
INTERNACIONAL: O RISCO DA CHINA PARA A AMÉRICA LATINA
CONTROLES GERENCIAIS: O CAMINHO PARA A PRODUTIVIDADE
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INTERNACIONAL: O RISCO DA CHINA PARA A AMÉRICA LATINA
CONTROLES GERENCIAIS: O CAMINHO PARA A PRODUTIVIDADE




EDITORIAL
Indústria brasileira busca retomada do crescimento
INDÚSTRIA NACIONAL Manifesto pela retomada da indústria
EVENTOS
A maior FEIMEC de todos os tempos
GESTÃO EMPRESARIAL Gerir é uma questão de equilíbrio
CENÁRIO
O risco da China para a América Latina
Aumentar de forma consistente o investimento produtivo, equilibrar as contas públicas, reduzir o custo do capital para novos empreendimentos, garantir isonomia no tratamento da indústria nacional frente aos produtos importados, e promover simplificação tributária e burocrática. Essas são algumas das propostas consideradas fundamentais para que o Brasil volte a crescer de forma acelerada e sustentável, permitindo que a indústria recupere seu papel histórico como motor do desenvolvimento econômico e social.
Nesse contexto, torna-se indispensável criar mecanismos capazes de conter o avanço da desindustrialização registrada nas últimas décadas. Não se trata de fechar o mercado ou limitar a concorrência internacional, mas de criar condições para que produzir no país volte a ser competitivo e atraente para investidores nacionais e estrangeiros. Sem uma base industrial sólida, o Brasil perde capacidade de gerar empregos qualificados, estimular inovação tecnológica e sustentar o crescimento de longo prazo.
Essas reflexões fazem parte de uma das principais reportagens da nossa edição deste mês, produzida a partir de reunião realizada em São Paulo com lideranças empresariais de 13 segmentos industriais, responsáveis por cerca de 50% do PIB brasileiro. O grupo deixou claro que não busca proteção artificial para a indústria nacional, mas igualdade de condições competitivas. O objetivo é fazer com que o Brasil adote mecanismos capazes de fortalecer sua indústria, preservar empregos, ampliar investimentos e estimular a competitividade.
O encontro também debateu o cenário macroeconômico, especialmente os impactos da elevada taxa de juros sobre os investimentos produtivos, o comportamento do consumo interno, e a necessidade de uma política fiscal equilibrada e previsível. Os representantes destacaram a urgência de medidas estruturais capazes de destravar o crescimento.
Nesta edição apresentamos ainda uma ampla cobertura da FEIMEC, considerada a maior feira de máquinas e equipamentos da América Latina. Mostramos os principais destaques do evento, e as tendências tecnológicas que reforçam o papel da inovação como motor de competitividade.
A China segue no centro das discussões econômicas globais. Publicamos artigo originalmente divulgado pelo jornal La Nación, de Buenos Aires, sobre os impactos da presença chinesa na indústria latino-americana. Segundo o articulista, ao disputar mercado com um produto chinês, a concorrência ocorre não apenas com uma empresa, mas com toda a política estatal de uma das maiores potências econômicas do planeta. Avançamos também na gestão empresarial. Em entrevista exclusiva, um dos mais respeitados consultores e professores universitários do país destaca que o uso estratégico das informações, aliado a ferramentas como Inteligência Artificial e IoT, pode transformar decisões operacionais e estratégicas, gerando ganhos de produtividade e competitividade.
No campo estatístico, confirmamos que grande parte dos setores industriais teve pouco a comemorar no último mês, já que os indicadores ficaram abaixo
das expectativas. Ainda assim, permanece um clima de esperança entre os segmentos produtivos, que enxergam oportunidades de retomada no médio prazo. Complementamos esta edição com a tradicional seção “Energia”, trazendo novidades do setor. Já na seção “Vitrine”, o destaque é a parceria entre a revista e o portal Siderurgia Brasil e a Messe Brasil, organizadora da Interform 2026, que acontecerá em setembro. Estamos criando um caderno especial para o evento com destaque para todos os expositores.
Encerramos agradecendo a confiança e o prestígio de nossos leitores, renovando o convite para que continuem nos enviando sugestões e opiniões, contribuindo assim para que possamos oferecer, a cada edição, um produto editorial ainda mais qualificado e alinhado às necessidades da indústria brasileira.
Forte abraço, e boa leitura!
Henrique Patria
Editor-chefe henrique@grips.com.br

Foto: Grips Editora
Ano 27 – nº 196 – Maio de 2026
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Diretor: Henrique Isliker Patria
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Reportagens Especiais
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Projeto Editorial: Grips Editora
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Criação: André Siqueira Foto: Freepik
Divulgação: Através do portal: https://siderurgiabrasil.com.br
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A opinião expressada em artigos técnicos ou pelos entrevistados são de sua total responsabilidade e não refletem necessariamente a opinião dos editores. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS: Grips Marketing e Negócios Ltda.
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A Coalizão Industria defende a implementação de uma agenda em favor da recuperação da competitividade sistêmica e do mercado interno, além de aumentar a capacidade do setor de contribuir para o crescimento do país.
Apresentando dados que comprovam que a indústria nacional vem “descendo a ladeira” de forma acelerada – apesar de já ter sido protagonista central do desenvolvimento brasileiro –, presidentes de diversas entidades reunidos na capital paulista, sob o manto da Coalizão Indústria, lançaram um “Manifesto” com pontos considerados essenciais para a recuperação e, sobretudo, para o crescimento sustentado da indústria nacional. A participação do Brasil no cenário mundial é ainda mais preocupante: ano após ano, nas

últimas décadas, nossa fatia na produção global tem diminuído de forma contínua.
Criada em 2018, a Coalizão Indústria reúne setores que respondem por 44,8% do PIB industrial, e por 60,6% das exportações de manufaturados no Brasil, gerando 48,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e recolhendo cerca de R$ 500 bilhões em tributos por ano. Entre os segmentos que compõem a entidade estão calçados, vestuário, siderurgia, máquinas operatrizes, automotivo, construção civil, cimentos, brinquedos e outros. Dos 12 setores representados, oito projetam crescimento inferior a 4% em 2026, enquanto dois já preveem retração. Em 2025, seis cresceram abaixo de 4%, e cinco registraram queda. Segundo o IBGE, o PIB da indústria de transformação e a produção industrial recuaram 0,2% no ano passado.

Diante desse quadro, a Coalizão Indústria, que é coordenada por Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, defende a implementação de uma agenda voltada à recuperação da competitividade sistêmica e ao fortalecimento do mercado interno, frente ao fraco desempenho de 2025 e às perspectivas pouco animadoras para 2026. Entraves históricos, somados a problemas agravados nos últimos anos, têm corroído a capacidade do setor de impulsionar o crescimento nacional. A entidade apresentou ainda um levantamento que confirma o papel decisivo da indústria de transformação: nos últimos 76 anos, o Brasil cresceu acima de 4% em 32 ocasiões, e em 80% delas a indústria foi o motor do PIB, avançando em ritmo superior ao crescimento geral.
Outro ponto destacado é o desequilíbrio da balan-



ça comercial. O país tem priorizado a exportação de produtos primários (minérios e grãos), que retornam em forma de bens acabados, transferindo empregos para os países que nos vendem tais itens prontos. A Associação de Comércio Exterior do Brasil, integrante da Coalizão, projeta novo déficit comercial recorde na balança de manufaturados em 2026, estimado em US$ 146,4 bilhões.
Entre as principais iniciativas defendidas, estão o controle dos gastos públicos – medida que irá contribuir para a redução das taxas de juros –, a diminuição imediata do chamado “Custo Brasil”, bem como a
criação de um sistema abrangente e eficaz de defesa comercial contra importações predatórias.
Ainda de acordo com a Coalizão, a situação tende a se agravar diante da concorrência desleal de produtos importados, sobretudo da China. O país asiático adotou a indústria como motor de crescimento, e direciona seu excedente ao mercado global, encontrando espaço em economias nas quais os mecanismos de defesa comercial não conseguem conter o avanço predatório.
Nas páginas seguintes destacamos na íntegra o manifesto lançado

A Coalizão Indústria, composta por associações nacionais de diversos setores da indústria e do comércio exterior que, juntos, respondem por 44% do PIB industrial do Brasil , vem a público apresentar propostas concretas para que o país volte a crescer de forma acelerada e duradoura.
Os brasileiros não podem se conformar com o ritmo atual de crescimento do país. As projeções mais recentes indicam que o PIB deve crescer apenas cerca de 1,8% em 2026, com a indústria de transformação avançando apenas 0,5%. Esse desempenho é insuficiente para gerar empregos de qualidade, elevar a renda da população e melhorar os indicadores sociais.
A Coalizão Indústria defende que o país alcance um patamar de crescimento sustentado do PIB de, pelo menos, 3,5% ao ano nos próximos cinco anos. Esse ritmo é factível, já foi alcançado em outros períodos da história recente e é fundamental para inserir o país de volta em uma trajetória de desenvolvimento.
Para atingir esse objetivo, é essencial aumentar fortemente o investimento produtivo . O ambiente de negócios no Brasil afasta e posterga investimentos necessários para o país crescer e se desenvolver. Hoje, o custo de capital é um dos mais elevados do mundo, o que trava a expansão das fábricas, a modernização tecnológica e a capacidade de competir tanto no mercado interno quanto nas exportações.
Para destravar o investimento, são necessárias quatro mudanças prioritárias e interligadas:
Primeira: equilibrar efetivamente as contas públicas. Enquanto o déficit fiscal permanecer elevado, a taxa de juros real continuará alta, encarecendo o crédito e desestimulando qualquer projeto de longo prazo. Com contas arrumadas, será possível preparar o terreno para se chegar a custos de capital mais competitivos e iniciar a redução do alto peso da carga tributária sobre os brasileiros.
Segunda: reduzir o custo do capital para níveis próximos aos dos países concorrentes.
Empresas que produzem no Brasil enfrentam custo de financiamento muito superior ao de concorrentes na Ásia, no México ou no Leste Europeu.
Enquanto isso não mudar, o investimento continuará migrando para outros lugares. São necessárias condições de crédito que permitam às empresas brasileiras competir em pé de igualdade.
Terceira: avançar na simplificação tributária e tornar a carga compatível com a de nossos principais concorrentes internacionais. A reforma tributária recentemente aprovada, que unificou tributos sobre o consumo e foi amplamente defendida pelos setores industriais, representa um passo importante na direção da simplificação. No entanto, a carga tributária sobre a produção e os investimentos ainda permanece muito elevada. É preciso completar esse esforço com redução da cumulatividade remanescente e maiordesoneração dos investimentos, para que a indústria




brasileira não continue carregando desvantagem estrutural em relação aos concorrentes globais.
Quarta: garantir equidade competitiva com os países que disputam o mercado com o Brasil. A China se consolidou como a fábrica do mundo e, por meio de subsídios estatais e condições especiais de produção, tem direcionado seu excesso de capacidade para vários países, inclusive o Brasil. Essa situação se agravou com as mudanças geopolíticas dos últimos anos e vem causando danos reais em diversos setores industriais, com produtos importados a preços que não são compatíveis com os custos normais de produção. Outros países daquela região estão trilhando os mesmos caminhos.
Para viabilizar e estimular os investimentos no país, é essencial usar, com agilidade, os instrumentos disponíveis que deem segurança ao investidor e assegurem uma concorrência leal. Não se trata de fechar o mercado, mas de criar condições para que produzir no Brasil seja uma decisão competitiva e atrativa.
Além dessas quatro frentes, é fundamental flexibilizar a legislação trabalhista para alinhála à nova realidade do mundo empresarial. A indústria passa por uma grande transformação, com incorporação acelerada de novas tecnologias, automação e modelos de produção mais ágeis. Essa mudança precisa ser compatibilizada com os novos hábitos dos jovens que entram no mercado de trabalho, que buscam maior flexibilidade, desenvolvimento pessoal e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Atualizar as regras trabalhistas é essencial para atrair e reter talentos qualificados na indústria.
Essas medidas — contas públicas equilibradas, juros mais baixos, tributação competitiva, equidade no comércio e modernização das relações de trabalho, garantindo que seja mantido o conceito já aprovado de prevalência do negociado sobre o legislado — não são pedidos setoriais. Elas são condições básicas para que a indústria volte a ser a alavanca do crescimento brasileiro.
Quando a indústria investe e se expande, gera empregos formais com salários acima da média, capacita mão de obra, aumenta as exportações de maior valor agregado e amplia a arrecadação sem elevar alíquotas. É o caminho mais direto para melhorar os indicadores sociais de forma sustentável.
A Coalizão Indústria apresenta essas propostas com base na experiência diária de quem produz, emprega e compete todos os dias. Tratase de proposições factíveis e que dependem essencialmente de escolhas claras de política econômica.
A indústria brasileira está pronta para crescer, inovar e contribuir muito mais com o Brasil. O que falta é o ambiente que permita isso acontecer na escala necessária para o desenvolvimento do país.
É necessário agir com rapidez. Neste ano, em que já enfrentamos dificuldades devido às altas taxas de juros, ao endividamento elevado das famílias e das empresas, e também ao aumento dos custos de insumos, energia, frete e outros fatores, para todos os setores da economia, como consequência dos conflitos no Oriente Médio, o sentido de urgência se torna ainda maior. Sem ação decidida, corremos o risco de comprometer de maneira irreversível os próximos anos.

Batendo recordes de expositores, marcas e público, FEIMEC 2026 se consolida como a principal feira de máquinas e equipamentos da América Latina.
om promoção da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), e organização da Informa Markets a FEIMEC 2026 reuniu mais de 900 estandes distribuídos em todos os oito pavilhões com mais de 100 mil metros quadrados do São Paulo Expo, em São Paulo, entre os dias 5 e 7 de maio. E, mais uma vez, a feira – em sua quinta edição bienal – foi um enorme sucesso, registrando de um público de mais de 70 mil profissionais de todas as regiões do Brasil e de mais de 40 países, entre líderes, gestores, técnicos e estu -



dantes de diversos segmentos que compõem a cadeia produtiva de máquinas e equipamentos, consolidando a feira como o principal ponto de encontro do setor industrial na América Latina.
A relevância do evento para o desenvolvimento econômico e tecnológico é evidenciada por Gino Paulucci Júnior, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ. “O êxito da feira reflete seu papel como oportunidade estratégica para a integração entre os diversos nichos da indústria. Esse é um encontro que ultrapassa a relação comercial entre fornecedores e clientes, algo que vimos diariamente na FEIMEC 2026. Mais uma vez, a feira se consolidou como um ambiente no qual a indústria brasileira discute inovação, acelera investimentos e fortalece sua competitividade diante das transformações tecnológicas globais”, ressalta. “E o evento foi realizado em um momento fundamental para o alinhamento e geração de novas frentes de crescimento para o parque fabril nacional”, complementa.

Ao reunir um público com alto poder de decisão, a FEIMEC cumpriu sua missão de ser uma plataforma estratégica para a prospecção de novos negócios e a aceleração de investimentos no setor industrial. E que reforça esse sentimento é Estefânia Domingues, diretora de Negócios da FEIMEC 2026: “Esta quinta FEIMEC, na qual comemoramos os dez anos da feira, foi muito especial, porque vimos que a maciça maioria dos expositores continua conosco ao longo de todo esse período. Isso prova que o nosso relacionamento com eles é muito forte, sobretudo porque ela é uma feira que vende, e continua trazendo resultados positivos. E está edição foi a maior feira de todas, na qual tivemos a satisfação de batermos todos os recordes, com a participação de mais de 1.200 marcas, mostrando que o Brasil tem tecnologia de ponta, deixando definitivamente para trás aquela ‘síndrome de inferioridade’ que existia antigamente”, registra.
Tal percepção foi o que o público da FEIMEC 2026 pôde sentir ao adentrar o espaço “De -

monstrador da Indústria 4.0”, grande destaque da feira, que funcionou como um ecossistema imersivo no qual os visitantes puderam vivenciar a tecnologia e a automação no dia a dia de fábricas inteligentes com conectividade de ponta. Nele, as principais marcas do setor apresentaram inovações como o digital twins , a Inteligência Artificial aplicada à manufatura, a robótica colaborativa, a Internet das Coisas, e os sistemas para predição e eficiência energética.
“De forma proativa, desde a primeira edição da FEIMEC já nos preocupamos em trazer para a feira esse espaço. Só isso causou certa estranheza entre os visitantes, que não acreditavam que aquelas soluções inovadoras se aplicavam a eles no Brasil, ficando restritas aos países mais desenvolvidos. Contudo, hoje, felizmente, essa visão mudou. E isso porque a competitividade atual nos impõe o desafio da eficiência, da digitalização e da sustentabilidade, destaca Maria Cristina Moreira, presidente da Câmara de Máquinas, Ferramentas e Sistemas Integrados de Manufatura (CSMF) da ABIMAQ. “E, nesse

cenário, nossa atuação tem desempenhado um papel vital, inclusive na área de formação e qualificação profissional para trabalhar com essas ferramentas: o de motor na modernização da nossa cadeia produtiva e de pilar para o crescimento econômico do Brasil”, sublinha.
Embora as vendas e as perspectivas de fechamentos futuros negócios ainda estejam sendo contabilizadas, a satisfação dos expositores com suas participações na FEIMEC 2026 é gigantesca, com resultados que superaram todas as expectativas.
É o caso da Cipriano Slitter e da GCR MAQ, empresas que atuam de forma complementar oferecendo soluções integradas para o processamento de bobinas metálicas, especialmente no segmento de aço. Durante a feira, elas apresentaram aos clientes e visitantes algumas tecnologias e soluções que representam um importante avanço para o setor, tais como a Linha de Corte Transversal (LCT) para chapas

de até 25mm de espessura; a Tesoura Rotativa ( Rotary Shear ) para Linhas de Corte Transversal, um equipamento de altíssima produtividade; e ainda um robô para montagem automática de ferramental em. “Em relação aos equipamentos fabricados no exterior, seguimos bastante competitivos em prazo e tecnologia, com tempos médios de fabricação próximos de dez meses, e carteira de produção igualmente comprometida até o início de 2028”, comemora Edson Cipriano, CEO da empresa. Por sua vez, Gilson Rosa, CEO da GCR MAQ, adiantou uma grande novidade da empresa: “Estamos ampliando nossa estrutura industrial, em um movimento
que irá praticamente dobrar a área fabril da empresa. Recentemente incorporamos uma nova edificação às nossas instalações, permitindo ampliar capacidade produtiva, melhorar fluxos internos e reduzir prazos de entrega”, revela, entusiasmado.
E quem está entusiasmado sobre ampliação de sua estrutura é a Divimec, maior empresa no mercado nacional no mercado nacional de máquinas e equipamentos para processamento de bobinas de aço. “Adquirimos uma em cidade próxima à nossa sede de Glorinha/ RS, com o propósito de criar um centro dedicado à inovação, pesquisa e desenvolvimento de novos equipamentos, além da implantação de uma moderna estrutura de assistência técnica integrada. O projeto terá como diferencial a total interação entre a empresa, seus clientes e colaboradores, utilizando tecnologias online, recursos virtuais e soluções visuais avançadas, incluindo transmissões ao vivo, suporte remoto interativo via software Sinema, treinamentos digitais e um ambiente para apresentações, demonstrações e acompanhamento em tempo real”, pontua Claudio Flor, presidente da Divi -


mec. “Sabemos que o mercado ainda enfrenta desafios importantes, relacionados ao alto custo operacional, às oscilações econômicas, à competitividade internacional e à instabilidade em alguns segmentos industriais, como é o caso da cadeia siderúrgica, que enfrenta constantes aumentos nos custos de matéria-prima, além do grande volume das importações. E embora a Divimec encare o momento com cautela, também enxergamos oportunidades, porque empresas que investem em tecnologia, eficiência e inovação conseguem se destacar, mesmo em cenários desafiadores”, completa.
Outra empresa que ressaltou o volume positivo de vendas foi a Metal Work, líder na produção e comercialização de equipamentos pneumáticos para automação industrial no Brasil. “Viemos para a FEIMEC 2026 para apresentar as novas tendências para o segmento de fabricação de máquinas, tais como novidades em eixos elétricos, manutenção preditiva, cilindros elétricos com paradas intermediárias com sensores de pressão para áreas potencialmente exclusivas”, explica Roberto Hendler, especialista em produtos e aplicações da companhia. Segundo ele, participar da feira foi muito positivo, com um público com demandas dirigidas para serem resolvidas no evento “E cada vez mais, vemos a importância da FEIMEC como um fórum para que as indústrias tenham contato com as principais novidades relacionadas às tecnologias e tendências do setor de máquinas e equipamentos”, acrescenta.

Líder no Brasil no mercado de equipamentos magnéticos e eletromagnéticos, a ITAL chegou na 5ª edição da FEIMEC completando seus 55 anos de atividades, marcados pela excelência na oferta desses itens para os mais diversos setores industriais, entre os quais os de siderurgia e de fundição de metais. E o destaque de seu estande na feira foi o lançamento do Ímã Bateria importado da China, um eletro permanente utilizado para movimentação de chapas, que substitui a linha de equipamentos manuais, funcionando de maneira autônoma, e dispensando a necessidade de um operador específico. “Apresentado em três modelos de capacidade de pesos, e dotado com uma bateria integrada e um sensor de captação de ‘mag’ e ‘desmag’, ele traz mais segurança e agilidade na produção”, explica Italo Mendonça Rodrigues, gestor de Marketing companhia.
E o próximo encontro na 6ª FEIMEC já tem data confirmada: será entre os dias 9 e 13 de maio de 2028. E todos já estão convidados!




Na indústria, integrar TI e automação é menos sobre sistemas, e mais sobre processos, pessoas e tomada de decisão baseada em dados. Sem esse equilíbrio, permaneceremos no passado.
Os modernos controles gerenciais na indústria têm como foco principal a integração de tecnologia com a tomada de decisão estratégica e operacional na indústria. Na prática, o uso de dados em tempo real nessas áreas – via nuvem e sensores, Inteligência Artificial e do Machine Learning aplicados – vêm avançando continuamente para otimizar o planejamento de produção e a manutenção preditiva.
Para saber mais sobre os avanços relacionados ao tema, a revista Siderurgia Brasil foi conversar com Moisés Bagagi, COO da Solveien, empresa de consultoria e treinamento focada em melho -
ria de performance operacional para aumentar a lucratividade de empresas. Confira, a seguir, a entrevista exclusiva que ele nos concedeu.
Siderurgia Brasil: Quais as principais transformações obtidas com a aplicação da inovação no âmbito da gestão de dados na indústria?
Moisés Bagagi: A principal delas é que o controle gerencial deixou de ser apenas o registro do passado, para se tornar a predição do futuro passando pela otimização do presente. Antes, os dados de produção, manutenção, PCP e afins eram tratados em silos, isolados e restritos. O chão de fábrica ficava mais isolado. Atualmente, com os avanços dos sistemas de gestão ERP, tudo isso fica mais claro, mais simples e com informações fidedignas disponíveis em tempo real. As decisões estratégicas e operacionais ficam mais simples de serem implementadas. A integração entre tecnologia, gestão e operação avançou muito nos últimos anos, especialmente na indústria que já opera em padrões 4.0+. Hoje, os dados em tempo real, gerados por
sensores e conectados à nuvem, permitem que o gestor tenha uma visão contínua da operação — não apenas do que aconteceu, mas do que está prestes a acontecer. Esse é o ponto central da nova indústria: transformar informação instantânea em decisão rápida, segura e de impacto.
E, a partir da Transformação Digital, quais os movimentos mais notáveis nesse sentido?
Podemos destacar dois. O primeiro, deriva do fato do que o planejamento de produção é cada vez mais dinâmico. A combinação de IA + Machine Learning está permitindo simulações contínuas de capacidade, produtividade e gargalos. O planejamento deixa de ser estático e passa a ser ajustado automaticamente conforme variáveis mudam, como ritmo da linha, disponibilidade de insumos, produtividade dos equipamentos e comportamento da demanda. O resultado disso é uma produção mais estável, com menos paradas, menos retrabalho e melhor aproveitamento energético, ponto especialmente sensível para a siderurgia. Já o segundo,

é a manutenção preditiva baseada em comportamento real da máquina. Os sensores embarcados, aliados a modelos de IA, já conseguem identificar padrões de desgaste e vibração com dias (ou semanas) de antecedência, o que reduz drasticamente a necessidade de paradas corretivas, que são sempre mais caras e afetam o fluxo operacional. Hoje, a manutenção preditiva não apenas prevê falhas: ela recomenda o melhor momento para intervir, minimizando impacto no ritmo da produção.
Ainda nesse âmbito, quais são os novos espaços para as simulações de processos?
Aqui, também, encontramos várias inovações. Por exemplo, os Gêmeos Digitais de Processos, que realizam simulações completas do fluxo produtivo, permitindo testar cenários sem paralisar a planta, bem como os Orquestradores Inteligentes de Produção, que são algoritmos que equilibram carga, turnos e recursos automaticamente. E, além dessas ferramentas, outros avanços têm se dado no que diz respeito à Integração Financeira-Operacional, que permite vislumbrar os custos em tempo real por tonelada produzida, linha ou equipamento,
dando visibilidade imediata do impacto econômico das operações. E destacam-se também os Modelos Híbridos, que combinam IA com expertise humana, entregando recomendações mais próximas da realidade da fábrica. Em síntese, a inovação recente tem permitido que a gestão da indústria deixe de ser reativa e passe a operar em um modelo contínuo, orientado por dados, com intervenções precisas e decisões mais previsíveis. Esse avanço, quando alinhado à capacidade de gestão e adaptação de processos, tem elevado significativamente a performance e a competitividade das empresas do setor.
E quais são os principais desafios enfrentados pelos operadores da indústria na integração de sistemas de TI no escritório com os sistemas de automação no chão de fábrica?
Quando falamos da integração entre os sistemas de TI do escritório e os sistemas de automação no chão de fábrica, o principal desafio é que esses dois mundos ainda evoluíram em velocidades diferentes.
A TI avançou para modelos mais abertos, integrados e baseados em dados; já a automação industrial, por questões de segurança operacional e robustez,

mantém arquiteturas mais fechadas e legadas. Unir esses ambientes exige atenção técnica e, principalmente, capacidade de adaptação dos gestores.
Que pontos se destacam nessa prática?
Em primeiro lugar, a dificuldade de padronização dos dados, com cada equipamento, sensor ou software falando “línguas” diferentes. Sem uma camada de integração consistente, os dados não conversam, e isso impede qualquer avanço real em produtividade ou planejamento. Já o segundo é a resistência natural a mudanças nos processos operacionais. Quando a automação passa a conversar com sistemas de gestão, o fluxo de trabalho muda, e isso exige treinamento, novas rotinas e uma mudança cultural importante. Muitas operações ainda estão presas ao modelo manual porque ele é “conhecido” e dá sensação de controle. O terceiro, é a limitação de infraestrutura: em várias plantas industriais, especialmente as mais antigas, faltam redes robustas, conectividade adequada e sensores suficientes para suportar um ciclo de dados contínuo. Sem base tecnológica, a integração não se sustenta. Finalmente, temos a visão fragmentada da gestão, como muitos gestores ainda tratando TI e chão de fábrica como áreas separadas, quando, na verdade, a performance da nova indústria depende de integração total, da coleta do dado ao impacto financeiro no resultado. O ganho vem exatamente do alinhamento entre operação e gestão. Assim, o grande desafio é transformar tecnologia em resultado, com foco menos sobre sistemas, e mais sobre processos, pessoas e tomada de decisão baseada em dados. Quando a empresa avança nesse sentido, a perfor-
mance operacional cresce, os custos diminuem e a gestão passa a ser mais previsível e estratégica.
Tendo tudo isso como pano de fundo, qual o movimento correto – ou ideal – que deveria ser atotado pela indústria siderúrgica brasileira para se adaptar a essa nova realidade?
Sem dúvida, a dinâmica tecnológica na siderurgia avança em velocidade alta, e isso demanda que as empresas estejam preparadas para decisões rápidas, estruturadas e sustentadas por dados confiáveis. Em ambientes industriais de alta complexidade, como aciarias, laminações e áreas de processamento térmico, o papel de especialistas estratégicos se torna decisivo justamente porque conseguem traduzir tecnologia em ganhos operacionais reais, redução de variabilidade, aumento de disponibilidade de ativos, previsibilidade de produção e integração entre engenharia, operação e gestão. E nenhum processo de modernização se sustenta sem investimento consistente no desenvolvimento das pessoas. A adoção de novas ferramentas, sistemas e rotinas sempre gera algum nível de resistência natural, especialmente em equipes acostumadas a operar processos críticos sob protocolos rígidos. Quanto mais a equipe compreende o propósito das mudanças, e percebe benefícios diretos no dia a dia, menor é a fricção e maior é o engajamento. E a combinação entre especialistas experientes e equipes bem preparadas. cria o ambiente ideal para que a indústria consiga extrair valor máximo da transformação digital, sustentando resultados, acelerando a modernização e fortalecendo a competitividade das siderúrgicas em um mercado que exige eficiência, precisão e capacidade de adaptação.


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O avanço do plano chinês rumo a 2035 torna imprescindível que não apenas o Brasil, mas todos os países da América Latina continuem defendendo eficazmente suas indústrias.
Adesindustrialização prematura da América Latina, em curso há quatro décadas, tem sido um fenômeno amplamente documentado. Trata-se da perda sustentada de participação da indústria no PIB antes que os países alcançassem níveis avançados de desenvolvimento. A abertura comercial antes que as fábri -



cas locais fossem competitivas em escala global, os déficits de infraestrutura e a valorização cambial são algumas das causas apontadas. Mais recentemente, o “Fator China” confirmou-se como um catalisador desse processo.
O desafiador cenário regional tornou-se ainda mais crítico nos últimos cinco anos. devido à política de Estado Chinês, que aumentou os volumes exportados para todo o mundo por meio de práticas comerciais desleais. Na América Latina, os produtos chineses encontram acesso relativamente fácil, graças a sistemas de defesa comercial pouco eficazes, deslocando indústrias locais já enfraquecidas.
O agravamento da situação coincide com um marco no planejamento estatal da economia chinesa: a elaboração, em 2020, do plano estratégico rumo a 2035, cujo ponto de partida foi o 14º Plano Quinquenal, atualmente em sua fase final. O objetivo do governo chinês para esse período de 15 anos era alcançar um “novo padrão” de crescimento baseado no fortalecimento do mercado interno e na criação de
“empregos de qualidade”, com a meta de elevar a renda per capita a níveis de países moderadamente desenvolvidos. Para isso, fortalecer ainda mais sua indústria era um requisito central. Como resultado, a China consolidou sua liderança global na produção manufatureira. Segundo a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido, na sigla em inglês), a participação chinesa na produção manufatureira mundial passou de 2,8% em 1990, para 32% em 2024, enquanto a América Latina recuou de 9,2% para 5%. A Unido projeta que a China alcançará 45% em 2030.
Em condições normais, os objetivos do 14º Plano seriam difíceis de sustentar diante da desaceleração econômica chinesa, que limita a demanda interna necessária para manter elevados os níveis de produção industrial. Para evitar isso, o Estado Chinês interveio, por meio de subsídios e outros instrumentos, o que permitiu sustentar artificialmente a produção. Isso garante competitividade aos produtos chineses, e facilita que o excedente não absorvido internamente seja direcionado aos mercados externos.
Após a declaração oficial de sucesso do 14º Plano, espera-se que o 15º Plano Quinquenal, aprovado neste mês, siga a mesma direção. Como consequência, o mundo continuará recebendo grandes volumes de importações chinesas, enquanto a indústria latino-americana permanecerá sob pressão.
Diante do avanço das importações, mercados como o dos Estados Unidos e o da União Europeia reforçaram seus mecanismos de defesa comercial. A reação mais contundente veio
do governo de Donald Trump que, em 2025, chegou a impor tarifas de 125% sobre os produtos chineses, posteriormente reduzidas após negociações. Na América Latina, o México começou a reagir em 2023, elevando naquele ano as tarifas de importação – por exemplo, sobre o aço – em 25%.
No Brasil, o plano 2035 acelera a perda de participação de mercado da indústria diante dos produtos chineses. Essa situação preocupa a Coalizão Indústria do Brasil, entidade que reúne 14 associações representando setores equivalentes a 43% do PIB industrial brasileiro, a qual tenho a honra de coordenar.
Nos setores incluídos – aço, automotivo, máquinas e equipamentos, plásticos transformados, eletrônicos, brinquedos, calçados e têxteis –, as importações provenientes da China cresceram quase 60% em dólares entre 2022 e 2025.
Diante do avanço do plano 2035, e da continuidade dessa onda exportadora agressiva, a Coalizão Indústria do Brasil defende o fortalecimento das ferramentas de defesa comercial nos setores afetados. Após alguns semestres de reação limitada, o governo brasileiro aprovou medidas para indústrias como a do aço e dos bens de capital. Desde julho, foram aplicadas sete medidas antidumping contra os produtos siderúrgicos chineses.
No entanto, a adoção dessas medidas ocor -
reu em um contexto de aproximação geopolítica entre Brasil e China, o que é positivo, mas não elimina as preocupações. Se esse alinhamento não for administrado com critério e atenção aos riscos, pode ocultar a assimetria existente entre os dois países em seus fluxos comerciais, e reduzir a firmeza das respostas quando elas se tornam necessárias.
O avanço do plano chinês rumo a 2035 torna imprescindível que não apenas o Brasil, mas todos os países da América Latina, continuem defendendo eficazmente suas indústrias. Nenhum país alcança crescimento sustentado sem um setor industrial forte, capaz de investir, gerar empregos de qualidade e promover a inovação. Ignorar o risco representado pela China implica aprofundar a desindustrialização prematura da região, e afastá-la ainda mais do caminho do desenvolvimento.
*MARCO POLO DE MELLO LOPES é presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, e coordenador da Coalizão Indústria do Brasil.
O artigo originalmente foi apresentado no Jornal La Nación de Buenos Aires-Argentina, na edição de 22 de abril de 2026.
Disponível em www.lanacion.com.ar/opinion/el-riesgo-china-para-america-latina-nid22042026



Integrando o Projeto de Expansão Centro-Oeste da Gasmig, a nova Estação de Recebimento de Gás Natural (City Gate), em Betim (MG), representa um importante avanço para a infraestrutura energética do Centro-Oeste mineiro. Com capacidade de vazão de 70 mil metros cúbicos por hora e conectada a aproximadamente 300 quilômetros de rede, a unidade foi construída pela Construtora Elevação entre julho de 2025 e março de 2026, e deverá ampliar a distribuição de gás natural na região.
A nova estação reúne modernos sistemas de filtragem, aquecimento e odorização do gás natural, além de um banco de compressores para ajuste de pressão e equipamentos de cromatografia destinados ao monitoramento contínuo da composição do combustível. A City Gate atua como um ponto estratégico de recebimento e distribuição, atendendo municípios como Betim, Sarzedo, São Joaquim de Bicas, Igarapé, Juatuba, Mateus Leme, Itaúna
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e Divinópolis, áreas com forte presença industrial e elevado potencial de crescimento econômico.
Entre os principais marcos da obra destacam-se o cruzamento com a rede da Transpetro por método não destrutivo (boring machine), a execução de cerca de 500 m³ de concretagem para bases de equipamentos e a realização de etapas críticas, como testes hidrostáticos, inertização e secagem da tubulação.
A entrada em operação ocorrerá de forma gradual. A expectativa é ampliar a base de clientes e atrair novos investimentos industriais, especialmente dos setores têxtil, metalúrgico e alimentício.
Inserida em um dos principais eixos de expansão energética do estado, a nova estação reforça a infraestrutura necessária para sustentar o crescimento econômico regional, garantindo mais eficiência, segurança e previsibilidade ao abastecimento de gás natural.


Um projeto internacional apoiado pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) vai tornar a produção de hidrogênio verde mais barata, eficiente e sustentável. Articulado pela entidade desde 2023, e liderado pelo instituto alemão Fraunhofer, ele tem a aprovação da rede internacional Collective Research Network (CORNET), que conecta empresas, associações e centros de pesquisa

O crescimento acelerado da energia solar no Brasil exige atenção à qualidade e à segurança dos sistemas de geração e distribuição. Inversores, módulos, cabos e conectores operam sob condições elétricas rigorosas e, quando não cumprem requisitos técnicos ou são mal instalados, podem causar falhas, perda de desempenho, choques e até incêndios. A Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade
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para o desenvolvimento de soluções inovadoras.
A pesquisa, chamada Novel Bipolar Plate for PEM-Electrolysers Aluminum Based, propõe substituir o titânio por alumínio em componentes-chave dos eletrolisadores. Se os testes forem bem-sucedidos, a inovação vai reduzir custos, diminuir o peso dos sistemas e ampliar a reciclabilidade dos equipamentos.
Fonte: ABAL
(ABRIQ) destaca que a proteção do consumidor e a confiabilidade do setor dependem de equipamentos certificados, instalações corretas, profissionais qualificados e respeito às normas.
A Avaliação da Conformidade, prevista em regulamentações como a Portaria nº 140/2022 do Inmetro, define critérios mínimos para a comercialização de produtos fotovoltaicos no país.
Fonte: Assessoria de Imprensa da ABRIQ

Em abril, a indústria automobilística brasileira manteve o ritmo de recuperação, mesmo com dois dias úteis a menos no calendário. Dados da Anfavea mostram que a produção alcançou 225,8 mil veículos no mês, crescimento de 2,4% sobre abril de 2025. No acumulado do quadrimestre, foram produzidas 872,6 mil unidades, alta de 4,9%. A média diária de 12,4 mil veículos emplacados foi a melhor para um mês de abril desde 2014. Segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o programa Carro Sustentável mostrou que a redução de tributos estimula a demanda e fortalece o setor.
O mercado interno segue aquecido. Os emplacamentos somaram 248,3 mil unidades no mês, avanço de 19% na comparação anual. Entre janeiro e abril, o total chegou a 873,5 mil veículos, alta de 14,9%. Apesar do desempenho positivo, a
entidade demonstra preocupação com o avanço dos importados, que cresceram 12% no período, e atingiram 168,1 mil unidades.
Já as exportações continuam sendo o principal desafio. No quadrimestre, os embarques recuaram 16,9%, para 142,4 mil unidades, refletindo principalmente a retração da demanda argentina. Em contrapartida, a Colômbia apresentou recuperação expressiva.
Enquanto isso, os veículos eletrificados alcançaram participação recorde de 18,3% nos emplacamentos de abril, com destaque para os modelos 100% elétricos. Já no segmento de caminhões pesados, o programa Move Brasil ajudou a reduzir a queda nas vendas de caminhões, com a expectativa positiva do lançamento do Move Brasil 2.
Fonte: Anfavea

Permanece o recuo na produção de aço no Brasil. Segundo o Instituto Aço BrasilIABr, a produção de aço bruto caiu 2,9% entre janeiro e abril deste ano, se comparadas com 2025, somando 10,7 milhões de toneladas. No mesmo período, importações de laminados recuaram 4,2%, para 1,88 milhão de toneladas. Em contrapartida, vendas internas avançaram 0,8%, atingindo 6,9 milhões de toneladas, enquanto exportações cresceram 23,3%, chegando a 3,8 milhões de toneladas. O consumo aparente caiu 1,4%, para 8,7 milhões de toneladas.
Na comparação exclusiva do mês de março, houve retração. A produção de aço bruto recuou 3,8%, para 2,67 milhões de toneladas. As importações de

laminados despencaram 41,4%, somando 312 mil toneladas; vendas internas caíram 5,8%, para 1,8 milhão de toneladas; exportações avançaram 81,9%, atingindo 1,05 milhão de toneladas. O consumo aparente recuou 12%, totalizando 2,12 milhões de toneladas.
Apesar do quadro, o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) mostrou melhora relevante. Em maio, o índice atingiu 59,9 pontos, alta de 8,2 pontos frente a abril. Lembrando que os níveis acima de 50 indicam otimismo, e o resultado revela maior confiança dos CEOs do setor, com expectativa positiva de forma consistente para os próximos meses.
Fonte: Instituto Aço Brasil


Segundo dados da ABIMAQ, entidade que reúne os produtores de máquinas o setor teve desempenho fraco no 1º trimestre de 2026, refletindo a retração dos investimentos. Mesmo com leve alta em março, o consumo aparente cresceu apenas 1,2% na comparação anual, sustentado por importações, enquanto a produção nacional seguiu em queda. O quadro reflete juros elevados, que inibem investimentos em novos equipamentos.
A receita líquida do setor caiu 3,4% em março ante 2025, com recuo no mercado interno (-0,9%) e nas exportações (-11,1%). No trimestre, o desempenho negativo se intensifica pelo custo do crédito, que encarece e adia projetos produtivos.
As exportações cresceram 7,5% em dólares no trimestre, mas foram neutralizadas pela
valorização do real. As importações bateram recorde em março (+21,4%), elevando a participação externa a cerca de 49% do consumo interno e ampliando a perda de competitividade, especialmente frente à China. O Brasil segue firme no processo de desindustrialização
Os investimentos recuaram 11,4%, com quedas na agricultura e transformação; a infraestrutura mostrou resiliência. A utilização da capacidade instalada chegou a 79,9%, mas a carteira de pedidos segue abaixo de 2025 o que indica que o horizonte não é nada saudável.
Nos empregos, houve leve alta em março (+0,3%), totalizando 416,8 mil trabalhadores, mas o cenário permanece desafiador e com crescimento limitado em 2026.
Fonte: ABIMAQ


De acordo com levantamento apresentado pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (INDA), as vendas de aços planos no Brasil sofreram forte retração em abril. O volume comercializado caiu para 314 mil toneladas, recuo de 10,8% em relação às 351,9 mil toneladas vendidas em março. Na comparação com abril do ano passado, quando foram registradas 317,3 mil toneladas, a queda foi mais leve, de 1,0%.
As compras junto às usinas produtoras também desaceleraram, totalizando 333 mil toneladas, redução de 6,1% frente ao mês anterior. Ainda assim, houve crescimento de 4,0% em relação a abril de 2025 indicando alguma recuperação no ritmo de aquisição.
Com a queda nas vendas, os estoques avançaram 1,7%, alcançando 1,157 milhão de toneladas, fazendo com que o giro de estoque fechasse abril em 3,7 meses.
O destaque positivo ficou para as importações,
que despencaram 38,6% frente a março, somando 166,6 mil toneladas. Na comparação anual, a retração foi ainda maior: 43,2%.
Segundo o presidente do INDA, Carlos Loureiro, a redução das importações reflete os desfechos dos processos antidumping aplicados sobre produtos chineses.
Embora haja aumento de embarques vindos de outros países, como a Coreia do Sul, os volumes ainda não são suficientes para tornar os produtos competitivos frente ao mercado interno, principalmente paela questão do frete marítimo. No entanto, Loureiro alerta que quando se consolidarem as novas rotas marítimas, provavelmente o problema das importações volte com mais força.
Finalmente, para maio, o INDA projeta recuperação de cerca de 10% nas compras e vendas do setor.
Fonte: INDA

Pertencente ao grupo chinês Locin, a Voge, marca premium da empresa, iniciou a produção de motocicletas na antiga fábrica da Dafra, localizada no Polo Industrial de Manaus. A operação inicial é em regime CKD, com peças importadas da China. Os modelos inicialmente produzidos são a Adventure Touring DS900X, que apresenta um motor bicilíndrico com de 895 cm³ e 95cv, carro-chefe da empresa, trazendo embarcado um interessante pacote eletrônico como diferencial; a Big Trail DS525X, com moto r de 494cm³ e 47,6cv, e SR3, e as Scooter Premium urbana de 244,3 cm³ e 25,5cv.

A empresa confirma que pretende lançar seis novos modelos entre 2026 e 2027.
Fonte: Locin – Voge
O Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), entidade sem fins lucrativos criada em 1995, apresentou em 18 de maio o “Estudo IQA: Cenário da Qualidade Automotiva no Brasil 20262028”, com participação de 36 entidades e 60 lideranças da cadeia automotiva. A pesquisa, baseada em entrevistas, questionários e análise de dados, mapeou tendências tecnológicas, desafios industriais e o papel da qualidade na competitividade. O levantamento aponta que a transição energética seguirá modelo multitecnológico, combinando eletrificação gradu -
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al, sistemas híbridos e biocombustíveis, refletindo a matriz energética nacional e a busca por alternativas econômica e ambientalmente viáveis.
Fonte: Assessoria de Imprensa do IQA

Em 25 de maio, o Brasil celebrou o Dia Nacional da Indústria, setor considerado o motor do desenvolvimento econômico e social, uma vez que sem uma indústria forte, torna-se inviável sustentar níveis consistentes de crescimento.
Com o objetivo de recuperar o protagonismo perdido ao longo dos anos, a Coalizão Indústria – criada em 2018, e formada por setores que representam 44,8% do PIB industrial brasileiro, sendo responsáveis por 60,6% das exportações de manufaturados, e pela arrecadação de cerca de R$ 500 bilhões anuais em impostos – divulgou um manifesto, enca -
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minhado aos órgãos governamentais e à sociedade, exigindo medidas urgentes para defender esse setor estratégico para o país. ( NE: Confira a matéria completa nesta edição )

O portal e a revista Siderurgia Brasil, e a Messe Brasil – que, entre os dias 15 a 18 de setembro irá realizar na cidade de Joinville/SC a Interform 2026 -Feira e Congresso de corte, processamento e conformação de metais – firmaram uma parceria visando a dar maior destaque ao evento, e maior visibilidade aos seus expositores. A Siderurgia Brasil, como “Mídia Oficial” do evento, apesentará na edição de agosto o “CADERNO ESPECIAL INTERFORM” , com destaque para todos os expositores,
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seus produtos e marcas. Nesse caderno, as empresas expositoras apresentarão, com imagens e vídeos, seus produtos e suas qualidades aos visitantes do portal, que vem registrando mais de 100 mil acessos mensais. Quer participar dessa edição, clique AQUI


Com mais de 40 anos de excelentes serviços prestados à siderurgia nacional, a Quimitron acaba de lançar o QCS 1232, novo determinador de enxofre e carbono em metais, aços e minérios, que representa uma evolução de seus equipamentos já presentes em todo o território nacional. O novo modelo tem design moderno e dinâmico, integrando recursos de informática e Inteligência Artificial. A empresa garante atualização anual dos softwares, que são exibidos em português, com todos os parâmetros de medição mostrados simultaneamente na tela. Oferece ainda suporte remoto para diagnósticos, ampla linha de suprimentos e materiais de consumo como cadinhos, fundentes e filtros, reforçando sua tradição de inovação e atendimento eficiente ao setor.
