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Tratado do Alto Mar - As Pescas
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Tratado do Alto Mar - As Pescas

Acabar com o
O histórico Tratado do Alto Mar entra em vigor, dando início a uma nova era de governança global dos oceanos.
No dia 17 de janeiro entrou oficialmente em vigor, o Tratado do Alto Mar, assinando um marco histórico para a proteção global dos oceanos e para a cooperação multilateral.
Abrangendo quase metade do planeta, o alto mar situa-se


para além das fronteiras nacionais e integra o património comum da humanidade. Este Tratado das Nações Unidas estabelece, pela primeira vez, um quadro jurídico para proteger a biodiversidade nestas águas internacionais e para garantir que os benefícios dos seus recursos sejam partilhados de forma justa entre os países.
“A entrada em vigor do Acordo BBNJ representa um verdadeiro monumento ao multilateralismo e aos anos de dedicação, diálogo e ação colaborativa de inúmeras pessoas empenhadas em todo o mundo. Desafios globais, como as crises do clima e da biodiversidade, afetam-nos a todos. Como tal, a cooperação internacional não é uma opção, é uma necessidade. Este Tratado incorpo-
ra esperança, determinação e um compromisso partilhado por um futuro mais promissor para o oceano e para o nosso planeta”, afirmou Rena Lee, Embaixadora de Singapura para Assuntos de Direito Internacional dos Oceanos e Direito do Mar, e enviada especial do Ministro das Relações Exteriores, que atuou como Presidente das negociações do Tratado e foi fundamental para orientar os Estados para a sua adoção bem-sucedida em 2023.
Com a sua entrada em vigor, o Tratado passa agora a disponibilizar os instrumentos necessários para a criação de áreas marinhas protegidas (AMP) em Alto Mar: a definição clara das obrigações necessárias para assegurar a utilização sustentável dos recursos oceânicos; a priorização do reforço da capacitação e do acesso à tecnologia e às ferramentas; bem como o estabelecimento de meca-

nismos que garantam uma partilha justa dos benefícios.
Este passo será determinante para alcançar os objetivos globais em matéria de biodiversidade e clima, incluindo a meta de proteger 30% do oceano até 2030.
Após duas décadas de de-
Barbatanas de tubarão a secar ao Sol
bates e negociações, o texto do Tratado foi finalizado em março de 2023. Para a sua entrada em vigor eram necessárias 60 ratificações - um marco alcançado a 19 de setembro de 2025. Mais de 120 dias depois, o Tratado torna-se oficialmente direito internacional,
estando prevista a realização da sua primeira Conferência das Partes (CoP), órgão decisório do Tratado, no prazo de um ano.
“O Alto Mar está repleto de vida, desde o minúsculo plâncton até às grandes baleias que dele dependem.





Estamos apenas a começar a compreender a importância deste vasto e interligado sistema para a saúde de todo o planeta. Quer se trate de montes submarinos, planícies e fossas abissais, águas polares geladas ou das grandes rotas oceânicas percorridas por espécies migratórias, o Alto Mar é tão vital quanto imenso. Com a entrada em vigor do Tratado do Alto Mar, dispomos finalmente das ferramentas para salvaguardar esta parte extraordinária do nosso planeta. Protegê-la é, de facto, proteger o nosso futuro”, afirmou Rebecca Hubbard, Diretora da High Seas Alliance.
A partir de agora, aplicamse várias obrigações jurídicas. Embora algumas dependam da criação das instituições e mecanismos do Tratado, existem já medidas concretas desde o primeiro dia, incluindo a exigência de que qualquer atividade planeada



sob a responsabilidade de uma Parte, suscetível de afetar o Alto Mar ou o fundo marinho, cumpra os processos de avaliação de impacte ambiental previstos no Tratado, devendo os governos notificar publicamente essas atividades. Os países signatários que já ratificaram devem ainda promover os objetivos do Tratado quando participam noutros organismos, como


os que regulam o transporte marítimo, as pescas e a mineração dos fundos marinhos.
Em última análise, o verdadeiro poder do Tratado dependerá da forma como for implementado e cumprido coletivamente nos próximos anos. Uma adesão mais ampla aumentará o seu impacto. Com 81 estados já a bordo, o impulso continua a crescer, sendo encorajados mais países a aderir antes da CoP1. Paralelamente, a arquitetura institucional do Tratado, os seus órgãos e processos de decisão, está atualmente a ser definida no âmbito da Comissão Preparatória das Nações Unidas (na sua sigla em inglês, PrepCom), que deverá apresentar propostas sólidas para adoção na CoP1, de modo a permitir que o Tratado entre em funcionamento o mais rapidamente possível. Os países são igualmente incentivados a começar a identificar áreas importantes do Alto Mar que necessitam de
proteção, para que propostas possam ser apresentadas em futuras CoPs.
“Na segunda metade desta década crítica, uma das iniciativas para o oceano mais ambiciosas do mundo está a entrar numa nova era de mudança sistémica. Estamos a entrar num novo capítulo para a governança dos oceanos - um compromisso com o oceano, com a vida selvagem, com os milhões de pessoas que dependem da sua saúde e com os objetivos globais que estabelecemos para 2030. O Tratado do Alto Mar mostrou-nos que as jornadas mais ambiciosas são melhor percorridas em conjunto, o progresso significativo é alcançado através da visão, perseverança, coragem e liderança. Com a chegada de um novo ano, o Prémio Earthshot está empenhado em apoiar este tratado histórico e garantir que ele vá além das palavras e se traduza numa salvaguarda prática e aplicável do nosso extraordinário planeta azul”, afirmou Jason Knauf, CEO do Prémio Earthshot.
Portugal ratificou o Tratado em maio de 2025, integrando o grupo dos primeiros 60 países cuja ratificação permitiu a entrada em vigor do Acordo, e faz hoje parte do grupo Ocean Pioneers, composto por 15 países comprometidos em liderar, de forma ambiciosa e cooperativa, a implementação do Tratado do Alto Mar. “A entrada em vigor deste acordo constitui uma oportunidade ímpar para promover a coerência entre políticas e decisões nos diferentes fóruns internacionais, tendo em conta que os mesmos países que ratificaram o BBNJ participam também nos organismos responsáveis pela gestão de atividades como as pescas,

criando condições para assegurar que essas decisões são alinhadas e contribuem para objetivos comuns de proteção da biodiversidade e de utilização sustentável do oceano” conclui Catarina Abril, Técnica de Pescas e Clima da Sciaena.
Notas - Desde a sua fundação em 2011, a High Seas Alliance, que reúne mais de 70 organizações não-governamentais, tem trabalhado para a proteção dos 50% do planeta que constituem o Alto Mar, o oceano global para além da juris-
dição nacional. Esta área inclui alguns dos ecossistemas mais importantes do ponto de vista biológico, menos protegidos e mais gravemente ameaçados do mundo. - O estado oficial das assinaturas e ratificações pode ser consultado no website da



ONU e no rastreador de ratificações da High Seas Alliance. Nota: o número apresentado no rastreador da High Seas Alliance reflete apenas as ratificações que contam para a entrada em vigor e não inclui a ratificação da União Europeia, diferindo assim do total
apresentado pela ONU.
- A High Seas Alliance (HSA) utiliza por vezes a expressão “Acordo BBNJ” como forma abreviada para se referir ao Tratado de Alto Mar. A HSA reconhece que o âmbito do Acordo BBNJ abrange todas as áreas além da jurisdição


nacional, incluindo o fundo marinho e a coluna de água. Esta opção terminológica visa facilitar a compreensão por parte de públicos mais amplos e não implica qualquer priorização entre os diferentes componentes ou princípios do Acordo BBNJ.
- Em novembro de 2025, o
Tratado do Alto Mar foi anunciado como vencedor do prestigiado Prémio Earthshot na categoria «Revitalizar os nossos oceanos», reconhecendo os esforços de décadas para implementar um quadro jurídico inovador para proteger a biodiversidade marinha em águas.


Notícias Yamaha

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Cruise 3.0 (48 V)
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ATorqeedo revelou uma nova geração de soluções de propulsão elétrica e componentes inteligentes, reforçando a sua liderança global em eletrificação marítima. Os destaques incluem os motores
Cruise3.0 (48 V) e Cruise 6.0 (48 V), o compacto Travel XS e os componentes Deep Blue G3N de última geração, projetados para oferecer maior eficiência, conectividade e sustentabilidade.
Cruise 3.0 (48 V) e Cruise 6.0 (48 V) Uma nova era de compatibilidade e conectividade. Os motores Cruise evolu-
íram para uma plataforma padronizada de 48 V, tornando-os compatíveis com uma gama mais ampla de baterias, incluindo a Power 48-5000. As principais melhorias incluem:
Destaques do Cruise 3.0 | 6.0:
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- Design moderno alinhado com a estética da família Travel.
- Leme dobrável com ecrã de alta resolução.
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Pack Travel XS & Travel Smart Mais compacto, mais acessível.
A gama Travel expandiuse com o novo Travel XS, um motor de 700 W concebido para pequenas embarcações auxiliares e leves. Mantém a portabilidade e simplicidade da gama, agora a um preço mais acessível.
Destaques do Travel XS:
- Potência de 700 W. - Leve, portátil e fácil de transportar.
- Solução ideal para utilizadores que procuram con-






veniência e navegação elétrica simples.
O Travel Smart Package combina o novo motor com a Travel Battery XS (648 Wh), oferecendo uma solução prática e pronta a usar.
Deep Blue G3N Componentes inteligentes para sistemas de alta potência.
A Torqeedo também apresenta uma nova geração de componentes de sistema para aplicações de maior potência. A nova Unidade de Controlo Inteligente (ICU) e a Unidade de Distribuição de Energia (PDU) expandem o portfólio Deep Blue, permitindo um controlo avançado e eficiente de sistemas a 400 V ou 800 V, com capacidades até 400 kW.
Com design plug-and-play, estes componentes garantem:
- Instalação rápida e segura.
- Escalabilidade para frotas, OEMs e operadores comerciais.
- Fácil integração com outras soluções Torqeedo.
Um passo firme em direção a uma navegação mais sustentável
Com esta nova geração de produtos, a Torqeedo reforça o seu compromisso com a eficiência energética, a inovação tecnológica e a sustentabilidade, apoiada pela integração estratégica com o Yamaha Motor Group.


A Lisnave, Setúbal e antiga Silopor estreiam o plano de 15 concessões portuárias, pois o Governo vai avançar em 2026 com as primeiras três concessões portuárias, de um total de 15 que pretende lançar até 2035 e que espera que configurem também um investimento privado de mais de 3 mil milhões de euros e um investimento público de mil milhões de euros.


O Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz
OMinistro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, revela que o Executivo vai concretizar em 2026 a concessão de um segundo terminal em Setúbal, abrir um concurso para os estaleiros da Mitrena e avançar com a privatização da Silotagus (antiga Silopor). Durante uma intervenção na CNN Summit, realizada em Ílhavo de Aveiro, Miguel Pinto Luz sublinhou ainda que estas concessões vão ser de 75 anos, o que confere “mais previsibilidade a estes investimentos de grande montante”

O plano Portos 5+, anunciado em julho, prevê um investimento de cerca mil milhões de euros nas estruturas portuárias e o lançamento de 15 concessões portuárias até 2035.
Governo quer lançar mais 15 concessões portuárias até 2035. 75% do investimento virá dos privados.
Os portos comerciais do continente, para a próxima década prevê investimento total de 4.000 milhões de euros, atingindo 125 milhões de toneladas de carga e três milhões de passageiros.
O investimento nos portos portugueses rondará os 4.000 milhões de euros nos próximos dez anos. A maioria do valor previsto (75% ou 3.000 milhões de euros) virá dos privados através de mais concessões, segundo a estratégia para o setor portuário que foi apresentada.
Prazo das concessões portuárias alargado de 30 para 75 anos
O Governo pretende acelerar o crescimento das estruturas portuárias através do investimento das empresas e estima lançar 15 novas concessões até 2035, conforme consta na estratégia designada por “Porto 5+”. Como








a lei mudou no final do ano passado, passando a permitir que os contratos de concessão tenham agora no máximo 75 anos, em vez dos anteriores 30, esta alteração é vista como uma oportunidade de atrair concessionárias. Além do aumento das concessões, o plano é que haja mais movimentação de cargas nos principais portos comerciais do continente: atingir cerca de 125 milhões de toneladas, o que representaria uma subida de 50% em relação a 2023; os 6,5 milhões de TEU (Twenty-foot Equivalent Unit, unidade equivalente a 20 pés), isto é, mais 70%; e aproximadamente 3 milhões de passageiros (+30%).
“Um país de mar, um país que nasce e descobre o mundo, tem de colocar na prioridade máxima das suas políticas e infraestruturas os portos”, referiu o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, no âmbito da apresentação da Estratégia para os Portos Comerciais do Continente 2025-2035, em Lisboa.

Notícias do Politécnico

A Smart Ocean e Ocean 14 Capital celebraram um acordo para impulsionar o investimento sustentável na economia azul em áreas estratégicas como aquacultura, pescas, biotecnologia marinha inovação tecnológica.
AAssociação para a Promoção e Desenvolvimento do Parque de Ciência e Tecnologia do Mar de Peniche Parque de Ciência e Tecnologia do Mar de Peniche, o (APDPCTMP) Smart Ocean e a Ocean 14
Capital, fundo de investimento sediado em Londres e especializado em soluções oceânicas sustentáveis, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) que estabelece as bases para uma colaboração estratégica no
âmbito da economia azul em Portugal.
O acordo tem como objetivo promover novas oportunidades de cooperação, investimento e inovação sustentável, conectando o ecossistema científico e tecnológico do


Instalações em Peniche
Smart Ocean Peniche à experiência internacional da Ocean 14 Capital no financiamento de soluções transformadoras relacionadas com o oceano. No âmbito do Memorando está previsto o desenvolvimento conjunto de iniciativas e projetos que apoiem o crescimento sustentável da economia azul, com foco em áreas estratégicas como aquacultura, pescas, biotecnologia marinha e inovação tecnológica.
“Esta parceria representa um passo decisivo na consolidação de Peniche como polo de inovação e investimento azul, ligando o conhecimento científico e tecnológico a mecanismos internacionais de financiamento”, afirma Sérgio Leandro, coordenador científico do Smart Ocean e diretor da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Politécnico de Leiria, salientando que “trabalhar com a Ocean 14 Capital reforça a ambição de transformar o Smart Ocean num verdadeiro living lab para a tran-

sição sustentável dos oceanos”.


Para Filipe Sales, presidente da Câmara Municipal de Peniche, a colaboração entre o Hub Azul de Peniche - Smart Ocean e a Ocean 14 Capital “É um forte sinal de confiança no potencial do nosso território e nas “constitui uma oportunidade única, não apenas para Peniche, mas para toda a região Oeste, reforçando a nossa liderança na economia azul e criando condições reais para investimento sustentável, criação de emprego e transferência de conhecimento”. pessoas e instituições empenhadas em construir um futuro mais sustentável para os oceanos”, acrescenta. Aquacultura




Por sua vez, Francisco Saraiva Gomes, chief investment officer e sócio-fundador da Ocean 14 Capital, afirma estar “entusiasmado com esta parceria com o Smart Ocean e com o desenvolvimento
de um Cluster Azul de elevado potencial em Portugal”. “Concentrar as capacidades locais é fundamental para acelerar a transição para modelos de negócio sustentáveis na economia
azul. Juntos podemos fazer mais, sendo que esta parceria permitirá ampliar o nosso alcance e impacto. O Smart Ocean tornar-se-á, sem dúvida, um cluster azul de sucesso, ao reunir inovação,

Aquacultura
indústria, ciência e finanças numa mesma geografia com massa crítica suficiente.” Integrado na Rede Nacional de Hubs Azuis, criada ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o Smart Ocean Peniche reforça assim a sua posição como catalisador de inovação, investimento e sustentabilidade, promovendo a convergência entre ciência, empresas e sociedade.
Sediado em Peniche e coordenado pela APDPCTMP, o Hub Azul de Peniche – Smart Ocean atua como uma plataforma de interface, incubação e aceleração de soluções inovadoras para a economia azul, sendo a entidade gestora do polo de Peniche da Rede Nacional Hub Azul. Tem como sócios fundadores o Instituto Politécnico de Leiria, o Município de Peniche, a DOCAPESCA – Portos e Lotas, S.A., e a Biocant, e como sócios efetivos a NERLEI CCI – Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria, a Associação para o Desenvolvimento de Peniche, a Associação Empresarial da Região Oeste e a Ocean 14 Capital.
Já a Ocean 14 Capital é internacionalmente reconhecida por investir em empresas e projetos que impulsionam a transição sustentável dos oceanos, alinhada com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 das Nações Unidas (Vida Subaquática) e a Estratégia Europeia para uma Economia Azul Sustentável.




Noticias dos Porto da Madeira

A Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM, SA), tutelada pela Secretaria Regional da Economia, vai avançar até ao com a instalação dos primeiros equipamentos que permitirão carregar em posto autónomo as viaturas elétricas, incluindo uma empilhadora, que estão ao serviço da empresa.


Oequipamento será instalado junto ao posto de transformação que alimenta toda a Pontinha, incluindo a Gare Marítima da Madeira, através de um sistema autónomo de energia composto por painéis solares, bateria própria de armazenamento e ligação resiliente à rede da Empresa de Eletricidade da Madeira. Este sistema vai permitir que as viaturas elétricas da APRAM passem a ser carregadas com energia 100% verde, proveniente de fontes renováveis, reduzindo de forma significativa a pegada ambiental da operação portuária.

A implementação deste posto de abastecimento, integra a segunda fase do projeto de investigação internacional SHIFT to Direct Current (SHIFT2DC), que os Portos da Madeira estão integrados juntamente com 30 parceiros de 12 países europeus. A primeira, iniciada em setembro do ano passado, preocupouse com aspetos ligados ao planeamento e monitorização da rede elétrica. Os dados recolhidos sobre consumos e qualidade da energia, com e sem navios no porto, vão agora ser utilizados para criar um Digital Twin do Porto do Funchal, que permitirá acompanhar em tempo real os fluxos de potência e energia, além de simular cenários futuros ao nível das necessidades energéticas.
“Este projecto académico traduz o nosso compro-
misso ambiental, ao garantir que os Portos da Madeira C avançam de forma sustentada para soluções de energia mais limpas e inovadoras”, entende a presidente da APRAM, Paula Cabaço, acrescentando: “É fundamental passar da teoria para o terreno e implementar sistemas que façam realmente a diferença.”
Além de permitir ganhos energéticos, ao monitorizar consumos, a Digital Twin vai contribuir para simular o impacto da instalação de novos equipamentos e sistemas, incluindo um futuro sistema de Onshore Power Supply (OPS), para o fornecimento de energia elétrica a navios em porto, que, de acordo com estudos preliminares, poderá representar um ponto de ligação à rede elétrica de cerca de 30 MegaWatts.
“Vai criar as condições para o desenvolvimento de uma futura comunidade energética, centrada no Porto do Funchal, baseada exclusivamente em fontes de energia renovável”, adianta

De forma sustentada para soluções de energia mais limpas
Paula Cabaço, destacando “a dedicação e competência da equipa técnica da APRAM na área do ambiente e da
sustentabilidade, que tem sido determinante para colocar em prática projetos que reforçam a eficiência

Este projecto académico traduz o nosso compromisso ambiental



de infraestruturas de energia mais inteligentes, eficientes e sustentáveis

energética, a digitalização e a sustentabilidade da infraestrutura portuária”. SHIFT2DC, que recebeu um financiamento superior a 11 milhões de euros, no âmbito do Programa Horizonte Europa, tem como grande objetivo a criação de infraestruturas de energia mais inteligentes, eficientes e sustentáveis, através de soluções de corrente contínua (CC). Este projeto, liderado pelo INESCID (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento), pretende promover alternativas de energia económicas e sustentáveis, realizando análises detalhadas para assegurar a viabilidade, custo-benefício, ciclo de vida e impacto ambiental.
É fundamental passar da teoria para o terreno e implementar sistemas que façam a diferença

O Porto do Funchal é um dos quatro locais escolhidos, e o único em Portugal, para, em parceria com a Empresa de Eletricidade da Madeira, testar em cenário real as soluções de CC de média e baixa tensão, estando os outros demonstradores na Alemanha (Datacenter e Indústria) e em França (Edifícios).

Pesca Lúdica Embarcada
É estranho falar de orientação na Amazónia. Conforme vos disse anteriormente este estado tem uma área de cerca de 1550 milhões de quilómetros quadrados. Um absurdo de grande!

Para um português isso é algo inimaginável, destituído de sentido, somos tão pequenos que não conseguimos percepcionar essa grandeza.
Os rios são aparentemente todos iguais, a mata é toda igual, o mesmo tipo de vegetação, e como se não bastasse,

É fácil perceber que a única via é mesmo a navegação, ainda que seja feita em cima de um tronco...
é tudo absolutamente labiríntico.
No meio disso os guias, sempre gente da região, penetram pelos canais e acabam sempre por encontrar uma saída.
Impera um critério válido para toda a gente: no caso de alguém se perder, nunca en-
trar na mata! Aí, a morte é certa e rápida.
Vejam o aspecto dos rios, (linhas de água, corredores...) onde se pesca. Aparentemente é um labirinto infinito, embora para os experientes guias não seja assim: Tudo menos entrar na mata!
As onças, as cobras anacondas, os jacarés, as piranhas, as cobras sucuris, toda essa gente trata de quem é suficientemente crente em Deus.
A solução passa por encontrar alguns troncos, atar com raízes e ervas e deixarse ir na corrente.
Ao fim de alguns dias a improvisada jangada irá ter de passar junto de algum povoado a sul. Pode beber-se água do rio Negro, a disenteria é certa mas quando a questão é sobreviver ou não, isso é o que menos importa.
É perfeitamente possível aguentar alguns dias sem comer, mas não sem ingerir líquidos. Pois seja, o que não falta é água...meio ácida.
A cor da água é de um castanho estranho, o que nem é mau de todo: a propagação de mosquitos é dessa forma meio inibida, embora em termos de insectos a conversa seja outra. Irei falar-vos disso num dos próximos números.
A quantidade de pescadores que se cruzam nos barcos de pesca é excessiva, e estas pessoas chegam para o mesmo: lançar amostras.
No fim, e para piorar tudo, nas cidades mais próximas
Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com

proliferam as casas de pesca que se especializaram na venda de produtos de pesca
Como se ultrapassam os troços menos bons?
destinados a esta espécie. Nada ajuda.
Os guias de pesca fazem
o que podem, levam as centenas de pescadores aos locais onde alguém já pescou



As paisagens são de cortar a respiração. Vou apresentar-vos muitas mais até ao fim desta série



um peixe bom. Conhecem os labirintos das matas como ninguém, mas não fazem milagres, os locais que julgamos virgens foram pescados…ontem.
Resultado final: peixes que se esquivam, que se refugiam nos matagais onde uma amostra não entra.
Assim, por cada peixe capturado são feitos centenas de lançamentos, num esforço físico desumano.
O corpo estala, revolta-se, protesta com as poucas forças que lhe restam mas a alternativa é não pescar, e por isso continua a ir e a lançar amostras.
Lançamos até à exaustão. Um dos meus colegas estimou uma média de 1500 lançamentos de amostra por dia. No filme Casablanca, Humphrey Bogart imortalizou uma frase: “Play it again, Sam…”. É um clássico do cinema porventura ainda mais conhecido que o cruzar de pernas da Sharon Stone no filme “Instinto fatal”.
Pedir ao pianista para tocar de novo a mesma música é algo que nós pescadores fazemos muito: pescamos um peixe e lançamos de novo. Queremos viver uma vez mais a experiência de ferrar outro, lutar, voltar a recolher linha, ter de novo uma luta boa. E lançar de novo.
Haja peixe, por pouco que seja.

Pesca Lúdica Embarcada
Acordar às cinco da manhã para estar a lançar ao raiar do dia. E fazer isso até à noite.


A primeira uma hélice, a segunda uma oferta de um amigo, o Adriano, que a fez à mão, em jacarandá da Baía, uma madeira rara

Apele das mãos salta, os ombros queixam-se dos maus tratos, as costas suplicam uma pausa e reclamam clemência. Mas não a têm…
Se é a música que nos faz dançar é o peixe que nos torna pescadores. Quando não o temos…tudo se complica, o desânimo instala-se. Há que ser muito resiliente para aguentar lançar milhares de vezes sem um único toque... Em rigor, qualquer um dos lançamentos feitos poderia dar um peixe, os sítios são incríveis de qualidade. Todos eles. E esse é um problema sério: quando não há um padrão, quando qualquer lugar pode esconder um peixe, de-
sesperamos a tentar imaginar onde possa estar um deles. Nestes oito dias de pesca, acredito que o único sítio onde não fomos procurar peixe foi debaixo do sovaco de Jesus Cristo.
As mais famosas amostras são artefactos equipados com um hélice traseiro, e há alguém que dedicou a sua vida a produzir as melhores de todas: Nelson Nakamura. De ascendência japonesa, beneficia da aptidão do seu povo para produzir equipamento de pesca e apresenta um engenho que, mediante a recolha da amostra, faz explodir a superfície da água em espuma, barulho e salpicos.
O suficiente para desafiar um peixe que faz da velocidade e força o seu principal argumento.
Pesquei com amostras muito mais pequenas e leves que o corrente. E na verdade fiz sempre tantos ou mais peixes que aqueles que utilizaram amostras pesadas, (torpedos com 40 ou mesmo 50 gramas!) Pelos vistos fui dos primeiros a lançar amostras miniatura para aqueles monstros...um pouco como lançar amostras dietéticas, sem glúten, sem açúcar e sem lactose...
Para mim, os 18 gramas foram o limite e com isso pesquei de forma muito mais confortável.
Houve gente a pôr muita pomada anti-inflamatória nos ombros e braços....
É meu entendimento que quando o peixe está muito massacrado por artificiais, baixar o tamanho e o peso
Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com

daquilo que se lança, retirar o ruído do rattling, as palas vibratórias, etc, só pode resultar melhor.
Passei a ter toques onde outros nada fizeram. Aquilo que pode interferir com a disponibilidade de sto-
cks dos tucunarés passa muito além da pesca à linha ou de eventual sobrepesca que possam sofrer. Uma “bicuda” de água doce



Nunca saberemos se não estão lá, se não os há mesmo, ou se estão mas não picam por estarem massacrados por tanta amostra que cai à sua volta. Mas o que os mata não são os artificiais que lhes lançamos.
Causas naturais como a evolução dos níveis de água, essas sim, matam de forma
impiedosa estes nobres peixes.
As ninhadas que sobrevivem reportam-se a casais de progenitores velhos, maduros, com experiência de vida suficiente para perceberem o momento certo de abandonar a segurança dos mangais. Saber sair a tempo. Não será uma decisão fá-
cil…
Se por um lado sair é expor a “família” a perigos vários, a milhões de piranhas e muitos outros peixes que comem os alevins, a pescadores, que pescam os pais e deixam ao abandono as crias, também ficar no ninho é poder perder o tempo de conseguir uma saída com água suficiente.


Em poucos dias o nível das águas pode baixar um ou dois metros. Posturas mais tardias ou feitas em pontos mais altos irão irremediavelmente morrer, secas ao sol. Para os que ficam dentro das lagoas, a baixa oxigenação das águas também os mata. A médio prazo o calor, a eutrofização da água e a falta de alimento serão suficientes para isso.
E dessa forma perdem-se muitos peixes...
Os golfinhos de água doce, os botos, têm um comportamento estranho se vistos à luz daquilo que são os nossos golfinhos de mar.
São ariscos, escondem-se, fazem apneias de largos minutos para que não saibamos onde estão. É possível vê-los mas impossível prever onde vão sair a seguir.
Segundo os locais exalam um cheiro intenso a peixe, bastante desagradável. Cheiram …mal.
Por isso não são comidos pelos locais. Escapa-me por isso a razão de terem um comportamento tão arisco, tão reservado.
Vamos continuar a pescar nos próximos números do jornal.

Notícias Nautel

A Nautel apresenta o novo suporte para o MegaLive 2.0, o sonar em tempo real da Humminbird, agora com opção para fácil montagem à popa.


Em 2024 a Humminbird lançou a segunda geração de mais um arrojado produto, que tem gerado sucesso na pesca desportiva. Trata-se do MegaLive2.
Esta nova tecnologia de sonar oferece a clareza e os detalhes do MEGA Imaging tradicional da Humminbird, mas com imagens em movimento, permitindo que os pescadores vejam a estrutura do fundo e os peixes, tudo em tempo real.
É até possível observar os peixes enquanto se movem

para morder o isco. Alcance máximo: 50m (depende do alvo).
Suporte do eixo do transdutor redesenhado
O suporte do eixo do transdutor, redesenhado, oferece mais estabilidade e precisão. O ângulo ajustável do transdutor pode ser regulado em incrementos de 7,5 graus, em comparação com os ajustes anteriores de 10 graus, permitindo um controlo mais preciso e uma personalização melhorada para o seu estilo de pesca.
O suporte apresenta também anotações claras para cada modo de visualização, o que proporciona aos pescadores um ponto de partida claro para cada modo.
O suporte de popa MEGALive2 amplia a versatilidade do MEGALive2, permitindo aos pescadores instalar o transdutor na parte traseira da embarcação, como os tradicionais sonares de popa 2D, Down Imaging e Side Imaging. É ideal para embarcações de pesca multiespécies e com consola central, e suporta uma vasta gama de estilos de pesca, incluindo a pesca ao corrico, a pesca vertical e a pesca de fundo.

A estrutura deste transdutor especial foi inicialmente concebida para acoplamento nas hastes de determinados motores de proa Minnkota, ou então para uso com um bastão de aplicação lateral à embarcação.
Com o novo kit de fixação no painel de popa, o MegaLive2 pode agora beneficiar os

barcos de pesca desportiva de mar, onde o utilizador não queira o bastão lateral (menos natural o seu uso), onde não exista motor de proa compatível ou que exista, mas que com ele não pesquem, e que assim lhe permita ter sempre o MegaLive2 em prontidão, seja qual for a circunstância, tal como qualquer convencio-
nal transdutor de painel de popa.
Ideal para uso em posição fixa, ou marcha lenta, numa embarcação com motor fora de borda.
Fica a ser um ótimo complemento para o sonar de varrimento lateral/vertical, já normal nos produtos Humminbird.



MEGALive2
O Humminbird MEGA Live 2 foi concebido para oferecer maior clareza e precisão, o MEGA Live 2 é uma ferramenta essencial tanto para pescadores experientes como para aqueles que procuram divertir-se ainda mais na água. Oferece uma localização de peixe em tempo real, um seguimento de isco melhorado,
maior alcance frontal e uma série de características avançadas para garantir um dia de pesca bem-sucedido.
Clareza melhorada, separação de alvos, filtragem de ruído e seguimento de isco. Com maior nitidez, os pescadores conseguem distinguir facilmente os peixes do ambiente envolvente. Os peixes individuais aparecem nítidos
no ecrã, facilitando o rastreio de movimentos, a contagem e a análise de comportamentos. Além disso, o sonar destacase ao mostrar onde o isco cai na água, rastreando-o e observando como os peixes reagem em tempo real.
Alcance frontal estendido Com uma visibilidade superior a 36 metros, o MEGA Live 2 permite localizar peixes, estruturas e iscos a distâncias maiores do que nunca. Esta característica é essen-
cial para lançamentos mais longos em direção a peixes ariscos ou a estruturas como ramos submersos.
Estabilidade de Imagem Melhorada Graças a um suporte de transdutor mais robusto e a características de sonar refinadas, a estabilidade da imagem foi significativamente melhorada. Terá uma visão mais nítida e consistente ao pescar em águas agitadas ou calmas.


Melhorias na Interface do Usuário
A interface simplificada do MEGA Live 2 torna os ajustes rápidos e intuitivos, resultando numa experiência muito amigável para o utilizador.
Alvos de toque no painel: Modifique facilmente a sensibilidade, o alcance e outras definições com controlos de toque simples. Isto garante que pode ajustar as definições com precisão sem interromper a sua pescaria.
Definições simplificadas da barra lateral: Aceda a funções utilizadas com frequência diretamente a partir da barra lateral ou explore as definições avançadas quando necessário.

MEGALive2
Imaging
As visualizações do sonar MEGALive2 Imaging são fornecidas através de um equipamento Humminbird compatível, como os da a nova série HUMMINBIRD Xplore.
Existem quatro possibilidades de visualização e funcionamento deste sonar de imagens em tempo real.
Para baixo: verem-se imagens detalhadas da estrutura e dos peixes a nadar abaixo do barco.
Para trás: fazer pesquisa à distância para localizar e ver obstáculos e o isco a vários metros do barco.
Modo Paisagem: Visão ampla para recolher informação em redor do barco em águas pouco profundas.
Águas Abertas: Para ser utilizado na pesca pelágica, este modo centra-se na localização de peixes entre duas águas.
É a solução ótima para “Jigging” vertical, “Drifting” e “Scouting”.
O MEGA Live 2 é compatível com todos os modelos Humminbird Xplore , SOLIX G3 e APEX. Para obter o máximo desempenho, certifiquese de que o seu modelo está a executar a versão mais recente do software.






No contexto dos desafios globais que Portugal e o mundo enfrentam nesta década, a Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 (ENM 2021-2030) define dez Objetivos Estratégicos (OE) que visam promover uma relação mais sustentável com o Mar, alinhados com a Agenda 2030 das Nações Unidas e o Pacto Ecológico Europeu.
Este relatório de monitorização foca-se exclusivamente no Objetivo Estratégico 2 (OE2), cujo propósito é “Fomentar o Emprego e a Economia Azul Circular e Sustentável”.
O OE2 é fundamental para
o crescimento da economia azul, um setor estratégico para Portugal, dada a sua localização geográfica e a vasta extensão costeira. A economia azul abrange uma variedade de setores ligados ao Oceano, como a pesca, o turismo cos-


teiro, a biotecnologia marinha e as energias renováveis oceânicas. O desenvolvimento sustentável desta economia representa uma oportunidade crucial para gerar emprego qualificado, promover o desenvolvimento das comunidades costeiras e reforçar a posição de Portugal como líder global na economia marítima.
Este objetivo está profundamente enraizado nos princípios da economia circular e da sustentabilidade. A criação de uma economia azul circular e inclusiva implica a adoção de práticas que minimizem o impacto ambiental, promovam a reutilização de recursos e garantam uma distribuição justa do valor gerado ao longo da cadeia produtiva. Além disso, pretende-se fomentar a inovação, a transferência de
tecnologia e o fortalecimento da governança marítima, ao mesmo tempo que se aumenta a competitividade dos setores marítimos.
A implementação do OE2 é monitorizada através de metas estabelecidas para 2030, baseadas em dados de 2020, que permitem medir o progresso das ações e garantir a evolução da economia azul em linha com os princípios da sustentabilidade e da prosperidade económica. Este relatório utiliza indicadores relevantes para oferecer uma visão abrangente da evolução do OE2, identificando as principais conquistas, desafios e oportunidades para o futuro. O sucesso deste objetivo depende da capacidade de gerar emprego qualificado, atrair novas gerações para setores
tradicionais, como a pesca, e promover o desenvolvimento de infraestruturas portuárias, assegurando a valorização das economias locais.
Os Relatórios da Economia do Mar
No âmbito da sua missão, a Direção-Geral de Política do Mar (DGPM) elabora relatórios anuais sobre a Economia do Mar em Portugal no contexto da monitorização da Estratégia Nacional para o Mar 20212030 (ENM 2021-2030) e da avaliação contínua dos instrumentos de ordenamento do espaço marítimo nacional, procurando, assim, acompanhar a evolução de um conjunto de indicadores relevantes, de natureza económica, social e ambiental que possam apoiar a Comissão Interministerial dos Assuntos do Mar (CIAM) e disponibilizar informação às restantes partes interessadas. O presente relatório pretende apresentar os principais resultados do Objetivo Estratégico 2 - Emprego e Economia Azul Circular e Sustentável (OE 2), nesse âmbito começa por apresentar o enquadramento socioeconómico nacional, seguido da monitorização dos indicadores. Adicionalmente, são identificadas as metas da ENM 2021-2030, as principais conclusões e as respetivas notas metodológicas. Pretende-se dar dados obtidos a partir do Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE), Instituto Nacional de Estatística (INE) perspetiva da situação atual e da sua evolução ao longo dos últimos anos. A Economia do Mar representava, em 2018, cerca de 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e 4% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) do total nacional. Por sua vez, estes dois indicadores registaram, entre os anos 2016 e 2018 (anos de análise da Conta Satélite do Mar – INE), um crescimento
médio anual de 3,1% e 4,0% para o PIB e VAB, respetivamente, o que contrasta com os 4,9% do PIB e os 4,7% do VAB do total da economia nacional. A análise da dinâmica empresarial no contexto da Economia do Mar, de acordo com o Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE), revela um crescimento expressivo no número de empresas entre 2010 e 2019. Contudo, em 2020, o impacto adverso da pandemia de Covid-19 resultou numa contração de aproximadamente 9,3% no número de empresas, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse ano foi marcado por um declínio ainda mais acentuado na atividade produtiva, com o VAB a registar uma queda de 53,3% e o Volume de Negócios (VN) a diminuir cerca de 32,9% em relação a 2019. No que diz respeito ao emprego, embora se tenha verificado uma redução de cerca de 9,7% no pessoal ao serviço, relativamente a 2019, essa diminuição foi menos severa do que as quedas observadas no VAB e VN.
No ano de 2022, observase um incremento homólogo significativo tanto no número de empresas como no pessoal ao serviço, com aumentos de 13,6% e 14,7%, res-







petivamente. Paralelamente, assiste-se a uma robusta ascensão do VAB e do VN, com variações homólogas de 78% e 49%, respetivamente. Este fenómeno é atribuível ao regresso de uma fração considerável da economia à sua atividade normal, após a disrupção pandémica dos anos precedentes.
Esta recuperação não só ultrapassou os valores registados em 2019, como também estabeleceu novos máximos históricos na última década. De acordo com os últimos dados disponíveis, o setor do Turismo2 continua a ter o maior peso na economia do mar representando cerca de 81% do total. Estes valores resultam dos dados disponíveis para a CAE 55 (Alojamento) para os municípios com fronteira costeira. Este setor resulta da agregação das CAE 031 (Pesca), 032 (Aquicultura), 1020 (Preparação e conservação de empresas, 73% do pessoal ao serviço, 53% do VN e 72% do VAB, seguido do setor da pesca, aquicultura, transformação e comercialização dos seus produtos, com cerca de 17% do número de empresas, 22% do pessoal ao serviço, 33% do VN e 16% do VAB para o ano de 2022.
No que respeita ao comércio internacional de bens, observa-se que, ao longo do período entre 2010 e 2023, as trocas comerciais de Portugal com outros países apresentam dois períodos de contração, nomeadamente entre 2011 e 2013 e, novamente, em 2020. Estas retrações foram resultado de fatores globais, como a crise imobiliária e financeira, que tiveram um impacto particularmente acentuado em Portugal e mais recentemente, a crise pandémica.
Após a recuperação iniciada em 2014, só em 2017 se alcançaram valores superiores aos registados em 2010, com um crescimento médio anual

de cerca de 4,4% entre 2011 e 2019. Esta trajetória de recuperação foi temporariamente interrompida em 2020 devido à pandemia, mas foi retomada nos anos subsequentes, contribuindo para o crescimento contínuo do comércio internacional de bens até 2023. Em 2020, apesar da forte queda, os mercados reagiram melhor na retoma, que acelerou logo a partir de 2021. As trocas comerciais atingiram, em 2023, cerca de 4,2 mil milhões de euros para os bens da economia do Mar, correspondente a uma variação de 28,4% entre 2010 e 2023. Salienta-se que, em 2023, as trocas comerciais para o total dos bens da economia nacional atingiram cerca de 182,5 mil milhões de euros, correspondente a uma variação de 90% entre 2010 e 2023.
Em 2023 a Espanha continuou a ser, por uma larga margem, o país com o maior valor de trocas comerciais (1,8 mil milhões de euros), o que representa cerca de 45,5% das exportações e 41,8% das importações dos bens da economia do Mar. No entanto, a balança comercial com este país apresenta um saldo negativo de cerca de 409 milhões de euros. Em relação aos países pertencentes à UE-27, estes representam 77,3% das exportações e 73,6% das importações, 4 Esta agregação resulta da CAE 03. 5 Esta agregação resulta das CAE 1604 e 1605, enquanto os países pertencentes à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) representam 9,4% das exportações e 0,9% das importações.
Isto significa que, no total, estas agregações de países representam 86,7% das exportações e 74,5% das importações, havendo uma concentração elevadíssima de comércio internacional em 35 países, sendo que a Espanha representa mais de metade

dos valores referidos. No que respeita aos bens transacionados, os peixes, crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos são os bens mais transacionados, representando 2,2 mil milhões de euros de importações e 981 milhões de euros de exportações. Segue-se a indústria transformadora do pescado, com 289 milhões de euros de importações e 334 milhões de euros de exportações e,
em terceiro lugar, as embarcações, estruturas e plataformas flutuantes, rebocadores e dragas com valores de importações e exportações na ordem dos 56 e 154 milhões de euros, respetivamente (valores referentes a 2023).
O financiamento público da economia do Mar tem sido assegurado sobretudo através do Portugal 2020, tendo, até final de 2022, sido aprovadas 11.036 operações. Os
projetos apoiados envolvem um investimento total aprovado de 3,6 milhões de euros, investimento elegível de 2,8 milhões de euros e financiamento comunitário de 1,7 milhões de euros, situando-se a taxa média de comparticipação nos 60%. O Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE) destaca-se por assumir o maior peso no financiamento comunitário (31%).


Navegando nas minhas Memórias

Durante os trabalhos do Congresso do Tejo III, mas em boa verdade, quando se opta por elevar o patamar do conhecimento e da qualidade de um programa ou debate, passa-se a ter obrigações e complicações acrescidas.


Mas como surgiu um inesperado constrangimento à ultima da hora que lamentavelmente foi impeditivo da realização deste acontecimento naquelas datas, o que nos obriga a adiá-lo para meados de Fevereiro de 2018, porque como é sabido os meses de Dezembro e Janeiro não são propícios para organizar debates desta importância, mas como para nós o Tejo merece que o rigor e a verdade venham ao de cima, para um evento deste significado vamos sempre a tempo.
Como podem constatar a logo-marca deste Congresso do Tejo III só por si evidencia que este evento foi desenhado e preparado para navegar numa onda de mudança estando bem orientado para o futuro.
Como não é da nossa cultura ou desígnio, nem nunca foi, ter a veleidade de organizar algo que resulte apenas numa feira de vaidades para dar nas vistas ou para que conste, mas acabe por no fim de contas não resultar em nenhum benefício efectivo para o bem em causa, porque o

rio Tejo sempre nos mereceu o maior respeito e consideração, não abdicamos de levar as coisas até ao fim, custe o que custar.
Com efeito, pela qualidade do programa temático deste evento e do elevado conhecimento dos técnicos, cientistas e outros especialistas convidados para intervirem sobre as principais matérias substantivas a debater e a avaliar, este congresso está determinado a marcar a diferença, e a ser uma Pegada significativa no maior corredor fluvial do nosso país.
Se por um lado, o conceito e principal desígnio do referido programa que foi preparado com rigor, realismo e saber para serem avaliadas criteriosamente algumas situações preocupantes que têm causado vulnerabilidades e insuficiências ao Tejo português, que contribuem para incapacitá-lo como recurso natural importante que já foi, e a partir daí procurar encontrar as melhores soluções, bem como as formas, os modos e os meios mais adequados e eficazes para a sua implementação que conduzam à revitalização efectiva do bem em causa, voltando a dar-lhe força para continuar a criar vida, riqueza e para que também fique apto a melhorar a qualidade de vida das suas gentes. Por outro lado é seu desígnio também escutar e registar opiniões, sugestões e propostas para o melhor aproveitamento das valências que o nosso Tejo ainda possui, ambientais, paisagísticas, da biodiversidade, da navegabilidade, para além dos ricos patrimónios culturais, materiais e imateriais, para que ele possa ser uma

alavanca forte para o crescimento económico do país.
Não podemos ignorar que rio Tejo formou a sua bacia hidrográfica no espaço português que se estende desde a fronteira até ao oceano Atlântico e que abrange 1/3
do território de Portugal Continental, integrando as regiões desde a serra da Estrela e Beira Baixa, passando pelo Alto Alentejo, o Médio Tejo, a Lezíria do Tejo (Ribatejo), vindo a espraiar-se num grande Estuário, que se não for o
maior, será um dos maiores da Europa. Cada uma dessas regiões que ele atravessa possui características e atributos bem diferenciados, umas das outras como nenhum outro rio português possui, devido à





sar-se mais pelo seu Tejo, que é mais do que um Rio, porque ninguém ama ou protege o que desconhece.
“Cantado por Camões, Pessoa e tantos outros poetas, pintado por grandes pintores, presente em muitos romances como personagem e metáfora, inspirador de músicos, figurado em esculturas, o Tejo é para nós portugueses, uma referência constante na nossa história e na nossa cultura. Meio de comunicação entre os dois países da Península Ibérica, o Tejo ao mesmo tempo caracteriza e revela as diferenças. O Tajo de Toledo é, simultaneamente, o mesmo e muito diferente do Tejo de Vila Franca de Xira.
sua geografia e ao próprio clima que contribuem para criar uma pluralidade de paisagens, e gerar uma grande biodiversidade e culturas, usos e costumes fora do comum, o que determinou a classificação de inúmeros Parques, Reservas Naturais e Zonas de Protecção Protegida e também uma rica panóplia de ofertas turísticas que devem ser aproveitadas e potenciadas com carácter prioritário para que o Tejo seja a tal alavanca do crescimento económico do nosso país.
É motivo para que se reconheça que a preparação deste grande debate que está a ser feita desde os princípios de 2015, com as cinco conferências regionais já realizadas com êxito por esse rio acima, tem tido a importância relevante de conseguir que os portugueses tenham ouvido, lido e falado sobre o Tejo durante quase três anos, o que contribui, por certo, para que o país passe a interes-
Este rio é bem um símbolo do desafio moderno de harmonizarmos as necessidades do desenvolvimento económico e do aproveitamento das riquezas com a exigência de preservarmos o património natural para as gerações futuras.
A gestão da água é, como sabemos, uma questão capital no nosso tempo”
Jorge Sampaio, no exercício do cargo de Presidente da República Portuguesa.
O que o ex- Presidente da Republica disse há cerca de duas décadas, coincide com o que nós conhecemos do Tejo ao tempo, mas hoje o estado de salubridade do Rio, está muito diferente, lamentavelmente para pior.
É por isto que o grande debate do Congresso do Tejo III vai sempre a tempo, para avaliar situações e procurar encontrar soluções, com critério, realismo e verdade, consiga contribuir para que um Tejo como o descrito por Jorge Sampaio volte a correr no nosso território, para bem do país, dos portugueses e das gerações vindouras!

O Tejo a Pé - Monsanto 2026

Em Benfica, um excelente e seguro acesso direto ao Parque Florestal de Monsanto
Neste domingo solarengo, entre dias de chuva, voltámos a Monsanto, o privilégio de uma imperdível tradição do Tejo a pé que o Nuno Luz nos proporciona. O Nuno Luz é técnico no Parque Florestal de Monsanto e conhece o passado e presente desta floresta como ninguém
Ogrupo não excedeu os 30 caminheiros, o que torna a coisa bastante mais fácil, quando se anda e conversa.
Desta vez o ponto de encontro foi no conhecido Califa,

com acesso direto à floresta: que privilégio têm os lisboetas e todos os outros!
“Vamos seguir o caminho dos ventos, perceber o porquê da mancha verde, e apreciar a vista sobre malha
urbana”, disse-nos o Nuno. E assim foi, um encontro com a fantástica floresta de Monsanto, onde caminhar é escutar o tempo e devolver o corpo ao ritmo da Terra. A cada passo, a cidade fica para trás e a flo-
resta toma a palavra, abrindo um diálogo antigo entre quem anda e o lugar que acolhe. No Parque Florestal de Monsanto, o Tejo faz-se sentir mesmo quando não se vê: no ar mais leve, na luz que atravessa os

Caminhar na floresta é das melhores coisas que podemos fazer por nós. O que seria de Lisboa sem este plumão verde?
ramos, na pausa que o silêncio oferece. Caminhar aqui é regressar ao essencial, ao chão firme, ao pensamento claro. Monsanto não se atravessa, habita-se, devagar, de porta aberta para todos. No fim, pela hora de almoço, quem quis, petiscou e bebeu o que de muito bom havia,

Mais uma particularidade e a oportunidade para “partilhar saberes”

Em Monsanto sempre encontramos pormenores surpreendentes, cortiça virgem com cerca de 80 anos
mais um bom há.
Assim é o Tejo a pé; um grupo informal de amigos que se junta, desde há quase 20 anos, uma vez por mês, para
caminhar no campo, ou na cidade, cada vez mais um passeio tertuliante. Para participar basta enviar um email: cupeto@uevora.pt.

A diversidade da floresta e da paisagem é impressionante, em poucos passos tudo muda. É como o país

Notícias da Marinha

A zelar pela salvaguarda da vida humana no mar, 24 horas por dia, nos 365 dias do ano
A Marinha Portuguesa, através dos Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (MRCC), registou no ano de 2025, um total de 511 ações de busca e salvamento, em que foram salvas 589 pessoas.

Na área de responsabilidade do MRCC Lisboa foram coordenadas 318 ações de Busca e Salvamento, que resultou no salvamento de 433 pessoas. Na área de responsabilidade do MRCC Delgada foram coordenadas 135 ações de Busca e Salvamento, em que foram salvas 78 pessoas. E na área de responsabilidade do Subcentro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo do Funchal (MRSC Funchal) foram coordenadas 58 ações de Busca e salvamento, que resultou em 78 vidas salvas. Para o sucesso do sistema de busca e salvamento contribuem diferentes organizações e são empenhados meios de São meios de diversas entidades nomeadamente da Marinha empenhados na Busca e Salvamento

diversas entidades nomeadamente da Marinha, da Autoridade Marítima Nacional, da Força Aérea Portuguesa (FAP) e outras entidades pertencentes à Estrutura Auxiliar do Sistema Nacional de Busca e Salvamento, em especial o Instituto Nacional de Emergência Médica – Centro de Orientação de Doente Urgentes no mar (INEM CODUMAR), os Serviços Nacionais e Regionais de Proteção Civil e Bombeiros, as Administrações Marítimas e Portuárias, o Sistema de Controlo de Tráfego Costeiro, entre outros organismos.
Realça-se, ainda, o apoio prestado pelos navios mercantes e embarcações de pesca nas ações de busca e salvamento, que se desviam das suas rotas comerciais e interrompem a sua atividade profissional para prestarem o auxílio necessário, sempre coordenados pelos Centros Nacionais - MRCC Lisboa e MRCC Delgada.
Entre os vários salvamentos estão os de 27 de dezembro, onde o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada) coordenou o resgate de um homem que necessitava de cuidados médicos, a bordo de um naviotanque, ao largo da ilha de São Miguel, nos Açores.
O alerta foi recebido cerca das 12h50 (horas locais), a informar que um tripulante de um navio-tanque, de bandeira norueguesa, necessitava de cuidados médicos por apresentar um quadro clínico de pedras nos rins, enquanto navegava a cerca de 630 milhas náuticas (aproximadamente 1 013 quilómetros) a sudoeste de São Miguel.
Em articulação com o Centro de Orientação de Doentes Urgentes – Marítimos (CODUMAR) e em conjunto com o Centro de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC
Lajes), foi ativado para o local uma aeronave da Força Aérea Portuguesa para efetuar o resgate da vítima.
A vítima, um homem de 60 anos e de nacionalidade filipina, foi resgatada e transportado pelo helicóptero EH-101 para a ilha Terceira, onde chegou durante o dia de ontem, 28 de dezembro. O homem foi posteriormente encaminhado por uma ambulância do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) para uma unidade hospitalar.
No dia 26 de dezembro, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), foi coordenada uma operação de busca e salvamento de um passageiro de nacionalidade alemã, que se encontrava a bordo do Navio de Passageiros AMADEA, que se encontrava a navegar a 48 milhas náuticas, o equivalente a 89 quilómetros, a Sudoeste de Sines.
O alerta foi dado pelo Comandante do navio, que contactou o MRCC através da li-




Força Aérea Portuguesa que, para o efeito, empenhou um helicóptero EH-101.
O paciente foi transportado, pelas 16h45, para uma unidade hospitalar em Lisboa.
Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo
nha de emergência a informar que um tripulante, de 59 anos, apresentava dores agudas no abdómen.
Avaliada a condição do pa-
ciente pelo Centro de Observação de Doentes Urgentes (CODUMAR), foi determinada o resgate médico urgente, em estreita coordenação com a
A 26 de novembro, um resgate médico de um passageiro de 50 anos, de nacionalidade filipina, que se encontrava a bordo do navio de carga CHRYSALIS, a navegar a 50 milhas náuticas, o equivalente a 93 quilómetros, a Noroeste do Porto da Figueira da Foz. Após o alerta dado ao MRCC Lisboa através da linha de emergência a informar que um tripulante apresentava indícios de AVC, a condição
do paciente foi avaliada pelo Centro de Observação de Doentes Urgentes (CODUMAR), e determinado o resgate médico urgente, em estreita coordenação com a Força Aérea Portuguesa, que empenhou um helicóptero EH-101.
O paciente foi posteriormente transportado pelo INEM para uma unidade hospitalar de Lisboa.
No dia 31 de outubro, a Marinha, através do Subcentro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo do Funchal (MRSC Funchal), juntamente com o Centro de Orientação de Doentes Urgentes – Marítimos (CODU-MAR), Força Aérea Portuguesa e com o Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC IP-RAM), coordenou o resgate de uma passageira do Navio de Cruzeiro “ALLURE OF THE SEAS”, que se encontrava a navegar a cerca de 123 milhas náuticas (aproximadamente 228 quilómetros), a sudeste da Ilha da Madeira ao início da noite.
Marinha coordena resgate ao largo da Figueira da Foz


O alerta foi recebido no MRSC Funchal pelas 20h20, por contato telefónico do Navio de Cruzeiro “ALLURE OF THE SEAS”, a informar que uma passageira necessitava um resgate médico urgente. Tendo em conta o quadro clínico da vítima, foi necessário embarcar uma Equipa Medicalizada de Intervenção Rápida ativada anteriormente pelo SRPC IP-RAM, que embarcou a bordo da aeronave.
O resgate terminou pelas 00h45, tendo o helicóptero EH-101 da Força Aérea Portuguesa aterrado no Aeroporto da Madeira e feito o transbordo para uma ambulância dos Bombeiros Sapadores Santa Cruz, que procedeu ao transporte da vítima para unidade hospitalar.
O Comando Local da Polícia Marítima tomou conta da ocorrência.
Um resgate médico de um passageiro de 50 anos, a bordo do navio de carga CHRYSALIS

Já no dia 23 de outubro a Marinha Portuguesa, através

do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), coordenou, durante a madrugada, uma operação de busca e salvamento de uma passageira de nacionalidade alemã, que se encontrava a bordo do navio de passageiros “EUROPA 2”.
O navio, que se encontrava a navegar a 37 milhas náuticas, o equivalente a 68 quilómetros, a Oeste do cabo Espichel, contactou o MRCC através da sua linha de emergência a informar que uma passageira, de 76 anos, possuía uma fratura no fémur. Após avaliação médica realizada pelo Centro de Observação de Doentes Urgentes (CODUMAR), foi determinado, em coordenação com a Força Aérea Portuguesa, o resgate médico.
A paciente foi transportada, posteriormente, pelo INEM para uma unidade hospitalar em Lisboa.

Os Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo foram já reconheci-
dos nacional e internacionalmente com diversos prémios e mantém o seu zelo pela sal-
vaguarda da vida humana no mar, 24 horas por dia, nos 365 dias do ano.


Notícias Câmara Municipal de Portimão

O Salva-vidas
O Centro Interpretativo do Salva-vidas de Alvor convida a comunidade a celebrar o 2.º aniversário com programa para todas as idades.

Visitas ao Salva-vidas

OCentro Interpretativo do Salva-vidas de Alvor (CISA) completa dois anos de atividade no próximo dia 16 de dezembro, estando a celebração pública do 2.º aniversário marcada para domingo, dia 21, para que toda a comunidade tenha a oportunidade de participar nas várias iniciativas integradas nesta grande festa. É um programa especial, idealizado para comemorar um polo cultural singular que foi criado com e para as gentes de Alvor e que desempenha um papel essencial na proteção, valorização e transmissão das memórias, saberes e tradições ligadas ao mar, ao mesmo tempo que preserva a história de quem, ao lon-
go de gerações, fez da pesca e do marisqueio o seu modo de vida.
Neste contexto, ao longo do dia 21 de dezembro, o Centro Interpretativo estará aberto entre as 10h00 e as 17h00 e dinamizará iniciativas dirigidas a vários públicos. Tendo como base este espírito que envolve a comunidade, o Centro de Convívio da Associação Cultural e Recreativa Alvorense 1.º de Dezembro (ACRA) e outros elementos da população promovem, entre as 10h00 e as 16h00, um pequeno Mercadinho de Natal na lota, com vista a dar a conhecer o projeto “Mãos que costuram histórias”.
Este projeto constitui, por si só, um dos exemplos mais fortes de envolvimento comunitário em torno do CISA, pois reúne semanalmente utentes do Centro de Convívio da ACRA e habitantes da vila para partilharem memórias, cantares e saberes, produzindo peças como gorros e meias de pescador, objetos que representam as tradições locais e a herança das mulheres em comunidades marítimas.
No mesmo período, das 10h00 às 13h00, em frente ao CISA, vão decorrer jogos tradicionais e atividades desportivas para as crianças, incluindo uma gincana de bicicletas com o apoio do Tic Tac Bike Tour.
À tarde, pelas 14h30, realiza-se a oficina “Aprende a fazer um nó de pinha e constrói o teu porta-chaves”, orientada pelo Sr. José Luís Fernandes, mediante inscrição prévia através do endereço de email (ana.ramos@cm-portimao. pt ou telefone 961891952), numa atividade limitada a 10 participantes.
Num espaço que pretende manter vivas as artes e saberes ligadas ao mar, está ainda prevista, às 15h30, uma visita guiada ao Centro Interpretativo, acompanhada

de uma conversa e demonstração com o marítimo Paulo Pascoal sobre o aparelho de anzol, uma arte de pesca tradicional.
Numa festa digna de registo, não faltará também, ao final da tarde, às 16h30, o cantar dos parabéns ao Salva-vidas Alvorense e a partilha do bolo de aniversário, comemoração para a qual toda a comunidade está convidada a participar, com vista a enriquecer esta celebração. Mais tarde, o programa encerra com a inter-
pretação de músicas de Natal pelo Centro de Convívio da ACRA.
Em apenas dois anos, CISA obteve reconhecimento nacional e internacional Apenas um ano após a inauguração do CISA, em 2024, este polo vivo de cultura foi distinguido com o Prémio Silletto, atribuído pelo European Museum of the Year Awards
(EMYA), um galardão que reconhece o trabalho exemplar na integração da comunidade e na afirmação da identidade local.
Foi, inclusive, com este objetivo de envolver a população na preservação da identidade local que o CISA foi inaugurado em dezembro de 2023, tornando-se um ponto de encontro entre a história marítima da vila e as vivências contemporâneas. E um dos elementos centrais da tradicional vila piscatória foi, e continua a ser



também, o salva-vidas “Alvor”, embarcação emblemática restaurada com o apoio do programa CRESC Algarve 2020, no âmbito do PADRE – Plano de Ação de Desenvolvimento de Recursos Endógenos.
Inaugurado no dia 16 de dezembro, o Centro Interpretativo do Salva-vidas de Alvor é um equipamento cultural resultante das obras de reabilitação do edifício que outrora acolhia a Estação do Instituto
de Socorros a Náufragos. A intervenção foi concretizada com o apoio do CRESC Algarve 2020 – Programa Operacional Regional do Algarve, através do PADRE. É um projeto assumido pela
Câmara Municipal de Portimão, através do Museu, com a colaboração da Junta de Freguesia de Alvor, para criar e dinamizar um núcleo museológico dedicado à história do salva-vidas e de todas vertentes culturais e sociais ligadas à atividade piscatória.
Um Museu que está em todo o concelho
Com forte impacto no concelho de Portimão, o Museu de Portimão assume um papel de destaque na preservação da memória, legado e herança que os antepassados deixaram, ainda que tenha sempre os “olhos postos” no futuro. Isto porque, apesar de contar com um equipamento central, na zona ribeirinha de Portimão, dedicado à indústria conserveira, possui outros núcleos no espaço geográfico do concelho, afirmando-se como um museu polinuclear. É o caso do Centro Interpretativo do Salva-vidas de Alvor.



Notícias Nautiradar

A Nautiradar traz até si as novas câmaras marítimas térmicas de multiespectro M460 e M560 apresentadas recentemente pela FLIR, líder global em sistemas de imagem térmica de elevado desempenho.
As M460 e M560 são câmaras marítimas com tecnologia multiespectro e Inteligência Artificial, desenhadas para utilização por equipas de resgate, busca e salvamento, embarcações comerciais e superiates. Dando o próximo passo de câmaras térmicas convencionais, as M460 e M560 surgem como sistemas de imagem marítima completos, que combinam um sensor térmico de elevado desempenho com uma câmara 4K de pouca luz visível, um telémetro 12KM não ITAR e um foco de laser LED de longo alcance. As novas novas câmaras marítimas térmicas FLIR M460 e M560 possuem tecnologia FLIR avançada de Rastreio de Alvos com Inteligência Ar-





tificial, que ultrapassa largamente os sistemas tradicionais. Usando uma rede neural a bordo, as câmaras mantêm um olhar atento em mar aberto, identificando automaticamente e classificando objetos marinhos comuns, como embarcações, boias e pessoas, para uma fácil interpretação.
Uma vez selecionado o objeto, a câmara rastreia o automaticamente, de forma precisa, mesmo em mares agitados, vias de elevado tráfego ou em manobras de alta velocidade.
Para apresentar um desempenho fiável em qualquer condição do mar, as FLIR M460 e M560 possuem um inovador sistema de giroestabilização de 3 eixos, oprimeiro do mundo. Esta tecnologia avançada compensa a inclinação, rotação e guinada garantindo uma
visualização suave e livre de distrações e com imagens de qualidade excecional em longo alcance. Melhora também a precisão da aquisição de alvos com IA, mesmo nos estados de mar mais agitado. Para imagens térmicas, a M460 utiliza um sensor térmico de Infra-Vermelho para apresentar a melhor imagem da sua categoria, juntamente com contraste melhorado, filtro espacial e nitidez de imagem. O sensor térmico da M460 vem equipado com um zoom ótico 5x para deteção antecipada de alvos distantes.
A M560 utiliza um sensor IF de elevada sensibilidade, de onda média e zoom ótico 14x para melhorar as capacidades de deteção, qualidade de imagem e desempenho elevado em longo alcance. Ambos os modelos oferecem Visão Térmica Colorida (VTC), combinando elementos visuais coloridos da câmara de luz visível para melhorar oferecer contexto à imagem térmica. Com a CTV, auxílios à navegação são apresentados nas suas cores naturais, verde e vermelha, enquanto que em-

barcações e linha costeiras são fáceis de identificar com sobreposição de cores.
As FLIR M460 e M560 possuem ainda um foco de laser integrado, com a capacidade

Uma vez selecionado o objeto, a câmara rastreia o automaticamente, de forma precisa





de iluminar objetos até 1km de distância e melhorar o desempenho da câmara 4K. Cada modelo está disponível com um telémetro laser não ITAR, concebido para medir de forma precisa a distância a um alvo em longo alcance (até 12km/6.5 milhas náuticas) e em condições de fraca visibilidade.
Um sistema de câmara marítima multiespectral com inteligência artificial, concebido para ambientes marítimos dinâmicos. Com imagens térmicas e visíveis avançadas, seguimento por IA e estabilização de imagem em três eixos, a M460 oferece um desempenho de topo para deteção de longo alcance e resposta rápida.
A M560 é um sistema de câmara marítima multiespectral com inteligência artificial, concebido para um desempenho avançado em longas distâncias. Equipada com um sensor MWIR refrigerado e zoom térmico de 14,9x, oferece clareza, precisão e seguimento de alvos incomparáveis nos ambientes marítimos mais exigentes.
Para mais informações visite www.nautiradar.pt

Notícias do Governo dos Açores
José Manuel Bolieiro destacou a importância do Programa Blue Azores, a rede “pioneira” que protege 30% do mar dos Açores na apresentação de “OCEAN with David Attenborough”.



OPresidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu à sessão de apresentação do documentário “OCEAN with David Attenborough”, uma iniciativa que reuniu na Região entusiastas do oceano e parceiros envolvidos na estratégia de conservação marinha dos Açores, num momento de reflexão em torno do futuro do mar.
A sessão incluiu a exibição do filme protagonizado por David Attenborough, que, com base na experiência de uma vida inteira dedicada à natureza, revela alguns dos habitats subaquáticos mais espetaculares da Terra, destacando que estamos a viver a maior era de descobertas do oceano e su-
blinhando a sua importância vital para a vida no planeta. Sem esconder os desafios que hoje ameaçam os ecossistemas marinhos, o documentário deixa uma mensagem de esperança, mostrando que a recuperação da vida marinha a uma escala sem precedentes está ao alcance da humanidade, desde que exista compromisso e ação.
O líder do executivo açoriano afirmou ser “com enorme satisfação” que participava no evento, sublinhando que a sessão juntava “entusiastas do oceano e todos aqueles que, em conjunto com o Governo Regional e o Programa Blue Azores, contribuíram para consolidar a trajetória de conser-
vação marinha assumida pela Região”
O governante considerou que este encontro ganhava um simbolismo especial por acontecer poucos dias após a entrada em vigor da Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores, que classificou como “a maior do Atlântico Norte”. Nesse contexto, salientou que esta decisão permite que os Açores passem a proteger 30% do seu mar, com 15% em regime de proteção total e 15% sob proteção elevada, antecipando em cinco anos as metas internacionais definidas pela ONU e pela União Europeia para 2030.
“Este é um marco histórico que reforça a liderança dos Açores na conservação oceânica”, afirmou.
José Manuel Bolieiro destacou ainda que o caminho até este resultado exigiu um esforço prolongado e articulado, recordando que não se tratou de um processo simples, mas sim de “cinco anos de trabalho científico rigoroso, participação pública e compromisso político”, liderados pelo Governo Regional e sustentados pelo contributo do Programa Blue Azores e da Universidade dos Açores. Para o governante, esta conquista traduz uma estratégia clara e uma visão de longo prazo para o mar açoriano, ancorada em conhecimento científico, em diálogo com a sociedade e em decisões políticas firmes.
O Presidente do Governo dos Açores sublinhou igualmente o papel do Programa Blue Azores, frisando que representa mais do que uma ação de conservação.
“O Blue Azores não é apenas um programa de conservação: é uma visão integrada para um oceano saudável e uma economia azul sustentável”, afirmou, apontando o envolvimento das comunidades, a promoção da
literacia oceânica e a criação de oportunidades como pilares fundamentais para construir um futuro equilibrado entre natureza e desenvolvimento.
Na mesma linha, reforçou que proteger o mar é também garantir condições para que as atividades económicas ligadas ao oceano possam prosperar de forma sustentável, defendendo que conservação e desenvolvimento devem caminhar lado a lado.
Após a exibição do documentário, decorreu uma mesaredonda moderada por Paula Gouveia, diretora do jornal Açoriano Oriental, com a participação de Débora Gutierrez, da Universidade dos Açores, Adriano Quintela, do Blue Azores, e Bruno Sérgio, biólogo e sócio-gerente de uma empresa marítimo-turística. A conversa permitiu aprofundar a importância da ciência, das políticas públicas e do envolvimento dos agentes locais na concretização de um modelo de proteção do oceano que seja eficaz e participado.
José Manuel Bolieiro deixou um apelo direto à consciência individual e coletiva, convidando os presentes a refletirem sobre o papel que cada um pode desempenhar na proteção do mar.
“Este documentário mostra que a mudança é possível e que depende de escolhas coletivas e individuais”,

afirmou, apontando a Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores como um exemplo concreto dessa transformação e como sinal de que a Região tem capacidade para liderar pelo exemplo. Defendendo que esta sessão deveria servir como inspiração, o Presidente do Governo reiterou a importância de continuar o caminho traçado para se construir “um futuro onde o oceano, fonte
de vida e identidade para os Açores, seja preservado para as próximas gerações”
Estiveram também presentes na sessão o Secretário Regional do Mar e das Pescas, Mário Rui Pinho, a Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, e o Coordenador do Programa Blue Azores, Luís Bernardo Brito e Abreu.


Notícias do Porto de Lisboa

No Balanço de Atividade de Cruzeiro em 2025, o Porto de Lisboa registou recordes históricos no segmento de turnaround com um Impacto económico direto de passageiros que ultrapassou oitenta milhões de euros.
OPorto de Lisboa registou em 2025 o melhor ano de sempre no segmento de cruzeiros de turnaround, consolidando a sua posição como um dos principais hubs atlânticos da Europa. Os resultados operacionais refletem uma estratégia de aposta no segmento de turnaround, aquele que permite o início e/ou fim das viagens de cruzeiro em Lisboa, e que representa o maior contributo para o impacto económico gerado no destino.


O segmento de turnaround estabeleceu novos recordes em três indicadores fundamentais:
- 206 226 passageiros (superando o anterior recorde de 204 004, em 2023).
- 121 escalas (novo máximo face às 110 escalas de 2024).
- 105 900 passageiros embarcados (acima do recorde de 102 680, em 2023).
Estes números representam crescimentos de 10% nas escalas e 20% nos passageiros quando comparados com o ano anterior, demonstrando a crescente atratividade de Edifício com a arquitetura premiada
Lisboa como porto de origem e/ou destino final de cruzeiros. Estes resultados são particularmente importantes tendo em conta o impacto económico que a atividade representa para a Região, com especial relevância para as operações que envolvem o início/fim do cruzeiro em Lisboa.
Segundo o estudo da Nova SBE sobre o impacto económico da indústria de cruzeiros em Lisboa, cada passageiro embarcado gasta em média 573 euros na cidade, enquanto cada passageiro em trânsito despende apenas 39 euros. Com 105 900 passageiros embarcados e 499 211 em trânsito, o impacto económico direto ultrapassou oitenta milhões de euros, reforçando a importância estratégica desta atividade para a economia local e regional.
O ano ficou, ainda, marcado pela receção de vinte navios em primeira escala, incluindo quatro construídos em 2024, dos quais três realizaram a sua viagem inaugural em Lisboa, o que reflete a confiança dos armadores no destino e na capacidade operacional do Porto de Lisboa.
Em termos de mercados emissores, a Europa mantevese na liderança com 459 028 passageiros, destacando-se o
Reino Unido (40% do total). A América do Norte reforçou significativamente a sua posição, com os Estados Unidos a aumentarem a quota de mercado de 20% para 23% (crescimento de 6%) e o Canadá a registar um crescimento expressivo de 19%, atingindo 39 371 passageiros a visitar Lisboa.
No segmento de turnaround, o mercado americano consolidou a liderança com 43% de quota, impulsionado pelo aumento das escalas da Norwegian Cruise Line em Lisboa, que passaram de 11 para 20, elevando o número de passageiros americanos de 62 856 para 86 889. O mercado canadiano destacou-se com um crescimento de 49%, passando a ocupar a segunda





posição neste segmento. O mercado português, com 19 508 passageiros, ocupou o terceiro lugar do ranking.
O Porto de Lisboa recebeu também 257 923 tripulantes ao longo do ano, dos quais 3 488 embarcaram, 3 281 desembarcaram e 251 154 estiveram em trânsito. Este segmento contribui igualmen-
te para a economia local através do consumo em estabelecimentos de restauração e comércio de proximidade.
O ano de 2025 fica igualmente marcado por duas distinções inéditas, de melhor Porto Atlântico da Europa, nos Prémios Cruceroadicto e de melhor Porto do Sul da Europa, nos World Luxury Travel
Awards 2025. Estas distinções reforçam a qualidade das infraestruturas e da excelência do serviço prestados pelo Porto de Lisboa.
De referir também os progressos ocorridos no domínio da sustentabilidade aplicada ao setor de cruzeiros, reforçando o compromisso contínuo da APL - Administração do
porto de Lisboa na preservação ambiental e na criação de valor para as comunidades locais, tendo sido desenvolvidas várias ações nomeadamente no âmbito da coordenação do Comité de Sustentabilidade da Cruise Europe; do Comité de Sustentabilidade da Atividade de Cruzeiros em Lisboa, do programa Cruzeiros pela Comunidade, e do Environmental Port Index (EPI).
Para a APL, os resultados de 2025 confirmam que o Porto de Lisboa está preparado para continuar a crescer de forma sustentável, reforçando o seu papel no turismo de cruzeiros atlântico e contribuindo para o desenvolvimento económico da região. Continuaremos a investir na inovação, na sustentabilidade e na excelência operacional, garantindo que Lisboa permanece um destino de referência para as principais companhias de cruzeiro do mundo.



Notícias do Instituto Português do Mar e da Atmosfera

O IPMA adquiriu recentemente um sistema de câmara subaquática com telemetria para águas profundas da Subsea Technology & Rentals (STR), denominado Sea Spyder Deep Water. Notícias

O sistema de câmaras subaquáticas SeaSpyder

Os testes de aceitação destes equipamentos foram realizados nos dias 17 e 18 de dezembro, a bordo do Navio de Investigação Mário Ruivo, com a participação de técnicos e investigadores do IPMA, da Vórtice-Equipamentos Científicos, Lda. e da STR. Preparado para estudar ambientes de grandes profundidades, nomeadamente para observar e registar vídeo e imagens de alta resolução do fundo marinho em tempo real, este sistema compreende ainda um guincho elétrico (STR SeaTow 6000), com um tambor com capacidade para 6000 metros de cabo de 11,4 milímetros. O guincho possui um cabo coaxial de reboque com 5000 metros e 14,15 milímetros.
Este equipamento é necessário para a identificação e monitorização de habitats de águas profundas, até 4000 metros, e os Ecossistemas Marinhos Vulneráveis (VME), visando o estudo e caracterização dos tipos de habitats existentes ao longo da costa portuguesa, nomeadamente as áreas abrangidas pelo regulamento* que tem por objetivo proteger os VME e orientar práticas de pesca sustentável em águas profundas da União Europeia, assegurando que as atividades piscatórias não originem efeitos adversos significativos nestes habitats sensíveis.
O sistema de câmara subaquática será usado ainda no estudo para os planos de gestão e monitorização das Áreas Marinhas Protegidas Oceânicas, de grande importância para Portugal atingir a meta 30x30, um compromisso internacional que visa proteger pelo menos 30% das áreas terrestres e marinhas do planeta até 2030, alinhada com a implementação da Rede Nacional de Áreas Marinhas Protegidas (RNAMP).
Com esta iniciativa, Portugal dá um passo decisivo na contribuição para os esforços de monitorização do oceano, reforçando a capacidade científica e operacional nacional para a observação e monitorização do ambiente marinho.

Os testes de aceitação destes equipamentos foram realizados nos dias 17 e 18 de dezembro
Esta informação é essencial para compreender o quadro global da biodiversidade marinha, estabelecer as bases científicas para decisões de gestão, apoiar a gestão sustentável das pescas, cumprir obrigações legais e internacionais, conhecer e valorizar o património natural e avaliar o Bom Estado Ambiental, entre outros.
Estes equipamentos foram financiados pelo Programa Operacional Mar 2030, no âmbito dos projectos “Programa Nacional de Amostragem Bio-

lógica (PNAB)” e “DQEMDirectiva Quadro Estratégia Marinha” (MAR-014.7.2-FEAMPA-00004).
* Regulamento de Execução (UE) 2022/1614 da Comissão de 15 de setembro de 2022



O
sistema de câmara subaquática será usado ainda no estudo para os planos de gestão e monitorização das Áreas Marinhas Protegidas Oceânicas
Sea Spyder
Deep Water
O sistema de câmaras subaquáticas SeaSpyder faz parte de uma família de sistemas de câmaras comprovados no terreno, fabricados pela STR para as comunidades de levantamento marinho e ambiental. Esta tecnologia tem vindo a ser desenvolvida continuamente pela STR há vários anos para atender à crescente procura de qualidade e desempenho.
O sistema de telemetria SeaSpyder foi concebido para operar a profundidades até 1000 m, utilizando cabos umbilicais coaxiais de sonar standard, este pode também
ser equipado para operar a 6000m de profundidade.
O sistema oferece, de série, gravação simultânea e ininterrupta de vídeo em direto com baixa latência, bem como fotografias de alta resolução, e interface com uma vasta gama de sensores e data loggers.
A câmara fotográfica está equipada com uma câmara DSLR digital de alta qualidade de 18 megapixels, oferecendo um controlo total de todos os parâmetros fotográficos, incluindo focagem manual, velocidade do obturador e abertura. A câmara fotográfica está alojada numa robusta caixa de alumínio com classificação para 1000 m


ção de mais profundidade).
- Gravação simultânea e ininterrupta.
- Interface com uma vasta gama de sensores e data loggers.
- Fotografia de alta resolução.
- Transferência direta de dados para interpretação em tempo real.
- Definições da câmara fotográfica totalmente controláveis remotamente.
Guincho Elétrico STR SeaTow-6000 O STR SeaTow-6000 é o mais recente lançamento da linha de guinchos elétricos, amplamente utilizados em levantamentos hidrográficos, geofísicos e oceanográficos em todo o mundo.
de profundidade, juntamente com uma câmara de vídeo IP interna.
Todos os dados são transferidos diretamente para a unidade de superfície para interpretação em tempo real, incluindo vídeo, fotos, dados de sensores série e dados Ethernet, como os de um sonar de imagem.
Principais Características
- Funcionamento em profundidades até 1000m (com op-
Este guincho foi concebido para aplicações em águas profundas que exijam a utilização de 6000 m de cabo coaxial blindado de 11,4 mm e também acomoda uma vasta gama de cabos electro-ópticos e umbilicais. As aplicações típicas do STR SeaTow-6000 incluem sonar de varrimento lateral, sistemas combinados de sonar de varrimento lateral e perfilador de subsolo, magnetómetros marinhos, gradiómetros, sistemas de câmaras subaquáticas, sensores oceanográficos e sistemas ROV.

Guincho Elétrico STR SeaTow-6000

Cascais Capítulo Perfeito powered by Billabong

Tomás Valente
Tomás Valente é o grande vencedor dos Cascais Capítulo Perfeito Trials presented by UF Carcavelos Parede, a prova de triagem que define o 15º surfista a fazer parte do heat draw do evento principal.


Reservada exclusivamente a surfistas locais, esta competição é disputada em memória de João Alexandre “Dapin”, figura incontornável do surf de Carcavelos e referência maior para a comunidade local.
Os Trials reuniram alguns dos nomes mais consistentes do surf local. A primeira bateria contou com a participação de Martim Nunes, Salvador Vala, Miguel Kilford e Tomás Valente, enquanto a segunda pôs à prova Francisco Mittermayer, João Moreira, António Carvalho “Lacrau” e Bruno Mendonça. Duas baterias intensas e muito equilibradas, que culminaram numa final disputada entre Tomás Valente, Miguel
Kilford, Francisco Mittermayer e João Moreira.
A bateria decisiva decorreu em condições exigentes, com os quatro surfistas a demonstrarem consistência, leitura de mar e diferentes abordagens ao tubo ao longo do heat. Num confronto equilibrado até ao final, a experiência e a capacidade de adaptação acabaram por ser determinantes no desfecho da prova, com Tomás Valente a sair vencedor (com 10.25 pontos).
“Ainda nem consigo acreditar. Hoje em dia vou dando aulas de surf, mas continuo sempre à procura de boas ondas e a adorar estar no mar. Ganhar aqui, no meio de tantos jovens
talentos, teve também um lado de sorte, porque o mar de Carcavelos não é fácil”, declarou Tomás Valente, logo após a vitória. “Apurar-me para o Capítulo Perfeito leva-me à essência do surf com que cresci: apanhar o voo e dormir em qualquer sítio para surfar as melhores ondas. Se estiverem boas, não é preciso mais nada. Este campeonato simboliza isso mesmo, a procura pelos tubos e a contracultura do surf. Entrei na edição de 2014, e em mais algumas provas, e o meu objetivo sempre foi estar aqui entre os meus amigos, que são quem me inspira. Agora quero desfrutar e não me preocupar demasiado, porque o tubo é uma manobra como o vinho: quanto mais velho se fica, mais se aprende a competir e a lidar com as ‘manhas’ das ondas.”
Com esta vitória, Tomás Valente garante entrada direta no evento principal, juntando-se ao lote de surfistas já confirmados: Pedro Boonman, vencedor da votação do público, Balaram Stack (EUA), Bruno Santos (BRA), Joel Parkinson (AUS), Noah Beschen (HAV), Rob Machado (EUA), Soli Bailey (AUS), Torrey Meister (HAV), Tosh Tudor (EUA), Anne dos Santos (BRA), João Maria Mendonça, Miguel Blanco, Nic von Rupp e o wildcard de campeão em título Cam Richards (EUA). Com estes 15 surfistas confirmados, apenas falta definir o Wildcard Performance, cujo convite é atribuído pela organização a um surfista internacional após o call oficial para a competição.
A edição de 2026 do Cascais Capítulo Perfeito powered by Billabong eleva a fasquia das edições anteriores com a introdução de dois eventos internacionais que expandem o conceito da prova a outros pontos do globo. Os quatro

primeiros classificados do evento principal de Carcavelos garantem entrada direta nas competições da Praia da Barra, em Moçambique, com período de espera entre 12 de janeiro e 30 de março, e de Desert Point, em Lombok, Indonésia, entre 1 e 15 de setembro, onde irão competir com quatro outros surfistas locais e internacionais. Estes dois novos eventos terão um prize money by Cascais de 10.000 euros por prova e irão garantir acesso direto à
edição de 2027 do Cascais Capítulo Perfeito, com wildcards a serem atribuídos aos vencedores.
O Cascais Capítulo Perfeito powered by Billabong distingue o melhor tube rider em condições consideradas perfeitas, valorizando exclusivamente o tubo como manobra decisiva. Os surfistas são notificados com apenas 72 horas de antecedência, garantindo que a competição se realiza num único dia de ondas de classe mundial.


Surfistas
Internacionais
Anne dos Santos
Balaram Stack
Bruno Santos
Joel Parkinson
Noah Beschen
Rob Machado
Soli Bailey
Torrey Meister
Tosh Tudor
Surfistas
Portugueses
João Maria Mendonça
Miguel Blanco
Nic von Rupp
Wildcard campeão 2025
Cam Richards
Surfista Português votado pelo público
Pedro Boonman
Wildcard vencedor dos Trials
Tomás Valente
Wildcard
Performance
Convite a atribuir pela organização a um surfista internacional após ser dado o call para a competição.
Women
Special Heat
Camila Cardoso
Gabriela Dinis
Mafalda Lopes
Maria Salgado

Economia do Mar

Primeiro-Ministro destaca conectividade estratégica de Sines ao serviço da economia nacional.
Luís Montenegro encerrou a cerimónia de contratos de investimento da aicep Portugal Global, que teve lugar no Porto de Sines.
O Auditório da APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, SA acolheu a cerimónia de contratos de investimento da aicep Portugal Global, que teve lugar no dia 20 de janeiro e contou com a presença do PrimeiroMinistro, Luís Montenegro.
Os seis projetos formalizados somam um total de investimento da ordem dos 3,5 mil milhões de euros, dois deles a instalar na ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines, nomeadamente a CALB e a TOPSOE Battery


Materials, o primeiro com um total de investimento a rondar os 2.000 milhões de euros, enquanto o segundo totaliza cerca de 110 milhões de euros. Juntos, estes novos projetos criarão cerca de 1.900 novos postos de trabalho na região de Sines.
No encerramento da cerimónia, Luís Montenegro realçou a importância capital destes novos projetos para a economia nacional, reafirmando o compromisso do Governo para com as empresas, no sentido de colaborar e facilitar a sua instalação no nosso país,

criando as condições fiscais, administrativas e de outros fatores de competitividade propícias ao investimento estrangeiro em Portugal. Realizando-se esta cerimónia no Porto de Sines, o Primeiro-Ministro salientou ainda o papel estratégico de Sines em termos de localização geográfica, enquanto porta de entrada privilegiada para o continente europeu, vantagem estratégica que se estende ao elevado índice de conectividade oferecido pelo porto aos principais mercados internacionais, fator decisivo para servir os fluxos de mercadorias ao serviço destes novos projetos, bem como toda a cadeia de valor servida pelo Porto de Sines.
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Paginação e Redação: Tiago Bento - tiagoasben@gmail.com
Editor de Motonáutica: Gustavo Bahia
Colaboração: Carlos Salgado, Carlos Cupeto, André Santos, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Rocha, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Club Naval de Sesimbra, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Associação Portuguesa de WindSurfing