GBC G R E E N
REVISTA
B U I L D I N G
C O U N C I L
BRASIL
C O N S T RU I N D O U M F U T U RO S U S T E N TÁV E L
ANO3 / Nº9 / 2016
ESPECIAL
2 16 ANUÁRIO
CERTIFICAÇÕES
EXEMPLAR AVULSO: R$ 35,90
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ISSN 2446-970X
00916
Investimento em projetos LEED e Análise Econômica dos Edifícios LEED x Edifícios Convencionais Expansão do LEED no Brasil alcança todas as regiões ENTREVISTA ESPECIAL: Rick Fedrizzi, CEO do USGBC
VIBEDITORA
índice
GBC G R E E N
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ANO3 / Nº9 / 2016
EDITORIAL...................................................... > 4 COLUNA GBC................................................. > 8
GREEN PAGES RICK FEDRIZZI.................................... >12
SUSTENTABILIDADE NO VAREJO.............. > 20 CASE LOJA "QUEM DISSE BERENICE?".... > 24 O MERCADO RUMO AO EPD...................... > 30 ESPECIAL ECONOMIA LEED....................... > 38
O GRESB, QUANTO CUSTA A PRODUÇÃO, OPERAÇÃO,
ANÁLISE COMPARATIVA DE VALORES DE MERCADO
PROJETO INTERNACIONAL ECOARK...........................>68 VISÃO DA AMÉRICA: COLOMBIA............... > 74 OLIMPÍADAS E LEED ND............................. > 78 REFERENCIAL GBC BRASIL CASA............... > 96
ESPECIAL ANUÁRIO DE CERTIFICAÇÕES.......>108
EMPRESAS EM DESTAQUE ...........................................> 110 REGIONALIZAÇÃO DO LEED ........................................> 142
CASES ATUAIS 2015............................. > 148
CASES HISTÓRICOS........................................................> 204 GUIA DE SOLUÇÕES.................................. > 217
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Torre Z (LEED Gold)
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Sustentabilidade
no varejo Ir
Imagem: Divulgação CCP
A satisfação do cliente e adoção de estratégias sustentáveis como impulso para o crescimento econômico no varejo
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às compras é, na maioria das vezes, necessidades básicas na vida das pessoas, como comer, comprar roupas, pagar contas, ou seja, elementos básicos para o dia-a-dia. Porém, entrar em um estabelecimento para fazer compras é algo que pode ser nada agradável para as algumas pessoas pelos motivos mais óbvios, o ar-condicionado ligado nas alturas, ambientes barulhentos e apertado sem opção de mobilidade, iluminação pesada que cause cansaço e sono. Em contrapartida, nada é mais satisfatório do que estar em um local e se sentir confortável, pois a temperatura está agradável, a iluminação que as deixem confortáveis para permanecer o tempo necessário. Isso se chama sustentabilidade no varejo. No relatório de Saúde, Bem-Estar e Produtividade no Varejo lançado pelo WGBC (World Green Building Council), em fevereiro de 2016, mostra que a sustentabilidade é um dos motores mais significativos para setor do varejo, e comprova que, quanto maior a preocupação com o consumidor através de ações que oferecem conforto e bem-estar, maior os resultados positivos, inclusive, financeiro. Além disso, o estudo visa uma estrutura que dê suporte aos varejistas, vinculando estas ações ambientais com o desempenho financeiro das lojas. Em linhas gerais, pode-se dizer que cliente feliz e confortável é uma importante solução para garantir sucesso financeiro para a empresa. A pesquisa relaciona, neste sentido, dois pontos fundamentais para o avanço econômico nas empresas de varejo, a satisfação e o prazer do cliente com o aumento de receita.
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Assim como proporcionar um ambiente saudável e conforto ao cliente, as empresas de varejo que investem em estratégias sustentáveis também possuem um retorno positivo com relação à produtividade de seu colaborador, com base no estudo do WGBC boa luz natural e vista para natureza, por exemplo, são fatores que ajudam os funcionários a trabalhar, vender e viver melhor. Neste sentido, quebram-se barreiras, aproximando ainda mais o conceito de sustentabilidade com objetivos rentáveis das empresas. De acordo com Eduardo Trajano, Presidente do Comitê de Varejo ABIESV (Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo) o documento mostra de forma objetiva como uma abordagem ampla de sustentabilidade pode contribuir de forma positiva com o desempenho do Varejista. “Desde que devidamente divulgado nos canais apropriados e assimilado pelas lideranças do Varejo, o conteúdo deste relatório poderá dar um impulso ao Varejista no campo da Sustentabilidade”, afirma. O relatório contou com estudos de casos interessantes que comprovam que um ambiente construído de forma sustentável garante melhor satisfação dos clientes, como por exemplo, a varejista Marks & Spencer, em Sheffield, Inglaterra que utilizou em uma loja uma série de estratégias sustentáveis como, luz natural e lâmpadas Led, coleta de água da chuva, pontos de carga para veículos elétricos, informações em tempo real sobre transporte público. Além de um feedback positivo dos clientes e colaboradores, a loja reduziu 20% no consumo de energia com iluminação e 30% no consumo de água. Da mesma forma, um estudo realizado em 2012, avaliando a relação em ambientes sustentáveis e maior rentabilidade nos negócios, comparou a performance de 494 agências
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bancárias do grupo PNC Financial Services, sendo que, 52 agências com certificação LEED e 442 agências não certificadas. Os resultados mostraram que as agências com certificação abriram 458 mais contas e tiveram mais de $3 milhões de dólares em depósitos por ano se comparado às agências sem a certificação. Além disso, contas de serviços públicos (como água e luz) por funcionário foram em média US$675 mais baixas nas agências certificadas quando comparadas às não certificadas.
LEED para Varejo no Brasil O Green Building Council trabalha fortemente para fomentar e disseminar este conceito no mundo através de certificação LEED (Leadership in Energy and Enviromental Design). No Brasil, o GBC (Green Building Council) vem fazendo um trabalho excelente neste sentido por entender que é possível garantir conforto, bem-estar e saúde para as pessoas, maior produtividade no ambiente de trabalho, contribuir para preservação dos recursos naturais do planeta, além de promover a construção de um negócio mais rentável. No tocante à certificação, a organização concede o selo ambiental LEED Retail, específicos para lojas de Varejo, que reconhece as diferentes necessidades e características de um estabelecimento do setor, quando comparada a uma edificação comercial, além de auxiliar diretrizes para redução da pegada ecológica na edificação. Esta tipologia aborda duas opções de certificação, LEED for Retail NC (Novas Construções ou Grandes Reformas) e LEED for Retail CI (Interiores Comerciais, quando a loja está localizada dentro do edifício). Para Glauco Humai, presidente da ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers), os centros de compra desempenham um im-
portante papel na sociedade. “Sua transformação em equipamentos sustentáveis contribui para incentivar melhores práticas dos empreendedores, colaboradores, lojistas e frequentadores. A implementação de iniciativas conscientes e a preferência por operações verdes já fazem parte da política de grandes grupos do setor, que priorizam parcerias com fornecedores comprometidos com a sustentabilidade”, afirma. Para o presidente da ABRASCE, destacam-se, entre as práticas já adotadas por diversos centros de compras em todo o país, o investimento em designs que favoreçam a luz natural, a implantação de sistemas inteligentes de iluminação e ar condicionado, o reaproveitamento de recursos utilizados, a criação de infraestrutura para ciclistas, entre outras iniciativas que visam conscientizar, sociabilizar e reduzir o impacto no meio ambiente. “Ações como essas fazem parte da realidade do setor, que completa 50 anos de história em 2016 e já acumulam inúmeros cases de sucesso com foco em sustentabilidade”. Os edifícios desenvolvidos de acordo com critérios sustentáveis se diferenciam dos estabelecimentos convencionais em vários aspectos. Inicialmente pode-se considerar o estabelecimento sustentável e um ambiente físico com características superiores seja na iluminação, conforto térmico e acústico, qualidade do ar interior e mesmo o layout. Estas características garantem uma experiência e percepção positiva seja dos colaboradores da empresa e de seus clientes, que contribuirão com uma performance acima da média, seja na produtividade relacionada aos funcionários (absenteísmo, retenção equipe, custos médicos, reclamações), fidelidade do cliente, aumento de venda e valor de marca. No entanto, Eduardo Trajano assegura que ainda existe um longo caminho pela frente,
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EPD: Um caminho sem volta a favor da construção sustentável Análise do ciclo de vida dos produtos e comunicação transparente são pilares fundamentais para maior ecoeficiência dos produtos, evolução da cadeia produtiva e fomento da construção sustentável
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fato que a sustentabilidade está cada vez mais em evidência na agenda das empresas do setor da construção civil. E esta demanda cresce a cada ano, haja vista o engajamento das organizações com a implantação dos conceitos de sustentabilidade durante e após o processo de produção dos empreendimentos. Aliado ao setor da construção civil, as empresas da cadeia produtiva também começam a se movimentar em relação a esses conceitos sustentáveis de forma integrada visando trazer mais ecoeficiência aos seus produtos através de processos de avaliação de ciclo de vida. Neste sentido, vê-se uma forte demanda pela utilização de EPDs (do inglês Environmemtal Product Declaration Declaração Ambiental de Produto) nos produtos fornecidos pela cadeia de suprimentos. O EPD trata-se de um relatório com informações quantitativas
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de impactos ambientais associados a um determinado produto ou processo e visa transmitir de forma transparente as informações globais dos produtos. Para isso o mercado se movimenta no sentido de aprofundar e aplicar essas questões, onde se avalia sistematicamente os aspectos ambientais de um sistema de produto ou serviço através de todas as fases do seu ciclo de vida, desde a extração da matéria-prima, fabricação, transporte, distribuição, uso até a disposição final, nas quais se consideram valores de energia, uso de material, descargas de resíduos, distância de fornecedores, entre outros dados. Um dos segmentos da construção que vem se organizando de maneira integrada para esta evolução é o setor de cimento. Entendendo a sustentabilidade como um processo integrado e global a Votorantim Cimentos foi uma das fundadoras da CSI (Cement Sustainability Initiative) iniciativa de sustentabilidade do cimento, lançada
em 1999, da qual fazem parte as principais cimenteiras do mundo. Visando um trabalho consistente em relação à análise do ciclo de vida de produto, esta iniciativa contou com o apoio de universidades, clientes, produtores, bem como todo o setor deste segmento para definição das regras de categoria de produtos (PCR - Product Category Rules – em inglês). “Foram realizadas pesquisas dentre as quais eram as principais preocupações em termos de sustentabilidade da indústria de cimentos. Em relação à pesquisa de materialidade, uma das questões principais era questão da análise do ciclo de vida, transparência das informações dos produtos”, salienta Patrícia Montenegro, Gerente Global de Relações Institucionais Ambientais da Votorantim Cimentos. Em sinergia com esta iniciativa, a empresa lançou em 2014 os compromissos sustentáveis para 2020, sendo eles segurança, ética e conformidade, ecoeficiência e inovação e engaja-
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Segundo Alexandre Tavares, do Secovi-Rio, uma das soluções para mudança o crescimento em grande escala nas construções brasileiras é o entendimento e preocupação dessas questões por parte das entidades públicas, assim como já é realizado há muitos anos em outros países, dar atenção e se colocar de forma responsável quando se trata de promover a sustentabilidade social, ambiental e, principalmente, financeira. “Países como, por exemplo, Estados Unidos ou da Europa entendem que têm uma responsabilidade com o meio ambiente. Vemos lá fora facilidades de incentivos e investimentos através de instituições financeiras que oferecem linhas de créditos específicas pra determinado tipo de produto ou solução. Prefeitura e órgãos públicos que oferecem incentivos de taxas e impostos para edifícios que tenham soluções sustentáveis somado a uma maior facilidade de financiamento. Então, se pensarmos em um fator cultural, bem como nos incentivos financeiros a gente tem um diferença em re-
lação aos outros países que a gente tem que correr atrás. É importante que a gente se espelhe”, afirma. Exemplo interessante da preocupação e responsabilidade socioambiental no Brasil é o trabalho que vem sendo feito na cidade de Bauru, interior do Estado de São Paulo. Segundo o prefeito da cidade Rodrigo Agostinho, há um processo de revisão de toda legislação urbanística da cidade, cujo objetivo é incentivar boas praticas sustentáveis e, em algumas situações, até mesmo exigir que essas práticas aconteçam. Algumas medidas adotadas para garantir essas boas práticas estão: arborização urbana; coleta seletiva nos condomínios da cidade, incentivo à permeabilidade do solo; aproveitamento de água de chuva, energia solar e calor para fins de aquecimento; luminosidade natural; além da utilização de materiais que podem ser facilmente reciclados. Para Rodrigo Agostinho, a sustentabilidade tem tudo para se tornar uma realidade na construção civil.
Rodrigo Agostinho
Divulgação Secovi-Rio
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uitos países já entendem a importância de investir e fomentar a sustentabilidade através de políticas públicas. Incentivos financeiros, redução ou isenção de impostos, linhas de créditos a específicos com taxas coerentes para projetos sustentáveis são alguns dos exemplos básicos que as entidades governamentais podem proporcionar para a sociedade como um todo. No Brasil, esta demanda de incentivos para construção sustentável ainda é feita de forma muito tímida. Apesar de o país se encontrar em 4º lugar no ranking dos países com maior número de certificações LEED - crescimento este que se deve, quase que exclusivamente, ao trabalho e investimento da iniciativa privada-, atualmente são poucas as políticas de incentivos consistentes, principalmente financeiros, que permitam proporcionar um avanço em grande escala.
© Maria José Meneses
A importância do envolvimento do setor público para o desenvolvimento em escala no setor da construção sustentável
Alexandre Tavares
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“Toda grande construção aqui na cidade é obrigada a fazer aproveitamento de água de chuva, estudos de impactos de vizinhança, todos os empreendimentos habitacionais de interesse social já estão saindo com aquecimento solar. Nós estamos fazendo uma série de exigências pra que a gente consiga viabilizar essas práticas na cidade”, afirma o prefeito de Bauru. Outro bom exemplo interessante na cidade é a exigência de um Plano de Gerenciamento de resíduos em todas as construções, que já reduziu significativamente a quantidade de resíduos gerados nessas obras e facilitou a implementação de mais
duas usinas de reciclagem de entulho na cidade. “Só isso já representa um combate a desperdício e as próprias empresas acabam entendendo que é dinheiro que elas simplesmente jogavam fora por desperdício desses materiais”, enfatiza. Segundo o prefeito de Bauru, o Brasil tem bons exemplos na área de certificação ambiental tanto na construção, como o LEED, quanto em outros setores como é o caso da certificação FSC para madeira, certificação de produtos orgânicos, certificação ambiental de produtos. “Essa transição, de um mundo que não é sustentável para um mundo mais sustentável, a certificação é um ingrediente
sensacional, e que tem um grande poder de transformação. As pessoas vão cada vez mais trabalhar para viabilizar esse tipo de certificação”, afirma. “Algumas cidades que temos observado com muita atenção é o caso, por exemplo, de Salvador, onde os prédios certificados têm, inclusive, incentivos fiscais. Estamos avaliando tudo que possamos adotar também em nossa cidade”, acrescenta. Rodrigo afirma que é preciso trabalhar para que essa transição aconteça de forma mais rápida possível, pois se consome os recursos do planeta em uma velocidade maior do que a natureza consegue repor.
Ele ainda acrescenta que é muito importante que as construções sejam sustentáveis durante todo o seu ciclo, desde a fase de produção até a fase de demolição, construções inteligentes que não tenham desperdício de água e de energia, que são dois recursos naturais importantíssimos dentro de todo o processo onde se discute essa agenda verde. “Nós estamos trabalhando isso desde 2009, uma série de medidas e agora o nosso código de obras na nova lei de zoneamento vão trabalhar muito esta questão de ter uma cidade sustentável e as construções nesta mesma linha”, diz.
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CASES 2015
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CERTIFICAÇÕES
.................................. //NORTE/NORDESTE/CENTRO-OESTE CD GRUPO BOTICÁRIO................................................. 148 SHOPPPING BOSQUE DOS IPÊS.. ................................... 152 LOJAS RENNER........................................................... 156 ............................................................................. //SUL GLP GRAVATAÍ........................................................... 158 OSÓRIO CENTER......................................................... 160 VA CASA NA PRAIA..................................................... 162 ..................................................................... //SUDESTE FORLUZ..................................................................... 164 CN III........................................................................ 166 LEBLON OFFICES........................................................ 168 LABORATÓRIOS BBRAUN . . ............................................ 170 TIETÊ PLAZA SHOPPING.. ............................................. 174 DELLOITE GOING GREEN.............................................. 176 EDIF. ANTONIO ALVES FERREIRA GUEDES (B29)............ 178 HOSPITAL OSWALDO CRUZ.......................................... 180 TORRE Z.................................................................... 182 ARMAZEN DOW........................................................... 184 EZ TOWERS................................................................ 186 BERRINI 500.............................................................. 188 CASA E BASF . . ............................................................ 190 ITAU BBA................................................................... 194 SEDE KPMG . . .............................................................. 196 QUALICORP................................................................ 198 FLEURY PONTE ESTAIADA............................................ 200 CASE HISTÓRICO DOW ROCHAVERÁ.............................. 204 Demais projetos......................................................... 206
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Laboratórios
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Considerado um dos maiores complexos industriais do Brasil, o Laboratório B.Braun, no Rio de Janeiro, tornou-se destaques entre outros empreendimentos da mesma tipologia. Aderindo o conceitos e implantação de estratégias sustentáveis o complexo conquistou, em outubro de 2015, a certificação LEED NC nível Gold, concedida pelo Green Building Council. Com 190.000 metros quadrados de área total, o projeto possui três fases de execução, sendo que a primeira já foi executada e as outras duas estão com os projetos em desenvolvimento. Na primeira fase houve a implementação do centro logístico com 21.700 metros quadrados constituídos por estrutura metálica com capacidade para 12.500 pallets, além de dois mezaninos em L, com área de 2.700 metros quadrados cada uma. A segunda
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fase corresponderá a construção da nova planta de dispositivos médicos com 32.000 metros quadrados de área construída, ao passo que a terceira abrigará o novo centro administrativo. O Armazém é destinado para o depósito dos produtos inflamáveis, a Central de Utilidades e a portaria, que se interligam por um pátio central para fluxo e estacionamento de carretas e caminhões com dez docas. O Grupo alemão B.Braun, multinacional do setor médico-hospitalar avança sentido à sustentabilidade com a construção do Complexo Industrial em Guaxindiba. O Projeto da B.Braun é o primeiro Centro Logístico destinado a produtos farmacêuticos e médico-hospitalares a ser certificado pelo LEED Ouro. Diversas iniciativas foram implementadas para minimizar os impactos ambientais, tais como a proteção de taludes, utilização de materiais absorventes
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Fotos: ©Paulo Mercadante
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BBraun
Projeto: Laboratório B. Braun Localização: São Gonçalo – RJ Cliente/proprietário: Grupo B.Braun Área construída: 21.700 m² - Fase I Certificação: 22/10/2015
LEED NC
GOLD Belo Horizonte, MG
Sistema e Nível da Certificação: LEED NC - Gold
Arquitetura: Zanettini Arquitetura Estrutura, fundação, elétrica, hidráulica, automação e climatização:
Espaço sustentável O empreendimento está localizado em uma região privilegiada com acesso a serviços básicos e pontos de ônibus a poucos metros de distância. Houve também a implantação de bicicletários, chuveiros para 0,5% do número efetivo, vagas de estacionamento preferências para veículos com baixa emissão e veículos carona, o que contribui para redução do impacto no entorno da obra e ao meio ambiente. Nos espaços abertos foram constituídos com áreas verde, além da instalação de cobertura verde para minimizar os efeitos de ilha de calor. Nas áreas que não foi possível preencher com áreas verdes foram utilizadas pinturas com declarações de eficiência do material.
Excenge para prevenir eventuais contaminações de solo e sistema lava-rodas para os veículos. Houve ainda a recomposição florestal em parte do terreno, inserida na APA Guapimirim, com plantio de espécies nativas da Mata Atlântica. A arquitetura foi um ponto forte no desenvolvimento do projeto B.Braun. Assinado pelo arquiteto Siegbert Zanettini, o projeto privilegiou a preservação da natureza no entorno da área do empreendimento, preocupando-se com a harmonia e zoneamento de cada fase. O edifício corporativo se localiza ao lado oposto do loteamento e conta uma vasta paisagem, onde o foco é manter a vegetação em suas condições mais naturais possíveis. Além disso, as coberturas verdes do espaço garantem uma envoltória agradável e ambientalmente correta. Em linhas gerais, o projeto desenvolvido com base na arquitetura contemporânea que prioriza a criação de espaços humanizados, sustentáveis e de alta tecnologia para atender as demandas atuais e as possibilidades de expansão no futuro, seguindo os padrões mundiais adotados pelo grupo B.Braun.
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Consultoria de sustentabilidade:
Eficiência no uso da água
Sustentax
As estratégias para a gestão da água foram pontos diferenciais na construção do complexo. Para a primeira fase foi instalado um sistema de captação para reutilização de toda a água da chuva. Para a segunda fase tem grande preocupação com o reaproveitamento de águas cinzas, provenientes dos vestiários e descargas. Toda a água utilizada no processo de fabricação está prevista em circuito fechado, reutiliza a mesma água e evita o consumo desnecessário. A Estação de tratamento de esgoto tem nível de eficiência máximo e a água após tratada pode ser reaproveitada dando um ganho de aproximadamente 30 % nos recursos hídricos. Outras estratégias
Simulação energética: Espaço Sustentável
Gerenciamento: Tessler Engenharia Luminotécnica: Mingrone
Esquadrias: QMD
Impermeabilização: Proiso
Paisagismo: Dias Lagoa
Laboratórios: Vidy
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Imagens©Pregnolato & Kusuki Estúdio Fotográfico
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ItauBBA L
ocalizado em um das regiões mais importante de São Paulo, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, o Itaú BBA tinha como premissa inicial buscar por um edifício que atendesse aos requisitos sustentáveis da Certificação LEED. Por isso, escolheu ocupar todos os andares do FL 3500, edifício que já havia sido contemplado com a certificação LEED nível Gold na categoria Core&Shell. Desenvolvido pela empresa Athie Wohnrath, o espaço de 25 mil metros quadrados contempla infraestrutura com sistemas duplos de energia e ar
condicionado para garantir um funcionamento de 24 horas por dia, características fundamentais para uma instituição financeira. A Athie Wohnrath também foi responsável pelo gerenciamento de interiores, incluindo a parte de tecnologia de sistemas críticas, equipamentos, multimídia e interação. A instalação em um edifício já certificado contribuiu para que a empresa conquistasse a certificação de interiores LEED CI (Commercial Interiors) no nível Gold. O projeto atingiu 71 pontos dos 110 máximos do LEED.
Projeto: IBBA FL 3500 Localização: São Paulo-SP Cliente/proprietário: Itaú BBA Área do terreno: 10.341m² Área construída: 45.000m² Certificação: 30/03/2015
Sistema e Nível da Certificação: LEED CI nível Gold Arquitetura: Piratininga Arquitetos Associados Construtora: Athié Wohnrath Consultoria de sustentabilidade: CTE Comissionamento: CTE
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LEED CI
GOLD
FL 3500
São Paulo, SP
Espaço sustentável O empreendimento está localizado em uma região densamente urbanizada e de fácil acesso a serviços básicos e pontos de ônibus com várias linhas. Além disso, o empreendimento adotou estratégias para minimizar a emissão de gases poluentes causados pelos deslocamentos por automóveis utilitários, a partir da disponibilização de vagas de bicicleta (5% da população) e estrutura com chuveiros para ciclistas, além de vagas preferenciais para “carona solidária”, ou seja, veículos com mais de duas pessoas.
Eficiência no uso da água Para reduzir o consumo de água potável, foram instalados dispositivos economizadores em válvulas e torneiras, como restritores de vazão e válvulas de duplo fluxo. Além disso, o edifício ocupado pelo Itaú BBA possui sistema de água de reuso para bacias e mictórios, o que contribuiu para as estratégias de redução do consumo de água potável implantadas pelo cliente. Com a utilização dos dispositivos eco-
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nomizadores aliados à água de reuso para bacia e mictórios, calculou-se uma redução de mais de 45% no consumo de água, quando comparados às vazões convencionais.
Energia e Atmosfera Para otimizar o consumo de energia do escritório, foi instalado um sistema de automação da iluminação e do ar condicionado altamente eficiente, uma vez que o acionamento e desligamento dos sistemas são automáticos. Além disso, mais de 90% dos equipamentos instalados no escritório possuem o Selo Energy Star, que atesta o baixo consumo de energia.
Materiais e Recursos O processo de construção do empreendimento considerou minimizar os impactos gerados pelos materiais construtivos por meio da priorização pela utilização de materiais com conteúdo reciclado e que fossem fabricados e extraídos localmente, com a finalidade de reduzir os impactos com o transporte de materiais e incentivar
o desenvolvimento da economia local. O processo de gerenciamento dos resíduos da construção seguiu as estratégias apontadas na Resolução Federal nº 307/2002 do CONAMA. Com isso, foi possível fazer a triagem dos resíduos em obra e destinar mais de 75% dos resíduos de construção para reciclagem, o que significa que não foram para aterros sanitários.
Qualidade ambiental interna Para garantir que a qualidade do ar nos ambientes internos estivesse adequada aos usuários, o projeto considerou o atendimento às taxas de vazão de ar externo da norma ASHRAE 62.1. Filtros categoria G3 foram considerados, de forma a reter mais sedimentos fora do sistema de ar condicionado. Outras estratégias como a utilização de sensores de CO2 e sensores de vazão de ar externo também contribuem para garantir a qualidade do ar nos ambientes internos. O sistema de gerenciamento e monitoramento da qualidade do ar foi premissa extremamente importante para
o projeto, tanto que o mesmo recebeu premiação no “22º Destaques do Ano Smacna Brasil-2014”. Durante a etapa de construção, foram adotadas algumas estratégias para garantir que a poeira acumulada pelos processos de construção não ficasse nos dutos de ar condicionado ou depositada nos materiais absorventes. Para isso, os dutos, grelhas e difusores permaneceram lacrados durante toda a obra e os materiais absorventes como carpetes, tecidos, lã-de-rocha, ficaram protegidos até a limpeza total da obra. O controle interno de temperatura é feito por sistema automatizado, que tem como objetivo principal atender aos requerimentos de conforto térmico da norma ASHRAE 55.
Crédito de Prioridade Regional Todos os créditos do grupo Prioridade Regional foram atendidos pelo empreendimento.
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CASES HISTÓRICOS
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Dow Rochaverá
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LEED CI
GOLD São Paulo, SP
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Construído em uma área de 58 mil m², separado por quatro Torres que possui 17 pavimentos com 11 elevadores cada um. O Edifício Rochaverá Corporate Towers fica localizado na Avenida das Nações Unidas, zona sul da capital paulista. A Torre menor do empreendimento, Diamond Tower, é destinada à sede da Dow na América Latina e no Brasil. O projeto arquitetônico ficou por conta do grupo A | W - Athié Wohnrath, onde as fachadas inclinadas do empreendimento dão identidade aos edifícios. Referência em construção sustentável no país, as duas primeiras torres do Rochaverá Corporate Towers foram certificadas pelo Green Business Certification Inc. - com o LEED na categoria Gold. O complexo recebeu a certificação internacional LEED por utilizar recursos sustentáveis, como economia de água através de reuso de água pluvial e aproveitamento de energia dos elevadores e iluminação de baixo custo. Refletindo o foco estratégico da companhia e pensando na inovação e na sustentabilidade, o prédio não possui divisórias nem salas individuais, o que facilita a interação en-
tre as pessoas. O edifício, que possui um avançado laboratório de pesquisa e desenvolvimento, foi planejado de modo a proporcionar melhor aproveitamento da luz natural e da água da chuva e conta ainda com um sistema de coleta seletiva e reciclagem de lixo. As soluções empregadas para uso e conservação da água resultaram em redução de 50% de consumo. Já na economia de energia elétrica foi de 10,5% em relação ao edifício padrão. A renovação do ar do edifício – procedimento que num prédio convencional é feita 20 vezes/hora -, no Rochaverá ganhou a ajuda de sensores de gás carbônico que troca o ar somente quando necessário. A solução reduz o gasto energético com o ar condicionado, pois otimiza a renovação em ambientes onde há poucas pessoas trabalhando. A Dow trabalha para promover a transformação sustentável da indústria por meio da oferta de soluções para os desafios de sustentabilidade da América Latina (Economia Circular, Mudanças Climáticas, Água e Bem-estar), garantia de operações seguras, trabalho com ética e transparência e compromisso com o sucesso da comunidade local.
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Espaço Sustentável O empreendimento está localizado em uma região densamente urbanizada e com fácil acesso a serviços básicos e pontos de ônibus com várias linhas. O condomínio também disponibiliza vagas de bicicletário e para “veículos de baixa emissão” como forma de incentivar os usuários a reduzir a utilização de automóveis utilitários nos deslocamentos.
Eficiência no uso de água Para reduzir o consumo de água potável, foram instalados dispositivos economizadores em válvulas e torneiras, como restritores de vazão e válvulas de duplo fluxo. Com a utilização dos dispositivos economizadores, calculou-se uma redução de mais de 30% no consumo de água, quando comparados às vazões convencionais.
Energia e Atmosfera Para otimizar o consumo de energia do escritório, foi instalado um sistema de automação da iluminação e do ar-condicionado altamente eficientes, uma vez que o acionamento e desligamento dos sistemas são automáticos. Além disso, boa parte dos equipamentos instalados no escritório possui o Selo Energy Star, que atesta o baixo consumo de energia. O sistema de iluminação instalado foi de alta performance, uma vez que possibilitou a redução de
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mais de 15% do consumo de energia, comparado a um sistema convencional. Aliado à meta de reduzir o consumo de energia para iluminação, o projeto do escritório também se preocupou com o conforto dos usuários e contou com a instalação de luminárias de mesa altamente eficientes.
Materiais e Recursos O processo de construção do empreendimento considerou minimizar os impactos gerados pelos materiais construtivos por meio da priorização pela utilização de materiais com conteúdo reciclado e que fossem fabricados e extraídos localmente, com a finalidade de reduzir os impactos com o transporte de materiais e incentivar o desenvolvimento da economia local. Todo o mobiliário das áreas de trabalho possui o Selo Green Guard, que atesta a verificação de critérios de impactos na qualidade do ar do ambiente, em função dos materiais selecionados. O processo de gerenciamento dos resíduos da construção seguiu as estratégias apontadas na Resolução Federal nº 307/2002 do CONAMA. Com isso, foi possível realizar a triagem dos resíduos em obra e destinar mais de 75% dos resíduos de construção para reciclagem, o que significa que não foram para aterros sanitários.
Qualidade ambiental interna
Projeto:
Para garantir que a qualidade do ar nos ambientes internos estivesse adequada aos usuários, o projeto considerou o atendimento às taxas de vazão de ar externo da norma ASHRAE 62.1. Filtros categoria G3 foram considerados, de forma a reter mais sedimentos fora do sistema de ar condicionado. Além disso, projetos especiais de exaustão foram implantados durante a instalação do laboratório e da cozinha industrial do restaurante. Durante a etapa de construção, foram adotadas algumas estratégias para garantir que a poeira acumulada pelos processos de construção não ficasse acumulada nos dutos de ar condicionado ou depositadas nos materiais absorventes. Para isso, os dutos, grelhas e difusores permaneceram lacrados durante toda a obra e os materiais absorventes como carpetes, tecidos, lã-de-rocha, ficaram protegidos até a limpeza total da obra. O controle interno de temperatura é feito por sistema automatizado, que tem como objetivo principal atender aos requerimentos de conforto térmico da norma ASHRAE 55.
Dow Rochaverá Localização: São Paulo - SP Cliente/proprietário: The Dow Chemical Company Área construída: 10.000m² Certificação: 15/07/2013 Sistema e Nível da Certificação: LEED CI nível Gold Arquitetura: Athié Wohnrath Construtora: Athié Wohnrath Consultoria de sustentabilidade: Sustentax Comissionamento: Sustentax
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