E se tornar-se vegano não fosse um sacrifício, mas uma expansão natural daquilo em que você já acredita, que já sente e deseja para si e para o mundo?
Em Animais belos e famintos, o filósofo Matthew Halteman desmonta a ideia de que o veganismo é uma renúncia árdua e apresenta uma visão luminosa, generosa e profundamente humana desse caminho. Combinando narrativa pessoal, humor, filosofia prática e um olhar afetuoso sobre o cotidiano, Halteman propõe que "ir se tornando vegano" — em vez de "ser vegano", como um rótulo identitário — é uma jornada contínua de alinhamento entre o que pensamos, sentimos, valorizamos e fazemos.
Partindo de experiências íntimas e reveladoras, Halteman mostra que nossas escolhas alimentares estão entrelaçadas a memórias, pertencimentos, afetos e crenças, e que justamente por isso pequenas mudanças podem desencadear deslocamentos internos poderosos. Em vez de uma ética do dever, ele oferece uma ética da abundância: uma forma de comer e viver que dê mais coerência às nossas emoções,