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tenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes” (I Co 16

FÉ PARA HOJE

Conselhos aos jovens cristãos

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A soberania de Deus

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob

Que prazer me dirigir a vocês, jovens, nesses dias tão difíceis, tumultuados e violentos! Vocês, especialmente, têm sido bombardeados por todos os lados com informações das mais variadas e tentados pelo inimigo de suas almas. Penso que é muito desafiador ser um jovem cristão genuíno nesses dias marcados pela desesperança e pelo caos em diversas áreas. Tomo a liberdade de lhes dar alguns conselhos que julgo apropriados para enfrentarem e vencerem todas as formas de erro, tendo uma vida bem-sucedida.

O primeiro conselho é que tenham um compromisso com o Senhor Jesus

Cristo. Este vem com a experiência do novo nascimento e com a submissão a Ele (João 3.1-8; Mateus 16.24-27). É a suficiência de Cristo Jesus, o Senhor, que lhes dará o poder, a força e a vitória sobre todas as formas de aliciamento do mundo, da carne e do diabo (I João 2.15-17; Romanos 8.37). A nossa luta não é contra carne e sangue (força humana), mas sim contra principados e potestades, contra as hostes espirituais do mal (Efésios 6.10-20). Jesus mesmo nos alertou que o diabo veio para matar, roubar e destruir (João 10.10). Em Cristo Jesus, a nossa vitória está absolutamente garantida (Romanos 8.38,39). Mas o compromisso com Cristo Jesus é essencial para a vitória em várias áreas da vida.

O segundo conselho é honrar pai

e mãe. Este é um mandamento com promessa (Êxodo 20.12; Efésios 6.2,3). Os pais são autoridades ordenada por Deus sobre os filhos. Os pais devem receber dos filhos amor, obediência e honra. Honrar pai e mãe significa dar um enorme valor a eles. Conferir a eles respeito, honra, cuidado e dignidade. A honra não depende de mérito dos pais, mas da ordem de Deus. Os filhos que honram a seus pais são muito abençoados por Deus. O Senhor não tolera filhos desobedientes, que desonram seus pais. Eles pagarão um altíssimo preço por sua rebelião, sua desobediência e falta de respeito.

O terceiro conselho é ser trabalha-

dor. O trabalho não é castigo de Deus como consequência do pecado. Ele já existia, pois Adão e Eva cuidavam do jardim, da área designada por Deus para a subsistência deles (Gênesis 1.26-31). O trabalho dignifica o homem. Ele é altamente terapêutico. Somos filhos de um Deus que trabalha para aqueles que Nele esperam (Isaías 64.4). O homem não deve viver para trabalhar, mas trabalhar para viver com integridade. O trabalho honesto traz manutenção pessoal, para a família, faz muito bem a quem trabalha e traz progresso para a comunidade e para o Brasil. Sabemos que o suor, o cansaço, a preocupação do trabalho e as enfermidades decorrentes dele são fruto da desobediência do homem no início da Criação (Gênesis 3.17-19).

O quarto conselho é ser estudioso.

O jovem aplicado aos estudos têm grande chance de prosperar na vida. Estudar é crescer mentalmente. Quando se adquire o conhecimento, este se torna um patrimônio muito valioso. Estamos na era do conhecimento, das tecnologias e do desenvolvimento sustentável. Quando estudamos crescemos profissionalmente. Tornamo-nos vetores do conhecimento para o progresso de uma sociedade e de um país. Monteiro Lobato já dizia: “Um país se faz com homens e livros”. Quando somos aplicados ao estudo, podemos sair na frente. Adquirimos a capacidade de ler, entender, escrever e falar melhor. Passamos a ser pessoas de vanguarda. Saímos de uma vida intelectual medíocre para uma vida de excelência. Mas o melhor estudo é o das Escrituras. Elas trazem crescimento espiritual, mental, ético e emocional (Salmos 119.97-105). O estudo e a aplicação das Escrituras à vida dos jovens trazem benefícios incomparáveis. A suficiência das Escrituras torna os jovens fortes.

O compromisso com o Senhor Jesus Cristo, o honrar pai e mãe, o ser trabalhador e o ser estudioso nos tornam muito melhores. Sem dúvida, o compromisso com Cristo é a mais excelente delas e é base fundamental para uma vida bem-sucedida, proativa, criativa e comprometida com o bem do próximo. Jovens, aprofundem o compromisso com Cristo, desenvolvam mais amizade e intimidade com os seus pais, sejam trabalhadores responsáveis e competentes e busquem sempre a excelência em seus estudos e em tudo o que fazem, sempre para a Glória de Deus Pai (I Coríntios 10.31)! n

Simmon Nascimento

coordenadoria do 29+ da Juventude Batista Brasileira

A dinâmica da vida nem sempre é fácil, são muitas idas vindas, ganhos e perdas e, em alguns casos, mais perdas do que ganhos, a depender da perspectiva. Embora isso tudo seja muito claro, esse ciclo do qual fazemos parte se repete: nascer, crescer, envelhecer, morrer (não necessariamente nessa mesma ordem), há os que nascem e logo morrem, outros têm seus sonhos interrompidos antes mesmo de vir à tona; isso tudo rompe, choca, incomoda, tira a frágil sensação de segurança que se tem. Mas, por quê a surpresa? O ciclo é esse, a dinâmica é essa. Para os que creem em Cristo, é latente a fragilidade, a temporalidade. O ser humano é como o vapor, que sobe e por um pouco desaparece. Talvez, seja a terrível mania de controle que afeta os seres humanos; talvez, uma visão embaçada e direcionada mais às coisas transitórias e passageiras; talvez, a dificuldade de lidar com as mudanças. Seja qual for o motivo, a vida é um eterno recomeço, um eterno perde e ganha, um malabarismo contínuo dos desejos e das necessidades no picadeiro da vida, e isso exige um esforço descomunal de quem deseja continuar vivendo. É abrir mão do que se perdeu, sem abandonar sua essência. Quando se chega nesse ponto é necessário reconhecer a soberania de Deus, reinventar-se para o desconhecido, imprevisível futuro, o que me faz lembrar da música “Aquarela”, de Toquinho, quando diz: “...e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está...” “...e o futuro é uma astronave que tentamos pilotar...” “...sem pedir licença muda nossa vida e depois convida a rir ou chorar...” O grande divisor de águas na narrativa, entre o que Toquinho tenta mostrar e a vida do Cristão, é o amor de Deus, pois ele é Eterno e o próprio Deus é amor e suas misericórdias se renovam todos os dias. Recomeçar exige reconhecer nossa pequenez e finitude. Mas, que problema há nisso, o que tem de errado, ser pequeno para que Deus seja grande em nós? Paulo que o diga. Recomeçar aponta para um plano maior, sem o peso do passado, pouco importando se está no início, no meio ou no fim de algo, enquanto houver vida, enquanto houver fôlego, haverá louvor, missão, recomeço, enquanto não se cumprir o Maranata, tempo de recomeçar, sempre haverá amor para recomeçar, pois a nossa fonte jorra para a vida eterna. “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas. (Para o cantor-mor sobre os meus instrumentos de corda)” (Hb 3.17-19). n

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