Venda proibida
CREATOR Nº56 | 2026 - Agosto
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CATÁLOGO DE ARTES
EDIÇÃO ESPECIAL
REALISMO CLÁSSICO Como a temporada em Florença determinou o recomeço absoluto após o Legislativo mineiro
POESIA DO REAL Por que a execução de um autorretrato de 200 horas deslocou o olhar em direção ao hiperrealismo
ENTREVISTA COM
Cláudia Botrel Retrato vivo, Presença e Intensidade Acrílica
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CREATOR Direção Editorial LUZBELA SOUZA
Conteúdo BRUNA CAMILLE M. SILVA JIULIANA FERREIRA CARLA DE MENDONÇA DIEGO MATHIAS JR.
Site WWW.REVISTACREATOR.COM
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Indice 6 - CLÁUDIA BOTREL 12 - RAFAELA ROCHA 14 - BONA SUNAMA 18 - LUCIANA PROCÓPIO 20 - WOLF VISION ART 22 - CAMILA ZENI 26 - LARISSA PESSOA 28 - ESTÚDIO BHŪMI 30 - NARA LOMBARDI 36 - RUBI NEUMANN 38 - ATO STUDIO CO. 40 - JOÃO FOGARI 44 - PONTO GOULART 48 - UM TANTO CURIOSA 50 - TSALEACH.ART 52 - EVM MOSAICO 54 - STUDIO CAJUEIRO 56 - JAMILE DE AGUIAR 60 - MARIANA ARTES E PINTURAS 62 - RECANTO DA ART 66 - CAROL OLIVEIRA 68 - ADRIANO DISC
CREATOR
Cláudia Botrel A trajetória de Claudia Botrel nas artes visuais configura-se como um rigoroso recomeço estruturado pela maturidade. Natural de Minas Gerais, sua sensibilidade artística manifestou-se precocemente na infância através do desenho de paisagens e pessoas, culminando na execução de seu primeiro autorretrato a lápis aos oito anos de idade. Embora o plano inicial contemplasse o ingresso no curso de Belas Artes, os caminhos profissionais a conduziram para o setor público: bacharelou-se em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro, concluiu pós-graduações pela PUC Minas e consolidou uma carreira de êxito como Consultora Legislativa na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Após concluir suas funções no parlamento mineiro, a artista arquivou a burocracia para resgatar sua real vocação.
O marco definitivo de seu retorno à produção pictórica ocorreu no início de 2025, durante uma temporada na Itália. Impactada pela riqueza de detalhes e pela volumetria das obras dos grandes mestres da pintura clássica em Florença, capital da Toscana, Claudia tomou a decisão absoluta de retomar os pincéis de forma exclusiva e intensa. A bagagem adquirida no funcionalismo público foi transposta para o cotidiano do ateliê: princípios corporativos de eficiência, dedicação absoluta, foco em resultados e precisão técnica passaram a balizar o desenvolvimento de suas telas, conferindo à sua produção artística o caráter de um empreendimento profissional meticulosamente planejado.
Atualmente, com apenas um ano de dedicação contínua à pintura a óleo, Claudia Botrel reside em um universo focado no amadurecimento técnico em direção ao hiper-realismo. Sua identidade mineira e brasileira reflete-se no silêncio dos vilarejos, na luz dourada do campo e na força da natureza tropical que imprime em suas paisagens. Autodidata em sua essência, a artista pauta sua jornada pela paciência do feito à mão e pelo treino do olhar atento ao detalhe. Seu rigor conceitual e a alta fidelidade visual de suas telas garantiramlhe reconhecimento precoce no circuito, firmando-a como uma voz emergente que busca desacelerar o olhar contemporâneo através da poesia do real.
Entrevista CREATOR
POESIA DO REAL Claudia Botrel dedica sua pesquisa à pintura realista, adotando a natureza, campos floridos, bosques, montanhas altaneiras e animais como eixos temáticos de sua investigação visual. O propósito central de seu trabalho reside em capturar a beleza oculta na simplicidade do cotidiano, promovendo uma desaceleração no olhar do espectador contemporâneo. Cada tela funciona como um diário silencioso, onde a suavidade da luz do amanhecer ou a intensidade de um sol poente carregado traduzem graficamente o estado emocional e as vivências da artista diante da imensidão natural.
CONTEMPLAÇÃO O objetivo de sua obra é provocar um respiro e uma conexão afetiva com o sublime contido nos cenários reais, demonstrando que a poesia visual não está restrita a espaços distantes. Para Claudia, o fazer artístico demanda uma entrega de tempo e alma, onde a composição final evolui de forma lenta e orgânica. O processo estende-se além do limite físico do ateliê, iniciando-se em caminhadas interpretativas onde a artista estuda o movimento dos animais e a incidência da luz, consolidando na tela uma atmosfera de silêncio e introspecção.
Entrevista CREATOR
Mestres Clássicos A fundamentação técnica de Claudia baseia-se no uso do óleo sobre tela, suporte no qual ela aplica os preceitos materiais consagrados pelos grandes mestres da pintura clássica. Seu repertório metodológico engloba o manejo do sfumato leonardesco para suavizar transições, o claro-escuro, a perspectiva linear, o tenebrismo caravaggesco para conferir impacto dramático e a aplicação de velaturas sucessivas. Esta base clássica é aliada ao uso da tecnologia como ferramenta de apoio, utilizando fotografias de alta resolução e softwares de edição para refinar a composição e estudar o comportamento da luz antes do toque do pincel no tecido.
HIPER-REALISMO O amadurecimento de seu estilo técnico atingiu um divisor de águas na execução de um autorretrato recente, projeto que demandou mais de 200 horas de trabalho minucioso no ateliê. A busca pela exatidão na reprodução da textura da pele, dos fios de cabelo e do ponto de tricô do vestido impulsionou a pesquisa da artista em direção ao hiperrealismo. O processo é marcado pela sobreposição de camadas finíssimas de óleo, exigindo paciência e precisão absoluta. O bloqueio criativo é solucionado por meio da produção simultânea, permitindo que Claudia transite entre diferentes telas em andamento enquanto a tinta óleo cumpre seu tempo natural de secagem.
Entrevista CREATOR
Legitimação Precoce A contribuição cultural de Claudia Botrel manifestase no resgate de técnicas tradicionais da pintura aplicadas ao cenário natural brasileiro e mineiro. Com apenas um ano de carreira, suas telas têm impressionado o público pela fidelidade de detalhes, gerando questionamentos sobre os limites entre a pintura e a fotografia. Antes mesmo de realizar sua primeira exposição oficial, a artista obteve a legitimação de mentores e do circuito especializado através de convites formais para exibição pública de seu acervo, atestando o impacto de sua poética realista.
Entrevista CREATOR
Berço da Luz Os planos imediatos da artista concentram-se no aprofundamento de sua técnica de camadas finas para alcançar a nitidez do hiper-realismo em uma nova série dedicada a felinos e cavalos selvagens galopando livres. Claudia projeta a consolidação de sua carreira nos próximos cinco anos, alimentando o sonho de expor suas paisagens toscanas e brasileiras na Itália. Seu objetivo de mercado é alcançar colecionadores nacionais e o público europeu, buscando inserir suas obras em galerias de Florença, Roma e Veneza, estabelecendo um diálogo direto com a história da arte clássica.
Entrevista CREATOR
MARIAH FOLHASMARÉ
Respiro A Revista Creator convida você a desacelerar o passo e submergir na precisão cirúrgica e poética de Claudia Botrel. Deixe-se guiar pelas velaturas e pelo claro-escuro que dão vida a montanhas altaneiras, vilarejos e campos floridos esculpidos em óleo sobre tela. Acesse nosso portal digital para contemplar a galeria virtual da artista do mês, conhecer os bastidores de seu autorretrato de 200 horas e descobrir a Revista agradece a Alessandra Verdisepor compartilhar sua como Creator a precisão da administração pública funde à alma do realismo inspiradora jornada artística conosco e com nossos leitores. Fiquem clássico. atentos às próximas exposições e projetos dessa talentosa artista, pois @CLAUDIA_BOTTREL sua arte continua a iluminar e inspirar. @ALEVERDIATELIER
CREATOR
AQUARELA &ARQUITETURA R E V I S T A
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SE UNEM PARA RETRATAR A MEMÓRIA AFETIVA BRASILEIRA A arquiteta e aquarelista Rafaela Rocha une técnicas arquitetônicas e pinturas em aquarela para eternizar memórias, histórias pessoais e a identidade afetiva brasileira.
O encontro entre o olhar arquitetônico e a delicadeza dos pincéis A precisão técnica da arquitetura e a fluidez da pintura podem se complementar para criar obras carregadas de sentimento e significado. Essa é a base do trabalho da aquarelista e arquiteta brasiliense Rafaela Rocha. A formação em Arquitetura exerce uma forte influência em seu olhar para composição, proporção e luz, enquanto a técnica da aquarela atua como a ferramenta ideal para transformar essas observações em pinturas leves, delicadas e sensíveis. Com a convicção de que a arte possui o poder de preservar memórias, seu processo criativo é guiado pela vontade de pintar elementos que despertem afeto e criem uma conexão genuína com o observador, resgatando lembranças profundas.
A pesquisa sobre a identidade coletiva do Brasil Ao longo dos anos, a observação de suas próprias escolhas temáticas durante os momentos de criação livre revelou um padrão claro: o olhar voltava-se constantemente para a natureza, a arquitetura e a cultura nacional. Dessa constatação, nasceu uma pesquisa dedicada a retratar a identidade afetiva brasileira. O foco passou a ser a representação de símbolos do cotidiano que habitam a memória coletiva da população. Elementos simples, porém carregados de história e familiaridade — como o filtro de barro, o café coado, o cachorro caramelo, as aves nativas e a própria arquitetura de Brasília —, ganham protagonismo nas telas. O objetivo central dessa narrativa visual é permitir que o público se reconheça nas obras e sinta que aquelas pinturas também fazem parte de suas próprias trajetórias.
SOB
E NCOMENDA Técnica cuidadosa e a eternização de histórias sob encomenda Esse cuidado com as memórias transborda das obras autorais para as encomendas. O portfólio da marca abrange pinturas de retratos, cerimônias de casamento, animais de estimação, casas e lugares especiais. O estilo visual busca o equilíbrio exato entre delicadeza e intensidade, unindo a transparência clássica da aquarela ao uso de cores vibrantes e riqueza de detalhes. Para garantir durabilidade e luminosidade excepcionais, a artista utiliza exclusivamente aquarelas profissionais de alta pigmentação e papéis 100% algodão. A construção das imagens é feita em camadas, respeitando o tempo de absorção da água e dos pigmentos, um processo lento que é valorizado como parte essencial do resultado final.
Do aprendizado autodidata internacional e pintura ao vivo
à
atuação
O primeiro contato formal com a técnica ocorreu nas aulas de representação arquitetônica durante a graduação, mas o desenho já a acompanhava desde a infância de forma autodidata. Foi durante a pandemia que a profissional aprofundou intensamente seus estudos independentes sobre pigmentos, papéis e técnicas, desenvolvendo uma linguagem própria. O que começou como um hobby converteu-se em profissão integral. Hoje, sua atuação transita entre as criações autorais, as encomendas e a realização de pintura ao vivo em casamentos, eventos e ativações de marcas. Consolidando sua pesquisa sobre a identidade afetiva nacional, suas aquarelas já romperam fronteiras, chegando a clientes de todas as regiões do Brasil e também de outros países, e todo esse acervo de memórias preservadas pode ser acompanhado através do perfil no Instagram [@raf.aquarela].
Pintura
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contemporânea contemporânea
o universo onírico e a natureza em narrativas abertas Artista visual Bona Sunama traduz seus sonhos em obras que equilibram delicadeza e estranhamento.
A transposição dos sonhos para os painéis Mais do que simplesmente criar imagens, a construção de mundos imaginários exige uma sensibilidade capaz de transitar entre a realidade e o lúdico. Em uma produção onde a lógica fragmentada do universo onírico é preservada, personagens antropomórficos habitam paisagens inventadas, permitindo que animais e figuras humanas convivam com naturalidade. Grande parte dessas composições surge literalmente durante o sono. Os sonhos transformam-se em esboços logo ao despertar, evoluindo para pinturas que oferecem ao observador recortes de histórias e instantes suspensos, deixando as narrativas abertas para que o próprio público complete a obra com suas memórias e emoções particulares.
O equilíbrio O equilíbrio
A produção estética dialoga de forma muito natural com o surrealismo contemporâneo, sem necessariamente tentar reproduzir seus códigos mais tradicionais ou engessados. O elemento fantástico manifesta-se de maneira sutil por meio de criaturas híbridas e cenários silenciosos, onde cenas aparentemente simples abrigam pequenas rupturas que provocam um leve estranhamento, mas sem nunca romper com a delicadeza inerente às composições. Nesse cenário, a natureza deixa de ser um mero plano de fundo para assumir o papel de protagonista. Árvores, plantas, animais e montanhas participam ativamente da construção simbólica das imagens, sugerindo um mundo de coexistência pacífica que reforça temas profundos como memória, transformação e travessia.
A consistência desse trabalho autoral é respaldada por uma sólida base teórica e prática. Com formação em Design e Tecnologia da Moda, pós-graduação em Artes Visuais e formação pedagógica na mesma área, a criadora amadureceu a linguagem visual que já se manifestava desde os seus desenhos de infância. Além do embasamento acadêmico, a experiência prévia como tatuadora contribuiu de forma decisiva para a consolidação de sua identidade estética atual. O domínio técnico do desenho e a precisão do traço traduzem-se em formas extremamente limpas aplicadas sobre painéis de madeira. Utilizando tinta látex, a pintura abdica do volume tradicional gerado por luz e sombra em favor de cores chapadas e contornos muito bem definidos, o que garante o protagonismo total da narrativa. Fugindo da necessidade de enquadrar sua produção em um único estilo limitante, o propósito central das obras é preservar a liberdade interpretativa de quem as observa. Cada painel funciona como um autêntico portal entre a realidade tátil e a imaginação, convidando as pessoas a desacelerarem o ritmo do cotidiano para contemplar e atravessar as paisagens construídas. Raquel Küster Bona, sob o nome artístico Bona Sunama, compartilha seus novos esboços, processos de pintura em madeira e obras finalizadas exclusivamente através de seu perfil no Instagram [@bona.sunama].
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FOTOGRAFIA CONTEMPLATIVA E INTERVENÇÕES MANUAIS TRADUZEM A BUSCA PELO DIVINO NA NATUREZA A capacidade de observar o mundo com sensibilidade frequentemente tem raízes na herança familiar, mas exige coragem para ser transformada em ofício. O olhar para a imagem foi moldado por duas vias complementares: a influência paterna, através da atuação de um fotógrafo no Rio de Janeiro na década de 1960 que ensinou o valor de registrar aquilo que toca o coração, e
A HERANÇA VISUAL E A TRANSIÇÃO DE UM AMBIENTE BUROCRÁTICO PARA A ARTE
a percepção materna, que direcionou a atenção para os microdetalhes da natureza, como o orvalho e o movimento do vento nas folhas. O aprofundamento técnico iniciou-se em 2009 com a aquisição de uma câmera DSLR. Na época, a atuação profissional concentrava-se no cargo de tabeliã concursada do 2º Tabelionato de Notas de Lima Duarte (MG), assumido em 2007. Em dezembro de 2011, a decisão de romper com um ambiente de trabalho hostil e pouco receptivo à presença feminina motivou a renúncia à função pública, abrindo caminho para uma transição definitiva de carreira em direção à arte.
O desejo inicial era focar na captura de paisagens, mas o
O PONTO DE VIRADA EM ROMA E O ENCONTRO COM A BELEZA
mercado
educacional
da
época
priorizava
cursos
voltados para pessoas, moda e eventos. A frustração com essa incompatibilidade quase levou ao abandono do projeto em 2014, quando parte do equipamento foi vendida para financiar uma peregrinação pela Itália e Portugal. Foi exatamente nesse trajeto que ocorreu uma transformação profunda de perspectiva. No sexto dia de viagem, ao caminhar em direção à Basílica de São Pedro, em Roma, a experiência de atravessar a rua revelou-se como um divisor de águas, descrita como a sensação da abertura de um véu. Aquele instante consolidou a compreensão de que a contemplação estética poderia atuar como um bálsamo curativo para as adversidades profissionais e pessoais anteriores, ressignificando o chamado para compartilhar as belezas
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA, TEOLOGIA E A IMAGEM COMO EXPERIÊNCIA
da jornada através das lentes.
O impacto dessa vivência materializou-se na primeira
A partir de 2021, a materialidade do trabalho artístico
exposição individual, “Luminosità: uma peregrinação sob
incorporou intervenções táteis, somando folha de ouro e
as luzes da Itália”, realizada em agosto de 2015 na Casa
bordado sobre a fotografia impressa. A exploração
D’Itália, em Juiz de Fora (MG), seguida pela mostra
expandiu-se
"ZOE: Vida em Deus" no mesmo local, em abril de 2016.
contemporâneas, como o bordado livre sobre tinta
Para compreender e estruturar a beleza como uma
acrílica em tela e a aplicação de ouro sobre papel
linguagem legítima, a formação acadêmica foi expandida
vegetal.
com estudos em Teologia, culminando no trabalho “O
recentemente integrou a exposição coletiva "Elas" em
Belo na Arte: caminho para o mistério de Deus”. A
março de 2025, no Ateliê das Molduras, o conhecimento
pesquisa avançou para o mestrado em Letras com
é repassado através de vivências criativas e do projeto
abordagem
“Na Palma do Olhar”, que democratiza técnicas de
transdisciplinar,
focado
no
estudo
“A
para
Além
da
abordagens
produção
abstratas
autora,
que
e
mais
Madona de Cedro e as imagens Gerais: literatura e
fotografia via celular.
religiosidade”. Todo esse embasamento fez com que o
Em março deste ano, a inauguração de um segundo
ato fotográfico deixasse de ser um simples registro
estúdio, agora integrado a uma galeria de arte,
documental para se tornar uma via sensível de conexão
consolidou um espaço físico inteiramente dedicado ao
divina. O foco voltou-se para as cenas simples, criando
encontro e à pausa. Todo o acervo fotográfico, as obras
imagens que traduzem silêncio, liberdade e paz,
com intervenção mista e a agenda de cursos da artista
funcionando
visual Luciana Procópio podem ser acompanhados
como
um
oásis
visual
para
mentes
esgotadas pelo excesso de estímulos contemporâneos.
diretamente
através
[@luprocopioarte].
de
seu
perfil
no
TÉCNICA TÉCNICA
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GESTUAL GESTUAL O acesso à educação artística e o olhar atento de educadores são fatores determinantes na construção de uma trajetória profissional. Crescendo no interior de Lumiar, a crença de que era impossível viver de arte era uma constante, alimentada pela ausência de cursos especializados e pela distância dos centros culturais. Esse cenário começou a se transformar de forma decisiva com a mudança para a cidade, quando uma professora escolar reconheceu um talento promissor e incentivou o aprofundamento técnico. Com o apoio fundamental dos pais, o ingresso em um curso de desenho em 2022, aos 14 anos, marcou o início de uma imersão profissional rigorosa. O que era para ser apenas um aprimoramento de traços tornou-se uma descoberta ampla sobre as múltiplas possibilidades do fazer manual, guiada por um professor que se tornou um mentor essencial no ensino do desenho, da tatuagem e da pintura. A jornada criativa não se limitou a um único suporte.
A progressão natural passou do papel para a pele através da tatuagem, até encontrar na pintura a sua linguagem visual mais autêntica e identificável. A recusa em se prender a padrões rígidos ou a um único estilo permite uma experimentação contínua, marcada por transições de fases que auxiliam no próprio autoconhecimento. Atualmente, a preferência técnica recai sobre a tinta a óleo, explorada fortemente através de uma abordagem gestual. A aplicação do pigmento de forma espontânea, livre e com alta carga de textura confere volume e movimento às telas, resultando em composições que priorizam a força da pincelada. A produção imagética é guiada pela busca visceral da emoção e da empatia. Inspirada pela capacidade de mestres históricos, como Van Gogh, de priorizar a externalização do sentimento no momento da criação em vez da pura precisão realista, um conceito perfeitamente ilustrado na obra "A Noite Estrelada", a intenção é sempre se colocar dentro da pintura e traduzir o estado de espírito para a tela.
EVOLUÇÃO EVOLUÇÃO Essa filosofia materializa-se em peças como "Noite de Jazz". A obra captura a atmosfera de um bar que mescla elementos retrôs e contemporâneos, utilizando uma mistura vibrante de cores e reflexos para transportar o observador para um ambiente noturno magnético e imersivo. O aprofundamento técnico e conceitual trouxe também uma nova visão sobre as possibilidades do mercado de trabalho. A antiga percepção de que a tatuagem seria a única fonte viável de sustento financeiro no meio criativo foi desconstruída, abrindo espaço para a certeza de que a pintura e as artes visuais oferecem caminhos igualmente sólidos e prósperos.
Os planos para o futuro envolvem viajar e explorar o mundo, retratando os lares, os costumes e as tradições de diferentes culturas, suprindo ativamente a lacuna de vivências sentida na infância. Além da produção autoral em constante expansão, o objetivo a longo prazo inclui o ensino dessas técnicas para novas gerações. Todo o acervo que documenta essa transição de suportes e a consolidação das criações da artista Eduarda da Conceição Sinder, através de seu estúdio Wolf Vision Art, pode ser acompanhado diretamente pelo perfil no Instagram [@wolf_vision_art]
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ABSTRAÇÃO ABSTRAÇÃO GEOMÉTRICA GEOMÉTRICA A construção de um repertório visual sólido frequentemente resulta da soma de múltiplas vivências criativas e estruturais. Natural de Leme, no interior de São Paulo, a artista Camila Zeni teve seu instinto criativo validado desde a infância, quando os primeiros rabiscos nas paredes de casa foram incentivados pela família. Essa liberdade inicial desdobrou-se em uma imersão precoce no universo das artes manuais, passando por cursos de cerâmica, pintura em tecido, vitral, serigrafia e, posteriormente, pintura clássica a óleo. Ao buscar a profissionalização, o questionamento comum sobre a viabilidade da carreira artística a direcionou para a Arquitetura. Esse caminho acadêmico culminou em uma transição para a área de Tecnologia da Informação, onde atua até hoje com gerenciamento de projetos e User Experience (UX). Longe de afastar a artista das telas, essa bagagem corporativa e tecnológica aprimorou
sua capacidade analítica de observar, organizar ideias e estruturar processos criativos complexos. Apesar da rotina no setor de tecnologia, a prática da pintura manteve-se constante. Após anos dedicados à pintura figurativa e, posteriormente, a experimentações com colagem e decoupage artística sob a orientação de Lúcia Siqueira, em São José dos Campos, Camila Zeni iniciou uma busca consciente por uma linguagem autoral. O incentivo para pesquisar a arte abstrata levou-a a uma descoberta técnica decisiva: a combinação entre tinta acrílica e pastel oleoso. A aplicação de faixas transparentes de cor e a sobreposição dessas camadas passaram a produzir vibrações e efeitos cromáticos que se tornaram a base de sua atual identidade visual.
Expansão internacional O ponto de inflexão na fundamentação teórica de sua obra ocorreu a partir de 2016, com a mudança para o Rio de Janeiro e o ingresso nos estudos no Parque Lage, no ateliê do artista Davy Cury. A imersão em discussões sobre história da arte, pensamento artístico e construção de linguagem consolidou seu entendimento de que toda produção contemporânea dialoga com o passado. Sua pesquisa alinhou-se a movimentos como o Neoplasticismo e a Op Art, absorvendo influências do estudo de cores e ritmos de expoentes como Piet Mondrian, Peter Halley, Jesús Rafael Soto e Paulo Pasta. A partir desse momento, a pintura deixou de buscar a representação de objetos ou paisagens para focar inteiramente na experiência visual e nas sensações provocadas pela relação entre as cores.
O rigor dessa investigação cromática atraiu a atenção de colecionadores, levando suas obras a integrarem acervos em Singapura, Londres, Miami, Atlanta e Manhattan. Em novembro de 2024, um novo marco geográfico exigiu uma adaptação profunda em seu processo criativo. Com a mudança para a França e a ausência de espaço físico para telas de grandes proporções, a artista transferiu sua produção para o papel, com foco no formato A3. O que inicialmente se apresentou como uma limitação espacial transformou-se em um vetor de expansão para a sua pesquisa, estimulando a exploração de novas escalas, gestos e relações entre materiais. Enxergando a arte como uma investigação contínua e inesgotável, a artista compartilha suas experimentações cromáticas, estudos em papel e obras finalizadas através de seu perfil oficial no Instagram [@camilazeni.art].
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Biodiversidade nordestina A exuberância do litoral piauiense, marcada pela revoada dos guarás e pela presença dos caranguejos vermelhos no Delta do Parnaíba, transformou-se na principal inspiração para a coleção "Mangue". Idealizada pela artista e designer criativa Larissa Pessoa, que comanda a marca LaSelvagem, a iniciativa estrutura-se em um processo cuidadoso que faz a ponte entre a tradição do trabalho manual e a precisão do design digital. Na fase inicial de criação, cada elemento da natureza que compõe a coleção foi pintado à mão utilizando a técnica da aquarela. Posteriormente, as artes analógicas foram digitalizadas para dar vida a composições exclusivas, resultando em três estampas principais. Essas padronagens foram aplicadas em peças versáteis, como cangas e pareôs, projetadas para transitar entre os ambientes litorâneos e as composições urbanas do cotidiano. A trajetória por trás da estética da marca tem raízes fincadas em Teresina, no Piauí. A conexão com a criação começou cedo, transitando
das aulas de educação artística no colégio para a concepção de cenários em editoriais de moda de uma marca local. O percurso acadêmico e profissional, contudo, passou por adaptações. Após iniciar o curso de Educação Artística, houve uma migração para a área de Publicidade e Propaganda, construindo uma sólida carreira como desig No ano de 2016, a busca por aprimoramento motivou uma mudança para São Paulo, visando cursar uma pósgraduação em Direção de Arte. Essa transição aprofundou seu contato com o universo da tecnologia e do marketing, levando a uma especialização em UX Design, criação de aplicativos e estratégia de negócios. Ainda assim, suas bases artísticas originais — fortemente fundamentadas em aulas de desenho realista a lápis no Senac de Teresina e em uma paixão latente pela pintura — mantiveram-se presentes como um projeto em compasso de espera.ner gráfica em projetos de moda e varejo.
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O momento definitivo de retomada ocorreu com a pausa forçada pela pandemia, que converteu o isolamento social em um verdadeiro refúgio criativo. Movida pela necessidade de se expressar em meio ao turbilhão da época, a designer adquiriu telas, tintas e pincéis, permitindo que a arte retomasse o protagonismo de sua rotina. O resultado produtivo desse período gerou telas que foram expostas e comercializadas com sucesso em um projeto colaborativo em São Paulo. Essa validação comercial funcionou como o incentivo definitivo para estruturar sua vocação como um negócio viável e investir em um alcance maior para sua arte. Unindo a bagagem prévia no mercado fashion com a redescoberta da pintura, o trabalho atual utiliza tecidos, bolsas e camisas como suportes diretos para as criações. O objetivo central é consolidar uma moda autoral com forte base conceitual, garantindo exclusividade e valorização rigorosa do trabalho manual sob o selo LaSelvagem. A identidade visual da obra reside na exaltação da natureza selvagem, focando frequentemente naquilo que foge aos padrões tradicionais de beleza estética. Nas composições, animais como lagartos, camaleões, arraias e cobras assumem o centro das atenções, em narrativas profundamente costuradas às raízes nordestinas e às memórias da criadora. Funcionando como um laboratório de pesquisa visual, o ateliê promove a interseção entre o vestuário e as artes plásticas através de uma rica mistura de técnicas — abrangendo desde a tinta acrílica sobre tela e texturas mistas até a leveza fluida da aquarela. O processo criativo completo, as novas peças de moda autoral e os bastidores das pinturas podem ser acompanhados através do perfil oficial no Instagram [@larissa.pessoa.design].
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CERÂMICAS artesanais
A transformação da argila em objetos utilitários vai muito além da simples fabricação em série. Nascida no Rio de Janeiro e permeada por influências de diferentes regiões, uma nova abordagem produtiva propõe a união entre o olhar contemporâneo e o respeito absoluto aos processos manuais. A concepção de cada item surge da observação atenta do cotidiano e da busca por formas limpas, com a intenção clara de transformar a matéria-prima em uma forma de expressão afetiva. O objetivo é criar peças que acompanhem momentos de conexão e celebração, seja na intimidade de uma casa ou compondo a mesa de um restaurante.
Contrariando a lógica acelerada e o imediatismo da produção em larga escala, o ritmo de fabricação respeita integralmente o tempo natural da argila e dos ciclos de queima. Todo o processo criativo e executivo é artesanal: cada utilitário é modelado, acabado, esmaltado e finalizado à mão. A opção estrutural por atuar em pequena escala garante não apenas a exclusividade e a autenticidade das coleções, mas também sustenta um pilar fundamental de sustentabilidade. A produção consciente, estruturada na confecção de pequenos lotes, reduz significativamente os desperdícios industriais e valoriza a excelência do trabalho manual em todas as suas etapas.
SOLUÇÕES PERSONALIZADAS A pesquisa contínua por novos materiais, acabamentos e proporções permite a busca pelo equilíbrio ideal entre beleza, ergonomia e durabilidade.
Essa expertise técnica impulsionou a atuação para além das linhas autorais, abrindo espaço para o desenvolvimento de projetos sob medida voltados ao mercado B2B. A criação atende diretamente a restaurantes, cafeterias, vinícolas e marcas que desejam elevar a experiência de consumo de seu público. Muito além de simplesmente padronizar um objeto, o propósito é desenvolver peças funcionais que traduzam fisicamente a identidade e a personalidade de cada negócio, fortalecendo a narrativa visual e tátil do estabelecimento através de uma estética definida em conjunto com o cliente.
Em um cenário onde consumidores e corporações valorizam cada vez mais experiências autênticas, a presença de utilitários feitos à mão ganha uma relevância estratégica imensurável no dia a dia. A meta atual é ampliar ainda mais a atuação no mercado de hospitalidade, apresentando coleções que ofereçam um diferencial competitivo e promovam conexões reais através de objetos que carregam história, identidade e permanência. Todo o portfólio de peças utilitárias, os bastidores da produção no torno e os desdobramentos de projetos exclusivos para o setor gastronômico desenvolvidos pelo Estúdio Bhūmi podem ser acompanhados através do perfil no Instagram [@estudiobhumi].
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BORDADO LIVRE DE NARA A relação com o trabalho manual frequentemente atravessa gerações, sendo estruturada pela observação e pela tradição familiar. Para a artista Nara Lombardi, o contato com o bordado iniciou-se na infância, admirando a habilidade da avó, das tias-avós e de sua própria mãe. Esse conhecimento transmitido guiou seus primeiros passos no ponto cruz, técnica que, apesar de apreciada, não lhe despertava um encantamento duradouro. A verdadeira transformação artística ocorreu durante uma visita à Semana Criativa de Tiradentes, ao deparar-se com as obras do grupo Matizes Dumont (@matizesdumontbordados). O impacto visual da exposição despertou o desejo imediato de retomar as agulhas, motivando sua entrada no Clube Matizes do Bordado e consolidando sua paixão pelo bordado livre — uma técnica que lhe permitiu usar agulha e linha com a mesma fluidez de quem desenha e colore no papel.
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O processo de experimentação passou por temas diversos, como flores, paisagens, frases e animais de estimação, até encontrar seu ápice criativo na figura humana. O que inicialmente surgiu no diminutivo, com o bordado de "bonequinhas" padronizadas e de características idênticas como se fossem manequins, rapidamente evoluiu para um profundo estudo de identidade. Ao fantasiar sobre as narrativas por trás daquelas figuras,
Nara transformou suas personagens em indivíduos reais, donas de histórias próprias, refletidas na vasta diversidade de corpos, cabelos, etnias, idades e figurinos coloridos. A coleção "Personagens" não busca apenas a expressão autoral da artista, mas oferece um espaço fértil para a alteridade. O propósito central é que cada observador possa projetar suas próprias vivências nas obras, criando uma conexão rica, empática e particular no encontro com a arte.
Além da aclamada coleção de figuras humanas — apresentadas em escalas maiores e composições inéditas de três, seis ou até doze figuras —, a artista mantém a produção contínua de frases bordadas sob encomenda, materializando a força e a potência das palavras. Cada obra é produzida individualmente de forma artesanal, onde as pequenas e naturais variações em texturas, tons e traços garantem o caráter único de cada peça. A excelência do trabalho é sustentada por especificações técnicas rigorosas, com suportes de tecidos de fibra natural, especificamente algodão cru ou linho.
O incentivo caloroso do público nas redes sociais e o apoio de amigos e familiares transformaram o que era um refúgio pessoal em um ofício consolidado. Hoje, os trabalhos autorais estão disponíveis para pronta entrega ou sob encomenda no site naralombardi.com.br, com o processo criativo amplamente documentado no Instagram [@nara_lombardi]. Coroando essa trajetória de dedicação, a agenda da artista contará com convites significativos para expor e comercializar suas obras em Minas Gerais. O grande marco será o retorno à feira que inspirou o início de sua jornada no bordado livre, fechando um importante ciclo criativo e abrindo novas possibilidades para o futuro.
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Pintura ao vivo A sensibilidade para retratar a figura humana costuma se manifestar nos primeiros anos de vida. Nascida no interior do Rio Grande do Sul, a paixão pelas artes visuais despontou ainda na infância, tendo como passatempo favorito o desenho de mulheres em diversas poses e trajes, com destaque para princesas e noivas. Aos 13 anos, o talento natural encontrou a técnica através das primeiras aulas informais de pintura a óleo sobre tela. No entanto, o percurso profissional acabou tomando um rumo estrutural: o distanciamento dos pincéis ocorreu para dar lugar à graduação em Arquitetura e Urbanismo. Formada em 2011, a atuação profissional concentrou-se inicialmente em escritórios dedicados ao desenvolvimento de projetos arquitetônicos.
A retomada da expressão visual aconteceu em um momento de profunda vulnerabilidade. Em 2014, após receber um diagnóstico de burnout e depressão severa, o desenho e a pintura ressurgiram não como uma simples distração, mas como uma ferramenta vital de conexão íntima, emocional e espiritual. A experimentação de múltiplas técnicas serviu como um canal de cura e autoconhecimento. Contudo, a grande guinada que uniu a vocação artística à atuação comercial definitiva ocorreu em 2024. Ao deparar-se com vídeos virais nas redes sociais sobre pintura ao vivo em casamentos (live painting), o impacto foi imediato. A descoberta desencadeou uma busca intensa por inserção no mercado de eventos, culminando, ainda no final daquele ano, em suas primeiras performances artísticas em Ponta Grossa (PR), cidade onde reside atualmente.
Live Painting A técnica de pintura ao vivo transcende a mera criação de um quadro; trata-se de uma performance estética que eleva o patamar de sofisticação de qualquer cerimônia. Com um olhar sensível e atenção minuciosa aos detalhes, o momento escolhido pelo casal é retratado em tempo real, absorvendo e refletindo a energia pulsante do ambiente a cada pincelada. Para os convidados, a experiência é altamente interativa e magnética. É praticamente impossível ficar indiferente ao acompanhar a evolução da tela, desde os primeiros traços incertos até a consolidação dos detalhes finais, testemunhando a materialização artística de um instante tão sonhado.
O resultado final dessa imersão criativa vai muito além de um simples elemento decorativo. A obra finalizada converte-se em uma peça única, uma verdadeira relíquia familiar que documenta o início de uma nova família e que está destinada a ser repassada para as próximas gerações. Atendendo casamentos em todas as regiões do Brasil, a artista Rubiane Gabriela Neumann, reconhecida no mercado como Rubi Neumann, também desenvolve quadros exclusivos sob encomenda em seu ateliê. Todo o acervo de obras finalizadas e os registros emocionantes das pinturas criadas ao vivo durante as cerimônias podem ser acompanhados através de seu perfil no Instagram [@rubineumann].
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DECORAÇÃO COM ARTE TÊXTIL Sob o comando de Fernanda Shammah e Deborah Shammah, a ATO Studio Co. une design e marketing para criar quadros têxteis fio a fio, em um processo de co-criação. Em um cenário onde boa parte do mercado de decoração se apoia na reprodução de peças em larga escala e na geração automatizada de imagens em questão de segundos, o retorno aos processos manuais surge como um ato de resistência estética. A valorização do tempo — o tempo necessário para quem constrói uma obra com as próprias mãos — é o alicerce de um novo movimento na arte decorativa. É exatamente a partir desse desejo de desacelerar e humanizar os espaços que o trabalho de montagem manual, estruturado meticulosamente fio a fio, ganha relevância, propondo que os ambientes sejam habitados por peças que carregam o peso da autenticidade.
A materialização dessa proposta nasceu de forma despretensiosa, através de experimentações caseiras com linhas, cores e composições têxteis feitas entre duas cunhadas. O que começou como um hobby rapidamente despertou o interesse orgânico de amigos e familiares, transformando as primeiras encomendas espontâneas em um modelo de negócio sólido. À frente da ATO Studio Co. estão duas profissionais que trazem uma bagagem incomum para o artesanato tradicional: Fernanda Shammah, designer gráfica e diretora criativa responsável pelo desenvolvimento das coleções e pela identidade artística, e Deborah Shammah, formada em marketing, que comanda a estratégia, a gestão e o desenvolvimento da marca. Juntas, elas aplicam o rigor do design e do planejamento a um processo de manufatura integralmente artesanal.
A LÓGICA DAS COMPOSIÇÕES Diferente da visão tradicional que enxerga o quadro como um mero "objeto pendurado", a marca trabalha fortemente o conceito de composição. As obras são pensadas para dialogar entre si através de suas diferentes tramas, formando arranjos autorais na parede que criam uma nova perspectiva sobre a arquitetura do espaço.
PROCESSO DE CO-CRIAÇÃO O grande diferencial desse modelo de negócio reside na produção feita exclusivamente sob encomenda, fundamentada na co-criação. O cliente é convidado a participar ativamente do processo, escolhendo as cores e as tramas que irão compor a peça.
ASSINATURA ESTÉTICA Dessa forma, cada quadro têxtil nasce de um gesto simples — o ato de criar —, carregando tanto a assinatura estética do estúdio quanto a identidade visual de quem vai conviver com a obra todos os dias. As coleções, as infinitas possibilidades de tramas e os arranjos desenvolvidos pela ATO Studio Co. podem ser acompanhados diretamente através do perfil no Instagram [@atostudio_co].
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A intersecção entre o olhar
artes
plásticas A formação de um repertório criativo sólido frequentemente se inicia na combinação de diferentes visões de mundo. Filho de uma historiadora e de um caminhoneiro, o artista plástico e arquiteto João Paulo Gomes Fogari (conhecido profissionalmente como João Fogari) cresceu viajando pelo interior do país, absorvendo simultaneamente uma perspectiva acadêmica e uma visão empírica que despertaram sua curiosidade pelas culturas e histórias humanas. Nascido em Astorga, no interior norte do Paraná, seu primeiro marco artístico ocorreu ainda na infância. Ao receber a tarefa escolar de desenhar um animal marinho, escolheu um cavalo-marinho. A reprodução feita a partir de uma imagem da enciclopédia Barsa chamou tanta atenção pela qualidade que seus pais o matricularam em uma escola complementar de criatividade e artes plásticas, onde estudou durante toda a infância.
Na adolescência, a prática do desenho era mantida pelo gosto de alimentar um blog pessoal. Aos 16 anos, a jornada ganhou contornos internacionais com um intercâmbio de um ano na Cidade do México, onde estudou artes plásticas na Casa de Cultura de Coyoacán. A proximidade com o bairro onde viveu Frida Kahlo proporcionou uma rica imersão em cores, texturas e composições que influenciam sua estética até o presente.
desenho
O retorno ao Brasil marcou a mudança para Curitiba e o ingresso na Universidade Federal do Paraná (UFPR). O primeiro emprego na capital paranaense, em uma marcenaria, revelou sua aptidão para o planejamento espacial, levando-o a conquistar uma vaga no curso de Arquitetura um ano depois. Durante a graduação, atuou por dois anos como professor no curso de desenho prévestibular da universidade. Essa experiência docente focava não em restringir a forma de desenhar, mas em ensinar o aluno a observar as proporções dos espaços e objetos, fornecendo ferramentas para que as regras pudessem ser quebradas de forma intencional. Hoje, a prática do desenho à mão permanece como um exercício diário e essencial em seu processo criativo, distinguindo-se dos estímulos gerados pelas ferramentas digitais. Os cadernos de esboço consumidos anualmente funcionam como marcas temporais de sua evolução. A separação entre o arquiteto e o artista plástico deixou de existir; ambas as disciplinas se fundiram em uma única identidade profissional, pautada pela sensibilidade ao contexto, às formas, às cores e às pessoas.
mercado de arte
Até pouco tempo atrás, a produção artística era restrita a um círculo íntimo. O ponto de virada para a externalização de seu trabalho ocorreu há cerca de três anos, quando o arquiteto Marcelo Lopes o desafiou a criar obras exclusivas para seu ambiente na Casacor Paraná 2024. A coragem para comercializar as peças foi impulsionada por um conselho da artista Marilene Ropelato sobre o desapego criativo — "eu gosto que as obras vão cada vez mais longe e levem meu nome com elas" — e pelo incentivo de seu namorado, Lucca, que insistiu na divulgação das pinturas, resultando na primeira venda ainda em 2024. Desde então, a visibilidade de seu trabalho cresceu expressivamente. Em abril de 2026, realizou uma pintura ao vivo no Museu Oscar Niemeyer (MON) durante uma apresentação da Orquestra Sinfônica do Paraná. No mesmo ano, desenvolveu duas obras especialmente para um ambiente da Casacor Paraná 2026, assinado pelas arquitetas Julia Tomita e Patricia Ampessan. Atualmente, o artista possui peças na Galeria Cenário (Curitiba) e obras expostas em espaços como a loja New Home Decor e a vitrine da loja de iluminação Ideally.
autorais A vivência com projetos de interiores permite que o artista imagine obras que dialoguem perfeitamente com a composição dos espaços. Sua técnica principal utiliza tinta acrílica diluída, que confere um efeito aquarelado e adiciona textura à tela, frequentemente complementada pelo uso de giz pastel. As criações, muitas vezes desenvolvidas sob encomenda, desdobram-se atualmente em três séries principais que, por vezes, se entrelaçam: Série Figuras: A primeira do portfólio. Apresenta rostos que transitam entre o figurativo e o abstrato, caracterizados por traços definidos e marcantes sobre a tela. Série Grid: Nascida de uma obra encomendada pelo Studio Marvollo para a Mostra Londrina Decor 2026. Inspirada pelas linhas ortogonais do projeto arquitetônico, explora telas em quadrículas, padrões de xadrez, listras e texturas. Série Erros: A atual favorita do artista. O processo consiste em reproduzir o mesmo desenho repetidas vezes sobre a tela até alcançar a composição ideal. As figuras são sobrepostas, criando camadas e profundidade, inspiradas em uma mescla de rostos mapeados mentalmente que formam identidades novas e plurais.
Com uma produção mensal ativa e telas em formatos cada vez maiores, os planos em curto prazo incluem a estruturação de um ateliê físico próprio para facilitar a produção e sediar eventos. O portfólio completo, as composições das séries e as encomendas personalizadas podem ser acompanhados através de seu perfil oficial no Instagram [@joaofogari].
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RESILIÊNCIA E O PROPÓSITO
O contato precoce com o fazer manual frequentemente molda a forma como enxerga-se o mundo. Para a artista têxtil e pedagoga Laura Goulart Nunes, a fundação de sua identidade criativa foi construída no quartinho de costura de sua avó materna, Aparecida — carinhosamente chamada de Nenzica. As tardes passadas no quintal, brincando de costurar roupas para bonecas e explorando os materiais do ateliê familiar, estabeleceram uma conexão orgânica com a arte. Essa vivência sensível refletiu-se em sua trajetória escolar e, posteriormente, na escolha de sua formação acadêmica. Movida pela crença na potência da educação, Laura ingressou no curso de Pedagogia com uma bolsa integral. Apesar das adversidades encontradas no percurso universitário, a paixão pelo desenvolvimento infantil manteve-se como um eixo central em sua vida.
Da pedagogia à arte têxtil: a resiliência e o propósito do Ponto Goulart A transição do apreço pelas artes para a produção autoral ocorreu de maneira simbólica no final de sua graduação. Durante um sorteio de amigo secreto na faculdade, ao refletir sobre qual seria o presente mais valioso a ser oferecido para uma grande amiga, Laura concluiu que o tempo é o recurso mais precioso e irrecuperável que possuímos. Essa premissa a motivou a bordar sua primeira peça. O gesto de presentear com tempo e arte expandiu-se até estruturar o que hoje é o Ponto Goulart. A marca é especializada em eternizar histórias e preservar emoções, convertendo fotografias e lembranças importantes em obras de arte têxtil autoral por meio do bordado livre e da pintura em lã.
A consolidação do ateliê, no entanto, cruzou com um período de extrema vulnerabilidade pessoal. Conciliando a arte com a atuação como educadora em uma escola, Laura deparou-se com um ambiente profissional que passou a ferir seus princípios e valores. O conflito culminou em um pedido de demissão e no desencadeamento de uma grave crise de saúde mental, marcada por episódios de pânico, insônia e o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). O enfrentamento desses dias difíceis, amparado pela fé, pelo suporte familiar e pelo acompanhamento profissional, revelou-se um processo doloroso, porém fortalecedor. A crise forjou a coragem necessária para tomar novas decisões e realinhar sua rota em direção ao seu verdadeiro propósito.
O PAPEL DA ATELIERISTA E A EXPANSÃO DO ENSINO CRIATIVO O retorno ao ambiente escolar aconteceu sob uma nova e assertiva perspectiva: assumindo a função de atelierista. Nesse papel, Laura atua como mediadora entre a Pedagogia e a arte, transformando o ateliê da escola em um laboratório vivo de experimentação. A metodologia valoriza a autonomia, a resolução de problemas e o respeito ao tempo da criança, permitindo o aprendizado através da criação e do brincar livre. Essa mesma força impulsionou a expansão do seu ateliê particular. Neste ano, a idealizadora do Ponto Goulart realizou seu primeiro ateliê aberto, reunindo dez mulheres em uma imersão criativa, além de passar a ministrar aulas de bordado e aquarela para o público infantil. Unindo suas duas paixões fundamentais, Laura Goulart Nunes comprova na prática que o ato de criar é, em sua essência, um ato de coragem. O portfólio de obras têxteis sob encomenda e a agenda de cursos do ateliê podem ser acompanhados através de seu perfil oficial no Instagram [@ponto.goulart].
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UM TANTO CURIOSA O movimento contemporâneo de transição de carreira rumo às artes manuais revela, muitas vezes, uma resposta sintomática à exaustão provocada pelo ritmo do mercado corporativo. A trajetória da publicitária Bianca Lopes ilustra com precisão esse fenômeno analítico. Imersa na área de comunicação até o ano de 2025, Bianca encontrou no bordado manual — iniciado de forma autodidata durante o isolamento da pandemia, em 2020 — uma via de escape lúdica e expressiva. A partir do consumo de tutoriais de outras bordadeiras em plataformas digitais, o que era um passatempo destinado a presentear o círculo íntimo evoluiu para uma necessidade visceral de liberdade artística.
Idealizada em 2024 com a premissa de funcionar como um espaço de alívio em um mundo acelerado, a marca "Um Tanto Curiosa" saiu do campo das ideias para o mercado apenas em junho deste ano. O hiato entre a concepção e o lançamento oficial reflete o processo interno de superação de inseguranças e o abandono de antigas amarras profissionais, culminando na decisão corajosa de investir integralmente no próprio talento criativo.
Do ponto de vista técnico e metodológico, a proposta da Um Tanto Curiosa distanciase das fórmulas padronizadas. Em um ambiente digital frequentemente ditado pela pressão por métricas e engajamento, a fundadora adota uma postura de resistência intelectual, priorizando a intuição e a transparência de seu processo criativo real. O diferencial da marca reside na constante experimentação e na expansão dos suportes tradicionais do bordado.
A artista investiga a convergência dos fios com a aquarela, o papel e as telas, e, mais recentemente, mergulhou no estudo da cerâmica. O objetivo atual é aplicar as técnicas de bordado no desenvolvimento de joias cerâmicas, comprovando que o laboratório criativo da marca enxerga a materialidade sem limites pré-estabelecidos. Essa liberdade reflete-se na sua obra mais significativa: o seu mesmíssimo primeiro bordado de 2020, confeccionado em "ponto atrás", que abriga a minúscula e desafiadora inscrição "seja gentil com você", servindo como um manifesto pessoal de sua própria jornada.
A APLICAÇÃO DO BORDADO AUTORAL Com um posicionamento focado em entusiastas da arte que valorizam o tempo e a exclusividade do fazer manual, o ateliê rapidamente encontrou demanda orgânica. Em seu primeiro mês de operação oficial, a Um Tanto Curiosa passou a receber encomendas variadas, lideradas pelos bastidores de decoração infantil. O portfólio, no entanto, é elástico e adaptável, englobando desde a confecção de porta-alianças — tradição iniciada com o bordado de seu próprio casamento, em 2023 — até projetos que envolvem temáticas religiosas e a reprodução artesanal de logomarcas.
Embora a marca Um Tanto Curiosa ainda esteja estruturando sua futura integração com causas sociais, a bagagem de sua criadora assegura que o projeto nasce com um forte alicerce de empatia. A visão de mundo de Bianca Lopes é moldada por mais de uma década de atuação voluntária contínua, abrangendo desde a comunicação em prol da causa dos refugiados até a implementação de hortas escolares. Atualmente ativa em uma ONG dedicada a levar animais terapeutas a hospitais e lares sociais, a artista evidencia um perfil realizador que compreende a arte não apenas como estética, mas como uma extensão do cuidado humano. O acervo autoral, os processos de experimentação e as encomendas personalizadas da marca podem ser acompanhados através do perfil oficial no Instagram [@umtantocuriosa].
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A transformação do bordado O hábito silencioso de guardar fragmentos do tempo — cartas, bilhetes, cadernos e fotografias — revelou-se, décadas mais tarde, a verdadeira essência de uma pesquisa artística consolidada. O interesse pelas artes manuais começou na infância, fundamentado na necessidade espontânea de criar e compreender o mundo através das mãos, com experimentações que iam da pintura em tecido à modelagem em argila. Com formação acadêmica em Letras e uma trajetória profissional inicial construída no setor bancário e no serviço público, o artesanato permaneceu por muitos anos no espaço íntimo como um refúgio criativo. Os primeiros passos em direção à comercialização ocorreram em 2008, quando as peças passaram a ser vendidas de maneira informal para amigos e conhecidos.
Um ponto de virada estrutural ocorreu em 2017 e alterou definitivamente a dinâmica de trabalho. Diante do diagnóstico de autismo de seu filho, a necessidade de garantir flexibilidade para acompanhar seu desenvolvimento, suas terapias e consultas motivou o abandono do mercado de trabalho formal. A partir desse momento, a criação manual deixou a categoria de paixão secundária para assumir o protagonismo como principal fonte de sustento familiar. Esse ciclo foi marcado pela produção técnica e dedicada de enxovais completos para bebês e itens de decoração e maternidade em feltro. Contudo, com o passar dos anos e o advento do isolamento durante a pandemia, o encantamento com essa linha de produção massificada cedeu espaço a um questionamento profundo sobre o próprio propósito criativo. Havia uma busca latente não apenas por um novo ofício, mas por um reencontro com a própria identidade.
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Foi durante esse processo de introspecção que o bordado ingressou de forma definitiva em sua vida. O aprendizado inicial, de caráter intuitivo e baseado na observação, foi acompanhado por um denso aprofundamento teórico em identidade de marca, percepção de valor e construção de linguagem autoral. A constatação de que a reprodução de riscos prontos e tendências de mercado não carregava sua própria voz impulsionou uma ruptura estética. Surgiu, então, a marca Tsaleach.art — termo de origem hebraica que significa "prosperar". Para a idealizadora, a nomenclatura simboliza um recomeço estrito e o compromisso de construir uma trajetória alinhada às suas verdades.
patrimônio afetivo A resposta para a consolidação de sua identidade artística residia em sua própria caixa de memórias da infância. Compreendendo que a matéria-prima central de seu trabalho nunca foi o tecido ou a linha, mas sim a lembrança, a artista têxtil Sidineia Menezes confeccionou sua primeira obra verdadeiramente autoral inspirada na caligrafia manuscrita de sua mãe. Desse resgate nasceu o conceito "Onde Mora a Poesia", o território artístico que orienta as criações da marca. Hoje, o processo criativo, estabelecido na cidade de Alto Taquari, em Mato Grosso, antecede a escolha de cores e fios; ele se inicia com uma pesquisa que une literatura, botânica e patrimônio afetivo, sempre norteada pela pergunta: "Que memória esta obra preserva?". Caminhando na direção oposta à efemeridade contemporânea, as obras transformam poemas marcados pelo uso, cartas esquecidas e retratos de família em uma matéria têxtil feita para não desaparecer. Todo o acervo focado na permanência e no resgate de histórias que atravessam gerações pode ser acompanhado através do perfil oficial no Instagram [@sidineiamenezes.art]
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A FUSÃO ENTRE TÉCNICAS MISTAS E SIMBOLISMO NA ARTE DECORATIVA AUTORAL
A consolidação de uma identidade visual própria exige tempo, dedicação e, muitas vezes, a capacidade de equilibrar o fazer artístico com outras demandas profissionais. Natural de Recife (PE), a artista de 52 anos iniciou sua jornada criativa em 1997. O contato com os trabalhos manuais despertou uma paixão pelas artes que se aprimorou ao longo de quase três décadas. Durante boa parte de sua trajetória, ela conciliou a intensa produção em seu ateliê com a atuação profissional no departamento pessoal de uma empresa privada. Esse duplo compromisso não impediu o investimento contínuo em conhecimento e no aperfeiçoamento de suas técnicas. O rigor com a excelência estética e o acabamento manual fez com que suas obras rompessem as fronteiras nacionais, conquistando apreciadores e colecionadores nos Estados Unidos e em Portugal.
A trajetória de constância enfrentou um obstáculo significativo em 2018, quando questões de saúde impuseram uma interrupção temporária em sua produção artística. A pausa, no entanto, funcionou como um período de incubação. O retorno ao ateliê, ocorrido em 2021 após sua plena recuperação, revelou uma nova fase de criação, marcada por uma maturidade estética ainda maior e um propósito renovado. Desde essa retomada, houve um aprofundamento rigoroso nos estudos de técnicas mistas, expandindo o universo criativo para a incorporação de novos materiais e possibilidades de expressão visual.
O grande diferencial contemporâneo dessa produção artística reside na fusão harmoniosa entre arte, design e experimentação material. As criações atuais vão muito além do suporte tradicional, combinando elementos complexos como tinta acrílica, mosaico, madeira, cerâmica, vidro, telas e projetos de iluminação embutida. O resultado são peças sofisticadas, atemporais e ricas em personalidade.
Voltado para um público que preza pela autenticidade, pela exclusividade e pelo valor inestimável do trabalho manual autoral, o foco é entregar mais do que meros objetos de decoração. A intenção é transformar a atmosfera dos ambientes, despertando emoções e eternizando sentimentos na materialidade da obra. Segue-se o desenvolvimento de coleções inéditas focadas no consumidor final, sempre preservando a identidade visual que levou quase trinta anos para ser esculpida. Com um percurso construído sobre os pilares do talento, da resiliência e da constante reinvenção, a artista Vânia Maia solidifica seu nome no mercado através da marca EVM Mosaico. Para conhecer as coleções completas e acompanhar os novos desenvolvimentos no ateliê, o acervo fotográfico de suas criações está disponível em seu perfil no Instagram [@evmmosaico].
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Studio Cajueiro
une texturas do litoral cearense e cerâmica artesanal
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A imersão no universo da cerâmica artesanal muitas vezes se inicia pela busca de pequenos significados para o próprio lar. A trajetória do Studio Cajueiro nasceu exatamente desse desejo orgânico: a vontade de criar objetos decorativos e portaguardanapos que carregassem uma identidade pessoal. O que começou como uma experimentação caseira evoluiu para uma prática constante pelas mãos da idealizadora da marca, Marcia Campos. O manuseio da argila transformou-se em um espaço de equilíbrio e presença, ensinando o respeito ao tempo natural de cada etapa do processo produtivo. Enxergando o ateliê não apenas como um local de fabricação, mas como um ambiente de criação de experiências, a ceramista investiu em estudos, pesquisas práticas e testes de esmaltação para aproximar a arte do cotidiano das pessoas. O processo criativo do ateliê é guiado por uma busca incessante por novas possibilidades, tendo a natureza como sua maior fonte de inspiração. O mar, o vento, a areia e as paisagens singulares do litoral cearense manifestam-se diretamente nas texturas, cores e formas das peças desenvolvidas. A primeira linha criada pela marca, por exemplo, reúne texturas inspiradas especificamente no movimento do oceano, consolidando-se até hoje como uma de suas identidades visuais mais marcantes.
A experimentação de diferentes argilas, pigmentos e acabamentos é um pilar estrutural do trabalho. Em coleções específicas, a decisão técnica é deixar a própria argila assumir o protagonismo estético, substituindo os esmaltes coloridos por uma resina transparente que apenas revela e protege a beleza crua e a textura do material. Como toda a produção é estritamente manual, cada objeto — seja um prato, travessa, copo, vaso ou forma para bolo — carrega o status de peça exclusiva. As criações do Studio Cajueiro destinam-se a um público que valoriza o design autoral, o consumo consciente e objetos que agregam significado aos momentos de partilha à mesa. Além de dialogar diretamente com o consumidor final, a marca atua de forma expressiva no mercado B2B (arquitetos, designers de interiores, hotéis, pousadas e restaurantes), desenvolvendo soluções para estabelecimentos que desejam oferecer uma experiência autêntica através da mesa posta e da decoração. Ao incentivar a produção em pequena escala, o estúdio fortalece a economia criativa local e cria conexões valiosas entre a arte, o território e a comunidade.
Firmando seu compromisso de ampliar a presença em espaços dedicados à produção artesanal contemporânea, a marca celebra um importante passo de expansão neste segundo semestre de 2026. Desde o dia 6 de agosto, o Studio Cajueiro passou a contar com uma loja física operando dentro da Casa Preá – Design Brasileiro, um espaço estratégico no litoral que reúne artistas de diversas regiões do país e fortalece o intercâmbio cultural. Além de integrar esse novo coletivo, o ateliê mantém seu foco contínuo na pesquisa de materiais e no desenvolvimento de projetos personalizados para os setores de arquitetura e hospitalidade. As peças exclusivas e a rotina de produção de Marcia Campos podem ser acompanhadas pelo Instagram oficial [@studiocajueiro].
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O upcycling sofisticado e a arte têxtil nas obras de Jamile de Aguiar A bagagem de uma artista visual frequentemente se constrói através da intersecção de múltiplas disciplinas. Atuando no mercado de design e artes visuais desde 1989, a artista plástica Jamile de Aguiar moldou seu repertório por meio de intensa vivência acadêmica e prática. Aprimorou seus estudos nos Estados Unidos e estruturou sua carreira no Brasil com formações em Design de Interiores em Campinas (SP) e Design de Produto pela Universidade Tuiutí do Paraná, além de uma especialização técnica em Design de Joias. Após anos administrando seu próprio escritório de decoração e, posteriormente, uma loja física em Balneário Camboriú (SC), um grave acidente que resultou na fratura de sua coluna exigiu uma pausa forçada de dois anos para recuperação. Com resiliência, esse obstáculo foi transformado em um ponto de virada:
o fechamento do espaço físico guiou a artista para uma dedicação exclusiva à produção de arte autoral e à estruturação de seu comércio digital. A proximidade com a natureza costeira durante o período em que acompanhava a construção de sua casa em Balneário Camboriú despertou uma nova narrativa para seu ateliê. Por meio de "caçadas" regulares e solitárias em praias de mar aberto, a artista passou a resgatar matérias-primas trazidas pelas marés, como galhos secos, raízes, cordas náuticas, boias e ossos de animais limpos pela ação do sol e do sal. Em vez de tratar esses resíduos como descartes, Jamile aplica o conceito puro de upcycling — a reutilização criativa que preserva a característica original do objeto, elevando-o a um novo status de nobreza e funcionalidade estética, sem que ele passe por desintegração industrial.
Ourivesaria e tear: o inusitado como provocação estética
Exclusividade, curadoria e expansão de mercado Com um propósito claro de transformar o trivial em uma experiência estética enriquecedora, as obras são desenvolvidas para humanizar os mais diversos espaços. Engana-se quem limita a estética das peças a ambientes litorâneos; a harmonia orgânica dos materiais dialoga perfeitamente com apartamentos urbanos minimalistas e escritórios corporativos, humanizando e quebrando a rigidez das linhas arquitetônicas puras. Hoje, atuando tanto com pronta-entrega quanto com projetos sob encomenda em parceria com arquitetos e construtoras do eixo São Paulo-Curitiba, a artista foca na personalização minuciosa para clientes que buscam sofisticação e propósito.
O grande diferencial técnico de sua obra é a união improvável de saberes distintos. Aplicando as técnicas minuciosas de ourivesaria adquiridas no passado, os elementos brutos da natureza passam por branqueamento, lixamento e polimento, sendo perfurados e estruturados com fios de metal. Esses artefatos são então fundidos à tradição milenar da tecelagem e do macramê. Para gerar um contraste visual sofisticado e misterioso, os materiais simples e rústicos são entrelaçados a componentes nobres, como fios de seda, algodão, lã natural, pedras de cristal e peças de cobre. O resultado são esculturas de parede e totens que fogem do lugar-comum e provocam o olhar do observador, oferecendo uma beleza que mescla o real e o imaginário.
O próximo passo estrutural envolve a expansão de suas obras para o exigente mercado dos Estados Unidos. O acervo completo de tapeçarias e o cotidiano do ateliê podem ser acompanhados através do perfil oficial no Instagram [@jamiledeaguiar_arte].
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Pintura mural Pintura mural
e arquitetura
A capacidade de observar os detalhes, as proporções e a beleza de cada traço frequentemente encontra suas raízes nas experimentações da infância. Para a artista muralista Mariana Braz, de 23 anos, o lápis sempre foi o principal instrumento de expressão criativa. Antes de direcionar seu foco profissional para as paredes em grande escala, ela atuou de forma autônoma com artesanato durante seis anos. Essa imersão manual precoce foi determinante para refinar sua sensibilidade artística e o rigor com os acabamentos.
Movida pelo desejo de compreender como os espaços físicos influenciam o comportamento humano, a artista optou pela graduação em Arquitetura e Urbanismo. A formação acadêmica expandiu drasticamente seu vocabulário visual e técnico, proporcionando um domínio avançado sobre composição, iluminação, materiais e funcionalidade. Há pouco mais de três anos e meio, a paixão pela arte assumiu a linha de frente de sua carreira, e a marca Mariana Artes e Pinturas passou a ditar sua rotina profissional.
O principal diferencial estético e conceitual do ateliê é a recusa em tratar a pintura como um mero preenchimento de superfícies. Com a bagagem da arquitetura, cada projeto nasce de uma análise ampla do ambiente, visando criar composições que dialoguem de forma fluida com o espaço, respeitando sua identidade estrutural e a incidência de luz. O processo criativo inicia-se com uma escuta ativa para mapear a personalidade do cliente e a função do local. Seja em criações 100% autorais ou na adaptação de referências pré-definidas, toda a execução é realizada rigorosamente à mão livre — do esboço inicial às pinceladas finais. Para garantir a longevidade da obra e um acabamento de alto padrão, são utilizadas tintas específicas e adequadas para as exigências climáticas de áreas internas e externas. A compreensão de que a arte não apenas embeleza, mas comunica identidade e gera pertencimento, permitiu a expansão do portfólio para os mais diversos setores. A demanda abrange desde a humanização de clínicas, consultórios e quartos infantis personalizados, até a criação de identidade visual em fachadas comerciais e residências.
Atualmente, um dos marcos mais significativos de sua trajetória encontra-se em plena fase de execução: um complexo projeto artístico no interior de uma igreja. A elaboração de diversas pinturas sacras para este ambiente de profundo significado espiritual representa um dos maiores e mais desafiadores trabalhos já assumidos pela muralista até o momento.
A crença no poder acolhedor e inspirador das cores também se materializa em ações de impacto comunitário. A artista atuou como voluntária no Projeto Oásis, conduzido pela Fundação Educar, onde foi responsável pela pintura artística da biblioteca e da sala de informática de uma escola. A intervenção comprovou, na prática, como a arte estimula o bem-estar e a criatividade no ecossistema escolar. Hoje, os planos da Mariana Artes e Pinturas focam em expandir a atuação em projetos autorais que fundem a arte e a arquitetura em espaços comerciais e religiosos, com o objetivo de levar a pintura mural para novas cidades e consolidar experiências visuais memoráveis. O processo criativo completo, os projetos sacros em andamento e as transformações de fachadas podem ser acompanhados diretamente através do perfil no Instagram [@marianaartesepinturas].
Recanto da Art
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une macramê, bordado e mitologia
O fazer manual frequentemente surge como um refúgio, mas tem o potencial de se transformar em uma poderosa ferramenta de comunicação cultural. A trajetória da artista Luana Stephanie de Jesus Santos ilustra perfeitamente essa transição. Durante a pandemia de 2021, o macramê e o bordado livre entraram em sua vida como uma forma de acalmar a mente. Sem recursos para investir em cursos formais, ela trilhou o caminho da pesquisa independente. Foram horas dedicadas a livros, artigos e plataformas digitais, construindo uma formação essencialmente autodidata, pautada na curiosidade e na disciplina. Com o amadurecimento prático, Luana compreendeu que dominar a técnica era apenas o começo. A arte tornou-se a sua linguagem primária para expressar visões de mundo, impulsionando-a a mergulhar no estudo de diferentes culturas, mitologias, povos originários e simbologias. Dessa investigação contínua sobre identidade e cultura nasceu o Recanto da Art, um ateliê sediado em Salvador (BA) que transcende a criação de objetos decorativos, guiado pelo lema: "Transmitindo o saber ancestral através das linhas".
No Recanto da Art, o processo criativo rejeita a mecânica e abraça a observação sensível. A conexão com a natureza e com as histórias humanas dita a escolha de cada material — desde texturas de linhas e tecidos até a seleção criteriosa de cristais, miçangas, madeira e pérolas. Cada peça atua quase como um talismã, carregando significados profundos e convidando o observador à reflexão. O portfólio do ateliê destaca-se por obras que traduzem pesquisas históricas em narrativas visuais contemporâneas: Espelho Naiá: Inspirado no mito indígena de Naiá e Jaci (a Lua), a obra utiliza o espelho não apenas por sua função estética, mas como símbolo central de reflexo, autoconhecimento e transformação. A peça homenageia a tradição oral dos povos originários brasileiros. (Fotografia por Ivone Dias - @ivonediasfx). Painel Maia: Uma ode à civilização mesoamericana, explorando suas cores, geometrias e simbolismos. A obra incorpora a pedra obsidiana, material amplamente utilizado pelos maias em rituais e ferramentas, reforçando conceitos de proteção e introspecção. Árvore da Vida Selene: Unindo o arquétipo universal da Árvore da Vida à representação da Lua, a peça expressa os ciclos contínuos de crescimento, renovação e a profunda conexão entre a ancestralidade (raízes) e a expansão (galhos). (Fotografia por Lucas Santos - @luccasfilm_). Escultura Têxtil Floral: Uma representação tridimensional da primavera. As texturas orgânicas e o movimento das linhas traduzem a força dos ciclos naturais, o recolhimento necessário antes do desabrochar e o despertar para a abundância.
O propósito de Luana vai além da comercialização. O Recanto da Art integra atualmente o projeto Arte, Inovação e Ancestralidade, desenvolvido pelo Anubis Ink Ateliê em Salvador, promovendo a valorização da arte como ferramenta de pesquisa e identidade cultural. A longo prazo, a artista planeja implementar ações de arteterapia, criando espaços onde a experiência sensível contribua para o autoconhecimento e o bem-estar coletivo. Os próximos passos da marca incluem a criação de aulas, oficinas e vivências focadas na experiência sensorial do fazer manual. O objetivo é expandir o ensino da arte têxtil e da pesquisa simbólica, além de ampliar a presença das obras em feiras, exposições e, futuramente, em acervos de museus e instituições culturais, consolidando a técnica como um legítimo patrimônio de memória.
Atualmente, quem deseja vivenciar essa imersão cultural pode conferir as obras do Recanto da Art expostas na Galeria de Artes do Anubis Ink Ateliê, em Salvador, ou acompanhar o acervo e as novidades através do perfil oficial no Instagram [@recantodaart_].
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CREATOR R E V I S T A
D I G I T A L
Arte e escuta através do bordado realista Após concluir a faculdade, a artista vivenciou um período de desencanto com a Psicologia, não se sentindo preparada para ocupar o lugar de terapeuta. Diante desse distanciamento profissional, o incentivo de amigos foi crucial para que ela passasse a divulgar seus bordados e enxergá-los como uma fonte de renda viável. A
virada
de
chave
estética
e
comercial
aconteceu durante o isolamento da pandemia. Com mais tempo em casa, Carol aprofundou seus estudos na técnica de bordado realista de animais. A primeira encomenda oficial nesse estilo foi a reprodução da pet Cristal, um pedido feito por Flacymar — uma amiga descrita como uma irmã escolhida para a vida, que sempre a incentivou (a presente edição celebra essa parceria fundamental com um registro fotográfico das duas). A publicação dessa obra específica inaugurou uma agenda concorrida
de
encomendas
dedicadas
eternização de animais de estimação. A aptidão para as artes visuais muitas vezes acompanha
o
indivíduo
desde
a
infância,
manifestando-se em desenhos, pinturas e modelagens. Para Carol Oliveira, essa familiaridade com a criação manual era tão latente que, por muito tempo, pareceu ser o seu caminho profissional mais óbvio. No entanto, a vida a guiou para a Psicologia. O reencontro definitivo com a arte ocorreu em 2017, na reta final de sua graduação acadêmica. O que começou
de
forma
despretensiosa,
focado
no
bordado livre para presentear amigos e decorar a própria casa, ganhou novos contornos ao tentar retratar uma gatinha inspirada em referências da internet. Mesmo sem domínio inicial da teoria das cores ou da técnica de pintura de agulha, aquele primeiro
resultado
curiosidade técnica.
plantou
uma
semente
de
à
Com o aumento exponencial das demandas, a artista percebeu uma mudança profunda na natureza de seu trabalho: ela não recebia apenas fotografias, mas histórias complexas e repletas de afeto. Grande parte das encomendas tinha o objetivo de homenagear cães e gatos que já haviam falecido. Durante o processo de criação, os clientes compartilhavam a dor da perda, as lembranças e os vínculos construídos. O bastidor tornou-se um espaço de acolhimento. Ao bordar, Carol materializava o luto e preservava a memória de amores que continuavam existindo apesar da ausência. Ironicamente, foi ao ouvir essas histórias de perda e afeto — e ao acolher ativamente a dor do outro — que ela voltou a reconhecer em si mesma a capacidade analítica e empática que acreditava não possuir após a formatura. A arte funcionou como uma ponte de retorno para a Psicologia, devolvendo-lhe a segurança necessária para iniciar seus atendimentos clínicos.
O retorno à atuação como psicóloga não significou o abandono dos pincéis de linha. Pelo contrário, as duas áreas passaram a coexistir. Carol expandiu sua atuação artística passando a ministrar oficinas e aulas particulares de bordado (presenciais e online), descobrindo no ensino uma nova forma de promover conexões humanas genuínas.
A dualidade profissional também trouxe valiosas lições sobre limites. A artista compreendeu que o crescimento de uma marca não precisa estar atrelado a uma produção exaustiva. Assim como uma imagem realista não surge pronta no tecido, exigindo milhares de pequenos pontos e um longo tempo de maturação entre o início e o resultado, a mente humana e o corpo também demandam presença, espaço e descanso. Respeitar o próprio ritmo passou a ser uma prioridade essencial em sua rotina. O que começou como uma simples vontade de experimentar algo novo levou o trabalho da artista a atravessar continentes. Hoje, os retratos realistas produzidos por Carol Oliveira integram lares em diversas partes do Brasil e em países como Japão, Canadá, Alemanha e Portugal. Ao entender que a arte e a Psicologia não eram caminhos excludentes, mas sim rotas complementares que se nutrem mutuamente, a artista consolida uma trajetória única, compartilhada com o público através do perfil no Instagram [@a.carolpsi].
CREATOR R E V I S T A
D I G I T A L
Arte sustentável O artista visual Adriano Camargo, conhecido como Adriano Disc, une consciência ambiental e estética ao reaproveitar CDs, com obras expostas no Brasil e na Europa.
O propósito de Luana vai além da comercialização. O Recanto da Art integra atualmente o projeto Arte, Inovação e Ancestralidade, desenvolvido pelo Anubis Ink Ateliê em Salvador, promovendo a valorização da arte como ferramenta de pesquisa e identidade cultural. A longo prazo, a artista planeja implementar ações de arteterapia, criando espaços onde a experiência sensível contribua para o autoconhecimento e o bem-estar coletivo. Os próximos passos da marca incluem a criação de aulas, oficinas e vivências focadas na experiência sensorial do fazer manual. O objetivo é expandir o ensino da arte têxtil e da pesquisa simbólica, além de ampliar a presença das obras em feiras, exposições e, futuramente, em acervos de museus e instituições culturais, consolidando a técnica como um legítimo patrimônio de memória.
No cenário da arte contemporânea, a escolha dos materiais frequentemente comunica tanto quanto a obra finalizada. Para o artista visual Adriano Batista de Camargo, conhecido artisticamente como Adriano Disc, essa escolha transcende a estética e adentra o campo do dever ético. Radicado em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, o artista sintetiza seu propósito com uma premissa clara: "Minha arte não vem de uma escolha. Vem de uma responsabilidade". A partir de 2024, Camargo iniciou um trabalho pioneiro fundamentado na sustentabilidade, utilizando CDs descartados como matéria-prima principal. Ao ressignificar esses objetos obsoletos, ele os transforma em obras de arte únicas, promovendo o acesso à arte e instigando reflexões urgentes sobre o reaproveitamento de materiais e o impacto ambiental.
A técnica distintiva e a mensagem intrínseca ao seu trabalho rapidamente o colocaram em evidência no circuito artístico. O ano de 2025 foi um divisor de águas em sua trajetória profissional, marcado por convites e chancelas institucionais de peso. Adriano participou da mostra coletiva "Euarte Contemporânea" e da "XXI Mostra Vale do Paraíba Região Serrana Litoral Norte". Seu rigor artístico foi validado com o recebimento do certificado Ibrarte e com uma homenagem concedida pela revista Neotrust Confi.
Ainda no âmbito nacional, o artista foi premiado pelo Governo do Estado de São Paulo com o projeto "Totem das Cores" e integrou a prestigiada exposição comemorativa dos 150 anos do Jockey Club de São Paulo, dividindo espaço com outros talentos brasileiros e finlandeses. Esse intercâmbio cultural pavimentou o caminho para seu primeiro grande reconhecimento internacional: o convite para integrar a "Bela Bienal Europa América Latina", realizada na cidade de Helsinque, capital da Finlândia.
O crescimento da carreira de Adriano Disc reflete-se em uma agenda densa e expressiva para o ano de 2026, confirmando sua relevância tanto em âmbito regional quanto global. A consolidação de seu nome no Brasil inclui a seleção de sua obra para integrar o cartaz oficial da "Expo SP" e a participação em uma extensa lista de eventos de destaque:
Paralelamente, a projeção internacional de seu trabalho continua em ritmo de expansão. Representando a arte brasileira com uma forte mensagem de preservação ecológica, o artista se prepara para novas exposições em Veneza (Itália) e na Finlândia, sob a curadoria de Edson Cardoso, por meio da AVA Galleria. Além disso, Adriano afina os preparativos para integrar a "MITIC – Mostra Internacional Totem das Cores". Através de uma linguagem visual muito própria, o artista prova que o resíduo contemporâneo possui um vasto potencial estético e cultural.
Exposição "60 EuArte" Coletivo "Artes pela Paz – Fora da Caixa" Mostra "Silêncio do Pássaro", promovida pelo Clube da Arte "5ª Mostra de Arte As Taubateanas" "VII Mostra Coletiva Barbara Bigosiski de Artistas de Ubatuba" Exposição "Olho na Rua", realizada pela Univap em São José dos Campos Seleção oficial para o "Festival Arte pela Paz", em Campinas
A evolução de seus projetos e suas novas composições a partir de mídias descartadas podem ser acompanhadas diretamente em seu perfil no Instagram [@combucaneirodi].
É ARTISTA: PARTICIPE DAS PRÓXIMAS EDIÇÕES
Nesta edição, os holofotes se voltam inteiramente para as narrativas e inovações que transformam o nosso entorno. Estruturamos um conteúdo que reflete a maturidade da cena criativa nacional, explorando como a arte continua a nos provocar, acolher e desafiar o status quo em suas mais variadas linguagens.
"A arte não apenas acompanha o nosso tempo; ela o traduz, questiona e eterniza."
Luzbela S. DIREÇÃO EDITORIAL
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