27 de Janeiro de 2026
NOTIMP: 027 de 27/01/2026.
O Noticiário de Imprensa da Aeronáutica (NOTIMP) apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.
MATÉRIAS COMANDO
JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
JORNAL O GLOBO
SBT
JORNAL VALOR ECONÔMICO
CNN BRASIL
PORTAL AEROIN
PORTAL METROPÓLES (DF)
OUTRAS MÍDIAS
Matérias não publicadas no Portal da Força Aérea Brasileira







Coreia do Norte dispara míssil balístico na direção do Mar do Japão Lançamento, o segundo do tipo em janeiro, foi detectado pelo Japão e pela Coreia do Sul Redação - Publicada em 27/01/2026 06:24
A Coreia do Norte disparou, nesta terça-feira, 27, ao menos um míssil balístico na direção do Mar do Japão; o lançamento foi detectado pelo Ministério da Defesa japonês e pelo Estado-Maior Conjunto sulcoreano.
O lançamento acontece após a Coreia do Norte ter ameaçado responder aos supostos voos de drones de vigilância sul-coreanos através da fronteira, um no início de janeiro e outro em setembro. Seul negou as operações e informou ter iniciado uma investigação para apurar se civis haviam enviado os drones ao país.
Este é o segundo teste de armamento que Pyongyang faz neste mês de janeiro, após uma salva de mísseis lançada antes da visita do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, à China para uma reunião de cúpula.
A Coreia do Norte intensi cou os testes de mísseis nos últimos anos. Analistas a rmam que Pyongyang tenta melhorar a precisão dos ataques, em resposta aos governos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, ao mesmo tempo que testa as armas antes de exportá-las à Rússia.
Nas próximas semanas, Pyongyang deve organizar um congresso do partido, o primeiro em cinco anos. Antes da reunião, o líder Kim Jong Un ordenou a expansão e modernização da produção de mísseis do país.
No início deste mês, a Coreia do Norte a rmou ter realizado voos de teste com mísseis hipersônicos. Em dezembro, Pyongyang testou o que chamou de mísseis de cruzeiro estratégicos de longo alcance e novos mísseis antiaéreos, além de divulgar fotos que mostram a construção do primeiro submarino de propulsão nuclear do país.

Tempestade nos EUA provoca maior volume de cancelamentos desde a pandemia e afeta 107 voos no Brasil
Levantamento mostra que o colapso na malha aérea americana provocou 42 cancelamentos e 65 atrasos em rotas ligando Guarulhos e Galeão aos Estados Unidos nos últimos quatro dias
Filipe Vidon - Publicada em 26/01/2026 17:31
A tempestade de inverno que paralisou a costa leste e atingiu parte do sul dos Estados Unidos neste m de semana teve um impacto direto na malha aérea brasileira, com 107 voos com origem ou destino no país afetados. O colapso atingiu seu ápice no domingo, dia que se consolidou como o epicentro do "apagão aéreo". Em um intervalo de 24 horas, passageiros no Brasil e nos EUA enfrentaram 19 cancelamentos de voos e outros 27 atrasos críticos, isolando temporariamente as principais rotas entre as Américas.
Segundo levantamento realizado pelo GLOBO, monitorando as operações nos aeroportos de Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e nos quatro principais terminais americanos que conectam os países, foram 42
cancelamentos totais e 65 atrasos signi cativos entre a última sexta-feira (23) e a manhã desta segunda-feira (26).
Os dados apurados mostram como o efeito da tempestade "migrou" e se intensi cou ao longo do m de semana conforme a tempestade piorava.
O sinal de alerta soou na sexta-feira, ainda de forma tímida, com cinco cancelamentos. No entanto, o sábado (24) marcou o início do efeito cascata. O Aeroporto de Guarulhos registrou quatro cancelamentos de partidas, mesmo número do Galeão naquele dia, re etindo problemas iniciais em centros de conexão especí cos nos EUA, como Dallas.
Foi no domingo, contudo, que a situação se tornou crítica em São Paulo. Com a intensi cação da neve em Nova York e o congelamento de pistas no Sul dos EUA, o Aeroporto de Guarulhos viu 11 voos serem cancelados em um único dia. Na ponta americana, o aeroporto JFK, em Nova York, travou suas operações para o Brasil, registrando quatro cancelamentos diretos na rota, enquanto Dallas e Atlanta operavam com restrições severas.
Nesta segunda-feira (26), os números indicam uma lenta retomada, mas a "ressaca operacional" persiste. Até a última atualização da reportagem, foram contabilizados cinco cancelamentos em Guarulhos, re exo de aeronaves que não conseguiram decolar dos EUA na noite anterior para cumprir a rota de retorno.
Para entender a dimensão do problema, é preciso olhar além do voo direto. O sistema de aviação americano opera no modelo de hubs, ou seja, grandes centros de distribuição de voos. Foi nesse ponto que o passageiro brasileiro mais sofreu.
Companhias americanas como American Airlines, Delta e United viram seus aviões carem literalmente "presos" na neve em seus aeroportos-base (Dallas, Atlanta e Newark/Houston, respectivamente). Sem conseguir tirar as aeronaves do solo nos EUA, os voos de volta que partiriam do Brasil foram cancelados por falta de equipamento.
Além disso, há um número não estimado de brasileiros que tenham cado retidos no meio do caminho. Passageiros que conseguiram embarcar do Brasil para destinos como Miami (onde o clima permitia pousos) tiveram seus voos de conexão cancelados para o destino nal na costa leste americana.
Geogra a do caos
A segunda-feira amanheceu nos Estados Unidos ainda sob o efeito do colapso aéreo: até as 10h da manhã, o monitoramento do FlightAware contabilizava cerca de 4 mil voos suspensos e mais de 2 mil atrasados dentro do país. Segundo o secretário de Transporte dos EUA, Sean Du y, o domingo foi o dia com o maior volume de cancelamentos de voos desde março de 2020, marco inicial da pandemia de Covid-19.
Se no m de semana os aeroportos de Atlanta, Dallas e Charlotte concentraram os cortes, na segundafeira o problema migrou para o Nordeste. O Aeroporto Logan, em Boston, teve cerca de 60% de suas partidas suspensas, enquanto os terminais da área de Nova York (JFK, La Guardia e Newark) perderam metade de suas decolagens.
Apesar dos transtornos, há otimismo por uma recuperação acelerada. O m de janeiro, tradicionalmente um período de baixa temporada, oferece às companhias aéreas mais exibilidade e recursos para realocar aeronaves do que em épocas de feriados. Em entrevista à CNBC, Sean Du y a rmou que a expectativa é de retorno à normalidade até a quarta-feira.
Em nota, o Rio galeão con rmou que, de sexta-feira até domingo, dia 25, registrou o cancelamento de sete voos com origem ou destino aos Estados Unidos, em razão das condições meteorológicas em cidades como Atlanta, Dallas, Nova York e Houston.
A tempestade despejou mais de 30 centímetros de neve em pelo menos 19 estados americanos, do Novo México ao Maine, de acordo com dados preliminares do Serviço Nacional de Meteorologia. Pelo menos 25 mortes foram relatadas em todo o país, incluindo várias por hipotermia e emergências médicas relacionadas à remoção da neve. Ao menos outras nove mortes estão sendo investigadas para determinar se estão ligadas à tempestade. Cerca de 700 mil residências e empresas caram sem energia elétrica nesta segunda-feira por causa da tempestade, e mais de 70 milhões de pessoas ainda estão sob alerta de frio extremo.
Um mês após foguete explodir no MA, empresa sul-coreana e Cenipa iniciam investigação para apurar falhas no lançamento
Aeronave explodiu após decolar do Centro de Lançamento de Alcântara, em dezembro de 2025
Redação - Publicada em 26/01/2026 18:49
A empresa sul-coreana Innospace anunciou nesta segunda-feira que iniciou uma investigação em parceria com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) para averiguar o que motivou as falhas no lançamento do foguete HANBIT-Nano. A aeronave explodiu após decolar do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, em 22 de dezembro. Não havia tripulantes e o incidente não deixou feridos.
Subordinado à Força Aérea Brasileira (FAB), o Cenipa é a autoridade responsável por investigar acidentes aeronáuticos e espaciais no Brasil. No dia 12 de janeiro, o órgão emitiu um comunicado o cial classi cando o lançamento do HANBIT-Nano como um incidente , e não como um acidente .
Antes do início da apuração do que motivou a falha, o Cenipa noti cou formalmente a Innospace para informar que a investigação não "determinará responsabilidade legal, culpa ou obrigações jurídicas, mas identi cará tecnicamente a causa do evento e aprimorará a segurança e as taxas de sucesso de lançamentos futuros".
A averiguação será conduzidas com base nas análises realizadas pela FAB imediatamente após a decolagem. Segundo o Cenipa, o processo envolve uma revisão abrangente dos dados de telemetria e rastreamento do voo, dos dados dos sistemas de solo e dos registros de lançamento e operações. O objetivo é avaliar de forma objetiva a sequência de decolagem e identi car fatores que contribuíram para a falha.
Com planos de outros lançamentos em solo brasileiro em vista, a Innospace aguardará a nalização da investigação conjunta para fechar o cronograma do próximo lançamento, que deverá prosseguir após a obtenção da autorização da Administração Aeroespacial da Coreia (KASA).
Em comunicado direcionado aos acionistas, Soojong Kim, CEO da Innospace, a rmou que o Brasil encontrava-se em um período de recesso de Natal e férias de verão, o que "limitava a disponibilidade de instituições e especialistas espaciais". Procurada, o Cenipa não respondeu ao questionamento do GLOBO.
"Essa investigação conjunta examinará de forma abrangente os dados de voo do veículo lançador, os dados das instalações em solo e os registros operacionais, a m de identi car objetivamente quais eventos ocorreram e por quais causas ao longo de todo o processo de lançamento", a rmou Soojong.
Lançamento frustrado
Aguardado para ser o primeiro lançamento comercial de foguete no Brasil, o sucesso do HANBIT-Nano durou pouco. Aproximadamente 30 segundos após a sua decolagem, foi detectada uma anomalia. O foguete explodiu ainda no ar e foi trazido de volta ao solo de forma segura, sem pessoas feridas ou danos nas instalações da CLA.
A Operação Spaceward contou com a participação de 400 pro ssionais e marcou a estreia do Brasil como base para decolagens espaciais privadas. Com a iniciativa, o país tenta conseguir espaço em um mercado dominado por Estados Unidos, China e Europa. Este é o principal motivo para a Agência Espacial Brasileira não ter considerado a missão negativa apesar das falhas.
"Eventos dessa natureza fazem parte do processo de desenvolvimento tecnológico na atividade espacial, sendo fundamentais para o aprendizado, a evolução dos sistemas e o aumento da con abilidade em futuras missões", destacou o órgão, em nota sobre a operação.
Classi cado como um foguete lançador, o Hanbit-Nano foi desenvolvido para colocar em órbita cargas de até 90 quilos. Durante a Operação Spaceward, a aeronave transportava cinco satélites e três experimentos, todos desenvolvidos por pesquisadores brasileiros e indianos. A carga, que explodiu com a queda do foguete, incluía também mensagens de alunos da rede pública do Maranhão.
Um dos satélites perdidos é o Jussara-K, desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O dispositivo foi desenvolvido para coletar dados ambientais em regiões de difícil acesso. Já o SpaceLab, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), contava com dois no foguete, o FloripaSat-2A e o FloripaSat-2B. Esses dois dispositivos iriam validar em órbita tecnologias criadas em laboratório.
Outro item levado pela aeronave era o Sistema de Navegação Inercial (SNI), uma tecnologia desenvolvido por encomenda da AEB a empresas brasileiras, que também seria testada no espaço. O dispositivo prometia determinar com precisão a velocidade, a posição e a atitude do veículo durante a trajetória, garantindo maior controle e e ciência. Entre outros sistemas também transportados, estava a carga internacional Solaras-S2, um módulo de comunicações de observação de atividade solar fabricado pela empresa indiana Grahaa Space.

Chefes militares apresentaram a Lula proposta de investimentos em defesa de R$ 800 bi em 15 anos
Discussão ocorreu na esteira dos ataques dos Estados Unidos à Venezuela, vistos como um precedente perigoso para a fronteira nacional
Marcela Mattos - Publicada em 26/01/2026 13:26
O presidente Lula e os comandantes das Forças Armadas se reuniram no último dia 15 para debater a crise na Venezuela e as necessidades de investimentos em defesa nacional a longo prazo.
No encontro, Lula e os chefes das Forças Armadas avaliaram que a ação capitaneada pelo presidente Donald Trump traz um alerta sobre os riscos à soberania nacional e a necessidade de ter um sistema de defesa robusto o su ciente para defender e prevenir ataques similares em solo brasileiro.
Participaram da conversa os comandantes do Exército, Tomás Paiva, da Marinha, Marcos Olsen, e da Aeronáutica, Marcelo Damasceno, além do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. A pedido do próprio
presidente, foram discutidos quais projetos estratégicos seriam necessários para o país.

O SBT News apurou junto aos participantes que cada chefe militar apresentou uma lista de prioridades, passando pelas di culdades mais urgentes, como o sucateamento de equipamentos e a falta de combustível, até projetos ambiciosos de defesa nacional.
Conforme os cálculos preliminares, seria necessário um investimento de cerca de R$ 800 bilhões entre 2025 e 2040 para se chegar a um padrão ideal uma cifra muito acima de qualquer patamar já experimentado no país.
No m do ano passado, o Congresso Nacional deu um fôlego ao orçamento da Defesa ao aprovar um projeto que dribla as regras scais para permitir um gasto de R$ 30 bilhões no setor ao longo de seis anos. Nos bastidores, representantes das Forças Armadas defendem soluções extraorçamentárias para diminuir o "hiato tecnológico" enfrentado pelo Brasil em relação às nações mais equipadas.
Um dos focos de preocupação está no avanço das tecnologias de drones, que já contam com armamentos acoplados e sistemas de inteligência arti cial. Lula ouviu dos chefes militares o apelo, por exemplo, para que haja um robustecimento de sistemas de proteção antiaérea. A medida, eles dizem, é o que dá condições para a Ucrânia resistir por tanto tempo aos ataques vindos da Rússia.
Lula acolheu os pedidos, mas evitou se posicionar. Entre os militares, a expectativa é a de que novos encontros devem acontecer para debater mais investimentos para as Forças Armadas.

GE Aerospace e Força Aérea Brasileira assinam acordo de assistência técnica
O acordo prevê suporte técnico adicional, serviços de treinamento e defesa para os motores F414GE-39E, que equipam os jatos SAAB JAS-39E
Cristian Favaro - Publicada em 26/01/2026 13:32
A GE Aerospace anunciou nesta segunda-feira (26) a assinatura de um acordo de assistência técnica com a Força Aérea Brasileira (FAB) que permitirá ao Brasil receber suporte técnico adicional, serviços de treinamento e defesa para os motores F414-GE-39E. Os motores equipam os jatos SAAB JAS-39E utilizados pela FAB.
Em nota, a GE disse que o acordo determina que a FAB terá acesso a dados técnicos e a serviços essenciais para dar suporte à integração, operação, teste e manutenção dos motores F414-GE-39E.
A GE Aerospace cará responsável por ministrar programas de treinamento abrangentes, prover materiais técnicos e representação local para ampliar a capacidade de prontidão e capacidade de manutenção dos motores da FAB. A empresa MDS Aero Support Corporation também contribuirá para serviços de bancos de teste e desenhos de equipamentos.
Este acordo é mais um capítulo da longa relação entre a GE Aerospace e a Força Aérea Brasileira. Ao oferecermos treinamento de última geração e suporte técnico à FAB, nós contribuiremos para o sucesso operacional da frota Gripen e ampliaremos a capacidade de defesa do Brasil a rmou Asha Belarski, gerente-geral de suporte ao cliente da área de Defesa & Sistemas da GE Aerospace, em nota.
Em 2025, a FAB celebrou os 50 anos da incorporação do F5 à frota nacional modelo que é equipado com o motor J85, também fabricado pela GE Aerospace.
A GE Aerospace também tem um acordo de assistência técnica com as Forças Armadas Brasileiras para o motor T700, que equipa os helicópteros Sikorsky UH-60 Black Hawk.
Todos estes acordos estão em conformidade com a Regulamentação sobre Trá co Internacional de Armas (ITAR, na sigla em inglês), que garante que todas as transferências de dados técnicos e de serviços de defesa são autorizadas e controladas.

Empresa sul-coreana inicia investigação para apurar falhas em foguete no MA
Apuração será feita de forma conjunta com órgãos do Governo brasileiro; Força Aérea Brasileira classi ca a ação como `incidente`, e não como um acidente .
Khauan Wood, Rafael Saldanha - Publicada em 26/01/2026 12:48
A empresa sul-coreana INNOSPACE anunciou que iniciou uma investigação conjunta com o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos), nesta segunda-feira (26), para apurar as falhas no lançamento do lançamento comercial do HANBIT-Nano no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.
Em comunicado o cial emitido em 12 de janeiro, o Cenipa classi cou o lançamento do como um incidente , e não como um acidente . Antes do início da investigação, o órgão noti cou formalmente a empresa de que o objetivo da apuração não é determinar responsabilidade legal, culpa ou obrigações jurídicas, mas identi car tecnicamente as causas e aprimorar a segurança e as taxas de sucesso de lançamentos futuros.
Em coordenação com a FAB (Força Aérea Brasileira), o processo será conduzido com base nas análises iniciais realizadas imediatamente após o lançamento. O processo envolve uma revisão dos dados de telemetria e rastreamento do voo, dos sistemas de solo e dos registros de lançamento e operações, para avaliar a sequência da operação e identi car as falhas.
O cronograma da próxima tentativa será de nido com base nos resultados da investigação. Após a conclusão da investigação e a implementação das medidas corretivas, a empresa planeja prosseguir com a decolagem.
Em uma carta enviada aos acionistas da empresa, o CEO Kim Soo-Jong, detalhou o status e os objetivos da investigação. Ele destacou que, apesar da falha no lançamento em dezembro, "os dados de instrumentação coletados durante o voo e os dados de recepção em solo são ativos técnicos inestimáveis para a empresa". Ele também disse que é "difícil con rmar um cronograma de lançamento subsequente neste momento", devido a necessidade de melhorias tecnológicas e da variação do tempo de análise da causa raiz do problema.
Relembre o lançamento
O lançamento do foguete sul-coreano, HANBIT-Nano, foi frustrado após explosão da aeronave na noite de 22 de dezembro de 2025, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Após o lançamento, uma nuvem de fogo se formou em volta do foguete. Segundo a Força Área Brasileira, após a saída da plataforma, "o veículo iniciou sua trajetória conforme o previsto. No entanto, houve uma anomalia no veículo que o fez colidir com o solo", diz trecho da nota o cial.
Lançamento do foguete chegou a ser adiado antes da explosão. Falhas em lançamentos de foguetes são comuns em voos de novas iniciativas. O voo iria marcar o primeiro lançamento de foguete orbital ao espaço em território brasileiro. A parceria inédita entre o Brasil e uma empresa privada para um lançamento de um foguete, marca um avanço para novas missões espaciais brasileiras. A última vez que o Brasil tentou lançar um foguete orbital, ou seja, entrar na órbita do espaço, foi em 1999.
O que é o HANBIT-Nano
O HANBIT-Nano é um veículo lançador orbital de dois estágios, projetado para colocar até 90 quilos de carga útil em uma órbita de aproximadamente 500 quilômetros de altitude. O desenvolvimento do foguete envolveu 247 pro ssionais, dos quais 102 engenheiros atuaram diretamente nas áreas de pesquisa e desenvolvimento. O veículo tem 21,8 metros de altura, 1,4 metro de diâmetro e integra uma nova geração de lançadores de pequeno porte, voltados para missões mais ágeis, econômicas e de alta con abilidade.

Para
suporte e treinamento relativo aos motores do caça Gripen, Força Aérea Brasileira contrata a GE Aerospace
Murilo Basseto - Publicada em 26/01/2026 11:29
A GE Aerospace anunciou hoje, dia 26 de janeiro, a assinatura de um Acordo de Assistência Técnica (AAT) com a Força Aérea Brasileira (FAB), que permitirá ao Brasil receber suporte técnico adicional, serviços de treinamento e defesa para os motores F414-GE-39E, que equipam os jatos SAAB JAS-39E Gripen utilizados pela FAB.
O acordo determina que a FAB terá acesso a dados técnicos e a serviços essenciais para dar suporte à integração, operação, teste e manutenção dos motores F414-GE-39E. A GE Aerospace cará responsável por ministrar programas de treinamento abrangentes, prover materiais técnicos e representação local para ampliar a capacidade de prontidão e capacidade de manutenção dos motores da FAB. A empresa MDS Aero Support Corporation também contribuirá para serviços de bancos de teste e desenhos de equipamentos.
Este acordo é mais um capítulo da longa relação entre a GE Aerospace e a Força Aérea Brasileira. Ao oferecermos treinamento de última geração e suporte técnico à FAB, nós contribuiremos para o sucesso operacional da frota Gripen e ampliaremos a capacidade de defesa do Brasil, a rmou Asha Belarski, gerente geral de suporte ao cliente de área de Defesa & Sistemas da GE Aerospace.
Além disso, em 2025, a FAB celebrou os 50 anos da incorporação do caça F5 à frota nacional, modelo que é equipado com o motor J85, também fabricado pela GE Aerospace. A GE Aerospace também tem um Acordo de Assistência técnica com as Forças Armadas Brasileiras para o motor T700, que equipa os helicópteros Sikorsky UH-60 Black Hawk.
Todos estes acordos estão em conformidade com a Regulamentação sobre Trá co Internacional de Armas (ITAR, na sigla em inglês), que garante que todas as transferências de dados técnicos e de serviços de defesa são autorizados e controlados.
Após a queda do foguete Hanbit-Nano no Maranhão, Innospace realiza investigação conjunta com o CENIPA
Murilo Basseto - Publicada em 26/01/2026 12:23
A empresa sul-coreana INNOSPACE anunciou hoje, dia 26 de janeiro de 2026, que iniciou uma investigação conjunta com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), a autoridade investigativa da Força Aérea Brasileira (FAB), referente ao primeiro lançamento comercial de seu veículo lançador, o foguete HANBIT-Nano.
A investigação conjunta abrange a missão SPACEWARD, realizada em 22 de dezembro de 2025, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O CENIPA é a autoridade de investigação de acidentes aeroespaciais, responsável por conduzir análises cientí cas de incidentes envolvendo aeronaves e veículos lançadores de acordo com os padrões internacionais. Em um comunicado o cial emitido em 12 de janeiro, o CENIPA classi cou o lançamento do HANBIT-Nano como um incidente , em vez de um acidente .
Antes de iniciar a investigação, o CENIPA noti cou formalmente a INNOSPACE que o objetivo da investigação não é determinar responsabilidade legal, culpa ou imputação, mas identi car tecnicamente a causa do evento e melhorar a segurança e as taxas de sucesso em lançamentos futuros.
A investigação conjunta será conduzida com base em análises iniciais realizadas imediatamente após o lançamento em coordenação com a Força Aérea Brasileira. O processo inclui uma revisão abrangente de dados de telemetria e rastreamento do voo, dados dos sistemas terrestres e registros operacionais e de lançamento para avaliar objetivamente a sequência do lançamento e identi car fatores contribuintes.
Os dados de telemetria e rastreamento de voo obtidos durante a missão representam ativos técnicos valiosos para o avanço da nossa tecnologia de veículos lançadores, a rmou Soojong Kim, fundador e CEO da INNOSPACE. Ao integrar os dados obtidos neste voo com os achados da investigação conjunta, aperfeiçoaremos ainda mais a maturidade técnica, a con abilidade e a taxa de sucesso das missões do veículo lançador HANBIT.
O cronograma para o próximo lançamento será nalizado com base no resultado da investigação, juntamente com a de nição do escopo das melhorias técnicas e dos planos de validação. Após a conclusão da investigação e a implementação das medidas corretivas, a INNOSPACE planeja avançar com o próximo lançamento após obter a autorização de lançamento da Administração Aeroespacial da Coreia (KASA).
Durante a missão HANBIT-Nano, o veículo lançador decolou às 22h13 em 22 de dezembro de 2025. Aproximadamente 30 segundos após a decolagem, uma anomalia foi detectada e o foguete caiu dentro da área de segurança pré-determinada. Segundo a INNOSPACE, a missão foi concluída com segurança, de acordo com os protocolos de segurança previamente estabelecidos. Não foram relatados feridos ou danos adicionais às instalações.

Lula amplia apelo por reforma na ONU após Conselho de Paz de Trump
Após proposta dos EUA para Gaza, Lula reforça pedido por mudanças no Conselho de Segurança da ONU e leva pauta a líderes globais
Daniela Santos, Alice Groth - Publicada em 27/01/2026 02:00
O Conselho de Paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensi cou as cobranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A mudança é pauta da política externa do petista desde o primeiro mandato. A partir de 2023, com o acirramento de con itos, o chefe do Planalto voltou a cobrar mudanças na composição do colegiado, com objetivo de ampliar a representatividade de regiões entre os membros permanentes.
Agora, o discurso ganha força em meio à tentativa do titular da Casa Branca de instituir um Conselho de Paz com poder para intervir em con itos internacionais. O organismo, inicialmente, teria sido pensado para coordenar uma transição pací ca na Faixa de Gaza. No entanto, a proposta de criação não faz menção direta ao con ito no Oriente Médio. O projeto é mais amplo e traz como missão do conselho promover a estabilidade, restaurar a governança con ável e legal e garantir uma paz duradoura em áreas afetadas ou ameaçadas por con itos .
Nessa segunda-feira (26/1), Lula conversou com o presidente americano sobre a proposta do novo órgão e sugeriu duas mudanças: que o Conselho que restrito à questão Gaza e que inclua um representante da Palestina entre os membros. O governo americano convidou dezenas de líderes mundiais para compor o organismo. Porém, a Autoridade Palestina cou de fora.
Lula também reforçou a Trump a necessidade de promover mudanças no Conselho de Segurança da ONU. O colegiado é formado por cinco membros permanentes, todos com poder de veto. São eles: Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China. Há ainda outros dez membros não permanentes, eleitos em Assembleia Geral e que mantêm mandatos de dois anos.
O presidente brasileiro defende a ampliação de membros permanentes do Conselho de Segurança, de forma a abarcar países de diferentes regiões, como a América do Sul e África. De acordo com Vito Villar, coordenador de Política Internacional da BMJ Consultoria, embora o apelo de Lula possa acelerar o debate sobre reformas na organização, a efetivação de mudanças estruturais profundas permanece limitada enquanto os atuais membros permanentes, em especial os EUA, mantiverem o poder de veto sobre qualquer alteração da Carta da ONU.
A criação de novos órgãos ou arranjos pode sinalizar insatisfação com o status quo e fortalecer pressões políticas, mas di cilmente produzirá, por si só, uma reforma abrangente do sistema , explicou o especialista. Os principais obstáculos à reforma do Conselho de Segurança decorrem justamente dos interesses dos seus membros permanentes. São eles que concentram o poder decisório e o direito de veto, e, portanto, têm capacidade institucional para bloquear qualquer redistribuição de poder que possa reduzir sua in uência relativa , completou Villar.
Discursos na ONU
Desde o início do terceiro mandato, Lula tem usado as aberturas da Assembleia-Geral da ONU para reiterar a defesa de uma reforma profunda da organização, com ênfase no Conselho de Segurança. Na primeira participação no evento no novo mandato, em 2023, o presidente a rmou que o Conselho de Segurança vinha perdendo credibilidade.
Segundo Lula, a fragilidade do órgão era resultado da atuação de membros permanentes que travam guerras não autorizadas em busca de expansão territorial ou de mudança de regime .
No ano seguinte, Lula cobrou a revisão da Carta das Nações Unidas e voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança, com foco na composição, métodos de trabalho e no direito de veto, para tornálo mais e caz e representativo das realidades contemporâneas .
Em 2025, Lula a rmou que a autoridade da ONU estava em xeque e que o multilateralismo se encontrava diante de uma nova encruzilhada . Foi a primeira vez que o petista e o presidente dos Estados Unidos se encontraram presencialmente, com Trump discursando logo após o brasileiro.
Lula leva pauta a outros líderes
A defesa de uma reforma da ONU também foi levada por Lula a uma série de conversas telefônicas com chefes de Estado nas últimas semanas. Em diálogo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, os dois trocaram impressões sobre a conjuntura internacional e ressaltaram o papel dos países do Brics no fortalecimento das instituições de governança global, em especial as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança , segundo informou o governo brasileiro.
Ao falar com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, sobre a situação na Venezuela, Lula coincidiu com o líder panamenho na necessidade de fortalecer as Nações Unidas e rea rmar a defesa do direito internacional e do diálogo como instrumentos para a resolução de crises.
Durante telefonema com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, ambos concordaram quanto à necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas e no Conselho de Segurança. Já com o presidente da China, Xi Jinping, os líderes reiteraram o compromisso com o fortalecimento da ONU como caminho para a defesa da paz e da estabilidade no mundo .

DIÁRIO DA CAPITAL - Amazonas participa de força-tarefa interestadual para captação e transplante de órgãos
Ação envolveu Rondônia, Pernambuco e centrais de transplantes e resultou em procedimentos realizados em três estados
Redação - Publicada em 26/01/2026 13:01

O Amazonas integrou uma força-tarefa interestadual para captação e transplante de órgãos realizada no domingo (25/01), em articulação com os estados de Rondônia e Pernambuco, além da Central Nacional e das Centrais Estaduais de Transplantes. A ação resultou no transplante de fígado em Manaus, no envio de dois rins para Pernambuco e na destinação de uma córnea ao Banco de Olhos de Rondônia.
A captação ocorreu no município de Cacoal, em Rondônia. O fígado foi transplantado no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, unidade da rede estadual de saúde do Amazonas. Os rins foram encaminhados para Pernambuco, enquanto a córnea permaneceu
em Rondônia.
O transplante hepático foi realizado ainda no domingo no Hospital Delphina Aziz, que integra o Complexo Hospitalar Zona Norte (CHZN). Este foi o décimo transplante de fígado realizado pela unidade desde outubro de 2025, quando o hospital foi habilitado pelo Ministério da Saúde para realizar esse tipo de procedimento.
A captação teve início na manhã de domingo, no Hospital de Urgência e Emergência Regional (Heuro), em Cacoal, com a participação de três pro ssionais da equipe de transplantes do Amazonas: um médico e um enfermeiro do Hospital Delphina Aziz e um enfermeiro da Organização de Procura de Órgãos (OPO).
A operação contou com articulação conjunta da Central Nacional e das Coordenações Estaduais de Transplantes dos três estados envolvidos, além do Hospital Regional de Cacoal. O transporte dos órgãos foi realizado em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), garantindo o cumprimento dos prazos técnicos exigidos pelo procedimento.
A secretária de Estado de Saúde do Amazonas, Nayara Maksoud, destacou a integração entre as equipes envolvidas. Quero parabenizar toda a expertise das equipes de captadores de ambos os estados, que somaram esforços para uma ação muito bem-sucedida. Quero agradecer todo um conjunto de ações que fazem com que o Norte do País mostre a fortaleza que é o Sistema Único de Saúde , a rmou.
Os órgãos captados são provenientes de um doador falecido, vítima de acidente de trânsito. O transporte e a utilização seguiram rigorosamente os protocolos de segurança e os critérios técnicos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.
A cirurgia realizada no Hospital Delphina Aziz bene ciou um paciente de 51 anos, diagnosticado com cirrose decorrente de hepatite B associada ao vírus Delta. Segundo o coordenador da Central de Transplantes do Amazonas, Marcos Lins, que também é médico responsável pela captação e pelo transplante, o paciente já estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade, com quadro clínico agravado.
Após receber o novo órgão, o paciente passará por um pós-operatório delicado, com acompanhamento intensivo na UTI. A previsão inicial é de três a cinco dias antes de avaliarmos a transferência para a enfermaria. Esperamos que esse seja um recomeço para ele , concluiu.
Referência em transplantes
O Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz é referência no Amazonas para transplantes renais e hepáticos, além da realização de procedimentos de média e alta complexidade, como implante coclear. Desde a retomada dos transplantes na rede pública estadual, em junho de 2023, com procedimentos renais, e em outubro de 2025, com transplantes hepáticos, a unidade já realizou 277 transplantes, sendo 267 de rins e 10 de fígado.
Inaugurado em 2014, o hospital inicialmente funcionava com atendimento exclusivo para urgência e emergência. A partir de 2019, passou por um processo de ampliação, com o número de leitos saltando de 35, em 2018, para 362 atualmente, o que representa um crescimento de 908,6% na capacidade de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).