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Vilas Magazine | Ed 330 | Julho de 2026 | 15 mil exemplares

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Praia de Buraquinho nos anos 60
Parque Ecológico. Vilas do Atlântico
Festa do Padroeiro Santo Amaro de Ipitanga
Confira anúncios nas páginas 16 e 17

RegistRos & Notas

Accioli Ramos

pO ator camaçariense Caíque Copque conquistou o Troféu Calunga de Melhor Ator no Cine PE 2026, uma das premiações mais importantes do cinema brasileiro. O reconhecimento veio por sua atuação no longa-metragem "Mapas", destacando seu talento e reafirmando a força dos artistas baianos no cenário nacional. A premiação aconteceu durante a 30ª edição do tradicional festival de cinema de Pernambuco, realizada no Recife entre 1º e 7 de junho. A conquista orgulha Camaçari e a Bahia, celebrando a trajetória de um jovem artista que vem ganhando espaço e reconhecimento no audiovisual brasileiro.

UNINDO FORÇAS PELO MEIO AMBIENTE

t Mariene Salatiel, gerente de Relações Institucionais da CETREL e Fernando Borba, presidente da OSCIP Rio Limpo, trocaram informações sobre o plano de revitalização e adaptação às mudanças climáticas da bacia do rio

Joanes em busca de uma atuação conjunta e colaborativa para viabilizar a iniciativa. Incansável, Borba buscou apoio técnico na elaboração do Termo de Referência (TR), que orientará a contratação da consultoria responsável pelo plano; participação da Cetrel no grupo de acompanhamento técnico do plano, contribuindo com a expertise da instituição ao longo de todo o processo; compartilhamento de dados, estudos e informações técnicas já existentes sobre o rio Joanes, fundamentais para a construção de um diagnóstico qualificado da bacia; formalização de parceria institucional, visando fortalecer a captação de recursos e a participação em editais e financiamentos.

qSOLIDARIEDADE 2 A segunda edição da Corrida Ecológica, realizada em junho, celebrando a semana do Meio Ambiente, rendeu uma ação solidária: doação de um cheque no valor de R$ 85 mil à Superintendência de Direito e Proteção Animal (SPDA), órgão municipal responsável pelas políticas de

bem-estar animal. (Na foto, a partir da esq.:) Robson Menezes, subsecretário de Meio Ambiente; Hendrik Aquino, superintendente de Proteção e Direito Animal; Brígido Neto, secretário de Meio Ambiente e Glauber Moraes , secretário de Segurança, Defesa Civil e Ordem Pública.

qSOLIDARIEDADE 1 Equipe da SEMPADHIR - Secretaria Municipal da Mulher, Políticas Afirmativas, Direitos Humanos e Promoção da Igualdade Racial, em parceria com a SEMDESC - Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, órgãos da Prefeitura de Lauro de Freitas, entregaram os alimentos arrecadados durante a corrida solidária “Correr por Elas” às mulheres assistidas pelo CRAM - Centro de Referência de Atendimento à Mulher Lélia González. DIVULGAÇÃO

pO empresário Fábo

(Paris Corretora de Seguros) ganha afago da filhota, Ana Clara Satyro Pertile, pelo seu aniversário, em 21 de junho.

pLANÇAMENTO LITERÁRIO A escritora e terapeuta integrativa Alessandra Dultra lançou seu livro "Entre Nós, Vozes e Silêncios", obra que reúne textos construídos a partir de experiências, observações e reflexões sobre a vida, os afetos e os caminhos percorridos ao longo da existência.

da filha, Isabela, em 27/6

Borges Pertile
O casal administrador Leandro Aragão e a advogada Julia Rocha da Cruz, celebraram em grande estilo o batizado e os 2 anos
FOTO: PERFIL DE JELAROUCA
LUCAS PIRES BARBOSA

Rogério Issa: mais de 35 anos dedicados à educação em Vilas do Atlântico

Há mais de três décadas, o professor Rogério Issa faz parte da história educacional de Vilas do Atlântico, contribuindo para a formação acadêmica de milhares de estudantes da região. Engenheiro civil de formação pela UFBA e educador por vocação, Rogério construiu sua trajetória ensinando matemática, física e química para alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e pré-vestibular.

Ao longo de mais de 35 anos de atuação, seu trabalho tornou-se referência no acompanhamento escolar e no fortalecimento da base de conhecimento dos estudantes. Por meio do ISSAÊ Reforço Escolar, Rogério desenvolveu uma metodologia focada na compreensão dos conceitos, na resolução de exercícios e na construção gradual da autonomia do aluno diante dos desafios acadêmicos.

Sua atuação ultrapassa os limites da sala de aula. Ao longo dos anos, acompanhou diferentes gerações de famílias da comunidade, tendo ensinado pais, filhos e, em muitos casos, até netos de ex-alunos. Essa relação de proximidade contribuiu para consolidar sua presença como uma das figuras mais conhecidas do segmento educacional em Vilas do Atlântico.

Além do trabalho presencial, Rogério também tem investido em recursos tecnológicos e plataformas digitais de aprendizagem, ampliando o acesso ao conhecimento e adaptando o ensino às necessidades das novas gerações.

Contatos: Tel.: 71 98819-9622 | @rogerioissae

COMIDA BOA, PREÇO JUSTO Pouco mais de quatro anos no comando. Esse foi o tempo que o casal Reinilson e Diana precisou para destacar O Costelão como um lugar onde se come bem, por preço justo. A casa oferece de segunda à sábado, farto e diversificado bufê com pratos quentes, saladas, cortes grelhados na brasa e sobremesas que adoçam o paladar. O tempero dos sabores caiu no agrado dos clientes, muitos fidelizados. Ao longo da semana a casa tem sugestões tradicionais, omeletes, almôndegas, cozido, rabada, feijoada. Nas sextas-feiras, os sabores e aromas da comida baiana estrapolam os limites da casa, como um atraente chamamento para quem passa pela porta. O serviço de delivery é bem requisitado na região e conta com entrega eficiente.

Prefeitura doa terreno para construção da Promotoria de Justiça de Lauro de Freitas

A prefeita Débora Regis e o procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, celebram a oficialização da doação de um terreno ao Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), destinado exclusivamente à construção da futura sede da Promotoria de Justiça do município. A área, localizada na rua Cely Martins Soares, no Loteamento Parque Jockey Clube, bairro de Aracuí, abrigará uma estrutura própria para o funcionamento do órgão, ampliando as condições de atendimento à população e fortalecendo a atuação institucional no município.

Pedro Maia classificou a iniciativa da prefeitura como "uma demanda histórica do Ministério Público da Bahia. A doação de uma área tão valorizada demonstra o reconhecimento da instituição na defesa da sociedade e dos direitos fundamentais. Assumo o compromisso de dar absoluta prioridade à construção dessa sede”.

O COSTELÃO - Aqui tem comida de verdade. Aberto para almoço, de 2ª a sábado. Rua Clemerson da Fonte, 207 (transversal da av. Luiz Tarquínio). Tel.: 71 99292-7351.

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THIAGO PACHECO / SUPCOM PMLF

Lauro de Freitas debate o brincar como política pública

O assunto chegou à Câmara Municipal através de um projeto que propõe a criação oficial da Semana Municipal do Brincar no calendário da cidade. A iniciativa nasce a partir de estudos, pesquisas e mobilizações conduzidas pela professora doutora Mônica Lemos Bitencourt, coordenadora da Brinquedoteca Cora Coralina da UNEB Campus 25, em Lauro de Freitas, e líder do grupo de pesquisa Ludarte UNEB/CNPq.

Mais do que uma data comemorativa, a proposta busca transformar o brincar em pauta permanente das políticas públicas voltadas à infância. Segundo o guia nacional utilizado como referência para implantação da Semana do Brincar nos municípios brasileiros, brincar não é apenas entretenimento. É um direito garantido por lei e parte fundamental do desenvolvimento humano. O documento lembra que o direito ao brincar está presente na Declaração Universal dos Direitos da Criança, de 1959, na Convenção dos Direitos da Criança e também no Estatuto da Criança e do Adolescente. A professora Mônica entende que a discussão surge da própria realidade vivida nas escolas. "Estamos vendo crianças cada vez mais privadas do tempo de brincar. Muitas vezes o intervalo escolar mal permite que elas façam o lanche com tranquilidade. O brincar precisa voltar a ocupar seu

lugar na vida das crianças e também dentro das cidades".

O texto que orienta municípios brasileiros na criação da Semana do Brincar chama atenção para um cenário preocupante. Em muitas cidades, a

infância vem sendo atravessada pela insegurança urbana, pelo excesso de tecnologias digitais, pela falta de espaços públicos adequados e pela pressão por desempenho escolar cada vez mais cedo. O documento reforça

ainda que reduzir as oportunidades de brincar provoca impactos diretos no desenvolvimento infantil, na cultura da infância e até nas relações sociais.

A discussão vai além das escolas. Especialistas da área da infância defendem que brincar ajuda crianças a desenvolverem criatividade, autonomia, convivência social e saúde emocional. É na brincadeira que surgem as primeiras experiências de partilha, imaginação, escuta, frustração e construção coletiva.

”Quando uma cidade reconhece oficialmente o brincar, ela também reconhece a infância como prioridade. Isso envolve escola, praça, cultura, saúde, urbanismo e convivência comunitária.

A proposta também dialoga com um movimento internacional. O Dia Mundial do Brincar foi criado em 1999, durante uma conferência internacional realizada em Tóquio, no Japão, e posteriormente reconhecido pela Unicef. A data é celebrada em 28 de maio e mobiliza dezenas de países. No Brasil, a campanha ganhou força a partir de 2009 através da Aliança pela Infância, incentivando cidades a criarem leis específicas para transformar o brincar em política pública permanente. Em cidades brasileiras onde iniciativas semelhantes já foram implantadas, escolas passaram a desenvolver brincadeiras tradicionais, rodas culturais, ocupação de praças, oficinas intergeracionais e atividades em espaços públicos. Pular corda, amarelinha, roda, pião e brincadeiras populares voltaram a ocupar lugares que durante muitos anos ficaram silenciosos. A proposta está em análise na Câmara Municipal de Lauro de Freitas e ainda passará pelas etapas legislativas até a votação final. Mas o debate já provoca uma reflexão importante sobre o modelo de cidade que queremos construir para as próximas gerações.

EEMANCIPAÇÃO SEM MEMÓRIA:

o que Lauro de Freitas tem a comemorar?

MÁRCIO WESLEY é jornalista, professor e conselheiro municipal de cultura (sociedade civil), cadeira do Patrimônio Cultural.

m 31 de julho, Lauro de Freitas celebra 64 anos de emancipação política. A data costuma ser marcada por festas, homenagens e discursos oficiais. No entanto, entre os fogos e os palcos, uma pergunta insiste em permanecer sem resposta: o que sabemos, de fato, sobre a história da nossa própria cidade?

Passadas mais de seis décadas da emancipação, ainda é surpreendente a quantidade de moradores que desconhece aspectos fundamentais da trajetória do município. Poucos sabem quem foi o primeiro prefeito, quem compôs a primeira legislatura da Câmara Municipal ou como ocorreu o processo político que resultou na separação de Salvador. Menos ainda conhecem os debates e as controvérsias que envolveram a mudança do nome de Santo Amaro de Ipitanga para Lauro de Freitas.

A antiga Santo Amaro de Ipitanga carregava uma história construída ao longo de mais de quatro séculos, cujo nome reunia referências indígenas e portuguesas. Ipitanga, palavra de origem tupi, está associada às águas avermelhadas do rio que corta o território e que foi fundamental para os povos originários, para os primeiros colonizadores e para o desenvolvimento da região. Já Santo Amaro remetia à tradição religio-

Indicado pelo regime militar de 1964, Ismael Ornelas Farias foi o 8º prefeito (1973 a 1979). Na foto, ele confere obras na então rua do Oiente, hoje rua Amarílio Thiago dos Santos

sa trazida pelos portugueses.

Durante gerações, esse nome representou a identidade local. Tanto que, mesmo após a emancipação, muitos moradores continuaram chamando a cidade de Santo Amaro de Ipitanga. Meu avô fazia isso. Eu mesmo ouvi essa expressão inúmeras vezes durante minha infância e juventude: era uma forma de preservar uma memória que resistia ao tempo e às decisões políticas.

A escolha do nome Lauro de Freitas está ligada ao contexto político da época. O engenheiro Lauro Farani Pedreira de Freitas era um dos nomes mais expressivos da política baiana na época, amplamente cotado e apontado como favorito para assumir o governo do estado. No entanto, sua trajetória foi tragicamente interrompida em 11 de setembro de 1950, quando faleceu em um desastre aéreo em Bom Jesus da Lapa, em plena campanha eleitoral. A comoção provocada por sua morte e a força de seu legado ajudaram a sensibilizar setores políticos favoráveis à emancipação local. Assim, embora ele não tivesse ligação direta com o território, seu nome acabou sendo adotado como parte da estratégia que culminou na criação do novo município, iniciando também uma disputa simbólica com a identidade histórica da comunidade.

O mais preocupante é perceber que, passados 64 anos, essa história continua distante da população. Não existe um museu municipal dedicado à preservação da memória local. Não há um centro de documentação acessível ao público. Não existe um memorial da emancipação. As escolas pouco abordam esses temas, e as novas gerações crescem sem conhecer personagens, fatos e acontecimentos que ajudaram a construir o lugar onde vivem.

Estamos falando de um território com mais de quatro séculos de história. Um espaço marcado pela presença indígena, pelos engenhos coloniais, pela contribuição dos povos africanos escravizados e por uma rica formação cultural. Ainda assim, essa herança permanece invisível para grande parte da população.

Recentemente, um importante passo foi dado com o reconhecimento da participação do território de Lauro de Freitas nas lutas pela Independência da Bahia. Pesquisadores, historiadores e comunicadores contribuíram para trazer à luz documentos e evidências que demonstram a participação dos engenhos locais, de trabalhadores, de escravizados, de povos originários e da comunidade da região nos acontecimentos que culminaram na expulsão das tropas portuguesas em 1823. Esse reconhecimento deveria servir de

MEMÓRIA A primeira eleição para prefeito e vereadores de Lauro de Freitas realizou-se em 7 de outubro de 1962. A instalação do município e posse dos eleitos ocorreu em 7 de abril de 1963 (Lei nº 1.753 de 27 de julho de 1962). A maioria das administrações políticas do município de Lauro de Freitas foi representada por prefeitos e vice-prefeitos, em alguns momentos, por prefeitos interinos. Celso Alves Pinheiro da Silva foi o primeiro prefeito, governando o município de 1962 a 1966. Natural de Cachoeira de São Felix-BA, trabalhou como enfermeiro durante muitos anos na Base Aérea de Salvador. Entrou na vida política do município pelo Partido Trabalhista Brasileiro - PTB. Faleceu em 6 novembro de 1969.

inspiração para um movimento mais amplo de valorização da memória local. Entretanto, ainda faltam políticas públicas permanentes voltadas para a preservação e a difusão dessa história. Ao mesmo tempo, observa-se uma crescente valorização da comunicação instantânea e da promoção pessoal na política contemporânea. Muitas vezes, ações que deveriam ser encaradas como obrigações administrativas são apresentadas como "grandes realizações". Enquanto isso, temas estruturantes como cultura, patrimônio histórico, memória e educação patrimonial, seguem ocupando espaços secundários.

Não se trata de negar avanços ou desconsiderar esforços existentes. Trata-se de compreender que uma cidade não se desenvolve apenas com obras e eventos. Uma cidade também é alicerçada pela preservação de suas raízes, pela valorização de sua identidade e pelo respeito à sua trajetória.

Celebrar a emancipação política é importante. Mas celebrar sem conhecer a própria história é transformar uma data histórica em apenas mais um evento no calendário.

Talvez o maior presente que Lauro de Freitas possa receber em seus 64 anos seja justamente o resgate de sua memória. Porque um povo que desconhece sua história corre o risco de perder também o sentido de pertencimento. E sem pertencimento não existe cidadania plena, nem compromisso verdadeiro com o futuro.

Antes de comemorar mais um aniversário, talvez seja hora de perguntar: quem está contando a história de Lauro de Freitas e da antiga Vila de Santo Amaro de Ipitanga? E, mais importante ainda, por que ela continua sendo tão pouco conhecida pelos que vivem aqui?

Pavimentação com paralelepípedos na rua Queira Deus, em Portão, altura da entrada do terreiro de Mãe Mirinha de Portão

E“Lutar por museus e arquivos tem sido uma luta inglória preservando o passado. Vamos mudar essa história e transformar nossa Lauro de Freitas na Cidade da Memória”

GILDASIO FREITAS é escritor, cordelista, pesquisador, memorialista e historiador. Sócio efetivo do IGHB - Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e membro fundador da ALALFAcademia de Letras e Artes de Lauro de Freitas, aonde ocupa a Cadeira número 1. lificação de áreas degradadas em geral.

m 31 de julho, o município de Lauro de Freitas completa 64 anos de emancipação política. Como acontece todos os anos, provavelmente teremos desfile de escolas, caminhada cultural, missa festiva, shows, algumas inaugurações, beijos e abraços em profusão.

Como já estamos em plena campanha eleitoral, mais uma vez os partidos políticos ocuparão também as ruas centrais da cidade, prometendo o melhor.

No entanto, o dia seguinte nos reserva encarar a triste e vergonhosa realidade de apesar de apresentarmos os maiores índices de desenvolvimento econômico, social e populacional, não

possuímos um Centro de Memoria Municipal, que abrigaria ao mesmo tempo, um museu, uma biblioteca e um arquivo histórico.

Enquanto isso o nosso patrimonio cultural vai se dilapidando por falta da contratação de profissionais que seriam responsáveis por tão vastos acervos que não se perderam ainda totalmente, graças a dedicação de alguns abnegados que os preservam basicamente com recursos próprios.

A atividade de pesquisador me tem levado a realizar muitas viagens pelo país e também por esse mundo afora, aonde tenho tido a oportunidade de observar a tendencia mundial de preservação dos centros históricos e requa-

A constatação é que estamos na contramão dessa tendencia mundial que verifiquei no Chile, Mexico, Suíça, Áustria, Itália, Portugal, Espanha, Alemanha e diversos outros países por onde tenho andado.

O estado de degradação do nosso centro histórico é deprimente e não tenho conhecimento de qualquer projeto que esteja em andamento que nos anime a fazer investimentos na região.

Ainda assim, nós da Ong Arcas de Ipitanga e do Polo de Atores e Dramaturgia de Lauro de Freitas, temos alugado desde o ano passado, um espaço localizado na Praça da Matriz, próximo ao Cine Teatro, reconhecido

como Ponto de Cultura e Memória, aonde modéstia a parte, heroicamente atendemos a comunidade, através de consultorias, oficinas, reuniões e hospedagens de grupos culturais de outros municípios e de outros estados, que aqui se apresentam, a exemplo do que ocorreu no Encena Lauro – Encontro Nacional de Teatro, que reuniu aqui grupos teatrais de diversos estados. O aluguel e demais custos são mantidos com dinheiro do nosso bolso, ajuda de amigos simpatizantes da cultura ou recursos de editais e premiações que vez por outra, nos contemplam. A venda de ingressos para os espetáculos do Pólo de Atores e venda de cordéis que produzo, são outras fontes que utilizamos para cobrir as despesas. Não poderia deixar de ressaltar a parceria com o Governo do Estado através da Fundação Pedro Calmon, que me tem incentivado a divulgar a história, memória e cultura do nosso município, como aconteceu recentemente na Bienal do Livro, quando realizei uma venda relevante de dezenas de cordéis de minha autoria, para a maior biblioteca do mundo, que é a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que a partir de agora inclui em seu importantíssimo acervo, parte da nossa obra.

| Emancipação Política de Lauro de Freitas

UM MANDATO, UM LEGADO: João Leão está na história de Lauro de Freita

No próximo dia 31 de julho, Lauro de Freitas celebra 64 anos de emancipação política. A data convida a recordar personagens que ajudaram a construir a história do município. Entre eles, um nome que marcou a cidade e que, até hoje, é lembrado por muitos como um dos melhores prefeitos que Lauro de Freitas já teve: João Leão.

Há uma curiosidade que atravessa gerações: muitas pessoas acreditam que João Leão governou Lauro de Freitas por dois mandatos. A explicação é simples: foram tantas obras, realizações e transformações em apenas quatro anos que ficou a impressão de um governo muito mais longo. Mas a realidade é outra. João Leão administrou o município por apenas um mandato, entre 1989 e 1992.

Eleito em 1988, pelo PMDB, com 14.986 votos (contra 1.023 do seu oponente, Laércio Furtado Sampaio), em um pleito histórico que marcou o retorno do voto direto na cidade, resultando em uma vitória expressiva e desproporcional. Encontrou uma cidade com grandes desafios de infraestrutura e desenvolvi-

mento. Durante sua gestão, modernizou a administração pública, promulgou a Lei Orgânica do município e executou um amplo conjunto de obras que mudou a realidade de Lauro de Freitas.

Entre as principais realizações estão a duplicação da Estrada do Coco, a construção do contorno da cidade, a implantação dos conjuntos

Parque São Paulo, Queira Deus e Vida Nova, a ligação entre Areia Branca e Jambeiro, a pavimentação da orla de Ipitanga, a construção do Hospital Jorge Novis e do Kartódromo Ayrton Senna. Obras que melhoraram a mobilidade, ampliaram o acesso aos serviços públicos e impulsionaram o crescimento da cidade.

Na educação, também deixou sua marca com a criação da Escola de Cadetes Mirins, implantação de escolas e bibliotecas em diversos bairros e parcerias voltadas à qualificação profissional. Um conjunto de ações que contribuiu para ampliar oportunidades e fortalecer o desenvolvimento social do município.

Mesmo após deixar a Prefeitura, João Leão continuou trabalhando por Lauro de Freitas. Como deputado federal, destinou recursos para habitação,

urbanização e para a implantação da Cidade Universitária, consolidando o município como um importante polo de ensino superior. Mais tarde, como vice-governador e secretário estadual, também participou da viabilização de importantes obras de infraestrutura e mobilidade que beneficiaram a cidade.

Passados 64 anos da emancipação política de Lauro de Freitas, o legado de João Leão permanece presente em diferentes regiões do município. Afinal, poucos gestores conseguiram realizar tanto em apenas quatro anos. Talvez seja justamente por isso que tantas pessoas ainda acreditem que ele governou por dois mandatos. Foi apenas um mandato, mas suficiente para entrar definitivamente na história de Lauro de Freitas.

MEMÓRIA

Ex-prefeitos Celso Alves e Amarilio Tiago dos Santos entre correligionários, nos anos 60

CULTURA | iNdepeNdêNcia da Bahia

Ladislau dos Santos Titara, autor do Hino ao 2 de Julho:

intelectual e herói

pardo da Independência da Bahia

OHino ao 2 de Julho, de autoria de Ladislau dos Santos Titara, completou em abril, 202 anos e desde 20 de abril de 2010, com a lei nº 11.901, tornou-se o hino oficial do Estado da Bahia.

Titara foi um voluntário civil que se tornou soldado por contingência do destino e um importante intelectual mestiço de sua época. Apesar de sua importância histórica é um personagem pouco conhecido na sociedade baiana.

Santos Titara, como é conhecido, participou da Batalha de Pirajá, em Salvador e nos legou um importante documento a respeito da guerra, testemunha ocular da atuação da população do Recôncavo e do interior da província da Bahia na consolidação da Independência do Brasil. Seu poema Paraguassu é uma importante fonte a ser dialogada por não fazer parte das fontes oficiais e ser fruto do olhar de um personagem representante dos segmentos populares que foram imprescindíveis no desenrolar dos combates para a expulsão dos lusitanos do Brasil.

A comemoração do 2 de Julho foi celebrada pela primeira vez em 1824, em Salvador, marcando a expulsão dos portugueses da Bahia, mas a celebração com o Fogo Simbólico teve início no 2 de julho de 1959. O Fogo Simbólico do 2 de Julho foi inspirado na Corrida de Revezamento do Fogo Simbólico da Pátria, criada em 1938, em Porto Alegre (RS).

O 2 de Julho é a data magna da Bahia, e para que possamos ter a devida compreensão da participação popular nesse processo é necessário conhecer a história da guerra da Independência da Bahia, que tem seu ponto alto no glorioso 2 de Julho de 1823.

Um dos principais caminhos para entendermos essa participação popular, na emancipação política do Brasil, é a partir da obra de Ladislau dos Santos Titara. Mas nesse artigo não vamos discutir sua obra, mas imergir na sua biografia e na saga de sua família.

Ladislau dos Santos Titara nasceu em 24 de maio de 1801, na localidade denominada pelos indígenas tupinambás de Capuame ou Capoame, cujo significado é “no mato em pé”, “mato que se isola no campo”, “na mouteira” ou “tufo de mato e vegetação”.

A povoação de Capuame, no século 17, passou a sediar a primeira e por séculos a maior feira de gado das Américas. Essa primazia durou até meados do século 19. A Feira Velha de Capuame, como passou a ser denominada quando foi substituída pela Feira de Santana, é a sede do município de Dias D’Ávila, no

Recôncavo Norte da Bahia, território de identidade da Região Metropolitana de Salvador.

Ladislão foi a grafia do nome de batismo que o menino recém-nascido de apenas um mês de vida recebeu no dia 24 de junho de 1801 na pia batismal da Igreja Matriz da Freguesia do Senhor do Bonfim da Mata de São João, sendo seu padrinho o tenente Antônio Fogaça de Mendonça, que também se tornaria um dos combatentes da guerra pela Independência da Bahia, e como madrinha d. Maria Eugenia, prima e esposa de seu pai, de quem já tinha dois filhos, João Gualberto e Antônio Ferreira dos Santos Reis.

Ladislau era filho natural de Manuel Ferreira dos Santos Reis, advogado da Correição da Comarca da Bahia e professor de primeiras letras na Freguesia da Mata de São João, um homem branco pertencente à elite colonial e da negra escravizada Isidoria Maria, com quem Manuel Ferreira ainda gerou outros dois filhos naturais, Manuel e Estanislau Cesar de Mello.

Os filhos do advogado e professor Manuel Ferreira, tanto os legítimos como os naturais, receberam do próprio pai a instrução primária. A mãe de Ladislau, Isidoria Maria Ramos, nasceu por volta de 1782 e morreu

Hino ao 2 de Julho

(Independência do Estado da Bahia)

Nasce o Sol a dois de julho

Brilha mais que no primeiro

É sinal que neste dia

Até o Sol, até o Sol é brasileiro

Nunca mais, nunca mais o despotismo

Regerá, regerá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações

Nunca mais, nunca mais o despotismo

Regerá, regerá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações

Cresce, ó filho de minh'alma

Para a Pátria defender

O Brasil já tem jurado

Independência, independência ou morrer

Nunca mais, nunca mais o despotismo

Regerá, regerá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações

Nunca mais, nunca mais o despotismo

Regerá, regerá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações

Salve, ó rei das campinas

De Cabrito a Pirajá

Nossa pátria, hoje livre

Dos tiranos, dos tiranos não será

Nunca mais, nunca mais o despotismo

Regerá, regerá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações

Nunca mais, nunca mais o despotismo

Regerá, regerá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações

Com tiranos não combinam

Brasileiros, brasileiros corações

REPRODUÇÃO u

aos 25 anos, em 17 de fevereiro de 1807, recebendo os sacramentos da extrema-unção, porque estava muito doente, ela foi sepultada em hábito branco no adro da Matriz do Senhor do Bomfim da Mata de São João. Isidoria Maria Ramos era cativa do negociante e proprietário de terras em Mata de São João, Antônio Lopes da Silva, um colono português natural de Barcellos, e de sua mulher, Mariana Ferreira de Souza, filha natural de Theodozia Victoria e de Antônio Ferreira Malheiro, o homem que, após a expulsão dos jesuítas da Capitania da Bahia, adquiriu em um leilão, as

terras da Feira do Capuame, em 1762. Ladislau foi criado em Mata de São João, onde concluiu o curso de primeiras letras. Finalizou os estudos preparatórios, uma espécie de ensino médio da época, na Cidade do Salvador, com o médico, filósofo, matemático e professor Antônio Ferreira França. Em 1820, no Rio de Janeiro, foi agraciado com uma bolsa de estudos para cursar medicina durante o período de oito anos na Universidade de Coimbra, em Portugal. De acordo com a Revista Trimensal, do Instituto Histórico Geographico e Ethnographico do Brasil, de 1861, Ladislau não pôde apresentar-se na universidade porque o navio que embarcou, na Província do Rio de Janeiro, fez escala na Bahia e, quando ancorou na Cidade do Salvador, teve início, no dia 7 de novembro de 1821, um conflito entre soldados portugueses e brasileiros, na Praça da Piedade, no qual se registrou muitos mortos e feridos. A população da capital, temerosa com os acontecimentos, buscou refúgio no Recôncavo da Bahia e Ladislau regressou para Mata de São João. Depois de ocorridos novos conflitos entre lusitanos e brasileiros, em fevereiro de 1822, na Cidade do Salvador, que resultou na debandada da tropa de militares e paisanos baianos para o Recôncavo Norte, Ladislau se tornou voluntário, atuando como secretário do tenente-coronel Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque.

Nesse período, como exacerbação dos sentimentos de pertencimento e expressão do nativismo brasileiro, muitos jovens militares e civis, que estavam envolvidos com a emancipação política do Brasil, abdicaram de seus sobrenomes de origem portuguesa e adotaram nomes e sobrenomes de origem indígena.

Nesse período foram adotados nomes e sobrenomes, como o de Francisco Gê Acayaba de Montezuma, cujo nome de batismo era Francisco Gomes Brandão. A escolha do novo nome homenageava o imperador asteca, Montezuma, que reinou no território

mexicano no século 16. A palavra ‘gê’, escrita com a letra ‘j’, (jê) refere-se aos indígenas brasileiros do tronco linguístico Macro Jê, e Acayaba é uma palavra do tronco linguístico Tupi, que se refere a uma árvore popularmente conhecida como cajazeira.

Nesse contexto, Ladislau do Espírito Santo César de Mello tornou-se Ladislau dos Santos Titara, cuja palavra de origem tupi nos remete a uma palmeira, conhecida como “jacitara”. O meio-irmão de Ladislau, o poeta e professor de língua latina Antônio Ferreira dos Santos Reis, tornou-se Antônio Ferreira dos Santos Capiranga, assim como seu sobrinho, de prenome João, que também adotou o nome Capiranga como sobrenome. A palavra ‘capiranga’ é de origem tupi e significa ‘folha vermelha’. Por fim, seus sobrinhos, Henrique e Thomaz Teixeira dos Santos, adotaram como sobrenome a palavra de origem tupi ‘Imbassay’ cujo significado é “caminho do rio”. Em meados do século 20 esse sobrenome foi herdado por Antônio José Imbassay da Silva, engenheiro eletricista, político e ex-prefeito de Salvador, descendente do professor de filosofia, Henrique Teixeira dos Santos Imbassay. Henrique, por sua vez, era filho do poeta e professor de língua latina, João Gualberto Ferreira dos Santos Reis, que também atuou nas lutas pela independência. Apesar de terem se tornado sobrenomes distintos, Titara, Capiranga e Imbassahy têm suas origens nos descendentes do advogado e professor de primeiras letras Manuel Ferreira dos Santos Reis. Também descende do professor João Gualberto Ferreira dos Santos Reis, a mestra carioca, Carla Reis Abreu Ellis, professora e doutora em ensino superior, radicada nos Estados Unidos e associada à Ashland University. Sua ascendência materna provém da família Ferreira dos Santos Reis e a paterna das famílias Castro e Abreu e Pereira Franco. Essa última família também possui uma história de efetiva participação nas lutas pela consolidação da independência do Brasil.

DIEGO COPQUE é professor, historiador, poeta, compositor letrista, pesquisador da história da Bahia, sócio efetivo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) e autor dos livros "Do Joanes ao Jacuípe: uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais", "A presença do Recôncavo Norte da Bahia na consolidação da Independência do Brasil" e "De Benedicta & Tibério à Mãe Stella de Oxóssi: a vida em tempo de viver 1850-2025". Diego Copque foi o responsável pelo relatório técnico para tombamento em âmbito municipal da Igreja do Espírito Santo de Abrantes, pela reparação histórica do 2 de Julho e pela passagem do Fogo Simbólico do 2 de Julho nos municípios de Mata de São João, Dias D’Ávila, Camaçari e Lauro de Freitas.

Cachoeira voltou a ser a capital da Bahia na celebração do 2 de Julho

Como acontece há 19 anos homenageando a importância histórica do município na Independência do Brasil, a cidade de Cachoeira, no Recôncavo, tornou-se simbolicamente a capital da Bahia em 25 de junho. Foi em Cachoeira que, em 25 de junho de 1822, a população iniciou os primeiros confrontos contra as tropas portuguesas que garantiram a emancipação do país e culminaram em 2 de Julho. "É uma data do povo de Cachoeira, do povo de São Félix, mas acima de tudo do povo do Recôncavo", explicou o mestre em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRN), Fábio Batista Pereira, reforçando que o 25 de Junho é uma data marcante para o território, lembrando que Cachoeira rompeu com Portugal aclamando o príncipe regente.

Lauro de Freitas celebrou a passagem do Fogo Simbólico com ato cívico e homenagens

Integrando oficialmente o roteiro das celebrações da Independência da Bahia desde 2023, após a inclusão do Recôncavo Norte no percurso histórico, Lauro de Freitas celebrou a passagem do Fogo Simbólico 2026. A cerimônia, que resgata a memória dos heróis e heroínas que lutaram pela consolidação da independência em território baiano. O ato cívico foi marcado pelo hasteamento das bandeiras, execução dos hinos Nacional e da Bahia e apresentação da Filarmônica Olavina Calazans, em um momento de valorização da história e do civismo. A participação das cidades reforça o reconhecimento da importância histórica da região na luta pela liberdade e fortalece a preservação da memória e da identidade cultural baiana.

Como parte das ações da Semana do Meio Ambiente e do compromisso com a transparência, a Tronox reuniu, em junho, representantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Cetrel, pescadores, moradores de Areias e Arembepe e demais integrantes da comunidade do entorno da fábrica para apresentar os resultados do ciclo 2025 do monitoramento marinho, na área de influência, do sistema de disposição oceânica da empresa.

O encontro teve como objetivo compartilhar os dados mais recentes do programa, esclarecer dúvidas e aproximar a comunidade do trabalho técnico-científico realizado há décadas pela companhia em parceria com instituições especializadas.

O monitoramento acontece de forma semestral, contemplando períodos de estiagem e chuva, o que permite comparar resultados em diferentes estações do ano e acompanhar o comportamento dos indicadores ambientais ao longo do tempo. A iniciativa envolve uma operação estruturada, com embarcação especializada e equipe formada por pesquisadores da UFBA, técnicos da Cetrel, integrantes da empresa e representantes das comunidades locais. Os dados coletados são analisados em parceria com a universidade e posteriormente apresentados aos órgãos ambientais competentes.

A apresentação da análise do ciclo 2025 foi realizada pela bióloga da CETREL, Leonor Brito. As metodologias aplicadas, reconhecidas nacional e internacionalmente, apontaram que os principais indicadores monitorados permanecem dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação ambiental. Entre os dados apresentados, os níveis de pH — que, conforme a legislação, devem permanecer entre 6,5 e 8,5 — seguem adequados em toda a série histórica do monitoramento. Os

Tronox apresentou para comunidade de Areias, Arembepe e adjacências, resultados do monitoramento marinho de 2025, reforçando o compromisso com transparência ambiental

índices de oxigênio dissolvido também atenderam aos critérios legais, mantendo concentração mínima superior a 6 mg/L, parâmetro essencial para a manutenção da vida marinha. Além desses indicadores, são monitorados toda a parte de nutrientes primários, varredura de metais e avaliação das comunidades zoobentônicas. Outros indicadores analisados, como temperatura e salinidade da água, embora não sejam regulados pela legislação, seguem sendo monitorados para ampliar a compreensão sobre as condições ambientais da região.

Parâmetros relacionados a nutrientes e produtividade biológica também apresentaram resultados considerados satisfatórios. Não foram observadas frações detectáveis de clorofila fora dos padrões esperados, enquanto nitrato, nitrito e nitrogênio permaneceram abaixo do limite de quantificação.

Há 34 anos acompanhando o

dência de impacto direto causado pelo emissário. Quando realizamos pesquisas com uma série temporal tão extensa, conseguimos compreender melhor a dinâmica do ambiente e desmistificar algumas percepções”, completou. Ao longo dos anos, o emissário da Tronox passou por importantes evoluções estruturais. A linha foi ampliada de 4 quilômetros para 6 quilômetros de extensão, aumentando sua eficiência operacional. Ainda, em 1998 houve um projeto de neutralização do MNR gerado, que eliminou o envio desses sólidos para o mar. Nos últimos seis anos, a empresa investiu mais de R$ 21 milhões em ações

”“Esse

monitoramento dos estuários ligados à operação da Tronox, o professor Francisco Kelmo, da UFBA, destacou a relevância científica do trabalho e a robustez da série histórica construída ao longo das décadas.

“Esse projeto de monitoramento da água da Tronox é um dos maiores programas de biomonitoramento empresarial da América Latina. Essa é uma base de dados imensa, extremamente rica. Com essa análise integrativa dos dados, esperamos produzir ainda mais conhecimento científico, além de contribuir para a formação de novos profissionais”, afirmou.

Segundo o pesquisador, os estudos não identificam evidências de impacto direto causado pelo emissário sobre os organismos monitorados.

“Temos uma área onde a diversidade de algas e organismos invertebrados está adequada às condições ambientais observadas. Não tenho nenhuma evi-

projeto de monitoramento da água da Tronox é um dos maiores programas de biomonitoramento empresarial da América Latina. Essa é uma base de dados imensa, extremamente rica.

Francisco Kelmo, professor da UFBA

de inspeção e manutenção dos emissários. Nesse período, foram realizados mais de 5 mil mergulhos técnicos e cerca de 2,5 mil horas de atividades subaquáticas. Para Gabriel Medina, gestor de Meio Ambiente da Tronox, o encontro representou uma oportunidade de fortalecer o diálogo com a comunidade e ampliar o entendimento sobre os processos ambientais da empresa.

LAURO DE FREITAS: quem te viu, quem te vê

Sempre que nos deparamos com uma pessoa que não vemos há muitos anos nos causa enorme surpresa se ela tiver mudado tão radicalmente a ponto de parecer outra pessoa. Se estivermos falando de uma cidade, então, a surpresa nos causará maior perplexidade ainda. Alguém se lembra como era Lauro de Freitas?

Os que viveram na época da emancipação (31 de julho de 1962) informam que, para chegarmos até o município, era preciso percorrer uma estrada de terra que dava nos sete quilômetros de praia quase deserta.

Quem te viu, quem te vê, diria Chico Buarque: 64 anos depois, Lauro de Freitas é uma das cidades que mais crescem na Bahia, com seus quase 220 mil habitantes, 54,2% do PIB em serviços, comércio na Estrada do Coco, polo de indústrias limpas e as praias de Buraquinho, Ipitanga e Vilas do Atlântico sempre lotadas no Verão.

O município virou endereço de pessoas ricas e de classe média alta da Bahia, mas a maior parte da população pertence à classe média e média baixa. Lauro de Freitas virou uma cidade universitária, com creche, policlínica e asfalto onde antes só tinha barro. Quando se emancipou, Lauro de Freitas deixou de ser “um bairro de Salvador”. Hoje é a 8ª maior cidade da Bahia em população e a 15ª maior economia do estado.

Buraquinho, Ipitanga e Vilas do Atlântico geram emprego e renda para 1,1 mil pessoas que trabalham nas barracas de praia. O boom de hotéis, restaurantes, bares e condomínios faz do município um portão de entrada para o Litoral Norte.

Mas há um detalhe que salta aos olhos. Diferentemente de Salvador, que vem sendo governada por uma elite que só tem olhos para o Corredor da Vitória e para os mais abastados, Lauro de Freitas foi governada pela petista Moema Gramacho, prefeita por quatro mandatos: 2005-2012 e 2017-2024. Moema foi a primeira mulher a governar a cidade e a que ficou mais tempo no cargo. Ela saiu da prefeitura em 2024 com aprovação alta. E esses foram os principais destaques da gestão dela: Lauro foi uma das primeiras cidades da RMS a ter Unidade de Saúde 24h no Centro. Isso desafogou o Hospital Menandro de Faria. A implantação da Policlínica Municipal possibilitou a realização de consultas,

exames e pequenas cirurgias sem precisar ir pra Salvador.

Foi ela também quem implantou o primeiro centro de referência à doença falciforme na Bahia, sendo considerada a melhor prefeita das Américas pela Associação Brasil Américas. Moema fortaleceu a rede de urgência com novas ambulâncias e apoio às UPAs da cidade. Na área de Educação, implantou e reformou várias escolas e creches, com foco de 0-3 anos.

Ela ampliou o número de vagas no ensino fundamental com projeto de contraturno, alimentação e reforço pedagógico.

E manteve Lauro de Freitas como cidade universitária com presença de faculdades privadas e cursos técnicos. Criou o programa “Lauro de Freitas de Cara Nova”, com asfalto em Itinga, Portão, Vida Nova, Areia Branca. Fez as obras de macrodrenagem no Parque São Paulo e Itinga para reduzir alagamentos, problema histórico da cidade.

E não tem como esquecer que foi ela quem fez a requalificação de Vilas do Atlântico, Ipitanga e Buraquinho, dando a Lauro a pecha de “cidade das praias cuidadas”. Deputados citam Moema como responsável por “ações rápidas e eficazes, visando sempre uma melhor e mais digna qualidade de vida para a população”. Graças à gestão do PT, a cidade atraiu empresas com incentivos fiscaise grandes centros comerciais foram implantados. Uma Indústria limpa marca presença: Brinquedos, eletroeletrônicos, cosméticos, alimentos e construção civil. Tem até Polo de Brinquedos no Vida Nova.

É uma pena que a capital baiana não tenha tido ainda uma experiência de gestão participativa como foram as gestões do PT em Lauro de Freitas. Sobre a questão da segurança pública, o governo Jerônimo Rodrigues aposta em inteligência e articulação. Na capital, defendeu que “compartilhar dados e inteligência permite atuação mais eficiente”. Entregou videomonitoramento com reconhecimento facial, drones, viaturas e reforço nas polícias. Para Lauro de Freitas, o caminho é a Guarda Municipal em sintonia com o Estado, usando câmeras integradas e dados em tempo real – modelo já aplicado em Feira de Santana. Feira teve queda de 12,9% nas mortes violentas com investimento em segurança.

A rede municipal tem dezenas de unidades. Há oferta de creche em tempo integral na rede privada, mas a rede pública precisa avançar mais para atender mães que trabalham. Em Lauro de Freitas, 25.908 famílias recebem Bolsa Família, com repasse

de R$ 16,6 milhões. Na Bahia são 2,3 milhões de famílias beneficiárias. O Pé de Meia 2026 paga até R$ 1,2 mil para estudantes do ensino médio do CadÚnico, com parcela extra de R$ 200 pra quem fez Enem. É renda e permanência na escola. Na capital, são 125 mil crianças de 0 a 3 anos, só 51 mil vagas. 22 mil na fila e 52 mil nem pediram. De cada 10 mães, 6 não têm onde deixar os filhos. Em Lauro, a lista de creches municipais é extensa: Creche Maria Ferreira, C.M.E.I. Anísio Teixeira, Gal Costa, Marisa Letícia, Casulo Vovó Ana, entre outras. Mas a demanda cresce com a população, que saltou de 80 mil nos anos 90 para 220 mil hoje.

O governo Jerônimo Rodrigues aplicou R$ 34,1 bilhões na saúde de 2023 a 2025. São 12 hospitais novos, totalizando 94 unidades estaduais e 1.875 leitos. A Bahia tem 26 Policlínicas Regionais em funcionamento, cobrindo 28 regiões de saúde e 80,9% da população. Já são quase 6 milhões de atendimentos. Novas unidades estão em construção em Camaçari, Itapetinga, Feira, Seabra, Ipirá e Ibotirama.

Ah, sim: embora Lauro seja urbana, integra a RMS e acessa programas do estado para abastecimento, feiras e renda no campo, eixo forte da gestão Jerônimo.

Em suma: Lauro de Freitas deixou de ser distrito para ser cidade vibrante que atrai investimento e gente. Os problemas – creche, segurança, coleta, escola integral – não são exclusivos. São de cidade que cresce. A diferença agora é o investimento certeiro: hospitais regionais, policlínicas, segurança com tecnologia e programas sociais fortes. Com autonomia, planejamento e a parceria com o governo do estado, dá pra dizer: os próximos 10 anos poderão ser ainda muito melhores para o desenvolvimento socioeconômico dessa cidade cada vez mais encantadora.

DEYVID BACELAR é sindicalista licenciado, membro do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e pré-candidato a deputado federal

O movimento que pode salvar sua vida

MANOEL GOES , médico angiologista e cirurgião vascular (CRM 13792)

Vivemos em uma época em que a tecnologia nos conecta ao mundo inteiro, mas muitas vezes nos afasta do nosso próprio corpo. Passamos horas sentados diante de telas, adiando caminhadas, exercícios e cuidados básicos com a saúde. Enquanto isso, silenciosamente, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, depressão e diversos tipos de câncer continuam crescendo. O mais impressionante é que uma das ferramentas mais eficazes para combater esses problemas não está escondida em um laboratório e nem custa caro: ela está em nossos próprios passos. A atividade física, especialmente a aeróbica, continua sendo um dos remédios mais poderosos que a ciência já descobriu.

Talvez você pense que exercício é apenas uma questão de estética. Não é. Seu coração não sabe qual é o tamanho da sua roupa. Seu cérebro não se importa com o número que aparece na balança. O que eles precisam é de movimento. Quando você caminha, corre, pedala, dança ou nada, seu organismo inteiro entra em ação. O coração bombeia sangue com mais eficiência, os pulmões captam mais oxigênio, os músculos se fortalecem e o cérebro recebe substâncias que melhoram o humor e a capacidade cognitiva.

Os dados médicos são contundentes. Segundo o CDC (Centro de Documentação Clínica, local onde equipes médicas recorrem para resgatar o histórico de pacientes, solicitar prontuários e gerenciar dados para pesquisas científicas), pessoas fisicamente ativas vivem mais e apresentam menor risco de desenvolver doenças cardíacas, diabetes tipo 2, obesidade e alguns tipos de câncer. A instituição estima que uma quantidade adequada de atividade física poderia prevenir cerca de 1 em cada 10 mortes prematuras.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos realizem pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa. Isso equivale a pouco mais de 20 minutos por dia. Apenas vinte minutos. Muitas pessoas passam mais tempo do que isso rolando redes sociais sem perceber. E os benefícios começam rapidamente. Uma única sessão de atividade física moderada já pode reduzir a ansiedade, melhorar a qualidade do sono e ajudar no controle da pressão arterial. Com a prática regular, os resultados se acumulam: menor risco de infarto, AVC, diabetes, depressão, demência e diversos tipos de câncer. Mas existe algo ainda mais profundo do que os números. O exercício devolve autonomia. Ele permite que uma mãe tenha energia para brincar com os filhos. Que um avô consiga subir escadas sem sentir medo. Que uma pessoa de meia-idade continue viajando, trabalhando e aproveitando a vida sem limitações desnecessárias. Em outras palavras, atividade física

não acrescenta apenas anos à vida; ela acrescenta vida aos anos.

Muitas pessoas deixam de começar porque acreditam que precisam correr maratonas ou frequentar academias sofisticadas. Isso não é verdade. Uma caminhada rápida no bairro, uma pedalada no fim da tarde, uma dança na sala de casa ou uma corrida leve no parque já são formas valiosas de exercício aeróbico. O importante é criar consistência. A ciência mostra que até mesmo pequenos aumentos na atividade física geram benefícios mensuráveis para a saúde.

Para quem busca emagrecimento, o exercício aeróbico também é um aliado importante. Revisões científicas envolvendo milhares de participantes indicam que cerca de 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada podem produzir perdas significativas de peso, redução da gordura corporal e diminuição da circunferência abdominal quando associados a hábitos alimentares saudáveis.

Outro aspecto frequentemente ignorado é a saúde mental. Em um mundo marcado por ansiedade, estresse e depressão, o movimento funciona como um regulador natural do cérebro. Durante o exercício, o organismo libera substâncias relacionadas à sensação de bem-estar e reduz marcadores associados ao estresse. Pessoas fisicamente ativas apresentam menores índices de depressão e ansiedade e tendem a dormir melhor. Talvez o argumento mais emocionante seja este: o seu futuro está sendo construído agora. Cada caminhada que você faz hoje é um investimento na pessoa que você será daqui a dez, vinte ou trinta anos. O coração que bate dentro do seu peito neste momento é o mesmo que você precisará para abraçar quem ama, celebrar conquistas e viver momentos inesquecíveis no futuro. Nenhum médico pode prometer imortalidade. Nenhum tratamento pode eliminar todos os riscos da vida. Porém, existe um consenso científico sólido de que o sedentarismo aumenta significativamente a probabilidade de doenças e morte precoce, enquanto a atividade física regular reduz esses riscos de maneira expressiva. Por isso, não espere a segunda-feira, o próximo mês ou o próximo ano. Não espere o diagnóstico assustador e nem o susto no hospital. Comece com o que você consegue fazer hoje. Dez minutos de caminhada podem virar vinte. Vinte podem virar trinta. O importante não é a perfeição: é o movimento. Seu corpo foi feito para se mover. Seu coração foi feito para trabalhar. Sua vida merece a oportunidade de ser vivida com mais saúde, energia e liberdade. Cada passo conta. E talvez o próximo passo seja exatamente aquele que mudará o rumo da sua história.

A Clínica Clam e a clínica Manoel Goes, se preocupam com sua saúde e podem te ajudar a conseguir esse passo em direção a saúde física e mental.

ESPECIALIDADES Angiologia, Cardiologia, Cardiologia/Eco, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Clínica Geral, Dermatogia, Ecocardiografia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Geriatria, Ginecologia, Mastologia, Nutrição, Oftalmologia, Oncologia, Ortopedia (incluindo joelho, ombro e cotovelo), Otorrinolaringologia, Psicologia, Pediatria, Ultrassonografia, Urologia PARTICULAR E CONVÊNIOS lAMIL lASFEB lATITUDE lBRASIL SAUDE lBRADESCO TOP NACIONAL lCAPSAUDE lCAMED lCASSEB lUNIMED CENTRAL NACIONAL lEXMED lFACHESF lGAMA lGEAP lLIFE EMPRESARIAL lMEDSERVICE lPARATODOS lPETROBRAS lPLANASSISTE lPLANSERV lSAUDE CAIXA lSEGUROS UNIMED lSULAMERICA lTRT lUNAFISCO lUNIMED INTERCÂMBIO

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Guia Médico

JULHO VERDE:

mês de conscientização

do

câncer de cabeça e pescoço

Rouquidão persistente ou alteração da voz, feridas na boca que não cicatrizam, dificuldade para engolir, sangramento na boca ou pelo nariz, dor de garganta, perda de peso, aumento dos gânglios linfáticos ou nódulos no pescoço. Todos esses sintomas quando duram mais de 15 a 20 dias podem ser um sinal de alerta para o câncer de cabeça e pescoço. O Julho Verde é o mês de conscientização mundial sobre a doença, que deve registrar 42.150 novos diagnósticos em 2026 no Brasil, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer. Na Bahia, a previsão é de 2.750 novos casos neste ano. “Ao notar um ou mais desses sintomas, de forma persistente, o indivíduo precisa buscar ajuda médica para fazer uma investigação imediata. Não significa que a pessoa tenha um câncer ou outra doença grave, mas a presença de sintomas deve ser cuidadosamente avaliada”, esclarece o oncologista Eduardo Moraes.

Segundo o Inca, cerca de 80% dos casos de câncer de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágios avançados. "Infelizmente, muitos sintomas, como dor de garganta, rouquidão e feridas na boca, costumam ser confundidos com problemas benignos, como resfriados, infecções virais e aftas, e, muitas vezes, negligenciados, levando ao diagnóstico tardio de neoplasias", afirma o oncologista Daniel Brito.

“A doença pode ter 90% de possibilidade de cura quando detectada e tradada precocemente, por isso é fundamental dar atenção aos sintomas persistentes. A detecção precoce e o tratamento adequado salvam

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vidas", reforça a oncologista Larissa Moura.

A doença atinge, principalmente, a boca (céu da boca, língua e gengiva), a faringe (garganta), a laringe (cordas vocais), os seios da face, a cavidade nasal ou a glândula ti reoide. Nas mulheres, o tumor mais frequente na região é o de tireoide e, nos homens, o câncer de boca, laringe e faringe.

“Campanhas como o Julho Verde são essenciais para combater a desinformação, responsável por esse cenário de diagnóstico tardio de uma doença que em grande parte dos casos poderia ser evitada, pois possui fatores de risco evitáveis ou modificáveis", destaca Eduardo Moraes.

Fatores de risco O tabagismo, as infecções por HPV e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas estão entre os principais fatores de risco para o surgimento da doença. Fumantes têm cinco vezes mais chance de desenvolver a doença. Quando o tabagismo e o consumo de álcool são hábitos combinados, o risco é aumentado em dez vezes. Outros fatores como má higiene bucal, fatores genéticos, hábitos alimentares, traumas crônicos causados por próteses dentárias mal adaptadas e a exposição excessiva ao sol sem proteção labial também podem desencadear tumores de cabeça e pescoço. A infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano), transmitido via sexo oral sem proteção, tem sido um dos principais responsáveis pelo câncer das amígdalas.

Não fumar, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, fazer visitas regulares ao dentista, usar preservativo nas relações

sexuais, usar protetor solar, cuidar da higiene bucal e ter uma alimentação saudável são hábitos importantes para reduzir os riscos de desenvolvimento da doença.

A vacina HPV, recomendada para meninas e meninos de 9 a 14 anos e disponível gratuitamente no SUS, também é fundamental para prevenção.

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 PARCERIA Um dos edifícios mais simbólicos da história de Salvador inicia um novo capítulo. O Palácio Rio Branco, na Praça Tomé de Sousa, após obras de restauro e requalificação, dará lugar a um empreendimento hoteleiro de alto padrão que promete reposicionar o Centro Histórico no cenário do turismo de luxo internacional. O projeto conta com a participação do Grupo André Guimarães como parceiro construtor, investidor e coordenador técnico da iniciativa idealizada pela Mata Holding, do empresário francês Alexandre Allard, responsável pelo projeto Cidade Matarazzo, em São Paulo. Com investimento estimado em R$ 250 milhões, a proposta prevê a preservação das características históricas do imóvel, considerado a primeira sede do Governo-Geral do Brasil, aliando patrimônio, arquitetura, hospitalidade e revitalização urbana. A expectativa é que o empreendimento impulsione a economia local, fortaleça o turismo de alto padrão e gere milhares de empregos ao longo das etapas de obra e operação, consolidando mais um marco para a transformação do Centro Histórico de Salvador.

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Da pequena Frecheirinha, cidade com pouco mais de 15 mil habitantes, no Noroeste do Ceará, vem o exemplo da inspiradora iniciativa praticada por Vicente da Silva Façanha (conhecido como Vicente Railander), dono de uma lan house (Railander Games). No seu acanhado estabelecimento comercial ele desenvolve um projeto social batizado de "vale-games" focado na educação e no incentivo aos estudos: crianças e jovens do bairro que levam o material escolar e comprovem que fizeram o dever de casa ganham tempo de videogame de graça. O gesto afasta os jovens das ruas, incentiva o rendimento escolar e promove um ambiente seguro.O projeto se mantém vivo graças a doações de pessoas de todo o Brasil e até do exterior, que ajudam a custear os equipamentos e lanches oferecidos aos estudantes. Diariamente crianças formam fila na porta, caderno na mão, aguardando a "conferência" de Vicente, que verifica uma a uma as atividades escolares. O gesto, simples e grandioso, é um exemplo de como pequenas ações podem fazer grande diferença na vida de muitas famílias.

Vivas e aplausos para seu Vicente.

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QUANDO O PET VIRA PONTE:

Como animais ajudam idosos a se reconectarem com

o mundo

Em um Brasil que envelhece rapidamente e registra aumento no número de idosos vivendo sozinhos, os animais de estimação têm assumido um papel que vai além do afeto: tornam-se aliados na saúde mental e na reconexão social. Segundo a psicóloga Danny Silva, cães e gatos ajudam a reduzir o isolamento, estimulam a rotina e favorecem a retomada gradual do convívio social.

Dados do IBGE apontam crescimento significativo no número de idosos que moram sozinhos na última década – cenário associado ao avanço de quadros de solidão, depressão e ansiedade. Nesse contexto, especialistas destacam os pets como importantes mediadores emocionais e sociais.

Quando o pet vira elo com o mundo Para além da companhia dentro de casa, os animais atuam como mediadores emocionais. “O pet cria motivos legítimos para o idoso sair, circular, interagir e ser visto”, explica a profissional. Atividades simples, como passeios, idas ao veterinário ou encontros casuais com outros tutores, passam a funcionar como portas de entrada para o contato social. Nesses momentos, o animal assume o protagonismo da interação. “Muitas vezes, a conversa começa pelo pet, não pelo idoso. Isso reduz a sensação de exposição e o medo do julgamento, comuns nessa fase da vida”, destaca a psicóloga.

Reconstrução de identidade e pertencimento O vínculo com o animal também impacta a forma como o idoso se percebe no mundo. Ao assumir o papel de cuidador, ele resgata sentimentos de utilidade, responsabilidade e pertencimento. “Cuidar de um pet reforça a percepção de que ainda se é necessário para alguém. Esse sentimento tem efeito direto na autoestima e na saúde emocional”, afirma Danny.

O vínculo como primeiro passo para recomeçar Diferente das relações humanas, que podem exigir esforço emocional imediato, o vínculo com o animal acontece de forma gradual e sem cobranças – o que é especialmente relevante para idosos que enfrentaram perdas, como viuvez ou afastamento familiar. “O pet não exige explicações, não apressa processos e não abandona.

Ele oferece presença constante, ajudando o idoso a reconstruir a confiança nas relações”, explica.

Nem sempre é a melhor escolha: atenção aos limites Apesar dos benefícios, a especialista alerta que a decisão de ter um animal deve ser consciente. “Nem todo idoso tem condições físicas, emocionais ou financeiras para cuidar de um pet. É fundamental avaliar cada realidade e considerar alternativas, como visitas assistidas, animais compartilhados ou terapias mediadas por pets”, orienta.

Um debate que vai além do afeto Em um cenário de envelhecimento populacional e solidão crescente, compreender o papel dos animais como mediadores sociais amplia o debate sobre saúde mental na terceira idade. Mais do que companhia, os pets podem representar o primeiro passo para que muitos idosos voltem a se sentir parte do mundo.

Mesas, cadeiras, toalhas, pratos, talheres, copos, pranchões, caixas térmicas, rechauds, etc.

jucafestas@hotmail.com.br cabanadojuquinha@ig.com.br

quem faz é você, mas sempre

Prefeitura lança SEMOB Digital e amplia acesso a serviços online

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB), órgão da Prefeitura de Lauro de Freitas, disponibiliza um novo canal de atendimento: o SEMOB Digital, plataforma de serviços online que tem como objetivo ampliar o acesso da população aos serviços da pasta, reduzindo o tempo de espera e facilitando o atendimento aos cidadãos.

Nesta primeira etapa, o SEMOB Digital passa a disponibilizar, por meio do endereço https://semobdigital.laurodefreitas.ba.gov.br/ serviços como solicitação de Credencial de Estacionamento para idosos pessoas com deficiência (PcD); registro de acidentes de trânsito sem vítimas; comunicação de veículos abandonados em via pública, animais soltos na pista e semáforos com defeito; além de um canal para sugestões e reclamações. A plataforma também permite a emissão de segunda via de documentos, como notificações, multas, credenciais e alvarás. Os munícipes ainda podem solicitar informações, esclarecer dúvidas e acessar diversos serviços de forma rápida e acessível, sem a necessidade de comparecimento presencial ao órgão. Destaca-se que, nesta primeira fase, apenas o serviço de Passe Livre Municipal permanecerá com atendimento presencial, em razão da necessidade de realização do recadastramento e da biometria dos requerentes. Após essa etapa, todo o processo passará a ser realizado de forma online. Além disso, todas as demandas registradas na plataforma geram atualizações automáticas por WhatsApp, e-mail e portal web. Com o apoio da Inteligência Artificial (IA), os gestores terão acesso a painéis e alertas em tempo real, permitindo decisões mais rápidas e contribuindo para a redução da burocracia.

"A população passa a ter acesso a diversos serviços de forma mais rápida e prática, sem enfrentar filas ou precisar se deslocar para resolver demandas simples. Esse é um importante passo para tornar a gestão pública mais eficiente, acessível e conectada com as necessidades dos cidadãos de Lauro de Freitas" - Débora Regis

OMotoqueiro, respeite o trânsito

WALDECK ORNÉLAS é especialista em planejamento urbano-regional. Autor de “Cidades e Municípios: Gestão e Planejamento”.

mês é maio, a cor é amarela, o movimento é internacional, o objetivo é a conscientização, para reduzir os acidentes e mortes no trânsito, e o Detran, em seu outdoor conclama: Respeite o Motociclista! Não é o que se vê nas ruas. Claro que existem os motociclistas clássicos e tradicionais, mas o que predomina hoje é uma subcategoria deseducada que anda de moto: os motoqueiros. Enquanto “motociclista” denota formalidade e respeito às normas, “motoqueiro” é popularmente usado de forma pejorativa para condutores imprudentes. É como uso aqui.

do maio amarelo – ocorreram em Salvador 795 acidentes com motos, com 29 mortes.

Em 2025 foram 3.245 acidentes, com 88 vítimas fatais. Projetando-se o balanço trimestral, o número será bem superior em 2026. É indispensável que esta tendência seja contida. Mas não se conseguirá êxito sem a mudança de atitude dos motoqueiros.

No trânsito, uma moto é igual a um carro, no sentido de que está sujeita às mesmas normas

No trânsito, uma moto é igual a um carro, no sentido de que está sujeita às mesmas normas. Na prática, as motos tornaram-se mísseis desgovernados que percorrem o trânsito das cidades brasileiras tocando o terror. Existem várias espécies: a dos entregadores (transporte de produtos), a dos mototáxis (transporte de passageiros), a dos que utilizam a moto como meio de transporte casa-trabalho, entre outras.

"É a realização de um sonho. Assim que cheguei na gestão, percebi a dificuldade que o cidadão tinha para ser atendido na SEMOB e o tempo demasiado que levava para ter seu pleito resolvido, além da falta de informação, que era geral. Hoje, estamos proporcionando mais comodidade, agilidade e menos deslocamentos para que a população tenha acesso aos serviços municipais”, secretário Dilmar Sacramento.

LINK: https://semobdigital. laurodefreitas.ba.gov.br/

Apitam, avisando que vão atacar, como se os condutores de automóvel tivessem que dirigir de costas, preocupados com quem vem de trás.

A situação é crítica. O número de acidentes é crescente. Salvador, há poucos anos, atendia aos parâmetros internacionais e se tornara referência para o Ministério da Saúde e a Organização Panamericana de Saúde (Opas). Perdeu, no entanto, esta credencial, graças às motos.

De janeiro a março deste ano, registraram-se 84 sinistros com moto na av. Paralela, uma via expressa com cinco faixas de tráfego. Seguem-lhe, a Av. ACM, com 37 ocorrências e a Av. Tancredo Neves, com 29. No total, entre janeiro e março de 2026 – antes

Para começo de conversa, é indispensável que os motoqueiros utilizem os equipamentos de proteção, respeitem a luz vermelha nos semáforos, obedeçam ao limite de velocidade das vias públicas e não circulem pela contramão.

Com a tecnologia hoje disponível, é possível à Transalvador fazer a fiscalização eletrônica e adotar as medidas punitivas necessárias e inadiáveis.

No passado, as faixas de tráfego nas grandes avenidas chegavam a ter 3,5m de largura (padrão rodoviário). Hoje estão sendo reduzidas a 2,5m, o que praticamente impede a ultrapassagem. Mas não é o que ocorre. Os motoqueiros ultrapassam, e pelos dois lados. Recentemente, foi criada a faixa azul, exclusiva para as motos. Mas não é uma solução que possa ser aplicada a todas as vias urbanas pré-existentes. Convém que os novos projetos a contemple, para as vias coletoras, arteriais e expressas. Muitas vezes a moto entra em cena como substituta do carro, ou como reflexo da insuficiência ou inadequação do transporte público, o que também incrementa o uso dos automóveis, não apenas das motos. Fato é que a moto tornou-se veículo presente e com participação significativa no fluxo de trânsito de nossas cidades. É preciso domá-las. Espera-se que, no maio amarelo do próximo ano o Detran ajuste o foco de sua campanha e convoque: Motoqueiro, respeite o trânsito!

Espaço do Leitor

MAUS CIDADÃOS Beira o inimaginável a desfaçatez de alguns moradores de Vilas do Atlântico que insistem em contribuir com a degradação do lugar onde vivemos. A foto registra o descarte de entulho de obras nas margens do rio Sapato, em frente ao Villas Tênis Club. Depois reclamam da sujeira no bairro, da limpeza pública. Não olham para suas atitudes. Péssimo exemplo de cidadania.

Semana do Meio Ambiente

O mês de junho é dedicado ao meio ambiente, e continuamos a não ter muito o que comemorar em Lauro de Freitas. Não temos ciclovia ou qualquer outro tipo de via para minimizar o transporte dos munícipes por motores a combustão (carros e ônibus) que poluem nossa atmosfera. Não temos coleta seletiva de lixo que minimizaria o impacto de resíduos sólidos (principalmente plásticos) que são jogados nas vias públicas, beira de rios, lotes vagos ou levados para o aterro, inviabilizando qualquer tipo de reutilização. Sem falar da poluição hídrica, principalmente dos nossos rios urbanos. Basta dizer que não temos ainda sistema de tratamento de nosso esgoto sanitário, em pleno século 21, e isso acarreta que praticamente todos

os nossos rios urbanos são esgotos a céu aberto. Esse é sem dúvida o maior problema ambiental do Brasil, porque essa poluição ocorre onde vivemos, onde moramos, onde criamos nossos filhos. Provavelmente o único rio urbano com vida (ainda) em Salvador e toda região Metropolitana seja o rio Sapato. O que estamos esperando para vê-lo como um esgoto a céu aberto, como os demais rios urbanos? Seremos cúmplices de mais esse crime? Até quando?

Tenho certeza que todas as associações de bairro da zona costeira (Ipitanga, Vilas do Atlântico, Miragem e Buraquinho) , por onde o rio Sapato passa, solicitam da Prefeitura de Lauro de Freitas ações efetivas e urgentes visando manter o rio vivo.

SALVA- Sociedade Amigos do Loteamento Vilas do Atlântico.

Tábua das Marés l Julho e Agosto de 2026

1º/7 - Quarta-feira

4h36 Alta 2,27m

10h51 Baixa 0,36m

17h08 Alta 2,20m

23h01 Baixa 0,56m

2/7 - Quinta-feira

5h10 Alta 2,29m

11h25 Baixa 0,38m

17h46 Alta 2,20m

23h36 Baixa 0,60m

3/7 - Sexta-feira

5h51 Alta 2,29m

12h01 Baixa 0,42m

18h17 .. Alta ....2,18m

4/7 - Sábado

0h12 Baixa 0,66m

6h27 .... Alta ....2,26m

12h38 Baixa 0,48m

18h59 Alta 2,13m

5/7 - Domingo

0h51 Baixa 0,72m

7h10 Alta 2,21

13h17 Baixa 0,55m

19h42 Alta 2,07m

6/7 - Segunda-feira

1h38 Baixa 0,77m

7h59 Alta 2,15m

14h04 Baixa 0,62m

20h31 Alta 2,00m

7/7 - Terça-feira

2h32 Baixa 0,81m

8h53 Alta 2,08m

15h01 Baixa 0,69m

21h32 Alta 1,95m

8/7 - Quarta-feira

3h38 Baixa 0,82m

9h57 Alta 2,03m

16h06 Baixa 0,73m

22h42 .. Alta ....1,94m

9/7 - Quinta-feira

4h51 Baixa 0,77m

11h04 .. Alta ....2,01m

17h25 Baixa 0,72m

23h51 Alta 1,98m

10/7 - Sexta-feira

6h04 Baixa 0,65m

12h19 Alta 2,06m

18h44 Baixa 0,66m

11/7 - Sábado

0h57 Alta 2,07m

7h14 Baixa 0,49m

13h31 Alta 2,15m

19h49 Baixa 0,55m

12/7 - Domingo

1h57 Alta 2,19m

8h16 Baixa 0,31m

14h36 Alta 2,27m

20h46 Baixa 0,45m

13/7 - Segunda-feira

2h51 Alta 2,32m

9h12 Baixa 0,15m

15h31 Alta 2,38m

21h36 .. Baixa..0,37m 14/7 - Terça-feira

3h44 Alta 2,43m 10h04 Baixa 0,04m 16h21 Alta 2,44m 22h19 Baixa 0,33m 15/7 - Quarta-feira 4h31 Alta 2,51m 10h53 Baixa 0,00m 17h06 Alta 2,46m 23h02 Baixa 0,34m 16/7 - Quinta-feira 5h17 Alta 2,54m 11h36 Baixa 0,04m 17h51 Alta 2,41m 23h44 Baixa 0,39m 17/7 - Sexta-feira

6h02 Alta 2,51m

12h16 Baixa 0,15m

18h29 Alta 2,31m

18/7 - Sábado

0h19 Baixa 0,48m

6h46 Alta 2,42m

12h57 Baixa 0,32m 19h06 Alta 2,19m

19/7 - Domingo

0h59 Baixa 0,59m 7h25 Alta 2,28m

13h32 .. Baixa..0,51m 19h47 Alta 2,04m

20/7 - Segunda-feira

1h38 .... Baixa..0,71m 8h10 Alta 2,11m 14h10 Baixa 0,69m

20h32 Alta 1,90m

21/7 - Terça-feira

2h23 Baixa 0,83m 9h04 Alta 1,93m

15h01 Baixa 0,86m

21h31 Alta 1,79m

22/7 - Quarta-feira

3h27 Baixa 0,92m 10h10 Alta 1,78m

16h10 Baixa 0,97m

22h46 Alta 1,74m

23/7 - Quinta-feira

4h57 Baixa 0,94m

11h36 Alta 1,72m

17h46 Baixa 0,98m

24/7 - Sexta-feira

0h01 Alta 1,77m

6h23 Baixa 0,86m

12h53 Alta 1,76m

18h59 Baixa 0,89m

25/7 - Sábado 1h02 Alta 1,86m

7h23 Baixa 0,72m

13h53 Alta 1,86m 19h49 Baixa 0,77m

26/7 - Domingo 1h53 Alta 1,97m 8h08 Baixa 0,58m 14h36 Alta 1,97m

20h25 Baixa 0,65m

27/7 - Segunda-feira

2h32 Alta 2,08m 8h49 Baixa 0,45m 15h12 Alta 2,07m

21h02 Baixa 0,55m

28/7 - Terça-feira

3h08 Alta 2,18m

9h23 .... Baixa..0,34m 15h49 Alta 2,16m 21h38 Baixa 0,46m

29/7 - Quarta-feira

3h46 Alta 2,28m 9h59 Baixa 0,26m 16h17 .. Alta ....2,24m 22h08 Baixa 0,41m 30/7 - Quinta-feira

4h17 Alta 2,35m 10h32 Baixa 0,21m 16h53 Alta 2,29m 22h46 Baixa 0,38m 31/7 - Sexta-feira 4h55 Alta 2,40m 11h06 Baixa 0,20m 17h21 Alta 2,31m 23h16 Baixa 0,39m

1º/8 - Sábado 5h27 Alta 2,41m 11h40 Baixa 0,23m

17h55 Alta 2,29m

23h49 Baixa 0,43m 2/8 - Domingo 6h04 Alta 2,38m

12H12 Baixa 0,29M

18h29 Alta 2,23m

3/8 - Segunda-feira

0h23 Baixa 0,49M

6H44 Alta 2,30m

12h49 Baixa 0,38m

19h04 .. Alta ....2,14m

4/8 - Terça-feira

1h02 Baixa 0,57m

7h25 .... Alta ....2,19m

13h27 Baixa 0,50m 19h51 Alta 2,02m

5/8 - Quarta-feira

1h51 Baixa 0,66m

8h16 Alta 2,05m

14h16 Baixa 0,65m 20h47 Alta 1,90m

6/8 - Quinta-feira

2h57 Baixa 0,75m 9h23 Alta 1,92m 15h25 Baixa 0,79m 22h02 Alta 1,82m 7/8 - Sexta-feira 4h25 Baixa 0,77m 10h49 Alta 1,85m 17h06 Baixa 0,85m 23h31 Alta 1,84m

8/8 - Sábado

6h01 Baixa 0,67m 12h16 Alta 1,90m

18h46 Baixa 0,76m 9/8 - Domingo 0h51 Alta 1,96m

7h16 Baixa 0,47m

13h34 .. Alta ....2,05m

19h51 Baixa 0,60m 10/8 - Segunda-feira

1h53 .... Alta ....2,14m

8h16 Baixa 0,25m

14h32 Alta 2,22m

20h42 .. Baixa..0,44m

Publicação mensal de propriedade da EDITAR - Editora Accioli Ramos Ltda. Av. Praia de Pajussara, 294, Station Coworking, Vilas do Atlântico, Lauro de Freitas. Bahia. CEP 42708-720. Tel.:/Whatsapp: 71 9 8899-2439. Diretor-Editor: Carlos Accioli Ramos (diretoria@vilasmagazine.com.br). Diretora: Tânia Gazineo Accioli Ramos. Gerente de Negócios: Álvaro Accioli Ramos (comercial@vilasmagazine.com. br). Gerente de Produção e Distribuição: Thiago Accioli Ramos. Financeiro: Miriã Morais Gazineo (financeiro@vilasmagazine.com.br). T ratamento de imagens e CTP: Joao Wenceslau de Lima Neto/SP. Redação: Thiara Reges (jornalista freelancer). Colaboradores: Hendrik Aquino, Paulo Maneira, Cláudia Correia, Márcio Wesley. Tiragem desta edição: 15 mil exemplares Impressão: OESP Gráfica (SP).

Fonte: Banco Nacional de Dados Oceanográficos da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha
AGOSTO

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Vilas Magazine | Ed 330 | Julho de 2026 | 15 mil exemplares by Vilas Magazine - Issuu