sujo? Qual cantiga se parece com essa história de acumulação? (É provável que se lembrem da cantiga Cinco macaquinhos pulando na cama).

A repetição e a presença de rimas (no final do conto) são fatores que contribuem para a memorização da história. Dessa forma, trata-se de um texto que favorece o desenvolvimento da fluência leitora. Depois da sua leitura oral e de explorar a sonoridade, o vocabulário e as repetições presentes no texto, solicite aos

no conto podem ter relação com situações da vida real. Na qualidade de leitor, opine sobre o que leu, troque ideias e/ou informações com os estudantes e compare seu ponto de vista com os deles.   Proponha questões relacionadas ao texto que envolvam o emprego de pronomes interrogativos e adverbiais, como quem, que, qual, quanto, quando, onde, por quê. Incentive a recontagem oral do conto lido por você.

Texto de apoio

Ler histórias tem a ver com o papel, com a escrita. É pegar um livro, uma revista ou, mesmo, um tablet ou celular e ler exatamente como está escrito, com todos os sinais de pontuação, palavras, respeitando a produção escrita tal qual ela se apresenta. Todo texto literário necessita de performance para ter sentido, assim, ao ler também é preciso exprimir nas palavras os sentimentos e sensações que a história exige [...]. Não se pode ler literatura como se lê uma notícia ou manual de instruções. Contar histórias é, acima, de tudo oralidade. Contar histórias é ação tradicional, pois, muito antes de aprendermos a nos expressar por meio da escrita, nos comunicávamos oralmente e, assim, passávamos nossos conhecimentos uns para os outros.

[...]

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estudantes que façam a leitura oral. Dessa forma, eles poderão atribuir mais facilmente significados à leitura oral que farão. Após a leitura, é possível também reler alguns parágrafos ou fragmentos que representem as partes mais importantes, interessantes e/ou surpreendentes da história. Convide os estudantes a dizer o que pensaram ou sentiram com a leitura do conto. No início, os comentários deles poderão ser menos elaborados, mas com o tempo tendem a ganhar qualidade, especialmente se contarem com suas intervenções. Durante a exploração oral, instigue-os a comentar se os fatos narrados

A voz, o corpo e o olhar constituem o tripé da contação de histórias. Enquanto na leitura é necessário seguir exatamente o texto escrito, na contação é possível acrescentar ou tirar partes não essenciais do texto durante a narrativa [...]

BRASIL. Ministério da Educação. Guia de contação de histórias. Brasília, DF: Sealf, [2022]. Disponível em: https:// alfabetizacao.mec.gov.br/ images/pdf/guia_de_contacao_ de_historias.pdf. Acesso em: 20 jul. 2025.

PLANO DE AULA

Atividades 2, 3 e 4. As atividades propostas visam avaliar a compreensão de texto da leitura realizada. É importante frisar que a compreensão é o propósito da leitura, além de mobilizar os processos gerais de compreensão de texto, por meio dos quais é possível verificar em que medida o leitor é capaz de atribuir significado ao que lê. Observe se inferem em que local se passa a história, por meio de elementos presentes no texto, as características e ações das personagens mencionadas. O objetivo das questões é também incentivar os estudantes a perceberem que as ilustrações ajudam a contar a história. Verifique se identificam Belinha e a mãe como as personagens principais do conto. Amplie as atividades perguntando: No fim, Belinha tomou banho? Por quê?

Atividade 5. Questione a turma se já ouviu a expressão “de primeira” em alguma situação da vida. É possível que mencionem mais de um uso da expressão da primeira vez , conseguir algo imediatamente, de melhor qualidade , por exemplo. Em seguida, questione-os: O que significa brinquedo de primeira ?; O que de primeira quer dizer sobre o brinquedo?; Espera-se que os estudantes imaginem que seja um brinquedo da melhor qualidade. Em seguida, peça que retomem qual foi o brinquedo de primeira que Belinha ganhou da tia.

Atividade 6. Oriente os estudantes a refletir sobre aspectos das histórias com repetição. Verifique se imaginam o porquê do nome repetição. Escute as hipóteses e esclareça que esse tipo de

5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que se trata de um brinquedo especial ou, na opinião de Belinha, o melhor brinquedo.

2 QUEM SÃO AS PERSONAGENS PRINCIPAIS DO CONTO HORA DO BANHO!?

Belinha e a mãe.

3 OS ANIMAIS DO CONTO SÃO:

X DE BRINQUEDO.  DE VERDADE.

• CONTE AOS COLEGAS COMO VOCÊ DESCOBRIU.

Resposta pessoal.

4 PINTE OS QUADRINHOS DE ACORDO COM A ATIVIDADE QUE BELINHA FEZ COM SEUS AMIGOS.

MACACO

PATINHO URSINHO

AZ PLANTOU.

AM PINTOU.

VM FEZ BOLINHOS.

5 O QUE VOCÊ ENTENDEU POR “BRINQUEDO DE PRIMEIRA”?

• QUAL ERA ESSE BRINQUEDO?

Espera-se que os estudantes respondam que o “brinquedo” era ir pra banheira com todos os brinquedos.

6 O CONTO HORA DO BANHO! É UMA HISTÓRIA COM REPETIÇÃO.

HISTÓRIAS COM REPETIÇÃO SÃO HISTÓRIAS EM QUE OS ACONTECIMENTOS VÃO SE REPETINDO DE FORMA MUITO PARECIDA.

• ESCREVA OS TRECHOS QUE SE REPETEM NA HISTÓRIA.

— Belinha, é hora do banho!/— Mas eu não estou suja!

Aceite outras respostas, desde que os estudantes consigam justificá-las.

história se caracteriza pelo encadeamento sucessivo de uma mesma sequência de falas ou ações. Para que compreendam melhor, releia a história com eles, incentivando-os a reconhecer as ações que se repetem. Esta atividade também permite que os estudantes trabalhem o conceito de identificação e continuação de sequências e padrões. Por fim, leia o boxe conceito sobre histórias com repetição.

Sugestão para os estudantes

• CASTELO Rá-Tim-Bum: clips musicais: ratinho tomando banho. Publicado por: TV Rá-Tim-Bum. 2024. 1 vídeo (1 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=hP_ZMC074VQ. Acesso em: 4 set. 2025. O clipe mostra o Ratinho, personagem do Castelo Rá-Tim-Bum , ensinando de forma lúdica a importância do banho. Com música divertida, incentiva hábitos de higiene no cotidiano infantil.

PRODUÇÃO ESCRITA

FINAL DE HISTÓRIA COM REPETIÇÃO

VOCÊ E UM COLEGA VÃO AUMENTAR O CONTO HORA DO BANHO! Veja orientações na seção Plano de aula

1. IMAGINEM QUE BELINHA PEGOU OUTRO BRINQUEDO E INVENTOU OUTRA ATIVIDADE QUE DEIXOU O BICHINHO TODO SUJO! CRIEM UM TRECHO QUE CONTE QUAL FOI ESSA ATIVIDADE.

DICA: LEMBREM-SE DOS TRECHOS QUE SE REPETEM NO CONTO.

2. FAÇAM O RASCUNHO NO ESPAÇO A SEGUIR.

Produção da dupla.

3. O PROFESSOR VAI REUNIR CADA TRECHO COM O CONTO ORIGINAL.

4. OS CONTOS VÃO FORMAR UM LIVRO ILUSTRADO DE HISTÓRIAS COM REPETIÇÃO, QUE SERÁ DOADO PARA A BIBLIOTECA DA ESCOLA.

REFLETIR E AVALIAR

PREENCHA A FICHA DA PÁGINA 280.

OBJETIVOS

• Reconhecer o gênero textual história com repetição e seus contextos de produção.

• Escrever um trecho de história com repetição.

• Trabalhar em dupla.

• Desenvolver os procedimentos de escrita: planejamento e escrita.

PLANO DE AULA

Produção escrita

por Belinha que novamente provocaria sujeira. Peça que observem os trechos repetidos no conto, incentivando as duplas a elaborar novas repetições.

2. Lembre os estudantes que as produções serão reunidas ao conto original, portanto devem ser coerentes com a estrutura, as ações e a personagem principal.

3. Leve-os a perceber a disposição do texto na página e informe que a história é contada em frases curtas. Oriente-os a seguir o mesmo padrão. Incentive a criação de ilustrações criativas e coloridas para compor o trabalho.

4. Percorra a sala observando como os estudantes escrevem no rascunho disponibilizado, se seguem as pautas e, se mantêm distância entre as palavras. Aproveite a oportunidade para novamente observar a correta pega do lápis. Auxilie-os com possíveis dúvidas.

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Informe aos estudantes que a proposta é produzir, em duplas, uma ampliação do conto de repetição lido, redigindo um final. As produções serão reunidas em um livro ilustrado a ser doado à biblioteca da escola. O objetivo é que os estudantes aprimorem suas habilidades de planejamento e escrita, com vistas a desenvolver um texto coeso.

1. Incentive os estudantes a sugerir qual seria o novo brinquedo e a atividade inventada

Refletir e avaliar : Para realizar a avaliação, disponibilize aos estudantes a ficha que está na página 280. Os estudantes terão a oportunidade de analisar a produção considerando os aspectos principais do gênero produzido. Avalie com a turma a importância do planejamento, da discussão em duplas e do rascunho. As questões de avaliação podem ser discutidas oralmente para que mais reflexões e questionamentos sobre a produção sejam levantados.

Sugestão para os estudantes

• OS MACAQUINHOS: Bob Zoom. Publicado por: Bob Zoom. 2017. 1 vídeo (2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=NU6Y6ig51EM. Acesso em: 4 set. 2025. A tradicional cantiga dos macaquinhos que pulavam na cama é apresentada em uma versão em língua portuguesa.

OBJETIVOS

• Desenvolver o gosto pela leitura por meio da escuta e interpretação de textos literários.

• Ler um conto de acumulação.

• Ampliação do vocabulário.

• Incentivar a participação da família nas atividades escolares.

• Estimular a oralidade, a escrita e a escuta ativa.

PLANO DE AULA

Roda de leitura

Diversifique o ambiente de aprendizagem organizando os estudantes em uma roda de leitura. Depois, explore a ilustração, peça que localizem João na cena, solicite que nomeiem os animais e objetos retratados. Explique que lerão um conto de acumulação, leia a definição. Amplie o vocabulário dos estudantes, explorando o significado da palavra acumulação.

Então você pode ler o conto a seguir ou, para que os estudantes possam levar o conto para casa, você pode copiá-lo e distribuí-lo. É possível também aproveitar a cópia deixando lacunas com alguns nomes para que os estudantes completem.

A casa que o João construiu

Esta é a casa que o João construiu.

Este é o queijo que fica na casa que o João construiu.

Este é o rato que come o queijo que fica na casa que o João construiu.

Este é o gato que persegue o rato que come o queijo que fica na casa que o João construiu.

Este é o cachorro que espanta o gato que persegue o rato que come o queijo que fica na casa que o João construiu.

Este é o fazendeiro que corre atrás do cachorro que

RODA DE LEITURA

PROJETO DE LEITURA DE CONTOS

DE ACUMULAÇÃO

VOCÊ E OS COLEGAS VÃO CONHECER UM CONTO DE ACUMULAÇÃO.

CONTO DE ACUMULAÇÃO É UMA HISTÓRIA EM QUE OS ACONTECIMENTOS OU PERSONAGENS VÃO SE REPETINDO E SE ACUMULANDO, DEIXANDO A NARRATIVA CADA VEZ MAIS DIVERTIDA E FÁCIL DE LEMBRAR.

• OUÇA A LEITURA QUE O PROFESSOR VAI FAZER DO CONTO A CASA QUE O JOÃO CONSTRUIU. 262

Veja orientações na seção Plano de aula

espanta o gato que persegue o rato que come o queijo que fica na casa que o João construiu.

Este é o cavalo que ajuda o fazendeiro que corre atrás do cachorro que espanta o gato que persegue o rato que come o queijo que fica na casa que o João construiu.

Este é o João que depois de tanta confusão cumprimenta a todos com muita satisfação.

A CASA que o João construiu. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

Inclusão e equidade

Verifique possíveis barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que possam dificultar que estudantes participem da atividade proposta, lembre-se de que, muitas vezes, apenas com a expressão facial e postura corporal o estudante pode demonstrar interesse pela atividade; respeite o tempo de desenvolvimento de cada um.

DANIELBOGNI

1 VOCÊ VAI LEVAR PARA CASA A SACOLINHA DA LEITURA. DENTRO DELA, ESTARÃO ESTES ITENS:

Veja orientações na seção Plano de aula

CONTO A CASA QUE O JOÃO CONSTRUIU.

BILHETE QUE O PROFESSOR

VAI ESCREVER PARA SEUS PAIS OU RESPONSÁVEIS.

FOLHA PARA DESENHAR OU ESCREVER AQUILO DE QUE VOCÊ MAIS GOSTOU NO CONTO.

FOLHA PARA SEUS PAIS OU RESPONSÁVEIS CONTAREM COMO FOI A EXPERIÊNCIA.

2 NA CENA DA PÁGINA 262, NUMERE DE 1 A 8 OS ELEMENTOS DE ACORDO COM A ORDEM EM QUE ELES SÃO APRESENTADOS NO CONTO.

Os estudantes devem numerar os elementos nesta ordem: 1. casa; 2. queijo; 3. rato; 4. gato; 5. cachorro; 6. fazendeiro; 7. cavalo; 8. João.

3 VOCÊ E OS COLEGAS VÃO RECONTAR ORALMENTE A HISTÓRIA DE UM JEITO DIVERTIDO. O PROFESSOR VAI EXPLICAR A ATIVIDADE.

Veja orientações na seção Plano de aula.

DESCUBRA MAIS 263

• BELINKY, TATIANA. O GRANDE RABANETE. SÃO PAULO: MODERNA, 2017.

UM VELHINHO PLANTA UM RABANETE QUE CRESCE SEM PARAR. QUANDO CHEGA A HORA DE COLHER, ELE PUXA... PUXA... E NADA! ENTÃO, ELE PEDE AJUDA. E VEM GENTE! E BICHO! E ATÉ UMA FORMIGUINHA!

Observando para avançar

Avaliação formativa

Para a avaliação, observe:

• participação nas atividades de leitura e conversa;

• ampliação do vocabulário (uso de novas palavras);

• envolvimento da família;

• produções orais e escritas dos estudantes.

Sugestão para os estudantes

16/09/25 14:52

• TIQUEQUÊ: a velha a fiar. Publicado por: Tiquequê. 2017. 1 vídeo (3 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=DyEq -BL32tY. Acesso em: 7 set. 2025.

A canção infantil A Velha a fiar do grupo Tiquequê apresenta de forma ritmada e divertida uma sequência de personagens e elementos que se “fazem mal”, em uma ciranda que cresce a cada verso, incentivando a memorização, o senso de sequência e o envolvimento coletivo durante a cantoria.

Atividade 1. Confira com os estudantes se todos os itens estão presentes na sacolinha.

Atividade 2. Nomeie cada um dos itens para que os estudantes confiram. A atividade desenvolve a numeracia, identificação e continuação de sequências matemáticas. Observe o traçado dos números e auxilie os estudantes que demonstrarem alguma dificuldade, orientando-os.

Atividade 3. Organize o momento de recontar a história oralmente de forma divertida. Produza pequenos cartazetes com o nome e figuras de João, dos animais citados no conto e do queijo. Com a turma disposta em uma roda, distribua os cartazetes aleatoriamente. Explique que os estudantes que não estiverem com o cartazete farão a leitura do texto e quem estiver com o cartazete levantará quando for mencionado e lerá também a palavra ali escrita. Na ordem em que forem citados, formarão uma fila e circularão pelo centro da roda dramatizando a história, até que a leitura seja concluída. Depois, outros estudantes segurarão os cartazetes e a dinâmica será repetida.

OBJETIVOS

• Compreender o sistema de escrita, estabelecendo a relação entre grafema e fonema.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras com a letra q.

• Ler e interpretar poemas.

• Identificar regularidades na escrita de palavras com qu.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Faça a pergunta proposta na atividade. A partir das respostas, converse com os estudantes, incentivando-os a resgatar o conhecimento prévio a respeito de alimentos que levam queijo em seu preparo. Permita várias participações, abra espaço para que os estudantes verbalizem seus gostos. Explore as diferentes maneiras de utilização do queijo: ralado, no recheio, derretido. O objetivo é promover a utilização do contexto para compreender palavras e aproximá-los do vocabulário do poema que será lido. Por fim, abra espaço para que os estudantes desenhem e escrevam, como souberem, um prato que tenha queijo como ingrediente do qual eles gostem muito. Atividade 2. Transcreva o poema para uma folha de cartolina ou papel pardo e afixe-a em local visível na sala de aula, para que os estudantes acompanhem a leitura. Promova a contagem de palavras do termo queijo ralado. Só então promova novamente a leitura do poema, desafiando a turma a encontrar as palavras queijo e ralado. Peça que interrompam sua leitura quando localizarem essas palavras. Então, solicite que as sublinhem. Peça que releiam em voz alta os dois últimos versos. Incentive-os a verbalizar os sentidos com que a palavra massa foi utilizada em cada

1. Respostas pessoais. O objetivo é ativar memórias e experiências com o alimento, preparando os estudantes para o tema do poema.

1 VOCÊ GOSTA DE QUEIJO? E DE MACARRÃO COM QUEIJO?

QUEIJO

RALADO EM CIMA DA MASSA

RECHEADO NO MEIO DA MASSA

DERRETIDO ALEGRANDO A MASSA

QUEIJO É MASSA!

LINS, GUTO. PRATO FEITO. SÃO PAULO: PRUMO 2009. P. 17.

2 SUBLINHE A PALAVRA MASSA NO POEMA DE ACORDO COM SEUS SIGNIFICADOS.

UMA COMIDA, COMO MACARRÃO.

UM GRUPO DE PESSOAS.

ALGO DIVERTIDO OU LEGAL.

3 COMPLETE A FRASE COM SUA OPINIÃO. Resposta pessoal.

EU ACHO QUE QUEIJO É PORQUE

4 ESCREVA O NOME DE DOIS ALIMENTOS QUE COMBINAM

COM QUEIJO. Respostas pessoais.

5 CONTORNE NO POEMA A PALAVRA QUEIJO

verso. É possível que interpretem o penúltimo verso com o sentido figurado, referindo-se ao fato de o queijo ralado poder “alegrar uma massa”, “alegrar um prato”, ou, ainda, pode ter sido utilizado com o sentido de alegrar grande quantidade de pessoas. No último verso, verifique se compreenderam a palavra usada como uma gíria para dizer que o queijo é muito bom, sensacional. Oriente os estudantes a perceber que a palavra massa tem vários sentidos — comida, pode representar muita gente (a galera) e pode ser uma gíria sinônima de legal. Incentive os estudantes a pensar como uma mesma

palavra pode ter significados diferentes dependendo da frase. Isso desenvolve a consciência semântica e amplia o vocabulário.

Atividade 3. Peça que os estudantes compartilhem suas respostas com a classe, incentive a escuta respeitosa e os turnos de fala.

Atividade 4. O objetivo principal desta atividade é estimular a produção escrita espontânea e significativa, com base em uma situação contextualizada e próxima do cotidiano dos estudantes.

Atividade 5. Peça aos estudantes que localizem a palavra com o dedo antes de contornar.

de letra.  Peça que comentem o que veem na ficha e o que o personagem está fazendo. Faça a leitura oral do som do papel rasgando.

1 OBSERVE A FICHA. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR O SOM QUE O PAPEL SENDO RASGADO ESTÁ FAZENDO NA CENA.

2 JUNTE AS LETRAS QU ÀS VOGAIS E FALE AS SÍLABAS FORMADAS. DEPOIS, ESCREVA AS SÍLABAS. Com a letra q Q Q Q Q q q q q q q Q Q Q Q q q q q q q q Q Q q Q

A) O SOM QUE VOCÊ REPETIU LEMBRA O SOM INICIAL DA PALAVRA QUEIJO? Espera-se que os estudantes respondam que sim.

B) COM QUAL LETRA COMEÇA A PALAVRA QUEIJO?

C) TR ACE A LETRA Q

OBJETIVOS

• Identificar o som representado pela letra q.

• Formar sílabas com a consoante q e as vogais.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com o som /k/ representado pela letra q

• Ler um trava-língua.

PLANO DE AULA

Qual é a letra?

14/09/25 14:56

Atividade 1. Retome o trabalho com as fichas, lembrando que, ao associar as cenas aos sons que as letras representam, os estudantes conseguem visualizar de maneira mais concreta a relação entre símbolos e sons, o que facilita a memorização e a compreensão do alfabeto, desenvolvendo a consciência fonêmica. Pronuncie o som que essa letra representa, evidenciando o fato de que o mesmo som está representado com diferentes tipologias

Atividade 1. c) Incentive os estudantes a perceber que uma letra pode ser grafada com diferentes formatos em relação ao seu traçado. Antes de solicitar aos estudantes que realizem o traçado, peça a eles que passem o dedo sobre a letra e façam o movimento do traçado de cada uma delas. Só então peça que copiem a letra q no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado, primeiro, da letra em sua forma imprensa maiúscula e minúscula, para só então traçar a letra em estudo em sua forma (maiúscula e minúscula) cursiva.

É importante destacar que esta atividade não é uma tarefa mecânica, mas sim um exercício de treino motor, planejado com a finalidade de desenvolver a coordenação psicomotora fina dos estudantes, favorecendo a consolidação do gesto gráfico e a fluidez da escrita e reforçando a importância da pega tripoide.

Atividade 2. Escreva as sílabas na lousa e leia-as em voz alta, a fim de que os estudantes identifiquem que todas as sílabas têm o fonema /k/, representado pela letra q. É fundamental que percebam que palavras diferentes podem ter partes sonoras iguais, pois isso os ajudará a desenvolver a consciência fonológica. Chame a atenção para a quantidade de letras que formam as sílabas e para os sons (fonemas) e as letras que os representam que mudam em cada sílaba (vogais). Incentive os estudantes a pensar em palavras grafadas com as sílabas que e qui no início, no meio e no fim. Sugestões: quente, aquele, quiabo, aqui.

PLANO DE AULA

Atividade 3 . Chame a atenção dos estudantes para a figura em destaque e incentive-os a comentar o que imaginam que esteja escrito ao lado da imagem. Faça a leitura oral da palavra queijo, evidenciando que a palavra em estudo está registrada em letra na forma imprensa maiúscula e minúscula e em letra cursiva minúscula. Só então peça que copiem a palavra no espaço adequado, de forma que exercitem o traçado das letras. Nesse momento, os estudantes já conseguem traçar a palavra-chave inteira, com todas as suas letras.

Aproveite a oportunidade para promover a segmentação da palavra queijo em seus fonemas, seguida da síntese dos fonemas formando a palavra, de modo a desenvolver a consciência fonêmica dos estudantes.

Sempre que oportuno, verifique se há estudantes cujos nomes comecem ou contenham a letra e/ou o padrão silábico em estudo.

Atividade 4. O objetivo da atividade é explorar a relação entre fonema e grafema em estudo. Peça aos estudantes que pronunciem o som que mais se repete nesse trava-língua. Depois, solicite que localizem a palavra queijo , realizem sua segmentação oral em sílabas, depois em fonemas e, por fim, promova a segmentação da frase em palavras (batendo palmas).

Atividade 5. Retome com os estudantes os sons correspondentes a cada imagem das personagens e promova atividades de composição e decomposição das palavras queijo, quiabo e quilo em sílabas. A atividade contribui para que compreendam que uma palavra falada é composta de uma sequência de fonemas e que os fonemas se relacionam com grafemas, ou seja, que

3 LEIA E COPIE A PALAVRA.

QUEIJO

QUEIJO queijo queijo queijo queijo

4 ACOMPANHE A LEITURA. DEPOIS, LEIA RÁPIDO. QUEM DO QUEIJO NÃO QUER O QUERIDO PÃO DE QUEIJO?

CARVALHO, GILDA MARIA. A IMPORTÂNCIA DOS TRAVA-LÍNGUAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. JORNAL DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, 17 JUN. 2025. DISPONÍVEL EM: https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/marcelo-chaves/ a-importancia-dos-trava-linguas-para-a-lingua-portuguesa/. ACESSO EM: 25 JUL. 2025.

• QUAL SOM MAIS SE REPETE NO TRAVA-LÍNGUA?

Espera-se que os estudantes respondam que é o som /k/.

5 FORME PALAVRAS. DEPOIS, COMPLETE A FRASE COM UMA DESSAS PALAVRAS.

as letras representam os sons da fala. Ao final da atividade, chame a atenção dos estudantes para as partes comuns das palavras e para o que muda em cada uma delas.

Sugestão para o professor

• COLEÇÃO avaliação formativa. Observatório de Educação, 20 jul. 2021. Disponível em: https://observatorio deeducacao.institutounibanco.org.br/ce doc/colecoes/detalhe/colecao-avaliacao -formativa. Acesso em: 7 set. 2025. A coleção reúne materiais que visam apoiar coordenadores pedagógicos e professores

na implementação de práticas avaliativas que promovam a aprendizagem contínua dos estudantes.

6 LEIA AS PALAVRAS DO QUADRO.

periquito • queixo • aquilo quilo • líquido • aquele queda • queijo • quieto

• COMPLETE AS FRASES COM PALAVRAS DO QUADRO.

Adoro queijo com goiabada.

Ai! Ralei meu queixo !

O periquito não para quieto

7 ESCREVA OS NOMES DAS FIGURAS. DEPOIS, SEPARE AS SÍLABAS.

CAQUI QUIABO LEQUE

CA QUI LE QUE QUI A BO

A) QUANTAS LETRAS FORMAM AS SÍLABAS QUE E QUI?

Três letras.

B) QUANTOS SONS FORMAM AS SÍLABAS QUE E QUI?

Dois sons.

Atividade complementar

Jogo – Desvendando o dígrafo QU

Atividade 6. Incentive a turma a ler conjuntamente as palavras do quadro. Neste momento, o objetivo do trabalho é abordar o fonema /k/ representado pelo dígrafo qu . Será interessante retomar com a turma o estudo realizado na letra c, que também pode representar esse som. As demais relações entre grafema e fonema da letra q serão objeto de estudo nessa seção.

Atividade 7. Nesta atividade de ampliação da consciência de sílabas, o desafio dos estudantes é compreender que e qui como sílabas que compõem a palavra. Escreva cada palavra da atividade, separando-as em sílabas. Promova a contagem de letras, de fonemas e de sílabas das palavras. Analise as diferentes composições silábicas em cada palavra. Há sílabas com uma única letra, com duas letras e com três letras nessas palavras. Para facilitar a visualização, peça aos estudantes que citem outras palavras e vá completando em forma de quadro a quantidade de letras em diferentes sílabas.

267

14/09/25 14:56

Inicie a atividade apresentando à turma fichas com imagens cujos nomes tenham o dígrafo qu e outras que não tenham esse dígrafo no nome.

• Exemplos com qu: quibe, queijo, quiabo.

• Exemplos sem qu: bola, pata, gato.

• Ao apresentar cada ficha, peça que digam se o nome da figura tem o som /k/ou não e, em caso positivo, em qual posição.

• Depois de identificar nomes de figuras que possuam o som /k/, registre essas palavras na lousa, promova a segmentação da palavra em fonemas e pergunte: “Nessas palavras, quais letras estão juntas para formar o som /k/”?

• O objetivo é que os estudantes percebam que o som /k/ pode ser formado pelo dígrafo qu.

PLANO DE AULA

Atividade 8. Incentive a leitura dos nomes dos animais e questione a turma se já conheciam ou se já viram cada um deles. Em seguida, peça que liguem o animal ao respectivo nome.

Atividade 9. Registre na lousa as palavras caqui e quadrado , destacando as sílabas qui e qua. Peça aos estudantes que as separem oralmente, marcando-as com os dedos levantados. Promova a contagem de fonemas, de letras e de sílabas das palavras, de modo que percebam que nem sempre a quantidade de letras e de fonemas é a mesma. Destaque o número de letras que formam essas sílabas. Ressalte que, nessas palavras, o u pode ou não ser pronunciado.

Atividade 9. a) Leia o restante das palavras em voz alta com a turma. É provável que o reconhecimento da letra q não seja um problema. No entanto, é importante que observem que a composição de sílabas com a letra q abarca sempre três letras. Reforce aos estudantes que a letra q é sempre seguida pela vogal u, a qual às vezes é pronunciada (quati, quatro, aquário) e às vezes não (quiabo, caqui, esquilo).

Atividade 9. b) De acordo com a leitura que fizeram das palavras do quadro, promova a divisão delas nas categorias: letra u pronunciada e não pronunciada, pedindo que copiem cada uma das palavras na respectiva categoria.

Texto de apoio [...]

O jogo da primeira letra

Essa atividade ajuda a criança a identificar o som inicial das palavras.

Materiais necessários:

• Cartões ou figuras com imagens de objetos variados.

Como aplicar:

Mostre uma imagem para a criança e pergunte:

8 LIGUE CADA ANIMAL AO SEU NOME.

QUERO-QUERO ESQUILO QUATI

9 LEIA AS PALAVRAS DO QUADRO EM VOZ ALTA.

Espera-se que os estudantes respondam que em algumas palavras é pronunciada e em outras não.

QUIABO • QUATI • QUITANDA

QUATRO • QUADRADO • ESQUILO

RAQUETE • QUARTO • CAQUI

QUADRO • JAQUETA • AQUÁRIO

A) PRESTE ATENÇÃO NA LETRA U QUE VEM DEPOIS DA LETRA Q A LETRA U NESSAS PALAVRAS É PRONUNCIADA?

B) COMPLETE O QUADRO COM ESSAS PALAVRAS.

A LETRA U NÃO É PRONUNCIADA A LETRA U É PRONUNCIADA

QUIABO QUADRADO

QUITANDA QUATRO

ESQUILO QUATI

RAQUETE QUARTO

CAQUI QUADRO

JAQUETA AQUÁRIO

“Com que som começa essa palavra?”

Por exemplo: mostre a imagem de uma bola e estimule a criança a perceber o som inicial /b/.

Você pode separar as imagens por sons e criar desafios para que a criança encontre outras palavras que comecem com o mesmo som.

Início, meio ou fim?

Essa atividade ajuda a criança a perceber a posição dos sons nas palavras.

Como aplicar:

Fale uma palavra para a criança e peça que ela identifique se determinado som

aparece no início, meio ou fim da palavra.

Por exemplo:

“Na palavra sapo, onde você ouve o som /p/?”

Resposta: No fim.

Esse tipo de atividade desenvolve a consciência fonológica e estimula a percepção auditiva das crianças.

[...]

BRITES, Luciana. 10 estratégias para ensinar o som das letras para as crianças. Londrina: Instituto NeuroSaber, 2022. Disponível em: https:// institutoneurosaber.com.br/artigos/10-estrategias -para-ensinar-o-som-das-letras-para-as-criancas/. Acesso em: 7 set. 2025. 268

1. Respostas pessoais. Sugestões de resposta: K: kiwi (outra grafia aceita para “quiuí”); ketchup, wi-fi, William, Wagner; Y: Yasmin, yoga (outra grafia aceita para “ioga”). Aceite tanto palavras comuns quanto nomes próprios — muitas vezes são palavras que os estudantes veem no dia a dia (em embalagens, em brinquedos, entre outros).

QUAL

É A LETRA?

LETRAS K, W E Y

1 VOCÊ CONHECE PALAVRAS QUE SÃO ESCRITAS COM AS LETRAS K, W, Y? SE SIM, QUAIS?

O “K”, O “W” E O “Y” USADAS EM NOMES PRÓPRIOS, EM SIGLAS E ABREVIATURAS, ESSAS LETRAS ESTRANGEIRAS VIERAM DE OUTRAS CULTURAS. BRITO, EUGÊNIO. ORTOGRAFIA É ALEGRIA COM A SÁBIA SABIÁ. 3. ED. SÃO PAULO: PAULINAS, 2011. P. 6.

• VOCÊ SABE O QUE É UMA PALAVRA ESTRANGEIRA? COMENTE COM OS COLEGAS.

Resposta pessoal. Palavra estrangeira é uma palavra que vem de outra língua e que é incorporada à língua portuguesa. Exemplos: ketchup e kiwi (vêm do inglês).

2 OBSERVE AS FICHAS. DEPOIS, REPITA COM O PROFESSOR OS SONS QUE ESTÃO REPRESENTADOS NAS CENAS.

K KRRRR W VVVVV W U U U U Y III

• QUAL DAS LETRAS DAS FICHAS PODE REPRESENTAR MAIS DE UM SOM? K , W OU Y? w

OBJETIVOS

• Formar sílabas e palavras que tenham as letras k, w e y.

• Identificar, reconhecer e escrever palavras escritas com os sons representados pelas letras k, w e y.

• Refletir sobre o sistema de escrita e suas hipóteses.

PLANO DE AULA

16/09/25 14:58

Atividade 1. Pergunte para a turma se conhece palavras que são escritas com as letras k, w e y. Anote as sugestões na lousa. Provavelmente, surgirão nomes próprios e marcas de produtos. Converse sobre o uso de palavras estrangeiras em nosso cotidiano, muitas delas marcas comerciais. Explique que nossa língua é formada por muitas palavras herdadas de outras línguas, como do árabe — almofada, alface,

alegria; de línguas africanas — moleque, cafuné, fubá; do francês — baguete, filé, omelete; do espanhol — balada, abacate, acampamento, entre outras influências. Essa reflexão é interessante para entenderem o caráter dinâmico da língua.

Depois, leia a quadrinha em voz alta e converse sobre o significado da palavra cultura — costumes, crenças, valores, arte, comportamentos compartilhados por um grupo social.

Atividade 2. Explore as fichas em destaque e incentive os estudantes a comentar o que imaginam que esteja escrito acima de cada imagem. Faça a leitura oral da onomatopeia QUERC, que representa o som do papel sendo rasgado; da onomatopeia VVVUUUU, que representa o som do vento; da onomatopeia UUU, que representa o som de um fantasma; e da onomatopeia IIIII.

Evidencie que esses sons já foram representados por outras letras e que uma delas representa mais de um som. Lembre-se sempre da importância do trabalho com as fichas para que os estudantes desenvolvam a consciência fonêmica.

Aprofunde a análise dos sons que elas representam em português, pois esse assunto será explorado posteriormente.

Sugestão para o professor

• FARACO, Carlos Alberto. Como classificar as letras K, W, Y? Linguasagem, São Carlos, v. 1, n. 1, p. 1–3, set. 2009. Disponível em: https:// www.linguasagem.ufscar. br/index.php/linguasagem/ article/download/565/328. Acesso em: 7 set. 2025.

O artigo discute a classificação das letras k, w e y no alfabeto português.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Peça aos estudantes que leiam em voz alta os nomes apresentados. Verifique se há na turma alguém cujo nome ou sobrenome seja escrito com as letras k, w e y. Apresente outros nomes fazendo comparações: Kelly (k, y), Wagner (w), Yara (y). Caso não haja estudantes cujos nomes possuam essas letras, pergunte se conhecem alguém com nomes com essas letras e registre-os na lousa. Explore o som representado por essas letras nos nomes.

Atividade 4. A atividade dará oportunidade aos estudantes de pesquisar com autonomia palavras que empregam as letras em estudo, além de envolver os pais no processo de aprendizagem. Agende a data para que tragam os recortes ou rótulos. Organize a sala em duplas ou trios, assim poderão trocar recortes e compartilhar o material para a realização da tarefa. Peça que cada estudante leia uma palavra que pesquisou em voz alta. Circule pela classe e observe como organizam o espaço para a colagem. Segurança! Verifique se as tesouras são adequadas para o ambiente da sala de aula e se todos manuseiam a ferramenta de forma correta. Esta atividade é importante para o desenvolvimento da coordenação motora fina.

3 LEIA EM VOZ ALTA OS NOMES DAS CRIANÇAS.

KEVIN YASMIN WALTER WILLIAM

A) CONTORNE A PRIMEIRA LETRA DE CADA NOME.

B) NA SUA TURMA, EXISTEM COLEGAS QUE TÊM NOMES COM AS LETRAS K , W E Y? ESCREVA.

Resposta pessoal.

4 MUITAS MARCAS E PRODUTOS TÊM AS LETRAS K , W, Y EM SEUS NOMES.

• NA DATA COMBINADA COM O PROFESSOR, TRAGA RECORTES DE NOMES DE MARCAS OU DE RÓTULOS COM AS LETRAS K , W, Y E COLE NO ESPAÇO A SEGUIR.

Produção pessoal. Veja orientações na seção Plano de aula

Atividade complementar

Jogo Quem é quem?

Prepare cartas com fotografias de crianças, busque imagens que trabalhem a diversidade. De acordo com o número de imagens, escolha nomes que empreguem as letras k, w e y, em outras cartas descreva quatro características físicas observáveis nas imagens. Objetivo do jogo: relacionar imagens e nomes de maneira coerente com a descrição.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 VOCÊ APRENDEU TODAS AS LETRAS DO ALFABETO. AGORA, VAI MONTAR COM OS COLEGAS UMA EXPOSIÇÃO USANDO BARBANTE, COLA, TINTA E CRIATIVIDADE!

Veja orientações na seção Plano de aula

O objetivo da exposição com letras do alfabeto é revisar as letras estudadas, estimulando a coordenação motora fina, a criatividade e a organização alfabética. O que observar:

• A familiaridade com a forma das letras.

• O PROFESSOR VAI SORTEAR UMA LETRA PARA QUE CADA ESTUDANTE FAÇA A COLAGEM COM O BARBANTE.

• AS LETRAS SERÃO ORGANIZADAS EM ORDEM ALFABÉTICA E EXPOSTAS EM UM VARAL.

OBJETIVOS

• Retomar o vocabulário.

• Exercitar a escrita de palavras.

• Exercitar a leitura de textos curtos.

• Ler trava-línguas.

• Separar sílabas.

• Exercitar o desenvolvimento motor e a coordenação motora fina.

• Avaliação somativa.

• A coordenação motora no contorno com barbante.

• O reconhecimento da ordem alfabética.

Sugestão de registro : durante a montagem do varal, observe se o estudante consegue nomear sua letra, identificá-la na ordem alfabética e falar palavras que comecem com ela.

Inclusão e equidade

Verifique a necessidade de adaptar a atividade para atender a todos os estudantes, alterando o tipo de material empregado ou a estratégia de exposição, se necessário.

Texto de apoio

Finalidades da avalição

271

PLANO DE AULA

Para rever o que aprendi

Atividade 1. Para começar, sorteie as letras do alfabeto entre os estudantes. Distribua o material necessário para desenvolverem a atividade. Sugira que primeiro tracem a letra à lápis, depois usem a tinta e, ao final, colem o barbante para dar relevo à composição. Quando os trabalhos estiverem prontos, monte um varal, dispondo as letras em ordem alfabética. Os estudantes podem ajudar a prender os cartazes, certifique-se de prender o varal em uma altura acessível a todos.

[...] se a finalidade da avaliação é ajudar nas decisões sobre a melhor forma de dinamizar a aprendizagem, a avaliação é formativa em sua função. Caso o objetivo consista em sintetizar a aprendizagem até o momento da avaliação, para classificar, certificar ou registrar o progresso, então a avaliação é somativa em sua função. É importante notar que os atributos “formativa” ou “somativa” referem-se à função da avaliação e não ao método. A avaliação somativa, por sua vez, é informativa em sua função [...].

PANÚNCIO-PINTO, M. P. Avaliação do estudante: aspectos gerais. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, v. 9, n. 32, p. 186-191, 2014. Disponível em: https://revistas.usp.br/ rmrp/article/view/86684/89705. Acesso em: 07 set. 2025.

DANIEL BOGNI

PLANO DE AULA

Atividade 2. Esta atividade tem como finalidade verificar se os estudantes reconhecem categorias temáticas e são capazes de agrupar palavras de acordo com critérios semânticos. Cada lista apresenta um título indicado por uma cor, mas as palavras estão misturadas entre si. Para realizar a tarefa, o estudante deve inferir a que categoria cada palavra pertence e pintar o quadrinho correto, desenvolvendo habilidades inferenciais e de organização lexical. Os distratores, cuidadosamente escolhidos, desafiam o raciocínio, por serem semanticamente neutros ou pertencerem a outras categorias possíveis.

Recomenda-se observar se o estudante compreende o funcionamento da tarefa, se realiza as associações com segurança e se justifica suas escolhas com base no significado das palavras. Caso haja insegurança ou erro frequente, é possível identificar limitações no vocabulário ativo ou na compreensão da proposta. A atividade, portanto, permite levantar dados relevantes sobre o repertório linguístico e a capacidade de classificação temática das crianças, auxiliando no planejamento de ações pedagógicas que ampliem o vocabulário e fortaleçam a organização semântica.

Atividade 3. O objetivo desta atividade é avaliar se os estudantes conseguem segmentar corretamente as palavras em sílabas, com atenção especial aos dígrafos consonantais como ch , lh e nh. A proposta contribui para o desenvolvimento da consciência silábica, que é uma habilidade fundamental no processo de alfabetização, além de permitir verificar se os estudantes compreendem a estrutura silábica da língua.

2 LEIA AS LISTAS E PINTE OS QUADRINHOS DE ACORDO COM A LEGENDA.

LISTA DE COMPRAS

LISTA DE MATERIAL ESCOLAR

LISTA DE CONVIDADOS

AM VANESSA

GABRIEL

HELENA

KARINA

YURI AZ QUIABO MILHO

XAMPU

SABÃO EM PÓ VM LÁPIS

BORRACHA

MOCHILA

RÉGUA

TESOURA

• ESCREVA MAIS UM ITEM EM CADA LISTA. Respostas pessoais.

3 SEPARE AS SÍLABAS DAS PALAVRAS.

MINHOCA

CHA MI NÉ CHAMINÉ PALHA

CAMINHÃO

ABELHA

MA CHU CA

MACHUCADO DO A BE LHA

• NA SEPARAÇÃO DE SÍLABAS, OS GRUPOS CH, LH E NH: FICAM SEPARADOS X FICAM JUNTOS.

Durante a realização da atividade, observe se os estudantes mantêm os dígrafos agrupados ou se os separam incorretamente, o que pode indicar dificuldades na percepção fonológica. Também é importante verificar se há padrões nos erros cometidos, como a separação sistemática de determinados grupos consonantais ou confusão com outros encontros. Registre exemplos de palavras segmentadas corretamente e incorretamente, identificando os equívocos mais recorrentes, para que possam subsidiar intervenções fonológicas específicas e direcionadas às necessidades observadas na turma.

Atividade 4. Esta atividade tem como objetivo desenvolver a consciência fonêmica por meio da escuta atenta e da leitura oral de trava-línguas, focando na identificação de sons predominantes. Cada enunciado apresenta três alternativas de representações de sons acompanhadas de ilustrações e, em alguns casos, de onomatopeias. Apenas uma das opções corresponde ao som predominante no trava-língua, enquanto as demais funcionam como distratores. Esses distratores são estrategicamente pensados: compartilham sons semelhantes aos do enunciado ou são

MI NHO CA
CA MI NHÃO PA LHA

4 LEIA OS TRAVA-LÍNGUAS. DEPOIS, MARQUE UM X NA CENA DA FICHA QUE LEMBRA O SOM QUE MAIS SE REPETE EM CADA TRAVA-LÍNGUA.

A CHAVE DO CHEFE CHAVES ESTÁ NO CHAVEIRO.

ADIVINHAS E TRAVA-LÍNGUAS. SÃO PAULO: CARAMELO, 2006. P. 104.

A VACA MALHADA FOI MOLHADA POR OUTRA VACA MOLHADA E MALHADA.

ADIVINHAS E TRAVA-LÍNGUAS. SÃO PAULO: CARAMELO, 2006. P. 104.

DE POUQUINHO EM POUQUINHO, PACO DESEMPACOTA OS COPINHOS.

ADIVINHAS E TRAVA-LÍNGUAS. SÃO PAULO: CARAMELO, 2006. P. 104.

semanticamente coerentes, mas não representam o som predominante.

Durante a realização da atividade, é importante observar se o estudante consegue identificar corretamente o som que mais se repete no trava-língua, demonstrando habilidade de discriminação auditiva e atenção aos fonemas. Além disso, avalie a

fluência e a expressividade na leitura oral, elementos essenciais para a apropriação da linguagem oral e para a construção de uma leitura com entonação adequada. Esta atividade, lúdica e desafiadora, permite ao professor mapear avanços no desenvolvimento da escuta fonêmica e na articulação dos sons da língua.

Atividade 5 (página 274).

Nesta atividade, os estudantes são convidados a ler uma quadrinha rimada, observar a ilustração que a acompanha e, a partir dela, produzir uma escrita autônoma. A proposta permite avaliar a compreensão leitora de um texto poético curto, bem como a capacidade de relacionar texto e imagem, nomear elementos da cena e explorar o vocabulário do campo semântico do banho

A produção escrita deve ser observada quanto à segmentação entre palavras, à legibilidade do traçado e ao uso de letras conhecidas. Erros de ortografia ou de representação gráfica das palavras podem indicar a hipótese de escrita em que a criança se encontra (silábica, silábico-alfabética, alfabética etc.). A atividade também permite avaliar o repertório lexical do estudante e sua familiaridade com os sons da fala. Recomenda-se o uso de uma rubrica de avaliação que contemple os níveis de desenvolvimento em leitura e escrita, favorecendo ações pedagógicas ajustadas às necessidades observadas em sala.

Teste de aprendizagem

O teste é um exercício de avaliação somativa que pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura e escrita. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Eixo Leitura

Indicador avaliado: reconhecimento de letras estudadas

• Defasagem: não reconhece as letras ou confunde com outras.

• Intermediário: reconhece algumas letras com apoio.

• Adequado: reconhece e nomeia com segurança as letras estudadas.

Indicador avaliado: identificação do som inicial

• Defasagem: não reconhece o som inicial das palavras.

• Intermediário: reconhece alguns sons com apoio.

• Adequado: identifica corretamente os sons iniciais das palavras.

Indicador avaliado: leitura e ordenação de sílabas

• Defasagem: não consegue ordenar sílabas ou reconhecê-las isoladamente.

• Intermediário: ordena algumas sílabas com ajuda.

• Adequado: ordena corretamente as sílabas e forma palavras significativas.

Eixo Escrita

Indicador avaliado: Escrita da letra inicial

• Defasagem: não escreve ou escreve letra sem relação com o som.

• Intermediário: escreve algumas letras corretamente.

• Adequado: escreve a letra correspondente ao som inicial de forma autônoma.

5 LEIA A QUADRINHA.

B) ESCREVA O NOME DE SEIS OBJETOS QUE VOCÊ VÊ NA CENA.

Os estudantes devem contornar o navio de brinquedo. Resposta pessoal. Sugestões de resposta: toalha, banheira, sabonete, xampu, bolhas de sabão, zebra, peixe, navio, menino, hipopótamo, super-herói, óculos de mergulho, tapete, chinelos.

Indicador avaliado: formação de palavras com sílabas simples

• Defasagem: não forma palavras ou forma com estrutura desorganizada.

• Intermediário: forma palavras com estrutura silábica básica, com alguns erros.

• Adequado: forma palavras com estrutura silábica estável e ortografia inicial.

CARLITOS PINHEIRO

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

ANTUNES, Irandé. Aula de português : encontro & interação. São Paulo: Parábola, 2003.

Nessa obra, Irandé Antunes apresenta os principais equívocos no estudo da língua portuguesa ligados à escrita, à leitura e à gramática. Além disso, sugere atividades a serem desenvolvidas, bem como orientações sobre como desenvolvê-las em sala de aula.

ANTUNES, Irandé. Língua, texto e ensino: outra escola possível. São Paulo: Parábola, 2009.

Essa obra aborda questões relativas ao ensino de língua portuguesa. Nela, a autora ressalta a importância de professores estarem conscientes das funções e dos diversos usos da língua, bem como de ampliarem seus conhecimentos sobre questões textuais e como articular ensino e avaliação.

ANTUNES, Irandé. Lutar com palavras : coesão e coerência. São Paulo: Parábola, 2005.

A autora desse livro discorre sobre noções básicas de coesão e coerência textual, com o objetivo de fornecer ferramentas para desenvolver capacidades ligadas a falar, ouvir, ler e escrever textos.

ANTUNES, Irandé. Textualidade : noções básicas e implicações pedagógicas. São Paulo: Parábola, 2017. Essa obra se destina especialmente a professores e estudantes de Letras e Pedagogia, com o objetivo de ampliar a formação linguística desse público — e de demais interessados na área — e discutir questões ligadas à textualidade e ao ensino de língua portuguesa.

BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso : por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007.

O autor desse livro apresenta, de forma didática, as bases necessárias para que professores e demais educadores possam abordar conceitos como variação, mudança, norma-padrão e norma culta, estigma e prestígio, entre outros. Também propõe atividades práticas para abordar a variação linguística em sala de aula.

BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. São Paulo: Editora 34, 2016.

O livro apresenta dois ensaios de Bakhtin fundamentais para a compreensão de sua abordagem com relação ao texto e à linguagem.

BEVILACQUA, Cleci Regina; HUMBLÉ, Philippe René; XATARA, Claudia. Dicionários na teoria e na prática: como e para quem são feitos. São Paulo: Parábola, 2011. Trata-se de uma coletânea de artigos de especialistas que participam da produção de dicionários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_ site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025. Documento normativo que objetiva garantir o desenvolvimento e o direito à aprendizagem. Para isso, orienta definições curriculares a partir da progressão de aprendizagens desenvolvidas na educação básica.

BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada . Brasília, DF: SEB, 2023.

Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/cen trais-de-conteudo/publicacoes/institucionais/com promisso-nacional-crianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

Cartilha que apresenta o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica Brasília, DF: MEC, 2001. Disponível em: https://portal. mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/diretrizes.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

Documento oficial que apresenta orientações para a adoção da educação inclusiva e para a universalização do ensino.

BRASIL. Ministério da Educação. Orientações para a oferta de material didático complementar para os estudantes de ensino fundamental no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada . Brasília, DF: SEB, 2023. Disponível em: https://www.gov. br/mec/pt-br/crianca-alfabetizada/pdf/113.DOCUMEN TOORIENTACOESPARAAOFERTADEMATERI_Flavia CristinaPani.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

Documento que apresenta os parâmetros esperados para o material didático no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização & linguística . São Paulo: Scipione, 2006.

Essa obra faz parte de uma coleção que reúne contribuições teóricas e práticas fundamentais para todo educador. Nesse volume, o autor apresenta a importância dos conhecimentos linguísticos para a interpretação e a busca de soluções para questões ligadas à fala, à escrita e à leitura das crianças.

CARINE, Barbara. Como ser um educador antirracista: para familiares e professores. São Paulo: Planeta, 2023. Nessa obra, a autora propõe reflexões e orientações práticas sobre como atuar de forma antirracista na educação. O livro convida educadores e familiares a repensarem atitudes e promoverem uma convivência mais justa e inclusiva.

DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura : como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.

Nesse livro, o autor apresenta evidências neurocientíficas sobre como o cérebro aprende a ler e destaca a importância da consciência fonêmica e do ensino sistemático do código alfabético.

FARACO, Carlos Emílio; MOURA, Francisco Marto de; MARUXO JR., José Hamilton. Gramática nova . São Paulo: Ática, 2014.

Trata-se de uma obra que utiliza notícias de jornal e de revistas, histórias em quadrinhos, anúncios publicitários, letras de música, entre outros para contextualizar questões gramaticais.

FREITAS, Gabriela Castro Menezes de. Consciência fonológica: rimas e aliterações no português brasileiro. Letras de Hoje, Porto Alegre, v. 38, n. 2, p. 155170, jun. 2003.

Artigo que apresenta pesquisa sobre a consciência fonológica de crianças referente à consciência de rimas e aliterações, constatando a aliteração como elemento mais significativo na aquisição da escrita.

GARRALÓN, Ana. Ler e saber : os livros informativos para crianças. São Paulo: Pulo do Gato, 2015.

Apresenta análise sobre o papel dos livros informativos na formação leitora infantil, valorizando o diálogo entre texto e imagem. Ressalta a importância de oferecer às crianças acesso a obras que despertam a curiosidade e promovem a construção do conhecimento de forma autônoma e crítica.

GERALDI, João Wanderley (org.). O texto na sala de aula . São Paulo: Ática, 2011.

Coletânea de textos escritos por autores renomados da área, os quais apresentam uma análise de diversos aspectos pedagógicos e sociais do ensino da língua portuguesa.

GIACOMOZZI, Gilio et al. Dicionário de gramática . São Paulo: FTD, 2004.

Dicionário gramatical com a norma-padrão e com variantes adequadas a situações sociolinguísticas.

GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura infantil em gêneros . São Paulo: Mundo Mirim, 2012.

A obra reúne especialistas em literatura infantil para explorar gêneros literários que podem ser trabalhados em sala de aula.

HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem . São Paulo: Ática, 1992.

Nesse livro, a autora discorre sobre técnicas e instrumentos voltados à avaliação de modo eficiente.

KAUFMAN, Ana María et al. Leer y escribir: el día a día en las aulas. Buenos Aires: Aique, 2012.

A autora dessa obra fornece ferramentas propositivas para o desenvolvimento da prática docente voltada ao desenvolvimento da alfabetização, pautada na premissa de “aprender a ler e escrever textos lendo e escrevendo textos”.

KOCH, Ingedore Villaça. Escrever e argumentar. São Paulo: Contexto, 2016.

Nessa obra, a argumentação é abordada como prática social e elemento estruturante da escrita. Koch apresenta estratégias argumentativas e discute como o texto se organiza para convencer o leitor, oferecendo subsídios valiosos para o ensino da produção textual na escola.

KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever : estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2012.

As autoras visam, nessa obra, estabelecer uma ponte entre teorias sobre o texto escrito e práticas de ensino com exemplos de diversos meios de comunicação.

LEAL, Telma Ferraz; GOIS, Siane (org.). A oralidade na escola : a investigação do trabalho docente como foco de reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. Baseada em resultados de pesquisas e experiências docentes, essa obra reúne artigos que propõem a discussão teórica sobre a oralidade na escola e apresentam estratégias didático-pedagógicas para o desenvolvimento da competência discursiva dos estudantes.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.

Nesse livro, o autor discorre sobre noções de língua, texto, gênero, compreensão e sentido a partir da perspectiva sociointeracionista da língua.

MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização . Belo Horizonte: Autêntica, 2019.

Nessa obra, o autor apresenta uma proposta didática construtivista para a alfabetização pela utilização do lúdico, com jogos, poemas e cantigas.

MORAIS, Artur Gomes de. Sistema de escrita alfabética . São Paulo: Melhoramentos, 2012.

O autor identifica nessa obra as especificidades e as inter-relações dos processos de alfabetização propondo o ensino sistemático da notação alfabética aliado às práticas de leitura e escrita.

MORAIS, José. Criar leitores : para professores e educadores. Barueri: Minha Editora, 2013.

Nessa obra, o autor visa orientar pais, professores, educadores e outros profissionais a compreender o que acontece no cérebro quando a criança aprende a ler. Além disso, explora as origens das dificuldades que podem surgir nessa fase e sugere estratégias para superá-las.

NEVES, Maria Helena de Moura. Que gramática estudar na escola? São Paulo: Contexto, 2017.

Nesse livro, a autora defende o tratamento escolar de modo mais científico no que concerne às atividades de linguagem, especificamente as atividades ligadas à gramática de língua materna.

NUNES, Terezinha; BRYANT, Peter. Leitura e ortografia : além dos primeiros passos. Tradução: Vivian Nickel. Porto Alegre: Penso, 2014.

A obra discute diferentes visões sobre a conexão entre linguagem oral e linguagem escrita e explora as implicações dessa abordagem no processo de ensino-aprendizagem.

PRIETO, Rosângela; MANTOAN, Maria Teresa. Inclusão escolar. São Paulo: Summus, 2010.

Nesse livro, as autoras abordam a inclusão escolar por meio de um diálogo em que discorrem sobre pontos polêmicos e controversos a respeito do tema.

SCHEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola . Tradução: Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. Nessa obra, são apresentados artigos sobre o ensino escolar de gêneros escritos e orais, bem como encaminhamentos para a prática do ensino.

SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura . Tradução: Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 1998.

Valendo-se da proposta construtivista, nessa obra a autora destaca diversos aspectos do complexo processo de aprendizagem da leitura.

TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. São Paulo: Cortez, 2006.

Na obra, o autor discorre sobre a gramática como conteúdo indispensável para a produção e a compreensão textual. Além disso, deixa clara a importância de trabalhar em sala de aula a gramática sob a perspectiva da interação comunicativa e do funcionamento textual-discursivo para chegar ao objetivo primeiro do ensino da língua.

MATERIAL COMPLEMENTAR FICHAS DE AVALIAÇÃO

UNIDADE 1

UNI, DUNI, TÊ: ALFABETO E VOCÊ!

REGRAS DE CONVIVÊNCIA DA TURMA

DATA:

MEU APRENDIZADO SIM NÃO

FOI IMPORTANTE COMBINAR AS REGRAS COM A TURMA?

A ILUSTRAÇÃO FEITA COMBINA COM A REGRA ESCOLHIDA?

AS REGRAS SÃO CURTAS E CLARAS?

CRACHÁ

DATA:

MEU APRENDIZADO SIM NÃO

FOI IMPORTANTE FAZER UM RASCUNHO DAS INFORMAÇÕES DO CRACHÁ?

O CRACHÁ APRESENTA TODAS AS INFORMAÇÕES QUE FORAM ESCRITAS NO RASCUNHO?

AS INFORMAÇÕES DO CRACHÁ ESTÃO LEGÍVEIS, OU SEJA, ESCRITAS DE FORMA QUE OUTRAS PESSOAS POSSAM COMPREENDER?

ANOTEI LETRAS, NÚMEROS E SÍMBOLOS DURANTE O PASSEIO?

EXPLORANDO AS LETRAS UNIDADE 2

CONVITE PARA EXPOSIÇÃO

DATA:

MEU APRENDIZADO SIM NÃO

O CONVITE INFORMA QUEM É O CONVIDADO?

O CONVITE INFORMA QUEM FEZ O CONVITE?

O CONVITE INFORMA A DATA DO EVENTO?

LEGENDA DE FOTOGRAFIA

DATA:

MEU APRENDIZADO SIM NÃO

FOI IMPORTANTE PLANEJAR O QUE ESCREVI?

A LEGENDA AJUDOU A COMPREENDER A FOTOGRAFIA?

ACRESCENTEI INFORMAÇÕES QUE NÃO APARECEM NA FOTOGRAFIA?

UNIDADE 3

A VIDA É UMA FESTA!

ANÚNCIO DE CAMPANHA DE COLETA SELETIVA

DATA:

MEU APRENDIZADO SIM NÃO

AS FRASES DO ANÚNCIO SÃO CURTAS E FORAM ESCRITAS EM LETRAS GRANDES?

AS ILUSTRAÇÕES FACILITAM A COMPREENSÃO DE QUEM VAI LER O ANÚNCIO?

OS LOCAIS ESCOLHIDOS PARA EXPOR OS ANÚNCIOS SÃO VISÍVEIS PARA UM GRANDE NÚMERO DE COLEGAS?

O ANÚNCIO CRIADO VAI CONVENCER OS COLEGAS A PARTICIPAR DA CAMPANHA?

LIVRO DE PARLENDAS

DATA:

MEU APRENDIZADO SIM NÃO

FOI INTERESSANTE APRENDER UMA PARLENDA COM MINHA FAMÍLIA?

SABER QUE A PARLENDA FARÁ PARTE DE UM LIVRO ME MOTIVOU DURANTE A PRODUÇÃO?

O REGISTRO FEITO FOI ÚTIL PARA REESCREVER A PARLENDA?

A ILUSTRAÇÃO CRIADA COMBINA COM A PARLENDA?

O LIVRO CRIADO VAI INTERESSAR OS LEITORES?

FINAL DE HISTÓRIA COM REPETIÇÃO

DATA:

MEU APRENDIZADO SIM NÃO

CONTRIBUÍ COM IDEIAS PARA CRIAR O FINAL DO CONTO COM MEU COLEGA DE DUPLA?

OUVI MEU COLEGA DE DUPLA COM ATENÇÃO E RESPEITO PARA DECIDIRMOS O QUE ESCREVER?

O FINAL DO CONTO COMBINA COM O RESTANTE DA HISTÓRIA?

O LIVRO CRIADO VAI INTERESSAR OS LEITORES?

ALFABETO MÓVEL

A A A E E E I I I O O O U U U B B C C D D F F G G H H J J K L L M M N N P P Q Q R R S S T T V V W X

SÍLABAS MÓVEIS

PA PE PI PO PU

BA BE BI BO BU

MA

LA LE LI LO LU

RA RE RI RO RU

PRISMA

COLE AQUI

ORIENTAÇÕES GERAIS

INTRODUÇÃO: A OBRA DE LÍNGUA PORTUGUESA

Os volumes de Língua Portuguesa desta coleção estão organizados em quatro unidades. Cada uma com propostas de atividades que abrangem a alfabetização (consciência fonológica, incluindo a fonêmica, conhecimento alfabético, compreensão de textos, fluência leitora, vocabulário e produção de textos orais e escritos), situações práticas de reflexão sobre a língua, com complexidade gradativa, visando ao aprimoramento das capacidades de compreensão e produção oral e escrita, instrumentalizando o uso dos conhecimentos linguísticos em práticas sociais.

Cada unidade inicia com uma imagem para ativar conhecimentos prévios e promover uma conversa sobre os temas a serem desenvolvidos. São apresentados textos diversos que circulam em diferentes esferas da atividade humana, como a literária, a cotidiana, a jornalística, a digital, entre outras, buscando estabelecer relações entre os gêneros textuais. Em seguida, são apresentadas atividades diagnósticas, para que o professor conheça as habilidades dos estudantes até o momento, e finalizam com uma avaliação formativa. Rubricas avaliativas auxiliam no monitoramento do desempenho em leitura e escrita.

No início da alfabetização, cada som (fonema) e cada letra (grafema) são trabalhados em textos ilustrados, estimulando a identificação de sonoridade, ritmo, rimas, aliterações e favorecendo a oralidade, o reconhecimento de palavras e a compreensão da escrita. A partir dos textos, trabalham-se as relações grafema-fonema, seguindo uma ordem de complexidade. Destaca-se que, nos casos em que não existe relação biunívoca

(uma letra para um som), primeiramente se apresenta a realização fonológica dominante de determinada letra para depois apresentar as demais.

Segundo Lemle, há três tipos de relação:

[...]

— relação de um para um: cada letra com seu som, cada som com uma letra;

— relações de um para de um, determinadas a partir da posição: cada letra com um som numa dada posição, cada som com uma letra numa dada posição;

— relações de concorrência: mais de uma letra para o mesmo som na mesma posição.

LEMLE, Miriam. Guia teórico do alfabetizador São Paulo: Ática, 2009. p. 25.

A ordem de apresentação dos grafemas e fonemas considerou as relações biunívocas e o potencial combinatório com os já estudados, permitindo formar progressivamente um banco de palavras significativo e textos decodificáveis, incentivando nos estudantes autonomia e confiança. Também se destaca o estudo dos gêneros textuais indicados pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a faixa etária como centro das práticas de linguagem.

Os volumes são estruturados nas seções Para começar , Leitura , Comparando textos (apenas no 2o ano), Texto por toda parte, Roda de leitura, Produção escrita, Produção oral, Qual é a letra? (apenas no 1 o ano), Com que letra? (apenas no 2 o ano), Nossa língua , Diálogos , Divertidamente , Para rever o que aprendi. As seções aqui descritas constam do Conheça seu livro

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS

Esta coleção tem como referências a BNCC, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e as Diretrizes Curriculares Nacionais, incluindo as específicas para a educação especial. Esses documentos norteiam tanto o livro do estudante quanto este livro do professor, assegurando alinhamento às políticas educacionais vigentes.

Estrutura da BNCC

A BNCC organiza a educação básica em competências e habilidades que devem ser desenvolvidas

ao longo dos anos escolares. Nos anos iniciais do ensino fundamental, um dos principais objetivos é garantir a formação integral do estudante, articulando conhecimentos, valores e atitudes. Na área de Língua Portuguesa, a BNCC propõe o trabalho com cinco eixos: Oralidade, Leitura/Escuta, Produção Escrita, Análise Linguística/Semiótica e Educação Literária . Esses eixos orientam o desenvolvimento da leitura fluente, da compreensão crítica e da produção de textos em diferentes gêneros, sempre em diálogo com a realidade do estudante. Nesse sentido, é importante que o professor articule as

atividades de sala com as habilidades previstas para cada ano, garantindo progressão e continuidade no processo de alfabetização e letramento. Em relação à sua estrutura, a BNCC é organizada em três níveis: Competências Gerais (são dez, válidas para toda a educação básica), Áreas do Conhecimento (como Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas) e Componentes Curriculares (por exemplo, Língua Portuguesa). Dentro de cada componente, os conteúdos aparecem em Unidades Temáticas , que se desdobram em Objetos de Conhecimento (o que ensinar) e em Habilidades (o que o estudante deve desenvolver, identificadas por códigos, como EF15LP01). Dessa forma, ao consultar o documento, o professor pode localizar: o eixo de ensino (Unidade Temática), o conteúdo central (Objeto de Conhecimento) e a aprendizagem esperada (Habilidade).

Articulação

entre a coleção e a BNCC

A proposta desta coleção é desenvolver os eixos organizadores comuns, articulados às práticas de linguagem e aos diferentes campos de atuação, com foco no objetivo central de garantir a alfabetização de todas as crianças até o fim do 2 o ano.

[...] na BNCC, a organização das práticas de linguagem [...] por campos de atuação aponta para a importância da contextualização do conhecimento escolar, para a ideia de que essas práticas derivam de situações da vida social e, ao mesmo tempo, precisam ser situadas em contextos significativos para os estudantes.

São cinco os campos de atuação considerados: Campo da vida cotidiana (somente anos iniciais), Campo artístico-literário, Campo das práticas de estudo e pesquisa, Campo jornalístico-midiático e Campo de atuação na vida pública, sendo que esses dois últimos aparecem fundidos nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com a denominação Campo da vida pública [...].

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 84. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025. É importante frisar que a coleção propõe uma metodologia que integra princípios da abordagem fônica, contribuições da neurociência e práticas de letramento, organizando-se em unidades temáticas que contemplam diversidade textual, atividades de leitura, produção, análise linguística e reflexão crítica. Como dito, os volumes estão amparados na BNCC, que orienta o desenvolvimento das aprendizagens essenciais e assegura a progressão dos estudantes ao longo do ensino fundamental. Então, cada

unidade articula habilidades específicas da BNCC às dez competências específicas de Língua Portuguesa, de modo que os conteúdos não se restrinjam a aspectos técnicos da língua, mas abarquem a formação integral do estudante. Assim, ao trabalhar uma habilidade — por exemplo, localizar informações explícitas em textos (EF15LP01) —, também há o direcionamento para o desenvolvimento de competências mais amplas, como a valorização da cultura, a comunicação significativa e a argumentação crítica. Esse movimento metodológico permite que o trabalho com as habilidades da BNCC seja vivenciado em práticas sociais de linguagem, favorecendo que as competências sejam exercitadas de forma integrada, transversal e contextualizada.

Além disso, na busca pela formação humana integral, a coleção também explora temas contemporâneos transversais como direitos das crianças, educação financeira, preservação ambiental, e diversidade cultural e étnico-racial, entre outros.

Um dos pilares da obra é o trabalho com os gêneros textuais, destacando que todo texto se organiza de acordo com um gênero em função da situação sociocomunicativa. Assim, os estudantes compreendem que a interação cotidiana ocorre por meio de diferentes gêneros, construídos historicamente nas práticas sociais.

As competências específicas de Língua Portuguesa são:

1. Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.

2. Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida social.

3. Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.

4. Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude respeitosa diante de variedades linguísticas e rejeitando preconceitos linguísticos.

5. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual.

6. Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e

criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.

7. Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores e ideologias.

8. Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos, interesses e projetos pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento, pesquisa, trabalho etc.).

9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura.

10. Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 87. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

BNCC — Eixos organizadores

comuns de Língua Portuguesa no ensino fundamental

Leitura/escuta

A leitura vai além da codificação e da decodificação: é um processo de construção de sentidos. Formar leitores implica oferecer textos de diferentes esferas (literária, jornalística, de divulgação científica, publicitária), representando a diversidade de gêneros da sociedade letrada.

O leitor é ativo: precisa ser crítico, relacionar saberes prévios ao que lê, avaliar hipóteses e reformulá-las. Toda leitura tem um propósito — obter informações, seguir instruções, revisar, ler para alguém, por diversão ou por prazer.

Desde cedo, os estudantes devem participar de práticas de leitura. Nos primeiros anos, isso ocorre principalmente pela mediação do professor, que lê para a turma; mais adiante, os estudantes assumem esse papel em diferentes situações, legitimados pelo professor e pelos colegas.

Nesta coleção, estratégias específicas promovem contato com o tema e o gênero dos textos, estimulando predições e a ativação do conhecimento prévio.

[...] o leitor eficiente faz predições baseadas no seu conhecimento de mundo. Na aula de leitura,

é possível criar condições para o aluno fazer predições, orientado pelo professor, que, além de permitir-lhe utilizar seu próprio conhecimento, supre eventuais problemas de leitura do aluno [...].

KLEIMAN, Angela. Oficina de leitura: teoria e prática. Campinas: Pontes, 2002. p. 52.

É fundamental retomar as hipóteses levantadas durante a leitura para validar ou não as predições feitas pelos estudantes. A ideia de uma única interpretação autorizada está superada, pois os sentidos são construídos na interação entre leitor, texto e autor, considerando condições de produção, diálogo com outros textos, recursos estéticos, finalidade e suporte.

A leitura deve ser vista como processo interativo que mobiliza estratégias e capacidades diversas. Um passo central é identificar a finalidade — seja aprender, buscar informações ou simplesmente se divertir. Nesse percurso, ativar os conhecimentos prévios dos estudantes é essencial, o que pode ser feito por meio de perguntas que os levem a relacionar suas experiências às características do texto.

Na leitura, diversas capacidades entram em jogo, como localizar, comparar e generalizar informações, além de inferir sentidos a partir de indícios do texto — seja sobre palavras desconhecidas, intenções do autor ou conclusões implícitas. O leitor proficiente também reconhece relações de intertextualidade e interdiscursividade, compreendendo como um texto dialoga com outros.

A compreensão implica diálogo: o leitor mobiliza conhecimentos prévios, emite opiniões e apreciações. Nos anos iniciais, a recontagem oral ou escrita de textos lidos pelo professor é um recurso eficaz para corroborar a compreensão e desenvolver memória, oralidade, escrita, organização lógica, estrutura narrativa e vocabulário.

Além disso, ao ouvir diferentes recontagens, os estudantes têm contato com múltiplas interpretações, o que valoriza a diversidade, fortalece o pensamento crítico e promove a escuta atenta e a argumentação, em consonância com a BNCC.

Práticas e estratégias de leitura

Ler é uma prática social que se realiza em diferentes espaços, com variados conteúdos, funções e gêneros textuais. Cabe ao professor auxiliar os estudantes com eficiência e fluência, promovendo o uso de estratégias de leitura — processos cognitivos que facilitam a compreensão, tornando-a mais ágil e eficaz.

De acordo com Isabel Solé:

Se considerarmos que as estratégias de leitura são procedimentos de ordem elevada que envolvem o cognitivo e o metacognitivo, no ensino elas não podem ser tratadas como técnicas precisas,

receitas infalíveis ou habilidades específicas. O que caracteriza a mentalidade estratégica é sua capacidade de representar e analisar os problemas e a flexibilidade para encontrar soluções. [...]

SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Tradução: Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 70.

O trabalho com estratégias de leitura é de suma importância para a formação de um leitor autônomo, ou seja, um leitor que saiba aprender, buscar informações e tirar proveito delas. A seguir, elencam-se algumas estratégias de leitura, considerando os quatro processos gerais de compreensão de leitura.

Seleção: é sabido que o leitor não lê palavra por palavra que está escrita. Em um processo natural, a pessoa selecionará somente os conteúdos cognitivos que lhe são interessantes naquele momento.

Antecipação: antes de iniciar a leitura, o leitor se utiliza de algumas informações, como conhecimento sobre o assunto, o gênero, o suporte, o autor do texto, a época em que o texto foi publicado, a disposição na página, o título, as ilustrações, entre outros elementos, para levantar hipóteses sobre o que lerá.

Checagem de hipóteses: durante a leitura, o leitor faz previsões para antecipar os fatos veiculados pelas informações sobre as quais se debruça. Ou seja, quando ainda está lendo o texto, o leitor levanta hipóteses sobre o que acontecerá a seguir, usando como estratégia informações do próprio texto e de seu conhecimento de mundo, e no decorrer da leitura vai confirmando ou refutando as hipóteses levantadas em busca de outras.

Localização e/ou retomada de informações : essa estratégia ocorre em leituras em que há a necessidade de distinguir as informações consideradas essenciais das secundárias, como leituras com função de estudo, busca de informações em enciclopédias, obras de referência, sites na internet, entre outras.

Comparação de informações: durante a leitura, o leitor compara informações do texto que está lendo com as de outros já lidos e com seu conhecimento de mundo, de forma a sistematizar o conteúdo que está lendo e analisar o que, de fato, é o mais relevante para armazenar.

Generalização: após a análise das informações mais relevantes, o leitor desconsidera, mesmo que de forma inconsciente, as redundâncias e as repetições, guardando na memória apenas trechos ou uma síntese das ideias principais apresentadas.

Inferência: o leitor pode descobrir pelo contexto significados de palavras no texto, não necessitando fazer interrupções na leitura para buscar significados de palavras desconhecidas. Além dos significados de palavras, o leitor também é capaz de compreender informações que não estejam explícitas no texto.

Verificação : utilizando essa estratégia, o leitor cria uma conexão permanente entre as próprias inferências e as respostas que obteve durante a leitura do texto.

Leitura silenciosa realizada pelo estudante

A leitura silenciosa é fundamental para a compreensão do texto, permitindo que o leitor estabeleça um primeiro diálogo com ele, organize emoções e conhecimentos prévios e busque estratégias de leitura autônoma. Esse momento também prepara para a leitura em voz alta, que exige atenção à velocidade, precisão e prosódia. Como os estudantes têm ritmos de leitura distintos, não deve haver tempo predeterminado. É importante reservar espaço para esclarecer dúvidas de vocabulário ou compreensão e analisar palavras e recursos linguísticos no contexto do texto.

Leitura em voz alta feita pelo estudante

A leitura em voz alta não pode ter como objetivo apenas a decodificação, pois sua prática também favorece a fluência e a compreensão de textos.

O procedimento de leitura em voz alta permite imprimir entonação e ritmo ao texto, desenvolver pronúncia clara, articulação, pausas adequadas e, assim, tornar a leitura mais fluida e prazerosa.

Oralidade

Atuar em sociedade exige dominar diferentes práticas da linguagem oral. Assim como nos textos escritos, os textos orais variam conforme os interlocutores, os objetivos e o contexto social, como uma conversa entre amigos ou uma entrevista com o diretor da escola. Espaços públicos também têm regras que orientam quem fala, quando e de que forma, incluindo a variedade linguística adequada.

Nas interações orais que permeiam a sala de aula, o professor deve atuar como mediador, orientando os estudantes a escutar atentamente, a responder às questões propostas, bem como a participar das rodas de conversa, relatando experiências vividas e manifestando opiniões em debates que sejam sugeridos.

Outro aspecto relevante no trabalho com as práticas de escuta e produção de textos orais relaciona-se à diversidade linguística que pode estar presente na sala de aula. É provável que estudantes, professores e funcionários da escola expressem - se em variedades linguísticas diferentes, quer motivadas por fatores regionais, quer por fatores sociais, econômicos ou históricos. Essa variação é constitutiva da língua, e os estudantes devem compreender que não há uma única maneira de falar, tampouco uma única maneira correta de se expressar.

O que determina como se deve falar — qual variedade empregar — é a situação de comunicação, considerados os interlocutores, os objetivos e o lugar social em que essa interlocução se desenrola. O respeito à diversidade linguística é uma atitude ética necessária à participação cidadã na sociedade e deve ser fomentado no dia a dia da escola

Produção de textos escritos

O trabalho com a produção de textos escritos deve se iniciar nos primeiros anos da escolaridade, com o objetivo de aprimorar a compreensão do sistema de escrita, bem como do funcionamento da linguagem. Desde as primeiras produções, é fundamental que se revelem o sentido e a função dos textos que serão solicitados aos estudantes, que eles tenham oportunidades para se comunicar e serem compreendidos, que percebam o papel que desempenham ao escrever e qual a finalidade da escrita deles.

Formar escritores competentes implica estabelecer uma relação efetiva entre leitura e escrita, pois ambas possibilitam o contato com as características peculiares da linguagem que cada gênero textual requer. É preciso criar situações em que a escrita tenha um objetivo e um destinatário definidos, e auxiliar os estudantes no sentido de adequar a linguagem e a forma a serem utilizadas.

A diversidade de textos a serem produzidos exige uma prática contínua dos estudantes e um olhar atento do professor, para que eles possam desenvolver seu próprio processo de autoria, planejando, redigindo e revisando seus escritos.

Portanto, os estudantes devem aprender, desde as primeiras produções, que os erros e as inadequações constituem o processo e que submeter os textos à leitura de outras pessoas é uma maneira de saber se conseguimos comunicar o que queríamos, se alcançamos o efeito desejado. No entanto, é fundamental desenvolver a capacidade de olhar para os próprios textos e poder avaliá-los em suas nuances e mensagens implícitas.

Para garantir um trabalho eficiente com a produção textual, é preciso propor atividades que desafiem os estudantes a experimentar as diferentes etapas da produção: planejamento , elaboração , revisão e refação

Para tanto, estas fases de produção precisam ser respeitadas.

• A primeira fase consiste na delimitação do tema e seleção dos objetivos.

• A segunda fase é o ato de escrever propriamente dito. Nesse momento, serão explorados aspectos essenciais do gênero textual em questão, com o objetivo de que essa prática subsidie as futuras produções individuais dos estudantes.

• A terceira fase corresponde ao momento em que os sujeitos avaliam o que escreveram — observando a organização textual e a temática, além dos aspectos referentes à segmentação da escrita, coerência, entre outros.

• A última fase corresponde ao momento em que, com base nos critérios avaliativos, os estudantes reelaboram os próprios textos.

O processo de produção de textos pode ser significativamente enriquecido com o uso de estratégias que auxiliem os estudantes a organizar suas ideias antes de iniciar a escrita. Entre essas estratégias, estão os mapas mentais e os mapas conceituais, ferramentas complementares e valiosas no processo de produção de textos. Enquanto os mapas mentais ajudam na organização do pensamento, favorecem a ampliação do vocabulário e permitem a delimitação de temas e informações relevantes, facilitando a construção de sentidos e o acesso a conhecimentos prévios, os mapas conceituais atuam de forma mais estruturada, contribuindo para a organização de ideias relacionadas ao gênero textual trabalhado.

É fundamental a participação ativa do professor, especialmente nas primeiras experiências com essa ferramenta. Cabe ao professor orientar os estudantes na seleção e na hierarquização dos conceitos, na identificação de relações relevantes e na construção dos primeiros mapas, até que gradativamente eles se sintam seguros para elaborar seus próprios esquemas de forma autônoma.

Quanto à etapa de revisão, é importante frisar que, inúmeras vezes, os estudantes não atingem a qualidade do texto desejada pelo professor por falta de oportunidade de planejamento e revisão de seus textos. Sugere-se que haja a revisão de cada estudante, a revisão do estudante em colaboração com os colegas (quando pertinente), a revisão do estudante com o apoio do professor, a correção do professor de aspectos que o estudante (autor) ainda não tenha condições de revisar no momento, para só então ser proposta a reescrita, incluindo todas as alterações no texto.

A revisão deve ser tratada como um momento de retomada do texto para aprimorá-lo, ajudando os estudantes a compreender que toda escrita é provisória. É papel do professor planejar intervenções que favoreçam essa reflexão, selecionando os aspectos a observar, já que, para iniciantes, é difícil lidar com todos ao mesmo tempo. O trabalho pode começar pela análise de elementos discursivos, como a intenção do texto, o público-alvo e o local de publicação.

Em seguida, é possível verificar se o vocabulário, a pontuação, as marcas de oralidade, os tempos verbais e demais recursos estão adequados ao

gênero proposto, além de identificar repetições desnecessárias, lacunas ou termos que possam ser substituídos. Essas observações ajudam os estudantes a perceber como pequenas alterações contribuem para mais clareza, precisão e adequação do texto.

Revisão em função da situação comunicativa

Quando os estudantes estão começando a criar seus primeiros textos, é comum que não sejam atendidas todas as expectativas de uma escrita-padrão. Os padrões de escrita ainda são comumente desprezados. Até que ponto o professor pode e deve interceder? A correção de todos os aspectos é necessária? Quais são as expectativas para os textos dos estudantes? Essas respostas variam de acordo com as situações comunicativas nas quais os textos dos estudantes estarão inseridos.

• Texto particular Quando se tratar de uma escrita pessoal dos estudantes, como diário, anotações de estudo, bilhetes a outros colegas, um livro com piadas ou charadas que queiram compartilhar com os amigos e os familiares, é suficiente que o próprio estudante revise e altere o que acha pertinente, sem a instrução do professor.

• Texto voltado aos estudantes da mesma turma

Em atividades expostas no mural da sala, os estudantes e o professor poderão sugerir alterações, lembrando a eles que as avaliações devem ser feitas de modo a melhorar o texto do colega, e não coibir o colega de encontrar maneiras de avançar em suas escolhas. Assim, o autor do texto e os outros estudantes poderão revisá-lo e alterá-lo em outras oportunidades.

• Texto dirigido aos familiares ou a outras pessoas da escola

Nesse caso, a revisão poderá ser feita de maneira coletiva. Não serão corrigidos os aspectos que ainda não foram estudados pelos estudantes. Talvez seja necessária a explicação aos responsáveis de que os estudantes ainda não se apropriaram desses aspectos.

• Texto público

O professor deve ajustar expectativas ao percurso de cada estudante, entendendo que, mesmo conhecendo etapas e estratégias de escrita, é natural que seus textos ainda não tenham a complexidade de um escritor experiente. A avaliação deve priorizar avanços individuais, considerando ponto de partida, escolhas de linguagem, organização das ideias e revisão de coerência, coesão, ortografia e pontuação. Quando os textos forem destinados a um público externo, após a revisão feita pelo autor e pela turma, é necessário que o professor os revise, corrigindo o que os estudantes ainda não conseguem resolver sozinhos.

Análise linguística/semiótica

A proposta de promover uma análise linguística/semiótica visa explorar questões linguísticas e demais elementos que contribuem para os efeitos de sentido do texto, ou seja, essa proposta compreende procedimentos e estratégias de análise e avaliação consciente, ao longo dos processos de leitura e produção de textos, das materialidades dos textos, baseando-se nos efeitos de sentido gerados pelas estruturas da língua, recursos gráficos e demais elementos semióticos e na situação de produção desses textos.

De acordo com a BNCC: [...] no eixo Análise linguística/semiótica sistematiza-se a alfabetização, particularmente nos dois primeiros anos, e desenvolvem-se, ao longo dos três anos seguintes, a observação das regularidades e a análise do funcionamento da língua e de outras linguagens e seus efeitos nos discursos. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 89. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

Ortografia, por que ensinar?

A ortografia é uma convenção social com regularidades e irregularidades. Primeiro, os estudantes dominam o sistema alfabético e, gradualmente, internalizam as normas ortográficas. Algumas grafias seguem regras; outras, únicas, devem ser memorizadas. Por ser um conhecimento normativo e prescritivo, cabe à escola ensiná-los com atividades que promovam a reflexão sobre regras e exceções.

A passagem da fase alfabética para a ortográfica é um marco nos primeiros anos. Nela, os estudantes percebem que, embora muitas palavras sejam escritas pela correspondência fonema-grafema (escrita regular), outras exigem memorização ou regras específicas que não dependem apenas do som (escrita irregular).

Inicialmente, os estudantes entendem que a escrita representa os sons da fala e que cada fonema corresponde a uma letra ou grupo de letras. Com o tempo, eles compreendem que essa lógica não basta para escrever corretamente todas as palavras.

Nossa ortografia é semifonológica: parte das palavras pode ser escrita como se fala, mas outras dependem do conhecimento de convenções, padrões morfológicos e etimologia. Segundo Morais, o ensino deve desenvolver um comportamento ortográfico reflexivo — a capacidade de questionar a própria escrita, saber quando aplicar as regularidades e quando recorrer à memória. Isso não se alcança com práticas mecânicas ou listas de palavras, mas integrando a ortografia à produção escrita e à leitura significativa, criando situações em que os estudantes escrevam, revisem, reflitam

e corrijam suas hipóteses coletivamente (MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia : ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 1998. p. 61).

O professor é peça-chave para promover momentos a fim de identificar regularidades, formular hipóteses e confrontá-las com o sistema convencional. O ensino precisa ser sistemático, consciente e intencional, respeitando o ritmo de cada estudante, mas garantindo o domínio das convenções gráficas.

Compreender o que é regular ou irregular é essencial para organizar o trabalho pedagógico. Erros com causas diferentes exigem estratégias distintas: o que pode ser compreendido deve ser ensinado por meio da lógica; o que é arbitrário precisa ser memorizado (MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 1998. p. 28).

O professor deve deixar explícito que palavras regulares seguem regras ou normas e podem ser escritas corretamente mesmo sem terem sido vistas antes, enquanto as palavras irregulares não se apoiam em regras e precisam ser memorizadas. Assim, as tarefas de aprendizagem ortográfica devem distinguir o que pode ser assimilado por regras do que deve ser memorizado.

Segundo Morais, há três tipos de regularidades: direta, quando há relação direta entre letra e som (p, b, t, d, f, v), sem grandes dificuldades; contextual, quando mais de uma letra pode representar o mesmo som, mas as regras determinam o uso em certos contextos — como o som /z/, que no início de palavras se escreve com z; e morfológico-gramatical, quando a grafia está ligada à estrutura e à função das palavras (MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 1998. p. 61).

A irregularidade ortográfica exige que os estudantes reconheçam a ausência de regras e desenvolvam estratégias, como consultar o dicionário e memorizar a grafia. Uma prática eficiente é o “banco de palavras”, uma lista exposta na sala de aula com grafias irregulares encontradas em leituras e produções, auxiliando a escrita correta e a consciência de que algumas palavras dependem de memorização. Nos primeiros anos do ensino fundamental, erros ortográficos devem ser analisados como indicadores do nível de conhecimento dos estudantes e usados para planejar intervenções que favoreçam avanços.

Conhecimentos gramaticais

A transição entre o aprendizado da leitura e da escrita e o estudo da gramática normativa é gradual e essencial para o desenvolvimento da competência linguística. Inicialmente, o foco está na compreensão e na produção de textos a partir da linguagem oral e das práticas sociais já vivenciadas, em uma fase de experimentação e formulação de hipóteses sobre o funcionamento da língua. Com a consolidação da leitura e da escrita, inicia-se o trabalho mais explícito com a gramática normativa, não como um conjunto rígido de regras, mas como ferramenta para refletir sobre a língua e fazer escolhas conscientes. O estudo é articulado e contextualizado, conectando o uso real às normas formais, respeitando os níveis de desenvolvimento dos estudantes.

Assim, ler e escrever é o alicerce para que a gramática tenha sentido e função, potencializando expressão, compreensão e interação. A proposta é que os estudantes deduzam, no contexto, as funções das palavras e, gradualmente, conheçam, identifiquem e conceituem as classes gramaticais, adquirindo competências discursivas e recursos expressivos para adequar a linguagem às diferentes situações.

De acordo com Travaglia: [...] nosso objetivo como professores de Português para falantes nativos de Português não é fazer com que adquiram a língua, como no caso do ensino de língua estrangeira, mas ampliar sua capacidade de uso dessa língua, desenvolvendo sua competência comunicativa [...].

TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. São Paulo: Cortez, 2006. p. 142.

Uma estratégia para trabalhar aspectos gramaticais é observar textos do mesmo gênero e analisar como autores experientes resolvem questões de coesão e coerência. Pela análise e pela reflexão, os estudantes compreendem como elaborar seus próprios textos. Assim, a gramática é ensinada de forma reflexiva, a partir de diferentes gêneros e funções sociocomunicativas, levando os estudantes a refletir sobre aspectos linguísticos. Nessa abordagem, o texto torna-se a base para o estudo dos conteúdos gramaticais.

ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA

A vida contemporânea é marcada por transformações constantes nos âmbitos social, cultural, econômico e histórico. No campo educacional, essas transformações afetam e auxiliam os processos de ensino e aprendizagem, trazendo novos materiais e meios que modernizam a prática docente. Essas inovações inserem-se no campo da multimodalidade, que considera as diferentes formas de realização da linguagem, bem como as

competências linguísticas necessárias às diversas mídias e às práticas tradicionais de escrita, como a de imprensa e a escrita à mão (cursiva).

Nesta coleção, valorizam-se as diversas dimensões da língua para um ensino e uma aprendizagem que atendam aos eixos da Língua Portuguesa da BNCC de forma multimodal. A multimodalidade não se limita às transformações tecnológicas: ela existe desde que a linguagem humana utiliza imagens,

como mapas e hieróglifos, e o texto impresso se organiza visualmente na página, em parágrafos e tipos específicos. Assim, o gênero textual, antes mesmo de ser decodificado, é também imagem passível de análise e transformação.

O ensino da leitura e da escrita tem se transformado com avanços teóricos, novas práticas de comunicação e tecnologias, influenciando propostas pedagógicas e materiais didáticos para todo o ensino fundamental.

No espaço escolar, é necessário considerar que participamos cotidianamente de situações que implicam, contextualmente, falar, ouvir, escrever e ler, ou seja, engajamo-nos em atividades permeadas e tecidas por práticas de linguagem. É o que ocorre, por exemplo, quando lemos um livro, assistimos a um filme, enviamos um e-mail ou acompanhamos as notícias. Portanto, entende-se linguagem como: [...] ação interindividual orientada por uma finalidade específica, um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes nos diferentes grupos de uma sociedade, nos distintos momentos de sua história.

BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília, DF: SEF, 1997. p. 22. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ livro02.pdf. Acesso em: 19 ago. 2025.

A BNCC afirma que:

Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma

Item

Conteúdo

Objetivos

BNCC

a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 67. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

É fundamental garantir, ao longo da escolaridade, condições para que os estudantes participem de práticas de produção, leitura e compreensão de textos orais e escritos, objetivo central da educação básica e responsabilidade da escola para o exercício da cidadania.

A linguagem — oral e escrita — cumpre diversas funções: emocionar, orientar, divertir e ampliar conhecimentos. A diversidade de práticas permite compreender e exercitar os diferentes usos da língua.

Planejamento e sequência didática

Nesta coleção, o planejamento de cada ano é guiado por uma matriz articuladora, elaborada para cada etapa escolar, garantindo coerência e progressão dos conteúdos conforme a BNCC. No início de cada unidade deste livro do professor, a seção Planejamento e rotina traz um roteiro estruturado, passível de adaptação às necessidades da turma, da escola e do conteúdo.

Conteúdo da seção Planejamento e rotina

Descrição

Indica o tema, o gênero textual ou a habilidade central a ser trabalhada.

Descreve o que se espera que os estudantes aprendam relacionado a competências e habilidades da BNCC.

Lista os números das competências específicas de Língua Portuguesa e os códigos das habilidades relacionadas ao conteúdo.

Organize-se Indica materiais necessários (impressos, digitais, audiovisuais, concretos).

Na seção Sugestões de planejamento, são apresentados modelos de matrizes a serem preenchidos pelo professor: um para o planejamento de sequência didática por unidade, que orienta a organização das aulas, objetivos e avaliação; e outro para a rotina diária, oferecendo um guia de atividades recorrentes da sala de aula. Os modelos podem ser ajustados de acordo com as necessidades pedagógicas de cada turma.

Papel do professor e da escola

Refletir sobre a prática docente é fundamental para compreender que o ensino da língua ultrapassa a mera transmissão de conteúdos: trata-se de criar condições para que os estudantes participem de práticas de linguagem que os preparem para atuar

criticamente na sociedade. Nesse processo, a relação professor-estudante se constrói pelo diálogo, pelo respeito à diversidade e pelo incentivo à autonomia. Ao assumir seu papel, o professor fortalece a função da escola como ambiente para a formação cidadã, oferecendo condições para que a leitura, a escrita, a escuta e a oralidade estejam a serviço do conhecimento, da convivência e da transformação social.

A neurociência na aprendizagem da leitura e da escrita

A leitura e a escrita são invenções humanas recentes, ao contrário da linguagem oral, que se desenvolve naturalmente nas interações sociais. Por

isso, é necessário que o ensino das habilidades de leitura e escrita seja sistemático, intencional e mediado, respeitando a organização cerebral e favorecendo a construção progressiva dos circuitos neurais responsáveis por elas.

Nesse contexto, as contribuições da neurociência, especialmente os estudos de Stanislas Dehaene, evidenciam caminhos para a prática pedagógica. Dehaene demonstrou, por meio de técnicas avançadas de neuroimagem, que aprender a ler envolve a ativação coordenada de diferentes áreas do cérebro. Uma das descobertas mais relevantes foi a identificação da “área de formação visual da palavra”, localizada no hemisfério esquerdo, na região occipito-temporal. Essa área, originalmente voltada ao reconhecimento visual de objetos e rostos, passa a ser reciclada, ou seja, adaptada, para reconhecer letras e palavras escritas. Esse processo de reorganização cerebral foi denominado por Dehaene como reciclagem neuronal

A leitura é mais um exemplo de reciclagem neuronal: ao ler, reusamos um vasto conjunto de áreas do cérebro inicialmente dedicadas à visão e à língua falada. [...] Quando aprendemos a ler, um subconjunto de nossas regiões visuais especializa-se em reconhecer sequências de letras e as manda para as áreas da linguagem falada. [...] Bem antes de aprenderem a ler, as crianças obviamente já possuem um sistema visual sofisticado, que lhes permite reconhecer e nomear objetos, animais e pessoas. Elas reconhecem qualquer imagem, independentemente de seu tamanho, posição ou orientação num espaço tridimensional, e sabem como associar-lhe um nome. A leitura recicla uma parte desse circuito de nomeação preexistente. A aquisição do letramento abrange a emergência de uma região do córtex visual que meu colega Laurent Cohen e eu apelidamos de “área de formação visual da palavra”. Essa região concentra nosso conhecimento adquirido das sequências de letras, com tal extensão que pode ser considerada a “caixa de correio” de nosso cérebro. É essa área do cérebro, por exemplo, que nos permite reconhecer uma palavra independentemente de seu tamanho, posição.

DEHAENE, Stanislas. É assim que aprendemos: por que o cérebro funciona melhor do que qualquer máquina (ainda...).

São Paulo: Contexto, 2022. p. 186.

Segundo Dehaene, a leitura exige a integração de áreas visuais, auditivas, motoras e linguísticas, o que só ocorre por meio de prática intencional e repetição estruturada. Por isso, é essencial um ensino explícito e sistemático das correspondências entre letras e sons, tendo a consciência fonêmica como base central da construção do circuito da leitura. Cada nova palavra decifrada ajuda a consolidar o circuito da leitura no cérebro ou, nas palavras de Dehaene: Para progredir, a criança deve imperativamente desenvolver a segunda via da leitura, aquela que associa cada cadeia de letras a sua pronúncia, por um procedimento sistemático de conversão dos grafemas aos fonemas. Este procedimen-

to de decodificação se estabelece no curso da segunda etapa de aprendizagem da leitura, a etapa fonológica, que aparece tipicamente no curso dos primeiros meses de escola, ao redor dos 6 ou 7 anos. A palavra cessa então de ser tratada em sua globalidade. A criança aprende a prestar atenção nos pequenos constituintes das palavras, sejam uma ou duas letras, essas últimas conhecidas como dígrafos no português brasileiro.

DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012. p. 218.

A neurociência mostra que o cérebro infantil é altamente plástico, especialmente nos primeiros anos, o que permite que experiências e estímulos ambientais fortaleçam conexões neurais e influenciem o desenvolvimento cognitivo e linguístico.

Por isso, a sala de aula deve ser um ambiente rico em estímulos organizados e significativos, com textos visíveis, materiais acessíveis, rotinas de leitura e escrita, interações linguísticas e atividades lúdicas que favoreçam a consciência fonológica e o princípio alfabético. Para consolidar as conexões neurais, é importante oferecer múltiplos estímulos sensoriais ao mesmo conteúdo, repetindo-o em diferentes formatos. Assim, ao ensinar uma letra, deve-se propor tanto o traçado em papel quanto experiências táteis e auditivas, como areia, massa de modelar, músicas, rimas e jogos.

Nesse sentido, esta coleção apresenta fichas que levam os estudantes a observar cenas de crianças em diferentes situações que remetem a algum efeito sonoro que é representado linguisticamente por uma expressão (onomatopeias, interjeições etc.). Com a contextualização, os estudantes conseguem associar os sons sugeridos nas cenas das fichas aos sons que as letras representam, obviamente com a intervenção do professor. Não se trata, portanto, de afirmar que a onomatopeia ou a interjeição necessariamente representam o som da letra em estudo, mas sim que elas permitem que os estudantes tenham um apoio imagético a partir do qual conseguirão pronunciar um som que se aproxima do fonema que determinada letra representa, uma vez que o fonema é uma unidade fonológica abstrata, de difícil compreensão para as crianças.

Com estratégias multissensoriais, as fichas ativam simultaneamente os sistemas visual, auditivo, motor e linguístico e fortalecem-se as conexões neurais, a memória fonológica e o reconhecimento automatizado de letras e sons, favorecendo a fluência e a compreensão leitora de forma lúdica. Assim, esta coleção articula os estudos mais recentes da neurociência à prática pedagógica, ajustando intervenções ao ritmo de cada estudante e alinhando-se aos princípios da ciência da leitura.

Alfabetização

O Ministério da Educação, por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, tem como objetivo primordial “Garantir que 100% das crianças

brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2 o ano do ensino fundamental” (BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada . Brasília, DF: SEB, 2023. p. 7. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/ publicacoes/institucionais/compromisso-nacional -crianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 14 jul. 2025). Já a BNCC afirma que:

Nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental, a ação pedagógica deve ter como foco a alfabetização, a fim de garantir amplas oportunidades para que os alunos se apropriem do sistema de escrita alfabética de modo articulado ao desenvolvimento de outras habilidades de leitura e de escrita e ao seu envolvimento em práticas diversificadas de letramentos.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 59. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

Existem fatores de ordem física, ligados ao amadurecimento do sistema nervoso, que indicam que, entre os 6 e 7 anos de idade, acontece um avanço significativo nas áreas do cérebro responsáveis pela aprendizagem da leitura. Isso não significa que as crianças não possam aprender antes, mas, nessa fase, o processo tende a se tornar mais natural, facilitado e compreensível.

Alfabetizar é ensinar a ler e escrever em um sistema alfabético, ou seja, é tornar os estudantes capazes de compreender e usar a escrita como representação gráfica dos sons da fala. De acordo com José Morais, esse processo envolve compreender que as letras representam fonemas, as menores unidades sonoras da linguagem (MORAIS, José. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri: Minha Editora, 2013).

A escrita evoluiu dos pictogramas, com centenas de símbolos, para o alfabeto fonético criado pelos fenícios, que usavam poucos sinais para representar sons. Com os gregos, acrescentaram-se as vogais, formando o alfabeto ocidental de 26 letras que representam cerca de 31 fonemas do português. A aprendizagem desse sistema não é espontânea, exigindo ensino intencional, sistemático e progressivo, como apontam os estudiosos.

[...] Aprender a ler não é um ato natural. Embora utilize potencialidades e capacidades de origem biológica, é, sim, um ato cultural e ocorre em contexto de ensino mais ou menos sistemático. Essa afirmação é partilhada por toda a comunidade científica internacional e interdisciplinar.

MORAIS, José. Alfabetizar para democracia Porto Alegre: Penso, 2014. p. 59.

Consciência fonológica

A consciência fonológica é uma habilidade metalinguística que permite aos estudantes refletir sobre os sons da fala, compreendendo que as palavras

podem ser segmentadas em sílabas e fonemas. Essa habilidade envolve diferentes níveis: consciência de palavras, sílabas, rimas, aliterações e fonemas. Cada um desses níveis pode ser trabalhado por meio de atividades lúdicas e sistemáticas, como uso de parlendas, cantigas, jogos sonoros e trava-línguas.

Segundo Artur Gomes de Morais, trata-se de uma “constelação de habilidades variadas”, que devem ser desenvolvidas de forma contínua e articulada (MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2019. p. 29).

Já Magda Soares afirma que:

[...] a consciência fonológica, [é] fundamental para a compreensão do princípio alfabético. Se o sistema alfabético representa os sons da língua, é necessário que a criança se torne capaz de voltar sua atenção não apenas para o significado do que fala ou ouve, mas também para a cadeia sonora com que se expressa oralmente ou que recebe oralmente de quem com ela fala: que perceba, na frase falada ou ouvida, os sons que delimitam as palavras; em cada palavra, os sons das sílabas que constituem cada palavra; em cada sílaba, os sons de que são feitas. Numerosas pesquisas comprovam a correlação entre consciência fonológica e progresso na aprendizagem da leitura e da escrita. Sendo assim, jogos para desenvolvimento da consciência fonológica [...] criam condições propícias, até mesmo necessárias, para a apropriação do sistema alfabético. SOARES, Magda. Alfabetização e letramento São Paulo: Contexto, 2017. p. 142.

É importante que o desenvolvimento da consciência fonológica ocorra por meio de estímulos. Esse exercício é atrelado a habilidades ligadas à reflexão, à identificação e à manipulação dos sons da língua. Nesse sentido, as crianças devem perceber palavras, frases, sílabas e fonemas, ou seja, os componentes da fala.

Consciência fonêmica

A consciência fonêmica, nível mais avançado da consciência fonológica, exige a identificação e a manipulação dos fonemas de uma palavra. Isso inclui segmentar fonemas, substituí-los, acrescentá-los ou excluí-los para formar novas palavras. Diferentemente das outras habilidades fonológicas, a consciência fonêmica demanda o apoio da escrita para se tornar evidente, já que é a letra que materializa a representação do som. Nesse sentido, é importante destacar que o aprendizado dos nomes das letras, apesar de importante, não é o que faz com que as crianças compreendam a relação letra-som.

Muitos questionam o motivo pelo qual a criança reconhece as letras, mas não lê, eis a questão resolvida: o que reunimos na leitura não são nomes de letras, e sim os fonemas que estas representam. SILVA, Carla. Neurociência para alfabetização Maringá: SHS, 2020. p. 81-82.

Por essa razão, o trabalho com a consciência fonêmica deve estar articulado ao princípio alfabético, que é a compreensão de que há correspondência sistemática entre os grafemas e os fonemas da língua.

Princípio alfabético

O princípio alfabético se refere à compreensão de que as letras e os grupos de letras representam os sons da fala (fonemas). É a base do sistema de escrita alfabético e, portanto, um dos requisitos essenciais da alfabetização. Dominar o princípio alfabético significa perceber que existe uma correspondência entre grafemas (letras ou conjuntos de letras) e fonemas, o que permite às crianças decodificar (ler) e codificar (escrever) palavras de forma autônoma.

O princípio alfabético se refere à descoberta do princípio que rege o código alfabético, ou seja, que a cada letra corresponde (pelo menos) um som e que a letra carrega esse som se mudar de posição. Mais tarde o aluno vai aprender que, como tudo na vida, há exceções ao funcionamento do código, mas são exceções que confirmam a regra.

[...]

O ensino do princípio alfabético compõe-se de duas partes intimamente relacionadas: o desenvolvimento da consciência fonêmica e o conhecimento do alfabeto.

Aprender o princípio alfabético significa saber que:

• as palavras representam sons;

• as palavras compõem-se de sons e letras;

• algumas letras se combinam de formas diferentes para formar palavras diferentes (ex.: amor, mora, ramo, armo, Roma, Omar, mar, ora etc.);

• as letras e sons podem ser usados para identificar palavras.

OLIVEIRA, João Batista Araújo e. ABC do alfabetizador Brasília, DF: Instituto Alfa e Beta, 2008. p. 116-117. No ensino do princípio alfabético, o uso de recursos visuais, auditivos e táteis é altamente recomendável. Apresentar o traçado das letras com lápis, massa de modelar, areia, colagens, associar sons a imagens (onomatopeias e interjeições), promover jogos fônicos e canções com rimas são formas eficazes de explorar a relação letra-som. Nesta coleção, esse trabalho é apoiado pelas fichas visuais que associam letras a sons e contextos familiares ao universo infantil, de modo a facilitar a memorização e a compreensão das relações entre letras e sons.

Letramento

Se alfabetizar é ensinar a ler e a escrever dentro do sistema alfabético, é preciso garantir que essa aprendizagem se dê em contextos reais e significativos de uso da linguagem escrita. O conceito de letramento, conforme proposto por Magda Soares, refere-se à inserção das crianças nas práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Ou seja, trata-se da capacidade de usar a linguagem escrita de forma funcional e contextualizada — ler um

bilhete, interpretar uma receita, escrever uma carta ou preencher um formulário, por exemplo.

Dissociar alfabetização de letramento é um equívoco porque, no quadro das atuais concepções psicológicas, linguísticas e psicolinguísticas de leitura e escrita, a entrada da criança (e também do adulto analfabeto) no mundo da escrita ocorre simultaneamente por esses dois processos: pela aquisição do sistema convencional de escrita — a alfabetização — e pelo desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema em atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita — o letramento.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento São Paulo: Contexto, 2017. p. 44-45.

A alfabetização envolve a aprendizagem do código escrito e o letramento, seu uso social. Desenvolvê-los de forma integrada é indispensável, pois ler e escrever são práticas de interação que exigem tanto o domínio das relações entre grafemas e fonemas, quanto a participação em situações reais de leitura e escrita. Assim, um complementa o outro, formando leitores críticos e escritores competentes desde os primeiros anos escolares.

Cultura da escrita

Associado ao letramento, está o conceito de cultura da escrita, que diz respeito à presença significativa e funcional da linguagem escrita no cotidiano das crianças. Uma escola que valoriza a cultura da escrita oferece às crianças um ambiente no qual os textos não são apenas recursos didáticos, mas instrumentos de comunicação e expressão. Essa cultura se constrói tanto no ambiente físico quanto nas práticas pedagógicas e nas interações sociais. Crianças imersas em ambientes ricos em linguagem escrita tendem a compreender melhor a função da leitura e da escrita, o que contribui para o seu interesse, engajamento e desenvolvimento mais eficazes no processo de alfabetização e letramento.

Fluência leitora

A fluência leitora, ponte entre a decodificação e a compreensão, depende de três componentes: precisão (reconhecer e decodificar palavras corretamente), velocidade e prosódia (expressão e entonação adequadas). Inicialmente, as crianças leem utilizando a rota fonológica (letra por letra), mas com o tempo passam a reconhecer palavras automaticamente, utilizando a chamada rota lexical. Para alcançar esse nível de leitura, é fundamental o trabalho sistemático com a consciência fonêmica e o princípio alfabético, além de práticas frequentes de leitura em voz alta e leitura repetida.

No início da alfabetização, as crianças recorrem à rota fonológica, lendo letra por letra e decodificando grafemas em fonemas, o que torna a leitura mais lenta e atenciosa. Com o avanço da aprendizagem,

as palavras frequentes passam a ser reconhecidas de forma instantânea pela rota lexical, que permite uma leitura mais rápida e automatizada.

Os estudos sobre o modelo de dupla rota mostram que a leitura é um processo dinâmico que combina as rotas lexical e fonológica, e que a ativação de cada uma dessas rotas pode variar de acordo com o nível de competência leitora do indivíduo e a frequência e complexidade das palavras. Por isso, é importante que os professores de leitura utilizem estratégias pedagógicas que desenvolvam tanto a rota lexical quanto a rota fonológica, de forma a preparar os alunos para a leitura de palavras desconhecidas e para o desenvolvimento da consciência fonológica. [...]

A via lexical é mais utilizada em leitores experientes e é responsável por uma leitura mais rápida e fluida, enquanto a via fonológica é mais utilizada em leitores iniciantes ou em situações em que a palavra é pouco familiar.

CAJAZEIRA, Ivanildo. Fluência leitora: fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Uiclap, 2023. p. 56-57.

Mesmo leitores experientes recorrem à rota fonológica diante de palavras novas. Para que os estudantes avancem dessa rota para a lexical , é essencial o trabalho contínuo com a consciência fonêmica, o princípio alfabético e as práticas sistemáticas de leitura — como leitura em voz alta, repetida, dramatizada e orientada. Esse processo fortalece a fluência e favorece a autonomia e a compreensão leitoras.

Compreensão textual

A finalidade da leitura é a compreensão, que envolve ativar conhecimentos prévios, ampliar o vocabulário, reconhecer estruturas linguísticas, fazer inferências e entender os usos sociais da escrita. Essas habilidades, centrais na ciência cognitiva da leitura, devem ser desenvolvidas em práticas diversificadas, com textos que os estudantes decodifiquem sozinhos e outros mais complexos mediados pelo professor.

Considerando que aprender a ler é também aprender a mobilizar competências e organizar conhecimentos disponíveis, há que se reconhecer que é indispensável que a escola desenvolva competências de leitura e ofereça:

1. Reconhecimento rápido e automático das palavras: considerado fundamental para a compreensão da leitura, resulta do conhecimento consciente dos sons da língua e da capacidade de identificar globalmente as palavras [...].

2. Ampliação do vocabulário: estudos têm sugerido a importância do desenvolvimento da consciência morfológica [...].

3. Estratégias de monitoramento da leitura: a leitura eficiente requer o desenvolvimento de habilidades metacognitivas que permitem

ao leitor pensar sobre seus próprios processos cognitivos [...].

SANTOS, Maria José dos; BARRERA, Sylvia Domingos. Competências cognitivas e compreensão de leitura. In: MALUF, Maria Regina; SANTOS, Maria José dos (org.). Ensinar a ler: das primeiras letras à leitura fluente. Curitiba: CRV, 2017. p. 87-88.

Esta coleção equilibra a autonomia dos estudantes, por meio de textos decodificáveis, com o contato mediado por diferentes gêneros textuais. Essa combinação favorece a decodificação, amplia o repertório, fortalece a compreensão leitora e os usos sociais da escrita, em consonância com a BNCC e a ciência da leitura.

Pega do lápis

A escrita manual é uma conquista da alfabetização e envolve aspectos motores que precisam ser estimulados, como a pega correta do lápis, fundamental para garantir conforto, eficiência e legibilidade. Já a pega inadequada pode causar tensão, cansaço e desmotivação, tornando necessária a intervenção do professor no acompanhamento do desenvolvimento motor.

Para que a escrita seja funcional, as crianças devem realizar movimentos gráficos com autonomia e sem esforço, o que depende da maturação neurocerebral e da motricidade fina. No início, é comum apresentar letras irregulares, uso excessivo de força, ritmo lento e postura incorreta. A grafomotricidade educa esses movimentos, favorecendo o equilíbrio da pressão, a precisão do traço e a adoção da pega adequada.

O professor deve estimular a coordenação motora fina desde a educação infantil, respeitando o ritmo de cada estudante por meio de:

Atividades de coordenação motora fina : modelagem com massa de modelar, recorte, colagem, jogos de encaixe, pinças, traçados variados, uso de lápis de cor, pincéis, giz e pintura.

Estimulação da pega trípode : lápis sustentado por polegar, indicador e médio, com inclinação confortável. Atividades lúdicas ajudam na transição das pegas imaturas (como a palmar) para a trípode funcional. Recomenda-se iniciar com lápis grossos e migrar gradualmente para os finos.

Recursos auxiliares: apoios ou adaptadores de lápis, bem como lápis triangulares ou grossos, podem facilitar o posicionamento correto dos dedos em casos de dificuldade motora.

Postura adequada: pés apoiados no chão, costas eretas, braços relaxados e papel levemente inclinado conforme a lateralidade (à direita para destros e à esquerda para canhotos), garantindo ergonomia e fluidez na escrita.

A coleção oferece orientações didáticas para o ensino da escrita manual, com propostas práticas que incluem treino sistemático de traçados, atividades de coordenação motora fina e intervenções individualizadas, favorecendo uma escrita clara, funcional e cada vez mais automatizada.

Organização para um ambiente alfabetizador

A organização da sala de aula é fundamental para a alfabetização. Um ambiente alfabetizador deve oferecer oportunidades reais de interação com a escrita, de forma significativa e contextualizada. Para isso, o espaço deve ser acolhedor e precisa ser planejado com intencionalidade, estimulando a curiosidade, a atenção, a escuta e a experimentação.

O ambiente deve ser rico em estímulos, mas sem poluição visual : recursos organizados e harmoniosos favorecem o foco, a autonomia e o envolvimento dos estudantes. Assim, os materiais expostos devem estar integrados às práticas pedagógicas, possibilitando interações significativas com a leitura e a escrita.

A educadora Magda Soares ressalta a importância de materiais para consulta e sobre o posicionamento do alfabeto em sala de aula:

[...] um cartaz ou outro suporte em que a criança veja a “chamada”, participe dela, e já vá se acostumando com a escrita dos nomes. Outro aspecto é que, quando uma criança entra na cultura da escola, tem que aprender uma série de comportamentos que são próprios desse ambiente. Por exemplo, não falar ao mesmo tempo que outros, pedir licença para falar: são os chamados “combinados”. É interessante que isso fique escrito na sala de aula, para que a professora possa remeter os combinados sempre que for necessário. E é interessante também para as crianças observarem que o que elas sugeriram oralmente à professora registra sob a forma de escrita.

Um terceiro material importante é o alfabeto inteiro na sala de aula. De princípio, uma criança ter as letras diante dela é importante para que vá se habituando com essas formas. [...].

UFMG. Magda Soares responde. Belo Horizonte: FAE: Ceale, 22 dez. 2015. Entrevista. Disponível em: https://www.ceale. fae.ufmg.br/pages/view/magda-soares-responde-5.html. Acesso em: 19 ago. 2025.

O contato com diferentes textos em ambientes organizados e ricos em estímulos favorece a construção de hipóteses sobre o sistema alfabético. Segundo Soares, um ambiente alfabetizador deve oferecer condições sociais, afetivas e materiais que possibilitem aos estudantes tornarem-se usuários competentes da linguagem escrita. É recomendado

que, na sala de aula, haja um canto de leitura onde se encontrem livros de literatura de boa qualidade e outros materiais de leitura, como artigos de divulgação científica, gibis, entre outros (UFMG. Magda Soares responde . Belo Horizonte: FAE: Ceale, 22 dez. 2015. Entrevista. Disponível em: https:// www.ceale.fae.ufmg.br/pages/view/magda-soaresresponde-5.html. Acesso em: 19 ago. 2025).

A organização da sala faz com que os estudantes reconheçam a escrita como prática social. Um espaço acolhedor e funcional favorece a concentração, o engajamento e a construção de sentidos. O arranjo das carteiras — em círculos, semicírculos, agrupamentos ou rodas — amplia a interação e a colaboração, tornando o ambiente mais dinâmico e adequado aos objetivos das atividades.

Pontes entre as disciplinas: interdisciplinaridade

No contexto educacional, há uma necessidade cada vez mais premente de integrar as disciplinas e de contextualizar os objetos de ensino de forma mais significativa. O intuito não é fundir disciplinas, mas sim contribuir para que os estudantes estabeleçam relações entre os conteúdos apresentados.

Esta coleção sugere, em diferentes momentos, aproximações entre áreas do conhecimento. No ensino de Língua Portuguesa, a diversidade de gêneros textuais favorece a articulação com outros componentes. O livro em U apresenta sugestões de integração com outras disciplinas, de acordo com os temas e gêneros de cada unidade, inspirando o planejamento interdisciplinar. Cabe ao professor ampliar essas conexões, adaptando-as à realidade da turma, aos projetos da escola e às demandas do território, fortalecendo o diálogo entre saberes e promovendo aprendizagens mais significativas e contextualizadas.

Inclusão escolar e valorização da diversidade

A inclusão escolar parte do reconhecimento da diversidade como característica das sociedades e valor a ser cultivado.

Reconhecer as diferenças enriquece a dinâmica escolar, ao considerar cada estudante como indivíduo com necessidades próprias. Em consonância com a BNCC, que prevê igualdade de oportunidades e combate à exclusão histórica de grupos marginalizados, bem como o compromisso com estudantes com deficiência e práticas pedagógicas inclusivas, esta coleção trata a diversidade como condição a ser respeitada e valorizada.

A obra apresenta textos regionais e nacionais que abordam culturas locais, patrimônios

imateriais e manifestações culturais diversas do Brasil , como contos, crônicas, cordéis, relatos e reportagens sobre tradições indígenas, afro-brasileiras, quilombolas, ribeirinhas, do sertão e do litoral. Muitos textos trazem personagens que representam explicitamente a diversidade étnico-racial brasileira retratados de forma positiva e ativa, fortalecendo a autoestima, o pertencimento e o respeito às diferenças.

As escolhas textuais e iconográficas incentivam debates sobre a equidade, a diversidade e a cidadania. Esta coleção também reconhece a importância da inclusão de estudantes com deficiência, propondo no livro em U formas de acesso aos conteúdos que respeitam ritmos e níveis de aprendizagem, com mediação e diferenciação didática. A inclusão vai além da presença física, exigindo estratégias como ambientes acessíveis, mobiliário adaptado, cantos sensoriais, flexibilização curricular e metodológica, recursos visuais, múltiplas formas de expressão e avaliação. O apoio individualizado, o uso de tecnologias assistivas (TA) e a parceria com familiares e profissionais especializados complementam as ações, favorecendo a autonomia, a autoestima e a aprendizagem de todos.

Educação inclusiva: conceito e características

A educação inclusiva é uma abordagem educacional que busca garantir que todos os estudantes, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, intelectuais, sociais ou culturais, tenham acesso à educação de qualidade no mesmo espaço escolar. De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, trata-se de uma modalidade que perpassa todos os níveis e etapas de ensino, assegurando a matrícula e a participação dos estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades/superdotação, com atendimento voltado às suas necessidades específicas (BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial: equitativa, inclusiva e com aprendizado ao longo da vida. Brasília, DF: Semesp, 2020).

Suas principais características incluem:

Acesso garantido: assegurar que todos frequentem a escola regular, evitando segregação ou atendimento isolado.

Participação efetiva : promover a interação e a cooperação entre todos os estudantes, inclusive na tomada de decisões sobre atividades e projetos.

Aprendizagem significativa : oferecer oportunidades reais de desenvolvimento cognitivo, social e emocional, respeitando ritmos e estilos de aprendizagem.

Flexibilidade pedagógica : adaptar métodos, conteúdos, tempos e recursos, para que o estudante aprenda de diferentes maneiras.

Valorização da diversidade: reconhecer as diferenças como parte natural e positiva do ambiente escolar.

Esses princípios estão alinhados à Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que garante o direito à educação em igualdade de condições e oportunidades, assegurando “sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida” (ART. 28 da Lei nº 13.146: Estatuto da pessoa com deficiência, de 06 de julho de 2015. Jusbrasil , 30 set. 2025. Disponível em https://www.jusbrasil.com. br/topicos/49549869/artigo-28-da-lei-n-13146-de-06-de-julho-de-2015. Acesso em: 29 ago. 2025).

A inclusão escolar é um direito garantido por tratados internacionais, como a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, e pela legislação brasileira, como a Lei Brasileira de Inclusão de 2015; mais do que cumprir uma obrigação legal, incluir é um compromisso ético e social que transforma a escola em um espaço mais democrático e humano.

Escolas inclusivas preparam cidadãos capazes de conviver com a diversidade, respeitar diferentes formas de ser e aprender e contribuir para uma sociedade mais justa. Ao conviverem com colegas que têm necessidades educacionais especiais (NEE), os estudantes sem deficiência desenvolvem empatia, cooperação e habilidades de resolução de conflitos. Já os estudantes, público-alvo da Educação Especial Inclusiva, se beneficiam de relações sociais mais amplas e de expectativas de aprendizagem elevadas, que estimulam seu potencial.

A inclusão não é um ato pontual, mas um processo contínuo de transformação da cultura escolar, que exige reflexão, planejamento e abertura para mudanças.

Avaliação

O processo de avaliação requer acompanhamento do que é planejado, das ações em sala de aula e da aprendizagem dos estudantes, utilizando - se instrumentos variados que permitem analisar tanto os estudantes quanto o próprio trabalho docente. Para que isso efetivamente aconteça, é necessário que o professor defina os objetivos de aprendizagem, diversificando as modalidades de avaliação (como recursos intelectuais, habilidades e características de personalidade), e leve os estudantes a refletir sobre eles, buscando superar as dificuldades.

Avaliação diagnóstica

As ações docentes, para que sejam consistentes e caminhem no sentido de proporcionar a aprendizagem, pressupõem necessariamente uma avaliação diagnóstica , ou inicial, a fim de conhecer melhor os estudantes e, por conseguinte, planejar o ensino em função das vivências e das necessidades deles.

A avaliação diagnóstica é aquela realizada no início de um curso, período letivo ou unidade de ensino, com a intenção de constatar se os alunos apresentam ou não o domínio dos pré-requisitos necessários, isto é, se possuem os conhecimentos e habilidades imprescindíveis para as novas aprendizagens. É também utilizada para caracterizar eventuais problemas de aprendizagem e identificar suas possíveis causas, numa tentativa de saná-los.

HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo: Ática, 1992. p. 16-17.

Avaliação formativa

Além da avaliação diagnóstica, é importante avaliar o processo em si. A avaliação formativa , contínua, permite ao professor rever ações e definir novas estratégias para garantir a aprendizagem.

[...] o propósito deste tipo de avaliação é formar: fazer o que for preciso para que o aluno atinja os resultados previstos, ou mesmo para modificar os objetivos, dependendo dos resultados. Ou seja, a avaliação formativa serve para corrigir rumos, rever, melhorar, reformar, adequar o ensino, de forma que o aluno atinja os objetivos de aprendizagem. Nesse sentido, ela não avalia apenas o aluno, mas usa o desempenho do aluno para avaliar a adequação e eficácia do ensino.

OLIVEIRA, João Batista de Oliveira. Aprender e ensinar Belo Horizonte: Instituto Alfa e Beto, 2008. p. 337.

A avaliação formativa pode envolver instrumentos formais (provas, testes, trabalhos, jogos, produções orais em grupo ou individuais) e/ou informais (observações, feedbacks e registros diários de interações contínuas).

Avaliação somativa

Por fim, é necessário realizar uma avaliação final somativa para verificar os resultados obtidos no processo, como os estudantes chegaram a esses resultados (percurso), o que é necessário continuar desenvolvendo e o que é preciso refazer ou deixar de fazer.

A avaliação somativa é uma decisão que leva em conta a soma de um ou mais resultados. Ela pode ser baseada numa só prova final (ou num exame vestibular ou concurso) ou no resultado

acumulado de outras provas. Observe-se que os resultados acumulados podem ser baseados em testes e outros instrumentos e resultados de avaliação formativa. O que muda é o uso que se faz da informação, e não a sua natureza.

OLIVEIRA, João Batista de Oliveira. Aprender e ensinar Belo Horizonte: Instituto Alfa e Beto, 2008. p. 340.

Avaliações nesta coleção

Esta coleção organiza de forma estruturada e intencional as etapas avaliativas de cada unidade, que se iniciam com a seção Para começar apresentando ao menos dois exercícios diagnósticos. O livro em U inclui Teste de aprendizagem com indicadores e rubricas para verificação dos níveis de aprendizagem. Esse diagnóstico identifica conhecimentos prévios dos estudantes e fornece elementos para o professor planejar suas aulas e intervenções adequadamente, respeitando a vivência e o ponto de partida de cada estudante.

Ao longo da unidade, a seção Observando para avançar , também no livro em U, propõe ao professor momentos de avaliação formativa, permitindo ajustes no percurso didático conforme as necessidades observadas. Na seção Para rever o que aprendi , ao final de cada unidade, o livro em U apresenta indicadores e rubricas para Teste de aprendizagem , agora como avaliação somativa, para analisar avanços individuais e coletivos e pontos que precisam ser retomados.

Assim, esta coleção articula instrumentos diagnósticos, formativos e somativos, oferecendo ao professor dados para acompanhar a aprendizagem e tomar decisões pedagógicas mais eficazes.

Verificação dos níveis de aprendizagem

Escrita

Os estudos de Linnea Ehri sobre o desenvolvimento da leitura, embora realizados com crianças norte-americanas, oferecem um importante referencial para compreender a aprendizagem em Língua Portuguesa. Sua teoria descreve fases baseadas no domínio das relações entre grafemas e fonemas, e não na idade. Pesquisas brasileiras confirmam que crianças falantes do português percorrem etapas semelhantes, usando pistas sonoras e visuais para avançar na leitura e na escrita (CAJAZEIRA, Ivanildo. Fluência leitora: fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Uiclap, 2023). Esse percurso, sustentado por processos cognitivos e neurobiológicos, pode ser entendido a partir de quatro fases principais:

Fase

Pré-alfabética

Parcialmente alfabética

Alfabética completa (fonética/fonêmica)

Alfabética consolidada

Leitura

Reconhecimento visual de palavras por pistas não linguísticas (formas, logos), e não com base em sons ou letras.

Uso de algumas pistas fonológicas, utilizando especialmente o som inicial ou final das palavras e iniciando o mapeamento entre grafemas e fonemas.

Segmentação da palavra em fonemas e correspondência com grafemas, permitindo a decodificação de palavras completas.

Reconhecimento rápido de palavras por padrões ortográficos maiores, como sílabas, avançando para a fluência leitora.

Rabiscos, desenhos ou letras sem relação com os sons da fala.

Representação parcial de sons — escreve apenas uma ou duas letras que representam partes da palavra.

Representação dos sons da palavra, embora possa não seguir a ortografia convencional.

Escrita de palavras de maior complexidade, respeitando as regras ortográficas.

Para apoiar o professor na identificação do estágio de cada estudante no processo de alfabetização, apresentamos dois modelos de testes de verificação dos níveis de aprendizagem da escrita. Esses instrumentos permitem avaliar, de forma prática, as estratégias e os conhecimentos já dominados, orientando um planejamento pedagógico mais preciso.

Teste de verificação da habilidade de escrita: nome próprio

Objetivo : avaliar o desenvolvimento da leitura e da escrita a partir da escrita do próprio nome. A avaliação deve continuar até que os estudantes escrevam de forma alfabética consolidada, revelando a compreensão das relações entre letras e sons, e não apenas a memorização visual.

Atividade: escrita do próprio nome, sem apoio de material complementar.

Fase do desenvolvimento de escrita

Pré-alfabética

Parcialmente alfabética

Alfabética completa

Alfabética consolidada

Descrição da escrita/leitura

Reconhece o nome pelo formato visual, sem relação entre letras e sons.

Usa algumas letras com valor sonoro percebido, geralmente inicial ou final.

Representa todos ou quase todos os sons com letras adequadas.

Escreve o nome, obedecendo à ortografia.

Evidências observáveis

Rabiscos ou desenhos no lugar das letras; letras aleatórias sem relação.

Letra inicial correta do nome, com poucas letras correspondendo aos sons reais.

Sequência de letras próxima ao modelo convencional.

Nome escrito igual ao modelo oficial, com uso de letra maiúscula inicial.

Teste de verificação da habilidade de escrita: ditado

Exemplo de escrita infantil

BATS

BEATIS

Objetivo: avaliar o nível de desenvolvimento da escrita de cada estudante por meio da escrita de palavras relacionadas às letras estudadas.

Atividade: o ditado pode ser utilizado periodicamente para acompanhar a evolução da escrita de cada estudante.

Os ditados podem avaliar a fluência leitora ao substituir imagens por palavras ditadas oralmente, que depois são lidas pelos estudantes com o acompanhamento do dedo. Dessa forma, o professor observa a precisão da escrita, a consciência fonológica, o reconhecimento das letras e a habilidade de leitura, podendo incluir frases curtas para verificar a segmentação e a compreensão letra-som.

Escrita
Beatriz

Exemplo de aplicação e interpretação da escrita por meio de ditados

Autoditado

Escreva, como souber, os nomes das figuras.

Completar com outras imagens.

Tabela de registro*

ESCRITA

* Esta tabela pode ser preenchida mensal ou periodicamente, logo abaixo da folha do autoditado dos estudantes. Marque o nível de escrita e registre observações relevantes.

Nível de escrita (marcar)

Pré-alfabético: rabiscos, desenhos ou letras aleatórias sem relação com os sons da palavra.

Parcialmente alfabético: uso de letras que representam sons, mas de forma incompleta (uma letra por sílaba, nem sempre correspondendo ao som correto).

Alfabético completo: representação fonética quase completa, alternando sílabas completas e incompletas, sequência de letras próxima ao modelo convencional.

Alfabético consolidado: representação de todas as letras necessárias, podendo haver erros ortográficos; escrita próxima ou igual ao modelo convencional.

Compreensão leitora

Observações

A compreensão leitora envolve desde o reconhecimento de letras até a fluência e o entendimento do texto, sendo essencial avaliá-la já nos anos iniciais do ensino fundamental. As fases de Linnea Ehri ajudam a compreender como a automatização da associação entre letras e sons libera atenção para o significado. A fluência, portanto, não é apenas mecânica, mas condição para a compreensão (CAJAZEIRA, Ivanildo. Fluência leitora: fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Uiclap, 2023. p. 65-66).

O professor pode analisar os estudantes segundo as rotas de leitura : logográfica (reconhecimento por pistas visuais), fonológica (decodificação de palavras novas) e lexical (reconhecimento rápido e automático). Essa classificação orienta intervenções específicas para cada perfil de leitor.

Segundo Cajazeira, a compreensão leitora envolve decodificação, vocabulário, inferências, ativação de conhecimentos prévios e monitoramento da compreensão (CAJAZEIRA, Ivanildo. Fluência leitora : fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Uiclap, 2023. p. 29-30). O autor propõe ainda uma escala de compreensão leitora como ferramenta de apoio, embora ressalte a importância de métodos qualitativos para uma avaliação mais completa:

• Insuficiente: apresenta dificuldades significativas para compreender o texto, possivelmente relacionadas a baixa fluência, velocidade, prosódia e/ou precisão na leitura.

• Básico: compreende o texto de forma geral, mas com limitações; pode apresentar dificuldades em aspectos de fluência, velocidade ou prosódia.

• Intermediário: demonstra boa compreensão do texto, com fluência, velocidade e prosódia adequadas, apresentando apenas dificuldades pontuais.

• Avançado: compreende o texto plenamente, revelando excelente desempenho em fluência, velocidade, prosódia e precisão na leitura.

ARTHUR
FUJITA

Serão apresentados dois modelos de testes de compreensão leitora: um para identificar as rotas de leitura (logográfica, fonológica e lexical) e outro baseado na escala de compreensão (insuficiente, básico, intermediário e avançado). Aplicados periodicamente, esses instrumentos permitem acompanhar a evolução da decodificação, da fluência e da compreensão, além de orientar intervenções pedagógicas específicas e alinhadas aos gêneros textuais estudados.

Teste de verificação da compreensão leitora: rotas de leitura

Objetivo: identificar a rota de leitura predominante de cada estudante (logográfica, fonológica ou lexical) e o estágio de desenvolvimento da leitura.

Atividade: apresente um texto adequado à faixa etária e aos conteúdos trabalhados. Solicite que os estudantes leiam o texto em voz alta, observando cuidadosamente como realizam a leitura.

Tabela de registro

Rota predominante

Rota logográfica: o estudante reconhece a palavra por pistas visuais ou contexto, sem decodificação fonética.

Rota fonológica: o estudante identifica e lê a palavra aplicando relações grafema-fonema, inclusive para palavras novas ou inventadas.

Rota lexical : o estudante lê de forma rápida e automática, sem hesitação, demonstrando experiência com o vocabulário.

Observações

Teste de verificação da compreensão leitora: escala de compreensão

Objetivo: avaliar a compreensão leitora. Mesmo que os estudantes ainda não leiam de forma autônoma, é possível avaliar a compreensão deles por meio da leitura feita por um terceiro, seguida de perguntas, interpretações e inferências. Assim, a avaliação independe da decodificação, permitindo identificar níveis de compreensão literal, inferencial e crítica, a fim de planejar intervenções adequadas.

Procedimentos:

1. Selecione um texto curto, adequado à faixa etária e ao nível de leitura da turma (pode ser um bilhete, uma lista, um pequeno conto ou poema).

2. Leia o texto selecionado ou um trecho do texto em voz alta para a turma. Exemplo: O gato viu o cachorro e pulou no telhado.

3. Proponha perguntas, a partir das quais seja possível identificar diferentes dimensões de compreensão: literal, inferencial e crítica. Por exemplo: O que você entendeu do trecho lido?

Tabela de registro

Nível Descrição Exemplo de resposta

Insuficiente Demonstra compreensão muito limitada ou incoerente; pode repetir palavras soltas ou dizer algo sem relação com o texto.

Básico Entende parcialmente a frase, captando apenas uma informação explícita, mas sem relação com a causa ou o sentido completo.

Intermediário Entende a ação e a causa, mas apresenta explicação simples e pouco elaborada.

Avançado

Entende a ação, a causa e consegue ampliar a explicação com inferência ou justificativa fundamentada.

O gato viu o cachorro.

Observações

O gato viu o cachorro e fugiu.

O gato fugiu do cachorro, pulando para o telhado.

O gato pulou no telhado porque estava com medo do cachorro, que poderia machucá-lo.

Os modelos apresentados são exemplos de testes que podem ser aplicados periodicamente para acompanhar a evolução dos estudantes, permitindo organizar grupos, planejar intervenções e monitorar o desenvolvimento da escrita e da compreensão leitora.

SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO

Conteúdos – 1o e 2o anos

1o ANO

UNI, DUNI, TÊ: ALFABETO E VOCÊ!

1

NO RITMO DAS PALAVRAS

2

• Apresentação pessoal

• Escrita do próprio nome

• Lista de nomes da turma

• Autorretrato

• Sons iniciais e finais das palavras

• Placas

• Alfabeto

• Trava-línguas

• Quadrinha

• Símbolos, letras e sílabas

• Boa convivência em sociedade

• Regras de convivência

• Crachá

• Produção de crachá

• Vogais e consoantes

• Letras a, e, i, o, u

• Encontros vocálicos

• Vogais nasais com til e com m e n no final de sílaba

• Entrevista

EXPLORANDO AS LETRAS

• Letras p, d, t, b, f e v

• Poema

• Conto

• Brinquedos ribeirinhos

• Texto instrucional

• Rima

• Convite

• Produção de convite para exposição

• Cantiga

3

• Recital de cantigas

• Conto de fadas

• Conto

• Poema

• Legenda em álbum de fotografias

• Letras de imprensa e cursiva, maiúscula e minúscula

• Acentos agudo e circunflexo

A VIDA É UMA FESTA!

• Letras j, l, n, m, c e r

• Cantiga

• Fotolegenda

• Mensagem instantânea

• Poema

• Convite

• Anúncio de campanha de arrecadação

• Lixo e meio ambiente

• Apresentação oral de pesquisa sobre reciclagem

• Produção de anúncio de campanha de coleta seletiva

• Adivinha

• Bilhete

• Texto informativo

• Nomes de pessoas

• Conto

• Tirinha

• Letras r ou l depois de consoante

• Poema

• Conto

• Combinados para cuidar bem dos livros

• Alfabeto maiúsculo e minúsculo

• Ordem alfabética

• Vogais e consoantes

• Produção de livro ilustrado de poemas

• Acentos agudo e circunflexo

• Palavras com f ou v

• Letra cursiva maiúscula e minúscula

• Letra de canção

• Cantiga

• Canção popular

• Paródia de canção

• Palavras com p ou b

• Sílaba

• Frase

• Amizade: respeito às diferenças

• Poema visual

• Produção de coletânea de cantigas populares

• Apresentação oral de cantigas

CONTANDO HISTÓRIAS

• Conto

• Sinais de pontuação

• Palavras com c ou g

• Sinônimos

• Reescrita de desfecho de conto

• Palavras com d ou t

• História em quadrinhos

• Produção de final de história em quadrinhos

• Cardápio

• Nomes próprios e comuns

• Apresentação oral de cena de conto

• Palavras com gu ou qu

• África em quadrinhos

• Empatia

• Palavras com l ou r depois de consoante

CONSCIENTIZAÇÃO E CONHECIMENTO

• Anúncio publicitário

• Usos de ge , gi , gue e gui

• Campanha de conscientização

• Antônimos

• Palavras com c ou ç

• Não à publicidade infantil!

• Frases afirmativa, negativa, interrogativa e exclamativa

• Produção de campanha sobre higiene bucal

• Artigo de divulgação científica

• Palavras com c e qu

• Palavras com h inicial

• Diário ficcional

• Parágrafo

• Palavras com ch , lh e nh

• Poema

• Separação de palavras

• Produção de artigo de divulgação científica

• Exposição oral sobre o artigo científico produzido

LETRAS NO CAMINHO

• Letras z , s , g , x , h , q , k, w e y

• Dígrafo gu

• Dígrafos ch, lh e nh

• Poema

• Parlenda

• Recital de parlendas

• Produção de livro de parlendas

• Alimentação saudável

• Cardápio

• Lista

• Quadrinha

• Conto

• Capa de livro

• Indicação literária

• Produção de final de história com repetição

• Conto de acumulação

EXPERIMENTOS E ARREPIOS!

• Instruções para realização de experimento

• Regras de jogo

• Palavras com m ou n

• Som nasal

• Como lidar com a ansiedade

• Aumentativo e diminutivo

• Peteca: brinquedo indígena

• Palavras de origem tupi

• Produção de tutorial de jogo

Cronograma — 1o ano

• Conto

• Pontuação em diálogo: dois-pontos e travessão

• Histórias de vidas: diversidade cultural

• A letra r em diferentes posições

• Poema

• Conto

• Palavras que indicam características

• Criação de desfecho de conto

O quadro a seguir propõe divisões do conteúdo desta obra em função do tempo.

1o BIMESTRE

Semanas: 1 a 10

Conteúdo:

• Unidade 1: Cap. 1, 2 e 3

2o BIMESTRE

Semanas: 11 a 20

Conteúdo:

• Unidade 2: Cap. 1 e 2

3o BIMESTRE

Semanas: 21 a 32

Conteúdo:

• Unidade 3: Cap. 1 e 2

4o BIMESTRE

Semanas: 33 a 40

Conteúdo:

• Unidade 4: Cap. 1 e 2

1o TRIMESTRE

Semanas: 1 a 13

Conteúdo:

• Unidade 1: Cap. 1, 2 e 3

1o SEMESTRE

Semanas: 1 a 20

Conteúdo:

• Unidade 1: Cap. 1 a 3

• Unidade 2: Cap. 1 e 2

• Unidade 3: Cap. 1

2o TRIMESTRE

Semanas: 14 a 27

Conteúdo:

• Unidade 2: Cap. 1 e 2

• Unidade 3: Cap. 1

3o TRIMESTRE

Semanas: 28 a 40

Conteúdo:

• Unidade 3: Cap. 2

• Unidade 4: Cap. 1 e 2

2o SEMESTRE

Semanas: 21 a 40

Conteúdo:

• Unidade 3: Cap. 2

• Unidade 4: Cap. 1 e 2

Habilidades da BNCC – 1o ano

O quadro a seguir traz todas as habilidades da BNCC que podem ser trabalhadas no 1 o ano.

As habilidades desenvolvidas neste volume foram elencadas no início de cada unidade, na seção Planejamento e rotina de seu livro do professor.

os campos de

HABILIDADES COMUNS DE 1o A 5o ANOS Todos

(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.

(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.

(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.

(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos.

(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.

(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.

(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.

(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis.

(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.

(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.

(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.

(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso, gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz.

(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).

(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias).

(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade.

(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e crônicas.

(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do texto na página, distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais.

(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos.

(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor.

Campo da vida cotidiana
Campo artístico-literário

Todos os campos de atuação social

HABILIDADES COMUNS DE 1O E 2O ANOS

(EF12LP01) Ler palavras novas com precisão na decodificação, no caso de palavras de uso frequente, ler globalmente, por memorização.

(EF12LP02) Buscar, selecionar e ler, com a mediação do professor (leitura compartilhada), textos que circulam em meios impressos ou digitais, de acordo com as necessidades e interesses.

(EF12LP03) Copiar textos breves, mantendo suas características e voltando para o texto sempre que tiver dúvidas sobre sua distribuição gráfica, espaçamento entre as palavras, escrita das palavras e pontuação.

(EF12LP04) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor ou já com certa autonomia, listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.

(EF12LP05) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, (re)contagens de histórias, poemas e outros textos versificados (letras de canção, quadrinhas, cordel), poemas visuais, tiras e histórias em quadrinhos, dentre outros gêneros do campo artístico-literário, considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.

(EF12LP06) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, recados, avisos, convites, receitas, instruções de montagem, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, que possam ser repassados oralmente por meio de ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

(EF12LP07) Identificar e (re)produzir, em cantiga, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-línguas e canções, rimas, aliterações, assonâncias, o ritmo de fala relacionado ao ritmo e à melodia das músicas e seus efeitos de sentido.

(EF12LP08) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, fotolegendas em notícias, manchetes e lides em notícias, álbum de fotos digital noticioso e notícias curtas para público infantil, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto.

(EF12LP09) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans, anúncios publicitários e textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil, dentre outros gêneros do campo publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF12LP10) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, cartazes, avisos, folhetos, regras e regulamentos que organizam a vida na comunidade escolar, dentre outros gêneros do campo da atuação cidadã, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF12LP11) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, fotolegendas em notícias, manchetes e lides em notícias, álbum de fotos digital noticioso e notícias curtas para público infantil, digitais ou impressos, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF12LP12) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans, anúncios publicitários e textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil, dentre outros gêneros do campo publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

(EF12LP13) Planejar, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans e peça de campanha de conscientização destinada ao público infantil que possam ser repassados oralmente por meio de ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto.

(EF12LP14) Identificar e reproduzir, em fotolegendas de notícias, álbum de fotos digital noticioso, cartas de leitor (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais.

(EF12LP15) Identificar a forma de composição de slogans publicitários.

(EF12LP16) Identificar e reproduzir, em anúncios publicitários e textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil (orais e escritos, digitais ou impressos), a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive o uso de imagens.

(EF12LP17) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, enunciados de tarefas escolares, diagramas, curiosidades, pequenos relatos de experimentos, entrevistas, verbetes de enciclopédia infantil, entre outros gêneros do campo investigativo, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF12LP18) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, sonoridades, jogos de palavras, reconhecendo seu pertencimento ao mundo imaginário e sua dimensão de encantamento, jogo e fruição.

(EF12LP19) Reconhecer, em textos versificados, rimas, sonoridades, jogos de palavras, palavras, expressões, comparações, relacionando-as com sensações e associações.

Campo da vida
cotidiana

Todos os campos de atuação social

Campo da vida pública

Campo das práticas de estudo e pesquisa

das

HABILIDADES ESPECÍFICAS DE 1O ANO

(EF01LP01) Reconhecer que textos são lidos e escritos da esquerda para a direita e de cima para baixo da página.

(EF01LP02) Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando letras/ grafemas que representem fonemas.

(EF01LP03) Observar escritas convencionais, comparando-as às suas produções escritas, percebendo semelhanças e diferenças.

(EF01LP04) Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos.

(EF01LP05) Reconhecer o sistema de escrita alfabética como representação dos sons da fala.

(EF01LP06) Segmentar oralmente palavras em sílabas.

(EF01LP07) Identificar fonemas e sua representação por letras.

(EF01LP08) Relacionar elementos sonoros (sílabas, fonemas, partes de palavras) com sua representação escrita.

(EF01LP09) Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons de sílabas iniciais.

(EF01LP10) Nomear as letras do alfabeto e recitá-lo na ordem das letras.

(EF01LP11) Conhecer, diferenciar e relacionar letras em formato imprensa e cursiva, maiúsculas e minúsculas.

(EF01LP12) Reconhecer a separação das palavras, na escrita, por espaços em branco.

(EF01LP13) Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons de sílabas mediais e finais.

(EF01LP14) Identificar outros sinais no texto além das letras, como pontos finais, de interrogação e exclamação e seus efeitos na entonação.

(EF01LP15) Agrupar palavras pelo critério de aproximação de significado (sinonímia) e separar palavras pelo critério de oposição de significado (antonímia).

(EF01LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-línguas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.

(EF01LP17) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem e legendas para álbuns, fotos ou ilustrações (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

(EF01LP18) Registrar, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, cantigas, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-línguas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

(EF01LP19) Recitar parlendas, quadras, quadrinhas, trava-línguas, com entonação adequada e observando as rimas.

(EF01LP20) Identificar e reproduzir, em listas, agendas, calendários, regras, avisos, convites, receitas, instruções de montagem e legendas para álbuns, fotos ou ilustrações (digitais ou impressos), a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros.

(EF01LP21) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, listas de regras e regulamentos que organizam a vida na comunidade escolar, dentre outros gêneros do campo da atuação cidadã, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF01LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, diagramas, entrevistas, curiosidades, dentre outros gêneros do campo investigativo, digitais ou impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

(EF01LP23) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, entrevistas, curiosidades, dentre outros gêneros do campo investigativo, que possam ser repassados oralmente por meio de ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto/finalidade do texto.

(EF01LP24) Identificar e reproduzir, em enunciados de tarefas escolares, diagramas, entrevistas, curiosidades, digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais.

(EF01LP25) Produzir, tendo o professor como escriba, recontagens de histórias lidas pelo professor, histórias imaginadas ou baseadas em livros de imagens, observando a forma de composição de textos narrativos (personagens, enredo, tempo e espaço).

(EF01LP26) Identificar elementos de uma narrativa lida ou escutada, incluindo personagens, enredo, tempo e espaço.

Campo
Campo
práticas de estudo e pesquisa
Campo artístico-literário

Matrizes de sequência didática e de rotina

As matrizes a seguir podem ser adaptadas para a realidade de sua turma/aula e usadas para organizar seu dia a dia.

Matriz de sequência didática

Item

Unidade do livro

Competências gerais da educação básica – BNCC

Competências específicas de Língua Portuguesa – BNCC

Habilidades – BNCC

Materiais necessários

Quantidade de aulas prevista

Objetivos de aprendizagem

Aula 1

Avaliação

Matriz de rotina

Etapa da rotina

Acolhida

Roda de conversa

Leitura diária

Consciência fonológica

Contato com o alfabeto

Atividade principal

Intervalo/Lanche

Atividade complementar

Fechamento

Descrição

Indique aqui o número ou o título da unidade que está sendo trabalhada.

Liste os números das competências gerais da BNCC que se relacionam à unidade.

Registre as competências específicas de Língua Portuguesa da BNCC contempladas.

Escreva os códigos das habilidades da BNCC que serão desenvolvidas.

Relacione os materiais que precisarão ser utilizados nas aulas (ex.: cartolina, revistas, tesoura, projetor etc.).

Indique o número total de aulas previstas para essa sequência didática.

Liste os objetivos a serem alcançados (ex.: compreender o gênero, planejar uma produção escrita, reconhecer a função social de um texto etc.).

Descreva aqui as atividades planejadas para a primeira aula, de acordo com o tema da unidade.

Acrescente mais linhas de acordo com a quantidade de aulas necessárias para realizar as atividades.

Indique como será feita a avaliação do trabalho (ex.: observação da participação, registro da aprendizagem, análise da produção final, engajamento nas discussões etc.).

Descrição/Orientações

Receber os estudantes de forma acolhedora; registrar a data no quadro; conversar sobre como estão; cantar uma música ou fazer uma dinâmica rápida de integração.

Espaço para diálogo: conversar sobre o dia, levantar hipóteses sobre o tema da aula, explorar oralidade e estimular a escuta atenta.

Leitura pelo professor de um texto curto (história, parlenda, poema, trava-língua, notícia adaptada etc.). Explorar título, ilustrações, previsões e inferências.

Atividades orais de manipulação de sons (ex.: identificar rimas, segmentar sílabas, contar sons iniciais/finais, jogos de aliteração). Pode incluir cantigas, parlendas e trava-línguas.

Atividades sistemáticas com letras e sons: exploração do alfabeto móvel, jogos de pareamento grafema-fonema, formação de palavras, identificação de letras no nome dos estudantes e no ambiente da sala.

Atividade ligada à unidade ou sequência didática (ex.: leitura compartilhada de um gênero, escrita coletiva, produção de cartaz, registro escrito individual).

Pausa para alimentação e recreação.

Jogos de linguagem, desenho, reconto, produção artística ou atividades de consolidação do que foi aprendido.

Revisão do que foi trabalhado no dia; retomada das descobertas dos estudantes; organização dos materiais e preparação para a saída.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

• AMATO, C. A. de la H.; BRUNONI, D.; BOGGIO, P. S. (org.). Distúrbios do desenvolvimento : estudos interdisciplinares. São Paulo: Memnon, 2018, 500 p. E-book. Livro que reúne artigos de diferentes áreas do conhecimento sobre distúrbios do desenvolvimento, incluindo aspectos médicos, psicológicos e pedagógicos.

• BAGNO, M. Nada na língua é por acaso : por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007. Discute variação, norma-padrão e propõe atividades didáticas.

• BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso . São Paulo: Editora 34, 2016. Ensaios fundamentais sobre texto, linguagem e gêneros discursivos.

• BRASIL. Lei no 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 jul. 2015. Essa lei garante os direitos das pessoas com deficiência, inclusive na educação. Orienta escolas e professores a criarem ambientes acessíveis e acolhedores, onde todos os estudantes possam aprender com dignidade e respeito.

• BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

Documento normativo que orienta definições curriculares da educação básica.

• BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada . Brasília, DF: SEB, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais -de-conteudo/publicacoes/institucionais/compromisso -nacional-crianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 14 jul. 2025. Princípios do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

• BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica . Brasília, DF: MEC, 2001. Orienta a adoção de educação inclusiva e universalização do ensino.

• BRASIL. Ministério da Educação. Orientações para a oferta de material didático complementar para os estudantes de ensino fundamental no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada Brasília, DF: SEB, 2023. Disponível em: https://www. gov.br/mec/pt-br/crianca-alfabetizada/pdf/113. DOCUMENTOORIENTACOESPARAAOFERTADEMATERI_ FlaviaCristinaPani.pdf. Acesso em: 14 jul. 2025. Parâmetros para elaboração de materiais didáticos no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

• BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC : contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov. br/images/implementacao/contextualizacao_temas_ contemporaneos.pdf. Acesso em: 21 jul. 2025.   Estabelece e classifica os TCTs.

• BRASIL. Ministério da Educação. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa . Brasília, DF: SEB, 2014. Destina-se à alfabetização em Língua Portuguesa e Matemática com quatro ações estratégicas.

• BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais : Língua Portuguesa. Brasília, DF: SEF, 1997. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seb/ arquivos/pdf/livro02.pdf. Acesso em: 19 ago. 2025. Diretrizes para o ensino de Língua Portuguesa, com foco em leitura e escrita.

• BRASIL. Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva . Brasília, DF: MEC, 2008. Disponível em: https:// portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 16 set. 2025.

Documento orientador do MEC (2008) que estabelece princípios, diretrizes e ações para a inclusão de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (transtornos do espectro autista) e altas habilidades/superdotação na rede regular de ensino.

• CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização & linguística . São Paulo: Scipione, 2006. Relaciona conhecimentos linguísticos a questões de fala, leitura e escrita.

• CAJAZEIRA, Ivanildo. Fluência leitora : fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Uiclap, 2023.

Apresenta fundamentos e orientações práticas para o ensino da leitura.

• CARINE, Barbara. Como ser um educador antirracista : para familiares e professores. São Paulo: Planeta, 2023. Propõe reflexões e orientações práticas sobre como atuar de forma antirracista na educação.

• DEHAENE, Stanislas. É assim que aprendemos : por que o cérebro funciona melhor do que qualquer máquina (ainda...). São Paulo: Contexto, 2022.

Mostra descobertas da neurociência aplicadas ao ensino e à aprendizagem.

• DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura : como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.

Evidências sobre como o cérebro aprende a ler e a importância da fonêmica.

• FARACO, Carlos Emílio; MOURA, Francisco Marto de; MARUXO JR., José Hamilton. Gramática nova . São Paulo: Ática, 2014. Utiliza notícias de jornal e de revistas, histórias em quadrinhos, anúncios publicitários e letras de música para contextualizar questões gramaticais.

• FREITAS, Gabriela Castro Menezes de. Consciência fonológica: rimas e aliterações no português brasileiro. Letras de Hoje , Porto Alegre, v. 38, n. 2, p. 155-170, jun. 2003.

Apresenta pesquisa da consciência fonológica de crianças referente à consciência de rimas e aliterações, constatando a aliteração como elemento mais significativo na aquisição da escrita.

• GARRALÓN, Ana. Ler e saber : os livros informativos para crianças. São Paulo: Pulo do Gato, 2015.

Apresenta análise sobre o papel dos livros informativos na formação leitora infantil, valorizando o diálogo entre texto e imagem.

• GERALDI, J. W. (org.). O texto na sala de aula . São Paulo: Ática, 1999.

Coletânea de textos escritos por autores renomados da área, os quais apresentam uma análise de diversos aspectos pedagógicos e sociais do ensino de Língua Portuguesa.

• GIACOMOZZI, Gilio. et al. Dicionário de gramática . São Paulo: FTD, 2004.

Dicionário gramatical com a norma-padrão e variantes adequadas a situações sociolinguísticas.

• GNS, Rosa. Mistério e terror. In: GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura infantil em gêneros . São Paulo: Mundo Mirim, 2012.

A obra reúne especialistas em literatura infantil para explorarem gêneros literários que podem ser trabalhados em sala de aula.

• HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem . São Paulo: Ática, 1992.

Discute técnicas e instrumentos de avaliação escolar.

• KLEIMAN, Angela. Oficina de leitura : teoria e prática. Campinas: Pontes, 2002.

Apresenta fundamentos e propostas para desenvolver a competência leitora.

• KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever : estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2012.

Estabelece uma ponte entre teorias sobre o texto escrito e práticas de ensino com exemplos práticos de diversos meios de comunicação.

• KOCH, Ingedore Villaça. Escrever e argumentar. São Paulo: Contexto, 2016. Apresenta estratégias argumentativas e discute como o texto se organiza para convencer o leitor, oferecendo subsídios para o ensino da produção textual na escola.

• LEAL, Telma Ferraz (org.) A oralidade na escola : a investigação do trabalho docente como foco de reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

Reúne artigos que propõem a discussão teórica sobre a oralidade na escola, apresentando estratégias didático-pedagógicas para o desenvolvimento da competência discursiva dos alunos.

• LEMLE, Miriam. Guia teórico do alfabetizador. São Paulo: Ática, 2009. Fundamentos linguísticos para apoiar a prática do professor alfabetizador.

• LÜCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar : fundamentos teórico-metodológicos. Rio de Janeiro: Vozes, 2013. Discute princípios e práticas da interdisciplinaridade na educação.

• MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008. Discorre sobre noções de língua, texto, gênero, compreensão e sentido da perspectiva da visão sociointeracionista da língua.

• MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização . Belo Horizonte: Autêntica, 2019. Propõe alfabetização lúdica com jogos, poemas e cantigas.

• MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia : ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 1998. Apresentação didática sobre a prática do ensino da ortografia.

• MORAIS, Artur Gomes de. Sistema de escrita alfabética . São Paulo: Melhoramentos, 2012. Propõe ensino sistemático da notação alfabética com leitura e escrita.

• MORAIS, José. Criar leitores : para professores e educadores. Barueri: Minha Editora, 2013. Explica como o cérebro aprende a ler e propõe estratégias pedagógicas.

• NEVES, Maria Helena de Moura. Que gramática estudar na escola? 4. ed. São Paulo: Contexto, 2017. Defende o tratamento escolar de modo mais científico no que concerne às atividades de linguagem, especificamente das atividades ligadas à gramática da língua materna.

• OLIVEIRA, João Batista Araújo e. ABC do alfabetizador Brasília, DF: Instituto Alfa e Beta, 2008. Oferece propostas metodológicas para o ensino inicial de leitura e escrita.

• OLIVEIRA, Mariângela Castilho Uchoa de; MICCAS, Camila; ARAÚJO, Catherine Oliveira de; D’ANTINO, Maria Eloísa Famá. O uso da CIF no contexto escolar inclusivo: um mapeamento bibliográfico. Revista Educação Especial , Santa Maria, v. 34, p. 1-20, 2021. DOI: 10.5902/1984686X42725. Disponível em: https://pe riodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/42725. Acesso em: 10 set. 2025. Aponta potencialidades e desafios de de utilização da CIF, mostrando como o modelo favorece um olhar funcional e contextual sobre o aluno, subsidiando a elaboração de estratégias pedagógicas mais adequadas.

• ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) . São Paulo: Edusp, 2022. Ferramenta da OMS para descrever e medir a funcionalidade humana, considerando fatores corporais, atividades, participação e contexto.

• PRIETO, Rosângela; MANTOAN, Maria Teresa. Inclusão escolar. São Paulo: Summus, 2010. Reflete sobre inclusão escolar em diálogo crítico.

• SANTOS, Maria José dos; BARRERA, Sylvia Domingos. Competências cognitivas e compreensão de leitura. In : MALUF, Maria Regina; SANTOS, Maria José dos (org.). Ensinar a ler : das primeiras letras à leitura fluente. Curitiba: CRV, 2017. Texto sobre processos cognitivos na compreensão leitora.

• SAVAGE, John F. Aprender a ler e a escrever a partir da fônica : um programa abrangente de ensino. 4. ed. Porto Alegre: AMGH, 2015. Trata do ensino pela fônica, com sugestões de atividades práticas.

• SEBASTIÁN-HEREDERO, E.; PRAIS, J. L. de S.; VITALIANO, C. R. Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) : uma abordagem curricular inclusiva. São Carlos: De Castro, 2022.

Apresenta o conceito e os princípios do DUA, defendendo um currículo planejado para atender a todos os estudantes, sem a necessidade de adaptações posteriores.

• SILVA, Carla. Neurociência para alfabetização. Maringá: SHS, 2020.

Relaciona neurociência e alfabetização, propondo práticas eficazes.

• SILVA, I.; LOPES, B. J. S.; QUADROS, S. Práticas pedagógicas inclusivas no ensino regular em colaboração com a educação especial. Revista Educação Especial , [ s. l. ], v. 37, n. 1, p. e17/1-32, 2024. DOI: 10.5902/1984686X74315. Disponível em: https://pe riodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/74315. Acesso em: 23 set. 2025.

Analisa como professores do ensino regular e da educação especial estão colaborando para desenvolver práticas inclusivas que favoreçam a aprendizagem de estudantes definidos como público-alvo da educação especial.

• SOARES, Magda. Alfabetização : a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2018.

Analisa métodos de alfabetização e propõe abordagem equilibrada.

• SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura . Tradução: Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 1998.

Propõe estratégias construtivistas para a aprendizagem da leitura.

• TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação : uma proposta para o ensino de gramática. São Paulo: Cortez, 2006.

Defende ensino da gramática como prática interativa e textual.

• UFMG. Magda Soares responde . Belo Horizonte: FAE: Ceale, 22 dez. 2015. Entrevista. Disponível em: https:// www.ceale.fae.ufmg.br/pages/view/magda-soares -responde-5.html. Acesso em: 19 ago. 2025. Entrevista sobre alfabetização e letramento.

• UNESCO. Manual para garantir inclusão e equidade na educação . Paris: Unesco, 2019. Disponível em: https:// unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000370508. Acesso em: 23 set. 2025.

Propõe diretrizes e estratégias para que sistemas educativos assegurem oportunidades de aprendizagem justas para todos, superando barreiras relacionadas à diversidade.

• VITAL, Andréa Aparecida Francisco; MICCAS, Camila; D’ANTINO, Maria Eloísa Famá. Avaliação de alunos com Síndrome de Down da rede municipal de ensino regular do fundamental I pelo Protocolo para Avaliação de Escolares com Deficiência Intelectual (PAEDI) . 2015. Dissertação (Mestrado) – Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2015. Disponível em: https://bdtd. ibict.br/vufind/Record/UPM_d560dfd7751c45e8c8ce4f d0255f2912. Acesso em: 10 set. 2025.

O estudo apresenta indicadores sobre habilidades cognitivas, motoras e sociais, oferecendo referências para o planejamento de intervenções pedagógicas mais efetivas e personalizadas.

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