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Revista Siderurgia Brasil

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A REVISTA DE NEGÓCIOS DO AÇO

GRIPS EDITORA – ANO 26 – Nº 193 – DEZEMBRO DE 2025

GENIALIDADE E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: QUAIS SÃO OS LIMITES DESTA FRONTEIRA

PLANEJAMENTO 2026: O CAOS GERANDO OPORTUNIDADES

SIDERURGIA BRASILEIRA EM 2025: DESAFIOS E DECEPÇÕES

RETROSPECTIVA 2025


ÍNDICE

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EDITORIAL

Reflexões e conquistas da siderurgia em 2025

RETROSPECTIVA

Desafios e decepções marcaram o ano da siderurgia

PLANEJAMENTO

O caos gerando oportunidades

FUTURO

“Genialidade e IA: A nova fronteira da inovação”

ENERGIA

Últimas notícias do setor energético

ESTATÍSTICAS

VITRINE

ANUNCIANTES

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EDITORIAL

REFLEXÕES E CONQUISTAS SIDERURGIA EM 2025

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om a edição de dezembro. encerramos a série da revista Siderurgia Brasil-Digital de 2025. Este é o momento em que empresas, entidades e pessoas em geral costumam refletir sobre o que funcionou ou não no ano que passou, celebrar conquistas e avaliar com rigor os erros, buscando corrigi-los, para assim não incorrer novamente neles no próximo ciclo. Além da análise de nossas próprias ações, é impossível ignorar o ambiente em que atuamos, e que influencia diretamente os negócios. Durante boa parte de 2025, as autoridades do Brasil não demonstraram sinais de preocupação com o crescimento e o desenvolvimento econômico. A manutenção da taxa de juros em 15% praticamente durante todo o período, eliminou qualquer estímulo para que investidores deixassem suas aplicações seguras em rendas fixas e rentáveis, dando preferência às operações de maior risco. Para completar esse cenário caótico, somaram-se ainda as críticas às taxações e medidas de outros países em defesa de seus interesses, bem como o avanço da China em diversos setores. O que mais se ouviu foram lamentos e

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justificativas nem sempre consistentes. Ao longo deste ano que termina, cumprimos nosso papel de Imprensa responsável, relatando os fatos sem tomar partido, deixando aos leitores a liberdade de análise. Infelizmente, vivemos também um momento de grande consternação com o falecimento de nossa fundadora e diretora, Maria da Gloria, ocorrido em setembro. Apesar da dor, reconhecemos que tais perdas fazem parte da vida e da evolução de todos nós. Nesta edição, como é tradição em dezembro, reunimos os principais acontecimentos que marcaram o setor, inicialmente registrados no Anuário da Siderurgia 2025, lançado em fevereiro, acompanhado posteriormente mês a mês nas páginas da revista. Todo esse conteúdo aqui selecionado, assim como as demais informações, matérias e artigos está disponível em nosso portal, na seção “Revistas/Edições Anteriores”. Nela, incluímos ainda uma matéria relevante sobre os impactos da Inteligência Artificial na criatividade e genialidade humanas. Muitos temem perder espaço para os robôs, esquecendo que sem o ser humano por trás deles, não há tecnologia que funcione.


EXPEDIENTE

S DA

Ano 26 – nº 193 – Dezembro de 2025

Henrique Patria Editor responsável

Apresentamos também um tema pouco comum em nossas páginas: a “Teoria da Antifragilidade”, que discute o uso do caos como instrumento para gerar oportunidades. É um assunto polêmico, mas certamente enriquecedor para nossos leitores. E nessa edição, concluímos o trabalho deste ano apresentando notícias bastante relevantes em nossas seções “Energia”, “Vitrine” e “Estatísticas”, integrando nesta última a evolução dos números e resultados do mês alguns dos principais setores e segmentos atrelados à cadeia do aço, e que já dão algumas pistas de como será a dinâmica dessas áreas no começo e no desenrolar do ano que, daqui a pouco, vai se iniciar. Mais uma vez, agradecemos de forma efusiva aos leitores e amigos que estiveram conosco em toda a jornada de 2025, desejando um Natal repleto de alegrias e um Ano Novo repleto de grandes realizações e muito sucesso. Forte abraço, e nos vemos por aqui em fevereiro do ano que vem, já na aguardada edição do Anuário da Siderurgia 2026!

Siderurgia Brasil é de propriedade da Grips Marketing e Negócios Ltda. com registro definitivo arquivado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial sob nº 823.755.339. Diretor: Henrique Isliker Patria Coordenação de TI: Versão Digital Vicente Bernardo vicente@grips.com.br Produção: Editor Responsável Henrique Isliker Pátria - MTb-SP 37.567 Reportagens Especiais Marcus Frediani - MTb 13.953 Comercial: henrique@grips.com.br Projeto Editorial: Grips Editora Projeto gráfico e Edição de Arte / DTP: Via Papel Estúdio Capa: Criação: André Siqueira Créditos: Montagem com fotos do Chat GPT Divulgação: Através do portal: https://siderurgiabrasil.com.br Observações: A opinião expressada em artigos técnicos ou pelos entrevistados são de sua total responsabilidade e não refletem necessariamente a opinião dos editores. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS: Grips Marketing e Negócios Ltda. Rua Cardeal Arcoverde 1745 – conj. 113 São Paulo/SP – CEP 05407-002 Tel.: +55 11 3811-8822 - www.siderurgiabrasil.com.br Proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou qualquer meio, sem prévia autorização.

Henrique Patria Editor-chefe – henrique@grips.com.br Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

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DESAFIOS E DECEP O ANO DA SIDERUR De forma sintética, destacamos nesta Retrospectiva 2025 os principais pontos de nossas publicações voltadas ao setor do aço, começando pelo Anuário Brasileiro da Siderurgia 2025, e seguindo pelas dez edições da revista Siderurgia Brasil ao longo do ano, buscando apresentar aos nossos leitores uma visão completa sobre o desempenho da siderurgia nacional no período. Todos os dados que reunimos aqui estão disponíveis em nosso Portal, na aba “Revistas/Edições Anteriores”. HENRIQUE PÁTRIA

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ão é simples descrever o comportamento do ano de 2025 na siderurgia brasileira. No início havia expectativa de retomada do crescimento do setor, com usinas anunciando investimentos, sobretudo para cumprir compromissos glo-

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bais ligados ao avanço da descarbonização. Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025


Foto: Montagem com fotos da Worldsteel.org

PÇÕES MARCARAM RGIA

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Porém, o mercado não reagiu. O Brasil permaneceu estagnado em seu desenvolvimento econômico e, com a manutenção de uma taxa de juros elevada, desproporcional a qualquer tentativa de avanço, praticamente não houve progresso. Até outubro, conforme os dados divulgados em novembro pelo Instituto Aço Brasil, a utilização da capacidade instalada da siderurgia continuavam em 65%, cifra insuficiente para gerar caixa e viabilizar novos investimentos. Enquanto isso, as vendas internas seguiam paradas, com retração de 0,3%, frente ao acumulado de janeiro a outubro de 2024, enquanto as importações se alçavam a 6,1% no mesmo período. Havia expectativa de que a implantação do sistema de cota-tarifa surtisse efeitos positivos na contenção das importações predatórias, e solucionasse o problema da entrada de aço externo. Contudo, na prática, os números mostraram que não foi assim. As importações seguiram em alta e apenas agora, perto do final do ano, com os julgamentos de ações antidumping que impõem taxação extra a certos produtos, parece surgir algum alento ao setor. Ato contínuo, mesmo com o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) do Instituto Aço Brasil crescendo 10,9 pontos em novembro, alcançando 44,3 pontos no cômputo geral do ano, o cenário ainda reflete a falta de confiança dos CEOs da siderurgia. Houve desaceleração natural dos investimentos, inclusive com anúncios de redirecionamento para unidades fora do país. São várias as notícias de deslocamento de plantas de setores industriais antes aqui estabelecidas, que, no momento, estão sendo transferidas para países vizinhos, sobretudo em razão da pesada carga tributária brasileira. E isso, entre outras coisas, tem gerado a persistência do dilema dos emSiderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

presários em manter a injeção de recursos em projetos de descarbonização da indústria, que embora tão necessários, continuam na dependência da perspectiva da evolução dos mercados interno e externo, ainda pressionados pela siderurgia chinesa. Porém, no cerne desse cenário de preocupações, a boa notícia é que, trazendo sempre conteúdo e informações atualizadas, o Portal www.siderurgiabrasil. com.br avançou e se consolidou como principal mídia do setor, conquistando a impressionante marca de mais de 600 mil visitas entre janeiro e outubro, com média mensal de 60 mil acessos. E, somente em outubro, esse número mensal apresentou um crescimento ainda mais expressivo, com nada menos do que 190 mil visitantes, o que, para nós, traz um enorme sentimento de recompensa e de gratidão pela constante interação e conexão com nossos leitores e seguidores.

A SIDERURGIA EM 2025 EM NOSSAS PÁGINAS


ANUÁRIO BRASILEIRO DA SIDERURGIA 2025 – FEVEREIRO/2025

da Indústria (CNI), que expuseram suas opiniões e as medidas propostas por cada entidade para superar o impasse. Outro tema de grande repercussão foi a ascensão cada vez mais intensa da Inteligência Artificial no cotidiano das empresas. O empresário que ignorar essa ferramenta, literalmente estará fadado ao fracasso, dada a influência dela em todos os campos da vida. Dessa forma, buscamos especialistas em desenvolvimento e implantação de sistemas que utilizam a IA como eixo central. O uso de soluções baseadas em Inteligência Artificial torna-se vital não apenas para as empresas que desejam se atualizar e aproveitar a Indústria 4.0, colhendo os benefícios da transformação digital, como também para posicioná-las na rota da Indústria 5.0, a quinta Revolução Industrial, marcada pela integração entre humanos, máquinas e tecnologias avançadas, em uma combinação cada vez mais estreita, a fim de agregar valor à produção e criar produtos customizados que atendam às necessiFoto: Freepik

Foto: Depositphotos

Além dos tradicionais balanços e projeções elaborados pelos líderes das entidades que compõem a cadeia siderúrgica nacional – com dados relevantes e exclusivos –, no ano de 2025 avançamos em temas bastante específicos que exercem profunda e direta influência na vida dos profissionais e empresas do setor. O primeiro destaque foi a matéria sobre a implantação do chamado “tarifaço” pelo governo dos Estados Unidos, que rompeu todos os acordos vigentes, e impôs ao mundo uma nova forma de negociar, usando a pressão como principal arma. Na reportagem, não apenas relatamos como estavam as tratativas naquele momento, como também ouvimos diversos protagonistas, entre eles os presidentes do Instituto Aço Brasil e da Alacero – entidade que representa o setor na América Latina – e, ainda, o da Confederação Nacional

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dades específicas dos clientes. O tema parece simples, e pode ser visto como mero instrumento de inovação. Porém, torna-se delicado, uma vez que, em alguns casos, provoca certo pânico a partir da interpretação errônea de que a máquina irá substituir o potencial de criatividade do ser humano em seu desejo de aplicar a tecnologia e de ir sempre além em seu processo de evolução. Também não poderíamos deixar de abordar em nosso Anuário 2025 o mercado de não ferrosos como Zinco, Estanho, Cobre e Níquel, que foram alvo de especulações internacionais, e sofreram com a guerra de tarifas do ano. E complementamos a edição com todas as informações que uma publicação dessa categoria deve conter, com uma listagem completa dos principais produtores e entidades da cadeia siderúrgica, inserida em nosso tradicional “Guia de Compras”, que se constitui em ótimo indicador dos fornecedores do setor.

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REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 184 – MARÇO/2025 Março é o mês em que se celebra o “Dia Internacional da Mulher ”, o que acabou por configurá-lo informalmente como “O Mês da Mulher ”. Em matéria exclusiva, destacamos a presença feminina em diversos postos da cadeia siderúrgica nacional, mostrando que barreiras e obstáculos que antes limitavam a participação das mulheres nele, felizmente já não existem mais, fazendo com que elas sigam avançando dia após dia em suas brilhantes carreiras, sempre com muita energia e competência, sem perder o encanto da presença feminina nesse universo. Como a busca por novas fontes de energia é constante entre pesquisadores, empreendedores e empresários – uma vez que ela é um dos insumos que representam maiores custos da maioria dos agentes da cadeia siderúrgica –, destacamos na edição de março da revista a necessidade absoluta da busca por encontrar soluções alternativas relacionadas ao tema, fato que, dado à sua relevância, é, e deve ser sempre celebrado a partir do uso de outras matrizes além das tradicionais, como são os casos da solar, da eólica e, agora, também dos biocombustíveis, que vêm abrindo novos horizontes para os usuários. E, em artigo dedicado ao aço inox, ressaltamos a importância desse produto


Foto: Elvira Nascimento

Foto: Michael Fousert-Usplash

nobre na arquitetura, a partir de suas múltiplas aplicações em nosso cotidiano. Assim como outros tipos de aço, o inox vem se tornando cada vez presente na vida de todos, seja em utensílios domésticos, seja nos meios de transporte, e em nossas casas e escritórios, entre outros vários segmentos. . Complementarmente, também abordamos em nossas páginas o avanço dos veículos elétricos. Em entrevista exclusiva com o presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), ele destacou os resultados obtidos em 2024 e os cenários que a entidade projeta para os próximos anos. E ainda houve espaço na edição para celebrarmos o aniversário da Aços VIC, uma de nossas parceiras comerciais de longa data, que, neste ano de 2025, comemorou seu “Jubileu de Ouro”, motivo de distinção e de grande alegria para o setor siderúrgico.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 185 – ABRIL/2025 Em abril, celebra-se o “Dia Nacional do Aço”. E no ano de 2025, as comemorações naturais de uma data tão relevante conviveram de forma nada harmônica com as incertezas e apreensões anunciadas pela futura entrada em vigor do chamado “tarifaço” imposto pelo presidente Donald Trump, que viriam a impactar séria e diSiderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

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com a importação de aço para o nosso mercado, que, do outro lado da mesa, explicou, sem medir palavras, como funciona o seu negócio. Assunto de destaque das páginas da edição de abril, também foi a divulgação dos resultados da 19ª edição do “Steel Challenger”, competição global de aprendizado, organizada pela Worldsteel Association, que desafia estudantes e jovens profissionais da indústria siderúrgica a produzir aço com o menor custo possível, usando simuladores avançados de processos siderúrgicos, promovendo habilidades práticas, inovação e sustentabilidade no setor. E, para nossa alegria, o concurso apontou dois brasileiros como finalistas, destacando a contribuição verde e amarela na produção mundial de aço. Adicionalmente, da Worldsteel também vieram os campeões globais em sustentabilidade do biênio 2024/2025. Foto: SIMEC

retamente o nosso principal destino das exportações – justamente os Estados Unidos – e, por outro lado, gerar o agravamento do mercado interno, que se vê inundado pela chegada de aços vindos sobretudo de países orientais, com destaque para a China, que segundo os especialistas, chega por aqui com preços totalmente fora da realidade empresarial, configurando a prática de dumping. A decretação do “tarifaço” dos EUA ainda coincidiu com o primeiro aniversário do sistema cotas-tarifa, que, ao longo de sua execução prática, mostrou-se insuficiente para conter a onda importadora, para assim proteger a indústria nacional, que vem pedindo maior empenho do governo, principalmente para manter suas linhas de produção e seus níveis de emprego. Ainda falando de importação, buscamos ouvir, fora do Brasil, uma empresa de trading que atua

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Fotos: Divulgação

Destaques ainda dessa edição da revista Siderurgia Brasil, foi o início da publicação de uma série de reportagens sobre os cuidados para a escolha do melhor aço ferramenta para as mais diversas aplicações, por meio de uma valiosa matéria técnica, que inaugurou um ciclo que se estendeu ao longo das duas edições seguintes.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 186 – MAIO/2025

A presença dos robôs e da Inteligência Artificial se consolidou em maio, tendo como palco em São Paulo da realização bianual da EXPOMAFE. Realizado pela ABIMAQ, com organização da Informa Markets, o evento superou todas as expectativas, trazendo mais de 1.100 marcas expositoras, e se consolidando como um dos principais espaços para a promoção de grandes negócios. A feira também registrou recorde de público, com mais de 65 mil profissionais presentes, com estandes exibindo equipamentos de última geração, além de sistemas e programas que irão transformar a indústria no futuro. Tudo isso registrado em uma matéria completa na revista, que destacou a participação marcante de nosso parceiro comercial, o Grupo Simec, que conquistou com seu vergalhão Simec-50s o prêmio concedido pelo Instituto Mineiro de Engenharia Civil (IMEC), como um dos melhores fornecedores do ano. Na edição de maio, também apresentamos uma análise política feita por um articulista convidado, destacando os problemas vividos no cotidiano da cadeia siderúrgica, que apontou as principais medidas necessárias e esperadas no curtíssimo prazo para o reestabelecimento da produtividade e da competitividade em nosso país. E a notícia alvissareira que ainda trouxemos nas páginas dela foi a celebração da indústria automobilística brasileira com a retomada das exportações, sobretudo para a Argentina, que sempre foi um dos principais destinos dos veículos nacionais, e que Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

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Foto: Tadeu Sakagawa

Fotos: Divulgação

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há meses não vinha demonstrando sinais de recuperação. E a esperança era de que os resultados do mês de maio abrissem oportunidades para marcar o início de uma nova escalada das exportações para aquele país

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REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 187 – JUNHO/2025 Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

A sustentabilidade e a produção de aço com baixo teor de carbono, que são pautas constantes e recorrentes em todas as discussões sobre a siderurgia, ganharam destaque especial nessa edição, por meio da publicação de dois artigos aprofundados, assinados por especialistas e diretores de grandes usinas nacionais, abordando os avanços, as conquistas já consolidadas e, claro, os desafios que o setor ainda enfrenta. E o conteúdo deles deixou mais do que claro a existência de metas a serem cumpridas com muito esforço, além da necessidade de elevados investimentos nesse campo para que isso aconteça. Os aços trefilados, que garantem maior qualidade ao produto final, também foram destaque na edição de junho da revista Siderurgia Brasil, revelando, de forma ricamente ilustrada, os segredos dessa técnica. E nela concluímos a apresentação do artigo técnico iniciado nas duas edi-


Foto: Aço Vic

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 188 – JULHO/2025 O mês de julho foi marcado por uma perda irreparável para a siderurgia brasileira. O falecimento de Sérgio Leite de Andrade, presidente do Instituto Aço Brasil, surpreendeu a todos. Em Foto: Divulgação AVB

ções sobre a escolha do melhor aço ferramenta para as mais diversas aplicações. Finalmente, a seção “Energia”, presente nas páginas da revista desde 2024, reuniu as mais recentes e relevantes informações sobre as principais movimentações nessa área tão essencial para que a cadeia siderúrgica brasileira funcione sem percalços e interrupções.

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os segmentos utilizadores de aço, em uníssono, registraram sua insatisfação com o aumento desenfreado da entrada de produtos chineses no Brasil. Na reportagem, fabricantes de máquinas alertaram para a chegada de equipamentos sem qualquer cuidado no atendimento às normas de segurança vigentes no Brasil, enquanto o setor de aço denunciou a chegada desses itens com preços aviltados. Por sua vez, a indústria automobilística criticou as facilidades concedidas à entrada deles em detrimento da produção nacional, obrigada a seguir inúmeros protocolos para colocar seus produtos no mercado. Foto: Transportes Macari

matéria especial, rendemos nossa merecida e respeitosa homenagem a ele, que, ao longo de décadas, foi um baluarte da siderurgia nacional. O tema de capa dessa edição foi a logística e a movimentação do aço. O transporte por caminhões segue como principal meio de deslocamento da liga, desde a extração nas minas de minério de ferro até a entrega do aço pronto. Trouxemos também a cobertura da Feira INTERMACH 2025, realizada em Joinville, Santa Catarina, que foi um sucesso pelo crescimento e pela relevância adquirida no Sul do país. Outro destaque foi a difícil decisão sobre a escolha dos melhores tipos de equipamentos para a utilização na indústria, notadamente tendo diante de si como opções de aquisição de máquinas nacionais e importadas, e a realização do retrofitting de modelos já existentes e em uso nas unidades de produção. Para isso, elaboramos uma matéria com alguns dos principais fornecedores de máquinas para processamento de aços e apresentamos seus pontos de vista. Por sua vez, na seção de “Estatísticas”, todos

Foto: Divulgação Divimec

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Na edição de agosto, realizamos um trabalho preparatório para o Congresso Aço Brasil, promovido nos dias 26 e 27 daquele mês em São Paulo pelo Instituto Aço Brasil. Na ocasião, o sentimento predominante entre os entrevistados era mais de incertezas e dúvidas, do que soluções. O setor se via pressionado: de um lado, o baixo crescimen-

car sensivelmente a partir dessa competição desleal e assimétrica. Também abordamos as novas soluções em equipamentos para corte e processamento de metais, ouvindo três dos principais fornecedores do segmento. Um deles, uma indústria totalmente nacional, exportadora de seus produtos para diversos países com sucesso comprovado; outro, que trabalha com Foto: Ricardo Matsukawa/Aço Brasil

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 189 – AGOSTO/2025

to do mercado interno, cronicamente afetado pelo fraco desenvolvimento econômico do país; de outro, a concorrência desleal, segundo a entidade, com a crescente entrada de aços importados no país, vindos, sobretudo, da China, complementada já a partir daquele momento com aqueles originários da Coreia do Sul, com preços inferiores e. por conta disso, bastante competitivos. Muitos dos profissionais do setor registraram em uníssono na matéria que se o cenário não mudasse rapidamente, será inviável manter o nível de atuação da indústria siderúrgica brasileira e, consequentemente, o número de empregos corre sérios riscos de despen-

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Foto: Divulgação Divimec

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equipamentos híbridos, combinando partes importadas a partes desenvolvidas e fabricadas no Brasil; e um terceiro que atua prioritariamente com itens importados. E cada um deles apresentou suas opiniões e alternativas para o mercado. Para completar a discussão sobre esse tema, uma de nossas mais tradicionais parceiras comerciais internacionais enviou um excelente artigo sobre máquinas de nivelamento de materiais, integrando-se ao assunto de processamento de metais. Por fim, apresentamos uma síntese de um estudo global que recebemos da Worldsteel Association sobre o comércio indireto do aço, que está presente em produtos acabados, como automóveis, máquinas e equipamentos pesados. Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

Essa edição foi marcada pela realização de uma ampla cobertura do Congresso Aço Brasil 2025. Os empresários reunidos em São Paulo no principal evento nacional do setor cobraram medidas urgentes, não só de proteção, mas também a partir da criação de mecanismos mais eficientes para evitar o desmonte da indústria siderúrgica nacional, construída ao longo de anos, com base em muitos e ininterruptos investimentos e trabalho, e que passou a ser seriamente ameaçada, com intensidade nunca vista, ante a continuidade dos enormes desafios enfrentados, sem o devido cuidado esperado dos órgãos governamentais, responsáveis por promover o desenvolvimento do Brasil. Além da cobertura do Congresso, dedicamos atenção especial em nossas páginas a dois grandes segmentos consumidores de


Foto: CBIC

pedia um pacto entre empresários, governo e trabalhadores pelo desenvolvimento do Brasil, apontando diversos pontos de convergência para a realização desse esforço conjunto, que, em seu entendimento, tinha – e continua tendo – potencial para a realização de grandes avanços para trazer novo alento ao país. E finalizamos o conteúdo da revista de setembro com um registro marcado pela tristeza e pela saudade, ao noticiarmos o falecimento de nossa fundadora e diretora da Grips Editora, Maria da Glória Bernardo Isliker, ocorrido em no dia 4 daquele mês em São Paulo. Foto: Sicetel/Abimental

aço. O primeiro, foi o agronegócio, que tem sido a grande locomotiva nacional no comércio exterior, colocando o Brasil em primeiro lugar em várias commodities, que figura entre os três principais consumidores de aço do país. Já o segundo, foi o da construção civil, cujo desempenho em 2025 vinha demonstrando grande vigor, com destaque para a construção industrializada, registrando elevados índices de consumo de aço, já performando ao longo dos últimos anos, de forma constante, um crescimento de dois dígitos Trouxemos ainda nessa edição uma matéria na qual o presidente do Sicetel-Abimetal

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Além disso, mereceu destaque em nossas pá-

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O destaque negativo do mês da edição de outubro da revista Siderurgia Brasil veio trazido na seção “Estatísticas”, na qual a ANFAVEA informou, com pesar, a forte queda na produção de caminhões pesados. Esse recuo ocorreu justamente em um período crucial, quando se realizava a colheita da safra, momento no qual tais equipamentos são indispensáveis para o escoamento da produção agrícola. A desaceleração das compras, refletida diretamente na redução da fabricação, preocupava e continua preocupando o setor. Na análise da entidade, a alta taxa de juros permanecia como a grande vilã na ocasião. Segundo a entidade, era – e contina sendo – praticamente impossível conviver por tanto tempo com juros de 15%, sem que as autoridades busquem alternativas eficazes para estimular o desenvolvimento nacional, e garantir condições mínimas de competitividade principalmente para os operadores do agronegócio. Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

Fotos: Imagem de Freepik

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 191 – OUTUBRO/2025

ginas a chegada do mais recente estudo realizado pela Worldsteel acerca dos cenários de consumo do aço no curto prazo, trazendo projeções relevantes não só para o mercado global, como também para o brasileiro. Em nossa matéria de capa, abordamos a crescente adoção de produtos galvanizados em diversos setores e segmentos, cada vez mais valorizados por engenheiros e arquitetos devido à sua durabilidade, resistência e estética diferenciadas. E o mesmo vinha ocorrendo com os produtos tubulares, que vêm ganhando cada vez mais espaço em obras de grande porte no âmbito da infraestrutura urbana. Pontes e viadutos construídos com tubos de aço demonstram eficiência superior, custos acessíveis, rapidez na execução, além de uma beleza ímpar. E tais atributos ex-


Foto: ICZ Divulgaçã

plicam por que os tubos de aço vêm conquistando diariamente maior presença nas cidades brasileiras, tornando-se protagonistas de uma transformação estrutural completa, que alia modernidade, funcionalidade e sustentabilidade.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 192 – NOVEMBRO/2025

O maior destaque dessa edição foram os centros de serviço, processamento e distribuição de aço, que enfrentam, de maneira eficiente, as transformações impostas pelo tempo. Todas as usinas produtoras contam agora com seus próprios centros de distribuição que, mesmo sob o guarda-chuva das grandes corporações, atuam de forma autônoma, com seus orçamentos e metas específicas a serem cumpridas em cada exercício. Por conta disso, entrevistamos uma das mais tradicionais e relevantes empresas desse segmento, com unidades operacionais que atendem ao país inteiro, apresentando suas impressões sobre a atualidade do tema. Em contraponto, ouvimos um decano da distribuição independente do aço, um ex-presidente do INDA – entidade que reúne os principais distribuidores e revendedores de aço dos mais diferentes setores – que, sem rodeios, relatou as dificuldades e os desafios cotidianos de uma operação não vinculada a um grande produtor. Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

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Foto: ArcelorMittal

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Já em nossa seção “Energia”, já tradicional em nossas edições, demos destaque à crescente e valorosa atuação do Brasil e da Índia, que lideram globalmente a busca de soluções energéticas alternativas, configurando-se como nações com o maior potencial para o desenvolvimento de projetos de energia limpa. Foto: André Siqueira

Em nossas páginas, celebramos ainda o meio século de atuação de um dos três maiores estabelecimentos dedicados à galvanização de produtos siderúrgicos, em reportagem que narrou a sua brilhante trajetória ao longo de todo esse tempo, bem como os obstáculos superados e, sobretudo, sua visão de futuro para o setor em que atua.

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Finalmente, aproveitamos ainda para fazer o lançamento oficial das bases do nosso próximo e sempre aguardado Anuário da Siderurgia, cujo conteúdo de sua edição 2026 trará não só informações seguras e completas sobre a dinâmica atual do nosso setor e de toda a cadeia do aço, como também indicará as principais tendências e perspectivas para ele ao longo do ano que vem, que chega, mais uma vez, com a promessa de ser bastante desafiador. Além disso, comunicamos ao mercado a pauta dos principais temas que iremos explorar nas páginas da revista Siderurgia Brasil Digital em 2026.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 193 – DEZEMBRO/2025

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Foto: Depositphotos

Na edição de final de ano da Siderurgia Brasil, além desta Retrospectiva 2025 que vocês estão tendo a oportunidade de ler, até mesmo como fonte de consulta e releitura de tudo aquilo que nela foi publicado ao longo do ano que passou –, dentro do nosso compromisso inequívoco de mantê-los sempre informados e sintonizados a todos os movimentos da cadeia do aço no Brasil e no mundo, mais uma vez trazemos um conteúdo de alta qualidade para auxiliá-los na condução de suas operações e projetos no Ano Novo. Assim, nela vocês vão encontrar um ar-

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tigo especial assinado por nosso parceiro e colaborador Claudio Flor, presidente de uma das maiores fabricantes de equipamentos do Brasil, que nos brinda com uma profunda análise, que certamente vai gerar muita reflexão, sobre até que ponto a Inteligência Artificial e a genialidade dos empreendedores e criadores podem entrar em conflito a partir de agora. Dando um ligeiro e instigante spoiler daquilo que vocês irão ler no texto, em um trecho desse artigo ele afirma: “Jamais se deve pensar em inovação sem a presença de um ser humano que conduza a IA


para ajudá-lo a aprimorar sua criatividade.” Para encerrar o ano, sabemos que este é o momento de traçar metas, corrigir rumos e definir objetivos, a fim de que 2026 seja um período exitoso de evolução e de expansão. Especialmente em um ano em que o Brasil passará por eleições majoritárias, é certo que a volatilidade marcará o nosso cotidiano, notadamente em função do acirramento natural das disputas políticas e ideológicas. Então, é essencial que tudo que concerne à nossa atividade necessite ser bem avaliado, assim como urge que eventuais desvios sejam corrigidos, para alcançarmos um bom desfecho, sem maiores riscos. Nesse contexto buscamos a palavra de um especialista em projeções, que aponta uma forma instigante e bastante inovadora de como devemos nos planejar ante a continuidade do cenário de incertezas e de imprevisibilidade em 2026, até mesmo, com proatividade antes que 2025 termine. Confiram se

ele está certo em dicas e conselhos, e o que descreve se adapta à realidade e aos projetos de suas empresas. Neste encerramento de mais um período de convivência sincera e genuína, agradecemos aos leitores que estiveram conosco ao longo de toda a jornada de 2025, e desejamos que, além de seguirem conosco, divulguem a revista Siderurgia Brasil entre seus amigos – e até mesmo entre seus concorrentes –, pois nosso propósito, além de continuarmos ao seu lado, cumprindo nossa missão de gerar discussões e debates produtivos, é também, naturalmente, o de ampliar a nossa audiência, sendo recompensados com a participação de mais e mais profissionais do setor nos brindando com suas ideias, sugestões, críticas, elogios e interações sempre inteligentes e, por isso mesmo, também sempre muito bem-vindas. Então, vamos em frente: um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de sucesso e de grandes realizações a todos!

Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

25


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PLANEJAMENTO

O CAOS GERANDO Você já ouviu falar na Teoria da Antifragilidade? Não? Então saiba como utilizá-la em favor da sua empresa.

N

a

vida

empresarial,

assim

como na pessoal, o planejar é fundamental. Contudo, diante

do

cenário

de

imprevisibilidades do mundo

em que vivemos – e que, não raro, deriva para o caos –, essa tarefa se torna particular-

mente difícil. Indo atrás de pistas de como os operadores da cadeia siderúrgica podem se planejar, a revista Siderurgia Brasil conversou com o gestor de projetos Victor de Almeida Moreira, que, nesta entrevista exclusiva, nos explica como transformar metas em rotinas e evitar erros para criar um planejamento realista, por meio do conceito da “Antifragilidade”, ou “Liderança Antifrágil”, tema que, aliás, ele aborda em um livro que já se tor-

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nou um best-seller de gestão empresarial. Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025


Foto: André Siqueira

OPORTUNIDADES

Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

29


PLANEJAMENTO

Foto: Acervo Pessoal

O conceito de antifragilidade foi originalmente criado pelo especialista em ris-

exemplo, quando você decide enviar um produto após uma venda, a lógica indica que a

cos Nassim Nicholas Taleb,

entrega ao cliente será o des-

famoso por seus trabalhos

fecho natural. Mas basta um

sobre

que

incidente no transporte para

desenvolveu o tema ao no-

alterar completamente esse

tar que alguns sistemas que-

resultado. Para enfrentar esse

bram sob pressão, enquanto

tipo de imprevisto, pode-se ir

outros resistem e permane-

além de criar planos de con-

cem os mesmos ante aos es-

tingência para manter o prazo

probabilidade,

tressores. Entenda como isso

O especialista em riscos Victor de Almeida.

é possível.

(resiliência), implementando

um sistema por meio do qual quando ocorre um eventual atraso na entrega, o cliente

Siderurgia Brasil: Victor, apesar de o

recebe automaticamente um upgrade gratui-

conceito Teoria da Antifragilidade ter

to, por meio da criação de mecanismos para

sido lançada pelo Nassim há mais de uma

transformar um evento negativo em uma ex-

década, parece inegável que ela tem co-

periência positiva. Ou seja, transformando fa-

nexão com a Teoria do Caos, desenvolvi-

lhas em oportunidades.

da em 1960 pelo matemático e meteoro-

30

logista norte-americano Edward Lorenz

OK! Mas, então, quais são as diferen-

mostrando que sistemas determinísti-

ças entre a antifragilidade e conceitos

cos podem ter resultados imprevisíveis.

de gestão, tais como o da robustez e o

Ambas se retroalimentam?

da resiliência?

Victor de Almeida Moreira: Sim, a cone-

Gosto de pensar em uma régua com níveis.

xão é excelente. Mas eu não diria que elas se

O mais baixo é o da fragilidade, que indica

retroalimentam, e, sim, se complementam. A

que aquilo que é frágil quebra com o menor

Teoria do Caos nos mostra que a vida é um

impacto; já o da robustez indica como supe-

sistema tão complexo que não podemos

rar o “frágil”; por sua vez, o da resiliência indi-

prever o futuro com precisão. O resultado

ca que o que é resiliente não quebra, mas ab-

de uma decisão, por mais simples que seja,

sorve o impacto e retorna ao estado original;

é influenciado por inúmeras variáveis. Por

e, finalmente, o da antifragilidade vai além de

Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025


tudo isso, porque ele sofre o impacto, absor-

a pergunta passa a ser “O que acontece se

ve e, quando retorna, faz isso ainda melhor

estivermos errados?”. Esse é um exercício va-

e mais forte do que antes. Essa é a essência:

lioso de planejamento estratégico. Assim, na

enquanto a resiliência busca manter o status

prática, isso significa planejar assumindo que

quo, a antifragilidade transforma adversidade

desvios vão ocorrer, e que é preciso estruturar

em crescimento.

o negócio para se beneficiar desses possíveis desvios. Investir em capacidades adaptativas

O planejamento aumenta a previsi-

(processos, pessoas e governança) mais do

bilidade dos acontecimentos, embora

que em previsões excessivamente detalhadas.

seus resultados não possam ser garan-

O principal benefício é sair da paralisia cau-

tidos na totalidade. Na prática, como

sada pela incerteza. Empresas antifrágeis não

exatamente o conceito da antifragili-

esperam estabilidade para agir; elas apren-

dade pode funcionar como peça-chave

dem a crescer com a instabilidade. Isso gera

para aqueles que o adotam?

vantagem competitiva exatamente quando

Bem, o planejamento continua sendo in-

o ambiente é mais hostil, ou seja, em mo-

dispensável, porque ele é o direcionamento

mentos em que muitos concorrentes recuam.

de onde se quer chegar. Mas isso exige uma reinterpretação. Um erro comum é tratar o

Ainda acerca das perguntas anterio-

planejamento como uma tentativa de “prever

res, o que distingue a Teoria da Anti-

corretamente o futuro”. Isso nunca funcionou

fragilidade da mera aprendizagem por

bem, e funciona ainda menos em ambientes

tentativa e erro?

complexos, como o da siderurgia brasileira,

A diferença é profunda. Tentativa e erro, na

marcados por volatilidade regulatória, ciclos

sua forma ingênua, é errar sem aprender. An-

de demanda agressivos e pressão global por

tifragilidade é errar com estrutura, com limites

custos e sustentabilidade. A antifragilidade

claros e aprendizado embutido. Os sistemas

muda a chave do planejamento de “previsão”

antifrágeis erram em pequena escala para

para o que chamo de “preparação inteligente”.

evitar erros catastróficos, testando hipóteses

Em vez de perguntar “O que vai acontecer?”,

de forma controlada, extraindo aprendizado

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PLANEJAMENTO

explícito de cada falha e ajustando o sistema

pontos de ruptura. Assim, ela não é um cul-

antes que o erro se torne destrutivo. Assim, o

to ao caos, mas, sim, de domínio de riscos.

conceito de tentativa e erro se trata de “improvisos sequenciais”, enquanto a Teoria da Anti-

Finalmente, como você reage quando

fragilidade é engenharia de aprendizado, que

alguém mostra descrença pelo método

distribui os riscos, promovendo a experimen-

da antifragilidade?

tação consciente e a evolução incremental.

Bem, eu digo que a provocação faz parte do método, mas não o invalida. Pelo contrário, as ideias realmente transformadoras

Sim. E ignorar isso é perigoso. Nenhum sis-

quase sempre parecem desconfortáveis no

tema é antifrágil a qualquer nível de estres-

início. A Teoria da Antifragilidade incomoda

se. Existe sempre um ponto a partir do qual

bastante porque ela expõe algo que muitos

o caos deixa de ser fértil e se torna destruti-

modelos tradicionais evitam: a ilusão de que

vo. É preciso entender que a antifragilidade

estamos totalmente no controle de tudo.

só pode existir sob três critérios: quando o

Porém, o valor do conceito não está apenas

estressor é assimétrico (ou seja, o ganho po-

na teoria, mas na sua aplicação prática. A te-

tencial supera a perda possível); quando o

oria tem se mostrado valiosa na prática da

impacto é absorvível (ou seja, quando o im-

gestão de risco. Assim, entendo que o fato

pacto não destrói completamente o sistema);

de a antifragilidade gerar debate é um sinal

e quando o sistema permite tempo e capa-

de vitalidade intelectual. A ciência moderna

cidade de aprendizado. Quando um desses

costuma deixar claro que modelos e teorias

limites é ultrapassado, o sistema quebra. E é

fortes são aqueles que são questionados e

por isso que antifragilidade exige governan-

desafiados constantemente e, ainda assim,

ça, limites claros e consciência dos próprios

provam o seu valor.

Imagem: Depositphotos

E existe um limite para ela?

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Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025


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Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

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FUTURO

GENIALIDADE E FRONTEIRA DA I Inovação e automação andam cada vez mais juntas. A possibilidade de que novas tecnologias possam substituir parte do trabalho, em alguns casos provoca até certo pânico. CLAUDIO FLOR*

G

enialidade é um talento inato e está ligada ao impacto duradouro que alguém causa na sociedade por sua capacidade de introduzir ideias inovadoras. E, nesse caso, genialidade não é característica si ne qua non no perfil dos grandes inovadores. As pessoas com habilidades cognitivas acima da média estão ligadas à obsessão por temas inovadores. As grandes realizações não nascem de um único momento de inspiração, mas sim de um esforço contínuo movido por paixão intensa, que pode beirar a obsessão, que floresce melhor em ambientes que respeitam o ritmo individual. Os grandes inovadores estão ligados à busca por excelência, característica frequente em pessoas com alto desempenho inte-

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lectual somado à ansiedade. A sensibilidade sensorial Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

Claudio Flor, sócio-fundador e atual presidente da Divimec, à frente de parte de se


Foto: Divimec

IA: A NOVA INOVAÇÃO

u parque industrial Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

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e estímulos excessivos as leva a procurar ambientes de trabalho solitários e silenciosos. Alguns hábitos oferecem indicações de diagnóstico que combinam com uma rara curiosidade, dedicação, sensibilidade e alguns padrões de comportamento sutis, como roerem unhas e falarem sozinhas, entre outros. Quando falamos em IA (Inteligência Artificial), esse tema inevitavelmente surge, e se contrapõe à inteligência humana e às vezes à ética. A possibilidade de que novas tecnologias substituam parte do trabalho feito por pessoas empreendedoras causa largas discussões e, em alguns casos, até certo pânico. A ausência de diretrizes claras para o uso da IA no dia a dia em ambientes profissionais, setores criativos ou de criação, contribui para uma confusão e para um debate recorrente: o certo e o errado de usar Inteli-

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gência Artificial? E em quais processos usar? Inovação e automação andam cada vez mais juntos. O pensamento crítico, a criatividade e a interpretação individual continuam indispensáveis e, quando aliados às ferramentas tecnológicas, tornam o trabalho mais ágil e resultados muito mais assertivos, ou seja, com menos erros. Contar com o apoio de uma tecnologia para automatizar tarefas simples e repetidas nos permite direcionar nossa energia para o que realmente importa: pensar inovações. No final, o propósito das inovações não deve ser substituir o pensamento ou ação humana, mas abrir espaço para que ele floresça mais. Nunca se deve pensar em inovação sem a presença de um ser humano, que irá dirigir a IA para ajudá-lo a aprimorar a sua criatividade. Por sua vez a IA, que também foi uma das inovações criada pela obsessão de um ou de vários Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

Foto: Divimec

FUTURO

intelectuais dos últimos tempos – que, desejavam dar um passo à frente – tem a capacidade de mais rapidamente absorver as necessidades, e abreviar o tempo de execução de inúmeras tarefas. No atual estágio da vida moderna, não dá para abrir mão da IA, e temos certeza de que os inovadores continuam a busca de novas ferramentas, que a cada dia, irão simplificar a execução de inúmeras atividades em nossas vidas. *Claudio Pereira Flor é engenheiro mecânico e empresário. • Especializou-se em Tecnologia de Transformação do Aço – Laminação AB em Bofors / Suécia. Foi diretor técnico da Fröhling do Brasil com estágios na Alemanha • Participou da implantação da Aços Finos Piratini, atual Gerdau no Rio Grande do Sul e da MDKF empresa de laminação e corte. • Sócio-fundador e atual presidente da Divimec empresa especializada no fornecimento de linhas de corte longitudinal e transversal, tendo contabilizado a entrega de mais de 300 linhas que produzem cerca de 5 milhões de toneladas/ano.


Que todos os seus sonhos se realizem em 2026 Boas Festas e Feliz Ano Novo!

REVISTA E PORTAL

P O RTA L

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Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

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Saiba quem são nossos leitores: CEOs, Diretores, Proprietários e Alta Gerência das empresas que integram a principal cadeia industrial do Brasil – a cadeia siderúrgica.

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Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

The market is waiting for you

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Programação Inicial de 2026 / See our schedule for 2026 Periodo Period Fevereiro Februar y

Public aç ão Publication ANUÁRIO DA SIDERURGIA Brazilian Yearbook of Steel

Março March Abril A pril

Revista Siderurgia Brasil Siderurgia Brasil Magazine Revista Siderurgia Brasil Siderurgia Brasil Magazine

Maio May Junho June Julho July

Revista Siderurgia Brasil Siderurgia Brasil Magazine Revista Siderurgia Brasil Siderurgia Brasil Magazine Revista Siderurgia Brasil Siderurgia Brasil Magazine

Agosto August

Revista Siderurgia Brasil Siderurgia Brasil Magazine

S etembro S eptember O utubro O c tober

Revista Siderurgia Brasil Siderurgia Brasil M agazine Revista Siderurgia Brasil Siderurgia Brasil M agazine

Novembro November Dezembro D ecember

Revista Siderurgia Brasil Siderurgia Brasil M agazine Revista Siderurgia Brasil Siderurgia Brasil M agazine

Pauta Principal Main Topic Balanços, Resultados Projeções, Planos e investimentos Guia de Compras Balance Sheets, Results, Projec tions, Plans and Investments Shopping Guide Aços E speciais para Construç ão Mec ânic a Special Steels for Mechanical Construc tion D ia Nacional do Aço Brazilian national steel day Sistemas e Controles G erenciais M anagement systems and controls Feimec – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos Feimec – International Fair of Machines and Equipments Aços Trefilados e Relaminados D raw and re -rolled steels Logistic a e Movimentaç ão de Cargas Logistics and Material Handling Maquinas para processar aços Steel processing machines Aço no agronegócio Steel in Agribusiness Aços na Construç ão civil Steel A pplications in Civil Construc tion Congresso Aço Brasil 2026 Summit Aço Brasil 2026 Tubos e peç as Tubulares de aço Tubes and Pipes – Tubular par ts Aços revestidos- galvanizados G alvanized coated steel Centros de processamento e distribuiç ão Processing and Distr ibution Center Resenha do Ano The annual review

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ENERGIA

Foto: www.mewrcdolivredeenergia.com.br

COMPETIÇÃO CRESCE NO MERCADO LIVRE DE ENERGIAA

O Encontro Anual do Mercado Livre de Energia (EAML), realizado em novembro, em Campinas/SP – promovido pelo Informa Markets em parceria com a ABRACEEL – apresentou experiências internacionais que comprovaram os seguintes efeitos estruturais da liberalização do setor elétrico: infraestrutura moderna; previsibilidade regulatória; aumento dos incentivos à competição, entrada de novos agentes; expansão de serviços; e maior participação dos consumidores. E todos eles são fatores essenciais para que o Brasil, em processo de abertura total, conquiste ganhos de eficiência e segurança no ambiente de comercialização. E muito são os exemplos dessa evolução setorial. Na Espanha, mais

40

Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

de 300 comercializadoras de energia atendem a 70% dos residenciais e a 99% da indústria. Já em Portugal, o chamado “Comercializador de Último Recurso” ainda responde por 13% dos consumidores, sustentado por tarifa regulada. Por sua vez, a Colômbia alcançou 25% de penetração após três décadas, mas enfrenta desafios de infraestrutura. No México, a reforma de 2013 estruturou o mercado maiorista, com 54 empresas listadas e 1.700 consumidores qualificados, embora a migração ainda seja lenta. Finalmente, as discussões no encontro mostraram que modelos de flexibilidade e resposta da demanda avançam mesmo sem medidores inteligentes, como já ocorre no Reino Unido e na Alemanha.


Foto: CPFL Paulista/Divulgação

Foto: BYD/Divulgação

Foto: Divulgação

A CPFL Paulista, que atende a 234 municípios no estado de São Paulo, e a mais de 5 milhões de clientes, acaba de anunciar investimentos de R$ 10,2 bilhões até 2029. O plano integra o Grupo CPFL Energia, e reforça a modernização da infraestrutura elétrica, inovação e desenvolvimento regional. E com o Programa Inova

MODERNIZAÇÃO E INVESTIMENTOS DA CPFL PAULISTA CPFL busca soluções tecnológicas para digitalização, segurança e previsão de eventos climáticos. Em 2025, foram concluídas as obras de novas subestações e redes modernizadas em cidades como Campinas, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. O objetivo da empresa segue com foco no cliente, eficiência e resiliência.

O AVANÇO DOS CARROS ELETRIFICADOS

Apenas quatro meses a BYD após iniciar

Song Plus, com 14.697 unidades comer-

suas operações industriais em Camaçari/

cializadas. Segundo Tyler Li, presidente da

BA, a marca já alcançou 100 mil veículos

BYD do Brasil, o país é estratégico para a

vendidos até novembro de 2025, com

marca, que registrou 16,5 mil vendas só

crescimento de 30% sobre 2024. O Dol-

em novembro, ficando em 4º lugar no va-

phin Mini, montado em sua fábrica por lá,

rejo, à frente de Fiat, Honda e Toyota. Com

já vendeu 31,3 mil unidades, seguido pelo

200 concessionárias, a meta é atingir 250

Song Pro, com 19.579 unidades, e pelo

até o 1º Semestre de 2026.

Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

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E S TAT Í S T I C A S

SETOR DE MÁQUINAS ENFRENTA DESAFIOS Segundo a ABIMAQ, entidade que reúne fabricantes de máquinas e equipamentos, a indústria brasileira voltou a desacelerar em outubro de 2025, após sinais de recuperação em setembro. A receita líquida caiu 3,4% frente ao mesmo mês de 2024, somando R$ 26,2 bilhões. No mercado interno, houve retração de 4,7% (R$ 18,2 bilhões). Ainda assim, no acumulado de janeiro a outubro, a receita total avançou 9,1%, e o mercado interno 11,4%, sustentados pelo consumo doméstico, apesar da política monetária restritiva. Já no cenário externo, a contribuição foi limitada pela desaceleração global e pelas tarifas adicionais de 40% impostas pelos EUA, embora as exportações em dólares tenham crescido. O comércio exterior registrou alta tanto nas exportações quanto nas importações. O NUCI manteve-se em 79,2%, 3,7% acima

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Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

de outubro de 2024. Já a carteira de pedidos recuou pela oitava vez seguida, para nove semanas, reforçando a perspectiva de desaceleração. Enquanto isso, o emprego caiu 0,8% frente a setembro, totalizando 423 mil trabalhadores. Após três anos de retração, os investimentos em máquinas cresceram 11% no acumulado de 2025, impulsionados pela modernização do parque industrial, e pela resiliência de segmentos menos sensíveis aos juros. E no mercado externo, os impactos das tarifas dos EUA foram parcialmente compensados pela diversificação das exportações. E as projeções para 2025 são: Exportações – retração revisada de -4,2% para -1,9% (EUA: -20%); Mercado Doméstico – crescimento de 11,9% para 9,2%; Receita Total, de 7,6% para 6,1%. Fonte: ABIMAQ


VENDA E PRODUÇÃO DE VEÍCULOS RECUAM Segundo o mais recente balanço da ANFAVEA, a indústria automobilística segue em retração. O setor de caminhões pesados acumula quatro meses de queda, com recuo médio de 26% ao mês. No acumulado de 2025, incluindo caminhões leves e pesados, a baixa é de 9,3%. Em novembro, a queda nesse segmento foi de 27,1% frente a 2024. “Com a Selic em 15% e, consequentemente, com juros elevados ao consumidor, é difícil prever reversão”, afirma Igor Calvet, presidente da entidade. De janeiro a novembro, foram emplacadas 2,41 milhões de unidades de veículos automotores, uma alta tímida de 1,4% sobre 2024, sustentada por importados, já que nacionais cresceram apenas 0,1%. Em novembro, as vendas somaram 238,6 mil veículos, uma

queda de 8,5% ante outubro e 5,9% frente ao mesmo mês do ano anterior. Até os importados recuaram 10%, elevando os estoques em território nacional de 130 para 153 dias. E as exportações também caíram: apenas 35,7 mil unidades – o segundo pior resultado do mês no ano –, impactadas pela retração da Argentina. Ainda assim, os embarques ao país vizinho acumulam alta de 37,9% em 2025. Já a produção nacional somou 219 mil unidades em novembro, uma queda de 11,6% sobre outubro, e de 8,2% frente a 2024. Segundo Calvet, o crescimento acumulado de 4,1% até novembro está abaixo das projeções. Ele espera que dezembro traga fôlego às vendas de leves, enquanto o segmento de pesados exige atenção para preservar empregos. Fonte: ANFAVEA

Siderurgia Brasil 193 - Dezembro - 2025

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E S TAT Í S T I C A S

AÇO BRASILEIRO EM RISCO COM IMPORTAÇÕES

44

O Instituto Aço Brasil prevê queda de 2,2% na produção nacional de aço em 2025, totalizando 33,1 milhões de toneladas, pressionada por importações recordes. A concorrência predatória já provocou o fechamento de 5 mil postos de trabalho, e corte de R$ 2,5 bilhões em investimentos. “Esse nível é inaceitável, e já representa um terço das vendas internas. O volume dessas importações já é 168% superior à média de 2000-2019, elevando a penetração deles para 21%, contra o histórico de 9,7%. Por sua vez, a tarifa efetiva de importação é de ape-

npeter, presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil, cobra providências: “O Brasil precisa reagir como fizeram os EUA, a UE e o México, para evitar a transferência de empregos ao exterior e a suspensão dos investimentos no Brasil”, registra. E para piorar o atual momento de dificuldades, a projeção do Instituto para 2026 não é nada alentadora. De acordo com o Instituto, a perspectiva é de uma nova alta de 10% nas importações, atingindo 6,3 milhões de toneladas, ainda agravada pela queda de 2,2% na produção nacional, que deve des-

nas 7,2%, bem inferior aos 25% do mecanismo cota-tarifa”, afirma Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo da entidade. Acerca do tema, André B. Gerdau Johan-

pencar para 32,4Mt. Confira no quadro abaixo os resultados do mês de novembro/2025. Fonte: Instituto Aço Brasil

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MERCADO DE AÇOS PLANOS EM DESACELERAÇÃO Segundo o INDA, as vendas de aços planos no mercado interno caíram 12% em novembro frente a outubro, somando 313,9Mt contra as anteriores 354,2Mt. Apesar disso, houve alta de 5,1% em relação a novembro de 2024. Enquanto isso, as compras junto às usinas também recuaram 7,5%, totalizando 317,8Mt contra os 343,5Mt no mês anterior. Na comparação anual, registrou-se aumento de 7,5% sobre as 295,6Mt adquiridas em novembro de 2024. O movimento elevou os estoques em 6%, atin-

251,1Mt. Na comparação anual, o avanço foi expressivo: 29% sobre as 206,1Mt de novembro de 2024. E existe o temor de que elas continuem em evolução em 2026. Enquanto isso, as perspectivas para o fechamento de dezembro/2025 não são favoráveis, com projeção de queda de 10% em vendas e compras, influenciada pela menor quantidade de dias úteis e pela sazonalidade do setor. “Não é possível que o governo não esteja atento ao aniquilamento da cadeia siderúr-

gindo 1,079Mt, equivalentes a 3,5 meses de giro. E isso faz com Carlos Loureiro, presidente da entidade, recomende aos distribuidores reduzir seus estoques, devido aos dos juros altos. Já as importações cresceram 5,9% frente a outubro, alcançando 265,9Mt contra

gia nacional, ainda mais porque a aplicação de reajustes de preços – entre 5% e 8% a partir de janeiro, variando conforme o produto e a usina – já está praticamente confirmada”, protesta Loureiro. Fonte: INDA.

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IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS RECUAM EM 2025 tes de implementos rodoviários –, declara: “É preciso controlar gastos para que, com superavit, o Banco Central reduza a Selic, cuja taxa atual afeta negativamente os negócios, sobretudo os de bens de capital”. Fonte: ANFIR Foto: Sergomel - divulgação

O volume de implementos rodoviários do segmento de Reboques e Semirreboques conquistado em outubro superou a média anual. Porém, o setor de pesados já acumula perda de 19,96% no ano. O segmento como um todo registrou recuo de 6,02% entre janeiro e outubro. Foram entregues 125.341 veículos neste ano, contra 133.376 em igual período de 2024. Acerca do cenário, José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR – entidade que reúne fabrican-

O Sicetel-Abimetal firmou parceria com o IPEM-SP para intensificar a fiscalização diante da entrada indiscriminada de produtos importados que concorrem de forma desleal, muitos fora das normas exigidas dos produtores nacionais. A iniciativa busca aprimorar normas técnicas, garantir segurança na construção civil e criar barreiras contra

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Foto: Sicetel-Abimetal

COMBATE À CONCORRÊNCIA DESLEAL materiais de baixa qualidade e preços aviltados. “Essa ação representa um avanço para a indústria brasileira. Queremos assegurar que o aço produzido e processado no país mantenha padrões de excelência, valorizando as empresas que atuam em conformidade e coibindo práticas desleais”, destaca. Fonte: Sicetel-Abimetal


Segundo o Monitor do Comércio Brasil-EUA, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 28,1% em novembro, somando US$ 2,7 bilhões. Foi o quarto mês seguido de retração, embora menor do que a queda de outubro (-37,8%), após a retirada das sobretaxas sobre produtos agrícolas. No acumulado de 2025, a baixa é de 6,7%, a maior do ano. Em contrapartida, as importações avançaram 24,5%, e atingiram US$ 3,8 bilhões, um recorde mensal. Já o déficit de janeiro a novembro chegou a US$ 8 bilhões, o

segundo maior da década. A menor demanda por petróleo bruto nos EUA derrubou as vendas em 65,9%, puxando queda de 53,2% nos bens isentos. Já os produtos industriais, ainda sujeitos a sobretaxas, recuaram 27,8%, acumulando retração de 4,5% em 2025. Fonte: AMCHAM

Foto: MAPA – Ministério da Agricultura e Pecuária

DÉFICIT BRASIL-EUA CHEGA A US$ 8 BI

CENTRO-OESTE ATRAI GIGANTE SOLAR CHINÊS leiro, e avalia instalar uma fábrica na América do Sul até 2030, com grande chance de ser no Brasil. O país, com alto potencial fotovoltaico e infraestrutura energética frágil, tornou-se estratégico para a companhia, que já atua no Centro-Oeste e vê no agro seu maior crescimento: hoje, 25% das vendas são dirigidas ao setor, e podem chegar a 40% em 2026. Fundada em 2010, a GoodWe lidera tecnologias como inversores híbridos e sistemas BIPV, que

transformam telhados e fachadas em geradores de energia. A empresa aposta em soluções contra blecautes, problema que soma 860 ocorrências anuais no Brasil. Fonte: Stephanie Romero Relações Públicas Foto: GoodWe

A empresa chinesa GoodWe, gigante em soluções solares, mira o agronegócio brasi-

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EXPLODE A IMPORTAÇÃO DE LAMINADOS NO BRASIL em 2025 devem atingir 28% das vendas internas, ampliando a pressão sobre a indústria nacional. Por conta disso, o Instituto cobra medidas urgentes do governo para proteger o setor e conter o risco de desemprego no setor. Fonte: Instituto Aço Brasil Ilustração: Instituto Aço Brasil

O Instituto Aço Brasil realizou em São Paulo sua última Coletiva de Imprensa em 2025, que com a presença de André B. Gerdau Johannpeter – presidente do Conselho Diretor, e também presidente do Conselho de Administração da Gerdau – e de Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo da entidade. O encontro destacou a preocupação com o avanço das importações predatórias, com produtos que são vendidos no Brasil abaixo do custo de produção, caracterizando dumping, prática condenada internacionalmente. Dados apresentados revelaram que os laminados

A N U N C I A N T E S D E S TA E D I Ç Ã O Empresa

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Página

Aços Vic Ltda.

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Anuário Brasileiro da Siderurgia 2026

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Benafer S/A - Comércio e Indústria

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Divimec Tecnologia Industrial Ltda.

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GCRMAQ-Cipriano Slitter

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Grips Editora

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Larzinho - Casa Jesus Amor e Caridade

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Portal Agrimotor

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Revista Siderurgia Brasil

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