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O Próximo Nível da Nossa Jornada
Viver fora do Brasil é um exercício constante de reinvenção. Quem atravessa fronteiras carrega na mala não apenas roupas, mas planos, medos e uma vontade inabalável de vencer. No entanto, existe um momento na vida de todo imigrante em que o “modo sobrevivência” precisa dar lugar ao “modo construção”. É sobre esse salto que falamos nesta edição da Viver Magazine.
Não podemos ignorar que o caminho, por vezes, torna-se mais íngreme. Atravessamos um período de profunda incerteza e apreensão, à medida que novas medidas do governo Trump intensificam a fiscalização e trazem desafios inéditos para muitos de nossos irmãos que ainda buscam sua regularização. Sabemos que o medo de baterem à porta ou de verem famílias separadas causa um sofrimento que palavra nenhuma consegue apagar. No entanto, é justamente nas horas de sombra que a luz da nossa comunidade brilha com mais força. Nossa história é feita de resiliência: já superamos crises, mudamos leis e provamos, dia após dia, que somos uma força vital para este país. Mantenham a cabeça erguida e a fé inabalável; a justiça de Deus e a solidariedade têm braços longos, e dias melhores — de mais paz e segurança para todos os lares certamente virão, em nome de Jesus.
Nossas páginas trazem reflexoes profundas sobre o que significa, de fato, prosperar na América. Já não somos mais apenas uma comunidade de passagem; somos donos de empresas, formadores de opinião e pais de uma nova geração que nasce com o coração dividido entre duas bandeiras.
Na matéria sobre Empreendedorismo, mergulhamos no processo de profissionalização. O “jeitinho” que nos trouxe até aqui é o mesmo que, se não for lapidado, pode nos impedir de crescer. Mostramos como pequenos ajustes na gestão podem abrir portas em mercados que antes pareciam inalcançáveis.
Olhando para dentro de casa, abordamos o Bilinguismo. Como manter o português vivo em nossos filhos quando o inglês domina suas rotinas? É um ato de amor e resistência cultural que mantém viva a nossa essência nas próximas gerações.
E, para encerrar, trazemos a racionalidade necessária ao bolso. O Planejamento Financeiro entre dois países não deve ser um bicho de sete cabeças, mas uma estratégia de liberdade para que você decida seu futuro por escolha, não por falta de opção.
Esta edição é um convite para você parar, respirar e olhar para o horizonte. Não estamos aqui apenas para trabalhar; estamos aqui para construir um legado, proteger os nossos e empreender de forma crescente e prospera, não importa quão desafiador seja o terreno.
Boa leitura e muita força em nossa caminhada!
Dilla Campos
(Editora-Chefe – Viver Na América)

vivermagazine@gmail.com www.vivermagazine.com
Dilla Campos
Publicadora vivermagazine vivermagazine
EDIÇÃO E PUBLICAÇÃO: Dilla Campos
PROJETO GRÁFICO: Daphne Gonçalves
FOTOGRAFIA: Maria Bentley
Dilla Campos
Juliana Diniz
Isaac Orcino
Alex Campos
Vinícius Marmo
COLUNISTAS:
Dilla Campos
Caue Lima
Francisca Benvenuto
Tracie Kincle (Advogada)
Fernanda Hottle (Advogada) Bruno Pecly
Laine Furtado
Gleyber Rodrigues
JJ Andrade
REVISÃO: Eliania Bento
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NURSE PRACTITIONER: A PROFISSÃO DESCONHECIDA PELOS BRASILEIROS!
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O ANO ACABOU, E AGORA? COMO SAIR DA INÉRCIA EM 2026
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Conheça a trajetória de Lilian Pereira como Nurse Practitioner nos Estados Unidos
Lilian Pereira é Nurse Practitioner, formada pela Columbus State University, nos Estados Unidos. Com uma carreira sólida de mais de 25 anos na área da saúde, atua atualmente em clínica geral, estética e tricologia, oferecendo um atendimento completo, humanizado e altamente personalizado, sempre com foco na saúde integral e no bem-estar de seus pacientes.
Ao longo de sua trajetória, Lilian construiu uma formação robusta e diversificada, aliando conhecimento científico, ampla prática clínica
Ao questionarmos Lilian sobre qual é a pergunta que mais recebe todos os dias, ela respondeu: ”O que é uma Nurse Practitioner (NP)?”
Lillian: A Nurse Practitioner (NP) é uma enfermeira de prática avançada, um cargo amplamente reconhecido e regulamentado em países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália. Essa função ganhou ainda mais relevância nesses países devido à escassez de médicos de família e clínicos gerais, especialmente com atenção na medicina primária.
Viver: Apesar da sua importância internacional, a Nurse Practitioner ainda é pouco conhecida entre os brasileiros, principalmente porque essa função não é regulamentada no Brasil, como explicar essa diferença para as pessoas?
Lillian: De forma simples, ser Nurse Practitioner nos Estados Unidos, significa atuar como uma profissional de saúde com autonomia clínica ampliada, posicionando-se entre o papel tradicional do enfermeiro e o do médico. No Brasil, a enfermagem não recebe essa capacitação ampliada e nem pode exercer a autonomia clínica. Cada País tem as suas próprias leis, diferenças e regulamentações, e por isso, existe essa diferença.
Viver: Qual é o papel de uma Nurse Practitioner nos Estados Unidos?
Lillian: A Nurse Practitioner é uma profissional que exerce um papel muito semelhante ao de um clínico geral ou médico de família, especialmente na atenção primária à saúde. Embora a formação seja diferente, a atuação clínica é bastante próxima.
Em muitas clínicas, a NP é responsável pela triagem inicial, realizando avaliações completas e conduzindo o cuidado desde o primeiro contato. Esse modelo permite um atendimento mais personalizado, já que a Nurse
Practitioner costuma ter mais tempo disponível para cada paciente, favorecendo uma escuta ativa e um cuidado mais individualizado.
Viver: Como Nurse Practitioner, você tem alguma especialização especial?
Lillian: Eu sou especializada em Family Nurse Practitioner (FNP), essa especialidade é considerada a área mais ampla e versátil da prática avançada em enfermagem. O FNP atende pacientes de todas as idades, desde crianças até idosos, de forma muito semelhante à medicina de família.
Viver: Nos Estados Unidos e em outros países onde a profissão é consolidada, as “Nurse Practitioners” são amplamente aceitas como provedoras primárias de saúde, e muitos pacientes sequer percebem diferença no atendimento básico quando comparado ao médico. Baseando-se nisso, nos explique, na prática clínica, o que a Nurse Practitioner pode fazer?
Lillian: a Nurse Practitioner pode:
• Atender crianças, adultos e idosos
• Realizar anamnese completa e exame físico
• Diagnosticar doenças comuns
• Tratar condições agudas, como infecções, dores e lesões leves
• Acompanhar e tratar doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, asma e DPOC
• Prescrever medicamentos, solicitar exames e definir planos de tratamento, conforme a legislação estadual
Viver: Qual é o caminho para a formação de uma Nurse Practitioner nos Estados Unidos?
Lillian: O caminho até a prática avançada é longo e exige dedicação, mas não é inalcançável, a pessoa precisa amar a profissão, se dedicar e percorrer o caminho a seguir:
• Bacharelado em Enfermagem (BSN) – 4 a 5 anos
• Licença de Registered Nurse (RN) – aprovação no exame NCLEX-RN
• Mestrado ou Doutorado em Enfermagem (MSN ou DNP)
– 2 a 4 anos
• Certificação nacional (AANP ou ANCC)
• Licença estadual como Nurse Practitioner
Viver: Em comparação com a enfermagem no Brasil, quais são as diferenças?
No Brasil, a formação em enfermagem inclui:
• Graduação em Enfermagem (4 a 5 anos)
• Registro no COREN
• Possibilidade de pós-graduação lato sensu Entretanto, não existe no Brasil um mestrado profissional
que conceda autonomia clínica equivalente à Nurse Practitioner, como ocorre nos Estados Unidos.
Viver: Então, no Brasil, você é só enfermeira?
Lillian: Sim, mesmo tendo consciência de que nos Estados Unidos a capacitação que é exigida de uma Nurse Practitioner, é muito mais ampla. No Brasil sou enfermeira, e digo isso com muito orgulho, pois sei o longo caminho que percorri e o valor que isso tem, não só nos Estados Unidos, mas em vários outros países mais desenvolvidos, nesse aspecto.
Viver: Fale um pouco do seu trabalho até aqui e da sua atuação nos dias de hoje na área da saúde.
Lillian: Aqui nos Estados Unidos, atuei como enfermeira por muitos anos em áreas como oncologia, pediatria, pneumologia e clínica geral. Essa vivência foi essencial para a profissional que sou hoje e construiu a base sólida da minha prática clínica.
Atualmente, atuo como Nurse Practitioner, ou seja, uma provedora clínica, com autonomia para avaliar, diagnosticar, prescrever e acompanhar pacientes, sempre fundamentada em evidências científicas e prática avançada.
Viver: Lillian, para quem tem o sonho de se tornar uma enfermeira nos Estados Unidos, qual é o caminho?
Lillan: Existem dois caminhos principais:
1. Estudantes que cursam o ensino médio nos EUA
2. Estrangeiros que vêm para os EUA com o objetivo de estudar
As universidades americanas não utilizam vestibular. O processo seletivo é baseado em uma avaliação holística, conhecida popularmente como “método de pontos”.
Essa avaliação considera:
• Média escolar (GPA – Grade Point Average)
• Testes padronizados (SAT/ACT)
• Proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS)
• Redações pessoais
• Cartas de recomendação
• Atividades extracurriculares (voluntariado, liderança, esportes e projetos)
Viver: Ser aceita na universidade significa entrar para o curso de enfermagem?
Lillian: Não, esse é um dos maiores desafios! Nos Estados Unidos, os cursos não são “fechados” como no Brasil. Primeiro, o aluno ingressa na universidade e, depois, precisa aplicar especificamente para o curso de enfermagem, que é altamente concorrido.
Os pré-requisitos incluem disciplinas como:
• Anatomia e Fisiologia
• Microbiologia
• Estatística
Além disso, é comum existirem listas de espera que podem chegar a até quatro anos.
Viver: Qual foi o caminho que você percorreu até se tornar a Nurse Practitioner com as qualificações que você tem hoje?
Lillian: Estudar nos Estados Unidos não é fácil, e muito menos barato. Com recursos financeiros limitados e um inglês ainda em desenvolvimento, optei por construir minha formação em etapas, de forma estratégica, e passo a passo, fui conquistando o espaço que eu desejava. E o meu caminho foi:
• Licensed Practical Nurse (LPN) – 1 a 2 anos
• Associate Degree in Nursing (ADN) – 2 a 3 anos
• Bachelor of Science in Nursing (BSN)
• Master of Science in Nursing (MSN)
Para se tornar Nurse Practitioner, é necessário concluir um Mestrado em Enfermagem (MSN), que inclui:
• 30 a 48 créditos acadêmicos
• Mais de 500 a 800 horas clínicas supervisionadas Trata-se de uma formação intensa, exigente e profundamente transformadora, e eu percorri cada etapa, sem perder o foco, respeitando as minhas limitações, com estratégias e muita paciência.
Viver: Lillian, sabemos que estudar nos Estados Unidos não é barato, como você venceu também o desafio financeiro, você fez empréstimos estudantis, ou teve algum tipo de suporte de outras pessoas?
Lillian: Não. Descobri que muitas empresas oferecem auxílio educacional (continuing education benefits). Dessa forma, consegui avançar passo a passo e concluir toda a minha formação sem nenhum suporte de terceiros e sem recorrer a empréstimos estudantis (student loans).
Viver: Lillian, eu gostaria que você deixasse uma mensagem final para nossos leitores.

Lillian: Claro que sim. A minha trajetória prova que não existe um único caminho, mas sim planejamento, persistência e coragem para seguir em frente. A enfermagem me deu base, identidade e propósito. A prática avançada me deu autoridade no assunto e me permite hoje, causar um impacto positivo na vida das pessoas.
Como todo bom profissional de saúde, sigo em constante busca por aprimoramento e conhecimento, com o desejo de avançar cada vez mais na direção da medicina regenerativa. Como Nurse Practitioner, mantenho o mesmo compromisso que me trouxe até aqui: cuidar de pessoas com excelência, ciência e humanidade, utilizando práticas avançadas e uma abordagem regenerativa da saúde, através de serviços prestados como uma profissional altamente qualificada e certificada para realizar este trabalho.
Então, se assim como eu, você também tem o sonho de se tornar uma profissional capacitada e respeitada, seja ela na área de saúde ou em qualquer outra área, a minha mensagem principal é: Tenha foco, resiliência, e não desista com as dificuldades, porque elas certamente virão, mas o seu desejo precisa ser muito maior do que as dificuldades.
Estude, trabalhe e persiga os seus sonhos com consciência, responsabilidade e principalmente, com muito amor. Pois hoje, quando eu me pergunto, o que foi que realmente me trouxe até aqui, a primeira resposta que me vem é sempre: O amor por cuidar de pessoas, o amor por ver a felicidade voltando aos olhos das delas, junto com a saúde, junto com a gratidão. O amor, sempre foi o principal combustível que me moveu e que ainda me move, todos os dias da minha vida.
Lillian Pereira foi o nosso destaque do mês, pela história de persistência e sucesso que ela vem construindo aqui nos Estados Unidos. E eu, Dilla Campos, tenho acompanhado o crescimento da Lillian ao longo de mais de 20 anos, não só como espectadora, mas também como paciente, e posso afirmar que as suas recomendações fizeram uma grande diferença na minha qualidade de vida. Sempre atenta aos efeitos colaterais dos medicamentos, Lillian percebeu logo no começo dos seus cuidados comigo, que o remédio que eu estava tomando para pressão alta, estava desencadeando outros tipos de problemas.
Ela trocou o medicamento para pressão, ajustou a dose de outros, e toda essa combinação de ações, trouxe muito equilíbrio físico e psicológico para o meu dia a dia. Portanto, eu super recomendo a Lillian como Nurse Practitioner, para toda a família. Afinal, viver na américa não é só sobre fazer dinheiro, mas também sobre qualidade de vida, e é impossível ter qualidade de vida sem boa saúde.


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À medida que o calendário vira e um novo ano se inicia, muitas pessoas se deparam com um dilema comum: como sair da inércia e transformar os objetivos de Ano Novo em realidade.
Após um período prolongado de desafios e incertezas, é natural se sentir sobrecarregado e incerto sobre como avançar. Mas 2026 pode ser o ano da mudança, da renovação e do crescimento!
Aqui estão algumas estratégias práticas para ajudar você a deixar a inércia para trás e fazer deste ano o seu melhor ano até agora.
Reflita sobre o Passado Antes de embarcar em novas metas, tire um tempo para refletir sobre o ano que passou. Quais foram suas conquistas? Quais desafios você enfrentou? O que você aprendeu com essas experiências? Essa autoanálise pode fornecer insights valiosos e ajudá-lo a identificar o que realmente é importante para você.
Anote seus pensamentos e emoções durante esse exercício. A reflexão é uma poderosa ferramenta de autoconhecimento e pode ajudar a conectar suas intenções às suas ações.
Defina Metas Claras e Acionáveis !
Uma vez que você tenha refletido sobre o passado, é hora de definir suas metas para 2026 para ontem, caso contrário o seu 2027 será apenas uma repetição.
Em vez de escolher objetivos vagos, como “quero ser mais saudável”, opte por metas claras e acionáveis. Isso poderia incluir:
- Fazer exercícios físicos três vezes por semana.
- Ler um livro por mês.
- Participar de uma nova atividade ou hobby a cada trimestre.
Ao definir suas metas, utilize o método SMART: elas devem ser Específicas, Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e com um Prazo definido.
Esse método ajuda a tornar suas intenções mais concretas e alcançáveis. Assumindo Minha Autenticidade em 2025
Assumir a autenticidade é um passo crucial para se destacar em um mundo repleto de expectativas e normas sociais.
Vamos lá ! Comprometa-se a viver de acordo com seus verdadeiros valores e paixões. Isso significa:
- Reconhecer suas forças e fraquezas: Aceite quem você é, com todas as suas singularidades. Essa autoconfiança não só ajuda no crescimento pessoal, mas também inspira os outros.
- Expressar-se genuinamente: Não tenha medo de compartilhar seus pensamentos, sentimentos e opiniões. Ser verdadeiro em suas interações pode atrair conexões significativas e autênticas.
- Buscar o que realmente ama: Identifique atividades, projetos e relacionamentos que refletem quem você é. Dedique tempo a eles e permita que sua autenticidade brilhe nas suas escolhas diárias.
Criar um ambiente que favoreça a autenticidade significa cercar-se de pessoas que apoiam suas decisões e valorizam quem você é. Ao fazer isso, você não apenas se sente livre para ser você mesmo, mas também inspira os outros a fazerem o mesmo.
Crie um Plano de Ação Definir metas é apenas o primeiro passo; agora é hora de elaborar um plano de ação. Perguntese: “O que preciso fazer para alcançar esses objetivos?” Que etapas específicas você pode estabelecer para tornar seus objetivos mais tangíveis?
Algumas dicas para criar um plano eficaz incluem:
- Dividir metas maiores em pequenas etapas: Se seu objetivo é aprender uma nova habilidade, como tocar um instrumento musical, comece com aulas semanais de 30 minutos.
- Estabelecer prazos realistas: Isso ajuda a manter o foco e a motivação no caminho. - Utilizar ferramentas de produtividade: Mantenha um calendário atualizado e considere usar aplicativos que ajudem a monitorar seu progresso, como listas de tarefas e lembretes.
Desenvolva uma Mentalidade Positiva A mudança começa dentro de nós, e cultivar uma mentalidade positiva pode
ser fundamental para sair da inércia. Pratique a gratidão diariamente, reconhecendo não apenas os desafios, mas também as pequenas vitórias do dia a dia. A visualização também pode ser uma ferramenta poderosa. Tente imaginarse alcançando seus objetivos e experimentando a realização que isso traz.
Essa técnica pode aumentar sua motivação e ajudá-lo a ver os obstáculos como oportunidades de crescimento, e não como barreiras. Busque Apoio e Conexões Embarcar em uma jornada de transformação pode ser solitário, mas não precisa ser. Buscar apoio e construir conexões é uma parte fundamental do progresso. Isso pode significar:
- Encontrar uma consultoria especializada pode te oferecer orientação e conselhos valiosos.
- Conectar-se com outras pessoas que compartilham interesses semelhantes pode ser inspirador e motivador.
- Compartilhar suas metas: Falar abertamente sobre suas intenções com amigos e familiares cria um senso de responsabilidade que pode incentivá-lo a prosseguir. Adaptese aos Desafios A vida é cheia de imprevistos, e não é incomum que muitos experimentem contratempos ao longo do caminho. Em vez de se deixar abater, veja os desafios como oportunidades
para aprender e crescer. A flexibilidade é essencial: se algo não sair como o planejado, ajuste sua abordagem e siga em frente.
O fim do ano é um marco, uma oportunidade perfeita para redefinir seus objetivos e se libertar da inércia que pode ter te segurado. Com reflexão, planejamento e uma mentalidade positiva, você pode fazer de 2025 um ano de realizações significativas.
Assumir sua autenticidade e viver de acordo com seus verdadeiros valores permitirá não apenas que você viva plenamente, mas que inspire outros a fazer o mesmo. Então, abra os braços para o novo ano e comece sua jornada rumo a um você mais realizado e vibrante! Que 2026 seja o ano da superação e de grandes conquistas!
Ano de VIVER a colheita ! Não negocie a sua essência .

Francisca Benvenuto Especialista em Neuromarketing Mestre em Marcas



Coragem não é bravura: é permanecer consciente quando o seu maior desejo é desistir.
Existe uma ideia confortável, e perigosa, sobre coragem, a de que ela é bravura, algo vistoso, ruidoso, quase cinematográfico, um ato grandioso, uma força sobrehumana, uma capacidade de “aguentar tudo”, de ser o maioral. Mas essa imagem não resiste quando a vida aperta de verdade, quando o corpo falha, quando o medo deixa de ser abstrato e ganha nome, peso e urgência.
Uns dizem que coragem é ausência de medo, outros dizem que coragem é força constante, alguns dizem que coragem é dar conta de tudo, mas eu, em verdade, te digo, coragem, no seu estado mais cru, é permanecer consciente quando tudo dentro de você quer apagar.
O ser humano tem dessas coisas. Há momentos em que apagar parece sensato, dormir, silenciar, entregar, deixar que outros decidam, deixar que a dor seja administrada à distância, seja por uma anestesia emocional ou física, que se apresenta como um alívio legítimo. Afinal, quem não gostaria de aliviar a dor? E sim, muitas vezes isso é mesmo necessário. Mas há situações em que apagar não é descanso, é abandono, e eu vou te explicar o porquê.

Eu entendi isso de uma forma brutal. Vivi na pele o que é querer ficar acordado quando a vida está suspensa entre dois mundos, o da vida e o da morte.
Quando sofri um infarto, não houve tempo para discursos internos sofisticados. Nada do que eu planejei para a vida entrou na conta. O tempo ficou curto, e eu precisei decidir como ia atravessar o vale da sombra da morte. O corpo entrou em colapso, e a mente precisou escolher rápido.
No hospital, diante da urgência, o médico foi direto, me sedar completamente para realizar a cirurgia, dormir, apagar. A lógica era clara, menos sofrimento para mim, menos estresse, mais controle técnico para ele.
Mas algo dentro de mim resistiu. Eu não estava confortável com aquela ideia.
Não foi por bravura, nem por desafio, muito menos por coragem no sentido romantizado da palavra. Eu resisti porque, naquele instante, apagar significava entregar minha vida de forma fácil demais. Era como se aquela guerra
precisasse ser lutada por mim também. Apagar, para mim, significava desistir de mim mesmo.
Eu disse ao médico que queria fazer a cirurgia acordado.
Eu tinha consciência da dor. Eu disse isso sabendo exatamente tudo o que sentiria.
Mas havia uma certeza profunda, instintiva, de que, ouvindo a voz do médico, acompanhando cada comando, cada orientação, cada respiração, eu estaria mais presente na luta pela minha própria vida. Se a morte viesse, ela não me encontraria dormindo, me encontraria de olhos abertos.
Não era sobre controlar o procedimento, era sobre não abandonar a própria existência no momento em que ela mais exigia a minha presença.
A dor veio. Gemi com a desobstrução da artéria. A agonia era real, e o medo não desapareceu. Mas algo mais forte se manteve ativo, a consciência. E permanecer consciente me deu a sensação de estar lutando junto, e não apenas sendo levado, como se, ao não apagar, eu dissesse à vida, eu ainda estou aqui, eu posso lutar, eu ainda escolho.
Essa experiência mudou a forma como eu entendo coragem e, principalmente, a forma como eu entendo esperança.
A esperança não ignora a gravidade da situação, nem se apoia em pensamento positivo ou em garantias artificiais de que tudo vai dar certo. Ela nasce quando o indivíduo decide não se ausentar de si mesmo, mesmo quando tudo ao redor, e dentro, convida à fuga.
E é exatamente isso que eu vejo faltar e, ao mesmo tempo, ser desesperadamente necessário na vida de tantos brasileiros que deixam o país em busca de uma chance melhor.
A imigração impõe uma cirurgia sem anestesia emocional, solidão, medo, insegurança financeira, saudade, sensação de não pertencimento, necessidade de aprovação, pressão por dar certo. Tudo dói, tudo cansa, tudo pesa.
E, em muitos momentos, a vontade não é exatamente desistir, é apagar mesmo. Dormir emocionalmente, não sentir, não pensar, apenas sobreviver no automático. Mas o risco é alto, porque, quando alguém apaga demais, não apenas atravessa a dor, atravessa a própria identidade. Esquece quem é e por que saiu do seu país.
A coragem do imigrante não está em vencer rapidamente, está em permanecer consciente enquanto tudo parece instável, em continuar presente na própria história mesmo quando ela dói, em não entregar a própria vida, os sonhos, a dignidade, a essência, de forma fácil demais ao desespero, à
pressa ou à frustração.
Assim como naquela sala cirúrgica, a coragem aqui não elimina o sofrimento. Ela não suaviza o processo, mas cria um eixo interno, um caminho seu, um ponto de apoio silencioso que diz, eu ainda estou aqui, mesmo cansado, mesmo com medo, mesmo sem garantias.
A esperança nasce daí, da decisão de não desaparecer, da presença consciente diante da dor. Coragem não é bravura, coragem é permanecer consciente quando tudo quer apagar. Muitas vezes, é essa escolha discreta, silenciosa, quase invisível, que mantém alguém vivo por dentro tempo suficiente para que a vida, aos poucos, volte a fazer sentido.
Foi a coragem que fez você atravessar oceanos e fronteiras, e é essa mesma coragem que vai te sustentar e te fazer vencer na terra do Tio Sam.
Você é corajoso(a)?
E talvez seja exatamente assim que um novo ano precise começar, não com promessas vazias, nem com ilusões de facilidade, mas com coragem, com ânimo lúcido, com o coração aberto e responsável para o risco que a vida exige.
Um novo começo pede presença. Pede disposição para sentir, para errar, para ajustar, para sustentar decisões difíceis sem se ausentar de si mesmo. Só quem entra no ano consciente, inteiro, disposto a pagar o preço da própria história, consegue atravessá-lo sem se perder.
Comece com coragem, siga com presença, aceite o risco com dignidade, porque só assim é possível vencer de verdade, não apenas no mundo, mas dentro de si.
Agora que você entende o que é coragem, em breve falaremos sobre velocidade e, então, sobre liberdade, pilares fundamentais de uma vida consciente, responsável e verdadeiramente livre.
Agora que você entende o que é coragem, em breve falaremos sobre velocidade e, então, sobre liberdade, pilares fundamentais de uma vida consciente, responsável e verdadeiramente livre.

Caue Lima
Analista Comportamental fatosdeumaotica@gmail.com (678) 599-2799

O Salto do Operacional para o Estratégico:
O sonho americano para o brasileiro quase sempre começa com o trabalho braçal. É a força do nosso povo que movimenta setores gigantescos da economia americana. No entanto, existe um teto de vidro para quem trabalha apenas “pelo dia”. O grande diferencial entre quem sobrevive e quem enriquece nos EUA é a capacidade de transformar um “bico” em uma corporação.
O Caso de Sucesso: De um porta-malas a uma frota
Imagine a história de “Ricardo”, que começou limpando carpetes com uma máquina alugada. Por dois anos, ele aceitava apenas dinheiro e não tinha site. O negócio só explodiu quando ele decidiu se formalizar. Ao abrir uma LLC e obter as licenças necessárias, ele pôde fechar contratos com imobiliárias e condomínios de luxo, que exigem seguro (General Liability).
Ricardo parou de limpar carpetes e passou a gerenciar três equipes. A lição? Escalar exige abrir mão do controle total e investir em processos.
O Checklist da Formalização
• EIN e LLC: Sua certidão de nascimento empresarial.
• Website e SEO Local: Se você não aparece no Google Maps, você não existe para o americano.
• CRM de Vendas: Ferramentas como Jobber ou Housecall Pro para orçamentos profissionais.
• Seguro Business: A tranquilidade de que um acidente não vai quebrar sua família.
O Desafio da Língua e do Público
Ficar preso apenas à clientela brasileira é um erro estratégico comum. O público americano médio valoriza a pontualidade, a clareza no contrato e a apresentação. Se você fala pouco inglês, contrate um assistente virtual ou use ferramentas de tradução para garantir que sua comunicação escrita seja impecável. O “jeitinho” brasileiro — nossa flexibilidade e simpatia — deve ser o seu tempero, mas a base do prato precisa ser a eficiência americana.
O Fim da Era da Informalidade
Nos últimos anos, o perfil do empreendedor brasileiro nos Estados Unidos mudou drasticamente. Se antes o objetivo era apenas “fazer um extra”, hoje o foco é a construção de patrimônio. No entanto, muitos negócios estagnam no que chamamos de “teto do cansaço”: o dono faz tudo, desde o orçamento até a execução, e não sobra tempo para pensar como empresa.
O Labirinto dos Vistos e a Legalidade
Um ponto crucial para o crescimento é entender como o seu status imigratório conversa com o seu negócio. Muitos empreendedores operam com o ITIN Number, o que é
perfeitamente legal para fins de impostos, mas limita o acesso a certas linhas de crédito empresarial. O salto para quem busca o Green Card via EB-2 NIW (National Interest Waiver), por exemplo, muitas vezes passa por provar que sua empresa gera empregos e movimenta a economia local. Profissionalizar-se não é apenas sobre dinheiro, é sobre criar raízes legais.
A Psicologia do Preço: Brasileiro vs. Americano
Um erro comum é o “desconto por amizade” ou o medo de cobrar caro. O cliente americano médio associa preço baixo a falta de seguro ou baixa qualidade. Quando você apresenta um seguro de Workers’ Comp (essencial se você tem ajudantes) e um Umbrella Policy, você retira o risco das costas do cliente. Isso permite que você cobre 30% ou 40% a mais do que a média da comunidade brasileira informal.
• Nível 1: Recebe em cash/Zelle pessoal, não tem contrato, usa Gmail gratuito.
• Nível 2: Tem LLC, usa conta bancária business, tem logo básica.
• Nível 3: Tem software de gestão (CRM), uniformes, seguro de responsabilidade civil e reviews ativos no Google My Business e Yelp.





Olá, sou a Dra. Fernanda Aguiar, Farmacêutica Esteta, pós graduada em Farmácia hospitalar e Estética Avançada, especialista em face e hoje quero falar um pouco sobre os perigos por trás dos procedimentos estéticos e a importância da escolha do profissional.
Nos últimos anos, os procedimentos estéticos ganharam grande popularidade.
Aplicações de toxina botulínica, preenchimentos faciais, bioestimuladores, peelings e tratamentos corporais são cada vez mais acessíveis e divulgados como rápidos, simples e seguros.
No entanto, apesar dos benefícios, é fundamental alertar sobre os “riscos envolvidos” e as intercorrências que podem ocorrer, especialmente quando esses procedimentos são realizados sem os devidos critérios técnicos e éticos. O uso de produtos inadequados ou aplicados de forma incorreta também podem causar intercorrências graves.
Procedimentos estéticos, mesmo os considerados minimamente invasivos, exigem conhecimento técnico, responsabilidade e ética.
Um bom profissional não atua apenas na execução, mas em todas as etapas do cuidado com o paciente. Um bom profissional respeita a individualidade do paciente, evitando excessos e modismos.
O objetivo não é transformar, mas valorizar a beleza natural, promovendo harmonia e equilíbrio.
O que são intercorrências estéticas?
Intercorrências são efeitos indesejados ou complicações que podem surgir durante ou após um procedimento estético. Elas podem variar de leves e temporárias a graves e permanentes, dependendo do tipo de procedimento, da técnica utilizada, do produto aplicado e da qualificação do profissional.
Principais perigoss procedimentos estéticos:

1. Profissionais não qualificados: Um dos maiores riscos está na realização de procedimentos por pessoas sem formação adequada ou fora do escopo legal de atuação.
A falta de conhecimento em anatomia, biossegurança e manejo de complicações podem resultar em danos sérios à saúde. Por isso a escolha de um bom profissional, capacitado e com experiência é o primeiro passo para a segurança de um procedimento estético. Pesquise sobre a carreira e formação do profissional de sua escolha.
2. Uso de produtos de procedência duvidosa: Produtos falsificados, vencidos ou sem registro nos órgãos reguladores aumentam significativamente o risco de infecções, reações alérgicas e necrose tecidual. Verifique sempre com o profissional sobre a procedência dos produtos utilizados, se informe e tire todas as suas dúvidas, não e intimide em se perguntar, isso também é essencial para sua segurança. O uso de produtos inadequados em procedimentos estéticos não é apenas uma falha técnica, mas um risco sério à saúde e à vida do paciente. Segurança, ética e responsabilidade devem sempre prevalecer sobre custo, pressa ou promessas de resultados milagrosos. Na estética, qualidade e procedência salvam vidas.
3. Falta de avaliação individualizada: Cada paciente possui características únicas. Ignorar histórico de saúde, alergias, doenças autoimunes ou uso de medicamentos pode levar a complicações evitáveis. Antes de ser feito qualquer procedimento estético é necessário que seja feita uma consulta de avaliação para que haja um planejamento do tratamento, alinhando as expectativas do paciente e todas as dúvidas, esclarecimentos e orientações pós procedimento.
4. Ambientes inadequados: Locais sem condições adequadas de higiene e esterilização favorecem infecções e contaminações cruzadas. Veja se o local escolhido para realização do procedimento possui licença de funcionamento, se as condições de higiene e limpeza são boas. A maioria das intercorrências na estética ocorre por contaminação, devido a falta de desinfecção do ambiente. Fique atento se o local é insalubre e se os materiais usados são descartáveis ou esterilizados.
5. Acompanhamento pós procedimento: O cuidado não termina após a aplicação. Um bom profissional oferece orientações claras de pós procedimento, a disciplina do paciente também é fundamental para o sucesso do tratamento.
O profissional precisa está disponível para esclarecer dúvidas, o suporte é essencial para recuperação.
Intercorrências estéticas mais comuns:
• Edema e hematomas: comuns após injetáveis, geralmente temporários.
• Infecções locais: podem ocorrer por falhas na assepsia.
• Assimetria facial: resultado de técnica inadequada ou aplicação incorreta. Mas podem ser corrigidas.
• Nódulos e granulomas: reação inflamatória ao produto aplicado.
• Necrose tecidual: complicação grave causada por obstrução vascular.
• Oclusão vascular e embolia: podem levar à perda de tecidos e, em casos extremos, à cegueira.
• Reações alérgicas: variam de leves a potencialmente fatais.
Consequências físicas e emocionais:
Além dos danos físicos, intercorrências estéticas podem gerar impactos psicológicos, como baixa autoestima, ansiedade, depressão e arrependimento. Em casos graves, o paciente pode necessitar de tratamentos corretivos complexos ou cirurgias reparadoras.
Como se proteger antes de realizar um procedimento estético:
• Verifique a formação e habilitação do profissional.
• Certifique-se de que os produtos utilizados são regularizados pelo órgão competente de cada país.
• Exija uma avaliação detalhada e termo de consentimento informado.
• Observe as condições de higiene do local.
• Desconfie de preços muito abaixo do mercado.
• Siga rigorosamente as orientações pré e pósprocedimento.
Procedimentos estéticos não são simples intervenções cosméticas: eles envolvem riscos reais à saúde.
A busca pela beleza nunca deve se sobrepor à segurança. Informação, escolha consciente e profissionais qualificados são essenciais para reduzir perigos e evitar intercorrências. Estética responsável é, acima de tudo, cuidado com a vida.


Imigração no centro do debate
o impacto direto na vida dos brasileiros e as expectativas para 2026
A imigração voltou a ocupar um lugar central no debate público dos Estados Unidos. Mais do que um tema recorrente em períodos eleitorais, ela se consolidou como uma questão estrutural que atravessa economia, política, cultura e relações sociais. Para os brasileiros que vivem no país, esse debate não é apenas um assunto noticiado à distância, mas uma realidade que influencia decisões diárias, planos de longo prazo e a própria sensação de pertencimento.
Nas últimas décadas, a comunidade brasileira cresceu de forma significativa em diversas regiões dos Estados Unidos, com destaque para estados como Flórida, Massachusetts, Nova Jersey, Califórnia e Geórgia. Atlanta, em especial, tem se consolidado como um dos principais destinos para brasileiros que buscam oportunidades profissionais, custo de vida mais acessível em comparação a outros grandes centros e uma rede comunitária em expansão.
Esse movimento acontece em um cenário marcado por transformações constantes nas políticas migratórias, disputas ideológicas e decisões judiciais que afetam diretamente a vida de milhões de imigrantes. Diante disso, compreender o contexto atual e projetar o que pode acontecer a partir de 2026 tornou-se fundamental para quem escolheu construir sua vida em solo americano.
A imigração como tema estrutural nos Estados Unidos
Os Estados Unidos foram construídos por imigrantes. Essa narrativa histórica, amplamente difundida, convive hoje com discursos polarizados que ora reconhecem a importância da imigração para o desenvolvimento do país, ora a tratam como um problema a ser contido. Essa ambivalência não é nova, mas ganhou novos contornos nos últimos anos, especialmente diante do aumento do fluxo migratório na fronteira sul e das pressões sobre estados e municípios.
A imigração passou a ser discutida não apenas como uma questão humanitária, mas também como um desafio
administrativo, financeiro e político. Estados e cidades enfrentam demandas por moradia, saúde, educação e assistência social, enquanto o governo federal busca equilibrar controle migratório, direitos humanos e interesses econômicos.
Para o brasileiro que vive nos Estados Unidos, esse cenário se traduz em instabilidade. Mudanças em regras de vistos, autorizações de trabalho, políticas de asilo e processos de regularização impactam diretamente a forma como cada pessoa planeja seu futuro.
O crescimento da presença brasileira nos Estados Unidos
A comunidade brasileira é hoje uma das mais expressivas entre os imigrantes latino-americanos nos Estados Unidos. Brasileiros atuam em setores essenciais da economia, como construção civil, limpeza, hotelaria, alimentação, transporte, saúde, tecnologia, estética, educação e empreendedorismo.
Além da força de trabalho, os brasileiros se destacam pelo espírito empreendedor. Pequenos negócios fundados por brasileiros movimentam economias locais, geram empregos e fortalecem comunidades. Restaurantes, mercados, empresas de serviços, salões de beleza e negócios digitais criados por brasileiros fazem parte do cotidiano de diversas cidades americanas.
Esse crescimento, no entanto, não elimina os desafios. Muitos brasileiros enfrentam barreiras linguísticas, burocráticas e culturais, além da constante preocupação com sua situação migratória. Mesmo aqueles que estão em situação regular acompanham com atenção o debate público, cientes de que o sistema migratório americano pode sofrer mudanças rápidas e profundas.
Atlanta como novo polo da imigração brasileira
Atlanta tem se destacado como um dos principais destinos para brasileiros nos últimos anos. A cidade reúne características que atraem imigrantes, como diversidade

econômica, mercado de trabalho aquecido, custo de vida relativamente mais acessível e localização estratégica.
Além disso, Atlanta vem se consolidando como um polo multicultural, onde diferentes comunidades imigrantes encontram espaço para se estabelecer, empreender e construir redes de apoio. A presença brasileira na região tem crescido não apenas em número, mas em organização comunitária, eventos culturais e iniciativas de suporte social.
Esse fortalecimento da comunidade é fundamental em um contexto de instabilidade migratória. Redes de apoio reduzem vulnerabilidades, facilitam o acesso à informação e ajudam os imigrantes a navegar pelas complexidades do sistema americano.
Dentro desse cenário, a Little Brazil Foundation desempenha um papel essencial para a comunidade brasileira nos Estados Unidos. A fundação atua como uma ponte entre os brasileiros e as instituições americanas, oferecendo orientação, suporte social, informação e ações voltadas ao fortalecimento da identidade comunitária. Para muitos brasileiros recém-chegados, a Little Brazil representa o primeiro espaço de acolhimento em um país desconhecido. A fundação auxilia na compreensão de direitos e deveres, promove eventos informativos, conecta imigrantes a serviços essenciais e cria espaços de diálogo e pertencimento.
Além do suporte prático, a atuação da Little Brazil tem um impacto simbólico profundo. Em um contexto de discursos polarizados sobre imigração, a fundação reafirma a presença brasileira como parte legítima da sociedade americana, valorizando a cultura, a contribuição econômica e a dignidade dos imigrantes.
A Little Brazil também desempenha um papel fundamental no combate à desinformação. Em momentos
de mudanças legais e incertezas políticas, boatos e falsas promessas circulam com facilidade, colocando imigrantes em situações de risco. Ter acesso a uma instituição confiável, comprometida com informação correta e orientação responsável, faz toda a diferença.
A instabilidade migratória intensifica esses sentimentos.
A incerteza sobre o futuro pode gerar ansiedade, insegurança e desgaste emocional, afetando não apenas indivíduos, mas famílias inteiras. Crianças crescem entre culturas, adultos enfrentam jornadas exaustivas de trabalho e muitos imigrantes vivem em estado permanente de alerta.
Nesse contexto, o apoio comunitário e institucional se torna essencial. Iniciativas como as da Little Brazil Foundation ajudam a reduzir o isolamento, fortalecem a autoestima coletiva e promovem o cuidado com a saúde emocional da comunidade.
A imigração no centro do debate político e eleitoral
Com a aproximação de novos ciclos eleitorais, a imigração se consolida como um dos principais temas das campanhas políticas nos Estados Unidos. Discursos mais rígidos de controle migratório convivem com propostas de reformas que buscam ampliar vias legais de entrada, regularização e proteção de imigrantes que já vivem no país.
Essa disputa de narrativas cria um ambiente de expectativa e apreensão. Mudanças administrativas podem resultar em ajustes significativos nas políticas migratórias, afetando desde processos de visto até critérios de fiscalização e deportação.
Para o brasileiro imigrante, compreender esse contexto político é fundamental. Mais do que acompanhar notícias, trata-se de entender como decisões institucionais podem impactar diretamente a vida cotidiana e os planos de longo

Expectativas para 2026: riscos e oportunidades
O ano de 2026 surge como um marco importante no debate migratório. Especialistas apontam que esse período pode trazer mudanças relevantes no sistema migratório americano, seja por meio de novas regulamentações, decisões judiciais ou propostas de reforma discutidas no Congresso.
As expectativas variam. Há cenários que apontam para maior rigor no controle migratório, enquanto outros indicam a possibilidade de ampliação de programas de vistos, regularização de determinados grupos e reconhecimento do papel estratégico dos imigrantes na economia.
Para os brasileiros, 2026 representa um momento de atenção redobrada. O sucesso migratório tende a depender cada vez mais de planejamento, organização documental e assessoria especializada. O improviso, comum em gerações anteriores de imigrantes, vem sendo substituído por estratégias mais conscientes e estruturadas.
A importância do planejamento e da informação
Em um sistema migratório complexo e em constante
transformação, a informação correta é uma ferramenta de proteção. Buscar orientação jurídica qualificada, acompanhar mudanças nas políticas públicas e manter a documentação organizada são atitudes essenciais para reduzir riscos.
Planejar não significa eliminar desafios, mas enfrentar a imigração de forma mais segura e consciente. Para o brasileiro que vive nos Estados Unidos, investir em informação é investir no próprio futuro.
O papel da comunidade brasileira no futuro da imigração
A comunidade brasileira tem demonstrado crescente capacidade de organização e articulação. Eventos culturais, iniciativas empresariais, projetos sociais e instituições comunitárias fortalecem a presença brasileira e ampliam sua voz no cenário local.
Esse fortalecimento coletivo será cada vez mais importante nos próximos anos. A imigração não se constrói apenas por decisões governamentais, mas também pela capacidade das comunidades de se organizarem, dialogarem com instituições e defenderem seus direitos.

Para a Viver Magazine, acompanhar o debate migratório com foco no brasileiro é parte de sua missão de informar, conectar e acolher. A imigração é uma experiência que envolve coragem, adaptação e reconstrução de identidade.
Ao destacar o papel de Atlanta como polo emergente, a atuação da Little Brazil Foundation e as expectativas para 2026, a revista reforça a importância da informação, da união e do pertencimento.
Em um país moldado por imigrantes, o brasileiro segue contribuindo de forma significativa para a economia, a cultura e a diversidade dos Estados Unidos. O futuro ainda está em construção, e os brasileiros fazem parte ativa dessa história, construindo pontes entre o Brasil que ficou e a América que se transforma em lar.
Mais do que sobreviver em um sistema complexo, o desafio é viver com consciência, dignidade e planejamento. À medida que 2026 se aproxima, permanecer informado, conectado e fortalecido será essencial para atravessar as mudanças sem se perder de si mesmo.






Nos últimos anos, Atlanta tem se consolidado como um dos destinos mais procurados por brasileiros que decidem recomeçar fora do país.
Conhecida por sua força econômica, diversidade cultural e custo de vida mais acessível em comparação a outros grandes centros dos Estados Unidos, a cidade passou a ocupar um espaço estratégico no imaginário de quem busca oportunidades, estabilidade e qualidade de vida.
Esse movimento não acontece por acaso. Atlanta reúne fatores que dialogam diretamente com o perfil do imigrante brasileiro contemporâneo, que já não migra apenas por necessidade, mas também por planejamento, visão de futuro e desejo de crescimento pessoal e profissional.
Uma cidade em expansão e cheia de oportunidades
Atlanta é hoje um dos principais polos econômicos do sul dos Estados Unidos. Sede de grandes empresas globais, como Coca-Cola, Delta Airlines, UPS e Home Depot, a cidade apresenta um mercado de trabalho diversificado, com oportunidades em áreas como logística, tecnologia, saúde, construção civil, serviços, empreendedorismo e economia criativa.
Para muitos brasileiros, esse cenário representa a chance de inserção em um mercado dinâmico, com maior possibilidade de ascensão profissional. Além disso, a cidade tem atraído investimentos constantes, o que fortalece a geração de empregos e amplia o ecossistema de negócios,

favorecendo tanto trabalhadores quanto empreendedores.
Custo de vida e qualidade de vida como fatores decisivos
Outro ponto que impulsiona a escolha por Atlanta é o custo de vida relativamente mais equilibrado quando comparado a cidades como Nova York, Los Angeles ou Miami. Moradia, transporte e alimentação tendem a ser mais acessíveis, permitindo que famílias e indivíduos construam uma rotina mais estável, mesmo nos primeiros anos de adaptação.
Aliado a isso, Atlanta oferece boa infraestrutura urbana, opções de lazer, áreas verdes, diversidade gastronômica e um clima que, apesar de quente no verão, se aproxima mais da realidade brasileira do que o inverno rigoroso de outras regiões dos Estados Unidos. Esses fatores impactam diretamente na qualidade de vida e no processo de adaptação do imigrante.
A força da comunidade brasileira
A presença brasileira em Atlanta tem crescido de forma consistente, criando uma rede de apoio fundamental para quem chega. Restaurantes, mercados, igrejas, eventos culturais, profissionais de diversas áreas e negócios comandados por brasileiros ajudam a reduzir a sensação de isolamento e facilitam o processo de integração.
Essa comunidade não apenas acolhe, mas também fortalece a identidade cultural.
tecnologia, comunicação e serviços especializados têm ganhado espaço, impulsionadas pela demanda local e pela própria comunidade brasileira.
A cultura empreendedora da cidade, aliada a um ambiente menos saturado do que outros grandes centros, cria oportunidades para quem deseja crescer com planejamento e visão estratégica. Muitos brasileiros encontram em Atlanta a possibilidade de transformar habilidades adquiridas no Brasil em negócios sustentáveis nos Estados Unidos.
Desafios da adaptação e da vida imigrante
Apesar das oportunidades, a imigração para Atlanta, assim como para qualquer outro destino, não é isenta de desafios. Barreiras linguísticas, diferenças culturais, processos burocráticos, saudade da família e pressão por adaptação fazem parte da experiência.

Festas típicas, encontros comunitários e iniciativas empreendedoras mantêm viva a conexão com o Brasil, ao mesmo tempo em que promovem a troca cultural com a sociedade americana.
Para muitos brasileiros, encontrar uma comunidade estruturada faz toda a diferença nos primeiros meses, quando o idioma, a burocracia e a saudade ainda pesam. Atlanta, nesse sentido, tem se mostrado um ambiente fértil para criar vínculos e construir redes de confiança.
Empreendedorismo brasileiro em solo americano
Atlanta também tem se destacado como um ambiente favorável ao empreendedorismo, atraindo brasileiros que desejam abrir seus próprios negócios. Pequenas empresas nos setores de alimentação, estética, construção, limpeza,
O que diferencia quem consegue se estabelecer é, muitas vezes, o acesso à informação, o planejamento prévio e a disposição para aprender e se adaptar. Atlanta oferece um cenário favorável, mas o sucesso depende de preparo, resiliência e construção gradual de uma nova rotina.
Um olhar da Viver Magazine
Para a Viver Magazine, acompanhar o crescimento da presença brasileira em Atlanta é acompanhar histórias de coragem, reconstrução e pertencimento. Cada brasileiro que chega à cidade traz consigo sonhos, expectativas e desafios, contribuindo para um mosaico cultural cada vez mais diverso e conectado.
Atlanta se consolida não apenas como um destino geográfico, mas como um espaço de possibilidades. Um lugar onde brasileiros encontram oportunidades para trabalhar, empreender, criar laços e construir um novo capítulo de suas histórias, sem perder suas raízes.
Mais do que um movimento migratório, o que se vê é a formação de uma comunidade viva, em constante transformação, que reforça o papel dos brasileiros como agentes ativos na construção de pontes culturais e econômicas entre o Brasil e os Estados Unidos.





em alta: premiações internacionais, reconhecimento global e a construção de um novo protagonismo
O cinema brasileiro vive um dos momentos mais expressivos de sua história recente. Após anos de desafios estruturais, instabilidade de investimentos e mudanças profundas no mercado audiovisual, as produções nacionais voltaram a ocupar espaço de destaque nas principais premiações internacionais. Mais do que troféus, o que se consolida é um reconhecimento artístico consistente, que reposiciona o Brasil como um agente relevante na narrativa cutural global.
Esse novo ciclo de visibilidade é marcado por conquistas simbólicas e inéditas. Na edição de 2026 do Globo de Ouro, o filme O agente secreto (2025), dirigido por Kleber Mendonça Filho, tornou-se a primeira produção brasileira a conquistar duas estatuetas na mesma edição da premiação. O longa venceu nas categorias de Melhor Filme Falado em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, prêmio concedido a Wagner Moura, além de concorrer na categoria de Melhor Filme de Drama, disputando espaço entre grandes produções internacionais.
O feito não representa apenas um recorde estatístico. Ele sinaliza um amadurecimento do cinema nacional, tanto em linguagem quanto em estratégia de inserção internacional. A presença brasileira em categorias de alto prestígio indica que as produções do país deixaram de ser vistas apenas como obras exóticas ou periféricas e passaram a ser reconhecidas por sua força narrativa, qualidade técnica e relevância temática.
Uma trajetória construída ao longo do tempo
As conquistas recentes se somam a uma trajetória que vem sendo construída há décadas. Em 1999, Central do Brasil (1998) conquistou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, tornando-se um marco histórico para o cinema nacional. Mais recentemente, em 2025, Fernanda Torres venceu o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama por sua atuação em Ainda estou aqui (2024), reafirmando o talento brasileiro no cenário internacional.
Esses momentos, embora espaçados no tempo, ajudam a compreender que o reconhecimento atual não surge de forma isolada. Ele é fruto de um processo contínuo de formação de profissionais, fortalecimento de linguagens autorais e ampliação das possibilidades de circulação das
obras brasileiras no exterior.
Um cinema que reflete o Brasil contemporâneo
O cinema brasileiro que hoje ganha prêmios internacionais é aquele que olha para sua própria realidade sem concessões fáceis. São filmes que abordam temas como desigualdade social, memória histórica, identidade, pertencimento, violência, afetos e transformações sociais, sempre com profundidade e sensibilidade. Ao mesmo tempo, essas narrativas dialogam com questões universais, o que permite sua compreensão e impacto em diferentes culturas.
Esse equilíbrio entre o local e o global é um dos grandes diferenciais do cinema nacional contemporâneo. As histórias são profundamente brasileiras, mas não se restringem a um público específico. Elas convidam o espectador internacional a compreender realidades distintas, sem didatismo ou estereótipos, apostando na complexidade humana como linguagem comum.
Premiações como reflexo de um ecossistema em movimento
Além do Globo de Ouro, produções brasileiras têm sido selecionadas e premiadas em festivais como Cannes, Berlim, Veneza e outros importantes eventos do circuito internacional. Essas presenças reforçam a credibilidade do cinema nacional e ampliam suas oportunidades de coprodução, distribuição e financiamento.
O reconhecimento externo também impulsiona o mercado interno, estimulando o interesse do público brasileiro por produções nacionais e fortalecendo toda a cadeia do audiovisual. Plataformas de streaming, distribuidoras e festivais passam a olhar com mais atenção para o Brasil, criando um ambiente mais favorável para novos projetos e talentos.
A expectativa em torno do Oscar
Diante desse cenário, a expectativa por uma presença mais forte do Brasil no Oscar cresce de forma natural. Embora a premiação da Academia envolva múltiplos fatores, como campanhas internacionais, contexto político e estratégias de distribuição, o cinema brasileiro reúne hoje

condições reais para competir em alto nível.
Mais do que a conquista da estatueta, a recorrência do Brasil em listas de pré-selecionados, shortlists e debates críticos já representa uma vitória simbólica importante. Ela indica que o país voltou a ser considerado uma potência criativa, capaz de produzir cinema relevante, competitivo e conectado às discussões globais.
Um olhar da Viver Magazine
Para a Viver Magazine, acompanhar esse movimento é também acompanhar a forma como o Brasil se apresenta ao mundo. Para milhões de brasileiros que vivem fora do país, o cinema funciona como um elo cultural, uma maneira de manter viva a identidade, a memória e o sentimento de pertencimento.
Ver produções brasileiras sendo premiadas internacionalmente é, de certa forma, ver o Brasil sendo reconhecido em sua complexidade, criatividade e
humanidade. É um lembrete de que a cultura é um ativo poderoso, capaz de atravessar fronteiras, gerar diálogo e construir pontes entre diferentes realidades.
O momento atual do cinema brasileiro é promissor, mas exige continuidade. Investimentos consistentes, políticas públicas estruturadas, formação de novos profissionais e valorização da cultura como estratégia de desenvolvimento são fundamentais para que esse ciclo positivo se mantenha.
Se o Oscar vier, será consequência de um processo que já está em curso. Se não vier, o avanço já se consolidou. O mais importante é que o cinema brasileiro voltou a ocupar seu espaço, contando histórias que emocionam, provocam reflexão e representam o país com autenticidade.
O Brasil, mais uma vez, mostra que sabe narrar a si mesmo. E quando isso acontece com verdade e qualidade, o mundo escuta.


“Mãe, speak in English!”
A Batalha das Identidades
Não é apenas uma questão de palavras; é uma questão de conexão. Para muitos pais brasileiros nos EUA, ver o filho se recusar a falar português gera um sentimento de luto cultural. O fenômeno é comum: na escola, o inglês é a língua do pertencimento, dos amigos e do sucesso. O português acaba ficando restrito às broncas ou ao ambiente doméstico, perdendo o “brilho” para a criança.
A Ciência do Cérebro Bilíngue
Pesquisas mostram que crianças expostas a dois idiomas desenvolvem uma “flexibilidade cognitiva” superior. Elas são melhores em multitarefa e têm maior facilidade em aprender
uma terceira língua. Mas, para o brasileiro, o benefício é emocional. “Se meu filho não fala português, ele perde o acesso às histórias do avô, às piadas da família e à nossa essência”, relata uma leitora.
Estratégias que Funcionam (Sem Briga)
1. O Método OPOL (One Person, One Language): Um dos pais fala apenas português, o outro apenas inglês.
2. Cultura como Diversão: Troque o desenho animado dublado por produções brasileiras. Crie memórias afetivas através da culinária (fazer pão de queijo juntos enquanto nomeia os ingredientes em português).
3. Grupos de Playdate: Encontre outras famílias brasileiras.
Quando a criança vê que seus pares também falam a língua, o português deixa de ser “coisa de pai e mãe” e vira algo social.
O que é Língua de Herança? É o idioma falado em casa que é diferente da língua dominante do país. Manter essa língua viva ajuda na autoestima do imigrante de segunda geração, evitando o sentimento de “não pertencer a lugar nenhum”.
O Conflito de Pertencimento
Para uma criança nascida ou criada nos EUA, o inglês é a língua do poder, da escola e da amizade. O português, muitas vezes, é visto como a “língua da saudade” ou, pior, a “língua da bronca”. Especialistas alertam que, quando a criança perde o idioma dos pais, ela perde o acesso à sua história pregressa. O bilinguismo não é apenas uma habilidade no currículo; é o que impede o abismo emocional entre as gerações.
A Ciência do “Input” de Qualidade
Não basta falar “come a comida” ou “vai tomar banho” em português. Para que o cérebro da criança valorize o idioma, ela precisa de vocabulário de alta qualidade. Isso significa ler livros, contar histórias da infância dos pais e expor a criança a contextos onde o português é a língua do sucesso e da diversão.
Dicas Práticas para o Dia a Dia:
1. A Diáspora Digital: Use o YouTube Kids a seu favor, mas com curadoria. Canais brasileiros de ciência ou contação de histórias são melhores que apenas desenhos dublados.
2. O “Portuguese Only Day”: Estabeleça um dia da semana (como o “Sábado Brasileiro”) onde até as brincadeiras e o cardápio são típicos.
3. Viagens Estratégicas: Se possível, leve os filhos ao Brasil não apenas para visitar parentes, mas para acampamentos de férias ou colônias de férias locais. Isso valida a língua como uma ferramenta social real.
“O maior erro dos pais é parar de falar português porque acham que isso vai atrapalhar o inglês do filho na escola. O cérebro infantil é perfeitamente capaz de separar os códigos. O inglês ele aprenderá com perfeição na escola; o português, só você pode dar.”

1 - ENCONTRE AS PALAVRAS:
Cachorro, Gato, Elefante, Leão, Girafa, Tigre, Jacaré, Coelho, Tartaruga, Papagaio
2 - ENCONTRE AS PALAVRAS:
Lucro, Cliente, Vendas, Marketing, Empresa, Sucesso, Produto, Estratégia, Empreender, Meta


FEIRA DE EMPREGOS DE ATLANTA
Date and time
Hilton Garden Inn Atlanta Downtown
12 de fevereiro, das 11h às 14h (horário do leste dos EUA)

FEIRA DE CARREIRAS DE ATLANTA
Date and time
Hotel Marriott
17 de fevereiro, das 9h30 às 12h30 (horário do leste dos EUA)

LANÇAMENTO DO LIVRO MILIONÁRIOS ESTRATÉGICOS
Date and time
48 5th St NW
11 de fevereiro, das 14h às 16h (horário do leste dos EUA)

EVENTO DE NETWORKING DO 1º TRIMESTRE DA ATLANTA
Date and time
1465 Howell Ml Rd 22 de janeiro, das 18h às 20h (horário do leste dos EUA)

INVESTIDORES E FUNDADORES | ATLANTA | ONLINE
Date and time
Atlanta
28 de janeiro, das 13h às 14h (horário do leste dos EUA)

ENCONTRO DE IMÓVEIS DE ATLANTA - FEVEREIRO DE 2026
Date and time
Park Tavern Feb 3 from 6:30pm to 8:30pm EST

O MORRO DOS VENTOS UIVANTES
Lançamento em 14 de fevereiro de 2026

IME HOPPERS: THE SILK ROAD
Lançamento em 13 de fevereiro de 2026


ALERTA APOCALIPSE
Lançamento em 22 de janeiro de 2026

BOA SORTE, DIVIRTA-SE, NÃO MORRA
Lançamento em 13 de fevereiro de 2026

Lançamento em 13 de fevereiro de 2026 SCARLET
Lançamento em 22 de janeiro de 2026
