ED.3173 - QUI 05-02-2026

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A iniciativa está alinhada à legislação federal e busca ampliar ações educativas e preventivas voltadas a adolescentes, famílias e à sociedade em geral.

Artigo/opinião

Jornalista / Radialista / Filósofo

Pós Graduado em Gestão Escolar, Pós Graduado em Ciências Políticas, Pós Graduado em Mediação e Conciliação MBA em Gestão Pública.

Pesquisa dos EUA mostra hábitos já sabidos

Há um mistério nacional que passa despercebido entre o arroz e o feijão. O ser humano passa a maior parte da vida sentado. Não é metáfora. É estatística bruta, fria e sem piedade. SegundooDepartamentodeEstatísticasdoTrabalhodosEstadosUnidos,ocidadãomédiodedica 1,24 hora por dia a comer e beber. Feitas as contas, esse vício nacional chamado soma, em 80 anos de vida o sujeito passa cerca de 36 mil horas mastigando. Dá mais de quatro anos conversando com o prato. Se o bife tivesse memória, pediria indenização por danos morais.

E isso é só o começo do escândalo. Um em cada quatro adultos admite passar mais de oito horas por dia sentado, segundo dados do CDC resumidos pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos. O indivíduo acorda cansado de tanto descansar. Dorme sete horas deitado. Passa meia hora fingindo que acordou. Mais meia hora tentando entender quem é e onde está. O chamado “acordar verdadeiro”, fenômeno que a ciência ainda estuda com cautela e cafeína.

O homem contemporâneo é um ser horizontalizado. Deita para dormir. Senta para viver. Reclina para pensar. Se Darwin estivesse vivo, escreveria sobre a seleção natural observando uma fila de aeroporto.Aevolução premiou quem encontrou a melhor cadeira.

No passado, esse território exótico onde tudo era desconfortável, o homem primitivo passava horas caminhando.Andava para caçar.Andava para fugir.Andava para procurar água, abrigo e algum sentido que ainda não tinha nome. Não havia mesa. Havia pedra, tronco e improviso. Depois vieram as embarcações, os animais, as rodas. O progresso começou no dia em que alguémpensouquedavaparafazertudoissosentado.Acivilizaçãotalveztenhacomeçadonão com o fogo, mas com o banco de madeira.

A mesa surge então como personagem central dessa comédia humana. Especialmente a mesa comprida. Ela pode estar no mercado, na escola, no escritório, na cantina ou na sala de estar e continua sendo mesa, firme, autoritária e indiferente ao drama humano. A mesa não é exatamente um objeto. É um dispositivo social disfarçado de móvel. Não promete inclusão. Os estudiosos chamam isso de comensalidade. Um nome bonito para descrever o caos organizado de comer junto.Amesa comprida abriga tudo ao mesmo tempo.Aintimidade e a distância.A piada infame e o silêncio constrangedor.Avontade de ficar e o desejo ardente de fugir alegando dor de cabeça. É um palco onde ninguém ensaiou, mas todos representam com convicção. E não se enganem. Os lugares à mesa jamais são neutros. Quem senta na cabeceira manda, mesmo quando finge humildade. Quem chega primeiro escolhe. Quem chega depois obedece. Quem levanta antes se justifica com o corpo. São regras invisíveis, porém mais rígidas que o Código Penal. Comer junto sempre foi uma técnica social poderosíssima. Hoje a modernidade não acabou com o ritual.

Ahospitalidadevirouinfraestrutura.Amesavirouferramenta.Nelaseassinamcontratos,se resolvem disputas, se aprendem lições e se repetem dramas familiares com naturalidade burocrática. É ali que a vida pública cria corpo. Um corpo sedentário, levemente curvado, com dor lombar e uma vaga nostalgia de quando se andava mais e reclamava menos.

No fim das contas, o mundo gira, tudo muda e continuamos sentados. Contando horas. E assim segue a humanidade. Reunida em torno de superfícies horizontais. Negociando a vida com guardanapo no colo. Enquanto o tempo passa em pé, do lado de fora, esperando que alguém finalmente se levante para encontrá-lo.

Fundado em 07 de junho de 1997

Por que tantas arraias apareceram juntas no litoral do Farol? Especialista explica

Oespetáculo de mais de 100 arraias nadando juntas no Farol de Santa Marta, em Laguna, registrado neste domingo (1º), chamou muita atenção e ganhou uma explicação técnica. As imagens impressionaram moradores e visitantes e levantaram dúvidas sobre o comportamento dos animais tão próximos da costa.

Segundo o professor da Univali, Jules Soto, o fenômeno é natural e típico do Sul do Brasil.

“Essas concentrações de raias de meia água são comuns para esses gêneros. Do Paraná até o Sul do Rio Grande do Sul é onde ocorrem as maiores concentrações”, explicou.

As águas claras da região facilitaram a visualização do grupo, o que tornou o registro ainda mais impactante. Apesar do grande número de animais, o especialista reforça que não há motivo para alarme.

Concentração de arraias em Laguna é natural e não oferece risco

De acordo com o professor, as arraias vistas no Farol não representam perigo aos banhistas. “Não oferecem absolutamente nenhum risco às pessoas. Essa concentração está ligada ao período reprodutivo e também à alimentação”, destacou Jules

Soto.

Ele explica que, quando há muito alimento em uma área específica, é comum que os animais se reúnam. Ainda assim, o cuidado básico ao entrar no mar continua sendo importante.

As arraias não são agressivas, mas podem reagir caso sejam pisadas acidentalmente em águas rasas.

O episódio reforça a riqueza da vida marinha da região e mostra como fenômenos naturais podem ser confundidos com situações de risco, quando, na verdade, fazem parte do equilíbrio do ecossistema costeiro.

¹ dá ouvidos às minhas palavras, ó Senhor, atende à minha meditação. Salmos 5:1

Expediente

Editor Chefe: Reinor Marcolino - Reg.SC 02.423-JP

Jornalista Miguel Ângelo Herdy dos Santos. MTB/SC 4231

Designer/Diagramação: Fabio Julio Gonçalves

Colaboradores: Jaison Bez Fontana, Evandro Marques Pacheco. Impressão: Gráfica Soller

BalneárioArroio Corrente - Jaguaruna - SC

Rua São João Batista, nº 661 Whatsapp: (48) 99671-3638

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Assessoria Jurídica: Diógenes Luiz Mina de Oliveira - OAB/SC 26.894

Matérias assinadas e colunas são de responsabilidade de seus autores

Circulação: Gravatal, Jaguaruna, Sangão, Treze de Maio, Pedras Grandes, Urussanga, Morro da Fumaça, Capivari de Baixo, Tubarão e Laguna.

Obras da Casa do Idoso continuam em ritmo acelerado em Treze de Maio

APrefeitura de Treze de Maio segue avançando com importantes investimentos voltados à qualidade de vida da população, com destaque para a construção da Casa Dia do Idoso. A obra continua em ritmo acelerado e reforça o compromisso da administração municipal em valorizar, cuidar e oferecer mais dignidade à terceira idade.

A construção está sendo realizada no Complexo Esportivo Irineu Bornhausen, em um local estratégico e de fácil acesso. Atualmente, os trabalhos estão

concentrados na etapa de reboco das paredes, o que demonstra o bom andamento e a evolução constante da obra.

Com um investimento de R$ 1.329.000,00, a Casa Dia do Idoso será um espaço moderno, acolhedor e totalmente funcional, planejado especialmente para atender às necessidades dos idosos do município. A localização dentro do Centro Esportivo Irineu Bornhausen garantirá mais praticidade, conforto e integração com outras atividades do complexo. O projeto prevê um am-

biente que será referência em atividades recreativas, educativas, culturais e de convivência. A Casa Dia do Idoso terá como objetivo fortalecer os vínculos sociais, promover a inclusão, estimular a autonomia e proporcionar mais bem-estar e qualidade de vida aos idosos de Treze de Maio.

A administração municipal segue acompanhando de perto o andamento da obra, reafirmando seu compromisso com políticas públicas que cuidam das pessoas e constroem um futuro melhor para todos.

Jorginho confirma apoio a Carol de Toni ao

Senado e mantém acordo com Adriano Silva

Ogovernador de SantaCatarina,Jorginho Mello confirmou apoio à deputada federal Caroline de Toni como candidata ao Senado nas eleições de 2026.

A definição ocorreu em um momento em que, nos bastidores, havia discussões sobre a possibilidade de Carol de Toni integrar a chapa como vice-governadora. A alternativa chegou a ser avaliada no âmbito nacional do partido, presidido por Valdemar Costa Neto, antes que a articulação estadual estivesse totalmente consolidada.

Ao confirmar o apoio ao Senado, Jorginho reforçou a construção que já vinha sendo desenha-

da em Santa Catarina e manteve o acordo político com o prefeito de Joinville, Adriano Silva, nome tratado como prioridade para a vaga de vice na chapa de reeleição.

O movimento fortalece a posição de Adriano Silva e amplia o peso político de Joinville no projeto estadual, já que o município concentra o maior colégio eleitoral de Santa Catarina e ocupa papel estratégico na articulação da chapa. Ao confirmar Carol de Toni no Senado, Jorginho também sinaliza a formação de uma disputa com nomes do PL, ao lado de Carlos Bolsonaro, organizando antecipadamente o desenho eleitoral.

Celesc investe em tecnologia para reduzir quedas de energia e agilizar o atendimento em Santa Catarina

ACelesc segue modernizando a rede elétrica de Santa Catarina com um objetivo claro: fazer a energia voltar mais rápido quando algum problema acontece.

Entre 2023 e 2025, a companhia investiu mais de R$ 30,8 milhões na compra de 612 religadores automáticos, equipamentos inteligentes instalados na rede elétrica que ajudam a identificar falhas e restabelecer o fornecimento de forma automática, muitas vezes sem que o cliente perceba a interrupção.

Funciona assim: quando ocorre um problema momentâneo — como galhos na rede, vento forte ou sobrecarga — esses equipamentos conseguem isolar o trecho afetado e religar a energia em poucos segundos, sem a necessidade de uma equipe ir até o local.

Na prática, isso significa menos tempo sem luz, menos transtornos e mais conforto para casas, comércios, escolas e hospitais.

Os investimentos foram distribuídos ao longo dos últimos anos:

• 2023: 245 equipamentos (R$

10,9 milhões)

• 2024: 86 equipamentos (R$ 4,5 milhões)

• 2025: 281 equipamentos (R$ 15,3 milhões)

Além disso, a Celesc já tem 88 novos religadores encomendados, com entrega prevista até junho de 2026, somando mais R$ 5,6 milhões em investimentos. Isso garante que a modernização continue avançando em todas as regiões do Estado.

Outro benefício importante é que esses equipamentos permitem redirecionar automaticamente a energia por outro caminho, quando possível, reduzindo ainda mais o impacto das falhas e evitando desligamentos prolongados.

Segundo o diretor de Distribuição da Celesc, Cláudio Varella, essa tecnologia faz diferença no atendimento ao consumidor:

“Arede passa a responder mais rápido aos problemas, o que reduz o tempo sem energia e melhora a qualidade do

serviço. É tecnologia trabalhando diretamente a favor do cliente.”

Para o presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, os investimentos mostram o compromisso da empresa com o futuro de Santa Catarina:

“Estamos preparando o sistema elétrico para acompanhar o crescimento do Estado, com mais eficiência, segu-

rança e confiabilidade para a população.”

Com a instalação desses equipamentos e outras ações de modernização, a Celesc reforça um ponto que impacta diretamente o dia a dia dos catarinenses: energia mais estável, menos interrupções e respostas mais rápidas quando imprevistos acontecem.

Câmara aprova criação do Mês de Conscientização sobre Gravidez na Adolescência

TUBARÃO

A

Câmara Municipal de Tubarão aprovou em primeira votação o projeto de lei que institui no município o Mês de Conscientização e Prevenção da Gravidez na Adolescência, a ser realizado anualmente no mês de fevereiro.

A iniciativa está alinhada à legislação federal e busca ampliar ações educativas e preventivas voltadas a adolescentes, famílias e à sociedade em geral.

Oprojetoautorizaopoder público a desenvolver, durante o período, uma série de atividades, como palestras, oficinas, campanhas educati-

vas, distribuição de materiais informativos e atendimentos psicológicos e sociais.

As ações poderão ocorrer em escolas públicas e privadas, unidades de saúde e centros comunitários, além de contar com parcerias entre secretarias municipais, conselhos, instituições de ensinoeorganizaçõesdasociedade civil.

Autordaproposta,overeador e professor Maurício da Silva destaca que a iniciativa surge diante de dados alarmantes sobre a gravidez precoce no país.

Segundo ele, números do Ministério da Saúde indicam que, apenas em 2023, foram registrados mais de 13

mil partos entre meninas de 10 a 14 anos e cerca de 289 mil entre adolescentes de 15 a 19 anos.

“Trata-se de uma situação grave, com impactos profundos na saúde, na educação e na qualidade de vida dessas meninas e de seus filhos. Muitas não conseguem concluirosestudoseacabam enfrentando dificuldades permanentes no mercado de trabalho”, afirma.

O parlamentar ressalta ainda que os efeitos da gravidez na adolescência vão além do período gestacional, podendo comprometer toda a trajetória de vida das jovens mães.

Entre os problemas apon-

tados estão riscos à saúde, evasão escolar, baixa renda, dependência social e, em muitos casos, rejeição familiar e social. Para ele, a prevenção passa necessariamente pela informação, pela

educação e pelo fortalecimento das redes de proteção.

O projeto prevê que, além das ações de conscientização, o município estimule a integração entre as áreas da saúde, educação e assistência social, garantindo suporte às adolescentes que engravidarem, com acesso a creches, acompanhamento psicológico e apoio institucional.

Secretaria de Assistência Social realiza Fórum Municipal da Sociedade Civil

No dia 04 de fevereiro de 2026, foi realizado no Centro de Convivência – CRAS o Fórum Municipal da Sociedade Civil para a escolha dos representantes da sociedade civil que irão compor o CMDCA de Treze de Maio/SC, conforme o Edital CMDCA nº 40/2025.

Durante o encontro, a coordenadora do Fórum, MariaAparecida Bosquetti, a Secretária Municipal de Assistência Social, Keite dos Santos Fernandes Borges, e a palestrante Maiani Machado Baptista esclareceram o papel, as atribuições e a importância do CMDCA, além de explicar o processo de escolha dos conselheiros para o biênio 2026/2028.

Após as apresentações e a votação, foram eleitos os representantes da sociedade civil:

Titulares:

* Maria da Glória Bardini – CONTREM

* Cristina dos Santos Livramento –Hospital

* Junior Modolom Guizzo – SINTRAF

Suplentes:

* Lizandra Trento – CONTREM

* Camila Simom Perdoná – Hospital

* Valmir Modolom – SINTRAF

Aação reforça a participação da sociedade civil e o compromisso de Treze de Maio/SC com a garantia dos direitos da criança e do adolescente.

* Hellen Izaura Colombo Nicolau –APAE
* Suzana Viel Grassi Domingos –APAE

Projeto de lei de autoria do deputado Volnei Weber que regulamenta a meliponicultura é aprovado em Plenário

Foi aprovado em Plenário, nesta semana, o projeto de lei de autoria do deputado estadual Volnei Weber que regulamenta a meliponicultura, atividade voltada à criação de abelhas-sem-ferrão. A proposta estabelece regras para a legalização da atividade e permite que o comércio de enxames e insumos ocorra de forma organizada, segura e juridicamente amparada.

A iniciativa busca garantir normas claras, justas e exequíveis, assegurando que a meliponicultura possa se desenvolver sem entraves burocráticos e com igualdade de condições para os produtores, respeitando a impor-

tância ambiental e econômica da atividade.

Segundo o deputado, a regulamentação é essencial para fortalecer o setor e dar segurança aos meliponicultores.

“Esse projeto corrige uma lacuna importante. A meliponicultura precisa de regras legítimas, possíveis de serem aplicadas, que garantam justiça, legalidade e oportunidade para quem trabalha com responsabilidade”, destacou Volnei Weber.

O parlamentar também reforça a urgência na capacitação e profissionalização de toda a cadeia produtiva, desde a produção até a comercialização, com atenção es-

pecial aos profissionais que têm a meliponicultura como principal atividade econômica.

“É fundamental investir na qualificação de quem vive dessa atividade, sem deixar de incentivar também aqueles que a exercem como complemento de renda. Isso fortalece o setor, gera renda e estimula o desenvolvimento sustentável”, afirmou.

A meliponicultura desempenha papel estratégico na preservação ambiental, especialmente na polinização, além de representar uma alternativa de renda para agricultores familiares e pequenos produtores em diversas regiões do Estado.

O Estado sitiado: Quando o crime organizado veste toga e farda

Amanifestação nesta quarta-feira (04) da Human Rights Watch (HRW) sobre a segurança pública no Brasil toca em uma ferida que já não cicatriza:ametamorfosedocrimeorganizado. O diagnóstico da ONG é cirúrgico ao afirmar que o país precisa abandonar o combate focado apenas no varejo da droga para enfrentar a infiltração das facções nas estruturas do Estado. No entanto, o otimismo das recomendações internacionais colide frontalmente com a realidade ácida dos tribunais e das corregedorias.

Ainfiltração do crime organizado na política ou no judiciário como projeto de poder é o grande e principal problema. O relato de César Muñoz, diretor da HRW, sobre promotores que encontram digitais de policiais em todos os casos de facções criminosas não é apenas uma estatística de corrupção; é o retrato de um Estado híbrido. Quando a linha entre quem protege e quem transgride se torna porosa, a segurança públi-

ca deixa de ser um serviço ao cidadão para se tornar uma mercadoria negociada em becos e gabinetes.

Acrisedeconfiança,contudo,sobe as escadas de mármore dos tribunais. Como exigir uma reformulação nas políticas de segurança quando o próprio Judiciário — o fiel da balança — é alvo de investigações da Polícia Federal?

*NoPiauí:Adenúnciadevendade sentenças no gabinete de um desembargador expõe o "balcão de negócios" jurídico.

* No Planalto Central:As menções a nomes do STF e de ex-ministros da Justiça em tramas que envolvem o setor bancário e assessorias jurídicas de cônjuges levantam o fantasma do conflito de interesses.

A Institucionalização do Absurdo converge com os ditados populares causando assim uma romantização do caus. O desabafo popular, ecoando a máxima de Tim Maia “Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita” citada por

muitos brasileiros ainda e principalmente nos dias de hoje, reflete o cansaçocomo"paísdoavesso".Asensação é de que as instituições não estão sendo apenas atacadas por fora, mas apodrecendopordentro.Seotraficante se vicia e o cafetão tem ciúme, no Brasil de 2026, parece que o fiscal de lei se tornou o sócio oculto da desordem.

A segurança pública será, inevitavelmente, o epicentro da próxima eleiçãopresidencial.Noentanto,odebate corre o risco de ser raso se focar apenas em "mais armas" ou "mais câmeras". O verdadeiro enfrentamento ao crime organizado exige:

*SaneamentodasCorregedorias: Órgãos internos precisam de independênciarealparacortaraprópriacarne.

* Transparência Judicial: O fim das zonas cinzentas em escritórios de influência que orbitam as altas cortes.

* Inteligência Financeira: Seguir o dinheiro, especialmente quando ele entra em contas que deveriam ser ilibadas.

A mudança deverá vir das urnas e o título eleitoral a maior ferramenta paraconcertaroqueprecisaserresolvido. Não se trata de Direita e ou esquerda se trata de um projeto sério e viável para o país dos Josés e Marias. O brasileiro não quer mais planos desegurança quefiquemno papel enquanto o crime dita o preço do gás na favelaeopreçodaliberdadenostribunais.A"questão importante" apontada pela HRW não é apenas sobre policia-

mento, é sobre a recuperação da soberania estatal. Sem uma limpezaéticaquealcanceotopodapirâmide, continuaremos sendo o país onde a lei é opcional para quem pode comprá-la.

O Brasil pode dar certo, mas para isso, é preciso que as autoridades parem de ser personagens citados em escândalos e passem a ser os guardiões da Constituição que juraram defender.

Miguel Herdy / Jornalista e bacharel em Direito ARTIGO

CNH do Brasil provoca 'explosão' de pedidos no início de 2026

Os pedidos de emissão da CarteiraNacionaldeHabilitação (CNH) cresceram em janeiro de2026,impulsionadospelasnovas regras em vigor. No mesmo mês de 2025, foram registrados cerca de 369,2 mil pedidos. Já neste ano, o número saltou para 1,7 milhão.

Os dados são da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e integram um balanço divulgado após a implementação do programa CNH do Brasil, que flexibilizou exigências para a obtenção do documento. Em dezembro de 2025, por exemplo, foram contabilizados 3 milhões de pedidos, mas apenas 298,5 mil CNHs foram efetivamente emitidas.

CNH do Brasil: redução de custos e objetivo de regularização

Segundo a Senatran, o programa contribuiu para a redução dos custos do processo, principalmente com a diminuição das exigências de aulas teóricas e práticas em autoescolas. A estimativa do órgão é de que cerca

de 20 milhões de brasileiros dirijam sem habilitação, e a principal expectativa é acelerar a regularização desse público. Com a atualização da norma pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), passou a ser permitida a atuação de instrutores autônomos. Desde então, foram registrados 24.754 cursos práticos ministrados por esses profissionais.

Os cursos práticos tiveram crescimento de 22%, passando

de 328 mil para mais de 400 mil. Jáosexamespráticosaumentaram 11%, com mais de 323 mil aplicações em janeiro de 2026, frente a 291 mil no mesmo período do ano anterior.

O número de candidatos que concluíram os cursos teóricos mais que quadruplicou, subindo de 196.707 para 824.494, uma alta de 319%. Os exames teóricos também apresentaram crescimento de 32%, passando de 171.232 para 225.462.

Brasil lança pacto nacional para enfrentar o feminicídio com ação integrada dos Três Poderes

Em resposta à escalada da violência de gênero, em que quatro mulheres são vítimas de feminicídio a cada 24 horas no país, o Governo do Brasil, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário lançam, nesta quarta-feira (4), o Pacto Nacional BrasilcontraoFeminicídio.Ainiciativa estabelece uma atuação inédita, coordenada e permanente entre os três Poderes para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. A cerimônia de assinatura será no Salão Nobre do Palácio do Planalto, com a presença dos chefes dos Poderes, autoridades e convidados.

OPactoNacionalBrasilcontrao Feminicídio parte do reconhecimento de que a violência contra mulheres e meninas no país é uma crise estruturalquenãopodeserenfrentada por ações isoladas. O lançamento da iniciativa será acompanhado por uma estratégia de comunicação de alcance nacional, orientada pelo conceito “Todos juntos por todas”, queampliaochamadoparaalémde mulheres e meninas e convoca toda asociedade—especialmenteoshomens—aassumirumpapelativono enfrentamentodaviolência.

Objetivos

O pacto tem como objetivos acelerar o cumprimento das medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento da violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores, combatendo a impunidade.

Os dados do sistema de Justiça evidenciam a dimensão e a urgência do enfrentamento. Em 2025,

a Justiça brasileira julgou, em média, 42 casos de feminicídio por dia, totalizando 15.453 julgamentos,umaumentode17%emrelação ao ano anterior. No mesmo período, foram concedidas 621.202 medidas protetivas, o equivalente a 70 por hora, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Já o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, coordenado pelo Ministério das Mulheres, registrou, em média, 425 denúnciaspordiaem2025. O acordo também prevê compromissos voltados à transformação da cultura institucional dos três Poderes, à promoção da igualdade de tratamento entre homens e mulheres, ao enfrentamento do machismo estrutural e à incorporação de respostas a novos desafios, como a violênciadigitalcontramulheres. Para garantir a efetividade das ações, o pacto institui uma estrutura formal de governança, com a criação do Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República. O decreto que cria o colegiado será assinado durante o evento. O colegiado reunirá representantes dos três Poderes, comparticipaçãopermanentedeMinistérios Públicos e Defensorias Pú-

ARTIGO

E SE O SEU ÚLTIMO DIA FOSSE HOJE?

Tenho participado de debates e reflexões sobre as mais diversas situações do cotidiano. Tentando sempre levar uma mensagem em busca de paz, alegria e felicidade, mesmo com as angústias, intempéries e obstáculos da vida.

Não raro, me deparo com essa questão crucial: o nosso futuro, o amanhã. Será que vamos deitar e acordar no dia seguinte? Ou nossa vida vai se romper naquele obscuro momento?

Vivemos em um mundo tão intenso que, muitas vezes, simplesmente esquecemos de viver. Vamos apenas “sobrevivendo”. Acreditando que temos a vida toda pela frente. E quando percebemos... estamos quase no final do expediente natural, na despedida desse tempo na terra.

Muitas pessoas passam a viver de verdade quando descobrem, por exemplo, uma doença terminal. Ou como sair de uma grave depressão.

Mas… o que é esse viver?

É fazer coisas simples, mas cheias de significado: ir à feira no final de semana, à praia, piquenique no parque, viajar, curtir um cinema, almoçar em família, rever pessoas que há muito tempo não visitamos, ter contato com a natureza.

Trabalhamos tanto — e muitas mulheres ainda enfrentam a jornada tripla, cuidando da casa, dos filhos e do trabalho — que acabamos esquecendo de cuidar da mente. Esquecemos de descansar, de sonhar. Criar expectativas, desejos, ambições.

Depois que meu filho faleceu, me dei conta do quanto a vida é frágil e da importância de vivê-la de forma leve, feliz e positiva — sem reclamar tanto daquilo que temos.

Existe uma história significativa que o Coronel Edson Ferrarini, que atua na recuperação ao alcoolismo e drogas, sempre gosta de citar como exemplo.

Certo dia, ele ajudou dois homens cegos a atravessarem a rua. Já na calçada, conversando com os dois, um deles disse que daria todo o dinheiro do mundo para enxergar por apenas uma hora.

O coronel então perguntou: “Você é feliz?”

O homem respondeu: “Sim”.

E ele explicou:

— Veja meu amigo, além de cego, ele também é surdo. Eu ainda consigo ouvir quando um carro se aproxima e, assim, não corro o risco de morrer atropelado.

Isso nos faz refletir a profundeza do diálogo.

blicas, a fim de assegurar acompanhamento contínuo, articulação federativaetransparência.

Articulação

Com a articulação das políticas públicas, espera-se um fortalecimento concreto da proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade, com atenção especial a negras, indígenas, quilombolas, periféricas, do campo, com deficiência, jovens e idosas, além do cumprimento dos compromissos internacionais do Brasil em direitos humanos.

O pacto assume um compromisso de longo prazo, com monitoramento contínuo, divulgação periódica de relatórios públicos e participaçãosocial,asseguradapelo diálogo com especialistas e organizaçõesdasociedadecivil.

Comunicação

Como ação simbólica, os edifíciosdoPaláciodoPlanaltoedoSupremo Tribunal Federal receberão iluminação com as cores do pacto. No mesmo dia, o Congresso Nacional realizará uma projeção mapeada com dados sobre o feminicídio noBrasil.

Muitos de nós temos saúde, casa e família — enquanto tantas pessoas não têm nada disso e dariam tudo para possuir ao menos uma dessas três coisas.

Um dia, meu filho Diego me disse que era infeliz e que queria mudar de país.

Eu respondi a ele:

— Não adianta mudar de país se você não mudar a sua mente. Precisamos escolher ser felizes onde estamos, com o que temos hoje.

Problemas sempre vão existir. O que muda é a forma como encaramos a vida. Por isso, escolha ser feliz. Desacelere. Preserve sua vida. Não se coloque em situações de perigo.

E lembre-se de um simples ritual:

Olhe no espelho todas as manhãs. E diga quanto a vida é importante para você e outras pessoas. Ligue para alguém que você ama, mande uma mensagem, abrace, beije e diga o quanto essa pessoa é especial. Para você, para ela mesma, para o mundo.

Afinal, viver é a essência da vida. E nunca será seu último dia. Sua última noite!!!

Sandra Campos perdeu, há dois anos, seu filho de 24 anos para o suicídio e tornou-se uma ativista pela vida com o projeto “NÃO TE JULGO, TE AJUDO!”. Um debate com a sociedade sobre os mais variados temas ligados ao sofrimento e o comportamento humano.

Instagram: @sandracamposaaa

Celular/Whatsapp: (11) 94813-7799

Sandra Campos / Ativista pela vida

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