LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ - EDITOR – Prefixo 917536 NÚMERO 105 – NOVEMBRO – 2025
REVISTA DO LÉO REVISTA LAZEIRENTA
Revista eletrônica
EDITOR
Leopoldo Gil Dulcio Vaz
Prefixo Editorial 917536 vazleopoldo@hotmail.com
Rua Titânia, 88 – Recanto de Vinhais 65070-580 – São Luís – Maranhão (98) 3236-2076 98 9 8206 7923
CHANCELA
Nasceu em Curitiba-Pr. Licenciado em Educação Física (EEFDPR, 1975), Especialista em Metodologia do Ensino (Convênio UFPR/UFMA/FEI, 1978), Especialista em Lazer e Recreação (UFMA, 1986), Mestre em Ciência da Informação (UFMG, 1993). Professor de Educação Física do IF-MA (1979/2008, aposentado); Titular da FEI (1977/1979); Titular da FESM/UEMA (1979/89; Substituto 2012/13), Convidado, da UFMA (Curso de Turismo). Exerceu várias funções no IF-MA, desde coordenador de área até Pró-Reitor de Ensino; e Pró-Reitor de Pesquisa e Extensão; Pesquisador Associado do Atlas do Esporte no Brasil; Diretor da ONG CEV; tem 20 livros e capítulos de livros publicados, e mais de 430 artigos em revistas dedicadas (Brasil e exterior), e em jornais; Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Membro Fundador da Academia Ludovicense de Letras; Membro da Academia Poética Brasileira; Sócio correspondente da UBE-RJ; Premio “Antonio Lopes de Pesquisa Histórica”, do Concurso Cidade de São Luís (1995); a Comenda Gonçalves Dias, do IHGM (2012); Prêmio da International Writers e Artists Association (USA) pelo livro “Mil Poemas para Gonçalves Dias” (2015); Prêmio Zora Seljan pelo livro “Sobre Maria Firmina dos Reis” – Biografia, (2016), da União Brasileira de Escritores – RJ; Diploma de Honra ao Mérito, por serviços prestados à Educação Física e Esportes do Maranhão, concedido pelo CREF/21-MA (2020); Foi editor das seguintes revista: “Nova Atenas, de Educação Tecnológica”, do IF-MA, eletrônica; Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, edições 29 a 43, versão eletrônica; Editor da “ALL em Revista”, eletrônica, da Academia Ludovicense de Letras; Editor das “Revista do Léo”, “Maranha-y”, e “Ludovicus”; Condutor da Tocha Olímpica –Olimpíada Rio 2016, na cidade de São Luis-Ma.
- EDITOR
NAVEGANDO COM JORGE BENTO
LAZER:ESPORTES,CULTURA&TURISMO
SOBRE RAISSA LEAL
BOLSA ATLETA
O 4º MARANGOLA ESTÁ CHEGANDO!
O ARTILHEIRO DO BRASIL: LUIS FERNANDO FIGUEIREDO - LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ
SARNEY VETEU A REGULARIZAÇÃO DA PROFISSÃO “EDUCAÇÃO FÍSICA” - LAÉRCIO ELIAS PEREIRA, LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ , COM IA
OS ZEROS QUE BORDAM O TEMPO - LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ
QUANDO A IGREJA DE SÃO JOÃO BATISTA DE VINHAIS VELHO VIROU PARÓQUIA? ENTENDA A HISTÓRIA POR TRÁS DO MONUMENTO – LEOPOLDO VAZ E DELZUITE VAZ – ESPECIAL PARA O IMPARCIAL – 22/11/2025
GIRO PELAS ACADEMIAS LITERÁRIAS ANIVERSARIANTES
MURAL DA ACADEMIA LUDOCICENSE DE LETRAS – JORNAL PEQUENO DO LIVRO: O SEXTO SEXO *MHARIO LINCOLN - A QUEDA
MULHERES NA LITERATURA - EM NINA RODRIGUES/MA
DE ÍNDIGENAS, LÍNGUA E LINGUAGEM: UMA QUESTÃO PLURAL - EDMILSON SANCHES
Por que o Maranhão abandona seu maior patrimônio? - CULTURA MARANHENSE, ECONOMIA E GOVERNO –EDMILSON SANCHES
INCENTIVO À LEITURA: o papel da Feira Literária de Itapecuru Mirim nesse contexto
“LAURA ROSA: MORREU EM 14 DE NOVEMBRO DE 1976”, EDMILSON SANCHES
JUIZ OSMAR GOMES É ELEITO NOVO PRESIDENTE DA ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS
HISTÓRIA(S) DO MARANHÃO
340 ANOS DE EXECUÇÃO DE BECKMAN – EUGES LIMA
Palestra do escritor e fotógrafo Prof. Charles Martin com o tema "A rede em São Luís", evento promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), MAPA DE 1640 APONTA A EXATA LOCALIZAÇÃO DA ALDEIA SÃO LOURENÇO, ONDE ACONTECEU O ENCONTRO TENSO ENTRE O PADRE LUÍS FIGUEIRA E O ÍNDIO LAGARTIXA ESPALMADA NO ANO DE 1608 PROJETO "CAMINHOS DOS JESUÍTAS NA IBIAPABA". O PADRE LOPO DO COUTO LIDERANDO UM ATAQUE AOS HOLANDESES NO MARANHÃO EM 1642. ILUSTRAÇÃO DE RODOLFO ILTZSCHE PARA A REVISTA "SUPLEMENTO JUVENIL" 1943 SERVINDO A DOIS GOVERNOS... NA PARTE DE BAIXO-SERTÃO “PIAUHY”... NA PARTE DE CIMA-LITORAL “CEARÁ”... RIO DOS ALONGAZES E RIOS CAMURUPIM E IGARAÇU COMEÇA CAMPANHA PARA RECUPERAR A IGREJA - JORNAL O "ROTEIRO E MAPA DA VIAGEM DA CIDADE DE S. LUIS DO MARANHÃO ATÉ A CORTE DO RIO DE JANEIRO FEITA POR ORDEM DO GOVERNADOR, E CAPITÃO GENERAL DAQUELA CAPITANIA, PELO CORONEL SEBASTIÃO GOMES DA SILVA BERFORD, FIDALGO DA CASA REAL, COM OS OFÍCIOS RELATIVOS À MESMA VIAGEM" DE 1810. REDAÇÃO DO JORNAL A PACOTILHA EM 1912, EM SÃO LUÍS (BRASIL)
Decisão tomada! De ora em diante, me dedicarei apenas a editar a REVISTA DO LEO, revista lazeirenta. Deixo, assim, de editar a LUDOVICUS, eletrônica, sobre a literatura ludovicense/maranhense; que a nova diretoria da ALL tenha a iniciativa de publicar a sua revista; Ludovicus deu continuidade ao registro dos acontecimentos relativos à ALL, visto que a diretoria que se encerra demorou a tomar a decisão de me manter como Editor. Sem uma autorização para tal, por parte da Presidência ou do Diretor de Divulgação, a ALL EM REVISTA ‘transformou-se’ em Ludovicus. Da mesma forma, ao criar a MARANHA-Y, também eletrônica, para ‘contar’ a(s) História(s) do Maranhão, e havendo poucas contribuições, e periodicidade mensal, as notas agora farão parte da Revista do Leo.
Manterei a periodicidade mensal, fazendo os registros necessários e pertinentes.
Dessa forma, a Revista do Léo terá as seguintes sessões: LAZER: Esportes, Cultura & Turismo, Giro pelas Academias Literárias, e História(s) do Maranhão.
jorge-olimpio-bento.pdf (up.pt)
JORGE BENTO COM MANUEL CONSTANTINO
NAVEGANDO COM
JORGE OLIMPIO BENTO
"As armas e os barões assinalados / Que da ocidental praia Lusitana / Por mares nunca de antes navegados / Passaram ainda além da Taprobana / Em perigos e guerras esforçados / Mais do que prometia a força humana / E entre gente remota edificaram / Novo Reino, que tanto sublimaram".
A consagração do direito a uma vida digna, realizada no caminho de perseguição da felicidade, implica a presença acrescida do desporto, a renovação das suas múltiplas práticas e do seu sentido. Sendo a quantidade e qualidade do tempo dedicado ao cultivo do ócio criativo (do qual o desporto é parte) o padrão aferidor do estado de desenvolvimento da civilização e de uma sociedade, podemos afirmar, com base em dados objetivos, que nos encontramos numa era de acentuada regressão civilizacional. Este caminho, que leva ao abismo, tem que ser invertido urgentemente.
Professor Catedrático Jubilado da Universidade do Porto jorge-olimpio-bento.pdf
Competição, competitividade e alteridade
Não se confunda ‘competição’ (sinónimo do agonismo grego, pedra basilar da Paideia e da visão filosófica de salvação da existência) com a hodierna ‘competitividade’ (conceito e termo do pérfido jargão neoliberal)!
Aquela ancora-se na estima e imitação do Outro, visando a ‘arété’, a magnificência e a excelsitude mediante a superação conjunta. A segunda estriba-se na egolatria e na busca do sucesso através da destruição do semelhante. Isto é, a degradação da competição a forma de abater o concorrente e rival deixa de ser civilizadora e contribui para a barbárie. Cai sob esta última alçada a ‘competitividade’, tão conclamada pelos fanáticos muezins do neoliberalismo.
A competição desportiva implica um 'contrato' alicerçado na adesão tácita ao princípio da igualdade. Como assinala Fernando Savater (‘O Meu Dicionário Filosófico’), “só se pode competir entre iguais: ninguém pode medir as suas forças com os deuses nem com o monarca absoluto ou o representante de uma casta superior. Só quem me reconhece como igual compete comigo e é capaz de camaradagem na rivalidade (...) Para competir precisa-se dos demais: ninguém compete só”.
‘Alteridade’ e ‘rivalidade’ são, pois, o sustentáculo do desporto. Este é essencialmente uma instituição e modalidade do relacionamento com o Outro, adversário e não inimigo. Sem o Outro, não existiria. Logo, o Outro é entidade valiosa, portadora de alta cotação, merecedora de apreço, de consideração e até gratidão. Muito do que somos provém da convergente concorrência e da complementar oposição. A competição cumpre a função de cooperação e conjunção dos opostos.
Assim, o desporto é uma configuração axiológica e pedagógica do 'trato humano'. Ensina a olhar, avaliar e valorar o Outro com a bitola da admiração. Ora, o teor da humanidade depende, em boa medida, do que fazemos uns aos outros. Fernando Savater (‘Ética Para Um Jovem’) insiste: “Não há humanidade sem aprendizagem cultural”, sem aprender e praticar os significantes e os significados do trato humano. “Ser-se humano (…) consiste principalmente em ter relações com outros seres humanos. (...) A vida humana boa é vida boa entre seres humanos ou, caso contrário, pode ser que seja ainda vida, mas não será nem boa nem humana.”
A ‘ética do jogo’ intima o jogador a dar o melhor, a oferecer as maiores resistências ao oponente, para que ambos se transcendam e o vencido seja também vencedor. Enfim, o humanismo não consente exclusão; advoga a inclusão. Os Outros são centro e referência de nós mesmos. É nesta conformidade que urge entender, renovar e cultivar o sentido do desporto e da existência. Sem 'coexistência' de verdade ficamos aquém da dignidade de que somos ontologicamente portadores.
Professor conservador
Não, não sou antiquado. Sou apenas conservador de princípios que servem de elevador. Por isso conservome fiel ao conceito de ‘formação’, que norteou o meu agir docente. Sim, esforcei-me por segui-lo: livres não são os obedientes a tudo o que se lhes diz e põe diante do nariz, mas os que adquirem forma sempre renovada mediante o pensar, para não cair nas redes da alienação e manipulação, bem como para contrariar os instintos e genes da animalidade e alargar as vias da compreensão, imaginação e sublimação. Entendi e tentei praticar que ensinar é instrumental: um meio de estimular o duvidar e o questionar. Mais, entendia que cogitar com coerência e lógica deve ser a regra comum e a normalidade. Entristece-me que hoje isto seja considerado exceção e genialidade. E que se chame educação à funcionalização em ‘competências’ inibidoras da expressão e do florescimento de capacidades da ideação e reflexão; equivale a chamar cavaleiro à montada adestrada para aceitar a albarda da sujeição.
Não me move o intuito de recriminar o presente e de exaltar o passado. Estou de bem comigo; o balanço recompensa-me generosamente com a satisfação do dever cumprido, conforme apontou Shakespeare: “Bem
pago está quem por satisfeito se dá”. E apraz-me a clarividente ponderação do Padre António Vieira no ‘Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma’, pregado no ano de 1669: “Quem fez o que devia, devia o que fez: e ninguém espere paga de pagar o que deve. Se servi, se pelejei, se trabalhei, se venci, fiz o que devia ao rei, fiz o que devia à Pátria, fiz o que me devia a mim mesmo: e quem se desempenhou de tamanhas dívidas, não há de esperar outra paga.”
Corpo: mistério e missão
O que sei do meu corpo, da consciência que encerra e da missão que o sobrecarrega e tem de cumprir para poder ganhar o pão da vida?! É muito vago o saber.
‘Somos’ e ‘temos’ corpo: as aptidões, capacidades e virtualidades, as forças e debilidades que o perfazem. Ele é sujeito e objeto, ator e intérprete da copresença no mundo e alvo do nosso labor. Ah, o incorpóreo e inorgânico também lhe pertence, tanto como as mãos e os pés, os olhos e a boca, o coração e os pulmões, o cérebro e os sentidos! Pertencem-lhe as palavras que escrevo e digo; elas ligam-me às circunstâncias e, assim, estas moram e vibram no meu corpo extenso e inteiro. Se não cultivarmos o Corpo-Ser, descuramos e desmerecemos o viver. A sua forma ética e estética qualifica a existência.
Ele é uno na diversidade de dimensões e de lutas corpo-a-corpo que travamos connosco em busca da afirmação e expansão da identidade. As habilidades e realizações no canto, na dança, na escrita, na escultura, na pintura, na ciência, na cirurgia, no desporto, no teatro, etc. são corporais e atos totais; todas são tentativas de empenhar o corpo e o EU todo. É, pois, estultice graúda contrapor o corpo ao livro e o ginásio à biblioteca. Na academia da Paideia não cabia semelhante oposição; lá reinava a complementaridade das vias de procurar a excelsitude e aprimorar a sensibilidade. Salve, minha estrutura de viver e cumprir os ritos do existir! - assim definiu e exaltou Carlos Drummond de Andrade a ‘missão do corpo’.
Imitação: pedra angular da educação
Ninguém nasce sabido, mas traz consigo a aptidão para aprender o que escuta e vê. Um faz, o outro observa e tenta realizar também. A obra surge da imitação, da vontade de dar asas à imaginação e de anular os empecilhos da aparente contradição, ínsita na meta proposta e na limitada condição.
Os professores devem, pois, fazer bem feito. No ser e estar, dizer e agir têm poisados em si olhos que os tomam por matriz, referência e padrão de conduta e realização. A fronteira entre a admiração e a reprovação cabe entre os dedos da mão. Como evitar a depreciação?
Usem palavras e atitudes aladas, de encantamento e maravilhamento, convidativas a sonhar a existência, a recusar o chão do nada, a levantar voo e viajar até às estrelas. Encham de deslumbramento a curiosidade dos alunos, incendeiem-lhes o coração e a alma com o fogo da verdade transcendente. Podem crer, se lhes mostrarem as cores e a luz da beleza e da esperança, eles vão andar sobre as águas, atravessar o deserto, chegar ao cume das montanhas íngremes e tocar o céu.
Educação e Poiese
Deixo de lado o relato bíblico. Prefiro seguir a ficção racional dos gregos.
Os humanos são seres de ‘poiesis’, capazes de criar. Mais, são ‘autopoiéticos’, criam-se e modificam-se a si próprios, e participam também na criação e modificação dos outros. É exatamente neste processo que se consuma a vida. Ela é uma ‘autopoiesis’ constante e obrigatória; quando finda a capacidade de inventar e transformar, advém a morte.
Formamos uma ‘comunidade’. Cada um é ‘eu’ e expressão singular do ‘nós’. Criamo-nos uns aos outros, ‘coabitando’, ‘confiando’, tecendo em ‘conjunto’. Mediante um sistema estruturante da ‘coexistência’ e ‘coordenação’ das aspirações e vontades, das noções e sentimentos, das ações e reações, aprendemos ideais, normativos, padrões, rituais e símbolos de entendimento e relacionamento. As crianças educam-se e transformam-se, ‘convivendo’ com os adultos e entre elas, num jogo de apoio e ensino, de imitação e interação, de ‘correção’ e superação.
Em suma, nascemos de outrem e crescemos do mesmo jeito. Ninguém se ergue, anda, caminha, voa e vai longe, sem ter alguém em quem ‘confiar’, que o observe e oriente.
Intrigante sina
Olhamo-nos ao espelho da visão e reflexão. O que nos surge com manifesta evidência é o corpo. Este assemelha-se a uma estrutura com materialidade sólida, parecida à de uma escultura. Temos noção de ser muito mais do que mostra a aparência. Mas não sabemos bem como se interligam as peças de carne e osso, nem entre si nem com as ‘coisas’ que estão para além delas e não apalpamos e vemos. A parte metafísica e oculta do mistério sobreleva de longe a revelada.
Nós, putativos e ufanos ‘Homo Sapiens’, não conhecemos o que nos constitui; ou sequer se somos e temos humanidade e o que esta implica. Trágica e intrigante sina. Convinha-nos a humildade; e venerá-la como divindade.
Meritocracia
Tornar-me-ei apologista da meritocracia, quando ela for avaliada por padrões fiáveis.
É pertinente começar pelas circunstâncias do nascimento. Donde partiu cada um? Com que meios contou para o crescimento e a educação. Quantos pedregulhos transportou nos ombros, nas diversas etapas? Quão adverso e duro foi o caminho andado? Quais os obstáculos surgidos no percurso? E por aí fora. Proceda-se então ao justo balanço.
Bem sei que é impossível sopesar tudo. Mas podemos, no mínimo, praticar um gesto de reta intenção: reconhecer que o outro, se desempenha uma tarefa indispensável ao bom funcionamento da colmeia humana, é portador de mérito. Logo exige-se que seja devida e condignamente respeitado e recompensado.
Da aura do professor
Chamam-me ‘professor’. Não sei se o sou. É que a existência precede e determina a essência. Sim, o modo de estar e agir decide ‘o que’ e ‘quem' somos. As nossas opções e ações convertem em realidades as irrealidades que pensamos e justificam o estatuto que nos atribuem.
O mister não garante a priori uma imanência de sentido elevado. Este provém do modo como exerço os distintos ofícios e das atitudes que tomo em defesa da missão, da escola e da educação. Logo, não tenho ‘aura’ de professor, se me entregar à omissão e trair a deontologia da profissão.
Não perde a ‘aura’ quem não a possui. Só corre o risco de a perder aquele que a ganha num labor condizente. Ela não se adquire com a acrasia e indolência, a passividade, preguiça, desídia e descaso nas palavras e nos gestos, com o desvio do olhar, a frieza do coração e o apagamento da alma nas reações e relações. Isto puxa para o chão, afunda na farsa, no pasmo e grau zero da função; e atira para fora da órbita da dignidade e até para a infamante condição.
Aos professores cumpre integrar a plêiade dos que aram, revolvem e amanham o terreno árido e estéril, para nele lançar a utopia do semeador: a esperança de arrancar das fragas e pedras o pão de sustento do humano desenvolvimento e florescimento.
Porquê agir corretamente?
A interrogação constitui o cerne da ética. A resposta é simples e compreensível, embora cause perplexidade.
Ajudaste indivíduos que, mais tarde, revelaram falsidade, ingratidão ou traição? Não te arrependas, mesmo sabendo que jamais sentirão vergonha da trampa que são. Também recebeste ajuda das pessoas e das circunstâncias; e elas nunca ficaram à espera da tua retribuição. Ademais, o bem qualifica quem o pratica e não quem o recebe. Tal como o mal define quem o congemina e espalha, não quem é vítima dele. A bondade é emblema de superioridade em relação a nós próprios. Fazemos o bem, não para favorecer outrem, mas porque nos eleva e beneficia; é investimento no nosso Ser, sem custar nada. Em suma, ajudar outrem é autoajuda.
Basta isto para agir corretamente? A resposta está dada de modo suficiente. Todavia, ela parece pouco convincente, se olharmos por outro viés e repararmos que, talvez, não ganhemos nem dinheiro, nem amizade ou amor ou sequer consideração. Quando muito, alguma e incerta paz de espírito. Mesmo assim vale a pena! O que se faz por gratuidade não aguarda recompensa, não tem preço, não há moeda que o pague; ou seja, vale por si, é valor ético acima de todas as cotações, logo impossível de ser pago. Eis a suprema razão para praticar o bem: viver com a lucidez de quem sabe que vai morrer, porém não o dia, e quer deixar o nome limpo!
Exercitação corporal e autonomia
Não venho apregoar o elixir da eterna juventude, nem impingir receitas infalíveis para garantir a saúde. Doume por satisfeito em apelar ao bom senso, à luz das probabilidades racionalmente percebidas.
A exercitação é um meio para vários fins; não vou enumerá-los, tão extensa é a ementa. Quero só pintar, nos olhos dos leitores, que o cuidado do corpo constitui obrigação ou mandamento. Se não cuidarmos de exercitar os músculos e articulações, os neurónios e sinapses que a ativação corporal mobiliza, a nossa autonomia motora vai pelo cano. Ora, a perda de mobilidade afeta as dimensões da vida quotidiana e convida as manifestações da demência a vir em passos acelerados.
Platão avisou: temei a velhice, porque ela não vem só! A idade traz consigo uma série de debilidades e falências. No final junta-se tudo o que é funesto. Atrasemos, pois e o mais possível, o desenlace. Temos essa responsabilidade, em relação a nós, aos filhos e netos, aos amigos e à sociedade em geral. Procuremos viver plenamente até ao último dia!
Andar a pé
Aristóteles andava de um lado para o outro, diante dos alunos, enquanto lecionava. Não poucos filósofos da Modernidade e escritores do Romantismo advogaram os passeios pelo campo e pela floresta como meio de inspiração. Viram na movimentação corporal um fator de renovação e convocação das ideias.
Na atualidade a busca da saúde é afanosa e complexa. Não basta melhorar os órgãos e as funções. Como eliminar o liixo que se acumula no peito, polui e adoece a alma, e dá sinais na superfície? Byung-Chul Han retoma a visão das ilustres figuras antecedentes; e, para debelar os males da ‘sociedade do cansaço’, prescreve os remédios da demora, da pausa e da contemplação. Propõe até que se invente e venere o deus protetor de tal medida.
Ora, o andar e caminhar atende os pedidos de reparação da pessoa de fora e da pessoa de dentro. Encerra uma arte de acordação dos sentidos: solta de correntes inibidoras do acesso à intimidade, devolve-nos a descoberta da natureza intrínseca e da extrínseca e o convívio com elas. Quando andamos e caminhamos, a dimensão física da locomoção serve de suporte a um ato que a transcende. A mente entrega-se à indagação de nós e das circunstâncias, do percurso existencial idealizado e do trajeto palmilhado. Afloram tantas perguntas e respostas que é conveniente levar um bloco de notas para as registar. Eis a generosa e superior compensação colhida no esforço e transpiração da exercitação corporal: a interrogação do sentido da vida apressada, imposta por esta era insana!
Aparência, essência e substância
A aparência induz a essência. Dito de outra maneira, a essência é uma edificação interior, resultante das modalidades do agir. A pessoa de fora reproduz-se na pessoa de dentro; há uma ligação umbilical entre ambas, uma relação de causa e efeito que funciona nos dois sentidos. O cultivo da apresentação segue e amplia as vozes da interioridade; e vice-versa.
O labor exterior e a forma da superfície determinam a ‘substância’, o que ‘está por baixo’ e influencia, em retroação, as atitudes, as decisões e tomadas de posição. Por exemplo, quando estou no ginásio, na esteira rolante ou noutra máquina, e reformulo o tempo e o número de repetições que queria cumprir, isso significa que entram em cena a essência e a substância para ditar as suas ordens. Isto é, os exercícios corporais são atos anímicos, volitivos, espirituais e morais; são configurações ou visibilidades do ânimo, da vontade, do espírito e da moral.
Entenda-se que o inter-relacionamento e o condicionamento recíprocos da aparência, essência e substância acontecem em todas as dimensões da nossa conduta, seja ela transcendente ou deprimente. A opção pelo que fazemos e pelo modo como estamos no mundo e na vida é uma escolha do que queremos ser; a segunda está casada, em comunhão de bens, com a primeira.
Ética do Cuidado
Na obra ‘Ser e Tempo’ Martin Heidegger agarra-se a uma fábula de Caio Júlio Higino, um sábio que viveu no Egito no século I a. C., para dela extrair ilações de cariz ético.
A ficção de Higino narra que ‘Cuidado’ criou, com o barro da ‘Terra’, uma figura; e pediu a ‘Júpiter’ (ou Zeus, o senhor do panteão grego) que insuflasse nela o fogo do espírito. Levanta-se então a disputa sobre quem devia dar o nome à criatura, direito reclamado pelos três.
Saturno, o deus romano do tempo, equivalente ao grego Cronos, foi escolhido para arbitrar a contenda, tendo lavrado a sentença: O novo ente chamar-se-á ‘Homem’, por ter sido fabricado a partir do húmus; na morte, Júpiter acolherá o espírito e a Terra ficará com o corpo. Enquanto viver, será Cuidado quem o manterá com toda a solicitude.
Saturno destinou a Cuidado tal tarefa, precisamente devido às carências e necessidades de atendimento, desenvolvimento, educação e manutenção dos humanos até ao fim da vida. O que seria de nós sem o ‘cuidar’ e ‘ser cuidado’, sem alguém se preocupar e ocupar connosco? Na busca de resposta Heidegger viu nas duas categorias estruturas fundamentais da existência e obrigações indeclináveis da sociedade; e perspetivou a ética do cuidado, do nosso e do próximo, como base, fuste e capitel da Civilização e da Humanidade.
Convite à autolimitação
Só existe o que tem limites, disse Fernando Pessoa. “Existir é haver outra coisa qualquer, e portanto cada coisa ser limitada.”
Para existir em integridade temos que aprender e autoimpormo-nos limites nas palavras e ações, nas atitudes e predisposições, nas emoções e reações, nos apetites e condutas, nas aspirações e realizações. A essa prática podemos chamar civilização e civilidade; ou seja, o teor civilizacional de cada um mede-se pela capacidade de se autoimpor freios e inibições face aos circunstantes. Por exemplo, a ganância, a exploração, a humilhação e opressão do outro não são atitudes civilizadas. Há muita confusão neste capítulo; nem tudo o que é legal pode ser aceite como moral e, muito menos, ético e civilizado.
Nestes dias chuvosos regista-se o aumento de acidentes no trânsito. A culpa recai sobre o estado do tempo; o erro da avaliação é grosseiro e escamoteia a causa primordial: os condutores não possuem um índice civilizacional que os leve a refrear e adequar o estilo de condução às condições climatéricas. Isto acontece em todos os campos, e mostra o nosso teor de civilização e educação e a necessidade de investir no processo civilizatório. Há e sempre haverá muito por fazer; é isso que perfaz a incumbência das instituições e dos instrumentários criados pela sociedade para nos afeiçoar com a forma de criaturas humanas, educadas e civilizadas, de modo a dispensar progressivamente as polícias.
‘Cuidar’: pilar da civilização e educação
Sigmund Freud (1856-1939) aponta como inicio da civilização o momento em que um humano atira, pela primeira vez, um insulto e não a lança ao semelhante que lhe disputa o terreno de caça. Foi um grande avanço: a violência verbal substituiu a física.
A antropóloga Margaret Mead (1901-1978) percebeu um sinal indicativo da civilização no fémur quebrado e cicatrizado, encontrado numa cultura arcaica. No reino animal, a fratura dos ossos da perna acarreta a morte, porquanto impede a vítima de ir ao rio beber água e de caçar alimento. Nenhum animal sobrevive o tempo necessário para curar a lesão; torna-se presa fácil e carne fresca para os predadores
O fémur cicatrizado evidencia que alguém ficou com o sujeito acidentado, cuidou dele, providenciou a sua segurança e tratou-lhe a ferida até recuperar. Margaret Mead conclui: “Ajudar outrem durante a dificuldade é onde começa a civilização.”
Esta visão é herdeira da fábula de Caio Júlio Higino sobre o mesmo assunto. Encontra-se também exarada no ‘Talmude da Babilónia’, obra básica do judaísmo. Atingimos o mais alto nível civilizacional, quando servimos os outros, sobretudo se não fizermos parte dos grupos de maior necessidade e risco.
Ora, o ‘ensinar’ é uma das modalidades essenciais do ‘cuidar’; este implica estabelecer com o carecido de ‘cuidado’ uma ligação emocional, expressa por atenção, bom trato, dedicação, desvelo, empenho, solicitude, zelo. Sem estes traços, o ‘ensinar’ deprecia o teor e imperativo éticos, implícitos no ‘cuidar’; fica desidratado do sentido que o inspira. Isto não deve ser esquecido em caso algum. O recurso a meios tecnológicos, para ajudar a cumprir as tarefas da educação, não pode empobrecer o relacionamento imanente à copresença corporal; tem que enriquecê-lo. O ‘ensino à distância’ suscita reservas, dado o facto de a ‘ética do cuidado’ não ser a principal norma de referência, nem figurar na lista das suas ambições e preocupações.
LAZER:ESPORTES, CULTURA&TURISMO
A skatista imperatrizense Rayssa Leal, conhecida mundialmente como “Fadinha do Skate”, voltou a ganhar destaque na imprensa internacional.
O jornal britânico The Sun publicou uma reportagem que estima a fortuna da atleta em cerca de R$ 90 milhões, resultado de contratos publicitários, patrocínios e premiações conquistadas ao longo da carreira.
Aos 17 anos, Rayssa é apontada como uma das jovens esportistas mais ricas e influentes do planeta, reconhecida por seu talento, carisma e imagem inspiradora dentro e fora das pistas.
Esta semana, fui ao médico, preocupado com uma dor incomoda no ciático. Estava inflamado. Ortopedista. Minha filha marcou para mim. Ao chegar à DOM, fiquei aguardando a chamada e, quando entrei no consultório, que vi o nome do médico que me atenderia. O mesmo que atende à minha filha...
Olhei-o, cumprimentei-o e perguntei: Voce estudou no Batista? Sim. Teu pai é o Professor Figueiredo? Sim. Voce jogava Handebol? Sim... Prazer em revê-lo... Já nos conhecemos? Sim, se você foi da seleção maranhense de 1976, campeã brasileira, e foi o artilheiro do Brasil, nos conhecemos... fui professor da Escola Técnica, de Atletismo... amigo do Laércio, do Maranhão...
Luis Fernando Figueiredo é um dos grandes nomes do Handebol maranhense, integrante da geração campeã brasileira em 1976. Ele aparece nos registros históricos como atleta que ajudou a consolidar o Maranhão como referência nacional na modalidade.
Dados biográficos e trajetória esportiva; Nome: Luis Fernando Figueiredo - Origem: Maranhão, BrasilModalidade: Handebol - Destaque: Campeão brasileiro de handebol em 1976, no Rio de Janeiro, com a equipe maranhense.
Contribuição: Fez parte da equipe que conquistou o primeiro título nacional do Maranhão no handebol, considerado um marco histórico. Atuou em competições escolares e universitárias, ajudando a difundir o esporte no estado. Seu nome é lembrado junto a outros pioneiros e atletas que participaram da fase inicial de consolidação do handebol maranhense.
Contexto histórico - O handebol foi introduzido no Maranhão nos anos 1960 pelos professores Luiz Gonzaga Braga e José Rosa, que organizaram as primeiras equipes escolares. 1973 - Laércio Elias Pereira vem dar um curso em São Luís, e enquanto dava as aulas, ajudava o prof. Jamil Gedeon a treinar o time de Handebol que ia para os JEBs. Deu problema no curso de Manaus e o Cláudio Vaz pediu que ficasse treinando o time. Depois, pediu para que acompanhasse a equipe nos JEBs, em Brasília. Quando da realização dos – agora - JEM´s, Laércio voltou ao Maranhão, como árbitro, em que apitou uma morável partida entre o Batista e os Maristas, ambas equipes dirigidas por Dimas; Com Laércio veio – para ficar e virar cidadão maranhense – o seu atleta do General Motors Biguá, e que naqueles JEMs apitou, além do handebol, várias outras modalidades. O Maranhão participa do Campeonato Brasileiro Adulto Masculino, realizado em Fortaleza, conseguindo um terceiro lugar; jogaram: Álvaro Perdigão e Raimundo Nonato Vieira (Vieirinha) (goleiros); Luis Fernando Figueiredo, Vicente Calderoni Filho (Viché), Edivaldo Pereira da Silva (Biguá), Sebastião Sobrinho Pereira (Tião), Phillipe Moses Camarão (Phil), Rubem Goulart Filho (Rubinho), Manoel de Jesus Moraes, Antonio Luis Amaral Pereira, Joel Gomes da Silva, José Maria (Zeca); o técnico era Laércio Elias Pereira.
- Além do Adulto Masculino, o Maranhão participa do Juvenil Feminino – o primeiro brasileiro – em São Paulo, contando com reforços do time da GM.
Em 1976, o Maranhão conquistou o Campeonato Brasileiro adulto masculino, com atletas como Luis Fernando Figueiredo, tornando-se referência nacional.
1976 – o primeiro título nacional - II Campeonato Brasileiro de Handebol, no Rio de Janeiro, com o Maranhão sagrando-se campeão; a equipe era formada por: Luis Fernando, Mangueirão, Álvaro, Gilson, Rubinho, Ricardo, Joel, Moraes, Tião, Viché, e Ivan; o técnico, foi o prof.Laércio Elias Pereira, tendo como auxiliar, o Prof. José Maranhão Penha. O Prof.Laércio só pode chegar para os últimos jogos, e a equipe foi dirigida pelo prof. Maranhão.
“Cabe a comemoração e reverência aos bravos atletas”, diz Laércio. Aplausos para o Prof. Dimas, Prof. Jamil, Prof. Maranhão, Prof.Horácio, Viché, Álvaro, Biguá, Phil, Luís Fernando, Joel, Moraes, Vieira, Antonio Carlos, Zé Carlos, Gilson, Tião, Ivan, Ricardo, Rubinho, Mangueirão, Jorge; sem esquecer os jornalistas José Carlos Amaral, que acompanhava o time, e o Jota Alves, que gritava nos microfones daqui. E claro, Cláudio Vaz ...
Em 1979, o Maranhão voltou a se destacar ao vencer o Campeonato Brasileiro Juvenil Masculino, mostrando a força da base esportiva do estado.
Legado - Luis Fernando Figueiredo é lembrado como parte da geração que colocou o Maranhão no mapa do handebol brasileiro. Sua trajetória inspira atletas locais e reforça a importância da tradição esportiva do estado. O título de 1976 é considerado até hoje um dos maiores feitos do esporte maranhense.
O Prof. Laércio propõe para 2026 que seja comemorado o CINQUENTENÁRIO DO TÍTULO BRASILEIRO DO HANDEBOL NO MARANHÃO” com todas as festividades, encontros, cursos e congresso que puder” para comemorar o título, e fazer uma avaliação do Handebol, contar sua história, seu desenvolvimento e o estágio atual ...
Luis Fernando Figueiredo deve ser lembrado como um dos mais importantes atletas do Maranhão, pela sua trajetória pessoal – bom aluno, bom atleta, bom filho – um exemplo a ser seguido pelas gerações atuais, e pela sua trajetória profissional – graduou-se em Medicina e é um dos maus respeitados profissionais do Maranhão.
Ah, o título, aconteceu em 18 de dezembro de 1976 ... temos tempo de programar!
Federação Maranhense de Handebol
Convocação para treinamento
OBJETIVO: II Campeonato Brasileiro Adulto Masculino
Belo Horizonte - 2ª quinzena de outubro
Apresentação: Domingo, 8 de agosto de 1976 – 7:00 horas
Ginásio Charles Moritz
Luis Carlos Ribeiro – BOI Sampaio
Sebastião Pereira Sobrinho – TIÃO
José MURILO
João DAMASCENO
Manoel de Jesus Moraes
José LOPES Neto
FERNANDO Souza
IVAN Soares Telles
Sampaio
Sampaio
Sampaio
Sampaio
Sampaio
Sampaio
Sampaio
Francisco de ARRUDA Jaguarema
Louis Phillip Camarão – PHIL Jaguarema
Fernando Antonio Lima – TONHO Jaguarema
ALEXANDRE Nonato Moraes Jaguarema
José Castelo Branco – TADEU Jaguarema
ALVARO Perdigão Lítero
LUIS FERNANDO Figueiredo Lítero
Vicente Calderoni Filho – VICHÉ Lítero
Luis Verônico DUGUEIRA Lítero
ANTONIO CARLOS Pereira Lítero
José Henrique Azevedo – MANGUEIRÃO Moto
José GILSON Caldas Moto
Rubem Teixeira Goulart – RUBINHO Moto
José Carlos R Santos – BAGAGE Moto
Antonio ZACHARIAS Castro Moto
JOEL Gomes Costa Maranhão
LUIS HENRIQUE Neves Maranhão
Sérgio Abreu – SERGIO ELÉTRICO Maranhão
DEMERVAL Viana Pinheiro Maranhão
MARCIO Vasconcellos Moto
Técnico: Laércio Elias Pereira
CÂMERA DE CONTROLE E FINANÇAS
MAIS CONHECIMENTO E INFORMAÇÕES PARA SEREM IMPLEMENTADOS NO CONSELHO REGIONAL DE EDUCAÇÃO FIAIXA DO MA. AVANTE NA EDUCAÇÃO FÍSICA DO BRASIL E EM ESPECIAL AOS AVANÇOS PARA O @CREF21MA
O III ENCONTRO NACIONAL DAS CÂMARAS DO SISTEMA CONFEF/CREFS (BSB, 13 A 14/11/2025) FOI UM MOMENTO ESTRATÉGICO PARA FORTALECER A EDUCAÇÃO FÍSICA BRASILEIRA.
PARTICIPAR DESSE ESPAÇO AO LADO DO CREF21/MA, DE SEUS CONSELHEIROS E DA LIDERANÇA DO PRESIDENTE PROF. SANDOW FIQUES, REFORÇOU NOSSO COMPROMISSO COLETIVO COM O AVANÇO DA PROFISSÃO, COM A QUALIFICAÇÃO DAS DECISÕES E COM A UNIDADE DO SISTEMA. FORAM DIAS DE DIÁLOGO, PLANEJAMENTO E CONSTRUÇÃO CONJUNTA, REAFIRMANDO O PAPEL DO MARANHÃO COMO PRESENÇA ATIVA E COLABORATIVA NAS DISCUSSÕES NACIONAIS.
SEGUIMOS JUNTOS, SOMANDO ESFORÇOS E PROJETANDO UM FUTURO AINDA MAIS SÓLIDO PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA.
QUINTAL DE CASA
Com destaque para Rayssa Leal, oito brasileiras passaram para a semifinal do street no Pro Tour STU do Rio de Janeiro. Maria Lucia, Vitória Mendonça, Atali Mendes, Pâmela Rosa, Kayna Abel, Isabelly Ávila e Gabi Mazzeto também avançaram. Já Carla Karolina e Maria Almeida acabaram eliminadas.
A classificatória dessa sexta-feira (14) reuniu 16 atletas divididas em quatro baterias. As três melhores de cada seguiram em frente e apenas as últimas foram eliminadas. A competição está sendo realizada na Praça Duó, Barra da Tijuca.
Quintal de casa - Rayssa Leal venceu a terceira bateria com o segundo melhor desempenho das 16 competidoras. Registrou 77,15 na melhor das duas voltas. A australiana Chloe Covell venceu a quarta com 84,92. Maria Lucia foi a melhor da segunda marcando 67,18 e a espanhola Daniela Terol levou a primeira bateria somando 69,71.
“Parece que eu tô andando skate no quintal de casa, porque eu venho aqui no Rio desde 2017 competindo”, disse Rayssa Leal, dona de duas medalhas olímpicas, após competir no primeiro dia do Pro Tour STU do Rio de Janeiro. “E se reinventar todo ano. Por mais que é a mesma pista, a gente tem que trazer coisa diferente”, acrescentou.
Atali Mendes e Gabi Mazzeto ficaram em segundo lugar nas respectivas baterias com 34,73 e 63,09, respectivamente. Vitória Mendonça (31,83), Pâmela Rosa (46,69), Kayna Abel (25,78) e Isabelly Ávila (50,66) ficaram em terceiro. Carla Karolina e Maria Almeida terminaram em quarto com 42,92 e 43,35. (Pablo Vaz/STU)
CENTENÁRIO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL (1925–2025)
Senhoras e Senhores, autoridades, educadores, profissionais e estudantes,
Hoje celebramos um marco histórico: os 100 anos do Primeiro Congresso Brasileiro de Educação Física, realizado em 1925, na cidade de São Paulo.
Aquele encontro pioneiro, promovido pela Secretaria da Educação e Saúde Pública, lançou as bases para que a Educação Física se tornasse ciência, profissão e política pública. Foi ali que médicos, professores e intelectuais se reuniram para discutir o papel do movimento humano na formação integral do cidadão e na promoção da saúde da sociedade.
Cem anos depois, olhamos para trás com orgulho. Vemos a consolidação da Educação Física como disciplina obrigatória nas escolas, a criação de cursos superiores e programas de pós-graduação, a regulamentação da profissão e a expansão da pesquisa científica. Vemos também o impacto transformador da Educação Física na vida de milhões de brasileiros, seja na escola, no esporte, na saúde ou na inclusão social.
Celebramos conquistas olímpicas que projetaram o Brasil no cenário mundial, mas também celebramos cada professor que, em sala de aula ou quadra, inspira crianças e jovens a descobrirem o valor do movimento, da disciplina e da cooperação.
Este centenário não é apenas uma data: é um convite para projetarmos o futuro. Um futuro em que a Educação Física continue a ser instrumento de saúde, cidadania, diversidade e qualidade de vida.
Que possamos honrar o legado de 1925 e renovar nosso compromisso com uma Educação Física que transforma vidas e fortalece o Brasil.
Parabéns à Educação Física brasileira pelos seus 100 anos de história e conquistas!
Realizado em dezembro de 1925 em São Paulo, foi organizado pela Secretaria da Educação e Saúde Pública do Estado de São Paulo.
Detalhes importantes - Data e local: O congresso ocorreu entre 1º e 15 de dezembro de 1925, na cidade de São Paulo.
Organização: A iniciativa partiu da Secretaria da Educação e Saúde Pública de São Paulo, que na época buscava consolidar políticas de educação física e saúde escolar.
Contexto histórico: O evento foi um marco porque reuniu médicos, professores e intelectuais para discutir a base científica da educação física, incluindo fisiologia do exercício, fadiga, psicologia do movimento e cinesioterapia. Também abordou diferentes sistemas internacionais de educação física (grego, sueco, anglosaxão, japonês) e suas finalidades (militar, feminina, escolar etc.). Houve sessões sobre jogos infantis, ginástica educativa, rítmica e médico-ortopédica.
Importância - Esse congresso foi considerado o primeiro grande esforço nacional para institucionalizar a educação física no Brasil. Ele se relaciona diretamente com a criação, no mesmo período, do Departamento de Educação Física do Estado de São Paulo (DEF-SP), que buscava dar forma às políticas públicas na área.
Em resumo, o congresso de 1925 não foi organizado por uma pessoa isolada, mas sim por uma instituição governamental paulista — a Secretaria da Educação e Saúde Pública — como parte de um movimento maior de modernização da educação e da saúde no Brasil.
Principais envolvidos - Secretaria da Educação e Saúde Pública de São Paulo: responsável pela realização e organização do evento. Departamento de Educação Física do Estado de São Paulo (DEFSP): criado nesse mesmo período, foi diretamente ligado ao congresso e à institucionalização da educação física.
Participantes destacados: médicos, higienistas e educadores que discutiam a educação física como prática científica e de saúde pública. Entre os nomes mais citados em registros históricos estão:
Dr. Fernando de Azevedo – intelectual e educador que defendia a modernização da educação no Brasil. Médicos higienistas paulistas – que apresentaram estudos sobre fisiologia do exercício, fadiga e cinesioterapia.
Professores de ginástica e jogos escolares – que trouxeram experiências de sistemas internacionais (grego, sueco, anglo-saxão, japonês).
Temas debatidos O congresso foi estruturado em quatro grandes eixos:
Bases científicas da educação física: fisiologia, fadiga, psicologia do exercício, cinesioterapia.
Sistemas internacionais de educação física: comparações entre modelos gregos, suecos, anglosaxões e japoneses.
Jogos e recreação: jogos infantis, praças e jardins de jogos, instalações escolares.
Ginástica: educativa, rítmica, médico-ortopédica, adaptada a idade e sexo.
Importância histórica
Foi o primeiro grande evento nacional voltado à educação física, marcando a transição da prática empírica para uma abordagem científica.
Consolidou a ideia de que a educação física deveria ser parte da formação escolar e da política pública de saúde.
Serviu como base para a criação do Departamento de Educação Física do Estado de São Paulo, que se tornou referência no Brasil
CEV | EVENTOS: I CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
O centenário do Primeiro Congresso Brasileiro de Educação Física (1925–2025) é uma oportunidade única para refletir e celebrar avanços que moldaram a área no Brasil. Eis alguns pontos que podem ser comemorados:
Institucionalização da Educação Física
O congresso de 1925 foi o primeiro marco oficial que deu caráter científico e político à Educação Física no Brasil.
A partir dele, surgiram departamentos e cursos universitários voltados à formação de professores e pesquisadores.
Produção científica e acadêmica
Expansão dos programas de graduação e pós-graduação em Educação Física.
Crescimento da pesquisa em áreas como fisiologia do exercício, psicomotricidade, treinamento esportivo e saúde coletiva.
Esporte e identidade nacional
A Educação Física foi fundamental para o desenvolvimento do esporte brasileiro, que se tornou parte da cultura e da identidade nacional.
Conquistas olímpicas e mundiais refletem a valorização da prática esportiva iniciada com debates como os de 1925.
Formação de professores
Consolidação da Educação Física como disciplina obrigatória nas escolas.
Formação de milhares de profissionais que atuam na educação básica, universidades, clubes e academias.
Saúde e qualidade de vida
Reconhecimento da Educação Física como ciência da saúde, essencial para prevenção de doenças, promoção do bem-estar e combate ao sedentarismo.
Integração com políticas públicas de saúde e educação.
Inclusão e diversidade
Avanços na educação física adaptada, garantindo acesso ao esporte e ao movimento para pessoas com deficiência.
Maior valorização da participação feminina e da diversidade cultural nas práticas corporais. Em resumo - Nestes 100 anos, podemos comemorar:
A trajetória histórica que começou em 1925.
A consolidação acadêmica e científica da área.
O impacto na educação, saúde e cultura esportiva do Brasil.
A ampliação do acesso e da inclusão social por meio do movimento humano.
O CEV (Centro Esportivo Virtual) - protagonista nas comemorações dos 100 anos do Primeiro Congresso Brasileiro de Educação Física promoverá um bate-bola com historiadores, já que esse centenário pede reflexão histórica e projeção de futuro.
Como o CEV vai comemorar
Mesa-redonda virtual: reunir historiadores da Educação Física em uma transmissão ao vivo, estilo bate-bola, com perguntas rápidas e respostas dinâmicas.
Linha do tempo interativa: publicar no CEV uma linha do tempo digital com marcos históricos, enriquecida por depoimentos dos especialistas.
Podcast especial: lançar episódios temáticos com historiadores e educadores, discutindo os impactos do congresso de 1925.
Campanha nas redes sociais: destacar semanalmente curiosidades históricas, perfis de personagens importantes e reflexões sobre o futuro da área.
Publicação comemorativa: organizar um dossiê ou e-book com textos dos convidados, disponível para toda a comunidade.
Convocação de historiadores:
Convite formal: enviar cartas ou e-mails institucionais explicando o objetivo da comemoração e o formato do bate-bola.
Parcerias acadêmicas: buscar apoio de universidades com tradição em Educação Física e História da Educação.
Redes profissionais: usar o próprio CEV, associações como CONFEF/CREFs e sociedades científicas para divulgar o convite.
Chamada aberta: publicar no portal e nas redes sociais do CEV uma chamada para participação, permitindo que interessados se inscrevam.
Prezada(o) [Nome],
Em 2025 celebramos os 100 anos do Primeiro Congresso Brasileiro de Educação Física.
O CEV deseja marcar este centenário com um bate-bola histórico, reunindo especialistas
para refletir sobre o passado e projetar o futuro da Educação Física no Brasil.
Sua participação será fundamental para enriquecer esse diálogo.
HISTORIADORES E PESQUISADORES DE REFERÊNCIA
Com base em levantamentos recentes sobre a produção científica em História da Educação Física no Brasil, alguns nomes que se destacam são:
Maria Luselma de Sousa – pesquisadora da produção científica em história da Educação Física.
Ariza Maria Rocha – especialista em grupos de pesquisa ligados à historiografia da área.
Rubens Rodrigues Lima – autor de estudos sobre o desenvolvimento histórico da Educação Física no Brasil.
Caio Serpa, Thulyo Lutz e Silvio Telles – pesquisadores que trabalham com novas abordagens historiográficas da Educação Física escolar.
Esses nomes representam diferentes linhas de investigação: da historiografia clássica à “Nova História do Esporte”, que amplia o olhar sobre práticas corporais e educação física escolar.
Formato “bate-bola” com historiadores
Dinâmica leve e interativa: perguntas rápidas, estilo mesa-redonda, com espaço para contrapontos.
Temas sugeridos:
o O legado do Congresso de 1925.
o A evolução da Educação Física como ciência e profissão.
o Desafios atuais e perspectivas para os próximos 100 anos.
Plataforma: transmissão ao vivo pelo CEV, com interação via chat.
Complemento: gravação transformada em podcast ou publicação digital.
Roteiro de Perguntas – Bate-bola Histórico (Centenário 1925–2025)
Bloco 1 – O Passado
Qual foi o impacto imediato do Congresso de 1925 na Educação Física brasileira?
Quem foram os principais protagonistas desse movimento inicial?
Como o contexto político e social da época influenciou a organização do congresso?
Que debates de 1925 ainda permanecem atuais?
Bloco 2 – O Presente
Como a Educação Física se consolidou como ciência e profissão ao longo do século?
Quais foram os maiores avanços acadêmicos e científicos desde então?
Qual é o papel da Educação Física hoje na escola, saúde pública e esporte?
Como os conselhos profissionais (CONFEF/CREFs) mudaram a prática e a valorização da área?
Bloco 3 – O Futuro
Quais são os desafios para os próximos 100 anos da Educação Física no Brasil?
Como a área pode contribuir para enfrentar problemas contemporâneos como sedentarismo, saúde mental e inclusão social?
Qual o papel da tecnologia (apps, IA, wearables) na prática e ensino da Educação Física?
Que legado queremos deixar para 2125?
Encerramento
Uma palavra ou frase que resuma o que significa celebrar 100 anos da Educação Física.
Mensagem final para estudantes e profissionais que continuarão essa história. Slogans para o Centenário (1925–2025)
“100 anos em movimento: Educação Física é história e futuro!”
“Do Congresso de 1925 ao Brasil de hoje: celebrar é transformar.”
“Educação Física: ciência, saúde e cidadania há 100 anos.”
“Corpo em ação, mente em evolução – 100 anos de legado.”
“Passado que inspira, presente que fortalece, futuro que nos move.”
“CEV celebra 100 anos de Educação Física: movimento que faz história.”
“De 1925 a 2025: o Brasil em movimento.”
“Educação Física: 100 anos de conquistas, desafios e inclusão.”
“História que pulsa, futuro que corre – 100 anos de Educação Física.”
“Mais que esporte: 100 anos de ciência, saúde e cidadania.”
FADINHA NA FINAL | | Rayssa Leal confirmou seu lugar na final do skate street do STU Pro Tour Rio ao fazer a melhor volta da semifinal. Na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, o público assistiu à medalhista olímpica conseguir 76.06 de nota em sua primeira tentativa.
Ela terá a companhia de outras três brasileiras na decisão: Gabriela Mazetto, Isabelly Avila e Maria Lúcia. Avançaram também a australiana Chloe Covell e a holandesa Keet Oldenbeuving. Com 46.90 de nota, Pamela Rosa parou na semifinal. A final do street está marcada para este domingo, a partir das 11h10.
AMIGA, RIVAL… E FREGUESA
Além das chuvas, a final do Skate Street feminino no STU Pro Tour do Rio de Janeiro foi palco de mais uma grande disputa entre Rayssa Leal e a australiana Chloe Covell, com a brasileira levando a melhor. Com mais de 10 pontos de diferença das duas para a terceira colocada, a maranhense somou 75.69 na primeira tentativa e ficou com o título.
Bronze ficou com a holandesa Keet Oldenbeuving, com 58.78. As brasileiras Gabi Mazetto (55.23), Maria Lucia (40.50) e Isabelly Ávila (33.83) fecharam a classificação final
EDIÇÃO DO EVENTO ESPORTIVO SERÁ REALIZADA EM SÃO LUÍS (MA), ENTRE OS DIAS 26 E 29 DESTE MÊS, COM A PARTICIPAÇÃO DE 800 PESSOAS QUE TÊM IDADE ACIMA DOS 55 ANOS.
Daqui a dez dias, a Fenae e a @apcefma dará início aos Jogos Fenae + 2025, um dos maiores eventos esportivos destinados a empregados e aposentados da Caixa com mais de 55 anos. A segunda edição da competição promete reunir, na capital maranhense, associados das 27 Apcefs.
Nesta edição, as delegações registraram a participação de cerca de 800 pessoas, entre comissão técnica e competidores. Destas, aproximadamente 710 são atletas que disputarão uma das 13 modalidades esportivas, entre provas individuais, em duplas e coletivas.
O presidente da Fenae, Sergio Takemoto (@sergiotakemoto ), reforça que está quase tudo pronto para receber as delegações inscritas. Segundo ele, assim como na primeira edição, realizada em Porto Alegre, em 2023, a organização preparou o melhor para que os jogos em São Luís sejam um verdadeiro sucesso.
“Além de promover saúde e lazer para empregados e aposentados nessa faixa etária, os Jogos Fenae+ são um momento criado para fortalecer a união e a integração entre atletas de diferentes estados brasileiros”, destaca Takemoto. “Queremos que o evento seja uma grande festa, marcada pela união e alegria entre os competidores”, conclui.
As modalidades desta edição incluem atletismo, futebol society masculino, natação, voleibol feminino e vôlei de praia (dupla masculina), além de canastra, damas, beach tennis (dupla mista), tênis de mesa masculino e feminino, tênis (quadra rápida) e xadrez.
Quer ficar por dentro? Acesse: http://www.fenae.org.br/jogosfenaemais2025
04
PARATLETAS IMPERATRIZENSES VÃO REPRESENTAR A CIDADE NAS PARALIMPÍADAS ESCOLARES 2025, EM SÃO PAULO, PELO PROJETO SOU+ ESPORTES. ALÉM DOS PARATLETAS, A EQUIPE VIAJOU ACOMPANHADA POR UM PROFESSOR.
OS COMPETIDORES PARTICIPARÃO DAS MODALIDADES ATLETISMO ADAPTADO, PARABADMINTON E TÊNIS DE MESA, LEVANDO O NOME DE IMPERATRIZ PARA UMA DAS PRINCIPAIS COMPETIÇÕES
PARALÍMPICAS ESTUDANTIS DO PAÍS.
POR PAULO FERRAZ
SARNEY
LAÉRCIO ELIAS PEREIRA
LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ , COM IA
Eis que Laércio faz uma provocação: “o texto do Educado Mascarenhas, que emplacou a 9696/98, usou a do Darcy Pozza, que o Sarney vetou – procede?”
Procede! O texto que deu origem à Lei nº 9.696/1998, que regulamenta a profissão de Educação Física e criou os Conselhos Federal e Regionais, foi apresentado pelo deputado Eduardo Mascarenhas (PSDB/RJ) em 1995. Esse projeto se inspirou em uma proposta anterior de Darcy Pozza (PDS/RS), que havia sido vetada pelo presidente José Sarney nos anos 1980.
Projeto original: Eduardo Mascarenhas apresentou o PL 330/1995, que tratava da regulamentação do profissional de Educação Física e da criação dos Conselhos Federal e Regionais. Transformação em lei: Esse projeto foi aprovado e sancionado em 1º de setembro de 1998, tornando-se a Lei 9.696/98.
Antecedente: O texto de Mascarenhas se inspirou em uma proposta anterior de Darcy Pozza, que já buscava regulamentar a profissão. A proposta de Pozza foi aprovada pelo Congresso, mas vetada integralmente por José Sarney, em 1989/1990, o que adiou por mais de uma década a regulamentação da área.. O motivo alegado foi que a proposta criava atribuições e exigências que poderiam restringir o exercício profissional sem que houvesse consenso social e político suficiente, além de envolver questões constitucionais sobre reserva de mercado e competência legislativa.
Contexto histórico do veto
Projeto de Darcy Pozza (PL 4559/84): Apresentado em 1984, buscava regulamentar a profissão de Educação Física, estabelecendo requisitos de formação e criando um conselho profissional.
Aprovação no Congresso: O projeto foi aprovado em 1989, mas ao chegar à Presidência foi vetado integralmente por José Sarney.
Razões do veto: O governo entendeu que o projeto limitava o livre exercício da profissão, criando reserva de mercado para graduados em Educação Física. Havia preocupação com a constitucionalidade, pois a Constituição de 1988 garantia liberdade profissional, condicionada apenas às qualificações previstas em lei. O texto também criava atribuições de fiscalização e organização que, segundo a Presidência, não estavam suficientemente amadurecidas para serem implementadas.
Consequências do veto - O veto de Sarney adiou a regulamentação da profissão por quase uma década Somente em 1998, com a Lei nº 9.696, a profissão de Educação Física foi regulamentada definitivamente, criando o CONFEF (Conselho Federal de Educação Física) e os CREFs (Conselhos Regionais). Esse atraso gerou debates intensos na categoria, pois muitos profissionais atuavam sem reconhecimento legal ou fiscalização adequada.
Importância do episódio - O veto de Sarney mostra como a regulamentação de profissões no Brasil depende não apenas de aprovação legislativa, mas também de consenso político e jurídico. A decisão refletia uma visão de que a regulamentação proposta era prematura e restritiva, mas também evidenciou a força do movimento da categoria, que continuou pressionando até conquistar a lei em 1998.
Em resumo: Sarney vetou a proposta de Darcy Pozza porque considerou que ela restringia indevidamente o exercício da profissão e criava obrigações sem respaldo constitucional ou consenso político. A regulamentação só veio anos depois, com a Lei nº 9.696/98.
(Em 1984 foi apresentado o Projeto de Lei 4559/84 que pedia a regulamentação da profissão. Esta só foibrainly.com.br; crefsp.gov.br/storage/app/arquivos/85d281b2a6b8dff33a13a28fedb3c1ea.pdf;
O governo alegou que isso feria a Constituição de 1988, que só permite limitar profissões por lei quando há risco à coletividade. Além disso, o projeto atribuía funções de fiscalização e organização a um conselho profissional sem base legal consolidada.
Detalhes jurídicos e políticos do veto
Reserva de mercado: O projeto previa que apenas portadores de diploma em Educação Física poderiam atuar como professores, técnicos ou treinadores. Isso foi considerado uma barreira injustificada ao exercício profissional.
Liberdade profissional na Constituição: A Constituição de 1988 (art. 5º, XIII) garante que “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. O governo entendeu que o projeto extrapolava esse limite, criando exigências sem justificativa de proteção social.
Competência legislativa: O texto também criava um conselho profissional com poder de fiscalização. Sarney alegou que isso não estava suficientemente fundamentado em lei complementar e poderia gerar insegurança jurídica.
Momento político: O Brasil vivia a transição democrática pós-1988. Havia resistência a projetos que pudessem ser vistos como corporativistas ou restritivos, especialmente em áreas ligadas à educação e ao esporte.
Consequências imediatas - O veto adiou a regulamentação da profissão por quase 10 anos. Muitos profissionais continuaram atuando sem reconhecimento legal, o que gerava insegurança tanto para trabalhadores quanto para empregadores. O movimento da categoria se fortaleceu, culminando na aprovação da Lei nº 9.696/1998, que finalmente regulamentou a profissão e criou o CONFEF e os CREFs.
Importância histórica - O veto de Sarney mostra como a regulamentação de profissões no Brasil depende de equilíbrio entre liberdade individual e proteção coletiva. Também evidencia a tensão entre interesses corporativos (profissionais buscando reconhecimento e exclusividade) e a visão governamental de evitar monopólios ou reservas de mercado. A lei de 1998 foi mais amadurecida, trazendo regras claras e respaldo constitucional, o que explica por que foi aceita sem veto. Em resumo: Sarney vetou porque o projeto de Darcy Pozza criava restrições excessivas ao exercício da profissão, sem justificativa constitucional, e atribuía poderes a um conselho ainda sem base legal. Só em 1998 a regulamentação foi aprovada de forma definitiva.
(CONFEF – CREF13/BA; Em 1984 foi apresentado o Projeto de Lei 4559/84 que pedia a regulamentação da profissão. Esta só foi - brainly.com.br; CONFEF)
Comparação entre o Projeto de 1984 e a Lei de 1998
Aspecto Projeto Darcy Pozza (1984) Lei nº 9.696/1998
Exclusividade profissional
Base constitucional
Conselho profissional
Criava reserva de mercado: apenas graduados em Educação Física poderiam atuar como professores, técnicos, treinadores e instrutores.
Texto anterior à Constituição de 1988. Não se alinhava ao princípio da liberdade profissional (art. 5º, XIII).
Criava um conselho de fiscalização sem base legal consolidada, o que
Reconhece a profissão, mas não impede outras áreas de atuarem em atividades correlatas (ex.: médicos, fisioterapeutas). Define que atividades próprias da Educação Física devem ser exercidas por profissionais registrados.
Elaborada já sob a Constituição de 1988, respeitando a liberdade profissional e estabelecendo requisitos claros de formação.
Institui o CONFEF e os CREFs, com atribuições
Aspecto
Projeto Darcy Pozza (1984)
Lei nº 9.696/1998
foi considerado inconstitucional. claras e respaldo legal para registro e fiscalização.
Formação exigida
Exigia diploma específico em Educação Física para praticamente todas as funções ligadas ao esporte e lazer.
Amplitude da regulamentação
Texto considerado restritivo e corporativista, limitando o mercado de trabalho.
Exige formação superior em Educação Física para o exercício da profissão regulamentada, mas não abrange todas as funções esportivas (ex.: técnicos de modalidades podem ter outras formações).
Texto mais equilibrado, garantindo reconhecimento profissional sem excluir outras áreas.
Aceitação política
Vetado integralmente por Sarney em 1989 por ser considerado restritivo e inconstitucional.
Aprovado em 1998, após amadurecimento político e jurídico, sem veto presidencial.
Aqui está a linha do tempo ilustrada que você pediu. Ela mostra os três marcos principais: o projeto de Darcy Pozza em 1984, o veto de Sarney em 1989 e a aprovação definitiva da Lei nº 9.696 em 1998.
Como interpretar a linha do tempo
1984 – Projeto Darcy Pozza: Primeira tentativa de regulamentar a profissão de Educação Física, mas considerada restritiva.
1989 – Veto de Sarney: O projeto foi aprovado pelo Congresso, mas vetado integralmente por criar reserva de mercado e não se alinhar à Constituição.
1998 – Lei nº 9.696: Regulamentação definitiva, criando o CONFEF e os CREFs, com regras mais equilibradas e constitucionais.
Essa visualização ajuda a perceber como o veto de Sarney não encerrou o movimento, mas funcionou como um ponto de inflexão que levou a uma proposta mais madura e aceita anos depois.
Aqui está a linha do tempo ilustrada com os principais marcos da regulamentação da profissão de Educação Física no Brasil, incluindo os eventos intermediários que marcaram o processo:
Destaques da linha do tempo
1984: Projeto Darcy Pozza (PL 4559/84) apresentado ao Congresso.
1989: Projeto aprovado, mas vetado integralmente por José Sarney.
Início dos anos 1990: Mobilizações da categoria e debates parlamentares intensificam a pressão.
1996: Entidades esportivas reforçam apoio e o tema ganha força no Congresso.
1998: Aprovação da Lei nº 9.696, regulamentando a profissão e criando o CONFEF e os CREFs.
Essa linha do tempo mostra como o veto de Sarney foi um ponto de inflexão que obrigou a categoria a amadurecer sua proposta, culminando em uma regulamentação mais sólida e constitucional em 1998.
Aqui está a linha do tempo ilustrada com os principais marcos da regulamentação da profissão de Educação Física no Brasil, incluindo os eventos intermediários que marcaram o processo:
Destaques da linha do tempo
1984: Projeto Darcy Pozza (PL 4559/84) apresentado ao Congresso.
1989: Projeto aprovado, mas vetado integralmente por José Sarney.
Início dos anos 1990: Mobilizações da categoria e debates parlamentares intensificam a pressão.
1996: Entidades esportivas reforçam apoio e o tema ganha força no Congresso.
1998: Aprovação da Lei nº 9.696, regulamentando a profissão e criando o CONFEF e os CREFs. Essa linha do tempo mostra como o veto de Sarney foi um ponto de inflexão que obrigou a categoria a amadurecer sua proposta, culminando em uma regulamentação mais sólida e constitucional em 1998.
Importância da Lei 9.696/98
Profissionalização: Estabeleceu que apenas pessoas com diploma em Educação Física poderiam atuar oficialmente como profissionais da área.
Conselhos: Criou o CONFEF (Conselho Federal de Educação Física) e os CREFs (Conselhos Regionais), responsáveis por registro e fiscalização.
Reconhecimento: Foi um marco para consolidar a Educação Física como profissão regulamentada, garantindo direitos e deveres.
Conexão entre Mascarenhas e Pozza
Eduardo Mascarenhas conseguiu “emplacar” o projeto em 1998 porque retomou a ideia de Darcy Pozza, adaptando-a ao contexto político da época.
O veto de Sarney mostra como a regulamentação enfrentou resistência inicial, mas a persistência da categoria e de parlamentares favoráveis acabou resultando na aprovação definitiva anos depois.
�� Em resumo: Eduardo Mascarenhas foi o autor do projeto que virou a Lei 9.696/98, mas sua base foi o texto de Darcy Pozza, que havia sido vetado por Sarney.
OS ZEROS QUE BORDAM O TEMPO
LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ
Há anos que passam como brisa, e há anos que se erguem como monumentos. Este é o tempo dos zeros à direita, círculos perfeitos que não se esgotam: multiplicam memórias, ampliam conquistas, eternizam amizades. Cada zero é como um sol que nasce no horizonte da vida, iluminando o que já foi e o que ainda virá.
Cinquenta anos da formatura em Educação Física — Curitiba guardada como um relicário de juventude, onde o corpo aprendeu a ser ponte entre disciplina e liberdade.
Cem anos do Primeiro Congresso Brasileiro de Educação Física — lembrança acesa por Laércio, como quem sopra brasas antigas para reacender o fogo da história.
Quarenta anos da Viva Água — corrente que não cessa, rio que canta saúde e vitalidade.
E o calendário, como um oráculo, anuncia o futuro: cinquenta anos da chegada a Imperatriz, cidade que se fez destino e raiz.
Cinquenta anos de amizade com Laércio, iniciada em outubro, cultivada como árvore que floresce em todas as estações.
Cinquenta anos do primeiro título brasileiro em Handebol, grito que ainda ecoa nos ginásios invisíveis da memória.
Os zeros à direita não são apenas algarismos. São círculos de eternidade, luas que se repetem no céu da existência, lembrando que o tempo não apaga — ele amplia.
Cada número redondo é um marco, cada celebração é um poema escrito com a tinta da vida.
Assim, entre festas e lembranças, entre conquistas e esperanças, este é o ano em que os zeros se alinham como constelações.
E cada zero, à direita, é um convite para dançar com o tempo, agradecer ao passado e abraçar o futuro. Porque a vida, como os números, cresce quando se soma, e se engrandece quando se multiplica.
Ode aos Zeros à Direita
Ó tempo que se curva em círculos, ó memória que se multiplica em cifras redondas, este é o ano dos muitos zeros, ano em que a vida se engrandece como muralha erguida sobre séculos.
Cinquenta anos de formatura em Educação Física, Curitiba guardada como altar da juventude, onde o corpo aprendeu a ser templo e o espírito, chama indomável.
Cem anos do Primeiro Congresso Brasileiro de Educação Física, lembrado por Laércio, guardião da história, como quem acende tochas antigas para iluminar o caminho dos que virão.
Quarenta anos da Viva Água, fonte que não seca, rio que canta saúde, corrente que perpetua a vida.
E o futuro já se anuncia, com sua voz de trombeta: cinquenta anos da chegada a Imperatriz, cidade que se fez raiz e destino.
Cinquenta anos de amizade com Laércio, aliança forjada em outubro, resistente como rocha, fecunda como árvore eterna.
Cinquenta anos do primeiro título brasileiro em Handebol, grito que ecoa como vitória imortal, inscrito nos anais da memória coletiva.
Ó zeros à direita, não sois algarismos, sois constelações, sois luas repetidas, sois coroas de eternidade.
Cada círculo é um sol que nasce, cada número redondo é um monumento, cada celebração é um poema gravado na pedra viva do tempo.
Assim cantamos, em festa e reverência, porque a vida, como os números, não se apaga — se multiplica. E cada zero, à direita, é um convite à grandeza, um chamado à eternidade
Quando a Igreja de São João Batista de Vinhais Velho virou Paróquia? Entenda a história por trás do monumento
Quando a Igreja de São João Batista de Vinhais Velho virou Paróquia? Entenda a história por trás do monumento | O Imparcial
O estudo revela curiosidades históricas sobre a Igreja, principalmente a respeito de qual data comemorar sua elevação à paróquia
Igreja de São João Batista (Foto: Reprodução)
Por: Leopoldo Vaz e Delzuite Vaz — Especial para O Imparcial22 de Novembro de 2025
Comemora-se a 20 de outubro a primeira missa rezada na capela erguida pelos padres franciscanos, franceses, vindos na armada de La Ravardiére para a instituição da França Equinocial, em 1612.
A antiga Aldeia de Uçaguaba, a segunda em importância dentre as 27 aldeias então existentes na Ilha de Upaon-Áçú, já recebera o nome de Miganville quando do estabelecimento dos franceses em 1594. Com a chegada de nova turma de religiosos, jesuítas, quando da reconquista portuguesa, recebe o nome de Aldeia da Doutrina.
Com a usurpação das terras indígenas, na década de 1750, pelo Marques de Pombal, e a consequente expulsão dos jesuítas de todo território pertencente a Portugal, a Aldeia da Doutrina foi elevada a categoria de Vila, recebendo a denominação de ‘Vila Nova de Vinhais”, em alusão à uma das mais antigas vilas portuguesas, Vinhais – como era costuma à época, de batizar cidades no Maranhão – e no Brasil, antigas colônias – com o nome de cidades e vilas portuguesas.
A então igreja existente é elevada à Paróquia, com a denominação de “Paróquia de São João dos Poções”. Posteriormente, da Vila de Vinhais. Era o ano de 1757.
A 1º de agosto de 1757 – data da elevação da então Aldeia da Doutrina à categoria de Vila – foi criada a freguesia de São João Batista de Vinhais atendendo a Resolução Régia de 13 de julho de 1757. Essa configuração se estende até 1835, quando há o esbulho das terras indígenas e a Vila de Vinhais é incorporada ao Município de São Luís, como Distrito. No entanto, sua Igreja permanece como sede de Paróquia.
No ano de 1997, com a construção da Igreja de Nossa Senhora de Fátima da Foz do Rio Anil, a sede da Paróquia foi transferida para aquela Igreja. A de São João Batista perde o status de sede da Paróquia, então. Os moradores da Vila e do Recanto protestam, junto à Cúria Metropolitana. E conseguem o retorno da sede por ocasião do 4º Centenário de comemoração da primeira missa rezada, em 20 de outubro de 2012. Voltamos a ser sede de paróquia.
Próximo a completar 270 anos (2027) como paróquia – e 13 anos, este ano, de sua restituição – quando, mesmo devemos comemorar esta data? 13 de julho? 1º de agosto? Ou 20 de outubro? Sou pelo 13 de julho –completados 268 este ano.
Preparemo-nos, então, para comemorar tres datas festivas – a Festa das Águas, em junho, por ocasião das Festas Juninas, onde se comemora São João Batista, o 20 de outubro, dará da primeira missa rezada, e agora, 13 de junho, data da elevação à Paróquia…
A SKATISTA RAYSSA LEAL, A FADINHA DO SKATE, CELEBROU SUA FORMATURA NO ENSINO MÉDIO, DESTACANDO-SE POR CONSEGUIR MANTER A ROTINA DE ATLETA PROFISSIONAL SEM ABRIR MÃO DOS ESTUDOS. AOS 17 ANOS, RAYSSA É DE IMPERATRIZ, NO MARANHÃO, E JÁ PARTICIPOU DE DUAS EDIÇÕES DOS JOGOS OLÍMPICOS E É UM DOS MAIORES NOMES DO ESPORTE BRASILEIRO - ALCANÇANDO FEITOS MUNDIAIS NA MODALIDADE.
COM UM PATRIMÔNIO ESTIMADO EM R$ 90 MILHÕES, FRUTO DE PREMIAÇÕES E PARCERIAS, RAYSSA LEAL É UM EXEMPLO DE DEDICAÇÃO E SUCESSO.
Nesta quarta-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o PLP 234/2024, que torna a Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) uma política de Estado permanente. Com isso, os recursos provenientes de renúncia fiscal passam a ser aplicados de forma contínua em projetos esportivos e paradesportivos em todo o Brasil, garantindo mais estabilidade, planejamento e impacto social.
O novo marco também fortalece a segurança jurídica, estabelecendo condições e limites claros para a concessão dos incentivos fiscais e estimulando a participação de empresas e pessoas físicas. A partir de 2028, a dedução para pessoas jurídicas será ampliada de 2% para 3%, podendo chegar a 4% em projetos voltados para inclusão social, enquanto pessoas físicas poderão seguir deduzindo até 7% do Imposto de Renda.
É um passo decisivo para ampliar oportunidades, fortalecer o desenvolvimento esportivo e impulsionar o futuro do esporte brasileiro.
No envio do projeto para conseguir a "autorização" para buscar patrocínio, é obrigatório colocar a dimensão do esporte: educacional, participação ou alto rendimento. Ocorre que na Lei Geral do Esporte, mais recente, existe a categoria "formação esportiva", que não existe na LIE. Eu precisaria ler melhor para falar mais
Orgulho que transborda!
Luisa Varão, Eduardo Araújo e Felipe Abinader deram um verdadeiro show nas piscinas e conquistaram medalhas nos Troféus Jupirinha e Félix Pinto, mostrando que dedicação, disciplina e amor pelo esporte fazem toda a diferença.
Cada conquista representa horas de treino, superação e o apoio de famílias, professores e treinadores que acreditam no potencial de cada estudante.
Parabéns aos nossos medalhistas da natação! Vocês nos enchem de orgulho e seguem inspirando novos futuros dentro e fora das piscinas.
Arraste para o lado e confira nossos campeões!
CENTENÁRIO DO 1º CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
DE 12 DE DEZEMBRO DE 2025 ATÉ 12 DE DEZEMBRO DE 2025
BRASIL, ATIBAIA-SP.
Realização: CEV- Centro Esportivo Virtual Endereço Online Online
Programa
Dia 12 de dezembro de 2025, das 17 às 18 horas.
Celebração do Centenário do 1º Congresso Brasileiro de Educação Física com comentários de historiadorers e professores de Educação Física
Capítulo do livro Da Educação Física com a entrevista de Fernando de Azevedo explicando a realização do congresso
Convidados:
Coriolano Pereira da Rocha Junior Leopoldo Gil Dulcio Vaz
Lamartine Pereira da Costa
Mauro Betti
UMA HISTÓRIA DE 40 ANOS
LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ
Quando o Prof Dimas – como é mais conhecido Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araujo – regressou ao Maranhão, após seu período como Sargento do Exercito Brasil servido no Rio de Janeiro, com o Curso de Sargento Monitor do Exército e começou a trabalhar como Professor de Educação Física, após a baixa, e de Natação, não poderia imaginar que uma de suas filhas, Denise, viria a fundar uma Escola de Natação que se tornaria referência mundial em Natação Infantil.
Dando continuidade ao trabalho de seu pai, décadas antes, Denise, junto com seu companheiro, Oswaldo Telles, e uma participação de Dimas, fundaram a Escola de Natação Viva Água,
A escola de natação Viva Água, fundada em 1984 em São Luís – MA, começou com aulas para bebês e crianças em uma pequena piscina e cresceu. As primeiras aulas eram voltadas para 128 alunos de seis meses a cinco anos, realizadas em uma piscina de apenas 5x3 metros. Já no início, a equipe contava com profissionais diversos: uma médica, secretária, tratador de piscinas e responsável por serviços gerais
Com o tempo, a escola ampliou suas atividades além da natação infantil, passando a oferecer modalidades variadas de fitness, lutas, pilates, danças e musculação
A filosofia sempre foi promover saúde, bem-estar, lazer e integração social, com foco em todas as faixas etárias: bebês, crianças, adultos, idosos e pessoas com necessidades especiais.
A Viva Água consolidou-se como um complexo esportivo e não apenas uma escola de natação, mantendo a água como símbolo central, mas expandindo para outras práticas.
Em 1994, fui convidado pelo Laercio Elias Pereira para organizar um evento interno – uma clínica de natação infantil, tendo Stephen Langesdorf como ministrante. Ele, há época, era uma das maiores autoridades mundiais em ensino de natação, em especial, para crianças. Além dele, naquela época, tínhamos um professor brasileiro, associado à uma metodologia francesa. Natação infantil, para bebês e crianças, à época, tinham como referência, como dito, os EUA, França e Austrália. Trouxemos o especialista americano... Ministrada a Clínica, após o seu encerramento, ofereceu-se um jantar ao professor. Na ocasião fez-se o pagamento por seus serviços: US$ 1.000 (mil dólares), além de passagem e estadia. Agradeceu, abriu o envelope e conferiu o dinheiro: está certo, obrigado... e devolveu o envelope! Dizendo: este é o pagamento pelos ensinamentos que recebi, uma metodologia totalmente nova e eficiente de ensino de natação para bebês e crianças. Eu a estou convidando para apresentá-la no Congresso Mundial de Natação para Bebês e Crianças, a se realizar na Austrália, ano que vem. Vai falar em meu lugar, pois a metodologia adotada por você é inovadora... assim foi realizado...
Mas, para chegar à Austrália, havia a necessidade de colocar a prática utilizada no papel, seja, descrever, em bases científicas, o que se fazia instintivamente...
Esse foi o meu trabalho. Descrever o Método Viva Água de ensino de natação para bebes e crianças. Começamos por buscar uma bibliografia, descritiva dos métodos existentes e compará-las e, a seguir, descrever o que era utilizado empiricamente. Concluído o estudo, foi apresentado com grande sucesso.
Logo após, a Academia Americana ofereceu um curso, de qualificação para técnicos/professores de natação para crianças, com certificação, a ser realizado em Oaxaca-México, já naquela época semipresencial. Denise foi, fez as aulas presenciais, apresentou sua metodologia – demonstrando-se grande interesse pelos participantes.
Deve-se esclarecer que naquela época, a Viva Agua, por meu intermédio, conseguiu a contratação de um técnico cubano para prestar serviços por um ano – extendido por mais um -. Fou Herrera Cáceres, junto comigo, que fez a tradução das apostilas do espanhol para o portugues, devidamente estudados, os questionários eram respondidos por Denise, traduzíamos para o espanhol e enviávamos. Foi aprovada com louvor, e recebeu seu certificado americano.
Ao mesmo tempo, Carlos colocava no papel a metodologia utilizada em Cuba, traduzíamos para o portugues, e a repassávamos para os professores e estagiários da Viva Agua.
Começamos, então, a fazer um cotejamento no Metodo desenvolvido pela Denise, para a Viva Agua com a metodologia cubana, aperfeiçoando-o, e resultou no que é hoje, adotado não sõ pela Viva Agua, referencia mundial, como por inúmeras academias e escolas de narração ao redor do mundo.
Loco a seguir, criou-se o INATI, da qual Denise foi presidente várias vezes, que reúne todas as escolas de natação do Brasil, com cursos, palestras e trabalhos em tono do assunto.
A Viva Agua, com seus fundadores, sempre à frente...
GIROPELAS ACADEMIAS LITERÁRIAS
Conheci Meireles quando ele se tornou pároco da Igreja de São João Batista de Vinhais Velho. Desde então temos mantido uma fraternal amizade. No início doas anos 1980, mudamo-nos para o Recanto. Minha mulher, muito católica, junto com alguns vizinhos, tinha que ir a Cohama para a missa, junto com as crianças. A igreja, na Vila Velha, encontrava-se quase arruinada, com o telhado já no chão, em parte. Não havia ofício. Uma senhora moradora lá, cuidava da Igreja. Foi então que decidiu-se recuperar a igrejinha. Constituiu-se uma comissão, informal, composta por Del, sua irmã, Rosely, e Aurineide Mont’Alverne Frota. Uma médica, moradora daqui, responsabilizou-se pela recuperação do telhado. Começou a limpeza da Igreja, retirando-se as fezes de morcegos que estavam por sobre o altar, abertura das portas, fechadas por tijolo – exceto a principal -, janelas, recuperação das portas de madeira, assim como das janelas. Os padres da Cohama começaram a vir, uma vez por semana, a rezar a missa. Começamos, Del e eu, a investigar sobre a história da Igrejinha. Descobrimos muitas coisas, inclusive ser sede de paróquia desde o período colonial. Interferimos junto ao Bispo, para ter um pároco novamente. Foi quando Meireles, recém-chegado do Doutorado, feito em Roma, em Direito Canônico foi nomeado, e veio para cá. Ficou por mais de 10 anos... Foi ele quem me recebei quando ingressei no IHGM... O resto, é historia...
A CONTRIBUIÇÃO DA 'FAMÍLIA FELIX' PARA A LITERATURA
“SOCIEDADE DOS POETAS ESQUECIDOS”, POR LEOPOLDO VAZ. 17/11/2025 ÀS 19H02ATUALIZADA EM 17/11/2025 ÀS 20H24
POR: MHARIO LINCOLNFONTE: LEOPOLDO VAZ.
Arte: mhl
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Foto: (Parte da família Felix, poetas e artistas. Da esquerda para a direita: Aurora Correia Lima Felix, Isabel Fialho Felix (Biluquinha), Mhario Lincoln Felix, Flor de Lys Felix e Orquídea Felix. Integram no mesmo diapasão: Soraya Felix (excelente poetisa), Isabel Felix (neta e poetisa), Gardênia Felix (neta e poetisa), o grande poeta maior Marconi Felix (Caldas), neto e fundador da Academia Maranhense dos Novos, entidade que bateu de frente com a Academia Maranhense de Letras, um dos maiores embates poéticos da história do Maranhão. Tem também Vicenir Felix (também neta de Isabel Felix), que é uma exímia artista visual e escritora de poemas breves.)
Autor do texto: LEOPOLDO VAZ, IHGM e Academia Poética Brasileira e Academia Ludovicense de Letras, CEV.
Estou publicando uma série de antologias - "Sociedade dos Poetas Esquecidos" -, onde busco recuperar e preservar poesias publicadas em jornais maranhenses, celebrando os 200 anos da imprensa no estado. Os objetivos são:
- Preservação Cultural: A antologia ajuda a preservar a produção literária de poetas que, de outra forma, poderiam ser esquecidos, garantindo que suas obras continuem acessíveis para futuras gerações.
-Valorização Local: Ao destacar poetas maranhenses, a série valoriza a cultura e a identidade literária do estado, promovendo um maior reconhecimento dos autores locais.
- Educação e Pesquisa: A antologia serve como uma fonte rica de material para pesquisadores, estudantes e entusiastas da literatura, facilitando o estudo e a apreciação da poesia maranhense.
- Comemoração Histórica: Celebrar os 200 anos da imprensa no Maranhão através dessa série reforça a importância histórica e cultural da imprensa na disseminação da literatura e das ideias no estado. Além de autores conhecidos e influenciadores, com grande impacto na literatura maranhense, como Nascimento de Moraes; Mata Roma: Rubem Almeida, dentre outros. Outros, já esquecidos, ou mesmo desconhecidos, são resgatados, como Aurora Correia Lima Felix: Uma poeta maranhense que escreveu sobre temas místicos e nostálgicos.
Sua poesia frequentemente exalta o místico e o espirit ual, elevando pensamentos para o azul e reafirmando o bem absoluto. Aurora expressa uma profunda saudade da infância e dos tempos passados, como visto em poemas que evocam memórias de sua juventude.: Descrições detalhadas da natureza e do ambiente ao seu redor são comuns, criando uma conexão entre o mundo físico e o espiritual. Seus poemas também exploram questões existenciais, como a busca por significado e a unidade infinita do ser.
No resgate dessa poetisa, encontramos que Aurora Correia Lima Felix é tia de Mhario Lincoln Felix, escritor, jornalista e membro da Academia Poética Brasileira, conhecido por seu trabalho na preservação da memória literária e cultural do Maranhão. Ambos têm contribuído significativamente para a literatura e cultura do estado.
A influência da família nas carreiras literárias de Aurora Correia Lima Felix e Mhario Lincoln Felix é significativa e multifacetada. Aurora Correia Lima Felix foi profundamente influenciada por sua família, especialmente no que diz respeito à sua educação e valores. Ela nasceu em uma família que valorizava a cultura e a educação, o que a incentivou a seguir uma carreira literária e jurídica. Sua poesia reflete temas de misticismo e nostalgia, que podem ser atribuídos às influências familiares e às memórias de sua infância. Além disso, o apoio familiar foi crucial para sua formação como promotora de justiça, sendo a primeira mulher a assumir esse cargo no Maranhão.
Jogos familiares
Mhario Lincoln Felix também foi influenciado pela tradição literária de sua família. Como sobrinho de Aurora, ele cresceu em um ambiente que valorizava a literatura e a preservação da memória cultural. Essa influência familiar é evidente em seu trabalho como escritor e jornalista, onde ele se dedica à preservação da história literária do Maranhão. Mhario é conhecido por suas contribuições para a literatura maranhense e por seu papel ativo em instituições culturais, como a Academia Poética Brasileira.
A família de ambos proporcionou um ambiente rico em cultura e educação, incentivando a exploração literária e a preservação da memória cultural. Esse apoio familiar foi fundamental para o desenvolvimento de suas carreiras e para a contribuição significativa que ambos fizeram à literatura maranhense.
Outro exemplo, foi o resgate de 'Vovó Biluquinha' - Isabel Fialho Felix, conhecida carinhosamente como Vovó Biluqinha, é a avó materna de Mhario Lincoln Felix e uma poetisa maranhense cuja obra foi resgatada pelas minhas pesquisas (Leopoldo Gil Dulcio Vaz). Nascida em Grajaú, Maranhão, em 5 de maio de 1905, Isabel casou-se aos 13 anos com o libanês Antonio Cachem Felix e teve uma vida marcada por sua dedicação à família e à poesia.
Isabel Fialho Felix é autora do livro de poesias "O Por-do-Sol de Minha Terra", escrito à beira do rio Itapecuru. Seus versos foram publicados em várias revistas literárias do país e receberam elogios de críticos renomados. A poesia de Isabel é caracterizada por sua autenticidade e conexão profunda com a natureza e a vida cotidiana.
Prateleiras
Creio que desempenhei um papel crucial no resgate da obra de Isabel, trazendo à tona seus trabalhos e vida ilustre. Esse esforço de preservação é fundamental para valorizar a contribuição de Isabel à literatura maranhense e garantir que suas obras continuem acessíveis para futuras gerações.
A influência de Isabel na família é evidente, especialmente em Mhario Lincoln Felix, que também seguiu uma carreira literária e jornalística. A memória e as histórias de Vovó Biluquinha são uma fonte de inspiração para Mhario, refletindo a rica tradição literária da família. Veja um dos versos do livro:
O Por-do-Sol de Minha Terra
O sol se põe no horizonte distante, Derramando ouro sobre o rio Itapecuru.
As águas refletem seu brilho radiante, E a natureza se despede em um último suspiro.
As árvores sussurram segredos antigos, Enquanto a noite lentamente se aproxima.
E eu, em silêncio, contemplo os amigos, Que a vida levou, mas a memória estima.
O por-do-sol de minha terra querida, É um poema que a alma recita.
Um momento de paz, uma despedida, Que eternamente no coração habita.
Flor de Lyz Felix, mãe de Mhario Lincoln Felix, foi uma figura importante na sociedade maranhense, conhecida por seu trabalho como colunista social e jornalista. Embora não seja amplamente conhecida como poetisa, sua contribuição para a cultura e memória social do Maranhão é significativa. Compôs várias músicas e poemas curtos e escreveu ininterruptamente por 55 anos, diariamente, na imprensa ludovicense.
Outro membro da família que se dedica à imprensa é Orquídea Santos, filha de Flor de Liz Felix e irmã de Mhario Lincoln Felix, é uma colunista social que continua o legado de sua mãe. Ela é conhecida por seu trabalho na crônica social, documentando eventos e figuras importantes da sociedade maranhense
Orquídea Santos, como colunista social e escritora, é profundamente inspirada pela rica tradição literária de sua família. Cada membro da família Felix contribuiu de maneira única para a cultura e literatura maranhense, influenciando Orquídea Felix em seu trabalho na imprensa local.
Avó: Isabel Fialho Felix (Vovó Biluquinha) Isabel, conhecida por sua obra "O Por-do-Sol de Minha Terra", escreveu poesias que evocam memórias da infância e a beleza da natureza. Orquídea se inspira na autenticidade e profundidade dos versos de sua avó, que capturam a essência da vida no Maranhão. Tia: Aurora Correia Lima Felix, é conhecida por sua poesia mística e reflexiva, como visto em "Poemas Brancos". Orquídea incorpora essa profundidade espiritual e introspectiva em suas próprias crônicas sociais, valorizando a conexão entre o mundo físico e o espiritual.
Mãe: Flor de Lyz Felix foi pioneira no colunismo social no Maranhão, documentando eventos e figuras importantes. Orquídea segue os passos de sua mãe, continuando a tradição de registrar e valorizar a memória social do estado.
Filho e neto: Mhario Lincoln Felix escritor e jornalista dedicado à preservação da memória literária e cultural do Maranhão. Orquídea se inspira em seu compromisso com a documentação e valorização das contribuições locais, aplicando esses princípios em seu próprio trabalho. Integram no mesmo diapasão: Soraya Felix (excelente poetisa), Isabel Felix (neta e poetisa), Gardênia Felix (neta e poetisa), o grande poeta maior Marconi Felix (Caldas), neto e fundador da Academia Maranhenses dos Novos, entidade que bateu de frente com a Academia Maranhense de Letras, um dos maiores embates poéticos da história do Maranhão. Tem também Vicenir Felix (também neta de Isabel Felix), que é uma exímia artista visual e escritora de poemas breves.
Como se vê, a influência da "Família Felix é evidente na maneira como Orquídea Santos, ainda na ativa, aborda a crônica social, valorizando a memória cultural e social do Maranhão. Ela combina a profundidade poética de sua avó e tia com a dedicação à crônica social de sua mãe e irmão, criando uma obra rica e multifacetada.
QUANDO
ENTENDA A HISTÓRIA POR TRÁS DO MONUMENTO
O estudo revela curiosidades históricas sobre a Igreja, principalmente a respeito de qual data comemorar sua elevação à paróquia. 23/11/2025 às 10h15Atualizada em 23/11/2025 às 10h44 Por: Mhario Lincoln Fonte: Leopoldo Vaz e Delzuite Vaz (autores).
Vaz
ao fundo,
(Autor do texto): Leopoldo Vaz e Delzuite Vaz
Comemorou-se 20 de outubro a primeira missa rezada na capela erguida pelos padres franciscanos, franceses, vindos na armada de La Ravardiére para a instituição da França Equinocial, em 1612.
A antiga Aldeia de Uçaguaba, a segunda em importância dentre as 27 aldeias então existentes na Ilha de Upaon-Áçú, já recebera o nome de Miganville quando do estabelecimento dos franceses em 1594. Com a chegada de nova turma de religiosos, jesuítas, quando da reconquista portuguesa, recebe o nome de Aldeia da Doutrina.
Com a usurpação das terras indígenas, na década de 1750, pelo Marques de Pombal, e a consequente expulsão dos jesuítas de todo território pertencente a Portugal, a Aldeia da Doutrina foi elevada a categoria de Vila, recebendo a denominação de ‘Vila Nova de Vinhais”, em alusão à uma das mais antigas vilas portuguesas, Vinhais – como era costuma à época, de batizar cidades no Maranhão – e no Brasil, antigas colônias – com o nome de cidades e vilas portuguesas.
A então igreja existente é elevada à Paróquia, com a denominação de “Paróquia de São João dos Poções”. Posteriormente, da Vila de Vinhais. Era o ano de 1757.
A 1º de agosto de 1757 – data da elevação da então Aldeia da Doutrina à categoria de Vila – foi criada a freguesia de São João Batista de Vinhais atendendo a Resolução Régia de 13 de julho de 1757. Essa
Leopoldo
e
a Igreja de São João Batista.
configuração se estende até 1835, quando há o esbulho das terras indígenas e a Vila de Vinhais é incorporada ao Município de São Luís, como Distrito. No entanto, sua Igreja permanece como sede de Paróquia.
No ano de 1997, com a construção da Igreja de Nossa Senhora de Fátima da Foz do Rio Anil, a sede da Paróquia foi transferida para aquela Igreja. A de São João Batista perde o status de sede da Paróquia, então. Os moradores da Vila e do Recanto protestam, junto à Cúria Metropolitana. E conseguem o retorno da sede por ocasião do 4º Centenário de comemoração da primeira missa rezada, em 20 de outubro de 2012. Voltamos a ser sede de paróquia.
Próximo a completar 270 anos (2027) como paróquia – e 13 anos, este ano, de sua restituição – quando, mesmo devemos comemorar esta data? 13 de julho? 1º de agosto? Ou 20 de outubro? Sou pelo 13 de julho –completados 268 este ano.
Vale, então, comemorar tres datas festivas – a Festa das Águas, em junho, por ocasião das Festas Juninas, onde se comemora São João Batista, o 20 de outubro, a primeira missa rezada, e o 13 de julho, data da elevação à Paróquia…
A QUEDA
OS ROCINANTES DE QUIXOTE E AS BELAS ADORMECIDAS SE LIGAM POR ÊXTASES
PIRAMIDAIS DE COR E MAGIA, ENTRE A LETARGIA DO ÓSCULO E A EFUSIVA RAZÃO DO SEIO, NO INCANSÁVEL MISTÉRIO AZUL. II
DO FÁRMACO DA ILUSÃO ELÍPTICA; DE PANDORA, ABRINDO SONHOS; DA ASCENSÃO AO DELÍRIO; DO FICTÍCIO À DESILUSÃO DE SOFIA. NA TRADUÇÃO LITERAL DA QUEDA. ................ ODEIO FÁRMACOS!
DO LIVRO: O SEXTO SEXO *MHARIO LINCOLN
Há momentos em que a vida faz um círculo perfeito — e este foi um deles.
Na Escola Francisco Rodrigues, que leva o nome do meu bisavô, presenciei um momento muito especial da minha trajetória como escritora: uma aluna leu, com emoção (e representando sua turma), um resumo do meu livro “Por que as flores não serão mais beijadas?”.
Ouvir minha própria obra ganhar voz nas palavras de uma estudante, em uma escola da zona rural de Nina Rodrigues, foi um reencontro com minhas raízes, com a força da educação e com a beleza que nasce quando a literatura floresce no coração das novas gerações.
Gratidão à escola, aos professores e aos alunos por esse gesto tão afetuoso. Que as flores da imaginação sigam sendo beijadas pela leitura, pela arte e pelo amor ao conhecimento.
EDMILSON
SANCHES* * *
Tempos atrás, li em seção de erros de um jornal de São Paulo a observação de que nomes de tribos indígenas não têm plural. O jornal, pressurosamente, se penitenciava de erro cometido em manchete principal de uma de suas edições.
Não. Nesse caso, ao colocar o nome “guajajaras” no plural, o jornal não errou. Quando devidamente adaptadas à nossa grafia e, até, legitimadas pelo hábito, as palavras procedentes de um idioma que não seja o português são flexionadas de acordo com a nossa língua. Tanto é que não dizemos ou escrevemos os plurais da língua latina — na farta exemplificação de Napoleão Mendes de Almeida, em seu “Dicionário de Questões Vernáculas” — “os ‘mapae mundi’”, “os ‘onera’ do processo”, “os ‘veredicta’”. Dizemos e escrevemos “os mapas-múndi”, “os ônus do processo”, “os veredictos”.
Há uma "Convenção para a Grafia de Nomes Tribais", setentã, estabelecida em 14 de novembro de 1953 pela Associação Brasileira de Antropologia. A convenção é criticada por alguns antropólogos. O documento fixa grafia maiúscula para os nomes das nações/povos indígenas e ausência de plural. Há os que observam que a notação maiúscula é só importação do costume da Língua Inglesa, que escreve em caixa-alta a letra inicial daqueles nomes. Outros, inclusive o antropólogo Julio Cezar Mellatti, falam da pretensão dessa convenção de talvez querer "constituir-se numa nomenclatura científica para as sociedades indígenas, como se fossem espécies animais e vegetais". Nas duas edições que tenho do Mapa Etno-histórico de Curt Nimuendaju (1981 e 1987, do IBGE), embora a imensa maioria de nomes grafados no singular, registram-se diversos com o plural: botocudos, ocren-sacracrinhas, emerillons (do grupo tupi-guarani), rodellas (também chamados tuxás) etc.
A explicação para o uso de maiúscula e não uso de plural teria a ver com o fato de, embora não sendo ou não tendo um país nos termos da cultura "branca", os indígenas referem-se a si mesmos como uma nação, como se um país fossem -- e nomes de países grafam-se no singular, na maioria dos casos: Brasil, Argentina... É a tal coisa. Certa vez, em Fortaleza, em um encontro sobre Língua Portuguesa, fiz um questionamento ao professor Napoleão Almeida sobre a não existência da palavra “extraordinariedade” (pois existe “contrariedade”, “temporariedade” etc.). Ele disse-me para usar o bom senso. Observei-lhe que, em relação ao uso da língua, se prevalecer a regra do bom senso, corremos o risco de ter idiomas individuais. Ele concordou.
Tal se dá a respeito do plural dos nomes de origem indígena já aportuguesados. Estou com a tese e a prática de que sobre eles, nomes, devem recair as normas que disciplinam o uso correto da Língua Portuguesa. Caso contrário, abre-se a possibilidade de ocorrerem tantas exceções ou “usos particulares” quantas forem as instituições humanas. Agora, se o Governo Brasileiro e as Entidades acreditadas oficializarem, passando o nome de tribos indígenas a não ter plural, eu seguiria sem problema. Se permanecessem em todos os casos apenas no singular, os nomes de nações/povos/tribos indígenas passariam a ser um substantivo “singulare tantum”, que é aquele que só se escreve no singular, em contraposição aos substantivos “pluralia tantum”, que são escritos só no plural (por exemplo, núpcias, exéquias).
* * *
Décadas atrás, nossos melhores jornalistas, nossos maiores jornais e revistas colocaram em pauta quase permanente os muitos problemas e a nenhuma solução que afligiam os indígenas ianomâmis.
Se ficava intrigado com a omissão criminosa do Governo, também me intrigava o fato da Imprensa quase nunca escrever ou pronunciar no plural a palavra “ianomâmi” — que, aliás, também é esquecida por alguns de nossos dicionários.
Gramáticos, dicionaristas e escritores consultados sempre dão plural para os nomes de tribos e nações indígenas. Afinal, pronunciamos e escrevemos timbiras, tupis, tapuias, guaranis, nhambiquaras e txucarramães. Por que não “ianomâmis” e, também, “guajajaras”? A grafia é boa, o ouvido não reclama de cacofonia... então, por que não?
Escreve NAPOLEÃO MENDES DE ALMEIDA: “Unicamente quando inadaptável ao vernáculo, quando de terminação estranha às nossas, é que certas palavras obedecem para o plural às regras do idioma de que procedem”.
Meu conterrâneo de Caxias GONÇALVES DIAS, que na época conhecia os indígenas e sua língua como ninguém, deu a uma obra sua o título -- pluralizado -- de “Os Timbiras”. Veja-se, no Dicionário Aurélio, o verbete “timbira”: “Indivíduo dos timbiras, grupo oriental das tribos indígenas jês setentrionais”. Timbiras, jês... tudo no plural.
Em 1954, NUNES PEREIRA publicou no Rio de Janeiro o livro “Os Índios Mauês”. Mauês...
TAUNAY e VON HERING, em épocas distintas, deram título e plural para os trabalhos sobre “Os Guaianãs” (viviam entre o Paraná e o Uruguai) e “Os Caingangues” (grupo indígena dos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e — observe-se os plurais — “são chamados, também, em parte, 'coroados', 'camés' e 'xoclengues'”). Guaianãs... caingangues... coroados... camés... xoclengues...
JOSÉ AUGUSTO CALDAS escreveu, há quase um século, o “Vocabulário da Língua dos BororosCoroados” (os bororos são do Mato Grosso e os coroados são sua família linguística).
Os exemplos se avolumam. Na “Enciclopédia Barsa” (1997, volume “Datapédia e Atlas”, pág. 11): “(...) os índios cambebas”. Cambebas...
Na “Enciclopédia Ilustrada do Conhecimento Essencial” (1998), do Reader’s Digest, pág. 195: “A tradicional imagem dos índios norte-americanos, com ornamentações na cabeça, o arco e a flecha, baseia-se nas tribos indígenas das planícies, como os sioux, os cheyennes e os crows”. Cheyennes... crows...
Está-se vendo: até em inglês faz-se o plural. Estamos em boa companhia...
Os indígenas eram oito milhões (há estimativas de três milhões) no Brasil, em 1500. Pelas vias das doenças e violências várias, teriam sido reduzidos, segundo alguns registros, para algo em torno de duzentos mil, mas o IBGE contou 1.693.535 pessoas indígenas em 2022.
Podemos concluir: Em todo o mundo, os indígenas, tanto na grafia quanto na sobrevivência, são uma questão plural.
Os povos indígenas representam menos de um por cento do total de brasileiros. Se já são poucos no território, não vamos acabar com eles também na gramática.
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P. S. - Falando sobre os termos “índio”, “indígena” e “aborígene”, vale lembrar que a grafia correta de “aborígine”, como se lê, é com “i” depois do “g”, e não “aborígene”, com “e”. A palavra vem do latim “ab origine” (“de origem”); portanto, nada a ver com “indígena”. Esta, etimologicamente, tampouco tem a ver com “índio”: a palavra “indígena” vem do latim “indígena”, que é formado de “inde” (significa “dali”) e “gena” (“gerado”), ou seja, “indígena” significa “do lugar”, aquele gerado no lugar. O substantivo “índio”, sim, vem do nome do país Índia, nome cuja origem passa pelo latim e grego, com o significado de “o rio Indo”, e, ainda, pelas línguas persa (“hind”) e zenda (“heñdu”) e, mais remotamente, chega ao sânscrito “sindhu”, com o significado de “rio”. Ainda hoje, na Índia, há uma região de nome Sindh, onde está o rio Indo.
EDMILSON SANCHES
Por que o Maranhão abandona seu maior patrimônio?
CULTURA MARANHENSE, ECONOMIA E GOVERNO
Mesmo sendo grande, histórica, plural e, ao mesmo tempo, singular, por que a Cultura Maranhense, à exceção de raras pontas de “icebergs”, é tão pouco conhecida pelo Brasil e tão mal “explorada” dentro de nosso próprio Estado?
Cultura, como produção, continua sendo essa “coisa” diferenciada, que tem a ver com o senso estético, com a Arte, com a inspiração, com os valores intelectuais, com os modos de ser, fazer e proceder. Mas Cultura, como consumo, deveria ser encarada e “trabalhada” mais e melhor como item de alto valor econômico agregado.
O Maranhão tem de deixar esse jeito “coitadinho” enquanto território de alto valor histórico e cultural. Temos, podemos e devemos “aparecer”, estar presentes nos diversos cantos, recantos e encantos das demais unidades federativas do Brasil e em outros lugares do mundo.
A ÁREA DE CULTURA
EM UMA ESTRUTURA DE GOVERNO NÃO DEVE SE COMPORTAR APENAS COMO UMA UNIDADE DE DESPESAS, um órgão gerador de custos, MAS, SIM, TAMBÉM UM CENTRO DE RECEITAS -- além, claro, de ser indutor, estimulador, inspirador, catalisador de processos, produtos e serviços culturais, que proporcionem ganhos de imagem, de reforço de identidade... e ganhos financeiros igualmente.
Parece que tentam demonizar a relação “dinheiro—Cultura”. Temos de substituir o “X” pelo “+” ou até pelo “ = ”: não “Cultura X dinheiro”, mas “Cultura MAIS dinheiro”; “Cultura IGUAL (por que não?) a dinheiro”. Que mal há em nossos artistas, em nossos produtores culturais serem reconhecidos também com papelmoeda? (Vale lembrar uma frase atribuída ao bem-humorado Mário Quintana: "Obrigado pelos elogios, mas me dê minha parte em dinheiro").
Artista não é só romantismo, inspiração, estética, sensibilidade. É também contas a pagar, família a sustentar, tranquilidade a assegurar.
É necessária uma nova forma de gerir a Cultura -- sem condicionar a criação artística, claro. O município de São Paulo (SP), por exemplo, tem no segmento cultural o item de maior contribuição para a formação do PIB paulistano, de R$ 828 bilhões 980 milhões 607 mil em 2021 (dados mais recentes do IBGE; PIB, ou Produto Interno Bruto, é a soma de todos os bens -- serviços e produtos -- da economia de um município, estado ou país).
NÃO É SÓ BOI NO PASTO QUE PODE DAR LUCRO. O BOI-BUMBÁ TAMBÉM. Junto com a liberdade e qualidade de nossos produtores e agentes culturais temos de ter também visão e pulso para a contemporânea forma de gerir a Cultura, após esta ser gerada e gestada no útero, no ventre, na mente, na alma, no cérebro, em um "corpus" em qualquer “locus”.
O Maranhão é uma espécie de França do Brasil -- aliás, historicamente, já foi a França Equinocial. Pela grandeza, historicidade, pluralidade e singularidade da Cultura e História que seus filhos fizeram, era para o Maranhão SER e, se é, ESTAR mais presente como opção de consumo, seja pelo turismo histórico-cultural, seja pela Literatura, Música (inclusive clássica), Artes Plásticas, Cultura Popular, Culinária, Artesanato...
Mas a grande realidade é a de que o Maranhão histórica e culturalmente grande ainda é um ilustre desconhecido da maioria --- ou senão de grande parte --- de sua população.
Quem olha a Bandeira do Brasil, olha para o Maranhão. (A bandeira é de autoria de um maranhense).
Quem canta o Hino Nacional, canta também o Maranhão. (Alguns versos do Hino são de autoria de maranhense e foi um maranhense que defendeu a ideia de haver uma letra para o Hino brasileiro, que antes era somente música e arranjos de letras ao sabor dos momentos, conjunturais e situacionais).
Existe o Ministério da Agricultura porque, antes, existiu um maranhense responsável por sua criação.
Se um mesmo brasileiro administrou quatro Estados, esse brasileiro foi um maranhense.
Quem sabe que o Rio de Janeiro é a “Cidade Maravilhosa”, sabe-o porque um maranhense "espalhou" esse título.
A ideia e luta pela construção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro foi de um maranhense e a peça que o inaugurou, de outro maranhense.
O primeiro e maior dramaturgo negro do Brasil, laureado nacionalmente, é maranhense.
O Balé Bolshoi se sustenta até hoje como maior corpo de bailarinos do mundo, e já há anos nele também há pés maranhenses.
Se há uma poesia que é a mais conhecida de todos os brasileiros, ela é de autor maranhense.
Se há um dentista que foi considerado “Glória da Odontologia Brasileira”, autor do primeiro livro de Odontologia no Brasil, pioneiro no uso da anestesia odontológica em no nosso País, é um maranhense.
Se nas Artes Plásticas há um artista considerado “inovador” pelas mais altas mentes brasileiras, esse artista é um maranhense.
Se a França já aplaudiu um grande maestro e compositor clássico brasileiro, este era um maranhense.
Se a escravidão no Brasil teve uma Lei do Ventre Livre, é porque esta lei teve como redator um maranhense.
Também, as primeiras leis de proteção à mulher trabalhadora, ao menor trabalhador, ao índio e ao doente mental, foram lutas pioneiras de um maranhense.
Se temos liberdade de crença e culto, com a separação Igreja—Estado, deve-se a um maranhense.
Se existiram grandes Escolas literárias e artísticas – Parnasianismo, Indianismo, Concretismo, Neoconcretismo, Modernismo nas Artes Plásticas --, é porque existiram grandes escritores e artistas maranhenses, pioneiros criadores ou cocriadores dessas Escolas.
Além das Artes e das Letras, o Maranhão é a terra do maior matemático da História do Brasil e um dos maiores de todo o mundo.
Até em áreas mais distintas, como a ideia de criação do primeiro banco no Brasil e a criação da primeira companhia imobiliária do País foram maranhenses.
A primeira música sertaneja gravada no Brasil, era de um maranhense.
A primeira tradução de Shakespeare em Língua Portuguesa, obra de um maranhense.
Por que os maranhenses não nos louvamos mais disso tudo e muito mais?
Forças políticas e empresariais são no geral ruins com o antes e o agora, com talentos da História e com talentos atuais. Cultura e Economia não são contendores mas complementares. Ambas formam alma e corpo da Civilização.
O Presente e o Passado de História e Cultura maranhenses podem ser base para que se construa uma excepcional referência de Futuro para nosso Estado -- com valorização de imagem e identidade, com ganhos econômicos e inclusão sociocultural.
Mas isso só acontecerá se às falas e aos feitos dos artistas maranhenses houver ouvidos que ouvem e olhos que vejam o (muito) que há para ser visto.
Pois, por enquanto, há uma sensação geral de que nossos artistas estão --- e continuam --- jogando pérolas aos... povos...
...enquanto algo de suíno viceja e grunhe em cochos oficiais.
A Arte e a Cultura torcem para que, pelo menos uma vez mais na História, alguém senão santo mas pelo menos de algum de valor deixe de tanto cochinar em manjedoura e alevante o rosto para o maior dos patrimônios de um povo -- sua Identidade Histórica e Cultural.
Em essência, é ela que sobra e resiste quando tudo o mais que se acredita sólido se desmancha no ar...
EDMILSON SANCHES
INCENTIVO À LEITURA: o papel da Feira Literária de Itapecuru Mirim nesse contexto
Essa crônica é de grande importância ao incentivo dessas manifestações culturais que não deixam um dos grandes legados maranhenses morrerem.
11/11/2025 às 10h19Atualizada em 11/11/2025 às 11h10
Por: Mhario LincolnFonte: Joseane Souza
Bibliotecária, Mestranda em Políticas Públicas – UFMA Gestora da CCJM
As feiras ou festas literárias — como são comumente denominados os eventos voltados principalmente para os livros e a leitura — são espaços em que o mundo da leitura ganha vida. São idealizadas como grandes celebrações para os amantes dos livros, da literatura e da leitura, e em alguns casos se ampliam para as artes, a música e a cultura em geral, reunindo pessoas de todas as idades em um mesmo lugar, bebendo da fonte inesgotável do conhecimento: o livro.
As feiras de livros desempenham um papel fundamental na promoção da leitura, pois criam um espaço de imersão cultural dinâmico, no qual o público — especialmente crianças e jovens — tem a oportunidade de se aproximar dos livros e dos autores de maneira interativa e prazerosa. Esses eventos contribuem para o desenvolvimento do imaginário, a difusão do conhecimento e o fortalecimento do senso de comunidade, além de evidenciarem que a leitura é uma prática plural e enriquecedora, que vai muito além de uma simples obrigação escolar.
Isso é o que acontece há oito anos na cidade de Itapecuru Mirim, com a Festa Literária de Itapecuru Mirim – FLIM, evento realizado pela Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes – AICLA, com apoio da Prefeitura Municipal, por meio de suas Secretarias de Educação, Saúde, Igualdade Racial e diversos parceiros institucionais, como o SESC, a Secretaria de Cultura do Estado, através da Casa de Cultura Josué Montello e da Biblioteca Pública Benedito Leite, entre outros, que contribuem significativamente com o evento.
Nos dias 5, 6, 7 e 8 de novembro, a Praça Gomes de Souza, na cidade de Itapecuru Mirim, se transformou em um palco repleto de atrações literárias e culturais, recebendo centenas de pessoas durante os quatro dias de festa. O ponto alto da programação deste ano foi a presença do cantor maranhense de renome Zeca Baleiro, que também é escritor. Ele participou de uma roda de conversa em homenagem ao músico itapecuruense Nonato Buzar, juntamente com o cantor Gerude e o Sr. Antônio José do Nascimento, amigo pessoal do homenageado. A atividade foi mediada pelo historiador Marcus Saldanha e, em seguida, Zeca Baleiro brindou o público com uma sessão de autógrafos de seu livro Memórias do Estaleiro. Na noite de abertura, presenteou a todos com um belíssimo show musical com sua banda. A música faz parte da FLIM desde sua primeira edição, valorizando os artistas locais. Seguindo com a programação, enfatizamos a importância das palestras, rodas de conversa, contações de histórias, oficinas e lançamentos de livros que aconteceram durante os quatro dias de festa. Essas atividades contribuem para a criação do hábito da leitura. Imagine os adultos, jovens e crianças que participaram dessa programação: os conteúdos abordados, as discussões geradas, as inquietações despertadas — tudo isso tende a se solidificar.
Joseane Souza
Um exemplo foi a palestra “O Rio Itapecuru como cenário da literatura maranhense”, proferida pelo Prof. Dr. Dino Cavalcante, da UFMA. Sem dúvida, após a palestra, muitos se sentiram estimulados a buscar os autores apresentados e ler suas obras. A roda de conversa com a Prof.ª Dr.ª Gabriela Santana e Marcus Saldanha, em homenagem aos 90 anos do poeta Nauro Machado, também despertou curiosidade: quantos conheciam o poeta? Quantos podem dizer que o conhecem a partir dessa palestra?
O mesmo ocorreu com a homenagem às escritoras maranhenses Dagmar Desterro e Conceição Aboud, mediada pela bibliotecária Aline Nascimento (gestora da BPBL) e pelo escritor José Neres, da AML. Destaca-se ainda a participação do Colégio Leonel Amorim, com a apresentação de um trabalho realizado em sala de aula e coordenado pelo Prof. Brenno Bezerra, sobre o romance Os Tambores de São Luís. Houve também o lançamento da edição especial de 50 anos da obra, apresentado por mim e a bibliotecária Wanda França (CCJM), seguido da apresentação da atriz Linda Barros, interpretando Donana Jansen em um texto adaptado pelo Prof. José Neres, inspirado no encontro do Damião e Donana Jansen narrado no romance.
O espaço da Flimzinha, que oportuniza o contato das crianças com a literatura infantil, promoveu a arte da contação de histórias realizada por vários profissionais, que levaram a literatura de forma lúdica, leve e divertida, fazendo com que o público interagisse e saísse de lá com vontade de querer mais e mais.
O papel das instituições educacionais e culturais também se fez presente com a exposição de projetos, acervos literários e culturais e experiências tecnológicas nos 16 estandes montados na FLIM. A Tenda das Artes contou com a presença de artistas locais, apresentando suas técnicas de desenho, pintura e produção de objetos. O contato do público com essa gama de atividades proporciona uma imersão no universo literário e artístico em toda a sua diversidade, de forma prazerosa. Nos lançamentos de livros, conhecer e ter contato com os autores e suas obras faz toda a diferença para o leitor — tanto para os que já conhecem quanto para os que estão conhecendo.
Um episódio interessante aconteceu no estande da Casa de Cultura Josué Montello, instituição que participa da FLIM desde sua primeira edição. Neste ano, levou como principal atração o lançamento da edição comemorativa de 50 anos do romance Os Tambores de São Luís, realizado no dia 6 de novembro, no auditório Nonato Buzar. Durante a feira, passaram pelo estande diversos estudantes e professores de escolas locais, leitores do escritor e muitos visitantes que passaram a conhecê-lo a partir daquele momento.
Entre os visitantes, destacamos a senhora Júlia Almeida, maranhense residente em Urbano Santos, que está iniciando no mundo da escrita. Em relato próprio, apresentou-se como leitora e fã do escritor Josué Montello, contando que conheceu e teve acesso à obra do autor na cidade de Curitiba, onde residiu por muitos anos. Leu todas as obras que encontrou e demonstrou tanta paixão que abraçou e beijou carinhosamente um totem em tamanho natural do escritor exposto no estande. Ela levou um exemplar de Os Tambores de São Luís para presentear o filho.
Essas e muitas outras situações vividas e presenciadas durante os quatro dias da FLIM confirmam a importância de eventos literários serem realizados e mantidos continuamente. Que sejam inseridos nas agendas governamentais como políticas públicas de cultura, com investimentos voltados à formação de uma sociedade leitora, garantindo o acesso ao livro, à leitura e à cultura — direitos fundamentais, assim como a educação, a saúde e a segurança, assegurados na Constituição Federal de 1988.
Para finalizar, enfatizo que participar de uma feira ou festa literária é muito mais do que comprar livros: é fazer parte de um movimento que valoriza a leitura, os escritores e a cultura em suas diversas formas. Entre os benefícios oportunizados ao público das feiras literárias incluem: Descoberta de novos escritores; Exploração de diversos gêneros literários; Estímulo à criatividade; Fortalecimento do hábito de leitura; Democratização do acesso ao livro.
Assim, as feiras de livros são eventos essenciais para abrir horizontes e enriquecer culturalmente os jovens, oferecendo a chave de acesso ao mundo literário de forma envolvente e ajudando a formar leitores beminformados e apaixonados pela leitura. Iniciativas como a FLIM mostra como é possível incentivar crianças e jovens a se apaixonarem pelos livros. A leitura abri portas para novos mundos e as feiras de livros são um convite para essa aventura.
Que venham muitos eventos literários!
Que a FLIM 2026 venha com mais atrações e apoio!
ACADEMIA BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES - ABRAMES
PALESTRA NA UFMA, DIÁLOGOS BAIXADEIROS. TERMOS E TOPONIMOS TUPIS PRESENTES
NA BAIXADA MARANHENSE
AMIGOS DA BAIXADA : MATINHA, VIANA, ARARI.
COM O ESCRITOR SÉRGIO RODRIGUES NA AML. LANÇAMENTO DO LIVRO ESCREVER É HUMANO.
ALGUNS DE NÓS DA ALL ESTIVEMOS COM RÉGIS SCHRODER, DO SUPERMERCADO MATHEUS, DURANTE SUA FALA NA AML SOBRE A BIBLIOTECA MARIA FIRMINA DOS REIS.
LANÇAMENTO COLETIVO DE OBRAS MARANHENSES ELE ESTÁ DE VOLTA!
A BIBLIOTECA PÚBLICA BENEDITO LEITE REALIZA MAIS UMA EDIÇÃO DO LANÇAMENTO COLETIVO DE OBRAS MARANHENSES, UM DOS MAIORES E MAIS AGUARDADOS PROJETOS LITERÁRIOS DO ESTADO. O EVENTO ACONTECERÁ NO DIA 5 DE DEZEMBRO, NOS JARDINS DA BIBLIOTECA, EM UMA CELEBRAÇÃO QUE UNE LITERATURA, CULTURA E TALENTOS MARANHENSES. SE VOCÊ É ESCRITOR MARANHENSE E PUBLICOU SEU LIVRO NOS ANOS DE 2024 OU 2025, ESSA É A SUA OPORTUNIDADE DE LANÇAR SUA OBRA NA BPBL, DENTRO DE UMA PROGRAMAÇÃO ESPECIAL, COM DIREITO A CERTIFICAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO. VOCÊ LANÇA O SEU LIVRO E A BPBL CUIDA DA FESTA! PARA PARTICIPAR, INSCREVA-SE ATRAVÉS DO LINK HTTPS://FORMS.GLE/GAFMOFUV6N8STNE7A , PREPARE SEUS EXEMPLARES E CONVIDE SEUS AMIGOS E LEITORES.
A CELEBRAÇÃO É POR NOSSA CONTA!
A Academia Sambentuense de Artes e Letras promoveu, no dia 7 de novembro, no Centro Educa Mais Dom Francisco, em São Bento, a primeira reunião com os jovens da Academia Sambentuense de Artes e Letras Juvenil, em um encontro marcado por planejamento, criatividade e entusiasmo. O momento simbolizou a primeira reunião dos jovens após a posse, realizada em 23 de outubro, durante a programação do XXIII Encontro Anual da ASBAL.
Na ocasião, os membros da Academia Juvenil participaram ativamente da construção das próximas atividades culturais e literárias que acontecerão ainda neste ano, fomentando o aprendizado e valorização da cultura de São Bento.
“Desejamos que não apenas a Academia Juvenil, mas também as escolas realizem uma parceria com a Casa de Cultura, para que todas as ações da ASALJ sejam desenvolvidas nesse espaço. Atividades como saraus literários podem motivá-los a ocupar e manter vivo esse local tão importante para a cidade. Além disso, estamos incentivando os jovens a pesquisarem sobre seus patronos, como mais uma forma de desenvolver o aprendizado”, disse a presidente da Academia Sambentuense de Artes e Letras, Maria da Graça Costa e Costa.
Durante a reunião, conduzida pela acadêmica da Academia Sambentuense de Artes e Letras e presidente da Academia Sambentuense de Artes e Letras Juvenil, Suely Silva, foram apresentados novos projetos e propostas para o ano de 2026, além de discussões sobre a organização de eventos.
“O encontro foi extremamente produtivo e reforçou o potencial e o comprometimento dos jovens que fazem da ASALJ um espaço vivo de arte, cultura e letras”, comemorou Suely Silva,
ANTES TARDE DO QUE NUNCA: lembrando o aniversário do poeta SALGADO MARANHÃO, que completou 72 anos em 13NOV2025.
José Salgado Santos Costa, pseudônimo Salgado Maranhão, nasceu em Caxias - MA, em 13 de novembro de 1953, filho de Moacyr dos Santos Costa e Raimunda Salgado dos Santos. Ainda menino teve contato com a literatura de cordel. Na adolescência, mudou-se com sua família para Teresina-PI e desde cedo se viu na necessidade de começar a trabalhar. Empregou-se como faz-tudo numa cadeia de lojas e começou a frequentar a biblioteca local diariamente. Encantado pela poesia, e principalmente com a obra de Fernando Pessoa, teve certeza de que a produção literária guiaria sua vida. Já nessa época, dedicava as noites ao fazer poético além de escrever uma coluna para o jornal da cidade.
Em 1972 conhece Torquato Neto de quem se torna amigo e é estimulado a mudar-se para o Rio de Janeiro em busca de reconhecimento. Com apenas 19 anos, Salgado vai para a cidade grande e logo inicia o curso de Comunicação na PUC. Lá ele conhece um padre jesuíta que o apresenta às artes marciais. Vendo mais sentido nesse universo, passa a dar aulas de tai chi chuan. Sobre seu envolvimento com a tradição oriental o poeta declara em entrevista:
"Foi na cultura oriental que encontrei um caminho e um meio de sobrevivência que não brigam com a poesia. O jornalismo diário, pelo seu exclusivismo e pela sua urgência intrínseca, não deixa espaço à reflexão. E a poesia é uma prática contemplativa, cozinhada em fogo brando, representa o sentido maior da minha vida. Nesse ponto, o modo de pensar oriental trouxe harmonia à minha natureza, trouxe a noção de equilíbrio no caos e de caos no equilíbrio, diferente da visão ocidental que dicotomiza corpo e mente, desconhecendo o percurso da alquimia interna." (In: http://www.secrel.com.br/jpoesia/SMaranhao.html).
Salgado Maranhão também cursou Letras na Universidade Santa Úrsula e participou do movimento de poesia marginal que vigorou nos centros urbanos do país, nos anos 70. Seus primeiros poemas em livro foram publicados na antologia poética Ebulição da escrivatura: treze poetas impossíveis, editada pela Civilização Brasileira e organizada por Salgado, Antonio Carlos Miguel e Sérgio Natureza. A publicação destaca-se por ter sido uma das obras de poesia marginal a ser publicada por uma grande editora e, diante da ótima qualidade, obteve reconhecimento junto à crítica e à mídia. Depois de ler seus poemas nesta antologia, Paulinho da Viola fica interessado em conhecê-lo e juntos formam uma parceria. Consagrou-se
por seu trabalho junto à Música Popular Brasileira, tendo composições com Ivan Lins, Elton Medeiros, Zeca Baleiro, Moacir Cruz entre outros.
Em 1998, recebeu o Prêmio Ribeiro Couto da União Brasileira dos Escritores. Neste mesmo ano publicou Mural de ventos, que foi agraciado, em 1999, com o Prêmio Jabuti. Em 2011, recebeu o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras com A cor da palavra. Em 2014, foi a vez do Prêmio Pen Clube de Poesia, pela publicação de O mapa da tribo. Em 2016, foi novamente vencedor do Jabuti com o livro Ópera de nãos. Tem poemas traduzidos para o inglês, italiano, francês, alemão, sueco, hebraico, japonês e esperanto.
Atualmente consegue aliar à atividade da escrita musical e poética, outra que é fonte de sentido e equilíbrio: mestre em shiatsu e também terapeuta corporal há mais de dez anos, Salgado Maranhão encontra no pensamento oriental a relativização dos valores europeus inerentes à escrita.
Em 2023, vem a público pela Editora Malê a coletânea A voz que vem dos poros, publicação alusiva aos setenta anos do poeta. O crítico Vagner Amaro (2023) afirma ser a poesia do autor tão universal quanto a de Fernando Pessoa e arremata: "dos poros que a voz poética de Salgado ressoa, uma característica ancestral e afrodiaspórica se faz presente, como em 'Carcarás, aboios, lendas, são minha história e destino', 'guardo no corpo a memória que acorda o silêncio' e 'Volto a ti, Caxias, para lavar meus olhos sujos de ventos e maresias'. É deste ponto de vista que o autor apresenta a sua pluralidade temática, complexa, com destaque para a representação dos animais como recurso poético, a zoomorfização, o afeto pela vida e pelos outros, a sedução, a interiorização dos dramas humanos, a alteridade como forma de encontro, deslocamento e/ou provocação/inspiração para o leitor e a brasilidade ora crítica, ora apaixonada".
“LAURA
POR EDMILSON SANCHES
Convidado da Plataforma Nacional do Facetubes. 14/11/2025 às 17h32Atualizada em 14/11/2025 às 18h32
Por: Mhario LincolnFonte: Edmilson Sanches
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Edmilson sanches & Laura Rosa (Arte: mhl). Cursos de arte online
Edmilson Sanches
LAURA ROSA (São Luís, 01/10/1884 – Caxias, 14/11/1976).
Há 49 anos, em 14 de novembro de 1976, falecia em Caxias a professora e escritora Laura Rosa, nascida em São Luís (MA).
Laura Rosa morava na casa de sua amiga Filomena Machado Teixeira, a Tia Filozinha, que foi minha professora de História no Ensino Fundamental e era minha vizinha "de quintal": sua residência ficava na Rua São Benedito e os fundos do terreno do quintal "batiam" com os do quintal da casa em que moravam minha família e eu, na Rua Afonso Pena, em Caxias.
Quando estudava o Ensino Médio, fui durante os três anos presidente eleito e reeleito do Grêmio Santa Joana d'Arc, do Colégio São José (Associação das Irmãs Missionárias Capuchinhas). Tenho forte lembrança de que vi a assinatura de Laura Rosa em algum documento -- um livro de atas, talvez -- que eu manuseava durante as tardes ou noites em que ficava na escola, para conhecer mais e organizar melhor as atividades do Grêmio.
Prateleiras
Abaixo, transcrevo o que escreveu sobre Laura Rosa meu confrade da Academia Caxiense de Letras Wybson Carvalho, jornalista e poeta, referência literária em Caxias.
Laura Rosa é a patronesse de uma das cadeiras da Academia Caxiense de Letras, ocupada pela amiga e professora doutora Joseane Maia, chefe do Departamento de Letras da Universidade Estadual do Maranhão em Caxias. (EDMILSON SANCHES)
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LAURA ROSA, A VIOLETA DO CAMPO
"Laura Rosa, nascida em São Luís do Maranhão, no dia 1º de outubro de 1884. Por amor à língua portuguesa e às letras, formou-se normalista (Magistério) e, como professora, veio para o sertão ainda na segunda década do século passado, com a finalidade de lecionar na antiga Escola Normal de Caxias.
"Em sua terra natal, durante sua escolarização, escreveu inúmeros poemas e participava, ativamente, da vida literária estudantil ludovicense, vindo a ser cognominada de ‘Violeta do Campo’, pseudônimo com o qual assinava seus poemas.
"Na Princesa do Sertão Maranhense [Caxias], a poetisa Laura Rosa foi durante muitas décadas hóspede da valorosa professora caxiense Filomena Machado Teixeira, com a qual foi das primeiras incentivadoras da criação de uma Academia Caxiense de Letras e da qual viria a ser patrona da Cadeira que pertenceu a Adaílton Medeiros [Caxias, 16/07/1938 – 09/02/2010], sucedido pela professora e escritora Joseane Maia, membro da Casa de Coelho Neto.
"Antes de sua partida para uma dimensão de além-vida, a poetisa realizava em procedimento espontâneo, quase que diariamente ao receber visitas, verdadeiros saraus poéticos na companhia de escritores e poetas caxienses, dentre os quais Cid Teixeira de Abreu, Déo Silva, João Vicente Leitão, Abreu Sobrinho, Vítor Gonçalves Neto, J. Cardoso e, ainda, os estudantes ginasiais àquela época Edmilson Sanches e Wybson Carvalho, bem como outros jovens poetas da cidade, quando em adolescência se intrometiam entre ela e eles para aprender a ouvir e passar a gostar de poesias. Laura Rosa se encantou, em Caxias, na data de 14 de novembro de 1976, aos 82 anos de vida dedicados ao Magistério e às Letras. Laura Rosa foi a primeira mulher maranhense a ter assento em uma Cadeira na Academia Maranhense de Letras.
"Eis, alguns trechos do discurso de posse da poetisa Laura Rosa, proferido no dia 17/04/1943, no Salão Nobre da Casa de Antônio Lobo (AML). No discurso destaco um ponto que parece comum na posse de membros homens e/ou mulheres, a referência a algum amigo mais próximo, o qual parece ser responsável pela indicação do membro para ocupar à vacância da Academia:
‘Manda a justiça que vos diga, em primeiro lugar, que me trouxeram para esta Casa de sábios ilustres as mãos amigas de Corrêa de Araújo e Nascimento de Moraes, com a benevolência de seus pares. Trouxeramme porque, de mim mesma, nunca imaginei suficientes os meus versos para merecimento de tão honrosas credenciais.’ (Laura Rosa)
“A humildade com que a escritora se apresenta frente aos seus confrades prolonga-se por algumas frases, reforçando a valorização dos membros mais antigos e, ao mesmo tempo, sutilmente reconhecendo o valor de suas poesias:
‘Eis-me, portanto, aqui, Senhores, a primeira mulher que aqui entra, porque assim o quiseram os homens ilustrados desta agremiação, guardiã fiel de nossas tradições literárias.’”
(Wybson Carvalho, jornalista e escritor, membro e ex-presidente da Academia Caxiense de Letras)
ESQUELETO DA FOLHA
(poema de Laura Rosa - seleção de Wybson Carvalho)
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“Vede, Senhor, apodreceu na lama
Eu a vi há muito tempo entre a folhagem
Antes do vento lhe agitar a rama
E do regato sacudi-la à margem. De vigente e de verde tinha fama
Da folha mais famosa da ramagem
Desceu nas águas e resta da viagem O labirinto capilar da tinta.
Ninguém pode fazer igual verdade Nem filigrana mais perfeita e linda
Nem presente melhor pode ser dado.
Guardai, Senhor, guardai este esqueleto Todo cuidado! É uma folha ainda
Onde escrevo de leve este soneto.”
ELEIÇÕES NA ALL
O período de apresentação de chapas para as eleições da Diretoria da Academia Ludovicense de Letras biênio 2026 / 2027 expirou às 23h59min de ontem (17.nov.2025), segunda-feira. E apenas uma chapa se apresentou para o pleito, encabeçada pelos confrades Osmar Gomes dos Santos, candidato a presidente, e pelo candidato a vice, Roberto Franklin.
A Comissão eleitoral informa que na próxima segunda-feira (24), das 14h às 18h, acontecerá o processo de eleição e proclamação da chapa apresentada.
Informamos que teremos voto impresso para quem puder comparecer ao local de votação e apuração, no Palácio Cristo Rei, e para os confrades e confreiras que não puderem comparecer, considerando a habilitação de ape…
[16:34, 18/11/2025] Antonio Noberto Noberto: Chapa habilitada completa
CHAPA PÁGINAS ABERTAS
PRESIDENTE: OSMAR GOMES
VIVE-PRESIDENTE: ROBERTO FRANKLIN
SECRETÁRIO GERAL: VINÍCIUS BOGEA
PRIMEIRO SECRETÁRIO: FRANCISCO BATALHA
SEGUNDO SECRETÁRIO: MIRIAN ANGELIM
PRIMEIRO TESOUREIRO: ANDRÉ GONZALEZ
SEGUNDO TESOUREIRO: VAVÁ MELO
TITULARES DO CONSELHO FISCAL
1- SANATIEL PEREIRA
2- DANIEL BLUME
3- CERES FERNANDES
SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL
1- DILERCY ADLER
2- JUCEY SANTANA
3- AGENOR ALMEIDA
ULTADO DAS ELEIÇÕES
DA ALL BIÊNIO 2026 E 2027
Finalizada a votação, a eleição registrou 22 votos presenciais e 15 votos virtuais (no grupo). A chapa vencedora obteve 37 votos no total.
A Comissão eleitoral agradece a expressiva participação da confraria neste pleito.
Parabéns à nova diretoria eleita para o Biênio 2026 / 2027, e em especial aos cabeças de chapa Osmar Gomes e Roberto Franklin.
Grato ao presidente Sanatiel Pereira e ao secretário geral Francisco Batalha pela ajuda. Gratidão aos membros da Comissão eleitoral Alexandre Lago e Irandi Leite.
Parabéns à toda a nossa Academia pela maturidade e amizade manifestos.
Magistrado e escritor comandará a diretoria do biênio 2026-2027, apostando em uma gestão compartilhada e no fortalecimento da produção literária e cultural da capital maranhense
Com votação expressiva, histórica e clima de consenso, o juiz e escritor Osmar Gomes foi eleito, nesta segunda-feira (24), presidente da Academia Ludovicense de Letras (ALL). A chapa única “Páginas Abertas”, formada por 13 membros, consolidou um movimento de união interna e reafirmou o compromisso dos acadêmicos com um novo ciclo para a instituição.
Emocionado, o novo presidente agradeceu a confiança dos confrades e confreiras e reforçou o compromisso com uma gestão colaborativa. “Vamos construir uma administração integrada, democrática, unindo todas as mãos na missão de elevar a história, a literatura e a cultura da nossa Atenas Brasileira. Aceitamos o desafio de conduzir a Academia com protagonismo e responsabilidade que ela merece pela importância do seu legado e da produção dos seus membros”, destacou.
A posse da nova diretoria está prevista para fevereiro de 2026 — abertura oficial do ano acadêmico — e marca o início de um período considerado promissor para a instituição, que chega aos 12 anos de fundação com seu maior índice de participação em uma eleição. O atual presidente Sanatiel Pereira e ex-presidentes como Roque Pires Macatrão, Dilercy Aragão, Norberto e Daniel Blume acompanharam o pleito que se tornou histórico.
Para Sanatiel Pereira, um dos maiores entusiastas do nome de Osmar Gomes “será um novo momento em mais de uma década de existência da Academia Ludovicense de Letras, que foi alicerçado pelo diálogo e consenso em torno do nome de Osmar Gomes. Ele reúne experiência e vontade de fazer, e tenho a plena certeza de que vamos ampliar nossas atividades pelo próximo biênio”, declarou ele, que ocupará a função de conselheiro no novo pleito.
*Plano de gestão: literatura, cultura e diálogo institucional*
O programa de gestão apresentado por Osmar Gomes é ousado e moderno. Os principais eixos incluem: fortalecer e ampliar a produção literária local e regional; estimular o acesso à leitura, especialmente entre jovens; fomentar a cultura maranhense em toda sua diversidade; promover atividades formativas, criativas e críticas por meio da literatura e das artes; garantir sustentabilidade institucional e ampliar parcerias.
O novo presidente reforçou que a ALL precisa estar cada vez mais próxima da população e conectada aos setores que movimentam o conhecimento e a cultura. “Vamos incentivar a leitura e a criação literária nas escolas, universidades e espaços culturais, e dialogar com os poderes e entidades para ampliar a atuação da Casa no desenvolvimento intelectual e social de São Luís”, afirmou.
Outra meta é expandir pontes culturais para além das fronteiras maranhenses. O plano prevê intercâmbio cultural com países de língua portuguesa e nações historicamente ligadas a São Luís, como Portugal, Espanha, França e Inglaterra.
Entre as ações práticas, estão a criação da Biblioteca Literária, o lançamento de um programa de incentivo à leitura em parceria com redes pública e privada, e um calendário permanente de saraus, feiras, palestras e eventos literários.
*Nova diretoria da Academia Ludovicense de Letras (Biênio 2026-2027)*
*Chapa “Páginas Abertas”*
*Presidente:* Osmar Gomes
*Vice-presidente:* Roberto Franklin
*Secretário-geral:* Vinicius Bogea
*1º secretário:* Francisco Batalha
*2º secretário:* Mirian Angelim
*1º tesoureiro:* André González
*2º tesoureiro:* Vavá Melo
*Conselho Fiscal:* Sanatiel Pereira, Daniel Blume e Ceres Fernandes
*Suplentes:* Jucey Santana, Dilercy Aragão Adler e Agenor Almeida
Academia Ludovicense de Letras elegerá nova diretoria para o biênio 2026-2027, nesta segunda (24)
John Cutrim novembro 21, 2025
Nova diretoria será escolhida para conduzir as atividades da instituição até 2027, reforçando o papel da Academia como guardiã da arte, da memória e da literatura ludovicense. Juiz e escritor Osmar Gomes concorre à presidência da entidade
A Academia Ludovicense de Letras (ALL) realiza, nesta segunda-feira (24/11), das 14h às 18h, em sessão ordinária, a eleição da nova diretoria que comandará a instituição no biênio 2026-2027. A votação será sediada no Palácio Cristo Rei, no Largo dos Amores (Praça Gonçalves Dias), nº 351, Centro.
Concorrendo em chapa única, intitulada “Páginas Abertas”, está o juiz Osmar Gomes, candidato à presidência da ALL. Compõem ainda o grupo, os acadêmicos: Roberto Franklin (vice-presidente), Vinicius Bogea (secretário-geral), Francisco Batalha (1º secretário), Mirian Angelim (2º secretário), André González (1º tesoureiro) e Vavá Melo (2º tesoureiro). Para o Conselho Fiscal, foram inscritos: Sanatiel Pereira, Daniel Blume e Ceres Fernandes; e como suplentes, Jucey Santana, Dilercy Aragão Adler e Agenor Almeida.
Concorrerá ao pleito uma única chapa, com 13 integrantes, em conformidade com o Estatuto da instituição e reafirma o compromisso da Academia com o fortalecimento da literatura e da produção artística da capital maranhense — um movimento que honra a tradição de “Atenas Brasileira”, sem perder de vista os novos horizontes culturais da cidade.
A posse está prevista para fevereiro do ano que vem, marcando, oficialmente, a abertura do ano acadêmico em São Luís.
Sobre a ALL – Fundada em 10 de agosto de 2013, a Academia Ludovicense de Letras (ALL) – Casa de Maria Firmina dos Reis – é atualmente presidida pelo escritor Sanatiel Pereira, reúne 40 membros, entre confrades e confreiras, representando diferentes gerações e expressões literárias.
A instituição nasceu como uma homenagem aos escritores ludovicenses, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM) e outras entidades culturais, criada durante às comemorações dos 400 anos de São Luís, e tem como compromisso a preservação da memória e a riqueza da identidade literária da capital.
''O QUE ERA PARA SER UM EXEMPLO DE ORGANIZAÇÃO E SUCESSO PASSOU A UM DESASTRE E A RECEBER CRÍTICAS DA ONU''
POR PROF. OZINIL MARTINS DE SOUZA19 DE NOVEMBRO DE 2025 | ATUALIZADO 19 DE NOVEMBRO DE 2025
Com o passar do tempo vamos ficando mais exigentes e mais cuidadosos com a vida. Pensar no que de pior pode acontecer é algo que vai evoluindo conforme a idade avança.
Quando se é jovem a impetuosidade domina e nos torna corajosos e, não raras vezes, imprudentes. Portanto, cabe aos mais experientes, alguns cuidados com o que falam e escrevem, pois não podemos decepcionar os jovens em função de experiências já vividas.
O Brasil, fruto de suas várias aventuras econômicas e políticas, nos mostra que a ignorância pode ser, sim, uma benção. Ignorância, óbvio, no sentido de desconhecer.
Quando vemos a situação em que o país se encontra com milhões de famílias sendo subsidiadas por benefícios múltiplos, governos sem um projeto para o país, candidatos aos cargos eletivos com comprometimentos na justiça, com a educação e saúde pedindo socorro, com o escárnio com que alguns ministros do STF agem fica difícil acreditar que ainda teremos direito a algum futuro.
O exemplo de gestão mostrado na COP30 nos diz a profundidade como é tratado o planejamento nos diferentes organismos do governo. O que era para ser um exemplo de organização e sucesso passou a um desastre e a receber críticas da ONU (por carta) e uma declaração do Chanceler alemão que mostra a ineficácia da gestão que nós, brasileiros, sentimos no dia-a-dia; as deficiências que percebemos ao necessitar de serviços médicos, o descaso sistemático com a Educação, no uso do transporte público, na organização do trânsito das cidades e, principalmente, no tocante a segurança pública.
A confusão em que vivemos, sem planos de longo prazo, sugere que na nossa gloriosa bandeira, deveria ter o dístico “Desordem e Atraso,”
É difícil viver em um país em que, a cada dia, explode um escândalo diferente; em que o povo convive e sofre as consequências das facções criminosas; em que o governo, visando seu projeto de poder, cria benesses a facilitar a vida dos mais pobres e os induz ao nada fazer. Com isto cria-se um círculo não virtuoso, onde o empresário quer empregar, mas não tem gente disponível que aceite trabalhar e abrir mão dos auxílios governamentais; isto faz o empresário automatizar operações e diminuir a oferta de empregos. O impasse me parece estar criado e, o problema não é sequer analisado pelos órgãos governamentais.
As revoltas recentes em que a população foi às ruas lideradas por gente jovem, parecem estar ligadas a percepção dos jovens da ausência de perspectivas de futuro. No Nepal os jovens derrubaram um governo; no México a mandatária está ameaçada por sua ligação com os carteis que controlam a produção de anfetaminas. Só pelos jovens, quando percebem que seu futuro está ameaçado, haverá mudanças estruturais nos governos; os políticos criados no atual sistema não têm interesse para produzir mudanças que ameacem suas sinecuras. Basta olhar para o Brasil e suas capitanias.
Se o futuro tem seu lastro no passado fica difícil visualizá-lo como promissor. Como já dizia Nelson Rodrigues: “Os idiotas dominarão o mundo, não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos!’.
COMO GERAR POBREZA EM UM PAÍS RICO!
Em 2024 a Justiça Trabalhistas catalogou mais de 4 milhões de processos trabalhistas!
É impressionante como o Brasil se serve da autossabotagem para impedir seu desenvolvimento socioeconômico e o acesso de seu povo a uma vida de melhor qualidade. Parece, sempre, que a intenção é nivelar por baixo.
Recentemente vi e ouvi uma entrevista com o novo Ministro da Secretaria Geral da Presidência Guilherme Boulos; durante a entrevista deixou claro que, junto com o Ministro do Trabalho, trabalharão para regularizar a situação dos motoristas que trabalham com Uber. A versatilidade do trabalho que move estes profissionais e que os faz trabalhar de acordo com suas necessidades parece incomodar os Ministros defensores da CLT
Mas, não para por aí. O governo interfere, através da legislação trabalhista, nas relações que deveriam acontecer, exclusivamente, entre os empresários e os profissionais. Resultado? Em 2024 a Justiça Trabalhistas catalogou mais de 4 milhões de processos trabalhistas!
Se o governo é ruim o povo não fica a desmerecer o governo que tem. Quando se parte para uma análise de como funciona a cabeça do brasileiro encontramos uma verdade: o brasileiro é viciado em Estado! Queremos que o Estado faça as coisas de maneira correta, mas não queremos nos envolver com nada. Começa com qualquer eleição. Votamos e entendemos que nosso papel foi cumprido; um mês depois das eleições não nos lembramos em quem votamos. Fiscalizar, não é nosso papel. Queremos segurança para andar nas ruas, mas se a polícia no cumprimento de sua missão constitucional for rígida, a casa cai. Criticamos a falta de prestação de serviços por parte do governo, mas compramos produtos oriundos de contrabando ou para ser mais correto, descaminho.
Com um governo cuja única preocupação é com a manutenção do poder e com um povo que vive pensando nos benefícios que podem ser auferidos fica difícil construir um país harmonioso e que busque o crescimento econômico e social de sua gente.
Observem a que ponto chegou o país. 19 milhões de famílias dependem do auxílio governamental para sobreviverem e, não lhes é exigido nada em contrapartida. Pior é quando se assiste os jovens que, a pretexto de frequentarem as aulas no Ensino Médio, recebem o auxílio Pé-de-Meia. Não existe a preocupação com a qualidade do ensino, mas, apenas, garantir suas presenças em sala de aula.
Desde jovens vai se acostumando o povo a depender do “Grande Irmão!”
Quando o país tem que fazer pelo cidadão o que ele deveria fazer, as chances da dar certo são reduzidas a zero. Assim o futuro fica muito complicado!
''O colonialismo acontecendo por subterfúgios sutis que vão sendo implantados aos poucos e condicionam o povo à submissão''
Os países europeus foram os colonizadores dos continentes descobertos. França, Espanha, Portugal, Holanda, Alemanha, Itália, Bélgica foram responsáveis pelo processo de domínio das colônias que eram, essencialmente, fornecedoras de matérias primas e gente para a realização de trabalhos em benefício dos colonizadores.
Isto aconteceu nas Américas, na África e na Ásia. Atualmente muitos países carregam o peso de terem sido submetidos aos métodos civilizatórios de seus colonizadores sem levar em consideração as peculiaridades locais; assim foram criadas fronteiras aleatórias que não atendiam as necessidades existentes.
Um bom exemplo vem de Ruanda; Hutus e Tutsis, etnias que hoje formam o país, foram unidos sob a mesma bandeira pelo país colonizador, Bélgica. Os Tutsis representantes de 10% da população foram designados para serem os governantes de Ruanda. Conclusão: mais de 1 milhão de mortos na guerra racial do país na década de 90.
Isto aconteceu em toda a África e no Oriente Médio com a criação de fronteiras artificiais criando países sem respeitar as etnias.
Hoje a forma para implantar o neocolonialismo é pela diplomacia e poder econômico. A Amazônia, por exemplo, é só a pedra de toque para restrições comerciais ao competitivo agronegócio brasileiro. Medidas sanitárias, alegações de destruição do meio ambiente e interesses comerciais são argumentações que ajudam a manter a subjugação de países que tentam desenvolver-se e alçar-se à condição de país desenvolvido.
Você, que estudou história ao longo de sua vida, deve lembrar como os colonizadores se aproximavam dos habitantes locais. Os índios eram conquistados por objetos que não conheciam, nada mais do que quinquilharias que lhes eram dadas e, pelo inusitado, os conquistavam facilitando o papel de portugueses, franceses e holandeses. Estes mesmos índios que, segundo José Barbosa de Mello em seu livro História das Lutas do Povo Brasileiro, trocavam seus apoios de acordos com as vantagens auferidas. Era a criação do princípio do toma-lá-dá-cá.
Pior é o que está acontecendo hoje. O colonialismo acontecendo por subterfúgios sutis que vão sendo implantados aos poucos e condicionam o povo à submissão. O baixo nível educacional na Educação Básica e Média, as Universidades transformadas em doutrinação onde o que menos interessa é a aprendizagem, o número de programas assistencialistas que condiciona o povo ao nada fazer por si e esperar as benesses do Grande Irmão, a precariedade dos serviços de saúde e a corrupção cotidiana, que vai desde a propina para um atendimento a qualquer necessidade a escândalos como do INSS e o Banco Master.
Este é o novo colonialismo, onde o que interessa é o poder! O povo? Sempre tem um intruso nesta luta!
SESSÃO ELEITORAL
No dia 25 de Novembro, em uma bonita reunião, os notáveis da Academia Maranhense Maçônica de Letras - AMML, reuniram-se para eleger os novos acadêmicos.
O pleito foi realizado com sucesso, onde foram escolhidos, por votação, dez novos confrades para integrar esse Sodalício.
Sendo assim, aguardaremos a expedição da Ata, para efetuarmos o comunicado oficialmente ao novos integrantes.
ACADEMIA ATHENIENSE DE LETRAS E ARTES - ATHEART. HÁ 23 ANOS NASCIA A ACADEMIA ATHENIENSE DE LETRAS E ARTES — ATHEART.
A ATHEART surgiu do desejo profundo de resgatar e valorizar as tradições artísticas e literárias de nossa querida São Luís, a Athenas Brasileira.
Uma ideia sonhada por muitos, mas realizada por poucos.
Em novembro de 2002, sete visionários uniram-se para fundar uma casa dedicada à palavra, à beleza e à sensibilidade: João Bentivi, Lima Coelho, Fernando Novaes, Zefinha Bentivi, Maria Inêz Queiroz, José Maria Nascimento e José Raimundo Gonçalves.
Sete nomes.
Sete sensibilidades.
Sete sementes que germinaram uma história.
Entre encontros simples e conversas que brotavam do coração, nasceram os primeiros passos da ATHEART, a primeira academia de letras e artes de São Luís.
Dessa mesma essência surgiu também o Sarau de Athenas, pensado para acontecer em lugares vários, seja nos salões dourados ou no centro de uma praça, porque, para a ATHEART, a arte deve caminhar até o povo, e nunca o contrário.
Ao longo dessas mais de duas décadas, multiplicamos talentos, fortalecemos memórias e mantivemos viva a chama da criação. Pioneiros e abnegados, são os valorosos imortais Athenienses!
ATHEART — 23 anos, celebrando a força da palavra, a beleza da arte e o espírito de nossa Athenas Brasileira.
150 ANOS DE NASCIMENTO DE FRAN PACHECO – HOMENAGEM DA CAMARA MUNICIPAL DE SETÚBAL
CARO LEOPOLDO GIL DUCIO VAZ, FAÇO VOTOS DE QUE SE ENCONTRE BEM.
SETÚBAL EVOCOU OS 150 ANOS DO NASCIMENTO DE FRAN PAXECO, COM DUAS EXPOSIÇÕES E CONFERÊNCIAS. NÃO TERÃO SIDO COMEMORAÇÕES À ALTURA DO HOMENAGEADO, MAS O QUE FOI POSSÍVEL CONCRETIZAR.
FOI AGORA FEITO UM E-BOOK (PENA QUE HAJA DINHEIRO PARA MAIS) COM BASE NA EXPOSIÇÃO QUE ENCERROU AS COMEMORAÇÕES.
UM ABRAÇO, ANTÓNIO CUNHA BENTO
O DOCUMENTO É UMA EXPOSIÇÃO DEDICADA À VIDA E OBRA DE FRAN PAXECO, UM IMPORTANTE JORNALISTA, DIPLOMATA E ESCRITOR SETUBALENSE, EM COMEMORAÇÃO AOS 150 ANOS DE SEU NASCIMENTO.
FRAN PAXECO: VIDA E LEGADO FRAN PAXECO FOI UMA FIGURA PROEMINENTE DA HISTÓRIA DE SETÚBAL, DESTACANDO-SE COMO JORNALISTA, DIPLOMATA E INTELECTUAL.
NASCIDO EM SETÚBAL EM 9 DE MARÇO DE 1874, ALTEROU SEU NOME PARA MANUEL FRAN PAXECO EM 1905.
FALECEU EM LISBOA EM 17 DE SETEMBRO DE 1952.
CONTRIBUIU SIGNIFICATIVAMENTE PARA A CULTURA E POLÍTICA, ESPECIALMENTE NO BRASIL, ONDE VIVEU POR MUITOS ANOS.
INFÂNCIA E FORMAÇÃO INICIAL
FRAN PAXECO TEVE UMA INFÂNCIA MARCADA POR DESAFIOS E UMA EDUCAÇÃO QUE MOLDOU SUA CARREIRA.
PERDEU O PAI AOS 10 ANOS E INGRESSOU NA CASA PIA DE LISBOA PARA CONTINUAR SEUS ESTUDOS.
RETORNOU A SETÚBAL AOS 14 ANOS, ONDE COMEÇOU A TRABALHAR E A ESCREVER.
CARREIRA JORNALÍSTICA E EXÍLIO
A CARREIRA DE FRAN PAXECO COMO JORNALISTA COMEÇOU CEDO E FOI MARCADA POR CONTROVÉRSIAS QUE O LEVARAM AO EXÍLIO.
FUNDOU O PERIÓDICO "O ELMANO" AOS 16 ANOS E TRABALHOU EM VÁRIOS JORNAIS.
EM 1895, UM ARTIGO POLÊMICO RESULTOU EM SEU EXÍLIO PARA O BRASIL, ONDE FUNDOU "A REPÚBLICA PORTUGUESA". CONTRIBUIÇÕES NO BRASIL
DURANTE SUA ESTADIA NO BRASIL, FRAN PAXECO FEZ IMPORTANTES CONTRIBUIÇÕES CULTURAIS E EDUCACIONAIS.
COLABOROU EM VÁRIAS PUBLICAÇÕES E FUNDOU INSTITUIÇÕES COMO A FACULDADE DE DIREITO E A ESCOLA DE BELAS ARTES EM SÃO LUÍS DO MARANHÃO.
FOI CÔNSUL DE PORTUGAL EM VÁRIAS CIDADES BRASILEIRAS E PROMOVEU A CULTURA LUSO-BRASILEIRA. CARREIRA DIPLOMÁTICA E RECONHECIMENTO FRAN PAXECO TEVE UMA CARREIRA DIPLOMÁTICA NOTÁVEL, OCUPANDO CARGOS IMPORTANTES E RECEBENDO RECONHECIMENTO PÓSTUMO.
NOMEADO CÔNSUL DE PORTUGAL NO MARANHÃO EM 1911 E SECRETÁRIO PARTICULAR DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM 1916.
RECEBEU HOMENAGENS, INCLUINDO A MEDALHA DE HONRA DA CIDADE DE SETÚBAL EM 2024.
PUBLICAÇÕES E LEGADO INTELECTUAL
A OBRA DE FRAN PAXECO ABRANGE MAIS DE 60 TÍTULOS, REFLETINDO SUA DEDICAÇÃO AO CONHECIMENTO E À CULTURA.
PUBLICOU OBRAS SIGNIFICATIVAS COMO "SETÚBAL E AS SUAS CELEBRIDADES" E "PORTUGAL NÃO É IBÉRICO".
SEU LEGADO É CELEBRADO EM SETÚBAL E NO BRASIL, COM RUAS E INSTITUIÇÕES NOMEADAS EM SUA HOMENAGEM.
PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA E CONTEXTO HISTÓRICO
A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL OCORREU EM UM PERÍODO DE REVOLTAS E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS SIGNIFICATIVAS.
A REPÚBLICA FOI PROCLAMADA EM 15 DE NOVEMBRO DE 1889.
O BRASIL SE TORNOU UM DESTINO PARA IMIGRANTES EUROPEUS E JAPONESES.
O PAÍS ENFRENTOU REVOLTAS, UMA GUERRA CIVIL (1910-1914) E PARTICIPOU DA 1ª GRANDE GUERRA.
SURGIRAM MOVIMENTOS ANARQUISTAS E COMUNISTAS, ALÉM DAS PRIMEIRAS GREVES OPERÁRIAS.
O DESENVOLVIMENTO DE INFRAESTRUTURAS COMO FERROVIAS E FÁBRICAS HIDROELÉTRICAS FOI NOTÁVEL. DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO PARÁ O ESTADO DO PARÁ PROSPEROU BREVEMENTE DURANTE O CICLO DA BORRACHA, MAS ENFRENTOU DECLÍNIOS ECONÔMICOS SUBSEQUENTES.
O CICLO DA BORRACHA OCORREU ENTRE 1880 E 1910, TRAZENDO CRESCIMENTO PARA BELÉM.
A CAPITAL RECEBEU IMIGRANTES PARA A EXTRAÇÃO DE LÁTEX.
MANUEL FRAN PAXECO VISITOU A REGIÃO NA DÉCADA DE 1890 E RETORNOU EM 1923, QUANDO A ECONOMIA JÁ HAVIA REGREDIDO.
ECONOMIA DO MARANHÃO E INFLUÊNCIA PORTUGUESA O MARANHÃO DESENVOLVEU-SE ECONOMICAMENTE ATRAVÉS DO CULTIVO DE ALGODÃO E ARROZ, MAS ENFRENTOU UM DECLÍNIO APÓS A ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA.
A COMPANHIA GERAL DE COMÉRCIO DO GRÃO-PARÁ E MARANHÃO IMPULSIONOU A ECONOMIA LOCAL.
O CRESCIMENTO URBANO E CULTURAL DE SÃO LUÍS OCORREU ENTRE OS SÉCULOS XVIII E XIX.
O DECLÍNIO DA CULTURA DO ALGODÃO AFETOU A ECONOMIA MARANHENSE A PARTIR DE MEADOS DO SÉCULO XIX.
VIDA E CARREIRA DE MANUEL FRAN PAXECO MANUEL FRAN PAXECO TEVE UMA CARREIRA DIPLOMÁTICA E ENVOLVIMENTO EM ATIVIDADES CULTURAIS E SOCIAIS SIGNIFICATIVAS.
NOMEADO CÔNSUL DE PORTUGAL NO MARANHÃO EM 1911.
PARTICIPOU DA FUNDAÇÃO DA FACULDADE DE DIREITO DO MARANHÃO E DE VÁRIAS INSTITUIÇÕES CULTURAIS.
ENFRENTOU PERSEGUIÇÕES POLÍTICAS E FOI PRESO EM 1905, MAS FOI
POSTERIORMENTE INOCENTADO.
CONTRIBUIÇÕES E RECONHECIMENTO DE FRAN PAXECO FRAN PAXECO FOI RECONHECIDO POR SUAS CONTRIBUIÇÕES À EDUCAÇÃO E CULTURA, TANTO NO BRASIL QUANTO EM PORTUGAL.
RECEBEU DIVERSOS DIPLOMAS E HOMENAGENS AO LONGO DE SUA CARREIRA.
ESCREVEU OBRAS SOBRE TEMAS ECONÔMICOS E HISTÓRICOS, INCLUINDO "A CORTIÇA EM PORTUGAL".
PARTICIPOU ATIVAMENTE EM CONFERÊNCIAS E NA PROMOÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO EXTERIOR.
ÚLTIMOS ANOS E FALECIMENTO DE FRAN PAXECO FRAN PAXECO ENFRENTOU LIMITAÇÕES DE SAÚDE NOS ÚLTIMOS ANOS DE VIDA, MAS FOI HOMENAGEADO POSTUMAMENTE.
SOFREU UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL EM 1939, PERDENDO A CAPACIDADE MOTORA.
FALECEU EM LISBOA EM 1952, APÓS SER APOSENTADO EM 1944.
HOMENAGENS FORAM REALIZADAS EM SUA MEMÓRIA EM SETÚBAL E SÃO LUÍS DO MARANHÃO APÓS SUA MORTE
O ESCRITOR PEDRO CHAVES, NATURAL DE CAMETÁ/PA, FARÁ O LANÇAMENTO DO LIVRO "CAMETÁ: UMA VIAGEM FILOSÓFICA NA HISTÓRIA", NA LIVRARIA E ESPAÇO CULTURAL AMEI, LOCALIZADA NO SHOPPING SÃO LUÍS. O EVENTO ACONTECERÁ NO PRÓXIMO DIA 06 DE DEZEMBRO.
O LIVRO FALA UM POUCO DA HISTÓRIA E DOS COSTUMES DE CAMETÁ E REGIÃO E TAMBÉM DA PRESENÇA DE JUDEUS N REGIÃO AMAZÔNICA.
O PREFÁCIO DA OBRA É DO ESCRITOR ANTONIO NOBERTO, DE SÃO LUÍS/MA.
VOCÊ É NOSSO CONVIDADO.
HISTÓRIA(S)DO MARANHÃO
Palestra do escritor e fotógrafo Prof. Charles Martin com o tema "A rede em São Luís", evento promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), como parte das comemorações do Centenário, acontecido no dia de hoje (10/11), no auditório da Academia Maranhense de Letras (AML).
Lagartixa Espalmada era um dos principais da Aldeia de São Lourenço, localizada no foz do rio Jaguaribe, litoral do Ceará, visitada pelo padre Luís Figueira no ano de 1608, no seu retorno à Pernambuco. Mesmo ameaçado de morte pelo principal Lagartixa Espalmada, Figueira não hesitou em visitar a Aldeia São Lourenço. Figueira relata que no dia de sua chegada na Aldeia de Lagartixa Espalmada, o mesmo não se encontrava, “foy apanhar algodão” em uma roça distante. O encontro tenso deu-se três dias depois. O relato é do próprio Figueira:
“(...) Veio porem dali a dous dias ou tres mas não me foy visitar até q’ eu o chamey; detevesse ainda hu pedasso depois de meu recado em fim veio cõ hu maço de frechas e seu arco na mão, e elle todo almagrado [pintado] cõ urucü e depois de nos saudarmos a prim.ra cousa que me disse foy q’ não me perturbasse p. lhe ver as frechas na mão q’ o seu costume era trazellas sempre nisto pedio fogo a hu moço meu, e acendendo a palma em que trazia o fumo pera beber me offereceo, respondilhe q’ não custumava a beber fumo (...).
Fonte: “Relação do Maranhão” do Padre Luís Figueira, ano de 1608. Archivum Romanum Societatis Iesu, em Roma sob registro - ARSI, Bras. 8 I ff. 71-84v.
Imagem: Recorte do Mapa de Albernaz de 1640 "Descrição de todo o marítimo da terra de Santa Cruz chamado vulgarmente o Brasil", de João Teixeira Albernaz - Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Portugal - Colecção Cartográfica, n.º 162. p. 144
Por João Bosco Gaspar, pós-graduado em História, Cultura e Patrimônio, Tianguá- Ceará.
PROJETO "CAMINHOS DOS JESUÍTAS NA IBIAPABA".
Um misto de aventura e fé que remonta os primórdios da história da Ibiapaba. Um roteiro pelos caminhos percorridos pelos jesuítas na catequese dos povos originários, que resultou na fundação de todas as cidades da Ibiapaba... de Villa Viçoza Real à Matriz de São Gonçalo da Serra dos Cocos... Um recorte temporal entre os anos de 1607 a 1759. EM BREVE.
Imagem 01 - Recorte do Mapa da Capitania do Ceará, região da Ibiapaba
Imagem 02 - Documento "Relação do Maranhão" escrita pelo padre Luís Figueira Imagem 03 - Óleo sobre Tela, pintura do padre Luís Figueira
Por João Bosco Gaspar, pós-graduado em História, Cultura e Patrimônio, Tianguá Ceará
O PADRE LOPO DO COUTO LIDERANDO UM ATAQUE AOS HOLANDESES NO MARANHÃO EM 1642. ILUSTRAÇÃO DE RODOLFO ILTZSCHE PARA A REVISTA "SUPLEMENTO JUVENIL" 1943
No dia 25 de novembro de 1641, uma poderosa esquadra holandesa, sob o comando pelo Vice-Almirante João Corneles Lichthardt formada por dezenove navios, dois mil soldados, invadiram a Ilha de São Luís.
Para fugir do alcance da artilharia do forte São Felipe, Lichthardt entra na embocadura do rio Bacanga e desembarca na praia do Desterro com cerca de mil soldados e sobem até o altiplano onde estava localizada a ermida Nossa Senhora do Desterro que é saqueada pelos invasores. Em seguida, casas dos moradores são invadidas e roubadas em várias ocasiões. O saque, a pilhagem e a profanação de templos, foi uma marca desses primeiros dias de invasão flamenga. Muitos moradores fogem para as matas da ilha e até para o Continente.
Após essas primeiras hostilidades, as tropas do Coronel Koin Anderson, finalmente, marcham para a fortaleza portuguesa que é ocupada sem resistência por parte do governador Bento Maciel Parente, até porque não tinha forças para tal. A partir daí, a ilha de São Luís passa a estar sob as ordens do Príncipe Maurício de Nassau, ampliando os holandeses o seu domínio para o Norte. Depois de conquistarem a Ilha de São Luís, os holandeses partem para o interior, em direção ao Vale do Itapecuru, tomam o forte do Calvário e ocupam os cinco engenhos de açúcar dessa região.
Após dez meses de ocupação holandesa no Maranhão, em 30 de setembro de 1642, tem início no Itapecuru, a reação portuguesa.
O Padre Lopo de Couto, Antônio Muniz Barreiros, Antônio Teixeira de Melo, e mais cinquenta homens, usando de táticas de guerrilhas, vão retomando dos holandeses, um a um, os engenhos de açúcar e a fortaleza do Calvário, situada na embocadura do rio. Empolgados com as vitórias em Itapecuru, as tropas portuguesas, ganham mais adeptos e passam para Ilha de São Luís. Em 21 de novembro de 1642, as tropas lusas, comandadas por Muniz Barreiros, o Padre Lopo de Couto e Teixeira de Melo, emboscaram a coluna inimiga do comandante Sandalim e a derrotam.
Os jesuítas sempre estiveram na vanguarda, ora animando os soldados da resistência através da assistência religiosa aos combatentes; ora liderando grupos de índios flecheiros que viviam nos aldeamentos jesuíticos. Os flecheiros, graças ao destemor com que combatiam, tornaram-se indispensáveis nos combates contra os soldados da WIC. Destacaram-se nestas ações o padre Manuel de Moraes e seus flecheiros da aldeia de São Miguel do Muçuí, em Pernambuco e no Maranhão na década de 1640, o padre Lopo do Couto. Em seu livro "Memorial sobre as terras e gente do Maranhao & Grao-Para & Rio das Amazonas," (1637) o Padre Luís Figueira lembra a participação ativa dos indígenas nas expedições portuguesas contra holandeses e ingleses enquanto guerreiros, remeiros e fornecedores de víveres. Figueira é categórico ao realçar esta importância dos indígenas na ocupação portuguesa, afirmando “que se os índios nos faltaram, havemos de despejar a terra.
A reconquista de São Luís e a expulsão dos neerlandeses do litoral maranhense foram terminadas em 1644, graças à resistência militar organizada pelos próprios moradores e, também, por jesuítas, como o padre Lopo de Couto, que faleceu por enfermidade no início da insurreição no final de 1642
A este padre atribui José Morais no livro "História da Companhia de Jesus na extincta provincia do Maranhão e Pará" (1860) “o arbítrio e resolução desta guerra em benefício da liberdade e restauração do Maranhão”. E dele diz que era filho de Portugal, onde entrou para a Companhia, conservando nela um ardente desejo de servir a Deus na conversão dos gentios, para o que partiu em 1600 para o Brasil em companhia do padre Marcos da Costa.
“CEARÁ”... RIO DOS ALONGAZES E RIOS CAMURUPIM E IGARAÇU.
“Houve sua Majestade por bem, tendo respeito ao Sto. Francisco Gonçalves Palha, estar provido pelo governador e capitão geral do Estado do Maranhão, Cristóvão da Costa Freire, no posto de sargento mor das ordenanças do 3º regimento que mandou levantar na Capitania do Piauhy, atendendo ao dito Francisco Gonçalves Palha haver servido alguns anos na mesma capitania com bom procedimento, acompanhando ao capitão mor dela no ano de 1702 quando foi desenfestar aquelas terras do inimigo gentio bárbaro que nela havia, descobrindo nesta ocasião parte do rio dos Alongazes e Parnaíba, matando o gentio Anapuru Mirim e aplicando paz, indo em outra ocasião dar guerra aos gentios que infestavam as capitanias (...), fazendo todas estas excursões a sua custa (...). Houve por bem, fazer-lhe mercê de o confirmar no dito posto de sargento mor das ordenanças do 3º regimento que mandou levantar na Capitania do Piauhy, com que o proveu o dito governador e capitão general do Estado do Maranhão, em qual o posto não haverá soldo algum da fazenda real, mas gozará de todas as honras, privilégios, liberdades, isenções e franquezas em razão do dito posto (...). Foi passada carta por duas vias a 12 de janeiro de 1710”.
Fonte: Arquivo Histórico de Portugal – Registro Geral de Mercê – Mercês de D. João V, livro nº 7, fls. 523-V (ou 1056) – ano de 1710.
POIS BEM... No ano de 1714 o português Francisco Gonçalves Palha já se encontrava na Capitania do Ceará, precisamente no litoral, estabelecido entre os rios Igaraçu (braço do Parnaíba) e Camurupim. E na qualidade de morador da Capitania do Ceará, Francisco Gonçalves Palha solicitou ao capitão mor do Ceará, uma Sesmaria entre as barras dos rios Igaraçu e Camurupim.
“Senhor capitão maior, diz o tenente Francisco Gonçalves Palha, morador nesta Capitania do Ceará Grande e nela servindo a Sua Majestade, que Deus o guarde, que ele suplicante tem seus gados na dita capitania e carece de terras para povoar, e tem descoberto um sítio chamado a Salina do Tremembé no qual pede três léguas de terra de comprido e uma de largo, principiando no campo da última caatinga que sai do rio Camurupim cortando rumo direito até a barra do rio Igaraçu [braço do rio Parnaíba, divisa com o Piauhy], o qual não foi pedido nem cultivado, confrontando para o nascente com o dito rio Camurupim, e para o poente com o rio Igaraçu [braço do Parnaíba] (...). Fortaleza de Nossa Senhora da Assumpção 8 de junho de 1714”.
NOTA: Como se pode observar através de fontes primárias, desde o ano de 1714 o rio Igaraçu (o braço mais oriental do rio Parnaíba) já figura como divisa entre as Capitanias do Ceará e Piauí. O rio Camurupim, vizinho do Igaraçu, tem na sua foz a famosa praia de Macapá, hoje pertencente ao município de Luís Correia Piauí.
Fonte: Livro de Data e Sesmaria do Ceará nº 10, folhas 47-48 sob nº de ordem 26, datado de 8 de junho de 1714.
Imagem: Trecho da Carta Patente de Francisco Gonçalves Palha passada em 1710 pelo Governador do Estado do Maranhão.
Por João Bosco Gaspar, pós-graduado em História, Cultura e Patrimônio, Tianguá Ceará
O ANO ERA 1998
ATÉ A CORTE DO RIO DE JANEIRO FEITA POR ORDEM DO GOVERNADOR, E CAPITÃO GENERAL DAQUELA CAPITANIA, PELO CORONEL SEBASTIÃO
GOMES DA SILVA BERFORD, FIDALGO DA CASA REAL, COM OS OFÍCIOS RELATIVOS À MESMA VIAGEM" DE 1810
É um dos primeiros relatos/memórias sobre os sertões maranhenses. Berford, foi um militar e político maranhenses que prestou serviços à coroa portuguesa. Ele nasceu na fazenda Kelru, freguesia de Nossa Senhora do Rosário em 1780.
Berford, inicia seus estudos acadêmicos aos dezoito anos em Ciências Matemáticas e Geografia por Coimbra, Portugal. Chegou a estudar Direito (mas não concluiu o curso). De família nobre, ocupam diversos cargos nobiliárquicos como o de “vereador à Câmara Municipal de São Luís, membro da Junta Governativa presidida por D. Joaquim N. S. de Nazaré.
Era fidalgo cavaleiro da Casa Real portuguesa e cavaleiro da Ordem de Cristo. ” Sebastião Berford, “faleceu no posto de brigadeiro do regimento de milícias do Itapecuru em naufrágio ocorrido em 01.8.1825, na entrada da baía do Maranhão. ” Ele, neste dito regimento de milícias do Itapecuru passou “pelos postos de alferes, capitão, coronel e afinal brigadeiro” Berford, empreendeu uma longa viagem, saindo do litoral do Maranhão em setembro de 1809, e indo até a Corte no Rio de Janeiro, aonde chega em abril de 1810. Em território maranhense seu itinerário durou 42 dias, - descontados 23 dias de falhas - de 29 de setembro a 02 de dezembro de 1809, indo de São Luís até o rio Manoel Alves Grande, na divisa com a então Capitânia do Goiás. A sua constituem-se na primeira descrição oficial do Maranhão sobre seus limites ao Sul. Nesse roteiro, além do itinerário e a produção resultado dessa viagem citados acima, Berford produziu um mapa retratando o Brasil à época.
A sua viagem visava atender o que preconizava a Carta Régia de 12 de março de 1798, que ordenara a exploração e a ocupação do sul da capitania do Maranhão e, exigia também a localização do rio Tocantins no lado maranhense e a promoção de sua navegação.
Seu Roteiro é concebido na forma de diário itinerante. Naturalmente por ter estudado Ciências matemáticas e Geografia, vai dizer que isso “prova sua alta competência nos roteiros que escreveu e mapa por ele elaborados. ” Sobre seu Roteiro e mappa da viagem da cidade de São Luís do Maranhão até a Corte do Rio de Janeiro, Galves e Pacheco Filho discorrem que o mesmo “é o primeiro roteiro de que se tem notícia, com informações corretas sobre a geografia da capitania do Maranhão” O Roteiro, de Sebastião Berford é de fundamental importância para a compreensão da história do Maranhão nos primeiros anos do século XIX
De acordo com Galves e Pacheco Filho (2007, p. 11) “a viagem de Berford teve grande importância, não só pelo aspecto do pioneirismo, mas principalmente por ter encurtado a distância entre as cidades de São Luís e Rio de Janeiro pela metade. ” Já que para Carvalho e Franklin “antes de nosso viajante, o percurso por terra, partindo do Maranhão para a Bahia, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, tinha como rota única os sertões do Piauí. ”
Ainda sobre o Roteiro, Galves e Pacheco Filho (2007, p. 11) comentam que “ao desbravar os sertões maranhenses, teve outras preocupações, como a localização dos rios, córregos, matas, chapadas, serras, vales, tios de vegetação (para isso elaborou um mapa), fazendas possíveis vilas e povoados. ” As providências por parte da Coroa portuguesa para felicidade do Brasil, segundo Sebastião Berford, no tópico “Aos leitores” que inicia seu Roteiro “se alongavam até os mais incultos sertões, único meio capaz de promover neles a indústria e o valor das suas infinitas e ricas produções, bem como a sua circulação”. No seu itinerário, era importante que fosse dada a conhecer a existência de uma boa estrada e a rota de navegação pelos rios, com o intuito de aproximar pontos, até então remotos. Os “incultos sertões” a que Berford se refere, para dizer da parte meridional da capitania do Maranhão diz respeito, sobretudo, aos diversos grupos indígenas que habitavam e "atacavam” os criadores de gado da região de Pastos Bons. Incultos, na opinião dele, também por se tratar de sertões que ainda não receberam por parte da Coroa (e
por extensão a capitania do Maranhão) condições efetivas de segurança e força para fazer valer o controle da região.
Fonte: SERTÕES DO MARANHÃO PELO OLHAR DE VIAJANTES NO CONTEXTO DOS SÉCULOS XVIII E XIX
Jessé Gonçalves Cutrim Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão
Registros dos primeiros colonizadores portugueses nas riberias dos rios Longá, dos Matos, Piracuruca e Corrente. A ocupação deu-se "rio acima", sentido foz-nascente, confirmando a tese do grande historiador João Capistrano de Abreu (sertões de dentro). Subindo os leitos do Piracuruca, Longá, Matos e Corrente, as sesmarias foram sendo distribuídas gradativamente, sobretudo nas primeiras década do século XVIII. Entre esses sesmeiros, se destaca Heytor Correia de Miranda, um dos doadores do patrimônio de Nossa Senhora do Monte do Carmo da Piracuruca. Heytor foi contemplado com uma sesmaria no rio dos Matos, entre o Piracuruca e o Corrente, no ano de 1724. O acervo das Sesmarias do antigo Estado do Maranhão, conta com 20 livros.
Por João Bosco Gaspar, pós-graduado em História, Cultura e Patrimônio, Tianguá Ceará
Agenda Maranhão
https://agendamaranhao.com.br/2025/11/07/10876/
REDAÇÃO DO JORNAL A PACOTILHA EM 1912, EM SÃO LUÍS (BRASIL)
Integrantes da redação do jornal A Pacotilha, que funcionou em um casarão de azulejos verdes, remanescente do sec. XVIII, localizado na esquina do Beco da Pacotilha (Rua João Victal de Matos) com o Largo do Carmo (Praça João Lisboa), em São Luís (estado do Maranhão - Brasil).
A fotografia integra o livro "Fran Paxeco e as figuras maranhenses", de autoria de Joaquim Vieira da Luz, edição de 1957. A edição é do acervo do Sebo Beco da Sé (São Luís - Brasil).
A legenda da fotografia no livro é a seguinte; "Redação da Pacotilha - 1 FRAN PAXECO. - 2 AGOSTINHO Reis. - 3 LUSO TORRES - 4 CLO-DOMIR CARDOSO.
Integrava o corpo redacional, em 1912, o Dr. José BARRETO, ausente no grupo".
Jornal Pacotilha - O Jornal Pacotilha teve sua primeira edição publicada no dia 30 de outubro de 1880. Deixou de circular no ano de 1939.
Possuía, em geral, 4 páginas. Era produzido por intermédio de tipografia própria, a Tipografia do Pacotilha. Por volta de 1892, o jornal foi vendido para o político José Barreto Costa Rodrigues, que fazia parte do grupo político do Coronel Mariano Lisboa, opositor de Benedito Leite, maior líder político da época.
O embate foi tal que Benedito Leite fundou outro jornal para combater A Pacotilha, denominado de Federalista - que funcionou até 1908 com a morte de seu fundado.
A Pacotilha é uma importante fonte de pesquisa sobre o período da aprovação da Áurea, que legalizou o fim da escravidão no Brasil.
Autoria da fotografia: Estúdio Costa & Sobrinho (provável)
Joaquim Gomes de Souza era maranhense e foi o primeiro matemático brasileiro. Nasceu na fazenda Nossa Senhora da Conceição, na ribeira do Itapecuru, em 1829, e faleceu em Londres, em 1864. Na capital do Maranhão, sua família era proprietária do vasto palacete da rua do Sol, que hospeda o Museu Histórico e Artístico do Maranhão.
Entre as obras que publicadas em vida e as póstumas, estão:
Resoluções das Equações Numéricas (1850)
Recuel de Memoires d’Analise Mathematiques (1857)
Modo de Indagar Novos Astros sem Auxílio de Observações Diretas (1848)
Anthologie universelle (1859)
Mélanges de calcul intégral (1882)
Foi o primeiro, mais profícuo e mais original cientista matemático do país após a Independência.
Registrada em documentos há mais de 700 anos, Hy-Brasil se tornou um dos maiores enigmas da cartografia. Os primeiros mapas medievais a posicionavam no Atlântico Norte e muitos navegadores acreditavam que a região abrigava um território real. Expedições foram enviadas para encontrá-la, mas nunca retornaram com provas concretas. Ao longo do século XIX, novas medições confirmaram que não havia nenhuma massa de terra nas coordenadas atribuídas à ilha. Mesmo assim, Hy-Brasil permaneceu no imaginário popular como um local misterioso que teria desaparecido sem deixar vestígios.