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Revista Siderurgia Brasil

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A REVISTA DE NEGÓCIOS DO AÇO

GRIPS EDITORA – ANO 27 – Nº 199 – AGOSTO DE 2026

AGRONEGÓCIO TENTA RETOMAR SEU ESPAÇO

O AVANÇO DA CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA EDIÇÃO ESPECIAL


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ÍNDICE

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EDITORIAL

A Hora das Escolhas

CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA

Construção industrializada - Um caminho sem volta

AÇO E AGRONEGÓCIO

Agro forte no campo, fraco nos investimentos

INTERFORM 2026

A nova era da Indústria Metalmecânica

OPINIÃO

A miopia que fabrica retração econômica, e provoca desindustrialização

ENERGIA

Últimas notícias do setor energético

ESTATÍSTICAS VITRINE ANUNCIANTES

Siderurgia Brasil 198 - Julho - 2026

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EDITORIAL

A HORA DAS ESC

E

stamos a menos de 60 dias das eleições em que saberemos quem terá a responsabilidade de conduzir o Brasil pelos próximos anos — ou, pelo menos, quem terá uma segunda chance, em um prazo não superior a 90 dias. Infelizmente, continuamos assistindo a campanhas eleitorais muito mais preocupadas em apresentar os “podres” dos adversários do que sugerir soluções para os graves problemas que enfrentamos. Há muito tempo somos o “país do futuro” e esse futuro nunca chega. Continuamos sem planos concretos para o desen-

volvimento da indústria, para a melhoria da educação e para a criação de condições que estimulem investimentos, produtividade e crescimento. Nossos jovens deixam o ensino básico sem o domínio adequado de matemática e português, como mostram as avaliações educacionais. Nossas universidades públicas, que deveriam ser centros de excelência, conhecimento e pluralidade, se transformaram em ambientes dominados por disputas ideológicas. As relações diplomáticas com diferentes países têm sido motivo de questionamentos e controvérsias. Poderíamos continuar enumerando problemas, mas nosso editorial se tornaria longo e enfadonho. O que esperamos de quem vier a comandar o país é algo que parece simples, mas está cada vez mais raro: capacidade de conciliar. Precisamos de alguém que consiga juntar os cacos do que sobrou, reduzir a radicalização e estabelecer condições de governabilidade que permitam ao Brasil voltar a crescer. Só

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assim será possível reconstruir a confiança e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento. Voltando à nossa edição, produzida com toda dedicação e carinho, abordamos o avanço da construção industrializada, impulsionada principalmente pela escassez de mão de obra, cada vez mais evidente. Industrializar processos deixou de ser apenas uma questão de modernização e passou, em muitos casos, a ser uma necessidade. No agronegócio, que atravessa um período excepcional, com safras recordes e forte capacidade produtiva, o cenário é paradoxal. Os produtores encontram dificuldades para renovar equipamentos e elevar sua produtividade diante de juros que permanecem elevados há bastante tempo. A inadimplência também pesa. Dados recentes mostram que mais da metade das famílias brasileiras possui algum tipo de dívida em atraso. O resultado é previsível: os bancos tornam-se mais seletivos na concessão de crédito, dificultando ainda mais os investimentos e o crescimento. Destacamos também a Interform 2026, que acontecerá em setembro, em Joinville, reunindo empresas e profissionais ligados aos processos de corte e conformação de metais. Como Mídia Oficial do evento, produzimos um Caderno Especial com informações sobre os expositores, mapa da feira e outros conteúdos de interesse dos visitantes. A feira também mostra como novas tecnologias, especialmente a IA, começam a transformar os processos industriais em busca de maior produtividade e eficiência.


EXPEDIENTE

COLHAS

Ano 27 – nº 199 – Agosto de 2026 Siderurgia Brasil é de propriedade da Grips Marketing e Negócios Ltda. com registro definitivo arquivado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial sob nº 823.755.339. Diretor: Henrique Isliker Patria

Registramos ainda mais uma manifestação de desagrado em relação à política industrial brasileira. Desta vez, a crítica é de Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil e um dos fundadores da Coalizão Indústria, organização que re-

Coordenação de TI: Versão Digital Vicente Bernardo vicente@grips.com.br Produção: Editor Responsável Henrique Isliker Pátria - MTb-SP 37.567 Reportagens Especiais Marcus Frediani - MTB/SP 13.953

úne praticamente toda a indústria nacional. Nossas estatísticas mostram os bons e os maus momentos atravessados pelos diferentes setores da economia. E, na seção Vitrine, registramos alguns dos principais momentos das diversas feiras e eventos empresariais que movimentam o segundo semestre no Brasil. Agradecemos, mais uma vez, o prestígio de sua leitura. Continuamos à disposição para receber seus comentários, críticas e sugestões por meio de nossos canais de comunicação. Afinal, informação de qualidade e diálogo são ferramentas indispensáveis para construir um futuro que, talvez, desta vez, realmente chegue.

Projeto Editorial: Grips Editora Projeto gráfico e Edição de Arte / DTP: Via Papel Estúdio Capa: Criação: André Siqueira Fotos: Magnific Divulgação: Através do portal: https://siderurgiabrasil.com.br

Foto: Grips Editora

Henrique Patria Editor-chefe henrique@grips.com.br

Comercial: henrique@grips.com.br

Observações: A opinião expressada em artigos técnicos ou pelos entrevistados são de sua total responsabilidade e não refletem necessariamente a opinião dos editores. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS: Grips Marketing e Negócios Ltda. Rua Cardeal Arcoverde 1745 – conj. 113 São Paulo/SP – CEP 05407-002 Tel.: +55 11 3811-8822 - www.siderurgiabrasil.com.br Proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou qualquer meio, sem prévia autorização.

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CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA

Foto: Magnific

CONSTRUÇÃO IND UM CAMINHO SE

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DUSTRIALIZADA EM VOLTA Pela sua vocação industrial, precisão, velocidade, flexibilidade e capacidade de integração, o aço tem totais condições de exercer papel de protagonismo no futuro da construção industrializada.

A

MARCUS FREDIANI

industrialização da construção civil brasileira deixou de ser apenas uma alternativa para se tornar uma necessidade. Produtividade, escassez de mão de obra, redução de prazos, sustentabilidade e maior previsibilidade estão entre os fatores que impulsionam esse movimento. Nesta entrevista exclusiva à revista Siderurgia Brasil, Ulysses Barbosa Nunes, diretor-executivo da Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM) analisa a evolução do setor, os desafios regulatórios e tributários e as perspectivas para o aço e os sistemas industrializados. Confira! Siderurgia Brasil 199 - Agosto - 2026

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CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA

Siderurgia Brasil: Como vem evoluindo a construção industrializada no Brasil ao longo dos últimos cinco anos? Ulysses Barbosa Nunes: A construção industrializada vem passando por uma transformação importante. Industrializar deixou de ser apenas uma alternativa construtiva para se tornar uma necessidade diante dos desafios de produtividade, escassez e qualificação da mão de obra, cumprimento de prazos, sustentabilidade, redução de desperdícios e da pegada de carbono. No segmento de estruturas metálicas, houve uma recuperação importante após a retração entre 2014 e 2018, com retomada de volumes e entrada em novos mercados. O mais importante é que o aço passou a ser considerado em novos segmentos e cada vez mais desde a concepção dos empreendimentos.

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do material ou o custo inicial da estrutura. Hoje, é necessário avaliar o custo global da obra, incluindo prazo, mão de obra, fundações, desperdícios, logística, segurança, qualidade, retrabalhos e antecipação da entrada em operação. Quando analisado dessa maneira, o sistema industrializado torna-se extremamente competitivo. Tempo também é custo. Entre os tipos de edificações atendidos pelo setor, quais vêm apresentando maiores avanços? Bem, há uma diversificação muito grande, com presença em torres de transmissão, galpões industriais, mineração, siderurgia, petróleo e gás, papel e celulose, energia, pontes, viadutos e edifícios. Também cresce a área habitacional por meio do Light Steel Frame e a utilização de sistemas híbridos, que combinam estruturas metálicas, concreto préfabricado e a já citada madeira engenheirada.

Qual é atualmente a participação da construção industrializada no mercado brasileiro? Não existe um indicador único e consolidado, porque o conceito engloba estruturas metálicas, concreto pré-fabricado, Light Steel Frame, madeira engenheirada, sistemas modulares, fachadas, painéis e soluções híbridas. Como referência, estima-se que represente menos de 10% do mercado brasileiro da construção. O número revela, sobretudo, o enorme potencial de crescimento, especialmente diante dos desafios de produtividade, mão de obra, prazos e sustentabilidade.

E qual o papel da evolução tecnológica nesse processo? Digitalização e industrialização caminham juntas. O BIM é fundamental para antecipar decisões, identificar interferências, integrar disciplinas e reduzir improvisações e retrabalhos. A pré-construção também ganha importância, permitindo resolver o máximo possível antes da chegada ao canteiro. Nesse contexto, há grande potencial para a construção off-site e modular, com componentes produzidos em ambientes industriais controlados.

A construção industrializada ainda é mais cara do que a convencional? Essa relação mudou bastante. Durante muitos anos, a comparação considerava apenas o preço

Como você delinearia os principais gargalos para ampliar a participação do aço na construção civil? Seguramente, entre os desafios enfrentados pelo

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Ulysses Barbosa Nunes - ABCEM

setor estão o custo do capital, a necessidade de maior previsibilidade dos investimentos, questões tributárias, qualificação profissional, desenvolvimento e atualização das normas técnicas e, principalmente, uma mudança cultural na forma de projetar e contratar. Industrializar não significa simplesmente trocar um material por outro. Significa mudar a maneira de pensar, projetar, fabricar e executar uma obra. Já que você mencionou a questão dos tributos, quais as perspectivas do setor no que tange às mudanças das novas regras ditadas pela Reforma Tributária? A expectativa é que a regulamentação assegure isonomia entre a construção industrializada e a convencional. Existe, porém, uma questão que preocupa o setor: pelas novas regras estabelecidas, o fornecimento do produto juntamente com o serviço de montagem pode ter redução de 50% nas alíquotas de IBS e CBS, enquanto o fornecimento do produto com montagem contratada separadamente não recebe a

mesma redução. Assim, para a ABCEM, essa diferença precisa ser corrigida para evitar uma desvantagem tributária justamente para modelos que contribuem para a produtividade e a industrialização. E, ao longo dos próximos anos, quais são as perspectivas para o avanço da construção em aço? Elas são positivas no médio prazo, embora o cenário econômico exija cautela. Infraestrutura, habitação, logística, energia, indústria e data centers são segmentos com grande aderência às soluções industrializadas. Mais do que estabelecer uma cifra específica para 2026 ou 2027, existem fundamentos para a continuidade do crescimento, principalmente com redução consistente dos juros, manutenção dos investimentos em infraestrutura e melhoria do ambiente fiscal, regulatório e tributário. Finalmente, qual é a principal mensagem para o futuro da industrialização na construção civil que você poderia deixar? A industrialização da construção civil brasileira está se consolidando e é um caminho sem volta. O futuro será cada vez mais híbrido, com o uso de estru-

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CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA

turas metálicas, concreto pré-fabricado, madeira engenheirada, Light Steel Frame e sistemas modulares trabalhando de forma complementar. Sem dúvida, sustentabilidade, produtividade, redução de desperdícios, menor pegada de carbono, qualidade e pre-

visibilidade serão cada vez mais determinantes na construção industrializada. E o aço, pela sua vocação industrial, precisão, velocidade, flexibilidade e capacidade de integração, tem totais condições de exercer papel de protagonismo nessa transformação.

ENTRE MÁS E BOAS NOTÍCIAS A indústria da construção civil segue em ritmo inferior ao registrado no ano passado. Em julho, o índice que mede a evolução da atividade do setor variou apenas 0,1 ponto, para 47,2 pontos. Com isso, o indicador se manteve meio ponto abaixo da média para os meses de julho. Os dados constam na Sondagem Indústria da Construção, acaba de ser divulgada pela CNI), em parceria com a CBIC. E a desaceleração do setor também se reflete na Utilização da Capacidade Operacional (UCO). O indicador, que funciona como um termômetro do ritmo dos canteiros de obras, caiu 1 ponto percentual, para 66%, em agosto. A UCO está 2 pontos percentuais abaixo do patamar observado no mesmo mês do ano passado. Com isso, os empresários da construção não esperam mudanças significativas nos rumos do setor nos próximos meses. A pesquisa mostra que eles desejam manter o nível de compras de insumos e matérias-primas e o total de empregados a curto prazo. Em relação ao nível de atividade, os industriais projetam leve alta, enquanto esperam queda no lançamento de empreendimentos e serviços.

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PERSPECTIVAS DE EXPANSÃO Porém, nem tudo são espinhos. Segundo os dados da própria CBIC, o mercado imobiliário brasileiro encerrou o 1º Semestre de 2026 com crescimento nas vendas de imóveis residenciais novos, mesmo diante de um cenário de juros ainda elevados. De janeiro a junho, foram comercializadas 226.536 unidades, alta de 5,4% em relação às 214.910 unidades vendidas no mesmo período de 2025. Para o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida, os resultados mostram a capacidade de sustentação do mercado imobiliário mesmo diante das condições adversas de crédito. “Os números mostram um mercado saudável e estável, com lançamentos e vendas avançando mesmo em um ambiente de juros elevados. A taxa de juros ainda pesa sobre o crédito imobiliário, encarece o financiamento e limita a capacidade de compra das famílias”, afirma. Ainda segundo ele, a manutenção da demanda também evidencia o potencial de expansão do setor com a melhora das condições de financiamento. “Esse desempenho mostra a força do mercado imobiliário e também o potencial de crescimento que existe com condições de crédito mais favoráveis”, acrescenta.


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AÇO E AGRONEGÓCIO

AGRO FORTE NO NOS INVESTIMEN

O agronegócio brasileiro mantém força produtiva e presença internacional, mas a baixa rentabilidade, o endividamento e o crédito restrito freiam os investimentos em máquinas e implementos agrícolas. MARCUS FREDIANI

A

gronegócio brasileiro vive momento de força produtiva e bom desempenho no exterior, mas também de pressão sobre custos e crédito. E isso vem impactando o setor de máquinas e implementos agrícolas. Em 2026, o agronegócio brasileiro atravessa um momento marcado por uma combinação de força produtiva, expansão internacional e

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Siderurgia Brasil 199 - Agosto - 2026

Foto: Magnific

O CAMPO, FRACO NTOS

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desafios financeiros cada vez mais complexos. De um lado, o país mantém uma posição de destaque no mercado mundial de alimentos, amplia exportações, e anseia pela busca da produtividade e pelo maior uso da tecnologia. De outro, produtores e empresas convivem com custos elevados, juros ainda restritivos, problemas de endividamento e uma exposição cada vez maior aos efeitos das mudanças climáticas. O cenário, portanto, está longe de ser uniforme. Enquanto determinados segmentos apresentam desempenho robusto e boas perspectivas de mercado, outros enfrentam margens apertadas e maior dificuldade para acessar crédito. E essa diferença entre produção e rentabilidade é uma das principais características do momento atual do mercado de máquinas e implementos agrícolas brasileiro. Fomos conversar sobre essa dicotomia – digamos, no mínimo curiosa – com Pedro Estevão Bastos, presidente da CSMIA - Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da ABIMAQ. Confira o que ele nos falou sobre os impactos dela nesta entrevista exclusiva à revista Siderurgia Brasil.

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Foto: ABIMAQ

AÇO E AGRONEGÓCIO

Pedro Estevão Bastos

máquinas agrícolas são os de soja e milho, e essas duas commodities, embora estejam com preços razoáveis no exterior, mas quando se analisa a rentabilidade que produtor está ten-

Siderurgia Brasil: Temos visto na Imprensa comentários da ABIMAQ dizendo de que setor de máquinas e equipamentos agrícolas não vai indo muito bem atualmente. Quais são os principais mo-

do com esses dois produtos se observa que ela é baixa. E um dos problemas é a taxa de câmbio, que no ano passado estava na faixa de R$ 6,00 frente ao dólar, agora está na faixa de R$ 5,00, vem diminuindo a rentabilidade do setor. Aliada a essa questão é que os agricultores estão com dificuldade de pagar as contas, com uma inadimplência muito alta. A inadimplência do crédito rural que era de 1% há três, quatro anos, agora está em 7%. Por conta disso, os bancos estão sendo muito seletivos para liberar financiamentos e, se o agricultor não tem crédito dos bancos, ele é obrigado a empregar todo recurso que ele tem para fazer o custeio, E aí sobram menos recursos para ele fazer investimentos, e então o mercado fica bastante restritivo.

tivos disso? Pedro Estevão Bastos: Bem, o principal motivo é a falta de rentabilidade do agricultor. Os mercados mais importantes do mercado de

Em função disso, como vocês projetam o 2º Semestre para o setor? Há sinais de recuperação?

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Bem, no 1º Semestre de 2026, as vendas de máquinas e equipamentos caíram 21%. E não conseguimos enxergar sinais de recuperação no 2º Semestre. Assim, as vendas deverão fechar este ano com 20% a menos. E isso porque o agricultor vai plantar em setembro-outubro a safra de verão, para colhê-la em março-abril do ano que vem. Ou seja, somente a partir dessa colheita é que a gente vai saber se os preços que ele vendeu alcançaram boa rentabilidade da safra e, somente a partir do resultado da sa-

mentos ficar restritivo. Na verdade, o que preocupa é a velocidade da entrada desses produtos da China no Brasil, com um gigantesco salto de valor US$ 42 milhões em 2020, para o montante atual. E se me perguntam se as importações podem aumentar ainda mais, eu digo, podem. Mas esse ainda não é o principal problema do setor que, realmente, continua a falta de rentabilidade do agronegócio em nosso país.

fra, o que eles vão fazer em termos de investimentos nesse mercado.

fluenciar a troca de máquinas e equipamentos agrícolas? Em que medida? Eu diria que os juros não são o principal problema, porque, hoje, existem várias linhas de crédito rural do BNDES, e se analisarmos a atual circunstância do Brasil, os juros para investimentos em máquinas agrícolas não são altos. Por exemplo, existem R$ 10 bilhões em recursos no Move Brasil, com juros de 9%. Depois, há o Moderfrota, voltado para a compra de máquinas, tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas, que entre suas duas moda-

E como entra nessa equação o impacto do aumento da entrada no Brasil dos produtos vindos principalmente da China? Isso tem afetado o crescimento do setor nacional de máquinas e equipamentos? Eu diria que ainda não. Em 2025, importamos US$ 213 milhões, o que representa apenas 2% do nosso mercado. Ou seja, não é isso que tem feito o mercado nacional de máquinas equipa-

Os juros altos ainda continuam a in-

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AÇO E AGRONEGÓCIO

lidades “Tradicional”, direcionada a produtores rurais em geral e cooperativas de produção, e “Pronamp”, exclusivo para médios produtores rurais enquadrados no programa, que, juntos, disponibilizam mais R$ 5 bilhões, com, respectivamente, taxas de juros de 12,5% e 11,5%. E existe ainda o Pronaf, destinado a pequenos produtores rurais e agricultores familiares, com

mais R$ 2 bilhões a juros a 5% ao ano. Então, somando tudo, temos aí R$ 7 bilhões em recursos abundantes para o agricultor fazer investimentos, embora, é claro, com taxas consideradas elevadas em nível internacional, mas bem menores e atrativas do que aquelas praticadas pelos bancos no mercado brasileiro, que orbitam os 22%, 23%.

MAQUINAS AGRÍCOLAS - COMPASSO DE ESPERA PREOCUPA A indústria automobilística brasileira mantém

O atual Plano Safra aumentou o volume total

sua trajetória de consolidação e acompanha-

para R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresa-

mento dos indicadores fundamentais da produ-

rial, mas trouxe uma mudança estratégica: o dinhei-

ção, vendas e exportações de veículos no país. As

ro para custeio encolheu, enquanto os recursos para

edições e relatórios da Anfavea apontam para um

investimento subiram para R$ 140,2 bilhões (alta de

panorama de contínuo monitoramento dos volu-

38,1%). Nesse cenário, junho e julho, que já costu-

mes e do comportamento do mercado nacional e

mam ser meses sensíveis para o segmento, o efeito

internacional.

foi sentido principalmente com a expectativa da

Os dados setoriais e séries históricas disponibilizados pela entidade mostram a relevância

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continuidade da queda dos juros em relação ao ano passado, o que acabou travando as compras.

das cadeias de suprimento e da demanda interna,

Nesse sentido, o descolamento entre o mercado

destacando o papel estratégico do suprimento de

consumidor e as fábricas brasileiras é um dos pon-

matérias-primas e insumos – como o aço e com-

tos mais críticos apontados pela Anfavea, com as

ponentes siderúrgicos – no ritmo de fabricação das

montadoras nacionais reduzindo o ritmo de suas

montadoras. Além disso, a estabilidade das diretri-

linhas de montagem para ajustar os estoques.

zes operacionais e o balanço das exportações con-

E o resumo disso tudo é que, enquanto o pequeno

tinuam sendo determinantes para o desempenho

produtor consegue se modernizar via Pronaf, a indús-

econômico do setor.

tria nacional de grande porte sofre com juros ainda

Contudo, com o recuo de 21,3% nas vendas de

considerados pesados no Moderfrota. E, para a Anfa-

máquinas e implementos agrícolas no 1º Semestre,

vea, a possibilidade do possível aumento da concor-

diante da decisão dos produtores de aguardarem o

rência gerada pela entrada do maquinário asiático

anúncio da continuidade da redução dos juros do

mais barato no Brasil, embora ainda não muito signi-

novo Plano Safra de 2026/2027, a indústria nacio-

ficativa, continua a ser uma preocupante ameaça ao

nal desses bens segue em compasso de espera.

“esperar para ver” dos fabricantes nacionais.

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Mas têm fundamento as queixas, principalmente de médios e pequenos agricultores, que dizem encontrar muita dificuldade de acesso aos recursos do Plano Safra, assim como dos bancos? Sim, têm fundamento. Mas, primeiramente, a gente tem que entender que o dinheiro dos investimentos do Plano Safra não é do governo, é dos bancos. O governo simplesmente só coloca o subsídio que é a diferença de taxa entre a taxa que os bancos cobram e o valor estabelecido no Plano Safra. Então, por exemplo, se o banco está emprestando a 15%, que é uma taxa razoável, e o governo cobra 11,5%, os 4%

restantes são referentes ao subsídio do governo. Mas o dinheiro principal é do banco, que não vai emprestar para agricultores que estão com capacidade de pagamento baixa. Assim, como existe muita gente inadimplente, o banco não vai emprestar mesmo, como o salto que mencionei aí atrás de 1% para 7%, O que vai acontecer é que o setor tem que se desalavancar, o que demorar uns dois ou três anos para acontecer. Então, não existe solução que possa ser considerada fácil. A única solução é diminuir a carga da dívida, e aí o banco volta a emprestar, porque o agricultor vai voltar a ter capacidade de pagamento.

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Foto: Divulgação Messe Brasil

INTERFORM 2026

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A NOVA ERA DA METALMECÂNIC

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A INDÚSTRIA CA

E

ntre os dias 15 e 18 de setembro de 2026, a Expoville, em Joinville/SC, será palco da primeira edição da INTERFORM – Feira e Congresso Internacional

de Tecnologia para Corte e Conformação, Soldagem, Usinagem, Ferramentais e Automação. Organizado pela Messe Brasil, o novo evento nasce focado na cadeia metalmecânica e estima atrair mais de 15 mil visitantes e 180 expositores nacionais e internacionais, entre fabricantes, fornecedores, profissionais e especialistas de diferentes setores. A criação da feira reflete o avanço e a maturidade dos segmentos de corte, conformação, usinagem e automação, frentes que ganharam escala dentro da tradicional Intermach, promovida pela empresa há mais de 25 anos. Estrategicamente sediada no polo fabril de Joinville, a iniciativa se posiciona como um hub de geração de negócios, lançamentos e atualização tecnológica.

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INTERFORM 2026

A MANUFATURA DO FUTURO Paralelamente à exposição, de 15 a 17 de setembro o evento sediará a primeira edição da Plenária IA na Indústria, congresso que reunirá especialistas, executivos, pesquisadores e lideranças empresariais para discutir como a Inteligência Artificial e outras tecnologias estão transformando o cenário do setor industrial. Confira, a seguir, a programação! 15/09 – Abertura com a palestra “Inteligência Artificial, Humanoides e Dados aplicados à InRichard Spirandelli

PALAVRA DO PRESIDENTE “A Interform nasce para acompanhar a evolução da indústria e oferecer um espaço dedicado a tecnologias e soluções que estão transformando os processos de fabricação. Reuniremos em um único ambiente, empresas, profissionais e especialistas para gerar negócios, conhecimento e novas oportunidades para toda a cadeia metalmecânica”, destaca Richard Spirandelli, diretor da Messe Brasil.

PARCERIA COM O PORTAL E REVISTA SIDERURGIA BRASIL Visando a qualificar a visitação e expandir o alcance junto a decisores do setor metalmecânico e siderúrgico, o Portal e a revista Siderurgia Brasil firmaram uma parceria editorial com a Messe Brasil. Com 27 anos de mercado e uma média superior a 100 mil acessos mensais, o veículo atuará como canal oficial de divulgação, conectando os expositores a uma audiência especializada.

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dústria como Vantagem Competitiva”, seguida pelos painéis “Dados e Inteligência Artificial: Da Informação à Decisão na Indústria”, e “IA na e para a Indústria: Da Eficiência Operacional à Autonomia Industrial”. 16/09 – Os debates avançam para o próximo estágio da transformação industrial, com as palestras “Da Automação à Decisão: O Próximo Salto da Operação Industrial”, “Digital Twins e Sistemas Cyberfísicos Aplicados à Indústria” e “Humanoides: A Nova Força de Trabalho da Indústria”, seguidas pelo painel “Tecnologia, Gestão e Liderança: Os Pilares da Transformação dos Negócios”, ampliando a discussão para os desafios organizacionais provocados pela adoção de novas tecnologias. 17/09 – Finalizando o congresso, os participantes irão acompanhar as palestras e painéis sobre os temas “Da IA à Autonomia: O Novo Amanhã da Indústria”, “O Roadmap da IA: Diagnóstico, Projeto e Financiamento”, “Pessoas Potencializadas pela IA: O Futuro do Trabalho na Indústria” e “Decidindo sob pressão: Como Líderes Podem Tomar Melhores Decisões na Era da IA”.


SERVIÇO: Evento: Interform 2026 – Feira e Congresso Internacional de Tecnologia para Corte e Conformação, Soldagem, Usinagem, Ferramentais e Automação Data: De 15 a 18 de setembro de 2026 Local: Expoville – Joinville/SC Realização: Messe Brasil

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PLANTA DA FEIRA

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OPINIÃO

A MIOPIA QUE FABRICA R E PROVOCA DESINDUSTR Enquanto se perde tempo discutindo se vale apostar na indústria, a China consolida a liderança mundial em manufaturas. MARCO POLO DE MELLO LOPES*

A

desindustrialização precoce da América Latina chama a atenção não apenas pelas dores causadas aos países afetados em quatro décadas do processo, mas por um incômodo fenômeno paralelo: a existência de uma legião de “especialistas” no tema que não se importam com isso. Ao menos, não como deveriam. Trata-se de um curioso grupo formado por teóricos, muitos dos quais, arrisco dizer, jamais pisaram em uma fábrica, e que detêm um olhar complacente sobre a perda da relevância da indústria como força

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Foto: Magnific

RETRAÇÃO ECONÔMICA, RIALIZAÇÃO

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OPINIÃO

motriz do crescimento econômico do país. Para esses, a desindustrialização precoce seria um processo natural e até mais “moderno” em relação ao que pregam cartilhas clássicas sobre expansão econômica. Assim, passou-se a aceitar e, às vezes, até a defender que o motor do Produto Interno Bruto (PIB) de um país seja não sua indústria, mas, sim, um segmento de serviços forte, o que bastaria para uma nação alçar o estágio de renda per capita próxima àquela dos países desenvolvidos, que assim se tornaram no passado justamente com base em suas fábricas. No Brasil – que viu a participação da indústria de transformação no PIB cair de 35,9% para 13,7% em 40 anos –, tais argumentos são usados para desqualificar os esforços de formuladores de políticas públicas voltados à reindustrialização do país, e à defesa comercial contra importações predatórias. De forma equivocada, tais iniciativas são tachadas de antiquadas, protecionistas e perpetuadoras de ineficiência. Ignoram convenientemente paradigmas, principalmente da Ásia – como Coreia do Sul, Japão, Vietnã, Tailândia e China –, que apostaram suas fichas na indústria, e colhem crescimento econômico. Ignoram também o “Fator China” como ameaça a manufaturas em todo o planeta. Com seu 14º Plano Quinquenal, lançado em 2020, o governo chinês aumentou a aposta em suas fábricas como motor para elevar o país a um novo padrão de crescimento, com a geração de empregos de qualidade para puxar a renda per capita dos chineses a

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padrões de países moderadamente desenvolvidos até 2035. Entretanto, as metas do plano estatal não têm sido compatíveis com a realidade chinesa, já que a economia em desaceleração não tem força para criar demanda doméstica, de forma a absorver toda a produção industrial. Assim, para preservar os objetivos traçados – e para desespero de governos no resto do mundo –, o Estado chinês decidiu subsidiar sua indústria, permitindo que seus produtos fossem vendidos mercados afora abaixo do preço de custo. Não à toa, Estados Unidos, México e União Europeia, entre outros, têm reforçado suas defesas comerciais para impedir o ataque das importações predatórias chinesas a seus mercados domésticos. No Brasil, acentua-se o ataque das importações desleais, refletido nos sucessivos déficits recordes que vêm sendo registrados na balança comercial de manufaturados, com previsão de atingir inéditos US$ 146,4 bilhões este ano. A Coalizão Indústria, entidade que representa 44,8% do PIB do setor, dá uma mostra desse drama. Nos segmentos atacados pelos importados – além do aço, também os de automóveis, brinquedos, calçados, eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, têxteis e transformados de plásticos –, as importações chinesas cresceram quase 60% em dólares, entre 2022 e 2025. No caso do aço, a importação de laminados cresceu 83% em volume no período, sendo 64% desse total proveniente da China. Deve-se reconhecer que, mais recentemente, o go-


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Foto: nstituo Aço Brasil

OPINIÃO

Marco Polo de Mello Lopes

verno tem aprovado um robusto arcabouço de defesa comercial para o setor, o que lhe tem trazido expectativa de queda nas importações. Ato contínuo, enquanto se perde tempo discutindo se vale apostar na indústria, a China consolida a liderança mundial em manufaturas. Segundo a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), o país elevou sua fatia na produção global de 2,8% em 1990 para 32% em 2024, devendo chegar a 45% em 2030. Enquanto isso, a América Latina recuou de 9,2% para 5% de lá para cá. E desde 1995, o Brasil viu sua participação encolher de 2,8% para 1,17%. O descaso com a indústria é também míope. Um levantamento da Coalizão Indústria mostra que, em 80% das vezes em que o Brasil cresceu acima de 4% ao ano, a indústria de transformação cresceu acima disso, e puxou

o PIB, prova cabal de sua relevância. Assim, a indústria poderia contribuir ainda mais para a expansão econômica do país, porque, dos portões para dentro, ela é competitiva. Para fora, contudo, esbarra no “Custo Brasil”. Mesmo com o baixo crescimento previsto para este ano na maioria dos setores da Coalizão, em razão da perda de mercado, devido às importações predatórias, e da falta de competitividade sistêmica, diante do “Custo Brasil” os investimentos previstos atingirão R$ 1,1 trilhão entre 2026 e 2030. Então, é de se perguntar se pode o Brasil dar-se ao luxo de deixar sua indústria perder relevância. Medidas que visem ao seu fortalecimento e à recuperação de sua participação no PIB são mais do que defensáveis: são vitais. Não há dúvidas de que somente uma indústria de transformação forte é capaz de acelerar o crescimento do nosso país de forma sustentada, gerando renda, empregos, desenvolvimento, enfim, bem-estar para toda a sociedade. *Marco Polo de Mello Lopes é presidente-executivo do Instituto Aço Brasil e um dos fundadores da Coalizão Indústria. NOTA DO EDITOR: Este artigo foi originalmente publicado no Jornal Estado de S Paulo na edição de 01/07/2026.

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Foto: Getac)

ENERGIA

O setor elétrico brasileiro entra em um novo

falhas antes que estas provoquem interrupções,

ciclo de expansão e modernização, impulsionado

reduzindo custos e prolongando a vida útil dos

pela transição energética e pela necessidade de

equipamentos.

tornar as redes mais eficientes e resilientes. Segun-

Para responder rapidamente às ocorrências, as

do a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel),

equipes de campo precisam ter acesso imediato

as distribuidoras deverão investir cerca de R$ 258

a mapas, ordens de trabalho, históricos de manu-

bilhões entre 2026 e 2030 na expansão, moderni-

tenção e sistemas corporativos, inclusive em con-

zação e renovação da infraestrutura. A capacidade

dições adversas.

instalada de geração deve crescer 9,1GW somente em 2026, priorizando fontes renováveis.

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REDES ELÉTRICAS AVANÇAM RUMO À ERA DIGITAL

É nesse ponto que entram os dispositivos móveis robustos, capazes de operar sob chuva,

Esse avanço aumenta a complexidade da ges-

poeira, vibrações e altas temperaturas. Segundo

tão das redes. Isso porque o desafio não é o de

Russell Younghusband, diretor-global da Getac

apenas expandir a infraestrutura, mas integrar

Technology Corporation, a vantagem está em

equipamentos, reduzir interrupções, otimizar a

conectar pessoas, equipamentos e informações,

manutenção e transformar o grande volume de

acelerando as decisões e reduzindo o tempo de

dados em decisões mais rápidas e eficientes.

resposta.

Nesse cenário, a transformação digital ganha

A digitalização deverá acompanhar a expansão

importância estratégica. Sensores conectados,

física do sistema elétrico. A integração entre tec-

redes inteligentes, sistemas de monitoramento e

nologia, dados e mobilidade será decisiva para ga-

Inteligência Artificial permitem acompanhar os

rantir maior eficiência, bem como a continuidade

ativos em tempo real e antecipar problemas. Já a

do fornecimento e de segurança das operações.

manutenção preditiva, pode identificar sinais de

Fonte: www.getac.com - redacao@legattapr.com.br

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Foto: Divulgação

A Leapmotor, uma das fornecedoras de carros elétricos e híbridos no Brasil, celebra o lançamento comercial do novo Adaptador V2L (Vehicle-to-Load), que transforma qualquer modelo da marca em uma fonte portátil de energia. Compatível com toda a gama de modelos Leapmotor – incluindo os Ultra-Híbridos, com tecnologia REEV –, o Adaptador V2L reforça a versatilidade dos veículos ao permitir que a

Foto: Divulgação

O CARRO COMO FONTE DE ENERGIA

Balsa Dona Isa foi usada durante a operação de abastecimento com bioetanol

A Bunker One concluiu o primeiro abastecimento com bioetanol de uma embarcação de longo curso na América Latina. A empresa forneceu 635 mil litros de etanol anidro ao navio CMA CGM IRON, no Porto de Santos. Após a operação pioneira, a companhia já trabalha para ampliar os negócios relacionados aos biocombustíveis, e afirma manter conversas com

energia armazenada na bateria seja utilizada para além da mobilidade, ampliando as possibilidades de uso em diferentes momentos da rotina. A energia oferecida pelo veículo pode ser de até 3.300 W e 15 A, suficiente para alimentar até itens de consumo energético como uma geladeira ou um secador de cabelo doméstico. Fonte: www.stellantis.com

ABASTECIMENTO DE NAVIO COM BIO ETANOL grandes armadores interessados em replicar a experiência. “Recentemente, tivemos contato com armadores asiáticos, que demonstraram interesse em avaliar a possibilidade da operação com etanol”, conta Flavio Ribeiro, o CEO da Bunker One, E temos acordos firmados e trabalhos sendo conduzidos neste momento com grandes armadores globais alinhados à temática de biocombustíveis, conclui. Fonte: Bunker One

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E S TAT Í S T I C A S

MONTADORAS CHINESAS AMPLIAM APOSTA NO BRASIL A indústria automobilística brasileira mantém trajetória de crescimento em 2026. Segundo a Anfavea, a produção avançou 8,3% até julho, segundo maior crescimento entre os principais países produtores mundiais, atrás apenas da Índia (14,5%). No mês foram produzidos 253,9 mil veículos, alta de 3,1% sobre junho, e de 5,9% na comparação anual. No mercado interno foram 279,5 mil emplacamentos, 14,9% acima de julho de 2025. No acumulado do ano, as vendas superam 1,7 milhão de unidades, alta de 17,9%. O avanço, porém, ocorre em meio à forte pressão dos importados. Entre janeiro e julho, o Brasil recebeu 344,1 mil veículos estrangeiros, aumento de 25,7%. As importações chinesas dispararam 105,4%, e já representam 52% do total. Enquanto isso, as exportações

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recuaram 20,8% no acumulado, influenciadas pela queda de 35,4% dos embarques para a Argentina. Um fenômeno que ganha força é a chegada das principais montadoras chinesas ao Brasil. Além de disputar o mercado com veículos importados, as empresas estão investindo na instalação de operações locais aproveitando os benefícios tributários concedidos para a produção de veículos montados nos regimes CKD e SKD, prorrogados até o fim do ano. Assim, o movimento vai ampliar a participação chinesa na cadeia automotiva brasileira. Já os eletrificados atingiram participação recorde de 23,5% das vendas em julho, contra menos de 11% há um ano. Os elétricos puros somaram 25,8 mil unidades, maior volume mensal da série histórica. Fonte: Anfavea


AÇO ENFRENTA DESAFIO DE ELEVAR PRODUTIVIDADE A produção brasileira de aço bruto somou 2,8 milhões de toneladas em julho, retração de 1,3% em relação a junho, segundo dados do Instituto Aço Brasil. Apesar da queda na produção, o mercado interno apresentou desempenho positivo. As vendas internas cresceram 4,1%, para 1,9 milhão de toneladas, enquanto o consumo aparente de produtos de aço avançou 2,6%, alcançando 2,2 milhões de toneladas. No comércio exterior, as importações de laminados recuaram 8,5%, para 352 mil toneladas. Já as exportações atingiram 1 milhão de toneladas, alta de 9,8% na comparação mensal. No acumulado de janeiro a julho, a produção de aço bruto totalizou 19,1 milhões de toneladas, queda de 1,2% frente ao mesmo período de 2025. As vendas internas ficaram praticamente estáveis, em 12,3 milhões de to-

neladas, enquanto o consumo aparente caiu 5,0%, para 15,2 milhões. Por sua vez, as importações de laminados recuaram 21,5%, para 2,9 milhões de toneladas, e as exportações cresceram 2,4%, atingindo 6,4 milhões. Contudo, o grande desafio da indústria nacional continua sendo elevar a utilização da capacidade instalada. O país tem condições de produzir até 5 milhões de toneladas anuais, mas vem operando abaixo de 3,5 milhões. Nesse cenário, o aumento da produtividade se torna um imperativo para que as usinas recuperem rentabilidade e voltem a ter capacidade de investir, modernizar suas operações e ampliar a competitividade. Já o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) fechou agosto em 43,0 pontos, 2,6 pontos abaixo de julho. Fonte: Instituto Aço Brasil

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E S TAT Í S T I C A S

AÇOS PLANOS AVANÇAM E IMPORTAÇÕES RECUAM A distribuição de aços planos apresentou recuperação em julho, com crescimento tanto nas compras quanto nas vendas em relação ao mês anterior. Segundo dados dos associados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (INDA), as compras somaram 343,3 mil toneladas, alta de 6% sobre as 323,8 mil toneladas de junho. Porém, na comparação com julho de 2025 houve retração de 8%, quando foram adquiridas 373,3 mil toneladas. As vendas também avançaram. Foram comercializadas 330,2 mil toneladas no mês, 3,9% acima das 317,7 mil toneladas de junho. Entretanto, frente a julho do ano passado registrou-se queda de 4,4%, sobre as 345,5 mil toneladas registradas naquele período. Os estoques encerraram julho em 1.176,1 mil to-

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neladas, alta de 1,1% sobre as 1.162,9 mil toneladas de junho. O giro de estoque ficou em 3,6 meses. Julho trouxe ainda uma trégua para os distribuidores diante da pressão das importações, que continuam chegando em grandes volumes, principalmente da China. Contudo, no mês as importações recuaram 26,7%, para 175,4 mil toneladas, ante 239,1 mil toneladas em junho. Na comparação anual, a queda foi de 31,5%, frente às 256 mil toneladas de julho de 2025. A conclusão de processos antidumping e outras medidas adotadas pelo governo começam a contribuir para reduzir essa pressão. Para agosto, os distribuidores projetam alta de 1,5% tanto nas compras quanto nas vendas. Fonte: INDA


AÇO MUNDIAL RECUA, MAS CHINA MANTÉM LIDERANÇA A produção mundial de aço bruto somou 149,2 milhões de toneladas em julho de 2026, queda de 0,3% sobre julho de 2025. Os dados da World Steel Association (worldsteel) abrangem 70 países, responsáveis por cerca de 98% da produção mundial. A Ásia e Oceania responderam por 109,4 milhões de toneladas, retração de 1,2%. A União Europeia produziu 10,5 milhões (+3,8%), a América do Norte 9,6 milhões (+4,9%) e a América do Sul, 3,6 milhões (+2,8%). A Índia produziu 14,4 milhões de toneladas (+1,9%), seguida pelos EUA, com 7,4 milhões (+4,4%), e pelo Japão, com 6,9 milhões (+0,4%). Rússia e Coreia do Sul produziram 5,7 milhões cada. A Turquia chegou a 3,4 milhões (+7,0%). No Brasil, foram 2,8 milhões de toneladas, alta de

0,1%. O Vietnã teve o maior crescimento entre os dez maiores produtores, de 34,7%, para 2,7 milhões. A China manteve ampla liderança, com 76,9 milhões de toneladas, apesar da queda de 3,6%. O volume representa mais da metade do total produzido pelos países pesquisados. Essa escala faz da siderurgia chinesa um dos principais fatores de influência sobre o mercado global. Com isso, o excedente da produção chinesa pode ser direcionado a outros mercados, pressionando preços, margens e produtores, sobretudo nos países mais vulneráveis à entrada do aço chinês. Por isso, veem-se em vários países, medidas comerciais protetivas, tentando preservar a sua indústria. Fonte: worldsteel

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VITRINE

Foto: Agência Brasil Notícias

A TRANSIÇÃO DA REFORMA TRIBUTÁRIA O desafio está lançado. O novo modelo tributário já está em vigor, e apesar de sua conclusão estar prevista para 2033, vários de seus mecanismos já estão em vigor, ou entrando em operação nas próximas semanas e meses. Com a regulamentação avançando, as em-

não forem observados os novos parâmetros estabelecidos em lei. A boa notícia é que existem vários sistemas no mercado desenvolvidos e adaptados para facilitar a vida dos empresários, mas não é bom deixar para última hora.

presas devem se preocupar agora em fazer as adaptações necessárias. a revisão de suas rotinas fiscais e de seus fluxos operacionais. E o tema, que parecia distante, pode se tornar em uma grande “dor de cabeça” se

CONCRETE SHOW 2026

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demonstrando que este setor, que é um dos grandes consumidores de aço, continua extremamente forte, competitivo e desafiador para todos que deles participam. Foto: Divulgação Grips

Entre os dias 25 a 27 de agosto, a construção civil desfilou em São Paulo, com a realização do Concrete Show 2026, um dos principais eventos do setor. Entre os debates apresentados, muito se falou que, no ano de 2026, os investimentos em infraestrutura no Brasil devem se aproximar de R$ 310 bilhões, em um cenário no qual a participação do capital privado ganha cada vez mais espaço. Estivemos presentes ao evento, e entre as empresas visitadas estivemos nos estandes da Belgo, ArcelorMittal, Grupo Simec, Grupo Sinobras, Perfilados RDG, CSN e Grupo Gerdau. Surpreendeu-nos o nível de visitação, que estava muito intenso,

Henrique Patria e Jefferson Rocha (Belgo)


XCMG APOSTA NA FORÇA DO MERCADO BRASILEIRO como a construção civil, fortemente dependentes de financiamento. “Com nossa experiência, conseguimos compensar a baixa atividade de um mercado com uma atuação mais forte em outro”, afirmou. Foto: Divulgação Grips

Durante a Concrete Show 2026, conversamos com Daniel Sasaki, gerente geral de Mineração da chinesa XCMG, uma das maiores fabricantes mundiais de máquinas pesadas e equipamentos para construção. No estande da empresa, que apresentou diversos equipamentos produzidos na fábrica de Pouso Alegre (MG), o executivo destacou que, apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor no Brasil, a XCMG mantém uma forte aposta no país, atendendo mercados como mineração, siderurgia, construção e infraestrutura. Segundo Sasaki, os juros elevados são um dos principais obstáculos à retomada de segmentos

Henrique Pátria e Daniel Sasaki na Concrete Show

ROBÔS OPERÁRIOS de Massa, Robô de Pintura Interna, Robô de Nivelamento de Concreto, Robô de Logística Universal, Robô de Medição, Robô de Limpeza, Elevador Inteligente e Robô de Pintura de Fachada.

Foto: Grupo Minas Brisa - Divulgação

Uma das novidades apresentadas na edição da Concrete Show, destaque para os robôs operários. O Grupo Minas Brisa apresentou em seu estande, pela primeira vez no Brasil, uma linha completa de robôs operários. Segundo a empresa o avanço dos investimentos em infraestrutura e habitação no país tem configurado um desafio histórico: o apagão de mão de obra qualificada. Para dar solução ao problema, esses “funcionários robóticos” são capazes de executar tarefas até três vezes mais rápido do que um ser humano em várias etapas operacionais críticas, pesadas e repetitivas. Na feira, eles foram apresentados em diversas versões, tais como Robô de Lixamento

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VITRINE

SOLUÇÕES INOVADORAS PARA O SETOR DO AÇO A Star Tecnologia, tradicional fabricante

de mostrar projetos em desenvolvimento

de suprimentos e componentes para a in-

e os avanços de sua tecnologia. O evento

dústria de transformação do aço, participou,

também foi uma oportunidade para a Star

de 10 a 12 de agos-

Tecnologia estreitar

to, da Latam Wire +

o

Steel, realizada pela

com clientes, par-

primeira

em

ceiros e potenciais

São Paulo. Em seu

clientes, que pude-

estande, a empresa

ram

apresentou

novi-

perto as novidades

dades em produtos

e perspectivas da

e

empresa.

soluções,

Empresa

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vez

além

relacionamento

conhecer

A N U N C I A N T E S D E S TA E D I Ç Ã O

Página

AACD – Associação de Assistência a Criança Deficiente

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Aços Vic Ltda

09

AVB – Aço Verde Brasil S.A.

02

Benafer S.A Comércio e Indústria

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Congresso Aço Brasil 2026

11

Divimec – Tecnologia Industrial Ltda.

17

Feira Interform – 2026

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JLM –Mercosistem – Sistemas ERP e Consultoria

15

Portal Agrimotor

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Portal e Revista Siderurgia Brasil

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Salvagnini do Brasil

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de


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