A REVISTA DE NEGÓCIOS DO AÇO
GRIPS EDITORA – ANO 27 – Nº 200 – SETEMBRO DE 2026
O aço que está presente na força que movimenta e impulsiona a economia e onomia brasileira O aço que faz fa% o agro ser negócio neg cio O aço que faz fa% a indústria ind#stria automotiva ser mais moderna e segura O a o aço que sustenta grandes obras e construções que dão orgulho orgul o para o pa s O aço que faz fa% a energia ser renovável contribuindo para um futuro mais inteligente e sustentável .
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Da indústria ind#stria à in raestr"t"ra infraestrutura do campo à cidade nosso aço conecta movimenta e fortalece o Brasil ,
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Aço não é tudo igual. Aço inteligente é ArcelorMittal. Feito no Brasil.
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ÍNDICE
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EDITORIAL
O Brasil diante dos novos desafios
EVENTOS
Congresso Aço Brasil coloca a indústria no centro do debate
FEIRA INDUSTRIAL
Interform 2026 confirma a força da tecnologia na indústria
INOVAÇÕES
Siderurgia Inteligente na ABMWeek 2026
MARCO HISTÓRICO
Siderurgia Brasil 200 edições de credibilidade
POLÍTICA
O colapso moral dos Três Poderes e o fim da impunidade
ENERGIA
Últimas notícias do setor energético
ESTATÍSTICAS VITRINE ANUNCIANTES
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EDITORIAL
O BRASIL DIANTE NOVOS DESAFIOS
C
hegamos à fase das grandes definições, aquelas que certamente irão influenciar os rumos do país e, em alguma medida, o nosso próprio futuro. Partidos, lideranças e diferentes forças políticas movimentam suas peças, e constroem estratégias diante das escolhas nas urnas que se aproximam. As decisões que serão tomadas nos próximos dias deverão repercutir na economia, nas relações institucionais e, certamente, ajudarão a delinear as prioridades da agenda nacional, com reflexos diretos na vida de cada brasileiro. O que esperar do futuro? Estamos a poucos dias de começar a conhecer o caminho que iremos tomar. Enquanto isso não acontece, seguimos com nossa edição, que para nós representa um marco histórico. Não poderíamos imaginar, quando lançamos a primeira semente ainda no ano 2000, que chegaríamos até aqui edificando uma verdadeira enciclopédia ilustrada dos fatos que marcaram a siderurgia brasileira ao longo de todo esse período. Ao atingir o número 200 da Revista Siderurgia Brasil, cresce também a nossa responsabilidade de continuar participando e registrando a história da cadeia do aço nacional. Nesta edição, o foco central está no Congresso Aço Brasil 2026, que acontece nos próximos dias em São Paulo. E ele chega em um momento de enormes desafios para a indústria brasileira e para a siderurgia mundial. Entre os temas que estarão em discussão, está o papel da China no cenário internacional. E não se trata de uma questão menor. Os números ajudam a dimensionar essa realidade: a China respondeu por 52% da produção mundial de aço em 2025, segundo dados da worldsteel. Em julho deste ano, produziu 76,9 milhões de toneladas, mantendo uma enorme distância em relação aos demais produtores.
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Vale acompanhar, portanto, toda a programação do Congresso Aço Brasil, que reúne representantes e especialistas de um setor que atravessa transformações profundas, além de desafios que ultrapassam as fronteiras nacionais. O evento será realizado nos dias 29 e 30 de setembro, em São Paulo. Mas não falamos apenas do Congresso nesta edição. Fomos também Mídia Oficial da primeira Feira Interform, realizada em Joinville, em Santa Catarina, na qual estivemos presentes e pudemos constatar uma realidade que merece atenção: a grande maioria das máquinas e equipamentos apresentados no evento – especialmente aqueles destinados ao corte e à conformação de metais por tecnologias como plasma e laser – tem origem chinesa. Além da siderurgia, que já enfrenta forte pressão competitiva dos produtos daquele país asiático, o setor de máquinas também se vê diante de uma nova realidade. A presença chinesa deixou de ser uma questão restrita a determinados segmentos, e passou a fazer parte de uma transformação mais ampla da indústria e dos mercados nacionais. E, por falar em China, apresentamos nesta edição uma matéria especial com a Ramon Technology, que participou da ABM WEEK. A empresa está chegando ao Brasil com muitas novidades, acreditando que pode contribuir muito para o desenvolvimento da cadeia siderúrgica nacional. O evento, que nasceu com uma forte característica técnico-científica, ganhou dimensão ao longo dos anos e, hoje, integra uma importante exposição, bem como serve de palco para discussões sobre temas estratégicos para o setor, tais como descarbonização, geopolítica, mineração e siderurgia. Como o momento político brasileiro também é particularmente intenso, e o país atravessando um
E DOS S período marcado por grandes indagações sobre acontecimentos que vêm impactando a vida nacional, buscamos a palavra de um especialista. Ele nos brinda com um artigo especialmente interessante, no qual analisa o que considera ser uma grande crise moral das instituições brasileiras, trazendo ao debate questões que merecem reflexão. Completamos esta edição com notícias atualizadas em nossa seção “Estatísticas” e, ainda nas seções “Energia” e “Vitrine’, apresentando os avanços e novidades que movimentam esses importantes segmentos. Para nós, é fundamental receber a manifestação de nossos leitores. Seja sob a forma de aprovação, seja daquela de crítica ou, eventualmente, discordância. Como sempre fizemos, permanecemos abertos às sugestões e às diferentes opiniões. Afinal, foi olhando para o leitor que construímos os 200 números que agora celebramos. E é em atenção ao nosso compromisso com ele, que pretendemos continuar firmes em nossa trajetória. Boa leitura!
Ano 27 – nº 200 – Setembro de 2026 Siderurgia Brasil é de propriedade da Grips Marketing e Negócios Ltda. com registro definitivo arquivado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial sob nº 823.755.339. Diretor: Henrique Isliker Patria Coordenação de TI: Versão Digital Vicente Bernardo vicente@grips.com.br Produção: Editor Responsável Henrique Isliker Pátria - MTb-SP 37.567 Reportagens Especiais Marcus Frediani - MTB/SP 13.953 Comercial: henrique@grips.com.br Projeto Editorial: Grips Editora Projeto gráfico e Edição de Arte / DTP: Via Papel Estúdio Capa: Criação: André Siqueira Fotos: Magnific Divulgação: Através do portal: https://siderurgiabrasil.com.br Observações: A opinião expressada em artigos técnicos ou pelos entrevistados são de sua total responsabilidade e não refletem necessariamente a opinião dos editores. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS: Grips Marketing e Negócios Ltda. Rua Cardeal Arcoverde 1745 – conj. 113 São Paulo/SP – CEP 05407-002 Tel.: +55 11 3811-8822 - www.siderurgiabrasil.com.br Proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou qualquer meio, sem prévia autorização.
Foto: Grips Editora
Henrique Patria Editor-chefe henrique@grips.com.br
EXPEDIENTE
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E VENTOS
CONGRESSO AÇO BRASI NO CENTRO DO DEBATE Evento reunirá em São Paulo, lideranças da indústria, especialistas e representantes do governo para discutir os desafios e as perspectivas para o setor siderúrgico brasileiro.
MARCUS FREDIANI
O
s principais desafios e oportunidades para a indústria brasileira do aço estarão no radar das discussões do Congresso Aço Brasil 2026, que será realizado nos dias 29 e 30 de setembro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Promovido pelo Instituto Aço Brasil, o en-
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Foto: Ricardo Matsukawa
IL COLOCA A INDÚSTRIA
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contro chega à sua 36ª edição reunindo lideranças empresariais, especialistas, autoridades e representantes de diferentes segmentos da indústria. Considerado um dos principais encontros da cadeia do aço no país, o evento, em sua 36ª edição, terá como eixo central os fatores que influenciam a competitividade da siderurgia brasileira e sua contribuição para o desenvolvimento econômico.
A partir daí, os debates passam pelos principais assuntos que, hoje afetam a siderurgia brasileira, tais como geopolítica, indústria, competitividade, comércio internacional – com destaque para o avanço da China no comércio mundial –, e os impactos do cenário político nacional sobre os negócios. Entre os destaques do primeiro dia do Congresso, está a conferência magna “Geo-
As atividades da indústria do aço têm um efeito multiplicador que impulsiona o crescimento econômico. Suas 31 fábricas estão presentes em quatro das cinco regiões do país e empregam diretamente 116 mil colaboradores, além de induzir a criação de cerca de 3 milhões de vagas na economia. “Mas, durante o Congresso, vamos discutir os problemas atuais não só do setor do aço, mas de toda a indústria, fundamental para o crescimento do país. A agenda é extensa, e esse debate é uma contribuição para o avanço do Brasil”, afirma o presidente-executivo do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes.
política em Transformação”, que terá como participante Jorge Oliveira, vice-presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, e presidente da ArcelorMittal Brasil, tendo como keynote speaker o economista, cientista político e diplomata Marcos Troyjo. Nela, será feita uma análise das mudanças no cenário internacional, e seus impactos sobre a economia e os negócios. Ao longo da jornada do dia 29, na parte da tarde da programação também abordará a competitividade sistêmica, tema especialmente relevante diante do ambiente de negócios cada vez mais marcado pela concorrência internacional. O painel reunirá Gustavo Werneck, presidente e CEO da Gerdau, Thiago Aragão, CEO da Arko International e Ricardo Geromel, cofundador FCGI. Na sequência, vem outro assunto de grande importância para a indústria que será a expansão da China no mercado internacional. Com o título “China – a Grande Ameaça”, o painel terá como keynote speaker Jorge Guajardo, ex-embaixador do México na China,
FORTALECIMENTO DA INDÚSTRIA A abertura do Congresso contará com a presença de Márcio Fernando Elias Rosa, Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e de e de André B. Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil e presidente do Conselho de Administração da Gerdau.
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ao lado de André Gerdau Johannpeter. Finalizando a programação do primeiro dia do Congresso Aço Brasil, a relação entre o desempenho industrial e o crescimento do PIB brasileiro será o tema do painel “Crescimento econômico: Indústria Forte, PIB Forte”, reunindo representantes de importantes setores da economia nacional, com as presenças confirmadas de Igor Calvet, presidente executivo da Anfavea; e José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast; em um debate do qual também deverão participar Everton Negresiolo, conselheiro do Instituto Aço Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Longos LATAM, e vi-
cargo de um painel com alguns dos principais executivos da siderurgia brasileira. Intitulado “A Visão dos CEOs”, o debate reunirá Gustavo Werneck, Conselheiro do Instituto Aço Brassil e Presidente e CEO da Gerdau.; Jorge Oliveira, vice-presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil e presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Planos América Latina; Marcelo Chara, presidente da Usiminas; e Rodrigo Villela, Conselheiro do Instituto Aço Brasil e CEO da Aperam South America & Renewables, sob a moderação de Marco Polo de Mello Lopes. E além do conteúdo técnico e estratégi-
ce-presidente da ArcelorMittal Brasil, com a mediação da jornalista Juliana Rosa, comentarista de economia no Grupo Bandeirantes de Comunicação.
co, o Congresso Aço Brasil 2026 terá espaço para networking e relacionamento entre os participantes, proporcionando um ambiente para troca de experiências, análise de cenários e discussão de estratégias para o futuro da indústria. Ao reunir diferentes visões sobre economia, política, comércio internacional e competitividade, o congresso reforça o papel estratégico da siderurgia dentro da indústria brasileira. Em um momento de profundas transformações no ambiente global, o debate sobre os caminhos para fortalecer a indústria nacional ganha ainda mais importância.
VISÃO E PERSPECTIVAS No dia 30 de setembro, a programação ganha ainda mais relevância diante do ambiente político e econômico brasileiro. O jornalista William Waack conduzirá a conferência “Cenário Político/Econômico pós Eleições 2026”, no qual fará uma análise sobre as perspectivas para o Brasil depois das votações em outubro. Já o encerramento do encontro ficará a
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FEIRA INDUSTRIAL
INTERFORM 2026 FORÇA DA TECNOLO Primeira edição da feira reuniu 6 mil profissionais, 100 expositores e movimentou oportunidades de negócios, tecnologia e conhecimento para a indústria MARCUS FREDIANI
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primeira edição da Interform – Feira e Congresso Internacional de Tecnologia para Corte e Conformação, Soldagem, Usinagem, Ferramentais e Automação encerrou sua estreia em Joinville/SC com resultados que, além de superarem as expectativas iniciais, reforçaram o sucesso da iniciativa. Realizada pela Messe Brasil, entre os dias 15 e 18 de setembro, na Expoville, a Siderurgia Brasil 200 - Setembro - 2026
Fotos: Marcus Frediani
6 CONFIRMA A GIA NA INDÚSTRIA
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FEIRA INDUSTRIAL
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feira reuniu cerca de 6 mil profissionais e 100 expositores, além de gerar aproximadamente R$ 160 milhões em negócios iniciados, com potencial de concretização nos 12 meses seguintes ao evento. O público credenciado veio de 15 estados brasileiros e de sete países, com forte presença da Região Sul do Brasil, especialmente, de Santa Catarina. E o desempenho positivo da Interform foi resultado da conjunção de alguns fatores muito favoráveis. O primeiro deles foi a lo-
vadoras para os segmentos de corte, conformação, usinagem e automação industrial. Além disso, a primeira edição da feira se destacou pela qualificação dos visitantes. A Interform recebeu diretores, presidentes, sócios, proprietários, gerentes, coordenadores, engenheiros e profissionais técnicos ligados a empresas da indústria metalmecânica, máquinas e equipamentos, automotivo e autopeças, ferramentaria, siderurgia, metalurgia e serviços industriais, todos com grande po-
calização estratégica do evento em Joinville, no coração de um dos maiores polos metalmecânicos da América Latina. O segundo foi no perfil da própria feira, especialmente direcionado à apresentação de soluções ino-
der de decisão para a realização de negócios. “E, finalmente, mas nem de longe menos importante, esteve a programação de atividades voltadas à difusão de novas tecnologias e ferramentas, como a Inteligência Arti-
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construir futuro
Força para o presente e moldar o
A qualidade do nosso aço vai além da matéria-prima: ela nasce do compromisso e da dedicação de quem sabe que cada estrutura precisa de resistência, segurança e confiabilidade. É essa a força que sustenta o hoje e prepara o amanhã.
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FEIRA INDUSTRIAL
ficial aplicada ao chão de fábrica. Com essa combinação de localização, especialização, público qualificado e conteúdo técnico, essa feira já nasceu como uma importante plataforma de negócios, conhecimento e inovação para o setor”, comemora Richard Spirandelli, diretor da Messe Brasil, organizadora da Interform. “E o apoio na divulgação do evento, que teve como mídia oficial o Portal e da Revista Siderurgia Brasil também foi muito valioso e importante para essa conquista”, complementa o executivo;
UMA FEIRA QUE VENDE! Um dos grandes diferenciais da Interform foi justamente a diversidade de tecnologias
Henrique Patria, editor-chefe da Siderurgia Brasil, ao lado de Richard Spirandelli, diretor da Messe Brasil
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colocadas em contato direto com os profissionais. Automação industrial apareceu como principal interesse tecnológico do público, seguida por centros de usinagem, corte a laser, Indústria 4.0 e IoT, usinagem CNC, robótica industrial e Inteligência Artificial aplicada à indústria. A presença de equipamentos em operação, demonstrações e lançamentos ajudou a aproximar inovação e necessidades reais das fábricas. Entre os expositores estiveram empresas como Aço Inox, ATM Recycling, Calfran, Central Soldas, Gnosis, Pontubos, Salvagnini, SKA, SolidCAM, Star do Sul, Taunos, Tavi Máquinas, TCS, Thimer, Rhomes, TopSolid, UniArc, Valentin, Veros, WeldSystem, e Yawei, entre ou-
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tras. O conjunto de participantes apresentou soluções para diferentes etapas dos processos produtivos, criando um panorama amplo das tecnologias disponíveis para a modernização da indústria. E os representantes de todas elas destacaram o potencial comercial do evento, relatando contatos com clientes, aproximação com novos compradores, abertura de oportunidades e negócios realizados durante a feira.
PROTAGONISMO DA IA E, ao lado delas, a programação técnica ampliou ainda mais o alcance da Interform. A Plenária IA na Indústria reuniu mais
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de 500 participantes ao longo dos quatro dias e colocou em discussão temas que já fazem parte da transformação da manufatura, como automação, dados, produtividade, tomada de decisão, Digital Twins, sistemas ciberfísicos, robôs humanoides, autonomia industrial, liderança e futuro do trabalho. Com curadoria de especialistas, o conteúdo buscou aproximar o debate sobre Inteligência Artificial da realidade das empresas, mostrando aplicações capazes de gerar eficiência, produtividade e melhores processos de decisão. A participação do público demonstrou o interesse crescente da indústria em compreender não apenas
as possibilidades da IA, mas principalmente como incorporá-la de maneira prática às operações. E os Workshops dos Expositores seguiram a mesma proposta, permitindo que os visitantes aprofundassem conhecimentos sobre tecnologias e aplicações específicas. Automação industrial, robótica acessível, Inteligência Artificial no chão de fábrica, engenharia reversa, inspeção 3D, conectividade e análise de dados estiveram entre os temas apresentados. Já a Rodada de Negócios criou oportunidades adicionais de contato entre compradores e fornecedores, ampliando as possibilidades de novos projetos e parcerias.
E VEM AÍ A INTERFORM 2028 Assim, ao combinar tudo isso em um só lugar, a Interform 2026 encerrou sua pri-
meira edição confirmando que há espaço para um evento especializado nas tecnologias que estão transformando a indústria. A estreia bem-sucedida em Joinville deixa como principal legado a aproximação entre inovação e necessidades concretas do setor produtivo e estabelece uma nova plataforma para negócios, relacionamento e conhecimento no ambiente industrial brasileiro. “Os resultados da primeira edição da feira demonstraram amplamente sua aderência às necessidades do mercado industrial, a partir da perfeita conexão de propósitos entre expositores e visitantes, configurando significativas oportunidades de investimentos geradas para as demandas de inovação e produtividade das indústrias que, aliás já sinalizam a organização de uma nova e ainda mais completa edição da feira em 2028”, conclui, bastante satisfeito, Richard Spirandelli.
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I N OVAÇÕ E S
SIDERURGIA IN ABM WEEK 202
Empresa RAMON TECHNOLOGY participou da 10ª edição do evento e apresentou proposta baseada em inteligência de dados, automação e transformação dos processos siderúrgicos MARCUS FREDIANI
D 22
e 8 a 10 de setembro, a Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM) foi realizada em São Paulo a ABM WEEK 2026. E o Portal e a Revista Siderurgia Brasil esteve lá para conferir as novidades nos estandes. E um dos espaços que mais chamou a atenção na área de exposições foi o da chinesa RAMON Technology, especializada em automação e em soluções inovadoras e inteligentes para a cadeia do aço.
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O chairman da RAMON Technology, Dr. Tian Lu, concedendo entrevista exclusiva à eq
quipe da revista Siderurgia Brasil
Fotos: Tadeu Sakagawa
NTELIGENTE NA 26
Na ocasião, realizamos uma entrevista exclusiva com o Dr. Tian Lu, chairman da RAMON, durante a qual ele nos falou, entre outras coisas, do interesse da companhia em ampliar sua atuação no Brasil. Confira!
Siderurgia Brasil: Como você avalia a evolução da empresa ao longo de suas mais de três décadas de existência? Dr. Tian Lu: Eu resumiria isso em uma única frase: sempre nos mantivemos próximos aos problemas reais do chão de fábrica siderúrgico e continuamos a aprofundar nosso conhecimento sobre a tecnologia por trás dele. Começamos em 1993 em uma das áreas mais críticas do processo de lingotamento contínuo: a medição e o controle do nível de aço líquido. A partir daí, expandimos gradualmente nossa atuação para controle de processos, siderurgia inteligente, robótica, automação e inteligência industrial. E, hoje, a RAMON não é mais apenas uma fornecedora de instrumentos ou máquinas isoladas. Nossas soluções abrangem toda a cadeia de valor da siderurgia, e nossas tecnologias atendem a mais de 500 usinas siderúrgicas em mais de 40 países e regiões. Siderurgia Brasil 200 - Setembro - 2026
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I N OVAÇÕ E S
Qual o “segredo” por trás desse sucesso? Creio que na indústria de base, o verdadeiro teste é saber se uma tecnologia consegue operar de forma confiável, ano após ano, sob condições de produção rigorosas. Exemplo disso é que, há mais de dez anos, um sistema da RAMON de controle de nível do molde com fonte de césio foi instalado na CSN, no Brasil, e continua operando com confiabilidade desde então. Em outras palavras, para a tecnologia industrial, a operação confiável a longo prazo é uma das maiores provas de credibilidade. Quais são as principais tecnologias que vêm impulsionando essa transformação atualmente? Vejo quatro camadas tecnológicas impulsionando essa mudança. A primeira é a percepção inteligente. Tradicionalmente, a produção de aço envolvia muitos processos do tipo “caixa-preta”, especialmente em ambientes com calor extremo, poeira, ruído e luminosidade intensa. Hoje, a visão computacional, sistemas a laser, sonar, sensores eletromagnéticos, tecnologias de infravermelho e a fusão de múltiplos sensores estão tornando esses processos cada vez mais visíveis. A segunda camada é a inteligência de dados e processos. Coletar dados não é suficiente; modelos metalúrgicos, dados industriais e a IA devem transformar esses dados em decisões significativas. O terceiro aspecto é a execução inteligente, com robôs, pontes rolantes não tripuladas, sistemas de abertura de furo (tapping)
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automáticos, e sistemas de vazamento autônomos que traduzem decisões em ações físicas. E o quarto é o mais importante: o controle em malha fechada. Para nós, o verdadeiro futuro da manufatura inteligente reside em um ciclo de percepção, decisão, execução e feedback. A próxima etapa da competição não será sobre quem instala mais robôs, mas sobre quem consegue realmente integrar conhecimento metalúrgico, dados, IA e equipamentos em um único sistema de produção. Diante desse cenário, qual é o papel da Inteligência Artificial nas soluções de vocês? Bem, a IA não é o objetivo em si. O objetivo é resolver problemas industriais. A produção de aço é um processo altamente complexo. O resultado de um ciclo de produção pode ser afetado por dezenas – ou até centenas – de variáveis inter-relacionadas. Antes, grande parte desse conhecimento estava concentrada em operadores experientes. E embora essa experiência seja extremamente valiosa, ela é difícil de padronizar, replicar e aprimorar continuamente. É aí que a IA e os dados industriais se mostram poderosos. Na RAMON, combinamos mecanismos metalúrgicos, conhecimento operacional e dados históricos de produção. O objetivo é transformar a experiência de alguns operadores de excelência em uma capacidade de todo o sistema de produção. Portanto, nossa filosofia é muito prática: a IA não deve ficar restrita a um painel de controle. Ela precisa ser integrada ao processo e, em última análise, gerar valor
mensurável em termos de qualidade, custos, segurança e produtividade. Para finalizar, como a RAMON vê o mercado brasileiro, e quais oportunidades identifica no país? Temos grande respeito pela indústria siderúrgica brasileira. O Brasil não é um mercado siderúrgico emergente, que está começando do zero: ele possui uma longa tradição industrial, grandes produtores de aço e uma comunidade de engenharia altamente experiente. Do ponto de vista dos processos, o Brasil continua sendo um mercado forte em
Basic Oxygen Furnace BOF –Forno Básico a Oxigênio – e lingotamento contínuo, áreas nas quais a RAMON acumulou profunda expertise ao longo de muitos anos. Além disso, o Brasil não é uma novidade absoluta para nós, como eu mencionei aí atrás com o exemplo que dei sobre o fornecimento do sistema de controle de nível do molde com fonte de césio para a CSN. Portanto, reforço nossa proposta de crescimento gradual no mercado brasileiro: queremos evoluir de uma presença tecnológica bem-sucedida para um relacionamento muito mais amplo e de longo prazo com a indústria siderúrgica de vocês.
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MARCO HISTÓRICO
SIDERURG
200 EDIÇÕES DE
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Siderurgia Brasil 200 - Setembro - 2026
IA BRASIL Montagem com fotos: André Siqueira
CREDIBILIDADE Há histórias que são contadas. E há histórias que são vividas, registradas e preservadas. A história da revista Siderurgia Brasil é uma delas.
HENRIQUE PÁTRIA*
E
m setembro de 2026, chegamos à edição número 200 da revista Siderurgia Brasil-Digital. São duas centenas de edições, e 26 anos de traba-
lho ininterrupto – mais de duas décadas e meia acompanhando de perto as transformações, os desafios, as conquistas e os personagens que ajudaram a construir a siderurgia brasileira. Siderurgia Brasil 200 - Setembro - 2026
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MARCO HISTÓRICO
Quando a Siderurgia Brasil nasceu, no
blicitárias veiculadas ao longo desses 26
ano 2000, ninguém poderia imaginar a
anos, de empresas de todos os portes –de
dimensão que essa trajetória alcançaria.
gigantes como a então Vale do Rio Doce, a
O setor mudou, o mundo mudou, a co-
pequenas consultorias e fornecedores es-
municação mudou. Empresas surgiram,
pecializados. Ultrapassamos fronteiras, com
cresceram, foram incorporadas ou desapa-
anunciantes dos Estados Unidos, França,
receram. Tecnologias foram substituídas.
Itália, Espanha, China e de outros países.
Mercados se transformaram. E nós continuamos aqui. Ao longo desse caminho, construímos algo que não se compra e não se improvisa: credibilidade e confiança sempre tendo como alvo de nosso leitor.
Enquanto muitos veículos sucumbiram às profundas mudanças do mercado de comunicação, a Siderurgia Brasil permaneceu. E permanece forte. Atualmente, nossos canais de comunicação superam 100 mil acessos mensais.
Nossa linha editorial sempre teve um
Já chegamos a contabilizar em nossa traje-
compromisso essencial com a informação
tória, ultrapassarmos a marca de 2 milhões
séria, responsável e relevante para quem
de pageviews em um ano.
vive o universo do aço. Por isso, conquista-
Assim, a edição 200 da revista Siderurgia
mos a confiança de leitores, executivos, es-
Brasil não é apenas um número: é a pro-
pecialistas, entidades e empresas de toda a
va de que a credibilidade atravessa o tem-
cadeia siderúrgica.
po. É o reconhecimento de uma história
Hoje, podemos afirmar, sem exagero, que a coleção da Siderurgia Brasil constitui um
construída, edição após edição, com trabalho, seriedade e respeito pelo leitor.
verdadeiro acervo histórico da siderurgia
Chegamos a essa marca olhando para
brasileira nas últimas décadas. Pelas páginas
trás com orgulho, e para frente com a mes-
da revista passaram os principais players do
ma determinação de quando começamos.
setor, seus dirigentes, especialistas e prota-
Porque a história da siderurgia brasilei-
gonistas. Foram milhares de fatos, decisões,
ra continua sendo escrita. E a Siderurgia
investimentos, tecnologias e transforma-
Brasil continuará aqui para registrá-la.
ções registrados para a posteridade. A confiança também se refletiu na publicidade. São mais de 7 mil mensagens pu-
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Siderurgia Brasil 200 - Setembro - 2026
HENRIQUE PÁTRIA*- É jornalista e editor-chefe da revista Siderurgia Brasil
PORTAL E REVISTA
NOSSAS ATRAÇÕES PARA O SEGUNDO SEMESTRE OUR HIGHLIGHTS FOR THE SECOND HALF OF THE YEAR MAIS CONTEÚDO • MAIS EVENTOS • MAIS VISIBILIDADE MORE CONTENT • MORE EVENTS • MORE VISIBILITY
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• Continuaremos apresentando o melhor conteúdo informativo da siderurgia brasileira
• Estaremos presentes, como mídia especializada, nos principais eventos que vão movimentar o setor
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POLÍTICA
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O COLAPSO MORA PODERES E O FIM
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AL DOS TRÊS DA IMPUNIDADE A corrupção atingiu um nível insuportável de impunidade. É preciso estancar a sangria, e punir todos os responsáveis com o rigor da lei, independentemente do cargo. Este não pode continuar sendo o país dos intocáveis.
SAMUEL HANAN*
É
preciso dizer com todas as letras: os Três Poderes da República e suas mais importantes instituições sucumbiram. Não se trata de discurso eleitoral ou indignação seletiva,
mas da grave realidade de uma nação à deriva e atolada na lama da corrupção. Honra, ética, Siderurgia Brasil 200 - Setembro - 2026
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POLÍTICA
respeito ao dinheiro público e à democracia
Executivo. A reeleição mostrou-se desastrosa:
foram abandonados. A transparência foi sufo-
o governante assume pensando no próximo
cada pela blindagem das mais altas autorida-
mandato, substituindo o governo de coalizão
des do país, investigadas pela Polícia Federal
por governos de cooptação, nos quais o “to-
sob o comando do próprio Supremo Tribunal
ma-lá-dá-cá” virou moeda corrente.
Federal (STF).
Enquanto isso, a conta é paga por mais de
Os escândalos se acumulam, e revelam
100 milhões de brasileiros empobrecidos. São
uma degradação moral sem precedentes,
60 milhões sofrendo com a corrosão inflacio-
atingindo agora o Poder Judiciário. Ninguém
nária do Bolsa Família e a mudança na fórmu-
escapa: nem idosos, deficientes, pensionistas
la do salário-mínimo, sob o pretexto de uma
ou beneficiários do INSS que sobrevivem com
austeridade fiscal fictícia diante de um déficit
um mísero salário-mínimo. A crueldade não
de R$ 1 trilhão ao ano. O dinheiro da corrup-
encontra limites.
ção engorda o patrimônio dos corruptos, en-
O mais recente escândalo, o do Banco Mas-
quanto a desigualdade social se aprofunda.
ter, escancara o envolvimento da elite política
O Brasil não merece esse destino, e nin-
e institucional em um rombo recorde de R$ 85
guém pode se omitir. Ao cidadão comum
bilhões. O esquema lesou fundos de pensão
cabe mais do que rezar: nas urnas, o poder de
e bancos estaduais, articulado por um único
cada voto é rigorosamente igual ao dos into-
banqueiro que cooptou governadores, minis-
cáveis. Os cidadãos de bem somam mais de
tros, membros do Banco Central, congressistas
200 milhões, e a mudança está em suas mãos.
e o topo do Ministério Público Federal. Uma rede regada a luxos e contratos milionários,
*SAMUEL
que lembra a célebre frase de Ulysses Guima-
é
rães: “O cadáver foi aberto e está fedendo.”
especialização nas áreas
Diante disso, o que esperam as forças vivas
engenheiro
de
com
macroeconomia,
da sociedade – OAB, entidades intelectuais,
administração de empresas
sindicatos, empresários e a Imprensa? A cor-
e finanças, e empresário.
rupção atingiu um nível insuportável de im-
Foi vice-governador do
punidade. É preciso estancar a sangria, e pu-
Amazonas
nir todos os responsáveis com o rigor da lei,
Autor dos livros “Brasil, um
independentemente do cargo. Este não pode
país à deriva”, “Caminhos
continuar sendo o país dos intocáveis. É urgente enfrentar as causas desse colapso, a começar pelo instituto da reeleição no
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HANAN
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(1999-2002).
para um país sem rumo”, e “Amazônia Brasileira, preservar para viver - Responsabilidade mundial”. Site: https://samuelhanan.com.br.
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Divulgação Lux Energia
ENERGIA
O Plano Safra 2026/2027 ampliou a possibilidade de investimento em energia. Além de armazenagem, irrigação, máquinas e modernização das propriedades, o novo ciclo de crédito financiará sistemas de geração, distribuição e armazenamento de energia renovável. Para a agricultura empresarial, são R$ 525,1 bilhões em crédito, sendo R$ 140,2 bilhões para investimentos. A mudança abre uma nova frente de decisão: diante da possibilidade de financiar uma estrutura própria, é mais vantajoso gerar energia ou comprar da rede existente? Segundo Gustavo Sozzi, CEO da Lux Energia, não existe uma resposta única. A escolha depende do perfil de consumo, da sazonalidade da produção, dos horários de maior demanda, das condições de financiamento e prazo de retorno do investimento. A análise é importante em atividades de alto consumo, como irrigação, bombeamento, refrigeração, armazenagem, secagem de grãos e produção de leite. Uma propriedade pode encontrar maior vantagem na geração própria.
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PLANO SAFRA AMPLIA CRÉDITO PARA ENERGIA NO CAMPO Em outras situações, a sazonalidade ou o perfil de utilização pode não justificar a imobilização de capital. O produtor também precisa considerar o custo de oportunidade, já que os recursos aplicados em uma usina poderiam ser em máquinas, irrigação ou expansão da produção. Para propriedades de maior demanda, a contratação de energia, inclusive no mercado livre, é alternativa. A inclusão do armazenamento amplia as possibilidades para administrar a disponibilidade de energia e aumentar a autonomia da operação. Na avaliação do especialista, a principal mudança é que a energia deixa de ser apenas uma despesa, e passa a ser uma decisão estratégica. “O produtor precisa comparar geração própria, armazenamento, contratação e eficiência e escolher a alternativa que melhor se adapta à operação e oferece o melhor resultado econômico ao longo do tempo”, explica Sozzi. mariana.yole@mgapress.com.br
Imagem: EDP – Divulgação
Foto: Divulgação
Entre março de 2024 e junho de 2026, 154 famílias da Favela dos Sonhos, em Ferraz de Vasconcelos/SP, foram beneficiadas pela energia renovável gerada por uma usina solar da EDP, empresa que atua nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, e no desenvolvimento, construção e manutenção de ativos eólicos e solares.
USINA SOLAR EM FAVELA GERA ECONOMIA A micro usina solar social inaugurada em fevereiro de 2024 pela EDP em Roseira/SP, tem capacidade instalada de 75kW e a energia gerada é distribuída aos moradores da comunidade em forma de crédito na conta de luz. Ali, a usina já gerou mais de 580.000kWh. O valor economizado já atingiu no total, mais de R$ 170 mil na conta de energia. Fonte: EDP / Mass Media
ELETRIFICAÇÃO AVANÇA NO MERCADO GLOBAL Segundo relatório apresentado pelo departamento de Pesquisa Econômica Bradesco, a eletrificação da frota mundial segue em expansão em 2026. No 1º Trimestre, as vendas de veículos elétricos chegaram a cerca de 4 milhões de unidades. Apesar da desaceleração na China e nos Estados Unidos, cerca de 30 países registraram recordes. A Europa liderou, com alta próxima
de 30%, enquanto a Ásia-Pacífico, sem a China, avançou cerca de 80%, e a América Latina, 75%, impulsionada por Brasil e México. Para este ano, a expectativa é de 23 milhões de veículos eletrificados vendidos, o equivalente a 28% do mercado global. Em 2025, foram 20 milhões, crescimento de 20%. Fonte: IEA Bradesco Siderurgia Brasil 200 - Setembro - 2026
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E S TAT Í S T I C A S
RECORDE NA PRODUÇÃO ESCONDE AVANÇO DE CKD E SKD O recorde de produção de veículos no Brasil em agosto traz um dado que merece atenção: por trás do crescimento da indústria brasileira avança rapidamente uma nova realidade, com a participação cada vez maior das montadoras chinesas. No mês, foram produzidos 271,2 mil autoveículos em agosto, o maior volume mensal desde outubro de 2019 e 9,4% acima de agosto de 2025. No acumulado do ano, a produção chega a quase 1,9 milhão de unidades, alta de 8,5%. Mas a composição desse crescimento é reveladora. Segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet, dois terços das quase 150 mil unidades adicionais produzidas em 2026 são veículos montados pelos sistemas CKD e SKD. Apenas um terço corresponde a modelos de produção integral no país. A mudança ganhou força com a decisão do governo de permitir a entrada de veículos semidesmontados para montagem no Brasil pelos regimes CKD e SKD, com
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benefícios tributários. Há uma expansão acelerada das marcas chinesas, que já se tornaram a principal origem dos veículos estrangeiros que chegam ao Brasil. No acumulado de ano, as importações somaram 406,7 mil veículos até agosto, alta de 29,8% sobre 2025. A China já responde por mais da metade desse volume, mais que dobrando sua participação. Enquanto isso, as exportações acumulam queda de 22,9% no ano. O mercado interno, por outro lado, segue aquecido: os emplacamentos chegaram a 1,975 milhão de unidades até agosto e ultrapassaram a marca de 2 milhões já nos primeiros dias de setembro. O cenário mostra que o crescimento do mercado brasileiro caminha lado a lado com uma transformação profunda na indústria: a China deixou de ser apenas fornecedora de veículos importados e passou a ocupar espaço crescente dentro da própria produção realizada no país. Fonte: Anfavea imprensa@anfavea.com.br
AÇO BRASILEIRO ENFRENTA NOVA PRESSÃO CHINESA A produção de aço bruto somou 2,7 milhões de toneladas em agosto de 2026, recuo de 4,0% em relação a julho, de acordo com dados do Instituto Aço Brasil. As importações chegaram a 395 mil toneladas, alta de 3,2%, enquanto as exportações totalizaram 959 mil toneladas, retração de 5,3% na mesma comparação. Já as vendas internas registraram 1,9 milhão de toneladas, avanço de 0,2%. Já o consumo aparente de produtos de aço ficou em 2,2 milhões de toneladas, com alta de 0,3%. No acumulado do ano, a produção somou 21,8 milhões de toneladas, queda de 1,8% frente ao mesmo período do ano anterior. As importações chegaram a 3,7 milhões de toneladas, recuo de 20,2%, enquanto as exportações, de janeiro a agosto, totalizaram 7,3 milhões de toneladas, avanço de 3,7%. As vendas internas alcançaram 14,2 milhões de toneladas, alta de 0,3%, e o consumo aparente nacional de produtos de aço foi de 17,4 milhões de toneladas, retração de 4,2%.
O cenário ganha uma dimensão ainda maior diante da expansão chinesa. A China responde por cerca de 52% da produção mundial de aço e vem ampliando sua presença nos mercados internacionais, ocupando espaços antes dominados por outros grandes produtores. Em julho, foram produzidas 76,9 milhões de toneladas no país asiático. (worldsteel.org) A dimensão desse movimento estará no centro das discussões do Congresso Aço Brasil 2026, que será realizado em São Paulo, nos dias 29 e 30 de setembro. Entre os destaques da programação está o painel “China – a Grande Ameaça”, que discutirá os impactos da expansão chinesa sobre a indústria e o comércio global. Ante a tudo isso, o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) fechou setembro de 2026 em 42,1 pontos, recuo de 0,9 ponto e quarto mês consecutivo de queda. Resultados abaixo de 50 pontos representam falta de confiança dos CEOs da indústria do aço. Fonte: Instituto Aço Brasil
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E S TAT Í S T I C A S
CHINA ACELERA AVANÇO SOBRE MÁQUINAS NO BRASIL A indústria brasileira de máquinas e equipamentos enfrenta uma combinação que acende um sinal de alerta: enquanto os juros elevados seguram os investimentos, as máquinas importadas avançam e ocupam uma parcela cada vez maior do mercado nacional. E, neste movimento, a China ganha protagonismo. Dados da Abimaq mostram que o consumo aparente de máquinas caiu 12,5% entre janeiro e julho, na comparação com 2025. Mas o dado mais revelador está na origem dos equipamentos consumidos no país: 47,4% do consumo aparente já é atendido por máquinas importadas, contra 45,7% um ano antes. A China lidera essa ofensiva. Suas vendas de máquinas ao Brasil cresceram 16,9%, chegando a US$ 6,95 bilhões. A participação chinesa nas importações brasileiras saltou de 32,1% para 36,2%, enquanto as compras dos demais fornecedores recuaram 2,6%. Na prática, a indústria brasileira de máquinas perde
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espaço justamente quando o país precisa ampliar sua capacidade produtiva e renovar seu parque industrial. O avanço chinês ocorre em um mercado no qual o investimento doméstico continua travado pelo custo do crédito. Em julho, o consumo aparente alcançou R$ 34,62 bilhões, mas ainda ficou 5,3% abaixo de julho de 2025. A receita líquida do setor recuou 8,9% na comparação anual e acumula queda de 12,9% no ano. O emprego também caiu 2,6%, para 413.849 trabalhadores. O retrato é claro: quase metade das máquinas consumidas no Brasil já vem do exterior, enquanto a China amplia sua participação e a indústria nacional enfrenta juros elevados e mercado retraído. O avanço das importações deixa de ser apenas uma questão comercial e passa a representar um desafio para a própria capacidade brasileira de produzir máquinas e bens de capital. Fonte: Abimaq
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VITRINE
Imagem: Tadeu Sakagaw
ABM WEEK EM SÃO PAULO
Imagem: Agênciagov.ebc.com.br
Realizada de 8 a 10 de setembro no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo, a ABM WEEK reuniu profissionais da indústria, pesquisadores, estudantes, empresas e universidades em torno da discussão de temas técnico-científicos e empresariais relacionados aos setores de metalurgia, materiais e mineração, aprofundados em debates contemporâneas em suas sessões plenárias. Assim, ao completar dez edições, o evento reafirma uma característica que está no centro da atuação da ABM: aproximar pessoas, conhecimento e indústria para transformar desafios técnicos em oportunidades de desenvolvimento. Fonte: ABM
USO VOLUNTÁRIO DO BIODIESEL
O Brasil enfrenta vulnerabilidade energética ao importar grande parte do diesel. Atualmente são cerca de 20 a 25 navios de diesel por mês. Diante desse quadro a APROBIO (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) defende uso voluntário de biodiesel acima da mistura obrigatória atualmente em 15% (B15), que não depende mais de autorização prévia da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
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Somente uma comunicação à agência para utilização em transporte público, transporte ferroviário, navegação interior e marítima, frotas cativas, equipamentos e veículos destinados à extração mineral e à geraação de energia elétrica, tratores e demais aparelhos é suficiente. O Brasil tem no biodiesel uma solução ao seu alcance para fortalecer sua segurança energética. Cabe ao governo decidir pelo avanço dessa agenda.
DESCARBONIZAÇÃO NA SIDERURGIA Imagem: Divulgação ABM
Durante a 10ª edição da ABM WEEK, aconteceu a mesa-redonda “Energia e utilidades: os desafios e oportunidades do setor elétrico para descarbonização da siderurgia brasileira”. Nela, foram reunidos representantes da academia, planejamento energético, operação do sistema e consumidores de grande escala para discutir os desafios de energia da indústria do aço brasileira. Nos debates foi ressaltado que a descarbonização da siderurgia nacional depende não apenas da ampliação de fontes renováveis, mas também da capacidade de o setor elétrico em oferecer energia competitiva, flexível e compatível com as necessidades de uma indústria de uso intensivo. Fonte: ABM
Imagem: Usiminas
O AÇO NA AMÉRICA LATINA Segundo dados divulgados pela Asociación Latinoamericana del Acero (Alacero), em seu boletim de 11 de setembro, as importações de aço para a região atingiram 2,6Mt em junho de 2026, com crescimento anual de 4,0%. No 1º Semestre elas totalizaram 15,6Mt, valor apenas 1,0% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. O desempenho foi heterogêneo entre os principais mercados da região: enquanto Brasil (-21,8%), Argentina (-13,6%), Chile (-12,8%) e México (-9,2%) registraram quedas nas importações no período, Colômbia e Peru apresentaram aumentos de 17,9% e 25,1%, respectivamente. Já o consumo aparente de produtos laminados no mesmo mês atingiu 6,4Mt, em linha com a média mensal do 1º Semestre de 2026, acumulando 38,2Mt, um nível ligeiramente superior ao do mesmo período de 2025 (1,0%) Fonte: Alacero
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VITRINE
PRESERVAÇÃO DE FLORESTAS Foto: Magnific
O governo do Reino Unido anunciou um empréstimo de £400 milhões ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), mecanismo internacional criado para financiar, de forma permanente, países que mantêm suas florestas em pé. Com esse aporte os investimentos anunciados para o TFFF chegam a US$ 7,2 bilhões, restando US$ 2,8 bilhões para atingir a base inicial de US$10 bilhões necessária até o fim de 2026 para que o fundo comece a operar. O TFFF foi lançado oficialmente durante a COP30, em Belém, no final de 2025, com US$6,7 bilhões em compromissos iniciais, e tenta mudar essa lógica. Uma das definições é de que os países que não cumprirem os critérios mínimos de cobertura florestal definidos pela governança do fundo não receberão os pagamentos. Fonte: lindsay.smith@gsccnetwork.org
A N U N C I A N T E S D E S TA E D I Ç Ã O Empresa
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Página
AACD – Associação de Assistência a Criança Deficiente
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ArcelorMittal Brasil S.A.
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AVB - Aço Verde do Brasil
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Benafer S.A. Comércio e Indústria
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Congresso Aço Brasil 2026
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Delta Ducon - Engenharia e Equipamentos
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Divimec Tecnologia Industrial Ltda.
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PCP - Produtos Siderurgicos Ltda
9
PH Intralogística e Serviços Ltda.
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Portal Agrimotor
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Quimitron – Ind. Com. Equipamentos Eletrônicos Ltda.
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Revista e Portal Siderurgia
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Sinobras - Siderúrgica Norte Brasil S.A.
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