Este livro é o apaixonante percurso de uma analista formulando em palavras as imagens espontâneas que atravessam o seu aparelho de pensar/fotografar em uma sessão de psicanálise. O que as imagens estão querendo dizer? Carolina Paixão prepara a sua câmera para captar imagens do inconsciente, desejos, expectativas, angústias e defesas. Hospeda o paciente em uma sala agradável e o convida a entrar no enquadre interno da analista. Cria o foco de sua escuta flutuante com a ajuda de Bion, Green, Ogden, Ferro, Civitarese e muitos outros autores. Então nos revela direitinho como aprendeu a captar e a transformar imagens em palavras: sua rêverie escapa aos caminhos excessivamente limitados da razão. Elisa Maria de Ulhôa Cintra série
PSICANÁLISE CONTEMPORÂNEA
O sonhar compartilhado em análise
Carolina Paixão
O sonhar compartilhado em análise Rêverie e fotografia na escuta clínica
PSICANÁLISE
Psicanalista. Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), tem especialização em Clínica Psicanalítica pelo Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB/UFRJ), mestrado em Psicologia Clínica pela PUC-Rio, doutorado em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Membro do Laboratório Interinstitucional de Estudos da Intersubjetividade e Psicanálise Contemporânea (LIPSIC – IPUSP/PUC-SP). Atende em consultório particular na cidade do Rio de Janeiro. Constantemente fotógrafa, com ou sem câmera, nas horas vagas e também nas horas cheias.
Paixão
Carolina Paixão
O sonhar compartilhado em análise impressiona pela maturidade da autora em seu livro de estreia e traz o impacto de um estilo que marca o leitor do início ao fim. Com base em casos clínicos que se destacam por sua riqueza, ela examina as funções das imagens mentais que se apresentam ao analista em seus aspectos simbolizantes e defensivos. A articulação entre imagem mental e filosofia da fotografia incrementa a elaboração do pensamento clínico, oferecendo um novo vocabulário para pensar o estatuto da imagem na situação analisante. Têm valor de lição a coragem e o tato com que a autora apresenta a intimidade de suas dificuldades, pensamentos e rêveries, algo nada comum nas publicações de analistas brasileiros.
Octavio Souza
Coord. Flávio Ferraz
PSICANÁLISE
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