Skip to main content

Artigo 8 Edição 7

Page 1

V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

Intercâmbio em Língua Inglesa: principais modalidades, oportunidades e sua importância para o estudante universitário brasileiro Aline Rodrigues da Silva1 Linda Catarina Gualda2 Resumo: A Língua Inglesa desponta como uma língua global, cuja utilidade vai muito além da turística. Usada também como meio de comunicação em diferentes contextos e, principalmente, nas relações comerciais com países que falam idiomas diversos, o Inglês é reconhecidamente uma língua de alcance político, tecnológico, cultural e econômico. Daí emerge a necessidade em aquisição da Língua Inglesa para que o indivíduo possa estar inserido nesse contexto mundial e, acima de tudo, que seja capaz de interagir com ele. Sendo assim, a procura pelos intercâmbios em países falantes de Língua Inglesa vem crescendo nas últimas décadas, em especial entre o público universitário que almeja uma formação mais capacitada para enfrentar o acirrado mercado de trabalho. Com isso, o perfil do intercambista brasileiro também vem se modificando, sua faixa etária, escolhas pelos destinos e tipos de programas. Nesse sentido, o artigo objetiva analisar as principais modalidades de intercâmbio em Língua Inglesa para adultos brasileiros, com foco no mercado de trabalho, enfatizando as oportunidades para desenvolvimento pessoal e profissional. Realizamos pesquisa bibliográfica em artigos acadêmicos, materiais didáticos, livros e sites especializados em viagens e organismos nacionais e internacionais. Tratamos da diferença entre aquisição e aprendizagem, além de discorrer sobre os principais aspectos que tornaram a Língua Inglesa um idioma de alcance global. Para isso, discutimos a importância do Inglês como Língua Franca, apresentando a definição de intercâmbio e o conceito de intercâmbio cultural, a fim de caracterizar o perfil do atual intercambista brasileiro. Palavras-Chave: Modalidades de Intercâmbio; Desenvolvimento pessoal e profissional; Língua Inglesa; Estudante Universitário; Língua Estrangeira. Abstract. Interchange in English: main modalities, opportunities and its importance for the Brazilian university student. The English Language emerges as a global language whose usefulness goes far beyond the tourist. Also used as a means of communication in different contexts, and especially in commercial relations with countries that speak several languages, English is recognized as a language of political, technological, cultural and economic importance. Hence emerges the need to acquire the English Language so that the individual can be inserted in this world context and, above all, that is able to interact with it. Thus, the demand for exchanges in English-speaking countries has been increasing in the last decades, especially among the university public that wants a more qualified training to face the fierce labor market. With this, the profile of the Brazilian exchange student is also changing, his / her age group, choices for the destinations and types of programs. In this sense, the article aims to analyze the main modalities of exchange in English Language for Brazilian adults, focusing on the labor market, emphasizing the opportunities for personal and professional development. We carry out bibliographic research in academic articles, didactic materials, books and websites specialized in travel and national and international organizations. We deal with the difference between acquisition and learning, as well as discussing the main aspects that have made English a language of global reach. To this end, we discuss the importance of English as a Lingua Franca, presenting the definition of interchange and the concept of cultural exchange, in order to characterize the profile of the current Brazilian exchange student. Keywords: Modalities of Exchange; Personal and professional development; English Language; University Student; Foreign Language. 1

Tecnóloga em Comércio Exterior pela Fatec Itapetininga - alinesilva302015@gmail.com. Graduada em Letras, Mestre em Literatura Comparada, Doutora e Pós Doutora em Literatura e Cinema. Professora de Inglês da Fatec Itapetininga - lindacatarina@hotmail.com. 2

101


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018 Resumen. Intercambio en Lengua Inglesa: principales modalidades, oportunidades y su importancia para el estudiante universitario brasileño. La Lengua Inglesa despunta como una lengua global, cuya utilidad va mucho más allá de la turística. Se utiliza también como medio de comunicación en diferentes contextos y, principalmente, en las relaciones comerciales con países que hablan idiomas diversos, el inglés es reconocidamente una lengua de alcance político, tecnológico, cultural y económico. De ahí emerge la necesidad en la adquisición del Lengua Inglesa para que el individuo pueda estar inserto en ese contexto mundial y, sobre todo, que sea capaz de interactuar con él. Siendo así, la demanda por los intercambios en países hablantes de Lengua Inglesa viene creciendo en las últimas décadas, en especial entre el público universitario que anhela una formación más capacitada para enfrentar el agravado mercado de trabajo. Con ello, el perfil del intercambista brasileño también viene modificándose, su grupo de edad, elecciones por los destinos y tipos de programas. En este sentido, el artículo objetiva analizar las principales modalidades de intercambio en Lengua Inglesa para adultos brasileños, con foco en el mercado de trabajo, enfatizando las oportunidades para desarrollo personal y profesional. Realizamos investigación bibliográfica en artículos académicos, materiales didácticos, libros y sitios especializados en viajes y organismos nacionales e internacionales. Tratamos de la diferencia entre adquisición y aprendizaje, además de discurrir sobre los principales aspectos que hicieron del Lengua Inglesa un idioma de alcance global. Para ello, discutimos la importancia del Inglés como Lengua Franca, presentando la definición de intercambio y el concepto de intercambio cultural, a fin de caracterizar el perfil del actual intercambista brasileño. Palabras Clave: Modalidades de Intercambio; Desarrollo personal y profesional; Idioma en Inglés; Estudiante Universitário; Lengua Extranjera.

1 Introdução Nos últimos anos a busca pelo intercâmbio tem aumentado consideravelmente e cada vez mais brasileiros desejam obter a experiência proporcionada através desse processo. Sabese que o mercado de trabalho está valorizando cada vez mais a experiência do intercambista e a fluência no idioma que vem como consequência. Segundo Daniel Rezende, consultor da Dasein Executive Search no Brasil e reconhecido como um dos principais headhunters do país, o mercado está globalizado e cada vez mais multinacionais, que valorizam pessoas com vivência em outras culturas, se instalam no Brasil (IE, 2016). De acordo com dados da Brazilian Educational & Language Travel Association (BELTA, 2016, p. 17) que reúne as principais empresas brasileiras voltadas ao segmento de intercâmbio, em 2004, 53 mil estudantes brasileiros foram enviados para intercâmbio no exterior, número que subiu para mais de 252 mil em 2016: um crescimento de mais de 400%. Esse índice se dá em razão de inúmeros fatores, mas o principal é que as pessoas passaram a reconhecer a importância que o intercâmbio tem para o desenvolvimento pessoal e profissional, visto que o mercado atual está cada vez mais exigente e um dos principais requisitos almejados pelas companhias é o domínio de uma segunda língua. Além disso, muitas empresas já estão optando por profissionais que tenham vivência no exterior (BELTA, 2016). Isso porque o intercâmbio além de proporcionar aprimoramento técnico na língua-alvo, propicia o 102


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

desenvolvimento de outras competências fundamentais a um indivíduo inserido num contexto globalizado. Empresas globais querem um profissional que tenha vivenciado situações reais, que se mostre proativo, que seja flexível, que saia da sua zona de conforto e se adapte às novas condições do mercado. O relacionamento com outras culturas, a expansão de horizontes, o enfrentamento com situações adversas e a resolução de conflitos são alguns dos aprendizados valorizados no mercado de trabalho. Isto posto, o presente artigo tem como objetivo analisar as principais modalidades de intercâmbio em Língua Inglesa para adultos brasileiros, com foco no mercado de trabalho, enfatizando as oportunidades para seu pleno desenvolvimento. Nesse sentido, realizamos pesquisa bibliográfica em artigos acadêmicos, materiais didáticos, livros e sites especializados em viagens e organismos nacionais e internacionais. Para as informações das modalidades de intercâmbio foram consultadas agências associadas à BELTA, uma associação civil, sem fins lucrativos, que avalia e credencia operadoras e que reúne as principais instituições brasileiras que atuam nas áreas de cursos, estágios e intercâmbios no exterior. Além desta breve introdução e das considerações finais, organizamos o artigo em três partes. Na primeira parte abordamos a diferença entre aquisição e aprendizagem de idioma, além de apresentar os principais aspectos que tornaram a Língua Inglesa um idioma de alcance global. Na segunda parte, discutimos acerca da importância do Inglês como Língua Franca e apresentamos ainda a definição de intercâmbio e o conceito de intercâmbio cultural, a fim de caracterizar o perfil do atual intercambista brasileiro, ou seja, os principais destinos escolhidos, a faixa etária, o perfil socioeconômico e os tipos de programas, entre outros fatores. Por fim, na terceira parte, tratamos das modalidades de intercâmbio, a saber: Au Pair, Caregiver Canadá, Estudo e Trabalho, Cursos de Idioma, Trabalho Voluntário, Estágio e Trabalho e Viagem, explicando os requisitos necessários para a participação, tempo de duração de cada programa e os destinos mais procurados pelos estudantes brasileiros que querem ter um diferencial competitivo ao adquirir de forma espontânea e eficiente um segundo idioma, no caso aqui em estudo, a Língua Inglesa.

2 A Língua Inglesa globalizada: aquisição versus aprendizado Em 1780, o futuro presidente dos Estados Unidos, John Adams disse: “O Inglês está destinado a ser, no próximo século e nos seguintes, uma língua mundial em sentido mais amplo do que o Latim foi na era passada ou o Francês é no presente” (CRYSTAL, 2003, p. 13). Quando John Adams compara o Latim e o Francês com o que o Inglês iria se tornar, ele tinha 103


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

a certeza que era apenas questão de tempo para isto acontecer (CRYSTAL, 2003). E de fato a Língua Inglesa se tornou um idioma universal com um alcance em muitos setores da nossa sociedade, que supera qualquer outra língua. Atualmente mais de 100 países têm em sua grade de ensino o Inglês como principal língua estrangeira. Somente na Índia, a indústria do aprendizado de Inglês em massa consiste num negócio de 100 milhões de dólares por ano e estima-se que é bem provável que existam mais falantes de Inglês na Índia do que em toda a Grã-Bretanha e os Estados Unidos juntos (CRYSTAL, 2003, p. 29). A língua inglesa já se tornou uma língua mundial, em virtude do progresso político e econômico obtidos pelas nações falantes desse idioma nos últimos 200 anos, [...] O inglês é utilizado como língua oficial ou semi-oficial em mais de 60 países, e tem um lugar de destaque em outros 20. Da mesma forma, é dominante ou bem estabelecido em todos os seis continentes. (FIGUEIREDO e MARZARI, 2012).

A Língua Inglesa desponta hoje como uma língua global, cuja utilidade vai muito além da turística. Como língua de contato, o Inglês é usado como meio de comunicação em diferentes contextos e, principalmente, nas relações comerciais entre diferentes grupos de pessoas, cada grupo falando uma língua diferente e em países diversos. David Crystal (2003) acrescenta que nunca antes na história existiu uma língua que fosse falada por mais pessoas como segunda língua do que como primeira. E, segundo o autor, os falantes não nativos já ultrapassam os nativos numa proporção de três para um (CRYSTAL, 2003). O Inglês alcançou esse status de Língua Franca ao desenvolver um papel importante na sociedade moderna sendo reconhecido em um grande número de países (PHILLIPSON, 1992). A esse respeito, o pesquisador Rod Ellis (1997) afirma que o motivo de uma língua se tornar universal, vai além do número de pessoas que a falam, envolvendo principalmente a relação de poder mantida com seus falantes. O autor cita o exemplo do Latim, que se tornou uma língua internacional durante o Império Romano não pelo fato de a população romana ser a mais numerosa, mas por ser à época a mais poderosa. Crystal (2003) salienta que para expandir uma língua e mantê-la global é preciso ter poder político, tecnológico, cultural e econômico. Nestes termos, acrescenta, o poder do dólar foi fundamental para a garantia dessa condição de língua globalizada, assim como o domínio que os norte-americanos exercem em muitas áreas da sociedade contemporânea. Daí emerge a necessidade em aquisição da Língua Inglesa para que o indivíduo possa estar inserido nesse contexto mundial e, acima de tudo, que seja capaz de interagir com ele. Muitas são as maneiras de se entrar em contato com determinado idioma, entretanto, a mais 104


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

eficiente é aquela que consegue conciliar a aquisição e também o aprendizado da língua, “acquisition” versus “learning”. O linguista Stephen Krashen (2013) teorizou acerca desse assunto em Second Language Acquisition, onde discute que há dois sistemas independentes para desenvolvimento de segunda língua: “the acquired system” and “the learned system”, aquisição e aprendizado. Para fazer essa distinção, alguns autores utilizam ainda os fatores formal, informal, consciente e inconsciente. Em relação ao primeiro sistema, trata-se do produto de um processo subconsciente bastante similar ao mecanismo pelo qual as crianças aprendem a primeira língua (McLAUGHLIN, 2008). Isso equivale dizer que aquisição se caracteriza pelo ato inconsciente e informal de alcance, isto é, quando o indivíduo não percebe que está aprendendo, quando não se preocupa em entender de normas gramaticais. Esse processo acontece quando há vivência da língua, quando se passa por experiências contextuais que o colocam em contato direto com o idioma e falantes nativos dele. Esse sistema requer interação significativa com a língua-alvo em uma comunicação natural na qual os falantes se concentram não na forma, mas no ato comunicacional em si (KRASHEN, 2013). Quando estamos lendo, assistindo, escrevendo ou conversando sem a preocupação de entender como isso se processa, estamos de maneira inconsciente adquirindo o idioma. Por outro lado, aprendizado é o ato consciente e formal, ou seja, quando o interessado sabe que está aprendendo, quando se interessa pela estrutura da língua e aquilo que a permeia. Para Krashen (2013), quando se fala em aprendizagem se fala necessariamente em regras e correções, situações impostas ou repetitivas, etc., já que se refere a um produto de instrução formal que compreende um processo consciente sobre a língua – conscious knowledge. Inúmeros autores acreditam que aquisição é muito mais importante e significativo do que aprendizado e, por essa razão, muitas pessoas procuram a vivência no país de língua-alvo para alcançar esse conhecimento (CRYSTAL, 2003). Considerando que a aquisição de um segundo idioma ocorre de maneira informal, geralmente isso se efetiva quando o indivíduo está inserido em um ambiente natural – natural communication. Ao adquirir a língua sem instruções formais, na maioria dos casos o indivíduo está inserido na comunidade da língua-alvo ou tem a oportunidade de interagir com falantes nativos com uma razoável frequência. Nesse contexto, a procura pelos intercâmbios em países falantes de Língua Inglesa tem aumentado nas últimas décadas, principalmente pelo público universitário que almeja uma formação mais capacitada para enfrentar o acirrado mercado de trabalho. Com isso, o perfil do intercambista brasileiro também vem se modificando, sua faixa etária, os novos destinos escolhidos, a grande oferta de modalidades, etc. 105


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

3 O intercâmbio e o perfil do intercambista universitário brasileiro Segundo Talita Segato Tamião (2010), o intercâmbio pode ser considerado um modelo de ação que faz a interação entre pessoas e cultura, promovendo a troca de saberes e experiências. Para Bartell (2003), essa prática é definida como “trocas internacionais relacionadas à educação, e a globalização como uma avançada fase no processo que envolve a internacionalização”. No mundo globalizado, a necessidade de trocas e contatos torna-se ainda mais evidente e, com isso, a aquisição de um outro idioma faz-se fundamental. Nesse sentido, “o intercâmbio não tem apenas o objetivo dos estudos, mas também o de conhecer e vivenciar a rotina de outro país” (TAMIÃO, 2010, p. 4). Como supracitado, em pesquisa realizada pela BELTA (2017), observa-se que o Brasil teve um crescimento impressionante no número de estudantes que realizam intercâmbio. Conforma aponta Vanessa Guerra (2007), este mercado em ascensão proporciona inúmeras facilidades para o estudante que deseja realizar os estudos em outros países. A autora destaca que as modalidades de intercâmbio vêm sofrendo muitas alterações ao longo dos anos. Para ela, nas últimas décadas, as propostas de vivência no exterior vêm em forma de pacotes prontos que incluem ofertas de empregos, famílias hospedeiras (nem sempre acolhedoras), acomodação em albergues, cursos de idiomas, cursos profissionalizantes, estágios ou ainda a junção de algumas opções, como por exemplo, estudo e trabalho no mesmo programa. O mercado de intercâmbios conquistou seu espaço e atua hoje na maior parte das escolas de idiomas, bem como escolas regulares e universidades. (p.23)

O levantamento feito pela BELTA aponta também o perfil dos intercambistas brasileiros em relação à idade, destino, tipo de programa de intercâmbio e posição social. Em relação à faixa etária, 73% dos estudantes que viajam para estudar no exterior tem entre 18 e 30 anos e destes 37,5% permanecem, em média, de um a três meses no destino. Entre os destinos mais procurados, de acordo com as agências entrevistadas pela Belta, os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar com 91%, seguido do Canadá com 85% e da Irlanda com 68,8%. Quanto a posição social, desde 2014 vem havendo uma mudança significativa no perfil dos intercambistas nacionais; além da presença das classes A e B no mercado, 88% das agências entrevistadas detectaram aumento na procura pela classe C incentivada, principalmente, pelas facilidades no pagamento, pelos preços mais acessíveis e incentivos governamentais. Já em relação aos programas ofertados, os cursos de idiomas comercializados pelas agências são os grandes responsáveis pela saída dos brasileiros representando mais de 60% no volume de vendas, seguido do High School, com 13,4% e logo depois pelos cursos de férias, que representam 7,3% (BELTA, 2016, p. 19-21). 106


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

A organização do Salão do Estudante, maior evento de educação internacional da América Latina, disponibilizou no seu site um questionário com perguntas que mostram um pouco mais sobre esse público. A pesquisa durou 40 dias e analisou cerca de 70.000 questionários, na qual estudantes de todo o Brasil participaram revelando dados sobre os destinos mais procurados, tempo de permanência no país, quais os programas preferidos pelos brasileiros, tipo de acomodação, faixa etária dos intercambistas, formas e condições de pagamento escolhidos. De acordo com o resultado da pesquisa, 1) a faixa etária está entre 15 e 35 anos; 2) o grau de escolaridade varia de acordo com a idade, mas 60% dos estudantes que buscam o intercâmbio tem no mínimo Ensino Médio completo; 3) em relação ao destino, observa-se Estados Unidos, seguido muito próximo do Canadá, Reino Unido e Austrália; 4) o tempo de permanência no país escolhido varia entre três e 12 meses; 5) devido à questão de preço, os brasileiros preferem ficar em casa de família (homestay) e apenas 20% optaram por outro tipo de acomodação como, por exemplo, o campus da universidade; e 6) quanto às modalidades mais procuradas são na ordem os cursos de idiomas, cursos de Graduação e Pós-Graduação e High School (SALÃO DO ESTUDANTE, 2016, p. 3).

4 Principais modalidades de intercâmbio para adultos Atualmente existem diversos programas de intercâmbio para todas as idades, objetivos e necessidades, com diversidades desde o destino escolhido, forma de pagamento, custos, período de realização, etc. Devido às inúmeras modalidades de intercâmbio ao redor do mundo, o futuro intercambista deve encontrar uma que atenda às suas possibilidades, prioridades e propósitos. De acordo com Andréa Sebben (2007), o indivíduo que deseja realizar um intercâmbio pode ir somente para estudar, trabalhar e estudar, estudar e passear, fazer um curso na área, Pós-Graduação, Mestrado, Doutorado, entre outras inúmeras opções. Nesse sentido, para escolher o intercâmbio correto é preciso organização, planejamento, clareza e precisão sobre todos os detalhes que o envolvem para não sofrer imprevistos que atrapalhem seus planos. A autora aconselha que o intercambista já saia do Brasil com tudo acertado e com conhecimentos detalhados sobre o seu intercâmbio, evitando assim, surpresas desagradáveis. Para Flávia Mariano (2008), enquanto se escolhe o intercâmbio, deve-se levar em conta suas expectativas, seus desejos, seu dinheiro, seu tempo disponível e, principalmente, seus objetivos. Uma vez definido o propósito, o próximo passo é estabelecer que tipo de intercâmbio se enquadrará no perfil do candidato. 107


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

4.1 Au pair Au Pair é uma expressão francesa “ao par” que significa “igual” ou “a par”. Esta modalidade é ideal para quem quer vivenciar o cotidiano de uma família no exterior. Combina trabalho e estudo com duração mínima de um ano e se destina preferencialmente às mulheres, sendo necessário ter experiência anterior com crianças e ter concluído o Ensino Médio. Apesar de o programa ser mais comum entre as mulheres, existem países que também aceitam que homens participem e, na maioria dos casos, os requisitos exigidos são os mesmos (CI, 2016). Para participar deste programa é necessário atender a alguns requisitos: ter entre 18 e 30 anos, ser solteira (o) e não ter filhos, ter pelo menos 200 horas de experiência com crianças comprovadas por referências. As experiências familiares não valem, mas podem ser acrescentadas como extras. A experiência pode ser como babá, trabalho voluntário em jardim de infância, berçário, professora infantil, líder de igreja ou qualquer trabalho envolvendo crianças. Deve-se ter ainda nível de Inglês intermediário na conversação, Ensino Médio completo, possuir carteira de motorista e saber dirigir, não ter antecedentes criminais, ter passaporte válido e, o mais importante, gostar de crianças. Vale ressaltar que estes são alguns requisitos exigidos, entretanto eles podem variar dependendo da agência e do país que o intercambista escolha para realizar o programa (IE, 2016). A respeito das vantagens da modalidade, de acordo com o site da Experimento (2016), o programa de Au pair nos Estados Unidos inclui remuneração semanal, bolsa de estudos, seguro saúde com ampla cobertura, documento para obtenção de visto, acomodação em quarto individual e todas as refeições, duas semanas de férias remuneradas, no mínimo um dia e meio de folga por semana e passagem aérea de ida e volta. Mariano (2008) aponta outras vantagens para realização do programa de Au Pair e salienta que é uma das modalidades de intercâmbio mais econômicas, já que reúne de uma só vez trabalho e estudo, com a oportunidade de vivenciar uma nova cultura e aperfeiçoar o idioma. O site da Cultural Care (2015) concorda com Mariano afirmando que o programa de Au Pair é uma oportunidade única de conseguir todos os benefícios proporcionados através do intercâmbio de forma econômica.

4.2 Caregiver Canadá De acordo com o site da Travelmate (2016), o Caregiver é um programa de trabalho remunerado no Canadá, exclusivo para profissionais qualificados e experientes, sendo necessária experiência prévia ou graduação em áreas relacionadas a crianças, idosos ou pessoas 108


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

portadoras de necessidades especiais. Durante o programa há a possibilidade de praticar e aperfeiçoar não apenas o Inglês, mas também o Francês, dependendo da região do país. Os requisitos necessários são: ter entre 18 e 40 anos de idade, período mínimo de 24 meses, podendo chegar a 36 meses de acordo com a vaga ofertada e com a disponibilidade do candidato. Após completar um ano de trabalho, o intercambista tem direito a duas semanas de férias remuneradas e, após a realização do programa por um período de 24 meses, o intercambista ficará apto para solicitar a residência permanente do Canadá (TRAVELMATE, 2016, p. 5). Ainda segundo o site da Travelmate (2016), para a participação do programa é necessário pagar um valor em dólar canadense que incluí as taxas administrativas, seguro saúde para os três primeiros meses do programa, acomodação e alimentação, oferta de trabalho no Canadá, avaliação do nível de Inglês ou Francês, assistência no país durante todo o intercâmbio, Cartão Visa Travel Money (VTM), certificado de participação no programa e passagem aérea internacional de ida e volta para o local de destino. Cabe ressaltar que neste valor não estão inclusos os custos de despesas com Passaporte, taxas de Visto e transporte no Canadá.

4.3 Estudo e trabalho Esta modalidade de intercâmbio proporciona ao estudante a oportunidade de combinar aulas de Língua Inglesa com meio-período de trabalho remunerado (part time job) em países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Austrália, NovaZelândia, África do Sul, Irlanda, Escócia e Malta, entre outros (CI, 2016). Na grande maioria, os pré-requisitos para a participação é ter 18 anos, nível de Inglês intermediário para ter mais chances em conseguir emprego e possuir visto de estudante. O tempo mínimo para a participação deste programa é de 20 semanas e o máximo é de 74 semanas (CI, 2016). O intercambista será matriculado em uma escola, com turmas para todos os níveis de Inglês, no primeiro dia de aula a instituição fará uma recepção aos estudantes e, em seguida, a avaliação do nível do idioma para a devida alocação nas turmas. É possível realizar cursos em diversas áreas, tais como Administração, Marketing, Negócios Internacionais, Tecnologia da Informação, Engenharia, Design e Produção Industrial, entre outros (CI, 2016).

4.4 Cursos de idioma Esta modalidade tem como objetivo proporcionar o aprendizado de uma nova língua em um país onde idioma a ser aprendido seja nativo, para que o estudante, de qualquer faixa etária, 109


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

tenha a convivência diária com este. Nesse tipo de programa de intercâmbio, pode-se escolher aprender idiomas como Inglês, Francês, Alemão, Espanhol, Italiano, Mandarim, Japonês e Árabe, entre outros (TRAVELMATE, 2016). Os requisitos para essa modalidade são idade mínima de 16 anos e o tempo mínimo para a realização do programa são de duas semanas. As hospedagens são em campus, casa de família ou residência estudantil (CI, 2016). Segundo o site da agência de intercâmbio IE (2016), com a globalização cada vez mais acelerada, o domínio de outro idioma pode ser um ótimo diferencial na carreira, além de ampliar os horizontes do indivíduo. Talita Tamião (2010, p. 5) concorda ao afirmar que o intercâmbio ocorre principalmente pela vontade dos estudantes em aprimorar seus conhecimentos e sua atividade profissional, além de conhecer novas culturas e pessoas. A realização do intercâmbio oferece uma diferenciação nos estudos, o qual enriquece o currículo escolar, ajudando esses estudantes a ingressarem com maior facilidade no futuro mercado de trabalho.

De acordo com o site da Student Travel Bureal (STB) (2016), existe a possibilidade de se aprender oito idiomas em diversos destinos, com possibilidade de imersão completa na cultura do país. Isso porque com a prática de viver em um país estrangeiro, o estudante aprende a conviver com a diversidade das culturas, e sem perceber. Essa vivência faz com que o intercambista desenvolva habilidades de resolução de problemas, de coletividade, liderança, e segurança na tomada de decisões, competências requisitadas na busca por um bom emprego. Esse diferencial competitivo também se evidencia pelo respeito ao próximo e à cultura alheia, haja vista que “a internacionalização promove o reconhecimento, o respeito pelas diferenças e pela identidade cultural” (KAFLER, 2007, p.13). Ainda sobre esse enriquecimento pessoal que o intercambista passa a desenvolver, Silveira (2008, p. 20) afirma que “considerando que os intercâmbios culturais provocam mudanças nos intercambistas no sentido de crescimento e desenvolvimento humano, pode-se dizer também que, além de estarem relacionados a uma educação intercultural, os intercâmbios contribuem para uma educação em valores”.

4.5 Trabalho voluntário De acordo com o site da Fit (2016), essa modalidade combina o trabalho voluntário com a experiência prática de outro idioma, sendo possível ainda agregar ao programa um curso de idioma. Os programas de trabalho voluntário podem ser relacionados a projetos sociais e conservação ambiental, entre outros. Na grande maioria dos países onde o programa é oferecido, os requisitos necessários para a participação deste programa são ter idade mínima de 18 anos, possuir nível intermediário do idioma do país escolhido e o tempo de permanência mínimo deve ser de duas semanas. 110


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

Segundo o site da Experimento (2016), os destinos são variados, mas inclui principalmente países com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Nesse sentido, África, Ásia e Leste Europeu estão entre os destinos mais oferecidos. É possível realizar este intercâmbio em países como os Estados Unidos e Inglaterra, mas se não costuma haver incentivo. Assim, o intercâmbio voluntário é oferecido em mais de 15 países, entre eles Albânia, África do Sul, Argentina, Chile, China, Guatemala, Gana, Índia, Irlanda, México, Marrocos, Nepal, Peru, Tailândia, Turquia, entre outros. 4.6 Estágio De acordo com a Associação Brasileira de Intercâmbio Profissional e Estudantil (ABIPE, 2016), a International Association for the Exchange of the Students for Technical Experience (IAESTE) promove intercâmbio para realização de estágio em mais de 80 países. Através da IAESTE, é possível passar até doze meses estagiando em sua área de estudo e recebendo remuneração suficiente para cobertura das despesas básicas como alojamento, transporte e alimentação. No Brasil, o programa é gerenciado pela ABIPE. Segundo o site da CI (2016), as experiências oferecidas pela IAESTE têm duração de dois a doze meses e podem ser em universidades ou em empresas, respeitando-se os critérios estabelecidos pelos empregadores. O programa IAESTE possui duas frentes de abrangência. A primeira é conhecida como Grande Área de Abrangência, e conta com 80% das vagas intercambiadas no mundo inteiro, englobando todos os tipos de Engenharias, além de Arquitetura, Física, Química, Biologia, Matemática e Áreas ligadas à Tecnologia e Computação. A segunda área, conhecida como de Menor Abrangência por oferecer menos oportunidades de estágio, inclui as áreas de Administração, Comércio Exterior, Economia, Farmácia e Marketing. Para participar deste programa, os estudantes universitários devem estar devidamente matriculados em cursos de Graduação, Pós-graduação ou em Especialização em instituições públicas ou particulares do Brasil, ter idade entre 18 e 28 anos e possuir nível intermediário do idioma que será usado, pois este conhecimento conta muito para a classificação. Ainda de acordo com o site da STB (2016), é possível participar de um programa conhecido como Intership USA, regulamentado pelo governo norte-americano, que proporciona experiência profissional através de um estágio em empresas dos Estados Unidos na área de estudo do participante, podendo ter duração de seis meses a um ano. Existem vagas remuneradas e não remuneradas, o valor mensal é definido pelo empregador, conforme a vaga. De acordo com o referido site, os pré-requisitos para a participação do Intership USA são ter entre 18 e 30 anos, Inglês avançado, equivalente ao TOEFL 500, entrevista por telefone com a 111


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

organização ou o empregador, ser estudante de Graduação, Pós-graduação ou recém-formado até 12 meses e ter experiência na área conta como diferencial. 4.7 Trabalho e viagem Trabalho e viagem (Work and Travel) é um programa remunerado e ideal para os universitários que almejam ter uma experiência nos Estados Unidos. O programa permite que o estudante aproveite as férias da universidade para trabalhar em uma empresa nos Estados Unidos, conhecer mais sobre o país e aprimorar a Língua Inglesa (FIT INTERCÂMBIO, 2016). Na grande maioria, os pré-requisitos necessários para a participação são idade entre 18 e 29 anos, nível de Inglês intermediário ou avançado, pois haverá entrevistas no idioma como parte do processo de seleção e ser universitário regularmente matriculado. O programa oferece vagas de trabalho temporário em empresas de turismo, entretenimento, hotéis, restaurantes, fast foods, estações de esqui, parques temáticos, entre outros. A seleção para o programa, geralmente inclui processo seletivo em Inglês e uma taxa a ser paga pelo candidato; esta inclui despesas com o contrato inicial de trabalho, os documentos necessários para o Visto e seguro médico internacional obrigatório durante todo o programa, porém não estão inclusos os custos de passagem aérea, alojamento e alimentação. Ao final do período é emitido um certificado de participação. 5 Considerações Finais Ao longo deste trabalho foi possível discorrer acerca das diferenças entre aprendizagem e aquisição de uma Língua Estrangeira, salientando a importância do intercâmbio para o desenvolvimento eficaz de uma segunda língua. Sabe-se que o Inglês é hoje considerado uma língua franca, sendo o principal idioma utilizado nas negociações internacionais. Considerando que a quantidade de falantes estrangeiros da Língua Inglesa já ultrapassou o falante nativo em uma proporção de um para três, pode-se concluir que as negociações em sua grande maioria realizadas por países distintos têm o Inglês como principal língua. Diante dessas informações é salutar a necessidade do domínio do Inglês para manter-se neste cenário cada vez mais globalizado e exigente. Uma das possibilidades de ingressar nesse mercado altamente competitivo portando um diferencial é por meio da realização de um intercâmbio. Por essa razão, a busca dos brasileiros por uma experiência fora do país tem crescido nos últimos anos motivada por oportunidades futuras em relação a uma melhor colocação no mercado de trabalho, fazendo com que o apelo mercantil oferecido pelo processo de aprendizagem de um novo idioma torne-se e o fio condutor da viagem a ser realizada. Com o incremento das facilidades de pagamento oferecidas pelas 112


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

agências, além do incentivo de programas governamentais de intercâmbio como o Ciência sem Fronteiras, bolsas de estudo da CAPES e outros órgãos de fomento, Programa de Licenciaturas Internacionais (PLI), entre outros, a procura da classe C pelo intercâmbio tem aumentado, fazendo-nos entender que a realização deste é possível para qualquer pessoa desde que ocorra planejamento e preparo necessários. Pensando nisso, é importante que o estudante atente às modalidades que mais se adaptam a suas necessidades para que a vivência internacional seja de fato algo agregador em sua vida. Dessa forma, optar por apenas viajar ou estudar ou trabalhar ou ainda combinar estudo, trabalho e viagem passa a ser um fator determinante para que o intercâmbio seja bem-sucedido. Isso porque a vivência internacional vai além do aprendizado de uma segunda língua, dizendo respeito também ao relacionamento que se estabelece com outros povos e culturas, à aquisição de novos conhecimentos e experiências, ao crescimento pessoal e profissional. Ao realizar um intercâmbio, o indivíduo adquire experiências e saberes diferenciados que são vistos como fatores decisivos na hora da contratação não apenas pela razão do enriquecimento do currículo e domínio do idioma, mas principalmente porque acredita-se que esse tipo de pessoa adquire determinadas competências que não são facilmente encontradas, tais como: flexibilidade, pró-atividade, sociabilidade, paciência, liderança, capacidade de resolver problemas e trabalhar em equipe, controle emocional, criatividade, empatia, cordialidade, dentre outras habilidades requisitadas pelos profissionais de Recursos Humanos no momento da contratação. Além do mais, com a prática de viver em um país que não seja o seu habitual, o estudante aprende a conviver com a diversidade de culturas e, acima de tudo, a respeitar e valorizar essa diferença. 6 Referências BARTELL, M. A internacionalização das Universidades: Uma universidade cultural baseou a estrutura. Instrução mais elevada. Manitoba, Winnipeg, 2003. BELTA ONLINE, Quem somos. Disponível somos/apresentacao.php>. Acesso em: 01 nov. 2016.

em:

http://www.belta.org.br/quem-

CI. Site Oficial. English as a global language. Disponível em https://www.ci.com.br/?utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=PESQUISA %20%7C%20INSTITUCIONAL&utm_term=CI%20INTERC%C3%82MBIO_. Acesso em: 17 nov. 2016. CRYSTAL. D. English as a global language. Cambridge: CUP, 2003. CULTURAL CARE. Au pair: o que precisa para ser? Disponível em: <http://www. culturalcare.com.br/trabalhando-como-au-pair/requisitos-para-ser-au-pair/>. Acesso em: 10 nov. 2016. 113


V@rvItu – Revista de Ciência, Tecnologia e Cultura da FATEC Itu ITU/SP – No. 7, junho de 2018

ELLIS, R. Understanding second language acquisition. Hong Kong: Oxford University Press, 1997. FIGUEIREDO, A.F.; MARZARI, G.Q. A Língua Inglesa ao longo da história e sua ascensão ao status de língua global. 2012. Disponível em: <http://www.unifra.br/eventos/ sepe2012/Trabalhos/6753.pdf> Acesso em: 16 fev. 2016. FIT INTERCÂMBIO. Work and travel. Disponível em:<http://www.fitintercambio.com.br/ work-e-travel.php#.Vk0tx3arTIU>.Acesso em: 18 nov. 2016. GUERRA, V. Explorando os processos subjetivos neste mode de se deslocar na pósmodernidade. Trabalho de Conclusão de Curso de para obtenção de título de Graduação em Psicologia. Universidade do Vale do Rio dos Sinos, 2007. IAESTE BRASIL. Manual programa de estágio IAESTE. Disponível em: <http://www. abipe.org.br/upload/programaiaeste/00000196.pdf>. Acesso em: 17 nov. 2016. IE. Site Oficial. Disponível em: <http://www.ie.com.br/curso-idioma>. Acesso em: 10 out. 2016. INTERCÂMBIO E VIAGEM. Estágios IAESTE. Disponível em:<http://www.ci.com.br/ trabalhar-no-exterior/estagios/iaeste>.Acesso em: 17.11.2016. KAFLER, Liliane Cacidoni. A internacionalização do ensino superior e o caso da Universidade Anhembi Morumbi. Trabalho de Conclusão de Curso de MBA. Universidade Anhembi Morumbi (UAM), 2007. KRASHEN, S. D. Second language acquisition. Mexico: Cambridge University Press, 2013. MARIANO, F. Intercâmbio aí vou eu. São Paulo: Alaúde, 2008. McLAUGHLIN, B. Second-language acquisition in childhood. New Jersey: Hillsdale, 2008. PHILLIPSON, R. Linguistic imperialism. Oxford: Oxford University Press, 1992. SALÃO DO ESTUDANTE. Como realizar um intercâmbio. Disponível em: <http://www. salaodoestudante.com.br/>. Acesso em 05 nov. 2016. SEBBEN, A. Intercâmbio Cultural. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2007. SILVEIRA, Éder da Silva. A contribuição de um projeto escolar para a educação intercultural: O “intercâmbio internacional estudantil Delta do Jacui/ Brasil e Mostazal/ Chile”. Dissertação (Mestrado em Educação), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2008. STUDENT TRAVEL BUREAL. Intership and trainee USA. Disponível em: <http://www. stb.com.br/intercambio-trabalho/internship-and-trainee-usa>.Acesso em: 18 nov. 2016. TAMIÃO, T. O intercâmbio cultural estudantil: uma discussão sobre o diferencial trazido na “bagagem” do estudante. Artigo apresentado no VII Seminário da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo. Universidade Anhembi Morumbi – UAM, São Paulo, set. 2010, p. 1 – 14. TRAVELMATE. Intercâmbio para o mundo. Disponível em: http://travelmate.com.br/ programas/cursosnoexterior/?gclid=CjwKEAjwxJnNBRCMqNXM6vKAq1wSJADxf_5B_S7 HTKfOics9pPsEOHbsSA-SWjixZ6ITxkOAgpn8rxoCdSPw_wcB. Acesso em: 04 out. 2016.

114


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Artigo 8 Edição 7 by V@rvItu - Issuu