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Revista GBC Brasil #7

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GBC G R E E N

REVISTA

B U I L D I N G

C O U N C I L

BRASIL

C O N S T RU I N D O U M F U T U RO S U S T E N TÁV E L

ANO 3 / Nº7 / 2016

HOSPITAL OSWALDO CRUZ CENTRO DE REFERÊNCIA EM SAÚDE NA AMÉRICA LATINA RECEBE LEED NC GOLD COP 21: os compromissos do GBC Brasil para o futuro do planeta IPTU Verde concederá descontos de até 12% em São Paulo Certificação WELL prioriza a saúde e bem estar dos ocupantes

DOSSIÊ ESPECIAL HOSPITAIS E LABORATÓRIOS: INOVAÇÃO E BEM ESTAR VIBEDITORA


índice

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ANO 3 / Nº7 / 2016

EDITORIAL...................................................> 3 COLUNA GBC..............................................> 6

GREEN PAGES

SIEGBERT ZANETTINI.....................> 8

PROJETO DESTAQUE...........................> 16

TENDÊNCIAS 2016......................................> 24 CERTIFICAÇÃO WELL.................................> 28

ESPECIAL

HOSPITAIS & LABORATÓRIOS

INTRODUÇÃO.............................................................>

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PROJETOS EM DESTAQUE...............................> 40 EVENTO GBC BRASIL + SINDUSCON/PE SUSTECONS 2015.......................................> 58 COP 21.........................................................> 64 POLÍTICAS PÚBLICAS..................................> 68 SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS........................> 70 ARTIGOS DE OPINIÃO................................> 74 AGENDA GBC JAN/FEV 2016.....................> 78

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inovação

GREEN PAGES

Arq. Siegbert Zanettini ©Divulgação Zanettini

ENTREVISTA

Siegbert Zanettini é Arquiteto Urbanista e Professor Titular pela FAU-USP desde 1959. Arquiteto Diretor Responsável Técnico, Coordenador Geral da Zanettini Arquitetura, possui mais de 53 anos de atuação profissional, sua obra inclui 1.200 projetos realizados em mais de 5 milhões de metros quadrados, além de quatro décadas de vida dedicadas ao conhecimento acadêmico. Considerado um dos maiores especialistas em projetos hospitalares, condição atestada por inúmeras Referências, Títulos e Prêmios. Além disso, possui reconhecimento público como o maior especialista em edificações com estrutura metálica do País e também é referência nacional nas áreas de Eco-eficiência e Sustentabilidade pelo pioneirismo da área, também representada pelo reconhecimento de diversos Órgãos, Universidades e Sindicato da Construção Civil.

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inovação

A arquitetura contemporânea e pluridimensional de Zanettini e a integração entre razão e sensibilidade e suas correlações com as edificações de saúde

Como o Sr. define a sustentabilidade hospitalar no âmbito da arquitetura? Siegbert Zanettini: A sustentabilidade não é somente a questão ambiental e econômica, ela também tem todo um envolvimento com o ser humano. No caso do hospital, você esta melhorando as condições de vida de quem o está utilizando, preservando a vida humana, e contribuindo para que esse conjunto funcione bem. Isso para mim é sustentabilidade. A arquitetura que venho praticando pelo menos há cinco décadas, superou há muito tempo a condição unidimensional da arquitetura moderna. É contemporânea e pluridimensional ao superar a visão moderna integrando a razão científica à sensibilidade artística. A arquitetura contemporânea, que pratico há quatro décadas, se identifica pela luz, transparência, leveza, evolução tecnológica e por se construir sobre conceitos: concepção multidisciplinar com visões holística e sistêmica; superação de paradigmas conceituais e construtivos da moda adequando-se à cultura de cada época; domínio integral das tecnologias limpas; inovação e utilização evolutiva do conhecimento de base científica; a importância do projeto na explicitação da noção de qualidade e a questão ambiental como parte estrutural do repertório arquitetônico. Esses predicados que integram esse conjunto de conceitos não diferencia arquitetura hospitalar das demais, é a arquitetura sem adjetivos. A arquitetura hospitalar tem suas peculiaridades, é preciso entender que nisso ela é específica, mas nas citadas conceituações ela tem que servir ao homem em todas as suas necessidades e condições, ou seja, como o edifício vai ser ocupado, de que maneira se garante

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uma ambiência correta e harmônica entre quem usa e o próprio espaço. O principal referencial da arquitetura é o homem. O que é necessário para o desenvolvimento de um bom projeto hospitalar? Quais são as dificuldades que podem ser encontradas durante o desenvolvimento de um hospital e outras edificações de saúde? SZ: Umas das questões mais importantes em um hospital são o zoneamento e a setorização funcional, bem como os fluxos. A setorização é importantíssima, pois determinada a localização adequada das áreas, colocando-as em local estratégico, tais como, áreas de PS (Pronto Socorro), PA (Pronto Atendimento) e ambulatórios para que não conflitem com as demais áreas internas do hospital. É igualmente importante o bloqueio de acesso às áreas restritas, como centros cirúrgico e obstétrico, UTI, berçário, setor de imagens, vestiário médico e enfermagem. Setorização correta das áreas de serviços como cozinha, lavanderia, centro de materiais; condicionamento separado de roupa limpa e suja, que podem estar contaminadas e precisam ser acondicionadas e posteriormente levadas até seu tratamento; o lixo hospitalar também não pode ser recolhido com o lixo comum devido ao alto nível de resíduos contaminados ou radioativos, precisam ser devidamente separados; a separação dos elevadores de cargas, utilizados pelos pacientes, equipe médica e visitantes também são soluções desejáveis afim de evitar infecção cruzada. Isso ocorre, quando o projeto tem seus fluxos mal resolvidos, onde o resíduo infectado acaba levando infecção para áreas limpas.

Devido à complexidade dos processos construtivos hospitalares, faz-se necessário um corpo de profissionais multidisciplinar que atenda às diversas demandas necessárias dentro do processo. Na opinião do senhor, como está o mercado atual de capacitação de profissionais qualificados especificamente para construções sustentáveis no setor de saúde? O que se deve fazer para melhorar a qualificação destes profissionais? SZ: A arquitetura depende de uma série de especialidades onde confluem as ciências humanas, biológicas, ambientais, econômicas e exatas. Todas essas ciências estruturadas podem influir na arquitetura, às vezes diretamente como é o caso das ciências ambientais, ou indiretamente, mas sempre apoiada em bases científica para atender sua evolução constante. Esse trabalho multidisciplinar é importante para que a obra consiga expressar suas qualidades, que não é somente estética, mas também funcional. Atender às necessidades, ser eficiente, econômica, ter durabilidade, e uma série de atributos que são tão importantes quanto à forma arquitetônica. Essas visões holística e sistêmica, são a base da arquitetura que se completa com outras áreas do conhecimento. Na maioria das escolas permanece a visão moderna da arquitetura. Ficam nesse limite conceitual e que resulta numa formação profissional superada. De um modo geral, as130 escolas que existem no país formam um profissional com um universo restrito. Ele vai ter que aprender que uma formação plena vai além do trabalho profissional. Elas não ensinam o estudante a pensar dessa forma globalizante.

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tendências

Tendências2016

©CTE

O Brasil tem enfrentado diversos problemas relacionados às crises hídrica e energética, mesmo com um alto potencial e recursos para o desenvolvimento de fontes de energias renováveis. Além disso, temos acompanhado a evolução do desmatamento, da poluição e o crescimento das emissões de gases de efeito estufa. Por outro lado, a construção sustentável tem avançado significativamente nos últimos 10 anos, sendo crescente o número de empreendimentos certificados e o engajamento das organizações e empresas brasileiras do setor da construção civil tem sido de extrema importância para estes avanços. Em meio a esse cenário nacional, diversos especialistas falam sobre as suas expectativas para 2016.

O Brasil tem avançado de maneira significativa nas questões de sustentabilidade dentro da construção civil nos últimos dez anos, ocupando hoje uma posição de destaque entre os principais países em número de projetos certificados no mundo. Neste período tivemos fortes avanços no desenvolvimento de projetos, materiais e tecnologias sustentáveis e na execução de obras atendendo às diretrizes da construção sustentável. O portfolio de empreendimentos gerados e os nossos canteiros de obras não devem nada aos de países desenvolvidos. Porém, mesmo com estes significativos avanços, o mercado ainda não foi capaz de formar profissionais qualificados para a gestão do uso e operação das tecnologias de ponta empregadas nestes empreendimentos certificados. Desta forma, o que ocorre hoje é que muitos dos empreendimentos que foram certificados, não estão tendo o desempenho previsto no momento de sua concepção, gerando o que conhecemos por desperdício tecnológico. Com os crescentes aumentos nas tarifas de água e energia praticados recentemente, e ainda previstos para os próximos anos, é fundamental que a operação destas edificações seja ajustada para que estes edifícios possam ter um desempenho sustentável ao longo da sua vida útil, oferecendo assim todos os benefícios das tecnologias neles implantadas. Além da necessidade desse avanço na operação sustentável dos empreendimentos, creio que nos próximos anos, a sustentabilidade na construção do Brasil vai consolidar as conquistas obtidas em projetos e canteiros de obras e ampliar o escopo da sustentabilidade para os demais elos da cadeia produtiva, envolvendo a fabricação de materiais, o desenvolvimento da inovação de produtos, a logística reversa, a economia circular, a responsabilidade social e uma forte campanha de educação dos consumidores e da sociedade, ressaltando os benefícios econômicos, ambientais e sociais da sustentabilidade.

Roberto de Souza Diretor Presidente do CTE

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tendências

©Divulgação

A Construção Civil tem, em seus diversos setores, se aproximado cada vez mais da Sustentabilidade, através de soluções e novas tecnologias que buscam reduzir impactos ao ambiente. A atenção e os esforços em relação à eficiência no uso da água e da eletricidade só devem aumentar, diante das condições de crescimento populacional das grandes cidades, das adversidades climáticas, da disponibilidade, acesso e custos destes insumos. Com isso, espera-se que o emprego de soluções eficientes, tanto em novos edifícios como em edifícios que estejam em reforma, seja intensificado em 2016 e nos próximos anos. Mas certamente o caminho para uma Construção Civil de fato Sustentável ainda é longo. Temos ainda adaptado muitas soluções, tornando-as menos impactantes, mas devemos intensificar o emprego da inovação no desenvolvimento de novas tecnologias, para que sejam eficazes e não somente mitigadoras ou de menor impacto. Além disso, é de suma importância que a especificação e compra destas tecnologias e soluções sustentáveis seja realizada com olhar sistêmico, avaliando efetividade e não somente custo.

Eng. MSc. Osvaldo Barbosa de Oliveira Junior Coordenador da Engenharia de Aplicação da Deca

©Divulgação

O mercado de construção sustentável vai continuar se expandindo em 2016 apesar da redução da velocidade da economia, pois ele faz sentido e as empresas terão que buscar economias em seu custo de operar. Como sabemos 50% da energia elétrica produzida no Brasil é destinado as edificações e os sistemas de ar condicionado representa de 60 a 70% do consumo de energia de um edifício. Com a tecnologia disponível hoje em termos de equipamentos, sistemas e controles podemos reduzir o consumo dos sistemas de ar condicionado em 40 a 50% e dessa forma buscar uma redução significativa no consumo de energia tem que passar pelo sistema de ar condicionado. A busca por eficiência será ampliada face a redução na economia e as empresas terão que reduzir seus custos para operar de forma mais eficiente A redução no consumo de energia normalmente também reduz o consumo de agua e ambas são muito importante.

Manoel Gameiro Vice Presidente de Eficiência Energética da ABRAVA

©Divulgação Sinduscon-PE

A sustentabilidade, em qualquer setor produtivo, tem a tendência natural de se estabelecer, seja nas pequenas ou grandes empresas, em qualquer lugar do mundo. Na construção civil isto não é diferente. As construções sustentáveis estão relacionadas à eficiência nos processos, aumento de produtividade, ou seja, é construir mais com menos. É fundamental a redução dos custos da empresa, visto que estamos em mercado cada vez mais competitivo. Além disto, temos observado, felizmente, a formação de um consumidor cada vez mais consciente de suas escolhas, e que prioriza a compra de produtos com viés de sustentabilidade, mesmo que por vezes paguem um pouco mais por isto. Não é mais viável para as sociedades, do ponto de vista da preservação e disponibilidade dos recursos naturais, manter os altos níveis de exploração de matéria-prima e de desperdício. Vejo o mercado da construção civil dar um passo importante em toda a sua história, em busca da sustentabilidade no setor. Além da redução de custos, as construções sustentáveis estão associadas ao uso racional da água potável, eficiência energética, gestão correta dos resíduos, qualidade de vida para quem trabalha ou reside nestas edificações. O mercado de construções sustentáveis já é uma realidade. Terá vantagens aqueles que assim fizerem e derem o passo à frente.

Serapião Bispo Ferreira Neto Diretor de Ciência e Tecnologia do Sinduscon/PE Coordenador do Movimento Vida Sustentável –MVS

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DOSSIÊ TIPOLOGIAS

DOSSIÊ ESPECIAL HOSPITAIS E LABORATÓRIOS

SAÚDE NA CONSTRUÇÃO COM LEED HEALTHCARE

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©Vítor Brandão ©Vítor Barão

DOSSIÊ TIPOLOGIAS

Certificação LEED exclusiva para edifícios na área de saúde mostra que é possível atingir resultados significativos frente às complexidades inerentes ao setor

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tendência por qualidade, conforto e sustentabilidade está cada vez mais forte nas edificações de saúde, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Hospitais, laboratórios, centro de diagnósticos se tornam alvos importantes na agenda das grandes empresas do setor de saúde. Neste contexto, as organizações de construção sustentável desempenham papel de protagonistas na busca pelo desenvolvimento de projetos mais eficientes que atendam exigências ambientais cada vez mais rígidas neste setor. A organização mundial Green Building Council vem ao longo dos últimos anos se empenhando em promover a construção de edificações de saúde de forma sustentável, através da certificação LEED, que possui uma modalidade exclusiva para este setor, o LEED Healthcare. A parceria com outras organizações de cunho sustentável bem como empresas do setor privado como construtoras, escritórios de arquitetura e consultorias de sustentabilidade corroboram para que este movimento se torne cada vez mais sólido no mercado. De acordo com a diretora-executiva da Asclépio Consultoria, Eleonora Zioni, o projeto arquitetônico é um dos processos de maior importância em uma edificação de saúde. “Permita-me usar uma figura de linguagem. Em um processo de projeto integrado, a arquitetura é como a ‘mãe’ do projeto. Ela precisa dos projetos complementares, as engenharias que seriam ‘os pais’, mas a essência, a orientação e a definição são feitas pela Arquitetura”, define Eleonora. O Brasil possui um forte aliado em busca da sustentabilidade, o Green Building Council Brasil, organização que conta com uma forte

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rede de colaboração e possui quase 1.000 membros associados que contribuem para a disseminação destas práticas sustentáveis nas construções . Atualmente no Brasil existem 42 registros de empreendimentos no segmento de hospital/saúde (considerando ambulatórios, edificações de exames, serviços e hospitais). Estas edificações são registradas nos sistemas LEED NC, LEED CI, LEED EBOM e LEED HC. Sendo no total 8 Certificados, nos sistemas LEED NC e LEED CI.

Complexidade A construção de um edifício de assistência à saúde (EAS) possui uma complexidade elevada devido às diversas necessidades dos usuários. Este tipo de edificação possui necessidades específicas, tais como, áreas sociais, salas de apoio técnico e logístico, ambientes assistenciais que necessitam de uma integração de fluxos que permitam uma operação otimizada, além de ser uma unidade que necessita de funcionamento em tempo integral. Itens relacionados à qualidade do ar, conforto térmico e escolha dos materiais também devem ter um planejamento específico, uma vez que uma edificação de saúde abriga os seres também mais complexos, os seres humanos, em momentos delicados da vida. A certificação ambiental permite minimizar ambientes insalubres, com medidas para redução de geração de resíduos, utilização de materiais com componentes tóxicos, aumento da produtividade dos funcionários, a recuperação mais rápida de pacientes, além de reduzir custos com a redução no consumo de água e energia, fator de extrema importância para um edifício onde o funcionamento não pode ser interrompido. “Para obter uma certificação ambiental, é preciso fazer um proces-

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DOSSIÊ TIPOLOGIAS

ASHRAE 90.1-2007, que foca no desempenho energético do edifício com intuito de mitigar os impactos econômicos e ambientais. O desenvolvimento do projeto lumínico permite uma redução de cerca de 27% da densidade de potência lumínica, comparada ao baseline. 100% dos equipamentos de ar condicionado e ventilação possuem alta eficiência energética, além de equipamentos que não utilizam CFC, gás que danifica a camada de ozônio, em conformidade com a resolução CONAMA 267. A individualização dos sistemas de ar condicionado do edifício também contribui de forma significativa para redução do consumo de energia. 80% dos equipamentos (em carga) possuem certificação Energy Star. Além disso, o projeto prevê caixas VAV (Volume de Ar Variável) com sensores de temperatura e de presença para todos os espaços, inclusive os que possuem exposição solar. Adicionalmente, todos os espaços estão separados em diferentes zonas térmicas, sendo que cada uma é atendida por uma caixa VAV controlada por sensor de presença e sensor de temperatura. As medidas adotadas no uso de água potável atingiram cerca de 39% de redução, com a instalação de equipamentos eficientes, tais como: torneiras automáticas nos lavatórios com vazão de 1,8L/mim; torneiras da cozinha e chuveiros com vazão de 6L/min; mictórios a seco; autoclismos duplo fluxo 3/6L. O empreendimento apresenta elevada qualidade do ar interno, renovação do ar, sistema de filtragem de poluentes e política antifumo de acordo com a legislação atual 13.541/09. Contribuindo para conforto, bem-estar e produtividade dos ocupantes excedeu em 30% as vazões mínimas da ASHRAE 55. Durante a execução da obra do centro de diagnóstico foi implantado um Plano de Qualidade do Ar Interior para garantir a saúde e segurança dos operários. A utilização de adesivos, selantes, tintas e vernizes com baixa emissão de COV (composto orgânico volátil) contribui para reduzir a dispersão de odores que prejudicam o conforto e bem-estar dos ocupantes e operários. 60% dos pisos aplicados também apresentam baixa emissão de poluentes. Além disso, o projeto prevê sistema de captura de partículas, com filtros G4 e F7 em todos os plenums de 46

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mistura de ar externo e retorno dos fancoils. O Centro de Diagnóstico possui 100% das paredes revestidas com papel vinílico resistente e lavável, um material sustentável com durabilidade de cerca de 15 anos, excluindo a necessidade do emprego de protetores de parede e repintura constante, evitando a geração de resíduo e poeira, elemento prejudicial justamente por se tratar de uma edificação de saúde. O empreendimento possui salas de armazenamento de resíduos infectantes, comuns e recicláveis. Um Plano de Gestão de Resíduos foi elaborado para garantir que 87% dos resíduos de obra fossem desviados de aterros. 12% dos materiais aplicados em obra apresentam rápido ciclo de renovação, como forma de reduzir o uso e esgotamento de matéria-prima. A unidade CD Ponte Estaiada contou com um serviço de comissionamento avançado que assegurou que a construção e calibração para operação otimizada dos sistemas seguissem conforme previstas em projeto. Além disso, com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de energia limpa de fontes renováveis, o Grupo Fleury disponibiliza-se para compra, certificados de energia verde, que são convertidos em investimentos para geração de energia limpa a ser lançada na rede elétrica.

A importância global do arquiteto Para Antônio Carlos Rodrigues, sócio-diretor da ACR, a arquitetura possui uma importância global em todas as fases do trabalho. O setor de saúde é altamente regulamentado e, dependendo da complexidade e da expectativa do cliente, é necessário ou não formar uma equipe de profissionais de múltiplas disciplinas que farão os projetos complementares. “Um bom projeto de arquitetura não pode ser dissociado do que está dentro das paredes. A Arquitetura permeia por todas as matérias, de Exatas a Humanas. É preciso conhecer o funcionamento dos equipamentos para atingirmos seu melhor cenário de eficiência, sem perder de vista que, tudo o que projetamos e construímos, é para nossa atividade humana de viver e trabalhar. A Arquitetura é, portanto, o ponto de partida e de chegada para todos os projetos”, destaca Antônio.

©Vítor Barão

HOSPITAIS E LABORATÓRIOS

Antônio Carlos Rodrigues ACR Arquitetura

Projeto: Unidade Fleury Ponte Estaiada Centro Integrado Cardiológico e Neurovascular Localização: São Paulo - SP Cliente/proprietário: Fleury Medicina e Saúde Área construída: 3.300 m² Certificação: 14/10/2015

Sistema e Nível da Certificação: LEED CI - Platinum

Arquitetura: ACR Arquitetura e Planejamento Gerenciamento da Obra e Projeto: João De Lucca Consultoria de sustentabilidade: Sustentech Comissionamento: Térmica Brasil

Estrutura Metálica: Beltec Engenharia

Estrutura de Concreto: JKMF

Elétrica, Hidráulica, gases medicinais: EAPEC Engenheiros Associados Climatização: Masstin

Luminotécnica: Esther Stiller Consultoria

Combate contra incêndio e Automação: KB Engenharia

Acústica: Harmonia Davi Akkerman + Holtz rev/gbc/br


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Revista GBC Brasil #7 by Luiz Sampaio - Issuu