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Revista Creator - N57

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Venda proibida

CREATOR Nº57 | 2026 - Setembro

│

©Todos os Direitos Reservados a Zul Editora @revita_creator

CATÁLOGO DE ARTES

EDIÇÃO ESPECIAL

ESTILO IMPERIAL Como a precisão do esmalte dental transformou-se em pintura sobre porcelana

TRADIÇÃO MANUAL Por que o resgate de técnicas clássicas e ouro resiste à automação contemporânea

ENTREVISTA COM

Livia Scussolino Brilho Eterno, Esmalte Imperial e Legado


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CREATOR Direção Editorial LUZBELA SOUZA

Conteúdo BRUNA CAMILLE M. SILVA JIULIANA FERREIRA CARLA DE MENDONÇA DIEGO MATHIAS JR.

Site WWW.REVISTACREATOR.COM

Instagram @REVISTA_CREATOR

Copyrights © 2026 por Zul Editora Todos os direitos reservados. É proibido a reprodução total ou parcial.


Indice 6 - LIVIA SCUSSOLINO 12 - ALMAH 14 - IGOR ROSA 18 - ISABEL LACERDA 24 - MIRIAN PEREIRA PORCELANAS 26 - NOZIORLEANS 30 - SANDRA VALENTIM 36 - ANA PAULA LANARI 38 - LILI ARTESANATO BRASILEIRO 42 - ARTÊ 44 - PLURAL BORDADO À MÃO 48 - LARISSA MARIAN FRASCA 54 - KATIA FUJITA 60 - PRISICILA MOSCONI 62 - CAROLINA RIZZO

CREATOR


Livia Scussolino A artista visual Livia Scussolino construiu sua identidade artística a partir de uma transição vocacional pautada pela precisão e pelo resgate do brilho. Sua trajetória profissional tem raízes profundas na Odontologia, campo no qual desenvolveu a destreza manual e a exatidão técnica necessárias para atuar no esmalte dental. Esse elemento anatômico estabeleceu uma ponte direta com a sua prática na pintura em porcelana, transformando o esmalte vítreo no elo condutor entre as diferentes fases de sua vida e carreira.

Criada em um ambiente familiar influenciado pelo trabalho manual de sua mãe artesã, Livia sempre nutriu uma sensibilidade atenta ao brilho onde poucos conseguem enxergar. O despertar definitivo para as artes plásticas consolidou-se durante o período de isolamento imposto pela pandemia, momento em que realizou seus primeiros cursos online de pintura e vivenciou um intenso recolhimento pessoal. Esse movimento introspectivo revelou a necessidade urgente de exteriorizar sua vocação, canalizando sua percepção para a criação de peças de alto refinamento.

Com uma personalidade marcada pela ansiedade criativa e pelo constante planejamento do futuro, a artista encontrou no ateliê um espaço de autocontrole e autoconhecimento. Sua formação técnica contínua envolve viagens internacionais e aulas semanais com mestres renomados, incluindo orientações com professores da tradicional manufatura portuguesa Vista Alegre. Livia se define por um comprometimento rigoroso com o ofício, buscando no silêncio e na disciplina das artes decorativas um contraponto consciente à aceleração do cotidiano contemporâneo.


Entrevista CREATOR

BRILHO ETERNO O trabalho de Livia Scussolino insere-se em um universo estético clássico e imperial, fortemente inspirado na história da realeza e nas grandes manufaturas europeias. Seu propósito artístico reside em transformar a superfície alva e inerte da porcelana em um objeto de distinção através da aplicação minuciosa de tintas nobres e ouro. A produção de cada peça rejeita qualquer lógica de escala industrial, afirmando-se como um manifesto em favor da raridade e da unicidade do fazer manual.

LEGADO A artista concebe suas obras como artefatos duradouros, concebidos para atravessar gerações e resgatar uma atmosfera de elegância que pertence a um tempo pretérito. Cada criação carrega um forte apelo de memória e pertencimento, transpondo as experiências e o gosto pessoal de Livia para um suporte físico eterno. Para ela, a arte se materializa plenamente quando atinge o ambiente doméstico como um elo afetivo, transformando o ato contemplativo em um legado tangível compartilhado pelas famílias.


Entrevista CREATOR

Esmalte Imperial A pesquisa técnica de Livia mobiliza processos históricos de alta complexidade, incluindo as técnicas de Sèvres, Meissen, Camaïeu e o detalhamento linear da toile de Jouy. Toda a produção é realizada de forma 100% manual, sem a interferência de recursos tecnológicos na manufatura dos objetos. A aplicação do ouro e os cozimentos sucessivos do esmalte exigem uma estabilidade emocional rigorosa, visto que a complexidade de cada traço depende diretamente do estado interior da artista no momento da execução.

RIGOR Seu método de trabalho é essencialmente espontâneo e pautado pela escuta das próprias condições anímicas, adotando a estratégia de suspender as atividades diante de bloqueios criativos para preservar a integridade da peça. A evolução das ideias ocorre por meio da absorção de novos repertórios em viagens e cursos ao redor do mundo, tendo como marco fundador a ida a Limoges, na França. Foi nessa esteira de pesquisa que surgiram suas obras divisoras de águas: os Ovos Imperiais, peças que sintetizam seu domínio técnico e sua identidade visual.


Entrevista CREATOR

Resgate A contribuição cultural de Livia Scussolino fundamenta-se na salvaguarda e na difusão da pintura em porcelana, uma prática tradicional que enfrenta o risco de desaparecimento em uma sociedade amplamente automatizada. O impacto inicial de sua produção foi validado logo em sua primeira coleção de Páscoa, cuja recepção pública resultou no esgotamento completo de todas as peças em menos de uma hora. Esse retorno célere confirmou o valor social e afetivo do trabalho minucioso e do resgate das artes decorativas clássicas no país.


Entrevista CREATOR

Fronteiras Os projetos imediatos da criadora englobam o lançamento inédito de uma coleção sacra e o aprofundamento de suas pesquisas materiais através de um novo período de imersão em Limoges, além de uma expedição formativa planejada para o Japão. Com o objetivo de expandir sua presença artística para além do território nacional nos próximos cinco anos, Livia almeja apresentar suas porcelanas em exposições no Japão e na China, visando dialogar com culturas que preservam um apreço histórico pelas técnicas manuais da cerâmica clássica.


Entrevista

CREATOR

Tradição

MARIAH FOLHASMARÉ

A Revista Creator convida você a apreciar a elegância atemporal e a sofisticação manual de Livia Scussolino. Permita-se transportar pelo brilho do ouro e pela precisão técnica de obras que resgatam o fausto imperial e a nobreza da porcelana europeia. Acesse nossa galeria digital para conhecer em detalhes os Ovos Imperiais, acompanhar o desenvolvimento de sua futura coleção sacra e entender como a a Revista Creator agradece cedeu a Alessandra por permanente compartilhardas suaartes ciência da odontologia espaço Verdi à poesia inspiradora jornada artística conosco e com nossos leitores. Fiquem decorativas. [@lisatelierc] atentos às próximas exposições e projetos dessa talentosa artista, pois @LISATELIERC sua arte continua a iluminar e inspirar. @ALEVERDIATELIER


CREATOR R E V I S T A

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CERÂMICA ARTESANAL

A arquiteta e aquarelista Rafaela Rocha une técnicas arquitetônicas e pinturas em aquarela para eternizar memórias, histórias pessoais e a identidade afetiva brasileira.

O ENCONTRO COM O BARRO E A PAUSA NA ROTINA EXAUSTIVA A busca por uma válvula de escape diante de uma rotina exaustiva pode revelar propósitos até então adormecidos. A vontade de retornar às próprias origens e de se reconectar com algo simples, manual e essencial foi o ponto de partida para um mergulho profundo no fazer artesanal. No exato momento do primeiro contato com o barro, a sensação foi de reconhecimento imediato: um espaço de pertencimento e a certeza de ter encontrado uma vocação inata. Esse despertar trouxe uma nova energia e uma forma diferente de enxergar a si mesma, sentimentos que hoje são definidos por uma única e poderosa palavra: renascer.

O aprendizado contínuo e o resgate da essência A relação com a argila exigiu dedicação e transformação. O desenvolvimento técnico iniciou-se através de cursos presenciais e mantém-se ativo por meio de aprofundamentos on-line, com foco constante na pesquisa de novas técnicas, compreensão da esmaltação e domínio dos processos de queima. Essa evolução, no entanto, também trouxe desafios. Em determinado momento, a produção intensa ameaçou colocar o fazer criativo no piloto automático. A percepção desse distanciamento resultou na criação de um vaso altamente significativo, moldado como um ato de resgate para lembrar a importância de respeitar o tempo e os ensinamentos que o próprio barro impõe, retomando a essência do trabalho manual.


Personalização e a recusa aos catálogos fechados Esse respeito absoluto pela multiplicidade do material reflete-se diretamente no modelo de produção da marca Almah, idealizada pela ceramista Vanessa Petry. A recusa em trabalhar com um catálogo fechado é uma decisão consciente para evitar o engessamento criativo. A filosofia do ateliê apoia-se na personalização integral e na construção individual de cada peça, valorizando a liberdade que a cerâmica oferece para gerar objetos genuinamente únicos, carregados de intenção e energia.

OFICINAS Oficinas, parcerias e o compartilhamento do encantamento Hoje, a atuação rompeu as barreiras físicas do ateliê através de parcerias estratégicas para o desenvolvimento de peças exclusivas para cafés e lojas de decoração. Internamente, o espaço também se transformou em um ambiente de troca através de oficinas de cerâmica. O objetivo dessas vivências é proporcionar a outras pessoas a oportunidade de experimentar o contato tátil com a argila, permitindo que iniciantes descubram suas próprias possibilidades criativas. Muito além da simples produção de utilitários e objetos decorativos, o propósito central do trabalho é encantar, compartilhar o poder de reconexão da arte e despertar no outro um pouco da transformação que a própria matéria-prima proporciona. O acervo de criações personalizadas e a agenda de oficinas podem ser acompanhados através do perfil no Instagram [@almah_ceramicas]. (Fotografias: Alexandra Grando Fotografia)


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e d a d i v i t a t n e s e r p Re

a c i r é perif AUTODIDATA

O DESPERTAR NO EXTERIOR E A FORMAÇÃO AUTODIDATA

O questionamento sobre o momento exato em que alguém se torna, de fato, um artista permeia a trajetória de muitos criadores. O desenho sempre foi um hábito presente desde a infância em Belo Horizonte, mas a perspectiva de uma carreira no meio artístico parecia distante. O ponto de virada ocorreu após uma mudança geográfica significativa: a ida para Londres, em 2021. Imerso na efervescente cena artística europeia, o desejo de retomar as artes visuais falou mais alto. Em 2023, durante uma visita à Galeria Nacional de Arte, a aquisição de materiais resultou na pintura de uma primeira tela, de apenas 5 centímetros quadrados, marcando a retomada definitiva do ofício. A formação técnica ocorreu de maneira independente. Assim como no aprendizado de idiomas como o inglês e o espanhol, o desenvolvimento artístico deu-se de forma autodidata. O repertório visual e conceitual foi sendo esculpido através do consumo voraz de livros, documentários e visitas regulares a diversas galerias e exposições, construindo uma bagagem sólida e autêntica.


A experiência de frequentar museus e galerias na Europa — e até mesmo em instituições tradicionais no Brasil — frequentemente revela uma narrativa dominada por artes clássicas, datadas de séculos atrás. Embora inegavelmente belas, essas obras conversam com um público distante da realidade de quem cresceu em outras estruturas sociais.

A produção atual concentra-se no uso da tinta a óleo, direcionada por uma técnica de inclinação expressionista. As referências que nutrem esse trabalho fogem do eurocentrismo e ancoram-se firmemente na produção nacional, uma escolha motivada pela sensibilidade compartilhada e pelo contexto sociopolítico comum. O trabalho encontra forte ressonância nas obras do artista contemporâneo Alencar, do Rio de Janeiro, especialmente na abordagem visual do corpo negro através de cores fortes e marcantes. Da mesma forma, a herança visual de Candido Portinari exerce grande influência na maneira de pintar e de abordar temas intrinsecamente ligados às origens e à retratação fiel da cultura brasileira. A conexão com esses criadores permite que o olhar sobre o entorno seja mais próximo e condizente com os propósitos da obra.

O propósito central da arte produzida hoje pelo artista Igor Rosa é preencher essa lacuna. O objetivo é desenvolver um trabalho com características profundamente brasileiras, focado em garantir que as pessoas periféricas possam olhar para a tela e se sentir representadas. Através da pintura de corpos não idealizados e da retratação de atividades do cotidiano, o contexto empregado em cada obra busca um diálogo direto e empático com suas próprias origens. O desenvolvimento dessa pesquisa estética e expressionista pode ser acompanhado através do perfil no Instagram [@igor_rosa].

a t a d i d o aut


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ILUMINAÇÃO

A INTERSEÇÃO ENTRE MATÉRIA, VAZIOS E LUZ NA CERÂMICA ESCULTÓRICA Antes de se dedicar à tridimensionalidade da cerâmica, a trajetória profissional estabeleceu-se no universo das palavras. Nascida no Rio de Janeiro em 1966, a artista Isabel Lacerda construiu uma sólida carreira de mais de 30 anos no mercado editorial. Como editora da Nova Fronteira e, posteriormente, à frente da Editora Nova Aguilar, foi responsável por publicar obras de grandes nomes da literatura brasileira e mundial. A experiência internacional incluiu um período vivendo nos Estados Unidos, onde integrou por 16 anos a Alexander Street Press, pioneira na publicação de coleções digitais para pesquisa universitária.

DAS PÁGINAS LITERÁRIAS À MATERIALIDADE DA ARGILA


Em paralelo ao rigor editorial, a pesquisa visual sempre esteve presente. O percurso artístico passou pelos estudos de mosaico com Moema Branquinho e pelo desenho com modelo vivo na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. No entanto, foi a partir de 2018 que a argila assumiu o

protagonismo.

O

aprofundamento

técnico

ocorreu através de cursos e mentorias em cerâmica com nomes como Cecília Mônaco, Leonardo Baruk e Karina Inácio, direcionando sua produção atual para o desenvolvimento de luminárias e objetos escultóricos.

A LUZ COMO ELEMENTO ESTRUTURAL E A INTENCIONALIDADE DOS VAZIOS

A partir de 2021, a materialidade do trabalho artístico incorporou intervenções táteis, somando folha de ouro e bordado sobre a fotografia impressa.

A

exploração

expandiu-se

para

abordagens abstratas e contemporâneas, como o bordado livre sobre tinta acrílica em tela e a aplicação de ouro sobre papel vegetal. Além da produção autora, que mais recentemente integrou a exposição coletiva "Elas" em março de 2025, no Ateliê das Molduras, o conhecimento é repassado através de vivências criativas e do projeto “Na Palma do Olhar”, que democratiza técnicas de fotografia via celular. Em março deste ano, a inauguração de um segundo estúdio, agora integrado a uma galeria de arte, consolidou um espaço físico inteiramente dedicado ao encontro e à pausa. Todo o acervo fotográfico, as obras com intervenção mista e a agenda de cursos da artista visual Luciana Procópio podem ser acompanhados diretamente através

de

seu

[@luprocopioarte].

perfil

no

Instagram

O grande diferencial estético dessa produção reside no uso dos vazados como elemento central da linguagem visual. Feitos manualmente na argila, esses recortes retiram a matéria para construir o desenho, permitindo a passagem da luz, do ar e do olhar. A peça deixa de ser um objeto isolado para existir através da relação que estabelece com o espaço ao redor. Durante o dia, a presença da obra é definida por seu volume, textura e pelo contraste entre cheios e vazios. À noite, a dinâmica se transforma: a luz atravessa os recortes artesanais e projeta novos desenhos sobre paredes e pisos. No ateliê do Estúdio Monx, o desenho e a experimentação caminham lado a lado. Padrões visuais reaparecem em diferentes trabalhos, mas sempre com variações intencionais de proporções, espaçamentos, tipos de argila, esmaltes e escalas, construindo, de forma gradual, um repertório autoral sólido.


Produzidas em formato de peças únicas ou em pequenas séries, as criações atendem a áreas internas e externas. A versatilidade do fazer manual permite o desenvolvimento de trabalhos sob encomenda, em colaboração direta com clientes, arquitetos e paisagistas. Algumas peças tornaram-se marcos definidores dessa trajetória:

COLEÇÕES MARCANTES E O DIÁLOGO COM O PAISAGISMO E A ARQUITETURA

Coleção

Bafafá:

Pequenos

abajures

inteiramente de cerâmica (base e cúpula), com vazados inspirados no design midcentury modern. Foi a partir desta linha que a comercialização estruturada do trabalho teve início. Luminária Damasco: Nascida de um projeto para uma residência em Alphaville (SP), é focada em áreas externas. Feita com argila de granulação

grossa,

o

contraste

entre

a

superfície áspera e a luz quente projetada pelos recortes a tornou um dos principais modelos para jardins. Ovinhos: Derivadas da pesquisa para áreas externas,

são

luminárias

para

velas,

projetadas em escala menor para varandas, transformando o ambiente instantaneamente com luz e sombra. Esféricas e Véu: Produções mais recentes. As Esféricas utilizam argila reciclada do próprio ateliê, enquanto a peça Véu atua como uma obra escultórica onde a superfície vazada envolve o volume como uma membrana, filtrando a luz e revelando seu interior.


A INFLUÊNCIA LITORÂNEA E A AGENDA EM SÃO PAULO Atualmente

radicada

em

Itamambuca, no município de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, Isabel Lacerda encontra na convivência diária com a natureza litorânea a principal referência concepções.

para A

suas

varanda,

o

jardim, a casa aberta e o anoitecer são o contexto exato para o qual muitas de suas peças são imaginadas.

Ampliando a circulação física de suas obras, a artista apresenta parte de sua produção focada na relação entre cerâmica, luz e vazios em São Paulo, nos dias 5 e 6 de dezembro de 2026, participando

da

feira

Futuro

Mercado, no IBT – Instituto Brasileiro de Teatro. O acervo completo

de

projetos

e

lançamentos do Estúdio Monx pode ser acompanhado através de seu perfil oficial no Instagram [@isabel.lacerda_monx].


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Resgate da cultura REGIONAL

O talento artístico frequentemente se manifesta antes mesmo da compreensão formal do que é a arte. Aos três anos de idade, os primeiros traços já ganhavam forma no papel cinza que embalava os pães, cuidadosamente guardado pelos pais que notaram a vocação precoce. Essa infância lúdica, permeada pela leitura e pelo desenho, resultou na criação de pequenos livros ilustrados aos oito anos. A união indissociável entre texto e imagem tornouse, décadas depois, uma de suas principais assinaturas visuais. O fascínio pelo suporte da obra também veio cedo: influenciada por sua mãe, Dona Romana, iniciou uma coleção de miniaturas de porcelana adquiridas em revistas de catálogo nos anos 90, priorizando a aquisição de peças de arte em vez de brinquedos convencionais.

Apesar da forte veia criativa, o caminho profissional inicialmente tomou outra direção. Natural de Cruzília, no interior de Minas Gerais, a artista graduou-se em Gestão Ambiental e inseriu-se no mundo corporativo, assumindo a gerência financeira e administrativa de uma empresa ligada à cafeicultura. A busca pela estabilidade, no entanto, cobrou um preço alto. A rotina exaustiva, a ausência de luz solar no cotidiano e a falta de tempo para atividades simples desencadearam um quadro de ansiedade extrema. O distanciamento da própria essência fez com que o medo de mudar fosse superado pela necessidade vital de resgatar sua qualidade de vida, motivando seu retorno à cidade natal. O recomeço no universo manual deu-se a convite de sua irmã, que já possuía um ateliê consolidado. Ali, a pintura em porcelana deixou de ser apenas uma sugestão para se tornar um ofício, culminando posteriormente na fundação de seu próprio espaço criativo: a marca Mirian Pereira Porcelanas.


O poder da pausa e a reinvenção na pandemia Com o próprio ateliê, a rotina foi completamente transformada e passou a ser compartilhada nas redes sociais de forma genuína. O dia a dia no "Jardim Encantado", a companhia da cachorrinha Ofélia e a presença constante de pássaros e joaninhas conectaram o público a um estilo de vida mais simples e poético. Contudo, a chegada da pandemia exigiu adaptação. Foi nesse cenário de incertezas que nasceu seu produto de maior sucesso: o "Kit Cafézin". A inspiração para o projeto veio de uma memória corporativa. Nos dias mais caóticos do escritório, uma pausa de dez minutos para tomar um café era o único alívio contra o estresse. Compreendendo que os momentos de respiro merecem beleza e praticidade,

o kit foi desenhado com uma tampa que também funciona como pires, unindo estética lúdica, utilidade prática e o inconfundível DNA mineiro. A evolução do ateliê é guiada por pilares muito bem definidos, agora também moldados pela experiência transformadora da maternidade. O resgate da cultura nacional e regional é evidente em coleções que celebram a flora, a fauna e o dialeto de Minas Gerais. Há um esforço consciente em valorizar a identidade brasileira, evitando anglicismos desnecessários e incorporando símbolos tropicais, como o hibisco presente na identidade visual da marca. A literatura da infância, especialmente a obra O Jardim Secreto, continua inspirando um estilo de pintura voltado ao irreal e à cura através da natureza.

A formação em Gestão Ambiental não foi abandonada; ela embasa as práticas de sustentabilidade do ateliê. A produção foca na criação de peças com utilidade real e alta durabilidade, além de manter parcerias com o comércio local para o reaproveitamento de embalagens de papelão e plástico bolha. Em tempos de automação e Inteligência Artificial, o compromisso com o artesanato genuíno foi recentemente expandido para a comunidade através de oficinas infantis, garantindo que o fazer criativo 100% manual continue despertando novas gerações. Todo o processo criativo e as coleções personalizadas de Mirian de Souza Pereira podem ser acompanhados através de seu perfil oficial no Instagram [@mirianporcelanas].


FIOS Nascida no Rio de Janeiro e criada em um ambiente familiar onde a arte e os trabalhos manuais sempre foram uma constante — cercada por pintores, arquitetos e o hábito manual de sua mãe e irmã —, a artista Maria Eleonora de Orleans e Bragança encontrou sua própria voz criativa de forma orgânica. Inicialmente, a pintura com tinta acrílica servia como uma prática terapêutica. O ponto de virada ocorreu ao observar sua mãe e irmã tricotando. A curiosidade a levou a questionar o uso das linhas diretamente sobre as telas. Através de testes, erros e invenções cromáticas, o envolvimento com a textura e a colagem dos fios tornou-se absoluto.

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cores e texturas

O desenvolvimento da técnica deu-se de forma inteiramente autodidata, sem cursos formais. Guiada por uma personalidade curiosa e inquieta — traços que a artista atribui à sua natureza aquariana —, a repetição constante de um mesmo padrão cede espaço para a experimentação contínua de combinações e formatos. A rotina de produção reflete um estilo de vida caseiro: a colagem minuciosa, fio por fio, acontece muitas vezes em paralelo às maratonas de seriados. O que começou como terapia transformou-se em trabalho, evoluiu para uma rotina estruturada e, hoje, consolida-se como um vício positivo comercializado através das redes sociais.

Desconstruindo a associação imediata do trabalho em tecido a tapeçarias clássicas ou tapetes persas, a proposta é trazer o uso das linhas para o campo do design contemporâneo. A matériaprima principal são as linhas de algodão do tipo amigurumi, muitas vezes produzidas sob encomenda para atingir a tonalidade exata idealizada. O grande diferencial técnico é a inserção de tons metálicos, como dourado e cobre, que conferem brilho e modernidade às peças. A aplicação envolve o uso farto das cores e a mistura constante de linhas nos sentidos horizontal e vertical. A pesquisa de técnicas de weaving (tecelagem) na internet serve como base para a adaptação de novos padrões geométricos e texturizados.


Voltadas para um público que aprecia decoração e busca obras modernas e coloridas, as coleções abrigam séries que se tornaram as favoritas da própria criadora, muitas vezes fugindo do óbvio. Entre as produções mais significativas estão: Troncos - Pixel: Um quadro em tons de marrom e verde que brinca com a percepção visual, alterando o desenho conforme a posição da obra, sempre valorizado pelo brilho dos fios metálicos. Rasgos: Criações (como a versão em rosa, vermelho, azul e branco) que utilizam a técnica conhecida na tecelagem como Clasped, unindo duas linhas de cores diferentes para criar a sensação de que estão enganchadas. Troncos - Pixel: Um quadro em tons de marrom e verde que brinca com a percepção visual, alterando o desenho conforme a posição da obra, sempre valorizado pelo brilho dos fios metálicos. Rasgos: Criações (como a versão em rosa, vermelho, azul e branco) que utilizam a técnica conhecida na tecelagem como Clasped, unindo duas linhas de cores diferentes para criar a sensação de que estão enganchadas. Intersecção e Cascatas: Os primeiros formatos desenvolvidos pela artista, que se desdobram em múltiplas cores e arranjos. Através da marca Noziorleans, o tempo dedicado a cada peça e a observação atenta do ambiente transformam-se em quadros exclusivos, onde a artista deixa um pouco de si em cada tela. O portfólio completo e os processos de criação podem ser acompanhados através do perfil oficial no Instagram [@noziorleans_art].


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RENASCIMENTO ARTÍSTICO O chamado do mar e o início autodidata Muitas vezes, a arte surge de maneira inesperada, ancorada em contextos que aparentemente não teriam relação direta com os pincéis. Há cerca de 23 anos, aos 40 anos de idade, o convívio com o sonho familiar de viver no mar, dentro de um veleiro, serviu como o estopim para a busca por um curso de pintura livre. O que era para ser uma simples experiência transformouse em um encontro definitivo A construção de sua identidade nas artes plásticas ocorreu de forma essencialmente autodidata. Movida por um impulso contínuo de descoberta, a artista Sandra Valentim iniciou sua produção utilizando tinta a óleo sobre tela, retratando predominantemente máscaras, rostos e olhos. As cores já exerciam uma força magnética sobre seu processo, e a pintura logo se consolidou como uma forma simultânea de escape e de profundo encontro pessoal, guiada pela liberdade e intensidade visual inspiradas em referências como Picasso, Van Gogh e Gauguin.

Apesar da intensidade inicial, a trajetória não seguiu uma linha ininterrupta. O contato com o lado comercial do mercado de arte gerou uma insegurança paralisante: o medo de vender uma obra e jamais conseguir alcançar aquela mesma centelha criativa novamente. A percepção da criação como algo irrepetível culminou em um afastamento que durou mais de uma década. No entanto, o instinto criativo não desaparece; ele apenas aguarda o momento certo para despertar. O retorno aos ateliês, anos depois, não significou simplesmente retomar de onde havia parado. Exigiu um recomeço. Hoje, aos 63 anos, a artista vivencia um autêntico renascimento artístico, marcado pela transição técnica para o uso da tinta acrílica sobre canvas e por um novo aprofundamento em sua pesquisa visual.


A COR COMO PROTAGONISTA E LINGUAGEM ATIVA Nesta nova fase criativa, a cor deixou de ser um mero elemento estético para assumir o papel de linguagem principal. O processo de criação de Sandra subverte a lógica tradicional: as telas não começam com uma imagem completamente definida, mas sim a partir da própria cor. A observação constante revelou que as tonalidades não são passivas — elas falam, calam, sorriem e choram. Podem aproximar, afastar, esconder, revelar, criar tensão ou provocar o mais absoluto silêncio. Durante a pintura, são as próprias cores que parecem ditar a regra e o posicionamento dentro da tela. Através de sobreposições, retiradas e de uma escuta atenta da obra, a relação entre as tonalidades determina o caminho da composição, fazendo com que as formas apareçam e encontrem o seu lugar de maneira orgânica.


REFLETINDO O ATUAL MOMENTO DE TRANSFORMAÇÃO a produção contemporânea da artista afasta-se de antigas temáticas ligadas à dor e à solidão para investigar novos territórios de esperança, presença e renovação. Dois projetos recentes ilustram esse amadurecimento: Série Éter: Iniciada em 2024 e composta por onze obras interligadas, a série trabalha transparências, profundidades e sobreposições. É o resultado de uma investigação cromática consciente sobre os ciclos que terminam e dão espaço ao novo. Projeto Gênesis: Um movimento de resgate poético. A artista revisita as imagens e o primeiro gesto de sua fase inicial (aos 40 anos), transpondo-os para novos suportes e promovendo a aproximação entre a arte e o cotidiano.

.Essas produções formam a base da identidade visual atualizada da artista, assinada sob a marca Valentinartsp.


O RETORNO ÀS GALERIAS E A AGENDA DE EXPOSIÇÕES EM 2026 O histórico de exibições, que conta com uma importante passagem pela Agora Gallery (Nova York) em 2008, voltou a pulsar ativamente. Após a participação em uma exposição coletiva na The Coast Gallery em julho de 2026, o movimento de retomada ganha um novo e importante capítulo neste mês de setembro. As obras de Sandra Valentim integrarão a exposição coletiva promovida pela "Expo Arte SP", que ocorrerá na Galeria Caribe entre os dias 17 e 27 de setembro de 2026. Representando muito mais do que um evento cultural, a mostra simboliza a celebração de um caminho que prova que a arte tem o poder de devolver a cor ao que parecia silenciado. A evolução da pesquisa cromática e as novas coleções podem ser acompanhadas pelo público através do Instagram [@valentinartsp].


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A transparência do

VIDRO O percurso de uma pesquisa artística é frequentemente marcado por transições e quebras de expectativa que redirecionam a força criativa. Nascida em Belo Horizonte e apoiada desde cedo por uma base familiar incentivadora, a trajetória nas artes começou através de cursos livres durante a infância e juventude. O ingresso acadêmico deu-se na área de Comunicação Visual, mas o curso foi interrompido para dar lugar à paixão pela estamparia têxtil e pela estruturação de uma empresa própria no setor. O fechamento dessa estamparia representou um momento de pausa e tristeza, mas atuou como o principal catalisador para um encontro definitivo:

a descoberta da cerâmica. O contato com o barro não apenas abriu novos caminhos, mas operou uma profunda mudança de vida. Há quase trinta anos, a artista modela massas disformes, transformando-as em peças complexas, alicerçadas em anos de estudos, práticas e viagens dedicadas à compreensão de uma das artes mais antigas da humanidade. A busca por conhecimento técnico e conceitual proporcionou marcos importantes, como a viagem de estudos para Jingdezhen, na China — reconhecida como a capital mundial da porcelana. Acompanhando um grupo de ceramistas mineiros, .

a imersão na cultura local e no berço do material transformou profundamente sua cosmovisão e sua abordagem estética. Recentemente, a paixão pelo ofício encontrou um novo fôlego ao cruzar-se com o universo da botânica. A constatação de que cada espécie vegetal carrega consigo uma lenda ou uma tentativa histórica de explicar os fenômenos da natureza resultou em uma pesquisa de quase três anos. Esse estudo profundo originou o projeto "As Lendas da Natureza", que se desdobrou não apenas em peças cerâmicas, mas também em um livro publicado em formato digital.


Movida pela imaginação e pela criação, a pesquisa material avança agora para um novo território técnico. Mantendo o fogo como elemento central de transformação, o foco atual reside em encontrar o ponto de equilíbrio exato entre a robustez da cerâmica de alta temperatura e a delicadeza e transparência do vidro. A união desses dois materiais complexos exige paciência e respeito aos ritmos da matéria, onde o tempo atua como um senhor exigente no controle da ansiedade inerente a todo novo aprendizado. As obras mais recentes refletem exatamente esse diálogo inédito entre a opacidade da terra e a fluidez vitrificada. Todo esse repertório visual tem circulado ativamente pelo cenário cultural de Belo Horizonte. Recentemente, parte de seu acervo pôde ser visto na exposição coletiva "A Vida e a Natureza no centro da Arte", que esteve em cartaz até o final de agosto de 2026 na Casa de Cultura Hélcio Roscoe, no bairro Belvedere, dividindo o espaço com os artistas Hélcio Roscoe e Diva Dias. A evolução de sua pesquisa técnica, a fusão com o vidro e os links para a publicação literária sobre as lendas botânicas estão documentados e disponíveis para o público através de seu perfil oficial no Instagram [@ana_paulalanari].


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ARTESANATO FUNCIONAL

A identidade do Vale do Ribeira tecida na originalidade do artesanato funcional A trajetória no universo manual, iniciada há mais de uma década após um curso de costura na Fundação Bradesco, acompanhou a evolução pessoal de sua criadora tanto como artesã quanto como empreendedora. Com o passar dos anos e o refinamento do olhar para detalhes, acabamentos e materiais, a confiança profissional estabeleceu-se de forma sólida. Hoje, o propósito do trabalho estendese também a inspirar outros artesãos a valorizarem suas raízes enquanto buscam inovação. Um marco inesquecível desse processo de amadurecimento foi o convite para representar o Vale do Ribeira em uma das primeiras Feiras do Empreendedor em São Paulo, gerando um frio na barriga que ainda se renova a cada novo evento e contato com o público. O Vale do Ribeira, reconhecido como a maior região produtora de banana do Brasil, dita o ritmo, a estética e a essência das criações. A fruta consolidou-se como uma referência visual fortíssima, ladeada por cores vibrantes como o amarelo e o verde e por texturas que remetem diretamente à natureza local. Inovar, neste contexto, significa descobrir novas maneiras de contar a história da região de forma criativa e contemporânea. Os materiais mais utilizados englobam o junco, tecidos impermeáveis e algodão cru, sempre com preferência por matérias-primas de origem sustentável. Para a artesã Liliana Santos, idealizadora da Lili Artesanato Brasileiro, a estética precisa caminhar obrigatoriamente ao lado da utilidade no cotidiano do cliente. Evitando cópias e tendências passageiras, a busca pela originalidade visa construir uma identidade visual tão característica que permita o reconhecimento imediato da autoria da peça.


O compromisso com o meio ambiente e com a cultura materializa-se através da confecção de itens duráveis e reutilizáveis. O grande ícone da marca é a sacola de feira com estampa de banana. Criada há mais de dez anos, a peça, que inicialmente causou certo estranhamento entre outros artesãos por sua ousadia, transformou-se no principal elo de conexão com o território e no grande atrativo para os turistas. As ecobags também acompanham a produção há anos, oferecendo alternativas ecológicas para o dia a dia. O portfólio expande-se por bolsas, nécessaires, chaveiros e itens para a casa, sempre unindo funcionalidade, identidade e consciência ambiental.

O PAPEL DA ATELIERISTA E A EXPANSÃO DO ENSINO CRIATIVO Focada em um público que valoriza o trabalho feito à mão e objetos que carregam história, a marca atende moradores locais, turistas e entusiastas do artesanato contemporâneo. A expansão do alcance é um objetivo central, mantendo o ateliê aberto a novas parcerias e pontos de venda que permitam levar a cultura do Vale do Ribeira a novos lugares. A presença em eventos regionais é uma constante vital. Com participação garantida desde a primeira edição, a artesã marcou presença recentemente na Feira Encantos do Ribeira, realizada no final de agosto no Clube Acer, em Registro (SP), onde o público cultiva a tradição de buscar ansiosamente por suas novidades. A agenda do ano inclui ainda a participação nas atividades do tradicional evento Toro Nagashi, programado para novembro. As peças autênticas podem ser encontradas presencialmente no Mercado Municipal de Registro (Praça Beira Rio, Centro) e as novidades acompanhadas diretamente pelo Instagram [@lili_artesanatobrasileiro].


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CREATOR R E V I S T A

UPCYCLING NA MODA Transformar aquilo que muitas vezes permanece distante ou guardado em algo vivo e cotidiano é o princípio fundamental que rege uma nova vertente da moda autoral goiana. Criada em Goiânia pela publicitária e especialista em Planejamento e Gestão Cultural, Laura Montes, a marca ARTÊ carrega o afeto desde a sua concepção: o próprio nome é um acrônimo em homenagem aos pais da fundadora, Ary e Terezinha. Essa essência de preservação reflete-se diretamente na proposta de transformar fotografias pessoais de família, viagens e encontros — frequentemente esquecidas em gavetas ou álbuns digitais — em artes aplicadas a camisetas, canecas e azulejos, permitindo que a lembrança deixe de ser apenas um arquivo e passe a ser vestida e vivenciada.

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A pesquisa estética da marca destaca-se pela fusão criativa entre a arquitetura e os símbolos das cidades goianas com as grandes obras da história da arte mundial. A narrativa visual coloca o patrimônio local em conversa direta com referências universais. Entre as composições mais representativas dessa proposta, o Monumento da 85, em Goiânia, funde-se à linguagem surrealista de René Magritte (inspirado em O Falso Espelho); a Casa de Cora Coralina, na cidade de Goiás, encontra as águas fluidas dos Nenúfares de Claude Monet; e a tradicional igreja de Pirenópolis é integrada às pinceladas vibrantes de Amendoeiras em Flor, de Vincent van Gogh.


FOMENTO AOS CRIADORES INDEPENDENTES E O COMPROMISSO SUSTENTÁVEL

Além da arquitetura, há um trabalho de curadoria que resgata obras em domínio público de mestres como Leonardo da Vinci, Johannes Vermeer, Pablo Picasso e Salvador Dalí — este último inspirando uma coleção recente focada nos signos do zodíaco. A música brasileira também é traduzida para o tecido, estampando ícones como Elis Regina, Milton Nascimento, Belchior, Raul Seixas e Rita Lee.

Se a pesquisa curatorial olha para o passado, o modelo de negócios tem os olhos voltados para o presente criativo. Através do projeto "Seja um Artista ARTÊ", criadores independentes podem apresentar seus trabalhos para integrarem o portfólio da loja. A fundadora desenvolve os layouts preservando a identidade original da obra, e o artista é remunerado com 5% sobre o valor das vendas de cada produto que utilize sua criação.

Agregando inovação e consciência ecológica ao seu formato itinerante — que já circula por feiras e eventos de Goiânia —, a marca inaugurou recentemente uma frente de upcycling. A iniciativa propõe a ressignificação de peças de roupa já usadas, sejam do próprio armário do cliente ou adquiridas em brechós. Através da aplicação de obras de arte e estampas autorais, a roupa é retirada do ciclo de descarte e transformada em um item exclusivo e afetivo.

Todo o desenvolvimento técnico, desde a criação das estampas até a construção da loja virtual e projetos personalizados para empresas, é gerido por Laura Montes, que aplica a expertise adquirida em sua vivência no setor de tecnologia. O portfólio completo de artistas independentes, coleções e projetos de moda circular pode ser acessado através da plataforma oficial da marca em vistaartesmoda.com.br


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Resgate da Memória

O contato inicial com os fios e as agulhas costuma ser um rito de passagem familiar. As primeiras memórias de trabalhos manuais envolvem o tricô e o ponto cruz ensinados pela avó e pela tia, acompanhando tardes passadas entre retalhos de tecido e linhas. Contudo, o amadurecimento trouxe consigo as cobranças de uma sociedade voltada para o desempenho. A pressão por formação acadêmica e sucesso profissional assumiu o protagonismo, e as agulhas foram deixadas de lado. Apesar de ter cumprido as expectativas sociais — estudando, formando-se e conquistando bons trabalhos em sua área de atuação —, o cenário interno revelava uma mulher que se sentia perdida, solitária e desconectada de sua essência.

O ponto de inflexão ocorreu mais de vinte anos depois, durante o isolamento da pandemia em 2020. Sem qualquer pretensão e acreditando não possuir "viés artístico" ou paciência, a decisão de realizar um curso on-line de bordado livre mudou a rota de sua vida. O retorno à atividade manual foi inicialmente marcado pelo perfeccionismo da vida adulta: o primeiro bordado teste foi inteiramente desmanchado e refeito. Esse simples ato trouxe uma libertação. No bastidor, diferentemente das exigências do mercado corporativo, errar era permitido — representava uma segunda chance. A finalização da segunda peça, um risco de Maria Bethânia, trouxe a confiança necessária para prosseguir e a compreensão de que o artesanato exige o respeito a um tempo próprio, muito distante da urgência imposta pela sociedade hiperprodutiva de 2026.


Sentindo a necessidade de construir um alicerce intelectual antes de se reconhecer como artista têxtil, iniciou-se uma profunda imersão em cursos de história da arte com ênfase em mulheres artistas, arte têxtil, marketing e simpósios sobre feminismo e arte popular. Durante esse período de estudo, as obras eram destinadas timidamente apenas a presentear amigas e familiares. A profissionalização exigiu coragem. A virada ocorreu após uma mentoria com a artista Dea Orue (@primaverade83), que auxiliou na consolidação de sua identidade têxtil. Em agosto de 2022, o que era um resgate íntimo ganhou o mundo através da criação da marca Plural Bordado à Mão, liderada pela artesã Juliana Caregnato, momento em que passou a aceitar suas primeiras encomendas oficiais.

ação social e cura O impacto da arte transbordou os limites do ateliê. A artista passou a ministrar oficinas, integrando o projeto Empoder'Arte, onde ensinou bordado livre para adolescentes em uma instituição beneficente de sua cidade. Entre as encomendas marcantes, destaca-se o minucioso trabalho de bordar um vestido de noiva. O fazer manual devolveu a Juliana a mesma curiosidade sonhadora da infância, aliviando o peso da busca pela perfeição e reconectando-a com as avós que já haviam partido. Bordar, para a Plural Bordado à Mão, é fundamentalmente um ato de resgate: de si mesma, das memórias das mulheres de sua família e do afeto daqueles que valorizam o tempo e o respeito embutidos no artesanato. O portfólio completo pode ser acompanhado através do perfil no Instagram [@pluralartesanias]. A marca integra o quadro de expositores fixos da Feira Criativa de Nova Prata (RS), uma iniciativa independente de artesãos locais, com participação destacada desde abril de 2025. [ fotografia: Rafaela Ribeiro; Fotografia Singular]


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REALISMO FANTÁSTICO Na produção contemporânea, o ato de pintar frequentemente transcende a mera representação estética para operar como um instrumento de emancipação ontológica. Para a artista visual Larissa Marian Frasca, a tela convertese no território onde o mutismo histórico feminino é ativamente subvertido. Crescer sob uma estrutura social que exigia a discrição e a obediência forjou na artista uma urgência de romper com a invisibilidade. Através de uma fatura pictórica marcada por gestos sensíveis e precisos, aquilo que outrora habitava o não dito ganha contornos definitivos. As figuras femininas que habitam suas composições nos encaram com uma presença silenciosa e cortante, propondo ao observador uma reflexão profunda sobre a fluidez da identidade e o lugar da mulher na interseção entre o público e o privado.


A materialidade do tempo e o resgate de uma vocação latente

A maturação de uma pesquisa visual raramente obedece a uma linearidade impaciente. Embora suas raízes acadêmicas venham do Instituto de Artes da UFRGS, a produção pictórica contínua de Frasca consolidou-se nos últimos oito anos, após mais de duas décadas de atuação em outras esferas. Esse longo período de latência funcionou como um vasto repositório de memórias visuais e afetivas, essencial para a densidade de sua obra atual.

O aperfeiçoamento técnico ao lado de mestres como Paulo Pasta, Odyr Bernardi, Fernando Zensho e Mohamed Helal refinou seu vocabulário. A escolha predominante da tinta a óleo revela-se, portanto, uma decisão conceitual: o tempo moroso de secagem do pigmento instaura uma relação de respeito e contemplação. Esse ritmo cadenciado espelha a própria investigação da artista, onde a pintura deixa de ser um projeto fechado para tornar-se um processo vivo de autodescoberta.


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A materialidade do tempo e o resgate de uma vocação latente

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Com o rigor analítico e curatorial acompanhado por Cadu Lacerda, a obra de Larissa mergulha com autoridade no Realismo Fantástico. Sua estrutura compositiva orbita em torno de uma tríade autobiográfica e onírica: a figura feminina, o animal como âncora de afeto e um terceiro elemento variável, que transita entre relíquias e paisagens psicológicas. Observando seu corpo de trabalho, nota-se o impacto de um cromatismo altamente inteligente. O uso magistral de fundos esfumados e tons acinzentados atua como um recurso de contenção para realçar a luminosidade que parece emanar da própria pele das figuras retratadas. Essa luz interna contrasta de forma magnética com os pontos de cor saturada presentes em suas composições — seja no escarlate vibrante da plumagem de um pássaro, na presença enigmática de um cavalo ou nos trajes de suas protagonistas. É uma pintura que esconde, sob a aparente placidez, um abismo de sentimentos; um lirismo puro no domínio da cor que desvenda os afetos da própria natureza humana.


Vislumbrando a merecida expansão de sua presença no circuito institucional da arte contemporânea, o planejamento da artista para 2027 atesta a solidez de sua trajetória. Com a submissão a editais de peso — como a Galeria Anita Schwartz (RJ), a Galeria BRDE e o Centro Cultural Badesc (ambos em Florianópolis) —, além da manutenção de sua exposição permanente na Galeria Santo Ofício, Larissa Marian Frasca reafirma seu papel como uma voz refinada e indispensável na pintura sul-brasileira atual. [@larissa_frasca]

Expansão matérica e a inserção no circuito institucional A força motriz de sua investigação estética expande-se também para além do plano bidimensional, desdobrando-se na construção de objetos que exploram a rudeza do ferro fundido em contraponto à delicadeza do papel machê e das fibras naturais. Esse compromisso com o ecossistema artístico estende-se ao engajamento social, evidenciado por seu apoio estrutural na montagem do espaço expositivo do projeto Raiz Centro Cultural, em Garopaba (SC), em 2024 e 2025.


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Anatomia Emocional Para que se possa desconstruir uma regra com autoridade, é imperativo primeiro dominá-la. Na produção contemporânea, a subversão da forma humana frequentemente esbarra na gratuidade estética, mas este não é o caso da artista visual Katia Fujita. Sua relação com a figuração parte de um domínio estrutural profundo: o estudo formal da anatomia humana por meio da dissecação de cadáveres e os anos dedicados à docência dessa disciplina. Esse conhecimento empírico do corpo por dentro — sua lógica, musculatura e proporção — opera como uma memória estrutural em seu desenho, fornecendo o lastro necessário para que a artista se permita romper as amarras do realismo.

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Analisando o escopo visual de sua produção recente, nota-se um amadurecimento cromático que rejeita a modelagem tradicional. A cor abandona a função de preenchimento ou de simulação tridimensional baseada em luz e sombra, assumindo um valor direto, plano e absoluto. A transição de uma anatomia descritiva para uma anatomia expressiva encontrou seus primeiros ensaios na aquarela digital, onde a exploração do gesto, da fragilidade e da transparência dialogava diretamente com a herança visual de Egon Schiele. Contudo, a evolução de sua pesquisa exigiu uma ruptura mais radical, culminando na fase atual, intitulada Cor e Corpos, onde o corpo deixa de ser um objeto biológico para se tornar um território puramente emocional.


Nesse aspecto, a pesquisa da artista alinha-se de forma inteligente às tradições da pintura e ilustração japonesas. A superfície cromática não obedece à realidade física; ela fragmenta e reconstrói o sujeito. Peles que assumem tonalidades antinaturalistas, como verdes e vermelhos saturados, atuam como vetores de tensão psicológica. A cor, em sua obra, é a própria linguagem: ela isola, aproxima, cria conflitos e traduz o afeto e o desejo sem a necessidade de profundidade espacial ilusória.


A deformação na obra de Fujita não é um mero recurso estilístico, mas uma mensagem. Ao ampliar desproporcionalmente mãos e pés, deslocar eixos faciais e interromper contornos de forma abrupta, a artista constrói o que define como uma "anatomia emocional". É uma distorção que materializa o peso da condição humana.

Os corpos que habitam suas telas planas não são concebidos para a aprovação estética convencional. Eles expressam a tragédia e a beleza dos sentimentos complexos: o amor, o ódio, o medo, a solidão e a inveja. Ao fragmentar a figura, Katia Fujita nos lembra que a experiência humana raramente é inteira ou indolor. Sua produção atual é uma prova categórica de que o corpo, quando atravessado por uma cor implacável e transformado pela emoção visceral, continua sendo o suporte mais potente para a arte contemporânea. O desenvolvimento dessa investigação curatorial e pictórica pode ser acompanhado através de seu perfil oficial no Instagram [@_______________katia.fujitaili].


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Pintura Abstrata e Psicologia A trajetória nas artes visuais nem sempre exige uma formação acadêmica tradicional para se manifestar com força. Com duas graduações na

Como

acontece

com

muitos

criadores

área de Humanas — Direito e Psicologia —, uma

autodidatas,

o

início

foi

marcado

pela

breve passagem pela advocacia e um período

experimentação

livre

e,

muitas

vezes,

trabalhando com arranjos florais para pequenos

improvisada. Nos primeiros trabalhos, a artista

eventos,

a

artista

visual

Priscila

Mosconi

Katchuian consolidou sua vida profissional como psicóloga clínica. A pintura surgiu em sua rotina

misturava diversos tipos de tintas impróprias para a pintura em tela. Com o tempo e a convivência com o meio, passou a receber orientações

técnicas

de

artistas

mais

apenas em meados de 2022. Movida por uma

experientes. Essa troca de conhecimentos

curiosidade imensa de entender como seria

permitiu uma evolução estrutural em seu

preencher uma tela em branco "do nada", a

processo, levando-a a adotar o uso do gesso

iniciativa

um

acrílico para a preparação adequada das telas e

acontecimento triste, que trouxe uma clareza

a transição definitiva para a tinta acrílica,

fundamental: não é necessário esperar por uma

material

foi

impulsionada

por

grande motivação ou pela tutela de um mestre para começar a criar. A decisão de comprar telas, pincéis e tintas provou que a inspiração e o aprendizado se constroem na própria prática.

pictórico.

que

hoje

fundamenta

seu

estilo


O desenvolvimento técnico resultou em uma identidade visual voltada para a abstração, que a própria artista divide em três subtipos distintos de exploração estética e psicológica. O primeiro é o abstrato geométrico, caracterizado

por

figuras

super

coloridas; este é o seu estilo favorito, pois

exige

foco,

concentração

e

planejamento, atuando também como um

exercício

controlar

a

de

paciência

ansiedade

para

durante

o

tempo de secagem de cada camada. A segunda

vertente

engloba

obras

inteiramente abstratas, construídas com

paletas

O processo de pintura tornou-se um espaço de imersão

ou

onde a percepção do tempo desaparece. Hoje,

poucas variações de cor, onde o

comercializando ativamente suas obras, o próximo

grande desafio analítico é identificar o

passo da artista é unir suas duas grandes vocações. O

ponto exato em que a pintura está

objetivo a curto prazo é especializar-se em Arteterapia,

finalizada. Por fim, o estilo misto

conciliando sua sólida profissão como psicóloga clínica

funde

com a utilização da arte como ferramenta de cura e

essas

monocromáticas

duas

linguagens,

apresentando figuras geométricas sem margens muito definidas e criando uma transição suave entre o rigor da forma e a fluidez da cor.

autoconhecimento. pesquisas

O

cromáticas

desenvolvimento

de

suas

e

pode

ser

geométricas

acompanhado pelo público através do perfil no Instagram [@priscilamosconi_art].


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JORNALISMO mercado de arte

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Após dedicar 18 anos à cobertura de política e economia, a jornalista Carolina Rizzo vivenciou uma drástica mudança de rota pessoal e profissional. Em 2020, em plena pandemia, mudou-se para Jerusalém, em Israel, acompanhando o marido que assumiria um escritório de negócios na região, juntamente com o filho de apenas sete meses. Durante o período, manteve-se ativa na profissão atuando como correspondente freelancer para veículos de grande porte, como CNN, Estadão e Metrópoles, e, em 2022, deu à luz seu filho caçula. A estabilidade foi interrompida de forma abrupta em outubro de 2023 com a eclosão da guerra no país, forçando a família a fugir para o Brasil em um voo de repatriação da Força Aérea Brasileira (FAB). O impacto direto do conflito motivou a decisão de dar uma pausa no consumo e na produção de notícias pesadas, culminando em um mergulho definitivo nas artes, área que já vinha aprimorando através de aulas de pintura, cerâmica e cursos teóricos desde sua chegada ao Oriente Médio. Já estabelecida no Brasil, inaugurou em 2024 seu próprio ateliê, onde passou a ministrar aulas de pintura em taças e cerâmica fria. O aprofundamento técnico continuou com o estudo da pintura a óleo, sob a tutela da professora Silvie Eidam. Em suas telas, o foco narrativo voltou-se para a representação de mulheres fortes, a exemplo de Frida Kahlo, em posturas de enfrentamento e repúdio a parceiros machistas. Paralelamente à pintura, especializou-se na produção de moldes de borracha de silicone para criar peças exclusivas de resina baseadas na estética Pop Art, as quais passou a expor em feiras de artesanato. Contudo, o esforço e o investimento não se traduziram no retorno financeiro esperado, tampouco abriram as portas para a entrada de suas telas no circuito das galerias. A vivência expôs de forma crua as dores e os obstáculos de ser uma artista empreendedora no país.

orientação cultural Diante das barreiras estruturais do setor, a solução encontrada foi utilizar a própria experiência e o aprendizado adquirido para auxiliar outros criadores através do jornalismo. No início do ano, a convite da jornalista Mara Luquet, passou a integrar um hub de jornalistas independentes do Google, realizado em parceria com o canal MyNews. Essa oportunidade tornou-se a plataforma ideal para abordar o mercado das artes de maneira pragmática. Através de seu canal no YouTube (@rizzocarolina), a profissional conduz entrevistas com galeristas e especialistas, focando em desvendar as exigências do mercado, oferecer dicas de como conquistar espaço nas galerias e apontar os principais erros cometidos por quem deseja viver da arte. A experiência de ter sentido na pele as frustrações do setor a capacitou para dialogar com os especialistas com propriedade, formulando exatamente as perguntas que os artistas independentes precisam que sejam feitas. Esse trabalho de difusão e fomento cultural também se estende às ruas e às redes sociais, onde, através de seu Instagram (@arteporcarolinarizzo), colhe a opinião do público sobre seus artistas plásticos favoritos e promove ativamente a cena artística de Brasília.


É ARTISTA: PARTICIPE DAS PRÓXIMAS EDIÇÕES


Neste vibrante mês de setembro de 2026, o cenário cultural ganha novos contornos com a efervescência de eventos como a ArtRio e o constante aquecimento do mercado nacional. A arte respira e se reinventa, exigindo de nós um olhar cada vez mais crítico e analítico sobre o nosso patrimônio contemporâneo. Ao fecharmos as páginas desta edição, espero que as reflexões propostas tenham expandido a sua perspectiva. Que essa leitura tenha te inspirado.

Luzbela S. DIREÇÃO EDITORIAL

CREATOR


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