Vieira Marcela convida o leitor para uma con versa-passeio sobre a clínica de crian ças. Como uma andarilha, ela abre caminhos, atravessa fronteiras e amplia perspectivas para pensar.
Marcela Carolina Schild Vieira
Neste livro, a autora aborda uma questão alarmante da sociedade contemporânea: a medicalização excessiva e, muitas vezes, indiscriminada na infância. Comportamentos e processos naturais são tratados como patológicos, é preciso observar: as crianças estão vivenciando seu pleno desenvolvimento ou respondendo à sobrecarga do complexo modelo atual de existência? Quando poderão simplesmente brincar, explorar e criar? Com escrita clara, argumentos sólidos e éticos, o livro é uma leitura essencial para pais, educadores, profissionais da saúde e do direito, interessados pelo tema infância. Renato Mezan
PSICANÁLISE
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PSICANÁLISE
Como psicanalista de crianças, Marcela Carolina Schild Vieira é reconhecida por sua sensibilidade e inventividade. Como pesquisadora, destacou-se com um estudo sobre a noção de espelho em Lacan e Winnicott. Em seu doutorado em Psicologia Clínica pela PUC-SP, defendeu a tese de que os dez anos em que Freud atendeu no hospital infantil de Viena influenciaram profundamente sua teoria da sexualidade infantil.
Freud pediatra
Psicanalista e psicóloga. Doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e mestra em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP). Com extensa experiência institucional e em serviços multidisciplinares da rede pública. Atendimento à crianças, adolescentes, adultos e famílias desde de 2005.
Marcela Carolina Schild Vieira
Freud pediatra
A experiência com crianças na origem da psicanálise e suas ressonâncias na contemporaneidade
São caminhos inéditos e “desacostu mados”, parafraseando Manoel de Barros. Sua narrativa é sensível e deli cada, traz experiências, relatos clínicos e conjeturas históricas que conversam com a criança que habita em cada um de nós. Durante seu percurso, ela traça paralelos históricos entre o trabalho de Freud com crianças e a atualidade, tempos permeados pela violência que atravessam as margens da infância. É sobre estas brasas que a autora caminha. Seu trabalho assemelha-se ao de uma catadora de fragmentos perdidos, cartas esquecidas e impressões sensíveis, que aos poucos ocupam o lugar dos vestígios, dos restos e das cinzas. Paulina Schmidtbauer Suzana Boxwell
28/07/2025 16:03:39