Nascido em 20 de abril de 1946. É psiquiatra e psicanalista em Toulouse (França). Fez sua análise com Jacques Lacan. É Analista Membro de Escola (AME) da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano e de sua Internacional (Internacional dos Fóruns). Leciona no Collège de Clinique Psychanalytique du Sud-Ouest da França e criou, bem como dirigiu, a Revista de Psicanálise L’En-Je Lacanien. Publicou, entre outros livros: Lacan le Borroméen: creuser le noeud; La réson depuis Lacan; “Tu es cela” Sinthome, poème et identité; Trois essais sur la sexualité mystique: Marie de La Trinité, Simone Weil, Thérèse Neumann; Un silence pour appui.
Extrair algumas consequências clínicas e estruturais dessa escrita do real borromeano que Lacan inventou é o que tenta fazer este livro, que reúne uma seleção de trabalhos e apresentações do autor nestes últimos dez anos.
Michel Bousseyroux Excerto adaptado do Preâmbulo *** Prefácios de Albert Nguyên (edição francesa) e Conrado Ramos (edição brasileira)
Dor e Existência
“
Importa-nos justamente levar
ao público os títulos que tratam, em suas diferenças, das dores que acompanham as situações-limite –
Correndo o risco da topologia e da poesia
Michel Bousseyroux
Para que serve a topologia borromeana? Serve para cingir o furo, o verdadeiro, seus pontos de entrave e rangidos (portanto, de gozo). Esse verdadeiro furo da estrutura é o que a poesia tenta não voltar a tapar. “A poesia não mais se impõe, ela se expõe”, escreve Paul Celan. A psicanálise também.
Bousseyroux
Lacan correu o risco da topologia desde o início. A partir de 1953, basta ver seus Escritos em que ele relaciona a estrutura da fala ao toro. Sem correr esse risco, ele não teria conseguido inventar nem o objeto a nem o real borromeano. Ele também correu o risco da poesia. Desde 1933, ao publicar “Hiatus irrationalis”, soneto diretamente inspirado por sua leitura da tese que Koyré acabara de lhe dedicar, da mística de Jacob Böehme, e na qual flui a torrente do gozo feminino.
Série
perdas radicais, violência, racismo e outras intolerâncias e abusos diversos –, considerando que a patologia do particular está intrinsecamente relacionada com as patologias do social. Sem a pretensão de esgotar essas situações e seus efeitos disrup-
PSICANÁLISE
tivos, desejamos que cada livro
Michel Bousseyroux
Correndo o risco da topologia e da poesia
possa contribuir para enlaçar e intercambiar saberes e experiências, na aposta de que algo sempre se transmite, ainda que com furos e, às
”
vezes, de modo artificioso. Cibele Barbará
Miriam Ximenes Pinho-Fuse
Expandir a psicanálise
Sheila Skitnevsky Finger
PSICANÁLISE
Organizadoras da série
Série
Dor e Existência
Capa_Bousseyroux_Correndo o risco_P1.indd Todas as páginas
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