REVISTA ALGARVE INFORMATIVO #512

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ALGARVE INFORMATIVO

ÍNDICE

João MInistro (pág. 14)

Júlio Ferreira (pág. 18)

Paulo Neves (pág. 22)

Sílvia Quinteiro (pág. 26)

Dia do Município de Vila do Bispo (pág. 30)

Hospital Central do Algarve deu mais um passo decisivo (pág. 40)

Carmelita Falé expõe em Lagos (pág. 50)

Ginástica rítmica encantou Portimão (Parte II) (pág. 64)

Luís Trigacheiro em Sagres (pág. 100)

«Amadeo(s)» no IPDJ (pág. 112)

Ruben Luz Lameira no TEMPO (pág. 128)

João Ministro, empresário e engenheiro do ambiente

á aqui escrevi, em várias ocasiões, acerca do interior da região, das suas particularidades, dos seus problemas, bem como sobre as suas potencialidades.

Também já me expressei, em outras tantas, sobre o turismo e o caminho que este está globalmente a tomar. Reflecti sobre estes dois temas – cujos âmbitos de intervenção ocupam parte significativa do meu tempo profissional e pessoal –, e como se relacionam. Neste texto regresso a estes mesmo tópicos e espero contribuir para uma melhor percepção de como a relação entre Turismo e Interior é cada vez mais necessária e estratégica para a região.

Num recente artigo publicado sobre as tendências do turismo para 2026, Mia Taylor, escritora de viagens bastante experiente e premiada, chama a atenção para uma maior procura pela imersão nos territórios, por viagens com mais significado e actividades hands-on, ou, dito de outra forma, experiências mais profundas, criativas e participativas nas culturais locais. Destaca ainda o tema da sustentabilidade, que tenderá a assumirse como factor decisivo na escolha dos destinos de férias por parte de um crescente número de viajantes, existindo cada vez mais uma enraizada preocupação com a necessidade de

impactar positivamente para o bem estar das comunidades locais, a sua economia e para a preservação dos valores ambientais e culturais.

Nesse artigo salienta-se também as fortes perspectivas de uma crescente tendência pela busca do agroturismo e de actividades no mundo rural, onde os próprios viajantes poderão ter papel activo nos trabalhos do campo. E, claro, sem esquecer algo que já se falava em 2025 e que se prende com a procura por locais menos massificados, menos conhecidos e afastados das multidões.

Transportando estas perspectivas para a nossa realidade algarvia, os territórios rurais e do interior surgem de imediato como locais cujo potencial encaixa na perfeição nas referidas tendências. São nesses espaços onde encontramos a maioria dos projectos de agroturismo em funcionamento e onde outros podem emergir. É onde ainda guardamos um enorme capital cultural e natural que pode proporcionar as tais experiências e os tais momentos únicos de contacto com o património e o autêntico modo de vida. É onde a tranquilidade, o silêncio e a segurança adquirem especial valor para quem procura fugir das massas. Tudo isto – e muito mais ainda – parece óbvio e inquestionável.

Contudo, o lento e gradual afastamento do interior face a estas dinâmicas parece imparável. O despovoamento prossegue, encadeado num ciclo vicioso que se espelha no abandono, na perda e na degradação da paisagem, do património, das aldeias ou dos saberes. Os escassos serviços existentes limitam o desenvolvimento da actividade. A inexistência de gestão, manutenção ou valorização do património público, também não ajuda a contrariar essa situação.

Não sendo um fim em si mesmo, o turismo pode alavancar, consolidar e fortalecer as actividades económicas locais, torná-las mais resilientes e

garantir melhor qualidade de vida a quem vive, trabalha e gere estes territórios. Pode e deve ter um papel no apoio à revitalização destes espaços. Mas, para tal são necessárias abordagens integradas em rede, eficientes, de médiolongo prazo, com visão e objectivos claros, construídas de baixo para cima e com estabilidade financeira. São precisas vontades persistentes de longa duração, incluindo políticas. Há passos a serem dados, é certo, mas há muito a fazer – e rapidamente – se queremos aproveitar estas tendências e tornar o Algarve mais coeso, diversificado e resiliente. Temos de aproveitar!

Se a Idade Média voltar, estarei do lado das bruxas

Júlio Ferreira, inconformado

á deixo claro, para que não haja equívocos nem pedidos de esclarecimento no final: se a Idade Média regressar e há dias em que parece que vem a caminho num Carro da Justiça (carroça ou carro de bois que transportava os condenados e por extensão o aparato inquisitorial até ao local do auto-de-fé), eu estarei do lado das bruxas. Não por vocação esotérica, mas por simples instinto de sobrevivência democrática.

Quem se diz cheio de fé, mas vazio de humanidade, está só a usar Deus como álibi. E quando Deus vira álibi, a religião deixa de ser caminho espiritual e passa a ser instrumento de exclusão. O problema não é Deus. O problema é quando Deus vira argumento final numa discussão. A partir daí já não há diálogo, só há condenação.

Houve um tempo em que bastava saber ler, pensar alto ou ter um comportamento ligeiramente estranho para acabar amarrado a uma estaca. Chamava-se fé, chamava-se ordem, chamava-se “é para o teu bem”. A fogueira tratava do resto. Hoje o método mudou, mas a pulsão mantém-se. A Inquisição não desapareceu: evoluiu, fez

encartado

rebranding. Os novos inquisidores não usam Hábito inquisitorial, Hábito do Santo Ofício ou archotes, usam fatos bem passados, largaram o capuz, tiraram uma licenciatura ou mestrado, fizeram um curso intensivo de marketing digital e aprenderam a falar em “valores”. Antes queimavam pessoas em praça pública; agora queimam pessoas e ideias nos órgãos de comunicação social e nas redes sociais, com ofensas morais e muitos pontos de exclamação. O fogo continua lá.

Nem todas as ideias envelhecem mal. Algumas, como o pensamento medieval, tiveram uma reabilitação notável. Naquele tempo havia uma verdade única, oficial e abençoada. Questionar era coisa do diabo e pensar demasiado causava problemas à alma. Hoje também há uma verdade única só que vem embrulhada em palavras como “identidade”, “povo de bem” e “tradição”. Quem duvida já não é herege: é “woke”, “traidor” ou “vendido”. O princípio é o mesmo. Repetir slogans dá menos trabalho e não exige leitura. Pensar cansa!

Como qualquer estrutura de poder respeitável, a Inquisição precisava de inimigos para justificar a sua utilidade. Arranjou judeus, bruxas, mouros e qualquer um que tivesse livros a mais em

casa. A extrema-direita segue fielmente a cartilha: imigrantes, artistas, professores, jornalistas, pessoas com cabelo estranho ou, pior ainda, opiniões completas. O inimigo é sempre interno, sempre sorrateiro e, curiosamente, nunca está presente para se defender. Existe sobretudo em discursos inflamados e posts alarmistas partilhados por um primo distante.

O medo continua a ser um gestor de massas irrepreensível. Antigamente, havia a fogueira: um espetáculo pedagógico onde se aprendia que pensar fora da linha podia doer — e doía mesmo. Hoje, o medo veste a forma de “alerta”, “urgente” e “o país está a ser destruído”. Ninguém sabe bem por quem, nem como, nem quando, mas o pânico instalase com garantia. E com medo, ninguém pergunta: todos clamam por um salvador. Ele, astuto e inteligente, conhecedor do que funciona no resto da Europa, surge, é aplaudido e, num instante, santificado.

A Inquisição vigiava camas, corpos e desejos como se fosse porteira do inferno. A nova versão faz o mesmo, mas chama a isso “valores cristãos”. O curioso é que Jesus nunca pareceu muito interessado em controlar ninguém, só em impedir que uns se achassem mais puros do que os outros.

A violência, claro, nunca é violência. Antes era “salvar almas”; agora é “defender a pátria”. Excluir, silenciar, reprimir ou bater vem sempre com um selo de necessidade histórica. Nunca é crueldade, é missão. Nunca é ódio, é amor. Um amor tão intenso que só funciona à base de gritaria, insultos e, quando necessário, murros pedagógicos.

E como em qualquer boa tradição inquisitorial, nada disto funciona sem uma mãozinha do poder. Ontem eram reis e impérios; hoje são interesses económicos, audiências e políticos de voz grossa. O discurso é popular, mas o benefício é sempre para os mesmos. O povo serve para bater palmas, nunca para decidir e quando perceber isso, provavelmente já será tarde demais. No fundo, o inquisidor moderno já não cheira a fumo, mas continua a cheirar a mofo. Não grita “herege”, grita “vergonha”. Troca o latim por slogans, a cruz pela bandeira, mas permanece igual: morre de medo da dúvida, da diferença e de tudo o que não cabe num manual simples.

Se a Idade Média voltar, estarei do lado das bruxas. Pelo menos elas sabiam que estavam a ser perseguidas. O mais perigoso do nosso tempo é fingirmos que não estamos.

Europa bem Paulo Neves,

«ilhéu», mas nenhum homem é uma ilha

ormalmente

associamos a União Europeia aos fundos, à regulamentação, à fraqueza política e dependência na defesa.

Neste quadro de grande turbulência internacional, incertezas sobre as amizades e interesses, começámos por voltar a ver mais do mesmo sobre a UE. Dependência e até subserviência.

Sim, a imagem de todos os altos dignatários políticos, deste lado do Atlântico, sentados de frente à secretária do Presidente do outro lado, é má memória visual que há de permanecer.

Ainda tivemos mais uns valentes tropeções depois de mais outras ameaças, em que o Sr. Nato se associou da pior maneira ao desconcerto, até e que… de repente, a Europa vai brilhando de forma estruturada e com interesse surpreendente em benefício de todos.

As contramedidas de reação às ameaças tarifárias foram anunciadas pela Comissão e a suspensão da aprovação de novo acordo comercial com o Tio Sam ficou engavetada no Parlamento Europeu.

Mais, de repente, quando tudo faria pensar que levaríamos mais 25 anos para fechar o acordo com a América Latina (por emperramento de alguns do costume do lado de cá), eis que é assinado com a presença de todos, tendo o presidente do Conselho falado na língua espanhola, mas antes em português a agradecer a relação com o Brasil para este resultado, tendo o vizinho do Norte ficado a lamuriar.

Se tudo parecia a correr bem, depois de Davos, mais uma ameaça contra o território dos nossos amigos e mais outro retrocesso. E eis que a Europa já assinou ainda outro acordo global com a India, em que António Costa mostrou a vantagem da nossa relação com o mundo de há seculos.

Em poucas semanas envolvemos mais de 2 mil milhões de cidadãos do mundo em acordos comerciais e em aprofundamento de relações com a Europa e ainda fomos (Portugal não) colocar as botas das nossas tropas no gelo para mostrar defesa e solidariedade ao lado de 55 mil ilhéus que integram a nossa União.

Um volte-face perfeito, associado ao nosso amigo gigante do Canadá que, de montada deu um banho de civilização ao outro, que embeiçou, e disse que estava connosco e até trouxe os chineses, a

seguir, para esta arena de equilíbrios e desconfianças medidas no mundo louco que estamos a viver.

As últimas tentativas de fazer substituir a ONU por um Conselho de Paz privativo paralelo está a receber as recusas merecidas (Portugal a fazer de conta) pois que não servimos para limpar os interesses expostos por quem aprofundou o problema e quer vender uma nova Riviera.

De repente já reparo que passei de tratar a UE por eles e assumi o nós e agora acrescentei o outro.

Estou esperançado neste caminho que levamos.

Mas atento porque, conforme o meio do mandato do outro se alcança, o desespero pela sua não renovação e pelo tempo necessário para forçar as suas mudanças vai acicatar o engenho e os efeitos que produz, mesmo já tendo a medalha alheia e se ter desvinculado da missão de paz que, pensava eu, seria a mais importante para qualquer cidadão do mundo, quanto mais para um responsável que deixou de ser líder.

Aproveitemos para reforçar a nossa União, em confiança, solidariedade, mas essencialmente na eficácia das tomadas

de decisão, aprofundemos a União que não é uma Federação de Estados, mas não pode ser uma federação de egoísmos e vaidades, agora que deixámos de abanar o rabo.

Vamos dar-nos ao respeito, pela História e progresso comum em que podemos voltar a ter um papel principal ao nível, pelo menos da força económica no mundo que ainda somos e dos valores que defendemos.

Voltemos a olhar para a nossa porta leste pois, chega de distrações.

Isto pode ainda acabar bem.

Uma galinha e meia-dúzia de ovos Sílvia Quinteiro, professora

aquele tempo, as manhãs eram frias; as ervas cobriam-se de orvalho; as mãos enregeladas apertavam o casaco, numa tentativa de proteger o pescoço.

O percurso de cerca de três quilómetros era feito diariamente a pé; evitava as poças. Os pés descalços agradeciam. Às vezes ficavam arroxeados. Queria chegar cedo para ainda ter tempo de os esfregar. Na sala não era permitido. Mas acelerar não era fácil quando o jantar tinha sido fraco e o pequeno-almoço inexistente. Por vezes, desmaiava pelo caminho. Acordava aflito: os atrasos não eram tolerados.

Do alto do seu púlpito, por detrás da secretária, a Dona Arminda. Acabada de sair do magistério. Um ar altivo, a brancura própria de quem nunca precisou de trabalhar ao sol. Cabelo curto, rígido. Rosto afilado, raposino. Olhos azuis, miudinhos. Lábios carmim a formar um pequeno círculo, tensos como os dois acentuados vincos entre as sobrancelhas. Blusa abotoada até cima. Casaco fino de malha a cobrir os ombros. Cores neutras. Recato e rigor.

Em pé, em fila, os meninos formavam uma procissão em direção àquela imagem sagrada no altar. À vez, iam recebendo os elogios ou as reguadas, consoante o estado

dos trabalhos de casa. Alguns eram brindados com uns tabefes, para ver se aprendiam. Mas o Vítor tinha sempre um extra.

— Era burro — dizia a Dona Arminda, com a voz melosa, esmagando-lhe a cabeça contra o quadro, para ver se lá entrava alguma coisa.

Os colegas encolhiam-se nas carteiras. Olhares de pena e de medo. Outros tentavam confortá-lo:

— Já passou, pá. Tu aguentas.

O Vítor, cabisbaixo, assentia e limpava o sangue do nariz ao punho manchado da camisa.

Naquele domingo, não houve o tão esperado pedaço de carne no prato das crianças. As colheres afundaram-se no feijão com massa. Mais feijão. Mais massa. O repolho de todos os dias. Diante do olhar triste e inquisitivo, a mãe pediu-lhes paciência. Levaria a galinha e meia dúzia de ovos à professora, na esperança de que fosse mais branda com o Vitinho.

A Dona Arminda desfez-se nas habituais mesuras: não era preciso, dizia; não se sentia bem em receber presentes dos pais.

Duas semanas: foi o tempo que uma galinha e meia-dúzia de ovos conseguiram comprar. O Vítor definhava. Não aguentou.

Aos oito anos, trocou a escola pelo trabalho agrícola, os livros pela enxada, os hematomas na cabeça pelos calos nas mãos. Fezse menino-homem.

A vida continuou miserável, mesmo com mais um par de braços na horta. O pai foi a salto para França; depois a mãe e, por fim, os filhos. Anos depois, com os filhos criados, regressaram a um Portugal diferente, com estradas novas, montras cheias e televisões a cores.

Numa manhã de outono, Vítor acompanhou a filha à escola. Entusiasmada, faladora, a menina saltitava, puxando-o em direção ao portão da escola.

— Pai, esta é a professora Maria.

A mulher inclinou-se ligeiramente, ao nível da criança.

— Meu anjo — disse, ajeitando-lhe a camisola de caxemira.

O Vítor ficou imóvel.

— Dona Arminda?

— Está enganado — respondeu a professora com uma expressão severa— Chamo-me Maria.

Ele corou. Com a garganta apertada, titubeou.

— Peço desculpa. Fiz confusão.

A professora desviou rapidamente a atenção e chamou outra aluna pelo nome.

O Vítor deu uns passos. Depois parou. Olhou para trás e sentiu o calor e o cheiro a ferro invadir-lhe as narinas.

No dia seguinte, à hora da saída, instalouse um alvoroço pouco habitual na entrada da escola. Crianças e adultos cochichavam, riam, apontavam.

Junto ao portão, uma gaiola enorme. Dentro, galinhas inquietas, penas eriçadas, cacarejos.

A funcionária da escola, ainda a recuperar o fôlego, explicou à professora Maria:

— Um senhor veio cá deixar esta encomenda para si.

A professora aproximou-se devagar. Olhou para gaiola. Não perguntou nada.

Limitou-se a agradecer.

Com a voz baixa.

Muito correta.

Vila do Bispo celebrou Dia do Município e Dia de São Vicente

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

Município de Vila do Bispo assinalou, a 22 de janeiro, o Dia do Município e o Dia do seu Padroeiro, São Vicente, com um vasto e diversificado programa comemorativo que integrou iniciativas de carácter cultural, religioso, institucional e desportivo, dirigidas a toda a população.

As comemorações arrancaram, no dia 10 de janeiro, em Budens, com o

Encontro das Janeiras, reunindo o Grupo de Cantares de Vila do Bispo e convidados, num momento de celebração das tradições populares. A 11 de janeiro, Sagres acolheu o concerto de Ano Novo da Orquestra do Algarve, sob a direção do Maestro Martim Sousa Tavares, num momento cultural de elevado prestígio.

O programa prosseguiu, no dia 17, com a inauguração da 27.ª Mostra de Artistas do Concelho de Vila do Bispo, uma iniciativa que visa evidenciar a

criatividade e o talento locais, e no dia 18, com a apresentação do documentário «Canas das Hortas», no Auditório do Museu de Vila do Bispo. No dia 20 de janeiro, o município festejou o 2.º aniversário do Museu de Vila do Bispo –Celeiro da História, com a apresentação do trabalho coletivo «Herbário de Vila do Bispo», desenvolvido pelos alunos das Atividades de Enriquecimento Curricular.

O ponto alto das comemorações ocorreu a 22 de janeiro, Dia do Município e Dia de São Vicente, com o hastear da bandeira e a Sessão Solene da Assembleia Municipal, “um momento de encontro da nossa comunidade, de afirmação da identidade coletiva e de reflexão sobre o caminho que temos vindo a percorrer e aquilo que queremos

construir”, considerou Paula Freitas, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, que tomou posse, a 26 de outubro do ano transato, num contexto de governação sem maioria. “Um contexto politicamente exigente que obriga ao diálogo permanente, à construção de consensos e a um elevado sentido de responsabilidade. Mas também um contexto que não nos permite hesitações nem desvios. Os munícipes expressaram de forma clara a vontade de mudança, uma mudança assente numa maior proximidade, numa gestão mais eficaz, numa câmara mais presente no território e mais focada nas necessidades reais das pessoas”, frisou a edil.

Para Paula Freitas, governar sem maioria não significa governar sem convicções. “Significa, isso sim, governar com firmeza nos valores, com abertura ao diálogo e com total respeito pela democracia. O programa eleitoral que apresentamos constitui a base da nossa ação política e define prioridades claras para Vila do Bispo e a educação é uma dessas prioridades estruturantes. Porque investir na educação é investir no futuro do concelho”, declarou a autarca, que pretende respostas educativas mais inclusivas, mais apoio às famílias “e oportunidades reais para que as nossas crianças e jovens possam crescer e afirmar-se no seu território”. “Investir na educação é justiça, mas também é estratégia. Num concelho como o nosso, a educação é um pilar de coesão territorial, pois permite que as famílias aqui fiquem, que os jovens aqui construam a sua vida, que Vila do Bispo não perca o seu futuro”, justifica.

A habitação assume igualmente um papel central para o executivo liderado por Paula Freitas, sendo determinante para a fixação de população.

“Trabalhamos para criar soluções que permitam fixar população, apoiar os jovens, garantir dignidade às famílias e responder às situações de maior carência, com políticas públicas responsáveis e ajustadas à realidade local”, apontou, elencando igualmente a saúde como outra prioridade fundamental. “Num território marcado pela dispersão geográfica e pelo envelhecimento da população, garantir o acesso a cuidados de saúde, de proximidade, é crucial. Defender

serviços públicos de qualidade e reforçar a articulação com as entidades competentes é uma responsabilidade que este executivo assume com total seriedade”, salientou.

Na sua primeira Sessão Solene como presidente de Câmara, Paula Freitas disse que a melhoria das acessibilidades assume igualmente um papel estratégico, “pois a mobilidade é essencial para a

coesão territorial, para a segurança das populações e para o desenvolvimento económico, portanto, investir na rede viária é reforçar a qualidade de vida dos munícipes”. “Estas prioridades articulam-se com uma visão mais ampla para o concelho, o reforço da coesão social, a valorização da economia local, o apoio à pesca, à agricultura, ao comércio e ao turismo sustentável, sempre em equilíbrio com a

preservação do nosso património natural e cultural. Estas prioridades resultam de uma escuta atenta dos munícipes. Não ignoramos as preocupações das pessoas, não ignoramos as dificuldades do território, nem ignoramos a responsabilidade que nos foi confiada”, salientou. “Vila de Bispo ocupa uma posição geográfica singular: somos periferia no mapa, mas somos centralidade atlântica na

identidade. Somos extremo sudoeste da Europa, um território de beleza ímpar, onde o mar, a paisagem, a biodiversidade e o saber das gentes criam um conjunto único de recursos e oportunidades. Aquilo que durante anos foi visto como limitação, deve hoje ser assumido como uma força geradora de sinergias e de desenvolvimento sustentável, mas há um ponto essencial que Vila do Bispo tem de afirmar: não podemos continuar a ter mais restrições do que compensações”, avisou a edil.

De acordo com Paula Freitas, “se o país quer que este território seja preservado,

deve garantir políticas públicas que protejam também quem cá vive”. “Isso significa mais justiça nos financiamentos, mais flexibilidade nos programas, mais apoio à periferia e medidas concretas de discriminação positiva para concelhos como o nosso. Porque preservar o território nacional não pode ser um sacrifício pago apenas por quem cá vive”, reclama a autarca. “Há reivindicações que são estruturantes e que não podem ser adiadas. O concelho precisa de respostas claras para as suas necessidades: uma entrada de Sagres à altura do seu nome e importância; um

Porto de Pesca com condições de segurança e com respeito pelo trabalho dos nossos pescadores; a dignificação da envolvente do Farol de São Vicente, um dos locais mais emblemáticos e visitados do Algarve e de Portugal. Estes temas não são bandeiras de campanha, são bandeiras do concelho que reivindicaremos sempre, mas governar Vila do Bispo é um exercício coletivo. Este executivo acredita numa gestão participada, onde os munícipes, as associações, as instituições, são parceiros ativos na construção do futuro do concelho. Só com diálogo, cooperação e responsabilidade conseguiremos responder aos desafios e concretizar as ambições que temos para o nosso território”, concluiu Paula Freitas.

As celebrações incluíram ainda iniciativas como «À Noite no Museu de Vila do Bispo – misteriosa viagem na

penumbra da história», eventos desportivos, a cerimónia de homenagem aos funcionários do município que se reformaram em 2025, designadamente Carlos Manuel Sousa Clímaco (Fiscal Municipal) e Joaquim Felício Lamelas (Assistente Operacional), e a entrega dos Prémios de Mérito Escolar a Catarina Esperança José Duarte, Lucas Miguel Duarte Martins, Ronaldo da Veiga Fernandes e Carlota Maria Rosado (6.º ano) e a Alexandre Shevchenko e Mafalda Furtado Baptista (9.º ano).

Na música, realce para o concerto de Luís Trigacheiro, em Sagres, no dia 24 de janeiro, e o espetáculo do acordeonista Tino Costa, em Barão de São Miguel, no dia 25. Com este programa, a Autarquia de Vila do Bispo reforçou o seu compromisso com a valorização da cultura, da história local, da participação cívica e do convívio.

Hospital Central do Algarve deu mais um passo decisivo … mas algarvios só acreditam depois da obra começar no terreno

uase 20 anos depois, a Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, o Ministério da Saúde, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e os Municípios de Faro e de Loulé deram, no dia 26 de janeiro, mais um passo decisivo para a construção

do Hospital Central do Algarve. Numa sessão pública realizada no Parque das Cidades, que contou com a presença da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, foi assinado o Acordo Estratégico para o Hospital Central do Algarve, entre o Ministério da Saúde (ACSS e ULS Algarve), a Associação de Municípios Loulé/Faro e os Municípios de Loulé e de Faro.

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

Tiago Botelho, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Algarve, não escondeu a alegria por mais este passo para a construção do novo Hospital Central do Algarve (HCA).

“Esta infraestrutura permitirá prestar melhores cuidados, ter maior capacidade de resposta e condições de trabalho mais dignas e adequadas para quem cuida das pessoas”, referiu.

“Durante muitos anos tornou-se evidente para todos nós que o Hospital de Faro, apesar do extraordinário empenho dos seus profissionais, deixou de reunir as condições necessárias para

responder com a qualidade e a segurança exigidas às necessidades atuais da população algarvia, e também de todos aqueles que nos visitam ou escolhem esta região para viver. A sua substituição não é apenas importante, é absolutamente indispensável. Trata-se de uma decisão responsável, pensada a médio e longo prazo, e que coloca os cidadãos no centro do serviço de saúde”, declarou.

O Hospital Central do Algarve, que deverá estar concluído em 2031, “será um hospital moderno, pensado para o

futuro, com uma dimensão e uma ambição à altura da região que serve”, adiantou Tiago Botelho. Contará, para tal, com 742 camas, 18 salas de bloco operatório, 74 gabinetes de consulta, 10 salas de parto e 80 postos de hospital de

dia, além dos equipamentos de TAC, ressonâncias magnéticas nucleares, aceleradores lineares, entre outros, abrangendo várias especialidades médicas. Contemplará ainda resposta ao nível oncológico, incluindo os primeiros

equipamentos públicos de radioterapia do Algarve e todo o diagnóstico e tratamento, incluindo o PET-TC.

“Também não tenho dúvida de que o Hospital Central do Algarve permitirá atrair mais profissionais de saúde

altamente qualificados, comprometidos com o Serviço Nacional de Saúde e com a missão de servir melhor os algarvios”, acrescentou.

Num momento que era também de agradecimentos, Tiago Botelho elogiou a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, “por ter tido a coragem de abraçar este projeto, uma obra estruturante para a região, honrando assim o compromisso que o Primeiro-Ministro assumiu com os algarvios”. Agradeceu igualmente aos Municípios de Faro e Loulé “pela generalidade e visão estratégica demonstradas, não apenas na cedência de terrenos, mas também na consubstanciação do acordo assinado que permite tornar possível este projeto e sem, de facto, a sua colaboração, seria impossível de avançar” “Também à Universidade do Algarve, que nos ajudará a acompanhar de forma rigorosa e cientificamente sustentada todas as fases deste projeto. E agradecer também a todos os profissionais da Unidade Local de Saúde do Algarve que diariamente garantem cuidados de saúde à população, muitas vezes em condições difíceis”, destacou o dirigente.

Um longo caminho pela frente

A conceção, projeto, construção, financiamento, conservação e manutenção do Hospital Central do Algarve será realizada em regime de parceria público-privada e o próximo passo será a abertura formal do Concurso Público pela Administração Central do Sistema de Saúde, seguindo-se um a dois anos para a escolha do parceiro privado e

mais depois a três anos para a fase de construção. “Sabemos que é um caminho exigente, mas é um caminho seguro e necessário. O novo hospital ficará a cerca de 10 quilómetros da cidade de Faro, por isso, é fundamental que, com a devida antecedência, seja pensado e planeado o futuro do atual Hospital de Faro. Tal como acontece nas principais cidades algarvias, será necessário garantir em Faro um Serviço de Urgência Básica, assegurando proximidade, acessibilidade e equidade no acesso aos cuidados de saúde a todos os farenses. Hoje celebramos um avanço, um avanço que resulta da cooperação, da visão estratégica e do compromisso com as pessoas. O Hospital Central do Algarve não será apenas um edifício, é um investimento na saúde, na coesão territorial e no futuro da nossa região”, concluiu o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Algarve.

Com um valor estimado de 426 milhões de euros, Ana Paula Martins reconheceu que este é um investimento necessário para o país, no entanto, “ainda há um longo caminho a percorrer, uma vez que é um projeto de grande envergadura”. A Ministra da Saúde enfatizou a importância da vertente universitária deste equipamento, “sendo um hospital necessário ao desenvolvimento e sustentabilidade do curso de Medicina e dos diversos cursos de ciências da saúde que ali se ministram”. “Por isso mesmo, precisamos de um hospital que tenha complexidade e diferenciação. Porque o Algarve é uma região universitária e tem todas as condições para aprofundar as suas fileiras de investigação,

inovação e desenvolvimento”, afirmou a responsável governamental.

Ana Paula Martins recordou que a construção desta infraestrutura hospitalar é uma prioridade sinalizada desde 2006, na altura o segundo mais prioritário, depois do Hospital de Todos os Santos, em Lisboa, cuja obra arrancou recentemente. “Em maio de 2008 foi lançado um concurso público

internacional para uma PPP para a gestão deste hospital, mas, com a entrada da Troika em Portugal, acabou por não se efetivar. A construção do Hospital Central do Algarve tem um potencial significativo de otimização para o Estado português e para o Serviço Nacional de Saúde, pois, a par da melhoria de qualidade assistencial, será também um motivo de atração e retenção de talentos na área da saúde”,

reforçou a Ministra. “Este novo hospital é um investimento que vem finalmente dar resposta às atuais limitações dos hospitais de Faro e de Portimão, bem como ao crescimento demográfico desta região e à pressão sentida devido ao turismo no Algarve”, finalizou Ana Paula Martins.

Os dois autarcas signatários do acordo com o Ministério da Saúde, António Pina

(Faro) e Telmo Pinto (Loulé) relevaram a importância do investimento, com o edil louletano a garantir que “estamos todos alinhados para que este projeto seja uma realidade”. “Somos visitados por milhões, deixamos também milhões nos cofres do Estado. Temos que ter coragem para priorizar a região, para respeitar os compromissos e a justiça, e o Hospital Central faz parte dessa resposta que a região necessita. Esta iniciativa vai fazer a diferença e constitui a maior ação em décadas na região”, sublinhou Telmo Pinto. Já António Pina lembrou que “o Serviço Nacional de Saúde não se faz apenas de paredes, faz-se também de profissionais”, destacando a colaboração da Universidade do Algarve na formação de médicos e outros profissionais de saúde. E, enquanto a obra não está concluída, o autarca farense avisa que, “nos próximos 6/7 anos, é preciso continuar a trabalhar para resolver alguns desafios do ponto de vista das acessibilidades, para que, quando este hospital aqui estiver construído, haja uma forma fácil de chegar, seja de Faro, de Olhão, de Tavira, de Vila Real de Santo António ou de Castro Marim”

Na qualidade de presidente da Câmara de Faro e da Associação de Municípios de Loulé/Faro, António Pina partilha da mesma preocupação de Tiago Botelho em relação ao Hospital de Faro com o avanço do Hospital Central do Algarve. “Retira-se do centro da cidade o seu maior empregador e essa preocupação existe para os farenses, não só porque estarão afastados 10 quilómetros do novo hospital, como pelo facto de ser um grande pulmão económico da

cidade”, explica. “Há problemas que temos que, em conjunto, ajudar a resolver, os municípios estão cá para isso, para trabalhar para o bem de todos, mas não é ainda momento de atirar muitos foguetes. Enquanto não virmos a casa a crescer, temos de ter algum cuidado”, apontou António Pina.

O futuro campus da saúde

Neste dia histórico foi ainda assinado o Acordo de Acompanhamento do Hospital Central do Algarve entre a ULS Algarve e a Universidade do Algarve e Alexandra Teodósio manifestou o desejo de uma maior articulação e integração entre o ensino e a prática diária, em especial dos cursos de relacionados com a saúde. A nova reitora da UAlg falou do plano existente para deslocalizar parte da sua oferta formativa, criando um “campus da saúde que agregará a Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas e a Escola Superior de Saúde, melhorando o desenvolvimento da formação e investigação desta estrutura”. “Existe um acordo prévio, desenvolvido com as Autarquias de Loulé e Faro, mas que precisa ser revisitado à luz do novo contexto”, entende Alexandra Teodósio.

A Universidade do Algarve tem vindo a construir um verdadeiro ecossistema académico-clínico que envolve a Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas, a Escola Superior de Saúde, o Centro Académico Clínico, o Algarve Biomedical Center, “estruturas que têm permitido aproximar o ensino, a investigação e os cuidados clínicos de forma coerente, alinhada com o que é esperado hoje em dia de instituições

modernas de saúde e de prestação de cuidados de saúde à comunidade”. “O novo Hospital Central do Algarve será uma infraestrutura determinante para a qualidade e modernização dos cuidados de saúde no Algarve, mas também será uma oportunidade para reforçar a formação avançada na área da saúde em articulação direta com a prática clínica. Por isso, assumimos hoje aqui o compromisso também de expandir a nossa oferta de programas de doutoramento e formação avançada, especialmente em áreas clínicas associadas à Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas e à Escola Superior de Saúde. Fomentar percursos de formação diversificada em saúde, desde enfermagem, fisioterapia, farmácia e outras, com uma componente científica integrada, que permitam fixar clínicos,

atrair profissionais de saúde e aumentar a capacidade de investigação clínica na nossa região”, anunciou Alexandra Teodósio.

Após a sessão protocolar, a Ministra da Saúde e o presidente da ULS Algarve, assim como a restante comitiva, deslocaram-se ao Laboratório Laura Ayres para ver de perto o terreno, cedido pelos Municípios de Faro e de Loulé, onde ficará situado o Hospital Central do Algarve. O dia 26 de janeiro fica ainda marcado pelo despacho publicado em Diário da República onde o Governo aprova o lançamento de uma parceria público-privada para a conceção, construção, financiamento e exploração do novo Hospital Central do Algarve.

Carmelita Falé expõe «Geografia

das Cores» no Centro Cultural de Lagos

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

Sala de Exposições 1 do Centro Cultural de Lagos recebe, até dia 4 de abril, a exposição «Geografia das Cores» de Carmelita Falé, artista plástica natural de Lagos. A sua obra nasce de uma profunda conexão com os movimentos difusos que a rodeiam — em pessoas e na Natureza — procurando uma simbiose entre a sua singularidade e a realidade que a envolve. Sem recorrer a estudos académicos rígidos, Carmelita encontra na tela ou no papel em branco o

impulso para gestos espontâneos, onde linhas e cores fluem até adquirirem uma «geografia» própria, íntima e única em cada ação.

Para ela, o ato de concluir uma pintura é sempre uma descoberta ambígua: um trabalho pode parecer finalizado, mas permanece sujeito a pequenos ajustes até ao dia em que sente que não há nada mais a acrescentar. Já nos desenhos, de execução mais rápida, revela-se de forma mais direta a sua ligação ao momento — expressão que vem desde a infância, quando desenhar foi sempre uma necessidade intuitiva.

Ginástica Rítmica deslumbrou no Portimão Arena (Parte II)

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

Portimão Arena assistiu, no fimde-semana de 10 e 11 de janeiro, ao VII Torneio de Ginástica Rítmica organizado pelo CIRM – Clube Instrução Recreio Mexilhoeirense, com o apoio da Federação de Ginástica de Portugal, da Associação de Ginástica do Algarve e do Município de Portimão, entre outros patrocinadores. A competição contou com a presença de 230 ginastas a

defender as cores de 13 clubes vindos de todo o país, do norte a sul e passando, inclusive, pelas ilhas, avaliados por um coletivo de 30 juízes.

Foram dois dias intensos de muita emoção, competição e, acima de tudo, de enorme companheirismo, porque, independentemente de fazerem parte do ACDCL, ADA, AGRA, CCRCCR, CDACM, CIRM, CNM, CRDV, CRF, CSSPF, EGA, GFC, SFUAP ou VCQ, as jovens pertencem, em primeiro lugar, à saudável família da ginástica rítmica. E, nas

bancadas, os familiares e adeptos desta modalidade olímpica não se pouparam nos aplausos e gritos de incentivo às atletas dos escalões benjamins, infantis, iniciadas 1.ª e 2.ª divisões, juvenis 1.ª e 2.ª

divisões, juniores 1.ª e 2.ª divisões, seniores 1.ª e 2.ª divisões, que mostraram os seus dotes na corda, arco, bola, maças, fita e movimentos livres.

SAGRES VIBROU DE LUÍS TRIGACHEIRO

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

COM CONCERTO TRIGACHEIRO

o âmbito das comemorações do Dia do Município e do Dia de São Vicente, a Câmara Municipal de Vila do Bispo organizou, no dia 24 de janeiro, um concerto de Luís Trigacheiro no Pavilhão Clésio Ricardo, em Sagres.

O percurso artístico de Luís Trigacheiro é marcado pela autenticidade e o segundo álbum, «Ela», representa mais um passo sólido na sua carreira, destacando a singularidade da sua voz e a sua capacidade de criar uma ligação profunda com o público. Produzido por

Luísa Sobral, o álbum reflete a maturidade artística do cantor alentejano, reunindo um conjunto de canções em colaboração com alguns dos nomes mais destacados da música portuguesa.

Em Sagres, perante um recinto completamente esgotado, o artista fezse acompanhar pela sua banda habitual, constituída por Bernardo Viana na viola e direção musical, João Ferreira na bateria e percussões, Diogo Costa no baixo e Pedro Viana na guitarra portuguesa. O concerto foi um momento de grande qualidade artística que ofereceu ao público uma experiência musical única.

TEATRO ART’IMAGEM «AMADEO(S)» AO

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

ART’IMAGEM LEVOU AO PALCO DO IPDJ

auditório do IPDJ

– Instituto Português do Desporto e Juventude, em Faro, recebeu, nos dias 22 e 23 de janeiro, «Amadeo(s)» pelo Teatro Art'Imagem, uma experiência teatral destinada ao público escolar que celebra a vida e a obra de Amadeo de Souza Cardoso (1889-1918), num diálogo cénico com algumas das suas criações mais emblemáticas, de «A Procissão» a «A Menina dos Cravos».

Três intérpretes (Daniela Pêgo, Flávio Hamilton e Pedro Carvalho) dão vida às cores, formas e personagens do pintor, cruzando diversos episódios da sua vida, uns reais e outros ficcionados, numa peça que tem Ideia, Guião e Encenação de José Leitão. Em cena, Modigliani e Mozart juntam-se a Amadeo numa viagem poética entre arte, memória e modernismo, homenageando também Lucie, a sua companheira, e a liberdade evocada pelo 25 de Abril.

A peça chegou ao público algarvio pelas mãos da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve.

CHOQUE FRONTAL AO VIVO TEMPO COM RUBEN LUZ

Texto: Vera Lisa Cipriano| Fotografia: Nuno Gonçalves

VIVO REGRESSOU AO LAMEIRA E SALA CHEIA

programa de rádio «Choque Frontal ao Vivo», da Alvor FM, regressou para uma nova temporada ao TEMPO – Teatro Municipal de Portimão, com a primeira gravação a ter lugar no dia 22 de janeiro. O convidado desta edição foi Ruben Luz Lameira, de 32 anos, um dos atuais representantes do Cante Alentejano, tradição que tem vindo a levar além-fronteiras, com atuações em países como Macau, Dubai, Canadá, Suíça, França e Luxemburgo.

Natural de Rosário, no concelho de Almodôvar, o artista conta com cerca de 25 anos de carreira, ganhou projeção nacional através da sua participação no The Voice Portugal, da RTP, e desde 2020

dedica-se também ao ensino do cante alentejano no 1.º ciclo do ensino básico.

Depois de integrar projetos emblemáticos como os Ganhões de Castro Verde e os Adiafa, Ruben Luz Lameira iniciou a sua carreira a solo há cerca de um ano, encontrando-se atualmente a preparar a gravação do primeiro álbum, prevista para 2026.

Num ambiente descontraído e marcado pela boa disposição típica do Alentejo, o convidado partilhou histórias de vida e presenteou o público com vários temas do cancioneiro tradicional, entre os quais «Gotinha de Água», «Feira de Castro», «Castelo de Beja», «Hino dos Mineiros», «Lampião da Esquina» e «Eu Ia Pela Rua».

O Choque Frontal ao Vivo celebra este ano o seu 9.º aniversário e a gravação

contou, como habitual, com uma assistência de cerca de 100 pessoas que esgotaram a sala. No final, houve um momento de convívio entre público e artistas, acompanhado por doces e salgados das Pastelarias Delícias e pelos vinhos tinto e rosé «Lábios Nus», produzidos em Castro Marim.

O programa é posteriormente emitido na Alvor FM, na frequência 90.1, no Barlavento Algarvio, e também online através do site alvorfm.com. A próxima gravação está marcada para o dia 26 de fevereiro, às 21h, no pequeno auditório do TEMPO, e terá como convidado José Francisco, um nome em ascensão na música nacional. A sua participação no

The Voice Portugal 2024 reforçou um percurso já marcado por sucesso nas plataformas digitais e pela inclusão do single «Primeira Vez» na banda sonora da novela «A Protegida», da TVI.

O Choque Frontal ao Vivo continua a promover encontros únicos com artistas nacionais, mantendo a entrada gratuita. Os convites podem ser levantados na quinta-feira anterior a cada espetáculo, durante o horário de funcionamento do TEMPO, estando limitados a dois por pessoa. O programa é produzido, realizado e apresentado por Júlio Ferreira e Ricardo Coelho.

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