

Inteligência artificial impulsiona resultados

A evolução da tecnologia resulta em soluções para gargalos na operação de empresas dos mais diferentes segmentos e tamanhos. Auxilia também para suprir falta de profissionais em algumas funções


Pedra na vesícula afeta até 20% da população
Problema pode causar dor intensa e levar à cirurgia quando há sintomas. Especialistas reforçam mudança de hábitos para a prevenção.
NESTA EDIÇÃO

Estratégias pautadas na busca ativa, atualização de cadastros e ações que integram qualificação profissional e empregabilidade geraram bons resultados nas ci-
Todos os municípios da região apresentaram queda no número de beneficiários em um ano PÁGINAS | 8 e 9

Turismo do Vale projeta mais de mil negócios
dades. Medidas buscam promover emancipação financeira aos grupos familiares e garantir autonomia. Queda chega a 16,1%. Repasse médio é de R$ 700.

Um ano de recomeço para Cruzeiro do Sul

Run More projeta avançar 26,5% em 2026

A redução do número de famílias atendidas pelo Bolsa Família no Vale ao longo de 2025 aponta para uma mudança relevante no cenário social e econômico da região. Em doze meses, 1.782 grupos familiares deixaram o programa. O dado, por si só, não deve ser lido como simples enxugamento estatístico, mas como reflexo de um mercado de trabalho ativo e de políticas públicas voltadas à autonomia financeira. A diminuição ocorreu de forma consistente em municípios de diferentes portes. Lajeado, Arroio do Meio e Estrela lideraram a redução em números absolutos, enquanto cidades menores registraram quedas proporcionais expressivas.
O desafio que se impõe é consolidar esse ciclo. O desligamento do Bolsa Família precisa seguir associado à geração de emprego.”
O movimento não se dá por corte linear, mas por revisão cadastral, busca ativa e, sobretudo, inserção no emprego formal. Onde houve trabalho articulado entre assistência social, qualificação profissional e setor produtivo, o desligamento do programa ocorreu de forma sustentável. Programas de empregabilidade, feirões de vagas, cursos e a aplicação da Regra de Proteção permitiram a transição gradual do auxílio para a renda do trabalho. O desafio que se impõe é consolidar esse ciclo. O desligamento do Bolsa Família precisa seguir associado à geração de emprego, à qualificação contínua e a um ambiente favorável à formalização. Os números de 2025 indicam que o Vale avança na direção correta. Menos dependência de programas sociais e mais famílias sustentadas pelo próprio trabalho representam um sinal de maturidade econômica.

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“Aprender a ler a pele foi como descobrir uma nova língua para cuidar das pessoas”
Thaís Cachafeiro é dermatologistaformada pelaUFRGS.Naturalde PortoAlegreecrescida noVale dos Sinos, atua comfocoematualização constante, cuidado humanizado e tratamentos quepromovemsaúdee autoestima
Fabiano Lautenschläger
centraldejornalismo@grupoahora.net.br
Como foi tua infância e de que forma ela te marcou?
Cresci em uma cidade pequena do Vale dos Sinos, com pais muito trabalhadores, ambos da área da saúde, mas sempre presentes. Aos finais de semana meu pai me levava, junto com meus irmãos, para passear de buggy pelos morros da região, descobrindo trilhas, cachoeiras e novos lugares. Sempre íamos sem saber o que encontraríamos e acabava virando uma grande aventura. Também passava muitos fins de semana na casa da minha avó em Porto Alegre. Tenho lembranças muito afetivas do Parcão, de alimentar os patos, ler histórias na Casa da Bruxa, brincar no balanço e ir ao cinema. Aos domingos, almoçávamos com meus avós espanhóis, mantendo tradições como falar castelhano e comer tortilha. Essas memórias são muito fortes e moldaram quem eu sou.
Quando surgiu o interesse pela medicina e pela dermatologia?
O interesse pela medicina veio naturalmente, pela admiração que sempre tive pelo meu pai, que é médico pediatra. Sempre acompanhei o cuidado dele com os pacientes e isso me inspirou muito.
Já a dermatologia surgiu na faculda-

de, no sétimo semestre, quando tive contato com a disciplina e os estágios no Hospital de Clínicas e Santa Casa. Lembro de acordar mais cedo do que precisava, empolgada para caminhar até o hospital, curiosa com cada caso e encantada com o que a pele conseguia revelar sobre o organismo.
Em que momento tu teve certeza da escolha pela dermatologia?
Sem dúvida durante os estágios. A alegria em fazer os diagnósticos dermatológicos, a curiosidade que cada lesão despertava e o desejo de aprender cada vez mais sobre a pele me mostraram que era aquilo que eu queria fazer para o resto da vida.
Que tipo de dermatologista tu buscou se tornar ao longo da carreira?
Sempre estudei muito e gosto realmente de me aperfeiçoar. Isso me permite realizar tratamentos que tragam os melhores resultados
possíveis aos pacientes. Além disso, procuro me conectar de forma empática, tentando compreender o impacto que as alterações de pele têm na vida de cada pessoa. Acredito que essa relação honesta e humana é o que torna meu trabalho tão gratificante.
Como tu enxerga o impacto da dermatologia na autoestima e na saúde emocional?
Existem estudos que mostram que tratamentos que melhoram a aparência impactam significativamente na saúde emocional, inclusive com melhora em quadros de depressão. Isso ocorre por uma resposta inconsciente do cérebro ao se enxergar de forma mais satisfatória. Vejo isso diariamente no consultório: pacientes mais confiantes, com autoestima elevada, envelhecendo melhor física e psicologicamente e mais satisfeitos com suas imagens. A dermatologia vai muito além da estética, ela promove bem-estar e qualidade de vida.



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RODRIGO MARTINI
RECOMEÇO EM CRUZEIRO DO SUL
Ponte dos Vales, aeródromo, hidrelétrica e novo distrito industrial
Acima de tudo, toda a comunidade que vive, convive e trabalha em Cruzeiro do Sul merece esse tanto de boas novas. Eu confesso: quando visitei os bairros Passo de Estrela e Glucostark, principalmente, horas após o Rio Taquari voltar ao leito em maio de 2024, pensei que estava diante da extinção de uma cidade. Mas o sentimento durou poucas horas. Ao conversar com moradores que perderam tudo, e com empresários e líderes municipais que se uniram como nunca em
um associativismo resiliente e por vezes heroico, tive a certeza: aquele pessimismo exacerbado jamais iria se concretizar. Não era justo com a história do município. E muito menos com a memória de quem se foi. Dito isso, vou parafrasear meu amigo e colega Fernando Weiss, que com o seu jeito espontâneo narrou o próprio sentimento ao divulgar as recentes manchetes sobre a Ponte dos Vales, o Condomínio Aeronáutico, a ampliação do distrito industrial, e a futura hidrelétrica da Certel na eclusa. Só aí tratamos de aproximadamente R$ 1 bilhão
FLUIDEZ E TECNOLOGIA
Dinheiro é raridade nos pedágios. E o free flow já está atrasado

em investimentos. “A gente se arrepia”, disse Weiss. E é por aí. Quem viu o que viu na tragédia não pode parar de celebrar as boas novas. E não podemos esmorecer. Paralelo às conquistas, e não menos importante, os processos de reconstrução das casas, e de implantação do novo Passo de Estrela e do Parque Memorial às margens do Rio Taquari são ações de extrema relevância ao recomeço e que merecem a nossa eterna vigilância e fiscalização. Muito já foi feito, é verdade. Muito, mesmo. Mas ainda é insuficiente.

O BBB, o “playboy” e a divisão
institucionalizada
TIRO
A equipe de assessoria de Jonas Sulzbach, um dos confinados do BBB 26, veio à público logo após uma publicação do perfil oficial da Casa Civil do Governo Federal no Instagram usar – de forma indireta, segundo a assessoria –uma discussão dele com outro participante do programa (Babu), que o chamou de “playboy”. No post, a Casa Civil da União associa a expressão à isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais. “Se você é um playboy, isso aqui não é sobre você. Mas se você é trabalhador e ganha até 5 mil reais, seu carisma certamente tá grandão porque você não paga mais imposto de renda”, informava a publicação, que foi covardemente excluída após a repercussão. É claro que o “astuto” autor da postagem não quis chamar de “playboy” todo e qualquer brasileiro que recebe mais de R$

5 mil – embora tenha deixado margem para a “astuta” interpretação dos opositores. E isso é o de menos neste reality da vida real. O que importa nessa pataquada da equipe de Lula é a repetição cansativa e arrogante da velha tática de julgar e desprezar o outro – com “amor”, claro – e assim dividir e polarizar cada vez mais a população. “É inaceitável que uma página da Casa Civil incentive ódio ou humilhação a qualquer cidadão”, assina a equipe de assessoria do modelo lajeadense. E o mesmo vale para perfis oficiais mais à direita Brasil afora.




O Estadão publicou recente pesquisa realizada com informações disponibilizadas pelas principais concessionárias que operam rodovias no Brasil. E o resultado é um tanto óbvio para o patamar tecnológico das transações financeiras. Hoje, e de acordo com a análise, o pagamento em dinheiro responde por menos de 7,5% dos pagamentos nas praças de pedágio. E muitas ferramentas são recentes. A oferta de cartões e Pix só passou a ser obrigatória por meio de portaria do governo federal publicada há quase dois anos. À época, inclusive, a implementação desses meios digitais enfrentou resistência no setor. E a prática caiu nas graças do consumidor. É o mesmo caminho do free flow, ou o pagamento automático e sem cancelas. Com possibilidade de pagar antes ou depois da passagem no pórtico por meio de Tag, aplicativo, site e outros mecanismos simples, o free flow já está atrasado no Brasil. Em países mais desenvolvidos, por exemplo, é raro encontrar cancelas.
- Pré-candidato a deputado estadual, Roberto Lucchese vai tentar novamente atingir o pico do Everest. Ele viaja no dia 10 de abril e deve ficar cerca de dois meses em viagem.

- O PL de Estrela estranha a posição do suplente de vereador Felipe Diehl, que não contatou a executiva municipal para tratar de uma possível “desfiliação amigável”.
- Ainda sobre o PL, não houve consenso na executiva municipal de Lajeado acerca da nomeação do novo Secretário de Meio Ambiente. Resta saber o impacto disso na relação dos vereadores do PL com a gestão de Gláucia Schumacher (PP).
ELEIÇÕES 2026
Darlã para estadual
Ex-secretário de Cultura e de volta à câmara de Estrela, o vereador Darlã Bellini (PSDB) anunciou nas redes sociais que pode vir a ser candidato a deputado estadual. Na postagem, referente à participação dele em um evento estadual do
PSDB em Porto Alegre, o parlamentar foi “indireto” ao ponto. “No Vale do Taquari, o PSDB já tem um pré-candidato a vaga na assembleia legislativa”. Em tempo, Bellini conquistou 386 votos na eleição municipal de 2024.
Zancanaro para federal
O partido Progressistas debate em Estrela a possibilidade do vereador Volnei Zancanaro concorrer a deputado federal em outubro. Entre alguns correligionários e líderes locais da sigla, há a certeza de que o PP regional deve participar efetivamente do pleito geral de 2026. E não só na busca por vaga no congresso nacional. O PP não descarta, também, um pré-candidato a deputado estadual. Em tempo, Zancanaro conquistou 656 votos na eleição municipal de 2024.

vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR


“Projetamos avançar 26,5% em 2026, dentro de um plano que prevê expansão média de 25% ao ano”
Fundada em 1996 por Lia e Alexandre Dullius, a Run More, de Estrela, atua no segmento de moda fitness e beachwear feminino, com vendas no Brasil e exterior. A marca se destaca pela qualidade, estampas exclusivas e modelagem das peças. As vendas ocorrem por lojas próprias, franquias, multimarcas e e-commerce. Alexandre nos recebeu para um café e uma conversa sobre os negócios.
Como gerir 30 anos da Run More em um segmento com ciclos tão curtos?
Alexandre Dullius - O ano de 2026 será especialmente simbólico para a Run More. Comemoramos 30 anos em maio. A data marca não apenas a trajetória da empresa, mas também evidencia os desafios do setor de confecção, marcado por ciclos cada vez mais curtos. Enquanto o verão entra em liquidação nas lojas, o inverno já está em plena venda, e a criação do verão de 2027 está concluída. Trabalhamos, simultaneamente, com até três ou quatro coleções, conciliando desenvolvimento, comercialização e faturamento. O ritmo intenso, embora desafiador, reforça nosso caráter instigante e estratégico da operação em um mercado altamente competitivo
Como a Run More adapta coleções ao clima e aos dados? Dullius - Desenvolvemos nossas coleções considerando as diferentes regiões do país,

ajustando produtos às variações climáticas. Mesmo no inverno, cerca de 60% das peças mantêm características de verão, atendendo mercados como Nordeste, Sul e parte do Sudeste. O processo criativo é sustentado por pesquisa contínua, com uso de plataformas globais como a WGSN e ferramentas nacionais. Tendências de cores, tecidos e modelagens são combinadas com dados internos e histórico de vendas, garantindo coleções alinhadas ao mercado e ao consumidor.
Como gerir 2,4 mil SKUs com
foco em sustentabilidade?
Dullius - Trabalhamos atualmente com cerca de 70 bases de tecido e mais de 200 modelos, que, ao considerar cores e tamanhos, resultam entre 2,2 mil e 2,4 mil SKUs por coleção. A estratégia é produzir de acordo com a demanda, evitando estoques excessivos e reforçando o compromisso com a sustentabilidade. Nossa produção é alinhada às vendas garantindo alto nível de controle, com perdas ínfimas. O modelo, sustentado por dados e gestão rigorosa de compras, prioriza o atendimento ao cliente
e reduz desperdícios ao longo do ciclo da coleção.
Como alinhar sucessão, longevidade e planejamento flexível?
Dullius - O trabalho conjunto é um dos nossos principais diferenciais ao completar 30 anos. A sucessão ocorre de forma natural, construída ao longo do tempo, sem imposições, a partir da valorização do negócio e do trabalho que sustenta os resultados da empresa. Temos foco na longevidade, e projetamos as próximas décadas com otimismo, mas sem planos engessados de longo prazo. O planejamento estratégico é revisado anualmente, e, se necessário, semestralmente, priorizando metas de curto e médio prazo.
Como crescer 25% ao ano em um mercado em desaceleração?
Dullius - Apostamos na aceleração dos negócios nos próximos anos, mesmo diante de um cenário em que parte da indústria de confecção deve desacelerar. A empresa fechou 2025 com crescimento de 22,86% e projetamos avançar 26,5% em 2026, dentro de um plano que prevê expansão média de 25% ao ano. Nossa estratégia está baseada no ganho de escala para diluir custos fixos e fazer a estrutura “girar” com mais eficiência. Com a criação já estruturada e alto nível de investimento produtivo, o desafio passa a ser ampliar volumes de forma gradual, garantindo fluidez operacional e rentabilidade sustentável.
Como ações locais fortalecem a marca aos 30?
Dullius - Nós intensificamos a estratégia de visibilidade nestes 30 anos, com foco no fortalecimento da marca. Apostamos em maior presença de marketing local, acompanhando a chegada de novas marcas e a ampliação da concorrência no setor. Entre as ações comemorativas, vamos divulgar um calendário nacional de corridas exclusivamente femininas, reunindo provas em diferentes cidades do país. A iniciativa já começou a ser promovida nos canais digitais da marca.
Como reforçar a cultura empresarial com grandes parceiros?
Dullius - Nos dias 27 e 28 de abril, estamos preparando uma convenção com lojistas e franqueados de todo o Brasil, reunindo desfiles, palestras e apresentação de coleções. Com atuação B2B e B2C, reforçamos em 2026 o foco no atendimento e no relacionamento em todas as frentes de mercado.



TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
Inteligência artificial vira motor de crescimento no Vale
Empresas incorporam IA aos processos, ampliam produtividade e criam soluções que já transformam setores como indústria, saúde e energia
Oque há pouco tempo parecia distante dos pequenos e médios negócios agora faz parte da rotina de empresas do Vale do Taquari. A inteligência artificial deixou de ser apenas tema de grandes centros tecnológicos e passou a impulsionar produtividade, eficiência e novos modelos de negócio em diferentes setores da economia regional. De softwares industriais a sistemas de gestão em clínicas de saúde e operações de energia elétrica, a IA já atua como ferramenta estratégica no dia a dia das organizações.
Na Beta Tecnologia, de Lajeado, a inteligência artificial passou a ser incorporada tanto nos processos internos quanto no próprio produto da empresa, o sistema de gestão ZADA. Segundo o CEO Gilberto Dessbesell Jr, o setor de desenvolvimento foi o primeiro a sentir os ganhos.
“Hoje geramos códigos de forma muito mais eficiente com IA. Tarefas que antes eram longas e repetitivas são feitas rapidamente. Um bom analista consegue produzir com alta qualidade e depois apenas

A ideia é facilitar processos que antes exigiam muito tempo operacional, sempre com segurança e validação.”
revisar”, explica. Além da programação, a tecnologia também passou a apoiar áreas como marketing e comercial, com criação de roteiros, conteúdos e materiais de divulgação. O uso, no entanto, é cauteloso. “A IA ainda erra. A gente cria contextos, treina agentes e revisa tudo. Ela é apoio, não substituição do pensamento humano”, ressalta Dessbesell. No próprio Zada, a empresa já lançou funcionalidades baseadas em IA, como criação automática de fórmulas, leitura
de documentos fiscais em PDF e construção de dashboards por comandos de texto. “A ideia é facilitar processos que antes exigiam muito tempo operacional, sempre com segurança e validação”, afirma.
IA aplicada à saúde e gestão de clínicas
Outro exemplo de crescimento acelerado impulsionado pela tecnologia vem da Clínica Experts, empresa que desenvolve sistemas de gestão para clínicas médicas, odontológicas e de estética. Em pouco mais de três anos, a plataforma saltou de cerca de 900 para quase 8 mil clínicas atendidas em todo o país.
O CEO Tiago Mario explica que a virada ocorreu com a integração da inteligência artificial aos serviços.
“Começamos com chatbots para atendimento de pacientes, depois transcrição automática de consultas, organização de prontuários, geração de prescrições e agora avançamos para uso conversacional do sistema”, conta. Hoje, a IA da empresa, chamada Anna, acompanha atendimentos, organiza informações e gera documentos clínicos em tempo real. Em desenvolvimento, estão ferramentas que conciliam pagamentos de convênios, reduzem perdas por glosas e oferecem apoio inteligente ao diagnóstico.


Eficiência em larga escala na energia
“A IA consegue cruzar histórico do paciente, padrões de atendimento e protocolos médicos para sugerir exames e alertas. O médico continua decidindo, mas com muito mais informação organizada”, explica Tiago.
O CTO Christian Bayer acrescenta que modelos específicos para a área da saúde estão sendo incorporados.
“Existem inteligências treinadas especialmente para contextos médicos. Isso amplia muito a segurança e a qualidade das análises”, afirma.
Na Certel, cooperativa que atua no setor elétrico do Vale do Taquari, a inteligência artificial já impacta praticamente todos os setores. Segundo o vicepresidente Daniel Luis Sechi, a estratégia foi criar “agentes virtuais” que absorvem o conhecimento técnico dos colaboradores.
“Aquilo que estava na cabeça das pessoas está sendo treinado em agentes de IA. Mesmo que alguém saia da empresa, o conhecimento permanece”, explica.
Na prática, a tecnologia já automatiza lançamentos fiscais, faz triagem de currículos, analisa contratos jurídicos, responde



FABIANO LAUTENSCHLAGER

dúvidas técnicas sobre legislação do setor elétrico e reforça a segurança digital contra fraudes.
“Processos que levavam dez minutos hoje são feitos em menos de um. Em algumas áreas ganhamos centenas de horas de produtividade por colaborador ao ano”, afirma Sechi.
O próximo passo envolve redes inteligentes, uso de dados em tempo real e até drones automatizados para identificar falhas em linhas de transmissão. “A IA vai permitir respostas quase imediatas a quedas de energia e manutenção preventiva muito mais eficiente”, projeta.

Cooperativa de energia investiu cerca de R$ 3 milhões em IA
A IA não elimina o humano, ela potencializa. Quem souber operar essa tecnologia vai se tornar cada vez mais valioso no mercado.”

Ela tira o peso operacional e deixa as pessoas no estratégico. O ganho é de qualidade, agilidade e tomada de decisão.”

Sistemas criados pela Experts surgiram na área da saúde mas devem atingir outros setores em breve
Vale conectado à nova economia
Os exemplos da Beta Tecnologia, Clínica Experts e Certel mostram que o Vale do Taquari já se insere no movimento global de transformação digital. Empresas locais não apenas adotam ferramentas prontas, mas desenvolvem soluções próprias, adaptadas à realidade regional e aos desafios de cada setor.
A inteligência artificial, que há pouco tempo parecia restrita a grandes corporações, agora se consolida como motor de inovação
também no interior do estado, impulsionando competitividade, abrindo novos mercados e redesenhando a forma como negócios operam no dia a dia.
Se antes a tecnologia era vista como apoio pontual, hoje ela se torna parte estrutural das estratégias de crescimento. No Vale, a revolução da IA já começou, e deve acelerar ainda mais nos próximos anos, atingido até mesmo as empresas com maior faturamento da região.
Crescimento acelerado, mas ainda em adaptação
Apesar dos avanços regionais, o cenário brasileiro ainda mostra empresas em estágio inicial de adoção. Levantamentos recentes indicam que cerca de 72% das organizações estão entre fases experimentais ou iniciais no uso de IA. Mesmo assim, quase
metade dos profissionais já utiliza ferramentas de forma informal no trabalho, prática conhecida como Shadow AI. Marketing, atendimento ao cliente, vendas e tecnologia lideram a adoção oficial, enquanto áreas como RH, jurídico e logística ainda
exploram pouco o potencial da automação inteligente. O medo de substituição de empregos aparece como uma das principais barreiras culturais. Para lideranças que já vivem a transformação na prática, o impacto tende a ser diferente. “A IA não elimina o humano, ela

Principais aplicações de IA
Beta Tecnologia
(software industrial/ERP – Zada)
• Geração automática de códigos de programação, acelerando o desenvolvimento de novas funcionalidades;
• Leitura inteligente de documentos em PDF, como notas de serviço, pedidos e contratos;
• Lançamentos automáticos de dados no sistema, reduzindo tarefas manuais;
• Criação de dashboards e análises de vendas por comando de texto;
• Interpretação e construção de fórmulas complexas dentro do ERP.
Certel
Investimento de R$ 3 milhões
- Triagem de currículos. Base com mais de 3 mil candidatos;
- Redução de 95% do tempo para emissão de notas no varejo;
- Agentes virtuais retém conhecimento para padronizar respostas; -Análise e monitoramento de informações.
Clínica Experts
- Chatbot generativo, transcrição de consultas, geração de documentos (atestados e prescrições);
- Todos os atendimentos internos passam por triagem de IA;
- Ampliou capacidade de atender clínicas: de 900 em 2022 para quase 8 mil;
-Tecnologia própria e expansão para outros mercados.
No agro
A inteligência artificial já começa a impactar diretamente os resultados do agronegócio. Levantamento da 29ª edição do CEO Survey da PwC mostra que 33% das empresas do setor registraram aumento de receita após adotar a tecnologia. A pesquisa ouviu mais de 4,4 mil presidentes de companhias em 95 países, incluindo o Brasil.
potencializa. Quem souber operar essa tecnologia vai se tornar cada vez mais valioso no mercado”, avalia Tiago Mario. Daniel Sechi reforça, “Ela tira o peso operacional e deixa as pessoas no estratégico. O ganho é de qualidade, agilidade e tomada de decisão”.
Apesar dos avanços, os efeitos ainda são graduais, 58% dos executivos afirmaram ter percebido pouco ou nenhum impacto financeiro imediato com o uso da IA, indicando que os ganhos tendem a se consolidar no médio e longo prazo.
BOLSA FAMÍLIA
Em um ano, mais de
1,7 mil beneficiários deixam programa social na região
Municípios reforçam programas de empregabilidade, busca ativa e revisão dos cadastros de grupos familiares como motivos da redução de benefícios. Valor médio manteve variação, com pagamentos mensais próximos a R$ 700 em grande parte da região
OVale do Taquari registrou redução no número de famílias atendidas pelo Bolsa Família ao longo de 2025. Dados consolidados indicam queda de 10,9 mil grupos familiares em janeiro para 9,2 mil em dezembro do mesmo ano. A revisão dos cadastros resultou na diminuição de 1,7 mil famílias, o que representa cerca de 16,1%. A queda ocorre de forma distribuída entre os municípios da região. Arroio do Meio passou de 534 famílias atendidas em janeiro para 318 em dezembro.
Lajeado registrou redução de 2,2 mil para 1,9 mil beneficiários no mesmo período. Já em Estrela, o número caiu de 1,2 mil para 1,1 mil. Bom Retiro do Sul apresentou a menor variação, com recuo de 405 para 396 famílias.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento Social também mostram que municípios de pequeno porte tiveram reduções proporcionais mais elevadas. Muçum reduziu de 377 para 221. Dois Lajeados caiu de 124 para 74 famílias atendidas. A diminuição no número de beneficiários ocorre em um contexto de revisões cadastrais e atualização de informações dos núcleos atendidos. O valor médio do benefício manteve variação, com pagamentos mensais

ELIANA HEBERLE
SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE LAJEADO
Diagnosticamos que a cidade enfrentava um apagão de mão de obra, com vagas ociosas, simultaneamente à permanência de famílias no programa Bolsa Família.”
próximos a R$ 700 em grande parte da região. As informações têm como base registros administrativos do programa ao longo de 2025.

Na maior cidade do Vale do Taquari, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Lajeado elaborou uma estratégia pautada no apoio depois da calamidade e também na inclusão produtiva. A secretária Eliana Heberle diz que o acompanhamento individualizado fez com quem a perda


ocasional de bens não se transformasse em dependência, mas sim na reconstrução da autonomia financeira.
Além disso, a pasta cruzou dados entre sistemas governamentais e auxiliou na identificação de famílias que superaram a renda per capita permitida. Segundo ela, parte desse grupo aderiu à Regra de Proteção, que permite o recebimento de 50% do valor do benefício por até 12 meses após a inserção no mercado de trabalho. Em resposta ao cenário, o município desenvolveu o programa Emprega Mais. “Diagnosticamos que a cidade enfrentava um apagão de mão de obra, com vagas ociosas, simultaneamente à permanência de famílias no programa Bolsa Família. Estabelecemos um fluxo no qual o programa de empregos atua como um polo de talentos para as empresas locais”, explica a secretária.
O processo promove uma saída sustentável do programa assistencial e garante que a família alcance a independência por meio do trabalho formal. De forma semelhante, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania de Estrela também aposta na qualificação dos beneficiários e nas propostas de emprego e aumento da renda.
A coordenadora do Cadastro Único em
Marilsa Moraes, explica que os feirões em emprego feitos no município, bem como cursos profissionalizantes promovidos pelo Centro Empresarial de Inovação, Tecnologia e Qualificação (Ceiteq) e pelo programa estadual Emancipa Família Gaúcha gera bons resultados.
“As pessoas procuram as vagas e a qualificação. Entendemos que ao longo de 2026 os resultados possam ser ainda melhores, com mais famílias alcançando a autonomia financeira, pois teremos mais programas voltados a isso”, frisa Marilsa. O objetivo dos municípios é garantir que o desligamento do programa seja um reflexo de emancipação, e não de desassistência.
Melhora nos resultados
Entre os municípios com menor variação, Bom Retiro do Sul projeta ações para compreender o contexto social da cidade. O secretário de Habitação e Desenvolvimento Social, Adilson Martins, reforça que em 2025, em parceria com a Secretaria de Indústria e Comércio, foram oferecidos cursos de qualificação profissional, nos quais o público inscrito no CadÚnico teve prioridade.
Variação do benefício no Vale

Quem tem direito
- Renda: Famílias com renda per capita de até meio salário mínimo. Com o reajuste do salário mínimo de 2026, o limite de renda per capita para o Bolsa Família é de R$ 218 por mês
- CadÚnico: É obrigatório estar com o Cadastro Único atualizado
- Revisão Mensal: A revisão cadastral passou a ser feita todos os meses, podendo causar bloqueios, suspensões ou cancelamentos em caso de informações inconsistentes
Curiosidades sobre o Bolsa Família
- O Vale do Taquari somava 10.989 famílias beneficiárias em janeiro de 2025 e encerrou dezembro com 9.207.
- A redução regional ao longo do ano foi de 1.782 famílias, índice de 16,1%.
- Lajeado concentrou a maior redução absoluta entre os municípios, com 335 famílias a menos
- Arroio do Meio apresentou queda de 216 beneficiários no período.
“Foram disponibilizadas formações em soldagem e manutenção de máquinas industriais, por meio do programa RS Qualificação. A busca pela qualificação da mão de obra local é permanente e estratégica. Nosso foco é fortalecer as famílias, ampliando oportunidades e promovendo autonomia”, afirma o gestor. No Vale do Taquari, diversos movimentos do Estado foram feitos para convencer pessoas a trocarem os programas por vagas de emprego em diferentes áreas. O setor empresarial pede uma diminuição dos custos com a formalização para que o modelo de carteira assinada seja mais vantajoso aos trabalhadores.
- Estrela registrou diminuição de 185 famílias atendidas entre janeiro e dezembro.
- Poço das Antas apresentou a maior redução proporcional da região, com queda de 46,1%, apesar do número absoluto reduzido.
-Muçum registrou retração de 41,9%, com 55 famílias a menos
- Anta Gorda apresentou o maior valor médio de repasse entre os municípios do Vale do Taquari em dezembro, com R$ 1.134,08
- Poço das Antas registrou o menor valor médio de repasse, com R$ 539,43

POTENCIAL TURÍSTICO
Vale do Taquari estrutura turismo e projeta ampliar fluxo de visitantes
Região conta com cerca de mil empreendimentos voltados ao atendimento de turistas e aposta em planejamento integrado para fortalecer o setor e impulsionar a economia regional
Maira Schneider maira@grupoahora.net.br
Fabiano Lautenschläger fabiano@grupoahora.net.br
Aregião intensifica a organização do setor turístico com a implantação de um planejamento regional que busca qualificar atrativos, ampliar a divulgação e fortalecer a atividade como vetor de desenvolvimento econômico.
A Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales) conduz o trabalho junto aos 40 municípios associados, respeitando as características e demandas de cada localidade.
Segundo o presidente da entidade, Rafael Fontana, a região já possui uma estrutura significativa voltada ao atendimento de visitantes.
“Estimo que o Vale do Taquari já tenha quase mil empreendimentos voltados não somente para o turismo, mas que atendem ao turista, entre hospedagens, restaurantes, comércio e atrativos. Precisamos mapear e divulgar melhor esse potencial.”
Fontana ressalta que o planejamento, elaborado no final de 2025, prevê assessoria permanente aos municípios e ações específicas para fortalecer o turismo regional. “A nossa força está na diversidade cultural, histórica e empreendedora dos municípios. Temos oferta para no mínimo uma semana de visitações, mas ainda precisamos dar mais visibilidade para a região.”
Promoção integrada
Entre as principais iniciativas está o Promotur, programa que prevê diagnóstico técnico, produção de fotos e vídeos profissionais e organização de materiais promocionais dos municípios. O projeto também deve facilitar o acesso dos turistas a informações como horários de funcionamento e serviços disponíveis.
A coordenadora de

comunicação da Amturvales, Daiane Fachini, reforça que o turismo precisa ser trabalhado de forma regional. “O projeto vem para tornar o Vale competitivo, com materiais qualificados e integração entre os municípios. Um atrativo como o Cristo Protetor, por exemplo, pode impulsionar hospedagens e serviços em toda a região.”
O programa iniciou com a adesão de Encantado, Guaporé
e Vespasiano Corrêa e será implantado gradualmente nos demais municípios, com previsão de dois anos para execução. Outro eixo do planejamento é a criação do Sistur, observatório que permitirá levantar dados sobre fluxo de visitantes, perfil do público e impacto econômico do setor.

Cristo Protetor é um dos principais destaques turísticos da região

Novos roteiros e projetos estruturantes
A Amturvales, conforme ressalta a secretária executiva Vanessa Spindler, também trabalha na formatação de cinco roteiros de cicloturismo que deve ampliar as opções de experiências turísticas e estimular a permanência dos visitantes na região.
Além disso, a entidade acompanha projetos estruturantes, como o desenvolvimento do Trem dos Vales, implantação de pátio ferroviário em Muçum e consolidação de rotas temáticas, como o Caminho da Fé e Devoção, em Relvado, a Rota Açoriana e os Caminhos de Lourdes.
Fontana destaca que o turismo regional passa por constantes transformações. “Toda semana surge um novo empreendimento, evento ou atrativo. Precisamos atualizar essas informações para vender um produto organizado e atrativo para quem vem de fora”, afirma.
Atualmente, o Vale do Taquari recebe entre 30 mil e 40 mil turistas por mês. A meta é ampliar esse número. “Temos capacidade para atender muito mais visitantes. O objetivo é chegar a 100 mil turistas mensais com mais promoção e organização do setor.”

Temos oferta para no mínimo uma semana de visitações, mas ainda precisamos dar mais visibilidade para a região.”
Turismo em números
• Aproximadamente 1 mil empreendimentos atendem turistas
• 40 municípios integram a Amturvales
• Fluxo atual: entre 30 mil e 40 mil visitantes por mês
• Meta regional: alcançar 100 mil turistas mensais
• Implantação do Promotur prevê diagnóstico e divulgação integrada
• Sistur vai monitorar dados e impacto econômico do turismo
• Desenvolvimento de roteiros de cicloturismo e rotas temáticas



SEGURANÇA PÚBLICA
Casos de homicídios caem mais de 60% em oito anos
Balanço apresentado pela BM aponta queda histórica nos índices de criminalidade. Em 2025 comando registrou 1,4 mil prisões

ABrigada Militar apresentou, nessa sexta-feira, 6, o balanço das ações de segurança pública no Vale do Taquari, com
destaque para a redução dos índices criminais ao longo dos últimos oito anos. A apresentação ocorreu na sede do Comando Regional de Polícia Ostensiva do Vale do Taquari (CRPO/VT), no bairro Moinhos, em Lajeado. Os números foram detalhados pelo comandante do CRPO/
Dados foram apresentados ontem, durante coletiva na sede do comando
VT, coronel Samaroni Teixeira Zappe. O comando regional é responsável pela atuação
Números em 2025
35 operações integradas 9,3 mil barreiras policiais 132 mil pessoas abordadas 113 mil veículos fiscalizados 1,4 mil prisões 96 armas apreendidas
do 22º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Lajeado, e do 40º Batalhão, em Teutônia, abrangendo um total de 31 municípios da região.
De acordo com os dados apresentados, o número de homicídios caiu de forma significativa desde 2017. Naquele ano, o Vale do Taquari registrou 71 homicídios. Em 2024, o número foi de 48, e em 2025 caiu para 28 ocorrências. A comparação entre 2017 e 2025 aponta uma redução de aproximadamente 60,5% nos homicídios em toda a área de abrangência do CRPO/VT.
Além disso, também houve queda nos roubos a estabelecimentos comerciais. Em 2017, foram registrados 289 casos, enquanto em 2025 o número caiu para 22 ocorrências.
“O resultado é fruto do trabalho de uma tropa extremamente comprometida, profissional e atuante. A soma dos esforços desse efetivo faz com que a gente consiga entregar uma boa segurança pública ao Vale do Taquari”, afirma Zappe.
Ações integradas
O balanço também apresentou os resultados operacionais mais recentes. Somente em 2025, a Brigada Militar realizou 35 operações integradas, promoveu
O resultado é fruto do trabalho de uma tropa extremamente comprometida, profissional e atuante. A soma dos esforços desse efetivo faz com que a gente consiga entregar uma boa segurança pública ao Vale do Taquari”.
9,3 mil barreiras policiais, abordou cerca de 132 mil pessoas e fiscalizou 113 mil veículos. No período, foram efetuadas 1.401 prisões e apreendidas 96 armas de fogo. Em relação ao combate ao tráfico de drogas, 2024 foi o ano com maior volume de apreensões, totalizando 2,4 toneladas de entorpecentes retiradas de circulação, o que representou um prejuízo estimado em R$ 12 milhões ao crime organizado. Zappe destaca que o CRPO/ VT conta com uma estrutura que inclui viaturas, bases móveis, embarcações, drones e equipamentos voltados ao policiamento ostensivo e preventivo. Segundo o comandante, o trabalho integrado entre batalhões, aliado ao investimento em tecnologia e à dedicação do efetivo, tem sido fundamental para garantir mais segurança à população do Vale do Taquari e consolidar a redução dos índices criminais na região.


VOLTA ÀS AULAS
Jornada pedagógica prepara diretores e coordenadores para o ano letivo
Evento da 3ª CRE reuniu cerca de 160 profissionais no auditório do prédio 7 da Univates
Joilson Pereira
joilson@grupoahora.net.br
A3ª Coordenadoria Regional de Educação reuniu diretores e coordenadores das instituições de ensino durante essa sexta-feira, 6, para a Jornada Pedagógica em preparação ao ano letivo de 2026. O público presente acompanhou, na parte da manhã, a palestra "Competência da equipe gestora para superar os desafios do cotidiano escolar”, com a consultora Márcia Adriana Carvalho, do Sebrae. Após o almoço a palestrante Janaína Aldino, também do Sebrae, apresentou o tema "A importância

do professor para a aprendizagem e no resultado das avaliações externas".
Na sequência, foi conduzida uma dinâmica de grupos com foco no olhar estratégico sobre os indicadores, seguido de espaço de microfone aberto à manifestações e o encerramento com fala da coordenadora Greicy Weschenfelder, que celebrou o
momento de preparação. "Nós precisamos formar um estudante que não saiba somente marcar 'X' nas provas, mas sim lidar com os desafios que se interpõem no dia a dia, assim como nossos professores precisam lidar com os desafios da inteligência artificial. Para isso, precisamos da ajuda da família e da sociedade, dos meios de comunicação" afirma.
Cerca de 160 profissionais participaram da atividade
Greicy destacou que pela primeira vez o quadro de professores da rede estadual está completo já no início do ano. "Professor bem preparado é aquele que tem formação continuada. E estamos bem no atingimento de metas, saindo do Saers, e se Deus quiser em abril vamos alcançar os índices desejados no Ideb (Índice de Desenvolvimento da
Nós precisamos formar um estudante que não saiba somente marcar ‘X’ nas provas, mas sim lidar com os desafios que se interpõem no dia a dia, assim como nossos professores precisam lidar com os desafios da inteligência artificial”
Educação Básica)", observa.
Alinhamentos
Com o tema “Escola, uma Comunidade de Aprendizagens", a Jornada 2026 busca fortalecer o trabalho dos professores em sala de aula e melhorar o aprendizado dos alunos, propondo debates que combinam a teoria com a prática. Nesta segunda-feira, 9, ocorrerá uma live marcando o começo das atividades presenciais da jornada nas escolas do RS.


Grupo A Hora e Sicredi levam caravanas às comunidades
Ação que marca os 120 anos da cooperativa começa em Canudos do Vale, durante a 44ª Festa da Gruta, e percorrerá sete municípios da região ao longo do ano
ASicredi Integração RS/ MG incia, no fim de semana, a uma série de caravanas pelas comunidades do Vale do Taquari como parte da programação comemorativa dos seus 120 anos de atuação. Fundada em 1906, a cooperativa celebra a trajetória histórica reforçando a proximidade com associados e parceiros locais.
A primeira caravana ocorre em Canudos do Vale, na comunidade de Rui Barbosa, integrada à 44ª edição da tradicional Festa da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, neste domingo, dia 8 de fevereiro. O evento contará com apoio do Grupo A Hora e tem como foco estreitar ainda mais o relacionamento da cooperativa com a comunidade local. Atualmente, o Sicredi atende cerca de 1,5 mil associados no município, que possui aproximadamente dois mil habitantes.
A programação inclui almoço no formato “estilo piquenique”, com expectativa de servir cerca de 1,5 mil refeições, além de atividades recreativas e de integração para toda a família. Também haverá distribuição de brindes e presentes especiais. Durante todo o dia, equipes do Sicredi estarão à disposição para esclarecer dúvidas e prestar atendimento
INTEGRAÇÃO CALOR ACELERA MATURAÇÃO

Além da caravana, a Festa da Gruta mantém sua programação religiosa e festiva tradicional
aos associados.
Segundo o gerente da agência de Canudos do Vale, Guilerme Kern, o objetivo vai além da comemoração. “A intenção é estarmos juntos e celebrando com a comunidade”, destaca.
Papel institucional
As caravanas também cumprem um papel institucional importante. A cooperativa encerrou 2025 com mais de 114 mil associados em 63 municípios e utiliza a iniciativa para prestar contas, valorizar parceiros e reforçar o vínculo com as comunidades onde atua.
Além da caravana, a Festa da Gruta mantém sua programação religiosa e festiva tradicional. As atividades iniciam às 6h, com Alvorada Festiva, seguida de mateada. Às 9h ocorre a procis-
CARAVANAS CONFIRMADAS
8 DE FEVEREIRO – Festa da Gruta (Canudos do Vale)
22 DE MARÇO – Festa Intercomunitária (Mato Leitão)
7 DE JUNHO – Festa da Paróquia Nossa Senhora da Purificação (Travesseiro)
25 DE JULHO – Festa do Colono (Boqueirão do Leão)
26 DE JULHO – Festa do Motorista – Paróquia São Cristóvão (Lajeado)
26 DE JULHO – Festa do Colono e Motorista de São Rafael (Cruzeiro do Sul)
6 DE DEZEMBRO –Dezemberfest (Lajeado)
6 DE DEZEMBRO – Festa da Padroeira (Lajeado)
são e, às 10h, a Santa Missa com bênção da saúde. À tarde, a festa segue com animação musical, brinquedos infláveis, feira de produtos coloniais e atrações para toda a família.

Déficit hídrico reduz produtividade nas lavouras e gera apreensão no avanço da safrinha de 2026
Estevão Heisler projetoagro@grupoahora.net.br
A colheita do milho em grãos avançou para 37% nos vales do Taquari e Caí, área administrada pela regional da Emater/RS-Ascar. O predomínio de tempo seco, a elevada radiação solar e ventos quentes, aceleraram a perda de umidade e impulsionaram os trabalhos. A produtividade média deve alcançar 6.192 quilos por hectare. Em âmbito estadual a colheita chegou a 35% da área cultivada, estimada em 785 mil hectares e a produtividade média está acima do projetado para a região: 7,3 toneladas por hectare. Os dados foram divulgados nesta quintafeira, por meio do Informativo Conjuntural da entidade. Apesar do bom ritmo dos trabalhos, o desempenho produtivo é bastante desigual no Estado. A irregularidade das chuvas e a ocorrência de déficit hídrico em fases críticas do ciclo, especialmente na floração e no enchimento de grãos, comprometeram parte das lavouras. Em áreas irrigadas, os rendimentos seguem elevados, enquanto nas lavouras de sequeiro as perdas de produtividade já estão consolidadas.
Os plantios tardios ou de segunda safra enfrentaram maiores restrições hídricas tanto no estabelecimento quanto nas fases reprodutivas. Com a colheita avançando rapidamente, algumas áreas já foram liberadas para novas semeaduras. As lavouras ainda em desenvolvimento vegetativo representam cerca de 9% do total e mantêm potencial produtivo condicionado à continuidade da umidade no solo.
Agricultores antecipam silagem
De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater regional, Alano Tonin, a onda de calor associada a falta de chuva começa a causar prejuízos no milho destinado à silagem e os agricultores estão antecipando a colheita pela alta perda de umidade. Em algumas regiões com solo mais raso, com pedras, as plantas estão secando, inclusive a soja. Estima-se que 55% do milho silagem tenha sido colhido na região. Segundo a Emater, as temperaturas máximas superaram os 30 °C em praticamente todo o Estado, com registros acima de 35 °C em diversos municípios.



UMAS & OUTRAS
CARLOS MARTINI Administrador
CINCO ESTRELAS A BRILHAR
Afrase está no hino da bela Cruzeiro do Sul. As duas mais importantes, entre outras, já estão brilhando há muito tempo, desde a época da Dona Laura: terra boa e gente trabalhadora, com forte espírito comunitário, de muito boa cepa como diz o meu Cumpádi Belarmino.
Novas estrelas surgem no horizonte próximo: hidroelétrica do Taquari, ponte dos Vales, aeroporto/condomínio dos Imigrantes. E outras virão na esteira com certeza, tipo assim um novo acesso mais direto entre a ERS-129 e a RSC-453, ampliação de áreas industriais, aprimoramentos no Plano Diretor prá acolher potenciais novos investimentos, conclusão da pavimentação da ERS-130 até Mariante, reforços no abastecimento de energia e água, e por aí afora.
Sem perder de vista a questão mais emergente: a realocação com dignidade de famílias mais atingidas pelas recentes enchentes da forma mais breve e sustentável possível, é preciso olhar para o futuro que já se avizinha e que será muito positivo.
Esse cenário de histórias pregressas, preocupações atuais e análises de potencialidades latentes com certeza já integra o panorama mental de gente da própria terra que entende bem mais do assunto.
Só torço, com o devido respeito, para que o Cruzeiro brilhe cada vez mais.
CINE BRASIL APRESENTA
Supremas Batatas na Fervura (duplo com) Segurem a Tampa da Panela!
CIRCULANDO POR AÍ
As passagens livres nos pedágios já existentes são equivalentes aos chamados Free-Flows projetados.
Pelo que dá pra observar, a cada dia que passa aumenta vertiginosamente os usuários das passagens livres e dos pontos de simples aproximação do cartão com débitos em conta, e reduz drasticamente os usuários de outros postos com pagamento em dinheiro, um que outro que cruza de forma esporádica pelo local parece ainda se utilizar desse expediente.
PORTAIS E BLOGS
Nos últimos tempos esses modernos meios de comunicação eletrônicos tem aumentado muito seus potenciais de influência em relação aos tradicionais.
Seja pela maior agilidade em focos específicos e mais interessadas em mostrar o ¨furo da bala¨ do que em reforçar ou disseminar narrativas, pelo cultivo de determinadas fontes exclusivas de informações ou análises, pela disposição de assumirem eventuais riscos jurídicos na publicação de matérias mais sensíveis e de forma mais incisiva, pela maior independência em relação a certos grupos de pressão ou fontes de recursos, entre outras razões.
O fato é que vieram prá ficar e entre muitas xaropadas superficiais do tipo ¨clique no sininho¨ (prá ganhar monetização), alguns já estão muito bem consolidados e fazendo sombra inclusive para
LIVRE PENSAR
Em céu de gavião urubú não voa.
(Autoria incerta)
a chamada grande mídia, que acaba entrando a reboque em determinadas pautas relevantes.
E aí vale incluir recentes temas e abordagens de ampla repercussão nacional: brotaram aonde?
Os que estão crescendo na parada eletrônica podem até ser exceções, mas são os que souberam preservar a credibilidade e a qualidade da informação acima de tudo, sem as quais não se sustentariam por muito tempo.
CAIXA-PRETA
A expressão hoje em dia é utilizada para diversos fins, mas principalmente para manter em sigilo informações classificadas como ¨inconvenientes¨ para conhecimento fora de determinados círculos restritos.
No original o termo foi gerado na aviação, para definir um recipiente onde ficam concentrados os aparelhos que registram e preservam importantes informações de um voo.
Atualmente nos meios aeronáuticos a caixa recebe uma pintura laranja, pra facilitar a sua localização em eventuais acidentes. Mas em outros meios até a cor muda de significado, quando certas caixas pretas abrigam alguns laranjas por fora pra disfarçar e despistar. Pelo andar da carruagem e a aparente grande preocupação em restringir ao máximo o acesso a determinadas caixas pretas a cobertura laranja não é lá das melhores, talvez precisasse mais algumas mãos de tinta até prá manter um padrão de alto nível, tipo master.
SAIDEIRA
Nona lendo um questionário numa revista sentimental, pergunta ao nôno:
- O que é o amor?
- É a luz da vida!
- E o casamento?
- É a conta da luz...

MARCOS FRANK
Médico Neurocirurgião
Lições para 2026
“Falar é barato, até que se precise contratar um advogado”. Provérbio americano
Omundo mudou, e mudou claramente para pior. Voltamos aos tempos de lei do mais forte nas relações internacionais onde quem não está sentado à mesa principal, provavelmente estará sendo servido no menu.
No Brasil houve uma nítida deterioração no sistema judiciário, especialmente no seu topo. Por isso convém lembrar o polemico escritor americano Henry Mencken que dizia ser “relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça”.
Outra palavra que está na moda é anistia. O gaúcho Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé resumiu bem a questão. Preso várias vezes, ele foi um dos anistiados no fim da ditadura de Getúlio Vargas, em 1945. Nessa época, esteve por aqui o poeta chileno Pablo Neruda, e o falso barão disse a ele: “Anistia é um ato pelo qual o governo resolve perdoar generosamente as injustiças e os crimes que ele mesmo cometeu”.
Por outro lado, a cruel morte do cachorro Orelha em Florianópolis e a reação da população nos mostra que aos poucos a profecia de Leonardo da Vinci se torna realidade: “Haverá um dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade.”
Só que a reação parece tão desproporcional que acaba passando dos limites da justiça e entrando no “justiçamento” tão comum das redes sociais.
Pobre Orelha, está claro que ele merece justiça e nossa adequada indignação. Mas, e os velhinhos do INSS? E as vítimas do Banco Master ou as vítimas de chacinas? Não merecem elas também a nossa reação?
Não podemos perder a capacidade de nos indignar, mas tampouco podemos perder a noção de proporção e menos ainda o entendimento de que o julgamento instantâneo pode atingir inocentes.
E falar em justiça no Brasil é lembrar de Themis, aquela deusa grega cuja estátua foi pixada com batom em Brasília. Na antiga Grécia ela era invocada na corte quando se faziam os juramentos perante os juízes , pois representava o ajuste das divergências para estabelecer a paz.
O que poucos sabem é que Themis foi criada junto com Nêmesis que se tornou a deusa da devida proporção e equilíbrio, com a função de punir e castigar toda transgressão dos limites e restaurar a boa ordem das coisas. No Brasil atual, repleto de escândalos a direita e a esquerda, fica cada dia mais claro que sobra Themis e falta Nemesis.

Projeto dá voz a jovens artistas em 2026
Com tema “Pequenos Talentos, Grandes Emoções”, nova edição do Pratas da Casa tem inscrições abertas até o dia 15 de março
Uma nova oportunidade surge aos talentos do Vale do Taquari. A nova edição do Pratas da Casa traz novidades para 2026 e foca na formação artística de crianças e jovens. Com o tema “Pequenos Talentos, Grandes Emoções”, o projeto fica com as inscrições abertas até 15 de março. Entre as mudanças, a competição não contará com a categoria Adulto. Neste ano, o projeto reúne participantes nas categorias Kids, até 11 anos, e Juvenil, de 12 a 17 anos.

No ano passado, projeto teve “Tributos” como tema
A participação ocorre de forma individual ou em grupo e cada inscrito pode concorrer em apenas um segmento, mediante autori-
zação de pais ou responsáveis. As apresentações exigem a execução de, no mínimo, quatro músicas, com tempo máximo de 40 minutos. O propósito em 2026 é fortalecer e estimular novos talentos, explica
uma das organizadoras, Lisiane Costa. “A decisão oferece visibilidade e experiência de palco para crianças e adolescentes. A nova categoria surge justamente para acompanhar esse processo”, ressalta.
A premiação contempla primeiro, segundo e terceiro lugares em cada categoria. Na Kids, os valores variam entre R$ 800 e R$ 1.500. Na Juvenil, os prêmios vão de R$ 1.000 a R$ 2.000. O evento também inclui o Voto Popular, definido por votação em plataforma eletrônica, com um voto por CPF e anúncio do resultado na noite de encerramento.
Diretrizes
Os participantes deverão interpretar músicas do artista ou banda escolhidos. A avaliação ficará a cargo de comissão julgadora, que atribui pontuação a critérios como postura, desenvoltura, presença de palco, expressão corporal, dicção, fidelidade à letra e afinação. A ordem das apresentações será definida por sorteio.
Os encontros ocorrerão sempre na segunda terça-feira de cada mês. Na semana anterior à apresentação, cada participante concede entrevista à Rádio A Hora. Ao todo, serão distribuídos mais de R$ 9 mil em prêmios.

ao dogma religioso Olá, em inglês (?)
CRUZADAS
Publicações Legais
Eletroencefalografia (abrev.) Ostenta a coroa real Verme chamado "solitária"
Anaïs (?), escritora A mais venenosa serpente terrestre
Sufixo de "velhacos"
remédio antiglaucoma Relativa
O clima de desertos, quanto à umidade

HORÓSCOPO
ÁRIES: Harmonize os relacionamentos com gestos carinhosos e some forças com quem caminha ao seu lado.
TOURO: Cuide da saúde e do bem-estar com atividades que unam corpo e mente. No amor, pequenos gestos de gentileza farão a diferença.
GÊMEOS: Mudanças que acontecerão de dentro para fora darão uma gostosa sensação de liberdade.
CÂNCER: Planeje detalhes de uma mudança, troque confidências com a família e fortaleça suas bases afetivas.
LEÃO: Circule, amplie conexões, descubra novidades atraentes, aproxime irmãos e conte com maior poder de negociação em acordos e contratos.
VIRGEM: Compras serão irresistíveis, evite extrapolar o orçamento com impulsos consumistas.
Fase do sono Aveia, em inglês

Anton Tchekhov dramaturgo russo
Solução
22/10
LIBRA: Aproveite para se divertir com pessoas queridas e comemorar suas conquistas e vitórias!
ESCORPIÃO: Em casa, o clima será de renovação e harmonia, ideal para recarregar as baterias longe do barulho.
SAGITÁRIO: Novas conexões, conversas agradáveis e motivadoras, novidades e sincronicidades marcarão o dia.
CAPRICÓRNIO: A segurança emocional virá do sucesso na carreira. Determine metas mais altas!
AQUÁRIO: Embarque em experiências enriquecedoras, alargue os horizontes e assuma maior protagonismo!
PEIXES: Mergulhe nos sentimentos para encontrar respostas que a razão desconhece.






Bloco Cascata completa 50 anos e mantém o samba vivo em Lajeado
Bateria passa de pai para filho, é o centro das apresentações, com repinique e tamborins que marcam a batida nota 10 desde 1976
Andreia Rabaiolli centraldejornalismo@grupoahora.net.br
LAJEADO
Foliões de todas as idades atravessaram décadas de Carnaval embalados pela bateria do Bloco Cascata. Nessa quinta-feira, 5, a agremiação completou 50 anos fazendo o que mais sabe: folia. Para marcar a data, reuniu participantes no Clube Tiro e Caça, em Lajeado, e mostrou o novo samba-enredo que celebra a trajetória da entidade com ginga, pagode e samba no pé. O presidente do Cascata, Rodrigo Villa, aponta o que explica a longevidade do bloco. “É o amor transmitido de geração para geração.” Segundo ele, a agremiação envolve pais, jovens e pessoas que carregam essa história desde a infância. “Um passa para o outro. Em determinado momento, assumem a frente e dão continuidade”, afirma.
Criado em 1976 por um grupo de jovens, o Cascata virou escola de samba e se destacou na época em que o Carnaval de Lajeado vivia a época de luxo da folia. A bateria sempre foi o coração da entidade. Ainda hoje, há três fundadores do bloco que ainda tocam na bateria. “Eles se autodenominam ‘média guarda’ e não velha guarda”, sorri o presidente, que toca repinique.
Rufem os tambores
Na prática, o Cascata gira em torno da bateria, que em 2026 terá 50 integrantes e fará sete

apresentações até março. Um dos destaques do calendário é o Baile
Enterro dos Ossos, no CTC, em 28 de fevereiro.
Para Villa, o bloco teve papel importante na história cultural de Lajeado ao manter o samba presente na cidade. O som dos tamborins também rende histórias pessoais: teve folião que encontrou o amor da vida nas festas do Cascata. “Acredito que uma bateria de escola de samba, do tamanho da do Cascata, seja uma raridade nos dias atuais”, diz o presidente, orgulhoso.
Nós áureos tempos das escolas, entre 1976 a 1986, o Cascata ganhou cinco títulos, orgulhase o fundador, Marco Aurélio Rozas Munhoz.
Mesmo com a redução de eventos carnavalescos nos últimos anos, o Cascata sempre encontra motivo para reunir os integrantes e manter a folia viva. Em janeiro, a bateria iniciou os ensaios para o Enterro dos Ossos no Clube Tiro e Caça. Em outubro, voltará a ensaiar para o evento de abertura das piscinas do clube. “Além desses eventos, fazemos em torno de quatro ou cinco apresentações externas durante o período de ensaios”, afirma Villa.
Estreia
Neste ano, Elena Enger estreia como porta-estandarte. Filiada ao grupo há 3 anos, a foliã carrega a responsabilidade de mostrar o legado do Cascata.
A mãe de Elena foi a porta -estandarte da antiga escola Explode Coração. “Estou na expectativa para representar bem nosso bloco.”
Enterro dos Ossos
O Baile Enterro dos Ossos é o ponto alto do Carnaval do Cascata. A festa ocorre no CTC depois do período oficial de Carnaval no Brasil. Neste ano, está marcada para 28 de fevereiro, quando o bloco leva a bateria para se juntar aos foliões da região. “No Enterro dos Ossos, todo mundo vira integrante do Cascata”, resume Villa.
A proposta é simples e direta: unir ritmo, energia e alegria para que crianças e adultos sintam o samba como uma festa aberta, sem cerimônia e sem barreira. A democracia da ginga e do remelexo. Afinal, samba é ter jogo de cintura.
CURIOSIDADES

O bloco é o amor transmitido de geração para geração. Estão envolvidos jovens que viveram o Cascata desde criança, e depois assumem a frente e dão continuidade.”
- A bateria grupo fundado em 1976, é reconhecida como “nota 10” e um dos pilares do carnaval na cidade.
- Conta com 50 integrantes

- Três integrantes fundadores ainda permanecem na bateria. Eles se denominam “média guarda” e não velha guarda
- O presidente atual do bloco toca repinique, instrumento de destaque, tocado com uma baqueta e uma mão livre: ele dá as paradas na bateria
AGENDA DE FESTAS DO CASCATA
9 DE FEVEREIRO – Ensaio da bateria no CTC
12 DE FEVEREIRO – Apresentação no Pub Marreta

16 DE FEVEREIRO – Apresentação no Biergarten Santa Clara
21 DE FEVEREIRO – Show na Bem Cerverjaria
23 DE FEVEREIRO – Ensaio da bateria no CTC
26 DE FEVEREIRO – Apresentação no Leopoldo 47, em Lajeado
28 DE FEVEREIRO – Enterro dos Ossos no CTC
7 DE MARÇO – Carnaval Infantil no CTC


365 VEZES NO VALE


Hospedagem rural encanta com acesso ao arroio e delícias da colônia

Estalagem Santa Rita tem vários espaços que se conectam com a natureza, além de suítes e quartos confortáveis para o pernoite
AEstalagem Santa Rita oferece uma experiência diferenciada em termos de pernoite. Localizada na Barra do Coqueiro, no limite triplo de Encantado com Relvado e Doutor Ricardo, a hospedagem rural une natureza, gastronomia local e sossego.
A história do empreendimento iniciou em 2019, quando Rosemeri Vian retornou para a casa dos pais, após 30 anos morando em Porto Alegre. Ela já trazia amigos da capital para o interior, pessoas que se encantavam com os cenários charmosos de Encantado. A estalagem tem capacidade

total para 20 pessoas. São cinco suítes (que podem abrigar até quatro pessoas cada) e três quartos (para casais). A cozinha é comunitária, da mesma forma que vários espaços na natureza, como as redes na sombra das árvores, mesas e churrasqueiras em espaços cobertos.
Um dos principais atrativos do verão é o acesso fácil ao arroio Jacaré. No local, o visitante encontra poços rasos com água cristalina.
São piscinas naturais perfeitas para o banho seguro.
Outro atrativo famoso é o café da manhã ao estilo colonial incluso na diária. Todos os alimen -
tos são produzidos na própria estalagem ou vêm de produtores vizinhos.
A diária custa a partir de R$ 280,00. Mais informações podem ser obtidas na página @ estalagemsantaritaencantado no Instagram ou pelo WhatsApp 51 99726-5908.
Uma sorveteria nos pés do Cristo Protetor
A Sorvete e Cia é mais um dos empreendimentos gastronômicos que surgem em Encantado. O destino está localizado no bairro Lambari, caminho até o Cristo Protetor que fica a cerca de cinco quilômetros de distância.
A sorveteria é administrada



por Gilmara Piovezana Radaelli.
Ela e o marido já trabalham há anos com representação de sorvetes e resolveram apostar em um ponto fixo, principalmente devido ao aumento do fluxo de turistas na cidade.
Com exceção do bufê de sorvete, os demais espaços do Sorvete e Cia ficam em área externa. O jardim tem mesas na sombra e até uma praça infantil. O cliente pode se servir a vontade no bufê ou optar por copos de açaís e milk shakes. Ainda há opção de lanches e cafés.
O atendimento ocorre nas quartas e quintas-feiras, das 13h30min às 19h. Nas sextas, sábados, domingos e feriados, o horário aberto é estendido até às 20h.
Mais informações no @sorveteecia no Instagram.
Promoção e comercialização turística
A visita aos dois pontos turísticos de Encantado faz parte do Projeto de Promoção e Comercialização turística Regional. Essa é uma iniciativa da Amturvales em parceria com os governos municipais. Nos próximos meses, o 365 vezes no vale passará por todos os empreendimentos de Encantado para atualizar dados e realizar registros fotográficos que irão subsidiar ações de promoção dos destinos.

INCENTIVO AO
ESPORTE LAJEADO PROMOVE MAIS UMA EDIÇÃO DO MANHÃ NA ORLA NESTE SÁBADO
Trechos das ruas Ítalo Reali, Osvaldo Aranha e Capitão Leopoldo Heineck terão tráfego interrompido entre 6h às 9h
Mais uma edição Manhã na Orla ocorre neste sábado, 7, para incentivo à prática de esportes. A iniciativa da Secretaria da Cultura, Esporte, Lazer e Turismo (Secel) fecha as ruas no entorno do Parque Ney Santos Arruda aos sábados pela manhã. O objetivo é incentivar a prática de atividades físicas, o lazer e a convivência comunitária. As vias ficam bloqueadas para o trânsito de veículos das 6h às 9h, sendo destinadas exclusivamente ao uso livre pela comunidade para prática de esportes. Trechos das ruas Ítalo Reali, Osvaldo Aranha e Capitão

Leopoldo Heineck terão o tráfego interrompido no período. O espaço pode ser utilizado para caminhadas, corridas, ciclismo, patinação e outras atividades ao ar livre.
Além disso, parte da rua Bento Rosa entre o viaduto da BR-386 e a rua dos Jasmins recebe sinalização especial para indicar a presença de corredores e ciclistas
no trecho.
A ação ocorre de forma experimental em cinco sábados: 24 e 31 de janeiro, e 7, 14 e 21 de fevereiro. Após esse período, a continuação da atividade será avaliada pela administração municipal. A interrupção no trânsito tem como objetivo dar segurança e ampliar a área disponível para pedestres, corredores e ciclistas.

Evento promovido pelo Movimento pelo Esporte integra o Curta o Verão 2026 e ocorre de 12 a 15 de março


COPA VALE DO SAMPAIO INICIA NESTE DOMINGO
Torneio reúne sete clubes de Venâncio Aires, Mato Leitão e Sério
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Com foco no esporte comunitário, a Copa Vale do Sampaio, torneio que integra clubes de Venâncio Aires, Mato Leitão e Sério, dá início a primeira temporada. A abertura ocorre neste domingo, 8, em Linha Andréas, casa do Avante, a partir das 10h. O Grupo A Hora transmite uma partida, a partir das 15h30min.
Segundo Jonathan Walker, organizador da competição, o torneio surge como uma alternativa para diminuir os custos dos clubes e também dar uma cara mais comunitária. Neste ano, sete times disputam o título: Soessa (Mato Leitão), XV de Novembro (Sério), Duvidosa, Deodoro, Santo Antônio, AERT e Avante, todos de Venâncio Aires.
A fórmula de disputa é simples. Os clubes disputam em apenas uma categoria. Por domingo ocorrem três jogos, todos na mesma sede esportiva. Quem joga pela manhã é obrigado a adquirir 20 cartões para o almoço. Todos os times vão receber ao menos uma rodada em sua comunidade. Ao fim da fase classificatória os dois primeiros colocados gerais se classificam para semifinal de forma direta e também recebem os confrontos de ida e volta. O terceiro encara o sexto, enquanto que o quarto pega o quinto, em jogo único, na casa do terceiro colocado. Apenas o lanterna será eliminado.
O Grupo A Hora transmite o jogo entre Avante e Duvidosa em live na página do A Hora Esportes no YouTube, a partir das 15h30min.
DUELO DOS LÍDERES EM NOVA BRÉSCIA
Após vencer o Botafogo e assumir a liderança do municipal de Nova Bréscia, o Atlético Caçadorense tem outro confronto direto pela primeira colocação. Neste domingo, o time encara o Imigrante, que folgou na rodada

Fim de semana terá jogos por seis competições diferentes na região
AGENDA
SÁBADO
Monte Alverne
5ª rodada
Linha Antão – Monterey x São Martinho
passada e vem de goleada em cima do Esperança por 4 a 0. O jogo ocorre em Linha Jacarezinho, às 10h30min.
Pela tarde, Cristal e Canarinho disputam confronto direto por um lugar entre os quatro primeiros. Enquanto que o Cristal vai para o seu terceiro jogo no torneio, o Canarinho entra em campo pela segunda vez.
PROGRESSO
O Flamengo, de Xaxim, pode retomar a liderança neste domingo. O time vai até Campo Branco onde encara o lanterna Internacional. Uma vitória, além de garantir o clube na semifinal, deixa ele na primeira colocação isolada com dez pontos.
DEMAIS CAMPEONATOS
O último fim de semana antes da pausa do Carnaval terá rodada também em Putinga, Boqueirão do Leão e Monte Alverne.
Copa Vale do Sampaio 1ª rodada
10h – Santo Antônio x Deodoro 14h – AERT x Assoessa 16h – Avante x Duvidosa
Boqueirão do Leão 3ª rodada
Linha Data – Esportivo x Juventude
Nova Bréscia
4ª rodada
Linha Jacarezinho – Imigrante x Atlético Caçadorense
Linha Jacarezinho – Cristal x Canarinho
Putinga
4ª rodada
Vila Nova x Rui Barbosa (série B) Xarqueadense x Tamandaré (Série A)
Progresso 8ª rodada
Campo Branco – São João x Flamengo Xaxim (veterano)
Campo Branco – Internacional
Campo Branco x Flamengo Xaxim (livre)
FOCO NO BRASILEIRÃO
DUPLA GRENAL DEVE UTILIZAR RESERVAS NAS QUARTAS DE FINAL
Com compromissos importantes na próxima semana, Grêmio e Inter devem utilizar a mesma estratégia diante de Novo Hamburgo e São Luiz
OCampeonato Gaúcho chega na reta decisiva com os confrontos de mata-mata. Neste fim de semana, o Grêmio joga contra o Novo Hamburgo e o Internacional enfrenta o São Luiz. Mesmo que seja em jogo único e que haja a necessidade de vitória no tempo normal para avançar à semifinal, a Dupla GreNal deve priorizar o Brasileirão e ter reservas nas quartas de final do Gauchão. As quartas de final apontam jogo único na casa do melhor mandante. Além dos confrontos envolvendo Inter e Grêmio, o Caxias recebeu o Ypiranga na noite de sexta-feira e o Juventude recebe o São José na segunda-feira. Havendo empate nos confrontos, a decisão do classificado vai para as penalidades máximas. O risco de eliminação ao utilizar reservas é potencializado, mas não deve alterar a estratégia. O Grêmio se preocupa mais com o São Paulo, quem enfrenta na quarta-feira. A preocupação maior do Inter é o Palmeiras, adversário na quinta.

Recuperado de uma lesão na coxa esquerda, argentino pode ser titular diante do Novo Hamburgo
RETORNO DE KANNEMANN
Antes de comandar o treino na manhã de sexta-feira 6, Luís Castro conversou com os repórteres na beira do gramado do CT Luiz Carvalho e relatou a intenção de ter “dois times” no mesmo nível, para que possa intercalar escalações de jogo a jogo.
Castro também confirmou que, para escalar Pavon como titular diante do Botafogo, considerou a meritocracia, mas também o fato de o argentino estar suspenso no Gauchão por ter sido expulso contra o Juventude — bem como o volante Arthur.
A novidade que pode aparecer,

ao menos entre os relacionados, é o zagueiro Kannemann, recuperado de uma lesão na coxa esquerda e que foi liberado para voltar aos treinamentos.
Uma provável escalação tem: Gabriel Grando; Marcos Rocha, Gustavo Martins, Kannemann e Caio Paulista; Dodi, Edenilson e
Recém-contratado, Alerrandro estreou contra o Flamengo e pode ser titular pela primeira vez diante do São Luiz
Cristaldo (Tiago); Roger, Enamorado e André Henrique.
A partida, na Arena, está agendada para iniciar às 18h30min deste sábado, 7.

AGENDA
QUARTAS DE FINAL SÁBADO
18h30 – Grêmio x Novo
Hamburgo
DOMINGO
18h – Inter x São Luiz
SEGUNDA-FEIRA
20h – Juventude x São José
ALAN RODRÍGUEZ E ALERRANDRO NO INTER
Dono da melhor campanha geral, o Inter ainda treina na manhã de sábado antes de fechar a preparação para enfrentar o São Luiz. Jogadores que apresentarem algum tipo de problema podem ficar de fora do confronto pelo estadual.
Caso opte por uma escalação alternativa, o que é a tendência, Paulo Pezzolano deve deixar alguns titulares como opção no banco de reservas. Em caso de necessidade, poderão ser acionados ao longo do jogo.
Os volantes Alan Rodríguez e Villagra estão à disposição da comissão técnica e podem começar a partida. O centroavante Alerrandro, que fez sua estreia contra o Flamengo, também tem chance de iniciar o confronto.
Uma possibilidade de escalação do Inter tem: Anthoni; Aguirre, Félix Torres, Juninho e Alisson; Villagra, Alan Rodríguez (Thiago Maia) e Bruno Tabata; Allex, Gustavo Prado e Alerrandro. Inter e São Luiz jogam no domingo, 8, às 18h, no Estádio Beira-Rio.

por Karine Pinheiro

Governador inaugurava ponte entre Marques de Souza e Travesseiro



Atualmente, as duas comunidades estão ligadas por medidas emergenciais, após a ponte ter sido destruída pela enchente de maio de 2024. Uma nova estrutura entre Marques e Travesseiro está em fase de construção e deve ser concluída no primeiro semestre de 2026. Por ora, a população utiliza a ponte baixa, projetada por meio da Associação Amigos de Marques de Souza e Travesseiro.
Mudanças na Amvat
A Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) passava por um momento de reorganização institucional. A assembleia geral extraordinária em Ilópolis reunia representantes municipais para a eleição da nova diretoria e do conselho fiscal, responsáveis pela
condução da entidade no exercício de 1976.
Com a desistência do então prefeito de Encantado, dr. Evaldo Zilio, o processo eleitoral se redefinia. O prefeito de Lajeado, Alípio Hüffner, que tentava a eleição havia mais de três anos, acabava escolhido para
Há duas décadas, o governo estadual inaugurava a ponte entre Marques de Souza e Travesseiro, cidades separadas pelo Rio Forqueta. O ato contava com a presença do governador Germano Rigotto e simbolizava o desfecho da espera que se arrastava por mais de 60 anos.
A obra tinha consumido quase três anos de trabalho, marcados por paradas e recomeços, até que a estrutura finalmente estivesse à disposição da comunidade. O investimento girava em torno de R$ 3 milhões e resultava em uma ponte com 161 metros de extensão, considerada estratégica para a mobilidade dos municípios.
Com a nova ligação, o percurso entre Travesseiro e a BR-386 era reduzido em aproximadamente 30 quilômetros, o que facilitava o escoamento da produção primária e ampliava o fluxo comercial. O comércio local identificava um incremento médio de 20% nas vendas, impulsionado pela maior circulação das pessoas. Pelo local, passavam diariamente cerca de 300 veículos. Além de Marques e Travesseiro, municípios como Coqueiro Baixo, Capitão e Nova Bréscia também se beneficiavam da rota.
Na mesma agenda, o governador seguia em roteiro pelo Vale do Taquari para acompanhar o início do asfaltamento da ERS-433, rodovia que passava a ligar Relvado e Santa Terezinha, em Encantado.

a presidência da Amvat. A votação era disputada e registrava sete votos favoráveis, contra quatro. A composição da nova diretoria se completava com Hermes Pozza, que assumia como vice-presidente, Egon Lipp, eleito segundo vice-presidente, Neuri Dalla Vechia, como primeiro-secretário, e Mario Seixas, no cargo de segundo secretário. A posse ocorreu logo após a votação, em um clima de expectativa quanto aos rumos da entidade. A nova direção assumia com a promessa de dar impulso às demandas do Alto Taquari.
- Dia do Gráfico
- Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas
- Dia do Fettuccine Alfredo
- Dia de Abraçar um Viciado ou Alcoólatra
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HENRIQUE PEDERSINI
Jornalista
Pergunte, eleitor!
Não há lei que obrigue optar por candidatos locais, apesar de parecer mais lógico uma vez que representatividade tem a ver com proximidade. Feita a necessária ponderação, é importante uma análise criteriosa pelo eleitor do Vale ao escolher quem merecerá sua confiança em outubro. Isso serve para o presidente da república, senadores, governador e, principalmente, aos deputados estaduais e federais. Neste cenário positivo para a política local, há um número expressivo de assessores dos agentes que enxergam no Vale um ambiente propício para conquistar votos. Importante: a atividade não inclui nenhuma prática ilegal, porém não condiz com a necessidade de construir um gabinete imaginário no parlamento e congresso que sirva de referência aos prefeitos, vereadores e os interesses de ponta a outra da região. Será comum estes assessores se aproximarem dos eleitores locais e “venderem” seus candidatos. A provocação é que o leitor questione: “Afinal, o que este deputado fez ou fará por nossa região? Ele sabe das nossas carências em logística, mão-de-obra, habitação? Fará o que, de prático, para ajudar?”.
Pergunte, eleitor. Não se impressione com valores de emendas parlamentares, é apenas o retorno por impostos pagos. E mesmo se vierem promessas de olhar para nossa realidade, desconfie! O carinho pela região por políticos forasteiros pode encerrar na manhã da segunda-feira, após a votação.
RAPIDINHO…
- Na câmara de Lajeado, o ano começou com um pedido de afastamento para Fabiano Bergmann (PP) devido ao fato dele ser investigado pela CPI sobre obras públicas. A comissão de Justiça, Ética, Redação e Decoro Parlamentar é liderada por Paula Thomas (PSDB).
- Alguns filiados ao PP no Vale estão confusos. Não entendem se precisam apoiar a candidatura de Gabriel Souza ou se confiam no movimento de se unir ao PL na disputa pelo governo estadual. E na lista de quem precisa ser orientado pelo diretório estadual tem inclusive prefeito.
- Para quem duvida de bons resultados financeiros com a concessão dos espaços na orla do Rio Taquari, em Lajeado, recomendo que dê uma “passadinha” pela Bento Rosa e a Ítalo Reali aos finais de tarde e, em especial, durante o sábado ou domingo. O espaço caiu no gosto da população, inclusive de outras cidades.
Amturvales estruturada

A principal entidade ligada ao turismo do Vale do Taquari sempre foi amparada pelo trabalho de pessoas abnegadas. A popularidade do cargo não paga o tempo dedicados aos compromissos da função de presidir a associação, por exemplo.
É importante valorizar o momento que a Amturvales atravessa. Rafael Fontana é um empresário e conhecedor da relevância do bastidor político. É referência nos dois contextos e teve antecessores que deixaram importantes legados, casos de Leandro Arenhart e
Charles Rossner. A estrutura vai além e envolve o importante papel da executiva Vanessa Spindler, as turismólogas, assessores. Sempre bom reconhecer o que entrega a Amturvales. Se há turismo no Vale, passa pelo trabalho de quem esteve e está ali.
ARTIGO

ROGÉRIO WINK
Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9
Lajeado cresce: e a governança?
OCaderno Especial do jornal A Hora, dedicado aos 135 anos de emancipação de Lajeado, é um retrato claro e necessário da transformação que a cidade vive. Os números impressionam: crescimento de 62% nos últimos 25 anos. Mais do que estatística, isso representa pessoas, famílias, negócios, sonhos e novas dinâmicas urbanas que se consolidam diariamente.
Lajeado tornou-se um polo de atração. Gente que chega para estudar, trabalhar, empreender e construir aqui sua vida. Essa expansão extraordinária não ocorre por acaso. Ela é consequência de predicados objetivos: qualidade de vida, ambiente de oportunidades, capacidade empreendedora e uma cultura de acolhimento que faz com que as pessoas venham, fiquem e projetem o futuro no município.
Mas crescer traz desafios. Um deles é físico: o espaço territorial útil para habitação é limitado. A verticalização, com prédios mais altos, surge como alternativa natural. Outro fenômeno evidente é a rápida expansão e transformação dos bairros. Muitos deles hoje funcionam como verdadeiras cidades, com população maior do que diversos municípios que se emanciparam de Lajeado ao longo do tempo. Possuem estrutura própria, serviços básicos, comércio ativo e vida comunitária intensa. Os serviços mais especializados ainda seguem concentrados no Centro, mas o cotidiano das pessoas acontece cada vez mais perto de casa.
Crescer traz desafios. Um deles é físico: o espaço territorial útil para habitação é limitado”
Por questões profissionais, tenho circulado com frequência pela capital paulista. São Paulo, uma megacidade com milhões de habitantes e um dos principais centros econômicos do mundo, só consegue funcionar porque adotou, há muito tempo, o conceito da descentralização. Subprefeituras operacionais, presença local do poder público e uma governança que entende que o bairro é a célula básica da vida urbana.
E é aqui que surge a provocação: não se trata de comparar tamanhos, mas conceitos. Como Lajeado pretende organizar sua gestão urbana nos próximos anos? Vai manter o modelo tradicional, centralizado nas imediações da Praça da Matriz, ou avançar para mecanismos de governança descentralizada, com olhar mais próximo e permanente dos bairros?
As manifestações dos presidentes de associações de moradores, publicadas no caderno especial de sábado (24.01.26) de A Hora, revelam algo importante: esses líderes conhecem profundamente as demandas locais. E há um motivo simples para isso — eles vivem ali, caminham pelas ruas, conversam diariamente com os vizinhos, sentem os problemas e as virtudes do bairro na prática.
Esse é um desafio estratégico para quem está na gestão da cidade. O modelo centralizado, que sempre funcionou, seguirá sendo eficiente quando Lajeado atingir, em poucos anos, a marca de 150 mil habitantes? Pelo ritmo das oportunidades e pelo jeito acolhedor da cidade, isso não parece distante. Planejar o futuro urbano passa por repensar a governança. Mais próxima das pessoas, mais distribuída no território e mais conectada com a vida nos bairros. Organizar bem essa nova Lajeado é o grande desafio de todos os lajeadenses.
Fim de semana, 7 e 8 de fevereiro de 2026
Fechamento da edição: 18h
MÍN: 18º | MÁX: 26º
Uma frente fria avança sobre o Estado. Com isso, muitas nuvens cobrem a Região e podem ocorrer pancadas de chuva a qualquer momento, que podem ser ocasionalmente fortes.




Saúde digestiva começa pela vesícula
Entenda como o funcionamento desse órgão interfere na alimentação, no metabolismo e na qualidade de vida
“Toda vez que dou alta para um paciente é gratificante”
De Lajeado, Cyrio Borges Fortes é médico ortopedista e traumatologista, com formação em Medicina pela PUCRS e especialização na mesma instituição. Possui atuação focada em cirurgia do ombro e do cotovelo, com formação pelo IOT/HSVP, em Passo Fundo, área na qual reúne experiência clínica e atualização constante
O que te fez escolher a profissão e como foi esse início?
Desde pequeno sempre gostei de realizar exercícios e com isso tive várias lesões que necessitaram uso de talas e gessos. Toda vez que entrava no Pronto Socorro prestava atenção no pessoal trabalhando. Porém não gostava de ver sangue, passava mal. Decidi estudar Fisioterapia e Educação Física, trabalhei alguns anos na área e durante o início de um mestrado tive a oportunidade de realizar algumas cirurgias em ratos e foi paixão à primeira vista! Esse encantamento pela cirurgia me motivou a ser o Ortopedista que sou hoje e, com isso, consegui englobar todas minhas paixões: cirurgia, reabilitação e atividade física.
Quais os maiores desafios da profissão hoje?
Creio que o grande desafio atual está na velocidade das mudanças de paradigmas e do avanço tecnológico, com IA, modernização dos materiais e técnicas cirúrgicas e da necessidade de rápida adaptação tecnológica que associada a uma grande carga de trabalho pode ocasionar um alto nível de estresse.
Como você percebe a área hoje e o que nota como evolução daqui pra frente?
A Ortopedia e Traumatologia segue em crescimento com o aumento do número de profissionais formados nas suas subespecialidades (cirurgia do ombro e cotovelo, do quadril, do joelho…) e no futuro com o avanço tecnológico, como por exemplo o uso de robótica, creio que o grau de especialização deverá aumentar.
Lembra de algum momento marcante de algum paciente que passou por você?
Toda vez que dou alta para um paciente é gratificante, toda vez que recebo algum presente em agradecimento é gratificante. Então, lembro que operei o ombro de um senhor de 70 anos, que tinha uma preocupação enorme em recuperar-se a tempo da safra da uva. Uma atividade ingrata para os ombros devido às muitas horas com os braços elevados. No dia da última consulta planejada ele não compareceu, mas 2 semanas depois me visitou para agradecer e me presenteou com 20 kg de uvas. As mais doces que já comi!
EXPEDIENTE
Textos e fotos: Paulo Cardoso




EDITORIAL
Saúde
Adefesa dos hábitos saudáveis virou uma obsessão atual. Mas, nas redes sociais, nem tudo é o que parece ser. Isso porque a busca incessante pela saúde virou uma cobrança cotidiana, distante da rotina real das pessoas. Fora das redes, a vida é menos organizada e é nesse contexto que os hábitos podem se perder.
Creio que o grande desafio atual está na velocidade das mudanças de paradigmas e do avanço tecnológico, com IA, modernização dos materiais e técnicas cirúrgicas e da necessidade de rápida adaptação tecnológica.”
Textos: Bibiana Faleiro
Dados sobre doenças crônicas, afastamentos do trabalho e uso contínuo de medicamentos mostram um padrão: não se adoece por falta de informação. Sabe-se que dormir pouco faz mal, que a alimentação ultraprocessada cobra seu preço e que o sedentarismo encurta a autonomia com o passar dos anos. O problema está na forma como o cotidiano nos induz às escolhas rápidas, improvisadas e, quase sempre, pouco saudáveis. Melhorar hábitos não passa por aderir a uma rotina ideal, mas por reduzir danos no que já existe. Quem almoça fora todos os dias dificilmente vai cozinhar refeições elaboradas durante a semana. Mas pode trocar o refrigerante por água, dividir porções, evitar repetir pratos densos em gordura. Pequenas mudanças, quando constantes, têm mais impacto do que mudanças radicais que duram pouco.
O mesmo vale para o sono. A questão não é acordar às cinco da manhã para “ser produtivo”, mas entender que noites curtas se acumulam. Dormir meia hora a mais, reduzir estímulos à noite e manter horários minimamente regulares são medidas eficazes, e muito mais realistas do que rotinas inalcançáveis vistas como padrão. A atividade física também é, muitas vezes, excessão. Ou, quando existe, vem acompanhada de performance e pressão. Mas caminhar parte do trajeto até o trabalho, evitar longos períodos sentado, incorporar movimento ao dia comum são importantes. A saúde responde melhor à repetição do que ao esforço eventual. Nesse contexto, talvez o hábito mais negligenciado seja o de reconhecer limites. Excesso de trabalho, agendas cheias e disponibilidade permanente cobram um preço que não aparece de imediato, mas se manifesta com o tempo, em forma de exaustão, irritabilidade e adoecimento. Organizar pausas, proteger horários e aceitar que nem tudo cabe no mesmo dia também é uma decisão de saúde. Hábitos saudáveis não são um projeto de transformação pessoal. São ajustes práticos para tornar a rotina menos hostil ao corpo e à mente.
Boa leitura!
Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke
Kiara Radaelli
Nutricionista CRN2 6069

Perfil tireoidiano: o que a ciência mostra e o que há na prática clínica

Na prática clínica, é comum encontrar pacientes com exames aparentemente “normais”, mas que seguem convivendo com cansaço persistente, dificuldade de emagrecer, queda de cabelo, intestino lento e inchaço. É o que afirma a nutricionista Kiara Radaelli.
A profissional explica que esse é um risco comum. “Identificamos pessoas tratando a tireoide apenas com medicamento.”
Segundo a nutricionista, a tireoide produz, predominantemente, o hormônio T4, que precisa ser convertido em T3 - sua forma ativa. Esse processo depende de enzimas que só funcionam adequadamente na presença de alguns minerais como o selênio, ferro, zinco e cobre. “Sem esses
cofatores, o hormônio não consegue agir plenamente no corpo.”
Estudos publicados no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism e no Thyroid Journal demonstram que deficiências nutricionais comprometem tanto a síntese quanto a conversão hormonal, especialmente em mulheres.
O hipotireoidismo e a deficiência de ferro são um quadro presente em cerca de 60% desses casos, e o resultado disso são os sintomas persistentes, mesmo com uso correto da medicação, segundo publicação do International Journal of Research in Medical Sciences.
Outro achado recorrente é a inflamação intestinal e baixa vitamina D, fatores que modulam


No dia a dia do consultório, estratégias simples fazem diferença:
Ovos: fonte acessível de proteína Peixes e frutos do mar: iodo e zinco
Castanha-do-pará: pequena quantidade e rica em selênio Carnes vermelhas magras: ferro de alta absorção Sementes de abóbora: zinco Vegetais verde-escuros: suporte antioxidante e intestinal Alimentos fermentados: equilíbrio da microbiota
Omelete funcional para a saúde
RECEITA
Ingredientes
2 ovos
1 colher de sopa de sementes de abóbora Espinafre ou couve Tomate
Azeite de oliva Modo de preparo Levar para uma frigideira antiaderente a couve ou espinafre picado e refogar brevemente. Bater os ovos e acrescentar os demais ingredientes.
diretamente o sistema imunológico. Revisões publicadas na revista Nutrients mostram que o desequilíbrio da microbiota pode agravar doenças autoimunes da tireoide, como a tireoidite de Hashimoto. Na prática clínica, isso significa que avaliar apenas o TSH é insuficiente. “Tratar a tireoide exige entender o corpo como um sistema integrado.”


Um olhar sobre nosso maior patrimônio

Cálculos na vesícula afetam até 20% da população
Problema comum pode causar dor intensa e levar à cirurgia quando há sintomas. Especialistas reforçam mudança de hábitos para a prevenção
Pequena e pouco lembrada no dia a dia, a vesícula biliar exerce um papel importante na digestão ao armazenar a bile produzida pelo fígado. Apesar de não ser um órgão essencial, alterações no seu funcionamento afetam milhões de pessoas e estão entre as causas mais frequentes de dor abdominal e cirurgias no aparelho digestivo. Especialistas alertam sobre sintomas e prevenção.
A vesícula biliar é responsável por conduzir a bile — substância produzida pelo fígado — até o intestino, onde atua na digestão dos alimentos. Segundo o médico-cirurgião João Bassotto, a vesícula não produz bile, mas funciona como um reservatório: armazena parte desse líquido e o libera principalmente após refeições mais volumosas ou ricas em gordura e proteína.

Quando a vesícula é removida, o fígado segue produzindo bile, que passa a chegar ao intestino de forma contínua, sem o armazenamento prévio. “A digestão continua acontecendo. O paciente não perde a capacidade de absorver gorduras, vitaminas ou outros nutrientes.
A ideia de que a cirurgia causa deficiência nutricional é um mito”, explica o médico. A única diferença é uma adaptação inicial do intestino, que costuma ocorrer nas primeiras semanas após o procedimento.
Sintomas em alerta
As doenças da vesícula biliar estão frequentemente associadas à formação de cálculos, conhecidos popularmente como “pedras”. Estima-se que até 20% da população desenvolva cálculos ao longo da vida, embora

A cirurgia para retirada da vesícula é considerada segura, minimamente invasiva e com recuperação rápida

segura. O maior risco está em adiar o tratamento.”
João Bassotto médico-cirurgião
a maioria seja assintomática. Ainda assim, cerca de 30% dessas pessoas podem apresentar sintomas ou complicações em algum momento.
O sinal mais comum é a dor no lado superior direito do abdômen, geralmente após a alimentação, podendo ser intensa, em cólica, e acompanhada de náuseas ou vômitos. Em muitos casos, a dor surge entre 10 e 15 minutos após a refeição e tende a durar cerca de meia hora, mas pode se agravar quando há inflamação ou obstrução da vesícula.
Embora exista relação entre os sintomas e a alimentação, Bassotto ressalta que a gordura não é a única responsável pelas crises. “A vesícula participa da digestão de qualquer refeição. Há pacientes que sentem dor após comer alimentos leves, frutas ou refeições pequenas”, afirma. A alimentação, portanto, não causa nem elimina as pedras, mas ajuda a controlar os sintomas até que o tratamento definitivo seja realizado.
Mulheres, pessoas mais velhas, pacientes com obesidade, histórico familiar e aqueles que passaram por cirurgias com desvio do trânsito intestinal — como a bariátrica — apresentam maior risco de desenvolver cálculos biliares.
A gestação também é um fator importante, já que alterações hormonais podem favorecer a formação das pedras ou o surgimento de sintomas. Por isso, mulheres que sabem ter cálculos e planejam engravidar devem

Dor no lado superior direito do abdômen, especialmente após refeições, é o sintoma mais comum das doenças da vesícula
discutir o tema com seus médicos. Em alguns casos, a cirurgia preventiva pode ser indicada.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito, principalmente, por exames de imagem, sendo a ecografia abdominal o método padrão. Exames de sangue nem sempre identificam o problema. Muitas vezes, os cálculos são descobertos de forma acidental, durante checkups de rotina. Em pacientes com sintomas inespecíficos, o diagnóstico pode demorar, já que a dor pode ser confundida com gastrite ou problemas intestinais, retardando o tratamento.
A cirurgia para retirada da vesícula — a colecistectomia — é o tratamento curativo para a litíase biliar. Atualmente, o procedimento é feito, na maioria dos casos, por videolaparoscopia, com pequenos cortes no abdômen.
“É uma cirurgia minimamente invasiva, segura e, em geral, ambulatorial. O paciente costuma ir para casa poucas horas depois e retorna rapidamente às atividades do dia a dia”, destaca o cirurgião.

Julaine Schio, nutricionista e manter uma ingestão adequada de fibras e proteínas ajuda a preservar a saúde da vesícula.”
A indicação cirúrgica é clara para pacientes sintomáticos. Já nos casos assintomáticos, a decisão é individualizada, levando em conta fatores como tamanho das pedras, risco de complicações, doenças associadas e rotina do paciente.
Após a cirurgia, a recomendação é uma alimentação equilibrada. “Dieta leve não significa restrição extrema. Arroz, feijão, carnes, legumes e pequenas quantidades de gordura fazem parte da recuperação. O organismo precisa de todos os nutrientes para cicatrizar bem”,

orienta Bassotto. Em geral, eventuais alterações intestinais são transitórias e desaparecem após o primeiro mês.
O profissional reforça que o acompanhamento médico e nutricional faz parte do sucesso do tratamento. “A vesícula pode até não ser essencial, mas as complicações das pedras são. Hoje, a cirurgia é segura. O maior risco está em adiar o tratamento”, conclui.
Alimentação para o controle
A alimentação tem papel central tanto no controle dos sintomas das doenças da vesícula biliar quanto no período de recuperação após a cirurgia. Segundo a nutricionista Julaine Schio, quando a vesícula é retirada, pode reduzir a eficiência na digestão das gorduras, especialmente em refeições mais pesadas. Por isso, a orientação nutricional busca reduzir desconfortos sem eliminar completamente a gordura da dieta. “Não é necessário excluir esse nutriente, mas controlar a quantidade e o tipo de gordura consumida”, explica Julaine. Frituras, carnes muito gordurosas e refeições volumosas, especialmente quando combinadas no mesmo
Sobre a vesícula biliar
- A vesícula não produz bile: ela armazena e libera o líquido produzido pelo fígado
- A bile ajuda na digestão de gorduras e proteínas
- A presença de cálculos pode ser assintomática por anos
- Alimentação não elimina pedras, mas ajuda a controlar sintomas
- O tratamento definitivo para cálculos sintomáticos é a cirurgia (colecistectomia)
- Após a retirada da vesícula, o organismo se adapta e a alimentação tende a voltar ao normal em poucas semanas
Em números
- Até 20% da população desenvolve cálculos biliares ao longo da vida
- Cerca de 30% dos portadores podem apresentar sintomas ou complicações



prato, tendem a desencadear crises de dor e mal-estar. Já o fracionamento das refeições ao longo do dia ajuda a manter o funcionamento adequado do sistema digestivo e diminui a sobrecarga intestinal.
Atenção aos hábitos
Outro ponto de atenção está relacionado ao emagrecimento rápido e aos longos períodos de jejum. Segundo a nutricionista, perdas de peso muito aceleradas, jejuns prolongados e dietas extremamente restritivas podem favorecer a formação de cálculos biliares, já que a bile permanece mais tempo armazenada na vesícula. “Fracionar as refeições e manter uma ingestão adequada de fibras e proteínas ajuda a preservar a saúde da vesícula”,
- A remoção da vesícula está entre as cirurgias abdominais mais realizadas no mundo
- A maioria dos procedimentos é feita por videolaparoscopia, com alta no mesmo dia
- Mulheres têm risco até duas vezes maior de desenvolver cálculos biliares
destaca.
Julaine reforça, ainda, que hábitos alimentares saudáveis têm impacto direto na prevenção das doenças da vesícula e de outras condições crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. Reduzir o consumo de ultraprocessados, priorizar alimentos in natura — como arroz, feijão, carnes magras, frutas, verduras e legumes — e manter uma rotina de atividade física são medidas eficazes.



Porque preservar os músculos é um dos pilares da longevidade

Discreta e ainda subdiagnosticada, a sarcopenia afeta cerca de 46% dos brasileiros após os 80 anos e já preocupa especialistas também pelo aumento de diagnósticos entre os mais jovens, especialmente em contextos de emagrecimento acelerado
Silenciosa e muitas vezes subestimada, a sarcopenia tem chamado a atenção de especialistas e passou a ocupar espaço nas conversas sobre bemestar e longevidade. Associada à perda progressiva de força e funcionalidade do corpo, a condição atinge cerca de 15% dos brasileiros a partir dos 60 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia — percentual que pode chegar a 46% após os 80.
Reconhecida como uma enfermidade que impacta diretamente a autonomia, a sarcopenia aumenta o risco de quedas e fraturas, compromete a mobilidade e afeta a qualidade de vida, além de elevar a probabilidade de outras doenças ao longo do tempo.
De acordo com a endocrinologista Lara Ruschel Träsel (CRM 39996 | RQE 4158), a condição é mais frequente entre pessoas com rotina sedentária, alimentação pobre em proteínas
e naquelas que convivem com doenças crônicas, fatores que reforçam a importância de um olhar preventivo e integrado sobre a saúde.
Entre os sinais mais comuns estão fraqueza muscular, perda de equilíbrio, quedas frequentes, dificuldade para levantar da cadeira ou subir escadas e caminhada mais lenta.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico começa pela avaliação da força muscular. “Utilizamos métodos como a medição da força de preensão palmar, feita com dinamômetro, além do teste de levantar da cadeira”, detalha Lara.
A investigação inclui ainda exames de composição corporal, como bioimpedância e densitometria, que permitem avaliar a quantidade de massa muscular.
Ainda bastante
Além de garantir movimento e estabilidade, o tecido muscular influencia diretamente o metabolismo

subdiagnosticada, a sarcopenia costuma ter seus sinais atribuídos ao envelhecimento natural. Mas, quando identificada precocemente, pode ser revertida. “Isso permite um envelhecimento com muito mais qualidade de vida e longevidade”, afirma Lara.
Sarcopenia também entre jovens
Embora seja mais associada aos idosos, e considerando que em todo processo de perda
de peso, com ou sem o uso de medicamentos, acontece alguma redução de massa muscular, a condição tem aparecido cada vez mais cedo, especialmente em contextos de dietas restritivas e emagrecimento acelerado.
Por isso, a especialista reforça a importância de estratégias para preservar os músculos: ingestão adequada de proteínas, treino de força regular e suplementação quando indicada. “Na prática
clínica, vemos que pacientes que mantêm esses hábitos conseguem preservar a massa muscular e ainda tornam os músculos mais funcionais com a redução do excesso de gordura.”
Hoje, o músculo esquelético é considerado por especialistas o maior “órgão endócrino” do corpo. Além de garantir movimento e estabilidade, o tecido muscular influencia diretamente o metabolismo.

Volta às aulas: como organizar a alimentação infantil
Nutricionista defende rotina à mesa, menos ultraprocessados e respeito aos sinais de fome e saciedade das crianças no retorno à escola
Avolta às aulas recoloca a alimentação infantil no centro da rotina das famílias. Entre horários apertados, lancheiras prontas às pressas e preferências cada vez mais marcadas, o desafio vai além do cardápio ideal. Para a nutricionista Samanta Munhoz, o caminho passa por resgatar o básico, como comer em família, reduzir distrações e confiar na autonomia da criança. Com formação em nutrição materno-infantil e estudos em neurociências e desenvolvimento infantil, Samanta reforça que a alimentação não pode ser dissociada do contexto emocional. Pressão para “limpar o prato”, rótulos como “não come isso” ou “é gordinho”, e o uso de telas à mesa tendem a aumentar a recusa alimentar. “A criança aprende pelo exemplo. Se o ambiente é tranquilo e o adulto confia, ela come o que precisa”, diz. No retorno às aulas, o lanche escolar costuma concentrar dúvidas. A orientação é priorizar

Na volta às aulas, escolhas simples ajudam a formar hábitos alimentares mais saudáveis desde a infância
alimentos simples e minimamente processados, ler a lista de ingredientes - mais importante que a tabela nutricional - e evitar ultraprocessados com muitos aditivos e corantes. Pães com poucos ingredientes, frutas com grãos, pipoca feita na panela, milho, legumes cortados e preparações caseiras congeladas são alternativas viáveis. “Não é sobre perfeição, é sobre constância e escolhas possíveis”, afirma.
Outro ponto-chave é respeitar os sinais de fome e saciedade. A quantidade deve ser definida por quem come, da introdução alimentar à vida adulta. Começar com porções menores e oferecer mais se houver fome reduz ansiedade e evita a associação da refeição com cobrança. Leite e iogurtes também pedem atenção. Após um ano, o leite deixa de ser o alimento principal e seu excesso pode interferir na


absorção de ferro. Já os iogurtes saborizados frequentemente carregam corantes e açúcar; o natural, combinado com frutas, grãos ou mel, costuma ser a melhor opção.
Samanta destaca, ainda, o papel da participação da criança: ajudar a escolher, preparar e montar o lanche aumenta a aceitação. Um toque lúdico, como garfinhos, embalagens reaproveitadas, guardanapos temáticos, ajuda, sem transformar cada refeição em espetáculo. “Os extremos são ruins. Nem autoritarismo, nem liberalidade total. Alimentação responsiva é equilíbrio”, resume.
Para além do prato
A nutricionista reforça que dificuldades alimentares nem sempre estão ligadas apenas ao que é servido, mas a todo o histórico e ao desenvolvimento da criança. Em casos mais persistentes, como o Distúrbio Alimentar

Pediátrico (DAP), pode ser necessário o acompanhamento multiprofissional, envolvendo gastropediatra, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e outros especialistas. “Antes de qualquer intervenção, é fundamental observar o comportamento, o ambiente e a relação da família com a comida”, explica. Segundo ela, a chamada “escadinha do comer” ajuda a entender o processo: antes de comer, a criança precisa olhar, cheirar, tocar e explorar o alimento.


Como as redes sociais alteram emoções e comportamentos
Psicóloga Maira Führ aponta riscos à autoestima, à atenção e ao desenvolvimento em meio ao avanço do tempo de tela
Alimitação da idade para acesso às redes sociais ganhou espaço no debate político, à medida que alguns países já aprovaram ou analisam regras que restringem a presença de crianças e adolescentes nas plataformas.
Profissionais de saúde alertam para impactos no desenvolvimento emocional e cognitivo, além de efeitos na construção da autoestima. Em um cenário em que o tempo de tela cresce antes mesmo de chegar à adolescência, o tema deixa de ser apenas tecnológico e passa a envolver diretamente saúde e bem-estar.
A infância e a adolescência são consideradas períodos fundamentais para o desenvolvimento da autorregulação emocional, da identidade e das habilidades socioemocionais. Conforme explica a psicóloga Maira Führ (CRP 12/28580), revisões sistemáticas indicam que adolescentes que passam muitas horas por dia em plataformas digitais apresentam maior vulnerabilidade emocional, especialmente quando o uso envolve comparação social constante e busca por validação. “A exposição precoce às redes pode impactar negativamente a autoestima, pois crianças e adolescentes ainda estão em

Acesso desregulado também interfere no processo de aprendizagem e reduz a tolerância a atividades mais longas, que exigem maior atenção
processo de construção da identidade e podem internalizar padrões irreais de sucesso, beleza e popularidade”, ressalta.
A literatura científica também aponta que a equiparação constante com imagens idealizadas aumenta sentimentos de inadequação e ansiedade. “Quando o tempo de tela substitui interações presenciais, pode haver prejuízo no desenvolvimento de habilidades sociais, empatia e comunicação emocional”, acrescenta a profissional.
Maira também observa que o acesso desregulado interfere
no processo de aprendizagem e reduz a tolerância a atividades mais longas, que exigem maior atenção. Segundo ela, o uso excessivo de telas pode dificultar a concentração em tarefas como leitura, assistir a um filme ou manter o foco por períodos prolongados, já que nas redes sociais a informação circula de forma rápida e fragmentada.
Sinais de alerta
Conforme a profissional, entre os principais sinais estão mudanças bruscas de humor após o uso das redes, irritabilidade ou ansiedade ao ficar offline, queda no rendimento escolar, alterações no sono, isolamento social, perda de interesse por atividades
antes prazerosas e preocupação excessiva com a própria imagem ou aprovação online. “Esses indícios não indicam necessariamente uma relação direta de causa e efeito, mas funcionam como importantes marcadores de risco”, ressalta a psicóloga, destacando que a observação atenta do cotidiano, aliada ao diálogo e ao acolhimento, é fundamental para identificar precocemente possíveis impactos da vida digital.
Estratégias
Estudos indicam que a construção de hábitos digitais saudáveis passa, principalmente, pela presença ativa dos adultos e por acordos claros dentro

Crianças e adolescentes ainda estão em processo de construção da identidade e podem internalizar padrões irreais de sucesso, beleza e popularidade”
Führ, psicóloga
Entre as principais recomendações:
– Estabelecer limites de tempo de uso e criar momentos livres de telas, como antes de dormir ou durante as refeições;
– Incentivar atividades offline, incluindo esportes, leitura e convivência em família;
– Manter diálogo aberto sobre o funcionamento das redes, os algoritmos e a lógica da comparação social;
– Dar o exemplo, adotando práticas digitais mais conscientes no dia a dia;
– Fortalecer vínculos emocionais, com escuta ativa, acolhimento e apoio.
da rotina familiar, além disso também mostram que estratégias educativas são mais eficazes do que a simples proibição.
