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Pacificador - “Pais, não irritem
Compartilhemos Graça e Misericórdia com a juventude
Quando recomeçar não é uma opção
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Levir Perea Merlo
pastor, colaborador de OJB
“José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto a uma fonte; seus caminhos se estendem sobre o muro” (Gn 49.22).
O mês de agosto é muito especial no calendário da denominação Batista, pois focaliza algumas celebrações de grande relevância, tem tudo a ver com família! No dia 01, domingo, celebramos o dia do Adolescente batista, bênçãos para o Reino de Deus; o segundo domingo é tradicional, quando prestamos homenagens àquele que nos deu vida, o pai, que junto com a esposa devem ser pilares e exemplo no lar. Os pais são muito importantes na vida equilibrada e coerentes dos filhos; o terceiro domingo é reservado para o jovem Batista, faixa etária fabulosa se estiver a serviço do Reino de Deus. A juventude, se bem vivida, é uma das mais belas experiências de vida! A maneira de viver a juventude vai influenciar a vida na idade adulta e a terceira idade. E no dia 25 (terça-feira) é celebrado o Dia do Embaixador do Rei, uma organização ligada a União Missionária de Homens Batistas do Brasil (UMHBB), celebrando 72 anos no Brasil.
O que essas datas têm em comum? Na sua maior parte é a força e o vigor da juventude, que nas palavras do autor de Eclesiastes, traz uma palavra de ânimo, mas também de exortação: “Jovem, aproveite a sua mocidade e seja feliz enquanto é moço. Faça tudo o que quiser e siga os desejos do seu coração. Mas lembre de uma coisa: Deus o julgará por tudo o que você fizer” (Ec 11.9). Hoje escolhemos um personagem muito conhecido para lembrar a luta da juventude, os embates da vida, mas, também, a alegria das vitórias e realizações: José, o filho mais novo do patriarca Jacó (Israel). A saga de José está registrada nos capítulos 37 a 50 do livro de Gênesis. É um exemplo para a nossa juventude: uma vida de fé e confiança no Senhor desde a sua meninice. De sonhador, humilhado pelos irmãos, vendido como escravo, ele se vê no Egito, potência da época, e, novamente, passa por mais humilhações e tribulações. José tinha todos os motivos para viver desiludido, desconfiado e sem a alegria e até passar por uma depressão. Mas tem algo diferente nesse jovem: sua fé fervorosa no Senhor das nossas vidas; aquele que diz: “Seja forte e corajoso, seja muito forte” (Josué 1.6,7); também diz: “No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo” (Jo 16.33). E, assim, foi com o jovem José. Da prisão para o palácio tornou-se o segundo no reino de Faraó, o governador de todo o Egito. Em época de grande fome no mundo, os povos vinham ao Egito pedir socorro, inclusive os familiares de José. O final dessa história é belíssimo; uma história de reencontro, perdão e a grande capacidade de amar demonstra a grandeza do agora homem maduro, filho e pai exemplar, além do exemplo de vida. Que a vida de José seja sempre uma inspiração para a geração atual e a futura. Um mês muito abençoado para todos nós! n

Tainá Antunes
membro da Igreja Batista na Pauliceia, em Duque de Caxias - RJ
Quero te falar sobre o que me aconteceu recentemente: a maternidade. De repente, me vi em um mundo de informações e sensações até então desconhecidas, que podem assustar, caso não procure orientação médica. Também é assustador por ser um caminho biologicamente determinado: a criança vai nascer de você e terá que criar conexões com ela! Não tem como voltar atrás! No entanto, esta característica não se resume à maternidade. Existem fatos e situações que não podemos voltar atrás. Palavras ditas não voltam, alguns relacionamentos não voltam, certos sentimentos quebrados não voltam a ser como antes... E isso pode gerar culpa, arrependimento, raiva, dor, cansaço. Principalmente quando, por conta dos efeitos de certas escolhas, precisamos recomeçar. Daí pode vir a ansiedade, sensação de impotência, paralisação e desgaste emocional, mental, físico etc. Percebemos, então, que no recomeço é necessária uma força maior, que suplante o cansaço anterior e, mesmo assim, nos impulsione, pois não tem como voltar atrás. O que fazer quando recomeçar não é uma opção? Deus disse por meio de Jeremias que saciará quem estiver cansado e fartará quem estiver exausto (Jeremias 31.25). Então: Alegre-se! Porque há promessa para você! Se esperar no Senhor Ele renovará suas forças (Isaías 40.31). Compreenda também que recomeçar não é o mesmo que começar do zero. Você não é mais a mesma pessoa de antes e possui um nível de experiência, seja ela maior ou menor. Aprenda com ela a abandonar o que te paralisa e agarre-se no que te inspira a melhorar. Zacarias 4.10, na versão “A Mensagem”, diz: “Será que alguém ousa desprezar este dia de pequenos começos?”. Esse texto fala da reconstrução do templo por Zorobabel. Será que você tem dificuldade em recomeçar porque está desprezando um pequeno começo? Tenha atenção aos momentos mais simples de sua rotina, pois dela pode vir a motivação para um pequeno começo que pode se tornar algo grandioso, além do que você planejou, pois Deus pode fazer isso (Efésios 3.20). Se mesmo assim ainda estiver difícil, sinta a dificuldade e, se precisar, pare um pouco e chore. Mas, depois, olhe para a situação com os olhos de Cristo. Foque na eternidade, pois, como cristãos, sabemos que nossos atos ecoam nela! Os gigantes ficam pequenos se olharmos para eles do alto. Enquanto isso, alegre-se! Pois “aquele que estava assentado no trono disse: Estou fazendo novas todas as coisas!” (Ap 21.5) Pode acreditar! Ele faz. n