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11. Protegendo a criança da violência
PROTEGENDO A CRIANÇA DA VIOLÊNCIA
Toda criança tem o direito de crescer e de se desenvolver de forma segura e saudável. A criança que é amada e desejada cresce mais tranquila e tende a se relacionar de forma mais harmoniosa com seus pais, responsáveis, familiares e também com as outras crianças na escola e na comunidade. A exposição da criança às situações de violência compromete o seu desenvolvimento físico, emocional, mental e social. Quando os maus-tratos ocorrem na infância, os prejuízos são maiores do que em qualquer outra fase da vida. De igual forma, quanto
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mais cedo começar e mais tempo durar a exposição da criança a uma situação
de violência, mais graves e permanentes serão os danos causados a ela. É preciso ter especial cuidado com os casos de violência em bebês e em crianças menores de 3 anos, porque nessa idade as crianças ainda não sabem falar o que estão sentindo e percebendo no seu corpo.
Como o aprendizado se dá pela imitação do comportamento, as crianças que, em casa ou na comunidade, presenciam cenas de violência ou aquelas que são elas próprias as vítimas podem acreditar que essa é uma forma natural de resolver os conflitos e, assim, por imitação, podem adotar comportamentos violentos.
Alguns sinais e sintomas que a criança apresente – como irritabilidade frequente, receio exagerado da proximidade de pessoas, tristeza constante, isolamento, manchas no corpo, feridas em diferentes estágios de cicatrização, comportamento extremo de agressividade, distúrbio do sono, atraso e dificuldades no desenvolvimento da fala, distúrbio de aprendizagem e até o fracasso na escola – podem ser uma indicação para suspeitar de violência.

Devemos ficar atentos!
ATENÇÃO!
Se você suspeitar que alguma criança esteja sofrendo maus-tratos, violência física, psicológica ou sexual ou, ainda, que esteja sendo obrigada a trabalhar,
DENUNCIE. Comunique o caso, imediatamente, ao Conselho Tutelar ou à Delegacia da Criança e do Adolescente ou, ainda, para o serviço Ligue 100. A ligação é gratuita. Protegendo a Criança da Violência
Protegendo a Criança da Violência

Entre as crianças maiores que já frequentam a escola, podem acontecer situações de agressão intencional e contínua, chamada de bullying. Situações de empurrões, pontapés, insultos, humilhações, inventar apelidos que ferem a dignidade, mentiras que provocam situações vexatórias, difundir imagens (inclusive pela internet) são as mais comuns entre os estudantes. OO diálogo deve ser estimulado desde cedo pelos pais ou responsáveis. Impor limites não significa bater ou castigar, mas fazer a criança entender que existem coisas que ela não pode fazer, dando-lhe uma razão para isso: “porque é perigoso”, “porque machuca o coleguinha” etc. A conversa é o caminho mais seguro para evitar que a criança aprenda comportamentos violentos. Os espaços de convivência familiar e social da criança (serviços de saúde, a escola, CRAS, CREAS e a comunidade) são locais que podem favorecer a identificação de crianças que vivem em situações de violência e formar uma rede de apoio às crianças e às suas famílias.
As atitudes dos adultos no dia a dia servem como exemplo para a criança. Ela aprende por imitação das pessoas mais próximas e vai repetir os comportamentos vivenciados até que eles sejam incorporados ao seu próprio jeito de ser.
Gritar ou bater na criança prejudica seriamente o seu desenvolvimento. Para que ela se torne uma criança segura e confiante, é preciso conversar muito e dar bons exemplos.
ATENÇÃO!
Crianças em situação de violência e/ou negligência, situação de abuso e/ou exploração sexual e retiradas do trabalho infantil têm prioridade para inclusão no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), ofertado pela assistência social. Procure o CRAS e o CREAS, que estão de portas abertas para orientar e acompanhar as famílias na superação dessas situações.
ADOLESCÊNCIA: HORA DE TROCAR A CADERNETA
Agora que sua filha completou 10 anos, ele tem o direito de receber a CADERNETA DE SAÚDE DO ADOLESCENTE. Essa caderneta dará continuidade ao cuidado à saúde que vocês, mães e pais, lhes proporcionaram desde oseu nascimento. Para mais informações, acesse o link <www.saude.gov.br/adolescente>.
IMPORTANTE!
A puberdade é a fase inicial da adolescência, caracterizada pelas transformações físicas e biológicas no corpo dos meninos e das meninas. É durante a puberdade (entre 10 e 13 anos entre as meninas e 12 e 14 entre os meninos) que ocorre o desenvolvimento dos órgãos sexuais, quando eles ficam preparados para a reprodução


Atenção!
Nas páginas a seguir haverá quadros e tabelas que devem ser preenchidas com informações sobre a saúde da sua filha. É nelas que serão registrados o peso, a altura, a vacina e o desenvolvimento, por exemplo. Poder levar essas informações para casa é um direito seu. Profissionais de saúde! As páginas seguintes contêm os dados que vocês deverão preencher nos momentos de contato com a criança e seus familiares. Não se esqueça
de preenchê-las!
As informações sobre o pré-natal e o parto devem ser preenchidas nos locais onde foram prestadas essas assistências. As informações desse período da vida são fundamentais para a vigilância da saúde integral da criança, com destaque para o seu desenvolvimento. Profissionais da Atenção Básica! O preenchimento destas informações permite aos familiares e cuidadores se apropriarem das informações sobre a saúde da criança. Aproveite esta oportunidade para conversar com as famílias e envolvê-las no processo de cuidado!