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Colaboradora
Fernanda de Barros Machado Borges
Bingo!
É psicanalista, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). Doutora pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em 2015, foi laureada com o Prêmio Durval Marcondes no XXV Congresso Brasileiro de Psicanálise pelo trabalho Contribuições para uma teoria sobre a constituição do supereu cruel. Publicou pela Blucher Diálogos sobre a clínica psicanalítica (2016), Neurose e não neurose (2ª edição, 2019), Novos diálogos sobre a clínica psicanalítica (2019), Transferência e contratransferência (2ª edição, 2020), A posteriori, um percurso (2020) e Notas sobre a aptidão à felicidade (2023).
Minerbo
Marion Minerbo
Apesar de já conhecer a capacidade de Marion Minerbo mergulhar no universo subjetivo de cada paciente, os ateliês deste volume me surpreenderam. Passo a passo, fui conduzida a reconhecer configurações psíquicas pouco usuais na clínica. Em “Bingo!”, vemos uma paciente que apresenta elementos de um funcionamento perverso. Em “Uma paciente bem resolvida?”, Maria se apresenta como um falso self do tipo “pseudomaduro”. No terceiro, descobrimos que Melissa está escondida – mas desesperada para ser encontrada – atrás de um “avatar de pessoa normal” com o qual disfarça a certeza de ser um fracasso. Três perfis psicopatológicos, três articulações teórico-clínicas, três apreensões do campo transferencial que revelam o esforço necessário para dar sentido à clínica.
Marion Minerbo
Bruna Paola Zerbinatti
Bingo! Marion Minerbo
5 Volume 5
No primeiro ateliê, você vai conhecer Rita, jogadora compulsiva para quem a análise é um cassino. Acredita que terá sorte e levará o prêmio grande: o analista. Age a identificação com um adulto que, sob o álibi de cuidar da criança, faz dela um uso perverso. Em seguida, veremos Maria, cuja performance transferencial (inconsciente) de pessoa bem-resolvida quase convencia a analista. Descobrimos a pseudomaturidade do “bebê sábio” e o sofrimento de não poder integrar sua vulnerabilidade. No terceiro ateliê enfrentamos o desafio de como tocar Melissa, uma paciente em carne viva. Como outros melancólicos, ela se envergonha de ser quem é e preferia não ter nascido. Pudemos reconhecer as características tanáticas do vínculo no qual ela precisou se constituir.
Marion Minerbo
11/07/2025 16:30