E-book Laboratório de Imagens 2024

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laboratório de imagens 2024

felippe passagem fotogracria lourdes rosa thanis parajara ton valentim organização ana paula vitorio francisco valdean

introdução

A Residência Artística Laboratório de Imagens tem como propósito promover a reflexão sobre as imagens fotográficas populares e a ampliação de referências visuais e conceituais numa intensa convivência entre pessoas residentes e interlocutoras. Criada em 2019 na colaboração entre o Instituto Moreira Salles (IMS) e o programa Imagens do Povo, do Observatório de Favelas, tem como características marcantes seu caráter formativo, o incentivo à experimentação e a troca entre cinco pessoas fotógrafas em início de trajetória e pessoas pesquisadoras, profissionais da fotografia e artistas visuais. A residência é um processo de aprendizagem mútuo que provoca reflexões nas próprias instituições, ao passo que busca instigar uma renovação no cenário da fotografia e da arte.

Em 2024, a área de Educação do IMS Rio criou a Escola Escuta, com o intuito de fortalecer as estratégias de contato do IMS com a sociedade. A Escola Escuta é uma plataforma de formação voltada para os campos da cultura e da arte, concebida para mobilizar diálogos com artistas, pesquisadores, educadores, coletivos e instituições que atuam nas áreas da arte, cultura, educação e justiça social na metrópole fluminense. As parcerias estabelecidas com instituições

da sociedade civil, especialmente aquelas atuantes em territórios periféricos, têm sido fundamentais na concepção e execução dos projetos que deram as bases iniciais da Escola e continuam sustentando, em alguma medida, as iniciativas atuais e futuras. Nesse sentido, a parceria apresentada neste ebook passa a compor a iniciativa da Escola Escuta, fortalecendo sua missão de contribuir para processos culturais mais democráticos e que promovam a diversidade.

Nesse novo contexto em que insere a residência, o Instituto Moreira Salles e o Imagens do Povo decidiram por ampliar o alcance das discussões que antes aconteciam apenas no âmbito do Laboratório de Imagens. A residência se manteve com seus cinco participantes e foram oferecidas mais duas atividades abertas: o módulo online “Montagem de Portfólio”, aberto para mais 25 participantes; e os encontros Inventários de si: fotografia e autorrepresentação. Esta última atividade partiu da convocatória do autor palestino-estadunidense Edward Said e buscou incentivar reflexões acerca da função da fotografia na construção e no fortalecimento de identidades e culturas. Janaína Damaceno, Rosana Paulino, Masina Pinheiro e Guilherme Cunha (Retratistas do Morro)

foram convidados para dialogar sobre questões estéticas e conceituais que expandiram repertórios e possibilitaram outros olhares e reflexões no campo da fotografia.

Com entusiasmo convidamos você a conhecer esta publicação digital que apresenta um recorte — uma culminância — do processo dos residentes, fruto de exercícios, reflexões individuais e debates coletivos mediados por Ana Vitório e Francisco Valdean.

Diretoria iMS

Jorge Freire

Maria Emília Tagliari Santos

CoorDenaDoreS Do Projeto Laboratório

De iMagenS PeLo iMS

apresentação

O ano de 2024 trouxe novidades ao nosso programa de residência Laboratório de Imagens: coorganizamos três módulos do programa da Escola Escuta junto ao IMS Educa. Notamos com satisfação que abraçar o novo fortaleceu ainda mais a parceria entre as duas instituições que viabilizam esta ação em sua quinta edição. Trata-se de uma jornada de experimentações no campo da fotografia, a partir de projetos que desenvolvam a fotografia popular em sua diversidade de temas.

Dando sequência ao formato que iniciamos na edição passada, recebemos cinco artistas, dos quais três participaram anteriormente da Escola de Fotografia Popular e dois chegaram por uma chamada aberta. Felippe Passagem, Lourdes Rosa, Fotogracria, Thanis Parajara e Ton Valentim compartilharam seus processos conosco e nossos ilustres interlocutores, Ana Paula Vitorio e Francisco Valdean. A experiência pôde contar com o mergulho em mais dois temas, nossos módulos direcionados à construção de portfólio e os ciclos Inventários de si. Ambos os módulos foram enriquecidos pela experiência das pessoas convidadas, que aceitaram colaborar com essa construção coletiva.

A magia desta caminhada passa pelos desafios comuns ao processo de criação, que

nos impulsiona mais a perguntas abertas do que a respostas exatas. Assim, a cada edição se consolida a compreensão de que todo o projeto é desenvolvido em parceria, não apenas entre as duas instituições responsáveis, mas, igualmente, nessa interação com interlocutores e residentes. Construir em diálogo significa escuta, pausas, retornos — métodos que inspiram e motivam a cada ano o encontro do Imagens do Povo/Observatório de Favelas com a Escola Escuta/ Área de Educação do IMS.

Este ebook apresenta registros do Laboratório de Imagens em 2024. Traz um pouco desse trabalho conjunto ampliado e, ao mesmo tempo, foca na pesquisa e nos ensaios desses residentes que nos cativaram em suas propostas de temas e reflexões. Desejamos que a leitura seja tão gostosa e afetuosa como foi para as nossas equipes.

Erika Tambke

CoorDenaDora geraL Do iMagenS Do Povo/ obServatório De FaveLaS

felippe passagem

No trabalho de Felippinho, sua fotografia abriu-se e deu espaço para a presença de um corpo que se fez cada vez mais vivo na interação com o seu time do coração, o Flamengo, com o subúrbio e com a festa popular, temas de interesse do artista. Em seus trabalhos, experimentou processos que envolveram colagens digitais associadas às suas produções no campo da Fotografia Popular, um modo de criação de imagens no qual a fotografia e seu entorno estão conectados com quem produz as imagens. Por meio de experimentações, o artista se propôs a refletir sobre seus temas centrais (Flamengo, subúrbio e fé) e expandiu sua poética para pensar a própria condição como pessoa com deficiência (PCD). O projeto pode ser entendido como uma síntese, em que o artista transita pelas estações de trem da cidade, percorrendo o trajeto do seu bairro, Quintino, até a estação do Maracanã. Essa é uma forma de refletir sobre sua realidade, especialmente no que se refere à mobilidade dentro de uma cidade como o Rio de Janeiro.

fotogracria

Fotogracria seguiu na residência em busca de uma fotografia que reverberasse suas inquietações acerca da representação das favelas e fosse capaz de traduzir — e desvelar — a Rocinha como cosmo indígena. A artista conectou sua prática em Fotografia Popular ao exercício da imaginação como gesto radical, tornando perceptível o que acontece quando o onírico toca o chão da favela. Em sua experiência criativa, dedicou-se a tensionar as fronteiras midiáticas do próprio ativismo visual, questionando, nesse processo, também os limites materiais da fotografia. Entre os frutos dessa empreitada, estão imagens fotográficas que se especializam na forma de escultura digital. O trabalho de Fotogracria, ao mesmo tempo que evoca saberes ancestrais como artefatos tecnológicos e narrativos, coloca em evidência questões urgentes para a fotografia e a arte contemporânea, como a representação do invisível, as virtualidades e as materialidades.

Encontros com Jaci

A Rocinha é uma das maiores favelas da América Latina Aqui é terra sagrada, foi roubada abandonada, vendida a 50 contos de réis e, por fim, inconscientemente retomada.

O menino gosta de pintar o cabelo de loiro aqui. Nunca entendi, mas sentia uma sensação de casa quando via essa expressão de si.

Uma vez, descendo a Rua Quatro no meio do verão, ouvi uma velhinha que veio lá da Paraíba dizer:

- Essa terra aqui atrai o povo de nosso povo pra esse morro alto, pra ficar mais perto da lua e por que nós nunca perde o que é nosso.

Quem faz o cabelo assim ó - apontou pros meninos com cabelos descoloridos - é porque se encontra com Jaci.

lourdes rosa

Durante a residência, Lourdes Rosa direcionou seu fazer fotográfico, inicialmente centrado no documental, para processos criativos que conectam a fotografia a objetos que simbolizam seus temas de pesquisa: religiosidade e infância. A artista criou imagens permeadas pelos gestos de coletar e reunir objetos ritualísticos, como fitinhas de santos, uma chupeta que lhe foi presenteada por um Erê, saquinhos de São Cosme e São Damião, velas, máscaras de bate-bola e pipas. Além de experimentar possibilidades de atuação performática desses elementos na relação com a fotografia, a artista refletiu sobre a repetição como ato estético. Entre os desdobramentos desse processo, está a criação de fotografias expandidas, tanto por meio de montagens quanto de materializações variadas.

thanis parajara

Thanis Parajara experimentou a fotografia como forma de elaboração do próprio movimento de retomada da identidade indígena. A reivindicação da agência na representação de povos originários e de suas manifestações culturais, praticada desde o ingresso na Escola de Fotografia Popular (sobretudo por meio do registro documental), direciona-se, na residência, para uma abordagem artística — gesto que concebe a fotografia como artefato de imaginação. A incursão que Thanis realiza na história da própria família, no cotidiano das aldeias Maracanã (Rio de Janeiro, RJ) e Pataxó Hã-Hã-Hãe (Paraty, RJ), na Reserva Porto do Boi, em Caraíva (Porto Seguro, BA), território oficial pataxó, e na festividade Aragwaksã, realizada na Reserva Pataxó da Jaqueira (Porto Seguro, BA), traduz-se em uma imersão feita pela artista na materialidade fotográfica. Como se emaranhadas em uma floresta densa ou submersas em rios, as imagens que se constroem como fruto dessa experiência convidam suas figuras a atuar em um jogo de ocultação e desvelamento, na medida em que se avolumam, se multiplicam e se esmaecem nas colagens e montagens produzidas.

ton valentim

Ton Valentim fez da residência um meio de reaproximação com a fotografia, pilar inicial de sua prática multiartística. O mergulho realizado pelo fotógrafo na dimensão ritualística do retrato deu origem a um conjunto de imagens que nos convocam ao encontro, com versões nossas espelhadas no olhar das personagens fotografadas. Em seu processo criativo interartes, Ton experimentou traduzir o recurso da mixagem, tirado da música, para a imagem fotográfica. Nesse movimento, interseccionou fotografia e performance, como forma tanto de elaborar a própria experiência como homem negro quanto de resgatar a herança cultural das lavadeiras que compõe a paisagem histórica e a memória do morro do Borel, onde foi criado e vive, na cidade do Rio de Janeiro. O artista permitiu-se abandonar certezas e tecnicidades para seguir na direção de uma fotografia construída de afetos. Com a sensibilidade apurada — que já lhe era própria — fez do aparato fotográfico espelho em vez de escudo, criando imagens como gestos de curas.

O processo como chave de experimentação

Quando falamos em processo, focamos no que diz respeito ao que é fluido em vez da substância, àquilo que se refere a um tempo que se dilata em curvas e por isso não segue a direção de uma seta para o futuro, rumo a uma finalidade, um produto ou uma coisa. Quando se tem como ponto de partida a própria noção de processo, não há reta que indique uma chegada, mas caminhos que se abrem e se multiplicam em encruzilhadas conforme trilhamos. Uma vez que processo remete ao que está em vez daquilo que é, ele nos possibilita a aproximação com o que Leda Maria Martins aponta como um tempo distinto, capaz de ser ontologicamente experimentado como “movimentos de reversibilidade, dilatação e contenção, não linearidade, descontinuidade, contração e descontração, simultaneidade das instâncias presente, passado e futuro”.

Processo foi a noção que fundamentou nossos gestos como interlocutores na Residência Laboratório de Imagens em 2024 e, por motivos espiralares, talvez seja também o termo que melhor descreve o que vivenciamos junto com Felippe Passagem, Lourdes Rosa, Fotogracria, Thanis Parajara, Ton Valentim, os cinco artistas que deram vida a esta edição realizada por meio de atividades presenciais que ocorreram na Maré, na sede do Observatório de Favelas, e no Instituto Moreira Salles, no bairro da Glória.

Os encontros semanais com os artistas foram planejados a partir de um programa de exercícios críticos e criativos, desenvolvido para desafiá-los a explorar e reavaliar seu processo artístico sob diversas perspectivas. Cada participante foi incentivado a confrontar suas práticas e abordagens, ampliando sua visão sobre o próprio trabalho e suas intenções conceituais. Foi um processo de reflexão e troca que visou não apenas ao aprimoramento técnico, mas também ao fortalecimento da autoria artística, e que estimulou a prática da síntese para transformar os conceitos de seus trabalhos em imagens inteligíveis.

A identidade ocorreu como um tema transversal em todas as experimentações realizadas pelos artistas residentes. Felippe Passagem traduziu em suas fotografias o orgulho identitário suburbano, vindo de Quintino Bocaiuva, um bairro símbolo da Zona Norte do Rio. No processo de formação, refletiu sobre os significados de ser suburbano, torcedor do Flamengo e pessoa PCD. Lourdes Rosa, mareense, investigou a relação entre religiosidade e infância. Durante os encontros, realizou experimentações baseadas na repetição fotográfica, explorando gestos criativos com objetos

do universo simbólico de sua pesquisa, como fitinhas religiosas e uma chupeta de erê que lhe foi presenteada por uma criança de terreiro. Fotogracria, cria da favela da Rocinha e pessoa indígena em processo de retomada, baseou sua investigação no próprio acervo fotográfico, construído antes da residência, onde retrata uma Rocinha jovem e pulsante. Em suas experimentações, mesclou fotografias autorais com referências decoloniais para criar imagens com inteligência artificial (IA), muitas vezes resultando na imaginação de uma favela futurista. Thanis Parajara, artista indígena também em processo de retomada, criou um conjunto de imagens, a partir de colagens, que refletem a relação dos povos tradicionais com a natureza, abordando o tema de uma perspectiva urbana. Ton Valentim dedicou-se à questão da memória da favela do Borel, lugar em que foi criado. O artista, que transita entre linguagens como fotografia, vídeo e música, produziu experimentações em que elementos desses diferentes meios se cruzam, traduzindo para a prática fotográfica o conceito da “mixagem”.

Nessa edição da residência, além da agenda de encontros regulares com os interlocutores, ocorreram as rodas de con-

versa, abertas ao público, Inventários de si: fotografia e autorrepresentação. Nelas, referências importantes da arte e da fotografia, como Rosana Paulino, Janaina Damasceno, Masina Pinheiro e Guilherme Cunha, trocaram diretamente com os residentes, apresentando suas práticas e motivações. Ao longo do programa, os cinco artistas participaram, ainda, de workshop de criação de portfólio e visitaram exposições.

Além disso, expuseram seus trabalhos na Feira de Fotolivro e Fotografia Impressa do Sesc Quitandinha, em Petrópolis, a convite da curadoria do evento.

Como um processo essencialmente coletivo, a residência possibilitou que, mais que aprofundar suas próprias abordagens, cada artista considerasse sua prática criativa como parte de um movimento fundamentado na troca. Foi emocionante para nós, interlocutores, observar como cada residente se permitiu vulnerável em busca de uma relação cada vez mais genuína com suas próprias inquietações. O resultado dessa experiência permanece em curso, vai se materializando em tempo próprio

porque, como Nego Bispo nos ensinou, não há nada em sua versão final, mas apenas começos e meios e começos.

Ana Paula Vitorio

Francisco Valdean

Interlocutores Residência

Laboratório de Imagens 2024

residentes

Felippe Passagem

@felippepassagem_fotografia

Fotógrafo formado em 2022 pela Escola de Fotografia Popular/Imagens do Povo. Já participou de exposições coletivas no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica e Com vivências, mostra Fotografica no V Encontro Imagens e Territórios (Guarda/Portugal, 2023). Procura fotografar pessoas invisibilizadas que trabalham ao redor do Maracanã nos jogos do Flamengo, festas populares e a devoção a São Jorge, mas a sua paixão é registrar a cultura popular que acontece nos bares e botecos das favelas e do subúrbio carioca.

Lourdes Rosa @lourdes4899

É fotógrafa, formada pela Escola De Fotografia Popular — Imagens do Povo. É pedagoga pela Uerj e graduanda em Serviço Social na UFRJ. Seu trabalho é voltado ao cotidiano do carioca, tendo maior ênfase nas relações humanas e em sua religiosidade, e em tudo que desperta seu olhar fotográfico, onde possa encontrar beleza, afeto e cuidado!

interlocutores

Fotogracria @afotogracria

Fotogracria, também conhecida como Fotogracria, é uma diretora, fotógrafa, artista NFT & creator. Nascida e criada na Favela da Rocinha, cresceu cansada de retratações negativas sobre a sua comunidade e decidiu mostrar a beleza entre os becos e as vielas através de sua perspectiva de moradora com muita criatividade e arte no audiovisual.

Thanis Parajara

@thanisparajara /@thanisfotografiadoc

Artista visual, fotógrafa formada pela Escola de Fotografia Popular – Observatório de Favelas, tem experiência em algumas exposições coletivas. Desenvolve sua pesquisa documental fotográfica a partir de sua descendência indígena e no processo de retomada, passou a registrar essas vivências, trazendo a narrativa e identidades dos povos originários de diferentes etnias que conheceu em seu percurso de pesquisa.

Ton Valentim @tonvalentim_

Fotógrafo, artista plástico, ativista, músico e diretor. É criador de diversas produções artísticas, muitas delas voltadas para debates sóciorraciais. Retrata o cotidiano nas favelas do Rio de Janeiro, em especial o morro do Borel, onde cresceu. Uma de suas obras mais conhecidas é a fotografia “Alguns lutam com outras armas”, de um grupo de garotos empunhando instrumentos musicais como se fossem armas, obra essa que lhe abriu diversas portas no mundo artístico, em especial no eixo Rio-São Paulo. Um dos destaques de sua carreira foi a direção do comercial de Natal do Grupo Boticário em 2020, retratando um Papai Noel negro. Ton já trabalhou com Instagram, Meta, Apple, Paramount, Feira Preta, entre outras.

Ana Paula Vitorio:

Pesquisadora, curadora e professora, Ana Paula Vitorio (1984) tem pós-doutorado na University of the Free State (África do Sul), é doutora pelo programa de Literatura, Cultura e Contemporaneidade da PUC-Rio, e mestra em Comunicação pela UFJF. É idealizadora do Beyra Festival do Fotolivro JF, e entre os trabalhos recentes, estão a cocuradoria na exposição Zanele Muholi: beleza valente no IMS Paulista (2025) e a oferta de cursos como Fotografia por mulheres africanas: legados de beleza e luta no IMS (2025), Fotolivros imaginados em África, no Sesc São Paulo (2025) e Fotolivros de artista, no Masp (2025). Ana é professora na Faculdade de Comunicação da UFJF, integrante do Laroyê Terreiro de Pesquisa (UFJF) e do coletivo Lombada.

Francisco Valdean

Fotógrafo popular, professor substituto de Fotografia no Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), curador independente e artista pesquisador dedicado ao estudo das imagens da Maré. Doutor em Arte e Cultura (PPGARTES-Uerj) e mestre em Antropologia Visual (PPCIS-Uerj), foi coordenadorgeral do projeto Imagens do Povo (2016 a 2020). Criador do Museu da Imagem Itinerante da Maré (MIIM), é também autor do livro Imagens da Maré: Narrações Fotográficas da Favela Participou de diversas conferências, mostras de arte e festivais, tanto no Brasil quanto no exterior.

LABORATÓRIO DE IMAGENS 2024

Organização do e-book:

Ana Paula Vitorio

Francisco Valdean

Articulação editorial:

Renata Bittencourt

Jorge Freire

Maria Emília Tagliari Santos

Gabriela Gonçalves

Alana Crem

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA LABORATÓRIO DE IMAGENS

Idealização e Realização:

Educação - Instituto Moreira Salles

Imagens do Povo – Observatório de Favelas

Artistas residentes:

Felippe Passagem, Lourdes Rosa, Fotogracria, Thanis Parajara, Ton Valentim.

Interlocutores:

Ana Paula Vitorio e Francisco Valdean

Convidados:

Janaína Damaceno, Rosana Paulino, Guilherme Cunha (Retratistas do Morro) e Masina Pinheiro.

IMAGENS DO POVO/ OBSERVATÓRIO DE FAVELAS

Direção: Elionalva Sousa, Isabela Souza, Priscila Rodrigues e Raquel Willadino

Coordenação Geral: Erika Tambke

Coordenação Pedagógica: Natália Nichols

Coordenação Técnica: AF Rodrigues

Gestão do Acervo de Imagens: Monara Barreto

Indexadora do Acervo: Vitória Corrêia

Produção Executiva: Bia Gonçalves

Educadora: Nayane Silva

Coordenação de comunicação: Lola Ferreira

Assistente de comunicação: Romulo Amorim

Gestão Administrativo-Financeira: Gesem Moraes

Projeto gráfico: Rodrigo Corrêa

Revisão: Alex Peguinelli

Dados

Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Instituto Moreira Salles

Laboratório de Imagens (livro eletrônico) 2024 / Instituto Moreira Salles ; Felippe Passagem...[et.al.] ; organização Ana Paula Vitorio, Francisco Valdean. – Rio de Janeiro IMS, Observatório de Favelas, Imagens do Povo, 2025. E-book : il. (fotogr.) : color. p&b.

Projeto Laboratório de Imagens desenvolvido pelo IMS Educativo em parceria com o Observatório de Favelas.

Dados eletrônicos (1 arquivo : PDF)

Disponível em: www.ims.com.br

ISBN 978-65-88251-39-3

1. Fotografia 2. Laboratório de Imagens 3. Residência artística 4. Rio de Janeiro I. Passagem, Felippe. II. Rosa, Lourdes. III. Fotogracria. IV. Parajara, Thanis. V. Valentin, Tom. VIn.Vitorio, Ana Paula. VII. Valdean, Francisco. VIII. Imagens do Povo. IX. Título.

CDD 779.2

Bibliotecária responsável: Enisete Malaquias – CRB-8 5521

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