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Revista GBC Brasil #6

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GBC G R E E N

REVISTA

REVISTA

B U I L D I N G

C O U N C I L

BRASIL

C O N S T RU I N D O U M F U T U RO S U S T E N TÁV E L

ANO2 / Nº6 / 2015

GREENBUILDING BRASIL 2015: REFORÇANDO AS TENDÊNCIAS PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL Rio de Janeiro lança movimento rumo à Resiliência VA Casa da Praia é primeira loja LEED Platinum no país LEED Dynamic Plaque: desempenho em tempo real

DOSSIÊ ESPECIAL CLIMATIZAÇÃO: INTEGRAÇÃO COMO SOLUÇÃO

VIBEDITORA


índice

GBC G R E E N

REVISTA

B U I L D I N G

C O U N C I L

BRASIL

C O N S T RU I N D O U M F U T U RO S U S T E N TÁV E L

ANO2 / Nº6 / 2015

EDITORIAL...................................................> 3 COLUNA GBC..............................................> 6

GREEN PAGES

MARINA SILVA.................................> 8

PROJETO DESTAQUE...........................> 14

INOVAÇÃO...................................................> 18 DESEMPENHO.............................................> 20

CAPA

COBERTURA DO EVENTO..............> 26 2015

agosto/august, 201536 VIDA SUSTENTÁVEL ...................................> 6 11 - 13 de

Qualidade

Produto

Energia

Água

Qualidade

Materiais

Energia

Arquitetura & Projetos

Arquitetura e Projetos

opção 2

ª/th

O EDIÇÃ N EDITIO

Água

opção 1

Transamerica Expo Center | São Paulo/SP - Brasil/Brazil

opção 3

ESPECIAL CLIMATIZAÇÃO

Planta do Evento/Floor Plan INTRODUÇÃO.............................................................> 40 PRÊMIO SMACNA 2015.....................................> 46 SALA/ROOM 1

SALA/ROOM 2

SALA/ROOM 1

SALA/ROOM 1

EMPRESAS EM DESTAQUE...............................> 50 POLÍTICAS PÚBLICAS..................................> 76 SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS........................> 78 A.40

FRG

B.39

B.40

C.39

MMCK

REFERENCIAL CASA GBC BRASIL..............> 80 A.36

A.37

C.40

B.37

SENSYM

SOBRATEMA

REVISTA PREFEITOS E VICES

B.35 A.34

A.35

ANDALUZ

BRY AIR

C.37

BRIAND ENERGIES SALA DE PALESTRANTES/ SPEAKER LOUNGE

B.38

B.34

ECOACUSTICA

AREA DE COFFEE/ COFFEE AREA

C.32

C.33

D.33

SANITRIT

A.32

A.33

ASBRAV

CONSULADO EUA

B.33

AQUADROP

D.34

D.36

RAIN

LCP

REWOOD

BIRD

CAU/SP

VERTIGARDEN

F.32

D.30 A.29

A.30

F.32a

B.30

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C.30

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VERTICAL ALLPEX

GREEN

A.27

GBC 2016

REVISTA ARES

B.25

C.26

BVST

A.25

AXION RUFFINO

EVAC

B.24

ABRAVA/AHRI

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PLOT

ZAGONEL BRASUS

ELETROBRAS

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E.35

BRASTON

ARCO

REVISTA CORPORATIVA A

C.23

C.22

B.21 LUTRON

EASTMAN

BEAULIEU

CONEXLED

E.28 D.24

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ETRIA

PLENARIA DE ABERTURA/ OPENING PLENARY

ABIESV

USGBC

E.24 E.23

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HEATEX

SONDAR

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A.20

BRAGENIX DYSON

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inovação

GREEN PAGES

Marina Silva ©GBC Brasil

ENTREVISTA

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inovação

Marina Silva é historiadora, professora, ambientalista e política brasileira. Sua atuação pela preservação do meio ambiente lhe rendeu reconhecimento internacional, tendo recebido uma série de prêmios internacionais por sua luta pela preservação da Floresta Amazônica, por sua atuação na área de mudanças climáticas e pelas iniciativas para criar um desenvolvimento sustentável no Brasil. Senadora da República por dois mandatos consecutivos e Ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, Marina Silva foi a keynote speaker do 6º Greenbuilding Brasil, apresentando a todos a audiência, seus conceitos e posicionamento frente aos desafios para a consolidação de um modelo de desenvolvimento nacional que privilegie a sustentabilidade dos recursos naturais, e a preservação da humanização das relações sociais num futuro próximo, convicções que reafirma nesta entrevista exclusiva à revista GBC Brasil. revistagbcbrasil.com.br

Com toda esta crise política e econômica, o Brasil tem condições de implantar um modelo de desenvolvimento sustentável, qual seria este horizonte de tempo? Marina Silva: Acredito que o Brasil reúne condições muito favoráveis para fazer uma profunda inflexão no modelo de desenvolvimento predatório e excludente, que tem prevalecido até aqui no mundo. Somos uma potência em recursos naturais, temos 11% da água doce disponível e 22% das espécies vivas do planeta. Temos a maior floresta tropical do mundo e diversos ecossistemas extremamente ricos como o pantanal, cerrado, caatinga e mata atlântica, além da nossa vasta costa atlântica. Dispomos de enorme potencial de geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis, como a solar, eólica, biomassa e hídrica. A grande extensão de terras agricultáveis, superior a 300 milhões de hectares, pode garantir produção de alimentos de qualidade sem a necessidade de desmatar novas áreas de vegetação primária. Além disso, temos gigantescas jazidas minerais que precisam ser cuidadosamente exploradas, porque, como diz um amigo, são safras que só dão colheita uma única vez. Mas apesar de toda essa riqueza natural, temos tido enormes dificuldades para sair do modelo de exploração predatória, dos recursos naturais e da dependência econômica das '"commodities". Infelizmente nos tem faltado visão estratégica para construir um projeto de nação que nos faça grande, não mais pela própria natureza, mas pela natureza das decisões que tomamos, como por exemplo, investir em educação, ciência e tecnologia de alta qualidade. Unindo a base de recursos naturais que temos com o potencial criativo e empreendedor de nossa população, não tenho dúvida de que em poucas décadas poderíamos galgar níveis de qualidade de vida e desenvolvimento bastante satisfatórios. Mas para isso, precisamos sair desta crise política com uma democracia mais saudável e com nossas instituições mais fortes. Para tanto, é fundamental que as investigações em curso redundem em punições exemplares e que sepultem a cultura da impunidade no Brasil. Com esses alicerces estabelecidos, podemos debelar a crise econômica e dar os passos estruturais que o Brasil precisa para retomar a trajetória virtuosa que vinha seguindo, e que nos fez conquistar estabilidade econômica e inclusão social nas últimas duas décadas. Ninguém se conforma com o desmatamento na Amazônia. O que vem sendo feito efetivamente nos últimos anos para a redução do índice de desmatamento, e quais são as perspectivas futuras? MS: O Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia foi lançado em 2004 durante minha gestão no Ministério do Meio Ambiente e, desde então, tem dado uma grande contribuição para a redução das taxas de desmatamento. Desde então já atingimos uma redução de 80%

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desempenho

EEB Lab propõe ações para a eficiência energética no Rio Por Verônica Soares

Análise do cenário carioca buscou soluções que possam ser implementadas em todo o país

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om a queda do volume de chuvas e o nível baixo dos reservatórios de água para abastecimento e geração de energia, o Brasil vem enfrentando uma de suas maiores crises energéticas, que se traduz, entre outras questões, em um aumento do custo das tarifas de energia elétrica. As edificações são responsáveis por cerca de 50% do consumo total de energia no país e 1/3 da emissão de gases do efeito estufa nas cidades. Diante desse cenário, a eficiência do setor torna-se uma necessidade estratégica, vinculada à economia e à valorização dos recursos naturais. Trocar lâmpadas comuns por LED ou instalar detectores de presença são soluções que ajudam a reduzir a conta, mas é urgente que a eficiência energética seja concebida desde o projeto arquitetônico, passando por todas as fases da construção. Tais soluções, quando incorporadas globalmente aos projetos, garantem não só a redução do consumo energético como também um retorno do investimento inicial, economia que pode chegar a 30%. Embora já existam ações e campanhas no Brasil que direcionam para um consumo mais consciente de energia - como os selos Procel, o programa Esplanada Sustentável, dentre outras normas técnicas e sistemas de certificação -, é preciso que a eficiência energética seja incorporada em todos os níveis de construção das edificações. Daí surge o conceito de Energy Efficiency Building (EEB, ou Eficiência Enérgica em Edificações) uma solução proposta pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), já aplicada em diversos países. O objetivo do EEB é fomentar a eficiência energética de maneira financeiramente viável e identificar barreiras não-técnicas, como falta de capacitação da mão de obra, gargalos orçamentários, impedimentos regulatórios e conflitos de interesses entre stakeholders, aspectos que impedem a ação de atores do mercado da construção civil. Dentro dessa proposta, o EEB Lab é um laboratório que serve de base para um processo de engajamento local, que busca entender o mercado e, com a ajuda de especialistas, recomendar ações e propor soluções. Depois de passar por cidades como Amsterdam, São Francisco, Varsóvia e Houston, o projeto

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“EDIFICAÇÕES MAIS EFICIENTES SÃO A CHAVE PARA A SEGURANÇA ENERGÉTICA NO BRASIL” Roland Hunziker, WBCSD

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desempenho

desembarcou no Rio de Janeiro entre os dias 14 e 16 de abril de 2015. A escolha do Rio para sediar essa primeira experiência no Brasil não foi aleatória: desde 2007, quando sediou os Jogos Pan-americanos, e com a realização da Copa do Mundo em 2014, o Rio tem recebido obras urbanas de grande envergadura. A cidade também passa por uma grande mobilização em torno da realização dos Jogos Olímpicos de 2016, o que vem contribuindo para o impulso na revitalização e construção de espaços dentro de parâmetros de eficiência e sustentabilidade.

EEB Lab in Rio O programa foi organizado pelo WBCSD, pelo Conselho Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e pela Lafarge, que coordenou o evento na condição de empresa-membro e líder do grupo de eficiência energética. Contou também com o apoio do Green Building Council Brasil, que participou do Comitê de Liderança e do Comitê Técnico. O evento promoveu o encontro de stakeholders dos setores público e privado, interessados em desenvolver e implementar o plano de ação que seria originado no laboratório. Sob a direção de Roland Hunziker, o EEB Lab teve como objetivo principal obter um claro entendimento do quadro na capital fluminense para a implantação de soluções de eficiência energética em edificações. “Com a ajuda de variado painel de especialistas, tivemos condições de não só recomendar como dar a início a importantes ações visando à implantação de ações conjuntas pela eficiência energética, uma vez que o maior desafio é justamente a fragmentação das empresas que compõem esse setor”, explica o diretor e representante da WBCSD. Como empresa fornecedora de materiais de construção e de soluções construtivas, a Lafarge ocupa posição estratégica na rede que vai possibilitar que as propostas do evento saiam do papel. CEO da empresa, Alexis Langlois reconhece que, com a redução do consumo de energia nas edificações, o Brasil pode contribuir para a mitigação de efeitos das mudanças climáticas de maneira impactante. Em sua análise, as principais barreiras não são as técnicas, mas a falta de informação sobre o que fazer, como fazer, e o que esperar de projetos de eficiência energética. “Existem muitos mitos que precisam ser desfeitos. Diversos setores da sociedade acreditam que o custo é muito alto. Também há um desconhecimento em relação às alternativas de financiamento existentes”, comenta. Entre outras barreiras identificadas no evento, Hunziker cita a necessidade de treinar a mão de obra nas tecnologias e soluções já disponíveis no mercado, a falta de modelos de financiamento adequados e também a necessidade de melhorar a aceitação de políticas já existentes, como o selo Qualiverde. No entanto, ele é otimista e acredita que as ações estabelecidas no Rio de Janeiro têm potencial para serem replicadas por todo o país, principalmente considerando o importante papel econômico e turístico que a cidade desempenha, não só no Brasil, mas em toda a América Latina. O diretor ainda reforça que é importante que a iniciativa, embora tenha sido promovida por instituições internacionais, continue mobilizando os atores locais, que compartilham um entendimento acerca dos desafios, soluções e oportunidades para o mercado carioca: “Na

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plenária de encerramento, representantes do setor privado e da administração pública a nível municipal, estadual e federal defenderam de maneira entusiasmada o interesse em gerar valor para a eficiência energética, assim como desenvolver habilidades e reduzir impactos no meio ambiente”.

Repercussão positiva Para Marina Grossi, presidente do CEBDS, o EEB Lab teve o mérito de reunir um grupo extremamente qualificado de especialistas no tema, contribuindo não apenas para o quadro nacional, mas também em escala mundial. Ela explica que, internacionalmente, tem-se o objetivo de trabalhar com parceiros para alavancar uma transformação no mercado e buscar 1.000 declarações de compromisso de tomadores de decisão para implementar ações ousadas. “O EEB Lab realizado no Rio foi tido como o mais bem-sucedido até então”, comemora. Grossi destaca, ainda, a presença de representantes do Ministério do Meio Ambiente: “Foi importantíssima a presença deles, sobretudo para que essa experiência chegue em outras cidades”. Alexandra Albuquerque Maciel, analista de infraestrutura da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério, explica que a participação se deveu justamente pelo entendimento de que os resultados podem ser replicados nacionalmente. “Esse tipo de evento produz interações valiosas entre os diversos agentes, permitindo a compreensão de problemas e experiências diversas. Há produção de um conhecimento baseado em práticas, o que facilita a sua incorporação às propostas de políticas públicas”, esclarece. Entre as ações do Ministério, existe o Projeto Transformação do Mercado de Eficiência Energética no Brasil, que já treinou cerca de 345 gestores públicos e agentes do setor privado entre agosto de 2014 e julho de 2015. Mais 26 capacitações estão previstas para este ano. “Esses treinamentos são gratuitos e abertos a servidores públicos e profissionais de engenharia e arquitetura. Além disso, estamos colaborando com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para a operacionalizar a Instrução Normativa 02 de 2014, que torna obrigatória a etiquetagem de eficiência energética PBE Edifica em todos os 28 mil edifícios públicos federais, com potencial para alavancar o setor de prestação de serviços”, destaca. Alexandra Maciel acredita que a principal barreira na incorporação de ações de eficiência energética está no fato de que quem constrói não é quem vai usar ou administrar os espaços: “Como o construtor entende que incorporar eficiência energética ao projeto vai onerar o empreendimento, ele não tem interesse”, analisa. Paulo Henrique de Souza, gerente de Negócios da EcoBuilding da Schneider Electric, também compartilha dessa opinião. Ele avalia que as empresas que se utilizam do edifício são extremamente receptivas, pois vão se beneficiar diretamente da redução da conta de energia, além dos benefícios corporativos de sustentabilidade e responsabilidade ambiental. Por outro lado, reconhece que construtoras ou grandes projetistas são pressionados para entregar a obra acabada e em funcionamento com o menor custo possível, o que leva à necessidade de rever o cenário e as regras atuais do mercado.

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Foto: Divulgação Tishman Speyer

DOSSIÊ SOLUÇÕES

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DOSSIÊ SOLUÇÕES

DOSSIÊ ESPECIAL

CLIMATIZAÇÃO: A INTEGRAÇÃO COMO SOLUÇÃO Demanda por soluções sustentáveis no setor de climatização são apostas das grandes empresas na busca de conforto térmico, qualidade do ar e redução no consumo de energia

A

preocupação com o meio ambiente, através da redução do consumo de energia tem se tornado parte inerente à vida das pessoas. A busca por soluções inovadoras está cada vez mais presente na agenda das grandes empresas brasileiras, principalmente no setor da construção sustentável. O Brasil é o 9º maior consumidor de energia elétrica do mundo e o estudo da projeção do consumo para os próximos anos aponta continuidade da tendência de crescimento, com uma elevação em cerca de 55% (EPE, 2011). Grande parte dessa energia, assim como na maioria dos países do mundo, é destinada ao condicionamento artificial do ar. O Brasil figura, também, como o 5º maior comprador mundial de condicionadores de ar, considerando os aparelhos de janela e splits. Tal demanda tem se elevado rapidamente nos países desenvolvidos e ainda mais nas economias emergentes de clima quente. Esta procura por soluções inovadoras é incentivada também pela alta demanda de construções que buscam os chamados “selos verdes” como a certificação Internacional LEED no Brasil, concedida para as diversas tipologias de edificações. Como parte funda-

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mental deste processo, em favor da economia de energia, estão as empresas especializadas em sistemas climatização, que estão diretamente ligadas a essa necessidade de países com o clima tropical como o Brasil. Anderson Benite, Diretor de Sustentabilidade do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), aponta que as empresas deste setor vêm trabalhando muito na questão da eficiência nos últimos anos. “O mercado avançou muito, e uma das coisas que mais evoluiu foi a eficiência das máquinas de resfriamento. As máquinas consomem muito menos energia do que no passado, e o movimento do Greenbuilding ajudou a alavancar esta visão, fazendo com que as construtoras, consultorias e outras empresas do setor aderissem a essa demanda com indicações e opções de produtos mais eficientes”, afirma. É válido também ressaltar a importância, não somente dos fabricantes que desenvolvem estes produtos, mas as empresas responsáveis pelo projeto, instalação e operação dos sistemas de climatização nos ambientes, partes fundamentais dentro da cadeia produtiva, visando um resultado satisfatório no tocante a este tema. Para Anderson, o papel do projetista é fundamental para um funcionamento

de alto desempenho de um edifício. “A eficiência nasce com o projeto. O projetista junto ao cliente precisa relacionar os sistemas, se empenhar em buscar novas tecnologias e maior eficiência na operação e consumo. O projetista ao realizar o projeto, precisa olhar como o edifício vai operar”, explica. Com o objetivo de promover a circulação de ar condicionado, resfriado ou aquecido, para manter o conforto térmico nos ambientes, remover ar contaminado e particulado sólido, garantindo assim maior desempenho por parte dos usuários, medidas e soluções eficientes são apostas das empresas e fornecedores para instalação nas mais variadas tipologias de construção, tanto em edificações novas ou já existentes. No entanto, para que este cenário positivo se torne uma realidade permanente, é necessário não somente a incorporação de tecnologias avançadas e soluções inovadoras, mas também é preciso que a instalação seja feita de forma adequada levando em consideração todo o processo desde a instalação até a operação e manutenção dos dispositivos. Para isso, é preciso acompanhar de forma integral e integrada todo o processo, desde o projeto até a entrega e manutenção do empreendimento.

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