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Revista Siderurgia Brasil

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A REVISTA DE NEGÓCIOS DO AÇO

LAMINADOS PLANOS: IMPORTAÇÕES

DISPARAM

E SUAS MÚLTIPLAS APLICAÇÕES AÇOS ESPECIAIS

Sob medida para a sua necessidade: isso faz a diferença.

A HERCAL produz peças de reposição em aço voltadas para desgaste, britagem e penetração no solo. Todas são desenvolvidas especialmente para atuar em severas condições de aplicabilidade, garantindo resistência ao impacto e à abrasividade.

Na HERCAL, investimos sempre em processos e em tecnologia para produzirmos peças sob medida cada vez melhores para nossos clientes da SIDERURGIA, MINERAÇÃO, FERROVIÁRIOS, E CONSTRUÇÃO CIVIL.

Além de trabalharmos com todas as marcas e modelos das linhas de FPS (ferramenta de penetração no solo) disponíveis no mercado.

Desenvolvemos soluções inovadoras em fundidos padronizados e sob medida para garantir performance, qualidade e satisfação.

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SERÁ O MAIS DO MESMO, OU SERÁ PIOR?

Os números divulgados pelo INDA, entidade que representa distribuidores e revendedores de produtos planos de aço, mostraram que as vendas do setor foram de 297,7 mil toneladas em fevereiro, enquanto as importações chegaram a 404,8 mil toneladas. Ou seja, a curva já se inverteu, e a diferença entre o produto interno e o importado foi de cerca de 35% a maior, com ampla vitória dos importados.

Já os dados do Instituto Aço Brasil, também de fevereiro, apontaram produção de 2,5 milhões de toneladas. Mas, na outra ponta, as importações somaram 629 mil toneladas, com alta de 22%, e quase um quarto da produção nacional, sendo que os laminados planos – aqueles citados acima, e revendidos pelos associados do INDA – totalizaram 588 mil toneladas, com avanço de 32,6%.

Ainda assim os produtores nacionais comemoraram no último mês a conclusão de processos antidumping, até então parados no governo, que determinaram uma sobretaxa de 25% para alguns produtos vindos sobretudo da China. Mas a matemática mostra que, embora ainda seja a maior fornecedora, a China vem sendo substituída pela Coreia do Sul, com avanços expressivos mês a mês. Ou seja, a invasão asiática continua.

Por outro lado, fortes rumores indicam que as siderúrgicas nacionais, acumulando resultados negativos, decidiram por um novo ajuste de preços a partir de abril. A pergunta é: Como será o cenário que enfrentaremos neste e nos próximos anos na siderurgia brasileira? É uma questão que exige reflexão.

Ao lado desses acontecimentos, nós do Portal e Revista Siderurgia Brasil, seguimos destacando o que há de mais positivo na siderurgia nacional. Nesta edição que inaugura o ano de 2026, trazemos uma excelente entrevista com um dos diretores da Villares Metals, principal siderúrgica instalada no Brasil, produtora de aços especiais utilizados para funções específicas. Também ouvimos um dirigente de uma entidade muito representativa da indústria nacional sobre a discussão em torno da mudança das regras de horários e escalas de trabalho, que está tramitando no Senado.

E a China? Bem, ela já foi incógnita, mas hoje é concorrente mundial em quase todas as atividades humanas. Não há segmento da economia nacional sem penetração de produtos chineses. Conferimos de perto e apresentamos uma primeira versão de um estudo baseado em um livro recém-lançado, no qual o autor detalha o funcionamento daquela máquina. E seguiremos na próxima edição falando do “Dra -

MESMO,

gão Chinês”, cada vez mais presente entre nós.

E como esta é a edição de março da nossa revista, não poderíamos deixar de homenagear as mulheres em seu mês. A Grips Editora se une às celebrações às mulheres que fazem parte da nossa vida e da nossa história, pois foi com elas que as construímos.

Finalmente, sendo a primeira edição do ano, apresentamos todas as estatísticas dos setores ligados intimamente à siderurgia, além das tradicionais seções de Energia e Vitrine que completam a nossa publicação.

Medimos pela aceitação do recente lançamento do Anuário da Siderurgia 2026 a grande penetração de nossos veículos, e agradecemos imensamente a todos que nos apoiam. Recebam nosso carinhoso: muito obrigado, e boa leitura!

Henrique Patria

Editor-chefe henrique@grips.com.br

Ano 27 – nº 194 – Março de 2026

Siderurgia Brasil é de propriedade da Grips Marketing e Negócios Ltda. com registro definitivo arquivado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial sob nº 823.755.339.

Diretor: Henrique Isliker Patria

Coordenação de TI:

Versão Digital Vicente Bernardo vicente@grips.com.br

Produção: Editor Responsável Henrique Isliker Pátria - MTb-SP 37.567

Reportagens Especiais Marcus Frediani - MTb 13.953

Comercial: henrique@grips.com.br

Projeto Editorial: Grips Editora

Projeto gráfico e Edição de Arte / DTP: Via Papel Estúdio

Capa:

Criação: André Siqueira

Créditos: Montagem com fotos de Aços Iguatemi / Salete Santos

Divulgação: Através do portal: https://siderurgiabrasil.com.br

Observações:

A opinião expressada em artigos técnicos ou pelos entrevistados são de sua total responsabilidade e não refletem necessariamente a opinião dos editores. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS: Grips Marketing e Negócios Ltda.

Rua Cardeal Arcoverde 1745 – conj. 113 São Paulo/SP – CEP 05407-002

Tel.: +55 11 3811-8822 - www.siderurgiabrasil.com.br

Proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou qualquer meio, sem prévia autorização.

COMPROMISSO E AÇOS DE ALTO DESEMPENHO

Com vasta experiência técnica e capacidade de desenvolver soluções personalizadas para os desafios de cada cliente, a Villares Metals segue em frente em sua trajetória de constante evolução.

Ao longo de décadas de atuação, a empresa consolidou uma cultura baseada em inovação, excelência e proximidade com o mercado, fatores que sustentam sua posição de destaque no setor.

Sediada em Sumaré, no interior do estado de São Paulo, a companhia opera em uma planta industrial amplamente reconhecida por sua integração com o meio ambiente, eficiên -

MARCUS FREDIANI

LIDERANÇA EM DESEMPENHO

Foto: Julio Bittencourt

cia energética e utilização de tecnologias de ponta. Nesse contexto, a Villares Metals se posiciona como líder na América Latina na oferta de aços especiais e ligas metálicas em diversas formas de produtos, voltados para aplicações de alta performance em setores estratégicos da indústria global.

A trajetória da empresa remonta a 1944, quando foi fundada como Aços Villares. Desde então, passou por importantes transformações estruturais que contribuíram para o fortalecimento de sua atuação. Entre os principais marcos estão a incorporação da Eletrometal, em 1996; a transferência de controle para o grupo espanhol Sidenor, em 2000; a aquisição pelo Grupo Böhler-Uddeholm AG, em 2004; e, finalmente, sua integração ao Grupo voestalpine AG, em 2007, conglomerado global com sede em Linz, na Áustria. A partir desse momento, a empresa passou a integrar a divisão voestalpi -

ne High Performance Metals, ampliando significativamente sua inserção internacional.

Com base em sua sólida expertise técnica e profundo conhecimento das necessidades dos mercados atendidos, a Villares Metals desenvolve soluções sob medida para aplicações críticas. Um exemplo emblemático dessa atuação está no segmento aeroespacial, no qual a empresa desempenha papel estratégico ao fornecer materiais de alta confiabilidade para componentes essenciais, como trens de pouso e estruturas aeronáuticas. “Estamos continuamente fortalecendo nossa posição como um fornecedor de confiança para os principais fabricantes do setor”, destaca Luiz Castro, diretor de Operações da companhia.

No setor automotivo, a empresa também se destaca por sua ampla gama de materiais, que inclui aços rápidos, aços inoxidáveis martensíticos, austeníticos e ferríticos, além de li -

Foto: Divulgação Villares Metals

gas à base de níquel de média e alta liga. Esses materiais são aplicados em condições severas, como em motores de combustão interna, especialmente em válvulas e sistemas de injeção. Segundo Castro, a companhia já participa de testes com motores movidos a hidrogênio, utilizando válvulas desenvolvidas com seus materiais, evidenciando sua prontidão para atender tanto à eletrificação quanto às soluções baseadas em combustíveis alternativos.

Além desses segmentos, o portfólio da empresa abrange ainda aplicações nos setores médico, de ferramentaria, óleo e gás, energia, mineração e bens de capital, demonstrando sua versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes demandas industriais.

PESQUISA & DESENVOLVIMENTO

Alinhada ao crescimento da demanda global por materiais especiais, a Villares Metals tem avançado significativamente em suas atividades de Pesquisa & Desenvolvimento. O foco principal está na criação de materiais com maior resistência ao desgaste e desempenho superior em aplicações exigentes, especialmente nas linhas de aços ferramenta, aços rápidos e ligas de níquel.

Um exemplo concreto dessa evolução foi o lançamento do aço TENAX300IM, entre o final de 2023 e o início de 2024. O material apresenta elevada tenacidade combinada com resistência ao desgaste superior em comparação a graus convencionais, como o AISI H13. Sua aplicação em moldes de grandes dimensões

para fundição sob pressão tem impulsionado a produção de componentes estruturais complexos em alumínio e magnésio.

A integração entre engenharia comercial e produção, viabilizada pela conexão com a divisão High Performance Metals do grupo voestalpine, permite à empresa revisar continuamente seu portfólio. A maioria dos projetos nasce da compreensão aprofundada das necessidades dos clientes e das especificidades de cada aplicação. Paralelamente, a busca por eficiência produtiva tem orientado iniciativas voltadas à otimização de processos, fundamentais em um ambiente industrial altamente competitivo.

A interação com a divisão na Áustria ocorre de forma estratégica e coordenada, envolvendo todas as unidades do grupo. No campo dos aços ferramenta, por exemplo, a empresa produz blocos de grandes dimensões para moldes de injeção de alumínio. Já no segmento aeroespacial, o portfólio inclui materiais com requisitos rigorosos de qualidade, como aços inoxidáveis endurecíveis por precipitação, aços de ultra-alta resistência mecânica, aços Maraging e ligas de níquel.

EXTENSÃO COMERCIAL

Como parte de um grupo global, a Villares Metals conta com uma ampla rede de Sales Companies distribuídas pelos cinco continentes. Essas unidades atuam como extensão comercial da operação brasileira, oferecendo suporte técnico local e garantindo presença estratégica nos principais polos industriais do mundo.

Além dessa estrutura, a empresa mantém

atendimento direto para contas globais e clientes-chave, especialmente em segmentos que exigem elevado nível de integração técnica e continuidade no fornecimento. Essa combinação fortalece sua atuação internacional e assegura consistência nas relações comerciais.

No mercado doméstico, a companhia opera por meio de um modelo próprio de distribuição, com destaque para o Centro de Serviços e Soluções (CS&S), presente em quatro localidades: Sumaré/SP, Joinville/SC, Vespasiano/MG e Flores da Cunha/ RS. Essas unidades agregam valor aos produtos por meio de serviços especializados, ampliando a eficiência logística e o atendimento a diferentes perfis de clientes.

capacidade produtiva e elevar seus padrões de qualidade. Entre as iniciativas, destaca-se a instalação de fornos com tecnologia Vacuum Arc Remelting (VAR), fundamentais para a refusão de ligas especiais destinadas a aplicações críticas. Também foram realizados investimentos em processos com tecnologia Argon Oxygen Decarburization (AOD), que contribuem para maior estabilidade operacional e competitividade.

Além disso, a empresa promoveu integrações estruturais em seu parque industrial, preparando-se para atender às crescentes demandas por materiais de alto valor agregado.

GOVERNANÇA DE PONTA

Complementarmente, a empresa realiza vendas diretas para distribuidores parceiros, que desempenham papel fundamental na capilaridade nacional. Esse modelo híbrido garante abrangência, flexibilidade e rapidez no atendimento tanto de grandes demandas industriais quanto de mercados regionais.

INVESTIMENTOS CONSTANTES

No campo dos investimentos, a Villares Metals mantém um plano contínuo de modernização e atualização tecnológica. Após a inauguração do sexto forno ESR em 2024, a empresa avançou em diversas frentes para ampliar sua

No âmbito ESG, a Villares Metals tem implementado avanços consistentes em sustentabilidade e responsabilidade corporativa. A empresa investe continuamente na melhoria da eficiência energética, na redução das emissões de carbono, na gestão adequada de resíduos e no desenvolvimento de fornecedores alinhados a práticas sustentáveis.

Essas iniciativas refletem o compromisso da companhia com a construção de um futuro mais responsável. “Acreditamos que o futuro que queremos é construído por todos, e nos comprometemos diariamente a ser um agente ativo dessa transformação”, conclui Luiz Castro.

Luiz Castro, diretor de Operações da Villares Metals
Foto: Divulgação Villares Metals

DIA INTERNACIONAL CELEBRAÇÃO E REFLEXÃO

Além das merecidas homenagens, este é também um momento de reflexão. Convivemos com o aumento brutal de casos de violência contra as mulheres, em suas mais diversas formas. E é hora de mudar esse cenário.

NHENRIQUE PATRIA

o dia 8 de março, foi celebrado o Dia Internacional da Mulher. Mais do que uma data comemorativa, trata-se de um momento de reconhecimento, gratidão e reflexão sobre o papel extraordinário que as

DA MULHER: REFLEXÃO NECESSÁRIAS

SOCIEDADE

mulheres exercem na construção de uma sociedade mais justa, sensível e humana em todos os espaços da vida moderna. Na família, no trabalho, na ciência, na cultura e na política, a presença feminina tem se mostrado cada vez mais decisiva, e sua independência, digna de aplausos.

Ao mesmo tempo, essa data também nos convida a uma reflexão mais profunda. Não deveria ser necessário exaltar a independência feminina como algo extraordinário, pois, em essência, o mundo sempre foi construído por homens e mulheres. Afinal, a capacidade de pensar, agir, criar, transformar e conduzir a família ou seu ambiente de trabalho é um dom do ser humano, independentemente do sexo das pessoas. A sociedade é composta assim. Na cadeia siderúrgica, algumas ações se destacam em celebração ao Dia Internacional da Mulher.

Na Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, a empresa enfatiza em seus editoriais: “Acreditamos que a representatividade

feminina é essencial para a construção de um futuro mais igualitário e sustentável. Nossas iniciativas com foco em diversidade, equidade e inclusão contribuem para um ambiente mais colaborativo, inovador e atrativo para novos talentos.” E complementa: “Oferecemos constantemente oportunidades em todo o Brasil para mulheres que desejam evoluir conosco, em um ambiente de trabalho pautado no respeito, no qual todos encontram espaço para se destacar e crescer.”

Em seus compromissos públicos, a Vale informa que, desde 2019, ampliou de 13% para 26% a participação feminina em sua força de trabalho, o que hoje representa mais de 8 mil mulheres atuando em diferentes posições na empresa.

COMPROMISSO ASSUMIDO

Já na ArcelorMittal, uma das maiores siderúrgicas nacionais, a empresa destaca que firmou o compromisso de alcançar no mínimo 25% de representatividade feminina em

Sofia Trombetta, diretora de Pessoas da ArcelorMittal –aços longos

A presença feminina na siderurgia é cada vez mais forte e decisiva
Foto: Vale
Foto: Divulgação

todas as posições de trabalho até 2030, meta que já chegou à marca de 21%. Para Sofia Trombetta, diretora de Pessoas, Saúde e Bem-estar da ArcelorMittal Aços Longos LATAM e sponsor global do Conselho do Programa de Diversidade & Inclusão, antes de estabelecer esse objetivo, a empresa já havia se preparado para ampliar a presença feminina e também estimular a formação de mão de obra qualificada.

“Os nossos esforços envolvem desde a formação de base, com projetos voltados para meninas nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática – o programa ‘STEAM Girls’, realizado pela Fundação ArcelorMittal –, até a capacitação profissional em comunidades nas quais atuamos em parceria com o SENAI, além da sensibilização interna na própria empresa”, destaca a executiva.

Além disso, a empresa ainda patrocina as edições do “Prêmio Mulher ArcelorMittal”. Criada em 2019, a iniciativa tem como objetivo identificar e reconhecer mulheres que lideram negócios ou projetos sociais transformadores, fazendo a diferença em suas comunidades. A premiação também busca capacitar essas lideranças, reforçando o compromisso com uma sociedade mais equitativa, justa e democrática. Em 2023, a pre -

A Vale já ampliou sua força de trabalho feminina para 26% Foto: Vale

miação foi ampliada para o Ceará, além do Espírito Santo e Santa Catarina, onde, respectivamente, a ArcelorMittal mantém as unidades de Pecém, Tubarão e Vega.

E a Grips Editora também se uniu às homenagens, e em paralelo com um editorial especialmente elaborado sobre a presença feminina, publicou em seu portal um poema que exalta o papel da mulher, extraído da série de trovas “Notas de Mulher”, do livro “Astronautas do Além”, psicografado por Chico Xavier.

FONTES:

https://saladeimprensa.vale.com/pt/mulheres-na-vale

https://brasil.arcelormittal.com/sala-imprensa/noticias/brasil/representatividade-das-mulheres-avanca-na-arcelormittal

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Pauta Principal

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Fevereiro February ANUÁRIO DA SIDERURGIA

Brazilian Yearbook of Steel

Março

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Abril

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Junho

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Julho

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Agosto

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Setembro September

Outubro October

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Feimec – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos

Feimec – International Fair of Machines and Equipments

Aços Trefilados e Relaminados

Draw and re-rolled steels

Logistica e Movimentação de Cargas

Logistics and Material Handling Maquinas para processar aços Steel processing machines

Aço no agronegócio Steel in Agribusiness

Aços na Construção civil

Steel Applications in Civil Construction

Congresso Aço Brasil 2026

Summit Aço Brasil 2026

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Tubes and Pipes – Tubular parts

Aços revestidos- galvanizados

Galvanized coated steel

Centros de processamento e distribuição Processing and Distribution Center

Resenha do Ano

The annual review

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O VOO DO DRAGÃO

DRAGÃO ASIÁTICO

Ocupando a posição da segunda maior economia mundial a China apresenta uma trajetória impressionante no cenário econômico mundial.

AChina é um país de contrastes, marcado por profundas diferenças e contradições, nos aspectos socioeconômicos, geográficos, culturais e políticos. E embora tenha se tornado uma superpotência global – causando, por isso, constante preocupação aos donos do pódio, os Estados Unidos –, ela enfrenta desafios internos significativos. Entre eles estão a desigualdade econômica e social, a diversidade étnica e cultural, as diferenças regionais, o contraste urbano-rural e, claro, uma curiosa convivência entre sistemas políticos-administrativos de governança, aparentemente antagônicos, mas que, do ponto de vista da economia, tem funcionado muito bem.

MARCUS FREDIANI

CENÁRIO INTERNACIONAL

Idelogicamente a China é definida como um regime socialista de partido único – o Partido Comunista Chinês –, que, entretanto, adota uma economia de mercado, frequentemente chamada de “Socialismo com Características Chinesas”. Na prática, significa que ele combina um forte controle estatal sobre setores estratégicos com elementos capitalistas, como a propriedade privada, mercado de ações e uma vasta rede de empresas privadas, que deu gênese a um inusitado modelo híbrido. Esse sistema combina o controle centralizado do PCCh e a predominância da propriedade estatal com mecanismos de mercado, competição privada e integração na economia global.

O DRAGÃO ACORDOU

Explicar o momento atual vivido pela China no cenário global, em alucinante ritmo de uma evolução constante, que tanto incomoda e preocupa os operadores do comércio do Ocidente – como, aliás, acontece aqui no Brasil – exige enveredar por uma análise histórica profunda, que remonta a 1º de outubro de 1949, data da conclusão da Revolução Chinesa, sob a liderança de Mao Tsé-Tung, que proclamou a República Popular da China, transformando a nação em um Estado comunista após décadas de guerra civil contra os nacionalistas (Kuomintang). O processo encerrou o período imperial (1911) e feudal, resultando em reforma agrária, industrialização e alinhamento com a então União Soviética.

Para reafirmar sua liderança e combater influências capitalistas e ocidentais, o país entrou na chamada Revolução Cultural, marcada por um período de grande instabilidade social, como

maior e menor intensidade, perdurou até 1976, ano da morte de Mao. A partir daí, o governo chinês iniciou uma série de reformas econômicas, evoluindo rapidamente, já a partir de 1978, sob a liderança de Deng Xiaoping, que ganhou a reputação de “Arquiteto-Chefe” da Reforma e Abertura do Boluan Fanzheng – que, literalmente, significa “eliminar o caos e voltar ao normal” –, período da história da República Popular da China durante o qual Deng, como líder supremo dela, sistematicamente passou a corrigir os erros da Revolução Cultural.

Dessa forma, o programa desmantelou gradualmente as políticas maoístas associadas à Revolução Cultural, reabilitou milhões de vítimas que foram perseguidas durante ela, e trouxe o país de volta à ordem de forma sistemática. E ao adotar o chamado “Socialismo de Mercado”, a China abriu sua economia e passou a evoluir rapidamente, combinando o planejamento estatal rígido com mecanismos capitalistas, atraindo investimentos estrangeiros com mão de obra barata, investindo massivamente em infraestrutura e incentivando a produção privada, o que acabou por tornar aquele país asiático a “Fábrica do Mundo”, elevando-o à segunda posição no pódio das maiores economias globais, com um PIB em 2025 próximo a US$ 20 trilhões, apenas atrás dos Estados Unidos, com mais de US$ 30 trilhões, segundo projeções do FMI.

Contudo, atualmente – talvez até como efeito da rapidez e do gigantismo de seu desenvolvimento –, a economia chinesa enfrenta uma fase de desaceleração, atrelada à continuidade de uma crise imobiliária profunda, consumo domés-

BOLETIM DO AGRONEGÓCIO

Serão milhares de Empresários, Diretores, CEOs e Alta Gerência de empresas do Agronegócio e Agribusiness, Proprietários rurais, Engenheiros agrônomos, Operadores logísticos, Autoridades governamentais, Cooperativas, Faculdades, Institutos de pesquisas e demais pessoas ligadas ao setor. Pessoas com capacidade de decisão nos postos que ocupam.

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tico fraco, alto endividamento e envelhecimento populacional. Simultaneamente, o modelo antigo, baseado em investimentos pesados em infraestrutura, parece ter se esgotado, enquanto a demanda externa oscila e a confiança do consumidor interno permanece baixa.

UM FUTURO QUE RESERVA

SURPRESAS

Mesmo diante dos desafios enfrentados e no caso específico da siderurgia a China continua a manter a liderança isolada na produção mundial de aço. E, segundo os dados da worldsteel divulgados no final de janeiro, a folga relacionada à fabricação de outros países é enorme: o volume global de aço bruto fabricado em 2025 foi de impressionantes 1,804 bilhão de toneladas, com retração de 2% sobre o ano anterior, porém com aquele país asiático sendo responsável 960,8 milhões de toneladas de aço bruto, o que represen-

tou 53% do volume total do planeta, anos-luz à frente do segundo colocado nesse ranking, a Índia, com 150 milhões de toneladas. A China produz atualmente em 11 dias, o que o Brasil produz em um ano.

E mesmo com barreiras em diversas partes do mundo, em especial nos Estados Unidos, onde enfrenta uma tarifa de 70% e onde praticamente não vende, a China exportou no ano passado 119,02 milhões de toneladas, alta de 7,5% frente a 2024, segundo a Associação Chinesa de Ferro e Aço (CISA). Segundo especialistas, as vendas ao exterior cresceram para compensar parcialmente a retração do mercado doméstico.

Ainda segundo analistas, a siderurgia chinesa deverá continuar enfrentando uma desaceleração estrutural em 2026, com produção em recuo, mas mantendo o domínio global por meio de subsídios estatais e exportações de baixo custo. Assim, a expectativa é de que o setor, liderado por

Foto: FreePix

gigantes como a Baowu Steel Group, deverá seguir buscando consolidar a capacidade produtiva enquanto pressiona mercados externos, como o brasileiro, com exportações de aço barato. E tal reação já encontra fulcro nos recentes resultados divulgados com relação à produção de aço na China, que aumentou para 76.100 mil toneladas no mês de fevereiro, na comparação com as 75.300 mil toneladas produzidas em janeiro de 2026.

E uma estratégia que certamente tem potencial para impulsionar esse movimento está relacionada à mina de ferro de Simandou, localizada nas terras altas do sul da Guiné, na África, considerada o maior e mais rico depósito inexplorado de minério de ferro do mundo, com reservas estimadas entre 2,4 a 3 bilhões de toneladas e alto teor de ferro-, aproximadamente 65%-. Para explorá-la, o planejamento inclui uma infraestrutura colossal, com a construção de uma ferrovia entre 600km a 650km para transportar o minério até a costa atlântica, além do construção de um novo porto de águas profundas.

É um empreendimento extremamente com-

plexo, dividido em quatro blocos, que demandará investimentos totais estimados em cerca de US$ 20 bilhões, a serem desembolsados por múltiplos players e consórcios, entre eles a mineradora multinacional anglo-australiana Rio Tinto, operando por meio da joint venture SimFer, e com forte presença chinesa, envolvendo a Chinalco, a WCS, o China Hongqiao Group e o já citado Baowu Steel Group.

O megaprojeto já começou a operar e novembro do ano passado, marcando um novo capítulo na mineração global, tornando-se um concorrente direto da Vale e da BHP no fornecimento premium de minérios para a produção siderúrgica.

NOTA DO EDITOR: Dada a necessidade de se conhecer mais profundamente os crescentes impactos da China no cenário global, a revista Siderurgia Brasil voltará ao tema nas próximas edições, trazendo uma entrevista exclusiva com um especialista e consultor internacional sobre a peculiar arte de se negociar com os chineses. Não perca!

REDUÇÃO DE PRODUTIVIDADE,JORNADA

JORNADA EXIGE

NÃO DECRETO

Impor a redução da jornada sem enfrentar previamente os determinantes estruturais da baixa produtividade nacional significa atacar o sintoma, não a causa.

JOSÉ VELLOSO*

Odebate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 ganhou força no Congresso Nacional sob uma justificativa que, embora sedutora no discurso, carece de aderência à realidade produtiva brasileira. Sustenta-se que as novas tecnologias e supostos ganhos de produtividade justificariam a diminuição das horas trabalha -

das. Entretanto, quando se observam os dados concretos da estrutura produtiva nacional, percebe-se que a automação ainda está longe de constituir uma base sólida capaz de sustentar tal mudança.

Indicadores internacionais desse avanço evidenciam o tamanho do desafio. Enquanto economias líderes operam com centenas de robôs e redesenham seus processos produtivos, o Brasil permanece na base da pirâmide tecnológica, com apenas dez robôs por 10 mil trabalhadores, muito abaixo da média mundial de 162 robôs. O Brasil está muito distante de países como Estados Unidos, Alemanha, China e Coreia do Sul.

Essa lacuna tecnológica é parte de um problema estrutural mais profundo: o reduzido estoque de capital produtivo por trabalhador. Estimativas comparativas indicam que o Brasil dispõe de apenas cerca de 35% do capital produtivo observado nos Estados Unidos, o que ajuda a explicar porque a produtividade do trabalho brasileiro equivale a aproximadamente um quarto da norte-americana. Em um ambiente marcado por baixo investimento, custo de capital elevado e incertezas que inibem a modernização, a produção continua fortemente dependente do fator humano, o que limita ganhos de eficiência e torna arriscada qualquer redução de jornada dissociada do aumento efetivo de produtividade.

Esse quadro estrutural ajuda a entender o desempenho historicamente baixo da produtividade no país, mantendo o Brasil em

posições pouco favoráveis nos rankings internacionais. O Brasil ocupa o 100º lugar no ranking da Organização Internacional do Trabalho (OIT) da produtividade do trabalho. Reduzir a jornada sem alterar esse fundamento não configura política social sustentável. O acréscimo de custos de mão de obra para as empresas poderá, no médio e no longo prazo, resultar em redução de postos de trabalho em setores expostos à concorrência internacional, em razão da perda adicional de competitividade.

Estudos empíricos também indicam que a estrutura do mercado de trabalho brasileiro revela forte presença de jornadas superiores a 40 horas justamente entre ocupações de menor qualificação e remuneração, muitas delas localizadas em serviços pessoais, comércio e atividades operacionais. Nesses segmentos, a elevação do custo do trabalho tende a gerar pressões sobre preços, margens ou nível de formalização, exigindo a continuidade da política monetária contracionista e medidas que visem a evitar efeitos adversos sobre emprego e renda, sobretudo nas pequenas empresas, que reúnem milhões de trabalhadores e possuem menor capacidade de absorver mudanças abruptas.

Diante desse cenário, impor a redução da jornada sem enfrentar previamente os determinantes estruturais da baixa produtividade nacional significa atacar o sintoma, não a causa. O verdadeiro caminho para jornadas menores e salários maiores passa pela expansão do investimento produtivo e pela moderniza -

ção tecnológica. Um país em que a indústria de transformação possui maior participação de bens complexos tende a absorver serviços mais sofisticados e, portanto, remunerar melhor a sua mão de obra. Esse é o caminho para tirar o país da armadilha da renda média – o caminho para o desenvolvimento.

Avanços sociais duradouros não nascem de decretos, mas do aumento consistente da capacidade de produzir mais e melhor. Países que hoje trabalham menos horas chegaram a esse estágio após décadas de acumulação de capital, difusão tecnológica e elevação sustentada da produtividade. O

Brasil ainda precisa percorrer esse caminho. Somente ao remover os entraves que limitam investimento, eficiência e formalização será possível reduzir jornadas de forma responsável, ampliando o bem-estar sem comprometer emprego, a competitividade ou o crescimento econômico.

*José Velloso é engenheiro mecânico, administrador de empresas e presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

A Usina Hidrelétrica Ilha Solteira, operada pela CTG Brasil e localizada na cidade de Ilha Solteira (SP), passa a contar com um moderno laboratório voltado ao estudo do uso de baterias associadas à geração solar. O projeto inclui uma usina fotovoltaica composta por 1.248 módulos, com capacidade instalada de 692 kWp, suficiente para suprir o consumo estimado de mais de 380 residências. Inicialmente, toda a energia gerada será destinada ao consumo interno da empresa. Integrado à usina, foi construído um sistema de armazenamento BESS da Huawei, com capacidade de 215 kWh, projetado para avaliar o desempenho do armazenamento eletroquímico em operações conectadas ao sistema elétrico.

A estrutura permite analisar, em operação contínua, como o armazenamento pode apoiar a rede em momentos de variação da geração solar, além de contri -

Foto: Divulgação CTG Brasil

ARMAZENAMENTO DE ENERGIA SOLAR COM BATERIAS

buir para serviços auxiliares e ancilares. O escopo do projeto também contempla estudos computacionais e simulações em diferentes cenários de operação, fornecendo dados essenciais para modelos que buscam tornar o sistema elétrico mais resiliente, flexível e economicamente eficiente.

A iniciativa recebeu investimentos de R$ 15 milhões, viabilizados por meio de recursos do programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Aneel, em parceria com o SENAI e outras instituições. A CTG Brasil, controlada pela China Three Gorges Corporation, mantém investimentos em 15 usinas hidrelétricas, 12 parques eólicos e em um complexo solar, totalizando 9 GW de capacidade instalada, consolidando-se como uma das maiores geradoras de energia limpa do país.

Fonte: ctgbrasil@comunic.com.br

A Sudene liberou R$ 18,1 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para projetos de energia solar no Ceará. Os recursos serão destinados aos empreendimentos Bom Jardim Energia Solar 1 e 3, instalados no município de Icó (CE), que receberam, respectivamente, R$ 4,5 milhões e R$ 13,6 milhões. Além desses recursos, mais R$ 88,7 milhões

Foto: Divulgação / ABSOLAR

PROJETOS DE ENERGIA SOLAR NO CEARÁ

foram em dezembro de 2025 e R$ 17 milhões em janeiro deste ano. No total, a participação do FDNE deve alcançar R$ 123,9 milhões dentro de um investimento global estimado em R$ 383,3 milhões. Cada planta terá capacidade instalada de 59,6 MWp em corrente contínua, com geração de 48,118 MW em corrente alternada.

Fonte: Sudene

O setor de energia solar no Brasil alcançou 2 milhões de empregos verdes e R$ 296,1 bilhões em investimentos desde 2012, segundo levantamentos promovidos pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Apesar do atingimento deste marco, no momento o mercado enfrenta retração: em 2025 a potência adicionada caiu 25,6%, apurando-se

Foto: Qair Brasil/Instagram

ENERGIA SOLAR ENFRENTA DIFICULDADES

11,6 GW contra 15,6 GW registrado em 2024. A desaceleração ocorre em todo o país e atinge grandes usinas e sistemas de geração própria, sendo motivada por cortes sem ressarcimento e dificuldades de conexão alegadas pelas distribuidoras, como a incapacidade das redes e inversão de fluxo de potência.

Fonte: Absolar

VEÍCULOS: PRODUÇÃO CAI, MAS VENDAS REAGEM

As montadoras de veículos comemoram o nível de emplacamentos registrado em fevereiro, cuja média diária foi de 10,3 mil unidades, a segunda melhor para o mês nos últimos 10 anos. O problema ainda está nos caminhões pesados, que não têm demonstrado reação nos últimos meses.

O primeiro bimestre de 2026, em relação a 2025, mostrou queda de (-) 8,9% na produção. Já, isoladamente, o mês de fevereiro de 2026 indicou reação, com crescimento de 25% nos comerciais leves e de 22% nos caminhões e ônibus.

Outro destaque foi que 43% dos veículos eletrificados emplacados em fevereiro de 2026 foram de produção nacional, o melhor resultado da série his-

tórica, evidenciando os efeitos positivos dos investimentos das montadoras nessa nova tecnologia.

Nas exportações, o resultado não foi tão favorável, com queda de (-) 28% no acumulado de janeiro a fevereiro de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.

Ainda falando de comércio exterior, os emplacamentos de veículos importados recuaram 4,5% no acumulado de janeiro a fevereiro de 2026, em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Por fim, o emprego no setor automotivo manteve-se estável, com leve alta de 109,5 mil para 110,8 mil postos entre janeiro e fevereiro de 2026.

Fonte: Anfavea

AÇO: QUEDA NA PRODUÇÃO E O AVANÇO DAS IMPORTAÇÕES

Em fevereiro, a produção brasileira de aço bruto atingiu 2,5 milhões de toneladas, registrando retração de 7,9% em relação a janeiro e de 5,7% frente ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do bimestre (janeiro/fevereiro), já se observa um retrocesso de 3,4% na comparação com 2025.

Em fevereiro, as importações cresceram 22%, somando 629 mil toneladas. Os produtos laminados representam a maior parcela desse volume, com entrada de 588 mil toneladas, um avanço de 32,6%. Em relação a fevereiro de 2025, as importações avançaram 34,2% e, na soma dos dois primeiros meses do ano, o crescimento já atinge 12,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já as exportações apresentaram bom desempenho, totalizando 1,2 milhão de toneladas, com crescimento de 20,2%. No acumulado do ano, os dados indicam que esse movimento pode se consolidar como tendência, com alta de 30,3%.

As vendas internas aumentaram 3,5%, alcançando 1,6 milhão de toneladas, enquanto o consumo aparente de produtos de aço foi de 2,2 milhões de toneladas, também registrando alta de 7,8%.

ICIA - O Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) de março de 2026 fechou em 49,3 pontos, recuo de 8,3 pontos em relação a fevereiro, retornando a um patamar abaixo dos 50 pontos.

Fonte: Instituto Aço Brasil

PRODUÇÃO MUNDIAL DE AÇO CONTINUA EM QUEDA

Segundo dados divulgados pela Associação Mundial do Aço (worldsteel Association) que contabiliza a produção de 69 países produtores e foram responsáveis por aproximadamente 98% da produção mundial total de aço bruto em 2025, a produção mundial foi de 141,8 milhões de toneladas (Mt) em fevereiro de 2026, representando uma queda de 2,2% em comparação com fevereiro de 2025.

EM FEVEREIRO OS PRINCIPAIS

FORAM:

Estima-se que a China tenha produzi -

do 76,1 Mt em fevereiro de 2026, queda de 3,6%. A Índia produziu 13,6 Mt, aumento de 5,8%. O Japão produziu 6,4 Mt, o mesmo que em fevereiro de 2025. Estima-se que a Rússia tenha produzido 5,0 Mt, com queda de 10,2%. A Coreia do Sul produziu 4,8 Mt, aumento de 0,2%. A Turquia produziu 3,0 Mt, um aumento de 3,4%. A Alemanha produziu 2,8 Mt aumento de 4,8%. O Brasil produziu 2,5 Mt, com queda de 5,7%. Estima-se que o Irã tenha produzido 1,7 Mt, queda de 1,3%.

Variações de Produção por regiões Globais (Mt)

PRODUÇÃO MUNDIAL DE AÇO POR REGIÕES

IMPORTAÇÕES DOMINAM O MERCADO DE AÇOS PLANOS

De acordo com dados divulgados pelo Inda –Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, a distribuição de aços planos no Brasil apresentou desempenho moderado em fevereiro de 2026, com crescimento pontual nas compras e vendas, mas ainda abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano passado. Os dados, indicam um cenário de recuperação gradual, porém com pressão significativa das importações.

As compras totalizaram 306,0 Mt em fevereiro, representando alta de 5,0% em relação a janeiro, quando foram registradas 291,3 Mt. Apesar do avanço mensal, o volume ficou 11,6% inferior ao apurado em fevereiro de 2025, que havia alcançado 346,0 Mt.

No caso das vendas, o crescimento foi mais discreto. O volume comercializado atingiu 297,2 Mt, com leve alta de 1,1% frente às 293 Mt de janeiro. Na

comparação anual, porém, houve retração de 7,7% em relação às 321,8 Mt vendidas no mesmo mês do ano passado.

Os estoques também registraram variação positiva, ainda que marginal. Em fevereiro, o volume armazenado chegou a 1.135,7 Mt, alta de 0,8% sobre janeiro. O giro de estoque permaneceu em 3,8 meses, indicando estabilidade no equilíbrio entre oferta e demanda.

O principal destaque do período foi o forte avanço das importações. Em fevereiro, entraram no país 404,8 Mt de aços planos, um salto de 79,4% na comparação com janeiro e de expressivos 91,7% frente ao mesmo mês de 2025. O movimento reforça a pressão do produto importado sobre o mercado interno.

Fonte: Inda.

ULTRAGAZ APOSTA EM ENERGIA LIMPA

A Qair, empresa que opera 618 MW em ativos eólicos e solares no Brasil, assinou um PPA – Power Purchase Agreement , -contrato de longo prazo-, entre empresa consumidora e geradora de energia, com a Ultragaz para aquisição

da produção de energia do projeto Bom Jardim em Icó, Ceará. Conforme divulgado, o empreendimento fornecerá cerca de 131,5 GWh de energia renovável por ano a partir de 2026. A Qair é uma produtora independente de energia renovável que desenvolve, financia, constrói e opera projetos solares, eólicos onshore e offshore, hidrelétricos, maremotrizes, waste-to-energy, de armazenamento em baterias e hidrogênio verde. O grupo mantém um portfólio de 34 GW em 20 países na Europa, América Latina e África. Fonte: comunicacao@qair.energy

LEILÃO DE RESERVA DE CAPACIDADE DE ENERGIA

A Reserva de Capacidade é um mecanismo do governo para assegurar o fornecimento de energia no Brasil. Usinas estratégicas – como termelétricas a gás, carvão e hidrelétricas –, são contratadas para garantir operação em momentos de alta demanda, como picos de consumo no verão, mantendo o Sistema Interligado Nacional (SIN) estável. A BLUESHIFT Gás & Energia, com intermediação da Spirit Energia, venceu o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP-2026) da CCEE, ofertando 4,9 MW. O contrato, de R$153 milhões, inicia em 2028, e terá duração de 15 anos. Com projetos concentrados no Sudes-

te do Paraná, a vitória simboliza a diversificação da matriz energética e fortalece a economia de Santa Catarina, refletindo o potencial crescente do setor regional.

Fonte: Nathália Heidorn – redacao6@presse.inf.br

Imagem: Ilustração fornecida pela fonte

MONTAGENS DE LAMINADORES

Substituindo métodos tradicionais baseados em impacto, força bruta e ajustes imprecisos, o sistema inovador da BGL assegura torque uniforme e controle integral do processo por acionamento hidráulico na montagem de laminadores. A operação que antes exigia cerca de uma hora, vários operadores e constantes retrabalhos, passa a ser concluída por apenas uma pessoa em aproximadamente 15 minutos, com máxima precisão e sem retrabalho. Com engenharia aplicada e foco em resultado, a BGL entrega à siderurgia um novo padrão de montagem mais ágil, mais seguro

e previsível. Somada à performance técnica, a robustez produtiva e o ganho expressivo em eficiência, a BGL garante o cumprimento rigoroso dos prazos de entrega.

Fonte: www.bgl.com.br

ÁGUA TRATADA

A ArcelorMittal Brasil alcança 97% de recirculação da água em seus processos industriais. A usina de Tubarão (ES) abriga a maior estação de dessalinização da América Latina, com capacidade de 500 m³/h. Em 2024, em parceria com a UFJF, investiu R$ 2,2 milhões em plataforma de monitoramento e simulação de eventos

extremos em bacias hidrográficas, apoiando a gestão hídrica. A empresa também avança na implantação de estação de produção de água de reuso, a partir de esgoto doméstico, em parceria com o governo do Espírito Santo. O projeto reduzirá a captação do Rio Santa Maria e ampliará a segurança hídrica regional.

Foto. Divulgação
ArcelorMittal

DIA NACIONAL DO AÇO

As negociações seguem intensas: ora com o governo brasileiro, buscando acelerar processos antidumping contra a entrada de produtos estrangeiros, ora com o governo americano, visando a retomar tratativas para reduzir tarifas sobre nossos produtos. É nesse cenário que será celebrado, em abril, o Dia Nacional do Aço. A revista Siderurgia Brasil prepara uma edição especial, reunindo reper -

Foto: André Siqueira

ANUNCIANTES DESTA EDIÇÃO

Empresa Página

AACD 37

Aços Vic Ltda. 23

Benafer S/A - Comércio e Indústria 15

Divimec Tecnologia Industrial Ltda. 27

Feira Interform 11

Hercal Metalurgica Ltda. 02

Midia Kit Siderurgia Brasil 16, 17

Portal Agrimotor 21

cussões dessas negociações e as últimas novidades da cadeia siderúrgica nacional. Com 27 anos de atuação responsável, reforçamos nosso compromisso em marcar essa data tão importante para o setor. Desde já, convidamos sua empresa a participar dessa edição comemorativa. É hora de mostrar a sua marca e a sua importância na cadeia do aço. Entre em contato pelo e-mail: diretoria@grips.com.br Siderurgia Brasil 194 - Março - 2026

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