Fevereiro é tradicionalmente reconhecido como o mês do amor e da amizade, impulsionado pela celebração do Valentine’s Day, em 14 de fevereiro. Mais do que uma data comercial, o período se consolidou como um convite à reflexão sobre vínculos afetivos, conexões humanas e a forma como as relações se transformaram ao longo do tempo. Em um mundo cada vez mais digital e acelerado, o amor — em suas múltiplas formas — ganha novos significados.
Historicamente associado ao romantismo, o Valentine’s Day ampliou seu alcance. Hoje, a data não se limita a casais, mas inclui amizades, relações familiares e até o autocuidado. Essa mudança reflete um comportamento social mais inclusivo, no qual o afeto deixa de ser exclusivo do amor romântico e passa a valorizar todas as relações que oferecem apoio, troca e pertencimento. A amizade, antes vista como coadjuvante, ocupa papel central nas narrativas contemporâneas.
Do ponto de vista econômico e cultural, o mês movimenta setores como turismo, gastronomia, moda e entretenimento. Experiências personalizadas, viagens curtas, jantares intimistas e presentes com significado emocional ganham espaço em detrimento de gestos padronizados. O consumidor busca autenticidade, priorizando momentos compartilhados em vez de excessos materiais — uma tendência que dialoga com mudanças mais amplas no comportamento de consumo.
Nas redes sociais e na comunicação, fevereiro também reforça discursos sobre empatia, cuidado emocional e saúde mental. Falar de amor, hoje, envolve discutir respeito, equilíbrio e presença. A amizade, por sua vez, surge como um elo fundamental em tempos de instabilidade, oferecendo suporte emocional e sensação de continuidade em meio às mudanças.
Assim, o mês do amor e da amizade vai além de corações e celebrações pontuais. Ele simboliza uma pausa necessária para reconhecer a importância das relações humanas em todas as suas formas. Em um cenário marcado por transformações constantes, fevereiro reafirma que amar — e cultivar boas amizades — continua sendo um dos gestos mais relevantes e transformadores da vida contemporânea.
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A MENTE COMO ESPAÇO POTENTE PENSAMENTOS, EMOÇÕES E CONSCIÊNCIA
Nossos pensamentos carregam um enorme potencial. É por meio deles que formulamos ideias, interpretamos o mundo ao nosso redor e traçamos caminhos possíveis para a nossa vida. Antes de qualquer decisão, reação ou emoção, existe um pensamento que organiza a experiência e dá significado ao que vivemos. A mente funciona como um filtro constante, selecionando, interpretando e atribuindo sentido a tudo o que nos acontece.
Aquilo que ocorre internamente influencia — e muito — a forma como nos comportamos, sentimos e fazemos escolhas. Pensamentos moldam emoções, emoções influenciam atitudes e, ao longo do tempo, esse ciclo constrói hábitos e padrões de comportamento. Por isso, cuidar da mente não é um luxo, nem algo abstrato ou distante da realidade. Trata-se de um exercício diário de atenção, presença e autoconhecimento.
Quando não observamos nossos pen-
samentos, podemos acabar presos a padrões repetitivos, negativos ou rígidos. Muitas vezes, eles surgem de forma automática, baseados em experiências passadas, medos, crenças limitantes ou expectativas irreais. Esses padrões alimentam sofrimento emocional, insegurança e ansiedade. Aos poucos, vão se consolidando como verdades absolutas, mesmo quando não correspondem aos fatos. É nesse processo silencioso que se formam os chamados “fantasmas internos”: interpretações distorcidas sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o mundo.
Esses fantasmas internos interferem diretamente na forma como nos relacionamos, tomamos decisões e percebemos nosso próprio valor. Eles podem gerar autocobrança excessiva, medo do erro, sensação constante de inadequação ou a impressão de que nunca somos suficientes. Com o tempo, esse cenário interno pode nos afastar do bem-estar emocional e limitar nosso potencial de crescimento.
Por isso, estar atento à qualidade dos próprios pensamentos é um passo essencial no cuidado com a saúde mental. Observar o que passa pela mente, sem julgamento imediato, permite identificar padrões que já não servem mais. Se você percebe que está constantemente lutando contra pensamentos negativos, autocríticos ou pessimistas, é importante lembrar: pensamentos não são fatos. Eles podem ser questionados, ressignificados e transformados.
O ideal é aprender a reconhecer esses padrões, questioná-los com gentileza e construir formas mais saudáveis de pensar, sentir e agir. Esse processo exige prática, paciência e consistência, mas os ganhos são profundos e duradouros.
Cuidar da mente é investir em si. Sua mente é um espaço potente, criativo e sensível. Aprender a organizá-la, compreendê-la e acolhê-la pode tornar a vida mais leve, mais possível e, acima de tudo, mais consciente.
é psicanalista e especialista em saúde mental e comportamental. Ela escreve para vários veicuilos de comunicação no Brasil.
dra. andrea ladislau @dra.andrealadislau
DRA. ANDREA LADISLAU
CAMPANHA DE DEPORTAÇÕES NA FLÓRIDA ULTRAPASSA 20 MIL PRISÕES E REACENDE
DEBATE SOBRE DIREITOS CIVIS
A campanha de deportações conduzida pelas autoridades da Flórida superou a marca de 20 mil prisões, tornando-se uma das ações mais amplas de policiamento migratório já registradas no estado. O número, divulgado em meio ao endurecimento do discurso político sobre imigração, trouxe à tona um dado que ampliou o debate público: uma parcela significativa das pessoas detidas não possui antecedentes criminais.
A operação ocorre em um contexto de forte retórica voltada ao controle migratório, com o argumento de reforçar a segurança pública e coibir a imigração irregular. No entanto, investigações jornalísticas e análises de dados indicam que muitos dos detidos viviam no estado há anos, trabalhavam formal ou informalmente e não apresentavam histórico de envolvimento com crimes violentos. O cenário levantou questionamentos sobre os critérios adotados nas abordagens e detenções.
Organizações de direitos civis e grupos de defesa dos imigrantes alertam para o risco de criminalização generalizada de comunidades inteiras. Segundo essas
entidades, a associação direta entre imigração e criminalidade não encontra respaldo consistente em estudos estatísticos, que mostram taxas semelhantes — ou até menores — de envolvimento criminal entre imigrantes quando comparados à população nativa. Para esses grupos, a atual campanha amplia o clima de medo, insegurança e desconfiança, especialmente em cidades com forte presença de comunidades latino-americanas e caribenhas, como Miami.
Do ponto de vista legal, especialistas destacam preocupações quanto ao respeito ao devido processo legal e à cooperação entre autoridades estaduais e federais. Advogados de imigração relatam aumento no número de detenções preventivas, dificuldades de acesso à representação jurídica e casos em que famílias foram separadas sem informações claras sobre o destino dos detidos. Esses relatos reforçam o debate sobre até que ponto políticas estaduais podem avançar sobre competências federais no controle migratório.
As autoridades da Flórida defendem a campanha afirmando que ela segue
a legislação vigente e responde a demandas da população por maior controle das fronteiras e cumprimento das leis. O governo estadual sustenta que a atuação tem caráter dissuasório e visa preservar recursos públicos, além de reforçar a soberania do estado em temas considerados prioritários.
Enquanto isso, o impacto social da operação se torna cada vez mais visível. Setores como construção civil, hotelaria, serviços e agricultura — historicamente dependentes da mão de obra imigrante — já relatam dificuldades para manter equipes e cumprir contratos. Comunidades inteiras vivem sob tensão, evitando serviços públicos e até denúncias de crimes por medo de deportação.
A campanha de deportações na Flórida, ao ultrapassar 20 mil prisões, deixa claro que a imigração permanece no centro das disputas políticas e sociais do estado. Mais do que números, o episódio evidencia um debate profundo sobre legalidade, direitos civis e o futuro de uma região construída, em grande parte, por imigrantes.
celebridades[ ]
BRASILEIROS BRILHAM NO OSCAR
Ocinema brasileiro voltou a ocupar os holofotes na 98ª edição do Oscar com o thriller O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, que conquistou quatro indicações, incluindo Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Elenco, igualando o recorde histórico de Cidade de Deus em nomeações para produções nacionais. Wagner Moura se tornou o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator, competindo com grandes nomes internacionais, enquanto o filme reforça a importância da cinematografia brasileira no cenário global. Além das indicações, o país tem representatividade direta na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com atores, diretores e técnicos brasileiros participando da votação que define os vencedores do prêmio, garantindo voz ativa nos bastidores da maior premiação do cinema. Este momento histórico ocorre após décadas de reconhecimento internacional iniciadas com a indicação de Fernanda Montenegro ao Oscar de Melhor Atriz por Central do Brasil em 1998, consolidando um legado que inspira novas gerações. Especialistas destacam que o sucesso de O Agente Secreto e a participação ativa de brasileiros na Academia simbolizam conquistas individuais e a ascensão estratégica da indústria nacional, capaz de produzir filmes com qualidade técnica e narrativa universal, reafirmando o Brasil como referência cultural e potência criativa no cinema mundial.
TOM HOLLAND: O NOVO DESAFIO QUE EXPANDE SUA CARREIRA ALÉM DE HOMEM-ARANHA
Tom Holland, mundialmente conhecido por interpretar o Homem-Aranha no Universo Marvel, se prepara para uma nova fase em sua carreira com um projeto cinematográfico que promete revelar seu lado mais dramático e complexo, mostrando sua versatilidade e capacidade de assumir papéis desafiadores. O ator será a estrela de um thriller psicológico dirigido por um cineasta premiado em festivais internacionais, em uma produção que combina tensão, dilemas éticos e intensas questões emocionais, com roteiro pensado para explorar cada nuance do personagem. A trama, mantida em sigilo, mostra um protagonista enfrentando conflitos internos profundos, exigindo de Holland habilidade para transmitir simultaneamente vulnerabilidade e força, em uma performance que promete surpreender críticos e fãs. Este projeto marca uma mudança estratégica na carreira do ator, antes mais associado a filmes de ação e super-heróis, permitindo que ele conquiste novos públicos e amplie seu repertório artístico. O envolvimento em uma produção que mistura suspense e drama evidencia a intenção de Holland de consolidar uma carreira sólida e multifacetada, equilibrando entretenimento popular com projetos autorais de maior profundidade. A data de estreia ainda não foi divulgada, mas o projeto já reforça o status de Holland como um dos atores mais promissores de sua geração, com escolhas que podem definir o futuro de sua carreira no cinema internacional.
MADONNA E NETFLIX:ACORDO MILIONÁRIO
PARA CONTAR SUA PRÓPRIA HISTÓRIA
Madonna fechou um acordo milionário com a Netflix para desenvolver uma série limitada baseada em sua vida e carreira, um projeto que, segundo a imprensa internacional, deve ter cerca de sete episódios e trazer a própria artista como protagonista de sua narrativa. Estimativas de veículos especializados apontam que o acordo esteja entre US$ 7 e 10 milhões, embora a Netflix não tenha confirmado oficialmente os valores, reforçando a dimensão estratégica e cultural do projeto no universo do streaming. O novo formato substitui o biopic cinematográfico que estava em desenvolvimento e foi pausado, oferecendo agora uma abordagem mais profunda sobre a trajetória de Madonna, desde sua ascensão em Nova York até os desafios enfrentados na indústria musical, passando por controvérsias, reinvenções e seu impacto duradouro na cultura pop mundial. A série contará com a parceria de Shawn Levy, produtor de sucessos como Stranger Things, garantindo experiência e ambição na produção, e promete explorar elementos inéditos da vida pessoal e artística da cantora, incluindo sua visão única sobre momentos decisivos e transformações de sua carreira. Ainda sem data de estreia definida, o projeto se destaca por oferecer algo raro: a oportunidade de acompanhar Madonna narrando sua própria história, sem filtros, permitindo que fãs e espectadores conheçam as escolhas, dificuldades e conquistas que moldaram uma das maiores artistas de todos os tempos. O anúncio do acordo já gerou repercussão global, evidenciando o interesse do público em compreender não apenas a música e os shows que marcaram gerações, mas também a personalidade, os bastidores e as decisões que consolidaram Madonna como ícone cultural, símbolo de reinvenção constante e referência de liberdade artística em uma indústria marcada por altos e baixos.
CHIARA FERRAGNI: O RETORNO DE UMA ÍCONE FASHION APÓS ABSOLVIÇÃO JUDICIAL NA ITÁLIA
Chiara Ferragni, uma das mais influentes personalidades do mundo da moda e do universo digital, está de volta aos holofotes após sua absolvição no chamado caso Pandorogate, encerrando um período delicado de sua carreira. Em janeiro de 2026, o tribunal de Milão decidiu que a influenciadora não poderia ser penalizada por acusações de fraude agravada relacionadas a campanhas promocionais de produtos supostamente ligados a iniciativas de caridade, como panetones e ovos de Páscoa com sua marca, encerrando um capítulo que teve grande repercussão na mídia italiana e internacional. O caso começou em 2022, quando Ferragni e a empresa Balocco foram acusadas de induzir consumidores ao erro ao sugerir que parte das vendas desses produtos seria destinada a hospitais infantis e causas sociais, o que não ocorreu de forma proporcional ao marketing divulgado. Promotores chegaram a pedir até um ano e oito meses de prisão, mas o tribunal concluiu que não havia base legal suficiente para a acusação de fraude agravada, garantindo à influenciadora a absolvição completa. A decisão representa um ponto de virada para Ferragni, cuja imagem e negócios haviam sido afetados durante o processo, incluindo queda de receitas e desgaste de parcerias no setor fashion. Com a absolvição, ela agora foca no reposicionamento de sua carreira, planejando novos projetos e colaborações no mundo da moda, onde se destacou como blogueira e empresária desde 2009. Especialistas do setor acreditam que este retorno permitirá que Ferragni recupere sua influência global, reafirme sua relevância na moda e retome parcerias estratégicas que haviam sido postergadas durante a fase mais crítica do processo, consolidando novamente seu status de ícone fashion..
Dez anos podem parecer pouco na linha do tempo da história, mas, quando se trata de comportamento, tecnologia e relações humanas, uma década pode representar uma transformação profunda. Em 2026, cresce nas redes sociais, em conversas cotidianas e até em análises culturais a sensação de que o mundo estaria, de alguma forma, “lembrando” 2016. Mas o que exatamente isso significa? E por que esse ano específico passou a ser referência de uma vida considerada mais leve, mais natural e mais conectada emocionalmente? A comparação não surge por acaso. Ela nasce de um sentimento coletivo de cansaço — não físico, mas mental, emocional e social — diante de uma realidade excessivamente digitalizada, programada e performática.
POR QUE 2026 ESTÁ SENDO COMPARADO A 2016?
A NOSTALGIA DE UMA DÉCADA MAIS LEVE EM UM MUNDO HIPERCONECTADO
texto LAINE FURTADO @LAINEFURTADO
2016: UM MUNDO AINDA ANALÓGICO NO ESSENCIAL
Em 2016, o mundo já era digital, mas ainda não totalmente dominado pelo digital. As redes sociais existiam, claro, mas não tinham o mesmo peso psicológico, comercial e identitário que carregam hoje. O Instagram ainda não era uma vitrine profissional obrigatória, o TikTok sequer existia e os algoritmos não ditavam com tanta força o que deveria ser visto, consumido ou desejado.
Havia mais espaço para o improviso. A vida social acontecia mais fora das telas. Encontros não eram, necessariamente, registrados. Viagens eram vividas com menos preocupação estética e mais curiosidade genuína. A ideia de “estar presente” tinha um significado literal.
Na moda, por exemplo, o estilo era mais espontâneo. O street style não parecia tão ensaiado. As tendências surgiam de forma orgânica, muitas vezes nas ruas, não em relatórios de dados. O “natural” ainda não era um conceito de marketing — era simplesmente natural.
A VIRADA DA DÉCADA: CONTROLE, PERFORMANCE E EXCESSO
De 2020 em diante, uma série de fatores acelerou mudanças profundas: pandemia, isolamento social, explosão do trabalho remoto, hiperconsumo de redes sociais, economia da atenção e a transformação das plataformas digitais em verdadeiras estruturas de poder.
A vida passou a ser mais programada. Tudo virou conteúdo. Tudo virou meta. Tudo virou estratégia. Relações passaram
a ser mediadas por telas, aplicativos e métricas. A espontaneidade foi substituída pela curadoria constante da própria imagem.
A sociedade de 2026 é, sem dúvida, mais eficiente, mais conectada e mais informada. Mas também é mais ansiosa, mais cansada e emocionalmente sobrecarregada. A sensação de vigilância — seja pelo algoritmo, seja pela expectativa social — se tornou parte do cotidiano.
É nesse contexto que 2016 surge como um “ano símbolo”.
2016 NÃO É SOBRE O PASSADO — É SOBRE O QUE FOI PERDIDO
Quando se fala que “2026 está parecendo 2016”, não se trata de uma repetição histórica real. Trata-se de um desejo. Um
anseio coletivo por um tempo em que a vida parecia menos pesada, menos calculada, menos performática.
2016 representa, simbolicamente, um mundo com menos excesso de informação, menos pressão por produtividade constante,mais contato humano direto, com relações menos mediadas por telas e uma noção mais leve de sucesso e pertencimento. Essa nostalgia não ignora os problemas da época. Mas evidencia o contraste com o presente.
O PAPEL DA HIPERCONECTIVIDADE NA DESCONEXÃO HUMANA
Paradoxalmente, nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão distantes. A digitalização extrema trouxe praticidade, mas também enfraqueceu vínculos. Conversas profundas deram lugar a interações rápidas. Presença física foi substituída por reações, likes e mensagens curtas.
Em 2016, ainda existia um equilíbrio maior entre o online e o offline. Hoje, esse limite praticamente desapareceu. A vida acontece dentro das plataformas — e isso tem impacto direto na saúde emocional, na forma de se relacionar e até na percep-
ção de identidade.
A comparação entre 2016 e 2026 surge justamente desse desconforto: uma sociedade que começou a questionar se tanta tecnologia, tanta otimização e tanta exposição realmente trouxeram mais bem-estar.
MODA, ESTÉTICA E COMPORTAMENTO:
O RETORNO AO SIMPLES
Essa mudança de percepção também aparece claramente na moda, no design e no comportamento. Há um movimento visível de valorização do simples, do atemporal, do artesanal, do menos editado.
O chamado “quiet luxury”, o resgate do vintage, o interesse por peças com história, o retorno a silhuetas clássicas e a busca por autenticidade são reflexos diretos dessa vontade de desacelerar. Mais do que tendência estética, trata-se de um posicionamento cultural: menos excesso, mais significado.
UMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO
A comparação entre 2016 e 2026 revela algo maior: estamos em um momento de transição. A sociedade começa a questio-
nar o modelo hiperprodutivo, hiperconectado e altamente performático que se consolidou nos últimos anos. Há um desejo crescente por experiências reais, conexões humanas verdadeiras, tempo de qualidade, vida menos roteirizada e escolhas mais conscientes.
2016 surge, então, como um espelho emocional — não como um ideal perfeito, mas como um lembrete de que outra forma de viver já existiu.
O futuro não é voltar, é recalibrar Falar sobre 2016 em 2026 não é querer voltar no tempo. É tentar recalibrar o presente. É entender que tecnologia e digitalização são irreversíveis, mas que precisam coexistir com humanidade, pausa e presença.
Essa “onda 2016” é, na verdade, um chamado coletivo para reconectar o que foi perdido: o contato humano, a leveza do cotidiano, a naturalidade das relações e a vida vivida para além das telas. Talvez o maior aprendizado dessa comparação seja simples e profundo ao mesmo tempo: progresso sem equilíbrio não é evolução. E, às vezes, olhar para trás é a única forma de seguir em frente com mais consciência.
O CINEMA EM FEVEREIRO DE 2026 UM MÊS CARREGADO DE ESTREIAS ATRAENTES
MARGOT ROBBIE E JACOB ELORDI VIVEM A PAIXÃO INTENSA DE CATHERINE E HEATHCLIFF. UMA HISTÓRIA DE AMOR E DESTINO QUE ATRAVESSA GERAÇÕES.
Fevereiro de 2026 promete ser um dos meses mais ricos do ano para os amantes da sétima arte, com uma série de estreias que vão de grandes produções com estrelas de Hollywood a adaptações literárias e filmes musicais. Após o início do ano com lançamentos que cativaram público e crítica, as salas de cinema se preparam para receber uma mistura de gêneros — romance, drama, comédia, biografia e animação — oferecendo opções para variados perfis de espectadores.
Ao longo de quatro semanas, entre estreias programadas para as datas de 13, 20 e 26 de fevereiro, o público verá narrativas envolventes, elenco de peso e histórias que conversam com temas contemporâneos e clássicos. A seguir, um mergulho nos seis filmes mais aguardados do mês, com foco em seus contextos, expectativas e atributos cinematográficos.
CRIME 101
Data de estreia: 13 de fevereiro Elenco principal: Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Halle Berry, Barry Keoghan, Jennifer Jason Leigh, Nick Nolte
“Crime 101” chega ao cinema já cercado de grande expectativa por reunir um elenco de estrelas de primeira linha em um thriller com fortes elementos de crime e drama. Dirigido por Bart Layton, o filme adapta a novela homônima de Don Winslow, e tem como foco um experiente ladrão interpretado por Chris Hemsworth, que decide realizar um último grande golpe antes de encerrar sua carreira criminosa — uma premissa clássica que, nas mãos da produção, promete combinar tensão narrativa com profundidade de personagem.
A presença de Mark Ruffalo como um investigador determinado cria
um contraponto dramático que deve intensificar o embate entre lei e transgressão, enquanto Halle Berry oferece uma performance que, segundo prévias, adiciona camadas emocionais inesperadas à trama. Essa combinação de nomes consagrados, aliada à abordagem estilística do diretor, posiciona Crime 101 como um dos títulos mais comentados da temporada.
GOAT
Data de estreia: 13 de fevereiro Direção: Tyree Dillihay e Adam Rosette
No mesmo dia de Crime 101, chega GOAT, uma animação com tom leve e universal, voltada tanto para o público infantil quanto para adultos. O filme, dirigido por Tyree Dillihay e Adam Rosette, explora uma narrativa centrada em uma cabra — daí o título “GOAT”, que também remete ao termo inglês “greatest of all time” (o melhor de
WUTHERING HEIGHTS – O MORRO DOS VENTOS UIVANTES REVISITA O CLÁSSICO ROMANCE DE EMILY BRONTË.
EPIC: ELVIS PRESLEY IN CONCERT. MAIS DO QUE UM FILME, UMA EXPERIÊNCIA. O REI DO ROCK VOLTA ÀS TELAS EM UM ESPETÁCULO CINEMATOGRÁFICO QUE RECRIA A ENERGIA, A VOZ E O IMPACTO DE ELVIS PRESLEY NO AUGE DE SUA CARREIRA. COM IMAGENS RESTAURADAS E SOM REMASTERIZADO, EPIC CONVIDA O PÚBLICO A SENTIR, MAIS UMA VEZ, POR QUE ELVIS NÃO FOI APENAS UM ARTISTA — FOI UM FENÔMENO CULTURAL
todos os tempos).
Animações familiares têm se destacado nas bilheterias internacionais por oferecerem histórias que combinam humor, emoção e temas universais como amizade, coragem e pertencimento. GOAT surge nesse panorama com potencial para atrair famílias inteiras às salas, especialmente por sua abordagem charmosa e estética visual envolvente, que deve conversar tanto com crianças quanto com adultos que apreciam animações bem-construídas.
WUTHERING HEIGHTS (O MORRO DOS VENTOS UIVANTES)
Data de estreia: 13 de fevereiro
Direção: Emerald Fennell Elenco: Margot Robbie, Jacob Elordi
Enquanto muitos filmes do mês exploram temáticas modernas ou gêneros populares, Wuthering Heights resgata um dos romances mais emblemáticos da literatura inglesa. A adaptação dirigida por
Emerald Fennell — vencedora do Oscar por Promising Young Woman — traz às telas a história trágica de Catherine Earnshaw e Heathcliff, personagens cujas paixões e conflitos atravessaram gerações desde a publicação do livro de Emily Brontë em 1847.
Com Margot Robbie interpretando Catherine e Jacob Elordi como Heathcliff, o filme promete uma releitura intensa, focada na força emocional do relacionamento central. Filmado em locações que capturam a brutal beleza dos campos abertos e inóspitos que inspiraram o romance original, Wuthering Heights chega aos cinemas no dia 13 de fevereiro, estrategicamente próximo ao Dia dos Namorados em vários países, o que pode ampliar seu apelo entre os espectadores que buscam uma experiência cinematográfica mais profunda e romântica.
EPIC: ELVIS PRESLEY IN CONCERT
Data de estreia: 20 de fevereiro Direção: Baz Luhrmann
A figura de Elvis Presley é, possivelmente, uma das mais icônicas da história da música do século XX — e EPiC: Elvis Presley in Concert quer revisitar essa trajetória de uma forma que ultrapasse as tradicionais biografias cinematográficas. Dirigido pelo renomado Baz Luhrmann, conhecido por filmes como Moulin Rouge! e The Great Gatsby, o longa promete uma experiência de concerto cinematográfico, reunindo material de arquivo remasterizado, gravações raras e performances restauradas de Elvis no auge de sua carreira.
Mais do que simplesmente contar a vida do “Rei do Rock”, a produção pretende transportar o público para o universo sensorial do espetáculo ao vivo, dando voz às músicas mais emblemáticas e às memoráveis performances que marcaram uma geração. Estrelando o próprio legado musical de Presley de maneira inovadora, EPiC se apresenta como uma das grandes atrações do mês — especialmente para fãs de música, cultura pop e histórias de ícones.
MARKETING EM TRANSFORMAÇÃO A VISÃO DE PHILIP KOTLER DESTAQUE
PHILIP KOTLER, REFERÊNCIA MUNDIAL EM MARKETING, ESTEVE EM SARASOTA PARA UM ENCONTRO EXCLUSIVO COM UM GRUPO SELETO DE BRASILEIROS, A CONVITE DO BR NATION
“Dentro de cinco anos, se você estiver no mesmo negócio em que está hoje, você estará fora do mercado.” Esta frase de impacto marcou a conclusão do encontro histórico com o professor Philip Kotler, o maior pensador do marketing do mundo, que brindou o público com uma verdadeira aula magna para um grupo seleto de líderes e empreendedores, revelando os principais movimentos atuais e as tendências que moldarão o futuro do marketing.
De forma contundente, ele afirma que permanecer igual não é mais uma opção neste momento tão intenso
de transformação no mundo dos negócios, onde empresas de todos os setores estão sendo pressionadas a rever seus modelos, processos e, principalmente, a forma como se relacionam com seus consumidores.
Segundo ele, a aceleração tecnológica, as transformações no comportamento do consumidor, os desafios ambientais e sociais e a abundância de informação estão redefinindo o papel do marketing. Mais do que comunicação ou promoção, o marketing precisa ocupar o centro da estratégia de crescimento das organizações.
O professor Kotler também destaca que o consumidor atual está mais informado, mais exigente, baseando-se em avaliações (reviews), experiências compartilhadas, influenciadores e comunidades digitais.
CENÁRIO NA MÍDIA
Outro ponto central abordado por Kotler é a mudança no ecossistema de mídia. A publicidade tradicional, como os comerciais de 30 segundos na televisão, tornou-se cara e menos eficiente, embora ainda desempenhe um papel importante na construção de marca. Por outro lado,
o marketing digital permite maior precisão, segmentação e mensuração de resultados, sendo eficaz para impulsionar as vendas. Nesse cenário, ele classifica os quatro tipos de mídia que podem ser exploradas com criatividade e inovação.
. Mídia paga (tv, revista, rádio)
. Mídia compartilhada (mídias sociais)
. Mídia espontânea (relações públicas, assessoria de imprensa)
. Mídia gerada pela marca (blogs, newsletters, podcasts e plataformas de conteúdo próprias).
Para Kotler, o marketing passa inevitavelmente pela criação de conteúdo relevante, pela construção de relacionamento e confiança. O boca a boca, quando genuíno, continua sendo uma das ferramentas mais poderosas de influência.
SUSTENTABILIDADE E CONEXÃO EMOCIONAL
Um dos alertas mais enfáticos da apresentação foi sobre sustentabilidade. O professor afirma que empresas que não incorporarem práticas sustentáveis aos seus modelos de negócio simplesmente não sobreviverão. Isso não se trata apenas de imagem, mas de viabilidade no longo prazo. “A sustentabilidade deixou de ser opcional, mas tornouse essencial para a sobrevivência”, ressalta ele.
Ele também cita o conceito das “Firms of Endearment”, empresas admiradas pelos consumidores em que as relações são baseadas em propósito, empatia e impacto positivo. Em um estudo foi verificado que 25 empresas não eram apenas altamente lucrativas, mas apresentavam colaboradores
mais felizes e motivados, clientes mais leais, fornecedores inovadores, parceiros mais comprometidos e que contribuíam para a construção de comunidades mais saudáveis e sustentáveis. Sinal de que as conexões positivas geram bons frutos.
TENDÊNCIAS
Quanto à visão para o futuro, o autor do best-seller Management Marketing, destaca que o marketing será cada vez mais guiado por tecnologia e inteligência, mas sem perder o foco humano. Ferramentas como inteligência artificial, algoritmos, automação de marketing, realidade aumentada, realidade virtual e neurociência já estão transformando a forma como marcas entendem e impactam seus públicos.
Essas tecnologias permitem análises
ALESSANDRA LEME, AUTORA DO TEXTO, AO LADO DE PHILIP KOTLER, CONSIDERADO O PAI DO MARKETING MODERNO, EM UM ENCONTRO QUE SIMBOLIZA A PONTE ENTRE CONHECIMENTO
mais precisas de comportamento, personalização em escala, experiências imersivas e decisões estratégicas baseadas em dados reais e não mais apenas em intuição. O marketing deixa de ser apenas comunicação para se tornar ciência, estratégia e experiência, conectando marcas e pessoas de forma mais eficiente, ética e humanizada. O uso do customer journey mapping, o mapeamento da experiência do cliente com a marca, do primeiro contato ao pós-venda, aliado à análise dos touchpoints, ou pontos de contato ao longo dessa jornada, tendem a se intensificar, permitindo identificar percepções e criar experiências mais estratégicas e relevantes.
Nesse contexto, o marketing de conteúdo e marketing de influência ganham ainda mais força como pilares de conexão autêntica com o público. Além disso, assistentes de voz, chatbots e agentes virtuais inteligentes passarão a desempenhar
um papel cada vez mais intenso na experiência do consumidor, tornando o relacionamento mais ágil, personalizado e orientado por dados.
Segundo a visão apresentada por Kotler, não se trata apenas de adotar novas ferramentas, mas de repensar mentalidades, integrando tecnologia, propósito e impacto social. Para ele, o futuro do marketing pertence às empresas que souberem ter um branding forte, precificação inteligente e domínio dos canais de distribuição.
VAREJO
O varejo não está sendo substituído pelo digital, mas reconfigurado. O crescimento do e-commerce não elimina as lojas físicas, mas exige sua reinvenção como espaços de experiência, conveniência e relacionamento; um movimento que já vem acontecendo. Segundo Kotler, o futuro do varejo está na integração
entre tecnologia, experiência humana e estratégia orientada ao cliente.
ATIVISMO DA MARCA
Mais do que nunca, o pai do marketing moderno defende o papel social das empresas em criar valor para a sociedade através de temas e campanhas que realmente estejam alinhadas à identidade e valores. Quando sustentadas por ações concretas, essas iniciativas geram impacto real, fortalecem a reputação e mantêm as marcas vivas e relevantes no futuro.
Alessandra Leme é jornalista e estrategista de marketing, CEO da Inspire Brand, marketing house na Flórida, e pós-graduada em Marketing e Comunicação. @alessandraleme_
ANDRE DUEK, JOSE SALIBI NETO, PHILIP KOTLER E CAROL LARA DURANTE O EVENTO EM SARASOTA
PEPTÍDEOS NOVOS NA CIÊNCIA FERRAMENTAS
QUE PODEM REDESENHAR O FUTURO DA BIOLOGIA E DA LONGEVIDADE
POR LAINE FURTADO @lainefurtado
Pequenas cadeias de aminoácidos, conhecidas como peptídeos, ocupam hoje um lugar central nas pesquisas mais avançadas da biotecnologia moderna. Longe de serem apenas estruturas químicas isoladas, essas moléculas funcionam como mensageiros celulares altamente especializados, capazes de influenciar processos fundamentais do organismo humano. Energia celular, envelhecimento, regeneração de tecidos, metabolismo, saúde da pele e equilíbrio hormonal estão entre os campos diretamente impactados por esses compostos.
O crescente interesse científico pelos peptídeos reflete uma mudança de paradigma na medicina e na estética contemporâneas. Em vez de atuar apenas sobre sintomas, essas moléculas permitem intervenções mais profundas nos mecanismos celulares, abrindo novas possibilidades para a promoção da longevidade, da juventude funcional e da qualidade de vida. Nos últimos anos, peptídeos como SS-31, MOTS-c, Humanin, GHK-Cu, Pep19, Epitalon, BPC-157, além de compostos já aprovados clinicamente,
como a tirzepatide, e de novas promessas, como a retatrutide, passaram a ocupar o centro de estudos laboratoriais e ensaios clínicos.
PEPTÍDEOS E A REVOLUÇÃO DA ENERGIA CELULAR
Entre os avanços mais relevantes está o SS31, também conhecido como elamipretide. Desenvolvido para atuar diretamente nas mitocôndrias — estruturas responsáveis pela produção de energia celular — esse peptídeo sintético se liga à cardiolipina, um componente essencial da membrana interna mitocondrial. Ao preservar a integridade dessa membrana, o SS-31 melhora a eficiência da produção de ATP, molécula que sustenta praticamente todas as funções celulares.
Pesquisas publicadas em periódicos científicos de referência, como Nature Scientific Reports, indicam que o SS-31 reduz significativamente o estresse oxidativo, um dos principais fatores associados ao envelhecimento celular. Estudos
mais recentes divulgados pela RSC Advances reforçam seu potencial na proteção do músculo cardíaco, do tecido muscular esquelético e das células neuronais. Esses achados colocam o peptídeo como uma promessa no campo das doenças mitocondriais, do envelhecimento precoce e de distúrbios neurodegenerativos, embora seu uso ainda esteja restrito a protocolos de pesquisa clínica supervisionada.
MITOCÔNDRIAS, METABOLISMO E ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL
Outros dois peptídeos que reforçam a ligação entre mitocôndrias e longevidade são o MOTS-c e o Humanin. Ambos são codificados pelo DNA mitocondrial e exercem funções reguladoras essenciais no metabolismo e na sobrevivência celular.
O MOTS-c atua como modulador do metabolismo energético, influenciando diretamente a sensibilidade à insulina e a utilização da glicose pelos músculos. Estudos indicam que
ele participa de vias metabólicas associadas ao envelhecimento saudável, ajudando a reduzir danos oxidativos e a preservar a função muscular ao longo do tempo. Já o Humanin se destaca por sua ação citoprotetora, inibindo processos de apoptose e protegendo as células contra estresses metabólicos. Artigos científicos amplamente citados na literatura biomédica associam esse peptídeo à proteção cardiovascular e neurológica, o que o torna um alvo relevante nas pesquisas sobre doenças relacionadas ao envelhecimento. Ambos, no entanto, permanecem em fase experimental.
REJUVENESCIMENTO, PELE E REGENERAÇÃO DOS TECIDOS
No campo da estética e da regeneração celular, o GHK-Cu ocupa posição de destaque. Naturalmente produzido pelo organismo humano, esse peptídeo ligado ao cobre desempenha um papel fundamental na reparação dos tecidos e na manutenção da juventude da pele. Estudos demonstram que ele estimula a atividade dos fibroblastos, células responsáveis pela produção de colágeno e elastina, promovendo firme-
za, elasticidade e melhor qualidade cutânea.
Além de seus efeitos estéticos, o GHK-Cu regula a expressão de genes ligados à inflamação e ao reparo celular, favorecendo a cicatrização e a recuperação de tecidos danificados. Pesquisas indicam que os níveis naturais desse peptídeo diminuem com o avanço da idade, o que ajuda a explicar o interesse crescente em seu potencial terapêutico dentro das abordagens antienvelhecimento.
Complementando esse eixo de regeneração, o BPC-157 surge como um dos peptídeos mais estudados quando o assunto é reparo tecidual. Derivado de uma proteína gástrica, ele tem demonstrado efeitos promissores na cicatrização de músculos, tendões, ligamentos e na recuperação da mucosa intestinal. Muito investigado em medicina regenerativa e esportiva, o BPC-157 amplia a discussão para além da estética, abordando a recuperação funcional e a integridade dos tecidos, embora ainda não possua aprovação regulatória para uso clínico amplo.
JUVENTUDE, LONGEVIDADE E O CONTROLE DO ENVELHECIMENTO CELULAR
Quando o foco se volta diretamente para longevidade e juventude celular, o Epitalon ocupa um lugar quase simbólico. Estudado há décadas em centros de pesquisa em gerontologia, especialmente no Leste Europeu, esse peptídeo ganhou notoriedade por sua associação à ativação da telomerase, enzima responsável pela manutenção dos telômeros, estruturas ligadas ao envelhecimento celular.
Pesquisas sugerem que o Epitalon pode influenciar o ritmo circadiano, a regeneração celular e a longevidade, o que o tornou um dos nomes mais citados nos debates sobre anti-aging. Apesar do interesse científico contínuo, seu uso permanece restrito a estudos experimentais, reforçando a necessidade de cautela e rigor científico.
METABOLISMO, GORDURA CORPORAL E CONTROLE DE PESO
No campo metabólico, o Pep19 desponta
como uma linha de pesquisa emergente. Esse peptídeo sintético vem sendo estudado por sua capacidade de estimular a lipólise, regular o apetite e influenciar o metabolismo energético. Pesquisas apoiadas por instituições científicas indicam que ele atua sobre receptores do sistema endocanabinoide, um dos principais reguladores da fome, do gasto energético e do equilíbrio hormonal. Há ainda indícios de que o Pep19 possa contribuir para a melhoria da qualidade do sono, fator intimamente ligado ao controle do peso e à saúde metabólica. Apesar do potencial, trata-se de um composto ainda em estágio inicial de investigação.
A NOVA GERAÇÃO DE PEPTÍDEOS NO TRATAMENTO DA OBESIDADE
Diferentemente dos peptídeos experimentais, a tirzepatide já representa um avanço concreto na prática clínica. Aprovada para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, essa molécula atua como agonista duplo dos receptores
GLP-1 e GIP. Ensaios clínicos amplamente divulgados demonstram reduções significativas de peso corporal, melhora do controle glicêmico e benefícios cardiovasculares relevantes.
Na mesma linha, a retatrutide surge como uma das apostas mais ambiciosas da indústria farmacêutica. Atuando simultaneamente sobre os receptores GLP-1, GIP e glucagon, esse agonista triplo está em fase avançada de ensaios clínicos. Resultados preliminares indicam uma perda de peso superior às terapias atualmente disponíveis, reforçando seu potencial como um futuro marco no tratamento da obesidade.
SEGURANÇA, REGULAMENTAÇÃO E LIMITES DA CIÊNCIA ATUAL
Apesar do entusiasmo em torno dos peptídeos, a questão da segurança permanece central. Autoridades regulatórias, como a FDA, alertam para o crescimento da venda online de peptídeos rotulados como “uso em pesquisa”, muitos
deles sem aprovação para consumo humano. A ausência de controle rigoroso pode resultar em dosagens imprecisas, contaminação e riscos à saúde, reforçando a necessidade de que essas substâncias sejam utilizadas exclusivamente em contextos clínicos autorizados.
O FUTURO DOS PEPTÍDEOS: ENTRE A PROMESSA E A EVIDÊNCIA CIENTÍFICA
A ciência dos peptídeos vive um momento decisivo. As evidências acumuladas apontam para um potencial transformador que vai da proteção mitocondrial ao rejuvenescimento da pele, da regeneração tecidual ao tratamento de distúrbios metabólicos complexos. Embora apenas alguns compostos já tenham aplicação clínica consolidada, a maioria ainda depende de estudos de longo prazo para comprovar eficácia e segurança. O futuro dessas moléculas dependerá, sobretudo, do rigor científico com que forem investigadas e incorporadas às práticas médicas e estéticas.
DOLCE & GABBANA ESTREIA A EXPOSIÇÃO IMERSIVA “FROM THE HEART TO THE HANDS” NO ICA MIAMI,DE 6 DE FEVEREIRO
A 14 DE JUNHO.A CURADORA FLORENCE MÜLLER EXPLORA A HERANÇA
ITALIANA DA DOLCE & GABBANA E A INFLUÊNCIA DURADOURA DA CULTURA ITALIANA NA INSPIRAÇÃO DE ALGUMAS DAS COLEÇÕES MAIS ICÔNICAS E INOVADORAS DA MARCA DE DOMENICO DOLCE E STEFANO GABBANA. CURADORIA DE FLORENCE MÜLLER(FOTO) JEAN PICON.
FROM THE HEART TO THE HANDS: DOLCE & GABBANA NO ICA MIAMI, UMA ODE À
Por LAINE FURTADO
CRIAÇÃO E À CULTURA ITALIANA
@LAINEFURTADO_FASHIONREPORTER
STEFANO GABBANA E DOMENICO DOLCE
A EXPOSIÇÃO “FROM THE HEART TO THE HANDS” CELEBRA A ESSÊNCIA CRIATIVA DA DOLCE & GABBANA, ONDE TRADIÇÃO, ARTESANATO E PAIXÃO ITALIANA SE TRANSFORMAM EM PURA ARTE VESTÍVEL. FOTO CORTESIA DOLCE & GABBANA / MARK BLOWER
Quando a icônica maison italiana Dolce & Gabbana decide expor sua obra no coração artístico de Miami, o resultado é mais do que uma retrospectiva de moda: é uma experiência imersiva que redefine como vemos o processo criativo de duas das figuras mais influentes da moda contemporânea. De 6 de fevereiro a 14 de junho de 2026, o Institute of Contemporary Art, Miami (ICA Miami) apresenta “From the Heart to the Hands: Dolce & Gabbana”, exposição inédita nos Estados Unidos que leva o público por uma jornada sensorial entre moda, arte, cultura e memória.
Localizada no Design District de Miami, um dos polos culturais e de luxo da cidade, a mostra ocupa amplos espaços do ICA Miami, convidando visitantes a descobrir mais de 300 peças que atravessam décadas da história criativa da marca, desde criações de arquivo até peças contemporâneas especialmente selecionadas para a edição americana.
UMA EXPOSIÇÃO NARRATIVA E SENSORIAL
Diferente de uma exposição de moda convencional, em que roupas são simplesmente exibidas em manequins, “From the Heart to the Hands” propõe uma narrativa. A curadoria de Florence Müller, renomada historiadora de moda e curadora internacional, explora
o percurso criativo dos designers Domenico Dolce e Stefano Gabbana como um fio condutor, partindo da inspiração emocional (“o coração”) até a execução artesanal (“as mãos”).
Cada sala da exposição é projetada como um ambiente imersivo — cenográfico, teatral e sensorial — que convida o público a vivenciar o universo estético da maison. Por meio de cenários que evocam tradições italianas, paisagens regionais, referências à ópera e ao balé, e ecos do estilo de vida italiano — a famosa “dolce vita” — a mostra cria um diálogo constante entre moda e cultura. E com certeza, oferece uma experiência única para os amantes de Dolce & Gabbana.
E ARTÍSTICA. FOTO CORTESIA DOLCE & GABBANA / MICHAEL ADAIR
O SIGNIFICADO DA CURADORIA: MODA COMO CULTURA
O título da exposição — “From the Heart to the Hands” — encapsula uma filosofia que está no cerne da criação de Dolce & Gabbana: a moda não é apenas um produto visual, mas um artefato cultural e emocional que nasce de uma ideia vivida intensamente e se concretiza por meio de habilidade manual, tradição e expressão individual.
Ao longo de mais de 300 peças expostas, vestidos de Alta Moda, trajes masculinos de Alta Sartoria, acessórios e joias raras ilustram essa tradução do imaginário para o objeto. Em cada trecho da exposição, o público vê manifestações do Fatto a Mano — o ethos artesanal italiano que privilegia a mão humana e a tradição sobre a produção industrial.
ENTRE MODA E ARTE CONTEMPORÂNEA
Uma das características mais marcantes da mostra em Miami é a presença de obras de artistas visuais contemporâneos que dialo-
gam com as peças de moda. Artistas como Quayola, Alberto Maria Colombo, Obvious, Vittorio Bonapace e Felice Limosani oferecem contrapontos e ecoam os temas abordados pelas criações de Dolce & Gabbana, fortalecendo a conversa entre moda, artes visuais e novas mídias.
Essa integração entre disciplinas sinaliza um movimento mais amplo no mundo cultural: a moda, antes confinada às passarelas e vitrines, vem sendo cada vez mais reconhecida como forma legítima de expressão artística, capaz de dialogar com pintura, escultura, tecnologia digital e performance. No contexto do ICA Miami, um museu dedicado à arte contemporânea, essa conexão se faz ainda mais evidente, posicionando a exposição entre grandes mostras conceituais que exploram identidade, memória e estética.
REFERÊNCIAS CULTURAIS
E IDENTITÁRIAS
O repertório visual de Dolce & Gabbana sem-
pre esteve profundamente ligado às raízes italianas, mas especialmente às tradições sicilianas — um aspecto que transparece em muitos dos trabalhos apresentados na exposição. Desde o uso de símbolos religiosos e iconografia mediterrânea até as texturas e bordados que evocam festivais regionais, ritos e narratives familiares, a cultura italiana é tratada como personagem central — e não apenas como pano de fundo.
Essa relação com a História e as tradições não é nostálgica: ela é remixada e reinterpretada por meio de uma lente contemporânea, que celebra tanto o passado quanto a capacidade de reinventar e ressignificar. O espírito festivo e emocional da “dolce vita” é apresentado não como um ideal atemporal, mas como uma energia vital que continua influenciando designers, artistas e criadores em todo o mundo.
EXPERIÊNCIA MULTISSENSORIAL
Grande parte do impacto da exposição advém
“FROM THE HEART TO THE HANDS” REVELA O UNIVERSO CRIATIVO DA DOLCE & GABBANA, EXALTANDO A HERANÇA ITALIANA, O TRABALHO ARTESANAL E A MODA COMO EXPRESSÃO CULTURAL
NA EXPOSIÇÃO “FROM THE HEART TO THE HANDS”, A DOLCE & GABBANA TRANSFORMA TRADIÇÃO E CRIATIVIDADE EM UMA NARRATIVA VISUAL PODEROSA, ONDE CADA DETALHE
CARREGA HISTÓRIA, IDENTIDADE E PAIXÃO. FOTO MELANIA DALLER GRAVE / DSL STUDIO
de sua capacidade de estimular múltiplos sentidos. Som, imagem, textura e narrativa visual se combinam para criar uma experiência que transcende a observação casual. Luzes, sons e a própria arquitetura espacial dos ambientes convidam o público a entrar, pausar e refletir sobre o que está sendo visto.
Por exemplo, salas dedicadas à ópera e ao balé ressoam não apenas pelas roupas expostas, mas também por meio de projeções e composições sonoras que evocam esses mundos performáticos. Em outro setor, elementos arquitetônicos inspirados em palácios italianos ou paisagens mediterrâneas criam contextos imersivos que ajudam a contar a história por trás das peças.
A TRADIÇÃO DO FEITO À MÃO
No centro da narrativa da exposição está a ideia de Fatto a Mano — literalmente “feito à mão” — que representa a essência do trabalho artesanal italiano e o valor que a maison Dolce & Gabbana sempre atribuiu ao ofício manual. Tecelões, bordadeiras, alfaiates e artesãos que trabalham nas coleções de alta
costura ocupam um espaço simbólico nesta história, lembrando que a moda, no seu nível mais elevado, é tão dependente da habilidade humana quanto a escultura, a pintura ou a música.
Essa ênfase artesanal serve como contraponto ao apelo da produção em massa e questiona o ritmo acelerado do consumo contemporâneo, convidando os visitantes a refletirem sobre o valor da objetualidade, da habilidade e da paciência inseridos em cada peça. O público, portanto, não está apenas vendo roupas; está sendo convidado a compreender o processo que transforma uma ideia abstrata em um objeto tangível de luxo e expressão estética.
UM MARCO CULTURAL EM MIAMI
A escolha de Miami como palco para a edição americana da exposição não é aleatória. A cidade tem se consolidado como um importante centro cultural global, com museus, galerias e eventos que rivalizam com metrópoles artísticas tradicionais. O ICA Miami, com sua programação inovadora e foco em arte
contemporânea, oferece o ambiente ideal para uma mostra que pretende criar diálogos entre moda, história, cultura e arte.
No contexto do Design District, bairro que abriga boutiques de luxo, galerias e espaços de arte, a exposição reafirma a importância de Miami como um destino cultural vibrante e em expansão — um polo que não apenas consome arte e luxo, mas também os produz e os reinventa.
MODA COMO CULTURA VIVA
“From the Heart to the Hands: Dolce & Gabbana” é mais do que uma retrospectiva de moda: é uma declaração cultural. Ao reconectar peças icônicas à sua origem emocional e artesanal, a exposição desafia os visitantes a verem moda como arte, história e narrativa. Ao mesmo tempo, oferece um panorama rico da importância da tradição italiana na moda contemporânea e reafirma o papel da cidade de Miami como palco internacional para conversas culturais profundas. Informações e ingressos no site /miami.dolcegabbanaexhibition.com/tickets/
EM FOCO
MERCADO IMOBILIÁRIO DE MIAMI EM 2026: EQUILÍBRIO EM MEIO
A TRANSIÇÃO E OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO
O mercado imobiliário de Miami, um dos mais observados dos Estados Unidos, transita em 2026 por uma fase de equilíbrio e ajustes, com tendências que refletem tanto a resiliência de longo prazo quanto desafios pontuais em segmentos específicos. Dados de associações locais e atualizações de mercado indicam que, apesar de uma desaceleração nas vendas de condomínios e sinais de maior oferta, o setor imobiliário como um todo continua sólido — especialmente nos segmentos de casas unifamiliares e em nichos de luxo.
Segundo o relatório mais recente da MIAMI Realtors®, os preços médios nos diferentes segmentos continuam crescendo ao longo dos últimos anos, com o preço mediano de casas unifamiliares subindo de forma consistente por mais de uma década. Entre dezembro de 2015 e dezembro de 2025, o valor mediano desses imóveis aumentou quase 145%, enquanto os preços de condomínios também quase dobraram no mesmo período.
Embora alguns dos mercados tenham registrado declínios modestos em termos de preço no curto prazo, esses ajustes são vistos como parte de um
ciclo natural de realinhamento após anos de forte valorização. Em dezembro de 2025, o preço mediano de um condomínio caiu cerca de 2,3%, para aproximadamente US$ 420 mil, e o preço mediano de casas unifamiliares recuou cerca de 2,2%, para US$ 660 mil — apesar desses números ainda refletirem uma tendência de alta ao longo de anos.
Uma das principais forças impulsionando o mercado em 2026 é a previsão de queda nas taxas de juros hipotecários. Segundo projeções econômicas, as taxas podem recuar ainda mais ao longo deste ano, o que tende a estimular a demanda por imóveis e reforçar o crescimento das vendas — especialmente no segmento de casas unifamiliares, onde as expectativas são de que os preços continuem a subir de forma moderada.
No mercado de condomínios, por outro lado, a dinâmica é um pouco diferente. Mesmo com estoques mais altos e um ritmo lento de vendas em algumas regiões, unidades mais acessíveis e prédios com boa gestão financeira continuam atraindo compradores. Esse cenário ampliado de oferta cria oportunidades para quem busca entrar
no mercado, especialmente compradores que pretendem negociar preços ou escolher entre múltiplas opções.
Além disso, o segmento de luxo e propriedades acima de US$ 10 milhões segue ativo e pode registrar recordes de vendas em 2026, impulsionado por compradores nacionais e internacionais que ainda enxergam Miami como destino privilegiado para investimentos residenciais de alto padrão.
Analistas destacam que o estoque total de imóveis ativos ainda se mantém abaixo dos níveis pré-pandemia, apesar de ter crescido nos últimos meses — um sinal de que, embora o mercado esteja mais equilibrado, a pressão estrutural por moradia em áreas urbanas como Miami permanece intensa.
O mercado imobiliário de Miami em 2026 apresenta um panorama de transição saudável: com preços historicamente elevados, expectativas de retomada de vendas impulsionadas por juros mais baixos, e condições que favorecem tanto investidores quanto compradores que buscam estabilidade de longo prazo em um dos polos imobiliários mais vibrantes dos Estados Unidos.
CUISINE
ENTRE A TERRA E O MAR
CHEF SANCLER SANTOS @CHEFSANCLER
Há pratos que aquecem mais do que o corpo — aquecem a memória. O creme de batata baroa com camarões nasce desse encontro entre raiz e mar, simplicidade e sofisticação.
A batata baroa, também conhecida como mandioquinha, tem origem andina e chegou ao Brasil pelas mãos dos povos indígenas, tornando-se símbolo de aconchego na culinária sul-americana. Já o camarão, presente desde as cozinhas coloniais até os grandes bistrôs contemporâneos, representa o luxo natural do oceano.
Quando esses dois ingredientes se encontram, o resultado é um prato elegante, delicado e profundamente afetivo — perfeito para uma mesa bem-posta ou uma noite de celebração silenciosa.
INGREDIENTES
500 g de batata baroa descascada e cortada
300 g de camarões médios limpos
1/2 cebola branca picada
1 dente de alho
1 colher de manteiga
1 fio de azeite de oliva
500 ml de caldo de legumes quente 100 ml de creme de leite fresco
Sal e pimenta-branca a gosto
Noz-moscada ralada na hora
Cebolibha e coentro para finalizar
MODO DE PREPARO
Refogue a cebola e o alho na manteiga com azeite até ficarem macios. Acrescente a batata baroa, envolva bem e cubra com o caldo. Cozinhe até ficar bem macia. Bata tudo até obter um creme liso e sedoso. Volte à panela, ajuste o sal, a pimenta e a noz-moscada, e incorpore o creme de leite.
Salteie rapidamente os camarões em frigideira quente com azeite, sal e pimenta — apenas até ficarem rosados. Sirva o creme quente, finalize com os camarões por cima, um fio de sour cream e coentro fresco.
Um prato que traduz elegância sem excessos, onde cada colherada carrega história, fé no simples e respeito aos ingredientes — valores que nunca saem de moda.
foto: @trumpas_
PRISCILA FANTIN
PRISCILA FANTIN
A FORÇA DA MATURIDADE NA VIDA E NA ARTE
Com mais de duas décadas de trajetória marcante na teledramaturgia brasileira, Priscila Fantin, 42 anos, atravessa uma fase de plenitude profissional e pessoal. Em entrevista à Linha Aberta Magazine, a atriz revisita a sua história com maturidade, reflete sobre o cenário atual da TV e celebra um momento da vida em que equilíbrio e autenticidade caminham lado a lado.
Observadora atenta das constantes mudanças no universo audiovisual, Priscila reconhece que o mercado vive um período dinâmico, marcado pela chegada de novos formatos, diversas plataformas e uma velocidade de consumo inédita. Segundo ela, o grande desafio para quem trabalha no setor é conseguir acompanhar as demandas desse novo público, sem abandonar a essência das produções tradicionais que moldaram gerações. “É tão importante acompanhar a demanda do novo público quanto manter o que serve ao mais antigo. Sou a favor de todos os formatos, porque isso fomenta a cultura, o mercado e as possibilidades de trabalho. Talvez o maior desafio seja se adequar à velocidade de consumo, sem perder a qualidade de produção”, afirma.
Quando o assunto é atuação, a motivação de Priscila é clara: personagens desafiadoras e cheias de camadas. A atriz se encanta pelo processo de construção psicológica de cada papel, uma etapa que encara como um mergulho profundo na alma das personagens. “Uma nova personagem sempre me motiva. Gosto de estudar os traços psicológicos de cada uma. Esse processo é sempre um deleite.” A escolha dos trabalhos, inclusive,
reportagem & texto de ALETHÉA MANTOVANI
@aletheamantovani
segue um critério muito particular e bastante intuitivo: “A minha intuição, em primeiro lugar. Depois, a complexidade da personagem e, por fim, a sua função como agente transformador da sociedade”, enfatiza.
Ao relembrarmos alguns de seus grandes papéis, Priscila comenta que um deles ocupa um lugar especial em sua trajetória: Tati, vivida aos 16 anos, durante um período de intensas descobertas pessoais. “A Tati foi quem mais trouxe situações diferentes em um momento em que tudo estava mudando na minha vida. Aos 16 anos, tudo influencia, mesmo que minimamente, na nossa formação.”
As redes sociais também transformaram profundamente a relação entre os atores e os espectadores. Para Priscila, essa proximidade abriu portas valiosas, especialmente no que diz respeito a esclarecer informações, mostrar os seus valores e reforçar a própria voz em meio ao ruído digital. “Me incomodavam as notícias falsas ou sensacionalistas. Agora, o público que me acompanha me conhece o suficiente para saber quando alguma nota não tem o meu tom. Tenho uma relação muito sincera e responsável com quem me assiste e uso as redes para quebrar pedestais e disseminar mensagens humanizantes”, conta.
Além da arte, Priscila dedica atenção profunda ao equilíbrio emocional — um compromisso que cultiva diariamente. Família, autocuidado e uma rotina organizada formam os pilares que sustentam a sua vida e a sua saúde emocional. “Eu não abro mão do meu lugar sagrado: ao lado
da minha família, na nossa casa. Isso recarrega e mantém minha sanidade física, mental e emocional.”
Mãe de Romeu, de 14 anos, e casada com o ator Bruno Lopes, Priscila reorganiza a sua agenda de acordo com o que realmente importa. Cada ano é planejado com momentos de conexão consigo mesma, viagens em família e pausas necessárias para fortalecer os laços com quem ama. “Todos os dias eu produzo bastante, então faço questão de ter diariamente momentos de autocuidado, pelo menos uma refeição em família e muita conversa na cama com o love”, revelando que está em perfeita sintonia com quem ela ama.
Entre projetos no ar, possíveis retornos ao teatro, novas produções e convites que analisa com cuidado, Priscila Fantin vive a fase mais consciente e alinhada de sua carreira. Hoje, escolhe personagens, caminhos e prioridades com a maturidade de quem conhece profundamente o próprio ofício.
Nessa fase da vida, a atriz encontrou algo raro: a liberdade plena de ser quem é, dentro e fora das telas. É uma artista que abraça a sua própria história, respeita o seu ritmo e se permite viver cada etapa com presença e significado.
Nesta entrevista à Linha Aberta Magazine, Priscila compartilha reflexões sobre a carreira, a família, o autoconhecimento e essa fase de renovação, que lhe permite transitar entre novos desafios e momentos de recolhimento — sempre fiel a si mesma e ao que acredita. Confira!
LINHA ABERTA - Como você avalia o cenário atual da teledramaturgia brasileira, considerando as transformações recentes nos formatos e nas temáticas das produções? Na sua opinião, quais são os principais desafios e avanços que marcam esse momento?
PRISCILA FANTIN - Eu acho tão importante acompanhar a demanda do novo público, quanto manter o que serve ao mais antigo. Sou a favor de todos os formatos, porque eles fomentam a cultura, o mercado e as possibilidades de trabalho. Assim como os mais variados temas, sempre estaria a serviço de provocar debates sociais. Talvez o maior desafio seja se adequar à velocidade de consumo sem perder a qualidade de produção.
LINHA ABERTA - A relação entre o público e o artista mudou bastante com as redes sociais e as novas formas de consumo de conteúdo. Como você lida com essa proximidade digital e a exposição constante? Acha que o público entende melhor quem é a Priscila além dos personagens?
PRISCILA FANTIN - No meu caso isso facilitou muito. Me incomodavam as notícias falsas ou sensacionalistas que, às vezes, saíam em publicações semanais, quinzenais ou até mensais. Até ouvirem a minha versão, não dava mais tempo de reverter. Agora, o público que me acompanha me conhece o suficiente para saber quando alguma nota não tem o meu tom. Tenho uma relação muito sincera e responsável com quem me assiste e uso as redes justamente para quebrar pedestais e disseminar mensagens construtivas e humanizantes.
LINHA ABERTA - Você sempre trabalhou com grandes nomes da TV e do teatro. Na sua opinião, quem são os grandes atores e atrizes da atualidade, aqueles que mais te inspiram ou que representam bem o momento artístico do país?
PRISCILA FANTIN - Não sei responder.
LINHA ABERTA - O que mais te motiva a continuar atuando após tantos anos de carreira? Existe algo que ainda te desafia ou faz “brilhar os olhos” quando entra em um novo projeto?
PRISCILA FANTIN - Uma nova personagem sempre me motiva, uma vez que gosto de estudar os traços psicológicos de cada uma delas. Esse processo é sempre um deleite.
LINHA ABERTA - Você também tem uma trajetória marcante no teatro e no cinema. Como é o seu processo de escolha de papéis? Há algum critério ou sentimento que te guia na hora de dizer “sim”?
PRISCILA FANTIN – A minha intuição, em primeiro lugar. A complexidade da personagem em segundo e, por fim, a sua função — dela e da trama como um todo — como agente transformador da sociedade.
LINHA ABERTA - Existe algum personagem que te transformou pessoalmente ou te fez enxergar o mundo de outra maneira?
PRISCILA FANTIN – Eu acho que a Tati foi a que mais trouxe situações diferentes em um momento em que tudo estava mudando na minha vida. Foi um ano e meio numa trama em que, toda semana, havia uma novidade para desen-
PRISCILA FANTIN foto: @trumpas_
PRISCILA FANTIN foto: @trumpas_
rolar. Aos 16 anos, tudo influencia, mesmo que minimamente, na nossa formação.
LINHA ABERTA - Nos últimos tempos, a busca por qualidade de vida e equilíbrio emocional tem sido cada vez mais discutida. Como você equilibra a vida pessoal, a maternidade e a carreira artística?
PRISCILA FANTIN - Eu não abro mão do meu lugar sagrado: ao lado da minha família, em nossa casa. É o que me recarrega e mantém a minha sanidade física, mental e emocional. Eu faço o calendário anual prevendo alguns longos momentos individuais de conexão e evolução (como foi Machu Picchu este ano), em família, para termos tempo de qualidade enquanto nosso filho ainda não voa sozinho, e em casal, para fortalecer a relação que sustenta o lar. Eu gosto muito de criar e de trabalhar, então todo o tempo restante será produtivo;
não preciso me preocupar em estabelecer momentos para isso (risos). Todos os dias eu produzo bastante, então faço questão de ter, diariamente, momentos de autocuidado, pelo menos uma refeição em família (se der, as três) e muita conversa na cama com o love.
LINHA ABERTA - A arte tem um papel social importante. Você acredita que as novelas e séries ainda conseguem influenciar positivamente a sociedade? De que forma?
PRISCILA FANTIN – Eu acredito que sim. Ainda que o exemplo não seja bom, o simples fato de levantar discussões já é positivo.
LINHA ABERTA - O público sente saudade das grandes novelas e personagens marcantes. Há algum papel do passado que você gostaria de revisitar ou reinterpretar hoje?
PRISCILA FANTIN - Acho que os papéis foram pertinentes às suas épocas. Não tem como fazer o mesmo papel 20 anos depois, pois não resultaria na mesma fórmula de personagem. A não ser que ela também tenha vivido 20 anos, ou até mais, para que também tenha a sua mudança evolutiva de personalidade.
LINHA ABERTA - Quais são os seus próximos projetos? Podemos esperar te ver em alguma nova produção para TV, streaming ou teatro?
PRISCILA FANTIN - O “Menos Pausa” está no ar. Você já assistiu? Estreou em setembro do ano passado e já estamos na terceira temporada — gravada em janeiro. Está sendo incrível! No teatro, talvez voltaremos com Bento e Pilar em uma nova história. “Shaolin do Sertão 2” estreará no cinema, e há um convite para a TV que estou analisando.
PRISCILA FANTIN foto: @trumpas_
Fotógrafo: @trumpas_
Make e Hair: @jkhairbyfernandafreire / @fernandafreiteoficial
Stylist: @gabbibarbosastylist
Entrevista: @aletheamantovani
Direção executiva: @rafaellarffreitas
beauty BELEZA 2026: OS LANÇAMENTOS DE MAQUIAGEM
QUE PROMETEM
O início de 2026 chega com novidades empolgantes no mundo da maquiagem. De bases e corretivos a bronzers, máscaras e balms multifuncionais, as grandes marcas apostam em fórmulas inovadoras que combinam beleza e cuidado com a pele, atendendo às demandas de consumidores cada vez mais exigentes. Entre os destaques deste janeiro, Dior, Prada, YSL, Makeup by Mario, Saie, Dr. Dennis Gross e Supergoop apresentam lançamentos que prometem conquistar os amantes de maquiagem.
A Dior, por exemplo, amplia sua icônica coleção Forever com o lançamento do Forever Skin Bronze Stick. Diferente de bronzers tradicionais, o bastão cremoso se funde à pele, proporcionando calor, cor e dimensão de forma natural, sem criar contornos exagerados. Disponível em seis tons naturais, a embalagem em efeito couro reforça o apelo de luxo da marca, tornando-o perfeito para quem deseja um visual bronzeado mesmo fora do verão.
Na linha de corretivos, a Prada apresenta o Conceal Blurring + Micro-Correcting Concealer, um produto que equilibra cobertura leve e hidratação. A fórmula iluminadora suaviza imperfeições e ilumina a região abaixo dos olhos sem deixar a pele seca ou achatada, garantindo um acabamento fresco e radiante. A textura versátil permite aplicação com pincel, esponja ou dedos, tornando o processo rápido e intuitivo.
DOMINAR O ANO
Para os olhos, a YSL Beauty traz a Lash Latex Lengthening and Sculpting Mascara, ideal para alongar e levantar os cílios sem empelotar. Com aplicador fino e cerdas curtas, a máscara é perfeita para cílios menores, garantindo definição limpa e efeito duradouro,
complementando qualquer look de maquiagem.
O toque lúdico da maquiagem chega com o Jelly Jar Lip & Cheek Balm da Makeup by Mario, um balm multifuncional com textura em gel que oferece cor natural e construível em lábios e bochechas. Disponível em seis tons, como Pink Chai e Berry Toasty, o produto combina praticidade e diversão, ideal para retoques rápidos durante o dia.
Entre as novidades de skincare e maquiagem, Saie apresenta o CitySet Setting Spray, uma bruma hidratante livre de álcool que fixa a maquiagem sem ressecar a pele, enquanto protege contra poluição, raios UV e outros estressores ambientais. Já Dr. Dennis Gross Skincare lança os DermInfusions Plump & Repair Lip Treatment Tints, que entregam cor intensa, efeito volumizador e hidratação profunda graças à combinação de ácido hialurônico, peptídeos e ingredientes reparadores da barreira cutânea.
Por fim, a Supergoop reforça seu domínio em protetores solares com o Dewscreen Hydrating Primer SPF 50, um primer e protetor em um só produto que combina textura leve, acabamento radiante e compatibilidade com maquiagem, garantindo proteção solar sem comprometer a aplicação de outros produtos.
Esses lançamentos refletem tendências-chave de 2026: beleza que une estética e cuidado com a pele, produtos versáteis para o dia a dia e fórmulas inovadoras para resultados naturais e duradouros. Para quem acompanha novidades do universo de beleza, este início de ano promete trazer experiências sensoriais e visuais, reafirmando que maquiagem não é apenas aparência, mas também cuidado e expressão pessoal.
PARIS HAUTE COUTURE
SS2026: ARTE, FANTASIA
E REINVENÇÃO NAS PASSARELAS DE COUTURE
laine furtado @lainefurtado_fashionreporterter
Paris se consolidou novamente como o epicentro da alta-costura global com a temporada Spring/ Summer 2026, um encontro de estética, técnica e narrativa que reafirmou a relevância cultural da moda feita sob medida.
Ao longo dos palcos franceses, que vão do Grand Palais às casas históricas da moda, designers reinterpretaram clássicos, abraçaram a experimentação e apresentaram um novo capítulo da couture — seja com exuberância maximalista, poesia natural ou reinvenções profundas dos códigos de suas próprias casas.
SCHIAPARELLI: SURREALISMO ELEVADO À ARTE VIVA
O desfile de abertura de Schiaparelli sob a direção criativa de Daniel Roseberry foi um dos momentos mais falados da semana — um espetáculo visual que reformulou o surrealismo da maison como um laboratorio emocional e sensorial. A coleção, que buscou traduzir sensações em forma, mergulhou de forma teatral em corpos híbridos, criaturas imaginárias e referências artísticas profundas.
Roseberry afirmou que a inspira-
ção veio de sua experiência com Michelangelo e a Capela Sistina, e isso se refletiu em peças que exploram tensão e liberação — contradições que aparecem em zíperes que se erguem como espinhos, corsets vívidos integrados com plumas e volumes esculturais que desafiam a gravidade.
Entre os destaques estavam jaquetas inspiradas em formas animais com hastes e “caudas” de escorpião bordadas, bustiers cobertos com 25.000 plumas de seda, e trabalhos em renda transparente que evocavam texturas vivas e ousadas. A paleta transitou
entre tons sóbrios como preto e marfim e explosões vibrantes de azul, verde e laranja, sublinhando a dualidade entre elegância clássica e fantasia visceral.
Celebridades como Teyana Taylor vestiram looks inspirados na tradição do surrealismo — um vestido de renda que abraçava o corpo como uma segunda pele, acompanhado por botas de plataforma que reforçavam a estética de drama couture.
DIOR: A NATUREZA COMO LABORATÓRIO COUTURE
Para muitos, a apresentação da Christian Dior foi o momento que redefiniu o que significa entrar em uma nova era de couture para uma das casas mais icônicas do mundo. Jonathan Anderson, em sua estreia na alta-costura da Dior, concebeu uma coleção que combinou reverência pelo legado da maison com uma sensibilidade experimental aberta ao futuro.
A narrativa do desfile girou em torno da natureza como sistema e não apenas como estampa. Flores tridimensionais, silhuetas orgânicas e detalhes que lembravam conchas, minerais e até insetos transformaram a passarela em um gabinete de curiosidades naturais. Anderson não se limitou a reproduzir os códigos clássicos de Dior — como a icônica Bar Jacket — mas os reinterpretou através
de tecidos fluidos, volumes escultóricos e aplicações botânicas que evocavam crescimento orgânico e transformação.
O uso inovador do ciclame (uma flor que Galliano uma vez presenteou a Anderson) como motivo central trouxe não apenas uma homenagem ao legado de John Galliano, mas também uma afirmação de que a couture pode ser poética, sensorial e intelectualmente desafiadora ao mesmo tempo.
Celebridades como Rihanna foram vistas incorporando elementos do desfile ao vestuário cotidiano, incluindo um exuberante headpiece floral diretamente do runway, evidenciando como a alta-costura influencia o estilo contemporâneo fora da passarela.
CHANEL: FANTASIA NATURAL E POÉTICA COM MATTHIEU BLAZY
Se Schiaparelli ofereceu uma fantasia visceral e Dior uma releitura botânica da couture, Chanel apresentou algo que pode ser descrito como um encontro entre poesia, natureza e herança. Sob a direção criativa de Matthieu Blazy, este foi um desfile que celebrou a alma da maison com sensibilidade e leveza.
O cenário evocativo — garden-like, com cogumelos gigantes no Grand Palais — introduziu uma coleção que se apoiou em motivos naturais e elementos etéreos, como aves, plumas e tecidos diáfanos. As silhuetas reinterpretaram o clássico tweed de Chanel com movimento e fluidez, enquanto bordados delicados e motivos de pássaros simbolizavam liberdade e transformação.
Apesar da estética onírica, Blazy enfatizou que suas peças — mesmo as mais fantásticas — ainda são usáveis e emocionalmente ressonantes, sublinhando seu compromisso em balancear fantasia com funcionalidade.
O closing do desfile, um vestido de noiva adornado com paetês cintilantes e uma tiara de plumas, sintetizou essa visão: couture como um sonho que permanece ancorado na realidade.
VALENTINO: ALESSANDRO MICHELE TRANSFORMA A COLEÇÃO EM UM TRIBUTO POÉTICO
O desfile Valentino Alta-Costura SS26, assinado por Alessandro Michele, marcou uma temporada histórica em Paris — estreando apenas dias após a morte do fundador Valentino Garavani e transformando a apresentação em um tributo sensível e teatral à herança da maison.
Michele reimaginou o espaço como um Kaiserpanorama moderno — um dispositivo chanel
circular com janelas pelas quais os convidados observavam cada look, convidando a uma experiência íntima e contemplativa da moda.
A coleção explorou opulência de Old Hollywood e referências Art Deco, combinando silhuetas clássicas com detalhes exuberantes. Vestidos em Valentino Red vibrante, drapeados com profundidade e cortes precisos abriram a apresentação, enquanto tonalidades como esmeralda e dourado surgiram em peças bordadas com 1920s Art Deco e franjas cintilantes.
O maximalismo não faltou: capes dramáticos, plumas trabalhadas e turbantes elaborados evocaram o glamour cinematográfico, mesmo quando tecidos fluíam com leveza ou se mantinham suspensos em luz e sombra. Entre casacos de pele luxuosos e vestidos hipnóticos com laços e caudas, Michele equilibrou reverência à tradição da maison com uma visão claramente cinematográfica e ritualística, fazendo da alta-costura um espetáculo sensorial e emocional.
OUTRAS CASAS E TENDÊNCIAS DA SEMANA
Embora os holofotes tenham recaído sobre Schiaparelli, Dior e Chanel, outras maisons também adicionaram texturas importantes à narrativa geral da Haute Couture Week SS26:
Georges Hobeika criou uma coleção baseada em temas românticos com tules etéreos, flores aplicadas à mão e tons ricos que convidavam à contemplação sensorial.
Rahul Mishra, representando a crescente importância de designers indianas no circuito couture, apresentou Alchemy — uma exploração dos cinco elementos através de bordados meticulosos e silhuetas que captavam movimento e energia como se fossem matérias naturais em transformação.
Há relatos também de coleções de outras casas explorando temas como volume lúdico, mistura de materiais inesperados e construção técnica— um lembrete de que a alta-costura continua sendo um terreno fértil para inovação disciplinada.
O SIGNIFICADO DA COUTURE EM 2026
Mais do que simplesmente mostrar vestidos belíssimos, a Haute Couture SS2026 em Paris foi uma declaração de que essa forma de moda continua sendo um espaço onde arte e técnica convergem para criar sentido num mundo em transformação. Designers exploraram memória, natureza, emoção e tecnologia artesanal, reafirmando que a couture — longe de ser um relicário — é uma prática viva, dialogando com o presente e projetando o futuro da moda como expressão cultural.
BANCO CENTRAL SINALIZA CORTE DA SELIC
EM 2026 ENQUANTO BRASIL REFORÇA PARCERIA ESTRATÉGICA COM A CHINA
A expectativa de um corte na taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central do Brasil em março de 2026 tem ganhado força no mercado financeiro e entre economistas, diante de sinais de desaceleração da inflação e de uma economia que precisa de estímulos adicionais para retomar um ritmo de crescimento mais vigoroso. Atualmente em 15% ao ano, a Selic é uma das taxas mais altas em quase duas décadas, refletindo o ciclo de aperto monetário iniciado em 2024 para conter as pressões inflacionárias.
A manutenção desse patamar nos últimos meses — com o Comitê de Política Monetária (Copom) segurando os juros em reuniões recentes — tem sido amplamente antecipada pelo mercado, que agora projeta que o ciclo de redução da Selic possa começar já na primeira reunião do ano com corte em março. A expectativa, segundo levantamento do boletim Focus, é que a taxa feche 2026 em cerca de 12,25% ao ano, indicando um processo gradual de flexibilização monetária ao longo do ano.
Esse movimento está fundamentado em níveis de inflação mais controlados, com
o IPCA acumulado em 2025 encerrando abaixo do teto da meta oficial, o que dá ao Banco Central mais margem para reduzir juros sem comprometer o controle de preços.
Os efeitos de uma Selic mais baixa podem ser amplos. Em termos práticos, juros mais baixos tendem a baratear o crédito, favorecendo consumo e investimento empresarial, o que pode impulsionar o crescimento econômico. Para famílias e empresas, isso significa financiamentos mais acessíveis, expansão do crédito produtivo e potencial melhora no desempenho de setores sensíveis à taxa de juros, como construção civil e varejo. Do lado financeiro, um ciclo de cortes também tende a reduzir o custo do dinheiro no longo prazo e pode atrair investimentos em segmentos mais arriscados, como ações e crédito corporativo.
Esse cenário de política monetária mais branda ocorre em um contexto internacional desafiador, em que economias avançadas também enfrentam incertezas e ajustes de política. A convergência de fatores domésticos e externos, incluindo expectativas de atividade mais lenta e
estabilidade dos preços, tem reforçado o argumento de que o Brasil poderia se beneficiar de estímulos via redução de juros.
Paralelamente, a política externa brasileira tem mostrado movimentações estratégicas importantes, sobretudo na relação com a China, parceiro comercial e geopolítico central para Brasília. Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder chinês Xi Jinping reforçaram, em conversas diretas, o compromisso de aprofundar a cooperação bilateral em múltiplas frentes, como desenvolvimento econômico, infraestrutura, comércio e questões multilaterais, em especial no contexto das Nações Unidas e do BRICS.
Essa aproximação ocorre em um cenário global de tensão e competição estratégica entre grandes potências, onde o Brasil busca maior protagonismo e autonomia em suas relações externas. O fortalecimento dos laços com a China não só reforça o papel do país no comércio global — já que Pequim é um dos principais destinos das exportações brasileiras —e abre espaço para cooperação em tecnologia, energia e investimentos.
EUA EM 2026: POLÍTICAS DO FED E INVESTIMENTOS EM TECNOLOGIA MOLDAM O FUTURO DO MERCADO américa
UA EM 2026: FEDERAL RESERVE MANTÉM ATENÇÃO À INFLAÇÃO ENQUANTO INVESTIMENTOS EM INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL E STARTUPS TRANSFORMAM MERCADOS E HÁBITOS DE CONSUMO.
Os Estados Unidos iniciam 2026 sob o olhar atento de investidores, empreendedores e analistas, à medida que as políticas do Federal Reserve (Fed) e os crescentes investimentos em inteligência artificial (IA) e inovação tecnológica começam a moldar a economia do país de maneira decisiva. O Fed, responsável por definir a taxa básica de juros, vem adotando uma postura de aperto monetário moderado, equilibrando a necessidade de controlar a inflação com o estímulo ao crescimento econômico. Especialistas indicam que, com sinais de desaceleração nos índices de preços ao consumidor, o banco central americano pode manter a taxa estável nos próximos meses, abrindo espaço para um cenário de crédito mais acessível e investimentos empresariais mais robustos.
Paralelamente, o setor de tecnologia continua sendo motor de crescimento e inovação. Startups focadas em inteligência artificial receberam aportes recordes de capital de risco no início do ano, espe-
cialmente em áreas como saúde digital, finanças, educação e logística inteligente. O aumento dos investimentos em IA não apenas reforça a competitividade das empresas americanas, mas também está provocando mudanças significativas nos hábitos de consumo, com produtos e serviços mais personalizados e eficientes, desde assistentes virtuais até sistemas preditivos para comércio eletrônico.
O impacto desse movimento é perceptível em diversos setores-chave. No varejo, o uso de algoritmos de IA para previsão de demanda e gerenciamento de estoque tem reduzido custos e acelerado a entrega de produtos aos consumidores. Na indústria financeira, bancos e fintechs utilizam ferramentas de análise de dados para oferecer crédito mais rápido e seguro, estimulando o consumo. No setor de saúde, startups estão desenvolvendo soluções para diagnóstico precoce e monitoramento remoto, ampliando o acesso a serviços médicos e potencializando a economia de recursos.
Analistas de mercado destacam que o equilíbrio entre políticas monetárias do Fed e inovação tecnológica será determinante para manter a economia americana resiliente frente a desafios globais, como a competição com economias emergentes e a volatilidade nos preços de energia e commodities. Empresas que conseguem integrar tecnologia, dados e agilidade estratégica têm se destacado, reforçando a importância de ambientes favoráveis a startups e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
Em suma, 2026 marca um período em que a atuação do Federal Reserve, o avanço da inteligência artificial e o dinamismo das startups se conectam, criando oportunidades e redefinindo o panorama econômico e tecnológico dos Estados Unidos. O mercado observa atento, enquanto consumidores, empresas e investidores ajustam suas estratégias para navegar nesse ambiente de transformação rápida e contínua.
flash SOUTH FLORIDA
BBG HOMENAGEIA ALOYSIO VASCONCELLOS E INICIA CELEBRAÇÕES DE 20 ANOS
SABRINA TORRELLA, ANDREA FARIA, ALOYSIO VASCONCELLOS, MONICA RIBEIRO E LEONARDO RESENDE
PREFEITO DE POMPANO BEACH REX HARDIN, MONICA RIBEIRO, DEPUTY CONSUL GLAUCIO VELOSO E JOAREZ FARIA
OBrazilian Business Group (BBG) realizou, no dia 28 de janeiro, o tradicional Board of Directors Installation Luncheon, no Tower Club, em Fort Lauderdale, reunindo lideranças empresariais e institucionais para um encontro marcado por reconhecimento e projeção futura. O destaque do evento foi a homenagem a Aloysio Vasconcellos, Founder e Chairman do BBG, celebrando seus 20 anos de liderança à frente da entidade e sua atuação decisiva na consolidação do grupo como referência no fortalecimento do empreendedorismo brasileiro no sul da Flórida.
A homenagem foi conduzida por Monica Ribeiro e Andrea Faria e abriu oficialmente as comemorações do vigésimo aniversário do BBG, hoje reconhecido como uma das principais plataformas de integração e networking da comunidade empresarial brasileira na região.
Keynote speaker do encontro, o Deputy Consul General do Consulado do Brasil em Miami, Glaucio Veloso, destacou o papel estratégico do BBG no estímulo ao empreendedorismo e a relevância do trabalho desenvolvido pelo Board of Directors e seus membros.
Durante a cerimônia, também foi confirmada a continuidade da gestão de Sabrina Torrella como Presidente e Leonardo Resende como VicePresidente, reforçando a estabilidade e o compromisso com as ações estratégicas da entidade para 2026.
by laine furtado @lainefurtado
ANDREA FARIA, SABRINA TORRELLA, MONICA RIBEIRO, LAINE FURTADO E ALESSANDRA LEME
ELIZABETH ALDERETE, SABRINA TORRELLA, ESTERLIZ MAYER NUNES E JORGE NUNES
LIDERANÇA DO BRAZILIAN BUSINESS GROUP
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NOS EUA: METADE DA POPULAÇÃO ADULTA JÁ USA IA, MAS REGULAMENTAÇÃO DIVIDE OPINIÕES
METADE DOS ADULTOS AMERICANOS JÁ USA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, MAS OPINIÕES SOBRE REGULAMENTAÇÃO DA TECNOLOGIA VARIAM BASTANTE ENTRE OS ESTADOS DOS EUA
O uso de inteligência artificial (IA) entre a população dos Estados Unidos tem registrado um crescimento acelerado nos últimos anos. Segundo uma pesquisa recente conduzida por instituições acadêmicas, cerca de 50% dos adultos americanos afirmam utilizar algum tipo de tecnologia baseada em IA, seja em aplicativos de comunicação, assistentes virtuais, plataformas de recomendação de produtos ou ferramentas de trabalho. Este dado reflete a rápida incorporação da IA no cotidiano e evidencia a transformação digital que se consolidou na vida pessoal e profissional dos americanos.
A pesquisa também revela que, embora o acesso e o uso da IA estejam em expansão, as opiniões sobre a necessidade de regulamentação da tecnologia ainda são bastante divergentes. Enquanto alguns defendem normas rígidas para proteger dados pessoais, impedir vieses e garantir transparência nos algoritmos, outros acreditam que regulações excessivas podem frear a inovação e a competitividade das empresas de tecnologia. Esta variação de percepção é ainda mais marcada quando analisada por estado, mostrando diferenças
regionais significativas no entendimento e na aceitação da IA.
Especialistas em tecnologia e economia destacam que a IA já influencia decisões em múltiplos setores da sociedade americana. No varejo e e-commerce, algoritmos de recomendação aprimoram a experiência de compra personalizada. No setor financeiro, sistemas de IA são usados para análise de crédito e detecção de fraudes. Na saúde, aplicativos baseados em IA ajudam na triagem de pacientes, no monitoramento remoto e até na previsão de surtos epidemiológicos. Essa ampla adoção explica o crescimento do uso, mas também intensifica o debate sobre responsabilidade, ética e segurança.
A discrepância na percepção sobre regulamentação reflete ainda um cenário político e cultural fragmentado. Estados com maior presença de centros tecnológicos, como Califórnia e Nova York, tendem a adotar posturas mais flexíveis e voltadas à inovação, enquanto regiões com menor penetração tecnológica, muitas vezes, apoiam normas mais restritivas para proteger dados e privacidade. Analistas
alertam que a falta de uniformidade nas políticas estaduais pode criar desafios para empresas que operam em múltiplas regiões e para a implementação de práticas éticas e seguras de IA.
Para especialistas, 2026 será um ano decisivo para a tecnologia nos EUA. O crescimento do uso de IA pela população evidencia não apenas o potencial transformador da tecnologia, mas também a urgência de debates sobre regulamentação e governança. A construção de normas equilibradas, que conciliem inovação, proteção ao consumidor e ética, será fundamental para definir o papel da IA no futuro próximo e consolidar os Estados Unidos como referência global em tecnologia.
A pesquisa evidencia que a inteligência artificial não é mais apenas uma tendência, mas uma ferramenta cotidiana que já molda hábitos, decisões e mercados. Ao mesmo tempo, mostra que a sociedade americana precisa dialogar sobre limites, regras e responsabilidades para que a tecnologia seja aproveitada de maneira segura e benéfica para todos.
interior design
debora lousa @deboralousa
AMBIENTES ROMÂNTICOS PARA 2026: COMO CRIAR ESPAÇOS QUE ENCANTAM, ACALMAM E
INSPIRAM AMOR
À medida que entramos em 2026, o mundo do design de interiores segue uma forte tendência de humanização dos espaços — afastando-se de minimalismos rígidos e abraçando ambientes que contam histórias, evocam emoção e promovem bem-estar. Essa evolução está diretamente relacionada à forma como desejamos viver: em ambientes que não apenas impressionam visualmente, mas que também conectam nossos sentidos, emoções e memórias. Nesse cenário, os ambientes românticos crescem em importância, tornando-se uma expressão de intimidade, conforto e estética afetiva.
Os espaços românticos deixaram de ser sinônimo de decoração clichê (como flores e corações) para ganhar uma interpretação mais sofisticada, sensorial e contemporânea — sem perder a poesia e a conexão emocional. Veja como essa tendência se estrutura em 2026.
A PALETA DE CORES DO AMOR:
TONS QUE ENVOLVEM E ACALMAM
Para criar ambientes com vibração romântica, a escolha da paleta de cores é fundamental. Em 2026, designers exploram nuances que evocam ternura, profundidade e nostalgia. Um dos destaques emergentes é o mauve — um tom de roxo acinzentado que funciona como um novo “neutro” sofisticado e acolhedor. Essa cor cria espaços suaves e introspectivos, perfeitos para quartos, salas e cantinhos de leitura, funcionando tanto como pano de fundo quanto como protagonista em esquemas tonais mais ousados.
Além dele, tons ricos como plum (ameixa), berry (frutos silvestres) e burgundy (bordô profundo) trazem profundidade e romantismo sem cair no óbvio, especialmente quando equilibrados com neutros terrosos ou materiais naturais. Para ambientes que pedem serenidade, paletas com terracota suave, rosados discretos, azuis acinzentados
e verdes musgo elevam a sensação de tranquilidade e harmonia — perfeitos para salas íntimas ou áreas de descanso.
MOBILIÁRIO COMO REFÚGIO:
CONFORTO E PERSONALIDADE
A tendência dos móveis em 2026 vai além da funcionalidade — trata-se de criar refúgios acolhedores com forte apelo sensorial.
CAMAS E ESPAÇOS ÍNTIMOS
A volta das camas com dossel é uma das tendências que melhor traduzem o romântico contemporâneo. Elas não precisam ser ornamentadas; estruturas leves com tecidos translúcidos ou apenas sugeridas pela moldura criam um “quarto dentro do quarto” — um microcosmo de tranquilidade e aconchego. As cabeceiras — muitas vezes grandes, estofadas e com padrões marcantes — assumem o papel de protagonista visual, oferecendo um ponto focal envolvente e acolhedor.
ELEMENTOS DECORATIVOS
COM HISTÓRIA E EMOÇÃO
A tendência “nostalgia reinventada” está cada vez mais forte. Isso significa incorporar objetos que carregam memórias, artesanato ou estilo vintage reinterpretado com um toque atual.
PEÇAS ARTESANAIS E VINTAGE
Objetos como cerâmicas feitas à mão, tapeçarias, candelabros antigos ou objetos colecionáveis criam narrativas visuais que conferem personalidade e profundidade emocional aos ambientes. Esses detalhes também dialogam com o refinado da estética “refined layering” — uma curadoria cuidadosa de objetos que refletem gostos e histórias pessoais.
ROMANTISMO ALÉM DO QUARTO
Embora o quarto seja frequentemente o centro de atenção quando pensamos em
romantismo, essa estética pode e deve permear outros espaços da casa:
. Sala de estar: luz suave, tecidos aconchegantes, cores acolhedoras e áreas que incentivem a conversa.
. Sala de jantar: iluminação pendente intimista, louças e talheres com detalhes que remetam à atenção ao detalhe, e arranjos de mesa que falem de cuidado.
. Banheiro: iluminação ambiente, velas e texturas naturais criam uma sensação de spa doméstico — um lugar para relaxar a dois.
O ROMANTISMO COMO ESTILO DE VIDA
O que diferencia a tendência de 2026 do romantismo estereotipado é a sua profundidade e personalidade. Não se trata apenas de decoração temática, mas de ambientes que favorecem conexão, descanso e expressão emocional autêntica. Essa estética combina
o melhor da herança do design clássico com abordagens modernas, priorizando experiências sensoriais e narrativas pessoais.
Em 2026, os ambientes românticos são fruto de uma convergência entre estética, sensorialidade e história pessoal. A tendência do romantismo moderno valoriza cores suaves e envolventes, texturas luxuosas, iluminação calorosa, peças com significado e um cuidado sensorial que transforma cada espaço em um refúgio emocional. Não se trata apenas de decorar, mas de criar experiências que inspirem calma, intimidade e conexão — com o espaço, com os sentimentos e com as pessoas que dele fazem parte. Seja para um quarto que evoca conforto duradouro, uma sala de estar que convida à conversa ou um canto para compartilhar momentos especiais, o romantismo em 2026 se apresenta como uma forma de arte vivida — discreta, profunda e apaixonante.
turismo
sofia, miami design district
VALENTINE'S DAY NA FLORIDA LUGARES PARA VIVER O ROMANCE DE FORMA ÚNICA
laine furtado @lainefurtado fashionreporter
Fevereiro, tradicionalmente associado ao Valentine’s Day, convida a repensar o significado das viagens românticas. Mais do que cenários exuberantes ou destinos consagrados, o que define uma experiência a dois hoje é a forma como o tempo é vivido. Nesse contexto, a Flórida se consolida como um território versátil para o romance contemporâneo: próxima, diversa e capaz de oferecer desde refúgios silenciosos até experiências urbanas sofisticadas.
Longe da ideia de uma viagem baseada apenas em pontos turísticos, o romance na Flórida se constrói em pequenos rituais — um jantar sem pressa, um pôr do sol contemplado em silêncio, uma caminhada ao amanhecer, um spa compartilhado. Em cidades como Miami, Boca Raton, Fort Lauderdale e Orlando,
o amor encontra diferentes linguagens, todas conectadas pela experiência.
MIAMI: ROMANCE URBANO COM ESTÉTICA E INTENSIDADE
Miami é, por essência, uma cidade sensorial. Para casais, o romantismo surge da combinação entre arquitetura, arte, gastronomia e mar. O dia pode começar com uma caminhada tranquila pelo South Pointe Park, quando a cidade ainda desperta, e seguir para experiências que unem cultura e prazer.
Para viver esse romance urbano, lugares como o The Setai, com sua atmosfera silenciosa e serviço discreto, oferecem o equilíbrio perfeito entre sofisticação e intimismo. Já para jantares à luz de velas, restaurantes
como LPM Restaurant & Bar e Stubborn Seed e Sofia postam em iluminação baixa, cozinha autoral e uma experiência pensada para ser vivida sem pressa.
O pôr do sol ganha protagonismo em rooftops como o Sugar, em Brickell, ou o WATR at the 1 Rooftop, onde o horizonte se transforma em cenário de contemplação a dois. Miami é ideal para casais que enxergam o romance como uma extensão do estilo de vida — vibrante, estético e profundamente conectado à experiência urbana.
BOCA RATON: ELEGÂNCIA, CALMA E INTIMIDADE
Boca Raton oferece um contraponto ao ritmo acelerado das grandes cidades. O romantismo
aqui se manifesta na elegância discreta, no silêncio bem-vindo e na sensação de exclusividade. É o tipo de destino onde o tempo desacelera naturalmente.
Caminhadas longas pelo Red Reef Park ou pela South Beach Park criam momentos de conexão simples e genuína. Para quem busca uma experiência mais completa, o icônico The Boca Raton reúne hotéis, marina, spa e restaurantes em um ambiente que valoriza conforto e privacidade.
Experiências de bem-estar no Spa Palmera, cercado por jardins e arquitetura mediterrânea, reforçam a ideia de que o romance também está no cuidado e na pausa. Boca Raton é especialmente atraente para casais que associam amor à tranquilidade, ao toque e à presença plena.
FORT LAUDERDALE: ROMANCE GUIADO PELA ÁGUA
Conhecida como a “Veneza da América”, Fort Lauderdale constrói o romance a partir da relação íntima com a água. Aqui, o amor flui no ritmo dos canais e do mar.
Passeios de barco privativos partindo da Las Olas Marina, especialmente ao entardecer, transformam o pôr do sol em um ritual compartilhado. Para jantares românticos, restaurantes como Coconuts e Shooter’s Waterfront oferecem mesas à beira do canal, onde a iluminação suave e o movimento da água criam uma atmosfera naturalmente intimista.
Para hospedagem, hotéis como o Pillars Hotel & Club apostam em exclusividade e silêncio, reforçando a ideia de refúgio urbano. Fort Lauderdale é ideal para casais que valorizam experiências compartilhadas, contemplação e a sensação de estar longe da rotina, mesmo permanecendo perto.
ROMANCE CLÁSSICO E LUXO ATEMPORAL
Palm Beach representa uma ideia de romance que atravessa gerações. Aqui, o amor se manifesta na estética clássica, no serviço impecável e na sensação de exclusividade que não precisa ser anunciada. É um destino onde o luxo é silencioso e o tempo parece respeitar outro compasso.
Caminhadas pela Palm Beach Lake Trail, com vista para o mar e mansões históricas, criam um cenário ideal para conversas longas e momentos de contemplação. As praias, mais reservadas e organizadas, favorecem a experiência a dois sem interferências, reforçando a ideia de privacidade como valor.
Para hospedagem, ícones como The Breakers Palm Beach e The Colony Hotel oferecem uma experiência que combina tradição, conforto e atenção absoluta aos detalhes. Jantares
PALM BEACH:
românticos ganham forma em restaurantes como o Café Boulud, onde a gastronomia clássica se transforma em experiência sensorial, perfeita para celebrar o Valentine’s Day com elegância.
Palm Beach é ideal para casais que veem o romance como algo refinado, atemporal e profundamente ligado à ideia de presença. Um destino onde menos estímulo significa mais conexão.
ORLANDO: ROMANCE
ALÉM DOS PARQUES
Embora mundialmente associada à diversão em família, Orlando revela uma face surpreendentemente romântica para quem vai além do óbvio. Fora do circuito dos parques, a cidade oferece experiências voltadas ao bem-estar, à natureza e à exclusividade.
Hotéis como o Four Seasons Resort Orlando transformam o conceito de hospedagem em
experiência sensorial, com spas, piscinas silenciosas e gastronomia refinada. Para quem busca contato com a natureza, áreas como o Lake Eola Park ou passeios de balão ao amanhecer nos arredores da cidade oferecem momentos de contemplação e surpresa.
Jantares intimistas em restaurantes como o Bull & Bear, conhecido pela experiência clássica e serviço impecável, reforçam a ideia de romance como vivência, não espetáculo. Orlando se torna, assim, um destino para casais que desejam se reconectar e redescobrir a cidade sob um olhar mais maduro.
O romance como narrativa, não como roteiro
O que une essas cidades é a possibilidade de viver o amor fora do formato tradicional do turismo. A Flórida permite que cada casal construa sua própria narrativa romântica, sem a obrigação de seguir listas rígidas ou cumprir expectativas externas.
Em vez de roteiros engessados, surgem experiências que valorizam o tempo: cafés da manhã prolongados em hotéis boutique, momentos de spa compartilhados, pôr do sol observado sem pressa ou distrações. São esses detalhes que transformam a viagem em memória afetiva.
Por que a Flórida funciona tão bem no Valentine’s Day
Além da diversidade de cenários, a Flórida oferece clima favorável, fácil acesso e infraestrutura de alto nível. Mas seu verdadeiro diferencial está na flexibilidade: é possível criar uma viagem romântica sofisticada, sensorial e personalizada, sem excessos ou longas distâncias. Para casais que buscam intimidade, conexão e experiências reais, a Flórida se apresenta como um convite ao romance contemporâneo — aquele que não precisa ser grandioso para ser inesquecível. Happy Valentine's.
saúde
EUA REVISAM DIRETRIZES ALIMENTARES E PRIORIZAM
ALIMENTOS “DE VERDADE” PARA COMBATER
OBESIDADE E DOENÇAS CRÔNICAS
EUA REVISAM DIRETRIZES ALIMENTARES E INCENTIVAM CONSUMO DE ALIMENTOS “DE VERDADE” PARA COMBATER OBESIDADE E DOENÇAS CRÔNICAS
As autoridades de saúde dos Estados Unidos anunciaram uma revisão histórica nas diretrizes alimentares, colocando em destaque o consumo de alimentos considerados “de verdade”, como proteínas magras, gorduras saudáveis, frutas, verduras e grãos integrais. A mudança busca reduzir o impacto de alimentos ultraprocessados, que estão associados a uma série de problemas de saúde, incluindo obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer.
A nova abordagem nutricional, baseada em evidências científicas recentes, incentiva a população a priorizar alimentos minimamente processados e a repensar hábitos alimentares, com atenção especial à qualidade das calorias consumidas. Autoridades afirmam que a revisão não se limita a reduzir calorias, mas visa modificar o padrão alimentar de forma mais ampla, promovendo equilíbrio nutricional e prevenindo doenças crônicas que afetam milhões de americanos.
De acordo com dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC),
mais de 40% da população adulta nos EUA apresenta sobrepeso ou obesidade, e a incidência de doenças relacionadas à dieta continua a crescer.
Especialistas afirmam que políticas públicas que incentivam alimentação saudável e educação nutricional podem contribuir significativamente para a redução desses índices. A revisão das diretrizes alimentares surge, portanto, como uma resposta direta a esse cenário preocupante, estabelecendo uma orientação clara para escolas, programas de alimentação federal, hospitais e iniciativas comunitárias.
O impacto da mudança também é esperado no mercado alimentício. Produtores e fabricantes terão que adaptar produtos, priorizando ingredientes naturais e reduzindo aditivos e conservantes. Grandes redes de supermercados já começaram a reavaliar rótulos, promovendo produtos com melhor perfil nutricional e destacando ingredientes integrais, proteínas de qualidade e gorduras consideradas benéficas à saúde.
A expectativa é que consumidores se
tornem mais conscientes das escolhas alimentares e busquem alternativas mais saudáveis, criando um ciclo positivo entre demanda e oferta.
Além disso, a revisão das diretrizes enfatiza a importância de políticas de educação nutricional e campanhas públicas que expliquem de forma clara os benefícios de uma alimentação equilibrada. O objetivo é fornecer informações acessíveis e confiáveis, ajudando indivíduos e famílias a adotar práticas que favoreçam saúde de longo prazo.
Especialistas ressaltam que a mudança nas diretrizes representa um marco para a saúde pública americana, ao alinhar recomendações nutricionais com dados científicos robustos, adaptando-se às novas descobertas sobre alimentação, metabolismo e prevenção de doenças.
A mensagem central é clara: priorizar alimentos de verdade é uma estratégia fundamental para enfrentar a epidemia de obesidade e reduzir doenças crônicas, promovendo mais qualidade de vida para milhões de americanos.
DESTAQUE
QUEM ESTÁ NO GOVERNO DA SUA VIDA?
O artigo “Quem Está no Governo da Sua Vida?” de autoria da Dra.Josie Oliveira aborda a maturidade emocional como um caminho essencial de superação interior e construção da felicidade. A partir de uma metáfora simples e impactante, o texto convida o leitor a refletir sobre tudo o que consome emocionalmente — ideias, informações e relações — e como escolhas inconscientes podem gerar desgaste e sofrimento. Ao destacar a importância do discernimento, da responsabilidade emocional e da autonomia nas decisões, o artigo mostra que superar não é apenas vencer dificuldades externas, mas aprender a governar a própria vida com consciência. Nesse processo, a
felicidade surge não como um estado imediato, mas como resultado de equilíbrio, clareza e liberdade emocional.
UMA REFLEXÃO SOBRE MATURIDADE EMOCIONAL
Vivemos tempos em que tudo chega até nós muito rápido: informações, opiniões, notícias, tendências e promessas. Grande parte disso vem embalada de forma atrativa, fácil de acessar e, muitas vezes, gratuita. Mas raramente paramos para refletir sobre o impacto emocional daquilo que consumimos diariamente. Uma história ilustra bem essa realidade.
Em uma determinada cidade, a coleta de lixo foi interrompida por um problema administrativo. Como medida temporária, o governo local pediu que as famílias não colocassem o lixo nas ruas, mas o mantivessem dentro de casa até que a situação fosse resolvida. No início, foi possível lidar com o incômodo. Com o passar dos dias, porém, o mau cheiro começou a invadir os lares, afetando o bem-estar e o clima emocional das famílias.
Diante do desconforto, alguém teve uma ideia aparentemente criativa: comprou caixas, papéis e fitas de presente, tudo muito bonito. Com a ajuda da família, embrulhou o lixo com cuidado, capricho e laços bem-feitos. As caixas ficaram visualmente impecáveis, verdadeiros “presentes”.
Essas caixas foram colocadas em uma calçada movimentada da cidade. Em pouco tempo, todas haviam sido levadas por pessoas que passaram por ali.
A pergunta inevitável é: o que essas pessoas sentiram ao chegar em casa e abrir as caixas?
QUANDO A APARÊNCIA ENGANA
Essa história vai muito além do lixo físico. Ela reflete algo que acontece diariamente na vida emocional. Muitas vezes, aceitamos ideias, informações, comportamentos e até relacionamentos apenas porque parecem bons à primeira vista. São bem apresentados, populares, compartilhados por muitos, mas nem sempre são saudáveis.
Consumimos conteúdos sem questionar a fonte, a intenção ou a consequência. Aos poucos, acumulamos um verdadeiro lixo emocional: excesso de notícias negativas, informações falsas, comparações constantes, discursos de ódio disfarçados de opinião e padrões que nos afastam de quem realmente somos.
Enquanto esse acúmulo fica “guardado”, parece controlável. Mas, com o tempo, ele começa a afetar nossas emoções, nossas decisões e nossos relacionamentos.
Maturidade emocional é escolha consciente Desenvolver maturidade emocional significa sair do modo automático. É aprender a fazer perguntas antes de aceitar qualquer coisa:
• Isso me acrescenta ou me desgasta?
• Essa informação é confiável?
• Esse conteúdo promove consciência ou confusão?
Nem tudo o que é gratuito precisa ser aceito. Nem tudo o que é bonito por fora merece espaço dentro de nós. Outro ponto importante é a responsabilidade pelo que compartilhamos. Muitas pessoas repassam informações sem ler, sem investigar, sem refletir. A intenção, muitas vezes, não é causar dano, mas o impacto existe. Comunicação madura é aquela que considera consequências, não apenas impulsos.
QUEM ESTÁ NO COMANDO?
No fim, a pergunta que permanece é simples e profunda:
QUEM ESTÁ NO GOVERNO DA SUA VIDA?
• São as emoções desorganizadas?
• A influência externa?
• A aparência das coisas?
Ou você tem assumido o papel de governar suas escolhas com mais consciência, critérios e responsabilidade emocional?
Quando aprendemos a filtrar o que consumi-
mos, decidimos com mais clareza e comunicamos com mais responsabilidade, damos um passo importante em direção a uma vida mais equilibrada e saudável.
Porque maturidade emocional não é sobre perfeição.
É sobre discernimento.
E, principalmente, sobre não aceitar lixo só porque veio embrulhado como presente.
PERGUNTA REFLEXIVA
“Hoje, olhando para suas escolhas, que ‘lixos embrulhados de presente’ você tem aceitado sem perceber?”
Sobre a Dra. Josie Oliveira
Josie Oliveira é doutora em Psicologia Clínica, pós-graduada em Sexologia Educacional e terapeuta de alto impacto com mais de 20 anos de experiência. Criadora do método VEM –Você Emocionalmente Madura, ela é também escritora, mentora de mulheres e CEO da HD Center, empresa dedicada à capacitação pessoal e profissional. Movida por uma alma sensível e pela fé, Josie se dedica a ajudar mulheres a transformarem dores em força, insegurança em clareza e silêncio em comunicação poderosa. Com leveza e propósito, fala sobre temas como menopausa, autoconhecimento e maturidade emocional, inspirando mulheres a viverem novas fases com poder e identidade.
PROJETO SUPERAR E SER FELIZ
O Projeto Superar e Ser Feliz, criado pela professora
Anete Lobo, tem como foco ajudar pessoas que passaram ou estão passando por episódios de sofrimento e trauma a encontrar meios de superação para sua dor. A cada mês,uma mulher é selecionada para contar sua história de dor e superação, ajudando assim, outras pessoas que possam se motivar através de seus relatos.
O projeto dispõe de uma lista de recursos com recomendação de diversos profissionais da área de saúde mental, grupos de apoio, artigos, livros e vídeos com conteúdo para dar suporte aos interessados em encontrar superação. Basta acessar o website do projeto. Comentários, perguntas, sugestões podem ser enviados para o email superareserfeliz@gmail.com . Contato: Anete Lobo Website: www.superareserfeliz.com
Parcerias:
Rosana de Rosa – Life Coach e Terapeuta
Rosali de Castro Aguiar - Psicóloga, Advogada, Mediadora e Consteladora Familiar Sistêmica
Flavia Duarte - Fundadora do Projeto Flavia Se Cuida
Wanessa Surdine – Personal da Mente
Solange Gomes - Psicóloga
Josie Oliveira - Terapeuta, Psicóloga, Criadora do Método
VEM (Você Emocionalmente Madura)
Anete P. Lobo
Criadora do Projeto Superar e Ser Feliz superareserfeliz@gmail.com
DRA. JOSIE OLIVEIRA
In 2026, Miami will become the stage for one of the most anticipated fashion exhibitions to reach the United States. From February 6 to June 14, the Institute of Contemporary Art, Miami (ICA Miami) will host From the Heart to the Hands: Dolce & Gabbana, marking the U.S. debut of the internationally acclaimed exhibition that explores the creative universe of one of Italy’s most influential fashion houses. More than a retrospective, the exhibition presents fashion as a cultural language — deeply rooted in heritage, emotion, and artisanal mastery.
Located in Miami’s Design District, a global hub for luxury, art, and contemporary culture, ICA Miami offers the ideal setting for an exhibition that blurs the boundaries between fashion, art, architecture, and craftsmanship. From the Heart to the Hands invites visitors into the imaginative world of Domenico Dolce and Stefano Gabbana, tracing the journey of an idea from its emotional origin to its realization through the hands of skilled artisans.
A NARRATIVE BUILT ON EMOTION AND CRAFT
Curated by renowned fashion historian Florence Müller, the exhibition unfolds as a narrative experience rather than a traditional display of garments. Müller explores Dolce & Gabbana’s Italian heritage
FROM THE HEART TO THE HANDS: DOLCE & GABBANA’S IMMERSIVE TRIBUTE TO ITALIAN CULTURE DEBUTS AT ICA MIAMI
WRITEEN BY LAINE FURTADO
and the enduring influence of Italian culture in shaping some of the brand’s most iconic and innovative collections. The exhibition’s title encapsulates its central philosophy: creativity begins in the heart — through memory, emotion, and intuition — and is brought to life through meticulous craftsmanship.
Rather than isolating garments in vitrines, the exhibition is organized into immersive environments that reflect the cultural, artistic, and symbolic references that define the brand’s identity. Each room acts as a chapter in a broader story, allowing visitors to move through layered worlds inspired by Italy’s visual and emotional landscapes.
TEN CHAPTERS OF ITALIAN INSPIRATION
The conceptual foundation of From the Heart to the Hands is structured around ten thematic chapters, each dedicated to a key element of Dolce & Gabbana’s creative vocabulary. These chapters include Handmade, artistic glasswork, the Leopard, Devotion, ateliers, architecture, white baroque, Sicilian traditions, goddesses, and opera.
Through these themes, the exhibition juxtaposes runway and editorial photography with images of art, architecture, film, and artisanal craftsmanship.
This approach reinforces the idea that Dolce & Gabbana’s collections do not exist in isolation but are in constant dialogue with Italy’s artistic heritage — from ancient mythology and religious symbolism to Baroque architecture and operatic drama.
The Leopard, for example, is not merely a print but a symbol of sensuality and power that recurs throughout the brand’s history. Devotion explores sacred imagery and the heart motif, reflecting Italy’s Catholic iconography and emotional intensity. Sicilian traditions pay homage to the island’s folklore, rituals, and bold aesthetic contrasts, while Opera channels theatrical grandeur, movement, and storytelling.
FASHION AS CULTURAL EXPRESSION
At its core, the exhibition positions fashion as a form of cultural expression rather than a commercial product. Dolce & Gabbana’s work has long been characterized by a deep respect for Italian craftsmanship — a philosophy encapsulated in the concept of Fatto a Mano, or “made by hand.” This ethos is central to the exhibition, which highlights the invisible labor behind haute couture and high tailoring.
Through embroidered garments, intricate lacework, hand-painted fabrics, and sculptural silhouettes, the exhibition pays tribute to the artisans whose skills transform abstract ideas into tangible works of art. The ateliers — another key chapter — are presented not simply as workshops but as creative sanctuaries where tradition, innovation, and human touch converge.
In an era increasingly dominated by speed, automation, and mass production, From the Heart to the Hands offers a counter-narrative that celebrates time, patience, and mastery. The exhibition invites viewers to reconsider the value of craftsmanship and the cultural significance embedded in handmade objects.
DIALOGUE BETWEEN FASHION A ND CONTEMPORARY ART
One of the exhibition’s most compelling aspects is its dialogue with contemporary art. Select works by visual artists are integrated into the exhibition, creating connections between fashion design and broader artistic practices. This interdisciplinary approach reinforces the idea that Dolce & Gabbana’s creations function as both wearable objects and conceptual statements.
By situating the exhibition within ICA Miami — an institution dedicated to contemporary art — the show challenges traditional hierarchies that once
placed fashion outside the museum context. Instead, it asserts fashion’s place within cultural institutions as a legitimate and powerful medium of expression, capable of addressing identity, memory, and collective heritage.
ITALIAN IDENTITY ON A GLOBAL STAGE
Although deeply rooted in Italian culture, From the Heart to the Hands speaks to a global audience. The exhibition presents Italian identity not as a static tradition but as a living, evolving force that continues to inspire creativity worldwide. From the opulence of white baroque aesthetics to the raw emotion of Sicilian folklore, the exhibition reveals how local narratives can achieve universal resonance.
The choice of Miami as the U.S. debut location underscores this global dimension. As a city shaped by migration, diversity, and cultural exchange, Miami provides a meaningful backdrop for an exhibition centered on heritage and identity. The Design District, in particular, embodies the intersection of luxury, art, and innovation — values that align closely with the ethos of Dolce & Gabbana.
AN OPEN LOVE LETTER TO ITALIAN CULTURE
Ultimately, From the Heart to the Hands functions as an open love letter to Italian culture and to the creative vision of Domenico Dolce and Stefano
Gabbana. The exhibition translates their ideas — emotional, symbolic, and deeply personal — into a spatial experience that can be felt as much as it is observed.
Rather than focusing on trends or seasonal collections, the exhibition emphasizes continuity: the recurring themes, symbols, and references that have defined the brand over decades. In doing so, it offers a rare opportunity to understand Dolce & Gabbana not simply as fashion designers, but as cultural storytellers whose work reflects a profound connection to place, history, and human emotion.
A LANDMARK EXHIBITION FOR MIAMI
As Miami continues to strengthen its position as a global cultural capital, From the Heart to the Hands: Dolce & Gabbana stands out as a landmark exhibition — one that bridges fashion and art while honoring tradition in a contemporary context. By inviting audiences to witness the journey from inspiration to craftsmanship, the exhibition reaffirms the enduring power of creativity rooted in authenticity.
In the end, the exhibition’s message is both simple and profound: true creation begins in the heart, but it is through the hands — guided by memory, culture, and skill — that ideas become enduring works of art. Information and T/miami.dolcegabbanaexhibition.com/tickets/
DAVOS 2026: FRAGILIDADES DA ORDEM INTERNACIONAL E O DESAFIO DE COOPERAÇÃO ENTRE POTÊNCIAS ponto de vista
A 56ª edição do World Economic Forum (WEF), realizada entre os dias 19 e 23 de janeiro de 2026 em Davos, na Suíça, deixou claro que a ordem internacional enfrenta um momento de tensão e incerteza sem precedentes. O tradicional encontro anual de líderes políticos, empresariais e representantes da sociedade civil reuniu mais de 3 mil delegados de mais de 130 países sob o tema “Um Espírito de Diálogo”, com a missão de discutir desafios globais complexos e promover cooperação em um mundo cada vez mais fragmentado.
Os debates, porém, revelaram profundas divergências, sobretudo em temas como defesa coletiva, segurança econômica e alianças transatlânticas. O contexto geopolítico — marcado por tensões entre grandes potências — plasmou-se no centro das discussões, levando analistas a afirmar que as estruturas que sustentaram a ordem mundial desde o fim da Segunda Guerra Mundial estão sendo postas à prova.
Uma das vozes mais destacadas foi a do presidente francês, Emmanuel Macron, que alertou para um “deslocamento em direção a um mundo sem regras”, onde normas internacionais são gradualmente substituídas por ações unilaterais de Estados poderosos, desafiando
acordos multilaterais e instituições tradicionais de cooperação. Da mesma forma, o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que o cenário global caminha para uma era dominada pela “política de grandes potências”, na qual forças estratégicas e militares tendem a prevalecer sobre a diplomacia institucional.
As posições adotadas no Fórum também refletiram fricção entre os Estados Unidos e seus aliados tradicionais, principalmente no que tange à aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O presidente dos EUA, Donald Trump, durante sua participação em Davos, lançou críticas à confiabilidade de aliados europeus e defendeu uma postura mais assertiva diante de questões estratégicas, incluindo a gestão de territórios como a Groenlândia — um tema que gerou desconforto entre parceiros europeus.
Adicionalmente, o Global Risks Report 2026, divulgado no contexto do encontro, apontou que ferramentas econômicas como tarifas e sanções estão sendo cada vez mais usadas como instrumentos de competição geopolítica, fragilizando ainda mais a cooperação internacional e aumentando a volatilidade dos mercados. Quase metade dos líderes consultados na pesquisa esperam um ambiente global volátil ou turbulento nos próximos dois
anos, refletindo a sensação de incerteza que dominou os debates em Davos.
A disparidade de visões também se refletiu em discursos de economistas, políticos e empresários. Enquanto alguns líderes enfatizaram a necessidade de reforçar alianças e aprofundar mecanismos de cooperação, outros defenderam uma abordagem mais pragmática — inclusive com maior foco na proteção de interesses nacionais e soberania econômica.
Essas tensões não se restringem ao plano discursivo. As implicações práticas da fragmentação global — desde barreiras comerciais até desafios na integração de cadeias de suprimentos e investimentos em defesa — já começam a impactar decisões estratégicas de governos e empresas ao redor do mundo.
Em síntese, o Fórum Econômico Mundial de 2026 não apenas refletiu as atuais fragilidades da ordem internacional, como também colocou em evidência a necessidade de repensar estruturas de governança global. Em um contexto de múltiplas pressões — geopolíticas, econômicas e tecnológicas —, Davos serviu como palco para o diagnóstico de um mundo em transição, ainda em busca de um modelo sustentável de cooperação entre potências.