economia brasileira. O aço que fa o agro ser neg cio. O aço que fa a ind stria automotiva ser mais moderna e segura O aço que sustenta grandes obras e construções que dão orgul o para o pa s. O aço que fa a energia ser renovável, contribuindo para um futuro mais inteligente e sustentável.
Da ind stria à infraestrutura, do campo à cidade, nosso aço conecta, movimenta e fortalece o Brasil.
ArcelorMittal. Aços inteligentes para as pessoas e o planeta
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-se com a gente em em nossas redes sociais
Ponte Hercílio Luz, a maior ponte suspensa do Brasil, tem a o ArcelorMittal Para conhecer mais
conecte
DIA NACIONAL DO AÇO: DESAFIOS E FUTURO
OBrasil ocupa uma posição estratégica no cenário global. Nosso vasto território abriga uma das três maiores reservas de minério de ferro do mundo, reconhecido pelo alto grau de pureza. Além disso, possuímos terras raras, nióbio, lítio e outros minerais críticos, cada vez mais demandados pela economia moderna. No entanto, a ausência de uma política industrial inteligente e estratégica tem impedido que transformemos essas vantagens naturais em ganhos efetivos para o país.
Atualmente, a China busca diversificar fornecedores de semiacabados siderúrgicos, em razão de suas tensões comerciais com os Estados Unidos. Esse movimento abre oportunidades para o Brasil, mas seguimos sem uma estratégia clara de negociação. As medidas adotadas até agora — como cotas tarifárias e aumento de impostos de importação — já demonstraram ser insuficientes para conter a entrada maciça de aço estrangeiro em nosso mercado. E com a restrição ao aço chinês e a conclusão de processos antidumping, assistimos ao crescimento acelerado das importações vindas da Coreia, do Vietnã e de outros países.
Esse cenário foi detalhado em entrevista exclusiva com Theo Paul Santana, autor do livro O Brasileiro que Decifrou a China. A primeira parte dessa análise foi publicada na edição de
março (SB 194), e agora trazemos a conclusão, dada à relevância do tema para nossos leitores.
A pauta principal desta edição especial é o Dia
Nacional do Aço, celebrado em 9 de abril. No entanto, a data, que deveria ser de comemoração, expõe incertezas e resultados preocupantes. Nossa indústria siderúrgica opera com menos de 70% de sua capacidade instalada, acumulando mês após mês estatísticas negativas. Em entrevista, Jorge Oliveira, CEO de uma das maiores siderúrgicas nacionais, alerta para os riscos que a queda da produção representa à soberania nacional.
Enquanto isso, no cenário internacional, a worldsteel realizou uma assembleia na Alemanha, e premiou empresas que se destacaram em sustentabilidade, investindo em tecnologias para produzir aço mais limpo e menos agressivo ao meio ambiente. Esse contraste evidencia o quanto precisamos avançar para competir em padrões globais.
Na seção Energia, trazemos uma reflexão sobre como os conflitos no Golfo têm acelerado a expansão do mercado de veículos elétricos e híbridos, reduzindo a dependência do petróleo. Também destacamos o avanço das fontes alternativas, cada vez mais presentes na vida moderna.
E apear do que falamos aí em cima, em nossa seção Estatísticas , você vai encontrar boas notícias. A Anfavea divulgou resultados
AÇO: FUTURO INCERTO
expressivos em março, com recordes de produção e vendas no setor automotivo. Esses números mostram que programas inteligentes e bem estruturados podem impulsionar setores estratégicos da economia brasileira.
Encerramos esta edição com novidades na seção Vitrine, apresentando investimentos e lançamentos que reforçam a importância da inovação e da atualização constante.
Agradecemos, mais uma vez, a presença de nossos leitores, que nos colocam entre os veículos mais acessados no campo empresarial, especialmente na cadeia siderúrgica. É com esse apoio que seguimos em frente, buscando contribuir para o debate, bem como para o fortalecimento da indústria nacional.
Boa leitura!
Henrique Patria Editor-chefe henrique@grips.com.br
Ano 27 – nº 195 – Abril de 2026
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RAZÕES PARA CELEBRAR, MAS TAMBÉM PARA
CELEBRAR, PARA REFLETIR
Em abril, a comemoração do Dia Nacional do Aço enfatiza a importância da liga na economia e na sociedade. Mas o “aniversariante” reivindica alguns presentes melhores no futuro.
No atual estágio de desenvolvimento da sociedade, é impossível imaginar o mundo sem o uso do aço. Nem de longe é exagerado dizer que o ciclo dele é o ciclo da vida, porque está presente nas relações humanas, nos sonhos de consumo, na esperança de cura, na intimidade dos lares e nos ideais de evolu -
MARCUS FREDIANI
DIA NACIONAL DO AÇO
ção da Humanidade. E, claro, a produção da liga é um forte indicador do estágio de desenvolvimento econômico de um país. Por isso tudo – e não seria errado dizer que por muito mais –, a comemoração do Dia
Nacional do Aço, no dia 9 de abril, é tão importante como verdadeira reverência à liga, que construiu o passado, edifica o presente, e nos conduz sempre a um futuro melhor.
E a data da celebração não foi criada ao acaso. Ela foi instituída em homenagem à fundação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em 9 de abril de 1941, durante o governo de Getúlio Vargas, no auge do período conhecido como “Estado Novo”, com o intuito de modernizar o país. Considerada a primeira Usina siderúrgica pesada do Brasil, ela surgiu em um momento crucial no qual nossa economia passava por uma transformação profunda e estratégica rumo à sua industrialização, na tentativa de descolar o estereótipo de que éramos apenas um país exportador de commodities agrícolas e nada mais. Fator que acelerou essa mudança foi a Segunda Guerra Mundial, que já estava em curso, em um momento no qual os países europeus e os Estados Unidos, focados quase que exclusivamente na produção para suprir o conflito armamentista. E, como resultado, o Brasil parou de receber produtos industrializados, passando a ter a necessidade fabricá-los internamente.
EVOLUÇÃO CONSTANTE
Sem dúvida, o ato oficial de fundação da CSN no início da década de 1940 logo ganhou a pecha de “orgulho nacional”. Porém, foram necessários cerca de cinco anos para a produção nacional de aço efetivamente acontecer, com a inauguração de seu Alto-Forno I em 1946, considerado efetivamente o marco inicial da siderurgia moderna no Brasil, e o catalisador de um novo ciclo de crescimento industrial do país. A partir daí, a CSN se tornou a primeira produtora integrada de aços planos em território brasileiro, reduzindo a dependência externa e impulsionando a produção nacional.
Porém, foi só em 1950 que a produção em larga escala da usina, com todas as suas linhas funcionando, conseguiu elevar a fabricação brasileira de aço bruto para 788 mil toneladas, triplicada já no início dos anos 1960. E, a partir daí, o processo deslanchou, com a chegada de novas siderúrgicas. Em 1962, a Usiminas foi inaugurada em Ipatinga/MG, com participação japonesa. No ano seguinte, veio a Cosipa, em Cubatão/SP, e no final da década de 1970, teve início a construção da Açominas, em Ouro Branco/MG, que, entretanto, só começou a operar em 1986.
Fato marcante nessa trajetória se deu particularmente nos anos da década de 1990,
Foto: AVB
Ricardo Penido de Azeredo - AVB
DIA NACIONAL DO AÇO
com o movimento de privatização de todas as gigantes da siderurgia nacional, como foi o caso da Usiminas (1991), da Acesita (1992), da CSN (1993), da Cosipa (1993) e da Açominas (1997), que foram vendidas para aumentar sua competitividade, modernizar a produção e reduzir a dívida pública, resultando em maior produtividade, criando um ponto de inflexão na reestruturação da economia brasileira, marcando a transição do modelo estatal para a iniciativa privada.
Com resultado da dinâmica de evolução do setor siderúrgico brasileiro, já nos anos 2000, alguns marcos emblemáticos foram as inaugurações da Aço Verde do Brasil (AVB) – a primeira siderúrgica carbono neutro do mundo –, em 2015, localizada em Açailândia/MA; a aquisição da ThyssenKrupp CSA do Rio de Janeiro pela Ternium Brasil, em 2017; e ainda diversas aquisições do Grupo ArcelorMittal, como a Votorantim Siderurgia, em 2018, apenas para citar alguns exemplos das dinâmicas que aconteceram e continuaram a acontecer na sequência até os dias atuais.
REFLEXÕES NECESSÁRIAS
Com tudo isso, o Brasil se tornou o maior produtor de aço da América do Sul e figura entre os principais fabricantes globais de aço bruto, movimentando valores bilionários, e em -
pregando milhares de pessoas. Contudo, a indústria do aço no Brasil, ao longo dos últimos anos vem enfrentando um cenário, caracterizado pela queda na produção nacional, redução nas vendas e um forte aumento nas importações, principalmente da China, que chegam a preços absurdamente menores e, por tabela, mais competitivos. Tal situação tem feito as usinas locais a operarem abaixo de sua capacidade nominal, resultando em cancelamento de investimentos e temores de desindustrialização. E isso, evidentemente preocupa, colocando uma nuvem escura que quebra o clima de comemoração do Dia Nacional do Aço, levando a algumas reflexões.
“Essa celebração é um momento oportuno para avaliar, com realismo, as condições em que a cadeia produtiva do aço opera hoje no Brasil, especialmente no segmento de processamento. O aço segue como um insumo essencial para a atividade industrial, presente nos mais diversos setores. No entanto, sua relevância também exige atenção aos elos que sustentam essa cadeia. E o processamento, responsável por transformar o material em produtos com especificações técnicas adequadas, é um desses pontos-chave. Só que, ao mesmo tempo, é também um dos mais pressionados”, destaca Ricardo Martins, presi -
Siderurgia Brasil 195 - Abril - 2026
Foto: Abimetal-Sicetel
Ricardo Martins - Abimetal-Sicetel
dente da ABIMETAL-SICETEL, reiterando que o avanço das importações de produtos já transformados, especialmente provenientes da China, está entre os principais fatores a exercer tal pressão.
E ainda segundo o executivo, os impactos vão além do desempenho imediato do setor. Há efeitos sobre o emprego, sobre o nível de atividade industrial e sobre a própria integração da cadeia, que passa a operar de forma mais fragmentada, com impactos que se distribuem desde a produção siderúrgica até os segmentos consumidores. E isso, sem falar nos desafios estruturais relevantes, tais como custos elevados, complexidade regulatória e
um ambiente tributário oneroso fazem parte do contexto em que a indústria opera.
“Por isso, considero que o debate sobre o aço precisa avançar. Não basta reconhecer sua importância: é necessário discutir as condições concretas de produção e transformação no país. A busca por maior equilíbrio concorrencial não é uma agenda setorial, mas uma condição para a sustentabilidade da indústria. E o Dia Nacional do Aço pode e deve cumprir esse papel de reflexão. Se houver avanços nesse sentido, será possível preservar a capacidade produtiva e manter a indústria ativa. Caso contrário, o risco é de continuidade de um processo de perda de competitividade que já apresenta sinais claros”, alerta Martins.
Foto:
Freepik
DIA NACIONAL DO AÇO
BIOINOVAÇÃO APLICADA
No Dia Nacional do Aço, é também im portante reforçar que o presente e futuro da siderurgia passam pela integração en tre eficiência industrial e sustentabilidade. Na Aço Verde do Brasil, essa transformação começa na origem do processo produtivo, com uma base florestal estruturada, bioino vação e o uso do biocarbono como insumo renovável.
"Esse modelo nos permite operar com cerca de 0,02 tonelada de CO₂ por tonelada de aço produzido, frente a uma média global próxima de 1,89 tonelada, o que posiciona a AVB entre os benchmarks da siderurgia de baixa emissão no mundo. Trata-se de um resultado construído a partir de decisões estruturais, com controle da cadeia e integração entre floresta, energia e produção”, sublinha Ricardo Penido de Azeredo, superintendente comercial da empresa.
verde já é uma realidade, com escala e competitividade, e tende a ser cada vez mais central na transformação da siderurgia global”, finaliza Azeredo.
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Desde 2016, estamos construindo um mundo sustentável, presentes hoje e no futuro das principais obras do país.
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UMA AULA SOBRE A ARTE DE
ASIÁTICO – PARTE II DE NEGOCIAR COM A CHINA
Na China, você não entra em um negócio pela porta da empresa, e sim pela porta do relacionamento. Essa é a principal lição para quem quer entrar no mercado chinês.
MARCUS FREDIANI
Quem se arvora a fazer negócios com a China geralmente sente que enfrentará um terreno complexo, no qual cada passo pode ser desafiador. E essa percepção é real: traduzir a China vai muito além de converter palavras de um idioma para outro. Trata-se de compre -
ender aspectos culturais únicos, como mentalidade, hierarquia, tempo, riscos e, sobretudo, a construção de confiança sólida.
Esse é um dos segredos revelados por Theo Paul Santana, brasileiro que há 15 anos vive e negocia com os chineses, por meio da Destino China, plataforma de inteligência de mercado que conecta empresas brasileiras a oportunidades reais naquele país.
Em março, Santana esteve no Brasil para fazer o lançamento de seu livro O Brasileiro que Decifrou a China , um verdadeiro manual prático da cultura chinesa aplicada aos negócios. A revista Siderurgia Brasil aproveitou a ocasião para entrevistá-lo, o que resultou nesta conversa exclusiva e esclarecedora, dando continuidade à matéria que publicamos em nossa edição anterior. Confira!
Siderurgia Brasil: Theo, no seu livro você fala que negociar com a China é diferente de qualquer processo convencional. Como isso funciona?
Em 15 anos na China, aprendi que não se vende um produto, mas se constrói uma relação que, com paciência, viabiliza a transação. O maior diferencial competitivo de um estrangeiro não é financeiro nem tecnológico, mas o entendimento cultural. Logo per -
Foto: Divulgação
cebi a enorme assimetria de informação: empresas brasileiras chegavam com expectativas baseadas em estereótipos, enquanto as chinesas vinham ao Brasil sem compreender nuances regulatórias e culturais. Essa lacuna custava contratos e oportunidades. Foi para reduzir esse ruído que criei a plataforma Destino China, com o objetivo de melhorar a qualidade das decisões de negócios, traduzindo não apenas a língua, mas o contexto, a lógica e as expectativas, dentro do conceito do guanxi
O que é isso?
Guanxi é um termo do mandarim que expressa um conceito cultural essencial nos negócios na China. Ele significa que não se entra em uma empresa pela porta da proposta comercial, mas sim pela do relacionamento. Antes de qualquer contrato, há uma fase obrigatória de construção de confiança, baseada em conexões sociais genuínas e tempo investido. E tal processo não é protocolo vazio: é como o parceiro chinês avalia a confiabilidade, compromisso de longo prazo e capacidade de o candidato a parceiro honrar acordos diante de imprevistos.
Qual a mecânica dele?
O guanxi opera sobre três pilares: o xin -
ren (confiança interpessoal profunda); o mianzi (“face”, o capital de reputação pública que jamais pode ser comprometido), e o renqing (“reciprocidade”, que é a obrigação implícita de retribuir favores com valor agregado. Ignorar qualquer um desses pilares é o caminho mais rápido para encerrar uma negociação que parecia promissora. Assim, para empresas brasileiras, a lição central é simples: invista tempo antes de investir dinheiro.
Só que no mundo capitalista, no qual os negócios precisam avançar rápido, isso não pode parecer um tanto contraditório?
Sim, até pode. Contudo, se você não cumprir esse protocolo, todo o seu esforço comercial certamente estará fadado ao fracasso. O maior problema que vejo nisso é os empresários estrangeiros chegarem à China com a lógica ocidental de que o negócio antecede o estabelecimento da relação de confiança, e esperar que isso funcione. Na China é o contrário: o relacionamento vem primeiro e o negócio é consequência dele. Quem não entende essa diferença, interpretando a fase inicial de construção de confiança como perda de tempo, fatalmente cometerá erros graves e caros, fazendo tudo derivar para o insucesso.
Sendo assim, na prática, como os empresários brasileiros devem se preparar para não falhar e morrer na praia na
primeira conversa com um candidato a parceiro chinês?
A primeira preparação é mental: abandonar o curto prazo. O chinês pensa em décadas, não em trimestres. Se um parceiro exigir decisão rápida, será educadamente descartado, pois demonstrará falta de compromisso com uma relação duradoura. A segunda, envolve hierarquia e “face”: nunca contradiga um interlocutor sênior diante de sua equipe, pois isso é visto como humilhação pública e encerra vínculos. E leve alguém de nível equivalente ao chinês com quem você vai conversar. E é importante destacar que, no processo, silêncio é reflexão, não insegurança, e um “sim” pode sig -
nificar apenas “ouvi o que você disse”. Já a terceira preparação é prática: usar intermediários culturais, pois consultores que transitam entre as duas culturas reduzem riscos e os mal-entendidos e aceleram a construção do guanxi. E documente tudo com rigor técnico: encontros sociais aproximam, mas contratos bem escritos protegem.
Então, a coisa toda parece ser quase um “casamento”, não é?
Na verdade, na analogia correta é “um namoro longo antes do casamento”: você não casa com alguém que acabou de conhecer, não importa quão bom seja o contrato pré-nupcial. E vale lembrar que no modelo chinês, um contrato não é o ponto final, e sim um ponto de partida de um processo que avança conforme a relação evolui, no qual a confiança humana não pode ser substituída pela garantia jurídica porque, em muitos contextos na China, a capacidade de fazer cumprir um contrato depende das suas relações com a rede do guanxi : um parceiro confiável abrirá portas que nenhum escritório de advocacia consegue abrir.
Falando da realidade da indústria siderúrgica brasileira, em que assistimos trocas de farpas contra a falta de isonomia de mercado, gerada pela chamada “invasão” do aço chinês, qual é a saída tangível para estabelecer esse nível de confiança?
Bem, os números falam por si: em 2025,
o Brasil importou aproximadamente 5,7 milhões de toneladas de aço laminado — 168% acima da média histórica de 2,2 milhões de toneladas/ano, segundo o Instituto Aço Brasil. E a China respondeu por mais de 60% desse volume, com preços entre 30% e 35% abaixo do aço nacional. Só que o gap de preço não é coincidência de mercado, e sim resultado de uma política industrial estrutural. Segundo a OCDE, a taxa de subsidiação do aço chinês é dez vezes superior à média dos países que compõem a organização, na proporção das receitas das empresas.
Mas isso não acaba tendo cara de dumping , que nem mesmo o sistema de cotas-tarifas brasileiro está dando conta de resolver?
Na verdade, é só uma questão baseada em uma realidade. Siderúrgicas chinesas exportam com margens negativas de até US$ 32 por tonelada, ou seja, abaixo do próprio custo de produção, sustentadas por crédito estatal subsidiado e pela prioridade de manter empregos. Com isso, as cotas-tarifas implementadas em 2024 foram insuficientes porque o modelo foi contornado de três formas simultâneas: redução adicional de preços para absorver a tarifa de 25%; importação de produtos com pequenas variações técnicas fora dos códigos tributários cobertos; e antecipação de importações antes da vigência das medidas. Já o antidumping definitivo de fevereiro
de 2026, com sobretaxas de até US$ 710 por tonelada, representa um patamar de proteção mais robusto, mas seus efeitos reais ainda estão sendo avaliados.
Diante disso, resistir é inútil? E se não for, qual a solução?
Resistir não é inútil, mas apenas com tarifas é insuficiente. A saída sustentável exige três vetores combinados. Primeiro: defesa comercial efetiva, com “cota dura” de importação e ajuste de carbono na fronteira, já em adoção pela União Europeia. Segundo: diferenciação produtiva, explorando vantagens da siderurgia brasileira — minério de ferro de alta qualidade, posição geográfica e custos energéticos competitivos — e apostando em aços especiais de maior valor agregado, em contraste ao modelo chinês de commodities . E terceiro: diplomacia comercial ativa, coordenando ações com mercados emergentes para formar coalizões multilaterais. Resistir sozinho e de forma reativa é insuficiente; resistir com estratégia é a única alternativa.
E, de alguma forma, o Brasil pode se beneficiar da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China?
Primeiro, é preciso entender que guerra comercial entre EUA e China não é conjuntural, mas sim expressão de uma disputa estrutural pela hegemonia tecnológica, industrial e geopolítica no século 21. No curto prazo, já isso já se materializa nas tarifas americanas da Seção 232 (50% sobre aço e alumínio), e nas tarifas IEEPA sobre produtos chineses, que atingiram 145% em maio de 2025, antes do acordo parcial de Genebra. No médio prazo, o mundo caminha para uma “desglobalização seletiva”, com cadeias de suprimento reorganizadas em blocos geopolíticos e o avanço do friend-shoring , como nos EUA e Europa. E no longo prazo, a variável decisiva será tecnológica: o Brasil precisa investir em inovação tecnológica, não se limitando à exportação de commodities , o que o deixa economicamente vulnerável. Isto é, o Brasil tem os ativos, mas falta a estratégia, inclusive na siderurgia, setor em que há muito espaço para ampliar as vendas de aços semiacabados à China.
Foto: Divulgação
Théo Paul Santana é titular da Plataforma Destino China e autor do Livro: O Brasileiro que decifrou a China
SUSTENTABILIDADE SIDERURGIA
A Associação Mundial do Aço (worldsteel)
reconheceu 14 empresas como Campeãs da Sustentabilidade do Aço pelo seu trabalho em 2025.
HENRIQUE PATRIA
Em sua nona edição, o Programa Campeões da Sustentabilidade do Aço homenageou os membros da worldsteel que demonstram com maior clareza seu compromisso traduzido em ações em prol do desenvolvimento sustentável, por meio de seu envolvimento nas atividades da entidade.
Reconhecidas pelo nono ano consecutivo, a Tata Steel e a Tenaris são campeãs desde o lançamento do programa em 2018. No primeiro
SUSTENTABILIDADE EM ALTA NA
Foto: Freepik
ano dele, a worldsteel reconheceu apenas seis membros, por isso está muito satisfeita em ver um aumento constante no número de membros qualificados e reconhecidos pelo cumprimento de metas mais exigidas.
Segundo a entidade, a sustentabilidade tornou-se muito mais do que uma ambição: agora é um imperativo que molda a forma como vivemos, trabalhamos e construímos o futuro.
Nesse contexto, a indústria siderúrgica, como pilar da sociedade moderna, reconhece seu papel vital na promoção do progresso sustentável. Da infraestrutura que conecta comunidades às inovações que impulsionam uma economia de baixo carbono, o aço continua sendo a espinha dorsal da transformação e, com isso, vem a responsabilidade de liderar com propósito.
Complementarmente, o setor está desempenhando seu papel de medir, gerir e aprimorar seu desempenho nas questões mais importantes, reforçando sua determinação compartilhada em atender às expectativas em constante
evolução da sociedade, e em contribuir de forma significativa para um futuro sustentável do nosso planeta.
As empresas agraciadas com o Diploma e o Reconhecimento Mundial de seus esforços foram:
ArcelorMittal
Corporação de Aço da China (CSC)
EMSTEEL
Gerdau SA
HBIS Group Co., Ltd.
Companhia de Aço HYUNDAI
InfraBuild
Corporação de Aço JFE
Grupo Jingye
JSW Steel Limited
POSCO Holdings
Tata Steel
Tenaris
Térnium
Foto: worldsteel
Foto: worldsteel
O AÇO E A SOBERANIA
A indústria do aço brasileira opera com um nível de ociosidade preocupante, desafiada pela entrada massiva de produtos importados em condições de concorrência desleal.
Ahistória das nações que hoje ocupam o topo da pirâmide econômica global não foi escrita por acaso. Ela é o resultado direto de uma escolha deliberada: a construção de uma base manufatureira robusta, resiliente e tecnologicamente avançada. Olhando para o cenário internacional, fica claro que não discutimos apenas números da balança comercial, e sim a soberania industrial. Não existe nação forte sem indústria forte.
JORGE OLIVEIRA*
SOBERANIA INDUSTRIAL
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OPINIÃO
A indústria do aço nacional não é apenas um setor econômico, mas a ponta de lança que define a capacidade do Brasil de ser protagonista, e não apenas espectador, das cadeias globais de valor, principalmente em um mundo afetado por conflitos geopolíticos imprevisíveis.
No dia 9 de abril, quando celebramos o Dia Nacional do Aço, somos convocados a uma reflexão profunda sobre o papel do dele no projeto de nação que desejamos. O aço é a base da modernidade. Ele atua como o coração de um ecossistema que irriga segmentos vitais: da indústria automotiva e da linha branca à energia, infraestrutura e construção civil.
Países fortes têm indústrias fortes porque compreendem que a manufatura é o maior multiplicador de prosperidade existente. No Brasil, o setor do aço é um gigante que possui uma capacidade instalada de cerca de 51 milhões de toneladas de aço bruto por ano, colocando-nos como o maior produtor da América Latina e um dos principais players globais.
Defender o aço nacional, como temos
feito nos últimos anos, é defender o crescimento econômico, o emprego de qualidade e a renda. A capilaridade do setor é incomparável: cada posto de trabalho gerado no chão de fábrica de uma planta industrial sustenta uma vasta rede de serviços, logística e suprimentos. É um ciclo que promove o desenvolvimento regional sustentável e a qualificação da mão de obra. Contudo, esse motor enfrenta desafios críticos. Um deles é a desindustrialização.
Os números do IBGE são um alerta dramático: em 1985, a indústria de transformação representava cerca de 36% do PIB brasileiro. Hoje, esse patamar oscila entre 11% e 12%. Se considerarmos a indústria geral (transformação, extrativa e construção), a queda foi de 48% para cerca de 25%. Essa retração compromete a nossa capacidade de inovação e nos torna vulneráveis a choques externos. Quando a indústria encolhe, o país perde capital intelectual e tecnologia que levaram décadas para serem desenvolvidos. Nesse cenário perigoso, fortalecer o “Feito no Brasil” é um ato de inteligência estratégica.
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Serão milhares de Empresários, Diretores, CEOs e Alta Gerência de empresas do Agronegócio e Agribusiness, Proprietários rurais, Engenheiros agrônomos, Operadores logísticos, Autoridades governamentais, Cooperativas, Faculdades, Institutos de pesquisas e demais pessoas ligadas ao setor. Pessoas com capacidade de decisão nos postos que ocupam.
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Outro desafio é que a indústria do aço brasileira opera com um nível de ociosidade preocupante, desafiada pela entrada massiva de produtos importados em condições de concorrência desleal, muitas vezes subsidiados em seus países de origem. O Instituto Aço Brasil tem alertado para o fato de que o excedente de capacidade global, que ultrapassa as 600 milhões de toneladas e com perspectiva de ultrapassar 700 milhões de toneladas até 2027, busca mercados abertos como o nosso, ameaçando a sustentabilidade das nossas usinas. Medidas de defesa comercial têm sido adotadas pelo governo e temos mantido diálogo constante para avaliar a eficiência e buscar alternativas.
Jorge
Oliveira é presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO ArcelorMittal Aços Planos LATAM,
Para que o aço brasileiro continue a ser a base da nossa infraestrutura, precisamos fazer frente às distorções do comércio internacional. É uma questão de resiliência: economias que dependem exclusivamente de suprimentos externos descobrem, em momentos de crise, o preço da perda de sua autonomia produtiva. Os atuais conflitos no Oriente Médio mostram exatamente isso.
O futuro do Brasil passa, obrigatoriamente, por uma indústria valorizada e reconhecida como o motor do bem-estar social. O
setor do aço brasileiro já é um dos mais eficientes do mundo em termos de sustentabilidade, utilizando uma matriz energética mais limpa do que a média global, com forte presença de carvão vegetal de florestas plantadas e altos índices de reciclagem de sucata. O futuro também passa pelas pessoas que integram nossos times, que se dedicam e trabalham dia a dia na construção de pontes para um mundo mais justo. Para que essa vocação se transforme em crescimento real, precisamos estancar a desindustrialização com urgência. Isso envolve reformas estruturais, redução do Custo Brasil e o fortalecimento de programas como o Nova Indústria. Precisamos de um país que cada vez mais enxergue na indústria a solução para a produtividade nacional.
A construção do país que desejamos para as próximas gerações começa agora, com a defesa de nossos ativos e a valorização da nossa capacidade técnica. E o aço é o alicerce dessa construção. Fortalecê-lo é garantir que tenhamos a firmeza necessária para construir nosso próprio destino. É hora de o Brasil olhar-se no espelho, avaliar de frente o reflexo da realidade e construir o nosso futuro.
Foto: Mosaico Imagem
Segundo a ABVE, em março de 2026 o Brasil registrou 35.356 emplacamentos de carros elétricos, quase três vezes mais do que março de 2025. O crescimento reflete avanços tecnológicos, expansão da rede de eletropostos e maior geração de energia solar, e também está sendo impulsionado pela alta dos combustíveis provocada por crises geopolíticas.
O recente conflito entre Estados Unidos e Irã elevou o preço da gasolina em 7,5%, e do diesel em até 24%, cenário semelhante ao da guerra Rússia-Ucrânia, que já havia incentivado a migração para os veículos eletrificados. E, segundo uma recente pesquisa da Global EV Alliance, 62% dos proprietários brasileiros destacam a economia nas recargas como principal motivação de compra. E, nesse cenário, a energia solar também desempenha papel estratégico: 86% dos motoristas recarregam seus veículos diariamente ou semanalmente, e cerca de 3 milhões de residências já produzem eletricidade fotovoltaica. Mas a infraestrutura ainda exige evolução. Embora o país já conte com mais de 21 mil eletropostos, sendo 31% de recarga rápida, 95%
CRISES GLOBAIS E O FUTURO DOS CARROS ELÉTRICOS
dos motoristas afirmam que planejar viagens com elétricos demanda mais cuidado do que aquelas realizadas com carros a combustão. Paralelamente, equipamentos domésticos como wallboxes se tornaram mais acessíveis, mas, mesmo assim, ainda exigem atenção com a segurança e a manutenção.
Mesmo com limitações em áreas urbanas verticalizadas, a infraestrutura brasileira avança e fortalece a confiança dos consumidores. O debate tende a evoluir da simples disponibilidade de pontos de recarga para questões como eficiência e gestão das redes. A instabilidade do petróleo acelera a intenção de compra, mas a necessidade de avanços prévios em tecnologia e energia renovável mostra que a transição não depende apenas das crises, mas sim da criação de um protocolo de alinhamento à tendência irreversível da mobilidade elétrica.
Nota do editor: Esta informação foi gerada a partir de um artigo de Rodrigo Oliveiragerente de produtos para energias renováveis da Fluke apresentado em nosso portal: www.siderurgiabrasil.com.br
Foto: Fluke Divulgação
O mercado livre de energia no Brasil segue em expansão, com novas 21.735 unidades migradas em 2025, ampliando o acesso de empresas de diversos setores. O avanço, porém, traz novos desafios: maior previsibilidade, segurança jurídica e equilíbrio nas relações comerciais. Consumidores buscam contratos robustos e parceiros capazes de mitigar riscos diante da vo -
De acordo com Evandro Gussi, presidente-executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (ÚNICA), em março o etanol atuou como amortecedor contra a alta da gasolina, garantindo economia superior a R$ 2,5 bilhões. Enquanto o preço da gasolina subiu de R$ 6,30 para R$ 6,78 por litro, o etanol se manteve competitivo, variando apenas
MERCADO LIVRE
DE ENERGIA: EXPANSÃO E DESAFIOS
latilidade e das mudanças regulatórias. O tema foi debatido no Energy Solutions Show 2026, evento corporativo que aconteceu em abril em São Paulo, que reuniu especialistas para discutir gestão de riscos, eficiência energética e sustentabilidade do modelo. Mais informações em https://www.energysolutionsshow.com.br/pt/ congressista/programacao.html
ETANOL: ESCUDO
CONTRA A ALTA
DA GASOLINA
de R$ 4,61 para R$ 4,70. A paridade ficou em 69,3%, abaixo do limite técnico de 73%, reforçando a vantagem econômica dele. Além de reduzir custos ao consumidor, o biocombustível evitou a importação de 2,3 bilhões de litros de gasolina, que custariam R$ 2,2 bilhões. O desempenho está atrelado a políticas públicas e à safra recorde de 2026.
Foto: Freepik
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SETOR AUTOMOTIVO MOSTRA SINAIS DE RETOMADA
A Anfavea celebrou os resultados de março de 2026. A produção de autoveículos atingiu 264,1 mil unidades, melhor marca mensal desde outubro de 2019, com avanço de 35,6% sobre março de 2025 e 27,6% frente a fevereiro. Os emplacamentos somaram 269,5 mil unidades, melhor março desde 2013 e segundo maior resultado desde dezembro de 2014.
Outro bom resultado veio do segmento de caminhões que reagiu com 8,8 mil unidades emplacadas, alta de 31,9% sobre fevereiro, embora o 1º trimestre ainda registre queda de 21,1%. Para Igor Calvet, presidente-executivo da Anfavea, a expectativa é de melhora contínua, impulsionada pelo programa federal Move Brasil, que oferece financiamento
especial para renovação da frota. No entanto, ele ressalta, que os juros elevados que permanecem no Brasil e não tem prazo para cair, seguem como entrave, sobretudo para caminhões pesados.
As exportações cresceram para 40,4 mil unidades, alta de 21,1% sobre fevereiro e 1,1% frente a março de 2025, reduzindo a queda trimestral para 18,5%, com perspectivas positivas pela retomada de mercados estratégicos. No acumulado do ano, a produção soma 634,7 mil unidades, 6% acima do 1º trimestre de 2025, enquanto os emplacamentos totalizam 625,2 mil veículos, avanço de 13,3% sobre igual período do ano anterior.
Fonte: Anfavea
SETOR SIDERÚRGICO ENFRENTA DESEQUILÍBRIOS
Segundo o Instituto Aço Brasil, entidade que representa os produtores de aço no Brasil, a produção nacional de aço bruto no 1º Trimestre de 2026 foi de 8,1 milhões de toneladas, registrando queda de 3,1% frente ao mesmo período de 2025.
Ainda nos primeiros três meses deste ano, as importações de laminados atingiram 1,57 milhão de toneladas, uma alta de 8,3%. Anualizado, esse volume deverá chegar a 6,26 milhões de toneladas, o que representará três vezes a média de 2000-2019 (2,2 milhões), e será 9% acima do total importando em 2025 (5,75 milhões).
Mesmo com cotas tarifárias e medidas antidumping – incluindo a taxa de 25% sobre la -
minados chineses –, o fluxo de entrada no país segue elevado. Por sua vez, as vendas internas no 1º Trimestre de 2026 somaram 5,1 milhões de toneladas, cravando um recuo de 1,1%. Já o consumo aparente foi de 6,6 milhões, uma queda de 0,8%.
Enquanto isso, as exportações cresceram 12,1%, alcançando 2,8 milhões de toneladas.
O Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) fechou abril em 51,7 pontos, o que representa um avanço de 2,4 pontos. A proximidade da pontuação à linha de 50 reflete expectativas positivas dos CEOs para os próximos seis meses, apesar das incertezas do cenário atual.
Fonte: Instituto Aço Brasil
PRODUÇÃO MUNDIAL DE AÇO: QUEDA E CONTRASTES
Segundo a Associação Mundial do Aço (worldsteel), a produção mundial de aço bruto nos 69 países acompanhados pela entidade, que representam cerca de 85% da produção global de aço, foi de 159,9 milhões de toneladas em março de 2026, o que representou uma queda de 4,2% em comparação com março de 2025.
Pela ordem, os dez principais países produtores mundiais foram: China, com 87,0Mt – queda de 6,3% em relação a março de 2025; Índia, com 15,3Mt – aumento de 9,4%; Estados Unidos, com 7,2Mt – aumento de 5,2%; Japão, com 6,9Mt – queda de 4,1%; Rússia, com 5,4Mt (estimado) –queda de 11,4%; Coreia do Sul, com 5,4Mt, empatado com a Rússia – aumento de 1,5%; Turquia, com 3,3Mt –
aumento de 6,4%; Alemanha, com 3,3Mt – aumento de 7,5%; Brasil, com 2,8Mt – queda de 2,5%; Vietnã, com 2,2Mt (estimado) – aumento de 5,7%.
A África produziu 2,2 Mt com aumento de 11,6% em relação a março de 2025. A Ásia e a Oceania produziram 119,3 Mt com queda de 3,9%. A UE (27) produziu 11,4 Mt com queda de 4,6%. A Europa e outras regiões produziram 3,8 Mt, e aumento de 4,9%. O Oriente Médio produziu 3,5 Mt com queda de 33,5%. A América do Norte produziu 9,5 Mt, com aumento de 3,5%. A Rússia e outros países da CEI, além da Ucrânia, produziram 6,6 Mt, e queda de 7,9% e a América do Sul produziu 3,6 Mt, cm queda de 0,5%.
Fonte: worldsteel
MARÇO AQUECE MERCADO DE AÇOS PLANOS
O Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (INDA) divulgou os números de março para o setor de aços planos.
O desempenho surpreendeu e foi positivo tanto em compras como nas vendas, e também com forte retração nas importações. As vendas cresceram 18,4% sobre o mês de fevereiro, atingindo 351,9Mt, e avançaram 6,1% na comparação anual. As compras somaram 354,8Mt, uma alta de 16% frente ao mês anterior, e 7,3% sobre março de 2025. Já os estoques mantiveram estabilidade, com leve alta de 0,2%, totalizando 1.138,6Mt, equivalentes a 3,2 meses de vendas.
Por sua vez, as importações recuaram 33% em relação a fevereiro, e 21% em relação ao ano anterior, encerrando em 271,4 mil toneladas. De acordo
com Carlos Loureiro, presidente do INDA, a expectativa para abril é de retração de 7,5% em compras e vendas, sinalizando ajuste após o forte crescimento registrado em março.
Mas, ainda segundo ele, o grande problema está na importação do chamado “aço contido”, que chega ao Brasil já processado na forma de veículos, máquinas, implementos e utensílios, afetando a cadeia industrial e produtiva, e “roubando” empregos de nossas empresas.
(NE: Apresentamos uma análise sobre o tema em entrevista publicada nesta edição da revista Siderurgia Brasil, com o título “O Voo do Dragão Asiático – Parte 2”, que sugerimos sua leitura)
Fonte: INDA
ANIVERSÁRIO DE EMPRESA
No dia 22 de abril, a Volkswagen Caminhões e Ônibus comemorou seu aniversário de 45 anos, consolidada como referência no setor de veículos comerciais destinados ao transporte de cargas e passageiros.
Pioneira no desenvolvimento de soluções elétricas no Brasil, a montadora também investe continuamente em outras alternativas sustentáveis, como os biocombustíveis.
Nos últimos anos, a jornada de sustentabilidade da Volkswagen Caminhões e Ônibus ganhou ainda mais força, com iniciativas alinhadas ao plano de descarbonização, um dos pilares da estratégia ESG da empresa. E em
seu aniversário, ela reafirma seu compromisso com um crescimento responsável e com a construção de um futuro mais sustentável para o transporte.
Foto: Divulgação
PARCERIA FORTALECE MATRIZ ELÉTRICA
A Qair, empresa independente de energia e a Ultragaz, líder na distribuição de GLP no Brasil, firmaram um Contrato de Compra de Energia (PPA) para o projeto solar Bom Jardim, em Icó/CE.
Em operação desde 1º de janeiro de 2026, a usina fornecerá cerca de 131,5GWh anuais de energia limpa, apoiando a transição energética da Ultragaz, e diversificando a matriz elétrica nacional.
A Qair opera 618MW em ativos eólicos e solares no país, e desenvolve um pipeline de 13GW, incluindo projetos de eólica offshore e hidrogênio renovável, consolidando sua atuação sus-
Foto: Globo.com
tentável e competitiva no mercado brasileiro. A Ultragaz integra o grupo Ultrapar, que também atua na distribuição de combustíveis (Ipiranga), armazenagem de granéis líquidos (Ultracargo) e soluções integradas de logística (Hidrovias).
Fonte: Usina de Icó
MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL
EM CRESCIMENTO
A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) divulgou que a capacidade global de geração renovável chegou a 5.149GW após a incorporação de 692GW em 2025. As fontes renováveis continuam liderando a expansão da matriz elétrica mundial, respondendo por 85,6% das novas adições, e uma pequena participação das fontes não renováveis. “Em meio a um período de incertezas, a energia renovável permanece consistente e firme em sua expansão. E isso não apenas indica a preferência do mercado, mas também apresenta um forte argumento para a resili -
ência da energia renovável com uma clareza brutal. Um sistema de energia mais descentralizado, com parcela crescente de energias renováveis e mais participantes do mercado, é estruturalmente mais resiliente”, afirma Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA..
Fonte: Portal Petronotícias
INVESTIMENTOS EM AMPLIAÇÃO
Airton Cousseau, presidente e CEO da Hyundai Motor Brasil, montadora coreana instalada em Piracicaba/SP, divulgou investimentos de US1,1 bilhão até 1932, a fim de realizar atualizações tecnológicas em seus
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veículos, otimizar seus processos de fabricação. e produzir diversos modelos de forma eficiente, em linhas compartilhadas. A fábrica recebeu melhorias para ampliar a sua produção em até 215 mil unidades anuais, e anuncia o lançamento de um novo modelo que estará configurado em seu portfólio entre o HB 20 e o Creta, os modelos mais comercializados no Brasil. Com isso a empresa espera atender às demandas do mercado que, segundo seus dirigentes, estão em expansão não só no país, como também em toda a América do Sul, onde são comercializados
Foto: Freepik
Divulgação Hyundai
EXPANSÃO DE PROCESSADORA DE AÇO
Foto: Divulgação PCP
A PCP Steel, empresa fundada em 1978 e sediada em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, anuncia investimento de R$ 120 milhões em uma nova unidade localizada em Farroupilha/ RS. O empreendimento terá cerca de 15.000m² de área construída, totalmente dedicado ao processamento de produtos siderúrgicos. A expansão busca ganhos de eficiência, melhorias logísticas e maior integração entre processos com a meta de superar 250 mil toneladas de aço/ano. A nova unidade deverá empregar cerca de 100 trabalhadores localizados na região no entorno da nova fábrica. Já a unidade original em Caxias do Sul seguirá em operação, preservando sua relevância histórica.